06.09 - Cresce a participação dos
investimento estruturados
Os fundos de pensão brasileiros terminaram fevereiro último
com um volume de recursos em carteira de R$ 538,3 bilhões, mas além
deste montante o Consolidado Estatístico da ABRAPP traz mais revelações
interessantes sobre como evolui o nosso sistema. Um desses dados refere-se
ao crescimento dos investimentos estruturados, que atingiram R$ 13,8 bilhões,
significando agora 2,6% do total investido, no lugar dos 2,0% anteriores,
mostrando como a poupança previdenciária está se tornando
cada vez mais essencial à economia brasileira e às empresas.
Investimentos estruturados são fundamentalmente participações
relevantes no capital das empresas, muitas vezes nos grupos de controle,
além de investimentos em empresas emergentes e em fundos imobiliários.
Todos esses são pólos dinâmicos da economia brasileira
e a presença neles dos fundos de pensão reafirmam o quanto
estes são atores cada vez mais valorizados e tem o seu papel crescentemente
reconhecido.
As estatísticas de fevereiro mostram também como os ativos
dos planos instituídos estão aumentando mais rapidamente
do que os dos patrocinados por empresas privadas ou estatais. Os primeiros
cresceram 2,51% em comparação com janeiro de 2011, enquanto
os dois outros evoluíram 0,71% e 0,85% de um mês para o outro.
(Diário dos Fundos de Pensão)
06.09 - Perigos previdenciários
O modelo ideal de um regime previdenciárío
é aquele que garanta aos segurados uma vida decente na velhice e
os meios para financiá-lo ao longo do tempo. É preciso haver
equilíbrio atuarial e financeiro, mas isso não é o
que se vê mundo afora. A crescente elevação da expectativa
de vida tem permitido às pessoas usufruir por mais tempo os benefícios,
o que é socialmente auspicioso, mas insustentável.
Diante disso, os países ricos têm
aumentado a idade para a aposentadoria e criado mecanismos de ajuste automático
dos benefícios à maior expectativa de vida (o nosso fator
previdenciário). A idade média de aposentadoria será
de 65 anos em 2050, isto é, aumento de 2,5 anos para os homens e
de quatro anos para as mulheres, em relação a 2010. Ocorre
que a expectativa de vida pós-aposentadoria aumentará a um
ritmo superior. Novas reformas são inevitáveis. A crise financeira
de 2008 mostrou que o adiamento de reformas pode exigir ajustes súbitos
e dolorosos, que deveriam acontecer de maneira gradual. Grécia e
Irlanda tiveram de realizar duras reformas para receber a assistência
financeira oficial que as livraria da derrocada econômica e social.
Agora, as pessoas terão de tomar difíceis decisões:
trabalhar mais, aposentar-se com menos ou poupar mais.
No Brasil, o desequilíbrio é mais
sério Nem sequer adotamos o critério de aposentadoria por
idade. No INSS, a regra é a do tempo de contribuição,
a qual foi instituída nos anos 1930, quando se vivia em média
40 anos Hoje, a nossa expectativa de vida pós-aposentadoria é
semelhante à dos países ricos.
Há três agravantes. Primeiro, a
Previdência virou instrumento de assistência social, garantindo
aposentadorias para quem não contribui. Segundo, o salário
mínimo, que reajusta dois de cada três benefícios e
impacta 40% da folha do INSS, tem aumentado acima da inflação
(130% nos últimos dezessete anos). Terceiro, a pensão por
morte assegura ao cônjuge 100% da aposentadoria do segurado.. A lógica
do sistema (benefícios compatíveis com as contribuições)
tem sido violada há anos.
O Brasil está ficando velho antes de ficar
rico. Nossos gastos previdenciários superam proporcionalmente os
de nações desenvolvidas e estão muito à frente
daqueles de países emergentes. Os gastos de todos os nossos regimes
alcançam 11,4% do PIB. Alemanha, Suécia e Estados Unidos
gastam 12,1%, 11,1% e 7,5%, respectivamente. A Argentina despende 6,2%,
a China 2,7% e a Coreia do Sul 1,3%. Aqui, apenas as despesas com pensões
por morte já chegam a 3% do PIB.
O sistema brasileiro direciona o grosso dos gastos
sociais para os idosos. O certo seria priorizar as crianças. De
fato, como mostram Paulo Tafner e Márcia de Carvalho no livro 2022:
Propostas para um Brasil Melhor no Ano do Bicentenário, coordenado
por Fabio Giambiagi e Claudio Porto, "43% das crianças de até
14 anos são pobres e quase um quinto delas (18,4%) é extremamente
pobre. Mas, para indivíduos de 70 anos ou mais, apenas 4,7% são
pobres e menos de 1% é extremamente pobre".
O sistema é financeiramente insustentável
e socialmente mal focalizado. É preciso, pois, fazer reformas que,
preservando direitos adquiridos, evitem o desastre nos próximos
anos. Há que fixar idade mínima para a aposentadoria e novas
regras para as pensões por morte, que levem em conta a idade do
cônjuge, o número de filhos e o tempo de contribuição
do segurado. Em vez disso, o governo quer revogar o fator previdenciário,
que incomoda os políticos e os sindicatos. Seria uma contrarreforma.
