Notícias Anteriores
ABRH
Jornal  Catho
28.07 - Projetos beneficiam aposentados que continuam trabalhando
Aposentados que voltam a trabalhar têm duas boas notícias que talvez possam começar a ser comemoradas. Propostas do senador Raimundo Colombo (DEM) foram aprovadas pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) e, se postas em vigor, deverão beneficiar vovôs e vovós que ainda estão no batente.
O primeiro projeto, o PLS 56/2009, propõe o fim das contribuições previdenciárias pagas pelos aposentados que optam por continuar trabalhando após a aposentadoria.
Se o projeto for aprovado, o aposentado deixaria de ter descontado para o INSS mensalmente de seu salário um percentual (que hoje é obrigatório) que varia entre 8% e 20% de seu contra-cheque. O aposentado que retorna ao trabalho fica obrigado a recolher contribuições para a Previdência Social sem jamais se beneficiar com o recolhimento dessas contribuições porque não poderá ter uma segunda aposentadoria nem essas contribuições gerarão qualquer tipo de benefício pelo INSS a quem já é aposentado.
Hoje 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas do Brasil são chefes de família.
Não existam dados específicos atualizados sobre o número de aposentados atuantes no mercado de trabalho no Brasil, mas sabe-se que hoje 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, segundo o Censo 2000. A aprovação do projeto, portanto, beneficiaria parcela significativa da população.
O outro projeto do senador democrata sugere que os aposentados que voltaram a se empregar mesmo após a aposentadoria possam movimentar mensalmente sua conta vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso valeria para os depósitos feitos após a aposentadoria, visto que esses trabalhadores já cumpriram os requisitos para o saque.
Isso soa como música para os ouvidos dos aposentados que continuam como arrimo de família, sustentando filhos e netos mesmo após cumprirem suas décadas de trabalho. Afinal, poucos voltam a trabalhar após aposentar-se só porque sentem falta da rotina de atividades. Na verdade, são os valores defasados dos benefícios pagos hoje pela Previdência Social no Brasil que forçam muitos a continuar na ativa mesmo depois que conseguiram a tão sonhada aposentadoria.  (Paulo Perazzo - JC Online)

28.07 - Aposentadas voltam ao mercado para complementar renda
Setor de serviços é o principal destino de trabalhadores idosos, afirma especialista
Depois de trabalhar por anos a fio e acumular diversas experiências da vida, as aposentadas estão de volta ao batente. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 30% dos aposentados e pensionistas brasileiros continuam empregados formalmente – dado relevante para ser lembrado no Dia da Vovó, que foi comemorado nesta segunda-feira (26).
A última pesquisa do IBGE relacionada à ocupação dos brasileiros mostrou que o país tem 22,748 milhões de aposentados ou pensionistas, sendo que 12,9 milhões deste total são mulheres. De cada quatro aposentadas, pelo menos uma está inserida no mercado de trabalho, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2008 (levantamento mais recente).
A volta ao trabalho está ligada, sobretudo, à complementação da renda que vem da aposentadoria, diz o professor de psicologia da PUC-Campinas e especialista em RH Aguinaldo Neri.
- Geralmente, essas mulheres estão preocupadas em melhorar a qualidade de vida dos filhos e netos. Com o trabalho após a aposentadoria, elas podem pagar o plano de saúde e a mensalidade da escola, por exemplo. E muitas vezes, elas são responsáveis pelo único salário da casa.
Neri - que coordena de um grupo de valorização profissional para mulheres, cujo objetivo é encaixar candidatas acima dos 55 anos no mercado de trabalho - aponta que o setor de serviços é o principal destino dos aposentados e idosos.
- Os profissionais mais velhos têm mais experiência para mediar situações de conflito e, quase sempre, têm horários mais flexíveis porque estão com os filhos criados e a vida “em ordem”. Esses fatores agradam empresas ligadas à alimentação, como restaurantes, transporte, vendas, saúde, limpeza e turismo, sobretudo empresas ligadas à hotelaria.
Quase sempre, esses profissionais são prestadores de serviço e, por isso, não são incluídos nos dados divulgados pelos órgãos oficiais do governo, como a Previdência e o IBGE. Entretanto, nada impede que o aposentado seja contratado com carteira assinada, o que implica o pagamento do INSS de novo, diz Neri.
A falta de profissionais específicos para determinadas áreas também ajuda a levar os aposentados de volta ao trabalho, segundo o vice-presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo), José Dutra Sobrinho.
- Às vezes, sai mais barato para uma empresa que está precisando de um profissional específico contratar um aposentado do que tirar um profissional de uma empresa concorrente.
Os próximos estudos deverão apontar um crescimento da participação de vovôs e vovós no mercado de trabalho, diz Sobrinho.
- A expectativa de vida do brasileiro está aumentando. Há 40 anos, o brasileiro se aposentava com 55 anos e parava de trabalhar. Hoje, ele é muito mais ativo e continua trabalhando, porque o grau de satisfação e felicidade dele é muito maior se estiver no mercado.  (Raphael Hakime - R7)

28.07 - Projeto de lei pretende reduzir trabalho informal
Está sendo votado no Senado um projeto de lei aprovado pela Comissão de Trabalho que reduz para 6% a alíquota de contribuição previdenciária tanto para o empregado como para o empregador. O objetivo da medida é estimular o registro de trabalhadores domésticos. Três em cada quatro empregados domésticos do país trabalham sem carteira assinada. São mais de quatro milhões e 800 mil trabalhadores na informalidade.
O registro torna o trabalhador um contribuinte da Previdência Social do INSS e ele passa a ter direito a salário-maternidade, aposentadoria, auxílio-doença. Os dependentes ficam com direito a pensão por morte e auxílio-reclusão. Além disso, as contribuições, caso o trabalhador seja demitido, mantêm sua seguridade por até 12 meses.
Hoje, uma empregada doméstica com registro em carteira que recebe R$ 700 tem de pagar 8% de INSS, o equivalente a R$ 56 de contribuição. O patrão, por sua vez, paga 12%, ou seja, R$ 84. Com a nova lei, eles passariam a contribuir com R$ 42 mensais cada um, aliviando as contas de ambos.
Antes de entrar definitivamente em vigor, o projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   (Tainah Medeiros - Jornal da Band)
 
 
 
 
 

27.07 - O jovem e a angústia 
Nos últimos dias o IBGE anunciou que o desemprego está caindo no país. Realmente é uma excelente notícia. No entanto, ainda falta muito para podermos comemorar o sucesso de oferecer trabalho a todos os brasileiros. Os jovens -faixa etária mais afetada pela falta de trabalho- ainda amargam índices de desemprego muito mais altos do que a média. Entre 16 e 25 anos o desemprego atinge quase 25%, ou seja, um em cada quatro jovens está sem trabalho, e são muito poucas as políticas públicas focadas na solução deste problema.
Outra faixa etária que também encontra enormes dificuldades para ter acesso ao trabalho é a dos adolescentes de 14 a 16 anos, que, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apenas podem exercer a função de aprendiz.
Eu sou de uma geração em que os jovens começavam a trabalhar muito cedo -muitas vezes entre 13 e 15 anos já ocupávamos o tempo exercendo atividades remuneradas para ajudar a família ou, em muitos casos, para ocupar o tempo e não ficar "vadiando" pelas ruas.
Desde a implantação do ECA, que em 13 de julho completou 20 anos, as empresas passaram a ter de respeitar normas especiais para a contratação de adolescentes. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o Brasil tinha em 2009 pouco mais de 150 mil jovens contratados como aprendizes, enquanto o Estado de São Paulo tinha somente 48.113 jovens nesta condição. Projeções do MTE apontam que somente São Paulo deveria ter 326.952 aprendizes, ou seja, quase sete vezes mais. Sem um grande trabalho de conscientização sobre a necessidade de se oferecer oportunidades para estes jovens não será possível reverter este quadro.
Criar mais vagas para aprendizes é um desafio que deve ser enfrentado pelo empresariado. E melhorar a qualidade do emprego e do trabalho para jovens é um desafio que todos devemos encarar. A sociedade está destruindo as rampas de acesso dos jovens ao mercado de trabalho e oferecendo em contrapartida típicas "soluções de mercado".
Tratamos os jovens como consumidores, incutimos os desejos, direcionamos as aspirações, estimulamos o livre arbítrio, mas não lhes damos as ferramentas de acesso ao mundo adulto. Precisamos rever nossos "ritos de passagem". Não há mais vagas para bancários, não há mais vagas para office boys e arquivistas, exigimos experiência para qualquer trabalho inexperiente, criamos verdadeiros moedores de carne em nossas ruas e vivemos nos perguntando: o que podemos fazer? É simples, podemos prestar atenção no que fazemos em nosso cotidiano e sermos responsáveis pela sociedade em que vivemos. (RICARDO YOUNG - Folha de S.Paulo)

27.07 - Ampliação da licença-maternidade: uma reflexão
A licença-maternidade é assegurada à mulher trabalhadora devidamente empregada – inclusive à doméstica – pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, inciso XVIII. Trata-se de garantia que consiste na concessão de licença remunerada de 120 dias que pode ser gozada pela gestante a partir do último mês de gestação, conforme disposto também pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
A recente Lei 11.770, de 9 de setembro de 2008, prorrogou o benefício em 60 dias, de forma facultativa e mediante incentivo fiscal, às empregadas de empresas que aderissem ao programa “Empresa Cidadã”, regra que vem sendo aplicada desde 1º de janeiro de 2010.
No dia 7 de julho, o Senado aprovou, de forma unânime, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que pode tornar obrigatória a extensão da licença à gestante, por ora aplicada apenas facultativamente. A PEC ainda será submetida a um segundo turno de votação no Senado, sendo em seguida encaminhada à Câmara.
A questão a ser discutida é: qual será o impacto dessa mudança para o mercado de trabalho, em especial para a mulher? 
Em diversos órgãos públicos, a licença-maternidade já foi estendida com sucesso. Entretanto, é impossível fechar os olhos para as gritantes diferenças entre as carreiras públicas e aquelas desenvolvidas na iniciativa privada.
O ingresso na carreira pública realizado (em regra) por meio de concursos e a estabilidade tornam a situação da mulher bem menos frágil.
Do ponto de vista da saúde pública, é indiscutível que a amamentação regular e exclusiva (sem introdução de água, chás e quaisquer outros alimentos) durante os seis primeiros meses de vida é uma vantagem. Os bebês que dela desfrutam, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), têm reduzidas, de forma significativa, as chances de contrair pneumonia, desenvolver anemia e padecer com crises de diarréia. Conforme a SBP, o país gasta cerca de R$ 300 milhões ao ano para atender a crianças com doenças que poderiam ser evitadas caso houvesse ocorrido amamentação regular durante os primeiros seis meses de vida.
Outra vantagem da licença-maternidade de 180 dias seria o possível retorno de mulheres mais produtivas no desempenho de suas funções e a diminuição das faltas e atrasos. 
Contudo, apesar da crescente conquista de espaço das mulheres no mercado de trabalho, o fato de se afastarem de suas incumbências por meio ano pode fazer com que enfrentem o desinteresse das empresas em sua contratação (principalmente se forem jovens, em idade reprodutiva), ou, ainda, pode fazer que sejam vistas como dispensáveis em seu retorno após longo período de afastamento, por vezes, sendo substituídas por outros profissionais treinados e capacitados.
As situações que conciliam essas duas facetas da questão parecem mais equilibradas. O retorno da mulher ao trabalho, decorridos os 120 dias usuais, de forma gradual (em jornadas parciais), o auxílio do trabalho nos moldes “home office” e a disponibilidade de berçários instalados nos locais de trabalho para que a mãe possa amamentar seu bebê em intervalos regulares,poderiam ser maneiras sensatas de se ajustar a problemática à realidade do mercado de trabalho brasileiro.
Atualmente, apenas grandes empresas têm aderido ao programa “Empresa Cidadã”, oferecendo como benefício a possibilidade de extensão da licença por 60 dias.
É possível que o desaquecimento dos mercados para a mulher seja apenas um mal transitório a ser transposto até que a sociedade compreenda e se adapte à nova garantia, não focando o bem estar das mães, mas, principalmente, a saúde das crianças.
Fato é que tal avaliação apenas poderá ser feita em médio e longo prazo, ficando, por ora, por conta das empresas a averiguação das vantagens e prejuízos da concessão da licença maternidade de 180 dias, enquanto ainda facultativa.    (Daniela Laubé Zarza Santos - Última Instância)
 
 
 
 
 

26.07 - A dinâmica do mercado de trabalho
A taxa de desemprego vem declinando substancialmente no Brasil. No entanto, o desemprego ainda difere muito entre os grupos demográficos e as regiões do país. Da mesma forma que existe desigualdade de renda, existe desigualdade de desemprego. Para desenharmos políticas públicas específicas para os grupos mais afetados pelo desemprego, é importante entendermos a dinâmica do mercado de trabalho. Em particular, é necessário entender como a evolução da taxa de desemprego ao longo do ciclo econômico é afetada pela dinâmica das taxas de contratações e demissões e como isso varia entre os diferentes grupos demográficos.
O primeiro aspecto a ser ressaltado é que o comportamento da taxa de desemprego no Brasil é muito mais influenciado pela dinâmica de novas contratações do que pelas demissões. A figura abaixo, baseada em um artigo recente*, mostra a relação entre a taxa de desemprego e a taxa de admissões nas regiões metropolitanas brasileiras nos últimos sete anos. Depois de um aumento pronunciado entre 2002 e 2003, a taxa de desemprego vem caindo significativamente, passando de 13% em 2003 para 8% em 2009. Por outro lado, a taxa de contratações teve um comportamento oposto, declinando de 22% para 16% entre 2002 e 2003 e aumentando muito a partir de então, até atingir 26% no período recente. A taxa de separações, por outro lado, variou muito pouco no ciclo recente, permanecendo ao redor de 2% a 3% em todo o período.
Isso significa que, no caso brasileiro, as demissões são pouco importantes para explicar o comportamento do desemprego ao longo do ciclo econômico. Isto ocorre em países com mercado de trabalho bastante regulamentado, como na França, por exemplo. Em períodos de recessão as empresas param de contratar e em períodos de crescimento acelerado, elas contratam muito mais. Vale lembrar que a taxa de admissões está intimamente relacionada com a duração do desemprego. Quando as contratações escasseiam, obviamente, os desempregados demoram mais para encontrar um novo emprego. E o tempo de desemprego tem efeitos graves sobre o bem-estar das pessoas.
Mas, a dinâmica do mercado de trabalho varia muito de acordo com o grupo demográfico e a região do país. A taxa de desemprego média entre os mais jovens (10 a 24 anos) nos últimos anos foi de 22%, quase três vezes maior do que entre os adultos (25 a 44) e cinco vezes maior do que entre os mais velhos (acima de 44). Entretanto, surpreendentemente, não há diferenças nas taxas de contratação dos diversos grupos etários. A explicação para as altas taxas de desemprego entre os mais jovens está na sua taxa de desligamento, mais de três vezes superior à dos adultos. Assim, o problema do desemprego entre os mais jovens não é a dificuldade de encontrar emprego, mas sim de mantê-lo. É por isso que políticas para ajudar o jovem a encontrar o primeiro emprego tendem a ter impacto reduzido.
Em termos educacionais, a taxa de desemprego é maior para o grupo com ensino fundamental ou médio completo. Isso ocorre porque sua taxa de admissão é menor do que a dos menos educados, enquanto sua taxa de desligamento é maior do que a dos mais educado (aqueles com nível superior). Os menos educados ficam pouco tempo desempregados, pois encontram um novo emprego facilmente, mas duram pouco no emprego (caso dos trabalhadores da construção civil, por exemplo). Já os trabalhadores mais educados, por terem um salário de reserva maior, ficam mais tempo procurando o emprego certo, mas quando o encontram dificilmente se separam.
Com relação às regiões metropolitanas, a maior taxa de desemprego hoje em dia está em Salvador, quase duas vezes maior do que a de Porto Alegre, que tem a menor taxa entre as regiões metropolitanas. Por outro lado, a duração do desemprego é mais elevada no Rio de Janeiro, porque a taxa de novas contratações é muito baixa. Mas o carioca, quando arruma emprego, dificilmente o perde. Já em Belo Horizonte ocorre o contrário: altas taxas de contratação e demissão, ou seja, rotatividade muito elevada. Em suma, para lidar com o desemprego de longo prazo, as políticas públicas tem que levar em conta que cada grupo demográfico e região do país enfrenta um problema diferente.  (Naercio Menezes Filho - Valor Online)

26.07 - Justiça suspende desconto sindical em aposentadoria
A Vara do Trabalho de Guarabira, na Paraíba, em decisão liminar, determinou à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que suspendam de imediato a consignação do desconto de mensalidade sindical nas aposentadorias rurais em todo o País.
A decisão da juíza Mirella D'Arc de Souza atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e determina pagamento de multa no valor de R$ 500 mensais por trabalhador que seja submetido a desconto irregular. Será expedido ofício ao presidente do INSS para que cesse de imediato os descontos nos benefícios previdenciários, sob pena de crime de desobediência.
Em maio de 2008, a Procuradoria do Trabalho em Campina Grande recebeu representação de aposentados rurais noticiando a ocorrência de irregularidade consistente no desconto mensal nas aposentadorias dos trabalhadores rurais da região de Mari a título de mensalidade sindical, sem que os mesmos sejam sindicalizados ou tenham autorizado a consignação, com a agravante da impossibilidade do cancelamento do desconto.
O MPT constatou que o desconto é realizado desde o início da década de 1990, por meio de convênio Contag/INSS, incidindo nas aposentadorias, no percentual de 2% do benefício, quando a ata da assembleia geral apresentada autorizara no percentual de apenas 1%.
Na ação, o Ministério Público afirmava que essa era uma "mega-lesão a milhares de aposentados rurais, os quais, independente de filiação sindical, estão sendo obrigados a descontar 2% dos seus parcos proventos".  (DCI)
 
 
 
 
 

23.07 - Menor procura ajuda a diminuir desemprego no Brasil, diz IBGE
Uma menor procura por trabalho no mês de junho derrubou a taxa de desemprego brasileira do país para 7%, a menor do ano e a menor para um mês de junho desde o início da série histórica iniciada em 2002, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.
O dado segue a taxa de desemprego de 7,5% em maio e de 8,1% em junho de 2009 nas seis maiores regiões metropolitanas.
Com a queda na taxa de junho, o nível de desemprego encerrou o primeiro semestre com a menor variação média de toda a série, de 7,3%. Nos primeiros seis meses de 2009, a variação média era de 8,6%.
"Junho você não tem dispensa de temporários, mas há muita desistência de procurar trabalho porque é um período de férias, viagens e passeios", disse o economista do IBGE, Cimar Pereira Azeredo.
"A recuperação do poder de compra das famílias pode ser outro fator que tira algumas pessoas da procura, mas esse seria um fator secundário. Não há nenhum desestímulo ou desalento. Isso acontece quando a economia vai mal. Os dados econômicos não mostram isso. Há mais emprego, mais formalização e um melhora", explicou.
De maio para junho, a inatividade aumentou 1,1%, o equivalente a quase mais 200 mil pessoas e, em relação a junho de 2009, houve uma ganho de 0,2%.
Pela primeira vez no ano, não houve geração de vagas no mês de junho ante maio.
"Foi um primeiro resultado de estabilidade na geração de postos. Precisamos de mais uns dois meses para tentar entender o que estão pensando os investidores e os empreendedores", disse Azeredo.
"Ao longo dos últimos meses houve ganhos e o números de ocupados já está num patamar recorde de quase 21,9 milhões empregados."
O IBGE acrescentou que a renda do trabalhador ocupado cresceu 0,5% em junho ante maio e 3,4% frente a junho de 2009, para R$ 1.423.  (Rodrigo Viga Gaier - Reuters/Uol Notícias)

