29.06 - Regimes próprios: Fórum
Fortaleza será sede do 1º Fórum Brasileiro de Incentivo
à Instituição dos Regimes Próprios de Previdência,
de 6 a 8 de julho, reunindo prefeitos e vice-prefeitos de todo o país.
O evento tem apoio do Ministério da Previdência. (Diário
de Natal)
27.06 - Iprev-DF: Cofre público sob pressão
Enquanto não for criada a taxa de administração,
contribuinte terá de bancar o Iprev
A indefinição de uma fonte de receita para o Instituto
de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) provoca
uma sangria de aproximadamente R$ 1,3 milhão mensais aos cofres
do GDF. Em abril deste ano, ao arquivar o Projeto de Lei Complementar (PLC)
144/2009 que, entre outras providências, criava a taxa de administração
para o Regime Próprio de Previdência do Servidor do Distrito
Federal (RPPS), a Câmara Legislativa praticamente sepultou a autonomia
financeira do instituto, e deixou o fardo nas costas do tesouro distrital.
Os recursos provenientes da taxa de administração poderiam
ser utilizados, por exemplo, no pagamento do Pasep - R$ 1,2 milhão
em maio passado -, calculado sobre o montante recolhido dos servidores
como contribuição previdenciária, e no pagamento dos
salários do quadro de pessoal do instituto, além de bancar
as despesas com materiais de consumo diversos.
Para o presidente do Iprev-DF, Jorgivan Machado, a taxa de administração
proporcionaria a autonomia financeira do instituto, "hoje dependente do
tesouro público". "Como não podemos utilizar a receita previdenciária
a não ser para o pagamento de benefícios (aposentadorias
e pensões), os recursos da taxa de administração seriam
usados no custeio das despesas do instituto, desonerando os cofres públicos",
avalia Jorgivan.
GARANTIA LEGAL
A criação dessa taxa é facultada ao institutos
de previdência pela Lei Federal 9.717/1998, limitando-a em ate 2%
do valor total da receita previdenciária. No Distrito Federal, o
percentual sugerido foi 0,5% do valor total das remunerações,
proventos e pensões dos segurados vinculados ao RPPS/DF, relativas
ao exercício financeiro, imediatamente, anterior.
No entanto, a falta de consenso com o Poder Legislativo local provoca-a
dificuldades operacionais, de controle e contabilização dos
recursos do Iprev-DF.
Um dos maiores problemas é a autorização para
pagamento do Pasep, uma vez que a Câmara Legislativa não autoriza
a criação de programação específica
enquanto a regulamentação da taxa de administração
não tiver sido devidamente regulamentada.
Para tanto, é fundamental que se tenha, no âmbito do Distrito
Federal, essa regra estabelecida, sobretudo, para dar transparência
aos demais entes da Federação, de forma a viabilizar a fundamentação
legal aos atos praticados.
RECURSOS HUMANOS
A falta de recursos próprios inviabiliza a criação
da Carreira Previdenciária e quadro permanente de pessoal, bem como
a realização de concurso público para preenchimento
de vagas, uma vez que as secretarias de Fazenda e de Planejamento do DF
não autorizam essas iniciativas enquanto a não for aprovada
a implementação taxa.
Sem gasto adicional
O presidente do Iprev, Jorgivan Machado, alerta que a criação
da taxa de administração não implica em descontos
adicionais nos contracheques dos servidores. O percentual de 0,5% proposto
na minuta do projeto de lei arquivado pela Câmara viria das contribuições
previdenciárias já efetuadas pelos funcionários pelo
governo.
Enquanto aguarda uma solução para obter a autonomia financeira,
o Iprev continua a fazer o cadastramento de servidores ativos, aposentados
e pensionistas do GDF. Até o próximo dia 30 o atendimento
ainda será realizado no Pavilhão de Exposições
do Parque da Cidade. A partir desta data, quem quiser resolver suas pendências
deverá procurar a sede do instituto, no Anexo do Buriti.
O último levantamento feito pelo Iprev constatou que cerca de
4,2 mil pessoas ainda não fizeram o Censo Previdenciário
e já estão com dois meses de pagamento bloqueados. Quem não
procurar o instituto até o próximo dia 15 corre o risco de
ficar três meses sem receber salário.
O presidente do Iprev informou que passará a ter uma ideia mais
clara da situação quando der início ao cruzamento
de dados com o INSS e o Sistema Informatizado de Controle de Óbitos
do Ministério da Previdência Social. Ainda neste mês,
servidores do Iprev vão começar o treinamento para finalizar
a tabulação dos dados. (Jornal de Brasília
22.06 - Regimes Próprios: Conaprev elege nova diretoria
Secretário Leonardo Rolim é o presidente do Conselho
O Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev) elegeu ontem sua nova diretoria. A eleição
ocorreu durante a 37ª reunião ordinária do Conaprev,
em Brasília. O secretário de Políticas de Previdência
Social do Ministério da Previdência, Leonardo Rolim, foi conduzido
ao cargo de presidente do Conselho, com mandato de dois anos, conforme
regimento interno do Conaprev.
A vice-presidência do Conaprev foi assumida pelo dirigente do
Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, Carlos Henrique
Flory. O cargo de segunda vice-presidência foi disputado por dois
conselheiros nas urnas, Walkíria Wiziack, do município de
Curitiba, e José Anchieta, do estado do Acre. O dirigente do estado
do Acre, José Anchieta, obteve a maioria dos votos. Os mandatos
destes dois cargos também serão de dois anos.
(Natália Oliveira - AgPrev)
22.06 - Conaprev: Política de investimento
MPS discute tema com representantes do Banco do Brasil
O Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev) deu início, na segunda-feira (20), à 37ª
reunião ordinária, em Brasília, debatendo as políticas
de investimento para os recursos dos Regimes Próprios de Previdência
(RPPS).
Para atender as reivindicações dos RPPS de estados e
municípios, a respeito da flexibilização das possibilidades
de investimento, o Ministério da Previdência Social (MPS)
trouxe o tema novamente para o debate, desta vez com a equipe técnica
do Banco do Brasil, que apresentou alternativas de aplicações.
A Caixa Econômica Federal (CEF) já havia apresentado suas
propostas na última reunião em abril.
Proposta
Técnicos do Banco do Brasil levaram alternativas para investimento
dos recursos financeiros dos RPPS, para os membros do Conaprev, por meio
do seu Banco de Investimentos (BB-BI). Os técnicos do banco apresentaram
modalidades de investimento denominadas de Fundo de Investimento Imobiliário
(FII), Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e o
Fundo de Investimento em Participações (FIP), como mais adequadas
para o perfil dos RPPS.
Os representantes do Banco do Brasil destacaram que o BB-BI está
à disposição dos Regimes Próprios para levar
estas propostas para cada Instituto de Previdência, particularizando
a apresentação desses fundos de acordo com as características
regionais.
Após apresentações a respeito da gestão
financeira dos RPPS, o Conaprev aprovou a criação de um Grupo
de Trabalho interno que irá estudar e debater as propostas que foram
apresentadas pelas instituições financeiras ao conselho nas
últimas reuniões. O grupo será coordenado por Jayme
de Azevedo, do Paraná, e Marcelo Panosso, de Santa Catarina, e terá
representantes de diversos estados.
Política de Investimento
Atualmente, os recursos oriundos da arrecadação previdenciária
dos segurados são investidos no mercado financeiro, de acordo com
parâmetros determinados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)
do Banco Central do Brasil (BC). O objetivo dessas aplicações
é garantir o equilíbrio financeiro destes regimes em longo
prazo e reduzir a necessidade de financiamento dos institutos mais antigos.
As determinações do CMN determinam que essas aplicações
sejam de baixo risco e as possibilidades de investimento ainda são
consideradas restritas pelos dirigentes de RPPS. (Natália
Oliveira - AgPrev)
20.06 - Previ-Rio vai levar a leilão 28 mil m²
"Terrenos valendo mais do que o dobro do que valiam há cinco
anos e um mercado imobiliário superaquecido onde prédios
comerciais são vendidos no máximo em dois meses, o ambiente
parece ser o ideal para colocar à venda novas áreas. Por
isso, a Previ-Rio, instituição que administra o fundo de
pensão dos servidores de Prefeitura do Rio, decidiu vender cerca
de 28 mil metros quadrados, divididos em oito terrenos, que ficam no entorno
do prédio onde está localizada a Prefeitura, na Cidade Nova.
O potencial de edificação da área é de 270
mil metros quadrados. "Hoje a cidade vive um momento ímpar com grande
interesse de investimentos comerciais e residenciais", analisa a presidente
do instituto, Ariane Di Iorio.
O Previ-Rio espera arrecadar com a venda cerca de R$ 600 milhões.
A estimativa é de que o metro quadrado saia por R$ 8 mil para escritórios
e chegue a R$ 11 mil para lojas. "Estamos num ponto privilegiado da cidade,
a dez minutos do centro, na saída do Túnel Rebouças,
próximo à Linha Vermelha e à Ponte Rio-Niterói,
além de duas estações do metrô na porta", explica
a Ariane. Só para ter uma ideia, no centro da cidade, o preço
do metro quadrado pode chegar a R$ 14 mil, é o caso do valor cobrado
no RB1, edifício que fica na Avenida Rio Branco número 1,
na Praça Mauá.
A presidente do instituto explica que a modelagem ainda está
sendo feita. "A Rio Negócios (agência de promoção
de investimentos do Rio) está desenhando o modelo", conta. Segundo
ela, ainda não foi decidido se o instituto terá participação
nos empreendimentos ou se venderá totalmente as áreas.
No mercado imobiliário, a notícia dos novos terrenos
foi bem recebida. Luis Henrique Rimes, diretor de Negócios Nacional
da João Fortes acredita que o preço sugerido pelo fundo torna
o negócio viável e que deve haver uma demanda pelos terrenos.
"No entanto, não acredito em grandes valorizações
para a área", afirma o diretor da construtora. Isso porque a licitação
deve ocorrer junto com o início da oferta dos terrenos do Porto
Maravilha, área mais próxima do centro da cidade.
Já Mario Amorim, diretor da Basimóvel, imobiliária
que pertence ao grupo Brasil Brokers, além de acreditar na viabilidade
do negócio, diz que a chegada de novos terrenos nessa proporção
é salutar para o mercado. "Ela causará um equilíbrio
de preços. Evitará a especulação no mercado",
acredita. "O potencial para imóveis comerciais naquela região
é muito grande e uma opção ao centro, porque tem bons
acessos e o metrô na porta", conclui.
Ariane aposta que os terrenos do Previ-Rio podem ter uma atratividade
maior, já que estão livres, com infraestrutura pronta e capacidade
para receber alta tecnologia. "No Porto é preciso reformar os prédios
e ampliar a capacidade tecnológica".
Os executivos concordam que este é um bom momento para o Previ-Rio
vender os seus terrenos. "Esta é a hora para a Prefeitura vender,
quando o mercado está aquecido", diz Marcelo Latini, sócio
da Latini Bertoletti, empresa especializada no desenvolvimento de empreendimentos
imobiliários. Latini também acredita na viabilidade de empreendimentos
residenciais na região, já que a área está
bem próxima da Tijuca, que, atualmente, está sendo valorizada
em função da instalação de Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs). A própria Cidade Nova também foi beneficiada
em função da instalação de uma UPP no morro
do São Carlos, localizado em frente ao bairro.
Desde os anos 80, diversas administrações do Rio tentaram
revitalizar a Cidade Nova. O primeiro passo foi a transferência da
Prefeitura do Palácio da Cidade, em Botafogo, para o bairro encravado
entre o Morro do São Carlos e a Avenida Presidente Vargas.
Nos anos 90, nova tentativa com a criação do projeto
Teleporto e a construção do Edifício Centro Empresarial
Cidade Nova, conhecido também como Teleporto, além de um
anexo à Prefeitura. Durante esses anos, as casas e prédios
que ficavam no entorno foram sendo desapropriados pelas sucessivas administrações
para reurbanização da área, incluindo a Vila Mimosa,
famosa zona de prostituição que ficava onde hoje está
o Centro de Convenções SulAmérica. Além do
Centro, a área recebeu, em 2007, um prédio novo da BR Distribuidora.
A maior parte dos terrenos que serão leiloados foi repassada
pela Prefeitura ao Previ-Rio em 1997. O instituto fez um empréstimo
ao município e recebeu como garantia os Carioquinhas, (títulos
públicos da cidade). Com o escândalo dos títulos e
para quitar a dívida, a Prefeitura repassou os terrenos.
O Previ-Rio tem em carteira R$ 2,334 bilhões, dos quais R$ 1,2156
bilhão em imóveis. Parte desse dinheiro é utilizado
para financiar a casa própria dos servidores. Já o fundo
que ele administra para pagar as aposentadorias e pensões, o Funprevi,
tem em carteira R$ 1,506 bilhão. O dinheiro arrecadado com a venda
dos terrenos será repassado ao instituto e não ao fundo.
(Paola Moura - Valor Online)
13.06 - Funprev: Todos estarão cobertos
Cuiabá - Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
decidiram por um fim na polêmica envolvendo as aposentadorias no
Poder Público de uma maneira geral e instituíram a Comissão
Especial de Estudo e criação do Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) de Mato Grosso e que concentrará
toda a política previdenciária, aposentadorias e pensões
que atingirão a todos os servidores público, inclusive agentes
políticos como governador, vice, deputados estaduais e secretários
de Estado.
"A única diferença é que a regra será idêntica
para todo mundo, ou seja, o ocupante do cargo de governador ou de deputado,
assim como desembargador do Tribunal de Justiça, conselheiros do
Tribunal de Contas, promotor e procurador de Justiça e defensor
Público, em tendo direito legal poderão requerer suas aposentadorias
pelo Fundo de Previdência de Mato Grosso (Funprev), já criado
mas que não recebeu até agora a adesão dos Poderes
Constituídos, a não ser do governo do Estado", explica o
secretário de Administração, Cesar Zilio.
O secretário pondera que o Funprev é uma determinação
Constitucional que até o momento foi cumprido em parte, mas dentro
de algum tempo estará todo funcionando e atendendo a demanda do
Estado de Mato Grosso por completo.
A decisão deverá levar à extinção
em definitivo de assuntos polêmicos, como do Fundo de Assistência
Parlamentar (FAP) por onde deputados e dependentes deles recebem por aposentadorias
e pensões, assim como a questão do governo do Estado, que
também vem sendo contestada judicialmente, mas que tem ex-governadores
e pensionistas dos mesmos recebendo pelo Tesouro Estadual.
"A única diferença é que a regra será a
mesma para todos, ou seja, 35 anos de contribuição ou 65
de idade para homens e 60 para mulheres, podendo aqueles detentores de
mandatos eletivos somarem ao tempo de contribuição em outras
funções", pontuou o secretário de Administração,
justificando que as aposentadorias dentro da previsão legal terão
validade sem maiores problemas.
"O agente político poderá se aposentar no exercício
do cargo que exerce ou também se aposentar pelo Regime Geral de
Previdência Social (RGPS), bastando para tanto que some o tempo em
que exerceu o mandato para o sistema em que ele requerer a aposentadoria",
disse o secretário.
Durante o julgamento das contas do governo do Estado referente a 2010,
a falta de um único RPPS na estrutura estadual foi apontada como
irregularidade pelo relator das contas, Luiz Henrique Lima, que lembrou
que o próprio TCE/MT não migrou para o Funprev.
O presidente do TCE/MT, conselheiro Valter Albano, assegurou que o
governador Silval Barbosa já havia determinado que a comissão
especial acelerasse suas funções para que o Funprev passasse
a ser o único Regime Próprio de Previdência de Mato
Grosso. (Marcos Lemos - A Gazeta)
13.06 - RioPrevidência: Advogado diz que multa segue anulada
A defesa de quatro investidores e da distribuidora de valores ASM enviou
na sexta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
uma notificação acusando a autarquia de divulgar informações
equivocadas sobre uma decisão judicial envolvendo uma multa de R$
504 milhões contra os acusados. Na quinta-feira, a CVM informou
que obteve liminar suspendendo integralmente os efeitos da sentença
do juiz Wilney de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio, que anula
o julgamento da autarquia que resultou na multa milionária. A CVM
identificou no processo prejuízos causados ao fundo de pensão
dos funcionários do Estado do Rio, o RioPrevidência.
Segundo o advogado dos investidores, Fernando Orotavo Neto, a decisão
da presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, desembargadora
Maria Helena Cisne, a favor da autarquia, não restabelece a multa.
A sentença que anula o processo administrativo sancionador da CVM,
diz, continua válida. "Apenas não poderá ser executada
até o julgamento da apelação, até porque o
pedido formulado pela CVM ao TRF foi de suspensão da execução
da sentença, e não de sua anulação ou reforma,
que só pode ser apreciada por uma das Turmas Especializadas do TRF".
Na notificação, enviada na sexta-feira à presidente
da CVM, Maria Helena Santana, Orotavo diz que a interpretação
divulgada pela autarquia "deu ensejo à criação de
uma notícia jornalística artificial e inverídica de
que a multa havia sido restabelecida".
Já Antônio Luís de Mello e Souza, dono da ASM,
informou em nota que ficou "chocado com a notícia equivocada" divulgada
pela CVM. Mello e Souza diz que estuda entrar na Justiça contra
a CVM, pelos "danos econômicos" causados pelo julgamento e pelas
"notícias equivocadas". O dono da ASM acusou a CVM também
de conduzir o julgamento, que resultou na multa, "de uma maneira absolutamente
truculenta", e que a autarquia devia atender a decisão judicial
e "conduzir um novo julgamento".
Consultada, a CVM reiterou as informações divulgadas
e lembrou que nelas consta a reprodução do texto da Presidência
do TRF.
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro
de 2010 em processo administrativo sancionador de 2007. Segundo a CVM,
o RioPrevidência teria amargado perdas em operações
fraudulentas envolvendo a venda de créditos imobiliários
que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração
desses papéis, mas a CVM entendeu que o processo foi articulado
de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso privilegiado
ao edital e criado um fundo de investimento em direitos creditórios
(FIDC) para participar da operação.
Um mês após a licitação, os sócios
da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC, que teve como único
participante a corretora Estratégia. Segundo a acusação
da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já
sabendo que seriam os destinatários finais das cotas. São
eles: Fernando Salles Teixeira de Mello, José de Vasconcellos e
Silva, Olímpio Uchoa Vianna e Eduardo Jorge Chame Saad. A maior
multa foi aplicada a Saad, no valor de R$ 264,5 milhões. Vianna,
Teixeira de Mello e Silva foram punidos com R$ 56,1 milhões, R$
54,09 milhões e R$ 55,3 milhões, respectivamente. (Angelo
Pavini - Valor Online)
10.06 - RioPrevidência: Multa da CVM
CVM restabelece multa de R$ 500 milhões do caso RioPrevidência
no TRF
A presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região,
Maria Helena Cisne, suspendeu integralmente a sentença da 16ª
Vara Federal do Rio de Janeiro que anulava a decisão da Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) que impôs uma multa de R$ 500
milhões a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado
por prejuízos que teriam sido causados ao fundo de pensão
dos funcionários do Estado do Rio de Janeiro, o RioPrevidência.
A decisão da presidente do TRF foi tomada com base na análise
de um requerimento feito pela própria CVM. A autarquia informou
ainda que vai interpor, “nos próximos dias”, recurso de apelação
para tentar obter a “reforma integral da sentença em mandado de
segurança de que se trata, valendo-se, inclusive, do fundamentado
parecer pela denegação da segurança oportunamente
oferecido pelo Ministério Público Federal”.
Na semana passada, a presidente da CVM, Maria Helena Santana, já
havia confirmado que a autarquia recorreria da decisão do TRF, que
inicialmente manteve a suspensão da multa aplicada em setembro do
ano passado.
No entender da CVM, o RioPrevidência teria registrado prejuízos
devido a uma fraude na venda de créditos imobiliários que
recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas pelo Banerj, o antigo
banco estadual. (Rafael Rosas - Valor)
07.06 - Iprev: Perícia em 3,3 mil aposentados de SC
Florianópolis - Pressionado por reportagens, Estado decide cumprir
a lei que exige avaliações médicas regularesOs indícios
de irregularidades nas aposentadorias por invalidez da Assembleia Legislativa
apontados em reportagens do Diário Catarinense e da RBS TV levaram
o Instituto de Previdência de Santa Catarina (Iprev) a tirar do papel
o que a legislação manda fazer desde 2008: perícias
médicas regulares em todos os beneficiados.
O presidente do órgão, Adriano Zanotto (PMDB), anunciou,
ontem, que vão ser examinados todos os cerca de 3,3 mil inválidos
dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Tribunal de
Contas (TCE) e do Ministério Público (MP-SC).
Os exames vão ficar por conta da Junta Médica do Estado,
ligada à Secretaria de Administração. O Iprev não
tem equipe própria de perícia, o que dificulta o cumprimento
da determinação expressa na própria lei que criou
o órgão, em 2008. Dois anos depois, um decreto deixou ainda
mais claro o dever do instituto de periciar os inválidos em períodos
que vão de dois a cinco anos. Os primeiros nomes já foram
enviados para os peritos do Estado – são os 952 aposentados do governo
estadual que têm menos de 60 anos.
– Quem tem acima de 60 anos, por força do Estatuto do Servidor,
não posso mais chamar para o trabalho. Vou primeiro chamar aqueles
que posso convocar de volta. Aqueles outros vamos reavaliar também.
Se tiver alguém com doença incapacitante que tenha isenção
de Imposto de Renda e de contribuição previdenciária,
se verificarmos que ele se recuperou, mesmo não podendo voltar ao
serviço público, vai voltar a contribuir com o Estado como
todo cidadão – diz Zanotto.
Antes dos exames, os beneficiados precisam ser avisados pelo Iprev
que vão ser convocados. O órgão também pretende
divulgar nota pedindo para que os servidores atualizem endereços.
A expectativa é de que as primeiras perícias sejam realizadas
no final do mês. Quem faltar, terá o salário bloqueado
pelo Iprev.
Foco das denúncias, a Assembleia terá seus inválidos
convocados assim que concluir o envio dos nomes. São 210 beneficiados,
que representam quase metade dos 455 aposentados da folha de pagamento
do Legislativo. No início da noite de ontem, foram encaminhadas
ao Iprev as informações dos inativos de 1988 a 2011 – equivalente
a 87 aposentados. Segundo a AL, será necessária mais uma
semana para enviar os nomes anteriores a 1988, que estão com os
processos microfilmados.
Com isso, ainda não chegaram ao Iprev os dados sobre os 75 inválidos
em 1982 – ano do maior surto de invalidez da AL. Na edição
de domingo, reportagem do DC relembrou o caso e o processo judicial que
questiona essas aposentadorias há 27 anos. Segundo a ação,
as aposentadorias foram concedidas com base apenas em laudos de médicos
pessoais e beneficiaram pessoas ligadas à então mesa diretora
do Legislativo.
Em 2009, o juiz Hélio do Valle Pereira avaliou que a denúncia
era pertinente, mas arquivou o processo porque o governo se recusou a ceder
a junta médica para fazer as perícias. Zanotto diz que agora
a legislação garante ao Iprev a possibilidade de convocar
os médicos do Estado e que já teve autorização
do secretário de Administração, Milton Martini (PMDB).
– O Iprev, por força de lei, vai designar a perícia do
Estado. Na época dessa sentença não tinha esse decreto.
É diferente. A indignação era procedente – afirma
Zanotto. (UPIARA BOSCHI - Diário Catarinense)
06.06 - Ipasg: Recadastramento de aposentados e pensionistas
Prazo para os nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril,
maio e junho foi prorrogado até 10 de junho
O Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores
de São Gonçalo (Ipasg) anunciou estar realizando o recadastramento
anual dos servidores aposentados e pensionistas.
O prazo para os nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril,
maio e junho foi prorrogado até o dia 10 de junho de 2011.
A atualização do cadastro é de extrema necessidade
para fins de continuidade de pagamento das aposentadorias e pensões.
Muitos ainda não compareceram. Importante lembrar que aqueles os
quais não se recadastrarem no prazo previsto terão seu pagamento
suspenso.
O recadastramento deve ser feito na Central de Atendimento ao Segurado,
localizada na Rua Coronel Cerrado, nº 1.000, loja 103, no bairro Zé
Garoto, em São Gonçalo, pelo segurado ou pelos procuradores
e representantes legais do mesmo, legalmente constituídos, que deverão
levar declaração de prova de vida emitida em cartório,
com reconhecimento por autenticidade.
Mediante agendamento, os servidores aposentados e pensionistas impossibilitados
de comparecer por motivo de enfermidade ou comprovadamente de força
maior, podem receber a visita de um assistente social, que os recadastrará.
- Estamos dando a atenção que os idosos e pensionistas
merecem, fornecendo um prazo extenso para o recadastramento e possibilitando
atendimento domiciliar para aqueles que possuem maiores dificuldades, por
meio de agendamento, prorrogamos o prazo do primeiro grupo devido ao grande
número de servidores que não se recadastrou - declarou o
secretário de seguridade social, Jorge Magdaleno.
Documentos necessários:
a) Documento de identidade válido em todo território
nacional (no caso das pensões, apresentar o documento de identidade
/ CPF de todos os pensionistas);
b) Comprovante / atestado / laudo médico que ateste a invalidez
do aposentado ou pensionista, quando for o caso;
c) Inscrição do servidor e/ou pensionista no Cadastro
de Pessoas Físicas (CPF);
d) Comprovante de residência de serviços fixos (água,
luz, telefone fixo);
e) Qualquer contracheque do servidor inativo e pensionista, emitido
nos últimos três meses;
f) Documento de identidade do cônjuge ou companheiro(a), válido
em todo território nacional (apenas para servidores aposentados);
g) Documento de identidade dos filhos menores de 21 anos e comprovante
de invalidez dos mesmos, quando for o caso (apenas para os servidores aposentados).
Para uma maior organização o recadastramento está
separado em grupos:
Mês de nascimento do aposentado ou pensionista
Data do recadastramento
Janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho - até 10/06/2011
Julho, agosto, setembro - até 15/06/2011
Outubro, novembro, dezembro - 6/06/2011 a 15/08/2011
Mais informações pelo telefone 2606-2328. (Jornal Monitor
Mercantil)
31.05 - Rio Previdência: TRF mantém anulação
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 ª Região negou o
recurso apresentado pelo governo do Estado do Rio e pelo fundo de pensão
dos funcionários do Estado, o RioPrevidência, contra a decisão
da 16ª Vara Federal do Rio. Dessa forma, fica mantida a decisão
de 1ª instância que anulou o julgamento da Comissão de
Valores Mobiliários (CVM), que havia imposto multa de R$ 500 milhões
a um grupo de gestoras, distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos
que teriam sido causados ao fundo de pensão.
