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30.08 - Desemprego é o mais baixo para julho
Taxa de 6,9% apurada pelo IBGE é a menor para o mês desde o início da série histórica do instituto, em 2002 
Rendimento dos trabalhadores cresce 2,2% na comparação com junho e 5,1% em relação a julho de 2009
A taxa de desemprego no país recuou, em julho, ao menor nível para o mês desde março de 2002, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deu início à série histórica.
O resultado do mês passado foi de 6,9%, ante 8% registrados no mesmo mês do ano passado, quando a taxa de desocupação no país foi afetada pela crise global.
O rendimento dos trabalhadores também se expandiu em julho. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas a média foi de R$ 1.452,50, avanço de 2,2% na comparação com o mês anterior e de 5,1% em relação a julho de 2009.
Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, afirma que os dados apontam que o mercado de trabalho retomou o vigor.
"A crise fez com que o emprego deixasse de melhorar. Agora tudo indica que voltamos a ter a evolução positiva de 2007 e de 2008", diz ele.
O analista também afirma que a tendência é que o desemprego continue a cair. No segundo semestre, com a contratação de temporários, tradicionalmente a taxa de desemprego cai para os menores índices do ano.
Fábio Romão, da LCA Consultores, projeta que a taxa de desemprego do país feche este ano com a menor média da série histórica.
Romão estima, entretanto, um leve aumento da taxa em agosto, por razões sazonais.
Ele também ressalva que o ajuste no crescimento da economia, que avançava em ritmo muito forte nos primeiros quatro meses do ano, reflete-se na renda e na taxa de desemprego.
Ainda assim, diz o analista, o mercado de trabalho deve registrar taxas importantes de crescimento. A previsão da LCA é que a taxa de desocupação recue para 6,5% em dezembro.
INDÚSTRIA PAULISTA
Para o analista do IBGE, o desempenho da indústria paulista em julho comprova a tendência positiva.
O setor foi o mais afetado pela crise internacional graças à queda nas exportações brasileiras e ao recuo da demanda interna em alguns segmentos.
Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores ocupados na indústria de São Paulo cresceu 4,1% em julho em relação ao mês anterior.
Foi o maior aumento mensal do segmento desde agosto de 2009. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7,4%
"Os dados referentes a São Paulo são positivos porque [a região metropolitana] tem efeito de farol. Tudo que acontece ali vai se refletir nas outras metrópoles", afirma Azeredo.   (VERENA FORNETTI - Folha de S.Paulo)

30.08 - 97% têm reajuste igual ou maior que a inflação
A quase totalidade (97%) de 290 categorias profissionais conseguiu reajuste de salário igual ou superior à inflação em negociações ocorridas durante o primeiro semestre, aponta levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Além disso, notam os pesquisadores, os reajustes obtidos foram melhores que os ganhos salariais negociados em 2008 (ano de crescimento econômico) e em 2009 (ano de crise, em que a economia encolheu).
A taxa de 97% é mais alta que a verificada em 2008 e 2009, quando 87% e 93% dos grupos de trabalhadores tiveram sucessos semelhantes, respectivamente. O instituto leva em conta o índice de inflação INPC, considerando o período entre os dois reajustes de salário.
Segundo a instituição, uma parcela de 88% dos grupos de trabalhadores monitorados conseguiu obter reajuste acima da inflação, sendo que boa parte (40% desses grupos) obteve um ganho salarial de até 1% sobre a inflação do período.
A minoria (5% das categorias) conseguiu reajustes com ganho de ao menos 5% sobre o INPC do período.   (Folha de S.Paulo)

30.08 - Governo decide que inflação vai corrigir salário
Em 2011, o governo vai aplicar apenas a correção pela inflação para o salário mínimo e as aposentadorias do INSS, conforme deverá constar da proposta do Orçamento Geral da União que segue para o Congresso na próxima terça-feira. Os valores que figurarão do projeto de lei, porém, são apenas uma formalidade. Está prevista uma negociação com as centrais sindicais para conceder aumento real (acima da inflação) a esses dois itens de despesa. Esse debate, porém, será feito mais tarde, provavelmente após as eleições.
Essa é a primeira vez que uma negociação com os sindicalistas para o mínimo e as aposentadorias está prevista formalmente num instrumento legal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto prevê que será acordada com as centrais uma política de ganhos reais para esses dois itens de despesa. No caso das aposentadorias, a discussão envolverá também as associações de aposentados.
As duas decisões afetarão diretamente os gastos com a Previdência Social, que são o principal item de despesa do governo. No ano passado, dos R$ 730,8 bilhões gastos pelo governo, R$ 226,3 bilhões foram com aposentadorias e pensões, conforme dados do Ministério do Planejamento. É, portanto, uma questão de alto interesse do futuro presidente da República.
Os sindicalistas, porém, não querem esperar as urnas. "Quero ver se reunimos as centrais na semana que vem para tirar uma posição comum", disse o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres. Ele comentou que o fato de o governo enviar uma proposta de Orçamento com um valor baixo para o mínimo não preocupa, pois tudo será negociado no Congresso Nacional até o final do ano. "Temos tempo até a votação", disse.
"Estamos aguardando uma reunião com o governo, mas até o momento não há resposta", disse o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes. "Temos a perspectiva de incluir algo para os aposentados".  (A Gazeta)

30.08 - Salário mínimo terá reajuste só pela inflação
Em 2011, o governo vai aplicar apenas a correção pela inflação para o salário mínimo e as aposentadorias do INSS, conforme deverá constar da proposta do Orçamento Geral da União que segue para o Congresso na terça-feira.
Os valores que figurarão do projeto de lei, porém, são apenas uma formalidade. Está prevista uma negociação com as centrais sindicais para conceder aumento real (acima da inflação) a esses dois itens.
Esse debate, no entanto, será feito mais tarde, provavelmente após as eleições. Essa é a primeira vez que uma negociação com sindicalistas para o salário mínimo e as aposentadorias está prevista formalmente num instrumento legal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto prevê que será acordada com as centrais uma política de ganhos reais para esses dois itens de despesa. No caso das aposentadorias, a discussão envolverá também associações de aposentados.
Os sindicalistas, porém, não querem esperar as urnas. “Quero ver se reunimos as centrais na semana que vem para tirar uma posição comum”, disse o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres. Ele comentou que o fato de o governo enviar uma proposta de Orçamento com um valor baixo para o salário mínimo não preocupa, pois tudo será negociado no Congresso até o final do ano. “Temos tempo até a votação”, disse.
“Estamos aguardando uma reunião com o governo, mas até o momento não há resposta”, disse o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Wagner Gomes. “Temos a perspectiva de incluir algo para os aposentados.”
De acordo com informações da área técnica, o Orçamento seguirá para o Congresso com um salário mínimo de R$ 535,91, reajuste de 5% sobre os atuais R$ 510. Os sindicalistas querem algo como R$ 560 a R$ 570.
Pela regra em vigor, o mínimo deveria ser corrigido pelo Índice acional de Preços ao Consumidor (INPC), mais o crescimento do PIB de dois anos antes, se positivo. No caso, o crescimento a ser considerado é o de 2009, que foi negativo em 0,2%. Por isso, o aumento ficou só na inflação. As aposentadorias acima do mínimo serão corrigidas pelo INPC.  (Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

27.08 - Taxa de desemprego se mantém estável em julho
A taxa de desemprego ficou em 6,9% conforme informações divulgadas ontem pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa). É a menor taxa para os meses de julho desde 2002, quando teve início a série histórica. O índice se manteve estatisticamente estável frente a junho (7,0%) e caiu 1,1 ponto percentual em relação a julho de 2009(8,0%). 
No mês, a quantidade de pessoas desempregadas ficou estável em 1,6 milhão de pessoas e recuou 11,3% na comparação anual. A população ocupada também permaneceu igual no mês, em 22 milhões de pessoas. Porém, na comparação anual, cresceu 3,2%. A estabilidade foi registrada no número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado: 10,2 milhões. Em relação a julho de 2009, houve alta de 5,9%.
O rendimento médio real dos trabalhadores, independente da ocupação, cresceu 2,2 % em julho, ficando em R$ 1.452,50. No ano o aumento foi de 5,1%.
Entre as seis regiões metropolitanas verificadas a maior taxa de desemprego foi registrada em Recife, que passou de 8,6% em junho para 10% em julho. Na comparação com julho de 2009, foram registrados recuos de 1 ponto percentual em Belo Horizonte, 0,9 no Rio de Janeiro, de 1,7 em São Paulo e de 1 em Porto Alegre.
Em relação a junho, a população ocupada das seis regiões metropolitanas se manteve estável em todos os tipos de atividade. Na comparação anual, houve alta na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (7,1%),educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (4,5%) e de outros serviços (5,6%). A única queda registrada foi no segmento de serviços domésticos (-5,4%). 
O rendimento médio real dos trabalhadores teve alta em Recife (2,1%), Salvador (1,4%), Belo Horizonte (4,9%), Rio de Janeiro (2,0%) e São Paulo (2,2%). Em contrapartida, foi registrada queda em Porto Alegre, de 1,2%.
Na comparação anual, todas as regiões tiveram alta. Recife apresentou maior avanço (11,7%), Belo Horizonte (8,4%), São Paulo (4,4%), Rio de Janeiro (4,3%), Salvador (2,3%) e Porto Alegre (6,1%).   (Executivos Financeiros)