23.07 - Desemprego recua para 7% em junho
Para o IBGE, menor procura por ocupação explica o resultado, uma vez que o mercado não gerou novas vagas 
É a menor marca para esse mês desde 2002; o rendimento médio, na comparação com maio, registrou alta de 0,5% 
Sob impacto da menor procura por trabalho, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país caiu de 7,5% em maio para 7% em junho.
É a menor marca para esse mês desde 2002, quando teve início a série histórica do IBGE. Na média do primeiro semestre, a taxa ficou em 7,3%, também a mais baixa para o período.
Ao contrário do esperado para junho -quando sazonalmente a economia começa a se acelerar-, o mercado não gerou novas vagas.
Mas, mesmo assim, o desemprego caiu graças à redução da busca por colocação. O número de ocupados ficou estável de maio para junho.
Segundo Cimar Azeredo Pereira, esse cenário é um reflexo do período de férias, quando menos pessoas procuram trabalho. Reflete ainda o aumento do rendimento familiar -que desestimula membros secundários da família a se empregarem.
Pelos dados do IBGE, o rendimento médio voltou a crescer em junho e subiu 0,5% na comparação com maio. Em relação a junho de 2009, a alta foi de 3,4%.
Para Fábio Romão, economista da consultoria LCA, a freada da ocupação já sinaliza a desaceleração do ritmo de atividade da economia como um todo, após um primeiro semestre muito forte.
"A economia cresce num ritmo mais brando, e isso já se refletiu no mercado de trabalho no que diz respeito à ocupação", afirmou.
O economista se disse "surpreso" com a saída de pessoas do mercado de trabalho em junho -o que provocou a queda da taxa de desemprego em razão da queda de 0,5% da PEA (População Economicamente Ativa) de maio para junho.
Diz, porém, que a economia ainda está aquecida e que é cedo para "falar em desalento".
Romão ressalta, porém, que o número de contratações perdeu força na comparação com 2009, quando o país sofria os efeitos da crise. Ante junho do ano passado, a ocupação cresceu 3,5%, ritmo menos intenso do que em meses anteriores.
Já Azeredo Pereira, do IBGE, destaca como ponto positivo o crescimento expressivo do contingente de trabalhadores com carteira assinada -alta de 7,1% ante junho de 2009.
Para Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco, "o mercado de trabalho continua forte, apesar da estabilidade nas contratações".
Graças à expansão da renda, a massa de rendimentos se manteve em alta -0,3% em relação a maio, com ajuste sazonal, e 6,9% ante junho de 2009- e seguirá a estimular o consumo, segundo ele. (PEDRO SOARES - Folha de S.Paulo)

23.07 - Taxa de desemprego em junho é a menor do ano 
A redução da taxa de desocupação em junho baseou-se na saída de pessoas do mercado de trabalho e não na criação de postos de trabalho. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população ocupada ficou estatisticamente inalterada entre maio e junho, com 21,878 milhões de indivíduos, apenas mil a mais que em maio. Já a população desocupada apresentou queda de 6,6% no período, com 1,647 milhão, ou 117 mil pessoas a menos que em maio. No mês passado, a taxa de desocupação atingiu 7%, no menor nível para um mês de junho, o segundo menor para qualquer mês desde o início da série, em 2002, e o menor do ano.
Para Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), as férias de julho normalmente desestimulam a procura por emprego em junho, o que voltou a ocorrer este ano, contribuindo para a redução da população economicamente ativa, que caiu 0,5% entre maio e junho. Ao mesmo tempo, a população não economicamente ativa subiu 1,1%, em 193 mil pessoas.
"A queda da taxa em junho é explicada pelas pessoas optarem por não procurar emprego, porque são estudantes, mulheres com crianças, e também porque o aumento da renda contribui para tirar as pessoas do mercado. Pessoas que desistiram de procurar trabalho para ter disponibilidade em julho", frisou Azeredo, acrescentando que será necessário esperar os resultados dos próximos meses para determinar as tendências da criação de vagas. "Temos um quadro favorável, com evolução da taxa de desocupação. Há algumas interrogações, que vão culminar na continuação, ou não, da redução da desocupação. Se não houver geração de postos, a força de trabalho que se retirou do mercado tende a voltar e pode fazer a ocupação recuar. Por isso não fazemos previsão, temos que analisar."
Os números do IBGE mostram que os efeitos da crise econômica global já foram superados, com os resultados de desocupação, rendimento e emprego com carteira superando os índices anteriores à turbulência. "Passamos pela crise e agora estamos melhores que no período anterior a ela", afirmou, lembrando que no primeiro semestre a taxa média de desocupação foi de 7,3%, a menor da série para o período janeiro-junho. 
O rendimento médio real voltou a subir em junho, depois da queda de 0,9% em maio. Em junho, a média de R$ 1.423,00 significou uma alta de 0,5% sobre maio. No primeiro semestre, a média de R$ 1.420,34 foi a mais alta da série histórica para os seis primeiros meses do ano.  (Rafael Rosas - Valor Online)
 
 
 
 
 

22.07 - Emprego formal bate recorde e alcança mais de 50% dos ocupados
A formalização no mercado de trabalho brasileiro aumenta intensamente desde 2004 na esteira do crescimento mais forte da economia e de reformas que estimularam a contratação de trabalhadores com carteira assinada. Em 2010, pela primeira vez, o total de trabalhadores com carteira assinada superou 50% da mão de obra ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Essa participação cresceu ao longo do semestre - começou em 50,3% em janeiro e alcançou 51,1% em maio. O percentual é recorde. Desde 2002, quando começa a nova série de emprego e desemprego do IBGE, nunca o emprego formal foi tão representativo. 
O avanço da formalização nos últimos anos mostra um quadro muito diferente do registrado na década de 90 e no começo dos anos 2000, diz o economista Sérgio Mendonça, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana de São Paulo do Dieese - que têm uma série histórica mais antiga -, mostram que entre 1990 e 2003 o total de trabalhadores formais no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 milhões, enquanto o número de empregados sem carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 milhão. 
A partir de 2004 o quadro mudou. O número de empregados formais no setor privado subiu de 3,4 milhões em 2003 para 4,6 milhões na média de março, abril e maio de 2010, uma alta de 46%. No mesmo período, o estoque de assalariados sem carteira assinada subiu apenas 2,6%, para 1,075 milhão de trabalhadores. 
Para Mendonça, a aceleração do crescimento é a principal explicação para o avanço da formalização. De 2004 a 2008, o país cresceu a uma média de 4,8% ao ano. Em 2009, a economia encolheu 0,2%, mas já retomou um ritmo forte de expansão, devendo avançar mais de 7% este ano. Entre 1980 e 2003, a média foi pouco superior a 2%. 
"Os números indicam que o que faltava para a criação de empregos formais era um crescimento mais forte", acredita ele. De 2004 a junho de 2010, a geração de empregos formais superou 9,5 milhões de vagas, considerando a diferença entre admissões e demissões no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 
O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, aponta o crescimento mais forte - e a percepção de que o país pode sustentar taxas mais elevadas ao longo do tempo - como o principal motivo para a formalização crescente no mercado de trabalho. Isso dá mais confiança para as empresas registrarem os funcionários. 
Romão observa que parte das vagas que aparecem no Caged se refere à formalização de postos de trabalho já existentes, ainda que não seja a maior fatia e não haja como precisar seu tamanho total, apenas a parcela que decorre das ações de fiscalização do Ministério do Trabalho. Segundo Romão, esse fenômeno fica claro quando se compara o crescimento do estoque de trabalhadores por categoria de ocupação na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE. 
Em maio, o número de empregados com carteira assinada cresceu 7% em relação ao mesmo mês de 2009, enquanto o número de informais encolheu 0,6%. Essa diferença, avalia Romão, "indica a formalização de vagas já existentes". 
Além do crescimento mais forte da economia, Mendonça acredita que a aprovação da da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa contribuiu para o avanço da formalização nos últimos anos. Conhecida como Supersimples, a lei entrou em vigor em julho de 2007, barateando a contratação com carteira para empresas de menor porte. 
"Ela reduz o custo de uma relação de trabalho formal", observa o economista José Márcio Camargo, da Opus Gestão de Recursos, que esse tipo de reforma com um peso maior no processo de formalização recente do que o ritmo de crescimento. Segundo ele, a crescente importância do crédito na economia brasileira também tem importância. Trabalhadores com carteira assinada têm acesso a modalidades de crédito como os empréstimos consignados. 
Para ele, esse é mais um incentivo para que os trabalhadores busquem relações formais de trabalho e relutem em aceitar a informalidade, que por vezes pode garantir um rendimento líquido maior.
O fim da cumulatividade da Cofins, aprovada em 2003, também influenciou nesse processo, acredita Mendonça. Como o imposto começou a a incidir sobre o valor agregado, as empresas maiores passaram a pressionar as fornecedores de menor porte a se formalizar, para terem direito aos créditos tributários, diz ele. Nesse processo, as empresas tendem a regularizar a mão de obra, o que também facilita obtenção de crédito. 
O aumento da formalização é amplamente favorável para a economia, destacam os economistas. O caixa do governo é reforçado, já que há um aumento da contribuição sobre a folha de salários e sobre a renda das pessoas físicas. O processo também ajuda a realimentar o próprio crescimento, como diz Romão. Quem tem carteira assinada se sente mais confiante para consumir e entrar em empréstimos e financiamentos.    (Sergio Lamucci - Valor Online)

22.07 - Controle eletrônico: cuidado para não dormir no ponto
Em agosto de 2010, entrará em vigor a Portaria 1.510/09 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que se refere ao artigo 74, parágrafo 2º da CLT, e dispõe sobre o novo regulamento de controle eletrônico do ponto dos empregados nas empresas com mais de 10 empregados. As novidades advindas com o novo regulamento ministerial estão provocando várias críticas e dúvidas por parte do empresariado.
O controle da jornada dos empregados poderá ainda ser feito de forma manual (livro ou folha de ponto), mecânico (relógio de ponto) ou eletrônico (REP – registrador eletrônico de ponto). Se o controle escolhido for o eletrônico, obrigatoriamente o empregador deve se cadastrar no site do MTE e indicar quais sistemas e aparelhos irá utilizar, sendo permitida apenas a escolha de aparelhos cujos fabricantes estejam registrados no Ministério e que forneçam um atestado técnico e termo de responsabilidade, indicando a sua conformidade com a legislação.
Uma das críticas é que a Portaria está na contramão da sustentabilidade e da virtualização. Isso porque, agora, para cada batida de ponto, na entrada e na saída, deverá ser impresso para o empregado o comprovante da marcação. A impressão deverá ter durabilidade mínima de cinco anos, o que gerará um custo enorme de papel e, consequentemente, várias árvores serão derrubadas para atender à estranha novidade.
Além disso, as críticas giram em torno dos custos financeiros da mudança. Em média, cada aparelho do REP é orçado em cerca de R$ 5.000. E há ainda os custos com a reposição das bobinas de papel.
As empresas devem estar bem atentas, porque a nítida intenção do governo é arrecadar mais FGTS, INSS e Imposto de Renda. A flexibilidade do controle de horário, tão comum nos tempos atuais, deixará de existir com adoção do registro eletrônico, que só permite a alteração do horário da batida se o empregador deixar registrado o motivo dessa alteração.
Imagine um colaborador que chegou 20 minutos atrasados para o trabalho e combinou com seu gestor que compensaria o atraso ao final do expediente. O que parece normal não será mais, pois os 20 minutos após o expediente serão contados como hora extra e, no mínimo, serão remunerados com o adicional de 50%.
As empresas não podem dormir no ponto, a fiscalização promete ser intensa, porque além da repercussão trabalhista, com a respectiva lavratura dos autos de infração, o Auditor Fiscal do Trabalho poderá apreender documentos e equipamentos, encaminhando-os para órgãos policiais e fazendários para a apuração de infrações criminais e tributárias.   (Eduardo Pragmácio Filho - Última Instância)
 
 
 
 
 

21.07 - Complementação de aposentadoria: Prescrição trabalhista
O trânsito em julgado de decisão em que houve desistência de recurso conta-se da data da manifestação da vontade da parte. Como o ato é unilateral, independe de homologação judicial ou de aceitação pela parte contrária. A interpretação é da Seção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e foi aplicada em julgamento recente de um recurso da Caixa Econômica Federal. No caso em discussão, o relator, ministro Pedro Paulo Manus, explicou que a Caixa perdeu o direito de propor ação rescisória contra acórdão do Tribunal do Trabalho (TRT) de Sergipe que a condenara ao pagamento de diferenças de complementação de aposentadoria a ex-empregado porque não o fez dentro do prazo de dois anos do trânsito em julgado da decisão, conforme previsto no artigo 495 do Código de Processo Civil. Da mesma forma que o TRT, o ministro Manus entendeu que a ação rescisória deveria ter sido apresentada até dois anos após a data do protocolo de desistência de um agravo de instrumento em novembro de 2006.   (Valor Online)

21.07 - Falta de mão de obra qualificada é momentânea
Carência de profissionais qualificados no Brasil para suprir a demanda por mão de obra é momentânea, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. 
O forte crescimento do país, com expansão da economia na casa dos 7% em 2010, pôs mais em evidência o antigo problema de escassez de trabalhadores em áreas como engenharia e tecnologia da informação.
O ministro defendeu a política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de investir com a mesma ênfase em educação básica, no ensino superior e em escolas técnicas federais.
Ele lembrou que o atual governo foi criticado pela opção de dar o mesmo peso aos investimentos em educação superior e profissional.
"Já estávamos antevendo (carência de mão de obra). A oferta e a demanda por trabalhadores qualificados vão se encontrar muito brevemente", previu.
"Acho que (a mão de obra) é um problema de curto prazo e que se resolve rapidamente. Nós dobramos as vagas de ingresso nas universidades federais", afirmou, referindo-se ao período de 2003 para cá. "Temos as condições para formar trabalhadores para superar essas dificuldades momentâneas."
Dados do Ministério da Educação (MEC) indicam que as vagas em universidades federais subiram de 109,2 mil para 222,4 mil. Nas escolas técnicas públicas, as vagas triplicaram para 524,4 mil em 2009, segundo o ministro.
Os cursos de graduação com mais procura são geologia, engenharia e licenciatura, sobretudo matemática, "áreas que exigem atenção maior do poder público", segundo o ministro.
O orçamento do MEC para 2010 é de R$ 60 bilhões, 16% acima de 2009 e o dobro de 2006. O investimento público em Educação no país deve ser de 5% do PIB este ano, ou quase R$ 170 bilhões.
"Teríamos um desafio de chegar em 7% (do PIB)", disse Haddad.
Qualidade
Formado em Direito e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Haddad concorda com a ideia de que "se a criança tiver uma boa formação de base, ela consegue progredir muito mais facilmente". "Por isso, nos fixamos muito nas metas (de qualidade) dos anos iniciais do ensino."
Ele destacou a melhora do planejamento nas escolas públicas, com planos individuais de ações do MEC em mais de 5 mil municípios. As escolas com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional têm apoio técnico e financeiro. A cada dois anos, o trabalho é avaliado.
O Ideb médio na educação básica no Brasil avançou de 3,8 em 2005 para 4,6 em 2009, em uma escala de zero a 10. A meta é chegar até 2021 a uma nota 6, segundo Haddad. A evolução nos últimos quatro anos significa que a criança do quinto ano tem hoje a proficiência que em 2005 tinha a criança do sétimo ano.
Na etapa que antecede a universidade, os dados indicam que o ensino privado está bem à frente do público. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado nesta segunda-feira (19), aparece apenas uma escola da rede pública entre as 10 melhores do país. O ministro Haddad falou  antes da publicação do resultado do Enem.
Volta à escola pública
Haddad costuma visitar escolas públicas quando viaja a trabalho. Ele se considera de uma geração que viveu a "derrocada da escola pública até 2001". Isso, segundo ele, o levou a estudar em colégio particular, como seus filhos.
O ministro falou com entusiasmo da análise individual das escolas públicas adotada há alguns anos. Antes, a avaliação era por amostragem. "O que se sabia era que as escolas públicas, em média, estavam muito aquém das particulares, então houve uma migração das pessoas que podiam pagar o estudo. Hoje acontece o inverso, de volta da classe média à escola pública."
Ministro desde julho de 2005, Haddad disse estar "pensando em cuidar um pouco da minha vida" em 2011, ao ser questionado sobre seu futuro na vida pública. Uma importante tarefa ainda sob seu comando é o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, que será enviado ao Congresso Nacional neste semestre.  (Reuters/Brasil Econômico)
 
 
 
 
 

20.07 - Ritmo do emprego não preocupa Previdência
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, minimizou sexta-feira o impacto da perda de fôlego do mercado de trabalho em junho, segundo divulgação feita ontem pelo Ministério do Trabalho. "É uma estabilização, não é uma estagnação. Isso não preocupa", afirmou na sexta antes do seminário "Fundamentos de Registros de Benefícios Previdenciários a Empregados", realizado em Brasília. Nos últimos meses, no entanto, Gabas comemorava os dados positivos do aumento do emprego formal no Brasil e os relacionava à menor necessidade de financiamento da Previdência.
De acordo com o Ministério do Trabalho, foram criados 212 mil empregos com carteira assinada em junho, ante 298 mil em maio e 305 mil em abril. "Imagina se a gente continuasse a crescer do jeito que estávamos... Iríamos bater 500 mil empregos este mês e teríamos de importar trabalhadores", comentou.
O ministro voltou a prever que o déficit da Previdência este ano será de R$ 47 bilhões. Inicialmente, a projeção era de R$ 50 bilhões de necessidade de financiamento e foi reduzida para R$ 45 bilhões, por conta do aumento da arrecadação. No entanto, após o reajuste de 7,72% concedido aos aposentados, o número passou a ser de R$ 47 bilhões. "A cada comportamento da arrecadação que tenha influência nas contas, revemos a projeção", disse. Gabas informou ainda que o dado mensal da Previdência será divulgado na próxima quarta-feira, dia 21.
Funrural
Gabas também afirmou que o governo ainda não chegou a uma fórmula de cobrança de contribuição para substituir o Funrural como fonte de recurso para pagamento das aposentadorias no campo. "Não temos nada ainda", disse o ministro. O assunto é discutido no âmbito dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Previdência.
O ministro salientou que o prazo para que isso seja feito ainda não "estourou", mas que é algo que "precisa" sair do papel. "Não é simples", afirmou. Além da nova fórmula de arrecadação, também está em estudo a possibilidade de se criar uma contribuição sobre a folha de salários. Esta sugestão, no entanto, não é vista como a melhor solução pelo ministro, porque oneraria principalmente os setores produtivos que contam com mão de obra extensiva.
Em fevereiro, um frigorífico foi liberado de recolher recursos para o Funrural depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a contribuição inconstitucional em fevereiro. Em princípio, a decisão é para apenas uma empresa, mas tende a se estender. A arrecadação líquida do setor rural em maio foi de R$ 426 milhões, uma queda de 14,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 499,2 milhões), mas aumento de 6,9% ante abril (R$ 399,4 milhões). Já o pagamento de benefícios previdenciários no campo somou R$ 3,754 bilhões no mês passado, o que representa queda de 1% na comparação com abril (R$ 3,794 bilhões) e um aumento de 6,1% ante maio de 2009 (R$ 3,537 bilhões).
Ainda em maio, o déficit da previdência rural foi de R$ 3,392 bilhões e, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a conta está negativa em R$ 17,840 bilhões. Neste caso, o crescimento é de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2009 (R$ 16,251 bilhões). "Tem gente que diz que pagar o trabalhador rural é jogar dinheiro no ralo, mas não concordo", comentou. Gabas afirmou ainda que tem percebido um movimento de migração em direção ao campo, que é contrário ao que ocorreu nos anos 1980. "O homem do campo não quer sair do campo para ir para a cidade. Ele só ia antes porque não tinha alternativa", comparou.   (Célia Froufe - Agência Estado)

