29.01 - Ricardo Pena diz que Previc inaugura novo
tempo
A instalação da Previc representa, segundo seu diretor-superintendente,
Ricardo Pena, a renovação dos compromissos e objetivos assumidos
pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no campo da
previdência complementar, quais sejam o de “ proteger os interesses
dos participantes e dos assistidos, servindo a todo a sociedade e ao País”.
A afirmação de Ricardo Pena foi feita em discurso ao
tomar posse, (dia 26) na Previc, juntamente com a diretoria colegiada do
novo órgão. Ricardo Pena falou sobre a importância
da criação da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar, ressaltando ser esse um novo marco para a previdência
social no Brasil. “Estamos inaugurando um novo tempo”, afirmou.
Ele enumerou ainda os principais projetos levados a efeito pela extinta
Secretaria de Previdência Complementar salientando, dentre eles:
o projeto de educação financeira e previdenciária;
a implantação da análise prévia eletrônica
e da metodologia da supervisão baseada em riscos; a simplificação
dos limites nas regras de investimentos; uma nova planificação
contábil e outra para despesas administrativas dos fundos de pensão.
Ricardo Pena destacou, em seu discurso, o programa de modernização
da previdência complementar, um trabalho feito com a Dataprev, propiciando
o aumento da segurança e da qualidade das informações
dos fundos.
Ele finalizou seu balanço, revelando que, embora “levemente
atingido” (rentabilidade de -1,27% a.a) pela crise financeira mundial,
o setor de previdência complementar brasileiro reagiu bem em 2009.
Isso graças “às medidas adotadas, sob a liderança
do ministro José Pimentel, relativas à solvência (déficits
e superávits) dos planos de benefícios, a fim de evitar a
interrupção no pagamento dos benefícios de aposentadoria
e pensões”. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
29.01 - Livro de Renato Follador sobre Previdência
Renato Follador lança livro para desmistificar o tema ‘Previdência’
Em uma coletânea de textos, o especialista em previdência
tira dúvidas sobre todos os assuntos referentes ao tema aposentadoria.
“Previdência, sombra e água fresca”, trata-se de
uma coletânea que traz os comentários feitos por Follador
todas as manhãs na rádio CBN – PR. Assim como o programa,
o livro aborda assuntos na área de previdência privada (aberta
e fechada), INSS e Regimes Públicos de Estados e Municípios.
O tema é tratado com uma linguagem acessível, sanando todas
as dúvidas que surgem quando o assunto é aposentadoria.
Renato Follador é autor dos livros “Previdência – Um dia
você vai precisar dela” e “Previdência complementar: Um plano
solidário sem risco para o patrocinador”. Engenheiro civil e administrador
de empresas com MBA pelo ESADE de Barcelona em Alta Direção
de Empresas, com ênfase em Previdência Social. Há mais
de 25 anos atua na área de previdência.
Ao longo da carreira, desenvolveu trabalhos relevantes. Destacam-se,
no setor público, os fundos de pensão: PARANAPREVIDÊNCIA,
AMAZONPREV, PREV SÃO JOSÉ e AL PREVIDÊNCIA, dos servidores
do Paraná, Amazonas, São José dos Pinhais e de Alagoas
respectivamente. No setor privado, participou da criação
da FIBRA, Fundo de Pensão da Itaipu Binacional e do Fundo Paraná
de Previdência Multipatrocinada.
Atualmente é presidente da JMalucelli Previdência e do
Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada, professor de
pós-graduação da ISAE/FGV, Escola Paulista de Direito
Social, Faculdades Curitiba e da Unibrasil. Também é consultor
e comentarista da Rádio CBN.
*Para adquirir o livro acesse: www.renatofollador.com.br; www.clubedeautores.com.br
Ou direto na Fnac – Park shopping Barigui
Laselva – Aeroporto Afonso Pena (AssPreviSite)
29.01 - Decreto com estrutura da Previc já foi publicado
O Diário Oficial da União, seção 1, publicou
quarta-feira o decreto nº 7.075, de 26/01/2010, que aprova a estrutura
regimental da Previc – Superintendência Nacional de Previdência
Complementar, órgão responsável pela fiscalização
e supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência
complementar (EFPC). Como previsto, a Previc será uma autarquia
de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira,
e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência
Social.
Uma Diretoria Colegiada, já empossada anteontem pelo ministro
José Pimentel, da Previdência Social, será responsável
pela administração da Previc. Ela é composta por um
diretor-superintendente e quatro diretores - de Análise Técnica,
de Administração, de Assuntos Atuariais, Contábeis
e Econômicos e de Fiscalização - além de uma
Procuradoria-Geral.
TAC - Nas competências enumeradas no Decreto, foi introduzida
uma nova modalidade para a Diretoria de Fiscalização. Ela
terá a responsabilidade de lavrar auto de infração
ao constatar a ocorrência do descumprimento de obrigação
legal ou regulamentar, quando não couber a formalização
de termo de ajustamento de conduta.
Embora não tenha sido ainda publicado o decreto que regulamenta
as atividades do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
e da Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC),
os dois órgãos colegiados comporão a estrutura do
Ministério da Previdência Social. O primeiro substituirá
o Conselho de Gestão da Previdência Complementar, e exercerá
a função de órgão regulador do regime
de previdência complementar operado pelas EFPC. Já a Câmara
de Recursos será um órgão recursal colegiado, destinada
a apreciar e julgar, encerrando a instância administrativa, os recursos
interpostos contra decisão da diretoria colegiada da Previc.
DECRETO 606 - A publicação do decreto 7.075/2010 revoga
o decreto n° 606, de 20 de julho de 1992, que dispunha sobre as relações
entre as entidades fechadas de previdência privada e suas patrocinadoras,
no âmbito da Administração Pública Federal,
inclusive matéria sobre despesas administrativas..
Conforme o novo decreto, o Ministério da Previdência Social
e o INSS prestarão os serviços e apoio necessários
à manutenção das atividades da Previc, até
sua completa organização, prevista para os próximos
seis meses. O documento esclarece ainda que os processos administrativos,
em tramitação na extinta SPC, serão automaticamente
transferidos para a Previc. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
29.01 - Previ: Redução da taxa de juros atuariais
O Conselho Deliberativo aprovou a redução da premissa
referente à taxa de juros utilizada nos cálculos atuariais
dos Planos 1, PREVI Futuro e Capec, de 5,75% para 5,5% ao ano, a partir
de janeiro de 2010. Essa premissa é utilizada para projetar a rentabilidade
real futura que os ativos de investimentos devem ter para garantir o pagamento
dos benefícios previstos nos Planos. Assim, quanto menor a premissa
referentes à taxa real de juros, maior será o valor da reserva
matemática e, consequentemente, maior a necessidade de ativos de
investimentos para honrar os compromissos dos Planos.
A decisão foi tomada diante da tendência de longo prazo
de queda da taxa básica de juros da economia, que impactará
diretamente o rendimento das aplicações em renda fixa e reduzirá
a rentabilidade das aplicações da PREVI. O Plano 1 tem cerca
de 30% do patrimônio em renda fixa, contra cerca de 50% dos ativos
do PREVI Futuro e 100% das aplicações da Capec.
Com a redução da premissa da taxa de juros, as reservas
matemáticas do Plano 1 aumentaram em R$2,15 bilhões.
No PREVI Futuro, não há impacto no saldo de conta do
participante da parte II do Plano, uma vez que este é corrigido
pela rentabilidade líquida das aplicações. Nessa parte
do Plano, a taxa de juros atuarial é utilizada no momento da aposentadoria
– ao calcular os benefícios de aposentadoria normal, quando o saldo
de conta será convertido em um benefício vitalício,
de acordo com as opções previstas no regulamento. A redução
desta taxa implica em pequena redução do benefício
calculado a partir de janeiro de 2010. Para a Parte I do plano, destinada
ao pagamento dos benefícios de risco, as reservas matemáticas
aumentaram R$ 16,3 milhões.
Redução da taxa atuarial impacta empréstimos e
financiamentos
Com a aprovação da redução da taxa de juros
atuariais de 5,75% para 5,5% a.a., as operações de Empréstimo
Simples e de Financiamento Imobiliário passam a ter novas taxas.
No caso do Empréstimo Simples, a taxa de 5,5% a.a. passou a
valer para as operações contratadas a partir de 1/1/2010.
Já para o financiamento imobiliário da Carim, a nova
taxa vale a partir de janeiro de 2010, para todos os contratos assinados
desde a reabertura da Carim, em março de 2007.
Os sistemas estão sendo ajustados para contemplar as alterações
e processar eventuais acertos nos saldos devedores. As alterações
valem tanto para o Plano 1 como para o PREVI Futuro.
Este é mais um benefício para os associados. “As operações
que já praticavam as menores taxas do mercado agora se tornarão
ainda mais baratas para o participante”, aponta José Ricardo Sasseron,
diretor de Seguridade da PREVI. (Previ/AssPreviSite)
28.01 - Previc sai do papel nos moldes da Susep
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando
a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc),
que vai regular e fiscalizar um setor que envolve R$ 506 bilhões
de ativos administrados pelos fundos de previdência fechados. A Previc
terá uma diretoria colegiada, composta por um diretor-superintendente
- Ricardo Pena Pinheiro - quatro diretores e um procurador-chefe e cargos
distribuídos entre técnicos ligados ao PT e ao PMDB.
Apesar de exercer uma função semelhante à agências
reguladoras, os diretores da Previc não terão mandato e poderão
ser trocados pelo presidente da República a qualquer momento. Segundo
o ministro da Previdência, José Pimentel, a Previc terá
a mesma estrutura e o mesmo funcionamento da Susep, que administra a previdência
social aberta.
O diretor superintendente da Previc, Ricardo Pena Pinheiro é
auditor fiscal da Receita Federal, que desde 2003 está na Secretaria
de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência
Social, onde já exerceu as funções de secretário,
secretário-adjunto e diretor de assuntos econômico. Também
da SPC vem o diretor de análise técnica, Carlos Alberto de
Paula, que entre 2007 e 2008 exerceu o cargo de diretor da Susep e estava
até ontem como secretário-adjunto da SPC.
Para a diretoria de assuntos econômicos, atuariais e contábeis,
foi nomeado Edevaldo Fernandes da Silva, fundador e coordenador da Escola
de Formação Previdenciária, é sócio
responsável da EPP Conhecimento, empresa de consultoria em Previdência.
O procurador-chefe será Ivan Jorge Bechara Filho, que atuava
como Procurador Federal na Secretaria de Previdência Complementar
(SPC) do Ministério da Previdência Social e foi coordenador-geral
do Departamento Jurídico da secretaria. A diretoria de fiscalização
ficou a cargo de Manoel Lucena dos Santos. Ele era, até 2009, superintendente
adjunto da Receita Federal. O diretor de administração é
José Maria Freire de Menezes Filho.
Pimentel, que pleiteia disputar o Senado em outubro pelo Ceará
- o PMDB defende que o candidato governista na chapa local seja o deputado
Eunício Oliveira -, não quis adiantar se deixará de
fato a pasta em abril, prazo para a desincompatibilização.
"Sou deputado há quatro mandatos. Sobre o futuro, deixemos que a
águas de março respondam", brincou. (Paulo de
Tarso Lyra - Valor Online)
28.01 - Fiscalização ativa
Previc entra em funcionamento com promessa de verificar contas dos
fundos de pensão
Em uma cerimônia marcada pelo tom político, o ministro
da Previdência Social, José Pimentel, empossou a nova diretoria
colegiada da recém-criada Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc). O primeiro diretor-presidente da autarquia é
o atual secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena.
Para o seu lugar na Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar, que terá como função a formulação
de políticas para o setor, irá o economista Murilo Francisco
Varela.
Na solenidade que ocorreu no fim da tarde no Ministério da Previdência
Social estavam presentes nada menos que os três presidentes dos poderosos
fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ),
da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros), além
dos presidentes da Associação Brasileira das Entidades de
Previdência Complementar (Abrapp), José Mendonça, e
da Associação Nacional dos Participantes (Anapar), Ricardo
Sansseron. Entre os políticos, o dirigente do PT, deputa do Ricardo
Berzoini, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá.
Troca
Não é segredo que o secretário executivo da Previdência
Social, Carlos Eduardo Gabas, almeja ser o novo titular da pasta tão
logo o ministro José Pimentel formalize sua saída do cargo
para se candidatar. E, de fato, Gabas fez um discurso político.
Primeiro, criticou o que classificou de “invenções da imprensa”,
que tem apontado a politização da direção dos
principais fundos de pensão, divididos entre PT e PMDB. “Quem ganha
a eleição leva. Querem mudar isso também?”, provocou.
A Previc, segundo seu presidente, começa a prestar serviços
de imediato com a estrutura que a antiga secretaria possuía, com
170 funcionários. Até arranjar um prédio, que deverá
ser cedido pelo INSS ou pela Dataprev, a Previc funcionará no Ministério
da Previdência Social.
Ricardo Pena disse que precisará correr contra o tempo para
conseguir colocar na rua o edital para a contratação, por
concurso público, de 200 servidores para o novo órgão.
“Temos que acelerar por causa da lei eleitoral”, explicou. De acordo com
Pena, o edital deve sair até abril.
Para o novo órgão migraram as funções de
supervisão e fiscalização dos poderosos fundos de
pensão. São 372 entidades que, juntas, possuem um patrimônio
de R$ 506 bilhões e contam com 2,6 milhões de participantes.
Sairá dos próprios fundos a contribuição para
o funcionamento da autarquia. A lei que criou o órgão instituiu
a Taxa de Fiscalização e Controle de Previdência Complementar
(Tafic), que será paga de quatro em quatro meses pelas entidades.
O valor varia de acordo com o tamanho do fundo, sendo de R$ 15 a cada quadrimestre
para os pequenos e de até R$ 2,2 milhões para os grandes,
com patrimônio acima de R$ 60 bilhões.
Pelas contas do seu presidente, a Previc arrecadará, por ano,
R$ 33 milhões para exercer o poder de polícia. Na nova estrutura
foram criados a Câmara de Recursos da Previdência Complementar
e também o Conselho Nacional de Previdência Complementar,
em substituição ao Conselho de Gestão. A atual diretoria
não tem mandato. Segundo o líder do governo no Senado, Romero
Jucá, em breve o Congresso aprovará o mandato e fará
a sabatina dos dirigentes da Previc. (Vânia Cristino
- Correio Braziliense)
28.01 - Previc: Nomes da primeira diretoria colegiada
DIRETORIA COLEGIADA PREVIC
RICARDO PENA PINHEIRO – Diretor Superintendente
Doutor em Demografia pelo Cedeplar – Centro de Desenvolvimento e Planejamento
Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG – Universidade
Federal de Minas Gerais. Possui MBA em Atuária e Finanças
pela Faculdade de Economia e Administração da USP – Universidade
de São Paulo.
O mineiro de Governador Valadares, Minas Gerais, é casado e
pai de dois filhos. Ele foi professor universitário em Belo Horizonte
- MG (2000-2002) e de pós-graduação (MBA) em Previdência
Complementar, na FGV – Fundação Getúlio Vargas, em
Brasília – DF e economista do Dieese (1995-2003) em Belo Horizonte
- MG.
É Auditor-Fiscal da Receita Federal do Ministério da
Fazenda. Desde 2003 é lotado na Secretaria de Previdência
Complementar (SPC) do Ministério da Previdência Social, onde
exerceu as funções de Secretário, Secretário-adjunto
e Diretor de Assuntos Econômicos. Em 2009 presidiu o Coremec – Comitê
de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro,
de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização.
Participou de reuniões internacionais sobre Previdência
Complementar, como delegado brasileiro, no âmbito da OCDE - Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da IOPS
– Organização Internacional de Supervisores de Fundos de
Pensão, e tem proferido palestras também a respeito de Previdência
Complementar em congressos, seminários e cursos.
Publicou artigos em jornais, livros e revistas especializadas. É
autor do livro “A Demografia dos Fundos de Pensão”, Coleção
Previdência Social, de 2007.
CARLOS ALBERTO DE PAULA – Diretor de Análise Técnica
Formado em Direito, com especialização em Gestão
de Pessoas. É funcionário de carreira do Banco do Brasil
desde 1989, onde ingressou como menor estagiário em 1984. Atuou
na agência Avenida Paulista, em seguida na Superintendência
Estadual de São Paulo e também na Direção Geral
do Banco, em Brasília.
O paulista, desde 1991, especializou-se na área de seguros e
previdência complementar. Em 2000 licenciou-se do Banco do Brasil
para atuar em uma das empresas de previdência do conglomerado, onde
atuou como responsável pelo gerenciamento de cinco unidades regionais
no Estado de São Paulo. De 2003 a 2005 foi Coordenador- Geral de
Projetos Especiais e Fomento na Secretaria de Previdência Complementar,
onde se notabilizou pela coordenação do processo de implantação
da Previdência Associativa no Brasil.
De janeiro 2005 a dezembro 2006 atuou como Diretor de Análise
Técnica da SPC. Durante o ano de 2007 até março de
2008 exerceu o cargo de Diretor da Superintendência de Seguros Privados.
Atualmente, Carlos de Paula exerce o cargo de Secretário-Adjunto
da Secretaria de Previdência Complementar.
EDEVALDO FERNANDES DA SILVA - Diretor de Assuntos Econômicos,
Atuariais e Contábeis
Paulista, graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade
de Economia, Finanças e Administração de São
Paulo, com especialização em Banking pela Universidade Mackenzie,
e atualmente faz mestrado em Ciências Contábeis pela UniFecap.
Nos dias atuais trabalha na Escola de Formação Previdenciária,
da qual foi fundador e exerce o cargo de coordenador. Também é
sócio responsável da EFP Conhecimento, empresa de Consultoria
em Previdência.
Já trabalhou em grandes empresas, universidades, organizações
não governamentais e outras instituições públicas
e privadas.
Profissional com experiência em estudos de viabilidade econômica
e financeira de projetos na área previdenciária; implantação
de políticas previdenciária, PLR e Microfinanças;
negociações coletivas com sindicatos e empregadores; elaboração
e implantação de planejamento estratégico no setor
público e privado, entre outras atividades.
Atuou nas áreas administrativa, previdenciária, financeira
e pública e publicou alguns trabalhos como: Gestão e Governança
Previdenciária; Balanço de Gestão – Instituto de Previdência
Municipal de São Paulo - 2001-2004; Pesquisas sobre segurança
bancária e outra referente a tarifas bancárias, entre outros.
IVAN JORGE BECHARA FILHO – Procurador-Chefe
Formado em Direito na Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo (PUC-SP), atualmente, exerce função de
Procurador Federal na Secretaria de Previdência Complementar (SPC)
do Ministério da Previdência Social.
No ano passado concluiu sua pós-graduação no curso
Máster em Dirección y Gestión de Planes y Fondos de
Pensiones, na Universidad de Alcalá, em Madrid – Espanha.
O procurador é casado, natural de Ituverava, São Paulo,
mas adotou Brasília como sua terra. Com expertise em Direito Administrativo
e em Direito Público e Previdenciário, Também foi
Assessor e Coordenador-Geral do Departamento Jurídico da SPC.
Atuou como delegado brasileiro na 19ª Sessão do grupo de
Trabalho sobre Previdência Privada da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris
- França. E no ano passado ocupou a cadeira como membro do Conselho
de Gestão da Previdência Complementar, como representante
da SPC.
Publicou vários artigos como: “Independência Patrimonial
dos Planos de Previdência Complementar”, na revista da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, Centro de Estudos e Pesquisas no Ensino do
Direito e ”Prescrição no processo administrativo sancionador
da SPC”, na revista da Previdência.
MANOEL LUCENA DOS SANTOS – Diretor de Fiscalização
Desde 1998, ocupa função pública, atuando no cargo
de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Ministério da Fazenda. De
2007 ao ano passado atuou como Superintendente Adjunto da Receita Federal.
E desde 2009 encontra-se lotado no Ministério da Previdência
Social, onde exerceu a função de Assessor Especial.
Natural de Ouro Branco, no Rio Grande do Norte, cursou Direito na Universidade
de Fortaleza (Ceará). Em 2000, concluiu a pós-graduação
em Direito Processual pela Faculdade Christus.Também fez um ano
- entre 1996 e 1997 - de Administração de Empresas na Universidade
de Fortaleza.
Participou de vários cursos de aprimoramento profissional em
gerenciamento de médias, pequenas e microempresas; Formação
de Fiscal de Contribuições Previdenciárias; Gestão
de Arrecadação da Diretoria do INSS; Projeto de Uniformização
dos Procedimentos da Linha de Arrecadação e Fiscalização
do INSS, entre outros.
JOSÉ MARIA FREIRE DE MENEZES FILHO – Diretor de Administração
Pernambucano, tem mais de 25 anos de relacionamento com entidades do
setor público e privado e diversificada experiência profissional,
incluindo diretorias em empresas nacionais prestadoras de serviços.
Já atuou como consultor em gestão e planejamento e em projetos
de grande porte relacionados ao setor público.
Desde 2004, atua no setor de informática. Já ocupou o
cargo de consultor da Câmara de Comércio Brasil-China do Rio
de Janeiro; membro do Comitê de Telecomunicações e
Tecnologia da AMCHAM-RJ e membro da Associação Cultural do
Arquivo Nacional.
É formado em Engenharia Industrial pela Escola Politécnica
Católica de Pernambuco. Concluiu o curso de Análise de Sistemas
(IBM Brasil).
Em sua formação profissional constam cursos e treinamentos
nas áreas de Gerência de Pessoas, de Processos e de Negócios;
Gerência de Mercado; Integração de Sistemas; Marketing
Financeiro; Análise e Planejamento de Mercado; Exportação
de Serviços e Software, entre outros. (Zenaide
Azeredo - AgPrev)
27.01 - Abrapp divulga os números de novembro
O sistema brasileiro de fundos de pensão encerrou novembro último
administrando uma carteira consolidada de R$ 473,3 bilhões. No mesmo
mês o volume de benefícios pagos a mais de 655 mil participantes
já assistidos superou R$ 1,5 bilhão, segundo dados estatísticos
da ABRAPP.
Em novembro, resultado da competência na gestão dos recursos
sob administração, a rentabilidade dos investimentos
acumulada no ano alcançou 16,1%. O retorno em 12 meses atingiu 18,2%.
(Diário dos Fundos de Pensão)
27.01 - Três fundos na revolução da biotecnologia
O que você acharia de, em vez de aplicar em ações,
imóveis, títulos públicos e debêntures, colocar
seu dinheiro em bactérias? Estranho? Pois é isso que um grupo
de investidores decidiu fazer. Por meio do fundo de investimento JB Venture
Capital, os fundos de pensão Postalis (Correios), Petros (Petrobras),
Funcef (Caixa Econômica Federal), a Banco do Brasil Investimentos,
a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e uma pessoa física
estão investindo R$ 15 milhões para comprar uma participação
na SuperBac, uma "fabricante" de 8 mil tipos de bactérias.
A diversificação de portfólio desses investidores
pode parecer um tanto esdrúxulo à primeira vista, mas, para
eles, essas bactérias representam hoje uma chance de ganhar dinheiro
no futuro. "Enxergamos que todas as indústrias vão passar
por uma revolução a partir da introdução da
biotecnologia", afirma Peter Jancso, da Jardim Botânico Investimentos,
companhia responsável pela gestão do fundo JB Venture Capital.
O negócio da SuperBac é identificar e reproduzir bactérias
que possam ser usadas em processos industriais ou até em tarefas
do dia a dia de forma sustentável. "Não inventamos nada.
Tudo já foi fabricado pela natureza. Apenas descobrimos quais bactérias
conseguem tratar resíduos e viabilizamos o uso delas pelas pessoas",
diz Luiz Chacon Filho, fundador da SuperBac.
Atualmente, a produção da SuperBac é feita em
duas fábricas no exterior: a Bio-Green Planet, nos Estados Unidos,
e a Live Systems Technology, na Colômbia. Em ambas, ela detém
10% de participação. De acordo com o crescimento da demanda,
o plano de Chacon é erguer uma unidade no Brasil. (Terra Notícias)
27.01 - Fundos: Minoritários da Oi e os fundos de pensão
Os minoritários da Brasil Telecom (BrT) estão descontentes
com a decisão da Oi de paralisar a incorporação da
empresa após uma auditoria ter concluído que é necessária
uma provisão de R$ 2,5 bilhões. O processo foi interrompido
para que essa possível perda da BrT seja contabilizada na operação,
ou seja, reduza a relação de troca de ações.
Assim, o que prometia ser o último capítulo de uma longa
novela do setor pode se transformar em mais um embate com investidores
na história da Oi. Ontem, os minoritários descontentes foram
à empresa debater a operação. Estiveram presentes,
entre outros, representantes da GAP, BBM, Arx e Gas.
A queixa dos investidores tem dois argumentos centrais. O primeiro
é que os antigos controladores da BrT não serão afetados
pelo ajuste, pois já receberam o pagamento e, portanto, a conta
da provisão ficaria apenas para os minoritários da BrT que
permaneceram na empresa até o momento - após as ofertas obrigatória
pelas ordinárias (ON, com voto) e a voluntária por um terço
das preferenciais (PN, sem voto). Além disso, os fundos de pensão
que venderam a BrT se beneficiariam da redução da relação
de troca, pois estão hoje no controle da Oi e a diluição
para os acionistas ficaria menor.
Segunda questão e ponto nevrálgico é a comunicação
da empresa. Dos R$ 2,5 bilhões que serão provisionados, o
valor de R$ 1,3 bilhão foi anunciado em abril. Na ocasião,
a empresa não manifestou explicitamente a existência de risco
de que essa perda ou outra que surgisse no futuro poderia afetar as condições
da incorporação.
Na época, a Oi alertou que não havia uma definição
de como os valores do ajuste se refletiriam na contabilidade da companhia
e que tal decisão seria tomada após a conclusão de
trabalhos de conciliação entre práticas contábeis
da Oi e da BrT. Porém, não deixava explícita a informação
da contratação de auditoria para fazer um levantamento específico
quanto às disputas judiciais de acionistas oriundos dos planos de
expansão de telefonia, questionando correções da inflação.
(Terra Notícias)
26.01 - 2010: Um bom ano para a Educação Previdenciária
Inclua sua fundação nesta estratégica e importante
ação neste ano! Sua entidade só tem a
ganhar!
Estruture e efetive já o seu programa de educação
financeira e previdenciária para seus participantes. Plante
um futuro melhor para seu participante e sua fundação!
Aproveite este início de ano, conheça o apoio que a geração
de conteúdo do AssPreviSite pode prestar para o seu programa de
Educação Previdenciária e operacionalize já
as ações para 2010, atendendo a orientação
da PREVIC e praticando de imediato as ações englobadas pelo
primeiro nível do processo.
Possuímos um recurso objetivo e fácil para o início
deste processo. Com um foco próprio, específico para
este processo e em conformidade com todas as especificações
que se tem definido para o tema, nosso recurso diário e sempre atual
tem muito a agregar ao projeto das EFPCs.
Toda a parte "externa" do nível "INFORMAÇÃO" é
abrangida pelo nosso trabalho. Desta forma, liberamos os profissionais
de comunicação da sua fundação para tratar
dos temas específicos (internos) do próprio fundo: educar,
esclarecer e orientar sobre os planos de benefícios oferecidos,
conceitos, além de políticas e desempenho dos investimentos,
dentre outros aspectos.
A hora é esta para seu projeto acontecer!!! Não
perca mais tempo. Faça como as mais de 20 fundações
do sistema que já estão utilizando nossos serviços
para apoiar seu processo de Educação Financeira e Previdenciária.
Outras tantas já estão em processo de análise, definição
e aprovação da parceria com o AssPreviSite. Somos
um prático, confiável e objetivo caminho para apoiar seu
processo! Nosso conteúdo é exclusivo, não
aproveita informações do noticiário e tem uma estratégia
prática, fácil, barata e objetiva para sua fundação.
Para conhecer, experimentar, obter mais informações e
iniciar já uma parceria de apoio na efetivação e implementação
das suas ações neste sentido nos contate pelo e-mail
assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
26.01 - Municípios perdem ao recusar regime próprio
Apesar de terem a segunda maior dívida com o Instituto Nacional
de Seguridade Social (INSS), R$ 3,8 bilhões, atrás somente
dos municípios de São Paulo (R$ 5,5 bi), as prefeituras baianas
resistem em migrar para o regime previdenciário próprio –
um sistema que já está reduzindo em até 50%, em todo
o País, a despesa de quase dois mil municípios nas contribuições
previdenciárias.
A crítica é do presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que tem oferecido,
via CNM, consultoria gratuita para os gestores municipais que desejam fazer
a migração deixando para trás o teto caro e esburacado
do INSS: são 22% da folha de servidores pagos obrigatoriamente todos
os meses pelos prefeitos para um sistema que acumula um déficit
de mais de R$ 40 bilhões.
Dos 417 municípios baianos, somente cerca de 40 criaram regime
previdenciário próprio – o que significa implantar uma caixa,
fundo ou instituto próprio de previdência, passando a recolher
eles mesmos as contribuições dos servidores (11% do salário)
e da prefeitura. Além disso, os municípios que deixam o regime
geral passam a fazer jus a uma compensação previdenciária,
paga pela União, pelos anos de contribuição ao INSS.
Fraudes - “O regime próprio é bom”, reconhece o presidente
da União das Prefeituras da Bahia (UPB), Roberto Maia (PMDB), “mas
os servidores municipais temem fraudes e quebradeiras que algumas cidades
já enfrentaram com o regime próprio, e sem o apoio deles
é quase impossível fazer a migração porque
ela tem que ser aprovada pela Câmara Municipal”, explica.
O próprio Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa, a 777 km de Salvador,
tentou implantar o regime próprio, mas esbarrou na resistência
dos sindicatos municipais de servidores, que pressionaram a Câmara.
A CNM garante que a nova normativa do Ministério da Previdência
(MPS), editada em março do ano passado, praticamente blindou o regime
próprio contra fraudes e desvios. São 89 artigos e mais a
inclusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na
gestão do dinheiro que garante a aposentadoria dos servidores públicos
municipais.
De acordo com a CNM, são raros os casos em que o cálculo
atuarial demonstra que a migração não vale a pena.
Um exemplo é o município de Estrela Velha (RS), com folha
de pagamento de R$ 72 mil mensais e que contribuía com R$ 32,4 mil
todo mês para o INSS.
Com regime próprio, a contribuição da prefeitura
que era de 22% desceu para 11%, reduzindo a despesa pela metade. Indaial
(SC) baixou seu desembolso de R$ 286 mil para R$ 191 mil mensais. (Ludmilla
Duarte - A Tarde)
26.01 - Previ: Ingresso de jovens em planos de previdência
No PREVI Futuro, não é diferente. O ano de 2009 registrou
um percentual médio de adesão de mais de 90% de funcionários
que se filiaram no momento da posse.
Os jovens estão cada vez mais conscientes da necessidade de
fazer uma poupança de longo prazo a fim de complementar a previdência
oficial e manter o padrão de vida, foi o que mostrou a matéria
publicada pelo jornal Brasil Econômico – SP, na última terça-feira,
19/1.
“O que vem popularizando a previdência é essa percepção
de complementaridade da aposentadoria. Hoje, sabe-se que a previdência
social não mantém o atual padrão de vida da população”
afirmou para a reportagem o vice-presidente da Federação
Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Renato Russo.
A idade média dos contribuintes de planos de previdência
aberta vem caindo nos últimos anos. De acordo com os especialistas,
quanto mais cedo o contribuinte começa a investir, menor será
o esforço para atingir seus objetivos. Na Brasilprev, cerca de 47%
dos participantes têm até 30 anos, apurou o jornal.
Na PREVI não é diferente. O Plano PREVI Futuro, o único
aberto para novas adesões, encerrou o ano de 2009 com quase 52 mil
participantes, 62,86% desses com idade entre 19 e 34 anos. Em novembro,
o percentual de adesão entre os novos funcionários do Banco
do Brasil foi de quase 92%. No ano, a média dos funcionários
que se filiaram ao Plano no momento da posse foi de 90,48%.
Dados da Fenaprevi mostram que, no acumulado de janeiro a novembro
de 2009, a captação do mercado de previdência aberta
somou R$ 33,2 bilhões. Segundo a Associação Brasileira
das Entidades de Previdência Complementar (Abrapp), os fundos de
pensão mostram uma evolução gradual de participantes
e de ativos. Conforme painel consolidado de setembro do ano passado, o
patrimônio total das mais de 300 Entidades Fechadas de Previdência
Complementar ultrapassou a marca dos R$ 467 bilhões e mais de 6,6
milhões de participantes ativos, dependentes e assistidos. De acordo
com o site da Abrapp, o segmento de fundos de pensão de mais rápido
crescimento é o dos fundos instituídos – por entidades de
classe, conselhos de profissionais liberais, sindicatos e cooperativas
– que já somam 100 mil participantes, patrimônio de R$ 692,8
milhões e 53 planos ligados a 439 instituidores.
Na PREVI, as contribuições pessoais dos participantes
do PREVI Futuro somaram quase R$ 135 milhões, até novembro
de 2009 (R$ 14 milhões a mais do que 2008). O patrimônio total,
considerando PREVI Futuro e Plano 1 – com maior patrimônio, mas com
contribuições suspensas devido ao superávit desde
de julho de 2007, retroativa a janeiro daquele ano – fechou novembro de
2009 com mais de R$ 137 bilhões. (Previ/AssPreviSite)
22.01 - Fundos de entidades são futuro do sistema
Especialistas dizem que os planos instituídos são os
que têm maior potencial de crescimento, em número de participantes
Enquanto os fundos de pensão apresentam crescimento modesto
em termos de novos participantes, os fundos instituídos - fundos
de pensão de entidades de classe, conselhos de profissionais liberais,
sindicatos e cooperativas - caminham na contramão do mercado. "Atualmente,
o avanço que o sistema apresenta, em número de participantes,
vem dos fundos instituídos. Isso porque as entidades ligadas às
empresas não fazem grandes contratações, além
de ser muito oneroso montar um fundo de pensão", explica José
Ribeiro Pena Neto, vice-presidente da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição
da Lei Complementar nº 109. Hoje, o mercado conta com mais de 100
mil participantes, R$ 692,8 milhões em patrimônio e 53 planos
de 439 instituidoras
A previdência associativa foi criada em 2001, com a edição
da Lei Complementar nº 109, mas só saiu do papel em 2003. Hoje,
o sistema soma cerca de 100 mil participantes, patrimônio de R$ 692,8
milhões e 53 planos de 439 entidades instituidoras (um plano pode
ser instituído por várias entidades). Antes, só existiam
os planos patrocinados, vinculados a empresas. Com a LC nº 109, o
benefício do plano de previdência foi ampliado para pessoas
ligadas a associações, cooperativas, sindicatos e entidades
de classe. "A previdência fechada vai crescer com os planos instituídos",
afirma Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon, seguradora que faz
a gestão do risco de morte e invalidez de 18 fundos instituídos.
Atualmente, o maior fundo instituído é o da Ordem dos
Advogados do Brasil (OABPrev) - isso se somado os participantes das oito
seccionais; apenas os estados de Alagoas e Bahia não estão
abrangidos no sistema. De acordo com Roberto Dias Perecini, diretor-presidente
seccional de Minas Gerais, ao final de 2009, o OABPrev contava com 40 mil
participantes e R$ 300 milhões em patrimônio. A expectativa
é avançar entre 15 mil e 20 mil participantes em 2010. "Creio
que até o final de 2011 devemos estar entre os cinco maiores fundos
de pensão, em número de participantes. Ou seja, devemos superar
os 100 mil participantes", afirma.
Mas o potencial de crescimento é ainda maior dado o universo
de advogados brasileiros e seus familiares. "A massa de advogados no Brasil
é de 730 mil. Como o fundo pode ser comercializado também
aos familiares, o universo de potenciais participantes do sistema pode
chegar a dois milhões. Isso sem considerar os estagiários
associados àOAB", diz Perecini.
Outra vantagem dos planos instituídos são as taxas de
administração inferiores às praticadas no mercado,
comenta Molina. "Isso é possível porque os fundos são
sem fins lucrativos", ressalta o executivo.[2]
A taxa de administração do OABPrev-MG, por exemplo, é
de 1,5% ao mês para patrimônio até R$ 10 mil e 0,5%
aomês para montantes superiores a R$ 10 mil. "A partir deste ano,
a taxa de carregamento será zerada. Ou seja, o valor do aporte que
o participante fizer será contabilizado integralmente", completa
Perecini.
Distribuição
Em um fundo de pensão tradicional, patrocinado por empresas,
a distribuição do plano é feita por meio do RH, já
na previdência associativa, como as entidades são espalhadas
por todo o Brasil contam com o poder de venda da seguradoras. A Mongeral,
por exemplo, tem quatro mil consultores de benefícios distribuídos
pelo país. (Vanessa Correia e Thais Folego - Segs)
22.01 - AssPreviSite e o novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite presta um serviço de apoio
específico de geração de informações,
matérias e notícias para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Neste início de 2010 podemos nos colocar a disposição
das EFPCS para prestar um serviço de alta qualidade, dando o devido
apoio para esta nova postura da fundação, com um conteúdo
específico sobre a Educação Financeira e Previdenciária,
com o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs.
Esta atividade do AssPreviSite apoia e libera os profissionais da fundação
para uma dedicação exclusiva nos temas específicos
envolvendo os benefícios da entidade, as características
de cada plano e os aspectos enevolvendo a polítca de investimentos
e seu desempenho. Solicite uma demonstração e mais
informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
22.01 - Fundos: CVM investiga compra da BrT e o Opportunity
No dia 14 de janeiro a Oi surpreendeu o mercado ao informar que estava
interrompendo o processo de incorporação das ações
da BrT, devido à necessidade de reajustar a relação
de substituição de ações da BrT por ações
da Telemar. A auditoria BDO Trevisan constatou que existem pendências
judiciais na BrT, no valor de R$ 1,29 bilhão, que não haviam
sido até então provisionadas pela companhia.
A CVM informou a este noticiário que analisa e acompanha todas
as operações de reestruturação societária
das companhias abertas não só no que tange às questões
de divulgação, como também "a operação
propriamente dita, sua estrutura e condições estabelecidas".
Assim, fica claro que o órgão que regula o mercado de capitais
no Brasil está de olho no desenrolar da incorporação.
A CVM não comenta casos específicos, mas com relação
à aquisição da BrT pela Oi esse aumento da provisão
pode prejudicar os acionistas da BrT, que tomaram decisão de compra
venda ou manutenção de suas posições com base
na relação de troca anteriormente estabelecida. Além
disso, os acionistas da própria Telemar também podem ser
prejudicados porque a BrT seria adquirida com uma provisão muito
maior do que aquela que a empresa anunciara.
A nova relação de troca vai ser calculada pela Telemar
e será submetida à aprovação dos acionistas
da BrT. É certo que a Telemar vai tentar repassar todo o ônus
no ajuste da relação de troca. Analistas de mercado acreditam
que o repasse integral da nova provisão dificilmente será
aceito passivamente pelos minoritários da BrT. Fontes da Oi relataram
a este noticiário que na época em que a relação
de troca foi estabelecida não puderam fazer uma due digilence rigorosa
nas contas da BrT porque normas da Anatel não permitem que uma concessionária
tenha acesso a informações da outra. A due diligence, vale
lembrar, foi efetuada antes do decreto presidencial que alterou o Plano
Geral de Outorgas (PGO) permitindo a incorporação, feita
a toque de caixa no final de 2008.
Origem do rombo
Essa provisão extra encontrada pela auditoria refere-se a processos
judiciais gerados pela aquisição de direitos de titulares
dos antigos planos de expansão do Sistema Telebrás. A Brasil
Telecom foi alvo de operações suspeitas com esses direitos,
operadas por empresas que pertenciam ao Opportunity – antigo gestor da
operadora. Essas empresas, Parcom e Forpart, compraram ações
ou títulos que davam direito a ações fora da Bolsa,
prática conhecida como garimpagem. De posse desses papéis,
as empresas – que assim como a BrT também eram geridas e controladas
pelo grupo Opportunity – entraram com processos judiciais contra a Brasil
Telecom alegando basicamente que a demora na entrega das ações
teria gerado uma diminuição injustificada nas participações
a que teriam direito. E o que é ainda mais impressionante, propunham
acordos para encerrar as ações que eram aceitos pelos dirigentes
da BrT. Ou seja, criou-se um precedente que resultou em uma avalanche de
processos em toda a região da BrT, mas especialmente no sul do País,
por parte de outros detentores de ações adquiridas com os
planos de expansão da antiga Telebrás.
Os novos gestores da Brasil Telecom (Citigroup e fundos de pensão)
denunciaram a prática em 2005 à CVM e o processo está
sendo investigado até hoje. A argumentação dos novos
gestores baseia-se no conflito de interesses que existia na relação
do grupo Opportunity com a BrT, Parcom e Forpart.
O grupo Opportunity, na condição de gestor da companhia,
conhecia toda a estratégia de defesa e os pontos fracos da Brasil
Telecom e, ao mesmo tempo, era quem buscava ressarcimento na Justiça.
Em nenhum momento, o Opportunity se declarou impedido de deliberar sobre
questões que envolviam interesses de outras empresas do grupo. Mais
do que isso, de acordo com o aditamento à representação
(processo RJ Nº 2005/9887) feita junto à CVM a procuração
que constituía advogados para processar a Brasil Telecom foi assinada
por Verônica Dantas que era diretora da Parcom e Forpart e, ao mesmo
tempo, da Brasil Telecom Participações. (Teletime
News)
21.01 - Fundos de pensão são opção de investimento
Menos populares, entidades fechadas de previdência vêm
crescendo de modo consistente
As entidades fechadas de previdência complementar, chamadas de
fundos de pensão, também abrigam uma parcela significativa
de contribuintes que terão complementaridade em suas aposentadorias.
Elas também têm registrado crescimento consistente nos últimos
anos, embora o número de novos entrantes no sistema não cresça
a passos largos - em setembro, o mercado registrava pouco mais de 1,9 milhão
de participantes ativos - a carteira de investimentos somava R$ 474,5 bilhões.
"Além da própria rentabilidade dos investimentos, os contribuintes
não deixam de fazer aportes, o que ajuda no crescimento do mercado",
afirma José Ribeiro Pena Neto, vice-presidente da Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
O melhor benefício
O executivo, que também é diretor da Forluz (fundo de
pensão dos funcionários da Cemig e suas subsidiárias),
explica que o processo de abertura de um novo fundo de pensão é
complexo, além de as empresas não fazerem grandes contratações.
"A Abrapp sempre procura mostrar às empresas que oferecer um fundo
de pensão a seus funcionários é o melhor benefício.
Mas também sabemos das dificuldades. Por isso sempre recomendamos
que a companhia interessada faça um estudo antes de criar um plano
complementar de aposentadoria", diz
Nesse sentido, os fundos instituídos - fundos de entidades de
classe, conselhos de profissionais liberais, sindicatos e cooperativas
- têm desempenhado papel fundamental. "Os fundos instituídos
têm conseguido apresentar crescimento em número de participantes.
Por ser um segmento relativamente novo - com apenas cinco anos de existência
- ainda apresenta um enorme potencial de crescimento. Alémdisso,
esses fundos contam com gestores externos, o que reduz os gastos", ressalta
Neto.
Educação financeira
A Abrapp também está engajada na questão da educação
previdenciária. "As pessoas precisam saber que passada uma certa
idade _ entre 30 e 35 anos _, fica difícil acumular recursos suficientes
para manter seu atual padrão financeiro. Além disso, as pessoas
esquecem que seu padrão de vida será maior com mais idade
quando comparado com o início da vida profissional", pondera o vice-presidente
da associação.
O Comitê de Regulação e Fiscalização
dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência
e Capitalização (Coremec) conta inclusive com um capítulo
referente à educação financeira e dentro dele será
abordada a educação previdenciária. "Atualmente o
projeto está no patamar de como a iniciativa privada vai contribuir",
explica o vice-presidente da entidade. A Abrapp apoia igualmente as entidades
que têm ou querem ter projetos próprios de educação
financeira. (Vanessa Correia - Brasil Econômico/CQCS)
21.01 - Uma nova cultura para o sistema
Os fundos de pensão foram chamados para uma importante decisão
do sistema: estruturar um programa de educação financeira
e previdenciária para seus participantes. A SPC, Entidades
Associativas e os Profissionais do Sistema buscam uma nova, oportuna e
necessária postura - preparo, desenvolvimento e formação
de uma nova geração de participantes dos planos de benefícios.
Além de uma melhoria na cultura previdenciária e do perfil
de entendimento de seus participantes sobre o sistema de previdência
complementar, a legislação, as entidades e as características
que envolvem os planos de benefícios, esta ação favorece
também a formação e o desenvolvimento de um perfil
para uma melhor representatividade destes junto aos conselhos das EFPCs.
Os ganhos de se ter um participante melhor preparado e informado são
imensuráveis.
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível deste
estratégico processo - INFORMAÇÃO: a oferta de um
conteúdo diário, dinâmico e específico que estimula
e motiva ainda mais a leitura e envolvimento dos participantes com toda
a temática objeto da educação financeira e previdenciária.
Confira aquilo que podemos agregar para os instrumentos de comunicação
do seu programa, veja a estratégia e a interessante abordagem para
os temas que são fundamentais para este processo formativo.
Solicite informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
21.01 - Fundos: Opportunity e CVM
Histórico do Opportunity dificulta acordos com CVM
O histórico de casos de investigações envolvendo
o Banco Opportunity tem dificultado o encerramento, por meio de acordos,
de processos administrativos sancionadores que correm na Comissão
de Valores Mobiliários (CVM). Em três casos votados no fim
de 2009, que envolvem as disputas antigas do banco com fundos de pensão,
o colegiado da autarquia rejeitou propostas de termos de compromisso apresentadas
pelo Opportunity ou por pessoas ligadas à instituição,
que previam o pagamento total de R$ 1,24 milhão ao regulador.
Essas disputas já foram inclusive finalizadas na prática
por acordo entre as partes, mas isso não suspende o processo de
investigação da autarquia. Entre os motivos para a rejeição
das propostas aparecem a gravidade das supostas infrações
e também os antecedentes dos acusados.
O diretor Eli Loria fez questão de apresentar manifestação
sobre seu voto para deixar claro esse ponto sobre o histórico dos
proponentes, listando os demais processos em que eles estariam envolvidos,
seja com condenação ou absolvição - sendo que
alguns ainda não tiveram julgamento final.
Sem falar do caso específico, o chefe da Procuradoria Federal
Especializada da CVM, Alexandre Pinheiro dos Santos, explica que, ao analisar
propostas de termo de compromisso, a autarquia tem como primeiro critério
a avaliação da oportunidade e da conveniência de se
encerrar o processo por meio de acordo, tendo como pano de fundo o interesse
público da celebração desse termo.
O antecedente do acusado aparece como um dos pontos que devem ser pesados
pela área técnica e pelo colegiado na hora de se chegar a
essa conclusão. Mas não é o único. Segundo
o artigo 9 da Deliberação nº 390 da CVM, que regulamenta
o assunto, outros aspectos que devem ser observados são: a natureza
e a gravidade das infrações objeto do processo e a efetiva
possibilidade de punição.
Nesses casos recentes, os comitês de termo de compromisso (cujos
integrantes são técnicos do regulador) recomendaram a aceitação
do acordo. Já quando o assunto foi para o colegiado, que tem a palavra
final e é formado pelos quatro diretores e pela presidente da CVM,
a oferta foi rejeitada.
Quando se chega a um consenso para o termo de compromisso, o acusado
costuma pagar um valor em dinheiro para o regulador, mas não assume
culpa ou responsabilidade pelo fato investigado.
Procurado para comentar o caso, o Opportunity, por meio de nota, fez
questão de ressaltar esse ponto, de as propostas de acordo não
reconhecerem a culpabilidade, dizendo que a decisão de apresentá-las
reflete "uma análise do custo e do tempo envolvendo processos dessa
natureza". Sobre o voto desfavorável nos três casos, o banco
diz que "propostas (de termos de compromisso) são rejeitadas e aprovadas
pelo colegiado, no curso normal de suas atividades".
Nos três processos analisados, a Procuradoria Federal Especializada
da CVM aceitou a argumentação dos acusados de que não
haveria mais prejuízo individualizado a indenizar, já que
todos os casos envolviam disputas entre o Opportunity e os fundos de pensão
e que essas pendências teriam sido resolvidas com a assinatura de
um acordo de quitação recíproca assinado entre as
partes em abril de 2008, por ocasião da venda da Brasil Telecom
para a Oi. A indenização de prejuízos é um
dos pré-requisitos para os termos de compromisso.
Apesar de reconhecer a validade desse acordo, a autarquia entende que
isso não significa o fim do processo administrativo no âmbito
da CVM, seja pelos danos difusos que as práticas supostamente ilegais
teriam causado ao mercado como um todo seja pelo interesse de usar o exemplo
para coibir condutas assemelhadas no futuro.
"O fato de não haver indenização significa apenas
que já se supriu uma condição. Mesmo assim o colegiado
tem de julgar se é oportuno, conveniente e de interesse público
suspender o processo com termo de compromisso", explica Santos, dizendo
que a decisão sempre será discricionária. (Fernando
Torres - Valor Online)
20.01 - Uma nova cultura para o sistema
Os fundos de pensão foram chamados para uma importante decisão
do sistema: estruturar um programa de educação financeira
e previdenciária para seus participantes. A SPC, Entidades
Associativas e os Profissionais do Sistema buscam uma nova, oportuna e
necessária postura - preparo, desenvolvimento e formação
de uma nova geração de participantes dos planos de benefícios.
Além de uma melhoria na cultura previdenciária e do perfil
de entendimento de seus participantes sobre o sistema de previdência
complementar, a legislação, as entidades e as características
que envolvem os planos de benefícios, esta ação favorece
também a formação e o desenvolvimento de um perfil
para uma melhor representatividade destes junto aos conselhos das EFPCs.
Os ganhos de se ter um participante melhor preparado e informado são
imensuráveis.
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível deste
estratégico processo - INFORMAÇÃO: a oferta de um
conteúdo diário, dinâmico e específico que estimula
e motiva ainda mais a leitura e envolvimento dos participantes com toda
a temática objeto da educação financeira e previdenciária.
