Os beneficiários de planos de saúde médicos e odontológicos poderão contar com mais itens na cobertura obrigatória a partir do dia 7 de junho. A lista com os novos procedimentos foi publicada ontem pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). (vide matérias abaixo)
AssPreviSite
![]() |
![]() |
ANS:
Planos têm nova cobertura obrigatória
Cerca de 44 milhões
de beneficiários de planos de saúde terão direito
a 70 novas coberturas médicas e odontológicas a partir de
7 de junho de 2010. É o que garante a Resolução Normativa
nº 211, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) na edição de ontem, 12 de janeiro de 2010, do Diário
Oficial da União.
Transplante heterólogo
(de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico
de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio,
oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas
por vídeo, além de importantes inclusões no segmento
odontológico, como colocação de coroa unitária
e bloco são alguns dos principais procedimentos aos quais os beneficiários
de planos de assistência médica e odontológica terão
direito.
A nova norma atualiza o
Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a cobertura mínima
obrigatória oferecida pelas operadoras de planos de saúde
a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro
de 1999 - data de entrada em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamenta
o setor de saúde suplementar.
Além dos procedimentos,
novas regras ampliam o atendimento ao consumidor
A RN nº 211 não
traz apenas a lista de novas coberturas. Há uma série de
mudanças que, a partir de 7 de junho, ampliarão o atendimento
ao consumidor. Uma dessas é a cobertura pelos planos coletivos aos
acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional.
A nova resolução
também determina cobertura integral nos casos em que as operadoras
ofereçam internação domiciliar como alternativa à
internação hospitalar, independentemente de previsão
contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir medicamentos
e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção
domiciliar não substitua a internação, a cobertura
estará condicionada ao contrato.
A atenção
à saúde mental teve importante ganho com a edição
desta RN. Um destaque pode ser dado ao fim da limitação de
180 dias de atendimento em hospital-dia para a saúde mental, reforçando
a política de substituição das internações
psiquiátricas.
Cada vez mais, a regulação
busca a integração entre procedimentos e sua forma de utilização,
visando à segurança para os pacientes e ao aprimoramento
da prática médica. Para tanto, foi ampliado o número
de diretrizes de utilização (critérios que devem ser
preenchidos para que a cobertura seja obrigatória) e a incorporação
de diretrizes clínicas (guias de orientação da prática
clínica baseadas nas melhores evidências disponíveis)
produzidas pela Associação Médica Brasileira.
(ANS)
Mudança
nos planos de saúde
Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) publica novas regras para as operadoras,
que incluem obrigatoriedade de transplante de medula, marcapasso e exame
de diabetes
Transplante de médula
óssea, marcapasso para cardíacos, exames para detecção
do diabetes e do câncer, além da ampliação do
tratamento psquiátrico, são alguns dos novos procedimentos
que as operadoras de saúde terão de cobrir a partir de 7
de junho, segundo lista com cerca de 70 itens divulgada ontem pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo a ANS, a lista não
deverá ter impacto no índice de reajuste dos planos. “Na
última atualização, tivemos cerca de 160 inclusões
e o reajuste foi menor que 1%”, destacou o secretário-executivo
da ANS, Alfredo Scaff.
Por outro lado, as operadoras
ressaltam que o crescimento dos custos é certo e pode repercutir
no aumento de preço dos novos contratos. “O marcapasso custa R$
90 mil, o Pet-Scan R$ 3,5 mil e o transplante de médula R$ 80 mil.
Só daí é possível ver que os custos vão
subir”, diz Solange Beatriz Mendes, diretora-executiva da Fenasaúde,
federação que reúne as seguradoras especializadas
no segmento. A resolução, publicada ontem no Diário
Oficial da União (DOU), vai beneficiar cerca de 54 milhões
de usuários em todo o país, mas não inclui aqueles
consumidores com contratos antigos, firmados antes de janeiro de 1999.
A desatualização
do rol frente às inovações da medicina é responsável
por conflitos entre as operadoras e consumidores, que acabam sendo decididos
na Justiça. Esse é o caso de alguns procedimentos como o
marcapasso, que só agora entra na cobertura da saúde privada,
mas que já vem, há alguns anos, sendo autorizado pelos tribunais.
Para evitar que a discrepância entre os serviços médicos
oferecidos e o que é de fato ofertado ao consumidor, Scaff destaca
que a atualização do rol vai ser feita de modo sistemático,
a cada dois anos. “A tendência é que as inclusões se
tornem cada vez mais refinadas, cada vez com menor quantidade e mais sofisticação
nos procedimentos”, avalia.
O último reajuste
para os planos de saúde foi de 6,76%, sendo 1% referente a novos
procedimentos. Em abril, a ANS divulga o reajuste para 2010. No entanto,
como a lista de ontem entra em vigor em junho, ela vai compor o índice
de reajuste de 2011. A Fenasaúde informa que os impactos dos planos
médico-hospitalares ainda estão sendo avaliados, mas a conta
já fechou para os planos odontológicos, que tiveram a inclusão
de procedimentos como coroa e bloco. “O impacto nos custos será
de 40%”, adianta Solange Beatriz.
Entre os destaques do novo
rol está o transplante heterólogo (de uma pessoa para outra)
de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico de câncer
de pulmão, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia
hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por
vídeo, além de inclusões no segmento odontológico.
A ANS ampliou a atenção
à saúde, aumentando o número de consultas com profissionais
como psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos. No entanto,
os procedimentos estão vinculados a algumas diretrizes. O presidente
do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Rogério Oliveira,
diz que foi positivo a ampliação do número de consultas,
mas destaca que o acesso do consumidor é restrito, já que
depende de um pedido médico. Ele também destaca que grupos
de pacientes como aqueles que se submetem a transplantes ficaram de fora
do atendimento psicológico específico, como as terapias em
grupo. “No Sistema Único de Saúde (SUS),a psicologia está
listada em 57 procedimentos. Quando sai do SUS e vai para o serviço
privado, o cidadão perde essa cobertura”, critica.
Segundo a Fenasaúde,
algumas inclusões, como o atendimento para acidente de trabalho,
pegaram as operadoras de surpresa. “Não sabíamos disso. O
maior impacto será sentido pelas pequenas empresas”, destacou a
diretora-executiva da federação. A Unimed-BH disse que ainda
está avaliando o impacto econômico da ampliação
do rol. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
que reúne as operadoras de saúde, diz que uma equipe técnica
está avaliando qual será o peso do custo nos contratos de
saúde. Na última atualização, as operadoras
chegaram a prever um impacto de 10%, que de fato que não ocorreu.
(Marinella Castro - Estado de Minas)
Mais saúde
nos planos
Operadoras terão
que cobrir 70 novos procedimentos e impacto no bolso virá em 2011
A Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) anunciou ontem a nova lista de procedimentos
que terão cobertura obrigatória pelos planos de saúde
de 43,7 milhões de brasileiros a partir de junho. Foram incluídas
70 novos procedimentos, entre mais consultas, novos exames, tratamentos
e cirurgias.
Entre os mais importantes,
segundo especialistas, estão o transplante de medula, que antes
só era coberto se fosse feito com a própria medula do paciente,
e o exame mais sofisticado para diagnóstico precoce de câncer,
o chamado PET-Scan. Tratamentos mais caros — o transplante pode chegar
a R$ 80 mil e o exame PET-Scan a R$ 4 mil — terão impacto nos preços,
diz a associação das operadoras. Mas esse custo ainda não
foi mensurado.
— Não temos como
fazer esse cálculo a priori, porque não sabemos qual será
a demanda pelas novas técnicas. Só no próximo reajuste,
em 2011, saberemos melhor quanto a inserção das novas coberturas
teve de impacto nos custos. Como o reajuste deste ano acontece entre abril
e maio, e as novas regras só passam a valer em 7 de junho, não
haverá impacto agora — afirmou Alfredo Cardoso, diretorpresidente
em exercício da agência.
A lista foi atualizada pela
última vez em 2008, com a inclusão de mais de cem medidas.
Em 2009, com as novas inclusões, o reajuste ficou um ponto percentual
maior do que se fosse contabilizado apenas o aumento dos custos já
cobertos antes de 2008. No ano passado, o reajuste para os planos individuais
foi de 6,76%. Ou seja, as novas coberturas responderam por cerca de 14%
do aumento autorizado.
Médicos queriam mais
coberturas
Solange Beatriz Mendes,
diretoraexecutiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar
(Fenasaúde), diz que haverá reflexos nos custos, mas que
é difícil estimar de quanto será o repasse para os
preços. Ela adianta que um marca-passo, outro tratamento novo na
lista, custa R$ 90 mil: — Tudo vai depender de qual a demanda do plano.
Há empresas em que há índice alto de transtornos mentais,
portanto o impacto pode ser maior (novas coberturas nessa área foram
incluídas). Nos planos odontológicos, os custos podem subir
de 15% a 40% — afirma Solange.
Pelas novas regras, as coroas
e blocos também terão que ser pagos pelas operadoras. Ela
lembra que, em 2008, as empresas estimaram uma alta de 6% nos custos por
causa dos novos procedimentos obrigatórios.
E o reajuste médio
para atender a esse quesito ficou perto de 1%.
Nas novas obrigações
entram ainda as cirurgias de tórax por vídeo.
São 26 novos processos
que terão que ser cobertos.
— Os procedimentos por vídeo
custam uma vez e meia o processo cirúrgico tradiconal. Um tratamento
por oxigenoterapia hiperbárica (outra cobertura obrigatória
incluída) pode custar de R$ 2 mil a R$ 12 mil — diz.
Para o Instituto de Defesa
do Consumidor (Idec), a cobertura ampliada não justifica grandes
mudanças de preços. Já o advogado Roberto Araújo,
que tem mais de 300 ações em andamento contra planos de saúde,
afirma que os tratamentos incluídos este ano são mais caros
do que os da última atualização, em 2008: — Portanto,
podemos esperar aumentos maiores em 2011 — diz.
O número de consultas
de algumas especialidades também sobe. De fonoaudiólogo,
passam de seis para 24 por ano; de nutricionista de seis para 12; por exemplo.
Para o Idec, houve um retrocesso em relação à proposta
que foi posta em consulta pública, que previa número ilimitado
de consultas.
— Nas de nutrição,
por exemplo, ficou em apenas 12 por ano — afirma a advogada do Idec, Daniela
Trettel.
A Associação
Médica Brasileira (AMB) enviou 300 sugestões para o novo
rol. As maiores derrotas, segundo o diretor-executivo da AMB, Amilcar Martins
Giron, foram os procedimentos genéticos: — Nas discussões,
eles alegaram que os geneticistas estão concentrados no Sul e no
Sudeste. Gostaríamos que fossem incluídas nossas 300 sugestões,
mas entendemos que o sistema é limitado.
Talvez no próximo
ano.
Só 2 tipos de câncer
em exame complexo
O exame PET-Scan, para o
qual há uma demanda grande, reconhecida até pelas operadoras
de planos de saúde, ficou limitado aos cânceres de pulmão
e os linfomas.
— Por que não foi
estendido a outros tipos de câncer? Um tipo de radioterapia, que
inclusive tem cobertura pelo SUS, não entrou na lista — reclama
o advogado Roberto Araújo.
As lesões provocadas
por acidentes de trabalho e doenças ocupacionais também passam
a ser cobertas por planos coletivos. Antes, a obrigação era
só para planos individuais.
— Quando a legislação
foi feita (1998), essa cobertura foi excluída para evitar subnotificação
de acidentes.
Porém, houve uma
distorção ao contrário. O trabalhador acabava não
notificando o acidente ou doença por saber que não seria
coberto pelo plano.
Agora estamos corrigindo
essa distorção — explicou Cardoso.
As novas regras passam a
valer no dia 7 de junho e a lista será atualizada a cada dois anos.
Os clientes que têm planos de saúde contratados antes de 1999
(quando teve início a vigência da lei) ficam de fora da cobertura
ampliada.
Estes só seriam beneficiados
caso migrassem para um novo plano, o que nem sempre é vantajoso.
(Cássia Almeida - G1)
Planos
terão de incluir 70 novos procedimentos
A Agência Nacional
de Saúde Suplementar publicou resolução nesta terça-feira
no Diário Oficial da União atualizando a lista de procedimentos
a receberem a cobertura mínima nos planos privados de assistência
à saúde, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.
Nessa data entrou em vigor a Lei 9.656/98 que regulamentou o setor de saúde
suplementar.
A nova lista, válida
a partir de 7 de junho de 2010, inclui 70 novos procedimentos, entre os
quais o transplante de medula e a unificação dos tratamentos
hospitalar e odontológico. No tratamento odontológico, a
novidade é a cobertura da colocação de próteses.
Além do transplante
de medula óssea, também passam a ser oferecidos nos planos
básicos o exame Pet-Scan - usado para diagnosticar câncer
de pulmão -, o implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia
hiperbárica e mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por
vídeo.
Cerca de 44 milhões
de pessoas que adquiriram planos de saúde a partir de janeiro de
1999 serão beneficiadas pelas mudanças da cobertura.
Além da inclusão
dos novos procedimentos médicos, também passam a valer em
junho outras normas, como a cobertura, pelos planos coletivos, de acidentes
de trabalho e procedimentos de saúde ocupacional.
Outra mudança é
o fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia
para pacientes com necessidade de acompanhamento da saúde mental.
De acordo com a ANS, a medida visa substituir as internações
psiquiátricas. (Veja.com)
Planos
vão ampliar consultas com psicólogos
Operadoras terão
ainda de aumentar nº de consultas com fonoaudiólogos e nutricionistas,
além de incluir 73 novos procedimentos
Entidades de operadoras
de saúde reclamaram que as medidas terão impacto nas mensalidades
ou até mesmo na qualidade
As operadoras de saúde
terão que incluir a partir de 7 de junho 73 novos procedimentos
mínimos a serem cobertos em qualquer tipo de plano.
