Notícias Anteriores
Diário Abrapp
Notícias Anapp
PESQUISA DIRETA ÀS PÁGINA DAS ENTIDADES
ABRAPP
SPC
ANCEPP
ANDIMA
BM&F
ANAPP
APEP
SINDAPP
FENASEG
MIN PREVIDÊNCIA
DATAPREV
23.02 - A Previc é uma realidade. E agora?
O lado bom e o desafio das conquistas que alcançamos é que, se por um lado representam a materialização de um desejo, por outro trazem responsabilidade maiores.
É assim que se sentem, aliás, os fundos de pensão brasileiros no momento em que veem nascer a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), um novo organismo de supervisão e fiscalização há muito desejado e por isso sempre defendido. É uma alegria, mas é também um peso sobre os ombros, hoje suportável porque felizmente a Previc não decepcionou em seus primeiros passos.
Colocada em funcionamento neste início de 2010, todos torciam para que a Previc confirmasse na prática, já desde os seus primeiros meses, o pendor técnico com o qual todos queriam revesti-la, por ver nessa tecnicidade a própria essência a justificar a criação do novo órgão. E a Previc passou nesse primeiro teste, considerando que os nomes indicados para dirigi-la, independentemente de suas eventuais vinculações políticas, apresentam currículos consistentes e à altura dos cargos ocupados.
Partidos no poder naturalmente designam para os cargos oficiais pessoas afins, comprometidas com o ideário e programa de governo e, além de natural, esse é um procedimento plenamente aceitável.
Errado seria a indicação de quadros pela única e exclusiva razão da ligação política partidária, sem qualquer consulta a critérios como capacitação e mérito comprovados. Isso nem de longe é o que aconteceu com os diretores que compõem a primeira diretoria colegiada da Previc. Enfim cabe ao governo indicar, conforme as suas prioridades, e à sociedade cobrar o respeito aos valores republicanos, em primeiro lugar, e resultados concretos, em segundo.
Alguns dos diretores da Previc têm para mostrar o muito que fizeram ao tempo da então Secretaria de Previdência Complementar, predecessor da Previc. Outros estão chegando agora, mas têm também uma extensa folha de serviços prestados ao serviço público. Em um caso como no outro, não cabe prejulgar, apontando razões de dúvida ou suspeita contra pessoas que estão iniciando agora a caminhada.
Em especial porque o maestro é o ministro José Pimentel, da Previdência Social, o condutor de todo o processo e um nome conhecido por sua postura proba, compromissos sociais e capacidade de trabalho. Em boas mãos, a Previc representa um grande avanço. Para começar porque, como órgão de Estado, irá operar de forma muito mais independente das inclinações eventuais de governos passageiros.
Essa perenização das políticas públicas através de décadas trará maior segurança para todos, patrocinadoras, instituidores e participantes de planos, que, por viverem ciclos muito longos de tempo, são totalmente avessos a surpresas e buscam a estabilidade.
É da natureza da Previc possuir um corpo de servidores altamente técnico, selecionado por comprovação de mérito e jamais por indicações políticas no mal sentido.
A independência orçamentária fortalecerá ainda mais a sua estrutura, assegurando maiores recursos humanos e materiais, mais uma vez em benefício de patrocinadoras, instituidores e participantes, que só têm a perder com uma supervisão e fiscalização limitadas.
A Previc nasceu com bênçãos suprapartidárias, tal o grau de reconhecimento do muito que um órgão de Estado poderá fazer ainda mais para impulsionar o crescimento dos fundos de pensão. E tal impulso traz tudo de bom, uma vez que os fundos são extraordinários agentes de proteção social, ao mesmo tempo em que formadores de poupança e, como tal, investidores capazes de fomentar o emprego e os negócios.
Esperamos que os próximos passos confirmem os primeiros e, na verdade, não existem motivos para supor que será diferente.
Devemos estar atentos, é verdade, para que as melhores expectativas se cumpram, em benefício da previdência complementar e do país.  (José de Souza Mendonça - Jornal do Brasil-21.02)

23.02 - Encontro de SP tem inscrições esgotadas
Nova edição acontecerá no Rio de Janeiro em março
Nesta sexta-feira, a reunião onde a própria PREVIC abordará o processo de instalação do novo órgão, as próximas etapas e os aspectos mais relevantes que iremos vivenciar na interação das EFPCs com a nova instituição, contou com uma grande procura de dirigentes, especialistas, advogados e profissionais do sistema de previdência complementar.  Outro fator deste interesse, que levou ao rápido esgotamento das vagas, é que a programação do Encontro conta também com a participação de dirigentes das principais entidades associativas do setor expondo a sua visão sobre o cenário e o contexto para o exercício que se inicia.
Assim, visando atender aos profissionais que não puderam se inscrever no evento de São Paulo estaremos promovendo uma 2a. edição do encontro com o patrocínio do Itaú Unibanco na cidade do Rio de Janeiro, no dia 18 de março de 2010, das 9h00 as 13h00, no Auditório da Fundação REFER. Taxa de adesão de R$ 300,00 (trezentos reais).   Informações adicionais e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br.  (AssPreviSite)

23.02 - BB aguarda homologação do BC para incorporar Nossa Caixa
O Banco do Brasil informou nesta sexta-feira (19) que ainda aguarda a homologação da incorporação da Nossa Caixa pelo Banco Central para concluir a incorporação societária e o cancelamento de registro de companhia aberta do banco paulista no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo.
Os acionistas dos dois bancos aprovaram a incorporação em assembleia extraordinária feita no dia 30 de novembro do ano passado.
O BB comprou a Nossa Caixa em novembro de 2008, por R$ 5,38 bilhões, pagos em 18 parcelas ao governo paulista, controlador do banco. O Banco Central já havia aprovado a compra em março de 2009.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

22.02 - Lotação completa no evento de SP
Com lotação completa o AssPreviSite promove nesta sexta-feira (26) uma ótima e oportuna reunião onde a própria PREVIC abordará o processo de instalação do novo órgão, as próximas etapas e os aspectos mais relevantes que iremos vivenciar na interação das EFPCs com a nova instituição.  A programação do Encontro contará ainda com a participação de dirigentes das principais entidades associativas do setor (ABRAPP, APEP e ANAPAR) expondo a sua visão sobre o cenário e o contexto para o exercício que se inicia.  O encontro conta com o patrocínio do Itaú Unibanco e o apoio da Fundação CESP   Informações através do e-mail assprevisite2@terra.com.br  (AssPreviSite)

22.02 - Fundos: Petrobras terá capitalização em junho
Doze bancos de investimentos trabalham para levantar US$ 50 bilhões para a estatal financiar investimentos no pré-sal
Captação da Petrobras deve ser a maior já feita com venda de ações no mundo; operação ainda depende de aprovação do Congresso
Bancos de investimento nacionais e estrangeiros se preparam para levantar cerca de US$ 50 bilhões em dinheiro novo ainda em junho para a Petrobras. A operação, que depende de autorização do Congresso, deve se tornar a maior captação de recursos do mundo por meio da venda de ações.
O volume que será levantado nos mercados globais tem por base o preço de US$ 5 o barril, o piso do intervalo estabelecido pelo governo, e que tende a ser confirmado pelos consultores independentes. Esse preço é uma estimativa de quanto valeria, em valores atuais, o petróleo que será extraído no futuro (daqui a 15 ou 20 anos) na camada de pré-sal. A parte do governo na capitalização será dada por meio da cessão de 5 bilhões de barris desse petróleo.
Segundo os bancos de investimento, não está descartada a possibilidade de que o valor fique pouco abaixo de US$ 5 o barril, aumentando a atratividade do investimento e facilitando a captação de recursos.
Junto com o aporte do governo, estimado em US$ 25 bilhões se o petróleo ficar em US$ 5 o barril, a capitalização da Petrobras pode atingir US$ 75 bilhões, superando o aumento de capital de US$ 19 bilhões do Bank of America em 2000 e a abertura de capital do chinês ICBC (Banco Industrial e Comercial da China), de US$ 19,1 bilhões em 2006.
Os recursos vão para a exploração das reservas de petróleo na camada de pré-sal, cujas estimativas motivaram o governo a rever o marco regulatório do setor, privilegiando a estatal e a União, dona das reservas.
Na operação, participam 12 dos principais bancos de investimento de alcance global, que têm o Banco do Brasil como uma espécie de "líder informal" do grupo devido à sua proximidade com o governo. Os líderes definitivos da operação, no entanto, só serão escolhidos após a aprovação no Congresso e o desenho final da capitalização.
Esses bancos já iniciaram as consultas aos principais clientes institucionais, a maioria fundos de pensão e de investimento nacionais e estrangeiros, para saber se eles deverão aportar recursos novos para manter sua participação na estatal. Isso porque os atuais acionistas, incluindo a União e os trabalhadores que compraram ações por meio do FGTS, têm preferência na hora de comprar os papéis. O acionista que decidir não "acompanhar" a oferta de ações poderá vender seu direito para um terceiro.
Trata-se do negócio mais importante do ano para os bancos de investimento com presença no Brasil. Os honorários desses bancos devem bater em US$ 100 milhões cada um, dependendo do montante que conseguirem trazer para a Petrobras. O valor equivale às receitas de um ano de trabalho das respectivas áreas desses bancos.
Cronograma
Junho é a data limite para fazer uma captação desse porte nos mercados internacionais, pouco antes das férias de verão no Hemisfério Norte, que vão até setembro. Para atingir a meta, a aprovação do projeto de lei no Congresso, que tramita em regime de urgência, precisa ocorrer até abril.
Se algo der errado, a capitalização só poderá acontecer em setembro, um mês antes da eleição presidencial, período sujeito a turbulências nos mercados. A Câmara deve analisar o assunto nos próximos dias 2 e 3 de março.
Segundo a Petrobras, a capitalização ainda não tem uma data acertada nem foi definido o valor do barril de petróleo que será utilizado para desenhar a operação. "Somente depois da aprovação pelo Congresso será possível definir uma data para a operação. A estimativa é que, em até 90 dias após aprovado o projeto, a capitalização esteja concluída. Não existe ainda valor estimado para o barril", afirmou, em nota, a assessoria da estatal.
A Petrobras afirma ainda que a União não definiu as áreas de exploração de petróleo que serão cedidas à estatal. "Somente após isso as certificadoras poderão estimar o valor do barril. E depois a Petrobras e a União irão negociar o valor", informou.   (TONI SCIARRETTA - Folha de S.Paulo)

22.02 - Luz-EF: Palestra sobre risco de crédito
Especializada no desenvolvimento de sistemas de controle e de suporte à decisão e na prestação de serviços e consultoria para o mercado financeiro, a Luz Engenharia Financeira realizará a palestra Gestão integrada do portfólio de crédito e a resolução 3721/09 do Banco Central, no dia 25 de fevereiro, às 8:30 hrs, no Espaço Araguari Eventos.
O encontro tem como objetivo apresentar os principais desafios dessa nova estrutura, que deverá entrar em operação em outubro de 2010. “É um trabalho que envolve processos, sistemas e procedimentos para gestão do risco de crédito em conformidade com as exigências do Banco Central. Quem deixar para última hora poderá ter a operação comprometida por falhas operacionais”, alerta o gerente comercial da Luz – EF, Leandro Andrade.
O evento será dividido em quatro partes: gestão integrada de riscos, gestão e modelos de risco de crédito, Basiléia II e resolução 3721 e, por último, soluções para gestão de portfólio de crédito.
As reservas podem ser feitas, gratuitamente, até o dia 20, pelo telefone (11) 3799-4700, com Fernanda ou Ana Paula, ou pelo e-mail eventos@luz-ef.com.  (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 
 

19.02 - Dia 26: Encontro tem grande procura
Tema: “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios”
Auditório da Fundação CESP
Horário: 09:00 às 13:00 horas
Alameda Santos,2477 - S.Paulo - SP
Na próxima sexta-feira, a reunião onde a própria PREVIC abordará o processo de instalação do novo órgão, as próximas etapas e os aspectos mais relevantes que iremos vivenciar na interação das EFPCs com a nova instituição, conta com uma grande procura de dirigentes, especialistas, advogados e profissionais do sistema de previdência complementar.  Outro fator deste interesse é que a programação do Encontro conta também com a participação de dirigentes das principais entidades associativas do setor expondo a sua visão sobre o cenário e o contexto para o exercício que se inicia.  Assim, com o patrocínio do Itaú Unibanco, o Encontro AssPreviSite Previdência trata o tema “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios” no dia 26 de fevereiro de 2010, das 9h00 as 13h00, no Auditório da Fundação CESP, localizado à Alameda Santos, 2477 (região da Avenida Paulista), São Paulo.  Taxa de adesão de R$ 300,00 (trezentos reais).   Informações adicionais e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br.  (AssPreviSite)