Confira aquilo que podemos agregar para os instrumentos de comunicação
do seu programa, veja a estratégia e a interessante abordagem para
os temas que são fundamentais para este processo formativo.
Solicite informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
20.01 - Abertas: Recorde em novembro
A captação do mercado de previdência privada aberta
cresceu 54,9% em novembro do ano passado em relação ao mesmo
período de 2008 e bateu amarca de R$ 3,65 bilhões. Esta foi
a maior captação para o mês desde o início da
série histórica, em 2004. "É um recorde quase que
impressionante", afirma Renato Russo, vice-presidente da Federação
Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).
De acordo com o executivo, além do fator sazonal - já
que em novembro do ano passado, o mercado financeiro estava no auge da
crise mundial-o Brasil se mostrou bem preparado para enfrentar os efeitos
da crise.
"Isso acabou animando e motivando os aplicadores de longo prazo a retornarem
para seus investimentos", diz Russo.
Segundo dados da entidade, o crescimento reportado em novembro foi
puxado pelos planos individuais, que evoluíram 62,5% no período,
consolidando captação de R$ 2,9 bilhões. No mesmo
mês do ano anterior, a captação dos planos individuais
havia sido de R$ 1,8 bilhão. Os planos empresariais alcançaramR$
421,6 milhões, apresentando evolução de 51,3%. Os
planos para menores captaram R$ 285,2 milhões com crescimento de
7,24%.
Além disso, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
manteve o forte ritmo de expansão apresentado nos últimos
anos: crescimento de 71% no período, acumulando captação
de R$ 3 bilhões.
O volume de contribuições de PGBL (Plano Gerador de Benefício
Livre) apresentou evolução de 10,05%, totalizando R$ 393,6
milhões. A captação dos planos tradicionais, por sua
vez, registrou alta de 4,26% no período com captação
de R$ 247,5 milhões. Os outros produtos de previdência (Fapi,
PGRP e VGRP) captaram R$ 1,4 milhão, queda de 10,47%.
Acumulado do ano De janeiro a novembro, a captação dos
planos de previdência privada aberta somou R$ 33,2 bilhões,
montante 21,3% maior quando comparado aos R$ 27,3 bilhões que ingressaram
no sistema no mesmo período de 2008.
Em relação à carteira de investimentos - que corresponde
aos ativos que garantem as provisões técnicas -, o mercado
de previdência complementar aberta cresceu 25,4% em relação
ao mesmo mês do ano anterior.
Com isso, a carteira do setor acumulou R$ 178,2 bilhões enquanto
que, em novembro de 2008, o valor verificado foi de R$ 142,1 bilhões.[2]
Segundo a própria Fenaprevi, a carteira de investimentos em
previdência ficou dividida da seguinte forma: 51,9% para VBGL, 26,58%
para PGBL, 21,15% para os planos tradicionais e 0,28% para os demais produtos
de acumulação (Fapi, PRGP e VRG). (Segs)
20.01 - Previdência ganha relevância em carteira de investidor
Todo investidor já precisa começar a prestar atenção
na previdência privada como parte relevante de seu processo de planejamento
financeiro. E rápido!
Com o aumento da concorrência entre as seguradoras e a entrada
de gestores independentes e especializados no segmento, a previdência
privada, que normalmente só era tema de discussão no fim
do ano- e em função do benefício fiscal dos PGBLs
- passa a ter um papel importante e central na montagem de um portfólio
de investimentos. No admirável novo mundo do juro real baixo em
que nos encontramos, após a redução da taxa Selic
ao longo do ano passado até 8,75%, temos de poupar bem mais para
ter o mesmo retorno de alguém que começou a formar sua poupança
há tempos.
A vantagem oferecida pelo diferimento fiscal - pois esses fundos não
estão sujeitos ao recolhimento de imposto de renda semestral - e
a alíquota de tributação regressiva, que cai para
10% após 10 anos de aplicação, são verdadeiros
trunfos para o investidor. Eles agregam, literalmente, muito valor ao resultado
final de um planejamento financeiro.
Apenas para se ter uma ideia desse efeito, vamos imaginar a seguinte
situação. Se investirmos hoje um valor de R$ 100 mil, considerando
uma taxa de retorno de 10% ao ano, teríamos ao fim de um período
de 20 anos (horizonte pequeno em um planejamento financeiro), um valor
aproximado de R$ 508.000. Isso se os recursos tivessem sido alocados em
uma aplicação que se enquadra no regime de imposto de renda
tradicional, que traz benefício da alíquota regressiva de
22,5% a 15%, de acordo com o período de aplicação,
e cobrança semestral.
Já se esse mesmo investimento fosse realizado por meio de um
plano de previdência existente no mercado, como o PGBL e VGBL, com
alíquota regressiva, ao cabo de 20 anos teríamos acumulado
R$ 615.475. Ou seja, apenas a opção por um plano de previdência
levaria a um acúmulo adicional de R$ 107.475.
Levando adiante o exemplo, se considerarmos uma taxa de retorno de
15% ao ano - que deveria de fato ser o objetivo de um investimento com
maturação de longo prazo -, teríamos ao final do um
período de 20 anos um valor aproximado de R$ 1.090.000 numa aplicação
com regime de imposto de renda tradicional. Teríamos acumulado,
contudo, um valor de R$ 1.490.000 se o investimento fosse feito por meio
de um plano de previdência privada (PGBL/VGBL) com alíquota
regressiva. Nesse exemplo, a diferença entre o plano de previdência
e a aplicação financeira tradicional seria um valor de R$
400 mil.
Vale ressaltar que o retorno nominal e o valor inicial aplicado, o
chamado investimento-base, é o mesmo. Ou seja, as duas aplicações
podem ser comparadas, sem distorções, em todos os sentidos.
Além disso, a utilização do PGBL para todos aqueles
que fazem suas declarações de imposto de renda pelo formulário
completo, por mais trabalhosa que possa parecer (o que muitas vezes acaba
levando o investidor a desistir da previdência privada), também
é um benefício que não deveria ser desprezado pelo
poupador com horizonte de longo prazo.
Tomando como exemplo uma dedução no valor de R$ 10 mil
que fique aplicada por 20 anos, teríamos ao final do período
aproximadamente R$ 118.657.
Se não fosse utilizada a dedução e o dinheiro
tivesse sido destinado a instrumentos de mercado à mesma taxa de
15%, o valor final acumulado seria de aproximadamente de R$ 78.980
No momento, já há vários produtos disponíveis
ao investidor no mercado que têm baixas (ou nenhuma) taxa de carregamento
e taxas de administração em linha com as cobradas em produtos
de investimento tradicionais, como os fundos de renda fixa.
Como em tudo, é importante fazer uma boa pesquisa de mercado
antes de escolher o prestador de serviço e, se possível,
utilizar um profissional especializado.
Indico aos investidores os Certified Financial Planner (CFP), profissionais
que têm de passar por uma prova de certificação específica
que envolve, entre outros assuntos, a previdência, para auxiliar
no processo de planejamento financeiro. Mãos à obra!
(Rogério Bastos - Valor Online)
19.01 - Previc deve ser instalada nesta semana
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá instalar nesta
semana a Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc), segundo divulgou coluna do portal de notícias iG. A instalação
da nova entidade, que irá substituir a Secretaria de Previdência
Complementar (SPC), acontecerá na quinta-feira (21), quando, de
acordo ainda com a coluna, também será nomeada a primeira
diretoria do órgão.
A Lei n° 12.154, que cria a Previc, foi sancionada no final do
ano passado. A agência reguladora ficará encarregada de fiscalizar
e supervisionar as atividades das entidades fechadas de previdência
complementar. A nova entidade será um órgão vinculado
ao Ministério da Previdência Social, mas com autonomia administrativa,
financeira e patrimônio próprio. Além disso, terá
um quadro de funcionários próprio e será gerida por
uma diretoria colegiada, composta por um diretor-superintendente e quatro
diretores. O corpo técnico da Previc será formado por auditores-fiscais
da Receita Federal do Brasil (RFB), além de servidores públicos
do Ministério da Previdência Social. Sua receita será
constituída de dotações consignadas no Orçamento
da União, de recursos provenientes de convênios, acordos e
contratos celebrados com entidades, organismos e empresas, do produto da
arrecadação de multas, entre outras fontes.
A ANFIP sempre acompanhou atentamente as discussões e debates
em torno da proposta de recriação do novo órgão.
A entidade chegou a apresentar emendas ao projeto com o objetivo de melhorar
e aperfeiçoar alguns pontos da proposta, permitindo maior controle
e transparência ao sistema. As proposições foram elaboradas
por um grupo de trabalho formado por associados da entidade especializados
em Previdência Complementar.
No Congresso Nacional, a ANFIP acompanhou diversas audiências
nas comissões para a análise do projeto de lei que recriava
a autarquia. Além disso, em reuniões realizadas com autoridades
competentes, a entidade sempre defendeu a aprovação do projeto
e a manutenção da competência dos auditores-fiscais
da RFB para a fiscalização das atividades e fundos das entidades
fechadas de previdência complementar e dos Regimes Próprios
de Previdência Social. (Anfip)
19.01 - 2010: Educação Previdenciária já!
Não deixe sua fundação fora desta estratégica
e importante ação neste ano! Sua entidade só
tem a ganhar!
Estruture e efetive já o seu programa de educação
financeira e previdenciária para seus participantes. Plante
um futuro melhor para seu participante e sua fundação!
Aproveite este início de ano, conheça o apoio que a geração
de conteúdo do AssPreviSite pode prestar para o seu programa de
Educação Previdenciária e operacionalize já
as ações para 2010, atendendo a orientação
da PREVIC e praticando de imediato as ações englobadas pelo
primeiro nível do processo.
Possuímos um recurso objetivo e fácil para o início
deste processo. Com um foco próprio, específico para
este processo e em conformidade com todas as especificações
que se tem definido para o tema, nosso recurso diário e sempre atual
tem muito a agregar ao projeto das EFPCs.
Toda a parte "externa" do nível "INFORMAÇÃO" é
abrangida pelo nosso trabalho. Desta forma, liberamos os profissionais
de comunicação da sua fundação para tratar
dos temas específicos (internos) do próprio fundo: educar,
esclarecer e orientar sobre os planos de benefícios oferecidos,
conceitos, além de políticas e desempenho dos investimentos,
dentre outros aspectos.
A hora é esta para seu projeto acontecer!!! Não
perca mais tempo. Faça como as mais de 20 fundações
do sistema que já estão utilizando nossos serviços
para apoiar seu processo de Educação Financeira e Previdenciária.
Outras tantas já estão em processo de análise, definição
e aprovação da parceria com o AssPreviSite. Somos
um prático, confiável e objetivo caminho para apoiar seu
processo! Nosso conteúdo é exclusivo, não
aproveita informações do noticiário e tem uma estratégia
prática, fácil, barata e objetiva para sua fundação.
Solicite mais informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
19.01 - Fundos: Vale quer comprar Fosfertil
A Vale está em negociações com a Bunge para comprar
ativos da empresa no segmento de fertilizantes no Brasil, informaram as
duas companhias na sexta-feira. A mineradora brasileira afirmou ainda que
a transação não deve ultrapassar US$ 3,8 bilhões,
conforme sua avaliação dos ativos negociados.
O negócio com a Bunge do Brasil, subsidiária da Bunge
Limited, inclui a participação de 42,3% da empresa na Fosfertil,
a maior produtora brasileira de matérias-primas para fertilizantes.
Entretanto, as empresas destacam que nenhum acordo foi assinado ainda.
O negócio, se confirmado, poderia representar além do fortalecimento
da Vale no setor de fertilizantes uma volta ao passado: em 2003, a mineradora
vendeu a sua participação na Fosfertil para a Bunge por R$
240 milhões.
"O portfólio total de ativos compreende minas de rocha fosfática
e unidades de produção de fertilizantes intermediários
com base em fósforo (fosfatados) e nitrogênio (nitrato de
amônio e uréia)...", explicou a Vale em comunicado ao mercado,
sobre o que está em negociação além da Fosfertil.
A Bunge do Brasil é também uma das maiores empresas brasileiras
do setor de alimentos, atuando na área de processamento de soja
e trigo, além de cana-de-açúcar.
Questionada se os outros ativos, além das minas e da Fosfertil,
estariam em negociação com a Vale, a Bunge informou que não
poderia comentar nada além do que está no comunicado da Fosfertil.
A estrutura da Bunge Fertilizantes não abrange somente minas e a
Fosfertil.
ATIVOS. A companhia também atua em todas as etapas do processo
produtivo, até a entrega final do produto, com mais de 3 mil funcionários.
A companhia conta com marcas conhecidas como Manah, Ouro Verde e Serrana.
Na manhã da sexta-feira, a Fosfertil informou ao mercado que
a Bunge negociava a alienação de sua participação
majoritária na empresa de fertilizantes e de insumos químicos
para a Vale. Acrescentou que a alienação, "caso consumada,
não obriga a realização de oferta pública de
aquisição de ações preferenciais de emissão
da companhia". (Jornal do Commercio Brasil)
19.01 -Fundos: Oi suspende incorporação de ações
da BrT
A descoberta de um esqueleto judicial avaliado em R$ 2,5 bilhões,
referente aos antigos planos de expansão do sistema Telebrás,
levou
a operadora de telefonia Oi (ex-Telemar) a suspender o longo e complexo
processo de incorporação das ações da Brasil
Telecom (BrT).
Para retomar a operação, a Oi pretende incluir as perdas
sofridas pela BrT na relação de troca de ações
das duas companhias, mas informou que só levará a incorporação
adiante se a nova proposta for aprovada pelos acionistas minoritários
da BrT.
O anúncio pegou o mercado de surpresa. A incorporação
das ações da BrT era uma das últimas etapas da fusão
que criou a megatele nacional e visava simplificar a complexa estrutura
societária das empresas, que contam com oito classes de ações.
A fusão em si não está ameaçada, uma vez
que a Oi já adquiriu o controle da companhia. As ações
preferenciais (PN) da Brasil Telecom (BrT) reagiram em forte queda de 10,84%
ao anúncio, enquanto as ordinárias (ON) despencaram 17,30%.
Os papéis PN da Telemar caíram 4,10% e os PNA da Telemar
Norte Leste (Tmar) cederam 3,90%, ante queda de 1,18% do Ibovespa.
Os processos judiciais que levaram às provisões bilionárias
da BrT se referem aos direitos das ações da antiga Telebrás
dos clientes que compraram linhas nas décadas de 1980 e 1990.
Processos. O aumento de mais R$ 1,29 bilhão nas provisões
foi feito após a consultoria BDO Trevisan concluir que existe um
número maior de processos com trânsito em julgado antes da
súmula do STJ do que o considerado nas estimativas anteriores da
empresa.
"Com a revisão para cima da provisão de contingências
judiciais no balanço da BrT, possivelmente ocorrerá uma redução
no número de ações de Telemar que os minoritários
da Brasil Telecom irão receber", avalia a Ativa Corretora.
A perda para os detentores de ações preferenciais pode
chegar a 10%. Para as ações ordinárias, a perda deve
ser da ordem de 3%, por conta da menor quantidade de papéis em circulação.
As ações da Telemar devem ser menos afetadas e talvez seja
até beneficiadas do ponto de vista contábil, já que
a empresa pode ter um ágio maior a ser amortizado se a avaliação
de BrT diminuir, dizem especialistas. (Jornal do Commercio
Brasil)
18.01 - Educação Previdenciária nas EFPCs
Veja abaixo uma abordagem prática e objetiva para apoiar a Educação
Previdenciária de sua fundação. Este conteúdo
faz seu projeto decolar já no início de 2010.
Na estrutura de geração de conteúdo diário
para a Educação Financeira e Previdenciária o AssPreviSite
apresenta alguns tópicos relacionados a economia pessoal, familiar
e doméstica, com a abordagem de aspectos de poupança, instrução
e educação financeira dos filhos, comportamento e aspectos
envolvendo quetões financeiras do participante. Apresentamos
a explicação diária de alguns termos do mercado de
seguros.
Na seção subsequente, sobre o mercado financeiro, é
trazido a cada novo dia um resumo do comportamento da bolsa (resultados
e desempenho), informações esclarecedoras sobre comportamento
dos investimentos e ainda uma abordagem sobre os termos utilizados no mercado
(uma exposição suscinta dos principais termos).
Em outro bloco, também diariamente, são selecionados
um o dois artigos tratando questões de ordem econômica, financeira
e previdenciária.
Na sequência abrimos um bloco sobre a previdência oficial
onde expomos aspectos do direito previdenciário (um tema por semana),
um posicionamento diário sobre cada um dos serviços/benefícios
da nossa previdência, além de alguma matéria/informação
envolvendo a previdência social.
No bloco sobre previdência complementar, geramos um conteúdo
voltado a leitura sobre o conteúdo de algum capítulo de um
livro do nosso segmento (identificamos este tópico como “a cultura
do sistema em doses homeopáticas”). Trazemos também,
a cada dia, uma exposição/explicação sobre
alguns conceitos sobre previdência complementar. Em outro tópico
deste bloco tratamos da exposição de alguns termos utilização
no setor (um grupo a cada dia). Por fim, apresentamos um tópico
que traz esclarecimentos sobre a legislação do nosso segmento
(um conjunto a cada dia).
Encerramos a geração de conteúdo sobre educação
financeira e previdenciária com algumas matérias expostas
pela mídia no dia.
Assim, com esta estrutura, já estamos apoiando algumas entidades
com uma abordagem direcionada e bastante específica, fornecendo
um material de apoio aos instrumentos de comunicação das
EFPCs em seu processo de Educação Financeira e Previdenciária.
Para conhecer, experimentar, obter mais informações e
iniciar uma parceria de apoio na efetivação e implementação
das suas ações neste sentido nos contate pelo e-mail assprevisite1@uol.com.br
(AssPreviSite)
18.01 - Entidade não pode reduzir restituição
A Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) terá
que restituir, integralmente e não no montante de apenas 50%, as
contribuições pessoais para um então beneficiário.
A decisão partiu da 1ª Câmara Cível do Tribunal
de Justiça do Rio Grande do Norte.
A Corte Estadual definiu que a questão era reconhecer ou não
a legalidade da conduta adotada pela entidade de previdência privada,
ao efetuar a restituição, ao ex-associado, das contribuições
no percentual de 50%, com base na Lei Federal nº 6.435/77, bem como
no dispositivo legal que a regulamentou (Decreto nº 81.240/78).
No entanto, os desembargadores ressaltaram que, embora existam determinações
contidas nos dispositivos, é preciso esclarecer que restringir a
restituição das parcelas, ao montante de 50%, configuraria
o enriquecimento sem causa da entidade.
A decisão também destacou que o entendimento do Superior
Tribunal de Justiça e do próprio TJRN define que o beneficiário
de plano de previdência privada goza do direito à restituição
integral das contribuições pessoais vertidas, mesmo que haja
previsão do Estatuto em sentido inverso, a fim de que seja afastada
a possibilidade de enriquecimento ilícito da entidade que sustenta
o plano de benefícios.
APELAÇÃO CÍVEL Nº 2009.007698-9 (Âmbito
Jurídico)
18.01 - IR no resgate ou na obtenção de benefício
Taxação do IR poderá passar a incidir no ato de
resgate ou na obtenção de benefício de plano de previdência
Participantes de planos de previdência complementar poderão
ter a possibilidade de escolher o regime de tributação do
imposto de renda (IR) incidente sobre sua renda previdenciária apenas
no momento de obtenção do benefício (aposentadoria
ou pensão) ou de resgate dos valores acumulados. Atualmente, essa
opção tem de ser feita no ato de contratação
do plano, mas projeto de lei (PLS 511/07) do senador Paulo Paim (PT-RS)
quer flexibilizar essa regra. A matéria já foi aprovada pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2009 e está pronta
para ser votada, em decisão terminativa, pela Comissão de
Assuntos Econômicos (CAE).
Ao alterar a Lei nº 11.053/04, que dispõe sobre a tributação
dos planos de previdência, o PLS 511/07 permite não só
ao titular do plano efetuar essa opção. Caso o participante
esteja impedido (em caso de morte, por exemplo) de fazê-la, seus
assistidos ou representantes legais ficarão autorizados a exercer
essa escolha. E mesmo que a definição da tributação
do IR tenha ocorrido no ato de assinatura do contrato, conforme exige hoje
a referida lei, abre a possibilidade de essa decisão ser revista
desde que não tenha sido realizado, ainda, o pagamento do benefício
ou resgatado o montante acumulado.
No parecer favorável ao projeto, o relator na CAE, senador Gim
Argello (PTB-DF), explica que a Lei nº 11.053/04 dá aos participantes
dos planos de previdência a possibilidade de optar pelo regime progressivo
ou regressivo de tributação. Na primeira hipótese,
a tributação segue a tabela progressiva do IR, com alíquotas
que vão de zero a 27,5% e incidem gradualmente sobre faixas crescentes
de renda, atualizadas ano a ano. Na segunda, as alíquotas do IR
são decrescentes (de 35% a 10%), reduzindo-se à medida que
aumenta o prazo de permanência dos recursos no plano de previdência.
"Simplificando, pode-se dizer que o regime de tributação
regressivo é indicado para quem planeja poupar em plano de previdência
por mais tempo. Ao contrário, o regime progressivo é indicado
para quem efetua contribuições com visão de curto
prazo e para aqueles que estão perto de usufruir do benefício
da aposentadoria", explicou Gim Argello no parecer.
O problema é que mesmo que o participante tenha claro seu objetivo
no ato de contratação do plano previdenciário, a Lei
nº 11.053/04 não deixa margem para mudanças caso um
imprevisto aconteça e obrigue uma antecipação no resgate
do valor acumulado ou no recebimento do benefício. Essa restrição
apontada por Paim no PLS 511/07 foi reconhecida tanto por Gim Argello quanto
pelo relator na CAS, senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), que concordou
com a oportunidade de dar ao cidadão maior controle sobre o imposto
que vai ser cobrado, podendo ser menos onerado no momento de dificuldades
pessoais e premiado se conseguir manter seus recursos investidos por mais
tempo. (Simone Franco - Agência Senado)
15.01 - Fundos veem estabilidade econômica em 2010
Os administradores dos principais fundos de pensão brasileiros
apostam na estabilidade e no crescimento da economia em 2010 e duvidam
que as eleições presidenciais de outubro possam trazer volatilidade
ao cenário macroeconômico interno. Por outro lado, eles não
têm bons pressentimentos quanto ao cenário internacional e
acham que os megapacotes de ajuda dos governos dos países ricos
às empresas e bancos vão cobrar sua conta este ano, em forma
de déficits fiscais que exigirão juros maiores para seu financiamento
no mercado e, consequentemente, desaceleração da atividade
econômica, com possibilidade de afetar o Brasil. Sérgio Rosa,
presidente da Previ, considera "uma possibilidade" o governo fazer uma
política mais agressiva para alterar o patamar atual da relação
dólar-real.
Maiores investidores institucionais do país, os fundos de pensão
dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros),
da Vale do Rio Doce (Valia) e da Eletrobrás (Eletros) trabalham
com projeções de dólar e inflação estáveis
este ano. Juntos, eles têm mais de R$ 190 bilhões em recursos
para investimentos, visando o cumprimento de metas atuariais que garantam
o pagamento das aposentadorias de 210.061 mil funcionários participantes
das empresas patrocinadoras.
O cenário macroeconômico traçado pela equipe econômica
da Previ é otimista. Projeta tendência de estabilidade continuada
e queda da taxa de juros, que deverá permanecer abaixo dos 10%,
tanto em termos reais quanto em termos absolutos, afirma Rosa. "O risco
de alta da inflação e da taxa de juros é pequeno",
diz o executivo, que não acredita em mudanças por causa das
eleições presidenciais.
"Quando você olha os outros fatores, a dívida do governo
versus PIB, capacidade de pagamento, o risco, o problema fiscal, não
vejo razões para uma grande mudança na taxa de juros, a não
ser para baixo", diz. Para ele, os juros podem não baixar a curto
prazo, mas a longo prazo a tendência é de redução.
"Acho que a tendência da economia brasileira sob todos os aspectos
é muito boa e a expectativa de taxa de juros também vai nesse
sentido."
Em plena fase de estudos para revisão da meta atuarial, dos
atuais 5,75% de juros mais inflação para 5,5%, a Previ está
levando em conta o cenário interno e externo. No cenário
internacional, os analistas da Previ, apoiados por análises de mercado,
esperam algum impacto econômico em forma de volatilidade do crescimento,
devido aos efeitos dos bilionários pacotes de ajuda dos governos
dos países do mundo industrializado. Para eles, deve haver algum
impacto no déficit fiscal, que pode resultar em aumento de impostos
e, consequentemente, retração da atividade econômica.
"O que vai acontecer no ano que vem interessa, mas para um plano que
tem 40 anos de vida, para o qual temos que fazer projeções
para 40 anos, importa menos", diz Rosa. Ele acha que a situação
fiscal do país não aponta riscos sequer para uma alteração
no patamar do câmbio que, "vai manter mais ou menos o mesmo valor",
segundo o presidente da Previ.
Também otimista, o presidente da Petros, Wagner Pinheiro, prevê
um crescimento do PIB a taxas anuais da ordem de 4,5% nos próximos
dez anos. "Isso vai gerar crescimento das empresas, ampliação
do consumo e do crédito interno", afirma Pinheiro. O desempenho
das empresas é um fator relevante para a Petros, que está
em fase de ampliação de sua carteira de renda variável.
Para Mauricio da Rocha Wanderley, diretor de investimentos e finanças
da Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale, a inflação
ficará dentro da meta de 4,5% para 2010, mas prefere não
apostar em uma cotação para o dólar. "Difícil
projetar, depende do movimento de capitais externos." Ele não vê
riscos de déficit fiscal por conta das eleições.
Jair Ribeiro, economista da Eletros, tem uma visão mais pessimista.
Para ele, não há dúvida sobre a capacidade de recuperação
do Brasil frente à crise internacional, "maior que a média"
mundial. No entanto, diz Ribeiro, há um problema não resolvido
que é a taxa de investimento (participação dos investimentos
no PIB) necessária para que o país se livre da tendência
ao "voo de galinha" (economia sobe muito, mas cai rápido).
"Hoje, temos cerca de 20% do PIB, mas deveria ser 30%. Para mim, este
é o grande gargalo, que me leva a concluir que há um excesso
de euforia com a economia brasileira. Na China e outros países asiáticos,
a taxa de investimento é muito mais alta", avalia o economista da
Eletros.
Ribeiro acha que, como o investimento não tem crescido o suficiente
para dar conta da expansão da demanda trazida pelo crescimento econômico,
haverá necessidade de aumentar os juros para conter a inflação.
A análise mais cautelosa, com base em relatórios produzidos
especialmente para a Eletros pela consultoria MCM, se reflete na postura
superconservadora do fundo em seus investimentos, mais de 80% concentrados
na renda fixa. Estas análises apontam para uma perspectiva de dois
aumentos de 50 pontos básicos na taxa de juros Selic, um no fim
do primeiro semestre e outro logo em seguida. "Haverá aumento de
juros de forma preventiva", aposta Ribeiro.
Contribuiria para esta perspectiva o cenário internacional,
sobre o qual ele concorda com as análises dos demais gestores, sobre
os riscos de desaquecimento por conta dos desequilíbrios fiscais.
Quanto às eleições, estes gestores não
acreditam que tenham grande influência no comportamento da economia
em 2010. "A economia brasileira tem respondido de maneira independente
do mundo político", afirmou Ribeiro. (Janes Rocha e Vera Saavedra
Durão - Valor Online)
15.01 - Previdência, por Avelino Royer
O problema da Previdência é o governo brasileiro que,
desde a criação da Previdência Social, arroga-se o
direito de meter a mão em dinheiro que não lhe pertence,
ou seja, historicamente pratica apropriação indébita
– isto é crime que, se praticado por cidadão comum, chama-se
furto.
Explico: há mais de 70 anos, foi criada a Previdência
Social com a finalidade de garantir uma vida digna ao trabalhador brasileiro
em sua velhice. Para tanto, empregados e patrões deveriam contribuir
por 30 ou 35 anos com um percentual determinado pelo governo. Seria um
depósito compulsório para um fundo previdenciário,
digamos assim, uma poupança forçada.
Nos primeiros 30 anos, praticamente não havia aposentados, portanto,
o fundo deveria crescer a olhos vistos. E os governantes deveriam administrar
esse fundo sábia e honestamente e, acima de tudo, com competência,
de forma que ele crescesse e estivesse à mão quando aparecessem
os primeiros aposentados.
Não foi isto que aconteceu. O dinheiro foi simplesmente desviado
para outros fins e, quando os primeiros contribuintes do fundo se aposentaram,
o governo foi usando não o dinheiro que o novo aposentado havia
depositado em sua conta de “poupança previdenciária”, mas
sim o dinheiro dos ainda trabalhadores contribuintes do sistema, esquecendo
que o montante desviado deveria ter sido devolvido aos verdadeiros donos.
Assim, a Previdência vem sendo, historicamente, desmantelada
para agora se dizer que, para pagar cada aposentado, há apenas dois
ou três contribuintes. E, para agravar a situação,
acresçam-se ainda alguns milhões de aposentados que nunca
contribuíram aos cofres da Previdência.
Além disto, governos populistas se acham no direito de usar
o suado dinheiro dos trabalhadores brasileiros para distribuir benesses
sociais (que deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional) e, com isso,
tentam abrir mais horizontes eleitoreiros em benefício dos partidos
da base do governo.
Se o governo não sabe administrar um bolo desses, por que não
se instrui numa Previ, Petros e tantas outras que dão exemplo de
como essas organizações não só são viáveis,
mas são verdadeiros bancos de financiamento para o bem da economia
nacional?
Um governo que se preze como honesto e competente estudaria uma forma
de devolver à Previdência aquele trilhão de reais que
dela foi subtraído indevidamente nessas mais de sete décadas,
dando a “César o que é de César”, ou à Previdência
o que é da Previdência. E, para completar, obedeceria ao preceito
constitucional de instituir a administração quadripartite
do bolo previdenciário. Mas a pergunta que não cala é:
no Brasil, governo respeita a Constituição? Cícero
diria: “Quousque tandem, Catilina?” E nós perguntamos: “Até
quando, governo?” (Avelino Royer - clicRBS)
15.01 - Banco Santos: Créditos passarão por avaliação
A massa falida do Banco Santos deve contratar, em breve, uma auditoria
para analisar a qualidade dos créditos da instituição
e seu valor de mercado - e, em uma etapa posterior, realizar o leilão
da carteira. O pedido foi feito pelo administrador da massa falida, Vânio
Aguiar, ao juiz responsável pelo processo de falência do banco,
Caio Marcelo Mendes de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações
Judiciais da Justiça de São Paulo. A avaliação
da carteira ainda depende da manifestação dos credores no
processo e da posterior decisão do juiz.
O administrador judicial pediu ao juiz autorização para
contratar uma empresa que faça a análise de uma carteira
de créditos selecionados, que são considerados de difícil
liquidação. De acordo com informações constantes
no pedido entregue pela massa falida ao juiz Caio Mendes de Oliveira, das
seis empresas de consultoria com especialização na área
de avaliação e realização de créditos,
apenas duas apresentaram propostas: a Directa Avaliações
e a Deloitte. A proposta da Directa prevê a análise dos créditos,
sua estimativa de valor de mercado, a organização de um data
room e o leilão da carteira. A primeira e a segunda etapas teriam
um custo de R$ 350 mil e as duas últimas, de outros R$ 70 mil. Já
a Deloitte propôs um trabalho em duas etapas: na primeira seria feita
a estimativa de valor dos créditos e na segunda, a assessoria na
alienação ou cessão da carteira ou ainda na formulação
de um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC). O custo
da análise da Deloitte seria de R$ 1,080 milhão para a primeira
etapa e honorários de sucesso para a segunda.
Apesar de apresentar ao juiz as duas propostas, o administrador judicial
pede autorização para contratar a Directa, que faria apenas
as etapas de avaliação da carteira e estimativa de seu valor
de mercado. Já o leilão da carteira ficaria para um segundo
momento, quando os resultados da avaliação fossem apresentados
ao juiz. Segundo Vânio Aguiar, é necessário, neste
momento, que haja uma avaliação dos créditos da massa
falida, para que se possa estudar a melhor alternativa: vender a carteira
em leilão ou dar continuidade à cobrança das dívidas
pela massa falida. "O preço de mercado da carteira é que
vai definir se é melhor vendê-la ou manter a cobrança,
ou ainda terceirizá-la", diz o administrador judicial.
Vânio Aguiar descarta a criação de um FIDC. "A
massa não vai fazer nenhum fundo", diz.
Além da Deloitte, que incluiu em sua proposta a criação
de um FIDC, a Cadence Gestão de Recursos vem levando aos credores
um projeto de criação de um fundo composto pelos créditos
da massa falida. Segundo João Adamo, sócio da Cadence, a
proposta já foi apresentada a 500 dos 1.982 credores do Banco Santos
e deve ser consolidada até março, quando, então, será
levada para conhecimento do juiz da falência e do promotor do Ministério
Público responsável pelo processo de falência da instituição.
Pela proposta da Cadence, o fundo teria dois tipos de cotas: as cotas "A",
das quais todos os credores do banco seriam titulares; e as cotas "C",
do ex-controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira. Essa cota seria
paga apenas se sobrasse dinheiro depois do pagamento aos cotistas "A".
De acordo com o pedido protocolado na Justiça, a carteira a
ser avaliada é formada por dívidas de pessoas físicas
e jurídicas que somam R$ 1,763 bilhão. Desse total, as empresas
devedoras do Banco Santos respondem por R$ 1,751 bilhão, valor distribuído
em 743 contratos. Outros 322 contratos de empresas, no valor de R$ 393
milhões, foram excluídos da carteira selecionada por terem
sido parcelados e estarem com os pagamentos em dia, por serem adiantamentos
de contratos de câmbio ou ainda por serem decorrentes de operações
fechadas com empresas controladas pelas holdings do ex-controlador do Banco
Santos, Edemar Cid Ferreira. Já as pessoas físicas devedoras
do banco somam 4.720 clientes que respondem por uma dívida de R$
12 milhões. Outros 116 clientes, que devem R$ 546,6 mil ao banco,
ficaram de fora da carteira a ser avaliada por estarem com os pagamentos
em dia. Na lista das empresas devedoras apresentada no processo, a Caoa
ocupa o primeiro lugar, com uma dívida de R$ 129,1 milhões.
A massa falida do Banco Santos tem uma dívida total de R$ 2,8
bilhões, que em valores corrigidos chega a R$ 3,19 bilhões,
e administra 1.400 ações judiciais de cobrança que
somam R$ 4 bilhões. Parte desse valor - o R$ 1,763 bilhão
em créditos a serem avaliados - refere-se a dívidas de empresas
e pessoas físicas que tomaram empréstimos, por exemplo. O
restante é relativo a ações de indenização
em que a instituição cobra valores que acredita terem desviados
do Banco Santos - caso da ação proposta na Justiça
contra o banco Cruzeiro do Sul, em que a massa falida pede o ressarcimento
de R$ 206 milhões supostamente desviados da instituição.
(Cristine Prestes - Valor Online)
14.01 - Educação para um novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite tem uma proposta de parceria que
leva um apoio específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Com um reconhecido trabalho de instituição geradora do melhor
e mais abrangente clipping diário para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais do segmento previdenciário do país, podemos
nos colocar a disposição das EFPCS para também prestar
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio para esta nova
postura da fundação, com um conteúdo específico
sobre a Educação Financeira e Previdenciária, com
o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs. Solicite
mais informações através do e-mail assprevisite1@uol.com.br
(AssPreviSite)
14.01 - Previdência privada atrai gestores independentes
A previdência privada aberta vem atraindo cada vez mais gestores
independentes interessados em ampliar a oferta de investimentos diante
do juro mais baixo. A mais nova asset a ingressar nesse segmento é
a Orbe Investimentos, que lança um fundo nas versões PGBL
e VGBL com a seguradora Icatu Hartford. Este é o primeiro fundo
criado pela gestora depois de dois anos e meio.
A seguradora vai estruturar um PGBL e um VGBL. Ao aplicar no fundo,
os recursos serão direcionados para um fundo multimercado gerido
pela Orbe. Esse fundo seguirá as regras de ter 49% em renda variável
e 51% em renda fixa. Segundo Fernando Camargo, sócio da Orbe, a
parte de renda variável será composta por 25 papéis.
Na renda fixa, inicialmente, os recursos serão aplicados em títulos
públicos pós-fixados (LFTs), mas, com o tempo, o fundo poderá
ter outros papéis como Certificados de Recebíveis Imobiliários
(CRIs) ou debêntures.
A taxa de carregamento será zero e o investimento mínimo,
de R$ 10 mil. Não haverá taxa de carregamento, mas o investidor
que aplicar e decidir sacar no curto prazo terá um "pênalti".
Se resgatar antes de um ano, terá de pagar 3%, percentual que cai
até 1% para quem ficar até três anos. Depois, não
haverá mais a cobrança. Além disso, para evitar que
o investidor utilize uma aplicação de longo prazo, como é
o caso da previdência, para ganhar num curto espaço de tempo,
os pedidos de resgates só poderão ser feitos a cada 60 dias.
Além da Orbe, Gávea, BRZ, Fram Capital e Credit Suisse
Hedging-Griffo são algumas das gestoras independentes que já
fecharam parceira com seguradoras para oferecer previdência.
A carteira de previdência da Orbe vem depois de um período
complicado para a gestora, que viu o patrimônio total de seus fundos
cair sensivelmente por conta da crise. O último fundo criado pela
gestora foi o Balance, um multimercado equity hedge (tipo de carteira que
busca ganhar utilizando arbitragem com ações e seus derivativos),
em abril de 2006. Mas a crise que assolou os mercados em 2008 fez com que
a gestora incorporasse a carteira ao carro-chefe da empresa, o fundo de
ações Orbe Value.
Em setembro daquele ano, quando o banco Lehman Brothers quebrou, um
dos distribuidores que mantinham um fundo-espelho resolveu liquidar a carteira.
Isso fez com que o gestor precisasse vender papéis de baixa liquidez
no pior momento da crise, o que trouxe fortes perdas. Além disso,
como boa parte do portfólio era formado por papéis de menor
liquidez, ao vendê-los, a desvalorização das ações
aumentava ainda mais.
O mercado de "value investing" (que aplica em empresas cujas ações
estão subvalorizadas em relação ao valor patrimonial)
praticamente acabou por conta da crise em 2008, diz Camargo. "Naquela época,
virei praticamente gestor de passivos." Só para se ter uma ideia
do impacto da crise, a Orbe iniciou 2008 com R$ 480 milhões sob
gestão e, ao longo daquele ano, chegou a R$ 520 milhões,
mas encerrou em R$ 200 milhões. Boa parte, no entanto, foi recuperada
e agora o total de ativos de terceiros soma R$ 350 milhões.
"O dano que um analista de ações ruim pode causar ao
investidor ao fazer um relatório malfeito é menor do que
os prejuízos à pessoa física causados por um consultor
financeiro mal preparado", diz Camargo. "E esses profissionais (os consultores)
nunca são responsabilizados; em 2008, muita gente perdeu dinheiro
por ser mal-assessorado."
No ano passado, o Value apresentou retorno de 35,62%, bem abaixo dos
82,66% do Ibovespa ou mesmo dos 87,65% do FGV-100, que serve de referencial
para o fundo. "Chegamos a ter 20% da carteira em caixa, pois o mercado
corrigiu os preços muito rápido e as oportunidades ficaram
escassas."
Na avaliação de Camargo, este será um ano propício
para "stock picking" (escolha seletiva de papéis). "As ações
de primeira linha estão com preços muito próximos
dos considerados justos e há boas oportunidades em ações
que não atraem tanto os holofotes e que ainda têm preços
atrativos." (VLuciana Monteiro - alor Online)
14.01 - Bolsa contagia previdência
A arrancada da bolsa no segundo semestre de 2009 contagiou os fundos
de previdência aberta (PGBL e VGBL). Atraídos pela alta de
82,66% do Ibovespa no ano passado, os investidores acorreram aos fundos
que aplicam parte do patrimônio em ações, revela estudo
das consultorias NetQuant e Towers Perrin com 413 carteiras. Segundo o
levantamento, a captação líquida dos fundos com ações
atingiu R$ 7,93 bilhões em 2009, 36,37% da captação
total da indústria, de R$ 21,82 bilhões. Em 2008, os fundos
com ações haviam atraído R$ 2,53 bilhões, apenas
19,1% do total, de R$ 13,25 bilhões.
Os fundos de previdência que aplicam em ações são
divididos em três subcategorias segundo a participação
da renda variável no patrimônio (até 15%, 30% e 49%).
Depois de amargar queda de 10,25% em 2008, os fundos com até 49%
em ações lideraram a rentabilidade, com alta de 28,86% no
ano passado.
As aplicações com até 30% em ações
ficaram em segundo lugar, com valorização de 19,99%. Na terceira
posição, os fundos com até 15% subiram 14,08%. Os
fundos de renda fixa fecharam 2009 com rentabilidade de 8,66%, superando
o desempenho dos multimercados sem renda variável, que avançaram
8,44%.
Com a dobradinha rentabilidade e captação líquida,
o patrimônio dos fundos com ações cresceu 56,97% em
2009, atingindo R$ 35,77 bilhões, após avanço de 4,37%
em 2008. O patrimônio dos fundos sem aplicação em ações
aumentou 24,97%, de R$ 87,88 bilhões para R$ 109,82 bilhões.
Ao todo, o patrimônio da indústria cresceu 31,56%, passando
de R$ 110,67 bilhões para R$ 145,60 bilhões.
Para analistas, a revanche dos fundos com ações em 2009
pode indicar que começou a tão esperada migração
de parte relevante do patrimônio da previdência para a renda
variável.
Luciano Snel, diretor de produto Icatu Hartford, identifica uma trajetória
sem volta rumo à representatividade cada vez maior da renda variável.
"É natural a captação desacelerar um pouco se a bolsa
vai mal e o patrimônio cair", diz Snel. "Mas a tendência é
de aumento dos fundos com ações".
Em 2008, as captações dos fundos com ações
representaram 53% do total amealhado pela Icatu Hartford. Já no
ano passado, esses fundos responderam por 65% do total captado. No ranking
elaborado pela NetQuant e Towers Perrin, a Icatu Hartford é a sétima
em patrimônio (R$ 2,94 bilhões) e a oitava em captação
líquida (R$ 391,7 milhões).
Os números da NetQuant são similares aos da Associação
Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima),
que mostram captação líquida total de R$ 23,34 bilhões
em 2009, da qual devem ser descontados R$ 4,61 bilhões da reclassificação
de dois fundos de renda fixa em previdência. O patrimônio total
do setor é de R$ 148,86 bilhões.
Apesar do crescimento expressivo em 2009, os fundos de renda variável
ainda ocupam parte pequena do patrimônio total, aponta o estudo.
A participação de mercado dos fundos com até 49% em
ações subiu de 7,90% para 10,10%. A participação
dos fundos com até 30% avançou de 7,90% para 8,66%, e a das
aplicações com até 15%, de 4,79% para 5,81%.
A liderança é dos fundos de renda fixa, cuja participação
de mercado caiu de 44,78% em 2008 para 43,05% no ano passado. Os multimercados
sem renda variável também perderam espaço, passando
de 34,62% para 32,38%.
O diretor-geral da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio
Flávio Oliveira, também vê uma tendência clara
de aumento do patrimônio dos fundos com ações. Cabe
às seguradoras, avalia, evitar oscilações abruptas
na captação líquida e garantir que o aumento da renda
variável na indústria seja "virtuoso". A análise do
perfil do investidor é fundamental para evitar que haja corridas
cada vez que a bolsa tropece. "É preciso qualificar a oferta", recomenda
Oliveira.
A Bradesco Vida e Previdência aposta em consultores dedicados
exclusivamente à previdência, chamados de especialistas. Em
2009, a renda variável foi responsável por cerca de 58% de
toda captação líquida. A companhia lidera o ranking
elaborado pela NetQuant e Towers Perrin por patrimônio líquido
(R$ 46,87 bilhões) e aparece em terceiro na captação
líquida (R$ 4,68 bilhões).
Para Osvaldo Nascimento, diretor de produtos de investimento e previdência
do Itaú Unibanco, uma avaliação da carteira completa
do investidor é condição preliminar para determinar
quanto será alocado em ações. "A tendência é
que a previdência, no contexto do portfólio do investidor,
tenha mais renda variável", afirma.
Nascimento trabalha com crescimento de 25% das captações
este ano, após avanço de 20% em 2009. Os fundos de previdência
do Itaú Unibanco fecharam 2009 com 20% do patrimônio em renda
variável. A instituição ficou em segundo no ranking
das consultorias, tanto em patrimônio (R$ 38,08 bilhões) quanto
em captação (R$ 4,79 bilhões).
Mas Marcelo Nazareth, sócio-diretor da NetQuant, responsável
pela pesquisa, é cético em relação a uma mudança
estrutural na indústria de previdência.
A expectativa dele é de manutenção do crescimento
acelerado da captação líquida dos fundos com ações
nos primeiros meses, tempo em que os investidores ainda terão na
memória a forte valorização de 2009.
Se a bolsa chacolhar este ano, porém, pode-se assistir a uma
revoada dos fundos de renda variável. "Já vimos este filme
antes, o investidor em previdência privada ainda é muito instável",
afirma Nazareth.
Para Renato Russo, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica
- que aparece na nona posição em patrimônio (R$ 1,52
bilhão) e na décima em captação líquida
(R$ 248,4 milhões) -, não dá para chamar a movimentação
de 2009 de "mudança estrutural". Ele lembra que a taxa básica
de juros Selic permanece, apesar das reduções de 2009, "relativamente
alta" e pode até subir este ano, o que compromete um avanço
mais expressivo das captações em renda variável. "O
custo de oportunidade ainda é alto, não há pressa
dos investidores em assumir uma posição de risco maior",
diz Russo. "Essa mudança para renda variável vai demorar
para se consolidar", conclui o executivo da SulAmérica. (Antonio
Perez - Valor Online)
13.01 - Previc: Tafic neste ano
Tafic será cobrada a partir do segundo quadrimestre deste ano
A taxa instituída a partir da criação da Superintendência
Nacional da Previdência Complementar (Previc) será cobrada
a partir do segundo quadrimestre deste ano.
Este é o entendimento transmitido pelo secretário-adjunto
de Previdência Complementar (SPC), Carlos de Paula, ao presidente
do Conselho Deliberativo da Abrapp, Fernando Pimentel, em conversa que
ambos tiveram na última terça-feira. (Segs)
13.01 - Ativo imobiliário aposta em demanda de fundo de pensão
Além da redução da taxa básica de juros
e da projeção de que o setor de construção
civil cresça com força em 2010, os fundos de pensão
devem ser os grandes responsáveis pelo crescimento do mercado de
Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), dizem crer especialistas
do mercado. Ou seja, o vertiginoso crescimento apresentado no último
ano deve vir de novo, apoiado também na grande procura de pessoa
física por ativos imobiliários.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registrou até
dezembro do ano passado 31 ofertas desses fundos em 2009, com volume total
de R$ 3,245 bilhões, quase quatro vezes mais do que o registrado
em 2008, quando ocorreram 26 ofertas que somaram mais de R$ 616 milhões.
Segundo a CVM, os 81 fundos disponíveis no mercado financeiro somam
Patrimônio Líquido total de R$ 4,707 bilhões.
As ofertas de Certificados de Recebíveis Imobiliários
(CRIs) também aumentaram muito entre 2009 e 2008. Segundo a CVM,
foram 36 ofertas no ano passado contra 28 no ano retrasado, com volumes
de R$ 1,223 bilhão e R$ 875 milhões, respectivamente. Para
especialistas, a autorização dada pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN) para que os fundos de previdência possam aplicar até
10% de seu patrimônio em ativos lastreados no mercado imobiliário
- ante os 8% permitidos anteriormente - ainda não foi sentida pelo
mercado porque os fundos devem rever suas aplicações somente
neste ano.
"Os fundos devem estar agora revendo suas políticas de investimento..
O impacto dessas novas regras no mercado ocorrerá neste ano", espera
o sócio da Fundo Imobiliário Consultoria em Investimentos,
Sérgio Belleza Filho."As instituições brasileiras
trarão um forte aumento pelo poder de fogo que têm", avalia
o sócio do escritório Navarro Advogados, Alexandre Navarro.
Por conta do aumento das emissões de FIIs no ano passado, esse
tipo de investimento passa, também, a se tornar mais conhecido pelo
investidor, o que dá mais potencial em relação ao
CRI, avalia o diretor executivo da RB Capital, Marcelo Michalua.
"Os Fundos de Investimentos Imobiliários tem maior potencial
porque constituem uma classe de ativos nova e também pela expansão
do crédito imobiliário em relação ao PIB, que
no Brasil ainda corresponde a cerca de 3%. Nos EUA é de 65%", afirma.
No início da década, os FIIs eram pouco emitidos no país
por conta da baixa procura, já que a taxa básica de juros
era muito elevada e, portanto, os títulos do Tesouro Direto, com
risco quase zero, davam rentabilidade semelhante à dos FIIs.
Com essa queda da rentabilidade, os fundos de pensão se viram
obrigados a pedir ao CMN um maior aporte em ativos imobiliários.
Os gestores dos fundos, segundo Navarro, já não conseguiam
cumprir suas metas atuarias e se expunham a mais riscos.
Apesar do otimismo, os especialistas não descartam que uma possível
alta da Selic no fim do ano possa abalar o mercado de FIIs. "O que pode
afetar o mercado é se a taxa de juros real no mercado for maior,
e não somente na nominal. O investidor também terá
sensibilidade de que a mudança, se vier, será por pressão
inflacionária", explica Michalua.
Setores
A necessidade de investimentos em infraestrutura por conta da Copa
do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 dão fôlego
extra aos FIIs de empreendimentos dessa natureza, estimam os especialistas.
"Essa situação trará algo nunca antes visto no
mercado", diz Navarro. "Os empreendedores imobiliários terão
dinheiro sobrando, porque haverá muitos recursos para financiamento
em bancos e também no mercado de CRIs."