As mudanças foram
anunciadas ontem pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Entre elas está o aumento do número máximo de consultas
cobertas com psicólogos (de 12 para 40 ao ano, por exemplo), fonoaudiólogos,
nutricionistas e terapeutas ocupacionais.
As medidas valem para todos
os planos contratados a partir de 1999, ano em que entrou em vigor a lei
que regulamentou o setor e criou a ANS. Eles abrangem 81% do total de 54
milhões de segurados. No caso dos planos adquiridos antes, vale
o que está previsto no contrato.
Entidades de operadoras
de saúde reclamaram que as medidas terão impacto nas mensalidades
ou na qualidade.
Para advogados e órgãos
que representam consumidores, a lista deixou de fora procedimentos importantes
e não evitará que segurados recorram à Justiça
para que os planos cubram gastos não previstos na resolução
da ANS.
Como adiantou a Folha na
segunda-feira, também foram incluídos o transplante de medula
óssea a partir de um doador externo, tratamentos odontológicos
com indicação de colocação de um bloco ou coroa
no dente, e um exame (chamado Pet-scan oncológico) que detecta precocemente
o câncer, indicado especialmente nos casos de linfoma e câncer
pulmonar.
A gerente-geral técnico
assistencial da ANS, Martha Oliveira, explica que, para alguns dos novos
procedimentos, haverá uma diretriz de utilização.
Ela deu como exemplo disso
o exame oncológico Pet-scan, afirmando que, para alguns tipos de
câncer, não há benefício comprovado de seu uso,
ou seja, ele pode ser substituído por um procedimento mais convencional,
sem necessidade de aumentar os custos.
Questionada sobre o motivo
de a resolução não incluir transplantes de fígado
e coração, Martha Oliveira disse que a inclusão pouco
aumentaria o número de transplantados, já que o principal
problema nesses casos é achar um doador.
Outra novidade é
que, nos casos em que paciente, médico e operadora acordarem, a
internação hospitalar pode ser substituída pela domiciliar.
Nos planos coletivos, está
prevista a cobertura de acidentes de trabalho, o que não era obrigatório
até então.
Opção mais
barata
Segundo Alfredo Cardoso,
diretor de normas e habilitação de operadoras da ANS, essa
medida terá pouco impacto nos planos coletivos porque na maioria
dos contratos entre operadoras e empresas isso já estava previsto.
Além da ampliação,
a ANS divulgou também mudanças em alguns procedimentos.
Para o advogado Rodrigo
Araújo, do escritório Araújo e Conforti, a alteração
que pode trazer mais problemas é a que exige que o médico,
quando solicitado pela operadora, ofereça pelo menos três
opções de fabricantes de próteses.
"Uma prótese de quadril
importada pode custar R$ 40 mil, mas há modelos de pior qualidade
que saem por R$ 10 mil. A operadora, logicamente, vai querer sempre o mais
barato. É uma prerrogativa que a ANS está dando aos planos
para intervir no trabalho do médico", diz o advogado Araújo.
O advogado defende também
a tese de que uma resolução normativa não pode limitar
o número de consultas. "Mesmo que uma resolução da
ANS diga que o número máximo de consultas com um nutricionista
no ano seja de 12, se for comprovado que o paciente precisa de mais, ele
poderá recorrer à Justiça para garantir esse direito."
Planos
dizem que preços vão aumentar
"São procedimentos
com custo elevado", diz diretora da Fenasaúde; entidade, porém,
afirma que ainda não é possível definir reajuste
Diretor da ANS afirma que
mudança não influenciará reajuste dos atuais planos;
aumento, no entanto, poderá afetar novos clientes
A Fenasaúde, entidade
que representa 32% do mercado de planos de saúde, afirmou ontem
que haverá "com certeza" aumentos em razão da nova lista
obrigatória de procedimentos definida pela ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar). A entidade, porém, afirma que ainda
não é possível calcular porcentagens.
"São procedimentos
com custo elevado", afirma Solange Mendes, diretora-executiva da Fenasaúde.
Ela cita um tipo de marcapasso, que passou a fazer parte do novo rol de
procedimentos obrigatórios, cujo preço chega a R$ 90 mil.
A Abramge, outra entidade
que representa o setor, não comentou ontem a nova lista de procedimentos
obrigatórios.
Já a ANS não
quis estimar o impacto das novas medidas no reajuste das mensalidades dos
planos de saúde. Segundo Alfredo Cardoso, diretor de normas e habilitação
de operadoras, isso dependerá da demanda dos usuários e das
negociações entre operadoras, fornecedores e médicos.
Ele afirmou, no entanto,
que o próximo reajuste previsto não será influenciado
pelas mudanças, já que elas entram em vigor somente em junho.
Por lei, cabe à ANS
divulgar o percentual máximo de aumento autorizado para os planos
contratados após 1999. Essa divulgação ocorre em abril
ou maio, antes, portanto, das novas regras passarem a valer.
Novos contratos
A limitação
do reajuste, no entanto, vale apenas para quem já possui plano,
pois os contratos negociados pelas empresas com novos clientes não
têm preços controlados.
No ano passado, o reajuste
autorizado pela ANS foi de 6,76%. "Deste percentual, apenas 1%, aproximadamente,
foi consequência da ampliação do rol de procedimentos
ocorrida em 2008. Mas não podemos prever qual será o impacto
dessas novas medidas no reajuste que será divulgado no ano que vem",
diz Cardoso.
O secretário-executivo
da ANS, Alfredo Scaff, disse acreditar que muitas operadoras não
terão impacto significativo pois já incluíam esses
procedimentos em seus planos, como forma de diferenciá-las dos concorrentes.
Sobre o temor de que as
novas medidas prejudiquem a qualidade do serviço, como chegou a
afirmar a Associação Brasileira de Odontologia, para compensar
o aumento nos custos, os diretores da ANS disseram que o risco é
pequeno.
"O médico e a operadora
têm que zelar pela qualidade do atendimento ao paciente. Não
acredito que bons profissionais aceitem fazer isso", afirma Cardoso, lembrando
também que a ANS realiza periodicamente uma avaliação
da qualidade das operadoras.
A partir de agora, a ANS
passará a divulgar a cada dois anos uma nova instrução
normativa atualizando o rol de procedimentos a serem incluídos.
PARA IDEC, MEDIDA EXCLUI
TRATAMENTOS
O Idec (Instituto de Defesa
do Consumidor) afirmou ontem que o ideal seria não haver uma lista
de procedimentos porque ela significa a exclusão, e não a
inclusão dos tratamentos. Segundo a advogada da entidade Daniela
Trettel, a lei que criou o setor de planos de saúde em 1998 determinou
que todas as doenças sejam tratadas. Pacientes que não conseguem
tratamentos acabam acionando a Justiça.
Medida traz benefícios,
mas reacende debate
Os avanços da medicina
não param. São novas tecnologias, equipamentos e procedimentos
que tornam o eterno combate entre doença e saúde menos desigual,
mesmo quando as moléstias são gravíssimas, como o
câncer e a falência de órgãos que exige transplante.
Obviamente, isso tudo tem
custo. Até os governos dos países ricos têm dificuldade
para pagar esta conta, muito mais salgada quando é para os menos
desenvolvidos.
A ANS divulgou um novo rol
de procedimentos que as operadoras de planos de saúde terão
de oferecer a partir de 7 de junho. São mais 70 procedimentos, como
o transplante de medula óssea de uma pessoa para outra e o exame
PET-Scan, que detecta câncer precocemente. Também foram agregados
procedimentos para planos odontológicos, como a colocação
de coroas e blocos.
O novo rol beneficiará
os consumidores? Sob o aspecto da prestação de serviços
e da ampliação do número de consultas, sem dúvida.
E é isso que todos gostaríamos de ter, quando tivéssemos
de fazer um tratamento de saúde. Já a pergunta sobre o encarecimento
dos novos planos que forem comercializados, é óbvio que as
operadoras farão suas contas e que lutarão para que parte
do custo seja repassada aos preços.
Não acredito, contudo,
que negociem percentuais muito expressivos, porque o mercado não
tem condições de absorver reajustes elevados. E as operadoras
não se arriscarão a perder clientes.
Este é só
mais um capítulo da queda de braço entre a ANS e as empresas
de medicina suplementar -que terá novos rounds, sucessivos, tensos
e de difícil solução. Para resolver este problema,
os debates terão que ser amplos e envolver a área pública
e a privada. O financiamento da saúde será, seguramente,
uma das principais pautas nas próximas décadas. E mesmo que
se encontrem saídas, não serão definitivas, porque
surgirão novas tecnologias, mais caras e eficientes, para novamente
desequilibrar o jogo. (ANTÔNIO GOIS, MÁRCIO PINHO e
MARIA INÊS DOLCI - Folha de S.Paulo)
Planos:
Internação domiciliar e novos tipos de exame
Lista de atendimentos terá
validade a partir de junho para 43,7 mi de usuários com contrato
assinado após 1999
Atendimento psiquiátrico
ilimitado em casos graves e a possibilidade de internação
domiciliar estão entre os 73 novos procedimentos incluídos
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na cobertura
mínima obrigatória das operadoras de planos de saúde.
As novas normas foram publicadas ontem no Diário Oficial da União
e terão validade a partir de 7 de junho.
Os planos também
deverão cobrir transplantes de medula óssea alogênicos
(de outro doador) para pessoas com até 70 anos e exames de imagem
para detecção precoce de tumores e metástases (PET-scan
oncológico). Nesse caso, a ANS limitou a nova tecnologia a casos
de linfoma e de câncer pulmonar.
O chamado Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde 2010 inclui cirurgias por vídeo no tórax
e 17 exames laboratoriais. Entre os testes preventivos entraram o do olhinho
(para recém-nascidos) e o de HIV para gestantes. São 57 procedimentos
médico-hospitalares e 16 odontológicos. Haverá cobertura
obrigatória para acidentes de trabalho nos planos coletivos empresariais
e por adesão. A ANS também ampliou as consultas com fonoaudiólogos,
nutricionistas e psicólogos.
As medidas valem para os
planos contratados a partir de janeiro de 1999 e beneficiarão 43,7
milhões de clientes. Para os outros 10,4 milhões que têm
planos de saúde mais antigos, vale o que está no contrato.
Segundo Julius Conforti,
advogado especializado em defesa do consumidor na área da saúde,
o rol trouxe benefícios, mas "deixou de fora muitos outros procedimentos
já consagrados na medicina". "As operadoras não estão
obrigadas a fazer a radioterapia IMRT, que o Instituto Nacional de Câncer
(Inca) faz." Ele classificou como um avanço a inclusão da
internação domiciliar, mas criticou o fato de a cobertura
obrigatória do PET-scan ficar limitada.
"É óbvio que
ainda há procedimentos fora da tabela, mas hoje temos um rol mínimo
que consegue contemplar tudo que há de mais importante, e não
está defasado", disse Martha Oliveira, gerente-geral Técnico
Assistencial dos Produtos da ANS. Segundo ela, estão contemplados
"todos" os procedimentos de uso corriqueiro e o tratamento e diagnóstico
de patologias necessárias. Sobre a limitação dos exames
para tumores, ela rebate: "O que é comprovadamente importante foi
feito. Não é um recorte preocupado com o custo, mas sim com
o benefício."
Segundo Martha, a internação
domiciliar em substituição à hospitalar deverá
ser prescrita pelo médico. "O paciente terá tudo o que teria
no hospital."
Solange Mendes, coordenadora
da Fenasaúde, entidade que reúne as principais empresas do
setor, diz, porém, que, para as operadoras, a oferta do serviço
é facultativa e, quando ocorrer, será nos padrões
da hospitalar. Para ela, a internação domiciliar não
significará, por exemplo, atendimento a idosos com demência.
O primeiro rol de procedimentos
é de 1998. Havia sido revisado em 2000, 2001, 2004 e 2008. O transplante
de medula de outra pessoa será o terceiro com cobertura obrigatória,
além de rim e córnea. "Hoje o problema do transplante não
é ser incorporado à saúde suplementar. O problema
é a captação de órgãos", alegou Martha.
Na saúde mental,
caiu a limitação de 180 dias por ano para atendimento em
hospital-dia. Agora deverá ser ilimitado, como alternativa à
internação, para portadores de esquizofrenia e de transtorno
bipolar, entre outros casos graves. "É um avanço. Mas o ideal
é que a psicoterapia seja uma escolha em qualquer situação",
disse Pedro Carneiro, presidente de ONG que atua na reforma psiquiátrica.
Principais Novidades
Exames: Serão disponibilizados
23 novos exames, que vão permitir, por exemplo, diferenciar o tipo
de diabete (anti-GAD) e detectar a presença do HIV em gestantes.
Análises genéticas servirão para classificar leucemias
e orientar o tratamento
Cirurgias: Foram incluídos
34 procedimentos terapêuticos, como videocirurgias no tórax,
transplante de medula óssea de doador vivo e implantação
de marca-passo multissítio (para corrigir insuficiência cardíaca
refratária)
Odontologia: A colocação
de próteses dentárias do tipo coroa e bloco passa a ser coberta
Consultas: Aumenta a quantidade
anual de consultas com psicólogos (de 12 para 40), fonoaudiólogos
(de 6 para 24), nutricionistas (de 6 para 12) e terapeutas
ocupacionais (de 6 para
12)
Saúde mental: Torna-se
ilimitado o atendimento em hospital-dia como alternativa à internação
Restrição
a exames de DNA continuam
A nova lista de procedimentos
obrigatórios não deve trazer benefícios para os portadores
de doenças genéticas, afirma a Sociedade Brasileira de Genética
Médica (SBGM).
