28.07 - CNPC: Conselho é instalado em Brasília
Próxima reunião está marcada para dia 30 de agosto
O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) realizou
ontem, em Brasília, sua primeira reunião ordinária
para sua instalação. O CNPC foi criado pela Lei n° 12.154/2009
para exercer a competência de regulação das atividades
das entidades fechadas de previdência complementar. O encontro foi
presidido pelo secretário de Políticas de Previdência
Complementar, Murilo Barella, como representante do ministro Carlos Eduardo
Gabas.
Barella – também secretário-executivo do conselho – destacou
na abertura dos trabalhos que, como órgão regulador do regime
de previdência complementar, o grande desafio do CNPC será
aperfeiçoar e aprofundar o diálogo social. “Somente assim
construiremos uma democracia que agregue os interesses legítimos
dos participantes, objetivando o fortalecimento e a consolidação
de todo o sistema de previdência complementar do país.
Na próxima reunião, marcada para o dia 30 de agosto,
os conselheiros devem finalizar as discussões – iniciadas nesta
segunda-feira - e votar o regimento interno do órgão. Além
disso, vão começar a fazer um diagnóstico da situação
atual da previdência complementar brasileira.
CNPC - Presidido pelo ministro da Previdência Social, Carlos
Eduardo Gabas, o CNPC é integrado por cinco representantes do poder
público e três indicados pelo segmento dos fundos de pensão,
sendo um das entidades fechadas de previdência complementar; outro
dos patrocinadores ou instituidores e o terceiro dos participantes e assistidos.
Como representantes do governo federal, participam o secretário
de Políticas de Previdência Complementar, substituto do ministro;
o superintendente Nacional de Previdência Complementar (Previc);
um membro da Casa Civil, um do Ministério da Fazenda e outro do
Ministério do Planejamento. (AgPrev)
28.07 - A educação previdenciária em primeiro lugar
A ABRAPP está inteiramente convencida da importância de
um maior investimento em educação para o crescente fomento
de nosso sistema e atua conforme essa convicção, disse na
última sexta-feira o Vice-presidente José Ribeiro Pena Neto,
ao participar em São Paulo do Seminário de Educação
Previdenciária e Financeira das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, evento que se repetiu ontem no Rio de Janeiro, promovido
pela PREVIC – Superintendência Nacional da Previdência Complementar.
Para Pena Neto, esse esforço educativo se mostra relevante tanto
quando se volta para o participante de plano e a sociedade em geral, quanto
nas muitas situações em que o alvo são os dirigentes
e profissionais de fundos de pensão e o que se busca é a
crescente qualificação dos que trabalham neles.
Pena Neto citou como exemplo dessa ênfase na educação
o fato de o programa de treinamento da ABRAPP ter encerrado o primeiro
semestre com 13 eventos realizados e 321 participantes, que ao avaliarem
a programação deram nota média de 8,87, numa escala
até 10, aos cursos promovidos. Ele também citou, na
qualidade de diretor-executivo do ICSS, que o Instituto já recebeu
160 inscrições no processo de certificação
por experiência.
O diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
(Diace) da PREVIC, Edevaldo Fernandes, destacando a importância da
integração entre o Estado e as entidades fechadas de previdência
complementar, defendeu um posicionamento de melhor entendimento, nesse
momento inicial, sobre as necessidades e demandas das entidades, para que
“a educação previdenciária se consolide nesse nosso
cenário”.
Ressaltou também a importância do tema não só
para a autarquia, mas também para o Governo e para o Ministério
da Previdência Social. Exemplificou lembrando que o COREMEC
(Comitê de Regulação e Fiscalização dos
Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização),
órgão integrado pela PREVIC, já discute o assunto
há quatro anos. O nível de educação afeta diretamente
os mercados financeiros, de capitais, de seguros, de previdência,
e é papel do Estado oferecer uma política pública
de fomento e incentivo à educação financeira, observou.
O seminário contou com o relato de entidades que já desenvolvem
projetos de educação, ficando ainda mais claro para os presentes
que a principal razão do desenvolvimento de esforço na área
deve ser mesmo o maior esclarecimento dos trabalhadores, já que
os gastos envolvidos superam a economia feita com a dispensa do envio do
relatório anual impresso aos participantes. Ficou ainda mais evidente
também a necessidade de se persuadir o público-alvo de que
suas escolhas atuais terão impacto direto sobre a qualidade de vida
futura, ao lado da importância de se envolver nesse empenho de convencimento
a família dos participantes, usando para isso os meios de comunicação
impressos e eletrônicos, como site, jornal, e-mail, página
de bate-papo e coluna fixa no jornal da patrocinadora.
Em São Paulo, o evento aconteceu na Fundação CESP.
No Rio de Janeiro, o seminário ocorreu ontem na Previ/BB, Praia
de Botafogo n.º 501 – Botafogo. (Diário dos Fundos de Pensão)
28.07 - Participe do 3° Prêmio de Monografias
A Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social e a
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)
estão promovendo o 3° Prêmio de Monografias, com o objetivo
de incentivar a pesquisa e a elaboração de trabalhos técnicos
na área de previdência complementar.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas
pelo link http://www.fundacaoanfip.org.br/cadastro_concurso_mono.php. Após
preencher a ficha de inscrição, os interessados devem remeter
os trabalhos até o dia 10 de setembro, para o endereço da
Fundação ANFIP, em obediência ao regulamento inserido
no Edital Previc n° 1, de 9 de junho de 2010. Os temas sugeridos são
“Desafios na gestão dos ativos financeiros e passivos previdenciários
nos fundos de pensão”; “Risco da longevidade e os fundos de pensão”;
“Comunicação com participantes e sociedade”.
Os três primeiros colocados em cada tema receberão prêmios
em dinheiro, no valor de R$ 10 mil, e terão seus trabalhos publicados
pela Previc. Os prêmios serão entregues durante o 31°
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que acontece de 17 a
19 de novembro de 2010. (Anfip)
27.07 - Medidas em estudo podem adiar reforma da Previdência
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, prepara
um conjunto de medidas infraconstitucionais que será deixado para
o próximo governo para corrigir distorções no pagamento
de pensões e aposentadorias e adiar a realização de
uma reforma. Entre essas alterações que podem ser feitas
sem mexer na Constituição constará a proposta de convergência
entre as regras em vigor no regime geral de previdência social e
as que compõem o regime de previdência dos servidores.
A intenção é, conforme defende o ministro, tornar
público o balanço de contas do regime previdenciário
do funcionalismo federal, cujos números não são divulgados
regularmente.
Esse sistema público de pensões e aposentadorias dos
servidores federais, que atende 938 mil funcionários, encerrou 2009
com déficit de R$ 47 bilhões. Em contraposição,
o regime geral, que paga 27 milhões de benefícios mensais,
fechou o ano passado com saldo negativo de R$ 43,6 bilhões.
"Quando se fala em previdência, me sinto responsável por
discutir também a do servidor público, porque o custo para
o país é imenso e a sociedade precisar saber que paga essa
conta", afirma Carlos Eduardo Gabas. "A sociedade precisa saber que é
possível que um servidor ou servidora que tem 90 anos se case com
uma pessoa de 18, e deixe para essa pessoa uma pensão integral que
será recebida pela vida inteira", acrescenta.
O custo da previdência dos servidores e a abrangência restrita
desse sistema é um dos aspectos que irão compor o estudo
técnico em formulação no ministério. "Quero
discutir esse custo, que não está sob o nosso comando, está
sob o comando do Paulo Bernardo (ministro do Planejamento)", reitera o
ministro.
No diagnóstico em elaboração, há, até
o momento, pelo menos 10 itens (veja quadro) em análise para efeito
de mudança infraconstitucional: acúmulo de benefícios
previdenciários; direitos de transferência de pensão
vitalícia; pagamento de benefício a pessoa que mantém
vínculo formal com o mercado de trabalho; cálculo do benefício
temporário; separação contábil dos regimes
de previdência urbano e rural; transferência dos benefícios
rurais para o Tesouro Nacional; mudanças na cobrança da dívida
ativa de R$ 400 bilhões; e aproximação entre os sistemas
de previdência geral e o dos servidores.
Ao defender as alterações infraconstitucionais em detrimento
de uma reforma constitucional, Carlos Eduardo Gabas reforça que
a conjuntura econômica de crescimento favorece o debate sobre a sustentabilidade
do pagamento das pensões e aposentadorias. "Quando se discutem mudanças
de regras, sejam elas constitucionais ou infraconstitucionais, pressionado
por um horizonte sombrio, corre-se o risco de fazer uma discussão
enviesada, de fazer alterações em que se erre na medida.
Quando se faz o debate sobre necessidade de sustentabilidade sem que haja
uma espada sob a cabeça, se faz com mais tranquilidade", sugere
o ministro.
Carlos Eduardo Gabas proporá a separação dos regimes
de previdência urbano e rural. No primeiro semestre deste ano, o
regime urbano gerou superávit de R$ 3,2 bilhões, enquanto
o sistema rural apurou déficit de R$ 20,3 bilhões. A proposta
é que as contribuições rurais façam parte da
contabilidade do Tesouro. "Está errado quando se diz que o Tesouro
cobrirá o 'rombo' da Previdência. Está errado esse
discurso. Precisamos separar as contas porque a responsabilidade do regime
rural é do Tesouro", diz. Essa mudança, porém, enfrenta
forte resistência no Ministério da Fazenda.
O aumento da expectativa de sobrevida do brasileiro permeará
o diagnóstico e sustentará o argumento da necessidade de
mudanças infraconstitucionais. No passado recente essa expectativa
de sobrevida não chegava a 70 anos e foi recentemente elevada para
82 anos. "Isso está subindo em cada recálculo do IBGE", lembra
Gabas.
Defensor do sistema de proteção social institucionalizado
pelo INSS, o ministro diz que os benefícios previdenciários
foram um dos fatores que levaram a economia brasileira a enfrentar bem
a crise financeira global. No ano passado, o pagamento de pensões
e aposentadorias totalizou R$ 176 bilhões, recursos que, frisa Carlos
Eduardo Gabas, "foram usados em consumo e para fazer girar a roda da economia
em um contexto em que o mercado interno foi crucial". Neste ano até
junho, esses benefícios somaram R$ 118,3 bilhões.
Para 2010, Gabas projeta déficit de R$ 47 bilhões no
regime geral de benefícios previdenciários. No entanto, os
ministérios da Fazenda e do Planejamento são mais otimistas
e estimam R$ 45,7 bilhões. (Luciana Otoni - Valor Online)
27.07 - Calendário de Obrigações Abrapp
70% das associadas já usam o Calendário de Obrigações
O Sistema do Calendário de Obrigações, que sem
ônus auxilia o quadro associativo a monitorar e atender dentro dos
prazos os compromissos legais e os seus próprios, atingiu nesta
semana a marca de 185 associadas usuárias (1.070 profissionais cadastrados).
O primeiro número representa 70% do quadro associativo.
O calendário, desenvolvido pela Comissão Técnica
Nacional de Governança e mantido atualizado pela Comissão
Técnica Regional Sudeste de Governança, informa as obrigações
com diferentes periodicidades - anuais, mensais, quinzenais e decendiais.
No caso dos compromissos legais, as informações compreendem
a sua descrição, os prazos, fundamentação,
modalidade de envio para o órgão público, período
e vencimento.
O funcionário da associada identificado no sistema como responsável
pelo atendimento do compromisso, seja legal ou próprio, recebe automaticamente
e-mail diário, a partir do sétimo dia anterior à data
de vencimento, para lembrar do cumprimento da obrigação.
(Diário dos Fundos de Pensão)
26.07 - Decisões trabalhistas poderão ser aceitas pela
Previdência
A forma com que os trabalhadores conseguem o reconhecimento da aposentadoria
pode ser alterada e ampliada: a Previdência Social poderá
ser obrigada a aceitar decisões da Justiça do Trabalho como
meio de reconhecer o tempo de contribuição e de serviço.
O ganho é do trabalhador e também das empresas: segundo especialistas,
muitas companhias deverão ficar livres de serem chamadas em futuras
ações na Justiça Federal de trabalhadores contra o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A mudança vai depender da aprovação do Projeto
de Lei nº 3.451, de 2008, de autoria do então ministro da Previdência
Social, Luiz Marinho. O objetivo é justamente que a Previdência
Social passe a computar o tempo de trabalho, para fins previdenciários,
a partir de decisões proferidas pela Justiça do Trabalho
que reconheçam vínculo de emprego de trabalhadores sem registro
na carteira de trabalho e que tiveram seus direitos sonegados.
"A proposta vem suprir uma lacuna muito grande: hoje, o juiz reconhece
e executa as contribuições previdenciárias, a empresa
paga, mas muitas vezes o trabalhador não tem período de aposentadoria
no INSS", afirma Marcel Cordeiro, especialista nas áreas trabalhista
e previdenciária do escritório Salusse Marangoni Advogados.
Segundo ele, as empresas devem se livrar de figurar em outros processos
na Justiça, já que as sentenças trabalhistas servirão
de prova para o recebimento da aposentadoria.
O advogado explica que a Justiça do Trabalho reconhece e executa
a contribuição previdenciária em dois casos: na sentença
condenatória e na homologatória. "Mas isso não é
materializado para a aposentadoria. A Justiça não se atém
a isso", afirma. De acordo com o especialista, as empresas acabam recolhendo
a contribuição, mas, na outra ponta, não há
concessão do benefício.
Segundo o texto do projeto é preciso estabelecer mecanismos
para que a Previdência passe a aceitar, como início de prova
material, as decisões da Justiça do Trabalho em que há
o reconhecimento de tempo de serviço mesmo sem a apresentação
de documentação dos fatos. Se o texto for aprovado, o artigo
1º da Lei nº 8.213, de julho de 1991, passará a contar
com mais três parágrafos. Entre eles, o parágrafos
a seguir: "As decisões proferidas pela Justiça do Trabalho,
resultantes de condenação ou homologação de
acordo, inclusive as referentes a reconhecimento de período contratual,
poderão ser aceitas como início de prova material, desde
que tenham sido proferidas com base em prova documental, contemporânea
aos fatos a comprovar", diz o parágrafo 5º.
A advogada Andréa Vianna, do escritório Luchesi Advogados,
destaca o fato de o Poder Executivo querer limitar a eficácia da
mudança ao condicionar a aceitação das decisões
ao fato de elas serem baseadas em provas documentais. "O juiz tem o poder
de avaliar não apenas provas documentais, mas também testemunhais.
Ele pode fazer a valoração das provas, pois muitas vezes
os documentos nem existem, em casos de trabalho informa, ou são
falsos", afirma. "A exigência da prova documental limita a eficácia
da decisão", complementa.
O projeto justifica que a prova material é um "dogma", pacificado
inclusive na jurisprudência.
A Justiça do Trabalho baseia-se na primazia da realidade, ou
seja, o que ocorre na prática, prevalece sobre os aspectos formais
(prova documental) que eventualmente os atestem. Já a Previdência
afirma que é necessário comprovar os fatos, "não sendo
admitida prova exclusivamente testemunhal, salvo na ocorrência de
motivo de força maior ou caso fortuito, conforme disposto no Regulamento",
conforme a Lei 8.213.
Se a necessidade da prova documental for mantida, segundo a advogada,
o projeto não trará benefício ao trabalhador.
Andréa Vianna lembra que muitas vezes o trabalhador desconhece
que uma sentença que reconheceu o vínculo de trabalho não
vai surtir efeito para a aposentadoria. "Depois, existirá uma enorme
dificuldade de juntar documentos", destaca. Ela afirma que o Estado, por
meio da Secretaria da Receita Federal, não cumpre o dever de fiscalizar
os devidos recolhimentos ao INSS. A advogada trabalhista lembra que a mudança
é essencial e vai beneficiar milhares de trabalhadores que trabalham
na informalidade.
O projeto tramita em regime de prioridade e conclusivo pelas comissões
(não precisa ser submetido à votação da Câmara
dos Deputados). Atualmente, ele está sob análise da Comissão
de Seguridade Social e Família (CSSF), aguardando a apreciação
do parecer do relator, favorável ao projeto. Caso aprovado, a proposta
irá para a Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania (CCJ). (Andréia Henriques - DCI)
26.07 - Pesquisa vai mostrar o impacto do novo Plano de Contas
A Comissão Técnica Nacional de Contabilidade da ABRAPP
vai apresentar no 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
a realizar-se no Recife, de 17 a 19 de novembro, um trabalho sobre o impacto
causado pela adoção do novo Plano de Contas sobre a criação
e a gestão de fundos de pensão e, para produzi-lo, precisa
que as nossas associadas ajudem respondendo a uma pesquisa. Esta é
composta por um questionário curto e de fácil preenchimento,
com apenas 15 questões, e que pode ser acessado através do
link fornecido na circular enviada ontem pela ABRAPP ao seu quadro associativo.
A pesquisa, destinada a mostrar como as novas regras contábeis
estão sendo operadas e seu impacto nas associadas, deverá
ser respondida até 6 de agosto. (Diário dos Fundos
de Pensão)
26.07 - Fundos: Como a Oi pode desatar o nó da Vivo
Negociações avançadas para a PT vender a Vivo
mas entrar na Oi. E assim resolver o impasse com a Telefónica...
e com a "golden share".
As negociações para a a Portugal Telecom entrar no capital
da Oi estão em fase avançada, como o Negócios avança
na sua edição de hoje. Na última semana, as conversações
intensificaram-se no Brasil. Hoje, o “El Economista” vai mais longe, garantindo
que já acordo, o que nenhuma das partes ainda comentou oficialmente.
Mas as acções da PT já estão a disparar mais
de 3% à conta dessa expectativa.
A edição impressa do Negócios avança hoje
que as negociações, que decorrem no Brasil desde a semana
passada, para a PT entrar na Oi estão avançadas, sendo agora
maior a probabilidade de se concretizarem.
Este é o plano que accionistas e administração
têm perseguido para agradar a “gregos e troianos”: vender a Vivo
mas ficar no Brasil (na Oi) é a solução que pode equilibrar
os desejos dos accionistas (que deram ordem de venda da Vivo à Telefónica
em Assembleia Geral) e ultrapassar o obstáculo da “golden share”
(que não cede em manter a PT no Brasil).
Era precisamente para selar este acordo que a administração
da PT tinha pedido mais 12 dias à Telefónica, prazo que a
empresa espanhola não concedeu, retirando a sua proposta de 7,15
mil milhões pela Vivo na sexta-feira. No entanto, a crença
generalizada é a de que a Telefónica vai voltar a negociar,
caso a PT devolva a proposta, agora garantindo o seu sucesso inclusive
do lado do Governo português. Ou seja, vender a Vivo à Telefónica
porque a entrada na Oi está garantida.
Para entrar na Oi, é preciso no entanto o acordo dos accionistas,
que ainda não se mostraram vendedores. Além disso, a necessidade
da PT cria uma desvantagem negocial, que pode reflectir-se num preço
mais elevado. Aliás, a própria valorização
da Vivo que as propostas da Telefónica já implicaram, tornam
automaticamente todas as empresas brasileiras de telecomunicações
mais valiosas.
O que é a Oi
A Oi é uma operador maior mas menos rentável que a Vivo.
E enquanto a Vivo é uma operadora exclusivamente móvel, controlada
pela espanhola Telefónica e pela portuguesa PT, estando o remanescente
cotado em Bolsa, a Oi é uma operadora sobretudo fixa (tendo também
operação móvel) e tem como principais accionistas
dois grupos brasileiros industriais – Andrade Gutierrez e La Fonte -, tendo
o Governo de Lula influência na empresa através das presenças
minoritárias do banco estatal BNDES e de fundos de pensões
estatais, como o Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Económica
Federal) e Petros (Petrobras).
Segundo dados revelados ontem pela Anatel (entidade reguladora do sector
das comunicações brasileiro), havia em Junho 185 milhões
de assinantes de serviços móveis no Brasil. A Vivo é
a maior operadora móvel, com quase 56 milhões de assinantes,
número que lhe dá a maior quota de mercado, de 30,24%. Em
segundo lugar está a Claro, com 25,33%.
Já a Oi ocupa actualmente o quarto lugar neste estudo da Anatel,
atrás da Vivo, Claro e Tim, com uma quota de mercado de 20,08% (com
pouco mais de 37 milhões de assinantes), e estando a sua quota de
mercado a reduzir desde o início do ano, altura em que contava com
uma quota de 20,61%. (Pedro Santos Guerreiro- Jornal de Negócios
Online)
23.07 - OFNDs: Abrapp convoca Assembleia
A ABRAPP convida as suas associadas para a Assembleia Geral Extraordinária
(AGE) que fará realizar no dia 4 de agosto, às 9h 30, em
primeira convocação, e às 10h, em segunda chamada,
para deliberar sobre a designação dos interlocutores que
deverão atuar e definição dos parâmetros destinados
a reger eventuais negociações em torno da ação
judicial em curso a propósito das OFNDs, de modo a encerrá-la
através de acordo entre as partes.
São os seguintes os dois outros pontos da pauta, ainda a respeito
da mesma ação judicial: 1 - Distribuição
proporcional das posições de investimentos das associadas
em OFND’s, tendo como base a existente à época da interposição
da ação judicial; 2 - Contratação de serviços
especializados para elaboração do laudo técnico para
mensuração dos valores atualizados das OFND’s e do montante
da condenação.
Solicita-se às associadas que comuniquem previamente o
nome e o cargo de quem irá representá-las na AGE, fazendo-o
em atenção à Superintendência Geral da ABRAPP,
aos cuidados de Érika Catino, através dos fax (11) 3043-8778/79/80.
Na hipótese de outorga de procuração, o documento
original deverá ser entregue à secretaria da Assembleia no
ato de assinatura da lista de presença. (Diário dos
Fundos de Pensão)
23.07 - Banco Santos reduz deságio a devedor
As quase 700 empresas que devem à massa falida do Banco Santos
têm até o dia 21 de agosto para aderir ao novo plano de acordos
e quitar seus débitos com um bom deságio. Com a adesão,
é suspensa a ação de cobrança. Hoje, para pagamentos
à vista, o desconto oferecido é de 75% - que consta no antigo
plano de acordos. Para pagamentos parcelados, os percentuais variam conforme
com o número de prestações. A partir do dia 21, os
deságios caem gradativamente. O objetivo é evitar que as
empresas protelem as ações judiciais o máximo possível,
antes da imposição do pagamento pelo Poder Judiciário,
para buscar um acordo com a massa. A soma das dívidas dos 20 maiores
devedores do banco alcança R$ 1,9 bilhão.
O plano de acordos atual foi homologado em 2006. Ele permite, por exemplo,
deságio de 71% para pagamento em 12 meses e de 68% para pagamento
em 24 meses. Além disso, o acordo pode ser proposto em qualquer
momento. Entre 21 de agosto e 17 de fevereiro, o pagamento à vista
terá deságio de 60%, a quitação em 12 meses
possibilitará 56% de desconto e o pagamento em 24 meses será
beneficiado com redução de 53%. Depois de 18 de fevereiro,
o deságio para pagamento à vista será de 50%, o parcelamento
da dívida em 12 meses vai levar a desconto de 46% e o parcelamento
em 24 meses, de 43%.
"Empresas que nunca se imaginava que iriam sentar para negociar estão
nos procurando", afirma Vânio Aguiar, administrador da massa falida
do Banco Santos. Um dos 20 maiores devedores é o Grupo Caoa, com
débito de R$ 188, 3 milhões, segundo Aguiar. Procurado, o
advogado do grupo, Jairo Saddi, disse que, mesmo com as novas condições,
não há interesse em uma composição por parte
da empresa. "Não há sentido fazer acordo porque uma perícia
está em discussão", diz. "Temos uma carta de quitação
da dívida do grupo e há títulos do banco relacionados
ao grupo, que são falsos."
Por enquanto, não há acordo fechado pelo novo plano.
A proposta antiga resultou em 27 negociações. Só a
AES Eletropaulo fechou um acordo de R$ 169 milhões. Os outros 26
injetaram R$ 70,9 milhões no caixa da massa. Com isso, as ações
judiciais sobre contratos de swap cambial firmados entre dezembro de 2003
e julho de 2004 com a Eletropaulo foram encerradas. Esses contratos tinham
a finalidade de reduzir a exposição cambial da dívida
da distribuidora na época. Hoje, o caixa da massa falida tem um
total de R$ 666 milhões. Seu passivo é de aproximadamente
R$ 3 bilhões.
O novo plano de acordos vale para os devedores que obtiveram empréstimos
no banco e aplicaram os valores em empresas não financeiras ligadas
ao ex-presidente do banco Edemar Cid Ferreira. Ele havia sido homologado
pela Justiça em março, mas um grupo de credores entrou com
recurso. "Alegamos que esse novo plano de acordos vai incentivar os devedores
a protelar ainda mais as ações na Justiça", diz o
advogado que representa esses credores, Luiz Eugênio Araújo
Müller Filho, do escritório Lobo & Ibeas Advogados. Esse
grupo é formado por interessados na formulação de
um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) composto
pelos créditos da massa falida. Como a Câmara Especial de
Falências do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
indeferiu neste mês o recurso, a massa iniciou a divulgação
do novo plano. Dez de dois mil credores juntaram-se para ajuizar o recurso
contra o novo plano.
Os 15 bancos estrangeiros que travam uma outra discussão na
Justiça, sobre valores recebidos pelo Banco Santos decorrentes de
contratos de câmbio de exportação, também podem
aderir ao novo acordo. Decisão do TJSP ordena a restituição
aos bancos estrangeiros em dólar, mas eles decidiram recorrer. As
instituições financeiras querem a conversão de dólar
para real, na data da liquidação do Banco Santos. Em dólares,
trata-se de uma discussão de cerca de US$ 75 milhões. O advogado
de alguns desses bancos, Luiz Fernando Paiva, do escritório Pinheiro
Neto Advogados, negou ter recebido qualquer proposta de acordo por parte
da massa.
De acordo com Jorge Queiroz, presidente do comitê de credores
do banco, o novo plano de acordos será positivo para as empresas.
Isso porque, além dos prazos e reduções de descontos,
o nova proposta leva em conta o estágio das ações
de cobrança que correm na Justiça. Assim, se o processo for
suspenso na primeira instância, o deságio será maior.
"Os devedores deverão correr para firmar acordo e conseguir um deságio
maior", afirma Queiroz. "Já há negociações
em andamento, mas não podemos abrir com quem são para não
interferir no resultado desses acordos", explica. Enquanto isso, o primeiro
rateio entre credores do Banco Santos continua em andamento. Do total,
416 credores já foram beneficiados, segundo a massa falida. No total,
são 1.969 credores. (Laura Ignacio - Valor Online)
23.07 - Fundos: 'Vamos reduzir os impostos sobre investimentos'
Ministro explica que medida permitirá que grandes projetos,
como a usina de Belo Monte, possam lançar debêntures para
a conclusão dos empreendimentos
O Ministério da Fazenda vai reduzir o imposto de renda para
os financiamentos de longo prazo e permitir que grandes projetos de investimento
em infraestrutura, como as hidrelétricas de Belo Monte e do Rio
Madeira, possam lançar debêntures para captar o dinheiro necessário
à conclusão desses empreendimentos. "Quem comprar esses papéis
não precisará pagar o imposto de renda", anunciou o ministro
Guido Mantega em entrevista à Agência Estado. Os incentivos
fiscais e outras medidas em estudo, antecipadas por Mantega, vão
dar novo fôlego ao mercado de capitais brasileiro e, ao mesmo tempo,
permitir que o financiamento de longo prazo seja assumido pelo setor privado.
O que é preciso para que o setor privado assuma o papel do BNDES?
É preciso que fique claro que essa atuação do
BNDES se deu como resposta à crise internacional. O banco foi um
dos principais instrumentos que o governo utilizou para retomar os investimentos.
Essa ação foi extremamente bem sucedida porque nós
impedimos que o PIB caísse 2,5% a 3%, em 2009.
Mas a economia não está ficando excessivamente dependente
disso?
Não. A economia, em um momento de escassez de crédito,
exigiu essa reação. Acho curioso que alguns analistas carimbados
venham fazer críticas ao BNDES. É só você ler
os artigos e você vai ter uma dúzia, todos "ex-isso", "ex-aquilo",
um é responsável por hiperinflação, outro por
aumento da dívida pública, outro por crise cambial... Eles
quebrariam o País de novo.
Qual, afinal, é o valor do subsídio?
Esse subsidio está entre R$ 5,5 bilhões a R$ 6 bilhões
este ano. O valor total depende da taxa Selic. Esse subsídio pode
ir a zero daqui a três ou quatro anos, quando a Selic encostar na
TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo, que referencia os empréstimos
dados pelo BNDES).
Mas isso depende de outras coisas, como mudar a remuneração
da poupança?
Tudo a seu tempo será feito. Agora, o que nós queremos
é que o setor privado responda a esse desafio de ampliar o financiamento
no Brasil.
E como se faz isso?
Estamos pensando em uma debênture para projetos específicos
livre de IR. Uma debênture financeira voltada para projetos de infraestrutura.
Por exemplo, debênture Rio Madeira, que seria emitida para o projeto
e teria isenção de imposto. Essas medidas deverão
ser aprovadas até o fim do ano, porque em 2011 será necessário
um volume de recursos maior. Nós queremos que o setor privado responda
a esse desafio, então temos que dar condições para
que ele o faça. É claro que vamos ter que reduzir tributos,
seja em operações ligadas a projetos específicos,
seja em função de prazos mais longos de aplicação,
então temos que fazer alongamento das aplicações,
independentemente do projeto,
Emissões mais longas terão taxação mais
favorável?
Isso. Emissões que de fato sejam mais longas, porque hoje existe
meio que um "engana que eu gosto", em que você emite título
mais longo, mas ele circula no curto prazo. Hoje se faz aplicação
curta e acaba pagando IR como se fosse de longo prazo. Tem que ser a sério.
E como resolver isso?
Temos que dar um jeito em que, se o aplicador quer liquidez imediata,
a sua remuneração será menor. Se quiser mais rendimento
do que liquidez, nós vamos fazer um ativo que seja menos taxado.
Também temos que aumentar o financiamento imobiliário, porque
a poupança está chegando ao limite. Nós podemos aperfeiçoar
os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos
que têm origem em financiamento de imóveis). Para pessoa física,
CRI não paga IR. Estamos estudando desonerar também para
pessoas jurídicas.
Como o BNDES financiará sem os recursos do Tesouro?
O próprio BNDES vai ter que captar mais no mercado e menos no
governo, porque o governo não vai mais repassar. Ele vai ter que
emitir debêntures, terá que captar mais no mercado doméstico
e externo, como Banco Mundial e BID.
Tem discussão sobre compulsórios? Em que termos?
Tem. A discussão é se reduz ou não o compulsório
sobre a poupança para aumentar os financiamentos imobiliários.
A forma clássica de financiar habitação é pelo
CRI. Então, é (preciso) dinamizar o mercado de recebíveis.
Hoje é desonerado só para pessoas físicas e não
para empresas e vamos homogeneizar, por um acordo com o setor privado.
Queremos desenvolver o mercado secundário de debêntures, que
é muito acanhado e que precisa ser padronizado. O BNDES pode dar
liquidez para o mercado secundário, não entrar só
como vendedor, mas como comprador.
O BNDES vai continuar com operações como as com a Friboi
e a Marfrig?
Com toda a certeza. Quem faz é o BNDESPar, que tem caixa próprio
e só dá lucro.
O governo pensa em desonerar o IOF ?
Há proposta nesse sentido, mas não temos nenhuma decisão.
Nós cobramos IOF em operações de curtíssimo
prazo, que paga IOF diário.
Por que o empresário iria captar no mercado se ele tem o BNDES?
Se tem um mercado que cresceu muito nos últimos anos, foi o
mercado de capitais. O BNDES empresta, as empresas se fortalecem e vão
ao mercado de capitais. Há uma complementaridade dessas ações.
O aporte do Tesouro ao BNDES é página virada?
Claro. Tendo ultrapassado a crise é outro cenário que
nós temos. O cenário exige respostas. Nós não
vamos permitir que o nível de investimento caia no Brasil, que os
grandes projetos não se viabilizem. O Brasil necessita de grandes
financiamentos. Eu quero que o setor privado assuma (o papel). E eu tenho
certeza que vai assumir e tem as condições para isso. E o
próprio BNDES fará isso de outras formas, captando no mercado
com novos instrumentos.
Haverá incentivo fiscal para os fundos de pensão?
Para o fundo de pensão, o incentivo será assim: se ele
vai aplicar num projeto carimbado de investimento de infraestrutura e comprar
a debênture, não paga o imposto. Eu tenho certeza que não
só os nossos fundos de pensão, mas outros estarão
interessados.
O sr se sente injustiçado com as críticas as suas previsões
para inflação ?
Não. As nossas previsões de inflação e
de crescimento estavam acertadas. Eu falei: o primeiro trimestre vai acelerar
e, no segundo trimestre, vai desacelerar. E aconteceu. Mas tem gente que
espera o resultado para chegar à conclusão.
O sr. é a favor de uma revisão da política de
salário mínimo?
Em relação a essa questão, quero fazer um alerta.
A política de salário mínimo foi muito acertada, desde
que não se aprovem alguns projetos que em vez de beneficiar os trabalhadores
vão prejudicá-los. Se atrelar todas as aposentadorias ao
mínimo, vai prejudicar todo mundo, porque os próximos governos
não vão dar aumento.
Tem alguns projetos temerários, que não devem ser aprovados,
como o fim da contribuição para inativos. Aumenta o déficit
do setor público. Algo que já estava pacificado.
Por que, então, continuar com a política de indexar o
mínimo ao PIB?
Naquele momento era adequado e deu resultado muito bom. Não
gerou inflação e o mercado consumidor aumentou. O próximo
governo vai decidir essa questão.
O governo vai desistir da estatal de seguros?
De jeito nenhum. Nós estamos num entendimento. A nossa proposta
é a criação de uma seguradora. Nós não
queremos entrar inibindo o setor privado, muito pelo contrário,
queremos aproximar as duas propostas. Uma estatal será criada. Se
será uma agência ou uma seguradora, vamos discutir nos próximos
15 dias. Vamos amadurecer juntos. (Fábio Graner
e Adriana Fernandes - O Estado de S.Paulo)
23.07 - Abrapp: Multipatrocinados, sugestões até hoje
Os fundos de pensão multipatrocinados formam uma das vertentes
de maior potencial de crescimento no sistema, sendo intuito da ABRAPP fazê-los
participar cada vez mais ativamente da vida associativa. Com esse objetivo,
há três semanas convidamos formalmente as associadas do segmento
para nos remeter sugestões (através do e-mail comissoes@abrapp.org.br)
sobre temas que gostariam de ver melhor encaminhados, sendo que o prazo
para esse envio vai se encerrar hoje.
As propostas serão primeiro consolidadas por uma comissão
criada no final de junho e a seguir debatidas mais uma vez pelas entidades
para que a partir daí se estabeleça um plano de ação.
(Diário dos Fundos de Pensão)
22.07 - 8º Conancep - Congresso Nacional da Ancep
A ANCEP - Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades
de Previdência realiza a oitava edição do seu congresso
nacional de contabilistas, o CONANCEP, nos dias 29 e 30 de setembro e 01
de outubro, com tema “ANCEP ¼ de Século – As Conquistas da
Contabilidade e seus Desafios para a Nova Década”. O evento, que
acontecerá no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, também
marcará a comemoração dos 25 anos da associação.
O 8º. CONANCEP em 2010 vai dialogar sobre a importância
do contabilista dentro do cenário que está se configurando
para a próxima década no Brasil, caracterizado por um país
com economia vigorosa e ágil e maior expectativa de vida da população.
Especialistas discutirão temas como a política contábil
brasileira e as convergências e divergências em relação
aos padrões internacionais, bem como as resoluções
para o segmento, como por exemplo, a Deliberação CVM nº
600/2009 e a NBCT 11/2010.
Integrarão a programação do Congresso a entrega
do Prêmio ANCEP (neste ano em sua 7ª. edição)
premiação que objetiva prestar o merecido reconhecimento
a profissionais, entidades e empresas que contribuem para o engrandecimento
do Sistema de Previdência Complementar e, ainda, a apresentação
de trabalhos técnicos cujo regulamento em breve estará disponível
no site do 8º. CONANCEP.
Acesse www.ancep.org.br/conancep para fazer sua inscrição
com desconto até o dia 10 de agosto, conhecer o Programa Preliminar
e consultar as tarifas especiais de transporte e hospedagem negociadas
pela ANCEP para os congressistas. (Ancep/AssPreviSite)
22.07 - Fipecafi: Curso de extensão sobre fundos de pensão
A Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias
e Financeiras (Fipecafi), entidade ligada à Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da USP, está com
inscrições abertas para a primeira turma do curso de extensão
Gestão de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Fundos
de Pensão). O curso, com 120 horas, começa em agosto e termina
em novembro.
Segundo os organizadores "o objetivo do curso é fornecer qualificação
e preparo aos profissionais que atuam ou irão atuar na administração
e gerenciamento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar,
visto que depois da sanção da Lei nº 12.154/2009 pelo
Presidente, a certificação dos dirigentes, responsáveis
pelas decisões dos investimentos, é obrigatória e
tem como prazo final para adquiri-la o dia 31 de dezembro de 2010".
Os interessados podem se increver pelo site da Fipecafi. O custo do
curso é de R$ 5.200,00. (USP Online)
22.07 - Abrapp: Encontros Regionais em agosto e setembro
A Supervisão Baseada em Risco e a adoção do Termo
de Ajustamento de Conduta (TAC) são alguns dos temas que estarão
sendo apresentados e debatidos na série de Encontros Regionais 2010,
que terão lugar nas seguintes cidades e datas: Belo Horizonte (03/08),
Brasília (11/08), Rio de Janeiro (12/08), São Paulo (13/08),
Natal (18/08) e Curitiba (01/09). As inscrições, gratuitas
e limitadas, estão abertas exclusivamente para entidades associadas
da ABRAPP. O patrocínio e do Banco Bradesco e da BM&FBOVESPA.