O fator dá ao segurado duas opções: trabalhar mais
ou receber menos ao aposentar-se, o que evita desequilíbrios adicionais.
A ideia é substituí-lo pela regra 85/95: as mulheres se aposentariam
quando a soma de idade e tempo de contribuição atingisse
85; os homens, 95. Agora se fala numa regra mais dura, 95/105, que dificilmente
será aceita pelas centrais sindicais.
Nos países ricos, a ação
dos governos é aumentar a idade de aposentadoria. No Brasil, há
inação. O desequilíbrio se amplia e se tomará
dramático caso o governo persista em conceder generosos aumentos
reais ao salário mínimo. Se o sistema não passar pelas
reformas necessárias, nossos filhos e netos pagarão uma gravíssima
conta. (Revista Veja)
06.09 - Nova previdência estadual de SP
São Paulo pode tornar-se o primeiro Estado
a adotar o sistema de previdência complementar para o funcionário
público. Há dias, o governador Geraldo Alckmin encaminhou
à Assembleia Legislativa projeto propondo a instituição
do plano de previdência complementar para os servidores estaduais.
Trata-se de medida necessária para reduzir as pressões futuras
sobre as contas do governo e para equiparar os servidores admitidos após
a criação do novo sistema aos trabalhadores segurados pelo
Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, pelo INSS.
A previdência complementar no setor público
foi prevista na reforma previdenciária de 2003 e já deveria
ter sido instituída em todos os níveis de governo, mas ainda
não existe nenhum plano em operação. Na área
federal, só agora, por insistência do governo, começa
a tramitar com mais rapidez o projeto de 2007 que cria a previdência
complementar dos servidores civis.
A reforma de 2003 estabeleceu que a União,
os Estados e os municípios poderão fixar, como valor máximo
das aposentadorias e pensões, o teto dos benefícios pagos
pelo INSS. Hoje, esse teto é de R$ 3.691,34. Para isso, no entanto,
os governos precisam instituir o regime de previdência complementar,
"de
caráter contributivo e solidário", isto é, formado
por contribuições do funcionário e do poder público
que paga seus vencimentos.
Assim, os funcionários que participarem
do fundo complementar terão direito a um benefício maior
do que o teto do INSS. Os benefícios adicionais serão proporcionais
à contribuição e aos rendimentos das aplicações
feitas pelo fundo responsável pela administração dos
recursos.
Essas regras constituem a base do projeto do
governo federal e também do projeto do governo de São Paulo.
No caso paulista, o projeto cria a Fundação de Previdência
Complementar do Estado de São Paulo, que terá a tarefa de
administrar o sistema complementar e poderá estender sua cobertura
também a funcionários contratados pelo regime da Consolidação
das Leis de Trabalho que ganharem acima do teto do benefício pago
pelo INSS.
O governador Geraldo Alckmin considera que o
regime complementar de aposentadoria para o servidor estadual criará
"um cenário de natureza fiscal muito positivo para o futuro, faz
justiça sob o ponto de vista da previdência social, o País
ganha poupança interna e se cria um cenário melhor".
A criação do novo regime, de fato,
reduzirá os gastos futuros do governo com a aposentadoria dos servidores.
Atualmente, os funcionários estaduais têm direito à
aposentadoria integral, mesmo que não tenham contribuído
o bastante para assegurar esse benefício. Isso quer dizer que o
sistema previdenciário estadual não tem recursos próprios
suficientes para cobrir o valor dos benefícios que paga. A diferença
é coberta com recursos do Tesouro estadual. Hoje, os gastos do governo
de São Paulo com aposentadorias e pensões são de R$
16 bilhões anuais, o que corresponde a 82% da folha de funcionários
da ativa.
Na justificativa do projeto, o secretário
da Fazenda, Andrea Calabi, argumenta que as despesas de custeio do regime
de aposentadoria atual, "conforme apontam cálculos atuariais, em
cerca de 20 anos serão duas vezes superiores ao custo da folha de
pagamentos dos servidores ativos". Os contribuintes - que na grande maioria
contribuem para um regime previdenciário que não oferece
benefícios tão generosos e ainda precisam pagar para assegurar
o regime próprio dos funcionários - estariam, então,
pagando por um serviço que deixou de existir, em razão da
aposentadoria dos servidores, o dobro que pagariam pelo serviço
efetivamente prestado pelos servidores ativos. Seria uma situação
insustentável.
A nova regra não alterará a situação
dos atuais funcionários, pois só será aplicada a novos
servidores. E, desses, só os que ganharem acima do teto do benefício
do INSS participarão do sistema complementar. Mesmo assim, o fundo
de pensão dos funcionários disporá de recursos expressivos,
que, como observou o governador, ampliarão a poupança do
Estado. (O Estado de S.Paulo)
05.09 - FNP fala sobre intervenção do Portus
A Federação Nacional dos Portuários (FNP) divulgou,
na última segunda-feira (29), nota oficial sobre a intervenção
do Instituto Previdenciário dos Portuários (Portus) pela
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc),
pelo prazo de 180 dias e com a nomeação de José da
Silva Crespo Filho para desempenhar a função de interventor.
