Hoje: Regime tributário - Decisão é do participante. Os esclarecimentos são da entidade. O evento de hoje é uma excelente oportunidade para que os quase 80 profissionais inscritos possam conversar sobre o tema, verificar as experiências que estão sendo adotadas, as estratégias adicionais que poderão ser praticadas na implantação ou reforço das orientações para os participantes e o que informar em relação a pendências jurídicas que ainda permanecem. O evento visa agregar a experiência que as entidades estão vivenciando no desafio de bem atender e esclarecer os participantes sobre possíveis dúvidas quanto à opção do regime tributário, além de promover a avaliação dos pontos da legislação que estão causando maior preocupação. Será destaque também a visualização das várias estratégias de comunicação que estão sendo adotadas para este desafio. Isso se dará através da apresentação de case, ferramentas de apoio e esclarecimentos jurídicos. Não esqueça: a decisão da opção é do participante mas a responsabilidade de bem informar e esclarecer é da entidade. O evento acontece das 09:30 às 13 horas na Sala Moema do Bristol M.Q. I Hotel, Av Ibijaú, 364 (Esquina com Av Ibirapuera), São Paulo.
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3050 com baixa de 0,25% em relação ao fechamento de quarta-feira. Na Bolsa de Valores de S.Paulo o Ibovespa fechou a quinta-feira em queda de 0,91% com o volume financeiro ficando no patamar de R$ 1,274 bilhão. Nos EUA, o índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York fechou o dia em queda de 0,82% e a Nasdaq caiu 1,15%.
AssPreviSite
Hoje:
A decisão é do participante. Os esclarecimentos são
da entidade.
Disputa
entre fundos de pensão e Opportunity está próxima
do fim
A disputa entre dez fundos
de pensão, liderados pela Previ, contra o Banco Opportunity de Daniel
Dantas está próxima do fim. No último dia 27 de julho,
o Citigroup e os fundos de pensão conseguiram afastar os prepostos
de Daniel Dantas da administração da BrT Participações,
empresa que controla a operadora de telefonia Brasil Telecom – o próximo
e decisivo passo será trocar os administradores desta operadora.
A empresa explora os serviços de telefonia fixa nos estados do Sul,
Centro-Oeste e Norte do país. Os mesmos sócios têm
obtido vitórias sucessivas contra Dantas na disputa pelo controle
da Telemig Celular e Amazônia Celular.
Oriunda da privatização
das empresas de telecomunicação, a Brasil Telecom foi vendida
pelo governo FHC aos fundos de pensão (mais de 40% do capital),
Citigroup (42%) e Opportunity (menos de 10%).
Dantas montou a engenharia
societária e criou uma intrincada cadeia de Sociedades de Propósito
Específico (SPE) e de fundos de investimento para abrigar o capital
investido pelos demais sócios. Nomeou executivos e testas-de-ferro
de sua confiança para administrar estas empresas, que agiam em benefício
do Opportunity e em prejuízo dos demais investidores. Além
de cobrar para administrar os recursos dos sócios, Dantas impôs
acordos de acionistas que excluíam os fundos e o Citigroup da gestão.
Há fortes evidências de despesas irregulares feitas pelas
SPE, inclusive com advogados contratados para atuar contra os próprios
acionistas.
Desde 2001 a Previ e outros
fundos de pensão, sentindo-se lesados, travam longas batalhas judiciais
para afastar Dantas do controle do Fundo de Investidores Institucionais
(FIA), que abriga parte do capital das entidades de previdência em
Brasil Telecom, e das SPE que controlam a Telemig Celular e a Amazônia
Celular. Em 2004, os fundos começaram a obter vitórias nas
ações judiciais e, diante da possibilidade de perder o controle
das empresas, Dantas anunciou a venda de sua participação
para a Telecom Itália. No preço de venda (noticiado como
sendo cerca de R$ 1,3 bilhão) estava embutido o prêmio pelo
controle da empresa – e se esta venda se consumasse, a participação
dos demais acionistas perderia valor porque não embutiria, em seu
preço, o prêmio pelo controle da empresa. A Previ e demais
fundos anularam a venda na Justiça.
O Citigroup, até
então aliado de Opportunity, resolveu acionar Dantas na Justiça
norte-americana e conseguiu afasta-lo da administração do
fundo CVC, que abriga a participação do banco americano.
A Previ e outros fundos assinaram acordo com o Citigroup, estabelecendo
que os sócios não podem vender sua participação
isoladamente. Este acordo afasta o risco de depreciação do
valor das ações que seria decorrente de uma venda isolada
por parte do grupo americano. Os fundos assinaram, ainda, um acordo de
“put”, comprometendo-se a comprar a participação do Citigroup
caso não se concretize até 2007 a venda da Brasil Telecom
a outros investidores. O preço que os fundos se dispuseram a pagar
é equivalente ao valor anunciado para a abortada venda de Dantas
à Telecom Itália, mas não houve nenhuma transação
financeira, que só acontecerá quando alguma operação
de compra e venda for efetivada.
Conexões com Marcos
Valério
Nas investigações
da Polícia Federal e da CPI dos Correios foram encontrados depósitos
de mais de R$ 150 milhões feitos pela Amazônia Celular, Telemig
Celular e Brasil Telecom nas contas das empresas de Marcos Valério.
Este empresário é acusado de ter procurado intermediar encontros
de Dantas com membros do governo, na tentativa de interferir na disputa
com os fundos de pensão de empresas estatais. Segundo a imprensa,
teria havido pressões pela demissão de Sérgio Rosa
da presidência da Previ, mas a pressão não surtiu efeito,
a luta dos fundos contra Dantas continuou e seus prepostos estão
sendo afastados até que se consume a troca do controle da Brasil
Telecom. O jornalista Luiz Nassif acusa dois conselheiros deliberativos
da Previ de estarem agindo como espiões de Dantas – um dos acusados
esteve envolvido em saque no Banco Rural, aposentou-se e foi exonerado
do conselho; o outro há muito defende publicamente as teses de interesse
daquele empresário.
A disputa nas empresas de
telecomunicação está na origem de boa parte das acusações
que desaguaram nas CPI dos Correios e do mensalão. Nesta conta incluem-se
episódios como as investigações e grampos ilegais
realizados pela empresa de espionagem Kroll, contratadas por Dantas, e
o depoimento da secretária Karina Somaggio, gravado em agosto de
2004 no sítio de sócio de Dantas. Outro episódio divulgado
recentemente aponta que Marcos Valério teria se reunido com a Portugal
Telecom para tratar da compra da Telemig Celular pelo grupo português,
transação que não se concretizou, mas que seria feita
em benefício de Dantas e em prejuízo dos fundos de pensão
e do Citigroup.
Rejeição
da PREVIC
Um lance polêmico
desta disputa foi protagonizado pela Fundação 14, entidade
de previdência patrocinada pela Brasil Telecom. A entidade resolveu
entrar na disputa judicial em favor de Daniel Dantas. A Anapar e a Federação
dos Trabalhadores Telefônicos (Fittel) solicitaram à então
Superintendência da Previdência Complementar (PREVIC) que interferisse
na disputa judicial por julgarem que a decisão da Fundação
14 contrariava os interesses dos participantes dos fundos envolvidos. A
PREVIC entrou no processo e recebeu o troco: segundo a revista Carta Capital,
senadores do PFL atuaram para impedir a aprovação da MP 233,
que criava a Superintendência. A Fundação 14 acabou
vendendo sua participação na Brasil Telecom.
“A criação
da PREVIC implicaria no aumento do poder de fiscalização
do poder público sobre os fundos de pensão, mas tudo indica
que não foi criada por conta de disputas empresariais e políticas.
Perdem os participantes, a quem interessa uma fiscalização
cada vez mais rigorosa”, avalia José Ricardo Sasseron, presidente
da Anapar.
Outro lance curioso foi
a concessão por uma juíza de Santa Catarina, em ação
popular de iniciativa do senador do PFL Jorge Bornhausen, de uma liminar
que impedia a realização da assembléia de 27 de julho.
A liminar foi derrubada, a assembléia se realizou e afastou os prepostos
de Dantas da BrT Participações. Novos lances talvez ainda
elucidem outras conexões. (Anapar)
Fundos
de pensão e Citibank se unem contra Opportunity
Os três maiores fundos
de pensão das empresas estatais (Previ - Banco Brasil; Petros -
Petrobras; e Funcef - Caixa) se uniram ontem ao Citibank para assumir o
controle das empresas que estão sendo administrados em conjunto
com o banco Opportunity, de Daniel Dantas. Eles estabeleceram um prazo
de "até três meses" para comprar a Brasil Telecom, Telemig,
Amazônia Celular, Santos Tecon e Metrô do Rio. Pelo acordo,
os fundos se comprometem a comprar a parte do banco no bloco de controle
das empresas.
Em entrevista de quatro
horas, os presidentes dos três fundos, Sério Rosa (Previ),
Wagner Pinheiro (Petros) e Guilherme Lacerda (Funcef), ao lado do representante
do Citibank (Sérgio Spinelli) e da empresa de gestão de investimentos
Angra Partners (Alberto Güth) detalharam o acordo fechado com o banco
norte-americano.
Segundo Güth, a intenção
dos fundos e do Citibank é vender essas empresas, sendo a primeira
delas a Telemig Celular e a Amazônia Celular. Ele garantiu que os
fundos não pretendem fazer alterações radicais nas
companhias, limitando-se basicamente "ao presidente e talvez o diretor
financeiro". Ele informou que já houve "conversas" com dois possíveis
interessados na telefônica celular mineira, que seriam a Vivo (a
espanhola Telefônica e Portugal Telecom) e o Claro (a mexicana Telmex).
Mas não quis avaliar quais delas teriam maiores chances.
De acordo com o advogado
do Citibank, Sérgio Spinelli, o banco norte-americano decidiu "mudar
de lado" na disputa entre o Opportunity e os fundos ao constatar que o
grupo de Daniel Dantas deu sinais de que pretendia "se perpetuar na gestão
das empresas". Spinelli afirmou que o Citibank estava preocupado com a
atuação do Opportunity por "gerar conflitos sistemáticos".
Ele citou como exemplo as mais de 100 ações judiciais que
o banco participa como réu ou parte relacionada. "Nunca, em lugar
nenhum, o Citibank esteve envolvido em tantas ações judiciais
como nesse caso", criticou.
O diretor da Angra Partners,
que administra recursos dos fundos, disse "que os fundos de pensão
das estatais são gestores de grande volume de recursos e não
seria interesse do Citibank permanecer em conflito permanente com essas
instituições". Güth, considera que os fundos fizeram
um "bom negócio" ao negociar com o Citibank. (Alaor Barbosa - Agência
Estado)
Fundos
de pensão planejam vender ações de teles ainda neste
ano
Os fundos de pensão
planejam assumir a gestão de empresas como Telemig, Amazônia
Celular e Brasil Telecom em no máximo três meses. Com a mudança,
os fundos (Funcef, Previ e Petros, entre outros) planejam dar os primeiros
passos para a venda do bloco de controle das teles. As primeiras da lista
deverão ser Telemig e Amazônia Celular, segundo o diretor
da Angra Partners (que representa os fundos), Alberto Güth.
