Notícias Anteriores do SBP

 
22.01 - BC proibirá doc de mais de R$ 5 mil 
Por determinação do Banco Central (BC), a partir do dia 18 de fevereiro as transferências interbancárias de valores iguais ou superiores a R$ 5 mil não mais poderão ser realizadas por meio de Documento de Credito. 
Para esses casos, a modalidade utilizada passará a ser a TED (Transferência Eletrônica Disponível). A mudança, estabelecida pela Circular Bacen 3.207, de 22 de outubro de 2003, abrange todo o sistema bancário do país. (Diário Catarinense)

12.01 - Cetip lança sistema de cotação eletrônico
A Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) está lançando um novo produto, o sistema de cotação eletrônica para as taxas de CDB, DI e DIM. O novo serviço estará disponível no próximo dia 15 e vai beneficiar principalmente os grandes administradores de fundos e as fundações, que poderão cadastrar eletronicamente um pedido de cotação de taxas. Hoje, as instituições recebem essas cotações por e-mail ou por telefone. 
O módulo foi desenvolvido a pedido de várias instituições financeiras e encaminhado à Cetip pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC). "Esta é uma contribuição da ABBC para o aumento da transparência dos negócios no mercado financeiro", diz André Jafferian Neto, presidente da ABBC. 
O novo serviço da Cetip já passou pelo período de testes internos, no mês de dezembro. Agora, não é mais necessário o envio de carta à Cetip ou publicação de edital. Pelo novo serviço, o pedido será direcionado às instituições previamente escolhidas, ou a totalidade dos participantes cadastrados. 
O novo serviço permite ainda o armazenamento de todas as informações da operação na Cetip. O módulo é do tipo fechado, ou seja, cada participante vê apenas a sua proposta, enquanto o solicitante da cotação tem acesso a todas as taxas sugeridas. A Cetip também implementará, em uma segunda fase, o registro das operações fechadas automaticamente nos seus sistemas de custódia para liquidação financeira através do Sistema de Transferência de Reservas (STR) do Banco Central.  (Gazeta Mercantil)

16.12 - Mais concorrência para baixar spreads 
Reduzir o custo dos empréstimos bancários será um dos pontos centrais da agenda microeconômica, que o Governo pretende implementar em 2004. O Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), que analisa casos de fusões entre empresas e combate a ação de cartéis, será uma das armas para enfrentar os altos custos bancários.
"Certamente, há espaço para estimular ganhos de produtividade nos bancos", disse o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, José Tavares. "O custo do crédito no Brasil sugere que há gordura a ser cortada." Existem pelo menos três medidas para estimular a concorrência entre os bancos, na agenda que o Governo prepara para o ano que vem: a defesa da concorrência, o Cadastro Positivo e o Sistema Brasileiro de Informações de Crédito. Algumas ainda dependem de autorização do Congresso Nacional para serem implementadas.
É o caso do Cadastro Positivo, uma espécie de lista de bons pagadores que será administrada pelo Banco Central. Com ele, os bancos poderão cobrar taxas de juros diferenciadas, mais baixas, dos clientes que tradicionalmente honram seus compromissos.
Hoje, é muito raro um cliente obter alguma vantagem pelo fato de ter o cadastro limpo. Ao contrário, ele paga mais caro do que precisaria, porque lhe é cobrado o risco de calote dos demais tomadores de empréstimo.
Outra medida para tornar o bom cliente mais visível ao mercado e com isso estimular que os bancos o disputem, oferecendo juros e tarifas mais baratos é o Sistema Brasileiro de Informações de Crédito. Com ele, uma pessoa ou empresa poderá levantar seu histórico de relacionamento com seu banco e oferecê-lo a uma outra instituição.
Essas duas medidas causam alguma polêmica não pelo que informam, mas pelo que deixam de informar. Ao tornar explícito quem são os bons pagadores ela diz, indiretamente, quem são os maus pagadores. Na avaliação da área técnica do Governo, essa é, porém, uma questão a ser enfrentada.
O Governo quer, também, que os bancos passem a ser submetidos a regras de defesa da concorrência como são os demais setores da economia. Hoje, essa questão é uma "bola dividida" entre o Banco Central e o Sistema de Defesa da Concorrência, formado por três órgãos: a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
No final do Governo Fernando Henrique Cardoso, a discussão sobre quem analisaria fusões e aquisições entre bancos gerou uma briga entre o Cade e o Banco Central, que foi parar na Justiça. Panos quentes colocados, o Governo mandou ao Congresso um projeto de lei complementar que esclarece: nos casos em que a fusão ou aquisição envolver risco sistêmico, o assunto é do Banco Central. Nos demais, fica com os órgãos de defesa da concorrência.
Segundo José Tavares, como essa definição ainda está pendente no Congresso, a concorrência bancária encontra-se numa "zona cinzenta". O projeto já foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e, desde outubro, aguarda um relator na Comissão de Constituição e Justiça, para então seguir ao plenário. O secretário acha que o projeto poderá receber um "empurrão" da recém-criada frente parlamentar das agências reguladoras. "Nos colocamos à disposição para acelerar as decisões", disse o coordenador da frente, deputado Ricardo Barros (PP-PR).
Dez maiores bancos concentram 76% do mercado
Enquanto isso não ocorre, os grandes bancos aumentam seu poder de fogo no mercado. Relatório divulgado na semana passada pelo Banco Central mostra que os dez maiores bancos em operação no País concentram 76% do mercado, contra 70% em 2001. O chefe do Departamento de Fiscalização Indireta do Banco Central, Vânio Aguiar, admitiu que a concentração é ruim para a população.
José Tavares acha, porém, que combater a concentração pode não ser a melhor estratégia nesse caso. Ele comentou que um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no mercado dos Estados Unidos mostrou que a concorrência entre os bancos aumentou à medida em que eles se concentraram. Isso ocorreu porque, ao tornarem-se maiores, eles passaram a concorrer nacionalmente. Antes da concentração, eles dominavam fatias menores de mercados, mas não havia competição e sim uma porção de pequenos monopólios. (Lu Aiko Otta - Jornal do Commercio)