A seguir a transcrição, na íntegra, da nota conjunta
de esclarecimento da Federação Nacional dos Portuários
e da Unapportus:
a) A decisão Governamental nos surpreendeu, pois, em outras
duas tentativas semelhantes, estas foram por nós rechaçadas
e consequemente suspensas. Desta feita, o Ministério da Previdência
Social e Previc, publicaram com bastante rapidez justamente para que não
pudéssemos articuladamente, fazer qualquer ação contrária
a iniciativa. Fomos informados também que esta decisão já
havia sido tomada pela antiga Diretoria da Previc, em Fevereiro
b) Em relatório da própria Previc de Nº 24, datado
de 15 de Dezembro de 2010, numa auditoria realizada no PORTUS, e assinada
por três auditores da Receita Federal, não apontou nenhuma
irregularidade na gestão, muito pelo contrário, constatou
o óbvio que a situação deficitária do Fundo
era decorrência da inadimplência das Patrocinadoras. Constatamos
também que a própria Previc, SEP, e até na Casa Civil,
houve a aquiescência de que não havia indícios de irregularidades
na Gestão do PORTUS.
c) Desde o início do Governo Dilma solicitamos oficialmente
audiência (reiteradas por mais de cinco vezes) com o Ministro da
Previdência Garibaldi Alves Filho, para que pudéssemos debater
e esclarecer a situação do PORTUS e sempre tivemos como resposta
“que ficássemos tranquilos, pois nada iria acontecer com o Instituto,
sem que fossemos comunicados”. Essa reunião, com apoio dos companheiros
de Natal, era para acontecer ontem (25/08), mas foi transferida para o
dia primeiro de setembro.
d) Percebemos que a Casa Civil e a própria Presidenta Dilma,
podem ter tomado a decisão baseada em informações
distorcidas e tendenciosas de setores do Governo que sempre combateram
qualquer iniciativa da Direção do Portus junto o Governo
Federal. Elles são os mesmos que dividiram os R$ 400 milhões
autorizados pelo presidente Lula, em três vezes, com o objetivo de
sufocar e impedir que avançássemos verdadeiramente para o
saldamento do Portus, abrindo o caminho para a Intervenção
ou Liquidação.
e) A partir da Criação do Comitê Nacional em Defesa
do PORTUS, todas as Empresas Patrocinadoras, Ministro da Previdência
e demais Autoridades Governamentais, sempre foram convidadas para se engajar
no projeto de recuperação do Instituto;
f) A intervenção tem respaldo legal (Lei 109/2001), mas
entendemos que a medida foi extrema e não concordamos e repudiamos
o ato, pois ela exonera imediatamente toda a Diretoria e provoca a perda
dos mandatos dos Conselheiros Fiscais e Deliberativos. Além disso,
disponibiliza todos os bens patrimoniais, bloqueia as contas bancarias
de todos que atuavam na Gestão Portus, retroagindo aos últimos
doze meses, ou seja, as empresas não pagaram os governos não
assumiram o seu papel, e nós é que somos penalizados.
g) O movimento social representativo dos trabalhadores e trabalhadoras
nos portos brasileiros, da ativa e aposentados, no âmbito da FNP
e Sindicatos, Unnaportus e Associações, deixam claro a solidariedade
á Diretoria e todos o membros do Conselho Deliberativo e Fiscal
do Portus, pois esses demonstraram coragem de se apresentar para estar
à frente deste desafio, mesmo sabendo da situação
difícil do Instituto.
Feito estes esclarecimentos, expomos abaixo as nossas ações
aqui em Brasília, a partir do conhecimento da Intervenção:
Imediatamente os sindicatos presentes (Santos, Vitoria, Rio, Salvador,
Pará, Candeias) se reuniram na Sede da FNP, com as Assessorias para
uma analise da situação e a definição dos encaminhamentos
políticos e jurídicos.
1) Na reunião com o Ministro Leônidas Cristino da Secretaria
de Portos tivemos a garantia que a Intervenção não
é para liquidar e sim para buscar os números reais para o
equacionamento definitivo do Portus. Tendo sido criado imediatamente um
Comitê paritário com três membros nossos dois da SEP
(já nomeado o Secretário Executivo) e um da Secretária
Geral da Presidência da República, para acompanhar par e passo
o trabalho do Interventor. Já fizemos as nossas indicações,
ficando a composição com a FNP, a Unapportus e a Drª
Marcelise, nossa assessora Jurídica. Também já propusemos
uma reunião com o Interventor para o próximo dia primeiro.
Reunião com Gilberto de Carvalho – FNP, Sindicatos e o Sec.
De Organização da CUT Jacy Afonso.
2) Na reunião com o Ministro chefe da Secretária Geral
da República, Sr. Gilberto de Carvalho, tratamos sobre a Campanha
Salarial, o tema predominante foi a Intervenção. Segundo
ele, a posição da Ministra Chefe da Casa Civil Gleise Hoffmann,
é de que realmente a intervenção não tem o
objetivo de liquidar o fundo.
Denunciamos o não repasse ainda dos R$ 150 mil, o que significa
um desrespeito à promessa do Presidente Lula e também, que
a guerra travada para que os outros R$ 250 fossem repassados ao Instituto,
parecia até que estivéssemos devendo favor ao Governo Federal.
3) Estivemos também com o Ministro Pedro Brito, na Antaq, afinal
foi ele o responsável pelo tema junto ao Governo Lula. Apresentamos
a situação, as nossas preocupações com a forma
do saldamento do Plano de Benefícios do PORTUS. O Ministro demonstrou
solidariedade e afirmou que defenderá nossas posições
junto á Casa Civil.