Segundo Güth, os fundos
podem seguir dois caminhos: entrar em acordo com o Opportunity para vender
a Telemig, a fim de elevar o preço dos ativos, ou assumir a gestão
da empresa e colocá-la à venda na qualidade de controladores,
a hipótese mais provável. "Se o Opportunity não quiser
cooperar com isso, nós vamos assumir na qualidade de controladores
e colocar à venda de qualquer maneira", disse.
A mudança na gestão
das empresas não significará mudança generalizada
de cargos, segundo Güth. As principais modificações
ocorrerão na presidência e na diretoria financeira, os principais
cargos estratégicos.
Segundo Güth, a Telemig
é a principal candidata a ser vendida mais rapidamente. "A Telemig
precisa fazer parte de uma estrutura de empresas celulares com alcance
nacional. Provavelmente a Amazônia deve ser vendida junto, mas tem
a chance de vender as duas separadamente", disse.
Vivo e Claro foram as operadoras
citadas com interesse em fortalecer sua atuação em Minas
Gerais e no Amazonas.
Já a venda do controle
da Brasil Telecom deve ficar apenas para 2006. Segundo Güth, os interessados
não querem comprar a empresa enquanto a briga entre os controladores
não estiver resolvida.
"Do ponto de vista estratégico,
o setor de telecomunicações precisa dessa reestruturação.
Para os italianos [Telecom Italia], a compra de uma posição
de [telefonia] fixa é uma coisa importante, é um setor que
está num momento de desenvolvimento que pede essa consolidação.
A gente acha que tem ativos com valor estratégico na mão,
isso nos anima a pensar que a gente vai conseguir vender num prazo razoável",
disse. (JANAINA LAGE - Folha Online)
Fundos
têm pressa em se livrar de teles
Estratégia é
tirar Opportunity da gestão das operadoras em três meses para
concluir processo de venda dos ativos até 2006
Envolvidos na crise política
por conta dos investimentos realizados nos últimos anos, os fundos
de pensão têm pressa em se livrar de ativos nos quais mantêm
disputas pelo controle acionário com o Opportunity. A estratégia
é assumir a gestão de empresas como Telemig Celular, Amazônia
Celular e Brasil Telecom em três meses. Com a mudança, os
fundos (Previ, Petros e Funcef, entre outros) pretendem dar os primeiros
passos para a venda de sua participação no bloco de controle
das teles. No topo da lista, estão Telemig e Amazônia Celular,
segundo o diretor da Angra Partners (que representa alguns fundos com participação
nas empresas), Alberto Güth.
Segundo Güth, os fundos
podem entrar em acordo com o Opportunity - que tomou dos fundos e do Citigroup,
por meio de uma engenharia societária, a gestão das empresas
- para vender a Telemig, a fim de elevar o preço dos ativos.
- Se o Opportunity não
cooperar, vamos assumir a gestão na qualidade de controladores e
colocar à venda de qualquer maneira - disse Güth, reconhecendo
que a hipótese é a mais provável.
As principais modificações
no controle das empresas ocorrerão na presidência e na diretoria
financeira, os principais postos estratégicos. A Telemig seria a
primeira operadora a ser posta à venda.
- A Telemig precisa fazer
parte de uma estrutura de empresas celulares com alcance nacional - enfatiza
Güth.
Já a venda da Brasil
Telecom deve ficar apenas para 2006. Segundo Güth, os interessados
não querem comprar a empresa enquanto a briga entre os controladores
não estiver resolvida. Nesta, a disputa ainda envolve a Telecom
Italia, controladora da TIM - que, para Güth, é candidata à
compra, embora tenha dito que não se interessa mais pelo negócio.
Mas é justamente
na BrT que os fundos têm maior pressa. Se a companhia não
for vendida até 2007, os fundos poderão ser obrigados a comprar
a participação do sócio Citigroup por R$ 1,3 bilhão,
conforme acordo fechado em março. Na avaliação do
mercado, a opção de venda foi celebrada a um preço
muito além de seu valor de mercado. Mas, segundo o diretor da Previ,
Sérgio Rosa, o preço obedeceu à valorização
dos ativos e inclui um prêmio pelo controle acionário.
(Jornal do Brasil)
Fundos
venderão telefônicas e o Metrô do Rio
Os fundos de pensão
e o Citigroup, aliados desde março deste ano na disputa pelo comando
da Brasil Telecom, pretendem colocar a empresa à venda — e também
Telemig Celular, Amazônia Celular e Santos Brasil (Porto de Santos)
— assim que assumirem o controle no lugar do Opportunity, de Daniel Dantas,
o que esperam conseguir nos próximos três meses.
Ontem, fundos e Citi anunciaram
ter assumido o controle do Metrô do Rio, que também será
posto à venda. No mercado, a parte dos fundos de pensão na
Brasil Telecom valeria hoje R$ 900 milhões e no Metrô, R$
54 milhões.
— A troca (nas empresas)
será, principalmente, dos presidentes, dos diretores financeiros
e dos representantes do Conselho de Administração — explicou
ontem Alberto Guth, sócio da Angra Partners, gestora do fundo Investidores
Institucionais (ex-CVC Nacional), que pertence aos fundos de pensão
e que destitui o Opportunity da gestão.
Guth e Sérgio Rosa,
presidente da Previ, acreditam que a Telemig Celular será vendida
primeiro, seguida da Amazônia Celular. Além da Previ, são
sócios do Investidores Institucionais a Petros, a Funcef, a Telos
e a Sistel.
— A Telemig interessa à
Vivo, para quem falta Minas na cobertura. Já a Amazônia Celular
interessa à Claro — disse Guth.
Ele não descartou
um acordo com o Opportunity — que foi destituído do CVC nacional
e do internacional, controlado pelo Citi, permanecendo em ambos como minoritário
— para a venda da Telemig. Após destituir o Opportunity, faltava
aos fundos e ao Citi retomar o controle da gestão direta das empresas.
Ontem, Rosa divulgou detalhes
sobre o acordo entre os fundos e o Citi. Segundo ele, o contrato garante
que, em caso de venda das empresas, os fundos receberão valor equivalente
ao pago aos demais sócios do bloco de controle.
Rosa criticou o Opportunity,
dizendo que houve negociação da compra de participação
em empresas de telecomunicações sem oferta prévia
ao CVC nacional. A sócia do Opportunity Maria Amália Coutrim
garantiu que os fundos tomaram conhecimento de todas as operações,
mas não quis se pronunciar sobre a informação de venda
das empresas.
O Opportunity decidiu cobrar
explicações da Angra Partners sobre o valor que considerou
excessivo das despesas jurídicas do Investidores Institucionais.
No trimestre maio-julho, foram R$ 5,4 milhões com advogados e processos.
Somando-se os gastos de maio do ano passado com os desembolsos previstos
até julho de 2006, o fundo acumulará cerca de R$ 20 milhões
em despesas jurídicas. Guth afirmou que a alta é normal,
em razão do acirramento das disputas societárias entre fundos
de pensão e o Opportunity pelo controle das companhias:
— Temos feito uma série
de conquistas. Os custos eram menores antes porque não havia tantos
litígios. Por outro lado, também não havia acordo.
(Mirelle de França e Flávia Oliveira - O Globo)
Fundos
de pensão planejam vender teles
Os maiores fundos de pensão
do país planejam se desfazer de suas participações
em
empresas de telecomunicações adquiridas no processo de privatização.
Duas empresas deverão ser colocadas à venda ainda neste ano:
Telemig e Amazônia Celular, segundo Alberto Güth, diretor da
Angra Partners (que reúne a participação de fundos
como Previ, Funcef e Petros nas teles).
Segundo o diretor, o controle
dessas empresas deverá ser vendido logo após os fundos de
pensão assumirem a gestão dessas companhias. A Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações) determinou que o Opportunity
seja substituído pelos fundos de pensão na gestão
das empresas.
Como elas são controladas
por meio de complexa estrutura societária, que envolve diversas
empresas controladoras, o processo de substituição do Opportunity,
que começou em abril, ainda não foi concluído. O prazo
estimado para que essa mudança aconteça é de até
três meses, segundo Güth.
O diretor destaca que a
mudança não representará uma alteração
generalizada nos cargos de comando, mas postos estratégicos como
diretoria financeira e presidência das empresas serão ocupados
por novos executivos.
A troca de comando e a venda
das participações dos fundos nas teles poderão ser
o fim de uma batalha jurídica. Desde a criação do
chamado Fundo Nacional, com o objetivo de realizar investimentos na área
de infra-estrutura, em 1997, os fundos de pensão e o gestor original
do fundo, o Opportunity, mostram divergências nas decisões
de investimento e na condução das empresas.
O fundo tem participações
de controle na BrT (Brasil Telecom), na Telemig, na Amazônia Celular,
no Metrô Rio e na Santos Brasil e participações minoritárias
na Sanepar e na Telemar.
Após substituírem
o Opportunity na gestão e assumirem os principais postos estratégicos
das três teles, a Telemig deve ser a primeira a ser vendida. Segundo
Güth, os fundos poderão seguir dois caminhos: entrar em acordo
com o Opportunity para vender a Telemig a fim de elevar o preço
dos ativos ou assumir a gestão da empresa e colocá-la à
venda na qualidade de controladores, a hipótese mais provável.
"Se o Opportunity não
quiser cooperar com isso, nós vamos assumir na qualidade de controladores
e colocar à venda de qualquer maneira", disse.
Os fundos ainda não
decidiram sobre possível venda conjunta da Telemig e da Amazônia
Celular. "A Telemig precisa fazer parte de estrutura de empresas celulares
com alcance nacional. Provavelmente, a Amazônia deva ser vendida
junto, mas há a chance de vender as duas separadamente."
Vivo e Claro foram as operadoras
citadas com interesse nas duas empresas para fortalecer a atuação
em Minas e no Amazonas.
Já a venda do controle
da BrT deve ficar apenas para 2006. Segundo Güth, os interessados
não querem comprar a empresa enquanto a disputa entre os controladores
não estiver resolvida.
"Do ponto de vista estratégico,
o setor de telecom precisa dessa reestruturação. Para os
italianos [Telecom Italia], a compra de uma posição de [telefonia]
fixa é uma coisa importante, é um setor que está num
momento de desenvolvimento que pede essa consolidação. Temos
ativos com valor estratégico na mão. Isso nos anima a pensar
que vamos conseguir vender num prazo razoável."