"O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes disse que vai dar benefícios
no IPTU e no ISS para quem investir em obras no Porto Maravilha [complexo
integrado voltado para cultura, lazer e infraestrutura]. Ele disse que
o porto é a menina dos olhos dele", ressalta Sérgio Belleza,
que diz acreditar que o Rio de Janeiro puxará o mercado no início
de 2010, pela urgência da entrega das obras.
A entrada definitiva dos fundos de pensão como investidores
em ativos imobiliários, como Fundos de Investimento e CRI, deve
impulsionar o crescimento desse mercado este ano, segundo especialistas.
(Pedro Lívio - DCI)
13.01 - Funcef: Nota oficial
Sobre a matéria publicada no jornal o Estado de S.Paulo em 11
de janeiro de 2010, temos a esclarecer o seguinte:
1 - Os negócios entre a Fundação dos Economiários
Federais - FUNCEF e a empresa Paulo Octavio Investimentos Imobiliários
Ltda. ocorreram no período 1997 a 1999 e compreenderam parcerias
para a edificação de um Shopping Center associado a prédio
comercial e a um hotel de categoria superior, a saber, Brasília
Shopping e Alvorada Hotel.
2 - Um terceiro negócio - parceria para desenvolvimento de empreendimento
imobiliário residencial na SQN 311 (em Brasília) por meio
de fundo imobiliário -, também desenvolvido em gestão
anterior, está em processo de liquidação junto aos
órgãos competentes, com a dissolução da sociedade.
3 - Desde 2003, quando assumimos a direção desta Fundação,
não houve mais negócios com o referido grupo empresarial.
Além disso, houve tentativas de dissolução da sociedade
no Brasília Shopping e no Alvorada hotel, que não chegaram
a se efetivar por questões negociais.
4 - Todas as solicitações de informações
feitas no bojo das investigações sobre as operações
realizadas no passado por órgãos de controle e fiscalização
tem sido prontamente atendidas e a FUNCEF já se colocou à
disposição das autoridades competentes para prestar todos
os esclarecimentos julgados necessários.
5 - Essa postura de efetiva transparência e zelo com o patrimônio
dos mais de 105 mil associados da FUNCEF é a referência maior
de nossa atuação à frente da entidade desde 2003.
A Caixa Econômica Federal, nossa patrocinadora, e as entidades representativas
dos associados conhecem e acompanham de perto a atual gestão e os
grandes desafios enfrentados e superados desde aquele ano.
Brasília, 11 de janeiro de 2010
Diretoria Executiva FUNCEF (Funcef/AssPreviSite)
12.01 - IR: Previdência privada
A 1ªSeção do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) decidiu, por meio de recurso repetitivo, que as contribuições
à previdência complementar recolhidas sob o amparo da Lei
nº 7.713, de 1988 (janeiro de 1989 a dezembro de 1995), com a incidência
do Imposto de Renda (IR) no momento do recolhimento, geram benefícios
e resgates isentos de tributação. Por outro lado, o tributo
deve incidir sobre os benefícios e resgates oriundos de contribuições
amparadas na Lei nº 9.250, de 1996 - a partir de 1º de janeiro
de 1996. O caso envolvia contribuintes da Previdência dos Funcionários
do Banco do Brasil (Previ) e a Fazenda Nacional. Os contribuintes recorreram
ao STJ para reformar a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF)
da 1ªRegião. Segundo a defesa dos contribuintes, a complementação
da aposentadoria configuraria reserva de poupança formada ao longo
dos anos de trabalho e já teria sido tributada quando constituía
parte de seus salários. O ministro Luiz Fux, relator do caso, afirmou
que, quando do pronunciamento do TRF, em 2003, a jurisprudência do
STJ já acolhia o entendimento de que as contribuições
recolhidas sob a vigência da Lei nº 7.713 estariam isentas do
Imposto de Renda. Para ele, está evidente o direito dos contribuintes,
uma vez que o acórdão reconheceu ter havido incidência
do tributo no ato da contribuição. (Valor Online)
12.01 - Fundos: Tudo azul com Petrobrás e Vale
Ações dessas empresas, principais papéis da Bolsa,
devem continuar em alta em 2010
Depois de um ótimo ano para o mercado de ações,
com o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa)
registrando alta de 82,66% em 2009, e as vedetes do mercado brasileiro
- a petrolífera Petrobrás e a mineradora Vale valorizando-se
55,62% e 83,39%, respectivamente - analistas veem boas perspectivas para
os dois papéis e não recomendam pressa para o investidor
se desfazer das ações e embolsar o lucro.
Ambos os setores, na análise de especialistas, terão
desempenho bom durante o ano, continuando a se recuperar do período
de retração de consumo iniciado com a crise financeira internacional,
em setembro de 2008, que derrubou as bolsas do mundo todo.
As ações da Petrobrás, segundo o professor da
Brazilian Business School, Ricardo Torres, podem ter um pouco mais de dificuldade
do que as da Vale. É que a Petrobrás é mais dependente
da retomada do consumo e da produção das economias mais afetadas
pela crise, como Estados Unidos e Europa. “O desempenho da Petrobrás
na bolsa depende basicamente do preço do petróleo no mercado
internacional”, afirma ele.
As perspectivas, no entanto, não são de que o preço
do barril volte ao patamar em que se encontrava antes de setembro de 2008,
quando estava cotado em cerca de US$ 150. Partindo dos atuais US$ 82, Torres
acredita que o barril termine 2010 valendo US$ 90.
O diretor da corretora Intrader TOV, Hydalgo Júnior, também
acredita que o petróleo se recupere nesse ritmo, acompanhando o
consumo. “As últimas notícias dos EUA têm sido positivas.
Trata-se de uma recuperação, não de crescimento extraordinário”,
diz.
Por ser uma empresa de capital misto - ou seja, com participação
privada e estatal - a Petrobrás ainda pode, em tese, sofrer influência
de fatores políticos, como das decisões sobre como será
explorado o pré-sal, ou até mesmo eleições.
Mas não é o que prevê o diretor de operações
da Hera Investment, Nicholas Barbarisi. “Os prováveis principais
candidatos à Presidência não devem mudar a política
para estatais”, avalia. “Quanto ao pré-sal, o debate tem sido grande,
mas a operação já está bem determinada. Só
dará problema caso haja alguma alteração radical de
legislação”, diz Barbarisi.
O setor de mineração deve colher melhores frutos neste
ano, segundo analistas, fazendo com que as ações da Vale
se saiam um pouco melhor que as da Petrobrás. Contribui para isso
a perspectiva de recuperação da indústria e do mercado
automotivo no mundo e, principalmente, a aposta no crescimento da economia
chinesa, esperado entre 8% e 10%. “A China é o maior mercado de
aço do mundo, grande cliente da Vale e dá todos os sinais
de que vai chegar a esse crescimento”, afirma Hydalgo.
Os especialistas acreditam que ambos os papéis acompanhem a
evolução do Ibovespa em 2010, que deve atingir 85 mil pontos
e valorização entre 20% e 25%, com pequena vantagem para
a Vale. Isso porque são os papéis que mais têm peso
no índice. Torres é mais otimista e prevê valorização
de até 40%. “A Vale é uma empresa madura e bem gerida. Está
preparada para atender à demanda.”
A decisão de vender ações de ambas as empresas
para embolsar o lucro, portanto, não precisa ser imediata. “Dificilmente
haverá uma mudança drástica que comprometa a rentabilidade
que elas tiveram em 2009; não é urgente realizar o lucro”,
diz Barbarisi. Os papéis, segundo os especialistas, continuam sendo
boas opções para o longo prazo e para quem está entrando
no mercado de renda variável. “Vender ou não depende dos
planos para o dinheiro. Se forem planos de prazo mais curto, vender parte
das ações pode ser boa opção”, afirma Torres.
O advogado Paulo Roberto Mercado Júnior, de 33 anos e há
menos de um investindo na Bolsa, é um dos que vão apostar
nessas ações em 2010. “São a base da minha carteira”,
conta. “Peguei uma boa fatia da valorização da Bolsa em 2009,
e penso em continuar com esses papéis por mais alguns anos.” Mais
do que isso, para Mercado as ações da Petrobrás estão
com valorização abaixo do esperado. “No começo de
dezembro chegaram a R$ 40, agora está a R$ 37. Acho que sobem de
novo.” (PAULO DARCIE - Jornal da Tarde)
12.01 - Eletros quer mais renda variável
A Eletros, fundo de pensão dos funcionários da Eletrobrás
e de profissionais do setor de energia elétrica, pretende fechar
2009 com rentabilidade superior a 14%. Até o terceiro trimestre
do ano passado, a entidade havia obtido rentabilidade de 13,5% e um patrimônio
de R$ 2,5 bilhões. O diretor financeiro da Eletros, Sylvio Murad,
afirmou que 2009 superou as expectativas, visto que foi um ano de incertezas,
decorrentes dos reflexos negativos provocados pela crise internacional,
deflagrada no ano anterior. Em 2008, o rendimento acumulado da Eletros
ficou em 1,39%.
A crise, segundo ele, prejudicou tanto a rentabilidade da renda variável
- com a queda de valor de mercado das empresas - quanto a da renda fixa
- com os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic), medida
adotada pelo governo para estimular a retomada do crédito.
A queda da Selic, que reduz o rendimento dos títulos públicos,
a melhora do mercado financeiro e a necessidade de se garantir rendimentos
para pagar no futuro os aposentados da empresa têm motivado os fundos
de pensão brasileiros a investir cada vez mais em renda variável
- modalidade de maior risco, mas que dá maiores retornos. Com a
Eletros não será diferente, afirma Murad, ressalvando, contudo,
que a entidade não abandonará sua postura conservadora em
relação a investimentos.
"Sem dúvida, vamos aumentar nossa participação
em renda variável, mas vamos observar com muita calma o momento.
Não é porque a bolsa está batendo recordes que vamos
entrar de cabeça, pelo contrário. Teremos mais cautela ainda",
afirmou.
PATRIMÔNIO. De acordo com as informações preliminares
de final de ano, o Plano BD Eletrobrás, o principal dos quatro que
a entidade possui, estava com 88% de seu patrimônio investido em
renda fixa; 4%, em renda variável; 5%, em empréstimos a participantes;
e 3% em imóveis. A idéia de Murad é deslocar pelo
menos um ponto percentual do que está em renda fixa para renda variável,
sem mexer nos investimentos em imóveis e empréstimos.
"O ano de 2010 vai exigir muita atenção por parte dos
gestores. Esse movimento de busca de rentabilidade demandará um
apetite maior para o risco. A tendência para os próximos 12
meses é bem diferente do que foi a de 2009", disse.
A fundação Eletros fechou 2009 com 4.510 participantes.
A entidade estima que em 2010 mais 250 participantes, com a adesão
da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ao fundo. Será criado
um plano especial para esses servidores. "A expectativa é grande
quanto a esse plano. Desde o último dia 14, 137 novos empregados
afizeram adesão ao plano", disse. (LUCAS VETTORAZZO - Jornal
do Commercio Brasil)
12.01 - Previ: Troca de ON por PN na Randon
Os controladores da empresa do setor de veículos comerciais
Randon e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco
do Brasil e principal minoritário da companhia, chegaram a um consenso
para que a fundação possa finalmente trocar as ações
ordinárias (ON, com direito a voto) que possui por preferenciais
(PN, sem voto). O objetivo do fundo é garantir liquidez para suas
participações. As negociações ocorrem desde
o começo do ano passado, mas se intensificaram no último
trimestre.
A fatia de ON detida pela Previ é equivalente a 10,1% do capital
votante. Além dessa participação, o fundo tem 8,1%
das PNs. Após a conversão, terá cerca de 12,5% das
PNs da Randon, que representam 8,3% do total do negócio.
A participação da Previ, ao fim do processo, somará
pouco mais de R$ 210 milhões. O valor de mercado da Randon estava
em R$ 2,5 bilhões na sexta-feira.
Na prática, o negócio será feito com a compra
da fatia votante da Previ pelos controladores - por meio da empresa Dramd,
na qual estão organizados - e paga com preferenciais desses sócios.
A Dramd tem hoje 78,6% das ordinárias e 21,1% das preferenciais
da Randon. Ao fim da operação, os controladores terão
88,6% do capital votante e 16,7% do preferencial.
Para obter a liquidez que deseja, a Previ sofrerá um deságio.
Para cada preferencial que receberá, terá de entregar 1,15
ordinária. O prêmio de 15% reflete as cotações
na bolsa, com diferença similar entre as espécies de ações.
Na sexta-feira, as ordinárias encerraram o pregão a R$ 13,60
e as preferenciais, a R$ 15,89 - diferença de 16,8%.
Essa situação é comum em empresas em que as preferenciais
são mais negociadas, pois as ordinárias estão nas
mãos dos controladores. Porém, são as ordinárias
que dão direito a voto e prêmio de controle em caso de venda
do negócio. "No nosso caso, historicamente o prêmio do mercado
está nas PNs, por conta da liquidez", diz Astor Schmitt, diretor
de relações com investidores da Randon.
A Previ sinalizou à administração que não
pretende vender os papéis após a conversão, apenas
garantir a liquidez. Por conta disso, permanecerá com representante
no conselho de administração e no fiscal, José Maria
Rabelo. "É uma acionista importante da Randon e da Fras-Le", afirma
Schmitt.
Procurada, a fundação explicou que o objetivo não
é a venda imediata dos papéis. Não há planos
no momento. Assegurar a liquidez dos ativos detidos é importante
para garantir o fluxo de recursos necessário ao pagamento das aposentadorias,
ao longo do tempo.
Para viabilizar a permuta dos papéis, a Dramd fará uma
oferta de aquisição de ações ordinárias,
paga em preferenciais - na mesma condição negociada com a
Previ.
O modelo é necessário porque a compra da fatia votante
da Previ afetará mais de um terço das ONs em circulação.
Assim, as regras da Comissão de Valores Mobiliários (Instrução
361) exigem oferta a todos os investidores.
Além da Previ, a Credit Suisse Hedging-Griffo detém 6,3%
das ações ordinárias da Randon e o restante, 4,9%
dos papéis dessa espécie, está disperso na bolsa.
O ano de 2009 foi especialmente desafiador para a Randon por conta
do cenário econômico. "O ano começou muito preocupante,
mas terminou com atividade intensa", conta Schmitt.
O executivo afirma que serão necessários alguns anos
de crescimento para o mercado alcançar as mesmas condições
antes da crise. Nos nove primeiros meses de 2009, o faturamento líquido
somou R$ 1,7 bilhão, com recuo de 24,8%, enquanto o lucro líquido
caiu 46,1%, para R$ 98,2 milhões.
Mas a gradual melhora no cenário a partir do segundo semestre
se refletiu nas ações. As PNs subiram 161% em 2009, ante
alta de 83% do Índice Bovespa. (Graziella Valenti - Valor
Online)
11.01 - STJ reforma decisão sobre previdência complementar
As contribuições à previdência complementar
recolhidas sob o amparo da Lei 7.713/88 (janeiro de 1989 a dezembro de
1995), com a incidência do Imposto de Renda no momento do recolhimento,
geram benefícios e resgates isentos de tributação.
Caso contrário, violaria a regra proibitiva da “bitributação”.
Por outro lado, incide o IR sobre os benefícios e resgates oriundos
de contribuições amparadas na Lei 9.250/96 (a partir de 1°
de janeiro de 1996). O entendimento foi firmado pela Primeira Seção
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em julgamento pelo rito da
Lei dos Recursos Repetitivos (11.672/08). Para processos semelhantes, será
aplicado o mesmo entendimento.
O caso envolvia contribuintes da Previdência dos Funcionários
do Banco do Brasil (Previ) e a Fazenda Nacional. Os contribuintes recorreram
ao STJ com a intenção de ver reformada a sentença
decretada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Segundo a defesa dos contribuintes, a complementação da aposentadoria
configuraria reserva de poupança formada ao longo dos anos de trabalho
e já teria sido tributada quando constituía parte de seus
salários. Dessa forma, a decisão do TRF1, que considerou
as complementações de aposentadoria como sendo acréscimo
patrimonial, sobre as quais, portanto, deveriam incidir o imposto, violaria
a previsão legal da não “bitributação”.
A recusa por parte do TRF1 de não levar adiante a pretensão
de reformar a sentença judicial se baseava na Súmula 343
do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme a Súmula, não
caberia impugnação de sentença judicial por motivo
de a decisão dos tribunais se basear em interpretação
controvertida de lei.
O ministro relator Luiz Fux afirmou que quando do pronunciamento do
acórdão do TRF1, em 2003, a jurisprudência do STJ já
acolhia o entendimento de que as contribuições recolhidas
sob a vigência da Lei 7.713/88 estariam isentas da incidência
do imposto de renda. Para o ministro Luiz Fux, está evidente o direito
dos contribuintes à isenção pretendida, uma vez que
o acórdão proferido pelo tribunal reconheceu ter havido incidência
do imposto na fonte . (Tribuna do Norte)
11.01 - Previc está em vigor
Presidente Lula sanciona lei que cria a Previc
Autarquia supervisionará atividades das entidades fechadas de
previdência complementar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 23 de dezembro
a lei que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc), destinada a supervisionar e fiscalizar as atividades das entidades
fechadas de previdência complementar (EFPC). A Previc é uma
autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira,
e patrimônio próprio.
A Previc, que continuará vinculada ao Ministério da Previdência
Social, terá carreira própria, inclusive para cargos de chefia,
e será composta por uma Diretoria
Colegiada, Procuradoria Federal, Corregedoria, Ouvidoria, Câmara
de Mediação e Arbitragem e uma Câmara de Recursos.
A Diretoria Colegiada terá um
diretor-superintendente e quatro diretores, indicados pelo ministro
da Previdência Social e nomeados pelo Presidente da República.
Já o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC),
que substitui o atual Conselho de Gestão (CGPC), exercerá
a função de órgão regulador do
regime de previdência complementar e será responsável
pela definição das políticas e diretrizes aplicáveis
ao referido regime.
Em 31 anos de existência, a previdência complementar cresceu
bastante. Existem hoje 372 entidades fechadas, 1.037 planos previdenciários
que acumulam um
patrimônio de R$ 462 bilhões, correspondendo a 17% do
PIB brasileiro. Esse sistema conta com a participação de
2,6 milhões de participantes, entre
trabalhadores ativos e assistidos, totalizando cerca de 6,7 milhões
de pessoas, aqui incluída a modalidade de Previdência Associativa.
Na avaliação do secretário de Previdência
Complementar, Ricardo Pena, números tão representativos para
a economia brasileira exigem um órgão regulador e
supervisor de igual importância: “Queremos que a previdência
complementar tenha suas bases mais bem estabelecidas, mais institucionalizadas.
Nos últimos seis
anos fizemos um trabalho excelente em termos de supervisão e
de regulação, mas em termos de estrutura estamos como o alicerce
ainda frágil. A Previc representa a consolidação da
previdência complementar”, garantiu. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
11.01 - Diversificar as aplicações é a palavra
de ordem
O aumento do emprego e da renda está provocando uma revolução
entre os brasileiros. Se até bem pouco tempo a grande maioria não
conseguia guardar um centavo que fosse para garantir um futuro melhor,
agora é cada vez maior a preocupação em poupar, seja
para bancar a tão sonhada viagem ao exterior, seja para pagar a
faculdade dos filhos ou mesmo para a aposentadoria. "Está havendo
uma revolução na cultura de poupança da população,
apesar do endividamento maior oriundo do crédito farto. E isso está
sendo possível porque a renda está aumentando e o Brasil
consolidou a estabilidade econômica. Ou seja, ficou mais previsível",
disse o presidente da Associação Brasileira de Educação
Financeira, Edmilson Lyra.
Essa visão, segundo ele, está sustentada nos resultados
dos investimentos em 2009. Pelas contas do Banco Central, a tradicional
caderneta de poupança registrou captação líquida
(depósitos menos saques) de R$ 30,4 bilhões, com o saldo
em conta atingindo R$ 319 bilhões. Foi o segundo melhor resultado
anual desde 1995, quando começou a série histórica
do BC - ficou atrás apenas de 2007, com saldo positivo de R$ 33,4
bilhões. Nos fundos de investimentos, as aplicações
superaram as retiradas em R$ 87,6 bilhões, elevando para R$ 1,366
trilhão o patrimônio dessa indústria no país.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), 552.364 pessoas físicas
- um recorde - responderam por mais de 30% dos negócios diários.
"Felizmente, as pessoas estão podendo consumir mais e ainda
poupar. E não vejo mudança nesse quadro nos próximos
anos. Com a perspectiva de crescimento da economia, veremos a poupança
total dos brasileiros, tanto em renda fixa quanto em ações,
crescer de forma acentuada", afirmou o professor Ricardo Rocha, do Insper
Instituto de Ensino e Pesquisa. "Isso é bom, pois, com a poupança
interna em alta, o Brasil ficará menos dependente do capital estrangeiro
para crescer. As empresas poderão se financiar no país para
ampliar os parques produtivos", acrescentou Carlos Antonio Magalhães,
diretor da Sabe Consultoria.
Na avaliação do presidente da Associação
Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima),
Marcelo Giufrida, as famílias, as empresas e os investidores estrangeiros
que trazem recursos para o país estão respondendo positivamente
ao respeito às regras. "Os marcos regulatórios dos mercados
foram aprimorados. A segurança jurídica para os investidores
se fortaleceu", assinalou. Há que se ressaltar ainda a solidez do
sistema financeiro brasileiro, que passou bem pela mais grave crise mundial
desde 1929, e a especialização dos profissionais de mercado.
"Também está havendo um desejo crescente dos investidores
em se informar. E isso é visível, principalmente, entre os
mais jovens", emendou Carlos Magalhães.
Riscos maiores
Para o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais
de Investimento do Mercado de Capitais do Distrito Federal (Apimec-DF),
Alexandre Guimarães, os excelentes números do mercado também
serviram para enterrar o temor de que houvesse uma fuga maciça de
recursos dos fundos de investimento para a tradicional caderneta, devido
à queda da taxa básica de juros (Selic) para 8,75% ao ano.
"Mesmo que as rentabilidades dos fundos e da poupança tenham ficado
muito parecidas, os perfis de investidores são diferentes. Os que
aplicam em fundos aceitam correr um pouco mais de risco. Por isso, o crescimento
dos fundos de ações e dos multimercados", destacou.
No entender de Edmilson Lyra, com a Selic no menor patamar da história,
é natural que os brasileiros queiram correr mais riscos para ampliar
a rentabilidade. E a melhor opção, segundo ele, é
o mercado de ações. "O crescimento da economia exigirá
mais investimentos em infraestrutura. As empresas fornecedoras para esse
segmento vão lucrar mais, o que valorizará seus papéis
nas bolsas. O mesmo acontecerá com as companhias que fabricam bens
de consumo, inclusive alimentos", afirmou. Mas a receita é não
ir com tanta sede ao pote. "Nunca coloque todo o dinheiro no mercado acionário.
Diversifique investimentos e procure conhecer detalhes das aplicações
escolhidas", aconselhou.
Outra ressalva importante: que ninguém espere mais valorizações
anuais de 80% ou 100% da bolsa de valores, como se viu em 2009, que foi
um ano de correção dos estragos provocados pela crise mundial
detonada pelo estouro da bolha imobiliária americana em setembro
de 2008. "É possível que a Bovespa feche 2010 nos 85 mil
pontos. Se isso acontecer, será uma alta de 20%, um resultado muito
bom", disse o presidente da Apimec-DF. Ele lembrou que os preços
das ações no Brasil já subiram muito nos últimos
anos e para que a rentabilidade venha será necessário esperar
mais tempo - cinco ou seis anos, por exemplo.
Aposentadoria
Segundo Carlos Antonio Magalhães, a aposentadoria será
a grande preocupação diante da incapacidade do Estado de
garantir um sustento decente aos mais velhos por meio do Instituto Nacional
do Seguro Social. "Essa é a grande razão de vermos jovens
entre 24 e 35 anos entrando em peso no mercado de ações.
Eles sabem que, como vão viver mais, precisam garantir uma poupança
que lhes garanta uma situação decente", afirmou. Em 2009,
pelos cálculos da Anbima, os fundos de previdência complementar
administrados pelos bancos registraram captação líquida
de R$ 23,4 bilhões.
Mas vale o alerta: não aceite taxas de administração
dos fundos superiores a 1,5% ao ano. Qualquer índice acima desse
patamar comerá uma parte importante dos rendimentos, deixando-os,
em muitos casos, inferiores aos ganhos da poupança. (Vicente
Nunes - Correio Braziliense)
18.12 - Previc é aprovada por unanimidade
Projeto segue para sanção do presidente da República
O plenário do Senado aprovou, na noite de quarta-feira, a criação
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
A matéria será enviada para sanção do presidente
da República, já que o texto aprovado anteriormente, pela
Câmara, não sofreu emendas.
Segundo o Secretário de Previdência Complementar, Ricardo
Pena, a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de
fortalecimento da previdência complementar, revela a importância
conferida ao reforço da fiscalização dos fundos de
pensão, bem como o papel da Previc em proteger os participantes
e assistidos.
O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo cria uma autarquia
(Previc) com autonomia administrativa e financeira, com patrimônio
próprio e vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Ela será responsável pela supervisão do regime de
previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência
complementar.
A Previc contará com carreira própria, inclusive para
cargos de chefia, e será composta por uma diretoria colegiada, procuradoria
federal, corregedoria, ouvidoria, Câmara de Mediação
e Arbitragem e uma Câmara de Recursos. (Zenaide Azeredo
- SPC/AssPreviSite)
18.12 - Reguladora de fundo privado passa no Senado
O Senado aprovou o projeto que cria a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (Previc), agência reguladora dos
fundos de pensão fechados. A função de fiscalização
atualmente é da Secretaria de Previdência Complementar do
Ministério da Previdência. O texto já passou pela Câmara
e agora segue para sanção presidencial.
A Previc foi criada em 2004 e chegou a funcionar por cinco meses, mas
foi extinta porque o Senado não votou a medida provisória
(MP) que a criou.
Uma das diferenças entre a Previc e a secretaria é que
a autarquia terá os custos pagos pelos fundos de pensão.
O valor da Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência
Complementar (Tafic) vai variar de acordo com os recursos administrados
por cada fundo, e as contribuições irão de R$ 15 a
R$ 2,2 milhões por trimestre.
O quadro de funcionários da Previc será formado por 100
especialistas em Previdência Complementar, 50 analistas administrativos
e 50 técnicos administrativos, cargos que serão ocupados
via concurso público. A autarquia também poderá ser
reforçada com até 385 auditores fiscais oriundos da Receita
Federal.
Segundo o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR),
estima-se que o impacto orçamentário anual com o provimento
dos cargos será de R$ 28,882 milhões.
No relatório, Jucá afirma que hoje o Brasil conta com
cerca de 2,5 milhões de participantes de planos de previdência
complementar, que se valem dos serviços de 369 entidades fechadas
de previdência. Segundo ele, o patrimônio administrado por
essas entidades supera os R$ 456 bilhões, cerca de 17% do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Segundo Jucá, para que a fiscalização seja feita
a contento é imprescindível a existência de um órgão
ou ente público especializado, com estrutura bem definida e estável.
(Carol Pires - O Estado de S.Paulo)
18.12 - Aprovada recriação de estrutura para fiscalizar
fundos
O Plenário aprovou, através de votação
simbólica, o projeto de iniciativa da Presidência da República,
o PLC 136/09, que recria a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Previdência.
Em 2005 o governo editou medida provisória com o mesmo objetivo.
Porém, depois de aprovado pela Câmara, o texto da MP perdeu
sua validade por não ter sido votado pelo Senado no prazo constitucional
de 120 dias.
Como o texto já havia passado pela Câmara e os senadores
não promoveram alterações, o projeto vai à
sanção presidencial. A Previc terá competência
de fiscalizar e supervisionar os fundos de pensão e também
executar políticas para o regime da previdência complementar
fechado. Para isso ele poderá aplicar penalidades, expedir instruções
e procedimentos para o cumprimento das normas e efetuar autorizações
que hoje são atribuição da Secretaria de Previdência
Complementar.
Um colegiado integrado por um diretor-superintendente e quatro outros
diretores, todos indicados pelo ministro da Previdência Social e
nomeados pelo presidente da República, comandará a Previc.
O PLC 136 também criou a Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar, que servirá de elo entre a Previc e o Conselho Nacional
de Previdência Complementar - também criado pelo projeto -
e se responsabilizará pela elaboração de políticas
de governo e traçará as diretrizes para a previdência
complementar.
Quando o projeto tramitou na Câmara, os deputados promoveram
algumas alterações no texto vindo da Presidência. Uma
delas foi reduzir o número de cargos comissionados para a Previc.
Os 96 cargos comissionados e os 32 para a Superintendência de Seguros
Privados (Susep) foram diminuídos para 14 no total. Eles são
de livre nomeação e poderão ser ocupados por funcionários
não concursados. Além dos cargos em comissão, serão
criados 100 cargos de especialista em previdência complementar, 50
de analista administrativo e 50 de técnico administrativo.
(Agência Senado)
18.12 - Um futuro mais tranquilo para quem só pensa no presente
As instituições financeiras, por meio de suas seguradoras,
oferecem duas opções de planos de previdência privada:
o PGBL e o VGBL. Estes instrumentos são utilizados para várias
finalidades, porque possuem algumas vantagens tributárias e financeiras
que, ao longo de muitos anos, fazem a diferença.
Antes de escolher a instituição financeira e a modalidade,
é importante ficar atento à taxa de administração
e à taxa de carregamento que incidirão sobre o fundo. Isso
porque, no longo prazo, a vantagem tributária poderá desaparecer
diante de altas taxas. Além do fato de elas poderem reduzir significativamente
o rendimento do fundo.
A taxa de administração é um percentual anual
cobrado para a gestão dos recursos, que incide sobre o patrimônio
total do fundo. Já a taxa de carregamento é um percentual
variável que se aplica ao aporte, descontada no ato da aplicação.
Inicialmente, a decisão de qual opção de plano
se enquadra ao investidor depende da forma de declaração
de imposto de renda (IR) dele.
O PGBL se encaixa perfeitamente no caso de contribuintes com declaração
de IR completa porque, até o limite de 12% da renda bruta total,
o valor aportado no plano reduz a base de cálculo do imposto, ou
seja, o valor a ser pago de IR será menor ou o valor da restituição
será maior.
Após a decisão da opção, o investidor deve
escolher pela forma de tributação quando do resgate, conforme
a tabela regressiva e definitiva (que incide sobre o valor total do resgate),
que vai de uma alíquota de 35% para acumulação inferior
ou igual de dois anos até 10% quando o período ultrapassar
dez anos.
No caso da tabela progressiva, o imposto retido no resgate é
passível de restituição na declaração
de IR completa, mas nunca alcançará a alíquota de
10% da tabela regressiva. Da mesma forma que a regressiva, a alíquota
é aplicada ao valor total do resgate, nunca ultrapassando 27,5%.
Essas tabelas devem ser conferidas nos sites das instituições
bancárias.
Do outro lado temos o VGBL, que se aplica, na grande maioria dos casos,
para os contribuintes com o modelo de declaração de IR simplificada
ou os isentos de tributação. O VGBL, além de ser uma
ferramenta para o planejamento da previdência privada, também
é utilizado para outros objetivos como: a poupança dos filhos,
o pagamento de cursos no exterior, entre outros. No VGBL, a tributação
incide apenas sobre o ganho de capital, porque não existe a vantagem
de dedução na base de cálculo do IR.
Nas duas opções, o maior diferencial é a não
cobrança de IR sobre o rendimento durante todo o período
de aportes. Isto reflete no acúmulo de juros sobre o valor de IR
porque nessa modalidade de investimento o tributo não é antecipado,
como ocorre nos fundos de investimento, onde há semestralmente o
come-cotas, reduzindo a base de capital.
Outra comparação passível de ser feita é
com relação aos CDBs e RDBs, que possuem data de vencimento,
efetivando-se o resgate neste prazo limite e a incidência de IR,
o investidor querendo ou não. Ou seja, se estamos nos referindo
a um investimento de longo prazo, o rendimento auferido sobre este montante
de IR não cobrado é substancial.
Definindo-se a modalidade e a forma de tributação, a
próxima decisão fica em torno do perfil de risco que será
assumido. Cada investidor possui uma determinada tolerância em sua
carteira e isso varia muito. Se seguirmos alguns conceitos do mercado financeiro,
caso o período de contribuição seja longo, o ideal
seria uma carteira de investimento com um perfil mais arrojado e, caso
contrário, o investidor deve manter um perfil conservador.
A compreensão de todo o processo não é fácil,
mas o entendimento se torna imprescindível, porque o investidor
pode acabar comprando um produto que não é apropriado a sua
realidade.
Todo este planejamento financeiro faz com que os indivíduos
pensem no futuro, além de se habituarem a poupar parar atingir os
objetivos. Importante também é não se esquecer da
atual situação da previdência social do país,
que limita o benefício a um teto de aproximadamente R$ 3,2 mil,
além das mudanças de regras no meio do jogo, implementadas
a cada ano, para tentar conter o déficit das contas.
Por fim, os planos de previdência privada permitem e auxiliam
os indivíduos a destinar uma parte de sua renda para esta finalidade,
haja vista que uma vez contratado, os débitos ocorrem normalmente
em conta, propiciando um futuro mais tranquilo para quem só pensa
no presente. (Carla dos Santos - Valor Online)
17.12 - Previc é aprovada
Projeto segue para sanção do presidente da República
O plenário do Senado aprovou, no início da noite de ontem
(16/12), a criação da Superintendência Nacional de
Previdência Complementar (Previc). A matéria será enviada
para sanção do presidente da República, já
que o texto aprovado anteriormente, pela Câmara, não sofreu
emendas.
Segundo o Secretário de Previdência Complementar, Ricardo
Pena, a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de
fortalecimento da previdência complementar, revela a importância
conferida ao reforço da fiscalização dos fundos de
pensão, bem como o papel da Previc em proteger os participantes
e assistidos.
O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo cria uma autarquia
(Previc) com autonomia administrativa e financeira, com patrimônio
próprio e vinculada ao Ministério da Previdência Social.
Ela será responsável pela supervisão do regime de
previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência
complementar.
A Previc contará com carreira própria, inclusive para
cargos de chefia, e será composta por uma diretoria colegiada, procuradoria
federal, corregedoria, ouvidoria, Câmara de Mediação
e Arbitragem e uma Câmara de Recursos. (Zenaide Azeredo
- SPC/AssPreviSite)
17.12 - SPC aprova programa de fiscalização para 2010
Metodologia utilizada será a da supervisão baseada em
riscos
A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) aprovou, em dezembro/2009,
o Programa Anual de Fiscalização (PAF) dos planos de benefícios
dos fundos de pensão, para o exercício de 2010. Esse programa
utiliza os conceitos da metodologia da Supervisão Baseada em Riscos
(SBR), sugerida pela IOPS (International Organisation of Pension Supervisors)
e pela Recomendação CGPC nº 2, de 2009. Na opinião
do diretor de Fiscalização da SPC, Roger Klafke, “o programa
de fiscalização de 2010 é uma ferramenta técnica
e impessoal que permitirá avaliar a gestão de riscos das
entidades fechadas de previdência complementar (EFPC)”.
Objetivando otimizar os recursos disponíveis em função
da necessidade de fiscalização, na elaboração
do Programa Anual de Fiscalização, a SPC definiu oito fatores
de riscos – déficit/superávit, dívidas, contribuições
em atraso, contingências judiciais, eficiência administrativa,
invalidez, rentabilidade e riscos de mercado nas aplicações
financeiras –, que podem comprometer o alcance dos objetivos, observado
o porte, a complexidade e a modalidade de plano de benefícios operado
pelas EFPC.
Uma inovação do PAF de 2010 foi a introdução
de três fatores de mitigação – última fiscalização,
programas de educação previdenciária e governança
(cadastro, qualificação de dirigentes e estrutura de gestão
de riscos) –, que levam em conta a evolução positiva dos
controles desenvolvidos pela EFPC.
O PAF 2010 selecionou para fiscalização 91 planos de
benefícios, em 78 entidades fechadas de previdência complementar,
sendo 51% de planos de benefício definido e 49% para os planos de
contribuição definida e variável, distribuídos
entre os seis escritórios de fiscalização da SPC,
nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília,
Porto Alegre e Recife.
As demais entidades e planos de benefícios não contemplados
pelo PAF de 2010 permanecerão sob supervisão e monitoramento
eletrônico. Ademais, os planos de benefícios fiscalizados
em exercícios anteriores permanecerão sob supervisão
contínua, para acompanhamento das recomendações e
determinações do órgão fiscalizador.
O QUE É - O Programa Anual de Fiscalização da
SPC consiste no planejamento da ação fiscal que relaciona
os planos de benefícios e os fundos de pensão selecionados
para a supervisão “in loco” no exercício, segundo critérios
objetivos previamente definidos. Esses critérios são baseados
em dados cadastrais (Cand, Cnpb); contábeis (balancetes); atuariais
(Draaweb); de investimentos (Sicadi) e dados das centrais de custódia
(Cetip, Selic, BM&FBovespa), além de denúncias e representações.
O programa anual de fiscalização, executado pelo Departamento
de Fiscalização (Defis) e elaborado com a participação
de todas as áreas da SPC, prevê a possibilidade de revisão
trimestral em função de novos fatos relevantes, incluindo
aqueles detectados nas atividades de acompanhamento e monitoramento da
SPC.
A aprovação, pela Secretaria de Previdência Complementar,
de seu Programa Anual de Fiscalização para o exercício
de 2010, foi feito com base no artigo 11 do Anexo I do Decreto nº
6.417/2008 e no inciso IV do art. 1º do Anexo V da Portaria MPS nº
173/2008. Pela legislação, a SPC deve “determinar investigações,
instaurar inquéritos e aprovar programas anuais de fiscalização
no âmbito do regime operado por entidades fechadas de previdência
complementar”. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
17.12 - Previdência - Um dia você vai precisar dela
*transcrição dos comentários feitos por Renato
Follador, na CBN
A sua empresa é uma boa empresa para trabalhar?
Uma forma de saber é ver se ela oferece um plano de previdência
privada.
Nos Estados Unidos, os mais jovens, quando começam a trabalhar,
perguntam quanto será o salário anual. A segunda pergunta
é se a empresa tem previdência privada. Sabem da importância
e de que o patrão vai ajudar a pagar a conta de uma boa aposentadoria.
Mas, se você ainda pensa que é bom deixar esse assunto
com o governo, faça uma experiência enquanto é tempo:
entre no meu site www.renatofollador.com.br e faça uma simulação
de quanto vai ganhar de aposentadoria do INSS.
Eu lembro sempre de uma frase de um pastor que dizia: ore como se tudo
dependesse de Deus, mas aja como se tudo dependesse de você.
E se mesmo após você e seus colegas reivindicarem, o patrão
não se sensibilizar, comece a procurar outro emprego. Ele não
tem muita visão estratégica e o negócio dele não
deve prosperar.
Quem não valoriza o conhecimento dos colaboradores, é
administrador do século passado. (Renato Follador, da
CBN)
17.12 - Previdência privada cresce 18% no ano até outubro
O mercado de previdência privada começou 2009 preocupado,
mas deve fechar o ano otimista. A opinião é de Marco Antônio
Rossi, novo presidente da Fenaprevi, entidade que reúne empresas
do setor.
Com captação de R$ 29,5 bilhões de janeiro a outubro,
o mercado cresceu 18% ante o mesmo período de 2008. "Esperamos fechar
o ano com 20% de alta", diz Rossi.
O aquecimento foi puxado pelo VGBL. O tipo de plano que mais cresceu
foi o individual, contratado por pessoas físicas.
O resultado só não foi melhor devido ao desempenho dos
planos empresarias. As demissões provocadas pela crise contribuíram
para a redução nas contribuições para a previdência.
"Além disso, muitas empresas acabaram adiando a decisão
da aquisição de novos produtos ou novos investimentos, de
conceder novos benefícios a seus funcionários", segundo o
presidente da Fenaprevi.
No acumulado deste ano, o plano empresarial alcançou R$ 3,6
bilhões, uma evolução de apenas 1,7% na comparação
com o resultado do mesmo período do ano passado. (Maria Cristina
Frias - Folha de S.Paulo)
16.12 - Senado pode aprovar recriação da Previc
Deve entrar na pauta de votação do plenário do
Senado Federal ainda nesta semana o PL (Projeto de Lei) que recria a Previc
(Superintendência Nacional de Previdência Complementar), agência
reguladora que ficará encarregada de fiscalizar e supervisionar
as atividades das entidades fechadas de previdência complementar.
A proposta foi aprovada pela CCJC (Comissão de Constituição
Justiça e Cidadania) da Casa na última quarta-feira, 9/12.
Se aprovada no Senado e sancionada pelo presidente da República,
a Previc será um órgão vinculado ao Ministério
da Previdência, mas terá autonomia administrativa, financeira
e patrimônio próprio. A superintendência terá
um quadro de funcionários próprio e será gerida por
uma diretoria colegiada, composta por um diretor-superintendente e quatro
diretores.
A Previc terá seu corpo técnico formado por Auditores-Fiscais
da RFB (Receita Federal do Brasil), além de servidores concursados
do Ministério da Previdência. Segundo o texto do projeto de
lei que propõe a sua recriação, os membros de sua
diretoria serão “escolhidos dentre pessoas de ilibada reputação
e de notória competência, a serem indicados pelo ministro
de Estado da Previdência Social e nomeados pelo presidente da República”.
Sua receita será constituída de dotações
consignadas no Orçamento da União; de recursos provenientes
de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades, organismos
e empresas; do produto da arrecadação de multas, entre outras
fontes.
É de responsabilidade da SPC (Secretaria de Previdência
Complementar) fiscalizar e supervisionar as atividades das entidades fechadas
de previdência complementar. Atualmente, 97 Auditores-Fiscais da
RFB lotados no órgão são responsáveis por fiscalizar
372 entidades, que administram R$ 442 bilhões de ativos e atendem
a 2,42 milhões de pessoas.
Os Auditores não aplicam multas e autos de infração,
trabalham numa perspectiva de auditoria, de modo a evitar fraudes
e garantir que os compromissos dos fundos de pensões sejam honrados.
De acordo com o diretor do Defis (Departamento de Fiscalização
da SPC), Auditor-Fiscal Roger Odillo Klafke, a criação da
Previc servirá como incentivo para que mais colegas atuem no órgão,
uma vez que hoje o número de Auditores lotados na SPC é insuficiente.
Histórico – Em 2005, a Câmara dos Deputados aprovou a
MP (Medida Provisória) 233/04, que previa a criação
da Previc. O fato de, à época, a matéria não
ter sido votada no Senado Federal dentro do prazo previsto na Constituição
Federal fez com que ela perdesse a validade.
A matéria foi reapresentada na Câmara em forma de projeto
de lei, em 2008, e atualmente tramita em fase terminativa no Senado. Com
sua aprovação na CCJC, a proposta segue para apreciação
do plenário e, se aprovada, vai para sanção do presidente
da República. (Unafisco)
16.12 - Anapar ajuiza ação para redução
do IR
Os associados presentes na Assembléia da ANAPAR no dia 02 de
dezembro deliberaram pelo ajuizamento de ação declaratória
contra a União Federal, visando o reconhecimento da ilegalidade
da incidência de parte do Imposto de Renda sobre os benefícios
de previdência complementar recebidos por seus associados.
A demanda refere-se às contribuições aos planos
de previdência recolhidas no período de 1989 a 1995. Na época,
tais contribuições não podiam ser deduzidas da declaração
anual de ajuste do Imposto de Renda e, por este motivo, o Judiciário
tem reconhecido que houve bitributação. Os participantes
de fundos de pensão recolheram IR sobre o salário bruto,
sem a dedução das contribuições à previdência
privada, e também têm o desconto do IR sobre os benefícios
recebidos após a aposentadoria. Assim, ou deve ser devolvido o Imposto
recolhido naquele período, ou se reduz o Imposto a pagar sobre os
benefícios de aposentadoria.
O que é a ação declaratória - A ação
declaratória objetiva o reconhecimento líquido e certo de
um direito. É o primeiro passo em qualquer processo. Se houver sentença
favorável na ação proposta pela ANAPAR, cada associado
beneficiado terá de entrar com ação individual para
executar a sentença, quando serão discutidos os valores a
serem restituídos devido às contribuições em
excesso feitas em 89/95 ou a redução do IR sobre os benefícios
futuros e a restituição dos valores já pagos desde
1996.
O que é uma ação de execução - O
direito à restituição do IR cobrado em excesso é
um direito individual. Se o julgamento da ação declaratória
for favorável, cada associado deverá ingressar na Justiça
para fazer a liquidação individual da sentença. A
liquidação coletiva não é recomendável,
dado o número de associados da entidade, sua abrangência nacional
e o tempo necessário para a coleta de documentos. A liquidação
individual economizaria tempo.
Quem tem direito - Serão beneficiados pela ação
somente os aposentados que contribuíram para a previdência
complementar entre 1º de janeiro de 1989 e 31 de dezembro de 1995.
Não têm direito à redução do IR os associados
que se desligaram do plano de previdência e resgataram sua reserva
de poupança, os que se aposentaram antes de janeiro de 1989 e não
contribuem como aposentados e os participantes que aderiram a plano de
previdência depois de 1º janeiro de 1996.
Aqueles que ainda estão contribuindo com a previdência
complementar e estão inscritos desde 1º de janeiro de 1989,
somente poderão entrar com a ação declaratória
depois de aposentados, pois somente com a tributação do benefício
é que se configura a bitributação.
Serão contemplados pela ação somente os associados
da ANAPAR inscritos e em dia com suas anuidades até 01 de março
de 2010, quando a ação será ajuizada. Até lá,
quem ainda não está associado, poderá fazê-lo.
Documentos necessários - Para a ação declaratória
o associado não precisa enviar nenhum documento.
Quanto cada um vai receber - O valor é individual e varia de
acordo com o tempo e o valor de contribuição, bem como o
tempo decorrido desde a aposentadoria. Este valor será discutido
na ação de execução.
MESMO DEPOIS DE AJUIZAR A AÇÃO, A ANAPAR VAI CONTINUAR
A COBRAR SOLUÇÃO DEFINITIVA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
A ANAPAR já fez algumas reuniões com representantes do
Ministério da Fazenda, solicitando uma solução definitiva
para todos os participantes de fundos de pensão. A entidade defende
que nova metodologia de cálculo do IR se aplique para todos os participantes
que contribuíram no período 89/95, de maneira que o direito
a devolução dos valores pagos a maior sejam reconhecidos
pela Receita Federal administrativamente, evitando que o participante tenha
de recorrer à Justiça para assegurar um direito já
pacificado pelos tribunais. (Boletim)
16.12 - Os benefícios fiscais do PGBL
Todo final de ano é pródigo em veiculações
de seguradoras oferecendo planos de previdência. O mote da propaganda
é do tipo "faça seu plano de previdência e aproveite
já no ano que vemo incentivo fiscal".
Pois bem, o produto que a seguradora está oferecendo é
um Plano Gerador de Benefício Livre, mais conhecido como PGBL que,
de fato, traz um benefício fiscal desde que algumas condições
sejam satisfeitas.
A primeira condição a ser satisfeita é que o detentor
desse produto de previdência faça sua declaração
de imposto de renda na forma completa de maneira a usar o aporte no plano
como redutor da base de cálculo do imposto já no ano seguinte.
A segunda condição para que se aproveite plenamente o
benefício fiscal que o PGBL oferece é contribuir com até
12% da sua renda bruta no plano, pois o que ultrapassar este percentual
não poderá ser usado para reduzir a base de cálculo.
Supondo que sua renda bruta anual seja de R$ 100.000, mesmo que você
contribua num PGBL com R$ 15.000 durante o ano, a base de cálculo
estará limitada a R$ 88.000.
É também verdade que, no futuro, no momento emque se
sacar o dinheiro, o PGBL está sujeito a um regime de tributação
emque o imposto é calculado sobre todo o saque
A terceira e última condição é que o benefício
fiscal (R$ 2.750 a serem restituídos em 2010) seja integralmente
reinvestido no plano de previdência. Isto é, em 2010, nas
condições estabelecidas no nosso exemplo, o poupador que
destinou R$ 10.000 no ano anterior ao PGBL vai receber de volta do fisco
R$ 2.750,00. O que o poupador desavisado faz é "torrar" este dinheiro
já em2010.
O que ele deveria fazer é reinvestir o valor da restituição
pois se é verdade que o fisco dá uma colher de chá
ao poupador emPGBL, ao permitir que se reduza a base de cálculo
do Imposto de Renda já no ano subsequente ao da contribuição.
Também é verdade que no futuro, no momento em que se
sacar o dinheiro, o PGBL está sujeito a um regime de tributação
em que o imposto é calculado sobre todo o saque que o poupador fizer
e não apenas sobre os rendimentos como ocorre com um VGBL, CDB ou
fundo.
Em suma, no PGBL paga-se menos impostos no presente para se pagar mais
impostos no futuro. Esta relação de ganho e perda é
largamente vantajosa para aqueles que reaplicam o benefício fiscal
no próprio plano de previdência.
Para ilustrar este fato, simulei apenas um aporte bruto de R$ 10.000
no PGBL (você também pode simular gratuitamente no www.comdinheiro.com.br)
e que ficou aplicado por 30 anos. Ao cabo deste período, o saldo
líquido de impostos, considerando o reinvestimento do benefício
fiscal, é 26% maior do que o saldo líquido de impostos em
que o incentivo fiscal foi consumido no presente.
Em 2010, quando receber sua restituição do Imposto de
Renda, sugiro que leve isso em consideração (CQCS)
15.12 - SPC: Ementário Jurídico de 2009
Diretor de Legislação e Normas faz palestra no Ministério
da Previdência Social
Palestra aconteceu durante lançamento da Revista de Previdência
no MPS
Ao participar do lançamento da oitava edição da
Revista de Previdência, na última quarta-feira , no Ministério
da Previdência Social, o diretor de Legislação e Normas
da Secretaria de Previdência Complementar, Ivan Bechara Filho, apresentou
um balanço referente às questões jurídicas
sobre as quais seu departamento se pronunciou, durante o primeiro semestre
de 2009.