19.02 - Europa: Envelhecimento da população já preocupa
Em 2060, 1 em cada 10 terá 80 anos
Além da crise da dívida fiscal, outro fator ameaça o modelo social europeu: o envelhecimento da população. Em 2007, 16% dos europeus tinham mais de 65 anos. Em 2060, um a cada três europeus será aposentado, o que Vicenç Navarro, catedrático de Políticas Públicas da Universidade Pompeu Fabra, argumenta tornaria o atual modelo social europeu "inviável". Um a cada dez europeus terá mais de 80 anos.
"O impacto do envelhecimento da população europeia é bem maior que o impacto da atual crise para as contas do continente", avalia a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para o principal economista da organização, Edward Whitehouse, a Europa não terá outra alternativa que não seja a de lidar com o número cada vez maior de idosos, que não pagam impostos e recebem suas aposentadorias. Na Grécia, a estimativa é de que o sistema de pensão declararia falência em 2013 se nada for feito.
Vit Samek, ex-conselheiro especial da União Europeia (UE) para a reforma do sistema de pensão, tem sua proposta. "Os europeus precisam voltar a ter mais filhos para que os país tenha suas aposentadorias financiadas no futuro."
Já a OCDE adverte que o atual processo de fechamento das fronteiras para os imigrantes terá de acabar e os trabalhadores irregulares terão de ser incorporados nas economias. Só assim, segundo a OCDE, o sistema de pensão será resgatado de uma falência.
Mas, diante do desemprego atual, governos europeus estão sendo pressionados a tomar medidas que vão no sentido contrário, expulsando estrangeiros e limitando ao máximo a entrada de trabalhadores de fora da UE.
PROTESTOS
Os sindicatos de vários países já prepararam mobilizações, alertando que não pagarão o preço da crise gerada pelos bancos. Governos apoiados pelo setor sindical já começam a ver sua popularidade desabar e o impacto poderá ser sentido nas eleições nesses países nos próximos meses, como no Reino Unido.
Tony Atkinson, professor da Universidade Cambridge, alerta que o modelo europeu atual de bem-estar social dificilmente conseguirá ser mantido e chega a propor que os governos europeus pensem na hipótese de garantir salários mínimos para seus cidadãos diante de uma tendência de deterioração da situação social no continente nos próximos anos.    (O Estado de S.Paulo)

19.02 - Fundos: Faturamento de shoppings cresce 10% em 2009
Os shopping centers do país faturaram R$ 71 bilhões no ano passado, crescimento de 9,91% em relação aos R$ 64,6 bilhões de 2008, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O resultado ficou acima da expectativa do setor, de alta de 8%. O país tem 392 shopping centers, que empregam 757 mil pessoas. No ano passado, foram inaugurados 16 empreendimentos e criados 36 mil postos de trabalho. Para 2010, a expectativa da Abrasce é aumentar as vendas em 12%.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

18.02 - Previc adotará Supervisão Baseada em Risco
Implantação da SBR, solvência e certificação são fundamentais, diz Ricardo Pena
O diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena, adiantou que a implantação da metodologia de Supervisão Baseada em Riscos é uma das metas da superintendência para este ano. Ele pretende também avançar nas regras de solvência, na revisão da resolução 06/1988, na discussão e na adoção, pelas entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), do programa de educação financeira e previdenciária.
A Diretoria Colegiada apresentou na semana passada, em São Paulo, a agenda de trabalho da Previc aos dirigentes dos maiores fundos de pensão e diretores do sistema Abrapp/Sindapp e ICSS, além de representantes da Anbima e da BM&Bovespa.
Promovida pela Associação Brasileira de Entidades de Previdência Complementar (Abrapp), o encontro teve como objetivos o de apresentar as expectativas e tendências do sistema na visão das EFPC e o de mostrar o futuro da previdência complementar e seus desafios. Dentre esses desafios, Ricardo Pena enumerou ainda a necessidade de se incluir na agenda de trabalho da superintendência, em 2010, um debate, junto às entidades, sobre a questão “do aumento da longevidade da população brasileira, que tem sido de 3,2 anos por década, segundo o IBGE”, observou.
Direitos - Outro item citado por Ricardo Pena foi sobre a revisão da Resolução CPC n° 06/88, que dispõe sobre os procedimentos relativos à retirada de patrocínio de EFPC, fusão, cisão, migração de planos e outras atividades que repercutam e tragam reflexos no plano. “Nossa intenção é preservar os direitos dos participantes, oferecendo-lhes, inclusive, segurança jurídica”, revelou Ricardo Pena.
Pena citou, ainda, a preocupação da diretoria colegiada em melhorar a comunicação com o sistema, não só através da arbitragem, como também por meio de uma ouvidoria. “Os assistidos e participantes têm demandado muito do Estado e vamos procurar atendê-los melhorando a comunicação para fora”, disse.
Rentabilidade - Referindo-se ao estágio atual do setor, Ricardo Pena avaliou que no campo regulatório a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) cumpriu seu papel e melhorou bastante nesse campo, tanto que, “apesar da crise, em 2009 os fundos de pensão tiveram 21,48% de rentabilidade. Temos conseguido bater as metas atuariais”. salientou.
No que diz respeito à fiscalização, voltada para a SBR desde 2008, ele disse que, embora tenha havido um aumento de 71% nesse trabalho, o tempo médio de 108 dias de auditoria, numa entidade, reduziu-se para 70 dias, em 2009. Também na parte de autorização de planos, a então SPC, atual SPPC, conseguiu reduzir o tempo médio de 720 para 22 dias, tempo esse diminuído para 16 dias quando se efetua tal procedimento por meio de análise eletrônica. Em 2009, conforme os dados revelados, foram aprovados 27 novos planos e 258 instituidores, e criadas duas novas entidades.
Desafios - Sobre a Previc, Ricardo Pena observou que ela representa a consolidação institucional de um pleito do setor de previdência complementar. Lembrou que um dos maiores desafios para a diretoria colegiada da nova autarquia será estruturá-la administrativamente, não só com uma nova sede, mas também com capital humano.
Ele pretende manter a política de excelência técnica e de diálogo com o setor, seguindo, inclusive, orientação do ministro da Previdência Social, José Pimentel. A Previc vai estabelecer metas a cumprir, visando reforçar a supervisão, uma vez que a formulação de políticas ficará a cargo da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar e a regulação será da alçada do Conselho Nacional de Previdência Complementar. O Conselho de Recursos de Previdência Complementar será a instância responsável pela manutenção do equilíbrio entre os interesses do Estado, do participante e do contrato.
Expectativas - O presidente da Abrapp, José Mendonça, falando sobre as expectativas do setor com relação à Previc, comentou: “a previdência complementar foi muito valorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não foi só uma promessa de campanha e nós esperamos que, com a Previc, o setor continue a ser prioridade do governo”.
Mendonça enalteceu o caráter técnico conferido a composição da diretoria da Previc e insistiu na tese de desoneração dos processos dos planos, algo que, a seu ver, prejudica o fomento. Para a Abrapp, a educação financeira e previdenciária é uma necessidade para o participante, devendo ser bem trabalhada. Enumerou ainda, como necessária, a simplificação de normas e a manutenção do diálogo entre o sistema e o Estado.    (Zenaide Azeredo - AgPrev)

18.02 - Anapar apóia participantes da Gerdau Previdência
No início de janeiro deste ano, representantes da ANAPAR e dos participantes da Gerdau Previdência estiveram reunidos em Ouro Branco para discutir questões relativas aos planos de previdência administrados por aquela entidade, patrocinada pelo Grupo Gerdau, uma das maiores multinacionais brasileiras. Em seu processo de crescimento, a Gerdau arrematou a ex-estatal Açominas, com sede em Minas Gerais.
A Gerdau Previdência, após a incorporação da patrocinadora Açominas ao Grupo Gerdau, conseguiu a aprovação, pela Secretaria da Previdência Complementar da fusão dos planos de previdência das duas empresas, em julho de 2009. Hoje, a entidade administra três diferentes planos: um plano na modalidade Benefício Definido (BD) exclusivo para os empregados da Açominas, que eram participantes da antiga Fundação Açominas de Seguridade Social (AÇOS), e dois outros planos, um na modalidade Contribuição Definida (CD) e um BD para os empregados das outras unidades do Grupo Gerdau no país.
Em meados do segundo semestre de 2009, a entidade enviou proposta à SPC para saldar os dois planos BD e propor aos participantes ativos e aposentados a migração para um novo plano CD, através da adesão voluntária dos participantes. Em dezembro, a SPC questionou a Gerdau Previdência acerca dos critérios adotados para o cálculo do direito acumulado dos participantes e sobre a ausência de uma proposta para destinação dos superávits acumulados pelos dois planos. A análise foi suspensa pelo órgão fiscalizador enquanto a entidade de previdência não apresentasse uma proposta concreta e correta para a solução destas duas questões.
O superávit acumulado no plano BD dos participantes oriundos da AÇOS atinge aproximadamente 50% das reservas matemáticas, mesmo depois de terem sido zeradas as contribuições de participantes, assistidos e da patrocinadora.
Lideradas pelo SENGE, o Sindicato dos Engenheiros de MG, seção Belo Horizonte, as entidades de classe ligadas aos associados da Gerdau Previdência estão procurando os dirigentes do fundo de pensão e representantes do patrocinador, para abertura de um processo de entendimento que satisfaça ambos os interesses, para evitar prejuízos aos participantes e para garantir que se cumpra o previsto na legislação de previdência complementar. Ao mesmo tempo, em conjunto com a ANAPAR, será agendada reunião com a PREVIC, para reivindicar que o órgão fiscalizador aja no sentido de garantir os direitos dos participantes.
Gerdau Previdência precisa adequar a representação dos participantes à LEI - A Gerdau Previdência conta com quase 24.000 associados, entre participantes ativos e assistidos, um patrimônio de aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Seus órgãos de gestão são compostos por 7 membros no Conselho Deliberativo, sendo 5 indicados pela patrocinadora e 2 pelos empregados;  4 membros no Conselho Fiscal, sendo 3 indicados pela patrocinadora e 1 pelos empregados. Em ambos os conselhos, a representação dos participantes e assistidos está abaixo do 1/3 exigido pela legislação. Além disso, a Diretoria Executiva da entidade é composta de quatro membros, sendo todos nomeados pela patrocinadora, sem contemplar qualquer representação dos participantes.
Também será objeto de negociações com a patrocinadora o ajuste da representação dos participantes nos conselhos, bem como a possibilidade de eleição de um diretor pelos participantes.   (Boletim)