11.12 - Clearings tentam padronizar operações
Empresas de liquidação, compensação e custódia financeiras de todo o mundo encontram-se amanhã em São Paulo para discutir o gerenciamento de risco das operações e a padronização de serviços da indústria. Amarilis Sardenberg, diretora de operações da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), diz que eventuais alterações na área podem ampliar a segurança das transações, reduzir o custo das operações e, com isso, ampliar o volume de negócios.
O encontro faz parte do calendário de reuniões semestrais dos membros da CCP-12, fórum criado em 2001 por clearings asiáticas, européias, canadenses e americanas, além da brasileira CBLC. O último encontro ocorreu na Suíça e o próximo deverá ser agendado para um país da Ásia. "É importante discutir a padronização das regras. Quanto mais parecidas forem, maiores as garantias e menores os custos para os participantes", disse Amarilis.
A diretora conta que os passos do fórum ainda são preliminares e que eventuais mudanças nas clearings não são imediatas. No entanto, um dos temas mais discutidos - e que, portanto, deverá ser o primeiro a apresentar novidades - diz respeito ao prazo de constituição de contraparte das operações. No Brasil, a contraparte (momento em que a clearing abona um negócio, aceitando seu risco) é registrada de forma imediata ("real time"), enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, esse registro é feito apenas na noite do dia seguinte ao da operação (o que, no jargão do mercado, é denominado "D+1").
Parece apenas tecnicismo hermético, mas Amarilis diz que as discussões já preparam as clearings, ainda que de forma incipiente, para o advento da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A padronização dos serviços daria vazão ao aumento de operações entre instituições financeiras de diferentes países.   (Patrick Cruz - Valor Online)

19.11 - Recorde de TEDs 
A CIP (Câmara Interamericana de Pagamentos) registrou segunda-feira volume recorde de processamento de TEDs (transferência eletrônica disponível) num só dia: 82,5 mil ordens de pagamento 
Sazonalidade 
Paulo Mallmann, presidente da CIP, diz que é cedo para dizer se o recorde de TEDs significa recuperação da economia. Por enquanto, se trata de movimento normal de final de ano.  (Folha de S.Paulo)

8.11 - DOC muda a partir de fevereiro 
A partir de fevereiro, os clientes de bancos só poderão utilizar o DOC (documento de operação de crédito) em transferências de valores abaixo de R$ 5 mil, segundo circular do Banco Central. Para montante acima, valerá a TED (Transferência Eletrônica Disponível), espécie de DOC online. 
A TED é oferecida pelas instituições financeiras para transferências de valor igual ou superior a R 5 mil. A expectativa é de queda gradual do montante até que substitua integralmente o DOC. A transferência é mais segura, o dinheiro sai de uma conta e entra na outra em tempo real e a tarifa é mais baixa. 
O chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Ccntral, José Antonio Marciano, observa que a TED é menos onerosa, mais eficiente, e evita o repasse do custo ao cliente. A compensação e liquidação de cheques e outros documentos na Compe (Centralizadora de Compensação de Cheques e outros papéis) exige garantias. No caso da TED, com transferência online, sem dinheiro, não há operação. 
Atualmente, as operações diárias com DOC acima de R$ 5 mil são apenas 12 mil. Abaixo do valor, a quantidade de operações sobe para 354 mil. 
O objetivo do BC é reduzir cada vez mais a quantidade de pagamentos via Compe, incluindo a queda da quantidade de cheques em circulação. O valor movimentado por cheques no país recuou de R$ 14,881 bilhões em abril de 2002, quando foi implantado o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), para R$ 7,709 bilhões em agosto de 2003.   (Edna Simão - Jornal do Brasil)

17.11 - DOC acima de R$ 5 mil vai terminar em fevereiro
A partir de fevereiro, a movimentação de quantias acima de R$ 5 mil não poderá mais ser feita por meio de Documentos de Ordem de Crédito (DOCs). O Banco Central decidiu acabar com os DOCs acima desse valor para reduzir o custo dessas transações para os bancos e diminuir a quantidade de operações realizadas na câmara de compensação de cheques, onde esses documentos também são processados.
A avaliação do chefe do Departamento de Operações Bancárias do BC, José Marciano, é de que com a criação do instrumento que permite fazer essas transferências em tempo real (a TED, Transferência Eletrônica Disponível) não há necessidade de as instituições financeiras manterem o DOC. A TED foi criada no ano passado, a partir da implementação do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
Transferências
Com o lançamento da TED, o volume de transferências por meio de DOCs envolvendo quantias mais elevadas caiu significativamente. Segundo os dados do BC, em março do ano passado a média diária de DOCs acima de R$ 5 mil chegava a 55 mil, totalizando cerca da R$ 7 bilhões. Em outubro deste ano, a quantidade dessas transações caiu para 12 mil, somando R$ 311 milhões. Apesar da queda no volume de operações, Marciano explica que, como os bancos são obrigados a oferecer o serviço, isso acaba onerando o sistema.
A prestação desse serviço fica mais cara para os bancos porque eles são obrigados a fazer um depósito prévio no BC para garantir a operação, já que ela é processada na câmara de compensação de cheques e só é efetivamente liquidada um dia depois de realizada pelo cliente. Esse custo é repassado para o cliente, que tem de pagar tarifas adicionais para enviar um DOC desse valor.
O BC também pretende retirar da câmara de compensação o processamento das operações de DOCs abaixo de R$ 5 mil, que em outubro representavam uma média diária de 367 mil documentos (R$ 332 milhões). (Jornal do Commercio)

09.10 - Bancos devem adotar certificação digital 
O mercado financeiro do país deve estar adaptado ao sistema de certificação digital em apenas dois anos. A previsâo foi feita ontem pelo presidente do Banco Santos, Maurício Ghetler, que representou a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) no Primeiro Fórum sobre Segurança, Privacidade e Certificação Digital promovido pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI).
De acordo com ele, a tecnologia da assinatura digital reduzirá o gasto dos bancos para garantir a segurança nas operações por meio eletrônico. "No Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), cerca de duzentas instituições movimentam aproximadamente R$ 200 bilhões por dia", explica. Gethler também defendeu os certificados digitais como mecanismo de combate às fraudes pela internet. "É impressionante como há pessoas que caem naquele conto do vigário eletrônico em que recebe um e-mail com promessa de um prêmio se informar seus dados bancários e senha num site que imita o do banco", disse.
Advogados, especialistas da área de informática e representantes de empresas também debateram a validade jurídica dos documentos digitais num painel comandado pelo presidente do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI), Ricardo Theil. Ele comentou a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil). 
Já o vice-presidente da comissão de Informática da OAB-SP, Augusto Marcacini, criticou a intervenção do Estado como única autoridade certificadora capaz de gerar as chaves públicas e privadas. "A ICP-Brasil dá contornos públicos para uma atividade privada, que é a certificação", afirmou. Marcacini também defendeu a validade legal da assinatura digital. "Seria absurdo negar valor 'probandi' a documento assinado com chave digital para beneficiar alguém que quer fugir de obrigação contratual", disse.
O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, também participou do fórum ontem. Ele defendeu a adoção da certificação digital em todo o Judiciário do país. A criação do Diário da Justiça on-line, também faz parte dos projetos do futuro presidente do STJ. Com a divulgação por meio eletrônico, as decisões tomadas pelos magistrados passariam a ser conhecidas em tempo real, ao término dos julgamentos - aumentando a agilidade do processo judicial.  (Valor Online)

