30.08 - Desemprego é o mais baixo para julho
Taxa de 6,9% apurada pelo IBGE é a menor para o mês desde
o início da série histórica do instituto, em 2002
Rendimento dos trabalhadores cresce 2,2% na comparação
com junho e 5,1% em relação a julho de 2009
A taxa de desemprego no país recuou, em julho, ao menor nível
para o mês desde março de 2002, quando o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) deu início à série
histórica.
O resultado do mês passado foi de 6,9%, ante 8% registrados no
mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desocupação
no país foi afetada pela crise global.
O rendimento dos trabalhadores também se expandiu em julho.
Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas a média foi de
R$ 1.452,50, avanço de 2,2% na comparação com o mês
anterior e de 5,1% em relação a julho de 2009.
Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, afirma
que os dados apontam que o mercado de trabalho retomou o vigor.
"A crise fez com que o emprego deixasse de melhorar. Agora tudo indica
que voltamos a ter a evolução positiva de 2007 e de 2008",
diz ele.
O analista também afirma que a tendência é que
o desemprego continue a cair. No segundo semestre, com a contratação
de temporários, tradicionalmente a taxa de desemprego cai para os
menores índices do ano.
Fábio Romão, da LCA Consultores, projeta que a taxa de
desemprego do país feche este ano com a menor média da série
histórica.
Romão estima, entretanto, um leve aumento da taxa em agosto,
por razões sazonais.
Ele também ressalva que o ajuste no crescimento da economia,
que avançava em ritmo muito forte nos primeiros quatro meses do
ano, reflete-se na renda e na taxa de desemprego.
Ainda assim, diz o analista, o mercado de trabalho deve registrar taxas
importantes de crescimento. A previsão da LCA é que a taxa
de desocupação recue para 6,5% em dezembro.
INDÚSTRIA PAULISTA
Para o analista do IBGE, o desempenho da indústria paulista
em julho comprova a tendência positiva.
O setor foi o mais afetado pela crise internacional graças à
queda nas exportações brasileiras e ao recuo da demanda interna
em alguns segmentos.
Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores ocupados na indústria
de São Paulo cresceu 4,1% em julho em relação ao mês
anterior.
Foi o maior aumento mensal do segmento desde agosto de 2009. Na comparação
com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7,4%
"Os dados referentes a São Paulo são positivos porque
[a região metropolitana] tem efeito de farol. Tudo que acontece
ali vai se refletir nas outras metrópoles", afirma Azeredo.
(VERENA FORNETTI - Folha de S.Paulo)
30.08 - 97% têm reajuste igual ou maior que a inflação
A quase totalidade (97%) de 290 categorias profissionais conseguiu
reajuste de salário igual ou superior à inflação
em negociações ocorridas durante o primeiro semestre, aponta
levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos).
Além disso, notam os pesquisadores, os reajustes obtidos foram
melhores que os ganhos salariais negociados em 2008 (ano de crescimento
econômico) e em 2009 (ano de crise, em que a economia encolheu).
A taxa de 97% é mais alta que a verificada em 2008 e 2009, quando
87% e 93% dos grupos de trabalhadores tiveram sucessos semelhantes, respectivamente.
O instituto leva em conta o índice de inflação INPC,
considerando o período entre os dois reajustes de salário.
Segundo a instituição, uma parcela de 88% dos grupos
de trabalhadores monitorados conseguiu obter reajuste acima da inflação,
sendo que boa parte (40% desses grupos) obteve um ganho salarial de até
1% sobre a inflação do período.
A minoria (5% das categorias) conseguiu reajustes com ganho de ao menos
5% sobre o INPC do período. (Folha de S.Paulo)
30.08 - Governo decide que inflação vai corrigir salário
Em 2011, o governo vai aplicar apenas a correção pela
inflação para o salário mínimo e as aposentadorias
do INSS, conforme deverá constar da proposta do Orçamento
Geral da União que segue para o Congresso na próxima terça-feira.
Os valores que figurarão do projeto de lei, porém, são
apenas uma formalidade. Está prevista uma negociação
com as centrais sindicais para conceder aumento real (acima da inflação)
a esses dois itens de despesa. Esse debate, porém, será feito
mais tarde, provavelmente após as eleições.
Essa é a primeira vez que uma negociação com os
sindicalistas para o mínimo e as aposentadorias está prevista
formalmente num instrumento legal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO). O texto prevê que será acordada com as centrais uma
política de ganhos reais para esses dois itens de despesa. No caso
das aposentadorias, a discussão envolverá também as
associações de aposentados.
As duas decisões afetarão diretamente os gastos com a
Previdência Social, que são o principal item de despesa do
governo. No ano passado, dos R$ 730,8 bilhões gastos pelo governo,
R$ 226,3 bilhões foram com aposentadorias e pensões, conforme
dados do Ministério do Planejamento. É, portanto, uma questão
de alto interesse do futuro presidente da República.
Os sindicalistas, porém, não querem esperar as urnas.
"Quero ver se reunimos as centrais na semana que vem para tirar uma posição
comum", disse o presidente em exercício da Força Sindical,
Miguel Torres. Ele comentou que o fato de o governo enviar uma proposta
de Orçamento com um valor baixo para o mínimo não
preocupa, pois tudo será negociado no Congresso Nacional até
o final do ano. "Temos tempo até a votação", disse.
"Estamos aguardando uma reunião com o governo, mas até
o momento não há resposta", disse o presidente da Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes. "Temos a perspectiva de
incluir algo para os aposentados". (A Gazeta)
30.08 - Salário mínimo terá reajuste só
pela inflação
Em 2011, o governo vai aplicar apenas a correção pela
inflação para o salário mínimo e as aposentadorias
do INSS, conforme deverá constar da proposta do Orçamento
Geral da União que segue para o Congresso na terça-feira.
Os valores que figurarão do projeto de lei, porém, são
apenas uma formalidade. Está prevista uma negociação
com as centrais sindicais para conceder aumento real (acima da inflação)
a esses dois itens.
Esse debate, no entanto, será feito mais tarde, provavelmente
após as eleições. Essa é a primeira vez que
uma negociação com sindicalistas para o salário mínimo
e as aposentadorias está prevista formalmente num instrumento legal,
a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto prevê
que será acordada com as centrais uma política de ganhos
reais para esses dois itens de despesa. No caso das aposentadorias, a discussão
envolverá também associações de aposentados.
Os sindicalistas, porém, não querem esperar as urnas.
“Quero ver se reunimos as centrais na semana que vem para tirar uma posição
comum”, disse o presidente em exercício da Força Sindical,
Miguel Torres. Ele comentou que o fato de o governo enviar uma proposta
de Orçamento com um valor baixo para o salário mínimo
não preocupa, pois tudo será negociado no Congresso até
o final do ano. “Temos tempo até a votação”, disse.
“Estamos aguardando uma reunião com o governo, mas até
o momento não há resposta”, disse o presidente da Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes. “Temos a perspectiva de
incluir algo para os aposentados.”
De acordo com informações da área técnica,
o Orçamento seguirá para o Congresso com um salário
mínimo de R$ 535,91, reajuste de 5% sobre os atuais R$ 510. Os sindicalistas
querem algo como R$ 560 a R$ 570.
Pela regra em vigor, o mínimo deveria ser corrigido pelo Índice
acional de Preços ao Consumidor (INPC), mais o crescimento do PIB
de dois anos antes, se positivo. No caso, o crescimento a ser considerado
é o de 2009, que foi negativo em 0,2%. Por isso, o aumento ficou
só na inflação. As aposentadorias acima do mínimo
serão corrigidas pelo INPC. (Jornal da Tarde)
27.08 - Taxa de desemprego se mantém estável em julho
A taxa de desemprego ficou em 6,9% conforme informações
divulgadas ontem pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa).
É a menor taxa para os meses de julho desde 2002, quando teve início
a série histórica. O índice se manteve estatisticamente
estável frente a junho (7,0%) e caiu 1,1 ponto percentual em relação
a julho de 2009(8,0%).
No mês, a quantidade de pessoas desempregadas ficou estável
em 1,6 milhão de pessoas e recuou 11,3% na comparação
anual. A população ocupada também permaneceu igual
no mês, em 22 milhões de pessoas. Porém, na comparação
anual, cresceu 3,2%. A estabilidade foi registrada no número de
trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado: 10,2
milhões. Em relação a julho de 2009, houve alta de
5,9%.
O rendimento médio real dos trabalhadores, independente da ocupação,
cresceu 2,2 % em julho, ficando em R$ 1.452,50. No ano o aumento foi de
5,1%.
Entre as seis regiões metropolitanas verificadas a maior taxa
de desemprego foi registrada em Recife, que passou de 8,6% em junho para
10% em julho. Na comparação com julho de 2009, foram registrados
recuos de 1 ponto percentual em Belo Horizonte, 0,9 no Rio de Janeiro,
de 1,7 em São Paulo e de 1 em Porto Alegre.
Em relação a junho, a população ocupada
das seis regiões metropolitanas se manteve estável em todos
os tipos de atividade. Na comparação anual, houve alta na
indústria extrativa, de transformação e distribuição
de eletricidade, gás e água (7,1%),educação,
saúde, serviços sociais, administração pública,
defesa e seguridade social (4,5%) e de outros serviços (5,6%). A
única queda registrada foi no segmento de serviços domésticos
(-5,4%).
O rendimento médio real dos trabalhadores teve alta em Recife
(2,1%), Salvador (1,4%), Belo Horizonte (4,9%), Rio de Janeiro (2,0%) e
São Paulo (2,2%). Em contrapartida, foi registrada queda em Porto
Alegre, de 1,2%.
Na comparação anual, todas as regiões tiveram
alta. Recife apresentou maior avanço (11,7%), Belo Horizonte (8,4%),
São Paulo (4,4%), Rio de Janeiro (4,3%), Salvador (2,3%) e Porto
Alegre (6,1%). (Executivos Financeiros)
27.08 - Estatais terão seis anos para pôr fim a terceirizados
irregulares
Decisão do TCU vale para 134 empresas; número de trabalhadores
ilegais não foi indicado
Após identificá-los, as estatais terão de encerrar
contratos com as empresas e realizar concursos públicos
O Tribunal de Contas da União deu prazo de seis anos para que
as 134 empresas estatais identifiquem seus trabalhadores terceirizados
irregulares, encerrem os contratos com as empresas e realizem concurso
público.
Na decisão, tomada ontem, os ministros deram prazo de seis meses
para que as estatais e o Ministério do Planejamento definam que
tipo de terceirização de mão de obra é permitido
em cada uma das empresas.
A auditoria não conseguiu apontar quantos são hoje os
trabalhadores irregulares porque não há critérios
claros de contratação estabelecidos pelas empresas.
