31.08 - Fundo de pensão dos servidores é
urgente
As antigas regras que possibilitam a aposentadoria dos servidores públicos
são vistas como privilégio pela maioria da população.
E não é para menos, pois permitem que funcionários
graduados e seus pensionistas recebam dos cofres governamentais valores
impensáveis para grande parte dos brasileiros, especialmente para
os que se aposentam pelas regras do regime geral (INSS). Há benefícios
de servidores que superam os R$10 mil mensais, contra o teto de menos de
R$4 mil do regime geral. Isso poderia até servir como estímulo
ao ingresso no serviço público, não fosse o seu elevado
custo: 950 mil aposentados e pensionistas servidores públicos geram
um déficit de mais de R$50 bilhões anuais, superior ao rombo
do INSS, com seus 28,3 milhões de beneficiários. Diversos
órgãos (universidades, por exemplo) têm seus orçamentos
comprometidos pelas folhas de pagamentos, nas quais funcionários
inativos e pensionistas chegam a representar mais de 50% dos valores pagos.
Diante de uma situação insustentável em médio
e longo prazos, os governos FH e Lula (no primeiro mandato) conseguiram
que o Congresso aprovasse até emendas constitucionais para reformar
a previdência dos servidores públicos. A fórmula encontrada
para se conciliar a necessidade de se preservar as finanças públicas
com estímulo ao ingresso no serviço público foi a
criação de um fundo de previdência complementar, sistema
que será voltado a novos funcionários, que somente assim
poderão se aposentar com valores acima do teto máximo estabelecido
no regime geral. Nesse caso, terão de formar uma poupança
individual. Ou seja, tal poupança, voluntária, deve ser canalizada
para um fundo de pensão, que terá contrapartidas financeiras
da União. Os rendimentos financeiros desse fundo reverterão
em favor dos participantes.
O projeto de lei que regulamenta esse fundo de pensão (de número
1.992) foi encaminhado ao Congresso em 2007, e somente há poucas
semanas teve sua tramitação acelerada. É urgente que
o fundo seja regulamentado, pois nos próximos anos haverá
necessidade de renovação do quadro de servidores federais.
Cerca de um terço dos funcionários (aproximadamente 290 mil)
estarão aptos a se tornar inativos até 2015, e o ideal é
que seus substitutos já ingressem no serviço público
com novas regras previdenciárias. A Comissão de Trabalho
da Câmara dos Deputados aprovou o projeto, por margem apertada, restando
votar alguns destaques que tentam suprimir pontos importantes dele. A resistência
corporativa a mudanças no sistema previdenciário é
sempre expressiva, o que leva os parlamentares a relutarem em aprovar qualquer
alteração, ainda que tais reformas sejam absolutamente indispensáveis.
Diante dessa resistência, o governo precisa mobilizar sua base, com
ampla maioria no Congresso, para aprovação das mudanças.
É intenção do governo impedir também que
os gastos de custeio da União cresçam mais que a evolução
do Produto Interno Bruto (PIB). Para que esses objetivos sejam atingidos,
o fundo de pensão para os novos servidores é essencial e
urgente. (O Globo)
31.08 - Fundo para servidores vai diminuir déficit
em 15 anos
A aprovação do projeto de lei que
cria um fundo de previdência complementar para os servidores públicos
da União começará a surtir efeito sobre as contas
públicas apenas 15 anos após sua entrada em vigor. A previsão
foi feita ontem pelo secretário de Políticas de Previdência
Complementar do Ministério da Previdência Social, Jaime Mariz.
"Com o fundo, não haveria a avaliação de que se está
sangrando o Tesouro Nacional", disse ele, ao se referir ao caixa do governo
responsável por cobrir os grandes déficits existentes hoje.
No ano passado, o rombo do regime próprio
da União foi de R$ 51 bilhões e, conforme o secretário,
a taxa de crescimento anual desse saldo negativo tem sido de cerca de 10%.
Para este ano, ele espera que a conta fique no vermelho em R$ 57 bilhões.
O valor ultrapassará em muito o saldo, também negativo, da
Previdência do Regime Geral, que é específico para
os trabalhadores da iniciativa privada. A expectativa é de que o
rombo fique menor, entre R$ 38 bilhões e R$ 39 bilhões em
2011.
O impacto é ainda mais considerável
quando se avalia o total de beneficiados de cada um dos regimes. Enquanto
o próprio assiste a 950 mil servidores, o geral abrange um universo
de 24 milhões de aposentados e pensionistas. O governo conseguiu,
na semana passada, aprovar o PL na Comissão de Trabalho da Câmara
dos Deputados. Falta ainda votar destaques, o que deve ser feito amanhã.
Além disso, o projeto ainda precisa do aval de outras comissões.
A demora dos parlamentares tem incomodado o Executivo, que levou a proposta
ao Congresso no primeiro ano do governo Lula, em 2003.
Apesar de o PL prever mudanças apenas
para os servidores que ingressarem no setor público após
a aprovação do documento, sindicalistas têm torcido
o nariz para as sugestões do governo. Com isso, os parlamentares
temem afetar seus colégios eleitorais com a avaliação
de que se trata de uma medida impopular.
Por conta disso, o governo começou uma
empreitada para tentar convencer de que as mudanças são positivas
para o funcionalismo público. Para Mariz, o PL deve ser visto por
duas vertentes: redesenhar o futuro previdenciário do Brasil, aproximando
mais os tipos de regimes para servidores e funcionários do setor
privado, e o de incrementar a poupança interna. (DCI)
31.08 - Anapar: Ação de Inconstitucionalidade
contra CGPC 26
A ANAPAR e a CONTRAF-CUT (Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Instituições Financeiras) ajuizaram,
no dia 23 de agosto, Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADIN) no Supremo Tribunal Federal, para questionar a legalidade dos artigos
da Resolução CGPC 26/2008 que prevêem a reversão
de valores da reserva especial dos planos de benefícios para os
patrocinadores e participantes e assistidos.
A tese central levantada pela medida judicial
é que a Resolução 26, uma norma infralegal, não
poderia ter criado uma destinação – devolver valores das
reservas dos planos de benefícios aos patrocinadores e participantes
– que não foi prevista na legislação. A Lei Complementar
109, ao tratar da destinação do superávit, determina
que se contabilize uma reserva especial correspondente a 25% da reserva
matemática do plano e que o excedente a este valor seja contabilizado
numa reserva especial para revisão do plano. Determina ainda que
a reserva especial seja utilizada para rever o plano de benefícios
e se esta revisão implicar em redução ou suspensão
de contribuições deve-se obedecer a proporção
em que as contribuições forem feitas. Assim, tanto patrocinador
como participante têm garantida a redução ou suspensão
das contribuições. Mas não a devolução
de valores.
ANAPAR e CONTRAF-CUT mostram e defendem que a
revisão do plano de benefícios, quando houver superávit
e reserva especial, deve contemplar a revisão das contribuições
previstas no plano de custeio, a revisão de premissas atuariais
tais como taxa de juros e tábua de mortalidade, ou a revisão
de benefícios para adequá-los ao valor das reservas existentes.
Ou seja, os excedentes devem ser utilizados para deixar de recolher contribuições,
tornar o plano mais seguro ou pagar benefícios mais adequados aos
participantes. Não pode haver a subtração e devolução
de valores aos patrocinadores e participantes, sob pena de provocar desequilíbrios
e déficits futuros, principalmente em momentos de crise econômica
e perda de valor de ativos como os ocorridos em 2008 e que se verificam
atualmente, com a crise da dívida européia. A previdência
complementar deve cobrir complementos de aposentadoria por toda a vida,
e a retirada indevida de valores pode comprometer a sua perenidade.
Se a devolução de valores for declarada
inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, as reversões de
valores não poderão ser feitas pelos fundos de pensão,
por serem ilegais. Ficaria consolidada a previsão de que recursos
de um plano de previdência só podem ser utilizados para pagamento
de benefícios.
ANAPAR luta contra a Resolução
26 desde antes de sua edição – A ANAPAR luta contra a devolução
de reservas aos patrocinadores desde quando a Resolução 26
estava sendo elaborada pelo Governo e pela então Secretaria da Previdência
Complementar. Dentro do próprio Conselho de Gestão da Previdência
Complementar a ANAPAR combateu a edição da norma, que foi
aprovada à sua revelia. Logo depois da publicação,
a entidade entrou com processos contra a União e o Ministro da Previdência
Social, questionando a devolução de valores. Várias
outras entidades de classe – sindicatos, associações de aposentados
e de participantes – têm lutado contra a medida, sem obter sucesso
até o momento.
Acompanhe o andamento do processo pelo site da
ANAPAR (www.anapar.com.br) e aproveite para se filiar a entidade e apoiar
esta luta. (Boletim)
30.06 - EducPrevi - AssPreviSite: Reunião
mostra estágio do processo
Com o auditório repleto de dirigentes
e profissionais do sistema a temática, "Educação Previdenciária:
Um avanço na formação dos participantes" prendeu a
atenção de todos até o encerramento da oportuna reunião
promovida sexta-feira (26) pelo AssPreviSite.
Destacados e importantes depoimentos sobre o
tema foram apresentados pelas principais instituições do
sistema e nossos destacados palestrantes:
- SPPC: Paulo Cesar dos Santos - Diretor;
- PREVIC: Fábio Henrique Coelho - Coordenador
Geral de Pesquisas Atuariais, Contábeis e Econômicas;
- ABRAPP: José Ribeiro Pena Neto - Vice
Presidente;
- ANAPAR: José Ricardo Sasseron, representando
Claudia Ricaldoni;
- TOWERS WATSON: Aline Paz e Monica Ponte - Especialistas.
A reunião tratou das experiências
das entidades nestes dois anos, apresentou dicas de elaboração
e execução dos projetos, pontos de sucesso e resultados das
ações, mecanismos e exemplos de relacionamento com os públicos-alvo
dos processos e finalizou com a apresentação do contexto
atual do assunto e a exposição do que ainda pode ser executado
pelas EFPCs, demonstrando o que ainda se pode esperar para as ações
de Educação Financeira e Previdenciária em nosso sistema.
Com o apoio da Fundação REFER e
o patrocínio da TOWERS WATSON a nossa reunião extrapolou
as expectativas, transformando-se num marco deste processo para os presentes.
(AssPreviSite)
30.06 - Previdência do funcionário
público pode sair do papel
Demorou, mas finalmente o governo decidiu levar
adiante a regulamentação da previdência complementar
do funcionalismo público, prevista em emenda constitucional de 2003.
O projeto de lei 1.992, de 2007, que cria o fundo único de previdência
complementar do servidor público, foi aprovado na semana passada
pela Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, mesmo diante
da forte oposição de parlamentares do PT, do PC do B e do
PDT, todos da base aliada do governo.
O projeto de lei segue agora para as comissões
de Seguridade Social, Finanças e Tributação e, por
fim, para a de Constituição e Justiça da Câmara,
onde o governo espera vê-lo aprovado ainda em setembro em caráter
terminativo. No Senado, a previsão é de que o projeto de
lei cumpra toda sua tramitação até o fim do ano.
Embora não estejam ainda muito claras
as razões repentinas da Presidência da República para
dar celeridade a um projeto que demorou quatro anos para ser enviado ao
Congresso e outros quatro para começar a ser apreciado, há
pelo menos dois bons motivos: dar tratamento equânime aos trabalhadores
sejam eles do setor privado ou do setor público e, não menos
importante, reforçar a poupança financeira do país.
Uma outra motivação decorre do
fato de que, até o início de 2015, cerca de 239 mil servidores
públicos federais terão condições de pedir
aposentadoria. Desses, estima-se no governo que pelo menos metade certamente
se aposentará. Se os que vierem a substituir esse contingente de
funcionários ingressarem no setor público pelas regras atuais
de aposentadoria, a avaliação dos técnicos oficiais
é de que o governo terá adiado por uma geração
a solução para o desequilíbrio do regime previdenciário
próprio dos servidores.
Quem ingressar no serviço público
federal a partir da criação da Fundação de
Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp)
deixará de ter aposentadoria integral ou mesmo como uma proporção
do salários. A aposentadoria será limitada ao teto do Instituto
Nacional de Seguro Social (INSS) - atualmente no valor de R$ 3,6 mil -
tal como vigora para os trabalhadores do setor privado no Regime Geral
de Previdência Social (RGPS).
Para receber além do teto do INSS, o servidor
deverá aplicar parte de sua remuneração no Funpresp.
O fundo vai receber aportes do Tesouro até o limite de 7,5% do total
aplicado pelo funcionário.
Se aprovado, o projeto de lei corrigirá
uma enorme distorção da seguridade social do país.
Em 2010 o déficit previdenciário produzido por 949,9 mil
aposentados e pensionistas da União foi de R$ 51,2 bilhões,
enquanto o déficit causado por 24,3 milhões de aposentados
pelo RGPS foi bem menor, R$ 42,9 bilhões. Para este ano as projeções
oficiais indicam que os servidores públicos serão responsáveis
por um déficit de R$ 58 bilhões e os trabalhadores do setor
privado (urbanos e rurais), por R$ 39 bilhões.
Na semana anterior a tentativa de votação
do projeto de lei foi barrada pela articulação de dois parlamentares
da base aliada - Roberto Policarpo (PT-DF) e Manuela D'Ávila (PC
do B-RS), sob o pretexto de que estariam defendendo os trabalhadores.
"O governo que eu defendo e que meu partido apoia
não pode ser contra os trabalhadores", disse D'Ávila, vice-líder
do governo no Congresso, naquela sessão, que foi aplaudida pelos
sindicalistas presentes. A manifestação da parlamentar é
até compreensível, pois ela é pré-candidata
à prefeitura de Porto Alegre nas eleições municipais
de 2012. Apenas isso justifica que a deputada abrace uma causa tão
injusta com os empregados da iniciativa privada, como se houvesse trabalhadores
de primeira e de segunda classe.
O empenho do Palácio do Planalto em desengavetar
o projeto de lei pode ser a primeira iniciativa para mudanças maiores
na previdência social. Como disse um ministro de Estado, é
preciso primeiro arrumar a própria casa antes de propor reformas
mais gerais.
No Ministério da Previdência Social,
prosseguem os estudos para a formulação de uma proposta que
venha a substituir o fator previdenciário, criado no governo de
FHC para desestimular a aposentadoria precoce. Mesmo com o fator, porém,
os homens estão se aposentando, em média, aos 54 anos e as
mulheres, aos 51,5 anos. (Valor Online)
30.06 - Revolução na previdência
pública
Regra que prevê teto igual ao do INSS para
os servidores federais passa pela etapa mais difícil no Congresso.
Aprovação definitiva é quase certa, apesar da oposição
do funcionalismo
A aposentadoria dos servidores federais está
prestes a passar pela maior mudança de sua história. Na última
semana, o governo federal deu um grande passo para implantar as novas regras
ainda neste ano, com o objetivo de sanar o déficit da previdência
pública. A vitória foi na Comissão de Trabalho, de
Administração e Serviço Público
da Câmara Federal, com a aprovação do Projeto de Lei
1.992/2007. O texto limita a aposentadoria dos servidores federais ao teto
do Regime Geral da Previdência Social, atualmente em R$ 3.689,66,
o valor máximo pago pelo INSS. Cria também uma previdência
complementar para aqueles que quiserem incrementar os benefícios
futuros. As novas regras só valerão para quem entrar
no governo federal após a aprovação do projeto.
Hoje, as regras de previdência dos servidores
federais são bem mais generosas. Funcionários que ingressaram
na União até 1994 têm direito a aposentadoria integral
– que pode chegar a até R$ 26.723,13. Esse benefício de salário
integral, porém, acabou sendo cortado numa primeira reforma previdenciária
para quem ingressou após 1994. Ainda assim, as mudanças mantiveram
a diferenciação em relação aos aposentados
da iniciativa privada.
Sem voto no plenário
O texto da nova reforma previdenciária
ainda precisa passar pelas comissões de Finanças, Seguridade
Social e Constituição e Justiça da Câmara. Como
ela tramita em caráter conclusivo, não haverá necessidade
de o texto ser votado no plenário. Sendo aprovado, o texto será
encaminhado diretamente ao Senado, onde o governo tem ampla maioria.
Na avaliação de especialistas,
a batalha mais difícil já foi ganha, e agora será
difícil impedir a aprovação das novas regras. “A resistência
maior era na Comissão de Trabalho. Nas outras, não haverá
dificuldade. O governo até pode requerer urgência e levar
o texto diretamente para o plenário, mas provavelmente deixará
passar pelas comissões, para ganhar um respaldo a mais”, avalia
Marcos Verlaine, assessor do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (Diap).
A Comissão de Trabalho volta a apreciar
o projeto na próxima quarta-feira, quando serão votados os
destaques (emendas). Mas a tendência é de que sejam todos
derrubados e que o projeto não sofra mais alterações
significativas. Assim, o servidor federal passa a ter aposentadoria limitada
pelo teto do INSS e, para ganhar valor extra, precisará poupar.
A previdência complementar será
feita pela Fundação de Previdência Complementar do
Servidor Público Federal (Funpresp), cujos recursos serão
geridos por instituições bancárias, escolhidas mediante
licitação. O servidor poderá contribuir com o montante
que quiser para o fundo complementar, mas a contrapartida da União
será de até 7,5% do salário do servidor, no máximo.
A adesão do servidor será voluntária, não obrigatória.
De acordo com o relatório do deputado
federal Silvio Costa (PTB-PE), a contribuição da União
cairá para um terço do valor atual. Para quem já está
trabalhando, o desconto atual é de 11% sobre o salário bruto,
e a União complementa com 22%. Com o novo regime, a previdência
normal do servidor será constituída por uma contribuição
única do servidor de 11% sobre o teto (R$ 3.689,66 atualmente).
Direito adquirido
As novas regras não alteram em nada as
aposentadorias de quem já está no serviço público
federal. Mesmo assim, os representantes dos trabalhadores são totalmente
contrários à proposta, e pretendem reagir. “Demontramos
que não há necessidade de previdência complementar.
Vamos continuar a luta e ver se o projeto realmente sairT, avisa Josemilton
Costa, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores
no Serviço Público Federal (Condsef).
Outro grande problema, segundo Josemilton Costa,
é que o projeto não garante o valor do benefício.
“É uma caixa-preta em relação ao futuro. O trabalhador
sabe quanto vai pagar, mas não sabe quanto vai receber.” Para Verlaine,
do Diap, o novo sistema cria uma insegurança jurídica muito
grande.
Pelas regras da previdência complementar,
o valor do benefício depende do tempo e do valor de contribuição,
por isso não é possível fazer previsões em
lei. O relator da proposta, deputado Silvio Costa (PTB-PE), defendeu as
novas regras para que o país se prepare para o futuro. “Ou estancamos
a sangria ou faltará dinheiro para o pagamento dos aposentados do
setor público daqui a dez anos”, disse Silvio Costa na quarta-feira.
Planalto tem pressa de aprovar nova regra
Número de servidores que devem se aposentar
nos próximos anos é alto. Governo pretende lançar
concursos para reposição do quadro já com as mudanças
na previdência pública
“Temos simulações que mostram que
as aposentadorias, com a possibilidade de contribuição do
servidor e da União para o fundo de pensão, crescerão.”
Garibaldi Alves, ministro da Previdência Social
Governo estadual: No PR, sem previsão
de mudanças
O governo do Paraná ainda não tem
previsão de quando devem ocorrer os próximos concursos públicos
para repor os trabalhadores aposentados. Mas há um grande número
deles em idade próxima à da aposentadoria. Dos 126,5 mil
servidores do quadro próprio do estado, 27,6 mil (21,8%) têm
entre 50 e 60 anos. Outros 6.452 (5,1%) têm entre 60 e 70 anos. Em
média, cerca de 250 servidores estaduais se aposentam por mês.
Também não há perspectivas de mudanças nas
regras de aposentadoria no estado. Segundo informações da
Paranaprevidência, nenhum estudo foi feito durante a gestão
de Beto Richa (PSDB). (RF)
O Palácio do Planalto pretende ver aprovadas
as novas regras da previdência dos servidores federais antes de lançar
mais um ciclo de abertura de concursos públicos – o que deve começar
a ocorrer em breve, pois haverá um significativo número de
aposentadorias na União. De acordo com o projeto em tramitação
no Congresso, apenas os novos servidores federais terão de se submeter
ao novo teto de aposentadoria, que hoje seria de R$ 3,6 mil mensais. Se
os concursos saírem antes da entrada em vigência da reforma
previdenciária, a União terá mais gastos no futuro.
Atualmente, cerca de 61 mil servidores federais
já têm idade suficiente para se aposentar. São 37,7
mil mulheres com mais de 56 anos e 24,2 mil homens com mais de 60 anos
– idades mínimas para requisitar a aposentadoria.
Não é possível afirmar que
todos eles estão prestes a deixar o serviço público,
pois isso depende do tempo de contribuição de cada um. Mas,
para os próximos anos, o Planalto trabalha com a perspectiva de
repor um grande número de servidores.
Déficit
De acordo com informação publicada
pelo jornal Valor, mas não confirmada pelo governo, aproximadamente
239 mil servidores estariam em condições de se aposentar
até 2015. Isso vai onerar o caixa da Previdência Social, que
já está deficitário.
De acordo com dados da execução
orçamentária da União, mesmo considerando apenas o
Regime Próprio dos Servidores Públicos (RPSP), dos trabalhadores
da iniciativa privada, houve um déficit de R$ 51,2 bilhões
em 2010. O rombo foi 9% maior do que no ano anterior (veja quadro).
Para a Confederação dos Trabalhadores
no Serviço Público Federal (Condsef), esses números
não são corretos. “Provamos com todos os documentos que não
há déficit”, diz Josemilton Costa, secretário-geral
da entidade. De acordo com representantes dos trabalhadores, os custos
da previdência pública foram inchados com a incorporação
de 650 mil celetistas (de regime privado) após a Constituição
de 1988. Além disso, eles dizem que o problema das contas públicas
é o valor da dívida.
Apesar disso, estudiosos da Previdência
confirmam a necessidade de um teto para os servidores federais. “Com ele,
se poderá restringir o montante do déficit implícito
do sistema. De acordo com a estrutura de custeio do regime de repartição
hoje existente, as contribuições sociais arrecadadas
dos servidores públicos ativos, dos aposentados e dos pensionistas
equivalem a menos de 12% dos gastos correntes da União com aposentadorias
e pensões”, explica a consultora legislativa Meiriane Nunes Amaro,
em estudo elaborado para o Senado Federal. Segundo ela, os 88% restantes
são bancados por todos os contribuintes brasileiros.
(Rosana Félix - Gazeta do Povo)
29.06 - Hoje Curitiba trata Governança
e Riscos
Com o apoio da Fundação COPEL e
o patrocínio do Banco FATOR, iremos promover hoje, em Curitiba,
o último evento para tratar do cenário de desafios que se
apresentam para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos (GBR)
pode apoiar os esforços das entidades para atender os preceitos
de boa governança e as práticas da Supervisão baseada
em Riscos (SBR) em adoção pela Previc.
Para tratar desta oportuna temática convidamos
nomes e especialistas de destaque:
- Dr. Fábio Junqueira - JCM&B Advogados
e Consultores;
- Luiz Félix de Freitas - Especialista
e Gerente da Previ;
- Gema de Jesus Ribeiro Martins - Especialista,
Gerente da Petros e Coordenadora da CTN de Governança da ABRAPP;
e
- Débora Nogueira - Economista-Chefe da
FAR.
Informações através do e-mail
assprevisite1@uol.com.br (AssPreviSite)
29.06 - Anapar: Intervenção no Portus
- Mais do mesmo
23 de agosto. Data em que a Superintendência
Nacional da Previdência Complementar (PREVIC) decretou intervenção
no PORTUS, a entidade fechada de previdência complementar patrocinada
pelas empresas administradoras portuárias públicas para seus
funcionários. Uma data para nenhum trabalhador do sistema portuário
comemorar, pois ninguém comemora um ato de força que afasta
todos os dirigentes da entidade e os substitui por um interventor, nomeado
pela instituição pública cuja atribuição
principal é supervisionar e fiscalizar os fundos de pensão.
O plano de previdência dos portuários
é deficitário, em decorrência principalmente do não
pagamento de dívidas e contribuições pelas patrocinadoras,
em sua maioria empresas públicas controladas pelo Governo Federal.
O valor da dívida de cada patrocinadora já foi dimensionado
por consultoria contratada pela entidade, propostas de alterações
no plano de benefícios foram construídas pelos dirigentes
do PORTUS, valores de passivos já foram apresentados às empresas,
mas a solução definitiva para garantir o pagamento dos benefícios
não foi dada. Cabe às patrocinadoras honrar com seus compromissos,
mas somente parte delas começou a pagar o que deve. A própria
Casa Civil, ligada diretamente à Presidência da República,
em comunicado sobre a intervenção reconhece que foram feitos
aportes de R$ 250 milhões relativos a contribuições
atrasadas, mas alega que precisa verificar “as informações
e números” da entidade.
A situação do PORTUS é crítica
desde a extinção do sistema Portobrás, em 1990. Sucessivos
governos sucatearem deliberadamente o sistema portuário para depois
privatizar praticamente todos os terminais portuários, demitindo
trabalhadores e não contratando novos servidores, e assim comprometendo
a arrecadação de contribuições para os planos
de previdência. Neste período os sindicatos dos trabalhadores,
a Federação Nacional dos Portuários, dirigentes eleitos
pelos participantes, ANAPAR, CUT e outros representantes dos trabalhadores
fizeram várias peregrinações por ministérios,
casas legislativas, secretarias de portos, Casa Civil e outros órgãos
de governo na tentativa de garantir que os controladores das administradoras
portuárias fizessem os aportes necessários e quitassem suas
dívidas.
Somente uma pequena parte da dívida foi
paga e agora o Governo Federal, através de um órgão
público – a PREVIC, determina que um interventor resolva o imbróglio
do PORTUS. Suprema ironia. Uma autoridade pública, investida de
amplos poderes pelo órgão fiscalizador, foi nomeada para
resolver um problema criado pelo próprio poder público.
A ANAPAR é contra atos de força
como este, mas espera que o interventor faça as devidas cobranças
e obrigue de fato as patrocinadoras a honrar seus compromissos com os trabalhadores
e seus planos de previdência. A ANAPAR espera que as mais de 14 mil
famílias que dependem dos benefícios do PORTUS não
sejam penalizadas por conta de calotes dados pelas empresas. É comum
em situações deste tipo que o órgão fiscalizador
determine a liquidação do plano, cortando benefícios
e penalizando aposentados e pensionistas.
A intervenção será acompanhada
por uma comissão de seis pessoas, das quais três serão
representantes dos trabalhadores.
Este jogo pode ter dois finais. As entidades
de classe, os trabalhadores e a ANAPAR estarão cobrando para que
o perdedor não seja mais uma vez o participante. (Boletim)
29.06 - Ministro defende previdência complementar
dos servidores
Com fundo de pensão, aposentadorias devem
ser maiores
“Se o Governo considerar que pode pedir
regime de urgência para a votação do projeto de lei
que cria a previdência complementar para os servidores públicos,
modifica-se a expectativa inicial de uma votação prolongada”.
A declaração foi feita pelo ministro da Previdência
Social, Garibaldi Alves Filho, nesta quinta-feira (25), durante a divulgação
do resultado de julho do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
O ministro Garibaldi Alves Filho admitiu haver
um forte lobby dos servidores públicos contra a aprovação
do projeto, mas disse que não há motivo para preocupação.
“Os direitos dos atuais servidores não serão alcançados,
essa é uma questão para futuros servidores, após a
vigência da lei”, comentou. Além disso, o ministro da Previdência
Social disse que estudos mostram que a aposentadoria dos novos servidores
crescerá com a possibilidade de contribuição para
os fundos de pensão.
O mérito do projeto de lei que regulamenta
a previdência complementar dos servidores públicos foi aprovado
na quarta-feira (24) na comissão de Trabalho da Câmara dos
Deputados. O projeto ainda tem que passar por outras três comissões
da casa.
Garibaldi Alves Filho também afirmou que
o governo deve apresentar uma proposta para a substituição
do Fator Previdenciário até o final do ano. “Ainda não
há uma definição do que irá substituir o fator,
não pode haver uma eliminação pura e simples, é
preciso achar uma alternativa melhor, mas que não deixe o Governo
desprotegido quanto à sua receita, que é fundamental para
o pagamento dos benefícios”, disse.
Quanto ao resultado do RGPS, o ministro da Previdência
comemorou. “Julho bombou! Tivemos um resultado muito positivo que confirma
que a economia não está em desaceleração”,
comentou.
O mês de julho apresentou o melhor resultado
desde 1999, com uma necessidade de financiamento de R$ 2,1 bilhões.
Com relação ao mesmo mês de 2010, o resultado foi 24%
melhor. Segundo o secretário de Políticas de Previdência
Social, Leonardo Rolim, a Previdência deve fechar 2011 com uma necessidade
de financiamento de R$ 39 bilhões. (Talita Lorena - Ascom/MPS)
26.08 - Secretaria de Portos faz auditoria no
Portus
O Governo Federal iniciou, a partir da terça-feira
(23/08), auditoria nas contas do Fundo de Pensão Portuária
(Portus). A medida está publicada no Diário Oficial da União
e tem por finalidade auditar para corrigir e resgatar o Fundo, garantindo
o direito de seus participantes. O Governo informa que a intervenção
não trará prejuízo aos beneficiários e entende
que esta seja a única maneira de sanear a instituição.
_ Assessoria de Imprensa.
O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino,
anunciou na terça-feira a criação uma Comissão
de Acompanhamento que será formada por trabalhadores, Secretaria
de Portos (SEP) e Secretaria Geral da Presidência da República,
a fim de acompanhar o andamento dos trabalhos.
Veja abaixo detalhes sobre a intervenção.
1. Como surgiu o Portus?
O Instituto de Seguridade Portus é uma
entidade fechada, criada em 1979 pela extinta Portobrás, que na
época era responsável pela administração dos
portos brasileiros. O Portus foi criado com o objetivo de proporcionar
aos trabalhadores portuários complemento aos benefícios previdenciários,
seguindo modelo similar aos fundos de empresas estatais. Essa era uma demanda
da própria classe, que não possuia entidade de previdência
complementar.
2. Como é formada a diretoria do Portus?
São três diretores, originários
do sistema portuário, nomeados e aprovados pelo conselho deliberativo
da própria entidade. De acordo com os estatutos, os trabalhadores
escolhem o Diretor de Seguridade, e as Patrocinadoras (Companhia Docas)
indicam o Diretor Presidente e o Diretor Administrativo e Financeiro.
3. Por que o Governo decidiu intervir no Instituto
Portus?
O objetivo da intervenção é
auditar, para corrigir e sanear o Fundo, garantindo a preservação
dos direitos dos participantes. Hoje, a situação é
a seguinte: Por um lado, o aumento permanente de compromissos futuros
com os aposentados e, por outra parte, a constante descapitalização
pela diminuição da receita dos contribuintes ativos. Diante
desse quadro, o Governo Federal se viu na responsabilidade de resgatar
financeiramente a sustentabilidade da entidade. Para isso, decidiu realizar
uma auditoria para saber, a ciência certa, qual a melhor forma de
recuperar o fundo.
4. O que significa a intervenção?
É um regime especial de administração
durante o qual o interventor nomeado pela União (PREVIC) fará
uma auditoria técnica na entidade.
5. Como será a intervenção?
Quem intervém e o que será feito?
Os membros da Diretoria e dos Conselhos são
destituídos de seus cargos e o interventor nomeado terá plenos
poderes administrativos para identificar os desequilíbrios existentes
e apontar possíveis soluções.
6. Por quer a intervenção ocorreu
somente agora?
O Governo Federal realizou várias ações
para solucionar as dificuldades do Portus ao longo dos últimos anos.
Uma delas, por exemplo, foi a administração especial, em
2001, quando um indicado pela União administrou o plano de benefício
por um determinado período. Um outro esforço, mais recente,
foi o repasse de R$ 250 milhões, realizado em duas etapas,
em 2008 e 2010, com a finalidade de recompor contribuições
atrasadas das Patrocinadoras. Esse aporte financeiro deu apenas um fôlego,
mas não foi uma solução definitiva, em virtude dos
compromissos futuros permanentes com os aposentados e da constante descapitalização
decorrente da diminuição da receita dos contribuintes ativos.Os
problemas do Portus tiveram início em 1990, com a extinção
da Portobrás.
7. Quais as conseqüências da intervenção
para os beneficiários?
A intervenção não traz prejuízo
aos beneficiários. Eles continuarão recebendo as complementações
previdenciárias normalmente, assim como as contribuições
dos ativos serão arrecadadas, podendo os mesmos requererem normalmente
seus benefícios ao tempo e vez.
8. O que significa e como será a auditoria?
O que é uma auditoria e como ela será realizada?
Uma auditoria é um processo de apuração
para a verificação das informações e números
apresentados pela entidade. Este trabalho no Instituto Portus será
realizado por técnicos escolhidos pelo interventor. A apuração
será executada dentro das normas legais, de forma continuada, e
sem prejuízo das atividades normais da instituição.
9. Quando deverá ser encerrada a intervenção?
Como ela encerra?
Conforme resolução do Conselho
Nacional de Previdência Complementar, a intervenção
poderá durar até 180 dias, podendo ser prorrogada a critério
do órgão fiscalizador. A intervenção se encerra
com a aprovação do relatório final do interventor
pela Diretoria colegiada da Previc.
10. De que maneira a intervenção
do Estado no Portus será sentida pelos portuários contribuintes?
Diante da situação da entidade,
que há muito tempo se arrasta, gerando insegurança e intranqüilidade,
a expectativa do Governo é que o trabalhador portuário compreenda
que a intervenção é uma ação clara e
importante para resgatar de uma vez por todas o Portus. Será um
trabalho transparente e objetivo, visando regularizar a situação
e garantir os direitos de todos os contribuintes.
11. Qual a divida total do Instituto Portus?
Não há uma cifra exata, reconhecida
por todos. Ao longo dos últimos anos foram apresentados valores
distintos da dívida das patrocinadoras. Portanto, uma das atribuições
da intervenção é chegar a este valor real.
12. Como se chega a este valor?
Serão feitos levantamentos técnicos
e o Governo espera, o mais rapidamente, conhecer os números reais
dessa dívida de contribuições não repassadas
pelas patrocinadoras. Daí porque uma das atribuições
da intervenção é calcular o valor real dessa dívida.
13. Os contribuintes participarão da auditoria?
Para que haja uma isenção total,
a auditoria será realizada somente por profissionais especializados,
nomeados pelo interventor. Porém, para dar mais tranquilidade ao
participante, o Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, irá
instituir uma Comissão de Acompanhamento que será formada
por 6 membros, sendo 3 trabalhadores, 2 funcionários da SEP e 1
da Secretaria Geral/PR. Espera-se com isso, que os interessados acompanhem
de perto todos os levantamentos e medidas adotadas pelo interventor.
14. Qual o cronograma da intervenção?
A intervenção será iniciada
imediatamente, após publicação no Diário Oficial
da União. As auditorias serão iniciadas conforme definição
do interventor nomeado para o caso.
15. Quem fiscaliza os investimentos e a situação
financeira do Portus?
A Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC). Esta competência é estabelecida em
Lei. (Porto Gente)
26.08 - Previdência complementar para os
servidores públicos
Comissão da Câmara aprova o mérito
do PL 1992
Projeto pretende instituir o regime de previdência
complementar para os servidores públicos da União
Quarta-feira a Comissão de Trabalho, Administração
e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou
o mérito do Projeto de Lei 1992/2007 por 13 votos a sete. A proposta,
que pretende instituir o sistema de Previdência Complementar para
os servidores públicos da União, do Poder Judiciário,
do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas
da União (TCU), foi encaminhada ao Congresso Nacional pelo então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é regulamentar
a Reforma da Previdência realizada pelo Governo Federal no ano de
2003. A previsão é que os destaques do projeto sejam votados
pela CTASP na sessão da próxima quarta-feira (31).
O PL 1992/07 tramita na Câmara dos Deputados
em regime de prioridade. Depois da Comissão de Trabalho, Administração
e Serviço Público (CTASP), a proposta deve seguir para a
Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) e para a de
Finanças e Tributação (CFT), responsável pela
avaliação do mérito e da adequação financeira
da proposta. A última etapa é a avaliação da
constitucionalidade do projeto pela Comissao de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa. A príncipio, a aprovação
do PL 1992/07 não está sujeita a plenário. A proposição
possui apreciação conclusiva pelas comissões. Se aprovado
pela Câmara dos Deputados, a proposta será encaminhada ao
Senado Federal, onde pode sofrer alterações adicionais.
PL 1992/07 – O Projeto de Lei de previdência
complementar para os servidores públicos federais pretende criar
um fundo de pensão único – o Funpresp – para o quadro de
servidores dos três poderes. Essa fundação tende a
ser a maior entidade de previdência complementar fechada do mercado
brasileiro. De acordo com o projeto, os atuais funcionários públicos
da União não serão atingidos. A reforma só
será aplicada aos novos servidores, aprovados em concurso público
após a promulgação da lei. O novo regime proposto
prevê contribuição paritária para o servidor
e para a União até o limite de 7,5% no que excede ao teto
do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), hoje fixado em R$ 3.689,66.
São essas duas contribuições que vão formar
a poupança responsável pelo pagamento do complemento das
aposentadorias e pensões dos futuros servidores.
(Ana Carolina Melo - Ascom/MPS)
26.08 - Fundos: CVM pune ex-presidente da Embratel
e ex-conselheiro
Eles teriam ido contra decisão da assembleia
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
decidiu punir o ex-presidente da Embratel Jorge Luiz Rodriguez e o ex-presidente
do conselho de administração da companhia Daniel Eldon Crawford,
com a suspensão por três anos do direito de administrar companhias
abertas.
Segundo a CVM, eles descumpriram a Lei das S.A.
e tomaram decisões que excediam sua competência, resultando
no pagamento de valores acima do estabelecido por assembleia-geral da empresa
(de R$ 4,8 milhões para R$ 92 milhões em 2004).
Eles poderão apresentar recurso, com efeito
suspensivo, ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
O ex-diretor de relações com investidores
Norbert Glatt também era réu no mesmo processo, mas sob acusação
diferente. Ele teria deixado de divulgar fato relevante considerado necessário,
mas fechou acordo de pagamento de R$ 220 mil em 2009 e não foi julgado.
Os outros dois também apresentaram propostas,
mas que não foram aceitas pela CVM. Rodriguez ofereceu pagamento
de R$ 650 mil, e Crawford, de R$ 100 mil. Eles acabaram recebendo, no julgamento,
a penalidade máxima concedida pela CVM, que é a inabilitação.
(Folha de S.Paulo)
25.08 - Previc irá intervir em fundo de pensão de portos
Terça-feira, a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc), do Ministério da Previdência Social
(MPS), publicou portaria no Diário Oficial da União, decretando
intervenção no Fundo de Pensão Portuária (Portus),
pertencente aos trabalhadores das Companhias Docas.
O objetivo da medida, de acordo com nota da Secretaria de Portos, é
fazer uma auditoria nas contas do Portus para detectar os motivos que levaram
o fundo a contrair uma dívida estimada em mais de R$ 1 bilhão
e, ao mesmo tempo, traçar rumos para resgatar o mecanismo de pensão
para que os seus associados não tenham prejuízos.
A intervenção deve durar, inicialmente, seis meses, mas
pode ser prorrogada por igual período. A auditoria será acompanhada
por uma comissão composta por trabalhadores da Companhia Docas e
por servidores da Secretaria de Portos e da Secretaria-Geral da Presidência
da República.
O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, disse que a intervenção
não traz prejuízos aos beneficiários, que continuam
recebendo as complementações previdenciárias normalmente,
assim como os trabalhadores ativos continuam a arrecadar para o Portus
e poderão requerer os benefícios no tempo adequado.
Criado em 1979 pela extinta Portobrás, à época
responsável pela administração dos portos brasileiros,
o fundo já passou por algumas tentativas de resgate, como o aporte
financeiro de R$ 250 milhões, liberado em duas vezes (2008 e 2010)
para recompor contribuições atrasadas das patrocinadoras.
De acordo com a administração do Portus, o reforço
financeiro foi “apenas um fôlego” a mais para o fundo, sem apresentar
solução.
Segundo a Secretaria de Portos, o Portus é uma equação
difícil de fechar porque o aumento permanente de compromissos futuros
com os aposentados não se coaduna com a constante descapitalização
da receita dos contribuintes ativos. Por isso, o governo assume a responsabilidade
de resgatar financeiramente a sustentabilidade da entidade. (Exame
Online/DCI)
25.08 - Pressão por projeto de previdência
complementar de servidores
Terça-feira o governo lançou mão
da operação mais incisiva desde o início do governo
Dilma Rousseff para aprovar a criação do fundo único
de previdência complementar para o servidor público federal.
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, almoçou com 13
deputados que participam da Comissão de Trabalho da Câmara,
que vota hoje o Projeto de Lei 1.992/07, que cria o fundo, e, no meio da
tarde, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
se reuniu com um grupo mais enxuto de deputados no Palácio do Planalto.
Os planos do governo ficaram claros aos parlamentares: o projeto precisa
ser aprovado hoje.
A partir da aprovação da Fundação
da Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp),
prevista pelo projeto de lei, os servidores que ingressarem no setor público
federal terão seu benefício previdenciário limitado
pelo teto do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que hoje é
de R$ 3.689 por mês, tal qual ocorre com aqueles que se aposentam
pela iniciativa privada. Para receber mais, os servidores terão
de optar por aplicações no Funpresp, que terá administração
paritária.
A agenda do governo pela aprovação
do Funpresp começou pela manhã. Até então costurando
pelos bastidores, o governo liberou a atuação mais "livre"
dos principais ministros envolvidos no projeto - da Previdência e
da Fazenda. No debate que participou pela manhã na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro Guido Mantega,
da Fazenda, foi taxativo: "Gostaria de pedir a colaboração
dos senhores [senadores] para a regulamentação do fundo de
previdência complementar do servidor. Esta sim é uma medida
que dá solidez às contas públicas. Ele já foi
aprovado (no texto constitucional), mas desde 2007 precisa apenas da regulamentação,
algo que daria uma solidez enorme às contas".
Entre a afirmação de Mantega, pela
manhã, e a reunião com Ideli, que ocorreu no fim da tarde,
os deputados almoçaram com o ministro da Previdência Social.
Ao longo do almoço, assistiram a exposição do ministro
e de técnicos da secretaria de previdência complementar da
Pasta. Os deputados, em sua maior parte integrantes do PT e do PCdoB, que
fazem forte oposição ao projeto na Câmara, assistiram
em silêncio. Apenas um deles, Roberto Policarpo (PT-DF), fez duas
perguntas.
