Educação Financeira e Previdenciária  - 30.08.2011


Economia pessoal e doméstica
O que fazer quando se entra na temida "bola de neve"?
Saúde: Poupar para ter sempre!
De olho nas finanças: Termos mais utilizados
Vamos desmistificar os "Investimentos"?
Entendendo mais sobre Cartão de Crédito
Você sabia? Termos utilizados em Seguros
Mercado Financeiro
De olho na Bolsa: Ibovespa subiu 2,83%
Comportamento dos investimentos
Perguntas e Respostas sobre Investimentos
Você sabia? Termos do Mercado
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Duas trajetórias para a Europa
Previdência Oficial
O que diz a lei - Direito Previdenciário
De Olho na Previdência: Decisões das Câmaras de Recursos
O que acontece na Previdência Oficial
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Previc: Amplitude de atuação
Fundo de Pensão: Entendendo os conceitos
Entendendo a gestão dos Fundos de Pensão
Legislação: O que trata de que?
A cultura do sistema em doses homeopáticas
Boas Práticas da Gestão dos Fundos de Pensão
Matérias da mídia - hoje
A  economia da felicidade
Existe momento certo para deixar o mundo dos investimentos?
Consumo: Economia nas compras em supermercados
Desaceleração econômica prosseguirá no 2º semestre


Economia pessoal e doméstica
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O que fazer quando se entra na temida "bola de neve"?
Os gastos saíram do controle, as despesas estão próximas ou já ultrapassaram os ganhos e o crédito está fácil de ser adquirido. Cuidado, é hora de parar e entender a gravidade do problema. Ficar com a "corda no pescoço", ou entrar na temida "bola de neve" não resolve e pode prejudicar a saúde, a vida social e a harmonia da família. Uma opção pode ser pegar um empréstimo para se pagar as dívidas e ficar com uma só prestação. É o chamado "reescalonamento".
Reescalonamento
Reescalonar as dívidas pode ser uma solução, mas é preciso ter a clareza que o novo empréstimo não é uma espécie de "segundo salário" e que só deve ser feito em situações de emergências para quem não tem reservas. O princípio do reescalonamento é simples: trocar dívidas mais caras por dívidas mais baratas.
Para o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), Gilberto Braga, quem está endividado deve fugir do anatocismo, que é a cobrança de juros sobre juros e indica acordo judicial. Segundo Braga, levando o caso à justiça é possível conseguir redução de até 70% da dívida. Outra regra é fugir do rotativo do cartão de crédito e do cheque.
Para o professor, deixar todas as dívidas em uma única instituição e seguir orientação de financistas e advogados minimiza os riscos. "É interessante concentrar as dívidas para facilitar a negociação e o pagamento das parcelas", afirma.
Antonio De Julio, especialista em educação financeira do MoneyFit, afirma ser interessante que o consumidor entenda o mecanismo dos juros ou a "regra do jogo" para não se prejudicar. "Se a pessoa deve R$  100,00 no primeiro mês e o banco cobra 10% de juros ele já acumulou no primeiro mês uma dívida de R$ 110,00, no segundo mês R$ 121,00 e no terceiro mês R$ 133,00. Depois de um ano, a dívida estará em R$ 313,84. Simplesmente, houve uma triplicação da dívida em 12 meses. Será que essa pessoa consegue triplicar o capital ou os mesmo R$ 100,00 em 12 meses? Não, não consegue", alerta o especialista.
Crédito consignado com desconto em folha e crédito bancário direto são opções consideradas positivas por Braga, mas o professor alerta: renegociar sugere também mudança de comportamento. "Não adianta ter sucesso no reescalonamento e em alguns meses a pessoa estará enrolada novamente. O brasileiro tem por hábito assumir dívidas contando com recebimento das férias e 13º salário, o que é um perigo para o desequilíbrio financeiro", comenta.
Realidade nacional
Desde 2005, não se via no país um endividamento tão alto. Estudo realizado pelas empresas Nielsen e Kantar Worldpane, a pedido da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), mostrou que, se por um lado os rendimentos médios do brasileiro subiram 13% chegando a R$ 2146,00, em 2010, as despesas ultrapassaram essa média atingindo o valor de R$ 2.171,00. Nesse cenário, o país conta com 53% das famílias endividadas, gastando mais do que recebem.
Segundo De Julio, o problema do endividamento ultrapassa a questão das finanças. "As pessoas não dormem direito, adquirem doenças e perdem o direito de pensar em investir para o futuro".
Elegendo prioridades
O especialista aconselha ao endividado verificar se tem algum bem que possa ser vendido e, com esse dinheiro, pagar as dívidas que tenha juros altos. Cartão de crédito e serviço de cheque especial deve ser prioridade no reescalonamento de dívida, pois são os juros mais pesados do mercado. Outra dica do especialista é consultar o gerente do banco, explicar a dificuldade e renegociar o valor e a forma de pagamento.
"O consumidor precisa ter a clareza que todo o dinheiro que ele pega emprestado tem um custo. Outro ponto importante é que as pessoas têm de entender que ‘parcelinhas’ podem virar uma soma pesada para o orçamento", alerta.  (Portal da Previ)

Saúde: Poupar para ter sempre!
Informe semanal
RN nº 265: Prioridade é prevenir no lugar de tratamento
Incentivos visando a participação dos beneficiários em programas de envelhecimento ativo, com a possibilidade de descontos e prêmios auferidos pelas operadoras de plano de saúde, é o objetivo básico da Resolução Normativa nº 265 baixada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A agência entende que esse esforço tem o sentido de inverter a lógica existente atualmente no setor, pautado pelo tratamento da doença e não pelo cuidado da saúde. Para isso, as operadoras deverão estimular a adesão dos beneficiários a programas de promoção da saúde e envelhecimento ativo, podendo oferecer desconto nas mensalidades dos clientes que aderirem.
O programa é extensivo aos planos de saúde individuais ou familiares e coletivos empresariais ou por adesão. A formatação dos programas será individualizada para cada plano, de forma a deixá-lo mais adequado para seu público, considerando, inclusive, a região de residência do beneficiário. Na proposta da ANS, o beneficiário que aderir a algum programa deste tipo poderá ter o desconto, sem discriminação por idade ou doença preexistente. E não será permitido vinculá-lo a resultados alcançados. O desconto ou a premiação estará vinculado apenas à participação.
Programas voltados para o envelhecimento ativo envolvem ações para a prevenção e para o acesso a cuidados primários de saúde que visam detectar e gerenciar precocemente as doenças crônicas. Estas, associadas à idade avançada, são responsáveis pela maior parte das perdas da capacidade funcional dos indivíduos. Em sua maioria, as doenças crônicas são passíveis de prevenção com base nos cuidados primários de saúde ao longo da vida.
Para Mauricio Ceschin, diretor presidente da ANS, "esta resolução traz uma mudança de paradigma: o objetivo de um sistema de saúde não deve ser só o tratamento de doenças e sim prevenir doenças e promover saúde. Estamos, pela primeira vez, buscando alinhar incentivos econômicos com o objetivo de promoção de saúde. A ANS convida os beneficiários de planos de saúde a participar desta mudança."
O tema, além de integrar a Agenda Regulatória da ANS, é um conceito adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), amplamente utilizado em vários países. A nova RN também vem ao encontro das políticas desenvolvidas pelo Governo Federal para enfrentar e deter Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDNT) no Brasil.   (Jornal Monitor Mercantil)

Saúde possui problemas que merecem atenção da ANS
Foi anunciada no dia 22 de agosto, pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), uma medida que incentiva os beneficiários de planos de saúde a participarem de programas de envelhecimento ativo. Ao se cadastrarem nesses programas, os beneficiários poderão receber descontos e até prêmios.
Para o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), o setor da saúde possui outros problemas que merecem mais atenção da Agência. Além disso, o Instituto explica que alguns pontos não ficaram claros.
Outros problemas
Apesar da relevância dos programas, o setor de planos de saúde possui outros problemas mais urgentes para serem solucionados. Entre eles, estão os problemas entre os profissionais de saúde e as operadoras, cobranças e reivindicações exigidas pelos consumidores.
Além disso, o Instituto também observou crescentes descredenciamentos, demora para marcação de consultas e exames, grande tempo de espera para atendimentos de urgência e emergência nos pronto-atendimentos credenciados, quebras de operadoras, constantes negativas de cobertura e aplicação de reajustes abusivos.
Medidas
Com as novas medidas, as operadoras de planos de saúde, sejam para planos individuais, familiares ou coletivos empresariais ou por adesão, deverão incentivar a inclusão dos consumidores nos programas, oferecendo bonificação ou premiação em troca. Tais benefícios serão gerados pela adesão, não podendo variar devido à idade ou doença preexistente.
Para os consumidores que participarem do programa de Envelhecimento Ativo ao Longo do Curso da Vida, poderá ser concedido desconto na mensalidade. Já para as participações nos programas de População-Alvo Específica e Gerenciamento de Crônicos, o consumidor ganhará prêmios. “Tanto os descontos nas mensalidades como prêmios deveriam poder ser concedidos a todos os programas, seja de promoção do envelhecimento ativo quanto os voltados à determinada população-alvo ou doentes crônicos”, explica a advogada do Idec, Juliana Ferreira.
De acordo com Idec, a ANS também deixou claro que esses programas somente poderão ser oferecidos aos planos de saúde foram contratados a partir de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98.
Para Juliana, apesar dos esclarecimentos da ANS, alguns pontos das medidas não ficaram claros para a população. De acordo com ela, não ficou claro na resolução quais atividades poderão ser exigidas ou previstas nos programas, nem quais as possíveis premiações serão concedidas. “Além disso, a ANSdeve avaliar e homologar os programas que vierem a ser elaborados pelas operadoras, antes que sejam oferecidos aos consumidores”, completa.  (Infomoney/CQCS)