Após esse prazo de seis meses, as estatais deverão informar
quantos trabalhadores estão em atividades que devem ser feitas por
funcionários concursados e remeter um plano para o Planejamento
detalhando como vai substituir os irregulares.
Em, no máximo, cinco anos após o primeiro ano de estudo,
todos os irregulares deverão ser substituídos por servidores
concursados.
De acordo com o ministro Augusto Nardes, relator do processo, a auditoria
começou em quatro estatais: Petrobras, BNDES, IRB e Eletrosul. Foram
encontrados vários indícios de irregularidades em todas elas.
PETROBRAS
Só na Petrobras, que tem 52 mil concursados, o número
de terceirizados pode ser superior a 300 mil. Considerando apenas os que
prestam serviços dentro das unidades da empresa, que seriam 172
mil, o TCU acredita que há "em torno de 57 mil terceirizações
no âmbito da Petrobras com risco de se mostrarem irregulares".
Na época da auditoria, o Tribunal encontrou 33 contratos em
vigor da Petrobras com nove diferentes empresas, em que os "objetos apontam
para terceirizações ilegais". Esses contratos somavam cerca
de R$ 650 milhões.
A Petrobras informou aos auditores do TCU que sofreu com a queda do
número de funcionários na década de 1990, quando foi
proibida de fazer concursos e, ao mesmo tempo, aumentou a quantidade de
operações. A empresa afirmou que já está restabelecendo
sua mão de obra e contratou 19 mil pessoas por concurso em sete
anos.
Procurado pela Folha, o Ministério do Planejamento não
se manifestou até o fechamento desta edição.
(DIMMI AMORA - Folha de S.Paulo)
27.08 - INSS deve contratar peritos médicos
Justiça determina que INSS contrate peritos médicos terceirizados
para cobrir greve da categoria
A 19ª Vara da Justiça Federal em São Paulo
determinou ontem) que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) contrate,
em caráter emergencial, médicos para realizarem perícias,
atendendo parcialmente pedido do MPF (Ministério Público
Federal) em São Paulo.
No pedido, o MPF alega que está ocorrendo demora na execução
das perícias, por causa da greve dos peritos, iniciada no dia 22
de junho. O trabalho feito pelos peritos médicos é a avaliação
médica pela qual o segurado precisa passar para receber benefícios,
como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez permanente,
entre outros.
Os procuradores da República pedem que o INSS seja obrigado
a contratar profissionais terceirizados para regularizar o atendimento.
O INSS estima que cerca de 400 mil perícias deixaram de ser feitas
desde o início da paralisação.
Em sua decisão, o juiz José Carlos Motta reconheceu como
“legítimo e justo” o movimento grevista, porém afirmou que
o direito do segurado não pode ser prejudicado por conta da paralisação.
“No mais das vezes, pessoas de poucos recursos financeiros e que dependem
das prestações oriundas de benefícios previdenciários
de que são titulares para a sua sobrevivência e de seus familiares,
não podem ser colhidos por conflitos de interesse da espécie”,
destacou o juiz, em seu despacho.
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, não descartou
a contratação temporária de peritos. “A contratação
de terceirizados só ocorrerá se a negociação,
que no momento está a cargo da Federação Nacional
dos Médicos [Fenam], não prosperar”, disse ontem (24/8) o
ministro à Agência Brasil. (Agência Brasil/Última
Instância)
26.08 - Desemprego recua para 12,6% em São Paulo, segundo o Dieese
O Dieese divulgou ontem as informações da Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED) para o mês de julho de 2010, reforçando
mais uma vez tendência de queda no número de trabalhadores
sem registro no país. Nas sete regiões analisadas, a taxa
de desemprego total diminuiu um pouco, passando de 12,7% em junho para
os atuais 12,4%. Em São Paulo, o desemprego recuou para 12,6%, contra
12,9% no mês anterior.
A melhora nos índices foi atribuída pelo Dieese principalmente
aos setores de Construção Civil e Indústria, com crescimento
de 3,1% e 0,7%, respectivamente, na taxa de ocupação. Em
São Paulo, o órgão chamou a atenção
para a o decréscimo da população economicamente ativa
e do número de assalariados sem carteira de trabalho, além
do aumento dos rendimentos da população empregada. Aproximadamente
1,346 milhões de pessoas procuram emprego hoje na região.
(Executivos Financeiros)
26.08 - Carreira: Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado
Em todo o mundo, as pessoas estão vivendo mais. Consequentemente,
elas estendem sua vida profissional para aumentar a renda para a aposentadoria
ou, muitas vezes, por se sentirem dispostas o suficiente para continuar
trabalhando. Essa mudança de perspectiva sobre o emprego dos "baby
boomers", nascidos entre 1946 e 1964, está mudando a dinâmica
do mercado de trabalho.
Para Barbara Howard, diretora de gerontologia do Mature Market Institute,
instituto de pesquisa do MetLife criado em 1997 para estudar questões
ligadas ao envelhecimento e longevidade, esse cenário está
estabelecendo novos desafios para governos e empresas.
Segundo a especialista, as companhias com mais chance de serem bem-sucedidas
nessa questão conseguem contemplar em seus quadros diversas gerações.
"Elas deverão identificar e se concentrar nos motivadores específicos
de engajamento para os funcionários de grupos etários diferentes",
disse em entrevista ao Valor. A seguir, os principais trechos:
Valor: A nova geração está mais preparada que
os baby boomers para lidar com o envelhecimento?
Barbara Geron: As concepções sobre o envelhecimento e
como lidar com ele mudaram dramaticamente. No passado, a noção
do "velho" era baseada em experiências pessoais, como a idade que
nossos avós e pais tinham quando morreram. Com base nisso, as pessoas
projetavam um período de vida parecido para elas mesmas, sem reconhecer
que a expectativa média de vida quase dobrou nos últimos
cem anos. A atual geração está testemunhando as vidas
vigorosas e plenas que seus pais e avós estão experimentando,
e terão modelos mais realistas para ajudar a prepará-las
para o seu próprio envelhecimento. Nos Estados Unidos, estamos experimentando
a transferência do peso financeiro na preparação para
a aposentadoria. Antes, os americanos bancavam suas aposentadorias por
meio de programas do governo e planos de previdência patrocinados
pelos empregadores. Hoje, as pessoas mais jovens veem seus pais, e a si
mesmas, arcando com a responsabilidade por suas aposentadorias.
Valor: Os trabalhadores estão cientes de que precisarão
ficar no mercado por mais anos?
Barbara: Há evidências significativas de que as pessoas
precisam ou querem trabalhar mais. Para alguns, o incentivo é se
recuperar financeiramente da recessão e economizar mais para a aposentadoria.
Outros querem permanecer ativos e engajados em atividades relacionadas
ao trabalho. Um estudo publicado em 2009 pelo MetLife Mature Market Institute
mostrou que 26% dos "boomers" mais velhos disseram que ainda não
se aposentaram por causa da economia e do mercado de ações.
Outros 20% disseram precisar de mais renda e 17% ficariam muito entediados
se parassem.
Valor: Como os governos estão lidando com o impacto futuro do
envelhecimento sobre a economia?
Barbara: Os Estados Unidos, por exemplo, estão anunciando medidas
como aumentar a idade de 65 para 67 anos para que as pessoas possam receber
os benefícios plenos da seguridade social. Governos de outros países
como França e Grécia estão tentando fazer o mesmo.
Valor: O que o envelhecimento da população pode causar
no mercado de trabalho global?
Barbara: Antes, com a recessão, muitas companhias estavam preocupadas
em perder talentos e conhecimento na medida em que funcionários
mais antigos iam se aposentando. Agora, as coisa mudaram. Muitas pessoas
estão preocupadas em garantir renda suficiente para o seu sustento
na aposentadoria. Por esta razão, elas estão trabalhando
por mais tempo. Mesmo aquelas que têm uma situação
financeira boa o suficiente para se aposentar estão permanecendo
no mercado de trabalho, na medida em que reconhecem que têm muitos
anos pela frente e querem permanecer ativas.
Valor: As empresas estão usando mais funcionários veteranos
aposentados?
Barbara: Muitas companhias nos EUA estão se concentrando em
toda
a população economicamente ativa- a força de trabalho
multigeracional- e vêm criando programas para ajudar os trabalhadores
de várias gerações a trabalharem juntos. A adoção
de uma abordagem desse tipo leva a um desempenho melhor, pois alavanca
as habilidades dos funcionários de todas as idades. Empresas com
forças de trabalho multigeracionais deverão identificar e
se concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os
funcionários de grupos etários diferentes. Outro estudo realizado
no ano passado pelo MetLife Mature Market Institute, em conjunto com o
Sloan Center on Aging and Work do Boston College, mostrou que as pessoas
da nova geração têm seus níveis de engajamento
afetados por fatores como a saúde mental, a autoavaliação,
o status de supervisor, a satisfação com o treinamento e
a percepção da segurança no trabalho.
Valor: Como os países com populações jovens como
o Brasil podem se destacar na economia global?
Barbara: Em 2000, a idade média dos brasileiros era de 26 anos
e ela deverá aumentar para 41 até 2040. Certamente o Brasil
é um país jovem hoje, mas olhando para o futuro, poderá
se beneficiar aprendendo com as experiências de outras regiões
com o envelhecimento.
Valor: A troca de talentos entre forças de trabalho jovens como
a do Brasil e as de países mais velhos como os da Europa, por exemplo,
tende a aumentar?
Barbara: Sem dúvida. Veremos uma troca de talentos entre países
por todo o mundo, assim como o aumento de oportunidades de trabalho e desenvolvimento
em novos ambientes. A tecnologia terá um papel significativo nesse
sentido. (Stela Campos - Valor Online)
26.08 - Ministro não negocia jornada com peritos
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse
que não vai negociar a redução da jornada de trabalho
dos médicos peritos do INSS, em greve desde 22 de junho. A categoria
quer diminuir a carga horária sem baixar os salários. Gabas
disse que 99% das reivindicações foram atendidas, incluindo
a ampliação do tempo de atendimento.
Impasse
Segundo o ministro, foi proposto que, em seis das oito horas da jornada
diária, os médicos cumpram uma média de 18 perícias
de 20 minutos de duração cada e, nas duas horas restantes,
desempenhem outros serviços especificados pelo chefe da seção.