Previ defende acordo
com o Citigroup
Os fundos de pensão
e os representantes da Angra Partners (que reúne a participação
dos fundos em teles) defenderam o acordo fechado com o Citigroup para tentar
resolver problemas na BrT (Brasil Telecom). Segundo o diretor da Previ,
Sérgio Rosa, o acordo "gerou um valor muito grande para os fundos
de pensão".
O centro da polêmica
é o compromisso que a Previ assumiu com outros fundos de pensão
de comprar até o final de 2007 as ações do Citi na
cadeia de controle da BrT e da Telemar. Há questionamentos sobre
o valor definido para a compra das ações e a falta de contrapartida
do banco. A Previ se comprometeu a adquirir as ações, mas
o banco não está sujeito à cláusula similar.
O presidente do fundo de
pensão afirmou que a crítica de que o valor fixado, de R$
1,3 bilhão, seria 300% superior ao valor de mercado das ações
não se justifica. Segundo Rosa, quando os fundos compraram participação
na BrT, o valor de mercado de cada ação era de R$ 6,6, e
o preço mínimo definido foi de R$ 30,6. O preço pago
ficou em R$ 32,1. A diferença em relação ao valor
de mercado é dada pela venda do controle acionário, e não
simplesmente de um grupo de ações.
A Previ justifica o valor
da transação por meio do valor do capital próprio
da BrT. O acordo considera o valor da empresa em R$ 12,4 bilhões.
Segundo projeções de instituições financeiras,
um patamar dentro da faixa estimada por analistas.
De acordo com Rosa, a ausência
de contrapartida foi determinada pelas condições de assinatura
do contrato. À época, o Citi ainda era aliado ao Opportunity,
que ainda ocupava a função de gestor do fundo estrangeiro.
(JANAINA LAGE - Folha de S.Paulo)
Ceres:
8º Encontro de Profissionais de Benefícios
Evento acontece em Brasília
no transcorrer desta quinta e sexta-feira, no Hotel Lake Side, o 8º
Encontro de Profissionais de Benefícios das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar (EFPC´s) das regiões Nordeste
e Centro-Norte. Além de representantes dos demais fundos de pensão
dessas regiões, participam do Encontro o Diretor de Seguridade da
Ceres, Raimundo Araújo, a Gerente de Benefícios Mônica
Albuquerque e os técnicos Erasmo Barbosa, Elton Bezerra, José
Maria de Almeida e Rita de Cássia Viana.
Organizado pela Previnorte
(Fundação de Previdência Complementar dos empregados
da Eletronorte, Manaus Energia S.A e Boa Vista Energia S.A), o evento
tem por finalidade manter os profissionais atualizados sobre as principais
necessidades do Sistema de Previdência Complementar e promover debates
e trocas de experiências. Neste ano, estão sendo abordados
os seguintes temas: premissas atuariais e auditorias de benefício
e atuarial, o plano de aposentadoria no âmbito dos recursos humanos,
o papel do profissional de benefícios, adequação dos
seguros às necessidades dos planos de benefícios, Governança
Coorporativa e ALM, operacionalização do novo regime tributário,
novas tendências do regime geral de previdência complementar
e espírito empreendedor. (Ceres/AssPreviSite)
Previ
confirma negociação com Portugal Telecom
Revelação
foi feita ontem pelo presidente do fundo de pensão do BB; operadora
européia tem como acionista banco que Jefferson associou a Marcos
Valério
A Previ, fundo de pensão
dos funcionários do Banco do Brasil, estava negociando a venda da
Telemig para a Vivo, controlada pela Portugal Telecom, desde dezembro de
2003, revelou ontem o presidente do fundo, Sérgio Rosa. A operadora
portuguesa tem como principal acionista o Banco Espírito Santo (BES),
de Portugal, apontado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como a instituição
com a qual o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza
tentava negociar - segundo Jefferson, com o aval do ex-ministro José
Dirceu - recursos para pagamento de dívidas de campanha do PTB e
do PT.
Rosa informou que foi procurado
pelo representante de um banco credenciado pela operadora para intermediar
o negócio. Ontem ele não quis revelar o nome da instituição
nem do interlocutor, mas negou que fosse o Banco Espírito Santo.
O BES era também
a instituição que Marcos Valério tentou beneficiar
com a transferência de recursos do Instituto de Resseguros do Brasil
(IRB) aplicados no exterior. A direção do IRB recusou proposta
do banco, feita em abril, para aplicar US$ 100 milhões das reservas
da instituição no exterior, por falta de critérios
técnicos.
Ontem, o Grupo Espírito
Santo divulgou comunicado informando que tem investimentos de mais de US$
1 bilhão no Brasil, afirmando que não tem vínculo
com nenhum partido brasileiro. "Não financiamos partidos políticos
no Brasil, nem temos qualquer relação de negócios
com o Sr. Marcos Valério ou quaisquer de suas empresas", expressou
o grupo.
CONTROLE DA TELEMIG
Sérgio Rosa não
mencionou o nome da instituição nem do interlocutor que procurou
a Previ, sob o argumento de que não há mais negociação
em curso. Segundo ele, os encontros tiveram caráter técnico
e negocial, sem pressão política para assegurar a transferência
das ações para a operadora portuguesa.
Mas ele confirmou, no entanto,
que o Conselho Deliberativo da Previ, então presidido por Henrique
Pizzolato, orientou a direção do fundo a deixar o controle
acionário da Telemig em 22 de outubro, o que não foi acatado
pela diretoria.
A decisão do conselho,
coincidentemente, aconteceu três dias depois da visita do presidente
da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa, ao presidente Lula, em audiência
no Palácio do Planalto. Rosa afirmou que nunca conversou com nenhum
executivo da operadora portuguesa nem do BES e não relacionou a
decisão do conselho presidido por Pizzolato a nenhuma interferência
política.
"Nem conheço o sr.
Marcos Valério", declarou ele ao Estado. Segundo ele, a Previ manteve
apenas "conversas informais" com o representante da Vivo, já que
precisaria do aval de todos os outros acionistas da Telemig, inclusive
do Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, para efetivar o negócio.
Rosa afirmou que os fundos
de pensão patrocinados por empresas estatais - além da Previ,
a Petros (dos empregados da Petrobrás) e a Funcef (dos funcionários
da Caixa Econômica) - estão dispostos a esclarecer qualquer
procedimento adotado pela atual gestão. "Não temos nada a
esconder", afirmou. Mas ele criticou a proposta de uma quebra de sigilo
generalizada nas instituições. (Irany Tereza
- O Estado de S.Paulo)
Previ
não vê motivo para quebra de sigilo
"Não vemos uma motivação
objetiva para uma devassa nas operações dos fundos de pensão",
argumentou Sérgio Rosa, presidente da Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Rosa concedeu ontem
(4) uma entrevista coletiva à imprensa, para comentar a proposta
de quebra de sigilo bancário do fundo Previ – que foi discutida,
mas não chegou a ser votada hoje na Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as denúncias de corrupção
da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
"Nós temos milhões
de patrimônios, fazemos centenas de operações no mercado
de renda fixa e variável. Estamos dispostos a oferecer explicações
sobre todas e quaisquer questões objetivas que sejam levantadas",
disse. (Vítor Abdala - Agência Brasil)
Fundo
confirma encontro com banco português
Um grupo de dirigentes de
fundos de pensão viajou a Portugal, em novembro último, a
convite do BES (Banco Espírito Santo). O objetivo, segundo Guilherme
Lacerda, presidente da Funcef (fundo de pensão dos funcionários
da Caixa Econômica Federal), foi conhecer a experiência em
parcerias público-privadas naquele país.
Além do dirigente
da Funcef, viajaram representantes da Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras),
Fapes (BNDES), Valia (Vale do Rio Doce), Fusesc (Companhia de Desenvolvimento
do Estado de SC), Previg (Sociedade de Previdência Complementar)
e Sergus (Banco de Sergipe). Lacerda diz que o convite partiu de Marcos
Grillo, diretor do BES.
Em nota, a Funcef informa
que "o interesse em conhecer a experiência portuguesa se baseia na
atuação da Funcef na discussão do projeto de lei das
Parcerias Público-Privadas no Brasil, juntamente com outros fundos
de pensão e investidores institucionais".
Lacerda nega ter sido um
dos articuladores dessa viagem. E contesta as especulações
de que teria feito "lobby" para aproximar dirigentes do BES com gestores
de fundos de pensão: "Não temos nenhum negócio com
o banco".
Lacerda diz que o escândalo
do "mensalão", que trouxe à tona o episódio da visita
de Marcos Valério ao grupo Portugal Telecom, não terá
efeitos nas relações com os fundos de pensão: "Não
tem o que afetar, porque não aconteceu nada. Não houve negócios".
"A relação
que eu tenho com o banco foi a partir da Funcef, quando eles nos procuraram
a respeito de PPPs. Eu nem sabia que o BES tinha ligação
com a Portugal Telecom. Só fiquei sabendo lá. Nossa discussão
foi só sobre fundos de pensão", diz.
"Nunca houve encontro antes
da viagem", diz. O presidente da Funcef confirma que, meses depois da viagem,
participou de um jantar, no Rio de Janeiro, com o presidente do BES, Ricardo
Salgado, a convite de Marco Aurélio Grillo e Paulo Vasconcellos,
diretores do banco. "Jantamos, não houve mais nada. Não temos
nenhum relacionamento", diz.
Filiado ao PT desde 1983,
Lacerda atuou nas campanhas presidenciais de Lula em 1989 e 1994 como membro
do grupo de economistas do partido. Ligado ao mesmo grupo político
de José Dirceu, nega que tenha sido indicado para o cargo pelo ex-ministro:
"Essa relação política é uma referência.
Entenderam que eu era uma pessoa capacitada".
O presidente da Funcef diz
que não conhece Marcos Valério.
"Quem me convidou para o
Funcef foi Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal,
que foi meu professor em Campinas. Participei das outras campanhas do Lula
como economista. Fui convidado, evidentemente, pelo padrão técnico
e pela confiança política". (FREDERICO
VASCONCELOS - Folha de S.Paulo)
Presidentes
da Funcef e Petros foram a Lisboa a convite de banco português
Marcos Valério não
foi o único que viajou a Portugal, no final do ano passado, interessado
em fazer negócios com o Banco Espírito Santo (BES), um dos
principais acionistas da Portugal Telecom. Coincidentemente, os presidentes
dos fundos de pensão dos funcionários da Caixa Econômica
(Funcef), Guilherme Lacerda, e da Petrobrás (Petros), Wagner Pinheiro,
também viajaram para Portugal a convite do BES, no início
de novembro. Os dois fundos são controladores da Brasil Telecom
e estão envolvidos diretamente numa briga para retirar da sociedade
o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, e também a Telecom Itália.
A disputa entre os controladores de uma das maiores empresas de telefonia
do País já teve capítulos dignos de um filme policial,
envolvendo espionagem, trapaças e acordos escusos e colocou em lados
opostos os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e da Secretaria
de Comunicação Luiz Gushiken.
