Mais uma mudança no atendimento em São Paulo. O Hospital São Paulo (Unifesp), na Zona Sul de São Paulo, só vai atender pacientes encaminhados de unidades básicas de saúde (UBS) em seus ambulatórios de especialidades. Hoje, 50% das consultas já são destinadas a este tipo de demanda. No entanto, o restante, segundo a superintendência do hospital, inclui casos que poderiam ser resolvidos nos postos de saúde, como controle de diabetes, de hipertensão, gripes e conjuntivite. O Hospital São Paulo é uma unidade de saúde terciária, ou seja, só deve atender casos mais graves, complexos.
AssPreviSite
Planos
de saúde ignoram Justiça
Associação
acusa Sul América e Bradesco Saúde de repassar alta acima
de 11,69%
Embora haja uma liminar
em vigor garantindo aos usuários dos planos de saúde antigos
o reajuste máximo de 11,69% para as mensalidades pagas este ano,
as seguradoras Bradesco Saúde e Sul América estão
sendo acusadas pelos órgãos de defesa do consumidor de descumprir
a decisão, válida em todo o País desde o dia 25 de
julho. Ontem, a Associação de Defesa dos Usuários
de Planos de Saúde (Aduseps) entrou com uma petição
no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF/5ª), informando
ao desembargador Marcelo Navarro, autor da liminar, que a ordem não
está sendo respeitada pelas empresas.
A decisão não
só obriga as duas seguradoras a suspenderem as cobranças
de 25,8% (Bradesco) e 26,1% (Sul América) que vinham sendo feitas
aos beneficiários com contratos assinados antes de janeiro de 1999,
como determina que todas as operadoras com registro na Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) sigam o teto estipulado pelo órgão
de regulação. “Elas continuam emitindo boletos com os aumentos
antigos. Em Pernambuco, criou-se uma cultura de não respeitar as
liminares”, desabafou a presidente da Adecon, Rosana Grimberg, uma das
autoras da ação. A multa para os casos de descumprimento
é de R$ 1 mil ao dia.
Na quinta-feira da última
semana, o procurador geral da ANS, Eduardo Sales, esteve no Recife com
uma equipe de advogados para tentar cancelar a liminar. A agência
pretende impetrar um agravo regimental e submeter a decisão à
4ª Turma do TRF, ou então entrar com um pedido de suspensão
da decisão junto à presidência do Tribunal Regional
Federal. Se ela for derrubada, mais de 17 milhões de planos de saúde
antigos, em território nacional, perderão o benefício,
ao passo que 567,3 mil pessoas no Estado terão aumentos superiores
ao teto da ANS.
Tanto a Bradesco Saúde
quanto a Sul América informaram, por meio de suas assessorias de
Imprensa, que solicitaram à ANS esclarecimentos quanto aos procedimentos
para a eventual restituição, em setembro, de valores pagos
a mais pelos usuários nos meses de julho e agosto de 2005. (Bruna
Siqueira Campos - Folha de Pernambuco)
Câmara
Técnica confere ajustes da nova edição da CBHPM
O presidente da Câmara
Técnica Permanente da Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos, Amilcar Martins Giron, se reuniu com representantes
do grupo Unidas, no dia 2 de agosto, a fim de conferir os ajustes acertados
durante os seis encontros da Câmara Técnica, que envolveram
também as entidades médicas nacionais, a Unimed e as Sociedades
de Especialidade. "Esta foi a segunda reunião dessa natureza que
programamos e deveremos ter mais uma na próxima semana para finalizar
esta quarta edição da CBHPM, que com certeza será
impressa ainda em agosto", afirmou Giron. (AMB)
Médicos
de Mato Grosso recebem presidente da AMB para assembléia
Cuiabá - A Comissão
Estadual de Honorários Médicos de Mato Grosso realizou uma
nova assembléia nesta quinta-feira, às 19 horas, na sede
campestre da Associação Médica de Mato Grosso. A reunião
contou com a participação do presidente da Associação
Médica Brasileira (AMB), Eleuses Vieira de Paiva, que esteve em
Cuiabá especialmente para manifestar apoio ao movimento pela implantação
da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos (CBHPM) no Estado.
Integram a pauta o atendimento
aos planos de saúde e a mobilização da categoria.
Na última assembléia, realizada no dia 19 de julho, os profissionais
decidiram manter a suspensão do atendimento aos usuários
das operadoras ligadas ao grupo Unidas, além de Bradesco, Sul América,
Amil, Golden Cross, Sadia e ISSPL. A Unidas não aceita pontos considerados
importantes pela Comissão, como a multa pelo atraso no pagamento
dos procedimentos e por glosa indevida, a manutenção da rede
credenciada em 1º de julho de 2004 e a própria implantação
da CBHPM.
No fim do ano passado, a
maior parte das operadoras havia aceitado adotar a CBHPM com redutor de
20%. No entanto, os acordos com a Unidas e algumas outras operadoras vigoraram
apenas até fevereiro, e a exigência desde então é
a implantação da CBHPM plena. Os médicos haviam dado
prazo até 30 de junho para a assinatura dos contratos de prestação
de serviços, contemplando a cobertura do rol da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) e a livre negociação com
os pacientes dos demais procedimentos que integram a CBHPM, tendo como
base os valores da Classificação. (AMB)
Classes
tem plano para evitar venda da carteira
Encontro com associados
será dia 17
A Associação
Auxiliadora Classes Laboriosas (AACL) realiza, no dia 17, assembléia
para votar o plano de recuperação elaborado pela atual direção
da entidade. O edital de convocação dos associados será
publicado hoje. Essa é a tentativa do plano de saúde de suspender
a determinação da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) de alienação (venda) da carteira de 38
mil usuários, sendo mais de 60% idosos. O encontro está agendado
para as 19h, na Casa de Portugal, localizada na Avenida Liberdade, 602,
Região Central.
A direção
da associação pretende aproveitar a oportunidade para esclarecer
o que está acontecendo. Depois de enfrentar três intervenções
da ANS, a Classes Laboriosas foi surpreendida, no dia 13 de julho, com
determinação de alienação da sua carteira.
Na prática, ela teria 15 dias para negociar com outra operadora
a transferência da administração dos clientes. Caso
o prazo não fosse cumprido, a própria agência poderia
fazer um leilão.
Para evitar o leilão,
a direção da associação entrou com pedido de
prorrogação do prazo, pedido esse aceito. Um dos argumentos
utilizados foi de que, ao contrário do que a agência afirmava,
a situação financeira do plano de saúde não
é tão grave. A ANS diz que o patrimônio estaria negativo
em R$ 9 milhões. A entidade rebateu dizendo que mantém em
caixa R$ 4 milhões. (Paula Alface - Diário de São
Paulo)
Sindicato
assume negociações para plano de saúde dos servidores
de Matão
Araraquara - O Sindicato
dos Servidores Públicos Municipais de Matão assumiu as negociações
para tentar sanar um problema que atinge os 1,4 mil funcionários
públicos e seus familiares: a falta de plano de saúde. Desde
novembro passado, mais de 3 mil pessoas estão sem assistência
médica em virtude do rompimento de contrato entre a empresa Matão
Clínicas e a prefeitura.
Na época, a administração
não estaria repassando os valores devidos ao plano e os servidores
não estariam sendo atendidos. A dívida com a Matão
Clínicas é de R$ 380 mil e está sendo negociada. “Mas
isso não impede que ela participe de nossas negociações”,
fala o presidente do órgão, Acácio Galleazi Junior.
Para tentar sanar o problema,
o prefeito Adauto Aparecido Scardoelli (PT) abriu processo licitatório
para credenciamento de planos. Dentro do projeto, iniciado em abril, as
empresas teriam um mês para apresentar propostas que contemplassem
os servidores. A prefeitura arcaria com uma parcela do valor do plano e
os servidores, de acordo com as categorias salariais, com outra parcela.
No projeto aprovado pela
Câmara Municipal, as diferenças entre os valores correspondiam
ao número de consultas as quais as famílias teriam direito
e variavam entre R$ 80 e R$ 120. O prazo para credenciamento venceu no
final de julho e nenhuma, das duas interessadas - Matão Clínicas
e Unimed - apresentaram propostas. “Segundo as empresas, fracionar o número
de beneficiados não é interessante porque não atinge
os valores de gastos que eles terão”, comenta.
Solução
A solução
encontrada tanto por Acácio quanto por representantes da prefeitura
foi que o sindicato assuma as negociações para agilizar o
processo. “Estou em conversa com as empresas. As duas devem apresentar
suas propostas que serão levadas à administração.
Depois, colocaremos em votação, em assembléia, para
que os funcionários sindicalizados escolham o melhor para eles”,
diz Galleazi Junior.