A categoria quer a redução para 12 exames por dia, com duas
horas sem controle de ponto para a realização de atividades
externas. (Extra Online)
25.08 - Mão de obra estrangeira aumenta 19%
O número de estrangeiros empregados no Brasil cresceu 18,85%
no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período
de 2009, segundo dados do Ministério do Trabalho. Foram 22,1 mil
pessoas que chegaram ao país para trabalhar, em sua maioria como
técnicos temporários. (Folha de S.Paulo)
25.08 - Desempregadas têm direito ao salário-maternidade
Benefício pode ser pedido em até 36 meses após
a demissão
Muitas mulheres não sabem, mas as mamães desempregadas
também podem receber o salário maternidade.
A condição para receber o auxílio é que
as mães estejam no chamado Período de Graça, aquele
em que o trabalhador, embora não esteja recolhendo para a Previdência,
está amparado pelo sistema e pode receber benefícios. Por
exemplo, uma funcionária de uma empresa foi demitida há dois
meses e agora fica grávida. Quando o bebê nascer, ela terá
direito ao salário maternidade, mesmo que ainda esteja desempregada.
Segundo Rui Bruninni Jr., diretor-executivo do INSS (Instituto Nacional
de Seguridade Social) de Ribeirão Preto, interior de São
Paulo, são beneficiadas mulheres em que o nascimento do filho ocorreu
em um período de 12 a 36 meses depois da demissão.
- No caso da desempregada, ela tem que estar dentro do período
de validade de segurado. Ou seja, se ela trabalhou registrada durante um
ano ela terá direito a esse benefício.
O advogado Alessandro Moreira diz que todo trabalhador desempregado
continua vinculado a Previdência Social por mais 12 meses e isso
gera o direito de pleitear todo e qualquer benefício previdenciário.
- Se a mulher pleitear o salário maternidade dentro desse período
de 12 meses, ela vai ter deferido esse benefício. Esse período
pode ser prorrogado por mais 12 meses.
No entanto, o advogado alerta que a prorrogação do benefício
não é automática.
- O trabalhador tem que se dirigir ao Ministério do Trabalho,
fazer o registro da sua situação de desemprego e pedir a
prorrogação no INSS desse Período de Graça.
O benefício inclui 120 dias de auxílio pagos pela Previdência,
que garante a renda para a mãe cuidar do filho nos primeiros meses
de vida. (R7)
24.08 - Empresas contratam cada vez mais rápido
O gerente sênior de consultoria da Logica América do Sul,
Vladimir Leonardi, sabia que no segundo trimestre deste ano sua área
passaria por uma significativa reestruturação. As mudanças
incluíam a contratação de dez integrantes com qualificações
específicas em um prazo bastante curto. Tudo porque os projetos
onde seriam alocados os novos profissionais tinham data para começar.
"Não levamos mais do que 12 dias para ter os colaboradores dentro
da empresa", orgulha-se Leonardi.
Tamanha agilidade nos processos seletivos, segundo o executivo, só
foi possível graças à aproximação de
sua área com o RH da companhia. "Passamos a envolvê-los nas
reuniões de planejamento, ou seja, muito antes do surgimento de
uma demanda por contratação", diz. Isso significa que o RH
agora toma conhecimento não apenas dos projetos em potencial, mas
das necessidades que vão surgir com a chegada de um novo cliente.
Leonardi explica que o novo modus operandi possibilita que se faça
uma primeira sondagem do mercado quando o projeto ainda é uma proposta.
Assim, a empresa ganha no quesito agilidade na hora que tiver o sinal verde
para contratar. A prática, adotada há cerca de seis meses
pela Logica, tem em vista a agilidade na seleção de pessoas
e corrobora com o resultado de um recente estudo realizado pela Robert
Half sobre os principais hábitos de contratação do
mercado executivo pós-crise.
Voltada ao recrutamento especializado, a consultoria ouviu cerca de
três mil executivos de média e alta gerência em 13 países,
incluindo o Brasil. A pesquisa mostra que, por aqui, 72% das contratações
acontecem entre duas e três semanas, contra a média de pelo
menos cinco semanas nos demais países participantes. O estudo revela
ainda que, se antes o candidato era sabatinado por até oito entrevistadores,
hoje a contratação de um executivo pode ser fechada com apenas
duas ou três rodadas de entrevistas.
Para Fabio Saad, gerente de recrutamento da Robert Half, os dados refletem
o momento atual do mercado brasileiro, que não sofreu tanto com
a crise mundial quanto os mercados norte-americano e europeu. "No auge
da crise tínhamos muitas ofertas e poucas vagas. Hoje, as empresas
estão ávidas por contratar e isso exige velocidade", diz.
O resultado disso, segundo o especialista, é que há menos
candidatos qualificados à disposição e muitos talentos
sem interesse em deixar suas atuais posições. "Quem contrata
precisa ser ágil. Caso contrário, a concorrência leva."
Julio Vieitez, diretor geral da asiática Level Up!, que atua
no setor de entretenimento digital, acredita que existe uma urgência
para preencher as vagas em um espaço curto de tempo. "As operações
tendem a ser cada vez mais enxutas e, com isso, temos menos flexibilidade
para novos projetos." Para Marcelo De Lucca, diretor executivo da Michael
Page, especializada no recrutamento de executivos, o mercado nacional sempre
foi mais ágil na hora de contratar talentos. "Antes da crise econômica,
o Brasil vivia uma fase de euforia, que resultava em contratações
feitas em períodos muito curtos", diz. "Hoje, elas entenderam a
necessidade de aliar velocidade a mecanismos capazes de evitar erros na
hora de escolher uma pessoa para integrar o time".
Agilidade para contratar, portanto, exige planejamento, uma vez que
um processo mal feito pode ser sinônimo de dor de cabeça e
de prejuízo. Luiz Wever, sócio da consultoria Odgers &
Berndtson, afirma que a companhia se preparou para tornar mais ágil
o recrutamento. "Investimos em tecnologia e aprimoramos os processos internos.
Com tranquilidade, é possível encontrar um candidato adequado
ao perfil da vaga em 20 dias."
Foi durante uma das reuniões do conselho consultivo, com a participação
de diversos CEOs de empresas de grande porte, que o board da Odgers &
Berndtson identificou a necessidade de rever a forma de contratar. "Seria
imprescindível revisar os processos internos para poder atender
a uma avalanche de demandas que estaria por vir passada a turbulência
econômica."
Quem também mudou a maneira de conduzir processos de recrutamento
e, consequentemente, os tornou mais velozes, foi Vânia Ferrari, diretora
de operação da agência Repense. Para ela, é
preciso ter muito cuidado para selecionar pessoas para evitar o "turnover".
A solução encontrada pela executiva, e já testada
com sucesso - ela contratou dez profissionais nos últimos cinco
meses-, foi a criação de critérios rígidos.
O primeiro deles consiste em ter a certeza de que o candidato realmente
tem o perfil adequado à vaga. "Faço uma pesquisa sobre o
candidato. Se percebo que há algum tipo de incompatibilidade, não
sigo adiante", diz. Outro item que integra o crivo da diretora é
a atitude e a fluência verbal, além da flexibilidade. "Um
candidato perde pontos quando ligo para marcar uma conversa pessoalmente
e percebo que ele cria dificuldades para o encontro, por exemplo."
O diretor de recursos humanos da Bristol Myers Squibb Brasil, Aníbal
Calbucci, integra o time de executivos que aposta na eficiência dos
processos internos para tornar o recrutamento mais veloz. Nos últimos
18 meses, ele trouxe 96 novos líderes para a subsidiária
da Bristol no País. "Era comum levarmos cerca de dois meses para
preencher uma posição. Atualmente, porém, fazemos
isso em até 45 dias", diz o executivo do setor farmacêutico.
O que mudou foi como a companhia se preparou para tornar-se mais ágil.
"Se você tem um sistema eficiente, pode diminuir o tempo de uma contratação
consideravelmente. Mas, se os processos não funcionam como deveriam,
preencher uma vaga pode levar meses". Para Calbucci, não só
as empresas estão mais ágeis. "Os candidatos entendem que
se uma companhia tem uma posição aberta, ela precisa ser
preenchida o quanto antes. Cabe a ele, portanto, ser veloz nas respostas
e no agendamento das entrevistas", diz. A experiência do diretor
mostra que o fator que mais atrasa uma contratação é
a agenda dos entrevistadores. "Se eles não assumem a contratação
como algo prioritário em suas atividades, o processo atrasa."
O principal executivo da área de gestão de talentos da
Accenture, Rodolfo Eschenbach, acredita que o aquecimento do mercado brasileiro
motiva empresas a contratar numa velocidade acima da média. "É
preciso atender os clientes e eles exigem rapidez", diz. Como nem todas
as companhias se prepararam para atender as demandas, elas encontram dificuldades
para aliar o rigor dos processos à agilidade imposta par uma economia
aquecida.
Para Eschenbach, se o foco passar a ser apenas preencher vagas, os
estragos podem ser grandes. "Uma contratação é como
um namoro. Se o tempo está escasso, que o namoro seja curto mas
intenso", diz. Na opinião de Eschenbach, isso vale tanto para os
candidatos quanto para quem contrata. "O primeiro precisa conhecer bem
a empresa e, o outro, deve se atentar aos mínimos detalhes de quem
vai levar para casa", afirma. (Berenice Menezes - Valor Online)
23.08 - Sindapp: Banco de Talentos
Número de currículos cresce 5%
O Banco de Talentos expõe atualmente 761 currículos,
perto de 5% a mais do que no final de junho último. Esse rápido
crescimento da oferta assegura uma cada vez mais variada disponibilidade
de profissionais interessados em trabalhar para fundos de pensão.
Os números mostram que 83% buscam vínculo empregatício
e 15% contratual, sendo que 2% aceitam uma relação temporária.
A pesquisa mais recente sobre o uso do serviço, uma iniciativa
vitoriosa do SINDAPP, mostra que 26% dos candidatos desejam a posição
de analista, 12% assistente, 12% coordenador/consultor, 11% gerente, 6%
atuário/estatístico, 5% advogado e 5% supervisor, entre outros.
São as seguintes, por ordem de preferência, as áreas
preferidas: previdência (20%), financeira e investimentos (13%),
administração e serviços gerais (7%), recursos humanos
(6%), contabilidade e controles (6%), controles internos (5%), jurídico
(5%) e processamento de benefícios (5%).
O Banco de Talentos está disponível na internet, no endereço
www.portaldosfundosdepensao.org.br. Essa ferramenta de gestão dos
recursos humanos, lançada em 2007, tem como objetivo facilitar a
aproximação entre profissionais que se oferecem para trabalhar
e seus potenciais empregadores e contratantes. Desse modo, reduz custos
e otimiza os procedimentos de contratação de novos funcionários
ou prestadores de serviço. (Diário dos fundos de Pensão)
23.08 - Julho registra desaceleração na geração
de vagas
Em julho, a geração de empregos se desacelerou pelo segundo
mês consecutivo. De acordo com o governo, os 181.796 novos postos
estão abaixo do recorde de 2008, quando mais de 200 mil brasileiros
foram empregados.