A presidente do TRF da 2ª Região, desembargadora federal
Maria Helena Cisne Cid, considerou que não há "provas cabais,
concretas e contundentes, de grave lesão que tivesse ocasionado
reflexos diretos ao interesse público".
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro
do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado
prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários
que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração
desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação
foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso
privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos
em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências
do edital, disse a CVM. Um mês após a licitação,
os sócios da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC.
Nele, apenas a corretora Estratégia participou e arrematou todas
as cotas. Segundo a acusação da CVM, quatro investidores
se cadastraram na Estratégia já sabendo que seriam os destinatários
finais das cotas. (Valor Online)
30.05 - Rio Previdência: Justiça anula multa de R$ 500
milhões da CVM
O juiz Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio,
anulou o julgamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
que resultou em multa de R$ 500 milhões a um grupo de gestoras,
distribuidoras e executivos do mercado por prejuízos que teriam
sido causados ao fundo de pensão dos funcionários do Estado
do Rio, o Rioprevidência. O juiz aceitou o mandado de segurança
do advogado dos acusados, Fernando Orotavo Neto, de que eles não
tiveram pleno direito de defesa. Ele também contestou as provas
da CVM.
O mesmo juiz havia concedido uma liminar em outubro, suspendendo a
aplicação da multa. A decisão é de primeira
instância.
Procurada, a CVM informou que ainda não foi comunicada oficialmente
da decisão judicial e que "está e continuará utilizando
todos os meios e recursos para o restabelecimento da plena efetividade
da sua decisão administrativa questionada judicialmente". A CVM
informa ainda que "o Ministério Público Federal opinou oportunamente
pela improcedência" da ação contra a decisão.
A multa, uma das maiores da história, foi aplicada em setembro
do ano passado. Segundo a CVM, o RioPrevidência teria registrado
prejuízos em uma fraude na venda de créditos imobiliários
que recebeu como pagamento de dívidas trabalhistas do antigo Banerj.
O fundo fez uma licitação para a administração
desses papéis, mas a CVM entendeu que a licitação
foi articulada de forma a beneficiar a ASM DTVM, que teria obtido acesso
privilegiado ao edital. Isso permitiu à ASM criar um fundo de investimentos
em direitos creditórios (FIDC) que atendesse a todas as exigências
do edital. Um mês após a licitação, os sócios
da ASM organizaram um leilão das cotas do FIDC. Nele, apenas a corretora
Estratégia participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação
da CVM, quatro investidores se cadastraram na Estratégia já
sabendo que seriam os destinatários finais das cotas. (Angelo
Pavini - Valor Online)
27.05 - Ipe-RS: Instituto deverá assumir aposentadorias
P.Alegre - Em até 60 dias, o governo deverá enviar proposta
para a Assembleia com o objetivo de regulamentar o regime próprio
de previdência.
Hoje, o Instituto de Previdência do Estado (IPE) paga apenas
as 45 mil pensões. Com a alteração, o instituto passará
a pagar também as 140 mil aposentadorias do Executivo. Os outros
poderes continuarão tendo domínio sobre seus benefícios.
A direção do órgão garante que os servidores
não sentirão qualquer mudança.
O mesmo projeto também regulamentará o fundo de capitalização,
que será gerenciado por um representante nomeado pelo IPE e por
um integrante do conselho deliberativo do instituto.
Ao entregar o pacote de projetos ontem na Assembleia, o governador
Tarso Genro demonstrou bom humor:
– Tenho a honra de entregar o conjunto de projetos apelidado de “Pacotarso”.
A alcunha, criada pela oposição, é uma alusão
ao Twitarso lançado pelo então candidato durante a campanha
eleitoral, no ano passado.
Ao lado do presidente da Assembleia, Adão Villaverde, e do chefe
da Casa Civil, Carlos Pestana, Tarso disse que o apelido é “bem-humorado”.
(Zero Hora)
23.05 - Rio faz pente-fino em pensão e aposentadorias
Reduzir os pagamentos invevidos de aposentadorias e pensões
é um dos principais objetivos do Rio Previdência. Em entrevista
exclusiva à Coluna, o diretor-presidente do fundo, Gustavo Barbosa,
explicou que o trabalho é complexo, principalmente por se tratar
de casos pontuais: “Temos que pagar para quem realmente tem que receber”.
Barbosa também antecipou que o estado vai adiar, por tempo indeterminado,
o Censo Previdenciário que seria feito no próximo mês.
Segundo o diretor-presidente, a decisão foi tomada para evitar filas
e demais desconfortos aos segurados. Ele defendeu que a União revise
as regras de concessão de pensão para as viúvas com
grandes diferenças de idades em relação às
de seus cônjuges. Barbosa citou que há situações
de segurados que se casam com empregadas ou vizinhas. Para agilizar os
serviços nas agências, ele informou que, em 2012, a meta é
que todos os atendimentos sejam agendados por telefone, a exemplo do que
acontece com a Previdência Social.
O DIA: O Rio Previdência já tem retorno das auditorias
que começaram a ser feitas na folha dos inativos e pensionistas?
GUSTAVO BARBOSA: O retorno tem sido muito importante para o fundo.
Verificamos se o segurado está recebendo menos ou mais. As regras
de concessão de benefícios são complexas. Existem
mais de 10 situações em que você pode se aposentar.
Muitas vezes, aquele servidor é inativo e não necessariamente
está aposentado de uma forma adequada. A paridade existiu até
2003. A partir de 2004, foi aplicada a média.
Em qual fase, então, a auditoria está?
Já mapeamos praticamente tudo e também atacamos algumas
situações. Por conta disso, cortamos algumas pensões
indevidas e revisamos os valores que eram pagos para baixo. São
situações que classificamos como pontuais.
O corte e a revisão acontecem de que forma? O segurado é
convocado para explicar a situação antes?
Sim, chamamos as pessoas e explicamos o que vai acontecer. Cumprimos
o princípio básico da auditoria, que é a avaliação
do jurídico. Todas as nossas ações têm a avaliação
do procurador. É imprescindível que haja segurança
jurídica nos atos. Tudo é feito com muito cuidado. Mas fico
muito satisfeito de participar desse processo. É pagar o que é
de direito. Usar bem o dinheiro que a população paga em impostos.
O senhor anunciou, em 2010, que o fundo faria um censo previdenciário
em junho deste ano. Como estão os preparativos?
De fato, estávamos com a pretensão de fazer ainda neste
primeiro semestre. Mas enxergamos situações novas, tecnologias
que podem ajudar a tornar esse processo mais confortável e mais
rápido para o nosso segurado. Por isso, estamos reavaliando o censo.
Vamos segurar em troca de oferecer mais conforto para o nosso público.
Estamos estudando se há necessidade de o censo acontecer no segundo
semestre, e 2012 é uma possibilidade. Estamos acabando de realizar
o recadastramento por meio do Identidade Funcional. Não temos urgência
em fazer um censo agora.
Como as informações do Identidade Funcional serão
utilizadas no censo?
O Identidade Funcional será uma das premissas. Esse projeto
é um recadastramento administrativo. Com o censo, vamos aprofundar
as questões previdenciárias. Saber quais serão os
impactos futuros em nosso custo. O censo tem como característica
forte chegar muito perto da realidade. Com as informações,
vamos ter condições de realizar um cálculo atuarial
para os próximos 70 anos.
Já é possível citar algumas perguntas que vão
constar no censo?
Tudo o que envolver custeio previdenciário tem que estar no
censo. O sexo, por exemplo, influencia, porque a mulher se aposenta mais
cedo que o homem. Função também, porque, por exemplo,
o professor se aposenta antes das outras categorias. Quem são os
dependentes para saber para quem a pensão será paga? E quem
é o cônjuge que depois gera a pensão? Além de
questões trabalhistas, se ele já trabalhou antes, na iniciativa
privada, pois é necessário averbar as contribuições
anteriores para o nosso fundo de previdência.
Vocês vão se concentrar nos aspectos previdenciários
ou também vão fazer outros tipos de questionamentos?
Também vamos aproveitar a ocasião para começar
a conhecer o comportamento socioeconômico do servidor. É importante
sabermos se os segurados moram em casa própria ou alugada e, ainda,
se sustentam a família. Temos vontade de fazer políticas
para esse povo. A Escola Financeira é um caso. Percebemos que estavam
se endividando. Até mesmo os que recebiam benefícios maiores.
Já que o senhor mencionou a importância de conhecer os
dados previdenciários, poderia dar a sua opinião sobre um
assunto que é amplamente discutido no governo federal: as jovens
viúvas?Há muitos casos no estado?
Temos alguns casos no estado. Notamos também situações
de segurados que se casam com empregadas e vizinhas. Essas mulheres, na
maioria das vezes, ficam com 10% ou 20% do benefício e o resto vai
para a família dele. A aposentadoria e pensão foram criadas
para manter a situação atual e não enriquecer. No
Brasil é permitido enriquecer.
O senhor pode explicar como é essa conta?
Um homem colaborou por 35 anos. Aos 60 anos ele se aposenta e com 75
se casa com uma mulher de 25 anos, o que é real. Até esse
momento ele já usufruiu 15 anos de uma aposentadoria. Lembrando
que ele contribuiu 35 anos com 11% dele e 22% do estado. Essa menina de
25 anos vai viver, tranquilamente, mais 60 anos, que é a média.
Então, ele contribuiu durante 35 anos com 33% do salário
dele. Esses 35 anos de 33% de contribuição do salário
dele vão manter uma pensão de 75 anos (15 anos que ele já
recebeu mais os 60 dela), de 100% do salário. Essa conta não
fecha. E quando ela não fecha quem paga isso não é
o servidor, quem paga é o governo. E o governo não faz dinheiro,
arrecada. Então, a administração pega esse dinheiro
que seria destinado para outras coisas e paga essas pensões. No
fundo, no fundo, a população é quem paga esse desequilíbrio.
O desequilíbrio é pior em qual situação?
O desequilíbrio não depende do valor da pensão.
Por exemplo, tem alguns países da Europa em que até uma determinada
idade a pessoa não leva pensão. Em outros casos leva por
cinco anos, que é o tempo da pessoa fazer uma faculdade e conseguir
um trabalho. Alguma coisa tem que ser feita.
O atendimento agendado tem crescido no Rio Previdência?
O atendimento agendado tem evoluído de uma forma maravilhosa.
Esse tipo de serviço tem otimizado o trabalho do Rio Previdência.
Tem sido um marco do atendimento. Ganha o segurado, porque ele marca o
horário na agência que ele quer. E ganha o Rio Previdência,
que já vai atendê-lo de forma mais preparada. Com isso, mudamos
a característica do atendimento. Essa alteração já
impôs novas mudanças.
É possível que o fundo inaugure agências e mais
postos de atendimento?
Estamos discutindo abrir postos em determinados pontos. Mas é
provável que algumas agências abram para atendimento agendado.
O servidor poderá cobrir mais de um posto por semana. Atender no
órgão A às quartas-feiras e sextas-feiras e atender
no B às terças-feiras e quintas-feiras. E, na segunda-feira,
trabalhar no Rio Previdência. Depois que revisamos 51 mil pensões
o movimento caiu drasticamente. Então, temos a vontade de expandir
dessa forma e no interior também. Nosso objetivo é chegar
até 2012 com todos os atendimentos agendados. Mas, claro, sem deixar
de receber o segurado que chegar ao local espontaneamente.
Quando os segurados vão receber a nova identidade funcional?
A entrega deve ocorrer logo. Vamos utilizar o mesmo mecanismo do Identidade
Funcional. Futuramente, vamos usar a identidade em algumas situações.
Estamos estudando usar o documento para tomar empréstimo consignado
no banco.
O que é necessário para receber o documento?
Ter validado os dados apresentados no Identidade Funcional. De 213.711
segurados, já foram recadastrados 175.597. Por enquanto, somente
90.210 validaram as informações. Pretendemos cobrar o segurado
pela validação, assim como cobramos pelo recadastramento.
(ALESSANDRA HORTO - O Dia Online)
11.05 - CaruaruPrev: Previdência prepara mudanças
A reformulação da Lei 4.453/2005, sobre o regime próprio
da Previdência Social de Caruaru (CaruaruPrev), deve se ser encaminhada
a Câmara Municipal até a próxima semana. A mais importante
alteração da legislação será relacionada
a inclusão de dependentes homoafetivos como beneficiários
do sistema. A votação na plenária deve correr mais
rápido depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a
união entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo o presidente do CaruaruPrev, Osório Chalegre, no Interior
apenas a cidade de Pesqueira tem legislação própria
que contempla a união homoafetiva para fins previdenciários.
A reformulação no município foi um pedido do sindicato
dos servidores, mas até hoje nenhum requerimento de pensão
foi registrado na cidade. Para Chalegre, será necessário
um novo comportamento também entre os casais, que agora deverão
assumir a opção sexual para requerer diretos legais. “Pode
ser que tenhamos que fazer um recadastramento dos servidores, em Caruaru,
para que eles declarem a sexualidade e futuros dependentes”, frisou. A
advogada Marcela Proença concorda e acredita que esta seria uma
saída que dificultaria fraudes ao sistema. “O procedimento para
se provar a união estável é o mesmo de um casal heterossexual”,
justificou.
O primeiro benefício para um casal homoafetivo julgado procedente
na região foi em Altinho, em 2007. O juiz José Adelmo Barbosa
julgou procedente os direitos previdenciários de uma mulher que
viveu com a companheira por mais de dez anos. “Uma delas era servidora
aposentada e faleceu. A outra era autônoma e requereu a pensão.
Julguei que a pensão deveria ser repassada a companheira viva”,
comentou o magistrado. Outra semelhante foi concedida pela justiça
em Sertânia. (Renata Coutinho - Folha de Pernambuco)
09.05 - Iprev: Censo previdenciário
Não perca a última chance
GDF dá outra oportunidade para servidor atualizar seus dados
cadastrais
Praticamente mil servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) pediram
exoneração desde o início do Censo Previdenciário,
em setembro do ano passado. É o que mostram os números fornecidos
na última sexta-feira ao Instituto de Previdência do DF (Iprev-DF)
pela empresa responsável pelo recadastramento.
Isso quer dizer que pouco mais de nove mil funcionários públicos
distritais ativos, aposentados e pensionistas devem fazer, a partir de
amanhã, a atualização de dados junto ao instituto.
O novo prazo termina no próximo dia 25 e não será
prorrogado. Também não haverá atendimento nos fins
de semana, o que deixa apenas 13 dias úteis para a conclusão
do censo. Na prática, isto representa uma média de 700 atendimentos
diários, pouco mais de 50 por atendente. O posto funcionará
de 9h às 17h, ininterruptamente.
Portanto, quem quiser evitar dor de cabeça com a atualização
dos dados e não correr o risco de ter o salário bloqueado,
deve procurar o posto nos primeiros dias de atendimento, quando, geralmente,
o movimento é menor.
"Antes de levar a documentação ao posto de atendimento,
o servidor deve fazer o pré-cadastro pela internet", explica o presidente
do Iprev-DF, Jorgivan Machado.
O Iprev colocará cerca de 30 servidores do próprio GDF
para atender aos que ainda não se recadastraram. No entanto, apenas
18 deles farão a conferência dos documentos dos servidores
na estrutura montada no Pavilhão de Exposições do
Parque da Cidade. O local foi escolhido por ficar em uma área central,
o que facilita o acesso, e dispor de amplo estacionamento, além
de espaço interno adequado.
PUBLICAÇÃO
A edição de hoje do Diário Oficial do DF trará
a relação nominal dos servidores que não concluíram
o censo e os locais onde são lotados. Os órgãos que
abrigam os faltosos também receberam uma lista de identificação
dos funcionários que não completaram o recadastramento.
As secretarias de Educação, com 3.730 servidores, e a
de Saúde, com 2.081, ocupam os primeiros lugares entre os 26 órgãos
cujos funcionários não participaram da atualização
dos dados funcionais. Pensionistas e aposentados do Iprev somam 2.172 pendências.
Na Secretaria de Obras e no Hemocentro apenas dois servidores de cada órgão
não finalizaram o censo previdenciário.
Outra mudança em relação às etapas anteriores
é a suspensão do atendimento domiciliar. (Isaac Marra
- Jornal de Brasília
25.04 - Regimes Próprios: Grupo para discutir gestão
O Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev) aprovou a criação de um novo grupo de trabalho
dentro do conselho. O objetivo é definir estratégias e ações
de fomento à modernização da gestão dos Regimes
Próprios de Previdência Social (RPPS) de todo o país.
O secretário de Políticas de Previdência Social,
Leonardo Rolim, definiu como estratégico o grupo de trabalho e destacou
que há anos o Ministério da Previdência Social (MPS)
fomenta o aperfeiçoamento dos RPPS e sua consolidação.
“Os programas de Apoio à Reforma dos Sistemas Estaduais de Previdência
(Parsep) e de Apoio à Modernização da Gestão
do Sistema de Previdência Social (Proprev) têm este objetivo:
auxiliar os estados e municípios e contribuir para a consolidação
e equilíbrio dos regimes próprios”, afirmou.
De acordo com Gustavo Barbosa, diretor da RioPrevidência, que
irá coordenar as atividades do novo grupo de trabalho, o foco será
a inclusão de metas de aprimoramento da gestão dos RPPS nos
programas Parsep III e Proprev III. Para ele, a gestão deve assumir
agora um papel central nestes novos programas de desenvolvimento. “Precisamos
criar metas de avaliação para os programas de apoio à
modernização da gestão dos institutos e demonstrar
que o aperfeiçoamento gerencial é extremamente positivo para
a sustentabilidade e equilíbrio dos RPPS”, destacou Barbosa.
Os pontos centrais que devem ser discutidos pelos integrantes são:
governança corporativa, com maior transparência e participação
dos segurados; conformidade, que possibilite a checagem dos processos realizados
pelo RPPS em todas as etapas para diminuir o risco da gestão e realizar
uma análise prévia das ações; capacitação
dos servidores e educação previdenciária.
Parcerias – Em sua terceira fase, o Proprev será direcionado
aos municípios de pequeno porte. A previsão é que
o programa conclua suas metas da segunda fase ainda esse ano e está
previsto em seu contrato que a fase três comece logo em seguida.
O Proprev tem parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Já o Parsep III, destinado aos estados, está em fase inicial
de negociação com o Banco Mundial (BIRD). O Parsep e o Proprev
foram desenvolvidos pelo MPS com apoio do BIRD, BID, entre outros parceiros.
(Anfip)
20.04 - Regimes Próprios: Maior número de municípios
Leonardo Rolim quer aumentar número de municípios com
RPPS
Hoje, cerca de dois mil municípios adotam o regime próprio
de previdência
Uma proposta para o aumento no número de municípios que
adotam o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) foi apresentada
ontem pelo secretario de Políticas de Previdência Social,
Leonardo Rolim, ao Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios
de Previdência Social (Conaprev).
”A Secretaria de Políticas de Previdência Social tem se
dedicado, desde 2010, para aumentar o número de regimes próprios.
Hoje, cerca de dois mil municípios adotam o RPPS, há um grande
potencial para implantação de novos RPPS no Brasil”, afirmou
Leonardo Rolim. Ele acrescentou que outro objetivo importante da secretaria
é auxiliar a gestão e, consequentemente, melhorar os investimentos
dos RPPS.
A estratégia do ministério é realizar ações
em todo o Brasil, pelo menos uma em cada estado. O evento teria a duração
de um dia inteiro. Pela manhã, palestras sobre as vantagens dos
RPPS e apresentações sobre as possibilidades de investimentos.
No período da tarde, seriam oferecidas oficinas sobre como implantar
o regime próprio e também promover o esclarecimento de dúvidas
de municípios que já adotam o RPPS. Além disso, a
ideia é criar uma equipe para dar uma consultoria pós-evento.
“O apoio de vocês a esses eventos é muito importante, contamos
com todos”, comentou o secretário, se referindo aos dirigentes de
regimes próprios.
A proposta de fomento a novos Regimes Próprios de Previdência
Social também será divulgada durante a marcha dos prefeitos,
de 10 a 12 de maio, em Brasília. “Nós participaremos de todos
os eventos que tiverem alguma ação voltada para o fomento
dos RPPS; vamos transformar o incentivo à ampliação
dos regimes próprios em uma política do Ministério
da Previdência Social”, enfatizou o secretário Leonardo Rolim.
(Talita Lorena - AgPrev)
18.04 - Ipajm: Novo sistema de gestão previdenciária
O presidente-executivo do Instituto de Previdência dos Servidores
do Estado (IPAJM), Osvaldo Hulle, apresenta durante coletiva de imprensa
nesta segunda-feira (18), às 10 horas, o projeto de implantação
do novo Sistema Integrado e Informatizado de Gestão Previdenciária.
A concessão de benefícios em tempo real, como aposentadoria
e pensão, recadastramento biométrico e tramitação
de processos de forma digital são alguns dos serviços oferecidos
por esse sistema.
Destaca-se que a implantação do novo sistema de gestão
do Regime Próprio de Previdência Social (ES-PREVIDÊNCIA)
é projeto prioritário do Governo, como parte do Plano Estratégico
do Estado (2011-2014), e está incluído no eixo Melhoria da
Gestão Pública e Valorização do Servidor.
Estarão presentes na coletiva os diretores técnico, administrativo
e de investimentos, Regina Faria, Rogério Mattos e Gilberto Tulli,
respectivamente. (JusBrasil)
15.04 - PBPrev: Pagamento ameaçado
João Pessoa - Nove mil servidores ativos, inativos e pensionistas
do estado devem se recadastrar
O total de nove mil servidores ativos, inativos e pensionistas do estado
da Paraíba podem ter o pagamento dos salários e dos benefícios
suspensos caso não façam o recadastramento que foi iniciado
na última segunda-feira, dia 11. Esta é a segunda chamada
para os retardatários que não realizaram a atualização
dos dados em novembro e dezembro de 2010. No entanto, menos de 10% da demanda
esperada tem comparecido aos pontos de atendimento do Instituto de Previdência
da Paraíba (PBPrev).
Poucos procuraram o posto na capital. Foto: Alessandro Assunção/ON/D.A
Press.
A pensionista Iracema Josefa Maia não encontrou fila quando
foi apresentar seus documentos no posto instalado no Espaço Cultural
José Lins do Rêgo, em João Pessoa. De acordo com o
coordenador do serviço, José Soares, apenas 25 pessoas foram
ao primeiro dia das atualizações. "Temos recebido cerca de
30 pessoas por dia, uma média considerada baixa", avaliou.
A obrigatoriedade do Censo Previdenciário abrange os funcionários
dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do
Ministério Público e do Tribunal de Contas. O não
recadastramento pode resultar em suspensão da remuneração
ou benefícios até a atualização dos dados cadastrais.
José Soares adverte que muitos aposentados do INSS estão
comparecendo, equivocadamente, aos postos da PBPrev: "Estes inativos não
são o foco deste recadastramento, apenas os vinculados ao governo
estadual", explica. Todo o processo de atualização de dados
demora em torno de 10 minutos. Os documentos originais são verificados,
digitalizados e, em seguida, é feita uma fotografia do servidor
para o arquivamento cadastral. O atendimento à população
será feito até o dia 29 deste mês.
Na Capital, o recadastramento pode ser feito no Espaço Cultural,
no bairro de Tambauzinho. No interior do estado os servidores devem se
dirigir às unidades regionais da PBPrev em Patos, Guarabira, Campina
Grande e Cajazeiras.
É necessário que os servidores apresentem RG, CPF , título
de eleitor, comprovante de residência e cópia do últimocontracheque,
mas há casos específicos que exigem outros documentos. A
lista completa de toda a documentação exigida está
disponível no endereço pbprev.pb.gov.br.
"É válido lembrar que os documentos também podem
ser enviados pelo correio à sede da PBPrev. O importante é
que ninguém deixe de se recadastrar", orienta o presidente da PBPrev
Diogo Flávio Lyra Batista. (Juliana Carneiro e Cecília
Lima - O Norte)
05.04 - Iprev: MP constata fraude
Maceió -Promotor de Justiça ingressa com Ação
Civil Pública contra um analista de sistemas e um empresário
por desvio de recursos
O promotor de Justiça Marcus Rômulo, da Fazenda Pública
Municipal, ingressou com Ação Civil Pública por atos
de improbidade administrativa contra um analista de sistemas servidor da
Prefeitura de Maceió e um empresário por desvios no Instituto
de Previdência Municipal de Maceió (Iprev). Em pouco mais
de cinco meses, eles garantiram mais de R$ 187 mil com a concessão
de benefícios fraudulentos. Liminarmente, o Ministério Público
Estadual solicita a quebra do sigilo bancário dos envolvidos e de
13 contas bancárias de pessoas que podem ter sido usadas como laranjas
no golpe. Os nomes ainda não foram divulgados para não atrapalhar
o restante do processo.
De acordo com o artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa (8429/92),
se condenados, os acusados vão perder os bens ou valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio; terão que ressarcir integralmente
o dano; terão suspenso os direitos políticos de oito a dez
anos; poderão pagar multa civil de até três vezes o
valor do acréscimo patrimonial e ficarão proibido de contratar
com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio
de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário,
pelo prazo de dez anos. (Gazeta de Alagoas)
04.04 - Riopretoprev: Denúncia contra contratação
São José do Rio Preto - A pedido do Ministério
Público (MP), a Delegacia Seccional de Polícia de Rio Preto
abriu inquérito para investigar a contratação de uma
empresa para prestar serviço de consultoria financeira à
Riopretoprev, regime de previdência dos servidores municipais. De
acordo com o edital do contrato, a consultoria contratada em 2009 tem por
objetivo fornecer informações sobre o mercado financeiro,
além de aconselhar onde a autarquia pode e deve investir parte de
seus fundos, hoje na casa dos R$ 117 milhões.
De acordo com a denúncia feita ao MP pelo Conselho Municipal
da Previdência e Conselho Fiscal da Riopretoprev, a empresa contratada,
Simcred Análise de Crédito, não teria autorização
do Banco Central para esse tipo de serviço - seria “inidônea”
-, além de ter subcontratado outra empresa, a Plena Consultoria,
o que seria proibido por contrato.
O inquérito é conduzido pelo delegado-assistente da Seccional,
Humberto Páscua. Ele não quis dar detalhes da investigação,
que corre sob sigilo. Disse apenas que a apuração é
referente à contratação da empresa para prestação
de serviço de assessoria financeira. “Segundo consta, ela não
estaria autorizada pelo Banco Central. Estamos apurando e ouvindo as pessoas”,
disse Páscua, que abriu o inquérito a pedido do promotor
Aparecido Donizeti dos Santos, que recebeu a denúncia do Conselho
Fiscal da Riopretoprev. “O promotor pediu para verificar a ocorrência
de possíveis crimes”, disse o delegado.
