29.04 - Previni: CPI investiga rombo R$ 400 milhões
Nova Iguaçu - Foi instaurada ontem, durante a sessão
da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, mais uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a administração
do ex-prefeito da cidade, Lindberg Farias. Desta vez a CPI investigará
denúncias de um suposto esquema no desvio de verba dentro do Instituto
de Previdência dos Servidores Municipais de Nova Iguaçu (Previni)
entre janeiro de 2005 a março de 2010. Durante esse período
passaram pela presidência dois nomes indicados pelo petista, Gustavo
Falcão e Luciano Otávio Dutra Leite Barbosa Filho.
De acordo com o vereador da oposição, Thiago Portela
(PPS), que presidirá a CPI, durante uma “sabatina” que aconteceu
no último dia 20, o atual presidente do instituto, José Camilo
Bráz, - indicado pela prefeita Sheila Gama (PDT) - apresentou dados
que apontam um rombo de R$ 400 milhões nas contas do Previni. “As
suspeitas já existiam, mas foram reforçadas após a
analise dos documentos feitas por Camilo Bráz. Cabe agora ao Poder
Legislativo apurar todas as denuncias e descobrir quem foram os responsáveis
e principalmente, onde o dinheiro dos aposentados foi parar”, afirma Thiago
Portela. Além do parlamentar, integram a comissão os vereadores
Marcos Rocha (DEM) e Nicolasina Acarise (PMDB). A comissão terá
um prazo de 90 dias para apresentar um relatório sobre as investigações.
Além dos gastos ilegais e do paradeiro dos R$ 400 milhões
do Previni, o pente-fino feito pela CPI investigará ainda a não
realização do repasse do desconto em folha dos servidores
para o Previni desde 2005, o não repasse dos Royalties do petróleo
para o Previni, como determina o acordo feito entre a entidade e a Prefeitura
e o não pagamento dos juros da dívida por parte do município.
Segundo informações, o rombo nas contas do Previni pode
estar interligado com outro desfalque sofrido dentro do Previ-Rio (Fundo
de Previdência do Município do Rio) durante a gestão
de Luciano Dutra (ex-presidente do Previni na gestão de Lindberg).
Luciano foi demitido do cargo de diretor-financeiro do Previ-Rio pelo prefeito
Eduardo Paes, depois de ter sido apontado como envolvido no escândalo
do investimento de R$ 70 milhões em fundo privado, que beneficiaria
empreendimentos de luxo, como o restaurante Garcia e Rodrigues.
A primeira reunião da CPI do Previni está marcada para
próxima semana. Deverão ser convocados pela comissão
os ex-presidentes da entidade que tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias.
(Fernanda Rodrigues - Jornal de Hoje)
26.04 - Previni: Sem repasses, sem recursos
Rio - O dinheiro do Previni, fundo de previdência dos servidores
de Nova Iguaçu, só é suficiente para pagar apenas
mais dois meses de aposentadorias e pensões aos seus 3,5 mil segurados.
Os pagamentos seguintes dependem de repasses da prefeitura.
Os problemas do Previni foram apresentados, na Câmara Municipal,
pelo presidente do fundo, Camilo Rodrigues Braz. Depois da reunião,
o vereador Thiago Portela (PPS) começou a coletar assinaturas para
a criação de uma CPI sobre o instituto.
Sem repasses
Segundo Braz, nos últimos cinco anos a prefeitura deixou de
repassar ao Previni parte dos descontos feitos nos salários dos
servidores ativos. Diz também que o então prefeito Lindberg
Farias utilizou recursos do Previni: como garantia, empenhou royalties
do petróleo.
Dívida da prefeitura
Braz presidiu o Previni em outras ocasiões. Afirma que, em 2004,
o fundo tinha um saldo de R$ 52 milhões, hoje reduzido para R$ 9
milhões. Segundo ele, a prefeitura deve R$ 400 milhões ao
instituto. (Fernando Molica - O Dia Online)
16.04 - Conaprev tem novo presidente
O secretário de Políticas de Previdência Social,
Fernando Rodrigues, foi eleito presidente do Conselho Nacional dos Dirigentes
de Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev), para
preencher vaga deixada pelo ex-presidente Helmut Schwarzer, que se afastou
do cargo no final de março. A eleição foi realizada
na quinta-feira no primeiro dia da 32ª Reunião Ordinária
do Conselho, que ocorreu em Brasília e terminou sexta-feira.