27.08 - Estatais terão seis anos para pôr fim a terceirizados irregulares 
Decisão do TCU vale para 134 empresas; número de trabalhadores ilegais não foi indicado 
Após identificá-los, as estatais terão de encerrar contratos com as empresas e realizar concursos públicos
O Tribunal de Contas da União deu prazo de seis anos para que as 134 empresas estatais identifiquem seus trabalhadores terceirizados irregulares, encerrem os contratos com as empresas e realizem concurso público.
Na decisão, tomada ontem, os ministros deram prazo de seis meses para que as estatais e o Ministério do Planejamento definam que tipo de terceirização de mão de obra é permitido em cada uma das empresas.
A auditoria não conseguiu apontar quantos são hoje os trabalhadores irregulares porque não há critérios claros de contratação estabelecidos pelas empresas.
Após esse prazo de seis meses, as estatais deverão informar quantos trabalhadores estão em atividades que devem ser feitas por funcionários concursados e remeter um plano para o Planejamento detalhando como vai substituir os irregulares.
Em, no máximo, cinco anos após o primeiro ano de estudo, todos os irregulares deverão ser substituídos por servidores concursados.
De acordo com o ministro Augusto Nardes, relator do processo, a auditoria começou em quatro estatais: Petrobras, BNDES, IRB e Eletrosul. Foram encontrados vários indícios de irregularidades em todas elas.
PETROBRAS
Só na Petrobras, que tem 52 mil concursados, o número de terceirizados pode ser superior a 300 mil. Considerando apenas os que prestam serviços dentro das unidades da empresa, que seriam 172 mil, o TCU acredita que há "em torno de 57 mil terceirizações no âmbito da Petrobras com risco de se mostrarem irregulares".
Na época da auditoria, o Tribunal encontrou 33 contratos em vigor da Petrobras com nove diferentes empresas, em que os "objetos apontam para terceirizações ilegais". Esses contratos somavam cerca de R$ 650 milhões.
A Petrobras informou aos auditores do TCU que sofreu com a queda do número de funcionários na década de 1990, quando foi proibida de fazer concursos e, ao mesmo tempo, aumentou a quantidade de operações. A empresa afirmou que já está restabelecendo sua mão de obra e contratou 19 mil pessoas por concurso em sete anos.
Procurado pela Folha, o Ministério do Planejamento não se manifestou até o fechamento desta edição.  (DIMMI AMORA - Folha de S.Paulo)

27.08 - INSS deve contratar peritos médicos
Justiça determina que INSS contrate peritos médicos terceirizados para cobrir greve da categoria
 A 19ª Vara da Justiça Federal em São Paulo determinou ontem) que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) contrate, em caráter emergencial, médicos para realizarem perícias, atendendo parcialmente pedido do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo.
No pedido, o MPF alega que está ocorrendo demora na execução das perícias, por causa da greve dos peritos, iniciada no dia 22 de junho. O trabalho feito pelos peritos médicos é a avaliação médica pela qual o segurado precisa passar para receber benefícios, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez permanente, entre outros.
Os procuradores da República pedem que o INSS seja obrigado a contratar profissionais terceirizados para regularizar o atendimento. O INSS estima que cerca de 400 mil perícias deixaram de ser feitas desde o início da paralisação.
Em sua decisão, o juiz José Carlos Motta reconheceu como “legítimo e justo” o movimento grevista, porém afirmou que o direito do segurado não pode ser prejudicado por conta da paralisação. “No mais das vezes, pessoas de poucos recursos financeiros e que dependem das prestações oriundas de benefícios previdenciários de que são titulares para a sua sobrevivência e de seus familiares, não podem ser colhidos por conflitos de interesse da espécie”, destacou o juiz, em seu despacho.
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, não descartou a contratação temporária de peritos. “A contratação de terceirizados só ocorrerá se a negociação, que no momento está a cargo da Federação Nacional dos Médicos [Fenam], não prosperar”, disse ontem (24/8) o ministro à Agência Brasil.  (Agência Brasil/Última Instância)
 
 
 
 
 

26.08 - Desemprego recua para 12,6% em São Paulo, segundo o Dieese
O Dieese divulgou ontem as informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) para o mês de julho de 2010, reforçando mais uma vez tendência de queda no número de trabalhadores sem registro no país. Nas sete regiões analisadas, a taxa de desemprego total diminuiu um pouco, passando de 12,7% em junho para os atuais 12,4%. Em São Paulo, o desemprego recuou para 12,6%, contra 12,9% no mês anterior. 
A melhora nos índices foi atribuída pelo Dieese principalmente aos setores de Construção Civil e Indústria, com crescimento de 3,1% e 0,7%, respectivamente, na taxa de ocupação. Em São Paulo, o órgão chamou a atenção para a o decréscimo da população economicamente ativa e do número de assalariados sem carteira de trabalho, além do aumento dos rendimentos da população empregada. Aproximadamente 1,346 milhões de pessoas procuram emprego hoje na região.   (Executivos Financeiros)

26.08 - Carreira: Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado
Em todo o mundo, as pessoas estão vivendo mais. Consequentemente, elas estendem sua vida profissional para aumentar a renda para a aposentadoria ou, muitas vezes, por se sentirem dispostas o suficiente para continuar trabalhando. Essa mudança de perspectiva sobre o emprego dos "baby boomers", nascidos entre 1946 e 1964, está mudando a dinâmica do mercado de trabalho.
Para Barbara Howard, diretora de gerontologia do Mature Market Institute, instituto de pesquisa do MetLife criado em 1997 para estudar questões ligadas ao envelhecimento e longevidade, esse cenário está estabelecendo novos desafios para governos e empresas.
Segundo a especialista, as companhias com mais chance de serem bem-sucedidas nessa questão conseguem contemplar em seus quadros diversas gerações. "Elas deverão identificar e se concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os funcionários de grupos etários diferentes", disse em entrevista ao Valor. A seguir, os principais trechos:
Valor: A nova geração está mais preparada que os baby boomers para lidar com o envelhecimento?
Barbara Geron: As concepções sobre o envelhecimento e como lidar com ele mudaram dramaticamente. No passado, a noção do "velho" era baseada em experiências pessoais, como a idade que nossos avós e pais tinham quando morreram. Com base nisso, as pessoas projetavam um período de vida parecido para elas mesmas, sem reconhecer que a expectativa média de vida quase dobrou nos últimos cem anos. A atual geração está testemunhando as vidas vigorosas e plenas que seus pais e avós estão experimentando, e terão modelos mais realistas para ajudar a prepará-las para o seu próprio envelhecimento. Nos Estados Unidos, estamos experimentando a transferência do peso financeiro na preparação para a aposentadoria. Antes, os americanos bancavam suas aposentadorias por meio de programas do governo e planos de previdência patrocinados pelos empregadores. Hoje, as pessoas mais jovens veem seus pais, e a si mesmas, arcando com a responsabilidade por suas aposentadorias.
Valor: Os trabalhadores estão cientes de que precisarão ficar no mercado por mais anos?
Barbara: Há evidências significativas de que as pessoas precisam ou querem trabalhar mais. Para alguns, o incentivo é se recuperar financeiramente da recessão e economizar mais para a aposentadoria. Outros querem permanecer ativos e engajados em atividades relacionadas ao trabalho. Um estudo publicado em 2009 pelo MetLife Mature Market Institute mostrou que 26% dos "boomers" mais velhos disseram que ainda não se aposentaram por causa da economia e do mercado de ações. Outros 20% disseram precisar de mais renda e 17% ficariam muito entediados se parassem.
Valor: Como os governos estão lidando com o impacto futuro do envelhecimento sobre a economia?
Barbara: Os Estados Unidos, por exemplo, estão anunciando medidas como aumentar a idade de 65 para 67 anos para que as pessoas possam receber os benefícios plenos da seguridade social. Governos de outros países como França e Grécia estão tentando fazer o mesmo.
Valor: O que o envelhecimento da população pode causar no mercado de trabalho global?
Barbara: Antes, com a recessão, muitas companhias estavam preocupadas em perder talentos e conhecimento na medida em que funcionários mais antigos iam se aposentando. Agora, as coisa mudaram. Muitas pessoas estão preocupadas em garantir renda suficiente para o seu sustento na aposentadoria. Por esta razão, elas estão trabalhando por mais tempo. Mesmo aquelas que têm uma situação financeira boa o suficiente para se aposentar estão permanecendo no mercado de trabalho, na medida em que reconhecem que têm muitos anos pela frente e querem permanecer ativas.
Valor: As empresas estão usando mais funcionários veteranos aposentados?
Barbara: Muitas companhias nos EUA estão se concentrando em toda a população economicamente ativa- a força de trabalho multigeracional- e vêm criando programas para ajudar os trabalhadores de várias gerações a trabalharem juntos. A adoção de uma abordagem desse tipo leva a um desempenho melhor, pois alavanca as habilidades dos funcionários de todas as idades. Empresas com forças de trabalho multigeracionais deverão identificar e se concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os funcionários de grupos etários diferentes. Outro estudo realizado no ano passado pelo MetLife Mature Market Institute, em conjunto com o Sloan Center on Aging and Work do Boston College, mostrou que as pessoas da nova geração têm seus níveis de engajamento afetados por fatores como a saúde mental, a autoavaliação, o status de supervisor, a satisfação com o treinamento e a percepção da segurança no trabalho.
Valor: Como os países com populações jovens como o Brasil podem se destacar na economia global?
Barbara: Em 2000, a idade média dos brasileiros era de 26 anos e ela deverá aumentar para 41 até 2040. Certamente o Brasil é um país jovem hoje, mas olhando para o futuro, poderá se beneficiar aprendendo com as experiências de outras regiões com o envelhecimento.
Valor: A troca de talentos entre forças de trabalho jovens como a do Brasil e as de países mais velhos como os da Europa, por exemplo, tende a aumentar?
Barbara: Sem dúvida. Veremos uma troca de talentos entre países por todo o mundo, assim como o aumento de oportunidades de trabalho e desenvolvimento em novos ambientes. A tecnologia terá um papel significativo nesse sentido.   (Stela Campos - Valor Online)

26.08 - Ministro não negocia jornada com peritos
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse que não vai negociar a redução da jornada de trabalho dos médicos peritos do INSS, em greve desde 22 de junho. A categoria quer diminuir a carga horária sem baixar os salários. Gabas disse que 99% das reivindicações foram atendidas, incluindo a ampliação do tempo de atendimento.
Impasse
Segundo o ministro, foi proposto que, em seis das oito horas da jornada diária, os médicos cumpram uma média de 18 perícias de 20 minutos de duração cada e, nas duas horas restantes, desempenhem outros serviços especificados pelo chefe da seção. A categoria quer a redução para 12 exames por dia, com duas horas sem controle de ponto para a realização de atividades externas.  (Extra Online)
 
 
 
 
 

25.08 - Mão de obra estrangeira aumenta 19%
O número de estrangeiros empregados no Brasil cresceu 18,85% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2009, segundo dados do Ministério do Trabalho. Foram 22,1 mil pessoas que chegaram ao país para trabalhar, em sua maioria como técnicos temporários.   (Folha de S.Paulo)