Planos de saúde em alta
O aumento do número de brasileiros com plano de saúde, de 50% na última década, levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de prestar atendimento aceitável a essa legião de clientes.
Não se pode descartar, ainda, o risco de uma piora na já combalida rede pública de saúde do país.
Os beneficiários de planos de saúde chegam a 46,6 milhões, ou um quarto da população. A bonança econômica dos últimos anos e o crescimento do emprego formal, com a consequente oferta de seguro-saúde aos funcionários, ajudam a explicar o fenômeno. Além disso, o serviço deficiente na rede pública estimula a migração para os serviços particulares.
Um dos efeitos colaterais a evitar nessa transição seria a sobrecarga da rede pública, sem o equivalente aumento da remuneração pelos seus serviços. É plausível que os planos, assoberbados com a nova leva de clientes antes à margem dos serviços de saúde, sejam tentados a intensificar a prática de direcionar pacientes de tratamentos mais complexos e caros para a rede estatal.
O número de clientes de planos de saúde subiu 9% nos 12 meses até março deste ano, contra uma elevação de somente 3% nos leitos no setor particular que não atende ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Nem o governo federal nem os estaduais conseguiram até hoje realizar uma cobrança eficaz dos planos pelos atendimentos de seus clientes. Nos primeiros cinco meses de 2011, a Agência Nacional de Saúde Suplementar cobrou R$ 100 milhões dessas empresas, mas só conseguiu arrecadar um quarto disso. De 2006 a 2011, a taxa de sucesso da ANS nessa cobrança foi de apenas 12%.
A popularização dos planos de saúde exigirá que a fiscalização do governo se aprimore muito. O aumento da demanda deve ter impacto sobre a qualidade dos serviços. As queixas a órgãos de defesa do consumidor têm crescido nos últimos anos.
Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve se manifestar de maneira definitiva sobre a disputa entre governo e planos de saúde acerca do ressarcimento. Uma estimativa é que a arrecadação anual extra seja de ao menos R$ 500 milhões. A quantia não significa uma panaceia para a saúde pública no Brasil, que sofre de graves problemas de gestão e de desperdício de recursos.
Mas seria contrariar o óbvio dizer que essa injeção de recursos não ajudaria a melhorar o atendimento, muito aquém do desejável, na rede pública -da qual dependem mais de 140 milhões de brasileiros.  (Folha de S.Paulo)

Plano de saúde cresce mais que hospital
No último ano, planos ganham 4 milhões de clientes, aumento recorde de 9%, mas leito particular só cresce 3%
Aumentam queixas de consumidores; faturamento de seguradoras cresce 20% no primeiro semestre
Entre março de 2010 e março deste ano, mais 4 milhões de brasileiros passaram a ter plano de saúde. Olhando a série histórica da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), iniciada em 2000, foi um crescimento recorde, de 9%, numa área que já estava em expansão.
A bonança levanta dúvidas se o setor está preparado para absorver esse crescimento chinês, como definiu o diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin. Analisando a expansão de leitos e o número de reclamações em órgãos de defesa do consumidor, há razões para se preocupar.
No caso dos leitos, a variação de março de 2010 a março de 2011 em todo o setor particular que não atende ao SUS foi de só 3%. No Procon-SP, de 2009 a 2010, queixas contra planos subiram 30%.
Apesar disso, há sinais de que o setor está respondendo com investimentos. Operadoras como Amil, Unimed-Rio ou Intermédica anunciaram recentemente expansão da rede própria. Movimento semelhante foi feito por grandes hospitais privados paulistas -casos de Samaritano, Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz- e da rede D'or, do Rio.
O crescimento se reflete também no faturamento das seguradoras. Bradesco (23%), Porto Seguro (20%) e Sul América (19%) registraram crescimento no primeiro semestre deste ano em comparação com o do ano passado. A expansão do número de beneficiários é explicada pelo crescimento da renda e da criação de empregos formais, já que a maioria dos novos planos é empresarial.
Maurício Ceschin, da ANS, diz que a agência está atenta e mapeando os problemas. Para ele, no entanto, o número de leitos não é o melhor indicador de qualidade.
"Há uma tendência mundial de desospitalização e diminuição do tempo de internação. Preferimos olhar para o tempo que o beneficiário leva para ser atendido. Por isso fizemos uma resolução [que passará a valer a partir de 18 de setembro] estabelecendo prazos máximos."
Lígia Bahia, doutora em saúde pública da UFRJ, faz análise mais pessimista. Segundo ela, houve muitas aquisições e fusões, mas pouco investimento em pesquisa e ampliação da capacidade.
Em sua avaliação, para suprir o deficit de leitos e médicos, as empresas estão enviando pacientes para a rede pública para realizar tratamentos mais caros e impondo novas condições contratuais para os médicos, alternativas que são "mais improviso do que solução". Como resultado das novas condições impostas aos médicos, a pesquisadora diz que muitos passaram a cobrar pelas consultas do paciente.
Usuário espera quatro horas para ser atendido
Na quarta-feira passada, uma dor na perna levou Thiago Pacífico da Silva, 27, à emergência do hospital privado Joari, em Campo Grande, na zona oeste do Rio.
Seu filho de um ano precisava retirar pontos da boca e foi levado pela mulher no mesmo dia para o mesmo hospital. "Demorei quatro horas para ser atendido." Sua mulher e o filho, depois de três horas de espera em vão, foram para casa.
Apesar das queixas, Thiago diz que ter um plano ainda vale a pena. "Em hospital público, você entra com uma doença e sai com três." Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, relata ter percebido, nos últimos anos, um aumento de queixas referentes à demora no atendimento ou marcação de exames e consultas. O mesmo ocorreu no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.  (ANTÔNIO GOIS - Folha de S.Paulo)

Portabilidade em planos vale só em planos similares
Em vigor desde 28 de julho, as novas regras de portabilidade dos planos de saúde têm como principal novidade a possibilidade de mudar de plano sem ter que pagar pelo período de carência. O direito garantido pela Resolução Normativa 252 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no entanto, garante a mudança de empresas com planos similares. Se mais caros e com maior abrangência, por exemplo, a regra não vale.
“Ocorre uma confusão com relação à carência no momento da portabilidade ou migração de plano de saúde. A migração, adaptação ou portabilidade e carência são assuntos distintos e que não necessariamente se aplicam simultaneamente”, explica especialista em Direito Médico e da Saúde, Sandra Franco, da SFranco Consultoria e membro efetivo da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médica e Hospitalar da OAB/SP.
Por exemplo, um usuário que adquiriu um plano de saúde antes de 1º de janeiro de 1999 e que quer migrar ou adaptar-se a um plano de saúde compatível e equivalente está dispensado do cumprimento de carência. Porém, se o usuário migrar para um plano de categoria superior, a carência existirá para aqueles procedimentos antes não contemplados pelo plano inicial.
“Recebi alguns questionamentos de usuários indignados com a exigência da operadora quanto ao cumprimento de carência, mesmo quando o usuário deseja mudar seu plano para outro melhor, com maior abrangência de credenciados, além do oferecimento de serviços de saúde de melhor qualidade, com equipamentos mais modernos que representam o top do desenvolvimento tecnológico alcançado na atualidade. Essa carência exigida pela Operadora está de acordo com as normas da ANS e poderá ser de até seis meses.
A advogada destaca que a operadora de plano de saúde pode exigir, conforme norma da ANS, até seis meses de carência quando o usuário deseja mudar seu plano para outro plano com procedimentos não contemplados pelo plano inicial e que não estejam, claro, contemplados no rol de procedimentos básicos exigidos pela ANS para os planos criados após 1º de janeiro de 1999.   (Último Segundo)

Cuidado, cada caso é um caso
Regras da ANS permitem aos consumidores de planos de saúde antigos migrarem para outros mais novos, mas é preciso analisar se isso vale mesmo a pena
Recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) baixou regras para permitir aos titulares de planos de saúde anteriores a janeiro de 1999 mudarem para planos de acordo com a Lei 9656/98.
A mudança do plano antigo para outro plano não é obrigatória e as regras permitem duas alternativas: a adaptação do plano antigo às regras da Lei dos Planos de Saúde Privados, com a inclusão de procedimentos originalmente excluídos, ou a migração para um plano completamente novo, pelo preço de mercado na data da migração.
As mudanças só podem ser feitas dentro de planos administrados pela operadora do plano anterior. Ou seja, não se trata da aplicação das regras da portabilidade, também recentemente introduzidas pela ANS. E elas só podem ser feitas uma vez, não sendo permitido o retorno para a situação anterior, em função de arrependimento com as novas regras pactuadas.
Como cada caso é um caso, as alternativas oferecidas podem ser interessantes ou não. Vai depender de cada plano e das necessidades de cada titular.
Os planos de saúde anteriores a janeiro de 1999 apresentam enormes diferenças de cobertura e elas precisam ser consideradas. Em primeiro lugar, eles não são necessariamente ruins, nem sangram seus titulares, não dando atendimento quando necessário. Alguns destes planos estão entre os melhores e mais abrangentes oferecidos pelo mercado. Outros, não. Num universo onde o diferencial era um atendimento melhor do que o oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), tem de tudo. Planos para o chamado "chão de fábrica", planos caros, planos com grande hotelaria, mas com poucas coberturas, planos abrangentes, com livre escolha, com rede própria ou com rede credenciada, etc.
No fim dos anos 1970 os planos de saúde privados eram o sonho de consumo da classe média. E eram oferecidos pelas assistências médicas, Unimeds e seguradoras. Naquela época, as diferenças entre eles eram nítidas. As assistências médicas operavam com redes próprias, as Unimeds por meio dos médicos cooperados e as seguradoras, em sistema de reembolso.
Plano universal. Como os planos de saúde privados até 1998 não tinham uma regulamentação específica, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) desenvolveu um plano de seguro saúde obrigatório para as seguradoras. Chamado de "Plano Universal", com cobertura praticamente igual à do SUS, as seguradoras eram obrigadas a apresentá-lo aos clientes, pelo preço que achasse conveniente, dando como alternativa, caso o desejasse, planos menos completos e, consequentemente, com preços menores.
Na década de 1990, por conta da concorrência no setor, o Plano Universal da Susep, ainda que, na prática, tenha sido muito pouco comercializado, foi um instrumento importante para formatar a maioria dos planos de saúde privados, levando em conta as necessidades e a capacidade de pagamento da sociedade brasileira, das pessoas física e jurídica.
Todavia, após um longo sono nas gavetas do Congresso Nacional, quando a Lei dos Planos de Saúde foi desengavetada, a ideia foi deixada de lado.
Se o Plano Universal da Susep tivesse servido de base para desenvolver os conceitos de cobertura e atendimento, com certeza a realidade atual seria muito mais favorável ao consumidor, que teria planos compatíveis com seus riscos e sua capacidade de pagar, além do que as operadoras não correriam o risco de se transformarem em bombas relógio, como ainda pode acontecer.
Mal entrou em vigor, a Lei dos Planos de Saúde Privados foi modificada em mais de 90% de seu texto por uma Medida Provisória baixada no dia seguinte à sua aprovação e por várias outras ao longo dos meses. O resultado da lei mal elaborada é uma série de boas intenções que engessam os planos, que por isso nem sempre levam em conta a realidade nacional.
Como existem planos anteriores a 1999 que são muito bons, a decisão de sair de um plano antigo deve ser tomada com cautela, levando em conta o contrato original e as vantagens e desvantagens de mudar dele para um outro tipo de plano.  (Antonio Penteado Mendonça - O Estado de S.Paulo)