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou 1.655.116
de admissões com carteira assinada no acumulado do ano, o maior
número da série histórica iniciada em 1992. Os primeiros
cinco meses de 2010 tiveram as maiores taxas de contratação
formal.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que o resultado é
positivo. "É que nós estamos mal-acostumados. Mas nós
vamos voltar aos números recordes a partir de agosto."
A pasta manteve a meta de 2,5 milhões de contratações
até o final do ano. A Fazenda, "sempre mais conservadora", de acordo
com Lupi, prevê 2,2 milhões de contratações.
O Ministério do Trabalho não informou a evolução
dos salários. Mas Lupi reconhece que o desempenho do setor de serviços
disfarça uma debilidade. "É uma mão de obra que não
exige tanta especialização. A metalurgia exige e tem, por
isso, um salário melhor." (Folha de S.Paulo)
23.08 - Carteira na mão
País gerou quase 182 mil empregos em julho, com saldo acumulado
no ano de 1,6 milhão de vagas formais. É o maior número
da história brasileira. Em MG, montante foi de 13 mil
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou na quinta-feira
novo recorde do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) 2010.
Em julho, foram criados 181.796 novos empregos com carteira assinada no
Brasil, aumentando o saldo acumulado do ano para 1.655.116 postos, o que
mantém 2010 como o ano em que mais se gerou empregos na história
do país. A marca é 5,8% acima do recorde anterior, 1.564.606
empregos, verificado em 2008.
Com o resultado do Caged de julho, o país chega à marca
de 14.178.749 brasileiros com emprego formal em atividade no país.
Lupi prevê mais recordes nos próximos quatro meses. “O parque
industrial do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade
de produção; o consumo está se mantendo em alta; temos
impulsos por conta de investimentos do governo e da iniciativa privada.
Por tudo isso, estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro,
outubro e novembro”, analisa o ministro.
Dados do Caged de julho revelam que, no país, as atividades
de maior destaque foram serviços gerais, com 61.606 novas vagas,
indústria de transformação, com 41.530 empregos, e
construção civil, com 38.382 novos postos de trabalho. Já
em Minas Gerais, foram gerados 13.354 empregos em julho, com destaque para
o setor de construção civil, com 5.727 vagas, serviços
gerais, com 5.147, e comércio, com 3.453 empregos. Já o setor
agropecuário, também em Minas, ficou no vermelho, com um
saldo de 2.546 demissões, oriundas do fim do período de safra.
Nos últimos 12 meses, foram gerados 2.212.318 postos de trabalho
no país – e, de acordo com dados do Caged, o número é
inédito na história do cadastro para este tipo de comparação,
com aumento da empregabilidade em 6,82%. O resultado mensal foi o terceiro
melhor para meses de julho, atrás apenas de 2008, que apresentou
203.218 postos, e 2004, com 202.033. De acordo com Lupi, o modo de crescimento
do mercado de trabalho deste ano reproduz o de 2009. “Com vantagem para
2010, pois conta com a demanda do mercado internacional, que ainda não
havia sido retomada ano passado, devido à crise internacional”,
lembra.
Em julho, foram gerados 2.723 empregos em Belo Horizonte com destaque
para serviços gerais, atividade econômica com 974 novas vagas,
e construção civil, com 779 nos postos de trabalho. O serviço
de alimentação mais uma vez se destacou. Ivan Pereira Silva,
23, é um exemplo. Ele foi contratado como copeiro no restaurante
Panela de Pedra logo no início de julho. “Estava procurando emprego
desde março e ainda não havia conseguido uma vaga. Estou
satisfeito com a oportunidade de copeiro, e, apesar de não ter muita
experiência, fui contratado com salário de R$ 605, além
de outros benefícios, quase R$ 200 a mais que o meu emprego anterior”,
ressalta.
Cristina Aparecida dos Reis mudou de Conselheiro Lafaiete, Região
Central do Estado, para Belo Horizonte à procura de melhores oportunidades
de emprego e, no fim de julho, foi contratada como atendente no restaurante
Sabor Grelhado. “Em Lafaiete, não consegui um emprego com carteira
assinada e um salário compatível com meu custo de vida. Logo
que cheguei à BH, na última semana de julho, fui contratada
com carteira assinada, para trabalhar 8 horas diárias e receber
R$ 600 ao mês” (Marina Rigueira - Estado de Minas)
20.08 - Geração de empregos formais cai em julho
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho informou que, em julho, foram gerados 181.769 empregos formais.
Houve queda em relação às contratações
ocorridas em junho, quando foram abertos 212.952 mil vagas com carteira
assinada. Em julho, 1,61 milhão de trabalhadores foram admitidos
enquanto as demissões atingiram 1,43 milhão de pessoas. Apesar
de o número empregos abertos ser menor do que o do mês de
junho, o resultado é o terceiro melhor para meses de julho desde
o início da série história, em 1992. (Viver
Online)
20.08 - Brasil gera 181,8 mil empregos em julho
O Brasil registrou, em julho, a criação de 181.796 vagas
com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho.
O número representa uma alta de 31,4% em relação
às 138,4 mil vagas criadas em julho do ano passado, mas uma queda
de 14,6% frente aos 212,9 mil empregos criados em junho.
No mês de julho, os admitidos somaram 1.614.319, enquanto os
demitidos totalizaram 1.432.523.
No acumulado do ano até julho foram contabilizados 1,655 milhão
de empregos, o que corresponde a 66,2% da meta do governo para o ano, de
2,5 milhões.
Os segmentos que mais contribuíram, em termos absolutos, para
geração de emprego foram serviços, indústria
e transformação, construção civil e o comércio.
(Rafael Bitencourt - Valor)
19.08 - Maiores salários
O trabalhador com deficiência no Estado de São Paulo ganha,
em média, R$ 1.056, salário 11% maior que o recebido pelos
demais trabalhadores.
Uma das explicações para a diferença é
a maior escolaridade dos trabalhadores com deficiência: 50,6% deles
têm o segundo grau completo, ante 47,5% dos trabalhadores sem deficiência.
A pesquisa foi realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe/FEA USP) e vai ser apresentada hoje em encontro
entre empresários e o governo do Estado.
Para Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos
da Pessoa com Deficiência, apesar do avanço, ainda faltam
centros de reabilitação especializados no país, para
tratar a partir de um diagnóstico precoce. "O acesso à tecnologia
e à educação muda a relação com o aluno
e a relação com o trabalho." (MAria Crisitina Frias
- Folha de S.Paulo)
19.08 - Governo adia para ano que vem adoção do novo ponto
eletrônico
Falta de equipamento disponível motivou a mudança de
data
O governo adiou novamente o prazo para que o novo ponto eletrônico
entre em vigor. Antes prevista para o próximo dia 26, a medida passará
a valer em 1º de março de 2011. A partir daí, as empresas
terão 90 dias para se adequar à norma.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que a falta de equipamento
disponível no mercado causou a mudança. Segundo ele, será
necessário mais de 1 milhão de máquinas de ponto com
impressoras agregadas.
A portaria 1.510, de 2009, prevê a impressão do recibo
cada vez que o funcionário bater ponto.
O ministério calculou que, nos últimos dois meses, foram
fabricados, em média, 184.500 equipamentos, quantidade que não
atende a demanda das empresas.
Lupi afirmou que não há conotação eleitoral.
"Nunca me baseio nisso", disse à Folha. "Não tem nada a ver
com reivindicações sindicais" -com cujas lideranças
ele se reuniu na terça-feira.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
Robson Andrade, desaprova a portaria, por criar, na sua visão, muita
burocracia para o trabalhador, custos altos para as empresas e não
aumentar o controle das horas trabalhadas. Serão gastos R$ 5 bilhões
para fabricação dos equipamentos, calcula a CNI.
As centrais sindicais também contestam a medida. Para a Força
Sindical, é um "desperdício" eliminar acordos entre sindicatos
e empresas. Algumas categorias já tiraram a hora do almoço
do ponto. Outras só batem cartão quando atrasam, faltam ou
fazem horas extras.
As regras da portaria só valem para as empresas que adotam o
registro de ponto eletrônico, que não será obrigatório.
Continuará sendo possível utilizar o ponto manual e o mecânico.
(THAIS BILENKY - Folha de S.Paulo)
18.08 - Educação financeira
As pessoas vão descobrir lá pelos 40 anos que terão
que começar a se preocupar com a aposentadoria, quando já
poderá ser tarde
Meu pai estudou no que na década de 1940 era o melhor colégio
da Argentina, onde eram dadas aulas de latim e, antes de estudar Economia,
eu cursei um ano de Sociologia, onde tive Filosofia I e II, o que acho
que me torna um dos poucos economistas brasileiros de menos de 50 anos
que, por exemplo, estudou Descartes e foi apresentado ao "mito da caverna"
de Platão. O que vem a seguir, portanto, não deve ser interpretado
como a opinião de um tecnocrata indiferente à formação
humanista e sim como a de alguém que entende que certo conhecimento
financeiro é parte do conceito de Cidadania.
Muitas pessoas de classe média, aos 20 anos, procurarão
estágio; após dois anos, começarão a trabalhar
e tentarão viver de aluguel; e, depois, a criação
dos filhos irá impor as suas exigências financeiras. O resultado
é que essas pessoas irão descobrir lá pelos 40 anos
que terão que começar a se preocupar com a aposentadoria,
quando já poderá ser tarde. A escola terá lhes ensinado
muitas coisas - mas não as terá preparado para a vida.
A tabela mostra o esforço que é necessário fazer
para ter uma renda complementar de R$ 5 mil a partir dos 60 anos, por 25
anos, supondo um rendimento líquido real de 3% ao ano. A lógica
funciona como uma conta em que, entre uma certa idade e os 60 anos, há
apenas entradas e em que, entre os 60 e os 85 anos, há retiradas,
além da entrada do rendimento dos juros.
Aos 60 anos, a expectativa de vida do brasileiro médio é
de 81 anos, mas é razoável concluir que, no universo daqueles
que têm mais renda, seja algo maior e é sempre bom trabalhar
no "lado seguro" da distribuição de probabilidades, para
não correr o risco de Jorginho Guinle, milionário que foi
gastando seus recursos até ter problemas por, segundo suas palavras,
"viver demais". Daí porque na tabela considerou-se uma retirada
por 25 anos.