A todas às autoridades que contatamos fizemos as seguintes reivindicações
e consideração:
Reunião com o Ministro da SEP Leônidas Cristino. Que a
intervenção fosse transformada em Administração
Especial também prevista na Lei 109/2001, e que possibilita que
o atual interventor seja transformado em Administrador Especial, podendo
assim, fazer o trabalho desejado pelo governo. Essa medida é mais
democrática, pois, mantém a Direção e os órgãos
colegiados atuando e afasta a necessidade de bloqueio de bens e conta bancária
de todos. Pedimos a liberação imediata dos R$ 150 milhões
restantes da promessa do Presidente Lula. Alertamos que a forma com
que o tema foi tratado provocou insatisfação e desconfiança
em toda a categoria, inclusive nos aposentados e aposentadas. E, que com
certeza não assistiríamos passivamente os encaminhamentos
sobre o futuro do Portus e muito menos, se sentirmos que ao final dessa
história vamos ser penalizados, como querem alguns técnicos
do Governo Federal.
ORIENTAÇÃO
A situação é seríssima, complicada e preocupante,
à categoria deve ficar atenta às chamadas das nossas Entidades
Sindicais e Associações, sempre procurando esclarecimentos
e orientações, tomando cuidado com os mais afoitos, até
para não cometermos erros neste momento de dúvidas e incertezas.
Devemos mais do que nunca estar unidos, em estado de Alerta e acompanhando
os acontecimentos, se ajudando mutuamente, para não perdermos esta
Batalha. Devemos ter a clareza de que este episódio deve ser de
interesse de toda a nossa “classe”, independente de ter o não o
PORTUS, pois isso pode ser um teste para outros desafios que poderão
ser colocados para nossa categoria.
Pode existir sim, a necessidade de mobilizações com passeatas,
atos públicos em frente às empresas, combinando com paralisações
pontuais e relâmpagas e finalmente com a Greve decretada a nível
nacional, tudo depende da analise que fizermos dos próximos acontecimentos.
Todas as entidades (sindicatos associações) devem realizar
Assembléia Conjunta em todos os portos do Brasil (data será
divulgada posteriormente). O objetivo é esclarecer a situação,
inclusive sobre os aspectos jurídicos aprovar estado de greve dada
à importância do assunto e principalmente o que uma medida
desta natureza siginifica para a nossa categoria, e qual a mensagem passaremos
para toda a sociedade que neste momento nos observa.
A FNP, a UNNAPORTUS, os Sindicatos e as Associações estão
vigilantes, e em breve, realizarão uma reunião do Comitê
Nacional em Defesa do PORTUS, assim que tiver o retorno por parte do Governo
das nossas reivindicações.
O dia 23 de Agosto dever ser encarado, daqui para frente, como um dia
em que os portuários foram novamente colocados em xeque, é
um dia em que não teremos nada para comemorar. O que temos verdadeiramente
como reflexão positiva é o “Dia 6 de Maio de 2008”, quando
mais de 750 portuários e portuárias e todo o Brasil, estiveram
presentes naquela histórica Audiência Publica no Senado Federal,
que provocou a atenção especial da SEP e o Governo Federal
com o Portus.
Aquele dia sim, nos deixou a certeza que devemos acreditar verdadeiramente
nas nossas forças.
O Portus já sofreu duas medidas semelhantes a esta:
Primeira
De 12/11/1991 a 28/05/1993 - O déficit aumentou 1.215% e teve
como Interventores Pedro Mariano Wendel, Renato Antonio Prates Menegath
e Paulo Mostardeiro Weberich.
Segunda
De julho de 2001 a abril de 2003 - O déficit aumentou 394% e
o interventor foi Francisco José Backer Dias interventor.
Em todas elas foi constado o óbvio, e, as Patrocinadoras, controladas
pelo Governo Federal continuam comprovadamente devendo ao Portus. O Déficit
Atuarial é de R$ 1,8 bilhão e as dividas somam mais de R$
4 bilhões, tudo calculado e comprovado.
O compromisso do Governo foi publicado, reuniões foram realizadas,
o relacionamento institucional e a diplomacia aconteceram e vão
continuar acontecendo se depender do movimento social. A certeza que temos
hoje é que podemos responder a esse chamado, com inteligência
e sabedoria, e nada vai impedir de usarmos os nossos legítimos direitos
políticos e constitucionais, para defender o Futuro da nossa Previdência
Complementar. (Porto Gente)
05.09 - Previdência Complementar do Servidor
Rombo de R$49,8 bi : Déficit da previdência do servidor
supera o do INSS
O governo prevê um déficit no regime de previdência
do funcionalismo público federal de R$49,8 bilhões em 2012,
maior do que o estimado para o INSS. Os dados fazem parte da mensagem presidencial
enviada ao Congresso com o projeto de Orçamento da União
para o ano que vem. Na mensagem, assinada pela presidente Dilma Rousseff,
o governo já cita a aprovação na Câmara do projeto
que cria o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público
Federal (Funpresp), que ficou parado quatro anos no Legislativo diante
da resistência de partidos aliados, em especial o PT.