Na apresentação, foram destacados e comentados casos
relacionados a convênios de adesão, independência patrimonial
dos planos de benefícios, sub-planos, entidades fechadas que administram
planos de previdência e planos de saúde, e expurgos inflacionários.
O documento traz as ementas de todos os pareceres e notas técnicas
expedidos pelo Departamento de Legislação e Normas (Deleg),
semestralmente, e encontra-se no site da SPC.
REVISTA
Na Revista de Previdência n° 8, o diretor Bechara Filho publicou
um artigo sobre “A prescrição no processo administrativo
sancionador da SPC”. Nesse estudo, ele trata dos diferentes aspectos jurídicos
da prescrição no processo administrativo, dentre os quais:
a pretensão punitiva, a interrupção da prescrição
e a extinção da punibilidade. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
15.12 - Apep: Certificação de Dirigentes
Apep festeja 20 anos e cria Grupo de Trabalho sobre Certificação
Compulsória de Dirigentes
Almoço comemorativo do 20º aniversário teve a presença
do secretário de Previdência Complementar e o lançamento
da revista “A Voz do Empresariado na Previdência Fechada – História
da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas”
A APEP comemorou seu 20º aniversário na última quinta-feira
(10), em São Paulo, com festa e trabalho. Pela manhã, logo
após a realização da 31ª Assembléia Geral
Ordinária, a diretoria e representantes das Associadas decidiram
constituir um Grupo de Trabalho para definir a linha geral de ação
da APEP em relação à Resolução 3.792
do Conselho Monetário Nacional (CMN), de outubro deste ano, que
estabeleceu a certificação compulsória de dirigentes
de fundos de pensão. Coordenado por Valéria Bernasconi, da
Phrosper Previdência Rhodia, o novo grupo surge já contando
com quatro Associadas: Fundação Cosipa de Seguridade Social
- Femco, HSBC Fundo de Pensão e a Fundação Itaúsa
Industrial, além da Phrosper Previdência Rhodia.
“Não podemos ficar de braços cruzados, pois essa medida
do Conselho Monetário Nacional vai onerar ainda mais os fundos de
pensão patrocinados pelo setor privado e certamente contribuirá
para reduzir o apelo da previdência fechada junto aos empresários”,
destacou Paulo Tolentino, presidente da APEP. “A previdência fechada
precisa de mais incentivo e estímulo, mas, infelizmente, são
criados novos empecilhos para o setor, como a certificação
de dirigentes.”
No almoço comemorativo dos 20 anos da Associação,
realizado no restaurante Vecchia Cucina, o titular da Secretaria de Previdência
Complementar (SPC), Ricardo Pena Pinheiro, apresentou suas justificativas
para a medida, concebida pela própria SPC. Segundo ele, a ideia
não é avaliar a capacidade dos dirigentes que estão
há mais tempo no sistema, e sim capacitar uma parcela de gestores
que, em sua opinião, ainda não está preparada para
enfrentar um cenário em que os fundos de pensão, por conta
da queda dos juros, terão de buscar novas opções de
investimento. “A cada ano, cerca de 160 dirigentes de fundos recebem sanções
da Secretaria. Desse total, 80% das punições se referem a
investimentos, e muitas delas estão relacionadas ao desconhecimento
de regras sobre aplicações financeiras. Queremos mudar esse
quadro”, disse Pinheiro.
O secretário destacou a contribuição da APEP para
o aperfeiçoamento do sistema complementar fechado ao longo de seus
20 anos de existência e convidou a Associação a contribuir
com a SPC em uma nova iniciativa. O órgão encarregado da
normatização e fiscalização do setor vai promover
uma “rodada de desoneração”, com o objetivo de identificar,
para posterior eliminação, procedimentos dispensáveis
para o bom funcionamento das entidades fechadas de previdência complementar
(EFPCs). “Esta, sim, é uma proposta positiva, e o secretário
poderá contar com todo o nosso apoio. Agora, com respeito à
certificação de dirigentes, nossa opinião segue a
mesma: a medida é um desincentivo à previdência fechada
do setor privado”, observou Tolentino.
No fecho dos festejos pelos 20 anos da APEP, o dirigente entregou ao
secretário de Previdência Complementar e aos representantes
das Associadas a revista “A Voz do Empresariado na Previdência Fechada
– História da Associação dos Fundos de Pensão
de Empresas Privadas”. A publicação traça a trajetória
da Associação desde o seu berço até o presente,
passando pelas gestões dos três antecessores de Tolentino:
Mario Dias Lopes, Geraldo Teixeira Garcia e Fernanda Antunes Calmon Gomes,
que estiveram presentes e foram homenageados. “A nossa trajetória,
como registra a revista, é marcada pela luta em prol do crescimento
do sistema de fundos de pensão no setor privado. Foi, é e
sempre será assim”, assinalou Tolentino. (Apep/AssPreviSite)
15.12 - BC, Previdência e incompreensões
A proposta de dar força de lei à autonomia operacional
do Banco Central (BC) avançou poucos passos, na quarta-feira, com
a aprovação de relatório favorável pela Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Tramitando
há mais de dois anos, agora o projeto segue para a Comissão
de Assuntos Econômicos. Se aprovado, volta para reexame na CCJ para,
finalmente, ser votado em plenário. Quando isso ocorrerá?
Ninguém sabe, provavelmente em futuro pra lá de remoto -
se vier a ocorrer um dia.
A autonomia do BC é desses assuntos que afetam a vida de todos
os brasileiros, mas, como não é visível nem sentido
no nosso cotidiano, não ganha a prioridade e a importância
merecidas, é de complexa compreensão e presa fácil
na verborragia demagógica de políticos oportunistas.
A autonomia legal é necessária porque "separa o poder
de gastar dinheiro (Executivo e Congresso) do de emitir dinheiro (BC),
especialmente em véspera de eleições", define o economista
Edmar Bacha. Essa mistura promíscua de poderes ocorreu ao longo
da história do País e mais tragicamente no final da década
de 80, no governo Sarney, quando a inflação anual ultrapassou
1.000%, arruinou a economia, fez sumir investimentos e suprimiu empregos
e salários.
Se a principal missão do BC é controlar a inflação
e garantir a estabilidade da moeda, tomar decisões com autonomia
e longe dos políticos é o que protege a saúde da economia
e o poder de compra do cidadão comum, sobretudo em épocas
de gastança de campanha eleitoral.
Não há ideologia nessa questão. John Maynard Keynes,
papa do intervencionismo estatal, a defendia, e o neoliberal Milton Friedman
a criticava. Na Inglaterra ela chegou com o trabalhista Tony Blair, depois
de 18 anos de negativas de governos liberais. No Chile, foi decidida na
ditadura de Pinochet e preservada nos governos democráticos. FHC
e Lula respeitaram e não interferiram em decisões relevantes
do BC. Mas se negaram a formalizar sua autonomia em lei. No Congresso é
a oposição que defende a ideia e a base aliada, sobretudo
o PT, a bombardeia. Não interessa aos políticos uma lei que
impeça sua interferência em decisões sobre taxa de
juros, aumento da dívida e emissão de dinheiro. Eles sempre
querem gastar mais do que têm e podem. À população
interessa o oposto.
Previdência
Sempre que escrevo sobre Previdência, como domingo passado, preparo-me
para receber e-mails indignados. É natural. Afinal, cheia de remendos
e vícios, nossa Previdência é hoje um monstrengo injusto.
Mas, surpreendentemente, desta vez os e-mails estavam mais brandos, reconhecem
que a bola de neve do déficit previdenciário pode prejudicar
as futuras gerações e alguns apontam soluções
para o problema. Abaixo transcrevo um resumo das principais reclamações
e propostas de solução contidas nos e-mails:
Há uma revolta geral contra a diferença de regras válidas
para funcionários públicos e políticos, que se aposentam
mais cedo e com salário integral, enquanto trabalhadores privados
têm teto limitado a 10 salários mínimos, que se reduz
com a aplicação do fator previdenciário. O leitor
Roberto Nolasco diz que a contribuição do militar cobre só
8% do que ele custa e defende um teto único do valor do benefício
para funcionários públicos e privados.
Gustavo Veiga diz que a Previdência "é injusta, trata
iguais de forma diferente; alguns são mais iguais do que outros"
e propõe uma "nova Previdência igual para todos, homens, mulheres,
funcionários públicos e da iniciativa privada rural e urbana".
Essa foi a primeira proposta de reforma de Lula, mas o governo petista
recuou rapidinho diante de pressões políticas de funcionários,
deputados e senadores.
Dílson Melo conta que se aposentou com 37,5 anos de contribuição,
dos quais 20 anos sobre 20 salários e 17,5 anos sobre 10. Começou
ganhando 7 mínimos (R$ 3.255) e agora recebe só 4,7 (R$ 2.185,50).
Desde o cruzado, sucessivos planos econômicos encolheram os benefícios
pagos pelo INSS.
A revolta se estende contra a aposentadoria rural, que custa quase
metade da folha do INSS e nenhum centavo de contribuição.
E contra a isenção que privilegia entidades erroneamente
chamadas de filantrópicas, mas que na verdade buscam obter lucros
financeiros, como clubes de futebol.
Quando se fala de Previdência, todos e ninguém têm
razão. Mas há um aspecto positivo: mais de uma década
de debate e até os aposentados reconhecem que o problema existe
e é preciso encontrar solução. (Suely
Caldas - O Estado de S.Paulo)
14.12 - Apep: Passagem dos 20 anos
A Associação dos Fundos de Pensão de Empresas
Privadas – APEP recepcionou suas associadas, quinta-feira, em São
Paulo, com um evento comemorativo dos 20 anos de atuação
da entidade.
Numa acolhedora e marcante reunião, o presidente da Apep, Paulo
Tolentino, recepcionou o Secretário de Previdência, Ricardo
Pena Pinheiro, os representantes das mais de 30 associadas e convidados.
Em sua mensagem de abertura o presidente destacou que desde a fundação
da entidade, em 22 de novembro de 1989, a Apep busca fomentar entre os
empresários brasileiros, colaborar com as autoridades competentes
do setor e colaborar com suas iniciativas para a consolidação
e o desenvolvimento da previdência complementar fechada de nosso
país.
Destacou o potencial de crescimento dos fundos de pensão em
nosso país, em especial no setor privado. Lembrou o crescimento
ainda tímido do segmento, a atuação das abertas junto
às empresas patrocinadoras e a necessidade de um processo mais simples
e menor custo para as entidades.
Finalizou destacando a bandeira de lutas da Apep na busca de melhorias,
crescimento e expansão dos fundos de pensão privados em benefício
dos trabalhadores, empresários, governo e da sociedade.
Em seguida o Secretário de Previdência Complementar, Ricardo
Pena Pinheiro, fez uso da palavra destacando os antecedentes do sistema,
os principais resultados alcançados e os desafios que se apresentam
para o sistema. O secretário fez menção aos
diversos componentes destes três tópicos. Destacou a importância
dos fundos de pensão para a sociedade, a força e maturidade
do modelo brasileiro, a existência de uma regulação
sólida e evolução positiva. Citou as diretrizes do
Estado para o setor (regras mais estáveis, política de longo
prazo, fomento da previdência complementar, modernização
da legislação e o aumento da capacidade de fiscalização).
Ricardo Pena destacou na evolução dos últimos
anos os aspectos e benefícios da regulação (portabilidade,
instituidores, governança, regime tributário, novo plano
de contas, mudanças nas despesas administrativas, investimentos
e a educação previdenciária, dentre outros).
Em seguida, destacou a visão dos desafios para o sistema.
Citou os aspectos que advêm das mudanças e avanços
do país, necessidades de aprimoramento da defesa do contrato previdenciário,
a melhoria da solvência, oriunda dos aspectos inerentes da maior
longevidade da população brasileira, as questões envolvendo
a taxa de juros, a tratativa e dos aspectos envolvendo a retirada de patrocínio,
além da desoneração para as entidades e seus planos.
Finalizou com comentários sobre a nova PREVIC, destacando os
benefícios da sua aprovação para consolidar uma maior
e melhor segurança do sistema sob os mais diversos aspectos. O que
o novo órgão representa em termos de fortalecimento do sistema,
com destaque para a consolidação dos avanços conquistados.
Espera que o projeto tenha a sua aprovação final e promulgação
ainda neste ano. (AssPreviSite)
14.12 - Apep: A trajetória da Entidade
O documento oficial dos 20 anos da Apep, distribuído ontem no
encontro com as associadas, tem no seu corpo um interessante relato da
vida da entidade nestas duas décadas de atuação. Os
marcos desta história de lutas é descrito pelos quatro presidentes
da associação da seguinte forma:
I – Origens da previdência fechada no Brasil
A história da previdência fechada no Brasil se perde no
tempo. Alguns de seus registros iniciais remontam a 1795, quando foi criado
o Montepio dos Oficiais da Marinha da Corte, e a 1835, ano em que surgiu
o Montepio Obrigatório dos Empregados do Ministério da Economia,
o Mongeral, que segue em atividade, embora não mais restrito ao
funcionalismo público. Os modernos fundos de pensão, o estado
da arte em termos de previdência complementar, são bem mais
recentes. De acordo com Ricardo Pena Pinheiro em “A Demografia dos Fundos
de Pensão” (Ministério da Previdência Social, 2007),
os primeiros surgiram na década de 1960, na esfera das companhias
estatais. O setor privado não ficou muito atrás. Em 1975,
era criada no Rio de Janeiro a Fundação Caemi, já
extinta, logo seguida, em 1976, pela Fundação Promon, em
São Paulo. Ambas precederam o primeiro marco regulatório
do setor no País, a célebre Lei 6.435, de 15 de julho de
1977. “A Lei 6.435 viabilizou o crescimento da previdência complementar
no País. A partir daí, o interesse dos empresários
pela constituição de fundos de pensão para seus funcionários
só fez crescer”, observa Mario Dias Lopes, ex-executivo da Promon
e de sua Fundação.
Quem acompanhava a trajetória da empresa não estranhou
o fato de ela se antecipar ao marco regulatório. Desde a sua origem,
em 1960, a Promon sempre se destacou, para além da área de
projetos de engenharia, por um estilo de gestão e uma política
de recursos humanos modernos, arrojados. Basta dizer que que o sonho de
seus fundadores era “formar uma companhia sem patrões e empregados,
em que os funcionários fossem donos exclusivos do capital”, como
consta no site da Fundação. No caso do fundo de pensão,
a ideia surgiu em 1975, quando os primeiros quadros da empresa já
enxergavam a aposentadoria no horizonte. “A proposta partiu do Júlio
Queiroz, que era vice-presidente. O responsável pela 'engenharia'
do primeiro plano de benefícios foi o professor Rio Nogueira, da
Escola Nacional de Ciências Estatísticas, um expert na área
e uma das maiores autoridades do mundo em matemática aplicada”,
recorda Dias Lopes.
A Fundação Promon iniciou suas atividades em 2 de janeiro
de 1976. Na tarde daquela sexta-feira, o Conselho de Curadores, sob a presidência
de Tamas Makray, realizou a sua reunião inaugural e deu posse aos
dois primeiros executivos da entidade Júlio Queiroz e Paulo Accioly
Fragelli. “Havia algum desinteresse pelo plano, especialmente entre os
mais jovens. O Júlio, que era o 'pai da criança', não
sossegou até que 100% do quadro de pessoal estivesse ligado à
Fundação”, conta Dias Lopes. “Ele fez história: além
de pioneiro, foi um dos principais responsáveis pela expansão
da previdência complementar no setor privado.”
II – O setor privado ganha voz
1989-1995
Não foi fácil para Mario Dias Lopes trocar o seu Rio
de Janeiro natal por São Paulo. Nada contra a Paulicéia,
mas o fato é que ele, em 1971, tinha um bom emprego e gozava de
muito prestígio no Serviço Federal de Habitação
e Urbanismo, ligado ao hoje extinto Banco Nacional da Habitação
(BNH). Foi lá que ele conheceu Paulo Accioly Fragelli, que o convidou
a trabalhar na Promon. Depois de ponderar os prós e contras, esse
estatístico formado pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas,
em 1959, decidiu se submeter a um teste durante 30 dias. Resultado: nunca
mais deixou São Paulo. Na Promon, Dias Lopes foi testemunha da criação
daquele que é hoje o mais antigo dos fundos de pensão do
setor privado: a Fundação Promon. “Em 1985, com a aposentadoria
do Oswaldo Gusmão, assumi a Fundação. Naquela época,
os fundos de pensão viraram uma febre entre os empresários,
por conta da sua aura de inovação e de controles burocráticos
muito mais simples que os atuais”, relembra o executivo, que não
tardaria a se tornar figura central desse processo.
No fim daquela década, os patrocinadores e gestores de fundos
de pensão ligados à iniciativa privada andavam insatisfeitos.
Seus interesses e pontos de vista, com razoável frequência,
ficavam em segundo plano em relação aos das fundações
públicas no âmbito da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, a Abrapp, fundada
em 1983. Era preciso ter voz própria. Essa percepção
era particularmente mais forte nos corredores e escritórios da Promon.
A empresa já tinha uma larga tradição de militância
em entidades setoriais e órgãos oficiais. Só para
citar alguns exemplos, Oswaldo Gusmão, da Fundação,
foi o primeiro presidente da Abrapp, o vice-presidente Júlio Queiroz
integrou o Conselho de Gestão da Previdência Complementar
(CGPC) e Paulo Accioly Fragelli, um dos fundadores da companhia, havia
sido conselheiro da Abrapp. Não foi surpresa, portanto, a missão
dada por Queiroz a Lopes. “Ele me pediu que criasse uma associação
para fazer valer os interesses dos fundos de pensão do setor privado.
A APEP, portanto, surgiu dentro da Promon e a partir das reuniões
lá realizadas com gestores de outras fundações para
debater problemas comuns”, conta Dias Lopes.
Redigida por um advogado da Promon, a ata de constituição
da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas,
a APEP, data de 22 de novembro de 1989. Curiosamente, foram também
22 as fundações presentes ao “parto”, realizado na sede da
CitiPrevi Sociedade de Previdência Privada, na então a meca
do sistema financeiro nacional, a avenida Paulista. Logo de cara, a organização
ganhou um apelido pejorativo: “Paulistinha”, por conta de uma suposta predominância
dos fundos paulistas em sua composição. “Era pura intriga
da oposição”, diverte-se Dias Lopes, eleito o primeiro presidente.
“Cerca de 50% das fundadoras da APEP eram de outros Estados e até
hoje não houve um único paulista na presidência. Que
'Paulistinha' é essa?!”
Aqueles foram tempos de muito entusiasmo, esforço e alguma improvisação.
O endereço oficial da nova Associação era o da Fundação
Duratex, hoje Itaúsa Industrial, no bairro do Paraíso, mas
a sede de fato ficava na Promon, no Itaim Bibi, mais precisamente na sala
de Dias Lopes. Só dois anos depois a APEP ganharia sua primeira
sede, um espaçoso conjunto de escritórios na rua Tabapuã,
também no Itaim Bibi.
Se a estrutura da Associação levou algum tempo para ser
constituída, o seu prestígio se tornou evidente desde o nascedouro.
Dias Lopes participou do Conselho de Gestão da Previdência
Complementar, iniciando uma tradição mantida por outros dirigentes
da APEP, como Garcia, Luiz Ernesto Gemignani, da Promon, Heraldo Alves
Margarido Junior, da Femco, Paulo Tolentino, da APEP, e o atual 1º
vice-presidente, Luiz Gonzaga Marinho Brandão, da Promon.
Depois de cumprir dois mandatos como presidente, Dias Lopes seguiu
no dia-a-dia da APEP. Foi membro do Conselho Consultivo em duas ocasiões,
passando depois a prestar serviços à Associação.
“O Mario soube se posicionar muito bem em relação à
Secretaria de Previdência Complementar, a SPC, encarregada da normatização
e fiscalização dos fundos de pensão. Ele delimitou
o nosso espaço junto ao poder, em Brasília, e ainda foi o
responsável pela disseminação de estudos da Universidade
de Wharton sobre sistemas de previdência. Esses textos tiveram importância
fundamental para a evolução dos conhecimentos dos profissionais
do setor sobre as novidades da área no exterior”, destaca Garcia.
III - Tempo de crescimento e migração
1996-1998
Geraldo Teixeira Garcia conhece como poucos os segredos da tesouraria.
Sua trajetória na área teve início em 1974, logo após
diplomar-se em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Contratado pela IBM, na qual segue até o presente, ele lidou durante
12 anos seguidos com planejamento financeiro, gestão de caixa, investimentos,
seguros etc. Depois de um intervalo entre 1986 e 1991, deu início
a um novo ciclo de 12 anos nas lides financeiras e ainda encarou mais um
desafio: tornou-se diretor superintendente da Fundação Previdenciária
IBM. “Aquilo não era algo totalmente novo para mim, pois já
havia cuidado da gestão de renda fixa para a Fundação,
na tesouraria, e tinha participado da contratação de bancos
que administravam os recursos do fundo de pensão”, conta o executivo
carioca.
O “batismo” de Garcia na APEP ocorreu durante a segunda gestão
de Mario Dias Lopes à frente da Associação, de 1993
a 1995. Naquele período, a previdência fechada vivia uma rápida
transformação, que mudaria definitivamente sua fisionomia
nos anos seguintes. Os tradicionais planos de benefício definido
(BDs) estavam cedendo espaço aos de Contribuição Definida
(CDs).
A novidade havia chegado ao Brasil no fim da década anterior,
trazida na bagagem das primeiras firmas de atuária americanas que
aqui se instalaram. Não tardou para a ideia prosperar, especialmente
entre as fundações do setor privado, que estavam crescendo
e se multiplicando. Sua explosão ocorreu justamente no período
em que Garcia presidiu a APEP, de 1996 a 1998. “Os planos CDs, mais flexíveis
eram perfeitos para os fundos de pensão da iniciativa privada, pois
atendiam às expectativas dos participantes sem causar riscos aos
patrocinadores”, comenta ele, um intransigente defensor da tese de que
os fundos privados devem ter tratamento distinto daqueles ligados à
esfera pública. “Herdei essa bandeira do Mario e a empunhei com
todo o entusiasmo. E foi justamente essa luta que tornou forte a APEP.”
Ao longo dos três anos em que comandou a Associação,
Garcia não perdeu uma oportunidade para fazer a sua pregação
em prol dos fundos de pensão do setor privado e de seus patrocinadores
e de defender o aperfeiçoamento do sistema de previdência
complementar. Era assim no Conselho de Gestão da Previdência
Complementar (CGPC), nos encontros com a SPC, nas reuniões internas
da Associação e em contatos com os meios de comunicação
e empresários. O mínimo que se pode dizer desse trabalho
é que teve grande êxito. “O quadro associativo da APEP atingiu
seu pico durante a gestão do Geraldo”, destaca Lopes, seu antecessor.
“Ele era muito ativo e convincente na abordagem de potenciais associadas.
Dizia: 'Você não precisa vir a todas as reuniões. Basta
seu apoio para que empunhemos as nossas bandeiras e princípios.”
Em 1998, ao término do mandato como presidente, Garcia considerou
que havia cumprido a sua missão. Ainda como dirigente da Fundação
IBM, ocupou outras posições relevantes no sistema de previdência
complementar. Dinâmico, aceitou em 2003 novos desafios profissionais
na IBM, mas manteve-se próximo à APEP. “Durante a minha gestão,
a Associação consolidou o posicionamento como porta-voz do
setor privado. Ela se tornou um agente importante no debate sobre
a regulamentação do setor”, pondera o executivo, que há
um ano aceitou o convite de seus velhos colegas para integrar o Conselho
Consultivo da APEP. “Não poderia ser de outra forma. Tenho muitos
amigos aqui e acredito que posso contribuir com a minha experiência.”
IV - A luta pelo novo marco regulatório
1999 – 2004
A carioca Fernanda Antunes Calmon Gomes traz o pioneirismo no DNA.
Diplomada em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
ingressou na Brahma em 1971, como estagiária, e foi efetivada dois
anos depois na área de Cargos e Salários. Em 1977, tornou-se
a primeira mulher a ocupar um cargo de gerência na tradicional indústria
de bebidas. Dedicada, voltou aos bancos acadêmicos para obter uma
pós-graduação em Administração de Empresas
pelo Instituto de Administração e Gerência da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Acabou promovida
de novo: em 1989, recebeu a missão de comandar o Instituto Brahma
de Seguridade Social, criado em 1980, sendo um dos mais antigos do setor
privado.
O prestígio da nova executiva do setor da previdência
complementar fechada não demorou a ultrapassar os limites da sua
companhia. Tanto é que ela, novamente pioneira, foi eleita vice-presidente
da APEP para o triênio 1996 a 1998. Ao término dessa gestão,
Fernanda surgiu como sucessora consensual de Garcia. A APEP, pela
primeira e única vez até o presente, passava a ser presidida
por uma mulher. “A Fernanda era a figura ideal, o nome mais indicado para
assumir a presidência”, destaca Garcia.
A nova diretoria tinha acabado de tomar posse quando, em 16 de março
de 1999, o Executivo federal encaminhou à Câmara dos Deputados
o Projeto de Lei Complementar nº 10 (PLP-10/99), com o objetivo de
regulamentar o artigo 202 da Constituição de 1988. O texto
era uma proposta de novo marco regulatório para a previdência
complementar fechada e, como tal, mereceu, todas as atenções
da cúpula da APEP pelos dois anos seguintes. Fernanda representou
a Associação na comissão que discutiu o PLP-10/99
e, em companhia de colegas da diretoria, procurou pessoalmente parlamentares
para defender os pontos de vista do setor privado.
Depois de tramitar na Câmara e no Senado, o PLP-10/99 se transformou
na Lei Complementar 109/01, sancionada pelo presidente da República
em 29 de maio de 2001. Quase nove anos depois, Fernanda considera que o
trabalho de esclarecimento e convencimento dos legisladores teve saldo
positivo na redação final do marco regulatório. “Os
pontos de vista dos representantes da previdência complementar fechada
tiveram boa acolhida nas duas casas do Congresso. A única frustração
foi justamente nas questões da destinação de resultados
e do equacionamento de déficits, que só foram regulamentadas
pela SPC faz pouco tempo”, observa Fernanda.
Reeleita presidente, ela teve o cuidado de manter abertos os canais
de comunicação com Brasília. Vez ou outra, desembarcava
na capital federal para reuniões com os dirigentes da Secretaria
de Previdência Complementar (SPC). No plano interno, tratou de reduzir
as despesas da APEP, política que culminou com a transferência
da sede da rua Tabapuã, no Itaim Bibi, para o seu endereço
atual, um conjunto na rua Pequetita, na Vila Olímpia. “As gestões
da Fernanda foram austeras e focadas em objetivos. Seu papel na consolidação
da APEP foi crucial”, comenta Paulo Tolentino, que a sucedeu.
V – O poder da palavra
2005-2009
São raros os profissionais que puderam participar da criação
de um fundo de pensão e depois comandá-lo. Paulo Tolentino
de Souza Vieira teve esse privilégio, e continua a desfrutá-lo.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal
da Bahia (UFBA), esse catarinense radicado na terra de Castro Alves desde
a infância ingressou na Organização Odebrecht em 1974.
De início, respondeu pela gerência administrativa e financeira
de diversas obras, sendo transferido, alguns anos depois, para a então
recém-criada holding do grupo. Lá, por um bom tempo, prestou
consultoria em planejamento e orçamentação aos vários
segmentos de atuação do conglomerado. Suas funções
começaram a mudar de maneira radical a partir de 1992, quando foi
destacado para analisar, em conjunto com técnicos externos, a criação
de um fundo de pensão. Sete anos depois, surgia a Odeprev Odebrecht
Previdência. “Fui nomeado diretor executivo e tratei logo de me especializar
ainda mais na área. Em 2000, concluí o MBA em Gestão
Previdenciária e Securitária pela Universidade Salvador,
a Unifacs”, conta Tolentino.
A militância na APEP não tardou. O executivo fez
sua estréia no quadro dirigente da Associação no triênio
2001-2004, como diretor. Causou tão boa impressão aos colegas
que se tornou presidente já na gestão seguinte, sendo reeleito
em 2008. Suas gestões têm como marca um esforço inédito
de comunicação. Tolentino acredita no poder da palavra, na
capacidade de convencer e de conquistar aliados por meio de uma argumentação
coerente e clara, um talento que ele aprimorou nos tempos em que lecionava
em universidades e faculdades de Salvador. “Não basta você
se comunicar com os seus pares e as autoridades do setor. É preciso
ampliar o leque de interlocutores e expor seus pontos de vista à
sociedade, para dela obter maior apoio”, resume ele.
Com a nova diretriz, a antes reservada APEP passou a frequentar com
assiduidade o noticiário econômico e as páginas de
opinião dos principais veículos de comunicação
do País. Além de entrevistas concedidas para Valor Econômico,
IstoÉ Dinheiro, O Estado de S. Paulo, Bloomberg, Correio Braziliense,
Exame, a extinta Gazeta Mercantil, DCI e Jornal do Commercio, do Rio de
Janeiro, Tolentino defendeu a redução da burocracia a que
estão submetidos os fundos de pensão do setor privado e um
tratamento diferenciado para estes, em relação às
fundações da área estatal, em artigos estampados nos
principais diários de São Paulo, Rio e Brasília. Paralelamente
a essa estratégia, a Associação estreitou suas relações
com a Secretaria de Previdência Complementar (SPC), instigando-a
com ideias e mais ideias.
Os encontros e reuniões com o órgão encarregado
da fiscalização e da normatização da previdência
fechada se tornaram muito mais frequentes – e mais produtivos também,
graças à criação, em agosto de 2005, do Grupo
de Assuntos Jurídicos (GAJ), que passou a municiar a direção
da APEP com teses, argumentos e propostas para o aperfeiçoamento
das regras e a racionalização da burocracia, que eram sempre
apresentados à SPC. A diferença é que a percepção
desse esforço não mais ficava restrita a quatro paredes.
Em 23 de agosto de 2005, o jornal Valor Econômico noticiava: “Os
fundos de pensão das empresas privadas querem um tratamento diferenciado
em relação aos fundos das estatais. Menos burocracia, menos
exigências, redução de encargos de gestão e
maior flexibilidade estão entre os pontos que fazem parte de um
"Plano de Ação", divulgado ontem à tarde em uma reunião
da Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas
(APEP) [...] que será entregue à Secretaria de Previdência
Complementar (SPC). Na reunião de ontem, foi apresentada uma
pesquisa feita com 15 fundos de pensão de empresas privadas, que
procurou apontar as principais dificuldades do dia-a-dia das fundações.
A burocracia excessiva do governo foi ressaltada por 100% dos entrevistados”.
Várias das ideias apresentadas pela APEP à SPC na gestão
de Tolentino foram acatadas. Um exemplo significativo é a Resolução
Nº 16 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar
(CGPC), de 2005, que incorporou contribuições da Associação
para uma definição mais precisa dos planos de benefício
definido, contribuição definida e contribuição
variável (CV). Outro é o pacote de propostas sobre as regras
referentes às despesas administrativas, que desaguou na Resolução
nº 29 do CGP, de 2009. Vale destacar, também, a boa acolhida
da SPC às sugestões apresentadas para modificações
na sua Instrução Normativa nº 20/08 (IN-20), de 2008,
voltada ao combate da “lavagem” de dinheiro em fundos de pensão.
“Essa postura crítica e propositiva reforçou o prestígio
da APEP junto à SPC. Prova disso é que fomos convidados,
no segundo semestre de 2007, a formular sugestões para o aperfeiçoamento
do Plano de Contas Padrão, uma antiga demanda das Associadas e de
todo o setor”, assinala Tolentino. “Constituímos o Grupo de Trabalho
de Planificação Contábil e encaminhamos, até
o início do ano passado, um total de 11 propostas. Foi essa a nossa
contribuição para um processo que culminou com a edição
da Instrução 34 da SPC, de setembro de 2009, que define de
maneira clara a forma, o meio e a periodicidade de envio das demonstrações
contábeis para o órgão.”
Além de recorrer às associadas para a realização
de estudos, a atual gestão da APEP também tem o hábito
de ouvi-las antes de se manifestar sobre todos os temas relevantes. Seguindo
essa premissa, foi realizada uma pesquisa, em abril de 2009, para avaliar
a opinião interna sobre a recriação da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar, a Previc. A grande maioria
aprovou a ideia, levando a Associação a manifestar seu apoio
ao titular da SPC, Ricardo Pena Pinheiro, dando como certas algumas premissas
de flexibilização. Em um levantamento posterior, as associadas
manifestaram-se contrárias à proposta do órgão
fiscalizador e regulador de estabelecer a certificação obrigatória
de dirigentes de fundos de pensão. Da mesma forma que antes, a SPC
foi informada a respeito. “Fomos voto vencido, pois a certificação
acabou instituída por uma resolução do Conselho Monetário
Nacional. De qualquer forma, deixamos claro o nosso pensamento de que essa
medida só vai contribuir para reduzir o apelo da previdência
fechada junto aos empresários”, observa Tolentino.
Longe de se abater com o episódio, a APEP se prepara para agitar
suas bandeiras durante o debate que se instalará no País,
em 2010, com as eleições federais e estaduais. Uma das iniciativas
em estudo é enviar aos principais líderes políticos
uma nova versão da Carta aos Candidatos, que em 2006 foi entregue
aos postulantes à Presidência e aos nomes mais influentes
do Congresso Nacional. “A previdência fechada é um tema estratégico
para o desenvolvimento do Brasil e, como tal, tem que ser abordada na campanha
eleitoral. E é nosso papel fomentar essa discussão”, analisa
Tolentino. “Temos pela frente a oportunidade de mostrar à sociedade
brasileira que a expansão do sistema de fundos de pensão,
que é de interesse geral, só será possível
com um maior estímulo ao setor privado, que é justamente
onde reside o potencial de maior crescimento. Essa é a nossa luta
há 20 anos.” (Apep/AssPreviSite)
14.12 - Regime próprio: Revisão de aposentadoria por invalidez
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
divulgou, em novembro deste ano, a Nota Técnica nº 500/2009/SOGES/DENOP/SRH/MP,
que trata da revisão de aposentadoria por invalidez no Regime Próprio.
Se o servidor já preenchia os requisitos para a aposentadoria voluntária
antes da invalidez e teve sua aposentadoria concedida com base na Emenda
Constitucional nº 41, é possível que requeira junto
ao departamento de Recursos Humanos do órgão a alteração
do ato de aposentadoria por invalidez para voluntária, conforme
dispõe a Nota Técnica.
Para ler a Nota Técnica acesse o link http://www.anfip.org.br/arqs-pdfs/nota_tecnica_n500_2009.pdf
(Anfip)
11.12 - Previc segue para o Plenário em regime de urgência
Aprovada recriação de autarquia para fiscalizar fundos
de pensão
A proposta será examinada em regime de urgência pelo Plenário
A recriação da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Previdência
e Assistência Social, foi aprovada, quarta-feira (9), pela Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A iniciativa
está prevista em projeto de lei da Câmara (PLC 136/09) que
propõe a reativação da autarquia para fiscalizar e
supervisionar as atividades dos fundos fechados de previdência. Após
a aprovação de seu parecer favorável, o relator, senador
Romero Jucá (PMDB-RR), pediu urgência para a votação
da matéria pelo Plenário.
Ao atribuir à Previc status de autarquia, o projeto lhe assegura
autonomia financeira e administrativa para conduzir suas funções.
A entidade terá como principal fonte de receita uma taxa a ser cobrada
dos próprios fundos de pensão - a chamada Taxa de Fiscalização
e Controle da Previdência Complementar (Tafic). O recolhimento será
quadrimestral e terá 17 faixas de valor, que irão variar
de acordo com o volume dos recursos garantidores por plano de benefícios
(VGR) administrado pelos fundos.
A autarquia deverá ser gerida por uma diretoria colegiada, composta
por um diretor-superintendente e quatro diretores, indicados pelo ministro
da Previdência Social e nomeados pelo presidente da República.
A estrutura do órgão será ainda composta pela Procuradoria
Federal, Coordenações-Gerais, Ouvidoria e Corregedoria.
Em relação a sua estrutura funcional, o PLC 136/09 estabelece
um quadro de pessoal com 100 cargos de Especialista em Previdência
Complementar, 50 cargos de Analista Administrativo e 50 cargos de Técnico
Administrativo. Esse quadro será constituído apenas por servidores
concursados e poderá ser reforçado com até 385 auditores-fiscais
oriundos da Receita Federal, que serão lotados na Previc, mas manterão
direitos e vantagens inerentes à própria carreira.
O projeto cria ainda Câmara de Recursos da Previdência
Complementar, no âmbito do Ministério da Previdência,
que funcionará como instância recursal e de julgamento das
decisões da diretoria colegiada da Previc a respeito de processos
sobre autos de infração ou instalação de inquérito
para a aplicação de penalidades. (Simone Franco - Agência
Senado)
11.12 - Os fundos e a Educação Previdenciária
Os fundos de pensão foram chamados para uma importante decisão
do sistema: estruturar um programa de educação financeira
e previdenciária para seus participantes.
A SPC, Entidades Associativas e os Profissionais do Sistema buscam
uma nova, oportuna e necessária postura - preparo, desenvolvimento
e formação de uma nova geração de participantes
dos planos de benefícios.
Além de uma melhoria na cultura previdenciária e do perfil
de entendimento de seus participantes sobre o sistema de previdência
complementar, a legislação, as entidades e as características
que envolvem os planos de benefícios, esta ação favorece
também a formação e o desenvolvimento de um perfil
para uma melhor representatividade destes junto aos conselhos das EFPCs.
Os ganhos de se ter um participante melhor preparado e informado são
imensuráveis.
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível deste
estratégico processo - INFORMAÇÃO: a oferta de um
conteúdo diário, dinâmico e específico que estimula
e motiva ainda mais a leitura e envolvimento dos participantes com toda
a temática objeto da educação financeira e previdenciária.
Confira aquilo que podemos agregar para os instrumentos de comunicação
do seu programa, veja a estratégia e a interessante abordagem para
os temas que são fundamentais para este processo formativo.
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11.12 - Abrapp: LegNormas recebe nova atualização
Oferecido sem ônus às associadas, o LegNormas Eletrônico
chega ao final de 2009 confirmando a sua condição de um serviço
sempre atualizado, em dia com a nova legislação e, por isso
mesmo, facilitador do dia-a-dia de dirigentes e profissionais da área
jurídica dos fundos de pensão. A nova versão está
disponível para download no endereço www.portaldosfundosdepensao.org.br
, bastando ao interessado clicar no banner que identifica o LegNormas
As atualizações estão disponíveis todo
início de mês, em um formato eletrônico que torna ainda
mais fácil e rápido o acesso à base legal e normativa
que rege os fundos de pensão, uma vez que a mídia digital
utilizada permite rápidas alterações no conteúdo.
(Diário dos Fundos de Pensão)
10.12 - Planos não têm opções para diferentes
perfis de investidores
Estudo da Triaxes Consultoria Atuarial mostrou que 73% das entidades
fechadas que possuem previdência privada - planos de pensão
- oferecem um único tipo de plano aos seus participantes, sem opções
aos diferentes perfis de investidores.
A pesquisa, realizada em setembro, com 51 entidades e 121 planos, revelou
ainda que, em 71% desses planos, o participante não tem a opção
de escolher o perfil de investimento.
Quando questionadas sobre o que fariam para melhorar o entendimento
de cada participante quanto ao plano, 26% das entidades afirmaram que gostariam
de aumentar a consciência sobre a necessidade de se fazer uma poupança
para a aposentadoria. Outras 19% elevariam os conhecimentos dos participantes
sobre risco versus retorno e escolha adequada do portfólio de investimentos.
Mais comunicação
Para melhorar a efetividade dos planos de pensão, a consultoria
afirma que são necessárias ações de comunicação
e educação financeira com os participantes. "Os desafios
de comunicação são enormes, mas uma mudança
de cultura leva tempo e deve ser iniciada já", disse a sócia
da Triaxes, Sandra Santos.
Com isso, aponta Sandra, as empresas conseguem soluções
personalizadas que consideram a constante evolução do nível
de conhecimento dos participantes dos planos. (InfoMoney)
10.12 - Investidor de plano de previdência deve ser mais ativo
O mundo pós-crise não é mais o mesmo em todos
os segmentos do mercado, bem como para cada indivíduo. Um dos grupos
que deverão rever toda a sua estratégia é o dos planos
de previdência, tanto aberta como fechada.
O principal alerta é que o cliente desses planos deverá
tornar-se mais ativo e responsável pelo processo de preparo para
a aposentadoria. Não poderá mais apenas confiar numa eventual
reserva financeira para essa futura etapa da vida. Até porque, os
rendimentos agora previstos já não correspondem aos níveis
de quando o plano foi oferecido ou contratado. E poupar voltou a ser tão
ou mais importante do que apenas obter bons retornos das aplicações
financeiras. Ou seja, se exigirá mais tempo de poupança para
manter a renda prometida.
Todas as abordagens utilizadas até agora para sensibilizar e
convencer as pessoas sobre os cuidados em relação ao futuro,
na perspectiva do envelhecimento e da aposentadoria, sempre estiveram muito
centradas na questão da reserva financeira para manutenção
de um padrão de vida. Quando muito, ampliavam esta colocação
com um alerta e informações sobre temas relativos aos cuidados
com a saúde na terceira idade.
Esta forma de tratar o tema não é equivocada, com certeza.
Mas ela sempre foi insuficiente. Caso não seja modificada, corre
o risco de ser a cada dia mais incompleta e ultrapassada. A ideia deste
artigo é provocar reflexões sobre a amplitude do assunto.
Tema cuja tendência é ter sua importância ampliada cada
vez mais. Especialmente ao considerar o aumento nos índices de longevidade
da população.
Em primeiro lugar, é necessário desmistificar a falsa
ideia de que, no futuro, o maior sonho de consumo é a possibilidade
de apenas desfrutar da vida. Considerando, exclusivamente, o ócio
ou lazer. Tudo isso como forma de compensar a longa fase de tormento provocada
pelo período de toda uma vida dedicada ao trabalho, carreira ou
emprego.
Segundo estudiosos das etapas da vida e do comportamento humano, não
somos educados para o ócio. Somos essencialmente preparados, desde
muito cedo, para o mundo do trabalho. Basta observar a forma como dividimos
estas fases.
A divisão destas etapas refere-se a uma primeira fase em que
fomos orientados a trabalhar. Desde a infância - e essa tendência
tem aumentado a cada dia -, a criança é induzida ao aprendizado
de idiomas, telemática, habilidades relacionais, atividades artísticas
ou esportivas etc. Razão pela qual temos hoje um quadro de muitas
crianças com sintomas de estresse precoce em função
das altas expectativas ao qual são submetidas.
Alguns pais, inclusive, fazem suas escolhas de escolas, clubes e relacionamentos
visando proporcionar aos filhos alternativas e facilidades para seu futuro
profissional. E tudo isto para que a criança, ou adolescente, possa
estar preparado e obtenha sucesso na segunda etapa da sua vida, que será
a do trabalho ou emprego. Principalmente dentro da ideia que de necessita
construir uma carreira que busque obter, como resultado primordial, tornar-se
uma pessoa com êxito na vida.
Quando a pessoa atinge a etapa adulta, e começa a pensar na
fase do pós-trabalho, só imagina - ou fantasia - o ócio,
lazer e alegrias. O que na pessoa ão consegue avaliar é que,
de fato, não houve um real preparo para esse novo período
da vida. Apenas uma idealização.
Curiosamente, estes efeitos têm se apresentado de forma mais
constante e negativa nas figuras masculinas de alta e média gerência
das corporações. Os homens concentram toda a sua busca de
realização apenas na carreira profissional e seus símbolos
de poder. As figuras femininas tiveram de assumir, ao longo de seus desafios
profissionais, vários outros papéis na qualidade de cônjuge,
parceira, mãe, administradora da casa etc. Isso permitiu a elas
não colocar a carreira como única fonte de realização.
Portanto, além de uma adequada equação das questões
financeiras para a aposentadoria, e também das necessidades relacionadas
à saúde, qualidade de vida e lazer, outro conjunto emerge.
E, a cada dia com novos desafios.
Importa observar que, para o preenchimento desta lacuna, os fundos
de previdência devem assumir papel de alerta e orientador. A responsabilidade
de como encaminhar o processo deverá ser de cada um, mas sempre
de forma muito coerente com seu estilo de vida hoje e com o que deseja
no futuro. No próximo artigo estas novas áreas serão
desenvolvidas, com alguns pontos de reflexão. (Renato
Bernhoeft - Valor Online)
10.12 - Res. 3.792: Mais prazo para responder à consulta
Vai até amanhã, sexta-feira, o novo prazo para que as
associadas encaminhem as dúvidas que eventualmente ainda têm
em relação à Resolução CMN 3.792, o
novo texto que rege agora os investimentos dos fundos de pensão.
Considerada em geral um avanço, a Resolução CMN
3.792 foi o resultado de um intenso diálogo prévio, um amplo
debate no qual tivemos a oportunidade de oferecer sugestões, muitas
das quais vieram a aprimorar o texto final adotado. Na sequência,
as novas normas foram expostas na série de Encontros Regionais,
onde as autoridades presentes e os nossos especialistas apresentaram esclarecimentos
aos questionamentos levados pelas associadas presentes. No entanto, dúvidas
podem ainda ter ficado e por conta disso a ABRAPP dirigiu-se mais uma vez
ao seu quadro associativo, através de circular, no intuito de convidá-lo
a externar problemas de entendimento ainda existentes.
As dúvidas em relação à Resolução
CMN 3792 devem ser encaminhadas à ABRAPP através do e-mail
juridico@abrapp.org.br . (Diário dos Fundos de Pensão)
09.12 - Educação Previdenciária: Participantes
no foco
O AssPreviSite tem uma proposta de parceria que visa levar um conteúdo
informativo específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e o seu aproveitamento pelos sistemas de comunicação
das Entidades nas ações de Educação Financeira
e Previdenciária. Com um reconhecido trabalho de instituição
geradora do melhor e mais abrangente informativo diário sobre o
segmento previdenciário do país voltado a dirigentes, conselheiros
e profissionais do sistema, colocamos a disposição das EFPCS
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio diário
para atender ao primeiro nível do projeto - INFORMAÇÂO
no processo de Educação Previdenciária das Entidades.
Solicite mais informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
09.12 - Apep: Reunião de Associadas amanhã
Programada para esta quinta-feira, dia 10, em S. Paulo, a reunião
de Associadas comemorará os 20 anos da criação da
Apep com a seguinte programação:
9h30 Recepção e registro dos convidados
10h00 31ª Assembléia Geral Ordinária
10h30 Coffee break
11h00 Apresentação do Secretário de Previdência
Complementar, Dr. Ricardo Pena Pinheiro: Previdência Complementar
no Brasil: resultados e desafios
12h30 Coquetel e almoço comemorativos do 20º aniversário
de fundação da APEP.
Local da reunião:
Restaurante La Vecchia Cucina
São Paulo - SP (Apep/AssPreviSite)
09.12 - Caixa pagador
A expectativa média de vida dos brasileiros ao nascer continua
aumentando, segundo o IBGE, e já chega quase aos 73 anos.
Mas, para aqueles que completaram 60, a expectativa média vai
a 81 anos. E aos 80, passa para 89 anos e meio. Os brasileiros com 60 anos
ou mais correspondem a 11,1% da população do país.
Mas essa proporção poderá saltar para 26% entre 2030
e 2040, superando a parcela de jovens de 15 a 29 anos, alerta uma série
de reportagens do GLOBO.
Embora o Brasil esteja acompanhando a tendência mundial de envelhecimento,
a pressão no Congresso em favor da aposentadoria precoce se mantém
forte, a ponto de uma comissão especial da Câmara dos Deputados
ter votado a favor da extinção do fator previdenciário,
mecanismo instituído após a reforma do setor para atenuar
o impacto imediato desses benefícios sobre as contas deficitárias
do INSS. Diferentemente do que costumam propalar os que combatem o fator
previdenciário, em termos estatísticos não há
perda financeira para os segurados ao longo do tempo.
O fator reduz o valor inicial do benefício porque os pagamentos
serão feitos por mais anos, de acordo com a expectativa média
de vida.
Em tese, o que se busca com esse instrumento é equilibrar o
período de contribuições com o de benefícios
(considerando-se o que o próprio segurado recebe e mais as pensões
que serão pagas aos dependentes depois do seu falecimento).
O sistema previdenciário no Brasil já arca com o equivalente
a 14% do Produto Interno Bruto (PIB), percentagem encontrada em nações
mais ricas da Europa, com perfil demográfico mais envelhecido.
A previdência oficial responde por mais de dois terços
dos rendimentos dos chamados idosos, fato que levou o economista José
Márcio Camargo, professor de economia da PUC-RJ, a afirmar que o
país gasta com eles muito mais (15,6 vezes) do que com a educação
das crianças. É até compreensível, devido a
esse processo de envelhecimento, que as políticas públicas
busquem dar mais atenção aos idosos. E, exatamente por isso,
as finanças do sistema previdenciário precisam ser preservadas,
desestimulandose as aposentadorias precoces.
O Estado brasileiro vai, assim, se convertendo em um grande caixa pagador
de pessoas, para as quais destina quase 80% dos seus recursos. E ficam
em segundo plano a infraestrutura do país e investimentos na qualificação
da população. (G1)
08.12 - Previc: Não podemos retroceder
O plenário da Câmara dos Deputados e, agora, a Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, já aprovaram o projeto
do governo que cria a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc). Foram passos importantes a caminho do momento histórico
que será a sua aprovação pelo plenário do Senado,
algo que precisa acontecer ainda este ano.
Estamos confiantes porque, embora a iniciativa tenha sido do Executivo,
a Previc é um desejo suprapartidário, na medida em que é
unânime o reconhecimento de que um órgão de Estado
poderá fazer ainda mais para garantir as condições
que permitirão aos fundos de pensão brasileiros dar um salto.
Esse salto interessa ao País porque os fundos de pensão
são, aqui e no resto do mundo, extraordinários agentes de
proteção social, formadores de poupança doméstica
e, como tal, investidores capazes de fomentar o emprego e os negócios.