Além da subcontratação, que, se comprovada, é
motivo para rescisão de contrato de acordo com o edital de licitação,
a polícia apura uma suposta inidoneidade das consultorias. Isso
porque diretores das empresas responderiam a processos criminais na Justiça
por contrabando e apropriação indébita, além
de terem os nomes negativos em órgãos de proteção
ao crédito.
“Não temos mais confiança para que essas pessoas indiquem
ou façam sugestões de onde a Riopretoprev deve investir.
Sabemos que determinados fundos pagam corretagem para que determinados
agentes indiquem os produtos deles”, disse um dos conselheiros da Riopretoprev,
Carlos Henrique de Oliveira, que suspeita inclusive do valor cobrado pela
consultoria - R$ 550 por mês -, considerado “baixo.”
“Esse valor não paga nem o avião dos caras que vêm
a Rio Preto participar das reuniões. É muita generosidade
eles cobrarem R$ 550 para ajudar a administrar mais de R$ 100 milhões”,
disse Oliveira, que considera “preocupante” a situação, já
que a partir deste ano a Riopretoprev assumiu o controle do gerenciamento
do fundo previdenciário, até o ano passado sob responsabilidade
exclusiva do banco Santander.
“Estão vindo com certa frequência para cá. Até
o final do ano, tem de aprovar a política de investimentos para
2012. Já pedimos a rescisão, mas os conselheiros do prefeito
são contra”, afirmou Oliveira, que acusa a consultoria Plena de
ter criado a Simcred no papel só para “não expor quem na
verdade pretende administrar o fundo.”
O superintendente da Riopretoprev, Gaber Lopes, negou todas as denúncias
feitas pelo Conselho Municipal da Previdência ao Ministério
Público. Gaber disse que, em primeiro lugar, a consultoria apenas
“fornece informações a respeito do mercado financeiro. Jamais
nos aconselhou onde devemos investir”, afirmou Gaber, que considera ser
necessária informações atualizadas e diárias
sobre o mercado.
“Para um volume dessa envergadura, R$ 117 milhões, precisamos
de um bom time de informações. Mesmo quando os fundos eram
administrados pelo Santander, tínhamos de ter informações
a respeito do desempenho das aplicações. O banco não
ia nos dizer se errou em determinada aplicação.”
Sobre a suposta subcontrata-ção da Plena pela Simcred,
Gaber disse que uma é “nome fantasia da outra” e saiu em defesa
do diretor das empresas que responde por contrabando. “Houve um problema
com um dos diretores, que perdeu a carteira de identidade, e andaram fazendo
barbaridades em nome dele”, disse o superintendente, que descartou a inidoneidade
alegada. “Não existe inidoneidade no setor. Nenhuma empresa pertence
ao mundo financeiro composta por pessoas que estejam ao largo da suspeita.
O próprio Banco Central fiscaliza. Se surgir indícios, logo
é excluída”, afirmou ele.
O superintendente ironizou ainda a suspeita que recai sobre o baixo
valor cobrado pela consultoria. “Engraçado, se é caro criticam
porque é caro. Se é barato, criticam porque é barato.
Ninguém abriria um cinema então, já que vai cobrar
R$ 10 para entrar. A empresa fornece os dados do mercado para centenas
de empresas. Ganham na quantidade”, afirma Gaber, que criticou até
a decisão do conselho de definir o gerenciamento dos fundos da Riopretoprev
exclusivamente pelo Santander por cinco anos.
“Impressionante como o sujeito, com tantas opções, entrega
tudo para um único banco aplicar onde bem entender. Eles (conselho)
erraram ao contratar o Santander por cinco anos. Exatamente por essa péssima
escolha, a Simcred conseguiu nos demonstrar que nos últimos cinco
anos essa gestão ocasionou uma perda de lucro de até R$ 10
milhões.”
Com o fim do contrato do Santander, atualmente 95% dos R$ 117 milhões
do fundo previdenciário estão divididos em diversas aplicações
nos bancos Santander, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do
Brasil. Outros 5% estão sendo administrados diretamente pela Riopretoprev
em fundos de pensão e em títulos do governo.
(Diário Web)
01.04 - RioPrevidência: Venda de imóveis
Fundo arrecadou R$ 250 milhões com vendas de imóveis
desde o fim de 2010
Só na Lapa, dois terrenos foram vendidos por R$ 84 milhões
O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de
Janeiro (RioPrevidência), cujo patrimônio é composto
de cerca de 200 imóveis, já arrecadou cerca de R$250 milhões
com a negociação de 15 imóveis próprios desde
o fim de 2010. De acordo com a Subsecretaria de Comunicação
Social do governo do estado, até o fim do ano mais 100 imóveis
devem ser licitados para a venda ou locação.
A venda do prédio onde funcionava a casa de espetáculos
Scala, no Leblon, recentemente retomado pelo governo do estado, está
prevista para os próximos meses. Já a última venda
foi de um imóvel na Avenida Presidente Vargas, em frente à
Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega
(Saara), por R$ 40 milhões. O valor do terreno, de cerca de 1.900
metros quadrados, é 106% maior do que a avaliação
inicial, de R$ 19,4 milhões.
Em janeiro, o estado conseguiu R$ 90,6 milhões pelo Espaço
Leblon, prédio de cinco andares e cinco mil metros quadrados localizado
sobre o Teatro Oi Casagrande. A venda superou a expectativa inicial em
22%. Em dezembro, o Fundo vendeu por R$ 84 milhões dois terrenos
na Lapa – onde será erguida a nova sede da Eletrobrás – e
outro, na Rua Jardim Botânico, por R$ 30 milhões, para a TV
Globo. Neste último imóvel, o ágio foi de 500% em
relação à avaliação inicial devido à
grande disputa entre os muitos interessados na aquisição
do local.
De acordo com o presidente do RioPrevidência, Gustavo Barbosa,
além da receita proveniente do negócio, há uma redução
de custos para o Fundo. "Eles serão vendidos por conta de seu valor
e em função da regularização desses imóveis
junto a prefeitura e outros órgãos. Além disso, quando
o imóvel é vendido, além de não precisar mais
pagar para mantê-lo, o RioPrevidência recebe o recurso da venda"
explica Barbosa.
Capitalização do Fundo
Segundo a Subsecretaria de Comunicação, a capitalização
do RioPrevidência por meio de locação e venda dos seus
imóveis faz parte de uma modernização do Fundo que
resultou na autossuficiência da instituição. Antes,
o RioPrevidência precisava de ajuda financeira do governo com cerca
de R$2,5 bilhões por ano.
Foi realizado então um trabalho detalhado de análise
dos imóveis para saber quais teriam potencial de geração
de renda. Foram escolhidos 400 imóveis para serem negociados. Os
outros 600, que não teriam valor alto no mercado, recentemente foram
devolvidos ao estado por decreto do governador Sérgio Cabral.
(O Dia Online)
30.03 - Previrg: Eleições para conselhos
Acontece nesta quarta-feira, 30, a eleição da Previdência
do Rio Grande (Previrg) para os cargos de Conselheiro Deliberativo e Conselheiro
Fiscal do órgão. Concorrem ao cargo servidores titulares
de cargos efetivos, ativos ou inativos, regidos e organizados por regimento
próprio.
Os conselheiros eleitos vão exercer um mandato de três
anos consecutivos. Conforme o edital nº 001/2011, serão disponibilizadas
uma vaga para titular e uma vaga para suplente para o cargo de Conselheiro
Deliberativo, e duas vagas para titular e duas vagas para suplente para
o cargo de Conselheiro Fiscal.
Só poderão ser eleitos conselheiros fiscais aqueles servidores
públicos com formação técnica contábil,
ou nível superior em pelo menos uma das seguintes áreas:
Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Administração
e Direito.
Os candidatos a este cargo também não podem ter sofrido
condenação judicial transitada em julgado pela prática
de crimes contra o patrimônio, contra a paz pública, contra
a fé pública, contra a administração pública
e contra a ordem tributária, nem podem ter recebido aplicação
de pena disciplinar nos cinco anos anteriores à sua eventual posse
Os Conselheiros Titulares eleitos receberão uma gratificação
especial no valor de R$ 510,36. O pleito ocorrerá, das 9h às
17h, no Ginásio Írio Figueira Sucena (Ginásio do Sismurg),
localizado na rua General Vitorino, n°419. Mais informações
podem ser obtidas através do telefone 3035.3491. (Agora)
29.03 - Rioprevidência: curso para servidor no Rio
O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de
Janeiro (Rioprevidência), fundo de pensão dos funcionários
do governo do Estado, inaugurou sua escola de educação financeira.
Sediada entre os bairros de Vila Isabel e do Maracanã, a Escola
de Educação Financeira do Estado do Rio de Janeiro vai oferecer
cursos, palestras e outros eventos de caráter educativo, relativos
aos temas de finanças pessoais, mercado financeiro, previdência,
mercado de capitais e outros temas afins.
Os cursos e as atividades serão gratuitos e contarão
com a parceria de órgãos, entidades públicas, associações
e instituições autorreguladoras do Sistema Financeiro Nacional.
A escola vai dar prioridade de atendimento aos segurados do Rioprevidência,
servidores ativos ou aposentados e pensionistas.
"Entendemos que o maior grau de conhecimento de finanças pessoais
promove maior inclusão de segmentos da população",
diz Gustavo Barbosa, diretor-presidente do Rioprevidência. As aulas
começarão em abril e as inscrições poderão
ser realizadas pelo site www.rioprevidencia.rj.gov.br/eef/index.html.
(Angelo Pavini - Valor Online)
16.03 - Regimes próprios: Segurança jurídica
As entidades que representam os regimes próprios de previdência
(a previdência do servidor público) estão pedindo ao
Ministério da Previdência que transforme todas as portarias
que regem o RPPS e o poder de fiscalização do próprio
ministério em uma lei. A consolidação das normas dará
segurança jurídica. (Diário de Natal)
14.03 - Iprev-DF: Superavit
Previdência de funcionários do DF arrecada cerca de R$
10 milhões a mais que gastos
O regime de previdência dos servidores públicos do Distrito
Federal, com exceção dos profissionais das áreas de
saúde, educação e segurança, é superavitário.
Ao contrário do que ocorre com o sistema previdenciário dos
servidores públicos da União, que registrou um rombo na casa
dos R$ 51 bilhões, o Instituto de Previdência dos Servidores
do Distrito Federal (Iprev-DF) arrecada mais do que gasta com o pagamento
de aposentadorias e pensões.
O órgão arrecada cerca de R$ 120 milhões mensais
com a contribuição de funcionários e do Governo do
Distrito Federal (GDF), que, por lei, é obrigado a depositar uma
quantia para o sistema de previdência local. Para o pagamento dos
benefícios dos cerca de 30 mil servidores aposentados e pensionistas
contemplados, o Iprev-DF desembolsa, aproximadamente, R$ 110 milhões
por mês.
"Não há rombo aqui no Iprev-DF. Não falta dinheiro
no fim do mês, e não dependemos de aporte governamental excepcional,
previsto em lei, para custear as aposentadorias e pensões", assegura
o diretor-presidente da instituição, Jorgivan Machado.
Os valores variam a cada mês, segundo o presidente do órgão.
"Isso ocorre porque há o pagamento da aposentadoria ou da pensão
referente ao 13º salário, que é pago no mês de
aniversário do beneficiado. Há servidores que se aposentam,
outros entram no quadro. Com isso, o valor não é fixo, oscila
bastante", afirmou Machado. A reserva, verba que sobra, entra como crédito
para ser utilizada no pagamento dos benefícios no mês seguinte,
segundo o presidente do Instituto.
O Iprev-DF é o órgão gestor do Regime Próprio
de Previdência Social do Distrito Federal, o sistema previdenciário
dos servidores públicos distritais da Administração
Direta, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e do Tribunal de
Contas do Distrito Federal. No entanto, policiais militares e civis, bombeiros,
funcionários das áreas de saúde e educação,
de empresas públicas locais e servidores comissionados não
se incluem neste regime.
FUNDO DE CAPITALIZAÇÃO
Em 2008, foi criado o fundo de capitalização do Iprev-DF
para os novos servidores da administração pública.
Com isso, a contribuição dos funcionários que ingressaram
no GDF a partir de janeiro de 2007 passou a ser aplicada num fundo de rendimentos,
para ser usada para pagar pensões e aposentadorias desses servidores
no futuro. "O GDF teve, no passado, e também agora, essa preocupação
de segregação de massas. Isso é fundamental, uma preocupação
futura. É questão de gestão", comentou Jorgivan.
O fundo financeiro, que compreende os servidores que ingressaram no
quadro distrital antes de 31 de dezembro de 2006, é utilizado para
pagar a previdência daqueles funcionários já aposentados
ou de pensionistas. "O dinheiro entra, e é utilizado no pagamento.
Não é investido, nem vai para um fundo de rendimentos. São
contas e contabilizações separadas. O dinheiro do fundo capitalizado
não pode ser utilizado para pagar aposentadorias e pensões
de hoje", afirmou.
O presidente do Iprev-DF faz questão de ressaltar que a verba
que é arrecadada pelo órgão não é pública.
"Esse dinheiro é do servidor público, e deve ser utilizada
exclusivamente para custear as aposentadorias desses servidores."
(Jornal de Brasília)
10.03 - Iprev: Cadastramento até o dia 25
Dos 132 mil servidores públicos do DF, entre ativos, pensionistas
e aposentados, aproximadamente 19 mil, ou 15%, ainda não responderam
ao censo previdenciário. Assim, estão ameaçados de
não receber o salário de abril
Cerca de 19 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do Distrito
Federal podem não receber o pagamento de abril caso não respondam
ao censo do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) até
25 de março. O prazo - que terminaria em dezembro - foi prorrogado
e, mesmo assim, 15% dos 132 mil funcionários públicos ainda
não procuraram os postos de atendimento ou acessaram a página
do instituto para o cadastramento. O censo serve para atualizar o banco
de dados e detectar mudanças no perfil do servidor como, por exemplo,
se o filho dependente completou 18 anos ou se um aposentado morreu.
A data limite para o envio das respostas era 17 de dezembro último,
porém, em janeiro, pelo menos 26 mil servidores não tinham
feito as declarações, o que forçou o governador Agnelo
Queiroz (PT) a assinar, em 1º de fevereiro, um decreto ampliando o
prazo. O diretor-presidente do Iprev-DF, Jorgivan Machado, acredita que
a falta de informação sobre o censo é o motivo pelo
qual os servidores ainda não fizeram o cadastro. "Para que todos
os servidores saibam, resolvemos avisar pelo contracheque, por e-mail e
estamos ligando de casa em casa aos que não se cadastraram", revelou
o diretor.
A aposentada Lêda Almada, 63 anos, que fica uma parte da semana
em uma fazenda em Abadiânia (GO) e a outra em um apartamento em Goiânia,
não sabia que era preciso responder a um censo previdenciário
para continuar recebendo o salário. A professora soube porque a
irmã que mora em Brasília viu a notícia no jornal,
recortou e entregou a ela. "Só em fevereiro fiquei sabendo desse
cadastramento", disse. Ela esteve em um dos postos de atendimento há
16 dias e teve que voltar ontem porque havia documentação
pendente. "Faltou informação", reclamou.
A servidora Maria Divina, 45 anos, também não viu nenhum
folder, cartaz ou banner divulgando o censo. Foi uma conversa com os colegas
de trabalho do Hospital de Base do Distrito Federal que a levou a procurar
ontem, pela primeira vez, um posto de atendimento. Porém, quando
chegou à Casa D'Itália, na 208 Sul, foi informada de que
era preciso uma série de documentos. "Fugi do serviço para
vir aqui e foi uma viagem perdida", comentou. A supervisora da unidade
Casa D'Itália, Michelle Ferreira, disse que, por enquanto, o movimento
ainda está fraco. "Acho que, como todo brasileiro, o pessoal vai
deixar para a última hora."
Os servidores, pensionistas e aposentados que não se cadastraram
podem fazer a pré-atualização dos seus dados pela
internet. No entanto, é preciso comparecer às unidades de
atendimento para tirar foto e permitir a conferência e a digitalização
dos documentos solicitados. Quem preferir, pode ir direto a um dos sete
postos de atendimento. Aos servidores que não moram no DF é
permitido se cadastrar pelo site e enviar os documentos pelos CORREIOS.
Aposentados, pensionistas e servidores ativos com dificuldade física
de comparecer aos postos de atendimento poderão agendar a visita
dos recenseadores por telefone. "Nós queremos que todos se cadastrem
em tempo hábil, não desejamos que ninguém deixe de
receber por causa disso", frisou o diretor-presidente do Iprev-DF.
Embora o recadastramento não esteja concluído, Jorgivan
Machado adianta que os três pensionistas mais velhos do GDF já
se recadastraram, entre eles, o arquiteto Oscar Niemeyer, 103 anos, e dois
moradores de Planaltina e Sobradinho, com 102 e 101 anos, respectivamente.
Parceria
O censo previdenciário faz parte do Programa de Apoio à
Reforma de Sistemas Estaduais de Previdência, uma parceria entre
o Ministério da Previdência e o Banco Mundial. O Distrito
Federal é a primeira unidade das regiões Centro-Oeste e Norte
a realizar o cadastramento de 2010-2011. "Quando terminar a contagem por
aqui, vamos para os outros estados", explicou Luciano Antinoro, coordenador-geral
do projeto. Os próximos estados são Goiás, Mato Grosso
do Sul, Tocantins, Amazonas, Acre, Amapá e Roraima.
Postos de atendimento
O funcionamento de todas as unidades é de segunda a sexta-feira,
das 9h às 17h. (Correio Braziliense)
28.02 - Ipremm: Prefeitura de Marília paga
Após ‘calote’, Prefeitura deverá pagar R$ 8,8 milhões
restantes ao Ipremm
Depois de “calote” de mais de R$ 20 milhões ao Ipremm (Instituto
de Previdência do Município de Marília), a Prefeitura
deverá pagar em março os R$ 8,8 milhões referentes
a repasses aos servidores. Outros R$ 13,2 milhões já tinham
sido parcelados em 60 meses (com parcela que gira em torno de R$ 220 mil).
De acordo com o secretário municipal da Administração
José Carlos da Silva, o valor deve ser depositado até o dia
20 de março. “Vamos pagar à vista e zerar a dívida
com o instituto”, garantiu.
O Ipremm funciona como o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social),
porém, responde apenas pela previdência dos servidores municipais.
Valores teriam sido descontados dos salários do funcionalismo público
do município e não repassados ao instituto, o que gerou o
rombo nas contas do órgão ligado à Prefeitura.
O Ministério Público começou a investigar o “sumiço”
dos R$ 13,2 milhões do Ipremm em outubro do ano passado. A promotora
Rita de Cássia Bérgamo passou a acompanhar o caso após
denúncia dos vereadores Wilson Alves Damasceno (PSDB), Mário
Coraíni Júnior (PTB) e Júnior da Farmácia (PTB).
Com o pagamento, o MP deve desistir de entrar com ação
civil pública por apropriação indébita previdenciária.
Além das parcelas mensais de R$ 220 mil que começaram
a ser pagas este mês, a Prefeitura já deposita R$ 63 mil mensais,
relacionados às dívidas com o Ipremm de administrações
municipais anteriores.
Os R$ 9 milhões a serem depositados precisam ser pagos á
vista por se tratarem da parte dos servidores. O parcelamento foi referente
á parte patronal. (Jornal da Manhã-27.02)
25.02 - Ceprev: Recadastramento
Salvador - Aposentados do estado podem agendar o recadastramento
Os mais de 73 mil aposentados do estado da Bahia, convocados para recadastramento,
poderão agendar, com antecedência, o atendimento nos postos
da Previdência Estadual (Ceprev) do Shopping Paralela e Brotascenter.
O serviço, que já estará disponível a partir
da próxima segunda-feira (28), tem o objetivo de oferecer mais comodidade
aos inativos e pensionistas, além de agilizar e distribuir o atendimento.
O agendamento para o Paralela deve ser feito pelo 0800 071 5353. Para o
Brotascenter, deve ligar para o 3116-5440 ou 3616-5437. (Natanael
Luis - Brasil Atualidades)
22.02 - Regimes próprios: Demonstrativo da Política de
Investimentos
MPS solicita a quem já enviou o Demonstrativo 2011, via convencional,
que gere os dados novamente pelo novo aplicativo e reenvie até o
fim deste mês
Os estados e municípios que possuem Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) têm à disposição
um aplicativo para envio do Demonstrativo da Política de Investimentos
ao Ministério da Previdência Social. A ferramenta é
um dos componentes do Aplicativo Desktop (Módulo CADPREV Ente Local),
desenvolvida com base em nova tecnologia.
O aplicativo deve ser baixado pelo usuário, que poderá
gerar as informações com maior comodidade, mesmo estando
off line. Após a conclusão do preenchimento, outra ferramenta
agregada ao Módulo permite a transmissão dessas informações
direto para o Ministério. O novo modelo é similar ao que
a Receita Federal disponibiliza para o preenchimento e o envio da declaração
ao imposto de renda.
A nova tecnologia facilita o trabalho dos gestores de RPPS, que antes
deveriam preencher manualmente e enviar via correio eletrônico ou
impresso. Com o novo Módulo será possível aprimorar
o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência
Social (Cadprev), facilitando a avaliação das políticas
de investimento pelo Ministério da Previdência.
Em breve este aplicativo será utilizado também para a
elaboração e envio de todos os demonstrativos ao Ministério,
como o novo Demonstrativo de Investimentos, já adequados à
nova Resolução do Conselho Monetário Nacional (RS/CMN
nº 3.922), em vigor desde novembro do ano passado.
Prazos - Os gestores de Regimes Próprios têm até
o dia 31 de dezembro de cada ano para enviar o Demonstrativo da Política
de Investimento dos seus recursos para o ano seguinte. O Ministério
solicita aos entes que já enviaram seus Demonstrativos 2011, via
correio eletrônico ou convencional, que gerem os dados novamente
por meio do novo aplicativo e reenviem as informações até
o final deste mês.
Este procedimento será determinante para a implementação
das futuras rotinas para a emissão do Certificado de Regularidade
Previdenciária (CRP). A partir de 1º de março, o Ministério
só irá receber os Demonstrativos da Política de Investimentos
via aplicativo “CADPREV Ente Local”.
Como Fazer – Para baixar o aplicativo, o usuário deve acessar
o modelo do Demonstrativo e as instruções de preenchimento.
Basta ir ao site do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br),
clicar no link “Previdência no Serviço Público”, no
menu lateral, e acessar o item “Serviços”. Informações
técnicas podem ser obtidas pelo e-mail cgaai.investimentos@previdencia.gov.br.
(Natália Oliveira e Talita Lorena - AgPrev)
21.02 - AL Previdência: Falha em pagamento
Cinco mil servidores ativos e inativos ficaram sem receber salário,
este mês, ou tiveram descontos indevidos
Depois de atuar por quase três décadas na área
da saúde, a aposentada Rita dos Santos, 67 anos, se viu angustiada
ao se dirigir ao caixa eletrônico para receber os pouco mais de R$
600 de sua aposentadoria e não encontrar nenhum centavo do montante
no saldo da conta-corrente. “Eu recebo pouquinho. E isso só não
me atrapalhou mais porque eu ainda recebi a pensão de meu marido.
Graças a Deus, deu para comprar uma comidinha”, disse dona Rita,
ao deixar a sede do AL Previdência na última quinta-feira
(17), com a promessa de que receberia sua aposentadoria no dia seguinte
ou até amanhã, cerca de dez dias depois do previsto.
Ela era mais uma entre os cinco mil servidores ativos e inativos que
tomaram o mesmo susto este mês, seja pela ausência de pagamento
ou por descontos indevidos, causados pela implantação do
Sistema Integra, que passou a processar a folha de pagamento, substituindo
o também polêmico sistema Elógica, após a contratação,
em maio de 2010, da empresa Poligraph Sistemas e Repres. LTDA, depois de
uma concorrência pública que durou cerca de três anos.
Somente no ano passado, a empresa dona do Integra faturou mais de R$ 1,6
milhão dos cofres do Estado.
“Toda mudança traz inconsistência”
A palavra desculpa também pontuou a fala do titular da Secretaria
de Estado da Gestão Pública (Segesp), Alexandre Lages, ao
explicar à Gazeta, na última sexta-feira (18) detalhes das
falhas e do empenho de sua equipe para solucionar o problema no sistema
classificado pelo governador Teotonio Vilela Filho como “muito mais moderno
e eficaz”. Lages evita confirmar a intenção de entrar com
ação na Justiça contra a Poligraph, mas admite que
há uma equipe trabalhando na análise do contrato para verificar
se todas as cláusulas estão sendo cumpridas.
“Todo processo de mudança traz inconsistências. Mas eu
diria que dentro do universo dos problemas [7% da folha de ativos e inativos
do último mês], eles estão sendo gradualmente resolvidos.
E é preciso ressaltar que, em nome do governo do Estado, pedimos
desculpas pelo transtorno causado, especialmente com relação
aos aposentados e pensionistas”, afirmou o secretário. (DAVI
SOARES - Gazeta de Alagoas)
15.02 - Servidores terão outro regime de previdência complementar
O governo vai mandar ao Congresso Nacional um novo projeto para instituir
o regime de previdência complementar dos funcionários públicos.
O projeto está sendo discutido no âmbito dos Ministérios
da Previdência Social e do Planejamento, segundo informou ontem o
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Em 2007, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
encaminhou ao Congresso o projeto 1992/2007 instituindo o regime de previdência
complementar dos servidores. O projeto, no entanto, foi engavetado na Câmara
dos Deputados, principalmente por causa das pressões das entidades
representativas dos juízes federais.
Agora, a discussão voltou à estaca zero. O governo debate,
de acordo com Jucá, se será um único fundo de pensão
para todos os servidores ou três fundos, um para o Poder Executivo,
outro para o Poder Legislativo e outro para o Judiciário.
Essa mesma questão foi discutida exaustivamente há cinco
anos pelo governo do ex-presidente Lula, que concluiu que a melhor e mais
justa alternativa era a criação de um único fundo
para os funcionários dos três Poderes. O projeto de lei 1992/2007
autoriza a criação de entidade fechada de previdência
complementar denominada Fundação de Previdência Complementar
do Servidor Público Federal (Funpresp), que teria regras únicas
para todos os servidores e seria constituída sob o regime de contribuições
definidas.
A solução proposta pelo governo passado nunca foi aceita
pelo juízes, que defenderam, desde o início, a criação
de um fundo de previdência complementar apenas para o Poder Judiciário.
Aos juízes, juntaram-se em oposição ao projeto as
corporações sindicais dos demais servidores públicos.
A criação da previdência complementar para os funcionários
públicos está prevista na Constituição. Somente
depois da criação desse regime a reforma do sistema previdenciário
dos servidores, aprovada em 2003, poderá ser colocada em prática.
