2006
15.12 - BC anuncia novo sistema de pagamento
O Banco Central anunciou a criação da TEC, a Transferência
Especial de Crédito, novo sistema de operação que
permite ordens de pagamento para diversas contas a partir de um único
documento bancário. Nos sistemas atuais - o Documento de Crédito
(DOC) e Transferência Eletrônica Disponível (TED) -,
para se emitir ordens de pagamento para vários destinatários,
é necessário fazer um documento para cada um, pagando taxas
para cada caso.
Apesar de a TEC também poder ser usada por pessoas físicas,
sua principal utilização será por empresas que fazem
grande número de ordens de pagamento, principalmente, a partir de
2007, com a implementação da conta-salário, que permitirá
que um empregado receba o salário na conta em que escolher, e não
só no banco determinado pelo empregador, como é hoje.
Dentro da TEC, cada transferência de crédito pode ser
de até R$ 4.999,99, o que abrange a maioria dos salários
do mercado. A TED também pode ser usada para valores menores de
R$ 5 mil, mas a taxa para tal operação se torna proibitiva.
O BC definiu na TEC que o tempo máximo que a transferência
deve levar para ser feita é de 60 minutos. Uma transferência
por DOC - usado para pequenos valores leva, em média, 24 horas.
Os bancos já podem implementar o novo serviço. A taxa da
TEC fica a critério de cada banco. (REYNALDO GALLO - Jornal
da Tarde)
2005
08.11 - BC discute formas para aperfeiçoar o SPB
O Banco Central vai discutir, em seminário interno, aperfeiçoamentos
no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Na agenda, estão mecanismos
para evitar que o sistema, que hoje opera satisfatoriamente, enfrente problemas
em um quadro com menor liquidez. Também vão ser debatidas
formas de tornar mais eficiente os sistemas de pagamento de atacado, seguindo
o caminho proposto no varejo.
O chefe do Departamento de Operações Bancárias
e de Sistema de Pagamentos do BC (Deban), José Antônio Marciano,
adianta que um dos pontos em debate é - seguindo tendência
mundial - transformar o Sistema de Transferência de Reservas (STR)
em um sistema híbrido. Ou seja, além de fazer liquidação
brutas de valores em tempo real, o STR poderia funcionar também
com compensação de valores com liquidação defasada.
Pelo sistema atual, as operações são liquidadas apenas
uma a uma, instantaneamente - o que, freqüentemente, exige que os
participantes do sistema tenham que dispor de grande volume de caixa para
honrar pagamentos. No sistema híbrido, parte das operações
seria compensada multilateralmente. Assim, os participantes fariam também
pagamentos líquidos, reduzindo a necessidade de caixa.
"Hoje, o sistema é bastante líquido, com compulsórios
elevados e grandes carteiras de títulos nos bancos", afirma Marciano.
"Mas essa situação pode não se manter para sempre,
e é nossa tarefa pensar soluções desde já."
O STR foi concebido para ser o coração do novo sistema
de pagamentos, que começou a operar em 2002. Nele, desaguam operações
pagas pelos diversos sistemas, como as das bolsas e de compensação
de cheques. Para garantir sua solidez, a opção foi mantê-lo
dentro do BC e exigir que os pagamentos fossem feitos de forma bruta. Uma
ordem de pagamento só é concretizada quando há fundo
disponível.
É comum, porém, que bancos façam pagamentos contando
com um recebimento que vai ocorrer minutos depois. Nesse meio tempo, ocorre
de o banco ficar sem saldo disponível. É quando entra o chamado
redesconto intradia, um empréstimo vinculado a títulos públicos
concedido pelo BC, sem custo. Em outubro, foram realizadas 10.457 dessas
operações, num total de R$ 1,218 trilhão. Os bancos
também podem usar, durante o dia, os compulsórios recolhidos
ao BC, desde que cumpram a exigibilidade no fim do dia.
Atualmente, esse sistema funciona bem porque, de um lado, os bancos
mantêm altos volumes de títulos em carteira, que são
usados nas operações de redesconto intradia; de outro, têm
altos volumes recolhidos ao BC, em virtude das elevadas alíquotas
de compulsório. Para o futuro, porém, é esperada a
redução desse excesso de liquidez. Com a queda dos juros,
a carteira de títulos deve diminuir. E as alíquotas de compulsório
tenderão aos padrões internacionais, cada vez mais próximos
de zero.
Outro ponto na agenda do seminário do BC será um possível
aglutinamento dos diversos sistemas de liquidação de atacado.
Hoje, são 11 caminhos possíveis para liquidação,
incluindo a STR, entre eles sistemas para câmbio, futuros, títulos
e cheques. No exterior, há países em que todos esses sistemas
são reunidos em um só. O BC pretende atuar como indutor de
uma maior eficiência nesses sistemas, apontanto caminhos possíveis
ao mercado, a exemplo do que fez recentemente com o sistema de varejo.
(Alex Ribeiro - Valor Online)
18.05 - TEDs batem recorde no ano e cheques perdem espaço
O número de TEDs realizadas por meio da Câmara Interbancária
de Pagamentos (CIP) da Febraban (Federação Nacional das Associações
de Bancos) vem crescendo dia a dia e bateu novos recordes neste ano, informa
o presidente da CIP, Paulo Mallmann. A média diária de abril
foi de 133.936, 6,5% superior à registrada em março e 42,6%
maior do que a de abril do ano passado.
Dois recordes diários seguidos foram atingidos neste início
de 2005, após o obtido em 16 de novembro de 2004. No dia 20 de abril,
a CIP aprovou 172.901 mensagens de pagamentos e no dia 3 de maio, 180.651.