"A ANS anuncia em seu site
a inclusão de novos exames genéticos, mas o que consta na
lista atual é a mesma coisa que já existia", diz o presidente
da entidade, Salmo Raskin. Ele afirma ainda que a agência manteve
todas as restrições existentes para a realização
de exames genéticos. "Continuam exigindo que os procedimentos sejam
requisitados por médicos geneticistas, mesmo sabendo que há
poucos especialistas no País. Isso restringe o acesso aos exames
a 1% dos municípios que têm geneticistas", explica.
A ANS mantém ainda
a condição de que os testes de DNA sejam realizados apenas
se esgotadas todas as outras possibilidades diagnósticas. "O DNA
é o último a ser pedido, embora muitas vezes seja mais barato
e menos invasivo que uma biópsia, por exemplo." Limita-se ainda
a realização do procedimento ao território nacional,
sendo que muitos dos 1,6 mil testes existentes não são oferecidos
no País, completa Raskin.
Já a Associação
Médica Brasileira elogiou alguns pontos da nova cobertura, como
o aumento de consultas psiquiátricas. Outros benefícios destacados
foram as cirurgias torácicas por laparoscopia e a previsão
de atendimento hospitalar em casa, que beneficiará principalmente
pacientes terminais com câncer e problemas neurológicos, um
dos problemas de saúde mais frequentes no País. "Foi mais
ou menos o que esperávamos", disse Amilcar Giron, representante
da entidade.
Impacto no reajuste só
ocorre em 2011, diz ANS
O diretor-presidente em
exercício da ANS, Alfredo Cardoso, afirmou que o novo Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde só terá impacto no reajuste de
planos individuais previsto para abril de 2011. Isso porque os novos valores
de 2010 serão definidos antes da aplicação das medidas,
a partir de junho. O reajuste definido pela ANS atinge 8,8 milhões
de clientes com planos individuais contratados a partir de janeiro de 1999.
No caso dos planos coletivos,
as negociações devem ser feitas com as operadoras. "Do reajuste
de 6,76% concedido em 2008, cerca de 1% foi o impacto referente às
novas incorporações do rol", disse Cardoso. "Sempre recomendamos
que, se possível, façam planos individuais. No coletivo,
o cliente fica refém", disse o advogado Julius Conforti, especializado
em defesa do consumidor na área da saúde. (Felipe
Werneck, colaborou Karina Toledo e Fabiane Leite - O Estado de S.Paulo)
Plano
cobre acidente de trabalho
Novos procedimentos divulgados
pela ANS valem também para doença ocupacional
A partir de 7 de junho,
as operadoras não poderão mais se recusar a atender clientes
de planos de saúde coletivos que sofrerem um acidente de trabalho
ou desenvolverem alguma doença no exercício de sua função.
A medida faz parte do novo rol de procedimentos obrigatórios, divulgados
ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e
corrige uma antiga distorção do setor.
A velha regra dizia que
os planos coletivos e empresariais tinham de cobrir todos os procedimentos
listados no rol, exceto se a doença ou o ferimento estivesse relacionado
ao trabalho. A ANS entendia que essa exclusão servia para preservar
a legislação trabalhista - a lei já obrigava as empresas
a custear o tratamento nessas situações, protegendo o empregado.
Mas a premissa se mostrou
equivocada. “Os trabalhadores começaram a mascarar que se tratava
de um acidente de trabalho para poder receber o atendimento do plano de
saúde, em vez de depender do apoio das empresas”, relata Martha
Oliveira, gerente-geral da ANS. “Portanto, percebemos que a restrição
não fazia sentido.”
Até hoje, as empresas
que forneciam plano de saúde a seus funcionários e queriam
que eles recebessem tratamento em caso de acidente de trabalho eram obrigadas
a fazer um adendo contratual - e pagavam mais por esta cobertura extra.
Como a velha regra foi aposentada, na próxima renovação
de contrato as empresas podem pleitear junto às operadoras que o
valor correspondente à cobertura extra seja abatido do preço.
Conta só chega em
2011
Além dessa medida,
o novo rol divulgado pela ANS acrescentou à cobertura mínima
57 procedimentos para planos médico-hospitalares e 16 procedimentos
para planos odontológicos. Os benefícios se aplicam a os
planos contratados a partir de janeiro de 1999 e beneficiarão 43,7
milhões de clientes. Para os outros 10,4 milhões que têm
planos mais antigos, vale o que está no contrato.
As principais novidades
são atendimento psiquiátrico ilimitado em casos graves e
a possibilidade de internação domiciliar, além de
transplantes de medula óssea alogênicos (de outro doador)
para pessoas com até 70 anos e exames de imagem para detecção
precoce de tumores e metástases (PET-scan oncológico) para
casos de linfoma e de câncer pulmonar.
Embora a grande maioria
dos novos procedimentos tenha baixa frequência de utilização,
o custo deles é alto. Por isso, as empresas sofrerão um impacto
financeiro e repassarão os custos, inevitavelmente, aos consumidores.
Porém, isso só vai ocorrer em 2011, conforme havia adiantado
o JT.
Em maio, quando o reajuste
de preços dos planos for divulgado pela ANS, a cobertura dos novos
procedimentos ainda não estará em vigor: ela só passará
a valer em 7 de junho. Por isso, seus custos não poderão
ser incorporados ao aumento de 2010 - eles serão sentidos apenas
nas contas de 2011.
Para as operadoras, entretanto,
o impacto financeiro chega assim que as medidas entrarem em vigor. O consultor
Pedro Fazio, especialista no mercado de saúde suplementar, afirma
que as finanças das operadoras de médio e grande porte não
devem sofrer tanto. “Já as pequenas operadoras, que formam 30% do
mercado e possuem em sua carteira não mais que 10 mil vidas, podem
ser seriamente prejudicadas. Elas já estão em situação
financeira complicada hoje e, com o novo rol da ANS, passam a correr sério
risco de quebrar.”
NOVAS COBERTURAS
EXAMES Serão colocados
à disposição 23 novos exames, que vão permitir,
por exemplo, diferenciar
o tipo de diabete (Anti-GAD)
e detectar a presença do HIV em gestantes. Análises genéticas
servirão para classificar leucemias e orientar o tratamento
CIRURGIAS Foram incluídos
34 procedimentos terapêuticos,
como videocirurgias no tórax,
transplante de medula óssea de doador vivo e implantação
de marca-passo multi-sítio (para corrigir insuficiência cardíaca
refratária)
ODONTOLOGIA A colocação
de próteses dentárias do tipo
coroa e bloco passa a ser
coberta
CONSULTAS Aumenta a
quantidade anual de consultas
com psicólogos (de 12 para 40),
fonoaudiólogos (de
6 para 24),
nutricionistas (de 6 para
12) e terapeutas ocupacionais (de 6 para 12)
SAÚDE MENTAL Torna-se
ilimitado o atendimento em hospital-dia como alternativa à internação
(Carolina Dall’Olio - Jornal da Tarde)
Confira
nova lista de procedimentos da ANS
Exames de vídeos,
de detecção de tumores e transplantes de medula estão
no novo rol de procedimentos
Agência Nacional de
Saúde Suplementar atualizou a lista de procedimentos a receberem
a cobertura mínima nos planos privados de assistência à
saúde, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. A resolução
foi publicada no Diário Oficial da União de ontem, terça-feira
(12). De acordo com a ANS, cerca de 44 milhões de beneficiários
de planos de saúde terão direito a 70 novas coberturas médicas
e odontológicas a partir de 7 de junho de 2010.
A nova lista foi anunciada
pelo presidente em exercício da ANS, Alfredo Cardoso, e pela gerente-geral
da Diretoria de Normas e Habilitação de Produtos, Martha
Oliveira. A lista traz a obrigatoriedade de transplante de medula e a unificação
dos tratamentos hospitalar. No caso do transplante, todos os planos de
saúde passarão a ter de cobrir esse procedimento de medula
óssea para todos os seus beneficiários.
Segundo a ANS, também
constam nas novas regras implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia
hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por
vídeo, além de importantes inclusões no segmento odontológico,
como colocação de coroa unitária e bloco são
alguns dos principais procedimentos aos quais os beneficiários de
planos de assistência médica e odontológica terão
direito.
Outros procedimentos que
devem fazer parte do novo rol são os exames de imagem para detecção
precoce de tumores e metástases (PET-scan).
A agência também
informou que além dos procedimentos, novas regras ampliam o atendimento
ao consumidor. A RN nº 211 não traz apenas a lista de novas
coberturas. Há uma série de mudanças que, a partir
de 7 de junho, ampliarão o atendimento ao consumidor. Uma dessas
é a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e
aos procedimentos de saúde ocupacional.
A nova resolução
também determina cobertura integral nos casos em que as operadoras
ofereçam internação domiciliar como alternativa à
internação hospitalar, independentemente de previsão
contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir medicamentos
e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção
domiciliar não substitua a internação, a cobertura
estará condicionada ao contrato.
A atenção
à saúde mental teve importante ganho com a edição
desta RN. Um destaque pode ser dado ao fim da limitação de
180 dias de atendimento em hospital-dia para a saúde mental, reforçando
a política de substituição das internações
psiquiátricas.
Cada vez mais, a regulação
busca a integração entre procedimentos e sua forma de utilização,
visando à segurança para os pacientes e ao aprimoramento
da prática médica. Para tanto, foi ampliado o número
de diretrizes de utilização (critérios que devem ser
preenchidos para que a cobertura seja obrigatória) e a incorporação
de diretrizes clínicas (guias de orientação da prática
clínica baseadas nas melhores evidências disponíveis)
produzidas pela Associação Médica Brasileira.
(Saúde Business Web)
ANS
descarta impacto em reajuste após mudanças
O aumento deve ser anunciado
em maio
A ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) informou que a mudança nos procedimentos
médicos e odontológicos não causará impactos
no reajuste anual de planos de saúde. Isso porque que o aumento
deve ser anunciado em maio, e as mudanças entram em vigor a partir
de 7 de junho.
A agência não
deu estimativas do impacto no reajuste. No entanto, informou que em 2009
o aumento foi de 6,76%, sendo 1% referente à ampliação
do atendimento ocorrida no ano anterior.
As novas alterações
valem para os cerca de 44 milhões de pessoas com planos vigentes
a partir de janeiro de 1999, ano da regulamentação do setor.
Outros cerca de 10 milhões de planos antigos não são
regulamentados pela ANS.
Além da inclusão
de cerca de 70 procedimentos médicos nos planos, também passam
a valer em junho outras normas como a cobertura pelos planos coletivos
aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional.
Outra mudança é
o fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia
para pacientes com necessidade de acompanhamento da saúde mental.
De acordo com a ANS, a medida visa substituir as internações
psiquiátricas. (Folha Online)
Mudanças
terão 'impacto' no preço de planos, diz federação
Para entidade de empresas,
haverá 'alinhamento' em novos contratos.
Associação
de usuários critica uso de rol de procedimentos pela ANS.
A inclusão de novos
procedimentos como obrigatórios nos planos de saúde, anunciada
nesta terça-feira (12) pela ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar), deve resultar em "impacto" no preço para o consumidor,
segundo Solange Beatriz Mendes, diretora da FenaSaúde, entidade
que representa empresas da área.
"Qualquer incorporação
de novas coberturas tem impacto nos preços. Mas para os planos individuais,
qualquer reajuste só vai acontecer em 2011. Para novos planos [contratados
a partir de 7 de junho, quando entram em vigor as novas regras] com certeza
haverá um alinhamento de preços", diz ela.
De acordo com a diretora,
não é possível saber qual o percentual de aumento
que deve ocorrer, já que isso depende da estrutura de cada empresa.
(G1)
Planos
podem subir até 40%
Inclusão de novos
procedimentos de saúde vira pretexto para reajuste de operadoras
Planos de saúde odontológicos
podem ficar até 40% mais caros com a inclusão de novos procedimentos,
como colocação de coroa e bloco, na cobertura mínima
obrigatória exigida pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que passa a vigorar a partir de 7 de junho. A estimativa
do aumento de preços foi informada à Fenasaúde, entidade
que representa as seguradoras, por suas associadas. A Fenasaúde
tem significativa representação do mercado de planos de saúde
bucal. “Para algumas empresas, o impacto será de até 40%”,
alertou Solange Beatriz Mendes, diretora executiva da Fenasaúde.
Ela explicou que, como a inclusão de coroa e bloco são procedimentos
corriqueiros, foi possível fazer os cálculos da vigência
na nova lista da ANS.
Para os planos e seguros
de saúde hospitalares, entretanto, Solange observa que a experiência
dos procedimentos que passam a ser obrigatórios — a exemplo do Pet-Scan,
indicado para casos de câncer pulmonar e transplante de medula óssea
— não é suficiente para fazer a estimativa. Mas ela garante
que toda incorporação de tecnologia traz impacto para o mercado
de saúde suplementar. “Um Pet-Scan, por exemplo, embora a agência
tenha condicionado a uma diretriz, custa R$ 3,5 mil. O marcapasso custa
R$ 90 mil e o transplante de medula óssea, cerca de R$ 80 mil.”
O aumento do número de consultas de psicólogos, fonoaudiólogos,
nutricionistas e terapeutas ocupacionais também está previsto
na nova relação do órgão regulador (veja quadro).
Terão direito à
nova cobertura todos os beneficiários de planos novos, ou seja,
os contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.
Concorrência
Martha Oliveira, gerente-geral
da ANS, pondera que cálculos da agência mostram que o impacto
dos novos procedimentos nos planos odontológicos seria de cerca
de 3%, ou seja, bem menor que os 40% anunciados. Ela explica que o preço
desses planos sempre foi livre, mas aposta na forte concorrência
entre as empresas do setor para barrar aumentos abusivos. “Temos uma concorrência
bastante razoável no setor. Sem contar que algumas empresas já
oferecem, há tempos, alguns procedimentos que só passam a
ser obrigatórios agora”, destaca.