20.07 - Avaliações de desempenho são cínicas e criam paranoia 
Recentemente, um e-mail circulou pela redação solicitando sugestões sobre como melhorar nosso sistema de avaliação de desempenho. Minha sugestão é muito fácil e barata: livrar-se de tudo e substituir por nada.
Normalmente, quando tenho alguma ideia brilhante sobre como o "Financial Times" pode ser melhor administrado, eu a proponho em particular. Não se deve lavar a roupa suja em público. Mesmo assim, quando o assunto é avaliação, as roupas de todas as outras companhias têm as mesmas manchas de sujeira que a nossa e, portanto, parece não ser vergonha nenhuma sugerir uma excursão em massa para a lavanderia.
Ao longo dos últimos 30 anos, fui avaliada umas três dezenas de vezes ? como bancária, jornalista e diretora. Sobrevivi a essa loucura da busca por fórmulas complicadas. Também sobrevivi ao costume informal em que as avaliações são chamadas de "career chats" (discussões de carreira), onde um clima artificial de igualdade prevalece. Fiz avaliações em mesas, sofás e até mesmo em refeições. 
Mas nunca aprendi nada a meu respeito como resultado disso, nem estabeleci nenhuma meta posteriormente cumprida. Em vez disso, sempre tenho a sensação de que estou participando de um jogo de charadas, com a desvantagem de não existir uma resposta a ser descoberta e de não ser nem um pouco divertido. A norma é uma hora angustiante de conversa durante a qual você é forçado a engolir uma mistura indigesta de elogios e críticas relacionados a eventos acontecidos há muito tempo, que o deixa desmotivado e confuso com a pergunta mais básica: estou fazendo um bom trabalho? O resultado é arquivado, fazendo você se sentir meio paranoico, embora saiba quanta atenção será dada a ele: nenhuma.
Pelo menos eu tive que sofrer com apenas um lado do processo. Eu nunca - graças a Deus - tive que avaliar ninguém, o que deve ser ainda mais cansativo. Isso porque você precisa realizar a mesma operação com cada subordinado, permitindo de uma maneira desgastante que as pessoas acreditem que estão se saindo mais ou menos bem, uma vez que é muito difícil dizer sem rodeios que eles não estão se saindo bem.
Tenho um amiga que trabalha em uma empresa que passa um mês inteiro todos os anos avaliando sua equipe. Ela diz que o sistema foi "melhorado", de modo que ela não precisa mais classificar as pessoas em "realizadores excepcionais", "bons realizadores" e assim por diante. Em vez disso, ela analisa uma lista de atributos misteriosos - como "domínio de alavancagem" e "inovações holísticas" -, escolhendo três pontos fortes e uma necessidade de desenvolvimento (ou fraqueza, como se conhecia antes) para cada pessoa. Ela admite que esse sistema é uma idiotice completa. Mas quando sugiro que seja abandonado, ela parece chocada. "Fora de cogitação", responde. "Isso seria interpretado como se nós não ligássemos para o desenvolvimento de nosso pessoal."
Não por todo mundo, ao que parece. Recentemente, Samuel Culbert, professor de uma faculdade de administração da Califórnia, disse em uma estação de rádio americana que todos os sistemas de avaliação são uma baboseira completa. Ele acredita ainda menos neles do que eu. Eles são uma volta aos antigos e terríveis dias da administração por objetivo, disse, e continuam existindo somente porque permitem a administradores perversos controlar os funcionários e porque os gerentes de recursos humanos são como a KGB quando o assunto é acumular informações.
A alternativa de Culbert, que ele descreve em seu novo livro "Get Rid of the Performance Review" (Livre-se da análise de desempenho), é que chefes e subordinados deveriam ter conversas regulares e em condições de igualdade, em que diriam coisas como: "O que vocês precisam que eu faça? O que precisamos produzir juntos". Esta é uma ideia fantástica. O único problema é que ela não tem relação com o mundo como o conheço. Administradores não falam ou pensam desse jeito.
A coisa mais sinistra a respeito do sistema atual de avaliação de desempenho é que ele faz com que os administradores se iludam, pensando que estão gerenciando seu pessoal. Com o fim das avaliações, pouparíamos tempo e energia e as duas únicas coisas perdidas seriam o cinismo e a paranoia.    (Lucy Kellaway - Valor Online)

20.07 - Demitidos na crise, executivos voltam em cargo mais alto
Vitimada pela crise, a publicitária Tatiana Garcia voltou à antiga companhia com mais responsabilidades um ano depois 
Com os cintos apertados durante a crise de 2008-2009, muitas empresas tiveram de dispensar executivos em todos os níveis gerenciais. Com a retomada dos investimentos, algumas companhias preferem preencher as vagas ociosas com os mesmos profissionais que foram desligados. Mas será que vale a pena voltar à antiga empresa? 
Especialistas em gestão de recursos humanos acreditam que a "segunda chance" pode gerar ganho de produtividade logo nos primeiros meses da nova fase, já que a cultura da companhia, as atribuições funcionais e as alianças construídas internamente são bem conhecidas do empregado. Do lado da corporação, a prática serve para aproveitar profissionais afinados com os processos de trabalho. 
No período pós-crise, os convites de retorno aconteceram, principalmente, em segmentos com alto grau de competitividade, como bens de consumo e autopeças, ou muito específicos, como o setor de mineração. Na maioria dos casos, volta-se com salário e cargo maiores.
"Apresentar um plano de ação já nos primeiros 30 dias de trabalho pode gerar um impacto positivo", sugere Carlos Eduardo Altona, sócio da consultoria Exec. Para os consultores de RH, o profissional precisa conhecer o real motivo do desligamento, a posição em que vai voltar, a nova estrutura da empresa e as perspectivas reais de carreira.
Segundo Regina Izabel Cadelca, vice-presidente da Catho Consultoria em RH, o mais comum entre as empresas é recontratar um antigo funcionário para um nível hierárquico acima do ocupado na experiência anterior. "Isso acontece muito na área comercial, que leva em conta o conhecimento do executivo sobre produtos, mercado, filosofia corporativa e gestão de equipes." 
Para Lúcia Costa, sócia-diretora da área de transição de carreiras da consultoria Mariaca, independentemente do motivo do desligamento, uma demissão sempre gera desgaste e pode significar o início de uma ruptura fatal entre o funcionário e a empresa. "É importante que o executivo avalie o quanto a saída do emprego o abalou e se há ressentimentos. Nesse caso, pode não ser uma boa ideia retornar", aconselha. "Mas se o desligamento foi feito com transparência, um novo convite é uma oportunidade." A Mariaca teve alguns casos de recolocação pós-crise, mas que não chegaram a 10% do total de processos de admissão. Entre eles, um executivo de uma multinacional de eletroeletrônicos que foi desligado durante uma reestruturação e acabou recontratado seis meses depois, para dirigir uma nova divisão da companhia. 
De acordo com Cláudio Garcia, presidente da DBM, consultoria especializada em gestão de capital humano, é preciso que o profissional avalie se vai ficar confortável entre os colegas que permaneceram no escritório. "O emocional pode afetar o comportamento e o comprometimento do executivo na função" explica. "Mas se isso não for uma dificuldade e o candidato avaliar que o trabalho está alinhado com propósitos de vida e de carreira, não há problema em retornar." Segundo Costa, o funcionário não deve reaver o cargo para continuar do ponto onde parou, mas criar uma nova história dentro da corporação. "Pode ser uma ótima oportunidade para alinhar temas que não foram bem resolvidos no passado e começar, realmente, do zero. Alguns profissionais voltam até com uma remuneração superior à que saíram", afirma. "É fundamental enxergar o retorno como um novo desafio que vai contribuir para a organização e o desenvolvimento da carreira."
A diretora da Mariaca acredita que o regresso pode apresentar mais vantagens no pacote de boas-vindas. "O executivo tem muito mais conhecimento e segurança sobre o que vai encontrar. Sabe os desafios, problemas e oportunidades na empresa. Com isso, consegue administrar melhor as expectativas." Por outro lado, a previsibilidade no ambiente de trabalho pode atrapalhar a performance. "É difícil se renovar em um cenário conhecido." Para Marcelo Braga, sócio da Search Consultoria em Recursos Humanos, o empregado não pode cair na zona de conforto e manter um comportamento igual ao da experiência anterior. "Isso o fará ser o primeiro a sair em um momento difícil da empresa."
Segundo Garcia, da DBM, ao aceitar a proposta, o profissional tem de saber por qual razão está voltando e quais são as regras da nova fase. "Qualquer que seja o motivo que o levou a ir embora, é preciso ter total clareza das razões da volta", afirma. "Entender por que foi escolhido em um processo de demissão pode levar o executivo a entregar melhores resultados na nova etapa."
No auge da crise, em janeiro de 2009, a publicitária Tatiana Garcia saiu da Katálogo, da área de distribuição de software. Era estagiária e voltou exatamente um ano depois, em uma função mais graduada, como analista de marketing. "Na época, o departamento de marketing foi afetado pela recessão e os principais executivos deixaram a empresa." 
No intervalo entre os dois períodos na mesma companhia, Garcia trabalhou em três agências de publicidade. "Hoje, tenho mais responsabilidades no cargo e posso ensinar tudo o que aprendi à equipe." 
Para Tatiana, um convite para coltar a um emprego sempre deve ser considerado. Mas antes de tomar a decisão, ela aconselha conversar com os antigos colegas para "sentir o clima" da companhia. Segundo ela, os benefícios da volta compensam. "Você se sente em casa, conhece bem a empresa e sabe com quem falar para o trabalho andar mais rápido." 
De acordo com Altona, é importante para a direção entender o que se espera do profissional na retomada. "Deve-se inovar e buscar soluções 'fora da caixa'", ensina. Outra recomendação é estreitar as relações pessoais pouco desenvolvidas antes da demissão. Para Marcelo Braga, da Search Consultoria, o funcionário precisa enxergar a oportunidade como se fosse trabalhar em uma nova empresa. "Ele não pode contar com os espaços conquistados anteriormente. Precisa criar uma outra imagem, melhor que a antiga", orienta. "E, logo nos primeiros meses, mostrar que é um profissional mais maduro."   (Jacilio Saraiva - Valor Online)
 
 
 
 
 

19.07 - Profissional de mercado de capitais ganha regras
Carreira de analista foi regulamentada 
A profissão de analista de valores mobiliários foi regulamentada na segunda-feira passada (12). A medida, prevista na Instrução CVM nº 483/2010 e publicada no Diário Oficial da União, define atividades dos profissionais, deveres do empregadores e direitos da categoria.
Entre as mudanças, a partir de 1º de outubro, esses profissionais poderão solicitar credenciamento diretamente na entidade que os representa, a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), e não terão mais de se dirigir à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para fazer o registro. Atualmente a CVM tem 1.056 profissionais habilitados.
Segundo a Apimec, a regulamentação facilitará a obtenção de habilitação para o exercício das atividades, além de representar diminuição de custos e burocracia.
No documento, estão previstos um código de conduta e o reconhecimento das funções desses profissionais, como a elaboração de relatórios para análises que influenciam a decisão de investidores do mercado financeiro.
Entre os principais destaques estão a permissão para as empresas realizarem análise de valores mobiliários e a introdução de um regime jurídico próprio para essas instituições. Os empregadores deverão ter, no mínimo, 30% da equipe de analistas credenciada até 31 de dezembro.  (CAROLINE PELLEGRINO - Folha de S.Paulo)

19.07 - Jovem europeu sofre verão do desemprego
Na Espanha, taxa geral de desempregados é de 19,9%, mas chega a 40,5% entre os que têm entre 16 e 25 anos 
Resolução aprovada no Parlamento Europeu exorta que se evite que jovens fiquem mais de 4 meses sem trabalho
Entre economistas e intelectuais, a discussão principal pode ser se o euro continuará como moeda única de 16 países europeus ou se o bloco todo da União Europeia, que congrega 27 nações, vai continuar a existir.
Mas, para os jovens recém-saídos das universidades europeias, este é o verão do desemprego.
As temperaturas estão beirando os 40C na Espanha, e é lá que está também uma das maiores taxas de desemprego na Europa: 19,9%. Significa que 1 em cada 5 na população economicamente ativa está sem emprego.
Entre os jovens, a situação é muito pior, 40,5%. Se dez pessoas entre 16 e 25 anos estiverem conversando em um bar, provavelmente quatro estarão sem emprego.
"Estou sem trabalho há dois anos. Até que foi bom na época da Copa do Mundo. Vi todos os jogos. Mas agora a festa acabou e continuo desempregado", diz Miguel Mandiá, um madrilenho de 22 anos especializado em design gráfico.
"Quase todos os meus amigos estão na mesma situação", afirma.
Se o presente já está difícil, o futuro parece ainda mais preocupante. De um lado, as empresas privadas não investem com medo de um repique da recessão provocada pela crise global de 2008. Com isso, não criam vagas.
De outro, os governos preparam cortes de gastos para reduzir o insustentável deficit público. Com isso, cortam postos de trabalho. Na soma, mais desempregados.
REINO UNIDO
No Reino Unido, a situação não é tão grave. A taxa de desemprego na população em geral está em 7,8%. Mas o medo paira no ar.
O plano do novo governo para reduzir o deficit deve acabar com cerca de 600 mil empregos públicos, dos atuais 6 milhões. Outros 700 mil postos podem ser fechados no setor privado que tem o governo central como principal cliente.
Mais uma vez, os jovens são os mais afetados. O ano letivo no hemisfério Norte acabou no primeiro semestre e é a época de os recém-formados procurarem emprego.
Está difícil. A Associação de Recrutadores de Graduados revelou que há um recorde de 70 graduados procurando emprego para cada vaga oferecida.
James Baxter, que trabalha numa empresa de recrutamento em Londres, afirma que, com o mercado muito enxuto, sobram pessoas com qualificação.
"Assim, fica ainda pior para quem não tem experiência." A taxa de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos no Reino Unido beira os 20%.
A preocupação com o desemprego juvenil chegou ao Parlamento Europeu. No início do mês, foi aprovada resolução que exorta os 27 países-membros do bloco a criarem mecanismos para evitar que jovens fiquem mais de quatro meses sem trabalho.
A proposta da resolução foi feita pela dinamarquesa Emilie Turunen, de 26 anos, a mais jovem deputada do Parlamento Europeu.
Segundo ela, há mais de 5,5 milhões de jovens desempregados nos países da UE, cerca de 21,4% do total.   (VAGUINALDO MARINHEIRO - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

16.07 - País deve criar 2 milhões de empregos em 2010, dizem especialistas
Se número for confirmado, total de vagas criadas no governo Lula será de 11,1 milhões 
A criação de 1,473 milhão de postos de trabalho formais no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregos e Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indica que o Brasil deve criar pelo menos 2,06 milhões de vagas neste ano, segundo especialistas ouvidos pela Agência Estado. Se esse número for confirmado, o total de empregos criados desde 2003 atingirá 11,14 milhões - marca que supera as 10 milhões de vagas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante a campanha em 2002, que o Brasil precisaria criar.
"Esperamos que serão criados neste ano 2,4 milhões de empregos", comentou a economista do Santander, Luiza Rodrigues. Rafael Bacciotti, analista da Tendências, acredita que podem ser gerados mais 1,1 milhão de postos no segundo semestre, o que representaria 2,5 milhões de postos neste ano. O presidente do IPEA, Márcio Pochmann, acredita que a marca pode chegar a 2,1 milhões. "Mas não me surpreenderia se o bom ritmo de expansão da economia gerasse no total 2,4 milhões de vagas em 2010", afirmou. Na avaliação do economista da LCA, Fábio Romão, devem ser gerados 2,06 milhões neste ano, o que representaria perto de 587 mil postos líquidos criados no segundo semestre.
Luiza Rodrigues leva em consideração que a criação de 2,4 milhões de empregos formais em 2010 está relacionada com o forte desempenho do nível de atividade, pois o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 7,8% neste ano. De acordo com Pochmann, a geração de quase um milhão de postos de trabalho de julho a dezembro é viável, pois o estoque de vagas líquidas formadas no primeiro semestre foi muito forte, dado que foi o recorde para o período na história do Caged.
Segundo Bacciotti, a desaceleração do nível de atividade no segundo trimestre na margem produziu uma redução do saldo de empregos formais gerados mensalmente em termos dessazonalizados no primeiro semestre. Em janeiro, foram criados perto de 233 mil postos, número que baixou para 199 mil vagas em fevereiro e que retornou aos 233 mil empregos em março. No mês de abril, a marca atingiu 193 mil vagas, que subiu um pouco para 196 mil em maio, número que baixou para 143 mil empregos em junho. Romão lembra que a redução da capacidade de geração de empregos no mês passado está relacionada com a diminuição do ritmo de expansão do País no segundo trimestre.
Depois do PIB ter avançado 2,7% de janeiro a março, na margem, esse número deve atingir 0,7% de abril a junho, chegar a 0,4% no terceiro trimestre e alcançar 1,0% nos últimos três meses do ano, pelo mesmo critério de análise.
Romão destaca que algumas categorias profissionais importantes apresentaram em junho de 2010 uma geração de empregos inferior ao mesmo mês de 2008, que é o parâmetro mensal mais próximo para análise comparação, pois o desempenho do sexto mês de 2009 apresentou resultados baixos devido aos efeitos da crise internacional sobre o País. A indústria, no mês passado, criou 47 mil postos, abaixo dos 54,8 mil em junho de 2008. O comércio apresentou uma geração de 26,6 mil postos no mês passado, marca inferior aos 48,2 mil empregos do mesmo período em 2008. Os serviços, que incluem a administração pública, criaram 59 mil postos em junho de 2010, número menor que as 77 mil vagas criadas em junho de 2008.
Para o segundo semestre, os especialistas preveem uma criação inferior de empregos ao apurado entre janeiro a junho, o que está vinculado ao fato de que a geração de postos no primeiro semestre normalmente é superior ao apurado nos seis meses seguintes. A indústria, por exemplo, reduz o contingente de trabalhadores em dezembro, dado que o pico da produção ocorreu nos meses imediatamente anteriores, em função da fabricação de mercadorias para serem vendidas nas festas de final de ano.
Romão tem uma avaliação um pouco mais cautelosa sobre a geração de empregos no segundo semestre, pois ele acredita que as empresas já recuperaram o estoque de funcionários registrados em relação ao período pré-crise internacional. Mas para Luiza Rodrigues, há uma boa dose de confiança dos agentes econômicos, inclusive dos empresários, sobre as perspectivas favoráveis da economia no longo prazo que permitem prever que a geração de empregos no segundo semestre deve chegar perto de um milhão de vagas. Ele destacou que a Sondagem Industrial realizada pela FGV apontou que em março, 45,1% dos dirigentes de companhias tinham intenção de contratar funcionários nos três meses seguintes. "Essa marca alta ocorreu quando o País estava num nível muito forte de expansão", ressaltou. Em junho, ela ponderou, mesmo com a desaceleração do nível de atividade a pesquisa mostrou que aquele indicador baixou pouco, pois atingiu 44,4%. "Ou seja, a confiança dos empresários está muito favorável para a geração de empregos. Para os dirigentes de empresas, este fator esta relacionado diretamente com a estabilidade da economia, com inflação sobre controle, processo que já ocorre há vários anos", afirmou.
Alta dos juros
A redução do ritmo da economia no segundo trimestre, o que foi exibido por vários indicadores, como o recuo de 5% da produção de veículos em junho na margem, segundo a Anfavea, e a queda de 3,83% das vendas de papelão ondulado no mesmo período, promove um debate indireto entre os especialistas sobre a necessidade do aperto monetário ser muito mais vigoroso no último trimestre do ano. Para Fábio Romão, a Selic deve aumentar 0,75 ponto porcentual na próxima semana e mais 0,75 ponto porcentual no dia primeiro de setembro. "Não há necessidade de maior elevação dos juros devido à clara redução da velocidade do nível de atividade", disse. A LCA estima que o PIB deverá crescer 6,6% neste ano, taxa inferior à alta de 7% manifestada pelo presidente Lula.
Para Pochmann, a alta dos juros deve cessar já, pois a inflação recuou nos últimos meses, o IPCA não se manifesta como um perigo forte no curto prazo e adicionais elevações da Selic podem prejudicar os investimentos, que já são baixos. De acordo com o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo atingiu 18% do PIB no primeiro trimestre, patamar bem inferior à marca de 23% do Produto Interno Bruto vista por vários especialistas como necessária para que o potencial de crescimento do País saía de uma marca ao redor de 4,5% para um patamar mais próximo a 5,5%.
Na avaliação de Rafael Bacciotti e Luiza Rodrigues, os juros precisam ficar acima de 11,75% neste ano para que a inflação fique mais próxima da meta de 4,5% em 2011. Para atingir aquele objetivo, a Tendências acredita que a Selic deve subir mais 0,50 ponto porcentual em outubro, enquanto o Santander avalia que será necessário mais um incremento de 0,50 ponto porcentual também em dezembro, o que levaria a taxa para 12,75%. Mesmo com tais aumentos de juros, a consultoria acredita que o IPCA deve variar de uma alta de 5,4% em 2010 para 4,7% no ano que vem, enquanto o banco espanhol pondera que o índice chegará este ano em 5,5% e atingirá 5% no ano que vem. "O ritmo de atividade está muito intenso e é preciso reduzir sua velocidade para que a inflação atinja um patamar mais sustentável no ano que vem", disse Luiza.  (Ricardo Leopoldo - Agência Estado)