A reforma prevê que os funcionários públicos passarão
a receber aposentadorias até o teto do INSS, como ocorre com os
trabalhadores da iniciativa privada, podendo complementar esses valores
por meio do fundo de pensão. (Valor Online)
14.02 - Iprev-DF: Atendimento preferencial
Os aposentados e pensionistas, mesmo após fazer o cadastro no
site do Iprev-DF, devem comparecer aos locais ou unidades de atendimento
para tirar foto e permitir conferência e digitalização
dos documentos solicitados, como RG, CPF, comprovante de residência,
entre outros. O cadastramento presencial será feito por meio de
unidades de atendimento distribuídas nas cidades de Ceilândia,
Taguatinga, Sobradinho e Gama, além do Plano Piloto.
Com a realização do pré-cadastro pela internet
e o comprovante de Recadastramento Parcial, impresso por meio do site,
o servidor agiliza o processo nas unidades de atendimento. Quem realizar
o pré-cadastro terá atendimento preferencial na digitalização
da documentação. O servidor também pode ter um atendimento
preferencial obedecendo ao período estabelecido, com base no mês
de aniversário.
Aposentados, pensionistas e ainda servidores ativos, em dificuldade
física de comparecer aos postos de atendimento, poderão agendar
a visita dos recenseadores. Para isto, o Iprev-DF também colocação
à disposição vários números de telefone:
3961-1601; 3961-1604; 3961-1614; e, também, o 3961-4536. O presidente
do Iprev-DF alerta que, diferentemente de 2010, nesta nova chance, os servidores
ativos que moram na Região do Entorno, terão de ir aos postos
do Instituto para o cadastro.
DIFICULDADE FÍSICA
"Não vamos permitir que eles façam o recadastramento
só postando os documentos pelos CORREIOS. O cadastramento deles,
como dos outros servidores ativos que moram no DF, tem de ser presencial",
avisa. Segundo ele, a utilização de postagem dos documentos
nos CORREIOS fica restrita aos aposentados e pensionistas que moram fora
do DF.
O Iprev arrecada e capitaliza recursos para o pagamento atual e futuro
das aposentadorias, pensões e demais benefícios dos servidores.
O objetivo é garantir tranquilidade para que os servidores possam
usufruir suas aposentadorias com qualidade de vida. O Censo Previdenciário
acontece a cada cinco anos. (Jornal de Brasília)
07.02 - Regime Próprio: Demonstrativo da Política de Investimentos
Os estados e municípios que possuem Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) já têm à disposição
um novo aplicativo para envio do Demonstrativo da Política de Investimentos
ao Ministério da Previdência Social. A ferramenta é
um dos componentes do Aplicativo Desktop (Módulo CADPREV Ente Local),
desenvolvida com base em nova tecnologia.
O aplicativo deve ser baixado pelo usuário, que poderá
gerar as informações com maior comodidade, mesmo estando
off line. Após a conclusão do preenchimento, outra ferramenta
agregada ao Módulo permite a transmissão dessas informações
direto para o Ministério. O novo modelo é similar ao que
a Receita Federal do Brasil disponibiliza para o preenchimento e o envio
da declaração ao imposto de renda.
A nova tecnologia facilita o trabalho dos gestores de RPPS, que antes
deveriam preencher manualmente e enviar via correio eletrônico ou
impresso. Com o novo Módulo será possível aprimorar
o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência
Social (Cadprev), facilitando a avaliação das políticas
de investimento pelo Ministério da Previdência.
Em breve este aplicativo será utilizado também para a
elaboração e envio de todos os demonstrativos ao Ministério,
como o novo Demonstrativo de Investimentos, já adequados à
nova Resolução do Conselho Monetário Nacional (RS/CMN
nº 3.922), em vigor desde novembro do ano passado.
Prazos - Os gestores de Regimes Próprios têm até
o dia 31 de dezembro de cada ano para enviar o Demonstrativo da Política
de Investimento dos seus recursos para o ano seguinte. O Ministério
solicita aos entes que já enviaram seus Demonstrativos 2011, via
correio eletrônico ou convencional, que gerem os dados novamente
por meio do novo aplicativo e reenviem as informações até
o final deste mês.
Este procedimento será determinante para a implementação
das futuras rotinas para a emissão do Certificado de Regularidade
Previdenciária (CRP). A partir de 1º de março, o Ministério
só irá receber os Demonstrativos da Política de Investimentos
via aplicativo “CADPREV Ente Local”.
Como Fazer – Para baixar o aplicativo, o usuário deve acessar
o modelo do Demonstrativo e as instruções de preenchimento.
Basta ir ao site do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br),
clicar no link “Previdência no Serviço Público”, no
menu lateral, e acessar o item “Serviços”. Informações
técnicas podem ser obtidas pelo e-mail cgaai.investimentos@previdencia.gov.br.
(Anfip)
04.02 - Regimes próprios: Investimentos
Novo aplicativo facilita o envio do Demonstrativo da Política
de Investimentos
MPS solicita a quem já enviou o Demonstrativo 2011, via convencional,
que gere os dados novamente pelo novo aplicativo e reenvie até o
fim deste mês
Os estados e municípios que possuem Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) já têm à disposição
um novo aplicativo para envio do Demonstrativo da Política de Investimentos
ao Ministério da Previdência Social. A ferramenta é
um dos componentes do Aplicativo Desktop (Módulo CADPREV Ente Local),
desenvolvida com base em nova tecnologia.
O aplicativo deve ser baixado pelo usuário, que poderá
gerar as informações com maior comodidade, mesmo estando
off line. Após a conclusão do preenchimento, outra ferramenta
agregada ao Módulo permite a transmissão dessas informações
direto para o Ministério. O novo modelo é similar ao que
a Receita Federal disponibiliza para o preenchimento e o envio da declaração
ao imposto de renda.
A nova tecnologia facilita o trabalho dos gestores de RPPS, que antes
deveriam preencher manualmente e enviar via correio eletrônico ou
impresso. Com o novo Módulo será possível aprimorar
o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência
Social (Cadprev), facilitando a avaliação das políticas
de investimento pelo Ministério da Previdência.
Em breve este aplicativo será utilizado também para a
elaboração e envio de todos os demonstrativos ao Ministério,
como o novo Demonstrativo de Investimentos, já adequados à
nova Resolução do Conselho Monetário Nacional (RS/CMN
nº 3.922), em vigor desde novembro do ano passado.
Prazos - Os gestores de Regimes Próprios têm até
o dia 31 de dezembro de cada ano para enviar o Demonstrativo da Política
de Investimento dos seus recursos para o ano seguinte. O Ministério
solicita aos entes que já enviaram seus Demonstrativos 2011, via
correio eletrônico ou convencional, que gerem os dados novamente
por meio do novo aplicativo e reenviem as informações até
o final deste mês.
Este procedimento será determinante para a implementação
das futuras rotinas para a emissão do Certificado de Regularidade
Previdenciária (CRP). A partir de 1º de março, o Ministério
só irá receber os Demonstrativos da Política de Investimentos
via aplicativo “CADPREV Ente Local”.
Como Fazer – Para baixar o aplicativo, o usuário deve acessar
o modelo do Demonstrativo e as instruções de preenchimento.
Basta ir ao site do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br),
clicar no link “Previdência no Serviço Público”, no
menu lateral, e acessar o item “Serviços”. Informações
técnicas podem ser obtidas pelo e-mail cgaai.investimentos@previdencia.gov.br.
(Natália Oliveira e Talita Lorena - AgPrev)
03.02 - Iprev-DF: cadastro previdenciário
Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, determinou em decreto
publicado ontem novo prazo para que cerca de 30 mil servidores públicos
efetivos ativos, inativos e pensionistas do GDF, que não participaram
do Censo em 2010, possam se recadastrar junto ao Instituto de Previdência
dos Servidores (Iprev-DF). O novo período estabelecido para o cadastramento,
que é obrigatório, será do dia 14 de fevereiro a 25
de março.
Segundo o diretor presidente do Iprev-DF, Jorgivan Machado, mais de
102 mil pessoas participaram no cadastramento no ano passado. “Apesar do
longo período que disponibilizamos, infelizmente, ainda tivemos
servidores sem participar. Este novo prazo é definitivo e único,
até porque temos de entregar o conteúdo do Censo ao Ministério
da Previdência”, explicou.
Machado alerta que o Governo vai suspender, a partir do mês de
abril, o pagamento dos servidores, aposentados e pensionistas que não
se recadastrarem. Ele informou ainda que o cadastramento presencial será
feito por meio de sete unidades de atendimento distribuídas nas
cidades de Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho, Gama e Brasília.
Quem ainda não se cadastrou pode fazer a pré-atualização
dos seus dados pela internet, por meio do site www.iprev.df.gov.br. No
entanto, é preciso comparecer aos locais ou unidades de atendimento
para tirar foto e permitir a conferência e digitalização
dos documentos solicitados, como RG, CPF, comprovante de residência,
entre outros.
Atendimentos especiais
Aposentados, pensionistas e ainda servidores ativos, em dificuldade
física para comparecer aos postos de atendimento, poderão
agendar a visita dos recenseadores. Para isto, o Iprev-DF disponibilizou
os telefones: 3961-1601; 3961-1604; 3961-1614; e 3961-4536.
O presidente do Iprev-DF alertou ainda que, diferentemente do ano passado,
nesta nova oportunidade, os servidores ativos que moram no entorno, terão
de comparecer aos postos para se cadastrar. “Não vamos permitir
que esses servidores faça o recadastramento postando os documentos
pelos Correios. O cadastramento deles como dos outros servidores que moram
no DF têm de ser presencial”, destacou.
Segundo ele, a utilização de postagem dos documentos
nos Correios fica restrita aos aposentados e pensionistas que moram fora
do DF. (clicabrasília)
02.02 - Conprevi reclama que juiz violou reserva de plenário
A Carteira de Previdência Complementar dos Escrivães,
Notários e Registradores (Conprevi) ajuizou Reclamação
no Supremo Tribunal Federal contra decisão da 11ª Vara Cível
do Foro Central de Curitiba que declarou inconstitucional lei estadual
sem ser competente para tanto.
Segundo a defesa, ao declarar que a lei criadora da Conprevi era inconstitucional
por afrontar o princípio da liberdade associativa, a 11ª Vara
violou a Súmula Vinculante 10, que protege a cláusula de
reserva de plenário, expressa no artigo 97 da Constituição
Federal: “Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos
membros do respectivo Órgão Especial poderão os tribunais
declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público”.
Segundo a Conprevi, a declaração de inconstitucionalidade
só poderia ser decidida pela Corte Especial do TJ-PR.
A ação que deu origem à Reclamação
foi proposta em junho de 2007 por um serventuário da Justiça
do Paraná que, demitido do cargo de escrivão pretendia ter
devolvidas as quantias pagas à Conprevi, pois foi aposentado compulsoriamente.
Contudo, o pedido de complementação de aposentadoria foi
negado, por que o serventuário estava inadimplente com a carteira.
A decisão de primeiro grau foi desfavorável à
Comprevi, que recorreu sustentando prescrição, excesso de
valor, redução da multa, dever do ônus de prova e necessidade
de prova pericial. Com informações da Assessoria de Imprensa
do supremo Tribunal Federal.
(RCL 11218) (Consultor Jurídico)
26.01 - Regimes próprios: Avaliação atuarial
Novas instruções para preencher o DRAA estão disponíveis
na internet
Os estados e municípios que possuem Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) têm agora orientações
mais claras para o preenchimento do Demonstrativo de Resultados da Avaliação
Atuarial 2011 (DRAA). As novas instruções, divulgadas pelo
Ministério da Previdência Social, contêm todas as explicações
e os critérios necessários para o correto preenchimento do
documento.
As novas orientações estão subdivididas em dois
anexos que se referem tanto aos planos previdenciários, que são
avaliados em regime financeiro de capitalização, quanto aos
planos financeiros, avaliados exclusivamente em regime de repartição
simples. O objetivo das novas instruções é uniformizar
a forma de preenchimento do DRAA.
O informativo de preenchimento do DRAA 2011 traz algumas novidades.
A partir de agora, gestores e atuários terão que justificar
eventuais disparidades entre as premissas utilizadas e as características
salariais, de benefícios e rentabilidade do plano em relação
à massa de segurados avaliada, segundo parâmetros estabelecidos.
Destaca-se que o plano financeiro deve ser avaliado à taxa de juros
atuariais nula.
As informações contidas no Demonstrativo possibilitam
ao Ministério da Previdência Social verificar se as alíquotas
aplicadas permitirão ao RPPS cumprir suas obrigações
futuras, como o pagamento de benefícios. Também é
possível saber se o sistema é deficitário ou não.
Os Estados, municípios e o Distrito Federal têm até
o dia 31 de março de 2011 para enviar o Demonstrativo, via internet,
ao Ministério da Previdência Social (MPS). O DRAA é
um dos demonstrativos que precisam ser encaminhados ao MPS para a emissão
do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). Sem o CRP,
os entes ficam impedidos de receber recursos do Governo Federal e de celebrar
convênios com organismos nacionais e internacionais. Atualmente,
1.911 municípios possuem Regime Próprio de Previdência
Social.
Como Fazer – Para enviar o documento, basta acessar o site do Ministério
da Previdência Social (www.previdencia.gov.br), clicar no link “Previdência
no Serviço Público”, no menu lateral, e acessar o Demonstrativo
de Resultados da Avaliação Atuarial. Informações
técnicas podem ser obtidas pelo e-mail cgaai.atuaria@previdência.gov.br,
com o título “DRAA 2011 – Dúvidas”. (Natália
Oliveira e Talita Lorena - AgPrev)
20.01 - Regimes próprios: Regras de aplicação
Novas regras de aplicação de recursos da previdência
Desde o dia 25 de novembro do ano passado, com a edição
da Resolução 3.922, os Regimes Próprios de Previdência
Social (RPPS) estão sujeitos a novas regras sobre as aplicações
de seus recursos. Instituídos pela Lei 9.717, os RPPS foram criados
para gerir os recursos destinados à previdência social dos
servidores da União, Estados e municípios.
Até a edição da Resolução 3.922,
as aplicações dos recursos dos RPPS eram reguladas pela resolução
3.790. Essa Resolução havia sido editada com o objetivo de
permitir uma maior diversificação das aplicações
dos RPPS e, assim, dar-lhes melhores condições para buscar
e manter seu equilíbrio financeiro e atuarial, tendo em vista o
cenário de redução das taxas de juros e o aumento
crescente do passivo atuarial, decorrente da maior expectativa de vida
da população.
A primeira importante alteração trazida pela resolução
3.922 ocorreu em relação às regras para aplicação
em fundos que invistam em crédito privado, como debêntures,
notas promissórias e cédulas de crédito bancário.
A Resolução 3.790 previa duas categorias de fundos que
podiam investir em crédito privado. A primeira compreendia os fundos
referenciados em renda fixa e os fundos previdenciários de renda
fixa ou referenciados em renda fixa, que podiam receber até 80%
dos recursos dos RPPS.
A segunda compreendia os fundos de renda fixa, que podiam receber até
30% dos recursos dos RPPS. Esses fundos podiam investir até 30%
de sua carteira em crédito privado, limite que podia ser alterado
caso o fundo investisse em Depósitos a Prazo com Garantia Especial
(DPGE). Além disso, pelo menos 70% de sua carteira deveriam ter
rentabilidade atrelada ao Índice de Mercado Andima.
Com a Resolução 3.922, passaram a existir três
categorias. Elas compreendem os fundos de renda fixa ou referenciados em
renda fixa, que podem receber até 80%, 30% e 5% dos recursos dos
RPPS, conforme invistam mais de 50% de sua carteira em crédito privado,
e assumam o compromisso de buscar retorno atrelado ao Índice de
Mercado Anbima (IMA) ou ao Índice de Duração Constante
Anbima (IDkA).
Assim, os fundos de 80% não podem investir mais de 50% de sua
carteira em crédito privado e devem assumir o compromisso de buscar
retorno atrelado ao IMA ou IDkA. Os fundos de 30% não podem investir
mais de 50% de sua carteira em crédito privado e não estão
vinculados ao compromisso de buscar retorno atrelado ao IMA ou IDkA. E
os fundos de 5% podem investir mais de 50% de sua carteira em crédito
privado e não estão vinculados ao compromisso de buscar retorno
atrelado ao IMA ou IDkA.
Outra alteração importante trata dos investimentos pelos
RPPS no segmento de imóveis. Pela Resolução 3.790,
as aplicações nesse segmento eram efetuadas exclusivamente
com os imóveis vinculados por lei aos RPPS. Com a Resolução
3.922, eles passaram a poder utilizar esses imóveis para aquisição
de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII).
Essa medida permitirá aos RPPS alcançarem um melhor retorno
sobre seus imóveis, que estarão submetidos a uma gestão
profissionalizada, além de diminuir a exposição aos
riscos relacionados a esse tipo de investimento, como o de vacância,
em caso de locação de imóveis, que passará
a ser dividido com os demais cotistas dos FII.
Por fim, vale destacar a possibilidade de as aplicações
pelos RPPS nos fundos de renda fixa e renda variável agora poderem
ser consideradas ativos finais. Pela Resolução 3.790, o cumprimento
dos limites e requisitos estabelecidos nessa Resolução deveria
ser verificado em relação a cada ativo integrante das carteiras
dos fundos investidos pelos RPPS.
Essa mesma regra permanece na Resolução 3.922. No entanto,
caso o prospecto desses fundos preveja o envio de informações
de suas carteiras ao Ministério da Previdência Social, na
forma e periodicidade por ele estabelecidas, então os ativos integrantes
da carteira dos fundos investidos não serão considerados
para fins de verificação do enquadramento dos RPPS às
disposições da Resolução 3.922.
(Frederico M. Stacchini - Valor Online)
18.01 - Previdência municipal
Os municípios que criaram ou estão implantando os seus
institutos próprios de previdência social têm direito
a receber recursos do INSS. Todavia, a Confederação
Nacional dos Municípios (CNM) orienta os gestores municipais quanto
às novas regras de Compensação Previdenciária
publicada no Diário Oficial (DOU) já este mês
na Instrução Normativa 50/2011. A Compensação
Previdenciária é um acerto de contas entre o Regime Geral
de Previdência Social (RGPS) e os Regimes Próprios de Previdência
Social (RPPS) dos servidores públicos da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municipais.
Os Municípios, ao instituir o RPPS, geram a necessidade de se
compensar financeiramente. Isto porque seus servidores ao se aposentar
contribuíram por um determinado período para o Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) e o RPPS é o responsável
pelo pagamento destes benefícios e posteriormente das pensões
precedidas deixadas aos seus dependentes.
A CNM busca esclarecer as novas regras para os municípios e
para isso conta com uma equipe técnica especializada que tem ampla
experiência na validação prévia da documentação
pertinente à elaboração do Acordo de Cooperação
Técnica da Compensação Previdenciária junto
ao Ministério da Previdência Social. Até o momento
já foi disponibilizado pelo INSS, para os Municípios orientados
pela CNM um montante de aproximadamente R$ 54 milhões. A CNM informa
ainda aos municípios que a finalidade desta compensação
é o pagamento das aposentadorias e pensões existentes; o
ressarcimento financeiro do Regime Instituidor; controle dos repasses financeiros
realizados e ajuste de contas entre os regimes de previdência.
Ressalte-se, no entanto, que o regimento próprio foi concedido
há mais de 12 anos como alternativa para aliviar o caixa da União,
dos Estados e municípios, além de garantir ao servidor público
efetivo direitos estabelecidos pela Constituição porém
está se tornando, por desinformação ou má administração,
um pesadelo para muitos prefeitos que aderiram ao sistema. O último
levantamento do Ministério da Previdência mostra que 331 dos
2.207 municípios brasileiros que criaram regimes próprios
para bancar a aposentadoria de seus servidores decidiram extinguir o serviço
e repassá-lo ao INSS. Por isso, é preciso muita responsabilidade
na criação e manutenção destes institutos municipais.
(Jornal da Paraíba Online)
14.01 - Funape: Recadastramento anual
Com o relato do golpe aplicado pelas parentes de uma beneficiária
da previdência estadual, fica clara a fragilidade do sistema que
fiscaliza e regulariza esses casos. O presidente da Funape, Dácio
Rossiter Filho, justificou que o governo vem fazendo o possível
para coibir essas fraudes. Em âmbito local, está em estudo
a possibilidade de aplicação de recadastramento anualmente.
“Além disso, assinamos no fim de dezembro (de 2010) um convênio
com o Ministério da Previdência para que eles disponibilizem
para nós o Siprev (Sistema Integrado de Informações
Previdenciárias)”, disse. Espera-se que a partir dessa ferramenta
sejam ampliados os dados sobre óbito e informações
gerais a respeito dos beneficiários, fazendo com que irregularidades
sejam detectadas com maior facilidade. “A previsão é
de que a partir de fevereiro ténicos do Ministério se desloquem
de Brasília para fazer todo o treinamento do nosso quadro de
funcionários. Acredito que ainda neste primeiro semestre daremos
início a esse serviço”, projetou Rossiter. Situações
de servidores aposentados por invalidez que trabalham e contribuem para
o regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão
ser reconhecidas e proibidas através do cruzamento de dados
entre as instituições.Para garantir a vinda do Siprev, ajudou
o sistema de gestão previdenciária da Funape, que tem um
controle razoável sobre área e chega a conceder o benefício
da aposentadoria num prazo curto de 30 dias. Com o novo programa, o servidor
terá a opção de simular a aposentadoria, saber a melhor
forma de receber pela sua contribuição. (Folha
de Pernambuco)
10.01 - Amazonprev: Recadastramento de segurados
O Amazonprev convoca 893 segurados, entre aposentados e pensionistas
do Estado, que não atualizaram os dados cadastrais em 2009 para
efetuar o recadastramento até o dia 30 de janeiro de 2011. Caso
o segurado não efetue o recadastramento no prazo estabelecido, o
benefício será suspenso na folha de pagamento do mês
de fevereiro, conforme artigo 87, § 4º. da LC 30/01.
De acordo com a gerente de Previdência do Amazonprev, Gizele
Cordovil, o recadastramento é necessário para manter a fidelidade
das informações de cada segurado. Essa atualização
possibilita ao Fundo cumprir as exigências legais imposta pela Lei
Complementar nº 30/01, além de ajudar na celeridade de encaminhamento
de contracheque, comprovante de rendimentos e informativos, e visitas domiciliares.
O órgão afirma ter intensificado desde outubro a realização
do recadastramento anual com a campanha de mobilização das
visitas dos agentes. Gizele lembra que, após suspensão, os
segurados que procurarem regularização terão o benefício
restabelecido no prazo de 72 horas (setenta e duas horas).
Locais para recadastramento
A atualização cadastral em Manaus é feita na sede
do Amazonprev, Rua Visconde de Porto Alegre, 486, Centro. O local funciona
de 8h às 11h30 e das 13 às 16h30. Postos estão montados
também nos Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) dos bairros
São José, Cidade Nova e Compensa, de 9h às 17h.
Quem estiver no interior do Estado deve procurar unidades da Secretaria
de Educação dos municípios para recadastrar o benefício.
Já quem morar fora do Amazonas deve acessar o site do Amazonprev,
preencher o formulário de recadastramento, reconhecer em cartório
e enviar pelos Correios para o endereço Av. Visconde de Porto Alegre,
486 Centro, Cep. 69010-125.
Informações: 3627 3400, 3627 3412, 3627 3421. (Portal
da Amazônia)
17.12 - Iprev: Mais prazo para o recadastramento
Governo do Distrito Federal decide prorrogar para os servidores públicos
ativos, aposentados e pensionistas o prazo de atualização
dos dados. O novo período será de 1º a 25 de fevereiro
do ano que vem
Hoje seria o último dia para os servidores públicos ativos,
inativos e pensionistas do Distrito Federal fazerem a atualização
de dados para recadastramento no Censo Previdenciário. Diante da
alta procura de última hora, o governador Rogério Rosso assinou
um decreto estabelecendo novo prazo, que vai de 1º a 25 de fevereiro
do ano que vem. O cadastramento é obrigatório e é
feito pelo Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev). Quem
não entregar a documentação necessária está
sujeito a ter o salário cortado, até a devida regularização,
conforme estabelece o Decreto nº 32.305, de 4 de outubro de 2010.
O vice-presidente do Iprev, João Bittencout Mesquita, explicou
que o prazo foi estendido em razão da quantidade de servidores que
procuraram atualizar os dados na última hora. O cadastramento começou
em 20 de setembro deste ano, mas até o dia 28 de outubro apenas
1,5 mil dos 130 mil servidores do GDF tinham comparecido a um dos postos
de atendimento do Iprev. Em dezembro, o número de recadastramento
saltou para 60 mil, gerando demora e congestionando o sistema. "É
a velha mania de deixar para última hora. Por causa disso, resolvemos
dar uma colher de chá para quem está atrasado, mas quem não
fizer até fevereiro terá o pagamento do salário suspenso",
adiantou Mesquita.
Até agora, 94 mil servidores foram cadastrados, mas a intenção
é fechar o número com 100 mil recadastrados ainda hoje. Quem
não conseguir participar do processo pessoalmente, pode fazer uma
pré-atualização dos dados pela internet no site www.censoprevidenciario.com.br.
Mesquita alerta que o pré-cadastro apressa o processo, mas ele só
será finalizado quando todos os documentos necessários (Carteira
de Identidade, CPF, comprovante de residência e fotografia) forem
entregues em um dos 12 postos de atendimento, espalhados pelo DF. A relação
completa das unidades também pode ser conferida na página
virtual do Iprev. O servidor que estiver fora do Distrito Federal deve
enviar cópia autenticada dos documentos pelos CORREIOS (veja quadro).
Aqueles que não puderem se deslocar por motivo de doença
devem entrar em contato com o Iprev e agendar uma visita do censo. Um representante
do Iprev irá até a casa do servidor para fazer o recadastramento.
O Censo Previdenciário é feito normalmente a cada cinco
anos. O último ocorreu em 2004 e constou 133 mil servidores. Com
as novas contratações na área da saúde e, em
contrapartida, diante da quantidade de servidores que se aposentaram, esse
número deverá ser alterado. O cadastramento é uma
forma de reorganizar o banco de dados do GDF e também evitar a liberação
de salário para servidores mortos ou que deixaram os cargos por
algum motivo, os chamados funcionários fantasmas.
ATENDIMENTO
O atendimento acontece hoje, das 9h às 17h. Idosos, gestantes
e portadores de necessidades especiais terão atendimento preferencial.