Usuários: Médicos e SDE tentam acordo
Representantes de associações médicas e da Secretaria de Direito Econômico (SDE) tentam encontrar uma solução para a polêmica em torno de práticas cometidas contra os consumidores de planos de saúde e que estão sendo questionadas na Justiça. Essa solução seria por meio de um acordo entre as partes, a ser ainda elaborado. Os médicos sustentam a posição de que não desrespeitaram o consumidor, ao cobrarem "por fora" as consultas ou por participarem de boicotes coletivos aos planos. Eles alegam que apenas buscam a proteção da atuação médica. Mas essa não é a interpretação da SDE.
Em maio, a SDE publicou medidas preventivas para a proteção da concorrência e dos direitos do consumidor no setor de saúde suplementar. Os médicos ficaram proibidos de cobrar esse adicional dos clientes de planos e de participar de boicotes coletivos aos planos de saúde. A SDE também encaminhou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma nota técnica recomendando a condenação de entidades médicas por influenciar profissionais de saúde a adotar uma tabela com preços mínimos para procedimentos, a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Na avaliação da SDE, a mobilização dos médicos acabou por se transformar num boicote, que prejudicaria o consumidor.
Três associações representativas dos médicos conseguiram liminar na Justiça alegando, basicamente, que a SDE não tinha competência para determinar ações no setor e que os profissionais tinham direito à mobilização. Há 15 dias, porém, o governo conseguiu uma vitória com a revogação da liminar, pelo Tribunal Regional Federal. Com isso, o ato da SDE voltou a valer e as partes passaram a negociar uma solução que atenda a todos.
"A alternativa é o fechamento de um TCC (Termo de Cessação de Conduta - na prática, um acordo entre as partes), mas isso é algo que precisa partir dos médicos", avaliou o conselheiro Olavo Chinaglia, relator de um dos processos que estão no Cade. O secretário da SDE, Vinícius Carvalho, disse que saiu satisfeito do encontro, com a disposição das partes de fechamento de um acordo, porque dificilmente um acordo seria fechado ainda hoje, na primeira reunião com todas as partes.
Avaliação
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Célio Carvalhes, concorda com a avaliação. "Seria um arrego haver um acordo hoje. Alguém seria prejudicado", analisou. Segundo ele, há divergências a serem "aparadas" entre as partes, mas a negociação é uma saída possível. Para o presidente da Fenam, os médicos não boicotaram os planos ou cobraram adicionais pelas consultas. "Houve equívoco por parte da SDE", afirmou, demonstrando como o acordo será difícil.
Carvalhes acusou os planos de saúde de agirem de forma a prejudicar os profissionais da área de saúde e de promover práticas abusivas para os pacientes. "Somos um sindicato e temos a obrigação de defender os médicos", argumentou, acrescentando que as entidades representam 370 mil médicos.
Vinícius Carvalho, da SDE, explicou que, pela jurisprudência do Cade, mesmo a simples negociação coletiva com os planos de saúde é uma prática proibida. "Quando adotei a medida preventiva, reconheci que até poderia haver negociação coletiva, mas é preciso que haja limites", disse, citando, por exemplo, que as associações não podem vetar negociações individuais de médicos com planos ou reprimi-los por tal ação. Por isso, segundo ele, o primeiro ponto da negociação será a discussão sobre se poderá ou não existir negociação coletiva.  (Agência Estado/A Tribuna)

De olho nas finanças: Termos mais utilizados
Operações de Crédito
Conta de ativo do balanço patrimonial de uma instituição financeira, que representa a soma de todas as operações de empréstimo realizadas pela instituição deduzidas da reserva para empréstimos duvidosos. As operações de arrendamento mercantil e de outros créditos são classificadas separadamente.
Overnight
Indica as aplicações financeiras feitas no open market em um dia para serem resgatadas no dia seguinte.
Passivo Oneroso
Conceito utilizado somente para instituições financeiras e que engloba a soma de todos passivos que acarretam uma despesa financeira para a instituição. O custo financeiro total desses passivos reflete a despesa de intermediação financeira, e está incluído na receita bruta de intermediação financeira.
Provisão (ou Reserva) para Perdas
Conta de ativo no balanço de instituições financeiras que expressa todos as provisões feitas pela instituição para potenciais perdas com as suas operações de crédito.
A relação entre a provisão para perdas e o total de créditos duvidosos da instituição indica o grau de conservadorismo na sua política de cessão de créditos.
Provisão para Crédito Duvidoso
Conta do demonstrativo de resultado de uma instituição financeira que inclui a provisão anual feita para cobrir os riscos de crédito classificados como duvidosos pela instituição. Em geral analistas verificam a relação entre a provisão para crédito duvidoso e o total de operações de crédito no balanço para estimar o grau de risco da carteira de empréstimos.  (Glossário - InfoMoney)

Vamos desmistificar os "Investimentos"?
Oferta total (no mercado imobiliário)
Número total de propriedades que são ofertadas (colocadas à venda ou para locação) no mercado imobiliário em um determinado período de tempo.
On Balance Volume (OBV)
O OBV é um indicador técnico, baseado nos volumes negociados que tenta capturar a pressões de compra e venda do mercado. Quando o OBV está se dirigindo na direção oposta do preço da ação isto indica uma mudança de tendência. A seguir mostramos como utilizá-lo para análise:
OBV = SUM [(Preço - Preço a)/|Preço - Preço a|* V/100],
onde:
Preço = Preço período atual;
Preço a = Preço período anterior;
|Preço - Preço a| = valor absoluto;
V = Volume período atual.
Otimização de Carteira (ou Portfolio)
Descreve o processo pelo qual um investidor (ou administrador de recursos) altera uma carteira de investimento com o objetivo de reduzir os riscos para uma rentabilidade esperada. Por exemplo, para uma dada rentabilidade (ex. 30%) o administrador aloca os ativos na carteira de forma que a rentabilidade esperada seja atingida com o mínimo de risco.  (Glossário - InfoMoney)

Entendendo mais sobre Cartão de Crédito
Bloqueio
O emissor poderá bloquear o cartão a qualquer tempo quando o portador exceder os limites de crédito concedidos, não efetuar o pagamento na data de vencimento, descumprir o contrato ou tiver seu nome incluído no cadastro de alguma entidade de proteção ao crédito. O emissor também pode temporariamente suspender o cartão do portador caso suspeite de uso indevido por terceiros.
Cartão Adicional
Designação dada ao cartão vinculado a uma conta de um titular, que possui senha própria, mas que figura apenas como usuário, já que a responsabilidade contratual e jurídica pela utilização do cartão adicional é do titular.
Cartão de Débito
Função inserida nos cartões eletrônicos de contas correntes, que permite a realização de compras com débito automático em conta corrente, utilizando a senha do seu cartão. O dinheiro sai da conta na hora, ou no primeiro dia útil seguinte.
Comprovante de Transação
Este documento é emitido quando é realizada uma transação com cartão, sendo que são emitidas duas vias uma para o portador (para comparação com o demonstrativo mensal da fatura) e outra, do estabelecimento comercial. No documento deve constar o número do cartão, o valor, a data, a hora, o código e o nome do estabelecimento. (Glossário - InfoMoney)
 

Você sabia? Termos utilizados em Seguros
Segurado
Na indústria de seguros, significa a pessoa física ou empresa que contrata um seguro e se compromete a pagar um prêmio para a seguradora. Também pode ser usado em previdência e, neste caso, refere-se ao associado, segurado ou beneficiário incluído nos planos de previdência privada.
Seguro a Primeiro Risco Absoluto
Neste tipo de seguro a companhia seguradora responde por qualquer prejuízo real coberto até o limite da importância segurada e não invoca a regra proporcional. Neste tipo de seguro a regra de rateio nunca é aplicada.
Seguro a Primeiro Risco Relativo
Neste tipo de seguro a companhia seguradora responde somente pelos prejuízos até o limite da importância segurada. Caso o valor supere o montante fixado na apólice o segurado terá que dividir as perdas como se fosse um seguro proporcional.
Seguro a Segundo Risco
Trata-se dos casos em que o segurado faz um seguro com outra seguradora para complementar a cobertura de primeiro risco absoluto. Este tipo de seguro é recomendado nos casos em que o segurado quer se proteger contra a possibilidade de que o sinistro venha a superar a importância segurada na cobertura de primeiro risco absoluto.   (Glossário - InfoMoney)

Mercado Financeiro
   apoio
AssPreviSite
InfoMoney

De olho na Bolsa: Ibovespa subiu 2,83%
O clima positivo no exterior, com alguns indicadores favoráveis nos EUA, e o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de um esforço fiscal extra de R$ 10 bilhões na meta de superávit do governo central este ano levaram a Bolsa de Valores de São Paulo a exibir alta firme. Ontem o índice Bovespa retomou os 54 mil pontos e chegou a flertar com os 55 mil pontos durante a sessão.
O Ibovespa terminou o pregão com ganho de 2,83%, aos 54.860,73 pontos. Na mínima, registrou 53.356 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 55.027 pontos (+3,14%). A alta de ontem reduziu as perdas acumuladas no mês - que já chegaram a 17,26% no dia 8 - a 6,74%. No ano, o Ibovespa cai 20,84%. O giro financeiro totalizou R$ 5,420 bilhões.