Quanto às novas técnicas
dos planos hospitalares, Martha ressalta que muitos tratamentos, em vez
de aumentar o custo das operadoras, acabam gerando economia. Prova disso
é que na última alteração de procedimentos(1),
a ANS constatou que o impacto de aumento dos preços dos planos foi
de apenas 1%. Para Milena Pizzoli Ruivo, advogada especialista em saúde,
qualquer medida por parte das operadoras de plano de saúde que tenda
a elevar o preço dos seus produtos e serviços em virtude
das novas inclusões determinadas pela ANS “deverá ser fortemente
rebatida, por meio de ações ativas do Ministério Público
e da população, vez que será considerada abusiva”.
1 - Ampliação
Em 1º de abril de 2008,
passaram a ser obrigatórios 2.973 itens, que incluíram técnicas
de anticoncepção (DIU, vasectomia e ligadura tubária)
e consultas com terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas
e psicólogos. Na ocasião, as operadoras de planos e seguros
de saúde reagiram com diversas ações na justiça.
Alegavam que seria impossível fazer os atendimentos sem reajustar
as mensalidades. Nenhuma das ações obteve êxito.
(Karla Mendes - Correio Braziliense
Idec:
Não há justificativa para reajuste dos planos
Apesar da ampliação
das coberturas médicas e odontológicas definida pela ANS
(Agência Nacional de Saúde Suplementar), não há
motivos que justifiquem um aumento nos preços dos planos de saúde.
A afirmação é da advogada do Idec (Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor), Daniela Tretel, entrevistada pela Rádio
Bandeirantes nesta terça-feira.
“Na prática, os planos
não terão grandes inclusões de procedimentos, o que
desde, no entendimento do Idec, permite dizer que não será
necessário subir o valor do plano de saúde”, disse Tretel.
Segundo ela, muitos dos procedimentos incluídos no Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde (lista da cobertura mínima obrigatória
das operadoras de planos de saúde com contratos feitos a partir
de janeiro de 1999) são pouco usados e, no caso dos transplantes,
a maioria é feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Ela citou também o PET-Scan, exame para a identificação
de tumores, que já vinham sendo feito por muitos planos, “alguns
por força de decisão judicial”, disse.
A resolução
da ANS que define a mudança foi publicada nesta terça-feira
e inclui 70 novos procedimentos. Segundo a agência, cerca de 44 milhões
de pessoas serão beneficiadas com a ampliação das
coberturas médicas e odontológicas.
Entre os novos procedimentos
incluídos na lista, que passa a valer a partir de 7 de junho deste
ano, estão transplante heterólogo (de uma pessoa para outra)
de medula óssea, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia
hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por
vídeo. Entre as inclusões na cobertura odontológica
há a colocação de coroa unitária e bloco, entre
outras.
Lista é controversa
Para a advogada, a própria
existência da lista é algo controverso, pois faz com que procedimentos
que não estão na listagem acabem não sendo cobertos
pelos planos. “A lei manda que todas as doenças sejam cobertas.
Ao fazer lista, a ANS causa uma situação em que procedimentos
necessários para o tratamento ficam de fora da lista.
“As mudanças são
interessantes para o consumidor, indiscutivelmente, mas a questão
de fundo não está resolvida, pois o grande problema hoje
é que há procedimentos, estando ou não no rol, que
são negados pelos planos”. Segundo ela, em muitos casos as operadoras
negam o serviço indiretamente, se recusando a pagar uma prótese
ou demorando a liberar a guia.
Justiça a favor do
consumidor
A saída no caso de
desrespeito é a Justiça, com grande chance de sucesso, segundo
Daniela. “Em recente pesquisa que realizei no STJ (Superior Tribunal de
Justiça), verifiquei que 80% dos casos tem decisão favorável
ao consumidor nos casos de negativas de cobertura”, afirma.
Em caso de atendimento negado
pelo plano de saúde, o consumidor deve exigir que a negativa seja
feita por escrito e justificada. “Isso facilita a defesa do consumidor,
que não deve pagar o tratamento a parte. Deve, sim, procurar um
advogado de confiança ou o Juizado Especial Civil. Se a causa for
de até 20 salários mínimos não é necessário
advogado”, aconselha.
Daniela ressalta que o consumidor
não deve desistir da ação na justiça por conta
da comum demora para resolver os problemas. “É importante que o
cidadão saiba que existe um mecanismo processual no poder judiciário,
chamado de pedido de liminar, que é possível ser feito o
nas situações de urgência. Assim o juiz confere a possibilidade
de fazer uma cirurgia, por exemplo. Depois se discute o mérito da
ação judicial, com a demora já conhecida. Mas garante
o acesso ao procedimento necessário”, diz.
ANS tem atuação
fraca
Sobre a ANS, Daniela diz
que falta uma atuação maior. “Infelizmente a agência
não tem uma atuação que garanta a estabilização
do setor de planos de saúde, que a operadora não vai lesar
o consumidor, ou que vai fazer doer no bolso da empresa”, disse.
Para ela, as multas, quando
acontecem, demoram a ser pagas. “Há uma serie de recursos administrativos
e judiciais que fazem com que, na prática, valha a pena lesar o
consumidor. O Poder Judiciário acabe sendo o único recurso”,
completa. (Band)
Defesa
do consumidor: Novo rol está incompleto
Entidades de defesa do consumidor
acreditam que ficaram de fora do novo rol de procedimentos obrigatórios
de planos de saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar) coberturas importantes aos consumidores.
De acordo com a advogada
da Pro Teste – Associação de Consumidores, Polyanna Carlos,
a grande questão são os transplantes cobertos pelo sistema
público de saúde, como o de pulmão, de coração
e de fígado, dos quais “o consumidor continua precisando”.
A advogada do Idec (Instituto
de Defesa do Consumidor), Daniela Trettel, divide a mesma opinião:
"O SUS [Sistema Único de Saúde] permanecerá com o
encargo de atender toda a população brasileira que necessita
desses transplantes e todos os outros casos geralmente de alta complexidade
e mais caros que não são cobertos pelos planos de saúde
- seja por não estarem no rol de coberturas obrigatórias,
seja pela atuação de má-fé das operadoras".
Sem rol
Na realidade, na opinião
das entidades, não deveria existir um rol de procedimentos dos planos
de saúde. As operadoras deveriam atender todas as doenças
listadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
“Mas, já que há
um rol, qualquer inclusão beneficia o consumidor, porque não
adianta pagar um plano e por tratamentos separados”, afirmou Polyanna,
da Pro Teste.
O Idec esclarece que a própria
Lei de Planos de Saúde (9.656/98) garante aos consumidores a cobertura
de todas as doenças listadas pela OMS. Portanto, as limitações
impostas pelo rol impedem aos beneficiários que tenham acesso ao
tratamento adequado para a doença que o acomete.
Retrocesso
O Idec ainda criticou o
retrocesso em relação ao texto que foi disponibilizado em
consulta pública, no que diz respeito aos procedimentos de psicologia,
terapia ocupacional, nutrição e fonoaudiologia.
Pela proposta inicial, por
exemplo, as consultas a nutricionistas seriam ilimitadas, a depender do
diagnóstico, mas ficaram delimitadas a 12 por ano.
O Idec é contra a
limitação das consultas com os especialistas, afinal, as
pessoas marcam consultas quando têm necessidade e a restrição
da quantidade de visitas ao médico pode prejudicar o tratamento.
A prática fere o Código de Defesa do Consumidor, que, em
seu artigo 39, proíbe ao fornecedor "exigir do consumidor vantagem
manifestadamente excessiva".
O lado bom
Apesar das críticas,
a advogada da Pro Teste disse que os procedimentos adotados “já
haviam sido discutidos desde a última atualização
que aconteceu, em 2007” e que eles são importantes ao consumidor.
Já a advogada do
Idec disse que o novo rol corrigiu uma ilegalidade do extinto Consu (Conselho
de Saúde Suplementar), o antecessor da ANS, que previa a não
cobertura de acidentes de trabalho em contratos coletivos e a limitação
de tempo de internação em hospital-dia, em casos de doenças
mentais.
"Finalmente, a ANS está
obedecendo o disposto na Lei de Planos de Saúde e corrigindo distorções
na regulamentação", destacou Daniela. (InfoMoney)
Mudanças
dos planos de saúde em discussão
Diretor da ANS apoia proposta
de alterar lei na tentativa de diminuir custos para os idosos
Os planos de saúde
também entraram no Programa Nacional de Direitos Humanos. O texto
propõe uma mudança na legislação que regulamenta
o setor de saúde suplementar, na tentativa de reduzir o impacto
no preço das mensalidades quando o cidadão alcança
59 anos, último ano permitido para as operadoras fazerem reajustes.
Nesta época, o valor
mensal dos planos costuma dobrar. Pela lei 9656, de 1998, a última
mensalidade pode ser até 500% mais cara que a mais barata. As operadoras
podem ter, no máximo, sete níveis tarifários.
Alfredo Cardoso, presidente
em exercício da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), disse que esse reajuste quando o cliente dos planos completa 59
anos é uma preocupação prioritária da agência.
- Levamos essa preocupação
ao Ministério da Saúde, que deve ter incluído o tema
no plano - disse ele.
Segundo Cardoso, a população
brasileira está envelhecendo, e isso é um problema tanto
para a saúde pública como a privada, já que as mensalidades
de planos de saúde aumentam mais quando a capacidade contributiva
do cidadão diminui.
A ideia de capitalização,
esboçada no plano, é apoiada pela ANS. Uma das propostas
em discussão seria a criação de uma previdência
complementar com uso específico para ser abatido nas mensalidades
ou na participação que o cliente tem que pagar em cada procedimento.
Para Humberto Modenezi,
superintendente geral da UnimedRio, a capitalização é
positiva.
Ele apoia a ideia "com ressalvas".
Diz que a incorporação
de novas tecnologias aumenta o custo do plano, e o cálculo de risco
fica comprometido, diante dos reajustes autorizados abaixo do aumento de
custos: - É uma ideia para a nova geração.
A advogada Daniela Trettel,
assistente de representação do Instituto de Defesa do Consumidor
(Idec), também defende mudanças na lei. Para ela, a inclusão
do tema no plano de direitos humanos tiraria a "ótica economicista"
que domina o setor: - A lógica da capitalização é
interessante. Hoje, o idoso, depois de contribuir por anos, é expulso
do plano. (Cássia Almeida - G1)
Plano
odontológico deve ter alto reajuste em 2011
Planos odontológicos
devem sofrer um grande reajuste no próximo ano, segundo previsão
do Sinog (Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo). O motivo
para isso foi a ampliação do rol de procedimentos obrigatórios
a esses planos, divulgada nesta terça-feira (12) pela ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) e que passa a valer em 7 de junho.
“Nós sempre defendemos
um rol mínimo de procedimentos para as necessidades básicas.
O que nos preocupa, desta vez, é que já temos um rol que
atente a população, principalmente das classes C e D”, afirmou
o presidente do Sinog, Carlos Roberto Squillaci.
De acordo com ele, os procedimentos
a serem incluídos são caros, com custo mínimo de R$
200, o que deve gerar uma grande despesa para as operadoras neste ano.
Como consequência, os beneficiários terão de arcar
com um reajuste maior no próximo ano. “Estamos contratando uma empresa
para ver qual vai ser o impacto disso”.
Acesso aos planos
Nos últimos oito
anos, a assistência odontológica privada no Brasil mais do
que triplicou, registrando crescimento de 250%. O número equivale
a mais de 11 milhões de beneficiários e pode aumentar ainda
mais em 2010, segundo previsões da Escola Nacional de Seguros.
Mas, de acordo com Squilacci,
a ampliação do rol de procedimentos pode prejudicar o setor
e abrirá um grande abismo entre aqueles que efetivamente precisam
de um plano que lhes garanta uma assistência odontológica
mínima e acessível daqueles que efetivamente precisam de
outros procedimentos e podem pagar por eles.
Em sua opinião, os
procedimentos deveriam ser incluídos ao longo dos anos, de acordo
com a necessidade do beneficiário.
Procedimentos
Entre as coberturas incluídas
nos planos odontológicos, estão colocação de
coroa unitária e bloco. Para o presidente da ABCD (Associação
Brasileira de Cirurgiões-Dentista), Luciano Antioli Moreira, as
operadoras já oferecem planos que possuem esta cobertura, mas não
de maneira obrigatória.
“Aquelas pessoas que querem
comprar um plano que tenha prótese pagarão por ele um valor
diferenciado daquele que não dá este nível de cobertura.
Isso faz com que os planos que não dão esta cobertura sejam,
obviamente, mais acessíveis à população. Já
a obrigatoriedade retira, de certa forma, o direito da população
de ser atendida”, afirmou.
“Verifica-se, portanto,
uma situação distinta entre criar a possibilidade de um indivíduo
ter aquele acesso e a outra, que é obrigá-lo a pagar por
aquele acesso cujos procedimentos ele poderá não utilizar”,
afirmou.
Os 16 procedimentos
Confira, abaixo, quais procedimentos
foram incluídos no rol da ANS:
1. Condicionamento em odontologia*:
consultas de adaptação (até três sessões/ano)
para os beneficiários com comportamento não cooperativo ou
de difícil manejo.
2. Coroa unitária
provisória com ou sem pino / provisório para prepário
de RMF (restauração metálica fundida)*: procedimento
de caráter provisório em dentes permanentes não passíveis
de reconstrução por meio direto antes da restauração
definitiva.
3. Exérese de pequenos
cistos de mandíbula / maxila*: remoção de pequenos
cistos da mandíbula e / ou maxila, quando a localização
e características da lesão permitirem a realização
do procedimento em ambiente ambulatorial.