25.08 - Desempregadas têm direito ao salário-maternidade
Benefício pode ser pedido em até 36 meses após a demissão
Muitas mulheres não sabem, mas as mamães desempregadas também podem receber o salário maternidade.
A condição para receber o auxílio é que as mães estejam no chamado Período de Graça, aquele em que o trabalhador, embora não esteja recolhendo para a Previdência, está amparado pelo sistema e pode receber benefícios. Por exemplo, uma funcionária de uma empresa foi demitida há dois meses e agora fica grávida. Quando o bebê nascer, ela terá direito ao salário maternidade, mesmo que ainda esteja desempregada.
Segundo Rui Bruninni Jr., diretor-executivo do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, são beneficiadas mulheres em que o nascimento do filho ocorreu em um período de 12 a 36 meses depois da demissão.
- No caso da desempregada, ela tem que estar dentro do período de validade de segurado. Ou seja, se ela trabalhou registrada durante um ano ela terá direito a esse benefício.
O advogado Alessandro Moreira diz que todo trabalhador desempregado continua vinculado a Previdência Social por mais 12 meses e isso gera o direito de pleitear todo e qualquer benefício previdenciário.
- Se a mulher pleitear o salário maternidade dentro desse período de 12 meses, ela vai ter deferido esse benefício. Esse período pode ser prorrogado por mais 12 meses.
No entanto, o advogado alerta que a prorrogação do benefício não é automática.
- O trabalhador tem que se dirigir ao Ministério do Trabalho, fazer o registro da sua situação de desemprego e pedir a prorrogação no INSS desse Período de Graça.
O benefício inclui 120 dias de auxílio pagos pela Previdência, que garante a renda para a mãe cuidar do filho nos primeiros meses de vida.   (R7)
 
 
 
 
 

24.08 - Empresas contratam cada vez mais rápido
O gerente sênior de consultoria da Logica América do Sul, Vladimir Leonardi, sabia que no segundo trimestre deste ano sua área passaria por uma significativa reestruturação. As mudanças incluíam a contratação de dez integrantes com qualificações específicas em um prazo bastante curto. Tudo porque os projetos onde seriam alocados os novos profissionais tinham data para começar. "Não levamos mais do que 12 dias para ter os colaboradores dentro da empresa", orgulha-se Leonardi.
Tamanha agilidade nos processos seletivos, segundo o executivo, só foi possível graças à aproximação de sua área com o RH da companhia. "Passamos a envolvê-los nas reuniões de planejamento, ou seja, muito antes do surgimento de uma demanda por contratação", diz. Isso significa que o RH agora toma conhecimento não apenas dos projetos em potencial, mas das necessidades que vão surgir com a chegada de um novo cliente.
Leonardi explica que o novo modus operandi possibilita que se faça uma primeira sondagem do mercado quando o projeto ainda é uma proposta. Assim, a empresa ganha no quesito agilidade na hora que tiver o sinal verde para contratar. A prática, adotada há cerca de seis meses pela Logica, tem em vista a agilidade na seleção de pessoas e corrobora com o resultado de um recente estudo realizado pela Robert Half sobre os principais hábitos de contratação do mercado executivo pós-crise. 
Voltada ao recrutamento especializado, a consultoria ouviu cerca de três mil executivos de média e alta gerência em 13 países, incluindo o Brasil. A pesquisa mostra que, por aqui, 72% das contratações acontecem entre duas e três semanas, contra a média de pelo menos cinco semanas nos demais países participantes. O estudo revela ainda que, se antes o candidato era sabatinado por até oito entrevistadores, hoje a contratação de um executivo pode ser fechada com apenas duas ou três rodadas de entrevistas. 
Para Fabio Saad, gerente de recrutamento da Robert Half, os dados refletem o momento atual do mercado brasileiro, que não sofreu tanto com a crise mundial quanto os mercados norte-americano e europeu. "No auge da crise tínhamos muitas ofertas e poucas vagas. Hoje, as empresas estão ávidas por contratar e isso exige velocidade", diz. O resultado disso, segundo o especialista, é que há menos candidatos qualificados à disposição e muitos talentos sem interesse em deixar suas atuais posições. "Quem contrata precisa ser ágil. Caso contrário, a concorrência leva."
Julio Vieitez, diretor geral da asiática Level Up!, que atua no setor de entretenimento digital, acredita que existe uma urgência para preencher as vagas em um espaço curto de tempo. "As operações tendem a ser cada vez mais enxutas e, com isso, temos menos flexibilidade para novos projetos." Para Marcelo De Lucca, diretor executivo da Michael Page, especializada no recrutamento de executivos, o mercado nacional sempre foi mais ágil na hora de contratar talentos. "Antes da crise econômica, o Brasil vivia uma fase de euforia, que resultava em contratações feitas em períodos muito curtos", diz. "Hoje, elas entenderam a necessidade de aliar velocidade a mecanismos capazes de evitar erros na hora de escolher uma pessoa para integrar o time".
Agilidade para contratar, portanto, exige planejamento, uma vez que um processo mal feito pode ser sinônimo de dor de cabeça e de prejuízo. Luiz Wever, sócio da consultoria Odgers & Berndtson, afirma que a companhia se preparou para tornar mais ágil o recrutamento. "Investimos em tecnologia e aprimoramos os processos internos. Com tranquilidade, é possível encontrar um candidato adequado ao perfil da vaga em 20 dias."
Foi durante uma das reuniões do conselho consultivo, com a participação de diversos CEOs de empresas de grande porte, que o board da Odgers & Berndtson identificou a necessidade de rever a forma de contratar. "Seria imprescindível revisar os processos internos para poder atender a uma avalanche de demandas que estaria por vir passada a turbulência econômica."
Quem também mudou a maneira de conduzir processos de recrutamento e, consequentemente, os tornou mais velozes, foi Vânia Ferrari, diretora de operação da agência Repense. Para ela, é preciso ter muito cuidado para selecionar pessoas para evitar o "turnover". A solução encontrada pela executiva, e já testada com sucesso - ela contratou dez profissionais nos últimos cinco meses-, foi a criação de critérios rígidos. O primeiro deles consiste em ter a certeza de que o candidato realmente tem o perfil adequado à vaga. "Faço uma pesquisa sobre o candidato. Se percebo que há algum tipo de incompatibilidade, não sigo adiante", diz. Outro item que integra o crivo da diretora é a atitude e a fluência verbal, além da flexibilidade. "Um candidato perde pontos quando ligo para marcar uma conversa pessoalmente e percebo que ele cria dificuldades para o encontro, por exemplo."
O diretor de recursos humanos da Bristol Myers Squibb Brasil, Aníbal Calbucci, integra o time de executivos que aposta na eficiência dos processos internos para tornar o recrutamento mais veloz. Nos últimos 18 meses, ele trouxe 96 novos líderes para a subsidiária da Bristol no País. "Era comum levarmos cerca de dois meses para preencher uma posição. Atualmente, porém, fazemos isso em até 45 dias", diz o executivo do setor farmacêutico. 
O que mudou foi como a companhia se preparou para tornar-se mais ágil. "Se você tem um sistema eficiente, pode diminuir o tempo de uma contratação consideravelmente. Mas, se os processos não funcionam como deveriam, preencher uma vaga pode levar meses". Para Calbucci, não só as empresas estão mais ágeis. "Os candidatos entendem que se uma companhia tem uma posição aberta, ela precisa ser preenchida o quanto antes. Cabe a ele, portanto, ser veloz nas respostas e no agendamento das entrevistas", diz. A experiência do diretor mostra que o fator que mais atrasa uma contratação é a agenda dos entrevistadores. "Se eles não assumem a contratação como algo prioritário em suas atividades, o processo atrasa."
O principal executivo da área de gestão de talentos da Accenture, Rodolfo Eschenbach, acredita que o aquecimento do mercado brasileiro motiva empresas a contratar numa velocidade acima da média. "É preciso atender os clientes e eles exigem rapidez", diz. Como nem todas as companhias se prepararam para atender as demandas, elas encontram dificuldades para aliar o rigor dos processos à agilidade imposta par uma economia aquecida. 
Para Eschenbach, se o foco passar a ser apenas preencher vagas, os estragos podem ser grandes. "Uma contratação é como um namoro. Se o tempo está escasso, que o namoro seja curto mas intenso", diz. Na opinião de Eschenbach, isso vale tanto para os candidatos quanto para quem contrata. "O primeiro precisa conhecer bem a empresa e, o outro, deve se atentar aos mínimos detalhes de quem vai levar para casa", afirma.   (Berenice Menezes - Valor Online)
 
 
 
 
 

23.08 - Sindapp: Banco de Talentos
Número de currículos cresce 5%
O Banco de Talentos expõe atualmente 761 currículos, perto de 5% a mais do que no final de junho último. Esse rápido crescimento da oferta assegura uma cada vez mais variada disponibilidade de profissionais interessados em trabalhar para fundos de pensão. Os números mostram que 83% buscam vínculo empregatício e 15% contratual, sendo que 2% aceitam uma relação temporária.
A pesquisa mais recente sobre o uso do serviço, uma iniciativa vitoriosa do SINDAPP, mostra que 26% dos candidatos desejam a posição de analista, 12% assistente, 12% coordenador/consultor, 11% gerente, 6% atuário/estatístico, 5% advogado e 5% supervisor, entre outros.
São as seguintes, por ordem de preferência, as áreas preferidas: previdência (20%), financeira e investimentos (13%), administração e serviços gerais (7%), recursos humanos (6%), contabilidade e controles (6%), controles internos (5%), jurídico (5%) e processamento de benefícios (5%).
O Banco de Talentos está disponível na internet, no endereço www.portaldosfundosdepensao.org.br. Essa ferramenta de gestão dos recursos humanos, lançada em 2007, tem como objetivo facilitar a aproximação entre profissionais que se oferecem para trabalhar e seus potenciais empregadores e contratantes. Desse modo, reduz custos e otimiza os procedimentos de contratação de novos funcionários ou prestadores de serviço.  (Diário dos fundos de Pensão)