A assembléia deverá
ser realizada até o final da próxima semana e contará
com pelo menos 600 pessoas que contribuem com o sindicato. Para o secretário
municipal de Governo, Ademir de Souza, a solução é
boa, tendo em vista que os trâmites da prefeitura são muito
burocráticos. “Se fôssemos fazer a licitação
novamente, iriam mais uns 30, 40 dias pelo menos”, fala.
Segundo ele, a administração
pode disponibilizar, mensalmente, entre R$ 150 mil e R$ 200 mil para custear
o plano de saúde dos funcionários. (Cristiane Gercina
- Tribuna Impressa)
A Unimed-BH
retoma crescimento
Em sete anos, a cooperativa
de saúde ampliou o faturamento em 69%. "Não tínhamos
planejamento estratégico, a gestão era muito centralizada
e não havia uma política de provimento de serviços
de saúde". Assim era a Unimed-BH em 1998, nas palavras do atual
diretor-presidente, Emerson Fidelis.
O cenário se complicou
ainda mais com a lei reguladora dos planos de saúde, instaurada
em janeiro do ano seguinte. "Foi um divisor de águas no setor. Fomos
obrigamos a reestruturar todo o nosso sistema operacional", comenta. O
controle das tarifas, que era feito por índices contratuais entre
operadoras e clientes, passou a ser definido pelo governo, bem como a cobertura
mínima dos planos.
A nova dinâmica do
setor coincidiu com o início da nova direção da Unimed-BH.
"Não sabíamos se íamos sobreviver no mercado. A empresa
estava com um déficit de R$ 8 milhões/mês. Não
tinha recursos para manter fluxo de caixa e então recorria ao setor
bancário", afirma o diretor.
A empresa elaborou um novo
modelo de gestão para o período 1999-2005. Cerca de 1,44%
do faturamento bruto acumulado da cooperativa desde 1998 foi investido
na reestruturação. São cerca de R$ 80 milhões,
retirados de um total de R$ 5,56 bilhões. Os principais focos de
investimento foram tecnologia da informação, contratação
e capacitação de pessoal.
Investimento
A regulação
tornou o setor mais complexo e a operadora teve que ir a mercado buscar
profissionais, "principalmente nas áreas comercial, de promoção
da saúde e RH". O quadro de colaboradores também aumentou
de 400 funcionários, em 1998, para 1,1 mil, atualmente.
O investimento em tecnologia
da informação, no ano passado, chegou a R$ 9 milhões.
"Hoje contamos com três sistemas integrados, desde base de dados
ao controle hospitalar, mesmo com um investimento em TI menor que a média
nacional", destaca. Neste ano, o investimento no setor será da ordem
de R$ 10 milhões.
Um dos primeiros passos
da nova gestão foi recuperar os honorários dos cooperados.
"Os médicos estavam com pagamento muito defasado. Em 1998, o valor
da consulta era de R$ 17 e agora está em R$ 36,60".
Recursos
Um passo importante para
a recuperação financeira foi reduzir o índice de uso
da cooperativa. "Em 1999, de cada parcela de R$ 100 que o segurado pagava,
90% eram gastos de fato no atendimento. Em 2004, o índice caiu para
81,7%".
Isso foi possível
com o monitoramento dos gastos, que demonstrou alta concentração
numa parcela pequena de clientes: 10% responderam por 62,7% dos custos
em 2004, e apenas 164 (0,03% da carteira) responderam por 2% do total,
no equivalente a R$ 7,2 milhões/ano. "Montamos um programa que visa
a melhoria do estado de saúde dessa população com
atendimento preventivo domiciliar", informa Helton Freitas, assessor de
planejamento da empresa.
Hoje são 1,5 mil
segurados em monitoramento e outros 40 mil passíveis de acompanhamento.
Em seis meses, o programa reduziu em 44% as consultas em pronto atendimento
e em 54% as internações.
Outro fator determinante
foi aumentar o número de clientes empresariais, que hoje representam
quase 60% da carteira. Há sete anos, eram 30%.
No início deste mês,
a empresa registrou 535,1 mil clientes, o que significa um aumento de 69%
na carteira desde dezembro de 1997. Este também foi o crescimento
real do faturamento no período.
No ano passado, o faturamento
da Unimed-BH foi R$ 750 milhões. No primeiro semestre de 2005, chegou
a R$ 416 milhões, aumento de 15,8% em relação ao mesmo
período do ano passado. Desse valor, R$ 537 milhões foram
destinados aos cooperados e aos serviços de saúde credenciados
na Grande BH pelo atendimento aos seus clientes em 2004. A expectativa
da operadora é fechar o ano em R$ 870 milhões.
Desafios
Um fator negativo que os
executivos destacam são as ações judiciais que autorizam
cobertura de tratamentos muito além do plano segurado. "Os contratos
se tornam mais caros à medida em que aumenta a cobertura de saúde
e grande parte da população opta pelo plano mínimo
para pagar menos", avalia Freitas. "Mas quando há necessidade de
uma intervenção cirúrgica ou alguma medida que o plano
não cobre, a questão deságua no judiciário
e o atendimento é concedido por medida liminar. Muitas vezes são
procedimentos caríssimos, como transplantes", completa.
A Unimed-BH tem cerca de
1,8 mil ações judiciais ativas referentes à cobertura
assistencial, que representam um custo aproximado de R$ 7 milhões.
"Independente de ganhar ou perder a ação, o custo desses
processos é muito alto para a operadora".
O uso de carteiras de terceiros
ainda é um grande problema para as empresas operadoras de planos.
"Representa cerca de 3% dos nossos gastos. É um prejuízo
grande, principalmente porque não é previsto no orçamento",
observa Freitas.
O foco atual é um
projeto para qualificar os hospitais credenciados à Unimed-BH, antecipando
um reajuste de 7% nas diárias e taxas hospitalares para co-financiar
o processo de acreditação. "A área de saúde
tem passado por muitas dificuldades. Reestruturamos todos os nossos serviços,
e agora vamos dar uma atenção maior aos prestadores de serviço
(hospitais, clínicas e laboratórios)", afirma Fidelis.
"Precisamos rever tudo o
que envolve e onera essa relação", destacam. Segundo eles,
o procedimento de compra de materiais, por exemplo, já representa
mais de 45% da conta hospitalar. (Gazeta Mercantil
- Maria Luíza Filgueiras)
75%
dos mineiros só dispõem do SUS
O Sistema Único de
Saúde (SUS) vem assumindo cada vez mais importância para a
sociedade brasileira, à medida que a renda das famílias cai,
atingindo inclusive a faixa da classe média. Dados oficiais indicam
que em Minas Gerais, à guisa de exemplo, a adesão aos planos
de saúde privados cresceu basicamente na camada idosa da população
e que 75% dos que habitam o solo mineiro só contam com o SUS. Diante
disso, é digna de aplausos a iniciativa do governo mineiro de engendrar
formas de disponibilizar atendimento especializado ao cidadão do
interior, evitando o deslocamento de pacientes até a capital, que
assiste à superlotação dos leitos de seus hospitais
públicos e privados reservados ao SUS.
A estreira relação
entre acesso a planos de saúde e a condição econômica
dos cidadãos aponta para a necessidade de grandes investimentos
na rede pública de saúde, uma vez que a grande maioria conta
apenas com os serviços que o sistema pode oferecer-lhe no tocante
à assistência médico-hospitalar.
Levantamentos realizados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos
a números coletados no ano de 2003, assinalam que um terço
da população mineira padece de doenças crônicas
como diabetes, hipertensão, câncer, cardiopatias e reumatismos,
o que suscita freqüentes visitas a consultórios médicos
para controle e intervenções no sentido de evitar o agravamento
dos males crônicos.
O panorama traçado
pela pesquisa do IBGE deixa explícita a necessidade de que os governantes
mineiros - o governo e as prefeituras - envidem todos os esforços
possíveis no sentido de bem estruturar a rede pública de
saúde, a fim de receber o contingente mineiro de portadores de doenças
crônicas que, certamente, acompanhará o aumento da longevidade,
com todos os problemas de saúde inerentes às pessoas mais
idosas.
Recomendam os profissionais
da área de medicina que a melhor e mais eficiente forma de conter
o avanço de registros de pacientes já em estado grave é
a democratização e facilitação do acesso a
exames preventivos, que, além de salvar vidas, determinam custos
menores para os cofres públicos, compensando vantajosamente todos
os investimentos. (Diário da Tarde)
Idosos
não sentem no bolso o alívio da queda dos índices
Plano de saúde do
aposentado subiu 26%; IPC-Fipe aponta alta de 1,12% do setor
O bom comportamento da inflação
constatado pelos principais índices de preços provoca espanto
em muitos brasileiros que não sentem no bolso o alívio da
inflação. Esse é o caso do aposentado Werner Cohn,
de 85 anos, que se diz indignado com o reajuste dos planos de saúde.