Comportamento dos investimentos
Informe Semanal
Bolsa: Aversão ao risco continua
Após uma semana pautada pela expectativa de anúncio de um novo programa de estímulo econômico a ser conduzido pelo Federal Reserve, o chairman da autarquia, Ben Bernanke, não deu pistas sobre quais medidas poderão ser adotadas pelo banco, e adiou a decisão para o próximo encontro do Fed, em meados de setembro. A perspectiva positiva trazida para o longo prazo, entretanto, sustentou o movimento positivo nas bolsas externas e no Ibovespa, com o índice doméstico em alta de 1,72% na semana, aos 53.350 pontos.
Numericamente positivo, se observado o desempenho das bolsas norte-americanas e europeias, o período não deixou de ser preocupante. E os problemas pendentes, como a crise de dívida na Zona do Euro, trazem poucas mudanças ao cenário desta semana, diz o analista da Geral Investimentos, Ivanor Torres.
"Vamos fechar o mês de agosto e entrar em setembro e um ou outro papel pode se recuperar, mas ainda não há a perspectiva de melhora na bolsa. Quem hoje atua no mercado é o especulador. O investidor está retraído, seja posicionado ou à espera de uma situação econômica melhor para entrar", continua Torres.
O analista técnico e consultor da Novinvest Corretora, Didi Aguiar, vê uma importante faixa de teste para o índice nos 52 mil pontos. Para ele, a bolsa brasileira ainda deve aprofundar suas perdas e, ao chegar no patamar anterior, liberar a faixa para os 47 mil pontos. "O ambiente é de estresse, mas não vejo isso como uma grande desgraça", avalia Aguiar.  (Tatiane Monteiro Bortolozi - InfoMoney)

Ouro recua 2,22% na semana e quebra sequência de sete altas semanais seguidas
O contrato futuro de ouro para dezembro terminou a sexta-feira (26) com alta de 1,93% na Nymex (New York Metal Exchange). Com isso, o metal precioso alcança a cotação de US$ 1.797,30 por onça. Mesmo com essa alta, a commodity fechou essa semana em queda de 2,22% após a forte desvalorização na quarta-feira (24), quebrando a sequência de sete semanas de alta. Vale mencionar que o volume de negócios da sexta-feira foi menor do que das últimas três sessões.
A perspectiva de melhor desempenho dos mercados de maior risco, como o acionário, reduz a atratividade dos investimentos seguros, como o ouro, considerado um bom investimento em épocas de crise. A chance de recessão nos Estados Unidos e Europa, associado à crise de dívida e a necessidade de elevação do teto da dívida norte-americana, fez a commodity alcançar o posto de melhor investimento dos últimos meses. (InfoMoney)

Sem decisão nos EUA, juros recuam forte
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em forte queda na BM&F na sexta-feira (26). O pregão foi marcado por baixas, já desde o início dos negócios diante da expectativa pelo discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke. Porém, em seu pronunciamento em Jackson Hole, Wyoming, o presidente do banco central norte-americano postergou para a próxima reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) a decisão sobre quais medidas podem ser tomadas para ajudar na recuperação da economia do país.
Após dias com baixa oscilação e diante da ausência de novos estímulos a economia dos Estados Unidos, o mercado doméstico de juros futuros se volta para decisão a ser tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na reunião da próxima semana, que dos movimentos de queda observados, segue apostando na redução da Selic.
Por aqui, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, durante o 5º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, traçou um cenário básico para o País, apontando que o Brasil terá crescimento de 3,6% em 2011 e 3,7% no próximo ano. Já a taxa básica de juro deve permanecer estável em 12,50% até o final do exercício de 2012.  (InfoMoney)

CMN poderá elevar margem de derivativos
Segundo o ministro da Fazenda, o governo estuda elevar as margens no mercado de derivativos, além de proporcionar descontos na taxação para exportadores que fazem hedge.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo poderá elevar as margens de garantias para controlar o mercado de derivativos, visando conter a apreciação do real.
"Hoje, o derivativo tem que recolher uma margem de segurança. Poderemos exigir uma margem adicional, de modo a reduzir a rentabilidade da operação", afirmou o ministro.
Atualmente, as operações com derivativos exigem o depósito de uma garantia antes para serem realizadas. O aumento dessa garantia tende a desestimular essas operações. O mecanismo não existe em outros países, como nos Estados Unidos.
Segundo o ministro, a intenção não é impossibilitar a realização do hedge, espécie de seguros feitos no mercado futuro contra oscilações no câmbio. "O problema são aqueles que ficam apenas com posição vendida, muito além do que possuem em hedge. Eles estão especulando, então poderemos estabelecer medidas", afirmou.
No final de julho, o governo impôs uma taxação de 1% sobre as operações de derivativos cambiais feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no país. A medida visa conter as apostas com o dólar no mercado futuro.
No mesmo dia, foi publicada uma medida provisória autorizando o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer limites, prazos e outras condições sobre negociação dos derivativos. A medida ainda abre a possibilidade de que a tarifa seja elevada até 25% sobre derivativos.
A cartada foi adotada para possibilitar ao governo "moderar o apetite daqueles que especulam no mercado de derivativos", segundo Mantega. "O derivativo tem a capacidade de manusear o mercado de câmbio e elevar a valorização do real".
Uma das possibilidades estudadas pelo governo é ajustar a alíquota do IOF apenas para investidores estrangeiros. "Temos como saber qual foi o setor que ficou vendido em dólar, e podemos ajustar a alíquota para o não-residente".
O ministro, no entanto, afastou a possibilidade de impor controles ao Investimento Estrangeiro Direto (IED) no país. "O investimento é bem recebido aqui no Brasil", garantiu.
Desconto ao exportador
Mantega adiantou que o governo está estudando meios de repor as perdas com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sofridas pelos exportadores, que fazem hedge para obterem proteção da variação cambial.
"No caso do exportador, estamos estudando como fazer com que ele não precise pagar esse 1%, como, por exemplo, possibilitando descontar do imposto de renda".
O ministro, no entanto, frisou que a valorização do dólar obtida com as medidas beneficia o exportador. Ele garantiu que caso o governo eleve novamente a alíquota, o setor será compensado.
Unhas e dentes
O ministro participou de reunião na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em que discutiu a crise mundial.
Para Mantega, a crise nos países desenvolvidos está longe do fim. "A crise vai continuar nos próximos dois anos, com uma baixa recuperação dos países avançados", disse.
Para Mantega, a crise piora a situação de guerra cambial entre os países. "Se os países avançados podem entrar em uma recessão, os mercados deles estão apáticos, então cabe a nós defender nossos mercados com unhas e dentes."
Juros
O ministro afirmou a necessidade de diminuir a taxa básica de juros na economia, o que, segundo Mantega, "estabelece um atrativo fantástico" aos capitais internacionais.
"Baixar a Selic neste momento parece prioritário, sob todos os pontos de vista."
Ainda assim, Mantega acrescentou que é necessário olhar para a inflação. "Não se pode baixar a taxa de juros de uma forma voluntarista", declarou.  (Felipe Peroni -  Brasil Econômico)

Crise pode acelerar redução dos juros no Brasil
O temor com inflação - que, para muitos, forçaria a alta na taxa de juros - pode ser combatido com outros mecanismos financeiros
A crise intenacional pode acelerar o processo de queda na taxa básica de juros do país, a Selic (hoje em 12,50%), segundo avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
"A crise pode alicerçar um processo de redução mais forte da taxa de juros", apontou o estudo O Brasil ante a Crise Financeira Internacional, divulgado ontem pelo instituto, em Brasília.
"Após ter atravessado com sucesso a primeira tormenta, o Brasil reúne reservas macroeconômicas estratégicas para o combate da possível segunda tormenta", ressalta o Ipea.
Claudio Hamilton, coordenador de Finanças Públicas do Ipea, ressaltou que a política monetária está entre as principais alternativas para o Brasil enfrentar a crise internacional.  "Se você reduz os juros, há economia com o financiamento da dívida e sobra dinheiro para se investir em escolas e hospitais, por exemplo", disse.
Hamilton lembrou ainda que o temor com inflação - que, para muitos, forçaria a alta na taxa de juros - pode ser combatido com outros mecanismos financeiros, como o aumento dos compulsórios dos bancos (que restringe a disponibilidade de recursos para crédito).
Contas públicas
O economista do Ipea, no entanto, admitiu que o Brasil, num certo momento, poderá ter problemas para financiar o seu balanço de pagamentos, mas que essa dificuldade poderá ser driblada pelo câmbio, por meio de uma depreciação do real - cenário oposto ao atual, de apreciação da moeda brasileira diante do dólar (a despeito da volatilidade das últimas semanas).  (Elaine Cotta - Brasil Econômico)

Perguntas e Respostas sobre Investimentos
(Informe semanal)
A crise chegará aqui?
Sim, uma recessão global derruba a demanda e o preço das commodities, prejudicando as exportações brasileiras, desacelerando a economia e afetando o mercado de trabalho. Se o dólar subir, pode elevar o preço dos importados e pressionar a inflação, já em alta no país. O Brasil também pode ter dificuldade para captar recursos para financiar obras de infraestrutura.
hora sair da Bolsa?
O mais recomendável é aguardar para recuperar o dinheiro quando a Bolsa voltar a subir. Para diluir o risco, procure deixar o investimento em pelo menos cinco ações. Quem não tiver sangue frio pode vender uma parte das ações, aplicar em renda fixa ou comprar depois os mesmos papéis por um preço menor, reduzindo o prejuízo.
Chegamos ao fundo do poço? É hora de comprar?
Ninguém sabe se o piso foi atingido. Quanto mais a Bolsa cai, mais chance tem de subir. Porém, a recuperação só virá quando as incertezas globais diminuírem, o que pode demorar semanas ou anos. Pode valer a pena entrar agora, mas há risco de cair ainda mais.
Devo reduzir o percentual de ações no fundo de previdência privada?
Não. Previdência é aplicação de longo prazo, quando aumentam as chances de recuperação. Quem sair na baixa poderá perder a subida da Bolsa.
Os juros subirão para compensar o risco maior de calote nos EUA e na Europa?
As taxas de juros costumam refletir o risco, que aumentou. Os governos desses países, porém, devem fazer um esforço para manter as taxas em baixa e impulsionar suas economias.
Devo resgatar o FGTS aplicado em Vale e Petrobras?
Não é possível resgatar o dinheiro, salvos nos casos previstos (casa própria, doença, demissão etc). Quem sair das ações terá o dinheiro devolvido ao fundo, que rende 3% mais TR e perde para inflação. Por isso, é melhor esperar.
Posso pagar menos IR com a Bolsa em baixa?
O investidor pode descontar o prejuízo apurado em uma operação do IR incidente no ganho de capital obtido com ela.
É hora de tirar dinheiro do banco e comprar imóveis?
Os imóveis já estão caros e as aplicações têm retorno garantido. Se houver retração na economia, o ritmo de alta vai desacelerar havendo possibilidade de redução de preços.
Poupança, CDB e renda fixa serão afetados?
Não, devem continuar com taxas altas, atraindo cada vez mais investidores, devido ao aumento recente do juro.
Vou viajar ao exterior. Devo comprar dólar já?
O ideal é observar o movimento da moeda, que pode subir, e ir comprando pequenas quantidades até a viagem. Caso o dólar suba, já terá comprado com um valor menor. Se ocorrer o contrário, poderá se beneficiar de um preço melhor.  (InfoMoney)