Nas várias capitais o evento será aberto pelo Presidente
da ABRAPP, José de Souza Mendonça, que apresentará
o tema “Cenários da Previdência Complementar: Visão
Institucional”. Na sequência, o Diretor Superintendente da PREVIC
(Superintendência Nacional da Previdência Complementar), Ricardo
Pena, e os consultores do Banco Mundial, John Aschcroft, Rogelio Marchetti
e Edson Jardim, falarão a respeito da “Supervisão Baseada
em Riscos: Diagnóstico do Sistema Brasileiro e Tendência Mundial”.
Virão a seguir José Antonio Gragnani, Diretor Executivo de
Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBOVESPA e Marcelo
Rabbat, diretor da Vinci Partners, que farão uma apresentação
sobre “Risco de Longevidade X Adequação das Políticas
de Investimentos dos Fundos de Pensão”.
Outros três temas serão tratados na parte da tarde, sendo
que Manoel Lucena dos Santos, diretor de Fiscalização da
PREVIC e Ivan Bechara Filho, Procurador-Chefe da PREVIC irão oferecer
uma visão geral do “Termo de Ajustamento de Conduta na Visão
da PREVIC e os Efeitos para o Processo de Governança”. O Coordenador
do Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar
(CEJUPREV), Adacir Reis, vai expor o tema “Cejuprev: Prevenção
e Solução de Conflitos”. Ainda será conhecido o expositor
do painel a respeito do “Fomento da Previdência Complementar Fechada:
Tendências, Desafios e Ações Necessárias”. (
(Diário dos Fundos de Pensão)
21.07 - Previc: Balanço de atividades da Ditec
Análise Técnica da Previc entra em seu quinto ano batendo
recordes de excelência
Diretor diz que os números revelam crescimento inegável
do sistema
Um balanço realizado pela Diretoria de Análise Técnica
(Ditec), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, mostrou que o sistema de previdência complementar brasileiro
cresceu consideravelmente nos últimos anos. Segundo a Ditec, desde
2003 foram realizadas 7.278 autorizações, sendo que 2.357
só no ano de 2009. Para Carlos de Paula, seu diretor, “os números
revelam que, que com a Previc, as expectativas de crescimento da previdência
complementar se tornarão uma realidade nos próximos anos.
No início de 2003, as autorizações eram realizadas
pelas coordenadorias jurídicas e atuariais da então Secretaria
de Previdência Complementar (SPC). Os processos, portanto, eram analisados
em áreas separadas. Em 2005, essas duas áreas se uniram e
formaram o Departamento Técnico (Detec), ganhando mais agilidade
nas análises. Em 2009, com a Lei 12.154/2009 que cria a Previc,
o Detec ganhou status de diretoria, ampliando suas ações.
A Ditec/Previc tem mandato legal estipulado pelo Presidente da República
que, ao sancionar a Lei n° 12.154/09, aprovada pelo Congresso Nacional,
deu-lhe competência para, em nome da Previc, autorizar a celebração
de “convênios e termos de adesão por patrocinadores e instituidores,
bem como as retiradas de patrocinadores e instituidores”. A mesma lei e
o decreto presidencial n° 7.075/10 autorizam, no artigo 2° de ambos,
as transferências de patrocínio, grupos de participantes e
assistidos, planos de benefícios e reservas entre entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC).
Também o ministro da Previdência Social, na portaria n°
183/10, que aprova o regimento da Previc, teve o cuidado de manter os mesmos
termos presidenciais e congressuais quanto às atribuições
da Ditec, conferindo-lhe responsabilidade pela: análise e autorização
para “constituição, funcionamento e cancelamento das entidades
fechadas de previdência complementar (EFPC), bem como a aplicação
dos respectivos estatutos e regulamentos de planos de benefícios
e de suas alterações”.
No período mencionado, foi autorizada a criação
de 54 novas entidades e 209 novos planos de benefício, 14 dos quais
já em 2010.
RETIRADA DE PATROCÍNIO - A retirada de patrocínio é
direito conferido à empresa patrocinadora pela Constituição
Federal, art. 202, e também pela Lei Complementar nº 109/2001,
e essa possibilidade de saída existe desde as primeiras regulamentações
da previdência complementar fechada. A norma que trata dos processos
da espécie é a Resolução CPC nº 06, de
07 de abril de 1988.
À Previc, como órgão fiscalizador, cabe analisar
e aprovar previamente os processos, como disposto no inciso III, do art.
33 da LC 109/2001, de modo que o órgão público não
pode abster-se dessa tarefa, sobrestando a análise das retiradas
de
patrocínio, sob pena de incorrer em prevaricação e
não prestar o adequado serviço público.
Em que pese os avanços trazidos pela LC 109/2001 e pela Resolução
CGPC nº 26/2008, o tratamento conferido aos déficits e superávits
apurados no cálculo para a retirada de patrocínio obedece
ao disposto na Resolução CPC nº 06/88.
A Resolução CPC nº 06/88 estabelece forma de cálculo
específica para as retiradas de patrocínio, apurando para
os participantes ativos o seu direito acumulado, proporcional ao tempo
em que esteve vinculado ao plano de benefícios, levando em consideração
também o benefício mínimo e o serviço passado
quando o plano os oferece. Aos assistidos é respeitado o direito
adquirido e o valor apurado corresponde ao total da reserva matemática
prevista para pagar seus benefícios até o final de sua vida,
quando o plano prevê renda vitalícia.
É importante esclarecer que o instituto do autopatrocínio
é opção conferida individualmente aos participantes
ativos que terminam o vínculo empregatício com a empresa
patrocinadora do plano de benefícios, assim como o resgate, o benefício
proporcional diferido ou a portabilidade. O instituto não se aplica
aos casos de retirada de patrocínio, pois a possibilidade de permanência
de todos os participantes em autopatrocínio, sem a figura do patrocinador
ou instituidor, não é concedida pelas normas vigentes.
O cálculo da retirada de patrocínio é ancorado
em uma data-base, que corresponde à data em que foram interrompidas
as contribuições para o plano de benefícios. As reservas
matemáticas individuais são calculadas nessa data-base e
não há recálculo dos valores apurados, mas sua atualização
financeira até a data em que são pagos aos participantes
ou transferidos para outra entidade fechada ou aberta de previdência
complementar, ou sociedade seguradora de sua livre escolha, como determinado
pela Resolução CPC nº 06/88.
A Previc, como órgão público, age na proteção
do interesse dos participantes e assistidos dos planos de benefícios
administrados pelos fundos de pensão, analisando e aprovando os
processos para os quais é necessária autorização
prévia, no estrito cumprimento das normas que regulam o sistema
fechado de previdência complementar, como órgão fiscalizador
e responsável pela preservação da solvência
dos planos de benefícios.
COMPOSIÇÃO - Formada por quatro coordenações-gerais
- de Autorização para Transferência, Fusão,
Cisão, Incorporação e Retirada; de Autorização
para Funcionamento; para Alterações; e de Informações
Gerenciais - à Ditec cabe ainda, “a análise e aprovação
de pedidos de alteração de regulamentos e estatutos dos planos
e das entidades”. Com a Resolução CGPC nº 19, de 25
de setembro de 2006, que altera a Resolução CGPC nº
6, de outubro de 2003, as EFPC tiveram que promover adequações
aos regulamentos de seus planos de benefícios. Com isso, desde 2006,
iniciou-se um novo processo de rigorosa análise dos regulamentos
que já haviam passado pela Ditec, no momento de sua implantação.
Até o final de 2009, a diretoria havia recebido 787 processos, dos
quais 718 receberam aprovação.
Além disso, setores importantes ingressaram nos fundos de pensão,
por meio de uma novidade da Lei Complementar 109/2001: a previdência
associativa. Advogados, médicos, engenheiros, jornalistas, atuários,
juízes, médicos são alguns exemplos de uma política
de sucesso do Estado que, com o objetivo de democratizar o acesso à
Previdência Complementar, viabilizou a criação de fundos
de pensão por meio do vínculo associativo. São mais
de 100 mil participantes nessa modalidade, com recursos garantidores que
já se aproximam do primeiro bilhão de reais. Em comparação
com o sistema, que hoje soma cerca de meio trilhão de reais, esse
montante ainda não traduz o potencial que representa a previdência
associativa, porém já ilustra o crescimento dessa modalidade.
Um fator importante a se considerar e que impacta diretamente as atividades
da Ditec é o movimento de fusão entre grandes empresas, fruto
da boa dinâmica setorial e econômica do País que se
tem observado nos últimos anos. Essas mudanças influenciam
os fundos de pensão e obrigam a Ditec a rever regulamentos e estatutos.
De acordo com o levantamento das operações, entre 2003 e
2005, nove entidades e planos tiveram suas propostas de fusão/incorporação
e cisão aprovadas. No período de 2006 a 2009, essas operações
saltaram para 62. É imprescindível ressaltar que essas análises
seguem critérios rigorosos e fundamentados pela legislação.
ANÁLISE PRÉVIA - Outro exemplo de crescimento e evolução
consiste na implantação da análise prévia eletrônica.
Criada pela Instrução nº 30, de 19 de março de
2009, a análise prévia eletrônica permitiu que os processos
de autorização fossem realizados com maior agilidade, desonerando
tanto o trabalho da Ditec, quanto das entidades. Com esse sistema, todos
os trâmites são feitos eletronicamente, reduzindo o tempo
de resposta, os custos com impressão e o volume da documentação
arquivada. Tornou-se necessário que as EFPC enviassem à Previc,
por meio físico, apenas a versão pré-aprovada do processo.
Essa mesma instrução atende a um pedido das próprias
EFPC e redefine os prazos de análise dos processos enviados à
Ditec. Segundo o diretor Carlos de Paula, “em 2003, quando as análises
eram feitas por duas coordenadorias, a finalização de um
processo demorava em média 18 meses. Com o Detec, em 2005, esse
prazo caiu para seis meses e hoje, dependendo do caso, leva-se 20 dias
para a conclusão do processo”. A Instrução prevê,
por exemplo, um prazo máximo de resposta de 35 dias úteis,
quando o processo trata da criação de novas entidades, e
de 20 dias úteis quando da criação/implantação
de novos planos. Desde a implantação da análise prévia,
todos os processos passaram a ser autorizados dentro do prazo estabelecido
pela minuta.
A Diretoria de Análise Técnica da Previc possui em seu
quadro de servidores profissionais especializados, sendo que a maioria
é composta de auditores fiscais, com competência para realizar
as análises de maneira coerente e técnica, com base na legislação
e observando o arcabouço legal de solvência dos planos de
benefícios e o interesse dos participantes e assistidos.
(Inaiá Sant’Ana - Previc/AssPreviSite)
21.07 - Sustentabilidade do regime de previdência
A importância da Previdência Complementar para a sustentabilidade
do Regime de Previdência dos Servidores Públicos foi o objetivo
que reuniu o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
o secretário de Políticas de Previdência Social (SPS),
Fernando Rodrigues, e vários especialistas no tema no seminário
“Previdência Complementar sob a ótica legal e de gestão”,
no Tribunal de Contas do Município de São Paulo, na manhã
de ontem.
O ministro lembrou que o objetivo de discutir a situação
dos institutos de Previdência dos Servidores Públicos deve
ser tão dinâmico quanto é a sociedade. “Temos de aproveitar
esse momento de bônus demográfico para discutir a Previdência”,
completou. Ele considera necessário regulamentar a Emenda 41, que
estabelece o teto para o funcionalismo, sabendo-se que este não
é um debate fácil entre os servidores. “Estabelecer o teto
não é ruim, na medida em que se crie o Fundo de Previdência
Complementar dos servidores, que é uma poupança administrada
pelos interessados, afirma o ministro.
Para o secretário de Políticas de Previdência Social
(SPS), Fernando Rodrigues, o debate necessita ser de solidariedade e mutualismo.
“A proposta de São Paulo nesta discussão está na vanguarda
entre os demais estados brasileiros”, elogia. O secretário considera
um desafio para o próximo governo discutir a Previdência Complementar
com os servidores.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também compartilha
dessa opinião. Para ele, esta é uma discussão fundamental
para os antigos, os atuais e os futuros servidores. “É preciso preservar
direitos e criar condições de equilíbrio nesta área”,
disse.
Durante o debate, o presidente da São Paulo Previdência,
Carlos Henrique Flory, apresentou a situação da entidade
e mostrou que se não forem tomadas providências o desequilíbrio
será cada vez maior. Atualmente são 563 mil servidores na
ativa para 480 mil aposentados e pensionistas no serviço público
do Estado de São Paulo.
O superintendente do Instituto de Previdência Municipal de São
Paulo (Iprem), José Roberto Savoia, disse que vai levar ao Conselho
Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev) uma proposta para aprofundar uma discussão sobre
pensões, um dos temas da apresentação do ex-ministro
da Previdência Social, José Cechin.
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Valdir
Simão, acompanhou o debate. (Rede Notícias)
21.07 - Fundos: Belo Monte causa divergência na Neoenergia
O polêmico projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte
está expondo também controversas questões de governança
das companhias abertas, como a da função do conselheiro independente.
Um dos conselheiros da Neoenergia, Paulo Assunção - diretor
de administração da Previ, que representa os beneficiários
do fundo de pensão - se manifestou contra a participação
da empresa na sociedade de propósito específico que vai construir
Belo Monte, por entender que não havia total transparência
dos números do projeto. Mas pouca diferença fez sua divergência,
já que o acordo de acionistas da empresa prevê que os representantes
dos controladores devem votar em unanimidade e de acordo com o que decidiram
os sócios em reunião prévia ao encontro do conselho
de administração.
"A Neoenergia tem um acordo de acionistas que estabelece que os conselheiros
votam de acordo com a posição de seus acionistas, ou seja,
as matérias devem ser aprovadas por unanimidade, assim sendo, não
há possibilidade de voto discordante", informou a empresa em comunicado.
"A Previ não orienta voto de seus conselheiros", disse o fundo de
pensão em nota. O conselheiro Paulo Assunção não
quis fazer comentários.
A independência do conselheiro de administração,
mesmo quando indicado pelo acionista controlador ou do bloco de controle,
é um tema controverso. A própria Lei das Sociedades por Ações,
no lugar de esclarecer, ajuda a causar confusões.
De um lado, a legislação determina que o conselheiro
deve votar e agir no melhor interesse da companhia - e, portanto, não
em defesa de um grupo específico que possa tê-lo indicado
para o cargo. Porém, em outro artigo, a mesma lei determina que
o conselheiro de deve seguir e fazer valer o acordo de acionistas. Caso
ele vote contra, seu voto será desconsiderado.
Por entender que tal artigo pode prejudicar a independência do
conselheiro de administração, o Instituto Brasileiro de Governança
Corporativa (IBGC) lançou em março de 2008 uma "carta diretriz"
com orientação sobre o tema.
Na carta, o instituto recomenda que as empresas evitem esse tipo de
acordo de acionistas, que vincula o voto do conselheiro, deixando as decisões
polêmicas para a assembleia, para que assim os controladores possam
exercer o acordo por meio do voto. Sugere também que o conselheiro
que se sentir em situação de conflito, na qual discorda da
orientação recebida, deixe registrado em ata o argumento
contrário, mesmo sabendo que o voto será desconsiderado.
O assunto vem à baila justamente com um projeto que foi considerado
pouco atrativo para os investidores durante o leilão, em função
do preço da energia, e em que o governo teve que dar benefícios
para viabilizá-lo. A Neoenergia fez parte do consórcio perdedor,
que deu um deságio ínfimo no preço. E agora faz parte
da sociedade vencedora, que baixou o preço em 6%.
Um dos principais problemas apontados para Belo Monte é o risco
de construção, pelo tamanho do projeto e o tamanho da escavação
que será feita em meio à Floresta Amazônica. Todos
os novos sócios entraram no projeto sem ainda o consórcio
vencedor ter fechado contratos de construção e de fornecimento
de equipamentos.
O risco da construção foi o grande entrave visto pelos
grandes autoprodutores, como CSN e Gerdau. Uma fonte próxima a uma
das empresas conta que se retirou da mesa de negociações
pela completa falta de informações que pudesse levar ao seu
conselho de administração para ter aprovação.
"Não tínhamos um investimento teto, em função
do risco de construção, tínhamos que nos responsabilizar
solidariamente por todos os outros sócios em caso de inadimplência
e não havia sócios definidos."
A Eletrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que
todos autoprodutores, assim como todos os sócios, receberam, sob
acordo de confidencialidade, as informações necessárias
para decidirem sobre a participação na SPE que vai construir
Belo Monte. "A formação da SPE exigiu o estabelecimento de
condições societárias isonômicas, que atenderam
a todas as empresas, não cabendo, portanto, criar condições
especiais para autoprodutores ou qualquer outro empreendedor." O que os
autoprodutores dizem é que na mesa de negociações
todas as conversas eram muito truculentas e as garantias que minimizam
o risco do empreendimento eram dadas apenas na base da palavra.
Até agora a Eletrobras não prestou nenhuma informação
a seus acionistas do impacto do projeto em seu fluxo de caixa. Afinal,
a empresa junto com suas controladas terá quase 50% do projeto.
O fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros)
foi o único que prestou informações a seus beneficiários.
Disse em comunicado que o investimento está estimado em R$ 25 bilhões
e que o fundo será responsável por R$ 650 milhões.
A Previ não se sente nessa obrigação porque o
investimento está sendo feito por sua controlada, a Neoenergia,
dona da Bolzano Participações. Tampouco a Iberdrola fez comunicado
a seus acionistas na Espanha. Para a Neoenergia, a importância do
investimento está no salto que ela dará como geradora de
energia. A empresa tem capacidade de investimento pelo caixa que possui
em forma de reserva de lucro de mais de R$ 4 bilhões. (Josette
Goulart e Graziela Valenti - Valor Online)
20.07 - Seminário em Brasília discute regras contábeis
Ministro Gabas diz que registro contábil é garantia de
transparência
O compromisso das instituições, de atuar com transparência,
passa pela questão do registro contábil. “Não se controla
o que não está registrado”, destacou o ministro da Previdência
Social, Carlos Eduardo Gabas, na manhã da sexta-feira, ao abrir
o seminário “Fundamentos para Registro de Benefícios Previdenciais
a Empregados”, em Brasília.
O ministro lembrou que o objetivo do evento, de discutir os registros
contábeis, “demonstra o zelo pelo sucesso das organizações
e o desafio de cada vez mais dar satisfação à sociedade
sobre as contas públicas”.
Gabas ressaltou ainda a importância dos fundos de pensão
para a economia, “com patrimônio de cerca de R$ 500 bilhões,
que contribuem para deixar o comando dos investimentos para o Brasil, sem
depender apenas de capital externo”. Também o secretário
de Políticas de Previdência Complementar, Murilo Barella,
fez um paralelo sobre as atuais condições de crescimento
da economia brasileira e “a necessidade de redistribuição
de renda, o que aprofunda a discussão sobre previdência complementar”.
O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Carneiro,
elogiou a iniciativa da secretaria em realizar o seminário. “Trata-se
do órgão que vai cuidar do fomento, e a promoção
deste evento representa exatamente isso. Estamos aqui para aprender e questionar”.
O diretor-executivo da Abrapp, Ricardo Esch, e Jarbas Biaggi, presidente
do Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar
(Sindapp), reforçaram o papel dos contabilistas e sua importância
crescente na economia. O presidente da Ancep, Roque Muniz, reforçou
a necessidade da realização do evento “para levantar a discussão
sobre o tema e contar com os profissionais que tratam diretamente com o
assunto para que contibuam com a sua solução”.
O seminário apresentou as diferenças existentes na contabilização
dos benefícios aos empregados, nas empresas patrocinadoras e nas
entidades fechadas de previdência complementar, decorrente das normas
contábeis vigentes. Atualmente, as regras contábeis para
as patrocinadoras são regidas pela CVM 600, de 2009, e dos fundos
de pensão por resolução do ex-Conselho de Gestão
da Previdência Complementar.
As considerações finais do evento serão levadas
para discussão na próxima reunião do Conselho Nacional
de Previdência Complementar (CNPC) previsto para o fim do mês
de julho. O CNPC substitui o CGPC.
O evento foi promovido pela Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar (SPPC), do Ministério da Previdência Social,
Associação Nacional de Contabilistas das Entidades de Previdência
(Ancep) e Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar (Abrapp). Contou ainda com o apoio do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC). (AgPrev)
20.07 - Perigos da concentração
O excesso de concentração de investimentos dos fundos
de pensão de estatais em obras públicas está preocupando
os especialistas.
Para eles, a determinação do governo de que as fundações
- principalmente a Previ, a Funcef e a Petros, dos empregados do Banco
do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, respectivamente
- entrem em projetos como a Usina de Belo Monte e o trem-bala pode se transformar
em prejuízo mais adiante, caso eles não tragam o retorno
esperado. Os dois empreendimentos são os maiores do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), elaborado pela candidata
petista Dilma Rousseff.
Somente essas duas obras vão custar, juntas, aproximadamente
R$ 53 bilhões. Desse total, os fundos devem garantir pelo menos
20%. Os especialistas lembram que, no passado recente, as mesmas fundações
entraram em projetos tutelados pelo Palácio do Planalto e o resultado
foram os rombos gigantescos que tiveram de ser cobertos pela população,
por meio de impostos. Só um dos últimos socorros à
Petros custou quase R$ 9 bilhões aos cofres da União.
O mundo político está sempre de olho nos fundos públicos
e privados, que têm patrimônio total de R$ 500 bilhões.
Só a Previ, que é a maior dessas entidades, dispõe
de R$ 140 bilhões - a Petros tem R$ 46 bilhões e a Funcef,
R$ 38 bilhões. Pelo tamanho do mercado, os investimentos em infraestrutura
dependem de uma avaliação séria, no entender de Renato
Esch, diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). "Somos gestores de
recursos de terceiros.
Qualquer decisão tem de enxergar boa rentabilidade e o retorno
do dinheiro aplicado", disse.
Saúde
Do total dos R$ 500 bilhões, cerca de 10% (R$ 50 bilhões)
podem ser utilizados nos investimentos estruturados, como, por exemplo,
obras para receber a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, explicou Jarbas
Antonio de Biagi, presidente do Sindicato Nacional das Entidades Fechadas
de Previdência Complementar (Sindapp). "Os fundos estão saudáveis,
mesmo perdendo em torno de 16% a 17% durante a crise, dependendo da exposição
ao risco.
Isso porque 70% dos nossos recursos estão ancorados em títulos
públicos", garantiu.
Para evitar problemas de gestão, o setor vem investindo pesadamente
em qualificação de pessoal, assinalou Biagi. "Riscos existem.
Mas a intenção é sempre buscar rentabilidade,
segurança e liquidez. Todos os passos são avaliados, tendo
em vista que as pessoas têm compromissos com a folha de pagamento
dos associados dos fundos. A maioria dos problemas não se deu por
conta da grandeza dos investimentos, mas sim porque algumas patrocinadoras
não honraram seus compromissos", replicou.
Ao anunciarem a participação em Belo Monte, por exemplo,
tanto Funcef quanto Petros garantiram que farão ótimo negócio.
A grande indagação entre os profissionais que acompanham
as negociações é por que os fundos de pensão
de empresas privadas não entram em tais empreendimentos.
Os mais importantes executivos das principais entidades, no entanto,
dão explicações evasivas sobre a quase nula participação
da iniciativa privada nos projetos arriscados do governo. Segundo Biagi,
"eles (os fundos privados) ainda estão apreciando a possibilidade".
Esch desconversou: "É questão de oportunidade e critérios
de investimento".
Olhando para o médio prazo, Esch estimou que a saída
parece óbvia: com a perspectiva de queda da taxa de juros, a alternativa
para diversificar as aplicações e obter melhor retorno será
apostar nas obras de infraestrutura.
Ele crê que, lá para 2013 ou 2014, com o fim das apreensões
globais, o aumento do crescimento sustentado e o retorno da inflação
para o centro da meta de 4,5%, os juros vão cair. "Em uma conjuntura
favorável, os títulos públicos terão baixa
rentabilidade.
Seremos criativos, mas com base em estudos de viabilidade.
Repito, tudo será minuciosamente avaliado", disse. (Correio
Braziliense)
20.07 - Disputa milionária
Os funcionários da Sabesp dizem que faltam R$ 580 milhões
nas contas do fundo de pensão. Os gestores falam que esse é
só um descompasso. Mas os dois lados estão em pé de
guerra
Com um patrimônio de R$ 502 bilhões, os fundos de pensão
se transformaram em entidades poderosas capazes de movimentar uma boa fatia
do Produto Interno Bruto brasileiro. A condução dessas entidades
e seu relacionamento com a sociedade, no entanto, nem sempre se dão
em um ambiente onde vigora a transparência ou a eficiência
de gestão.
E isso fica claro quando se analisa o relatório elaborado pela
Previc, autarquia responsável pela fiscalização dos
fundos e ligada ao Ministério da Previdência. O setor fechou
2009 com um déficit de R$ 10,7 bilhões, resultantes de investimentos
malsucedidos, de má gestão ou do desequilíbrio entre
a reserva técnica e os gastos para bancar as aposentadorias futuras.
É nesse último caso que se enquadra o Sabesprev, fundo
de previdência dos empregados da Sabesp, estatal responsável
pelos serviços de água e esgoto em São Paulo. Os funcionários
da empresa afirmam que há um rombo de R$ 580 milhões nas
contas do fundo. Os gestores da Sabesprev, por sua vez, alegam se tratar
apenas de um descompasso entre a evolução da arrecadação
e o montante necessário para a quitação das aposentadorias
futuras.
O fato é que a cifra é quase metade de seu patrimônio
de R$ 1,3 bilhão. Para solucionar o problema, seus dirigentes acertaram
com a Previc o compromisso de fazer mudanças no mecanismo de concessão
de aposentadorias e no valor das contribuições feitas pela
patrocinadora (leia-se Sabesp) e pelos funcionários.
Mas isso gerou uma guerra interna. Os trabalhadores prometem implodir
esse acordo na Justiça. Alegam que o déficit se deve ao não
cumprimento de obrigações no passado, além da falta
de reavaliação do cálculo atuarial. "Não é
justo colocar essa bomba no colo dos trabalhadores", protesta José
Ricardo Augusto, diretor do Sindicato dos Urbanitários da Baixada
Santista.
A empresa rebate: "O modelo proposto é vantajoso para os trabalhadores
porque preserva direitos", argumenta Edson Raul Barreti, assessor especial
da presidência da Sabesp. Para Barretti, o que foi combinado com
a Previc atende os anseios dos 19 mil trabalhadores da ativa e dos quatro
mil aposentados.
O ponto central é a substituição do plano que
garante aposentadoria integral, por um modelo de capitalização
individual. O sindicalista Santos diz que o correto seria repetir o modelo
usado pelo Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos
CORREIOS, para cobrir o rombo de R$ 1,5 bilhão. A estatal concordou
em bancar o prejuízo.
Apesar desses problemas, Ricardo Pena, superintendente da Previc, nega
que o setor atravesse um período de crise e diz que os fundos estão
sendo monitorados de perto. "Somente em 2010 vamos fiscalizar diretamente
90 planos de previdência. Os demais serão acompanhados eletronicamente",
conta Pena.
Mas isso pode não ser o bastante. "A Previc é uma entidade
omissa e não cumpre seu papel de fiscalização. Quando
o faz é em detrimento dos trabalhadores", dispara o advogado Marco
Antonio Innocenti, sócio do escritório Innocenti Advogados
Associados.
"As necessidades dos trabalhadores não são levadas em
conta e os direitos adquiridos não são respeitados", completa.
Para o superintende da Previc, se trata de uma percepção
equivocada. "Não existe direito adquirido. Dinheiro não brota
do chão.
Se há um déficit ele deve ser coberto pelas partes. Afinal,
todas as decisões contam com a anuência dos trabalhadores",
resume Pena. Para Innocenti e os integrantes do Sintius essa é uma
visão distorcida. "Fomos voto vencido em todas as questões
importantes", lamenta o diretor do Sintius. Por conta disso, eles pretendem
também processar os administradores do Sabesprev por má gestão.
(Rosenildo Gomes Ferreira - Isto É Dinheiro)
19.07 - Justiça paralisa arbitragem na disputa por participação
na Vale
Liderados pela Previ, os fundos de pensão Petros, Funcef e Funcesp
conseguiram suspender na Justiça a continuidade de um processo de
arbitragem que deu vitória parcial ao Opportunity na disputa por
uma fatia da Valepar, holding que controla a Vale. Tanto a Litel, sociedade
de propósito específico formada pelos fundos, quanto a Bradespar,
braço de investimentos do Bradesco, foram à Justiça
pedir a anulação da sentença arbitral porque um dos
três árbitros escolhidos - o ex-ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Francisco Rezek - atuou na defesa do banqueiro Daniel Dantas,
dono do grupo Opportunity, em um processo na Itália.
A Valepar tem 53,6% do capital votante da Vale, onde Litel, Bradespar
e Opportunity, por meio da Elétron, têm participações
de 49%, 21,2% e 0,02%, respectivamente. Em 2007, a Elétron foi à
Justiça com a alegação de que teria direito à
compra de uma parte das ações da Valepar em poder das demais
empresas por causa de um aumento de capital promovido em 2002, que teria
diluído sua participação na Vale. No ano passado,
a Justiça decidiu que as divergências entre as empresas deveriam
ser resolvidas por meio da arbitragem, prevista em uma das cláusulas
do acordo de acionistas da Valepar.
O caso, então, migrou para o Centro Brasileiro de Mediação
e Arbitragem, onde foi composto um tribunal arbitral formado por três
árbitros. Bradespar e Litel escolheram Gustavo Tepedino e Elétron
indicou Mário Sérgio Duarte Garcia. Os dois advogados escolheram
o ex-ministro Francisco Rezek para presidir o tribunal. Em 18 de dezembro
do ano passado, os três árbitros entenderam, por unanimidade,
que a Elétron é titular do direito à opção
de compra das ações previsto no acordo de acionistas.
De acordo com a sentença arbitral, a data da entrega, a quantidade
e o valor das ações, além de um eventual ressarcimento
por perdas sofridas durante a disputa, serão definidos em uma nova
sentença, após as partes produzirem provas.
Bradespar e Litel recorreram à Justiça para anular a
arbitragem com o argumento de que Rezek não informou, quando foi
escolhido para presidir a arbitragem, que já havia atuado para Daniel
Dantas. Pela Lei de Arbitragem, não podem atuar como árbitros
pessoas que tenham relação com as partes e os indicados devem
revelar, antes de assumirem a função, qualquer condição
que possa provocar impedimento. Em março, quando a arbitragem foi
contestada na Justiça do Rio, Rezek disse ao Valor que deu um parecer
em um processo envolvendo Dantas e a Telecom Itália que tramita
no Tribunal Ordinário de Milão, mas que esse fato foi informado
ao centro de arbitragem quando ele foi indicado. No processo que tramita
na Itália, Rezek assina, como advogado de Dantas, uma petição
datada de 23 de julho de 2007 - um mês antes de ser indicado como
árbitro na disputa entre Bradespar, Litel e Elétron.
Diante da possibilidade de falta de imparcialidade do árbitro
na sentença, o juiz Cezar Augusto Rodrigues Costa, da 7ª Vara
Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, concedeu à Litel
uma liminar suspendendo a arbitragem até o julgamento final do processo.
Com isso, o tribunal arbitral fica impedido de dar continuidade ao processo.
Na decisão, o juiz afirma que Rezek "é jurista muito conhecido
e respeitado, mas as suas atuações em processo de interesse
do controlador da demandada põem em xeque sua independência,
comprometendo a sentença proferida".
A reportagem procurou Rezek para comentar a decisão, mas foi
informada que ele está fora do país. O ex-ministro do Supremo
se afastou voluntariamente da arbitragem após a contestação
judicial da Bradespar e da Litel e, segundo Theophilo de Azeredo Santos,
que dirige o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem,
ninguém o substituiu porque a arbitragem foi suspensa pela Justiça.
O Opportunity informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que
"as ações judiciais representam apenas uma tentativa de retardar
os efeitos da sentença arbitral" e que "já provou que o ministro
Francisco Rezek atuou de forma absolutamente correta durante todo o processo
arbitral".
A Elétron contestou a concessão da liminar à Litel,
mas o juiz negou o pedido de reconsideração da decisão.
A empresa já entrou com um recurso no Tribunal de Justiça
do Rio de Janeiro (TJRJ), que ainda aguarda julgamento. A ação
da Bradespar, que inicialmente havia sido distribuída à 5ª
Vara Empresarial da Justiça do Rio, não teve nenhuma decisão
porque foi remetida ao mesmo juiz que analisou o processo da Litel, já
que as ações têm o mesmo pedido. (Cristine Prestes
- Valor Online)
19.07 - Previdência privada: a Receita mais arrecada do que incentiva
Os participantes de planos individuais de previdência têm
a sua disposição todos os instrumentos para realizar um bom
planejamento tributário. Mas, na maioria da vezes, eles são
mal orientados e, sem ter a quem recorrer, acabam não fazendo as
contribuições nos veículos corretos, gerando com isso
mais impostos do que deveriam.
Já o participante de plano corporativo, fundo de pensão
ou de PGBL "solteiro" - em que a empresa não oferece ao funcionário
a opção de VGBL - tem, obrigatoriamente, que aderir a esses
veículos para receber as contribuições de seus empregadores.
Vejamos algumas simulações:
1) Empregado solteiro, sem filhos, que ganha R$ 1.874,00 por mês,
fará sua declaração anual de ajuste pelo modelo simplificado,
ficando na faixa de isento. Portanto, não se beneficiou de suas
contribuições. Porém, quando resgatar ou na concessão
do benefício, será tributado
2) Empregado que ganha R$ 10 mil por mês, solteiro e sem filhos,
fará a declaração anual completa e terá incentivo
de R$ 6,2 mil - diferença entre as bases de cálculo do modelo
completo e simplificado (R$ 101,1 mil menos R$ 107,3 mil ). Mas será
tributado no momento do resgate ou concessão.
Nos exemplos acima, os participantes, caso tenham optado pelo regime
regressivo de imposto, estarão pagando 10% - após cumprido
o prazo de dez anos - sobre o total resgatado ou sobre o valor total do
benefício. Se fossem bem orientados e optassem por um VGBL, poderiam
pagar 10% de imposto de renda somente sobre o valor do ganho de capital.
Temos também planos corporativos que oferecem todos instrumentos
para seus empregados (PGBLs com "link" em VGBLs), permitindo o planejamento
fiscal adequado. Mas como não são usados corretamente levam
os participantes a pagarem mais imposto do que deveriam .
Isso acontece pela falta de orientação correta e completa
sobre todas as alternativas. Há o objetivo de pagar menos imposto
hoje sem a preocupação de que se pode pagar mais no futuro.
Há também consultorias contábeis ou financeiras que
pouco conhecem de previdência privada. Quem já não
ouviu: "se você faz a declaração no modelo simplificado
deve contribuir para um VGBL". Outra frase comum: "se você vai ficar,
no mínimo, 10 anos no plano de previdência, opte pelo regime
regressivo". Ou ainda: "se você paga imposto de renda na fonte é
mais interessante o PGBL".
Essas recomendações não servem indiscriminadamente
a todos. Se aceitar recomendações erradas, o participante
não tem como reverter a situação: já perdeu
dinheiro. Já a adesão com conhecimento e com consciência
permite:
1) planejar a aposentadoria, em vez de apenas programar a aposentadoria
2) realizar planejamento tributário, em vez de obter simples
benefício fiscal
3) elaborar planejamento sucessório, em vez de indicar um beneficiário
4) mudar o conceito de plano de previdência para programa de
previdência, atendendo as diversidades ao longo do período
de contribuição.
Quem não fizer uma adesão planejada poderá ter
surpresas desagradáveis ao fim de seu período de contribuição.
Para que isso não aconteça, devemos tomar alguns cuidados
antes de realizar qualquer contribuição. É preciso
fazer uma simulação da renda bruta no ano em curso e avaliar
se na declaração anual de ajuste será melhor o modelo
completo ou simplificado.
Vamos voltar ao exemplo 2, em que o empregado ganha R$ 10 mil por mês.
Sem a previdência privada, a renda bruta tributável do modelo
completo seria de R$ 115,5 mil (R$ 120 mil menos o INSS de R$ 4,5 mil)
e a do modelo simplificado, de R$ 107,3 mil (R$ 120 mil menos o desconto
padrão de 20%, limitado a R$ 12,7 mil). Mas como a previdência
privada permite diferir até 12% da renda bruta anual - no caso,
R$ 14,4 mi -, o abatimento resultaria numa renda tributável, no
modelo completo, de R$ 101 mil. É de somente R$ 6,2 mil a diferença
entre os modelos. O incentivo será de R$ 6,2 mil, mas, ha hora da
resgate ou concessão, o participante será tributado em R$
14,4 mil.
Concluindo: só não haverá pagamento de imposto
de renda em valor maior do que o incentivo permite quando a simulação
entre os dois modelos mostrar renda bruta tributável, do modelo
completo, igual ou menor do que a calculada no modelo simplificado.
(José Guilherme Simonetti - Valor Online)
19.07 - Anapar: Suspensão de Processos de Retirada de Patrocínio
A ANAPAR ratificou seu pedido, junto à Superintendência
Nacional da Previdência Complementar (PREVIC), à Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) e ao Ministério
da Previdência Social, de suspender a aprovação dos
pedidos de retirada de patrocínio de planos de previdência
enquanto não for analisada pelo Conselho Nacional da Previdência
Complementar (CNPC) a nova regulamentação sobre a matéria.
O pedido foi reforçado em reuniões já realizadas pela
diretoria da entidade com os três órgãos de governo.
Participantes de vários planos de previdência têm
procurado a ANAPAR solicitando a assistência da entidade para tratar
de processos de retirada. Em praticamente todos os casos não há
qualquer negociação da patrocinadora com os representantes
dos participantes, não são dadas as devidas garantias aos
direitos dos associados ativos e aposentados, a patrocinadora se livra
de parte do déficit que seria de sua responsabilidade ou se apropria
de superávit existente no plano para equilibrar seu balanço,
dentre outras medidas prejudiciais aos participantes.