E um órgão de Estado pode garantir isso melhor que qualquer
outro porque, dispondo de independência orçamentária
(os próprios fundos pagarão uma taxa que bancará o
seu funcionamento) poderá operar em bases técnicas. E aos
fundos interessa pagar porque com isso estarão sendo supervisionados
e fiscalizados por funcionários de Estado não só melhor
formados, mas que chegaram ao cargo por mérito.
Um órgão de Estado como a PREVIC depende menos desse
ou daquele governo, sendo capaz de perenizar uma política pública
e, dessa forma, dar a estabilidade de que os fundos de pensão tanto
precisam.
Lembrando que a previdência privada, por seu perfil de muito
longo prazo, é um dos ramos que mais necessita de um tratamento
estável, sem sobressaltos.
Políticas estáveis, obedecendo a uma orientação
clara, é algo fundamental para um sistema que depende da confiança
que inspira nos trabalhadores participantes ao longo de muitas décadas,
devendo ser avaliado pelos resultados que oferece e por nenhum outro parâmetro
que não exclusivamente técnico.
O ser humano, é claro, precisa ser cobrado. A fiscalização
é assim mais que necessária e ninguém aqui defende
qualquer tipo de acobertamento. Ilicitudes ou desvios de qualquer tipo
merecem de nossa parte total reprovação. Mas é desejável
que os fiscais sejam adequadamente formados, em número suficiente
e tecnicamente motivados, para que saibam e possam separar o joio do trigo.
Os dirigentes de fundos de pensão já deram muitas demonstrações
de competência no uso das melhores técnicas de gestão
e dos controles adequados. A legislação e as normas brasileiras
merecem o nosso aplauso e são vistas hoje como exemplo para o resto
do mundo. Estamos certos de que a PREVIC será capaz de completar
esse quadro.
É por todos sabido que a economia brasileira caminha sob bases
sólidas, mas ainda somos um País com uma baixa taxa de poupança,
algo ainda inferior a 20% do PIB. Os fundos de pensão são
provavelmente os agentes em melhores condições para reverter
esse quadro e a Previc virá tornar isso uma certeza.
(José de Souza Mendonça - Brasil Econômico)
08.12 - Conselho de Contabilidade: Normas de fundos de pensão
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) colocou em audiência
pública a minuta de uma Norma Técnica (NBCT-Normas Brasileiras
de Contabilidade Técnica) específica para os fundos de pensão,
sendo que esta permanecerá aberta recebendo sugestões até
o dia 8 de janeiro de 2010.
Para o Presidente da Associação Nacional dos Contabilistas
de Entidades de Previdência, Roque Muniz de Andrade, o fato de os
fundos de pensão passarem a ter normas emanadas do CFC “é
fruto de um enorme esforço do Secretário de Previdência
Complementar, Ricardo Pena, e dos técnicos da Abrapp e da própria
Ancep”.
Como as normas do CFC são uma espécie de bíblia
para os contabilistas em geral, o fato de as normas dos fundos de pensão
passarem a ser incluídas entre as NBCTs trará maior transparência
e abrangência para toda a categoria profissional. O Conselho consolida
todas as regras do universo contábil e, dessa maneira, os dispositivos
relativos aos fundos ficarão mais ao alcance de todos.
A minuta pode ser acessada no endereço ap.nbc@cfc.org.br, devendo
as sugestões serem enviadas para o mesmo endereço ou por
correspondência para a SAS, Quadra 5, Bloco J, Edifício CFC,
Coordenadoria Técnica - Brasília - DF - CEP 70070-920. (Diário
dos Fundos de Pensão)
08.12 - Previdência para abater do IR
O dinheiro extra de fim de ano pode ser um bom pretexto para se iniciar
- ou se “turbinar” - um investimento. Melhor ainda se a aplicação
garante um alívio no acerto de contas com o Leão em 2010.
Este é o principal atrativo do plano de previdência privada
na modalidade Gerador de Benefício Livre (PGBL), cujo valor, se
investido até 31 de dezembro, pode ser abatido da declaração
anual do Imposto de Renda Pessoa Física até o limite de 12%
do rendimento anual tributável.
A dedução é permitida a contribuintes que apresentam
a declaração anual de IR no modelo completo. Segundo Sérgio
Machado, professor de finanças do Instituto de Ensino e Pesquisa
Insper, ainda que a pessoa adquira um PGBL agora e não consiga fazer
um aporte suficiente para abater os 12% na declaração de
2010, poderá descontar ao menos uma parte. Machado lembra ainda
que o investimento pode ser realizado para dar mais segurança ao
futuro de um filho ou outro dependente. Para efeito de IR, isso também
dá direito ao desconto.
Na avaliação de Machado, o brasileiro tem maior propensão
ao gasto que à poupança, mas quanto antes iniciá-la
menor será o volume mensal que terá de guardar. “Quem deixa
para mais tarde tem maior dificuldade”, diz.
Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada
e Vida (Fenaprevi), a arrecadação acumulada entre janeiro
e setembro deste ano no PGBL passou os R$ 3,4 bilhões, crescimento
próximo dos 6% ante mesmo período de 2008.
Na opinião de Sandro Bonfim da Costa, gerente de Inteligência
de Mercado da Brasilprev, trata-se de um produto para quem busca opções
de aplicação por prazos mais longos, algo acima de cinco
e perto de dez anos.
Para Lúcio Flávio de Oliveira, diretor-geral da Bradesco
Vida e Previdência, outra vantagem dos planos de previdência,
inclusive do PGBL, é a tributação. Desde 2005, os
investidores podem optar pelo regime de tributação regressiva
do IR, com alíquotas de 35%, no início do plano, a 10%, após
dez anos de aplicação ativa sem resgate. Antes, a única
forma de tributação possível ocorria no resgate com
alíquotas de 15% ou 27,5%, conforme o valor retirado.
Luiz Martinez, diretor de Produtos de Previdência e Investimentos
da Icatu Hartford, conta que alguns clientes calculam 12% da renda anual
e fazem um aporte inicial em valor semelhante para abater do IR. Machado,
do Insper, diz que os planos mais indicados são aqueles cujas taxas
de carregamento, cobrada a cada depósito, e administração,
cobrada anualmente, estejam abaixo de 4%.
O engenheiro Dirceu Miama tem um plano PGBL. Ele controla o rendimento
anual para, em dezembro, fazer um aporte que iguala o aplicado a 12% de
sua renda tributável. “Nada melhor do que investir e ainda pagar
menos imposto”, diz.
Para o mercado simplificado faça um VGBL
Além do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), o mercado
deste segmento conta com o produto Vida Gerador de Benefício Livre
(VGBL). Esta modalidade não permite dedução da declaração
de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física e é mais
indicada para quem costuma fazer a declaração no modelo simplificado,
com o desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo.
Como se trata de um modelo mais adotado pela maioria dos contribuintes,
responde por quase 80% da receita dos planos de previdência que,
de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência
Privada e Vida (Fenaprevi), no acumulado do ano até setembro atingiu
R$ 26,3 bilhões.
No caso de o investidor ter feito a opção pela tributação
regressiva, a cobrança do IR recai apenas sobre os rendimentos obtidos,
cuja base são as alíquotas que variam de 35% para retiradas
nos primeiros cinco anos, a 10%, após dez anos de aplicação.
Entre os clientes que preferem a tabela progressiva, as retiradas são
tributadas pelas alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF),
que atualmente estão entre 7,5% e 27,5%. (Marcos Burghi
- Jornal da Tarde)
07.12 - EUA: Fundos de pensão diminuem exposição
ao risco
A J.C. Penney Co., a terceira maior rede de lojas de departamento dos
Estados Unidos, está se desfazendo das ações de seus
planos de aposentadoria e aumentando os bônus corporativo, de 20%
até 100%, por conta de determinação do governo norte-americano
de que os fundos de aposentadoria reduzam os riscos para cobrir "buracos".
A J.C. Penney não está sozinha. A General Motors Co.
e a Goodrich Corp. também vêm comprando títulos da
dívida corporativa, com a pressão do governo dos EUA para
que os fundos de pensão reduzam os ativos mais arriscados, depois
que prejuízos prejudicaram alguns deles. O JPMorgan Chase &
Co. prevê que as posições em renda fixa cresçam
10% nos próximos anos, ou em cerca de US$ 40 bilhões da dívida
mobiliária corporativa.
"Observamos um número maior de planos [de pensão] tendendo
para os bônus corporativos do que aconteceu historicamente", disse
Mark Ruloff, diretor de alocação de ativos da consultoria
Watson Wyatt Worldwide Inc., que pesquisou a estratégia de fundos
em agosto. "Está surgindo uma nova categoria de compradores que
não estavam no mercado."
Os fundos de pensão dos EUA estão aumentando as alocações
em bônus corporativos de grau de investimento para o nível
mais alto desde 1970, quando as regras federais do país criaram
um "viés" favorável às ações, disse
Ruloff. Agora, o governo determina metas para financiar totalmente suas
obrigações com o trabalhador, informou.
Os bônus com grau de investimentos deram um retorno de 21% este
ano o maior rendimento para um período comparável desde 1985,
segundo dados dos índices da Merrill Lynch & Co. A entrada de
recursos no mercado permitiu que as empresas captassem o recorde de US$
1,18 trilhão este ano.
As empresas do Índice S&P 500 tinham cerca de US$ 1,1 trilhão
em ativos em seus fundos de pensão no fim de 2008, em comparação
com US$ 1,4 trilhão de passivo, segundo o JPMorgan. Depois da queda
de 38% no Índice S&P 500 do ano passado, a mais acentuada desde
1937, os planos de aposentadoria ficaram com um "buraco" de cerca de 22%.
O Congresso norte-americano aprovou a lei de proteção
aos fundos de aposentadoria de 2006, depois que os prejuízos dos
setores automotivo e aéreo ameaçaram sobrecarregar o órgão
garantidor do governo, Pension Benefit Guaranty Corp., com passivos "significativos",
disse o JPMorgan.
A divisão de gestão de ativos da GM adotou uma abordagem
dirigida ao seu passivo em 2003 e transferiu quase 20% dos ativos no seu
fundo dos EUA de ações para renda fixa no final de 2006,
limitando prejuízos com a queda do mercado em 2008, disse a porta-voz
Julie Gibson. (Bloomberg/DCI)
07.12 - Educação para um novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite tem uma proposta de parceria que
leva um apoio específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Com um reconhecido trabalho de instituição geradora do melhor
e mais abrangente clipping diário para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais do segmento previdenciário do país, podemos
nos colocar a disposição das EFPCS para também prestar
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio para esta nova
postura da fundação, com um conteúdo específico
sobre a Educação Financeira e Previdenciária, com
o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs. Solicite
mais informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
07.12 - Fundos: Bloco de controle da Oi
Reestruturação do bloco de controle da Oi fica para 2010
A reorganização societária do bloco de controle
da Oi (antiga Telemar), anunciada em junho passado, deve ficar para o início
de 2010. O motivo do atraso é que o fechamento do negócio
depende da realização de um leilão de parte das ações
da holding Telemar Participações que pertencem à BNDESPar,
para os fundos de pensão Petros, dos empregados da Petrobras, e
Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal.
A holding, que abriga os controladores, é uma empresa de capital
aberto, o que exige em princípio a oferta de suas ações
em leilão público. Mas o Valor apurou que a BNDESPar não
entende assim a operação. Para a empresa de participações
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) essa
será uma venda privada com comprador firme, no caso os dois fundos
de pensão. Por esta razão, o banco entrou com pedido na Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) de dispensa de registro de distribuição
pública.
A CVM abriu então um processo, protocolado sob o código
RJ-2009-11347, por meio do qual a gerência de registros solicita
uma série de informações ao ofertante. Segundo fontes
a par do negócio, o banco está preparando as respostas para
enviar à autarquia. Mas a expectativa é que esse trâmite
não seja concluído antes do recesso de fim de ano. Avaliações
feitas no mercado apontam que os fundos de pensão Petros e Funcef
deverão despender cerca de R$ 450 milhões no total para adquirir
as ações pertencentes à BNDESPar.
Na reorganização do bloco de controle da Oi, a Petros
e a Funcef vão comprar ações da BNDESPar para aumentar
sua participação de cerca de 2% para 10%, e com isso ganharem
cada um assento no conselho de administração da holding.
A BNDESPar vai reduzir sua fatia atual de 31,3% para algo em torno de 16,8%.
O fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil, Previ, continuará
com 12% do capital da controladora da Oi. Outros 48% das ações
do bloco de controle pertencem aos grupos Jereissati e Andrade Gutierrez.
A Fundação Atlântico também é acionista.
O mecanismo do leilão, que já foi discutido com a BM&FBovespa,
prevê a oferta de um lote único e indivisível de ações,
sem interferência de outros vendedores. Esta foi a razão pela
qual houve o pedido de dispensa de registro de oferta pública. A
disposição do banco de vender essas ações em
leilão visa dar transparência ao negócio, principalmente
com relação ao preço dos papéis, que será
divulgado em edital.
Já o processo que envolve a simplificação da estrutura
societária geral do grupo, com objetivo de absorver os acionistas
remanescentes da Brasil Telecom (BrT) entrou na terceira etapa, segundo
fato relevante divulgado pela companhia na terça-feira.
A Oi e a Brasil Telecom anunciaram a incorporação das
ações da Brasil Telecom pela Coari Participações,
empresa de propósito específico de propriedade da própria
Telemar Norte Leste, empresa operacional do grupo. Segundo o fato relevante,
as assembleias gerais da Brasil Telecom e da Coari para aprovar a proposta
de incorporação serão convocadas nos próximos
dias. O encontro de acionistas deve ocorrer no dia 6 de janeiro de 2010.
Pela proposta, os acionistas da Brasil Telecom receberão uma
ação da Coari do mesmo tipo (ordinária ou preferencial)
para cada ação da Brasil Telecom detida. As ações
da Coari terão os mesmos direitos dos papéis da Brasil Telecom,
inclusive em relação a dividendos, e serão negociadas
na Bovespa sob os códigos COAR3 e COAR4. Informa o comunicado que
os acionistas das duas empresas que não concordarem com a incorporação
poderão exercer o direito de retirada, com reembolso de R$ 11,40
por ação da Brasil Telecom e de R$ 1,00 por ação
da Coari.
Segundo o analista do Itaú Securities, Valder Nogueira, ao final
do processo, os atuais acionistas de Brasil Telecom que possuem ações
ordinárias (com voto) e preferenciais (sem voto) vão virar
acionistas da Telemar Norte Leste, porém antes vão virar
acionistas da Coari para depois serem acionistas da operadora. No entanto,
a terceira etapa da reorganização não altera em nada
o que já se sabia sobre a operação anunciada no fim
do primeiro semestre. "É uma burocracia legal, parte normal do processo",
explica Nogueira. "Como algumas das empresas que foram adquiridas tinham
capital aberto aqui e lá fora (no mercado americano), estamos migrando
todos os acionistas (inclusive os internacionais) para essa entidade",
explica o analista.
A operação depende da autorização do registro
dessas ações na Securities and Exchange Commission (SEC),
a CVM americana, já que a Brasil Telecom também possui recibos
de ações (ADRs) listados em Nova York. A quarta e última
etapa do processo de reorganização das companhias, ainda
sem prazo para ocorrer, prevê a incorporação da Coari
pela Telemar Norte Leste.
A Coari foi constituída no passado para abrigar as ações
da BrT operadora e BrT Participações e foi o veículo
que incorporou o ágio pago na compra da Brasil Telecom, da ordem
de R$ 8 bilhões. Esse ágio já está sendo utilizado
pela empresa como despesa dedutível do lucro tributável.
Na conclusão da próxima etapa, será definido por quanto
tempo estes créditos serão amortizados. (Vera Saavedra
Durão e Janes Rocha - Valor Online)
04.12 - Previc segue para plenário do Senado
Projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos
Sociais
O projeto de lei 136/2009, que cria a Previc e aprovado na Câmara,
foi encaminhado na quarta-feira, em regime de urgência, para o plenário
do Senado, a pedido do líder do governo Romero Jucá (PMDB/RR).
O requerimento foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
em seguida à aprovação da Superintendência Nacional
de Previdência Complementar ter sido aprovado naquela comissão,
por unanimidade.
O projeto foi relatado na CAS pelo senador Heráclito Fortes
(DEM/PI), que manteve o mesmo parecer de Jucá, relator do projeto
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo transforma a Secretaria
de Previdência Complementar em uma autarquia com autonomia administrativa
e financeira, com patrimônio próprio e vinculada ao Ministério
da Previdência Social. Ela será responsável pela supervisão
do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas
de previdência complementar.
A Previc contará com carreira própria, inclusive para
cargos de chefia, e será composta por uma diretoria colegiada, procuradoria
federal, corregedoria, ouvidoria, Câmara de Mediação
e Arbitragem e uma Câmara de Recursos. Se aprovada em regime de urgência,
no plenário do Senado, ainda em dezembro, a Previc começará
a funcionar em 2010. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
04.12 - FGV e Abrapp criam índice imobiliário
O setor imobiliário brasileiro ganhará um índice
trimestral que irá medir o rendimento dos investimentos em imóveis
em todo o país. O Índice Brasileiro de Rentabilidade Imobiliária
(Ibri), em fase piloto, foi apresentado terça-feira, em São
Paulo, pela Fundação Getúlio Vargas e pela Comissão
Ad Hoc de Investimentos Imobiliários da ABRAPP deverá ser
divulgado regularmente a partir do meio do ano que vem. A apresentação
aconteceu no workshop Índice Imobiliário, que contou com
o patrocínio da BR Properties, CCP Cyrela Commercial Properties,
Itaú-Unibanco, Multiplan e Tishman Speyer.
De acordo com Paulo Pichetti, pesquisador da FGV e coordenador do índice,
a criação de uma ferramenta para mapear o desempenho do mercado
de imóveis no Brasil é uma demanda antiga do setor, mas que
se tornou realidade sob encomenda da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Com
o novo índice, será possível comparar a rentabilidade
do segmento imobiliário em relação a outros ativos,
inclusive do mercado imobiliário, ou a de determinada carteira
de um fundo em relação ao mercado como um todo.
“É um tipo de informação que todo tipo de investidor
vai usar. [O mercado imobiliário atual] é como se estivéssemos
olhando para o mercado de ações, mas sem o Ibovespa. Cada
um sabe o quanto ganha, mas não dá para comparar com nenhuma
referência”, diz Pichetti ao G1.
Segundo o pesquisador, a falta de dados e informações
centralizadas sobre valorização e rendimento é um
ponto fraco do mercado imobiliário do Brasil e afasta decisões
de investimentos de grandes investidores internacionais.
“Já cheguei a ler em relatórios de consultorias internacionais
que o mercado brasileiro é muito interessante e tem potencial, mas
que a ausência de informações é um ‘calcanhar
de Aquiles’”, diz.
Para o vice-presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto,o advento
do índice e a organização dos dados do setor serão
importantes para transformar em realidade e dinheiro o forte interesse
crescente que já existe em se investir em imóveis no Brasil.
“É preciso dar mais segurança e tranqüilidade para o
investidor, porque a necessidade de se investir em imóveis está
aumentando”, diz Neto.
Na avaliação da pesquisadora Ana Maria Castelo, consultora
do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas,
os dados do setor de imóveis só são tão requisitados
agora porque o mercado vive momento de acumulada valorização.
Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
e nas Contas Nacionais, do IBGE, Ana mapeou a renda gerada pelos imóveis
com aluguel e com a valorização em todo o país. De
acordo com levantamento da pesquisadora, a renda gerada por aluguel atualmente
equivale a 4% do Produto Interno Bruto no país. Destas, 40,2% vêm
de São Paulo.
Para a apresentação do funcionamento e metodologia do
indicador, o Ibri foi elaborado em fase inicial com base nas informações
dos 156 imóveis que pertencem aos fundos de pensão associados
da Abrapp.
Segundo os pesquisadores, o desafio para transformar o índice
piloto em um indicador abrangente de divulgação regular é
convencer os proprietários, investidores e incorporadoras do setor
a fornecer o máximo de informações possíveis
à Fundação Getúlio Vargas. "É como nos
índices de inflação que eu coordeno na FGV: eu sei
o preço do iogurte no supermercado X, mas eu não divulgo;
vai para o índice", diz.
Para obter os dados, FGV e Abrapp reuniram os principais 'players'
do setor em um workshop em São Paulo para debater o tema e explicar
que a colaboração deve se reverter em benefícios para
o setor.
"Todos os presentes hoje responderam um questionário. Agora
vai depender da adesão e da velocidade com que cada empresa vai
nos entregar os dados para sabermos quando o índice será
divulgado regularmente. A expectativa é de que isso aconteça
até o meio do ano que vem", diz Pichetti. (Diário dos Fundos
de Pensão)
04.12 - Vc já estruturou seu programa de educação
previdenciária?
A hora é agora! Já estamos no final de 2009 e as definições
para 2010 já se fazem necessárias. Conte com o AssPreviSite
para começar o primeiro nível do processo - INFORMAÇÃO.
Além do perfil e “expertise” noticiosa, o AssPreviSite se alinha
e apoia os profissionais da sua Entidade na efetivação destes
programas, em qualquer das fases que ele esteja ocorrendo (planejamento,
elaboração ou implementação). Nosso apoio
tem um perfil, amplitude e abrangência que atende aos programas de
educação financeira e previdenciária estabelecidos
na recomendação 1 do CGPC e na instrução 32
da SPC. Com um reconhecido trabalho de instituição
geradora do melhor informativo diário sobre o segmento previdenciário
do país para os dirigentes, conselheiros, especialistas e profissionais
do sistema de previdência complementar, podemos também colocar
à disposição das Entidades um instrumento específico
de apoio objetivo para o fornecimento de informações com
o perfil adequado para a formação financeira e previdenciária
aos leitores dos instrumentos de comunicação das fundações
. Não existe o aproveitamento de notícias e matérias
- a geração é específica e focada exclusivamente
nos preceitos da educação financeira e previdenciária
do participante. Com este trabalho o AssPreviSite libera sua equipe
para a geração de material sobre seus próprios planos
(exposição e explicação de regulamentos, política
de investimentos, desempenho e resultados, etc) ficando a nosso cargo as
matérias de cunho geral, dentro do perfil exposto acima. Faça
como dezenas de EFPCs, solicite mais informações através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
03.12 - PGA: Pesquisa da Abrapp vai até esta quinta
Com o advento do Novo Plano de Contas surgiu a necessidade de cada
associada elaborar o regulamento de seu Plano de Gestão Administrativa
(PGA). Foi para auxiliar nessa elaboração que a ABRAPP há
cerca de um mês ofereceu à consideração de seu
quadro associativo textos que orientam quanto ao atendimento do que é
solicitado pelas autoridades. Dado esse primeiro passo, a Associação
voltou à presença dos dirigentes de associadas com
uma circular que encaminha uma breve pesquisa destinada a apurar as eventuais
dificuldades que estão sendo encontradas pelo quadro de filiadas
no cumprimento dessa missão.
Na circular é informado que a referida pesquisa, composta por
apenas cinco questões, de fácil e rápido preenchimento,
pode ser encontrada no link fornecido. Foi pedido que as perguntas sejam
respondidas até a próxima quinta-feira, dia 3.
Foi destacado que cada entidade (CNPJ) poderá responder a pesquisa
apenas uma vez, evitando duplicidade de preenchimento e otimizando a análise
dos resultados. (Diário dos Fundos de Pensão)
03.12 - Fundos: 8ª edição da Revista de Previdência
No dia 09.12.2009, às 17h30m, será lançado o nº
8 da Revista de Previdência no auditório situado no
1º andar do Anexo A do Ministério da Previdência Social
em Brasília, em evento que contarácom a participação
de representantes da SPC.
Essa é mais uma iniciativa que visa a difusão da cultura
previdenciária em revista coordenada por Flavio Martins Rodrigues
(Esc. Bocater, Camargo e Costa e Silva Advogados) e Lygia Avena (Coordenadora
da CTN Jurídica da Abrapp e Gerente Jurídica da VALIA) composta
de artigos bem atuais e diversificados no campo previdenciário,
como indicado a seguir :
1 - "A prescrição no processo administrativo sancionador
da SPC", de Ivan Jorge Bechara Filho (Diretor do DELEG/SPC);
2 - "A preservação do contrato previdência", de
Adacir Reis (ex-Secretário de Previdência Complementar) e
Maurício Corrêa Sette Tôrres (ex- Diretor da SPC);
3 - "Perfis de investimento - uma opção aos participantes
dos Fundos de Pensão", de Lygia Avena (Coordenadora Nacional da
CTN Jurídica da Abrapp) e Camila Capretz (Coordenadora Regional
da CTN Jurídica da Abrapp);
4 - "O dever de fiscalização do patrocinador em relação
aos Fundos de Pensão: a inteligência do art. 29 da Lei Complementar
nº 108/2001", de Flavio Martins Rodrigues (Sócio de Bocater,
Camargo, Costa e Silva - Advogados) e Thiago Cardoso Araújo (Associado
de Bocater, Camargo, Costa e Silva - Advogados);
5 - "Inovação na gestão de ativos imobiliários
dos regimes próprios de previdência social: uma proposta de
securitização", de Felipe Derbli (Procurador do Estado do
Rio de Janeiro);
6 - "Mudança do conceito de família do Benefício
de Prestação Continuada", de Marcelo Medeiros (Pesquisador
do IPEA), Fábio Henrique Granja e Melchior Sawaia Neto (Analistas
do TCU);
7 - "Novas regras contábeis e a sua repercussão no âmbito
dos Fundos de Pensão", de Geraldo de Assis Souza Jr. (membro da
CTN de Contabilidade da Abrapp) e Valdemar Spanholi (Diretor da Ancep);
8 - "A impossibilidade de submissão obrigatória de operações
realizadas por Fundos de Pensão ao CADE pelo critério de
faturamento", de Cristina Bertinoti (Consultora Jurídica Adjunta
da PREVI-BB).
O lançamento contará com uma palestra a ser proferida
pelo Dr. Ivan Jorge Bechara Filho, Diretor do DELEG/SPC. (AssPreviSite)
03.12 - Previpar: Nova diretoria
A segunda-feira (23) foi dia de festa para a Previpar – Associação
dos Fundos de Pensão do Paraná, com a posse da Cláudia
Trindade (Fusan) como Diretora Presidente e Sônia Maria dos Santos
(Alpha) e Silvio Renato Rangel Silveira (Fibra) como diretores.
Entre os vários objetivos da Previpar se destacam os de congregar,
atuar em defesa das associadas, representar as mesmas em ações
judiciais ou extrajudiciais, promover e realizar seminários, cursos,
estudos e fomentar a questão previdenciária. Atualmente a
associação conta com 12 associadas distribuídas no
Paraná.
Nos últimos anos a Previpar intensificou sua vocação
de fomentar a questão previdenciária no Paraná e para
isso não poupou esforço e concentração, realizando
com parceiros fiéis mais de 50 eventos envolvendo cafés da
manhã, cursos, palestras e seminários, com grande destaque
para o 1º e 2º Curso de Capacitação de Dirigentes
e Conselheiros de Fundos de Pensão, numa parceria com a UNIFAE e
o I Encontro de Previdência Complementar da Região Sul, realizado
no início de junho em Curitiba, que reuniu mais de 400 pessoas.
Na mesma ocasião o ex-presidente da Previpar, Hélio de
Almeida Machado, relembrou que em 25 de agosto de 2004 assumia como diretor
da Previpar. Posteriormente, em 28 de março de 2006 como presidente.
Hoje, Hélio se despede destes anos de muitas experiências
profissionais e de relacionamentos, além de grandes contribuições
de novos momentos para a Previpar.
Neste período, assumiu junto com a diretoria e as associadas
o aumento de forma significativa nos serviços prestados, destacando
a celebração de termo de cooperação técnica
entre a Previpar, Abrapp e ICSS/Sindapp, e por último o 1º
Campeonato de Futebol das Fundações do Paraná.
“Saio da Previpar deixando registrado que tive nas pessoas de Cláudia
e Silvio dois companheiros de diretoria que contribuíram decisivamente
para o sucesso da gestão”.
Segundo Cláudia, substituir o Machado na Previpar será
uma tarefa desafiadora, porque a sua dedicação à frente
da entidade projetou as Fundações do Paraná e contribuiu
para aprimorar o conhecimento dos colaboradores dos Fundos de Pensão
no Paraná, que passaram a ter através da Previpar treinamentos
e discussões, antes só vistos nos grandes centros.
(Previpar/Diário dos Fundos de Pensão)
02.12 - Previc: Comissão da Câmara defende sua criação
Comissão Especial sobre crise financeira da Câmara
dos Deputados defende criação da Previc
Relatório diz que Superintendência é importante
para a economia do País
“A reestruturação e o fortalecimento dos órgãos
de fiscalização da previdência complementar são
de importância vital para a economia do País.” Partindo dessa
premissa, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada
ao exame e avaliação da Crise Econômico-Financeira
defendeu, em seu relatório, a aprovação, pelo Congresso
Nacional, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc. O projeto de lei já foi aprovado na Câmara e tramita
atualmente no Senado Federal.
Encaminhado à Presidência da República e ao Ministro
da Previdência Social, José Pimentel, o relatório
é assinado pelo relator da Comissão, deputado Antônio
Palocci (PT-SP). Ele observa, no documento, que diante das dimensões
do quadro da previdência complementar brasileira –R$ 442 bilhões
de ativos garantidores de benefícios, representando mais de 15%
do tamanho do mercado financeiro (R$ 2,9 trilhões) – necessário
se faz criar uma estrutura de supervisão e regulamentação
condizente.
E justificou: “Atualmente, a Secretaria de Previdência Complementar
(SPC), subordinada ao Ministério da Previdência Social, não
tem autonomia administrativa, nem financeira e nem orçamentária.
E ademais, como mencionou o secretário Ricardo Pena, a Secretaria
não tem carreira própria e os quadros são todos emprestados
de outros órgãos da administração pública.”
QUADROS ESTÁVEIS - O deputado se referia ao depoimento dado
em audiência pública (4/5/2009) naquela Comissão Especial,
pelo Secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena,
enfatizando o papel constitucional da previdência complementar fechada
no sentido de constituir reservas para garantir o benefício contratado
para os participantes. “Estamos tratando de uma poupança de trinta
a quarenta anos que está sendo formada para possibilitar uma aposentadoria
mais satisfatória dos trabalhadores”, comentou o relator.
Palocci conclui que “é preciso ter quadros estáveis e
especializados, uma vez que existe o risco de não haver continuidade
no trabalho desenvolvido, pois os servidores podem retornar aos órgãos
de origem a qualquer momento”. Apesar dessa situação adversa,
segundo o relatório, a SPC conseguiu implantar a supervisão
direta e a indireta das entidades fechadas de previdência complementar
(EFPC). “Além disso, reduziu o prazo de análise de processos
de constituição de novos fundos de pensão ou de planos
de benefícios, que antes levavam dois anos para ser aprovados. Agora
o são em 22 dias, em média”, finalizou o relator.
(Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
02.12 - Os fundos e a Educação Previdenciária
Os fundos de pensão foram chamados para uma importante decisão
do sistema: estruturar um programa de educação financeira
e previdenciária para seus participantes.
A SPC, Entidades Associativas e os Profissionais do Sistema buscam
uma nova, oportuna e necessária postura - preparo, desenvolvimento
e formação de uma nova geração de participantes
dos planos de benefícios.
Além de uma melhoria na cultura previdenciária e do perfil
de entendimento de seus participantes sobre o sistema de previdência
complementar, a legislação, as entidades e as características
que envolvem os planos de benefícios, esta ação favorece
também a formação e o desenvolvimento de um perfil
para uma melhor representatividade destes junto aos conselhos das EFPCs.
Os ganhos de se ter um participante melhor preparado e informado são
imensuráveis.
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível deste
estratégico processo - INFORMAÇÃO: a oferta de um
conteúdo diário, dinâmico e específico que estimula
e motiva ainda mais a leitura e envolvimento dos participantes com toda
a temática objeto da educação financeira e previdenciária.
Confira aquilo que podemos agregar para os instrumentos de comunicação
do seu programa, veja a estratégia e a interessante abordagem para
os temas que são fundamentais para este processo formativo.
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(AssPreviSite)
02.12 - Fundos: Desconto no IR
A complementação de aposentadoria paga pelo empregador
aos seus empregados em razão de acordo coletivo se enquadra na parte
final do inciso V, do artigo 13 da Lei nº 9.249, de 1995, - sobre
Imposto de Renda de pessoa jurídica - e, portanto, a dedução
de tal contribuição está limitada a 20% do total de
salários e remunerações pagos, nos termos do artigo
11 da lei nº 9.532, de 1997. O entendimento firmado pelo Tribunal
Regional Federal (TRF) da 4ª Região foi referendado pela Segunda
Turma do Superior de Justiça (STJ) em recurso relatado pelo ministro
Castro Meira. A Rio Grande Energia recorreu ao STJ para assegurar o direito
de deduzir no cálculo do lucro real, integralmente e de uma só
vez, a soma devida a titulo de complementação de aposentadoria
a seus ex-empregados em decorrência de negociação coletiva
na Justiça do Trabalho. Segundo o relator, o tratamento jurídico-tributário
conferido pelo fisco e confirmado pelo TRF está correto. Para Castro
Meira, ao excepcionar a proibição genérica de dedução
estabelecida às provisões em geral, a parte final do artigo
13, I, da lei nº 9.249, ressalvou categoricamente as provisões
técnicas das entidades de previdência privada cuja constituição
é exigida pela legislação especial elas aplicável.
(Valor Online)
01.12 - Renda variável impulsiona rentabilidade de fundos
Fundos de previdência complementar fechados tiveram uma rentabilidade
de 11,13% em oito meses, contra 6,91% do CDI (Certificados de Depósitos
Interbancários).
A renda variável foi a principal responsável pelo desempenho,
sendo que a alocação média das entidades em ações
ficou em 14%.
"Apesar do risco, a renda variável ajudou a impulsionar o desempenho
dos fundos no movimento de alta da Bolsa. Mesmo as entidades que não
diversificaram as carteiras de forma eficiente tiveram ganhos", disse Tiago
Costa, consultor de Investimentos da LUZ Engenharia Financeira, empresa
responsável pelo levantamento.
Ações
Os dados, coletados com 37 entidades, revelaram que dez fundações
superaram os 42% de rentabilidade do IbrX (Índice Brasil) - composto
pelas cem ações mais negociadas na Bolsa -, enquanto somente
duas superaram o Ibovespa - composto pelos papéis com maior volume
negociado nos últimos meses.
A entidade com melhor desempenho teve uma rentabilidade 20% superior
em renda variável, em relação à com pior desempenho,
e a escolha dos setores é que fez diferença: comércio/construção
tiveram desempenho médio acima de 80% em oito meses.
Outros investimentos
Investimentos em renda fixa agregaram pouco às carteiras, com
rentabilidade entre 7% e 11%, mas as estratégias em títulos
públicos pré-fixados, principalmente os indexados ao IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), tiveram melhor performance.
Os fundos de previdência apostaram em empréstimos e imóveis
como alternativas à renda variável, com rentabilidade de
8%, no primeiro caso, e valorização média de 10%,
no segundo.
"O entendimento de que será necessário assumir riscos,
seja em crédito ou de mercado, na expectativa de prêmios em
relação ao CDI, é crescente entre os administradores
de fundos. Por isso, acredito que haverá esse movimento dos gestores
nos próximos meses", afirmou Costa. (Flávia Furlan
Nunes - InfoMoney)
01.12 - A educação previdenciária avança
Até agora 16 fundos de pensão submeteram os seus programas
de educação previdenciária, voltados para os participantes
de 24 planos, à aprovação da Secretaria de Previdência
Complementar (SPC). Ao dar a informação, Patricia Cerqueira
Monteiro, Diretora Substituta de Monitoramento e Controle da SPC, adiantou
que em alguns dos casos – ela não citou quantos – as entidades solicitantes
estarão recebendo das autoridades nos próximos dias pedidos
de esclarecimentos adicionais. Patricia ofereceu essas explicações
ao participar quinta-feira, em São Paulo, do seminário promovido
pela ABRAPP sobre o tema Programas de Educação Financeira
e Previdenciária: Conceitos e Práticas, evento que ela definiu
como “uma importante iniciativa que com certeza muito irá ajudar
os fundos pequenos e médios a desenvolverem os seus esforços
nessa área”. Nesse mesmo sentido manifestou-se o Presidente da ABRAPP,
José de Souza Mendonça, que realçou o significado
desse trabalho educativo, que disse ser fundamental para que consigamos
ampliar as fronteiras da Previdência Complementar. “Há um
enorme espaço a ser ocupado, considerando que, dos 10 milhões
de brasileiros que por sua renda atual são os maiores interessados
em participar de planos, até agora atingimos 2,5 milhões”,
disse Mendonça, observando a modéstia desses números
diante das 90 milhões de pessoas que constituem a População
Economicamente Ativa (PEA) do País.
No seminário, ao qual estiveram também presentes o Vice-presidente
da ABRAPP, José Ribeiro Pena Neto e os diretores Marise Theodoro
Gasparini e José Tarcísio Ferreira Bezerra, foi consensual
a percepção da necessidade de se levar a educação
financeira e previdenciária aos participantes de fundos, às
universidades e aos alunos das escolas médias. “As pessoas devem
passar a ver a Previdência Complementar com a mesma naturalidade
do plano de saúde e de outros benefícios garantidos pelos
empregadores”, observou Mendonça. Patricia completou adiantando
que já estão bastante adiantadas as providências para
que esse esforço educativo seja levado às escolas do segundo
grau. “Conhecimento técnico e pedagógico para isso já
existe”, disse, informando que nesse sentido um comitê operacional
está para ser criado, reunindo os ministérios da Previdência,
Fazenda e da Educação, entre outros.
No evento foi apresentado o Roteiro para a Elaboração
de Projeto de Educação Financeira e Previdenciária,
preparado pela Comissão Técnica Nacional de Comunicação
e Fomento. A apresentação foi feita por Rosa de Fátima
Sousa da Silva, participante da CTNCF, que ofereceu explicações
detalhadas. Oferecido sem ônus às associadas, o roteiro transmite
uma orientação minuciosa e capaz de facilitar o fornecimento
das informações requeridas pela SPC, além de muitas
sugestões de ações, a serem adotadas conforme o porte,
características dos planos e orçamento disponível
para a sua execução.
O roteiro preparado pela CTNCF nota que o projeto deve ser adequado
ao porte da entidade e às características dos planos que
administra, devendo abranger, claro, os participantes, mas indo além
desse público inicial, alcançando também os funcionários
dos fundos e os representantes das empresas patrocinadoras e sindicatos
instituidores. Este último ponto é especialmente relevante
no caso das entidades multipatrocinadas.
O evento ganhou ainda mais conteúdo com as apresentações
de cases, nas exposições feitas por Laura Jane de Lima
(Fachesf), Rosana Romero (Economus), Wilson Geraldo Silva (Forluz)
e Wlader Lúcio Lima (CBS).
Para Mendonça, trabalhos como o apresentado pelo CTNCF “é
mais uma demonstração do quanto as comissões técnicas
são o coração da ABRAPP, ajudando sobremaneira a Associação
em sua tarefa de contribuir para a troca de informações e
experiências entre as associadas”. Completou elogiando aqueles profissionais
do sistema que “trabalham coletivamente pelo bem comum”. (Diário
dos Fundos de Pensão)
01.12 - Educação Previdenciária: A hora do participante
A hora é agora: Educação financeira e previdenciária!
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível do processo
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o AssPreviSite se alinha e ajuda os profissionais da sua Entidade na efetivação
destes programas, em qualquer das fases que ele esteja ocorrendo (planejamento,
elaboração ou implementação). Nosso apoio
tem um perfil, amplitude e abrangência que atende aos programas de
educação financeira e previdenciária estabelecidos
na recomendação 1 do CGPC e na instrução 32
da SPC. Com um reconhecido trabalho de instituição
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do país para os dirigentes, conselheiros, especialistas e profissionais
do sistema de previdência complementar, podemos também colocar
a disposição das Entidades um instrumento específico
de apoio objetivo para o fornecimento de informações com
o perfil adequado a formação financeira e previdenciária
aos leitores dos instrumentos de comunicação das fundações
. Não existe o aproveitamento de notícias e matérias
- a geração é específica e focada exclusivamente
nos preceitos da educação financeira e previdenciária.
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e uma demonstração através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
30.11 - IR: Recurso especial
A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu
que não é preciso aguardar a publicação do
inteiro teor do acórdão para impetrar recurso especial. Basta
ter sido divulgada a decisão do órgão colegiado. A
decisão é inédita. Ao analisar processo originário
do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, a turma seguiu,
por unanimidade, o voto do relator, ministro Humberto Martins. O processo
tratava da cobrança de Imposto de Renda sobre complementação
de aposentadoria e resgate de contribuições de previdência
privada. Depois de negado no TRF, o contribuinte recorreu ao STJ. Inicialmente,
o recurso foi considerado intempestivo - fora do tempo processual adequado.
Para o relator, no entanto, ele foi impetrado em tempo adequado e que seria
"de um rigorismo formal exacerbado considerar intempestivo o recurso".
O acórdão do TRF foi publicado em dezembro de 2006. Mas a
simples decisão foi veiculada em outubro, o que permitiria, segundo
o ministro, a apresentação do recurso. (Valor Online)
30.11 - Anapar: Assembléia para ajuizar ação sobre
IR
A ANAPAR este convocando todos os seus associados para participar da
Assembléia a ser realizada amanhã, 01 de dezembro de 2009,
às 19h, no auditório do Sindicato dos Bancários de
Brasília, EQS 314/315 Sul, Asa Sul, Brasília – DF.
Os associados da ANAPAR irão debater e deliberar sobre o ajuizamento
de ação declaratória contra a Fazenda Nacional (União
Federal), em Brasília, visando o reconhecimento da ilegalidade da
incidência do Imposto de Renda sobre os benefícios previdenciários
complementares recebidos por seus associados, em razão da tributação
cobrada entre 1989 e 1995.
A ação proposta pela ANAPAR pleiteará a redução
do Imposto de Renda incidente mensalmente sobre os benefícios a
receber no futuro, de maneira proporcional a este período de contribuições
em excesso, e a devolução dos valores pagos a maior desde
a data de aposentadoria.
Ação coletiva dependerá de execução
individual – O direito à restituição do IR cobrado
em excesso e a redução dos tributos mensais é um direito
individual. Para fazer valer este benefício a todos os associados,
a ANAPAR proporá uma ação declaratória na Justiça
Federal de Brasília, juntando a lista de todos os associados da
entidade, que serão os beneficiários da ação
em caso de sucesso.
Se o julgamento for favorável, cada associado deverá
ingressar na Justiça para fazer a liquidação individual
da sentença. A liquidação coletiva não seria
recomendável, dado o número de associados da entidade, sua
abrangência nacional e o tempo necessário para a coleta de
documentos. A liquidação individual economizaria tempo. Em
caso de sucesso, a ANAPAR disponibilizará em seu site as peças
processuais necessárias para liquidação.
A ação será proposta pelo Escritório de
Direito Social, conveniado da ANAPAR. Este escritório tem sedes
em Porto Alegre e São Paulo, e representações em Brasília
e Rio de Janeiro. As liquidações de sentença poderão
ser feitas através do mesmo escritório, com a cobrança
de honorários somente nesta fase.
Seriam beneficiados pela ação somente os associados da
ANAPAR que contribuíram para a previdência complementar entre
1º de janeiro de 1989 e 31 de dezembro de 1995. Não teriam
direito ao benefício os associados que se desligaram do plano de
previdência e resgataram sua reserva de poupança, os que se
aposentaram antes de janeiro de 1989 e não mais contribuíram
para o plano e os que aderiram ao plano de previdência depois de
1º janeiro de 1996.
Acesse o site da entidade (www.anapar.com.br) ou do escritório
de advocacia direitosocial@direitosocial.adv.br sobre o processo.
ANAPAR reivindica que Fazenda reconheça direito de todos – A
ANAPAR já fez algumas reuniões com representantes do Ministério
da Fazenda, solicitando uma solução definitiva para todos
os participantes de fundos de pensão. A entidade defende que nova
metodologia de cálculo do IR se aplique para todos os participantes
que contribuíram no período 89/95, de maneira que o direito
à redução do tributo e a devolução dos
valores pagos a maior sejam reconhecidos pela Receita Federal administrativamente,
evitando que o participante tenha de recorrer à Justiça para
assegurar um direito já pacificado pelos tribunais.
Mesmo depois de ajuizar ação, a ANAPAR continuará
a cobrar solução definitiva do Ministério da Fazenda.
(Anapar/AssPreviSite)
30.11 - Encontro sobre Educação Financeira e Previdenciária
Com a temática “Programas de Educação Financeira
e Previdenciária: Conceitos e Práticas”, a ABRAPP promoveu
na quinta-feira um encontro das suas associadas com a Diretora Substituta
de Monitoramento e Controle da SPC, Patrícia Cerqueira Monteiro.
Também esteve presente o presidente da ABRAPP, diretores das demais
entidades associativas, além de membros da Comissão Técnica
Nacional de Comunicação e Fomento e de representantes de
alguns fundos de pensão que apresentaram as suas experiências
no desenvolvimento de programas de educação financeira e
previdenciária.
Além do posicionamento da SPC sobre a relevância da Educação
Financeira e Previdenciária para o sistema, as etapas já
cumpridas deste processo e as expectativas que se tem com o seu desenvolvimento,
a Diretora da SPC informou que 16 entidades apresentaram 24 ofícios
solicitando a dispensa da remessa do relatório anual. Informou
que algumas destas entidades receberão, em breve, um ofício
da Secretaria para complementação de algumas informações
nos projetos apresentados.
Em seguida, Rosa de Fátima Sousa da Silva, da BB Previdência,
apresentou algumas observações sobre o roteiro desenvolvido
pela Comissão Técnica Nacional de Comunicação
e Fomento para orientar os fundos de pensão na elaboração
de seus projetos.
O encontro foi finalizado com a apresentação das experiências
da Fachesf, Economus, Forluz e da Caixa Beneficente dos Empregados da Companhia
Siderúrgica Nacional no desenvolvimento de seus programas de educação
financeira e previdenciária. (AssPreviSite)
27.11 - Fundos de pensão, investimentos e Previc
O CMN aprovou resolução promovendo uma mudança
na regulação dos investimentos dos fundos de pensão
Responsável pelas diretrizes de aplicação financeira,
o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em setembro de 2009,
a Resolução nº 3.792, promovendo uma forte e importante
mudança na regulação dos investimentos dos fundos
de pensão no país, desde a primeira em 1978. O cenário
atual macroeconômico brasileiro, onde se destacam a dinâmica
da dívida pública mobiliária federal, a redução
das taxas de juros e a evolução dos instrumentos financeiros,
motivou a edição dos novos limites quantitativos.
Além disso, os compromissos atuariais dos planos de benefícios
ensejam a busca permanente de investimentos de boa rentabilidade, vis-à-vis
o risco incorrido. O momento presente induz à diversificação
dos investimentos, à luz das modalidades e características
dos planos de benefícios, visando, principalmente, a manutenção
do equilíbrio entre ativos e passivos. Com a norma em vigor abriu-se
a possibilidade dos fundos de pensão fazerem uma gestão mais
ativa dos seus investimentos, pretendendo, ao final de sua vida laboral,
que o trabalhador se aposente com benefícios maiores.
O órgão regulador observou a necessidade de reduzir custos
e otimizar os recursos garantidores dos planos de benefícios. Dessa
forma, os limites de aplicação dos recursos foram reorganizados,
com redução de 55 para 30 limites. Eliminou-se boa parte
das sobreposições e aqueles percentuais de difícil
verificação e alto custo de observância para o órgão
fiscalizador. Já para as entidades de previdência, elas precisam
manter controle e gestão de risco permanente das operações
financeiras, sem se afastar do objetivo principal de garantir o pagamento
de benefícios a seus participantes e assistidos.
Pela nova regulamentação, os fundos de pensão
devem cumprir várias etapas no processo de aplicação
das reservas: observância de princípios, inclusive da responsabilidade
sócio-ambiental; seleção de administradores e profissionais
com foco na qualificação e certificação; elaboração
de análises técnicas de avaliação das opções
de investimento; planejamento; realização das operações
de aquisição e alienação de ativos; e desenvolvimento
de sistemas de gerenciamento de risco.
A certificação dos dirigentes, incluída na resolução
com regras e prazos de transição, foi uma contrapartida à
maior liberdade de operação e passo importante para a profissionalização
da gestão financeira da entidade. Em que pese os avanços
recentes, a estrutura proposta e os novos investimentos exigirão
dos dirigentes, conselheiros e corpo técnico dos fundos de pensão
maior conhecimento especializado, diligência e responsabilidade fiduciária.
A resolução confirma a importância da política
de investimento como ferramenta de planejamento da aplicação
dos recursos. Os investimentos dos fundos de pensão estão
organizados em seis segmentos: renda fixa (100%); renda variável
(70%); investimentos estruturados (20%); investimentos no exterior (10%);
imóveis (8%); e operações com participantes (15%).
As aplicações privilegiam os emissores que investem na qualidade
e na transparência da informação. Mais especificamente
nos ativos de renda variável cujo limite foi ampliado para 70% nas
empresas listadas no Novo Mercado, o texto mantém classificações
e limites diferenciados conforme o nível de governança da
companhia, de acordo com os requisitos estabelecidos pela bolsa de valores.
O novo segmento de investimentos estruturados reúne os fundos
de investimento - em participação, em empresas emergentes,
imobiliários e multimercado - que possuem características
próprias, dentre as quais a possibilidade de realizar operações
fora dos segmentos de renda fixa e renda variável. O novo segmento
de investimento no exterior, via fundos de investimento supervisionados
pela CVM, quebra um paradigma de mais de 30 anos. A introdução
desse novo segmento na carteira dos fundos fechados converge com as recomendações
da OCDE para a regulação do segmento de previdência
privada.