30.09 - SPB: Bancos preparam mudanças 
Atendimento dos caixas eletrônicos será interligado 
Com a possibilidade de implantação em breve da segunda versão do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB-2) pelo Banco Central, os bancos de grande e médio portes estão buscando saídas para otimizar custos e investimentos no atendimento online aos clientes. Essas instituições vêm mantendo contatos com a rede Verde Amarela, sistema interligado pelos antigos bancos estaduais - hoje quase todos privatizados -, cujo valor médio mensal de transações chega a R$ 80 milhões. O objetivo é aderir a essa rede e garantir maior abrangência nos serviços interbancários. 
A idéia dos grandes bancos seria incorporar a infra-estrutura computadorizada, já estabelecida, da rede Verde Amarela, composta por 12 instituições financeiras, cujos carros-chefe são o Banespa/Santander e a Nossa Caixa. A rede Verde Amarela tem 5 mil pontos de atendimento e 20 mil terminais. Opera 5 mil terminais de horário estendido (além do horário bancário) e 10 milhões de cartões magnéticos. 
O assunto vem sendo tratado em sigilo pelos grandes bancos com a Asbace, o nó central da rede Verde Amarela, para onde convergem e são processadas todas as transações bancárias e o roteamento delas para todo o país. Segundo Juarez Cançado, diretor-executivo da Asbace, o fechamento de pelo menos um desses acordos deve ser anunciado durante o 3º Telecom - Fórum de Telecomunicações para Instituições Financeiras - que ocorrerá entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro em Brasília. 
- Ainda não podemos anunciar por uma razão meramente comercial, ou mesquinhamente comercial - brincou o executivo. 
A rede funciona desde 1992 e foi criada para potencializar os serviços das instituições na época ainda estatais. Por meio dela, o cliente do Banespa/Santander pode acessar sua conta e fazer operações corriqueiras numa agência do Banco de Brasília (BRB). 
A operação é em tempo real. Ao procurar um terminal de auto-atendimento do BRB, esse cliente do Banespa é automaticamente ligado com a sua instituição. Tendo saldo, qualquer cliente de um banco da rede pode sacar o dinheiro no terminal de um banco conveniado, sem nenhum problema por não estar numa agência do banco onde tem conta-corrente. 
Em tese, esse procedimento seria muito parecido com o que é feito pelo cliente da rede 24 Horas. A diferença é que a transação é confirmada diretamente entre os bancos, não havendo uma empresa terceirizada na operação. Embora a Asbace faça o papel de roteador das transações, não tem gerenciamento direto sobre elas, pois não interfere na operação diária dos 12 bancos conveniados. 
- Nós não somos proprietários dos equipamentos, nem decidimos as regras de operação de cada instituição. Para participar da rede, um banco tem que aderir a um padrão mínimo de transações que são: saque, saldo, cobrança e ordem de pagamento, mas a relação comercial é com eles - disse. 
Além de aceitar novos parceiros, a rede Verde Amarela quer ampliar os serviços oferecidos. 
Para entender o Sistema de Pagamentos Brasileiro 
Função
A função do SPB é permitir a transferência de recursos, o processamento e a liquidação de pagamentos para pessoas físicas, empresas e governos. Toda vez que emitimos um cheque, por exemplo, o sistema é acionado. 
Integração
A segunda versão do SPB tem como objetivo integrar bancos de grande e médio portes à rede Verde Amarela, sistema interligado pelos antigos bancos estaduais, alguns já privatizados 
Atendimento
Qualquer cliente da rede Verde Amarela, com saldo, pode sacar o dinheiro no terminal de um banco conveniado, sem nenhum problema por não estar numa agência do banco onde detém conta-corrente. 
Diferença
O novo atendimento é parecido com o que é feito pela rede 24 Horas. A diferença, entretanto, é que a transação é confirmada diretamente entre os bancos, não havendo uma empresa terceirizada na operação.  (Luiz Queiroz  - Jornal do Brasil)

26.09 - Sistema integrado em fase de testes finais
Os investidores que compram ou estão pensando em comprar títulos do governo por meio do sistema Tesouro Direto, já começam a poder fazer isso diretamente do site de seu banco ou corretora, sem ter que entrar e sair da página do Tesouro, como é o procedimento hoje. O Banco do Brasil já colocou no ar o novo sistema integrado, desenvolvido pelo Tesouro e pela Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e outras corretoras estão adiantadas no processo. 
Uma das corretoras que estão dando os últimos retoques no sistema para colocá-lo no ar é a Investshop. "Está tudo pronto, apenas estamos fazendo os testes finais para nos certificarmos de que está funcionando perfeitamente", conta Adriana Gestal, gerente de produto do Banco1/Investshop. A corretora vem investindo bastante no produto e desde o início do ano vem galgando posições no ranking dos agentes de custódia que realizam o maior número de operações por mês.
De acordo com o último dado divulgado, referente ao mês de agosto, a Investshop conseguiu superar a Caixa Econômica Federal (CEF) e ocupa a segunda posição, ficando atrás somente do Banco do Brasil.
"Nossa base de clientes que opera via Tesouro Direto vem crescendo cerca de 15% ao mês desde o início do ano", informa a gerente. Para atrair o cliente, a corretora tem usado seus canais de conteúdo para produzir matérias explicativas, além de sempre ressaltar o Tesouro Direto nas newsletter semanais para clientes. 
"Temos um outro diferencial que é a facilidade para abrir a conta corrente. Ao contrário dos outros bancos, isso pode ser feito on-line ou por fax. Aqui no Investshop também desenvolvemos uma facilidade a mais para os clientes de Tesouro Direto, que é a de poder ver a sua carteira de títulos e sua posição dentro do site", diz.
A maioria dos clientes do InvestShop que compra títulos do Tesouro Direto também faz investimentos em fundos ou em Bolsa de Valores. Essa familiaridade que os clientes já possuem com a internet é que vem facilitando a vida de corretoras que já criaram uma base de clientes que operam basicamente via internet, caso do Investshop e da Ágora Sênior.
Esta última, por exemplo, sem fazer muito esforço de divulgação já entrou no ranking das dez maiores instituições que operam no Tesouro Direto. O diretor comercial da corretora, Paulo Levy, não esconde que o foco principal da Ágora Sênior e da Vip Trade (seu braço virtual e voltado para pessoas físicas) é o mercado de ações. "Na Bovespa somos a primeira corretora", lembra Levy. "Mas é claro que não podemos deixar de ter um serviço como o Tesouro Direto, que vem crescendo bastante. Mas, para nós, funciona mais como um serviço adicional para nossos clientes que já operam ações", assume ele. 
Além dos dois bancos estatais, que assumidamente estão fazendo esforço de divulgação do produto entre os clientes, o HSBC aparece como o único outro banco de varejo a integrar a lista. A maioria das instituições acaba não fazendo muita propaganda do Tesouro Direto porque, como a corretagem é baixa, a rentabilidade que conseguem em outros segmentos é maior. Apenas algumas instituições, como corretoras menores, optam por usar o produto como ferramenta de captação de clientes, na esperança de criar uma cultura de investimento que os leve a fazer também outras aplicações.   (Catherine Vieira - Valor Online)