Os processos de retirada têm sido analisados pela PREVIC com
base em norma (CPC 06/88) editada há mais de duas décadas,
mas adotando alguns conceitos e parâmetros que não estão
previstos naquela norma, na legislação atual ou em qualquer
normativo posterior.
Como exemplo destes conceitos não previstos está a postura
da PREVIC de obrigar a extinção de planos quando houver retirada
de patrocínio, um conceito que não consta na legislação
ou em normativo – a lei não veda a continuidade do plano e os participantes
poderiam permanecer como auto-patrocinados, desde que a entidade de previdência
aceitasse continuar administrando o plano. Ao utilizar este critério,
a PREVIC obriga os assistidos a optar pelo resgate ou a adquirir outro
plano na modalidade de Contribuição Definida, acabando com
a renda vitalícia e desrespeitando o princípio do direito
adquirido previsto na legislação para quem já contratou
seu benefício.
Outro exemplo é a imposição feita pela PREVIC
de que os benefícios e reservas de participantes assistidos sejam
recalculados no ato de retirada, não exigindo da patrocinadora que
se retira as garantias adequadas aos benefícios já contratados
pelos participantes assistidos e o direito acumulado pelos participantes
ativos.
Estes e outros critérios precisam ser redefinidos em uma nova
resolução que balize as análises feitas pelo órgão
fiscalizador. Assim, é fundamental a suspensão das análises
e aprovações de retirada pelo órgão fiscalizador,
até que seja editado um normativo que contemple as garantias necessárias
aos participantes.
“Da maneira como estão sendo conduzidos estes processos, são
contemplados preferencialmente os interesses dos patrocinadores. A preservação
dos direitos dos participantes, que deveria ser a preocupação
central de quem aprova os processos de retirada, não está
sendo devidamente levada em conta. O que temos visto é a flexibilização
de direitos e o rompimento de contratos, o que não podemos aceitar”,
avalia Claudia Ricaldoni, presidente da ANAPAR. Enquanto isto, o sistema
fechado de previdência complementar não cresce e mantém
os cerca de 2,5 milhões de participantes de dez anos atrás
– “parece que tem gente pensando que, ao facilitar a retirada das empresas,
se garantem novos patrocínios, o que não se verifica na prática”,
completa José Ricardo Sasseron, vice-presidente da entidade.
A ANAPAR continuará cobrando mudanças na norma e suspensão
das aprovações de retirada, para evitar a continuidade dos
prejuízos aos participantes. (Boletim)
16.07 - A longevidade pode crescer mais devagar
O aumento da expectativa de vida poderá tornar-se mais lenta
daqui para a frente, em comparação com os últimos
30 anos, o que significa que as seguradoras e fundos de pensão podem
estar superestimando o risco de aumento da longevidade sobre o passivo,
de acordo com as novas previsões.
O RMS, uma referência usada pela indústria do seguro para
calcular os riscos envolvendo catástrofes naturais, criou um modelo
que faz mais do que projetar o futuro como basicamente uma repetição
da experiência passada. Isso é importante porque o risco de
longevidade é um tema quente entre os fundos de pensão e
seguradoras do Reino Unido, a ponto de os gestores de planos previdenciários
terem nos últimos anos transferido perto de US$ 1,5 bilhão
em riscos de longevidade para resseguradoras.
Para Andrew Coburn, vice-presidente de vida e pesquisa em saúde
na RMS, "a questão é qual o nível de prudência
com que os fundos de pensão devem trabalhar. O nosso modelo deveria
ser tranquilizador para os atuários de fundos de pensão ".
O RMS e seus rivais têm tido muito sucesso com seus modelos de
catástrofe natural desenvolvidos ao longo dos últimos 20
anos ou mais, na medida em que o mercado e os órgãos reguladores
esperam que os fundos de pensão e as seguradoras os utilizem juntamente
com modelos internos.
O aumento da longevidade no Reino Unido foi de cerca de 2% ao ano nos
últimos 30 anos, principalmente como resultado das vitórias
conseguidas sobre as doenças cardíacas, fruto da queda no
número de fumantes e da introdução das estatinas,
drogas para baixar o colesterol. Coburn disse que o número de mortes
por mil pessoas por ano por doenças cardiovasculares caiu de 3,6,
no início da década de 70, para 1,1 hoje. "Então,
nós já estamos vendo retornos decrescentes no combate que
travamos contra as doenças cardiovasculares", disse ele.
No entanto, estudos da Nick Flint Club de Vita, uma unidade de
pesquisa sobre longevidade, mostram que o taxa da expectativa de
vida continua a aumentar e em um ritmo até mais rápido do
que antes para alguns setores da sociedade. Os pesquisadores dizem ser
importante que os gestores de planos vejam principalmente o que está
acontecendo com a sua massa de participantes, uma vez que nem todos os
universos se comportam da mesma maneira.
A modelagem de de risco de longevidade do RMS mostrou-se bem sucedido
ao usar a modelagem estocástica para prever os efeitos sobre
as taxas de mortalidade. O modelo é projetado para ser utilizado
internacionalmente, mas concentrou-se no Reino Unido inicialmente. Incide
sobre os efeitos de três áreas principais: o progresso no
tratamento do câncer, que já está em andamento, o desenvolvimento
da medicina regenerativa com células e os esforços para retardar
o processo de envelhecimento e que envolvem estudos com células.
(Financial Times/Diário dos Fundos de Pensão)
16.07 - Os fundos de pensão e o futuro
Uma das questões mais importantes que se colocam agora diz respeito
à sustentabilidade das empresas que recebem investimentos dos mencionados
fundos
Os fundos de pensão respondem hoje por um terço das ações
em Bolsa de Valores movimentadas no mundo. No Brasil, detêm 17% do
PIB nacional. São, portanto, um motor importante da economia.
Essa representatividade, cada vez mais forte, acarreta também
responsabilidades e cobranças crescentes. E uma das questões
mais importantes que se colocam agora diz respeito à sustentabilidade
das empresas que recebem investimentos dos mencionados fundos.
O Fundo Global do Governo da Noruega, um dos maiores do mundo, sofreu
tamanha pressão da sociedade no tocante a essa questão que
se viu forçado a impor, aos empreendimentos nas quais investe, uma
série de exigências de enquadramento em padrões sociais
e ambientais. O fundo estatal de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes
Unidos, instalado em um país onde os ativos se concentram majoritariamente
em ações de petróleo e gás, resolveu apostar
no projeto de uma cidade "verde", destinando quase três bilhões
de dólares à sua construção.
A tendência mundial já se faz sentir na nação
verde-amarela. O fundo de pensão dos funcionários do Banco
do Brasil – PREVI (maior fundo de pensão do país), já
anunciou que o objetivo é não ter participação
em companhias dos ramos de tabaco e armamentos. Por outro lado, uma empresa
que tenha participação no Índice de Sustentabilidade
da Bovespa (ISE), ou um projeto desenhado de modo a proporcionar benefícios
ambientais e gerar créditos de carbono, têm boas chances de
atrair os investimentos da instituição.
Um exemplo contundente da atenção à sustentabilidade
por parte dos fundos de pensão pôde ser observado no primeiro
semestre deste ano, por ocasião da formação dos consórcios
que disputariam o direito de construir a usina hidrelétrica de Belo
Monte, no Rio Xingu (Pará). Na época, tanto o Previ quanto
o Petros (funcionários da Petrobras) e o Funcef (funcionários
da Caixa Econômica Federal) demonstraram forte preocupação
com a sustentabilidade do projeto antes de aceitarem entrar na concorrência.
Verdadeiros gigantes no universo brasileiro dos fundos de pensão,
as três instituições são signatárias
do Programa de Princípios para Investimentos (PRI), lançado
pelas Nações Unidas como guia para investimentos sustentáveis,
e contam com o selo Carbon Disclosure Project, que tem por objetivo identificar
as empresas e instituições que combatem as emissões
de carbono mundiais. Além disso, o Previ, que responde sozinho por
aproximadamente 5% do mercado de ações brasileiro, tem assento
no conselho da PRI.
Especialistas estimam que, cada vez mais, os fundos de pensão
do Brasil e do mundo tendem a reduzir os percentuais investidos em empresas
cujas atividades sejam necessariamente impactantes, tais como as indústrias
siderúrgica, petroquímica e de mineração. E
aquelas que continuarem a receber apoio financeiro terão de obedecer
a padrões socioambientais cada vez mais rígidos, mantendo
absoluta transparência em suas demonstrações. A publicação
de relatórios de sustentabilidade, por exemplo, é uma prática
que vem ganhando relevância no mundo todo.
Percebe-se ainda que os fundos de pensão estão cada vez
mais comprometidos com o futuro e evoluindo neste quesito no Brasil. E
não se trata apenas de garantir aos seus participantes uma aposentadoria
tranquila, equilibrada atuarialmente e livre de sobressaltos financeiros.
O que se vislumbra a partir de agora é um efetivo comprometimento
com o dia depois do amanhã. (Thiago Luiz Vincoletto
- Administradores)
16.07 - Superávit da Previ: Aposentados do BB vencem ação
Iniciada em 9 de julho do ano passado, a ação promovida
pelos ex-funcionários aposentados do Banco do Brasil contra o Fundo
de Pensão Privada, a Previ, alcançou vitória, em segunda
instância, na Câmara do Rio de Janeiro, beneficiando um grupo
de cinco contribuinte e abrindo precedentes para um universo que abrange
mais de 120 mil aposentados.
Marcos José Esperança, advogado da Carvalho de Castro,
escritório especializado em Direito Previdenciário que moveu
a ação contra a Previ, explica que os ex-funcionários
que contribuiram por no mínimo trinta anos, lutam desde 2009 pela
divisão igualitária do superávit de 34,8 bilhões
acumulados pelo fundo de pensão em 2006. Marcos relembra que a reserva
não utilizada após o período de 30 anos, de acordo
com a lei 109/201, deveria ir para a revisão do Plano dos Aposentados
e Pensionistas, mas não foi o que aconteceu.
A revisão do plano, que deveria ser isonômica, só
devolveu os valores da contribuição aos que se aposentaram
após 1980, excluindo os demais participantes do fundo de pensão
de receber a restituição dos valores devidos.
(Jornal Monitor Mercantil)
15.07 - Previc: Seminários sobre Educação Previdenciária
e Financeira
Eventos serão no dia 23 de julho em São Paulo e dia 26
de julho no Rio de Janeiro
A Previc, por meio da Diretoria de Assuntos Atuariais, Contábeis
e Econômicos (Diace) realizará um Seminário de Educação
Previdenciária e Financeira das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, o evento acontecerá no dia 23 de julho
próximo, das 9h00 às 18h00, na Fundação Cesp,
Alameda Santos n.º 2477 – Cerqueira César. No Rio de Janeiro,
o seminário ocorrerá no dia 26 de julho, no mesmo horário,
na Previ/BB, Praia de Botafogo n.º 501 – Botafogo.
Esse seminário, que conta com o apoio da Abrapp, Anapar e Apep,
terá apresentações de representantes das entidades
fechadas de previdência complementar (EFPC) que já desenvolvem
projetos de educação previdenciária, além de
outros especialistas na área.
As vagas serão limitadas e, por essa razão, se faz necessária
a confirmação de presença nos seguintes telefones:
Abrapp (011) 3043-8783/8784/8785, ou Anapar, com Kelly, no número
(061) 3326-3086/3087. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
15.07 - Registro de benefícios é tema de seminário
Encontro será realizado em Brasília no auditório
do Conselho Federal de Contabilidade
A Secretaria de Políticas de Previdência Complementar
(SPPC), a Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades
de Previdencia (Ancep) e a Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), com apoio do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC), realizam nesta sexta-feira, dia 16, em
Brasília, seminário para debater as diferenças existentes
na contabilidade dos benefícios aos empregados, nas empresas patrocinadoras
e nas entidades fechadas de previdência complementar, decorrentes
das normas contábeis vigentes.
A programação do “Seminário Fundamentos para Registro
de Benefícios Previdenciais a Empregados” será aberta às
9h15 pelo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e
por representantes das entidades promotoras. Dois temas serão tratados
na parte da manhã. A diretora de Previdência Complementar
Fechada, Cláudia Ferreira da Cunha Balula, e o coordenador da Comissão
de Benefícios pós-Emprego, João Batista da Costa Pinto,
ambos do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), irão discorrer
sobre os “Conceitos e as principais diferenças em relação
à metodologia adotada nos registros locais”.
Para tratar do tema “Compromissos com benefícios a empregados
– Deliberação 600, de 2009” foram convidados o gerente de
Normas Contábeis da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), José Carlos Bezerra da Silva, e o representante do CFC e
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Francisco Papellás
Filho.
À tarde, o evento continua com a participação
do contador-geral do Banco do Brasil, Eduardo Cesar Pasa, que apresentará
a experiência da instituição sobre o tema do seminário.
As “Regras de apuração do superávit e déficit
das EPPC” é o tema da palestra de Carlos Augusto Pacheco Pereira
e Luiz Felipe Dutra de Sousa, respectivamente coordenador e membro da Comissão
Técnica Nacional de Contabilidade da Abrapp e Ancep.
O seminário será encerrado às 18h30 com as considerações
finais sobre o evento, que acontecerá no auditório do Conselho
Federal de Contabilidade (SAS Quadra 5 – Lote 3 – Bloco “J” – Edifício
CFC – Térreo). (SPPC/AssPreviSite)
15.07 - Fundos: Leilão do trem-bala está marcado para
dezembro
Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará o Rio de Janeiro a
São Paulo e Campinas, terá custo estimado em R$ 33,1 bilhões
O governo federal marcou para o dia 16 de dezembro o leilão
que definirá o grupo responsável pela implementação
e operação do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará
o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. O custo da obra está
estimado em R$ 33,1 bilhões.
Quem vencer terá o governo como sócio do empreendimento.
De acordo com resolução publicada na terça-feira (13)
no Diário Oficial da União, será criada a Empresa
de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (ETAV), com sede
em Brasília e vinculada ao Ministério dos Transportes, para
integrar a Sociedade de Propósito Específico (SPE) que tocará
o projeto.
O vencedor da licitação será quem ofertar, no
leilão, a menor tarifa no trecho SP-RJ. O preço inicial será
de R$ 199,73. O primeiro critério de desempate será o da
empresa que tiver maior tempo de experiência com operação
de trem-bala. Empresas de seis países estão interessadas
no projeto: Alstom (França), Korean Railroad Corp. (Coreia do Sul),
China Railway Materials (China), Mitsui (Japão), Siemens e Transrapid/Maglev
(Alemanha) e Talgo (Espanha).
O projeto de ligar as maiores cidades do país em viagens de
trem com duração de menos de duas horas existe desde a década
de 1980 e já foi engavetado ao menos quatro vezes. No passado, o
maior obstáculo era a falta de demanda de passageiros. Agora, um
estudo feito pela empresa britânica Halcrow, por encomenda do Banco
Nacional de Desenvolvimento (BNDES), prevê 32,6 milhões de
passageiros anuais para o TAV.
A conta supõe que o trem absorverá até 50% da
clientela dos outros meios de transporte, como ônibus e carro, e
estimulará mais pessoas a viajar entre as nove estações
(no mínimo) distribuídas por seus 515 quilômetros (duas
delas em locais de escolha da empresa vencedora do leilão - uma
em algum ponto do Vale do Paraíba em SP e outra no Vale do Paraíba
do RJ - e sete em lugares determinados pelo governo - no Aeroporto de Galeão
e no Centro do RJ, em Aparecida, Guarulhos e Centro de SP e em Viracopos
e no Centro de Campinas). “Se existe um local viável para esse tipo
de sistema é justamente o eixo Rio-São Paulo”, disse o presidente
da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo,
durante a cerimônia de lançamento do edital de concorrência.
“Isso mudará o desenvolvimento dessas regiões e desconcentrará
as regiões mais densas.”
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou que
o TAV faz parte do resgate que o governo federal está promovendo
para o sistema ferroviário brasileiro. “A partir do edital, asseguraremos
que o percurso será feito em 93 minutos”, disse. “Queremos colocar
o Brasil em linha com as melhores tecnologias do mundo, no que se refere
à malha ferroviária.”
Regras
O edital de licitação para a obra do Trem de Alta Velocidade
(TAV) ratificou a participação do BNDES no financiamento
de 60,3% da obra, o que vai representar a disponibilidade de R$ 20 bilhões
pelo banco, do total de R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto.
A novidade é que cerca de R$ 4 bilhões da obra deverão
ser financiados pelo Eximbank (uma estrutura administrativa dedicada exclusivamente
a financiar as exportações e a produção destinada
ao mercado exterior) do país de origem dos fornecedores de equipamentos.
Assim, ainda restarão cerca de R$ 9 bilhões de recursos diretos
dos investidores privados que ingressarem no projeto.
Há duas semanas, o Tribunal de Contas da União (TCU)
deu aval à concessão do trem-bala. O tribunal reduziu o orçamento
previsto para o projeto de R$ 34,6 bilhões para R$ 33,1 bilhões,
o que possibilitou a diminuição da tarifa máxima para
o trecho entre São Paulo e Rio de R$ 217 para R$ 199, na classe
econômica.
O edital coloca limites para a futura venda de participações
dos sócios que formarem o consórcio vencedor da licitação.
O documento proíbe a entrada, a saída ou a substituição
de qualquer acionista privado durante os cincos anos iniciais de operação
do serviço. Haverá, porém, exceções.
A ANTT poderá, excepcionalmente, a qualquer tempo, caso se configure
interesse público, permitir a troca de acionista antes desse prazo.
Além disso, fundos de investimento ou entidades fechadas de previdência
complementar, como fundos de pensão, poderão comprar ou vender
participação na parte privada a qualquer momento. (Revista
Época)
14.07 - Aposentadoria adiada
A Comissão Europeia, que é o braço executivo da
União Europeia, acaba de lançar um Livro Verde sobre a situação
dos planos de previdência da região. E sugere que se pense
em empurrar a idade mínima para aposentadoria para os 70 anos (você
pode obter o documento pela internet, em português, aqui).
O problema de fundo é conhecido. As despesas públicas
com aposentadorias e pensões estão cada vez mais incontroláveis.
Na Espanha chegam a 9% do PIB; na França, na Alemanha e na Holanda,
a 13%; e na Itália, a 15%. Se tudo continuar como está, os
rombos exigirão coberturas cada vez mais insuportáveis para
os cofres públicos.
O início da atividade profissional é cada vez mais tardio
porque o mercado exige mais preparo e a expectativa de vida aumenta em
todo o mundo. Neste ano, há na União Europeia cinco trabalhadores
da ativa para cada dois aposentados. Se tudo continuar assim, em 2060,
serão quatro aposentados para cada cinco na ativa.
Os estragos da última crise sobre os fundos privados de pensão
foram colossais. Apenas ao longo de 2008, a perda de patrimônio foi
superior a 20%. “Eles recuperaram algumas de suas posições
em 2009, mas muitos ainda se mantêm distantes dos níveis de
solvência exigidos”, diz o relatório. Os fundos privados de
pensão que funcionam sob o regime de capitalização
(aposentadoria proporcional aos rendimentos obtidos pelo fundo de pensão)
perderam rentabilidade em consequência da queda dos juros e muitos
deles, porque estavam aplicados em títulos que foram considerados
podres, ficaram impossibilitados de honrar os benefícios com que
os associados contavam.
Mas os sistemas previdenciários públicos enfrentaram
perda de receita porque o desemprego aumentou e se conjugou com quedas
generalizadas de arrecadação por parte dos Tesouros em decorrência
da quebra da atividade econômica.
Uma solução parece distante porque o problema é
mais amplo – e isso não está no Livro Verde. De que adiantaria
esticar o início da aposentadoria se o jovem não encontra
emprego e se, nessas condições, os Estados acabariam gastando
com seguro-desemprego tanto ou até mais do que gastariam para dar
cobertura ao rombo previdenciário?
O mercado de trabalho dos países ricos não parece ter
percebido que está em marcha uma revolução nessa área.
Em questão de três gerações tiveram de incorporar
mais da metade da força de trabalho (as mulheres) que não
estava no sistema e que agora disputa quase em igualdade de condições
com os homens.
E, nos últimos 20 anos, são mais 3 bilhões de
asiáticos que antes estavam excluídos e que agora passaram
a integrar o mercado global de trabalho. Cada par de tênis made in
China que um europeu ou um americano compra na loja é um pedaço
do mercado local de trabalho que some em favor do asiático.
É natural que os sistemas de previdência entrem em crise.
Suas finanças não estão calibradas para as enormes
transformações em curso. São transformações
demográficas, etárias, econômicas e, mais especificamente,
transformações do próprio mercado de trabalho.
(Celso Ming - O Estado de S.Paulo)
14.07 - Fundos: OAS vira sócia da usina de Belo Monte
Sociedade encarregada da hidrelétrica será oficializada
nesta terça-feira com seis empresas que não estavam no consórcio
vencedor da licitação
A construtora OAS estará entre as sócias da Sociedade
de Propósito Específico (SPE) que vai construir e administrar
a usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A informação é
do diretor de Engenharia e Construção da estatal Chesf, José
Ailton, que preside o consórcio Norte Energia, vencedor do leilão
da usina.
Apesar da entrada da oitava construtora no grupo de sócios,
a participação de empresas do setor na empresa que tocará
a usina vai cair de 40% para cerca de 12,5%, segundo o executivo.
A diluição da participação das construtoras
era esperada. Pelas regras do edital do leilão, realizado em abril,
empreiteiras e empresas de engenharia poderiam ter no máximo 20%
da SPE a ser criada pelos vencedores.
Representantes do Norte Energia devem formalizar nesta terça-feira
a criação da SPE, com 17 sócios, à Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os autoprodutores – grandes
empresas que investem em energia elétrica para consumo próprio
– deverão ter uma fatia de cerca de 10%. Os fundos de pensão
ficarão com aproximadamente 27,5%; as construtoras, com cerca de
12,5% e o Grupo Eletrobrás com 49,98%.
Como já havia sido anunciado, a fatia do Grupo Eletrobrás
no consórcio, que foi representado pela Chesf no leilão,
será dividida, na SPE, entre Eletronorte (19,98%), Chesf e Eletrobrás,
com 15% cada uma.
No leilão, o consórcio Norte Energia tinha nove sócios
(Além da Chesf, Queiroz Galvão; Gaia Energia e Participações,
do grupo Bertin; J. Malucelli; Cetenco Engenharia; Contern Construções;
Galvão Engenharia, Mendes Júnior, e Serveng).
Todos ficam na SPE, mas com porcentuais diferentes. Contando com a
entrada das outras duas empresas da Eletrobrás na fatia da Chesf,
seriam 11 sócias. A novidade é a entrada de mais seis sócios.
Novos investidores
Desses seis novos investidores, Ailton confirma que entrarão
pelo menos três fundos de pensão de estatais: Petros, dos
funcionários da Petrobrás; Funcef, dos funcionários
da Caixa Econômica Federal, e Previ, dos funcionários do Banco
do Brasil. A participação do Petros será direta e
de 10%.
O grupo de investidores deve ser fechado com a participação
da Neoenergia (que tem participação da Previ e da espanhola
Iberdrola), que deve ter 10% da sociedade, e de pelo menos dois autoprodutores.
Além da Gaia, que já estava no consórcio, deve
entrar também a siderúrgica Sinobrás, de Marabá
(PA). A empresa produz 300 mil toneladas de aço laminado por ano
e emprega diretamente 1.050 trabalhadores.
A CSN e a Braskem, que estavam sendo cogitadas desde antes do leilão,
não devem aderir à SPE, pelo menos no primeiro momento. Mesmo
que não assinem originalmente a SPE, é possível que
essas e outras empresas entrem posteriormente comprando participação
de sócios. (Leonardo Goy - O Estado de S.Paulo)
14.07 - Fundos: Estado vai bancar 77,5% de Belo Monte
Investimento estatal cresceu com a entrada de fundos de pensão
Documentação da sociedade que irá cuidar da construção
e da operação da usina será entregue hoje à
Aneel
O peso do Estado na construção da hidrelétrica
de Belo Monte, no Pará, chegará a 77,5% do investimento total,
orçado entre R$ 19 bilhões e R$ 25 bilhões.
A participação estatal direta e indireta cresceu com
a entrada de fundos de pensão ligados a empresas federais, como
Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica
Federal), além do Fundo de Investimento FGTS, administrado pela
CEF, conforme antecipado pela Folha.
Originalmente, a fatia do governo era minoritária, de 49,98%,
e se concentrava no grupo Eletrobras. Os 50,02% majoritários estavam
divididos entre investidores privados das áreas de construção
e engenharia e empresas interessadas na produção de energia
para consumo próprio (autoprodutores).
O presidente do Norte Energia e diretor da estatal Chesf (subsidiária
da Eletrobras), José Ailton, disse que na nova composição
a fatia dos fundos de pensão será de 27,5%, aproximadamente.
Ontem, em Brasília, executivos da Eletrobras se reuniram para
definir a composição final da sociedade.
A Funcef deterá 2,5% da sociedade e mais 1,5% de participação
de forma indireta, por meio do fundo Fip Cevix, do qual é cotista
em parceria com a Engevix.
A Previ terá 10% de Belo Monte por meio da 521 Participações-
que é a empresa dona da gigante do setor elétrico Neoenergia.
Já o FI-FGTS entrará por meio da J. Malucelli Energia,
da qual detém 40% das ações, e também de forma
direta. O Petros deverá ficar com 10% do total da usina.
A participação privada, antes de mais de 50% do projeto,
será reduzida para 22,5%, dos quais 10% destinados aos autoprodutores.
CONSTRUTORAS
Já as construtoras, que anteriormente tinham 40% do consórcio,
reduzirão sua participação para 12,5%. Pelas regras
do edital, empresas do setor de construção não podem
ter mais de 20% de participação no investimento.
Originalmente, o consórcio Norte Energia tinha participação
de sete empreiteiras: Queiroz Galvão, Galvão Engenharia,
Mendes Júnior, Serveng, J.Malucelli Construtora, Contern Construções
e Cetenco Engenharia. Agora, serão oito, com a OAS.
Todas terão sua participação reduzida, mas abocanharão
contratos das obras civis, orçadas entre R$ 19 bilhões e
R$ 25 bilhões. Alguma das três grandes construtoras que estudam
há 15 anos o projeto (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e
Odebrecht) deverá entrar nas obras civis.
Tudo indica que será a Andrade, já que Camargo e Odebrecht
abandonaram a disputa antes do leilão, em abril.
Investidores privados de peso, como Gerdau, CSN e Braskem, que negociavam
sua participação como autoprodutores, ficaram de fora.
A documentação da Sociedade de Propósito Específico
(SPE), que será responsável pela construção
e pela operação da usina, deverá ser entregue hoje
à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), antecipando
em três dias o cronograma original. (LEILA COIMBRA - Folha
de S.Paulo)
13.07 - Fundos garantem obra de Belo Monte
Funcef, Petros e Previ terão cota de 27,5% no projeto de construção;
participação é vital para obra de R$ 25 bi
Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade
do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto
Os três principais fundos de pensão de empresas estatais
do país decidiram participar do projeto de construção
da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).
Segundo a Folha apurou, Funcef e Petros participarão diretamente
da construção. A Previ, fundo dos funcionários do
Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia
da espanhola Iberdrola.
A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica
Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto. O Petros, fundo da Petrobras,
entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%.
Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação
entre 25,02% e 30,02% do projeto.
Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação
dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica
que é uma prioridade do governo. De acordo com o que a Folha apurou,
houve intensa negociação técnica entre o Ministério
das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar
a um acordo.
Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em
R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada
dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela
do valor total previsto para a obra.
Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um
acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política
para o governo no ano eleitoral. A candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da
Casa Civil.
Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé
a construção de Belo Monte, criticada quando lançada.
Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa,
boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três
principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego
para sair do papel. (MARIA CRISTINA FRIAS e KENNEDY ALENCAR - Folha
de S.Paulo-09.07)
13.07 - Certificação: Modelo do currículo já
pode ser visto
Está disponível desde no site do ICSS, no http://www.icss.org.br/
, o modelo do currículo padrão a ser preenchido pelos candidatos
à certificação por experiência, dele constando
todas as informações acerca da trajetória profissional
que precisarão ser fornecidas por quem quer certificar-se. Assim,
os interessados poderão ganhar tempo, reunindo desde já os
dados que lhes serão solicitados a partir da abertura, nos próximos
dias, das inscrições.
Antes de mais nada, porém, o interessado deve buscar no site
também a relação de pré-requisitos exigidos
de quem quer certificar-se por experiência, para estar seguro de
que as atende e só então ir em frente.
Há para ver no site também o “Memorial”, a parte em que
o candidato vai descrever, em formato de texto livre, a sua trajetória
profissional, expressando as suas principais realizações
e resultados obtidos nos últimos dez anos de carreira. O interessado
deve ser claro, objetivo e sintético, de forma a auxiliar a banca
de avaliadores do ICSS a formar convicção acerca da avaliação
que fará.
Fazem parte das informações profissionais solicitadas
aos candidatos no currículo:
- Cargos e funções: Nível do cargo ou função
(conselho, diretivo, gerencial), área de atuação,
denominação e descrição suscinta do cargo/função,
denominação e localização da instituição,
período de exercício, natureza da instituição
(EFPC, patrocinadora de EFPC, empresa de capital aberto, organização
relacionada com a seguridade social, órgãos governamentais,
outros).
- Tipo de formação acadêmica: (graduação,
pós graduação, mestrado, doutorado), área (administração,
economia, direito, contabilidade, outros), ano de conclusão, nome
do curso, nome da instituição, trabalhos acadêmicos
(monografia, dissertação e tese- ano de conclusão)
e nome do curso e da instituição.
- Formação complementar: categoria (cursos livres
e de extensão universitária, denominação do
curso, instituição promotora, natureza da instituição
(sistema ABRAPP, entidades especializadas em previdência complementar,
outras), carga horária, ano de realização.
- Certificação de competências: tipo de certificação
(certificação do mercado financeiro, do IBGC e outras), denominação
da certificação, instituição certificadora
(IBGC, Anbima, Apimec e outras), ano de emissão, modalidade de obtenção
– prova ou experiência, nível de certificação
(básico, médio, avançado, único).
- Produção autoral : Categoria (produção
acadêmica, livros e similares,artigos em periódicos), tipo
e tema.
- Premiações profissionais: Categoria (premiações
na área de previdência, premiações em outras
áreas) denominações, instituição promotora
e ano. (Diário dos Fundos de Pensão)
13.07 - Caixa recupera parte de perdas com Banco Santos
A Caixa Econômica Federal recuperou parte das perdas registradas
por um fundo de renda fixa que mantinha aplicações no falido
Banco Santos. Segundo comunicado da instituição, a Caixa
obteve autorização junto à massa falida do Banco Santo
para o pagamento de 10% aos credores da carteira Seleção
Renda Fixa.
Em novembro de 2004, vários fundos de investimento tiveram perdas
porque aplicavam em carteiras do Banco Santos ou mantinham CDBs da instituição
no portfólio. O fundo de investimento em cotas Caixa Seleção
foi um deles. A carteira registrou perda de R$ 25,8 milhões - ou
10,38% da carteira - somente no dia 16 de novembro daquele ano por ter
aplicações em CDBs do Banco Santos.
O Seleção aplicava em outro fundo da Caixa, o Master
III. Era nessa carteira que estavam os CDBs. Segundo dados presentes no
site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no início
de novembro de 2004, o Seleção tinha 3.317 cotistas e patrimônio
de R$ 212,438 milhões. A carteira era voltada para um público
de renda um pouco mais elevada, com aplicação mínima
de R$ 30 mil.
Atualmente, o Seleção conta com 460 cotistas e patrimônio
de R$ 30,411 milhões, de acordo com o site da CVM. O fundo continua
com a política de aplicar os recursos no Master III. As informações
sobre a composição da carteira dão conta de que 92,2%
do portfólio estão em operações compromissadas
com Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com vencimento em
janeiro de 2012. Uma fatia de 7,7% está em títulos públicos
atrelados à Selic.
O comunicado da Caixa diz que o fundo deve reaver os valores referentes
aos 10% "possivelmente no prazo de até 30 dias." (Luciana
Monteiro - Valor Online)
12.07 - Curso abre as portas para o universo jurídico
As ameaças que cercam o contrato previdenciário celebrado
entre o participante e o seu fundo de pensão, com o reconhecimento
em alguns casos pela Justiça de benefícios não previstos
inicialmente e que, portanto, não tiveram as necessárias
contribuições como contrapartida, tornam essencial conhecer
de perto a área jurídica das entidades. Só que, claro,
esse desafio não é só dos advogados que trabalham
nela, mas dos dirigentes que já perceberam que cada vez menos se
pode errar no encaminhamento de um processo judicial. “Vamos mostrar quem
é quem nesse ambiente, quais são os atores e suas limitações”,
diz o advogado Roberto Messina, tutor do curso Jurídico I/A – Aspectos
Jurídicos Fundamentais da Previdência Complementar, que a
ABRAPP vai oferecer no próximo dia 15, em Brasília. “É
com certeza um daqueles cursos que não se pode deixar de fazer,
é a base de todo o trabalho que se vai desenvolver depois”.
Será também um curso muito objetivo e prático,
informa Messina, que confia em que dessa forma será possível
ao dirigente ter “uma aproximação exitosa do universo jurídico”.
Conheça a programação em detalhes e obtenha mais
informações acessando www.abrapp.org.br/educaprev (Diário
dos Fundos de Pensão)
12.07 - IBA: 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano de Atuária
O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) realizará, entre
os dias 12 e 13 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano
de Atuária no hotel Windsor, na Barra da Tijuca (RJ). O tema desta
edição é O Desafio do Atuário na Quebra de
Paradigmas e na Interação com outras Ciências. "Nossa
intenção é debater ideias de ampliação
das fronteiras do segmento atuarial e da consequente relação
profissional que devemos desenvolver com profissionais de outras áreas
de formação", explica Flávio Castro, diretor do IBA.
Segundo ele, o encontro é voltado para atuários, profissionais
que trabalham principalmente em Fundos de Pensão, seguradoras, consultorias
etc. "Entretanto, com o tema do congresso deste ano, visamos mudar esse
conceito e ampliar as palestras apresentadas para que tenham profissionais
de outras áreas", informa Castro.
A programação inclui palestras do superintendente da
Susep, Paulo dos Santos; Ricardo Pena, superintendente da Previc; César
Serra, representante da ANS; Reinaldo Amorim, da Price; Ricardo Frischtak,
da UFRJ, entre outras. Também haverá apresentações
internacionais de Paul Embrechts, da ETH, Alejandro Bonilla, da OIT, e
Florian Voigtlaender, da Allianz.
A lista atualizada dos palestrantes e mais informações
podem ser obtidas no site www.8cba.com.br. (Aline Bronzati
- Revista Apólice)
12.07 - Fundos: Senado aprova criação de estatal para
gerir pré-sal
Após o projeto de lei da capitalização da Petrobras,
sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 30,
o Senado encaminhou à sanção presidencial a segunda
proposta do marco regulatório da exploração do petróleo
na camada pré-sal: a que cria uma nova empresa pública para
gerir os contratos de partilha de produção. Os governistas
costumam dizer que a nova estatal vai funcionar como uma espécie
de "olho da União" na exploração do petróleo
e gás do pré-sal.
Na votação do plenário, simbólica, a oposição
votou contra. O texto da Câmara não foi alterado, mas o plenário
aprovou emenda do líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), mudando o nome da estatal para Pré-Sal Petróleo
S/A (PP-SA). O nome pelo qual a empresa foi batizada pelo governo - Petro-Sal
- já está registrado no Rio Grande do Norte.
A empresa está sendo criada para gerir os contratos de um sistema
de exploração (partilha) ainda inexistente. O projeto de
lei que cria o novo modelo - em substituição ao contrato
de concessão adotado atualmente na exploração do petróleo
- só deverá ser votado pela Câmara após as eleições.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que foi relator da matéria
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), leu parecer contrário
à criação da empresa. Para ele, isso é desnecessário,
já que as funções previstas para a PP-SA de gestão
e fiscalização da exploração do pré-sal
poderiam ser exercidas pela Petrobras ou pela Agência Nacional de
Petróleo (ANP).
"Reconhecemos que, em regime de partilha, é necessário
rigorosa fiscalização dos contratados. Afinal, na partilha,
a União é remunerada por parcela do óleo excedente,
que se constitui no volume de óleo extraído, descontada a
parte entregue ao contratado para ressarci-lo dos custos de operação.
Na ausência de fiscalização rigorosa, o contratado
tem incentivo para inflar indevidamente seus custos e, com isso, receber
maior parcela do óleo produzido", disse Tasso. Mas a ANP, segundo
ele, já fiscaliza as concessionárias.
Na votação do projeto de partilha no Senado, foram incorporados
ao texto os dispositivos que definem as regras do Fundo Social (a ser composto
com recursos do pré-sal), que estavam previstos em outro projeto.
A fusão dos textos foi feita pelo relator e líder do governo,
Romero Jucá (PMDB-RR).
O plenário, no entanto, aprovou emenda, à revelia do
governo, que define novas regras de divisão dos royalties do petróleo
retirado de campos localizados no mar. Os recursos seriam divididos de
forma mais equânime, acabando com o tratamento diferenciado de Estados
e municípios produtores. Essa repartição atinge poços
já licitados.
A votação ainda não aconteceu na Câmara,
porque, se for realizada antes das eleições, a aprovação
da emenda é considerada certa. Nesse caso, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva teria de vetá-la, segundo o líder do governo,
Cândido Vaccarezza (PT-SP). O veto traria desgaste a Lula e poderia
prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Os líderes partidários fizeram acordo para permitir a
votação do projeto. Os senadores do DEM e do PSDB votaram,
de forma simbólica, contra o projeto. (Raquel
Ulhôa - Valor Online)
08.07 - Previc: Instrução disciplina rito de consultas
à autarquia
Finalidade é dar mais transparência e celeridade ao regime
de previdência complementar
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc, aprovou terça-feira a minuta da Instrução
n° 4, disciplinando o encaminhamento de consultas, pelos fundos de
pensão, às diretorias da autarquia. Consulta, no caso específico,
é o expediente devidamente formalizado que tenha por objeto elucidar
alguma dúvida, relativa à aplicação da legislação
vigente sobre previdência complementar fechada.