4. Panorâmica de mandíbula/maxila
(ortopantomografia)*: exame radiográfico tipo panorâmico como
auxílio diagnóstico pré e/ou pós procedimento
cirúrgico.
5. Punção
aspirativa com agulha fina / coleta de raspado em lesões ou sítios
específicos da região buço-maxilo-facial: obtenção
de células de órgãos e tecidos de lesões ou
sítios específicos da região buco maxilo facial ,
com o uso de uma agulha de pequeno calibre ou a partir da coleta de raspado.
6. Reabilitação
com coroa de acetato, aço ou policarbonato*: restauração
com coroa feita do material acetato, aço ou policarbonato em dentes
decíduos não passíveis de reconstrução
por meio direto e/ou dentes permanentes em pacientes não cooperativos
/ de difícil manejo.
7. Reabilitação
com coroa total de cerômero unitária – inclui peça
protética*: restauração unitária com coroa
total feita do material cerômero em dentes permanentes anteriores
(incisivos e caninos) não passíveis de reconstrução
por meio direto.
8. Reabilitação
com coroa total metálica unitária – inclui peça protética*:
restauração unitária com coroa total feita de material
metálico em dentes permanentes posteriores (pré-molares e
molares) não passíveis de reconstrução por
meio direto.
9. Reabilitação
com núcleo metálico fundido / núcleo pré –
fabricado – inclui a peça protética*: restauração
com pino feito de material metálico (núcleo metálico
fundido) / pino pré-fabricado (núcleo pré-fabricado)
em dentes permanentes com tratamento endodôntico prévio.
10. Reabilitação
com restauração metálica fundida (RMF) unitária
- inclui peça protética*: cobertura para bloco (restauração)
de metal em dentes posteriores permanentes com comprometimento de 3 ou
mais faces, não passíveis de reconstrução por
meio direto ou dentes com comprometimento de cúspide funcional,
independente do número de faces afetadas.
11. Redução
de luxação da ATM (com Diretriz de Utilização):
caracteriza-se por luxação da ATM (articulação
temporo-mandibular) quando, na abertura máxima da boca, ocorre o
deslocamento do processo condilar para fora da cavidade mandibular e o
paciente não é capaz de realizar a reposição
da mandíbula ( fechar a boca) sem ajuda. A cobertura da redução
da luxação consiste no reposicionamento do processo condilar
para dentro da cavidade mandibular, quando sua realização
for passível em ambiente ambulatorial.
12.Teste de fluxo salivar:
é um teste em que se observa a saliva com relação
o volume secretado sob estímulo mecânico (que é o fluxo
salivar).
13.Tratamento cirúrgico
de fístulas buco-nasais ou buco-sinusais*: tratamento cirúrgico
da comunicação entre a cavidade bucal e cavidade nasal (fístula
buco-nasal) e da comunicação entre a cavidade bucal e o seio
maxilar (fístula bucosinusal), quando a localização
e características da lesão permitirem a realização
do procedimento em ambiente ambulatorial.
14. Tratamento cirúrgico
de tumores benignos e hiperplasia de tecidos ósseos/ cartilaginosos
na mandíbula/maxila*: tratamento cirúrgico do crescimento
anormal de células benignas (tumor) e do aumento do número
de células (hiperplasia) do tecido ósseo ou cartilaginoso,
da mandíbula ou maxila quando a localização e características
da lesão permitirem a realização do procedimento em
ambiente ambulatorial.
15. Tratamento cirúrgico
de tumores benignos e hiperplasia de tecidos moles na mandíbula/maxila*:
tratamento cirúrgico do crescimento anormal de células benignas
(tumor) e do aumento do número de células (hiperplasia) de
tecidos moles da mandíbula ou maxila, quando a localização
e características da lesão permitirem a realização
do procedimento em ambiente ambulatorial.
16. Tratamento cirúrgico
de tumores benignos odontogênicos sem reconstrução*:
tratamento cirúrgico, sem reconstrução, do crescimento
anormal de células benignas originadas dos tecidos e formadores
do dente, quando a localização e características da
lesão permitirem a realização do procedimento em ambiente
ambulatorial. (InfoMoney)
Geap:
Programa Viva Melhor no Rio
O Programa Viva Melhor da
GEAP no estado do Rio de Janeiro acaba de ganhar novos credenciados nos
bairros de Madureira, Bangu e no município de Nilópolis.
Criado para ajudar você
nos cuidados com a saúde e melhoria da qualidade de vida através
da prevenção de doenças, o Programa Viva Melhor oferece
consultas diferenciadas nos moldes do antigo “médico de família”,
sem cobrança de participação. Para sua comodidade
o Programa conta com atendimento nos seguintes locais no Rio: Copacabana,
Tijuca, Méier, Niterói, São Gonçalo, Vila Isabel,
Centro, Nova Iguaçu, Botafogo, Jacarepaguá, Madureira, Bangu
e Nilópolis.
Mais informações
(21) 2103-6111 ou acesse www.geap.com.br . (Geap)

SP:
Verbas para hospitais do ABC
Saúde libera R$ 171
milhões para hospitais estaduais do Grande ABC
A Secretaria de Estado da
Saúde vai repassar neste ano R$ 171,2 milhões aos dois hospitais
estaduais do Grande ABC, o Mário Covas, em Santo André, e
o Serraria, em Diadema. A verba faz parte do montante de R$ 2,31 bilhões
que será destinado em 2010 para 63 hospitais, centros de saúde
e AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) gerenciados
por entidades do terceiro setor por meio de contratos de gestão
ou convênios.
Ao Hospital Mário
Covas, gerenciado pela Fundação do ABC, serão destinados
R$ 99 milhões. Trata-se do segundo maior repasse da secretaria,
ficando atrás apenas do Instituto do Câncer do Estado de São
Paulo Octavio Frias de Oliveira, que terá R$ 270 milhões
à disposição. Em 2009, a unidade de Santo André
recebeu R$ 97,3 milhões.
Já o Hospital Serraria,
sob a responsabilidade da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),
terá um repasse de R$ 72,2 milhões, acima dos R$ 70,4 milhões
de 2009. (Diário OnLine)
SP:
Hospital viValle investe R$ 51 milhões
Primeira etapa foi concluída
em 2009 e resultou na ampliação de 30% dos leitos de internação
epronto-atendimento
O Hospital viValle anunciou
investimento de R$ 51 milhões no seu Plano Diretor, que deve ser
concluído ao longo de sete fases. A meta é que o projeto
resulte na ampliação da área construída, saltando
de 4.500 m² para 14.200 m², além de ampliar mais 111 leitos
de internação, totalizando 160. Outro benefício será
o Centro de Diagnósticos por Imagem, previsto para inaugurar após
a conclusão do Plano Diretor.
A primeira fase do projeto
foi finalizada em 2009. Nesta etapa, o hospital ampliou em 30% os leitos
de internação e pronto-atendimento. E ainda, foi criada uma
recepção exclusiva para internação, área
de conforto e novos ambientes para funcionários. (Saúde
Business Web)
SP:
AME Rio Claro com Prontuário Eletrônico
Unidade deve realizar 14
mil consultas mensais
O AME (Ambulatório
Médico de Especialidades) Rio Claro, no interior de São Paulo,
abriu as portas com o sistema de Gestão Clínica da Intersystems
já em funcionamento. Composta por quatro módulos - prontuário
eletrônico, cadastro do paciente, agendamento de consultas e receituário
eletrônico - a ferramenta deve ser um dos diferenciais da unidade,
inaugurada na primeira semana de 2010.
A expectativa é que
o AME realize cerca de 14 mil consultas mensais, num total de 28 especialidades
médicas. (Saúde Business Web)
SP:
Ribeirão tem três geriatras para atender 72 mil idosos
Promotoria vê atendimento
precário e ajuiza ação contra prefeitura e Estado
Para atender a população
idosa de Ribeirão Preto, que é de 72 mil pessoas com mais
de 60 anos, de acordo com a Fundação Seade (Sistema Estadual
de Análise de Dados), a rede municipal de saúde conta com
apenas três geriatras -dois fixos e um de "apoio".
A precariedade no atendimento
aos idosos levou o Ministério Público Estadual a ajuizar,
ontem, ação civil pública contra a prefeitura e o
governo do Estado.
Os geriatras do município
atendem no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), mas não
há especialistas nas UBDSs (Unidades Básicas Distritais de
Saúde). Para a Promotoria, a cidade descumpre exigências do
Estatuto do Idoso, lei que entrou em vigor no país em 2003.
O promotor Carlos Cezar
Barbosa entrou com um pedido de liminar para que as UBDSs passem a priorizar
o atendimento às pessoas com mais de 60 anos. A solicitação
pode ser julgada nesta semana, segundo Barbosa. Ele afirmou na petição
que há demora na atenção aos idosos nas UBDSs. "Há
relatos de pessoas que esperaram mais de quatro horas", disse.
Além da liminar,
Barbosa pede para que o Judiciário exija dos governos municipal
e estadual a criação de um centro de referência do
idoso e agilidade em internações.
Ontem, por volta das 16h30,
o aposentado Antonio Martins, 77, aguardava desde às 15h para ser
chamado na UBDS Central. Ele disse que, sempre que vai ao local, tem de
esperar ao menos duas horas. "A gente vem sabendo que não tem hora
para ir embora", disse Martins. Ele foi atendido às 17h.
Atilio Contin, 77, também
aposentado, voltou à UBDS Central ontem, depois de ter esperado
mais de seis horas por atendimento no dia anterior. Ele disse ter chegado
anteontem à unidade com dores no canal da urina, às 16h30,
e foi atendido por volta das 22h. "É demais para qualquer pessoa."
A secretária da Saúde
de Ribeirão, Carla Palhares, disse que a meta do governo municipal
é "humanizar o atendimento". Ela afirmou concordar com a Promotoria
sobre a priorização do atendimento aos idosos mas, segundo
a secretária, a pasta "já trabalha assim".
Sobre a criação
do centro de referência, Palhares disse que já existe projeto
em andamento na prefeitura. Para o chefe da divisão médica
da secretaria, Nélio Rezende Cardoso, a ação da Promotoria
pode ser "uma chance" para a criação de novos cargos de especialistas
na rede. A Secretaria de Estado da Saúde disse que não foi
notificada sobre o caso.
ESTADO AFIRMA NÃO
TER SIDO NOTIFICADO
Procurada, a Secretaria
de Estado da Saúde diz não ter sido notificada sobre a ação.
A pasta não respondeu aos questionamentos sobre o papel do Estado
no atendimento aos idosos e disse só que ficará à
disposição da Promotoria para esclarecimentos. O promotor
Carlos Cezar Barbosa diz que os governos têm de responder em conjunto.
Se a decisão for favorável à Promotoria, ambos terão
120 dias para cumprir as exigências ou pagarão multa diária
de R$ 5.000. (ARARIPE CASTILHO - Folha de S.Paulo)
SP:
Ribeirão confirma epidemia de dengue
Vigilância em Saúde
espera confirmar mais casos esta semana
Ribeirão Preto está
em situação de epidemia de dengue, de acordo com a diretora
do Departamento de Vigilância em Saúde, Maria Luiza Santa
Maria. A cidade já registra 47 casos nos primeiros 12 dias de 2010,
seis a mais do que o número registrado em todo o mês de janeiro
do ano passado. Segundo a diretora, novos casos devem ser confirmados nesta
semana. Em 2009, a cidade teve 1.550 casos, liderando o ranking da doença
no Estado de São Paulo.
Maria Luiza afirma que o
número de doentes deve ser maior porque muitos não procuram
o sistema de saúde para realizar o exame que confirma a dengue.
“Há estudos de docentes da USP que mostram que a cada caso confirmado,
existem outros dez que não fizeram os exames”, diz a diretora.
Ela faz um apelo à
população para que faça o exame no caso do paciente
apresentar sintomas, como dor de cabeça atrás da área
dos olhos, mal-estar e febre.
“Pode ser outra virose,
mas em Ribeirão Preto é sempre bom pensar em dengue”, afirma.
Segundo a diretora, todas
as unidades básicas de saúde possuem o exame que identifica
a doença em 24 horas.
A realização
dos exames também ajuda no controle do mosquito Aedes Aegypti, uma
vez que as equipes usam os números para traçar as estratégias
de combate aos criadouros nas diferentes regiões da cidade. (EPTV)
SP:
Prefeitura investiga surtos de diarreia na capital
Hospital da Zona Sul teve
50% do aumento de casos da doença.
No Guarujá, mais
de mil pessoas já foram atendidas com diarreia e vômitos.
A Prefeitura de São
Paulo investiga a ocorrência de quatro surtos de diarreia na capital.
A Secretaria de Saúde, entretanto, não informou em que regiões
esses surtos estão localizados nem quantas pessoas teriam apresentado
a doença.
De acordo com a Secretaria
de Saúde do município, um surto pode ser definido quando
duas ou mais pessoas apresentam sintomas de uma doença que teria
sido contraída pelos mesmos motivos numa mesma região. No
caso da diarreia, casos isolados não são passíveis
de notificação. Durante todo o mês de janeiro de 2009,
foram 35 surtos de diarreia na capital paulista, segundo a Secretaria de
Saúde.
O Hospital Beneficência
Portuguesa, na Zona Sul, teve um aumento de 50% de crianças com
diarreia e vômitos na sexta-feira (8). De cada dez que chegavam ao
setor de urgência, nove estavam com o problema.
No Guarujá, na baixada
paulista, hospitais e postos de saúde atenderam desde o início
do ano mais de 1.100 pessoas com sintomas de diarreia e vômitos.