Segundo dados encaminhados pela área econômica ao Congresso,
o déficit é fixado em 49,8 bilhões, ou 1,10% do PIB.
O valor representa um crescimento de 0,46% em relação aos
R$49,5 bilhões fixados na lei orçamentária de 2011.
O próprio governo admite que o rombo vinha crescendo muito mais
nos últimos anos e cita como uma das causas a política de
reajustes robustos feita pelo governo Lula desde 2008.
A mensagem informa que, entre 2006 e 2011, o crescimento médio
do déficit foi de 8,57%. “No entanto, constata-se novamente um declínio
da curva do déficit em relação ao PIB, fundado em
grande parte no expressivo crescimento do PIB nominal e no encerramento
do processo de reestruturação e reajuste de determinadas
carreiras e na continuidade da política salarial de reajustes, que
tinham previsão de impactos até o ano de 2010”, diz o texto.
Na verdade, ainda em 2011, foi paga uma parcela dos reajustes no Executivo.
A mensagem lembra que está em discussão o projeto do
fundo de previdência do servidor, cuja regulamentação
está pendente desde 2003. O substitutivo foi aprovado na Comissão
de Trabalho da Câmara. Com o novo regime, os servidores que vierem
a ingressar no serviço público terão teto de aposentadoria
igual ao dos beneficiários do INSS, cuja estimativa para 2012 é
de R$3.902,17.
Para o governo, caberá ao fundo “garantir uma complementação
à aposentadoria dos servidores que ingressarem no serviço
público depois da sua instituição e para os atuais
que optarem pelo regime”.
O governo lembra ainda que, desde a reforma previdenciária de
2003, no governo Lula, foram instituídas novas regras para as contribuições
dos servidores, no sentido de normalizar o sistema.
A partir da reforma de 2003, os servidores inativos também passaram
a pagar uma contribuição de 11%. Além disso, a União
passou a pagar alíquota de 22% e não mais de 11% sob a forma
de Contribuição Patronal Para a Seguridade do Servidor. Na
União, o número de servidores inativos e pensionistas — civis
e militares — chega a cerca de 900 mil.
No caso do INSS, o déficit estimado é de 47,6 bilhões,
ou 1,05% do PIB. Enquanto a despesa está em R$313,9 bilhões,
a arrecadação está estimada em R$266,3 bilhões.
O valor já considera o reajuste de 13,62% do salário mínimo.
(O Globo)
05.09 - Tempo de serviço definirá
aposentadoria em SP
Modelo apresentado por Alckmin prevê valor
maior para quem trabalhar mais tempo
O tempo de contribuição do servidor
público de São Paulo terá influência direta
sobre o valor da aposentaria ao fim da carreira, segundo a proposta que
muda o regime atual e cria um sistema de previdência complementar
no Estado.
O modelo foi apresentado ontem pelo governador
Geraldo Alckmin e enviado à Assembleia Legislativa.
Em entrevista à Folha, o presidente da
SPPrevi, Carlos Henrique Flory, entidade que gere as aposentadorias e pensões
de servidores, chamou de "muito justo" o novo modelo: "Por que uma pessoa
que contribui menos tempo deve ter o mesmo benefício de quem contribuiu
mais?", disse.
A proposta só mudará a aposentadoria
dos que ingressarem na administração pública após
a lei entrar em vigor. Hoje, o funcionário contribui com 11% do
salário bruto e recebe, em geral, ao final da carreira, aposentadoria
equivalente ao salário integral.
Pelo novo modelo, o desconto mensal de 11% será
calculado só sobre o teto do INSS, de R$ 3.961,74. Esse será
o limite da aposentadoria garantida pelo governo.
Servidores que quiserem um benefício superior
aos R$ 3.961,74 terão de contribuir para um fundo de previdência
complementar, o SPPrevicom. Essa contribuição incidirá
sobre a remuneração que exceder o valor do teto do INSS.
(Veja exemplo no quadro acima)
O índice de contribuição
complementar vai variar de acordo com o desejo de cada servidor. O governo
também contribuirá para este fundo, empatando o índice
aplicado pelo funcionário, até o limite de 7,5%. "Na maioria
dos casos, 7,5% de contribuição serão suficientes
para equiparar a aposentadoria ao último salário", afirmou
Flory.
Ao fim, o valor da contribuição
individual será menor no novo modelo para todas as categorias.
Ainda assim, o governo afirma que a mudança
acabará, em cerca de 30 anos, com o deficit da previdência,
hoje em R$ 13 bilhões ao ano.
"No futuro, o Estado somente será responsável
pelo pagamento de aposentadorias e pensões até o valor estipulado
pelo teto do INSS", afirmou Flory. (DANIELA LIMA - Folha de S.Paulo)
02.09 - Alterações em fundo de servidor
são barradas
O governo federal derrubou na Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço Público
da Câmara três destaques que desvirtuavam totalmente o projeto
de lei que cria um fundo de previdência complementar para o servidor
público. O Planalto já admite, entretanto, a possibilidade
de fazer ajustes na proposta para garantir a aprovação da
matéria. O governo quer aprovar o fundo nem que tenha que fazer
aperfeiçoamentos em outras comissões, afirmou o vice-líder
do governo na Câmara, deputado Alex Canziani (PTB-PR).