18.02 - Portabilidade, use e abuse
Os investidores de planos de previdência aberta estão usando mais a ferramenta da portabilidade, que permite trocar de seguradora. Em 2009, houve um aumento de cerca de 10% no volume de recursos que migrou de uma empresa para outra, alcançando R$ 2,37 bilhões, apontam dados da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi). Essa soma, no entanto, representa uma parcela muito pequena das provisões do setor. Mas pode crescer se o investidor passar a usar mais a transferência para pressionar por redução de taxas e melhor retorno dos fundos oferecidos.
Do patrimônio total acumulado pelos participantes no ano passado - cerca de R$ 177 bilhões -, o volume de portabilidades liquidadas financeiramente representou 1,34%. Em 2008, a migração de recursos entre empresas foi de R$ 2,16 bilhões, ou 1,52% das provisões. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) dividem a portabilidade externa em valores aceitos e valores cedidos. O volume de dinheiro que saiu de planos PGBL e VGBL das seguradores, de acordo com esse levantamento, foi de R$ 2,467 bilhões em 2009.
A diferença entre as estatísticas pode ser explicada pelo fato de a Susep reunir dados de todo o mercado e a Fenaprevi apenas de entidades associadas e de portabilidades que já foram liquidadas, excluindo as cadastradas. Do lado dos valores aceitos, isto é, das seguradoras cujos planos PGBL e VGBL receberam recursos de portabilidade, o volume é ainda maior: R$ 4 bilhões, segundo a Susep. Nessa soma, além dos valores transferidos de PGBL e VGBL, podem estar recursos que saíram de planos tradicionais e até de entidades fechadas de previdência.
A portabilidade na previdência, que começou a valer em abril de 2006, funciona como no mercado de telefonia celular para a troca de operadora. Trata-se de um instrumento que garante ao participante mudar de seguradora ou ainda de planos dentro da mesma entidade, nesse caso em busca de alterar o perfil de risco do fundo ou até de reduzir custos. Para que isso aconteça, o participante deve fazer a solicitação à entidade que detém seus recursos, informando o plano no qual deseja ingressar ou, no caso de portabilidade externa, o plano e a respectiva entidade que deverá receber seu dinheiro.
Segundo a Susep, a portabilidade só é permitida entre planos do mesmo segmento, isto é, entre planos de previdência complementar aberta, como o PGBL, ou entre planos de seguro de vida com cobertura por sobrevivência, caso do VGBL. Fica vedada a transferência de recursos de um PGBL para um VGBL, por exemplo, ou entre diferentes participantes. O prazo estabelecido para que a transferência seja efetiva pela Susep é de quatro dias úteis, podendo se estender para cinco dias úteis, no caso de planos aprovados a partir de 30 de janeiro de 2007. Os recursos financeiros serão transferidos diretamente entre as seguradoras, sem passar pela conta do titular do plano.
O grande benefício da portabilidade é que ela acontece sem apuração de imposto de renda ou outra despesa. Apesar de não custar nada e estar disponível para clientes de todos os portes, só quem usa a ferramenta são os grandes investidores, conta o diretor de previdência da consultoria Quorum Saúde, Seguros e Previdência, Marcello Rudge Ribeiro. A portabilidade, segundo o especialista, é um dos maiores argumentos para vender previdência, é só dizer para o cliente que se ele não estiver satisfeito é possível trocar de plano ou empresa em poucos dias. "Na prática, dificilmente uma portabilidade acontece em quatro, cinco dias", diz. "E quando ocorre", ressalta. O cliente que tem seu processo atrasado pode levar a denúncia à Susep.
Além da questão burocrática de preenchimento e checagem de cadastros e assinaturas - que acaba atrasando o processo -, o maior volume de recursos, cerca de 95%, está nas seguradoras ligadas aos grandes grupos de varejo, cujas carteiras são extremamente pulverizadas e formadas por clientes com volumes relativamente baixos de acumulação. "Para esse porte de cliente, que tem R$ 5 mil acumulados, paga taxas altas, não há muitas alternativas de planos, são todos muito parecidos e caros", explica Ribeiro. Ainda segundo ele, dificilmente esses clientes vão recorrer à portabilidade, por conta da falta de conhecimento, mas, quando o fazem, há um trabalho forte de retenção por parte dos bancos. Isso ajuda a explicar o volume baixo de portabilidade relativamente às provisões do setor.
Na alta renda, o movimento de portabilidade é forte e estimulado pela rentabilidade das carteiras, já que os custos são relativamente baixos para esse público, afirma Ribeiro. "Quem tem acima de R$ 500 mil, R$ 1 milhão, usa a ferramenta para pressionar e mudar de gestor e isso acontece em poucos dias", diz. Ainda segundo ele, por se tratar de um investidor mais sofisticado, que conhece o mercado financeiro, se o gestor do fundo de previdência não entrega retorno, ele migra. Essa é uma tendência que deve se intensificar daqui para frente, depois da entrada de gestores independentes na previdência, como Gávea, Leblon Equities, BRZ, GAP, Claritas, entre outros. O esforço dessas assets tem sido trazer para dentro de casa os recursos de previdência de seus já clientes.
Ribeiro afirma, contudo, que os clientes pequenos e distraídos deveriam usar mais a ferramenta, mesmo que dentro de casa. É o caso de participantes antigos que entraram em planos com custos altíssimos, mas que hoje já acumulam um certo patrimônio. Com R$ 50 mil a R$ 100 mil, já é possível migrar para fundos mais sofisticados e com taxas menores. Ribeiro alerta que o cliente precisa estar atento, porque o banco não vai oferecer a ele a alternativa de pagar menos, apesar de haver opções mais baratas.
Uma das maneiras de fazer pressão para reduzir as taxas de administração e carregamento é a portabilidade. Às vezes, o cliente nem precisa sair da seguradora. Ribeiro diz que as taxas de gestão vêm caindo, mas apenas no segmento de alta renda. Nesse universo, os fundos de renda fixa têm taxa média de 1%. No varejo, cobra-se entre 2% e 2,5% ao ano. As carteiras de ações cobram taxa na casa dos 2%, mas há fundos com 3,5%. As taxas de carregamento variam. Nas seguradoras independentes, com mais de R$ 30 mil, é possível zerar a taxa se o cliente ficar mais de três anos. Já os bancos de varejo não abrem mão de cobrá-la, mesmo no private. A taxa, contudo gira em torno de 0,5%. No varejo, ainda é possível encontrar taxas de 5% e até de 10%.
"A portabilidade é um instituto importante para o consumidor, que passa a ter mais liberdade para fazer escolhas", afirma o vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, Renato Russo. À medida que a competição cresce, o volume de portabilidade tende a seguir os mesmos passos, acrescenta o executivo. Na visão do presidente da Brasilprev, Tarcísio Godoy, essa é uma questão que ainda não incomoda o setor, pelo fato de muita gente ainda não ter previdência. A indústria ainda está em fase de crescimento, diz. "Não entramos na fase do rouba-monte, temos um oceano azul para conquistar."   (Alessandra Bellotto - Valor Online)
 
 
 
 
 

12.02 - Previc: Diretoria Colegiada elabora agenda de prioridades
Decisões foram tomadas durante primeira reunião da superintendência
A Previc –Superintendência Nacional de Previdência Complementar – realizou na quarta-feira sua primeira reunião da Diretoria Colegiada, ocasião em que foi montada a agenda administrativa da nova autarquia do Ministério da Previdência Social. Pela ordem cronológica de prioridades, o Programa Anual de Fiscalização (PAC), relatado pelo diretor de Fiscalização, Manuel Lucena, foi aprovado na ocasião pela diretoria. Esse programa é semelhante ao aprovado em dezembro de 2009 pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC).
As prioridades aprovadas pela diretoria colegiada foram:
1)  realizar um concurso público destinado a preencher 100 vagas técnicas na Previc;
2) escolha de uma nova sede para a Previc;
3) preparação da minuta do acordo envolvendo um contrato de gestão da Previc com o ministério da Previdência Social ;
4) preparação de um ato (Diretoria de Fiscalização e Procuradoria) relativo ao TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – criado pelo Decreto 7075/2010.
A reunião foi presidida pelo diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, dela participando os quatro integrantes da  Diretoria Colegiada, coordenadores-gerais de área e assessores.  (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)

12.02 - Reunião sobre os novos tempos do sistema
Traga sua fundação para um encontro com a PREVIC, ABRAPP, APEP, ANAPAR e destacados profissionais do sistema na manhã do próximo dia 26 de fevereiro, no auditório da Fundação CESP, em São Paulo.
Será um ótimo e oportuno momento para agregar mais valor à visão da sua entidade sobre o novo cenário que se apresenta para o sistema de previdência complementar de nosso país.
Vamos juntos verificar como se dará a implementação e operacionalização da PREVIC, quais serão os mecanismos de relacionamento e interação das EFPCs com o novo órgão, como a PREVIC estará estruturada para os contatos das áreas da sua entidade e com quem seus profissionais estarão contatando, dentre outros aspectos da concretização do surgimento do novo órgão.
Para o cenário de 2010, teremos a oportunidade de compartilhar as diversas visões, opiniões e interpretações que as grandes entidades do setor têm sobre o novo contexto de gestão, trabalho e atuação das EFPCs tanto após as mudanças introduzidas no segundo semestre de 2009, como também aquilo que antevê para o sistema neste ano.
Assim, com o patrocínio do Itaú Unibanco, no dia 26 de fevereiro, teremos uma reunião objetiva para avaliar os desafios que se apresentam para as EFPCs neste novo patamar do sistema.
Venha debater o surgimento da PREVIC e a leitura do contexto e cenário que se apresentam para a gestão das EFPCs em 2010 sob a ótica das várias entidades associativas representantes do nosso segmento.
Acreditamos ser este um encontro amplo, oportuno e de grande valia para o nível médio e operativo das entidades (gestores e técnicos especializados) além, é claro, dos próprios dirigentes e conselheiros - o contexto é oportuno para um evento desta natureza.
O evento tem uma taxa de adesão de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br  (AssPreviSite)

12.02 - Fundos: Grandes projetos esbarram em garantias
De acordo com Ricardo Pena, diretor-superintendente da Previc, o CMN estuda flexibilizar a questão.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estuda revisar a questão das garantias para que fundos de pensão invistam em projetos de infraestrutura, segundo Ricardo Pena, diretor-superintendente da recém-criada Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
"Estamos discutindo com o BNDES, os fundos e o Ministério da Fazenda a adequação dessas garantias às entidades", afirmou Pena, durante a apresentação da diretoria da Previc aos dirigentes de fundos de pensão.
O BNDES exige garantias dos financiadores de um projeto, algo que os fundos de pensão não podem fazer: a Resolução nº 3.792 não os permite.
Sendo assim, o CMN teria que divulgar um documento complementando a resolução. Além disso, o CMN pode estabelecer um limite de compromentimento do patrimônio do fundo em garantia.
"Vamos supor que o fundo invista 10% em determinado projeto. A ideia é analisar quanto isso representa em relação ao seu patrimônio."
Pena afirmou que essa questão é relevante, dado o cenário de Copa do Mundo e Olimpíada. "As entidades podem investir e esperar até 10 anos para obter rentabilidade, já que têm essa natureza [de longo prazo]. Além disso, são investimentos de grande magnitude e os fundos conseguem suportá-los."
Na semana passada, Guilherme Lacerda, diretor-presidente da Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) afirmou que o interesse da entidade em participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte pode esbarrar na questão das garantias.
Segundo o executivo, a intenção é que a Funcef, junto com Odebrecht e Camargo Corrêa, contribua com 5% do total dos investimentos previstos para o projeto.
Criação da Previc
No final de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamentou a Previc. Apesar de todo o corpo técnico da Secretária de Previdência Complementar (SPC) - órgão antecessor à Previc - ter sido mantido, três diretores da recém-criada autarquia foram indicados pelo PT e pelo PMDB.
"É hipocrisia achar que isso não vai acontecer com qualquer governo. Tudo o que pedimos, desde o começo, é que fossem pessoas técnicas e comprometidas. E isso foi atendido", disse José de Souza Mendonça, presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
Mendonça também elogiou a manutenção de Ricardo Pena e Carlos Eduardo de Paula, secretário e secretário-adjunto da extinta SPC, à frente da autarquia.
"Seria um desperdício se ambos não tivessem ficado. Eles foram os grandes responsáveis pelo crescimento que o sistema vem apresentando desde 2003", disse.  (VAnessa Correia - Brasil Econômico)
 
 
 
 
 

11.02 - Participação dos fundos no PIB do país pode dobrar
A participação dos fundos de pensão no Produto Interno Bruto (PIB) do país pode mais que dobrar nos próximos 10 anos, passando de 18% do PIB para 50% em 2020. A previsão é do presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça.
Para crescer, segundo Mendonça, tanto a Abrapp quanto a recém-criada Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) terão que investir em educação previdenciária. "Temos apenas 2,5 milhões protegidos pelos fundos de pensão enquanto pelo menos mais 30 milhões teriam condições de ter um benefício de previdência complementar", avalia.
De acordo com Mendonça, a maioria dos possíveis participantes só começa a se preocupar com a aposentadoria quando está em idade avançada. "Aos 60 anos não adianta mais", observa. O presidente da Abrapp diz que a idade ideal para a opção por um plano de aposentadoria complementar deve estar entre os 30 e os 40 anos.
A Abrapp teve, em São Paulo, o primeiro encontro oficial com os diretores da Previc. Os fundos de pensão, segundo Mendonça, apóiam a estrutura da nova agência reguladora do setor. "Precisávamos de um órgão de Estado", afirmou. Para a Abrapp falta ainda, na Previc, a previsão de mandato para os seus diretores.
A indústria dos fundos de pensão conta com ativos de R$ 506 bilhões, administrados por 372 entidades. São as contribuições e os investimentos feitos durante os anos de trabalho são o que garantem as aposentadorias e pensões dos 2,6 milhões de participantes. Os três maiores fundos de pensão do país são patrocinados por estatais federais. São eles a Previ, do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa Econômica Federal.  (Vânia Cristino - Correio Web)