Essa instrução originou-se da necessidade de definição
de um rito administrativo para o encaminhamento de consultas à Previc,
a fim de que ela possa oferecer mais celeridade e transparência ao
sistema de previdência privada.
Dessa forma, ficou deliberado que caberá ao Departamento de
Análise Técnica (Ditec) receber as consultas sobre aplicação
de estatutos das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC),
regulamentos dos planos de benefícios e convênios de adesão,
bem como as informações cadastrais relativas às entidades,
planos de benefícios, dirigentes e pessoas jurídicas relacionadas
ao sistema.
Já as consultas sobre a constituição das reservas
técnicas, provisões e fundos, as demonstrações
atuariais, contábeis e de investimentos, e as operações
e aplicações dos recursos garantidores dos planos administrados
pelas EFPC serão encaminhadas à Diretoria de Assuntos Atuariais,
Contábeis e Econômicos (Diace).
As diretorias da Previc, alvo dessas consultas, terão prazo
de 30 dias para se manifestarem.
JULGAMENTOS – A Diretoria Colegiada começou a julgar ontem (06/07)
os 63 autos de infração constantes na pauta da Previc. Foram
julgados dois processos que terão seus resultados divulgados no
Diário Oficial da União.
Tal prerrogativa foi conferida a esse colegiado pela Lei n° 12.154/09
e pelo decreto 7.075/10, segundo os quais cabe à Diretoria Colegiada,
dentre outras funções: “Decidir sobre a conclusão
dos relatórios finais dos processos administrativos, iniciados por
lavratura de auto de infração ou instauração
de inquérito, com a finalidade de apurar responsabilidade de pessoa
física ou jurídica, e sobre a aplicação das
penalidades cabíveis.” (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
08.07 - Previc: Diretorias continuam atendendo nos antigos telefones
Diretoria Colegiada atende em celular corporativo
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, comunica que os números de telefone que, temporariamente,
podem ser usados para acessar as diretorias que já se transferiram
para a nova sede, no Setor Bancário Norte, de Brasília, são:
Diretoria Colegiada: (61) 9124-5777
Diretoria de Análise Técnica – (61) 2021-5272 ou 2021-
5098
Diretoria de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
– (61) 2021- 5289
Diretoria de Fiscalização – (61) 2021- 5289
A Diretoria de Administração, que ainda não se
mudou para o Setor Bancário Norte, continua atendendo no número
(61) 2021-5687, o mesmo acontecendo com a Procuradoria Federal, cujo telefone
é (61) 2021- 5062. Os dois órgãos se transferirão
para a nova sede na próxima semana. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
08.07 - Fundos assumem mais risco, mas não têm retorno
Fundos de pensão foram expostos a mais risco no começo
deste ano, ao alocar parte dos recursos na bolsa de valores, mas não
tiveram retorno por conta disso, apontou pesquisa realizada pela LUZ Engenharia
Financeira.
“Nós constatamos que algumas entidades assumiram maior risco,
mas a rentabilidade não acompanhou essa exposição.
Algumas chegaram a ter desempenho negativo durante o período apurado”,
afirmou o consultor financeiro da LUZ-EF, Tiago Costa.
A maior volatilidade até março deste ano prejudicou o
desempenho da bolsa, na comparação com 2009. Por outro lado,
investimentos de renda fixa atrelados a índices de inflação
foram destaque, segundo o levantamento.
Em 2009
No ano passado, nenhum fundo de previdência complementar fechada
ficou abaixo do CDI (Certificado de Depósito Interbancário),
que variou 9,90%, sendo que, neste período, a maior exposição
ao risco representou mais ganhos.
Apesar das alocações terem sido predominantemente em
renda fixa, o diferencial na rentabilidade acumulada ficou por conta das
alocações em renda variável. A rentabilidade acumulada
pelos fundos de pensão foi, na média, de 18,06% no ano passado.
A exposição às ações ficou em 17,36%,
mas ela estava mais agressiva. Em 2008, os fundos de pensão estavam
mais alocados em papéis conservadores, como os dos setores de energia
e telecomunicações, sendo que, após a melhoria do
cenário econômico, focaram em segmentos como construção
e varejo, mais ligados ao crescimento.
“Nós constatamos que os fundos de investimento não indexados,
sobretudo aqueles geridos por assets independentes, tiveram maior facilidade
para promover a mobilidade dos papéis”, disse. (Flávia
Furlan Nunes - InfoMoney)
07.07 - Funcef: Novo presidente
Assume, por indicação da Patrocinadora, o empregado da
CAIXA Carlos Alberto Caser no período de 5/7/2010 a 10/10/2010
A FUNCEF tem a partir de ontem um novo diretor-presidente. Assume,
por indicação da Patrocinadora, o empregado da CAIXA Carlos
Alberto Caser no período de 5/7/2010 a 10/10/2010.
Caser substitui o então presidente Guilherme Lacerda que está
de licença não remunerada para concorrer a mandato eletivo.
O afastamento e a indicação foram aprovados pelo Conselho
Deliberativo da FUNCEF em reunião do dia 1/7, em consonância
com as regras estatutárias vigentes.
Carlos Alberto Caser foi diretor de Controladoria da FUNCEF entre 1/10/2002
e 14/8/2007 e diretor de Benefícios de 15/8/2007 a 30/5/2010.
(Funcef/AssPreviSite)
07.07 - Previ: Perfis de investimento
Modelo de perfis de investimento é referência para outras
entidades
“O preço da liberdade de escolha” é o título de
matéria sobre perfis de investimento da edição de
junho da revista Investidor Institucional, direcionada para as áreas
de previdência privada e de finanças profissionais. A publicação
afirma que a implementação de perfis de investimento é
uma tendência que "ganhou uma chancela quando o maior fundo de pensão
do País passou a fazer uso do instrumento em julho do ano passado:
foi naquela época que a PREVI começou a oferecer aos participantes
do PREVI Futuro a possibilidade de opção entre três
perfis - agressivo, moderado e conservador". Há também o
perfil PREVI, que adota os limites definidos anualmente na Política
de Investimentos.
Cada perfil representa diferente percentual de suas reservas que o
participante quer ver investido em renda variável. São quatro
opções: o perfil PREVI concentra todos que não optaram
ainda por outras modalidades (investe de 30% a 40% em ações),
Conservador (0% a 10%), Moderado (20% a 30%) e Agressivo (40% a 50%). A
escolha por um perfil é facultativa.
Na matéria da revista, o diretor-superintendente da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena, afirma
que "as questões relativas ao perfis de investimento têm de
estar bem definidas nos regulamentos dos planos.” Ele ressalta a importância
de o participante ser bem informado sobre essa opção e menciona
que "caso ele não se sinta apto a optar por um perfil, pode existir
um perfil padrão, que normalmente é o da própria entidade".
Em seguida, Ricardo Pena acrescenta "Isso já acontece na PREVI e
na Forluz, que têm um bom modelo".
Para manter o participante informado sobre os perfis, a PREVI tem publicado
diversas matérias em seus veículos de comunicação.
É importante que antes de se decidir, o associado leve em consideração
sua idade, seu tempo de contribuição, seu tempo restante
para a aposentadoria e seu “apetite pelo risco”. Para alterar o perfil,
é preciso enviar previamente o Termo de Autorização,
disponível no Autoatendimento do site. Mesmo após o envio
do Termo, o associado não está obrigado a optar por um perfil,
apenas está habilitado a fazer isso a qualquer tempo.
(Previ/AssPreviSite)
07.07 - Simulações para planos de previdência: Cuidado
As mudanças na previdência não se limitam à
questão do futuro do INSS e da capacidade de pagamento de pensões.
A principal mudança que se verifica é a alteração
nos planos de previdência complementar da situação
de benefício definido para contribuição definida.
Essa última definição, um eufemismo para "o problema
é seu".
Os bons tempos do benefício definido nos deixavam como dúvida
apenas o risco de crédito da empresa de previdência contratada.
A contribuição definida (que utiliza o termo definida para
denominar a sua escolha no momento de cada um dos depósitos), por
sua vez, agrega à primeira dúvida a indefinição
de quanto será a sua pensão no momento da aposentadoria.
Um dos maiores problemas que surgem é a questão das simulações.
Relatórios de organismos internacionais apontam o dano que simulações
enganosas podem causar na formação de poupança dos
futuros aposentados.
Os vendedores dos planos utilizam-se da velha máxima de que
o "papel aceita tudo", aliás, de que um simulador de previdência
aceita tudo. E o exemplo é simples. Vamos para um caso em que você
utilize uma taxa de remuneração de 8% para depósitos
de R$ 100,00 para um período de 30 anos, o valor acumulado bruto
será de R$ 140.855,06. Se a taxa utilizada for de 4%, esse valor
cairá para R$ 68.527,06.
Na hora de vender o plano, é melhor mostrar o número
grande, uma vez que você irá se sentir tentado a fechar o
contrato para adquirir o plano. E quando chegar a hora de se aposentar?
Como fica?
A maioria das pessoas não tem a visão de que simulação
não é compromisso. Se o valor dos juros utilizados na simulação
for incorreto, o que vai acontecer é o seguinte: tanto você
poupará menos do que o necessário para o seu objetivo, quanto
terá que arrumar um dinheiro extra na hora de parar de trabalhar.
Desconhecer o assunto, portanto, faz surgirem três pontos básicos.
O primeiro diz respeito a uma suposta conclusão óbvia: por
que o futuro aposentado previdente não escolhe a taxa mais alta?
Pelo simples fato de que é o mercado quem irá ditar as taxas
máximas de juros a serem pagas. E o investidor, individualmente,
somente poderá abrir mão delas. Para suplantá-las,
são necessárias estratégias muitas vezes inacessíveis
ao cidadão comum.
O segundo ponto refere-se aos juros reais (acima da variação
da inflação). Quando você olha para os números
pensa que são adequados, mas, passados 30 anos, provavelmente terão
pouco valor. Para que tais montantes possam ser avaliados do ponto de vista
do poder de compra na data de hoje, os juros utilizados têm que ser
reais e não as nominais.
É muito comum o investidor desavisado equivocar-se e comparar
os 8% com o valor da taxa básica, a Selic (hoje na casa dos 10,25%
ao ano), e imaginar que se trata de uma estimativa conservadora para os
juros, quando, na verdade, ela é extremamente ousada.
Atualmente, no país, a taxa de juros real da economia gira em
torno de 4,5% ao ano. Assim, utilizar o valor de 4% para a taxa de juros
é algo mais apropriado. Com essa taxa, aquele montante produzirá
resgates de R$ 412,68 durante 20 anos, ou R$ 324,34 durante trinta anos
ou, ainda, R$ 283,36 durante 40 anos.
Ainda com relação aos juros reais, para que os R$ 68.527,06
possam representar o real potencial de compra do dinheiro, é necessário
que o poupador faça depósitos de R$ 100,00 ajustados mensalmente
pela inflação.
Finalmente, o último é a questão dos custos dos
planos de previdência. Se você errar nesse aspecto, o que já
era pouco ficará ainda menor, porque os 4% de juros reais podem
transformar-se em 1% (ou até ficar negativos, isto é, juros
abaixo da inflação), o que reduziria sua poupança
para pouco menos de R$ 42.000,00, diminuindo seu benefício em, pelo
menos, 53%!
Seja realista com as taxas nas simulações de planos e
evite procurar a consultoria de quem vende os produtos de previdência
na sugestão dessas taxas. Ainda que os fundos apresentados para
você exibam números robustos, seja previdente e lembre-se
da máxima dos investimentos: rentabilidade passada não é
garantia de retornos futuros. (Humberto Veiga - Valor Online)
06.07 - Previc: Comissão Nacional de Atuária
Comissão discute métodos de financiamento em seu terceiro
encontro no MPS
Coordenadora da Previc fala de preocupação do órgão
com a solvência do plano após operações de fusão,
cisão e incorporação
Presidida pelo Diretor de Análise Técnica (Ditec) da
Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc,
Carlos de Paula, a Comissão Nacional de Atuária reuniu-se
na quinta feira (1/7) para tratar dos diversos métodos de financiamento
utilizados em planos de benefícios. “Esse tema fecha nosso primeiro
ciclo de discussões, que contou com outros dois tópicos relevantes
para o setor: tábua de mortalidade e taxa de juros”, explicou Carlos
de Paula. Esse foi o terceiro debate feito pelos integrantes do CNA, neste
primeiro semestre, no Ministério da Previdência Social. Uma
coletânea contendo as principais questões levantadas sobre
o tema deverá ser editada ainda este ano.
A definição ou modificação do método
quando há a mudança do plano de Benefício Definido
(BD) para Contribuição Definida (CD), foi um tópico
comum em todas as apresentações, bem como a adequação
dos métodos quando há fusão, cisão ou incorporação
das empresas que patrocinam os planos. “Há uma forte preocupação
e discussões sobre esses temas na Previc. No caso de fusão,
cisão ou incorporação temos a preocupação
de analisar muito bem o caso, atentando para a solvência do plano
após o evento societário, e de como ficarão as premissas
para esse novo grupo, sem causar prejuízo aos participantes e assistidos”,
segundo análise feita pela coordenadora da Previc, Elaine
de Oliveira Castro.
PALESTRAS - Na primeira apresentação, o consultor da
Mercer, José Roberto Carreta, explicou a importância da avaliação
atuarial para manter o equilíbrio do plano de pensão. “Com
essa análise é possível determinar a saúde
financeira do plano e fazer correções, se necessário”,
acrescentou Carreta. Ele lembrou ainda que o custo de um plano de pensão
é medido pelo valor dos pagamentos de benefícios e, teoricamente,
só seria possível medir esse custo quando o último
participante ou assistido recebesse o benefício previdenciário.
Como isso não é possível, é preciso antecipar
esses valores e é esse o papel do atuário: “Estimar o custo
do plano”, observou o consultor. Carreta falou, ainda, sobre regimes financeiros
e métodos de capitalização. Como o método de
financiamento é a ferramenta que permite definir a técnica
que será utilizada para a distribuição das contribuições
ao longo do tempo, ele defendeu a possibilidade da alteração
desse método no decorrer da gestão do plano: “O plano de
pensão é um organismo vivo e, por isso, a avaliação
atuarial é fundamental”, disse.
O consultor Edson Duarte Jardim, representante da consultoria Triaxes,
reforçou a tese segundo a qual “o equilíbrio atuarial sempre
deve ser respeitado, independente do método adotado.” Em sua apresentação,
ele explicou o conceito de ‘homem prudente’ e como esse conceito ajuda
na elaboração do método com base em um melhor gerenciamento
de riscos. “Essa é uma das bases do projeto de supervisão
baseada em riscos que está começando a ser implantado no
Brasil. Independente da legislação, devemos começar
a analisar, quando formos definir um método, como será a
acumulação de benefício, qual é o melhor método
para um plano em extinção, e se tem concentração
de risco, por exemplo”, observou.
Seguindo essa mesma linha, o Instituto Brasileiro de Atuária
(IBA) apresentou um trabalho realizado por sua Comissão de Normas
Técnicas, reforçando a importância da definição
dos métodos e da capitalização. “A capitalização
para os fundos de pensão é extremamente importante, porque
é onde se tem a garantia de formação de recursos para
o pagamento dos benefícios”, finalizou Aline Paz, do IBA.
(Inaiá Sant’Ana - Previc/AssPreviSite)
06.07 - Abertas: Ativos estão próximos da marca de R$
200 bi
A carteira de investimento do mercado de previdência complementar
aberta está próxima de alcançar a marca de R$ 200
bilhões. Segundo os últimos dados divulgados pela Federação
Nacional de Vida e Previdência (Fenaprevi), ao final de abril os
ativos acumulados chegaram a R$ 194 bilhões, registrando alta de
24,7% na comparação com igual período de 2009. Em
reservas técnicas, os recursos atingiram R$ 186,7 bilhões,
crescimento de 23,4%.
Com o plano de vida gerador de benefício livre (VGBL), as seguradoras
acumularam recursos de R$ 103,8 bilhões, 53,5% do total da carteira.
Já o patrimônio do plano gerador de benefício livre
(PGBL) alcançou R$ 50,4 bilhões (26%) e o dos planos tradicionais,
R$ 39,2 bilhões (20,2%).
Os números da Fenaprevi apontam o mercado de previdência
aberta com captação de R$ 13,7 bilhões no acumulado
de janeiro a abril, alta de 29,6% sobre os quatro primeiros meses do ano
passado. Os planos individuais acumularam R$ 11,4 bilhões, expansão
de 35,7%, enquanto a receita de R$ 1,8 bilhão dos planos empresariais
cresceu 31,7%. Já o faturamento dos planos para menores ficou em
R$ 444,4 milhões.
No período, o VGBL captou R$ 10,8 bilhões, evolução
de 37,5%, e o PGBL, R$ 1,7 bilhão, alta de 13,20%. Os planos tradicionais,
por sua vez, com R$ 1,140 bilhão, recuaram 2%.
RANKING. Segundo ainda a Fenaprevi, no mês de abril, três
empresas responderam por 68% da receita total captada no mercado, que foi
da ordem de R$ 3,6 bilhões, expansão de 34,6% sobre abril
de 2009. A Bradesco Vida e Previdência manteve a liderança
do setor, com market share de 29,7%, seguida pela Brasilprev (19,7%) e
Itaú Vida e Previdência (18,5%).
Em termos de receita, o destaque do mês coube aos planos empresariais,
que dobraram de tamanho, com crescimento de 116%. A receita foi a R$ 430,1
milhões. Já as contribuições provenientes dos
planos individuais alcançaram R$ 3,1 bilhões, avanço
de 33,6%.
Segundo a Fenaprevi, há 11,4 milhões de contratos de
planos previdenciários no País.
Atualmente, cerca de 102 mil pessoas são beneficiadas pelas
coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria. (Segs)
06.07 - Fundação Cesp e Previc discutem gestão
de risco
A Fundação Cesp, um dos maiores fundos de pensão
do País, recebeu na semana passada representantes da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc) - entre os quais o
diretor superintendente, Ricardo Pena - para uma série de reuniões
em que foi abordada a política de gestão de riscos do fundo
de pensão. Os encontros, do qual participaram o diretor presidente
da Fundação, Martin Glogowsky, e sua equipe de Gestão
de Riscos, foram realizados na sede da Fundação, em São
Paulo.
Iniciada em 2005, a política de gestão de riscos da Fundação
é parte de um projeto pioneiro no setor. Estabelecido para medir,
monitorar e gerenciar os diversos riscos aos quais o fundo de pensão
está sujeito, o projeto identifica, além de riscos habituais
como os operacionais e os de investimentos, outros mais específicos,
entre os quais os atuariais, os legais, os estratégicos e os riscos
de imagem.
O encontro apresentou aos visitantes a metodologia e os resultados
já obtidos pela entidade, que também foram mostrados, em
janeiro deste ano, a uma equipe de consultores do Banco Mundial - instituição
internacional que atua como consultora de Supervisão Baseada em
Riscos (SBR) para a Previc e desenvolve projetos de igual natureza em países
como Holanda, Dinamarca, Austrália e México. "As reuniões
foram de uma intensa troca de informações entre a Fundação
e a Previc. Demonstramos boa parte daquilo que aprendemos nesses cinco
anos, desde que adotamos a gestão de riscos", afirma Glogowsky,
que também reitera que o maior benefício dessa política
não é propriamente o de estabelecer regras e processos. "É
o de construir e consolidar uma cultura de gestão global de riscos,
capaz de olhar para dentro e para fora de nossos muros e reunir subsídios
para orientar nossas decisões." (PanoramaBrasil/DCI)
05.07 - Certificação: Tudo pronto
A certificação de dirigentes e profissionais de fundos
de pensão, um passo para atender a uma norma ao mesmo tempo que
um salto enorme na qualificação pessoal de cada um, vai começar
daqui a alguns dias: as inscrições para quem busca certificar-se
por experiência serão abertas na primeira quinzena de julho.
Desenvolvido e coordenado pelo ICSS, o processo tem em seu apoio ainda
a expertise do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC),
como fruto de mais de um ano de um trabalho cuidadoso para garantir um
modelo que seja o melhor e o mais confiável.
A outra modalidade de obtenção da certificação,
aquela obtida por prova, estará disponível na segunda metade
deste ano. Nesse formato, a parceria do ICSS é com a Fundação
Getúlio Vargas – FGV.
É claramente um momento especial que vivemos e, para marcá-lo
o ICSS investe em um esforço de divulgação para fazer
chegar as informações, que estão disponíveis
em seu site, no endereço www.icss.org.br , que conta inclusive com
uma área de notícias, e o lançamento de uma newsletter
que já começou a ser enviada. E na linha das novas mídias,
veja a entrevista em que que o titular da PREVIC (Superintendência
Nacional da Previdência Complementar), Ricardo Pena, salienta os
muitos significados do processo de certificação para
o nosso sistema de fundos de pensão: (http://www.youtube.com/watch?v=ZuOMzh2iCik)
Esse esforço de disseminação da informação
começou antes, uma vez que o ICSS já promoveu perto de uma
dezena de apresentações através do País. Nessas
exposições foi explicado que o candidato deve apresentar
um currículo padronizado (saiba mais no www.icss.org.br) , cujo
conteúdo será analisado pela Banca de Avaliação
do Instituto. Serão observados os registros sobre sua formação
acadêmica, experiência profissional (cargos e funções
exercidas), produção autoral (livros, teses, dissertações,
monografias, artigos etc.), prêmios pela atuação profissional
e outras certificações correlatas. As informações
devem ser comprovadas por meio de documentos e registros formais, como,
por exemplo, diplomas, declarações de empregadores
e carteira de trabalho. (Diário dos Fundos de Pensão)
05.07 - 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano de Atuária
O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) realizará, entre
os dias 12 e 13 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano
de Atuária no hotel Windsor, na Barra da Tijuca (RJ). O tema desta
edição é O Desafio do Atuário na Quebra de
Paradigmas e na Interação com outras Ciências. "Nossa
intenção é debater ideias de ampliação
das fronteiras do segmento atuarial e da consequente relação
profissional que devemos desenvolver com profissionais de outras áreas
de formação", explica Flávio Castro, diretor do IBA.
Segundo ele, o encontro é voltado para atuários, profissionais
que trabalham principalmente em Fundos de Pensão, seguradoras, consultorias
etc. "Entretanto, com o tema do congresso deste ano, visamos mudar esse
conceito e ampliar as palestras apresentadas para que tenham profissionais
de outras áreas", informa Castro.
A programação inclui palestras do superintendente da
Susep, Paulo dos Santos; Ricardo Pena, superintendente da Previc; César
Serra, representante da ANS; Reinaldo Amorim, da Price; Ricardo Frischtak,
da UFRJ, entre outras. Também haverá apresentações
internacionais de Paul Embrechts, da ETH, Alejandro Bonilla, da OIT, e
Florian Voigtlaender, da Allianz.
A lista atualizada dos palestrantes e mais informações
podem ser obtidas no site www.8cba.com.br. (Aline Bronzati
- Revista Apólice)
05.07 - Sindapp: AGE nesta segunda
O SINDAPP realiza Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda-feira,
dia 5 de julho, para exame e deliberação acerca da propositura
de medida judicial relativamente à questão do ressarcimento
das patrocinadores do setor público por despesas com dirigentes.
A AGE foi convocada para as 9h 00, em primeira convocação,
com a presença de 2/3 das associadas e as 09h30, em segunda chamada,
com qualquer número, na sede da ABRAPP/SINDAPP, localizada na Av.
das Nações Unidas, 12.551 – 20º andar, São Paulo
– SP (Diário dos Fundos de Pensão)
02.07 - Lei obriga gestores a obter certificação
Os gestores de fundo de pensão serão obrigados a terem
a titulação de "administrador estatutário tecnicamente
qualificado" até dezembro deste ano. Outro fator para maior controle
deste tipo de fundo é que as entidades fechadas de previdência
complementar passaram a ser supervisionadas pela Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc) .
Ricardo Pena, diretor Superintendente da Previc, justifica a exigência
da titulação argumentando que no final de 2009 o patrimônio
das 370 entidades fechadas de previdência complementar do país
subiu 14,1%, para R$ 501,68 bilhões no ano passado, ante R$ 439,64
bilhões em 2008. "Existem aberrações de pessoas que
fazem a gestão destes fundos e não tem o conhecimento suficiente
para tal cargo e responsabilidade."
O diretor destaca que a tendência é de que aumente o número
de fundos, principalmente por causa de obras de infraestrutura e obras
da Copa e das Olimpíadas. "O fundo é reflexo da empresa,
e, se acontecer fusão ou aquisição, repercute na gestão.
Nos últimos anos isto já vem acontecendo."
Pena ressalta que o Brasil é o oitavo mercado em previdência
do mundo e que as leis brasileiras para o setor são muito boas e
garantem regulação suficiente. "O que precisamos são
de instrumentos de autoregulação. É um processo demorado.
A certificação é a primeira iniciativa."
Na visão de Iran Siqueira, economista e diretor presidente da
Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais
e Financeiras (Fipecafi), existe a necessidade da profissionalização
do setor. "A média de crescimento esperada é de 13% ao ano,
sem contar os futuros ricos, pessoas que já fazem previdência
para os filhos. A contribuição varia de R$ 100 a R$ 1.000,00.
Daqui 18 anos, o dinheiro garante os estudos e entre outros fatores. As
pessoas querem mais comodidade."
Segundo ele, ainda é cedo para prever o impacto que a nova geração
terá na previdência. "Além disso, existem empresas
fazendo fusões e com isto, há o fortalecimento quando se
juntam os dois fundos."
Siqueira analisa que o problema com a previdência pública
do Brasil sofreu o impacto de que o brasileiro vive mais. "As taxas de
mortalidade caiu e as pessoas se aposentam. Isso gera uma carga muito alta
de recursos para o Estado pagar aposentarias e gestões."
(Fernando Teixeira - DCI)
02.07 - Liquidação de fundos requer regras claras e objetivas
A falta de uma regulamentação que determine o momento
exato de liquidação de um plano de previdência complementar
e/ou de um fundo de pensão no Brasil está prestes a fazer
mais uma vítima.
A última foi o plano da VARIG junto ao AERUS, que obrigou comandantes
de vôos internacionais, já aposentados, a voltarem a trabalhar.
Agora é a vez do fundo de pensão da CEDAE– Companhia Estadual
de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, cujo nome é PRECE –
Previdência Complementar.
De acordo com notícia publicada há alguns dias pelo jornal
O Globo, o fundo de pensão PRECE está tecnicamente quebrado
e corre o risco de fechar em quatro anos. Isso significa que os 12 mil
participantes do fundo sofrerão perdas. Hoje faltam R$ 731 milhões
no fundo para arcar com seus compromissos.
Diferentemente do que ocorre nos EUA e na Inglaterra, não há
no Brasil nenhuma garantia governamental que cubra as perdas dos participantes
em caso de quebra de um fundo de pensão ou de um plano de previdência
complementar.
Por isso mesmo a legislação brasileira deveria ser muito
mais rígida, antecipando a liquidação de um plano
de previdência complementar e/ou de um fundo de pensão sabidamente
insolvente e estancando os prejuízos dos participantes.
Nos EUA, o governo garante rendas mensais de até US$ 4.500 para
participantes de fundos de pensão liquidados. Essa garantia é
paga por um órgão oficial chamado de PBGC – Pension Benefit
Guaranty Corporation. Cerca de 744 mil benefícios são pagos
mensalmente hoje para participantes de 4 mil planos já liquidados
pelo PBGC.
O PBGC funciona como uma seguradora oficial e os prêmios que
recolhe são pagos pelas empresas que patrocinam os fundos de pensão.
Esses prêmios são definidos pelo congresso americano. Para
2010 os prêmios são de US$ 35 por participante para planos
com apenas uma patrocinadora e de US$ 9 por participante para planos com
mais de uma patrocinadora.
Nós não temos nada parecido aqui no Brasil. Mas isso
não impede que o governo brasileiro, que já monitora os fundos
de pensão, adote ações para prevenir as perdas antes
que elas ocorram.
Não dá para ficar simplesmente recolhendo os pedaços
depois que um fundo de pensão quebrou e os recursos são insuficientes
para pagar os benefícios. Porque não criar um programa de
“Alerta Antecipado” e adotar medidas restritivas para os planos de previdência
complementar e/ou fundos de pensão problemáticos? Porque
não definir parâmetros claros para liquidação
de um plano de previdência complementar e/ou de um fundo de pensão
no Brasil?
As estatísticas do PBGC mostram que os planos liquidados estavam
com um nível médio de cobertura das reservas em torno de
69%. O nível de cobertura das reservas de um plano de previdência
complementar nada mais é do que a proporção entre
seu patrimônio e seus compromissos. Um nível de cobertura
de 69% indica que o patrimônio existente cobre apenas 69% dos compromissos.
Um programa de “Alerta Antecipado” poderia, por exemplo, impedir que
um plano de previdência complementar com nível de cobertura
das reservas inferior a 80%, alterasse o regulamento para melhorar benefícios.
Poderia impedir esse mesmo plano de pagar benefícios na forma de
“pagamento único”, para preservar o patrimônio.
Da mesma forma, deveriam ser claros e bem definidos os parâmetros
para determinar o momento de liquidação de um plano de previdência
complementar e/ou de um fundo de pensão. Não há notícia
de liquidação, no Brasil, de um plano de previdência
complementar e/ou fundo de pensão insolvente.
Por exemplo, planos com nível de coberura das reservas inferior
a 70% por mais de dois anos consecutivos, deveriam ser sumariamente liquidados
antes que o buraco aumentasse e os participantes fossem ainda mais prejudicados.
Não dá mais para esperar. Essa questão precisa
ser enfrentada de forma direta e corajosa antes que o risco sistêmico
contamine o sistema de fundos de pensão brasileiro. (Eder
C. da Costa e Silva -Segs)
02.07 - Negada liminar contra a Resolução 26
A Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
tendo como relator o Desembargador Federal Carlos Moreira Alves, negou
seguimento ao agravo de instrumento impetrado pelo Sindicato dos Bancários
de Brasília contra a decisão da 1ª instância negando
a liminar que tentava impedir a reversão de valores, prevista na
Resolução CGPC 26, para as patrocinadoras de planos, em caso
de superávit.
Com isso, caiu a liminar que obstava a PREVIC de qualquer ato que envolvesse
a reversão de valores para empresas patrocinadoras de planos
por conta de superávits. (Diário dos Fundos de Pensão)
01.07 - Previc: Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
Diretor-superintendente classifica medida como “revolucionária,
moderna e menos coercitiva”
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar aprovou ontem (29/6) a Instrução n° 3, que
dispõe sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento
utilizado na administração pública brasileira, com
a finalidade de promover a adequação de condutas tidas como
irregulares com a legislação e com o interesse público.
O TAC encontra respaldo legal na LC n° 109/2001 e no Decreto n°
7.075/2010 (que cria a Previc), e pela primeira vez será utilizada
pelo órgão supervisor da previdência complementar.
Para o diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, “a implementação
do TAC é uma verdadeira revolução. Isso porque, internamente,
significará uma mudança de padrão junto aos auditores,
e , externamente, além de moderno e menos coercitivo, será
um instrumento de atuação do Estado para conferir maior segurança
jurídica às operações das entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC)”. Lembrando ainda que o TAC está
comprometido com a Supervisão Baseada em Risco, Pena disse que a
Previc pretende dar ampla divulgação à nova instrução,
junto aos escritórios regionais, entidades e associações.
O TAC pode ser proposto por qualquer dos interessados – pessoa física
e jurídica, sejam eles diretores, conselheiros, patrocinadores,
EFPC e instituidores - antes da lavratura do auto de infração
por parte do órgão supervisor. A celebração
desse acordo, no entanto, não impede a lavratura de auto de infração
por prática de condutas não abrangidas no referido termo.
COMUNICAÇÃO - Ainda segundo a instrução
n° 3 – a ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial
da União - o termo de ajustamento somente poderá ser
celebrado quando não houver prejuízo financeiro ao fundo
de pensão ou a plano de benefícios por ele administrado,
a menos que a proposta abranja o ressarcimento integral desse prejuízo.
A EFPC, signatária do referido acordo, deverá divulgar em
sua página eletrônica a celebração do TAC a
todos os participantes e assistidos alcançados pelo ajustamento
de conduta.
Outra ressalva para a aplicação do TAC refere-se às
ocasiões em que for possível corrigir a irregularidade,
mediante a adequação de determinadas práticas, aos
ditames legais e da regulação em vigor. E, finalmente, o
acordo só poderá ser viabilizado se não tiver havido,
nos últimos cinco anos, a celebração de outro TAC
relativo à mesma infração, nem o descumprimento de
outro termo firmado anteriormente.
A instrução aprovada na terça-feira, dia 29/6,
pela Diretoria Colegiada, enumera ainda doze itens obrigatórios
no termo de conduta, dentre os quais “a aceitação pela Previc,
representada pelo diretor-superintendente e pelo procurador-chefe” da autarquia,
e “as obrigações de fazer ou não fazer a serem assumidas”
pelos dirigentes, inclusive ações de educação
previdenciária. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
01.07 - Previc: Novos telefones
Diretoria Colegiada da Previc já está com telefone
Novas mudanças ocorrerão na próxima semana
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, comunica que os números de telefone que, temporariamente,
podem ser usados para acessar as diretorias que já se transferiram
para a nova sede, no Setor Bancário Norte, de Brasília, são:
Diretoria Colegiada: (61) 9124-5777
Diretoria de Análise Técnica – (61) 2021-5272
Dentro do cronograma de mudança das demais diretorias da Previc,
está prevista, para a próxima semana, a mudança da
Diretoria de Assuntos Atuariais (Diace) e da Diretoria de Fiscalização
(Difis). (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
01.07 - Rentabilidade dos fundos na Bolsa
Investimentos na Bolsa não garantiram rentabilidade dos fundos
de previdência complementar fechada
Levantamento conduzido pela LUZ Engenharia Financeira analisou o desempenho
de 30 entidades de previdência complementar entre os meses de janeiro
a março de 2010. A conclusão é de que a maior volatilidade
no período prejudicou o desempenho da Bolsa, na comparação
com 2009, deixando o IBX abaixo do CDI. Por outro lado, os investimentos
em renda fixa indexados aos índices de inflação foram
destaque.
“Nós constatamos que algumas entidades assumiram maior risco,
mas a rentabilidade não acompanhou essa exposição.
Algumas chegaram a ter desempenho negativo durante o período apurado”,
analisa o consultor financeiro da LUZ-EF, Tiago Costa. De acordo com ele,
a expectativa nos próximos meses é de continuidade da volatilidade,
mas a Bolsa deve superar o CDI até o final do ano.
O estudo ainda comparou o desempenho das fundações no
decorrer de 2009, quando o CDI ficou em 9,90% e nenhuma entidade ficou
abaixo desse indicador. Na análise entre o patrimônio e a
rentabilidade acumulada, nota-se que o IBX ficou em 72,84%. Apesar das
alocações terem sido predominantes em renda fixa, o diferencial
na rentabilidade acumulada foram as alocações em renda variável.
A rentabilidade acumulada pelos fundos de pensão foi na média
de 18,06%, no período.
Ao comparar a rentabilidade e a relação com o risco,
diferente do cenário de 2010, a alocação em renda
variável (RV) garantiu a rentabilidade em 2009, graças à
valorização das ações e alocação
média de 17,36%. Entidades que não arriscaram na RV tiveram
menor retorno, em especial aquelas que possuem quase a totalidade da carteira
indexada à SELIC e ficaram em torno do CDI.
Costa acrescenta que foi observada uma migração de papéis,
entre 2008 e 2009. Algumas fundações investiram no final
de 2008 em papéis de setores mais conservadores, como energia e
telecomunicações, e após a melhoria do cenário
econômico, focaram em segmentos como construção e varejo,
mais ligados a crescimento. “Nós constatamos que os fundos de investimentos
não indexados, sobretudo aqueles geridos por assets independentes,
tiveram maior facilidade para promover a mobilidade dos papéis”,
afirma.
Na comparação entre a rentabilidade e o risco da renda
fixa (RF), Costa destaca a contribuição dos papéis
indexados à inflação, mais especificamente o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Em RF, o melhor
resultado foi apostar nas NTNBs. Na análise, observamos que em 2009
o risco em Bolsa valeu a pena. Porém, alocar 50% em IPCA bateu o
CDI e representou menos risco do que 20% em Bolsa”, aponta o consultor.
Os empréstimos e os imóveis destacaram-se como outros
pilares da rentabilidade, batendo o CDI. O primeiro, empréstimos,
registrou rentabilidade mínima de 10% e o pico em torno de 25%.
Em imóveis, a maioria das fundações registrou desempenho
positivo. (Executivos Financeiros)
30.06 - 3º Prêmio de Monografias: Abertas as inscrições
Com o patrocínio da ABRAPP e do SINDAPP, a PREVIC – Superintendência
Nacional de Previdência Complementar lançou o 3º Prêmio
de Monografias da Previdência Complementar Fechada, uma iniciativa
que ganha força a cada ano pela certeza de que a produção
de trabalhos técnicos é uma maneira de desenvolver um novo
olhar sobre o sistema e assim fazê-lo evoluir.
Além da publicação dos trabalhos premiados pela
PREVIC, serão distribuídos prêmios em dinheiro: R$
10 mil para o primeiro colocado em cada tema sugerido, que são três:
I - Desafios na gestão dos ativos financeiros e passivos previdenciários
nos fundos de pensão; II - Risco da longevidade e os fundos de pensão;
e III - Comunicação com participantes e sociedade.
A entrega dos prêmios aos ganhadores acontecerá durante
a realização do 31º Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão, de 17 a 19 de novembro, em Pernambuco. Na ocasião,
o sistema ABRAPP/SINDAPP ainda homenageará os ganhadores com o Prêmio
Rio Nogueira, através do troféu “O VENCEDOR”.
Os trabalhos devem ser inscritos junto à Fundação
Anfip de Estudos da Seguridade Social até 10 de setembro próximo.