23.08 - Julho registra desaceleração na geração de vagas 
Em julho, a geração de empregos se desacelerou pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o governo, os 181.796 novos postos estão abaixo do recorde de 2008, quando mais de 200 mil brasileiros foram empregados.
O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou 1.655.116 de admissões com carteira assinada no acumulado do ano, o maior número da série histórica iniciada em 1992. Os primeiros cinco meses de 2010 tiveram as maiores taxas de contratação formal.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que o resultado é positivo. "É que nós estamos mal-acostumados. Mas nós vamos voltar aos números recordes a partir de agosto."
A pasta manteve a meta de 2,5 milhões de contratações até o final do ano. A Fazenda, "sempre mais conservadora", de acordo com Lupi, prevê 2,2 milhões de contratações.
O Ministério do Trabalho não informou a evolução dos salários. Mas Lupi reconhece que o desempenho do setor de serviços disfarça uma debilidade. "É uma mão de obra que não exige tanta especialização. A metalurgia exige e tem, por isso, um salário melhor."  (Folha de S.Paulo)

23.08 - Carteira na mão
País gerou quase 182 mil empregos em julho, com saldo acumulado no ano de 1,6 milhão de vagas formais. É o maior número da história brasileira. Em MG, montante foi de 13 mil
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou na quinta-feira novo recorde do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) 2010. Em julho, foram criados 181.796 novos empregos com carteira assinada no Brasil, aumentando o saldo acumulado do ano para 1.655.116 postos, o que mantém 2010 como o ano em que mais se gerou empregos na história do país. A marca é 5,8% acima do recorde anterior, 1.564.606 empregos, verificado em 2008. 
Com o resultado do Caged de julho, o país chega à marca de 14.178.749 brasileiros com emprego formal em atividade no país. Lupi prevê mais recordes nos próximos quatro meses. “O parque industrial do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade de produção; o consumo está se mantendo em alta; temos impulsos por conta de investimentos do governo e da iniciativa privada. Por tudo isso, estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro, outubro e novembro”, analisa o ministro.
Dados do Caged de julho revelam que, no país, as atividades de maior destaque foram serviços gerais, com 61.606 novas vagas, indústria de transformação, com 41.530 empregos, e construção civil, com 38.382 novos postos de trabalho. Já em Minas Gerais, foram gerados 13.354 empregos em julho, com destaque para o setor de construção civil, com 5.727 vagas, serviços gerais, com 5.147, e comércio, com 3.453 empregos. Já o setor agropecuário, também em Minas, ficou no vermelho, com um saldo de 2.546 demissões, oriundas do fim do período de safra. 
Nos últimos 12 meses, foram gerados 2.212.318 postos de trabalho no país – e, de acordo com dados do Caged, o número é inédito na história do cadastro para este tipo de comparação, com aumento da empregabilidade em 6,82%. O resultado mensal foi o terceiro melhor para meses de julho, atrás apenas de 2008, que apresentou 203.218 postos, e 2004, com 202.033. De acordo com Lupi, o modo de crescimento do mercado de trabalho deste ano reproduz o de 2009. “Com vantagem para 2010, pois conta com a demanda do mercado internacional, que ainda não havia sido retomada ano passado, devido à crise internacional”, lembra.
Em julho, foram gerados 2.723 empregos em Belo Horizonte com destaque para serviços gerais, atividade econômica com 974 novas vagas, e construção civil, com 779 nos postos de trabalho. O serviço de alimentação mais uma vez se destacou. Ivan Pereira Silva, 23, é um exemplo. Ele foi contratado como copeiro no restaurante Panela de Pedra logo no início de julho. “Estava procurando emprego desde março e ainda não havia conseguido uma vaga. Estou satisfeito com a oportunidade de copeiro, e, apesar de não ter muita experiência, fui contratado com salário de R$ 605, além de outros benefícios, quase R$ 200 a mais que o meu emprego anterior”, ressalta. 
Cristina Aparecida dos Reis mudou de Conselheiro Lafaiete, Região Central do Estado, para Belo Horizonte à procura de melhores oportunidades de emprego e, no fim de julho, foi contratada como atendente no restaurante Sabor Grelhado. “Em Lafaiete, não consegui um emprego com carteira assinada e um salário compatível com meu custo de vida. Logo que cheguei à BH, na última semana de julho, fui contratada com carteira assinada, para trabalhar 8 horas diárias e receber R$ 600 ao mês”  (Marina Rigueira - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

20.08 - Geração de empregos formais cai em julho
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho informou que, em julho, foram gerados 181.769 empregos formais. Houve queda em relação às contratações ocorridas em junho, quando foram abertos 212.952 mil vagas com carteira assinada. Em julho, 1,61 milhão de trabalhadores foram admitidos enquanto as demissões atingiram 1,43 milhão de pessoas. Apesar de o número empregos abertos ser menor do que o do mês de junho, o resultado é o terceiro melhor para meses de julho desde o início da série história, em 1992.  (Viver Online)

20.08 - Brasil gera 181,8 mil empregos em julho
O Brasil registrou, em julho, a criação de 181.796 vagas com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
O número representa uma alta de 31,4% em relação às 138,4 mil vagas criadas em julho do ano passado, mas uma queda de 14,6% frente aos 212,9 mil empregos criados em junho.
No mês de julho, os admitidos somaram 1.614.319, enquanto os demitidos totalizaram 1.432.523. 
No acumulado do ano até julho foram contabilizados 1,655 milhão de empregos, o que corresponde a 66,2% da meta do governo para o ano, de 2,5 milhões.
Os segmentos que mais contribuíram, em termos absolutos, para geração de emprego foram serviços, indústria e transformação, construção civil e o comércio.   (Rafael Bitencourt - Valor)
 
 
 
 
 

19.08 - Maiores salários
O trabalhador com deficiência no Estado de São Paulo ganha, em média, R$ 1.056, salário 11% maior que o recebido pelos demais trabalhadores.
Uma das explicações para a diferença é a maior escolaridade dos trabalhadores com deficiência: 50,6% deles têm o segundo grau completo, ante 47,5% dos trabalhadores sem deficiência. A pesquisa foi realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/FEA USP) e vai ser apresentada hoje em encontro entre empresários e o governo do Estado.
Para Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, apesar do avanço, ainda faltam centros de reabilitação especializados no país, para tratar a partir de um diagnóstico precoce. "O acesso à tecnologia e à educação muda a relação com o aluno e a relação com o trabalho."  (MAria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

19.08 - Governo adia para ano que vem adoção do novo ponto eletrônico 
Falta de equipamento disponível motivou a mudança de data
O governo adiou novamente o prazo para que o novo ponto eletrônico entre em vigor. Antes prevista para o próximo dia 26, a medida passará a valer em 1º de março de 2011. A partir daí, as empresas terão 90 dias para se adequar à norma.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que a falta de equipamento disponível no mercado causou a mudança. Segundo ele, será necessário mais de 1 milhão de máquinas de ponto com impressoras agregadas.
A portaria 1.510, de 2009, prevê a impressão do recibo cada vez que o funcionário bater ponto.
O ministério calculou que, nos últimos dois meses, foram fabricados, em média, 184.500 equipamentos, quantidade que não atende a demanda das empresas.
Lupi afirmou que não há conotação eleitoral. "Nunca me baseio nisso", disse à Folha. "Não tem nada a ver com reivindicações sindicais" -com cujas lideranças ele se reuniu na terça-feira.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, desaprova a portaria, por criar, na sua visão, muita burocracia para o trabalhador, custos altos para as empresas e não aumentar o controle das horas trabalhadas. Serão gastos R$ 5 bilhões para fabricação dos equipamentos, calcula a CNI.
As centrais sindicais também contestam a medida. Para a Força Sindical, é um "desperdício" eliminar acordos entre sindicatos e empresas. Algumas categorias já tiraram a hora do almoço do ponto. Outras só batem cartão quando atrasam, faltam ou fazem horas extras.
As regras da portaria só valem para as empresas que adotam o registro de ponto eletrônico, que não será obrigatório. Continuará sendo possível utilizar o ponto manual e o mecânico.  (THAIS BILENKY - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