Na questão dos ativos, destacam-se os seguintes requisitos:
segurança com relação à existência e
registro do ativo, segregação patrimonial em conta individualizada,
e apreçamento do ativo com preferência para negociação
em bolsas de valores ou plataformas eletrônicas. Foram incluídos
novos ativos financeiros permitidos no segmento do agronegócio (notas
e cédulas de crédito à exportação, warrant
agropecuário), securitização e crédito privado,
ambiente (certificados de crédito de carbono) e fundos de índice
(os Exchange Traded Funds, ETFs).
Adicionalmente, observa-se que os limites são perfeitamente
compatíveis com o perfil do investidor que busca rentabilidade no
longo prazo, e não é afetado pela volatilidade dos preços
dos ativos no curto prazo. Com relação a derivativos, a nova
regra é inovadora, pois estabelece que o limite de atuação
esteja vinculado ao depósito de garantias, calculado por quem toma
o risco. Para as situações de desenquadramento passivo, o
regulador definiu um prazo de tolerância de dois anos e a utilização
opcional do superávit acumulado como um mecanismo de proteção
da poupança previdenciária dos participantes e assistidos.
Finalmente, cabe destacar que a evolução da regulação
de investimentos só foi possível depois do fortalecimento
do órgão fiscalizador. A equipe técnica da Secretaria
de Previdência Complementar (SPC) cresceu, desde 2003, em quantidade
e qualidade. O aumento do contingente foi acompanhado de investimento permanente
em capacitação e tecnologia da informação.
A aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei complementar
nº 136, de 2009, atualmente em tramitação no Senado
Federal, que cria a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc) é um passo fundamental para o aperfeiçoamento
e a consolidação institucional da regulação
e supervisão dos fundos de pensão. O projeto de autoria do
Poder Executivo, previsto na Lei Complementar nº 109 de 2001, requerido
pela CPMI de 2006 e já aprovado duas vezes na Câmara dos Deputados,
tem amplo apoio do sistema de previdência privada, do mercado financeiro
e de capitais, e urge sua sanção. (Ricardo Pena,
Carlos Eduardo Gomes e Patrícia Monteiro - Valor Online)
27.11 - Previdência - Um dia você vai precisar dela
*transcrição dos comentários feitos por Renato
Follador, na CBN
Depende de nós
Não podemos escolher quando ou como vamos morrer. Mas depende
só de nós a decisão de como vamos viver.
Balzac dizia que o homem começa a morrer na idade em que perde
o entusiasmo. E isso está relacionado a ter objetivos.
Por isso devemos ter um projeto de vida. Que inclua, preponderantemente,
a velhice.
Há tanta gente que o fez e é admirada por ter qualidade
de vida e tranqüilidade para curtir esta última etapa.
Lutei muito para convencer as pessoas a aderirem ao Fundo Paraná,
do qual participei da criação e sou um dos contribuintes.
Após 5 anos de existência, recebo, todos os dias, alguma
mensagem de agradecimento de quem acreditou e decidiu fazer nele a parte
financeira do seu projeto de vida.
O patrimônio de quem entrou desde o primeiro dia rendeu 203,35
%, ou 16,5 % ao ano. Mesmo com uma enorme crise no meio do caminho.
Quem sonhou com R$ 4.000,00 de aposentadoria vai receber R$ 5.000,00
se continuar assim.
Renato Follador, da CBN
www.renatofollador.com.br (AssPreviSite)
27.11 - Abertas: Crescimento de mais de 30% no 3º Tri
Segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Previdência
Privada e Vida (FenaPrevi), a captação do mercado de previdência
privada cresceu 30,79% no terceiro trimestre de 2009, em comparação
com o mesmo período de 2008, batendo a marca de R$ 9,5 bilhões.
O produto VGBL foi o que mais se destacou e aumentou 38,58% no mesmo período,
acumulando mais de R$ 7 bilhões.
"A popularização do VGBL deve-se pelo fato de que é
o produto indicado para o investidor que não declara imposto pelo
modelo completo. Esse produto é um seguro de vida com caráter
previdenciário por possuir cobertura por sobrevivência", informou
a FenaPrevi
Já o volume de contribuições de PGBL – produto
de previdência para quem declara Imposto de Renda, que permite deduzir
até 12% do montante a ser pago à Receita Federal – apresentou
crescimento de 17,24%, captando mais de R$ 1 bilhão.
Os planos tradicionais - produtos com benefícios definidos -
registraram retração de 4,85%, no período, com captação
de R$ 761,5 milhões. Outros produtos de previdência, como
FAPI, PGRP e VGRP captaram R$ 4,5 milhões.
Os dados apontaram também que os planos individuais cresceram
37,91% consolidando captação de R$ 7,6 bilhões, ante
os R$ 5,5 bilhões no mesmo período de 2008. Os planos empresariais,
por sua vez, acumularam R$ 1,1 bilhão, apresentando evolução
de 9,65%.
No ranking do setor, a Bradesco Vida e Previdência liderou a
lista dos produtos e, só no mês de setembro, captou 30,27%
do total arrecadado. A Itaú Vida e Previdência acumulou 9,63%,
seguidos da BrasilPrev, com 16,28% e Santander Seguros, com 14,97%.
Hoje no Brasil, existem mais de 14 milhões de contratos de planos
previdenciários e cerca de 100 mil pessoas são beneficiadas
pelas coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria.
(Último Segundo)
27.11 - Educação Previdenciária: A hora do participante
A hora é agora: Educação financeira e previdenciária!
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destes programas, em qualquer das fases que ele esteja ocorrendo (planejamento,
elaboração ou implementação). Nosso apoio
tem um perfil, amplitude e abrangência que atende aos programas de
educação financeira e previdenciária estabelecidos
na recomendação 1 do CGPC e na instrução 32
da SPC. Com um reconhecido trabalho de instituição
geradora do melhor informativo diário sobre o segmento previdenciário
do país para os dirigentes, conselheiros, especialistas e profissionais
do sistema de previdência complementar, podemos também colocar
a disposição das Entidades um instrumento específico
de apoio objetivo para o fornecimento de informações com
o perfil adequado a formação financeira e previdenciária
aos leitores dos instrumentos de comunicação das fundações
. Não existe o aproveitamento de notícias e matérias
- a geração é específica e focada exclusivamente
nos preceitos da educação financeira e previdenciária.
Faça como dezenas de EFPCs, solicite mais informações
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26.11 - Alta de 11,13% na rentabilidade dos fundos
A LUZ Engenharia Financeira (LUZ-EF) realizou um estudo comparativo
com 37 entidades de previdência complementar fechada, indicando que
essas entidades tiveram um aumento de 11,13% na rentabilidade acumulada
de janeiro a agosto de 2009. Dentre as carteiras estudadas, todas ficaram
acima do CDI, que ficou em 6,91%.
Nesse ponto, ao se observar a rentabilidade e a relação
com risco, a alocação média das entidades em renda
variável (RV) ficou em 14%. “Apesar do risco, a renda variável
ajudou a impulsionar o desempenho dos fundos no movimento de alta da Bolsa.
Mesmo as entidades que não diversificaram as carteiras de forma
eficiente tiveram ganhos”, pondera o consultor de Investimentos Sênior
da LUZ-EF, Tiago Costa.
Na rentabilidade acumulada de janeiro a agosto, os investimentos em
renda fixa (RF) mais conservadores agregaram pouco valor às carteiras.
Contudo, as estratégias em títulos públicos pré-fixados
e, principalmente, os indexados ao IPCA, tiveram desempenho mais satisfatório,
como foi verificado pelos 15% acumulado pelo IMA-B no período. Na
análise da rentabilidade da RF, o VaR (Value at Rist) médio
ficou em 0,12%, sendo que a rentabilidade de RF da maioria das fundações
ficou entre 7 e 11% .
Já na comparação entre RV e rentabilidade acumulada,
Costa explica que a escolha dos papéis fez toda a diferença
no desempenho das carteiras. Dez fundações superaram os 42%
do IBrX, mas somente duas superaram o Ibovespa. A composição
dos papéis levou a uma diferença entre a entidade com maior
desempenho e a entidade com menor desempenho superior a 20% na rentabilidade
apurada em RV.
Outra constatação é que as fundações
estão descobrindo os empréstimos e os imóveis como
alternativas que agregam valor às carteiras consolidadas. Ambos
com desempenho acima da média do CDI, sendo os empréstimos
em torno de 8% e os imóveis com valorização média
de 10%, conquistam os gestores no cumprimento das metas atuariais. Em relação
aos empréstimos, é notada uma mudança de percepção,
de modo de que eles deixam de ser percebidos somente como benefício
aos colaboradores e ganham status também de investimentos.
Costa atribui esse cenário às oportunidades de ganhos
em títulos pré-fixados e indexados ao IPCA no primeiro semestre
e ao sentimento de aversão ao risco de bolsa, desde a queda em outubro
de 2008. De fato, o que ocasionou a alta da bolsa foi a entrada de recursos
estrangeiros. Para os próximos meses, o executivo da LUZ-EF estima
que esse cenário deve mudar com aumento nas alocações
em títulos privados e ações. “O entendimento de que
será necessário assumir riscos seja em crédito ou
de mercado na expectativa de prêmios em relação ao
CDI é crescente entre os administradores dos fundos. Por isso, acredito
que haverá esse movimento dos gestores nos próximos meses”,
finaliza. (Executivos Financeiros)
26.11 - De onde viemos?
Nos últimos tempos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
distribuiu a torto e a direito críticas ao atual governo, com destaque,
entre outros, para a gestão dos fundos de pensão das empresas
estatais."Para onde vamos?", indagou FHC. Para responder-lhe é preciso
perguntar primeiro: de onde viemos?
Celso Furtado enfatizava que a velha máxima da "privatização
dos lucros e socialização dos prejuízos" prevalecia
na nossa economia agrário-exportadora. Também nas décadas
seguintes, quando houve a urbanização acelerada associada
ao processo de industrialização, o Estado nacional esteve
a serviço dos reclamos daqueles "do andar de cima", deixando em
último plano ações para atenuar os desequilíbrios
sociais endêmicos.
No passado mais recente esse processo se apresentou ainda com mais
vigor. Houve um desmonte deliberado do Estado com uma forte transferência
de patrimônio para grupos privados, ao se fazer um processo de privatização
a toque de caixa, simultâneo a uma política econômica
errática, submetida a fundamentos que se confirmaram impróprios,
catapultando nossa dívida pública de 30% para 58% do produto
interno bruto (PIB) entre 1994 e 2002. Puseram-se em prática apressados
cronogramas e avaliações de empresas, com ausência
de debates e aferições críticas. Em consórcios
peculiares mesclaram-se recursos corporativos previdenciários com
os de grupos privados.
Prestigiados gestores financeiros desenharam esquemas especiais de
financiamento. Registre-se: em alguns casos (como o da Vale), com a valorização
do ativo os fundos de pensão ganharam. Mas isso não enfraquece
o argumento. Afinal, foram "ao limite da responsabilidade", amarrando interesses
privados e o uso de recursos corporativos ou de financiamentos, desmontando
o aparato público-estatal e não colocando nada no lugar.
A propósito, a Agência Nacional de Transportes Terrestres
só foi instituída dois anos depois da privatização
das ferrovias.
Simultaneamente, na arena política mudou-se a regra do jogo,
deu-se corda aos grupos políticos mais atrasados de nosso Brasil
continental multifacetado e se trataram a pão e água os que,
no âmbito de governos subnacionais, ousavam discordar de suas orientações.
Foram períodos difíceis aqueles - que o digam alguns
governadores e prefeitos de oposição, mas não apenas
esses. Na classe empresarial havia tratamentos díspares: para uns,
tudo; para outros, os óbices da lei. Tal comportamento prevaleceu
numa década em que a taxa de juros real permaneceu acima de 15%
na maior parte do tempo.
Nesses termos, é preciso lembrar que as entidades previdenciárias
estiveram no "olho do furacão" no processo de privatização.
Na mesma época foram detectadas dezenas de registros de má
gestão e suspeitas de tratamento inadequado de seus recursos, levando
os fundos até mesmo a relacionamentos societários dificílimos
de serem saneados posteriormente. Tudo isso exatamente porque prevalecia
o entendimento (agora reafirmado) de que gestor de fundo de pensão
não pode dar palpite em empresas das quais participa; ele só
pode ceder recursos e, depois, confiar e aceitar as polpudas taxas de administração
cobradas e os salários generosos dos executivos.
Vê-se que tal concepção persiste, os lamentáveis
acontecimentos do passado não foram suficientes para mudar mentalidades.
Enfim, esse é um resumo breve de onde viemos. Estamos, por ora,
numa fase de transição, em que o velho ainda resiste e nasce
o novo, com força, mas também enfrentando resistências
para se aprumar.
Na gestão dos fundos de pensão e de fundos associados
a direitos trabalhistas as evidências indicam um novo tempo, que
por isso incomoda tanto.
Atualmente, destinam-se mais recursos a projetos de infraestrutura
tão necessários ao País. Rompe-se, a duras penas,
o ciclo vicioso de um financiamento público executado em circuitos
financeiros generosos, que dilapidou as finanças públicas.
Tal esquema se assentou em argumentos travestidos de verdades universais,
típicos de um mantra fundamentalista de outras eras. Isso, sim,
deveria ser alvo de maior debate, ao se clamar por uma "reestatização
do Estado", com maior controle da sociedade sobre o Orçamento nacional,
como fez um ex-presidente do Banco Central.
A recomposição da capacidade de regulação
econômica e de organização de um aparato apropriado
de financiamento público está em andamento, associada a uma
permanente interlocução com os grupos privados empreendedores
que se fortalecem em nosso país, para além do que imaginavam
os "moderninhos da Faria Lima e da Visconde de Pirajá".
Ocorreram avanços regulatórios e de organização
institucional-financeira para as áreas de energia, petróleo
e gás, indústria naval, telecomunicações, transportes,
portos, construção civil e até em saneamento e infraestrutura
urbana. As conquistas setoriais obtidas a partir de negociações
constantes são exemplos da reconstrução do espaço
público, ao contrário do que certas vozes insistem em negar.
Enfim, hoje os tempos são outros e as transformações
foram na direção de um modelo social-desenvolvimentista distinto
dos apelos aparentemente assépticos de alguns. Insistir em fazer
tábula rasa de acontecimentos recentes que custaram tão caro
à nossa sociedade e ao nosso país e tecer pareceres sem reconhecer
os ônus sociais deixados para trás é compreensível
numa sociedade democrática.
Negar as conquistas empreendidas por outro (e vitorioso) projeto social
e político também é. Tais posturas, porém,
não contribuem para aperfeiçoar a construção
de uma verdadeira Nação brasileira, com padrões de
justiça social e direitos cidadãos de que ainda estamos distantes.
Guilherme Lacerda, economista, com mestrado pela USP e doutorado pela
Unicamp, é presidente da Fundação dos Economiários
Federais (Funcef) (Petros/AssPreviSite)
26.11 - Educação Previdenciária: Uma decisão
estratégica
Não deixe sua fundação fora desta estratégica
decisão: estruturar um programa de educação financeira
e previdenciária para os seus participantes. Aproveite e conheça
o apoio que a geração de conteúdo do AssPreviSite
pode prestar para o seu programa de Educação Financeira e
Previdenciária, em especial quanto ao primeiro nível - INFORMAÇÃO.
Possuímos um recurso objetivo e fácil para o início
deste processo. O material que é gerado diariamente possui
um foco próprio, específico e em conformidade com todas as
especificações que se tem definido para o tema, nosso recurso
tem muito a agregar ao projeto das EFPCs. O AssPreviSite oferece
assim uma solução imediata para o primeiro nível do
programa - A geração de matérias, informes e artigos
específicos para este contexto. Faça como dezenas de
fundos e dê início imediato ao seu programa - É mais
simples do que você imagina! Não perca tempo, solicite
mais informações e uma demonstração através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
25.11 - Educação Financeira e Previdenciária: Conceitos
e Práticas
Com a participação de representantes da Secretaria de
Previdência Complementar (SPC), a apresentação do Roteiro
para a Elaboração de Projeto de Educação Financeira
e Previdenciária preparado pela Comissão Técnica Nacional
de Comunicação e Fomento e, como terceira atração,
o relato das experiências bem sucedidas das associadas Fachesf, Economus,
Forluz e CBS, o seminário Programa de Educação
Financeira e Previdenciária: Conceitos e Práticas vai acontecer
amanhã, quinta-feira, em São Paulo.
A visão institucional que a ABRAPP tem dessa temática
será apresentada pelo Presidente José de Souza Mendonça,
enquanto a da SPC será dada pela Diretora Substituta de Monitoramento
e Controle, Patrícia Cerqueira Monteiro.
Roteiro - O roteiro e o evento que será realizado para melhor
explicá-lo irão ajudar as associadas a contribuir para a
disseminação da educação financeira e previdenciária,
em especial junto aos participantes. Algo cuja importância decorre
principalmente da contribuição que oferece ao quadro associativo,
no sentido de ajudar a viabilizar uma iniciativa que o aproxima de
seus ativos e assistidos. Este é não apenas o público
alvo, mas a própria razão de existir dos fundos de pensão.
A relevância de uma iniciativa dessas, portanto, vai muito além
da dispensa do envio do relatório anual impresso aos participantes.
O roteiro preparado pela CTNCF nota que o projeto deve ser adequado
ao porte da entidade e às características dos planos que
administra, devendo abranger, claro, os participantes, mas indo além
desse público inicial, alcançando também os funcionários
dos fundos e os representantes das empresas patrocinadoras e sindicatos
instituidores. Este último ponto é especialmente relevante
no caso das entidades multipatrocinadas.
Oferecido sem ônus às associadas, o roteiro transmite
uma orientação detalhada e capaz de facilitar o fornecimento
das informações requeridas pela SPC, além de muitas
sugestões de ações, a serem adotadas conforme o porte,
características dos planos e orçamento disponível
para a sua execução. (Diário dos Fundos de Pensão)
25.11 - Educação Previdenciária: Conteúdo
Informativo Específico
O AssPreviSite tem uma proposta de parceria que visa levar um conteúdo
informativo específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e o seu aproveitamento pelos sistemas de comunicação
das Entidades nas ações de Educação Financeira
e Previdenciária. Com um reconhecido trabalho de instituição
geradora do melhor e mais abrangente informativo diário sobre o
segmento previdenciário do país voltado a dirigentes, conselheiros
e profissionais do sistema, colocamos a disposição das EFPCS
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio diário
para atender ao primeiro nível do projeto - INFORMAÇÂO
no processo de Educação Previdenciária das Entidades.
Solicite mais informações e uma demonstração
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
25.11 - Fundos: Demissão por fraude
STJ nega fundo de previdência de ex-gerente da Caixa demitido
por fraude
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou provimento
a recurso especial apresentado por um ex-gerente da Caixa Econômica
Federal, demitido por justa causa, para que ele pudesse ter direito a receber
o valor das contribuições pagas ao Fundo de Pensão
dos Empregados da instituição, o Funcef, durante o período
em que foi servidor. O ex-empregado figura como réu em ação
penal sob a acusação de ter praticado atos fraudulentos na
autorização de empréstimos, quando ocupou o cargo
de gerente.
A defesa argumentou no recurso ao STJ que o seqüestro desses valores
ofende o CPP (Código de Processo Penal) e que o seqüestro/arresto
de verba previdenciária é de “natureza impenhorável”.
No seu voto, o ministro relator Arnaldo Esteves de Lima enfatizou que
o CPC considera impenhoráveis os bens como pensões percebidas
de institutos de previdência, vencimentos e salários, já
que estes são ligados à subsistência pessoal e familiar
do devedor, mas não contribuições pagas a institutos
de previdência.
Além disso, conforme o ministro, o próprio CPP destaca
em seu artigo 649 que a restituição de eventuais contribuições
feitas a entidades previdenciárias não pode ser considerada
pensão, nem tampouco ter natureza salarial.
O motivo do recurso se deu porque a Caixa ajuizou ação
cautelar criminal visando o seqüestro/arresto das contribuições
do Funprev como forma de ressarcimento, caso ao final do processo penal
o ex-gerente seja condenado e não tenha como pagar pelo prejuízo
causado. O recorrente, então, interpôs o recurso especial
junto ao STJ contra acórdão proferido pelo TRF-1 (Tribunal
Regional Federal da 1ª Região), que negou provimento ao seu
apelo defensivo.
O ministro Arnaldo Esteves de Lima destacou no voto, ainda, decisão
do magistrado do tribunal de origem, segundo a qual, o CPP permite o arresto
de bens móveis, “na ausência de bens imóveis em nome
do réu, ou se, caso existindo, forem insuficientes para cobrir a
responsabilidade civil, bem como despesas processuais e penas pecuniárias”.
Citou, também, trecho do CPP pelo qual o seqüestro só
poderá ser formulado após ter sido iniciada a ação
penal e se comprovados tanto a materialidade do crime como a existência
de indícios suficientes de autoria - o que aconteceu. (Última
Instância)
24.11 - Previc: Sistema continua mobilizado
Na semana retrasada, o Presidente do Conselho Deliberativo da ABRAPP,
Fernando Pimentel, e o advogado Adacir Reis estiveram em uma audiência
com o Ministro da Previdência Social, José Pimentel, para
debaterem os processos que envolvem a aprovação da PREVIC
(Superintendência Nacional de Previdência Complementar). Os
representantes do Sistema têm mantido encontros semanais com a liderança
do Senado e com o Ministro, mostrando a importância do projeto e
a preocupação com o prazo para a aprovação
da autarquia. O mercado espera, e precisa, que a aprovação
saia ainda este ano, para que em 2010 comece a ser estruturada e já
inicie suas atividades.
A ABRAPP dedica total apoio à aprovação da Previc
e entende que ela é extremamente necessária para a continuidade
do desenvolvimento do sistema fechado de Previdência Complementar.
(Diário dos Fundos de Pensão)
24.11 - Cresce previdência associativa da área cultural
Setor conta com 400 instituidores, como sindicatos, cooperativas e
associações de várias categorias profissionais
O CulturaPrev, plano de previdência complementar associativa
ao qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez referência
na última semana,
em sua coluna nos jornais, conta com 19 instituidores – entre sindicatos
e associações – 540 participantes, um assistido (beneficiário
de pensão) e mais de 1.600
designados ou dependentes. Desde o início da campanha Cultura
Previdenciária, em dezembro de 2008, mais nove sindicatos e associações
de artistas solicitaram
à Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do Ministério
da Previdência Social, adesão ao novo plano.
Relativamente novo (2004), o plano de previdência CulturaPrev,
destinado exclusivamente aos profissionais da cultura, é administrado
pela entidade fechada de
previdência complementar Fundação Petrobras de
Seguridade Social (Petros). Ao ingressar no plano, o participante pode
optar pelo recebimento do benefício no
prazo de cinco, dez, 15, 20 ou 25 anos. O plano de benefícios
é da modalidade de Contribuição Definida (CD), sendo
a idade média dos participantes de 40 a 53 anos.
Veiculada na televisão e outros órgãos de imprensa,
a campanha Cultura Previdenciária foi uma iniciativa do governo
federal, por meio dos ministérios da Cultura
(MinC) e da Previdência Social. Voltada aos profissionais da
área cultural, a propaganda procura valorizar todas as atividades
realizadas nos diversos segmentos
da cultura brasileira.
Essa campanha de utilidade pública também alertou sobre
a necessidade desses trabalhadores garantirem sua segurança com
a complementação da renda na fase
de aposentadoria, ou em outras circunstâncias. Dentre as alternativas,
encontra-se o regime de previdência complementar fechado e a adesão
a planos associativos como, por exemplo, o já existente CulturaPrev.
Instituidores - Dentre os instituidores aprovados pela SPC, e cujos
participantes podem se inscrever no CulturaPrev, sobressaem-se: Sindicato
Nacional dos
Artistas Plásticos; Sindicato dos Músicos Profissionais
do Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Artistas e Técnicos em
Espetáculos de Diversões nos estados
de Pernambuco, Sergipe, Ceará, Rio Grande do Sul, São
Paulo, Rio de Janeiro e Bahia; Associação Brasileira de Museologia;
Associação Sergipana de Autores e Intérpretes Musicais;
Cooperativa Paulista de Teatro; Sindicato dos Músicos Profissionais
do Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Músicos Profissionais
do
Estado da Bahia; Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado
de São Paulo; Ordem dos Músicos do Brasil; Associação
Brasileira de Roteiristas Profissionais de
TV; Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica
e do Audiovisual; Cooperativa Paulista de Teatro, dentre outros.
Regulamentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003,
a Previdência Associativa é destinada a complementar a aposentadoria
dos trabalhadores
vinculados a sindicatos, associações de classe e cooperativas.
Ela conta atualmente com cerca de 100 mil participantes, um patrimônio
de R$ 530 milhões e
aproximadamente 400 instituidores, dentre os quais as seccionais da
Ordem dos Advogados do Brasil de sete estados, a Fecomércio, a Federação
Nacional de
Jornalistas (com adesão de cinco sindicatos), além do
sindicato dos Engenheiros de São Paulo e o de médicos de
Belo Horizonte. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
24.11 - Fundos promovem o II Encontro Pró-Equidade
Nove Entidades Fechadas de Previdência Complementar realizarão
o II Encontro Pró-Equidade de Gênero, Raça e Diversidade
dos Fundos de Pensão, sob o tema: A Declaração Universal
dos Direitos Humanos, o Papel da Mulher, as Cotas Raciais e Sociais: o
Debate da Inclusão. O evento será realizado dia 7 de dezembro,
no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. A iniciativa
busca estreitar o relacionamento de profissionais do segmento em ações
conjuntas para a disseminação e intercâmbio de práticas
de responsabilidade social e incentivar a participação no
Programa Pró-Equidade de Gênero da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal. Os realizadores
são os fundos Eletros, Funcef, Geap, Infraprev, Petros, Previ, Real
Grandeza, Serpros e Valia.
O evento terá a participação da ministra Nilcéa
Freira, da SPM; da Diretora da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), Laís Abramo; e da representante do Fundo de Desenvolvimento
das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Rebecca Reichmman.
E trará ainda os presidentes das nove fundações responsáveis
pela realização do evento, além da participação
da deputada Benedita da Silva (PT), secretária de Ação
Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro; da diretora executiva
da ONG Centro de Documentação e Informação
Coisa de Mulher, Neusa Pereira; da professora da Escola Nacional de Administração
Pública (Enap) e do Instituto de Ensino Superior de Brasília,
Tânia M. Fontenele-Mourão; da coordenadora do Programa Pró-Equidade
de Gênero da SPM, Eunice Lea de Moraes; e do coordenador do Ibase,
Itamar Silva. Todos os fundos de pensão do Brasil estão sendo
convidados. O evento será encerrado com o lançamento do Balanço
Social da Petros que destaca a luta da mulher e suas conquistas e, de maneira
geral, trata de temas sobre cidadania. (Petros/Diário dos
Fundos de Pensão)
23.11 - Educação para um novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite tem uma proposta de parceria que
leva um apoio específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Com um reconhecido trabalho de instituição geradora do melhor
e mais abrangente clipping diário para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais do segmento previdenciário do país, podemos
nos colocar a disposição das EFPCS para também prestar
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio para esta nova
postura da fundação, com um conteúdo específico
sobre a Educação Financeira e Previdenciária, com
o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs. Solicite
mais informações e uma demonstração através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
23.11 - Cálculo de aposentadoria deve mudar
Projeto que acaba com o fator previdenciário faz benefício
ser calculado pelos 3 últimos anos de contribuição
O governo corre contra o tempo para desarmar outra bomba nas contas
da Previdência Social. O projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que
trata do fim do fator previdenciário, ressuscita um critério
de cálculo da aposentadoria anterior à reforma de 1998, no
governo Fernando Henrique Cardoso. A aposentadoria voltaria a ser calculada
com base nos últimos três anos de contribuição.
Atualmente, são utilizadas na conta 80% das melhores contribuições
feitas desde 1994.
Se o projeto de Paim for aprovado sem mudanças, muitos brasileiros
poderão contribuir com base no valor do salário mínimo
(R$ 465) para a aposentadoria e nos últimos três anos pagar
para receber o teto, que hoje é de R$ 3.218,90. Isso provocaria
um forte aumento das despesas da Previdência.
Para o deputado Pepe Vargas (PT-RS), responsável por um projeto
substitutivo ao de Paim, o impacto da volta da chamada "média curta"
será mais danoso do que o fim do fator previdenciário. "Não
haverá nem o critério escadinha (aumento gradual) que existia
antes. A pessoa poderá contribuir com o mínimo e nos últimos
meses elevar a contribuição com base no teto", ressaltou.
Vargas disse que a necessidade de financiamento da Previdência
aumentaria em valor equivalente a 9,69% do Produto Interno Bruto (PIB)
em 2050 apenas com a adoção da média curta, segundo
cálculos do Ministério da Previdência. Considerando
o fim do fator previdenciário, esse "rombo" saltaria para 11,09%
do PIB. Sem essa alteração, a necessidade de financiamento
teria um aumento de 5,75% do PIB.
Para barrar esse rombo nas contas no longo prazo, o substituto de Vargas
estabelece que o cálculo da aposentadoria seja feito com base em
70% das melhores contribuições. "Isso aumentaria o valor
do benefício", destacou.
Na avaliação do deputado é insustentável
para o equilíbrio fiscal aprovar, sem alterações,
o projeto de Paim. Somente em 2010, conforme estudo da Consultoria de Orçamento
e Fiscalização da Câmara, as despesas previdenciárias
subirão R$ 2,53 bilhões com o fim do fator e alteração
no cálculo da contribuição. Em 2011, esse valor salta
para R$ 3,859 bilhões.
Na terça-feira, a Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o relatório do deputado
Arnaldo Faria de Sá (PTB-S) favorável ao projeto de Paim.
Agora, o texto segue para o plenário. O presidente da Casa, Michel
Temer, já assumiu o compromisso com Faria de Sá de colocar
o texto na pauta de votação assim que terminar a apreciação
dos projetos do pré-sal. A ideia é evitar o desgaste ainda
maior do governo com os aposentados.
Segundo Faria de Sá, a extinção do fator previdenciário
não é o fim do mundo. Ele disse ainda que não aceitará
a alternativa proposta por Pepe Vargas, que cria um novo critério
de cálculo do benefício, a chamada regra 95/85.
Com ele, as pessoas só poderiam se aposentar com benefício
integral quando a idade, somada ao tempo de contribuição,
resultasse em 95 anos (homens), ou 85 (mulheres). O relator na CCJ disse
estar disposto a negociar a média de contribuição
com o governo. "Nesse ponto, aceito discutir alterações no
projeto", afirmou.
O ex-ministro da Previdência Social e atual superintendente do
Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, José Cechin, destacou
que o fim do fator previdenciário e a volta do cálculo do
benefício com base nos três últimos anos de contribuição
é um retrocesso. Isso porque as pessoas não terão
mais motivos para adiar as aposentadorias e, além disso, muitos
brasileiros poderão pagar o mínimo de contribuição
para elevar o valor apenas nos últimos anos de trabalho. (Edna
Simão - O Estado de S.Paulo)
23.11 - Fundo Paraná: Uma das maiores rentabilidades
O Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada comemora
mais uma conquista! Depois de fechar o primeiro semestre do ano com uma
das melhores rentabilidades do Brasil, um dos planos administrados pela
instituição, fecha o mês de outubro com uma rentabilidade
acumulada de 19,7%.
Comparada com a poupança, que rendeu 5,8%, e com o CDI, que
fechou em 8,4%, concluímos que a rentabilidade do Fundo Paraná
rendeu quase três vezes o CDI e quatro vezes a poupança.
Detalhe que em quatro anos o Fundo Paraná rendeu mais que o
dobro da meta atuarial, a rentabilidade buscada. Se persistir o desempenho,
a aposentadoria será mais que o dobro da sonhada.
O Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada foi criado
para administrar planos de complementação de aposentadoria
para empregados de empresas de pequeno, médio e, eventualmente,
até de grande porte, para as quais um fundo de previdência
próprio não se justificaria em função dos custos
e/ou das dificuldades para administrar esse tipo de instituição.
Atualmente a instituição administra dois planos de previdência
registrados no Ministério de Previdência Social. São
eles: Plano de Benefícios J. Malucelli, patrocinado pelas empresas
do grupo J.Malucelli e o Plano de Benefícios ACPrev Instituído
pela Associação Comercial do Paraná, que possibilita
a todos os trabalhadores das oito mil empresas associadas ter acesso a
esse privilégio, que é não depender só do INSS.
Além disso, sindicatos, associações, conselhos
e cooperativas poderão assinar um convênio de adesão
com o Fundo Paraná, com a finalidade de oferecer uma oportunidade
única aos seus filiados. A previdência associativa surgiu,
portanto, como uma alternativa viável para profissionais liberais
e trabalhadores cujas empresas não ofereçam planos de previdência
em seu pacote de benefícios.
Entre em contato conosco: www.fundoparana.com.br (AssPreviSite)
23.11 - Apep: Reunião de Associadas em Dezembro
Programada para o próximo dia 10 de dezembro, quinta-feira,
em S. Paulo, a reunião de Associadas comemorará os 20 anos
da criação da Apep. (Apep/AssPreviSite)
19.11 - Caminho aberto para a educação previdenciária
O seminário Programa de Educação Financeira e
Previdenciária: Conceitos e Práticas vai acontecer em São
Paulo, no próximo dia 26, no intuito de oferecer com maior
profundidade a visão que temos a respeito do tema e o relato de
cases, mas com o objetivo ainda maior de apresentar um documento que, sem
ser um modelo fechado, mostra-se um caminho amplo, prático e seguro
para a elaboração de projetos na área.
Trata-se do Roteiro para a Elaboração de Projeto de Educação
Financeira e Previdenciária, preparado pela Comissão Técnica
Nacional de Comunicação e Fomento e disponível para
consulta desde há três semanas no portal da ABRAPP na internet,
na área restrita do endereço www.portaldosfundosdepensao.org.br
, bastando clicar em "educação previdenciária" no
topo da página.
O seminário contará com ativa participação
de equipe da Secretaria de Previdência Complementar, que apresentará
a sua visão do tema, e o relato das experiências bem sucedidas
das associadas Fachesf, Economus, Forluz e CBS.
O roteiro e o evento que será realizado para melhor explicá-lo
irão ajudar as associadas a contribuir para a disseminação
da educação financeira e previdenciária, em especial
junto aos participantes. Algo cuja importância decorre principalmente
da contribuição que oferece ao quadro associativo, no sentido
de ajudar a viabilizar uma iniciativa que o aproxima de seus ativos
e assistidos.
O roteiro preparado pela CTNCF nota que o projeto deve ser adequado
ao porte da entidade e às características dos planos que
administra, devendo abranger, claro, os participantes, mas indo além
desse público inicial, alcançando também os funcionários
dos fundos e os representantes das empresas patrocinadoras e sindicatos
instituidores. Este último ponto é especialmente relevante
no caso das entidades multipatrocinadas.
Oferecido sem ônus às associadas, o roteiro transmite
uma orientação detalhada e capaz de facilitar o fornecimento
das informações requeridas pela SPC, além de muitas
sugestões de ações, a serem adotadas conforme o porte,
características dos planos e orçamento disponível
para a sua execução. (Diário dos Fundos de Pensão)
19.11 - Fim do fator previdenciário ainda depende do plenário
Projeto de Paulo Paim foi aprovado por unanimidade na Comissão
de Constituição e Justiça do Senado
O projeto que extingue o fator previdenciário, aprovado terça-feira,
por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Câmara, ainda terá de ser submetido ao plenário
da Câmara. Com a pressão de dezenas de aposentados, os deputados
aprovaram o relatório do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)
favorável ao projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que põe
fim ao fator previdenciário.
Fator previdenciário é um sistema em que o INSS paga
uma pensão maior ao aposentado que adiar a sua aposentadoria, funcionando
como um programa de desestímulo às aposentadorias precoces.
Este método foi implantado em 1999 e desde então gerou uma
economia para os cofre públicos calculada em R$ 10 bilhões.
Caso seja extinto, a despesa deverá voltar a crescer.
A discussão do relatório de Faria de Sá durou
pouco mais de uma hora e contou com voto favorável dos José
Genoino (PT-SP) e até mesmo de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP).
Para Faria de Sá, a aprovação foi uma grande vitória.
"O governo estava tentando passar (empurrar o assunto) com a barriga",
afirmou o relator do projeto de Paim. Segundo ele, a apresentação
de proposta alternativa ao fim do fator previdenciário será
"inócua". "Foi aprovado o parecer e qualquer proposta que for apresentada
no plenário terá que passar por mim", explicou Faria de Sá.
Para Genoino, que votou a favor do fim do fator previdenciário,
o PT sempre foi contra a criação do fator previdenciário
no governo de Fernando Henrique. "A oposição está
fazendo uma disputa eleitoral", frisou. Ele ressaltou, no entanto, que
o governo apresentará uma alternativa ao fim do fator previdenciário
quando o debate estiver no plenário. "Não tem sentido quebrar
a cabeça na CCJ, se o assunto ainda vai passar pelo plenário.
Nossa prioridade é aprovar os projetos do pré-sal e o Orçamento",
disse Genoino.
Durante a reunião da CCJ, o deputado Pannunzio destacou que
os aposentados devem ficar atentos à votação no plenário.
"Estamos aqui discutindo a questão da constitucionalidade. É
preciso ficar atento à votação no plenário".
O fator previdenciária foi criado em 1999 para desestimular as aposentadorias
precoces e, desde então, proporcionou ao Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) uma economia ao calculada em R$ 10 bilhões. Se for
extinto, a despesa volta a crescer. (Edna Simão - Agência
Estado)
19.11 - Educação para um novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite tem uma proposta de parceria que
leva um apoio específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Com um reconhecido trabalho de instituição geradora do melhor
e mais abrangente clipping diário para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais do segmento previdenciário do país, podemos
nos colocar a disposição das EFPCs para também prestar
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio para esta nova
postura da fundação, com um conteúdo específico
sobre a Educação Financeira e Previdenciária, com
o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs. Solicite
mais informações e uma demonstração através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
18.11 - Previdência - Um dia você vai precisar dela
*transcrição dos comentários feitos por Renato
Follador, na CBN
Os Fundos são dos segurados
Volta e meia governantes tentam se meter na gestão dos fundos
de pensão.
Esquecem, ou não sabem que o dinheiro é dos segurados,
que são seus donos e responsáveis por seu próprio
futuro.
A gestão deles é feita por especialistas, que determinam
onde e quando investir, segundo limites fixados pelo Banco Central, e diversificando
investimentos para diluir o risco. É trabalho para profissionais
e não para políticos
Mais: a visão dos governantes é sempre de curto prazo,
o do mandato, incompatível com a visão dos fundos, que olham
sempre para o longuíssimo prazo.
Os governantes deveriam, sim, limitar-se a respeitar e agradecer aos
segurados que poupam todo mês em um fundo de pensão e investem
no Brasil, gerando crescimento e empregos. Eles são os grandes acionistas
em empresas como Sadia, Perdigão, Vale, Petrobrás, Embraer,
Oi, Costa do Sauipe e na maioria dos shoppings centers.
É mais meio trilhão de reais investidos. Mas, atenção,
governantes: cada centavo está comprometido com uma aposentadoria
lá na frente.
Renato Follador, da CBN
www.renatofollador.com.br (AssPreviSite)
18.11 - Encontros Regionais: Público 75% maior
Com apresentações em Belo Horizonte, Rio de Janeiro,
São Paulo, Florianópolis, Salvador e Brasília,
entre 20 de outubro e o último dia 12, a série de Encontros
Regionais 2009 da ABRAPP chegou ao fim na semana passada exibindo sinais
inequívocos de sucesso. Ao lado de uma avaliação altamente
positiva, foi também um sucesso de público. O número
de dirigentes e profissionais de associadas presentes chegou a 930, um
contingente nada menos de 75% superior ao registrado no ano passado. Um
dos atrativos foi uma mais ampla explicação da nova Resolução
CMN 3.792, a que trouxe uma nova disciplina para os investimentos,
em seus detalhes, em seus desdobramentos operacionais e implicações
presentes e futuras, ao lado de outras questões como a desoneração
e redução de riscos, seguro D&O, as mudanças que
a Resolução 29 trouxe para as despesas administrativas, educação
previdenciária e políticas de investimentos, em eventos patrocinados
pelo Bradesco (Bradesco Custódia e BRAM -Bradesco Asset Management).
Um balanço bastante favorável dos avanços conseguidos
pelos fundos de pensão ao longo deste ano e, ainda mais importante,
a convicção de que as portas estão abertas a novas
conquistas neste e no próximo ano, uma certeza fundada no elevado
diálogo que os nossos dirigentes e as autoridades vem conseguindo
manter e os muitos frutos que essa postura negociadora tem sido capaz de
produzir. Isso foi o que mostrou a série de eventos. Em um de seus
pronunciamentos, o Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça,
teve a oportunidade de notar que a nova Resolução 3.792,
que rege os investimentos, "representou um salto de qualidade, pelo que
trouxe de simplificação e flexibilização".
Um bom resultado tornado possível pela qualidade do diálogo
técnico mantido entre as lideranças do sistema e as autoridades,
algo que com certeza irá se repetir na elaboração
das regras que vão pautar a certificação de dirigentes
e a nova resolução sobre fusão (e cisão, incorporação
e transferência da gestão de planos).
A série de eventos através do País deu também
a oportunidade para outras importantes mensagens. Fortalecido pela competência
de seus próprios gestores, ao lado de uma base legal e normativa
modernizada, os fundos de pensão terão, segundo Mendonça,
muito maiores chances de sairem vencedores da luta em defesa do contrato
previdenciário. Uma batalha travada hoje em muitas frentes, entre
as quais a realização de eventos destinados a melhor esclarecer
juízes e ministros dos tribunais superiores sobre o que são
de fato e como operam os fundos de pensão, entre outros públicos
alvo de nossos esforços de divulgação.
O Secretário Ricardo Pena reforçou na série de
encontros esse balanço positivo, apontando conquistas como a nova
planificação contábil (alinhada às melhores
práticas e trazendo muito mais visibilidade aos registros), a regulação
sobre a supervisão (a Supervisão Baseada em Risco irá
levar os fundos a uma atitude mais proativa em relação à
avaliação dos riscos e ao emprego dos controles), as novas
regras referentes às despesas administrativas (tratamento diferenciado
para as entidades submetidas às leis 109 e 108, limites mais flexíveis
para atender às diferentes necessidades de multipatrocinados, instituídos
e planos mais e outros menos maduros) e, tudo isso, com prazo para adaptação
às novas regras, educação previdenciária (facilita
tanto o diálogo com os participantes quanto ajuda a fomentar o sistema)
e a criação da Comissão Nacional de Atuária.
Outro importante avanço, prosseguiu Pena, foi a Resolução
3.792, que rege os investimentos e que "trouxe menos limites quantitativos,
melhores controles de risco, derrubou o tabu do day trade, incorporou novos
ativos e reforçou a responsabilidade ambiental". Para o Secretário,
"a certificação será a contrapartida disso tudo e
irá representar uma nova conquista".
Ao participar de três eventos, o Vice-presidente da ABRAPP, José
Ribeiro Pena Neto, fez um balanço da ampla agenda de temas em que
estamos envolvidos, começando pela expectativa de uma rápida
aprovação, pelo Senado, do PLC 136, que cria a Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). O que se espera é
que o projeto seja votado em regime de urgência, sendo aprovado no
menor prazo possível em Plenário. “É nesse sentido
que estamos trabalhando”, observou Pena Neto.
Resolução 3792 - A Resolução 3792
foi destaque nas palavras de Pena Neto, tendo observado que o novo dispositivo
foi o resultado de um amplo e profundo debate, em busca de se oferecer
aos fundos de pensão as melhores condições para enfrentar,
em seus investimentos, um ambiente onde os juros declinantes tornaram mais
difícil a obtenção dos rendimentos adequados ao atendimento
das exigências expressas no passivo. Era também necessário,
lembrou o Vice-presidente da ABRAPP, dar mais flexibilidade aos gestores
para melhor aproveitarem os muitos produtos financeiros surgidos em um
mercado sempre muito dinâmico.
O tema, um dos principais atrativos da série de eventos, foi
abordado de forma ampla, clara e objetiva pelo Diretor de Monitoramento
e Controle da SPC, Carlos Eduardo da Cunha Gomes, e sua equipe, o que permitiu
um debate com muitos frutos, disso decorrendo o esclarecimento das dúvidas
apresentadas. A expectativa dos participantes foi claramente atendida por
Cunha e a equipe da Secretaria.
Os eventos contaram no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte com apresentações,
feitas pela Comissão Técnica Nacional de Governança
da ABRAPP, do Manual de Gerenciamento de Riscos e do Sistema do Calendário
de Obrigações.
Despesas administrativas - A Resolução 29, que
trata das despesas administrativas, foi olhada de perto nos encontros,
prevalecendo o sentimento de que esta veio dar novas e adequadas soluções
para problemas antigos. Os prazos concedidos para adaptação
são compatíveis, segundo esse entendimento. A questão
foi tratada nos eventos pela Chefe do Serviço de Monitoramento
e Controle da SPC, Cláudia Elizabeth Ashton de Araújo, e
pelo Vice-presidente do Conselho Deliberativo da ABRAPP e representante
dos fundos de pensão no Conselho de Gestão da Previdência
Complementar, Reginaldo José Camilo, que teve destacada a sua forte
contribuição para que se encontrasse os melhores caminhos
a esse respeito. Foi traçado um histórico das várias
etapas que levaram à nova resolução, suas motivações
e o que nela representou de avanço. Foram apontados como aperfeiçoamentos
a serem ainda conquistados o efeito suspensivo aplicado aos desenquadramentos
anteriores – entidades que se encontravam desenquadradas não serão
autuadas, até porque as normas anteriores eram reconhecidamente
obsoletas – e o não reembolso, pelo fundo à patrocinadora,
das despesas desta última com os dirigentes que indicou para a entidade.
Nada mais justo, porque no nosso modo de entender tratam-se aqui de pessoas
colocadas no cargo pelas próprias empresas, como seus representantes,
portanto. Este, aliás, é o entendimento consagrado pelo Decreto
606, de 1992.
Um importante espaço dos eventos foi ocupado pela exposição
e debate em torno do tema do fomento da educação financeira
e previdenciária, sendo contextualizada nesse quadro a Recomendação
nº 1 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar
(CGPC), que dispensa do envio do relatório anual em papel aos participantes
os fundos que investirem nesse esforço educativo. Aludiu-se ainda
à Instrução 32 da SPC, que também trabalha
na direção de termos ativos e assistidos suficientemente
educados para poder entender e participar das decisões.
Seguro D&O - A vice-presidente do SINDAPP, Nélia Pozzi,
em Belo Horizonte, o Presidente, Jarbas de Biagi no Rio e em São
Paulo, e o Diretor Sérgio Francisco da Silva, em Brasília,
Florianópolis e Salvador, expuseram os muitos motivos que tornam
importante as associadas disporem do seguro D&O para melhor proteção
dos seus dirigentes quanto aos atos regulares de gestão. Informaram
que, após dois anos de experiência na gestão de uma
apólice coletiva, o Sindicato está buscando melhorar ainda
mais as condições e reduzir os custos de adesão para
as associadas, inclusive considerando que nesse período muito se
aprendeu em relação a esse tipo de produto, além do
momento ser favorável a uma revisão desse tipo, uma vez que
se avançou durante todo esse período na fiscalização,
na governança (o fato de os fundos brasileiros terem sentido muito
menos a crise internacional foi prova disso) e nas normas, permitindo assim
a redução dos preços praticados. Até agora
23 associadas já aderiram, 15 estão em processo final de
adesão e 70 estudam vir a fazê-lo. (Diário dos Fundos
de Pensão)
18.11 - Fundos: Vale passou por um teste de governança, diz Agnelli
Presidente executivo tenta mostrar alinhamento com Sergio Rosa, da
Previ, que comanda o conselho de administração da companhia.
Presentes no mesmo evento público na tarde de ontem, o presidente
da Vale, Roger Agnelli, e o presidente da Previ e do conselho de administração
da mineradora, Sérgio Rosa, tentaram passar a mensagem de que está
superado o recente episódio em que membros do governo, incluindo
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticaram publicamente
decisões da empresa.
Ao falar sobre a discussão internacional que ocorre hoje sobre
até que ponto o Estado deve intervir na economia, Agnelli disse
que o sistema de governança da companhia "passou por mais um teste"
recentemente.
Ele negou que tenha sofrido pressão política e elogiou
o comportamento dos fundos de pensão que são acionistas da
companhia durante esse período, mas reconheceu que faz parte do
papel do governo cobrar e que os interesses da maior empresa privada do
Brasil não podem ser contrários aos da sociedade.
Os comentários de Agnelli foram feitos durante o 10º Congresso
Brasileiro de Governança Corporativa, organizado pelo Instituto
Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
Sobre o mesmo tema, Rosa disse que a Previ (fundo de pensão
dos funcionários do Banco do Brasil) tem sua governança própria
e seu conselho, mas também defendeu o direito do governo de opinar
sobre um setor de atividade econômica, uma vez que também
tem suas responsabilidades. "Estão querendo cassar o direito das
pessoas de se pronunciar", afirmou Rosa, ao ser questionado sobre se esse
tipo de manifestação publica atrapalharia a governança
da mineradora.
Durante sua palestra no Congresso, Agnelli fez diversas referências
à exposição feita minutos antes pelo presidente da
Previ.
Ao responder a uma pergunta da plateia sobre como é a remuneração
dos conselheiros da Vale, Agnelli disse que é toda fixa, mas que
poderia haver mudanças, se dirigindo diretamente a Sérgio
Rosa. "Deveria ter remuneração variável também.
Mas com parcimônia", afirmou o presidente da mineradora.
Em relação à negociação de preços
do minério de ferro com os chineses para o ano que vem, Agnelli
se limitou a dizer que as negociações ainda não começaram,
mas que o mercado está bom. Questionado então se as conversas
de 2010 seriam mais tranquilas, ele emendou: "As negociações
com os chineses nunca são tranquilas, sempre são cheias de
emoções". (Fernando Torres - Valor Online)
17.11 - Queda de juros traz desafios
O sonhado cenário de juros baixos dará trabalho aos fundos
de previdência complementar, que têm, em média, cerca
de 70% dos ativos aplicados em títulos do governo. O impacto na
remuneração obrigará estes fundos a realocarem aplicações,
o que o presidente da Fundação CEEE, GersoCarriode Oliveira,
já começou a fazer. "Sem dúvida, aumentou o risco.