"É uma comprovação de que a TED foi bem aceita
pelos clientes bancários", diz Mallmann. A TED -transferência
eletrônica disponível- foi criada em abril de 2002, com o
novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, e possibilita a transferência
de recursos de uma conta para outra no mesmo dia, às vezes em uma
hora ou até mesmo em tempo real.
Segundo Mallmann, os meios de pagamentos eletrônicos, como a
TED e o cartão de débito, vêm ganhando espaço
crescente enquanto os cheques vêm perdendo espaço, embora
de forma gradual. Em abril último, a média diária
de cheques compensados foi de 7,372 milhões, uma queda de 5,4% na
comparação com os 7,795 milhões de abril do ano passado.
A participação da CIP no total de TEDs aceitos, após
atingir o pico de 82% na média diária em julho do ano passado,
vem se mantendo estável entre 78% e 82%. "Para nós, esse
nível de participação é suficiente", diz Mallmann.
As TEDs de maior valor acabam acontecendo diretamente entre os bancos
no Sistema de Transferência de Reservas (STR) do Banco Central. Tanto
que a participação da CIP no total de TEDs aceitos cai para
não mais do que 62,5% em abril na média diária quando
se consideram os valores das TEDs e não o número de mensagens
aceitas. O fato de a CIP começar a funcionar 1 hora depois do STR
contribui para que parte do movimento de TEDs vá para o sistema
do BC.
Na CIP, as tarifas são menores -R$ 0,48 por TED enviada ou recebida,
na comparação com os R$ 0,62 no STR. Além disso, a
CIP faz compensação multilateral por diferenças: se
o banco tiver crédito de R$ 5 milhões terá um débito
de R$ 3 milhões automaticamente compensado. No STR, o débito
só acontece se o banco tiver reservas (dinheiro vivo) ou títulos
públicos e a compensação é bilateral, operação
por operação.
Para os grandes volumes de mensagens, que o STR não tem condições
de processar, o sistema da CIP está respondendo de forma adequada,
segundo Mallmann. Os números mostram que a ampla maioria das TEDs
que passa pela CIP -94,66%, na média de 7 de abril a 6 de maio-
foi aprovada em menos de 1 minuto, segundo ele. Apenas 0,01% das TEDs que
passam pela CIP demoram mais de duas horas para serem aprovadas.
No dia 18 de fevereiro, a CIP, que já realizava a liquidação
interbancária de cerca de 440 mil DOCs por dia, passou a efetuar
também a liquidação dos boletos de cobrança
de valor inferior a R$ 5 mil. O volume médio diário liquidado
é de cerca de 4 milhões de boletos por dia, o que mostra
que a economia está aquecida, segundo Mallmann. "Esperávamos
movimento de não mais do que 3,5 milhões", diz.
(Cristiane Perini Lucchesi - Valor Online)
09.03 - SPB reduz o risco da compensação
O Banco Central completou, em fevereiro, a primeira fase do Sistema
de Pagamentos Brasileiro (SPB). A câmara de compensação
de cheques administrada pelo Banco do Brasil, a Compe, deixou de ser sistemicamente
importante, o que em termos práticos significa que acabou o último
foco relevante de risco do sistema de pagamentos que recaía sobre
os cofres públicos.
O novo sistema de pagamentos, que começou a ser implantado em
1999, tem o objetivo básico de eliminar riscos que, nas quebras
de bancos e outras instituições financeiras, recaiam no BC.
Historicamente, prejuízos de falências bancárias chegavam
ao BC por meio de saldos negativos nas contas de reservas.
O SPB eliminou a possibilidade desses saldos negativos, ao criar ambientes
em que os pagamentos são feitos on-line, em tempo real, e reforçar
os mecanismos de monitoramento de riscos, garantias e rateamento de perdas
em câmaras de compensação.
Em fevereiro, a Compe deixou de ser considerada sistemicamente importante
porque o volume diário de compensações caiu abaixo
de R$ 5 bilhões, e a média das maiores operações
tornou-se menor que R$ 10 milhões. Quando uma câmara opera
com essas características, seu risco de quebra é próximo
de zero. Até então, os riscos da Compe recaiam sobre o seu
administrador - o BB - e, de forma indireta, sobre o Tesouro Nacional,
que é o seu controlador.
"Não podemos dizer que o risco sistêmico está completamente
eliminado pois isso depende do monitoramento regular das câmaras",
diz o chefe de Operações Bancárias do BC, José
Antônio Marciano. "Mas sem dúvida as mudanças ocorridas
em fevereiro foram um marco."
Duas mudanças, que entraram em vigor em 18 de fevereiro, virtualmente
eliminaram o risco sistêmico da Compe. Os cheques acima de R$ 250
mil passaram a ser compensados bilateralmente entre os bancos. Os boletos
bancários deixam de ser compensado pelo Sistema de Transferências
de Reservas (STRs, que opera em tempo real), nos pagamentos acima de R$
5 mil; abaixo desse valor, a compensação passou a ser feita
na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Com essas duas
mudanças, completou-se o esvaziamento da Compe. Entre os passos
anteriores estão a criação das TED, que inibem grandes
movimentações por meio de cheques e DOCs; a transferência
da compensação de DOCs para a CIP; e a exigência de
depósito prévio para compensação de cheques
acima de R$ 5 mil. (Alex Ribeiro - Valor Online)
10.01 - Novo SPB será do cliente
Há um consenso no sentido de que o SPB um importante passo
do sistema bancário brasileiro na direção da modernidade,
precisa passar por alguns ajustes operacionais. Concorda-se também
que a direção desses ajustes seja a relação
banco-cliente-comercio. O desafio é utilizar este importante
fator de produtividade para solucionar algumas ineficiências do mercado.
O ideal é conseguir implantar uma rede única, acumulando
diferentes canais utilizados no mercado, implantando um compartilhamento
generalizado de infraestruturas de relacionamento. Certamente este caminho
peca pelo excesso de ousadia e poderia ser paralisado em alguma curva da
estrada.