O deputado, que não foi convidado ao encontro
com Ideli, afirmou que não ficou convencido das explicações
dada pelos técnicos da Previdência. "O déficit dos
servidores cresce num ritmo abaixo do PIB, e, além disso, cerca
de 40% dessa conta refere-se aos militares aposentados, que não
estão englobados no Funpresp, então não muda nada",
afirma.
A avaliação do governo é
que a operação da terça-feira servirá para
amainar os ânimos dos parlamentares do PT, PCdoB e PDT, que fazem
oposição ao projeto "mais por serem ligados a centrais sindicais
que por argumentação técnica", entende um técnico
do governo. Os três partidos são ligados, respectivamente,
a CUT, Força Sindical e CTB. (João Villaverde - Valor
Online)
25.08 - Fundos: Cade afasta ideia de "fatiar"
Garoto
Um novo julgamento do caso Nestlé-Garoto
levaria o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a preservar
a fábrica dessa última empresa, em Vila Velha, no Espírito
Santo. Segundo informou o presidente do órgão antitruste,
Fernando Furlan, a deputados estaduais daquele Estado, a tendência
é a de "não pulverizar" a fábrica da Garoto.
Os parlamentares capixabas estão preocupados
com a possibilidade de perda de emprego em Vila Velha, caso a fábrica
da Garoto seja dividida e, depois, vendida para diversas companhias. Eles
se reuniram com Furlan em 11 de agosto em Brasília. "Eu disse a
eles que, se tivermos de analisar, em último caso, a tendência
seria não vender de maneira pulverizada", contou o presidente do
Cade.
Uma das soluções possíveis
no novo julgamento seria a de impor à Nestlé a venda de fábricas
e ativos com a sua marca. Isso resolveria um problema que o Cade enfrentou
em 2004, quando julgou a compra da Garoto e para o qual não encontrou
solução: a dificuldade de dividir a Garoto para depois vendê-la
a concorrentes. A fábrica de Vila Velha é considerada indivisível.
"Se a Mars ou a Hershey's tivessem comprado a
Garoto, não haveria problema do ponto de vista de concorrência",
resumiu o presidente do Cade. Essas empresas têm menos de 20% do
mercado e, portanto, poderiam investir na Garoto, sem prejudicar a concorrência
no setor. Mas, como a compra foi feita pela Nestlé, houve a união
da segunda com a terceira maior empresa do mercado de chocolates. Essa
situação foi considerada inaceitável pelo órgão
antitruste, pois levou à formação de um duopólio.
Apenas a Kraft, dona da Lacta, poderia competir à altura da Nestlé.
(Juliano Basile - Valor Online)
24.08 - Previdência complementar do servidor
Brasília - A Comissão de Trabalho
da Câmara deve votar parecer do deputado Silvio Costa (PTB-PE) ao
Projeto de Lei nº 1992/07, do Poder Executivo, que institui o regime
de previdência complementar dos servidores públicos federais.
Os funcionários que ingressarem no serviço público
federal, após a vigência da nova lei, terão o valor
das aposentadoria e das pensões limitado ao máximo dos benefícios
pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) - atualmente,
R$ 3.689,66 (Correio Braziliense)
24.08 - Educação Previdenciária-Rio: Vagas se encerram
hoje
Reunião sobre o processo de Educação
Financeira e Previdenciária nas EFPCs acontece na manhã desta
sexta-feira no Auditório da Fundação REFER,
no Rio de Janeiro.
Venha conhecer importantes depoimentos sobre
o contexto deste processo que serão tratados pelas principais instituições
do sistema e nossos destacados palestrantes:
- SPPC: Paulo Cesar dos Santos - Diretor;
- PREVIC: Fábio Henrique Coelho - Coordenador
Geral de Pesquisas Atuariais, Contábeis e Econômicas;
- ABRAPP: José Ribeiro Pena Neto - Vice
Presidente;
- ANAPAR: Claudia Ricaldoni - Presidente;
- TOWERS WATSON: Aline Paz e Monica Ponte - Especialistas.
A reunião abordará o contexto atual
da Educação Financeira e Previdenciária com destaque
de exemplos do que ainda pode ser executado pelas EFPCs dentro deste processo,
além de demonstrar os próximos passos que se pode esperar
para as ações de Educação Financeira e Previdenciária
no sistema.
Compareça!!! Sua Entidade não pode
perder esta oportuna reunião! O evento tem o patrocínio
da TOWERS WATSON.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos
reais) por participante. Inscrições até o final da
tarde desta quarta-feira (24) através do e-mail assprevisite1@uol.com.br
(AssPreviSite)
24.08 - 32º Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão
O 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de
Pensão, será realizado entre os dias 19 e 21 de setembro,
em Florianópolis, tendo como tema central Visão de Futuro:
Inovar no Presente.
No momento em que o Sistema e o País reúnem
condições nunca antes conseguidas para crescer mais rápido
e consistentemente, fica reforçado o propósito de se discutir,
com a profundidade costumeira, a realidade presente e as muitas formas
de perceber e agir sobre as condições de nosso tempo.
Em um mundo de tão profundas transformações,
construir o futuro é uma tarefa tremendamente desafiante. Um desafio
direcionado por um mercado onde as demandas mudam radicalmente, as expectativas
e os produtos valorizados não são os mesmos de há
alguns anos, para uma larga faixa do público. Por isso é
tão importante inovar, partindo de um ambiente seguro. Segurança
que é dada pela competência dos dirigentes e por uma base
legal e normativa fomentadora de um potencial que se vai concretizando.
Um Sistema voltado para o futuro, à aposentadoria
vivida com renda e qualidade de vida, instiga a esperança. E a verdade
é que espaço para crescimento não falta, considerando
que é pelo menos três ou quatro vezes maior, comparando com
o que temos hoje, o número de empresas em condições
de patrocinar planos e sindicatos de instituí-los.
Natural, portanto, que os congressos reúnam
a cada ano um público ainda maior, hoje já próximo
de 3.000 pessoas. Temas e metodologias alinhados ao propósito de
ensejar a mais ampla troca de ideias e experiências e propiciar conclusões
ao final dos debates, combinados a uma audiência altamente qualificada
– formadores de opinião, lideranças empresariais, sindicais
e políticas, ao lado de autoridades, especialistas e profissionais
de mercado –, são condições que ajudam a alcançar
ao longo dos três dias de apresentações e debates os
mais elevados propósitos.
Assim, é com satisfação
que o estamos convidando para a leitura do Programa Preliminar no link
http://congressodosfundosdepensao.com.br/ e a participação
em um evento organizado para atender às expectativas dos diferentes
públicos e, mais que tudo, reforçar algo que os Fundos de
Pensão tanto favorecem através de sua ação,
a construção de um Brasil mais próspero e justo.
(Abrapp)
23.08 - Previdência complementar para os
servidores
Os planos do governo de aprovar no Congresso
em um mês o projeto de lei que cria o fundo único de previdência
complementar para o servidor público entram em uma semana decisiva.
Para ter o fundo aprovado na Câmara até metade de setembro,
como quer o governo, o PL 1992/07 precisa ser aprovado na sessão
que a Comissão de Trabalho da Casa realiza na quarta-feira, o último
- e mais complexo - passo antes de o projeto ser encaminhado à Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ), cuja aprovação,
entende o governo, será fácil.
Para ser aprovado, no entanto, o governo precisará
vencer o cabo de guerra que se criou entre o presidente da Comissão
de Trabalho, o deputado Sílvio Costa (PTB-PE), que também
é o relator do projeto, e os parlamentares de partidos ligados a
centrais sindicais.
A sessão realizada na semana passada ocorreu
sob um clima de acirramento político entre sindicalistas e empresários.
Engrossados por sindicalistas que participavam da Marcha das Margaridas,
realizada em Brasília pelo Movimento Sindical dos Trabalhadores
e Trabalhadoras Rurais justamente no dia da sessão, os parlamentares
do PT, PCdoB e PDT conseguiram barrar a votação.
A criação da Fundação
de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp)
foi bombardeada como "antissindical" e "agressiva ao funcionalismo" por
sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao
PT, Força Sindical, cuja direção pertence ao PDT,
e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), braço
sindical do PCdoB.
Fortalecido após convocação
da Casa Civil há cerca de duas semanas, Costa (PTB-PE) não
conseguiu evitar que as intervenções de Roberto Policarpo
(PT-DF) e Manuela D"Ávila (PCdoB-RS) terminassem protelando a votação
do projeto para esta semana. Vice-líder do governo no Congresso,
Manuela afirmou logo no início da sessão, na semana passada,
que "o governo que eu defendo e meu partido apoia não pode ser contra
os trabalhadores", entusiasmando os sindicalistas presentes.
Embasados por determinação de Dilma,
os ministros da Fazenda, Casa Civil e Planejamento já realizaram
reuniões com Garibaldi Alves, o ministro da Previdência, de
forma a acertar os detalhes operacionais da proposta.
A avaliação do governo é
que o Funpresp seja aprovado antes do início de 2012, quando os
concursos públicos devem aumentar, pra repor vagas de servidores
que se aposentam. Somente no Banco Central, que conta com 4,7 mil funcionários
na ativa, 1,9 mil já têm condições de se aposentar
- outros 517 poderão se aposentar no ano que vem. Os servidores
que ingressarem no setor público federal a partir da criação
do Funpresp não receberão como benefício previdenciário
o último salário recebido, mas o teto do INSS - hoje em R$
3.691 por mês.
Para receber além deste valor, o servidor
terá de optar pelo Funpresp, cuja capitalização inicial
será feita com recursos do Tesouro. A ideia do governo é
que os três Poderes indiquem dois representantes cada, e estes serão
responsáveis pela formação da direção
executiva do fundo - isto é, a operacionalização do
negócio. O modelo desenvolvido pelo governo para o Funpresp é
muito próximo daquele de fundos de pensão das estatais, como
Petros (da Petrobras), Previ (do Banco do Brasil) e Funcef (da Caixa Econômica
Federal). As diferenças residem pela maior participação
estatal - além do aporte inicial do Tesouro, os funcionários
de apoio na gestão deverão ser concursados. (João
Villaverde - Valor Online)
23.08 - Previdência do servidor: A resistência
dos servidores
O acordo a que a base governista que se manteve
fiel ao governo - pois uma parte dela estava disposta a não seguir
as orientações do Planalto - teve de recorrer para evitar
a derrota na primeira comissão técnica da Câmara que
examina o projeto de criação da previdência complementar
do servidor mostra como continua difícil mudar o regime de aposentadorias
do setor público. A derrota nessa votação retardaria
ainda mais a mudança.
Prevista na reforma previdenciária aprovada
em 2003, a criação da Fundação de Previdência
Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) foi proposta
pelo governo em 2007, mas o projeto ficou parado na Câmara. Recentemente,
a presidente Dilma Rousseff instruiu o ministro da Previdência a
negociar com a base governista o exame do projeto, pois a instituição
do novo regime previdenciário para o setor público federal
é considerada essencial para o ajuste fiscal de longo prazo.
Os números não deixam dúvidas
quanto à necessidade de uma efetiva reforma do regime previdenciário
do servidor federal. O déficit do regime dos funcionários
da União é bem maior do que o do Regime Geral de Previdência
Social (RGPS), que atende todos os trabalhadores do setor privado, e cresce
ao ritmo de 10% ao ano. Em 2010, de acordo com dados do Ministério
da Previdência, o déficit do regime próprio, que beneficia
950 mil servidores aposentados, alcançou R$ 51,2 bilhões,
enquanto o do RGPS, que beneficia 28 milhões de aposentados, foi
de R$ 42,9 bilhões. Ou seja, cada funcionário aposentado
custa R$ 53.895 por ano para o contribuinte - pois o déficit é
coberto pelo Tesouro -, enquanto o do regime geral custa R$ 1.532.
O objetivo da reforma é estabelecer um
mínimo de equidade entre os servidores públicos e os trabalhadores
do setor privado. O valor dos proventos de aposentadoria e pensões
do servidor será limitado ao máximo dos benefícios
pagos pelo RGPS, hoje de R$ 3.689,66. Para obter valor superior a esse,
o servidor deverá aderir à Funpresp, um sistema de previdência
complementar baseado no regime de contribuição definida,
como o que existe para o setor privado.
Um dos pontos que causavam grande discussão
era a instituição de regimes especiais para diferentes carreiras,
como a de magistrado. O projeto do governo estende o novo regime a todos
os servidores federais civis, titulares de cargos efetivos da União,
autarquias e fundações, inclusive membros do Poder Judiciário,
do Ministério Público e do TCU.
Para não ferir direitos adquiridos, o
projeto em exame no Congresso estabelece que as novas regras vigorarão
obrigatoriamente apenas para os servidores que ingressarem no serviço
público após a vigência da nova lei. Os que estiverem
desempenhando suas funções poderão, voluntariamente,
se transferir do regime atual para o novo.
Essas regras foram mantidas pelo relator do projeto
na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público da Câmara, deputado Silvio Costa (PTB-PE). Certo de
que o interesse do governo no projeto seria respaldado pelos deputados
da base governista da Comissão, o relator chegou a ler seu relatório
na sessão de quarta-feira passada. Mas, num ambiente tumultuado
pela grande presença de servidores e pelo interesse de alguns deputados
em agradar à plateia, o relator, que também é presidente
da Comissão, acertou com as lideranças governistas o adiamento
da votação.
Costa estimava que, se o texto fosse votado,
teria 13 votos a favor e 13 contra. "Nós corríamos o risco
de perder, e quando digo "nós" é o País", disse, depois
de acertado o adiamento da votação. "O Brasil ia perder,
por conta de alguns demagogos que fazem o jogo do corporativismo."
Enquanto o proclamado interesse do governo no
projeto de criação da previdência complementar dos
servidores se mantiver apenas no terreno da retórica, sem resultados
práticos na sua tramitação no Congresso, o tema certamente
continuará a alimentar a demagogia dos que estão preocupados
apenas com votos, não com o País. (O Estado de S.Paulo)
23.08 - Previdência brasileira levada ao
exterior
O mercado local de previdência complementar
avançou de tal maneira nos últimos anos que empresas brasileiras
com atuação internacional estão exportando o modelo
de aposentadoria privada. É o caso da Odebrecht, que planeja abrir
um fundo de pensão aos mais de 20 mil funcionários angolanos.
O projeto é liderado por Paulo Tolentino,
ex-presidente do fundo de pensão da Odebrecht, o Odeprev. A expectativa
inicial do executivo é concluir a estruturação do
fundo no primeiro semestre de 2012, com a abertura para a adesão
voluntária dos funcionários. Para não ter que montar
uma mesa de operações local e tomar as decisões de
investimento em um mercado que conhece pouco, os recursos serão
administrados por umgestor local, que ainda será selecionado pela
Odeprev. "Ainda não temos uma meta estabelecida no que tange o ingresso
dos funcionários no fundo. Mas acredito que será inferior
ao que vimos no Brasil", compara.
O modelo de previdência complementar fechada
angolano não é muito diferente do brasileiro.
O plano aberto no país será de
contribuição definida (CD), cuja aplicação
é fixa e o benefício calculado em função dos
aportes feitos e respectivos rendimentos acumulados.
"Além de ampliarmos o benefício
aos funcionários estrangeiros, temos a oportunidade de desenvolver
uma cultura previdenciária em Angola, que é nova (decreto
nº 25, de 1998)", destaca Tolentino, lembrando que o projeto surgiu
a partir de uma reivindicação dos próprios trabalhadores
angolanos da Odebrecht.
Viviane Wernek, gerente de clientes institucional
da consultoria Luz Engenharia Financeira, destaca que a constituição
do fundo de pensão local equaliza as condições de
trabalho em relação aos funcionários brasileiros que
atuam no exterior. "A iniciativa é extremamente importante uma vez
que acaba com a distinção entre funcionários de uma
mesma empresa", avalia. Para ela, a constituição da entidade
fechada de previdência complementar pela Odeprev será trabalhosa,
porém ratificará que a cultura de previdência complementar
está enraizada.
"Além disso, uma decisão como essa
só é tomada após a solidificação da
companhia no país em que está operando." A Odebrecht chegou
a Angola em 1984 e hoje atua nos setores de construção, infraestrutura,
diamantífero, sucroalcooleiro, agronegócios e imobiliário.
No ano passado, concluiu nove contratos e deu
continuidade a outros 25, entre projetos de saneamento, hidrelétricas,
infraestrutura urbana, rodovias, aeroportos e edificações.
Apesar de a companhia figurar entre os maiores
grupos empresariais brasileiros, seu fundo de pensão não
tem a mesma representatividade.
Dados da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram
que a Odeprev ocupa a 79ª colocação em patrimônio
líquido que somava R$ 921,2 bilhões ao final de junho deste
ano. Atualmente, pouco mais de 11 mil participantes estão sob o
guarda-chuva da Odeprev no Brasil. Ou seja, se a contribuição
em Angola tiver adesão integral, supera o fundo brasileiro em participantes.
Outros países A abertura de um fundo de
pensão fora do país não é novidade para a Odebrecht.
Há pouco mais de cinco anos, tanto os funcionários americanos
quanto os portugueses puderam aderir às respectivas entidades fechadas
de previdência complementar.
"O fundo português não é
grande porque o contingente de funcionários não é
expressivo", ressalta o ex-presidente da Odeprev, com patrimônio
líquido inferior a € 100 mil.
Sobre a possibilidade de constituir outros fundos
de pensão mundo afora a Odebrecht atua no Argentina, Colômbia,
Equador, México, Panamá, Peru, República Dominicana,
Venezuela, Líbia, Libéria, Moçambique e República
da Guiné Tolentino diz que dependerá da demanda dos funcionários.
"Claro que vamos estudar o mercado antes de constituir
um fundo de pensão. Em países cuja cultura previdenciária
é disseminada não há a necessidade de fundo local."
Além de ampliarmos o benefício
a funcionários estrangeiros, temos a oportunidade de desenvolver
cultura previdenciária em Angola.
Paulo Tolentino Ex-presidente do Odeprev, fundo
de pensão da Odebrecht
PARTICIPANTES
11 mil é o número de funcionários
que fazem parte do fundo de pensão da Odebrecht no Brasil.
PATRIMÔNIO R$ 921,2 bi
este é o total de recursos do Odeprev,
que ocupa a 79ª colocação entre as fundações
associadas da Abrapp.
BENEFICIADOS 20 mil
este é o número de funcionários
angolanos da Odebrecht que poderão aderir ao plano de previdência
complementar. (Vanessa Correia - Brasil Econômico/CQCS)
22.08 - Governança, Riscos e a volatilidade
do mercado
Depois da quinta-feira negra e mais uma sexta-feira
de baixa no mercado financeiro o cenário reforça a oportunidade
do evento da próxima segunda-feira, dia 29, em Curitiba!
Vamos ter uma manhã especial na Fundação
COPEL onde vão ser tratados os instrumentos necessários para
aumentar a eficiência da Governança com a Gestão Baseada
em Riscos (GBR) e promover uma atualizada reflexão sobre os aspectos
do cenário atual dos investimentos, com os componentes: Grécia,
EUA, Itália, Espanha, Portugal, China, Inflação, Juros,
Renda Fixa x Renda Variável, Volatilidade, Nova Crise ou continuidade
de 2008?, Risco Sistêmico?, ou ainda, Recessão ou Desaleração
Mundial?
O momento é bastante propício para
este encontro com dirigentes, conselheiros e profissionais atuantes junto
à gestão dos fundos de pensão.
Para tratar desta oportuna temática convidamos
nomes e especialistas de destaque:
- Representante da PREVIC/SPPC;
- Dr. Fábio Junqueira - JCM&B Advogados
e Consultores;
- Luiz Félix de Freitas - Especialista
e Gerente da Previ;
- Gema de Jesus Ribeiro Martins - Especialista,
Gerente da Petros e Coordenadora da CTN de Governança da ABRAPP;
e
- Débora Nogueira - Economista-Chefe da
FAR.
Não perca este excelente e especial encontro
com nossos destacados especialistas convidados para dividir com eles os
principais aspectos desta relevante temática.
A taxa de adesão é de R$ 300,00
(trezentos reais). Em razão da oportunidade e relevância da
presença dos representantes das EFPCs, estamos promovendo um desconto
de 50% a partir da 2a. inscrição. Informações
e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
Nosso encontro tem o patrocínio do BANCO
FATOR. Compareça!!! A taxa de adesão é
de R$ 300,00 (trezentos reais). Oferecemos desconto após a
segunda inscrição. Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite1@uol.com.br (AssPreviSite)
22.08 - Previdência Complementar do Servidor
Governo pressiona por votação da
previdência complementar do servidor
O Governo Federal, em recente reunião
na Casa Civil da Presidência da República, promoveu os ajustes
que considerava necessários no parecer e no substitutivo do relator
da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço
Público, deputado Silvio Costa (PTB-PE), ao projeto de lei nº
1992/2007, que trata da previdência complementar do servidor público
da União. A matéria poderá ser votada na comissão
nesta quarta-feira, dia 17.
O projeto destina-se a instituir a previdência
complementar para os servidores civis da União e limitar o valor
dos proventos de aposentadorias e das pensões, pagos pelo regime
próprio de seus servidores, ao limite máximo dos benefícios
pagos pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS, a cargo do
INSS, atualmente de R$ 3.689,66.
O servidor ou membro de poder que ingressar no
serviço público após iniciada a vigência do
regime de previdência complementar terá cobertura pelo regime
próprio até o teto do INSS, atualmente de R$ 3.689,66. Se
desejar aposentadoria superior a este limite poderá aderir à
previdência complementar. Se não o fizer, contribuirá
com 11% sobre o valor de R$ 3.689,66 e sua aposentadoria ficará
limitada a esse valor.
Quem aderir à previdência complementar
contribuirá com 11% para o regime próprio, até o limite
do teto do INSS, e um percentual sobre a parcela excedente da remuneração
para o fundo de pensão dos servidores. A inclusão de acréscimos
remuneratórios, como parcelas percebidas em decorrência do
local de trabalho ou do exercício de cargo em comissão ou
função de confiança do filiado ao fundo de pensão,
para efeito da contrapartida do patrocinado na previdência complementar,
depende de opção expressa do servidor. A alíquota
de referência da previdência complementar será de 7,5%
para o participante (servidor) e para o patrocinador (governo).
Se o servidor quiser pagar menos de 7,5% ele
poderá, mas o patrocinador também pagará menos, já
que a contribuição deste não poderá ser superior
a do participante. Entretanto, se o servidor optar por contribuir com alíquota
superior aos 7,5%, o patrocinador (governo) não o acompanhará,
mantendo sua contribuição limitada aos 7,5%. Ou seja, a contribuição
do governo (patrocinador) poderá ser menor do que 7,5%, desde que
a do servidor também seja, mas não poderá ser superior
a esse percentual, mesmo que a do servidor seja.
Já os servidores que ingressaram no serviço
público em data anterior à vigência da previdência
complementar, inclusive aqueles que entraram após a reforma da previdência
e que já não têm mais direito à paridade, poderão
continuar contribuindo sobre a totalidade da remuneração,
como é atualmente.
Porém, se optarem pela previdência
complementar, e terão o prazo de 24 meses para fazê-lo, passarão
a contribuir para o regime próprio até o limite do INSS com
11% e na parcela que exceder esse teto (R$ 3.689,66) contribuirá
7,5%. Nesse caso, sua aposentadoria terá três parcelas: a)
uma, paga pelo regime próprio, limitada ao teto do INSS, b) outra
vinculado às reservas que acumular no fundo de pensão, e
c) uma terceira, um benefício especial, referente ao tempo em que
contribuiu sobre a totalidade da remuneração para o regime
próprio.
O plano de benefício da previdência
complementar será exclusivamente de contribuição definida,
ou seja, o servidor sabe com quanto contribui, mas não tem a menor
idéia
de quanto irá receber, já que sua aposentadoria depende das
reservas acumuladas, que, por sua vez, depende da competência dos
gestores e dos humores do mercado.
Uma diferença fundamental entre o regime
próprio e o complementar, em relação ao plano de benefício,
é que no primeiro o plano é de benefício definido,
ou seja, o servidor sabe previamente quanto irá receber de aposentadoria,
ainda que ele (servidor) e o patrocinador (governo) tenham que contribuir
com mais para garantir o benefício. Já no segundo, além
de nenhuma certeza sobre o valor, o patrocinador não terá
qualquer responsabilidade, nem mesmo solidária.
Outra diferença importante é que
no regime próprio o patrocinador (governo) contribui com o dobro
do que contribui o participante (servidor), fato que garante uma aposentadoria
decente. Como o servidor contribui com 11% sobre o total da remuneração
e o governo com 22% chega-se a 33% da remuneração mensal
para assegurar uma aposentadoria vitalícia e também pensão
para os dependentes.
No caso da previdência complementar o valor
máximo a ser capitalizado, pelo menos no que depender da contribuição
do patrocinador (governo) será 15%, sendo 7,5% do participante e
7,5% do patrocinador. Esse percentual, segundo simulações
das entidades de servidores, não será suficiente nem mesmo
para complementar decentemente a aposentadoria, muito menos para assegurar
o pagamento de benefícios de risco, como invalidez e pensão
por morte. Além disto, a taxa de administração cobrada
pelo fundo e pelo agente financeiro, que não é barata, é
retirada desse percentual.
O servidor vinculado à previdência
complementar que se afastar de seu órgão só terá
direito à contribuição do patrocinador para o fundo
de pensão se sua licença ou afastamento for com ônus
para seu órgão de origem. Ou seja, no caso de dirigente sindical,
o governo não irá pagar a contribuição de 7,5%
do patrocinador, cabendo ao servidor ou sua entidade de classe arcar com
a contribuição do participante e do patrocinador.
Segundo o projeto, a entidade fechada de previdência
complementar, ou seja, o fundo de pensão, que vai administrar as
reservas dos servidores, será estruturada na forma de fundação
com personalidade jurídica de direito privado, com autonomia administrativa,
financeira e gerencial.
A entidade, que o projeto nominou de “Fundação
de Previdência Complementar do Servidor Público – Funpresp”,
terá sede em Brasília e contará com um Conselho Deliberativo,
uma Diretoria-Executiva e um Conselho Fiscal. Os conselhos deliberativo
e fiscal terão participação do patrocinador (a União)
e dos servidores.
O projeto de previdência complementar,
além de complexo, é contraditório com a política
de ajuste do Governo. Sua adoção significará aumento
de despesa para o Governo, já que perderá a contribuição
sobre a totalidade da remuneração do servidor e ainda terá
que pagar, na parcela que excede ao teto do INSS, 7,5% para o fundo de
pensão. Ou seja, para dar reajuste aos servidores, o governo alega
falta de recursos, mas para privatizar a previdência do servidor,
não falta dinheiro. (Antônio Augusto de Queiroz)
22.08 - Fundos: Os maus resultados da Petrobras
no 2º trimestre
A Petrobras divulgou segunda-feira os resultados
consolidados do segundo trimestre. No período, o lucro líquido
foi de R$ 10,94 bilhões, 0,5% inferior ao lucro líquido do
1º trimestre, de R$ 10,99 bilhões, e a geração
de caixa foi de R$ 12,05 bilhões no 2º trimestre, 4% inferior
aos 12,54 bilhões do 1º trimestre.
O resultado foi avaliado como fraco pelo mercado,
pois mesmo com preços de petróleo 12% mais altos e receita
12% superior no 2º trimestre em relação ao 1º,
a Petrobras obteve praticamente o mesmo lucro líquido nos dois trimestres.
O principal ponto negativo foi o aumento de custos:
custos de extração 15% mais altos (US$ 13,12 por barril)
e custos de refino 21% mais altos (US$ 5,48 por barril), além do
aumento das importações de gasolina e diesel e a manutenção
do congelamento dos seus preços, o que representa uma perda de oportunidade
para a empresa de aproveitar o período de altas nos preços
do petróleo.
O custo de extração mais elevado
foi causado pelo aumento nos gastos em manutenção nos campos
de Marlim, Albacora e Espadarte, levando a um aumento de 15% nessas despesas
no trimestre em relação ao 1º. Os custos de refino refletem
uma manutenção mais cara e custos maiores com serviços
e materiais, apesar da utilização da capacidade estável
em relação ao trimestre anterior.
O resultado operacional decepcionante foi compensado
por um resultado financeiro favorável, de R$ 2,9 bilhões
no período, 43% superior aos R$ 2,02 bilhões no 1º trimestre.
O resultado financeiro líquido positivo deveu-se ao efeito da alta
taxa de juros básica (Selic) na posição de caixa,
de R$ 59,5 bilhões, e a depreciação do dólar
que causou impacto positivo de R$ 1,3 bilhão sobre o endividamento
em dólar da empresa.
No período, a redução no
caixa da Petrobras se deveu ao pagamento de R$ 4,03 bilhões em dividendos
e outros R$ 1,07 bilhões executados.
O segmento de exploração e produção
(E&P) foi o principal responsável pelo lucro da Petrobras no
trimestre, apresentando um resultado líquido de R$ 18,4 bilhões,
13,6% maior do que os R$ 16,26 bilhões no 1º trimestre.
A alta reflete os maiores preços de venda/transferência
do petróleo nacional (16%).
Enquanto isso, por conta do aumento dos custos
com aquisição/transferência de petróleo e com
a importação de derivados, o segmento de Abastecimento apresentou
prejuízo de quase R$ 3 bilhões no 2º trimestre, ante
um lucro de R$ 4 milhões no 1º.
O segmento de Gás e Energia da empresa
apurou elevação 114% em seu resultado líquido, de
R$ 1,06 bilhão no 1º trimestre para R$ 1,52 bilhão no
2º.
Esse lucro foi atingido devido à geração
termelétrica para exportação, com remuneração
superior à média do mercado interno, o que não ocorreu
no 1º trimestre.
O segmento de biocombustível reportou
prejuízo líquido de R$ 62 milhões no 2º trimestre,
comparados aos R$ 51 milhões no 1º. O resultado do segmento
internacional, que havia sido positivo em R$ 1,30 bilhão, passou
para R$ 1,04 bilhão no 2º trimestre.
A Petrobras investiu R$ 16,13 bilhões
no período, dos quais 46% foram em Exploração e Produção
(E&P) e 39% em refino, uma redução de 16% em investimentos
em relação ao mesmo período em 2010, um melhor mix
de E&P e refino.
A Petrobras diz estar confiante na capacidade
de captação de recursos, a despeito da recente turbulência
internacional. Não estão descartadas novas captações
junto ao mercado financeiro até o final de 2011. A Petrobras captou
ao longo do 1º semestre R$ 22,1 bilhões.
Deste total, US$ 6 bilhões foram em operações
no mercado norte-americano e o restante em operações financeiras
bilaterais.
A Petrobras pode não passar imune, dependendo
da profundidade da crise, terá alguma dificuldade na captação
de recursos no exterior em torno de US$ 67 bilhões e US$ 91 bilhões.
Isso poderá levar a estatal a voltar a recorrer a empréstimos
nos bancos estatais. (Adriano Pires - Brasil Econômico)
19.08 - IGI: Dados agora cobrem 36 meses
Oferecido sem ônus pela ABRAPP ao seu quadro associativo, o
IGI – Indicadores de Gestão de Investimentos é um serviço
que há quatro anos permite às 151 associadas já inscritas
analisar o desempenho dos fundos de investimento em dois períodos
de tempo, abrangendo os últimos 12 e 24 meses. Agora, em seu próximo
relatório, o décimo-terceiro desde 2007, o IGI trará
uma novidade: a análise passará a abranger os últimos
36 meses.
A 13ª edição do relatório do IGI será
divulgada no 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
de 19 a 21 de setembro, em Florianópolis. Da versão anterior,
décima-segunda, com adesão de 149 associadas, foram analisadas
as performances de 844 fundos de investimentos, num patrimônio superior
a R$ 360 bilhões, sendo fácil prever que todos esses números
e valores serão ultrapassados agora.
A notícia do lançamento de uma nova versão do
IGI é importante não apenas porque com isso os gestores saberão
como essas carteiras vem se comportando, mas também porque essa
relevante ferramenta de gestão ganhará outra vez maior exposição
aos olhos do quadro associativo, atraindo a atenção e ganhando
provavelmente com isso a adesão de mais associadas. Para participar,
basta a entidade interessada formalizar a sua adesão entrando em
contato com o Núcleo Técnico da ABRAPP, através do
e-mail nucleotecnico@abrapp.org.br ou telefones (11) 3043-8741/30
e, tendo em seu poder os dados que devem ser enviados para ajudar
na produção do relatório, devem remetê-los até
a próxima sexta-feira (19).
Para as associadas que enviarem o Relatório de Fundos, serão
analisados também os fundos de segundo e terceiro níveis
(fundos de fundos).
Adicionalmente, no início de cada classe de fundo (ex.: Renda
Fixa, Ações, etc.) é apresentada uma listagem das
carteiras analisadas. (Diário dos Fundos de Pensão)
19.08 - AssPreviSite: Rio e Curitiba têm eventos oportunos
No final deste mês de agosto, dias 26 e 29, teremos dois encontros
que vão abordar temáticas de grande interesse para as EFPCs
de nosso sistema - A Educação Previdenciária nas EFPCs
(Rio) e a Governança e Riscos (Curitiba), veja algumas informações
sobre eles:
Educação Previdenciária - 26.08 - Auditório
da Fundação Refer - Rio de Janeiro
Da Portaria MPS Nº. 418/2008 e orientações
inicias da Secretaria de Previdência Complementar até os recentes
eventos da PREVIC/SPPC em Brasília e São Paulo, uma realidade:
O nosso sistema já tem uma história, experiências diversas,
adequações e projetos de portes distintos, resultados e benefícios
diversos. Assim, no próximo dia 26, uma sexta-feira, o Rio
de Janeiro vai ter uma interessante reunião sobre o processo de
Educação
Financeira e Previdenciária nas EFPCs.
Participe com as entidades do Rio de Janeiro
de um momento oportuno e com uma abordagem diferenciada (80% das vagas
estão poreenchidas). Venha conhecer importantes depoimentos dos
nossos palestrantes: Paulo Cesar dos Santos - Diretor da SPPC, Fábio
Henrique Coelho - Coordenador Geral de Pesquisas Atuariais, Contábeis
e Econômicas da PREVIC, José Ribeiro Pena Neto - Vice
Presidente da ABRAPP, Claudia Ricaldoni - Presidente da ANAPAR, Aline
Paz e Monica Ponte - Especialistas da TOWERS WATSON.
A reunião possibilitara conhecer experiências
e ações que tem se desenrolado nas entidades dos mais diversos
portes e perfis. Vamos abordar os principais resultados destas ações
para as fundações, para os participantes e para a sociedade.
Avaliar o contexto atual destacando o que ainda pode ser executado pelas
EFPCs dentro deste processo, além de demonstrar os próximos
passos que se pode esperar para as ações de Educação
Financeira e Previdenciária. Participe!!! Taxa de adesão
de R$ 200,00 (duzentos reais) por participante. Informações
e inscrições através do e-mail assprevisite1@uol.com.br
Governança e Riscos - 29.08 - Auditório
da Fundação Copel - Curitiba
"Da Resolução 13 e Supervisão
Baseada em Riscos para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC"
A semelhança do Rio e Brasília o último encontro
desta série vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva do contexto
atual para a Gestão Baseada em Riscos-GBR das EFPCs frente aos atuais
mecanismos e exigências do mercado e do sistema. Vamos tratar do
cenário de desafios que se apresenta para os fundos. Auferir
como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar os esforços das
entidades para atender os preceitos de boa governança e as práticas
da Supervisão Baseada em Riscos-SBR em adoção pela
Previc. Iremos ainda abordar este "transloucado" cenário econômico-financeiro
que estamos vivenciando em 2011 e, especial, o agora deste "agosto negro".
Para este encontro são nossos convidados:
um representante da PREVIC, o Dr. Fábio Junqueira, da JCM&B
Advogados e Consultores, Luiz Félix de Freitas, especialista e Gerente
da Previ, Gema de Jesus Ribeiro Martins, Coordenadora da CTN de Governança
da ABRAPP e Gerente da Petros, e Débora Nogueira, Economista-Chefe
da FAR.
Dirigentes, Conselheiros e os profissionais envolvidos
com a governança das fundações vão se surpreender
com a forma de tratamento do tema. A temática vai agregar
mais valor a um assunto de tanto interesse para a gestão das EFPCs.
Compareça!!! A taxa de adesão é de R$ 300,00
(trezentos reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
19.08 - FIPECq: Entidade se apresenta no XIV Encontro
de Benefícios
Sob o tema Programa de Educação
Previdenciária - Desmistificando o Mito da Implantação
em Entidades de Pequeno Porte, a Fundação de Previdência
Complementar dos Empregados ou Servidores da FINEP, do IPEA, do CNPq, do
INPE e do INPA/FIPECq - a convite das promotoras do evento -
apresentará a sua experiência no XIV Encontro de Benefícios
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar do Nordeste e
Centro-Oeste, cujo tema Central será Educar para Transformar, que
está se realizando até hoje, dia 19,, na Cidade de São
Luís/MA.
Demonstrar as várias etapas da evolução
do Programa, desde a sua concepção, em 2008; o envolvimento
dos empregados que voluntariamente se inscreveram para compor o Grupo de
Trabalho de Educação Financeira e Previdenciária e
o estreitamento no relacionamento das áreas da Fundação,
assim como a aprovação do referido Programa pela Superintendência
Nacional de Previdência Complementar/PREVIC será a incumbência
da técnica da Gerência de Previdência da FIPECq, Consuelo
Vecchiatti, que também é Membro da Comissão Ad Hoc
de Educação Previdenciária da ABRAPP.
O evento contemplará, ainda, os
seguintes assuntos: Governança Corporativa; Relacionamento com os
Participantes:diferencial estratégico de gestão; As Vantagens
dos Fundos de Pensão frente aos Veículos de Poupança;
A Importância do Gerenciamento de Riscos Jurídicos e Vantagens
da Realização da Auditoria Atuarial e de Benefícios.
(FIPECq/AssPreviSite)
18.08 - Para evitar sustos
Aposentados não são exatamente
a menina dos olhos do governo. O Brasil não tem uma tradição
de bons tratos em relação àqueles que cumpriram suas
jornadas de trabalho por longos anos e agora fazem jus a um tempo de descanso
- isso, quando possível. Ao contrário, o que se vê,
na grande maioria das vezes, são pessoas dando duro, em busca de
um complemento salarial que lhes garanta uma continuidade de vida sem atropelos.
Ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) de 2012, a presidente Dilma Rousseff usou um número recorde
de vetos, superior a 30. Entre eles, o artigo que assegurava recursos à
política de ganhos reais - superiores à taxa anual de inflação
- para as aposentadorias e pensões superiores ao salário
mínimo. A alegação foi a de que não se pode
dimensionar antecipadamente o montante de recursos a serem incluídos
no projeto da LDO de 2012, uma vez que aquela política poderá
ainda não ter sido definida até o envio ao Congresso Nacional.
Proposta do senador petista Paulo Paim, a base
aliada esperava que não houvesse veto a ela, por considerá-la
de grande apelo popular. Mas a presidente Dilma optou por não correr
riscos e aumentar gastos, quando as diretrizes governamentais são
de contenção nas despesas em 2012.
A decisão deixa claro por que via prefere
seguir a administração atual. Ainda que sacrificando parcela
do apoio popular e da base de sustentação, melhor se prevenir,
em um primeiro ano de governo, contra crises externas anunciadas que o
Brasil poderá enfrentar, mas ao preço de redução
de suas reservas. Há que tomar cuidado, para evitar baques futuros.
Os aposentados, mais uma vez, veem-se preteridos
em suas pretensões - e gritam e esbravejam. Dilma, por sua vez,
expõe sua cautela em relação ao resto do mundo, pois
o Brasil está inserido na chamada economia global. É uma
postura antipática, por certo - mas compreensível e mesmo
defensável, aos olhos dos especialistas. (O Tempo)
18.08 - Aposentados vão ao Congresso contra
veto
Sindicalistas querem garantir aumento real para
quem ganha mais de um salário mínimo
Os aposentados estão revoltados. O veto
da presidente Dilma Rousseff à previsão de reajuste real
para as aposentadorias e pensões acima do salário mínimo
pegou as entidades representativas do setor de surpresa. "Vamos fazer barulho
novamente", prometeu o presidente do Sindicato dos Aposentados da Força
Sindical, João Batista Inocentini.
Segundo ele, é a segunda vez em que Dilma
frustra os segurados. "Na primeira vez, ela ainda não era presidente",
lembrou. De acordo com Inocentini, coube a ela o veto ao aumento negociado
com o então presidente Lula. Diante de nova negativa, os aposentados
estão convictos de que só conseguirão alguma coisa
se forçarem a negociação. "Vamos mobilizar a categoria
e partir para a luta no Congresso."
A mesma motivação move os associados
da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil
(Cobap). "Mais uma vez, a presidente provou que não tem interesse
em resolver a questão do reajuste dos benefícios previdenciários",
disse o presidente da entidade, Warley Martins. Por isso, ele conclamou
todos os presidentes de federações e associações
e todos os aposentados e pensionistas brasileiros que se sintam lesados
com a política atual a cobrar de seus parlamentares uma atitude.
"Vamos à luta."
Maria da Glória Gomes Leão, 73
anos, aposentada há 7 anos, lamenta a decisão do governo.
"Não tenho mais o que esperar dessa gestão. Os poderes Executivo
e Legislativo sempre conseguem reajustes absurdos e nós ficamos
à míngua", queixou-se. Em sua opinião, a tendência
é que a classe seja cada vez mais prejudicada. "Os jovens de hoje
sofrerão muito mais. Até lá, a Previdência já
estará falida."
O ministro da Previdência Social, Garibaldi
Alves, até que tentou minimizar o veto. Ele destacou que, "momentaneamente",
o governo não tem condições de dar um aumento real
para os segurados. Garibaldi culpou a crise mundial, que não dá
sinais de arrefecimento, e também o fato de a Previdência
já pesar bastante nas contas do Tesouro Nacional, que todo ano é
chamado a cobrir um rombo de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões
para fechar a conta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas
o ministro assegurou que cabe negociação com o segmento.
Também aposentado, Adão Aparecido
da Silva, 61 anos, considera que a categoria foi injustiçada. "Trabalhamos
a vida inteira e, no fim, somos tratados com esse descaso. É um
absurdo. Os trabalhadores têm direito a ganhos reais e nós
não", lamentou. Para ele, é essencial que o idoso não
perca a qualidade de vida. "O certo é que mantenhamos o mesmo padrão.
Falta uma política que defenda aqueles que não podem mais
trabalhar."
Negociação já é a
palavra de ordem da Central Única dos Trabalhadores. A CUT defende
que todas as aposentadorias tenham reajuste acima da inflação
como forma de recuperar o poder de compra. A central disse que já
existe uma proposta de mudança à espera de votação
no Congresso. Esse projeto, que a CUT ajudou a elaborar, prevê que
os benefícios acima do mínimo passem a ser reajustados todo
ano com base na inflação mais um percentual de crescimento
do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas geradas no país).