13.08 - Presidente do BC em almoço na sexta-feira
Um almoço em homenagem ao Presidente do BC, Henrique Meirelles, estará sendo promovido na próxima sexta-feira, dia 15, às 12 h 30, em São Paulo. O homenageado falará sobre política monetária, câmbio, metas de inflação, Sistema de Pagamentos Brasileiro e atuação do Banco Central. O evento, promovido pela Adeval - Associação das Empresas Distribuidoras de Valores, vai acontecer no Nacional Clube, à Rua Angatuba 703, e as adesões podem ser feitas através do telefone (11) 3241-0155. (Diário dos Fundos de Pensão)

18.07 - A Febraban sugere padrão ao mercado
O padrão brasileiro de certificação digital está avançado e a questão tecnológica resolvida. Prova disso é a realização diária de cerca de 350 mil mensagens certificadas pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Agora, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) concluiu uma série de recomendações para orientar o mercado financeiro na adoção segura de processos de assinatura digital em suas transações eletrônicas. 
Cerca de 20 instituições brasileiras já utilizam a certificação digital fora do SPB, em maior ou menor grau. As mais avançadas no uso da certificação são Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bank Boston, ABN Amro Bank, Citibank e Banco Santos, de acordo com o coordenador da subcomissão de novas tecnologias da Febraban, Maurício Ghetler. Para ele, o ponto que mais precisa ser aperfeiçoado é a infra-estrutura interna para conviver com essa tecnologia. 
"Os bancos que utilizam plataforma baixa têm mais facilidade para implantá-la e os maiores riscos estão no não uso deste instrumento que combate fraudes e promove as melhores práticas no mercado financeiro", diz Ghetler. "Independente do SPB, essa tendência iria ser marcada, mas a atitude audaciosa do Bacen, mostrando que era possível fazer, foi muito importante para dar a partida neste movimento". 
As principais recomendações dizem respeito a garantias de interoperabilidade entre certificados, cartões e leitores para não haver confusão no uso das assinaturas digitais num momento em que cada uma das quase 170 instituições financeiras no Brasil têm projetos de certificação digital. A Febraban está indicando um modelo básico de padrões e procedimentos que visa permitir o intercâmbio de certificados e de documentos assinados digitalmente. 
Os serviços de certificação digital do SPB são submetidos à supervisão da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP Brasil. As certificadoras credenciadas são Serpro, Certisign e Serasa.   (Gazeta Mercantil - Cristina Borges Guimarães) 

02.07 - Sistema do BC fica pronto em 90 dias
O Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central (BC) que substituirá a atual Central de Risco vai levar mais 90 dias para iniciar suas atividades. A previsão era de que depois de milhões de reais gastos na adaptação tecnológica e de prover o órgão supervisor de informações detalhadas sobre empréstimos acima de R$ 5 mil, os bancos passassem a ter acesso a algumas das bases de dados da autoridade monetária já a partir deste mês. 
Apelidado de "SPC do bem", a intenção é que o sistema seja reconhecido como um imenso ‘bureau’ institucional, reunindo não só informações negativas, mas também positivas de crédito, uma vez que 81% da base inclusa até agora refere-se a clientes adimplentes. 
Segundo o chefe do departamento de Supervisão Indireta do BC, Vânio Aguiar, 85% do sistema foi carregado e todas as instituições privadas cumpriram o cronograma vigente, que previa o envio das informações até o fim de março. Mas alguns bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), não conseguiram atender às exigências. 
"O orçamento e a plataforma tecnológica restringiram a entrega", diz. "Saímos de um sistema que era via Sisbacen para a construção de um novo, mais complexo, via internet; há um volume grande de dados que também exige um filtro, para que gere informações de qualidade." Aguiar calcula que a construção do sistema esteja concluída em 45 dias. Outros 45 dias serão destinados a testes envolvendo cinco bancos. Depois disso, o SCR passa a estar operacionalmente disponível. A Central de Risco continua em operação paralela por até 6 meses. 
Além de aprimorar a supervisão bancária e servir de diretriz para as decisões macroeconômicas do governo, a expectativa é de que o SCR possa ser um condutor para a queda do "spread" bancário - a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada pelos bancos dos seus tomadores. A pretensão é de que ele se constitua num imenso cadastro com o comportamento de crédito dos cliente, incluindo o volume do endividamento no sistema financeiro, os tipos de linhas tomadas, a distribuição de vencimentos, indexadores, garantias e taxas de juros contratadas. 
Até agora, o SCR conta com 16 milhões de operações registradas nos últimos 12 meses, representando só 10% dos tomadores, mas 90% dos volumes emprestados pelos bancos, o que denota o seu objetivo central que é dissipar riscos sistêmicos, à medida que aperfeiçoa a supervisão. Tanto é assim, que apenas uma pequena parte das informações coletadas retornará para o sistema financeiro. 
"Não queremos ferir o sigilo bancário e muito menos a livre concorrência", justifica Aguiar. O BC não vai abrir, por exemplo, o nome das instituições em que o devedor tem relacionamento, nem tampouco operações que indiquem risco indireto, como avais, que pressupõem o pagamento da dívida junto com outros devedores. Segundo o funcionário do BC, o retorno das informações é uma obrigação acessória. Usado como subsídio para a análise do risco, terá efeitos sobre a inadimplência, e, conseqüentemente, sobre os juros na ponta. 
"Sempre que se aumenta o volume de informações no mercado se contribui para a redução do "spread", porque este custo reflete, em parte, a margem de incerteza que se tem do devedor", diz o diretor de Gerenciamento de Risco do Unibanco, Marcos Cavalcanti de Oliveira. "Não sei se isso gerará mais ou menos crédito no sistema financeiro, mas vai permitir uma melhora na qualidade das decisões dos bancos." Para o executivo os tomadores finais vão levar ainda algum tempo para conviver com taxas de juros menores. 
Criada em 1997, a Central de Risco vem reunindo informações sobre o nível de endividamento de pessoas físicas e empresas. No começo, listava as operações acima de R$ 50 mil, patamar reduzido a R$ 20 mil ao longo do tempo. No formato atual, o volume de informações foi ampliado, enquanto o piso reduzido a R$ 5 mil.
O presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e vice-presidente do Banco Sofisa, André Jafferian, acredita que o SCR será um passo adiante no objetivo de redução do "spread" bancário, mas não vê grandes avanços nos volumes direcionados ao crédito enquanto o juro primário estiver acima de 20% ao ano e a cultura jurídica do País seguir restringindo a retomada de bens dados em garantia. Ele diz que a Central de Risco na sua forma original já rendeu frutos evitou perdas no sistema financeiro com empresas como a varejista Casas Centro, que pediu falência em 1997.    (Gazeta Mercantil - Adriana Cotias) 