Na quinta-feira (7), a diretora da Vigilância em Saúde do
Guarujá, Lídia Maria de Araujo Lima, disse ao G1 que foram
detectados surtos em dois locais da cidade. De acordo com ela, técnicos
recolheram amostras da água e encaminharam ao Instituto Adolfo Lutz,
em São Paulo. Para Lídia, o surgimento desses casos ainda
pode ser considerado normal nesta época do ano, quando a população
da cidade de 308 mil habitantes triplica por causa da chegada dos turistas.
A Secretaria Estadual de
Saúde afirmou que os casos de diarreia ainda não são
tratados pelo órgão como uma questão estadual.
(G1)
PR:
Alerta sobre continuidade da gripe suína
A população
do Paraná não deve afrouxar os cuidados para evitar o contágio
da gripe suína. A advertência partiu da Secretaria da Saúde
do Paraná, ao constatar que o vírus ainda circula no estado,
apesar da diminuição dos casos e dos óbitos ocorridos
durante o verão. No estado, 53.578 casos foram confirmados por exame
laboratorial e critérios clínicos. Desse total, 290 pacientes
tiveram complicações e morreram. Dados do último boletim
da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado hoje, informam que 55%
das mortes ocorreram em mulheres. Curitiba continua sendo o município
com o maior número de casos confirmados: 14.533 pacientes.
Em seguida vem Londrina (7.642), Maringá (5.633), Cascavel (4.536),
Cornélio Procópio (3.607), Pato Branco (3.443) e Francisco
Beltrão (2.653). A principal recomendação é
lavar as mãos com sabão ou álcool em gel antes de
tocar os olhos, a boca e o nariz. (Fenaseg Online)
RS:
Emergência está lotada no Clínicas
A emergência de adultos
do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) estava, na tarde
de ontem, com 118 pacientes instalados nas vagas, em macas, cadeiras de
rodas e cadeiras dispostas provisoriamente nos corredores. A estrutura
do local tem capacidade para 63 pessoas.
O hospital solicita que
a população evite dirigir-se à instituição
em casos que não sejam tão graves, procurando outros hospitais
e postos de saúde. (Zero Hora)
RJ:
Pré-Natal na rede pública com tratamento vip
Projeto Cegonha Carioca
dará enxoval, ambulância e reserva em maternidade às
mamães que não faltarem a exames
Enxoval completo, ambulância
na porta de casa e visita prévia para conhecer a maternidade onde
será feito o parto. O serviço VIP, que lembra o de unidades
particulares, começa a ser oferecido até março pela
prefeitura às grávidas do Méier, Santa Cruz, Sepetiba,
Paciência, Barra, Jacarepaguá e Bangu, regiões com
maior carência de leitos. Mas todas essas regalias, que incluem até
foto do bebê no site da Secretaria Municipal de Saúde, só
vão valer para as futuras mamães que seguirem à risca
o pré-natal completo, sem direito a faltas. Com o incentivo, o Município
espera reduzir, até 2012, as taxas de mortalidades infantil e materna
em pelo menos 11% e 19%, respectivamente, em toda a cidade.
No oitavo mês, a grávida
que fizer todo o pré-natal na rede municipal vai visitar a maternidade
de referência e receber uma espécie de passaporte, garantindo
o parto naquela unidade e o enxoval”, explicou o secretário municipal
de Saúde, Hans Dohmann. O kit entregue às mães virá
com uma bolsa, toalha, quatro roupinhas, meias, um pacote de fralda e creme
de assadura. Elas também vão ganhar uma pasta do bebê,
com cartão de vacinação, material educativo sobre
aleitamento materno, cuidados pós-parto e com o recém-nascido,
um diploma de cidadão carioca ou uma mensagem especial de boas-vindas
assinada pelo prefeito Eduardo Paes para o mais novo membro da família.
O projeto Cegonha Carioca,
como foi batizado, ganhou força com o episódio envolvendo
a gestante Manuela da Costa, 29 anos, em julho, que perdeu o bebê
após o médico que a atendeu no Hospital Municipal Miguel
Couto, na Gávea, rabiscar seu braço com o nome da maternidade
e do ônibus que deveria pegar. Problemas como o que ela enfrentou
devem ser resolvidos com a central de teleatendimento que vai funcionar
24 horas por dia, inclusive sábados, domingos e feriados.
A equipe, formada por enfermeiros-obstetras,
já terá as informações da paciente, colhidas
no pré-natal. Em seguida, será avaliada a necessidade de
mandar ambulância. Se houver imprevisto na unidade escolhida pela
mãe, ela será redirecionada para outra maternidade. “Serão
10 ambulâncias com um enfermeiro-obstetra e um técnico de
enfermagem. Os veículos serão adquiridos por contratação
de organização social. O edital deve ser publicado neste
mês”, disse Hans. (Christina Nascimento - O Dia Online)
MG:
Município mantém calendário da gripe
Apesar da apreensão
criada pela confirmação de duas mortes com diagnóstico
positivo para o vírus da gripe suína, Abadia dos Dourados,
cidade do Alto Paranaíba a 502 quilômetros de Belo Horizonte,
não vai cancelar o calendário municipal de festividades.
A decisão foi tomada ontem, em reunião na cidade com autoridades
de saúde. Com cerca de 6 mil moradores, o município vai manter
as medidas de prevenção e controle para a influenza A (H1N1),
reforçando a publicidade educativa.
Autoridades sanitárias
esclarecem que a chegada do verão não implica interrupção
da circulação do vírus H1N1. Há queda na transmissão
da doença, mas ela está relacionada ao fato de que nesta
estação as pessoas tendem a permanecer menos em espaços
aglomerados do que no inverno.
Este ano, haverá
vacinação contra a doença. O Ministério da
Saúde informa que vai oferecer 83 milhões de doses para a
imunização contra a gripe suína, o que ocorrerá
entre março e abril. Os laboratórios enviarão as doses
ao ministério de maneira escalonada, até março. O
investimento total para a campanha é de R$ 1 bilhão.
(Estado de Minas)
MT:
Atendimento no Hospital Júlio Muller
Senadora cobra urgência
para normalização do atendimento no Hospital Júlio
Muller
Há mais de 20 dias,
a coordenadora da Bancada Federal de Mato Grosso, senadora Serys Slhessarenko
(PT) tem feito cobranças sistemáticas por parte do Governo
Federal para resolver os problemas de pagamento no Hospital Universitário
Júlio Muller.
Serys enviou ofícios
e conversou com os ministros da Saúde, do Planejamento e da Educação
pedindo providências. O primeiro contato, via ofício, foi
feito no dia 21 de dezembro de 2009.
Em ofício ao ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, Serys alertou que a partir de janeiro
os serviços do Hospital estariam comprometidos e apelando para uma
solução imediata que restabeleça regra anterior de
se pagar 22.000 horas/mês aos plantões do HUJM.
No último dia 5 de
janeiro, a senadora também enviou oficio ao ministro da Educação
Fernando Haddad também pedindo providências e apelando por
uma solução imediata.
Serys comunicou ao ministro
que desde o dia 1° deste mês de janeiro de 2010, os prontos-atendimentos
e alguns leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) deixaram de funcionar
no Hospital e anunciou que o mesmo pode fechar caso não receba verbas
do governo federal para o pagamento de plantões dos servidores da
unidade.
As UTIs Neonatal e Adulto
estão sofrendo redução gradativa dos 18 leitos e ao
menos seis já foram desativados em 2010, por conta do problema orçamentário.
“A situação
agrava a crise na Saúde pela qual passa o Estado, intensificada
com a epidemia de dengue e o déficit generalizado de leitos de UTI
e já tem 18 leitos desativados. Na UTI Neonatal, com capacidade
para 10 crianças, quatro vagas estão ociosas por falta de
equipe”, destacou a senadora, lembrando que o Hospital Júlio Muller
é referência no Estado para o tratamento de várias
doenças.
Por mês são
realizados cerca de 300 mil atendimentos na unidade, com a realização
média de 700 a mil consultas mensais e 80 cirurgias.
A possibilidade de fechamento
da unidade surgiu com a publicação da portaria 918 pelo Governo
Federal, no dia 21 de setembro de 2009.
O documento normatiza o
pagamento de plantões de médicos e enfermeiros em todos os
hospitais universitários do país. Contudo, além de
reduzir de 22 mil para 6 mil as horas mensais de plantão (completamente
insuficiente para uma unidade do porte do HUJM), ainda excluiu a possibilidade
de pagamento de horas de plantão para as categorias de apoio.
Na última segunda-feira
(11) a senadora conversou ainda com o secretário do Ministério
do Planejamento, durante a solenidade de sanção da Lei de
ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), cobrando
uma resposta do Governo Federal. (O Documento Online)
MT:
Médicos decidem hoje fim de greve
Os médicos da Saúde
municipal de Várzea Grande podem decidir hoje se encerram ou não
a greve da categoria, que já dura mais de 100 dias. À noite,
eles se reúnem em assembléia no Pronto-Socorro Municipal
(PSVG), onde devem avaliar uma proposta de acordo enviada pela prefeitura
como definitiva para o encerramento da paralisação, que tem
comprometido o atendimento no PSVG.
A greve teve início
no ano passado, quase simultaneamente à paralisação
empreendida pelos médicos em Cuiabá. Dos dois lados do rio,
os profissionais pleiteavam melhores salários e condições
de trabalho. Em Cuiabá, foram necessários pouco mais de 70
dias para que se chegasse a um acordo com a prefeitura.
Em Várzea Grande,
entretanto, as negociações se estenderam, mesmo com a proposta
do município que dobrava o piso salarial da categoria médica,
que é de R$ 1.035. Para os profissionais, o problema da proposta
era que ela não abarcava a criação de um Plano de
Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo.
Desta vez, a prefeitura
várzea-grandense se vale de uma proposta que, segundo afirma a secretária
de Saúde Jaqueline Guimarães, tem como base exigências
postas à mesa pelos próprios médicos, representados
pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e pelo Sindicato dos Médicos
(Sindimed). Além disso, Guimarães menciona que a proposta,
levada ontem ao Sindimed, está aprovada pela Secretaria da Administração,
que a considera exequível de acordo com as finanças municipais.
Para encerrar a greve, a
prefeitura propõe criar um projeto de lei do PCCV exclusivo para
enviar à Câmara Municipal até o final de junho, a fim
de ser implementado a partir do ano que vem. Já o piso salarial
deve subir aos poucos: em maio, passa a R$ 1.300; em setembro, a R$ 1.600;
em maio de 2011, R$ 1.900. Segundo o presidente do Sindimed, Luiz Carlos
Alvarenga, alguns detalhes ainda faltam na proposta e sua aceitação
depende exclusivamente da assembléia hoje. (Renê Dióz
– Diário de Cuiabá)
DF:
Mutirões diminuem espera por cirurgia
O esforço para reduzir
a fila de espera por cirurgias eletivas nos hospitais da rede pública
do DF passa pela realização de mutirões e contratação
de anestesistas, entre outros profissionais de saúde. Ontem, o secretário
de Saúde, Joaquim Barros, anunciou a abertura no mês que vem
de concurso público para 400 vagas em diversas especialidades. Ele
também divulgou um balanço das cirurgias ocorridas nos últimos
30 dias.
Foram realizadas 93 cirurgias
nos hospitais regionais do Gama e 50 no de Taguatinga durante as últimas
quatro semanas. Na sexta-feira (15), o Hospital Regional da Asa Sul começa
as cirurgias nas áreas de Pediatria, Ginecologia e Otorrino. Outras
unidades da rede devem iniciar seus mutirões a partir do próximo
mês, como é o caso de Brazlândia. Em abril, o Hospital
Regional da Asa Norte fará uma grande campanha na área de
Otorrino, além de outras intervenções de hérnia,
vesícula e próstata.
O secretário de Saúde
explicou que a falta de médicos anestesistas é uma das principais
causas do acúmulo de cirurgias eletivas. “O Distrito Federal tem
salas e centros cirúrgicos ótimos, excelentes médicos,
mas apresenta déficit muito grande de anestesistas”, observou Barros.
Para suprir momentaneamente a carência de anestesistas e dar andamento
aos mutirões, a secretaria de Saúde oferecerá aos
profissionais do quadro o pagamento de horas extras, ou mesmo a ampliação
da carga horária de 20 para 40 horas semanais.
Na opinião do secretário,
a solução definitiva para aumentar o quadro de anestesistas
na rede pública será a realização do concurso.
A previsão é de que sejam contratados, até março,
80 médicos anestesistas. “O mutirão é apenas um estímulo.
Acreditamos que esse concurso será um divisor de águas”,
finalizou Barros. (Agência Brasília)
AL:
Problemas de atendimento nos hospitais particulares
Usuários dizem que
atendimento em hospitais particulares em Maceió lembra o SUS
Quem precisa utilizar os
serviços de hospitais credenciados pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) em Alagoas já se acostumou com a demora no atendimento.
Mas, usuários de planos de saúde também têm
sofrido ao procurarem os serviços médicos, principalmente
nas emergências de hospitais particulares.
A demora no atendimento
em hospitais como a Santa Casa de Misericórdia e o Artur Ramos e
ainda, no hospital da Unimed já tem feito muitos usuários
compararem os serviços médicos ao SUS, impulsionando também
aqueles que têm plano de saúde a migrarem para outros mais
baratos.
No hospital São Sebastião,
da Unimed uma das principais reclamações é referente
à burocracia para a autorização de exames, além
do descaso dos médicos com os pacientes, que precisam passar horas
esperando para serem atendidos. O número insuficiente de funcionários
seria um dos motivos para agravar os problemas enfrentados pelos usuários.
No último dia 8,
o Cadaminuto divulgou que os funcionários do hospital fizeram uma
denúncia ao Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem
de Alagoas (Sateal), devido ás demissões de 15 pessoas, ocorridas
no mês de dezembro do ano passado. Segundo eles, isso causou uma
sobrecarga para os demais profissionais.