Ao contrário das aposentadorias de valor
equivalente ao mínimo, que têm tido reajuste real com base
na inflação acumulada no ano mais a variação
do PIB de dois anos atrás, as aposentadorias mais altas só
têm a reposição do poder de compra garantido por lei.
Pelos dados do INSS, cerca de dois terços do total de benefícios
pagos equivalem ao mínimo. As aposentadorias acima desse valor são
pagas a 9 milhões de pessoas. Em média, elas ganham em torno
de R$ 780,00. O máximo não chega a R$ 3,7 mil. (Correio
Braziliense)
18.08 - Economistas apoiam veto sobre aposentadorias
Para especialistas, Dilma agiu certo ao priorizar
ajuste fiscal, mas parlamentares e inativos criticam a decisão
Criticado por aposentados e parlamentares, o
veto da presidente Dilma Rousseff ao aumento real (acima da inflação)
para aposentados que ganham mais de um salário mínimo foi
aplaudido por especialistas em finanças públicas. Segundo
eles, o governo agiu certo ao evitar novos gastos diante de um cenário
de crise internacional adverso.
Para o economista Felipe Salto, da Tendências
Consultoria, a presidente Dilma está priorizando o ajuste fiscal.
Mas, embora tenha considerado o veto acertado, criticou a falta de planejamento
de longo prazo.
— Acho que não tinha outro jeito (a não
ser o veto). O gasto só com a correção do salário
mínimo será, nos nossos cálculos, de R$23 bilhões.
Mas falta uma política fiscal planejada, pois o governo só
fica apagando incêndios. É preciso ter uma regra para o crescimento
do gasto total corrente — disse, observando que a medida é insuficiente
para efetivar a redução de custos necessária ao país.
Especialista em finanças públicas,
o economista Amir Khair aprovou o veto, mas, assim como Salto, ressaltou
que é preciso bem mais para se reduzir os custos. Segundo ele, de
julho de 2010 a junho deste ano, o país pagou R$223 bilhões
em juros, o que corresponde a 5,73% do PIB nacional, enquanto países
em desenvolvimento pagam, em média, 1,8% do PIB.
— Não tem país no mundo que tenha
despesa tão alta com juro — disse Khair.
A presidente é a madrasta dos aposentados,
diz deputado
A insatisfação foi grande entre
os parlamentares. Líder do DEM na Câmara, o deputado ACM Neto
(BA) afirmou que Dilma desrespeitou os acordos entre base e oposição
em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO). E voltou a anunciar obstrução nas sessões da
Comissão de Orçamento e do Congresso:
— A presidente desmontou a LDO — disse ACM Neto.
Conhecido por tratar de questões relativas
à Previdência, o deputado Arnaldo Faria (PTB-SP) também
criticou o veto:
— Ela (Dilma) fez pouco caso dos aposentados
e pensionistas. O presidente Lula vetou o fim do fator previdenciário.
A presidente é a madrasta dos aposentados e pensionistas.
Para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
presidente da Força Sindical, ainda é possível entrar
em negociação com a presidente. Mas, se isso não ocorrer,
afirmou que há a possibilidade de se tentar aprovar uma emenda no
Orçamento.
Presidente da Câmara, o deputado Marco
Maia (PT-RS) admitiu que os vetos presidenciais nunca são derrubados
pelo Congresso e reconheceu o esforço fiscal do governo:
— A presidente está, de fato, preocupada
com a crise econômica e com os desdobramentos. Já o presidente
da Federação dos Aposentados de São Paulo, Antonio
da Silva, disse que o veto foi recebido com “indignação,
revolta e perplexidade”.
— Ela não deu a mínima importância
para o diálogo. (Adauri Antunes Barbosa e Cristiane Jungblut
- O Globo)
17.08 - Ofensiva para unificar previdência de servidores
O governo está decidido a criar ainda neste ano a Fundação
da Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp),
fundo único que agregará todo o funcionalismo federal dos
três Poderes. Para criar o fundo, o governo montou uma operação
na Esplanada e no Congresso. O ministro da Previdência Social, Garibaldi
Alves, que tem bom trânsito com as centrais sindicais, avessas ao
Funpresp, foi destacado para iniciar conversas com os sindicalistas. Ao
mesmo tempo, o deputado Sílvio Costa (PTB-PE), presidente da Comissão
de Trabalho na Câmara, que deve aprovar amanhã a criação
do fundo, reuniu-se com integrantes do Ministério da Casa Civil
na semana passada, no Palácio do Planalto, a convite da Casa Civil,
para receber apoio do governo ao projeto.
Segundo o Valor apurou, o objetivo do governo é concluir a tramitação
na Câmara em um mês. Amanhã, o Projeto de Lei 1.992/07,
que regulamenta a criação do fundo único, será
votado na comissão presidida por Costa. Antes de seguir ao plenário,
caso aprovado, o projeto ainda precisa ser referendado pela Comissão
de Constituição e Justiça da Casa, onde a aprovação,
segundo avalia o governo, será mais fácil.
O desafio será passar na Comissão de Trabalho, onde o
deputado Roberto Policarpo (PT-DF) exerce, de acordo com fontes no governo,
"histriônica" oposição. Além disso, a Central
Única dos Trabalhadores (CUT), que representa a maior parte dos
sindicatos de servidores públicos federais, é contrária
ao projeto.
Criado durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o PL 1.992 tramita na Câmara desde o fim de 2007.
Com a explosão da crise mundial, em 2008, e as eleições
presidenciais de 2010, o projeto ficou em segundo plano. Nos primeiros
meses, a presidente Dilma Rousseff demonstrou pouca disposição
para imprimir esforços políticos na regulamentação
de um projeto sensível à CUT e aos parlamentares do PT próximos
ao movimento sindical. Ao Valor, em junho, o ministro da Previdência
chegou a afirmar, de maneira categórica: "Nós não
vamos pressionar ninguém do Congresso [para aprovar]". A visão
do governo mudou conforme cristalizou-se a avaliação de que
era preciso perseguir uma política fiscal mais apertada ao longo
do governo Dilma, e não apenas em 2011. O agravamento da crise mundial
conspirou a favor desta avaliação no governo.
Juntos, os três Poderes contam com 545,6 mil servidores aposentados
e 407,6 mil pensionistas. Ao todo, os 953,2 mil servidores fora da ativa
geram um déficit próximo a R$ 52 bilhões, por ano,
ao Ministério da Previdência. Como comparação,
os 24,3 milhões de aposentados do Regime Geral da Previdência
Social (RGPS) representam um déficit anual R$ 10 bilhões
menor. O descompasso vai piorar nos próximos anos, uma vez que 452
mil servidores que estão atualmente na ativa poderão se aposentar
entre agosto deste ano e janeiro de 2015.
A partir da aprovação do Funpresp no Congresso, os servidores
que ingressarem no setor público federal não receberão
mais como benefício previdenciário o valor integral de seu
último salário, mas terão seu contracheque limitado
pelo teto do INSS, que hoje é de R$ 3.689 por mês. Para receber
mais, os servidores terão de optar por aplicações
no Funpresp, que terá administração paritária.
"Cada Poder quer o seu fundo, bem como outras categorias de servidores",
diz Costa, "mas faz mais sentido um fundo único, porque terá
uma capitalização maior, e portanto um retorno maior sobre
suas aplicações". Segundo o deputado, o projeto será
aprovado amanhã. (João Villaverde - Valor Online)
17.08 - Evolução da EducPrev: Dirigentes
e Conselheiros convocados
Na segunda-feira, em evento sobre riscos em Brasília,
o diretor da PREVIC, Edevaldo Fernandes, convocou dirigentes, conselheiros
e todos os profissionais do sistema para incentivar, participar e contribuir
para o processo de educação financeira e previdenciária
do sistema.
Assim, se a sua Fundação já
tem ou está elaborando um projeto de Educação Financeira
e Previdenciária, ou ainda, se está em processo de avaliação
sobre realizar ou não esta ação, venha participar
de um momento oportuno e com uma abordagem diferenciada. Venha conhecer
importantes depoimentos: PREVIC, SPPC, ABRAPP, ANAPAR e TOWERS WATSON.
A reunião terá uma leitura objetiva
das experiências e ações que tem se desenrolado nas
entidades dos mais diversos portes e perfis. Mostrar os principais os resultados
destas ações para as fundações, para os participantes
e para a sociedade. Avaliar o contexto atual destacando o que ainda pode
ser executado pelas EFPCs dentro deste processo, além dos próximos
passos que se pode esperar para as ações de Educação
Financeira e Previdenciária. Taxa de de adesão de R$ 200,00
(duzentos reais) por participante. Inscrições através
do e-mail assprevisite1@uol.com.br (AssPreviSite)
17.08 - Apep: Café da manhã com
palestra da Goldman Sachs
CIO e vice-presidente comercial da instituição
financeira falam sobre a mudança de perfil no mercado de ações.
Evento valerá dois créditos no Programa de Educação
Amanhã, dia 18, a Goldman Sachs Asset
Management Brasil (GSAM Brasil) fará palestra sobre a mudança
de perfil no mercado de ações e as novas oportunidades de
investimento. O Instituto de Certificação dos Profissionais
de Seguridade Social (ICSS) concederá 2 (dois) créditos no
Programa de Educação Continuada aos dirigentes de EFPC que
comparecerem ao evento.
Com início às 8h, a primeira apresentação
será feita por Peterson Paz, vice-presidente comercial para Investidores
Institucionais da GSAM Brasil. Paz iniciou seu trabalho na instituição
financeira em junho de 2009 como responsável pelo canal de vendas
institucionais. Antes disso, atuou por três anos como responsável
da área de vendas institucionais da Schroder Investment Management
Brasil. Iniciou sua carreira na Itaú Bankers Trust Asset Management,
em 1996, e trabalhou no Citigroup Asset Management na área de Relacionamento
Comercial com Clientes Institucionais, de 1999 a 2006.
Às 8h20, Gabriella Antici, CIO da GSAM
Brasil, falará sobre a revolução do mercado acionário
brasileiro, questionando, entre outros temas, como a alocação
em empresas recém-listadas e em novos setores da bolsa poderá
agregar valor e diversificação aos investimentos das EFPC.
Gabriella chegou à instituição financeira em março
de 1997 como chefe da área de ações da América
Latina. Em 2001, assumiu a posição de chefe de mercados emergentes
com a responsabilidade sobre o processo de investimento, pesquisa e marketing
dos produtos de renda variável nesses mercados. Em 2003, Gabriella
passou a integrar o time de ações globais, Global Equity
Partners, como gestora sênior, posição em que permaneceu
até meados de 2007. Em agosto do mesmo ano, retornou ao Brasil na
posição de CIO & Head da GSAM Brasil para liderar a iniciativa
de montagem da Goldman Sachs Asset Management no país.
Revolução do Mercado Acionário
Brasileiro
Apresentação: Goldman Sachs Asset
Management Brasil
Data: 18 de agosto
Horário: às 7h45 (welcome coffe)
Local: Pullman São Paulo Ibirapuera Hotel
- Sala Anhembi
Rua Joinville, 515
São Paulo, SP (Apep/AssPreviSite)
16.08 - Riscos: Governança, Resolução
13, SBR e a GBR
Curitiba é a próxima e última
capital que recebe o Espaço AssPreviSite Previdência com o
tema: “Da Resolução 13 e Supervisão Baseada
em Riscos para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC”. Este
evento oportuno e desucesso vai proporcionar uma
leitura ampla e objetiva do novo contexto para a gestão de riscos
das EFPC frente aos atuais mecanismos e exigências de governança
do sistema.
Com o apoio da Fundação COPEL e
o patrocínio do Banco FATOR vamos tratar do cenário de desafios
que se apresentam para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos
pode apoiar os esforços das entidades para atender os preceitos
de boa governança e as práticas da Supervisão baseada
em Riscos em adoção pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para atualizar a
visão de riscos sob a ótica dos investimentos num cenário
de mercado e economia bastante volátil, com várias incertezas,
ameaças de nova crise e oportunidades.
Como sempre ocorre em nossos encontros, nomes
de destaque estarão conosco para tratar a temática dos diversos
tópicos que influenciam a vida e o desempenho de uma EFPC frente
a este cenário. São nossos convidados em Curitiba a PREVIC
e a JCM&B, além de Luiz Félix de Freitas, especialista
e Gerente da Previ, Gema de Jesus Ribeiro Martins, Coordenadora da CTN
de Governança da ABRAPP e Gerente da Petros, e Débora Nogueira,
Economista-Chefe da FAR.
O momento é bastante propício para
esta reunião. Venha conferir! Compareça na manhã
do próximo dia 29 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório
da COPEL, na Rua Treze de Maio, 616, Curitiba - PR.
Você vai se surpreender com a forma de
tratamento do tema que vai agregar mais valor a um assunto de tanto interesse
para a gestão das fundações.
Não perca esta última edição
deste evento de tanto sucesso no Rio e em Brasília. Compareça!!!
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
16.08 - Fundos de pensão e gerenciamento
dos riscos jurídicos
O “III Encontro de Previdência Complementar
da Região Sul”, realizado em Gramado no início de junho,
foi um grande sucesso.
No painel dedicado aos temas jurídicos
dos fundos de pensão, o desembargador Jaime Vicari, do Tribunal
de Justiça de Santa Catarina, externou seu entendimento sobre o
descabimento da aplicação do Código de Defesa do Consumidor
aos contratos previdenciários. Já o desembargador José
Marcos Lunardelli, do Tribunal Regional Federal de São Paulo, falou
dos contratos previdenciários como uma das modalidades dos contratos
que tratariam de conflitos distributivos, indo além da relação
clássica entre “fulano” (participante) versus “beltrano” (fundo
de pensão), pois envolveria o conjunto de participantes e assistidos,
numa relação plurilateral que, segundo ele, nem sempre é
devidamente apresentada, e captada, nos processos judiciais em curso.
Em tal painel, que tive a honra de integrar,
abordei a questão dos riscos jurídicos, em especial os riscos
dos processos judiciais.
No gerenciamento dos riscos jurídicos,
há uma extensa agenda, cuja face mais conhecida é o zelo
pelo cumprimento da legislação e das normas oficiais.
Outra tarefa é zelar pela existência de estatutos e regulamentos
com redação clara e sem ambiguidades. No tocante às
regras de governança, para efeito de buscar a eficiência e
definir com clareza competências e responsabilidades, os regimentos
internos dos órgãos estatutários e dos comitês
também devem ser objetivos e de fácil acesso. Boletins informativos,
cartas e ofícios devem passar igualmente pelo crivo da área
jurídica.
Hoje já se tem ciência de demandas
judiciais que se originaram em correspondências, internas ou externas,
ou até mesmo em jornais ou páginas eletrônicas das
entidades de previdência. Um esclarecimento feito pela gerência
de uma área, sem o devido cuidado quanto às consequências
jurídicas, pode gerar a movimentação do órgão
oficial de fiscalização até a lavratura de um auto
de infração.
O fluxo de informações com os patrocinadores
constitui outro item importante no gerenciamento dos riscos jurídicos.
A relação entre o fundo de previdência e o patrocinador
deve se caracterizar como uma relação entre duas pessoas
jurídicas autônomas e com responsabilidades específicas,
daí a necessidade de um rito formal de informações.
Ao se pretender a reestruturação
ou alteração de um plano de previdência, recomenda-se
um forte trabalho de esclarecimento junto às entidades associativas
dos participantes e assistidos, bem como junto ao patrocinador do plano
de previdência, inclusive para evidenciar os limites impostos pela
legislação.
Se instalado o conflito judicial, é fundamental
que, já na primeira oportunidade de “falar nos autos” (diga-se de
passagem, a contestação é a mais importante oportunidade
de manifestação em juízo), a tese da entidade seja
apresentada de forma completa, dando-se o devido relevo à legislação
federal, às normas oficiais e aos comandos contratuais previstos
em regulamento. O esclarecimento sobre o regime de capitalização,
a ênfase para o fato de que houve manifestação do órgão
oficial de supervisão (se for o caso) e a juntada de um laudo técnico-atuarial,
sem prejuízo de produção de prova pericial, podem
fazer uma grande diferença para que o magistrado compreenda a essência
do problema e venha a solucioná-lo dentro da melhor técnica.
Se a defesa da entidade em juízo for terceirizada
a escritórios de advocacia, a Resolução CGPC 13, de
2004, exige que se busque profissional qualificado e experiente, atentando
inclusive para a possibilidade de conflitos de interesses. A experiência
recomenda que se façam, entre a direção da entidade
de previdência e os profissionais terceirizados, reuniões
periódicas de avaliação sobre o andamento dos processos
judiciais. Todos sabem que apenas o serviço profissional é
terceirizado, não o problema, já que este continua sob a
responsabilidade da direção da entidade.
Tanto em relação ao passivo previdenciário
quanto em relação aos investimentos dos recursos garantidores
do plano de benefícios, o gerenciamento dos riscos jurídicos,
para ser eficiente, depende do entrosamento das diversas áreas e
gerências de um fundo de pensão. Portanto, não é
tarefa apenas para advogados. A gestão dos riscos jurídicos
exige atuação pró-ativa, transversal e com visão
de curto, médio e longo prazos. (Adacir Reis é
sócio do Escritório Reis, Tôrres e Florêncio
Advocacia)
16.08 - Fator: Extinção deve ser
votada em setembro
Governo espera que mudanças no sistema
de aposentadorias sejam definidas até o próximo mês,
mas falta de consenso sobre nova fórmula impede soluções.
O próximo mês deverá ser
decisivo para o futuro dos trabalhadores brasileiros que dependem da previdência
pública. O governo federal marcou setembro como a data limite dos
debates com as centrais sindicais para decidir a substituição
do chamado fator previdenciário, que reduz o valor do benefício
em até 40% para quem já possui condições para
pedir a aposentadoria, mas é considerado jovem demais para deixar
de trabalhar.
Atualmente, a principal vantagem do fator para
o governo é a redução de gastos da previdência.
Desde que foi criado, em 1999, até o ano passado, o mecanismo representou
uma economia de R$ 31 bilhões para os cofres federais. A previsão
para 2011 é de R$ 9 bilhões.
Se não houver um consenso até setembro,
o Executivo deverá fazer uma proposta própria e a encaminhará
ao Congresso Nacional. Essa foi a decisão anunciada no começo
de julho pelo ministro da Previdência, Garibaldi Alves, que afirmou
que recomendaria a medida à presidente Dilma Rousseff.
As propostas para acabar com o limitador das
aposentadorias estão em discussão desde 2008, quando o senador
Paulo Paim (PT-RS) criou o projeto de lei 3299/08, que tratava do tema.
No ano passado, em maio, o Congresso Nacional aprovou o fim da fórmula
através de emenda do deputado Fernando Coruja (PPS-SC). A lei acabou
vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas
foi aberta uma negociação para encontrar um substituto.
Na época, a solução mais
cotada era a chamada fórmula 85/95, incluída no substitutivo
apresentado pelo relator do projeto 3299/08, o deputado federal Pepe Vargas
(PT-RS). Nesse projeto, as mulheres poderiam se aposentar quando a soma
da idade e do tempo de contribuição chegasse a 85, e os homens,
a 95. No entanto, segundo o ministro da Previdência, essa fórmula
já está superada, e novas discussões buscam encontrar
um consenso.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT)
ainda defende o uso da fórmula 85/95. De acordo com Celso Woyciechowski,
presidente da CUT-RS, outro benefício que ela traz ao trabalhador
é a elevação da aposentadoria paga através
da exclusão de 40% das menores contribuições do trabalhador
no cálculo do benefício. Hoje, são excluídas
apenas 20%, e o valor recebido reflete a média de 80% das contribuições.
"Com esse corte maior, a média do cálculo para a aposentadoria
também subiria", lembra.
Outros sindicalistas defendem simplesmente o
fim do fator previdenciário. A União Geral dos Trabalhadores
(UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) são
contra a fórmula 85/95. O presidente da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), Antônio Neto, propôs 80/90.
O presidente da Força Sindical-RS, Cláudio
Janta, também defende que há espaço para reduzir ainda
mais a idade mínima para aposentadoria. No entanto, o sindicalista
defende que o foco das discussões deva ser o fim do fator previdenciário.
"A cada dia ele vem afastando mais trabalhadores da aposentadoria, obrigando
pessoas que já deveriam aproveitar seu benefício a buscar
uma fonte de renda alternativa para completar renda, ou forçando
que trabalhem mais anos do que deveriam para ter um sustento decente",
comenta.
Já para o deputado Pepe Vargas, as alternativas
ao 85/95 não são viáveis, e atrasam a solução
do problema. O parlamentar lembra que, desde 2009, o governo deixou claro
que não aceita a proposta 80/90 porque ela reduziria a idade média
de aposentadoria no Brasil, que hoje está em 53 anos. "Tudo isso
já foi colocado na mesa de negociação. Então
sou pragmático, a possibilidade que temos de conseguir um ganho
para o trabalhador é somente através da 85/95", afirma.
Caso o consenso não seja encontrado, o
governo poderá apresentar uma proposta defendida por alguns de seus
setores, em que a exigência de idade seria retirada, mas o tempo
de contribuição seria aumentado e igual para homens e mulheres.
Mas essa ideia enfrenta fortes resistências. "Tenho dito que isso
é inegociável", afirma o senador Paulo Paim.
De acordo com Paim, a previdência brasileira
teria condições de bancar um aumento nas despesas provenientes
do fim do fator previdenciário. "Está desmistificado que
ela é deficitária, senão não teriam como desonerar
a folha de empresas como aconteceu agora", comenta o senador, citando uma
medida do plano industrial do governo divulgado recentemente. Quatro setores
(confecções, calçados, móveis e softwares)
deixarão de recolher 20% sobre a folha de pagamento para o Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS). Em seu lugar, uma nova contribuição
incidirá sobre o faturamento líquido das empresas – de 1,5%
para confecções, calçados e móveis e 2,5% para
softwares. A medida vigorará até o fim de 2012.
Para o senador, a mudança é necessária
por uma questão de justiça social. "Os poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, em que o teto de salário é
de R$ 27 mil, não tem fator, seus funcionários se aposentam
com salário integral. Não é justo que o trabalhador
do regime geral da previdência, que é quem mais contribui,
tenha um redutor em sua aposentadoria", afirma. (Marcelo Beledeli
- Jornal do Comércio)
15.08 - Previc: Natureza mista e singular do FUNPRESP
O Procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à Superintendência
Nacional de Previdência Complementar - Previc, Felipe de Araujo Lima,
defendeu, no seminário realizado no auditório do Tribunal
de Contas da União na última terça feira (09/08),
a natureza singular da Fundação de Previdência Complementar
do Servidor Público Federal - FUNPRESP. O evento, organizado por
entidades de classe do serviço público federal, tinha como
finalidade discutir o Projeto de Lei nº 1.992, que cria a previdência
complementar do servidor público. O seminário contou com
a presença de diversas autoridades, entre as quais o presidente
do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler, o Deputado Sílvio
Costa, relator do projeto na Câmara dos Deputados e o Diretor-Superintendente
da Previc, José Maria Rabelo.
Paralisado há mais de quatro anos no Congresso Nacional, o Projeto
de Lei nº 1.992 foi encaminhado para atender à determinação
do artigo 40, parágrafos 14 e 15, da Constituição
Federal. Sua discussão foi retomada recentemente em razão
das preocupações crescentes do Governo com a sustentabilidade
do regime público de previdência, especialmente dos regimes
próprios. O projeto, no entanto, tem gerado algumas dúvidas
entre os servidores e respectivas associações, o que é
considerado natural face ao desconhecimento sobre a forma de funcionamento
do sistema complementar.
Entre os vários pontos debatidos, uma das principais dúvidas
refere-se à natureza do Fundo que está sendo criado. Pela
proposta original, a entidade fechada, criada pela União, seria
uma fundação ou sociedade civil, como prevê o artigo
8º, parágrafo único, da Lei Complementar nº 108,
de 2001, que regula as entidades patrocinadas por entes públicos.
O substitutivo apresentado pelo relator, no entanto, pretende que essa
entidade seja constituída sob a forma de fundação
ou autarquia pública. Para o Procurador-chefe da Previc, está
havendo uma má compreensão do projeto.
“O regime constitucional de previdência complementar é
privado, como se vê pelo artigo 202 da Constituição,
e a Constituição, precisa ser lida de forma sistemática.
Não há como se obrigar o contribuinte a custear uma entidade
que irá gerir recursos meramente privados”, defendeu Lima.
Com a finalidade de aprofundar a discussão sobre a previdência
complementar, a Procuradoria Federal junto à Previc coordenará
um seminário que será realizado em novembro deste ano em
Brasília. O seminário, “Previdência Complementar: Desafios
Jurídicos Contemporâneos”, conta com o apoio institucional
da Previc e da Escola da Advocacia-Geral da União. (Inaiá
Sant’Ana de Menezes - Previc/AssPreviSIte)
15.08 - 32º Congresso: Mais de 850 inscritos
Já passam de 850 as inscrições no 32º Congresso
Brasileiro dos Fundos de Pensão, a realizar-se de 19 a 21 de setembro,
em Florianópolis (SC).
Os participantes do 32° Congresso podem usufruir de negociação
especial para aquisição de passagens aéreas da TAM,
com 25% de desconto sobre o melhor valor de tarifa disponível no
sistema no ato da reserva. Para tanto, basta entrar em contato com a agência
oficial CWT Eventos, por meio do telefone (11) 3041.3497 ou e-mail congressoabrapp@cwteventos.com.br.
(Diário dos Fundos de Pensão)
15.08 - EFPCs: Já existe uma história de evolução
da EducPrev
"Educação Previdenciária:
Um avanço na formação dos participantes"
26 de agosto de 2011 - 9h00 às 13h30 -
Auditório da Fundação REFER - Centro - Rio de Janeiro
Se a sua Fundação já tem
ou está elaborando um projeto de Educação Financeira
e Previdenciária, ou ainda, se está em processo de avaliação
sobre realizar ou não esta ação, venha participar
de um momento oportuno e com uma abordagem diferenciada. Venha conhecer
importantes depoimentos: PREVIC, SPPC, ABRAPP, ANAPAR e TOWERS WATSON.
A reunião terá uma leitura objetiva
das experiências e ações que tem se desenrolado nas
entidades dos mais diversos portes e perfis. Mostrar os principais os resultados
destas ações para as fundações, para os participantes
e para a sociedade. Avaliar o contexto atual destacando o que ainda pode
ser executado pelas EFPCs dentro deste processo, além dos próximos
passos que se pode esperar para as ações de Educação
Financeira e Previdenciária. Taxa de de adesão de R$ 200,00
(duzentos reais) por participante. Inscrições através
do e-mail assprevisite1@uol.com.br (AssPreviSite)
12.08 - GT faz revisão do Decreto 4942/2003
Objetivo é atualizar a norma que dispõe
sobre apuração de infrações e aplicação
de penalidades
Nos dias 15 e 16 de agosto, o Grupo de Trabalho
formado por membros da Câmara de Recursos da Previdência Complementar
(CRPC) para propor a revisão do Decreto 4942/2003 realiza sua terceira
rodada de reuniões. O objetivo do Grupo, criado em 30 de maio deste
ano, é adequar a norma que regulamenta o processo administrativo
de apuração de responsabilidade por infração
ao regime de previdência complementar à reestruturação
do sistema realizada nos anos de 2009 e 2010.
Essa nova organização dos órgãos
governamentais foi responsável pela criação da Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc), do Conselho Nacional
de Previdência Complementar (CNPC) e da Câmara de Recursos
da Previdência Complementar (CRPC), e por um decorrente deslocamento
de competências entre as instituições.
O Grupo de trabalho é composto por representantes
da SPPC, da Previc, da Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), dos patrocinadores
e instituidores e da Associação Nacional dos Participantes
dos Fundos de Pensão (Anapar). Segundo o coordenador do GT, Daniel
Pulino, a legislação está sendo adaptada à
nova estrutura do sistema a partir de uma discussão ampla com representantes
de todos os segmentos ligados ao regime de previdência complementar.
Para Pulino, a experiência dos conselheiros
da Câmara tem sido utilizada na formulação de uma legislação
que garanta um processo de julgamento independente e contextualizado com
os novos conceitos e mecanismos adotados pelo sistema – como a Supervisão
Baseada no Risco e os Termos de Ajustamento de Conduta (Tac) utilizados
pela Previc – e que se refletem na realidade do processo de julgamento
do órgão recursal.
Além do encontro da próxima semana,
o Grupo realiza ainda mais uma rodada de discussões até o
fim do mês de agosto, quando está prevista a conclusão
dos trabalhos. Depois de finalizada, a proposta de revisão será
encaminhada ao CNPC para análise e aprimoramento. Só após
esse procedimento, a proposta de atualização do Decreto 4942
será encaminhada ao ministro da Previdência Social para edição
pela Presidência da República.
Sugestões para o aperfeiçoamento
da legislação devem ser encaminhadas para o e-mail crpc.sppc@previdencia.gov.br
até esta sexta-feira (12). (Ana Carolina Melo - Ascom/MPS)
12.08 - Com bolsa em baixa, fundos vão
às compras
Enquanto outros investidores corriam para vender
ações numa reação automática à
crise, os fundos de pensão aproveitaram a volatilidade que tomou
conta dos mercados indo às compras para fortalecer suas carteiras.
Petros, Valia, Funcef e Real Grandeza, quatro das maiores fundações
do país, que somam um patrimônio de R$ 120 bilhões,
estão no mercado. Nos três pregões mais agudos da crise,
só a Real Grandeza, fundação de previdência
dos funcionários de Furnas, gastou R$ 300 milhões com aquisição
de papéis de empresas de primeira linha, como Petrobras e Vale.
"Estávamos abaixo da nossa alocação
estratégica na parte de bolsa, então aproveitamos esse momento
para poder fazer compras", disse Eduardo Henrique Garcia, diretor de investimentos
do fundo de pensão. Antes de ir às compras, a carteira de
renda variável da Real Grandeza correspondia a 14% dos R$ 8,9 bilhões
do seu patrimônio. A operação realizada desde a semana
passada elevou essa fatia para perto dos 18% apontados pela alocação
estratégica delineada pela própria fundação.
A Valia, dos funcionários da Vale, está
analisando as boas oportunidades para recompor o portfólio. Com
a baixa da bolsa, a fundação, com patrimônio de R$
14 bilhões, sendo 25% investidos em ações, teve sua
carteira de renda variável encolhida em 15%.
"Mesmo com essa queda, nossa carteira de ações
está acima do Ibovespa, que caiu 28% no ano. Até agora estamos
fazendo pequenos ajustes em relação ao índice. Ainda
não fizemos nenhuma compra grande, mas estamos avaliando o mercado.
A fundação da Vale tem em sua carteira empresas sólidas
que passam tranquilas por essa turbulência", disse Lott.
A Petros, dos empregados da Petrobras, com patrimônio
de R$ 51 bilhões, tem 40% deste valor aplicado em papéis
de empresas e planeja até ampliar um pouco esse percentual. Luís
Carlos Afonso, presidente da Petros, pretende aproveitar o momento de baixa
da bolsa para construir novas participações ou aumentar as
que já detém em empresas de primeiríssima linha. "Estamos
apostando no crescimento da nossa carteira de participações
e várias empresas que hoje têm preços convidativos
estão no nosso radar. Não pretendemos vender nenhuma dessas
participações. Em caso de necessidade, temos a carteira de
giro que é mais defensiva e funciona como um complemento de liquidez".
A partir da crise de 2008, segundo Afonso, a
Petros adotou dois tratamentos diferenciados para sua carteira de renda
variável: um portfólio de giro, com ações que
podem ser negociadas facilmente, e outro de participações,
mais estratégico. "De 2008 para cá, crescemos muito em renda
variável, de 23% para 34%, em 2009, e agora estamos em 40%".
Para a Funcef, que tem R$ 44 bilhões em
ativos e aplica 33% na bolsa, o colchão de liquidez vem da renda
fixa, que responde por 75% do patrimônio. Demostenes Marques, diretor
de investimentos da fundação, disse que esse colchão
tem liquidez para fazer frente às obrigações da casa
por dois anos, sem ter de "realizar perdas com ações". Por
isso, quando a crise se acentuou, no final da semana passada, a direção
da Funcef tomou a decisão de ir às compras, que iniciou logo
no primeiro pregão desta semana.
Marques não revela o montante que destinou
para o que chama de "reentrada", mas a orientação para as
aquisições, dessa vez, é bem diversa do habitual.
Em vez de 80% ou 90% referenciados em um índice, só a metade
vai seguir esse parâmetro. Com a outra, a fundação
vai em busca de papéis que, na pressa de sair da bolsa, outros investidores
deixaram depreciados demais.
"Tem algumas oportunidades que ficaram evidentes",
disse Marques. Segundo ele, a Funcef trabalha com o que chama de "carteira
de retorno absoluto", composta por 12 ações escolhidas pelos
analistas da próprio fundo de pensão, conforme os fundamentos
das empresas. Além desse grupo, há ainda papéis de
alta liquidez que a Funcef considera terem sido muito castigados, apesar
da boa saúde financeira das empresas. Algumas dessas companhias,
segundo Marques, talvez saiam até melhor posicionadas da crise,
em relação aos seus competidores.
A avaliação é parecida com
a feita pelo presidente da Petros. Para Afonso, o mercado de ações
local, por ser de alta liquidez, paga o preço da volatilidade internacional.
"Quando comparada ao resto do mundo, a bolsa brasileira é a que
tem a maior queda. Não vejo razões objetivas para isso. Nossas
empresas estão muito baratas, estão até recomprando
suas ações. O preço dos papéis de algumas,
até da primeira linha, está muito abaixo do que de fato vale".
Os gestores dessas fundações acreditam
que a irracionalidade verificada nos últimos pregões decorre
da entrada e saída do capital estrangeiro da bolsa. No momento da
baixa, mecanismos de "stop loss" (limitação de perdas) são
acionados automaticamente e desfazem carteiras muitas vezes montadas criteriosamente,
abrindo mão de ações de alta qualidade a um preço
baixo. A corrida do capital em direção aos títulos
do Tesouro dos Estados Unidos, mesmo após o rebaixamento, é
apontada como uma das causas para a revoada da BM&F Bovespa.
Na visão dos fundos de pensão,
grandes investidores de longo prazo, esta não será nem a
primeira, nem a última crise. "A crise lá fora é diferente
da de 2008", avalia o presidente da Petros. A expectativa dele é
que, se agora a bolsa sofre com a revoada do capital especulativo, mais
tarde, com provável desaceleração das economias desenvolvidas,
o Brasil pode se tornar um destino atraente para capitais de investimento
de melhor qualidade. (Vera Saavedra Durão e Marcelo Mota -
Valor online)
12.08 - Petros: Conferência Ethos
Temas debatidos na conferência do Ethos
vão subsidiar documento que será encaminhado à ONU
O painel de encerramento da Conferência
Ethos definiu uma lista de prioridades do setor empresarial, do governo
e da sociedade civil para um desenvolvimento sustentável, a partir
de questões levantadas e discutidas durante todo o evento. Isso
porque o Ethos compõe a Comissão Nacional da Rio+20, a ser
realizada em junho de 2012, quando a delegação vai apresentar
a proposta para auxiliar na construção de um conjunto de
alternativas visando à transformação da atual economia
para um modelo econômico que priorize valores éticos, combate
às desigualdades sociais e preservação do meio-ambiente.
Em novembro, a comissão entregará
à Organização das Nações Unidas (ONU)
um documento com os principais temas e propostas de transição
para uma nova economia global. Em coletiva concedida à imprensa,
as lideranças do Ethos traçaram os avanços e os desafios
que ainda precisam ser superados.
O vice-presidente do instituto, Paulo Augusto
Itacarambi, manifestou satisfação em contar com a atuação
de 182 jornalistas na cobertura do evento, possibilitando a disseminação
de tema tão importante para toda a sociedade. Itacarambi destacou
a questão ética como fundamental neste processo de transição.
Para o presidente do Ethos, Jorge Luiz Abrahão,
a cada ano o desafio fica maior. Ele constata um avanço nas políticas
internas das empresas, mas para a transição é necessária
uma atuação conjunta com governo e sociedade. “O diálogo
agora precisa ser ampliado e a presença de tantos ministérios
e representantes do governo na conferência já demonstra que
estamos no caminho certo”.
Sérgio Mindin, presidente do Conselho
Deliberativo do instituto, acredita que a solução é
atingir um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o
social e a preservação de recursos naturais. Para ele os
acordos globais ainda precisam avançar, mas, paralelamente, a sociedade
civil e as empresas podem fazer a sua parte, assim como, devem ser colocadas
em prática políticas públicas nacionais.
A Conferência Ethos 2011 – Protagonistas
de uma nova economia – teve como tema principal uma economia verde, inclusiva
e responsável. Os debates transitaram por questões como a
relação do consumo e a conservação dos recursos
naturais; erradicação da probreza, distribuição
de renda e redução das desigualdades sociais; e desenvolvimento
de valores éticos, transparentes e íntegros como combate
à corrupção.
Os debates voltaram a tratar das alternativas
para combater os principais causadores da “insustentabilidade”: o consumo
desenfreado, a pobreza e a falta de valores éticos. (Petros/AssPreviSite)
11.08 - Conceito de entidade de previdência complementar
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 737/11,
de autoria do deputado Luiz Otavio (PMDB/PA), que inclui as entidades de
previdência complementar na modalidade de pessoa jurídica
de direito privado.
Pela justificativa do deputado, a Lei Complementar 109/01, que regulamenta
o regime de previdência complementar, prevê a existência
de entidades abertas sem fins lucrativos de previdência complementar,
organizadas sob a forma de sociedade civil (art. 77). Entretanto, é
necessária a inclusão desse conceito no Código Civil
para permitir o seu registro em cartório, condição
indispensável para atribuir existência legal à sociedade.
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada
apenas pela Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania. (Anfip)
11.08 - 32º Congresso: As mudanças começam aqui
O 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão terá
início no dia 19 de setembro, às 9h 30, em Florianópolis,
com uma “Palestra Magna”. Será o primeiro a começar dessa
forma, mas essa é apenas uma das muitas novidades em um congresso
que tem a inovação no tema central (“Visão de
Futuro-Inovar no Presente”) e o propósito de fornecer ideias
que ajudem o nosso sistema a mudar para enfrentar com sucesso um mar de
transformações trazidas por novas e cada vez mais desafiantes
realidades.
Para um Congresso que tem o intuito de balizar esforços, dando
a moldura do que será preciso fazer para deixar o nosso sistema
melhor preparado para o futuro, começar nesse formato parece apropriado.
Especialmente quando acontece num momento em que se observa uma feliz coincidência
entre a busca da qualificação pessoal através da certificação
e a mensagem principal da palestra: a qualidade da gestão vem na
frente de tudo. Ela é que vai tornar possível e encorajar
a inovação. Esse é o miolo do pensamento defendido
pelo expositor, Clemente Nóbrega (foto), físico e consultor
e nessa condição de especialista responsável pelo
blog que fala de inovação na revista Época. Para Nóbrega,
enfrentar tantas mudanças vai requerer cada vez mais disciplina
e método, pessoal e executivos altamente qualificados. Não
é outro o sentimento dos dirigentes de nossas entidades.
Com perto de 750 inscrições já confirmadas até
ontem, o 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão
tem inovação não apenas no tema-central e na forma
de iniciar os trabalhos, mas também em cada detalhe da programação
e na maneira de o congressista participar das plenárias e painéis,
sem esquecer do acerto da temática escolhida e da alta qualificação
de expositores e debatedores.
O 32º Congresso trará de fato importantes inovações
em sua organização, como abertura dos trabalhos ainda no
período da manhã, TV ABRAPP, DIÁRIO ELETRÔNICO,
cobertura pelo Twitter e Facebook e uma variedade ainda maior de palestras
técnicas e interatividade via SMS entre o público e
os expositores em plenárias e painéis, entre outras iniciativas
inovadoras.
Em um telão, a TV ABRAPP trará as palestras e debates
que estarão ocorrendo dentro dos auditórios, reportagens
e entrevistas, dando assim ainda maior dimensão ao conteúdo
de nosso maior evento.
E por celulares, tablets e computadores será possível
acompanhar os trabalhos online através do DIÁRIO ELETRÔNICO
e das redes sociais Twitter e Facebook. Notícias, vídeos
e fotos serão postados o tempo todo, oferecendo assim novos canais
de acesso ao conteúdo de nosso Congresso anual.
Outra novidade é que, quando confirmada a inscrição
do congressista, este recebe o código de barras que agilizará
o recebimento de seu crachá na chegada ao Centro Sul, o local onde
realizaremos o nosso evento em Florianópolis. Em resumo, mais conteúdo
e informação, junto com mais conforto.
Cabe lembrar que as associadas do SINDAPP ganham direito a um desconto
adicional de 5% sobre os valores praticados.
Ao lado disso, qualquer associada tem direito a descontos a partir
de um certo número de inscrições. Quem inscreve acima
de três (3) pessoas ganha um abatimento de 5%, percentual que sobe
para 10% no caso de 10 inscritos ou mais (Diário dos Fundos de Pensão)
11.08 - Previ sob tensão
O mais antigo e mais polpudo fundo de pensão
do país, a Previ, do pessoal do Banco do Brasil, está sob
tensão. Segundo denúncias do Sindicato dos Bancários
de Brasília e da presidente da Federação de Associações
de Aposentados (Faabb), Isa Musa de Noronha, o banco pretende enviar à
Secretaria de Previdência Complementar do governo proposta para que
o valor máximo a ser pago a aposentados atinja até R$ 81
mil. Anteriormente, estudava-se um limite de R$ 27 mil.
O nível de R$ 81 mil é um - pretendido
- limite, mas, com a mudança, um executivo do BB que ganhe R$ 50
mil poderá ser aposentar, dependendo de vários fatores, com
R$ 45 mil, o que será prejudicial a aposentados e pensionistas da
tradicional Previ.
Segundo fontes do setor, o Banco do Brasil, para
reter seus principais executivos, passou a pagar salários mais altos
para o pessoal da cúpula - o que é uma questão que
só afeta ao banco. No entanto, se tais executivos, ao se aposentarem,
forem receber mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal, haverá
uma perda para o caixa da Previ.