Ao assumir o cargo, Rodrigues afirmou que o seu objetivo é ampliar
o diálogo social e fazer com que o Conaprev se torne vanguarda das
questões previdenciárias no Brasil, repercutindo na sociedade
a sua importância de fórum de debates e de formulação
de diretrizes, não somente para os Regimes Próprios de Previdência
Social (RPPS), mas para a seguridade e proteção social como
um todo. “A educação e o conhecimento previdenciário
precisam ser estimulados e difundidos de forma integrada, com políticas
bem definidas”, destacou o novo presidente.
Rodrigues também adiantou que pretende – com o apoio dos conselheiros
– reorganizar internamente o Conselho, por intermédio de alterações
no estatuto que permitam a participação de outras representações,
como, por exemplo, a Empresa de Tecnologia e Informações
da Previdência Social (Dataprev) e a Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar (SPPC). A finalidade, segundo ele, é
ampliar o diálogo social nas discussões, acompanhamento e
avaliação de políticas e diretrizes previdenciárias.
Um dos principais pontos de pauta que deve ser discutido na reunião
é a análise, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
de relatório feito por um grupo de trabalho, criado na penúltima
Reunião Ordinária do Conaprev, para estudar o aperfeiçoamento
da compensação previdenciária entre o Regime Geral
de Previdência Social (RGPS) e os regimes próprios.
No documento, o grupo sugeriu diversas propostas para aprimorar o modelo
de compensação, entre elas, a adoção de uma
política de análise de requerimentos; um levantamento de
estoque de requerimentos de cada regime; a criação de uma
câmara para discutir e referendar casos específicos de compensação
com representantes do Ministério da Previdência Social, do
INSS e dos regimes próprios, entre outras sugestões.
As alternativas propostas, segundo o coordenador do grupo, Marcos Vinícius
de Souza, diretor de Previdência do RPPS de Minas Gerais, têm
como objetivo promover o encontro das contas previdenciárias dos
dois regimes. Essa medida irá garantir um melhor fluxo na análise
dos processos, proporcionando equilíbrio atuarial dos regimes próprios.
(Pedro Arruda - AgPrev)
08.04 - Previ-Rio: CPI - governistas chegam na frente
Vereadores aliados do governo conseguem assinaturas suficientes para
encaminhar requerimento de abertura de CPI
Vereadores governistas conseguiram ontem, por meio de uma manobra política
articulada, passar na frente da bancada de oposição e apresentar
um requerimento para aprovação de uma CPI, que investigará
irregularidades nas aplicações financeiras feitas com recursos
do Fundo Previdenciário do Município (Funprevi) do PreviRio.
A vitória deixou os parlamentares da oposição irritados,
pois não é prática comum o bloco governista investigar
ações do próprio governo. Há dias, a oposição
vinha tentando reunir assinaturas suficientes para apresentar um requerimento
semelhante.
Governistas conseguem mais assinaturas que o necessário O requerimento
encaminhado pelo bloco governista deve chegar às mãos do
presidente da Casa, Jorge Felipe, e da mesa diretora, na próxima
segunda-feira, a quem caberá aprovar ou não a CPI do Previ-Rio.
Das 17 assinaturas necessárias para dar entrada no requerimento,
seu autor, o vereador Fausto Alves (PTB), do bloco governista, conseguiu
grande margem de folga: obteve um total de 23.
Vereador da oposição quer uma vaga na CPI Integrante
do bloco de oposição, o vereador Paulo Pinheiro (PPS), que
também tentava entrar com um requerimento pedindo a abertura de
uma CPI para investigar as aplicações financeiras feitas
pelo Previ-Rio, protestou contra o que considera uma manobra contrária
à democracia. Pinheiro já contava com 15 assinaturas - quase
um
terço do total da Câmara, todos da bancada deoposição
ao prefeito Eduardo Paes- e, segundo ele, conseguiria o restante ontem
mesmo. Assim que foi aberta a sessão, os governistas apresentaram
o conjunto de assinaturas acima do mínimo exigido.
- A verdade é que o governo passou o rolo compressor.
Não dá para imaginar o governo investigando o próprio
governo.
Nem o Chávez (se referindo ao presidente venezuelano, Hugo Chávez)
faz isso. É lamentável. Os vereadores governistas se articularam
durante o fim de semana para passar o requerimento. Lamento profundamente,
em nome da democracia, que a oposição não tenha a
oportunidade de coordenar essa investigação - protesta Pinheiro.