12.06 - SPB estimula Nexxera a voltar foco para os bancos
Com mudança, empresa espera ampliar sua receita bruta, que foi de R$ 11 milhões em 2002, em até 300%. É de 300% a previsão de crescimento de receita bruta da Nexxera, empresa de Florianópolis, que atua na área de tecnologia de segurança há 11 anos e que faturou R$ 11 milhões em 2002. A empresa, que tinha sua principal linha de atuação na área corporativa, mudou o foco para o sistema bancário, principalmente em função da recente implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro 2 (SPB2). 
"Continuamos trabalhando da mesma maneira no segmento empresarial, mas a tendência é aumentarmos mais nossa operação com os bancos", diz o presidente da empresa, Edson Silva. 
Para os bancos, a Nexxera oferece um pacote de soluções que inclui intercâmbio eletrônico, processo de segurança, de gerenciamento e aplicações à gestão mercantil e financeira. Seus principais clientes são Santander, Banespa, Bradesco, Itaú, HSBC. Também acaba de fechar contrato com a Caixa Econômica Federal. 
"Hoje, as transferências de dados e fundos são feitas diariamente por grandes empresas e também pelos pequenos clientes", diz Silva. "Para isso, os bancos estão investindo cada vez mais em tecnologia e segurança." Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), uma grande parcela dos investimentos foi direcionada para o SPB, a fim de tornar mais rápidas e seguras as transferências e pagamentos entre os diversos agentes econômicos.
A Nexxera desenvolveu toda sua base tecnológica para transferência de dados, chamada hoje de SkyLine. A partir disso, foi possível ter um produto capaz de proporcionar uma integração total entre qualquer software ou hardware utilizado pelo banco ou empresa. "Com essa ferramenta, conseguimos fazer com que as máquinas conversem entre si, eliminando qualquer problema de incompatibilidade", diz Silva. 
"Assim, existe uma grande economia para o cliente, que não vai ter que ficar comprando outros softwares para se adaptar", afirma o empresário. Outro grande diferencial do produto é o Commander, gerenciador que analisa os dados, durante a sua transição, checa se tudo está correto e ainda confirma a chegada no destino final. "Nenhuma outra empresa oferece esse serviço; desta forma, o grau de segurança é ainda maior", diz. 
A empresa tem unidades em São Paulo, Porto Alegre e Rio e oferece produtos de BR cash, boleto eletrônico, office banking, ferramentas de gestão de informações, integração de força de vendas, gestão financeira, cash management, gestão de tesouraria, gestão de cartões, e-marketplaces, portais governamentais, tradutores de formatos, entre outros.    (Gazeta Mercantil - Juliana Wilke) 

02.06 - Finalmentes 
Batido o martelo. Em importante reunião semana passada, técnicos da BM&F e integrantes do mercado acertaram os pontos finais para a definição do perfil operacional da clearing de ativos da bolsa, que está para sair do forno. 
Isso concretizado, integram-se as três clearings - de derivativos, de câmbio e de ativos -, abrindo a possibilidade, segundo a BM&F, de se gerenciar melhor as margens, que no momento estão em US$ 25 bilhões.  (SONIA RACY - O Estado de S.Paulo)

27.05 - Boletos e DOCs na CIP
O Banco Central, por meio do comunicado 3.188, estabeleceu que não mais serão compensados e liquidados pela Compe, e sim pela CIP, os boletos de cobrança, a partir do dia 22 de outubro, e os DOCs, a partir de 18 de fevereiro. (Valor Online)

06.05 - Balanço 
Paulo Mallman, que comanda a Câmara Interbancária de Pagamentos, comemora. Ontem, cinco meses após entrar em operação, a CIP bateu nas 53 mil TEDs aprovadas em um único dia. Foram 43 mil mensagens de pagamento e R$ 4,3 bilhões movimentados. 
Segundo Mallmann, a CIP, que tem 48 bancos associados e 104 bancos usuários, está preparada para, a partir de 22 de outubro, efetuar a liquidação financeira dos 3 milhões de bloquetes de cobrança/dia e dos restantes 350 mil DOCs/dia que continuam circulando fora do novo sistema.  (SONIA RACY - O Estado de S.Paulo)

29.04 - No sistema 
Depois de um ano da implantação do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), o Banco do Brasil responde por aproximadamente 35% dos valores da TED (Transferência Eletrônica Disponível) do Banco Central. (Folha de S.Paulo)

24.04 - CBLC ganhou maior agilidade com SPB
Menor risco e maior agilidade nas transações. Esta é a avaliação da Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) para as operações com ações, renda fixa privada e títulos públicos um ano após a implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), em 22 de abril do ano passado. 
Segundo João Batista Fraga, diretor de produção e serviços da CBLC, foram duas mudanças básicas. Pelo lado da liquidação, os prazos foram reduzidos. Segundo Fraga, o risco de um pagamento não ser honrado, com a emissão de um cheque sem fundos, por exemplo, não existe mais. "Os pagamentos são em tempo real." 
Antes do SPB, a liquidação dos negócios com ações era feita em cinco dias. Agora, são feitas em três dias. No sistema anterior, a entrega dos títulos era feita em D+2 e liberação em D+5. Este sistema foi substituído pelo sistema de ‘Entrega contra pagamento’ (DVP, na sigla em inglês), com toda a liquidação física e financeira ocorrendo no mesmo dia (D+ 3). 
Outra mudança significativa foi na custódia dos papéis. A CBLC é a única depositária de ações no país. Atualmente, os dividendos pagos ao acionistas são depositados na conta do acionista no mesmo dia. "Antes do SPB, levava até dois dias", conta Amarilis Prado Sardenberg, diretora de operações da CBLC. O mesmo acontece com as subscrições de ações. Em operações deste tipo, o acionista paga o valor das ações que comprou para a CBLC e a ela faz o pagamento para a empresa emissora. Toda esta operação é feita no mesmo dia. "Os acionistas e as empresas ganharam", disse Amarilis. 
Para Fraga, o sistema anterior era complexo. Com o SPB, a CBLC criou um novo modelo para liquidação, custódia e gerenciamento de risco. "As operações ficaram mais simples."    (Gazeta Mercantil - Altamiro Silva Júnior) 