11.02 - Fundos aumentam foco em renda variável
Fundos devem trazer sua meta para juros mais baixos, porque alta pode ser momentânea
As novas normas para os fundos de pensão, anunciadas em setembro de 2009 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permitem maior exposição à renda variável (de 50% para 70%), levaram alguns fundos a investir mais nesta área. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça. Segundo ele, um dos fundos que aumentou sua exposição foi a Petros. "Quando a bolsa voltou a subir, alguns fundos já tinham entrado", disse. "Agora, eles devem estar assustados", afirmou, referindo-se à queda acumulada neste ano no índice Ibovespa, em torno de 6%.
O executivo afirmou que, em sua opinião pessoal, os fundos não têm necessidade de investir em renda variável devido ao seu foco no longo prazo, mas isso depende da política de cada instituição. "Para mim, bolsa é mesa de jogo", afirmou.
As novas regras para os fundos também permitiram maior exposição a investimentos no exterior (de 3% para 5%), o que não despertou maior interesse, segundo Mendonça.
Questionado sobre a expectativa de alta na taxa básica de juros da economia (Selic), o executivo afirmou que alguns fundos focados em renda fixa tendem a aumentar sua exposição neste segmento. No entanto, ele destacou que a meta atuarial dos fundos, composta por Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais uma taxa, também pode subir com a alta dos juros. Mendonça diz que os fundos atualizam suas metas atuariais constantemente para se adequar à realidade econômica. A maior parte dos fundos tinha meta de INPC mais 6% em 2008, mas atualmente muitos reduziram para INPC mais 5%, de acordo com o presidente da Abrapp.
Ele defendeu que os fundos devem trazer sua meta para juros mais baixos, porque qualquer alta pode ser momentânea. "Acho mais previdente esperar um juro mais baixo. Se o juro for maior, ótimo", afirmou. A entidade não fez previsões sobre a rentabilidade dos fundos neste ano devido à instabilidade causada pelo ano eleitoral. "Qualquer previsão é arriscada", disse.  (Natalia Gómez - Agência Estado)

11.02 - Fundos imobiliários, nova era
O mercado de fundos imobiliários pode dobrar de tamanho em 2010. A grande expectativa gira em torno do dinheiro das fundações que deve ir para o setor - no mercado, estima-se entre R$ 3 bilhões e 4 bilhões os recursos disponíveis para a aplicação somente neste ano. Os 84 fundos imobiliários em operação hoje reúnem patrimônio líquido de R$ 5,2 bilhões. "As fundações serão os grandes fomentadores dessa indústria", afirma uma fonte do setor.
Bom para o investidor pessoa física, que passará a contar com um senhor reforço para o desenvolvimento do mercado, que já mostra sinais de amadurecimento. Basta ver o movimento cada vez maior de lançamentos de fundos com mais de um ativo - de imóveis a títulos imobiliários -, gestão ativa e participação crescente de bancos de varejo na distribuição e estruturação. Citibank, Bradesco, Santander e Caixa voltaram a dar as caras.
Neste ano, a primeira oferta registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai nessa linha. Trata-se do fundo Max Retail, que definiu como foco a exploração de empreendimentos comerciais destinados à exploração do segmento varejista, mas não descarta a chance de investir em papéis como certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), letras hipotecárias (LHs) e de crédito imobiliário (LCIs).
O setor de fundos imobiliários está mudando de cara, afirma o advogado Carlos Eduardo Ferrari, do escritório Lobo & de Rizzo. O ingresso de dinheiro novo de fundos de pensão vai criar um mercado com um tamanho mais atraente, aponta. "Uma indústria como a de hoje, de R$ 5 bilhões, é muito pequena para oferecer liquidez e crescer." Apesar da demanda crescente de investidores, há escassez de ofertas, diz. Mas, com o comprometimento do investimento por parte de fundos de pensão, haverá estímulo para a estruturação de carteira maiores, de pelo menos R$ 100 milhões, porque parte já estará garantida para os institucionais. "O fundo de pensão vai acabar dando respaldo para o crescimento das ofertas."
Quem ganha com isso é o mercado todo, inclusive a pessoa física, já que o problema da falta de liquidez poderá ser minimizado. Os fundos imobiliários são fechados. Para o investidor sair da aplicação, só vendendo as cotas no mercado secundário, para outro investidor. E, das 84 carteiras, apenas 31 estão listadas em bolsa. "A entrada de fundos de pensão cria uma porta de saída para a pessoa física", diz Ferrari. Ele destaca ainda o ganho de qualidade com a participação crescente das fundações. Segundo ele, os grandes fundos de pensão têm um processo de análise de investimento muito criterioso, além de cobrarem mais responsabilidade do gestor e administrador.
Fora isso, o potencial de investimento em fundos imobiliários para os próximos anos é enorme. A flexibilização pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) das regras de aplicação das fundações, com a Resolução 3792 de setembro do ano passado, abriu espaço para a aplicação de até 10% do patrimônio para essas carteiras. Foi criada uma rubrica específica para esse tipo de investimento.
Isso equivaleria a quase R$ 50 bilhões - o patrimônio da fundações está perto de R$ 500 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Como não há mercado para absorver todo esse dinheiro, qualquer 1% já será significativo. Hoje, os fundos de pensão não têm nem 1% do patrimônio aplicado em fundos imobiliários, segundo uma fonte do mercado.
Esse interesse de investidores institucionais coincide com um mercado de fundos imobiliários em evolução. Não de tamanho, mas de estrutura e até de cultura dos participantes. "Hoje, o fundo imobiliário pode comprar tudo desde que o ativo seja imóvel ou tenha base imobiliária", afirma a advogada Marina Procknor, do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga.
A flexibilização veio no fim de 2008, com a publicação pela CVM da primeira revisão de regras do setor desde a origem, em 1994, e do ajuste no ano passado na legislação que estendeu a isenção de imposto de renda para pessoas físicas também para fundos que compram cotas de outras carteiras ou títulos isentos como o CRI e as letras. "Essa é uma mudança de conceito que vai impulsionar o mercado", diz Marina.
O fundo imobiliário ficou com mais cara de mercado de capitais, afirma o diretor-executivo da RB Capital, Marcelo Michaluá. "Isso permitirá que mais pessoas acessem esse tipo de fundo, que tem o apelo da isenção para esse público, em ofertas pulverizadas."
Culturalmente, o fundo imobiliário sempre foi de um imóvel só. Além de a antiga regra orientar o mercado para esse formato, o investidor precisava conhecer o empreendimento, entrar no imóvel, para se sentir confortável. Isso também já começa a mudar, destaca Marina. Além disso, a indústria criou um histórico que permite avançar para fundos diversificados e com gestão ativa.
O mercado, inclusive, coleciona experiências bem-sucedidas. Entre os destaques, estão fundos como o CSHG Brasil Shopping, que tem participação em cinco shoppings, o genérico CSHG Real Estate, com 62 imóveis comerciais na carteira, predominantemente lajes corporativas. No fim do ano passado, a Rio Bravo conseguiu a aprovação da maioria dos cotistas do Financial Center para alterar o regulamento do fundo, que só permitia investir no Edifício JK Financial Center, em São Paulo. O argumento apresentado para os cerca de 400 cotistas foi o de aproveitar as oportunidades no setor de lajes corporativas e escritórios nas regiões comerciais e, assim, diluir os riscos de vacância e até inadimplência de inquilinos.
Outro exemplo de sucesso foi a colocação da oferta, em dezembro, do fundo RB Capital Renda I. A demanda, que superou em 2,8 vezes a oferta de R$ 132 milhões em cotas, atraiu 1.172 pessoas físicas e um investidor institucional. A carteira já nasceu com um portfólio formado por sete imóveis, todos com contratos de locação de longo prazo fechados com grandes empresas, como AmBev, C&A, Magazine Luiza, entre outras. A oferta nova, liderada pelo Ourinvest, vai usar os recursos da primeira emissão, de R$ 70,15 milhões, para a compra de oito imóveis espalhados pelo país, já locados para a Lojas Americanas, Carrefour e Bom Preço.
Para Ferrari, fundos de um imóvel só serão cada vez mais raros. O mercado, acredita ele, caminha para carteiras setoriais. Os fundos de CRIs também terão papel relevante para o crescimento do setor, diz o advogado. E até podem liderar a evolução. Segundo fontes do mercado, há projetos de bancos e gestores como a RB Capital para lançar carteiras de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões de patrimônio. Quanto maior a escala, melhor tende a ser a liquidez.
O ambiente atual é propício para fundos imobiliários. Para a pessoa física, o grande atrativo é a possibilidade de capturar o ganho da atividade imobiliária, que anda pujante no país, com a possibilidade de isenção de imposto sobre rendimento. Também segundo Ferrari, as pessoas têm procurado esse tipo de fundo por ele ter se mostrado resistente a crises. "Com a volatilidade, o fundo imobiliário é uma opção intermediária entre a renda fixa tradicional e a renda variável, com ótimo retorno."   (Alessandra Bellotto - Valor Online)
 
 
 
 
 

10.02 - Supervisão Baseada em Riscos
Banco Mundial apresenta diagnóstico preliminar sobre a Supervisão Baseada em Riscos no Brasil
Missão do Banco retornará em julho de 2010
Depois de duas semanas de trabalho no Brasil, a equipe de consultores do Banco Mundial elaborou um diagnóstico preliminar sobre o
estágio da supervisão baseada em riscos adotada pela Previc.
Os técnicos estrangeiros realizaram reuniões de trabalho em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, tanto com a diretoria da SPC/Previc, como com nove fundos de
pensão, associações profissionais e de mercado, consultorias atuariais, financeiras e jurídicas, empresas de auditoria independente, técnicos do Banco Central do
Brasil, Susep e CVM.
Na última sexta-feira, foi apresentado ao diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, os pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças na implementação
da metodologia de supervisão baseada em riscos para os fundos de pensão, observado o contexto atual do mercado brasileiro.
O objetivo desse projeto, firmado em setembro de 2009 com a SPC, e com a anuência da agência ABC do Ministério das Relações Exteriores, é oferecer, ao final
de dezoito meses, um roteiro para a implantação dessa metodologia; adaptações, se necessário, na regulação e na estrutura de supervisão dos fundos de pensão;
treinamentos e cursos para os auditores e especialistas do órgão de fiscalização e também para as entidades fiscalizadas.   (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)

10.02 - Encontro oportuno sobre Previc e o cenário 2010
Tema: “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios”
Auditório da Fundação CESP
Horário: 09:00 às 13:00 horas
Alameda Santos,2477 - S.Paulo - SP
Este é um ótimo instante para que os representantes da sua entidade possam estar conosco para participar de uma reunião onde a própria PREVIC abordará o processo de instalação do novo órgão, as próximas etapas e os aspectos mais relevantes que iremos vivenciar na interação das EFPCs com a nova instituição.  A programação do Encontro contará ainda com a participação de dirigentes das principais entidades associativas do setor expondo a sua visão sobre o cenário e o contexto para o exercício que se inicia.  Assim, com o patrocínio do Itaú Unibanco, o Encontro AssPreviSite Previdência trata o tema “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios” no dia 26 de fevereiro de 2010, das 9h00 as 13h00, no Auditório da Fundação CESP, localizado à Alameda Santos, 2477 (região da Avenida Paulista), São Paulo.  Taxa de adesão de R$ 300,00 (treaentos reais).  Informações adicionais e reservas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br.  (AssPreviSite)