A PREVIC também manteve em vigor as regras básicas dos concursos
anteriores: só são admitidos trabalhos inéditos, tratando
de temas atuais e consoante com as diretrizes da política de previdência
complementar. (Diário dos Fundos de Pensão)
30.06 - Aplicação em imóveis tem mais espaço
na carteira
O setor de shopping centers está no radar de investimentos dos
fundos de pensão. O sinal verde foi dado pelas perspectivas de crescimento
da economia brasileira, com projeção de queda dos juros no
longo prazo e aumento da renda e do poder de compra do consumidor. De olho
nesse movimento, os fundos desenham cada um a sua estratégia para
definir quanto e como aplicar seus recursos no setor.
No caso da Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica
Federal), os investimentos no setor imobiliário já estão
próximos do limite de 8% do total de ativos - que é a porcentagem
limite permitida por lei. Em dezembro de 2009, os fundos brasileiros tinham,
em média, 3% aplicados no setor imobiliário, segundo dados
da Secretaria de Previdência Complementar do governo federal. Na
mesma época, o patrimônio das 370 entidades fechadas de previdência
complementar somava R$ 501 bilhões, com investimentos totais de
R$ 480 bilhões.
Do total de recursos investidos pela Funcef no setor imobiliário,
33% - o equivalente a R$ 910 milhões - estão no segmento
de shopping centers. Segundo o diretor de Participações da
instituição, Luiz Phillipe Torelly, o total de ativos da
Funcef está na casa dos R$ 40 bilhões. Ele assinala que o
fundo tem participação direta em 15 shopping centers em vários
estados brasileiros, sendo a maioria deles em São Paulo. A Funcef
está investindo R$ 213 milhões em reforma e ampliação
dos shoppings em que tem participação. "A tendência
é ampliar nossos investimentos", afirma. Torelly diz que o objetivo
é manter a carteira imobiliária no limite que a lei permite
e transformar parte dessa carteira em fundos imobiliários. "É
um segmento ainda pouco explorado no Brasil", explica.
O fundo dos funcionários da Vale do Rio Doce (Valia, por sua
vez, tem R$ 412 milhões investidos no setor imobiliário,
o que representa um pouco mais de 3% do seu total de ativos de R$ 12 bilhões.
Daquilo que está em imóveis, R$ 223 milhões foram
para o segmento de Shopping Center, o que significa 54% do investimento
em imóveis. Maurício Wanderley, diretor de Investimentos
e Finanças da Valia, observa que o fundo se desfez de suas participações
diretas em Shopping Centers para atuar nesse segmento como acionista da
BR Malls, uma das principais operadoras do setor no Brasil.
"O valor investido pela Valia em Shopping Centers equivale aos 4,9%
das ações da BR Malls que temos em carteira", explica. De
acordo com ele, a tendência de redução dos juros no
longo prazo levará os fundos de pensão a redirecionar seus
recursos para outras áreas. "A participação em shopping
ainda é baixa. Há espaço para crescer", afirma.
Na Fundação Cesp, a situação é outra.
Os investimentos em imóveis estão longe do limite máximo
permitido. De 1996 para cá, a instituição reduziu
de nove para cinco sua participação em shopping centers,
todos no Estado de São Paulo. "Problemas de governança foram
um dos motivos dessa redução", diz Francisco Fabrini de Augustinis,
gerente de Investimento Imobiliário. Em dezembro do ano passado,
os investimentos em imóveis representavam 2,3% da carteira do fundo
- o equivalente a R$ 375 milhões. Desse valor, R$ 256 milhões
estavam aplicados em participações diretas nos shopping centers.
O total de ativos de investimentos da fundação no balanço
de 2009 somava R$ 16,3 bilhões.
De dois anos para cá, a Fundação Cesp voltou a
investir em imóveis, direcionando o foco para escritórios
e logística. Na definição de Augustinis, shopping
center é um negócio e não um "investimento imobiliário
puro". Isso porque envolve outras estratégias como exploração
de estacionamento, definição do mix de lojas, o tipo de governança
e como enfrentar a concorrência. "A dinâmica da economia, porém,
está beneficiando os shoppings. Com o aumento da renda e o acesso
ao crédito, a inadimplência dos lojistas é próxima
a zero. Um cenário inimaginável cinco anos atrás",
afirma.
No caso da Petros (dos funcionários da Petrobras), o plano é
aumentar o peso da participação dos investimentos em imóveis
dos 2,3% da carteira em 2009 para 4% nos próximos anos. No balanço
do ano passado, os recursos destinados aos shopping centers somavam R$
175 milhões e representavam 18,6% da carteira de imóveis
e 0,38% do portfólio da fundação. cujo total soma
R$ 45,6 bilhões. A Petros, que atuava de forma indireta, utilizando
instrumentos financeiros como títulos de crédito imobiliário,
mudou sua estratégia e passou a alocar de recursos em participação
direta no segmento.
Para Carla Safady Cesar Meireles, coordenadora da Comissão de
Investimentos Imobiliários da Abrapp (Associação Brasileira
das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), o investidor
no mercado imobiliário se ressente por não ter um referencial
para ajudá-lo a tomar decisões. O problema será resolvido
até o final de 2011, com o Ibri (Índice Brasileiro Imobiliário),
elaborado pela Abrapp em parceria com a Fundação Getúlio
Vargas. "Ele vai medir o as variações de compra, venda e
renda auferida com os imóveis", explica. (Mario Rocha - Valor
Online)
30.06 - Imagem dos fundos de pensão
Cejuprev quer discutir com três comissões
Duas verdades que são óbvias para os dirigentes de associadas:
fundos de pensão não são ricos nem poderosos, apenas
administram recursos de terceiros; e se a Justiça manda pagar um
benefício não previsto, o pagamento estará sendo feito
na verdade não pelo fundo mas sim pelos próprios trabalhadores,
a quem os recursos pertencem e aos quais caberá cobrir, juntamente
com a patrocinadora, eventual déficit que a decisão judicial
venha eventualmente a provocar.
Apesar da obviedade, contudo, esses são fatos nem sempre adequadamente
compreendidos pelo público, razão pela qual o Coordenador
do Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar
(CEJUPREV), Adacir Reis, pretende convidar para uma reunião em agosto
as comissões técnicas nacionais de Assuntos Jurídicos,
de Relacionamento com o Participante e de Comunicação e Fomento,
para discutir a comunicação pela ótica dos advogados.
De acordo com Reis, os temas jurídicos extrapolam as áreas
jurídicas dos fundos de pensão e, portanto, devem ser discutidos
numa dinâmica de transversalidade.
Marisa Santoro Bravi, Coordenadora da Comissão Técnica
Nacional de Relacionamento com o Participante, reage favoravelmente à
ideia. “Muito importante e oportuna a iniciativa da reunião que
o CEJUPREV irá realizar. A interação das três
comissões técnicas trará, com certeza, muitas contribuições
para o grande desafio de bem informar, bem atender e bem comunicar. Desafio
esse de todos nós", conclui.
“Cada vez que um atual ou ex-participante consegue ganhar na Justiça
um benefício não previsto no contrato previdenciário,
a conta acaba sendo paga pelos próprios ativos e assistidos
que continuam no plano”, observa o advogado Adacir Reis. Ele considera
que num país de tradição de previdência pública,
administrado pelo Estado em regime de caixa, a previdência complementar
precisa ser mais conhecida pelos diversos segmentos da sociedade, inclusive
pelas autoridades oficiais, pois é de natureza privada, voluntária
e baseada na capitalização. “O próprio participante
deve estar consciente de que atrás dos grandes números dos
investimentos há também as grandes obrigações
do passivo previdenciário”, afirma Reis. O desafio dos fundos de
pensão é mostrar que não são “poderosos”, mas
sim gestores da poupança de milhões de trabalhadores.
Por sinal, esclarecer melhor o Judiciário quanto a esses pontos
é uma das principais missões do CEJUPREV, que acaba de nascer
tendo entre seus objetivos disseminar os conceitos da previdência
complementar, através de eventos e publicações.
No entanto, informa Reis, o CEJUPREV pretende discutir não só
formas de melhor solução para os conflitos, mas também
iniciativas de prevenção de litígios. (Diário
dos Fundos de Pensão)
29.06 - Previc: Diretores participam de reunião do Coremec
Pauta tratou de minuta de decreto que implanta educação
financeira e previdenciária no Brasil
O diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, e o diretor de Fiscalização,
Manoel Lucena, participaram na quinta-feira (24/6), no Banco Central, da
19ª reunião do Coremec – Comitê de Regulação
e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguro,
de Previdência e Capitalização.
No encontro foi feita a apresentação da minuta do decreto
de implantação, no Brasil, da Estratégia Nacional
de Educação Financeira (Enef) e conseqüente criação
do Conef – Comitê Nacional de Educação Financeira.
A Enef é um programa de promoção da educação
financeira e previdenciária no país, destinada a contribuir
para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e a solidez do sistema
financeiro nacional e a tomada de decisões conscientes por parte
dos consumidores.
O Coremec foi criado em 2006 (Dec. n° 5.685), com a finalidade
de debater as iniciativas de regulação e procedimentos de
fiscalização que possam ter impacto nas atividades do Banco
Central, CVM, Susep e Previc, seus integrantes. Para harmonizar iniciativas
e procedimentos, o Comitê pode propor a adoção de medidas,
de qualquer natureza, visando melhorar o funcionamento dos mercados sob
a regulação e fiscalização das referidas entidades.
Sua presidência, atualmente com o Banco Central, é rotativa.
No segundo semestre será a vez da CVM assumi-la.
ESTABILIDADE FINANCEIRA – Foi aprovada ainda, na reunião do
Coremec, a criação de um Subcomitê de Monitoramento
da Estabilidade Financeira, fruto do aprendizado da crise financeira mundial
de 2008. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
29.06 - Previdência privada e retenção de talentos
No Brasil, a necessidade de reter talentos tem obrigado as empresas
a oferecer mais do que bons salários
Muito se tem falado da escassez de mão-de-obra qualificada e
do quanto a carência de profissionais bem preparados impacta negativamente
as perspectivas de um país. No Brasil, a necessidade de reter talentos
tem obrigado as empresas a oferecer mais do que bons salários: um
ambiente de trabalho mais arrojado, ótimos planos de carreira, espaço
para o desenvolvimento de projetos pessoais e benefícios extras
são algumas armas das quais as organizações lançam
mão, na esperança de atrair os melhores quadros e, o que
é ainda mais importante, não perder para a concorrência
aqueles que já se mostraram especialmente competentes.
Um levantamento realizado junto a mais de 400 organizações
pela consultoria De Bernt Entschev Human Capital mostrou que a oferta de
planos de saúde é adotada por 74% das companhias. Outros
benefícios muito difundidos são o auxílio-refeição
(68%), a assistência odontológica e o seguro de vida (ambos
com 51%).
Há empresas que oferecem subsídios totais aos benefícios,
e outras em que o profissional arca com uma parte do pagamento. Mesmo no
segundo caso, as vantagens representadas por esses produtos funcionam como
um adicional de salário.
Há também o peso simbólico. Quando uma empresa
oferece benefícios, ela mostra que se importa com o bem-estar de
seus funcionários e os valoriza como seres humanos.
Há organizações que vão mais longe, e além
dos itens mencionados, disponibilizam auxílio-educação,
transporte fretado, auxílio-combustível, vale-supermercado,
convênios com clubes e academias, auxílio-farmácia
e até notebook, carro da empresa e smartphone – estes últimos,
em geral, para quem lida com clientes externos.
Outra tendência observada pelos autores do estudo mencionado
foi a crescente preocupação dos profissionais com o futuro.
Em um país onde a previdência pública se notabiliza
pela ineficiência, até os jovens profissionais querem ter
uma garantia de que, mais tarde, poderão manter o padrão
de vida a que estão acostumados.
Despontam, neste cenário, os planos de previdência privada.
As empresas que os ofertam percebem que o índice de retenção
de talentos é maior, pois, para o funcionário, não
compensa perder o beneficio, que funciona como uma espécie de caderneta
de poupança a longo prazo. E, para o contratante, a sensação
de segurança é inestimável: trata-se quase de uma
garantia de que a prata da casa permanecerá ali até o fim
da sua vida profissional.
O potencial desse benefício pode ser verificado com uma simples
conta: um trabalhador de 45 anos de idade, que ganhe três mil reais
por mês e invista 10% do valor, chegará aos 60 anos de idade
com um fundo acumulado de mais de cem mil reais. É uma bela reserva,
que dificilmente a pessoa conseguiria juntar se apenas colocasse o dinheiro
no banco. Se um trabalhador com essa mesma renda começasse o plano
de previdência privada aos 25 anos, sua reserva acumulada aos 60
anos seria de quase R$ 650 mil, o que garantiria uma pensão vitalícia
de R$ 2.285. Quanto mais cedo se começa a investir, melhor!
É por isso que hoje, cada vez mais, os executivos de alto escalão
negociam a contratação do plano de previdência antes
de aceitarem uma oferta de emprego. Dispostos a oferecer o melhor de seu
talento para as empresas, eles querem sentir que estão também
construindo o próprio futuro. (Thiago Luiz Vincoletto
- Administradores)
29.06 - Previ reabre Sauipe na expectativa de torná-lo "vendável"
Um dos maiores "micos" do fundo, resort na Bahia terá nova estratégia
para atrair turistas e dar lucro
Fundo de pensão aposta agora na segmentação de
públicos nos hotéis que estão sob o seu comando no
complexo
A Previ, o maior fundo de pensão do país, espera começar
a limpar nesta semana um dos maiores "micos" da carteira: a Costa do Sauipe,
a 76 quilômetros de Salvador.
Parcialmente fechado para obras desde novembro, o resort será
reaberto na sexta-feira com nova estratégia de segmentação
de públicos.
O fundo espera torná-lo lucrativo em um ano e, enfim, conseguir
vendê-lo, encerrando um caso que soma R$ 1 bilhão entre investimento
sem retorno e prejuízo.
O relançamento custou mais R$ 30 milhões.
A Folha apurou que o plano é, após consolidar ocupação
acima de 45%, tentar novamente vendê-lo, quando a economia mundial
melhorar. A ideia não é recuperar toda a perda, mas "transformá-lo
em autossustentável para vendê-lo bem", diz um executivo ligado
ao projeto.
Sauipe foi idealizado pela Odebrecht em 1993 e, em 1997, a Previ entrou
no negócio. Na abertura, em 2000, decidiu-se entregar a gestão
dos hotéis a três grupos: dois ao francês Sofitel, dois
aos americanos do Marriott e outro à jamaicana SuperClubs.
SEM VOO
"Confiaram na força de venda das redes na Europa e nos EUA,
mas não funcionou. Não há voos diretos. É difícil
encher tantos quartos", diz o presidente da Associação Nacional
dos Agentes de Viagens, Carlos Alberto Ferreira. São 1.417 apartamentos,
com ocupação histórica de 35%.
Outros problemas são a concorrência de cinco resorts na
região e dos cruzeiros, barateados pelo dólar baixo.
Para completar, a Previ assinou contratos que previam remuneração
às redes baseada na receita, e não no lucro -mesmo fechando
no vermelho, eram remuneradas.
A Previ tirou os grupos Sofitel e Marriott há dois anos e assumiu
os hotéis. Sobrou a SuperClubs, única rentável, com
60% de ocupação -mas não sem conflito.
A relação azedou quando a SuperClubs, alegando direito
de preferência, impediu, em 2008, a venda de Sauipe para o grupo
espanhol Quail.
Junto do investidor espanhol Enrique Bañuelos, o grupo jamaicano
ofereceu US$ 100 milhões. Com a crise, Bañuelos desistiu.
DISPUTA
Previ e SuperClubs agora duelam em arbitragem internacional -a SuperClubs
diz que a Previ lhe deve dinheiro.
A Previ tenta tirá-los, mas uma cláusula dava-lhes direito
de renovar o contrato. Para o fundo, eliminar os imbróglios valoriza
o resort.
A Previ aposta, agora, na segmentação de públicos
nos hotéis de que cuida. Há opção para o segmento
luxo, outra para jovens, outra para convenções e uma para
famílias com crianças pequenas. Uma nova área infantil
servirá todo o resort.
O ponto de encontro dos turistas está sendo ampliado. Foram
feitas parcerias com Miolo e Brahma, que abriram bares. Nas últimas
semanas, havia mais operários que turistas no resort -3 dos 5 hotéis
estão sendo reformados.
Diante do que parecia missão difícil de ser concluída
no prazo, Eduardo Giestas, presidente do resort, diz que "vai dar".
A Previ forneceu dados, mas oficialmente nega a venda e não
comenta a disputa. A SuperClubs disse apenas que "apoia o relançamento".
(SAMANTHA LIMA - Folha de S.Paulo)
28.06 - Dimensionamento e Prevenção do Risco Legal
“Quando se fala em risco estamos tratando de coisas que estão
muito próximas dos dirigentes, com suas variadas implicações
em termos de responsabilidade civil, administrativa e penal do gestor”,
diz o advogado Roberto Messina, membro da Comissão Técnica
Nacional de Assuntos Jurídicos da ABRAPP e um dos tutores
do curso que a ABRAPP vai oferecer nesta quarta-feira, dia 30, em São
Paulo, sobre o tema Jurídico II – Dimensionamento e Prevenção
do Risco Legal.
“Não vamos falar só dos riscos legais, mas de todos eles,
olhando de perto em seguida as suas possíveis consequências
na área jurídica”, nota Messina, segundo quem uma preocupação
central será mostrar como minimizar a ocorrência de possíveis
problemas. Portanto, o curso será também nesse aspecto bastante
prático e objetivo.
As inscrições estão abertas no endereço
www.abrapp.org.br/educaprev
Esse próximo curso vai abordar, no capítulo da Mensuração
do Risco, questões como a. Atualizações normativas,
legais e de mercado; b. Avaliações periódicas dos
riscos; e c. Levantamento e mensuração dos riscos nas tomadas
de decisões. No que diz respeito à Análise de Demandas,
serão abordados pontos como a. Identificação e configuração
jurídica das demandas; b. Demandas solucionáveis com recursos
internos; c. Assessoria Externa. Por fim, virão as Recomendações
para os Processos de Gestão do Risco Legal nas áreas: civil,
administrativa, criminal, tributária, trabalhista e frente às
terceirizações. (Diário dos Fundos de Pensão)
28.06 - Forluz: Entrevista com Ricardo Pena
Desde dezembro do ano passado, as Entidades Fechadas de Previdência
Complementar (EFPC) do país têm uma nova autarquia responsável
por sua supervisão, em substituição à Secretaria
de Previdência Complementar - SPC. Trata-se da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar – Previc, uma agência
autônoma, independente financeiramente e que se estrutura para rapidamente
poder contar com um quadro de pessoal estável e especializado. O
diretor superintendente da Previc, Ricardo Pena, nos conta nesta entrevista
detalhes da criação e do papel dessa nova entidade.
Jornal Forluz - Quais as premissas que nortearam a criação
da Previc?
Ricardo Pena - A premissa principal foi a de criar um órgão
de fiscalização mais independente, estruturado e fortalecido,
que pudesse articular estratégias e ações com vistas
a desenvolver o sistema de previdência complementar. Com a Superintendência
Nacional de Previdência Complementar – Previc, pretendemos proporcionar
maior estabilidade de regras ao sistema, além de transparência,
segurança e credibilidade mediante a criação de um
quadro estável e especializado de servidores. Outro princípio
norteador do projeto de lei de criação da Previc, aprovado
pelo Congresso Nacional, refere-se à possibilidade de se estabelecer
uma ação preventiva contra desequilíbrios financeiros
e contábeis, além de dar maior celeridade na análise
dos processos.
JF - A existência de um órgão autônomo e
bem estruturado para fiscalizar o setor é um modelo aprovado em
outras partes do mundo?
RP - Sim. A maioria dos países integrantes da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
possui um órgão autônomo, responsável pela fiscalização
dos fundos de pensão, e seguem os dez princípios da IOPS
– Organização Internacional de Supervisores de Fundos de
Pensão. De acordo com a IOPS, os órgãos responsáveis
pela supervisão dos fundos de pensão devem ter estrutura
e operações independentes, transparência, boa governança
e estabilidade, com o objetivo de proteger o interesse dos seus membros
e beneficiários.
JF - O que as entidades de previdência complementar e seus participantes
mais têm a ganhar com essa nova autarquia?
RP - A Lei Complementar n° 109/01, ao ser aprovada, levou em consideração
o fato de que o antigo órgão fiscalizador possuía
uma estrutura administrativa frágil, pois não dispunha de
quadro próprio de pessoal, autonomia orçamentária,
financeira ou administrativa, e nem tinha fonte própria de recursos.
Como a Previc já nasceu com esse diferencial, as entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC) e seus participantes e assistidos
terão a garantia de que o Estado dispõe de meios para supervisionar
o sistema e, conseqüentemente, velar pelo cumprimento das normas estabelecidas
e pelo desenvolvimento de metas.
JF – Que aperfeiçoamentos estão sendo introduzidos nos
mecanismos de fiscalização e regulação?
RP - No que se refere à fiscalização das entidades,
foi introduzida na legislação a possibilidade de aplicação
do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O TAC é uma das modalidades
de negociação a ser aplicada pela Diretoria de Fiscalização
à entidade fechada de previdência complementar (EFPC), antes
de lavrar auto de infração, ao constatar a ocorrência
do descumprimento de obrigação legal ou regulamentar. Além
disso, a estrutura da Previc ficou mais sólida ao ser-lhe conferida
uma Procuradoria Federal, uma Corregedoria e uma Ouvidoria, órgãos
antes inexistentes. Também foi criada uma Câmara de Mediação
e Arbitragem destinada a promover a mediação e a conciliação
dos interesses das EFPC, dos patrocinadores e dos participantes e assistidos.
Soma-se a isso o fato de que a Lei n° 12.154/09, ao criar a Previc,
ampliou a estrutura de regulação e fiscalização
da previdência complementar, instituindo uma Câmara de Recursos,
que funcionará como instância recursal e de julgamento das
decisões relativas às penalidades aplicadas pela Previc.
O Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) foi
substituído pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar
(CNPC), responsável pela regulação dos fundos de pensão,
e com representação de participantes e assistidos, patrocinadores
e instituidores, EFPC e poder público. E, finalmente, foi criada
uma Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC),
órgão responsável unicamente pela formulação
da política de previdência complementar. Portanto, estruturada
dessa forma, tanto patrocinadores quanto participantes só têm
a ganhar com a criação da Previc.
JF – O senhor entende que a Previc reforça a credibilidade do
mercado de fundos de pensão no país?
RP - Naturalmente que sim. Antes da Previc ter sido aprovada no Congresso
Nacional, em dezembro de 2009, o setor de previdência complementar
já estava presente quando, em 2003, foi criado o grupo de trabalho
de mercado de capitais e poupança de longo prazo do Governo, com
o intuito de construir a r egulação necessária para
que o Mercado de Capitais pudesse impulsionar o crescimento econômico.
Desde então, o órgão supervisor e fiscalizador da
previdência complementar iniciou um programa de assinatura de convênios
de assistência técnica e troca de informações
com os órgãos desse mercado, vigentes até hoje. São
eles: Andima (hoje Ambima), Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia
(CBLC), BMF&Bovespa, Central de Custódia e de Liquidação
Financeira de Títulos (Cetip) e Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). Atualmente, a Previc estuda a assinatura de um convênio
com a Susep (Superintendência de Seguros Privados). A aprovação
do projeto da Previc é fundamental para o crescimento da poupança
previdenciária do país. O Brasil possui atualmente o oitavo
sistema de previdência complementar do mundo, com 6,8 milhões
de participantes, assistidos e designados, 370 EFPCs, 1.037 planos previdenciários,
2.712 patrocinadores e R$ 502 bilhões em ativos. E a tendência
é crescer ainda mais, pois nos últimos dez anos houve um
incremento de quase mil patrocinadoras no sistema.
JF - A previdência complementar representa hoje uma importante
fonte de poupança e investimento no país. A presença
da Previc reforça esse papel?
RP - De fato, o sistema de previdência complementar é
importante para a poupança interna de um país, devido à
sua condição de investidor de longo prazo. No que se refere
aos investimentos, o Conselho Monetário Nacional (CMN), em setembro
de 2009, aprovou uma resolução (Res. 3.792) revisando os
limites dos investimentos dos fundos de pensão. A resolução
ajusta esses limites ao atual cenário macroeconômico de inflação
controlada, taxa de juros em trajetória declinante e crescimento
econômico, além das oportunidades de investimento, aproveitando
a inclusão de novos produtos financeiros, a convergência com
normas editadas por outros órgãos reguladores e a boa fiscalização
do órgão supervisor. Nessa resolução, demonstrando
confiança no setor, o CMN criou mais dois segmentos de investimentos
dos fundos de pensão - investimentos no exterior e investimentos
estruturados. Assim, os investimentos dos fundos de pensão estão
organizados em seis macrossegmentos de aplicação. A rentabilidade
nominal para o período 2003/2009 foi de 223,3%, enquanto a do ano
de 2009 manteve-se no patamar de 21,48%. Se nesse cenário a previdência
complementar mostrou-se superavitária e solvente, nossa expectativa
é que, com um órgão supervisor reforçado, a
presença da Previc traga mais segurança em relação
a esses investimentos. Prova disso, é a implantação,
em parceria com o Banco Mundial, da Supervisão Baseada em Riscos
(SBR), que tem por objetivo monitorar os riscos que as entidades e planos
estão sujeitos, e, em conjunto com as entidades fechadas de previdência
complementar, definir ações que minimizem os efeitos desses
riscos. Com isso, haverá um fortalecimento da governança
e uma atuação mais efetiva do &oacut e;rgão de
supervisão, não só em relação à
fiscalização, mas também com uma gestão conjunta.
JF - Como funciona a Tafic, a taxa a ser cobrada das entidades de previdência
complementar para viabilizar a autonomia financeira da Previc?
RP - A Taxa de Fiscalização e Controle (Tafic) foi instituída
pela Lei nº 12.154/09, que criou a Previc. Em seguida, a Diretoria
Colegiada aprovou a Instrução n° 01/2010, dispondo sobre
os procedimentos relativos ao recolhimento dessa taxa. De acordo com a
lei, a Tafic será paga quadrimestralmente, em valores expressos
em reais, e seu recolhimento será feito até o dia 10 dos
meses de janeiro, maio e setembro de cada ano. Essa taxa, a ser paga pela
EFPC, será calculada com base nos recursos garantidores dos planos
de benefícios, no último dia dos meses de agosto, dezembro
e abril antecedentes, respectivamente. A Tafic deve ser vista como um investimento
para ter um setor desenvolvido e supervisionado, como uma prestação
de serviço ao setor de previdência complementar. Neste ano
de 2010, a Tafic será recolhida duas vezes. O pagamento da primeira
parcela encerrou-se no dia 10 de maio, quando foram arrecadados R$ 12,1
milhões. O próximo depósito a ser feito pelas entidades
fechadas de previdência complementar ocorrerá no dia 10 de
setembro de 2010.
JF - Quais os próximos passos na estruturação
da Previc?
RP - As prioridades para a estruturação da Previc são,
em primeiro lugar, administrativas. Num curto prazo, devemos estar nos
mudando para uma sede própria, pois, na condição de
autarquia, a Previc deve adequar suas atividades em local apropriado às
suas atribuições legais. Outra meta é a realização
de um concurso público para preenchimento de 200 novos cargos de
carreira própria: 100 especialistas (salário inicial de R$10.200,00),
50 analistas administrativos e 50 técnicos administrativos. Estamos
apenas aguardando a autorização do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão para realizar o concurso. Pretendemos
também investir no fortalecimento do setor. Há espaço
significativo para o crescimento do sistema fechado de previdência
complementar, inclusive nas pequenas e médias empresas, na condição
de patrocinadoras, e nas entidades de classe, por meio da previdência
associativa. Implantada em 2003, a previdência associativa é
um dos segmentos que mais cresce no setor de previdência complementar.
Uma das maiores entidades dessa categoria - que abrange jornalistas, médicos,
dentistas, magistrados e advogados, dentre outros - é a Unimed,
de Belo Horizonte. Faz parte ainda de nossas metas, para 2010, avançar
na implementação do programa de Educação Financeira
e Previdenciária. As entidades e os participantes já estão
se conscientizando quanto à importância da educa ção
financeira e previdenciária, e a Previc tem dispensado as EFPC do
envio de relatórios impressos anuais para os participantes, caso
seus programas comprovem a efetividade e a abrangência das ações
de educação previdenciária. Vamos priorizar o fortalecimento
dos instrumentos destinados a melhorar a comunicação e a
transparência da diretoria colegiada com o sistema, não só
através da arbitragem, mas também por meio da ouvidoria.
Esta última, criada no âmbito do gabinete da Superintendência
da Previc, já está funcionando. Finalmente, a lei 12.154/09
introduziu na composição da Previc uma Procuradoria Federal,
atuando sob a orientação normativa da Advocacia Geral da
União, e com responsabilidade de representar judicial e extrajudicialmente
a Previc. No que se refere à prioridade de supervisão, a
Previc vai investir na implantação da modalidade de Supervisão
Baseada em Riscos (SBR). Ainda com relação à fiscalização,
e com a introdução, na lei que criou a Previc, do Termo de
Ajustamento de Conduta, que consiste num viés mais adequado para
uma melhor operação dos fundos de pensão, objetivamos
dar segurança jurídica aos contratos de longo prazo. A Diretoria
Colegiada já está trabalhando para regulamentá-la
por meio de uma instrução.
JF - Quando o senhor imagina que a Previc esteja pronta para exercer
plenamente suas funções?
RP - O ano de 2010 será um ano para estruturar a autarquia em
relação a espaço físico e corpo de servidores.
Porém, a Previc, no que se refere à supervisão e fiscalização
das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), continua
operando dentro do cronograma estabelecido em 2009, até porque a
equipe técnica foi mantida. Ela funcionará melhor, de fato,
depois que absorver os 200 novos servidores concursados. (Forluz/AssPreviSite)
25.06 - Previc: Ministro destaca importância de sede própria
Superintendente também fala sobre simbolismo de nova sede e
autonomia administrativa
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, presidiu
ontem cerimônia de assinatura de contrato de locação
do imóvel destinado à Superintendência Nacional de
Previdência Complementar – Previc. Assinaram o documento o Diretor-Superintendente
da Previc, Ricardo Pena, e o presidente da Confederação Nacional
do Comércio (CNC), Antônio José Domingues de Oliveira
Santos. A CNC é a locadora do imóvel destinado à Previc,
localizado no Setor Bancário Norte, de Brasília.
O ministro Gabas falou sobre a importância do ato, especialmente
pelo “simbolismo” que representa para a Previc, em termos da autonomia
administrativa, prevista em lei, a mudança física da Superintendência.
A Previc foi criada em dezembro de 2009 e é uma autarquia vinculada
ao ministério da Previdência Social. “A Previc está
bem administrada e gerida e precisava de uma sede para supervisionar, com
autonomia e prestígio, o setor de previdência complementar,
importante para o País não só para geração
de poupança interna, mas também como alternativa de investimento”,
destacou Gabas.
O superintendente Ricardo Pena, que se fazia acompanhar da Diretoria
Colegiada da Previc, também ressaltou a marca da autonomia
administrativa simbolizada na nova sede, e a vitória obtida pelo
ministério da Previdência Social na criação
da Previc, um esforço que data de 2003. (Zenaide Azeredo -
Previc/AssPreviSite)
25.06 - SPPC fala às associadas da Apep
As Associadas da APEP tiveram a oportunidade de conhecer as propostas
da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC)
do Ministério da Previdência Social na manhã de 21
de junho. O titular da SPPC, Murilo Barella, que já havia se reunido
com a diretoria da Associação no fim de maio, conversou com
representantes de entidades fechadas de previdência complementar
do setor privado em São Paulo. Otimista, ele acredita que o potencial
do sistema de fundos de pensão no País é muito grande.
“Temos todas as condições para crescer: a poupança
complementar cabe no bolso do trabalhador, contamos com marcos regulatórios
e entidades fortes e rentáveis. As entidades, aliás, tem
que estar na linha de frente do processo de expansão”, destacou.
Apesar do entusiasmo, Barella sabe que o sistema encontra-se estagnado
já há alguns anos. Para mudar esse quadro, ele considera
essencial um debate permanente entre as autoridades e o setor para detectar
entraves e buscar soluções. Entre as possíveis opções,
o secretário citou a padronização de contratos e a
customização de planos de benefícios, com opções
para investidores conservadores e ousados. “Estou esperando visitas e convites
para debater ideias. A previdência fechada tem que decolar”, disse.
Na avaliação da APEP, a medida mais urgente para o setor
seria fazer valer a distinção entre os fundos de pensão
do setor público e os da iniciativa privada, esboçada nas
Leis Complementares 108 e 109, de 2001. Ocorre, no entanto, que a normatização
para esses dois segmentos é a mesma, submetendo as entidades patrocinadas
pelo setor privado a custos e a uma burocracia que acabam desestimulando
o empresariado. “São necessários ajustes nos marcos regulatórios
para impedir, por exemplo, que uma entidade privada de pequeno porte seja
submetida aos mesmos controles aplicados a um grande fundo de pensão
ligado à esfera pública”, observou Paulo Tolentino, presidente
da APEP.
O grande fórum de discussões do setor, destacou Barella,
será o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).
Ao contrário de seu antecessor, o Conselho de Gestão da Previdência
Complementar (CGPC), o novo orgão não mais responde por processos
administrativos, tarefa agora sob a responsabilidade da também recém-criada
Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC). “O CNPC,
portanto, deixa de cuidar do dia a dia para se fixar em diretrizes. Os
agentes da previdência fechada, caso das entidades, têm de
ocupar esse espaço”, convocou o titular da SPPC. (APEP)
25.06 - Fundos de pensão e FGC brigam na Justiça
Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada
dia 16, reavivou uma antiga disputa entre os fundos de pensão e
o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em julgamento de uma ação
movida pela Fundação Cosipa de Seguridade Social (Femco),
exigindo o ressarcimento de aplicações feitas pela entidade
no falido Banco BMD, o STJ deu ganho à Femco.
A fundação entrou na Justiça em 2004, logo depois
de receber R$ 20 mil do FGC pelo crédito que detinha junto ao BMD,
liquidado extrajudicialmente em 15 de maio de 1998. Este é o valor
que o fundo paga por depositante, mas a Femco pedia para receber a garantia
dos depósitos por participante e não por seu CNPJ.
"O FGC me entende como uma única pessoa, quando nós estamos
na verdade representando os participantes", afirmou Carlos Gaggini, diretor-presidente
da entidade. A Femco tem 8,5 mil participantes, a maioria deles em um plano
de benefícios definidos que perdeu R$ 2,5 milhões aplicados
em títulos do BMD. Pelos cálculos da Femco, a entidade teria
a receber R$ 10 milhões do FGC, em valores atuais.
A decisão do STJ foi transmitida à imprensa através
de um comunicado da Associação Brasileira das Entidades Previdência
Privada. O interesse pelo processo é institucional porque os fundos
de pensão entendem que uma vitória neste processo poderia
beneficiar retroativamente todos as entidades fechadas de previdência
privada que perderam recursos em bancos liquidados.
Entretanto, o advogado Otto Steiner, assessor jurídico do FGC,
disse que nada muda com a decisão do STJ. "Em 2004 enfrentamos 11
ações dos fundos pelo mesmo motivo e ganhamos todas. Essa
da Femco foi a única que seguiu (para julgamento do STJ)", disse
Steiner.
Para o assessor jurídico do FGC, a lógica do pagamento
por CNPJ é a mesma que orienta o pagamento da garantia de crédito
para os fundos de investimentos, consórcios e condomínios,
entidades que, como os fundos de pensão, representam diversas pessoas
físicas. "O fundo não foi criado para proteger fundos de
pensão, mas sim o pequeno investidor", diz Steiner. Ele garantiu
que está encaminhando o caso para o Supremo Tribunal Federal, por
entender que é matéria constitucional. (Janes Rocha
- Valor Online)
24.06 - Previc: Mudança de sede marca implementação
da autarquia
Transferência de todos os servidores se dará até
o final de julho deste ano
A Previc já se encontra instalada em sede própria. O
contrato de locação foi assinado dia 10 de junho e, já
no dia 14, a Diretoria Colegiada mudava-se com cinco assessorias para o
Setor Bancário Norte de Brasília, lote 2, Bloco N, 9º
andar, CEP 70.040-000. Os demais andares destinados à autarquia
são os 3°, 4º, 5°, 6°, 7° e 8°. Os andares
restantes do prédio serão ocupados pelo Ibram – Instituto
Brasileiro de Museus. O Bloco N é vizinho da sede da Capes e próximo
ao prédio dos Correios e Telégrafos. Encontra-se, portanto,
perto da Rodoviária.
Segundo o Diretor de Administração (Dirad), José
Maria de Menezes, “até o final do mês de julho de 2010 todos
os servidores das demais diretorias estarão instalados na nova sede
da Previc. A preocupação premente é que todos encontrem
seus andares com infra-estrutura telefônica e com a rede de
computadores completamente instalada.
Embora alguns contratempos ainda possam ocorrer nesse processo inicial,
o diretor José Maria de Menezes, opinou: “A mudança de sede
marca, de forma definitiva, a Previc como órgão autônomo,
com mais efetividade no relacionamento com seus clientes, maior integração
dos componentes de suas diversas áreas e mais flexibilidade operacional,
mesmo sabendo que se trata do início de uma nova fase.” (Zenaide
Azeredo - Previc/AssPreviSite)
24.06 - Petros: Participação na Usina de Belo Monte
O Conselho Deliberativo da Petros aprovou, na última quinta-feira
(17/06), a participação na construção da Usina
Hidrelétrica de Belo Monte. O valor da obra está estimado
em, aproximadamente, R$ 25 bilhões, sendo que R$ 18,5 bilhões
serão captados por financiamento, principalmente do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante será
aportado pelos acionistas de uma Sociedade de Propósito Específico
(SPE)*.