22.04 - Cheque e DOC com dias contados 
Sistema implantado há um ano pretende incentivar a utilização de instrumentos eletrônicos
Os cheques e os Documentos de Ordem de Crédito (DOC) estão com os dias contados. O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que completa um ano de implantação na terça-feira, dia 22, tem como meta, em uma segunda fase, incentivar a utilização cada vez maior dos instrumentos eletrônicos desenvolvidos pelas instituições bancárias.
Hoje, o SPB já registra uma média diária de 77,4 mil Transferências Eletrônicas Diretas (TED), movimentando R$ 10,4 bilhões. As operações são realizadas pelo Sistema de Transferência de Reservas do Banco Central e pela Câmara Interbancária de Pagamentos. 
O TED é usado para transferências de valores e DOCs acima de R$ 5 mil. A meta é estender a compensação eletrônica também para o varejo (cheques inferiores). O problema é que, por enquanto, os bancos não se sentem seguros para assumir a compensação em tempo real de um maior volume de movimentações financeiras. 
O limite de R$ 5 mil foi estabelecido justamente porque, em 2001, os cheques acima desse valor correspondiam a apenas 1,2% do total, apesar de concentrarem 90% dos recursos movimentados.
Segundo José Antônio Marciano, chefe do departamento de operações bancárias e SPB do Banco Central, este primeiro ano serviu para consolidar o processo. Agora, será preciso avançar. Em data ainda indefinida, deverá ser lançado o SPB 2. 
O objetivo é tornar o sistema mais eficiente, modernizar o sistema de pagamento e ampliar a utilização dos sistemas eletrônicos. Hoje, segundo ele, operações simples em caixas eletrônicos ainda assustam muitos clientes, que preferem os métodos antigos.
Marciano está programando encontros com associações e federações de comércio, Procons e outras entidades que representem os consumidores. Com isso, ele pretende mostrar as vantagens do SPB e identificar possíveis deficiências. "Queremos levantar as questões que empacam a utilização de determinados mecanismos e tentar eliminar, da melhor maneira possível, as barreiras", justifica. 
A intenção é concluir um diagnóstico até o final do ano e, a partir daí, conversar mais com os clientes para acabar com possíveis entraves. (Jornal de BRasília)

17.04 - SPB faz um ano com planos de incluir DOCs e boletos no sistema
O novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) chega ao seu primeiro aniversário, no próximo dia 22 de abril, computando na média 48 mil Transferências Eletrônicas Diretas (TEDs) por dia, ou o equivalente a R$ 8,4 bilhões, e com planos de chegar ao segundo ano de vida já responsável pela liquidação financeira de todos os boletos de cobrança e dos Documentos de Ordem de Crédito (DOCs). Mas apesar do bom resultado, ainda não há previsão de baixar o limite mínimo das operações dos atuais R$ 5 mil e assim estender a compensação eletrônica para o varejo. 
O chefe do departamento de operações bancárias e SPB do Banco Central, José Antonio Marciano, diz que, apesar do limite alto para as transferências em tempo real, houve sensível redução do risco sistêmico - ele calcula em 75%. E essa é, segundo ele, a principal vitória do novo sistema de pagamentos, que já levou o volume de cheques a cair quase pela metade: passou de R$ 15,8 bilhões para R$ 9 bilhões. 
"A migração de todos os pagamentos para os meios eletrônicos é uma tendência natural", disse Marciano referindo-se à queda do limite mínimo. "Mas há entraves a serem superados, de ordem legal, segurança e padronização". 
O próximo passo é fazer com que até outubro os bancos possam compensar eletronicamente os boletos bancários. Mas o sistema bancário precisa ainda chegar a um acordo. A idéia é de que os custos não aumentem com a versão eletrônica, pois o BC passaria a exigir garantias de títulos públicos dos bancos. Marciano explica que assim as instituições teriam suas garantias remuneradas e não ficariam sem rendimento por uma noite no caixa do BC. As transações seriam feitas pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), uma entidade criadas pelos próprios bancos para servir de concorrência ao Sistema de Transferência de Reservas (STR) do BC. 
De acordo com o superintendente-geral da CIP, Paulo Mallmann, em fevereiro será a vez dos DOCs. Ele disse ainda que o Banco do Brasil seria contratado, já que é ele que faz hoje a compensação dos dois tipos de documentos. 
Outra novidade é a liquidação eletrônica no fechamento de câmbio de operações de comércio exterior que está sendo estudada pela câmara de liquidação de operações de câmbio da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Esta clearing foi inaugurada junto com o SPB e de acordo com o superintendente, Isney Rodrigues, o giro está em US$ 270 bilhões com cerca de 76 mil contratos por dia. Além disso, a BM&F espera colocar em funcionamento, até julho, a sua clearing de ativos que consiste em um novo sistema para negociação de títulos públicos, diferente da forma de negociar da Selic. (Gazeta Mercantil - Josette Goulart) 

17.04 - DOC cairá na conta na hora do depósito 
Sistema foi criado há um ano 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que completa um ano de implantação no dia 22, entra agora em uma segunda fase que prevê a liquidação financeira, em tempo real, dos pagamentos de cobrança e dos Documentos de Ordem de Crédito (DOCs). O processo, que será colocado em prática em seis meses, ficará sob responsabilidade da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). 
Hoje, essa liquidação é feita pelo BC, que também fica responsável por bancar o prejuízo pela eventual quebra de uma instituição financeira. Os custos pelo risco de assumirem a liquidação financeira poderão, ou não, ser repassados ao consumidor por meio de tarifa. 
O diretor de automação e tecnologia bancária da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, afirma que os clientes provavelmente não terão que arcar com o custo da liquidação. “Os bancos teriam como garantia os títulos públicos federais. Mas tudo ainda está em fase de estudo.” Segundo o diretor de marketing e relações com os clientes da Febraban, José Carlos de Abreu, não há previsão de redução do atual valor mínimo de R$ 5 mil para utilizar a Transferência Eletrônica Disponível (TED).  (LUÍS ALFREDO DOLCI - Diário de S.Paulo)