A viagem foi confirmada
pelas duas entidades de previdência que alegam, no entanto, terem
ido a Portugal entre os dias 2 e 5 de novembro para conhecer projetos desenvolvidos
em parceiras público-privadas (PPPs), idéia que o governo
pretende implantar no Brasil. Mas esse não foi o único encontro
entre representantes de fundos de pensão de estatais e executivos
do BES, que tem interesse comercial na Brasil Telecom.
No dia 25 de janeiro deste
ano, Funcef e Petros participaram, no Rio, de um jantar com executivos
do BES, entre eles, José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento
em Portugal. O encontro se deu 14 dias depois de o então ministro
da Casa Civil, José Dirceu, ter recebido o presidente do Grupo Espírito
Santo, Ricardo Espírito Santo, juntamente com Marcos Valério,
em audiência no Palácio do Planalto.
Enquanto jantavam, o empresário
mineiro ia para Portugal com o tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, com
o pretexto de "garimpar negócios às suas agências de
publicidade".
O jantar dos fundos com
o BES teria ocorrido num restaurante, mas os participantes não souberam
informar qual.
A viagem dos representantes
dos fundos teria servido também para negociar uma parceria que permitiria
retirar Dantas e a Telecom Itália de vez da Brasil Telecom. Os fundo
negam. (Sheila D'Amorim - O Estado de S.Paulo)
CPI
adia quebra de sigilo de fundos de pensão
Acordo restringe pedido
à CVM e ao Ministério da Previdência e Assistência
Social. O presidente da CPI dos Correios, Delcidio Amaral (PT-MS), conseguiu
ontem fechar acordo com lideranças do PFL e adiar a votação
de uma proposta de quebra de sigilo bancário de fundos de pensão
ligados a empresas estatais. Em café da manhã que contou
com a presença, entre outros, dos líderes da minoria e do
PFL na Câmara, deputados José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo
Maia (RJ), ficou decidido que, por hora, serão enviados apenas pedidos
de informação à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) e à Secretária de Previdência Complementar (SPC)
do Ministério da Previdência e Assistência Social.
Se as respostas não
forem satisfatórias, a oposição avisou que pressionará
pela votação dos requerimentos de quebra de sigilo bancário
dos fundos de pensão.
"Arrumamos uma paz, ainda
que momentânea. Pelo menos, até a próxima semana",
comemorou Delcidio.
Além de evitar, ou
ao menos adiar, que outro tema espinhoso ganhe fôlego dentro da CPI,
a decisão agradou ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.
O homem forte da economia havia alertado Delcidio sobre a possibilidade
de repercussão negativa no mercado devido à exposição
de negócios realizados por investidores.
Os pefelistas concordaram
com a trégua, mas refutam qualquer interpretação de
recuo. De acordo com Aleluia, não interessa ao PFL tumultuar o mercado.
"Não queremos causar instabilidades, mas não vamos deixar
nada sem investigar", assegurou o pefelista.
O líder da minoria
declarou que, se as informações demorarem a chegar à
CPI dos Correios, será inevitável o pedido de quebra de sigilo
bancário dos fundos de pensão. Integrante da CPI dos Correios,
o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) considera terrorismo econômico
afirmar que a quebra do sigilo bancário dos fundos de pensão
causaria transtornos no mercado. "É um exagero", protestou o tucano.
Para Gustavo Fruet, é
fundamental investigar as razões que levaram os principais fundos
de pensão do país a investir nos bancos BMG e Rural. Segundo
o parlamentar tucano, o aporte de recursos não chega a ser propriamente
exorbitante.
"A suspeição
surge da coincidência entre os investimentos nos bancos, antes desprezados
pelo setor, e o início das movimentações financeiras
da SMP&B", alertou Fruet, referindo-se a uma das agências de
Marcos Valério.
Ex-diretor do Banco do Brasil
e ex-presidente do Conselho Administrativo da Previ (fundação
dos funcionários do Banco do Brasil), Henrique Pizzolato declarou
que o fundo toma decisões sem consultar o conselho, atendendo a
interesses políticos do governo.
Nesta semana, a CPI dos
Correios aprovou a convocação de Henrique Pizzolato, mas
a data do depoimento ainda não foi marcada. Uma dezena de fundos
de pensão está ameaçada de quebra de sigilo bancário.
Além da Previ, figuram na lista, por exemplo, Petros (dos funcionários
da Petrobras) e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica
Federal). (Gazeta Mercantil - Daniel Pereira e
Paulo de Tarso Lyra)
CPI
evita quebrar sigilo de fundos de pensão
A CPI dos Correios evitou
o pedido de quebra de sigilo e aprovou ontem requerimento para que a Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) e a Secretaria de Previdência
Complementar (SPC) enviem informações sobre investimentos
de 11 fundos de pensão de estatais em títulos públicos
pós-fixados, nos últimos cinco anos. A CPI também
pediu informações aos presidentes dos fundos.
— É o primeiro passo
para que, futuramente, se formos quebrar o sigilo dos fundos, termos uma
justificativa jurídica — disse o relator da CPI, Osmar Serraglio
(PMDB-PR).
Os fundos que terão
de mandar informações são Previ (Banco do Brasil),
Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal), Real Grandeza
(Furnas), Postalis (Correios), Sistel (Telebrás), Centrus (Banco
Central), Serpros (Serpro), Portus (Portobrás), Eletros (Eletrobrás),
além da Geap, fundo dos servidores federais da administração
direta. O foco da CPI são os bancos BMG e Rural.
Na sessão de ontem
da CPI, os deputados pefelistas Onyx Lorenzoni (RS) e Antônio Carlos
Magalhões Neto (BA) tentaram, sem sucesso, aprovar requerimento
para quebrar o sigilo dos investimentos do Rural e do BMG nos fundos.
— Mesmo assim, começamos
a levantar a véu dos fundos de pensão — disse Lorenzoni.
O deputado Jorge Bittar
(PT-RJ) foi um dos que negociaram para evitar a quebra de sigilo dos fundos.
Porém, admitiu que, no futuro, se o resultado do relatório
sobre as operações de fundos pós-fixados não
for suficiente, as operações do Rural e do BMG em fundos
de pensão poderão ter sigilo quebrado:
— Não podemos causar
turbulência no mercado financeiro. Por isso, é preciso cuidado.
O presidente da Previ, Sérgio
Rosa, afirmou que o fundo atua de forma independente e autônoma e
que a Previ não tem nada a esconder:
— Estamos dispostos a dar
todas as informações. Já falaram em quebra de sigilo
e, caso isso aconteça, terá que ser feito com responsabilidade.
(Regina Alvarez, Evandro Eboli e Adriano Ceolin, colaborou Mirelle de França
- O Globo)
Fundos:
Acordo retarda investigação
Em sessão tumultuada,
Delcidio Amaral negocia com líderes do PFL para adiar votação
sobre os fundos de pensão
O presidente da CPI dos
Correios, Delcidio Amaral (PT-MS), fechou ontem um acordo com líderes
do PFL para adiar a votação da proposta de quebra de sigilo
bancário de fundos de pensão ligados a empresas estatais.
Em café da manhã que contou com a presença, entre
outros, dos líderes da minoria e do PFL na Câmara, deputados
José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ), ficou decidido que,
por hora, serão enviados apenas pedidos de informação
à Comissão de Valores Mobiliários e à Secretária
de Previdência Complementar.
Se as respostas não
forem satisfatórias, a oposição avisou que pressionará
pela votação dos requerimentos de quebra de sigilo dos fundos
de pensão.
Além de evitar, ou
ao menos adiar, que outro tema espinhoso ganhe fôlego dentro da CPI,
a decisão agradou ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.
O homem forte da economia havia alertado Delcidio sobre a possibilidade
de repercussão negativa no mercado devido à exposição
de negócios realizados por investidores.
Os pefelistas concordaram
com a trégua, mas refutam qualquer interpretação de
recuo. De acordo com Aleluia, não interessa ao PFL tumultuar o mercado.
O líder da minoria declarou que, se as informações
demorarem a chegar à CPI, será inevitável o pedido
de quebra de sigilo bancário dos fundos de pensão.
O deputado Gustavo Fruet
(PSDB-PR) considera terrorismo econômico afirmar que a quebra dos
sigilos dos fundos de pensão causaria transtornos no mercado. Para
Fruet, é fundamental investigar as razões que levaram os
principais fundos de pensão do país a investir nos bancos
BMG e Rural.
Ex-diretor do Banco do Brasil
e ex-presidente do Conselho Administrativo da Previ, Henrique Pizzolato
declarou que o fundo toma decisões sem consultar o conselho, atendendo
a direitos políticos. Nesta semana, a CPI dos Correios aprovou a
convocação de Pizzolato, mas o depoimento não foi
marcada. Uma dezena de fundos de pensão está ameaçada
de quebra de sigilo bancário. Além da Previ, figuram na lista
Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (dos funcionários
da Caixa Econômica Federal). (Daniel Pereira e
Paulo de Tarso Lyra - Jornal do Brasil)
Acordo
na CPI mantém sigilo de 11 fundos
Só foi aprovado pedido
de informações sobre compra de títulos públicos
Um acordo costurado pelo
presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS),
preservou os fundos de pensão da quebra de sigilo bancário
e fiscal. A comissão aprovou apenas um requerimento que solicita
ao Ministério da Fazenda, à Secretaria de Previdência
Complementar e aos presidentes de 11 fundos de pensão informações
sobre a compra de títulos pós-fixados pelo IPCA e pelo IGPM
pelas entidades de previdência de funcionários públicos,
de empresas estatais e multipatrocinados.
O requerimento representa
um recuo dos pefelistas, que, depois de se reunir com Delcídio,
desistiram de pedir a quebra do sigilo.
"Preferimos aguardar a análise
dos documentos que vão chegar para depois, se for o caso, pedirmos
a quebra de sigilo", disse o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto
(PFL-BA), autor de requerimentos com a proposta de quebra de sigilo. "Isso
é só o começo. Não vamos abrir a porteira de
uma vez só", justificou o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), que
até o início da semana era um dos mais veementes defensores
da abertura dos dados bancários e fiscais dos principais fundos
de pensão do País.
Pelo requerimento aprovado
ontem, serão pedidas informações sobre a compra de
títulos públicos dos fundos Geap, dos servidores públicos
federais; da Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal;
da Petros, dos empregados da Petrobrás; do Centrus, dos funcionários
do Banco Central; do Real Grandeza, dos empregados de Furnas Centrais Elétricas;
do Eletros, dos funcionários do Grupo Eletrobrás; do Postalis,
dos servidores dos Correios; da Previ, dos funcionários do Banco
do Brasil; da Sistel, dos funcionários do sistema Telebrás;
do Serpros, instituído pelo Serviço Federal de Processamento
de Dados (Serpro); e do Portus, dos funcionários da Portobrás.