Em um mundo sem inflação nem juros, a conta é
trivial. Quem quer ter R$ 5 mil por mês durante 25 anos (300 meses)
tem que acumular R$ 1,5 milhão, que em 40 anos (480 meses) de contribuição
- para quem começa aos 20 anos - implicam uma contribuição
de R$ 3.125 mensais. Já com juros, parte do capital decorre da sua
acumulação, o que reduz a exigência da contribuição
mensal. De quanto deve ser a contribuição?
Uma demontração mostra o efeito que tem sobre a saúde
financeira futura a decisão de "esperar para começar" para
contribuir para uma aposentadoria complementar. Se alguém começa
a contribuir para a formação de uma poupança - deixando
de lado os custos de intermediação de um fundo de pensão
- com a ajuda dos pais, aos 18 anos, com R$ 1.061 - para ser mais preciso
R$ 1.061,48 - a 3 % ao ano, aos 60 anos, terá acumulado R$ 1,059
milhão, com o qual a partir de então, durante 25 anos, poderá
sacar mensalmente R$ 5 mil, sem considerar o ajuste pela inflação.
Se demorar um ano a mais para começar, acumular o mesmo montante
por 41 e não por 42 anos elevará a conta mensal para R$ 1.107.
Já quem esperar chegar aos 40 anos para começar a aplicar
para a aposentadoria terá que desembolsar R$ 3.240 mensais por 20
anos. Há um certo contingente de pessoas que pode contribuir todo
mês com pouco mais de R$ 1 mil a serem separados para uma aposentadoria
futura. São poucos, porém, os que conseguem separar mais
de R$ 3 mil para tal fim.
A demonstração dá uma ideia da relevância
do planejamento previdenciário. Por isso, é importante que
cada pessoa tenha condições de estar apta para responder
por si mesma a questões como: quanto deve poupar durante 5 anos
para ter um capital que lhe permita pagar 40 % de entrada em um imóvel?
Ou: quanto deve poupar a mais por mês para ter uma certa aposentadoria
complementar, se a taxa de juros no longo prazo for de x %? São
dilemas com os quais muitas pessoas irão se deparar na vida.
Foi pensando em tais questões que, com Roberto Zentgraf, coordenador
dos MBAs do IBMEC e articulista de "O Globo", decidimos escrever o livro
"O futuro é hoje - Educação financeira para não
economistas" (Ed. Campus), com o intuito de contribuir para a compreensão
de quem, mesmo não sendo economista, queira entender como ter a
resposta certa para questões como as que foram acima colocadas.
O livro acaba de ser lançado. Esperamos ter êxito nessa empreitada.
(Fabio Giambiagi - Valor Online)
18.08 - A Geração Y é o X da questão
Nascidos a partir de 1980, os jovens hoje chamados de Geração
Y são os primeiros a entrar no mercado de trabalho com amplos conhecimentos
do mundo digital. São curiosos e questionadores. Internet e celular
integram o seu cotidiano, que agora se exacerba com o sucesso monumental
do I-PAD, da Apple.
Por 500 ou 600 dólares, nos EUA, é possível adquirir
a última e revolucionária maravilha, no formato 21 x 28,
em cores, que excita a imaginação de jovens empresários,
com menos de 30 anos de idade, mas que começam a viver com um claro
objetivo profissional: avançar na carreira, sem descurar da vida
pessoal.
Já deixando de lado o treinamentos nos discutíveis videogames,
falam pelo menos mais uma língua (inglês) com fluência,
e são capazes de manejar os modernos instrumentos de comunicação
de forma concomitante, para desespero dos integrantes da Geração
Z, os baby-boomers, que se encontram acima dos 40 anos e que lutam por
uma vida melhor, mas já de olho na aposentadoria futura, o que os
faz ardorosos fãs dos hoje vitoriosos planos de previdência
complementar (fundos de pensão).
No meio termo, lidamos com a Geração X (31 a 39 anos).
Seus integrantes têm uma grande motivação para o trabalho
e pensam muito na educação dos filhos.
Com essa visão das gerações X, Y e Z, os especialistas
em recursos humanos dão tratos à bola para selecionar os
modelos mais adequados de gestão, para garantir a competitividade
do sistema.
Alguém perguntará se essas verdades também se
aplicam à vida pública – e a resposta deve ser afirmativa.
Ou a jovem professora de 24 anos não tem as mesmas ambições,
esteja ela na escola pública ou na escola particular? O que se precisa
considerar apenas é a diferença de oportunidades, com visíveis
vantagens para a iniciativa particular, onde se paga bem mais.
O melhor investimento em desenvolvimento profissional traz como consequência
o desejo de permanência no posto ocupado, o que costuma ocorrer em
63% dos casos, segundo pesquisas recentes. Os jovens aceitam o vínculo
quando sentem uma boa perspectiva de progresso – e aí os profissionais
da rede pública são vítimas de um lamentável
desânimo. Se tiverem que preferir...
Outra característica marcante da Geração Y é
a velocidade com que pretende ascender a postos mais elevados. A paciência
para aguardar é reduzida. Muitos têm bons cursos de pós-gradução
(alguns lá fora) e não querem esperar por chances remotas.
É a hora dos jovens de talento.
Não existe propriamente um conflito de gerações,
mas uma visão diferente e segmentada do mercado de trabalho, com
nítida vantagem para os que dominam as inovações tecnológicas,
independentemente das idades.
Inovação passou a ser a palavra de ordem. Ela deve estar
presente também na escola, para que se forme uma nova e competente
geração de líderes.
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com os
seus 25 mil inscritos, no Rio de Janeiro, trabalha com essa perspectiva
de propiciar rápida ascensão profissional aos seus aplicados
estagiários da predominante Geração Y.
(Arnaldo Niskier - Portal da Abrapp)
17.08 - Emprego novo, previdência nova?
A efervescência do mercado de trabalho, na esteira do crescimento
econômico acelerado, leva cada vez mais profissionais a trocar de
emprego em busca de salários mais altos, como mostrou reportagem
do Valor deste mês. Em meio à euforia pela ascensão
profissional, contudo, surgem dúvidas sobre o que fazer com o dinheiro
do plano de previdência do antigo emprego.
Como não poderia deixar de ser em um investimento em longo prazo,
a palavra-chave nas decisões que envolvem a previdência é
tempo. Antes de decidir se saca ou não o plano do ex-empregador,
o profissional tem que levar em conta o tempo de contribuição,
apontam especialistas. É o prazo de permanência no plano que
vai definir quanto o investidor vai pagar de imposto de renda e se ele
terá direito de sacar a parte que a empresa depositou no plano.
O impulso inicial das pessoas é sacar imediatamente os recursos,
destaca Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência
da Mercer. "Mas essa nem sempre é a decisão financeira mais
adequada", diz a consultora, lembrando que as regras da previdência
premiam o investidor de longo prazo.
Segundo Carolina, só vale a pena sacar os recursos logo após
a troca de emprego se houver uma emergência, como um problema de
saúde, por exemplo. "Caso contrário, é melhor deixar
o dinheiro aplicado", diz, alertando para a cobrança de imposto
de renda (IR).
Geralmente, os investidores dos planos empresariais adotam a tabela
regressiva para apurar o IR. Isso significa que, quanto mais tempo o dinheiro
ficar aplicado, menos imposto o investidor vai pagar. A alíquota
cai gradativamente, de 35% para saques antes de dois anos até 10%,
para quem deixou o dinheiro no fundo por mais de 10 anos.
Nos planos empresariais, os funcionários costumam contribuem
com algo entre 3% e 5% do salário bruto. Na maioria dos casos, a
empresa deposita um valor idêntico ao desembolsado pelo funcionário.
Ou seja, a cada R$ 1 depositado pelo funcionário no plano, a companhia
deposita R$ 1. Com essa contribuição dupla, o patrimônio
na aposentadoria será muito mais elevado do que o obtido com um
plano individual.
Os recursos depositados pela companhia, contudo, só podem ser
retirados após um determinado período de casa. Nos planos
mais antigos, é comum a exigência de mais de 10 anos de casa
para liberação da parte da empresa. Nos planos mais recentes,
de cinco anos para cá, esse prazo gira em torno de cinco anos. Há
também estruturas com gradações, em que o percentual
de retirada da parte da empresa cresce de acordo com o tempo de permanência
no emprego.
Como os recursos de empregado e empregador são aplicados em
um mesmo plano, mas em apólices diferentes, ao sair antes do prazo
o investidor também não pode levar para casa o rendimento
dos recursos depositados pela companhia "Mas o investidor só vai
se dar conta disso quando sai da empresa, e acaba se frustrando por não
poder tirar o dinheiro", diz José Guilherme Simonetti, consultor
sênior da RD3, empresa especializada em previdência privada.
Seja qual for o prazo estabelecido pelo contrato com a companhia, o
plano vinculado à empresa é sempre mais vantajoso que os
planos individuais, alerta Rogério Bastos, sócio da FinPlan,
empresa de planejamento financeiro. Enquanto nos planos individuais as
taxas de administração giram em torno de 3% ao ano, nos empresariais
a taxa vai de 0,8% (para carteiras apenas com papéis de renda fixa)
até 1,5% (com renda variável). Além disso, nos planos
empresariais, não há a taxas de carregamento, um percentual
cobrado em cada depósito realizado. Por exemplo: uma taxa de carregamento
de 5% significa que, a cada R$ 100 depositados, R$ 5 serão cobrados
de taxa de carregamento.
Taxas de administração mais baixas e ausência de
taxa de carregamento tornam os planos empresariais muito mais atraentes
que os individuais, aponta Bastos. Ele ressalta que, mesmo em caso de troca
de emprego, o investidor não perde a vantagem de custos mais baixos.
"Se o novo empregador não tem um plano de previdência, o investidor
deve manter os recursos e aplicar no plano antigo", recomenda ele, ressaltando
que o vínculo jurídico passa a ser com a seguradora.
Se a nova companhia possui um plano de previdência, o investidor
deve fazer uso da portabilidade. Essa ferramenta permite que os recursos
sejam transferidos de um plano para outro sem o pagamento de imposto de
renda. Com isso, o dinheiro da previdência acompanha a vida profissional
do investidor, que também ganha com rendimento sobre volumes cada
vez maiores. "E, na hora da aposentadoria, é mais fácil,
porque está tudo em uma conta só", afirma.
(Antonio Perez - Valor Online)
17.08 - Os desafios das escolhas profissionais
O processo de desenvolvimento pessoal cria a consciência, capacita
a escolha e produz a mudança, gerando resultados positivos para
o indivíduo, e, consequentemente, no ambiente profissional
Escolhas sempre farão parte da nossa vida e é próprio
do desenvolvimento do ser humano. O quê, por que, quando e onde são
perguntas frequentes que nos despertam a escolher nosso percurso de vida,
o que certamente está atrelado à profissão desejada.