18.08 - Educação financeira
As pessoas vão descobrir lá pelos 40 anos que terão que começar a se preocupar com a aposentadoria, quando já poderá ser tarde
Meu pai estudou no que na década de 1940 era o melhor colégio da Argentina, onde eram dadas aulas de latim e, antes de estudar Economia, eu cursei um ano de Sociologia, onde tive Filosofia I e II, o que acho que me torna um dos poucos economistas brasileiros de menos de 50 anos que, por exemplo, estudou Descartes e foi apresentado ao "mito da caverna" de Platão. O que vem a seguir, portanto, não deve ser interpretado como a opinião de um tecnocrata indiferente à formação humanista e sim como a de alguém que entende que certo conhecimento financeiro é parte do conceito de Cidadania.
Muitas pessoas de classe média, aos 20 anos, procurarão estágio; após dois anos, começarão a trabalhar e tentarão viver de aluguel; e, depois, a criação dos filhos irá impor as suas exigências financeiras. O resultado é que essas pessoas irão descobrir lá pelos 40 anos que terão que começar a se preocupar com a aposentadoria, quando já poderá ser tarde. A escola terá lhes ensinado muitas coisas - mas não as terá preparado para a vida.
A tabela mostra o esforço que é necessário fazer para ter uma renda complementar de R$ 5 mil a partir dos 60 anos, por 25 anos, supondo um rendimento líquido real de 3% ao ano. A lógica funciona como uma conta em que, entre uma certa idade e os 60 anos, há apenas entradas e em que, entre os 60 e os 85 anos, há retiradas, além da entrada do rendimento dos juros.
Aos 60 anos, a expectativa de vida do brasileiro médio é de 81 anos, mas é razoável concluir que, no universo daqueles que têm mais renda, seja algo maior e é sempre bom trabalhar no "lado seguro" da distribuição de probabilidades, para não correr o risco de Jorginho Guinle, milionário que foi gastando seus recursos até ter problemas por, segundo suas palavras, "viver demais". Daí porque na tabela considerou-se uma retirada por 25 anos.
Em um mundo sem inflação nem juros, a conta é trivial. Quem quer ter R$ 5 mil por mês durante 25 anos (300 meses) tem que acumular R$ 1,5 milhão, que em 40 anos (480 meses) de contribuição - para quem começa aos 20 anos - implicam uma contribuição de R$ 3.125 mensais. Já com juros, parte do capital decorre da sua acumulação, o que reduz a exigência da contribuição mensal. De quanto deve ser a contribuição?
Uma demontração mostra o efeito que tem sobre a saúde financeira futura a decisão de "esperar para começar" para contribuir para uma aposentadoria complementar. Se alguém começa a contribuir para a formação de uma poupança - deixando de lado os custos de intermediação de um fundo de pensão - com a ajuda dos pais, aos 18 anos, com R$ 1.061 - para ser mais preciso R$ 1.061,48 - a 3 % ao ano, aos 60 anos, terá acumulado R$ 1,059 milhão, com o qual a partir de então, durante 25 anos, poderá sacar mensalmente R$ 5 mil, sem considerar o ajuste pela inflação. Se demorar um ano a mais para começar, acumular o mesmo montante por 41 e não por 42 anos elevará a conta mensal para R$ 1.107. Já quem esperar chegar aos 40 anos para começar a aplicar para a aposentadoria terá que desembolsar R$ 3.240 mensais por 20 anos. Há um certo contingente de pessoas que pode contribuir todo mês com pouco mais de R$ 1 mil a serem separados para uma aposentadoria futura. São poucos, porém, os que conseguem separar mais de R$ 3 mil para tal fim.
A demonstração dá uma ideia da relevância do planejamento previdenciário. Por isso, é importante que cada pessoa tenha condições de estar apta para responder por si mesma a questões como: quanto deve poupar durante 5 anos para ter um capital que lhe permita pagar 40 % de entrada em um imóvel? Ou: quanto deve poupar a mais por mês para ter uma certa aposentadoria complementar, se a taxa de juros no longo prazo for de x %? São dilemas com os quais muitas pessoas irão se deparar na vida.
Foi pensando em tais questões que, com Roberto Zentgraf, coordenador dos MBAs do IBMEC e articulista de "O Globo", decidimos escrever o livro "O futuro é hoje - Educação financeira para não economistas" (Ed. Campus), com o intuito de contribuir para a compreensão de quem, mesmo não sendo economista, queira entender como ter a resposta certa para questões como as que foram acima colocadas. O livro acaba de ser lançado. Esperamos ter êxito nessa empreitada.   (Fabio Giambiagi - Valor Online)

18.08 - A Geração Y é o X da questão
Nascidos a partir de 1980, os jovens hoje chamados de Geração Y são os primeiros a entrar no mercado de trabalho com amplos conhecimentos do mundo digital. São curiosos e questionadores. Internet e celular integram o seu cotidiano, que agora se exacerba com o sucesso monumental do I-PAD, da Apple.
Por 500 ou 600 dólares, nos EUA, é possível adquirir a última e revolucionária maravilha, no formato 21 x 28, em cores, que excita a imaginação de jovens empresários, com menos de 30 anos de idade, mas que começam a viver com um claro objetivo profissional: avançar na carreira, sem descurar da vida pessoal. 
Já deixando de lado o treinamentos nos discutíveis videogames, falam pelo menos mais uma língua (inglês) com fluência, e são capazes de manejar os modernos instrumentos de comunicação de forma concomitante, para desespero dos integrantes da Geração Z, os baby-boomers, que se encontram acima dos 40 anos e que lutam por uma vida melhor, mas já de olho na aposentadoria futura, o que os faz ardorosos fãs dos hoje vitoriosos planos de previdência complementar (fundos de pensão). 
No meio termo, lidamos com a Geração X (31 a 39 anos). Seus integrantes têm uma grande motivação para o trabalho e pensam muito na educação dos filhos. 
Com essa visão das gerações X, Y e Z, os especialistas em recursos humanos dão tratos à bola para selecionar os modelos mais adequados de gestão, para garantir a competitividade do sistema. 
Alguém perguntará se essas verdades também se aplicam à vida pública – e a resposta deve ser afirmativa. Ou a jovem professora de 24 anos não tem as mesmas ambições, esteja ela na escola pública ou na escola particular? O que se precisa considerar apenas é a diferença de oportunidades, com visíveis vantagens para a iniciativa particular, onde se paga bem mais. 
O melhor investimento em desenvolvimento profissional traz como consequência o desejo de permanência no posto ocupado, o que costuma ocorrer em 63% dos casos, segundo pesquisas recentes. Os jovens aceitam o vínculo quando sentem uma boa perspectiva de progresso – e aí os profissionais da rede pública são vítimas de um lamentável desânimo. Se tiverem que preferir... 
Outra característica marcante da Geração Y é a velocidade com que pretende ascender a postos mais elevados. A paciência para aguardar é reduzida. Muitos têm bons cursos de pós-gradução (alguns lá fora) e não querem esperar por chances remotas. É a hora dos jovens de talento. 
Não existe propriamente um conflito de gerações, mas uma visão diferente e segmentada do mercado de trabalho, com nítida vantagem para os que dominam as inovações tecnológicas, independentemente das idades. 
Inovação passou a ser a palavra de ordem. Ela deve estar presente também na escola, para que se forme uma nova e competente geração de líderes. 
O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com os seus 25 mil inscritos, no Rio de Janeiro, trabalha com essa perspectiva de propiciar rápida ascensão profissional aos seus aplicados estagiários da predominante Geração Y.    (Arnaldo Niskier - Portal da Abrapp)
 
 
 
 
 

17.08 - Emprego novo, previdência nova?
A efervescência do mercado de trabalho, na esteira do crescimento econômico acelerado, leva cada vez mais profissionais a trocar de emprego em busca de salários mais altos, como mostrou reportagem do Valor deste mês. Em meio à euforia pela ascensão profissional, contudo, surgem dúvidas sobre o que fazer com o dinheiro do plano de previdência do antigo emprego.
Como não poderia deixar de ser em um investimento em longo prazo, a palavra-chave nas decisões que envolvem a previdência é tempo. Antes de decidir se saca ou não o plano do ex-empregador, o profissional tem que levar em conta o tempo de contribuição, apontam especialistas. É o prazo de permanência no plano que vai definir quanto o investidor vai pagar de imposto de renda e se ele terá direito de sacar a parte que a empresa depositou no plano.
O impulso inicial das pessoas é sacar imediatamente os recursos, destaca Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência da Mercer. "Mas essa nem sempre é a decisão financeira mais adequada", diz a consultora, lembrando que as regras da previdência premiam o investidor de longo prazo.
Segundo Carolina, só vale a pena sacar os recursos logo após a troca de emprego se houver uma emergência, como um problema de saúde, por exemplo. "Caso contrário, é melhor deixar o dinheiro aplicado", diz, alertando para a cobrança de imposto de renda (IR).
Geralmente, os investidores dos planos empresariais adotam a tabela regressiva para apurar o IR. Isso significa que, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menos imposto o investidor vai pagar. A alíquota cai gradativamente, de 35% para saques antes de dois anos até 10%, para quem deixou o dinheiro no fundo por mais de 10 anos.
Nos planos empresariais, os funcionários costumam contribuem com algo entre 3% e 5% do salário bruto. Na maioria dos casos, a empresa deposita um valor idêntico ao desembolsado pelo funcionário. Ou seja, a cada R$ 1 depositado pelo funcionário no plano, a companhia deposita R$ 1. Com essa contribuição dupla, o patrimônio na aposentadoria será muito mais elevado do que o obtido com um plano individual.
Os recursos depositados pela companhia, contudo, só podem ser retirados após um determinado período de casa. Nos planos mais antigos, é comum a exigência de mais de 10 anos de casa para liberação da parte da empresa. Nos planos mais recentes, de cinco anos para cá, esse prazo gira em torno de cinco anos. Há também estruturas com gradações, em que o percentual de retirada da parte da empresa cresce de acordo com o tempo de permanência no emprego.
Como os recursos de empregado e empregador são aplicados em um mesmo plano, mas em apólices diferentes, ao sair antes do prazo o investidor também não pode levar para casa o rendimento dos recursos depositados pela companhia "Mas o investidor só vai se dar conta disso quando sai da empresa, e acaba se frustrando por não poder tirar o dinheiro", diz José Guilherme Simonetti, consultor sênior da RD3, empresa especializada em previdência privada.
Seja qual for o prazo estabelecido pelo contrato com a companhia, o plano vinculado à empresa é sempre mais vantajoso que os planos individuais, alerta Rogério Bastos, sócio da FinPlan, empresa de planejamento financeiro. Enquanto nos planos individuais as taxas de administração giram em torno de 3% ao ano, nos empresariais a taxa vai de 0,8% (para carteiras apenas com papéis de renda fixa) até 1,5% (com renda variável). Além disso, nos planos empresariais, não há a taxas de carregamento, um percentual cobrado em cada depósito realizado. Por exemplo: uma taxa de carregamento de 5% significa que, a cada R$ 100 depositados, R$ 5 serão cobrados de taxa de carregamento.
Taxas de administração mais baixas e ausência de taxa de carregamento tornam os planos empresariais muito mais atraentes que os individuais, aponta Bastos. Ele ressalta que, mesmo em caso de troca de emprego, o investidor não perde a vantagem de custos mais baixos. "Se o novo empregador não tem um plano de previdência, o investidor deve manter os recursos e aplicar no plano antigo", recomenda ele, ressaltando que o vínculo jurídico passa a ser com a seguradora.
Se a nova companhia possui um plano de previdência, o investidor deve fazer uso da portabilidade. Essa ferramenta permite que os recursos sejam transferidos de um plano para outro sem o pagamento de imposto de renda. Com isso, o dinheiro da previdência acompanha a vida profissional do investidor, que também ganha com rendimento sobre volumes cada vez maiores. "E, na hora da aposentadoria, é mais fácil, porque está tudo em uma conta só", afirma.    (Antonio Perez - Valor Online)