Todos ganhariam os clientes e os bancos se fossem compartilhadas
as estruturas de redes de ATMs e outras estruturas que facilitariam a vida
dos clientes e a bancarização de novas camadas da população.
Quem está com a iniciativa ? No debate que BANCO HOJE realizou
com a presença de diferentes lideranças do mercado e o Banco
Central, esta questão não ficou muito esclarecida. Certamente
o Banco Central aguarda manifestação dos bancos a respeito,
e estes somente deverão se aproximar de uma proposição
durante o CIAB 2005, em junho próximo. (Banco Hoje)
26.11 - Clearing da BM&F atinge US$ 1 trilhão
O volume bruto de operações liquidadas na clearing de
câmbio da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) bateu em US$
1 trilhão esta semana. "Já somos responsáveis pela
liquidação de cerca de 90% dos negócios no mercado
interbancário de câmbio", comemora o presidente da BM&F,
Manoel Felix Cintra Neto.
A clearing, criada em abril de 2002 com a entrada em vigor do Sistema
de Pagamentos Brasileiro (SPB), passou este mês pelo seu primeiro
teste: a intervenção do Banco Santos. Segundo Cintra Neto,
os problemas do banco não afetaram os negócios. Uma das razões
é que a clearing é a contratante das operações
e exige garantias prévias das duas partes que estão operando.
Desde sua criação, o volume líquido compensado
na clearing foi de US$ 147,8 bilhões, ou seja, graça a ela,
foi possível reduzir em US$ 852 bilhões a movimentação
efetiva de dólar no mercado financeiro.
(Altamiro Silva Júnior - Valor Online)
18.11 - Sistema de Pagamentos passa pelo primeiro teste
O Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB) passou pelo seu primeiro
teste, terça-feira, primeiro dia útil após a intervenção
no Banco Santos, anunciada na noite da sexta-feira passada.
Paulo Mallmann, superintendente geral da Câmara Interbancária
de Pagamentos (CIP), informou que logo na abertura dos negócios
o Banco Santos não depositou as quantias necessárias para
liquidar os DOCs realizados pelos clientes na sexta. Imediatamente, a CIP
também não liquidou os DOCs enviados por clientes de outros
bancos
para o Santos. "Recalculamos então o saldo multilateral e liquidamos
os pagamentos daquele dia, como se o banco estivesse ausente", informou.
Mallmann não revelou valores, mas disse que o Banco Santos tinha
mais DOCs a pagar do que a receber.
Na CBLC, que liquida as operações em bolsa de valores,
não houve problema porque a corretora Santos, que também
sofreu intervenção, estava inoperante desde 1997, informou
a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A Bolsa de Mercadorias
& Futuros (BM&F) não informou o movimento das clearings
de câmbio e derivativos, nem os negócios da corretora no pregão.
A corretora estava liderando a emissão de R$ 200 milhões
em debêntures para a Procid Participações, holding
que controla o banco. O lançamento foi dividido em quatro séries
e a primeira foi emitida em junho. A segunda e a terceira estão
em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O processo, segundo a CVM, somente será paralisado caso o banco
solicite. Para fazer a emissão, porém, o Santos terá
que contratar outra coordenador.
Boa parte dos funcionários do Banco Santos ficará de
licença remunerada até que a situação da instituição
seja definida, informou o interventor Vânio César Aguiar,
indicado pelo Banco Central. (Valor Online)
09.09 - BC quer reduzir à metade as operações com
cheques
Um dos efeitos do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), implantando
em abril de 2002, foi o reduzir, de 60% para 48%, o percentual de operações
bancárias realizadas por meio de cheques. Mas a meta do Banco Central
(BC) é que esse montante caia à metade nos próximos
anos, chegando ao mesmo nível de países desenvolvidos. Foi
o que disse hoje o consultor do Departamento de Operações
Bancárias do BC, Marcelo Deschamps.
Para alcançar esse objetivo, o alvo da autoridade monetária
serão as operações de varejo, sobretudo as de valores
inferiores a R$ 5 mil que, em geral não são efetuadas pela
Transferência Eletrônica Disponível (TED), mecanismo
que agiliza a transferência dos recursos para os destinatários
das emissões.
Segundo Deschamps, o BC vem discutindo com a Federação
Brasileira dos Bancos (Febraban) a possibilidade de que também as
operações com valor acima de R$ 5 mil possam ser descontadas
em D+0, ou seja, no mesmo dia. "Será o SPB 2, que vai envolver também
as operações de varejo", anuncia Deschamps sem, no entanto,
prever qual o tempo estimado para essa alteração.
Mas a autoridade monetária vai divulgar nas próximas
semanas um estudo no qual identifica os principais problemas que limitam
o uso de operações eletrônicas para transferência
de valores, em vez dos cheques. Segundo números do BC, o sistema
bancário do País registra diariamente cerca de 3,4 bilhões
de operações com valores unitários inferiores a R$
5 mil, movimentando um total de R$ 1,5 bilhão.
Medidas para estimular as transações por meio eletrônico
estão sendo discutidas entre o BC e a Febraban. Mas de acordo com
Deschamps, ainda não se chegou a um consenso a respeito desse limite,
que pode cair. Segundo o BC, atualmente cerca de 15% das TED's já
são de operações com valores inferiores a R$ 5 mil.
(Aluisio Alves - InvestNews)
06.07 - BC: pagamentos por meio eletrônico já superam os
realizados em papel
Os pagamentos por meio eletrônico já superam os realizados
em papel no Brasil, exceto os realizados em papel-moeda, informa o Banco
Central. A revelação está no "Diagnóstico do
Sistema de Pagamentos de Varejo no Brasil", que será divulgado nas
próximas semanas pelo BC.