10.02 - Fundos: Disputa em Belo Monte
Esta será uma semana decisiva na formação dos consórcios que vão disputar o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Estado do Pará. Desde quinta-feira, com as condições da disputa aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), tem sido intensa a negociação entre as empresas que buscam se associar para a disputa e também tem sido decisiva a atuação do governo federal para garantir a competição contra o consórcio a ser liderado por Odebrecht e Camargo Corrêa. O governo está usando não só os fundos de pensão como também o BNDES. E o recado é que depois de apoiar aquisições e financiamentos de grandes projetos para os grandes grupos nacionais o governo espera como contrapartida uma bela disputa em torno da usina de Belo Monte.
Quando as construtoras Camargo e Odebrecht se uniram, começaram também a chamar outros fortes competidores para negociar. O governo tratou então de se articular para dar força à Andrade Gutierrez na formação de grupo para competir à altura. Para isso usou a Previ, o fundo de pensão do Banco do Brasil, que abriu mão da sociedade que pretendia formar com todas as empresas que têm participação relevante: Vale, Neoenergia e CPFL. A CPFL, controlada pela Camargo Corrêa, deverá selar a associação com a Odebrecht. Mas Vale e Neoenergia são os trunfos para garantir competição à Andrade. Também na negociação em curso a Votorantim deve ficar nesse consórcio.
Depois de ter comprado 30% das ações com direito a voto da estatal Cemig, com o apoio do BNDES, a Andrade tem correspondido às expectativas do governo federal. Não só terá apoio de empresas importantes para formar o consórcio, como também na parte de construção deve se associar a algum outro grupo. Executivos da Andrade, segundo fontes do governo, acenaram até mesmo com a possibilidade de se unirem a grupos construtores espanhóis. Na parte de informação sobre o projeto, a construtora não perde em nada para Odebrecht e Camargo Corrêa já que também fez parte do consórcio que fez os estudos de viabilidade da usina.
O governo trabalha - e acredita estar de bom tamanho - com a formação de dois consórcios, até porque o preço de partida do leilão já está abaixo do valor de qualquer outro leilão de hidrelétrica desde que se iniciou o novo modelo do setor elétrico. Uma importante fonte do governo diz que não vê o apetite do grupo GDF Suez, o grande competidor no leilão de Jirau.
Isso porque a matriz da empresa tem feito forte pressão sobre os resultados do leilão da usina que está sendo construída no rio Madeira, em que 70% da energia foi vendida a um custo que impede o retorno do investimento. Mas o problema é que os outros 30% de energia, que deveriam remunerar o capital, ainda não foram comercializados no mercado livre. De qualquer forma, a expectativa é de que mesmo sem liderar algum consórcio o grupo Suez se associe a algum dos que já estão em formação.
Mais uma vez é a parte a ser vendida no mercado livre de energia que poderá ser decisiva para que os consórcios decidam ir à disputa. E nesse aspecto os autoprodutores ganharam poder de negociação, já que só com sua participação no consórcio é possível que 30% da energia da usina seja vendida a um preço diferente do que será negociado no leilão. Os autoprodutores, que são os grandes consumidores de energia, ficam assim com pelo menos 10% da energia, podendo chegar a 20%. A negociação caminha para que eles fechem acordo a R$ 90 o MWh. Os outros 10% da energia seriam vendidos livremente e os 70% dentro do limite de preço-teto do leilão.
As empresas, no entanto, estão tentando também melhorar as condições de financiamento do BNDES. A questão das garantias é vital para fechar um acordo em torno dos consórcios. A principal questão ainda é o fato de o valor do investimento estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ficar na casa dos R$ 16 bilhões, enquanto as empreiteiras ainda insistem que o valor é de R$ 30 bilhões. Alguns chegam a estimar um valor de investimento da ordem de R$ 35 bilhões.  (Josette Goulart -  Valor Online)
 
 
 
 
 
 

09.02 - Reunião: Consolidação da PREVIC, o cenário e as EFPCs
Tema: “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios”
Auditório da Fundação CESP
Horário: 09:00 às 13:00 horas
Alameda Santos,2477 - S.Paulo - SP
Você e sua equipe terão um oportuno momento neste início de 2010 para agregar mais valor à sua visão sobre o novo cenário que se apresenta para o sistema de previdência complementar de nosso país.
Com o patrocínio do Itaú Unibanco, no final de fevereiro, o AssPreviSite promove uma reunião para avaliar a concretização do surgimento da PREVIC, a leitura do contexto, cenário e desafios que se apresentam para as EFPCs, além da leitura das principais mudanças que a legislação do setor sofreu no segundo semestre de 2009.
Assim, na manhã do dia 26 de fevereiro, no Auditório da Fundação CESP, em São Paulo, acontece o nosso já tradicional Encontro AssPreviSite Previdência.
Venha compartilhar das observações, informações e a opinião de nossos convidados:
- Diretor da PREVIC
- Dr. Devanir Silva – Superintendente Geral da ABRAPP
- Dr. José Ricardo Sasseron – Presidente da ANAPAR
- Dr. Martin Glogowsky – Presidente da Fundação CESP
- Especialistas do Segmento
É um bom momento para debater o surgimento da PREVIC, proceder a leitura do contexto e do novo cenário do sistema, além de consolidar a sua opin ião sobre os desafios que se apresentam para a gestão das EFPCs em 2010.
Taxa de adesão de R$ 300,00 (Trezentos reais).  Inscrições e informações adicionais através do e-mail assprevisite2@terra.com.br   (AssPreviSite)

09.02 - BB engorda resultado contabilizando superávit da Previ
O Banco do Brasil publicou, no primeiro dia de fevereiro, um fato relevante noticiando ao mercado que "atualizou os cálculos atuariais do Plano de Benefícios I (Plano I da Previ), implicando impacto positivo, líquido de impostos e participação estatutária no lucro (PLR), de R$ 1,6 bilhão". Este valor impactará o balanço de 31 de dezembro de 2009, aumentando o lucro do banco no exercício do ano passado.
O lacônico comunicado tem um grande significado: implica que o banco lançou em seu resultado, pelo terceiro semestre consecutivo, parte da reserva especial do Plano de Benefícios 1 da Previ, que acumulou patrimônio de quase R$ 141 bilhões, gerando um superávit acumulado de cerca de R$ 44 bilhões. O banco vem contabilizando parte dos "ganhos atuariais futuros"; a que julga ter direito em relação ao Plano 1, com base na Resolução CVM 371 e na Resolução CGPC 26. Esta última é a que "disciplina"; a utilização de superávit dos planos de previdência e abre a possibilidade, não prevista na Lei Complementar 108, de devolver parte do superávit aos patrocinadores de planos de previdência.
Apesar de fazer a contabilização por três semestres consecutivos, o banco não se apropriou de nenhum centavo do superávit da Previ neste período. Isto porque a matéria nem sequer foi apreciada pelo Conselho Deliberativo da Previ neste período. E se fosse colocada em pauta, teria de obter o voto favorável da maioria dos conselheiros, não valendo neste caso o voto de minerva, conforme estabelece a própria Resolução CGPC 26.
Está em vigor uma liminar em processo movido pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, que suspende os efeitos da Resolução 26 para os planos de benefícios dos quais participem os associados daquele Sindicato. A Anapar é autora de dois outros processos em que pleiteia também a revogação dos artigos da Resolução 26 que permitem a devolução de valores aos patrocinadores. A Anapar desde o início se posicionou contra a edição da Resolução 26, combatendo a sua aprovação pelo CGPC, apresentando inclusive alternativas que nem sequer foram apreciadas por aquele Conselho.
O Banco do Brasil, além de descumprir a decisão judicial, lança em seu balanço valores que não tem
disponíveis e que se configuram apenas como uma hipótese, inflando seu resultado e distribuindo dividendos aos acionistas e participação nos lucros e resultados feitos de maneira fictícia.
Entidades reivindicam melhorias de benefícios - Desde o final de 2009, os sindicatos de bancários, as entidades representativas e os dirigentes eleitos da Previ reivindicam negociações com o Banco do Brasil, com objetivo de utilizar parte do superávit para melhorar os benefícios dos quase 120 mil participantes ativos e aposentados do Plano 1. O banco não se manifesta a respeito, deixando os participantes indignados ao ver o superávit da Previ se acumulando sem que tenham outras compensações além da suspensão das contribuições ao plano, estabelecidas desde 2006.  (Anapar)

09.02 - BB: Previ esclarece contabilização do superávit
A exemplo do ocorrido em 2009, o Banco do Brasil divulgou um Fato Relevante, na manhã da último dia 1º de fevereiro, no qual informa que estão sendo contabilizados em seu balanço valores relativos a parte do superávit do Plano 1 da PREVI. Esclarecemos, novamente, que tal medida não decorre de qualquer decisão sobre utilização do superávit e nem tampouco repasse de valores da PREVI ao Banco.
A contabilização que o BB realizou decorre da interpretação de normas contábeis às quais o Banco está sujeito e à edição da Resolução CGPC 26, e que lhe permitem reconhecer em seu balanço, antecipadamente, valores aos quais julga que terá direito em função das normas vigentes.   (Previ/AssPreviSite)
 
 
 
 
 

08.02 - “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios”
Auditório da Fundação CESP
Horário: 09:00 às 13:00 horas
Alameda Santos,2477 - S.Paulo - SP
Você e sua equipe terão um oportuno momento neste início de 2010 para agregar mais valor à sua visão sobre o novo cenário que se apresenta para o sistema de previdência complementar de nosso país.
Com o patrocínio do Itaú Unibanco, no final de fevereiro, o AssPreviSite promove uma reunião para avaliar a concretização do surgimento da PREVIC, a leitura do contexto, cenário e desafios que se apresentam para as EFPCs, além da leitura das principais mudanças que a legislação do setor sofreu no segundo semestre de 2009.
Assim, na manhã do dia 26 de fevereiro, no Auditório da Fundação CESP, em São Paulo, acontece o nosso já tradicional Encontro AssPreviSite Previdência.
Venha compartilhar das observações, informações e a opinião de nossos convidados:
- Dirigente da PREVIC
- Dr. Devanir Silva – Superintendente Geral da ABRAPP
- Dr. José Ricardo Sasseron – Presidente da ANAPAR
- Dr. Martin Glogowsky – Presidente da Fundação CESP
- Especialistas do Segmento
É um bom momento para debater o surgimento da PREVIC, a leitura do contexto, cenário e desafios que se apresentam para a gestão das EFPCs em 2010.
Mais informações e reservas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br   (AssPreviSite)

08.02 - Previc: Governo partidariza autarquia
Criada para fiscalizar e supervisionar as entidades fechadas de previdência complementar, a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) começa a atuar sob críticas da imprensa. Em editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o informativo criticou a partidarização do órgão, cuja diretoria colegiada, de cinco membros, tem três indicados do PT e do PMDB.
Apesar de o comando do órgão continuar nas mãos de um Auditor-Fiscal, apontado como um técnico pela imprensa, outros Auditores-Fiscais que trabalhavam na diretoria da SPC (Secretaria de Previdência Complementar), antecessora da Previc, não foram conduzidos para a diretoria da Previc.
A DEN (Diretoria Executiva Nacional) está preocupada com a politização da Previc, pois uma autarquia responsável por fiscalizar 372 entidades de previdência complementar, que administram um patrimônio em torno de R$ 500 bilhões, não pode ser dirigida a partir de critérios políticos. Tais fundos atendem 650 mil aposentados e pensionistas, têm 2 milhões de participantes ativos e precisam ser fiscalizados a partir de critérios estritamente técnicos.
Também causa preocupação à DEN, o fato de o artigo 7º da lei que criou a Previc (Lei nº 12.154) estabelecer como uma das competências da diretoria colegiada do órgão decidir, em primeira instância, “sobre a conclusão dos relatórios finais dos processos administrativos por lavratura do auto de infração ou instauração de inquérito”. Como uma diretoria que está sendo indicada por critérios políticos poderá decidir sobre um auto de infração que foi lavrado por um Auditor-Fiscal, que tomou sua decisão tecnicamente?
A Previc já nasce frágil. Para fortalecê-la, a DEN defende que ela faça parte da estrutura da RFB (Receita Federal do Brasil), que já tem um histórico de bons serviços prestados ao país, e, também, porque a função de fiscalizar os fundos é uma atribuição privativa do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil.  (Sindifisco)