16.07 - Currículo executivo
A Anefac (associação de executivos de finanças, administração e contabilidade) lança no dia 20 o "Anefac Carreira", banco de currículos para ligar empresas a profissionais do segmento. 
As áreas de finanças e controladoria devem ser as mais procuradas por quem busca vaga no segmento, segundo a entidade. A meta nos próximos dois anos é capturar mais de 2.000 currículos. O serviço é gratuito. (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

16.07 - Período sabático não significa abandonar carreira
Para não ser obrigado a aceitar posição inferior no retorno, profissional deve buscar algum tipo de atualização durante ausência, afirmam consultores 
O profissional que volta ao mercado de trabalho após uma ausência de pelo menos dois anos precisa mostrar de alguma maneira que se manteve atualizado durante o "sabático" – não importa se o período tenha sido motivado por escolha pessoal, tentativa de abrir um negócio próprio ou imposição do mercado. Do contrário, dizem especialistas, é necessário adequar as expectativas ao buscar uma nova vaga. 
"Se a pessoa não conseguir mostrar no currículo que fez algo para se manter atualizada, como um curso ou uma consultoria, talvez seja necessário dar passos para trás. Se foi diretor no passado, pode ser que volte como gerente", explica Regina Cadelca, vice-presidente de gestão de carreira da Catho.
Nem todo o período de ausência, entretanto, é negativo para a carreira. Um sabático que inclua algum tipo de atualização profissional – o domínio de um novo idioma, um estágio internacional ou um curso de pós-graduação – pode ser positivo para o currículo de qualquer pessoa.
Para quem espera um grande salto salarial, porém, é melhor optar por um sabático antes dos 30 anos – um curso de MBA no exterior, por exemplo, costuma exigir dois anos de dedicação. Depois disso, o profissional corre o risco de ficar no prejuízo ao se ausentar do mercado por um longo período.
Para Ricardo Amatto, diretor da área de mercado financeiro da consultoria Fesa, o executivo próximo dos 35 anos, por exemplo, geralmente ocupa cargo de gerência sênior ou diretoria. "O profissional se arrisca a sair e encontrar o mercado em um mau momento. Isso aconteceu com quem voltou do exterior em 2008", exemplifica.
Para o diretor da consultoria Michael Page, Bernardo Cavour, o profissional sênior terá mais benefícios pessoais do que financeiros ao buscar um curso no exterior. "Acho que, depois de cinco ou seis anos de experiência, o profissional está no melhor momento para estudar fora."
O engenheiro mecânico Carlos Alberto Camino Bohrer tenta voltar ao mercado de trabalho após quatro anos de ausência. Após herdar um restaurante, decidiu administrar o negócio por um tempo, antes de vendê-lo. A última experiência de Bohrer, que atuou por 20 anos no setor de autopeças, foi à frente da produção de uma fábrica de 1,3 mil funcionários em Minas Gerais.
Consultoria
Nos quatro anos em que se ausentou, o engenheiro atuou como consultor, atividade que ainda mantém. "Esse dinheiro não me permite manter o padrão de vida de antes, mas me ajuda a buscar algo com calma", explica. Em quatro meses de procura por uma vaga, Bohrer conta que foi chamado para nove entrevistas.
Em poucos dias de busca, ainda em março, Bohrer foi chamado para um cargo de gerência, mas decidiu esperar. "Neste momento, estou calmo no sentido de querer acertar. Estou em uma fase em que não dá para pular de galho em galho."   (Fernando Scheller - O Estado de S. Paulo) 
 
 
 
 
 

15.07 - Emprego na indústria de SP sobe 6,6% no 1º semestre 
O nível de emprego na indústria paulista se beneficiou da retomada da atividade após a crise de 2009 e cresceu 6,61% no primeiro semestre de 2010, ante o fim do ano passado, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
A expansão é a maior da série histórica, iniciada em julho de 2005. O número representa a geração de 154.500 vagas.   (Folha de S.Paulo)

15.07 - TST derruba sucessão trabalhista em cartório
Ao assumir o 1º Tabelionato de Protesto de Campinas (SP), depois de cinco anos de estudo para aprovação em concurso público, Alexandre Augusto Arcaro não esperava ter que responder por duas ações trabalhistas envolvendo funcionários com quem nunca trabalhou. O problema é frequente entre os profissionais concursados, e tem feito com que alguns desistam de assumir cartórios. No entanto, uma decisão da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve acabar com o impasse. 
Os ministros decidiram, por unanimidade, que o novo titular de um cartório não é responsável por dívidas trabalhistas deixadas por seu antecessor. Desde que tenha passado por concurso público. Eles levaram em consideração ainda o fato de o ex-empregado não ter trabalhado com o novo chefe. Para o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do caso, que envolve uma ex-empregada do Cartório do 4º Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte (MG), não se pode falar em sucessão trabalhista, pois "sequer houve a continuidade na prestação de serviços". 
A controvérsia se dá porque os artigos 10 e 448 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determinam que qualquer alteração na estrutura de uma empresa não deve afetar os direitos e contratos de trabalho dos empregados. No entanto, no caso de uma nomeação por concurso público, os ministros do TST entenderam que cabe ao titular do cartório que vai deixar o cargo a obrigação de quitar os contratos de trabalho.
Para o advogado Daniel Chiode, do escritório Demarest e Almeida Advogados, a decisão do TST prestigia os servidores concursados e é um passo importante para acabar com a insegurança jurídica nos cartórios. "Os titulares dos cartórios não compraram uma empresa privada, mas prestaram concurso para assumir um serviço público", diz ele, que já obteve vitórias na Justiça do Trabalho em casos semelhantes, na defesa de titulares concursados. 
De acordo com Chiode, em alguns casos, as dívidas trabalhistas são "fabricadas" de propósito para impedir o novo titular concursado de assumir o cargo. O tabelião Alexandre Augusto Arcaro, de Campinas, decidiu batalhar na Justiça para não arcar com as dívidas deixadas pelo seu antecessor. E já obteve decisões favoráveis em segunda instância. "Sempre quis seguir a carreira de tabelião e nunca cogitei sair. Mas muitos colegas decidem optar por cartórios menores quando se deparam com o problema", afirma.   (Luiza de Carvalho - Valor Online)
 
 
 
 

14.07 - Salário-maternidade: Proteção à mãe e ao bebê
Benefício é pago pelo INSS às trabalhadores empregadas, desempregadas, domésticas e facultativas ou individuais
A trabalhadora que contribui para a Previdência Social é amparada pelo salário-maternidade durante os quatro meses em que fica afastada por causa do parto.
A trabalhadora com carteira assinada tem o benefício pago diretamente pela empresa, enquanto as contribuintes facultativas e individuais, as empregadas domésticas, a segurada especial e a desempregada, que ainda se encontra sob a condição de segurada, têm o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O valor do benefício varia varia de acordo com a categoria para a qual contribui a trabalhadora. O salário-maternidade que a trabalhadora empregada ou avulsa recebe deve ser igual ao seu salário mensal, até o teto correspondente ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Aquelas que têm salário variável receberão o equivalente à média salarial dos seis meses anteriores ao parto.
As contribuintes com mais de um emprego podem receber dois salários-maternidade, desde que contribuam para a Previdência Social em cada atividade exercida.
A trabalhadora recebe, durante esse período, o equivalente ao último salário de contribuição, observados os limites mínimo e máximo da Previdência Social (R$ 510 a R$ 3.467,40).
No caso das contribuintes facultativas e individuais, é preciso ressaltar que, para ter direito ao benefício, elas precisam ter pelo menos dez contribuições consecutivas.
Já a segurada especial (trabalhadora rural) tem direito a um salário mínimo (R$ 510), mas deve comprovar pelo menos dez meses de atividade rural.
Quando perde o emprego, a segurada do INSS fica protegida por um período que pode durar de 12 a 36 meses, o “período de graça”. Se o parto acontece durante esse período, a segurada também tem direito ao salário maternidade.
No entanto, nesse caso, tanto para a segurada desempregada quanto para a contribuinte individual e a facultativa, o salário-maternidade pago será a média aritmética dos últimos 12 salários de contribuição (também dentro dos limites previdenciários), apurados em um período de no máximo 15 meses.
Quando o salário-maternidade é concedido à segurada desempregada sem justa causa, é pago diretamente pelo INSS. No entanto, não é possível recebê-lo simultaneamente com o seguro-desemprego.
Como requerer – A trabalhadora empregada não sofrerá descontinuidade do salário, por isso não precisa requerer o benefício, que será pago pela empresa diretamente na conta da funcionária. O empregador informa essa condição à Receita Federal do Brasil, responsável pelo recolhimento, e desconta esse valor das contribuições recolhidas para a Previdência Social sobre a folha de salários.
Contribuintes individuais, trabalhadoras avulsas, segurada especial, facultativas e empregadas domésticas ou mães adotivas devem requerer o benefício nas Agências da Previdência Social (APS), após marcar data e hora de atendimento pela Central 135, ou pela internet.
No requerimento, é necessário informar o Número de Identificação do Trabalhador (NIT), PIS, PASEP ou CICI; nome completo da requerente, nome completo da mãe e data do nascimento. Em todos os casos é preciso apresentar o atestado do médico que a assiste durante a gravidez.
No caso da empregada doméstica, ela própria, ou o empregador doméstico, pode dar entrada no pedido do benefício nas APS, após marcar data e hora de atendimento pela Central 135, ou pela internet, acrescentando o CPF do empregador.
Adoção – A mulher que adota uma criança também tem direito ao salário-maternidade, seja ela empregada, trabalhadora avulsa, segurada especial, contribuinte individual, facultativa ou empregada doméstica. O período de afastamento dependerá da idade da criança e varia de 30 a 120 dias. Esse direito é garantido mesmo que a mãe biológica já tenha recebido salário maternidade.
Em todos os casos de adoção, o benefício será pago pelo INSS. O requerimento pode ser feito pela página da Previdência Social ou pela Central 135.   (AgPrev)
 
 
 
 
 

13.07 - Mais emprego
O nível de emprego na construção civil brasileira registrou em maio um novo recorde, de 2,69 milhões de trabalhadores empregados com carteira assinada.
A elevação foi de 1,7% em maio na comparação com abril, com a contratação de mais 45.031 trabalhadores.
No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, o nível de emprego no setor registrou alta de 9,7%, segundo dados do levantamento mensal do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV.
Em 12 meses, o emprego no setor aumentou 16,27%, segundo o presidente da entidade, Sergio Watanabe.
No Estado de São Paulo, em maio, o nível de emprego na construção registrou alta de 0,53%, com acréscimo de 3.869 vagas. No ano, a alta foi de 7,55%.
Entre as regiões do país, a que teve maior elevação em termos percentuais foi o Norte (4,34%) e a que teve o maior aumento nominal foi o Sudeste, com mais 13.631 contratados.  (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

13.07 - Emprego na indústria cresceu 0,3% em maio
De abril para maio, o crescimento no emprego industrial ficou em 0,3%, quinto resultado positivo consecutivo, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia). Na comparação com maio de 2009, a expansão do emprego alcançou 4,2%, quarta taxa positiva consecutiva, que iguala a mais elevada da série histórica assinalada em outubro de 2004.
No período, todos os locais investigados (14 regiões) apontaram taxas positivas. Entre esses, São Paulo (3,3%) permaneceu com a principal influência sobre a média global, vindo a seguir região Nordeste (6,1%), Rio Grande do Sul (6,1%), região Norte e Centro-Oeste (5,8%), Rio de Janeiro (7,6%) e Santa Catarina (4,2%).
Na indústria paulista, as atividades de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,7%), têxtil (10,3%), meios de transporte (4,9%) e de alimentos e bebidas (3,1%) exerceram os maiores impactos positivos no total das contratações.
O acumulado no ano chegou a 1,9%, acelerando o ritmo frente aos resultados acumulados no primeiro trimestre e primeiro quadrimestre.
O número de horas pagas teve alta de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. No confronto com o mesmo mês do ano anterior, a taxa de 5,5% é a mais alta desde o início da série histórica, enquanto no índice acumulado no ano cresceu 3%.
A folha de pagamento real dos trabalhadores recuou 0,8% na passagem de abril para maio, já descontada a sazonalidade. Comparada com iguais períodos de 2009, houve avanço de 3,7% no índice mensal, quinta taxa positiva consecutiva, e de 3,8% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. (Diário do Grande ABC)
 
 
 
 
 

12.07 - Pessoas entre 50 e 64 anos têm mais vagas
Aumentou a participação das pessoas com idade entre 50 e 64 anos no mercado de trabalho paulista nos últimos meses. Segundo o Observatório do Emprego e do Trabalho, em maio foram criadas 2.892 vagas formais para aquelas pessoas. O número equivale a 2,9% do total de vagas criadas em maio em todo o Estado.  (Folha de S.Paulo)

12.07 - OCDE: Desemprego atingiu pico
O desemprego provavelmente chegou ao pico nos países desenvolvidos, num momento em que a retomada do crescimento se consolida, após uma recessão que devastou o mercado de trabalho, disse num relatório a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A taxa de desemprego nos países da OCDE alcançou 8.7% no primeiro bimestre do ano, recorde no pós-guerra, contra 5.8% em 2007.
Apesar da recuperação global liderada pelos países emergentes, a estatística provavelmente ficará acima de 8% até o fim do ano, afirma o relatório.
Os países da OCDE entraram na recessão de 2008-2009 com sua menor taxa de desemprego desde 1980, em parte por causa da liberalização do mercado de trabalho. Porém, um dos resultados acabou sendo um aumento mais rápido no desemprego, pois mais assalariados tem contratos temporários e com menos benefícios para os desempregados, disse a OCDE.
Mesmo assim, a organização encorajou os governos a preservarem as reformas feitas nos seus mercados de trabalho.
"À medida que a recuperação ganha força, é essencial criar incentivos para que empresas contratem mais", escreveu John Martin, diretor de Questões de Sociais e Trabalhistas. "Os empregos temporários devem funcionar como transições para empregos fixos, em vez de como armadilhas."   (Bloomberg/Valor Online)