DIVISÃO
Desde a semana passada,
o senador Delcídio Amaral vem tentando fechar um acordo com o PFL
para brecar a proposta de quebra de sigilo bancário e fiscal dos
fundos de pensão.
Apenas uma parte do PFL
era favorável à quebra de sigilo. O presidente nacional do
partido, senador Jorge Bornhausen (SC), foi acionado para tentar demover
ACM Neto e Lorenzoni, que insistiam na proposta de abertura irrestrita
de dados das entidades de previdência fechada.
No início desta semana,
Bornhausen conseguiu convencer os dois pefelistas a limitar a quebra de
sigilo apenas às aplicações dos 11 fundos nos Bancos
Rural e BMG.
Ontem, no entanto, depois
de um café da manhã na casa do líder da minoria na
Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), o acordo avançou.
O líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), ACM Neto, Lorenzoni
e Aleluia acertaram com Delcídio que o requerimento ficaria restrito
ao pedido de informações sobre compra de títulos públicos
dos 11 fundos de pensão.
"É importante que
nesse pedido de informações venham a data da compra desses
títulos, o preço unitário do papel e a taxa de juros.
Queremos comparar os valores das taxas dos fundos com os de mercado", explicou
Rodrigo Maia.
Nas negociações,
o senador Delcídio Amaral argumentou que a quebra de sigilo dos
fundos de pensão criaria um clima de instabilidade econômica.
Poderia até, segundo sua avaliação, atingir os investimentos
internacionais no Brasil. Desde a semana passada, o presidente da CPI vem
alertando que é preciso atuar "com cuidado" nessa área para
não afetar a credibilidade econômica do País.
GUARANHUNS
Em sessão administrativa,
a CPI dos Correios também aprovou ontem a quebra do sigilo bancário
e fiscal da empresa Guaranhuns Empreendimentos. Segundo o empresário
Marcos Valério Fernandes de Souza, os recursos para o presidente
nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que renunciou ao mandato de deputado
na segunda-feira, foram repassados, em 2004, por intermédio dessa
empresa.
Foi aprovada, ainda, a quebra
dos sigilo bancário, fiscal e telefônico de José Carlos
Batista, dono da Guaranhuns.
A CPI também aprovou
requerimento solicitando ao Ministério do Planejamento a lista de
todos os órgãos da administração federal que
firmaram acordo com bancos para o empréstimo em consignação
na folha de pagamento. (Eugênia Lopes e Luciana
Nunes Leal - O Estado de S.Paulo)
Fundos:
Jefferson cita Luiz Gushiken em denúncias
O deputado Roberto Jefferson
(PTB-RJ) reafirmou, durante seu depoimento à CPI da Compra de Votos,
sua declaração feita à Comissão de Ética
de que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, não atuava
sozinho nas negociações pela ocupação de cargos
de confiança nas estatais. O petebista voltou a citar as nomeações
em Furnas Centrais Elétricas como fonte para um esquema de corrupção.
Jefferson envolveu o nome
do ex-ministro da Secom e atual secretário de Gestão Estratégica,
Luiz Gushiken, nas suas denúncias de que haveria irregularidades
nos fundos de pensão. "Eu falo desse núcleo duro", afirmou
Roberto Jefferson, "e como ele conseguiu misturar, na Secretaria de Comunicação
de Governo e Gestão Estratégica, a gerência dos fundos
de pensão com as contas de publicidade".
Gushiken emitiu uma nota
oficial em que repudia as declarações de Jefferson. "Considero
inaceitáveis o teor leviano e o tom de calúnia dessas afirmações",
disse. O ex-ministro afirmou que considera falsas "as insinuações
e ilações" a respeito de seu papel junto aos fundos de pensão.
As denúncias feitas
por Jefferson envolvendo a estatal Furnas Centrais Elétricas já
foram investigadas em uma comissão de sindicância e continua
sendo apurada pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União.
Sobre os fundos de pensão, a CPI dos Correios aprovou hoje o requerimento
que solicita informações sobre 11 deles. O foco está
no detalhamento dos títulos pós-fixados pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Índice Geral
de Preços (IGP-M). No total, 11 fundos terão que prestar
esclarecimentos. São eles: da Petrobrás; do Banco do Brasil;
de Furnas – Real Grandeza; dos Correios – Postalis; Funcep, da Caixa Econômica
Federal; Geap; Sistel; Centrus; Serpros e Portus.
Luiz Gushiken repudia
declarações de Jefferson à CPI da Compra de Votos
O secretário de Gestão
Estratégica, Luiz Gushiken, repudiou as declarações
do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) na CPI da Compra de Votos. Em nota,
o ex-ministro da Secretaria de Comunicação e Gestão
Estratégica considerou "inaceitáveis o teor leviano e o tom
de calúnia dessas afirmações".
Roberto Jefferson afirmou
que haveria irregularidades na gestão dos fundos de pensão.
Segundo Gushiken, são falsas as "insinuações e ilações"
a respeito de seu papel junto aos fundos de pensão, que "obedecem
a marcos regulatórios específicos e estão submetidos
a amplo leque de instituições de fiscalização
e controle".
No final da nota, Gushiken
lamenta que o atual cenário "dê margens para prosperarem inverdades
que atingem irresponsavelmente a honra de homens públicos e instauram
um clima geral de suspeição, que em nada contribui para o
país". Leia abaixo a íntegra da nota:
"Hoje, em depoimento na
CPMI da Compra de Votos, o deputado Roberto Jefferson fez declarações
que atingem a minha reputação e minha conduta de homem público.
Considero inaceitáveis o teor leviano e o tom de calúnia
dessas afirmações.
São falsas as insinuações
e ilações a respeito do meu papel junto aos fundos de pensão,
que obedecem a marcos regulatórios específicos e estão
submetidos a amplo leque de instituições de fiscalização
e controle.
No que tange à área
de publicidade, reitero novamente que, cada órgão da administração
direta e indireta (empresas estatais) é responsável pela
definição dos valores a serem contratados para ações
de publicidade e a respectiva gestão desses recursos. O escopo das
atribuições da Secom está amparado na legislação
em vigor e que já constava da lei 9.649 de 1998.
Lamento que o atual cenário
dê margens para prosperarem inverdades que atingem irresponsavelmente
a honra de homens públicos e instauram um clima geral de suspeição,
que em nada contribui para o País.
Luiz Gushiken
Chefe do Núcleo de
Assuntos Estratégicos" (Benedito Mendonça - Agência
Brasil)
Seminário
discute regimes próprios de Previdência
O seminário "Os Desafios
da Previdência Social", promovido pelo Ministério da Previdência
Social (MPS) e pelo Instituto de Previdência do Município
de João Pessoa (IPM), foi aberto nesta quinta-feira, no auditório
do Hotel Tambaú, em João Pessoa. O prefeito Ricardo Coutinho,
a gerente do INSS Socorro Brito e o diretor do Departamento dos Regimes
de Previdência no Serviço Público, Delúbio Gomes
Pereira da Silva, participaram da abertura do evento.
O seminário discute
em dois dias temas como a reestruturação do Regime Próprio
de Previdência dos Servidores Públicos, a legislação
previdenciária vigente, uma cultura de responsabilidade previdenciária
e social, além de procedimentos para os regimes próprios
de Previdência Social. O evento reúne cerca de 170 pessoas,
entre servidores municipais dos poderes Executivo e Legislativo de João
Pessoa e outros convidados.
O secretário de Previdência
Social do Ministério da Previdência Social, Helmut Schwarzer,
foi representado por Delúbio Gomes Pereira da Silva, que destacou
a parceria que existe entre os municípios e o MPS, por meio do Programa
de Apoio à Reforma Previdenciária dos Municípios (PrevMunicípios).
O prefeito Ricardo Coutinho se referiu à oportunidade que se tem,
com o seminário, de um planejamento das ações de previdência
municipal.
A programação
do seminário, para esta sexta-feira (5), inclui palestra da assessora
jurídica do IPM, Laura Maria Farias Barbosa, às 9h, e palestra
do coordenador de Contabilidade, Atuária e Estudos Técnicos
da Secretaria de Previdência Social, Marcelo Abi-Ramia Caetano, às
10h30. Em seguida, haverá debates. No período da tarde, Delúbio
Gomes Pereira da Silva vai falar sobre “Os Regimes Próprios de Previdência
Social”. (Antônio Costa - AgPrev)
Lula
quer negociação para fim da greve na Previdência
Teresina - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, no encontro que teve pela
manhã, em Teresina, com 25 dirigentes sindicais e representantes
de movimentos sociais, que já determinou aos ministros do Planejamento,
do Trabalho e da Previdência que cheguem a um consenso sobre as reivindicações
dos servidores da Previdência Social que estão em greve há
meses. Conforme relato do presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores
em Saúde e Previdência, José de Ribamar Souza da Silva,
Lula teria dito que a greve já está se alongando por muito
tempo e precisa ter um fim negociado.
Também segundo relato
de sindicalistas que participaram do encontro, o presidente voltou a defender
as investigações das denúncias de corrupção
no País e reiterou que os que fizeram o PT ter o constrangimento
que está passando vão pagar. "Vai sangrar", teria dito o
presidente. "É inaceitável o que está acontecendo
para o processo histórico. Isso não interessa à democracia".
Preocupação
com os juros
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva manifestou também sua preocupação com
as taxas de juros. Segundo José de Ribamar Souza da Silva, Lula
teria dito: "Todos nós queremos que os juros sejam relaxados, porém
a equipe econômica entende que ainda deve manter (os juros altos).
Eu mesmo discordo. Tenho tido embates com o Palocci (ministro da Fazenda,
Antônio Palocci) para reduzir. Acredito que há uma tendência
a curto e médio prazo. "Gostaria que a taxa caísse, mas tem
o mercado, e nós estamos estudando. Mas não é nada
da noite para o dia".
O encontro com os sindicalistas
ocorreu antes de o presidente decolar, com mais de uma hora e meia de atraso,
com destino a Floriano, para a segunda etapa de sua viagem ao Piauí.
(Tânia Monteiro - Agência Estado)
Paim
pede solução para a greve do INSS
Brasília - O senador
Paulo Paim (PT-RS) fez um apelo ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz
Marinho, para que faça a intermediação entre o governo
e os funcionários do INSS, que estão em greve há três
meses, informou a Agência Senado. Paim enfatizou que a greve prejudica
a todos e poderá durar mais ainda se não houver um entendimento.
'' Estamos num momento de
impasse e é preciso voltar à negociação'',
disse o senador, acrescentando que "a greve só acontece quando as
negociações são interrompidas".
Paim pediu, também,
que o governo dialogue com os militares. (JB Online)
Ministros
decidiram manter o corte do ponto dos grevistas do INSS, informa Planejamento
Brasília - Os ministros
Paulo Bernardo (Planejamento), Nelson Machado (Previdência), Saraiva
Felipe (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho) participaram de uma reunião
na manhã de ontem para discutir a greve dos servidores do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social).