Com a aprovação na Comissão
de Trabalho, o texto segue para a Comissão de Seguridade Social
e Família. O projeto de lei ainda precisa ser apreciado pelas comissões
de Finanças e Tributação e Constituição
e Justiça e de Cidadania para depois ser encaminhado ao Senado.
Depois de quatro anos parado na Câmara,
a aprovação na Comissão de Trabalho era uma questão
de honra para o governo. É a sinalização de que a
equipe econômica está realmente empenhada em tirar o fundo
de previdência complementar do servidor público do papel.
O funcionalismo público é totalmente contrário ao
projeto. Por isso, o governo tem admitido a possibilidade de fazer alguns
ajustes nas próximas comissões.
Segundo o deputado petista Roberto Policarpo
(DF), contrário à proposta do governo, alguns pontos que
preocupam os sindicalistas foram repassados ao Executivo que promete abrir
espaço para nova negociação.
O governo trabalha com o cenário de aprovação
do fundo de previdência complementar dos servidores este ano. O projeto
é uma prioridade para viabilizar o financiamento da previdência
do serviço público no longo prazo. A previsão é
de que os gastos da União com pagamento de aposentadorias e pensões
cheguem a R$ 57 bilhões neste ano para atender 950 mil trabalhadores.
Em 2010, esse rombo foi de R$ 51 bilhões. No caso do INSS, o déficit
deve fechar na casa dos R$ 40 bilhões em 2011, mas para atender
cerca de 25 milhões de aposentados e pensionistas da iniciativa
privada.
Se aprovado o PL, todo servidor público
que quiser ter uma aposentadoria acima do teto do INSS, que atualmente
é de R$ 3.691,74, terá que contribuir para a previdência
complementar. A medida, no entanto, só será valida para os
trabalhadores que entrarem no serviço público a partir da
aprovação da matéria. (Edna Simão - Agência
Estado)
02.09 - Setembro: Um Congresso ainda mais técnico
Reconhecidos por sua densidade temática,
ao mesmo tempo que pela profundidade e abrangência das análises
que produzem, servindo por isso mesmo ao balizamento do crescimento do
sistema nos anos vindouros, os nossos eventos anuais confirmam a cada ano
essa sua vocação. O 32º Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão, de 19 a 21 de setembro, em Florianópolis, já
mostrou que irá confirmar a regra, com suas 13 apresentações
técnicas agendadas para acontecer ao longo dos três dias de
trabalhos, todas no Auditório Quest Investimentos 3.
“Os Fundos de Pensão na Visão dos
Participantes - Resultados da Pesquisa”, é o título da palestra
técnica que será apresentada por Ednei Delfim, consultor
sênior da área de Comunicação da Towers Watson,
no dia 19/09, das 11h15 à 12h15. Nessa hora serão trazidos
os resultados da segunda edição da pesquisa realizada em
parceria com a ABRAPP sobre “Os Fundos de Pensão na Visão
dos Participantes”, que aborda os principais aspectos da relação
de ativos e assistidos com a entidade e seu programa previdenciário,
tais como: valorização do programa, qualidade das informações
fornecidas e satisfação pelos serviços prestados pela
entidade.
Ainda no dia 19/09, das 14:30 às 15:30,
será a vez do tema “Modelo de Gestão de Risco Corporativo
da Funcef”, em palestra técnica a cargo de Antônio Bráulio
de Carvalho (Diretor de Planejamento e Controladoria da FUNCEF) e Marco
Antonio Alexandre da Silva (Diretor Presidente da MVAR Soluções
e Serviços). A apresentação tem a finalidade de demonstrar
como as diretrizes trazidas pela Supervisão Baseada em Risco motivaram
a implantação do projeto de Gestão Baseada em Risco
na entidade. Serão mostradas as mudanças implementadas sob
a ótica da cultura organizacional, normatização, estrutura
e processos. Haverá uma descrição, ainda que de forma
resumida, do tratamento dado à gestão do risco atuarial,
de liquidez, contraparte e mercado. Por fim, em pareceria com a Mvar Soluções
e Serviços, será detalhado o processo de gestão de
risco operacional.
“Fundos Setoriais como Importante Ferramenta
de Fomento: Experiência da Implantação do SEBRAE PREVIDÊNCIA”
será o tema da apresentação marcada para o dia 20/09,
das 10:30 às 11:30, quando Edjair de Siqueira Alves (Diretor-Presidente
do Instituto Sebrae de Seguridade Social) trará a experiência
acumulada por sua entidade nesses seis anos desde a sua criação.
O Instituto se destaca pelo modelo de governança corporativa cada
vez mais sólido e qualificado. O case abordará a trajetória
de desafios, conquistas, experiências, principais números
e projetos que estão em andamento.
O tema “IGMIC-Índice Geral do Mercado
Imobiliário Comercial” está previsto para o dia 21/09,
de 12h00 às 13h00. Segundo Paulo Picchetti, da Fundação
Getúlio Vargas e um dos expositores, os aspectos metodológicos
e informacionais do índice serão apresentados, assim como
as utilizações deste indicador por parte de gestores de recursos
de investimento e analistas econômicos em geral. Em seguida, serão
comentados os números divulgados nos últimos meses. (Diário
dos Fundos de Pensão)
02.09 - Superávit da Seguridade Social
A Auditora-Fiscal Clemilce Sanfim Carvalho, associada
da ANFIP, apresentou todos os dados necessários para desmitificar
o déficit da Previdência Social. Sua palestra “Previdência
e Custeio” foi realizada ontem no Encontro dos Servidores Públicos
Ativos, Aposentados e Pensionistas, promovido pelo Mosap no auditório
Petrônio Portela do Senado Federal.
