05.09 - Mínimo deveria
ser R$ 2.278,77
O brasileiro precisaria de um salário
mínimo no valor de R$ 2.278,77 em agosto, para conseguir arcar com
suas despesas básicas, de acordo com dados divulgados pelo Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)
na sexta-feira.
A entidade verificou que são necessárias
4,18 vezes o valor do salário mínimo para suprir as demandas
do trabalhador. O cálculo foi feito com base no mínimo de
R$ 545, em vigor.
Em julho, o valor necessário para suprir
as necessidades mínimas do trabalhador era de R$ 2.212,66, sendo
4,06 vezes maior ao salário mínimo.
O salário mínimo necessário
é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades
vitais do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,
transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente
para preservar o poder de compra.
Cesta versus salário O comprometimento
da renda com os gastos da cesta básica alcançava, em média,
46,76% do salário mínimo em agosto, ante os 46,38% necessários
em julho. Em relação ao mesmo período de 2010, o percentual
comprometido era de 44,29%. Confira o movimento do salário mínimo
vigente e o necessário de julho de 2010 a agosto deste ano: (InfoMoney)
02.09 - Mínimo maior
É inegável a importância
dos aumentos reais dados ao salário mínimo nos últimos
anos na recente ascensão social de milhões de brasileiros,
criando a tão falada "nova classe C". Esses reajustes são,
de certa forma, uma maneira de se fazer redistribuição de
renda.
No entanto, se um salário mínimo
maior permite incluir no mercado de consumo milhões de pessoas,
ele traz algumas consequências não muito desejáveis
para outras classes profissionais.
Além da ameaça inflacionária,
já abordada pelo professor doutor Neio Gualda, reajustes como os
do mínimo dificilmente são concedidos para outros brasileiros,
salvo algumas exceções, como as categorias onde há
escassez de mão de obra qualificada. O resultado é que trabalhadores
veem o valor do mínimo cada vez mais próximo de seus rendimentos,
numa espécie de arrocho salarial.
Um exemplo clássico são os aposentados
do INSS que recebem mais de um mínimo. A Previdência Social
não consegue conceder a esses beneficiários os mesmos reajustes.
Muitos que se aposentaram com quatro ou mais mínimos, hoje reclamam
que não ganham nem dois salários.
Apesar dos ônus, a estratégia de
valorizar o mínimo é importante para o País corrigir
uma injustiça com a parcela mais pobre da população.
O bom momento vivido pela nossa economia é fruto dessa valorização
que, de alguma forma, traz benefícios para todos. (Marcelo
Espinoza - O Diário)
02.09 - Livro: Trabalho e Desgaste Mental: o direito
de ser dono de si mesmo
Edith Seligmann-Silva
EDITORA Cortez
QUANTO R$ 59 (624 págs.)
A psiquiatra e professora da FGV debate a saúde
mental e as relações de trabalho, detalhando alguns transtornos,
como quadros depressivos, estresse pós-traumático, dependência
de álcool e psicotrópicos e síndrome do esgotamento
profissional ("burnout"). (Folhapress)
02.09 - Livro: Tutela Processual Coletiva Trabalhista
Obra coletiva
EDITORA LTr (0/xx /11/3357-9144)
QUANTO R$ 65 (272 págs.)
Dois ensaios, de Estevão Mallet (tutela
coletiva) e Enoque Ribeiro dos Santos (acordo judicial), precedem o conjunto
de trabalhos acadêmicos selecionados para apreciação
da tutela jurisdicional desenvolvida no mestrado e no doutorado em direito
do Departamento de Direito do Trabalho na Fadusp, no primeiro semestre
de 2009. (Folhapress)
01.09 - Mínimo: Reajuste por meio de decreto
é constitucional
O procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, emitiu ontem parecer pela constitucionalidade da lei que permite
reajuste do salário mínimo por meio de decreto presidencial
até 2015. O parecer é relativo a uma Adin (Ação
Direta de Inconstitucionalidade) ajuizada, no STF (Supremo Tribunal Federal),
pelo DEM, PPS e PSDB, logo após a lei ser sancionada, em fevereiro
deste ano.