No mês passado, o seu convênio médico foi reajustado
em 25,89%, muito acima dos 11,69% autorizados pelo governo. Ele diz que
não vê reajuste dessa proporção computado nos
índices de inflação.
A reação do
aposentado foi manifestada de pois da divulgação do Índice
de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (IPC-Fipe) de julho. O indicador registrou aumento de
apenas 1,12% dos preços dos produtos e serviços ligados à
saúde e uma alta de 2,82% nos contratos de assistência médica.
"Eu duvido dos índices
que são publicados", diz Cohn, fazendo menção ao IPC-Fipe.Com
uma aposentadoria de R$ 590, a sua renda mensal é complementada
com a ajuda de um dos filhos. A despesa com o plano de saúde responde
por 35% do seu orçamento doméstico, seguida pelos gastos
com remédios, que consomem cerca de 20%. Ele observa que, enquanto
os índices mostram queda nos preços, constata-se o inverso
quando se vai à compras. "Parece que eles não vão
ao supermercado", diz o aposentado.
O coordenador do IPC-Fipe,
Paulo Picchetti, argumenta que essa reação é muito
comum entre os consumidores. "Ninguém nota quando os preços
caem, só quando eles sobem."
O economista ressalta que
os índices de inflação captam o movimento da média
dos preços. No caso do plano de saúde, o porcentual de reajuste
levado em conta pelo IPC-Fipe foi de 11,69% autorizado pelo governo. "Usamos
o índice mais freqüente", diz Picchetti. Ele supõe que
o plano de saúde do aposentado deve ter sido reajustado em reação
de um critério específico.
De toda forma, o coordenador
do IPC-Fipe lembra que além dos planos de saúde, outros itens
entram na composição da inflação do setor,
como remédios, serviços médicos e laboratoriais e
aparelhos corretivos, como óculos, aparelhos para surdez, por exemplo.
E esse é outro fator que atenua o movimento dos preços.
Também o fato de
o IPC-Fipe levar em conta o reajuste de preços quando a despesa
é paga, isto é no regime de caixa segundo o jargão
dos economistas, contribui para que o impacto seja menor. "A nossa amostra
de planos de saúde é bem distribuída ao longo do ano.
A cada mês, é incorporado um doze avos do reajuste", diz.
Picchetti argumenta que
a saída para corrigir esse tipo de desvio é o uso de índices
setoriais. Nesse sentido, já existe o Índice de Preços
ao Consumidor da Terceira Idade apurado pela Fundação Getúlio
Vargas, onde os gastos com saúde têm peso significativo.
(Márcia De Chiara - O Estado de S.Paulo)
SP:
Unifesp realiza mutirão da visão neste sábado
Neste sábado (6 de
agosto), o Instituto da Visão da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde,
realizará na capital mais um mutirão para detectar e tratar
de forma gratuita catarata e olho diabético, doenças responsáveis
por grande parte dos casos de cegueira reversível na população
brasileira.
Desde a sua fundação,
o Instituto da Visão já promoveu mais de 60 mutirões,
em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal
da Saúde e o Lions Club, devolvendo a visão e a qualidade
de vida a milhares de brasileiros. Só em 2004, foram realizados
cerca de 21 mil atendimentos.
Além do documento
de identidade, os pacientes devem apresentar o cartão nacional de
saúde, que pode ser obtido no posto de saúde mais próximo.
Os atendimentos ocorrerão das 8h às 14h, na sede do Instituto
(Rua Botucatu, 820). Outras informações pelo telefone (11)
5085-2031. (AMB)
SP:
Prestador de serviço quer ISS menor
Os prestadores de serviços
estão iniciando um movimento de repúdio às tentativas
da Prefeitura Municipal de São Paulo de acabar com as fraudes e
evasão fiscal por meio de "mecanismos que apenas aumentam a burocracia
e geram a bitributação", como os previstos no Projeto de
Lei 220/05, encaminhado em caráter de urgência à Câmara
de São Paulo em abril.
O projeto estabelece que
as empresas que prestam serviços na capital, mas mantêm sede
em outra cidade devem se cadastrar no município de São Paulo.
A justificativa da Prefeitura é de que o cadastramento possibilitará
a identificação de empresas que simulam seu estabelecimento
em outro município, de forma a evitar a sonegação.
"Não é um
cadastro eletrônico que irá coibir as fugas fiscais, mas a
redução da alíquota", defende José Maria Chapina
Alcazar, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis
no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e coordenador do Fórum
Permanente em Defesa do Setor de Serviços, do qual fazem parte 40
entidades, entre elas a Associação Comercial de São
Paulo (ACSP). Uma das maiores críticas ao projeto, segundo Chapina,
é que o prestador que não conseguir se cadastrar sofrerá
retenção do ISS e corre o risco de ser bitributado.
As propostas do Fórum
incluem a redução gradual da alíquota do ISS para
os serviços tributados em 5% e o estabelecimento de requisitos necessários
ao cadastro de prestadores de serviços, como prazos.
Segundo Chapina, um manifesto
de repúdio ao PL 220/05 foi apresentado na última sexta-feira
ao secretário adjunto de Finanças de São Paulo, George
Tormin. "Ele disse que ficou sensibilizado com a situação,
mas como a sonegação é alta, algo precisa ser feito
para coibi-la", afirma Chapina.
Representantes do Fórum
pretendem se reunir com o presidente da Câmara dos Vereadores, Roberto
Tripoli, e lideranças partidárias nos próximos dias
para apresentar o manifesto. De acordo com o Fórum, caso o projeto
seja aprovado, será alvo de discussões judiciais.
(SegurosInf)
PR:
Sem leitos, HUOP acomoda pacientes pelos corredores
Cascavel - A direção
do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) deve
solicitar ainda esta semana à Promotoria Pública de Cascavel
providências urgentes para solucionar o problema de superlotação
do Pronto Socorro do hospital.
De acordo com a direção
do HUOP, na última semana a demanda de pacientes graves que procuram
pelo Pronto Socorro, sem encaminhamento, aumentou em 50%. Com isso, a média
de atendimento diário do Pronto Socorro (pacientes graves que necessitam
de internamento), que é de 80 por dia, nesta última semana
tem sido de 120 pacientes/dia.
A direção
ainda esclarece que os municípios da região, assim como Cascavel,
não estão consultando a central de leitos antes de enviarem
os pacientes considerados graves, obrigando o HUOP a interná-los
de forma improvisada, colocando-os em macas nos corredores do hospital.
"Continuam os abusos. Os pacientes são envidados mesmo não
tendo vagas no HUOP", informa a direção do HUOP.
Teste seletivo
Até o próximo
dia 10, permanecem abertas as inscrições para o 2º Teste
Seletivo 2005 à contratação temporária de profissionais
da área de saúde para o Hospital Universitário do
Oeste do Paraná (HUOP). Os cargos ofertados são para Enfermeiro,
com 21 vagas, e para Farmacêutico Bioquímico, com 1 vaga.
As inscrições
ao concurso a ser realizado no dia 21, podem ser feitas das 8 às
12 horas e das 13h30 às 17h30, na Diretoria de Concursos, na Reitoria
da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Os documentos exigidos são
carteira de identidade expedida por Secretaria Estadual de Segurança,
Forças Armadas, Polícia Militar ou Ministério das
Relações Exteriores; carteira de identidade fornecida por
Ordem ou Conselho de Classe Profissional; Carteira de Trabalho e Previdência
Social (CTPS); Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com
foto.
Além disso, o candidato
deve, na Diretoria de Concursos/Reitoria, solicitar a ficha de inscrição,
preenchê-la com os dados solicitados e assinar; anexando uma foto
3 x 4, recente, que permita a perfeita identificação do candidato;
uma fotocópia do documento de identidade no verso da ficha; e ainda
realizar o pagamento da taxa de inscrição através
da ficha de compensação anexa à ficha de inscrição
(parte final da ficha).
O candidato deverá
entregar, na Diretoria de Concursos/Reitoria, a ficha devidamente autenticada
pelo caixa do banco. Ao entregar a ficha na Diretoria de Concursos destacar
o comprovante do candidato (parte do meio), para apresentar no dia das
provas. Mais informações na Reitoria, pelo telefone (45)
3220-3099 ou pela Internet www.unioeste.br . (Gazeta do Paraná)
SC:
Paciente terá medicamento contra leucemia
O Tribunal Regional Federal
(TRF) da 4ª Região confirmou que a União deve fornecer
o medicamento Fludarabina 50mg EV a um paciente portador de câncer
leucêmico linfóide. A medida, tomada pela Justiça Federal
de Blumenau (SC) em junho deste ano, foi mantida pelo desembargador federal
Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz em despacho publicado quarta-feira
no Diário de Justiça da União (DJU).