Como isso poderá afetar os ganhos atuais
e futuros de milhares de aposentados, a federação dos aposentados
e os sindicatos de bancários - como o de Brasília - estão
se mobilizando para impedir a mudança. (Sérgio Barreto
Motta - Jornal Monitor Mercantil)
10.08 - Abrapp: Evento na sexta coloca foco no
risco jurídico
O Centro de Estudos Jurídicos da Previdência
Complementar (CEJUPREV) foi criado pela ABRAPP não só para
difundir, por meio de seminários e publicações, os
nossos conceitos e doutrina junto aos magistrados. O seminário do
próximo dia 12 sobre o tema Os Fundos de Pensão e a
Gestão dos Riscos Jurídicos, no Rio de Janeiro, vai mostrar
que o CEJUPREV também promove discussões no interior do sistema
com o objetivo de prevenir conflitos. “O Centro tem, claro, uma importante
missão externa ao sistema, mas nesse evento em particular iremos
nos ocupar de algo tão importante quanto divulgar as nossas teses
entre juízes e ministros. Vamos tratar do que nos compete fazer,
por exemplo, para agir preventivamente de modo a reduzirmos os riscos jurídicos”,
diz o advogado Adacir Reis, Coordenador do CEJUPREV.
A programação completa do
seminário, para o qual estão convidadas exclusivamente as
associadas, pode ser conhecida no endereço http://www.abrapp.org.br/apoio/teasers/cejuconv.htm
As inscrições podem ser feitas pelos telefones (11) 3043-8783/84/85,
sendo que para os profissionais já certificados a participação
no evento conta quatro créditos no Programa de Educação
Continuada do ICSS, para fins de recertificação.
A expectativa é que o evento atraia um
público numeroso, até porque contará com um time de
expositores que se destacam pelo seu alto grau de especialização:
Jorge Henrique Monteiro de Almeida Filho (Gerente Jurídico da TELOS),
Daniela Mattozo Rodrigues (Gerente Jurídica da ELETROS), Carlos
Alberto Caser (Diretor-Presidente da FUNCEF), Tarcísio Luiz Silva
Fontenele (Gerente Jurídico da SISTEL), Ricardo de Souza Santos
(Gerente Jurídico da REFER) e Jarbas de Biagi (Diretor-Presidente
do BANESPREV). Atuarão como mediadores o Procurador-Chefe da PREVIC,
Felipe de Araújo Lima, e o Gerente Jurídico do POSTALIS,
Emmanuel Rego Alves Vilanova. Da sessão de instalação
dos trabalhos, a partir das 9 horas, participarão os titulares da
Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC),
Jaime Mariz de Faria Júnior, e da Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (PREVIC), José Maria Rabelo.
(Diário dos Fundos de Pensão)
10.08 - II Curso de Previdência Complementar - OAB-RJ
O curso a ser realizado pela OAB/RJ, em conjunto com a Escola Superior
de Advocacia - ESA acontece de 11 de agosto a 27 de setembro, as terças
e quintas, no horário das 19h00 às 21h30, na ESA/RJ, na Avenida
General Câmara, 150 - 2º andar.
O curso tem a presença de convidados como: Carlos Eduardo Gabas,
Carlos de Paula, Leonardo Paixão, Flávio Martins, Carlos
Fernando Costa, Rafael Castro, Cleide Rocha, José Edson, Luiz Felippe,
Sergio Rosa, Carla Henaut e Adacir Reis.
O curso é uma realização da Comissão de
Previdência Complementar e Escola Superior de Advocacia e tem a coordenação
deGema Martins – Presidente da Comissão de Previdência Complementar.
Serviço
II Curso de Previdência Complementar
De 11 de agosto a 27 de setembro de 2011
Terças e quintas, das 19h às 21h30
ESA/RJ – Av. Marechal Câmara, 150 / 2º andar
Carga horária: 35 h/aula
Valor: R$ 380,00
VAGAS LIMITADAS
Inscrições no site: www.oabrj.org.br
Tel.: (21) 2272-2097
E-mail: esa@oabrj.org.br (AssPreviSite)
10.08 - Governança: Prazo vai até o dia 12
As associadas da ABRAPP estão ganhando uma nova e importante
ferramenta e, convencida do muito que o seu uso poderá beneficiar
a todas, a ABRAPP convidou ainda em junho as entidades a dela se utilizarem
e dessa forma avançar ainda mais no terreno da melhor governança.
Desenvolvida pelas Comissões Técnicas Nacional e Regional
Sudoeste de Governança da ABRAPP, essa nova ferramenta permite aferir
o maior ou menor nível de aderência das associadas às
recomendações do “Guia Previc de Melhores Práticas
em Fundos de Pensão”.
O acesso a este importante instrumento deve ser feito por meio do link
fornecido nas duas circulares já enviadas a esse respeito. Todavia,
está se esgotando – termina nesta sexta-feira, dia 12 – o prazo
dado às associadas para que insiram os seus dados. Essa data é
importante para possibilitar à Comissão Técnica Nacional
de Governança a apresentação de cenário macro
setorial em relação ao assunto (resguardado sigilo individual
de cada fundação) por ocasião do 32° Congresso
Brasileiro dos Fundos de Pensão.
A ferramenta consiste num questionário estruturado que abrange
todos os itens do Guia Previc: estrutura de governança, investimentos,
passivo previdenciário e gestão de riscos, com respectiva
identificação da obrigação legal (O) ou recomendação
(R), apontadas a cada item.
As respostas foram subdivididas em “atende”, “não atende” e
“não se aplica”, sendo cabível esta última nos casos
em que as recomendações e/ou obrigações legais
têm âmbito de aplicação restrito. Este pode ser
o caso, por exemplo, das Entidades patrocinadas por entes públicos,
assim como em razão do porte e complexidade de suas atividades.
Importante ressalvar que as questões, sua natureza obrigatória
ou recomendável, bem como a fundamentação legal, são
indicativas e foram incluídas para possibilitar a aferição
objetiva do nível de aderência de cada entidade, configurando
trabalho meramente interpretativo e orientativo, desvinculado da PREVIC.
Espera-se, assim, que este questionário sirva como efetiva ferramenta
de gestão, por meio da qual a Entidade poderá melhor identificar
os processos e procedimentos que eventualmente devam ser revistos. E, desse
mesmo, modo fixar condutas e metas a serem atingidas, preparando-se para
o processo de fiscalização da PREVIC.
Convidamos a todos a conhecerem e participarem desse novo recurso que
certamente contribuirá para a gestão das entidades e consequente,
fortalecimento do nosso sistema. (Diário dos Fundos de Pensão)
09.08 - A recente história da Educação Previdenciária
nas EFPCs
"Educação Previdenciária:
Um avanço na formação dos participantes"
26 de agosto de 2011 - 9h00 às 13h30 -
Auditório da Fundação REFER - Centro - Rio de Janeiro
Se a sua Fundação já tem
ou está elaborando um projeto de Educação Financeira
e Previdenciária, ou ainda, se está em processo de avaliação
sobre realizar ou não esta ação, venha participar
de um momento oportuno e com uma abordagem diferenciada. Venha conhecer
importantes depoimentos: PREVIC, SPPC, TOWERS WATSON e profissionais especializados.
A reunião terá uma leitura objetiva
das experiências e ações que tem se desenrolado nas
entidades dos mais diversos portes e perfis. Mostrar os principais os resultados
destas ações para as fundações, para os participantes
e para a sociedade. Avaliar o contexto atual destacando o que ainda pode
ser executado pelas EFPCs dentro deste processo, além dos próximos
passos que se pode esperar para as ações de Educação
Financeira e Previdenciária. Taxa de de adesão de R$ 200,00
(duzentos reais) por participante. Inscrições através
do e-mail assprevisite1@uol.com.br (AssPreviSite)
09.08 - Controles: Reflexão e não
receita pronta
"Nesse momento em que se discute fortemente as questões da Supervisão
Baseada em Riscos, é importante nos determos com um pouco mais de
atenção sobre a necessidade de as entidades direcionarem
seus esforços para o atingimento dos seus objetivos. Essa
reflexão passa, naturalmente, pela estrutura de controles vigente,
tendo em mente a constante avaliação que se precisa fazer
sobre a capacidade desses controles darem conforto e confiança aos
dirigentes na sua busca pelo alcance dos resultados desejados”, diz Luiz
Félix, um dos tutores do curso Controles Internos e Auditoria I
– Conceitos e Procedimentos de Controles e de Auditoria para EFPCs, que
a ABRAPP irá realizar no próximo dia 16, no Rio de Janeiro.
O propósito principal é apresentar os conceitos fundamentais
de controles internos e compliance e sua integração com a
auditoria.
O curso, prossegue Luiz Félix, tem o propósito
de propor essa discussão. De forma interativa, o treinamento
buscará responder questões chave para o atingimento de resultado
satisfatório para nossas entidades, como, por exemplo, para que
servem os controles? Como os controles podem ser geradores de alto desempenho?
O que devemos evitar para que os controles não sejam apenas geradores
de custos e entraves burocráticos aos resultados desejados? Por
fim, e o mais importante: De quem, afinal, é a responsabilidade
pelos controles?
A resposta precisa a cada uma dessas perguntas representa a chave para
o sucesso. Os participantes do treinamento não receberão
uma “receita de bolo” infalível, que, aplicada em qualquer organização,
será a garantia do sucesso. “Mas terão uma excelente
oportunidade de discutir e refletir sobre essas e outras questões
correlatas, e certamente sairão do curso com uma visão mais
nítida do que deve e do que não deve ser feito na busca de
uma gestão voltada para a excelência”, conclui Luiz Félix.
Saiba mais sobre a programação do curso e de como proceder
à inscrição: http://www.abrapp.org.br/educaprev/treinamentos/controles.htm
(Diário dos Fundos de Pensão)
09.08 - Conferência Mundial sobre Determinantes
Sociais da Saúde
CMDSS será realizada de 19 a 21 de outubro
O secretário de Políticas de Previdência
Social, Leonardo Rolim, participou na sexta-feira do Seminário Preparatório
para a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde
(CMDSS), que será realizada de 19 a 21 de outubro. Durante o Seminário,
que aconteceu na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro,
foram abordados cinco temas da CMDSS que fazem referência à
realidade brasileira. O objetivo principal da Conferência é
discutir planos para o enfrentamento das desigualdades na saúde.
O Ministério da Previdência Social
levou para o debate a apresentação de dois programas que
têm conexão com os determinantes sociais da saúde:
a aposentadoria por idade aos trabalhadores rurais e o envelhecimento ativo.
A Conferência Mundial sobre determinantes
Sociais da Saúde será promovida pelo Ministério da
Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a
Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao final da CMDSS
será elaborado um documento técnico com orientações
para políticas de combate às desigualdades em saúde.
Além disso, por meio da Declaração do Rio, os países
participantes expressarão o compromisso político para a implementação
dessas políticas. (Ascom/MPS)
08.08 - Riscos: Governança, Resolução
13, SBR e a GBR
O novo Espaço AssPreviSite, no próximo
dia 15, em Brasília, vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva
do novo contexto para a gestão de riscos das EFPC frente aos atuais
mecanismos e exigências de governança do sistema.
Com o apoio da Fundação CERES e
o patrocínio do Banco FATOR vamos tratar do cenário de desafios
que se apresentam para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos
pode apoiar os esforços das entidades para atender os preceitos
de boa governança e as práticas da Supervisão baseada
em Riscos em adoção pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para atualizar a
visão de riscos sob a ótica dos investimentos num cenário
de mercado e economia bastante volátil, com várias incertezas,
ameaças e oportunidades.
Como sempre ocorre em nossos encontros, nomes
de destaque estarão conosco para tratar a temática dos diversos
tópicos que influenciam a vida e o desempenho de uma EFPC frente
a este cenário. São nossos convidados em Brasília:
- Adacir Reis - Reis, Torres e Florêncio
Advogados;
- Luiz Félix de Freitas –-Gerente da Previ;
- Gema de Jesus Ribeiro Martins - Gerente da
Petros;
- Dilson Joaquim de Morais - Diretor Regional
da ABRAPP;
- Débora Nogueira - Economista-Chefe da
FAR.
O momento é bastante propício para
esta reunião. Venha conferir! Compareça na manhã
do próximo dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório
da CERES, na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de
tratamento do tema que vai agregar mais valor a um assunto de tanto interesse
para a gestão das fundações.
Não perca esta nova oportunidade!!!
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
08.08 - 32º Congresso: Associadas mostram
as suas realizações
A exemplo dos anos anteriores, o Estande da Abrapp/Sindapp
e ICSS, no 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
de 19 a 21 de setembro em Florianópolis-SC, vai oferecer a possibilidade
de as nossas associadas mostrarem a um público mais amplo as suas
publicações, tais como jornais, folders, boletins, revista,
códigos de ética, balanço social, relatórios,
e material de divulgação em geral. No ano passado 86 entidades
aceitaram esse convite e para 2011, como este é um número
ascendente, é esperado um crescimento.
É esse um espaço que se abre para
que as associadas apresentem à comunidade o que estão realizando
em matéria de comunicação com seus participantes e
outros públicos afins, demonstrando, cada vez mais, seus esforços
na busca de uma divulgação transparente de suas ações.
Desse modo, as associadas são convidadas
a providenciarem o envio do material até a data limite de 31 de
agosto, fazendo a remessa para o Centro de Documentação e
Informação Oswaldo Herbster de Gusmão, da Abrapp/ICSS/Sindapp,
no endereço Av. das Nações Unidas, 12.551 – 20º
andar – CEP: 04578-903 – Brooklin Novo – SP. Informações
adicionais podem ser obtidas através dos telefones 11- 3043 8773/47.
(Diário dos Fundos de Pensão)
08.08 - Caminhos para a Educação
Previdenciária
Em seminário que contou com a participação
da APEP, o diretor de assuntos atuariais da PREVIC lembrou que o prazo
para envio dos programas de educação previdenciária
encerra em 31 de outubro
Os fundos de pensão terão pela
frente, nos próximos meses, uma tarefa que foge à sua rotina
de atividades. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc) aguarda, até 31 de outubro, o envio dos programas de educação
previdenciária e financeira de cada uma das entidades fechadas de
previdência complementar (EFPCs) que pretendem se beneficiar da dispensa
do envio do relatório anual impresso referente ao ano 2011, conforme
disposto na Instrução 32 de 2009. Como elaborá-los?
Que premissas devem ser consideradas nesses projetos? Como envolver os
participantes dos planos? Estas e outras dúvidas foram esclarecidas
pela presidente da APEP, Valeria Bernasconi, na palestra Desafios na Construção
de um Programa de Educação Previdenciária e Financeira,
proferida no V Seminário de Educação Previdenciária
– Multipatrocinadas e Pequenas EFPCs, promovido pela Previc entre 18 e
19 de julho, em São Paulo.
"O setor vai arcar com um custo e uma responsabilidade
que deveriam, no mínimo, ser divididos com o Estado – especialmente
no que diz respeito à educação financeira. Esse ônus
será muito mais pesado para os fundos de pensão ligados à
iniciativa privada, cujas estruturas são bem enxutas", assinalou
Valeria, que constatou, em consulta à plateia, terem todas as entidades
representadas no evento menos de 10 funcionários. "Com equipes e
recursos reduzidos, temos, portanto, de planejar ações perenes
e eficazes".
A sugestão da presidente da APEP para
as EFPCs de estrutura enxuta tem como ponto de partida a elaboração
de projetos educativos de médio prazo, com horizontes de três
a cinco anos. Tais roteiros devem definir objetivos e prioridades, as quais
incluem públicos-alvo (participantes, assistidos, beneficiários
de pensão) e ações. Isso sem esquecer, claro, de estabelecer
cronogramas e, sobretudo, projeções de gastos. "O custo do
aprendizado é elevado e deve ser previsto no orçamento das
entidades, o que ainda não é usual", observou a presidente
da APEP, que também recomenda parcimônia na implantação
dos programas. "O ideal é começar por pequenos grupos, definidos
a priori, e abrir o leque aos poucos. Pesquisas de satisfação,
desnecessário dizer, são essenciais para avaliar a evolução
do processo".
Da teoria para a prática, o primeiro requisito
para implementar com sucesso tais projetos educativos é conhecer
a fundo as características, expectativas e demandas da população
atendida. É um desafio e tanto, pois o universo em questão
compreende diversas faixas etárias e socioeconômicas. "Para
educar, é preciso aprender e compreender. A transferência
de conhecimento exige equipes de atendimento permanentemente capacitadas
e treinadas", destaca Valeria. "O relacionamento com o nosso público
é uma oportunidade única para informar e educar. Se bem executado,
esse trabalho contribui, inclusive, para uma drástica redução
das ações judiciais contra as entidades".
Além do atendimento, são necessários,
claro, outros canais e ferramentas de comunicação. E é
justamente nessa seara que, com frequência, alguns fundos de pensão
enfrentam dificuldades. Os estatutos das entidades e os guias de participantes,
exigidos por lei, estão longe de cumprir tal papel, pois são
ignorados pela quase totalidade da população atendida pelos
fundos pensão. A solução? Tudo depende do público
que se quer atingir.
"Sites são bons canais de comunicação
com os jovens participantes, mas para o idoso aposentado esta mesma ferramenta
pode não ser adequada", observou a presidente da APEP. "Da mesma
forma, é improdutivo e oneroso agendar palestras para operários
em uma fábrica, mesmo que depois do expediente, pois isso implica
gastos com horas extras e transporte. Nesse caso específico, a melhor
opção é oferecer um plantão de dúvidas
no horário do almoço".
Materiais e conteúdos didáticos
para os programas educativos devem ser buscados, em primeiro lugar, na
própria patrocinadora. As áreas financeira e de recursos
humanos podem contribuir, e muito, nessa tarefa. Além disso, há
boa oferta de informações gratuitas no mercado. "Os gestores
das entidades podem buscar ajuda nesse área com a BM&FBovespa,
a Anbima e até com bancos", exemplificou Valeria, que apontou outra
solução de cunho mais abrangente para o setor. "Por que não
estabelecer parcerias com outros fundos de pensão para a elaboração
dos programas de educação previdenciária e financeira?
Essa opção, sem dúvida, garantiria uma redução
de custos e trabalho".
PREVIC
Logo após a palestra da presidente da
APEP, Fábio Coelho, coordenador geral de Pesquisas Atuariais, Contábeis
e Econômicas da Previc, lembrou que os fundos de pensão já
tem uma referência para a elaboração dos programas
de educação previdenciária e financeira. "É
a Instrução 32, emitida em setembro de 2009 pela antiga Secretaria
de Previdência Complementar", destacou.
No encerramento do evento, Edevaldo Fernandes,
diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicas da Previc,
concordou com Valeria Bernasconi em relação ao papel que
o Estado deve desempenhar em prol da educação previdenciária
e financeira. Ele acredita, com base em experiências de algumas EFPCS,
que a implantação dos programas de educação
previdenciária e financeira demande um grande esforço inicial,
até que as informações comecem a ser disseminadas
entre os próprios participantes e assistidos. "É um esforço
que vale a pena. Educação reduz custos, retrabalho e ações
judiciais, como disse a presidente da APEP", afirmou o diretor da Previc.
(Apep)
05.08 - Brasília trata Governança, Res 13, SBR e a GBR
O novo Espaço AssPreviSite, no próximo dia 15, em Brasília,
vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva do novo contexto para a gestão
de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos e exigências de governança
do sistema.
Com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio do
Banco FATOR vamos tratar do cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar os
esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão baseada em Riscos em adoção
pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para atualizar a visão de riscos
sob a ótica dos investimentos num cenário de mercado e economia
bastante volátil, com várias incertezas, ameaças e
oportunidades.
Como sempre ocorre em nossos encontros, nomes de destaque estarão
conosco para tratar a temática dos diversos tópicos que influenciam
a vida e o desempenho de uma EFPC frente a este cenário. São
nossos convidados em Brasília:
- Adacir Reis - Reis, Torres e Florêncio
Advogados;
- Guilherme Affonso Browne - Representante da
Previc;
- Luiz Félix de Freitas –-Gerente da Previ;
- Gema de Jesus Ribeiro Martins - Gerente da
Petros;
- Dilson Joaquim de Morais - Diretor Regional
da ABRAPP;
- Débora Nogueira - Economista-Chefe da
FAR.
O momento é bastante propício para esta reunião.
Venha conferir! Compareça na manhã do próximo
dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de tratamento do tema que
vai agregar mais valor a um assunto de tanto interesse para a gestão
das fundações.
Não perca esta nova oportunidade!!! A taxa de adesão
é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações
e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
05.08 - Conef: Estratégia Nacional de Educação
Financeira
CONEF apresenta as novas diretrizes da Estratégia Nacional de
Educação Financeira
Plano Diretor da ENEF é composto de ações para
incentivar a administração financeira mais responsável
O Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF)
apresentou na quarta-feira as novas propostas de ação da
Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF.
A Estratégia, que propõe promover e fomentar a educação
financeira no país, define, por meio do Plano Diretor da ENEF, quais
serão os próximos passos do programa e as ações
a serem implementadas de modo a abranger diferentes segmentos e faixas
etárias da população.
Entre os principais pontos da ENEF estão:
I. Lançamento da Comissão Permanente, que tem como objetivo
propor regras, parâmetros e orientações, bem como a
execução direta de atividades necessárias à
implementação da Estratégia;
II. Estabelecimento, por meio de parceria, de instância para
coordenação de iniciativas
setoriais e transversais, públicas e privadas, integrantes da
ENEF, sob a direção estratégica do CONEF;
III. Utilização do selo ENEF para todas as iniciativas
que contribuírem para a Estratégia.
No segundo semestre de 2011 será concluído o projeto
piloto (programa transversal) de educação financeira, com
atuação em 890 escolas de ensino médio e coordenado
pelo Banco Mundial. Este projeto obteve um impacto positivo nos conhecimentos
sobre economia e comportamento financeiro dos estudantes, interessados
em aprender como investir e organizar suas finanças. Além
disso, será desenvolvido o projeto de educação financeira
básica para adultos, com a finalidade de auxiliar na formação
financeira o cidadão.
Todos os objetivos, diretrizes, planos de ação e programas
da Estratégia podem ser encontrados no Plano Diretor da ENEF e seus
anexos, no site www.vidaedinheiro.gov.br. O portal da ENEF cadastrou, inicialmente,
as experiências de educação financeira já existentes
no Brasil, formando, com isso, um grande inventário nacional. Em
pouco mais de um ano de funcionamento o site cadastrou 64 iniciativas educacionais,
sendo que dessas ações, nove são promovidas por entidades
integrantes do COREMEC – BACEN e CVM – e seis têm relação
com a previdência.
O desenvolvimento de um projeto nacional de Educação
Financeira partiu da iniciativa das entidades e dos órgãos
integrantes do Comitê de Regulação e Fiscalização
dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência
e Capitalização (COREMEC), instituído pelo Decreto
nº 5.685, de 25 de janeiro de 2006, com a finalidade de promover a
coordenação e o aprimoramento da atuação das
entidades da administração pública federal que regulam
e fiscalizam as atividades relacionadas à captação
pública da poupança popular. É composto pelo BCB,
CVM, Previc e Susep.
A ENEF foi criada a partir de pesquisas e debates realizados, desde
2007, pelo COREMEC, sobre procedimentos para ampliar o nível de
capacidade do brasileiro em relação à administração
do seu dinheiro. Através da Educação Financeira, consumidores
e investidores poderão desenvolver habilidades e segurança
para se tornarem mais preparados para verificar oportunidades de mercado.
O sucesso da ENEF tende a contribuir para um consumo financeiro mais responsável
da população, além de assegurar a conscientização
dos riscos assumidos pelos consumidores e reforçar a estabilidade
e confiança no Sistema Financeiro Nacional.
Em 2008, o grupo de trabalho instituído pelo COREMEC, promoveu,
com o apoio da BM&FBOVESPA, uma pesquisa de abrangência nacional
com o objetivo de mensurar o grau de educação financeira
da população brasileira. Foram ouvidas 1.809 pessoas, com
diferentes perfis de renda e graus de escolaridade, em seis capitais do
país: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília,
Salvador e Recife.
O diagnóstico provido pela pesquisa serviu de base para a proposta
de ENEF elaborada pelo COREMEC, tendo apontado para ações
a serem priorizadas.
O CONEF é formado pelo Banco Central do Brasil (BCB), Comissão
de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de
Previdência Complementar (Previc), Superintendência de Seguros
Privados (Susep), Ministério da Fazenda, Ministério da Educação,
Ministério da Previdência Social, Ministério da Justiça,
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros
e de Capitais (Anbima), Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA),
Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência
Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização
(CNSeg) e pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
O Comitê tem como competências:
I. Regular a ENEF, podendo contemplar programas, planos e ações;
II. Estabelecer diretrizes e objetivos para planejamento, financiamento,
execução, avaliação
e revisão da estratégia;
III. Constituir grupos de trabalho, com atividades especializadas,
para dar suporte técnico;
IV. Aprovar seu regimento interno. (Previc/AssPreviSite)
05.08 - Brasileiro tem pouca informação de finanças
Apenas 31% dos brasileiros poupam dinheiro pensando na aposentadoria
e 44% investem dinheiro todo mês.
Além disso, 40% dos clientes de bancos usam mais a poupança
como conta corrente do que como investimento para o futuro.
Essas são algumas das conclusões de um estudo divulgado
pela Comissão Nacional de Educação Financeira (Conef).
De acordo com a pesquisa, 30% dos brasileiros pagam apenas a parcela
mínima do cartão de crédito, quando sua situação
financeira aperta, e 44% pediram dinheiro emprestado nos meses que antecederam
a pesquisa.
Entre os brasileiros que têm menos de três anos de estudo,
47% deles preferem pagar um número maior de parcelas, muitas vezes
sem
perceber que elas embutem juros maiores.
O estudo foi realizado em 2008 para subsidiar a Estratégia Nacional
de Educação Financeira, lançada hoje, que tem por
objetivo ensinar estudantes e adultos sobre como poupar, investir, se preparar
para a aposentadoria e escolher o melhor crédito, entre outras decisões
financeiras.
Segundo Maria Helena Santana, presidente da Comissão de Valores
Mobiliários, que integra a estratégia nacional, a pesquisa
mostra que os brasileiros têm pouca informação sobre
finanças.
"A pesquisa mostrou um grau de desinformação bastante
elevado em relação às características dos serviços
financeiros oferecidos no mercado. Por exemplo, ao escolher o pagamento
mínimo do cartão, muitos não entendem que, ao fazer
isso, há uma rolagem [da dívida] a juros elevados", disse
Santana.
Entre os 1.809 entrevistados em seis capitais brasileiras, a maioria
acredita que investir é comprar carro, casa própria, computador,
eletrodomésticos e roupas, além de estudar. Segundo a pesquisa,
o resultado mostra que, para o brasileiro, investir é apenas "comprar"
ou "estudar".
A estratégia nacional lançada hoje pretende levar a educação
financeira às escolas de ensino médio e fundamental, ensinando
os alunos a lidar com o dinheiro e a planejar sua vida econômica
por meio da distribuição de material didático aos
professores.
Os adultos também poderão ter acesso a informações
sobre crédito, proteção ao consumidor, finanças
pessoais, consumo consciente, investimentos, capitalização,
seguros e preparação para a aposentadoria por meio de palestras,
cartilhas, cursos e da mídia.
Além da CVM, fazem parte da iniciativa o Banco Central, o Ministério
da Educação, o Ministério da Previdência Social,
a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)
e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), além de
instituições privadas, como a Bolsa de Valores BM&FBovespa.
(Brasil Econômico)
04.08 - Abrapp: Gestão dos Riscos Jurídicos
O Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar
(CEJUPREV) foi criado pela ABRAPP não só para difundir, por
meio de seminários e publicações, os nossos conceitos
e doutrina junto aos magistrados. O seminário do próximo
dia 12 sobre o tema Os Fundos de Pensão e a Gestão
dos Riscos Jurídicos, no Rio de Janeiro, vai mostrar que o CEJUPREV
também promove discussões no interior do sistema com o objetivo
de prevenir conflitos. “O Centro tem, claro, uma importante missão
externa ao sistema, mas nesse evento em particular iremos nos ocupar de
algo tão importante quanto divulgar as nossas teses entre juízes
e ministros. Vamos tratar do que nos compete fazer, por exemplo, para agir
preventivamente de modo a reduzirmos os riscos jurídicos”, diz o
advogado Adacir Reis, Coordenador do CEJUPREV.
A programação completa do seminário, para
o qual estão convidadas exclusivamente as associadas, pode
ser conhecida no endereço http://www.abrapp.org.br/apoio/teasers/cejuconv.htm
Inscrições: (11) 3043-8783/84/85, sendo que para os profissionais
já certificados a participação no evento conta quatro
créditos no Programa de Educação Continuada do ICSS,
para fins de recertificação. A expectativa é que o
evento atraia um público numeroso, até porque contará
com um time de expositores que se destacam pelo seu alto grau de especialização:
Jorge Henrique Monteiro de Almeida Filho (Gerente Jurídico da TELOS),
Daniela Mattozo Rodrigues (Gerente Jurídica da ELETROS), Carlos
Alberto Caser (Diretor-Presidente da FUNCEF), Tarcísio Luiz Silva
Fontenele (Gerente Jurídico da SISTEL), Ricardo de Souza Santos
(Gerente Jurídico da REFER) e Jarbas de Biagi (Diretor-Presidente
do BANESPREV). Atuarão como mediadores o Procurador-Chefe da PREVIC,
Felipe de Araújo Lima, e o Gerente Jurídico do POSTALIS,
Emmanuel Rego Alves Vilanova. Da sessão de instalação
dos trabalhos, a partir das 9 horas, participarão os titulares da
Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC),
Jaime Mariz de Faria Júnior, e da Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (PREVIC), José Maria Rabelo.
Enfim, explica Reis, até antes mesmo de pensarmos no magistrado,
precisamos cuidar de como procedem os nossos próprios advogados,
comunicadores e dirigentes, entre outros profissionais das entidades, que
através de ações e omissões podem estar inadvertidamente
sujeitando o fundo a novos riscos ou deixando de explorar adequadamente
uma boa oportunidade de defesa. Ao CEJUPREV, um fórum de estudos
e divulgação de trabalhos que em nenhum momento vem substituir
os advogados ou escritórios de advocacia regularmente contratados
pelas associadas, compete ajudar para que a importância de
se atuar preventivamente fique cada vez mais clara entre os diversos atores
do sistema, não apenas entre os profissionais das gerências
jurídicas dos fundos de pensão, mas entre toda a estrutura
das entidades.
Nessa linha, as várias apresentações do seminário,
que contarão com diversos especialistas do sistema, estarão
mostrando o muito que pode ser feito em termos de alinhar e harmonizar
internamente conceitos e iniciativas. As exposições irão
mostrar a importância da gestão preventiva dos riscos
e de uma adequada administração dos processos judiciais,
onde, nota Reis, muitas vezes o momento mais funtamental é a primeira
oportunidade de se dirigir ao juiz, ainda na primeira instância.
“É ali que as bases da defesa do fundo de pensão são
colocadas para o magistrado”.
“Se instalado o conflito judicial, é fundamental que, já
na primeira oportunidade de ‘falar nos autos’ (diga-se de passagem, a contestação
é a mais importante oportunidade de manifestação em
juízo), a tese da entidade seja apresentada de forma completa, dando-se
o devido relevo à legislação federal, às normas
oficiais e aos comandos contratuais previstos em regulamento”, afirma Reis.
O esclarecimento sobre o regime de capitalização, a ênfase
para o fato de que houve manifestação do órgão
oficial de supervisão (se for o caso) e a juntada de um laudo técnico-atuarial,
sem prejuízo de produção de prova pericial, podem
fazer uma grande diferença para que o magistrado compreenda a essência
do problema e venha a solucioná-lo dentro da melhor técnica.
No gerenciamento dos riscos jurídicos, continua Reis,
há uma extensa agenda, cuja face mais conhecida é o rigor
pelo cumprimento da legislação e das normas oficiais.
Outra tarefa é zelar pela existência de estatutos e regulamentos
com redação clara e sem ambiguidades. No tocante às
regras de governança, para efeito de buscar a eficiência e
definir com clareza competências e responsabilidades, os regimentos
internos dos órgãos estatutários e dos comitês
também devem ser objetivos e de fácil acesso. Boletins informativos,
cartas e ofícios devem passar igualmente pelo crivo da área
jurídica.
“Contando com a presença de importantes profissionais da área
jurídica dos fundos de pensão, o seminário pretende
mostrar que é fundamental atuar simultaneamente tanto na prevenção
quanto na gestão dos processos judiciais”, conclui Reis.
(Diário dos Fundos de Pensão)
04.08 - II Curso de Previdência Complementar - OAB-RJ
O curso a ser realizado pela OAB/RJ, em conjunto com a Escola Superior
de Advocacia - ESA acontece de 11 de agosto a 27 de setembro, as terças
e quintas, no horário das 19h00 às 21h30, na ESA/RJ, na Avenida
General Câmara, 150 - 2º andar.
O curso tem a presença de convidados como: Carlos Eduardo Gabas,
Carlos de Paula, Leonardo Paixão, Flávio Martins, Carlos
Fernando Costa, Rafael Castro, Cleide Rocha, José Edson, Luiz Felippe,
Sergio Rosa, Carla Henaut e Adacir Reis.
O curso é uma realização da Comissão de
Previdência Complementar e Escola Superior de Advocacia e tem a coordenação
deGema Martins – Presidente da Comissão de Previdência Complementar.
Serviço
II Curso de Previdência Complementar
De 11 de agosto a 27 de setembro de 2011
Terças e quintas, das 19h às 21h30
ESA/RJ – Av. Marechal Câmara, 150 / 2º andar
Carga horária: 35 h/aula
Valor: R$ 380,00
VAGAS LIMITADAS
Inscrições no site: www.oabrj.org.br
Tel.: (21) 2272-2097
E-mail: esa@oabrj.org.br (AssPreviSite)
04.08 - Desmistificação do déficit da Previdência
A COBAP participou de mais uma reunião do Grupo de Trabalho
(GT) conjunto no Ministério da Previdência Social. Os temas
mais discutidos foram a Campanha Nacional de desmistificação
do déficit da Previdência Social e a Dívida Ativa da
União. Com relação à Campanha Nacional de desmistificação
do déficit da previdência social foram levantados alguns pontos
que serão ainda detalhados.
O primeiro ponto é a questão da articulação
de uma Agência de Publicidade. O segundo ponto é incluir os
Conselhos Estaduais de Previdência nessa Campanha Nacional. O terceiro
ponto é trabalhar a questão da educação e da
inclusão previdenciária e um quarto ponto é tratar
do balanço financeiro da Previdência e da Seguridade Social
de maneira pedagógica, técnica e esclarecedora.
O presidente da COBAP, Warley Martins, enfatizou que “a Campanha Nacional
deve explicar para a mídia e para toda a sociedade brasileira que
não existe déficit na previdência e que a Seguridade
Social é superavitária”.
Foi sugerida também na reunião que a Campanha Nacional
será regionalizada, coordenada pelos representantes do Grupo de
Trabalho (GT), contará com a participação das superintendências
estaduais do INSS, autoridades públicas e que terá um discurso
único em defesa dos recursos da Previdência Social e da Seguridade
Social. Sobre a questão da Dívida Ativa o governo apresentou
dados assustadores sobre os devedores da União.
De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) o estoque
da dívida é de mais de R$ 640 bilhões, enquanto que
a arrecadação desses débitos é de apenas R$
2,65 bilhões, ou seja, apenas 0,48% do total. O governo também
informou que tramita no Senado o Projeto de Lei 336/2008 que visa agilizar
a cobrança dessa divida ativa. A próxima reunião do
grupo será dia 24 de agosto, às 10 horas, no Ministério
da Previdência. (Maurício Oliveira e Lívia Rospantini
- Cobap)
03.08 - Encontro Nacional dos contabilistas
Profissionais de especial importância para as entidades e que
têm enfrentado o desafio de se adaptarem às novas realidades
criadas pelo novo Plano de Contas, os contadores do sistema preparam-se
para um evento à altura de sua missão. É o IV Encontro
Nacional dos Contabilistas das EFPCs,que será realizado em Natal
- RN, nos dias 11 e 12 de agosto próximo, organizado pela Comissão
Técnica Regional Nordeste de Contabilidade da ABRAPP. A participação
no evento valerá 15 créditos no PEC - Programa de Educação
Continuada do ICSS.
A área contábil é uma das que mais sofreram mudanças
nos últimos anos – e não só em nosso sistema, com
a adequação da contabilidade brasileira aos padrões
internacionais - e a troca de ideias e experiências que esse
tipo de evento permite ajuda sobremaneira os profissionais a vencer o desafio
de tantas e tão profundas alterações.
Maiores informações podem ser obtidas através
do telefone (85) 3452-6550, com Jacqueline, ou secretaria@faelce.com.br
, para onde podem também ser remetidas as fichas de inscrição
já preenchidas.
A ABRAPP enviou às associadas circular convidando dirigentes
e técnicos a se inscreverem. (Diário dos Fundos de Pensão)
03.08 - A boa imagem da Previdência
O ministro Garibaldi Alves Filho está aparecendo muito bem na
fotografia da Esplanada dos Ministérios. A sua atuação
à frente do Ministério da Previdência Social é
elogiada no eixo Palácio do Planalto-Congresso e tem merecido, também,
o reconhecimento positivo das centrais sindicais dos trabalhadores. Transitando
pelos partidos, inclusive, da oposição, o trabalho do ministro
vem sendo destacado pela mídia, aqui e acolá servindo
de mote para editoriais dos principais jornais do país. Como aconteceu,
por exemplo, no jornal O Estado de S. Paulo, de domingo. Um de seus editoriais,
com o título "A melhora dos resultados da Previdência Social"
enfoca, exatamente, a gestão positiva do ministro Garibaldi Filho.
Transcrevo-o por inteiro:
- Em junho, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) foi de R$ 1,9 bilhão, com queda de 21,5%, em relação
a maio, e de 35,8%, em relação ao mesmo mês do ano
passado, segundo o Ministério da Previdência Social. Mas,
mesmo sendo o menor desequilíbrio para o mês, desde 2004,
isso não significa que os resultados do INSS estão deixando
de ser problemáticos para as contas públicas.
- Um aspecto positivo das contas do INSS está no fato de que
foi pequena a diferença entre o montante das sentenças judiciais
pagas em junho de 2010 (R$ 350 milhões) e no mesmo mês do
ano passado (R$ 410 milhões), sendo este um item que, com frequência,
distorce a comparação.
- A chamada previdência urbana mostrou superávit de quase
R$ 2,4 bilhões, no mês passado, e de R$ 6,4 bilhões,
no primeiro semestre, 89,2% superior ao do mesmo período do ano
passado.
- É um efeito direto do bom ritmo da atividade econômica
e do aumento da formalização dos empregos, notou o ministro
da Previdência, Garibaldi Alves. Mais trabalhadores informais estão
pedindo aos patrões que sejam registrados, pois, com a carteira
assinada, têm acesso a linhas de crédito mais baratas, com
as operações consignadas, além de se habitarem à
compra da casa própria, inclusive nas modalidades subsidiadas do
programa Minha Casa, Minha Vida.
- Além da melhora dos dados da previdência urbana, o déficit
da previdência rural está mais contido - atingiu R$ 4.264
bilhões, em junho, superior em apenas 1,4% ao de maio e em 1,2%
ao de junho 2010. A arrecadação líquida melhorou entre
os primeiros semestres de 2010 e 2011, crescendo 12,2% nominais, bem mais
que o déficit (8,6%). Ocorre que a receita previdenciária
da área rural financiou neste ano pouco mais de 10% da despesa -
apenas um ligeiro acréscimo sobre os 9% dos últimos 12 meses.
- Outro dado positivo, em junho, foi a recuperação de
créditos de R$ 1,23 bilhão, com aumento de R$ 400 milhões
em relação ao que foi recuperado em maio. Mantida a tendência,
não se deve estranhar se o déficit do INSS for inferior a
R$ 40 bilhões, abaixo das previsões e menor que o de 2010,
de cerca de R$ 43 bilhões.
- Mas pela frente há desafios à gestão previdenciária,
entre os quais, dois se destacam: primeiro, o aumento do salário
mínimo, em 2012, com enorme impacto negativo no INSS; e, segundo,
o governo estuda a mudança das fontes de financiamento da Previdência
- e até o ministro se declara preocupado com o assunto. (Tribuna
do Norte)
03.08 - Revisão: Aposentados por invalidez ficam fora
Aposentados por invalidez e por tempo de serviço proporcional
ficaram de fora da lista divulgada no dia 25 de julho pelo Instituto Nacional
de Seguro Social (INSS). Advogados especializados em previdência
confirmaram o problema. O Ministério da Previdência, no entanto,
nega que isso esteja acontecendo.
“Fizemos algumas consultas no simulador do INSS e nenhuma das aposentadorias
proporcionais que consultamos foram selecionadas para a revisão.
Além disso, também parece ter ficado de fora as aposentadorias
por invalidez. No entanto, todas elas se enquadram na decisão do
Supremo Tribunal Federal”, explicou Rafaela Domingos Lirôa, do Innocenti
Advogados Associados.
Em fevereiro deste ano, uma decisão proferida pelo Supremo reafirmou
um entendimento dado em setembro de 2010 sobre a revisão da aposentadoria
no País. Agora, quem se aposentou entre 1998 e 2003 e sofria com
a limitação do teto imposto pelo INSS, terá a diferença
incorporada nos reajustes impostos naquele período.
No entanto, as consultas à revisão através do
telefone 135 e pela internet mostram possíveis excluídos
da medida como os benefícios por invalidez, pensões por morte,
aposentadorias especiais e proporcionais.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Ministério
da Previdência. A possibilidade de que esses beneficiários
não constem na lista foi cogitado, no entanto, nenhum caso teria
sido comprovado até o momento.
“Se houver comprovação, o INSS deverá corrigir
a situação automaticamente. Não há, em hipótese
alguma, a necessidade de a pessoa ir a uma Agência da Previdência
Social. A Previdência quer resolver a questão do pagamento
da revisão da melhor maneira possível”, afirmou a assessoria
do ministério.
Segundo ela, o “problema é que algumas pessoas, mesmo com o
benefício concedido naquele período e limitado ao teto, não
têm direito à revisão”. Para explicar melhor, a assessoria
encaminhou um trecho do que foi publicado em 14 de julho deste ano, quando
foi anunciado o pagamento dos benefícios.
“Foram identificados 601.553 benefícios limitados ao teto naquele
período. Desses, 193.276 estão cessados há mais de
cinco anos e não produzirão impacto financeiro; em 277.116
não há diferenças a serem pagas e em 131.161 há
um passivo a ser pago”.
Controvérsias
A advogada Rafaela Domingos Lirôa sinaliza, ainda, que a decisão
do Supremo que repercutiu para todo o País era justamente de um
beneficiário de aposentadoria por tempo de contribuição
proporcional.
“Isso quer dizer é que como o INSS divulgou que não terão
direito à revisão, dentre outros, os benefícios com
valor do salário-de-benefício não limitado ao teto
previdenciário na data da concessão, isto indica que não
serão revisados os benefícios concedidos na modalidade proporcional
de tempo de contribuição, mesmo àqueles que somente
não sofreram a limitação ao teto por conta da redução
havida em razão do tempo de contribuição não
ter sido integral”, relata a advogada.