A Fundação está autorizada pelo Conselho Deliberativo
a participar com cerca de R$ 650 milhões, ou seja, até 10%
do valor não financiado. Este montante será aportado ao longo
de sete anos, em parcelas semestrais. O Comitê de Investimentos da
Petros (Comin)** recomendou a participação no empreendimento,
com a posterior aprovação da Diretoria Executiva e do Conselho
Deliberativo.
O retorno previsto para o investimento está acima da meta atuarial
e está de acordo com a Política de Investimentos para 2010,
aprovada pelo Conselho Deliberativo. A governança neste empreendimento
está garantida para a Petros, pois a Fundação contará
com assento nos Conselhos Administrativo e Fiscal. Para apoiar a tomada
de decisão, a Petros contratou duas empresas independentes para
a análise técnica.
A usina, a ser construída no Rio Xingu (Pará), com operação
prevista para 2015, terá capacidade para abastecer o equivalente
a 40% das residências brasileiras, criando quase 20 mil empregos
diretos e inúmeros indiretos.
*O que é uma Sociedade de Propósito Específico.
SPE é um modelo de organização empresarial pelo
qual se constitui uma nova empresa limitada ou sociedade anônima
com um objetivo específico.
**Como é composto o Comitê de Investimentos
O Comin da Petros é composto por representantes dos participantes,
da Petrobras e da BR Distribuidora. O mesmo conta ainda com três
gerentes executivos da Fundação e é coordenado pela
Diretoria Financeira e de Investimentos. (Petros/AssPreviSite)
24.06 - Inglaterra: British tira obstáculo à fusão
com Iberia
A companhia aérea British Airways (BA) não pagará
dividendos por pelo menos dois anos para a sua nova empresa controladora,
a ser criada após a fusão planejada com a Iberia, pelos termos
de um acordo anunciado ontem para solucionar seus problemas previdenciários.
Além disso, metade de cada libra que a BA tiver no banco acima
de certo limite será destinada a cobrir o déficit de 3,7
bilhões de libras (US$ 5,5 bilhões) em seus dois planos previdenciários
de benefícios predeterminados mais antigos.
As duas medidas são anunciadas depois de o órgão
de regulamentação previdenciário do Reino Unido ter
pressionado a BA a certificar-se de que sua nova controladora não
se apropriaria de ativos ou de receitas à custa dos membros dos
planos de aposentadoria, segundo fontes a par da situação.
Os déficits vêm sendo um possível obstáculo
à aliança - a ser concluída até o fim do ano
- desde que os planos de fusão foram divulgados pela primeira vez
em novembro de 2009.
A Iberia tem direito a desistir da fusão caso não concorde
com o plano de recuperação do déficit previdenciário
acertado entre a British e os responsáveis por esses fundos de pensão
e anunciado ontem.
A Iberia divulgou que o acordo foi "um passo positivo em direção
ao processo de fusão". O próximo passo seria a decisão
da Iberia de aprovar ou não esse acerto, até 30 de setembro.
O plano de recuperação previdenciária também
precisa ser aprovado pelo órgão regulador previdenciário
do Reino Unido, que não quis comentar o assunto ontem.
O diretor de finanças da British, Keith Williams, disse que
a reação inicial da agência foi "positiva". Como parte
do plano de recuperação, a BA concordou em manter sua contribuição
anual nos 330 milhões de libras (US$ 490,6 milhões) previstas
para este ano, aumentando-a em pelo menos 3% nos próximos 16 anos.
Alguns funcionários terão de aumentar a contribuição.
A previsão original da British Airways era eliminar o déficit
muito antes. Williams afirmou que a empresa aérea concordou em não
distribuir dividendos para a nova controladora a ser criada após
a fusão com a Iberia em uma nova empresa a ser chamada de International
Airlines Group, até a próxima avaliação dos
ativos dos fundos de pensão, marcada para o fim de 2012.
"Concordamos em não pagar dividendos até 2012", afirmou
o diretor de finanças, ontem, acrescentando que, de qualquer forma,
a empresa deficitária não planejava fazer tais pagamentos.
A British Airways também concordou em entrar com contribuições
adicionais para cobrir o déficit, caso seu saldo de caixa seja superior
a 1,8 bilhão de libras (US$ 2,6 bilhões). A empresa aérea
tinha 1,7 bilhão de libras (US$ 2,5 bilhões) no fim de seu
ano fiscal mais recente, encerrado em 31 de março.
Perguntado como esse dinheiro seria distribuído entre os fundos
de pensão e o resto da companhia, Williams afirmou que "o conceito
é que seria dividido [na proporção] 50-50 entre as
partes". "Houve um mecanismo similar na avaliação passada,
então, não é um conceito novo", afirmou. (Norma
Cohen e Pilita Clark - Financial Times/Valor Online)
23.06 - Educação Previdenciária: Uma necessidade
do brasileiro
O advogado Roberto Eiras Messina atua há mais de 20 anos no
campo previdenciário e tem uma certeza: o brasileiro ainda levará
algum tempo para dar à previdência complementar a importância
devida. “Na maioria dos países que compõem a OCDE (Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) mais
da metade da população economicamente ativa tem cobertura
previdenciária complementar. No Brasil, estamos em 2%”, afirma.
Poupar hoje para não passar por privações amanhã
deveria ser uma preocupação de todos, mas não é.
Se o brasileiro, contudo, passar a ter conhecimento das normas que regem
a previdência complementar no país, da transparência
e dos sistemas de fiscalização demarcados pela Lei Complementar
109 / 2001, esse quadro de desleixo em relação ao futuro
se reverterá. É nisso que aposta Messina, que lançou
recentemente o áudio-livro “Tudo O Que Você Precisa Ouvir
Sobre Previdência Complementar”, pela Editora Saraiva, voltado tanto
para advogados quanto para o público em geral. “No áudio-livro
eu procuro transmitir desde conceitos de previdência complementar
até análise das regras que o ordenamento jurídico
traz sobre a matéria. Trata-se de uma obra que visa a expandir a
cultura previdenciária”, diz o autor.
Membro da Comissão Técnica Nacional de Assuntos Jurídicos
da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Compementar) e do Conselho Deliberativo da OABPrev-SP,
Messina assegura que o marco regulatório do setor no Brasil equivale
ao dos países mais desenvolvidos. “O marco regulatório exige
a profissionalização dos agentes, dos operadores da matéria
previdência complementar. Estão sendo criados cursos de especialização
e já há diversos títulos lançados. Com isso,
está-se criando a base para a formação de cursos mais
avançados em linha com o marco regulatório, que passou a
exigir a certificação dos profissionais”, explica. A partir
de agora, quem trabalha com previdência complementar nos níveis
de dirigente, executivo ou membro de conselho terá de fazer curso
de reciclagem a cada três anos.
Sem dúvida, trata-se de um avanço que poderá desembocar
na formação de cadeiras específicas no âmbito
universitário. Mas Messina acha pouco. “A matéria não
pode ser vista apenas em nível superior: a educação
previdenciária deve acontecer desde o ensino fundamental. Quanto
mais cedo se tiver essa noção de responsabilidade, essa consciência
de que é preciso poupar para um momento mais difícil da vida,
melhor. O ideal é que se instruam as crianças de forma lúdica,
já nos tenros anos da infância”, defende.
O processo de educação previdenciária não
cessa quando o indivíduo adere a um plano de previdência.
Para perfeito usufruto dos benefícios, o participante deve
acompanhar as modalidades de investimento à sua disposição
– isso exige que ele estude mais. “A Constituição nos deu
a garantia da transparência da gestão dos fundos de previdência
e voz ativa em assuntos do nosso interesse. Se temos o direito de nos manifestar
sobre a gestão dos recursos, não podemos desperdiçá-lo
deixando de nos aprimorar, de nos informar”, adverte Messina.
O empenho de Roberto Messina pela educação previdenciária
ganhará um novo episódio. Ele já concluiu os originais
de um livro sobre o tema, que deverá ser publicado pela Editora
Saraiva e estar à venda em outubro. A nova obra esmiuçará
a Lei Complementar 109 / 2001. “Meu objetivo é ensinar numa linguagem
simplificada, acessível, demonstrando casos de fácil compreensão
aliados a momentos históricos do país. Toda matéria
precisa ser contextualizada na história”, salienta o advogado. “No
livro eu uso ilustrações e quadrinhos explicativos de diversas
situações, sempre com notas de rodapé”, descreve.
OABPREV-SP CONTINUARÁ A CRESCER – Segundo Roberto Eiras Messina,
a Abrapp identificou 10 milhões de pessoas no Brasil como potenciais
participantes de fundos fechados de previdência, em estudo baseado
em renda e necessidade de cobertura. Como tais fundos já contam
com 2,5 milhões de integrantes, há um público de 7,5
milhões de possíveis participantes ainda descoberto. “No
segmento dos fundos fechados instituídos, já há cerca
de 100 mil participantes – só a OABPrev-SP conta com 22 mil.
Se considerarmos que o contingente de advogados inscritos na Seção
de São Paulo da OAB é de 300 mil, não se chegou ainda
nem a 10%. Há muito espaço para crescimento”, verifica.
Na opinião de Messina, alguns fatores contribuem para um novo
salto nas adesões à OABPrev-SP, entre os quais a parceria
com o Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados) e a abertura
para inclusão de estagiários de Direito. “Quanto mais gente
estiver junto, maior poder de barganha na hora de investir, melhores condições
de retorno. Esse é o grande diferencial das instituições
fechadas em relação às entidades abertas”, destaca.
(OABPrev/MML)
23.06 - Fundos: Acordo blinda Oi contra estrangeiros
Acerto entre controladores estabelece que, se algum acionista quiser
vender participação, os demais terão preferência
Hipótese de haver oferta hostil de compra do controle acionário
da Oi é considerada impossível por analistas
A Oi está blindada por um acordo de acionistas contra ofensivas
de grupos estrangeiros para adquirir seu controle. O acerto, registrado
na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), estabelece que,
se algum dos acionistas quiser vender a participação na empresa,
os demais têm preferência de compra.
Há algumas semanas, circulam notícias de que a Portugal
Telecom estaria interessada em ser acionista controladora da Oi.
A hipótese de haver uma oferta hostil de compra do controle
acionário da Oi -como a Telefónica está fazendo com
a Portugal Telecom, em relação às ações
da Vivo- é considerada impossível pelos especialistas, em
razão do acordo de acionistas da Telemar Participações,
holding controladora do grupo Oi.
Ele foi firmado em abril de 2008, simultaneamente à negociação
da compra do controle da Brasil Telecom.
O documento foi subscrito pela BNDES Participações (empresa
do BNDES, pertencente à União, com 16,89%) e pelos fundos
de pensão estatais Petros (Petrobras, com 10%), Previ (Banco do
Brasil, com 12,95%) e Funcef (Caixa Econômica Federal, 10%).
Também foi subscrito pelos sócios privados, que têm
50,1% das ações: AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez,
L.F. Tel (grupo La Fonte) e pelo fundo Atlântico, dos empregados
da Oi.
Mesmo que o governo queira vender suas ações em leilão
público aberto, esbarraria no direito de preferência dos demais
acionistas.
Há ainda uma segunda blindagem: a Telemar Participações
não tem ações negociadas na Bolsa, o que impede que
exista uma oferta hostil de compra, à revelia dos acionistas controladores.
HISTÓRICO
Ofertas hostis de compra de ações já aconteceram
no Brasil. Em 2006, a Sadia propôs comprar a Perdigão, e a
oferta foi rechaçada. Em março deste ano, a Telefónica
fez oferta hostil de compra pela GVT e também perdeu. Nesses casos,
os alvos eram empresas com ações em Bolsa.
O acordo da Oi diz que ""as partes não venderão, cederão,
transferirão, gratuita ou onerosamente, direta ou indiretamente"
suas ações sem que os demais sejam notificados e abram mão
do direito de preferência.
Se um acionista quiser vender sua parte, terá de informar aos
demais, por escrito, valor da oferta recebida e condições
de pagamento. Os outros terão 30 dias para exercer o direito de
compra.
A venda para um terceiro só é admitida se nenhum acionista
quiser exercer seu direito de preferência. Ou seja, a entrada de
um novo sócio tem que ser negociada.
LEILÃO
No dia 17, a BNDESPar vendeu 14,47% da Telemar Participações
para Funcef e Petros. O leilão estava previsto desde abril de 2008.
Os dois fundos de pensão tinham pouco mais de 2% da empresa e negociaram
elevar sua fatia para 10%, cada um.
O leilão só foi possível porque os demais acionistas
abriram mão do direito de preferência de compra em favor da
Petros e da Funcef, os únicos candidatos no leilão.
Se há tanto interesse pelo controle da Telemar, por que não
apareceram outros candidatos no leilão? A resposta está no
acordo de acionistas que blinda a companhia. (ELVIRA LOBATO - Folha
de S.Paulo)
23.06 - Fundos: Capitalização de estatais pode "secar"
mercado
Petrobras e Banco do Brasil devem monopolizar apetite de investidores
Operações envolvem o lançamento de ações
por R$ 110 bi; Fundo Soberano é usado para aumentar fatia da União
Coroamento da política do presidente Lula de aumentar o poder
do Estado na economia, as operações de capitalização
do Banco do Brasil e da Petrobras podem fazer secar o mercado de lançamento
de ações para outras empresas no país.
Analistas e assessores do governo avaliam que o momento já não
é muito propício no mercado internacional, diante da crise
europeia, e que as duas operações devem absorver todo o apetite
dos investidores por empresas brasileiras nesse final de ano.
A capitalização da Petrobras e do Banco do Brasil pode
envolver o lançamento de ações por R$ 110 bilhões
-R$ 100 bilhões da estatal de petróleo, considerada a maior
do mercado mundial, e R$ 10 bilhões do banco.
A operação da petrolífera será aprovada
hoje oficialmente em assembleia extraordinária dos acionistas. A
do BB começou a ser aberta ao público ontem.
Realizadas quase que simultaneamente, elas seguem estratégias
delineadas dentro do Palácio do Planalto de fazer crescer a fatia
da União na Petrobras e aumentar o poder de fogo do BB no mercado
de crédito no país.
FALTA DE APETITE
Mas existe o risco de o mercado não absorver totalmente as ações
das duas estatais. Com a falta de apetite dos investidores, tanto a capitalização
da Petrobras quanto a do BB podem sair por um preço menor que o
esperado.
Das sete ofertas de papéis iniciais colocadas no mercado neste
ano, apenas duas ficaram dentro da faixa de preço estimada por seus
coordenadores: a Mills Engenharia e a Ecorodovias. As outras cinco ficaram
aquém do previsto inicialmente.
As ofertas da Petrobras e da Banco do Brasil devem empurrar para o
próximo ano a abertura do capital da empresa de mineração
da CSN, a Casa de Pedra, segundo analistas de mercado.
A falta de apetite dos investidores no caso da Petrobras não
chega a preocupar o governo, porque a ordem de Lula é comprar tudo
o que os acionistas minoritários não bancarem.
Desde o início de seu mandato, Lula sempre se disse incomodado
com o fato de a União ter só 32% da Petrobras, enquanto estrangeiros
detêm quase 40% -ele sonha em subir essa fatia do governo para 50%,
"devolvendo" o controle do capital total para o país.
PREVI E FUNDO
Nesse caso, para bancar esse aporte extra, o governo deve usar recursos
do Fundo Soberano -dos cerca de R$ 17 bilhões em caixa, R$ 1,7 bilhão
já será usado na capitalização do Banco do
Brasil iniciada ontem.
No caso do BB, o governo já montou uma estratégia caso
o mercado não adquira todo o lote de ações ofertado.
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco, deve
investir forte na operação. Além disso, o Tesouro
já será obrigado a investir mais R$ 2,3 bilhões, além
dos recursos do Fundo Soberano, para que a participação da
União não seja reduzida. (VALDO CRUZ e LEILA COIMBRA
- Folha de S.Paulo)
22.06 - Previc: Educação Financeira e Previdenciária
Autarquia realiza seminário com EFPC para debater projetos de
educação financeira e previdenciária
Superintendente diz que tema afeta diretamente mercados financeiros,
de capitais, de seguros e de previdência
Dando prosseguimento à implementação de um dos
projetos prioritários da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar - Previc, esta autarquia promoveu, na última segunda-feira
(14) um seminário destinado a debater o tema Educação
Financeira e Previdenciária com representantes das entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC).
Na sessão de abertura do encontro, o diretor-superintendente
da Previc, Ricardo Pena, falou sobre a importância da matéria
não só para a autarquia, mas também para o Governo
e para o Ministério da Previdência Social. Ele exemplificou
lembrando que o Coremec (Comitê de Regulação
e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de
Seguros, de Previdência e Capitalização), órgão
integrado pela Previc, já discute o assunto há quatro anos.
“Esse tema afeta diretamente os mercados financeiros, de capitais, de seguros,
de previdência, e é papel do Estado oferecer uma política
pública de fomento e incentivo à educação financeira”,
complementou.
O diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
(Diace) da Previc, Edevaldo Fernandes, destacando a importância da
integração entre o Estado e as EFPC, defendeu um posicionamento
de melhor entendimento, nesse momento inicial, sobre as necessidades e
demandas das entidades, para que “a educação previdenciária
se consolide nesse nosso cenário”.
Sobre a parceria da Previc com a Secretaria de Políticas de
Previdência Complementar (SPPC), o diretor da Diace disse que “a
política previdenciária tem uma nova formulação,
razão pela qual a SPPC, um parceiro direto da Previc nesse processo,
determinará as políticas, os horizontes e os aspectos a serem
mensurados”. A autarquia – frisou - terá um papel mais in loco de
monitoramento e entendimento como esses projetos, de fato, se integram”.
PROGRAMAS – A coordenadora-geral de pesquisas atuariais, contábeis
e econômicas da Diace, Patrícia Monteiro, fez um diagnóstico
sobre os 23 processos de educação financeira já enviados
para a Previc. Ela revelou que apenas 13% dos projetos foram elaborados
baseados em diagnósticos do nível de educação
financeira e previdenciária dos participantes e assistidos. Sua
avaliação é que “existe urgência de um maior
detalhamento na elaboração dos projetos das EFPC, baseados
em um diagnóstico dos problemas existentes e dos objetivos a serem
atingidos”.
MELHORIAS - Numa segunda etapa do Seminário sobre Educação
Financeira e Previdenciária da Previc, a professora e especialista
Cássia de Aquino discorreu sobre o Programa Global de Educação
Financeira, responsável pelo desenvolvimento de um currículo
de educação financeira voltado para famílias de baixa
renda, em países subdesenvolvidos.
Segundo a especialista, desde 2006 mais de 125 mil pessoas foram capacitadas
por esse programa, resultando em um melhor conhecimento, habilidades e
atitudes financeiras dos participantes. Decorrente da aplicação
desse programa, os fundos de pensão passaram a ter melhor desempenho
financeiro e melhor resposta às necessidades financeiras dos participantes.
Estes, por seu turno, passaram a dispor de um maior bem estar financeiro,
maior patrimônio e menor vulnerabilidade.
Ao final do encontro, os representes das EFPC, cujos projetos foram
bem avaliados pela Previc, expuseram os principais pontos de seus programas.
Os processos que não foram aprovados, por seu turno, terão
um novo encontro em julho para reapresentarem novas propostas à
Diace. (Inaiá Sant’Anna e Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
22.06 - Seguradora cativa pode apoiar fundos de pensão
Os fundos de pensão podem criar uma seguradora cativa para obter
respaldo legal e viabilizar a contratação de coberturas de
resseguros para riscos de sobrevivência nas suas respectivas carteiras
de associados, já que acesso diretor é vetado pela legislação.
Esta alternativa foi levantada, na última quinta-feira, pelo
presidente do IRB Brasil Re, Leonardo Paixão, que, de 2003 a 2008,
comandou a extinta Secretaria de Previdência Complementar (SPC),
atual Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc), órgão responsável pela regulação
e fiscalização da previdência complementar fechada.
Segundo ele, há, pelo modelo atual, um impasse sobre a forma
que poderia ser utilizada pelos fundos de pensão na contratação
de coberturas de resseguros. A Lei Complementar 109, de 2001, abre a possibilidade
para a contratação direta do resseguro pelos fundos.
Já a Lei Complementar 126, de 2007, estabelece que só
seguradoras e cooperativas podem fazê-lo. "Claro que prefiro a primeira
hipótese, pois quero os fundos de pensão como meus clientes",
brincou Leonardo Paixão, admitindo, porém, que no intervalo
entre a promulgação dessas duas leis, nenhum fundo manifestou
interesse em firmar contrato com resseguradoras.
CATIVA
O presidente do IRB explicou que, pelas normas em vigor, os fundos
de pensão não podem deter mais de 20% do capital de seguradora.
"A opção legal seria formar um pool de, pelo menos, cinco
entidades de previdência complementar fechada para criar a empresa
de seguros cativa", sugeriu. Ele lembrou que existem de 30 a 40 grandes
fundos e mais de 500 de pequeno ou médio porte. "Seria uma alternativa
interessante criar a cativa", complementou.
Quanto ao desempenho do IRB no novo cenário criado pela abertura
do mercado de resseguros brasileiro, Leonardo Paixão assegurou que,
no prazo de um ano, surgirá uma nova empresa. Ele disse que estão
sendo realizados investimentos na gestão de pessoas e em áreas
estratégicas, como a de tecnologia da informação.
Em termos operacionais, o executivo admitiu que a empresa pode até
ter reduzido o seu market share. Contudo, assinalou que isso não
afetará o desempenho da resseguradora.
"Vamos continuar crescendo, acompanhando o mercado brasileiro", observou.
Ele comentou ainda que, na condição de estatal, o IRB se
vê na obrigação de "prestar mais informações
que as empresas privadas". (Segs)
22.06 - Previc participa de eventos da OCDE e IOPS
Supervisão Baseada em Riscos e Educação Financeira
foram os temas debatidos
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, se fez representar, nas últimas semanas, em dois importantes
eventos internacionais. O primeiro aconteceu no início de junho,
em Paris (França), na sede da OCDE (Organização para
a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), durante
um encontro dos membros do (WPPP) Grupo de Trabalho de Previdência
Privada e da IOPS (Organização Internacional de Supervisores
de Fundos de Pensão).
Segundo o representante brasileiro, o diretor de Administração
da Previc, José Maria de Menezes, “ficou claro que o sistema previdenciário
brasileiro é bem visto internacionalmente, pois enquanto os outros
países têm apenas um ou outro tipo de previdência, nós
temos os três pilares do sistema previdenciário, e todos são
muito bem estruturados”, analisou. O diretor observou ainda que a criação
da Previc foi acompanhada e muito bem recebida pelos demais países
presentes ao seminário.
Na primeira parte do encontro, os membros da WPPP e alguns países
convidados, dentre eles o Brasil, discutiram o conteúdo do documento
da OCDE que aborda a definição das melhores práticas
na Supervisão Baseada em Riscos (SBR). Esse material já está
em fase final de aprovação e será enviado aos países
que desenvolvem ou estão começando a trabalhar com a SBR.
“O Brasil não faz parte do grupo da WPPP, porém sempre somos
convidados a participar desses encontros, devido ao bom trabalho que temos
feito”, analisou José Maria de Menezes.
Outro item constante nessa reunião, em Paris, foi a discussão
e a aprovação de um conjunto de manuais contendo as ferramentas
que poderão ser utilizadas para a supervisão dos fundos de
pensão. Esses manuais, em fase final de elaboração,
deverão ser concluídos até o final de julho deste
ano. O próximo encontro dos membros da IOPS será em novembro,
na Austrália.
EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA – O segundo encontro internacional
realizado em junho, e presenciado por servidores da Previc, aconteceu em
Roma (Itália), onde o debate envolveu educação financeira.
Participaram do evento a coordenadora-geral de pesquisas atuariais, contábeis
e econômicas, Patrícia Cerqueira Monteiro, e a assessora internacional
da autarquia, Bruna Borges.
Dentre os eventos realizados, houve um seminário sobre o fomento
da educação financeira, promovido pela OCDE e pelo Banco
Central da Itália. Foram debatidos temas básicos da agenda
da Rede Internacional sobre Educação Financeira (INFE): educação
financeira nas escolas; mensuração da educação
financeira e avaliação dos programa de educação
financeira, além de painéis sobre a importância da
psicologia econômica no desenho de programas mais eficazes de educação
financeira, e matérias sobre a importância da educação
financeira em planos de contribuição definida (CD), onde
os riscos se transferem para o participante.
Formada por 60 países, inclusive Brasil, a INFE é uma
rede internacional da OCDE que trabalha no desenvolvimento e na implantação
da educação financeira. O próximo encontro da Rede
será no Líbano, em outubro deste ano. (Inaiá
Sant’Anna e Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSIte)
21.06 - Previdência: Um problema real
O aumento real dado pelo Congresso aos aposentados que ganham mais
de um salário mínimo, e sancionado pelo presidente Lula mesmo
contrariando a opinião dos ministros da área econômica
do governo, traz novamente à discussão a dificuldade dos
governantes brasileiros de tratarem seriamente da situação
financeira precária da Previdência Social
Os efeitos dessa decisão durarão em média 20 anos,
segundo o ex-ministro da Previdência José Cechin. Ele lembra
que alguns países repassam para os aposentados o chamado "ganho
de produtividade", o aumento da renda per capita.
Outros pensam que é preciso apenas garantir o poder de compra
do salário do aposentado. No nosso caso, uma lei garante o "ganho
de produtividade" para o salário mínimo, mas, segundo Cechin,
se o mesmo fosse feito para todas as aposentadorias, como propunha o projeto
do senador petista Paulo Paim, a despesa cresceria muito e sairia do controle.
"Uma vez não é nada catastrófico, mas não
pode ser um compromisso permanente", diz ele.
O economista Fábio Giambiagi, um estudioso do sistema de Previdência
que recentemente lançou um livro pela editora Campus, em parceria
com o economista e professor Paulo Tafner, intitulado "Demografia, a ameaça
invisível - o dilema previdenciário que o Brasil se recusa
a encarar", pensa que "estamos indo por uma estrada potencialmente perigosa".
Ele ressalta que estamos acrescentando ao desafio demográfico
associado ao envelhecimento gradativo da população "uma prática
de aumentar a remuneração de dois de cada três aposentados
(os que ganham o salário mínimo) a algo em torno de 5% ao
ano todos os anos, o que aumenta o tamanho da conta".
O aumento das aposentadorias de quem ganha acima de um salário
mínimo, decidido agora, é uma pressão que tende a
se repetir nos próximos anos, alerta Giambiagi.
Para ele, um sistema previdenciário/ assistencial deve cumprir
três objetivos.
O primeiro seria evitar que, na terceira idade, os indivíduos
mergulhem na pobreza extrema, quando já não têm condições
de se sustentar com o trabalho.
O segundo seria dar às pessoas uma aposentadoria que seja condizente
com o esforço de contribuição prévio ao longo
de muitos anos, ajustado pela expectativa de sobrevida.
E o terceiro, preservar o poder aquisitivo da aposentadoria, uma vez
que ela é concedida.
Fábio Giambiagi acha que o Brasil tem um sistema que promove
esses objetivos, uma rede de proteção social que se encontra
entre as melhores entre as economias em desenvolvimento.
Ele destaca que o grau de cobertura para quem tem mais de 65 anos é
muito próximo de 100%, só deixando de fora "parte da elite
que tem outros meios de financiar seu sustento na velhice, de modo que
não é um problema social; e os miseráveis extremos,
que são muito difíceis de alcançar por políticas
públicas centralizadas, casos próximos da mendicância
em idade avançada".
Mas Giambiagi acha que "uma coisa é preservar o poder aquisitivo,
e outra muito diferente é aumentar o valor real das aposentadorias,
que é o que está acontecendo".
Para ele, o ponto central da discussão é a suposição
de que oito milhões de aposentados que ganham acima de um salário
mínimo estariam tendo "perdas" há anos. Ele dá um
exemplo.
"Para entender o problema, pense-se no caso de uma pessoa que ganha
R$ 5.100 (dez salários mínimos).
Imaginemos, por hipótese, que o salário mínimo
aumentasse para R$ 1.020. Da noite para o dia, essa pessoa teria passado
a ganhar cinco salários mínimos.
Porém, sua capacidade de adquirir bens teria se mantido a mesma".
"A ideia de que essa pessoa teria perdido 50% do seu salário
é essencialmente errada", diz Giambiagi.
O resultado dessa conjunção de fatores é que,
além de dar conta de um aumento do número de idosos que caminha
para ser da ordem de 4% ao ano na próxima década, o país
terá a pressão associada ao valor real unitário das
aposentadorias.
Poderemos dar conta disso? Mesmo que a China continue crescendo mais
de 10% ao ano, ajudando a manter um crescimento alto no Brasil devido ao
preço de nossas exportações, "estaremos deixando menos
recursos para atividades fundamentais para o futuro, associadas à
educação, à ciência e tecnologia, e ao investimento
em infraestrutura", diz Giambiagi.
E, se um dia o mundo deixar de ajudar, nos perguntaremos: "O que é
que o país fez nos anos de bonança para se preparar para
a chegada do inverno?".
O ex-ministro da Previdência José Cechin, por sua vez,
preocupa-se com a tentativa de acabar com o fator previdenciário,
abortada pelo veto do presidente Lula.
Ele foi aprovado por unanimidade no Senado, e o governo teve que segurar
a votação na Câmara.
Apesar de que dificilmente o veto será derrubado - pois a base
do governo está mais alerta para as consequências desastrosas
disso, principalmente depois que o presidente Lula vetou -, Cechin chama
a atenção para as providências que a Europa vem tomando
para aumentar a idade mínima para as aposentadorias.
A Grã-Bretanha mandou um projeto há dois anos colocando
o limite de idade até 68 anos dentro de 30 anos, "uma medida de
longo prazo, que é como deve ser feito na Previdência", lembra.
O fator previdenciário foi uma maneira de conseguir segurar
as aposentadorias precoces, e Cechin acha que o seu efeito é melhor
do que a idade mínima, por ser mais flexível. "Quem quiser
se aposentar mais cedo vai receber menos por muito mais tempo".
Para José Cechin, a melhor solução seria uma mistura
de fator previdenciário com idade mínima. (Merval Pereira
- O Globo)
21.06 - Exterior: Gestora busca fisgar fundações brasileiras
A gestora inglesa Ashmore, que administra cerca de US$ 33 bilhões,
quer ganhar mercado entre os fundos de pensão, seguradoras e regimes
próprios de previdência brasileiros. No país desde
2008, a asset entende que agora é hora de apostar suas fichas no
segmento de investidores institucionais, à semelhança da
matriz. Para isso, acaba de abrir um fundo de cotas voltado especificamente
para esse público, o Ashmore Brasil Institucional.
"Na Inglaterra, 80% da base dos clientes da Ashmore são bancos,
fundos de pensão americanos e europeus e fundos soberanos", afirma
Eduardo Camara Lopes, principal executivo da gestora no Brasil. Segundo
ele, esse é o tipo de investidor que exige principalmente rígidos
controles de risco, uma característica da asset.
O primeiro fundo da casa no mercado doméstico, o multimercado
com estratégia macro batizado de Ashmore Brasil 30, aberto em abril
de 2008, reúne patrimônio de R$ 300 milhões. O grosso
da carteira de clientes locais são distribuidores de fundos e segmentos
de private banking.
Com os resultados do Brasil 30 e a flexibilização no
fim do ano passado das regras de investimento dos fundos de pensão
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), havia bons motivos para
apostar nesse novo segmento, explica Lopes. A nova legislação,
avalia, abriu a possibilidade de criar multimercados com liberdade para
obter retornos mais atraentes, diante do juro menor. Pelas novas regras,
o percentual de investimento pelas fundações em fundos estruturados,
incluindo multimercados, subiu para 20% do patrimônio e, no exterior,
para 10%.
A nova carteira vai replicar cerca de dois terços da estratégia
do Brasil 30. O fundo vai investir majoritariamente em ativos brasileiros,
nos segmento de juros e moedas e uma parcela menor em ações.
Terá também operações no mercado externo, com
foco em moedas e renda fixa de emergentes. Para se ter ideia, o Brasil
30 acumulava retorno de 114% do CDI no ano até maio. Em 2009, o
ganho chegou a 180% do indicador. Neste ano, dada a maior volatilidade,
a estratégia tende a ser menos direcional, com mais uso de opções.
"A boa performance atraiu captação nova", diz. "Nossos fundos
locais dobraram de tamanho, chegando perto de R$ 360 milhões."
No total, incluindo fundos offshore, a asset tem patrimônio de
R$ 550 milhões. A nova carteira tem aplicação mínima
de R$ 50 mil, taxa de administração que varia de 1,40% a
2,00% e performance de 20% sobre o CDI. (Alessandra Bellotto
- Valor Online)
21.06 - Petros: Início das comemorações pelos 40
anos
Uma tarde de debates em Brasília abriu o calendário de
atividades em comemoração às quatro décadas
do sistema de previdência complementar fechado no Brasil. Realizado
em 16 de junho, o evento "40 anos de Previdência no Brasil" reuniu
o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e alguns
dos principais protagonistas que atuam no sistema.
Aberto pelo presidente da Petros, Wagner Pinheiro, o debate contou,
na primeira mesa, além do ministro, com o titular da Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), Murilo Barella,
e do diretor superintendente da Previc, Ricardo Pena. Na segunda mesa,
estiveram o presidente da Abrapp (entidade que congrega os fundos de pensão),
José Mendonça, a presidente da Anapar (representante dos
participantes), Claudia Ricaldoni, o diretor adminsitrativo da Petros,
Newton Carneiro, o presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, e o diretor
eleito da Previ, José Ricardo Sasseron.
Funcionário de carreira do ministério desde meados da
década de 1980, Gabas fez uma retrospectiva acerca da previdência
pública e listou avanços alcançados a partir da posse
do atual governo, em 2003. Para o ministro, a propaganda mais eficaz em
favor da previdência social tem sido “a visível melhora na
qualidade dos serviços prestados à população”.
Gabas rechaçou a ideia de que o atual modelo seja deficitário
e defendeu as políticas sociais, “que incluíram milhares
de brasileiro na faixa de consumo” e a manutenção dos benefícios
rurais.
Graças a um conjunto de programas sociais simples como o Bolsa
Família, o curso do movimento migratório está mudando.
“As pessoas estão voltando para o campo e é muito mais justo
você deixá-los escolher onde ele quer viver.” Nesse particular,
o ministro sublinhou o importante papel da previdência complementar
para o desenvolvimento do País, com um adendo especial à
Petros: “excelente parceiro para democratizar o acesso ao sistema complementar.”.
Gabas também reconheceu a necessidade de ajustes ao regime geral,
mas declarou publicamente ser contrário a uma reforma substancial
no modelo da previdência pública.
O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, fez um balanço a partir
de 1970, quando a entidade foi originalmente criada para abrigar os empregados
da Petrobras, até os dias de hoje com o status de maior fundo de
pensão multipatocinado do País. O executivo ressaltou que
a previdência aberta é o maior programa social brasileiro
e elogiou os avanços
do arcabouço regulatório, chancelada
pela criação da Superintendência de Previdência
Complementar (Previc).
De acordo com o titular desta nova autarquia, Ricardo Pena, o sistema
fechado é suficientemente maduro e tem sido referência mundial.
Ele salientou que os resultados colhidos pela previdência complementar
são frutos de ações estratégicas de Estado.
“O sistema está sendo consolidado nos últimos anos, com uma
situação superavitária e o recente ingresso de mais
de mil empresas patrocinadoras e cerca de 400 instituidores.”
Já o titular da Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar (SPPC), Murilo Barella, traçou um paralelo entre a
previdência social brasileira, conceitualmente baseada em premissas
sociais, e a previdência no resto do mundo, balizada por aspectos
financeiros. Ele está otimista em relação às
perspectivas do setor e defendeu a poupança interna como alavanca
para o desenvolvimento econômico sustentado. Para Barella, a previdência
complementar é “a evolução do direito social do cidadão”
– um conceito, segundo ele, ainda pouco difundido por aqui.
O presidente da Abrapp, José de Souza Mendonça, falou
de preocupações com relação ao sistema. Na
comparação com o cenário mundial, opinou que “o País
não deve nada a ninguém”. Preocupado com a questão
da competitividade, o dirigente sugeriu medidas no sentido de desonerar
a estrutura administrativa das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar e iniciativas de educação previdenciária
e financeira como medida de fomento.
O ponto de vista do participante foi defendido no debate pela presidente
da Anapar, Cláudia Ricaldoni, que pediu participação
mais efetiva dos trabalhadores na gestão dos fundos. A dirigente
lembrou que este envolvimento começou a ocorrer de maneira mais
contundente no final da década de 80, com os primeiros ensaios de
mudança no modelo dos planos (de BD para CD) e a privatização
de empresas estatais. Ricaldoni também reivindicou mudanças
na legislação com vistas a garantir a estabilidade dos dirigentes
sejam eleitos ou indicados pela patrocinadora.
O presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, ressaltou que um dos principais
desafios impostos ao setor é o fortalecimento da imagem institucional.
Lacerda destacou aspectos de senso comum entre os três maiores fundos
de pensão do País e lembrou o pioneirismo da Petros em questões
como multipatrocínio e responsabilidade social. Nesta linha, ele
defendeu o intercâmbio e a parceria entre as entidades para fortalecer
o sistema como um todo.
José Ricardo Sasseron, diretor eleito de Seguridade da Previ,
disse que a Petros teve um papel de fundamental relevância no desenvolvimento
tecnológico de sua principal patrocinadora ao estimular a retenção
de profissionais de talento. O dirigente, no entanto, estima que o crescimento
das entidades fechadas tem sido aquém do esperado. Com o crescimento
do trabalho formal, ele está convicto que o setor ganhará
novo fôlego.
No encerramento, o diretor Administrativo da Fundação,
Newton Carneiro, fez um balanço geral do debate e elencou pontos
favoráveis previdência complementar, a exemplo da luta para
evitar a privatização de empresas estatais. Ele aposta nos
instituidores para democratizar o acesso de novos trabalhadores ao sistema.
Sobre investimento, defendeu a diversificação da carteira
como alternativa aos títulos públicos. A via mais natural
para este caminho o dirigente defende que sejam os projetos de infraestrutura.