Você sabia? Termos do Mercado
Conta Investimento
A conta-investimento, introduzida no dia 1º de outubro de 2004, é uma nova modalidade de conta para aquelas pessoas que têm dinheiro aplicado, sendo que sua principal característica é isentar o investidor do pagamento da CPMF na movimentação de recursos entre contas de mesma titularidade. A conta tem a mesma titularidade da conta corrente do aplicador, sendo que para aqueles clientes que não possuem recursos aplicados, a conta-investimento será aberta tão logo ocorra a primeira aplicação.
A implantação da conta-investimento obedecerá a um período de transição, que durará até 30 de setembro de 2006. Neste período de transição, tanto a primeira aplicação quanto a primeira renovação ainda estarão sujeitas à incidência da CPMF. A partir de 1º de outubro de 2006, por sua vez, ou seja, exatamente dois anos após a sua introdução, a conta-investimento passa a ter funcionamento pleno, com isenção total da CPMF.
Contrato de Opção
Contrato através do qual o investidor recebe o direito de COMPRAR (opção de compra) ou VENDER (opção de venda) uma quantidade de um ativo a um preço pré-estabelecido durante o período de validade da opção.
COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central
O COPOM foi instituído em 20 de junho de 1996 com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros.
O COPOM decide a meta da taxa SELIC, taxa básica da economia, que deve vigorar no período entre suas reuniões e, em alguns casos, o seu viés ou tendência. A taxa SELIC é a média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação de Custódia (SELIC) para títulos federais.  (Glossário - InfoMoney)


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Brasil Econômico


Duas trajetórias para a Europa
A essa altura já está mais do que claro que a continuidade de medidas paliativas na Europa vai apenas adiar as possíveis soluções finais para a crise do euro. Mais ainda, o cenário parece ser cada vez mais provável de continuidade do euro, mas o preço a pagar será formidável. Consigo ver dois arranjos para essa continuidade da moeda única.
Uma primeira solução seria a saída da Alemanha do arranjo monetário.
Agora em setembro teremos a decisão da Justiça alemã sobre a constitucionalidade de continuar mantendo os pacotes de ajuda à zona do euro. Caso o Judiciário alemão decida negativamente sobre o assunto, pode ser um primeiro passo para um adeus alemão ao euro.
Essa decisão não é de todo ruim. Pelo contrário, ao sair do euro, os países do sul europeu seriam mantidos na moeda única, agora apenas sem a Alemanha.
Sem esse país âncora, é provável que a nova moeda sofresse uma vertiginosa depreciação, lembrando que o país mais relevante nessa nova configuração agora seria a França, digamos que um país menos crível economicamente que o vizinho alemão.
Essa depreciação poderia ser uma porta de saída de crescimento para Grécia e companhia ao mesmo tempo em que evita a maciça transferência de recursos que os alemães teriam que fazer para seus vizinhos.
Pode ser colocado que a Alemanha de volta ao Deutsch Mark seria prejudicial para o próprio país porque grande parte de seu mercado exportador é a própria Europa e as fábricas alemãs consomem insumos geralmente produzidos nos vizinhos dentro do euro. Saídas para isso seriam aumentar a produtividade via reformas trabalhistas, por exemplo, nos moldes do que ela já fez em 2005.
Um momento de crise poderia acelerar esse tipo de mudança lembrando que os recursos que seriam gastos com o sul europeu seriam economizados para dar mais força fiscal à Alemanha.
No final, câmbio apreciado nunca foi um grande problema para a máquina produtiva daquele país. Não é o final total de um sonho europeu, mas livra a Alemanha de um encargo demasiado elevado.
A outra solução é manter o euro e tentar soluções mais profundas, como a unificação fiscal, através de eurobonds.
Em qualquer configuração que saia dessa manutenção, me parece que a necessidade de um ajuste fiscal intenso não apenas permanece, mas levará os países em dificuldade a uma desaceleração de crescimento longa e dolorosa.
Quanto tempo Grécia, Portugal e outros aguentariam o ajuste fiscal necessário? A política monetária de estimulo que poderia ser usada me parece insuficiente como contraponto. E nisso a Alemanha seguirá empobrecendo ao continuar tendo que sustentar os vizinhos mais pobres.
No final, a continuidade do euro significa seus membros abraçados a uma pedra que afunda no Mediterrâneo. Não me parece que Brady Bonds, eurobonds ou qualquer traquitana do gênero consigam solucionar o problema de crescimento de longo prazo desses países.
Manter o euro significará um período forte de declínio e possíveis manifestações populares mais graves, algo com que a Europa já tem bastante experiência por sinal.  (Sérgio Vale)

Previdência Oficial
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O que diz a lei - Direito Previdenciário
Informe Semanal
Pensão por morte (arts. 74-9, Lei 8.213/91)
Benefício devido aos dependentes do segurado, quando de sua morte, aposentado ou não. Para concessão de pensão por morte, não há tempo mínimo de contribuição, mas é necessário que o óbito tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha qualidade de segurado.
O valor da renda mensal será de 100% do referente a aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento.
Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção de aposentadoria, concedida pela Previdência Social.
O início do pagamento será, quando requerido até 30 dias, na data do óbito ou, após este prazo, na data do requerimento.
A pensão poderá ser concedida por morte presumida nos casos de desaparecimento do segurado em catástrofe, acidente ou desastre. Serão aceitos como prova do desaparecimento: Boletim de Ocorrência da Polícia, documento confirmando a presença do segurado no local do desastre, noticiário dos meios de comunicação e outros.
Nesses casos, quem recebe a pensão por morte terá de apresentar, de seis em seis meses, documento sobre o andamento do processo de desaparecimento até que seja emitida a certidão de óbito.
Suspende-se o benefício quando o dependente inválido não comparecer ao exame médico-pericial.
O benefício deixa de ser pago quando o pensionista morre, quando se emancipa ou completa 21 anos (no caso de filhos ou irmãos do segurado) ou quando acaba a invalidez (no caso de pensionista inválido)
(Daniela Rocha Teixeira)

De Olho na Previdência: Decisões das Câmaras de Recursos
O Ministério da Previdência Social divulga o andamento dos processos julgados pelas Juntas e Câmaras do Conselho de Recursos da Previdência Social na Internet. O objetivo, de acordo com o site da Previdência, é facilitar o acesso dos usuários às informações, com mais agilidade e menos burocracia.
Para quem serve?
Segurados, beneficiários e contribuintes da seguridade social que eventualmente não concordaram com alguma decisão do INSS e, por isso, entraram com recurso.
Passo a passo
Para obter informações sobre processos administrativos de benefícios previdenciários, com recurso em andamento você deve clicar em benefício. Depois, digite o número do processo, o número do benefício e o aperte "Pesquisar".
Acesse este serviço no link http://www1.previdencia.gov.br/crps/index1.asp

O que acontece na Previdência Oficial
INSS começa a enviar cartas dos atrasados
Começam a ser enviadas nesta semana as cartas do INSS aos 126.695 segurados para o pagamento do acordo da revisão pelo teto da Previdência com o Ministério Público Federal e Sindicato Nacional dos Aposentados.
Do total de benefícios revisados, 107.352 ainda continuam ativos e terão reajuste entre 1º e 8 de setembro.
Os demais têm direito a apenas atrasados pagos aos herdeiros de segurados mortos.
A revisão inclui segurados com aposentadoria ou pensão entre 5 de abril de 1991 e 31 de dezembro e tiveram os seus benefícios limitados pelo teto da época.  (Luciano Bottini Filho - Agora S.Paulo)

INSS informa quais aposentados terão aumento no mês
O Ministério da Previdência divulgou o extrato do benefício do mês de agosto. Agora os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) já podem conferir se vão receber valores extras da revisão do teto do benefício.
De acordo com a coordenadora de Departamento Pessoal da Djazil, Janara Cerutti, cada aposentado e pensionista receberá um valor médio de R$ 175.
O INSS havia informado que aproximadamente 117 mil pessoas receberiam o aumento na folha de pagamento a partir de agosto, mas o número foi reduzido para 107 mil. O impacto disso nos cofres públicos será de R$ 18 milhões, segundo cálculos da Previdência.
"Têm direito a receber esse dinheiro pessoas que se aposentaram pelo valor máximo no período entre 5 de abril de 1991 e 1º de janeiro de 2004", explica.
A Previdência informou que cerca de 10 mil benefícios ainda estão em análise, não foram liberados. Para checar se está na lista, basta acessar o site da Previdência e informar o número do benefício, a data de nascimento, o nome e o CPF do beneficiário.   (DCI)

Correspondência para quem teve benefício revisto
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia, nesta semana, o envio de correspondência a 126 mil segurados que se aposentaram ou tiveram fixadas pensões, entre 1991 e 2003, e foram beneficiados com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reviu os valores pagos.
Além de informar o valor antigo e o atualizado do benefício, as cartas trarão os valores retroativos devidos e a data em que o pagamento será efetuado. Segundo o Ministério da Previdência Social, 107 mil beneficiários terão a mensalidade reajustada a partir da folha de agosto, paga em setembro. Onze mil processos ainda estão em análise para verificar se o beneficiário tem direito à correção dos valores.
O INSS vai informar os segurados, por carta, sobre a liberação dos valores à medida que os processos forem confirmados. Só terão direito ao reajuste os segurados que tiveram o valor do benefício limitado ao teto na data da concessão.
O pagamento dos atrasados será feito em quatro lotes distintos. O primeiro, em 31 de outubro para quem tem direito a receber até R$ 6 mil; o segundo, em 31 de maio de 2012 para quem receberá de R$ 6 mil a R$ 15 mil; o terceiro, em 30 de novembro de 2012 para os valores entre R$ 15 mil e R$ 19 mil; e 31 de janeiro de 2013 para créditos de R$ 19 mil.
Segundo o órgão, o valor médio dos atrasados é R$ 11.568 e a despesa total para a União ficará em R$ 1,693 bilhão.  (Agência Brasil/Anfip)