“Isso, aliás, no meu ponto de vista, contraria o entendimento
do STF, pois naquele processo julgado, o autor se aposentou com proventos
proporcionais e o direito à revisão foi concedido a ele pelo
Supremo, não podendo mais o INSS recorrer naqueles autos”, completa.
(Correio do Estado)
02.08 - 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão
O 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, será
realizado entre os dias 19 e 21 de setembro, em Florianópolis, tendo
como tema central Visão de Futuro: Inovar no Presente.
No momento em que o Sistema e o País reúnem condições
nunca antes conseguidas para crescer mais rápido e consistentemente,
fica reforçado o propósito de se discutir, com a profundidade
costumeira, a realidade presente e as muitas formas de perceber e agir
sobre as condições de nosso tempo.
Em um mundo de tão profundas transformações, construir
o futuro é uma tarefa tremendamente desafiante. Um desafio direcionado
por um mercado onde as demandas mudam radicalmente, as expectativas e os
produtos valorizados não são os mesmos de há alguns
anos, para uma larga faixa do público. Por isso é tão
importante inovar, partindo de um ambiente seguro. Segurança que
é dada pela competência dos dirigentes e por uma base legal
e normativa fomentadora de um potencial que se vai concretizando.
Um Sistema voltado para o futuro, à aposentadoria vivida com
renda e qualidade de vida, instiga a esperança. E a verdade é
que espaço para crescimento não falta, considerando que é
pelo menos três ou quatro vezes maior, comparando com o que temos
hoje, o número de empresas em condições de patrocinar
planos e sindicatos de instituí-los.
Natural, portanto, que os congressos reúnam a cada ano um público
ainda maior, hoje já próximo de 3.000 pessoas. Temas e metodologias
alinhados ao propósito de ensejar a mais ampla troca de ideias e
experiências e propiciar conclusões ao final dos debates,
combinados a uma audiência altamente qualificada – formadores de
opinião, lideranças empresariais, sindicais e políticas,
ao lado de autoridades, especialistas e profissionais de mercado –, são
condições que ajudam a alcançar ao longo dos três
dias de apresentações e debates os mais elevados propósitos.
Assim, é com satisfação que o estamos convidando
para a leitura do Programa Preliminar no link http://congressodosfundosdepensao.com.br/
e a participação em um evento organizado para atender às
expectativas dos diferentes públicos e, mais que tudo, reforçar
algo que os Fundos de Pensão tanto favorecem através de sua
ação, a construção de um Brasil mais próspero
e justo. (Abrapp)
02.08 - II Curso de Previdência Complemantar - OAB-RJ
O curso a ser realizado pela OAB/RJ, em conjunto com a Escola Superior
de Advocacia - ESA acontece de 11 de agosto a 27 de setembro, as terças
e quintas, no horário das 19h00 às 21h30, na ESA/RJ, na Avenida
General Câmara, 150 - 2º andar.
O curso tem a presença de convidados como: Carlos Eduardo Gabas,
Carlos de Paula, Leonardo Paixão, Flávio Martins, Carlos
Fernando Costa, Rafael Castro, Cleide Rocha, José Edson, Luiz Felippe,
Sergio Rosa, Carla Henaut e Adacir Reis.
O curso é uma realização da Comissão de
Previdência Complementar e Escola Superior de Advocacia e tem a coordenação
deGema Martins – Presidente da Comissão de Previdência Complementar.
Serviço
II Curso de Previdência Complemantar
De 11 de agosto a 27 de setembro de 2011
Terças e quintas, das 19h às 21h30
ESA/RJ – Av. Marechal Câmara, 150 / 2º andar
Carga horária: 35 h/aula
Valor: R$ 380,00
VAGAS LIMITADAS
Inscrições no site: www.oabrj.org.br
Tel.: (21) 2272-2097
E-mail: esa@oabrj.org.br (AssPreviSite)
02.08 - Governança, Resolução 13, SBR e a GBR nas
EFPCs
Daqui a duas semanas, em Brasília, vamos proporcionar uma leitura
ampla e objetiva do novo contexto para a gestão de riscos das EFPC
frente aos atuais mecanismos e exigências de governança do
sistema.
Com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio do
Banco FATOR vamos tratar do cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar os
esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão baseada em Riscos em adoção
pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para atualizar a visão de riscos
sob a ótica dos investimentos num cenário de mercado e economia
bastante volátil, com várias incertezas, ameaças e
oportunidades.
Como sempre ocorre em nossos encontros, nomes de destaque estarão
conosco para tratar a temática dos diversos tópicos que influenciam
a vida e o desempenho de uma EFPC frente a este cenário.
O momento é bastante propício para esta reunião.
Venha conferir! Compareça na manhã do próximo
dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de tratamento do tema e agregar
mais valor a um assunto de tanto interesse para a gestão das fundações.
Não perca esta nova oportunidade!!! As vagas são
limitadas! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos
reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
01.08 - Brasília trata Governança, Res 13, SBR e a GBR
O novo Espaço AssPreviSite, no próximo dia 15, em Brasília,
vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva do novo contexto para a gestão
de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos e exigências de governança
do sistema.
Com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio do
Banco FATOR vamos tratar do cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar os
esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão baseada em Riscos em adoção
pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para atualizar a visão de riscos
sob a ótica dos investimentos num cenário de mercado e economia
bastante volátil, com várias incertezas, ameaças e
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a vida e o desempenho de uma EFPC frente a este cenário.
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dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
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mais valor a um assunto de tanto interesse para a gestão das fundações.
Não perca esta nova oportunidade!!! As vagas são
limitadas! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos
reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
01.08 - Senador e o fim do fator previdenciário
Paulo Paim conclamou trabalhadores a pressionarem o Congresso
“Há grandes chances de acabarmos com o fator previdenciário
ainda neste governo, mas tem que haver uma grande mobilização
por parte dos trabalhadores em cima do congresso”. Com essa afirmação,
o senador Paulo Paim abriu a sua fala no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos
de Caxias do Sul e Região, na noite de quarta-feira, dia 27. Paim
que cumpriu agenda em Caxias do Sul, visitando o Sindicato dos Aposentados
e Pensionistas, Prefeitura, Câmara de Vereadores e Câmara da
Indústria, Comércio e Serviços (CIC), defendeu o fim
imediato do fator previdenciário e a redução da jornada
de trabalho.
Instituído após a Reforma da Previdência, no governo
Fernando Henrique Cardoso (FHC) como forma de reduzir as aposentadorias
pagas e, consequentemente, poupar recursos da Previdência, o mecanismo
tem sido alvo de críticas das centrais sindicais e dos trabalhadores
desde sua criação. Paim, que bate no fator há 12 anos,
afirmou ter conversado com o ministro da Previdência, Garibaldi Alves,
para negociar o fim do fator e diz que o governo tem sinalizado positivamente.
“A Dilma (presidente Dilma Rousseff) só precisa ver a mobilização
acontecer.”
Aos metalúrgicos, Paim falou de uma mobilização
que a categoria já está acostumada. “É preciso pressionar
para abrir a mesa de negociação, exatamente como acontece
na discussão do dissídio”. No ano passado, Paim conseguiu
aprovar a derrubada do fator por unanimidade no Senado, mas a proposta
foi vetada pelo ex-presidente Lula. O próprio Garibaldi, na ocasião,
votou a favor da proposta.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, o deputado
federal Assis Melo, não haverá avanços se o fator
não
for extinto imediatamente. “É preciso primeiro acabar com ele e
depois discutir outras alternativas, pois se formos negociar perdendo,
vamos continuar perdendo. Ou seja, não dá para iniciar uma
negociação, partindo de uma situação ruim”.
Assis defende que os trabalhadores se unam e participem das mobilizações
que serão realizadas no segundo semestre para que os parlamentares
se sintam na obrigação de derrubar o fator. “Não basta
colocar o projeto na pauta se não tivermos a maioria, por isso precisamos
de muita luta, pois o mercado continua dando as ordens, então temos
que fazer mais pressão”.
Paim, que, junto com Inácio Arruda (PCdoB-CE), é autor
do projeto de lei da redução da jornada, apresentado ainda
em 1995, também defendeu em Caxias do Sul a mobilização
dos trabalhadores como forma de pressionar a aprovação da
proposta. “Está instalado um debate pela redução da
folha de pagamento. “Então se querem, vamos discutir, mas a redução
da jornada também tem que entrar. O que não dá é
para aceitar o tudo ou nada”.
Substituição do fator
No Congresso, tramitam diversos projetos que afetam as aposentadorias.
As propostas vão desde o fim do fator previdenciário até
a mudança dos seus cálculos e a limitação do
período de aplicação. O fator previdenciário
prejudica quem começou a trabalhar mais cedo, que geralmente recebe
uma remuneração mais baixa. Desde a reforma de 1998, não
existe mais a idade mínima para a aposentadoria integral, que leva
em conta 30 anos de contribuição para mulheres e 35, para
homens. Apenas a proporcional tem o critério da idade mínima
de 53 anos. (Mundo Sindical)
01.08 - Projeto piloto: Previdência Aqui
Objetivo é facilitar o acesso da população a informações
da Previdência Social
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano
Hauschild, falou à Rádio Previdência sobre o projeto
piloto Previdência Aqui. O objetivo do projeto é facilitar
o acesso da população a informações sobre a
Previdência Social, que serão disponibilizadas em pequenas
estruturas montadas especificamente para este fim. Está prevista
a instalação de duas unidades em Porto Alegre (RS) e quatro
no Rio de Janeiro (RJ). Segue, na íntegra, a entrevista.
Qual é o objetivo do projeto piloto Previdência Aqui?
Hauschild - É permitir que nos grandes centros urbanos ou nos
locais de alta densidade populacional que tenham pouca presença
do Estado, o INSS possa prestar informações e orientações
às pessoas sobre os serviços que a Previdência Social
oferece. Nas unidades do Previdência Aqui, não faremos reconhecimento
de direito, não faremos perícia, não concederemos
benefícios. Nos limitaremos à prestação de
informações rápidas, como comprovação
de aposentadoria, extrato de consignado e de pagamento de benefícios.
Vamos utilizar esse canal para explicar para as pessoas as garantias e
as coberturas previdenciárias que ela passará a ter na medida
em que ela se filia, além de falar sobre os canais remotos da Previdência.
Vamos informar quais documentos as pessoas precisam levar quando forem
a uma Agência da Previdência Social (APS) para fazer perícia
ou pedir uma aposentadoria, por exemplo. O Previdência Aqui presta
serviços para esclarecer as pessoas sobre seus direitos, sobre a
importância de se filiar ao regime e documentos necessários
que precisam numa eventualidade de ter que procurar a Previdência.
Por que foram escolhidas para este projeto piloto as cidades de Porto
Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ)?
Hauschild - Nós vamos implantar mais uma unidade do Previdência
Aqui em Porto Alegre e mais três no Rio de Janeiro. Porto Alegre
foi escolhida porque já existe a demanda. Mas, essencialmente, porque
a iniciativa do projeto é da gerência-executiva do INSS de
Porto Alegre. Os técnicos identificaram que 82% das pessoas que
vão às APS na capital gaúcha vão buscar orientações
e informações.
No Rio de Janeiro, a justificativa é por conta do trabalho que
vem sendo feito pelos governos federal, estadual e municipal com a implantação
de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). O INSS não poderia
ficar de fora. Vamos beneficiar os moradores do Morro do Alemão,
Cidade de Deus, Vila Cruzeiro e Fazendinha. Com isso, as pessoas não
precisam mais se deslocar até as unidades da Previdência Social
dos centros urbanos. A população terá acesso a esclarecimentos
no Previdência Aqui e, quando procurarem alguma APS, vão precisar
ir uma única vez para conseguir a concessão do benefício
ou fazer uma perícia médica, por exemplo.
Quando o INSS terá as primeiras pesquisas a respeito da eficiência
desse espaço?
Hauschild - Vamos aguardar de 30 a 60 dias para ter os primeiros resultados,
para saber quantas pessoas estão procurando o serviço e criar
um espaço de divulgação. Depois, vamos avançar
com a expansão de novas unidades do Previdência Aqui em outras
capitais do país.
Caso o INSS receba um retorno positivo da unidade, existe a previsão
de estender o projeto para quais cidades?
Hauschild - Na verdade, estamos planejamento a expansão do Previdência
Aqui em Porto Alegre, utilizando a estação do metrô,
em uma parceria com o Ministério das Cidades (MC). Também
devemos, junto com o Ministério da Previdência Social (MPS),
estreitar relação com o MC, nos valendo das estações
de metrô da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em alguns
estados do Nordeste e de outras cidades que o INSS esteja presente, para
auxiliar na divulgação de informações sobre
a Previdência, em parceria com municípios e estados. (AgPrev)
29.07 - 4º Prêmio Previc de Monografias: Inscrição
até hoje
As inscrições para o 4º Prêmio de Monografias,
promovido pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, em parceria com a Fundação Anfip de Estudos de
Seguridade Social e com o sistema Abrapp/Sindapp, terminam nesta sexta
feira.
O formulário para inscrição está disponível
na página da Fundação Anfip (www.fundacaoanfip.org.br)
e, além desse documento, os candidatos deverão enviar os
trabalhos impressos e por meio magnético à Fundação
Anfip, via Correios (EBCT), até a data limite para as inscrições.
TEMAS
Os temas escolhidos para esta edição estão em
consonância com a agenda de trabalho dos diversos atores do setor.
São eles: “O Fomento na Previdência Complementar; Contrato
Previdenciário; e A Governança nos Fundos de Pensão”.
Em cada tema o candidato deverá, necessariamente, abordar todos
os itens apresentados no edital. No primeiro tema o candidato deverá
discorrer sobre: os obstáculos encontrados para o crescimento da
previdência complementar e apresentar estratégias para superá-los;
a inovação como instrumento para o crescimento sustentável;
e a revisão de planos e criação de produtos com o
objetivo de ampliação do sistema.
Dentro do tema “Contrato Previdenciário” as abordagens obrigatórias
são: a solução de conflitos por meio de conciliação,
mediação e arbitragem, versus judicialização
das controvérsias; a independência patrimonial dos planos
de benefícios das EFPC; e o direito adquirido, direito acumulado
e expectativa de direito (caracterização e efeitos), são
os tópicos que deverão ser contemplados.
No último tema proposto pede-se que o autor fale sobre a identificação,
prevenção e solução de conflitos de interesse;
a qualificação profissional, abrangendo a educação
contínua e a certificação; e, por fim, trate do equilíbrio
na relação com as partes: a transparência, responsabilidade
e segurança da informação.
Os primeiros colocados em cada tema, além do prêmio em
dinheiro – R$ 10 mil - terão seus trabalhos publicados pela Previc
e receberão a premiação no 32º Congresso Brasileiro
de Fundos de Pensão, que será em setembro. A Comissão
Julgadora poderá, ainda, conceder duas menções honrosas,
com direito a certificado e publicação do trabalho.
(Inaiá Sant’Ana de Menezes - AgPrev/AssPreviSite)
29.07 - Servidor: Sinal verde para a previdência complementar
A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde para o ministro da Previdência,
Garibaldi Alves Filho, tocar o projeto de lei que cria a previdência
complementar do servidor público federal. O governo está
negociando um substitutivo ao projeto que tramita no Congresso Nacional
desde 2007. A ideia é acolher algumas emendas ao texto original
que foram apresentadas pelos deputados e que não alteram a essência
da proposta. O substitutivo será apresentado pelo próprio
relator do projeto na Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público da Câmara, deputado Silvio Costa
(PTB-PE).
O governo resistiu às pressões e descartou a proposta
de criação de um fundo só para o Judiciário,
como estava sendo reivindicado pelos juízes. Haverá apenas
um fundo para todos os servidores civis da União (os militares ficarão
fora, pois terão suas próprias regras). Mas o governo flexibilizou
a proposta, que admitirá a existência de vários planos
de aposentadoria complementar geridos pelo mesmo fundo.
A pedido da presidente Dilma, o Ministério da Previdência
está preparando, junto com o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), uma série de simulações de como ficará
a aposentadoria dos servidores com o fundo de pensão vis-à-vis
a situação atual. As simulações serão
apresentadas na próxima semana à ministra chefe da Casa Civil,
Gleisi Hoffmann.
Proposta prevê um único fundo com vários planos
Os cálculos preliminares feitos pelos técnicos da Previdência
mostraram que quem optar pelo Fundo poderá até mesmo ter
um valor da aposentadoria maior do que se ficasse com as regras atuais.
As simulações foram feitas com base em variáveis conservadoras
para a rentabilidade das aplicações do Fundo, para a revisão
salarial do servidor ao longo do período de contribuição
e com base na tábua atuarial AT 2000, mais condizente com a realidade
demográfica que está se desenhando para o futuro.
Político experiente, o ministro Garibaldi quer reduzir o conteúdo
emocional do debate em torno da criação da previdência
complementar dos servidores. Por isso, ele orientou sua equipe a preparar
argumentos técnicos e números que mostrem as vantagens do
novo sistema para os futuros participantes. A estratégia do ministro
é ganhar o apoio dos servidores para a proposta pela força
dos argumentos.
Mesmo com a oposição manifestada pelas entidades representativas
dos magistrados ao fundo de pensão, o Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) criou, recentemente, uma comissão encarregada de discutir
o assunto. Essa comissão é coordenada pelo conselheiro Jefferson
Luis Kravchychyn. O governo quer aproveitar esse espaço de discussão
aberto no Judiciário para apresentar os dados e os argumentos técnicos
em defesa do novo sistema.
Os juízes desejam preservar a aposentadoria integral, ou seja,
receber na inatividade um valor que corresponda aos proventos no exercício
do cargo. Os técnicos do Ministério da Previdência
lembram, no entanto, que a aposentadoria integral não existe mais
para aqueles que ingressaram no serviço público depois da
emenda constitucional 41, de 2003. Essa questão não pode
ser alterada pelo projeto de lei que está no Congresso.
A criação de um fundo de pensão para o servidor
fez parte da reforma previdenciária proposta pelo ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. Essa reforma, aprovada pelo Congresso
Nacional em 2003, prevê que as pessoas que ingressarem no serviço
público após a criação da aposentadoria complementar
passarão a ter as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa
privada. Ou seja, contribuirão para o Regime Geral de Previdência
Social (RGPS) e receberão aposentadoria até o valor de R$
3.672,00 - o teto atual do INSS. Além disso, poderão contribuir
para o fundo de pensão dos servidores e complementar a aposentadoria.
As novas regras só valerão, portanto, para quem ingressar
no serviço público após a aprovação
da previdência complementar. Os atuais servidores só optarão
pelo fundo de pensão se assim o desejarem. Não serão
obrigados a isso. Essa regra da Constituição preserva não
apenas os direitos adquiridos, mas também as expectativas de direito.
Mesmo que as mudanças tenham impacto sobre as contas públicas
apenas no longo prazo, o governo considera indispensável enfrentar
essa questão porque o déficit do regime próprio dos
servidores públicos federais está crescendo 10% ao ano, de
acordo com dados do Ministério da Previdência. Ele é
maior do que o déficit do RGPS. Em 2010, o déficit do regime
próprio, que beneficia 950 mil servidores aposentados e pensionistas,
ficou em R$ 51,2 bilhões, enquanto que o déficit do RGPS,
que beneficia 28 milhões de trabalhadores, foi de R$ 42,9 bilhões.
Esse quadro não mudará muito este ano, de acordo com as previsões
oficiais.
Para agravar a situação, dados do Ministério do
Planejamento mostram que, nos próximos quatro anos, cerca de 40%
dos atuais 1.111.000 funcionários públicos federais estarão
em condições de requerer a aposentadoria. Ou seja, se o fundo
de pensão não for criado logo, os substitutos desses servidores
ingressarão no serviço público com as regras atuais
de aposentadoria, adiando a solução do problema. (Ribamar
Oliveira - Valor Online)
29.07 - A reforma da bomba-relógio
A reforma tributária "fatiada", ou em etapas, que gerou expectativas
otimistas, dará lugar, segundo a imprensa, com base em fontes oficiais,
à reforma da "bomba-relógio", a que fará "explodir"
a Previdência Social, patrimônio dos trabalhadores e que tem
sido, em nosso país, graças à contribuição
dos empregadores, um instrumento indispensável à paz social.
Numa inaceitável demonstração de descoordenação
entre setores da administração e inobstante as diretrizes
presidenciais no sentido da integração governamental, o Ministério
da Fazenda, ao arrepio da área da Previdência, teria acolhido
proposta para eliminar a contribuição previdenciária
patronal, constitucionalmente obrigatória desde a Carta de 1934,
e substituir a respectiva receita por mais um imposto incidente sobre o
faturamento das empresas.
A proposta, todavia, é, financeira e tecnicamente, insustentável
e provocará um desnecessário desgaste político para
o governo. No que tange ao ângulo financeiro, a reforma manterá
a mesma carga tributária sobre as empresas, pois o imposto com base
no faturamento terá de proporcionar receita idêntica à
que deriva das contribuições previdenciárias patronais,
estimada, no corrente ano, em cerca de R$ 240 bilhões. Como bem
acentuou editorial do jornal O Estado de S. Paulo de 2/6 (Desoneração
e reforma, A3), "será inútil, do ponto de vista da eficiência
econômica, trocar a contribuição sobre a folha por
um tributo de outro tipo".
Sob o aspecto técnico, a proposta é realmente, uma "bomba-relógio",
que "implodirá" o sistema previdenciário brasileiro, estruturado
pela Constituição de 1988, a qual, sensível à
natureza do seguro social, prescreveu, no seu artigo 165, parágrafo
5.º, a separação entre o orçamento fiscal e o
orçamento da seguridade social, este "abrangendo todas as entidades
e órgãos a ela vinculados, da administração
direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos
e mantidos pelo poder público". Ao orçamento fiscal devem
afluir as receitas provenientes de impostos e taxas e as receitas patrimoniais
e de capital, para custear as despesas com a ação dos três
Poderes da União, notadamente as de custeio e de investimentos.
Ao orçamento da seguridade social devem afluir as receitas oriundas
das contribuições previdenciárias dos empregados e
dos empregadores e as contribuições sociais pagas pelas empresas,
com base no faturamento (Cofins) e no lucro (CSLL), para custear todas
as ações nas áreas da Previdência, da Assistência
Social e da Saúde.
"Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos benefícios
concedidos pelo regime geral da previdência social, em adição
aos recursos de sua arrecadação", o artigo 250 da Constituição
autoriza a União a "constituir fundo integrado por bens, direitos
e ativos de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a
natureza e administração desse fundo".
Uma vez implementado esse fundo, pelo menos em relação
aos trabalhadores da área urbana, as respectivas receitas e despesas
previdenciárias deixarão de figurar no Orçamento da
União, à semelhança do que ocorre com o Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS), cujos balanços são elaborados
pela Caixa Econômica Federal, que o administra, e não integram
a receita, nem a despesa, da União. O fundo previdenciário
seria gerido, em conjunto, por trabalhadores, empregadores e governo, operaria
por intermédio de uma entidade bancária oficial, aplicaria,
no mercado financeiro, as suas disponibilidades de caixa e seria integrado,
ainda, por bens que lhe sejam transferidos pela União, como, por
ser de justiça, imóveis pertencentes ao INSS, construídos
com as receitas das contribuições previdenciárias.
Nos dias atuais, a implementação desse fundo mais se
justifica, dada a feliz circunstância de que, há alguns meses,
a previdência dos trabalhadores urbanos vem apresentando sucessivos
superávits. Já a previdência dos produtores e trabalhadores
rurais continua extremamente deficitária - a receita cobre apenas
cerca de 10% da despesa - e terá de ser financiada, sob pena de
causar intranquilidade na área rural, pelas dotações
da assistência social, com o produto da receita da Contribuição
Social para o Financiamento de Seguridade Social (Cofins) - denominação
autoexplicativa - e da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL). Vale notar que a Carta de 1988 incluiu na Previdência
Social cerca de 6 milhões de trabalhadores e produtores rurais que
nunca recolheram nenhuma contribuição previdenciária.
E, agora, anuncia-se a inclusão, nesse modelo, dos indígenas
brasileiros, com aposentadoria no valor de um salário mínimo.
Por conseguinte, a proposta da "bomba-relógio", a par de ignorar
a estrutura da Previdência Social brasileira, resultará, sem
dúvida, na "implosão" do sistema, intranquilizando milhões
de segurados ativos, inativos e pensionistas, e também constituirá
um desserviço ao próprio governo.
Por outro lado, foi noticiado que o governo está elaborando
projeto de lei para enquadrar nas normas da Lei de Responsabilidade Fiscal
relativas à transparência a contabilidade das renúncias
a receitas previdenciárias. Assim, seriam adequadamente imputados
aos orçamentos dos Ministérios competentes os valores das
renúncias referentes a entidades filantrópicas, empresas
exportadoras, pequenas e microempresas, clubes de futebol, etc., num total,
neste exercício, de mais de R$ 20 bilhões. E seriam separadas,
como se impõe, as contas da previdência urbana e da previdência
rural, o que possibilitará análises mais corretas do nosso
sistema previdenciário, sem as inadequadas comparações
com o produto interno bruto (PIB) de receitas reduzidas por renúncias
e despesas oneradas por assistencialismo social. (Cid Heraclito de
Queiroz - O Estado de S.Paulo)
28.07 - Importância dos fundos de pensão
Fundos de pensão têm peso maior no país do que
em outros emergentes
O mercado de fundos de pensão no Brasil é mais importante
em relação ao tamanho da economia do que em boa parte dos
grandes emergentes, de acordo com a Organização de Cooperação
e Desenvolvimento Econômico. Enquanto no Brasil o total dos fundos
representa 14,4% do PIB, no México fica em 12,6%, na Rússia
não representa mais de 3,4%, na Indonésia é de 1,6%
e na Índia, de 0,2%.
Os ativos dos fundos de pensão no Brasil cresceram 21,5% desde
2007, para R$ 530,4 bilhões, enquanto nos países do Bric
caíram 0,4% e globalmente também houve queda de 0,7%. Vale
lembrar que nesta conta não estão os fundos de previdência
aberta, que no Brasil somam mais de R$ 200 bilhões.
O total de investimentos de fundos de pensão globalmente chegou
a US$ 19,3 trilhões ao final de 2010, dos quais 96%, ou US$ 18,6
trilhões, são em países desenvolvidos. Em termos absolutos,
os EUA têm o maior mercado para o segmento com ativos de US$ 10,6
trilhões. Apenas 4% ou US$ 700 bilhões são ativos
do setor em países fora da OCDE.
Os fundos de pensão nos países da OCDE conseguiram recuperar
US$ 3 trilhões dos US$ 3,4 trilhões perdidos em valor de
mercado em 2008, no meio da pior crise financeira global. Dados da entidade
mostram que os fundos apresentaram retorno líquido de 2,7% em termos
reais. O melhor desempenho foi na Nova Zelândia, com 10,3% ao final
de 2010, seguido pelo Chile com 10%, Finlândia com 8,9%. Já
em Portugal e Grécia o rendimento médio foi negativo em 8,1%
e 7,4%, respectivamente. (Assis Moreira - Valor Online)
28.07 - Resposta: A Previc esclarece
Com relação à matéria “Xerife dos fundos
anistia dirigentes que descumpriram lei” (25/07), temos a esclarecer que:
1) Ao contrário do que foi dito, a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (Previc) não anistia e não
perdoa os dirigentes que descumprirem a lei. A autarquia cumpre a Constituição
Federal e as leis vigentes no Brasil, sendo que a retroatividade da norma
mais benéfica encontra-se insculpida no artigo 5º, inciso XL
da Constituição Federal; 2) Tramitam atualmente na Previc
processos decorrentes da lavratura de autos de infração que
ainda serão julgados pela diretoria colegiada do órgão.
Estes processos, diferentemente do que sugere a matéria, não
estão relacionados ao enquadramento dos investimentos das entidades
a que se referem. Carecem de qualquer fundamentação os números
“projetados” no texto, cuja “fonte” não chegou a ser explicitada;
3) A aplicação do princípio da retroatividade da norma
mais benéfica não é novidade na Previc. O que se fez
agora foi a sua extensão para os limites de investimento dos fundos,
como fruto da evolução normal do assunto; 4) A revisão
do tema decorre de reposicionamento interpretativo quanto ao caráter
de temporariedade ou excepcionalidade da norma que estipula os parâmetros
de investimento. Enquanto no momento anterior se consideravam temporários
ou excepcionais, a visão atual afastou tal característica;
5) Cabe reforçar que a Previc, como órgão público,
age na proteção do interesse dos participantes e assistidos
dos planos de benefícios administrados pelos fundos de pensão.
Assim, em nenhuma situação, a autarquia tomará decisões
que prejudiquem os fundos de pensão e, consequentemente, seus participantes
e assistidos. (O Globo)
28.07 - 4º Prêmio de Monografias da Previc
Terminam nesta sexta-feira (29) as inscrições para o
4º Prêmio de Monografias da Previdência Complementar Fechada,
que está sendo realizado pela Previc (Superintendência de
Previdência Complementar) em parceria com a Fundação
ANFIP de Estudos da Seguridade Social. É importante destacar também
que a remessa ou postagem da monografia deve ser feita até esta
sexta, dia 29.
O concurso tem o intuito de estimular a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
reconhecendo sua qualidade e aplicabilidade na Administração
Pública. Serão premiados os primeiros colocados de cada tema
sugerido no edital, no valor de R$ 10 mil. Os primeiros classificados receberão
também certificados e terão a monografia publicada, além
de receberem passagem e hospedagem para participarem do 32º Congresso
Brasileiro dos Fundos de Pensão, quando ocorrerá a solenidade
de premiação.
Podem ser entregues tanto trabalhos de autoria individual quanto de
autoria coletiva, sendo que os trabalhos coletivos poderão conter,
no máximo, quatro autores, incluindo os pesquisadores e os auxiliares.
Para ler o regulamento do concurso, acesse o banner na página
da ANFIP. Mais informações também podem ser obtidas
pelo telefone (61) 3326-0676. (Anfip)
27.07 - Previc reafirma rigor nos processos de fiscalização
e supervisão
Súmula Previc nº 2 traz segurança ao sistema de
previdência complementar fechada.
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc, em sua 59ª sessão ordinária,
realizada no dia 17 de maio de 2011, aprovou por unanimidade a Súmula
Previc nº 2. Segundo o documento, “aplica-se, na Previdência
Complementar Fechada, o princípio da retroatividade da norma mais
benéfica, inclusive na hipótese de enquadramento decorrente
da alteração promovida pela Resolução CMN nº
3.792, de 24.09.2009”.
A aprovação da súmula foi fundada em princípio
constitucional e está em perfeita consonância com a legislação
em vigor. Com fundamento em Nota Técnica do extinto Departamento
de Legislação e Normas – DELEG, desde 2009 a extinta Secretaria
de Previdência Complementar – SPC já aplicava o princípio
constitucional da retroação da norma mais benéfica,
em relação a limites para o custeio de despesas administrativas.
A Nota Técnica, contudo, por meio de argumentação
explicativa, excetuava a aplicabilidade às normas que tratassem
de investimentos, acreditando que estas teriam por sua natureza caráter
de temporariedade ou excepcionalidade, o que seria incompatível
com a retroação da norma.
Em resposta a consulta formulada pela Diretoria Colegiada, a Procuradoria
Federal da Previc, ao analisar o princípio constitucional da retroação
da norma mais benéfica, decidiu revisar parcialmente a Nota Técnica
de 2009, emitindo Parecer no sentido de reconhecer a aplicabilidade do
princípio constitucional também aos casos de alteração
de norma relacionada a investimento, propondo a edição de
Súmula Previc nº 2. Ressalta-se, porém, que este Parecer
diz respeito apenas aos casos relacionados a Resolução CMN
nº 3.792, de 24 de setembro de 2009
O Parecer conclui que a Resolução CMN nº 3.792/2009,
buscou disciplinar os investimentos das entidades fechadas de previdência
complementar com perspectiva de estabilidade econômica, afastando
a incidência de temporariedade ou excepcionalidade. Neste contexto,
aplica-se o princípio constitucional da retroação
da norma mais benéfica, como medida de justiça.
Com a edição da Súmula Previc nº 2, buscou-se
trazer racionalidade aos julgamentos a cargo da Previc, os quais serão
analisados individualmente e com o rigor necessário.
PROCESSOS
A Súmula Previc nº 2 já foi aplicada em três
oportunidades. Nas duas primeiras, os processos tinham como objeto o chamado
“desenquadramento passivo”, decorrente da valorização do
investimento, e a observância do prazo para a eliminação
do excesso. Os ativos em voga são ações de emissão
das patrocinadoras dos planos. O terceiro processo tratava de investimento
em ações de emissão de uma mesma companhia, cujo desenquadramento
não ultrapassou a o limite previsto na Resolução CMN
nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, de 25% do capital da empresa.
Nos três casos as ações são de sociedades anônimas
de capital aberto em funcionamento regular.
Tramitam atualmente na Previc processos decorrentes da lavratura de
auto de infração, que ainda serão julgados pela Diretoria
Colegiada do órgão. Estes processos não estão
relacionados a limite dos investimentos das entidades a que se referem
e, consequentemente, não serão objeto da aplicação
da Súmula Previc nº 2, neste particular. Dependendo da deliberação
da Diretoria Colegiada, os gestores dos fundos de pensão com processos
em trâmite poderão ser penalizados na forma da legislação
vigente.
Como órgão público, os julgamentos da Previc observam
os princípios norteadores da Constituição Federal,
respeitando os direitos individuais e coletivos dos cidadãos brasileiros,
atuando com firmeza na supervisão das entidades fechadas de previdência
complementar. Com a edição da Súmula Previc nº
2, buscou-se, portanto, trazer racionalidade aos julgamentos a cargo da
Previc, os quais serão analisados individualmente e com o rigor
necessário.
É fundamental destacar, ainda, que a transparência continua
pautando todas as ações da Previc, reafirmando sua atuação
em sintonia com os princípios que orientam a previdência complementar
brasileira, contidos no artigo 202 e parágrafos da Constituição
Federal. (Inaiá Sant’Ana de Menezes - AgPrev/AssPreviSite)
27.07 - Brasília: Governança e Cenário dos Investimentos
Com o tema “Da Resolução 13 e Supervisão Baseada
em Riscos para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC” estaremos em
Brasília, no dia 15 de agosto, onde todos poderão vivenciar
a temática de grande sucesso na última sexta-feira, no Rio
de Janeiro.
Com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio do
Banco FATOR, vamos ”vivenciar” o cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e a forma como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar
os esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão Baseada em Riscos em adoção
pela PREVIC.
E já que trataremos de riscos, vamos aproveitar para realizar
uma nova atualização da visão de riscos sob a ótica
dos investimentos num cenário de mercado e economia bastante voláteis,
com várias incertezas, ameaças e oportunidades (Juros, Inflação,
Renda Fixa x Renda Variável, Dólar, Grécia, EUA, Calotes,
Agências de Risco, etc.).
Venha conferir! Compareça na manhã do próximo
dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de tratamento do tema e agregar
mais valor a um assunto de tanto interesse para a gestão da sua
fundação.
Vai valer a pena para Dirigentes, Conselheiros, profissionais e especialistas
atuantes junto a gestão dos fundos de pensão.
Não perca esta nova oportunidade!!! As vagas são
limitadas! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos
reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
27.07 - 32º Congresso: Inovação não só
no tema-central
Já registramos perto de 500 inscrições no 32º
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão e este número deverá
crescer rapidamente ao longo desta semana, uma vez que em 1º de agosto
vence o primeiro prazo para quem quer se inscrever pagando ainda um valor
diferenciado. E o nosso maior evento não tem inovação
apenas no tema central (“Visão de Futuro-Inovar no Presente”) mas
também em cada detalhe da programação e na forma de
o congressista participar das plenárias e painéis, sem esquecer
do acerto da temática escolhida e da alta qualificação
de expositores e debatedores.
O 32º Congresso, a realizar-se de 19 a 21 de setembro, em Florianópolis
(SC) trará de fato importantes inovações em sua organização,
como abertura dos trabalhos ainda no período da manhã (contando
com Palestra Magna), TV ABRAPP, DIÁRIO ELETRÔNICO, uma variedade
ainda maior de palestras técnicas e interatividade via SMS
entre o público e os expositores em plenárias e painéis,
entre outras iniciativas inovadoras.
Em um telão, a TV ABRAPP trará as palestras e debates
que estarão ocorrendo dentro dos auditórios, reportagens
e entrevistas, dando assim ainda maior dimensão ao conteúdo
de nosso maior evento.
E por celulares, tablets e computadores será possível
acompanhar os trabalhos online através do DIÁRIO ELETRÔNICO
e das redes sociais Twitter e Facebook. Notícias, vídeos
e fotos serão postados o tempo todo, oferecendo assim novos canais
de acesso ao conteúdo de nosso Congresso anual.
Outra novidade é que, quando confirmada a inscrição
do congressista, este recebe o código de barras que agilizará
o recebimento de seu crachá na chegada ao Centro Sul, o local onde
realizaremos o nosso evento em Florianópolis. Em resumo, mais conteúdo
e informação, junto com mais conforto. (Diário
dos Fundos de Pensão)
26.07 - Xerife dos fundos anistia dirigentes que descumpriram lei
Decisão polêmica pode beneficiar 200 gestores e aliviar
R$500 mil em multas
Xerife dos fundos de pensão, a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (Previc) aprovou recentemente uma medida
polêmica que perdoa condutas passadas de dirigentes que aplicaram
recursos dos fundos de pensão em desacordo com a lei e vai orientar
o trabalho dos fiscais em auditorias futuras. Trata-se da Súmula
02 - uma das primeiras ações do órgão sob o
comando de José Maria Rabelo, indicado do PMDB.
Com efeito vinculante e caráter indicativo, a súmula
manda aplicar nas investigações o princípio da retroatividade
da norma mais benéfica, com base numa decisão do Conselho
Monetário Nacional (CMN), aprovada em setembro de 2009, que ampliou
os limites de aplicação dos investimentos dos fundos. Na
prática, o governo passou a permitir mais riscos em troca de rentabilidade
maior para as entidades, dada a perspectiva de juros baixos no longo prazo.
Chamada nos bastidores do governo de "xerife camarada", a norma muda
o tratamento dado a dirigentes de fundos de pensão citados em processos
administrativos no âmbito da autarquia por aplicação
inadequada (acima dos limites permitidos), que passam a ser considerados
enquadrados.
Três casos já foram julgados pela nova medida
O ato causou estranheza às áreas dos ministérios
da Fazenda e do Planejamento que acompanham o setor - marcado por forte
interesse político, dado o poder de fogo dos fundos de pensão,
donos de um patrimônio de R$565,76 bilhões.
Pesa ainda o fato de que, para emplacar a súmula, a Previc revogou
um parecer do departamento jurídico da antiga Secretaria de Previdência
Complementar (SPC). O documento concluiu pela não aplicação
do princípio da retroatividade benéfica para investimentos,
"sob pena de esvaziarmos o caráter coercitivo e intimidativo das
normas relacionadas com a aplicação dos recursos" dos fundos.
A Câmara de Recursos da Secretaria de Políticas Públicas
de Previdência Complementar (SPPC), que faz parte do sistema mas
é independente, vê problemas na súmula da Previc. Essa
é a última instância da esfera administrativa à
qual os autuados podem recorrer. Para o presidente Paulo César dos
Santos, a retroatividade da norma mais benéfica só se aplica
a casos extremos, como reclusão:
- A Câmara olha sempre o momento em que a infração
foi cometida e a legislação existente na época. Não
vamos alterar esse princípio.
Os processos são sigilosos, mas, segundo fontes, a bondade pode
alcançar 200 gestores de fundos. Com isso, multas, que variam entre
R$18,9 mil e R$1,899 milhão, e inabilitação por até
dez anos (em fundo de pensão, no mercado financeiro, no serviço
público e em seguradora) poderão ser eliminadas ou atenuadas.
A estimativa é que o montante de multa que deixará de ser
cobrado pela Previc supera os R$500 mil, na avaliação de
uma fonte.
Até agora, foram julgados três casos à luz da nova
súmula. O primeiro envolve o Celos, dos funcionários da Celesc
(Centrais Elétricas de Santa Catarina), no qual quatro dirigentes
tiveram a multa reduzida para R$20 mil cada. Os outros foram o fundo de
pensão do grupo Gerdau e o Serpros (dos funcionários do Serpro),
cujos dirigentes foram absolvidos. Estão na fila, segundo a Previc,
mais 15 processos.
O procurador-chefe substituto da Previc, Felipe Araújo Lima,
admite que a norma não é praxe em outros órgãos,
mas alega que tem fundamento legal e representa um avanço. Ele explicou
que a súmula está baseada na Constituição,
que diz que a lei só retroage para beneficiar o réu. O Código
Penal, disse, reforça este entendimento, mas ressalva que o princípio
da retroatividade da norma mais benéfica não se aplica às
leis consideradas temporárias ou excepcionais:
- Não é o caso da resolução do CMN, que
na nossa avaliação tem caráter perene.
Essa tese, porém, foi derrubada pela SPC. No seu parecer, os
fundos de pensão são investidores institucionais capazes
de mexer com o mercado, e mudanças na política econômica
podem exercer grande impacto na aplicação dos recursos: "Por
conta da natureza dinâmica do sistema econômico, as normas
relativas aos recursos das entidades acabam por adquirir natureza de temporariedade
ou de excepcionalidade".
"Estou tranquilo", diz superintendente da Previc
Apesar da controvérsia, o superintendente da Previc, José
Maria Rabelo, defendeu a medida e negou que tenha sido feita para atender
interesses específicos:
- Faz parte do trabalho do gestor rever posicionamentos. Estou absolutamente
tranquilo.
Já o secretário da SPPC (órgão que define
as diretrizes do setor), Jaime Mariz, afirmou que levará o assunto
para o Conselho Nacional de Previdência Complementar, no próximo
dia 15.
Entre grandes fundos, como Previ (Banco do Brasil) e Funcef (da Caixa),
a súmula poderá nortear o trabalho dos auditores nos casos
de desenquadramento passivo, quando o ativo se valorizou e ultrapassou
o teto do patrimônio líquido para aplicação
em papéis de uma só empresa. Em 2009, o CMN elevou o limite
de 20% para 25%.
- É muito difícil resolver o problema do desenquadramento
passivo porque você teria que vender os papéis e poderia ter
até prejuízo. A própria Previc não tem como
resolver essa questão, e criou uma solução de conforto
- avaliou uma fonte.