12.07 - Desemprego no mundo rico
Os países desenvolvidos enfrentam uma rara combinação de problemas ? desemprego elevado, recessão generalizada e contas públicas em péssimas condições, com enormes buracos orçamentários e Tesouros cada vez mais endividados. Para reduzir o desemprego ao nível pré-crise, teriam de criar 17 milhões de postos de trabalho, segundo relatório divulgado nessa quarta-feira pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um clube formado por 31 das economias mais industrializadas.
"Criar empregos deve ser uma prioridade para os governos", disse o secretário-geral da OCDE, o mexicano Angel Gurría. Mas os governos terão de enfrentar simultaneamente as tarefas de criar empregos e reduzir os déficits fiscais, lembrou o dirigente da organização. A mesma orientação foi definida no fim de junho pelos chefes de governo do Grupo dos 20 (G-20), formado pelos países mais ricos e pelos principais emergentes.
Se as principais potências abandonarem ao mesmo tempo os estímulos fiscais adotados na pior fase da crise, haverá o risco de uma volta à recessão. Mas vários desses países não têm condições de suportar maiores desajustes fiscais, concluíram os dirigentes do G-20. Daí a conveniência de políticas diferenciadas de ajustes mais suaves para os países com menores desequilíbrios fiscais.
Também na quarta-feira o Eurostat publicou os dados econômicos da zona do euro no primeiro trimestre. O Produto Interno Bruto cresceu 0,2% em relação aos três meses finais de 2009 e foi 0,6% maior que o de um ano antes. Pela primeira vez em seis trimestres apareceu um resultado positivo numa comparação desse tipo.
Mesmo com um desempenho melhor, a desocupação pouco ou nada teria diminuído nos últimos 6 a 12 meses, porque a contratação de pessoal normalmente ocorre com algum atraso nas saídas de recessão. Mas a prolongada estagnação europeia tende a prolongar o desemprego e os efeitos mais dolorosos da crise iniciada em 2008.
Mostrando uma reativação ainda muito fraca na zona do euro, o novo balanço econômico divulgado pelo Eurostat tornou mais dramático o cenário do mercado de trabalho. Segundo o estudo da OCDE, o desemprego em maio ficou em 8,6% da força de trabalho, nível pouco abaixo do verificado em março, 8,7%. Pelo menos até 2011, segundo os autores da pesquisa, a desocupação deverá ficar acima de 8%.
O quadro varia muito entre países, com desocupação pouco abaixo de 10% nos Estados Unidos e próxima de 20% na Espanha. No mercado americano é preciso criar cerca de 10 milhões de postos para se retornar à situação anterior à crise. Na Espanha, 2,5 milhões de empregos foram perdidos a partir de 2007.
Pelas últimas estimativas, há 47 milhões de desempregados nos 31 países do grupo, mas o problema real no mercado de trabalho pode ser muito mais grave que o indicado por esse número. Muitas pessoas podem ter simplesmente desistido por algum tempo de tentar uma nova colocação. Outras estão subempregadas. Se esses dois contingentes forem adicionados à conta, o total de pessoas desocupadas e em condições precárias de atividade poderá chegar a 80 milhões.
Na Europa, bem mais que nos Estados Unidos, o desemprego elevado agrava o problema fiscal, por causa da ampla e generosa rede de proteção social financiada com recursos públicos. Mas essa rede também estimula muitos trabalhadores a permanecer parados, à espera de ofertas de emprego atraentes.
A combinação de ajuste fiscal e aumento do nível de emprego será provavelmente mais complicada para os governos europeus, por causa das circunstâncias políticas e sociais. "Mas o alto desemprego como nova condição normal é inaceitável e é preciso enfrentá-lo com uma política ampla", disse Gurría.
No Brasil, 53% das pessoas ouvidas numa pesquisa da Confederação Nacional da Indústria disseram não ver risco de demissão nos próximos meses. Outros 30% disseram ter pouco medo. O Brasil e outros grandes emergentes continuam sendo os principais fatores de dinamismo da economia mundial. Se esse quadro durar muito tempo, novos desequilíbrios poderão surgir.   (O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

08.07 - Mulheres voltam ao mercado de trabalho 
Economia aquecida motiva trabalhadoras informais e donas de casa a buscar vagas com carteira assinada
IBGE destaca melhora na renda; salário da mulher vale 72% do do homem em 2010; há oito anos valia 69% 
Com o aquecimento da economia e a maior oferta de vagas, mulheres que estavam sem emprego decidiram retornar ao mercado em busca de uma oportunidade.
A avaliação é de especialistas em emprego que acreditam que esse aumento na procura por uma vaga pode inclusive explicar, em parte, a pressão sobre a taxa de desemprego feminina, que tem recuado em ritmo diferente da dos homens.
A taxa média de desemprego para as mulheres passou de 10,7% entre janeiro e maio do ano passado para 9,2% no mesmo período deste ano. A dos homens foi de 7,0% para 5,8%.
As taxas são medidas em relação à PEA (População Economicamente Ativa) e calculadas a partir de pesquisa mensal do IBGE em seis regiões metropolitanas.
"Uma taxa de desemprego abaixo de 6% para os homens é bastante baixa e significa que o mercado para eles está "apertado", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.
O especialista destaca que o fato também pode ter incentivado a entrada de mulheres no mercado de trabalho. "[O que pode ocorrer é que] setores que contratavam homens tiveram que contratar mulheres."
A taxa de desemprego masculina recuou 17%, enquanto a feminina caiu 14% na comparação da média dos cinco primeiros meses de 2010 em relação à de 2009.
"Uma das explicações para essa diferença no ritmo de queda das taxas é justamente o fato de que mais mulheres estão retornando ao mercado", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.
Outro fator que explica a diferença no ritmo de queda do desemprego é a ampliação de vagas na construção civil e a reposição de empregos na indústria, setores com mais mão de obra masculina.
"Antes da crise, a indústria tinha estoque de 8,117 milhões de empregos no país. Só em abril deste ano esse estoque foi reposto, e a indústria voltou a esse patamar, com 8,129 milhões de postos", diz Fábio Romão, economista da LCA.
"Como na indústria prepondera a mão de obra masculina, a reposição no setor ajuda a derrubar o desemprego entre os homens", diz.
Para Cimar Pereira, do IBGE, é importante ressaltar a recuperação na renda das mulheres. "Em março de 2002, o salário da mulher valia 69% do do homem. Em maio deste ano, valia 72%."   (CLAUDIA ROLLI - Folha de S.Paulo)

08.07 - Senado amplia licença-maternidade 
Projeto aprovado torna obrigatória a extensão do prazo de quatro para seis meses; medida hoje é facultativa
Texto ainda vai para 2º turno e depois à Câmara; licença maior custará R$ 414 mi aos cofres públicos, prevê Receita 
O Senado aprovou ontem, por unanimidade, PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna obrigatória a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses no país. Hoje, a licença de 180 dias é facultativa às empresas, que têm liberdade para aderir ou não à extensão do benefício, e já é adotada em diversos órgãos públicos.
Para que a licença obrigatória entre em vigor, a PEC tem de ser votada em segundo turno (o que está previsto para agosto) e depois vai para a Câmara. Se aprovada, segue para promulgação.
Autora da PEC, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) disse que a ampliação traz benefícios às empresas. "A mulher, quando fica mais com o filho, volta ao trabalho mais produtiva e falta menos", afirmou.
No modelo facultativo, as empresas que aderirem ao programa "Empresa Cidadã" podem deduzir do Imposto de Renda os dois meses extras de salário-maternidade pagos pelos empregadores.
Segundo estimativas da Receita Federal, a licença-maternidade de seis meses custará R$ 414 milhões aos cofres públicos em 2010.
Ciarlini disse que a aprovação da PEC não traz prejuízo às trabalhadoras, que temem correr risco de demissão após o maior período de ausência do trabalho. "Todos os países que avançaram na licença-maternidade não enfrentaram esse problema."
LICENÇA-PATERNIDADE
No final do ano passado, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado também aprovou a ampliação da licença-paternidade em algumas situações -como morte da mãe no pós-parto ou se o casal escolher o pai para cuidar do filho adotado. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Se projeto virar lei, o empregado poderá assumir o período de licença-maternidade devido à mãe que morre no parto ou no pós-parto, fica gravemente doente, abandona a criança ou perde sua guarda. Se a mãe já tiver usado parte dela, o pai terá direto ao restante.
Essa proposta também dá ao pai adotivo a possibilidade de tirar os quatro meses de licença-paternidade, desde que a licença-maternidade não tenha sido requerida. O projeto não especifica quais seriam essas situações.
O projeto ainda estabelece situações em que o empregado responsável por filho de até três anos deficiente ou com uma doença que necessite de tratamento continuado poderá se ausentar do trabalho por até dez horas semanais, que deverão ser compensadas depois.
As despesas decorrentes da licença serão pagas pelo orçamento da seguridade social, de acordo com o texto.
Em parecer enviado ao Senado no ano passado, o governo se manifestou contra a proposta.  (GABRIELA GUERREIRO - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

07.07 - Confiança na manutenção do emprego
O trabalhador brasileiro continua confiante na manutenção do emprego, de acordo com o Índice de Medo do Desemprego, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador trimestral ficou em 82,3 pontos em junho, com alta de 0,4% sobre março, quando havia atingido o menor índice (82 pontos) – sobre uma base de 100 pontos – desde o início da pesquisa, em 1996. Quanto menor a pontuação, maior a confiança na preservação do emprego. O temor do desemprego chegou ao pico em maio de 1999 (119 pontos). “O índice em junho denota grande segurança no emprego, uma vez que se manteve muito próximo do piso histórico, registrado em março”, diz a entidade. A pesquisa mostra que 53% das 2.002 pessoas entrevistadas pelo Ibope entre 18 e 21 de junho afirmaram não estar com medo do desemprego, o mesmo percentual registrado em março.   (Estado de Minas)

07.07 - Fatores que determinam a escolaridade do trabalhador
Está ocorrendo uma elevação na demanda por trabalhadores qualificados em todas as partes do mundo
Uma das fontes de mudança estrutural em uma economia é a alteração na sua posição competitiva no comércio internacional. Esta, por sua vez, pode surgir por meio de um processo de abertura comercial e financeira, como ocorreu em países desenvolvidos a partir de meados da década de 1980, e em países em desenvolvimento, a partir da década de 1990.
Pesquisadores como Edward Leamer e Adrian Wood defendem a tese de que a abertura comercial entre países desenvolvidos e em desenvolvimento teria sido a principal causa do aumento das desigualdades salariais nos EUA e do aumento do desemprego na Europa e Japão. Esses autores, com base no teorema de Heckscher-Ohlin (H-O), argumentam que os trabalhadores menos qualificados foram os principais, senão os únicos, prejudicados com as quedas de barreiras de importações tarifárias ou não tarifárias de produtos oriundos de países como China e Índia.
Esse teorema estabelece que a abertura comercial leva um país a se especializar na produção do bem cuja fabricação é intensiva em um fator de produção que possui em abundância. Essa especialização levaria ao deslocamento da produção, aumentando a demanda pelo fator abundante em detrimento do fator escasso. 
Desse modo, considerando como fatores de produção o trabalho qualificado e o não qualificado, a abertura comercial em países desenvolvidos, abundantes em trabalhadores qualificados, aumentaria a demanda relativa por estes. Já no caso de países em desenvolvimento que, em geral, possuem abundância relativa de mão de obra não qualificada, a demanda por esse tipo de trabalhador aumentaria relativamente. Como um corolário, o processo de abertura comercial deveria elevar a desigualdade salarial nos países desenvolvidos, tendo um efeito oposto naqueles em desenvolvimento.
Contudo, estudos empíricos constatam que o hiato salarial entre os trabalhadores qualificados e não qualificados tem aumentado tanto em economias desenvolvidas quanto em economias em desenvolvimento. Depreende-se de tais estudos que está ocorrendo uma elevação na demanda relativa por trabalhadores qualificados nos dois grupos de países. Portanto, o teorema de H-O é insuficiente para explicar os movimentos dos mercados de trabalho pelo mundo. A hipótese do viés de habilidade da demanda por trabalho entra em cena a partir disso.
A hipótese do viés de habilidade pressupõe que a abertura comercial, ao possibilitar uma maior difusão tecnológica entre as economias, facilita (barateia) a incorporação de métodos mais eficientes de produção nas firmas, inclusive em países em desenvolvimento. Esses novos métodos, por sua vez, demandam mão de obra mais qualificada. Por outro lado, a maior concorrência externa forçaria as firmas a reagirem com maior eficiência produtiva, mais qualidade e maior diferenciação do produto, reforçando ainda mais a demanda por qualificação. Em geral, estudos empíricos associam essa hipótese à implementação da informática e da microeletrônica nas rotinas de trabalho.
Apesar de as duas teorias não serem excludentes, elas apontam para o mesmo sentido no caso de países desenvolvidos (aumento na demanda relativa dos trabalhadores mais qualificados), enquanto os efeitos destacados por ambas agem em direção oposta quando se considera o grupo de países em desenvolvimento. 
Utilizando a análise de decomposição para avaliar salário e escolaridade dos trabalhadores da indústria de transformação brasileira, entre 1994 e 2008, para testar qual das duas hipóteses destacadas acima se ajusta melhor aos dados, e considerando que o Brasil é um país, em média, abundante em mão de obra pouco qualificada, encontramos resultados que indicam que a hipótese do viés de habilidade seria adequada para explicar os movimentos da demanda por qualificação apenas no caso em que consideramos exclusivamente os trabalhadores com nível superior completo. Entretanto, mesmo nesse caso, a contribuição desse fator para explicar o comportamento do nível de escolaridade dos trabalhadores foi pequena. 
Com relação aos fatores estruturais, os resultados foram condizentes com as predições do teorema H-O para uma economia com abundância em trabalhadores pouco qualificados. Ou seja, as mudanças estruturais ocorridas na economia - perdas e ganhos de participação dos diferentes segmentos - têm ocorrido no sentido de reduzir a escolaridade média dos trabalhadores da indústria de transformação. Aqueles segmentos e empresas que empregam mão de obra qualificada em maior proporção foram justamente os que perderam participação.
No entanto, os efeitos destacados por esse teorema não são os mais relevantes para explicar as mudanças ocorridas na escolaridade da mão de obra da indústria de transformação, no período de análise. O fator mais relevante está associado à oferta de qualificação.
Esses resultados indicam, em primeiro lugar, que os aumentos da escolaridade média dos trabalhadores brasileiros têm respondido, em maior medida, à expansão da oferta de ensino no país devido a programas governamentais. Em segundo lugar, as mudanças estruturais ocorridas, principalmente na década de 1990, não têm agido de modo a aumentar a demanda por esse contingente crescente de trabalhadores com maior qualificação. Por fim, os aumentos de produtividade observados na década de 1990 não foram acompanhados por aumentos significativos na demanda de trabalhadores qualificados nos serviços e na indústria de transformação. 
Concluindo, os resultados mostram que o crescimento na demanda por trabalhadores com maior qualificação se concentra naquele grupo com ensino superior completo, mas que esse aumento é fraco. O aumento de qualificação se deve, em grande medida, a um processo de substituição de trabalhadores pouco escolarizados pelo crescente contingente de trabalhadores com ensino médio completo sem impactos significativos na produtividade do trabalho, como pode ser verificado pela estagnação, ou mesmo queda, dos salários reais controlados pelo nível de escolaridade. Depreende-se, a partir disso, que o processo de elevação do nível de escolaridade dos trabalhadores não tem ocorrido de maneira a impulsionar o dinamismo produtivo, as inovações, a qualidade e a competitividade da economia brasileira.    (Luciano Nakabashi, Armando Vaz Sampaio e Rafael Camargo de Pauli - VAlor Online)
 
 
 
 
 
 

05.07 - Gratificação perde espaço nos salários
Em sete anos, despesas com vencimentos do Poder Executivo quadruplicaram, enquanto gastos com gratificações cresceram 83%
Antes utilizadas como artifício para elevar a remuneração, as gratificações para os servidores públicos perderam espaço para os reajustes salariais no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança da política de correção salarial do funcionalismo ficou evidente em 2007 e se intensificou no ano seguinte, quando várias categorias tiveram melhora dos rendimentos mensais básicos e, algumas delas, incorporaram as gratificações fixas.
Essa alta dos salários teve impacto direto nas contas públicas. O Boletim Estatístico de Pessoal, divulgado pelo Ministério do Planejamento, mostra que, de 2003 para 2010 (acumulado dos últimos 12 meses até janeiro), as despesas com salários (de civis do Poder Executivo, exceto militares) quadruplicaram, passando de R$ 5,201 bilhões para R$ 20,319 bilhões. Já os gastos com gratificações cresceram num ritmo menor, de R$ 5,392 bilhões para R$ 9,889 bilhões  atingindo o pico em 2008, com R$ 10,540 bilhões.
Esses números apontam, apesar do aumento dos gastos, que houve uma nítida mudança na composição das despesas, o que dá um pouco mais de liberdade para o governo aumentar salários sem ter ampliação equivalente de gratificações que são indexadas ao rendimento fixo.
No acumulado dos últimos 12 meses, as gratificações para os servidores públicos representavam 12,4% das despesas totais de R$ 79,5 bilhões do Poder Executivo. Já os salários (vencimentos) passaram a corresponder a 25,6% dos gastos totais. Em 2003, a situação era bem diferente. O peso das gratificações equivalia a 14,8% das despesas totais, enquanto os salários respondiam por 14,3%.
Extinção. A diretora de Relações de Trabalho da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós e Silva, reforçou que a inversão ocorreu por causa dos reajustes negociados com os servidores em 2008.
Na ocasião, os vencimentos totalizaram R$ 10,540 bilhões, ou 20,3% das despesas, e as gratificações de cargos somaram R$ 13,460 bilhões, o equivalente a 15,9%. "As negociações de 2008 aumentaram os vencimentos de todas as categorias. A proporção não foi uniforme, mas todos foram atendidos", disse a diretora da SRH.
Mesmo com essa mudança no perfil das despesas, as críticas de analistas e consultores continuam, porque os dispêndios já são elevados e só tendem a subir nos próximos anos. De 2008 para 2009, as despesas da União com pessoal tiveram uma expansão de 14,5%, atingindo o patamar recorde de R$ 149,648 bilhões. Na avaliação de economistas, essa despesa reduz a margem de investimentos em educação, saúde e infraestrutura, fundamentais para a sustentação do crescimento econômico no longo prazo.
A diretora de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento explicou que, durante muitos anos, as gratificações foram utilizadas para compensar a falta de reajustes.
Com isso, o contracheque do servidor ficou cheio de "penduricalhos". A partir de 2011, a liberação de um benefício adicional ao salário será feita de acordo com critérios de desempenho. "As gratificações caminham para a extinção", disse Marcela, acrescentando que isso é um processo gradual.
Metas. O governo já trabalha, nessa linha, para reduzir a quantidade de gratificações. Em 2011, o valor de 48 das 61 gratificações existentes será definido de acordo com o desempenho do servidor. Em março, foi publicado no Diário Oficial da União, o decreto n.º 7.133/2010, regulamentando os critérios para realização das avaliações por desempenho do serviço público.
O valor do benefício levará em conta o resultado de avaliação individual do chefe direto. Atualmente, o benefício adicional é fixo e não há metas claras para os servidores. Por isso, as gratificações, que deveriam ter valores variáveis, acabam se tornando fixas. Cerca de 200 mil servidores ativos serão avaliados a partir do próximo ano.
A iniciativa, porém, já encontra resistências. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, já afirmou ser contrário às novas determinações. A avaliação é de que o salário do servidor ficará menor.
A coordenadora-geral de Avaliação de Desempenho da Secretaria de Recursos Humanos, Simone Velasco, explicou, no entanto, que a adoção de um sistema de gratificação por desempenho tem como objetivo melhorar a qualidade dos serviços públicos e estabelecer metas para produção. "Será possível dar mais visibilidade aos resultados", destacou.   (Edna Simão - O Estado de S.Paulo)