De acordo com a assessoria
de imprensa do Ministério do Planejamento, os ministros decidiram
manter o corte de ponto dos grevistas porque consideram a greve injusta,
e irão recorrer das liminares sobre o tema no Superior Tribunal
de Justiça (STJ).
Dados divulgados pelo ministério
indicam que 5,1 mil funcionários do órgão não
receberam o salário de julho, que seria pago nesta semana.
(Lílian de Macedo - Agência Brasil)
Servidores
do INSS devem votar amanhã proposta para o fim da greve
Os servidores do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) devem votar hojr (5) uma proposta para
o fim da greve, que já dura mais de dois meses. Eles farão
uma reunião às 10 horas, na sede da Federação
Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência
(Fenasps).
Segundo o diretor da Fenasps,
Moacir Lopes, os servidores deverão costurar uma proposta final
para apresentar ao governo federal. A decisão terá como base
os acordos fechados nas plenárias estaduais. "Tudo o que estas plenárias
decidiram será apresentado. Se os companheiros quiserem, apresentaremos
a proposta definitiva ao governo", afirmou Lopes.
"Tudo indica que a greve
está chegando a um acordo. A categoria está sinalizando pelo
desfecho", disse o secretário da federação, Pedro
Totti. Ele ressaltou, no entanto, que o acordo só ocorrerá
se ambas as partes cederem em suas posições iniciais. "Por
isso, não posso ser categórico e dizer que nós estamos
em um processo de encerramento do movimento", concluiu.
(Lilian de Macedo - Agência Brasil)
MP
242: Adaptação de sistemas será feita até 10
de agosto
Concessão de alguns
benefícios está suspensa temporariamente
A Previdência Social
já está preparando o novo sistema de concessão dos
benefícios de auxílio-doença, auxílio doença-acidentário,
salário-maternidade e aposentadoria por invalidez. Parte da concessão
desses benefícios foi suspensa e a previsão inicial é
de que eles voltem a ser concedidos a partir do dia 10 de agosto.
A concessão desses
benefícios foi alterada em 28 de março de 2005, com a edição
da MP 242, determinando que o valor fosse calculado com base nos salários
dos 36 meses anteriores ao pedido do benefício. Como a MP foi considerada
nula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os cálculos voltam a ser
feitos com base na regra anterior, que tem por base a média salarial
a partir de julho de 1994 até a data do requerimento.
O INSS alerta, no entanto,
que apenas a concessão foi suspensa e que as pessoas que precisarem
fazer uso de qualquer um destes benefícios devem manter normalmente
o processo de requisição. O contribuinte deve continuar fazendo
os pedidos dos benefícios e aguardar o agendamento da perícia
médica. Se até o momento da perícia o sistema ainda
não estiver adequado às regras antigas, só então
o beneficiário poderá ter algum atraso no recebimento.
Se o segurado deixar de
fazer o pedido do auxílio, corre o risco de perder o prazo e poderá
ter dificuldades em comprovar a incapacidade para o trabalho. No caso dos
auxílios-doença, o benefício mais afetado pela MP,
a data de início do benefício é calculada com base
na data de início da incapacidade do segurado.
Nem todos os auxílios
serão afetados com a revisão do sistema do INSS. A estimativa
é que menos de 20% dos benefícios sofram algum atraso.
Benefícios já
concedidos - Os benefícios que foram concedidos depois de 4 julho,
quando o INSS foi notificado da decisão do Supremo Tribunal Federal,
deverão ser recalculados automaticamente e não há
necessidade de o segurado solicitar a revisão do benefício.
O novo cálculo pode implicar em uma diferença no valor do
benefício para mais ou para menos.
A Previdência Social
espera que o período necessário para que os benefícios
sejam recalculados seja o menor possível, mas ainda não é
possível dizer quando eles serão finalizados. Depois da revisão,
os segurados que tiverem alteração nos benefícios
deverão ser informados. Também não é possível
informar, ainda, quando será paga a diferença no caso dos
benefícios que ficaram maiores ou se haverá cobrança
dos benefícios que tiverem um valor final menor do que o que foi
pago no período. (Eliane Gonçalves e Pedro Rocha - AgPrev)
INSS
mantém concessão de auxílio-doença suspensa
até o dia 10
A Previdência suspendeu
temporariamente a concessão do auxílio-doença, auxílio
doença-acidentário, salário-maternidade e aposentadoria
por invalidez. A expectativa é que a concessão desses benefícios
seja retomada até o dia 10 --quarta-feira da próxima semana.
Até lá, segundo
a Previdência, os sistemas de análise de benefícios
serão adaptados para as novas regras de concessão. Ou seja,
para as regras de concessão vigentes antes da edição
da MP (medida provisória 242), publicada em 28 de março.
Essa MP alterou as regras de concessão do auxílio-doença
e outros benefícios.
No entanto, essa MP acabou
sendo considerada nula pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Depois disso,
a MP foi rejeitada no Senado e transformada em projeto de lei --que seguirá
o padrão de tramitação.
Por conta disso tudo, a
Previdência informou que os cálculos da concessão do
auxílio-doença voltaram à regra anterior da edição
da MP 242. Antes da MP, o cálculo do benefício considerava
a média salarial desde julho de 1994. Já a MP determinava
que o valor fosse calculado com base nos últimos 36 salários.
O INSS informou que somente
a concessão desses benefícios foi suspensa. Mas que a requisição
pode ser feita normalmente. O problema é que vários postos
do INSS estão fechados em função da greve nacional
dos servidores da categoria, iniciada no dia 2 de junho. Com isso, a população
tem dificuldade para dar entrada nos pedidos de benefícios previdenciários.
Mesmo assim, o INSS orienta
os segurados a fazer o pedido do benefícios e aguardar o agendamento
da perícia médica. Se até o momento da perícia
o sistema de concessão ainda não estiver adequado às
regras antigas, o beneficiário poderá ter algum atraso no
recebimento.
Se o segurado deixar de
fazer o pedido do auxílio, corre o risco de perder o prazo e poderá
ter dificuldades em comprovar a incapacidade para o trabalho. No caso do
auxílios-doença, o benefício mais afetado pela MP,
a data de início do benefício é calculada com base
na data de início da incapacidade do segurado.
Benefícios já
concedidos
Os benefícios que
foram concedidos depois de 4 julho, quando o INSS foi notificado da decisão
do STF, deverão ser recalculados automaticamente e não há
necessidade do segurado solicitar a revisão do benefício.
O novo cálculo pode implicar em uma diferença no valor do
benefício para mais ou para menos, informou o INSS.
A Previdência Social
espera que o período necessário para que os benefícios
sejam recalculados seja o menor possível, mas ainda não é
possível dizer quando eles serão finalizados. Depois da revisão,
os segurados que tiverem alteração nos benefícios
deverão ser informados.
O INSS informa que também
não é possível dizer quando será paga a diferença
no caso dos benefícios que ficaram maiores ou se haverá cobrança
dos benefícios que tiverem um valor final menor do que o que foi
pago no período. (Folha Online)
Auxílio-doença
muda na terça-feira
Auxílio-doença
terá prazo definido
A partir do dia 9, trabalhador
receberá benefício pelo tempo determinado pelo médico
como necessário para a recuperação
O Governo decidiu que o
auxílio-doença será concedido por prazo determinado,
a partir de terça-feira, dia 9, quando entram em vigor as novas
regras para a concessão pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) de benefícios por incapacidade temporária. O ministro
da Previdência Social, Nelson Machado, explicou que a nova sistemática
vai acabar com um grave problema de gestão no auxílio-doença,
que é a permanência do pagamento ao beneficiário indefinidamente,
pois o INSS não tem condições de marcar, em tempo
hábil, nova perícia médica para suspender o benefício.
Segundo Machado, com o novo
sistema a pessoa que for considerada incapacitada temporariamente para
o trabalho vai receber o benefício pelo prazo previamente definido
pelo médico perito como necessário para a sua recuperação.
Findo o prazo, o pagamento do benefício seria suspenso. Caberá
ao trabalhador que não se considerar apto para trabalhar marcar
nova perícia e conseguir a continuidade do pagamento do benefício.
Perícias
À medida que se realizarem
as perícias para os casos dos auxílios-doença antigos,
os pacientes em condições de voltar ao trabalho receberão
alta, explicou. Quem não tiver condições de retornar
ao trabalho terá o benefício transformado em aposentadoria
por invalidez. O ministro explicou que, pela necessidade de mudar o sistema
de cálculo do pagamento do benefício, a concessão
de novos auxílios-doença sofrerá atraso de quatro
a cinco dias.
A mudança no sistema
de informática das agências visa a permitir que o cálculo
do auxílio-doença volte a ser feito com base na regra antiga,
anterior à MP 242 que pretendeu mudar as normas e perdeu validade,
não sendo votada pelo Congresso. A forma de cálculo deixa
de ser a média dos últimos 36 meses, tendo como teto o salário
do beneficiário, e volta a ter como base 80% das melhores contribuições
a partir de julho de 1994, tendo como teto o pagamento máximo do
INSS, de R$ 2,6 mil.
Machado conta com a volta
dos servidores em greve há 65 dias para colocar em prática
as medidas que estão sendo implementadas para diminuir filas e garantir
atendimento rápido. Em reunião ontem no Ministério
do Planejamento foi decidido que o Governo não apresentará
nova proposta.
Limite
Segundo o Governo, a proposta
feita aos grevistas era o limite. Ela custaria R$ 140 milhões e
representaria aumento adicional entre 9,6% e 16,9% até janeiro de
2006, além dos percentuais já garantidos à categoria.
Nos três níveis
da carreira do INSS, os reajustes concedidos a partir de 2002 variam de
54% a 88%. O menor salário passou de R$ 580 em dezembro de 2002
para R$ 1.084,47 em maio deste ano. No topo da carreira superior, o salário
aumentou R$ 1 mil - de R$ 1,8 mil para R$ 2,8 mil até o fim do ano.
Pela proposta do governo, não aceita pelos grevistas, em janeiro
de 2006 o salário do topo da carreira superior estaria acima de
R$ 3 mil. (Vânia Cristino - O Estado de S.Paulo/Jornal
do Commercio)
Aposentadoria
por invaliez antes de 1995 pode ter direito à revisão
São casos de pessoas
que ainda não recebem o valor integral do benefício, garantido
pela lei 9.032. Mas assunto ainda precisa ser consolidado no STF
Cerca de um milhão
de aposentados por invalidez, com benefícios concedidos antes de
28 de abril de 1995, poderão levar o INSS a ter de assumir dívidas
com um novo esqueleto em matéria de revisões previdenciárias.