Este processo de alternativas solicita um projeto de vida bem elaborado
para exercitar, não só o conhecimento de si mesmo, mas também
conhecer o mundo profissional.
Muitas pessoas dizem que trabalham pela remuneração proporcionada,
no entanto, sentem-se infelizes na atividade profissional desempenhada.
Assim como as roupas, há profissões que também entram
na moda e todo cuidado é pouco ao se interessar por uma delas.
O trabalho é um importante mediador entre o mundo subjetivo,
aquele idealizado por cada um de nós e o mundo objetivo, a realidade
compartilhada. No entanto, nas relações de trabalho dentro
do modo capitalista há uma forte possibilidade de alienação
neste vínculo estabelecido, fazendo com que a pessoa perca sua própria
identidade, estagnando seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Essa perda de identificação pela atividade exercida provoca
sérias consequências para o trabalhador, como por exemplo,
o afastamento do trabalho por problemas psicológicos e/ou psicossomáticos.
Diante desta situação, muitos estudos são desenvolvidos
para estabelecer relações entre o trabalho e a saúde
mental.
A partir de estudos realizados com a possibilidade revolucionária
do teatro, surge o psicodrama como ferramenta facilitadora para transformar
esta realidade, contribuindo com a construção de um projeto
de vida inovador e criativo. Com esta metodologia, o psicólogo auxilia
a pessoa na experiência de vivenciar o seu próprio papel,
além do papel do outro e de observador, no resgate de sensações,
percepções e pensamentos que facilitam a busca de soluções
e respostas criativas daquilo que é revelado.
O processo de desenvolvimento pessoal cria a consciência, capacita
a escolha e produz a mudança, gerando resultados positivos para
o indivíduo, e, consequentemente, no ambiente profissional. Este
aprimoramento pode ser feito em terapia, na orientação profissional
e também no desenvolvimento de treinamentos empresariais.
Assumir o papel principal e optar pela escolha de ser o protagonista
de sua história, na qual apenas você será o responsável
pelas transformações possíveis de acontecer, além
de encarar os desafios que esta escolha acarretará, fará
o profissional – ou mesmo a pessoa despreparada, até então
– amadurecer-se e ficar disposta a desbravar os difíceis obstáculos
que qualquer profissão, seja ela de qualquer área, trará
para a sua vida. (Ana Flávia Fernandes Ferreira
- Administradores)
12.08 - Lei Orçamentária de 2011 não prevê
conta do mínimo
Pela primeira vez desde 2004, a lei que define regras para a elaboração
do Orçamento do ano seguinte não indica uma fórmula
de reajuste do salário mínimo acima da inflação.
Sancionada terça-feira pelo presidente Lula, a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) relativa ao primeiro ano do próximo
governo deixa em aberto o critério para o aumento do mínimo
e dos benefícios previdenciários em 1º de janeiro de
2011.
Ela estipula que, até lá, haverá negociações
com centrais sindicais e representantes dos aposentados.
No segundo governo Lula, o piso para o reajuste tem sido o crescimento
da economia de dois anos antes. Em 2009, porém, o PIB encolheu 0,19%,
o que limitaria o próximo aumento à reposição
da inflação
Na prática, a decisão dos próximos reajustes deverá
ficar a cargo do vencedor das eleições presidenciais.
O projeto de Orçamento será enviado ao Congresso no final
deste mês e não será votado até dezembro.
(Folha de S.Paulo)
11.08 - Apesar de freio na indústria, emprego cresce pelo sexto
mês
Apesar da queda no ritmo de produção da indústria,
o emprego no setor continua em ascensão, segundo dados do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
O indicador que monitora o pessoal ocupado na indústria avançou
pelo sexto mês seguido em junho, com alta de 0,5% ante o mês
anterior.
Em relação a igual período em 2009, houve aumento
de 4,9%, a quinta alta consecutiva no confronto e o maior crescimento desde
o início da série histórica, em janeiro de 2001.
Em junho, a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria
cresceu 3,3% em relação a maio, na análise dos dados
com ajuste sazonal, descontada a inflação do período.
Na comparação com julho de 2009, houve expansão de
8,3%.
O incremento expressivo se explica pela recuperação das
exportações após a crise internacional e pelo dinamismo
do mercado interno.
André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego
e Salário, do IBGE, diz que os reflexos do aquecimento ou desaquecimento
da economia não se traduzem imediatamente no nível de emprego.
Para Julio Gomes de Almeida, economista do Iedi (Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial), o nível do emprego industrial
deve continuar em elevação nos próximos meses, mas,
provavelmente, a taxas inferiores das registradas neste ano. (Folha
de S.Paulo)
11.08 - Conarh 2010
A Catho Online, maior classificados de currículos e empregos
da América Latina, é patrocinadora da 36ª edição
do Conarh - Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas. Em quatro
dias de evento, Profissionais e empresas se unem com o intuito de valorizar
e estreitar sua relação com o mercado, colaboradores, clientes,
parceiros e fornecedores. Considerado o maior congresso da América
Latina dentro do seu segmento, o Conarh é um evento que, além
de compartilhar ideias e ações de excelência em Gestão
de Pessoas, contempla um espaço de aproximação e troca
de experiências entre empresários, gestores de pessoas e formadores
de opinião. O Conarh é realizado pela ABRH-Nacional.
Data: 17 a 20 de agosto
Horário: 17h às 18h
LocalTransamérica Expo Center
Informações: www.conarh.com.br (Valor Online)
10.08 - Trabalho engessado
A boa notícia do aumento da formalização do emprego
não veio acompanhada de reformas para modernizar as relações
trabalhistas
Das muitas oportunidades perdidas para melhorar o ambiente de negócios
no Brasil, nos últimos anos, uma das mais lamentáveis está
na área trabalhista. A boa nova do aumento da formalização
do emprego na última década não veio acompanhada de
avanços importantes na modernização das relações
de trabalho.
O modelo brasileiro permanece engessado por volumosa legislação
que limita a possibilidade de livre negociação entre as partes.
Os direitos trabalhistas são regidos por centenas de artigos da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e inúmeras
súmulas de tribunais, entre outros regulamentos. A livre negociação
pode apenas definir salário e a eventual participação
nos lucros.
Com isso perde-se em flexibilidade, característica valiosa no
mundo da economia atual, em que relações de trabalho podem
assumir formas muito variadas. A rigidez também dificulta que a
proteção trabalhista alcance setores mais amplos da população.
Há ainda o problema dos encargos que pesam sobre a folha de
pagamento. É verdade que uma boa fatia deles destina-se ao financiamento
de programas sociais relevantes, como habitação popular e
qualificação de mão de obra. Propostas de desoneração
da folha esbarrarão, portanto, em dificuldades. Uma alternativa
a considerar seria o próprio Tesouro financiar esses programas explicitando-os
no Orçamento.
De modo geral, o país deveria se aproximar de um modelo calcado
mais na liberdade de negociação e menos na burocracia. É
justamente o contrário do que vem se verificando nos últimos
anos. Os exemplos de retrocesso são muitos.
Um deles é a atitude do governo em relação às
centrais sindicais. Outrora defensor do fim do imposto sindical, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva não apenas o manteve como foi além:
sancionou projeto aprovado no Congresso que destina 10% do tributo para
as centrais sindicais, cada vez mais pelegas e aninhadas no Estado. Além
disso, liberou o uso desses recursos do crivo do Tribunal de Contas da
União.
Outra calamidade que se avizinha é o projeto de lei nº
6.708, que modifica a cobrança pelos sindicatos da chamada taxa
assistencial, destinada ao financiamento da negociação coletiva
e de outras atividades sindicais. Ao fixar a cobrança em até
1% do salário bruto anual do trabalhador, o projeto poderá
multiplicar a arrecadação dos sindicatos.
Não se sabe ao certo, mas são mais de 15 mil organizações
sindicais no país, que arrecadam cerca de R$ 1 bilhão ao
ano em contribuições. O sindicalismo tornou-se um ótimo
negócio: dinheiro a rodo sem prestação de contas e,
muitas vezes, sem nenhum serviço real ao trabalhador.
É evidente que qualquer reforma nessa área deve assegurar
direitos e estendê-los aos que estão na informalidade. A livre
negociação, baseada em acordos coletivos, em liberdade sindical
e numa legislação mais racional, longe de ser algoz das prerrogativas
dos trabalhadores, é o caminho para aumentar a geração
de empregos de qualidade. (Folha de S.Paulo)
09.08 - País gerou 1,766 milhão de empregos formais em
2009
Resultado é o mais baixo desde 2003, quando foram captados pela
Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
861.014 empregos
A Relação Anual de Informações Sociais
(Rais) de 2009 mostra que foram gerados 1,766 milhão de empregos
formais no ano passado. O número divulgado na última quinta-feira,
5, no entanto, é o mais baixo desde 2003, quando foram captados
pela Rais 861.014 empregos. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos
Lupi, os números de 2009 refletem o efeito da crise financeira mundial
no mercado de trabalho. Porém, Lupi afirma que, entre os países
do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), o Brasil foi o único
que conseguiu registrar aumento nos postos de trabalho. "O pior resultado
desde 2003 é positivo. Veio o crescimento, mas foi menor", disse
o ministro.
O número de trabalhadores com vínculos formais - tomando
como referência o dados da Rais de 2009 (41,207 milhões) acrescidos
do saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do primeiro
semestre de 2010 (1,473 milhão) - atingiu 42,680 milhões
em junho deste ano. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, de 2003 a junho de 2010 a geração de empregos formais
- celetistas e estatutários - atingiu 13,997 milhões. Segundo
Lupi, será tranquilo cumprir a meta de 15 milhões de empregos
formais no governo Lula.
A Rais mostra ainda que o rendimento médio dos trabalhadores
formais apresentou um aumento real (descontada a inflação)
2,51%, ao passar de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em
dezembro do ano passado. Em 2009, os setores que mais contribuíram
para a criação de empregos formais foram os de serviços
(654 mil), a administração pública (453,8 mil), o
comércio (368,8 mil) e a construção civil (217,7 mil).
Em termos relativos, o maior crescimento foi da construção
civil, de 11,37%. O ministro explicou que isso é reflexo das obras
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa
habitacional "Minha Casa, Minha Vida".