“É preciso parar com as mentiras”, enfatizou.
Baseada na publicação da ANFIP “Análise da Seguridade
Social em 2010”, Clemilce Sanfim contestou a existência do déficit
e defendeu a aprovação das PECs 555 e 270. A ANFIP tem colocado
estudos à disposição da sociedade, do Congresso Nacional
e de todas as entidades mostrando que, somente em 2010, a Seguridade Social
teve superávit de R$ 58 bilhões. “Esses estudos são
verdadeiros. Não tem alguém que apareça para dizer
que não são”, frisou.
Os técnicos de plantão fazem cálculos
de um déficit que não existe, argumentou Clemilce. Conforme
explicou, o Governo se apropria do orçamento da Seguridade Social.
“A Previdência Social é a solução do governo”,
citou. Para mostrar como o déficit é fabricado, Clemilce
apresentou os dispositivos constitucionais que mostram a configuração
da Seguridade Social, onde também estão as determinações
da formação de seu orçamento. Diante do quadro, Clemilce
mostrou o procedimento do Governo para retirar recursos do orçamento
da Seguridade. “O governo está desvirtuando os orçamentos,
tão claramente distintos na Constituição”, demonstrou,
lembrando ainda que é preciso tirar a DRU (Desvinculação
da Receitas da União) das receitas da Seguridade Social.
“O déficit é de propósito.
A Constituição é clara: é vedada a utilização
de recursos provenientes das contribuições sociais de que
trata o artigo 195, I, a, e II, para a realização de despesas
distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o artigo 201.” Segundo avaliou, a ANFIP faz o exercício
certo. “A Constituição é clara”, enfatizou. A Previdência
Social é solidária, precisa ser preservada, defendeu. “Ela
é a maior distribuidora de renda desse Brasil. Quem faz a grandeza
do país é o sistema de Seguridade Social”, reforçou.
Clemilce também relembrou o histórico
da instituição da cobrança da contribuição
previdenciária dos servidores aposentados e pensionistas, quando
o Congresso aprovou “a jato” uma reforma da Previdência. Posteriormente
a cobrança foi contestada no Supremo Tribunal Federal, por meio
de Ação Direta de Inconstitucionalidade, porém, a
cobrança foi mantida. “Na Previdência existe um princípio
da contrapartida. Eu pago para ter direito de receber. Não existe
na Previdência Social essa possibilidade de, na inatividade, voltar
a contribuir novamente sem ter direito a nada”, disse. (Anfip)
01.09 - Em vigor a Instrução Previc
nº 4
Procedimentos e prazos para atendimento da Ditec
A Superintendência Nacional de Previdência
Complemetar – Previc, publicou na última segunda feira (29/08),
no Diário Oficial da União, a Instrução Previc
nº 4, que disciplina o procedimento de análise eletrônica
e define os prazos para atendimento de requerimentos enviados à
Diretoria de Análise Técnica – Ditec da autarquia.
O objetivo principal dessa Instrução
é modernizar e agilizar a tramitação de todos os requerimentos
remetidos à Ditec, reduzindo o tempo médio de análise
em 48% em relação ao que é praticado atualmente pela
diretoria.
Além disso, a Instrução
nº 4 define prazos para que as entidades fechadas de previdência
complementar (EFPC) respondam às exigências feitas pela Previc,
bem como para o envio da documentação necessária para
o encaminhamento do requerimento.
AVANÇOS
O sistema de previdência complementar fechada
brasileiro vem reunindo esforços para aperfeiçoar sua regulamentação.
Nessa linha, a nova Instrução visa, sobretudo, aumentar a
eficiência do processo e a publicidade dos atos, com redução
de prazos e de custos, através da implementação da
análise eletrônica definitiva, que se somou à análise
prévia, criada pela Instrução anteriormente vigente.
HISTÓRICO
A definição de prazos para a análise
de requerimentos teve início em 2006, quando foi editada a Instrução
nº 12, que estabelece os prazos para análise dos pedidos de
licenciamento. Em 2009, foi aperfeiçoada a medida anterior por meio
da edição da Instrução nº 30, com o objetivo
de redefinir os prazos e instituindo a análise prévia eletrônica,
reduzindo o tempo de trâmite dos requerimentos.
A edição da Instrução
Previc nº 4, de 2011, traduz o empenho da autarquia em contribuir
para a modernização do sistema e revoga a Instrução
SPC nº 30, de 2009. As novas regras entram em vigor a partir de 1º
de setembro de 2011. (Inaiá Sant’Ana de Menezes - ASCOM/Previc/MPS)
01.09 - Presidente apressa fundo de servidores
O fundo único de previdência complementar
para o servidor federal precisa ser criado até o fim do ano. Esta
é a orientação dada pela presidente Dilma Rousseff
a três ministros, que iniciaram na semana passada os esforços
políticos para a aprovação, pelo Congresso Nacional,
do projeto de lei que cria o fundo.