Após os cortes de
convênios com outras unidades hospitalares, os usuários do
plano de saúde da Unimed passaram a se dirigir à sede, aumentando
a quantidade de pacientes. De acordo com o sindicato, a recomendação
do Ministério da Saúde (MS) é para que haja 10 funcionários
para cada leito, mas após as demissões, seriam apenas quatro.
O usuário do plano
de saúde Unimed, N. B. contou que há um mês sua esposa
precisou utilizar o serviço de emergência, mas teve que esperar
cerca de 2h para ser atendida. Eles foram informados de que o atendimento
é feito por especialidades e no momento, o clínico geral
não estava no hospital.
“Temos o plano de saúde
há cinco anos, mas me senti no SUS. Minha esposa teve uma forte
dor de cabeça e além da demora no atendimento, outras pessoas
chegaram e passaram na frente. A mudança no atendimento foi pior,
porque antes éramos bem atendidos. Literalmente, ficamos esperando
sentados”, lamentou.
Ele destacou ainda, os altos
valores cobrados pelo plano de saúde, que não condizem com
a qualidade do atendimento. “A Unimed é uma referência, mas
agora me sinto prejudicado. Infelizmente, no Estado há um monopólio,
outros hospitais não têm a mesma estrutura. Agora em casos
de emergência é preciso ir para a sede e isso tem causado
transtornos”, destacou.
Já uma paciente,
que preferiu não se identificar, relatou que procurou os serviços
do SUS no Hospital Nossa Senhora da Guia, da Santa Casa de Misericórdia,
após ter uma hemorragia no dia 8 deste mês, Mesmo tendo chegado
ao hospital às12h, ela só conseguiu ser atendida meia-noite,
depois de ameaçar chamar a imprensa.
“Fizeram muita propaganda
desse hospital na televisão, mas fui maltratada. Eu tive um aborto
e também só fui atendida porque uma médica conhecia
minha sogra. Disseram que não havia leitos, mas vi oito salas desocupadas.
Na enfermaria não tinha ninguém e disseram que não
havia médicos, nem material. Se o hospital tivesse lotado eu até
entenderia, mas não estava”, relatou a paciente.
Ela contou que havia outras
pessoas com o mesmo problema e que estavam esperando para serem atendidas,
mas que foram tratadas com descaso. “Eu vi enfermeiras fecharem o soro
dos pacientes e só voltarem 2h depois. Uma mulher que chegou ás
8h da manhã só foi atendida ás 16 do dia seguinte”,
ressaltou.
Para ela, ainda há
um preconceito com os usuários do SUS nos hospitais particulares,
que agora se reflete naqueles que possuem planos de saúde. A paciente
vai formalizar uma denúncia junto a direção do hospital,
pois conseguiu tirar fotos da situação. “Isso é algo
cultural porque médicos que atendem pelo SUS têm consultórios
particulares e tenho certeza que lá eles atendem bem os pacientes”,
afirmou.
Procurada pela reportagem
do Cadaminuto a assessoria de imprensa da Santa Casa informou que a direção
do hospital só iria se pronunciar após saber de onde partiram
as denúncias.
A Unimed divulgou uma nota
informando que a triagem no atendimento de urgência e emergência
ocorreu para priorizar pacientes com problemas graves, enquanto os demais
ficariam aguardando na recepção, por serem considerados pacientes
ambulatoriais. As escalas de trabalho foram padronizadas em turnos de 6
e 12 horas, não havendo escalas de 18 horas para nenhum de seus
colaboradores, conforme denúncia. (CP Online)
PE:
Hospitais têm que informar limitação de atendimento
A constatação
de problemas em unidades municipais, estaduais e particulares conveniadas
ao SUS foi o motivo da nova obrigatoriedade
O Conselho Regional de Medicina
do Recife (Cremepe) solicitou que todos os hospitais do SUS passem a informar
qualquer eventual limitação de atendimento em plantões.
O comunicado deve ser feito diariamente pela Central de Regulação
da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria de Saúde do
estado.
Alguns dos motivos que levaram
o Cremepe a tomar esta decisão são o fechamento do plantão
por superlotação ou falta de médico, à seleção
de pacientes por tipo de doença e não recebimento de doente
à noite, rejeição de idosos e obesos. A constatação
dos problemas foi dada por meio de denúncias e investigação
nas unidades municipais, estaduais e particulares conveniadas ao sistema
único. (Saúde Business Web)
PE:
Idoso morre à espera de médico
O aposentado João
Félix do Nascimento, 78 anos, passou mais de uma hora em um carro
aguardando atendimento na frente do Hospital das Clínicas
Mais de uma hora em frente
a uma das maiores unidades de saúde do Estado e João Félix
do Nascimento, 78 anos, morreu sem atendimento. A cena aconteceu na manhã
de ontem, no Hospital das Clínicas (HC), Zona Oeste do Recife, revoltando
familiares e pacientes que acompanharam o drama do aposentado. Dentro do
carro de um vizinho, João Félix, que já era paciente
da unidade, agonizou das 7h30 às 9h. Uma hora e meia de sofrimento.
Parentes contam que ele
tinha uma consulta marcada para hoje, mas como passou mal na manhã
de ontem, apresentando dificuldades de respirar, decidiram levá-lo
ao HC. De acordo com Rosália Maria Félix, filha do aposentado,
o pai foi levado em três portarias de acesso à unidade e teve
o atendimento negado em todas, sob alegação de falta de macas
e enfermeiros.
“É o pai da gente
e não um bicho. Se fosse o pai de qualquer um aqui, eles desciam
para atender. Deixariam de atender seja lá quem fosse”, desabafou.
Segundo ela, o pai já se tratava de um câncer de esôfago
no hospital há um ano. Desde o fim do ano passado, explicou Rosália,
João Félix estava sendo submetido a tratamento de radioterapia
e quimioterapia.
Vizinho do aposentado, o
motorista José Fernandes foi quem levou o amigo ao hospital. “Quando
a gente chegou, disseram que não tinha maca para colocá-lo.
Depois, mandaram para outra portaria. Cheguei lá e me mandaram para
outro local. Uma hora e meia rodando e ele terminou morrendo”, lamentou.
O amigo conta que depois
que o aposentado morreu, apareceram dois enfermeiros. “Quando a gente percebeu
que ele havia morrido chegaram os enfermeiros para pegá-lo. Mas
aí não adiantava mais. Mandei deixarem ele lá mesmo”,
explicou.
A diretoria do Hospital
das Clínicas informou que vai abrir uma sindicância para apurar
a morte de João Félix. Ao saber que o paciente teria passado
mais de uma hora em frente ao hospital e morreu sem atendimento, o Conselho
Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) também anunciou que
vai apurar se houve negligência.
Em agosto do ano passado,
caso semelhante aconteceu em frente à Policlínica Amaury
Coutinho, na Campina do Barreto, Zona Norte da capital. Ocimar José
do Nascimento, 40, era o primeiro da fila para marcar consulta com um psiquiatra
quando passou mal. Testemunhas disseram que nenhum funcionário da
unidade prestou socorro e o paciente morreu na calçada. (Jornal
do Commercio-PE)
PE:
HC irá apurar morte sem atendimento
A diretoria do Hospital
das Clínicas (HC) informou, em nota, que vai abrir uma sindicância
para apurar a morte do idoso João Felix do Nascimento, 78 anos,
que teria percorrido diversos setores da unidade de saúde por mais
de uma hora, mas não foi atendido. O caso também será
encaminhado à Comissão de Ética Médica do hospital.
O paciente morreu dentro
do carro, estacionado em uma das portarias do HC, localizado na Cidade
Universitária, Zona Oeste do Recife. Ele estava com uma sonda nasal
para receber alimentos e passou mal na manhã desta terça-feira
(12).
Segundo Rosália Felix,
filha do aposentado, a família decidiu trazê-lo para o hospital
porque ele era paciente da unidade de saúde, onde realizou uma cirurgia
para retirada de um câncer no esôfago, ano passado. (JC
Online)
PE:
Diagnóstico de câncer fica mais preciso
Cinco pessoas foram submetidas
ontem, no Hospital da Restauração (HR), no Recife, a um exame
sofisticado, que aumenta a precisão do diagnóstico de câncer
no trato digestivo superior (esôfago, estômago, duodeno, fígado
e pâncreas). A ecoendoscopia, que é uma endoscopia associada
a ultrassom, está em uso no mundo há duas décadas
e meia, existe em grandes centros médicos do Sudeste brasileiro
há 15 anos e pela primeira vez está sendo utilizada no Estado.
“O equipamento foi emprestado
pelo fabricante (Olympus). Durante um mês, poderemos examinar em
média três pacientes do SUS por dia. Após os 30 dias,
levarei o pleito à direção do hospital. A expectativa
é que brevemente o HR venha adquirir o aparelho”, explica o médico
Admar Borges, chefe do serviço de endoscopia digestiva do Hospital
da Restauração. Segundo o fabricante, a máquina custa
entre R$ 600 mil e R$ 700 mil.
Para Borges, será
de grande importância a incorporação do exame na rede
pública local. “Com o diagnóstico preciso, poderemos evitar
cirurgias. O equipamento também nos ajudará em biópsias
e agulhamentos que marcam a região a ser removida numa operação”,
explicou. Referência em complexas endoscopias, o HR recebeu ontem
para o novo exame doentes da casa e de outros grandes hospitais públicos
de Pernambuco.
“Espero que meu marido,
Cícero Silva, de 72 anos, saia daqui com saúde. Ele está
internado desde o dia 14 de dezembro no Hospital Getúlio Vargas,
já fez vários exames e ninguém sabe exatamente o que
ele tem. Ora falam em abscesso no fígado, ora no estômago”,
contou Alzenir Gomes, esposa de um dos cinco examinados ontem com um aparelho
de tubo linear, que possibilita retirada de material para biópsia.
A médica Simone Guaraldi,
do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que veio auxiliar a equipe
do HR na realização dos exames, informa que a eficácia
do método é superior a 90%. “É complementar a exames
de tomografia e endoscopia”, explica.
Conforme o INCA, o câncer
de esôfago no Brasil é o sexto mais incidente entre os homens
e o nono entre as mulheres. Serão 10.630 novos casos este ano no
País. (Jornal do Commercio-PE)
MA:
Reunião discute formas de enfrentar a gripe A
Foi realizada ontem, na
sede da Vigilância Sanitária Estadual, uma reunião
onde foram apresentadas e avaliadas as estratégias que serão
adotadas para o enfrentamento de um eventual surto da H1N1. O superintendente
da Vigilância Epidemiológica Estadual, Henrique Jorge dos
Santos, informou que ainda não há data definida para a vacinação.
No início do mês, o Ministério da Saúde (MS)
informou que o Brasil receberá 83 milhões de doses da vacina
que previne a contaminação pela nova gripe.
A coordenadora das Vigilâncias
de Influenza no Estado, Jakeline Rios, explicou que, apesar de o MS não
ter informado ainda a quantidade de doses que cada estado deve receber,
nem a data de início da vacinação, existe um cronograma
onde são apresentados os grupos de risco e como deve ser a distribuição
no país. "Em dezembro de 2009, foi recebido um milhão de
doses. Em janeiro, não foi repassado nada, mas entre os meses de
fevereiro e março o montante deve ser de 62 milhões de doses
da vacina. O restante deverá ser recebido até junho", ressaltou
Jakeline Rios.
Expectativa - Jakeline Rios
destacou que em todo o Nordeste foram confirmados 29 óbitos pela
H1N1. Destes, 12 foram no Rio Grande do Norte e nenhum no Maranhão.
Ela reforça que mesmo sem ter como prever nova propagação
da doença o estado vem buscando formas de se evitar o contágio,
mas é realista ao informar que existe essa possibilidade. "Com a
chegado do período chuvoso, podem ser constatados novos casos da
doença, mas o importante é que sejam reforçados todos
aqueles cuidados que tivemos no início da pandemia, como manter
as mãos sempre higienizadas e evitar levá-las ao rosto depois
do contato com qualquer superfície", reforçou.
Dados da Superintendência
da Vigilância Epidemiológica mostram que em 2009 foram confirmados
30 casos da nova gripe dentro do Maranhão e 9 de pessoas que saíram
do estado contaminadas.
Atualmente, a população
do Maranhão tem o Centro de Triagem do PAM Diamante para a realização
de exames caso seja levantada a suspeita de contaminação
e o Disque Gripe, pelo qual, através do número 0800-280-2857,
qualquer pessoa poderá tirar todas as suas dúvidas a respeito
dos sintomas da doença. (O Estado do Maranhão
A saúde
diz não ao medo
No Brasil, há 14
profissões que reconhecidamente estão vinculadas ao campo
da saúde. À exceção da medicina, todas as outras
contam com leis que regulamentam seu exercício, o que estabelece
suas competências e responsabilidades.
Atualmente, aguarda deliberação
do Senado Federal projeto de lei, já aprovado pela Câmara
dos Deputados, que preencherá esta lacuna que afeta a assistência
à população brasileira.
Isso porque o texto define,
de forma clara, objetiva, os atos privativos dos 344.034 médicos
brasileiros e aqueles que podem ser compartilhados com as outras 13 categorias.
Temos assistido através
da mídia a manifestação desfavorável de alguns
setores com relação ao texto que tramita no Senado. Para
tanto, usam argumentos infundados, distorcidos, que confundem e geram polêmicas
desnecessárias. Entre os equívocos, está a interpretação
de que, com sua regulamentação aprovada, os médicos
agirão de forma corporativista e usurparão prerrogativas
de outras categorias no exercício de sua função.