Aposentado pagará menos Imposto de Renda em 2012
Os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vão pagar menos Imposto de Renda a partir do ano que vem.
A presidente Dilma Rousseff sancionou projeto aprovado no Congresso que corrige a tabela de cálculo do IR em 4,5% a cada ano até 2014.
O texto foi publicado ontem no "Diário Oficial da União".
Para quem recebe um benefício do INSS e tem até 65 anos de idade, a economia, no ano que vem, será de até R$ 23,78 por mês, considerando o aposentado que ganha o teto do INSS (hoje, R$ 3.691,74).
No ano, esse beneficiário irá pagar R$ 285,36 a menos de imposto.
Já para os aposentados com mais de 65 anos, a parcela do IR retida mensalmente ficará de R$ 5,01 a R$ 10,57 menor.
No ano, a economia vai variar de R$ 60,12 a R$ 126,84. Nessa faixa etária, só paga Imposto de Renda quem ganha mais de R$ 3.133,22 por mês de benefício previdenciário.  (Leandro Cardoso - Agora S.Paulo)


Previdência Complementar
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Previc: Amplitude de atuação
Órgãos Colegiados
O Conselho de Gestão da Previdência Complementar, órgão da estrutura básica do Ministério da Previdência Social, passa a denominar-se Conselho Nacional de Previdência Complementar, que exercerá a função de órgão regulador do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar.
O Conselho Nacional de Previdência Complementar contará com 8 (oito) integrantes, com direito a voto e mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, sendo:
5 (cinco) representantes do poder público; e
3 (três) indicados, respectivamente:
- pelas entidades fechadas de previdência complementar;
- pelos patrocinadores e instituidores; e
- pelos participantes e assistidos.
Fica criada, no âmbito do Ministério da Previdência Social, a Câmara de Recursos da Previdência Complementar, instância recursal e de julgamento das decisões de que tratam os incisos III e IV do art. 7o, cujo pronunciamento encerra a instância administrativa, devendo ser tal decisão e votos publicados no Diário Oficial da União, com segredo da identidade dos autuados ou investigados, quando necessário.
A Câmara de Recursos da Previdência Complementar será composta por 7 (sete) integrantes, com direito a voto e mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, sendo:
4 (quatro) escolhidos entre servidores federais ocupantes de cargo efetivo, em exercício no Ministério da Previdência Social ou entidades a ele vinculadas; e
3 (três) indicados, respectivamente:
- pelas entidades fechadas de previdência complementar;
- pelos patrocinadores e instituidores; e
- pelos participantes e assistidos.
Os membros da Câmara de Recursos da Previdência Complementar e respectivos suplentes serão designados pelo Ministro de Estado da Previdência Social.
As regras de organização e funcionamento do Conselho Nacional de Previdência Complementar e da Câmara de Recursos da Previdência Complementar serão definidas em regulamento.
O Conselho Nacional será presidido pelo Ministro de Estado da Previdência Social, e a Câmara de Recursos, por um dos servidores federais ocupantes de cargo efetivo, em exercício no Ministério da Previdência Social ou entidades a ele vinculadas, membro da Câmara de Recursos, por designação daquela autoridade, cabendo-lhes exercer, além do voto ordinário, também o voto de qualidade.
Os membros da Câmara de Recursos deverão ter formação superior completa e experiência comprovada em matéria jurídica, gerencial, financeira, contábil, atuarial, de fiscalização ou de auditoria, que mantenha estreita relação com o segmento de previdência complementar de que trata esta Lei.    (Termos do Decreto nº 7.075, de 26 de janeiro de 2010)

Fundo de Pensão: Entendendo os conceitos
Entidade Multipatrocinada
EFPC que congrega mais de um patrocinador ou instituidor.
Entidade Singular
EFPC que possui apenas um patrocinador ou instituidor.
Equilíbrio Técnico Atuarial
Expressão utilizada para denotar a igualdade entre o total dos recursos garantidores de um Plano de Benefícios, acrescido das contribuições futuras, e o total dos compromissos atuais e futuros desse plano.
Equivalência Atuarial
Expressão utilizada para denotar a igualdade entre o total dos recursos garantidores de um Plano de Benefícios, acrescido das contribuições futuras, e o total dos compromissos atuais e futuros desse plano.
Estatuto
Conjunto de princípios e normas que norteiam a EFPC e definem as diretrizes para os atos de seus órgãos de administração, deliberação e fiscalização.     (Dicionário de Termos Técnicos ABRAPP)

Entendendo a gestão dos Fundos de Pensão
Divulgação de informações
Observado o disposto em normas específicas, as políticas de investimento, as premissas e hipóteses atuariais estabelecidas para períodos de tempo determinados devem ser divulgadas aos patrocinadores, instituidores e empregados da EFPC e aos participantes e assistidos dos planos de benefícios, de modo a propiciar o empenho de todos para a realização dos objetivos estabelecidos.
O orçamento da EFPC, segregado por plano de benefícios, deve ser elaborado considerando as especificidades de cada plano.
Quando as circunstâncias recomendarem, a divulgação acima poderá ser estendida ao público, tendo presente a relação custo-benefício envolvida.
Sem prejuízo do disposto em normas específicas, a comunicação com os participantes e assistidos deve ser em linguagem clara e acessível, utilizando-se de meios apropriados, com informações circunstanciadas sobre a saúde financeira e atuarial do plano, os custos incorridos e os objetivos traçados, bem como, sempre que solicitado pelos interessados, sobre a situação individual perante o plano de benefícios de que participam.
A divulgação dos custos deve abranger os gastos referentes à gestão de carteiras, custódia, corretagens pagas, acompanhamento da política de investimentos, consultorias, honorários advocatícios, auditorias, avaliações atuariais e outras despesas relevantes.
Sistemas de Informações
Os sistemas de informações, inclusive gerenciais, devem ser confiáveis e abranger todas as atividades da EFPC.
Deve haver previsão de procedimentos de contingência e segregação de funções entre usuários e administradores dos sistemas informatizados, de forma a garantir sua integridade e segurança, inclusive dos dados armazenados.
Os órgãos de governança e gestão da EFPC devem zelar permanentemente pela exatidão e consistência das informações cadastrais.
O disposto acima compreende a adoção de procedimentos de atualização e verificação das informações fornecidas por terceiros, inclusive patrocinadores ou instituidores dos planos de benefícios    (Termos da Resolução CGPC/MPS nº 13, de 01 de outubro de 2004)

Legislação: O que trata de que?
Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
Altera a Lei nº 11.053, de 29 de dezembro de 2004; e dá outras providências.
Para mais informações acesse o link  http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104852-901.pdf
Lei nº 11.079, de 30de dezembro de 2004
Institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública.
Para mais informações acesse o link  http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104852-805.pdf
Lei nº 11.053, de 29 de dezembro de 2004
Dispõe sobre a tributação dos planos de benefícios de caráter previdenciário e dá outras providências.
Para mais informações acesse o link  http://www.previdenciasocial.gov.br/arquivos/office/3_081014-104852-708.pdf   (Portal do MPS/Previdência Complementar)

A cultura do sistema em doses homeopáticas
Informe Semanal
Trechos da literatura formadora da cultura da previdência complementar
Livro: Introdução à Previdência Complementar - 1a. Edição - Coordenação editorial Wagner de Góes - Editores ABRAPP / ICSS / SINDAPP
Entendendo as decisões de investimentos
Martin Roberto Glogovisky
A Política de Investimentos de um Fundo de Pensão é o principal instrumento de gestão dos recursos dos planos previdenciários, porque define as regras de como e onde o dinheiro dos participantes será aplicado. Essas regras devem obedecer não somente a legislação que regula os investimentos das entidades de previdência privada, mas também aos regulamentos internos de cada plano e entidade. O conteúdo de uma Política de Investimentos pode variar de um Fundo de Pensão a outro e depende, em larga escala, da chamada Missão do mesmo. Assim, em linhas gerais, uma Política de Investimentos deverá contemplar os seguintes tópicos:
- a Missão do Fundo de Pensão;
- os Objetivos Específicos de Gestão;
- os Controles de Riscos;
- a Alocação Estratégica dos Recursos;
- a Alocação Tática dos Recursos;
- os Limites Permitidos;
- os Critérios de Escolha e Avaliação dos Gestores.
O que é a Missão de um Fundo de Pensão
O ponto de partida para a elaboração de uma Política de Investimentos eficaz é traçar uma missão bem definida. Há inúmeras formas de se definir a missão de um Fundo de Pensão, umas mais abrangentes, outras mais restritivas. Uma possível Missão seria a de garantir que os participantes mantenham um razoável padrão de vida durante o período de aposentadoria. Outra missão seria a de assegurar um bom padrão de vida, com um aumento real de benefícios ao longo tempo.
Portanto, a missão irá ditar as linhas gerais da Política de Investimentos de curto e longo prazo.
Os objetivos Específicos de Gestão
Partindo-se da missão, podemos definir os objetivos de gestão, determinados basicamente pelo retorno desejado, aliado ao nível de riscos que estamos propensos a correr. Uma forma de se estabelecer objetivos de gestão poderia contemplar, por exemplo:
- Manutenção do Equilíbrio atuarial;
- Minimização da probabilidade de as patrocinadoras realizarem novos aportes de recursos decorrentes de déficits atuariais;
Minimização da probabilidade de ocorrência de problemas de liquidez.
Como alternativa, o objetivo de gestão poderia ser:
- Alcançar superávit nos planos de benefício definido;
- Acelerar a redução/amortização dos contratos de confissão de dívida que as patrocinadoras têm para com o fundo de pensão;
- Obter superávit superior a um determinado índice de inflação para os planos de benefício definido, entre outros.
Os objetivos de gestão diferenciam a Política de Investimentos de um Fundo de Pensão daquela política de uma instituição gestora de recursos. A grande distinção está em que os fundos de pensão possuem compromissos de pagamento das aposentadorias aos participantes, compromissos estes de curto e de longo prazo.
A rentabilidade é realmente um dos objetivos da gestão, mas não o único. Fatores como níveis de risco, liquidez mínima, casamento de prazos entre ativos e passivos também podem e devem fazer parte dos objetivos de gestão de recursos de um fundo de pensão.
A definição dos níveis adequados de retorno e risco é um processo contínuo entre entidade, participantes e patrocinadoras. Sabemos que a cada nível de retorno pretendido corresponde um patamar de risco a ele associado. Pode haver “várias verdades” na determinação destes objetivos, sendo que não há níveis corretos ou incorretos. A rentabilidade esperada pode ser aquela necessária a cobrir a correção monetária do passivo atuarial para os planos de benefício definido, ou ser baseada nos índices de referência para cada tipo de ativo, nos casos de planos de contribuição definida.
Fatores como o tipo de plano, se benefício definido ou contribuição definida, a idade dos participantes, situação financeira das patrocinadoras, situação do fluxo de caixa da entidade, percepção subjetiva de risco, constituem o pano de fundo para a definição dos objetivos de gestão.
O processo de definição dos retornos esperados e níveis de risco que a entidade está propensa a correr deve ser elaborado e capitaneado pelas áreas técnicas do Fundo de Pensão, as quais cabem traduzir as expectativas dos patrocinadores/participantes em objetivos claros e mensuráveis e ser submetido à aprovação de seus órgãos de gestão. O envolvimento das partes em todas as fases deste processo é fundamental para seu sucesso. (término do capítulo)