16.04 - BC quer transferir responsabilidade de liquidação de contas aos bancos
Depois de permitir a transferência de dinheiro em tempo real, com a criação da Transferência Eletrônica Direta (TED), o Banco Central (BC) planeja entregar aos bancos a liquidação financeira de todos os boletos de cobrança — como contas de cartão de crédito e aluguel, por exemplo — e dos DOCs. A medida é parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que na próxima semana completa um ano em operação. Mas o que parece ser uma decisão técnica pode doer no bolso do correntista. Os bancos não descartam a criação de uma tarifa pelo serviço. 
Pelo sistema atual, a Câmara de Compensação do Banco do Brasil (Compe) processa diariamente cerca de 3,5 milhões de boletos e DOCs, num giro de R$ 4 bilhões. Na hipótese de quebra de algum banco, o prejuízo tem de ser bancado pelo governo. Com a transferência da liquidação, esse risco ficaria com o mercado. Para compensá-lo, os bancos constituiriam um fundo de reserva, a ser administrado pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). A TED já tem essas garantias. 
— A idéia é que a liquidação dos documentos seja garantida por títulos públicos em poder dos bancos. Provavelmente, não haverá aumento de custos para os clientes. Mas tudo vai depender do que for acertado com o BC — disse ontem o coordenador na Febraban do SPB e diretor do ABN Amro, Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca. 
Transferência valeria a partir de outubro 
Pelo cronograma em estudo no BC, a transferência da liquidação dos boletos de cobrança vai valer a partir de outubro. O prazo para os DOCs é fevereiro de 2004. O governo diz que ficará atento a excessos, mas ressalta que os bancos são livres para fixar seus preços. 
— A princípio, não vejo motivos para se aumentar ou criar tarifas. Mas o BC não pode colocar limites — afirmou o chefe do Departamento de Operações Bancárias do BC, José Antonio Marciano. 
Segundo ele, nos próximos dias o BC deve constituir grupos para estudar os mecanismos da transferência. Marciano acrescentou que há entraves legais e de padronização que precisam ser avaliados. 
Segundo o BC, em março a média diária de TEDs foi de 48 mil, num giro de R$ 8,4 bilhões. Passaram pela CIP 29 mil dessas operações, ou R$ 2 bilhões. Ao mesmo tempo, o volume de cheques caiu de R$ 15,8 bilhões para R$ 9 bilhões. Marciano confirmou que o BC quer estender o modelo, criando uma espécie de Sistema de Pagamentos do Varejo, que acabaria com os documentos em papel. O BC deve apresentar até o fim do ano um esboço do modelo, que poderia reduzir o atual limite da TED (R$ 5 mil).    (Aguinaldo Novo - O Globo)

15.04 - Banco Central estuda criação de novo SPB
Com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) prestes a completar um ano em operação, o Banco Central começa a trabalhar no chamado SPB2. A idéia é a criação do Sistema de Pagamentos do Varejo, com o fim de cobranças em papel e a digitalização total do sistema. O BC deve apresentar até o final do ano um primeiro esboço do novo modelo. 
- Estamos conversando com os bancos e também com os usuários do sistema financeiro, como as associações e federações de comércio - anunciou ontem o chefe do Departamento de Operações Bancárias do BC, José Antonio Marciano. 
Segundo Marciano, que participou de evento na Febraban, ainda não é possível fixar datas para a implantação do SPB2. A maior dificuldade deverá ser o compartilhamento das redes entre os bancos. (Aguinaldo Novo - O Globo)

14.04 - SPB 
A Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) faz hoje, às 9h30, um balanço de um ano do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), em coletiva de imprensa na sede da entidade. (Gazeta Mercantil)

11.04 - Clearing na BM&F pode ajudar mercado
Edgar da Silva Ramos ao tomar posse na Andima disse que a estabilidade econômica que se vislumbra deverá beneficiar o mercado de títulos públicos e, consequentemente o de títulos privados. Atualmente, a dívida pública é tão gigantesca que não deixa espaço para o mercado de debêntures. "Têm instrumentos modernos criados pela legislação, mas que não são usados por não ter dinheiro. Não tem liquidez para investimento de longo prazo; só de curto prazo".
A falta de liquidez aumenta o prêmio cobrado na negociação de títulos. "Paga-se taxa menor quando sabe-se que pode conseguir vender sempre."
Outra esperança do presidente da Andima é que o início do funcionamento da clearing de ativos da Bolsa de Mercadorias e Futuros, em cerca de dois meses, favoreça o aumento do volume de negócios. 
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que neste mês completa um ano desde a estréia, ainda funciona precariamente, na avaliação de Edgar. "O SPB tem pouco volume, funciona somente entre instituições financeiras. Tem que crescer muito, fazer a segunda fase, que é colocar todo o sistema de pagamentos dessa forma, mas toma tempo e falta estrutura. Mas não vejo o Brasil em dez anos sem um sistema de pagamentos ágil e confiável", disse.
Na escolha da recém-empossada diretoria, a Andima buscou reproduzir o mercado de balcão de títulos públicos, incluindo duas corretoras, duas Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) e bancos, além de ter buscado representantes de instituições estrangeiras, como Citibank (americano), Lloyds TSB (inglês), Credit Suisse First Boston (suíço), Banco ABC Brasil (árabe) e Banco Banif Primus (português).   (DANIELA PIZZOLATO - Jornal do Commercio)