O estudo revela que, de 1999 ao final de 2003, o total de pagamentos
em cheques despencou de 63,5% para 40,7% em volume e de 42,4% para 22,1%
em valor. Os pagamentos por meio eletrônico cresceram, em volume,
de 15,2% para 16,4%; as transferências de crédito (TED, DOC
e Bloquetos de Cobrança), de 5,3% para 11,3%; os débitos
diretos, de 13,4% para 19,6%; os cartões de crédito e de
débito, de 2,6% para 12,0%.
Segundo o BC, a mudança foi influenciada pelos aperfeiçoamentos
do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), implantados a partir de abril
de 2002. (Globo Online)
07.06 - BC incentiva transação eletrônica nos bancos
Na segunda fase de implantação do Sistema de Pagamentos
Brasileiro, o chamado SPB II, o Banco Central (BC) quer incentivar os bancos
a elevar cada vez mais o número de transações eletrônicas,
aumentar a inter-operabilidade e o compartilhamento da infra-estrutura
tecnológica - especialmente os caixas automáticos. Foi o
que afirmou ontem José Antonio Marciano, chefe do Departamento de
Operações Bancárias e Sistemas de Pagamentos (Deban)
do BC.
Apesar de extremamente avançado e considerado modelo de modernidade,
o sistema financeiro brasileiro ainda precisa avançar muito em eficiência
e redução de custos, disse Marciano em palestra durante o
XIV Congresso e Exposição de Tecnologia de Informação
das Instituições Financeiras (Ciab 2004). O modelo idealizado
pelo BC para o sistema bancário brasileiro é o europeu, em
que o uso de cheques já caiu a zero em alguns países como
Holanda, Finlândia e Suécia e índices muito baixos
nos outros países.
"O Brasil tem 28 redes (de caixas eletrônicos) proprietárias
(individuais a cada banco) e apenas duas compartilhadas, a TecBan e a rede
Verde Amarelo. É uma estrutura vertical, de baixa inter-operabilidade,
com forte competição tecnológica", constatou o chefe
do Deban, acrescentando que essa estrutura gera custos elevados e pouca
eficiência. "Consideradas as 28 redes exclusivas, apenas cinco bancos
estão acima da média de 25 mil transações por
terminal, indicando que a ociosidade é grande nestes terminais".
Segundo Marciano, na Europa o número de redes varia entre um
e três e apenas na Alemanha esse número sobe para cinco redes
e em todos os países analisados o compartilhamento é 100%,
com exceção da Itália, onde é de 90%.
Para o BC, a rede de compensação e liquidação
de transações financeiras do país também deveriam
passar por um enxugamento. O Brasil tem seis sistemas (Compe, CIP, TecBan,
Visanet, Redecard e o próprio STR do BC), exigindo das instituições
um complexo de gerenciamento e uma diversidade de acesso que também
gera custos, afirmou.
Mesmo com essas restrições, Marciano fez um balanço
positivo da implantação do SPB, realizada em 22 de abril
de 2002. Segundo ele, de 1999 até 2003 o uso do cheque como instrumento
de pagamentos no país caiu de 63,5% do total de transações
para 41,1%, enquanto as transações com cartões de
débito pularam de 2,6% para 12,1%, com cartões de crédito
de 13,4% para 19,8% e as transferências de crédito interbancárias
e débitos diretos subiram de 15,2% e 5,3% respectivamente para 15,5%
e 11,5%, no mesmo período.
"O que dificulta o maior acesso da população aos meios
de pagamento eletrônicos no Brasil é a baixa taxa de bancarização,
apenas um terço da população tem conta em banco",
disse o chefe do Deban. Marciano frisou que não há prazo
para implantação do SPB II e a principio não haverá
imposições do BC; o objetivo é apenas dar orientação
e indicação de tendências. (Janes Rocha
- Valor Online)
26.04 - Bancos devem cobrar mais em quitação de contas
A melhoria esperada nos meios de pagamento utilizados pelos brasileiros,
pessoas físicas ou empresas, para fazer compras em geral ou quitar
dívidas do dia a dia deverá ser acompanhada também
de maior custo. As mudanças que estão por vir, após
dois anos de adoção do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB),
deverão dar mais rapidez às operações, mas
também reduzirão parte das receitas dos bancos, que, por
sua vez, compensarão as perdas com aumento dos valores cobrados
dos clientes.
Esse efeito-cascata pode ser ilustrado com a alteração
na forma de processamento das fichas de cobrança em geral, prevista
para o segundo semestre. O Banco Central e os bancos trabalham para que
essas fichas, que hoje são utilizadas para pagamento desde faturas
de cartão de crédito, assinaturas de revistas, mensalidades
escolares a dívidas de empresas com fornecedores em geral, deixem
de ser processadas no sistema antigo da Câmara de Compensação
(Compe) e passem para o SPB.
A mudança permitirá mais rapidez na movimentação
dos recursos para os credores e reduzirá o risco para o sistema
financeiro, transferindo transações de maior valor da Compe
para um sistema mais moderno e com garantias que evitam problemas em caso
de quebra de instituições.
A maior rapidez no processamento dessas fichas de cobrança significará
uma perda de receita para os bancos. Hoje, quando um cliente vai pagar
uma dessas fichas de cobrança emitida por outra instituição
financeira, o banco que recebe o pagamento cobra do emitente uma tarifa
pelo serviço e ainda ganha com o giro dos recursos no mercado naquele
dia.