Para o Serpros, a edição de súmulas para uniformizar
julgamentos fortalece o sistema. O diretor de Seguridade do Celos, João
Paulo de Souza, disse que os quatro conselheiros do fundo foram multados
por não cumprirem prazo legal na avaliação de um imóvel,
vendido em 2001. A Gerdau informou que a Previc lavrou dois autos de infração
contra quatro dirigentes do fundo, com multa, suspensão e inabilitação,
mas os autuados recorrem e pedem a retroatividade da norma mais benéfica.
O secretário-geral da Funcef, Geraldo Aparecido da Silva, admitiu
que a entidade tem um caso de desenquadramento passivo, mas disse que o
problema decorre da grande valorização dos papéis.
A Previ informou em nota que os casos de desenquadramento serão
solucionados dentro de um cronograma até 2014. (Geralda Doca
- O Globo)
26.07 - A relevância da Gestão de Riscos no momento atual
O encontro da sexta-feira, no Auditório da Fundação
REFER, no Rio de Janeiro, foi um excelente e destacado momento para quase
60 dirigentes, conselheiros, profissionais do sistema e especialistas.
A satisfação e o interesse dos participantes esteve presente
no decorrer de toda manhã da sexta.
Foi um acontecimento diferenciado para uma atualização,
conhecimento e reflexão a partir das oportunas apresentações
do Dr. José Edson da Cunha Junior, Secretário-Adjunto da
SPPC, do Dr. Luiz Félix de Freitas, Gerente da Previ, da Dra. Gema
de Jesus Ribeiro Martins, Gerente da Petros e da Dra. Débora Nogueira
- Economista-Chefe FAR .
O foco do encontro foi a especial abordagem do tema “Da Resolução
13 e Supervisão Baseada em Riscos para a Gestão Baseada em
Riscos nas EFPC”.
A reunião proporcionou uma ampla e objetiva leitura do novo
contexto para a gestão de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos
e exigências de governança do sistema.
No evento, aproveitamos para atualizar a visão de riscos sob
a ótica dos investimentos num cenário de mercado e economia
bastante volátil, com as incertezas, ameaças e oportunidades
deste ano de 2011.
Agora, será Brasília o local onde todos poderão
vivenciar este contexto e usufruir da sua oportunidade e tratamento diferenciado
deste tema tão relevante para as EFPCs e muito bem abordado no Rio.
Assim, com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio
do Banco FATOR, vamos”vivenciar” o cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e a forma como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar
os esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão Baseada em Riscos em adoção
pela PREVIC.
Venha conferir! Compareça na manhã do próximo
dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de tratamento do tema e conferir
o porquê do sucesso deste novo Espaço AssPreviSite realizado
na sexta-feira no Rio, além de agregar mais valor a um assunto de
tanto interesse para a gestão da sua fundação.
Vai valer a pena para Dirigentes, Conselheiros, profissionais e especialistas
atuantes junto à gestão dos fundos de pensão.
Não perca esta nova oportunidade!!! As vagas são
limitadas! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos
reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
26.07 - Previc - 4º Prêmio de Monografias
Inscrições até esta sexta-feira (29)
Vai até a próxima sexta-feira, dia 29, o prazo para inscrições
de trabalhos no 4º Prêmio de Monografias promovido pela PREVIC
– Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A
iniciativa, que tem a finalidade de incentivar a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
é realizada em parceria com a Fundação Anfip de Estudos
de Seguridade Social e com o sistema ABRAPP/SINDAPP.
A reunião da Comissão Julgadora deverá acontecer
até meados de agosto.
As inscrições deverão ser realizadas por meio
do preenchimento do formulário eletrônico disponível
na página da Fundação Anfip (www.fundacaoanfip.org.br).
Além disso, os candidatos deverão enviar os trabalhos impressos
e por meio magnético à Fundação Anfip, via
Correios (EBCT), até a data limite para as inscrições.
Os primeiros colocados em cada tema, além do prêmio em
dinheiro – R$ 10 mil - terão seus trabalhos publicados pela PREVIC
e receberão a premiação no 32º Congresso Brasileiro
de Fundos de Pensão, em setembro. A Comissão Julgadora poderá,
ainda, conceder duas menções honrosas, com direito a certificado
e publicação do trabalho.
Temas – Os temas escolhidos para esta edição estão
em consonância com a agenda de trabalho dos diversos atores do setor.
São eles: “O Fomento na Previdência Complementar; Contrato
Previdenciário; e A Governança nos Fundos de Pensão”.
Em cada tema o candidato deverá, necessariamente, abordar todos
os itens apresentados no edital. No primeiro tema o candidato deverá
discorrer sobre: os obstáculos encontrados para o crescimento da
previdência complementar e apresentar estratégias para superá-los;
a inovação como instrumento para o crescimento sustentável;
e a revisão de planos e criação de produtos com o
objetivo de ampliação do sistema.
Dentro do tema “Contrato Previdenciário” as abordagens obrigatórias
são: a solução de conflitos por meio de conciliação,
mediação e arbitragem, versus judicialização
das controvérsias; a independência patrimonial dos planos
de benefícios das EFPC; e o direito adquirido, direito acumulado
e expectativa de direito (caracterização e efeitos), são
os tópicos que deverão ser contemplados.
No último tema proposto, pede-se que o autor fale sobre a identificação,
prevenção e solução de conflitos de interesse;
a qualificação profissional, abrangendo a educação
contínua e a certificação; e, por fim, trate do equilíbrio
na relação com as partes: a transparência, responsabilidade
e segurança da informação. (Diário dos Fundos
de Pensão)
25.07 - A relevância da Gestão de Riscos no momento atual
O encontro da sexta-feira, no Auditório da Fundação
REFER, no Rio de Janeiro, foi um excelente e destacado momento para quase
60 dirigentes, conselheiros, profissionais do sistema e especialistas.
A satisfação e o interesse dos participantes esteve presente
no decorrer de toda manhã da sexta.
Foi um acontecimento diferenciado para uma atualização,
conhecimento e reflexão a partir das oportunas apresentações
do Dr. José Edson da Cunha Junior, Secretário-Adjunto da
SPPC, do Dr. Luiz Félix de Freitas, Gerente da Previ, da Dra. Gema
de Jesus Ribeiro Martins, Gerente da Petros e da Dra. Débora Nogueira
- Economista-Chefe FAR .
O foco do encontro foi a especial abordagem do tema “Da Resolução
13 e Supervisão Baseada em Riscos para a Gestão Baseada em
Riscos nas EFPC”.
A reunião proporcionou uma ampla e objetiva leitura do novo
contexto para a gestão de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos
e exigências de governança do sistema.
No evento, aproveitamos para atualizar a visão de riscos sob
a ótica dos investimentos num cenário de mercado e economia
bastante volátil, com as incertezas, ameaças e oportunidades
deste ano de 2011.
Agora, será Brasília o local onde todos poderão
vivenciar este contexto e usufruir da sua oportunidade e tratamento diferenciado
deste tema tão relevante para as EFPCs e muito bem abordado no Rio.
Assim, com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio
do Banco FATOR, vamos”vivenciar” o cenário de desafios que se apresentam
para os fundos e a forma como a Gestão Baseada em Riscos pode apoiar
os esforços das entidades para atender os preceitos de boa governança
e as práticas da Supervisão Baseada em Riscos em adoção
pela PREVIC.
Venha conferir! Compareça na manhã do próximo
dia 15 de agosto, das 9h00 às 13h30, no auditório da CERES,
na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender com a forma de tratamento do tema e conferir
o porquê do sucesso deste novo Espaço AssPreviSite realizado
na sexta-feira no Rio, além de agregar mais valor a um assunto de
tanto interesse para a gestão da sua fundação.
Vai valer a pena para Dirigentes, Conselheiros, profissionais e especialistas
atuantes junto à gestão dos fundos de pensão.
Não perca esta nova oportunidade!!! As vagas são
limitadas! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos
reais). Informações e inscrições
pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
25.07 - Fundo multimercado de previdência
Em nome de "atender a demanda do investidor de risco moderado que busca
maiores rendimentos e aceitam diversificar sua carteira com produtos de
maior risco", o Itaú anunciou o lançamento do primeiro fundo
de previdência multimercado, o Flexprev Personnalité MultiPerformance.
"O fundo é composto por títulos públicos pós-fixados,
pré-fixados e atrelados a índice de preços, além
de permitir ativos de renda variável e derivativos. O risco, evidentemente,
é maior do que num fundo de renda fixa, mas adotamos uma política
de diversificação que o minimiza no longo prazo, trazendo
ganhos significativos para quem começa a investir agora visando
o retorno para a aposentadoria", comenta o diretor executivo de Previdência
do Itaú Unibanco, Osvaldo Nascimento.
Segundo a instituição, "o principal diferencial do fundo
é sua gestão ativa em renda variável, que permite
aplicação de até 20% dos recursos em ações,
inclusive em papéis fora do Ibovespa".
Atualmente, os recursos investidos nos fundos de previdência
do Itaú somam aproximadamente R$ 55 bilhões, dos quais 75%
estão alocados em planos de renda fixa e 25% em planos com renda
variável. "A cultura de poupança de longo prazo, visando
à aposentadoria, vem crescendo no Brasil. Junto com essa expansão,
também está aumentando o conhecimento do investidor sobre
aplicações financeiras e o seu desejo por produtos de maior
risco que, em contrapartida, busquem ganhos acima da renda fixa", explica
Nascimento. (Jornal Mnitor Mercantil)
25.07 - Seminário mostra como administrar riscos jurídicos
O Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar
(CEJUPREV) foi criado pela ABRAPP não só para difundir, por
meio de seminários e publicações, os nossos conceitos
e doutrina junto aos magistrados. O seminário do próximo
dia 12 de agosto sobre o tema Os Fundos de Pensão e a Gestão
dos Riscos Jurídicos, no Rio de Janeiro, vai mostrar que o CEJUPREV
também promove discussões no interior do sistema com o objetivo
de prevenir conflitos. “O Centro tem, claro, uma importante missão
externa ao sistema, mas nesse evento em particular iremos nos ocupar de
algo tão importante quanto divulgar as nossas teses entre juízes
e ministros. Vamos tratar do que nos compete fazer, por exemplo, para agir
preventivamente de modo a reduzirmos os riscos jurídicos”, diz o
advogado Adacir Reis, Coordenador do CEJUPREV.
A programação completa do seminário, para o qual
estão convidadas exclusivamente as associadas, pode ser conhecida
no endereço http://www.abrapp.org.br/apoio/teasers/cejuconv.htm
Inscrições: (11) 3043-8783/84/85, sendo que para os profissionais
já certificados a participação no evento conta quatro
créditos no Programa de Educação Continuada do ICSS,
para fins de recertificação.
Enfim, explica Reis, até antes mesmo de pensarmos no magistrado,
precisamos cuidar de como procedem os nossos próprios advogados,
comunicadores e dirigentes, entre outros profissionais das entidades, que
através de ações e omissões podem estar inadvertidamente
sujeitando o fundo a novos riscos ou deixando de explorar adequadamente
uma boa oportunidade de defesa. Ao CEJUPREV, um fórum de estudos
e divulgação de trabalhos que em nenhum momento vem substituir
os advogados ou escritórios de advocacia regularmente contratados
pelas associadas, compete ajudar para que a importância de
se atuar preventivamente fique cada vez mais clara entre os diversos atores
do sistema, não apenas entre os profissionais das gerências
jurídicas dos fundos de pensão, mas entre toda a estrutura
das entidades.
Nessa linha, as várias apresentações do seminário,
que contarão com diversos especialistas do sistema, estarão
mostrando o muito que pode ser feito em termos de alinhar e harmonizar
internamente conceitos e iniciativas. As exposições irão
mostrar a importância da gestão preventiva dos riscos
e de uma adequada administração dos processos judiciais,
onde, nota Reis, muitas vezes o momento mais funtamental é a primeira
oportunidade de se dirigir ao juiz, ainda na primeira instância.
“É ali que as bases da defesa do fundo de pensão são
colocadas para o magistrado”.
“Se instalado o conflito judicial, é fundamental que, já
na primeira oportunidade de ‘falar nos autos’ (diga-se de passagem, a contestação
é a mais importante oportunidade de manifestação em
juízo), a tese da entidade seja apresentada de forma completa, dando-se
o devido relevo à legislação federal, às normas
oficiais e aos comandos contratuais previstos em regulamento”, afirma Reis.
O esclarecimento sobre o regime de capitalização, a ênfase
para o fato de que houve manifestação do órgão
oficial de supervisão (se for o caso) e a juntada de um laudo técnico-atuarial,
sem prejuízo de produção de prova pericial, podem
fazer uma grande diferença para que o magistrado compreenda a essência
do problema e venha a solucioná-lo dentro da melhor técnica.
No gerenciamento dos riscos jurídicos, continua Reis,
há uma extensa agenda, cuja face mais conhecida é o rigor
pelo cumprimento da legislação e das normas oficiais.
Outra tarefa é zelar pela existência de estatutos e regulamentos
com redação clara e sem ambiguidades. No tocante às
regras de governança, para efeito de buscar a eficiência e
definir com clareza competências e responsabilidades, os regimentos
internos dos órgãos estatutários e dos comitês
também devem ser objetivos e de fácil acesso. Boletins informativos,
cartas e ofícios devem passar igualmente pelo crivo da área
jurídica.
“Contando com a presença de importantes profissionais da área
jurídica dos fundos de pensão, o seminário pretende
mostrar que é fundamental atuar simultaneamente tanto na prevenção
quanto na gestão dos processos judiciais”, conclui Reis.
(Diário dos Fundos de Pensão)
22.07 - Previc: 4º Prêmio de Monografias
Os interessados em participar do 4º Prêmio de Monografias
da Previdência Complementar Fechada têm até a próxima
semana, dia 29, para se inscreverem. O concurso está sendo realizado
pela Previc (Superintendência de Previdência Complementar),
em parceria com a Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade
Social, e tem por finalidade estimular a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
reconhecendo sua qualidade e aplicabilidade na Administração
Pública
Serão premiados os primeiros colocados de cada tema sugerido
no edital, no valor de R$ 10 mil. Também serão concedidos
certificados aos primeiros classificados, que terão a monografia
publicada e receberão passagem, hospedagem e inscrição
para participação no 32º Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão, ocasião em que ocorrerá a solenidade de
premiação.
Estão sendo admitidos tanto trabalhos de autoria singular quanto
de autoria coletiva, sendo que os trabalhos coletivos poderão conter,
no máximo, quatro autores, incluindo os pesquisadores e os auxiliares.
Para conhecer os temas e o regulamento do concurso, acesse o banner
na página da ANFIP. Mais informações também
podem ser obtidas pelo telefone (61) 3326-0676. (Anfip)
22.07 - Educação Previdenciária: Um caminho a trilhar
O AssPreviSite possui uma “expertise” noticiosa que pode alinhar-se
com os esforços da EFPC, independente do seu porte, alavancando
ainda mais os programas de Educação Financeira e Previdenciária
dos fundos de pensão.
Somos uma excelente alternativa para gerar conteúdo (matérias,
artigos, informações, dicas, esclarecimentos) para os programas
e ações de Educação Financeira e Previdenciária,
mantendo diáriamente, uma fonte para uso da Entidade.
Vamos juntos? Faça como mais de 20 entidades que estão
utilizando o conteúdo gerado pelo AssPreviSite em seus programas!
Nossa parceria oferecerá um bom suporte aos instrumentos das
entidades em conformidade com os termos da Portaria MPS Nº.
418/2008 e as orientações e incentivos da SPPC e PREVIC.
Adote já esta iniciativa em sua Entidade. Informações
podem ser obtidas através do e-mail assprevisite1@uol.com.br
(AssPreviSite)
22.07 - Previdência Complementar Fechada e Planejamento Sucessório
Artigo de Jorge Franklin Alves Felipe, vice-presidente do Conselho
Deliberativo da Jusprev e juiz de Direito aposentado.
Confira o artigo no link http://www.anfip.org.br/documentos/21864_135543.pdf
A ANFIP ressalta que as ideias do autor não refletem, necessariamente,
a opinião do Conselho Executivo da entidade. (Anfip/AssPreviSite)
22.07 - Petros: Educação Previdenciária
Seminário aborda a importância de as entidades disseminarem
a educação previdenciária
A diversificação de ações educativas nos
planos de previdência multipatrocinados foi o assunto central do
primeiro dia do V Seminário de Educação Previdenciária,
realizado nos dias 18 e 19 de julho, em São Paulo. Representantes
de órgãos de governo e executivos das entidades apresentaram,
entre outros temas, a visão sobre os projetos de educação
previdenciária e o fomento ao sistema, o futuro da aposentadoria
e o papel dos fundos de pensão multipatrocinadas neste processo.
Convidado para falar sobre a evolução e os desafios dos
planos instituídos, o diretor administrativo da Petros apresentou
um histórico do multipatrocíno na entidade. Newton Carneiro
falou das dificuldades para o entendimento e aceitação desta
modalidade de previdência, o que só começou a acontecer
depois de uma amplo debate técnico sobre o assunto. “As pessoas
só começam a discutir seus direitos quando têm conhecimento”,
definiu o diretor.
Com referência à sensibilização das entidades
na busca conjunta de participantes para seus planos, Carneiro citou como
exemplo as iniciativas realizadas no Plano Unimed BH. Por ocasião
do lançamento, foram ministradas palestras de esclarecimentos e
houve a distribuição de vasto material de divulgação,
entre outras ações conjuntas entre a Petros e a instituidora.
Todos os esforços empreendidos resultaram em uma adesão próxima
de 90% dos cooperativados. “Esta foi uma forma de incentivo à previdência
complementar para esta classe.”
O executivo também defendeu a segmentação da linguagem
para diferentes públicos nos Programas de Educação
Previdenciária da Petros . O objetivo da medida é incentivar
os participantes a se tornarem disseminadores da cultura previdenciária.
Ele finalizou apontando a necessidade de orientação sobre
planejamento financeiro para fortalecer o futuro do segmento. “É
necessário que sejam empreendidas ações de disseminação
da cultura previdenciária, da percepção dos diferenciais
da previdência fechada, além de democratizar o acesso de trabalhadores.”
afirmou encerrando a sua apresentação.
O seminário foi organizado pela Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (Previc) e pela Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar (SPPC). O Secretário da SPPC,
Jaime Mariz Faria Junior aproveitou a abertura do evento para deixar a
mensagem de que o fortalecimento do cenário econômico e social
brasileiro propicia as mudanças na cultura previdenciária.
“É chegada a hora de desenharmos o Brasil do futuro.” Ele comentou
a falta de conhecimento da sociedade sobre o tema e a necessidade de mudança
com ações de curto, médio e longo prazo.
O diretor de assunto atuariais, contábeis e econômicos
da Previc, Edevaldo Fernandes, falou sobre a importância de se trabalhar
em parceria com as instituições para construírem juntos
a agenda da educação previdenciária no País.
Ele enfatizou que o papel deste tema nas EFPCs é fundamental. “Não
dá para fazer previdência da forma passada”, disse o diretor
da autarquia, que apontou a necessidade de planejamento e de criatividade
na formatação dos programas. “O planejamento nasce ostentoso,
mas podem ser implementadas ações simples para dar um primeiro
passo” explica Fernandes. “A educação previdenciária
vai se dar por completa quando alcançar a toda a comunidade.”
A visão da Previc sobre projetos de educação foi
apresentada pelo coordenador geral de Pesquisas Atuariais Econômicas
e Contábeis da Previc, Fábio Coelho. Durante a palestra,
ele comentou dois pontos recorrentes nos programas das instituições
que podem ser aprimorados. O primeiro é a integração
das patrocinadoras, instituidores e conselheiros com o programa educacional
voltado à previdência. O segundo é a utilização
de linguagens diferentes para os públicos diversos.
Ainda no primeiro dia, o diretor de Políticas e Diretrizes da
SPPC, Paulo César dos Santos, provocou os participantes com questionamentos
sobre o fomento ao sistema da previdência complementar. Logo em seguida,
o representante do Comitê Técnico Nacional de Fomento da Abrapp
(CTN-Fomento), Reginaldo Camilo, falou sobre as propostas do comitê
para o programa e fez uma análise do cenário atual da previdência
complementar no País. Para Camilo, as ações devem
ser ajustadas a um mercado de trabalho com características de rápido
crescimento profissional e curtos ciclos de permanência nas empresas.
Os jovens de hoje tem um perfil diferente e isso deve ser trabalhado com
a criação de novos produtos e diferenciais.
Fernando Moreira, do HSBC, falou sobre o poder do planejamento da aposentadoria.
Moreira apresentou os resultados da pesquisa realizada pela instituição
bancária, que aborda o futuro da aposentadoria no Brasil e no mundo.
Todos os indicadores apontam uma necessidade de mudança na cultura
previdenciária, o que, segundo ele, “só se dá com
educação e fomento”.
O segundo dia do evento foi dedicado às pequenas EFPCs e abordou
temas ligados à educação financeira e previdenciária,
custos de projetos, ações de fomento específicas,
desafios de comunicação e na construção de
um programa de educação previdenciária e financeira.
(Petros/AssPreviSIte)
21.07 - Educação Previdenciária: Tarefa para qualquer
EFPC
Com o evento da PREVIC/SPPC da segunda e terça-feira passada,
você não tem mais dúvidas: Qualquer Fundo de Pensão
pode e deve promover a Educação Financeira e Previdenciária!
Nesta linha, independente do porte, sua fundação tem
uma opção simples, objetiva, complementar e relevante para
este processo – valorizado e incentivado pelos órgãos do
sistema: PREVIC e SPPC - qual seja, a disponibilidade de informações
diárias com um enfoque específico, suficiente, oportuno e
adequado a Educação Financeira e Previdenciária dos
atuais e futuros participantes que o AssPreviSite apresenta..
Diversas EFPCs se manifestaram favoráveis a proposta que apresentamos
para uma atuação, no âmbito informativo, de forma
a apoiar as ações de educação financeira e
previdenciária de entidades de qualquer porte.
Vários fundos já estão engajados em programas
voltados a educação financeira e previdenciária. A
proposta do AssPreviSite visa levar um conteúdo informativo
para os canais de relacionamento com participantes e o sistema de comunicação
das Entidades incrementando-os com informações atualizadas
para o corpo de participantes de seus planos de previdência.
Esta mecânica visa esclarecer, de forma simples e objetiva, questões
de seu interesse ligadas à previdência oficial e complementar,
além de aspectos básicos da educação financeira.
O AssPreviSite possui uma “expertise” noticiosa que pode alinhar-se
com os esforços da EFPC, independente do seu porte, alavancando
ainda mais os programas de Educação Financeira e Previdenciária
dos fundos de pensão.
Porque ter um canal de informação diário, específico
e complementar?
- Ele pode ser apenas o primeiro passo do seu processo
como também ser uma estratégia complementar das suas ações;
- Ele cria uma agilidade e dinâmica - motivadora
- para que o participante tenha o seu interesse desperto para acessar com
constância a temática;
- Ele traz um “dia a dia” do assunto que quebra
uma possível visão de ação isolada da sua Fundação,
apresentando um amplo contexto sobre o tema;
- Ele conduz para um patamar mais amplo (externo
e conceitual) do processo, complementando as ações internas
direcionadas pela Fundação;
- Ele oferece um “conteúdo” de material suplementar
àquele gerado pela própria Entidade.
Qual o diferencial da parceria com o AssPreviSite?
- É um mecanismo diário gerador
de conteúdo com matérias, artigos e informações
para seu programa de educação financeira e previdenciária;
- Libera os recursos envolvidos no processo para
focar, gerar e manter os tópicos específicos dos planos da
própria Fundação;
- É simples abrangente, sistemático
e de geração diária que mantém o foco exclusivo
sobre o tema da educação financeira e previdenciária;
- Permite o uso do material em qualquer dos meios
de comunicação utilizados pela Fundação (Portal
ou Site da Internet, Jornal, Boletim, etc);
- Tem um escopo que contempla da poupança
individual e familiar até os aspectos da previdência oficial
e complementar;
- Oferece o Clipping Diário AssPreviSite,
de forma gratuita, para dirigentes, gestores e profissionais da Entidade;
- Tem um baixo investimento diluído no tempo,
sem qualquer desembolso concentrado;
- É uma fonte diária de matérias
e conteúdo para uso dos profissionais da Fundação;
- É uma alternativa complementar que se aplica
a qualquer porte de Entidade.
Vamos juntos? Faça como mais de 20 entidades que estão
utilizando o conteúdo gerado pelo AssPreviSite em seus programas!
Nossa parceria oferecerá um bom suporte aos instrumentos das
entidades em conformidade com os termos da Portaria MPS Nº.
418/2008 e as orientações e incentivos da SPPC e Previc.
Adote já esta iniciativa em sua Entidade. Informações
podem ser obtidas através do e-mail assprevisite1@uol.com.br
(AssPreviSite)
21.07 - Previdência complementar do servidor
O governo Dilma decidiu enfrentar os interesses corporativos do PT
no segundo semestre. A presidente pediu ao líder na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), e ao ministro Garibaldi Alves (Previdência)
que aprovem o projeto que cria a Previdência Complementar do Servidor
Público. A proposta, enviada pelo ex-presidente Lula, cria um fundo
de pensão e um teto para as aposentadorias, e foi engavetada pelos
deputados petistas. (Portal G1)
21.07 - GBR frente a SBR em Brasília - 15/08
Com um destacado interesse para o evento desta sexta-feira no Rio (com
lotação completa), o novo Espaço AssPreviSite, com
o tema “Da Resolução 13 e Supervisão Baseada em Riscos
para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC” vai ocorrer no dia 15
de agosto, em Brasília
A reunião vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva do novo
contexto para a gestão de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos
e exigências de governança do sistema.
Com o apoio da Fundação CERES vamos tratar do cenário
de desafios que se apresentam para os fundos e a forma como a Gestão
Baseada em Riscos pode apoiar os esforços das entidades para atender
os preceitos de boa governança e as práticas da Supervisão
Baseada em Riscos adotadas pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para realizar uma nova atualização
da visão de riscos sob a ótica dos investimentos num cenário
de mercado e economia bastante volátil, com várias incertezas,
ameaças e oportunidades.
O momento é bastante propício para esta reunião.
Compareça, na manhã do dia 15 de agosto, no auditório
da CERES, na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender. Vai valer a pena para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais atuantes junto à gestão dos fundos de pensão.
Não perca esta nova oportunidade!!! A reunião tem
o patrocínio do Banco FATOR.
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
20.07 - Gestão Baseada em Riscos também no DF - 15/08
Com um destacado interesse para o evento do Rio (com lotação
completa), o novo Espaço AssPreviSite, com o tema “Da Resolução
13 e Supervisão Baseada em Riscos para a Gestão Baseada em
Riscos nas EFPC” vai ocorrer agora em Brasília, no dia 15 de agosto.
A reunião vai proporcionar uma leitura ampla e objetiva do novo
contexto para a gestão de riscos das EFPC frente aos atuais mecanismos
e exigências de governança do sistema.
Com o apoio da Fundação CERES vamos tratar do cenário
de desafios que se apresentam para os fundos e a forma como a Gestão
Baseada em Riscos pode apoiar os esforços das entidades para atender
os preceitos de boa governança e as práticas da Supervisão
Baseada em Riscos adotadas pela Previc.
No evento, vamos aproveitar para realizar uma nova atualização
da visão de riscos sob a ótica dos investimentos num cenário
de mercado e economia bastante volátil, com várias incertezas,
ameaças e oportunidades.
O momento é bastante propício para esta reunião.
Compareça, na manhã do dia 15 de agosto, no auditório
da CERES, na SHCN CL 202, Bloco C, Asa Norte, em Brasília.
Você vai se surpreender. Vai valer a pena para Dirigentes, Conselheiros
e profissionais atuantes junto à gestão dos fundos de pensão.
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Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
20.07 - Justiça decidirá proposta para pagar revisão
A Justiça Federal de São Paulo deve decidir, nesta semana,
se aceita ou não a proposta feita pelo INSS para o pagamento da
revisão pelo teto, que beneficia cerca de 131 mil aposentados do
país.
O TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) deve ser
reunir na próxima quinta-feira com o Ministério Público
Federal, o INSS e o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da
Força Sindical para discutir a proposta de pagamento apresentada
pela Previdência na semana passada. A presença do sindicato
e do INSS não estava confirmada até ontem à noite.
A novela do pagamento da revisão pelo teto pode chegar ao fim
caso todos concordem com a proposta do INSS, que é conceder o aumento
nos primeiros cinco dias úteis de setembro. Além disso, os
atrasados serão pagos em quatro lotes --o primeiro será quitado
em 31 de outubro deste ano e o último, em 31 de janeiro de 2013.
(Ana Magalhães e Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)
20.07 - Portugal: Fundo de pensões sem transferências
As transferências do Instituto de Gestão Financeira da
Segurança Social para o fundo de onde saem as pensões pararam
há quatro meses. Numa análise dos últimos quatro anos,
esta é a primeira ocasião em que a ausência de transferências
para o Fundo de Estabilização Financeira se verifica durante
um período tão largo. De hoje é também a notícia
de que o presidente do instituto que gere os fundos está a tentar
fugir à compra de dívida portuguesa.
Fundo de pensões sem transferências
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De acordo com um relatório relativo à carteira do Fundo
de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS)
a que a Agência Lusa teve acesso, as transferências do Estado
para
assegurar o pagamento das pensões e a sustentabilidade da Segurança
Social pararam em março, quando o valor transferido ascendeu a 1,2
milhões de euros. Em 2010, as transferências somaram 223 milhões
de euros, em 2009 foram 515 milhões e no ano anterior 1091 milhões,
montante muito superior aos 633 milhões de 2007
Contas feitas aos últimos 48 meses, nunca nesse período
se verificou um período tão largo sem movimentações
para o FEFSS. A Lusa regista apenas em 2007 dois momentos em que as transferências
foram paradas dois meses, em janeiro e fevereiro.
Instituto de Gestão dos Fundos tenta esquivar-se à dívida
portuguesa
Por lei, o fundo que garante o pagamento das pensões tem de
ser constituído por um "mínimo de 50 por cento em títulos
representativos de títulos de dívida pública portuguesa
ou outros garantidos pelo Estado português". Mas esta é uma
situação que Manuel Baganha, presidente do Instituto de Gestão
dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, quer
ver alterada. A rentabilidade da carteira de títulos de dívida
pública detida pelo instituto desceu 19,95% em maio, face ao período
homólogo
Segundo o relatório relativo a maio, as poupanças totais
da Segurança Social ascendiam a mais de 9 mil milhões de
euros, o que representa uma perda de rentabilidade homóloga de 7,41%
Segundo a Lusa, Manuel Baganha apresentou já este mês
uma proposta que permitia ao fundo 'fugir' à compra de títulos
de dívida portuguesa. Esse capital seria então investido
em títulos dos países da OCDE. Este responsável pretendia
alterar um artigo onde se afirma que o Fundo que garante o pagamento das
pensões tem de ser constituído por um "mínimo de 50
por cento em títulos representativos de títulos de dívida
pública portuguesa ou outros garantidos pelo Estado português".
Manuel Baganha defendia que os ativos desse fundo passassem a ser constituídos
por um "mínimo de 50 por cento em títulos representativos
de dívida pública ou garantida pelos Estados membros da OCDE".
O instituto deixaria de ficar obrigado aos títulos de dívida
portuguesa e passaria a poder apostar de forma mais incisiva em títulos
de dívida livres da desvalorização provocada pela
desconfiança dos mercados.
O FEFSS, gerido pelo Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização
da Segurança Social, foi criado em 1989 e tem como objetivo "assegurar
a estabilização financeira da Segurança Social, contribuindo
para o ajustamento do regime financeiro do sistema público de segurança
social às condições económicas, sociais e demográficas"
É assumido o desígnio de efetuar transferências
para o FEFSS até que este esteja em condições de garantir
a cobertura das despesas previsíveis com pensões durante
um período mínimo de dois anos Governo garante acompanhamento
do Fundo
O Ministério liderado de Pedro Mota Soares, que mantém
a tutela da Segurança Social, não comenta o caso, sendo deixada
ao secretário de Estado Marco António Costa a resposta a
questões lançadas pela Lusa.
"No Ministério estamos a fazer um acompanhamento muito próximo
dos organismos que estão na nossa dependência", respondeu
o governante, acrescentando que mantém "reuniões permanentes
com o presidente do Instituto de Gestão do Fundo de Capitalização
da Segurança Social", estando a fazer um "acompanhamento permanente
não só das questões que se prendem com a execução
orçamental, mas também com as sub-rubricas da sustentabilidade
do sistema". (RTP)
19.07 - Um futuro melhor
Todos sonham com um futuro garantido por uma renda digna na terceira
idade. A dificuldade está em imaginar-se que este é um problema
exclusivamente do Estado
A renda decorrente da aposentadoria oficial, em geral, fica muito distante
daquela obtida durante a vida produtiva, especialmente para a classe média.
Não é à toa que se veem legiões de aposentados
que voltam a trabalhar para complementar seus ganhos.
O brasileiro, em geral, não possui cultura previdenciária
e financeira desenvolvida, que se traduz no entendimento elementar de que
para colher na inatividade é imprescindível plantar durante
a fase de atividade.
A expressão cunhada pelo laureado com o Nobel de economia, Milton
Friedman, de que “não há almoço grátis” é
plenamente aplicável à teoria da previdência. Qualquer
que seja o seu regime, será sempre dependente de contribuições
dos participantes – a teor do disposto nos artigos 201 e 202, da Constituição
Federal – bem como de constante monitoramento do equilíbrio atuarial
entre as parcelas vertidas e os compromissos assumidos.
A Carta Magna também estabelece que a previdência oficial
é de filiação obrigatória, e a complementar
autônoma e facultativa. Quem não está disposto a enfrentar
a limitação típica das rendas da previdência
pública tem a opção de começar a acumular reservas
visando maior conforto no futuro. Esse é o princípio que
inspirou a criação da previdência complementar, que
se subdivide em dois ramos: as entidades abertas, isto é, acessíveis
a todos, disponíveis em instituições financeiras públicas
e privadas existentes no mercado, com finalidade lucrativa; e as fechadas,
sem fins lucrativos, as quais, em geral, são vinculadas a empresas
patrocinadoras, cujo acesso é restrito a seus empregados.
Hoje existem no Brasil 368 entidades fechadas de previdência
complementar (EFPCs), sendo 266 delas – a imensa maioria – patrocinadas
por empresas privadas, que cuidam de um universo de mais de 2 milhões
de participantes ativos (que estão acumulando reservas), e de mais
de 650 mil assistidos (que estão recebendo renda). Isso sem falar
nos mais de 3,5 milhões de dependentes daqueles.
Para falar um pouco mais dos impressionantes números do setor,
os fundos de pensão brasileiros reúnem um total de ativos
superior a R$ 500 bilhões, que, investidos na economia nacional,
correspondem a 17% do PIB.
As entidades, sujeitas à regulação e fiscalização
estatal, submetem-se também a princípios de boa governança,
buscando atuar com transparência na ação e nos resultados,
proteção dos principais interessados e filosofia de sustentabilidade.
Atuam sob autogestão, o que significa que seus dirigentes são
sempre participantes dos planos previdenciários, paritariamente
eleitos dentre seus pares, ou nomeados pela patrocinadora.
Não se pode fechar os olhos para as tendências indicadas
no Censo Demográfico de 2010. Por um lado verifica-se a ascensão
das classes “C” e “D”, agora cravadas na chamada “classe média”,
com poder de compra que supera o das classes “A” e “B” juntas. Por outro,
denota-se a excepcional inversão da pirâmide etária,
com forte queda da natalidade e aumento da longevidade, o que se traduz
numa espécie de “bônus demográfico”, que trará
inegáveis reflexos econômicos imediatos e mediatos. Para logo,
vendo satisfeitas suas necessidades básicas de consumo, as pessoas
tenderão, com maior propensão, à poupança.
Mais adiante, com o envelhecimento previsível da população,
não é difícil antever incremento dos dispêndios
com a saúde e utilização dos estoques de ativos daqueles
poupadores.
Nos Estados Unidos e na Europa o bônus demográfico ocorreu
nos anos 60 e 70. Os países emergentes verificarão o efeito
na próxima década. O fenômeno terá reflexos
em diversos níveis de mercado, com destaque para o imobiliário,
o de saúde, o de educação e o previdenciário,
inclusive complementar.
É imprescindível que o Brasil esteja preparado para capitalizar
tais efeitos. A oportunidade é singular para que os indivíduos,
as empresas e os governos deem à previdência complementar
a importância que merece o setor, que em países como a Holanda
possui ativos superiores ao próprio PIB, com os benefícios
econômicos decorrentes. Afinal, a oportunidade perdida tem sempre
um custo que, no caso, pode ser muito amargo. (José
Luiz Costa Taborda Rauen - Gazeta do Povo Online)
19.07 - STF: Previdência privada
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de repercussão
geral em processo que discute se contratos de previdência complementar
podem adotar percentuais distintos para a realização de cálculo
de aposentadoria de homens e mulheres. O relator do caso, ministro Gilmar
Mendes, classificou a matéria de "eminentemente constitucional".
Segundo explicou, trata-se de saber se, à luz do princípio
constitucional da isonomia, é possível adotar, em contratos
de previdência privada, o fator de distinção de gênero
presentes nos dispositivos constitucionais que regulam os regimes de previdência
geral e próprio. "Logo, a controvérsia em exame reclama deste
Supremo Tribunal Federal pronunciamento jurisdicional que imprima segurança
jurídica aos contratos de previdência complementar, de ordem
a definir a licitude, ou não, de contratos que estabeleçam
benefício menor para mulheres, levando em consideração
menor tempo de contribuição", afirmou Mendes. De acordo com
ele, a "questão alcança relevância econômica,
política, social e jurídica", elementos que caracterizam
a repercussão geral. (Valor Online)
19.07 - Previdência do servidor: Na Câmara no próximo
semestre
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados não
deliberou sua pauta ordinária na última semana devido à
falta de quorum no colegiado. Entre as matérias que ficaram pendentes
de análise neste semestre destaque para o PL 1.992/07, que cria
a previdência complementar do servidor.
A matéria, que retorna à pauta da Comissão em
agosto, é de autoria do Poder Executivo e institui o regime de previdência
complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo
efetivo, inclusive os membros dos órgãos que menciona, fixa
a alíquota de contribuição de 7,5% e o limite máximo
para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime
de previdência de que trata o artigo 40 da Constituição.
A proposta autoriza ainda a criação de entidade fechada
de previdência complementar denominada Fundação de
Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp),
que será estruturada em forma de fundação com personalidade
jurídica de direito privado.
O relator da matéria na Comissão de Trabalho é
o deputado Silvio Costa e seu parecer é pela aprovação
do projeto. A deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) apresentou voto em separado
para rejeitar a proposta. (Anfip)
18.07 - Previc: Educação Previdenciária - Evento
diferenciado em SP
A Previc e a SPPC, com o apoio Abrapp, promovem o V Seminário
de Educação Previdenciária nesta segunda e terça-feira,
dias 18 e 19 deste mês, em São Paulo.
O evento foi especialmente formulado para atender as entidades multipatrocinadas
e as pequenas EFPC.
Este seminário tem uma estrutura diferenciada: as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades.
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, no auditório do Banco HSBC, localizado na Avenida Brigadeiro
Faria Lima, 3064, Jardim Paulista. (AssPreviSite)
18.07 - Espaço AssPreviSite RJ: Lotação completa
- Novo será no DF
Com uma semana de antecedência encontro do Rio de Janeiro, com
o tema “Da Resolução 13 e Supervisão Baseada em Riscos
para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC”, tem LOTAÇÃO
ESGOTADA.
O AssPreviSite vai promover uma nova reunião, agora em Brasilía,
no dia 15 de agosto, com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio
do Banco FATOR.
O foco do novo encontro são os instrumentos necessários
para aumentar a eficiência e eficácia da Governança
com a Gestão Baseada em Riscos (GBR). Da mesma forma que estaremos
fazendo no Rio, também iremos tratar da atualização
do cenário e comportamento dos aspectos do cenário atual
dos investimentos (Grécia, EUA, Itália, Inflação,
Juros, etc. levando o mercado uma piora do sentimento de aversão
ao risco).
As entidades terão nova oportunidade de participar desta reunião
com Dirigentes, Conselheiros e profissionais atuantes junto à gestão
dos fundos de pensão.
Julgamos oportuna a reserva de vagas para este novo encontro.
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
18.07 - Câmara pode mudar fator previdenciário
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), pretende
concluir as discussões e votar o projeto que modifica o cálculo
para as aposentadorias da Previdência Social, o chamado fator previdenciário,
no segundo semestre do Legislativo. A proposta está na lista de
prioridades citada por Maia ao fazer um balanço dos trabalhos do
primeiro semestre da Câmara.
O recesso parlamentar de julho começa oficialmente nesta segunda-feira,
dia 18. Os deputados e senadores voltam ao trabalho no dia 1.º de
agosto. “Nós vamos tratar do tema do fator previdenciário,
em uma regra de transição que seja mais adequada. A simples
continuidade do fator previdenciário não agrada a ninguém.
Nem ao governo nem aos trabalhadores”, disse Maia.
Na expectativa de Maia, a Câmara deverá se dedicar no
segundo semestre a uma pauta recheada de matérias tributárias.
Ele prevê a discussão e votação do projeto que
muda o teto do Simples, o sistema de tributação simplificada
para pequenas e microempresas; da proposta de desoneração
da folha de pagamento das empresas, projeto criando mecanismos contra a
guerra fiscal entre os estados e outra proposta de simplificação
tributária. Além dessa agenda, também deverá
ser votado o projeto que modifica a distribuição dos royalties
do petróleo entre os estados e municípios. “Nós precisamos
ter uma solução para esse problema. A Petrobras já
está produzindo no pré-sal”, disse.
Marco Maia defendeu uma posição responsável do
Legislativo na definição da aplicação
dos recursos da área de saúde pela União, pelos estados
e municípios, durante votação do projeto que regulamenta
a Emenda Constitucional 29. Ele pretende reunir representantes dos estados,
do governo e parlamentares no início de agosto para tentar um entendimento.
“Nós queremos construir um acordo tanto na Câmara quanto no
Senado”, disse. (Agência Estado/Gazeta do Povo Online)
15.07 - A supervisão das atividades de Previdência Complementar
A atividade de supervisão baseada em riscos, adotada pela Superintendência
Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, em cooperação
com o Banco Mundial, traz segurança jurídica para as entidades
fechadas de previdência complementar, para seus gestores, bem como
para seus participantes, patrocinadores e instituidores, mediante a introdução
de modelos que controlam a solvência dos planos de benefícios
e a legalidade e prudência dos atos de gestão, levando à
objetividade de informações e ao reconhecimento dos limites
de risco.
Por meio da Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009, foi criada
a Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC,
autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira
e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência
Social, com sede e foro no Distrito Federal e atuação em
todo o Território Nacional, conforme está descrito no artigo
1º, da ora referida norma jurídica.