Ora, o texto não
desconsidera os avanços alcançados pela multiprofissionalidade
da atenção em saúde. Pelo contrário, ele valoriza
o espaço de enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos,
biólogos, biomédicos, farmacêuticos, fonoaudiólogos,
profissionais de educação física, terapeutas ocupacionais
e técnicos e tecnólogos de radiologia, entre outros, ao ressaltar
o que as regulamentações de cada uma dessas categorias já
fizeram quando definiram o escopo de suas atuações.
Pela proposta em tramitação,
esses profissionais poderão participar ativamente das ações
de promoção da saúde, de prevenção de
doenças e da reabilitação dos enfermos e pessoas que
vivem com deficiências. A grande conquista que a proposta traz para
o país é a garantia de que o diagnóstico de um problema
de saúde e o tratamento para enfrentá-lo, assim como a realização
de procedimentos invasivos capazes de gerar risco de vida, seja realizado
por um médico.
Ou seja, caberá a
um profissional da medicina, devidamente capacitado, avaliado e fiscalizado
por instâncias de controle profissional, realizar essas ações
que poderão levar à cura dos pacientes.
A população
reconhece a importância do ato médico nestes momentos decisivos.
Não é à
toa que em recente enquete promovida pelo site do Senado, 62% dos internautas
manifestaram apoio ao projeto de regulamentação da medicina.
A opinião do brasileiro se harmoniza com o pensamento do Poder Judiciário,
que em diferentes instâncias e momentos – no Superior Tribunal de
Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – também
definiram o diagnóstico e a prescrição como ações
exclusivas do profissional médico.
Estamos diante de um cenário
conturbado, no qual a estratégia do medo busca causar confusão
e influenciar a tomada de decisões. Esperamos que os senadores e
gestores públicos compreendam o benefício que a regulamentação
da medicina trará para o país e refutem essa ação
irresponsável.
A população
não pode ser penalizada com a privação de acesso a
uma linha de cuidados integral e articulada dentro de princípios
de competência e responsabilidade, calcada na segurança e
proteção aos pacientes com o objetivo de proteger a vida
e o bem-estar de todos.
O Brasil aguarda esta mudança,
que não pode demorar mais. A regulamentação do exercício
da medicina cumpre a função de tornar cristalino o espectro
das responsabilidades e das competências da atividade médica,
fundamental para o cuidado da saúde do ser humano. O Ato Médico
deve ser entendido como uma conquista e não como instrumento corporativista,
o que significa desvirtuar o debate, eliminando do seu contexto o que realmente
importa: oferecer ao brasileiro saúde com qualidade.
(Desiré Carlos Callegari - JB Online)
A agonia do
SUS
Essas são propostas
que têm sintonia com os princípios do SUS e que, se implementadas,
podem fortalecê-lo e consolidá-lo
O Sistema Único de
Saúde e as suas mazelas estão nas manchetes como nunca antes
em sua curta história neste país. As filas, as mortes, as
carências, os choros, as greves. Mas em nenhuma das manchetes seus
grandes feitos são realçados: os milhões de procedimentos,
desde os mais simples até os mais especializados, nada chega ao
conhecimento da imensa legião de usuários e adeptos e que
fazem a inveja de praticamente todos os países do mundo.
Para um país marcado
pela ação patrimonialista, pelo autoritarismo, pela concentração
de renda e pelo uso da doença como forma de enriquecimento, foi
muita ousadia a aprovação de uma proposta política
universal, integral, democrática e humanista.
Com subfinanciamento crônico,
deflagrou-se um dos mais violentos ataques jamais praticados contra aquela
que consideramos a maior conquista da história recente do povo brasileiro.
O SUS foi colocado à disposição dos grupos hegemônicos
políticos e econômicos, que se apoderaram da sua gestão
e dos seus destinos, promovendo um saque sem precedentes. Nomeações
clientelistas e oportunistas fizeram o trabalho. Desmontaram o que havia
de rede pública e de componentes estratégicos da atenção
primária e especializada.
Num segundo momento, promoveram
um processo de privatização jamais visto no Estado brasileiro,
por meio da sistemática compra de serviços, concomitante
à desestruturação do setor público.
Em seguida, avançaram
na privatização também da gestão do trabalho,
por meio dos processos de terceirização de trabalhadores
em todos os níveis de formação e qualificação.
Mas os inimigos do SUS não estavam satisfeitos. Partiram para o
último, definitivo e mortal golpe: o processo de privatização
da gerência dos serviços que compõem o patrimônio
público, sob a alcunha de "parceria" e "colaboração"
com o setor privado.
Sempre tivemos claro que
uma proposta abrangente, transformadora, ambiciosa e democrática
como o SUS só seria viabilizada se ele fosse predominantemente público,
por meio de um financiamento adequado, com a prioridade absoluta para a
promoção da saúde, com carreira única, gestão
profissionalizada e, por fim, democrática por excelência,
conceitos que fazem parte do seu arcabouço jurídico.
Os adversários do
SUS fizeram tudo exatamente ao contrário. Daí os graves problemas
que o sistema enfrenta e que são utilizados como argumentos para
o golpe definitivo.
Vivemos, em consequência
de tudo isso, uma grande crise de financiamento, modelo de atenção,
relação público-privada, gestão do sistema
e de trabalho e controle social, tendo como crise maior e de sustentação
geral a de impunidade.
O discurso do momento é
a necessidade de flexibilizar e tornar mais eficiente e moderna a gestão.
E isso só seria possível com a realização de
"parcerias" e "colaborações" com o setor privado. Nunca havíamos
visto tantos editoriais, entrevistas e discursos nem tanta gente, inclusive
alguns que fizeram a reforma sanitária, defendendo com tanta veemência
as "parcerias", as "colaborações" e a "modernização
do SUS".
À revelia da lei,
entregam de maneira criminosa a grupos privados o sistema em toda a sua
estrutura, num processo que, além de burlar a Constituição
Federal, institucionaliza, aperfeiçoa e aprofunda a privatização
do Estado brasileiro naquilo que há de mais sagrado: a vida das
pessoas.
O Conselho Nacional de Saúde
cumpre o seu papel de defesa do SUS e da população brasileira
e apresenta ao governo e ao Legislativo as propostas: regulamentação
da emenda constitucional 29; regulamentação do parágrafo
8º do artigo 37 da Constituição, que trata da autonomia
administrativa e financeira dos serviços; regulamentação
do inciso V do artigo 37 da Constituição, que trata da profissionalização
da gestão; flexibilização da Lei de Responsabilidade
Fiscal para a saúde; criação da carreira única
da saúde com responsabilidade tripartite; gestão participativa,
humanizada e democrática; serviço civil em saúde durante
dois anos para todos os profissionais graduados na área; um projeto
nacional de cooperação das três esferas para estruturar
as redes de atenção primária e de serviços
especializados nos municípios em todo o país.
Essas são propostas
que têm sintonia com os princípios do SUS e que, se implementadas,
podem fortalecê-lo e consolidá-lo plenamente.
(FRANCISCO BATISTA JÚNIOR - Folha de S.Paulo)
De
olho no médico e na clínica
Após morte de técnica
de radiologia, especialista diz que paciente deve buscar informações
antes de se submeter à hidrolipo
A técnica de radiologia
Carla Bastos Fares - que morreu, no sábado, após fazer um
hidrolipo na clínica Med Light, em Caxias, - poderia estar viva
se tivesse tomado alguns cuidados básicos antes de se dirigir a
uma mesa de operação.
O cirurgião plástico
Ricardo Cavalcanti, há 23 anos atuando no ramo, alerta que, na hora
de pensar em fazer uma operação do gênero, é
preciso tomar três cuidados básicos.
O primeiro deles é
a escolha do médico. Para saber se o profissional é qualificado,
basta colocar o CRM no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(www.sbcp-rj.org.br). Outra dica é procurar uma indicação,
mas nunca deixar de verificar o CRM.
- O principal é não
comprar uma ilusão. O paciente tem que prestar atenção
no valor de mercado. Não existe uma fórmula mágica
- alerta Cavalcanti.
A segunda precaução
é referente ao local. A clínica deve ter um centro cirúrgico
com estrutura para reanimar pacientes e reverter quadros de complicação
médica. É possível verificar o tipo de habilitação
da clínica através da Vigilância Sanitária do
Estado, através do telefone 2506-2237, das 9h às 16h.
Por fim, e não menos
importante, está a condição do paciente. É
preciso indicar para o cirurgião o uso de todo e qualquer medicamento,
e também se preparar para a operação.
- A cirurgia estética
está muito banalizada. É um procedimento seguro, com critérios
de risco cirúrgico estabelecidos, mas a pessoa não pode ir
para uma mesa de operação como se estivesse indo à
padaria - acrescenta o cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti.
Depoimento
O caso da técnica
de radiologia Carla Bastos Fares foi registrado na 59a DP (Duque de Caxias).
E, amanhã, o casal de médicos que fez a operação
prestará depoimento na delegacia. (Maria Clara Serra - Extra
Online)
OMS
vai rever forma como lidou com gripe
A Organização
Mundial da Saúde (OMS) vai analisar a maneira como lidou com a pandemia
da gripe A (H1N1) depois de ser acusada de ter cometido exageros em relação
aos perigos do vírus sob pressão dos laboratórios.
Os resultados da revisão, que ainda não tem data marcada,
serão públicos. Em sua última queixa sobre a atitude
da OMS em relação à gripe, o Conselho Europeu disse
que vai determinar se as farmacêuticas influenciaram órgãos
públicos a gastar quantias desnecessárias em estoques da
vacina contra o vírus. (Folha de S.Paulo)
Genéricos:
segurança e eficácia a um preço acessível
Qualidade de medicamentos
genéricos: segurança e eficácia a um preço
acessível
Os medicamentos genéricos
já têm mais de 10 anos de presença no País.
E, apesar das várias campanhas de esclarecimento promovidas pelo
governo, quando vamos às ruas e consultamos a população,
ainda percebemos que existe certo desconhecimento e resistência na
hora de abrir mão do medicamento de referência pelo genérico
com mesma eficácia e menor custo. Com uma presença ainda
tímida no Brasil, ocupando 19,4% do mercado, os genéricos
estão presentes em países estrangeiros há mais de
30 anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, já correspondem a 50%
do mercado farmacêutico nacional.
Medicamentos genéricos
são produtos que podem ser intercambiáveis com os medicamentos
referência. Ou seja, genéricos são produtos farmacêuticos
que contêm a mesma eficácia e segurança, os mesmos
princípios ativos nas mesmas concentrações que o medicamento
original e, por isso, podem ser trocados. Os dois têm a mesma forma
farmacêutica e são comprovadamente bioequivalentes. Lembrando
que medicamentos referência podem ser medicamentos originadores ou
um genérico que tenha sido o primeiro no mercado, quando o originador
não tem mais interesse em comercializar determinado produto ou concentração.
Quanto à qualidade
dos produtos genéricos, trata-se de um conjunto de fatores que passam
desde a escolha do fornecedor de princípios ativos até o
controle no processo de distribuição do produto. Para assegurar
a qualidade dos produtos existem agências reguladoras como a ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, caso a
empresa seja também exportadora desses medicamentos, precisa ser
certificada pelos órgãos reguladores internacionais, como
o europeu EMEA (European Medicines Agency) e o americano FDA (Food and
Drug Administration).
No Brasil, a ANVISA certifica
se a eficácia dos medicamentos genéricos corresponde exatamente
à do medicamento referência. Para isso, são feitos
os testes de bioequivalência, que mostram se há a mesma quantidade
de princípio ativo no organismo humano ao ministrar uma dose do
medicamento de referência e do medicamento genérico, no decorrer
de um período ou mais períodos de tempo, e de biodisponibilidade,
característica relacionada à eficácia clínica
do medicamento que define como uma formulação age no organismo.
Freqüentemente são feitos estudos científicos comparando
a eficácia de drogas genéricas em relação ao
referência e o resultado mostra-se absolutamente igual.
A população
em geral ainda não tem claro que produtos são genéricos
e quais são cópias que não provaram sua intercambialidade,
e estes em muitos casos podem realmente não apresentar a biodisponibilidade
esperada. Os medicamentos genéricos são vendidos pelo nome
da substância e têm na embalagem uma tarja amarela. São
também oferecidos a um preço menor dos que os medicamentos
de referência, porque os custos iniciais básicos e com pesquisas
clinicas não precisam ser repetidos em sua íntegra, o que
significa uma redução no investimento. Essas economias de
custos são repassadas aos pacientes e por lei, os genéricos
precisam ser no mínimo 35% mais baratos que o de referência.
Para a população
se sentir mais segura para consumir um medicamento genérico, consideramos
que o papel do médico é fundamental. Cabe a eles orientarem
sobre a intercambialidade entre medicamentos de referência e genéricos
e informarem ao paciente quando o medicamento prescrito já está
disponível da forma genérica. Hoje no Brasil já existem
mais de 2.600 medicamentos capazes de atacar 90% das doenças conhecidas,
nas mais diversas especialidades como oncologia, cardiologia, doenças
do sistema nervoso central e anti-infecciosas. Por isso, sentimos necessidade
de uma maior interação entre médicos, farmacêuticos
e pacientes para garantir que sejam oferecidas terapias eficazes, com qualidade
e segurança comprovadas e com preços acessíveis a
todos os pacientes. (Florência Duarte - Saúde
Business Web)
Médicos
formados no exterior poderão validar seu diploma
Os médicos formados
no exterior têm entre os dias 18 de janeiro e 12 de fevereiro para
se inscreverem no primeiro exame unificado de revalidação
de diploma. A taxa é de R$ 150.
A inscrição
deve ser feita numa das 25 universidades públicas participantes.
A data dos exames, entretanto, ainda não está marcada.
Para exercer a medicina
no Brasil, é imprescindível que o profissional formado no
exterior tenha seu diploma revalidado por uma universidade pública
nacional. (Folha de S.Paulo)