17.08 - Os desafios das escolhas profissionais
O processo de desenvolvimento pessoal cria a consciência, capacita a escolha e produz a mudança, gerando resultados positivos para o indivíduo, e, consequentemente, no ambiente profissional
Escolhas sempre farão parte da nossa vida e é próprio do desenvolvimento do ser humano. O quê, por que, quando e onde são perguntas frequentes que nos despertam a escolher nosso percurso de vida, o que certamente está atrelado à profissão desejada. Este processo de alternativas solicita um projeto de vida bem elaborado para exercitar, não só o conhecimento de si mesmo, mas também conhecer o mundo profissional.
Muitas pessoas dizem que trabalham pela remuneração proporcionada, no entanto, sentem-se infelizes na atividade profissional desempenhada. Assim como as roupas, há profissões que também entram na moda e todo cuidado é pouco ao se interessar por uma delas.
O trabalho é um importante mediador entre o mundo subjetivo, aquele idealizado por cada um de nós e o mundo objetivo, a realidade compartilhada. No entanto, nas relações de trabalho dentro do modo capitalista há uma forte possibilidade de alienação neste vínculo estabelecido, fazendo com que a pessoa perca sua própria identidade, estagnando seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Essa perda de identificação pela atividade exercida provoca sérias consequências para o trabalhador, como por exemplo, o afastamento do trabalho por problemas psicológicos e/ou psicossomáticos. Diante desta situação, muitos estudos são desenvolvidos para estabelecer relações entre o trabalho e a saúde mental.
A partir de estudos realizados com a possibilidade revolucionária do teatro, surge o psicodrama como ferramenta facilitadora para transformar esta realidade, contribuindo com a construção de um projeto de vida inovador e criativo. Com esta metodologia, o psicólogo auxilia a pessoa na experiência de vivenciar o seu próprio papel, além do papel do outro e de observador, no resgate de sensações, percepções e pensamentos que facilitam a busca de soluções e respostas criativas daquilo que é revelado.
O processo de desenvolvimento pessoal cria a consciência, capacita a escolha e produz a mudança, gerando resultados positivos para o indivíduo, e, consequentemente, no ambiente profissional. Este aprimoramento pode ser feito em terapia, na orientação profissional e também no desenvolvimento de treinamentos empresariais.
Assumir o papel principal e optar pela escolha de ser o protagonista de sua história, na qual apenas você será o responsável pelas transformações possíveis de acontecer, além de encarar os desafios que esta escolha acarretará, fará o profissional – ou mesmo a pessoa despreparada, até então – amadurecer-se e ficar disposta a desbravar os difíceis obstáculos que qualquer profissão, seja ela de qualquer área, trará para a sua vida.    (Ana Flávia Fernandes Ferreira - Administradores)
 
 
 
 
 

12.08 - Lei Orçamentária de 2011 não prevê conta do mínimo
Pela primeira vez desde 2004, a lei que define regras para a elaboração do Orçamento do ano seguinte não indica uma fórmula de reajuste do salário mínimo acima da inflação.
Sancionada terça-feira pelo presidente Lula, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) relativa ao primeiro ano do próximo governo deixa em aberto o critério para o aumento do mínimo e dos benefícios previdenciários em 1º de janeiro de 2011.
Ela estipula que, até lá, haverá negociações com centrais sindicais e representantes dos aposentados.
No segundo governo Lula, o piso para o reajuste tem sido o crescimento da economia de dois anos antes. Em 2009, porém, o PIB encolheu 0,19%, o que limitaria o próximo aumento à reposição da inflação
Na prática, a decisão dos próximos reajustes deverá ficar a cargo do vencedor das eleições presidenciais.
O projeto de Orçamento será enviado ao Congresso no final deste mês e não será votado até dezembro.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

11.08 - Apesar de freio na indústria, emprego cresce pelo sexto mês 
Apesar da queda no ritmo de produção da indústria, o emprego no setor continua em ascensão, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O indicador que monitora o pessoal ocupado na indústria avançou pelo sexto mês seguido em junho, com alta de 0,5% ante o mês anterior.
Em relação a igual período em 2009, houve aumento de 4,9%, a quinta alta consecutiva no confronto e o maior crescimento desde o início da série histórica, em janeiro de 2001.
Em junho, a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria cresceu 3,3% em relação a maio, na análise dos dados com ajuste sazonal, descontada a inflação do período. Na comparação com julho de 2009, houve expansão de 8,3%.
O incremento expressivo se explica pela recuperação das exportações após a crise internacional e pelo dinamismo do mercado interno.
André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, diz que os reflexos do aquecimento ou desaquecimento da economia não se traduzem imediatamente no nível de emprego.
Para Julio Gomes de Almeida, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o nível do emprego industrial deve continuar em elevação nos próximos meses, mas, provavelmente, a taxas inferiores das registradas neste ano.  (Folha de S.Paulo)

11.08 - Conarh 2010
A Catho Online, maior classificados de currículos e empregos da América Latina, é patrocinadora da 36ª edição do Conarh - Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas. Em quatro dias de evento, Profissionais e empresas se unem com o intuito de valorizar e estreitar sua relação com o mercado, colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores. Considerado o maior congresso da América Latina dentro do seu segmento, o Conarh é um evento que, além de compartilhar ideias e ações de excelência em Gestão de Pessoas, contempla um espaço de aproximação e troca de experiências entre empresários, gestores de pessoas e formadores de opinião. O Conarh é realizado pela ABRH-Nacional.
Data: 17 a 20 de agosto
Horário: 17h às 18h
LocalTransamérica Expo Center
Informações: www.conarh.com.br   (Valor Online)
 
 
 
 
 

10.08 - Trabalho engessado
A boa notícia do aumento da formalização do emprego não veio acompanhada de reformas para modernizar as relações trabalhistas 
Das muitas oportunidades perdidas para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, nos últimos anos, uma das mais lamentáveis está na área trabalhista. A boa nova do aumento da formalização do emprego na última década não veio acompanhada de avanços importantes na modernização das relações de trabalho.
O modelo brasileiro permanece engessado por volumosa legislação que limita a possibilidade de livre negociação entre as partes. Os direitos trabalhistas são regidos por centenas de artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e inúmeras súmulas de tribunais, entre outros regulamentos. A livre negociação pode apenas definir salário e a eventual participação nos lucros.
Com isso perde-se em flexibilidade, característica valiosa no mundo da economia atual, em que relações de trabalho podem assumir formas muito variadas. A rigidez também dificulta que a proteção trabalhista alcance setores mais amplos da população.
Há ainda o problema dos encargos que pesam sobre a folha de pagamento. É verdade que uma boa fatia deles destina-se ao financiamento de programas sociais relevantes, como habitação popular e qualificação de mão de obra. Propostas de desoneração da folha esbarrarão, portanto, em dificuldades. Uma alternativa a considerar seria o próprio Tesouro financiar esses programas explicitando-os no Orçamento.
De modo geral, o país deveria se aproximar de um modelo calcado mais na liberdade de negociação e menos na burocracia. É justamente o contrário do que vem se verificando nos últimos anos. Os exemplos de retrocesso são muitos.
Um deles é a atitude do governo em relação às centrais sindicais. Outrora defensor do fim do imposto sindical, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não apenas o manteve como foi além: sancionou projeto aprovado no Congresso que destina 10% do tributo para as centrais sindicais, cada vez mais pelegas e aninhadas no Estado. Além disso, liberou o uso desses recursos do crivo do Tribunal de Contas da União.
Outra calamidade que se avizinha é o projeto de lei nº 6.708, que modifica a cobrança pelos sindicatos da chamada taxa assistencial, destinada ao financiamento da negociação coletiva e de outras atividades sindicais. Ao fixar a cobrança em até 1% do salário bruto anual do trabalhador, o projeto poderá multiplicar a arrecadação dos sindicatos.
Não se sabe ao certo, mas são mais de 15 mil organizações sindicais no país, que arrecadam cerca de R$ 1 bilhão ao ano em contribuições. O sindicalismo tornou-se um ótimo negócio: dinheiro a rodo sem prestação de contas e, muitas vezes, sem nenhum serviço real ao trabalhador.
É evidente que qualquer reforma nessa área deve assegurar direitos e estendê-los aos que estão na informalidade. A livre negociação, baseada em acordos coletivos, em liberdade sindical e numa legislação mais racional, longe de ser algoz das prerrogativas dos trabalhadores, é o caminho para aumentar a geração de empregos de qualidade.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

09.08 - País gerou 1,766 milhão de empregos formais em 2009
Resultado é o mais baixo desde 2003, quando foram captados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 861.014 empregos
A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009 mostra que foram gerados 1,766 milhão de empregos formais no ano passado. O número divulgado na última quinta-feira, 5, no entanto, é o mais baixo desde 2003, quando foram captados pela Rais 861.014 empregos. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os números de 2009 refletem o efeito da crise financeira mundial no mercado de trabalho. Porém, Lupi afirma que, entre os países do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), o Brasil foi o único que conseguiu registrar aumento nos postos de trabalho. "O pior resultado desde 2003 é positivo. Veio o crescimento, mas foi menor", disse o ministro.
O número de trabalhadores com vínculos formais - tomando como referência o dados da Rais de 2009 (41,207 milhões) acrescidos do saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do primeiro semestre de 2010 (1,473 milhão) - atingiu 42,680 milhões em junho deste ano. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a junho de 2010 a geração de empregos formais - celetistas e estatutários - atingiu 13,997 milhões. Segundo Lupi, será tranquilo cumprir a meta de 15 milhões de empregos formais no governo Lula.
A Rais mostra ainda que o rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real (descontada a inflação) 2,51%, ao passar de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro do ano passado. Em 2009, os setores que mais contribuíram para a criação de empregos formais foram os de serviços (654 mil), a administração pública (453,8 mil), o comércio (368,8 mil) e a construção civil (217,7 mil). Em termos relativos, o maior crescimento foi da construção civil, de 11,37%. O ministro explicou que isso é reflexo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida".
Segundo Lupi, a Rais é uma fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Ela mostra que quanto maior for a escolaridade do trabalhador, maior será a remuneração. Lupi disse ainda que a Rais revela que houve uma aumento na contratação de pessoas mais experientes. De 2008 para 2009, houve um crescimento de 7,62% no número de empregos de trabalhadores com mais de 65 anos. Por outro lado, a menor expansão foi verificada entre trabalhadores de 16 e 17 anos, que registraram variação de apenas de 1,46%.  (Edna Simão -  Agência Estado)