O setor precisa se repensar, de forma rápida", afirma, lembrando
que a instituição tem que manter o cálculo atuarial
mínimo de INPC + 6% ao ano. Também buscará novos instituidores,
o que significa gerir fundos para terceiros, o que já faz para os
sindicatos dos engenheiros (Senge) e professores (Sinpro). Com 30 anos
e cinco patrocinadoras (CEEE, AES, RGE, CGTEE e CRM), a Fundação
tem 14 mil participantes, metade já assistidos, o que resulta em
uma folha de pagamentos de R$ 20 milhões/mês. Os ativos superaram
R$ 4 bilhões em agosto e o superávit fechou outubro em R$
440 milhões. Longe da crise, portanto. (Correio do Povo)
17.11 - Educação: Informação adequada para
os participantes
Nos programas de educação previdenciária dos fundos
de pensão o AssPreviSite pode dar um excelente apoio, em especial
quanto ao primeiro nível do processo - INFORMAÇÃO.
Além do perfil e “expertise” noticiosa, o AssPreviSite se alinha
aos esforços dos profissionais da sua Entidade na efetivação
destes programas (em qualquer fase que ele esteja - planejamento, elaboração,
complementação ou melhoria do foco). Com um reconhecido
trabalho de instituição geradora do melhor informativo diário
sobre o segmento previdenciário do país para drigentes, conselheiros
e profissionais que atuam na gestão das EFPCs, podemos também
nos colocar a disposição da sua fundação para
prestar mais um apoio de alta qualidade com um produto especialmente focado
nos participantes das Entidades. Não existe o aproveitamento
de notícias e matérias - a geração é
específica e focada exclusivamente nos preceitos da educação
financeira e previdenciária dos participantes. Experimente
e veja o quão adequado é o material gerado pelo AssPreviSite.
Solicite uma demonstração através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
17.11 - Novo mercado? Não, obrigado.
Em meados de 2008, quando costurava uma operação de aumento
de capital para uma nova tentativa de adquirir a mineradora suíça
Xstrata, a Vale entrou com pedido de listagem de ações na
Bolsa de Londres. O pedido foi negado porque lá vigora o princípio
de "uma ação, um voto".
Por ter duas classes de ações, as preferenciais (PN,
sem direito a voto) e as ordinárias (ON, com voto), a mineradora
brasileira foi barrada em um dos mais tradicionais mercados de capitais
do Ocidente. O fato, porém, não alterou as convicções
dos controladores, contrários à unificação
de ações por temer a diluição do controle e,
consequentemente, do poder que exercem sobre a empresa.
Isso explica porque, sendo uma das "blue chips" mais cobiçadas
da bolsa brasileira, a Vale não migrou para o Novo Mercado da BM&FBovespa,
nicho onde se concentram as empresas que aceitaram adotar o nível
máximo de boa governança empresarial e respeito aos investidores.
O caminho do Novo Mercado passa pelo princípio da bolsa londrina:
uma ação, um voto. E nesse caso, a Vale está fora.
Outras "blue chips", também emblemáticas da velha economia,
fazem companhia à Vale na decisão de não aderir ao
Novo Mercado (NM), como Petrobras, Usiminas, Gerdau, CSN, Bradesco e Itaú
Unibanco .
"Sem dúvida, ter ações em Londres era algo positivo
para a companhia", disse ao Valor Joílson Ferreira, diretor de participações
da Previ, fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil e maior
acionista da mineradora. "Mas a Vale tem crescido muito no mercado americano",
contrapôs, destacando que quase 30% das ações da empresa
são negociadas em Nova York sob a forma de ADR nível 2.
Segundo ele, se houvesse uma unificação de ações
da Vale - pré-requisito para a entrada no NM - em uma relação
de troca de um por um, o bloco de controle formado por Previ, BNDES, Bradespar
e Mitsui, abrigados na holding Valepar, donos de 52% do capital votante
e de 33% do capital total, ficaria reduzido a uma participação
de um terço do capital total, quase empatando com os estrangeiros.
Nessa hipótese seria o fim da Valepar, não haveria mais
acordo de acionistas e o bloco de controle passaria a exercer um controle
difuso. Isso é tudo que os controladores da Vale não querem.
Ferreira argumenta que eles pagaram ágio pelo controle da Vale na
privatização, em 1997. "O retorno que os minoritários
têm hoje é maior que o nosso, daí que não podemos
abrir mão do prêmio de controle das nossas ações,
em geral entre 20% e 30%, porque embute a questão do ágio."
Para o diretor da Previ, ninguém afasta a hipótese de
uma relação de troca diferenciada em operação
de unificação, mas os sócios, de modo geral, estão
satisfeitos.
"Os minoritários da Vale não têm como estar insatisfeitos.
As preferenciais têm direito de voto em assembleia, à exceção
da eleição dos conselheiros. A empresa é transparente,
trabalha com a governança dos comitês do conselho de administração,
incluindo comitê de auditoria, faz reuniões com o mercado,
paga bons dividendos, tem crescimento e quando faz chamada de capital as
pessoas comparecem." Ele enfatiza que "a decisão de não unificar
ações nem dar 'tag along' é dos controladores e não
da companhia".
Algumas "blue chips" encontraram resistências estatutárias
e até legais para democratizar seu capital e ampliar a transparência
conforme as exigências do NM.
Especialistas dizem que um exemplo é a Petrobras. Pela Lei do
Petróleo (9478/97), o governo brasileiro tem que ter no mínimo
50% das ações ON da petroleira. Da forma como está
distribuído o capital da companhia hoje, se as ações
preferenciais fossem transformadas em ordinárias o governo ficaria
com apenas um terço do capital. No caso do Banco do Brasil (que
entrou para o NM), o governo não perdeu o controle quando as ações
foram transformadas em ON porque possuía 88% dos votos.
Questionada pelo Valor, a Petrobras limitou-se a responder por escrito,
por meio da assessoria de imprensa, que sua ausência no NM se justifica
pelo fato de ter o capital dividido entre ONs e PNs.
Ao ser questionado sobre por que não aderiu ao NM, Domingos
Abreu, vice-presidente de relações com investidores do Bradesco,
deu explicação semelhante. Assim como a Vale e a Petrobras,
o banco também veria alterada a estrutura de controle, considerada
"bem definida", caso decidisse transformar todas as ações
em ordinárias. Os controladores do Bradesco (a Fundação
Bradesco e algumas holdings) detêm 63% das ações ordinárias,
que representam 50% do capital total. A conversão significaria a
redução da fatia dos controladores para algo em torno de
um terço do capital total.
Para o Itaú Unibanco, outra "blue-chip" que preferiu não
passar do Nível 1, a decisão está mais relacionada
à agregação de valor às ações
do que a restrições às regras do NM, explicou o superintendente
de relações com investidores, Geraldo Soares. "A questão
é quanto valor vai adicionar à minha ação?
Hoje nada", diz Soares, frisando que a constatação é
dos próprios investidores quando questionados nas reuniões
periódicas de relacionamento com o mercado. Segundo ele, o Itaú
já tem incorporado quase todos os requisitos que qualificam para
o Nível 2 e o NM, exceto a adesão à Câmara de
Arbitragem e a votação de preferencialistas em certos temas.
A Usiminas acaba de ganhar um prêmio de governança corporativa
do IBGC, instituição que monitora a adoção
desse quesito pelas empresas. A premiação foi por ter sido
a primeira a divulgar a remuneração de cada um de seus executivos.
O diretor jurídico da siderúrgica, Guilherme Hallack Lanziotti,
disse que "com isso a empresa mostra evolução e aprimoramento
das práticas de governança, independentemente da listagem
apenas no Nível 1".
Mas isso não tem sido suficiente para a empresa evoluir para
deter classe única de ações. O bloco de controle da
Usiminas - Nippon Steel, Votorantim, Camargo Corrêa e Caixa dos Empregados
- detém 63% das ações ordinárias da empresa
e 32% do capital total. Se adotasse só ordinárias, os sócios
controladores teriam a fatia diluída. Lanziotti não pode
dizer se há de fato resistência dos controladores à
mudança. "A proposta ainda não foi analisada pela empresa."
A CSN, que não pertence nem ao Nível 1 de governança,
não quis se manifestar. Fontes próximas informam que seu
comando está satisfeito com a presença na Bolsa de Nova York
e a adesão às rígidas normas de governança
da legislação americana. O maior acionista da CSN, Benjamin
Steinbruch, com 48% da companhia por meio da Vicunha Siderurgia, acumula
os cargos de presidente do conselho de administração e de
presidente executivo. O fato não é visto como bom exemplo
de governança. Interlocutores, porém, garantem que a CSN
não vê a situação como um problema.
(Vera Saavedra Durão e Janes Rocha - Valor Online)
16.11 - Educação para um novo perfil dos participantes
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, o AssPreviSite tem uma proposta de parceria que
leva um apoio específico para ser utilizado pelos canais de relacionamento
com participantes e para ser absorvido pelos sistemas de comunicação
das Entidades nos programas de Educação Financeira e Previdenciária.
Com um reconhecido trabalho de instituição geradora do melhor
e mais abrangente clipping diário para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais do segmento previdenciário do país, podemos
nos colocar a disposição das EFPCS para também prestar
um serviço de alta qualidade, dando o devido apoio para esta nova
postura da fundação, com um conteúdo específico
sobre a Educação Financeira e Previdenciária, com
o foco exclusivo no participante dos planos das EFPCs. Solicite
mais informações e uma demonstração através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
16.11 - Atender bem é prioridade, mostra evento
“Atendimento ao cliente é sempre um tema instigante e com muitos
desdobramentos, no Brasil e fora dele, não importando o ambiente
em que ele ocorra. Discutir o assunto buscando melhorias constantes é
prática salutar que deve ser estimulada em toda e qualquer instituição,
que tenha o cliente como seu principal foco”, diz Alexandre Diogo, presidente
do Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC),
a propósito do I Encontro dos Profissionais de Atendimento dos Fundos
de Pensão, que a ABRAPP irá promover nos próximos
dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, evento do qual será um dos palestrantes.
Diogo completa: “será uma oportunidade fantástica para debatermos
metologias, sempre em busca da excelência”.
O fato é que atender da melhor maneira os participantes e demais
públicos com que os fundos de pensão se relacionam é
uma necessidade cada vez mais reconhecida. Refletindo esse reconhecimento,
a área viu surgir recentemente a sua Comissão Técnica
Nacional de Relacionamento com o Participante, no lugar da comissão
ad hoc que antes funcionava, e que como um de seus primeiros trabalhos
passou a desenvolver uma ampla pesquisa para levantar rotinas, práticas
e propostas destinadas a subsidiar os aperfeiçoamentos possíveis
em uma atividade vista por todos como prioritária. Agora, o próximo
passo será dado com a realização do evento na próxima
semana, voltado para o tema “Relacionamento se Cultiva”.
O evento, que será aberto pelo Presidente da ABRAPP, José
de Souza Mendonça, e pelo Secretário Adjunto de Previdência
Complementar, Carlos de Paula, terá painéis sobre temas como
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: “CENÁRIO ATUAL, DESAFIOS E TENDÊNCIAS”,
“PRÁTICA DE RELACIONAMENTO COM OS PARTICIPANTES”, “SISTEMAS
DE AFERIÇÃO DE RESULTADOS”, “O GRANDE DESAFIO RUMO À
EXCELÊNCIA: EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA E FINANCEIRO”,
“MODELAGEM DA ÁREA DE RELACIONAMENTO” e “DIFERENCIAIS NO RELACIONAMENTO
COM O PARTICIPANTE”, além da apresentação dos resultados
de pesquisa e de relatos de experiências acumuladas por associadas.
Inscrições: www.portaldosfundosdepensao.org.br (Diário
dos Fundos de Pensão)
16.11 - Fundos: Votação do pré-sal em um mês
Governo quer aprovar projetos do pré-sal em menos de um mês
Estratégia de votação começou a ser definida
e tem apoio de toda a bancada
O Palácio do Planalto pretende colocar sua tropa de choque em
ação a partir destasemana na Câmara dos Deputados para
conseguir aprovar, em menos de um mês, os quatro projetos que estabelecem
o marco regulatório para a exploração de petróleo
no pré-sal. Líderes de partidos da oposição,
como o DEM, já prometeram que farão de tudo para obstruir
as votações em plenário.
O governo quer esforço redobrado da base aliada para aprovar
os projetos sem alterações. A estratégia para as votações,
que começam na próxima semana, foi definida ontem, durante
reunião do ministro de Relações Institucionais, Alexandre
Padilha, com os líderes dos partidos da base aliada.
"Essa é a votação prioritária do governo
neste momento", afirmou o ministro, após o encontro. "Nossa expectativa
é de pelo menos votar um projeto por semana, mas achamos que podemos
antecipar."
Segundo o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana
(PT-RS), é possível que todo o marco regulatório do
pré-sal esteja aprovado dentro de três semanas. A etapa de
avaliação dos projetos nas comissões especiais da
Câmara foi encerrada na quarta-feira, com a aprovação
do parecer do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN),
sobre o projeto que estabelece o modelo de partilha, a espinha dorsal do
marco regulatório do pré-sal.
Padilha espera que os deputados que apoiam o governo consigam repetir
em plenário o mesmo feito nas comissões, que foi a manutenção
das "teses fundamentais" dos projetos. "Nosso esforço é para
que essas teses e os relatórios se mantenham como estão",
disse. Além do projeto que estabelece o modelo de partilha, compõem
o novo marco a proposta de criação da Petro-Sal e do Fundo
Social, além da capitalização da Petrobrás.
OBSTRUÇÃO
O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), garantiu que o partido
fará a obstrução aos projetos do pré-sal, em
reação à decisão do governo de não incluir
na pauta de votação da Câmara a proposta de reajuste
das aposentadorias acima do valor do salário mínimo. "Estou
livre, leve e solto para entrar a semana obstruindo de forma total."
Para Fontana, é provável que ocorra uma "disputa" entre
a base e a oposição, mas o entrave não será
forte o suficiente para impedir a votação dos projetos. "Temos
um acordo feito em uma reunião de líderes de votar sem obstrução.
Espero que a oposição cumpra o acordo."
A ideia do governo é iniciar a votação pelo projeto
de lei que cria a Petro-Sal, a estatal que vai fazer a gestão dos
contratos da partilha. O segundo projeto a ser apreciado deverá
ser o do Fundo Social, uma espécie de poupança que o governo
fará com as receitas provenientes da exploração do
pré-sal. (Renato Andrade, colaborou Denise Madueño
- O Estado de S.Paulo)
13.11 - Renda variável já ocupa 30% da carteira
As reservas dos fundos de pensão brasileiros atingiram os R$
466,08 bilhões em agosto último, segundo o consolidado estatístico
divulgado terça-feira pela ABRAPP. O montante reflete uma rentabilidade
acumulada de 13,11% nos primeiros oito meses deste ano.
Especificamente em agosto o retorno médio dos recursos administrados
foi de 1,25%.
Os números mostram também como a alta da Bolsa está
sendo ao mesmo tempo causa e efeito da maior presença das ações
nas carteiras dos fundos de pensão, na medida em que a subida dos
papéis tanto atrai mais investimentos quanto valoriza os títulos
já adquiridos e alarga o espaço que ocupam nos portfólios
das associadas. Desse modo, em agosto a fatia alocada em renda variável
voltou a superar a marca dos 30% dos recursos administrados, nada menos
de três pontos percentuais acima do volume observado em dezembro
do ano passado.(Diário dos Fundos de Pensão)
13.11 - Um fundo para o Banco Santos
Os R$ 584,9 milhões existentes hoje no caixa da massa falida
do Banco Santos e a existência de processos judiciais de cobrança
de R$ 4 bilhões na esfera cível chamaram a atenção
de um grupo de ex-executivos de instituições financeiras,
que enxergaram uma oportunidade única de fazer dinheiro. Circula
entre os credores do banco, que quebrou em 12 de novembro de 2004, uma
proposta elaborada por eles de criação de um fundo para receber
os recursos já arrecadados pela massa falida mais os créditos
a receber. O fundo teria como cotistas todos os credores do banco e, detalhe
importante, incluiria também seu ex-controlador, Edemar Cid Ferreira.
Esse aspecto é o mais polêmico da proposta, já que
o ex-banqueiro responde a um processo penal por crimes contra o Sistema
Financeiro Nacional, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Pela proposta que vem sendo apresentada aos credores, o fundo contaria
com duas classes de credores. A primeira delas - formada por "cotas A"
- seria composta por 100% dos credores do banco. Conforme dados consolidados
pela massa falida, os credores quirografários (sem privilégio
no recebimento) totalizam 1.982 pessoas físicas e empresas, que
possuem créditos que, somados, representam 96,99% do total da dívida
de R$ 2,79 bilhões do banco. Cada cotista receberia um número
de cotas proporcional ao valor nominal de seu crédito. Uma segunda
classe de cotista seria formada por um único detentor da chamada
"cota C", Edemar Cid Ferreira. A lógica da proposta é que
as "cotas C" seriam pagas apenas se sobrasse dinheiro depois que todos
os cotistas A recebessem o que têm direito.
"Esse é o maior ponto de angústia dos credores diante
da proposta, porque as pessoas acham que Edemar estaria recebendo um benefício",
admite João Adamo, sócio da Cadence Gestão de Recursos
e um dos autores da proposta. Adamo concordou em comentar a proposta ao
saber que o Valor havia obtido cópia impressa do documento entregue
a credores. Na segunda-feira aconteceu o primeiro encontro dos sócios
da Cadence com um grupo credores, cerca de 30 deles, reunidos em Belo Horizonte.
Os bens de Edemar Cid Ferreira que não integram a massa falida,
mas hoje estão penhorados pela Justiça, entrariam no fundo.
"Ele teria que abrir mão da disputa judicial que trava com a massa
falida, esses bens iriam diretamente para a massa e passariam a integrar
o patrimônio do fundo", diz Adamo. Segundo Armando Marracini, outro
sócio da Cadence, os bens de Edemar não estariam imediatamente
disponíveis para venda. "Primeiro trataríamos de cobrar os
devedores do banco que constam do processo, por meio de acordos", diz.
"Mas não estamos prometendo que dê para pagar todo mundo."
Conforme os créditos fossem convertidos em dinheiro em caixa, todos
credores da classe A receberiam suas fatias pro-rata.
Os sócios da Cadence admitem ter iniciado contatos com todos
os envolvidos. Para que a ideia vá adiante, precisam que os credores
lhes deem mandato para agir em seu nome, e isso ainda não aconteceu.
"A ideia ainda é muito embrionária", diz Adamo.
Gestora quer ganhar até 3,5% dos créditos do Banco
Santos
Se a ideia de criar um fundo para abrigar os créditos da massa
falida do Banco Santos for adiante, os sócios da Cadence Gestão
de Ativos poderão fazer um bom dinheiro. Pelo trabalho, eles propõe
receber uma taxa de administração que variará de acordo
com o volume de dinheiro levantado e o tempo dispendido na tarefa. A própria
empresa estima que poderia receber entre 1,5% e 3,5% de tudo o que for
recuperado. Ninguém arrisca dizer quanto dos créditos pode,
de fato, ser transformado em dinheiro.
A firma de consultoria KPMG foi contratada para avaliar os créditos
e os débitos do Banco Santos. "Eles vão avaliar processualmente
todos os créditos e a real capacidade de pagamento de cada devedor.
Com isso, poderíamos definir a estratégia de cobrança,
por onde começar", diz Armando Marracini, sócio da Cadence.
A ideia começou a ser elaborada no primeiro semestre e, há
60 dias, o fundo ganhou um esboço, elaborado pelo advogado Paulo
Penalva Santos e pelo escritório de advocacia Rosman, Souza, Leão,
Franco e Advogados. Os sócios que criaram a Cadence vieram da gestora
de recursos Vision Brazil Investments e têm rodagem na gestão
de créditos problemáticos. Entre outras coisas, Adamo foi
presidente do MaxBlue, criado pelo Deutsche Bank no Brasil no início
da década para atuar no aconselhamento financeiro e gestão
de recursos de pequenos investidores, ideia que não prosperou.
Os autores da proposta dizem que querem "criar uma solução
de mercado" para o caso da falência do Banco Santos, "alinhando o
interesse" dos credores e o do ex-controlador da instituição.
"Queremos agir em nome dos credores", afirma João Adamo, outro sócio
da empresa. "Muitos clientes do banco tomaram empréstimos e têm
de pagá-los e ponto", completa.
O advogado Ary Azevedo Franco Neto, sócio do escritório
Rosman, Souza, Leão, Franco e Advogados, que participou da elaboração
da estrutura jurídica do fundo, diz que seu grande objetivo é
o de criar uma solução de mercado que garanta maior agilidade
no processo de quitação dos débitos do Banco Santos
do que o atual, uma vez que o processo falimentar na Justiça é
muito demorado. Segundo ele, ainda que a proposta inclua os bens de Edemar
Cid Ferreira, este seria apenas um dado adicional. "O ponto mais importante
da proposta é a estrutura de cobrança mais eficaz que ela
traz", diz. Ainda assim, Franco Neto afirma que "a expectativa é
a de que Edemar coloque os bens dele" no fundo.
Procurador pelo Valor, o ex-banqueiro informou, por meio de sua assistente,
que não se manifestaria, principalmente "porque desconhece a proposta
de criação de um fundo". A reportagem apurou, no entanto,
que ele não apenas tem conhecimento da ideia do fundo, que já
circula entre as partes interessadas por conta das apresentação
feita pela Cadence, como é favorável à iniciativa.
"Ele está apoiando porque vê na proposta um caminho para que
se chegue a uma solução", diz o advogado Franco Neto. João
Adamo diz que já esteve em contato com o advogado de Edemar algumas
vezes e que chegou a se reunir com o próprio em uma ocasião.
De acordo com ele, teria ouvido de Edemar que a princípio seria
favorável a uma solução que acelerasse a recuperação
do dinheiro para todos os credores - inclusive ele.
Se por um lado o fundo oferece uma alternativa mais rápida para
a solução de uma falência bancária, que não
leva menos do que dez anos na Justiça, por outro é controverso.
Isso porque ele pode representar a única forma do ex-controlador
do Banco Santos recuperar uma parte dos bens que detinha e que hoje estão
penhorados ou bloqueados por ordem judicial, mas que ainda não foram
transferidos à massa falida. Caso não haja a criação
do fundo - que depende de um aval do Ministério Público do
Estado de São Paulo e da homologação do juiz da falência,
Caio Marcelo Mendes de Oliveira, da 2ª Vara de Recuperação
e Falências de São Paulo -, não há qualquer
possibilidade de Edemar recuperar os bens perdidos. Recentemente, o Superior
Tribunal de Justiça (STJ) definiu, durante o julgamento de um recurso,
que o juiz da falência é o responsável pela destinação
dos bens de Edemar penhorados, e não o juiz federal que julga o
processo penal contra o ex-banqueiro.
O conflito surgiu quando o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª
Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, determinou
o leilão dos bens apreendidos de Edemar com o objetivo de reverter
o valor arrecadado à União. Durante o julgamento, o STJ definiu
que, no caso de todos os credores serem pagos e ainda sobrar dinheiro,
aí sim ele seria revertido à União. E essa hipótese
poderia ficar prejudicada com a criação do fundo para gerir
os recursos do Banco Santos. (Cristine Prestes e Vanessa Adachi -
Valor Online)
13.11 - Previ: Investimentos Responsáveis, lucratividade sustentável
Investir em empresas com visão de longo prazo e preocupadas
com a sustentabilidade, e aprimorar as práticas de governança
corporativa são alguns dos princípios da Política
de Responsabilidade Socioambiental da PREVI, publicada em julho deste ano
e que tem por objetivo orientar a Entidade em todas as suas atividades
e relações.
No relacionamento com as empresas nas quais tem participação
acionária ou mantém investimentos, a PREVI deverá
buscar a elaboração, implementação, fortalecimento
e disseminação de práticas que ampliem a contribuição
ao desenvolvimento econômico, ambiental, social e cultural do país,
tendo em vista o estímulo à inserção de aspectos
de sustentabilidade ao negócio das empresas e o incentivo à
divulgação de relatórios de sustentabilidade. Muitas
das empresas participadas realizam importantes ações nesse
sentido. Acompanhe, a seguir algumas dessas iniciativas:
Embraer
Fundado em maio de 2001, o Instituto Embraer de Educação
e Pesquisa constitui-se no braço social da Embraer. Os projetos
do Instituto têm compromisso primordial com a qualidade e idealmente
suas ações são de natureza transformadora, inovadora,
indutora, abrangente e auto-sustentável. O Instituto procura sempre
atender àquilo que as comunidades vêem como prioridade. Os
resultados desse trabalho também são avaliados de acordo
com indicadores reconhecidos pelas entidades da área social.
O principal projeto do Instituto é o Colégio Engº
Juarez Wanderley. Inaugurado em 4/2/2002, o colégio proporciona
Ensino Médio a alunos egressos da rede pública de ensino
da região de São José dos Campos (SP). A Instituição
conta hoje com 600 jovens, divididos em três turmas de 200 alunos,
selecionados através de processo seletivo aberto e transparente,
e de acordo com critérios estabelecidos pelo Instituto Embraer de
Educação e Pesquisa. A jornada diária é integral,
de nove horas, e os alunos têm ensino, transporte, alimentação,
uniforme e material didático, gratuitos. A gestão escolar
está sob responsabilidade do Sistema Pitágoras, tradicional
no setor de ensino. Primeiro lugar no Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM) 2008, o Colégio Engº Juarez Wanderley hoje é
uma referência para o Ensino Médio, permitindo que estes jovens
possam aspirar a um futuro melhor.
Além do Colégio, o Instituto Embraer possui os seguintes
projetos sociais: Curso de Inclusão Digital; Programa Miniempresa;
Programa Parceria Social; Programa Ação na Escola; e Prática
Empreendedora.
Ultrapar
O Programa Carbono Zero da Ipiranga é uma iniciativa comercial
da rede de postos de combustíveis Ipiranga, pertencente ao Grupo
Ultrapar, que se compromete a neutralizar, plantando árvores, o
gás carbônico emitido pelo combustível adquirido com
o cartão carbono zero emitido pela distribuidora. A Ipiranga adota
na sua política ambiental tecnologia preventiva, como o programa
Jogue Limpo, que realiza a coleta e a reciclagem de embalagens de lubrificantes
e de óleo usado.
No item responsabilidade social os destaques ficam por conta do projeto
Ultra Formare, uma escola profissionalizante, permanente, instalada no
edifício-sede do grupo, dedicada à formação
profissional de jovens estudantes do ensino público. Funcionários
do grupo participam voluntariamente como professores, que formam este ano
a oitava turma.
O Programa Ultragaz Cultural é outro destaque. Trata-se de iniciativa
que tem como foco levar o cinema até as pessoas. É uma sala
de cinema itinerante, instalada em uma carreta, que percorre os estados
brasileiros.
VCP
O Poupança Florestal é um programa de incentivo à
plantação de eucalipto para agricultores que possuem propriedades
rurais localizadas próximas às áreas de plantio da
Votorantim Celulose e Papel (VCP). O programa visa a estimular o desenvolvimento,
a geração de renda e a preservação do meio
ambiente. A parceria incentiva à plantação de eucalipto
em até 50% da propriedade de cada agricultor, em harmonia com as
culturas tradicionais da região e em respeito às áreas
de conservação ambiental de no mínimo 20%. O programa
garante a compra da madeira pela VCP e tem duração de dois
ciclos de produção de eucalipto (14 anos). Conta ainda com
a parceria do Banco ABN AMRO Real S.A., BNDES e Pronaf que financia a iniciativa
com taxas de juros fixas e facilitadas. O Projeto Floresta a Mesa, foi
criado exclusivamente para os produtores do programa Poupança Florestal
e consiste na doação de sementes de culturas anuais (como
melancia, abóbora, milho, sorgo, girassol, feijão, ervilhaca,
trevo-branco, trevo-vermelho, cornichão, aveia) para o plantio dentro
das floretas de eucalipto. O objetivo do projeto é aumentar a produtividade;
diversificar a produção, reduzir custos; minimizar a erosão
etc.
Banco do Brasil
As ações de RSA do Banco do Brasil são inspiradas
e estimuladas em compromissos assumidos junto a entidades setoriais e organismos
internacionais de fomento ao movimento de responsabilidade socioambiental
do planeta. A Agenda 21 Empresarial, compromisso assumido pelo BB junto
ao Ministério do Meio Ambiente com ações voltadas
ao desenvolvimento sustentável de seus negócios; foi atualizada
em setembro último para o período 2008 a 2012. Apoiando iniciativas
que contribuem para o consumo responsável de recursos renováveis,
o BB estimula a reutilização de materiais e a redução
no consumo. O BB direciona esforços para que seu modelo de atuação
promova o desenvolvimento das regiões onde atua, gerando trabalho
e renda. Dentre esses esforços, destaca-se a estratégia de
desenvolvimento regional sustentável, estratégia negocial
que financia ações de forma regional, catalisando esforços
e gerando desenvolvimento para as comunidades envolvidas.
Gerdau
Para incentivar o comprometimento dos colaboradores com o meio ambiente,
a Gerdau investe em diversos programas de educação ambiental.
Só no último ano, foram mais de 46,7 mil participações
e 93 mil horas de capacitação, entre campanhas de conscientização,
palestras e cursos específicos. A companhia também ajuda
a ampliar a consciência ambiental das comunidades em que atua. Através
do Instituto Gerdau, desenvolve projetos que incentivam uma relação
sustentável com o meio ambiente.
Projeto Sustentabilidade
O Projeto Sustentabilidade tem por objetivo introduzir nos jovens brasileiros
a consciência para o desenvolvimento sustentável, como forma
de satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das
gerações futuras.
Iniciado em 2008, o projeto realiza ações com alunos
do Ensino Fundamental (Programa Nosso Planeta e Nossa Casa Ensino Fundamental)
e do Ensino Médio (Programa Atitude pelo Planeta), além da
inserção de conteúdos de sustentabilidade nos materiais
didáticos da Junior Achievement. Mais de dez mil voluntários
e professores foram envolvidos para atender, até o momento, cerca
295 mil alunos em mais de 1.900 escolas.
Randon
Diante da demanda do mercado por produtos mais leves para trabalhar
de acordo com a Lei da Balança, a Randon decidiu desenvolver e utilizar
aços de alta resistência, com tensões de escoamento
maiores e de fácil conformação, nos bitrens basculantes
para transporte de açúcar e grãos. São bitrens
com capacidade técnica de 40 toneladas e volume de carga das caixas
de carga de até 20m3.
Aplicado nos implementos rodoviários, o aço aumenta a
capacidade de carga útil e reduz também o consumo de combustível
dos caminhões. O maior benefício obtido com o uso do aço
de alta resistência, percebido em toda a cadeia produtiva, é
a facilidade no manuseio de peças devido ao seu menor peso (redução
de 20% a 47%). A ergonomia de seus funcionários é beneficiada
principalmente nas operações de corte, dobra e montagem,
que são realizadas nas áreas de caldeiraria e linha de montagem.
Na produção de aços de alta resistência são
consumidas menos matéria-prima e menos energia, pois os volumes
de produção são menores para atender a mesma quantidade
de veículos. (Previ/AssPreviSite)
12.11 - SPC: Disponibilizado novo sistema contábil das EFPC
Plano de Contas entrará em vigor em janeiro de 2010
A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério
da Previdência Social disponibilizou, em sua página na Internet,
no endereço http://www.previdencia.gov.br/spc.php?id_spc=203, a
versão teste do novo Sistema Desktop Contábil, para geração
e validação de arquivos XML de balancetes contábeis
do novo plano de contas da previdência complementar.
Os novos procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência
complementar (EFPC), aprovados pela Resolução CGPC n°
28, de 26 de janeiro deste ano, entrará em vigor a partir de 1º
janeiro de 2010. (Zenaide Azeredo/AssPreviSite)
12.11 - Regimes próprios: Bancos de olho
Fundos de Estados e municípios chegam a R$ 44 bi e fisgam bancos
Os bancos estão de olho em um novo filão: os fundos de
pensão dos Estados e municípios. Trata-se de um segmento
que, apesar de jovem, já acumula R$ 44 bilhões em patrimônio,
ou seja, aproximadamente 10% da indústria de fundos de pensão
brasileira. É dinheiro de cerca de 10 milhões de servidores
públicos. A maioria deles está ainda em fase de acumulação,
ou seja, tem mais contribuintes que beneficiários e devem fechar
2010 com patrimônio de R$ 50 bilhões.
Todos os 27 Estados, o Distrito Federal e 1.911 (dos mais de 5.400)
municípios (incluindo capitais) têm os seus institutos de
previdência. Os demais 3.500 municípios ainda estão
no Regime Geral da Previdência Social, enquanto a União aguarda
aprovação do Senado para criar a unidade gestora do RPPS
dos servidores federais.
Regulamentados no fim dos anos 90 pela lei que criou o sistema de Regimes
Próprios de Previdência Social (RPPS), apenas nos últimos
dois anos os fundos (ou institutos) municipais e estaduais começaram
a sair do papel. O motivo foi a pressão do governo federal, que
quer aliviar a carga sobre a Previdência nacional, garantindo a aposentadoria
dos servidores.
O que está atraindo o interesse dos bancos privados são
as novas regras criadas pelo Conselho Monetário Nacional em setembro,
que flexibilizaram a aplicação das carteiras. Hoje, metade
dos recursos está aplicada em operações compromissadas
com títulos do Tesouro Nacional. A outra metade está em fundos
DI e de renda fixa do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal
.
Pelas novas regras, os fundos RPPS poderão aplicar 30% do patrimônio
em ações. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios
(FIDCs) fechados podem receber 5% dos recursos, que também podem
ser destinados a FIDCs abertos, desde que na soma dos dois não se
ultrapasse o limite de 15% do patrimônio. Foi criado limite para
aplicação em fundos imobiliários e dado pequeno aumento
(de 3% para 5%) na margem para aplicação em multimercados,
sem alavancagem.
Além do conservadorismo dos gestores, muitos institutos ainda
não podem operar com bancos privados. Por lei, estão submetidos
aos tribunais de contas estaduais e municipais, além da Secretaria
de Política Social (SPS) do Ministério da Previdência,
ao qual todos os fundos de pensão prestam contas. Os tribunais de
contas de Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo não
permitem que os municípios operem com bancos privados. Mas a regra
está em discussão e pode ser revista.
"Enxergamos um potencial grande (dos RPPS) na estratégia de
crescimento do banco dada a necessidade de criação de novos
regimes próprios", diz Eduardo Loverro, diretor da divisão
de Investidores Institucionais do banco BNP Paribas. Focado em gestão
de fundos de investimento, com um portfólio de mais de 150 carteiras
e R$ 23 bilhões administrados, o BNP destacou uma equipe de quatro
executivos que se dividem em três regiões, comandadas a partir
de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para abordar os
clientes potenciais. Desde 2007, quando iniciou a prospecção
de municípios, o BNP conquistou 15 RPPS com um total, hoje, de R$
50 milhões em gestão, diz Loverro.
"É um filão enorme para as 'asset management'", confirma
Alexandre Póvoa, diretor do Banco Modal, referindo-se ao valor acumulado
em patrimônio pelos Estados e municípios. Há seis meses
o Modal também colocou uma equipe de gerentes para visitar os administradores
de RPPS nos municípios, mas não revela quantos já
conquistou.
A importância desse segmento é tanta para o banco que
ele formou três novos fundos de investimento, enquadrados na categoria
específicos (para grupos de investidores ligados à previdência)
para investimento em recebíveis, multimercado e ações
de segunda linha ("small caps"), diz Murilo de Paula, gerente comercial
do Modal.
"Quase todo dia recebemos visita de gerente de banco, de todos os bancos,
privados, públicos, nacionais, estrangeiros", diz Samuel Mendes
de Oliveira, presidente do Instituto de Previdência e Assistência
dos Servidores Municipais de Rio das Ostras (Ipaspro), do Rio.
Ele relata que, nesses encontros, "conversa, ouve o que eles têm
a dizer, até aproveita algumas ideias", mas os dispensa, porque
o Tribunal de Contas do Município (TCM) não permite operação
com bancos privados. "Já encaminhamos um parecer jurídico
ao tribunal pedindo a revisão desta regra", afirma.
Com 3,3 mil servidores ativos e 91 aposentados (para um município
de 100 mil habitantes), o Ipaspro já acumula R$ 90 milhões
em patrimônio líquido, tudo aplicado em renda fixa (fundos
DI da Caixa e títulos do Tesouro Nacional).
Em outra ponta, o Iprejun - instituto do município de Jundiaí
(SP) - já opera com 40 instituições gestoras de recursos
de terceiros. Liberado pelo TCE paulista para contratar bancos públicos
e privados, o Iprejun desenvolveu um sistema pelo qual torna pública
a política de investimentos na página da prefeitura na internet.
Também via internet, seleciona as instituições financeiras
por meio de um questionário aberto que os bancos acessam e enviam.
Os questionários classificam os "candidatos" por notas, que
designam a instituição para a gestão dos recursos
em cinco faixas em relação ao patrimônio do fundo (15%,
10%, 5%, 3% e 1%). Todo mês o Iprejun publica no site o relatório
de seus investimentos, por fundo e gestor, com rentabilidade acumulada
no mês e no ano, comparada à meta atuarial.
Criado em 1992 como fundo e em 2002 como autarquia, o Iprejun tem 5.084
participantes ativos e 1.048 inativos e pensionistas. Tem R$ 385 milhões
em patrimônio líquido, a maior parte (71,5%) aplicada em renda
fixa. Com as novas regras, o fundo já começou a diversificar
a carteira, colocando 8,9% em FIDC, 2,63% em fundos multimercado, 7,71%
em ações e o restante em títulos públicos.
A rigor, os RPPS guardam diferenças em relação
aos fundos de pensão do sistema tradicional de previdência
complementar. São de caráter público e obrigatório,
e regidos pelo Artigo 40 da Constituição. A previdência
complementar é organizada de forma autônoma em relação
à previdência social, facultativa e regida pelo Artigo 202.
BB e Caixa se armam contra concorrência privada
Para chegar ao manancial dos fundos de pensão de Estados e municípios,
os bancos privados terão que transpor duas barreiras gigantes: o
Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Donos de quase 50% dos
recursos dos RPPS - cada um detém aproximadamente R$ 10 bilhões
- os públicos não estão dispostos a abrir mão
desse filão. Ao contrário, estão investindo para ganhar
mais espaço ainda.
Tirando os R$ 20 bilhões nas mãos dos federais, todos
querem avançar sobre os R$ 24 bilhões que hoje estão
praticamente 100% aplicados em operações compromissadas com
títulos do Tesouro.
BB e Caixa têm dois trunfos que garantem a liderança nesse
mercado. Um é a prestação de serviços previdenciários
associada à gestão de recursos e o outro é o tradicional
relacionamento com as prefeituras, que envolve a política local
e a relação do prefeito e seu partido com o governo federal.
A maioria dos institutos municipais ainda não domina a infinidade
de obrigações de um fundo de pensão. Além de
gerir os recursos, algo complicado devido às exigências da
SPS, existe o trabalho atuarial, de garantir equilíbrio de longo
prazo entre as contribuições dos participantes (patronais
e empregatícios) e os benefícios pagos.
Tanto Caixa quanto BB montaram unidades especiais para prestação
de serviços previdenciários que incluem cálculo atuarial,
análise de benefícios, assessoria jurídica e financeira,
preparação de relatórios tanto para a prestação
de contas à SPS quanto aos tribunais de contas.
A Caixa, onde praticamente todos os 1.911 fundos municipais têm
conta, criou uma divisão para o segmento no ano passado, com 16
pessoas dedicadas, além das áreas de gestão e prestação
de serviços. Criou uma série de fundos exclusivos, tanto
dos tradicionais DI e renda fixa, quanto de ações, crédito
privado e multimercado.
"O potencial deste mercado é que a maioria dos RPPS está
em fase de acumulação. É um segmento grande mas que
exige muito do gestor", afirma Bolívar Tarragó, vice-presidente
de gestão de ativos de terceiros da Caixa. A Caixa, diz, tem como
meta aumentar em R$ 2 bilhões sua participação nos
RPPS.
Expedito Veloso e Vagner Lacerda Ribeiro, gerentes da Unidade de Gestão
Previdenciária do BB, contam que já foram reformulados todos
os fundos de investimentos para adequá-los às regras do RPPS.
À equipe de nove pessoas da unidade, se juntam a área de
serviços previdenciários e a BBDTVM, a "asset management"
do banco, que tem R$ 300 bilhões sob gestão.
Delúbio Gomes, diretor do Departamento de Regimes Próprios
da Previdência, explica que os RPPS jamais podem juntar suas reservas
em um único fundo, mas podem se reunir para negociar em grupo com
os bancos por melhores condições de remuneração
e tarifas. O Ministério, diz, até estimula a prática,
já adotada no Rio Grande do Sul. (Janes Rocha - Valor Online)
12.11 - Educação Previdenciária: A hora do participante
A hora é agora: Educação financeira e previdenciária!
Conte com o AssPreviSite para realizar o primeiro nível do processo
- INFORMAÇÃO. Além do perfil e “expertise” noticiosa,
o AssPreviSite se alinha e ajuda os profissionais da sua Entidade na efetivação
destes programas, em qualquer das fases que ele esteja ocorrendo (planejamento,
elaboração ou implementação). Nosso apoio
tem um perfil, amplitude e abrangência que atende aos programas de
educação financeira e previdenciária estabelecidos
na recomendação 1 do CGPC e na instrução 32
da SPC. Com um reconhecido trabalho de instituição
geradora do melhor informativo diário sobre o segmento previdenciário
do país para os dirigentes, conselheiros, especialistas e profissionais
do sistema de previdência complementar, podemos também colocar
a disposição das Entidades um instrumento específico
de apoio objetivo para o fornecimento de informações com
o perfil adequado a formação financeira e previdenciária
aos leitores dos instrumentos de comunicação das fundações
. Não existe o aproveitamento de notícias e matérias
- a geração é específica e focada exclusivamente
nos preceitos da educação financeira e previdenciária.
Faça como dezenas de EFPCs, solicite mais informações
e uma demonstração através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
11.11 - Previdência em alta neste fim de ano
A procura por planos de previdência privada deve crescer de 15%
a 19% nestes dois últimos meses do ano, de acordo com os principais
bancos do país. A procura ganha força extra, pois muitos
investidores aproveitam o décimo terceiro salário para aplicar
nestes fundos — que garantem um complemento para a aposentadoria do INSS
— e deduzir o valor do Imposto de Renda (IR). Mas é preciso atenção,
alertam especialistas em finanças pessoais, já que o investimento
deve ser feito visando ao longo prazo.
A procura adicional neste fim de ano, portanto, é concentrada
no Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), voltado a quem declara
IR no formulário completo.
Nesse modelo, é possível deduzir as contribuições
da previdência na base de cálculo do IR até o limite
de 12% da renda bruta anual. Além do PGBL, há o Vida Gerador
de Benefício Livre (VGBL), usado por quem é isento de IR
ou declara no modelo simplificado, ou seja, ele não permite a dedução
das contribuições nas declarações anuais de
IR.
— Há muitos aportes únicos de alto valor neste fim de
ano na previdência. É positivo usar o PGBL para ter um ganho
tributário.
Porém, o investidor tem que ter em mente que só adianta
depositar no fundo um valor que corresponda a 12% de sua renda anual bruta,
pois esse é o valor máximo abatido no IR.
Com isso, consegue economizar.
Estamos percebendo ainda que é crescente o número de
clientes que, além de criarem um PGBL, investem em VGBL para depositar
os valores adicionais — lembra Sandro Bonfim da Costa, gerente de inteligência
de mercado da Brasilprev, do Banco do Brasil.
Ele ressalta, no entanto, que o investidor tem de ficar atento ainda
às tabelas de tributação.
Como a previdência é indicada como um investimento de
longo prazo, a melhor opção é usar o modelo regressivo,
já que a alíquota de IR cobrada na hora do resgate diminui
com o tempo. Na tabela progressiva, o pagamento de tributo varia apenas
de acordo com o valor retirado.
— Tem que saber usar essa vantagem de forma inteligente.
Usar a previdência como investimento de curto prazo não
compensa. Não adianta usar o PGBL para pagar menos IR e escolher
a tabela progressiva e arcar com alíquotas elevadas — opina Luiz
Roberto Latini, sócio-diretor da consultoria especializada em seguros
G5 Solution.
Demanda por renda variável caiu pela metade este ano Lúcio
Flávio Oliveira, diretorgeral do Bradesco Vida e Previdência,
classifica os meses de novembro e dezembro como sazonais e de safra. Nesta
retal final, o banco coloca em prática a “Operação
IR”.
— Toda a nossa rede, com sete mil corretores, se esforça em
oferecer produtos que tenham o perfil de cada um dos clientes. A qualificação
é essencial. Nesses dois meses, há mais dinheiro circulando
na economia. Tivemos o período de turbulência entre outubro
de 2008 e fevereiro deste ano, por causa da crise global, mas em março
o crescimento voltou. É claro que o investidor ainda está
muito conservador — afirma Oliveira.
Segundo o executivo, cerca de 78% dos fundos de previdência privada
ainda são compostos apenas por renda fixa. Já os outros 22%
contêm alguma participação em ações (chamados
nos bancos de balanceados). Segundo a Brasilprev, em 2008, com o boom no
mercado acionário, cerca de 40% das novas captações
tinham um perfil de maior risco — com até 49% da composição
do fundo em papéis de empresas listadas na Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa).
Este ano, porém, o índice caiu pela metade, para 20%.
— Mesmo com a crise, percebemos que muitos clientes não sacaram
suas aplicações.
Aliás, com a queda na taxa básica de juros, a Selic,
muitos investidores optaram por diversificar suas aplicações
e investiram em previdência — endossa Márcio Matos, superintendente
de investimentos da Brasilprev, que este ano, até setembro, registrou
alta de 52,3% nos depósitos, o que permitiu um crescimento de 30%
no patrimônio líquido, para R$ 25 bilhões.
Previdência só perde dos multimercados em captação
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados
Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que os fundos de previdência
tiveram captação líquida (depósitos menos saques)
de R$ 17,403 bilhões no ano, até o dia 30 de outubro — atrás
apenas dos fundos multimercados, com R$ 32,039 bilhões.
— O desempenho surpreendeu positivamente. O mercado já cresceu
entre 14% e 15% este ano. Nos dois últimos meses deste ano, vai
crescer mais três ou quatro pontos percentuais, chegando a 18% ou
19% de avanço.
Isso demonstra que as pessoas estão descobrindo a importância
da previdência — afirma Juvêncio Braga, diretor da Caixa Vida
e Previdência.
No Bradesco Vida e Previdência, o crescimento pode chegar a 15%
este ano. A previsão da Brasilprev é de 16,5%.
Segundo Sandro Bonfim da Costa, da Brasilprev, a rentabilidade dos
fundos com renda variável, afetada no auge da crise, já se
recuperou: — O ganho este ano já se recuperou. Em alguns fundos,
a rentabilidade no ano chega a 39,05% — exemplifica.
A engenheira de telecomunicações Aline De Vito, de 35
anos, sabe da importância de se fazer um plano de previdência.
Ela já fez um para a filha pequena: — Previdência tem que
ser vista como uma aplicação de longo prazo. Acabei optando
por um plano mais conservador, só com renda fixa. Todo mês
faço depósitos. (Bruno Rosa - G1)
11.11 - Fundos: Capitalização da Petrobras
Minoritários da Petrobras poderão repassar o direito
de subscrição das ações da parcela relativa
ao processo de capitalização da empresa para outros interessados,
independentemente de estes serem ou não acionistas da estatal.
A informação foi dada segunda-feira pelo diretor Financeiro
e de Relação com Investidores da empresa, Almir Barbassa,
após seminário sobre o pré-sal que aconteceu no Jóquei
Clube do Rio de Janeiro.
"Todo acionista terá direito à subscrição,
inclusive os fundos hoje administrados pelos bancos, uma vez que são
eles, e não os cotistas, que são os acionistas da empresa.
É ao fundo que cabe direito e é ele que decidirá como
a subscrição se dará e a quanto", disse, segundo a
Agência Brasil.
Possibilidade de ganhar dinheiro
Com a permissão de transferência de subscrição,
quem não tiver condição de exercer direito de compra
poderá repassá-lo a um terceiro em troca de pagamento, o
que permitirá ao minoritário ganhar algum dinheiro com o
processo de capitalização.
Barbassa citou o caso de um acionista que tenha cem ações
e o direito de compra de mais dez, mas só quer a metade. Ele pode
vender as outras cinco para um outro comprador, que não precisa
ser acionista da estatal.
Dividendos
Sobre a possível redução no pagamento de dividendos
aos acionistas, devido ao novo marco regulatório do pré-sal,
o diretor da Petrobras lembrou que 86% do retorno dos investidores dizem
respeito ao ganho de capital e apenas 14%, aos dividendos. "E isto vem
acontecendo nos últimos seis anos", afirmou. (InfoMoney)
11.11 - Educação previdenciária:
evento no dia 26
Disponível para consulta desde a semana passada no portal da
ABRAPP na internet, na área restrita do endereço www.portaldosfundosdepensao.org.br
, bastando clicar em "educação previdenciária" no
topo da página, o Roteiro para a Elaboração de Projeto
de Educação Financeira e Previdenciária, preparado
pela Comissão Técnica Nacional de Comunicação
e Fomento vai ganhar um evento para ser melhor exposto e discutido. O seminário
Programa de Educação Financeira e Previdenciária:
Conceitos e Práticas terá lugar em São Paulo, no próximo
dia 26, no intuito de oferecer com maior profundidade a visão
que temos a respeito do tema, a apresentação de roteiro
para a elaboração de projetos na área e o relato de
cases.
O roteiro e o evento que será realizado para melhor explicá-lo
irão ajudar as associadas a contribuir para a disseminação
da educação financeira e previdenciária, em especial
junto aos participantes. Algo cuja importância decorre principalmente
da contribuição que oferece ao quadro associativo, no sentido
de ajudar a viabilizar uma iniciativa que o aproxima de seus ativos
e assistidos. Este é não apenas o público alvo, mas
a própria razão de existir dos fundos de pensão. A
relevância de uma iniciativa dessas, portanto, vai muito além
da dispensa do envio do relatório anual impresso aos participantes.