05.07 - Idosos que retornam ao mercado
Baixo valor da aposentadoria e responsabilidade pelo sustento da família são principais motivos
Cada vez mais homens e mulheres entre 55 e 65 anos têm voltado ao mercado de trabalho. Vivendo da aposentadoria e, muitas vezes, são eles que sustentam o restante da família, a saída encontrada para sobreviver é aceitar empregos em supermercados ou lojas, recebendo entre R$ 600 e R$ 1.500 mensais.
Segundo o especialista em recursos humanos Eduardo Gnisci, do Centro de Estudos Alexandre Vasconcellos (CEAV), a maioria dos idosos é oriunda das classes média baixa e baixa.
- Os idosos preferem se manter no mercado de trabalho, pois, além da aposentadoria não fazer jus a sua expectativa de manutenção na maturidade, a dificuldade em lidar com o ócio tem sido considerado um outro fator muito comum - explica Gnisci. - A volta deste profissional ao mercado ocorre nos níveis mais baixos da economia, pois no Brasil ainda não há uma cultura de valorização do nível de conhecimento e experiência que pode ser agregado pelo idoso.
A participação do idoso no mercado de trabalho se deve ao maior comprometimento das empresas com seu papel social, segundo Gnisci. "Esta participação têm se ampliado na última década, diferentemente da década de 90, quando a força de trabalho predominante era jovem, dotada de conhecimento tecnológico oriundo do processo de globalização. Em relação a outros países, a participação do idoso ainda é muito baixa no Brasil.
Ainda se amplia o fosso se considerarmos países como Japão e China, onde o nível de conhecimento e sabedoria apresentados pelos idosos é mais valorizado", destaca.
Para Carlos Eduardo Guerra, vice-diretor da Faculdade de Direito da Uerj, a longevidade e a questão financeira contribuem para este retorno.
- O aumento da expectativa de vida associada a questões econômicas, como manutenção da família ou mesmo de dependentes, conduzem a elevada participação do idoso no mercado de trabalho formal ou informal - diz.
O trabalho como meio de socialização
Quanto aos direitos do idoso que trabalha, o vicediretor do curso de direito da Uerj, Carlos Guerra, afirma que, "além da CLT, deve ser respeitado o estatuto do idoso, que dedica capítulo próprio para o trabalho do aposentado.
- Destaca-se o artigo 28, que obriga o Poder Público a estimular programas de profissionalização especializada para os idosos, aproveitando seus potenciais e habilidades - ressalta Guerra.De acordo com a socióloga do trabalho Natália Pacheco Júnior, estar no mercado representa não apenas uma obrigação financeira, mas também um importante fator de estímulo psicológico e de interação social. "Estar trabalhando impacta necessariamente na manutenção das relações sociais.
Muitos idosos, ao decidirem afastar-se de seus ambientes de trabalho, apresentam sintomas de depressão e desânimo, ocasionados, principalmente, não por fatores meramente psicológicos, mas de cunho social", analisa.
Na administração pública, os limites de idade para a contratação do servidor público são os da aposentadoria compulsória, aos 70 anos. O único fator limitante, no entanto, é o tempo de contribuição que será usado para cálculo da aposentadoria, orienta Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso.  (Jornal do Brasil
 
 
 
 
 

01.07 - Taxa de desemprego em São Paulo fica estável em maio
A taxa de desemprego da Região Metropolitana de São Paulo ficou estável 13,3% em maio, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quarta-feira (30).
Em maio, o contingente de desempregados foi estimado em 1.422 mil pessoas, 5 mil a menos do que no mês anterior. Tal resultado decorreu de movimentos atípicos para o período: saída de 39 mil pessoas da força de trabalho da região e eliminação de 34 mil ocupações.
O nível de ocupação reduziu-se no comércio (3,5%, ou eliminação de 52 mil postos de trabalho) e no agregado outros setores (2,0%, ou 21 mil), aumentou nos serviços (0,7%, ou criação de 37 mil postos de trabalho) e permaneceu relativamente estável na Indústria.
Entre março e abril de 2010, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 0,7% e o dos assalariados diminuiu 1,6%, passando a valer R$ 1.297 e R$ 1.329, respectivamente. A massa de rendimentos dos ocupados cresceu 1,9%, reflexo de aumentos do nível de ocupação e do rendimento médio. A massa salarial, por sua vez, diminuiu 0,9%, resultado da retração do salário médio, uma vez que o nível de emprego cresceu no período. (Executivos Financeiros)

01.07 - Desemprego permanece estável no Grande ABC
A taxa de desemprego no Grande ABC permaneceu estável em maio, na comparação com abril, com 13%. Na Região Metropolitana, o efeito foi o mesmo, havendo estabilidade para o indicador, que permaneceu em 13,3%.
Esses são dados divulgados hoje pela PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) realizada pelo Seade/Dieese (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados / Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 
Na Região Metropolitana, o contingente de desempregados foi estimado em 1.422 mil pessoas, 5 mil a menos do que no mês anterior. Tal resultado decorreu de movimentos atípicos para o período: saída de 39 mil pessoas da força de trabalho da região e eliminação de 34 mil ocupações. (Diário do Grande ABC)

01.07 - Mitos e verdades sobre o mercado de trabalho
O forte crescimento da economia antes e depois da recente crise mundial alimentou a tese de que, no atual estágio de desenvolvimento do país, já há escassez de mão de obra. As taxas de desemprego, nas regiões metropolitanas onde a economia é mais dinâmica, estão em níveis historicamente baixos e o rendimento médio real dos trabalhadores tem crescido de forma consistente desde 2006. Essa combinação poderia sugerir, de fato, a existência de problemas no mercado de trabalho, mas os números, olhados de perto, desmentem a ideia de escassez.
As notícias são boas. O economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira, e sua equipe se debruçaram sobre a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita pelo IBGE, e constataram que não há desequilíbrio no mercado de trabalho. De janeiro a março, o rendimento real efetivo do ocupados cresceu 2,3%, face a uma expansão de 2,4% em 2009 e de 3,9% em 2008. Teixeira acredita que esse indicador fechará 2010 com alta de 3,5%, ligeiramente abaixo do aumento médio de 3,6% entre 2006 e 2008.
Os números mostram recuperação no pós-crise, mas estão longe de revelar explosão. Se houvesse escassez de mão de obra, os rendimentos estariam subindo num ritmo muito mais forte. Um segundo mito cai por terra quando se verifica que, apesar do zunzunzum de alguns setores e empresas quanto à falta de trabalhadores de maior qualificação, o rendimento dos trabalhadores de nível superior está avançando numa velocidade menor que o dos outros profissionais.
Teixeira e sua equipe analisaram os microdados da PME, abrindo as estatísticas do mercado de trabalho de um número maior de setores que os oito grupos mencionados na pesquisa oficial. Eles verificaram 23 setores, representativos de 89% da população ocupada, e concluíram que quem ganha menos está tendo aumentos salariais mais generosos do que aqueles que ganham mais. "Enquanto o rendimento médio dos 11 principais setores que oferecem menor remuneração média aumentou 10% no acumulado do ano até abril, nos segmentos com maiores salários médios o aumento do rendimento foi de 8% no período", diz o economista-chefe do Credit Suisse.
Quando se analisa por grau de escolaridade, observa-se que os trabalhadores com ensino fundamental (33% da população ocupada) dos 23 setores analisados tiveram, em média, aumento acumulado de 9,6% entre janeiro e abril. Já os que possuem segundo grau (37% do total) ganharam 7,7% no mesmo período e os que têm curso superior (19%), 4,2%. Os números mostram, ainda, que não tem havido discrepância significativa entre os ganhos salariais entre os setores, quando divididos por nível de escolaridade. Um exemplo: enquanto os trabalhadores com ensino superior dos setores com menores rendimentos tiveram ganho salarial de 4%, os de maior rendimento foram aquinhoados com 3,7%.
Em apenas seis, dos 23 setores, profissionais com diploma de ensino superior tiveram, de janeiro a abril, aumento real médio superior ao dos trabalhadores menos qualificados - edição, impressão e reprodução de gravações; fabricação de produtos de metal (com exceção de máquinas e equipamentos); comércio de veículos e combustíveis; móveis e indústrias diversas; alojamento e alimentação; e vestuário.
Apesar disso, a equipe do Credit Suisse constatou que, nesses seis setores, o crescimento da população ocupada entre janeiro e abril foi de 3,6%. Nos 23 setores, a expansão foi de 3,7%. Dessa forma, é possível concluir que os segmentos mais dinâmicos não estão elevando mais fortemente a demanda por profissionais qualificados, logo, os rendimentos também não estão subindo de maneira mais expressiva.
"No nosso entender, o crescimento do rendimento dos trabalhadores com ensino superior não supera o dos demais por conta de não haver desequilíbrio entre a demanda e a oferta por trabalhadores com qualificação relativamente mais elevada", explica Nilson Teixeira. De fato, os números mostram que a população ocupada com ensino superior avançou no ano, até abril, 8,2%. No mesmo período, a população economicamente ativa (PEA) com educação superior cresceu 7,8%, enquanto a PEA total elevou-se 2%. Já a população desocupada do mesmo segmento encolheu 1,6%. "Esse resultado sugere que, apesar da forte elevação da demanda por trabalhadores mais qualificados, a oferta dos mesmos também cresce expressivamente."
Na avaliação de Teixeira, o crescimento mais forte da força de trabalho escolarizada não reflete uma maior busca por emprego desses profissionais, mas uma tendência interessante: a qualificação da mão de obra. Dadas as exigências do mercado, os trabalhadores estão indo à luta para se qualificar mais. Os dados mostram isso - o crescimento da população em idade ativa (PIA) com ensino superior foi de 7,3% até abril, enquanto a PIA total subiu 1,5%.
Nos últimos anos, grandes empresas vêm se queixando, por exemplo, da falta de engenheiros no mercado de trabalho. Este é um desafio que o país terá que superar no futuro próximo. Escassez de mão de obra pressiona os custos de produção e, por consequência, a inflação, o que em última instância limita o crescimento da economia. O que a análise do Credit Suisse revela é que o problema, se já existe, não é generalizado, portanto, não deverá limitar a expansão brasileira no curto prazo.   (Cristiano Romero - Valor Online)
 
 
 
 
 
 

30.06 - Cresce a troca de emprego no período de experiência 
Em 2010, quase 168 mil trabalhadores da região metropolitana de São Paulo não chegaram a completar o período de três meses de experiência na vaga. Saíram antes. O número representa aumento de 22,15% em relação ao mesmo período do ano passado e é o mais alto da década.
A estatística, à primeira vista, pode causar estranhamento. Afinal, o mercado de trabalho anda aquecido, as empresas já reclamam de falta de mão de obra qualificada, os salários estão em alta e o nível de desemprego na Grande São Paulo (7,8%) está próximo dos patamares mais baixos da história. Seria natural então supor que não há razões para a dispensa dos trabalhadores.
“Mas quando a economia está aquecida, a rotatividade dos trabalhadores, que já é muito alta, sempre cresce”, diz José Dari Krein, professor de Emprego e Renda da faculdade de Economia da Unicamp. “Esse aumento se justifica, em parte, pela estratégia das empresas de adotarem uma contratação formal em vez de optarem pela criação de vagas temporárias, que requerem um procedimento mais burocrático”, opina.
O modelo formal é menos complexo, explica Krein, porque não envolve por exemplo a necessidade de negociação sindical e nem requer que a empresa esteja em dia com as contas da Previdência.
Porém, a principal razão apontada pelos especialistas para o crescimento do número de pessoas que não ultrapassam os três meses de experiência no emprego é extremamente positiva – para os trabalhadores. Os empregados estariam abandonando as vagas precocemente por encontrarem oportunidades melhores.
“Com o mercado muito aquecido, o trabalhador sai em vantagem, pois fica com mais chances de escolher. Não precisa aceitar o que aparece”, afirma Márcia Pedroza, professora da disciplina de Emprego da PUC-SP. “Assim, se ele é chamado para uma vaga com um salário melhor, por exemplo, ele abandona o emprego atual mesmo que tenha sido contratado recentemente.”
A professora ressalta que, quando está procurando emprego, é natural que o trabalhador contate várias empresas, distribua currículos. “As respostas dos empregadores podem vir em momentos diferentes. Só nessa hora então o funcionário pode decidir se fica ou não onde está”, comenta.  (Carolina Dall’Olio - Agência Estado)
 
 
 
 
 

29.06 - Menos emprego
Na contramão do desempenho apresentado por outros setores, em maio a construção pesada registrou queda no nível de emprego pelo segundo mês consecutivo no Estado de São Paulo.
Com a demissão de 1.023 trabalhadores, a redução foi de 1,21% em relação a abril, segundo levantamento do Sinicesp (Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo).
O mês anterior já havia registrado queda de 1,29% com a demissão de cerca de 1.100 trabalhadores.
O emprego no setor está aparentemente "andando de lado", segundo Helcio Farias, responsável pelo departamento técnico do Sinicesp, mas ainda não há alarde, segundo ele.
"Esperamos crescimento nos próximos meses, pois há investimentos federais e estaduais em andamento", afirma Farias.
Na comparação com o ano passado, o sindicato registrou avanço do emprego. Em maio de 2009, o setor empregava 75.646 trabalhadores. Em maio deste ano, as empresas contabilizaram 83.627 empregados.   (Maria Crisitina Frias  - Folha de S.Paulo)

29.06 - Plano de saúde empresarial decide valor de reajuste
"No próximo mês completaremos um ano juntos e agora precisamos discutir alguns pontos do nosso relacionamento". Foi essa mensagem que o plano de saúde da jornalista Anna Lúcia França escolheu para avisá-la sobre o reajuste do convênio, em 40%. Inconformada, ela procurou seus direitos e descobriu que o DR (Discutir o Relacionamento) estava apenas começando. Como possui plano familiar fechado por meio de empresa, a jornalista não pode utilizar a ANS (Agência Nacional de Saúde) ou o Procon como apoio para resolver o imbróglio.
"Isso acontece porque os planos feitos por pessoa jurídica não são regulamentados pela ANS. Ficam livres para negociação entre as duas empresas. Não é um contrato de adesão, e sim grupo fechado. Não seguem as mesmas regras de pessoa física. Não há muito o que o Procon possa fazer", justifica a diretora do órgão em Santo André, Ana Paula Satcheki.
Segundo ela, a história ainda fica pior: é cada vez menor o número de operadoras que oferecem planos individuais aos clientes. "É muito mais caro bancar um plano em pessoa física, então, eles empurram aos consumidores outros planos, que passam por entidades e associações, mas não explicam as implicações desse contrato", afirma.
Entre os problemas, Ana Paula cita o fato de as novas regras da ANS -, que determinam o atendimento de cerca de 44 novos procedimentos -, não valerem para esses planos.
"É algo que tem de ser revisto com urgência pela agência. O Procon foi informado por uma grande operadora que a maioria delas já não negocia planos individuais desde 2004. Ou seja, grande parte dos consumidores brasileiros não se beneficiará das novas regras, porque a ANS não regula esses contatos."
A decisão sobre o reajuste do convênio também é algo complicado nessa situação. De acordo com a diretora, o cálculo do índice deveria ser feito pela operadora e negociado com a empresa, mas, nas menores, funciona apenas como comunicado. "O valor do aumento estipulado pela ANS, em 2009, foi de 6,63%, mas nos planos empresariais pode ser muito menor ou muito maior. Depende da relação, do número de funcionários."
No caso de Anna Lúcia, que possui plano com poucas pessoas, a decisão foi apenas comunicada e baseou-se na alta utilização do contrato. A jornalista usou duas vezes neste ano o serviço de internação, o que teria gerado o aumento do uso e o reajuste de 40%. "Nesses casos, não há muito o que se fazer por parte dos clientes. É necessário entrar com ação judicial e questionar isso. Mas leva muito tempo", pontua a diretora do Procon.
Procon dá dicas para evitar problemas com operadoras
Para evitar sustos ou minimizar problemas no contrato de plano de saúde, fechado por meio de associações e empresas, a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki, diz que é fundamental, antes de escolher a operadora, conhecer mais sobre o plano.
"O consumidor tem de procurar pessoas que já têm aquele plano, saber se não houve problemas na cobertura de exames ou no reajuste anual. Além disso, é importante conhecer a entidade que responde pelo plano empresarial. Ele pode consultar no Procon se não há denúncias contra a entidade", explica.
Conhecer a rede de atendimento e guardar contratos também é fundamental, de acordo com a diretora. "Tivemos caso de uma família que fechou contrato e nem recebeu o livro com o nome dos locais que atenderiam esse convênio. Quando precisaram do serviço, nem sabiam para onde ir", alerta.
O consumidor também pode pedir ajuda ao Procon. "Sempre tentamos intermediar essas situações e ajudar o consumidor", conclui Ana Paula.  (Paula Cabrera - Diário do Grande ABC)

29.06 - Empresas pagam médico top "por fora" para funcionários
Prática evita que empregados percam tempo com médicos ineficazes oferecidos pelos planos de saúde
Algumas grandes empresas já não oferecem a seus funcionários só o plano de saúde tradicional. Decidiram pôr à disposição médicos e hospitais extras, muitos de altíssimo nível.
Nessas listas figuram os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, os mais conceituados de São Paulo, e medalhões como Roberto Kalil (cardiologista do presidente Lula), David Uip (infectologista que cuida da modelo Naomi Campbell) e Claudio Lottenberg (oftalmologista diretor do Einstein).
Entre as empresas que adotam esse tipo de política estão os bancos HSBC e Santander e a operadora de telefonia móvel Vivo.
Todas têm contrato com grandes planos de saúde. O que as levou a ampliar as opções de médicos e hospitais foi a constatação de que a rede credenciada desses convênios muitas vezes não tem competência suficiente para solucionar todos os problemas de seus funcionários.
"Você vai ao médico do convênio, e ele pede dez exames, sem objetivos definidos. Aí você não gosta, vai a outro, que pede mais 20 exames. Enquanto isso, o tempo passa, dinheiro é desperdiçado e seu problema não é resolvido", diz o diretor de saúde da Vivo, Michel Daud.
Na Vivo e no HSBC, os funcionários com doenças mais graves -não importando o cargo- são encaminhados para os médicos e hospitais "top". Os custos são bancados pela empresa.
No caso do Santander, o banco pediu à operadora contratada que sua lista de médicos fosse maior que a oferecida a outras empresas. Os nomes extras foram escolhidos pelo banco.
"São médicos de qualidade, que não atendem pelos convênios", afirma a gerente de recursos humanos do Santander, Beatriz de Pieri.
Os médicos mais conceituados não aceitam os planos convencionais porque as operadas pagam em média R$ 35 por consulta. Quando quem paga é o paciente, os profissionais cobram pelo menos R$ 400.
GASTOS
O investimento em médicos e hospitais qualificados vai na contramão das políticas de redução de custos das operadoras de plano de saúde, como negar exames e cirurgias, enxugar a rede credenciada e oferecer honorários médicos defasados.
"Esse tipo de corte resolve apenas no curto prazo. Mas, no médio e no longo prazo, a situação piora", diz Vera Saicali, diretora de recursos humano do HSBC.
Quando se recorre a muitos médicos e exames, a mensalidade do convênio sobe mais no ano seguinte, e os empregados levam mais tempo para voltar ao trabalho.
A Vivo diz que seus gastos com saúde representam 9% da folha de pagamento, abaixo da média de 16% das empresas. No Santander e no HSBC, a mensalidade do plano de saúde subiu 3% e 8% respectivamente no último ano, ante 11% do mercado.
Funcionária de banco "passou" por 5 médicos
Há dois anos, a funcionária do HSBC Carolina Riederer, 24, buscou ajuda médica. Tinha visão dupla, fraqueza e desequilíbrio. Em três meses, passou por cinco médicos. Por fim, recorreu ao ambulatório do HSBC, que pagou a consulta com Eduardo Mutarelli, um dos melhores neurologistas do país.
Constatou que sofria de esclerose múltipla. "Faz diferença um médico que conhece o assunto."   (RICARDO WESTIN - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