09.08 - Idosos: O peso econômico
Os superavós estão mexendo mais no bolso. São eles, muitas vezes, os responsáveis pelo pagamento da escola, da aula de inglês e até da alimentação dos netos – e não apenas, como acontecia no passado, de presentes em datas especiais.
Muito disso, segundo a socióloga Norma Herminia Kreling, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), deve-se ao fato de que boa parte dos idosos passou a encarar o mercado de trabalho por mais tempo, retardando a aposentadoria definitiva.
Sobre o tamanho do investimento econômico dos avós nos filhos e nos netos, a pesquisadora afirma que, quanto mais necessitada é a família, maior é o peso do auxílio. Nesse caso, a aposentadoria assume lugar fundamental no sustento dos parentes. Em famílias mais abastadas, o cenário é outro: com o dinheiro que ganha, o avô compra mimos para os netos, leva as crianças para almoçar no restaurante preferido, paga cursos.
CUIDADO
Os idosos não devem se esquecer de investir em si mesmos. Principalmente se já se aposentaram, devem aproveitar o período para atividades prazerosas. O segredo é investir em viagens e excursões.  (Zero Hora)

09.08 - Trabalhador mais velho ganha mercado
Em 2009, empresas optaram por trabalhadores com mais de 50 anos e maior escolaridade e melhoraram a remuneração média, segundo a Rais
No ano em que o País ainda sofria os efeitos da crise econômica mundial, as empresas apostaram na contratação de trabalhadores com mais de 50 anos e maior escolaridade e até melhoraram a remuneração média na comparação com 2008.
Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009, houve um crescimento de 15,11% do emprego formal para pessoas com mais de 50 anos de 2008 para 2009, que avançou de 297.909 para 320.620 postos de trabalho.
Por outro lado, mesmo com as políticas de incentivo do governo federal, foi registrada uma expansão de apenas 4,07% das vagas – de 359.872 para 365.139 – para trabalhadores na faixa etária entre 16 e 24 anos de idade. "Na hora da crise, primeiro foram demitidos os menos experientes", frisou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante a apresentação da Rais.
Na avaliação do ministro, a principal dificuldade para o jovem entrar no mercado de trabalho é justamente a falta de qualificação técnica e experiência. "Essa é a realidade do mercado", reforçou. Lupi disse ainda que, mesmo apresentando dados de 2009, ou seja defasados, a Rais é uma fotografia do mercado de trabalho brasileiro.
No ano passado, segundo a Rais de 2009, foram gerados 1,766 milhão de empregos com carteira assinada – pior número desde 2003 (861.014). De 2003 a junho de 2010, foram criadas 13,997 milhões de postos de trabalho. A meta é atingir 15 milhões até dezembro. No total, existem no país 41,207 milhões trabalhadores com carteira assinada. Se considerado o resultado acumulado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), esse número sobe para 42,680 milhões.
Além dos números do Caged, a Rais capta informações de empregados estatutários (servidores públicos), avulsos e temporários.
Pelos dados da pesquisa, os trabalhadores com mais escolaridade, principalmente a mulher, conseguiram um melhor desempenho no mercado.
Em 2009, o rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um crescimento real de 2,51% (corrigido pelo INPC) e saltou de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 no final de 2009.
Empregadores
Os governos federal, estadual e municipal foram um dos principais empregadores no ano passado. A administração pública contratou mais de 453,8 mil trabalhadores – número quase quatro vezes maior do que o saldo positivo de 111.740 de 2008 –,perdendo apenas para o segmento de serviços, com 654 mil novos postos de trabalho.  (Edna Simão - O Estado de S. Paulo)
 
 
 
 
 

06.08 - Aumento da longevidade leva à criação de novas carreiras
Ao participar recentemente da II Jornada Interdisciplinar de Geriatria e Gerontologia promovida pelo Hospital Sírio-Libanês - o tema da minha palestra era o preparo do executivo para o processo de pós-carreira -, tive a possibilidade de ampliar conhecimentos sobre o assunto. Um dos pontos que chamou minha atenção é o surgimento de novas áreas e oportunidades que o aumento da longevidade, e seus impactos, estão produzindo no mercado de trabalho. Mesmo porque grande parte do público que estava presente no evento era constituído por uma população jovem, com distintas formações técnica e acadêmica. Eles buscavam ampliar seus conhecimentos de maneira a poder atuar como "cuidador de idoso". 
Foi possível perceber que, como resultado do aumento da longevidade da população brasileira - proveniente dos avanços da medicina, dos maiores cuidados preventivos que as pessoas têm com seu corpo, além do desenvolvimento de hábitos individuais mais saudáveis - surgiram novas necessidades, que precisarão ser atendidas por um emergente mercado voltado aos idosos.
Já é possível localizar, tanto no segmento de serviços como na área de produtos, uma gama de oportunidades para novas carreiras, profissões e empreendimentos. Vale ressaltar as áreas de saúde, cuidados físicos e psíquicos, além de entretenimento, arquitetura, educação permanente, hotelaria, alimentação, turismo e lazer. 
Na área de saúde, é visível o aumento do número de geriatras como uma das especialidades cada vez mais procurada pelas pessoas que se encontram na meia-idade. 
No campo dos cuidados físicos, podemos encontrar atividades de fisioterapia específicas para idosos, além de reabilitação e de personal training especializado em terceira idade. Na área do comportamento humano, surgem os terapeutas, conselheiros, mentores e especialistas nas diferentes etapas e transições da vida. O segmento de nutrição e gastronomia, por sua vez, começa a perceber a importância e as demandas específicas deste público. 
Um campo novo no Brasil é o da arquitetura e funcionalidade nas construções, acabamentos e decoração para residências, clínicas, hotelaria e centros de lazer destinados ao público da terceira idade. Estas especialidades não se preocupam apenas com os fatores de segurança, mas também de respeito a sua história e tipo de atividade durante a vida ativa. Ou seja, tentam fazer com que a arquitetura não provoque uma ruptura muito grande nos seus hábitos e costumes.
No campo da educação continuada já se destacam as Universidades da Terceira Idade. E não são apenas centros de vida social que infantilizam o idoso com meras atividades de lazer ou preenchimento do seu tempo. São centros de educação continuada para novas etapas da vida.
Uma das maiores exigências da longevidade com qualidade de vida é que deveremos nos reinventar mais vezes ao longo da existência. Para tanto, se torna necessário um processo educativo que desenvolva novas habilidades e conhecimentos. Ou seja, que procure continuar dando sentido à vida, independentemente da fase que o idoso está vivendo.
Da parte das corporações, será cada dia mais importante desenvolver programas de estímulo aos profissionais para que assumam a responsabilidade da carreira como algo seu. Evitam, desta forma, criar dependentes que imaginam que as empresas irão cuidar da sua vida e de sua carreira. Cada vez mais, portanto, será necessário orientar as pessoas para que desenvolvam seus projetos buscando um maior equilíbrio entre o sucesso na vida profissional e pessoal. Vale ainda registrar o crescimento da população feminina neste contexto muito mais complexo, e onde os papéis estão sendo constantemente revistos ou questionados.
Para todo este universo de desafios e oportunidades, será necessária muita mão de obra especializada. Resta a cada um descobrir onde poderá aplicar melhor suas competências, formação e conhecimento.    (Renato Bernhoeft - Valor Online)
 
 
 
 
 

05.08 - Massa salarial cresce 6,7% no trimestre
O ritmo de crescimento da massa salarial ganhou força nos últimos meses, com a alta expressiva tanto do nível de emprego quanto da renda dos trabalhadores. Na média do segundo trimestre, a massa aumentou 6,7% na comparação com os mesmos meses do ano anterior, já descontada a inflação. É uma taxa bem superior aos níveis registrados no começo do ano, como a alta de 2,1% de janeiro .
Em junho, a contribuição da ocupação e da renda foi quase idêntica para o crescimento da massa salarial: a primeira avançou 3,5% sobre o mesmo mês de 2009, uma taxa expressiva, mas inferior aos 4,3% de abril e maio. No caso da renda real, houve aceleração, com alta de 2,5% em maio e 3,4% em junho, na mesma base de comparação.
Para a segunda metade do ano, as perspectivas continuam positivas, embora pareça provável alguma desaceleração da velocidade de alta da massa salarial, especialmente em decorrência de uma perda de fôlego da ocupação. Ainda assim, a massa continuará a ser uma das principais fontes de sustentação da demanda. As estimativas mais conservadoras apontam para uma expansão em 2010 entre 5% e 7% - mais que os 4% de 2009, mas inferiores aos 7,5% de 2008, sempre acima da inflação. 
O mercado de trabalho teve um primeiro semestre extremamente aquecido. As empresas aceleraram o ritmo de contratações, dada a expectativa de que o país continuará a crescer a taxas razoáveis nos próximos trimestres, ainda que inferiores às dos três primeiros meses de 2010. Nas seis principais regiões metropolitanas do país, a ocupação cresceu com mais força a partir de fevereiro, quando aumentou 3,5% em relação ao mesmo mês de 2009, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE). Em abril e maio, a alta foi de 4,3% nessa base de comparação. 
Foi um período de forte crescimento do emprego com carteira assinada, com a indústria recompondo o estoque de mão de obra dispensado no pior momento da crise, diz o economista Fábio Romão, da LCA Consultores. Retrato do que se passa no mercado formal, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra uma alta forte das contratações também na construção civil e nos serviços. 
Em junho, porém, a ocupação nas seis regiões metropolitanas cresceu 3,5%, um ritmo mais fraco do que nos dois meses anteriores. Para Romão, o ímpeto de contratação na indústria e também em outros setores deverá ser menor daqui para frente, levando a uma alta mais modesta do nível de emprego. Um aumento da ocupação superior a 4% na comparação com os mesmos meses de 2009 não deve se repetir, acredita ele. 
O economista Cristiano Souza, do Santander, também acredita que o aumento do nível de emprego poderá perder fôlego nos próximos meses. "Há limites para a alta da ocupação." Os números do Caged mostram que, em junho, o saldo entre contratações e demissões foi de 213 mil postos de trabalho, abaixo dos 305,1 mil de abril e dos 298 mil de maio. 
Se há um razoável consenso de que a ocupação tende a avançar a um ritmo menos exuberante, há mais controvérsia quanto ao que ocorrerá com o rendimento. Romão aposta que também aí haverá uma perda de fôlego. 
Segundo ele, a atividade econômica está mais fraca do que no começo do ano, o que limita um pouco o poder de barganha dos trabalhadores, e os índices de preços deverão subir nos próximos meses na comparação com os níveis muito baixos observados em junho e julho - um movimento nada exagerado, mas que contribuirá para limitar uma parte dos ganhos de renda acima da inflação. 
"Com isso, nos próximos meses, dificilmente a massa salarial real vai crescer acima de 7% em relação a igual período do ano passado", diz Romão. Em alguns meses do primeiro semestre de 2008, a massa chegou a avançar mais de 10% acima da inflação. 
Já Souza acredita que ainda há espaço para aumentos consideráveis da renda. "O salário dos novos contratatados está subindo, à medida que se esgota o estoque de trabalhadores", afirma ele, observando que, num mercado aquecido, há trocas de emprego por conta de ofertas de trabalho por salário maior. 
A economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Marzola Zara, diz que a renda tem reagido ao mercado de trabalho mais apertado, com demanda forte por mão de obra num momento de menor oferta. "Isso leva a maiores reajustes e, também, a contratações por salários mais altos. Além disso, em alguns setores, há escassez de mão-de-obra qualificada." 
Romão projeta uma alta de 5,3% da massa salarial em 2010, resultado da combinação de crescimento de 3,1% da ocupação e de 2,1% do rendimento. Nas contas de Romão, a ocupação cresce mais na média do ano do que a renda em grande parte por causa da taxa de expansão mais forte registrada no primeiro semestre. Enquanto o nível de emprego subiu 3,2% de janeiro a junho, a alta do rendimento foi de 1,7% no período. 
Em 2009, o grande responsável pela alta de 4% da massa salarial foi a renda real, que subiu 3,2%, enquanto a ocupação avançou 0,7%. Em 2008, um ano de forte crescimento econômico, os dois tiveram uma expansão similar, de 3,4%. 
Os economistas do Credit Suisse têm uma previsão de 3,5% para a expansão da renda em 2010, mais que o 1,7% do primeiro semestre deste ano, mas inferior ao aumento médio de 3,6% entre 2006 e 2008. O banco aposta que a velocidade de expansão "continuará a ser mais significativa para os trabalhadores com menor escolaridade, cenário que não corrobora uma avaliação de escassez de mão de obra mais qualificada no país". Para a massa salarial, o Credit Suisse projeta alta neste ano de 7,1%, já descontada a inflação, com alta de 3,6% para a ocupação.   (Sergio Lamucci - Valor Online)
 