O governo trabalha agora em duas frentes: enquanto
a Secretaria de Relações Institucionais fechou um acordo
com os líderes do PT na Câmara, que fazem forte oposição
ao projeto, a Casa Civil negocia com a Previdência alterações
pontuais ao texto, para atender algumas das demandas dos petistas colhidas
pelo Palácio do Planalto.
No centro da ofensiva do governo pela rápida
aprovação do Projeto de Lei 1992/07, que cria o fundo, estão
os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Ricardo Berzoini (PT-SP). A escolha
dos dois, pela Secretaria de Relações Institucionais, comandada
por Ideli Salvatti, foi estratégica.
Teixeira é o líder do PT na Câmara
e mantém contato próximo com os deputados do partido que
integram as comissões de Seguridade Social (CSS), Finanças
e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça
(CCJ), por onde o PL 1992 tramitará. E Berzoini foi o primeiro ministro
da Previdência Social do governo Luiz Inácio Lula da Silva,
quando o debate em torno dos benefícios dos servidores federais
começou.
Além disso, Berzoini é oriundo
da base sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que representa
a maior parte das categorias de servidores da União e que faz forte
oposição ao projeto.
Pelo acordo fechado entre o governo e os dois
deputados, a Fundação de Previdência Complementar do
Servidor Público Federal (Funpresp) seria aprovada na Comissão
de Trabalho da Câmara, onde está desde setembro de 2007. Em
seguida, o governo aceitaria negociar os principais pontos criticados pelos
parlamentares contrários à Funpresp - principalmente do PT,
PCdoB e PDT, que pertencem à base aliada e são ligados a
três centrais sindicais: CUT, CTB e Força Sindical, respectivamente.
"Queremos que a gestão da Funpresp seja
próxima daquela adotada pelos fundos de pensão das estatais",
disse Teixeira ao Valor, que citou os casos dos fundos Previ (dos funcionários
do Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica
Federal). "Vamos aprovar o fundo na Comissão de Trabalho [na sessão
de hoje], mas queremos a reabertura das negociações sobre
o projeto, algo que o governo concordou", completou.
Para Berzoini, que ontem reuniu-se com Teixeira
no gabinete da liderança do PT na Câmara, "o projeto original
é muito ruim". "O projeto não tem paridade de gestão,
o que não faz sentido", comentou. "Combina gestão própria
dos servidores com algum nível de gestão terceirizada, o
que é muito perigoso", disse.
O governo aceita negociar casos excepcionais
apontados pelos parlamentares, como a "portabilidade" da aposentadoria
acumulada por um servidor em regime próprio de seu Estado ou município
que ingressa muito tarde no serviço federal. Além disso,
a Funpresp pode ter um modelo misto, isto é, um fundo único
que agregará todo o funcionalismo federal, mas com alguns planos
individualizados por Poderes ou instituições como Ministério
Público e Polícia Federal. Estes pontos estão no compromisso
de diálogo fechado entre a equipe de Ideli e os parlamentares, e
já têm sido tratados entre técnicos da Casa Civil e
da Previdência. (João Villaverde - Valor Online)
01.09 - Setembro: Mês do 32º Congresso
O 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de
Pensão, será realizado neste mês, entre os dias 19
e 21, em Florianópolis, tendo como tema central Visão de
Futuro: Inovar no Presente.
No momento em que o Sistema e o País reúnem
condições nunca antes conseguidas para crescer mais rápido
e consistentemente, fica reforçado o propósito de se discutir,
com a profundidade costumeira, a realidade presente e as muitas formas
de perceber e agir sobre as condições de nosso tempo.
Em um mundo de tão profundas transformações,
construir o futuro é uma tarefa tremendamente desafiante. Um desafio
direcionado por um mercado onde as demandas mudam radicalmente, as expectativas
e os produtos valorizados não são os mesmos de há
alguns anos, para uma larga faixa do público. Por isso é
tão importante inovar, partindo de um ambiente seguro. Segurança
que é dada pela competência dos dirigentes e por uma base
legal e normativa fomentadora de um potencial que se vai concretizando.
Um Sistema voltado para o futuro, à aposentadoria
vivida com renda e qualidade de vida, instiga a esperança. E a verdade
é que espaço para crescimento não falta, considerando
que é pelo menos três ou quatro vezes maior, comparando com
o que temos hoje, o número de empresas em condições
de patrocinar planos e sindicatos de instituí-los.
Natural, portanto, que os congressos reúnam
a cada ano um público ainda maior, hoje já próximo
de 3.000 pessoas. Temas e metodologias alinhados ao propósito de
ensejar a mais ampla troca de ideias e experiências e propiciar conclusões
ao final dos debates, combinados a uma audiência altamente qualificada
– formadores de opinião, lideranças empresariais, sindicais
e políticas, ao lado de autoridades, especialistas e profissionais
de mercado –, são condições que ajudam a alcançar
ao longo dos três dias de apresentações e debates os
mais elevados propósitos.
Assim, é com satisfação
que o estamos convidando para a leitura do Programa Preliminar no link
http://congressodosfundosdepensao.com.br/ e a participação
em um evento organizado para atender às expectativas dos diferentes
públicos e, mais que tudo, reforçar algo que os Fundos de
Pensão tanto favorecem através de sua ação,
a construção de um Brasil mais próspero e justo.
(Abrapp)