Segundo Lupi, a Rais é uma fotografia do mercado de trabalho
brasileiro. Ela mostra que quanto maior for a escolaridade do trabalhador,
maior será a remuneração. Lupi disse ainda que a Rais
revela que houve uma aumento na contratação de pessoas mais
experientes. De 2008 para 2009, houve um crescimento de 7,62% no número
de empregos de trabalhadores com mais de 65 anos. Por outro lado, a menor
expansão foi verificada entre trabalhadores de 16 e 17 anos, que
registraram variação de apenas de 1,46%. (Edna Simão
- Agência Estado)
09.08 - Idosos: O peso econômico
Os superavós estão mexendo mais no bolso. São
eles, muitas vezes, os responsáveis pelo pagamento da escola, da
aula de inglês e até da alimentação dos netos
– e não apenas, como acontecia no passado, de presentes em datas
especiais.
Muito disso, segundo a socióloga Norma Herminia Kreling, da
Fundação de Economia e Estatística (FEE), deve-se
ao fato de que boa parte dos idosos passou a encarar o mercado de trabalho
por mais tempo, retardando a aposentadoria definitiva.
Sobre o tamanho do investimento econômico dos avós nos
filhos e nos netos, a pesquisadora afirma que, quanto mais necessitada
é a família, maior é o peso do auxílio. Nesse
caso, a aposentadoria assume lugar fundamental no sustento dos parentes.
Em famílias mais abastadas, o cenário é outro: com
o dinheiro que ganha, o avô compra mimos para os netos, leva as crianças
para almoçar no restaurante preferido, paga cursos.
CUIDADO
Os idosos não devem se esquecer de investir em si mesmos. Principalmente
se já se aposentaram, devem aproveitar o período para atividades
prazerosas. O segredo é investir em viagens e excursões.
(Zero Hora)
09.08 - Trabalhador mais velho ganha mercado
Em 2009, empresas optaram por trabalhadores com mais de 50 anos e maior
escolaridade e melhoraram a remuneração média, segundo
a Rais
No ano em que o País ainda sofria os efeitos da crise econômica
mundial, as empresas apostaram na contratação de trabalhadores
com mais de 50 anos e maior escolaridade e até melhoraram a remuneração
média na comparação com 2008.
Segundo a Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) de 2009, houve um crescimento de 15,11% do emprego formal
para pessoas com mais de 50 anos de 2008 para 2009, que avançou
de 297.909 para 320.620 postos de trabalho.
Por outro lado, mesmo com as políticas de incentivo do governo
federal, foi registrada uma expansão de apenas 4,07% das vagas –
de 359.872 para 365.139 – para trabalhadores na faixa etária entre
16 e 24 anos de idade. "Na hora da crise, primeiro foram demitidos os menos
experientes", frisou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante a apresentação
da Rais.
Na avaliação do ministro, a principal dificuldade para
o jovem entrar no mercado de trabalho é justamente a falta de qualificação
técnica e experiência. "Essa é a realidade do mercado",
reforçou. Lupi disse ainda que, mesmo apresentando dados de 2009,
ou seja defasados, a Rais é uma fotografia do mercado de trabalho
brasileiro.
No ano passado, segundo a Rais de 2009, foram gerados 1,766 milhão
de empregos com carteira assinada – pior número desde 2003 (861.014).
De 2003 a junho de 2010, foram criadas 13,997 milhões de postos
de trabalho. A meta é atingir 15 milhões até dezembro.
No total, existem no país 41,207 milhões trabalhadores com
carteira assinada. Se considerado o resultado acumulado do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), esse número sobe para 42,680
milhões.
Além dos números do Caged, a Rais capta informações
de empregados estatutários (servidores públicos), avulsos
e temporários.
Pelos dados da pesquisa, os trabalhadores com mais escolaridade, principalmente
a mulher, conseguiram um melhor desempenho no mercado.
Em 2009, o rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou
um crescimento real de 2,51% (corrigido pelo INPC) e saltou de R$ 1.556,15
em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 no final de 2009.
Empregadores
Os governos federal, estadual e municipal foram um dos principais empregadores
no ano passado. A administração pública contratou
mais de 453,8 mil trabalhadores – número quase quatro vezes maior
do que o saldo positivo de 111.740 de 2008 –,perdendo apenas para o segmento
de serviços, com 654 mil novos postos de trabalho. (Edna Simão
- O Estado de S. Paulo)
06.08 - Aumento da longevidade leva à criação de
novas carreiras
Ao participar recentemente da II Jornada Interdisciplinar de Geriatria
e Gerontologia promovida pelo Hospital Sírio-Libanês - o tema
da minha palestra era o preparo do executivo para o processo de pós-carreira
-, tive a possibilidade de ampliar conhecimentos sobre o assunto. Um dos
pontos que chamou minha atenção é o surgimento de
novas áreas e oportunidades que o aumento da longevidade, e seus
impactos, estão produzindo no mercado de trabalho. Mesmo porque
grande parte do público que estava presente no evento era constituído
por uma população jovem, com distintas formações
técnica e acadêmica. Eles buscavam ampliar seus conhecimentos
de maneira a poder atuar como "cuidador de idoso".
Foi possível perceber que, como resultado do aumento da longevidade
da população brasileira - proveniente dos avanços
da medicina, dos maiores cuidados preventivos que as pessoas têm
com seu corpo, além do desenvolvimento de hábitos individuais
mais saudáveis - surgiram novas necessidades, que precisarão
ser atendidas por um emergente mercado voltado aos idosos.
Já é possível localizar, tanto no segmento de
serviços como na área de produtos, uma gama de oportunidades
para novas carreiras, profissões e empreendimentos. Vale ressaltar
as áreas de saúde, cuidados físicos e psíquicos,
além de entretenimento, arquitetura, educação permanente,
hotelaria, alimentação, turismo e lazer.
Na área de saúde, é visível o aumento do
número de geriatras como uma das especialidades cada vez mais procurada
pelas pessoas que se encontram na meia-idade.
No campo dos cuidados físicos, podemos encontrar atividades
de fisioterapia específicas para idosos, além de reabilitação
e de personal training especializado em terceira idade. Na área
do comportamento humano, surgem os terapeutas, conselheiros, mentores e
especialistas nas diferentes etapas e transições da vida.
O segmento de nutrição e gastronomia, por sua vez, começa
a perceber a importância e as demandas específicas deste público.
Um campo novo no Brasil é o da arquitetura e funcionalidade
nas construções, acabamentos e decoração para
residências, clínicas, hotelaria e centros de lazer destinados
ao público da terceira idade. Estas especialidades não se
preocupam apenas com os fatores de segurança, mas também
de respeito a sua história e tipo de atividade durante a vida ativa.
Ou seja, tentam fazer com que a arquitetura não provoque uma ruptura
muito grande nos seus hábitos e costumes.
No campo da educação continuada já se destacam
as Universidades da Terceira Idade. E não são apenas centros
de vida social que infantilizam o idoso com meras atividades de lazer ou
preenchimento do seu tempo. São centros de educação
continuada para novas etapas da vida.
Uma das maiores exigências da longevidade com qualidade de vida
é que deveremos nos reinventar mais vezes ao longo da existência.
Para tanto, se torna necessário um processo educativo que desenvolva
novas habilidades e conhecimentos. Ou seja, que procure continuar dando
sentido à vida, independentemente da fase que o idoso está
vivendo.
Da parte das corporações, será cada dia mais importante
desenvolver programas de estímulo aos profissionais para que assumam
a responsabilidade da carreira como algo seu. Evitam, desta forma, criar
dependentes que imaginam que as empresas irão cuidar da sua vida
e de sua carreira. Cada vez mais, portanto, será necessário
orientar as pessoas para que desenvolvam seus projetos buscando um maior
equilíbrio entre o sucesso na vida profissional e pessoal. Vale
ainda registrar o crescimento da população feminina neste
contexto muito mais complexo, e onde os papéis estão sendo
constantemente revistos ou questionados.
Para todo este universo de desafios e oportunidades, será necessária
muita mão de obra especializada. Resta a cada um descobrir onde
poderá aplicar melhor suas competências, formação
e conhecimento. (Renato Bernhoeft - Valor Online)
05.08 - Massa salarial cresce 6,7% no trimestre
O ritmo de crescimento da massa salarial ganhou força nos últimos
meses, com a alta expressiva tanto do nível de emprego quanto da
renda dos trabalhadores. Na média do segundo trimestre, a massa
aumentou 6,7% na comparação com os mesmos meses do ano anterior,
já descontada a inflação. É uma taxa bem superior
aos níveis registrados no começo do ano, como a alta de 2,1%
de janeiro .
Em junho, a contribuição da ocupação e
da renda foi quase idêntica para o crescimento da massa salarial:
a primeira avançou 3,5% sobre o mesmo mês de 2009, uma taxa
expressiva, mas inferior aos 4,3% de abril e maio. No caso da renda real,
houve aceleração, com alta de 2,5% em maio e 3,4% em junho,
na mesma base de comparação.
Para a segunda metade do ano, as perspectivas continuam positivas,
embora pareça provável alguma desaceleração
da velocidade de alta da massa salarial, especialmente em decorrência
de uma perda de fôlego da ocupação. Ainda assim, a
massa continuará a ser uma das principais fontes de sustentação
da demanda. As estimativas mais conservadoras apontam para uma expansão
em 2010 entre 5% e 7% - mais que os 4% de 2009, mas inferiores aos 7,5%
de 2008, sempre acima da inflação.
O mercado de trabalho teve um primeiro semestre extremamente aquecido.
As empresas aceleraram o ritmo de contratações, dada a expectativa
de que o país continuará a crescer a taxas razoáveis
nos próximos trimestres, ainda que inferiores às dos três
primeiros meses de 2010. Nas seis principais regiões metropolitanas
do país, a ocupação cresceu com mais força
a partir de fevereiro, quando aumentou 3,5% em relação ao
mesmo mês de 2009, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do
IBGE). Em abril e maio, a alta foi de 4,3% nessa base de comparação.
Foi um período de forte crescimento do emprego com carteira
assinada, com a indústria recompondo o estoque de mão de
obra dispensado no pior momento da crise, diz o economista Fábio
Romão, da LCA Consultores. Retrato do que se passa no mercado formal,
o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra uma alta
forte das contratações também na construção
civil e nos serviços.
Em junho, porém, a ocupação nas seis regiões
metropolitanas cresceu 3,5%, um ritmo mais fraco do que nos dois meses
anteriores. Para Romão, o ímpeto de contratação
na indústria e também em outros setores deverá ser
menor daqui para frente, levando a uma alta mais modesta do nível
de emprego. Um aumento da ocupação superior a 4% na comparação
com os mesmos meses de 2009 não deve se repetir, acredita ele.
O economista Cristiano Souza, do Santander, também acredita
que o aumento do nível de emprego poderá perder fôlego
nos próximos meses. "Há limites para a alta da ocupação."
Os números do Caged mostram que, em junho, o saldo entre contratações
e demissões foi de 213 mil postos de trabalho, abaixo dos 305,1
mil de abril e dos 298 mil de maio.