Se o pedido de CPI, apresentado por Fausto Alves, for deferido pelo
presidente da Casa, ela será formada por cinco parlamentares, como
prevê a legislação. A presidência sempre fica
com o autor do requerimento. A oposição, nesse caso, será
a minoria: terá apenas uma vaga na CPI.
- Vou tentar junto ao meu partido conseguir ficar com essa vaga na
CPI. Mas, infelizmente, serei a minoria e é certo que não
vou conseguir a aprovação do grupo para meus pedidos de investigação,
como convocação de testemunhas e pedidos de explicações
ao governo - acrescenta Pinheiro.
O Funprevi administra recursos e paga aposentadorias e pensões
aos servidores municipais.
Entenda o caso
Uma auditoria feita pela Controladoria Geral do Município constatou
que cerca de R$70 milhões do Fundo de Previdência do Município
(Funprevi) foram depositados no dia 15 de janeiro em aplicações
financeiras consideradas de alto risco.
A prefeitura afirma que a negociação não foi analisada
pelo conselho do Instituto de Previdência do Município (Previ-Rio)
e que tradicionalmente não faz aplicações de alto
risco. O Conselho de Administração também não
se reuniu para aprovar o investimento, como exige a legislação.
A auditoria concluiu que os responsáveis pelas operações
irregulares foram o presidente do Previ-Rio, Marcelo Carvalho Cordeiro,
e o diretor-financeiro do órgão, Luciano Otávio Barbosa
Filho. Os dois foram exonerados em 15 de março por Eduardo Paes.
(Laura Antunes - O Globo)
07.04 - Previ-Rio não terá como bancar benefícios
em 2014
Dados da Prefeitura do Rio revelam quadro alarmante em relação
à situação financeira do fundo Previ-Rio, que está
sendo alvo de investigação por conta de aplicação
financeira suspeita. Segundo informações consolidadas pela
Controladoria Geral do Município (CGM), a partir de 2014, o Funprevi
não terá saldo suficiente para pagar todas as pensões.
O rombo previsto é de mais de R$ 143 milhões no caixa previdenciário.
O cenário, que tende a piorar a cada ano, está servindo
de combustível para a abertura de investigação na
Câmara Municipal. A comissão, que depende de 17 assinaturas,
já está sendo chamada de CPI do Cordeiro, em referência
ao ex-presidente da Previ-Rio, Marcelo Cordeiro, um dos pivôs do
escândalo revelado pelo jornal O Dia.
Cordeiro foi exonerado após a descoberta da aplicação
de R$ 70 milhões em fundo ligado a restaurantes de luxo, entre eles
o Garcia&Rodrigues, do Leblon, que depois venceu licitação
da prefeitura para explorar espaço no Aterro do Flamengo, onde hoje
funciona a churrascaria Porcão Rio's. De acordo com relatório
da CGM, desde 2009 as receitas previdenciárias não estão
sendo suficientes para cobrir as despesas. No ano passado, o Município
arrecadou R$ 1,76 bilhão, mas teve que gastar R$ 1,9 bilhão
com benefícios. Por enquanto, o fundo do instituto vem cobrindo
esse déficit, mas em quatro anos o saldo do caixa não será
suficiente. Em 2016, projeta-se uma perda de R$ 947 milhões e rombo
de R$ 1,79 bilhão nas contas do fundo previdenciário.
"Apesar desse indicativo deficitário, não conseguimos
ver nenhuma ação da prefeitura para corrigir isso. O quadro
é inquietante porque a tendência é de que o Tesouro
do Município tenha que cobrir esse déficit", disse a vereadora
Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que recolhe assinaturas para a CPI.
Além dela, Paulo Pinheiro (PPS) e mais dois vereadores tentam emplacar
a CPI. A disputa é para ver quem conseguirá recolher primeiro
as assinaturas para a abertura da Comissão.
"Esta transação irresponsável feita com o dinheiro
dos servidores do Município mostra que não há nenhum
tipo de controle sobre ele", falou Paulo Pinheiro (PPS). Integrante da
base aliada do governo, o vereador Reimont (PT) foi um dos primeiros a
declarar apoio à CPI. "Não há como não apoiá-la.
Estaria descumprindo meu papel de agente fiscalizador do dinheiro público.
Por isso acho que o próprio governo deve apoiar a criação
da Comissão. A sociedade quer saber o que aconteceu", disse Reimont.