A PREVIC passou a atuar como agência de fiscalização
e de supervisão das entidades fechadas de previdência complementar,
em substituição à Secretaria de Previdência
Complementar do Ministério da Previdência Social, executando
as políticas voltadas para estas mesmas entidades.
A criação da PREVIC dá cumprimento ao disposto
no artigo 5º, da Lei Complementar nº 109, de 2001, no sentido
de que a “normatização, coordenação, supervisão,
fiscalização e controle das atividades das entidades de previdência
complementar serão realizados por órgão ou órgãos
regulador e fiscalizador, conforme disposto em lei, observado o disposto
no inciso VI do art. 84 da Constituição Federal .” (1)
A estrutura de supervisão definida na Lei Complementar nº
109, de 2001 abrange dois pontos fundamentais. O primeiro deles é
o licenciamento prévio para a constituição e para
o funcionamento dos planos de benefícios de natureza previdenciária
administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar.
O segundo é o efetivo controle das atividades das entidades, avaliando
o critério de independência patrimonial entre os planos de
benefícios.
É exatamente na supervisão, baseada em riscos, que a
PREVIC introduzirá conceitos modernos no controle das atividades
das entidades fechadas de previdência complementar, recomendada pelos
organismos internacionais, em especial do IOPS – International Organisation
of Pension Supervisors, conforme consta da Recomendação nº
02, de 27 de abril de 2009, do Conselho de Gestão de Previdência
Complementar – CGPC, lançada nos seguintes termos:
“Art. 1º Recomendar que a Secretaria de Previdência Complementar
adote a metodologia de supervisão baseada em risco na atividade
de supervisionar as entidades fechadas de previdência complementar
e os planos de benefícios por elas administrados, inclusive no programa
anual de fiscalização.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Recomendação,
considera-se supervisão baseada em risco como a atividade de o órgão
fiscalizador, em todas as suas atribuições, supervisionar
de forma direta e indireta o regime de previdência complementar operado
pelas entidades fechadas de previdência complementar quanto a sua
exposição a riscos.
Art. 2º A supervisão baseada em risco poderá contar
com metodologia que compreenda, dentre outros, a identificação,
a avaliação, o controle e o monitoramento da exposição
a riscos que possa comprometer a realização dos objetivos
da entidade fechada de previdência complementar e de cada plano de
benefícios por ela administrado.
Art. 3º Serão considerados, na aplicação
da supervisão baseada em risco, o porte, a diversidade e a complexidade
atinentes às entidades fechadas de previdência complementar
e aos planos de benefícios por elas administrados, assim como a
modalidade dos planos de benefícios”
O sistema chamado de supervisão baseada em riscos Risk-Based
Supervision (RBS) foi criado para as instituições financeiras,
sendo que o primeiro deles, desenvolvido nos Estados Unidos da América
na década de 80, chamava-se CAMEL, compreendendo componentes de
controle e avaliação da adequação de capital,
qualidade dos ativos, fatores de gestão, ganhos e liquidez. Seguidamente,
em 1988, o Basel Committee on Banking Supervision implementou o sistema
Capital Adequacy Accord, denominado Basel I, no qual foram introduzidas
ferramentas para avaliar o risco de crédito das instituições
financeiras, dando início a uma sequência de sistemas locais
de avaliação de risco durante a década de 90 O Basel
I foi substituído pela Basel II, cujas ferramentas foram elaboradas
considerados três pilares: (2)
(i) o primeiro pilar implementa um efetivo e abrangente sistema de
gestão de risco, que inclui as informações sobre a
estrutura organizacional, políticas, procedimentos e os limites
para o crédito, para o mercado e o risco operacional;
(ii) o segundo pilar é o de revisão do processo, que
envolve a valoração da solidez da instituição
financeira diante dos riscos assumidos, validando o processo. Os supervisores
terão a oportunidade de verificar se a instituição
financeira está devidamente capitalizada para enfrentar os riscos
que assumiu;
(iii) o terceiro pilar é o de disciplina de mercado, o qual
assegura que o mercado foi provido com informações suficientes
para conhecer os riscos a que estão expostas as instituições
financeiras, desenvolvendo a transparência das operações.
Especificamente na área de seguros, a International Association
of Insurance Supervisors (IAIS) desenvolveu sistema de avaliação
de risco – Solvency II – introduzindo critérios qualitativos para
a gestão interna, a gestão de risco, modelo de validação
e checagem de controles internos da seguradora. Alguns países vêm
introduzindo o sistema RBS em seus sistemas de previdência privada,
tais como a Austrália, o México, a Dinamarca e a Holanda.
Os principais elementos que integram os modelos de RBS que vêm
sendo adotados por diversos países para as entidades de previdência
privada são: (i) a elaboração pelos órgãos
de supervisão, de diretivas gerais sobre o risco de gestão
dos recursos garantidores; (ii) o estabelecimento das margens de solvência
do plano, consideradas as premissas de longevidade da massa, os fatores
de desconto, o patamar mínimo de solvência e a volatilidade
dos investimentos; (iii) o desenvolvimento de sistemas de supervisão
de risco adaptado para previdência privada; (iv) o controle das partes
(terceiros) que se relacionam com as entidades de previdência privada;
(v) a estruturação de agências de supervisão,
autônomas ou integradas às entidades governamentais.
Os métodos de RBS vêm ganhando aceitação
em diversos países, porque criam standards que devem ser seguidos
para a redução do risco de insolvência, sem a perda
de eficiência na busca dos resultados para os investimentos, demonstrando
as responsabilidades, de maneira objetiva, de cada um dos sujeitos da complexa
relação que se forma na gestão financeira dos recursos
garantidores dos planos de benefícios administrados pelas entidades
de previdência privada.
Deste modo, a estrutura para a supervisão dos fundos de pensão
alinha-se aquelas hoje já aplicadas às atividades supervisionadas
pelo Banco Central do Brasil - BACEN, pela Superintendência de Seguros
Privados – SUSEP e pela Comissão de Valores Mobiliários –
CVM.
O modelo de supervisão está baseado nos objetivos que
norteiam a supervisão e a regulação dos fundos de
pensão, recomendados OECD – Organisation for Economic Co-Operation
and Development em 2009 (3), Private Pensions and Policy Responses
to the Crisis, quais sejam:
(i) adequada estrutura de regulação e de supervisão,
estabelecida de forma abrangente, dinâmica e flexível, tomando
em conta a complexidade dos sistemas, de modo a assegurar a proteção
dos participantes dos planos, a saúde das entidades e a estabilidade
da economia. A estrutura não deve onerar excessivamente o mercado,
as entidades e os participantes;
(ii) o sistema regulatório deve impor às entidades adequados
critérios legais, contábeis, técnico-financeiros e
administrativos, conjunta ou separadamente, mas sem onerar a administração
da entidade. As entidades devem estar legalmente separadas dos patrocinadores
dos planos que administra;
(iii) os planos privados devem ser capitalizados de modo a fazer frente
às suas responsabilidades, considerando o longo termo de suas obrigações;
(iv) os investimentos das entidades devem ser adequadamente regulados,
considerados os princípios da diversificação, dispersão,
maturidade e o meio circulante. A regulação quantitativa
e os princípios do homem prudente devem ser cuidadosamente avaliados,
tendo em vista tanto a segurança quanto a lucratividade dos investimentos.
A liberdade dos investimentos deve ser promovida em conjunto com os prudentes
princípios de gestão;
(v) direitos dos beneficiários, garantidos de maneira não
discriminatória, mediante diretivas regulatórias, as quais
também protejam os direitos acumulados e a portabilidade, com a
adoção de apropriados métodos de cálculo para
a valoração das obrigações do plano, incluindo
técnicas atuariais e regras de amortização, sempre
com a adoção de modelos transparentes. Estímulo à
adoção aos efetivos critérios de gestão de
risco;
(vi) o papel da governança corporativa e da capacidade das entidades
deve ser considerado, incluindo o papel das diretivas estatutárias
ou voluntárias, para as atividades de governança, o impacto
do ativismo dos acionistas das entidades sobre o comportamento das empresas;
e a governança das entidades em si e o papel dos gestores fiduciários;
(vii) efetiva supervisão das entidades e dos planos focada no
controle financeiro, no exame atuarial, na observância das regras
legais e na supervisão dos gestores das entidades, por meio de apropriados
grupos de supervisão, devidamente estruturados;
A IOPS indicou, no seu relatório de 2006, os princípios
que orientam a supervisão das entidades de previdência privada,
considerando as atividades por elas exercidas:
Princípio 1: Objetivos
As leis nacionais devem determinar objetivos claros e explícitos
para as autoridades supervisoras de fundos de pensão.
Princípio 2: Independência
As autoridades supervisoras de fundos de pensão s devem ter
independência operacional
Princípio 3: Recursos Adequados
As autoridades supervisoras de fundos de pensão necessitam de
adequados recursos financeiros, humanos e outros.
Princípio 4: Poderes Devidos
As autoridades supervisoras de fundos de pensão devem ser dotadas
dos devidos poderes de investigação e de execução,
para cumprir suas obrigações e alcançar os seus objetivos.
Princípio 5: Orientação de Risco
As autoridades supervisoras de fundos de pensão devem buscar
a mitigação dos maiores potenciais de risco para o sistema
de aposentadorias.
Princípio 6: Proporcionalidade e Consistência
As autoridades supervisoras de fundos de pensão devem assegurar
que as exigências de investigação e execução
sejam proporcionais aos riscos mitigados e que as suas ações
são consistentes.
Princípio 7: Consulta e Cooperação
As autoridades supervisoras de fundos de pensão devem consultar
as entidades, as instituições que supervisam e cooperar com
outras autoridades supervisoras.
Princípio 8: Confidencialidade
As autoridades supervisoras dos fundos de pensão devem tratar
apropriadamente as informações confidenciais.
Princípio 9: Transparência
As autoridades supervisoras dos fundos de pensão devem conduzir
suas operações de maneira transparente.
Princípio 10: Governança
As autoridades supervisoras devem aderir ao seu próprio código
de governança e deve ser responsável.
As entidades de previdência privada, na qualidade de administradoras
de recursos financeiros de terceiros, que integram os recursos garantidores
dos planos de benefícios de natureza previdenciária, alocados
nas “reservas matemáticas”, nos “fundos” e nas “provisões”,
participando, portanto, ativamente da economia brasileira, impulsionando
determinados setores considerados vitais nas políticas econômicas
adotadas a cada governo.
Por outro lado, o equilíbrio financeiro do plano de benefícios
é essencial para o cumprimento do contrato previdenciário
privado, de modo a proporcionar o bem-estar aos seus beneficiários,
princípio fundante da Seguridade Social. A regulação
exercida pelo Estado sobre o contrato previdenciário tem como objetivo
primeiro resguardar o cumprimento da sua função social, que
é a de pagar benefícios complementares aos do regime geral
de previdência social.
O Estado regulador e supervisor, quando atua para garantir a segurança
econômico-financeira do plano de benefícios, visa afastar
os riscos relacionados às operações financeiras que
são realizadas pelos administradores das entidades de previdência
privada, com os recursos acumulados nos planos de benefícios que
estão sob sua gestão. Mas, além da necessária
preservação da segurança nos investimentos, com a
minimização dos riscos, é preciso que eles sejam rentáveis,
de modo a que sejam cumpridas as metas fixadas para os planos de benefícios,
revelando-se, aqui, movimentos contrapostos, que são equacionados
com o modelo de supervisão de riscos:
“Por seu turno, os mecanismos de gestão de ativos e do passivo
previdenciário se aprimoraram e se tornaram mais complexos. No entanto,
o aparato oficial de supervisão não acompanhou essa evolução,
carecendo de um fortalecimento institucional, indispensável para
um regime de previdência pautado em regras de longo prazo. Os fundos
de pensão devem estar inseridos em ambiente de previsibilidade e
estabilidade de regras, com elevado grau de especialização.
O Estado, para dar conta de sua atribuição fiscalizatória,
deve contar com estrutura que tenha quadros estáveis e capazes de
transcender os diversos governos e concepções que se sucedem
num regime democrático.
Em face da dimensão e de complexidade que vem tomando, é
absolutamente imprescindível que o sistema seja estruturado com
mais segurança e transparência, mediante a modernização
dos instrumentos de fiscalização e controle, de modo a permitir
a proteção plena dos interesses dos participantes e assistidos,
a promoção do respeito aos patrocinadores e instituidores
e o fortalecimento da poupança nacional.” (4)
Para a proteção do participante, do assistido e da própria
entidade, então, cabe a supervisão prudencial e sistêmica,
que por meio do conhecimento do sistema de previdência complementar,
de maneira ampla, verifica os riscos e as formas de controle sobre eles
exercidas, orientando e estabelecendo parâmetros para a gestão
de riscos.
Para as entidades, os participantes, os instituidores e/ou os patrocinadores
a supervisão baseada em riscos que irá se estabelecer no
Brasil, com a cooperação do Banco Mundial, cujo projeto está
fundado nos princípios estabelecidos pelo IOPS, visa garantir a
solvência dos planos de benefícios e o devido cumprimento
na gestão dos ativos que os integram, ou seja, do dever fiduciário
a que estão submetidos os gestores dos fundos de pensão.
Esta garantia, sobretudo de transferência, importa na delimitação
objetiva das responsabilidades dos fundos de pensão e de seus gestores,
trazendo segurança jurídica tanto para os atos dos próprios
gestores, que reconhecem os seus limites, mediante os stadards introduzidos
pelo modelo de supervisão, quanto para os participantes, patrocinadores
e/ou instituidores, que poderão reconhecer quando as atividades
de gestão foram exercidas fora de padrões de segurança.
(Ana Paula Oriola de Raeffray - Expresso da Notícia)
15.07 - Espaço AssPreviSite no Rio tem lotação
esgotada
Com uma semana de antecedência encontro do Rio tem LOTAÇÃO
ESGOTADA.
O AssPreviSite vai promover uma outra reunião, em Brasilía,
no dia 15 de agosto, com o apoio da Fundação CERES e o patrocínio
do Banco FATOR.
O foco do encontro são os instrumentos necessários para
aumentar a eficiência e eficácia da Governança com
a Gestão Baseada em Riscos (GBR). Da mesma forma que estaremos
fazendo no Rio, também iremos tratar da atualização
do cenário e comportamento dos aspectos do cenário atual
dos investimentos (Grécia, EUA, Itália, Inflação,
Juros, etc. levando o mercado uma piora do sentimento de aversão
ao risco).
Convidamos para o evento de Brasília o mesmo time de palestrantes
que atuará no Rio.
As entidades terão nova oportunidade de participar desta reunião
com Dirigentes, Conselheiros e profissionais atuantes junto à gestão
dos fundos de pensão.
Julgamos oportuna a reserva de vagas para este novo encontro.
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Informações e inscrições pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
15.07 - Abrapp: Treinamento sob medida e menor custo
O valor dos cursos in company oferecidos pela ABRAPP ao seu quadro
associativo recebe o mais amplo reconhecimento por parte de uma associada,
a BRASLIGHT, que contratou todos os 13 eventos previstos em nosso Programa
de Educação. O sucesso alcançado abre as portas
para um êxito ainda maior no esforço para ver cada vez melhor
aproveitada a oferta que a ABRAPP faz de um treinamento sob medida e com
menor custo.
Nesse mesmo espírito, curso também na modalidade in company
foi realizado no início de junho na FORLUZ, em Belo Horizonte. E
essa possibilidade está nesse momento em estudos por cinco outras
associadas.
É ponto para a ABRAPP e para as associadas. No caso da BRASLIGHT,
a entidade está usando os cursos in company para envolver não
apenas os seus colaboradores diretos (conselheiros, diretores e gestores
internos), mas também executivos e gerentes das patrocinadoras.
Existe nisso uma visão de futuro, uma vez que, ao contratar os cursos,
a Fundação envolve pessoas de seu quadro próprio,
ao mesmo tempo em que prepara profissionais que atuam nas empresas patrocinadoras
para que possam, mais adiante, vir a assumir funções em seus
órgãos estatutários. A isso se chama preocupação
com a perenidade ou, para usar uma palavra hoje mais frequente, sustentabilidade.
Marcio Jardim, diretor presidente da BRASLIGHT, explica que a ideia
de utilizar os cursos preparados pela ABRAPP surgiu quando a Diretoria
da Light, patrocinadora da entidade, solicitou que fosse dado um treinamento
adequado aos conselheiros da Fundação: “Os cursos da
ABRAPP vieram a calhar, uma vez que seu objetivo não é o
de preparar profissionais para atuar na operação e sim na
gestão de um fundo de pensão. Vislumbramos a possibilidade
de atingir o objetivo desejado, oferecendo aos nossos colaboradores um
conjunto abrangente de cursos, encadeados em uma sequencia lógica
e abordando as principais áreas da administração de
um fundo de pensão. A escolha da forma in company, além
de reduzir o custo global do treinamento, facilita sobremaneira a participação
dos envolvidos, que não precisarão se afastar muito de seus
locais de trabalho”.
Continua Jardim, ressaltando que “está sendo importantíssimo
o apoio dado ao treinamento pela patrocinadora, que está cuidando
da logística dos eventos e destinando aos mesmos uma excelente infraestrutura”.
A BRASLIGHT contratou as 172 horas previstas na execução
de toda a grade de treinamento oferecida pela ABRAPP, distribuídas
ao longo dos cursos programados. (Diário dos Fundos de Pensão)
14.07 - BIS: Fundos e seguradoras deverão oferecer menos capital
Segundo relatório da instituição, benefíciosque
o setor gera por meio de investimentos de longo prazo podem ser diminuídos
devido a mudanças na regulamentação e novos padrões
contábeis
O papel desempenhado por seguradoras e fundos de pensão na oferta
de capital de baixo risco para o sistema financeiro global e os mercados
de bônus poderá diminuir, como resultado de mudanças
na regulamentação e de novos padrões contábeis,
diz relatório do Banco para Compensações Internacionais
(BIS).
Segundo o relatório, as novas exigências de capital, as
novas normas sobre gestão de risco e os novos padrões para
informes de resultados de fundos de pensão e companhias de seguro
de vida "podem reduzir os benefícios privados e sociais que o setor
gera por meio de investimentos de longo prazo, assim como a extensão
dos limites que ele impõe ao caráter procíclico do
sistema financeiro".
Com ativos combinados de cerca de US$ 40 trilhões, seguradoras
e fundos de pensão tradicionalmente desempenham um papel importante
na oferta de crédito de longo prazo para os bancos e o setor público.
Essas empresas poderão ser obrigadas a evitar ativos de maior
risco por causa das regulamentações previstas no acordo Padrões
Internacionais de Informes Financeiros e Solvência II, que exigem
que os fundos de pensão e as seguradoras precifiquem seus ativos
mais agressivamente em relação a seus valores de mercado.
"Seguradoras e fundos de pensão poderão desempenhar um
papel menor na oferta de recursos não garantidos para os bancos",
diz o relatório do BIS; o texto ressalva que essas empresas poderão
voltar a ter um papel maior no financiamento aos bancos, assim que o setor
bancário tiver uma regulamentação melhor.
Segundo o relatório, "ao mesmo tempo, a tendência na direção
de dívida governamental está sendo limitada pela crescente
falta de tranquilidade em relação às finanças
públicas".
Além disso, diz o texto, as seguradoras poderão transferir
uma parcela maior de seus riscos financeiros por meio de operações
de hedge, resseguros e securitização, como resultado dos
padrões regulatórios adotados para melhorar a transparência.
As informações são da Dow Jones. (Renato Martins
- Agência Estado)
14.07 - 4º Prêmio de Monografias da Previc
Continuam abertas, até o dia 29 deste mês, as inscrições
para o 4º Prêmio de Monografias da Previdência Complementar
Fechada, que está sendo realizado pela Previc (Superintendência
de Previdência Complementar), em parceria com a Fundação
ANFIP de Estudos da Seguridade Social.
O concurso, que tem por finalidade estimular a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
reconhecendo sua qualidade e aplicabilidade na Administração
Pública, premiará com R$ 10 mil o primeiro colocado de cada
tema sugerido no edital. Também serão concedidos aos primeiros
classificados em cada um dos temas certificado, publicação
da monografia, passagem, hospedagem e inscrição para participação
no 32º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, ocasião
em que ocorrerá a solenidade de premiação.
Serão admitidos tanto trabalhos de autoria singular quanto de
autoria coletiva, sendo que os trabalhos coletivos poderão conter,
no máximo, quatro autores, incluindo os pesquisadores e os auxiliares.
Para conhecer os temas e o regulamento do concurso, acesse o banner na
página da ANFIP. Mais informações também podem
ser obtidas pelo telefone (61) 3326-0676. (Anfip)
14.07 - Fundos: Abrapp envia carta à Folha
Carta do Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça,
foi enviada ao jornal Folha de S. Paulo, que no último final de
semana publicou matéria que, ao tratar do trem-bala, sugere alinhamento
automático das entidades patrocinadas por estatais às determinações
de investimentos que partiriam do governo. A correspondência, cuja
íntegra publicamos a seguir, manifesta a nossa estranheza em relação
ao teor da reportagem: “Foi com imensa surpresa que nos deparamos neste
final de semana com a notícia publicada em seu jornal sob o título
“Trem-bala vai a leilão na 2ª e sem mudança no edital”
e, se buscamos corrigir o equívoco cometido no texto, é por
muito respeitar a Folha e tê-la na conta de comprometida não
apenas com um jornalismo vibrante mas também com a verdade.
A reportagem comete o erro de colocar os fundos de pensão como caudatários
da vontade do governo, desconhecendo inteiramente as boas práticas
de governança que tornam esse alinhamento automático impossível.
Tal governança é fruto não só do compromisso
dos dirigentes de fundos e do desejo dos trabalhadores que deles participam,
mas também consequência direta de uma base legal e normativa
que inclui um rígido regime disciplinar, regras claras de disciplinamento
dos investimentos e uma fiscalização atuante. Esta última
é exercida por um órgão, a Superintendência
Nacional de Previdência Complementar, bancado por uma taxa paga pelos
próprios fundos para serem fiscalizados e que está entre
os que mais investem em recursos humanos e materiais. Sem esquecer das
instâncias internas para as quais os participantes elegem os seus
representantes, como as diretorias e os conselhos fiscais e deliberativos.
Claro, o governo é um ator importante e suas manifestações
não podem ser simplesmente desconhecidas, mas os projetos que o
Executivo considera prioritários para o País devem ser também
rentáveis e seguros e contar com alguma liquidez, uma vez que sem
isso não há chance de terem fundos de pensão como
investidores. É longa e conhecida a relação de investimentos
exitosos e tal grau de sucesso desmente a visão dos fundos como
subordinados aos desejos dos governantes. Mesmo porque, se pisar em falso,
o gestor de entidade responde com os seus bens pessoais.
A Folha orgulha-se de seu pluralismo e, como seus leitores, sabemos
reconhecer que este é um justo orgulho. Estamos certos, portanto,
que o seu jornal não deixará de levar tais esclarecimentos
ao seu público, fazendo assim prevalecer a verdade. “ (Diário
dos Fundos de Pensão)
13.07 - Benefícios: Tendências e preocupações
do trabalhador
A MetLife apresenta o mais recente estudo de benefícios para
funcionários no qual o Brasil participa pela primeira vez, juntamente
com Austrália, Índia, México e Reino Unido. O relatório
aponta que há um grande abismo entre a longevidade cada vez maior
e o preparo para manter aposentadorias mais longas, enfatizando a necessidade
de educação e planejamento financeiro.
“Nosso objetivo é ajudar as empresas a compreender as necessidades
dos trabalhadores e as tendências sobre proteção financeira
e aposentadoria. Com isso, os profissionais de recursos humanos e lideranças
das empresas poderão avaliar melhor os produtos disponíveis
no mercado e os resultados esperados em termos de satisfação
do empregado, produtividade e atração e retenção
de profissionais”, afirma Marco Monguzzi, diretor de Planejamento Estratégico
e Marketing da empresa. A MetLife tem como compromisso fornecer conteúdo
sobre as principais tendências e preocupações no que
diz respeito a benefícios para pessoas.
O Estudo Internacional MetLife de Tendências de Benefícios
para Funcionários 2011 traz importantes dados em relação
ao comportamento do brasileiro. O Brasil é cotado como uma das principais
lideranças na economia mundial até meados do século.
O constante crescimento do país é refletido em um alto nível
de confiança dos trabalhadores – o mais elevado da América
Latina. A pesquisa, realizada com 500 empregados e 250 empregadores, mostra
que 70% dos funcionários brasileiros acreditam na melhora de sua
situação financeira nos próximos seis meses.
Apesar do otimismo, o estudo indica grandes inquietações
financeiras do trabalhador médio brasileiro. O índice de
endividamento ainda é alto e persiste a preocupação
em não conseguir pagar as contas.
Brasileiros são os que mais temem o impacto da morte ou doença
sobre a segurança financeira de sua família (71% ‘extremamente
preocupados’). Logo na sequência, 68% dos pesquisados temem que a
estabilidade econômica seja afetada por gastos médicos não
cobertos pelo plano de saúde. Apesar desta preocupação,
menos da metade dos entrevistados tomaram alguma medida para assegurar
suas necessidades como a contratação um seguro de vida.
Abaixo, as preocupações financeiras mais recorrentes
entre os brasileiros:
- Ter dinheiro suficiente para pagar a educação dos filhos
68%
- Ter mais tempo com a família 65%
- Ter dinheiro suficiente para pagar as despesas 65%
- Ter um convênio médico adequado 62%
Benefícios e aposentadoria
Em relação aos benefícios solicitados pelos trabalhadores
brasileiros, o mais pedido é o convênio médico, com
90%. Em seguida, aparece seguro de vida, planos odontológicos e
check-up. Já do ponto de vista das empresas, 83% consideram manter
o trabalhador satisfeito como o principal objetivo ao oferecer benefícios.
- 75% dos trabalhadores brasileiros dizem que estão ‘extremamente
preocupados’ em conseguir pagar os gastos do convênio médico
com o dinheiro da aposentadoria;
- 69% temem não conseguir se sustentar com o salário
da aposentadoria;
- 63% preocupam-se em ter recursos financeiros suficientes para cuidar
dos pais e parentes na terceira idade.
Outro dado importante é que os trabalhadores pretendem se aposentar
aos 56 anos, apesar da longevidade ter aumentado no país. Mesmo
assim, apenas um em cada quatro trabalhadores possui um plano de previdência
privada.
Mundo – visões diferentes da aposentadoria, mas tendências
similares
A pesquisa mostra que não houve melhora no comportamento do
trabalhador em relação à segurança financeira,
embora as questões econômicas globais continuem provocando
ansiedade nos mercados desenvolvidos e emergentes.
- Aposentadorias mais longas: trabalhadores dos cinco países
expressaram sua preocupação em se sustentar apenas com o
dinheiro da aposentadoria, principalmente os com mais de 50 anos da Austrália
e do Reino Unido. Setenta e cinco por cento dos australianos e 55% dos
britânicos admitiram não estarem em dia com suas metas para
aposentadoria. Apenas 30% no Brasil, 25% no México e 15% na Índia
tomaram alguma providência em relação ao tema, mesmo
sendo esses os países que apresentaram maior ganho em longevidade
nos últimos anos;
- Insegurança financeira de curto prazo: ter dinheiro suficiente
para cobrir uma perda inesperada de renda ou apenas para equilibrar as
despesas está entre as três principais preocupações
dos trabalhadores;
- Solidez do BRIC: nos mercados emergentes como Índia e Brasil,
duas economias com crescimento acelerado, os trabalhadores estão
mais confiantes quanto à estabilidade do emprego.
Metodologia da Pesquisa
O segundo Estudo Internacional da MetLife sobre Tendências de
Benefícios para Funcionários foi realizada entre novembro
de 2010 e fevereiro de 2011 com 2.930 empregados e 1.450 empregadores na
Austrália, Índia, México, Reino Unido e Brasil. Em
comum, os países dividem uma grande variedade de preocupações
de adequações financeiras ao novo cenário corporativo.
Os resultados foram obtidos através de entrevistas pessoais, por
telefone ou on-line. A amostra alvo de cada país foi desenhada
de modo a representar aproximadamente a base populacional de trabalhadores
mensalistas. (Fenaseg)
13.07 - Petros: Pesquisa sobre os controles internos dos fundos
A Comissão Técnica Nacional de Governança (CTNG)
da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar) está realizando uma pesquisa para
aferir o grau de aderência dos fundos de pensão ao “Guia Previc
de Melhores Práticas”. Poderão participar da pesquisa todas
as entidades associadas à Abrapp. O levantamento está publicado
no site da Abrapp.
Os principais aspectos abordados serão governança, investimentos,
passivo previdenciário e gestão de risco. Para Gema Martins,
coordenadora da CTNG e gerente executiva de Compliance da Petros, ao responderem
o questionário, as entidades poderão avaliar em que estágio
se encontram inseridas no que tange à gestão baseada em risco.
Gema explica que a pesquisa poderá ser respondida em etapas
e por vários setores, de acordo com a competência de cada
um. Para propiciar isso, o questionário poderá ser salvo
parcialmente. A coordenadora da comissão destaca que o respondente
não será identificado, pois o intuito é conhecer o
segmento como um todo. “A pesquisa busca avaliar o amadurecimento do setor”,
afirma Gema. Ela esclarece que os fundos mais alinhados à gestão
baseada em risco têm condições de atender com maior
facilidade às recomendações de supervisão da
Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).
Os dados da pesquisa serão divulgados durante o 32º Congresso
Brasileiro dos Fundos de Pensão da Abrapp, que acontece em setembro,
em Florianópolis. Gema adianta, que durante o evento, também
será lançado o livro sobre gestão baseada em risco,
elaborado pela CTNG, e que este ano será publicado, no caderno técnico
do Congresso, o manual de governança dos fundos de pensão.
Conheça como funciona a fiscalização nos fundos
de pensão
Com a criação da Previc, em dezembro de 2009, institui-se
também a previsão legal do Programa Anual de Fiscalização
(PAF), que consiste no planejamento da ação fiscal da superintendência
sobre os fundos de pensão.
Essa fiscalização tem como objetivos identificar, avaliar,
controlar e monitorar os maiores riscos potenciais aos quais os planos
de benefícios e as entidades que os administram estão expostos.
A Previc definiu alguns aspectos da fiscalização no “Guia
Previc de Melhores Práticas”, cujo objetivo principal é consolidar
os princípios e as metodologias a serem adotadas pelos fundos para
a incorporação das melhores práticas de governança.
Com esta ação, o órgão fiscalizador pretende
que as entidades afinadas com as melhores práticas de governança
incorporem no seu dia a dia um comprometimento estratégico com o
negócio; a interação e equidade com os diversos agentes;
transparência na gestão e informações de ativos
e passivos; segurança para os participantes e assistidos; salvaguarda
em relação a conflitos de interesses; e compromisso com a
ética e a sustentabilidade.
Segundo opinião da gerente executiva de Compliance da Petros,
o entendimento da Previc é que as decisões tomadas em uma
entidade fechada de previdência complementar devem estar balizadas
nas melhores práticas de governança, gestão e controle,
administrando com respaldo técnico e responsabilidade seus níveis
de tolerância a risco para que sejam obtidos os melhores resultados.
“Desse modo, a gestão baseada em risco deve ser integrada à
filosofia da entidade e fazer parte da cultura, das práticas e dos
processos de negócio, além de ser parte integrante das boas
práticas de gestão e também um elemento essencial
da boa governança corporativa”, declara Gema. (Petros/AssPreviSite)
13.07 - Funcef: Melhorar a renda e garantir a solidez dos planos
A FUNCEF tem trabalhado para aumentar benefícios, sem perder
o foco no equilíbrio do patrimônio
O Saldamento do REG/Replan e a criação do Novo Plano,
em setembro de 2006, resultaram em importante elevação no
patamar de direitos dos participantes e assistidos que optaram pelo benefício
saldado.
Até agosto de 2001, os proventos dos assistidos eram vinculados
à situação funcional do participante vigente no momento
da concessão do benefício, fazendo com que a evolução
da renda dos aposentados e pensionistas fosse determinada pelos índices
de reajuste salarial da CAIXA.
Com o acordo negociado em 2006, vários avanços foram
possíveis. No bojo do processo de Saldamento do REG/Replan e após
a implantação das novas regras foram feitos vários
aprimoramentos nos planos de benefícios da FUNCEF, envolvendo os
direitos dos participantes e assistidos e ajustes de natureza prudencial.
Medidas importantes foram tomadas para dar maior solidez aos planos,
como as atualizações das tábuas de mortalidade, redução
na taxa de juros da meta atuarial, revisão de premissas e hipóteses
atuariais, entre outras, que visaram conferir mais segurança e reforçar
a certeza de que os compromissos sejam honrados permanentemente.
Com o Saldamento, foi possível aproximar os direitos previdenciários
dos empregados, aposentados e pensionistas da CAIXA da nova realidade vivida
a partir de 2003. Dentre as inúmeras mudanças que foram feitas,
algumas ganharam maior destaque, como a eliminação da exigência
da idade mínima de 55 anos para o benefício integral no REG/Replan.
Com a negociação, o direito ao benefício pleno
passou a ser garantido a partir do momento que o participante adquire o
benefício integral no INSS, com qualquer idade. Para quem saldou,
esse direito é assegurado também a partir dos 48 anos, se
mulher, ou 53 anos, se homem, mesmo sem ter adquirido o benefício
da Previdência Social. Essa mudança beneficiou todos os participantes
do REG/Replan, independentemente da opção pelo Saldamento
ou pela migração para o REB, e custou R$3,8 bilhões,
em valores de 2006, cujo montante, atualizado pelo INPC, equivale hoje
a aproximadamente R$5 bilhões.
Foi acordada, também, a ampliação da regra de
resgate e a inclusão do direito à portabilidade e ao BPD,
medidas que garantem aos participantes mais alternativas para destinação
do seu direito acumulado no plano. Além disso, o REG/Replan passou
a garantir um benefício mínimo, com base na reserva de poupança,
aprimoramento importante e que favorece principalmente aos que ganham menos.
A regra impede que haja aposentados ou pensionistas sem direito a benefício
no plano, como ocorria antes, apesar de dezenas de anos de contribuição
feitas pelo participante.
Outro elemento fundamental do conjunto de direitos assegurados a partir
de setembro de 2006 é o Fundo para Acumulação de Benefício
(FAB), que permite ao participante planejar de forma mais objetiva a sua
saída da CAIXA, com a possibilidade de ajustar sua renda de aposentadoria,
através da permanência em atividade por mais tempo.
Para os quase 90% de participantes e assistidos que aderiram ao Saldamento,
as novas regras já possibilitaram melhoria significativa no valor
real do benefício, tanto de quem já se aposentou quanto dos
que ainda estão trabalhando. Tudo feito com responsabilidade e segurança,
baseado no princípio da equidade de direitos, de tal forma que os
compromissos dos planos sejam garantidos permanentemente. O quadro abaixo
apresenta os reajustes reais aplicados, desde setembro de 2006.
Exercício
Aumento real
Set/20061
4,0%
Jan/2007
3,54%
Jan/2008
5,35%
Jan/2010
1,08%
Jan/2011
2,33%
Total
17,34%
1 – Índice previsto no Art. 120 do regulamento
Considerando-se o aumento dado aos benefícios saldados no momento
da adesão às novas regras, o índice acumulado varia
de 27,9% a 30%, a depender da situação do participante. Esse
crescimento tende a aumentar, vez que o mecanismo integra o regulamento
do plano.
Em 2011, concomitantemente ao reajuste dos benefícios saldados,
mais uma medida prudencial foi adotada pela FUNCEF, visando ampliar a solidez
e a segurança dos planos: trata-se do fundo previdencial para custear
reduções nas taxas de juros. Há um consenso entre
os agentes econômicos de que, a médio e longo prazos,
haverá queda nas taxas de juros da economia, com conseqüências
diretas nos retornos de investimentos.
Os fundos de pensão terão que administrar suas carteiras
com margens mais estreitas de rentabilidade, o que exigirá maiores
esforços dos seus integrantes para financiar os compromissos dos
planos de benefícios. Considerando esse cenário, além
de aprovar um aumento real de 2,33% para os benefícios saldados,
o Conselho Deliberativo decidiu destinar recursos dos planos para a constituição
de um fundo previdencial com a finalidade de custear futuras reduções
da taxa de juros da meta atuarial.
A medida, deliberada em estrita observância às regras
vigentes, confere mais segurança aos planos de benefícios
e deixa mais tranquilos os seus integrantes, pois permite que os ajustes
sejam feitos paulatinamente e, preferencialmente, sem a necessidade de
aportes contributivos dos participantes e da patrocinadora.
Para o presidente do Conselho Deliberativo da FUNCEF, Marcos Vasconcelos,
“a decisão foi marcada pela responsabilidade e compromisso do órgão
com todas as gerações de participantes, pois possibilitou
o aumento real dos benefícios e a manutenção da capacidade
da Fundação cumprir os compromissos futuros dos planos. “
(Funcef/AssPreviSite)
12.07 - Previc: Seminário em SP - Inscrições até
esta quarta (13)
A Previc e a SPPC, com o apoio Abrapp, promovem o V Seminário
de Educação Previdenciária nos dias 18 e 19 deste
mês, em São Paulo.
O evento foi especialmente formulado para atender as entidades multipatrocinadas
e as pequenas EFPC.
Este seminário tem uma estrutura diferenciada: as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades.
Inscrições
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, no auditório do Banco HSBC, localizado na Avenida Brigadeiro
Faria Lima, 3064, Jardim Paulista.
As inscrições, gratuitas, deverão ser feitas até
esta quarta-feira, 13 de julho, preferencialmente pelo e-mail previc.cgac@previdencia.gov.br,
ou pelos telefones (61) 2021 2450 / (61) 2021 2124, informando o nome completo,
nome da entidade a que pertence, cargo, telefone, e-mail para contato e
o dia em que participará do evento. Fonte: AgPrev (AssPreviSite)
12.07 - Abrapp: Ferramenta ajuda a desenvolver melhores práticas
As associadas estão ganhando uma nova e importante ferramenta
e, convencida do muito que o seu uso poderá beneficiar o quadro
associativo, a ABRAPP enviou sexta-feira circular instando os dirigentes
a que levem as suas entidades a utilizá-la e dessa forma possam
avançar ainda mais no terreno da melhor governança.
Desenvolvida pelas Comissões Técnicas Nacional e Regional
Sudoeste de Governança da ABRAPP, essa nova ferramenta permite aferir
o maior ou menor nível de aderência das associadas às
recomendações do “Guia PREVIC de Melhores Práticas
em Fundos de Pensão”.
Para medir essa aderência, basta a entidade acessar o link informado
na circular e responder até 05/08 a um questionário
que, embora não longo e estrutrurado de maneira a não ser
exaustivo, abrange todos os itens do “Guia PREVIC”. Isso nos tópicos
de estrutura de governança, investimentos, passivo previdenciário
e gestão de riscos, todos identificados como obrigação
legal (O) ou recomendação (R), apontados os fundamentos legais
no próprio item.
As respostas foram subdivididas em “atende”, “não atende” e
“não se aplica”, sendo cabível esta última nos casos
em que as recomendações e/ou obrigações legais
têm âmbito de aplicação restrito. Este pode ser
o caso, por exemplo, das entidades patrocinadas por entes públicos,
assim como em razão do porte e complexidade de suas atividades.
Importante ressalvar que as questões, sua natureza obrigatória
ou recomendável, bem como a fundamentação legal, são
indicativas e foram incluídas para possibilitar a aferição
objetiva do nível de aderência de cada entidade, configurando
trabalho meramente interpretativo e orientativo, desvinculado da PREVIC
– Superintendência Nacional da Previdência Complementar.
Espera-se, assim, que este questionário sirva como efetiva ferramenta
de gestão, por meio da qual a entidade possa melhor identificar
os processos e procedimentos que eventualmente devam ser revistos. E desse
mesmo modo fixar condutas e metas a serem atingidas, preparando-se para
o processo de fiscalização da PREVIC. (Diário dos
Fundos de Pensão)
12.07 - Entendendo a Previdência Complementar
Data: 13 de julho de 2011
Auditório do Metrus
Horário: Das 8h30 às 17h00
Público alvo
Dirigentes, conselheiros, técnicos e profissionais das áreas
de RH, Financeira, Comercial, Marketing, de Benefícios de
Fundos de Pensão, Seguradoras e Corretoras de Seguro, advogados,
contadores e profissionais interessados no tema.
Instrutor
Giancarlo Giacomini Germany
Inscrições limitadas
A taxa de inscrição de R$ 450,00 e após a primeira,
a empresa concede desconto de 10% nas inscrições adicionais.
A ficha de inscrição pode ser acessada no site www.mirador_atuarial.com.br,
no ícone treinamento, curso Entendendo a Previdência Complementar.
Se preferir basta encaminhar email para janice@mirador-atuarial.com.br
que as fichas a serem preenchidas serão enviadas ao email dos interessados.
Local:
Alameda Santos 1827, 1º. andar, Cerqueira César - SP, próximo
às estações do Metrô Consolação
e Trianon (AssPreviSite)
11.07 - Previc: V Seminário de Educação Previdenciária
em SP
Evento será no auditório do HSBC
Nos dias 18 e 19 de julho, a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc e a Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar – SPPC com o apoio da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp promoverão
o V Seminário de Educação Previdenciária. O
evento acontecerá em São Paulo e foi especialmente formulado
para atender as entidades multipatrocinadas e as pequenas entidades fechadas
de previdência complementar – EFPC.
Devido ao número limitado de vagas, as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades. É fundamental que
no ato da inscrição o participante informe em qual dia estará
presente.
INSCRIÇÕES
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, no auditório do Banco HSBC, localizado na Avenida Brigadeiro
Faria Lima, 3064, Jardim Paulista. As inscrições são
gratuitas e deverão ser feitas no período de 04 a 13 de julho,
preferencialmente pelo e-mail previc.cgac@previdencia.gov.br, ou pelos
telefones (61) 2021 2450 / (61) 2021 2124, informando o nome completo,
nome da entidade a que pertence, cargo, telefone, e-mail para contato e
o
dia em que participará do evento.
O programa completo do seminário será divulgado no início
da próxima semana. Lembramos que há um número reduzido
de vagas, o que poderá ocasionar a limitação do número
de inscrições por entidade. (Inaiá Sant’Ana
de Menezes - AgPrev/AssPreviSite)
11.07 - ICSS: Tipo de certificação depende da carreira
do candidato
Certificação: Escolha da ênfase depende da carreira
O ICSS está perto de alcançar 900 profissionais certificados
por experiência e por prova. Com um resultado assim positivo, a preocupação
do Instituto é com os candidatos que estão por vir. O ICSS
quer ter a certeza de que estes continuarão entendendo com clareza
a natureza das opções oferecidas no processo de certificação.