Os partidos alegam que somente uma lei poderia
tratar do valor do salário mínimo. Gurgel, no entanto, entendeu
que o decreto é apenas um complemento da lei, e que o modelo de
reajuste até 2015 está detalhado no Artigo 2, com data, índice,
origem de sua fonte e o parâmetro para o aumento real, atrelado ao
incremento do PIB (Produto Interno Bruto).
“Assim, será cumprido, sem espaço
para qualquer casuísmo, tarefa político-administrativa, e
não legislativa”, alegou Gurgel. A ação está
sob responsabilidade da ministra do STF Cármen Lúcia e será
apreciada diretamente pelo plenário, sem liminar. (Última
Instância)
01.09 - Governo propõe mínimo de
R$ 619,21 em 2012
Valor do salário é maior do que
o projetado pelo governo na LDO enviada ao Congresso em abril
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior,
entregou nesta manhã ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento
para o ano de 2012. Segundo a ministra, o salário mínimo
proposto pelo governo para o próximo ano é de R$ 619,21,
um aumento de 13,6%. O impacto do aumento será de R$ 13,3 bilhões
no Orçamento do ano que vem.
O projeto foi entregue ao presidente do Senado,
José Sarney (PMDB-AP). Ele fará o pronto encaminhamento da
proposta à Comissão Mista de Orçamento para a tramitação
do projeto. O relator será o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O valor do salário mínimo revelado
hoje pela ministra Miriam Belchior é maior do que projetado pelo
governo quando do envio da lei de diretrizes orçamentárias
(LDO) para 2012 ao Congresso, em abril deste ano. Nos parâmetros
utilizados pelo governo para elaboração da LDO, o mínimo
previsto era de R$ 616,34. (Eduardo Breciani e Renata Veríssimo
- Agência Estado)
01.09 - Desemprego se mantém estável
As informações da Pesquisa de Emprego
e Desemprego, realizada pela Fundação Sistema Estadual de
Análise de Dados (Seade) e pelo Dieese na Região Metropolitana
de São Paulo, mostram que a taxa de desemprego total manteve-se
relativamente estável, ao passar de 11%, em junho, para os atuais
11,1%. Segundo suas componentes, também houve estabilidade das taxas
de desemprego aberto (de 8,7% para 8,8%) e oculto (2,3%).
Em julho, o contingente de desempregados foi
estimado em 1.199 mil pessoas, 16 mil a mais do que no mês anterior.
Tal resultado decorreu da geração de 29 mil ocupações,
número pouco inferior ao de pessoas que entraram na força
de trabalho da região (45 mil).
No mês em análise, com a pequena
variação positiva do nível de ocupação
(0,3%), o contingente de ocupados passou a ser estimado em 9.604 mil pessoas.
Tal desempenho resultou do aumento do número de ocupados na Indústria
(2,7%, ou criação de 44 mil postos de trabalho) e no Comércio
(2,2%, ou 33 mil), que mais que compensou a redução nos Serviços
(0,8%, ou 42 mil) e no agregado Outros Setores (0,4%, ou 6 mil).
Entre maio e junho de 2011, os rendimentos médios
reais dos ocupados variaram em -0,5% e os dos assalariados em 0,4%. Em
termos monetários, passaram a equivaler a, respectivamente, R$ 1.460
e R$ 1.504.
Para o conjunto das sete regiões onde
a pesquisa é realizada (Distrito Federal e RMs de Belo Horizonte,
Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), o total
de desempregados, em julho, foi estimado em 2.441 mil pessoas, 14 mil a
mais do que no mês anterior. A taxa de desemprego total permaneceu
inalterada em 11,0%. Segundo suas componentes, esse resultado refletiu
a estabilidade das taxas de desemprego aberto (8,3%) e oculto (2,6%).
A taxa de desemprego total manteve-se estável
ou relativamente estável em todas as regiões onde a PED é
realizada. (Executivos Financeiros)