O roteiro preparado pela CTNCF nota que o projeto deve ser adequado
ao porte da entidade e às características dos planos que
administra, devendo abranger, claro, os participantes, mas indo além
desse público inicial, alcançando também os funcionários
dos fundos e os representantes das empresas patrocinadoras e sindicatos
instituidores. Este último ponto é especialmente relevante
no caso das entidades multipatrocinadas.
Oferecido sem ônus às associadas, o roteiro transmite
uma orientação detalhada e capaz de facilitar o fornecimento
das informações requeridas pela SPC, além de muitas
sugestões de ações, a serem adotadas conforme o porte,
características dos planos e orçamento disponível
para a sua execução. (Diário dos Fundos de Pensão)
10.11 - Regra federal e mercado impedem
mudanças
Fator de atração de executivos, planos não foram
alterados, mesmo em tempos de crise
A previdência privada passou incólume a cortes por dois
motivos. O principal é que, em alguns casos, empresas não
podem mudar facilmente a contrapartida (sua contribuição).
Outra razão é que, sem um bom plano de previdência,
ao contratar, a companhia "abrirá uma lacuna na remuneração
total", segundo Felinto Sernache, gerente de consultoria em previdência
privada da Towers Perrin. "Terá de pagar mais em salário
para atrair", comenta.
Mauro Guadagnoli, superintendente comercial da Brasilprev, explica
que há dois modelos: no plano aberto, a empresa terceiriza a uma
seguradora os riscos da operação e a gestão. Se quiser
fazer alterações na contrapartida, terá de refazer
o contrato ou fazer um aditivo.
"Na entidade fechada, ela tem em mãos a gestão, e cria
um fundo de pensão sem fins lucrativos", diz. Nesse caso, para fazer
mudanças, é necessária a aprovação da
Secretaria de Previdência Complementar, ligada ao Ministério
da Previdência Social.
Pesquisa da Towers Perrin com 262 empresas mostra que 71% delas oferecem
previdência privada -58% por meio de entidades fechadas, e 42% por
meio de entidades abertas.
Guadagnoli afirma que, para atrair talentos, a companhia pode oferecer
regras agressivas de "vesting" (saldamento), como aportar porcentagem significativa
do valor investido pelo funcionário e dar acesso ao dinheiro em
poucos anos -o prazo é definido em contrato.
Já para manter esses profissionais, elas investem alta porcentagem
do valor de contribuição do funcionário e "alongam"
seu período de permanência na empresa para sacar o dinheiro
aplicado por ela.
Renda fixa
A mudança mais percebida neste ano foi a preferência por
alocar recursos em renda fixa em vez de na variável, segundo a Brasilprev
e a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas
de Previdência Complementar). "Fundo de pensão não
é especulativo", explica José de Souza Mendonça, diretor-presidente
da Abrapp.
Na Sanofi-Aventis, o funcionário pôde escolher o perfil
de seu investimento -desde conservador até agressivo. O que varia
é o percentual ou valor alocado em renda variável.
Já a Abrilprev, fundo de pensão do Grupo Abril, alterou
a política de investimentos para ter mais rentabilidade e menos
custos. A contrapartida varia de 30% a 150% da contribuição
do funcionário básica.
POUPANÇA
Foi o primeiro chefe da analista de comunicação Sabrina
Thomé, 29, que a incentivou a começar o plano de previdência
privada da empresa -aos 18. Hoje, considera a escolha acertada. "Quando
somos jovens, pensamos que o dinheiro pode ser usado de outros modos. Quando
olho meu extrato, penso que poderia ter despendido mais." (SILVIA
DE MOURA - Folha de S.Paulo)
10.11 - Fundos: Um canhão de R$ 241,7 bilhões
Governo federal joga pesado para fazer fundos de pensão investirem
em projetos classificados como estratégicos
O governo federal tem, em mãos, um canhão de R$ 241,7
bilhões (valores de julho) pronto para disparar na direção
desejada pelo comando do Palácio do Planalto. Este montante equivale
ao total de investimentos em ações e ativos dos oito principais
fundos de pensão ligados às empresas estatais da União,
cujo comando está, em boa parte, nas mãos de sindicatos simpáticos
ao PT. O principal deles é a Previ, dos funcionários do Banco
do Brasil (BB), com R$ 129,3 bilhões. Ao todo, a bolada de R$ 241,7
bilhões equivale a mais da metade do total de investimentos dos
quase 300 fundos de pensão do país, estimados em R$ 460 bilhões,
segundo dados da Associação Brasileira de Fundos de Previdência
Privada (Abrapp). Representa, também, quase 10% do Produto Interno
Bruto (PIB) do Brasil, estimado em R$ 2,6 trilhões.
A força dos fundos e sua importância na economia brasileira
estão por trás do projeto político do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e sua estratégia de eleger, como sucessora,
a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – e explicam, também, boa
parte das recentes críticas disparadas pelo Planalto contra Roger
Agnelli, presidente da Vale, maior mineradora do país e uma das
principais do mundo. O projeto de Lula e Dilma contempla um Estado cada
vez mais forte, centralizador e com mais poder de decisão nos rumos
e no planejamento da economia nacional, com a criação de
novas estatais no setor de energia (como a Petro-Sal), telecomunicações
(Telebrás) e um Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) pronto para apoiar a formação de grandes
conglomerados genuinamente verde-amarelos.
O caso da Vale é emblemático. A Previ é a maior
controladora individual da Vale, com 58% de participação
na Valepar (holding que controla a mineradora). Somadas, as participações
da Previ, Funcef (o fundo dos funcionários da Caixa) e BNDES dariam
ao governo o controle sobre a mineradora. Ocorre que um acordo de acionistas
ainda em vigor estabelece que o controle cabe ao Banco Bradesco, que detém
21,2% da empresa. O acordo expira ano que vem.
VOO SOLO
Foi o Bradesco quem colocou Agnelli na presidência da mineradora.
E o executivo vem tocando a Vale como empresa privada, com investimentos
em praticamente todo o planeta, como África, Austrália, Colômbia,
Indonésia, Noruega e Canadá. O governo gostaria de ver a
Vale construindo, sozinha, uma siderúrgica para fabricar aço
no Brasil, deixando um pouco de lado os investimentos no exterior. A Vale
já participa, como sócia de empresas estrangeiras, de empreendimentos
siderúrgicos de grande porte em andamento no Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Ceará e Pará – mas o governo gostaria de vê-la
em voo solo neste setor.
Um dos motivos é que, com a Vale nas mãos, o governo
deteria o controle de uma vasta cadeia produtiva, que vai do petróleo
e gás (Petrobras), energia elétrica e nuclear (Furnas, Eletrobrás
e Eletronuclear) e crédito (BB, Caixa e BNDES). Com a mineradora,
o governo teria aço mais barato para alimentar os projetos do pré-sal
e amplo controle sobre a malha ferroviária brasileira, com a Ferrovia
Centro-Atlântica (FCA), que liga o Nordeste e Minas ao Espírito
Santo, e a Ferrovia Vitória-a-Minas. A Vale detém ainda ferrovias
no Norte do país e participação na MRS, que liga Minas
a portos do Rio e de São Paulo.
A Previ também está presente no capital de uma série
de grande empresas brasileiras, como Petrobras, Banco do Brasil, Ambev,
ItaúUnibanco, Embraer, Bradesco, Neoenergia, Usiminas, Arcelor,
Paranapanema, Perdigão e ALL Logística. “Mas a Vale e o BB
é que são estratégicas para o projeto do governo”,
resume uma fonte do mercado acionário, que vem acompanhado o caso
Lula/Vale.
O poder estratégico dos fundos já começa a chamar
a atenção de alguns cardeais do PSDB, como o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso. “No Brasil, os fundos de pensão não
são apenas acionistas, mas gestores: participam dos blocos de controle
ou dos conselhos de empresas privadas. Partidos fracos, sindicatos fortes,
fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido do
governo e para eles atraindo sócios privados privados privilegiados.
Eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no
futuro, se ganhar as eleições”, disse FHC em artigo publicado
no Estado de Minas.
Ocorre que este é exatamente o projeto de Lula: manter um Estado
forte, que possa recuperar o planejamento de investimentos, tal como fizeram
Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck e os governos militares. E
esse projeto tem defensores.
EMPRESAS E GENERAIS
“Os fundos, sobretudo depois das privatizações, assumiram
relevância sem precedente na história do mercado de capitais
no país. Trata-se de investidores institucionais de importância
crescente que afetaram, irreversivelmente, a estrutura acionária
do capitalismo no Brasil. Influem nas decisões de investimento em
setores estratégicos, principalmente os investimentos de longo prazo.
E é bom que seja assim. Como dizia Lord Keynes, as decisões
de investir são muito estratégicas para a sociedade para
ser deixadas apenas para as empresas, assim como a guerra é muito
importante para ser deixada somente nas mãos dos generais”, diz
o economista Carlos Sidnei Coutinho, ex-professor da Fundação
Getulio Vargas (FGV) e atual consultor do Conselho Regional de Economia
de Minas Gerais.
“O capitalismo atingiu um patamar no Brasil em que os setores estratégicos
para o futuro da economia brasileira (energia, mineração,
meio ambiente, tecnologia de ponta, segurança, biotecnologia) já
são considerados negócios de Estado, e não mais negócios
apenas da iniciativa privada”, completa.
Os fundos parecem cientes disso. Funcep e Petros (funcionários
da Petrobras), por exemplo, já declararam interesse em adquirir
a participação da Construtora Camargo Correa no projeto da
hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, e uma fatia do trem-bala
que ligará o Rio a São Paulo. Ambos são considerados
estratégicos para o governo – que, por sinal, acaba de elevar de
50% para 70% o volume de recursos que os fundos podem investir em renda
variável (ações). A Associação Brasileira
de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib) já declarou
que existem três grandes projetos à espera dos fundos: a hidrelétrica
de Belo Monte (Pará), o trem-bala e as sondas de perfuração
da Petrobras.
Por fim, os fundos e os investimentos poderão desempenhar papel
importante nas eleições presidenciais do ano que vem: o de
cabos eleitorais. “O que temos ouvido é que Lula levantou polêmica
com a Vale para criticar sua privatização, realizada no governo
do PSDB. Ele quer mostrar e deixar claro para a população
a diferença entre o governo dele e o dos tucanos. Quer mostrar que,
se a Vale não tivesse sido privatizada e continuasse nas mãos
do Estado, poderia estar investindo mais no Brasil, em vez de investir
no exterior”, diz um empresário mineiro. É briga de cachorro
grande. (Paulo Paiva - Estado de Minas)
10.11 - Fundação CEEE promove 11º Seminário
Econômico
O 11º Seminário Econômico, tradicional evento promovido
pela Fundação CEEE, será realizado no dia 24 de novembro,
em Porto Alegre/RS. Para este ano, foram convidados como painelistas os
economistas Fernando Sampaio, pós-graduado em economia pela Unicamp
e sócio-diretor da LCA Consultores; Fernando de Holanda Barbosa,
doutor em economia pela Universidade de Chicago e professor da Fundação
Getúlio Vargas-RJ e o cientista político Murillo de Aragão,
doutor em sociologia pela Universidade de Brasília e presidente
da Arko Advice Pesquisas. O mediador do debate será o jornalista
George Vidor, comentarista da
Globo News e editorialista do jornal O Globo. O 11º Seminário
Econômico tem por objetivo avaliar os diferentes cenários
macroeconômicos e políticos para o Brasil em 2010, em especial
as perspectivas pós-crise financeira e a sucessão presidencial.
O evento é aberto ao público mediante inscrição
gratuita, que pode ser feita pelo site www.fundacaoceee.com.br. O Seminário
Econômico Fundação CEEE já se configura num
dos principais eventos anuais, com a presença de mais de 600 participantes,
e contribui para uma análise reflexiva sobre diferentes cenários,
na visão de especialistas, beneficiando o planejamento estratégico
de profissionais e empresários de diferentes áreas. O evento
é patrocinado pelas seguintes instituições: Bradesco
Asset Management, Banco Itaú, Banco Modal, BTG Pactual, SulAmérica
e Santander Asset Management. (Fundação CEEE/AssPreviSite)
09.11 - Juro que remunera planos deve diminuir
Com juro real situado hoje perto 4% ao ano, resultante da taxa Selic
de 8,75% descontada a inflação, a taxa usada como referência
nas projeções atuariais pela previdência complementar,
de 6%, precisa ser reduzida "para evitar uma ilusão financeira que
pode custar caro a poupadores e fundos", segundo analisa o diretor da Corretora
Nunes e Grossi Seguros, o economista Keyton Pedreira. "A Secretaria de
Previdência Complementar precisa mudar a taxa dos fundos de pensão
para baixo. Com os números atuais, mesmo se a Selic subir 1% no
próximo ano, mantida a inflação, ainda haverá
desequilíbrio", alerta.
A redução da taxa de juros aplicada na previdência
complementar fechada, segundo ele, trará mudanças para o
bolso de poupadores e os cofres das entidades. "Para os fundos de pensão
que possuem planos de benefício definido e que ainda usam juros
de 6% ao ano, o impacto será grande", prevê. Segundo ele,
nas entidades que são lucrativas, a sobra de recursos deixará
de existir, podendo até se transformar em um quadro operacional
negativo, enquanto aquelas com contas equilibradas podem passar a trabalhar
com déficit. Já nos fundos deficitários, a dívida
tende a aumentar.
Na previdência privada aberta, Keyton Pedreira lembra que os
planos com previsão de contribuição definida não
sofrerão impacto direto com a redução da taxa de juro.
O mesmo não ocorrerá com as pessoas que optaram pelos planos
de contribuição variável, porque, embora as contribuições
permaneçam inalteradas, na hora de se aposentar o poupador verá
seu benefício vitalício projetado a uma taxa menor do que
os atuais 6%. Para os participantes que ainda estão na ativa e vinculados
a planos de benefício definido, as contribuições poderão
aumentar. Mais uma vez, a situação explica-se pelo custo
do dinheiro:
"Se o plano tem uma meta pré-definida e se os juros do reajuste
desta meta forem reduzidos, eles terão de ser compensados com mais
entrada de capital, ou seja, um pagamento mensal maior. Se o contribuinte
já está aposentado, ocorre o mesmo, só que de forma
inversa: como não dá mais para mexer no que ele contribui,
a saída é reduzir o que ele ganha através de contribuições
sobre o benefício".
AJUSTE.
Keyton Pedreira afirma que para a maioria dos economistas, as taxas
mais prováveis de juros a serem adotadas pela Secretaria de Previdência
Complementar vão variar entre 5% e 5,5%. "Quanto menor, mais impacto;
o mesmo ocorre hoje", destaca. Ele lembra, exemplificando, que, nos últimos
15 anos, desde a criação do real, quem conseguiu poupar foi
beneficiado pelas taxas de juros. Aqueles que guardaram R$ 100 por mês
no colchão teriam hoje R$ 18 mil. Se o mesmo poupador tivesse investido
em um plano de previdência de renda fixa, com os juros teria R$ 100
mil. O dinheiro pagava mais dinheiro.
Mesmo com reajustes necessários, na opinião do especialista,
a opção pelos planos de previdência privados permanecerá
atrativa. (Jornal do Commercio Brasil)
09.11 - Súmula vinculante do STF
dispensa taxa recursal
O Supremo Tribunal Federal editou em 29 de outubro último, tendo
o Diário Oficial as publicado terça-feira, várias
súmulas vinculantes, dentre as quais a de nº 21, que dispensa
quem desejar recorrer de multa na fase administrativa do pagamento prévio
de uma taxa recursal de 30% do valor desta.
No caso dos dirigentes de fundos de pensão, essa decisão
significa que doravante poderão recorrer ao Conselho de Gestão
da Previdência Complementar (CGPC) contra multas aplicadas sem pagar
tal taxa recursal, ainda que esta esteja prevista no artigo 14 do Decreto
4.942/03. É que a Súmula Vinculante 21 (PSV 21) diz categoricamente
que “é inconstitucional a exigência de depósito ou
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de
recurso administrativo”.
Para o Presidente do SINDAPP, Jarbas de Biagi, esse entendimento do
STF “prestigia em muito as disposições constitucionais de
amplo acesso à defesa”.
O SINDAPP já havia questionado tal cobrança, através
de ação coletiva movida em 2007 contra a União, perante
a 7ª Vara da Justiça Federal do DF, com sentença já
transitada em julgado e atualmente em fase de execução para
repetição do indébito. Na atual fase o que se busca
é que os valores gastos pelas entidades para protocolar recursos
administrativos sejam reembolsados, independente de ser o fundo o autuado
ou o seu dirigente ou ex-dirigente, quando, nestas últimas hipóteses,
havia previsão no Estatuto ou houve a utilização da
possibilidade prevista no § único do artigo 22 da Resolução
CGPC 13/04.
A atual súmula vinculante naturalmente beneficia a um público
mais amplo do que a referida ação coletiva, além
de ter força para resolver qualquer pendência daqui para a
frente.
Para o advogado Alexandre Maimoni, autor da ação em nome
do SINDAPP, “o argumento que prevaleceu na Suprema Corte é o de
que a imposição pecuniária para recorrer administrativamente
cria uma barreira para o exercício do direito de defesa, garantido
pelo artigo 5º da Constituição Federal”.
Na sentença proferida em maio de 2008 na ação
do SINDAPP já havia menção à nova posição
adotada pelo STF, agora transformada em súmula viculante.
A questão da exigência de depósito prévio
como requisito de admissibilidade de recurso administrativo foi pacificada
pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário
n° 388.359, no qual foi declarada, incidentalmente, a inconstitucionalidade
do art. 33, § 2º, do Decreto 70.235/72, com a redação
dada pelo artigo 32 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002.
O novo posicionamento do Supremo Tribunal Federal é no sentido
de que tal exigência é inconstitucional, uma vez que submeter
o administrador a efetuar depósito prévio para exercer o
direito de recorrer equivaleria a suprimir esse direito. São as
palavras do Ministro Joaquim Barbosa por ocasião do julgamento do
RE 388.359:
“A construção da democracia e de um Estado Democrático
de Direito exige da Administração Pública, antes de
mais nada, respeito ao princípio da legalidade, quer em juízo,
quer nos procedimentos internos. Impossibilitar ou inviabilizar o recurso
na via administrativa equivale a impedir que a própria Administração
Pública revise um ato administrativo porventura ilícito.
A realização do procedimento administrativo como concretização
do princípio democrático e do princípio da legalidade
fica tolhida, dada a natural dificuldade – para não dizer autocontenção
– da Administração em revisar os próprios atos.“
(Diário dos Fundos de Pensão)
09.11 - Fundos: Senador pede solução para Aeros e Aerus
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) lamentou que o governo não auxilie
os pensionistas dos Fundos de Pensão Aerus, dos trabalhadores da
Varig, e Aeros, que congrega trabalhadores das antigas empresas aéreas
Vasp e Transbrasil. Em pronunciamento na quinta-feira o senador informou
que, em reunião ocorrida no dia anterior, no gabinete do senador
Paulo Paim (PT-RS), o representante da Advocacia Geral da União
disse que, no encontro de contas entre os fundos e o governo, o governo
tem mais a receber do que a pagar.
- É surpreendente, porque o governo foi interventor, uma intervenção
desastrada, que arrombou os cofres do fundo - disse o senador.
Alvaro Dias leu em Plenário dois comentários publicados
em seu blog, de pensionistas do Aerus, que, adoentados, perderam a esperança
de receberem as aposentadorias prometidas, mesmo tendo pago suas contribuições
durante décadas.
- O governo encontrou solução para a Varig, para a Vasp,
para a Transbrasil, mas não encontra solução para
os trabalhadores da Varig, da Vasp e da Transbrasil. Não é
mais um governo dos trabalhadores, não é mais o partido dos
trabalhadores; não, esta bandeira, jogou-se no lixo da história
- afirmou o parlamentar.
Em aparte, o senador Paulo Paim (PT-RS) - a quem Alvaro Dias chamou
de líder na questão dos fundos - disse que continuará
insistindo numa negociação com o governo para os 10 mil beneficiários
do Aerus.
Também em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse não
ter podido comparecer à reunião, por estar visitando, na
penitenciária da Papuda, o italiano Cesare Battisti, mas afirmou
que participará da próxima reunião.
- Este é um governo que protege o italiano Cesare Battisti,
acusado de crimes na Itália. Este é um governo que protege
os patrões, e não os empregados - disse Alvaro Dias.
(Agência Senado)
06.11 - Educação Previdenciária:
Uma nova postura!
Não importa o porte do seu fundo, o número e os tipos
de planos que administra, sua fundação não pode ficar
de fora desta estratégica decisão: estruturar um programa
de educação financeira e previdenciária para os seus
participantes. Faça como dezenas de entidades que já
estão adotando uma nova postura perante seus participantes (ativos
e assistidos) e os próprios colaborares da(s) patrocinadora(s) -
preparo, desenvolvimento e formação de uma nova geração
de participantes para o sistema. Além de uma melhoria na cultura
previdenciária de seus participantes, esta ação favorece
também o desenvolvimento de uma melhor repersentantividade junto
aos conselhos das EFPCs. Conte com o AssPreviSite para realizar o
primeiro nível do processo - INFORMAÇÃO.
Com parceiros estratégicos e um foco específico para o tema
a nossa metodologia tem muito a agregar ao projeto das EFPCs. Não
perca tempo, solicite mais informações e uma demonstração
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
06.11 - CAE aprova projeto sobre regime
previdenciário
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal
aprovou proposta estabelecendo cronograma para que os "regimes previdenciários
instituidores" (aqueles responsáveis pelo pagamento de aposentadoria
ou pensão a servidor público ou a seus dependentes) apresentem
informações aos regimes de origem (aquele em que o servidor
esteve vinculado sem que dele receba aposentadoria ou tenha gerado pensão)
para as devidas compensações financeiras, nos casos de contagem
recíproca de tempo de contribuição para aposentadoria.
O projeto original, do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), extinguia
o prazo, previsto na Lei nº 9.796/99. Valadares argumentou que, em
razão da complexidade dos regimes de previdência, o prazo
originalmente definido teve que ser prorrogado várias vezes e que
a prorrogação até maio de 2010 também não
será suficiente.
Já o relator, senador César Borges (PR-BA), afirmou não
ser possível postergar indefinidamente o envio das informações
e, por isso, propôs um cronograma, determinando percentuais para
o repasse anual, devendo a totalidade dos dados ser informada até
cinco anos após a entrada em vigor do texto de lei que resultar
deste projeto.
César Borges explicou que, com a entrada em vigor da Lei nº
9.796/99, estabeleceu-se que a compensação financeira entre
os regimes seria mensal. Havia, entretanto, conforme lembrou o senador,
um estoque de benefícios que já estava sendo administrado
pelo regime instituidor sem a devida compensação, razão
pela qual se estabeleceu prazo para que esses regimes enviassem os dados
relativos aos benefícios em manutenção, concedidos
a partir da promulgação da Constituição.
O relator também acrescentou dispositivo para que os regimes
instituidores não tenham direito à compensação
financeira relativa aos dados não enviados de acordo com o cronograma.
O projeto segue para exame da Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
em decisão terminativa. (Agência Senado/Anfip)
06.11 - Solução para os aposentados
Criou-se um impasse dificílimo em torno da legislação
sobre as aposentadorias. De um lado, não existe como negar que os
benefícios pagos pela Previdência são absurdamente
baixos, como resultado da aplicação do chamado fator previdenciário
e, em especial, pela correção anual em níveis inferiores
aos da inflação. Isso conduziu a uma inexorável perda
do poder de compra dos inativos, o que constitui uma injustiça e,
mais do que isso, uma humilhação.
De outro lado, a aplicação de projetos que tramitam hoje
no Congresso revela-se impraticável. O fim do fator previdenciário
conduzirá a uma explosão de aposentadorias precoces, até
como decorrência do aumento da expectativa de vida dos brasileiros.
Já a concessão de reajustes comparáveis à inflação
desequilibrará as contas da Previdência, ameaçando
aposentadorias futuras. Na origem de tudo está a irresponsabilidade
com que, no passado, onerou-se o caixa da Previdência - que era e
é superavitário - com um mar de despesas assistenciais, a
serem cobertas pela arrecadação tributária. O mal
está feito, mas agora precisa ser corrigido. Uma saída se
impõe. (Jornal de Brasília)
05.11 - AssPreviSite: Base do 1o. nível
da Educação Previdenciária
A ABRAPP disponibilizou no seu portal o Roteiro para a Elaboração
de Projeto de Educação Financeira e Previdenciária,
preparado pela sua Comissão Técnica Nacional de Comunicação
e Fomento. Este é mais um documento que serve para comprovar que
o AssPreviSite possui uma “expertise” que pode se alinhar e ser a solução
para as ações das EFPCs para atender o primeiro nível
do processo - INFORMAÇÃO. Conte conosco para esta nova postura
perante seus participantes (ativos e assistidos) e os próprios colaborares
da(s)
patrocinadora(s) no preparo, desenvolvimento e formação de
uma nova geração de participantes para o sistema. Experimente
este excelente material para apoio ao seu processo de Educação
Previdenciária. Por menos de R$ 10,00 (dez reais) por dia
útil é possível agregar valor ao primeiro nível
do seu programa e ainda receber gratuitamente o Clipping Diário
de Previdência do AssPreviSite - o melhor informativo diário
para os profissionais da sua Entidade. Solicite mais informações
e uma demonstração através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
05.11 - Seguridade: Políticas têm bom resultado
As políticas adotadas pela Previdência Social para atender
setores sociais mais vulneráveis da população brasileira
- indígenas, afrodescendentes, trabalhadores rurais e seringueiros
- foram apresentadas na manhã de terça-feira, na Guatemala,
no segundo dia de debates da 25ª Assembléia Geral da Conferência
Interamericana de Seguridade Social (CISS). A chefe de gabinete da secretaria
de Políticas de Previdência Social, Mônica Cabañas,
detalhou dois estudos realizados para captar os impactos da previdência
segundo a ótica dos próprios beneficiários.
O primeiro trabalho – “Amazônia cidadã: a Previdência
Social na Região Norte do Brasil” – realizado em 2001, revelou como
os PREVBarcos – atendimento previdenciário por meio de embarcações
- superaram as dificuldades de transporte, naturais numa região
com abrangente rede fluvial e densa floresta, para garantir à população
dos estados amazônicos a proteção social da Previdência
Social. O estudo resultou de parceria do ministério com o antropólogo
Gabriel Alvarez e o fotógrafo Nicolas Reynard.
O segundo estudo – “Tradições Negras, Políticas
Brancas. Previdência Social e populações afro-brasileiras”
- produzido em 2006, revelou como essas comunidades conciliam as formas
culturalmente tradicionais de assistência com os benefícios
oferecidos pelas políticas previdenciárias e assistenciais
modernas. A pesquisa - produzida em comunidade afrodescendentes de Minas
Gerais, Bahia e Recife – mostrou que esse grupo de brasileiros consegue
preservar suas origens, mesmo tornando-se beneficiários da previdência.
O trabalho realizado pelo Programa de Educação Previdenciária
(PEP), com essas clientelas específicas, mostrou resultados excelentes,
provando que uma abordagem adequada pode resultar na inclusão previdenciária
desses afrodescendentes concomitantemente aos serviços assistenciais
mantidos por entidades do terceiro setor. Os dados do estudo com as populações
negras também foram colhidos em parceria do ministério com
o antropólogo Gabriel Alvarez. A captação das imagens
coube ao fotógrafo documentarista Luiz Santos.
Além da experiência brasileira, foram apresentadas pesquisas
dos governos da Bolívia e Venezuela, no campo da seguridade social.
A assembléia da CISS termina nesta quinta-feira (5).
(Simone Telles - AgPrev)
05.11 - Regimes próprios: Seminário sobre Ativos Previdenciários
TC vai reunir prefeitos e vereadores para discutir Previdência
Prefeitos, presidentes de câmaras de vereadores, dirigentes municipais
de Institutos de Previdência Social, advogados e contadores vão
participar do Seminário “Gestão de Ativos Previdenciários”,
nesta quinta-feira (5), das 8h30 às 18 horas, no Plenário
Ministro João Agripino, do Tribunal de Contas do Estado.
Depois da entrega de credenciais aos participantes e da abertura oficial
do seminário, o diretor do Departamento de Regimes de Previdência
no Serviço Público Delúbio Gomes Pereira da Silva
falará, às 10 horas, sobre “RPPS no Serviço Público
– Importância da Gestão”. Ele também é professor
de Pós-Graduação de Direito Previdenciário
em várias Universidades.
A segunda palestra, às 14h20, versará sobre “Aspectos
relevantes na legislação que disciplina os Ativos Previdenciários”
e estará a cargo da auditora de contas públicas do TCE Sara
Maria Rufino de Sousa. Caberá ao gerente regional de Negócios
da Caixa Econômica Federal Celizo Bezerra Filho a apresentação,
às 16h30, da terceira e última palestra do Seminário.
Ele vai falar sobre “Cenário Financeiro Atual e Investimentos”.
(Portal Correio)
04.11 - Previdência - Um dia você
vai precisar dela
*transcrição dos comentários feitos por Renato
Follador, na CBN
Alíquotas de Contribuição do INSS
A contribuição para o INSS varia de acordo com o salário
do trabalhador.
Quem recebe o salário mínimo, de R$ 465, contribui com
8%. Esta alíquota é aplicada sobre salários de até
R$ 965,67.
Para a faixa de R$ 965,68 a R$ 1.609,45, o desconto hoje é de
9%. E para os segurados que ganham acima disso a alíquota de contribuição
é de 11%. Entretanto, há um limite, o chamado teto do INSS,
que é de R$ 3.218,90, e a contribuição máxima
possível é de R$ 354,00.
Assim, quem ganha R$ 5.000,00, por exemplo, recolhe só sobre
R$ 3.218,90, que a maior aposentadoria possível.
Essa alíquota progressiva tem uma função redistributiva:
quem ganha mais paga mais, o que é razoável.
Entretanto, os que pagam mais para a previdência, os de maiores
salários, depois de aposentados, são prejudicados na forma
de reajuste do benefício: o aumento anual é só a correção
da inflação.
Já os que menos contribuem, sobre o salário mínimo,
têm de reajuste a correção da inflação
mais um aumento real.
Renato Follador, da CBN (AssPreviSite)
04.11 - Amarras do Fator Previdenciário
O tema aposentadoria é a mais nova dor-de-cabeça
do Palácio do Planalto. Pelo menos é o que deseja a oposição,
que a partir de hoje promete provocar o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (PT), usando como estopim
para isso o deputado federal Pepe Vargas (PT).
Explica-se: o deputado Arnaldo de Sá (PTB)
está alardeando por meio da imprensa que o petista, relator da reforma
da Previdência Social, perdeu o prazo regimental de 40 sessões
para levar seu parecer à votação na Comissão
de Finanças e Tributação. Dentro dessa leitura, o
texto de Pepe, que vem sendo construído desde novembro de 2008,
não teria mais qualquer validade.
O parecer de Pepe, tecnicamente chamado de substitutivo,
prevê a troca do fator previdenciário pela fórmula
85/95, ou seja, leva em consideração a soma do tempo de trabalho
e a idade na concessão da aposentadoria integral.
Na matemática de Pepe, a mulher precisa
atingir a soma de 85, e o homem, 95. Essa modalidade mudaria a redação
de projeto do senador Paulo Paim (PT), que permite aposentadoria integral,
sem redutor, quando a mulher ou o homem alcançarem 30 e 35 anos
de contribuição, respectivamente.
A PROPÓSITO - Segundo round
O embate entre Pepe Vargas e Arnaldo de Sá
acaba com a impressão que se tinha de que havia consenso e que a
reforma da Previdência avançaria. É grande o risco
de o acordo construído pelo Planalto com algumas centrais sindicais
ir água abaixo.
Além da extinção do fator
previdenciário quando a contribuição alcançar
a fórmula 85/95, o parecer de Pepe prevê o corte de 30% das
piores salários em vez de os 20% para o cálculo do benefício
como é hoje e a garantia do emprego nos 12 meses que antecedem a
aposentadoria.
Novo relator ignora texto de Pepe
Além de não cumprir o prazo regimental
de 40 sessões para votar, afirma Arnaldo de Sá, o deputado
Pepe ainda ganhou mais 10 sessões extras, mas a matéria não
foi votada na Comissão de Finanças e Tributação.
Diante disso, Arnaldo de Sá apresentou
requerimento à Mesa Diretora da Câmara, requisitando a baixa
do projeto para a sua comissão, a de Constituição
e Justiça (CCJ).
O petebista teve o pedido atendido pelo presidente
Michel Temer (PMDB) e, na carona, tornou-se o novo relator da matéria.
– O parecer ficou 11 meses parado e virou trabalho
perdido, sem qualquer validade. Na terça-feira (hoje), vou colocar
o meu parecer em votação na CCJ. O parecer será elaborado
na forma original do projeto do bom gaúcho Paulo Paim – promete
o petebista.
O recado
Questionado sobre como avalia a promessa do governo
Lula, de que vetará a proposta se for aprovada no formato desejado
pelo senador Paim, porque ela trará um rombo para a Previdência,
Arnaldo de Sá não perdeu a oportunidade de atacar Lula e
Dilma:
– É uma posição que o presidente
deverá tomar, com a consciência de que é um ano político
de eleição e que pode trazer prejuízos para a candidatura
do Planalto.
Arnaldo de Sá tem afinidades com José
Serra (PSDB), embora oficialmente seu partido, o PTB, integre a base de
Lula.
A defesa
Pepe se defende, afirmando que apresentou o susbtitutivo
na Comissão de Finanças e Tributação, mas ele
não teria sido votado dentro das 40 sessões porque existem
mais de 300 projetos na fila.
O petista discorda do ‘‘colega’’ Arnaldo de Sá
de que seu parecer perdeu a validade.
– Ele está dando mostras de que não
terá compromisso com a questão técnica. Será
uma posição política do deputado Arnaldo de Sá.
Quando essa matéria for a plenário, serei chamado para fazer
a defesa da minha relatoria ao substitutivo. Aguardem – responde Pepe.
Estratégia do governo falhou
A estratégia do governo Lula era submeter
o texto de Pepe, pelo fim do fator previdenciário, à votação
no plenário. Com isso, evitaria possíveis desgastes, caso
o assunto fosse debatido em outras comissões técnicas. O
deputado João Dado (PDT-SP) já havia apresentado requerimento
em regime de urgência para o parecer ir à votação
em plenário, mas não havia consenso.
– Se o projeto for aprovado na sua forma original,
será vetado pelo presidente Lula – antecipa Pepe. (ROBERTO
CARLOS DIAS - Pioneiro)
04.11 - Aposentados fecham cerco ao Congresso
por aumento
Entidade pressiona deputados a aprovarem proposta
que vincula reajuste da aposentadoria ao mínimo e que acaba com
o fator previdenciário. Parlamentar que votar contra projetos dos
aposentados terá nome divulgado
Representantes de aposentados prometem fechar
o cerco ao Congresso esta semana para pressionar os deputados a aprovarem
duas propostas que interessam à maioria dos 26 milhões de
beneficiários da Previdência Social em todo o país.
O objetivo é forçar a Câmara a aprovar o projeto (PL
1/07) que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo
e o que extingue (PL 3299/08) o índice que reduz o valor do benefício
de quem se aposenta antes da idade prevista em lei, o chamado fator previdenciário.
O primeiro item está na pauta do Plenário
e pode ser votado amanhã (leia mais). O segundo deve ser votado
hoje (3) na Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara. A Confederação Brasileira de Aposentados
e Pensionistas (Cobap) promete levar centenas de aposentados à Casa
nesta terça-feira e ameaça divulgar os nomes dos parlamentares
que votarem contra essas duas propostas.
“Em 2010 teremos eleições. Será
o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros
saberem realmente quem são seus amigos na Câmara. Assim poderão
votar de forma consciente, sem medo de se arrepender", afirmou o presidente
da Cobap, Warley Martins Gonçalles.
A estratégia do grupo é usar a
agenda eleitoral para minar a resistência dos deputados que costumam
votar de acordo com as orientações do governo. O Ministério
da Previdência é taxativamente contra a aprovação
das duas proposições e articula, no caso do fator previdenciário,
a aprovação de uma medida alternativa.
O líder do governo na Câmara, Henrique
Fontana (PT-RS), cobra o cumprimento de um acordo fechado em agosto por
representantes do Executivo e de entidades de aposentados e sindicalistas.
Na ocasião, foi acertado que os aposentados que recebem acima de
um salário mínimo terão reajuste de 2,5% a partir
de 2010.
Para que essa proposta vá adiante, de
acordo com o petista, foi acertado que algumas proposições
não seriam mais votadas pelos parlamentares. Entre elas, o PL 01/07
e o veto presidencial a um trecho da MP 268, que garantia aumento de 16,67%
aos aposentados retroativo a 2006 (leia mais).
Atrelamento ao mínimo
O texto original do PL 01/07 estabelece reajustes
permanentes do mínimo e já foi aprovado pelos senadores com
emendas. A proposta, que beneficia 8,1 milhões de aposentados, aguarda
há meses deliberação da Câmara. Os deputados
devem votar a emenda apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) à
proposição, que garante a todos os beneficiários da
Previdência Social o mesmo modelo de aumento do mínimo. A
nova regra valeria já em 2010.
O governo afirma que os cofres públicos
perderiam R$ 3,5 bilhões apenas em 2008 caso o PL 01/07 já
tivesse sido aprovado. De acordo com cálculos do Ministério
da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário
atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de
R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009.
“Compreendemos as reivindicações,
mas isso não é possível neste momento”, afirma Henrique
Fontana. O petista explica que existe uma política de governo para
valorizar as aposentadorias.
O relator do projeto que extingue o fator previdenciário,
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), rebate o líder do governo e
diz que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), assumiu o
compromisso de submeter as duas propostas ao plenário. “Se cumprirem
o acordo de votar o PL 01, tudo bem. Se não cumprirem, a pressão
aumenta”, avalia.
Fim do fator previdenciário
No parecer que apresentará à CCJ,
última etapa de tramitação da proposta antes do plenário,
Arnaldo defende a extinção do fator previdenciário.
“Meu voto será pela constitucionalidade do fim do fator previdenciário”,
adiantou o deputado paulista ao Congresso em Foco. Segundo ele, o índice
leva a perdas de até 40% nas aposentadorias dos homens e de até
50% nas das mulheres.
“Estamos mantendo o texto do Senado”, explica
o relator. Caso o texto original do Senado - de autoria do senador Paulo
Paim (PT-RS) - seja aprovado pelos deputados, caberá ao presidente
Lula decidir se o fator previdenciário será realmente enterrado.
“Por ser próximo a ano eleitoral, o governo vai deixar as barbas
de molho”, considera o deputado do PTB.
O relatório elaborado por Arnaldo Faria
de Sá também estabelece que as aposentadorias voltem a ser
calculadas de acordo com a média aritmética simples dos últimos
36 salários de contribuição do trabalhador.
Criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique
Cardoso para conter os gastos da Previdência Social, o fator previdenciário
é inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado.
Ou seja, quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é
o redutor e, consequentemente, menor o valor do benefício recebido.
Dessa forma, quem se aposenta sob a influência do fator não
recebe o mesmo valor com que contribuiu para a seguridade social.
“Avanço possível”
O governo anuncia que vai tentar emplacar outro
parecer, produzido pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) na Comissão
de Finanças e Tributação. Líder do governo
na Câmara, Henrique Fontana descarta a extinção súbita
do fator previdenciário, porque isso, segundo ele, traria dificuldades
orçamentárias para o governo.
Segundo o governo, esse instrumento injetará
mais de R$ 1 bilhão na Previdência apenas em 2009. Para Fontana,
o texto produzido por Pepe Vargas é o “avanço possível”
e “responsável”, uma vez que garantirá R$ 404 milhões
a mais para a Previdência apenas no próximo ano.
O relatório de Pepe propõe tempo
mínimo de idade, somado ao tempo de contribuição,
para que homens e mulheres se livrem do redutor de aposentadorias.
Pela proposta, elas terão de contribuir
30 anos e ter, no mínimo, 55 anos de idade para não pagar
o fator. Já eles, para se livrarem do fator, devem contribuir por
35 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade.
Ou seja, somente quando a soma do tempo de contribuição
previdenciária com a idade chegar a 85 (para as mulheres) e 95 (para
os homens), o fator previdenciário deixará de existir. O
Congresso em Foco procurou o senador Paulo Paim, autor das duas propostas,
para comentar o assunto. Mas ele não retornou o contato feito pelo
site. (Rodolfo Torres - Congresso em foco)
04.11 - Novo mega fundo deve atrair fundos
de pensão
Os bancos Credit Suisse e Santander lançaram uma oferta pública
de um fundo com características inovadoras para investir em créditos
concedidos a empresas. Com perspectiva de atingir um patrimônio expressivo
de quase R$ 2,9 bilhões, o fundo será um instrumento poderoso
para conceder empréstimos para grandes empresas brasileiras, com
risco fora do balanço dos bancos envolvidos. De outro lado, investidores
institucionais brasileiros como os fundos de pensão têm se
mostrado ávidos por ativos alternativos, que lhes permitam remunerações
diferenciadas, em face da cadente taxa de juro paga pelos títulos
públicos, até hoje o instrumento de investimento mais demandado.
Juridicamente, trata-se de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
(FIDC). Mas, até agora, quase tudo o que vinha sendo feito no mercado
com esse instrumento servia para que instituições financeiras
médias concedessem crédito para empresas também de
porte pequeno ou médio. Agora, o jogo ganhou outra dimensão.
O fundo, batizado de Crédito Corporativo Brasil, é estruturado
por grandes bancos e servirá para dar crédito de longo prazo
a grandes corporações nacionais. Os créditos contratados
poderão ter prazo de até seis anos, que coincide com o prazo
de duração do fundo. Os FIDCs tradicionais costumam ter prazo
de um a três anos.
Se atingir a captação desejada pelos bancos, esse fundo
sozinho equivalerá ao patrimônio de todos os demais FIDCs
distribuídos via oferta pública neste ano até agora.
(Dr Previdência)
03.11 - Novos e difíceis tempos
para os fundos de pensão
Recentemente, fui palestrante no congresso da Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp)
com o propósito de discutir as transformações que
acontecerão nas carteiras do segmento previdenciário e seus
possíveis novos referenciais. Lá, introduzi uma metáfora
que, aqui, repito para endereçar os novos tempos.
Tomemos as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC)
como enfermeiras que passaram os últimos 30 anos cuidando de um
mesmo doente grave, em um leito de hospital, com a porta trancada. Esse
doente chamava-se Tesouro Nacional e seu diagnóstico era uma dívida
que montava 65% do PIB, numa moeda que não era a sua e com poucas
reservas internacionais. Para sobreviver a esse quadro, era obrigado a
pagar juros reais da ordem de 12% a 15% ao ano para prazos curtíssimos.
Se esse doente faltasse, levaria consigo boa parte do sistema local de
previdência complementar.
Ao longo do tempo, e com a aplicação da correta medicina,
o doente se recuperou e deixou o leito. Sem ele, as EFPC deparam-se com
o desafio de explorar novos espaços - novos emissores, instrumentos,
controles e serviços. Afinal, aquele arranjo anterior, de juro real
elevado, rende atualmente, à vista, algo como 4,5% ao ano. Nas curvas
mais longas, chega a 6,3% ao ano. Portanto, em ambos os vértices,
já é difícil saldar compromissos atuariais para prazos
superiores a 20 anos.
Os livros de Finanças nos dizem que passivos como esses devem
mirar ativos de prazo compatível e, de preferência, com grande
segurança jurídica na relação que une ativo
e investidor, que é a chamada boa governança. Entretanto,
esse é outro aspecto que não está presente nos portfólios
previdenciários. Há exceções a essa regra,
como a Previ, do Banco do Brasil, que além de se tornar uma das
principais investidoras de várias das maiores empresas do país,
transformou-se em indutora do aprimoramento de governança. Cabe
citar os casos de conversão de ações preferenciais
em ordinárias de Perdigão e Embraer. Além de terem
guindado essas companhias a outra categoria de reconhecimento e avaliação,
tais operações geraram valor extraordinário para o
portfólio da Previ, a ponto de seu atual superávit corresponder
a mais da metade do superávit geral do sistema.
Experiências bem-sucedidas, como essas, dividem a cena com a
atrofia de seleção do sistema, que também causou uma
profunda limitação na oferta de serviços por parte
do mercado. Hoje, são comuns os mandatos que objetivam seguir modelos
prontos, como o CDI ou o Índice Bovespa, para quem tem passivos
longos e com parte prefixada.
Tal distorção está retratada nos laços
comerciais que unem a indústria de previdência complementar
e o mercado financeiro. Nessa relação, paga-se muito pouco
por um serviço que, de fato, vale praticamente zero, mas que nunca
se adequou plenamente às realidades atuariais daquele sistema. E,
a partir de agora, tende a adequar-se muito menos.
Essa observação matemática dos fatos fica ainda
mais contundente quando retomamos a metáfora do ex-doente e lembramos
que, se ele tivesse faltado em 1999 (crise cambial), ou em 2002 (crise
pré-eleitoral), certamente teria a companhia de boa parte do sistema
- porém Perdigão, Embraer e várias outras empresas
estariam de pé, liquidando em moeda forte suas faturas de exportação
e preservando o interesse daqueles participantes ali investidos.
Quando pensamos com essa ótica, percebemos que seguir o Ibovespa
talvez seja uma aberração maior do que acompanhar o CDI,
dado que quem investe para 20 anos deveria, antes de se preocupar com estatísticas
de risco, pensar no arranjo de governança que protege aquele investimento.
Também seria importante lembrar que os direitos inerentes ao ativo
precedem tais estatísticas.
Os novos tempos nos reservam, portanto, diversificação
de emissores, o que implicará diversificação de instrumentos
e reordenação das relações de governança
dos portfólios. São transformações profundas,
todas elas já previstas na edição da nova Resolução
número 3.792 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec)
vem desempenhando papel importante nesse contexto, empunhando com sucesso
a bandeira da boa governança e atuando no sentido de aglutinar forças
junto aos investidores minoritários, com o intuito de buscar maior
integração e eficiência na defesa dos seus direitos.
Mas essa será uma missão cada vez mais ampla e difundida
entre os vários agentes do mercado, sendo um ponto crítico
para o futuro que se avizinha. (Regis Abreu - Valor Online)
03.11 - Educação previdenciária:
seminário vai oferecer roteiro
Reunida quarta-feira, a Diretoria da ABRAPP deliberou realizar na segunda
quinzena de novembro, sendo a provável data o dia 26, um seminário
destinado a apresentar o roteiro preparado pela Comissão Técnica
Nacional de Comunicação e Fomento para orientar as associadas
na elaboração de seus projetos de educação
previdenciária e financeira. O evento contará também
com o relato feito por entidades de experiências bem sucedidas nessa
área. (Diário dos Fundos de Pensão)
03.11 - Real Grandeza: Nova diretoria executiva
Funcionário de carreira irá presidir a Fundação
Real Grandeza; cargo era cobiçado pelo PMDB
Um acordo entre os representantes das patrocinadoras e dos beneficiários
permitiu que a Fundação Real Grandeza (FRG), o fundo de pensão
de Furnas e Eletronuclear, definisse, na tarde de quinta-feira, 29, os
nomes de sua nova diretoria executiva. Os cargos são cobiçados
pelo PMDB desde que o partido ganhou a direção da estatal,
em 2007, mas os funcionários resistiam à ingerência
no fundo. Por unanimidade, o conselho deliberativo da fundação
aprovou ontem o nome do administrador de empresas Aristides Leite França
para o cargo de diretor-presidente e o do economista Eduardo Henrique Garcia
para a diretoria de investimentos.
Funcionário de carreira de Furnas há 34 anos, França
foi indicado pelos representantes dos segurados no conselho. Ele trabalha
no setor de recursos humanos da estatal e tem experiência na gestão
da fundação. Pelo acordo, Furnas indicou Garcia, que é
superintendente de planejamento financeiro e orçamento da estatal.
O nome de Garcia foi um dos aventados pela direção da estatal
no início deste ano para substituir o atual diretor executivo, Sérgio
Wilson Ferraz Fontes, antes do fim de seu mandato. No entanto, a forte
reação dos funcionários, que ameaçaram fazer
greve, paralisou a ofensiva.
Satisfeitos com a administração de Fontes, considerada
técnica e protegida de ingerências políticas, os funcionários
queriam a recondução do executivo. A direção
de Furnas não concordou e um fórum com representantes de
quase 20 sindicatos da categoria entrou em campo para definir nomes de
consenso. Entre eles, estava o de França. Os funcionários
haviam sugerido um outro nome para a diretoria de investimentos, do próprio
quadro da FRG, mas Garcia, indicado por Furnas, foi escolhido pelo conselho,
inclusive com o voto dos conselheiros que representam os participantes,
após uma sabatina na manhã de quarta-feira, 28.
Na sabatina, Garcia afirmou que, apesar do cargo de confiança
em Furnas, não tem filiação partidária ou ligações
com políticos do PMDB. O apetite do partido pelo controle do fundo,
que tem um superávit de R$ 1,1 bilhão, é atribuído
ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que nega a intenção.
"Quando Garcia foi cogitado no início do ano, havia muitos boatos.
Era um momento de tensão grande e qualquer indicação
era rejeitada. Mas na sabatina ele disse que não tem vinculação
política e que vai manter toda a equipe da área de investimentos,
que está dando certo", disse Adilson Almeida, diretor do Sindicato
dos Eletricitários de Furnas.
Representante dos participantes no conselho da FRG, Horácio
de Oliveira também disse que a rejeição a Garcia no
início do ano era à tentativa de Furnas de terminar com o
mandato de Fontes antes do tempo e disse confiar que o fundo está
protegido das investidas políticas. "Agora houve consenso. A diretoria
é da nossa confiança. Se não fosse, não teria
havido consenso", afirmou. (Alexandre Rodrigues - O Estado de S.
Paulo)