08.02 - Fundos: Celesc discute dívida do Estado
O conselho administrativo das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) reúne-se hoje pela primeira vez no ano, em Florianópolis, para enfrentar uma pauta polêmica. Segundo o presidente do conselho da estatal, Glauco José Corte, entre os assuntos para deliberação estão a dívida do governo de Santa Catarina com a companhia de energia e a previsão de investimentos na Celesc Geração. A regulamentação do Plano de Demissão Voluntária Incentivada (PDVI) da empresa está na pauta de assuntos para informação, mas o coordenador do comitê de recursos humanos da Celesc, Derly Massaud de Anunciação, que faz parte do conselho, espera colocá-lo para deliberação.
De acordo com o presidente do conselho, dois estudos da dívida - um elaborado por técnicos do governo e outro, da Celesc - serão confrontados. Glauco prefere não falar em valores, mas espera que a reunião possa avançar na questão. "Alguma decisão será tomada", disse.
O investidor Lírio Parisotto, que detém 12% dos papéis da Celesc e é o maior acionista individual da empresa, estima que a dívida, contraída em 1986, esteja hoje entre R$ 300 milhões e R$ 1 bilhão. Há disputa no índice de correção adotado para reajustar o valor devido.
O impasse no pagamento da dívida impede a Previ de vender 29% que detém da Celesc. O fundo de pensão do Banco do Brasil e o governo de Santa Catarina travam batalha judicial sobre o controle da companhia. Na semana passada, a Previ conseguiu suspender a decisão da Justiça estadual catarinense que retirava de seu direito de voto e junto com elas três cadeiras no conselho de administração da companhia de energia.
Parisotto, que é crítico do modelo de gestão adotado pela Celesc e já levou cinco queixas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), promete agora ir à Justiça pedir o ressarcimento que o acionista controlador, o governo de Santa Catarina, causou aos minoritários. Entre as críticas, Parisotto questiona o novo programa de PDVI que a empresa pretende fazer. Em 2001 e 2002, a Celesc fez ação semelhante em que foram demitidos, de acordo com o investidor, 1.081 trabalhadores ao custo de R$ 800 milhões. Em 2006, a empresa teria recontratado 1.082, segundo ele.
Ontem, o dia foi de silêncio entre os gestores da empresa. Procurado, o diretor da Celesc Distribuição, Felipe Luz, disse que não falaria sobre a reunião porque não detém cadeira no conselho. O secretário da Fazenda de Santa Catarina, Antônio Gavazzoni, que acompanha a questão da dívida, preferiu não se manifestar. A Previ, por meio de sua assessoria de imprensa, também informou que não está se posicionando sobre o impasse com a Celesc.
Este ano, a Celesc deixou de pertencer ao Ibovespa. No início de 2009, a companhia negociava em média, por dia, R$ 2,8 milhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No começo deste ano, tem negociado apenas R$ 1,4 milhão.
O PDVI é um dos instrumentos da empresa para tentar ajustar os gastos. A Celesc está gastando cerca de R$ 200 milhões a mais do que a empresa referência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sendo R$ 160 milhões apenas com pessoal. A empresa tem 4 mil funcionários, 10% com função gratificada e altos salários, e um passivo de R$ 250 milhões de inadimplência que dificilmente serão recuperados, pois são contratos antigos que estão em disputa judicial.  (Júlia Pitthan - Valor Online)
 
 
 
 
 

05.02 - Previc, os fundos de pensão e o cenário 2010
Este é um ótimo instante para que os representantes da sua entidade possam estar conosco para participar de uma reunião onde a própria PREVIC abordará o processo de instalação do novo órgão, as próximas etapas e os aspectos mais relevantes que iremos vivenciar na interação das EFPCs com a nova instituição.
A programação do Encontro contará ainda com a participação de dirigentes das principais entidades associativas do setor expondo a sua visão sobre o cenário e o contexto para o exercício que se inicia.
Assim, com o patrocínio do Itaú Unibanco, o Encontro AssPreviSite Previdência trata o tema “2010: Previc e a Gestão das EFPCs – Novos Desafios” no dia 26 de fevereiro de 2010, das 9h00 as 13h00, no Auditório da Fundação CESP, localizado à Alameda Santos, 2477 (região da Avenida Paulista), São Paulo.  Taxa de adesão de R$ 300,00 (treaentos reais).
Informações adicionais e reservas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br.  (AssPreviSite)

05.02 - Os fundos e os investimentos em 2010
A legislação da previdência complementar tem avançado no sentido de permitir aos gestores de planos de benefícios avaliar livremente as condições de cada oportunidade de investimento sob a ótica do interesse dos participantes e assistidos, porém sempre dentro de uma linha de prudência, evitando-se riscos desnecessários.
A fiscalização, por sua vez, cada vez mais vem exigindo como parâmetro de uma gestão prudente da Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC) uma atuação pronta, idônea, jurídica e calcada em aprofundados conhecimentos técnicos dos meandros que suportam os planos previdenciários e seus investimentos.
Esse traço característico da normatização e atuação estatal ficou ainda mais evidente com a recente Resolução CMN 3.792, de 24/09/2009, que estabeleceu as novas regras prudenciais para as aplicações das EFPC. Sem dúvida alguma, o destaque é para a melhoria da qualidade do processo interno de decisão e do acompanhamento dos investimentos.
Além da necessidade de identificação, avaliação, controle e monitoramento dos riscos, incluídos os riscos de crédito, de mercado, de liquidez, operacional, legal e sistêmico, o recado da norma é para que os gestores passem a adotar práticas consistentes que garantam o cumprimento do seu dever fiduciário em relação aos participantes dos planos de benefícios, como é o caso das decisões colegiadas no âmbito do Comitê de Investimentos.
Atualmente, as oportunidades de investimentos em mercado mostram-se cada vez mais complexas sob o ponto de vista de sua estruturação financeira e jurídica.
Para o ano 2010, novas alternativas de investimentos de origem privada passaram a ganhar destaque nas políticas de investimentos das EFPC em substituição à gestão baseada em operações com títulos públicos de longo prazo, cuja elevada rentabilidade assegurava tranqüilamente o cumprimento das metas atuariais. Até pouco tempo atrás, taxa de juros nominal de um dígito não passava de mera expectativa.
Não há dúvida de que estamos diante de um novo ambiente de investimentos em nosso país, coroado inclusive pela decisão das agências de classificação de riscos em considerar o Brasil como um país seguro (investment grade).
Além de cuidados redobrados na tentativa de se evitar perdas financeiras aos planos de benefícios, as mudanças econômicas e na própria regulamentação têm provocado o aumento do monitoramento e a fiscalização por parte dos órgãos de controle, notadamente da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) - atualmente Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC, com foco exatamente nos cuidados tomados pelas EFPC na gestão dos investimentos, seja de forma direta (carteira própria) ou indireta (carteira administrada ou fundo de investimento). O maior grau de especialidade dos gestores internos (sujeitos agora à certificação por entidade de reconhecido mérito pelo mercado financeiro nacional) independe, portanto, do modelo de compartilhamento da gestão dos investimentos com terceiros.
De acordo com o "Relatório de Atividades 2008" divulgado recentemente pela SPC, no ano de 2008 foram emitidos 47 novos autos de infração, tendo como destinatários 160 dirigentes (pessoas físicas) e 4 EFPC (pessoa jurídica). Ainda, no mesmo período foram julgados 130 autos de infração, revelando um acréscimo de 371% em relação ao exercício de 2007. O julgamento médio mensal saltou de aproximadamente 3 processos em 2007 para mais de 10 processo em 2008.
Cabe aqui destacar a recente decisão da SPC posicionando-se pela responsabilidade dos gestores das EFPC, ainda que toda ou parte da carteira de investimentos esteja terceirizada. A tese central deste novo posicionamento foca-se no fato de que a terceirização não afasta a obrigação dos gestores das EFPC, mandatados para acompanhar, monitorar, fiscalizar, gerir a atuação dos terceirizados e tomar as providências cabíveis caso ocorra uma operação inadequada realizada pelo gestor externo (aplicação da chamada "política padrão de conseqüências").
Tais condutas têm sido qualificadas pela SPC como omissão por parte dos gestores da EFPC, os chamados atos comissivos por omissão consistentes na violação de um dever jurídico de agir. Assim, tanto a deficiência no acompanhamento como a não adoção de medidas a posteriori que possam repor eventuais prejuízos são passíveis de punição.
Especial atenção tem sido dada pela fiscalização nos atos de contratação de um gestor profissional. Aspectos contratuais de maior relevância, tais como a necessidade de cientificação do contratado sobre a necessidade de observância das diretrizes de investimentos fixadas pelo CMN, o nível necessário de informação das carteiras, etc., certamente não passarão despercebidas e podem ser determinantes no resultado da fiscalização, ao apurar a responsabilidade do gestor da EFPC.
Na difícil tarefa de acompanhar os atos do gestor terceirizado, faz-se necessária a identificação pelas EFPC, através de seus controles internos, de situações que estejam em desacordo com a regra prudencial de investimentos, preferencialmente antes de iniciado um procedimento de fiscalização. Assim, devem os gestores internos das EFPC utilizar todos os instrumentos jurídicos para determinar ao gestor externo a regularização de uma situação anormal constatada.
Ao assim proceder, certamente a fiscalização constatará a diligência dos gestores da EFPC no desempenho de seu dever fiduciário, numa atitude que revela a sua preocupação em não confrontar qualquer norma que possa trazer insegurança aos seus planos de benefícios e aos participantes e assistidos, exatamente como enfatizado agora pela Resolução CMN 3.792/2009 frente aos desafios de 2010, 2011, 2012 ...   (Matheus Corredato Rossi e Guilherme Benites - Jornal Monitor Mercantil)

05.02 - Fundação Cesp é premiada
A Fundação CESP, maior fundo de pensão privado do Brasil, é também o melhor fundo de pensão do país em 2009, segundo a revista britânica World Finance, lida por 120 mil CEOs de todo o mundo (www.worldfinance.com). O diretor presidente da Fundação CESP, Martin Glogowsky, esteve em Londres para receber o prêmio.
O prêmio World Finance identifica organizações que apresentam as melhores práticas no mundo financeiro e de negócios, a partir de uma seleção realizada por um júri formado por profissionais de finanças e da imprensa mundial.
Este é o primeiro ano em que a World Finance instituiu a categoria Fundos de Pensão para o Brasil. "É um orgulho saber que nossos esforços são reconhecidos tanto dentro como fora do país - e sei que falo aqui em nome das 300 pessoas que fazem a Fundação CESP, inclusive sua diretoria e seu conselho deliberativo", afirma o diretor presidente. Segundo a revista, entre as razões que levaram a Fundação a vencer o prêmio, estão "a força, a solidez e a estabilidade da entidade; a transparência em sua comunicação com os participantes, buscando sempre desenvolver a compreensão de sua clientela; o cuidado e o bem-estar de sua força de trabalho; e seus consistentes retornos financeiros".  (Cássio Gomes Neves - Segs)
 
 
 
 
 

04.02 - EFPCs: Encontro aborda PREVIC e o cenário 2010
Na última semana de fevereiro, na manhã do dia 26, como já de tradição, estaremos realizando um encontro para abordar as recentes mudanças no cenário da previdência complementar, seus desdobramentos e os impactos para a gestão das fundações.
Pretendemos realizar uma leitura objetiva da criação da nova PREVIC, o processo de instalação do órgão e a visão dos primeiros aspectos que irão interagir com a gestão e operação das EFPCs.
Com o patrocínio do Itaú Unibanco este encontro de profissionais e dirigentes visa aproveitar o momento para conhecimento, visão e reflexão sobre o cenário de 2010 para o sistema de previdência complementar de nosso país.
Este oportuno e destacado evento no Auditório da Fundação CESP, em São Paulo, será conduzido por líderes e dirigentes do nosso segmento, onde estão confirmadas as participações da PREVIC e ABRAPP, além do convite aos representantes da ANAPAR.  Contaremos ainda com dirigentes e especialistas do setor.
A presença de entidades de renome e brilhantes especialistas vai agregar valor e qualidade nesta reunião que vai avaliar a concretização do surgimento da PREVIC, a leitura do contexto, cenário e desafios que se apresentam para as EFPCs neste ano, além das observações sobre as principais mudanças que a legislação do setor sofreu no segundo semestre de 2009.
Agende e garanta a participação da sua entidade! Taxa de adesão de R$ 300,00 (Trezentos reais)
Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br  (AssPreviSite)