Servidores que tenham realizado a atualização de seus dados
pelo portal terão prioridade na digitalização dos
documentos. (Mara Puljiz - Correio Braziliense)
08.12 - Ipesp: Contribuições pagas devem ser restituídas
Uma decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de São
Paulo deve agradar os advogados que, no passado, contribuíram para
o Instituto de Previdência de São Paulo. A São Paulo
Previdência (SPPrev) foi declarada responsável direta e solidária
pelas obrigações junto aos autores. Por isso, a entidade
deverá restituir todos os valores correspondentes às contribuições
feitas ao Ipesp, com juros de mora de 1% ao mês.
A fim de se implantar um regime único de previdência para
os servidores públicos, de modo a excluir, a partir daí,
a gestão de carteiras de grupos profissionais diferenciados, as
Emendas Constitucionais 20 e 41 de 2003 acabaram por extinguir o Ipesp.
O regime unificado surgiu com a Lei Complementar 1.010, de 2007, que extinguiu
de vez a entidade, criando o SPPrev.
Gabriela Valencio de Souza, do escritório Innocenti Advogados
Associados, advogada que representou a autora da ação contra
a Fazenda do Estado de São Paulo e o Ipesp, acredita que a decisão
é correta. "Com a extinção da Carteira de Previdência
dos Advogados de São Paulo, a Lei Estadual 13.549 de 26 de maio
de 2009 estipulou um percentual para resgate aos segurados que vierem a
requerer o desligamento da Carteira, quando o correto é o ressarcimento
integral dos valores contribuídos ao longo de vários anos.
Isto porque, o levantamento de valor parcial caracteriza um enorme prejuízo
aos contribuintes, já que esse percentual levantado se mostra totalmente
irrisório perante o que os contribuintes realmente deveriam levantar
caso resgatassem o montante total contribuído e atualizado corretamente
até o pagamento da última contribuição."
Levando-se em consideração a Lei Estadual 13.549, que
extinguiu de forma gradual a Carteira de Previdência dos Advogados
de São Paulo, a autora da ação não teria direito
ao valor integral que havia pago ao Ipesp. A advogada Marcia Maria Fernandes
Dias, autora da ação, contribui por seis anos para o fundo.
Segundo as regras, como ela não chegou a contribuir por dez anos,
teria direito apenas a 60% do valor. A restituição máxima
prevista pela legislação era de 75%, no caso daqueles advogados
que contribuíram de 30 a 35 anos.
O pedido da advogada foi acatado parcialmente. Três coisas eram
pedidas: a declaração da SPPrev como sucessora das obrigações
do Ipesp, com a consequente condenação na obrigação
de pagamento aos moldes dos artigos 13, 14 e 23, todos da Lei 10.394/70;
a declaração de responsabilização subsidiária
do estado na assunção das obrigações de gestão
da Carteira de Previdência dos Advogados; e, por fim, a declaração
de responsabilização subsidiária do estado na assunção
das obrigações de gestão da Carteira de Previdência
dos Advogados.
De acordo com a sentença, "o Projeto de Lei 236, de 2009, no
qual se previu a extinção da Carteira de Previdência
dos Advogados, deu origem à Lei 13.549, de 2009. Manteve, contudo,
a situação dos segurados com assunção da responsabilidade
pela SPPrev no que toca à gestão da Carteira dos contribuintes
já inscritos; os autores incluem-se nessa situação.
A mudança do regime, porém, não equivale a inexistência
dele. Por isso, a manutenção do regime da Lei 10.394/70 não
é possível".
Com isso, a decisão acolheu o terceiro pedido, uma vez que "as
contribuições até então recolhidas pelos autores
tinham um único propósito: a aposentadoria nos termos da
Lei 10.394/70 [...] nenhum outro fito ou propósito foi idealizado
com tal arrecadação. Isto é, durante o tempo do recolhimento,
nenhum outro serviço foi oferecido pelo Ipesp, a fim de justificar
a retenção dos valores no caso de retirada do contribuinte,
mas, apenas, como ela mesmo defende, a gestão da carteira".
A advogada Gabriela de Souza informa que a aplicação
da decisão não deve ser imediata, embora decisões
reiteradas tenham sido proferidas no sentido de determinar a restituição
integral das contribuições.
Em agosto, o Supremo Tribunal Federal determinou o julgamento definitivo,
sem prévia análise liminar, da Ação Direta
de Inconstitucionalidade contra a Lei paulista 13.549/2009. A ação
foi proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil. Com a lei, fica impedida
a filiação de novos advogados à carteira, além
de serem estabelecidas condições mais rigorosas para a concessão
de benefícios.
O ministro Marco Aurélio aplicou ao caso dispositivo da Lei
da ADIs (artigo 12 da Lei 9.868/1999) que permite que o processo seja julgado
diretamente no mérito pelo Plenário do Supremo. Ele determinou
também que sejam providenciadas as informações sobre
a matéria e que se manifestem a Advocacia-Geral da União
e a Procuradoria-Geral da República.
A Carteira de Previdência dos Advogados de São Paulo foi
alvo de diversas mudanças. Criada pela Lei Estadual 5.174, de 1959,
foi reorganizada pela Lei Estadual 10.394, de 1970, e sempre foi administrada
pelo extinto Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.
No entendimento das entidades de defesa da advocacia, a Carteira sempre
esteve sob a responsabilidade do governo do estado, o que serviu de estímulo
para que muitos advogados nela se inscrevessem.
Cerca de 40 mil filiados, com idade média superior a 60 anos,
e benefícios de natureza alimentar e complementação
de renda estariam comprometidos com a extinção da carteira.
O início, a filiação de todos os advogados do estado
era compulsória. Em 1970, a Lei estadual 10.394 tornou a adesão
facultativa.
Processo 0005945-57.2010.8.26.0053 (Marília Scriboni -
Consultor Jurídico)
08.12 - ParanaPrevidência: Diretor confirma dívida
O diretor-presidente do ParanaPrevidência, Munir Karam, falou
pela primeira vez ao público sobre o rombo no fundo de pensão
dos servidores do Estado que, segundo o Tribunal de Contas do Estado, chega
a R$ 3,2 bilhões conforme O Estado antecipou em primeira mão.
Karam participou de uma audiência pública na Assembleia
Legislativa para apresentar a proposta de projeto de lei que altera o plano
de custeio do fundo. Ele confirmou que o déficit técnico
vem crescendo há três anos e o plano de custeio novo vem,
de acordo com ele, para não deixar o problema se tornar uma "bola
de neve".
No entanto, o diretor-presidente do ParanaPrevidência destacou
que existe um superávit mensal de R$ 60 milhões e que os
ativos financeiros chegam a R$ 5 bilhões no fundo de previdência.
"De modo nenhum se transfere a conta ao servidor", assegurou.
De acordo com ele, o Estado possui compromissos financeiros previdenciários
de R$ 3,2 bilhões que, somado às insuficiências atuariais,
vai a R$ 4,5 bilhões. "Isto é a realidade que está
nos nossos balanços. Agora, estamos conscientes que as finanças
do Estado não permitem que o Estado faça o aporte deste vultoso
capital ao fundo de previdência em detrimento a outras prioridades,
como educação, saúde, justiça, e assim por
diante. Estamos propondo aquilo o que é uma dívida atuarial,
gráfica, por compromissos concretos que o Estado pode responder
ao longo dos próximos 20, 30 anos", afirmou Karam.
Segundo a alegação do FES, as contribuições
do governo do Estado não têm sido integralmente repassadas
ao Fundo de Previdência desde 1998, quando o ParanaPrevidência
foi criado.
"Agora se fala que o governo não pode fazer o aporte de uma
vez só. Mas isto era para ser dissolvido em 12 anos", ressalta Elaine
Rodella, do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública
do Estado do Paraná (Sindsaúde-PR) e uma das coordenadoras
do FES.
Segundo Elaine, mesmo que o governo "dê um cheque" de R$ 5 bilhões
agora, a situação não se resolve. Ela enfatiza que
é preciso "olhar para trás, mas também pensar no futuro".
A categoria pede uma ampla auditoria no ParanaPrevidência. Os
servidores têm duas preocupações, além do aumento
da alíquota: a obrigatoriedade dos inativos em também contribuir
no fundo previdenciário e a anistia da dívida dos R$ 4,5
bilhões por parte do governo.
"Não dá para aceitar que isto seja discutido à
toque de caixa, com o governo mandando este projeto de lei no apagar das
luzes. Queremos que seja suspensa a votação e que se chame
para um debate de fato sobre o projeto", esclarece a presidente do Sindicato
dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do
Paraná (APP-Sindicato) e integrante do Fórum, Marlei Fernandes
de Carvalho. O diretor-presidente do ParanaPrevidência ressalta que
a cobrança dos inativos está descartada.
Servidores pressionam para que novo plano só seja votado
em 2011
Uma comissão integrada por deputados estaduais e servidores
do governo do Estado foi criada para discutir mais profundamente o déficit
técnico do ParanaPrevidência, responsável por pagar
as aposentadorias e pensões dos funcionários públicos.
A intenção também é adiar a votação
do projeto de lei 483/2010, do novo plano de custeio do fundo, que está
em trâmite na Assembleia Legislativa e foi enviado pelo Poder Executivo
à Casa.
Para os servidores, o assunto não pode ser aprovado "à
toque de caixa". Alguns deputados têm o mesmo entendimento. "Agora
começa o jogo de forças na Casa. Existe também a força
popular, com os servidores juntos nesta luta. O primeiro passo será
conversar com o governador Pessuti, para que ele converse com a base do
governo na Assembleia. Mas acredito que há um entendimento para
que o adiamento aconteça", comentou o deputado Pedro Ivo (PT), que
presidiu ontem uma audiência pública sobre o projeto de lei
no plenário da Assembleia.
Os servidores comemoraram a criação da comissão.
Foram discutidas no encontro as mudanças no plano de custeio do
ParanaPrevidência, previstas no projeto de lei.
Os servidores querem que a proposta seja retirada da pauta de votação
para uma maior discussão entre a categoria e o governo do Estado.
O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que representa os servidores,
explica que o déficit técnico no ParanaPrevidência
chega a R$ 4,5 bilhões.
Isto significa que, se todos os contribuintes se aposentassem hoje,
faltaria este montante para pagar todo mundo. Atualmente, o ParanaPrevidência
não tem problemas em efetuar o pagamento dos benefícios para
aposentados e pensionistas.
O projeto de lei prevê o aumento de 10% para 11% a alíquota
de contribuição do servidor para a previdência. Além
disso, cria o Fundo Militar, que seria a saída para o pagamento
dos benefícios dos policiais militares, que hoje representam 40%
do que é pago pelo ParanaPrevidência.
O envio do projeto de lei foi uma exigência do Tribunal de Contas
do Estado para sanar o problema da previdência, como contrapartida
para a aprovação das contas do Poder Executivo em 2009. "O
Tribunal não quer mais que o governo reconheça a dívida,
mas indique como vai pagar", esclarece Ivo. (Joyce Carvalho
- Paraná Online)
02.12 - Ipasgo: Acordo sobre auditores terceirizados
O Ipasgo vai cumprir o 1º Termo Aditivo de Prorrogação
de Contrato firmado com a empresa Asert Serviços e Tecnologia da
Informação Ltda, mas se compromete a não prorrogar
o contrato. Isto é parte do Termo de Ajuste de Conduta que o Ipasgo
celebra hoje com a 78ª Promotoria de Justiça de Goiás
(Defesa do Patrimônio Público) para substituir, a partir de
março, os 190 auditores de saúde terceirizados pelos concursados,
por ordem de aprovação no último concurso, ainda que
fora do número de vagas.
O TAC também estipula que, em seis meses, a contar da celebração
do acordo, o Ipasgo publique novo edital de concurso público para
preenchimento de vagas remanescentes ocupadas pelos servidores temporários.
A realização de concursos depende da autorização
do Governo estadual. No último concurso foram abertas 125
vagas, aprovados 102 candidatos e 95 nomeados, já trabalhando.
O termo aditivo firmado pelo Instituto com a empresa Asert Tecnologia
de Informação, prorrogando o contrato de prestação
de serviço dos auditores de saúde foi suspenso por acórdão
do Tribunal de Contas do Estado -TCE, mas o Ipasgo vai ajuizar mandado
de segurança questionando a decisão. A ação,
assim como assinatura do TAC com o Ministério Público, visa
garantir a manutenção e a agilidade do atendimento aos milhares
de usuários do Ipasgo, o que só é possível
com o trabalho dos auditores médicos.
Os profissionais da área médica auditam 90% dos cerca
de 4 mil procedimentos solicitados diariamente pelos usuários espalhados
em todo o Estado, ficando o 10% restantes a cargo dos auditores de odontologia,
fisioterapia, psicologia, nutrição e fonoaudiologia. Além
desses, há ainda os procedimentos que são automaticamente
autorizados, mas que passaram por parametrização anterior,
e as auditorias operativa, onde a fiscalização é feita
nos estabelecimentos de saúde, e analítica, sobre as faturas
apresentadas pelos prestadores.
Dos 190 auditores de saúde trabalhando pela Asert, 60 são
médicos. Os profissionais médicos oriundos do concurso realizado
em fevereiro somam 30 pessoas, número insuficiente para atender
a demanda do Ipasgo. Além disso, há o fato de que os auditores
da Asert estão treinando os novatos para o trabalho iniciado a partir
de setembro, bastante complexo.
Os R$ 18 milhões pagos anualmente à Asert representam
um terço da fatura mensal do Ipasgo, sendo que os profissionais
da empresa chegam a auditar cerca de R$ 700 milhões por ano em faturas,
o que, se gerar de 5% a 10% de glosas, representa um valor muito superior
ao que se paga por ano para a empresa. Isso sem falar que a correção
de contas é apenas um dos lados da questão, ao qual se deve
somar a garantia de um atendimento ágil e de qualidade aos usuários
do Instituto. (Goiás Agora)
30.11 - Fundo Paraná: Presidente recebe certificado ICSS
Renato Follador, presidente do Fundo Paraná de Previdência
Multipatrocinada e da JMalucelli Previdência, acaba de receber a
certificação de experiência profissional pelo ICSS
(Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade
Social), entidade responsável pela criação e a manutenção
do primeiro modelo brasileiro de certificação para profissionais
do setor de previdência complementar fechada.
Renato é Engenheiro Civil e Administrador de Empresas, com MBA
no ESADE de Barcelona - Espanha em "Alta Direção de Empresas"
com ênfase em Previdência Social. Atua há mais de 25
anos na área, sendo um dos únicos especialistas do país
nos três ramos da previdência (oficial, pública e privada).
Foi criador dos maiores fundos de pensão do país, como
o da Itaipu Binacional, a Paranaprevidência, dos servidores do Paraná,
Amazonprev, do Amazonas, e AL Previdência, de Alagoas. Em junho
de 2006, fundou o Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada
e assumiu a presidência da entidade em dezembro de 2009.
A certificação representa o reconhecimento dos esforços
de qualificação, conhecimento, habilidades e competência
dos profissionais encarregados da gestão dos Fundos de Pensão.
(Renato Follador Consultoria)
26.11 - Seminário de Previdência do Centro-Oeste
No próximo mês Campo Grande sedia o 3º Seminário
de Previdência do Centro-Oeste. A realização do evento
é da Associação Brasileira dos Institutos de Previdência
Estaduais e Municipais (Abipem), entidade que representa os regimes próprios
de previdência das cidades e federações brasileiras.
Nos dias 9 e 10 de dezembro, servidores segurados se reúnem
para discutir aspectos jurídicos, contábeis e administrativos
da gestão de regimes próprios de previdência. O objetivo
do evento é congregar estes servidores e representá-los nas
políticas públicas, legislação, administração
e capitalização dos seus recursos previdenciários.
Maiores informações podem ser obtidas por meio do site
http://www.abipem.org.br/sites/900/905/00003785.html. (A Crítica)
25.11 - Iprev: Censo Previdenciário
Brasília - Servidores que não atualizarem cadastros podem
ficar sem salário
O cadastramento é obrigatório. Quem não fizer,
pode ficar sem receber os vencimentos Falta pouco mais de um mês
para o fim do Censo Previdenciário dos servidores do Governo do
Distrito Federal.
Até o dia 17 de dezembro, servidores públicos efetivos
ativos, inativos e pensionistas do Governo do Distrito Federal precisam
atualizar os seus dados cadastrais previdenciários junto ao Instituto
de Previdência dos Servidores (Iprev), já que o cadastramento
é obrigatório. Estagiários e cargos em comissão
estão liberados da atualização cadastral.
Desde o dia 20 de setembro, dos 130 mil servidores do GDF, somente
50 mil servidores compareceram, sendo que eram esperados para o período
90 mil. O andamento da coleta de dados preocupa os organizadores do Censo.
O coordenador geral do projeto do Censo Previdenciário, Haroldo
Werneck, explica que os servidores podem fazer a pré-atualização
dos seus dados pela internet, mas é preciso comparecer aos locais
ou Unidades de Atendimento para tirar foto e permitir a conferência
e digitalização dos documentos solicitados, como RG, CPF,
comprovante de residência, entre outros.
Aproximadamente 17 mil servidores atualizaram seus dados pela internet,
mas ainda não compareceram às unidades de atendimento para
a formalização e finalização do processo. “É
necessários que esses servidores que fizeram o cadastro pela internet
compareçam para finalizar o processo”, explica Werneck.
Corte de salário
De acordo com a secretária-adjunta da Secretaria de Planejamento,
Orçamento e Gestão do DF (Seplag), Jozélia Medeiros,
os servidores precisam agilizar o processo de recadastramento, para que
não haja corte no salário. “O prazo está cada vez
mais exíguo”, alerta Jozélia.
“Senão, os servidores que não fizerem o cadastro ficaram
sem o pagamento.” Segundo o Decreto n°32.305, de 4 de outubro de 2010,
os servidores que não realizarem o cadastro para o Censo não
receberão o salário a partir do dia 1 de janeiro de 2011.
Para os técnicos do Iprev, a estrutura está dimensionada
para atender, em média, 12 mil pessoas por semana, mas a preocupação
é que grande parte dos servidores deixe a atualização
do cadastro para a última hora, o que, segundo a organização,
provocaria filas e prejudicaria a qualidade do atendimento.
Além das 12 unidades de atendimento permanente, estão
disponíveis 10 unidades temporárias, todas instaladas em
locais estratégicos por todas as regiões do Distrito Federal,
visando ao menor deslocamento para os servidores. A relação
completa das unidades de atendimento e outras informações
relacionadas ao Censo podem ser encontradas no portal www.censoprevidenciario.com.br.
(Agência Brasília)
08.11 - PBPrev: Atualização previdenciária
O Governo Estadual, por meio do Ministério da Previdência
através do PARSEP II – Programa de Apoio à Reforma de Sistemas
Estaduais de Previdência – fase II, estará realizando, sem
nenhum ônus para o Estado, a Atualização do Cadastro
Previdenciário, no período de 08 de novembro a 17 de dezembro.
Cerca de 90 mil Servidores efetivos ativos, aposentados e pensionistas
dos Poderes Executivo (administrações direta e indireta),
Judiciário e Legislativo, além do Ministério Público
e Tribunal de Contas estarão atendendo a este chamado.
Segundo o Presidente da PBPrev e Coordenador Estadual do PARSEP, João
Bosco Teixeira, o Governo do Estado, através da PBPREV, só
tem a agradecer ao Ministério da Previdência, esse tipo de
levantamento que está previsto na Lei nº 10.887, de 18 de junho
de 2004. Tal atualização deve ser realizada a cada cinco
anos, e a PBPREV, criada há quase sete anos, não executou
nenhuma atualização e complementação da base
de dados do RPPS na Paraíba.
Ele afirmou ainda, que, medidas como essas ajudam a economizar recursos
e possibilitam o estudo de estratégias que garantam a melhoria dos
benefícios prestados aos servidores e seus dependentes, viabilizando
o cálculo atuarial, a compensação previdenciária,
permitindo de maneira mais criteriosa a gestão do equilíbrio
econômico-financeiro do Sistema Previdenciário Estadual, garantindo
os benefícios já existentes e os futuros. (Correio
da Paraíba)
29.10 - RioPrevidência revisará 50 mil pensões até
dezembro
Mais de 50 mil dos 230 mil segurados do Fundo Único de Previdência
Social do Estado (RioPrevidência) poderão começar o
ano de 2011 com mais tranquilidade financeira. A autarquia promete zerar,
até dezembro, os pedidos de revisão de pagamento de aposentadoria
e pensão. Segundo o diretor-presidente do fundo, Gustavo Barbosa,
o objetivo é garantir mais dignidade ao segurado, já que
a média de reajuste dos benefícios pode chegar a 500%.
– Quando chegamos aqui, em 2007, encontramos mais de 45 mil pedidos
de revisão de aposentadoria e pensão parados, porque foram
ignorados pelas gestões anteriores. Por isso, os valores estão
defasados; alguns aposentados recebem o mesmo valor há 20 anos e
a remuneração não é suficiente para que eles
se sustentem. Montamos uma força-tarefa com servidores especializados
e temos cerca de seis mil avaliações em andamento. Até
dezembro todas as pendências serão sanadas – afirma.
Segundo Gustavo, após a conclusão das revisões,
terá início um trabalho de auditoria dos benefícios,
para investigar se a concessão dos pagamentos concedidos nos últimos
cinco anos foi feita de forma adequada. O processo demandará mais
tempo e alto custo, mas é fundamental para ratificar o compromisso
do órgão com a transparência da gestão.
O RioPrevidência também firmou uma parceria com a Secretaria
de Planejamento e Gestão para realizar um censo previdenciário,
a partir das informações cadastradas através do projeto
Identidade Funcional, para estudar o perfil dos futuros segurados. O relatório,
na opinião do diretor-presidente, vai ajudar no planejamento do
orçamento, além de orientar as próximas ações
voltadas ao servidor.
Também em dezembro, será reinaugurado o posto de atendimento
da Polícia Militar, em São Cristóvão. O fundo
também está estudando novos locais para instalar agências
e postos, na capital e no interior do estado. – Nosso desafio é
encontrar ferramentas para garantir a qualidade de atendimento, mas, sobretudo,
proporcionar qualidade de vida ao segurado - disse. (Jornal
do Brasil)
27.10 - PR Previdência: Vergonha estadual
"Com um déficit técnico acumulado de R$ 772 milhões
no exercício de 2009, o ParanaPrevidência, fundo de previdência
dos servidores do Estado, corre o risco de quebrar em alguns anos por estar
arrecadando menos do que paga em benefícios aos servidores aposentados.
Mas, enquanto o governo e a Assembleia Legislativa atribuíam o déficit
ao aumento de funcionários aposentados e ao crescimento da expectativa
de vida dos beneficiados e propõem soluções como o
aumento da contribuição ou a cobrança de contribuição
dos inativos, relatório da 1.ª Inspetoria de Controle Externo
do Tribunal de Contas do Estado (TCE) concluído na última
semana aponta o próprio governo como o grande responsável
pelo rombo no fundo dos servidores. Segundo o relatório, o Estado
do Paraná tem um passivo previdenciário de R$ 3,204 bilhões
junto ao fundo de pensão. Esse valor é a diferença
entre o que o Estado deveria ter repassado ao ParanaPrevidência desde
1998 e o que realmente foi repassado. Deste passivo, R$ 2 bilhões
foram construídos no governo Requião, que herdou outro R$
1,1 bilhão do governo Lerner”.
O texto do repórter Roger Pereira foi destaque na edição
de domingo de O Estado - matéria exclusiva, antecipando o próprio
Tribunal de Contas do Estado. Trata de um fato que envergonha todos nós,
paranaenses. De como, em governos sucessivos, em doze anos, o sistema previdenciário
do Paraná foi deixado de lado - a ponto de, neste momento, estar
à beira da falência. E é um exemplo claro de como o
ente público cuida de um setor muito importante.
Estamos acompanhando nos últimos dias a série de protestos
na França e na Inglaterra. O tema? Previdência social. Os
trabalhadores não aceitam o aumento da idade mínima para
aposentadoria e nem as outras mudanças na legislação
previdenciária. A França praticamente parou com as barricadas
nas refinarias e com as passeatas nas grandes cidades. Mas as alterações
são inevitáveis, pela necessidade de fazer caixa antes da
viúva ficar com a conta.
O Brasil já passou por situações semelhantes.
E logo terá que se debruçar para mais uma reforma da Previdência.
O assunto é totalmente esquecido pelos candidatos à presidência
da República, porque não é interessante tratar em
uma campanha eleitoral de um tema tão impopular. E é engraçado
pensar que, certamente negando qualquer possibilidade de reforma, José
Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) devem ter assessores pensando nisto
24 horas por dia.
Tudo para que não aconteça o que aconteceu no Paraná.
Uma falta de respeito dos governantes com aqueles que dedicaram a vida
ao serviço público e que merecem ter uma aposentadoria digna.
Apenas em 2009 foram quase 800 milhões de reais de déficit
no ParanáPrevidência, um escândalo descoberto pelo Tribunal
de Contas.
E por que acontece isto? Primeiro, pela natural mudança do perfil
da população, com o aumento da expectativa de vida e, com
isso, o crescimento da população com mais de 60 anos. Até
aí, tudo certo, é uma situação que transcende
as decisões governamentais, e para adaptar-se a essa realidade foi
feita a reforma no final do século passado.
Mas o problema principal é que o caixa previdenciário
é usado como “fundo perdido”. Não é de hoje que os
governos atacam o dinheiro dos aposentados para cobrir outros rombos. Para
arrumar a conta, seriam necessários aportes financeiros constantes
- usando o nome dado oficialmente, as “contribuições financiadas”.
Só que isto não aconteceu. E a previdência paranaense
está prestes a quebrar. E quem é que vai pagar esta conta?
(Paraná Online)
26.10 - PR Previdência: TC aponta “rombo” de R$ 3,2 bi
Estudo de inspetoria diz que governo deixou de repassar recursos ao
fundo que cobre as aposentadorias dos servidores
Relatório da 1ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal
de Contas (TC/PR) divulgado ontem aponta que o Paraná Previdência
- fundo Previdenciário dos servidores estaduais - acumulou, até
o último 30 de junho, um déficit de R$ 3,204 bilhões,
por conta de repasses não feitos pelo governo. Segundo o estudo,
desse passivo R$ 2,174 bilhões – ou 68% do total – correspondem
a “contribuições com outros ativos”. O termo designa a diferença
entre as contribuições – estatais e funcionais – e o valor
repassado pelo governo, em dinheiro, à Paranaprevidência.
De acordo com o TC, entre maio de 1999 e abril de 2000, os repasses
em dinheiro não foram integralmente atendidos. A legislação
permite que, havendo insuficiência de recursos em espécie,
as transferências sejam feitas em outros ativos. Segundo o tribunal,
porém, o governo do Estado, no entanto, realizou esta operação
uma única vez, em maio de 2000, com o repasse dos créditos
referentes aos royalties de Itaipu.