A razão é que, a princípio, esses segurados têm
direito a pedir a equiparação de suas aposentadorias ao valor
integral dos salários de benefícios, garantida pela Lei n.º
9.032, de 28 de abril de 1995. (Elza Yuri Hattori - Diário
de São Paulo)
Servidor
terá que devolver dinheiro de aposentadoria
Um servidor aposentado terá
de devolver aos cofres públicos o que recebeu de aposentadoria como
analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª
Região. A decisão é do Supremo Tribunal Federal. Ele
impetrou um Mandado de Segurança no STF contra decisão da
2ª Câmara do Tribunal de Contas da União.
O TCU havia anulado a aposentadoria
em razão da cumulatividade, que é proibida pelo parágrafo
1º do artigo 46 da Constituição Federal. Além
da aposentadoria como analista judiciário, o servidor se aposentou
em 1981 como procurador do INSS e em 1985 como professor do Centro de Ciências
Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba. As informações
são do STF.
No julgamento do Mandado
de Segurança, a maioria dos ministros do Supremo acompanhou o voto
do relator, Marco Aurélio, que determinou a devolução
dos valores, a partir da primeira decisão do TCU que havia considerado
a aposentadoria irregular no TRT da 13ª Região.
O servidor recorreu e durante
cinco anos — tempo relativo à apreciação do recurso
apresentado ao TCU — continuou a receber a aposentadoria. Ele queria o
reconhecimento de que agiu de boa fé, para não ter que devolver
os valores.
O ministro Marco Aurélio
reconheceu a má-fé do servidor na acumulação
dos proventos, pois a partir da primeira decisão do TCU, que considerou
a aposentadoria irregular, ele já deveria estar ciente de que os
valores deveriam ser devolvidos, conforme prevê o verbete 106 do
Tribunal de Contas da União, que trata da condição
da boa-fé para o não ressarcimento dos recursos.
Os ministros Cezar Peluso
e Eros Grau divergiram do relator quanto ao momento a partir do qual o
servidor aposentado deveria passar a devolver os valores. No entendimento
de Peluso, os recursos só deveriam ser devolvidos a partir da notificação
sobre a decisão final do TCU, tomada quando o recurso foi rejeitado.
Mas prevaleceu a decisão de que tem de ser devolvido o dinheiro
recebido desde a primeira decisão do Tribunal de Contas. (Consultor
Jurídico)
Ministro
prepara reforma do INSS
Há duas semanas no
cargo, Nelson Machado planeja implementar conceitos de administração
privada, aumentar a arrecadação do órgão e
reduzir o déficit no Instituto Nacional do Seguro Social
O governo quer mudar a imagem
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reduzindo as intermináveis
filas e a demora na concessão de aposentadorias e benefícios
temporários. Para isso, fará uma ampla reformulação
no órgão, transformando o INSS em uma espécie de banco.
A filosofia é definida pelo novo ministro da Previdência Social,
Nelson Machado. No cargo há duas semanas, Machado prepara uma série
de medidas para agilizar o atendimento nas 1,2 mil agências do instituto
e combater as fraudes na concessão de benefícios. Será
realizado um senso para atualizar o cadastro dos 23,5 milhões de
aposentados e pensionistas do INSS. A intenção também
é promover novos concursos públicos para contratação
de servidores, conforme ele revela nesta entrevista ao Correio.
Atendimento
O ministro prepara um mini-choque
de gestão. Na sua avaliação, com a criação
da Receita Federal do Brasil, órgão que reunirá a
atual Receita Federal e a Secretaria de Receita Previdenciária (SRP),
a bandeira da Previdência deve ser o atendimento ao público.
“Agora, o cidadão é o único foco da Previdência”,
diz. Machado pretende centralizar o comando de todo o sistema previdenciário.
“Hoje, o comando fica muito distante da base. Vamos precisar mexer na estrutura
organizacional da Previdência para ter uma linha clara de comando”,
adianta.
No pacote estão previstas
medidas como a redução de gerências do INSS – hoje
são 102 unidades – e a criação de uma diretoria específica
para cuidar do atendimento. “Vamos trabalhar com a criação
de uma diretoria de varejo, de atendimento, algo que qualquer entidade
bancária que tem centenas de agências possui”, compara. Segundo
Machado, as agências precisam ter uma localização logística
em função da demanda. Com isso, muitas agências terão
de mudar de lugar, sendo ampliadas ou reduzidas de acordo com a necessidade.
De acordo com o ministro,
boa parte da demanda registrada nas agências do INSS poderia ser
eliminada. De cada 10 pessoas que vão a uma agência, três
estão em busca de informações. “Vamos reforçar
as formas de divulgação de informações, como
o Prevfone, que precisa estar estruturado para atender ao usuário”,
diz. O ministério vinha estudando a descentralização
do atendimento, com a criação de parcerias com o Banco Popular
do Brasil e os Correios.
Recadastramento
Outra medida que será
tomada no curto prazo é o início do recadastramento dos aposentados.
Para Machado, essa é uma questão crucial. “Há um senso
comum de que há 10%, 15% de benefícios indevidos. Se forem
10%, estamos falando de pelo menos R$ 14 bilhões por ano. Se fosse
1%, já seria R$ 1,4 bilhão, maior do que o orçamento
que vamos gastar”, afirma. “Nosso cadastro terá de ser revisto.”
Para isso, o ministério pretende lançar mão da tecnologia
da informação. O primeiro passo já está sendo
dado, com o cruzamento com a base de dados da Receita Federal.
Mas o novo ministro pretende
atualizar as informações por meio de um senso. “Fazer um
senso me parece o mais adequado. Esse senso pode me indicar onde o beneficiário
mora, se ele está vivo. Vamos tentar fazer isso da maneira menos
incômoda para o beneficiário”, afirma. Deverá ser firmado
um convênio com as instituições bancárias que
efetuam o pagamento dos benefícios. “Poderemos implantar um sistema
para atualizar os dados. O beneficiário ou seu procurador teria
que apresentar documentos quando fosse sacar o benefício”, revela.
Machado garante que o recadastramento começará a ser feito
ainda este ano.
Concurso
Ainda segundo o novo ministro,
o governo precisará realizar concursos públicos para contratação
de servidores do INSS. Hoje, a Previdência tem 34 mil servidores
na ativa. “Mas o contingente (de servidores) está envelhecido. Será
necessário realizar novos concursos para promover essa renovação”,
adianta. “Temos um problema histórico. A Previdência sofreu
ao longo dos últimos anos um depauperamento nos seus recursos humanos
e materiais”, afirma Machado.
Outro foco é modernizar
a gestão. No curto prazo, serão criadas regras para o uso
da internet nas 1,2 mil agências do INSS. “Hoje não há
regras, o que sobrecarrega a rede”, diz o ministro. “Se reduzíssemos
o tempo de uma consulta de 10 para 8 minutos, já teríamos
um ganho significativo”, afirma Machado. Além disso, há um
programa de modernização já contratado, que ao longo
dos próximos três anos consumirá investimentos de R$
260 milhões. Nele, está incluída a substituição
do atual sistema de informática.
Déficit
Sobre a meta traçada
pelo governo de reduzir o déficit da Previdência dos R$ 38
bilhões estimados para R$ 32 bilhões, Nelson Machado demonstra
otimismo. Segundo ele, a Super-Receita, como foi apelidada a Receita Federal
do Brasil, trará efeitos ainda este ano, promovendo o incremento
na arrecadação. Machado diz que a meta é composta
de duas variáveis, arrecadação e pagamentos. “A minha
missão é cuidar dos pagamentos. A meta do déficit
agora tem dois responsáveis, eu e o (Antonio) Palocci (ministro
da Fazenda). Estou em boa companhia”, brinca. “Do lado da receita, teremos
uma maior eficiência na cobrança. Do lado do benefício,
nosso objetivo é combater fraudes e desperdícios.”
(Marcelo Tokarski - Correio Braziliense)
Projeto
destina recursos da DRU à Previdência Social
Os recursos da desvinculação
de receitas da União (DRU) poderão ser destinados exclusivamente
à Previdência Social. É o que prevê o Projeto
de Lei 5584/05, do deputado Carlos Souza (PP-AM).
As verbas da DRU, correspondentes
a 20% da arrecadação federal, são usadas livremente
pelo governo federal. Se o projeto for aprovado, o Executivo não
terá mais essa prerrogativa, que é um dos sustentáculos
da política fiscal. "Com isso, os recursos vão retornar à
seguridade social, financiando despesas nas áreas de saúde,
previdência e assistência social", afirma Carlos Souza.
Divisão dos recursos
O projeto também
especifica a destinação de todas as contribuições
arrecadadas pela Previdência e determina que a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) poderá
ser usada para complementar o orçamento previdenciário.
Para Carlos Souza, a falta
de uma fonte segura de recursos tornou deficitário o sistema previdenciário
brasileiro.
De acordo com a proposta,
as contribuições sobre o salário pagas pelas empresas
e pelos empregados serão destinadas aos trabalhadores urbanos e
financiarão benefícios como aposentadoria, pensão,
salário-família, auxílio-doença, seguro-desemprego
e licença-maternidade. Já as contribuições
arrecadadas sobre a receita, faturamento ou lucro líquido das empresas
(Cofins e CSLL) serão destinadas aos trabalhadores rurais, aos idosos
e portadores de deficiência, que hoje recebem um salário mínimo
da Previdência.
"Como resultado dessa classificação,
serão resguardadas as fontes de recursos da seguridade social. Além
disso, essa classificação permite que as áreas de
saúde, previdência e assistência social tenham recursos
claramente identificados", garante o deputado.
Tramitação
O projeto vai tramitar em
caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Propostas relacionadas:
- PL-5584/2005
(Janary Júnior - Agência Câmara)
Flexibilização
no desconto de aposentado
A Associação
Brasileira de Consumidores (ABC) tenta 'flexibilizar' o desconto em folha
nos empréstimos para aposentados. A entidade ajuizou ontem, no Fórum
Lafayette, em Belo Horizonte, uma ação civil pública,
com pedido de liminar, para excluir a consignação dos contracheques
de clientes do banco BMG. Na prática, a pessoa que já adquiriu
um financiamento teria a opção de desistir desse empréstimo,
mesmo que tenha que escolher outro com juros mais elevados. O processo
também exige que os próximos empréstimos sejam feitos
somente com contrato expresso e pede a suspensão das propagandas
apenas persuasivas, que estariam contrariando o Código de Defesa
do Consumidor.
O BMG foi a primeira instituição
escolhida por ser a que mais concedeu essa modalidade de crédito.
Porém, de acordo com o advogado Délio Malheiros, que representa
a ABC no processo, a idéia é entrar com uma ação
para cada banco que oferece o empréstimo consignado. São
39 em operação, com 3,7 milhões de financiamentos
desse tipo, totalizando R$ 7,7 bilhões. Se a liminar for deferida,
a determinação valerá para todo o Brasil, sendo que
a multa solicitada é de R$ 1 milhão por dia, em caso de descumprimento.
Segundo ele, a ação
visa a proteger os aposentados do que seria uma 'armadilha do governo'.