04.02 - Abrapp recebe delegação do Banco Mundial
“Os gestores dos fundos de pensão brasileiros já alcançaram um elevado nível de competência”, disse na segunda-feira Ricardo Weiss, da Comissão Técnica Nacional de Investimentos da ABRAPP, ao fazer uma das exposições com que foi recepcionada uma delegação do Banco Mundial em visita à Associação nesta segunda-feira, referindo-se a um contexto em que a nossa gestão serve cada vez mais como referência no mundo, em função também da base legal e normativa vista como modelo. Outro expositor,  Antônio D`Almeida, da Comissão Técnica Nacional de Governança, chamou a atenção para “os bons padrões de controle empregados aqui no Brasil”.
Em sua palestra aos visitantes, Flávia Gemignani, da Comissão Técnica Nacional de Assuntos Jurídicos, observou que a recente criação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) veio reforçar ainda mais a confiança por todos depositada no potencial de crescimento do sistema, de vez que se trata de um órgão de Estado com maiores condições humanas e materiais para dedicar-se à supervisão e fiscalização do sistema. De sua parte, Paulo Julião, diretor-presidente do Economus, salientou a crescente consciência em torno da importância da atualização das premissas atuariais e da cobertura dos passivos.
A delegação do Banco Mundial, liderada por Jonh Ashcroft, ex-presidente do órgão regulador do Reino Unido e atualmente consultor, incluia Rogelio Marchetti (especialista em mercado financeiro),Heinz Rodolph (especializado em mercado de capitais) e Edson Jardim (consultor brasileiro), e encontra-se no País, a convite da PREVIC, para produzir um diagnóstico a partir do qual possa ser elaborado um roteiro de aprofundamento das práticas da Supervisão Baseada em Risco no Brasil.
As palestras assistidas pelos visitantes cobriram temas como “Conflitos de Interesse, Competência e Informações aos Participantes”, “Processo de Gestão e Terceirização”, “Risco de Crédito e Risco de Solvência” e “Risco de Investimento e Liquidez”. (Diário dos Fundos de Pensão)

04.02 - Funcef: Investimentos em infraestrutura
Fundo de pensão da Caixa visa investir em Belo Monte e Jirau
O Funcef -fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal e terceiro maior do país- anunciou terça-feira a intenção de investir neste ano até R$ 1,9 bilhão no setor de infraestrutura. Entre os projetos em análise estão duas grandes obras do setor elétrico, as hidrelétricas de Belo Monte, no rio Xingu (PA), e de Jirau, no rio Madeira (RO).
Segundo o presidente da entidade, Guilherme Lacerda, o Funcef vem negociando com a Camargo Corrêa a compra de metade da participação da empreiteira no consórcio que venceu o leilão de concessão da usina de Jirau. Hoje, a Camargo detém 9,9% do negócio.
A saída da Camargo, que venderia o restante para outra empresa, é esperada, pois seria uma forma de evitar conflito de interesses. A empreiteira é acionista do consórcio vencedor da concessão, mas também participará da construção da usina.
"A economia está num patamar muito favorável de crescimento, havendo espaço grande para os investidores institucionais. Buscamos setores com menos risco de flutuações no fluxo de caixa, mas também temos preocupação com aspectos regulatórios", disse Lacerda.
Ele afirmou que, no caso do investimento em Belo Monte, o fundo já assumiu um compromisso com a Odebrecht de examinar o projeto de formação de um consórcio para disputar a concessão. O governo já conseguiu a licença prévia para a obra, considerada a maior do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Serão investidos R$ 20 bilhões.
O Funcef ainda quer participar do projeto do trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.  (JULIANNA SOFIA - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

03.02 - Entidades de SC criam associação
No dia 4 de dezembro de 2009 reuniram-se em Florianópolis representantes de 12 entidades de Santa Catarina para fundar a ASCPrev – Associação Catarinense das Entidades de Previdência Complementar. A associação é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem como objetivo articular esforços e integrar as entidades, visando aprimorar e promover o crescimento do sistema. Também irá representar e defender os interesses das envolvidas junto aos órgãos no âmbito estadual e federal. A sede da Associação será na capital catarinense.
Na reunião foi aprovado o Estatuto Social da ASCPrev e realizada a posse dos membros da Diretoria Executiva, com mandato até dezembro de 2011. O presidente é Carlos Roberto de Farias (Previsc). Outro assunto tratado na ocasião foi o planejamento do II Encontro de Previdência Complementar da Região Sul, que acontece em Florianópolis, de 23 a 25 de maio. O I Encontro aconteceu em junho do ano passado, em Curitiba. (ASCPrev/Diário dos Fundos de Pensão)

03.02 - Previ: Ajuste deve dar R$ 1,6 bi a mais ao BB
Revisão na contribuição à Previ equivale a uma capitalização de R$ 960 bi, que servirá para aumento no crédito
O Banco do Brasil, instituição financeira que estuda elevar seu capital em R$ 10 bilhões, poderá contar com quase R$ 1 bilhão adicional em seu patrimônio no final de 2009. Os recursos serão contabilizados como capital próprio e servirão para ampliar a folga do banco para fazer empréstimos -em tese, equivale a uma capitalização de R$ 1 bilhão.
A "capitalização" decorre de um ajuste contábil -que não envolve dinheiro nem passa pelo caixa- de R$ 1,6 bilhão livre de impostos, referente a uma revisão atuarial na contribuição à Previ (fundo de pensão dos funcionários), que vai direto para o lucro do quarto trimestre. Como o BB distribui 40% do lucro para os acionistas, poderá somar ao patrimônio R$ 960 milhões da parcela retida do lucro.
Com esse R$ 1,6 bilhão adicional, o lucro do BB deve passar com facilidade o do Bradesco no ano passado, de R$ 8,012 bilhões. Até setembro, o banco já havia lucrado R$ 6 bilhões.
O ajuste decorre de reconhecimento de espécie de crédito referente à contribuição que o BB faria ao plano de aposentadoria mais antigo da Previ, que tinha benefício definido e não está mais aberto para adesão dos funcionários.
Como o número de beneficiários deve cair, a tendência é que esse plano se torne cada vez mais superavitário e gere "créditos" ao banco.
As ações do Banco do Brasil subiram 6,76% ontem.  (TONI SCIARRETTA - Folha de S.Paulo)

03.02 - Previ: Participação na Celesc
Fundo suspende decisão judicial que devolvia ações da Celesc ao governo
O maior fundo de pensão do país, a Previ, conseguiu segunda-feira suspender a decisão da Justiça estadual catarinense que retirava de seu poder 29% das ações da Celesc com direito a voto e junto com elas três cadeiras no conselho de administração da companhia de eletricidade. O governo do Estado de Santa Catarina, que é o acionista majoritário, tinha comunicado à bolsa na semana passada que as ações deveriam ser devolvidas imediatamente para seu controle. Mas a suspensão, obtida no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, impede a transferência das ações que foram tomadas pela Previ por causa de uma dívida do governo hoje estimada em R$ 1,2 bilhão.
A disputa judicial é o que impede hoje a Previ de vender sua parte na Celesc. No ano passado, o governo estadual e o fundo chegaram a discutir um acordo para que as ações retornassem ao Estado e este por sua vez pagasse a dívida. Mas não se chegou a bom termo. Até porque o governo alega que os indexadores que têm corrigido a dívida ao longo dos anos não seriam adequados à situação econômica atual do país.
As ações hoje em poder da Previ tinham sido dadas como garantia em uma emissão de debêntures de US$ 100 milhões, em nome da Invesc, adquiridas por um grupo de investidores, reunidos na Planner Corretora, em meados da década de 90. A inadimplência da Invesc é que deu à Previ poder na Celesc.
O secretário da fazenda do Estado de Santa Catarina, Antônio Marcos Gavazzoni, diz que na época em que as ações foram tomadas do governo do Estado não foi dada a oportunidade de manifestação. Além disso, as ações são patrimônio público do Estado, segundo ele, e portanto não poderiam ter sido tomadas. "A disputa não é uma briga do Estado com a Previ", diz Gavazzoni. "Nem movimento para afastar a Previ da Celesc."
Gavazzoni diz isso porque há duas semanas os minoritários da companhia entraram em embate com o governo estadual por causa de um acerto de contas que está sendo feito com a Celesc. Os minoritários foram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedir que a autarquia investigue os termos do acordo e apure supostas irregularidades. Alegam que no acerto das contas não se levou em consideração a correção monetária da dívida do governo e a diferença pode chegar a R$ 60 milhões. Além disso, os minoritário não entenderam porque a Celesc teria que pagar ao governo do Estado, apesar de ser credora. Isso porque ficou acertado que os dividendos retidos no ano passado seriam devolvidos ao governo estadual e a dívida seria paga com os dividendos futuros.
O secretário da Fazenda explica, entretanto, que nunca se pensou em tomar essa decisão sem passar pelo conselho de administração. "A Celesc nos disse que até o dia 29 de janeiro já teria feito a reunião para discutir os termos do acordo", diz Gavazzoni. Mas a reunião do conselho só vai acontecer no fim dessa semana.
E tem sido comum os minoritários correrem à CVM questionando ações da administração da companhia. Como foi o caso da própria questão dos dividendos. Apesar do governo estar inadimplente, os dividendos continuavam sendo pagos. Além disso, os minoritários propuseram no ano passado que a Celesc fosse levada ao Novo Mercado, nível máximo de governança corporativa. A proposta foi interpretada como uma forma de privatização da companhia e foi assim, segundo algumas fontes próximas aos minoritários, que o governo estadual retomou o apelo na Justiça estadual para retomar as ações em poder da Previ na Celesc. O argumento foi justamente que a Invesc não teria sido informada adequadamente da execução das garantias.
O fundo é o único investidor que continua com as ações que foram executadas quando a Invesc, empresa de captação de recursos do governo do Estado, deixou de pagar as debêntures lançadas em 1995. A Justiça havia decidido que a dívida existia e que a execução das garantias era cabida. Mas em meados do ano passado, em embargos de declaração, o tribunal reconsiderou a decisão e enviou novamente o caso para primeira instância. Foi assim que na semana passada a Justiça estadual ordenou a retomada das ações pelo governo do Estado. Os 29% das ações da Previ na Celesc valiam ontem R$ 207 milhões. O fundo ainda tem mais 4% de ações ordinárias, que lhe dão direito a um quarto conselheiro. No total, a participação da Previ é de 33%.  (Josette Goulart - Valor Online)
 
 
 
 
 
 

02.02 - O novo cenário no ambiente das EFPCs
Na última semana de fevereiro, como já de tradição, estaremos realizando um encontro para abordar as recentes mudanças no cenário da previdência complementar, seus desdobramentos e os impactos vivenciados pelas fundações.  Pretendemos realizar uma leitura objetiva da criação da nova PREVIC, o processo de instalação do órgão e a visão dos primeiros aspectos que irão interagir com a gestão e operação das EFPCs.
O planejamento deste encontro de profissionais e dirigentes para o conhecimento, visão e reflexão sobre este novo cenário para o sistema de previdência complementar de nosso país inclui o convite de destacados líderes e dirigentes do nosso segmento, buscando gerar uma oportuna reunião neste início de 2010 para avaliar a concretização do surgimento da PREVIC, além da leitura do contexto, cenário e desafios que se apresentam para as EFPCs neste ano. Acrescenta-se a estes aspectos de ordem estratégica as mudanças que a legislação do setor sofreu no segundo semestre de 2009.
Ainda nesta semana estaremos divulgando os detalhes deste encontro com especialistas do segmento e representantes das entidades convidadas: PREVIC, ABRAPP e ANAPAR.  (AssPreviSite)