Nas conclusões do relatório, os técnicos do TC
cobram de medidas administrativas e financeiras que corrijam desequilíbrios
e revertam passivo. O documento será encaminhado à Paranaprevidência,
administradora do Fundo e às equipes de transição
do atual e do futuro governo estadual.
No texto são apontadas três recomendações
ao governo estadual e à Paranaprevidência: cumprimento da
norma relativa à amortização das contribuições
financiadas; revisão do plano de custeio e elaboração
de um plano de amortização do passivo referente às
contribuições com outros ativos.
Outro problema detectado pelos técnicos do Tribunal de Contas
envolve a rubrica “contribuições com financiamento”, que
corresponde à diferença entre o montante que o Estado deveria
repassar, em dinheiro, ao Fundo Previdenciário, e os valores efetivamente
repassados. Segundo o órgão fiscalizador, “em primeiro lugar,
tal financiamento não tem autorização legal”. E de
acordo com o relatório, “tampouco existe ato administrativo que
formalize o procedimento”.
Além dos problemas de ordem formal, o tribunal aponta que o
valor dos repasses, entre maio de 1999 e abril de 2001, correspondeu a
apenas 64% do montante devido; entre maio de 2001 e abril de 2003, a 83,3%
do total. As diferenças originadas com estes repasses a menor deveriam
ser saldadas em 276 parcelas, a partir de maio de 2005. “Porém,
cumpre ressaltar que tais diferenças jamais foram repassadas à
Paranaprevidência”, revela o relatório do TC.
Déficit técnico — A inadimplência do governo estadual
implica em perdas na outra ponta: caso os repasses mensais tivessem sido
integralmente realizados e os recursos aplicados a taxas equivalentes ao
histórico de rentabilidade do Fundo – 310%, em média, entre
janeiro de 2001 e junho de 2010 – as reservas para pagamento de aposentadorias
e pensões teriam acréscimo de R$ 161,2 milhões. A
diferença, explicam os técnicos, “representa um montante
decorrente de aplicações não realizadas, constituindo,
salvo melhor juízo, uma perda para a Paranaprevidência”.
O relatório conclui que os recursos do Fundo são insuficientes
para cobrir os compromissos do plano de custeio previdenciário.
É o chamado “déficit técnico”, que surge quando o
ativo líquido – recursos financeiros e imóveis menos despesas
com benefícios – é menor que a chamada “reserva matemática”
– valor determinado por cálculo atuarial para a manutenção
do equilíbrio do Fundo. Pois em 2009, o déficit técnico
atingiu a marca dos R$ 772 milhões.
Auditoria realizada nos números da Paranaprevidência,
quando da elaboração do parecer prévio sobre as contas
do Poder Executivo estadual relativas ao ano de 2009, já havia constatado
problemas no Fundo Previdenciário. De acordo com o conselheiro Fernando
Augusto Guimarães, relator das vontas do governo relativas a 2009
e presidente interino do TCE, o relatório da 1ª ICE “é
extremamente relevante”.
Na reunião do Pleno do Tribunal da última quinta-feira,
Guimarães informou que, além da Paranaprevidência,
cópias do documento serão remetidos aos gabinetes dos demais
conselheiros da Corte, à equipe que audita as contas do Executivo
de 2010 e ao Ministério Público de Contas. (Bem Paraná)
26.10 - Paraná Previdência: Deputados discutem contas
O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que aponta
um passivo de R$ 3,2 bilhões no ParanaPrevidência e um déficit
técnico de R$ 772 milhões nas contas do fundo de aposentadoria
dos servidores públicos estaduais repercutiu, ontem, na Assembleia
Legislativa.
O líder da oposição na Casa, Elio Rusch (DEM),
levou ao plenário matéria de O Estado do Paraná do
último domingo, antecipando os dados do TCE e disse que a auditoria
do Tribunal comprovou uma situação que a oposição
já alertava: “Mais uma dívida que esta administração
deixa para os paranaenses, que caberá ao futuro governador resolver”.
Rusch lembra que, apesar de o passivo do ParanaPrevidência vir
sendo construído desde sua fundação, em 1999, o governo
Roberto Requião (PMDB) deixou de cumprir com sua obrigação
de pagar, em 276 parcelas, a partir de 2005, R$ 500 milhões ao Fundo.
Dívida que, só pela correção monetária,
já dobrou em cinco anos, como mostra a matéria de domingo
de O Estado. “O governo não cumpre a sua parte e daqui a alguns
anos a ParanaPrevidência não terá recursos para honrar
os seus compromissos com os servidores aposentados e pensionistas”, afirmou
Rusch.
O deputado sugeriu que o governador eleito, Beto Richa (PSDB), faça
uma auditoria nas contas da ParanaPrevidência para que os responsáveis
pela má gestão sejam punidos, bem como medidas sejam adotadas
para salvar o instituto de previdência dos servidores paranaenses.
“A preocupação é para daqui alguns anos, quando
constatarem que os recursos que os governadores Requião e Pessuti
deixaram de aportar na ParanaPrevidência farão falta. O governador
Beto Richa terá que tomar atitudes para que a ParanaPrevidência
não tenha o mesmo fim do IPE”, concluiu o deputado, em referência
ao Instituto de Previdência do Estado que foi dissolvido no primeiro
mandato do governador Roberto Requião.
O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) disse que o relatório
está sendo lido de forma sensacionalista e que o déficit
sugerido é um factoide. “É claro que o fundo tem problemas
e será preciso fazer a correção autuarial, devido
ao aumento do número de servidores e da expectativa de vida dos
beneficiados. Mas o fundo está bem, tem R$ 5 bilhões em caixa.
Todo mês o governo faz um grande repasse, mas é o repasse
possível, pois o Estado não tem um criadouro de dinheiro.
E nem o próximo governador terá”, disse Romanelli.
O presidente em exercício do TCE, conselheiro Fernando Guimarães,
disse ontem que o documento será encaminhado à ParanaPrevidência,
administradora do fundo e às equipes de transição
do atual e do futuro governo estadual.
Guimarães, que classificou o relatório como “muito relevante”,
lembrou que foi relator das contas do governador de 2009 e que nesta análise
de contas já havia sido detectado problema com o fundo previdenciário.
(Roger Pereira - Paraná Online)
18.10 - Iprev: Recadastramento de servidores estaduais
Florianópolis - Cerca de 2 mil devem apresentar documentos em
Santa Catarina
O Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev)
promove a campanha pelo recadastramento dos servidores estaduais aposentados
do Poder Executivo. A intenção é colocar em dia os
cerca de 2 mil inativos que não fizeram a atualização
do cadastro.
O diretor de Previdência do Iprev, Mário Capella, informa
que o recadastramento é anual e obrigatório. Os documentos
necessários são a carteira de identidade e o contracheque
ou número de matrícula do aposentado.
_ A ação é simples e rápida, não
leva nem cinco minutos. Para isso, basta que o servidor compareça
no setor de recursos humanos do órgão pelo qual se aposentou.
Ele precisa fazer a atualização todo ano, no mês do
seu aniversário. Quem ainda não fez deve fazê-la o
mais breve possível _ alerta.
O trabalho antes era feito pela Secretaria Estadual da Administração.
O recadastramento evita fraudes, como as verificadas em 2008 pelo Iprev,
quando duas pensões foram suspensas e o rombo descoberto chegou
a R$ 165 mil em valores da época.
_ Não queremos prejudicar ninguém. A medida é
para conferir se os inativos que estão na folha de pagamento ainda
estão vivos. O objetivo é não gerar prejuízo
para os demais funcionários que estão contribuindo com a
previdência _ explica Capella.
Atualmente, o Executivo estadual tem 39.602 aposentados, de acordo
com a folha de agosto, que recebem R$ 131 milhões. Aqueles que não
se recadastrarem correm o risco de ter o pagamento do benefício
bloqueado. A data para a medida passar a ser adotada ainda não foi
definida. As pessoas que estão impossibilitadas de ir até
a instituição pela qual se aposentou para fazer a atualização
devem entrar em contato com a Gerência de Inativos, pelo telefone
(48) 3229 2663.
Agende-se
O que: recadastramento dos servidores estaduais aposentados do Poder
Executivo
Quando: anualmente, cada aposentado deve fazer a atualização
no mês do seu aniversário
Onde: no setor de recursos humanos do órgão pelo qual
o servidor se aposentou
Dúvidas: Gerência de Inativos (38) 3229 2663
(clicRBS)
01.10 - Rio Previdência: Justiça suspende multa imposta
pela CVM
Punição de R$ 500 milhões, a 2ª maior em
valor global, tinha sido aplicada aos envolvidos no caso Rio Previdência
Na liminar, advogado dos acusados de operações fraudulentas
alegou que houve fraude processual
O juiz Wilney de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio de
Janeiro, concedeu uma liminar que suspende todos os efeitos do julgamento
da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o caso Rio
Previdência.
Na terça-feira, a CVM condenou os acusados de operações
fraudulentas a multas que, somadas, chegam a cerca de R$ 500 milhões.
O resultado representa a segunda maior multa global já aplicada
pela CVM, superada apenas pela imposta ao banco Santos, em 2008, de cerca
de R$ 600 milhões.
Essa é a primeira vez que um julgamento da CVM tem seus efeitos
suspensos por conta de uma decisão da Justiça Federal.
Os resultados dos processos administrativos da autarquia têm
a possibilidade de serem confirmados ou revistos no âmbito do Conselho
de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
Procurada pela reportagem, a CVM afirmou que não foi notificada
da decisão.
FRAUDE PROCESSUAL
Na decisão, o juiz da 16ª Vara Federal do Rio aceitou o
pedido do advogado Fernando Orotavo Neto, que alegou não ter podido
apresentar as provas de defesa.
Ele representa quatro investidores: Eduardo Saad, José de Vasconcellos
e Silva, Fernando Teixeira de Mello e Olímpio Uchoa Vianna. "Houve
ofensa ao devido processo do Direito", afirma o juiz na decisão.
Orotavo Neto disse à Folha que houve "fraude processual" e que
registrou protesto durante o julgamento.
O caso envolve a transferência em 2004 de uma carteira de créditos
imobiliários do extinto Berj (Banco do Estado do Rio de Janeiro)
para o Rio Previdência (fundo de previdência do funcionalismo).
Na época, a carteira havia sido avaliada em R$ 313 milhões.
O Rio Previdência contratou, por meio de licitação,
uma empresa para criar um fundo onde seria alocada parte dos créditos.
A CVM avaliou que existem indícios de que a vencedora, a ASM Asset
Management, havia sido beneficiada no processo.
As cotas do fundo criado para receber os créditos foram então
oferecidas em leilão a investidores.
No julgamento desta semana, a autarquia tinha decidido suspender por
sete anos o registro de administrador de carteira da ASM Asset Management
DTVM e do sócio-fundador da empresa, Antonio Luís de Mello
A investigação da CVM avaliou que os quatro investidores
representados por Orotavo Neto agiram por meio da empresa Estratégia
Investimentos para obter as cotas em leilão.
A partir dessa aquisição, o processo da CVM descreve
uma série de operações no mercado que resultaram em
lucros de dezenas de milhões de reais para os investidores.
A autarquia citava ainda que os acusados tinham relações
sociais e empresariais anteriores às operações.
(JANAINA LAGE - Folha de S.Paulo)
30.09 - Rio Previdência: CVM aplica multa de R$ 500 milhões
Advogado diz que julgamento foi político
O advogado Fernando Orotavo Neto, que representa o investidor Fernando
Salles de Mello, disse que vai pedir a anulação do julgamento
em que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou a
seu cliente e outros investidores, na última terça-feira,
a segunda maior multa da história da autarquia. Segundo o jornal
"Valor Econômico", as punições somaram mais de R$ 500
milhões, no processo que investiga possível fraude na venda
de créditos imobiliários do Banco do Estado do Rio de Janeiro
(Banerj) pelo fundo de pensão dos funcionários do Estado,
o RioPrevidência. Segundo o advogado, o julgamento teve cunho político.
- É político, porque quem vendeu foi a Garotinha (Rosinha
Garotinho, então governadora do Estado) - disse Orovato, para quem
a decisão da CVM já estava tomada, mesmo antes das apresentações
dos advogados.
- O julgamento é feito a portas fechadas, em sessão secreta,
eu não sou intimado previamente do julgamento, não posso
comparecer a ele, eu não posso entregar memorial. Isso aqui é
o que? Um tribunal nazista? O RioPrevidência recebeu direitos creditórios,
como pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo Banerj, e fez
uma licitação para administrar esses recursos. Segundo a
CVM, a licitação foi direcionada para beneficiar a ASM DTVM,
que teria privilégio no acesso ao edital, criando um fundo de investimentos
que atendesse a todas as exigências da licitação.
Um mês depois da licitação, os sócios da
ASM organizaram um leilão das cotas do fundo. A Estratégia
CVC foi a única a participar e levou todas as cotas. Segundo a acusação,
Fernando Salles Teixeira de Mello, José de Vasconcellos e Silva,
Olimpio Uchoa Vianna e Eduardo Jorge Chame Saad se cadastraram na Estratégia.
No mesmo dia, os quatro revenderam essas cotas à Nominal DTVM, que
as repassou à ASM Administradora.
Esta última incluiu as cotas em fundo, totalmente comprado pelos
mesmo quatro investidores.
No julgamento de terça-feira, a CVM suspendeu por sete anos
o registro de administrador de carteira da ASM DTVM, da ASM Administradora
e de Antônio Luís de Mello e inabilitou, também por
sete anos, Sérgio Luiz Vieira Machado de Mattos.
A maior multa foi aplicada a Eduardo Jorge Chame Saad, no valor de
R$ 264, 5 milhões. Em seguida, aparecem as multas a Olímpio
Uchoa Vianna (R$ 56,1 milhões), a Fernando Salles Teixeira de Mello
(R$ 54,09 milhões), a José de Vasconcellos e Silva (R$55,3
milhões).
Outras cinco empresas do mercado financeiro e um dos sócios
de uma dela também foram multados pela CVM. (O Globo)
29.09 - CVM: Multa de mais de R$ 500 mi no caso RioPrevidência
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou ontem
a segunda maior multa da história da autarquia em um julgamento,
atrás apenas do caso do Banco Santos. As penalidades somaram mais
de R$ 500 milhões no processo que apurou a possibilidade de operação
fraudulenta na venda de créditos imobiliários do Banco do
Estado do Rio de Janeiro (Banerj) pelo fundo de pensão dos funcionários
do Estado, o RioPrevidência.
O RioPrevidência obteve direitos creditórios como pagamento
de dívidas trabalhistas deixadas pelo Banerj e fez uma licitação
para a administração desses recursos. A acusação
da CVM foi de que a licitação foi articulada de forma a beneficiar
a ASM DTVM, que teria tido privilégio no acesso ao edital. Isso
teria permitido a criação de um fundo de investimentos em
direitos creditórios que atendesse a todas as exigências da
licitação.
Um mês após a licitação, os sócios
da ASM DTVM organizaram um leilão das cotas do fundo. Apenas a Estratégia
CVC participou e arrematou todas as cotas. Segundo a acusação,
quatro investidores se cadastraram na Estratégia já sabendo
que seriam os destinatários finais das cotas. São eles: Fernando
Salles Teixeira de Mello, José de Vasconcellos e Silva, Olimpio
Uchoa Vianna e Eduardo Jorge Chame Saad.
Os quatro, com o objetivo de forjar a legalidade das transações,
no mesmo dia do leilão, revenderam essas cotas à Nominal
DTVM, que as revendeu à ASM Administradora. Esta última incluiu
as cotas em fundo cujas cotas foram totalmente compradas pelos mesmo quatro
investidores.
Em julgamento realizado nesta terça-feira, a CVM suspendeu por
sete anos o registro de administrador de carteira da ASM DTVM, da ASM Administradora
e de Antônio Luís de Mello. Além disso, inabilitou,
também por sete anos, Sérgio Luiz Vieira Machado de Mattos.
A maior multa foi aplicada a Eduardo Jorge Chame Saad, no valor de
R$ 264, 5 milhões. Em seguida, aparecem as multas a Olímpio
Uchoa Vianna (R$ 56,1 milhões), a Fernando Salles Teixeira de Mello
(R$ 54,09 milhões), a José de Vasconcellos e Silva (R$55,3
milhões).
A gestora de recebíveis Tetto Habitação, que também
teria se beneficiado do esquema, foi multada em R$ 43,75 milhões.
A Nominal DTVM, em R$ 7,4 milhões. Eugênio Pacelli de Holanda,
que era sócio da Tetto, foi multado em R$ 21,87 milhões.
E a Estratégia Investimentos, em R$ 1,19 milhão.
Por ter negociado, por intermédio da ASM DTVM, cotas de um fundo
gerido por ela mesma, a ASM Administradora foi multada em R$ 100 milhões.
O advogado Fernando Orotavo Neto, que representa Fernando Salles de
Mello, disse que vai pedir que o julgamento seja anulado. Ele acredita
que o julgamento teve cunho político. “É político,
porque quem vendeu foi a Garotinha (Rosinha Garotinho, então governadora
do Estado), não foi o Sérgio Cabral. Isso é político”,
disse.
Além disso, ele acredita que a decisão da CVM já
estava previamente tomada, mesmo antes das apresentações
dos advogados. “O julgamento é feito a portas fechadas, o julgamento
é feito em sessão secreta, eu não sou intimado previamente
do julgamento, eu não posso comparecer a ele, eu não posso
entregar memorial. (...) Nem na Uganda de Idi Amin Dada existia julgamento
sem prova. Isso aqui é o que? Um tribunal nazista?”, questionou
o advogado.
Nelson Eizirik, que representou a ASM e Antonio Luiz de Mello e Souza,
disse que também vai recorrer da decisão da CVM, no Conselho
de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, onde o recurso teria caráter
suspensivo e pode tramitar por até dois anos.
“A expectativa é que a gente reverta essa decisão muito
pesada. Vários fundamentos técnicos que não estão
corretos”, disse. Mello e Souza considerou a decisão da CVM “infundada
e absurda”. Ela acredita que será revertida. (Juliana
Ennes - Valor)
22.09 - Previdência de Alagoas: Resultados
Reforma da Previdência de Alagoas garante funcionamento do Estado
Aprovada no final do ano passado, a Reforma da Previdência já
começa a mostrar, de forma tímida, seus efeitos. De novembro
de 2009 para cá, o déficit previdenciário do Estado,
que era de R$ 36 milhões, teve uma redução significativa
de R$ 9 milhões, estando hoje na casa dos R$ 27 milhões.
Situação ainda delicada, mas que será melhorada pouco
a pouco, com todas as mudanças trazidas pela nova Lei.
A participação de todos os poderes, do Ministério
Público e do Tribunal de Contas nos conselhos previdenciários
(deliberativo e fiscal) foi uma das mudanças. Antes, como explica
o secretário de Estado da Gestão Pública, Guilherme
Lima, o modelo existente previa a participação exclusiva
do Poder Executivo, sendo que três secretários de Estado ficavam
responsáveis pelos gastos e pelas prestações de contas
a si mesmos.
“Tínhamos uma previdência totalmente desequilibrada, com
o Tesouro Estadual tendo que pagar a dívida mensal gerada pela previdência.
O modelo também previa a participação única
e exclusiva do Executivo. Todos os poderes, além do Ministério
Público e do Tribunal de Contas, aportavam recursos na previdência,
mas não tinham participação nos conselhos”, afirmou
o secretário.
Com a aprovação da Lei, o sistema previdenciário
tornou-se mais transparente e democrático, contando hoje com a participação
de todos os poderes e, inclusive, dos servidores públicos. “Houve
a democratização da gestão, que hoje é feita
com a participação de todos”, afirma o diretor-presidente
do AL Previdência, Linaldo Freitas.
Com a Reforma da Previdência, também foram criados três
fundos. O primeiro deles é o Militar, que abrange todos os militares,
independente do ano de ingresso no serviço público; o segundo
é o Fundo Civil Financeiro, que absorveu todos os servidores públicos
pensionistas, todos os aposentados e todos os que estão na ativa
e que ingressaram no serviço público até dezembro
de 2006; e o terceiro é o Fundo Previdenciário, onde o regime
é de capitalização. Nele, ingressaram todas as pessoas
que entraram no serviço público a partir de janeiro de 2007.
Aposentados e pensionistas não estão inclusos nesse fundo.
“A tendência é que a médio e longo prazos, todos
os servidores públicos do Estado de Alagoas passem a ser absorvidos
pelo Fundo Previdenciário, deixando de existir o déficit
previdenciário, com os aposentados e pensionistas sendo pagos por
meio da previdência e não do Tesouro Estadual. Essa é
a grande mudança financeira trazida pela nova Lei”, destaca Guilherme.
Segundo ele, o Fundo Previdenciário, quando criado, possuía
1.507 servidores e hoje esse número já passa de 1.700, por
conta da convocação de novos servidores aprovados no concurso
público da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Por meio desse
Fundo, os recursos arrecadados com o patronal e com os servidores vão
para uma conta e ficam sendo capitalizados até a aposentadoria.
O investimento para a implantação da Reforma Previdenciária
foi de R$ 122 milhões aportados pelo Estado junto ao Banco Mundial.
Recurso que garantiu a musculatura financeira necessária para o
início do funcionamento do novo Fundo Previdenciário.
Hoje, o pagamento dos aposentados e pensionistas do Estado representa
uma despesa de folha, o que faz com que Alagoas extrapole o limite de permitido
pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo Guilherme Lima, a folha de
servidores representa um total de R$ 157 milhões, dos quais R$ 27
milhões são destinados ao pagamento dos aposentados e pensionistas,
um total de 15% do valor gasto.
“Se esses aposentados e pensionistas não fizessem parte da folha
do Estado, Alagoas estaria bem abaixo do limite estabelecido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, que é de 46,5%. Estaríamos beirando
os 40% e seríamos exemplo para o país”, afirmou o secretário
de Gestão Pública, que destaca que a Previdência é
responsabilidade de Estado, não só do Executivo.
Os trabalhos até a aprovação do novo modelo de
Previdência duraram mais de dois anos e incluíram uma série
de estudos. Um deles apontou que o Estado de Alagoas teria um grande número
de servidores aptos à aposentadoria nos anos de 2017/2018, o que
geraria um verdadeiro caos administrativo, já que o Tesouro Estadual
teria que bancar todas as aposentadorias e ainda contratar novos servidores
que pudessem substituir os que passariam a fazer parte dos inativos.
“O déficit previdenciário, que até lá estaria
por volta de R$ 60 milhões, ia crescer e chegar aos R$ 100 milhões.
Além disso, a Fazenda ia aportar um dinheiro excessivo na folha
de pagamento para os aposentados e pensionistas e não ia ter recurso
suficiente para contratar pessoas e colocar no lugar dos que estavam saindo.
Íamos chegar lá e passar décadas sem poder contratar
ninguém. E isso é perder a capacidade de prestar serviço”,
conta Guilherme Lima.
De acordo com Linaldo Freitas, o Fundo Previdenciário hoje já
possui mais de R$ 130 milhões, resultado da aplicação
dos R$ 122 milhões aportados junto ao Banco Mundial. Segundo ele,
a expectativa é de que dentro de 10 anos, o Fundo possua R$ 1 bilhão.
“Com a nova Lei, houve a criação do Fundo Previdenciário,
do qual todos os servidores que entrarem daqui para a frente vão
fazer parte. Os R$ 120 milhões estão sendo investidos e aplicados
sob a orientação dos membros do conselho e dentro de 20 anos,
quando as pessoas começarem a se aposentar, o dinheiro não
vai sair mais do Estado, mas do próprio Fundo. De um jeito ou de
outro, os novos servidores que ingressarem vão ficar no Fundo Previdenciário
e deixarão de onerar os cofres do Tesouro Estadual”, disse Linaldo.
Mas as mudanças implantadas pela Reforma da Previdência
não podem parar. A Lei possui sucessivas mudanças que precisam
ser feitas paulatinamente. Os efeitos também não são
imediatos, pelo contrário. Todos os benefícios trazidos pela
Reforma só vão poder ser sentidos dentro de 20 anos. Enquanto
isso, os trabalhos de angariar recursos para fortalecer a Previdência
continuam.
“O Estado se encontrava há muitos anos em uma situação
de irregularidade junto ao Ministério da Previdência e essa
reforma veio adequar Alagoas à nova sistemática, possibilitando
que o Estado ficasse regular junto à previdência”, enfatiza
Linaldo Freitas. (Tudo Global)
20.09 - Previni: Extratos bancários falsificados
Nova Iguaçu - Extrato falso encobre a aplicação
de dinheiro de aposentados
A CPI do Previni — fundo de pensão dos funcionários de
Nova Iguaçu — descobriu que extratos bancários falsificados
foram utilizados para encobrir aplicações financeiras ilegais
com o dinheiro dos aposentados e pensionistas.
O dinheiro do Previni — R$ 10 milhões— foi usado para comprar
papéis (debêntures) da Casual Dining S/A: a empresa tem o
mesmo endereço da Casual Dining Participações S/A,
responsável pela emissão de título em que foram investidos,
de maneira irregular, R$ 60 milhões do Previ-Rio, fundo da Prefeitura
do Rio.
Previni e Previ-Rio
Outra coincidência: de acordo com o relatório da CPI —
entregue ontem à Presidência da Câmara de Nova Iguaçu
— um dos responsáveis pela aplicação foi Luciano Otávio
Dutra Leite Barbosa Filho, diretor administrativo e financeiro do Previni
entre 2005 e 2009. Barbosa Filho ocupava o mesmo cargo no Previ-Rio em
janeiro de 2010, quando o dinheiro deste fundo foi aplicado em título
da Casual Dining. Ele acabou denunciado à Justiça pelo Ministério
Público Estadual.
Rumo do dinheiro
Segundo a CPI, R$ 11 milhões foram depositados, em julho e agosto
de 2008, em agência do Banco Real na Barra. Extratos entregues ao
Previni por Barbosa Filho indicavam que o dinheiro fora investido no próprio
banco. Mas R$ 10 milhões haviam sido usados, em 2008, na compra
de papéis recém-lançados da Casual Dining — operação
não informada ao Previni. A pedido da CPI, o Banco Real emitiu extratos
que comprovaram a falsidade dos anteriores. Em fevereiro de 2010, o dinheiro
foi devolvido.
CPI RESPONSABILIZA LINDBERG
Ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias é acusado
pela CPI de medidas que causaram um prejuízo de cerca de R$ 400
milhões ao Previni. Segundo o relatório, ele cometeu crime
de apropriação indébita ao permitir que a prefeitura
ficasse com recursos do fundo. Ontem à noite, Lindberg negou as
acusações e atribuiu os problemas do Previni à administração
anterior que, segundo ele, não repassou contribuições
previdenciárias. (FERNANDO MOLICA - O Dia Online)
17.09 - Perda no fundo de previdência de Farroupilha
Corretora contratada pela prefeitura sem licitação para
fazer aplicações em títulos é a mesma citada
em escândalos nacionais
Kelly Isis Pelisser | kelly.pelisser@pioneiro.com
O Ministério Público (MP) está investigando uma
suposta perda de R$ 5,9 milhões no Fundo de Previdência dos
Servidores Públicos Municipais. O prejuízo teria ocorrido
entre anos de 2005 e 2007 e foi apontado por auditorias do Tribunal de
Contas do Estado e do Ministério de Previdência Social, conforme
o MP. A investigação do órgão público
irá apontar o destino deste montante e se houve improbidade administrativa.