Nesse sentido, é importante que os candidatos entendam que a
escolha entre a certificação com ênfase em investimento
ou administração depende exclusivamente da trajetória
do profissional em questão ao longo de sua carreira. Não
é porque ele assumiu a condição de AETQ , com responsabilidades
na aplicação dos ativos, que estará obrigado a se
certificar enfatizando a gestão financeira. Se optar pela ênfase
em administração estará atendendo às normas
da mesma forma, podendo desempenhar sem problemas o seu trabalho como AETQ.
“É preciso entender que as ênfases em investimento ou
administração se equivalem em termos de importância
e efeitos do ponto de vista do atendimento das normas legais”, diz a Diretora
Técnica do ICSS, Marise Gasparini. (Diário dos Fundos de
Pensão)
11.07 - Entendendo a Previdência Complementar
Data: 13 de julho de 2011
Auditório do Metrus
Horário: Das 8h30 às 17h00
Público alvo
Dirigentes, conselheiros, técnicos e profissionais das áreas
de RH, Financeira, Comercial, Marketing, de Benefícios de
Fundos de Pensão, Seguradoras e Corretoras de Seguro, advogados,
contadores e profissionais interessados no tema.
Instrutor
Giancarlo Giacomini Germany
Inscrições limitadas
A taxa de inscrição de R$ 450,00 e após a primeira,
a empresa concede desconto de 10% nas inscrições adicionais.
A ficha de inscrição pode ser acessada no site www.mirador_atuarial.com.br,
no ícone treinamento, curso Entendendo a Previdência Complementar.
Se preferir basta encaminhar email para janice@mirador-atuarial.com.br
que as fichas a serem preenchidas serão enviadas ao email dos interessados.
Local:
Alameda Santos 1827, 1º. andar, Cerqueira César - SP, próximo
às estações do Metrô Consolação
e Trianon (AssPreviSite)
08.07 - Abrapp: Sistema para Educação Previdenciária
Eventos em São Paulo e Pernambuco
Está confirmada para o dia 15/07/11, das 09h30 às
11h30, no auditório da ABRAPP, reunião com as associadas
da Região Sudoeste para a apresentação da Plataforma
de Educação Previdenciária, com o oferecimento pela
PAR, a empresa desenvolvedora do sistema, de uma proposta de uso compartilhado
entre as entidades. Um evento com o mesmo teor será realizado no
dia 9 de agosto, das 10h às 12 h em Recife, na sede da Bandeprev,
para as entidades do Nordeste.
A ABRAPP atua nesse caso como facilitadora, de modo a que as entidades
possam avançar em sua missão educacional de forma efetiva
e com os menores custos.
A ideia é repetir depois a mesma apresentação
nas demais regionais. A todas a PAR levará uma proposta que
já acolhe alguns ajustes que lhe foram sugeridos, no sentido
de se rever as condições comerciais (uma solução
coletiva que ajude a reduzir os custos) e buscar um custo fixo mais ou
menos igual para todos e variável, aí sim, igual para
todos. (Diário do Fundos de Pensão)
08.07 - Anapar: Pelo fim da Certificação Obrigatória!
Em meados de 2008 a então Secretaria de Previdência Complementar
propôs implantar a certificação de dirigentes das entidades,
entendendo ser este o grande remédio para se evitar que a atuação
dos dirigentes prejudique as entidades e seus participantes. Instada a
se manifestar, a ANAPAR se posicionou contrária ao procedimento,
propondo como alternativa uma norma estabelecendo um processo de qualificação
de dirigentes, a ser feito após a posse do dirigente em seu cargo,
custeado pela entidade de previdência complementar.
Entende a ANAPAR que dirigentes bem preparados reúnem melhores
condições para gerir o patrimônio dos participantes
e seus planos de previdência, sendo fundamental investir em qualificação,
preparo e formação. Mas qualificação não
garante uma boa gestão do plano de previdência e de seu patrimônio.
Muito mais relevante é implantar um modelo equilibrado de gestão,
contemplando a paridade de representação entre participantes
e patrocinadores. Em um fundo de pensão existem duas partes – patrocinadores
e participantes – com interesses naturalmente conflitantes que se manifestam
na gestão da entidade. Assim, é fundamental a conciliação
destes interesses através da representação equilibrada
das duas partes. Todos os dirigentes têm o dever de administrar a
entidade com independência e autonomia em relação aos
patrocinadores; devem implantar as melhores práticas de gestão
e zelar pelo patrimônio da entidade e pelo melhor retorno em suas
aplicações. Mas, com freqüência, representam visões
e interesses divergentes, principalmente quando se trata dos planos de
previdência e suas regras.
Como existia a resistência da ANAPAR e de outros agentes do sistema
no Conselho de Gestão da Previdência Complementar, a certificação
apareceu em norma editada por quem não tinha a atribuição
de fazê-lo. A certificação obrigatória foi inserida
na Resolução CMN 3792 de forma ilegal, no entendimento da
ANAPAR. “A lei não conferiu ou delegou atribuição
ao Conselho Monetário Nacional para impor restrição
ao exercício dos mandatos dos conselheiros ou diretores-executivos
das entidades fechadas de previdência complementar, relativamente
à formação e qualificação técnica
destes, mas sim, e tão só, para disciplinar a efetiva destinação
dos recursos objeto dos investimentos realizados por essas entidades.”
afirma Dr. Ricardo Só de Castro, consultor jurídico da ANAPAR.
A forma autoritária utilizada para impor a certificação
obrigatória só pode ser entendida como uma mal disfarçada
intenção de afastar da gestão das entidades as mais
autênticas lideranças de entidades de classe dos trabalhadores,
que usualmente são escolhidas democraticamente pelos participantes
para representá-los em seus fundos de pensão. No entender
da ANAPAR, as lideranças que conquistaram a confiança dos
participantes estão mais habilitadas a defender seus interesses
do que pessoas sem nenhuma vinculação com aqueles que se
dispõem a representar, mesmo que estejam tecnicamente muito bem
preparadas. “Aliás, nunca devemos nos esquecer dos Madofs e Edemares
bem preparados que causaram prejuízos monstruosos a fundos de pensão.
Isto para não falar de dirigentes e gerentes de entidades igualmente
certificados e dos desfalques milionários que causaram. Se tivessem
compromisso com os participantes, pensariam milhares de vezes antes de
fazê-lo”, completa Cláudia Ricaldoni, presidente da ANAPAR.
Conforme temia a ANAPAR a certificação começa
a ser utilizada para excluir participantes de concorrer aos cargos de dirigentes.
Entidades de previdência complementar começam a incluir nos
seus estatutos ou regimentos eleitorais a exigência de certificação
para pessoas se candidatarem a cargos de dirigentes das entidades. Esta
prática privilegia a candidatura de gerentes e funcionários
de alto escalão, muito mais vinculados aos interesses das patrocinadoras
do que aos dos participantes. Se este foi o intento de quem implantou a
certificação, o círculo começa a se fechar,
prejudicando os participantes e favorecendo os patrocinadores.
Os participantes querem democracia, transparência e liberdade
de escolha. Não admitem ser submetidos a um tecnicismo burro que
só lhes permita escolher somente entre gerentes vinculados aos interesses
da patrocinadora. É urgente a abolição da norma que
criou a certificação obrigatória.
Formação e qualificação sim! Abaixo a certificação
obrigatória! (Boletim)
08.07 - Suiça: As muitas lições de uma viagem técnica
País que é um exemplo de como bem explorar o que a previdência
complementar tem de melhor, em termos de cobertura da população
economicamente ativa e de proporção das reservas capitalizadas
sobre o PIB, a Suiça teve o seu sistema de fundos de pensão
como alvo de um evento de pouco mais de 1 semana. Em 32 horas de exposições,
debates e visitas, o seminário internacional A Estrutura da Previdência
na Suiça mostrou a uma delegação de 33 dirigentes
de entidades brasileiras um sistema que já administra um patrimônio
equivalente a 104% do PIB (US$ 514 bilhões) e cobre mais de 3,6
milhões de pessoas, ou seja, um número que beira o contingente
de trabalhadores em atividade e representa mais da metade do total da população
helvética em seu conjunto. Foram dias de uma viagem técnica
que trouxe muitos ensinamentos, mas as lições disseram respeito
tanto ao muito que se pode conhecer de novo em um país centro-europeu
com tanto a mostrar, como não deixaram esquecer que o Brasil avançou
extraordinariamente na última década em normas e práticas
e hoje pode não apenas aprender como ensinar.
São 2.300 fundos de pensão em funcionamento, sendo 2.000
compulsórios, dos quais 1550 multipatrocinados . Destes últimos,
250 cobrem dois terços da força de trabalho suiça.
Muitas foram as conclusões tiradas do evento:
-Os fundos de pensão suíços vivem uma situação
diferente em relação às entidades brasileiras. O desempenho
dos investimentos é baixo e carregam grande dose de risco. Os títulos
públicos não atingem a necessidade de remuneração
mínima
dos planos BD. ( necessidade 4,25% versus rendimento dos títulos
públicos da ordem de 2%). O mercado de renda variável não
tem oferecido rentabilidade adequada, portanto a busca de retorno suficiente
é um grande desafio;
Não contam com instrumentos tão sofisticados como no
Brasil para a gestão dos riscos envolvidos nos investimentos;
O nível de solvência é preocupante. Os fundos
suiços ainda não conseguiram superar totalmente os efeitos
da crise de 2008;
O grau de cobertura previdenciária é semelhante ao da
Holanda e Dinamarca ( 60% da renda) .
Cobrem quase integralmente os salários acima de CHF 20.000 (
R$ 37.600) anuais;
Há uma divisão mais equitativa na formação
da aposentadoria. Hoje, o primeiro e o segundo pilar correspondem respectivamente
a 40 e 60%.No futuro ambos chegarão a 50%. A reposição
da renda através do primeiro pilar é menor daquela verificada
no Brasil. Por isso mesmo o peso do segundo é muito relevante;
A participação no segundo pilar é mandatória.
Em sistemas voluntários, como nos EUA e Inglaterra o nível
de participação na cobertura é de 50%;
Há investimentos dos sindicatos na preparação
de seus representantes;
Divisão de responsabilidade nos conselhos deliberativos. Dever
fiduciário é a diretriz fundamental no processo de governança;
Maior segurança legal. A legislação é bem
estabelecida. Não há contencioso na justiça do trabalho.
Maior estabilidade do contrato previdenciário;
Não há nível elevado de conflitos;
Número expressivo de pesquisas nas universidades sobre a previdência
complementar;
Há esforços na qualificação de dirigentes
e sensibilização da população para aumentar
o nível de educação previdenciária. (Diário
dos Fundos de Pensão)
07.07 - Previc: Educação Previdenciária - Inscrições
até 13/7
Foco são as entidades multipatrocinadas e as EFPC de menor porte
Nos dias 18 e 19 de julho, a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc e a Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar – SPPC com o apoio da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp promoverão
o V Seminário de Educação Previdenciária. O
evento acontecerá em São Paulo e foi especialmente formulado
para atender as entidades multipatrocinadas e as pequenas entidades fechadas
de previdência complementar – EFPC.
Segundo o diretor da Previc, Edevaldo Fernandes, “o objetivo do seminário
é tratar as especificidades existentes nos diversos públicos
e tentar quebrar os mitos em torno dos programas de educação
previdenciária, como por exemplo, de que apenas uma grande entidade
pode formular um bom programa”. A partir desse encontro, espera-se que
as EFPC que ainda não possuem um projeto de educação,
comecem a desenvolver suas ações.
Devido ao número limitado de vagas, as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades. É fundamental que
no ato da inscrição o participante informe em qual dia estará
presente.
INSCRIÇÕES
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, em local ainda a ser confirmado. As inscrições são
gratuitas e deverão ser feitas no período de 04 a 13 de julho,
preferencialmente pelo e-mail previc.cgac@previdencia.gov.br, ou pelos
telefones (61) 2021 2450 / (61) 2021 2124, informando o nome completo,
nome da entidade a que pertence, cargo, telefone, e-mail para contato e
o dia em que participará do evento. Lembramos que há um número
reduzido de vagas, o que poderá ocasionar a limitação
do número de inscrições por entidade. (Inaiá
Sant’Ana de Menezes - Previc/AssPreviSite)
07.07 - Os desafios da Gestão Baseada em Riscos frente à
SBR
No próximo dia 22 de julho, no Rio de Janeiro, teremos mais
um encontro de especialistas, profissionais do sistema e dirigentes tratando
das mudanças e incertezas que estão sujeitas as EFPC frente
ao cenário de desafios da previdência complementar, "pressionadas"
pelas "cobranças" de boa performance da gestão tanto por
parte das sistemáticas adotadas pelos princípios da Supervisão
Baseada em Riscos, em prática pelo órgão controlador
do Sistema, quanto pela atuação cada vez mais presente dos
participantes dos fundos de pensão. Alia-se a este contexto, uma
avaliação do atual momento que vive o cenário dos
investimentos frente ao desempenho da renda variável e o comportamento
da economia como um todo.
Com o tema "Da Resolução 13 e Supervisão Baseada
em Riscos para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC" pretendemos
proporcionar uma avaliação do ambiente atual dos desafios
para a administração dos planos de previdência, com
destaque nos esforços, ações e estratégias
exigidas das entidades na gestão de riscos. A reunião
destina-se para um público alvo composto por dirigentes, conselheiros
e gestores dos fundos de pensão. advogados, especialistas e estudiosos
do sistema.
Para tratar da temática contaremos com presença
de destacados nomes do sistema na abordagem dos aspectos deste contexto:
Dr
José Edson da Cunha Junior, Secretário-Adjunto da Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar - SPPC, Dr. Luiz
Félix de Freitas, Especialista e Gerente da Previ, Dra. Gema de
Jesus Ribeiro Martins, Especialista e Gerente da Petros, Dr. Milton Luis
de Araújo Leobons, Diretor da Comissão Técnica Nacional
de Governança da ABRAPP, além da presença de um economista
de uma das empresas de renome do sistema financeiro.
Assim, garanta sua participação neste oportuno e interessante
evento. Venha conhecer e compartilhar de observações importantes,
além de praticas de gestão e cuidados indicados por nossos
palestrantes Venha fazer um melhor juízo do que está
sendo adotada em sua Entidade e trocar experiências com os participantes.
As vagas são limitadas!
Reserve sua agenda e participe do Encontro AssPreviSite de Previdência
do próximo dia 22 de Julho de 2011, no horário: 09:00 às
13:30 horas, no centro do Rio de Janeiro. Nosso encontro conta com
o apoio da Funbdação Refer. A taxa de adesão
é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e inscrições
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
07.07 - Associadas da Abrapp mais perto da Educação Previdenciária
Duas iniciativas mostram nesse momento o empenho da ABRAPP em abrir
caminho para as suas associadas de menor porte na direção
de ações concretas voltadas para a educação
previdenciária. De um lado, a Associação está
facilitando a utilização de uma plataforma, cujo uso compartilhado
reduzirá custos, de outro apóia a PREVIC (Superintendência
Nacional de Previdência Complementar) e a SPPC (Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar) na realização de um seminário
que tem como alvo as entidades multipatrocinadas e as menores.
No primeiro caso, está confirmada para o dia 15/07/11, das 09h30
às 11h30, no auditório da ABRAPP, em São Paulo, reunião
com as associadas da Região Sudoeste para a apresentação
da Plataforma de Educação Previdenciária, com o oferecimento
pela PAR, a empresa desenvolvedora do sistema, de uma proposta de uso coletivo
entre as entidades. Evento desse tipo já ocorreu ontem, em Florianópolis,
com a presença de 13 associadas catarinenses, e será
repetido nas demais regionais.
Já o V Seminário de Educação Previdenciária,
evento que acontecerá em São Paulo e foi especialmente formulado
pela PREVIC e SPPC para atender as multipatrocinadas (próximo
dia 18) e as pequenas entidades (dia 19). A ABRAPP está dando apoio
e, segundo o diretor da PREVIC, Edevaldo Fernandes, “o objetivo do seminário
é tratar as especificidades existentes nos diversos públicos
e tentar quebrar os mitos em torno dos programas de educação
previdenciária, como por exemplo, de que apenas uma grande entidade
pode formular um bom programa”. A partir desse encontro, espera-se que
as EFPCs que ainda não possuem um projeto de educação,
comecem a desenvolver suas ações.
Devido ao número limitado de vagas, as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades. É fundamental que
no ato da inscrição o participante informe em qual dia estará
presente.
INSCRIÇÕES
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, em local ainda a ser confirmado. As inscrições são
gratuitas e deverão ser feitas no período de 4 a 13 de julho,
preferencialmente pelo e-mail previc.cgac@previdencia.gov.br , ou pelos
telefones (61) 2021 2450 / (61) 2021 2124, informando o nome completo,
nome da entidade a que pertence, cargo, telefone, e-mail para contato e
o dia em que participará do evento. Lembramos que há um número
reduzido de vagas, o que poderá ocasionar a limitação
do número de inscrições por entidade. (Diário
dos Fundos de Pensão)
06.07 - Reforma da Previdência
“É preciso responsabilidade, serenidade e compromisso público
das autoridades políticas para aprovar de uma vez por todas uma
saída que desarme essa bomba-relógio da Previdência”.
A frase resume o editorial publicado pela Istoé dessa semana sob
o título “A batalha da reforma inevitável”. A revista argumenta
que não há mais tempo para “empurrar o assunto com a barriga”,
como se esquecer o problema trouxesse uma solução. O editorial
da Istoé destaca que o governo Dilma Rousseff está se mobilizando
para tentar aprovar o que antecessores buscaram, mas não conseguiram:
uma reforma da Previdência que garanta a sustentabilidade do sistema
no futuro. A revista elege a resistência que os parlamentares apresentam
contra o tema como um dos principais problemas a ser enfrentado. Mexer
na Previdência virou tabu no Congresso. (Tribuna do Norte)
06.07 - Mágica na Previdência
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, propõe uma
solução simples e quase mágica para cortar pela metade
o déficit previdenciário: mudar a forma de contabilizar receitas
e despesas, transferindo certos custos a outras áreas do governo.
Com essa alteração, o déficit acumulado de janeiro
a maio diminuiria de R$ 17,84 bilhões para R$ 8,91 bilhões.
Bastaria lançar nas contas da Fazenda e de outros Ministérios
o peso dos benefícios fiscais concedidos, por exemplo, a entidades
filantrópicas e a empresas inscritas no regime tributário
do Simples Nacional. A solução parece boa, exceto por três
detalhes: 1) mesmo com a redistribuição dos custos, o déficit
nas contas do Ministério da Previdência ainda será
muito grande; 2) para o conjunto do governo, o benefício produzido
pela mudança será nulo, porque o buraco total será
o mesmo; 3) as despesas (ou renúncias) poderão ser reclassificadas,
mas o problema de financiar os benefícios previdenciários
permanecerá.
A proposta elaborada no Ministério da Previdência poderá
converter-se em projeto de lei. Segundo seus defensores, o problema financeiro
do setor é bem menos grave do que se afirma correntemente e, portanto,
uma reforma ampla é desnecessária. De acordo com eles, bastarão
ajustes limitados. Um dos acertos será a substituição
do fator previdenciário - "fator maldito", na linguagem do ministro.
Esse dispositivo, adotado em 1999, adapta o regime de aposentadoria à
crescente expectativa de vida da população. Uma das consequências
dessa inovação foi o adiamento de grande número de
aposentadorias. Entre a adoção do mecanismo e o ano passado,
a fórmula permitiu à Previdência uma economia acumulada
de R$ 31 bilhões. O ministro Garibaldi Alves fixou em setembro o
limite para a discussão de um novo mecanismo de cálculo.
Mas a ideia de resolver os problemas financeiros da Previdência
com pequenas mudanças é um equívoco - de início,
produto de uma grande confusão. A mudança contábil
poderá redistribuir entre vários Ministérios um problema
hoje concentrado no da Previdência. Mas isso seria desnecessário,
se o objetivo fosse apenas tornar o assunto mais claro. A contabilidade
atual já discrimina os vários tipos de despesa, separando
renúncias fiscais e pagamentos de benefícios. Bastaria tornar
a diferença mais clara na apresentação final das contas
e na comunicação oficial do governo. A mesma observação
vale para o caso da aposentadoria rural, financiada só parcialmente
pelas contribuições.
Mas o problema só ficará realmente claro quando houver
uma perfeita separação entre responsabilidades do Tesouro
Nacional e do sistema previdenciário baseado em contribuições.
Essa distinção já houve há muitos anos, mas
foi praticamente esquecida. Não há nada de errado em financiar
a Previdência, total ou parcialmente, com a receita própria
do Tesouro, se esse detalhe for bem definido contábil e politicamente.
É indispensável tratar o assunto com absoluta nitidez, porque
os gastos da Previdência sempre serão componentes do problema
fiscal em seu conjunto. Quanto maiores esses gastos, maior terá
de ser o custo suportado pelos contribuintes, sob a forma de impostos ou
de pagamentos destinados especificamente ao sistema previdenciário.
Sem o aumento da arrecadação total, o Estado só poderá
suportar as despesas crescentes com aposentadorias e benefícios
à custa do abandono de outras funções.
A solução, portanto, é planejar adequadamente
a evolução das despesas previdenciárias, levando em
conta projeções demográficas e econômicas confiáveis
e realistas. Não se pode, por exemplo, adotar as hipóteses
mais favoráveis de crescimento econômico, como tendem a fazer
os políticos, por oportunismo ou incompetência.
O sistema previdenciário brasileiro precisa, sim, de uma reforma
ampla e ousada, indispensável para se evitar graves impasses financeiros
e econômicos num futuro razoavelmente próximo. O resto só
pode ser ou ingenuidade ou mera combinação de oportunismo
e demagogia. (Estado de S.Paulo)
06.07 - Gasto menor para reajuste maior no INSS
Redução de despesas da Previdência Social resultaria
em ganhos para aposentadorias
A aprovação do projeto que reduz o déficit da
Previdências Social abre caminho para implementação
de um política de valorização e reajustes maiores
para aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário
mínimo. E um dos pontos seria a criação de um novo
índice de reajuste dos benefícios, proposta que ainda encontra
resistência do governo.
“Esses assuntos têm sido discutidos pelo grupo temático
que reúne técnicos da Previdência e representantes
dos aposentados. E a proposta de retirar renuncias fiscais da contabilidade
da Previdência saiu dessas reuniões. Estamos fechando o cerco
e mostrando que o sistema não é deficitário. Até
maio o saldo positivo foi de R$ 11 bilhões”, explica Carlos Andreu
Ortiz, presidente do Sindicato dos Aposentados de São Paulo, da
Força Sindical.
Segundo o sindicalista que participa da comissão, o objetivo
é haver um acordo antes do final do governo Dilma. Uma boa partida
para a política de valorização seria manter a fórmula
que prevê recomposição da inflação do
período mais 80% do Produto Interno Bruto (PIB), que é conjunto
de riquezas produzidas pelo País, de dois anos antes.
“Queremos garantir o poder de compra das aposentadorias. Nossas perdas
já estão em 74%”, explica Warley Martins, presidente da Cobap.
Cada pasta assumiria seus descontos
Proposta que será levada ao governo pelo ministro Garibaldi
Alves Filho prevê que renuncias fiscais de outras pastas não
deverão mais constar na contabilidade da Previdência. De janeiro
a maio, as renúncias somaram R$ 8,9 bilhões, enquanto a contas
do INSS tiveram saldo negativo de R$ 17,8 bilhões. Assim, o déficit
cairia à metade.
A Previdência quer passar para a Saúde, por exemplo, renúncias
fiscais de hospitais filantrópicos. Para o Desenvolvimento Social
seriam transferidas as de entidades sem fim lucrativo da área de
assistência. (O Dia Online)
05.07 - Previc: Seminário de Educação Previdenciária
- 18 e 19 em SP
V Seminário de Educação Previdenciária
acontece no mês de julho em São Paulo
Foco são as entidades multipatrocinadas e as EFPC de menor porte
Nos dias 18 e 19 de julho, a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc e a Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar – SPPC com o apoio da Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp promoverão
o V Seminário de Educação Previdenciária. O
evento acontecerá em São Paulo e foi especialmente formulado
para atender as entidades multipatrocinadas e as pequenas entidades fechadas
de previdência complementar – EFPC.
Segundo o diretor da Previc, Edevaldo Fernandes, “o objetivo do seminário
é tratar as especificidades existentes nos diversos públicos
e tentar quebrar os mitos em torno dos programas de educação
previdenciária, como por exemplo, de que apenas uma grande entidade
pode formular um bom programa”. A partir desse encontro, espera-se que
as EFPC que ainda não possuem um projeto de educação,
comecem a desenvolver suas ações.
Devido ao número limitado de vagas, as apresentações
do dia 18 de julho serão destinadas apenas às entidades multipatrocinadas
e as do dia 19 de julho para pequenas entidades. É fundamental que
no ato da inscrição o participante informe em qual dia estará
presente.
INSCRIÇÕES
O seminário será das 8h45 às 18h, em São
Paulo, em local ainda a ser confirmado. As inscrições são
gratuitas e deverão ser feitas no período de 04 a 13 de julho,
preferencialmente pelo e-mail previc.cgac@previdencia.gov.br, ou pelos
telefones (61) 2021 2450 / (61) 2021 2124, informando o nome completo,
nome da entidade a que pertence, cargo, telefone, e-mail para contato e
o dia em que participará do evento. Lembramos que há um número
reduzido de vagas, o que poderá ocasionar a limitação
do número de inscrições por entidade. (Inaiá
Sant’Ana de Menezes - Previc/AssPreviSite)
05.07 - Rio: Encontro sobre Gestão Baseada em Riscos frente à
SBR
No próximo dia 22 de julho, no Rio de Janeiro, teremos mais
um encontro de especialistas, profissionais do sistema e dirigentes tratando
das mudanças e incertezas que estão sujeitas as EFPC frente
ao cenário de desafios da previdência complementar, "pressionadas"
pelas "cobranças" de boa performance da gestão tanto por
parte das sistemáticas adotadas pelos princípios da Supervisão
Baseada em Riscos, em prática pelo órgão controlador
do Sistema, quanto pela atuação cada vez mais presente dos
participantes dos fundos de pensão. Alia-se a este contexto, uma
avaliação do atual momento que vive o cenário dos
investimentos frente ao desempenho da renda variável e o comportamento
da economia como um todo.
Com o tema "Da Resolução 13 e Supervisão Baseada
em Riscos para a Gestão Baseada em Riscos nas EFPC" pretendemos
proporcionar uma avaliação do ambiente atual dos desafios
para a administração dos planos de previdência, com
destaque nos esforços, ações e estratégias
exigidas das entidades na gestão de riscos. A reunião
destina-se para um público alvo composto por dirigentes, conselheiros
e gestores dos fundos de pensão. advogados, especialistas e estudiosos
do sistema.
Para tratar da temática contaremos com presença
de destacados nomes do sistema na abordagem dos aspectos deste contexto:
Dr
José Edson da Cunha Junior, Secretário-Adjunto da Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar - SPPC, Dr. Luiz
Félix de Freitas, Especialista e Gestor da Previ, Dra. Gema de Jesus
Ribeiro Martins, Especialista e Gestora da Petros, Dr. Milton Luis de Araújo
Leobons, Diretor da Comissão Técnica Nacional de Governança
da ABRAPP, além da presença de um economista de uma das empresas
de renome do sistema financeiro.
Assim, garanta sua participação neste oportuno e interessante
evento. Venha conhecer e compartilhar de observações importantes,
além de praticas de gestão e cuidados indicados por nossos
palestrantes Venha fazer um melhor juízo do que está
sendo adotada em sua Entidade e trocar experiências com os participantes.
As vagas são limitadas!
Reserve sua agenda e participe do Encontro AssPreviSite de Previdência
do próximo dia 22 de Julho de 2011, no horário: 09:00 às
13:30 horas, no centro do Rio de Janeiro. Nosso encontro conta com
o apoio da Funbdação Refer. A taxa de adesão
é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e inscrições
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
05.07 - "A batalha da reforma inevitável"
O governo Dilma se mobiliza para travar uma importante e dura batalha.
Tenta o que antecessores buscaram por anos e não conseguiram: aprovar
uma reforma previdenciária, sem a qual o sistema todo pode ficar
inviabilizado em um futuro breve.
A difícil travessia da reforma se dá jus tamente pela
resistência de parlamentares, inclusive os da base aliada. No Congresso,
o assunto é tido como tabu. Por viverem de votos, deputados e senadores
temem aprovar medidas impopulares, que inevitavelmente virão pelo
andar da carruagem.
O rombo da Previdência aumenta geometricamente a cada ano. O
gasto nesse item do orçamento já soma quase R$ 260 bilhões
por ano. Aposentadorias de militares e de servidores públicos contribuem
com a fatia maior da despesa. Mas não é o único problema.
Há também regras absolutamente obsoletas diante da nova realidade
de mercado.
A diferença da idade mínima entre homens e mulheres para
requisitar o benefício é uma delas. Com o avanço da
mão de obra feminina, que provocou o aparecimento de milhares de
mulheres chefes de família, não se justifica mais essa desigualdade
no tratamento. A ideia do governo é aproximar o tempo de contribuição.
Há também propostas inovadoras para as pensões vitalícias,
em que viúvas e viúvos jovens deixariam de receber ou receberiam
no teto máximo de 70% do que o segurado teria direito em vida.
Essas e outras saídas podem soar antipáticas para a maioria
dos contribuintes, mas constituem o arcabouço de um programa vital
que pode retirar a Previdência pública da trajetória
de colapso iminente. O Brasil caminha de maneira acelerada para um envelhecimento
de sua população. Dados do Censo do IBGE mostram que a quantidade
de idosos deverá dobrar nos próximos 30 anos em termos proporcionais
na população como um todo. Com menos jovens contribuindo
e mais idosos dependentes, a conta não fecha.
É preciso responsabilidade, serenidade e compromisso público
das autoridades políticas para aprovar de uma vez por todas uma
saída que desarme essa bombarelógio da Previdência.
Não há mais tempo para empurrar o assunto com a barriga,
como se a simples ideia de esquecer o problema trouxesse a solução
(Carlos José Marques - Revista Isto É)
04.07 - Previdência aberta e fechada tem sob gestão 25%
do PIB
A nova realidade econômica brasileira, com projeção
do Produto Interno Bruto (PIB) em 4% para 2011, ascensão de 55 milhões
de consumidores para a classe média e aumento da expectativa de
vida estimulam o crescimento do mercado de previdência complementar,
apontaram executivos e especialistas da área durante o Seminário
Mercer de Previdência. O setor representa 25% do PIB e abrange as
áreas de previdência aberta (PGBL e VGBL) com R$ 220 bilhões
em reservas e fechada (fundos de pensão) com R$ 500 bilhões,
de acordo com consultora de investimentos Mercer. Além de compor
uma fonte de rendimento ao trabalhador, o mercado tem papel de funding
de longo prazo para investimentos, principalmente em infraestrutura.
Para Geraldo Magela, diretor da Mercer, o cenário é de
expansão. "O momento de desenvolvimento econômico é
muito propício e a principal discussão é a questão
das empresas utilizarem a previdência complementar para atrair talentos.
No PIB, a aberta e fechada representam em torno de 25%, mas em outros países
chega a 50% ou 100%. Então, ainda tem muito mais capacidade de crescer."
Outro ponto citado por Magela é a disponibilidade de dinheiro para
a economia. "Como é uma poupança estável, depositada
há 20 anos, são recursos que podem ser utilizados para financiar
investimentos de longo prazo."
O executivo acrescentou a importância em relação
à previdência social que, em maio de 2011, apresentou saldo
negativo de R$ 2,419 bilhões, de acordo com o Ministério
da Previdência Social. "Hoje, dá em torno de R$ 2,5 mil de
renda mensal, o que é muito difícil para manter o padrão
de vida, já que em plano de saúde uma pessoa gasta entre
R$ 700 e R$ 800. A previdência social deveria dar o básico
e a complementar a formação de reserva da aposentadoria.
Além disso, acho que a sociedade não tem que arcar com a
renda dos aposentados", pontuou Magela, que adicionou que a reserva mensal
do segmento é de cerca de R$ 20 bilhões, com R$ 25 bilhões
de benefícios pagos no mesmo período. Contudo, há
o investimento em mercados de renda fixa e variável, que geram rendimento
em torno de 11% ao ano, dependendo da empresa e perfil de fundo.
Com maior participação no mercado, os fundos de pensão
possuem atualmente reserva de R$ 500 bilhões. Segundo Jair de Almeida,
diretor Executivo do Bradesco Vida e Previdência, somente a instituição
cresceu 50% em 2010 e já iniciou 2011 com elevação
de 30%. "As perspectivas são muito boas para os próximos
cinco anos: devemos multiplicar o patrimônio por cinco." De acordo
com Almeida, as reservas acumuladas por mês chegam a R$ 6 milhões,
com patrimônio total de R$ 1,5 bilhão em maio de 2011. Entre
os mais de 20 clientes estão: Renault, Seara, Mackenzie e ArcelorMittal.
O fundo do tipo multipatrocinado é o mais competitivo, rentável
e com menor custo na opinião do diretor. "Em especial, o multipatrocinado
oferece um serviço da mesma qualidade de um fundo próprio
e, em alguns casos, com qualidade superior por conta da especialidade maior
da equipe e preço mais baixo. A principal diferença é
que consiste em um consórcio de várias empresas patrocinadoras,
o que eleva a escala de participantes, o custo fixo e reflete no preço
para o participante".
O quinto maior fundo de pensão é a Valia, responsável
pela previdência dos funcionários do grupo Vale, com patrimônio
total em maio de 2011 de R$ 14,049 bilhões. Para a diretora de seguridade
da companhia, Elisabete Teixeira, o grande desafio atualmente é
manter a porcentagem de adesão, de 98% no programa Vale Mais, carro-chefe
da Valia. "A nossa patrocinadora cresce muito. Então, nós
temos que atendê-la adequadamente e manter os percentuais de adesão,
que são muito altos. A Vale e as empresas do grupo fazem mais de
1 mil contratações por mês e a gente tem que dar conta
de oferecer o plano e com mensagem bem passada".
Outra mudança projetada para os próximos anos é
no perfil de investimento, que hoje é composto pelo Fix, 100% renda
fixa; Mix, 80% renda fixa e 20% renda variável; e Mix 35, com 35%
renda variável e 65% renda fixa. "O novo setor será mais
agressivo, com investimentos com rentabilidade a longo prazo". No perfil
Vale Mais, o Mix 35 possui maior rentabilidade, com 35,91% ao ano, no fechamento
de maio de 2011.
Na área de previdência aberta, o líder com mais
de 30% de participação é o Bradesco Vida e Previdência.
"O mercado está extremamente vigoroso, com desenvolvimento na faixa
de 20% na comparação com maio de 2010. No Bradesco, o crescimento
está acima de 10% e vamos fechar o 1º semestre na faixa de
20%. Há um mar de oportunidades e temos nos posicionado nessa área,
tanto em pessoa física como nos planos corporativos", afirmou na
quinta-feira Marco Antônio Rossi, diretor presidente do Bradesco
Vida e Previdência e presidente da Federação Nacional
da Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). (Marcelle
Gutierrez - DCI)
04.07 - Previdência complementar do servidor
Enquanto entidades de servidores do Estado se revoltam contra a criação
do fundo previdenciário, a Câmara está prestes a votar
o regime de previdência complementar para funcionários da
União. Na última semana, a Comissão de Trabalho recebeu
relatório com a criação de um fundo único,
incluindo o Poder Judiciário. O novo regime limita aposentadorias
e pensões ao teto do benefício do Regime Geral, atualmente
em R$ 3.689,66. Pela proposta, quem quiser ganhar mais, terá que
aderir ao fundo. O rombo na Previdência se concentra na área
pública, um setor que precisa de uma reforma urgente. Uma hora a
fonte se esgota. A Grécia que o diga. (Carolina Bahia e Kelly
Matos - Zero Hora)
04.07 - Mercer: Seminário de Previdência 2011 - Sucesso
Na última quinta-feira, com o tema "Crescer. Construir. Fortalecer"
a Mercer promoveu seu tradicional evento reunindo dirigentes, conselheiros,
especialistas e profissionais do sistema.
Através de plenárias, num formato diferenciado,
a Mercer abordou o crescimento do Brasil e os impactos nos planos de previdência,
os desafios e ações de comunicação e
educação previdenciária, os novos produtos, serviços
e regulamentações sob o ponto de vista dos órgãos
reguladores e associações, além da troca de idéias
com líderes empresariais e setoriais.
O evento contou com a presença de destacados nomes como palestrantes:
Ricardo Amorim, Marco Antonio Rossi, Gustavo Gerbasi, Renato Russo, Felipe
Umeda Valle, Reginaldo José Camilo e José Edson da Cunha
Júnior, além de líderes empresariais como Andréia
Pyramo, Elisabete Teixeira e Marco Aurélio Rocha Macia. As
plenárias foram coordenadas por Eduardo Correia, Carolina A. Mazza
Wanderley, Geraldo Magela e André Maxnuk. (AssPreviSite)
01.07 - Previc: 4º Prêmio de Monografias
Vai até 29 de julho o prazo para inscrições de
trabalhos no 4º Prêmio de Monografias promovido pela PREVIC
– Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A
iniciativa, que tem a finalidade de incentivar a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
é realizada em parceria com a Fundação Anfip de Estudos
de Seguridade Social e com o sistema ABRAPP/SINDAPP.
As inscrições deverão ser realizadas por meio
do preenchimento do formulário eletrônico disponível
na página da Fundação Anfip (www.fundacaoanfip.org.br).
Além disso, os candidatos deverão enviar os trabalhos impressos
e por meio magnético à Fundação Anfip, via
Correios (EBCT), até a data limite para as inscrições.
Os primeiros colocados em cada tema, além do prêmio em
dinheiro – R$ 10 mil - terão seus trabalhos publicados pela PREVIC
e receberão a premiação no 32º Congresso Brasileiro
de Fundos de Pensão, em setembro. A Comissão Julgadora poderá,
ainda, conceder duas menções honrosas, com direito a certificado
e publicação do trabalho.
Temas – Os temas escolhidos para esta edição estão
em consonância com a agenda de trabalho dos diversos atores do setor.
São eles: “O Fomento na Previdência Complementar; Contrato
Previdenciário; e A Governança nos Fundos de Pensão”.
Em cada tema o candidato deverá, necessariamente, abordar todos
os itens apresentados no edital. No primeiro tema o candidato deverá
discorrer sobre: os obstáculos encontrados para o crescimento da
previdência complementar e apresentar estratégias para superá-los;
a inovação como instrumento para o crescimento sustentável;
e a revisão de planos e criação de produtos com o
objetivo de ampliação do sistema.
Dentro do tema “Contrato Previdenciário” as abordagens obrigatórias
são: a solução de conflitos por meio de conciliação,
mediação e arbitragem, versus judicialização
das controvérsias; a independência patrimonial dos planos
de benefícios das EFPC; e o direito adquirido, direito acumulado
e expectativa de direito (caracterização e efeitos), são
os tópicos que deverão ser contemplados.
No último tema proposto, pede-se que o autor fale sobre a identificação,
prevenção e solução de conflitos de interesse;
a qualificação profissional, abrangendo a educação
contínua e a certificação; e, por fim, trate do equilíbrio
na relação com as partes: a transparência, responsabilidade
e segurança da informação. (Diário dos Fundos
de Pensão)
01.07 - Previdência complementar dos servidores
Relator do projeto que institui o regime de previdência complementar
dos servidores públicos federais, o deputado Silvio Costa (PTB/PE)
surpreendeu os técnicos do Ministério da Previdência
e do Poder Judiciário. Os magistrados estão conscientes que
as mudanças na legislação previdenciária brasileira
virão de qualquer jeito, mas estavam conversando. Um dos interlocutores
é o professor Jaime Mariz, nomeado por Garibaldi Filho para a Secretaria
de Previdência Complementar. A proposta dos magistrados era a criação
de sua própria unidade de previdência complementar. Mas a
posição do deputado Silvio Costa em nada alterou a proposta
original que tramita na Câmara dos Deputados desde 2007. Seu parecer
mantém a previsão de um fundo único para todos os
servidores públicos titulares de cargo efetivo da União,
suas autarquias e fundações, e de membros do Poder Judiciário,
do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União.
Até o momento os representantes da magistratura estão quietos.
Se aprovado o projeto de lei, afutura Fundação de Previdência
Complementar do Servidor Público Federal será a maior entidade
de previdência complementar fechada do mercado brasileiro. O futuro
servidor terá aposentadoria pública limitada ao máximo
pago pelo INSS. (Diário de Natal)
01.07 - Educação Continuada: Evento em julho ajuda a recertificar
Na linha de eventos mensais gratuitos e que valem créditos para
a recertificação, será realizado no próximo
dia 7 de julho, em São Paulo, café da manhã dedicado
ao tema Precificação de Ativos e Passivos Previdenciários:
Reflexões sobre Regulação e Gestão. Trata-se
de programação para a qual estão sendo exclusivamente
convidados profissionais de EFPCs certificados pelo ICSS.
O evento, realizado pela RiskOffice, conta com o apoio do ICSS,
pela convicção de que as apresentações e debates
ao longo das duas horas previstas de duração se distinguirão
pela qualidade que tem marcado o nosso Programa de Educação
Continuada (PEC), base sobre a qual se assenta todo o esforço de
qualificação profissional garantida pela recertificação.
Serão quatro exposições. Na primeira, o diretor-superintendente
da FIBRA –Fundação Itaipu BR e membro da Comissão
Técnica Nacional de Investimentos, Silvio Rangel, apresentará
o tema sob uma abordagem conceitual e interdisciplinar. Na segunda, o diretor
da RiskOffice, Gustavo Câmara Ferreira de Melo, MBA em finanças
e mercado de capitais pela FGV-SP, certificado em gestão de risco
pela Global Association of Risk Professionals, engenheiro químico
e professor no MBA da Fipecafi/FEA/USP, oferecerá uma abordagem
quantitativa.
Na apresentação seguinte, o atuário e professor
de cursos de MBA da FGV e outras instituições, Antônio
Fernando Gazzoni analisará a temática sob o ângulo
atuarial, no qual aparece como um dos maiores especialistas do País.
E, por fim, o diretor de Investimentos e Finanças da Valia e integrante
da CTN de Investimentos, Mauricio da Rocha Wanderley, tratará do
tema sob uma visão financeira. O evento dará direito a quatro
(04) créditos do Programa de Educação Continuada (PEC)
do ICSS, para fins de recertificação.
Solicita-se que as confirmações de presenças
sejam feitas impreterivelmente até o dia 05/07/11, pelos telefones
(11) 3043-8796 ou e-mail atendimento@icss.org.br . O número de vagas
é limitado e serão atendidos os primeiros profissionais que
confirmarem presença. (Diário dos Fundos de Pensão)