O juiz substituto da 1ª
Vara Federal de Blumenau, Leandro Paulo Cypriani, concedeu a liminar solicitada
pelo paciente, fixando prazo de cinco dias para cumprimento, sob pena de
multa diária de R$ 3.758. (Jornal do Commercio)
RS:
Homem recorre à polícia para apressar transplante
Paciente espera um fígado
há três anos
Na espera por um transplante
de fígado desde outubro de 2002, o corretor de imóveis Sérgio
Santana da Costa, 44 anos, decidiu transformar seu drama em caso de polícia.
Na segunda-feira, Costa registrou ocorrência na 10ª Delegacia
da Polícia Civil, no bairro Bom Fim, na Capital, questionando a
demora para o recebimento do órgão.
Paulista da cidade litorânea
de Bertioga, a 130 quilômetros de São Paulo, Costa, sua mulher,
a corretora de imóveis Girlaine Elizeu Batista, 34 anos, e o filho
de quatro anos estão desde março deste ano no Rio Grande
do Sul, na fila do transplante. A família optou por esperar pela
cirurgia no Estado, onde a fila é menor.
As filas para o transplante
de fígado são organizadas por Estados, embora a data de ingresso
seja controlada em um cadastro único, nacional. Ao entrar na fila
gaúcha, o corretor de imóveis tornou-se automaticamente o
primeiro candidato a transplante do Rio Grande do Sul.
Porém, desde que
chegou, Costa estima que pelo menos 18 pessoas tenham passado em sua frente
na fila. Portador de hepatite do tipo C, ele sofre os vários efeitos
da doença, que provocou danos no fígado, no baço e
no esôfago, além de lapsos de memória e mudanças
no comportamento.
- Não há mais
ninguém de 2002 na fila dos transplantes. Estas pessoas receberam
o órgão ou morreram. Toda vez que aparece um fígado,
logo surge um receptor, e sou passado para trás - reclama Costa,
paciente do Hospital de Clínicas.
Após gastar todas
as economias em um hotel no bairro Bom Fim, a família paulista se
mudou esta semana para uma casa emprestada por amigos, em Cidreira.
- O registro da ocorrência
foi o primeiro passo. Se não conseguir o transplante logo, entrarei
na Justiça em busca de meus direitos - afirma.
O caso de Costa foi registrado
na delegacia como fato atípico. O delegado Herbert Ferreira vai
solicitar mais informações à Central de Transplantes
para avaliar se abrirá ou não inquérito sobre o caso.
(Zero Hora)
RJ:
Hospital da Lagoa pára uma hora na próxima segunda-feira
Os servidores do Hospital
da Lagoa vão suspender suas atividades por uma hora, na próxima
segunda-feira, para discutir a proposta de adesão à greve
nacional da Seguridade Social (saúde e INSS), iniciada no dia 2
de junho. O movimento entra hoje no seu 64º dia.
A decisão foi tomada
em assembléia nessa quarta-feira, e sinaliza a revolta dos servidores
com o governo Lula que suspendeu as negociações da campanha
salarial, no dia 22 de julho, depois de ter sua primeira proposta oficial
rejeitada pelas assembléias da categoria nos estados.
A previsão é
de que, as poucas unidades da saúde do Rio de Janeiro que ainda
não aderiram à greve, como o Hospital de Ipanema, sigam o
exemplo do Hospital da Lagoa.
Durante a paralisação
na Lagoa será servido café da manhã aos pacientes.
A assembléia acontece no ambulatório da unidade a partir
das 8h. (JB Online)
RJ:
Justiça reduz indenização por erro médico
O desembargador Maurício
Caldas Lopes, da 2 Câmara Cível, reduziu de R$ 300 mil para
R$ 80 mil o valor a ser pago pelo município a João Pedro
Galvão Bustamante, de 4 anos, como indenização por
danos estéticos e morais. João teve o braço direito
amputado por causa de um erro médico no Hospital Herculano Pinheiro,
em Madureira, horas depois de ter nascido aos sete meses e meio de gestação.
Lopes considerou ainda que
o menino não necessita de apoio psicológico e, entre outras
medidas, baixou o valor da indenização de seus pais, de R$
50 mil para R$ 20 mil, e a de seu irmão, de R$ 50 mil para R$ 5
mil. Também reduziu o valor da pensão vitalícia de
um salário-mínimo que João Pedro receberia a partir
dos 14 anos. Em seu despacho, fixou a pensão em 70% do mínimo,
a ser recebida a partir dos 18 anos. A família pretende recorrer
ao Superior Tribunal de Justiça.
Num trecho do despacho,
o desembargador diz que João “não tem, ainda, capacidade
intelectiva que lhe permita avaliar o dano moral suportado, e muito menos
sofrer em decorrência”. Indignado, o pai de João, o jornalista
Ney Reis, disse que teve de tirar o filho do colégio porque o menino
apanhava de colegas e se sentia diferente. (O Globo)
DF:
Projeção indica: o diabetes atinge 120 mil
Recomeçam hoje as
atividades de programa de orientação conduzido pela UnB
A vida do empresário
Daniel Barbosa não é mais a mesma desde o dia 28 de janeiro
deste ano. Aos 32 anos ele descobriu que é diabético. A disfunção
foi desencadeada pelo estresse e, segundo ele, é menos assustadora
do que parece num primeiro momento.
- No meu caso o controle
não é difícil e ainda serviu para abrir meus olhos
em relação a muita coisa. Hoje reservo mais tempo para cuidar
de mim. Faço atividade física pelo menos três vezes
por semana e procuro relaxar - afirma.
De acordo com o Ministério
da Saúde, estimativas apontam para o aparecimento de 250 mil novos
casos de diabetes, por ano. A prevalência crescente decorre, principalmente,
de obesidade ou, às vezes, mesmo um simples sobrepeso, e de sedentarismo.
Só no Distrito Federal
acredita-se que cerca de 120 mil pessoas são diabéticas.
E foi justamente uma dessas pessoas que criou um programa de atendimento
gratuito e específico para os doentes. A professora de Educação
Física, Jane Dullius coordena o Programa Orientado de Atividades
Físicas para Diabéticos (Proafidi) da UnB.
- Sou diabética há
34 anos e tenho excelente saúde. Atribuo isso a vários fatores,
dentre eles a manutenção de uma vida saudável e muito
ativa. Queria tornar isso possível para outras pessoas - conta.
No Proafidi as atividades
físicas levam em conta os limites de cada paciente. Caso contrário,
a taxa de glicemia pode aumentar ou cair muito.
Só depois de descobrir
que é portador da doença é que Rubens Porto dos Anjos,
13 anos, começou a praticar esportes. A partir daí também
foi obrigado a adotar um padrão de alimentação mais
saudável.
- No início achei
que a mudança era para pior. Agora já não penso assim.
Eu era muito magrinho e já consegui engordar oito quilos. Agora
não perco as atividades físicas no Proafidi e ainda jogo
bola na escola - conta.
No Brasil, 11% dos casos
atinge a população com idade igual ou ou maior de 40 anos.
Considerando os dados da população brasileira do IBGE de
2003, isto representa 5.291.406 pessoas.
Os casos aumentam consideravelmente
com à medida em que a idade progride, chegando a 17,4% na população
de 60 a 69 anos.
O aposentado Eurípedes
Sudário da Silva, descobriu aos 66 anos que teria que mudar os hábitos.
A doença chegou silenciosa. Certo dia foi hospitalizado e descobriu
a taxa de açúcar no sangue estava cinco vezes maior que o
normal.
- Agora, três vezes
por semana, entre 16h e 18h, faço exercício lá no
Proafidi. Começo com alongamento e escolho entre caminhada, natação
ou esteira. Evito tudo que é enlatado e não como carne vermelha.
Vivo bem. Minhas taxas estão sempre controladas - afirma.
Para participar do programa
basta procurar o Centro Olímpico da Universidade de Brasília
em horário comercial. O programa recomeça hoje e, além
das atividades físicas, os participantes terão acesso a 40
palestras e debates sobre temas vinculados à compreensão
e ao tratamento do diabetes.
As inscrições
ainda estão abertas ao público e são gratuitas. Informações
pelo telefone 3307 2609 ou pelo e-mail diabetes@unb.br. As aulas começam
hoje. (Adriana Bernardes - Jornal do Brasil)
BA:
Profissionais de saúde ganham instituição financeira
Os profissionais de nível
superior do segmento de saúde têm agora uma nova opção
para a obtenção de crédito no mercado. Foi lançada
a
Cooperativa de Crédito da Área de Saúde (Credmed),
uma instituição criada com o propósito de disponibilizar
aos profissionais do setor produtos e serviços econômico-financeiros.
De acordo com o presidente da instituição, o médico
Augusto Holmer, a Credmed funciona como um banco normal, mas com facilidades
que o público de saúde não encontraria em uma unidade
financeira convencional. "Nossos juros do cheque especial, por exemplo,
são de 5,9% ao mês, enquanto em outros bancos pode chegar
a mais de 7,9%. Ou seja, temos todos os serviços bancários,
como empréstimos, aplicações em CDB, movimentação
de conta corrente, entre outros, mas com o diferencial das taxas reduzidas
e dos cooperados serem os próprios donos desse banco", comenta.