Conforme o promotor Leonardo Chim Lopes, a primeira irregularidade
apontada pelas auditorias foi que a corretora de valores Euro DTVM, com
sede em Brasília, foi contratada sem licitação pela
prefeitura para intermediar aplicações financeiras do fundo.
O prejuízo teria ocorrido porque foram comprados títulos
financeiros federais em 2005 a um valor acima do mercado e vendidos em
2007 a um valor inferior. A Euro DTVM é a mesma empresa citada em
irregularidades investigadas em diversos Estados, como o escândalo
dos fundos de pensão entre os anos de 2005 e 2008.
— Para algum lugar foi esse dinheiro. Mas ainda é prematuro
apontar o que houve. A investigação irá apurar se
é caso apenas de ressarcimento aos cofres públicos ou se
é
também improbidade administrativa — diz o promotor.
O prefeito de Farroupilha à época e atual secretário
de Educação, Bolivar Pasqual, entende que não era
necessária licitação para contratação
deste tipo de serviço, porque, para uma concorrência pública,
seria necessário apontar a data de venda de títulos, o que
seria impossível devido a oscilações do mercado. Pasqual
também acredita que a diferença de valores apontada pelo
Tribunal de Contas se deva ao fato de não ter sido contabilizado
um valor referente a rendimentos que seriam de 3,5% a cada semestre. O
ex-prefeito também alega que os valores utilizados pela auditoria
para dizer se os títulos estavam sendo comercializados acima ou
abaixo do seu preço não correspondem à média
do mercado.
— Esse dinheiro é um dinheiro blindado, não tem como
mexer nele. Quando assumimos, o fundo estava na faixa de R$ 30 milhões.
Foi investido cerca de R$ 15 milhões em títulos. Se tivéssemos
perdido mais de R$ 5 milhões, o fundo teria ficado comprometido.
Mas não, conseguimos uma rentabilidade maior do que a do mercado
financeiro — defende Pasqual. (Pioneiro)
10.09 - Iperon: reunião sobre regras previdenciárias
Representantes do Tribunal de Justiça de Rondônia participaram
quarta-feira, na sede do Tribunal de Contas do Estado, de uma reunião
sobre a lei que separa o regime de contribuição previdenciária
dos servidores públicos do Estado. A convocação do
Iperon, Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do
Estado de Rondônia, era justamente para pedir aos órgãos
públicos meios de operacionalizar o cumprimento do que na legislação
foi chamado de "segregação de massa".
O termo refere-se a lei complementar nº 524, de 28 de setembro
do 2009, que determina a separação do regime previdenciário
dos servidores que ingressaram no serviço público até
31 de dezembro de 2003, dos que ingressaram a partir de 1º de janeiro
de 2004. O primeiro grupo tem os recursos para a aposentadoria advindos
de um fundo financeiro, mais dependente dos recursos do Estado. Já
o segundo grupo, a partir da sanção da lei, tem sua contribuição
direcionada para um fundo capitalizado, o que em tese, garante a aposentadoria
com recursos do próprio fundo, sem depender de complemento do Estado.
A complexa conta tem a ver com deficit atuarial, ou seja, o desequilíbrio
entre o que é arrecadado com as contribuições e o
que é pago aos aposentados e pensionistas. A lei complementar foi
a forma encontrada pela Previdência, que é fiscalizadora do
Iperon, para evitar o risco de um rombo no futuro.
Na reunião, que contou com as presenças do juiz auxiliar
da presidência Francisco Borges e o Coordenador de Controle Interno
Antônio Andrade Filho, ficou acordado que todos os órgãos
repassarão ao Instituto de Previdência a lista dos servidores
de cada grupo, para que se possa fazer um planejamento adequado do Fundo
Previdenciário Financeiro. A lei complementar prevê que se
os recursos estiverem totalmente utilizados, o Estado deve assumir a integralidade
da folha líquida de benefícios previdenciários.
(RondoNotícias)
19.08 - Caxias-Prev: Rombo de mais de 1 milhão
Caxias (MA) - Repercutiu mal em Caxias e no Maranhão a notícia
de que o Caxias-Prev teria desviado mais de 1 milhão de reais da
previdência municipal. Os responsáveis pelo desvio seriam
o presidente do órgão e o diretor financeiro. A noticia foi
divulgada em todo o Maranhão na semana passada.
O indiciamento do diretor e do presidente do Caxias-Prev se deu em
2 de Agosto de 2010. O Ministério Público do Maranhão
indiciou através de Ação Civil Pública, por
Ato de Improbidade Administrativa, o presidente do Ministério da
Previdência Social do Instituto de Previdência dos Servidores
Públicos Municipais de Caxias – Anísio Vieira Chaves Neto
e o diretor financeiro da mesma entidade Jose Carlos Amorim Rodrigues,
no caso deste último por irregularidades na Administração
do Regime Próprio de Previdência Social em Caxias.
A Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão
por meio de representação administrativa, concluiu que Anísio
Vieira Chaves, e José Carlos, no ano de 2006, extrapolaram a cota
de limite de gastos para despesas administrativas que era de R$ 408.035,98.
Os gastos subiram em quase 50 mil reais e no ano seguinte 2007, passou
a R$ 431.028,71. Mas o que impressionou mesmo foi o aumento repentino para
R$ 1 milhão 459 mil 161 reais e 96 centavos.
O Ministério Público do Estado do Maranhão recorreu
em caráter liminar pedindo a devolução do valor equivalente
a R$ 1.078.047,36 aos cofres públicos. A promotora Carla Mendes
da 1ª promotoria de Justiça de Caxias-Ma cobrou a condenação
de Anísio Vieira Chaves e José Carlos Rodrigues, por improbidade
administrativa. Eles estão sujeitos dentre outras possíveis
penalidades: A perda das funções que exercem atualmente no
serviço público; Devolução dos valores desviados;
Suspensão dos direitos políticos por um período entre
5 e 8 anos; Além do pagamento de multa.
Em sessão na Câmara Municipal na ultima segunda feira,
os vereadores na tentativa de, como muitos afirmaram, abafar o caso fez
uma votação, tentando convencer o cidadão caxiense
de que está interessada em resolver o caso. Dos 8 vereadores que
compareceram, apenas três, votou pela convocação à
Câmara do presidente e do diretor financeiro do Caxias-Prev. Os demais
votaram pelo convite. Ou seja, os dois acusados pelo ministério
público escolhe se vai ou não explicar como ocorreu o rombo
nos cofres públicos da previdência municipal. Será
que os cidadãos esperavam mesmo essa atitude dos vereadores?
Os comentários depois dessa votação nos bastidores
foi o de que os vereadores, que são em sua maioria são situacionistas,
ou seja, fazem parte do governo municipal de Humberto Coutinho, querem
abafar realmente o caso, para que um escândalo municipal seja evitado.
Será que mesmo?
Vamos esperar os novos rumos que essa história vai tomar. O
mais curioso é que nas ruas da cidade, muitos cidadãos brincam
com o fato, afirmando através de trocadilho que o destino do Caxias-Prev
era ser furtado, já que a rua onde fica a sede do órgão,
é a: Conselheiro Furtado, no centro da cidade. (45 graus)
18.08 - Regime próprio: Estado de Pernambuco
Pernambuco vai servir de exemplo
O nosso modelo de gestão do Regime Próprio de Previdência
Social (RPPS) será apresentado aos servidores do Governo do Ceará,
pelo presidente da Funape, Dácio Rossiter Filho, em Fortaleza. E
olha que faz tempo que os cearenses aprovam nossa gestão. Em 2008,
a Funape levou ao Ceará o programa de simulação de
aposentadorias de Pernambuco que concede benefícios em 30 dias.
(Sarah Eleutério - Folha de Pernambuco Online)
17.08 - Paraná Previdência na pauta
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve incluir na pauta de julgamentos
desta quarta-feira a Ação Direta de Inconstitucionalidade
2.189, que discute a possibilidade de cobrança de inativos no Paraná.
O que será julgado é a lei de criação do Paraná
Previdência, o órgão criado em 1998 para assumir o
pagamento de aposentadorias e pensões para os funcionários
públicos do Paraná. A Paraná Previdência foi
criada durante o governo de Jaime Lerner. Para abastecer o fundo previdenciário,
o governo determinou que fossem cobradas contribuições dos
servidores da ativa e também dos que já tivessem se aposentado.
Esse é o ponto questionado pelo Ministério Público.
Na ação, assinada pelo então procurador-geral da República,
Geraldo Brindeiro, discute-se se é possível a cobrança
dos inativos e se ela poderia ter sido determinada por lei estadual. Atualmente,
o governo do estado não cobra mais os 11% dos inativos. Como o Paraná
Previdência tem atualmente um déficit estimado pelo Tribunal
de Contas do Estado em mais de R4 1 bilhão, há especialistas
que defendem a retomada da cobrança. Por isso o julgamento é
importante para que o próximo governador saiba se vai ou não
poder voltar a cobrar. (Josianne Ritz - Bem Paraná)
11.08 - Ipserv: Restos da aplicações no Banco Santos
Uberaba - Credores do Banco Santos começaram a ratear R$ 250
milhões recuperados no processo de falência. Em Uberaba, o
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais
(Ipserv) espera resgatar o dinheiro aplicado.
De olho nesta situação, o presidente do Ipserv, Afrânio
Prata, informa que foram aplicados na instituição R$ 1.767.548,05
em 2004 e já foram recebidos R$ 670 mil em cotas que são
pagas a cada três meses. “Ainda falta bastante, pois estes valores
precisam ser corrigidos monetariamente, mas acreditamos que o restante
poderá chegar, pois recebemos informações de que será
liberada parte do dinheiro recuperado referente a operações
de crédito, receitas financeiras e venda de ações”,
explica.
Vânio Aguiar, administrador da massa falida do banco, informa
que entre setembro de 2005 e junho deste ano foram recuperados R$ 689 milhões,
dos quais foram reservados estes R$ 250 milhões que serão
destinados aos credores. Juntos, eles têm direito a receber R$ 2,5
bilhões, sem incluir correção monetária.
Afrânio revela que ainda não foi comunicado oficialmente
sobre o recebimento de parte destes R$ 250 milhões. No entanto,
ainda de acordo com o presidente do Ipserv, enviou e-mail à operadora
financeira encarregada de cuidar destes montantes recuperados para saber
a situação do Instituto. “Há uma operadora e um grupo
de advogados determinados pela Justiça como responsáveis
por administrar esta situação e agora espero o posicionamento
deles para saber se receberemos pelo menos uma porcentagem do valor a que
temos direito”, afirma Afrânio.
Para agilizar a recuperação de créditos, foi proposto
um plano, até o dia 21, para 700 empresas que devem à massa
falida. Elas podem quitar dívidas à vista com até
75% de desconto. (JM Online)
09.08 - Carteira de Previdência dos Advogados de São Paulo
STF julga sem análise liminar ação contra lei
que põe fim à Previdência de advogados
O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal),
determinou o julgamento definitivo, sem prévia análise liminar,
da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade 4429) contra
a Lei paulista 13.549/09, que extingue de forma gradual a Carteira de Previdência
dos Advogados de São Paulo. A lei impede a filiação
de novos advogados à carteira e estabelece condições
mais rigorosas para a concessão de benefícios.
O ministro aplicou ao caso dispositivo da Lei da ADIs (artigo 12 da
Lei 9.868/99), que permite que o processo seja julgado diretamente no mérito
pelo plenário do Supremo diante “da relevância da matéria
e de seu especial significado para a ordem social e a segurança
jurídica”. Em sua decisão, o ministro determina que sejam
providenciadas as informações sobre a matéria e que
se manifestem a AGU (Advocacia-Geral da União) e a PGR (Procuradoria-Geral
da República).
A ação foi ajuizada pelo Conselho Federal da OAB (Ordem
dos Advogados do Brasil). De acordo com a entidade, 40 mil filiados, com
idade média superior a 60 anos, e benefícios de natureza
alimentar e complementação de renda estariam comprometidos
com a extinção da carteira, criada em 1959 por meio da Lei
paulista 5.174. A norma tornava compulsória a filiação
de todos os advogados do Estado. Em 1970, a Lei estadual 10.394 tornou
a adesão facultativa.
No entendimento da OAB, ao impedir novas filiações, a
lei impossibilitou a “oxigenação” e a diluição
dos riscos da carteira. Alega ainda que o endurecimento das regras para
a concessão dos benefícios criou uma verdadeira situação
de insegurança, ao desrespeitar frontalmente o que a doutrina classifica
de “regime de transição razoável”.
(Última Instância)
05.08 - Funprevi: Paes anuncia plano
Ideia é combater déficit com bens do Previ-Rio, que incluem
sede do governo
O prefeito Eduardo Paes anunciou ontem um plano para recapitalizar
o Fundo de Previdência do Município (Funprevi), que registrou
um déficit de R$ 138 milhões no pagamento de aposentadorias,
pensões e outros benefícios no ano passado.
Em data ainda a ser determinada, o município encaminhará
um projeto à Câmara propondo recapitalizar o Funprevi com
várias fontes, inclusive com a venda ou o aluguel do patrimônio
mobiliário do Instituto de Previdência do Município
(Previ-Rio). Entre os bens está o próprio Centro Administrativo
São Sebastião, sede da prefeitura na Cidade Nova, que paga
aluguel ao Previ-Rio.
- Essa é uma das propostas em estudo. Analisamos também
destinar parte dos royalties do pré-sal e as receitas da quitação
das cartas de crédito - disse Paes.
Prefeito nega condição para empréstimo do Bird
O prefeito negou a informação, divulgada por vários
vereadores, de que a liberação de um empréstimo de
US$ 1,035 bilhão (R$ 1,9 bilhão) pelo Banco Mundial (Bird)
estaria condicionada à aprovação de um projeto mudando
as regras do regime previdenciário de futuros servidores.
O projeto tramitava em regime de urgência, mas agora só
voltará à pauta após discussão entre os vereadores
e a Procuradoria do Município.
Hoje os servidores municipais se aposentam recebendo os valores integrais
da ativa.
Além disso, os funcionários aposentados e pensionistas
têm aumentos nos mesmos percentuais dos servidores da ativa. O projeto
de lei complementar 41/2010 prevê que a aposentadoria, entre outras
medidas, passe a ser calculado pela média do tempo de contribuição,
sendo correspondente a 80% desse valor.
Ao ser perguntado se, ao propor mudanças, não estaria
descumprindo uma promessa de campanha de não alterar os benefícios
recebidos pelos servidores, o prefeito negou. Paes alegou que as medidas
só atingirão os futuros funcionários: - Os direitos
dos servidores atuais estão garantidos. O que buscamos é
viabilizar o Funprevi para servidores que ainda serão contratados
e só vão se aposentar daqui a uns 30 anos.
O desequilíbrio nas contas previdenciárias foi, segundo
auditoria do Tribunal de Contas do Município, causado pela falta
de repasses de R$ 605 milhões entre 2004 e 2005, na gestão
do ex-prefeito Cesar Maia. Na época, Cesar se valeu de um parecer
da Procuradoria Geral do Município, que transferiu do Tesouro Municipal
para o Funprevi a responsabilidade por pagar os vencimentos dos que se
aposentaram entre 1998 (quando foi aprovada a reforma da Previdência)
e 31 dezembro de 2001 (véspera da constituição formal
do Funprevi). (Luiz Ernesto Magalhães - O Globo)
04.08 - Paraná Previdência: Tribunal pede auditoria
Déficit leva Tribunal de Contas a fazer auditoria para averiguar
a real situação econômico-financeira da entidade
O déficit técnico da Paraná Previdência
levou o presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão, a determinar
a instalação de uma auditoria para averiguar a real situação
econômico-financeira da entidade – criada no governo Jaime Lerner.
“Temos que fazer uma avaliação geral do fundo previdenciário
do estado. A sociedade precisa saber que conta vai pagar e porque está
pagando a conta. Existem inconsistências sérias na prestação
de contas e que precisa ser melhor explicada”, ponderou o conselheiro Fernando
Guimarães.
A reportagem do Jornal do Estado entrou em contato com a assessoria
de Imprensa do Palácio Iguaçu que limitou-se a comunicar
que nenhuma matéria seria produzida sobre o tema. Na secretaria
de Estado de Administração Pública, a jornalista responsável
solicitou um email pedindo as informações e até o
fechamento desta edição não havia mandado respostas.
(Bem Paraná)
27.07 - Ipe: Consciliação de contas
Porto Alegre - O Instituto de Previdência do Estado está
realizando uma conciliação geral de todas as contas de atendimentos
realizados por todos os seus?prestadores. O processo de conciliação
visa a apurar diferenças e pendências financeiras entre os
valores da contabilidade do IPE e dos seus credenciados. Ou seja, será
feito o recálculo de todas as contas. O prazo termina dia 31.
(Fernando Albrecht - Jornal do Comércio)
22.07 - COMPREV: Prorrogado até 2013 prazo para conciliação
de contas dos regimes previdenciários
Compensação previdenciária abrange mais de 2 mil
regimes próprios no país
O prazo para a compensação financeira entre o Regime
Geral de Previdência Social (RGPS) e os Regimes Próprios de
Previdência Social (RPPS) dos estados e municípios foi prorrogado
para maio de 2013. É o que determina a Medida Provisória
nº 496/2010, publicada no Diário Oficial da União (DOU)
dessa terça-feira (20). A MP altera a Lei 10.666/2003, que estabelecia
para maio de 2010 a data limite para a compensação previdenciária.
A compensação previdenciária (Comprev) abrange
mais de dois mil regimes próprios em todo o país. O grupo
inclui os regimes dos 26 estados e do Distrito Federal, além de
1.981 municípios com RPPS. Muitos desses municípios e alguns
estados ainda não haviam concluído ou mesmo iniciado os procedimentos
de compensação.
Agora, os regimes instituidores têm até maio de 2013 para
apresentar aos regimes de origem os dados relativos aos benefícios
concedidos a partir de outubro de 1988 e que estavam sendo pagos em maio
de 1999. A partir desse período ficou estabelecido um fluxo de compensação
mensal, garantindo a reposição das despesas entre os regimes,
enquanto durar o benefício pago ao servidor.
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, negociou
a ampliação do prazo diretamente com o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, atendendo a reivindicações
das entidades representativas dos RPSS e dos gestores dos regimes de pequenos
municípios, que têm mais dificuldades para conduzir todo o
processo de compensação financeira.
Para o secretário de Políticas de Previdência Social,
Fernando Rodrigues – também presidente do Conselho Nacional dos
Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social -, é
necessário que os municípios que ainda não iniciaram
os procedimentos para a compensação estejam atentos para
o novo prazo. “É preciso que se organizem o mais rapidamente possível
e resolvam essas pendências de ‘estoque de compensação’,
dando segurança aos regimes e aos segurados”.
Compensação - A compensação previdenciária
é um acerto de contas entre os regimes próprios de previdência
e o Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Se o trabalhador contribuiu
por um determinado período para o RGPS, passou a ser servidor de
um município e se aposentou pelo regime próprio, a prefeitura
arca com o pagamento do valor total do benefício. Como em determinado
período o trabalhador contribuiu para o RGPS, a Previdência
Social, por meio do Comprev, paga parte da aposentadoria ou pensão
desse trabalhador. A situação inversa também pode
ocorrer. Assim, o benefício continua sendo pago pelo regime no qual
o trabalhador se aposentou, mas os recursos devidos para cada instituição
são repassados. (AgPrev)
21.07 - Fozprev: Recadastramento de pensionistas
A Foz Previdência – autarquia gestora do Regime Próprio
de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município
de Foz do Iguaçu - realizará de 2 agosto até o dia
3 de setembro o recadastramento obrigatório de pensionistas. A meta
é atualizar os cadastros de cerca de 250 beneficiários.
“A atualização cadastral é obrigatória.
O pensionista deve vir pessoalmente a sede do Fozprev e apresentar o documento
de Identidade, CPF e comprovante de residência atualizado.
Temos pensionistas de todas as faixas etárias desde crianças
até idosos. Por isso é necessário que venham pessoalmente
para evitar que o pagamento seja suspenso”, disse a diretora de benefícios
da autarquia Cristina Ogura.
São obrigados a fazer o recadastramento todos os pensionistas
que recebem mensalmente um valor a título de Pensão por Morte
de Servidor, pago pelo Fozprev, na condição de beneficiário/dependente
do servidor falecido. O Decreto no 19.702/10 que regulamenta o manual de
instruções dos pensionistas pode ser acessado no site:
www.fozprev.com.br
Outras informações podem ser obtidas na sede do Fozprev
na Rua Barão do Rio Branco, 363. Ou pelo telefone 3523- 5393. O
calendário de recadastramento de pensionistas foi agendado por iniciais
do nome do titular. (Notícias de Foz do Iguaçu)
19.07 - Previ-Rio abre inscrições para financiamento de
casa própria
O Instituto de Previdência e Assistência do Município
do Rio de Janeiro (Previ-Rio) abre, nesta segunda-feira, o Programa de
Cartas de Crédito Imobiliário 2010, proporcionando ao servidor
da Prefeitura do Rio, ativo ou aposentado, segurado do instituto, a oportunidade
de realizar o sonho da casa própria. O juro ficará entre
3% e 8% ao ano; o valor máximo das cartas será de R$ 200
mil. O período de inscrição será do dia 19
de julho até o próximo dia 2 de agosto, e as inscrições
deverão ser feitas, exclusivamente, pela página do Previ-Rio
na internet, no endereço www.rio.rj.gov.br/web/previrio (Jornal
Monitor Mercantil)
15.07 - ParanaPrevidência: Qualidade de vida
O Programa Qualidade de Vida oferece atividades artísticas e
culturais, palestras informativas, inclusão digital a aposentados
e pensionistas ParanaPrevidência. Cerca de 740 pessoas participam
mensalmente do programa, que promove a qualidade de vida e interação
dos segurados em Curitiba. “A troca de experiências, o diálogo
e a interação são muito importantes nesta fase da
vida”, afirma a diretora de previdência da instituição,
Rosane Gurniski.
Pensionistas e servidores aposentados participam de oficinas de artesanato,
trabalhos manuais, yoga, oficina de canto, musicoterapia, dança
circular e atendimento psicológico. “Quando convocados para fazer
o recadastramento na instituição os aposentados e pensionistas
têm um primeiro contato com o programa e, a partir disso, são
convidados a participar das atividades”, explica.
Entre as atividades mais procuradas está a pintura em tela,
que inclui aulas ao ar livre, no Parque Barigüi, para diversificar
o cenário das pinturas. Nas oficinas semanais de artesanato são
oferecidas atividades diferentes, o que atrai um número cada vez
maior de participantes, que aprendem novas técnicas de pintura e
artes em geral.
A ParanaPrevidência disponibiliza também um espaço
para que aposentados pensionistas e também os servidores da ativa
exponham suas obras de arte, que ficam disponíveis para compra pelos
visitantes. A negociação das obras é feita diretamente
com cada artista.
De acordo com o diretor-presidente da ParanaPrevidência, desembargador
Munir Karam, o programa faz parte da revitalização da instituição.
“Revitalizar a ParanaPrevidência é chamar para dentro da instituição
os nossos segurados, os aposentados e pensionistas do Estado”. Segundo
ele, o programa foi idealizado objetivando o resgate da qualidade de vida
dessas pessoas.
PALESTRAS – O programa prevê ainda a realização
de palestras informativas relacionadas à saúde da terceira
idade. Os participantes do programa já receberam orientações
sobre diabetes e hipertensão, com a enfermeira e professora universitária
Anna Beatriz Twardowski.
Segundo ela, a terceira idade precisa saber como se prevenir destas
doenças e também quais são os sintomas de cada uma.
“A intenção é estimular uma vida saudável,
pois sempre dá tempo de mudar os velhos hábitos e melhorar
a qualidade de vida”, afirma. De acordo com Anna Beatriz, a terceira idade
não precisa estar relacionada ao aparecimento de doenças.
Os aposentados e pensionistas receberam ainda orientações
sobre o correto manuseio e armazenagem da medicação e também
sobre o prazo de validade dos medicamentos.
Outras palestras serão programadas e agendadas de acordo com
a disponibilidade dos palestrantes voluntários e devidamente divulgadas
através do site da ParanaPrevidência na Internet – www.paranaprevidencia.pr.gov.br.
INCLUSÃO DIGITAL – Em parceria com a Secretaria de Assuntos
Estratégicos, a ParanaPrevidência também oferece, dentro
do Programa Qualidade de Vida, um Telecentro. A preocupação
da instituição é com a inclusão digital dos
aposentados e pensionistas.
São dez microcomputadores destinados preferencialmente à
utilização por aposentados e pensionistas. O objetivo é
promover a inclusão digital destas pessoas, que receberão
orientações de monitores principalmente para acesso básico
à Internet, criação de conta de e-mail e ferramentas
de busca. Até agora já são mais de 50 participantes
nesta área do programa.
Os aposentados e pensionistas que já fizeram o recadastramento
e têm interesse em participar do Programa Qualidade de Vida, podem
entrar em contato pelos telefones (41) 3304-3767 ou (41) 3304-3766.
(ANE)
12.07 - Pressão de servidores conteve previdência complementar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará o governo
sem concluir a reforma previdênciária que iniciou no seu primeiro
mandato. O projeto de lei 1992, que institui a previdência complementar
para funcionários públicos federais, não será
votado este ano. O projeto, encaminhado por Lula em maio de 2007, dorme
nas gavetas da Comissão de Trabalho da Câmara, onde não
conseguiu avançar um milímetro. "Os próprios parlamentares
não quiseram que o projeto avançasse, não quiseram
brigar com os servidores públicos", disse um ministro ao Valor.
"Não tem lobby mais poderoso do que o do funcionalismo, especialmente
do Judiciário", acrescentou.
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza
(PT-SP), admitiu que o projeto não será votado este ano.
Além das dificuldades naturais da matéria, o ano eleitoral
não favorece a discussão, uma vez que todas as entidades
representativas dos servidores são contrárias ao projeto.
Os parlamentares não querem sequer emitir opiniões sobre
a proposta. O primeiro relator do projeto foi o deputado Nelson Marquezelli
(PTB-SP). No início de 2009, foi substituído na relatoria
por Sabino Castelo Branco (PTB-AM). Nenhum dos dois quis falar da proposta.