Boas Práticas da Gestão dos Fundos de Pensão
Informe Semanal
Passivo previdenciário
A avaliação atuarial tem como objetivo principal dimensionar o valor das reservas matemáticas, dos fundos previdenciais e de outros compromissos do plano de benefícios, de forma a estabelecer o adequado plano de custeio. A gestão do passivo dos planos de benefícios compreende o gerenciamento da solvência e do equilíbrio financeiro.
A legislação em vigor explicita as responsabilidades diretas no processo de avaliação atuarial. Não obstante essas responsabilidades diretas, é importante que os diretores e membros dos conselhos deliberativos e fiscais, visando o adequado cumprimento de seus papéis, participem e assumam o papel fundamental dos diversos assuntos que envolvam a avaliação atuarial e a gestão do passivo previdenciário.
O administrador responsável pelo plano de benefícios (ARPB), nomeado pela EFPC dentre os membros de sua diretoria executiva, é o responsável pela adoção e aplicação das hipóteses biométricas, demográficas, econômicas e financeiras.
A avaliação atuarial é feita com base em hipóteses biométricas, demográficas, econômicas e financeiras, que devem ser adequadas às características do plano de benefícios, da sua massa de participantes, assistidos e beneficiários, ao ambiente econômico e à legislação em vigor, bem como à atividade desenvolvida pelo patrocinador ou instituidor.
Essas hipóteses representam expectativas de longo prazo, pois se destinam a prever os compromissos futuros até o encerramento do plano de benefícios. Além de
considerar as hipóteses correntes, faz-se necessário incorporar as tendências futuras nos procedimentos atuariais. Por exemplo, deve-se levar em conta a taxa de juros corrente, mas também a provável tendência de redução, que vem sendo prevista para os próximos anos. Da mesma forma, é recomendável observar as expectativas atuais de mortalidade e longevidade do conjunto dos participantes e assistidos, bem como considerar as tendências de aumento da expectativa de vida que ocorre no mundo, inclusive no Brasil.
A preocupação constante dos dirigentes com as hipóteses inclui todas as modalidades de planos, visto que, mesmo nos planos CD (Contribuição Definida), há uma expectativa do participante em relação ao valor do benefício futuro, compatível com o tempo de acumulação e o valor de contribuição. O acompanhamento das questões acima precisa ser intensificado nos planos que oferecem opções de investimento a seus participantes, que podem escolher entre diferentes combinações na alocação dos ativos.
É fundamental que os patrocinadores e instituidores também conheçam o significado das diversas hipóteses adotadas na avaliação atuarial, entendam seu funcionamento
e saibam identificar seu impacto sobre o plano de benefícios, caso as previsões das hipóteses não se confirmem. É indispensável que seja constante o cuidado com a adequação das hipóteses, como forma de assegurar o correto dimensionamento das contribuições e o real valor das reservas.
O acompanhamento da adequação das hipóteses pode ser feito de diversas formas. Nos casos em que a massa tiver quantidade suficiente de participantes, testes periódicos estatísticos ou de aderência devem ser providenciados. Caso o número de participantes seja insuficiente, os testes podem ser realizados conjugando-se a massa à de outros planos com as mesmas características. Não sendo factível a realização de testes, as hipóteses adotadas por outros planos de benefícios nos quais esses testes forem possíveis, poderão ser tomadas como parâmetro.
Os diretores e conselheiros devem analisar os resultados da avaliação atuarial, discutindo-os, preferencialmente de forma presencial, com o atuário responsável, com
atenção especial às divergências verificadas entre as hipóteses adotadas na avaliação atuarial e o efetivamente ocorrido com o conjunto de participantes e assistidos. A ocorrência de desvios é inerente ao uso de hipóteses estatísticas.
Estes desvios, porém, ocorrem de forma aleatória: ora para mais, ora para menos.
A observação de discrepâncias para um dos sentidos, ao longo dos anos, indica baixa aderência da hipótese atuarial.
O plano de custeio deve identificar as fontes de onde se originarão os recursos necessários à cobertura dos custos do plano e deve ser objeto de criteriosa análise por diretores e conselheiros. Sua definição deve contemplar o fluxo de contribuições de participantes e patrocinadores, bem como a eventual utilização de recursos internos ao plano de benefícios, tais como os existentes em fundos de sobras ou provenientes de destinação de reserva especial.
É recomendável que a política de capitalização do plano seja formalizada, estabelecendo-se, no mínimo, os seguintes itens: métodos de financiamento e capitalização;
critérios e metodologia para a definição das hipóteses a serem adotadas nos cálculos; índice de capitalização desejável; condições e critérios para criação de fundos previdenciais; e destinação de superávit e equacionamento de déficit.
O plano de custeio deve seguir o resultado da avaliação atuarial, definindo o valor das contribuições normais ou extraordinárias requeridas para o ano em curso e necessário à constituição das reservas garantidoras de benefícios, fundos, provisões e à cobertura das demais despesas do plano de benefícios.
O plano de custeio deve observar as disposições existentes em regulamento ou convênio de adesão quanto à repartição do custeio entre participantes, assistidos (aposentados e pensionistas), beneficiários e patrocinadores. Os diretores e conselheiros devem zelar para que as regras dessa repartição estejam claramente definidas e formalizadas, de modo a minimizar o risco de conflitos.
É crucial que os diretores e conselheiros tenham conhecimento dos métodos de financiamento disponíveis a fim de poderem escolher o mais adequado à situação do plano de benefícios. A deliberação sobre o método de financiamento deve considerar: se o método pressupõe um custeio estável ou crescente ao longo dos anos futuros;
e se o custeio gerado pelo método é aderente às disposições existentes no regulamento, no convênio de adesão do patrocinador ou em outras disposições porventura estabelecidas.
Cabe lembrar que a substituição do método de financiamento modifica o resultado atuarial do plano de benefícios. Assim, preliminarmente à decisão pela substituição do método, é preciso prever a forma de equacionamento de eventuais insuficiências ou destino das sobras decorrentes da modificação.
Alguns métodos de financiamento permitem, no momento da adesão do patrocinador, a assunção de serviço passado que, caso ocorra, deve ser adequadamente documentada e objeto de atenção especial de diretores e conselheiros, com o objetivo de evitar o risco de disputas futuras, inclusive na esfera judicial. A forma de financiamento do serviço passado deve prever, preferencialmente, contribuições estáveis ou decrescentes com o tempo, e estar adequada ao fluxo de pagamento dos benefícios. Essas considerações se aplicam também ao equacionamento de insuficiências observadas na operação do plano de benefícios.
A administração de planos superavitários coloca para dirigentes e conselheiros o mesmo conjunto de desafios. É preciso acompanhar as avaliações atuariais e as necessidades do plano de benefícios de forma a promover, no tempo adequado, os ajustes e atualizações de hipóteses necessários para manutenção do equilíbrio econômico e financeiro.
Aspecto extremamente relevante na avaliação atuarial diz respeito ao cadastro de participantes, assistidos e beneficiários. Cabe aos órgãos de governança garantir que a
confiabilidade e atualização das informações sejam permanentemente mantidas, de forma que o cadastro contenha as informações necessárias à execução dos cálculos atuariais e à realização de testes estatísticos de acompanhamento das hipóteses atuariais. As ações voltadas à manutenção do cadastro devem prever, por exemplo, a possibilidade de inscrição tardia de dependentes sem ter havido previsão de custeio, ou a existência de tempo de serviço à previdência oficial não informado pelo participante, que poderá acarretar a sua aposentadoria em data anterior à prevista nas avaliações atuariais. Portanto, os dirigentes e membros dos conselhos devem estar cientes de que o gerenciamento dos riscos inerentes à questão cadastral é de fundamental importância.
É importante, também, que o atuário responsável pela elaboração dos cálculos atuariais, e qualquer terceiro cujas funções se relacionem ao cálculo de benefício, tenham perfeito entendimento e compreensão das regras do plano de benefícios e de seu funcionamento.
As ferramentas de gerenciamento de ativos e passivos são úteis na gestão dos planos de benefícios. O desenvolvimento e a adoção de sistemas e ferramentas auxiliares
à gestão precisam considerar a relação custo x benefício. Os dirigentes devem entender os modelos adotados, bem como a forma com que os parâmetros por eles utilizados impactam os resultados gerados, permitindo-se assim a realização de uma análise crítica das recomendações apresentadas.  (Fonte: Guia de Melhores Práticas - Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc)