Entre as novidades oferecidas
pela cooperativa está a agilidade e segurança na aquisição
do crédito. Segundo a gerente geral da Credmed, Carina Faillace,
na obtenção de um empréstimo, tipo crédito
pessoal, o cooperado conta com uma taxa média de 2,5% ao mês,
enquanto que no mercado esse valor gira em torno de 4,5%. "Através
da cooperativa, nosso associado também não paga o Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF)", explica Carina.
A instituição,
que é regulamentada e fiscalizada pelo Banco Central, oferece ainda
aos seus cadastrados a oportunidade de participar dos lucros da cooperativa.
Em operação desde o último mês de julho, a Credmed
conta atualmente com 38 contas cadastradas, sendo que até o final
do ano a meta é atingir 200 contas.
Para ser um cooperado da
Credmed, o candidato precisa ter nível superior na área de
saúde e residir em Salvador ou região metropolitana, além
de entrar com um capital de R$4.015. "Esse valor pode ser parcelado. Além
disso, quando o cooperado deixa a instituição ele pode resgatar
essa cota e mais seus rendimentos", afirma Carina. A Credmed é destinada
a diversos profissionais, entre enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas,
fonoaudiólogos, médicos, dentistas, nutricionistas, psicólogos,
assistentes sociais e empresas do ramo. (Correio da Bahia)
PE:
Realizada 1ª cirurgia cardíaca
A equipe de Cardiologia
do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) realizou, ontem, a primeira
cirurgia cardíaca de porte realizada por uma unidade de saúde
ligada à Secretaria Estadual de Saúde (SES). A paciente foi
Helena Maria de Jesus, 53 anos, natural do município de Chã
Grande, distante 86 quilômetros do Recife. Ela foi submetida a uma
cirurgia de ponte de safena à tarde. A paciente foi acompanhada
por uma equipe de três médicos e três técnicos
coordenados pelo cirurgião Antônio Trindade, chefe do serviço
cirúrgico cardíaco do HAM. A partir de agora, serão
realizadas cerca de10 intervenções cirúrgicas cardíacas
no HAM por mês.
A paciente Helena de Jesus
estava internada há 20 dias na unidade hospitalar aguardando ser
operada pela equipe médica cardiológica. Existem outras 14
pessoas aguardando uma cirurgia desse tipo no hospital. Para que fossem
realizadas cirurgias desse tipo no HAM, foram montadas duas salas de operação
na unidade coronaria na do hospital, além de dois leitos especiais
exclusivos para pós-operatórios.
A cirurgia realizada em
Helena durou cerca de cinco horas e transcorreu normalmente. Foram colocadas
três pontes de safena na paciente. Logo depois, ela foi transferida
para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde passará cerca de
três dias sendo monitorada pela equipe médica e depois será
transferida para o setor de recuperação. Após receber
alta, Helena de Jesus será acompanhada mensalmente pela equipe médica
do HAM. (Robson André - Folha de Pernambuco)
PE:
Pacientes terão acesso a cirurgia em hospital referência em
cardiologia
Recife - Os pacientes atendidos
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso, desde
a tarde de ontem , ao serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital
Agamenon Magalhães. A unidade, referência no tratamento cardiológico
em Pernambuco, vai passar a realizar intervenções cirúrgicas
da artéria aorta, válvula mitral e ponte de safena.
De acordo com a chefe geral
do setor de Cardiologia do Agamenon Magalhães, Conceição
Arruda, a idéia é realizar inicialmente dez procedimentos
por mês. Para possibilitar a oferta do serviço, foram instaladas
duas salas na unidade coronária do Hospital e disponibilizados dois
leitos especiais destinados a pacientes no período pós-operatório.
(Márcia Wonghon - Agência Brasil)
CE:
Médicos querem melhorar o modelo de atendimento
O sistema público
de saúde, as caixas de assistência e os planos de saúde
não estão valorizando as consultas médicas. Poucas
são as vezes em que o médico passa mais de 15 minutos com
o paciente, quando o ideal seria que esse contato fosse superior a 30 minutos
para uma adequada avaliação do quadro clínico.
Diante desta realidade,
patologias que seriam resolvidas no atendimento primário costumam
lotar ainda mais as filas por exames e internamentos, nos setores secundários
e terciários de saúde.
Defendendo a volta do modelo
de médico como referência para toda a família, que
cuidava da prevenção de doenças e dava maior atenção
aos pacientes é que o Conselho Regional de Medicina do Ceará
(Cremec) está realizando o I Seminário sobre Consulta Médica,
aberto ontem.
Voltadas para gestores e
profissionais de saúde, as palestras seguem durante hoje e amanhã,
no auditório do Cremec. Os temas focam a maior aproximação
entre médicos e pacientes.
“Em uma boa conversa, é
possível identificar quando os sintomas têm componente emocional.
Nem sempre será preciso requisitar uma ressonância se a dor
de cabeça estiver relacionada ao estresse do dia-a-dia. Mas isso
o médico só pode avaliar se estreitar a relação
com o paciente”, diz Eduilton Girão, coordenador do I Seminário
sobre Consulta Médica.
Para ele, o Programa Saúde
da Família (PSF) é um movimento que desperta otimismo na
classe médica. Através deste modelo, o médico se torna
mais próximo das comunidades, conhecendo melhor cada pessoa e, assim,
sabendo indicar o melhor exercício, a dieta, repassa hábitos
de higiene, previne doenças.
“Esta é uma maneira
eficiente de tratar o paciente e de desonerar o sistema de saúde.
Com um adequado atendimento, os médicos descartam certos exames
e fazem uma melhor orientação ao paciente, evitando as filas
e a peregrinação a hospitais de maior porte. Mas, para isso,
é preciso que os médicos tenham condições de
realizar uma boa consulta”, argumenta.
A primeira palestra de hoje,
“Consulta clínica: otimizando o encontro médico-paciente”,
começa às 8 horas. Um dos destaques no período da
tarde é o tema “Peculiaridades do cuidado ao idoso”, focando a tendência
da atenção domiciliar. Amanhã, a programação
encerra com a palestra “Os exames são apenas complementares”, a
partir das 11h30min. (Diário do Nordeste)
CE:
Aumenta número de casos de AVC
Conhecido popularmente como
“derrame cerebral”, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal
causa de morte no Brasil e no Ceará, entre as doenças cardiovasculares.
Médicos entrevistados consideram que o aumento das ocorrências
de AVC nos últimos anos resulta da despreocupação
cada vez maior da população para com os fatores de riscos.
O diretor da Emergência
do IJF, Francisco Romel Lima de Araújo, disse que diante da grande
demanda, nenhum hospital do Ceará tem suporte para atender, com
todos os procedimentos necessários, os casos de AVC que acometem
os pacientes. O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior
ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada
área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte.
No entanto, Romel chama
a atenção para o fato de que os óbitos ou as seqüelas
deixadas pela doença poderiam ser bem menores se a população
tivesse maior preocupação com os fatores de risco, bem como
os leigos fossem capazes de reconhecer de imediato os sintomas e encaminhassem
os enfermos com o menor desperdício de tempo.
“Estamos cada vez mais mobilizados
em torno da campanha ´Tempo é vida´. Através
dela, queremos conscientizar as pessoas para que não haja demora
em encaminhar os doentes com sintomas de AVC para as emergências
hospitalares”, afirma Romel.
Os sintomas são desvio
da comissura labial (popularmente chamada de boca torta), voz embolada,
dores de cabeças fortes, vômitos e perda de força dos
braços. Contudo, somente no hospital, através de um exame
de tomografia, é possível ter uma confirmação
da enfermidade, bem como de seus desencadeamentos, que podem ser isquêmicos
ou hemorrágicos, sendo esses os considerados como os mais graves.
Outra expectativa de maior
atenção para essa doença, conforme salienta Romel,
é a implantação de Unidades de AVC, que vêm
sendo discutidas com médicos e diretores de hospitais com a Secretaria
de Saúde do Estado (Sesa). O programa, que deverá ser implantado
até o próximo ano, é de iniciativa do governo federal,
por reconhecer a gravidade da doença no índices de óbitos
e na incapacitação física e mental.
Em Fortaleza, a meta é
que os serviços específicos de atendimento para o AVC estejam
disponibilizados no Hospital Universitário Walter Cantídio,
mantido pela Universidade Federal do Ceará (UFC), IJF, Hospital
Geral de Fortaleza (HGF) e Hospital Regional da Unimed (HRU).