– Esse custo já está embutido na transação,
no valor da taxa de administração cobrada do cliente, no
do cartão de crédito ou mesmo no custo do produto que será
vendido com a possibilidade dessa forma de pagamento – explica o diretor
de um grande banco nacional. (Jornal do Commercio)
23.04 - Valor de transferência vai cair
Dois anos depois da criação do Sistema de Pagamentos
Brasileiro (SPB), que se traduziu numa mudança radical na forma
de as instituições financeiras se comunicarem e liquidarem
as operações realizadas entre elas e o Banco Central, os
bancos se preparam para ampliar os benefícios do novo sistema para
o cidadão comum. Um passo nessa linha deverá ser a redução
do valor mínimo para as transferências em tempo real, conhecidas
como TEDs. Por um acordo feito entre os bancos, atualmente, esse valor
está fixado em R$ 5 mil.
A idéia, segundo o diretor de um banco nacional que tem participado
das discussões sobre o assunto na Federação Brasileira
dos Bancos (Febraban), é reduzir esse piso em R$ 1 mil a cada 6
meses, a partir de janeiro de 2005. ¨Inicialmente pensou-se em começar
essa redução em julho deste ano, mas é pouco tempo
para os bancos se preparem¨, diz. As próprias instituições
financeiras irão testar gradualmente o limite dos seus sistemas
de informática para reduzir o piso das transferências em tempo
real, sem comprometer o funcionamento do SPB.
OFERTA
Como não existe um valor fixado pelo BC, na prática,
os bancos que quiserem podem oferecer o serviço de transferência
em tempo real aos seus clientes, independente da quantia. E algumas instituições
já o fazem como forma de atrair clientes, apesar do acordo informal
existente entre elas. Favorável à idéia de reduzir
o valor da TED, o gerente do Departamento Financeiro da Nossa Caixa, Natalino
Nascimento, ressalta apenas que o processo precisa ser feito de forma planejada
e gradual.
¨Sem dúvida, a TED é um diferencial competitivo,
mas se quiséssemos reduzir de uma vez só o valor mínimo
das TED s para R$ 3 mil, por exemplo, algumas instituições
não poderiam processar o volume de operações sem melhorar
os sistemas de informática¨, justifica.
¨É inevitável, no futuro, a redução
do valor mínimo para a TED. Isso será uma decorrência
natural da modernização tecnológica e do ganho de
produtividade dos bancos¨, afirma Ênio Schaeffer, gerente da
área de SPB do Banco do Brasil. No entanto, ele argumenta que antes
de reduzir o valor das TEDs, as instituições possam transferir
para o SPB o processamento dos boletos de cobrança que hoje é
feito na Câmara de Compensação (Compe), o que deverá
ser feito no segundo semestre.
VOLUME
Segundo o chefe do Departamento de Operações Bancárias
do BC (Deban), José Antônio Marciano, reduzir o volume de
compensações na Compe é a prioridade para o SPB que,
hoje completa dois anos. ¨Antes, a Compe era o principal sistema e
a retirada do processamento dos DOCs acima de R$ 5 mil já ajudou.
Agora, estamos discutindo a compensação dos boletos de cobrança
e dos cheques¨, explica, se referindo aos Documentos de Ordem de Crédito
(DOCs). O BC extinguiu os DOCs acima de R$ 5 mil e a movimentação
passou a ser feita em tempo real.
Segundo Marciano, a migração da compensação
de cheques para o novo sistema é mais complicado porque envolve
a movimentação física dos cheques. ¨Mesmo que
haja a liquidação eletrônica, o cheque emitido tem
de ser transferido de um banco para o outro. Esse é um ponto que
precisamos solucionar¨, completa.
¨A Compe ainda não chegou ao nível de operações
que o BC queria. Ela ainda liquida mais de R$ 5 bilhões por dia,
que é um patamar a partir do qual considera-se a câmara como
sistemicamente importante¨, diz Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor
de Política Monetária do BC e responsável pela implementação
do SPB em abril de 2002.
A importância de reduzir o volume de transações
é diminuir o risco que a câmara oferece ao sistema. As câmaras
criadas com o funcionamento do SPB têm um sistema de garantias que
transferiu do BC para o próprio mercado o risco das transações.
Com isso, se uma instituição quebrar, não há
o risco de o BC ficar com o rombo. ¨Essa é a grande conquista
do SPB¨, destaca Figueiredo. (Agência Estado/Diário
da Tarde)
06.04 - Liquidação
A CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) bateu recorde
ontem na liquidação de TEDs, com 108 mil operações,
totalizando R$ 6,5 bilhões. A CIP responde por 73% das TEDs emitidas
pelos clientes de 118 bancos. (Folha de S.Paulo)
03.03 - Transferência bancária custa até R$ 15
Os bancos estão cobrando até R$ 15 pela Transferência
Eletrônica Disponível (TED), de uso obrigatório desde
o dia 18 de fevereiro na transferência de valores iguais ou superiores
a R$ 5 mil entre instituições financeiras. Antes a operação
era feita pelo tradicional Documento de Ordem de Crédito (DOC-C).
O custo da TED varia de R$ 8, no Banco do Nordeste, a R$ 15, no Banco do
Brasil (BB) — que tem o preço mais alto para o serviço entre
20 bancos.
A TED está sendo cobrada apesar de o Banco Central (BC) vir
aconselhando os bancos a incentivarem o uso das transferências eletrônicas
— que as instituições sempre alegaram ser mais baratas do
que as operações em papel.
Na maior parte dos bancos, os valores cobrados pela TED e pelo mecanismo
tradicional chegam a ser idênticos. Isso apesar de os especialistas
alertarem que o custo do meio eletrônico para as instituições
não é superior a R$ 1.
Apenas listando os maiores bancos, têm tabelas iguais BB (R$
15), Bradesco (R$ 9,80) e Itaú, Caixa, Sudameris e Banerj (R$ 10).