28.06 - Taxa de desemprego de maio é de 7,5%
Há mais trabalhadores em busca de vagas; o índice do IBGE fica quase estável, mas é o menor para os meses de maio desde 2002
A procura por uma vaga no mercado de trabalho aumentou em maio e elevou a taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País para 7,5%. Apesar da pequena alta em relação aos 7,3%, a situação do emprego foi considerada "estável" pelo instituto. A taxa é a menor para meses de maio desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002.
O desempenho do emprego foi diferenciado entre as regiões e a renda real caiu pela primeira vez desde dezembro do ano passado. O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que o resultado de maio reflete o aumento da procura por trabalho, já que o número de desocupados (sem emprego e à procura de uma vaga) subiu 3,2% ante abril, totalizando 1,76 milhão de pessoas.
"O aumento da ocupação não foi suficiente para atender todas as pessoas que buscavam trabalho. Nesse período do ano é comum aumentar a busca por uma vaga, especialmente diante das notícias de cenário econômico mais favorável, que estimulam a população a procurar trabalho", explica Azeredo. Para ele, "não houve piora" no mercado de trabalho no mês.
O analista da Tendências Consultoria Bernardo Wjuniski concorda e acredita que "as perspectivas favoráveis em relação ao desempenho da economia devem contribuir para a ampliação da oferta de vagas, além de elevar a procura por emprego".
O economista da Nobel Asset Management, Paulo Val, também avalia que, apesar do desemprego, "o mercado de trabalho continua aquecido".
Regiões. Um dos principais destaques do desempenho do mercado de trabalho em maio, na avaliação de Azeredo, foi a discrepância nos resultados entre as regiões. Enquanto as cidades do Nordeste apresentam taxas de desemprego acima da média, no Sudeste e no Sul as taxas são inferiores à média das seis regiões.
Em maio, a menor taxa de desemprego regional foi apurada em Porto Alegre, com 5%, "uma taxa de padrão americano de antes da crise", segundo sublinhou Azeredo. Em abril, a taxa era de 5,4%. Já em Salvador, a taxa em maio foi de 12% e em Recife, de 9,7%, ante taxas de 11,2% e 9,1%, respectivamente, em abril.
Segundo Azeredo, essas diferenças regionais "refletem as diferenças na estrutura econômica, etária e demográfica entre as seis regiões metropolitanas". Em São Paulo, a taxa foi de 7,8%, pouco acima dos 7,7% de abril. O gerente explica que o mercado de trabalho paulista tem a peculiaridade de atrair mão de obra migratória de outras regiões brasileiras, sobretudo do Nordeste.
Renda. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou, em maio, a primeira queda ante mês anterior apurada pelo IBGE em 2010. O último recuo anterior, nessa base de comparação, havia ocorrido em dezembro de 2009, de 0,9%, a mesma queda apurada em maio deste ano ante abril. Azeredo disse que o recuo reflete a alta da inflação, mas também uma perda do poder de compra dos trabalhadores.    (Jacqueline Farid, colaborou Flávio Leonel - O Estado de S.Paulo)

28.06 - O quebra-cabeça do trabalho e renda
Em meados de maio, Jacques Diouf, o secretário-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), órgão da ONU, lançou o manifesto 1billionhungry (1 bilhão de famintos) e pediu que todas as pessoas no mundo o assinem, para mobilizar governos e instituições e forçá-los a assumir programas que pelo menos reduzam esse "quadro vergonhoso" e levem ao cumprimento dos Objetivos do Milênio. E um deles é exatamente até 2015 reduzir à metade aquele número. Mas é muito pouco provável que a meta seja atingida, não só porque o contingente de pobres no mundo tende a aumentar com a crise econômica e o crescimento da população (mais 2 bilhões a 2,5 bilhões de pessoas até 2050), como porque a própria FAO prevê que o preço dos alimentos, principalmente trigo, outros cereais, produtos lácteos e azeites, tende a crescer entre 15% e 45% nesta década ? e os pobres não terão recursos para acompanhar a alta.
Na verdade, o problema não está só na quantidade de alimentos ? hoje já há produção suficiente para todas as pessoas, mas não há poder de compra equivalente (de qualquer forma, estima a FAO que a produção precisará aumentar 70% até 2050). As estatísticas globais comprovam isso. Segundo pesquisa do Boston Consulting Group (Estado, 11/6), a parcela mais pobre da população mundial, que é a imensa maioria, respondeu por apenas 38% do movimento econômico global de US$ 1,33 trilhão/ano, quando apenas 127 mil famílias, todas com patrimônio acima de US$ 1 milhão em 2009, responderam por 44% do movimento. As famílias milionárias (11,2 milhões), diz a pesquisa, embora sejam apenas 0,0016% da população mundial, detêm 55% da riqueza mundial. E 4,7 milhões delas estão nos Estados Unidos.
As questões do trabalho, pobreza e renda estão hoje no centro dos debates no Brasil, principalmente nas discussões sobre as eleições. E qual será a nossa situação? Diz a Fundação Getúlio Vargas que entre 2003 e 2009 a pobreza no País caiu 43%, porque 31,9 milhões de pessoas ascenderam às classes A, B e C. Para tanto contribuíram melhoras na renda do trabalho (67%), "progressos sociais" (17%) e "benefícios previdenciários" (15,5%). No atual governo federal, o número de pobres reduziu-se em 19,4 milhões. Mas ainda são pobres 29,9 milhões (16% da população), membros de famílias em que a renda per capita está abaixo de R$ 137 mensais; 67,7% das pessoas que trabalham recebem, no máximo, dois salários mínimos mensais (R$ 1.020).
Para o sociólogo Jessé Souza, da Universidade Federal de Juiz de Fora (Folha de S.Paulo, 24/5), autor de A Ralé Brasileira, "a desigualdade no Brasil é abissal", tendo em vista a parcela da população que "vive como subgente". E é uma situação que, a seu ver, "o Bolsa-Família, sozinho, não tem como reverter", embora beneficie 12,4 milhões de famílias, que somam quase 50 milhões de pessoas. No Nordeste, por exemplo, os benefícios do programa não superam R$ 70 mensais, em média. E no Norte não é diferente. Nessas regiões, a renda média é de R$ 65,29, na última, e R$ 66,20 na primeira ? e ainda assim o programa aumentou em 48,74% a renda em toda a região. Mas, reconhece o próprio Ministério do Desenvolvimento Social, 2 milhões dos 12,4 milhões de famílias que recebem o benefício "são extremamente pobres".
O economista Márcio Pochmann, do Ipea, acrescenta mais um complicador: o desemprego no Brasil "é jovem", porque um em dois desempregados tem menos de 25 anos; e 80% dos desempregados (7 milhões de pessoas nas seis maiores regiões metropolitanas) não têm experiência profissional, são de "baixa qualificação". Não por acaso, o ministro Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, acha que é preciso qualificar 4,5 milhões de pessoas por ano para evitar um "apagão da mão de obra" que se prenuncia na retomada econômica. Mas também aí há avanços, porque pela primeira vez o IBGE registra que nas áreas metropolitanas 50% das pessoas que trabalham têm carteira assinada. Provavelmente é uma das razões que levaram a renda média das famílias a aumentar 10% em 2009 e chegar a R$ 1.285 (pouco mais de US$ 700).
Há visões diferenciadas, como a que expõe Plínio de Arruda Sampaio na revista Problemas Brasileiros (maio/junho 2010), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Com longa atuação na política ? foi deputado federal em 1962, exilado político, membro do PT a partir de 1980, coordenador do Plano Nacional de Reforma Agrária (2003), em 2005 ajudou a fundar o PSOL e por esse partido é candidato à Presidência da República ?, faz críticas duras aos governantes. Na sua visão, o País tem dois problemas centrais: dependência externa e "a miséria do povo", que não é apenas econômica, mas também "física, intelectual e cultural". Mas, ainda assim, "o povo está contente", graças, principalmente, a 50 milhões de pessoas que "recebem um pequeno auxílio" (o Bolsa-Família), "com o qual fingem que comem". Admite, porém, uma mudança: "Pelo menos fingem que comem; antes, nem fingiam." A eles se somam, a seu ver, outros 20 milhões "que ascenderam a um tipo de consumo que era considerado dos ricos, que é o da linha branca de eletrodomésticos".
Arruda Sampaio vê um paradoxo. Suas pesquisas dizem que "todos acham que está melhor", mas "em termos individuais a resposta é negativa". A aparente melhora, na sua opinião, é uma "realidade superficial", porque, na verdade, "a burguesia está nadando de braçada. Ela encontrou o socialista que pediu a Deus, que é Lula, porque ele traz o povo tranquilo e segue a política econômica que interessa à burguesia". Por isso, "o homem do povo não admite, não pensa em alternativa, é incapaz de imaginar outras possibilidade de organizar a vida brasileira". O ex-petista, em síntese, quer "reinventar o socialismo".
É mais uma visão desse complexo quadro político-econômico-social que antecede as eleições de outubro. E que desafia a cabeça dos planejadores de campanhas. (Washington Novaes - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

25.06 - Brasil vai ter falta de mão de obra em 20 anos
Vai faltar mão de obra no Brasil em 20 anos, tanto especializada quanto de baixa qualificação. A única solução para evitar um colapso na economia é melhorar o ensino infantil a partir de 2011, afirma o Ceal (Conselho Empresarial da América Latina) em evento na zona sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (23). Formado por executivos, o Conselho elabora propostas para apresentar uma agenda de educação aos candidatos à Presidência da Republica.
Alberto Pfeifer, coordenador geral executivo do Ceal, afirma que a taxa de natalidade brasileira está caindo e, em duas décadas, o número de adultos com mais de 60 anos será maior do que pode suportar o orçamento da Previdência Social.
Com mais pessoas recebendo aposentadoria e menos trabalhadores chegando ao mercado, explica ele, o país terá que investir em crianças e idosos ao mesmo tempo, e “ as contas não vão aguentar”. Pfeifer afirma que investir na educação desde agora vai permitir que as próximas gerações estejam qualificadas e preparadas para desenvolver trabalhos com maior retorno econômico.
- Já temos um gargalo de mão de obra qualificada no pais. Faltam engenheiros, por exemplo. Mas em 20 anos vão faltar também médicos e faxineiras, por exemplo, porque haverá menos jovens entrando no mercado de trabalho.
Dados apresentados pelo Ceal com base no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que nos anos 70, cada mulher tinha, em média, 6,4 filhos. Hoje, o número caiu para 1,7 filho por mulher. Segundo o executivo, nas classes sociais nais ricas, a proporção já é de menos de um filho para cada mulher. Ou seja, nem todas engravidam e as que o fazem não costumam ter muitas crianças.
- Isso [o gargalo] vai acontecer. É inevitável.
Um evento do MEC (Ministério da Educação) realizado na semana passada mostrou a situação ruim do ensino infantil no país. A nota média das creches analisadas em seis capitais foi 3,3 e, das pré-escolas, 3,4, em uma escala de 0 a 10.
O Ceal está convencido de que não adianta apenas investir na abertura de escolas e universidades, pois a formação intelectual do ser humano ocorre nos primeiros anos de vida. Por isso, é preciso não só melhorar as condições de creches e pré-escolas, mas também encontrar uma maneira de envolver as empresas, a sociedade e o governo na criação dessa crianças.
Pfeifer ressalta que é fundamental aumentar a produtividade e a formação dos profissionais brasileiros.
- Se todo brasileiro que nascer hoje tiver uma boa formação infantil e, por consequência, [tiver] o acesso à universidade, em 20 anos você resolve o problema da educação no mercado de trabalho no país.
O presidente do instituto Zero a Seis, João Augusto Figueiró, concorda com Pfeifer e diz que até os três anos de idade são formadas mais de 90% das conexões cerebrais, “graças a interação do bebê com os estímulos do ambiente”.   (clickPB)

25.06 - Negociações garantem 2% de aumento real de salário 
Os sindicatos de trabalhadores já começaram as negociações para garantir aos salários uma parte do aumento da produtividade obtida pela indústria e outros setores desde a recuperação da economia. Segundo levantamento do Valor, alguns sindicatos com data-base nesse primeiro semestre já conquistaram acordos reais superiores aos 2% médios de 2009.
O setor de construção civil, principal eixo motor da recuperação econômica desde 2009, surge com acordos importantes. Em São Paulo, os 370 mil trabalhadores em canteiros, pintura e hidráulica receberam aumento de 2,4% acima da inflação. No Rio de Janeiro, os trabalhadores do setor negociaram índices reais maiores - 3,2% para a categoria e 5,5% para o piso. O movimento de alta, no entanto, não é restrito a esse setor.
Os cerca de 12 mil trabalhadores em padarias de sete cidades do ABC paulista atingiram ganho real de 3,2%, além do abono de R$ 120, no acordo selado em maio. Com data-base no mesmo mês, os mais de quatro mil trabalhadores da indústria do suco em São Paulo ampliaram os pisos salariais em 2,5% além da inflação - para o restante da categoria, o aumento real foi de 1,6%. Em março, os cerca de 30 mil funcionários de tecnologia da informação em São Paulo atingiram aumento real de 1,9% e 8,4% para os piso, além da redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais a partir de 2011. 
O sindicato dos trabalhadores na indústria de calçados de Franca, no interior de São Paulo, conquistou reajuste real de 2%, que será repassado aos cerca de 30 mil operários da região. Os 16 mil trabalhadores na indústria de plásticos de Joinville (SC) tiveram aumento real de apenas 0,7%. O valor, por outro lado, foi superior aos 0,3% de 2009. Para Isaias Silva, diretor do sindicato, "a melhora da economia ajudou muito nas negociações".
No segundo semestre concentram-se as negociações de categorias mais fortes e organizadas, como os metalúrgicos de montadoras e autopeças, químicos, papeleiros, petroleiros e bancários, entre outros. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 79,9% dos acordos coletivos realizados no ano passado registraram aumento real de renda, com reajuste médio de 2% acima da inflação. O Dieese avalia que o número de categorias com ganhos reais será maior nesse ano. 
Os sindicalistas usam duas bandeiras no momento de sentar para negociar. O crescimento da economia - no primeiro trimestre o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu crescimento anualizado de 11% - e os ganhos de produtividade. Nos dados calculados pelo Valor, com base no cruzamento da Pesquisa Industrial Mensal e na de Emprego Industrial, ambas do IBGE, o aumento da produtividade do trabalhador na indústria foi de 4,7% nos 12 meses encerrados em abril em relação aos 12 meses anteriores, percentual 60% superior ao aumento de 1,9% na folha de pagamentos (na mesma comparação).
Para José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese, os sindicatos têm muita margem de manobra. "Os ganhos de produtividade são muito superiores ao que é efetivamente repassado aos trabalhadores, o que, aliado ao forte ritmo da economia e ao fato de que é a indústria quem está puxando o PIB dão aos sindicatos força para pedir mais", raciocina Oliveira. 
A movimentação no meio sindical é de unir-se para fortalecer as demandas. O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, que também preside o sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, propôs na terça-feira às outras cinco centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho - CUT, UGT, CTB, NCST e CGTB - que os sindicatos pertencentes às entidades cuja data-base ocorre entre julho e dezembro atuem em conjunto nas negociações. "Já que as centrais estão unidas em torno de bandeiras consensuais, como redução de jornada, por que não unirmos os sindicatos para conseguirmos acordos mais relevantes e reajustes maiores?", diz Torres.
Os metalúrgicos de São José dos Campos e Campinas definem uma pauta conjunta de acordos na semana que vem. No ano passado, os sindicatos conquistaram, respectivamente, reajustes reais de 3,7% e 5,3%. Segundo Antônio Ferreira de Barros, o Marabá, operário da GM e diretor do sindicato de São José, "os trabalhadores estão atentos ao crescimento econômico, principalmente o da indústria automobilística. Então, vamos negociar um acordo maior que o de 2009".
Algumas categorias não fecharam bons acordos. Wagner Gomes, presidente do sindicato dos metroviários de São Paulo, avalia que o acordo fechado no mês passado - que prevê apenas recomposição da inflação - deixa os trabalhadores "descontentes". "Todo mundo está vendo a economia crescer e o desemprego cair, mas não têm jeito. A negociação no Estado não ultrapassa inflação", diz.
O espaço dado pela produtividade, dizem os economistas, indica que os salários podem ser corrigidos sem pressionar a inflação. Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, a indústria está sofrendo com falta de mão de obra qualificada na medida que precisa dela para continuar investindo e ampliando sua produtividade. "Isso quer dizer que a tendência é os salários aumentarem, principalmente naquelas categorias representadas por sindicatos fortes".
Para ele, no entanto, os salários não estão por trás do aumento inflacionário. "São muitas variáveis em jogo, como a taxa de câmbio, as oscilações nos preços das commodities e os preços administrados. Uma das coisas são os salários, mas sozinho ele não é capaz de gerar inflação no país, não é isso o que está ocorrendo".
Rogério Cesar de Souza, economista do Iedi, refuta a ideia de que a correção dos salários esteja pressionando a inflação. "Todos viram que foram fatores sazonais que pressionaram os preços no começo do ano, tanto que agora já estão caindo forte", diz ele, em referência a queda do IPCA verificada em maio e junho.   (João Villaverde - Valor Online)

25.06 - Greve no INSS faz perícia atrasar 2 meses
Trabalhadores que tinham consulta agendada para passar por perícia médica do INSS ontem vão esperar, em média, dois meses para serem atendidos. Quem tiver agendamento nos próximos dias também poderá ser afetado. Os 4.600 médicos peritos do Estado de São Paulo estão em greve por tempo indeterminado desde ontem. Eles querem diminuir a carga horária semanal de 40 para 30 horas sem redução de salário.
A estimativa é que 82.800 trabalhadores sejam prejudicados em apenas um dia com a paralisação no Estado. Na capital seriam cerca de 21.600 --cada médico faz cerca de 18 consultas diárias, segundo a ANMP (associação dos médicos peritos).
O tempo de espera médio para marcar uma perícia no Estado já é de 60 dias, mesmo sem a greve. Ou seja, agora muitos trabalhadores terão de esperar, no total, quatro meses pela consulta.   (Livia Wachowiak Junqueira - Agora S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

22.06 - Brasil gera 298 mil vagas formais em maio, recorde para o mês
A economia brasileira criou 298.041 postos de trabalho com carteira assinada em maio, novo recorde para o mês, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira. O número também representa o quarto maior volume de empregos gerados em um único mês, de acordo com o ministro Carlos Lupi. 
No acumulado do ano, o número de vagas criadas é de 1.260.368, também o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1992, para o período. O número é resultado de cinco recordes seguidos registrados desde o início do ano.
No final de abril, Lupi elevou para 2,5 milhões a previsão de novos empregos formais a serem gerados neste ano. A projeção oficial anterior era de 2 milhões, mas o ministro já vinha afirmando que esse número seria revisado para cima diante do resultado dos primeiros meses de 2010. 
Se a previsão do governo se concretizar, 2010 entrará para história com número recorde de geração de empregos formais. O ano de 2007 ainda guarda a maior marca: 1,617 milhão de vagas com carteira. 
Em entrevista coletiva, Lupi afirmou que não há bolha de crescimento no Brasil e que o emprego formal continuará em expansão nos próximos meses. Segundo ele, a Copa do Mundo e as eleições, associadas ao bom desempenho da economia, garantirão ritmo acelerado nas contratações. 
Para o ministro, o avanço do emprego com carteira assinada e o aquecimento da economia não trazem riscos para a inflação. "Não vejo riscos. A discussão é se a inflação vai ficar 0,25 ponto percentual a mais ou a menos. O que gera inflação é falta de produção e isso não está ocorrendo. A indústria ainda trabalha com a capacidade igual a de 2007 e temos de lembrar que o Brasil não é só indústria. Foram os setores de comércio, serviços e construção civil que apresentaram bom desempenho na crise", declarou. 
Todos os 25 setores da economia apresentaram resultado positivo na criação de vagas em maio. 
Regiões 
Dois Estados registraram resultado negativo em maio. Amapá teve o pior saldo do mês, com perda de 160 vagas, seguido de Roraima, com -117. 
As 98,624 vagas geradas em São Paulo fizeram o Estado liderar na criação de empregos formais. Minas Gerais teve o segundo melhor saldo de postos de trabalho, com criação de 60.873 vagas. (Folha Online)
 