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A  economia da felicidade
Vivemos em tempos de altas ansiedades. Apesar de o mundo usufruir de uma riqueza total sem precedentes, também há ampla insegurança, agitação e insatisfação. Nos Estados Unidos, uma grande maioria dos americanos acredita que o país está "no caminho errado". O pessimismo está nas alturas. O mesmo vale para muitos outros lugares.
Tendo essa situação como pano de fundo, chegou a hora de reconsiderar as fontes básicas de felicidade em nossa vida econômica. A busca incansável de rendas maiores vem nos levando a uma ansiedade e iniquidade sem precedentes, em vez de nos conduzir a uma maior felicidade e satisfação na vida. O progresso econômico é importante e pode melhorar a qualidade de vida, mas só se o buscarmos junto com outras metas.
Nesse sentido, o Reino do Butão vem mostrando o caminho. Há 40 anos, o quarto rei do Butão, jovem e recém-entronado, fez uma escolha notável: o Butão deveria buscar a "Felicidade Nacional Bruta" (FNB), em vez do Produto Nacional Bruto (PNB). Desde então, o país vem experimentando uma abordagem alternativa e holística em relação ao desenvolvimento, que enfatiza não apenas o crescimento da economia, mas também a cultura, saúde mental, compaixão e comunidade.
Dezenas de especialistas reuniram-se recentemente na capital do Butão, Thimbu, para fazer um balanço sobre o desempenho do país. Fui um dos coanfitriões, com o primeiro-ministro do Butão, Jigme Thinley, um líder em desenvolvimento sustentável e grande defensor do conceito de "FNB". A reunião ocorreu na esteira da declaração de julho da assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que convocou os países a avaliar como as políticas nacionais podem promover a felicidade em suas sociedades.
Devemos sim apoiar o desenvolvimento e crescimento econômico, mas apenas dentro de um contexto mais amplo: um contexto que promova a sustentabilidade ambiental e os valores da compaixão e honestidade, necessários para criar a confiança social.
Todos os que se reuniram em Thimbu concordaram sobre a importância de buscar a felicidade em vez da renda nacional. A questão que examinamos é como alcançar a felicidade em um mundo caracterizado pela rápida urbanização, meios de comunicação de massa, capitalismo global e degradação ambiental. Como nossa vida econômica pode ser reordenada para recriar um senso de comunidade, confiança e sustentabilidade ambiental?
Estas foram algumas das conclusões iniciais. Primeira, não devemos menosprezar o valor do progresso econômico. Há sofrimento quando as pessoas passam fome, quando são privadas do atendimento de necessidades básicas, como água potável, atendimento médico e educação, ou empregos dignos.
Segunda, a busca contínua do PNB, sem levar em conta outros objetivos, tampouco é caminho para a felicidade. Nos EUA, o PNB subiu acentuadamente nos últimos 40 anos, mas a felicidade, não. Em vez disso, a busca obstinada do PNB levou a grandes desigualdades de riqueza e poder - alimentadas pelo crescimento de uma grande subclasse --, aprisionou milhões de crianças na pobreza e provocou grave degradação ambiental.
Terceira, a felicidade é alcançada por meio de uma abordagem de vida equilibrada, entre indivíduos e sociedade. Como indivíduos, somos infelizes quando nos é negado o atendimento de necessidades básicas materiais, mas também somos infelizes se a busca por rendas maiores substitui nosso foco na família, amigos, comunidade, compaixão e equilíbrio interno. Como sociedade, uma coisa é organizar políticas econômicas para manter os padrões de vida em alta, mas outra bem diferente é subordinar todos os valores da sociedade à busca do lucro.
A política nos EUA, contudo, permitiu cada vez mais que os lucros empresariais dominassem todas as outras aspirações: igualdade, justiça, confiança, saúde física e mental e sustentabilidade ambiental. As contribuições de empresas a campanhas corroem cada vez mais o processo democrático, com a benção da Corte Suprema dos EUA.
Quarta, o capitalismo global apresenta muitas ameaças diretas à felicidade. Está destruindo o ambiente com as mudanças climáticas e outros tipos de poluição, enquanto um fluxo incansável de propaganda da indústria petrolífera leva muitas pessoas a desconhecer o problema. Isso enfraquece a estabilidade mental e confiança social, com a incidência de depressões clínicas aparentemente em alta. Os meios de comunicação de massa se tornaram meio de distribuição de "mensagens" empresariais em grande parte abertamente contra a ciência, enquanto os americanos sofrem de um número cada vez de vícios de consumo.
Consideremos como as lanchonetes de refeições rápidas usam óleos, gorduras, açúcares e outros ingredientes viciantes que criam uma dependência, prejudicial à saúde, em relação a alimentos que contribuem para a obesidade. Cerca de 30% dos americanos são obesos na atualidade. O resto do mundo acabará seguindo o mesmo caminho, a menos que os países restrinjam práticas empresariais perigosas, como a publicidade, voltada a crianças, de alimentos viciantes e prejudiciais à saúde.
O problema não está apenas nos alimentos, a publicidade voltada às grandes massas contribuiu para muitos outros vícios de consumo, que implicam em altos custos à saúde pública, incluindo o hábito de ver televisão em excesso, apostas, uso de drogas, fumo e alcoolismo.
Quinta, para promover a felicidade, precisamos identificar os muitos fatores além do PNB que podem melhorar ou piorar o bem-estar de uma sociedade. A maioria dos países investe para calcular o PNB, mas pouco gasta para identificar as fontes da má situação da área de saúde (como o fast-food e o tempo excessivo em frente à TV), o declínio da confiança social e a degradação ambiental. Uma vez que compreendamos esses fatores, teremos condições de agir.
A busca insana pelos lucros empresariais ameaça a todos nós. Naturalmente, devemos apoiar o desenvolvimento e crescimento econômico, mas apenas dentro de um contexto mais amplo: um contexto que promova a sustentabilidade ambiental e os valores da compaixão e honestidade, necessários para criar a confiança social. A busca da felicidade não deveria ficar confinada ao belo reino montanhoso do Butão.   (Jeffrey D. Sachs - Valor)

Existe momento certo para deixar o mundo dos investimentos?
Quando se fala em investimento é comum se perguntar qual a hora ideal para começar. Mas você já parou para pensar se existe um período adequado para deixar de investir? Na avaliação dos especialistas ouvidos pelo portal InfoMoney o ideal é que esse momento nunca chegue. Sendo assim, se a regra para entrar no mundo dos investimentos é quanto mais cedo melhor, no momento de sair vale o inverso, ou seja, o mais tarde possível.
"Desde que a pessoa tenha um investimento atrelado a um sonho, ela nunca deixará de investir em alguma coisa, porque nunca paramos de sonhar", afirma o educador financeiro e autor do livro Terapia Financeira, Reinaldo Domingos.
Para o professor de Finanças da Veris Faculdades, Alvaro Luis Saron, o investimento está relacionado a cada tipo de investidor e a sua sensibilidade ao risco e a sua perspectiva de rentabilidade. "Se o investidor avaliar que o retorno de um investimento não vale o risco que ele está correndo é hora de sair. Mas deixar de investir definitivamente, isso nunca, o que acontece é uma mudança no perfil da aplicação", explica.
A educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, concorda e acrescenta que investir é um hábito e que quando adquirido fica para sempre. "Mesmo quando a pessoa alcança a tão sonhada independência financeira e consegue viver dos rendimentos do seu principal [capital que já está investido], ainda assim aquele dinheiro vai continuar gerando frutos e no fim das contas a pessoa segue acompanhando as aplicações para o caso de uma queda ou de uma crise", avalia.
Sob medida
A ideia, segundo os especialistas, é que o investidor diversifique o tipo de investimento ao longo de sua história, fazendo adaptações as suas necessidades e aos seus desejos em cada fase da vida. Reinaldo Domingos aconselha que o investidor estabeleça desejos de curto (1 ano), médio (até 10 anos) e longo prazo (mais de 10 anos) e, com base nisso, destine seus recursos para a aplicação mais adequada para alcançá-los.
Os profissionais também compartilham a opinião de que, à medida que o tempo passa, os investidores estão menos dispostos a assumir grandes riscos. "Conforme a idade avança as pessoas tendem a investir mais em renda fixa", confirma Silvia Alambert.
Alvaro Saron reforça que, quando se trata de investimentos, a idade agregada à experiência transforma os investidores em pessoas conservadoras. "Você precisa de uma liquidez mais rápida, ou seja, precisa do dinheiro no bolso com mais agilidade e, nesses casos os retornos nem sempre são os maiores", avalia.  (InfoMoney)

Consumo: Economia nas compras em supermercados
Consumidor pode economizar quase R$ 2 mil por ano nas compras em supermercados, mostra pesquisa
O consumidor pode economizar quase R$ 2 mil nas compras em supermercados, em um ano, se escolher o lugar certo, de acordo com o perfil de consumo. A constatação está em um levantamento da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor feito em 1.156 pontos de vendas, em 20 cidades de 13 estados e no Distrito Federal.
De acordo com a pesquisa, comprar produtos líderes de venda (104 itens) sai 19% mais caro no Distrito Federal do que em Pernambuco, onde foi detectado o menor preço médio. Para o consumidor que não faz questão de marca e procura os produtos mais baratos, a cesta é 25% mais cara no Rio de Janeiro na comparação com a de São Luís, onde foi encontrado o menor preço.
Pesquisar antes de fazer a compra do mês pode gerar uma boa economia. No Distrito Federal, por exemplo, é possível economizar até R$ 1.944,12 ao ano, dependendo do estabelecimento escolhido.
Segundo a Proteste, a variação de preços em uma cidade depende do ponto de venda e pode ser grande até em supermercados de uma mesma rede. Por isso, a entidade orienta os consumidores a conferir o preço em outro local antes de fazer as compras. A variação de preços para um mesmo produto pode chegar a 200%.
A pesquisa foi feita em pontos de venda em Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Guarulhos, Jaboatão dos Guararapes, João Pessoa, Natal, Niterói, Olinda, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo, Vila Velha e Vitória.
Os produtos pesquisados se diferenciam das cestas básicas, pois incluem itens diversos, entre os quais pratos congelados, refrigerantes, bebidas, salgadinhos, azeite de oliva, carnes, frutas, legumes e artigos de higiene e limpeza.
A pesquisa completa da Proteste está disponível no site da entidade.   (Juliana Andrade - Agência Brasil)

Desaceleração econômica prosseguirá no 2º semestre
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica recuou 0,1% em junho, frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 99,1.
O resultado representa a oitava queda mensal consecutiva, e revela que o processo de desaceleração do crescimento econômico prosseguirá ao longo de todo o segundo semestre de 2011.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o agravamento do cenário internacional, reduzindo a demanda externa, e o atual quadro de restrições monetárias e fiscais, impactando a demanda doméstica, produzirão um ritmo de crescimento econômico abaixo do potencial (cerca de 4,5% ao ano) ao longo do segundo semestre de 2011, sinalizado pela manutenção do indicador abaixo do nível 100.
"A manutenção, ainda que temporária, do crescimento econômico abaixo do potencial é necessária para se promover alívio na inflação, fazendo-a convergir, no médio prazo, à sua trajetória de metas", completam os economistas.  (Brasil Econômico)


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