No Unibanco, a TED sai a R$ 10,40 e o DOC, a R$ 10,90, e no Real, a R$
9,50 e R$ 11, respectivamente. No HSBC, o meio eletrônico custa R$
10,80 e o tradicional, R$ 11,50.
Faltam concorrência e volume de operações
As tarifas, pesquisadas pelo Globo Online, são informadas ao
BC por todos os bancos. Há opções mais baratas se
o cliente fizer a operação pela internet ou se for cliente
especial.
Segundo a assessoria do Banco do Brasil, a tarifa de R$ 15 só
é cobrada de quem não tem conta no banco. Quem é correntista
paga R$ 9. Procurada para comentar o preço da tarifa, a Federação
Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) informou
que o assunto deveria ser tratado com a Câmara Interbancária
de Pagamentos (CIP). Procurada, a CIP informou que o assunto deveria ser
tratado com a Febraban.
O consultor Erivelto Rodrigues, da Austin Asis, especializada na análise
de instituições financeiras, diz que o valor das tarifas
está exagerado. Segundo ele, os preços estão muito
acima do custo que o banco tem para efetuar a TED, que é de apenas
R$ 1:
— O custo de uma transação por TED é infinitamente
menor.
Os bancos estão livres para fixar o valor das tarifas. Como
vigora o livre mercado, cabe ao consumidor escolher quem vai lhe prestar
o serviço. Porém, segundo analistas, o problema é
que praticamente não há concorrência entre os bancos
na cesta de tarifas oferecida.
Alberto Borges Mathias, da USP, lembra ainda que, apesar de ter tecnologia
bancária sofisticada, o Brasil não tem volume suficiente
de transações, especialmente na área de crédito,
o que eleva os custos. (Wagner Gomes e Roberto Samora - O Globo)
18.02 - Doc de R$ 5 mil será substituído pela TED
A partir de hoje, os Documentos de Ordem de Crédito (DOCs) deixarão
de circular pela Câmara de Compensação de Cheques e
Outros Documentos, conhecida como Compe, do Banco do Brasil, e passarão
a ser compensados pela Câmara Interbancária de Pagamentos
(CIP), informou a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Os DOCs de valor igual ou superior a R$ 5 mil deixarão de existir
e serão substituídos por Transferência Eletrônica
Disponível (TED). O crédito do valor na conta do favorecido
acontecerá no mesmo dia. Para os DOCS de valor inferior, os prazos
de compensação não mudam, embora passem a ser compensados
pela CIP.
De acordo com a Febraban, não haverá mudanças
para os emissores dos DOCs. Para os favorecidos de transferências
de valores iguais ou superiores a R$ 5 mil, há a vantagem de ter
os recursos creditados na sua conta um dia antes do que pelo sistema de
compensação anterior. O superintendente geral da CIP, Paulo
Mallmann, disse, por meio de uma nota, que o novo sistema aumenta a segurança
em todas as etapas da transmissão dos dados da ordem de crédito.
Mallmann explicou que em média a rede bancária processa
diariamente 16 mil ordens de crédito no valor de R$ 5 mil (ou acima),
por meio da emissão de DOCs, num valor que atinge R$ 600 milhões.
DOCs inferiores a R$ 5 mil somam R$ 330 milhões por dia, equivalentes
a 380 mil documentos. O total de TEDs processado pela CIP vem crescendo
nos últimos meses. Atualmente, a CIP processa, em média,
70 mil TEDs por dia, num total de R$ 6 bilhões o que equivale a
65% de todas as TEDs emitidas no sistema.
Ele disse que tal crescimento está associado ao bom desempenho
e segurança do sistema de liquidação da CIP o qual
tem aprovado em até um minuto, cerca de 92% de todas as TEDs processadas
pela câmara. Com a mudança no sistema de compensação
dos DOCs, a CIP passará a liquidar R$ 6,6 bilhões de documentos
por dia (entre DOCs e TEDs). Quando incorporar ao processamento diário
mais três milhões de bloquetos de cobrança (R$ 3 bilhões,
aproximadamente), a CIP atingirá um volume de processamento próximo
a R$ 10 bilhões. (Diário da Tarde)
17.02 - Transferência substituirá DOC acima de R$ 5 mil
a partir de 4a
A Febraban informou ontem que, a partir desta quarta-feira, dia 18,
os Documentos de Ordem de Crédito (DOCs) deixarão de circular
pela Câmara de Compensação de Cheques e Outros Documentos
(COMPE), do Banco do Brasil, e passarão a ser compensados pela Câmara
Interbancária de Pagamentos (CIP). Os DOCs de valor igual ou superior
a R$ 5 mil deixarão de existir, sendo obrigatoriamente substituídos
por TEDs (Transferência Eletrônica Disponível).
Para DOCs de valor inferior a R$ 5 mil, os prazos de compensação
não mudam, embora passem a ser compensados pela CIP. Ainda de acordo
com a Febraban, para os emissores dos DOCs, não haverá mudanças
e para os favorecidos de transferências de valores iguais ou superiores
a R$ 5 mil, os recursos serão creditados no mesmo dia.
Na nota, Paulo Mallmann, superintendente geral da CIP, afirma que haverá
vantagens para todos, porque o novo sistema aumenta a segurança
em todas as etapas da transmissão dos dados da ordem de crédito.
Segundo ele, em média, a rede bancária processa diariamente
16 mil ordens de crédito no valor de R$ 5 mil (ou acima), por meio
da emissão de DOCs, num valor que atinge R$ 600 milhões.
Os DOCs inferiores a R$ 5 mil somam R$ 330 milhões por dia, equivalentes
a 380 mil documentos.