 
 
 
 

04.08 - Taxa confederativa
Apenas sindicalizados devem pagar contribuiçãoTrabalhadores que não são associados a nenhum sindicato estão isentos de descontos salariais a título de contribuição assistencial e confederativa. O entendimento é da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que mandou a Ford Motor Company do Brasil reembolsar um ex-empregado que não era sindicalizado pela cobrança das taxas.
A contribuição confederativa não é compulsória para todos, como explica o relator e presidente da turma, ministro João Batista Brito Pereira. Somente os filiados aos sindicatos são obrigados a pagar os valores, mesmo quando a contribuição é estabelecida em acordo, convenção coletiva ou sentença normativa. Como ela não se configura como um tributo, não há razão para cobrá-la de empregados ou de empresas não filiadas.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) acolheu decisão de primeiro grau que determinava como correta a cobrança feita pela empresa, dada a existência de uma cláusula normativa prevendo a cobrança. Porém, amparando-se nos artigos 5º e 8º da Constituição Federal, o ministro Brito Pereira explicou que cláusulas dessa espécie ofendem o direito de livre associação e sindicalização garantidos pelos dispositivos. Assim, a regra é nula. A Orientação Jurisprudencial 17 da Seção de Dissídios Coletivos do TST trata do assunto.
O relator informou que o Precedente Normativo 119 do tribunal também considera ofensiva cláusula de acordo, convenção coletiva ou sentença normativa que obriga empregados não sindicalizados a contribuírem em favor da entidade sindical. Com informações da Assessoria de Comunicação do TST.
RR 7700-52.2002.5.02.0462  (Consultor Jurídico)

04.08 - Emprego na construção civil se desacelera em junho no país 
O ritmo do emprego na construção civil brasileira se desacelerou em junho, após registrar, por três meses seguidos, saldo mensal médio de 45 mil contratações.
O setor contratou 30.067 trabalhadores com carteira assinada no mês, segundo o SindusCon-SP (sindicato da indústria em São Paulo).
O desaquecimento está ligado, entre outros fatores, à proximidade das eleições, segundo Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP. "Diversas obras públicas estaduais foram concluídas e inauguradas nos últimos meses, sem o início de novas."
No primeiro semestre foram contratados 268,4 mil trabalhadores, e o número de empregados formais na construção civil brasileira atingiu 2,7 milhões.
A desaceleração foi mais sentida em São Paulo, Minas e Paraná, segundo Watanabe. No Estado de São Paulo, houve um saldo de apenas 465 contratações em junho. "Na infraestrutura, a tendência é de queda, com conclusão de obras como o Rodoanel e as vicinais", diz.
Segundo Watanabe, a desaceleração ainda não preocupa. "O país não tem condições de manter aquele nível de crescimento tão acelerado. Algum dia essa desaceleração iria acontecer, mas a expectativa para os próximos anos ainda é de alta."  (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

03.08 - Senado decide ampliar licença maternidade para seis meses
Graças a um amplo acordo entre todos os partidos, o Senado aprovou hoje (3), por unanimidade (62 votos), em votação de segundo turno, a ampliação obrigatória da licença maternidade para seis meses. 
Dentro do chamado esforço concentrado de votações até setembro, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 64/2007, de autoria da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), agora segue para a Câmara dos Deputados.
Atualmente, a legislação concede incentivos fiscais às empresas que derem 180 dias de licença às suas funcionárias, mas a adoção do benefício não é obrigatória.
Se efetivada a mudança na Constituição, caso a PEC também seja aprovada pelos deputados, toda trabalhadora que tiver filho terá o direito de se afastar do trabalho por mais dois meses, além dos quatro meses já garantidos.
"Metade da população é formada por mulheres e a outra metade também é filho de mães. Isso ilustra é o alcance social e a importância do projeto como construtor da cidadania", disse a senadora e presidenciável Marina Silva (PV-AC).
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) lembrou que a taxa de natalidade no Brasil caiu, tornando a interrupção no trabalho menos freqüente.
Aloizio Mercadante (PT-SP) alertou para a necessidade de reduzir custos na folha de pagamento para evitar risco econômico à empregabilidade das mulheres.
Em manifestações à parte, outros parlamentares lembraram do crescente consenso internacional em associar o prolongamento da licença à garantia de amamentação no período.  (Brasil Econômico)

03.08 - Fundação CEEE: Nova legislação trabalhista
A Fundação CEEE já está em fase final das ações para adaptação às novas regras que regem o controle de ponto eletrônico no país. Conforme o Gerente Administrativo da entidade, Elton Tubino Mairnardi, a adequação da Fundação CEEE à nova legislação iniciou no decorrer do primeiro semestre deste ano, com a atualização da versão do programa de controle do ponto, atendendo a todas as exigências. No mês de setembro serão substituídos os relógios de controle de ponto, a Gerência Administrativa implementará relógios com o sistema de identificação biométrica e cartão smart. O sistema biométrico faz a leitura e identificação através das digitais cadastradas e o cartão smart (crachá) através da aproximação ao sensor com um chip codificado. O novo equipamento, seguindo a legislação, emitirá um recibo com registro de horário. Paralelamente, será incrementado o processo de controle de acesso ao edifício sede, através de catraca eletrônica, também equipada com sistema biométrico e cartão smart. Com o objetivo de facilitar o trânsito de colaboradores e dirigentes, o acesso nas catracas será pelo sistema biométrico e os visitantes, através do cartão smart. Para Mainardi, a substituição dos relógios ponto deixará a entidade totalmente enquadrada na nova legislação e será uma grande oportunidade para a modernização dos equipamentos, melhorando os controles já existentes. A Fundação CEEE é um dos maiores fundos de pensão do Brasil. Há 30 anos no mercado de previdência complementar, acumula um patrimônio superior a R$ 4 bilhões.
Administra planos de previdência privada dos empregados das companhias de energia elétrica do Estado do Rio Grande do Sul (CEEE, CGTEE, RGE, AES Sul), da mineradora CRM, dos associados ao SENGE RS, SINPRO RS  e SINTAE RS.    (Fundação CEEE/AsPreviSite)
 
 
 
 
 
 

02.08 - Trabalho explica regras do novo ponto eletrônico 
Sob ataques dos empresários e de entidades sindicais, o Ministério do Trabalho divulgou esclarecimentos sobre o novo ponto eletrônico, para explicar que a medida não afetará pequenas empresas e que os equipamentos exigidos não têm custo alto.
A partir do dia 26 de agosto, auditores do trabalho iniciarão a fiscalização, mas autuações só serão permitidas depois de dupla visita à empresa.
O novo sistema estabelece requisitos para o equipamento Registrador Eletrônico de Ponto (REP). Passa a ser proibido o uso de computadores, de equipamentos portáteis, de catracas e outros bloqueios de segurança. O Ministério do Trabalho afirma que as novas regras coibirão fraudes.
No início da semana, o ministério editou uma instrução normativa com os processos a serem feitos pelos fiscais, o que foi interpretado como adiamento das novas regras.
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), não houve adiamento. "Essa instrução é severa. Sempre há dupla visita em caso de novas normas", disse o presidente do Conselho de Relações do Trabalho, Francisco Gadelha.
A Justiça já concedeu duas liminares derrubando a exigência do mecanismo.  (JULIANNA SOFIA - Folha de S.Paulo)

02.08 - Livro: POLÊMICAS TRABALHISTAS
AUTOR Alexei Almeida Chapper
EDITORA LTr (0/xx/11/2167-1100)
QUANTO R$ 35 (144 págs.)
Três trabalhos autônomos que versam temário interdisciplinar, mas controvertido.
 



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