Cauteloso, o líder do governo na Câmara, vereador Adilson
Pires (PT) disse não ver motivos para a instalação
da CPI. "O fato já foi apurado pela prefeitura, que afastou os responsáveis
pela aplicação do dinheiro, e encaminhou o caso para o Ministério
Público. O que a CPI poderia fazer já foi feito", falou Pires.
Ele avisou que vai convidar o Procurador-Geral do Município, Fernando
dos Santos Dionísio, para ir à Câmara esclarecer as
dúvidas dos vereadores.
Diretora do Sindsprev do Rio, Cristiane Gerardo Neves acredita que
o rombo põe em risco a estabilidade do fundo de pensão e
que o prefeito Eduardo Paes tem responsabilidade no caso. "O servidor municipal
se tornou sócio do restaurante. Tem que ir lá e almoçar
só mostrando o contracheque", disse Cristiane. Para Danilo Serafim,
coordenador do Sindicato dos Professores, o caso demonstra a falta de controle
sobre o dinheiro do Previ-Rio. "Isso é feito por causa da certeza
da impunidade", diz ele, para quem os bens dos envolvidos devem ser confiscados.
"Esse caso precisa resultar em prisões", completa.
José Romano, diretor do Sindicato dos Médicos, acha que
o prefeito deve uma explicação aos servidores e que deveria
permitir aos servidores a indicação para os cargos de confiança
do Previ-Rio. Assim, o presidente passaria a ser eleito por votação
direta. "Tesouro Municipal vai ter que socorrer o Previ-Rio para ajudar
a pagar as pensões", prevê.
O Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu auditoria para
investigar o caso. O Ministério Público Estadual analisa
se vai abrir investigação. Procuradas via assessoria de imprensa,
autoridades municipais não retornaram as ligações
do jornal.
Compra de 100% das cotas é irregular
Considerada uma aplicação de risco, a transferência
de R$ 70 milhões do Previ-Rio para um Fundo de Investimento Privado
está cheia de irregularidades. De acordo com as regras estabelecidas
pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central (BC), nenhum
Fundo de Pensão pode comprar mais do que 20% das cotas de um Fundo
de Investimentos que não seja composto exclusivamente por títulos
públicos. Mas o Previ-Rio chegou a possuir 100% dos papéis
da Aster Asset Management.
Atualmente, o fundo - que é ligado à Casual Dining, empresa
dona do restaurante Garcia & Rodrigues - possui outros três acionistas.
Ainda assim, a Previ-Rio continua possuindo a maioria das ações:
83% no total. De acordo com o Procurador-Geral do Município, Fernando
dos Santos Dionísio, as transações serão investigadas
por comissão especial formada por técnicos da Prefeitura
que se reuniu pela primeira vez.
"Faremos uma auditoria em todas as outras aplicações
feitas com dinheiro do Previ-Rio, para verificar se há indícios
de novas irregularidades", informou Dionísio. A Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) informou que o caso já está
sendo analisado. (Invertia/Terra Notícias)
06.04 - Funprevi escapa da fiscalização do governo
O fundo de pensão da Prefeitura do Rio, Funprevi, que aplicou
R$ 61 milhões numa empresa de administração de restaurantes,
a Casual Dining, através de um fundo de investimentos, não
é fiscalizado desde 2006 pela Secretaria de Política de Previdência
Social (SPS), órgão do Ministério da Previdência.
Naquele ano, apresentou déficit atuarial de R$ 23,847 bilhões.
Os administradores do fundo conseguiram liminar na Justiça impedindo
a auditoria e fiscalização do fundo pela Previdência,
órgão responsável pelo controle dos fundos de Regime
Próprio de Previdência Social (RPPS).
Segundo o Ministério, desde aquele ano o governo vem tentando
derrubar a liminar, sem sucesso. Por força da decisão judicial,
emitida pelo Tribunal Regional Federal, a Previdência tem emitido
certificados de regularidade para as contas previdenciárias do município
como se estivessem em ordem. Os certificados podem ser vistos na página
do Ministério na internet. O documento, avaliado pelo atuário
Julio Machado Passos e certificado pelo presidente do RPPS Alberto Guimarães
Junior, aponta a "segregação dos segurados do plano" e um
"grande aumento do valor médio pago aos pensionistas" como causas
para o déficit atuarial que teria aumentado 23% em comparação
com o exercício anterior. O resultado atuarial demonstra a diferença
entre o que o fundo tem em caixa em relação aos seus compromissos
futuros até a morte do último segurado. Em seu parecer, o
atuário do Funprevi recomenda "alterações no plano
de custeio de modo a garantir a solvência do plano de benefícios".