Confinança
O total de TEDs processado pela CIP, segundo Mallmann, vem crescendo
nos últimos meses. Atualmente, a CIP processa em média 70
mil TEDs por dia, num total de R$ 6 bilhões, o que equivale a 65%
de todas as TEDs emitidas no sistema. Segundo ele, o crescimento está
associado ao bom desempenho e segurança do sistema de liquidação
da CIP, o qual tem aprovado em até um minuto, cerca de 92% de todas
as TEDs processadas pela Câmara.
Com a mudança no sistema de compensação dos DOCs,
a CIP passará a liquidar R$ 6,6 bilhões de documentos por
dia (entre DOCs e TEDs). (Rita Tavares - Agência Estado)
10.02 - Transferência eletrônica para baixo valor
O DOC de papel, o tradicional documento de transferência de recursos
bancários, está com os dias contados. A partir de 18 de fevereiro,
todas as transações pelo mecanismo, independente do valor,
passam a ser feitas eletronicamente e liquidadas pela Câmara Interbancária
de Pagamentos (CIP), a clearing privada que já centraliza a compensação
da Transferência Eletrônica Direta (TED) para operações
acima de R$ 5 mil.
O cliente bancário, no dia a dia de seu relacionamento com as
instituições financeiras, dificilmente notará a mudança,
mas por trás disso se consolida mais uma etapa do Sistema de Pagamentos
Brasileiro (SPB). No seu objetivo de pulverizar os riscos do sistema financeiro
nacional, o SPB, finalmente, chega ao varejo, ao acrescentar a transferência
eletrônica para documentos abaixo de R$ 5 mil. A próxima fase,
prevista para o segundo semestre, será a migração
dos boletos de cobrança.
O processamento das operações continuará sendo
feito pela Compe, a câmara de compensação do Banco
do Brasil (BB), mas a partir de agora a instituição federal
atuará como prestadora do serviço e receberá por ele.
De quebra, o risco da liquidação de cerca de R$ 37 bilhões
mensais em DOCs sai do colo do governo e passa a ser dividido pelo próprio
sistema financeiro. "O objetivo do SPB é transferir o maior volume
possível de pagamentos para a liquidação eletrônica
e havia uma parcela considerável de DOCs de valor elevado cursando
pela câmara de compensação do Banco do Brasil", disse
o superintendente do Banco Central (BC), Virgílio Santos Neto, presente
à assinatura do contrato para processamento de registros entre o
BB e a CIP, na sexta-feira, em São Paulo.
O BB destinou R$ 5,7 milhões ao aperfeiçoamento da infra-estrutura
tecnológica, um investimento incremental, segundo o vice-presidente
de Tecnologia e Infra-Estrutura, Luiz de Cerqueira César. Para o
executivo, o avanço do SPB servirá como pano de fundo para
o ajuste do modelo bancário brasileiro. "Com a estabilidade econômica
e a atividade indo mais para o crédito, a agência será
cada vez mais um espaço de relacionamento, exigindo especialização,
enquanto a parte de infra-estrutura de transações será
uma commodity, passível de compartilhamento."
Para a CIP, a parceria com o BB a redime de fazer investimentos pesados.
"A solução foi terceirizar o serviço com o mais importante
centro de processamento da América Latina", disse o superintendente
geral da CIP, Paulo Mallmann. Hoje, a CIP liquida R$ 120 bilhões
em TEDs. Vai abocanhar R$ 37 bilhões em DOCs e mais R$ 60 bilhões
mensais quando assumir a compensação de títulos de
cobrança. (Gazeta Mercantil - Adriana
Cotias)
09.02 - BB assina com CIP
O Banco do Brasil assina hoje com a Câmara Interbancária
de Pagamentos (CIP)contrato para processamento dos registros de DOC e Cobrança
de todo o sistema financeiro. A migração desses serviços,
determinada pelo Banco Central (BC), faz parte do aperfeiçoamento
do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB2). (GAzeta Mercantil)
05.02 - DOCs serão limitados até R$ 5 mil
A partir do próximo dia 18, a movimentação de
quantias acima de R$ 5 mil não poderá mais ser feita por
meio de DOC (Documento de Ordem de Crédito). O Banco Central vai
acabar com os DOC acima desse valor para reduzir o custo dessas transações
para os bancos e diminuir a quantidade de operações realizadas
na câmara de compensação de cheques, onde esses documentos
também são processados.
Para o chefe do Departamento de Operações Bancárias
do BC, José Marciano, com a criação do novo instrumento
que permite fazer essas transferências em tempo real (TED) não
há porquê as instituições financeiras manterem
o DOC. A prestação do serviço de DOC é cara
para os bancos, porque eles são obrigados a fazer um depósito
prévio junto ao BC para garantir a operação, já
que ela é processada na câmara de compensação
de cheques e só é efetivamente liquidada um dia depois de
realizada pelo cliente. Esse custo é repassado para o cliente, que
tem que pagar tarifas adicionais para enviar um DOC desse valor.
A TED foi criada em abril de 2002, com a implementação
do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Segundo Marciano, desde o lançamento
da TED, o volume de transferências por meio de DOC envolvendo quantias
mais elevadas caiu significativamente. De acordo com os dados do BC, em
março do ano passado, a média diária de DOC acima
de R$ 5 mil realizadas era de 55.000, somando cerca da R$ 7 bilhões.
Em dezembro do ano passado, caiu para 14, movimentando cerca de R$ 405
milhões. (Sheila D´Amorim - Agência Estado)
04.02 - Compensação de cheques em tempo real beneficiará
aplicador
O investidor que costuma esperar um ou dois dias para compensação
dos cheques recebidos para então aplicar o dinheiro, poderá
em breve, realizar a aplicação no mesmo dia. No mínimo,
obterá um dia a mais de rendimentos. O benefício será
viável ainda este mês, ou no mais tardar em março,
quando 61% dos bancos, na maioria de varejo, começarão a
compensar cheques superiores em tempo real.