População
não observa fatores de risco, diz diretor da Emergência
O crescimento das ocorrências
de AVC nos últimos anos, para o diretor de Emergência do IJF,
Francisco Romel Lima, pode ser atribuído especialmente à
despreocupação cada vez maior da população
com os fatores de riscos. Fumo, obesidade, sedentarismo, estresse, diabetes,
níveis elevados de colesterol e a hipertensão concorrem para
as doenças cardiovasculares e, sobretudo, para o AVC.
“O AVC ocorre muito mais
na população negra, por uma predisposição genética.
Contudo, a incidência prepondera entre aqueles portadores de fatores
de riscos”, diz Romel, que é também presidente da Sociedade
Cearense de Urgência.
Além de controlar
os fatores de riscos, a população deve estar atenta aos procedimentos
de emergência que podem salvar vidas. Ou seja, com o aparecimento
dos sintomas, os suportes básicos clínicos e cirúrgicos
devem acontecer num período de 30 minutos a três horas, inclusive
com os atendimentos pré-hospitalares.
Romel recomenda que tão
logo sejam observados os sintomas, as pessoas liguem para o 192, a fim
de mobilizar uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu).
Doença deixa seqüelas
e traz sofrimento para a família
Não obstante os óbitos
que causa, as conseqüências do AVC comprometem física
e psicologicamente os doentes, acarretando um sentimento de dor aos familiares.
Essa é a sensação vivida pela estudante universitária
Ana Alice Nogueira Lopes, 25 anos.
Há três anos
seu pai sofreu um AVC. De lá para cá, ele não anda,
ficou com a fala comprometida e foi tomado pela depressão. Desde
então, ela, como filha única, resolveu alugar um apartamento
para morar com o pai e passou a dedicar-se totalmente aos cuidados dele.
“Não tenho como comprometer
meu tempo com o trabalho. Todo o meu dia está em cuidar do meu pai”,
diz. Ela conta que ele detinha cinco fatores de risco: fumante, obeso,
ingeria bebida, era sedentário e alimentava-se irregularmente.
Quando ocorreu a doença,
ele foi salvo por ter um plano de saúde. Pôde se internar
até poder conviver com as seqüelas. O problema maior foi o
aparecimento da depressão crônica, tornando-se, na soma das
doenças, um martírio para a estudante.
Não menos tocante
é a história de quem recorre aos hospitais públicos
para atender familiares acometidos com o AVC. Maria Iraci Silva de Oliveira,
residente no Parque Araxá, vem acompanhando, desde o dia 28, a mãe
que sofreu um AVC hemorrágico.
“Ela tinha a pressão
alta e vinha tomando remédios para o controle da hipertensão.
No entanto, não foi o bastante para que um dia sofresse um ataque,
enquanto tomava banho”, conta Maria Iraci. A hipertensão é
o fator de risco mais importante para o AVC, sendo responsável por
cerca de metade dos mesmos. (Marcus Peixoto - Diário do Nordeste)
RN
não realiza cirurgias de câncer ósseo
O Rio Grande do Norte já
é referência no tratamento do câncer, mas nem por isso
pode-se dizer que não existem barreiras que dificultam o processo.
Muito ainda precisa ser feito e principalmente quando se trata de câncer
infantil. Uma das questões a ser resolvida é em relação
à cirurgia de colocação de endoprótese em casos
de osteosarcoma, um tipo de câncer que atinge em sua maioria adolescentes.
O serviço não é oferecido a pacientes do Sistema Único
de Saúde. Eles têm que ser encaminhados a outros estados para
preservarem o membro afetado.
O osteossarcoma é
um tipo de tumor maligno constituindo o tumor primário de maior
freqüência dos ossos. De acordo com a oncologista infantil,
Luciana Correa, do quarto grupo de tumores na infância este tipo
de câncer é responsável por 10% dos casos de neoplasia
na infância. A faixa etária de crescimento (adolescência)
é a mais acometida pela doença e para que o paciente (quando
o estado da doença não está tão avançado)
não venha a ter um dos membros amputados uma das alternativas é
a cirurgia para a colocação de uma endoprótese.
“A quimioterapia adjuvante
auxilia no tratamento, mas o que cura é a cirurgia”, explicou a
médica. Durante a cirurgia é retirada a parte do osso afetado
pelo câncer e colocada a prótese interna em seu lugar. “Cerca
de 60% a 70% dos pacientes que não apresentam metástase vivem
bem após a cirurgia”.
O que não se pode
contar como ponto positivo para o Estado, no entanto, é que este
tipo de serviço não é oferecido para pacientes do
SUS. Eles têm que ser encaminhados para outro estados, como Paraíba,
Pernambuco e São Paulo. Emanuel Ramon de Morais, de 16 anos, foi
um deles. No ano passado, ele descobriu que estava com a doença
e não demorou muito para ser submetido à cirurgia, realizada
em João Pessoa (PB).
“Graças à
cirurgia eu não perdi a perna”, disse ele. De acordo com Emanuel
Ramon a recuperação foi lenta, mas o que importa é
que a alegria está de volta à sua vida. “Até para
a escola eu já voltei”, declarou ele que é de Mossoró
e vem à Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer
a cada dois meses para fazer o acompanhamento.
O oncologista ortopédico,
Fábio Romualdo de Oliveira, que já realizou duas cirurgias
deste tipo no Estado através de convênio ou particular, afirmou
que a maior demanda é de pacientes do SUS. “O fato de o Estado não
realizar a cirurgia de colocação da endoprótese representa
manter-se pelo menos 20 anos atrasado”, disse o especialista, ressaltando
que há anos a cirurgia vem sendo realizada em outros lugares. De
acordo com ele, uma cirurgia deste tipo custa entre R$5 mil e R$15 mil,
dependendo do tipo de prótese usada.
Para o presidente da Casa
de Apoio, Rilder Campos, se o Estado oferecesse o serviço seria
“até mais interessante, principalmente, porque o paciente não
teria que se deslocar para longe”
De acordo com o coordenador
de hospitais e unidades de referências, José Renato Brito
Machado, a cirurgia de colocação de endoprótese não
está sendo feita pelo SUS no Estado porque nunca foi feita uma oferta
de credenciamento por nenhum prestador do serviço. “O SUS contempla
este serviço, mas é necessário que haja o prestador
no Estado que esteja de acordo com o valor pago pela tabela do sistema”,
justificou, alegando que muitos tratamentos são feitos fora do domicílio
porque o valor pago pelo SUS não é “tão interessante”
para o prestador. Conforme declarou, havendo o interesse de credenciamento
do prestador para a realização deste tipo de cirurgia, deve
ser encaminhada uma solicitação à Secretaria Estadual
de Saúde.
Pacientes irão para
São Paulo
Na próxima segunda-feira
uma criança e um adolescente atendidos pela Casa Durval Paiva de
Apoio à Criança com Câncer viajarão para São
Paulo (SP) para participar do Projeto Felicidade, desenvolvido pela Sociedade
Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil.
Juliene Fernandes de Sousa,
de 10 anos, e Emanuel Ramon de Morais, de 16 anos, que viajarão
acompanhados dos responsáveis, passarão uma semana inteira
se divertindo e conhecendo pontos turísticos da cidade, acompanhados
por voluntários devidamente treinados.
Semanalmente são
levadas pela instituição paulista (com todas as despesas
pagas) crianças de todo o Brasil para participar do projeto, que
tem o objetivo de resgatar a auto-estima através da diversão
e alegria, animando e incentivando-as a prosseguirem na luta para combater
o câncer. Esta é a primeira vez que pacientes da Casa de Apoio
participam do projeto. (Tribuna do Norte)
Um
marca-passo para a obesidade
Centros médicos de
São Paulo preparam-se para adotar aparelho que, implantado no estômago,
dá sensação de saciedade no paciente
Pelo menos dois grandes
centros médicos do País estão se preparando para adotar
uma novidade na cirurgia de obesidade: o marca-passo gástrico. O
Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e o Instituto
Garrido, centro paulistano especializado há 14 anos em técnicas
bariátricas, abriram protocolo de pesquisa clínica para usá-lo.
Trata-se do implante de
um marca-passo na parede externa do estômago, na altura da cintura
(ver quadro). O aparelho, que tem o tamanho de uma caixa de fósforos,
manda choques ininterruptos por um ou dois eletrodos, que aumentam a sensação
de saciedade do paciente. Essa sensação ocorre porque os
impulsos elétricos são capazes de alterar os movimentos do
estômago, fazendo que o cérebro registre que ele não
está vazio. O paciente, então, se sente satisfeito com menos
comida.
A cirurgia é feita
por meio de laparoscopia, dura cerca de uma hora e é reversível.
"A indicação médica é para pacientes que estão
com peso de 15% a 20% acima do normal e não têm resultados
com tratamentos clínicos", explica Nilton Kawahara, coordenador
do Centro Integrado de Prevenção e Tratamento de Obesidade
do Sírio-Libanês. Ou melhor, com Índice de Massa Corpórea
(IMC) de 30 a 35 - para chegar ao índice, deve-se dividir o peso,
em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado. O obeso mórbido
é aquele com IMC acima de 40.