(Petros/AssPreviSite)
21.06 - Fundos: "Nova Oi" abre espaço para portugueses
Fundos levam papéis da tele brasileira em leilão e mantêm
conversas com a Portugal Telecom, que pode virar sócia
Negócio seria uma possibilidade caso os acionistas da PT decidam
vender a Vivo à Telefónica por 6,5 bi
O governo reduziu sua participação na Oi em leilão
realizado ontem na Bovespa. Com a operação, abriu-se espaço
para a entrada da PT (Portugal Telecom) na Oi.
As ações eram da BNDES Participações e
foram adquiridas pelos fundos de pensão Petros (dos funcionários
da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal).
A BNDESPar reduziu de 31,36% para 16,89% a participação
das ações com direito a voto que detinha. Petros e Funcef
adquiriram iguais lotes de ações e passaram a deter 10% cada
um.
A operação precisa do aval da Anatel (Agência Nacional
de Telecomunicações). Só depois os fundos efetuarão
o pagamento, que será de R$ 890 milhões no total.
Houve especulações de que a PT (Portugal Telecom) participaria
do leilão para entrar na Oi como minoritária -o que não
se confirmou.
No entanto, nos bastidores a operadora portuguesa conversa com representantes
dos fundos de pensão sócios da Oi, que, a partir de agora,
detêm quase 33% da operadora brasileira.
INTERNACIONALIZAÇÃO
A entrada na Oi seria uma opção para a PT, caso seus
acionistas decidam no dia 30 vender sua participação na Vivo
para a espanhola Telefónica por 6,5 bilhões. Ambas disputam
o controle da líder do celular no país.
Contudo a Folha apurou que não interessa à PT somente
ser acionista minoritária da Oi. Poderia haver um cruzamento acionário,
juntando as duas operações.
Dessa forma, surgiria uma tele multinacional atuando em países
de língua portuguesa (Brasil, Portugal e África), tirando
do papel os planos originais da Oi de internacionalização.
Para a Oi, a chegada dos portugueses seria positiva do ponto de vista
financeiro. A compra da Brasil Telecom não saiu exatamente como
o previsto e aumentou o endividamento a ponto de comprometer os investimentos.
Caso vendam a Vivo para a Telefónica, os portugueses estariam
com o caixa reforçado, algo atrativo para a Oi neste momento.
Mas os sócios privados defendem a ideia da "supertele nacional"
e resistem aos portugueses, que tentam traçar um plano B caso seus
acionistas decidam passar a Vivo para a Telefónica. (JULIO
WIZIACK - Folha de S.Paulo)
18.06 - Previc: Nova entidade multipatrocinada é aprovada
Sul Previdência é formada por pequenas e médias
empresas
A Previc - Superintendência Nacional de Previdência Complementar
- acaba de aprovar a criação de mais uma nova entidade fechada
de previdência complementar multipatrocinada. Trata-se da Sociedade
de Previdência Complementar Sul Previdência, localizada em
Florianópolis (SC).
O primeiro plano de benefícios a ser administrado por essa EFPC
é o Micro Prev.
O setor de pequenas e médias empresas - 6 milhões, em
todo Brasil – acha-se apto a aderir à previdência complementar,
podendo oferecer, por seu turno, planos que atendam a cerca de 40 milhões
de trabalhadores. Na condição de responsável pelo
assessoramento na implantação do Sul Previdência, Tulné
Vieira disse que o foco de seu trabalho é buscar, por meio da aderência
desse setor, “democratizar o segmento de previdência complementar”.
ESTRUTURA - O Micro Prev, primeiro dos planos autorizados dessa multipatrocinada,
oferece aos seus participantes aposentadoria programada, aposentadoria
por invalidez, pensão por morte de participante ativo ou assistido,
e aposentadoria proporcional diferida.
Sua estrutura de governança é aquela prevista na Lei
Complementar n° 109/2001: um conselho deliberativo composto por oito
membros; um conselho fiscal do três membros e uma diretoria executiva,
também com três membros e respectivos suplentes.
(Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
18.06 - Apep: Reunião de Associadas
A APEP vem convidar suas associadas para participar da próxima
reunião, que se realizará nesta segunda-feira, dia 21 de
junho, com a seguinte pauta:
• 9h00 Abertura
• 9h30 Palestra: "Tendências seculares e mudanças
conjunturais: Brasil no contexto da economia global" por Luís Fernando
E. Lopes, sócio e economista-chefe do Pátria Investimentos
• 10h00 Apresentação "P2 Brasil: investindo em
Infraestrutura no Brasil"
• 11h00 Coffee-Break
• 11h10 Palestra "Perspectivas da Previdência Complementar
na visão da Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar", pelo Secretário Dr. Murilo Barella
• 12h30 - Almoço de encerramento no próprio local
Local: Pátria Investimentos - Av. Brigadeiro Faria Lima, 2055
- 7o andar, São Paulo, SP
Manobristas no local
A Apep solicita confirmar presença com Cecília, através
do e-mail secretaria@apep.org ou pelos telefones (11) 3045 4843 ou (11)
3842 5721. (Apep/AssPreviSite)
18.06 - Fundos: Oi volta à estaca zero
Os acionistas minoritários da Brasil Telecom (BrT) rejeitaram,
em assembleia realizada na quarta-feira, em Brasília, a proposta
de incorporação pela Telemar Norte Leste, do grupo Oi, por
meio de uma troca de ações. É a terceira vez que o
grupo Oi tenta melhorar sua estrutura societária, mas tem a operação
recusada pelo mercado por insatisfação com as condições
sugeridas.
Há quatro anos o grupo busca ter apenas uma companhia listada
na BM&FBovespa, mas não consegue concretizar sua estratégia.
Com mais essa rejeição, está de volta a estaca zero:
três empresas e sete classes de ações negociadas no
pregão paulista.
Por conta das polêmicas históricas envolvendo a relação
da empresa com os minoritários, a Oi está entre as mais baratas
do setor - a despeito de ser a companhia estrategicamente mais bem posicionada,
com os serviços móvel, fixo, banda larga e TV paga totalmente
integrados. O valor de mercado está em R$ 12, 3 bilhões e
a média das projeções dos analistas aponta para um
valor estimado de R$ 18 bilhões, segundo a Bloomberg.
Esse desconto é considerado atrativo. Mas os analistas temem
novas operações. Embora os investidores tenham receio, há
quem veja potencial de valorização na companhia. Nesse grupo
se encaixa a Portugal Telecom, prestes a vender sua participação
de 30% na Vivo para a Telefónica por € 6,5 bilhões.
O grupo passou por três operações simbólicas.
Em 2006, houve a tentativa de unificar Tele Norte Leste (TNLP) e Telemar
Norte Leste (TMAR) e, simultaneamente, migrar para o Novo Mercado. Contudo,
a operação foi rejeitada por conta do prêmio superior
a 200% existente na relação de troca das ações
dos controladores em detrimento aos papéis dos minoritários.
Em 2007, veio uma oferta voluntária para recomprar as ações
no mercado de ambas as empresas (TNLP e TMAR), visando a reorganização
como próximo passo, mas não houve a adesão planejada.
E agora, a Brasil Telecom terá de permanecer listada separadamente.
A polêmica em torno dessa última operação
deve-se a um provisão adicional de R$ 2,3 bilhões encontrada
na Brasil Telecom após a aquisição. A surpresa levou
a Oi a reduzir a relação de troca de ações
proposta em 2008, quando comprou a empresa e anunciou sua incorporação.
A iniciativa causou descontentamento nos investidores logo de imediato.
O argumento era preservar o interesse dos minoritário da TMAR, incorporadora.
A combinação acionária da BrT fazia parte do projeto
de aquisição. A Oi investiu R$ 11 bilhões para ter
50% da empresa - R$ 8 bilhões pagos aos controladores e R$ 3 bilhões
aos minoritários. A BrT fechou o pregão de ontem valendo
R$ 8 bilhões - 100% do capital.
Foram contra as condições de incorporação
acionistas minoritários donos de 111,5 milhões de ações
da BrT. Detentores de 35 milhões de papéis votaram a favor.
Estiveram presentes investidores que somavam cerca de 171 milhões
de ações. A proporção é de 76% contra
24% entre os votantes - houve elevada abstenção. A Oi não
votou.
Segundo o diretor de relações com investidores da Oi,
Alex Zornig, "o resultado foi uma pena, porque uma simplificação
societária seria bem-vinda".
A expectativa é que o grupo volte a pensar numa reorganização
mais à frente. É consenso entre os analistas que a atual
situação - três empresas listadas - provoca ineficiências.
Os analistas Valder Nogueira e Bruno Mendonça, do Santander, acreditam
que a companhia possa voltar a pensar em unificar TNLP e TMAR.
Fontes da empresa afirmam que não há um "plano B" para
o curto prazo, mas admitem que, no futuro, a situação terá
de ser reavaliada. "Hoje, a companhia dorme como acordou."
Zornig disse que, sem a incorporação, haverá mais
custos para o grupo, por ter de manter a BrT com capital aberto. "Teremos
de realocar despesas pagas hoje pela Telemar em benefício da Brasil
Telecom, porque não será o acionista da Telemar que vai pagar
por isso."
Segundo ele, a Brasil Telecom terá, entre outras coisas, que
pagar pelo uso comercial da marca Oi uma espécie de aluguel. Além
disso, também terá de honrar sozinha com o custeio de salário
dos executivos, que tendem a ser os mesmos. O próprio Zornig, por
exemplo, deverá responder pela área de relações
com investidores de Oi e BrT. "Esses custos não são poucos",
diz ele, sem aceitar abrir os valores.
Esse discurso já era adotado pelo executivo antes mesmo da assembleia,
na tentativa de dissuadir os minoritários da Brasil Telecom contrários
ao negócio da expectativa de que ficariam numa companhia mais lucrativa
e menos endividada que a TNLP e a TMAR.
A gestora de recursos Polo Capital votou contra a operação.
Além disso, havia feito pedido público para que outros acionistas
se juntassem a ela por meio de procuração. Na opinião
da gestora, "três quarto de rejeição é uma mensagem
que deveria ser interpretada de cabeça fria".
Para analistas que preferem não se identificar, nas suas reestruturações,
a Oi sempre busca transferir o custo de um benefício futuro para
os minoritários. A diluição de 2006, por exemplo,
resultaria numa melhor governança com a empresa no Novo Mercado.
Dessa vez, a relação de troca tida como desbalanceada para
os minoritários da Brasil Telecom resultaria numa liquidez maior
dos papéis, com a migração para a TMAR, e numa maior
eficiência administrativa. Mas, em nenhum dos casos, os investidores
pagaram para ver.
Para Alex Pardellas, analista da Banif Securities, a forte queda das
ações ontem é reflexo da decisão da assembleia.
Para ele, continua o suspense da operação, uma vez que a
companhia disse que o negócio está "suspenso por período
indeterminado", mas não cancelado. Pardellas acredita que não
se trata de perda adicional por governança. "A Oi já negocia
com um desconto elevado no setor por conta disso." (Danilo
Fariello, Graziella Valenti e Heloisa Magalhães - Valor Online)
17.06 - Cresce o número de patrocinadoras de planos
O número de empresas interessadas em patrocinar fundos de pensão
cresce ano após ano. De acordo com levantamento da Superintendência
Nacional da Previdência Complementar (PREVIC), em 2002 um total de
92 companhias passaram a ser patrocinadoras, número que saltou para
211 em 2009.
Mas no ano passado apenas duas entidades receberam autorização
para funcionar. “Não cresceu nos últimos anos e não
vai crescer no mesmo ritmo porque boa parte das empresas que optam por
abrir um fundo de pensão dá preferência às entidades
já existentes. Ou seja, o crescimento será via fundos multipatrocinados”,
diz Carlos de Paula, Diretor da Área de Análise Técnica
da PREVIC. Segundo ele, isso não é negativo. “Independentemente
do modo como os fundos de pensão são constituídos,
o importante é que as empresas entendam a importância do benefício
para suas políticas de gestão de pessoas”, completa.
Uma das principais reclamações do mercado é o
alto custo administrativo, que impede um avanço mais significativo
do sistema. “Estamos conversando com a Abrapp (Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), Anapar
(Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão)
e outras entidades no sentido de desonerar os fundos de pensão.
Essa é uma das prioridades da Previc e estamos trabalhando para
isso”, afirma Carlos de Paula. Ainda segundo diretor da área de
análise técnica da Previc, a intenção é
elaborar um documento com as propostas e submetê-lo à audiência
pública, embora não haja uma previsão de quando isso
ocorrerá.
Agilidade nos processos de autorização também
era uma demanda do setor, mas que a Previc (antiga Secretaria de Previdência
Complementar, SPC) trabalhou para aprimorar. Em 2009, a implantação
da análise preliminar por meio eletrônico, bem como a eliminação
do envio inicial dos requerimentos por meio-papel, trouxe benefícios
para o sistema de previdência complementar, tal como a celeridade
no envio e tramitação emergencial dos pedidos, com consequente
diminuição no prazo de respostas das demandas.
No que se refere aos prazos de análise, o tempo médio
de atendimento dos processos de autorização (EFPC, planos
de benefícios, convênio de adesão, retiradas, fusão
e transferência) da SPC em 2009 foi de 20 dias úteis. “Caso
uma empresa queira aderir a um fundo multipatrocinado, o prazo de aprovação
é de sete dias úteis. Isso se for um plano pré-aprovado”,
explica o diretor. (Brasil Econômico/Diário dos Fundos
de Pensão)
17.06 - Fundos: Voltam rumores sobre privatização da Cesp
Em 2008, após intensos debates e tensões, fracassou a
tentativa de privatização da Cesp (CESP3, CESP6). O motivo?
Nenhum grupo privado se interessou pela disputa, e o governador de São
Paulo, à época José Serra – atual pré-candidato
do PSDB para a presidência da República -, acabou cancelando
o leilão de privatização, em março daquele
ano.
Será que existe alguma chance desse processo ser retomado? Este
ano, o novo diretor-presidente da empresa, Vilson Daniel Christofari, afirmou
que “foi vencida a fase da tentativa frustrada de privatização”
e foi enfático: “esse assunto não mais está cogitado”.
Entretanto, com a proximidade das eleições, não
só para a presidência, como para o governo de São Paulo,
a questão retorna: uma possível eleição de
Alckmin – um dos nomes mais cotados para ser o candidato do PSDB para o
cargo – traria novamente a tona a possibilidade de uma privatização?
O que o mercado pensa
Para os analistas do Safra, Sérgio Tamashiro e Diogo Amaral,
a resposta é sim. “Acreditamos que se Geraldo Alckmin ganhar a eleição
para governador, ele tentará privatizar a Cesp”, comentaram em relatório
de início de cobertura das ações da empresa. Os dois
lembram os investidores que as ações preferenciais da companhia
têm 100% de direito de tag along – ou seja, em caso de transferência
de controle da empresa, o acionista receberá todo o valor correspondente
ao preço da ação ordinária.
Marcos Severine, Marcel Shiomi e Mariana Coelho, analistas da Itaú
Corretora, acredita que, caso ocorra, a privatização se refletirá
de forma muito positiva para as ações da companhia. Os analistas
estimam que uma possível privatização ficaria no intervalo
ente R$ 40 e R$ 45 por ação, valores bem superiores à
última cotação de fechamento.
Mas os analistas citam uma alternativa à privatização,
que seria um percurso parecido com o tomado pelo PSDB com relação
à Cemig, em Minas Gerais, com o governo investindo no crescimento
da empresa, permanecendo com o controle estatal. Na visão da equipe,
o cenário não seria necessariamente negativo, ainda mais
levando em conta a geração de fluxo de caixa muito forte
da Cesp.
"A empresa poderia certamente desempenhar um papel primordial na consolidação
do setor, tornando-se uma companhia orientada ao crescimento e/ou ao aumento
de dividendos para o estado de São Paulo e para os acionistas minoritários",
completam.
Privatização X renovações
Já o analista da Link, Andrés Kikuchi, é mais
cauteloso. Ele lembra que a questão da renovação das
concessões é o principal tema para a Cesp, e também
o principal fator de risco para o papel, mais do que qualquer outra coisa.
Cerca de 67% do parque gerador da Cesp terá a concessão
vencida em 2015, fazendo da empresa uma das mais afetadas do setor a respeito
do vencimento.
O mais importante é que a questão das concessões
possui forte correlação com a privatização.
Kikuchi lembra que, na época da tentativa de privatização,
há dois anos, a indefinição do assunto já havia
frustrado os investidores.
E como esse cenário se mantém, uma vez que nada foi decidido,
o analista acredita que dificilmente o debate da privatização
ocorrerá antes da renovação. “As renovações
são mais importantes que a eleição como catalisador
para a Cesp no momento. O processo, assim, viria em um momento posterior”.
O analista da Link vai além e acredita que a chegada das eleições
pode atuar inclusive atrapalhando, no sentido de que pode atrasar a decisão
a respeito das concessões. “Enquanto isso tudo está pendente,
fica difícil trabalhar com algum valor para a Cesp”, resume Kikuchi.
Com relação ao cenário político propriamente
dito, o analista diz que é difícil fazer uma previsão.
“Vai depender muito da cabeça de quem for eleito, com relação
a um tema muito específico, que é a renovação”,
diz, reiterando que este assunto será debatido antes de qualquer
ideia sobre a privatização.
Como foi em 2008?
Esperando arrecadar R$ 6,6 bilhões, o leilão de 2008,
marcado para o dia 26 de março, fracassou uma vez que nenhum dos
cinco interessados que haviam sido pré-qualificados depositou garantias
para participar da disputa – era pedido um seguro garantia de R$ 1,74 bilhão
para terem direito de apresentar lance no leilão.
As cinco pré-interessadas na época eram a Tractebel/Suez,
a CPFL Energia, a Neoenergia, a Aloca e a EDP. As razões alegadas
pelos participantes convergem com o que Kikuchi explicou: o preço
era considerado muito alto e não compensava os riscos regulatórios
envolvendo as incertezas com relação às concessões
das usinas e os preços de energia.
Já José Serra atribuiu a desistências pela crise
financeira vivida na época, que teria reduzido a disponibilidade
de capital para financiar a operação. Ainda assim, o governo
admitiu, à época, que o preço era considerado alto,
mas justificou dizendo que esse preço mínimo valorizava o
ativo e não cogitava vender a empresa abaixo deste valor.
Vale lembrar que, em 2000 e 2001 também houve tentativas frustradas
de vender a Cesp, por Covas e Alckmin, respectivamente. (InfoMoney)
16.06 - Fundos se acertam em Belo Monte
A nova sociedade do consórcio que vai ter a concessão
da usina hidrelétrica de Belo Monte já está fechada,
informa o Valor Econômico da segunda-feira. O FI FGTS e os fundos
de pensão Previ, Petros e Funcef vão ter direta ou indiretamente,
por meio de empresas que participam, cerca de 30% da sociedade. A única
participação direta será do fundo dos funcionários
da Petrobras, que ficam com 10%. A Previ também terá 10%
de Belo Monte, mas por meio da 521 Participações - que é
a empresa dona da Neoenergia. O FI FGTS entrará por meio da J. Malucelli
Energia, onde detém 40% das ações e a Funcef, por
meio da Cevix, empresa que o fundo de pensão dos funcionários
da Caixa tem em parceria com a Engevix. Segundo fontes próximas
ao consórcio Norte Energia, faltam apenas alguns detalhes a serem
acertados, como o percentual que ficará com a Cevix. Em princípio
ficou acertado uma participação de 5% em Belo Monte para
a empresa, mas tende a ser elevado para 7,5%. Assim a construtora Queiroz
Galvão reduziria a participação de 5% para 2,5%. (Murillo
de Aragão - Brasília em Tempo Real)
16.06 - Reflexões sobre a demanda por uma nova tábua
“Foi recentemente divulgada a notícia de que as seguradoras
desenvolveram uma tábua de mortalidade para ser utilizada nos cálculos
de seus planos de seguros de vida e previdência aberta. Depois disso,
têm sido publicados artigos que aventam a necessidade de que a previdência
fechada, isto é, os fundos de pensão, siga o mesmo caminho,
levantando dúvidas quanto à adequação das tábuas
atualmente utilizadas”, diz inicialmente texto produzido pela Comissão
Técnica Nacional de Atuária, que na sequência afirma
que para esclarecer essas dúvidas torna-se necessário fazer
algumas considerações técnicas.
O texto nota, em primeiro lugar, que o custeio dos planos de benefícios
administrados por fundos de pensão está baseado no princípio
da LC 109, que estabelece a manutenção do equilíbrio
técnico – o plano não deve ter as suas contribuições
estabelecidas de modo a gerar superávit ou déficit. Isto
significa que, diferente das entidades abertas, os planos de benefícios
das entidades fechadas são estruturados para ter o “custo justo”.
E como é definido o “custo justo”? Ele é obtido dos estudos
atuariais, que tem por base o perfil etário-salarial da massa de
participantes, os benefícios pagos aos assistidos, as regras estabelecidas
no regulamento do plano de benefícios e, envolvendo todo este cenário,
as hipóteses atuariais. A adoção de hipóteses
atuariais está regulada pela Resolução CGPC nº
18. O princípio que norteia esta regulação é
o de aderência das hipóteses ao cenário no qual o plano
de benefícios está inserido. Assim, a tábua de mortalidade
a ser adotada deve ser aquela que esteja adequada – isto significa que,
ao analisar a massa de participantes, deve ser avaliada a tendência
de sobrevida/mortalidade do grupo, que irá então definir
o patamar necessário para que seja atendido o princípio de
equilíbrio técnico do plano estabelecido na LC 109. Então,
se este dogma é atendido, não importando qual o nome (ou
família) da tábua de mortalidade adotada, está também
sendo perenizado o equilíbrio do plano.
Mas para atender a esta situação, prossegue a CTN de
Atuária em sua manifestação, é mandatória
a criação de uma tábua de mortalidade específica,
adstrita ao universo dos fundos de pensão? A resposta a esta pergunta
é não. A simples elaboração de uma tábua
específica não é garantia de que todo o universo de
participantes de planos de benefícios terá a sua sobrevida
projetada com a menor margem de erro. E também é um sofisma
dizer que a elaboração de uma tábua de mortalidade
é um processo simples; ao contrário, é uma modelagem
técnica de grande complexidade. Cabe também uma reflexão
sobre as diferenças existentes entre as empresas patrocinadoras
dos fundos de pensão: sua atividade, distribuição
geográfica, plano de assistência médica oferecido aos
empregados/aposentados, políticas de saúde ocupacional e
outros programas na área de recursos humanos que se refletem diretamente
na qualidade de vida e, por consequência, na longevidade. Diante
dessa diversidade como garantir que uma tábua de mortalidade que
congregue todos os participantes dos fundos de pensão será
melhor do que aquela obtida a partir dos testes de aderência aplicados
a cada plano, na forma que a técnica atuarial recomenda e a própria
legislação determina?
De tudo, observa a CTNA, o conceito técnico mais importante
é que, independente de o fundo de pensão elaborar ou não
a sua própria tábua de mortalidade, sejam realizados estudos
de aderência, de modo que o acompanhamento contínuo da evolução
desta hipótese atuarial sinalize o momento adequado para a alteração
deste parâmetro, esteja o plano de benefícios registrando
superávit ou déficit.
“Fiéis a esse conceito, a experiência e os recentes resultados
dos planos de benefícios têm demonstrado que os fundos de
pensão brasileiros estão evoluindo na direção
certa, representada pela solidez do sistema ao longo de mais de 30 anos
de existência”, conclui o texto da CTNA. (Diário dos Fundos
de Pensão)
16.06 - Fundos: BNDES vai leiloar ações da Oi nesta quinta-feira
Petros e Funcef devem ser os únicos candidatos a comprar os
papéis
Os dois fundos de pensão têm preferência na compra
das ações, devido a um acordo entre os acionistas
A BNDESPar (empresa de participações do BNDES) fará,
nesta quinta-feira, um leilão de venda de 14,47% do capital da Telemar
Participações, holding controladora do grupo Oi,que atua
em telefonia fixa, telefonia celular, TV por assinatura e internet.
Apesar do noticiário recente sobre o interesse da operadora
Portugal Telecom em se tornar acionista da Oi, a presença dos portugueses
no leilão é tida como totalmente improvável.
Em tese, o leilão é público, mas, na prática,
está direcionado aos fundos de pensão Petros (dos empregados
da Petrobras) e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica
Federal), que têm direito de preferência na compra das ações.
O preço mínimo de venda estabelecido pela BNDESPar é
de cerca de R$ 900 milhões.
O leilão inclui também ações da Contax
(empresa de teleatendimento da Oi) e será realizado pela Bovespa.
Serão oferecidos dois lotes de ações: um destinado
à Funcef e outro à Petros.
O comprador tem de ficar com o lote todo, o que também inibe
a interferência de terceiros no leilão.
REESTRUTURAÇÃO
A venda faz parte da reestruturação acionária
da holding do grupo Oi, iniciada em abril de 2008 e que ocorreu simultaneamente
à compra da operadora Brasil Telecom pela Oi.
Na reestruturação, vários acionistas se retiraram
do bloco de controle da Oi e o BNDES aumentou sua fatia de 25% para 31,36%
do capital, já prevendo revender uma parte aos dois fundos.
Petros e Funcef eram do bloco de acionistas controladores da Brasil
Telecom, mas tinham participação irrelevante no capital da
Oi, de cerca de 2%.
Pelo acerto entre os sócios, cada um deles passará a
deter 10%, de modo a influenciar nas decisões e a ter um representante
no Conselho de Administração.
ACORDO DE ACIONISTAS
A vantagem para os fundos de pensão foi estabelecida no acordo
de acionistas da Telemar, costurado em abril de 2008.
Como maior acionista individual da Oi, o BNDES subscreveu o documento.
O acordo diz que os demais acionistas da Telemar Participações
abrem mão do direito de preferência de compra no leilão
em favor da Petros e da Funcef.
Na hipótese de um terceiro disputar o leilão, Petros
e Funcef terão dois dias úteis para exercer o direito de
preferência.
Se desistirem desse direito de preferência, os demais acionistas
da Oi terão cinco dias úteis para exercê-lo.
DIREITOS
Em síntese, o acordo de acionistas da Oi praticamente inviabiliza
a entrada de um interessado de última hora.
O edital publicado pela BNDESPar deixa claro que, se as ações
forem compradas por um terceiro, não terão os direitos previstos
no acordo de acionistas.
Ou seja, o comprador entraria perdendo dinheiro. A diferença
de preço entre as ações de controle e a de minoritários
reconhecida pelo mercado é de 20%.
Segundo dirigentes dos fundos de pensão envolvidos, a compra
só faz sentido para quem já está no grupo de controle
acionário da Oi e pode se beneficiar dos direitos dos acionistas
controladores. (ELVIRA LOBATO - Folha de S.Paulo)
15.06 - Previc: 3º Prêmio de Monografias
Temas escolhidos se inserem na atual pauta de discussão da autarquia
Com a finalidade de incentivar a pesquisa e a elaboração
de trabalhos técnicos na área de previdência complementar,
a Previc - Superintendência Nacional de Previdência Complementar,
publicou na sexta-feira (11/06), no Diário Oficial da União
(DOU), o regulamento para o 3º Prêmio de Monografias. O edital,
assinado pelo Superintendente Ricardo Pena, saiu publicado na página
94, da 3ª Seção do DOU, do dia 11 de junho de 2010.
A exemplo do que ocorreu no primeiro e no segundo concurso, em 2008
e 2009, o órgão supervisor da previdência complementar
manteve parceria com a Fundação Anfip de Estudos de Seguridade
Social e com o sistema Abrapp/Sindapp na realização desse
evento. Além dos prêmios em dinheiro – R$10 mil – para os
primeiros colocados em cada tema, os vencedores do concurso terão
seus trabalhos publicados pela Previc.
TEMAS - Para este ano foram três os temas escolhidos. São
eles: “Desafios na gestão dos ativos financeiros e passivos previdenciários
nos fundos de pensão”; “Risco da longevidade e os fundos de pensão”;
“Comunicação com participantes e sociedade”. A premiação
também se dará de forma diferente. Serão contemplados
com a quantia de R$ 10 mil apenas os três primeiros lugares em cada
tema sugerido, prêmio este patrocinado pela Abrapp (Associação
Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar)
e Sindapp (Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar).
Os prêmios serão entregues em solenidade a se realizar
durante o 31° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, no
período de 17 a 19 de novembro de 2010. Se a Comissão Julgadora
julgar pertinente, poderá conceder ainda duas menções
honrosas, com direito à certificação e publicação
do trabalho.
Os candidatos devem ficar atentos à data final de entrega dos
trabalhos junto à Fundação Anfip: 10 de setembro de
2010, no endereço www.fundacaoanfip.org.br, ou pelos Correios (EBCT).
Continua em vigor a regra básica dos concursos anteriores que é
o ineditismo do trabalho apresentado.
Os interessados poderão ter acesso ao edital na página
do Ministério da Previdência Social/ Previc, nos seguintes
endereços: http://www.previdencia.gov.br/previc.php?id_spc=269
http://www.previdencia.gov.br/previc.php?id_spc=933 (Zenaide
Azeredo - Previc/AssPreviSite)
15.06 - Diferenças entre os planos PGBL e VGBL
Estou pensando em aderir a um fundo de previdência privada e
gostaria de saber qual é a diferença entre um PGBL\ e um
VGBL. F.S
Ricardo Morais, CFP: Prezado, os dois tipos de fundos são instrumentos
de previdência complementar e podem ser usados para planejar a sua
aposentadoria. A principal diferença está na forma de tributação
de cada um.
O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) possui a vantagem
de permitir ao investidor deduzir as contribuições feitas
ao plano da base de cálculo do imposto de renda. Essas deduções
só podem ser feitas pelas pessoas que efetuam a declaração
completa do IR e que, simultaneamente, contribuem para a previdência
oficial. Este fundo é mais interessante para assalariados que têm
o imposto retido na fonte pela entidade pagadora. As contribuições
podem ser diferidas até o limite de 12% da renda bruta tributável
anual do participante.
Contudo, essa vantagem de dedução do PGBL não
é relevante para aqueles contribuintes que não têm
rendimentos tributáveis, como por exemplo, empresários cujos
rendimentos advêm de distribuição do lucro das suas
empresas. Para atender a esse público foi criado o Vida Gerador
de Benefício Livre (VGBL).
O VGBL está enquadrado no ramo de seguro de vida com cobertura
por sobrevivência, onde se forma uma reserva que será paga
ao próprio segurado no futuro. Seu funcionamento é similar
ao do PGBL e a principal diferença é que as contribuições
não são dedutíveis da base de cálculo do imposto
de renda.
Em ambos, PGBL e VGBL, o rendimento da reserva é diário
e funciona de forma semelhante a um fundo de investimento. No momento da
contratação, escolhe-se o tipo de carteira de investimentos,
como por exemplo: Referenciado DI (atrelados ao juro diário do CDI);
Renda Fixa (ativos do mercado de renda fixa em geral) ou Compostos (composição
feita com renda fixa e ações).
Apesar das semelhanças entre os produtos existentes no mercado,
alguns pontos-chave devem ser sempre observados antes da contratação,
como por exemplo, a taxa de administração, o histórico
de rentabilidade do gestor e a solidez da instituição, afinal
este é um investimento para muitos anos.
Outro ponto a ser considerado é a idade de entrada no plano
e a idade em que se deseja começar a usufruir da renda. Quanto menor
o tempo de contribuição, maior o valor que deve ser depositado
no plano para a mesma renda desejada. Portanto é importante começar
cedo. Mas, se você já passou dos 50, não desanime.
Lembre-se da máxima: "é melhor algum do que nenhum".
Estabeleça metas factíveis para a renda e a idade de
aposentadoria que você deseja, como por exemplo, 80% da renda atual
aos 65 anos. Faça os cálculos de forma conservadora, escolha
um plano adequado ao seu perfil de investidor e ao tempo que contribuição
- jovens podem aplicar em fundos mais agressivos - e inicie um plano de
disciplina financeira mensal até a data da tão sonhada aposentadoria.
Mesmo que você sinta um pouco de "dor" no caminho, ao chegar lá,
verificará que valeu a pena.
Agora que você já sabe quais são as diferenças
entre um PGBL e um VGBL e o que deve considerar para contratar um plano,
resta saber qual é o mais adequado para a sua situação.
Se você não tiver direito a deduzir suas contribuições
ao plano no imposto de renda, aplique em um VGBL. Caso contrário,
a melhor opção é o PGBL. E se você puder guardar
mais de 12% da sua renda bruta tributável, faça um PGBL até
o limite dos 12% e o restante aplique em um VGBL. Assim você otimiza
sua carga tributária e ainda garante uma aposentadoria mais tranquila.
(Ricardo Morais - Valor Online)
15.06 - Previ, Petros, Funcef e FI FGTS: Novos sócios de Belo
Monte
A nova sociedade do consórcio que vai ter a concessão
da usina hidrelétrica de Belo Monte já está fechada.
O FI FGTS e os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef vão
ter direta ou indiretamente, por meio de empresas que participam, cerca
de 30% da sociedade. A única participação direta será
do fundo dos funcionários da Petrobras, que ficam com 10%. A Previ
também terá 10% de Belo Monte, mas por meio da 521 Participações
- que é a empresa dona da Neoenergia. O FI FGTS entrará por
meio da J. Malucelli Energia, onde detém 40% das ações
e a Funcef, por meio da Cevix, empresa que o fundo de pensão dos
funcionários da Caixa tem em parceria com a Engevix.
Segundo fontes próximas ao consórcio Norte Energia, faltam
apenas alguns detalhes a serem acertados, como o percentual que ficará
com a Cevix. Em princípio ficou acertado uma participação
de 5% em Belo Monte para a empresa, mas tende a ser elevado para 7,5%.
Assim a construtora Queiroz Galvão reduziria a participação
de 5% para 2,5%.
O autoprodutor do empreendimento será a Gaia Energia, empresa
de geração do grupo Bertin que também é autoprodutora.
Existe a negociação para que algumas siderúrgicas
do Pará entrem nessa parcela, como está sendo negociado com
a Sinbras. A CSN que negociava participação fica de fora.
Nessa nova formação, as construtoras Cetenco, Contern,
Galvão Engenharia, J. Malucelli Construtora, Mendes Junior e Serveng
reduzem suas participações de 30% para 10% do empreendimento.
O interesse dessas construtoras está muito focado nos contratos
de construção da usina. Mas elas apoiam a contratação
de uma das três grandes construtoras, que estudam há 15 anos
o projeto.
A Camargo Corrêa e a Odebrecht vão apresentar cotações
de preços para diferentes partes da obra. Mas no consórcio,
o apoio é para que a Eletrobras feche com a Andrade Gutierrez. Caso
contrário, as pequenas construtoras querem ter direito de preferência,
mesmo que Camargo e Odebrecht apresentem cotações melhores.
Mesmo dentro do governo existe preferência pela contratação
da Andrade Gutierrez. Isso porque Camargo e Odebrecht sequer participaram
do leilão como investidoras, abandonando a disputa alguns dias antes
criando forte pressão para que a licitação não
fosse feita.
Fontes próximas ao governo dizem que a atuação
dessas empreiteiras no processo do leilão foi considerada uma afronta
que deve levar agora a obra para o colo da Andrade Gutierrez. A construtora
mineira se manteve na disputa junto com Vale, Neoenergia e Votorantim.
Uma importante fonte do governo conta que a pressão da Camargo e
Odebrecht continuou mesmo depois de terem desistido da disputa, quando
entraram na sociedade com a Andrade para formar o consórcio construtor.
As empreiteiras queriam manter o preço do chamado EPC (que faz
a engenharia, fornecimento e construção de uma obra) no valor
de R$ 31 bilhões, o que inviabilizava a tarifa de R$ 83. Na véspera
da disputa, o governo ainda tinha dúvidas se iria conseguir realizar
a licitação e chegou a pensar em não cassar a liminar
que adiava a disputa. Mesmo depois da vitória do consórcio
liderado por Chesf e Bertin, o governo ainda temia pelo futuro da usina.
Foi então que Eletrobras deixou as portas abertas, inclusive para
Camargo e Odebrecht, e foi angariando novos sócios. A sociedade
agora está fechada e falta acertar os contratos de construção
e fornecimento de equipamentos, que serão feitos separadamente.
(Josette Goulart - Valor Online)
14.06 - Apep: Política da Previdência Complementar
No próximo dia 21 de junho, pela manhã, em São
Paulo, falará para as Associadas da APEP o secretário Murillo
Barella, da Secretaria de Política de Previdência Complementar
(SPPC).
O tema será o programa de trabalho e a missão da SPPC.
Local e detalhes da programação serão divulgados
em seguida. (Apep)
14.06 - Petros: 40 anos de Previdência no Brasil
Presente na vida de milhões de brasileiros, a previdência
complementar será o tema central do evento “40 anos de Previdência
no Brasil”. O evento marca o início das comemorações
do quadragésimo aniversário de criação da Fundação
Petrobras de Seguridade Social – Petros. Na ocasião, autoridades
do setor abordarão a evolução da previdência
no Brasil e questões como a responsabilidade social de princípios
de governança nos fundos de pensão.
O evento acontecerá em Brasília, no dia 16 de junho,
com as presenças confirmadas do ministro da Previdência Social,
Carlos Eduardo Gabas, do diretor suprintendente da Previc, Ricardo Pena
e do secretário de Políticas de Previdência Complementar,
Murilo Barella. A Abrapp, associação que congrega as entidades
de previdência complementar, e a Anapar, que representa os participantes
de fundos de pensão também terão assento no evento
ao lado dos três maiores fundos do país, Previ, Petros e Funcef.
(Petros/AssPreviSite)
14.06 - Previ comprará quase R$ 800 mi em ações
do BB
Fundo detém 10,4% do capital do banco; diretoria aprovou a subscrição
da 'totalidade de ações a que tiver direito'
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do
Brasil, participará da oferta primária de ações
da instituição financeira, de modo a manter sua participação
no BB. Para isso, fará um desembolso de quase R$ 800 milhões.
Atualmente, de acordo com informações no site do BB,
a Previ detém 10,4% do capital total do banco.