'A Lei 10.953/04 foi feita para impulsionar a economia e beneficia os bancos
e não os aposentados, que estão ainda mais endividados',
ressalta. O argumento da ação é que os créditos
consignados desrespeitam a Constituição, o Estatuto do Idoso
e o próprio CDC. 'Os empréstimos são feitos por telefone,
sem assinatura de contratos, sem informar corretamente sobre juros, obrigatoriedade
de seguro, prazos ou mesmo o va lor da apólice', argumenta Malheiros.
O presidente da Federação
de Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais, Hermélio Soares Campos,
apóia a decisão da ABC. ' É justo trocar uma dívida
alta por juros mais baixos. Porém os bancos estão embutindo
taxas nos empréstimos, o que eleva os custos de 1,5% para até
4% ao mês', alega. 'Queremos é que o governo acabe com a defasagem
de até 60% dos benefícios', afirma. Já o presidente
do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (Sinap), Adilson
Rodrigues, o empréstimo beneficiou muita gente. 'É preciso
uma moralização e, não, acabar com ele. O melhor é
ter mais fiscalização', observa.
A assessoria do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) lembra que novas regras no empréstimo
consignado a aposentados e pensionistas foram publicadas em julho, com
o objetivo de dar mais transparência e aprimorar a segurança
do processo. Entre elas, a obrigatoriedade de a instituição
financeira informar previamente ao beneficiário quais as taxas mensais
e anuais de juros e quais são os acréscimos remuneratórios,
moratórios e tributários que eventualmente incidam sobre
o valor financiado. O BMG, em nota, ressaltou que está absolutamente
tranqüilo, na medida em que suas operações são
amparadas pela legislação pertinente e aplicável ao
caso, além de recente decisão do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) ter amparado o desconto em folha. (Luciana Rezende
- Hoje em dia)
Uma
ação para acabar com os empréstimos consignados
A Associação
Brasileira de Consumidores ajuizou ontem, na 34ª Vara Cívil
do Fórum Lafayette, uma ação civil pública,
com pedido de liminar, para retirar dos contra-cheques dos aposentados
o pagamento dos empréstimos consignados, referentes ao BMG (Banco
de Minas Gerais). Trata-se da primeira ação nesse sentido
no País e, caso a liminar seja deferida pelo juiz responsável,
Edson de Almeida Campos, valerá para os aposentados de todo o Brasil.
O descumprimento de uma possível determinação judicial
acarretará em uma multa diária de R$ 1 milhão.
De acordo com o advogado
da Associação, Délio Malheiros, esse é o primeiro
passo para acabar de vez com o abuso dos empréstimos consignados
para aposentados em todo o País, considerado por ele como um negócio
que interessa aos bancos, patrocinado pelo governo em um momento nebuloso
. Primeiro entramos com ação contra o BMG, banco que realizou
a maior parte dos empréstimos consignados no País. Posteriormente
iremos ingressar com ações contra as demais instituições
financeiras, que visam apenas o lucro. O aposentado é iludido pela
propaganda ostensiva dos bancos e acaba se endividando. Trata-se de um
contrato viciado, onde a vontade das partes envolvidas não tem igualdade
, ressaltou Malheiros.
EMBASAMENTO
A ação tem
como embasamento a Constituição Federal, o Estatuto do Idoso
e o Código de Defesa do Consumidor. Segundo o advogado, os empréstimos
são feitos por telefone, sem a assinatura de contratos e os aposentados
não são informados sobre a taxa de juros, a obrigatoriedade
da contratação de um seguro, prazos ou mesmo sobre o valor
da apólice.
Os bancos se aproveitam
de um momento de fragilidade dos idosos para ganhar dinheiro , destacou.
Na ação, a Associação Brasileira de Consumidores
pretende ainda obrigar que as propagandas referentes aos empréstimos
sejam mais claras e objetivas, informando os encargos presentes na contratação.
DEMAIS AÇÕES
Outros órgãos
de defesa do consumidor também se preocupam com os abusivos que
acontecem na contratação de tais empréstimos. O Procon
de Ouro Preto, por exemplo, e o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social)
estão priorizando o atendimento ao aposentado e pensionista, naquela
cidade. O atendimento, que será conjunto, prioritário e itinerante,
visa a proteção do beneficiário ao contratar o empréstimo
consignado em folha, modalidade que cresceu nos últimos meses, com
a liberação de cerca de R$ 7 bilhões em todo País.
De acordo com o coordenador
do Procon de Ouro Preto, Marco Aurélio Gomes Cunha, os órgãos
de defesa do consumidor estão preocupados com a liberação
do empréstimo já que foram detectados problemas ocorridos
na sua contratação, tais como fraudes e descontos efetuados
sem liberação do crédito. As ocorrências acarretaram
na suspensão de novos convênios com os bancos, por parte do
INSS, no final do mês de maio.
Também os advogados
do Procon Estadual de Minas Gerais estão atentos às irregularidades
ocorridas nessa modalidade financeira. Segundo o assessor jurídico
do Procon Estadual, Ricardo Amorim, vários beneficiários
já registraram queixas depois de constatarem fraudes na contratação
do empréstimo. E muitos são levados a contratá-lo
em função da forte campanha da mídia. Eles acabam
realizando o empréstimo sem a certeza de conseguir pagá-lo.
O pior é que poderão entrar em uma ciranda, sendo obrigados
a recorrer ao cartão de crédito, ao cheque especial e aos
agiotas , destacou o advogado.
Já a Promotoria de
Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e do Idoso
instaurou inquérito civil público para apurar se há
casos de fraudes contra idosos aposentados em Belo Horizonte, nos empréstimos
consignados. A medida tem por base o inquérito policial instaurado
pela Promotoria de Santa Luzia, mediante denúncia de que um asilo
local estaria usando aposentados para requerer o empréstimo junto
a bancos.
A dica de Ricardo Amorim
para aqueles que terão de recorrer ao empréstimo consignado,
seja em caso de doença ou para fugir dos juros do cheque especial,
é que, antes de contratá-lo que se consulte o site do Ministério
da Justiça (www.mj.gov.br/dpdc), onde encontrará uma cartilha
sobre o empréstimo consignado. (Adriana Duarte - Diário
da Tarde)
Previdência
está ferida de morte
O presidente Lula assinou
a medida provisória em 21/07 criando a chamada Super-Receita ou
Receitão (Secretaria da Receita Federal do Brasil), juntando as
secretarias da Receita Previdenciária e da Receita Federal. Com
isso o PT – enlameado – acaba com a memória de 82 anos de receita
na Previdência.
O financiamento da Previdência
ficará à mercê da arrecadação tributária
(fiscal), só que o dinheiro tem CPF e RG para pagar aposentadorias
e pensões do chamado Regime Geral da Previdência Social, leia-se
INSS. O dinheiro da Previdência é contribuição,
o dinheiro da Receita é tributo.
Sem consultar ou ouvir ninguém,
anunciou que o Receitão vai reduzir o déficit da previdência,
primeira mentira, e reduzir custos, segunda. Basta lembrar que o déficit
do INSS, em três anos do lulismo, baterá os R$ 100 bilhões.
Já o custo da máquina pública, infestada de companheiros,
6 mil deles em cargos de comissão, explodiu. O patrimônio
do trabalhador brasileiro sofrerá danos irreparáveis.
Talvez esteja em curso,
por imposição do FMI, um projetão de se criar o Super-Receitão,
juntando as receitas federais, estaduais e municipais (43 impostos ao todo),
centralizando todos os recursos nas mãos do governo federal, atropelando-se
a autonomia federativa.
Dá para notar que
quem perdeu até agora foi a Previdência do trabalhador brasileiro.
O INSS arrecadará,
este ano, das empresas R$ 100 bilhões e pagará R$ 130 bilhões
aos beneficiários. O déficit será de R$ 30 bilhões.
Dívidas a serem cobradas:
R$ 230 bilhões, com sonegação de R$ 30 bilhões
a R$ 40 bilhões, renúncia contributiva de R$ 15 bilhões,
com a Fazenda ampliando, unilateralmente, o rombo pelos Refis 1, 2 e 3,
Simples (Super-Simples e Simples-Geral), que patrocina.
Na Receita e na Procuradoria
da Fazenda, a situação é muito pior. As dívidas
a serem cobradas passam dos R$ 500 bilhões, a sonegação
e a renuncia fiscal são enormes, a recuperação de
crédito é ridícula, inexpressiva. O sistema fiscal
declaratório permite isso. Basta que se diga que a CPMF não
tem um fiscal e a sonegação é zero.
A pergunta é: será
que a Fazenda tem cobrança, fiscalização, arrecadação
e recuperação de crédito competentes?
É lamentável
que se queira realmente acabar com o único órgão social
e o maior distribuidor de renda da América Latina, que paga em dia
há 82 anos e muitos brasileiros (68 milhões) e municípios
(3.700) dependem dele.
Por que não se fortaleceu
o INSS? Por que se fatiou o INSS com a base política? Por que se
entregou os fundos de pensão à camarilha do PT?
A Receita Federal fiscalizou
em 2004 somente 0,22% das empresas, a Receita Previdenciária 0,78%.
Os dados vergonhosos são do Instituto Brasileiro de Planejamento
tributário (IBPT). A Receita Federal expediu 75,1 mil autos que
gerariam R$ 12 bilhões e o INSS, 22,6 mil que gerariam R$ 43 bilhões.
Tudo errado.
Acredito que a nação
brasileira está igual a do Iraque. Primeiro os salvadores da Pátria,
"reservas morais", "éticos", "competentes", ex-guerrilheiros e revolucionários
queriam assumir e se encastelar no poder. Deu tudo errado. Agora, queremos
nós que esse pesadelo acabe e que eles voltem para casa e expiar
suas culpas e pagar seus pecados. Teremos mais tarde que mexer nos escombros
e restaurar ou refundar o INSS. Nunca será tarde.
(Jornal de Brasília - Paulo César de Souza é vice-presidente
da Associação Nacional dos Servidores da Previdência
Social-Anasps)

Clientes
Institucionais: Serviços bancários e atendimento especializados
A constante preocupação
do Itaú em oferecer soluções cada vez mais completas
e eficientes aos clientes institucionais tem levado o banco a especializar-se
cada vez mais em produtos e atendimento diferenciado para este segmento
de mercado. A idéia do banco é aliar a tradicional segurança,
agilidade e comodidade de seus serviços bancários à
estratégia de relacionamento exclusivo que permite atender os clientes
institucionais de maneira completa e integrada.
Além do atendimento
exclusivo, os clientes institucionais também podem usufuir da forte
conveniência do Itaú proporcionada por sua ampla rede de agências
e postos de atendimento bancário. Atualmente o banco possui mais
de 2 mil agências e 22 mil caixas eletrônicos distribuídos
por todo o território nacional. Também vale ressaltar os
serviços completos por Internet, Intranet, telefone e fax, os quais
complementam as condições necessárias para a disponibilização
de s