A notícia foi divulgada pela Associação Brasileira
de Bancos (ABBC), que pretende transformar o cheque em uma TED (Transferência
Eletrônica Disponível, mecanismo de liquidação
on-line).
Os cheques superiores costumam ser utilizados principalmente para pagamento
de bens como automóveis e apartamentos. “Será bom para quem
recebe o cheque e não tão bom para quem emite. Lucrará
o investidor que não deixa o dinheiro parado na conta corrente.
Receberá o dinheiro na hora e em seguida poderá investir.
Para quem compra e emite o cheque, não é tão vantajoso,
já que o montante sai da conta na mesma hora”, explica Miguel Oliveira,
vice-presidente do Comitê de Economia e Finanças da Anefac
.
Recursos
Um recurso que era freqüentemente utilizado por consumidores,
o de emitir o cheque sem crédito na conta já presumindo a
compensação com dois dias de atraso, cairá em desuso.
O presidente da Abracheque, Carlos Pastor, no entanto frisa que a compensação,
por só atingir cheques superiores a R$ 5 mil não deverá
abranger a maioria dos cheques, que são de valores abaixo de R$
1 mil.
Ainda assim, a medida animou comerciantes, que ficarão menos
propensos ao recebimento de cheques sem fundos. O empresário Otávio
Lemos ficou animado com a notícia. “Como trabalho com venda de obras
de arte, o retorno será imediato. Poderei saber na hora se o cheque
tem ou não fundos e só então entregar a mercadoria”,
diz.
Como em qualquer transação financeira há um custo
embutido, é preciso levar em conta quanto e quem pagará pela
facilidade da compensação dos cheques em tempo real. Os bancos
deverão cobrar tarifas para este procedimento, que podem ser embutidas
no pagamento dos cheques ou na emissão de talões.
"Os bancos cobram em média, 10% para quem emite cheques superiores.
Este custo deverá continuar e outra taxa poderá ser incluída.
Pagamento online requer custos para os bancos, que com certeza, terão
que repassar para os consumidores”, diz Oliveira." (Jornal do Commercio)
03.02 - Compensação de cheques em tempo real
Os cheques, principalmente os de alto valor, poderão ser compensados
em tempo real a partir deste mês, informa o diretor-executivo da
Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Paulo Cândido
de Oliveira. A ABBC desenvolveu o projeto Cheque on, em parceria com a
empresa de tecnologia C&M Software. “O sistema já foi testado
e está pronto. A nossa pretensão é lançá-lo
neste mês ou, na pior das hipóteses, em março”, afirmou
Oliveira.
Para a realização das compensações em tempo
real, disse Oliveira, não será preciso a aprovação
do Banco Central, “que está informado do assunto”.
– A idéia é transformar o cheque em uma TED (Transferência
Eletrônica Disponível, mecanismo de liquidação
on-line criado pelo novo Sistema de Pagamentos Brasileiro) – disse Oliveira.
Em diversas operações, o cheque ainda é o principal
instrumento de pagamento, como na aquisição de um carro ou
um apartamento, recorda Oliveira. “Você não anda na rua com
R$ 20 mil no bolso, então emite um cheque, pois não há
como fazer uma TED de qualquer local”, afirmou.
Orli Machado, diretor da C&M Software, disse que o sistema funciona
com a mesma rede de circulação de dados do SPB. Sua função
será coordenar o processo de liquidação de cheques,
e com isso tornar a automação bancária mais eficiente.
“61% dos bancos já aderiram ao sistema”, disse.
Pré-datados fora
O projeto da ABBC, porém, não deve contemplar a maioria
dos cheques emitidos no País, acredita o presidente da Abracheque,
Carlos Pastor. Dados da instituição mostram que 72,5% das
emissões são pré-datadas, o que inviabiliza a compensação
em tempo real.
Pastor considera outro detalhe: o projeto da ABBC deve priorizar cheques
de alto valor, que são minoria. Explica que 92,5% dos documentos
emitidos no Brasil são de valores abaixo de R$ 1.000.
Orli Machado, porém, disse não haver limite de valor
para a compensação de cheques em tempo real. A única
exigência, esclareceu, é que o depositante que recebeu um
pagamento em cheque seja cliente de um banco conveniado ao sistema de compensação
em tempo real.
“O mecanismo poderá ser utilizado por empresas e pessoas físicas.
O banco é que vai determinar se o cliente tem condições
de usá-lo”, disse.
Oliveira admitiu, no entanto, que deverá ser mais barato fazer
a compensação tradicional nos cheques de baixo valor, pois
os bancos deverão cobrar tarifas para a liquidação
em tempo real. Disse também que, no caso do Cheque on, empresas
e estabelecimentos comerciais que aderirem ao sistema terão que
notificar os emitentes de cheques.
A Abracheque também trabalha em um sistema de conversão
eletrônica. A diferença é que o projeto da entidade
não prevê compensação em tempo real, objetiva
apenas reduzir as fraudes e a inadimplência com cheques. A conversão
eletrônica proposta pela Abracheque eliminará a necessidade
de transporte dos cheques para os bancos, pois a operação
será feita por meio de leitura óptica ou magnética.
Pastor informa que o projeto de conversão eletrônica dos
cheques foi apresentado em setembro ao Banco Central e deve ser viabilizado
até o final do ano. Segundo o presidente da Abracheque, o chamado
cheque eletrônico (cartão magnético) existente trabalha
com bandeiras, que cobram caro pelo serviço, o que dificulta a expansão
desse sistema no comércio. Por isso, tanto o projeto da Abracheque
quanto o da ABBC não objetivam acabar com a cultura da emissão
de cheques, mas aumentar a segurança e eficiência dessa forma
de pagamento. (Ivone Portes - Agência Folha/ Jornal do Commercio)
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