10.04 - DF: Novo prazo para as empresas do DF
O novo prazo para o início dos procedimentos fiscais para implantação do sistema de Transferência Eletrônica de Fundos (TEF) nos estabelecimentos comerciais do Distrito Federal é 31 de dezembro. Na última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), dia 4 de abril, o GDF, junto com os governos do Maranhão e de Rondônia, aderiu ao protocolo que permite o adiamento do início das fiscalização da instalação do sistema no comércio. Outros nove estados já haviam firmado o documento. 
O plano de ação faz parte de um convênio firmado entre todos os estados da Federação para vincular os sistemas de pagamento em crédito e débito à emissão do cupom fiscal. A ausência da obrigatoriedade dessa vinculação permite que estabelecimentos que utilizam equipamento PoS (Point of Sale) - a máquina que debita o valor da compra no cartão de crédito ou débito - emitam apenas o comprovante de venda efetuada com cartão, sem o cupom fiscal obrigatório. É a terceira vez que o GDF adia o início dos procedimentos de fiscalização da TEF. De acordo com o auditor fiscal da Diretoria de Fiscalização em Estabelecimentos no DF, (Difes), Paulo Roberto Souza, o limite original para implantação do TEF no Distrito Federal vencia em dezembro de 2001. 
Segundo o presidente da Federação do Comércio do DF (Fecomércio), Adelmir Santana, as principais dificuldades enfrentadas na implantação do sistema são os custos dos equipamentos e o desconhecimento, por parte dos empresários, da exigência legal de adoção do TEF. De acordo com um levantamento do Instituto Fecomércio, realizado em fevereiro deste ano em um universo de 335 empresas do DF que trabalham com cartão de crédito e débito, apenas 11,6% dos comerciantes já haviam instalado os equipamentos de TEF em sua empresa, e 87,5% não sabiam da existência de um prazo legal para a implantação do sistema. 
Programa de incentivos 
`A divulgação foi falha e os preços dos equipamentos não condizem com o orçamento de uma microempresa`, afirma Santana. O custo do equipamento com acesso discado pode variar entre R$ 6 mil e R$ 7,5 mil. Se o empresário optar pelo programa dedicado, com acesso próprio pelo backbone da Embratel, vai ter que desembolsar entre R$ 12 mil e R$ 14 mil. `O setor produtivo está pleiteando a manutenção do programa de incentivos que a Secretaria de Fazenda (Sefp) havia implantado para a compra dos equipamentos`, diz o presidente da Fecomércio. 
`Sem esse incentivo, fica ainda mais difícil para o pequeno empresário adquirir o sistema`. A Secretaria havia se comprometido a conceder benefício fiscal aos estabelecimentos que precisam fazer investimentos para adequar seus sistemas de automação comercial. 
O auxílio cobria 100% dos gastos para as microempresas, 70% para empresas de pequeno porte e 50% para os demais estabelecimentos, relativos à compra de emissores de cupom fiscal (ECF), microcomputador, estabilizador de tensão, No Break, balanças acopladas ao ECF, programas aplicativos e leitores de cartão adquiridos entre 9 de agosto de 2001 e 31 de dezembro de 2003. Empresas que utilizam boleto manual de cobrança em cartão de crédito não vão precisar comprar equipamento novo. Basta especificar, no verso do comprovante, o tipo e o número do documento fiscal vinculado à operação, seguido do número do ECF do estabelecimento. 
O plano de ação da Secretaria prevê um escalonamento do prazo para as ações de fiscalização, organizado de acordo com a renda bruta das empresas. Os prazos para cada faixa de faturamento serão definidos pela Sefp após a publicação do decreto do Confaz no Diário Oficial da União (DOU).    (Gazeta Mercantil -Karla Correia) 

01.04 - Rede bancária brasileira no topo da internet global
SPB contribuiu para o grande avanço dos serviços. O Brasil, que conta com uma das maiores redes bancárias informatizadas do mundo, ocupa a vice-liderança mundial em internet banking de acordo com executivos e fornecedores de softwares, como a Microsoft. 
Um estudo recente feito pelo Real ABN Amro Bank e pela consultoria McKinsey já detecta um empate técnico entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o levantamento, 23% dos clientes de bancos no Brasil, realizaram transações pela internet em 2002, mesmo percentual dos EUA. Na Europa, essa média é 18%. Para este ano, a previsão é que a média no Brasil se mantenha igual à de 2002, enquanto a dos EUA cresça para 24%, informa a diretora-adjunta de canais eletrônicos do Real, Ivani Avventurato. 
Vários bancos, porém, superam esse percentual, como o próprio Real, no qual 28% dos clientes pessoa física usam os serviços de internet. No BankBoston, que só tem clientes pessoa física das classes A e B, essa taxa é de 42%. E no Citibank chega a 35%, incluindo pessoas físicas e pequenas e médias empresas. 
Essa participação é tanto mais expressiva considerando a baixa taxa de inclusão digital no Brasil. Isso mostra o grande potencial de crescimento no mercado. Além da comodidade, os investimentos exigidos pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) deram grande contribuição para o avanço da internet bancária no ano passado. 
"O alto índice de informatização do sistema bancário é uma das heranças positivas da época da inflação, mas ele se deve à capacidade do brasileiro de se adaptar a novas tecnologias", diz o diretor do Bradesco Dia e Noite, Candido Leonelli. 
"Não adiantaria nada se tivéssemos a tecnologia e o cliente não a usasse. O que aconteceu com o cartão magnético está acontecendo também com a internet", diz Leonelli. 
Os bancos agora estão preocupados com a fidelização do cliente dos serviços de internet. Para isso, investem em segurança e possuem projetos-pilotos para uso da certificação digital e identificação por impressões digitais.(Gazeta Mercantil - Rosana Hessel) 

18.03 - Destaque
Paulo Mallmann, diretor da Câmara Interbancária de Pagamentos, apresentou, na semana passada, durante palestra para associados da ABBC, os números da Câmara, que começou a operar efetivamente no dia 6 de dezembro de 2002. No primeiro dia de funcionamento, foram processadas 749 Teds e o valor financeiro somou R$ 10,2 milhões. Em janeiro, a média diária de documentos já havia subido para a faixa de 10 mil por dia. Em fevereiro chegaram a 20 mil/dia e em março a média já está nos 32 mil.  (SONIA RACY - O Estado de S.Paulo)

27.02 - BC estuda a ampliação do SPB
O Banco Central está estudando a implementação da segunda fase do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), conhecido como SPB 2. Trata-se de uma ampliação do sistema de pagamentos em vigor desde 22 de abril de 2002, hoje concentrado em trocas financeiras acima de R$ 5 mil. O SPB 2 vai incluir as operações abaixo desse valor.
O chefe do Departamento de Tecnologia da Informação do BC, José Antônio Eirado Neto, informou que o banco já avalia com lojistas, associações comerciais e bancos comerciais quais as melhores condições para a implementação do sistema.
Segundo Eirado, o SPB, com menos de um ano em vigor, está consolidado e é considerado um verdadeiro sucesso pelo BC e seus clientes. "Diariamente, R$ 400 bilhões trafegam no sistema", disse o executivo, que ontem apresentou as vantagens do SPB no evento Enterprise Latin America, em São Paulo. "Atualmente, trabalhamos apenas com a evolução do sistema, não há correção da falhas", completou.
O Banco Central investiu R$ 22 milhões em dois anos na criação do sistema. Para o SPB 2, o BC adaptará todo o programa já desenvolvido na versão anterior, o que eliminará a quase totalidade dos custos utilizados para o SPB. A data para implementação e o volume de recursos que serão trocados a partir do sistema não estão definidos, segundo o executivo. (Jornal do Commercio)

06.01 - Destaque SPB
Na avaliação de Paulo Mendonça, superintendente-geral da Cetip, encerradas as primeiras etapas da implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro, o País ainda não está podendo usufruir completamente dos benefícios que ele proporciona. "As mudanças realizadas nas instituições financeiras, porém, já serviram para criar as bases sólidas de um mercado que está por vir." 
Segundo Mendonça, o SPB é como o bambu chinês: depois de plantado, leva cinco anos enraizando e só então começa a crescer.  (Sonia RAcy - O estado de S.Paulo)


 Envie um email  com informações que você julga conveniente ser de conhecimento dos demais profissionais do setor,  em especial aquelas  pertinentes ao assunto acima