"Esse projeto está parado e não vai andar aqui dentro, pois
não há interesse de ninguém que ele avance", sintetizou
o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que é um dos representantes
dos aposentados. Nem mesmo o Ministério do Planejamento quis falar
do assunto.
Pelas regras previstas no projeto, toda pessoa que ingressasse no serviço
público depois da instituição da previdência
complementar teria direito, ao se aposentar, a benefício máximo
equivalente ao teto do INSS (atualmente de R$ 3,4 mil), da mesma forma
que trabalhadores da iniciativa privada. O servidor que quisesse aposentadoria
maior teria que contribuir com fundo de pensão.
Depois que os dispositivos constitucionais que tratam da aposentadoria
dos servidores foram alterados, em fins de 2003, mais de 119 mil pessoas
ingressaram por concurso na administração pública
federal. Esses novos funcionários continuarão se aposentando
pelas regras atuais, que não têm teto para o benefício,
e terão parte de seus benefícios custeada pelos contribuintes.
"Quanto mais a reforma for postergada, maior será a necessidade
de ajuste lá na frente", observa o economista Marcelo Abi-Ramia
Caetano, pesquisador do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) e especialista
em questões previdenciárias. "Em algum momento, a sociedade
terá que encarar o problema", acrescenta.
A primeira tentativa de criar uma previdência complementar para
os servidores foi feita pelo governo Fernando Henrique Cardoso, que, em
1999, encaminhou ao Congresso o PL 9 - projeto de lei complementar que
sequer chegou a ser votado. O governo Lula patrocinou uma mudança
na Constituição que definiu que a previdência complementar
dos servidores seria feita em regime de contribuição definida
e não de benefício definido. A emenda estabeleceu ainda que
a previdência complementar seria instituida por meio de projeto de
lei ordinária.
A idéia do projeto encaminhado por Lula é a de que os
servidores terão aposentadoria até o teto do INSS garantida
pelo orçamento público. Somente o que excede esse valor terá
que ser capitalizado em regime de contribuição definida.
"A lógica previdenciária é que os benefícios
para as faixas de renda mais elevadas não devem onerar o erário",
explicou Marcelo Caetano. Com o projeto, o governo pretendia harmonizar
as regras entre os estratos de renda mais alta do setor público
e privado.
Hoje, trabalhador do setor privado tem aposentadoria paga pelo INSS
até o teto de R$ 3,4 mil. Dados do Planejamento mostram que aposentados
do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público
da União recebem em média mais de R$ 13 mil mensais. No Executivo,
o valor médio é inferior, mas parte considerável recebe
acima do teto do INSS.
No ano passado, as despesas da União com o pagamento de aposentadorias
e pensões atingiu R$ 67 bilhões. Esse montante foi destinado
a 937.260 aposentados e pensionistas, de acordo com o Planejamento. O valor
é superior ao total gasto com a saúde, que absorveu R$ 57
bilhões, incluindo o pagamento de pessoal. Como as receitas ficaram
em R$ 20 bilhões, já considerando a contribuição
patronal da União, o déficit do regime de próprio
dos servidores civis e militares da União atingiu R$ 47 bilhões,
o que corresponde a mais de quatro vezes o gasto com o Bolsa Família
em 2009. As contribuições dos servidores ativos e inativos
somaram apenas R$ 9,3 bilhões.
Para o economista Marcelo Caetano, a atual estrutura do regime de previdência
dos servidores é regressiva e acentua as desigualdades. Essa regressividade
é dupla, pois os gastos são financiados por tributos que
incidem, em grande parte sobre o consumo, atingindo em maior grau as camadas
pobres da população. Além disso, os recursos obtidos
financiam benefícios previdenciários de pessoas mais bem
aquinhoadas.
A demora na instituição da previdência complementar
dos servidores público atrasará a mudança desse cenário.
Como explicou Marcelo Caetano, este regime terá um custo adicional
para a União no curto prazo, pois o governo terá que fazer
uma contribuição ao fundo de pensão em nome de cada
servidor. Ao mesmo tempo, o governo perderá a contribuição
do servidor que também será destinada ao fundo. O pesquisador
estima que somente a partir da terceira década, os benefícios
da limitação das aposentadorias ao teto do RGPS começam
a superar os custos associados às perdas de arrecadação.
O próximo presidente terá, portanto, que enfrentar este desafio.
(Ribamar Oliveira e Paulo de Tarso Lyra - Valor Online)
05.07 - Iprev: Nova fase
Florianópolis - O Iprev assumirá a gestão da folha
de pagamento dos servidores inativos, trabalho que, hoje, cabe à
Secretaria da Administração. Parece um ato corriqueiro, mas,
com a confecção da folha, o Iprev assume a totalidade da
condição de gestor da Previdência Social do Estado.
O presidente Demetrius Hintz informa que o próximo passo será
a implantação de um software para a gestão da área
previdenciária. (ROBERTO AZEVEDO - Diário Catarinense)
30.06 - Prudenprev: Nova sede
O Sistema de Previdência dos Servidores Públicos Municipais
de Presidente Prudente (Prudenprev), após a aquisição
do imóvel em março deste ano na Avenida Washington Luiz,
1345, deve concluir na próxima semana o projeto que visa à
reforma e ampliação da nova sede. Segundo seu presidente,
João Donizete Veloso dos Santos, com a conclusão do projeto
e licitação da empresa responsável pelo serviço,
as obras devem ter início dentro de 60 dias.
Ele adianta que o novo projeto deve contemplar cerca de 1.000 metros
quadrados dispostos em três pavimentos. “O novo prédio deve
seguir as normas de acessibilidade, além de oferecer um conforto
maior para os servidores. A nova sede tem a finalidade de respeitar inclusive
a condição dos aposentados, que são pessoas idosas”,
comenta.
Atualmente, a Prudenprev tem sede localizada na sala 5, embaixo do
viaduto Comendador Tannel Abbud.
O imóvel que fica na Avenida Washington Luiz foi adquirido por
R$ 900 mil, o valor é parte do recurso de R$ 1,1 milhão destinado
pela Caixa Econômica Federal, que é gestora dos recursos da
Prudenprev. Já os R$ 200 mil restantes serão investidos na
reforma e ampliação do imóvel. (Portal Ruas)
28.06 - Previ-Rio: ligações perigosas
MP envia à Justiça informações de que ex-diretor
do fundo de pensão da Prefeitura do Rio e dirigente de empresa contratada
sem licitação já teriam trabalhado juntos na Braslight,
responsável pela previdência de funcionários da Light
O Ministério Público Estadual (MPE) já enviou
à Delegacia Fazendária e à Justiça informações
sobre as possíveis ligações entre envolvidos no escândalo
do Previ-Rio, fundo de pensão dos servidores do Município
do Rio. O ex-diretor financeiro do instituto Luciano Otávio Dutra
Leite Barbosa e o diretor da Casual Dining, José Ricardo Tostes
Nunes Martins — empresa que recebeu investimento de R$ 60 milhões
do fundo sem passar por processo de licitação — trabalharam
na Braslight, que é o fundo de pensão dos trabalhadores da
Light. A ligação foi apontada pela primeira vez na Coluna
Informe do Dia, em abril deste ano.
A partir da informação publicada na coluna, o MPE acionou
a Braslight, que confirmou o dado, embora ainda não tenha respondido
se eles foram colegas na mesma época. Para promotores do caso, a
suspeita de conluio para a escolha da empresa na licitação
como administradora de recursos é fortalecida com a ligação.
Segundo eles, a denúncia de vício na licitação,
com ênfase no Artigo 89 da Lei 8.666 (das Licitações)
pode avançar em provas.
INFORMAÇÕES RELEVANTES
As novas informações seguiram também para a Delegacia
Fazendária, que tem uma investigação paralela. “Até
o momento, por exemplo, José Ricardo Tostes Nunes Martins (diretor
da Casual Dining) não foi indiciado no processo. Por enquanto, ele
é somente testemunha neste”, explica o promotor do MPE Reinaldo
Moreno Lomba. “Essa (a suspeita de que os dois executivos já teriam
trabalhados juntos na Braslight) é uma informação
muito importante e por isso foi juntada ao processo. Por acaso, a empresa
selecionada tinha em seus quadros uma pessoa com que o ex-diretor já
tinha trabalhado no passado”, acrescentou o promotor.
Marcelo Carvalho Cordeiro, ex-presidente do fundo, e Luciano Otávio
Dutra Leite Barbosa foram denunciados pelo MPE há quase dois meses
por não terem feito licitação para contratar uma instituição
financeira que deveria gerir R$ 70 milhões do Previ-Rio.
Uma das preocupações do MPE é descobrir se pessoas
de fora da prefeitura teriam influenciado as decisões da direção
do Previ-Rio. O processo está na 29ª Vara Criminal, e a pena
para o crime varia de três a cinco anos de prisão.
Executivo já foi diretor do Previni
O ex-diretor financeiro do Previ-Rio, Luciano Otávio Dutra Leite
Barbosa Filho também entrou na lista da investigação
de problemas com um outro fundo de pensão no Estado do Rio, o Previni,
dos servidores da Prefeitura de Nova Iguaçu.
A Câmara de Vereadores do município da Baixada instaurou
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis
irregularidades na gestão, e decidiu convocar o executivo, que já
ocupou função na Diretoria de Finanças do Previni.
As perdas para o funcionalismo público ativo e inativo de Nova
Iguaçu preocupam: o rombo constatado nas contas do fundo de pensão
atinge R$ 400 milhões. (LUCIENE BRAGA - O Dia Online)
22.06 - Abipem: Novo presidente
Valnei Rodrigues, diretor-geral do Instituto de Previdência e
Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem) e
da Associação Gaúcha de Instituições
de Previdência Pública (Agip), foi eleito presidente da Associação
Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais
e Municipais (Abipem), no 44 Congresso da Abipem, em Salvador (BA). Valnei
destaca como meta a luta pela criação de regimes próprios
aos servidores públicos. (Correio do Povo)
18.06 - Regimes Próprios:44º Congresso Nacional da Abipem
O secretário de Políticas de Previdência Social,
Fernando Rodrigues, representando o ministro Carlos Eduardo Gabas, participou
na noite de quarta-feira (16) da abertura do 44º Congresso Nacional
da Associação Brasileira de Instituições de
Previdência Estaduais e Municipais (Abipem), em Salvador.
Rodrigues disse que é necessário continuar ampliando
o diálogo social sobre a seguridade e a proteção social
no país, para disseminar a cultura e a educação previdenciárias
de forma integrada, com políticas bem definidas.
Outra preocupação do secretário, que será
objeto de discussão durante o evento, é a necessidade de
mudanças na Resolução nº 3.790/09 – aprovada
pelo
Conselho Monetário Nacional -, que fixou novos critérios
para a aplicação dos recursos dos Regimes Próprios
de Previdência Social (RPPS) no mercado financeiro. Gestores e dirigentes
dos regimes dos estados e de municípios querem alterações
nos critérios de investimento, para tornar as aplicações
ainda mais seguras e rentáveis.
Sistema integrado – Durante o encontro, que termina nesta sexta-feira
(18), técnicos da Secretaria de Políticas de Previdência
Social apresentarão aos gestores e dirigentes de RPPS o Sistema
Integrado de Informações Previdenciárias (Siprev-Gestão).
O Siprev é uma ferramenta de gestão das informações
de servidores públicos (civis e militares), ativos, inativos, pensionistas
e demais dependentes da União, estados, Distrito Federal e municípios
que possuam regime próprio de previdência.
Por meio do Siprev-Gestão, os gestores dos regimes próprios
poderão alimentar o Cadastro Nacional de Informações
Sociais dos Regimes Próprios de Previdência Social (CNIS-RPPS).
A partir do lançamento, o cadastro estará disponível
para os cerca de dois mil municípios, as 26 unidades da federação,
o Distrito Federal e a União – que têm regimes próprios
– cruzarem dados e compartilharem relatórios gerenciais com informações
dos servidores públicos ativos, inativos, pensionistas e dependentes
de todo o país. (Pedro Arruda - AgPrev)
15.06 - Iprev: OAB questiona fim da carteira de previdência
A Ordem dos Advogados do Brasil questiona no Supremo Tribunal Federal
a Lei paulista 13.549/09, que acaba com a Carteira de Previdência
dos Advogados de São Paulo. De acordo com a entidade, 40 mil filiados,
com idade média superior a 60 anos, e benefícios de natureza
alimentar e complementação de renda estariam comprometidos
com a extinção da carteira.
A OAB pede a suspensão liminar dos efeitos dos artigos 2º
(parágrafos 2º e 3º), 8º, 9º e 11º da norma
questionada, até o julgamento final da matéria pelo Supremo.
No mérito, pede a declaração de inconstitucionalidade
do artigo 2º (parágrafos 2º e 3º) e que seja dada
interpretação conforme a Constituição Federal
aos artigos 8º, 9º e 11º, para declarar que eles não
se aplicam aos filiados que já haviam adquirido o respectivo direito
— mesmo que esse direito ainda não se tenha consumado.
Entre outros argumentos, a OAB diz que a norma é inconstitucional
porque não é clara acerca dos direitos adquiridos pelos aposentados
e pensionistas do plano de previdência, e não se preocupa
em preservar as situações jurídicas já constituídas,
tampouco em primar pela segurança jurídica, “daí a
afronta ao artigo 5º, cabeça e inciso 36, da Carta Política”.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade, a OAB argumenta
também que a lei impediu novas filiações, impedindo
a “oxigenação” e diluição dos riscos, além
de criar regras mais rigorosas para a obtenção dos benefícios.
A Ordem alega ainda que a lei contestada criou verdadeira situação
de insegurança, ao desrespeitar frontalmente o que a doutrina convencionou
chamar de “regime de transição razoável”.
O ministro Marco Aurélio será o relator da ADI. Com informações
da Assessoria de Imprensa do STF.
ADI 4.429 (Consultor Jurídico)
15.06 - Iprev: Adin da OAB
O ministro Marco Aurélio é o relator da ação
direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) no Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio da ação,
a entidade questiona a Lei paulista nº 13.549, de 2009, que declarou
em regime de extinção a Carteira de Previdência dos
Advogados de São Paulo. A lei atinge uma carteira que possui cerca
de 40 mil filiados, com idade média superior a 60 anos. A carteira
foi criada em 1959, por meio da Lei nº 5.174/SP, e obrigava todos
os advogados do Estado a se filiarem ao instituto. (Valor Online)
14.06 - Eduardo Paes e a Previ-Rio
Eduardo Paes considera que seu pior momento na prefeitura foi a descoberta
da aplicação irregular de R$ 70 milhões de recursos
do Previ-Rio. Admite que errou ao não avaliar melhor o nome de Marcelo
Carvalho Cordeiro, indicado por auxiliares para ocupar a presidência
do fundo de aposentadoria.
Segundo o prefeito, Cordeiro é que escolheu Luciano Otavio Leite
Barbosa Filho para a diretoria de Administração e Finanças
do Previ-Rio. Denunciados pelo Ministério Público, eles são
réus em processo que apura irregularidades no investimento.
Aperto na seleção
Paes ressalta que, para ser nomeado, Barbosa Filho teve que ser entrevistado
na Controladoria do Município. O prefeito diz que, depois do escândalo,
determinou maior rigor na seleção de pessoal e passou, ele
próprio, a pesquisar na Internet o passado dos indicados.
(FERNANDO MOLICA - O Dia Online)
11.06 - Iprev: Na frente - Uniões homoafetivas
Florianópolis - No momento em que a Advocacia Geral da União
(AGU) emitiu um parecer onde reconhece o direito ao benefício previdenciário
em uniões homoafetivas, vale lembrar que o Iprev catarinense foi
um dos pioneiros do país na matéria.
Desde 2008, com a publicação da Lei Complementar 412,
que organizou o regime próprio de previdência estadual, o
Iprev concede o direito ao benefício. Antes, o instituto só
podia pagar a pensão aos dependentes homoafetivos que faziam a solicitação
por via judicial. (Diário Catarinense)
10.06 - Previ-Rio: Juíza recebe denúncia contra ex-presidente
A juíza da 29 ª Vara Criminal, Maria Tereza Donatti, recebeu
a denúncia feita pelo Ministério Público contra o
ex-presidente do Previ-Rio Marcelo Carvalho Cordeiro e também contra
o ex-diretor de Administração e Finanças do
Instituto, Luciano Otavio Leite Barbosa Filho, segundo a coluna "Informe
do Dia", publicada no Jornal "o Dia", de ontem. Eles são acusados
de fazer um investimento irregular de R$ 70 milhões.
O MP denunciou os dois porque dispensaram a licitação
para contratar a instituição financeira que é responsável
pela aplicação dos valores do fundo de previdência
da administração municipal. Após receber a citação,
eles vão ter dez dias para apresentar a defesa. (SRZD)
09.06 - Previ-Rio: Investimento irregular
A juíza Maria Tereza Donatti, da 29ª Vara Criminal, recebeu
a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente
do Previ-Rio, Marcelo Carvalho Cordeiro, e o ex- diretor de Administração
e Finanças do instituto, Luciano Otavio Leite Barbosa Filho. Eles
passaram a ser réus no processo que apura o investimento irregular,
em janeiro, de R$ 70 milhões.
Cordeiro e Barbosa Filho foram denunciados porque dispensaram licitação
para contratar a instituição financeira responsável
pela aplicação de recursos do fundo de previdência
da prefeitura.
Prazo para defesa
Em sua decisão, a juíza Maria Tereza Donatti afirma que
a denúncia do Ministério Público atende aos requisitos
previstos pelo Código de Processo Penal. Ela determinou a citação
dos dois acusados para que eles apresentem defesa no prazo de dez dias.
Ligações perigosas
A presidente do Previ-Rio, Ariane Di Iorio Ferreira, abriu sindicância
que vai apurar ligações telefônicas feitas, na gestão
anterior, para instituições financeiras nos Estados Unidos
e nas Bahamas.
Pedido de informações
As ligações foram reveladas pelo Informe no dia 12 de
maio. Logo depois, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira solicitou esclarecimentos
sobre o caso. Na época, Marcelo Cordeiro afirmou desconhecer as
instituições financeiras; segundo ele, o telefone era usado
por muitas pessoas. (FERNANDO MOLICA - O Dia Online)
08.06 - Iperon: Levantamento de débito previdenciário
Rondônia - Na Sesdec auditores constataram uma dívida
previdenciária da ordem de R$ 84 milhões
O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do
Estado de Rondônia (Iperon) está realizando levantamento nos
órgãos da administração direta, autarquias
e poderes para constatar a regularidade dos repasses previdenciários,
com a análise das folhas de pagamento do período de 1987
a 2009, para conhecimento do valor da dívida previdenciária.
O trabalho de auditoria que vem sendo realizado por técnicos
do Iperon tem como objetivo constatar se os órgãos fizeram
os repasses das contribuições previdenciárias descontadas
dos servidores e também no que se refere a parte descontada da instituição/órgão
(patronal).
As Secretarias de Saúde (Sesau) e de Segurança Defesa
e Cidadania (Sesdec) são as primeiras a serem visitadas pelos técnicos.
Inicialmente a previsão é de que serão necessários
60 dias para o levantamento dos dados. O trabalho na Sesau inclui, além
da parte administrativa, os hospitais de Base, Cosme e Damião, João
Paulo II e Cemetron, bem como todas as unidades do interior.
Na Sesdec, serão analisadas as folhas de pagamento de todos
os servidores estaduais, incluindo dos Institutos. Além destas duas
equipes atuando no Executivo, o IPERON mantém uma equipe também
no Tribunal de Justiça que, desde abril, está verificando
as folhas de pagamento do órgão.
Ações realizadas
Segundo o diretor técnico do Iperon, Carlos Santiago Albuquerque
esse trabalho começou a ser realizado pela Assembléia Legislativa
do Estado em 1996, ocasião em que foi constatado que a Casa de Leis
havia deixado de repassar mais de R$ 37 milhões em recursos previdenciários.
“Dívida que foi parcela e vem sendo quitada rigorosamente em dia”,
ressaltou Carlos Santiago.
Na gestão do então presidente do Iperon, César
Licório o trabalho de auditoria de regularização dos
repasses previdenciários foram ampliados. O trabalho de auditória
já foi realizado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran),
Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia (DER), Tribunal de
Contas do Estado, Ministério Público, Fundação
de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), Instituto de
Defesa Sanitária Agrossilvapastorial do Estado de Rondônia
(Idaron), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Junta Comercial de Rondônia
(Jucer) e no próprio IPERON.
Continuidade do trabalho
Agora a auditoria esta sendo realizada na Secretaria de Estado da Saúde
(Sesau), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de
Rondônia (Sesdec) e no Tribunal de Justiça do Estado. Os trabalhos
nestas instituições devem ser concluídos em 60 dias.
Os resultados encontram-se em fase de análise, mas os auditores
já constataram junto aos órgãos onde os trabalhos
realizados uma dívida previdenciária da ordem de R$ 84.608.299,31
Medidas adotadas: o que prevê a Lei
A Lei Complementar nº. 524 de setembro de 2009 prevê que
a contribuição previdenciária repassada em atraso
fica sujeita a juros, multa e correções aplicáveis
conforme estabelece o Regime Geral de Previdência Social. O montante
da dívida dos recursos referentes à contribuição
dos servidores pode ser parcelado em 60 meses. E o valor por parte da patronal
no caso os órgãos do Governo do Estado vinculado ao Instituto
Previdenciário em até 240 meses, o equivalente a 20 anos.
Segundo Carlos Santiago após a constatação do
débito o órgão é notificado sobre a irregularidade
e partir daí passa a contar o prazo para negociar o parcelamento
de dívida junto ao Instituto de Previdência. (Rondônia
Dinâmica)
02.06 - Rioprevidência passa a ter balanços auditados
Pela primeira vez desde que foi criado em 1997, o Fundo Único
de Previdência do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência)
vai apresentar balanços auditados por uma firma independente. Os
números, que serão publicados nos próximos dias, também
foram revisados retroativamente a 2006, primeiro ano do atual governo estadual.
Na revisão das contas, os ativos cresceram com a atualização
das receitas com os royalties de petróleo recebidos pelo Estado
e com a retomada de imóveis que estavam ocupados irregularmente,
explicou o diretor-presidente do instituto, Wilson Risolia.
O fundo está pedindo na Justiça a reintegração
de posse de mil imóveis no valor aproximado de R$ 330 milhões,
entre eles a famosa casa de espetáculos Scala e o Mercado de Peixe
da Barra da Tijuca. Por outro lado, o instituto perdeu R$ 4 bilhões
em receitas com a participação na dívida ativa devido
aos efeitos da crise.
Com os ajustes, entre 2007 e 2009 o volume de ativos totais ficou praticamente
estável em R$ 53 bilhões, enquanto o déficit atuarial
aumentou mais de três vezes, de R$ 15 bilhões para R$ 50,3
bilhões. Pelas regras da Previc, "xerife" dos fundos de pensão,
o déficit pode ser equacionado em até 35 anos.
Maior fundo de pensão estadual do país entre os enquadrados
na lei dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS),
o Rioprevidência tem 450 mil segurados.
Segundo Risolia, embora o instituto fosse responsável pelo pagamento
de benefícios aos funcionários públicos do Executivo,
Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério
Público Estadual, só o Executivo disponibilizava a folha
de pagamentos completa com os dados dos segurados.
Esses dados, entretanto, só foram conhecidos no ano passado,
quando teve início o trabalho da nova auditoria, a firma Martinelli,
contratada em licitação. "Antes os balanços eram peça
de ficção", disse Rizolia.
A maior parcela dos ativos da Rioprevidência, perto de 80%, tem
origem nas receitas de royalties (compensação) sobre a exploração
de petróleo. Base da economia fluminense, os royalties do petróleo
são repassados diretamente para a conta previdenciária do
funcionalismo público por força de um acordo fechado com
a União para renegociação da dívida do estado
no final dos anos 90.
Rizolia frisa que, se o Congresso aprovar a polêmica emenda Ibsen
- que redistribui as receitas de royalties de acordo com critérios
do fundo de participação dos recursos da União para
Estados e municípios, a Rioprevidência teria sérios
problemas. "Nosso balanço mudaria completamente. Perderíamos
80% dos ativos e 40% das receitas", diz Rizolia. (Janes Rocha
- Valor Online)
01.06 - Previ-Rio: Denúncia sobre aplicações
MP denuncia ex-diretores do Previ-Rio por aplicação ilegal
de R$ 70 milhões
Aplicação financeira foi feita sem abrir processo de
licitação, diz MP.
Previ-Rio cuida do pagamento das aposentadorias e pensões.
O Ministério Público denunciou à Justiça
dois ex-diretores do Instituto de Previdência e Assistência
do Município do Rio, o Previ-Rio. Segundo o MP, eles são
acusados de investir R$ 70 milhões do instituto numa operação
irregular. O Previ-Rio cuida do dinheiro usado no pagamento das aposentadorias
e pensões.
De acordo com o MP, em janeiro, o então presidente do instituto,
Marcelo Carvalho Cordeiro, fez uma aplicação financeira de
R$ 70 milhões sem abrir processo de licitação. O investimento,
segundo os promotores, contraria um decreto municipal e a lei federal das
licitações.
Segundo a denúncia, Luciano Otávio Dutra Leite, que era
o diretor de administração e finanças, autorizou a
operação tendo conhecimento da ilegalidade. Os detalhes da
operação foram revelados pelo RJTV, em abril deste ano.
Esquema
O Previ-Rio investiu R$ 70 milhões num fundo privado. O gestor
do fundo, a empresa Aster Asset Management, usou R$ 60 milhões para
comprar um título da Casual Dining, empresa do ramo da gastronomia,
dona do restaurante Garcia e Rodrigues.
Casual Dining tinha licitação da prefeitura para explorar
a área onde funciona o Porcão Rio’s
Em setembro de 2009, a Casual Dining tinha uma licitação
da prefeitura para explorar a área onde funciona o Porcão
Rio’s, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul da cidade. Na época, a
empresa fez uma oferta quase 50% maior do que a concorrente. Depois, em
janeiro, ela recebeu a aplicação milionária do Previ-Rio.
A prefeitura do Rio exonerou os diretores e conseguiu na Justiça
a devolução do dinheiro. Para os promotores da Coordenadoria
de Combate à Sonegação Fiscal, houve fraude na escolha
do fundo que recebeu dinheiro do Previ-Rio. Agora, a Justiça vai
decidir se aceita ou não a denúncia do Ministério
Público.
A pena para os responsáveis pela operação pode
chegar a cinco anos de cadeia. A produção do RJTV não
conseguiu contato com os ex-diretores do Previ-Rio denunciados pelo Ministério
Público. Marcelo Cordeiro e Luciano Otávio Dutra Leite ainda
não apresentaram suas defesas no processo. (Portal G1)