 
 
 
 

10.06 - Mercado de trabalho tem melhor maio em três anos
O mercado de trabalho segue o ritmo aquecido da economia brasileira, segundo estudo de vagas desenvolvido mensalmente pela Ricardo Xavier Recursos Humanos. O levantamento aponta que, em maio, as empresas investiram e foram abertos 2.723 novos postos. Este resultado é ainda mais expressivo se comparado ao mesmo período dos últimos três anos: o crescimento foi de 58,64% em relação ao ano passado, de 17,46% em comparação a 2008 e de 17,68% em relação a 2007.
A pesquisa da Ricardo Xavier Recursos Humanos também considerou as dez áreas que mais abriram posições no mês passado. Em maio, 3.268 novas vagas foram criadas. Dentre elas, 14% na área Comercial; 12% em Engenharia; 8% no setor Administrativo; 7% das posições em Tecnologia da Informação; 6% na área Financeira; 5% em Recursos Humanos; também 5% na área Industrial; 4% em Logística; 4% também em Ciências Contábeis e 3% na área de Marketing.
Para Hélio Terra, presidente da empresa, as projeções de abertura de vagas são ainda mais acentuadas para os próximos meses, o que deve acirrar a disputa por talentos. "As perspectivas otimistas em relação ao Brasil só esbarram praticamente no déficit que o País tem em relação à mão de obra qualificada”, alerta.
A demanda por profissionais de Engenharia permaneceu estável em maio. Com 22,46% das vagas, eles lideraram o ranking dos trabalhadores mais requisitados pelo mercado. Além de Engenharia, as cinco profissões que também se destacaram foram: Administração, com 13,45%; Ciências Contábeis, com 6,54%; Economia, com 3,72%; Propaganda/ Publicidade e Marketing, com 2,52%; e Psicologia, com 2,30%.
Apesar de as empresas multinacionais considerarem o Brasil cada vez mais como alvo de investimentos, somente 16,49% dos postos de trabalho foram abertos por elas, de acordo com o levantamento. As vagas restantes,83,51% ficaram por conta das companhias nacionais.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

09.06 - O desemprego no Pibão
No país do PIB "exuberante", custo do trabalho qualificado sobe, mas ainda há muito desemprego e informalidade 
O aspecto mais importante do crescimento do PIB, divulgado ontem pelo IBGE, foi a taxa de desemprego, que não foi divulgada ontem nem consta das estatísticas das contas nacionais, como se sabe. Se a economia mantivesse o ritmo registrado no primeiro trimestre, o crescimento seria de mais de 11% neste ano. Nesse mesmo trimestre, a taxa de desemprego, também medida pelo IBGE, esteve em torno de 7,4%. A inflação passou da meta oficial, 4,5%, chegando perto de 6%. E daí?
Daí que, mesmo a uma velocidade de crescimento que exigirá uma pisada no freio, a economia tem desemprego alto, muita informalidade e escassez de trabalho qualificado.
O crescimento foi "exuberante", como disse Lula ontem. Para muito economista, e mesmo para aqueles mais otimistas, os do Ministério da Fazenda, "exuberante" significa demasiado, ou "insustentável", no jargão. Por ora, as projeções mais sensatas indicam que o país deve crescer, enfim, 7% ao fim de 2010 -isto é, a economia vai se desacelerar.
Por que insustentável? Porque a capacidade produtiva e a infraestrutura não dão conta do nível de consumo. Salários e outros custos de produção sobem. Há inflação e/ ou o país importa demais.
Em economias mais maduras e organizadas, o nível de emprego é um indicador relevante de superaquecimento da economia. Abaixo de certa taxa de desemprego, os salários podem subir além do aumento da produtividade, provocando alta de custos que se dissemina pelo conjunto da economia.
Há muita polêmica sobre como medir o nível da produtividade e determinar a taxa "natural" de desemprego (a que não produz aumento da inflação). Pouca gente séria acredita que exista uma medida precisa dessa "taxa natural", mas mesmo os descrentes sabem que essas coisas existem. Basta ver a inflação subir. O Banco Central estimou essa taxa "natural" em torno de 8%, mas a conta foi feita no início de 2008.
Para complicar, no Brasil nem temos medida nacional de desemprego -o IBGE pesquisa seis regiões metropolitanas. Ficam de fora regiões industriais importantes como o interior de São Paulo, de Minas, do Rio e do Sul. Os custos salariais da construção civil, que se expande em todo país, ficam incógnitos.
Mas nas medidas do IBGE é evidente o aumento real do salário médio. Há ainda evidências anedóticas, como empresários a se queixar de que não encontram mão de obra qualificada (ou têm de pagar mais). Porém, a taxa de desemprego anda pela casa dos 7%, mas caindo.
A informalidade também diminui. Entre 2002 e 2007, ficou em torno de 41%. Mas ainda anda na casa de 37% dos trabalhadores das metrópoles pesquisadas pelo IBGE (trabalho sem carteira ou por conta própria). Cerca de 18% dos trabalhadores ganham menos de um salário mínimo -36% no Recife, 30% em Salvador, 12,5% em São Paulo.
A taxa "natural" de desemprego pode mudar, assim como o PIB potencial. O país pode empregar e crescer mais com menos inflação, a depender do treinamento dos trabalhadores, da tecnologia nas empresas, da infraestrutura etc. Mas vivemos num mundo desconfortável em que há sinais de aumento excessivo de custos do trabalho, informalidade enorme, escassez de trabalhador qualificado, desemprego ainda alto e salários médios ainda baixos.  (VINICIUS TORRES FREIRE - Folha de S.Paulo)

09.06 - Setor automotivo retoma nível de emprego 
Em maio, havia 113.286 contratados, ante 113.127 em outubro de 2008, auge da crise 
A indústria automotiva retomou o nível de emprego pré-crise, encerrando maio com 113.286 empregados na produção de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, segundo a Anfavea (associação de montadoras).
No confronto com abril, houve 658 contratações. Em outubro de 2008, quando houve o agravamento da crise, o setor tinha 113.127 funcionários. Para o presidente da entidade, Cledorvino Belini, "o nível deve se manter".
Fábio Romão, da LCA, destaca que, na média, o setor industrial recuperou o nível de emprego já em abril.
Além de ganhos de produtividade, o economista avalia que as montadoras são mais afetadas pela confiança do consumidor e pelo crédito e agora estão de olho na elevação da taxa de juros e na desaceleração da economia.
No acumulado do ano até maio, a produção de veículos cresceu 20,7%, para 1,43 milhão de unidades, batendo recorde para o período. Apesar da expansão de 78,6% nesse intervalo, as exportações (288,2 mil) ainda não recuperaram os níveis de 2008.
Considerando apenas maio (309,6 mil), houve expansão de 6,6% na produção ante abril e de 14,9% no confronto com igual mês de 2009. Com isso, os estoques atingiram 289.346 unidades ou 34 dias corridos, ante 27 dias em abril.
O presidente da Anfavea afirmou estar em negociação com o governo federal para prorrogar a isenção de IPI para caminhões, que acaba neste mês.  (TATIANA RESENDE - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

08.06 - Ministro prevê a criação de mais de 270 mil empregos em maio 
O número de empregos formais gerados no Brasil em maio deve ficar entre 270 mil e 280 mil, disse nas egunda-feira o ministro Carlos Lupi (Trabalho).
O número oficial deve ser divulgado pelo Ministério do Trabalho por volta do dia 15. "Se não for o melhor mês de maio da história, vai perder apenas para 2004", afirmou Lupi. Em maio daquele ano foram criadas 291,8 mil vagas com carteira assinada. "Será um pouco mais ou um pouco menos do que isso."
O número de empregos criados nos cinco primeiros meses de 2010 deve superar o de todo o ano de 2009, na previsão do ministro. No ano passado foram criadas 995 mil vagas. De janeiro a abril de 2010, o número de novas vagas já chegou a 962.327. Em todo o ano, Lupi prevê a criação de 2,5 milhões de empregos. Por enquanto, o recorde é de 2007, com 1,617 milhão de vagas.
O ministro também anunciou que o governo prepara um projeto de lei propondo que o dinheiro de abonos e seguro desemprego não retirados no prazo pelos trabalhadores seja aplicado obrigatoriamente em cursos de qualificação profissional.
Hoje, esse dinheiro volta para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e pode ser usado para diversos fins.  (Folha de S.Paulo)

08.06 - Empregadores brasileiros estão entre os mais otimistas no mundo, diz pesquisa 
Os empregadores brasileiros estão entre os primeiros da lista dos mais otimistas no mundo, de acordo com pesquisa da empresa de recursos humanos Manpower, sobre o terceiro trimestre, que será divulgada hoje.
No mundo, o Brasil, com índice de expectativa de emprego de 40%, só perde para a Índia (42%). As previsões também são fortes em Taiwan (35%) e China (27%). O estudo abordou 61 mil empregadores de 36 países.
O levantamento anterior foi citado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e pela pré-candidata Dilma Rousseff (PT) para exaltar a perspectiva de emprego no Brasil no trimestre passado.
"Há quatro trimestres, o índice no Brasil tem aumentado", afirma Pedro Guimarães, diretor da Manpower no Brasil.
O indicador resulta da diferença entre as porcentagens positiva e negativa nas respostas dos entrevistados quanto à expectativa de crescimento da empregabilidade no mercado de trabalho para o trimestre seguinte.
No caso do Brasil, 44% acreditam que aumentarão a força de trabalho, e 4% preveem reduzir a mão de obra. Portanto, a Expectativa Líquida de Emprego é de 40%.
No país, empregadores da cidade de São Paulo e do Estado do Paraná são os mais positivos, com o índice de Expectativas Líquidas de Emprego de 44% cada um.
Há expectativas negativas em Itália (-9%), Espanha (-6%) e Grécia (-5%).  (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

08.06 - Empresa investe em qualificação
Com a falta de mão de obra qualificada no Brasil, as empresas aumentam os investimentos na capacitação de seus funcionários.
De acordo com pesquisa da Amcham (Câmara Americana de Comércio) realizada com o Ibope, 76% das companhias promovem programas de treinamento interno e 60% subsidiam cursos externos para os funcionários.
"O estudo indica uma retomada dos investimentos corporativos em treinamentos. No auge da crise global, eles haviam sofrido um resfriamento e agora voltam a ser prioridade, tamanha a falta de mão de obra qualificada", diz Gabriel Rico, diretor-executivo da Amcham.
O estudo, que ouviu 211 executivos de grandes e médias empresas no país, será apresentado amanhã no seminário "Qualificação da Mão de Obra como Fator Vital de Competitividade".  (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

02.06 - Falta de mão de obra faz salário subir
Com escassez de trabalhadores qualificados, empresas pagam até 20% acima da média nacional, revela pesquisa 
Fenômeno afeta mais os setores que fizeram grandes investimentos, como os de mineração, extração de óleo e gás
A escassez de mão de obra qualificada já "inflaciona" os salários, principalmente nas empresas dos setores de mineração e petróleo.
Pesquisa feita com 175 mil profissionais que trabalham em áreas operacionais, gerenciais e no alto escalão de empresas de 20 ramos econômicos mostra que os setores de mineração, extração de óleo e gás pagam 20% acima da média nacional.
Em segundo lugar aparecem empatados os setores automobilístico, de autopeças, de fabricação de computadores e de eletricidade, pagando 13% acima da média.
"Com a crise, o setor industrial teve forte retração e engavetou projetos. Passado o susto, os investimentos que estão sendo anunciados superam os que vinham sendo feitos antes da crise. E isso tem forte impacto no mercado de trabalho", diz Lucio Tezzotto, gerente de atendimento da Catho Online.
Só os planos de investimento da indústria e do setor de infraestrutura para o período de 2010 a 2013 somam R$ 859 bilhões, segundo levantamento do BNDES.
O principal destaque é o setor de petróleo e gás, que, devido ao pré-sal, pretende investir R$ 340 bilhões.
TENDÊNCIA DE ALTA
Com mais recursos sendo investidos e profissionais em número insuficiente para suprir as necessidades das empresas, a tendência é os salários continuarem em alta.
Marcelo Ferrari, diretor de negócios da consultoria Mercer, acredita que mesmo as empresas que investiram em formação e treinamento terão dificuldades para reter seus profissionais neste ano.
Ele diz que o país não formou, durante os anos 80 e 90, por exemplo, engenheiros de mineração -profissionais disputados hoje no mercado. "Sumiram do mercado de trabalho. E agora são necessários cinco anos para formar esses profissionais."
Para compensar a escassez de mão de obra qualificada, empresas que faturam entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão têm investido entre 0,2% e 0,5% do faturamento em qualificação.
Em 2009, a Petrobras investiu R$ 115,9 milhões em programas de desenvolvimento de funcionários de níveis técnico e superior, diz Lairton Correa, gerente de efetivo de RH da Petrobras.
"Sempre há disputa no mercado. Mas ter política de RH, com plano de cargos, salários e benefícios, ajuda a segurar o empregado."
Na Petrobras, a taxa média de desligamento por ano é de 1,3%. O tempo médio na empresa é de 15 anos.
Fernanda Ramos, gerente de RH da Ford, diz que a empresa também tem investido em torno de R$ 3,2 milhões ao ano para preparar principalmente engenheiros de produção. No setor automobilístico, os salários pagos a esses profissionais estão entre R$ 4.000 e R$ 7.000.
"Temos feito convênios com universidades, principalmente na BA [onde está o centro de desenvolvimento de produtos], e desenvolvido cursos em parceria para suprir as necessidades locais."  (CLAUDIA ROLLI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

01.06 - Abrapp: Pesquisa Salarial
Só até amanhã para enviar dados
Encerra-se nesta quarta-feira, dia 2 de junho, o prazo para o envio, pelas mais de uma centena de associadas que se inscreveram, do formulário preenchido com os dados que darão origem à Pesquisa Salarial ABRAPP 2010. As informações serão tabuladas em junho e a divulgação dos resultados do levantamento se dará na primeira quinzena de agosto, durante o 8º Encontro Nacional dos Profissionais de RH.
Após a divulgação e entrega dos resultados, será realizado treinamento para a utilização do sistema “Pay Net”, ferramenta que possibilita a extração e simulação dos dados da pesquisa com mais facilidade pela internet, além de abrir o caminho para a detecção das informações mais relevantes.
Telefone para tirar dúvidas – Por outro lado, já se encontra em operação a linha especial “0800” para as associadas contatarem diretamente a HayGroup, a empresa que está desenvolvendo a pesquisa, visando o esclarecimento das dúvidas. O número é o 0800-770-8711, que permite ligações gratuitas de qualquer parte do País, de segunda à sexta-feira,  das 9h00 às 18h00.  (Diário dos Fundos de Pensão)

01.06 - Aumenta o emprego para quem tem mais de 50 anos
Aquecimento da economia e procura por profissionais mais experientes elevaram em 28,43% a contratação de trabalhadores desta faixa na região metropolitana de São Paulo no primeiro trimestre, melhor número deste 2001
A contratação de trabalhadores com idade superior a 50 anos cresceu 28,43% na região metropolitana de São Paulo no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que 32,7 mil pessoas dentro dessa faixa etária foram reempregadas no período. O número é o mais expressivo desde 2001, quando foram contabilizados 16,8 mil registros.
Para o professor do Departamento de Economia da Unesp, Elton Casagrande, o aumento reflete o momento favorável da economia e do mercado de trabalho formal, independente da idade do trabalhador. O professor também chama a atenção para o fato de que a faixa etária de 50 a 64 anos atingiu, pela primeira vez, a casa dos 5% de representatividade entre todos os reempregados, aqueles que já tinham pelo menos um registro na carteira de trabalho e voltaram ao mercado.
Segundo Casagrande, os profissionais dentro desse perfil têm atributos favoráveis para o mercado, como experiência, estabilidade, responsabilidade e compromisso. Aliado a esse cenário, muitas empresas preferem admitir pessoas mais maduras, com postura diferente dos jovens, que demandam um custo maior de aprendizagem.
O professor Anselmo Luis dos Santos, do Instituto de Economia da Unicamp, relata que o emprego cresceu pouco nos anos 80 e 90, o que fez aumentar o número de trabalhadores que recorreram ao trabalho informal.
A melhora do emprego formal verificada nos últimos anos abriu espaço para essas pessoas que trabalhavam por conta própria. “Além do aumento de oportunidades, ocorreu uma melhora do salário, o que também acaba atraindo as pessoas que atuavam como autônomas a trabalhar com carteira assinada”, ressalta.
De acordo com o diretor da Santa Gente Educação para Humanos Crescidos, Flávio Souza Ramos, o principal diferencial das pessoas com mais de 50 anos em relação aos jovens é o convívio em sociedade. “Esses profissionais se comunicam melhor do que os jovens, que falam gírias por exemplo, além de terem mais experiência de trabalho e de vida”, diz. Por isso, o setor de serviços pode achar nessa faixa etária bons funcionários para lidar com pessoas.
Ramos pontua que a demanda por profissionais qualificados está grande e deve continuar. Ele cita que a Petrobrás, inclusive, está recontratando técnicos aposentados por conta da falta de capacitação de mão de obra jovem.
Novas vagas
Algumas empresas desenvolvem políticas para a contratação de pessoas da terceira idade. É o caso da Pizza Hut, que tem um programa para trabalhadores com mais de 60 anos.
Depois de dois anos e meio mandando currículos para empresas, Lucilia de Souza Carinha, 71 anos, foi admitida pela Pizza Hut em 2005 e trabalha como hostess (recepciona os clientes) da unidade de Pinheiros, zona oeste. Depois de lecionar e abrir uma loja, ela optou por ficar sem trabalhar por oito anos até u voltar ao mercado.
“Foi uma época difícil (quando começou a procurar emprego). Poucas empresas aceitavam pessoas com mais de 40. Hoje é muito melhor e os empresários estão vendo que somos mais experientes, mais tranquilos e não damos dor de cabeça”, afirma.
Dicas
O QUE É PRECISO PARA CONQUISTAR O EMPREGO
Atualização tecnológica: hoje os processos de trabalho são imediatos
Ter boa redação e interpretação de texto
Saber trabalhar em equipe:
hoje o mercado é mais colaborativo do que individualista e o trabalhador deve saber se relacionar com os colegas  (Gisele Tamamar - Jornal da Tarde)


Outras Notícias


 Envie um email sobre ações e projetos da sua própria entidade para conhecimento dos demais leitores