A vereadora Andréa Gouveia Vieira (PSDB-RJ), que tenta abrir
uma CPI para investigar o Previ-Rio, diz que um relatório do Tribunal
de Contas do Município alerta que em 2014 o fundo não terá
mais como pagar as pensões. O vereador Paulo Pinheiro (PPS-RJ) diz
que é necessário saber também quem indicou o ex-presidente
do fundo, Marcelo Carvalho Cordeiro. No início do governo Eduardo
Paes, o Previ-Rio, uma autarquia da prefeitura, passou a ser ligada ao
Gabinete Civil e não mais à Secretaria de Fazenda.
Todos os meses, o Previ-Rio publica seus investimentos. Em fevereiro,
pela primeira vez apareceu no extrato investimento de R$ 70 milhões
no Bradesco. Tradicionalmente, o instituto só investia no Banco
do Brasil ou na Caixa Econômica. Acionada, a Procuradoria do Município
descobriu que o Bradesco era apenas o custodiante e que R$ 61 milhões
tinham sido aplicados no fundo Aster, administrado pela BNY Mellon Serviços
Financeiros. Os R$ 9 milhões teriam sido aplicados em títulos
públicos. O fundo Aster foi constituído pela Aster Asset
Management e seus recursos aplicados na Casual Dining, dona de restaurantes
no Rio como o Garcia & Rodrigues, situado no Leblon, e vencedora da
licitação para a administração do restaurante
Rio´s no Aterro do Flamengo, quando, em setembro, ofereceu pagar
R$ 512 mil, 32% acima dos R$ 346 mil propostos pelo concorrente Porcão.
O diretor de relações com investidores da Casual Dining,
José Eduardo Assunção, é o mesmo que assina
o prospecto do fundo, o que evidencia conflito de interesses, pela ligação
das duas empresas. A CVM, em nota, informou que "as operações
realizadas pelo Aster Fundo de Investimento Referenciado DI Crédito
Privado Longo Prazo estão sendo analisadas pela CVM, não
havendo, ainda, manifestação conclusiva a respeito".
O regulamento do fundo aponta um limite de até 20% do patrimônio
para aplicação em títulos de empresas ligadas, o que
sinaliza que o fundo estava desenquadrado ao destinar quase 70% dos recursos
para a Casual Dining. O BNY Mellon, como administrador do fundo, não
confirma se houve mesmo desenquadramento, nem tampouco se a CVM foi informada,
conforme pede a legislação. Depois de descoberta a irregularidade,
o prefeito Eduardo Paes tentou desfazer o negócio. Mas, o contrato
do fundo exige três anos de carência ou uma multa de 35% do
total aplicado para saque antecipado. Segundo o procurador Fernando Dionísio,
houve irregularidades na aplicação. A Previ-Rio deu R$ 61
milhões a uma empresa que tem registrado como capital R$ 800, sem
consulta ao comitê de investimentos do instituto. A Procuradoria
entrou com uma ação cautelar na Justiça e conseguiu
que o tribunal bloqueasse o investimento. O dinheiro foi transferido para
uma conta em juízo.
A Casual Dining divulgou comunicado no qual afirma que o fundo teria
remuneração de 9,5% mais variação de IGP-M
e estaria garantido pelos recebíveis de cartões de crédito
das empresas do grupo. (Janes Rocha, Paola de Moura e Alessandra
Bellotto - Valor Online)
05.04 - Previ-Rio: Além de CPI, a intervenção
Começa hoje na Câmara Municipal
a coleta de assinaturas para a instalação da CPI do Previ-Rio,
que vai investigar as aplicações e a gestão dos recursos
do Instituto de Previdência e Assistência da Prefeitura do
Rio. O Ministério da Previdência prometeu intervir com análise
do balanço e da situação atuarial da instituição
carioca, cujos gestores aplicaram R$ 70 milhões em um fundo privado
ligado ao grupo Garcia & Rodrigues, o que contraria o estatuto.
A Procuradoria Geral do Município conseguiu
bloquear a aplicação na Justiça, mas segurados e parlamentares
temem que a aplicação irregular dos recursos prejudique o
pagamento de pensões. (JB Online)

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