02.02 - A partidarização da Previc
Criada por lei em dezembro e regulamentada terça-feira, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) entrou em operação com três diretores indicados pelo PT e pelo PMDB e nomeados pelo presidente Lula. O governo conferiu, assim, caráter partidário à direção da mais nova agência reguladora, como explicou, com clareza chocante, o secretário executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, do PT de São Paulo: "Isso é muito natural. Queriam que a gente procurasse a oposição? Ninguém caiu aqui de paraquedas." E o diretor-superintendente e principal executivo da agência, Ricardo Pena Pinheiro, completou: "Não existe trabalho técnico sem o respaldo político."
Sucessora da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), a Previc está incumbida de fiscalizar os fundos de pensão, responsáveis pela complementação da aposentadoria de quase 3 milhões de trabalhadores de empresas privadas e estatais, com cerca de 4,5 milhões de dependentes diretos. Esses fundos - conhecidos como entidades fechadas de previdência privada - são os maiores investidores institucionais do País e administram um patrimônio de mais de meio trilhão de reais, cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB), e participam do controle ou têm ações de algumas das maiores companhias do País por valor de mercado, como Vale, Usiminas, BR Foods e Telemar.
Bastaria isso, portanto, para basear em critérios técnicos a escolha dos diretores da Previc. Afinal, as agências reguladoras são braços do Estado, que devem ter gestão independente em relação ao governo e aos partidos, incumbidas da aplicação de políticas públicas e não de atender aos interesses dos governos da hora. E essa tarefa depende de administrações rigorosamente profissionais, de diretores com mandato determinado, com nomes submetidos ao Congresso.
Mas não foi assim que o governo petista organizou a Previc. Os diretores não têm mandato nem foram aprovados pelo Senado. Embora alguns indicados tenham formação técnica, o principal atributo para a escolha foi a indicação por centrais sindicais ou por partidos da base do governo.
Já a cerimônia de posse da diretoria da Previc foi um evento político, com a presença do presidente Lula, do ministro da Previdência, José Pimentel, do ex-presidente do PT Ricardo Berzoini e do senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima - estes, ex-ministros da Previdência. Além de Pinheiro, os diretores apadrinhados do PT na Previc são Edevaldo Fernandes da Silva, de Assuntos Econômicos, e Manoel Lucena dos Santos, de Fiscalização, que trabalhava no gabinete do ministro Pimentel. O PMDB indicou o diretor de Administração, José Maria Freire de Menezes Filho.
Sem sede nem recursos orçamentários definidos, a Previc funcionará onde estava a SPC, no Ministério da Previdência. Até abril, deverá abrir um concurso público para o preenchimento de 200 cargos de especialistas em previdência complementar, analistas administrativos e técnicos administrativos. Outras 110 vagas, das quais 14 na alta administração, poderão ser preenchidas por critérios políticos. É quase inevitável, portanto, que a Previc se torne mais um cabide de empregos.
Dinheiro não faltará. A Previc terá confortável autonomia administrativa e financeira, uma vez que os fundos de pensão terão de recolher a seus cofres, a cada quatro meses, taxas variáveis conforme seu patrimônio, podendo chegar ao máximo de R$ 2 milhões anuais - para 2010, a previsão é recolher R$ 33 milhões.
Não são pequenos os riscos decorrentes da partidarização da Previc, cuja responsabilidade é fiscalizar os grandes fundos estatais de pensão, como o Previ, do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 135 bilhões; o Petros, da Petrobrás, com R$ 44 bilhões; e o Funcef, da Caixa Econômica Federal, com R$ 36 bilhões. Apenas essas três fundações representam quase a metade (46%) do patrimônio total dos fundos de pensão.
Órgão máximo de fiscalização dos fundos, a Previc terá agora de fiscalizar os "companheiros", o que deverá provocar frequentes conflitos de interesses.  (Opinião - O Estado de S.Paulo)

02.02 - Fundos: A formação de uma "superelétrica"
"Superelétrica" terá mais de um terço do mercado brasileiro
Com apoio do Planalto, Camargo Corrêa pretende comprar o controle da Eletropaulo, da AES Sul e da Neoenergia
Governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES como o principal financiador dessas operações no país
A empreiteira Camargo Corrêa recebeu o aval do Palácio do Planalto para constituir uma superelétrica na área de distribuição de energia.
A construtora assumiu no ano passado o comando da CPFL e conta agora com o apoio do governo para comprar o controle da Eletropaulo e da AES Sul, além de adquirir da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e do BB a sua participação no grupo Neoenergia.
Se concretizadas as duas operações, a empreiteira terá nas mãos uma gigante que abastecerá mais de um terço do mercado nacional, incluindo praticamente todo o Estado de São Paulo -o mais rico do país- e três Estados do Nordeste, região atualmente com o maior potencial de crescimento.
Segundo pessoas próximas às transações ouvidas pela Folha, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, abriu negociação com a Camargo Corrêa por interferência direta do Planalto.
Como a Previ possui participação relevante tanto na CPFL (31% das ações ordinárias, sendo 23% delas ligadas ao bloco de controle) quanto na Neoenergia (49% do capital total), há conflito de interesses.
Hoje os representantes da Previ precisam sair das salas de decisões da CPFL quando são discutidos detalhes sobre as negociações em curso para aquisições de outras distribuidoras de energia.
A fusão com a CPFL resolveria o conflito, porém a Previ passaria a ser minoritária na nova empresa, perdendo a gestão da Neoenergia. Marcelo Corrêa, atual presidente do grupo, é indicação do fundo de pensão do BB.
Grupos nacionais
Não é a primeira vez que o governo atua para formar grandes empresas de capital nacional, tendo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como o principal financiador dessas operações.
Entre 2008 e 2009, o banco estatal injetou quase R$ 7 bilhões para viabilizar a incorporação da Brasil Telecom pela Oi. Em 2007, o BNDES comprou cerca de R$ 4 bilhões em ações (a valores de 2009) dos frigoríficos JBS e Bertin, o que possibilitou a fusão dos dois grupos no ano passado.
No caso da BrT-Oi, o presidente Lula ainda teve que editar um decreto sob medida para permitir a união das duas empresas.
O setor elétrico está na esfera de influência direta da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata à sucessão presidencial. Ela comandou a pasta de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula. Todos os grandes temas da área passam por sua mesa.
Concentração
A formação da superelétrica não enfrentará impedimento legal. Em 2008, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) derrubou a última barreira regulatória contra concentrações no setor. A operação, contudo, teria de passar também pelos órgãos brasileiros de defesa da concorrência.
Até então, a legislação limitava a participação dos investidores nas concessionárias da seguinte forma: até 20% no mercado nacional e até 25% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste a limitação era de 35%.
Segundo Jerson Kelmann, ex-diretor-geral da Aneel, a resolução 299, de 8 de janeiro daquele ano, extinguiu os tetos existentes.
As negociações para a fusão com a Neoenergia estão bem avançadas. O outro sócio da empresa, a espanhola Iberdrola, sofreu bastante com a crise financeira internacional e está bastante descapitalizado. Assim, dificilmente teria condições e interesse em comprar as participações da Previ e do Banco do Brasil.
No caso da Eletropaulo e da AES Sul, entretanto, a Camargo Corrêa ainda precisa superar alguns obstáculos.
As duas distribuidoras estão sob o guarda-chuva da empresa AES Brasiliana, que existe só no papel. O BNDES tem 53,85% dessa empresa, mas a operação das duas concessionárias (e também da geradora AES Tietê) é da americana AES.
Para vender sua participação na Brasiliana, o BNDES contratou o Citibank para elaborar a modelagem da operação. Pela legislação atual, o BNDES não pode negociar diretamente com nenhuma companhia interessada. A oferta das ações tem que ser feita em leilão.
Além disso, a AES tem direito de preferência na parte do banco e, neste momento, está capitalizada -a matriz recebeu uma injeção de US$ 2 bilhões do fundo soberano chinês, que adquiriu 15% da AES Corp.
Com o apoio do governo, contudo, a Camargo Corrêa espera entrar num acordo com os norte-americanos para que eles aceitem ceder o controle das duas distribuidoras. No passado, a AES chegou a anunciar que tinha a intenção de sair do país. Mas agora o discurso da empresa é o de permanecer ou mesmo de aumentar a sua presença no Brasil.
O interesse da Camargo se concentra na distribuição. No caso de uma união entre CPFL, Eletropaulo e Neoenergia, a maior sinergia estaria na ligação entre as duas primeiras, principalmente devido à proximidade geográfica, o que facilitaria o deslocamento de equipes para a manutenção das redes, por exemplo.
A CPFL está presente na grande maioria dos municípios do interior paulista. Já a Eletropaulo congrega a região metropolitana.   (LEONARDO SOUZA e LEILA COIMBRA - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

01.02 - Educação Previdenciária nas EFPCs
Veja abaixo uma abordagem prática e objetiva que o AssPreviSite possue para apoiar a Educação Previdenciária de sua fundação.  Este conteúdo faz seu projeto decolar já neste início de 2010.
Na estrutura de geração de conteúdo diário para a Educação Financeira e Previdenciária o AssPreviSite apresenta alguns tópicos relacionados a economia pessoal, familiar e doméstica, com a abordagem de aspectos de poupança, instrução e educação financeira dos filhos, comportamento e aspectos envolvendo quetões financeiras do participante.  Apresentamos a explicação diária de alguns termos do mercado de seguros.
Na seção subsequente, sobre o mercado financeiro, é trazido a cada novo dia um resumo do comportamento da bolsa (resultados e desempenho), informações esclarecedoras sobre comportamento dos investimentos e ainda uma abordagem sobre os termos utilizados no mercado (uma exposição suscinta dos principais termos).
Em outro bloco, também diariamente, são selecionados um o dois artigos tratando questões de ordem econômica, financeira e previdenciária.
Na sequência abrimos um bloco sobre a previdência oficial onde expomos aspectos do direito previdenciário (um tema por semana), um posicionamento diário sobre cada um dos serviços/benefícios da nossa previdência, além de alguma matéria/informação envolvendo a previdência social.
No bloco sobre previdência complementar, geramos um conteúdo voltado a leitura sobre o conteúdo de algum capítulo de um livro do nosso segmento (identificamos este tópico como “a cultura do sistema em doses homeopáticas”).  Trazemos também, a cada dia, uma exposição/explicação sobre alguns conceitos sobre previdência complementar. Em outro tópico deste bloco tratamos da exposição de alguns termos utilização no setor (um grupo a cada dia). Por fim, apresentamos um tópico que traz esclarecimentos sobre a legislação do nosso segmento (um conjunto a cada dia).
Encerramos a geração de conteúdo sobre educação financeira e previdenciária com algumas matérias expostas pela mídia no dia.
Assim, com esta estrutura, já estamos apoiando algumas entidades com uma abordagem direcionada e bastante específica, fornecendo um material de apoio aos instrumentos de comunicação das EFPCs em seu processo de Educação Financeira e Previdenciária.
Para conhecer, experimentar, obter mais informações e iniciar uma parceria de apoio na efetivação e implementação das suas ações neste sentido nos contate pelo e-mail assprevisite1@uol.com.br   (AssPreviSite)

01.02 - Nova gestora para Institutos e Fundos
Grau Gestão de Ativos cria área especial para Previdência e Fundos de Pensão
A Grau Gestão de Ativos, gestora independente de recursos de terceiros, criou uma área para cuidar especialmente de Institutos de Previdência e Fundos de Pensão. Com a queda da taxa Selic, essas organizações tiveram que buscar alternativas mais rentáveis de investimento para manter suas metas atuariais. Ao todo, no Brasil, este segmento administra recursos da ordem de aproximadamente R$ 500 bilhões.
“Os fundos multimercado, quando enquadrados na legislação que regula o setor, são uma ótima alternativa para estas entidades, pois aliam rentabilidade atrativa e baixa exposição a risco”, afirma Chrystie Lombardi, Gerente Comercial da Área de Relacionamento Institucional da Grau.
O objetivo da gestora, além de expandir sua carteira administrada, é diversificar sua clientela, majoritariamente (90%) concentrada em pessoas físicas e empresas. Para atrair o público da área institucional, a Grau montou uma equipe de atendimento específica, formada por quatro pessoas.
“Atuamos em parceria com as entidades, gerando periodicamente informações sobre o mercado financeiro e comparativos de investimentos que possam auxiliá-los na escolha de seus investimentos. Além disso, estamos patrocinando eventos de associações sem fins lucrativos que tem como um de seus objetivos capacitar os profissionais do segmento”, afirma a gerente.   (Executivos Financeiros)

01.02 - Puc-RS: Gestão em Previdência Complementar Fechada
A Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS está lançando o curso de extensão sobre o tema “Gestão em Previdência Complementar Fechada”, com o apoio da Mirador Atuarial. As aulas se estenderão de 5 de abril a 23 de setembro, sempre às segundas, terças e quintas-feiras, das 19h às 22h 15. As inscrições estão abertas, através do telefone  (51) 3320-3680 e e-mail proexsecretaria@pucrs.br , sendo que maiores informações podem ser obtidas no endereço  www.pucrs.br/proex, onde se encontra toda a programação a ser seguida. (Diário dos Fundos de Pensão)


Outras Notícias


     Envie um email sobre informações relevantes do setor que você destacaria para os demais leitores.