Com médicos treinados
e o aval de comitês de ética internos, a espera agora é
pela aprovação de segurança do Food and Drug Administration
(FDA), órgão americano que regula medicamentos e alimentos.
"A autorização virá no próximo mês",
conta Scott Shikora, do Centro Médico Tufts de Boston, médico
que introduziu o marca-passo gástrico nos Estados Unidos, em 2000.
"Dos 700 pacientes que já receberam o implante gástrico no
planeta, metade está nos Estados Unidos."
O marca-passo gástrico
foi usado experimentalmente pela primeira vez pelo cirurgião italiano
Valerio Cigaina, em 1995, em Veneza. A idéia, de acordo com Kawahara,
é que até o fim do ano o aparelho já seja usado comercialmente
no Brasil pelo Sírio. "Com a aprovação do FDA, precisamos
apenas do aval do Ministério da Saúde para registrar o marca-passo.
O protocolo de pesquisa serve como mais um fator de segurança."
CAUTELA
Luiz Vicente Berti, vice-presidente
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e diretor do Instituto
Garrido, afirma que, apesar do protocolo pronto, vai ter cautela para adotar
a técnica. "Queremos esperar até que a cirurgia deixe de
ser tão restrita por conta do preço", diz. Só o aparelho
custa a partir de US$ 10 mil. "Mas é uma excelente opção
terapêutica e apresenta os mesmos 15% de complicações
das outras técnicas." Elas vão de deslocamento dos eletrodos
até perfurações no sistema gástrico.
O cirurgião Ricardo
Cohen, do Hospital São Camilo, em São Paulo, também
pede precaução. "Os resultados são animadores, principalmente
com o uso de dois eletrodos", conta. "Mas a perda de peso provocada pelo
marca-passo é pequena. O paciente pode perder os quilos com remédios.
Poucas pessoas não respondem ao tratamento com medicamentos."
Para o cirurgião
Berti, a eficácia depende de um fator importante em cirurgia bariátrica.
"O gerenciamento do paciente é fundamental", diz. "Não adianta
ter um médico e uma técnica excelente sem o acompanhamento
de uma equipe multidisciplinar do paciente no pós-operatório.
Na verdade, a cirurgia é apenas uma ferramenta que vai ajudar o
obeso a mudar a relação com o alimento."
O protocolo do Hospital
Sírio-Libanês, que pretende ser o primeiro a trazer o marca-passo
para o Brasil, será apresentado oficialmente durante o Bariatric
Endoscopic Surgery Trends, evento internacional que vai discutir até
amanhã, além do marca-passo, os mais variados temas sobre
cirurgia bariátrica, no Centro de Convenções do Gran
Meliá, em São Paulo. (Adriana Dias Lopes - O
Estado de S.Paulo)
Saraiva
Felipe quer o apoio da Frente Parlamentar da Saúde
Uma simbiose entre o trabalho
do Ministério da Saúde e as reivindicações
da Frente Parlamentar da Saúde (FPS). Essa foi a definição
do novo ministro da Saúde, Saraiva Felipe, sobre o tipo de relação
que quer manter com a FPS durante seu período no comando da pasta.
No dia 03.08, 30 integrantes da Frente, em nome de todos os partidos com
representação no Congresso Nacional, visitaram Saraiva, no
Ministério, para prestar solidariedade e apresentar as principais
bandeiras de luta da Frente Parlamentar da Saúde.
O presidente da FPS, deputado
Rafael Guerra (PSDB-MG), lembrou a trajetória de Saraiva ao dizer
que, só como referência, o ministro teve sua tese de mestrado
em saúde pública orientada pelo conceituado médico
sanitarista Sérgio Arouca. Rafael Guerra destacou que hoje as principais
preocupações da Frente Parlamentar da Saúde são
relativas ao financiamento e ao orçamento da Saúde. Ele informou
ao ministro que na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
em discussão no Congresso Nacional, foi incluído pelo relator
Gilmar Machado (PT-MG) um dispositivo que permite a transferência
de recursos para financiamento do custeio (pessoal, limpeza, iluminação)
dos hospitais universitários – hoje a cargo do Ministério
da Educação – para o Ministério da Saúde. Após
recordar sua trajetória como diretor da Escola de Medicina de Minas
Gerais, Guerra garantiu não ter nada contra os hospitais universitários
– "muito pelo contrário" – mas que não pode permitir a redução
dos recursos destinados aos SUS.
Outro ponto abordado pelo
presidente da FPS foi o projeto de lei suplementar ao orçamento
de 2005 (em vigor), de iniciativa do Executivo, que transfere despesas
no valor de R$ 1,2 bilhão do Ministério do Desenvolvimento
e Combate à Fome para serem pagos pelo Ministério da Saúde.
Ele lembrou que este item foi negociado durante a discussão do Orçamento
de 2003 com o governo, que concordou e agora volta atrás. "Há
uma grande falta de compromisso deste governo com as verbas do SUS", afirmou
o deputado.
A regulamentação
da Emenda Constitucional nº 29, que define os recursos constitucionais
da saúde no orçamento da União, e o reajuste da tabela
dos SUS no mesmo índice (11,69%) do concedido aos planos de saúde
constituem as outras principais reivindicações apresentadas
por Rafael Guerra, em nome da Frente Parlamentar da Saúde.
O ministro Saraiva Felipe
iniciou sua resposta dizendo-se um "deputado-ministro e não um ministro-deputado".
Lembrou ser ele mesmo um membro atuante da Frente Parlamentar e garantiu
que vai politizar a atuação do MS. O ministro afirmou que
entrará na briga junto com a FPS pela aprovação da
EC-29 e pediu o apoio da Frente para levar a discussão para o seio
da sociedade. Ele pediu também apoio político para as decisões
que pretende tomar sobre o programa de combate à AIDS.
Em relação
ao SUS, o ministro Saraiva Felipe disse que nosso sistema de saúde
(SUS) é um dos mais generosos do mundo e que sua meta é aprimorá-lo.
Ele lembrou que foi um dos redatores do projeto de lei que regulamentou
o SUS. "O problema do SUS é realmente de subfinanciamento com alguns
problemas pontuais de gestão", concluiu Saraiva Felipe. (AMB)
Saraiva
Felipe libera 18 portarias
Ministério da Saúde
volta atrás e revoga a suspensão de parte das 48 normas que
haviam sido ‘congeladas’. Medidas polêmicas, como aumento da tabela
do SUS, estão sob análise
O ministro da Saúde,
Saraiva Felipe, liberou ontem 18 das 48 portarias que estavam suspensas
desde que assumiu a pasta, no dia 11 de julho. As outras 20 serão
analisadas por mais 45 dias e poderão ser revogadas. Entre as que
continuam suspensas estão a que reajusta os valores da tabela do
Sistema Único de Saúde (SUS), que causa um impacto de R$
400,2 milhões no orçamento do ministério, e a que
repassa recursos para hospitais filantrópicos. As 48 portarias foram
assinadas às pressas pelo ex-ministro Humberto Costa logo após
o anúncio de sua saída do cargo.
Na época em que suspendeu
as portarias do seu antecessor, Felipe justificou temer assumir o ministério
engessado do ponto de vista financeiro. Na última quarta-feira,
o ministro usou o mesmo argumento e estendeu o prazo para análise
das demais 20 normas por mais 45 dias. Entre as portarias que ainda não
foram liberadas, estão decisões polêmicas. Uma delas
é a que permite que mulheres grávidas vítimas de violência
sexual façam abortos pelo SUS sem apresentação de
boletim de ocorrência. O tratamento estético com aplicação
de silicone e lipoaspiração para pacientes que fazem tratamento
com anti-retrovirais também está sob analise de uma equipe
técnica do ministério.
Impacto social
O secretário de Atenção
à Saúde do ministério, José Gomes Temporão,
disse que “as portarias liberadas não causam impacto financeiro,
envolvem políticas de saúde pública e beneficiam principalmente
crianças e idosos”. Das 18 portarias que voltaram a ter validade,
oito tratam sobre a abertura de consulta pública e formação
de grupo de trabalho sobre variados temas, entre eles as política
de atenção a adolescentes e jovens e de aos idosos e diretrizes
para controle do câncer do cólo do útero e de mama.
As demais são relativas à criação do Sistema
de Saúde das Fronteiras e do Centro de Informação
Estratégica em Vigilância em Saúde.
A decisão de Felipe
de suspender as portarias editadas por Humberto Costa despertou reações
negativas entre as feministas. A entidade católicas com o Direito
de Decidir e a Rede Feminista vão marcar uma audiência com
o ministro para tentar fazer com que a portaria do aborto seja liberada,
já que ela não implica em aumento de gastos. “O Código
Penal permite interrupção de gravidez e não trata
de boletim de ocorrência”, ressalta Maria Cândida Dias, feminista
da ONG e autora de dois livros sobre o direito legal da mulher de abortar.