Se há um razoável consenso de que a ocupação
tende a avançar a um ritmo menos exuberante, há mais controvérsia
quanto ao que ocorrerá com o rendimento. Romão aposta que
também aí haverá uma perda de fôlego.
Segundo ele, a atividade econômica está mais fraca do
que no começo do ano, o que limita um pouco o poder de barganha
dos trabalhadores, e os índices de preços deverão
subir nos próximos meses na comparação com os níveis
muito baixos observados em junho e julho - um movimento nada exagerado,
mas que contribuirá para limitar uma parte dos ganhos de renda acima
da inflação.
"Com isso, nos próximos meses, dificilmente a massa salarial
real vai crescer acima de 7% em relação a igual período
do ano passado", diz Romão. Em alguns meses do primeiro semestre
de 2008, a massa chegou a avançar mais de 10% acima da inflação.
Já Souza acredita que ainda há espaço para aumentos
consideráveis da renda. "O salário dos novos contratatados
está subindo, à medida que se esgota o estoque de trabalhadores",
afirma ele, observando que, num mercado aquecido, há trocas de emprego
por conta de ofertas de trabalho por salário maior.
A economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Marzola
Zara, diz que a renda tem reagido ao mercado de trabalho mais apertado,
com demanda forte por mão de obra num momento de menor oferta. "Isso
leva a maiores reajustes e, também, a contratações
por salários mais altos. Além disso, em alguns setores, há
escassez de mão-de-obra qualificada."
Romão projeta uma alta de 5,3% da massa salarial em 2010, resultado
da combinação de crescimento de 3,1% da ocupação
e de 2,1% do rendimento. Nas contas de Romão, a ocupação
cresce mais na média do ano do que a renda em grande parte por causa
da taxa de expansão mais forte registrada no primeiro semestre.
Enquanto o nível de emprego subiu 3,2% de janeiro a junho, a alta
do rendimento foi de 1,7% no período.
Em 2009, o grande responsável pela alta de 4% da massa salarial
foi a renda real, que subiu 3,2%, enquanto a ocupação avançou
0,7%. Em 2008, um ano de forte crescimento econômico, os dois tiveram
uma expansão similar, de 3,4%.
Os economistas do Credit Suisse têm uma previsão de 3,5%
para a expansão da renda em 2010, mais que o 1,7% do primeiro semestre
deste ano, mas inferior ao aumento médio de 3,6% entre 2006 e 2008.
O banco aposta que a velocidade de expansão "continuará a
ser mais significativa para os trabalhadores com menor escolaridade, cenário
que não corrobora uma avaliação de escassez de mão
de obra mais qualificada no país". Para a massa salarial, o Credit
Suisse projeta alta neste ano de 7,1%, já descontada a inflação,
com alta de 3,6% para a ocupação. (Sergio Lamucci
- Valor Online)
04.08 - Taxa confederativa
Apenas sindicalizados devem pagar contribuiçãoTrabalhadores
que não são associados a nenhum sindicato estão isentos
de descontos salariais a título de contribuição assistencial
e confederativa. O entendimento é da 5ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, que mandou a Ford Motor Company do Brasil reembolsar um ex-empregado
que não era sindicalizado pela cobrança das taxas.
A contribuição confederativa não é compulsória
para todos, como explica o relator e presidente da turma, ministro João
Batista Brito Pereira. Somente os filiados aos sindicatos são obrigados
a pagar os valores, mesmo quando a contribuição é
estabelecida em acordo, convenção coletiva ou sentença
normativa. Como ela não se configura como um tributo, não
há razão para cobrá-la de empregados ou de empresas
não filiadas.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) acolheu
decisão de primeiro grau que determinava como correta a cobrança
feita pela empresa, dada a existência de uma cláusula normativa
prevendo a cobrança. Porém, amparando-se nos artigos 5º
e 8º da Constituição Federal, o ministro Brito Pereira
explicou que cláusulas dessa espécie ofendem o direito de
livre associação e sindicalização garantidos
pelos dispositivos. Assim, a regra é nula. A Orientação
Jurisprudencial 17 da Seção de Dissídios Coletivos
do TST trata do assunto.
O relator informou que o Precedente Normativo 119 do tribunal também
considera ofensiva cláusula de acordo, convenção coletiva
ou sentença normativa que obriga empregados não sindicalizados
a contribuírem em favor da entidade sindical. Com informações
da Assessoria de Comunicação do TST.
RR 7700-52.2002.5.02.0462 (Consultor Jurídico)
04.08 - Emprego na construção civil se desacelera em junho
no país
O ritmo do emprego na construção civil brasileira se
desacelerou em junho, após registrar, por três meses seguidos,
saldo mensal médio de 45 mil contratações.
O setor contratou 30.067 trabalhadores com carteira assinada no mês,
segundo o SindusCon-SP (sindicato da indústria em São Paulo).
O desaquecimento está ligado, entre outros fatores, à
proximidade das eleições, segundo Sergio Watanabe, presidente
do SindusCon-SP. "Diversas obras públicas estaduais foram concluídas
e inauguradas nos últimos meses, sem o início de novas."
No primeiro semestre foram contratados 268,4 mil trabalhadores, e o
número de empregados formais na construção civil brasileira
atingiu 2,7 milhões.
A desaceleração foi mais sentida em São Paulo,
Minas e Paraná, segundo Watanabe. No Estado de São Paulo,
houve um saldo de apenas 465 contratações em junho. "Na infraestrutura,
a tendência é de queda, com conclusão de obras como
o Rodoanel e as vicinais", diz.
Segundo Watanabe, a desaceleração ainda não preocupa.
"O país não tem condições de manter aquele
nível de crescimento tão acelerado. Algum dia essa desaceleração
iria acontecer, mas a expectativa para os próximos anos ainda é
de alta." (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
03.08 - Senado decide ampliar licença maternidade para seis meses
Graças a um amplo acordo entre todos os partidos, o Senado aprovou
hoje (3), por unanimidade (62 votos), em votação de segundo
turno, a ampliação obrigatória da licença maternidade
para seis meses.
Dentro do chamado esforço concentrado de votações
até setembro, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 64/2007,
de autoria da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), agora segue para a Câmara
dos Deputados.
Atualmente, a legislação concede incentivos fiscais às
empresas que derem 180 dias de licença às suas funcionárias,
mas a adoção do benefício não é obrigatória.
Se efetivada a mudança na Constituição, caso a
PEC também seja aprovada pelos deputados, toda trabalhadora que
tiver filho terá o direito de se afastar do trabalho por mais dois
meses, além dos quatro meses já garantidos.
"Metade da população é formada por mulheres e
a outra metade também é filho de mães. Isso ilustra
é o alcance social e a importância do projeto como construtor
da cidadania", disse a senadora e presidenciável Marina Silva (PV-AC).
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) lembrou que a taxa de natalidade
no Brasil caiu, tornando a interrupção no trabalho menos
freqüente.
Aloizio Mercadante (PT-SP) alertou para a necessidade de reduzir custos
na folha de pagamento para evitar risco econômico à empregabilidade
das mulheres.
Em manifestações à parte, outros parlamentares
lembraram do crescente consenso internacional em associar o prolongamento
da licença à garantia de amamentação no período.
(Brasil Econômico)
03.08 - Fundação CEEE: Nova legislação trabalhista
A Fundação CEEE já está em fase final das
ações para adaptação às novas regras
que regem o controle de ponto eletrônico no país. Conforme
o Gerente Administrativo da entidade, Elton Tubino Mairnardi, a adequação
da Fundação CEEE à nova legislação iniciou
no decorrer do primeiro semestre deste ano, com a atualização
da versão do programa de controle do ponto, atendendo a todas as
exigências. No mês de setembro serão substituídos
os relógios de controle de ponto, a Gerência Administrativa
implementará relógios com o sistema de identificação
biométrica e cartão smart. O sistema biométrico faz
a leitura e identificação através das digitais cadastradas
e o cartão smart (crachá) através da aproximação
ao sensor com um chip codificado. O novo equipamento, seguindo a legislação,
emitirá um recibo com registro de horário. Paralelamente,
será incrementado o processo de controle de acesso ao edifício
sede, através de catraca eletrônica, também equipada
com sistema biométrico e cartão smart. Com o objetivo de
facilitar o trânsito de colaboradores e dirigentes, o acesso nas
catracas será pelo sistema biométrico e os visitantes, através
do cartão smart. Para Mainardi, a substituição dos
relógios ponto deixará a entidade totalmente enquadrada na
nova legislação e será uma grande oportunidade para
a modernização dos equipamentos, melhorando os controles
já existentes. A Fundação CEEE é um dos maiores
fundos de pensão do Brasil. Há 30 anos no mercado de previdência
complementar, acumula um patrimônio superior a R$ 4 bilhões.
Administra planos de previdência privada dos empregados das companhias
de energia elétrica do Estado do Rio Grande do Sul (CEEE, CGTEE,
RGE, AES Sul), da mineradora CRM, dos associados ao SENGE RS, SINPRO RS
e SINTAE RS. (Fundação CEEE/AsPreviSite)
02.08 - Trabalho explica regras do novo ponto eletrônico
Sob ataques dos empresários e de entidades sindicais, o Ministério
do Trabalho divulgou esclarecimentos sobre o novo ponto eletrônico,
para explicar que a medida não afetará pequenas empresas
e que os equipamentos exigidos não têm custo alto.
A partir do dia 26 de agosto, auditores do trabalho iniciarão
a fiscalização, mas autuações só serão
permitidas depois de dupla visita à empresa.
O novo sistema estabelece requisitos para o equipamento Registrador
Eletrônico de Ponto (REP). Passa a ser proibido o uso de computadores,
de equipamentos portáteis, de catracas e outros bloqueios de segurança.
O Ministério do Trabalho afirma que as novas regras coibirão
fraudes.
No início da semana, o ministério editou uma instrução
normativa com os processos a serem feitos pelos fiscais, o que foi interpretado
como adiamento das novas regras.
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria),
não houve adiamento. "Essa instrução é severa.
Sempre há dupla visita em caso de novas normas", disse o presidente
do Conselho de Relações do Trabalho, Francisco Gadelha.
A Justiça já concedeu duas liminares derrubando a exigência
do mecanismo. (JULIANNA SOFIA - Folha de S.Paulo)
02.08 - Livro: POLÊMICAS TRABALHISTAS
AUTOR Alexei Almeida Chapper
EDITORA LTr (0/xx/11/2167-1100)
QUANTO R$ 35 (144 págs.)
Três trabalhos autônomos que versam temário interdisciplinar,
mas controvertido.