Ela ressalta ainda que essa portaria não causa impacto nenhum ao
orçamento do SUS. “Pelo contrário. Se a mulher interromper
a gravidez pelo SUS, ela não vai precisar de atendimento para fazer
curetagem nos hospitais públicos por causa de abortos malsucedidos”,
diz.
O argumento do Ministério
para segurar a portaria sobre o aborto é a pressão da classe
médica para que a interrupção da gravidez em caso
de estupro só seja feita com amparo policial, já que os ginecologistas
têm receio de serem processados pela paciente. “Conheço várias
mulheres que foram violentadas, que abortaram e se arrependeram. Elas procuram
os Conselhos Regionais de Medicina e a primeira pergunta que a entidade
faz ao médico é se há boletim de ocorrência”,
justifica o médico Sidney Alvarenga, da Sociedade Brasileira de
Ginecologia e Obstetrícia.
A decisão de prorrogar
por mais 45 dias a liberação das portarias irritou os donos
de mais de três mil hospitais privados e de administradores de hospitais
filantrópicos, que contavam com os reajustes da tabela do SUS. No
caso dos hospitais particulares, o descontentamento ocorre porque eles
prestam serviços ao governo com consultas, tratamento médico
e cirurgias e recebem por esse trabalho. Os valores repassados estariam
defasados, segundo os representantes das unidades privadas.
Ameaça de colapso
Segundo a Federação
Brasileira dos Hospitais, entidade que congrega 1,2 mil hospitais filantrópicos
e 1,7 mil instituições privadas que atendem pelo SUS, se
o reajuste for revogado, haverá um colapso na rede de saúde
pública. Na semana passada, a Federação divulgou nota
informando que a dívida dos hospitais privados chega a R$ 20 bilhões
por conta do repasse do governo. Saraiva Felipe disse que as portarias
de reajuste do SUS causam impacto financeiro muito alto, que ainda serão
analisadas e só liberadas à medida que não comprometam
o orçamento do ministério.
A rede hospitalar privada
é responsável por 85% dos atendimentos à população
e realiza, em média, um milhão de intervenções
cirúrgicas por mês e 60% dos atendimentos ambulatoriais pelo
SUS. Em 2000, mais de quatro mil hospitais privados atendiam pelo SUS.
Hoje, pouco mais de 3,4 mil fazem esse atendimento. A maioria fechou as
portas ou pediu o descredenciamento por conta da defasagem da tabela do
SUS, segundo a Federação Brasileira de Hospitais. A reunião
dos donos de hospitais com o novo ministro está marcada para a próxima
terça-feira. (Ullisses Campbell - Correio Braziliense)
População
repudia PL sobre distribuição gratuita de medicamentos
A polêmica decisão
do deputado federal Fernando Coruja - relator da Comissão de Finanças
e Tributação - que emitiu parecer desfavorável ao
Projeto de Lei nº 3.073-A, que autoriza a distribuição
gratuita de medicamentos e materiais aos portadores de diabetes, foi divulgada
dia 6 de julho.
O site da Sociedade Brasileira
de Diabetes levantou a questão, que mereceu repúdio da população.
O deputado, entretanto, assumiu o compromisso de mudar a decisão.
"Como é um anseio dos cidadãos que visitam o site da SBD,
não só vou dar o parece favorável, como vou defender
o Projeto de Lei na Comissão de Finanças", declarou.
Apesar de pertencer à
Comissão de Finanças e Tributação - que avalia
somente a viabilidade econômica do projeto -, o deputado federal
Fernando Coruja argumentou que se posicionou contra porque os dispositivos
do documento já estão presentes na Constituição
Federal. Ele se refere ao artigo 196, que define a saúde como direito
de todos e dever do Estado. Sendo assim, as reivindicações
não necessitariam de uma Lei para obrigar o Ministério da
Saúde a distribuir nenhum medicamento.
Em resposta ao deputado
Fernando Coruja, a médica Rosa Sampaio, Coordenadora Nacional de
Hipertensão e Diabetes do Departamento de Atenção
Básica do Ministério da Saúde, disse que ao relator
da Comissão de Finanças e Tributação cabe apenas
analisar a viabilidade orçamentária; "... além disso,
quem deve julgar se os dispositivos são inconstitucionais ou não
é a Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ). Portanto, não faz sentido o relator de finanças agir
desta forma", rebateu.
Em relação
à possibilidade do Ministério da Saúde publicar uma
Portaria, ao invés de esperar a aprovação de uma lei,
Rosa Sampaio argumentou que a normatização trará mais
benefícios aos portadores de diabetes.
A Constituição
é muito genérica nesse sentido. É preciso um direcionamento
claro em políticas sobre o diabetes, que ainda são novidades
no mundo inteiro. Se o argumento de publicar uma Portaria fosse no início
dos trâmites - o que aconteceu em 1999 - tudo bem. Agora o projeto
só depende do Parecer do Deputado Coruja para ser submetido à
sanção presidencial. Além disso, a Lei protege os
cidadãos da possibilidade de que futuros governos desfaçam
as políticas atuais", argumentou. (APM)
Comissão
aprova multa para médico que não receita genérico
A prescrição
de remédios pelo nome genérico nos serviços particulares
de saúde foi aprovada na reunião de quarta-feira da Comissão
de Defesa do Consumidor. De autoria da deputada Angela Guadagnin (PT-SP),
o Projeto de Lei 1564/03 recebeu parecer favorável do relator da
matéria na comissão, deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
De acordo com a proposta,
a prescrição de qualquer medicamento em consultórios
particulares e nos serviços não financiados pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) deve ser feita de acordo com a Denominação
Comum Brasileira (DCB) ou, na sua falta, com a Denominação
Comum Internacional (DCI), mesmo se houver preferência do médico
por determinada marca ou justificativa para que o paciente não utilize
um genérico.
O projeto também
estabelece as penalidades a serem aplicadas aos infratores: advertência
e multa no valor de dois salários mínimos por aquisição
do medicamento ou prescrição irregular. Essa punição
foi alterada pelo relator, ao acatar emenda apresentada na Comissão
de Seguridade Social e Família que reduz o valor da multa para um
salário mínimo e retira a penalização da compra
do remédio.
Médicos receitam
marcas
Para justificar a aprovação
do projeto, Júlio Delgado citou dados usados pela Comissão
de Seguridade, de que, em 2002, 80% das receitas atendidas em drogarias
brasileiras eram prescritas pelo nome de marca, sendo que, dessas, apenas
25% foram trocadas por medicamentos genéricos. Ainda segundo os
dados disponíveis, embora os genéricos sejam em média
40% mais baratos que os remédios de marca, apenas 5% dos consumidores
pedem aos médicos que os prescrevam.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo, segue para análise da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(CruzeiroNet)
Projeto
de lei prevê benefícios em dobro em caso de gravidez de gêmeos
Os benefícios e direitos
vinculados à maternidade e à paternidade poderão ser
garantidos em dobro em caso de gravidez de gêmeos. É o que
determina o Projeto de Lei 5473/05, do deputado Vic Pires Franco (PFL-PA).
Segundo informou a Câmara,
o parlamentar lembra as dificuldades de pais e mães para criar os
filhos, especialmente nos primeiros meses de vida. "Se essa dificuldade
já é extrema em se tratando de um único filho, ela
assume proporções ainda maiores quando se trata de gravidez
que dá origem a gêmeos", afirma.
Se o projeto for aprovado,
o benefício da licença-maternidade, por exemplo, será
prorrogado dos atuais quatro meses para oito meses. Já o valor do
auxílio maternidade seria duplicado.
O projeto tramita em caráter
conclusivo nas comissões de Trabalho, Administração
e Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(Última Instância)

Funenseg
leva seminários de pesquisa para São Paulo
“Quartas na Funenseg”, ciclo
de eventos recém-criado pela Fundação no Rio de Janeiro,
acaba de ser estendido para a capital paulista. Os seminários de
pesquisa
acontecerão na Unidade
Funenseg São Paulo, sempre na segunda quarta-feira do mês.
O primeiro encontro será “Prevenção em Planos de Saúde”,
no dia 10 de
agosto, às 18h. Luciana
Souza da Silveira, gerente da Diretoria de Fiscalização da
ANS, mostrará os resultados de sua pesquisa. Após a apresentação,
será realizado
coquetel de lançamento
do livro “Prevenção de Doenças e Promoção
da Saúde”, editado pela Funenseg e de autoria da palestrante.
A participação
é gratuita. Para confirmar presença basta preencher formulário
no www.funenseg.org.br. Mais informações pelos e-mails mercado@funenseg.org.br
e
nucleosp@funenseg.org.br.
(Funenseg)