A diretoria da Previ aprovou a presença do fundo de pensão
na distribuição de novas ações do BB, "mediante
subscrição da totalidade de ações a que tiver
direito, ao preço definido para colocação das ações
na mencionada oferta", segundo comunicado do banco nesta quinta-feira,
10.
A oferta primária, segundo o prospecto preliminar da operação,
envolve 286 milhões de ações. Com base no preço
de fechamento da ação do BB nesta quinta-feira, de R$ 26,76,
o desembolso pela Previ para comprar as novas ações a que
terá direito seria de R$ 795,9 milhões.
A Previ também comunicou ao BB que não tem intenção
de participar da subscrição de eventuais sobras de ações
relativas à operação.
"As informações farão parte do prospecto preliminar
que será apresentado à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) na data de anúncio da referida oferta", conforme o BB.
Os recursos líquidos obtidos com a oferta primária serão
usados para ampliar e reforçar a base de capital do BB, principalmente
para permitir o aumento da carteira de crédito, mas também
para suportar o crescimento por eventuais aquisições.
A operação do BB envolve ainda oferta secundária
de perto de 71 milhões de ações detidas por BNDESPar
(braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social), o Fundo de Garantia para a Construção
Naval (FGCN) e o fundo de investimento Caixa FGHAB Multimercado.
O período de reserva de ações do BB na oferta
começará em 18 de junho. Em 22 de junho termina o prazo para
os acionistas que têm direito de preferência se manifestarem,
enquanto os investidores na oferta de varejo terão até 28
de junho.
A precificação dos papéis ocorrerá em 29
de junho. O início da negociação das novas ações
que serão emitidas começará em 1º de julho.
(Cesar Bianconi - Reuters/Agência Estado)
11.06 - Reforma: Necessária, mas não admitida
Apesar do déficit de R$ 47 bi da Previdência, presidenciáveis
não se comprometem com reforma
O déficit crescente na Previdência Social - que este ano
deve fechar em R$ 47 bilhões - e o risco de insolvência em
duas décadas têm motivado alertas dentro e fora do governo
sobre a necessidade urgente de uma reforma no sistema: porém, nenhum
dos três principais candidatos à Presidência apresentou,
até o momento, uma proposta consistente para resolver um dos maiores
gargalos das contas públicas. Por enquanto, o que prevalece são
negativas sobre a reforma, como as reafirmadas ontem pela pré-candidata
do PT, Dilma Rousseff, ou propostas vagas, como a do pré-candidato
tucano, José Serra.
Em entrevista à revista "Carta Capital", divulgada ontem, Dilma
foi categórica ao afirmar que, se vencer a eleição,
não fará uma reforma ampla na Previdência. Ela defendera
anteriormente "ajustes tópicos" como melhor alternativa: - Não
tem reforma da Previdência. Se você começar a fazer
reforma da Previdência, acontece o seguinte: a primeira que fizemos
deu uma corrida para a aposentadoria. Acaba criando um efeito contrário
ao que se pretende - disse.
O discurso de campanha da pré-candidata contradiz o que seus
colegas do governo pensam sobre o tema. O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, declarou-se, em recente entrevista ao GLOBO, favorável
à reforma: - Taí uma coisa que estamos devendo. Fizemos a
reforma da Previdência do serviço público em 2003.
Foi um desgaste enorme, que se estendeu por 2004. E não foi regulamentada.
Lamentavelmente, temos que dizer isso. No caso da Previdência Social,
o governo tinha que ter uma definição, aliás tivemos:
o presidente não quis fazer.
Mas acho que vai ter que fazer - disse.
Outro economista do governo que defende a reforma da Previdência
é o secretário de Política Econômica do Ministério
da Fazenda, Nelson Barbosa, um dos conselheiros de Dilma.
Já o pré-candidato tucano, José Serra, falou pouco
até agora sobre o tema. Em entrevista à CBN, em 10 de maio,
disse que a reforma da Previdência tem que "eliminar privilégios
e corrigir injustiças", sem entrar em detalhes da proposta. E defendeu
os aposentados: - O sistema da Previdência, em seu conjunto, tem
déficit. (Mas) Não há dúvidas de que os aposentados
estão em situação de atraso no Brasil - disse o tucano.
A pré-candidata do PV, Marina Silva, defende a convocação
de uma Constituinte exclusiva para fazer as reformas tributária
e da Previdência, sem detalhar como seria viável politicamente
essa convocação. Como os demais candidatos, tem evitado falar
contra as aposentadorias.
-- A discussão tem de ser feita com cuidado.
É justo você ter aposentadorias dignas.
Por outro lado, há o problema das contas públicas - afirmou
ela recentemente
Receio de contrariar aposentados
O clima de campanha impede manifestações mais enfáticas
sobre a necessidade de uma reforma que pode desagradar a parcelas significativas
do eleitorado.
O ex-ministro da Previdência José Pimentel (PT-CE), que
tenta ser candidato ao Senado, também se esquiva do tema, embora
conheça os números e os riscos futuros da inércia.
- A reforma da Previdência não está na agenda de
2010. É bom conversar com os coordenadores das campanhas dos candidatos
a presidente.
Quando o assunto chegar no Congresso, eu me posiciono - disse Pimentel.
Autor da proposta do fim do fator previdenciário e defensor
de um reajuste acima da inflação para todos os aposentados,
o senador Paulo Paim (PT-RS) quer mais clareza dos candidatos: - Na prática
ninguém enfrenta esse assunto.
Não tenho tabu de discutir essa reforma. Tem que enfrentar o
debate e ver o que é melhor para o país. Não acho
que isso vá provocar uma corrida a aposentadorias precoces - disse.
Um dos responsáveis pela elaboração do programa
de governo do PMDB - entregue ontem a Dilma e que aborda a necessidade
de enfrentar os problemas da Previdência - o vicepresidente da Caixa,
Moreira Franco, concorda que não é possível fugir
desse debate: - Esse é um assunto polêmico, mas temos que
ter coragem para enfrentar e discutir, por causa do aumento da expectativa
de vida da população.
Colocamos no programa que se faça uma ampla discussão
sobre um novo modelo de Previdência - disse Moreira.
Relator da reforma realizada no governo Fernando Henrique Cardoso,
que criou o fator previdenciário, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP)
diz que é preciso discutir seriamente a reforma sem pensar na perda
de votos: - A Previdência está deficitária, e o problema
está se agravando. O setor que mais cresce é o da terceira
idade, e tem uma catástrofe anunciada para daqui a 20 anos, se nada
for feito já - afirma Madeira (Maria Lima e Regina Alvarez
- O Globo)
11.06 - Previdência volúvel
Quem tem previdência está olhando para o futuro, certo?
Não necessariamente. Os números de maio mostram que o investidor
de planos abertos PGBL e VGBL está sempre de olho no retrovisor,
reagindo ao que passou. A cautela verificada no início do mês
passado, diante de uma nova onda de pânico nos mercados criada pela
crise na zona do euro, foi acentuada ao longo do período. A queda
de 6,64% do Índice Bovespa em maio - depois de experimentar perda
de 3,35% em um único pregão, no dia 4 - provocou uma fuga
de recursos dos fundos de previdência com ações, quebrando
uma sequência positiva de cerca de um ano.
Segundo levantamento das consultorias NetQuant e Towers Watson com
485 fundos de previdência, as carteiras mais agressivas, que destinam
parte dos recursos para a renda variável, registraram resgates líquidos
de R$ 48 milhões. Os fundos com até 30% em ações
foram os mais prejudicados, com R$ 40,9 milhões de saídas.
As carteiras com até 49% perderam R$ 20,4 milhões. Na contramão,
as opções menos agressivas, com até 15% em ações,
receberam aplicações de R$ 13,26 milhões.
Os fundos 100% renda fixa e multimercados sem renda variável
atraíram investimentos de R$ 1,178 bilhão. Vale destacar
que o volume total captado pelos fundos de previdência aberta em
maio, que foi de R$ 1,13 bilhão, também diminuiu, tanto em
relação ao mês anterior quanto ao mesmo período
do ano passado.
Em abril, os fundos com renda variável tiveram captação
líquida superior a R$ 1,2 bilhão e os sem ações,
de R$ 643,9 milhões, somando R$ 1,8 bilhão. Em maio de 2009,
as carteiras de previdência aberta atraíram um total de R$
1,5 bilhão. Só que, naquele mês, os fundos sem ações
lideravam as entradas, com R$ 1,2 bilhão, ante R$ 286,3 milhões
das carteiras mais agressivas.
Mesmo com a fuga do risco em maio, no acumulado do ano, as opções
de fundos com renda variável ainda brilham. Do total de R$ 7,3 bilhões
aplicado no setor, as carteiras com parcela em ações receberam
quase 60%. Os fundos sem renda variável atraíram outros R$
2,9 bilhões.
Não à toa, o patrimônio líquido das carteiras
mais agressivas cresceu mais no último ano do que a renda fixa.
A pesquisa mostra que, em 12 meses, incluindo maio, a expansão dos
ativos sob gestão em fundos com ações foi de 61,71%,
chegando a R$ 40 bilhões. Já o patrimônio líquido
das carteiras sem renda variável aumentou 18,32% no mesmo período,
para R$ 116 bilhões.
Daqui para frente, a expectativa dos profissionais do setor é
de que o comportamento do investidor permaneça nessa toada, já
que a bolsa mantém a trajetória de baixa e não há
sinais de melhora do cenário externo. Em junho, até ontem,
o Ibovespa amargava queda de 2,49%.
Isso mesmo levando em conta que o dinheiro de previdência é
de longo prazo e que as alternativas que embutem um risco maior tendem
a oferecer melhores retornos. Nos últimos 12 meses, o levantamento
das consultorias NetQuant e Towers Watson mostra que a rentabilidade dos
fundos com renda variável está cima das carteiras de renda
fixa e multimercados sem renda variável. A opção mais
agressiva, com até 49% em ações, acumula retorno de
10,43% até maio. Os fundos com até 30% rendem 8,43% e os
com até 15%, 7,41%. Já as carteiras de renda fixa registram
ganho de 7,34% e os multimercado sem ações, 7,11%.
Neste ano, a desvalorização de 8,08% da bolsa afetou,
em parte, o retorno dos fundos com ações. Em cinco meses,
as carteiras com até 49% registram a maior perda, de 1,07%, mas
nada comparável ao indicador. Os fundos com até 30% em renda
variável estão praticamente estáveis (-0,04%) e os
com até 15% acumulam ganho de 1,10%. Já as opções
de renda fixa e multimercados sem ações têm retorno
de 2,95% e 2,94%, respectivamente, nos cinco meses de 2010.
No ranking das seguradoras, a BrasilPrev Seguros e Previdência
é líder em captação em maio e no acumulado
do ano, com R$ 466,7 milhões e R$ 2,5 bilhões, respectivamente.
Na segunda posição, aparece a Itaú Unibanco Vida e
Previdência, com R$ 263,1 milhões em maio e R$ 1,3 bilhão
no acumulado de 2010. Bradesco Vida e Previdência vem em seguida,
com entradas de R$ 202,7 milhões no mês e R$ 1,092 bilhão
no ano. Em patrimônio, contudo, a Bradesco está no topo da
lista, com R$ 48,9 bilhões, seguida pelo Itaú (R$ 40,9 bilhões)
e BrasilPrev (R$ 23,8 bilhões), mostra o levantamento das consultorias.
(Alessandra Bellotto - Valor Online)
11.06 - Fundos: Senado aprova modelo de partilha do pré-sal
O Senado aprovou, na madrugada de ontem, por 38 votos a 31 e com uma
abstenção, o substitutivo do líder do governo na Casa,
Romero Jucá (PMDB-RR), que cria o Fundo Social e institui o modelo
de partilha. A sessão ordinária da Casa começou às
15h desta quarta.
O substitutivo apresentado por Jucá condensa em um só
projeto a criação do fundo social e o regime de partilha.
Desta forma, a polêmica questão sobre a divisão dos
royalties (que originalmente era parte do projeto que cria a partilha)
ficou destacada e só será apreciada depois das eleições,
na possível data de 9 de novembro.
O projeto aprovado nesta quinta-feira pelo Senado determina que os
recursos obtidos com a exploração do petróleo na camada
pré-sal (provenientes da venda do petróleo, gás natural
e outros insumos, dos royalties e da participação especial
que cabem à União, entre outros) sejam destinados a políticas
públicas em educação, cultura, meio ambiente, saúde,
ciência e tecnologia e combate à pobreza. Além disso,
os recursos também serão incorporados ao fundo soberano.
O fundo social vai priorizar municípios brasileiros com baixo Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH).
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou, nesta quarta-feira, uma
emenda que trata da distribuição de royalties do petróleo
ao substitutivo de Romero Jucá. O texto causou mal-estar no Senado,
mas foi aprovada pelos senadores em votação na madrugada.
A emenda foi acatada por 41 votos a 28.
A proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS) trata da divisão
dos royalties do pré-sal e causou polêmica, já que
os senadores haviam concordado em apreciar a divisão dos royalties
somente após o pleito de outubro.
Pedro Simon propõe que a União arque com os prejuízos
que Estados e municípios produtores de petróleo terão
com a emenda Ibsen, aprovada na Câmara no início do ano. O
texto aprovado pelos deputados redistribui os royalties e os recursos da
participação especial igualmente entre Estados e municípios,
levando em consideração, ainda, a divisão de acordo
com os fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios
(FPM). Pela proposta de Simon, a União abriria mão de R$
9 bilhões para ressarcir os Estados e municípios.
O líder do governo no Senado afirmou que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pode vetar a emenda de Simon. Como o projeto original veio
do Executivo, passou pela Câmara e sofreu alterações,
ele retorna para apreciação dos deputados antes de seguir
para sanção ou veto do presidente.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES) afirmou que pedirá ao governador
do Estado, Paulo Hartung (PSB), que peça a inconstitucionalidade
da emenda de Simon. "Já conversei com o governador e ele está
ciente. Pedi que entre no Supremo (Tribunal Federal) com o pedido de inconstitucionalidade.
Temos que nos proteger na justiça, já que o Senado votou
essa quebra do equilíbrio federativo", disse. Casagrande, no entanto,
acredita que o presidente Lula vetará a emenda.
A proposta do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) enfrentou grande resistência
dos parlamentares dos Estados produtores de petróleo - Rio de Janeiro
e Espírito Santo, principalmente. O Rio de Janeiro, por exemplo,
perderia R$ 4,8 bilhões em arrecadação já no
ano que vem.
Das 35 emendas apresentadas ao substitutivo de Jucá, oito foram
acatadas. Entre elas, a proposta que destina 50% dos recursos do fundo
social para a educação. Outra emenda aprovada na madrugada
desta quinta-feira determina que o esporte também passe a receber
recursos do fundo social.
Pelo regime de partilha, aprovado nesta quinta-feira pelo Senado, todo
o petróleo extraído nos poços em território
e mar brasileiros é automaticamente da União, descontados
o custo e a participação do óleo excedente. A União,
então, realiza leilões entre as empresas interessadas. Atualmente,
pelo modelo de concessão, o óleo é entregue às
empresas exploradoras da commodity.
O texto aprovado determina, ainda, que a Petrobras seja a operadora
de todos os blocos explorados sob o regime de partilha. No entanto, a matéria
não veda a participação de consórcios e outras
empresas. Nos casos em que o governo considerar como "interesse público",
a União entregará o poço de exploração
diretamente para a Petrobras, sem a obrigatoriedade de licitar a área.
O substitutivo (proposta que substitui o projeto original) do senador
Jucá acrescentou que pelo menos 5% dos recursos usados para combate
à pobreza formassem um fundo específico para a Previdência
Social.
Outra mudança no projeto original é a inclusão,
no texto, dos itens que instituem o regime de partilha. O modelo de exploração
foi anexado ao projeto que institui o fundo social como forma de garantir
que a polêmica divisão dos royalties - integrante do projeto
que institui a partilha - fosse votada somente depois das eleições.
(JB Online)
10.06 - Um País que envelhece rapidamente
Dentre 30 países selecionados em diversos continentes, o Brasil
apresenta uma taxa de envelhecimento da população somente
inferior à do Japão, onde o processo já ocorreu. A
taxa de fecundidade caiu na atual década para níveis que
só eram esperados para as décadas de 2020 ou 2030. Com isso,
a previsão do começo do declínio da população,
que era esperado para 2062, com um total de 263,7 milhões, foi antecipada
para 2039, com 219,1 milhões de habitantes. Ao mesmo tempo, vem
ocorrendo o envelhecimento da população, que deriva de dois
motivos: da queda da taxa de fecundidade referida e do aumento da expectativa
de vida. O primeiro caso, o envelhecimento pela base, leva à menor
participação dos jovens em relação aos idosos.
O segundo, o envelhecimento pelo topo, que além aumentar o número
de idosos, provoca o aumento dos muito idosos, com mais de 80 anos. Isso
gera também grande aumento nas despesas com saúde pública.
A taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher em
1940 para apenas 1,95 em 2007, menor que a da França, que é
de 2. E no caso brasileiro ainda há o agravante da desproporção
desse índice, ainda alto, embora declinante, nas classes mais pobres.
Entre os indicadores básicos do envelhecimento está a razão
de dependência de idosos, que mede o número de pessoas com
60 anos ou mais em relação à população
em idade ativa, de 16 a 59 anos. Em 2000, havia 7,1 pessoas em idade ativa
para uma pessoa acima de 60 anos, relação essa que descerá
para apenas 1,9 em 2050. Além disso, não basta existirem
pessoas em idade ativa, é necessário que estejam no mercado
de trabalho e contribuindo para o sistema. Diante dessa enorme disparidade
entre beneficiários e contribuintes é esperada destes últimos
alta produtividade, o que só é possível com uma melhora
sensível da educação. Em função dessa
transformação demográfica, são necessárias
mudanças na Previdência Social para adequá-la gradativamente
a esses novos paradigmas. Por isso, a eliminação do fator
previdenciário sem oferecer alternativas que levem em conta esses
fenômenos é agir na contramão da história.
(Darcy Francisco Carvalho dos Santos - Jornal do Comércio-RS)
10.06 - Plano Petros Copesul: Fim reúne petroquímicos
Os petroquímicos protestaram na terça-feira na Capital
para defender os direitos de aposentados e pensionistas da antiga Copesul,
quanto à liquidação do Plano Petros de Previdência
Complementar. O presidente do Sindipolo, Carlos Eitor Rodrigues, ressaltou
que a extinção do Plano prejudicará cerca de mil pessoas,
entre ativos e inativos, que contribuíram por vários anos
para ter direito à aposentadoria complementar. "Mensalmente, abriram
mão de 11% ou 14% dos seus salários para uma aposentadoria
tranquila e, agora, a Braskem acaba com essa condição", assinalou.
A Braskem solicitará, no dia 31, a retirada do patrocínio
do Plano, encerrando as contribuições da empresa e as dos
participantes. Como anunciado em nota, serão feitos cálculos
das reservas dos fundos individuais de retirada, o que corresponde ao valor
presente de todos os benefícios que os participantes teriam direito
até sua expectativa de vida. (Correio do Povo)
10.06 - Plano Petros Copesul: Braskem esclarece
Braskem justificou a decisão de retirar o patrocínio
do Plano Petros Copesul pela inviabilidade financeira dos planos de previdência
com benefício definido, devido ao "aumento exponencial da expectativa
de vida da população". A empresa alega que, somente no Brasil,
mais de 200 planos do tipo foram "adequados" nos últimos anos. Os
funcionários ativos poderão aderir ao Odeprev.
Ponto de vista
Até a medida ser homologada pela Previc, os benefícios
serão pagos. Após, os fundos serão devolvidos aos
titulares. A empresa ressaltou que oferecerá orientação
financeira aos interessados, para aplicação dos recursos.
Como diz a Braskem, a extinção dos antigos fundos trata-se
de uma realidade. Desvantajosa para os trabalhadores, como diz o Sindipolo,
que representa os petroquímicos. (Correio do Povo)
09.06 - Fundos de pensão
Administrar um fundo de pensão é muito diferente de um
fundo de investimento. Enquanto esse tem por objetivo estratégico
maximizar a sua rentabilidade, o fundo de pensão deve buscar a consolidação
das obrigações legais garantidoras do pagamento das aposentadorias
e pensões dos seus integrantes. Isso não é fator impeditivo
de os seus gestores buscarem aplicações nos fundos de investimentos,
com responsabilidade e espartana disciplina, objetivando rentabilidade
para o atendimento dos compromissos futuros demandados pelos seus associados.
Buscar ativos financeiros seguros e rentáveis é da sua
essência. O fundo de pensão, ao captar os recursos dos participantes
e das empresas onde prestam serviços, passa a acumular considerável
valor monetário que, ao longo do tempo, formatará notável
patrimônio.
Nos países desenvolvidos, os montantes dessa colossal riqueza,
antes da crise financeira global, totalizavam US$ 28 trilhões. Representam
o maior programa de poupança voluntário existente na economia
mundial. É um patrimônio dos assalariados em níveis
diversos e dos trabalhadores, sendo instrumento fundamental na formação
da poupança interna dos países desenvolvidos. Nos EUA, Alemanha,
Grã-Bretanha e Suécia, existem fundos seguradores de garantia
que protegem os pagamentos de aposentadoria em caso de falência de
uma empresa quando o plano de aposentadoria tem déficit. A legislação
garante aos membros do fundo de pensão segurança total da
obtenção dos benefícios contratados. Nesses países,
as grandes empresas têm nos investimentos dos fundos de pensão
base segura para o seu crescimento e desenvolvimento.
No Brasil, a poupança voluntária administrada pelos fundos
de pensão é instrumento para o desenvolvimento. A poupança
interna brasileira tem na riqueza dos seus assalariados de classe média
e trabalhadores um poderoso instrumento na maximização da
prosperidade em algumas das maiores empresas e empreendimentos pioneiros
na economia. O fator segurança nesses investimentos decorre do fato
da visão de longo prazo para o seu fluxo de caixa, em um universo
temporal de 35 a 50 anos. Essa longevidade é decorrente do tempo
futuro de vida dos seus membros. A complexidade da sua administração
exige que os seus gestores tenham clara visão operacional de curto,
médio e longo prazos, estando sempre presente o objetivo de gerar
recursos para o cumprimento das obrigações futuras. No curto
prazo, o gestor do fundo de pensão deve ter disponibilidade de recursos
para atender as necessidades decorrentes dos pagamentos aos seus aposentados
e pensionistas.
Existem no Brasil 278 fundos de pensão públicos e privados.
Os dez maiores são vinculados a empresas estatais e representam
53% do total do patrimônio e real capacidade de investimento. A sua
fiscalização é da Secretaria de Previdência
Complementar, agregada ao Ministério da Previdência. Nos últimos
anos, lamentavelmente, essas instituições que administram
valores na escala de vários bilhões de reais passaram a frequentar
o noticiário político de maneira preocupante para os seus
membros associados.
A grande poupança voluntária da economia brasileira não
se encontra na Avenida Paulista, mas nos fundos de pensão. Lamentavelmente,
as suas administrações estão ligadas a diferentes
partidos políticos. O aparelhamento partidário dos fundos
de pensão não é saudável para o desenvolvimento
nacional. O patrimônio formado pela poupança voluntária
de milhões de trabalhadores não pode ser administrado ignorando
os critérios de competência técnica. Nos últimos
anos, o excelente desempenho do mercado de capitais e as elevadas taxas
de juros garantiram expressivos ganhos para as suas aplicações.
Não foi resultado de uma engenharia financeira criativa e diversificada,
tampouco de uma gestão competente.
Nos últimos 15 anos, nos governos Fernando Henrique e Lula da
Silva, a utilização dos recursos dessas entidades vem sofrendo
intervenção direta, e até abusiva, dos interesses
políticos oficiais. (Hélio Duque - Paraná
Online)
09.06 - Complementação de aposentadoria não é
competência da JT
A Justiça do Trabalho não é competente para julgar
questões relativas à complementação de aposentadoria
privada. Por isso, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho acatou
recurso do Unibanco AIG Vida e Previdência S/A e reverteu decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (RJ), que havia
condenado a empresa a liberar parcelas de plano de aposentadoria pagas
por trabalhador.
No processo, o autor da ação, com o objetivo de pagar
dívidas, pedia a devolução de valores de duas contas
de previdência privada complementar, nos valores de R$ 1.705,70 e
R$ 20.172,12, que seriam referentes a contratos de trabalho que ele manteve
com a Rádio Globo e Eldorado Ltda. Tanto o juiz de primeiro grau
(Vara do Trabalho) como o TRT entenderam que a Justiça do Trabalho
seria competente para julgar a questão e condenaram o Unibanco.
Nos termos da decisão do TRT, a Constituição Federal
registra que “cabe à Justiça do Trabalho processar e julgar
outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho,
na forma da lei”.
Inconformada, a empresa entrou com recurso no TST, sob alegação
de que o autor da ação não trabalhou para ela e que
existia apenas vínculo comercial decorrente de um plano de previdência,
por isso a Justiça do Trabalho seria incompetente para julgar o
processo. Os argumentos foram aceitos pela Quarta Turma, pois estariam
de acordo com os artigos 202 da Constituição e 66 da Lei
Complementar 109/2001 e com as decisões do Supremo Tribunal Federal.
O ministro Barros Levenhagen, relator do processo, citou decisão
da ministra Ellen Gracie do STF no sentido de que “compete à Justiça
Comum o julgamento das ações que envolvam complementação
de aposentadoria paga por entidade de previdência privada”. Para
o relator, como a questão não envolve diferença de
complementação de aposentadoria, inclusive porque o autor
da ação nem sequer está aposentado, “mas de (..) liberação
de valores (...) de previdência complementar, agiganta-se a convicção
de ela não ter nenhuma relação mesmo remota com o
contrato de trabalho” RR-134000-66.2007.5.01.0024
(DireitoNet)
09.06 - Petros: 40 anos de Previdência no Brasil
Presente na vida de milhões de brasileiros, a previdência
complementar será o tema central do evento “40 anos de Previdência
no Brasil”. O evento marca o início das comemorações
do quadragésimo aniversário de criação da Fundação
Petrobras de Seguridade Social – Petros. Na ocasião, autoridades
do setor abordarão a evolução da previdência
no Brasil e questões como a responsabilidade social de princípios
de governança nos fundos de pensão. (Petros/AssPreviSite)
08.06 - Reforma da Previdência fica para próximo governo
Ministro propõe unificar, a longo prazo, os regimes de aposentadorias
dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos
O governo Lula prepara uma proposta de reforma da Previdência
Social para ser colocada em prática pelo próximo governo.
Até 31 de dezembro, o ministro Carlos Eduardo Gabas vai apresentar
ao presidente Lula mudanças na concessão de aposentadorias
para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.
A ideia é que, no longo prazo, esses regimes se unifiquem.
Para evitar uma corrida aos pedidos de aposentadoria, o ministro propõe
que as alterações, caso sejam acatadas pelo futuro presidente,
terão de ser implementadas de forma gradual e não devem ser
vistas como uma reforma. "Vamos deixar nossa visão. Não tenho
receita de bolo. Não me sinto competente para dizer que este ou
aquele é o melhor modelo para a Previdência", considerou.
O que o governo quer é controlar o ritmo de crescimento do déficit
previdenciário, que deve fechar este ano na casa dos R$ 50 bilhões.
Isso sem contar os impactos do fim do fator previdenciário e
do reajuste de 7,72% dos benefícios acima do salário mínimo
que foram aprovados pelo Congresso Nacional e estão nas mãos
do presidente Lula para aprovação ou veto.
Somente nos quatro primeiros meses deste ano o rombo foi de R$ 17,227
bilhões, o que corresponde a um aumento de 13,7% em relação
ao mesmo período de 2009.
Um ponto que claramente está sendo estudado pela equipe técnica
do ministro é a unificação das regras do regime de
previdência público e privado. "No futuro, teremos de unificar
isso. Não dá para ficar com regras tão diferentes",
argumentou.
Não há consenso, no entanto, sobre a necessidade de adoção
de uma idade mínima para as aposentadorias por tempo de contribuição.
Atualmente, só existe um limite para os servidores. Uma saída
pode ser fazer ajustes no fator previdenciário - instituído
para desestimular as aposentadorias precoces - ou ainda criar um novo instrumento
para substituir a ausência da idade mínima.
Na avaliação do ministro, o que não pode é
deixar que a média de idade para aposentadoria seja mantida na casa
dos 50 anos em um cenário de maior expectativa de vida da população.
"Acho que pessoas se aposentarem com 50 anos de idade é um equívoco.
Está errado."
Setor rural. Uma das mudanças que Gabas quer implementar no
curto prazo, mas para a qual ainda não conseguiu adesão de
todo o governo, é a alteração na contabilidade da
previdência do setor rural. Normalmente, esse segmento é responsável
por deixar as contas no vermelho. Desde o início do ano, o déficit
do campo totaliza R$ 14,237 bilhões. "Quero mudar a contabilidade.
Não podemos misturar uma coisa com outra", reforçou.
Segundo ele, a separação das rubricas deixará
claro que a previdência é sustentável e que é
preciso encontrar uma fonte de financiamento para o setor agrícola.
Com os dados consolidados, o resultado fica distorcido e aparenta ser pior
do que realmente é.
"No frigir dos ovos, dá déficit. Dá a impressão
de que a previdência está quebrada", argumentou Gabas. Os
críticos dessa proposta consideram, no entanto, que uma alteração
desse tipo apenas "esconde" uma parte dos dados da Previdência. Até
porque, no fim das contas, quem sempre arca com saldo negativo é
o Tesouro Nacional. (Célia Froufe e Edna Simão
- O Estado de S.Paulo-03.06)
08.06 - Reforma: Na contramão do bom senso fiscal
Rombo na seguridade deve chegar a R$ 100 bilhões
O Brasil está na contramão da história no que
diz respeito às regras para o acesso à aposentadoria. A legislação
brasileira não estabelece uma idade mínima para se aposentar
e, ao contrário do que acontece na maioria dos países, corre
o risco de deixar de reduzir as pensões de quem se aposenta mais
cedo. A principal consequência é um rombo bilionário
nas contas públicas, que tem que ser bancado por toda a sociedade.
Mesmo com o fator previdenciário, que implica um desconto no
valor do benefício para os trabalhadores que se aposentam muito
cedo, o deficit estimado para este ano, somente para a previdência
dos trabalhadores da iniciativa privada, é superior a R$ 50 bilhões.
Somado com o buraco do setor público, o rombo sobe para mais de
R$ 100 bilhões — nessa conta, não entram os regimes de estados
e municípios.
“É o maior problema fiscal do governo”, admitiu o especialista
em previdência social, José Cechin, com a autoridade de quem
já comandou o ministério da área no governo Fernando
Henrique Cardoso. O peso do deficit previdenciário pode ficar ainda
maior caso o presidente Lula opte por não vetar o fim do fator,
aprovado recentemente pelo Congresso Nacional. “É um retrocesso
sem precedentes. Simplesmente, estaremos desfazendo a reforma de 1998”,
disse o ex-ministro.
Justiça
Segundo Cechin, a aposentadoria antecipada pode ser concedida. Mas,
nesse caso, é preciso ajustar o valor. “O fator previdenciário
faz isso”, observou. Para o especialista, ao contrário do que dizem
os críticos da fórmula, o injusto seria um trabalhador que
se aposenta aos 50 anos receber o mesmo benefício de um outro que
solicita a aposentadoria aos 65 anos. “A expectativa de vida dos dois é
idêntica, só que um vai receber da Previdência por muito
mais tempo que o outro. Então, é justo que ele receba menos,
enquanto o trabalhador que se aposenta mais tarde receba mais”, explicou.
Nos países da União Europeia, o desconto é uma
realidade. Todos estabelecem uma idade mínima e não é
permitido, na chamada pensão estatal — um benefício social,
parecido com o concedido pela Lei Orgânica de Assistência Social
(Loas) —, a aposentadoria antecipada. Apenas na aposentadoria complementar,
existe alguma flexibilidade, com o trabalhador podendo solicitar o benefício
antes da idade mínima.
É o caso, por exemplo, da Alemanha. Lá, a idade para
a aposentadoria é de 67 anos, mas o trabalhador pode solicitar o
benefício, com redução, desde que tenha completado
45 anos de contribuição. O desconto do valor da pensão
é de 0,3% para cada mês de antecipação.
Grécia, Espanha e Portugal, que estão no centro do furacão
da nova crise do euro, também permitem a aposentadoria antecipada
com abatimento do valor. Na Espanha, por exemplo, onde a idade mínima
para a aposentadoria é de 65 anos tanto para homens quanto para
mulheres, a redução do valor do benefício é
de 8% ao ano a partir dos 60 anos. Portugal, que também tem a mesma
idade mínima da Espanha para a aposentadoria, permite a pensão
antecipada, com redução, desde que a partir dos 55 anos de
idade e com 30 anos de contribuição.
EXEMPLO AMERICANO
Feita nos anos 1980, a reforma da Previdência Social nos Estados
Unidos estabeleceu a idade mínima de 67 anos para os trabalhadores
nascidos a partir de 1960. Essa exigência só será atingida
em 2027. “Eles mudaram com mais de 30 anos de antecedência”, disse
o ex-ministro da Previdência, José Cechin. Para ele, a reforma
ideal é a que estabelece alterações na legislação
dando tempo para a adaptação e impondo regras mais duras
para os trabalhadores que vão ingressar no mercado de trabalho.
(Vânia Cristino - Correio Braziliense)
08.06 - Direitos preservados
As regras da Previdência Social podem mudar abruptamente para
os trabalhadores que já se encontram no mercado de trabalho. Isso
deve ocorrer se for instituída uma idade mínima ou caso o
tempo de contribuição seja aumentado — hoje, ele é
de 35 anos para o homem e 30 anos para a mulher. Uma conjugação
dos dois fatores provocaria o mesmo efeito. A expectativa de direito, segundo
o ex-ministro José Cechin, não é reconhecida pela
justiça brasileira.
“O ideal é que, na mudança, haja uma regra de transição,
como foi feita na Inglaterra”, ponderou. No país citado por Cechin,
a idade mínima da mulher, hoje de 60 anos, sobe gradualmente seis
meses por ano até 2020, quando se igualará à dos homens,
em 65 anos.
Candidatos
Já o chamado direito adquirido vale tanto para os atuais aposentados
e pensionistas, quanto para os trabalhadores que, mesmo na ativa, já
cumpriram as regras de acesso ao benefício. Nos ganhos dos aposentados,
não se pode mexer. Mesmo numa reforma, a Justiça garantiria
aos trabalhadores em condições de se aposentar a possibilidade
de solicitar o benefício pelas regras anteriores, mais benéficas.
Ficariam obrigados a cumprir as novas regras os trabalhadores pegos
no meio do caminho, ou seja, aqueles que já teriam cumprido parte
das exigências para se aposentar pelas normas antigas, mas não
tivessem preenchido todos os requisitos para a concessão do benefício.
A reforma ainda não entrou na agenda dos candidatos a presidente
da República. (Vânia Cristino - Correio Braziliense)
07.06 - Diálogo Institucional debate o Contrato Previdenciário
Um fundo de pensão mantém-se saudável com o equilíbrio
entre seu ativo e seu passivo no longo prazo, colocando, em um lado da
balança, os recursos disponíveis e, do outro lado, os compromissos
com seus participantes. Essa é a ideia central do 2º Diálogo
Institucional Fundação CEEE, realizado em 28 de maio, em
Porto Alegre. Mais de 300 pessoas compareceram ao evento que debateu o
contrato previdenciário, enfatizando a relação dos
participantes com sua entidade de previdência complementar. O encontro,
mediado pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar, José de Souza Mendonça,
reuniu especialistas que expuseram suas ideias sobre o tema proposto, refletindo
sobre algumas questões. Os participantes ganham ações
judiciais contra seu plano previdenciário porque têm razão?
Planos superavitários não terão problemas com ações
judiciais? Divulgar ameaças aos planos abala a confiança
dos participantes em relação ao seu fundo de pensão?
Uma das respostas ficou a cargo do advogado Adacir Reis, ex-secretário
de previdência complementar, que abordou os fatores que influenciam
o comportamento da balança entre ativos e passivos, como o aumento
da longevidade da população, que pressiona os planos previdenciários
a pagar mais benefícios. Em contrapartida, as oscilações
da economia e o cenário de queda das taxas de juros, dificultam
o atingimento das metas de gestão, para que os planos consigam obter
os recursos necessários para honrar esses compromissos. Em síntese,
a balança tende a pender para o pagamento de mais benefícios.
Fundos de pensão precisam trabalhar num ambiente de previsibilidade,
corrigindo situações provocadas por mudanças na expectativa
de vida e na capacidade de retorno dos investimentos.
“Se um fundo de pensão está com sobra de recursos, deve
guardá-los para eventuais mudanças de cenário”, afirmou.
Não bastasse as oscilações do contexto sócio-econômico,
outro fator vem inchando o passivo dos fundos de pensão: as ações
judiciais. “Hoje se vê a progressão geométrica de conflitos
que reproduz uma tradição de litigar contra o estado, contra
o INSS”. Na opinião de Reis, os juízes, nesses conflitos,
usam os mesmos princípios e aplicam as mesmas regras utilizadas
para o regime geral no qual o empregado é a “parte fraca” no processo.
Mas, na previdência privada, a conta é dividida entre todos
os participantes daquele plano e a patrocinadora. “Na previdência
complementar não é um conflito entre fortes e fracos, é
um conflito de participantes versus participantes”. Como fundos de pensão
trabalham com projeções de longo prazo (20, 30, 40 anos),
o rombo fica oculto na neblina, lá na frente. Mesmo com superávit
, um plano previdenciário pode ficar insolvente no futuro, caso
seja alvo de ações judiciais. Não adianta um fundo
de pensão ter R$ 4 bilhões de patrimônio e compromissos
na ordem de R$ 5 bilhões. Vai faltar dinheiro no futuro, se não
houver uma equalização do custeio do plano. Esses conceitos,
claros para quem está inserido no sistema de previdência complementar,
precisam ser socializados com outros públicos. “É uma questão
de educação previdenciária”, concluiu Reis.
(Fundação CEEE/AssPreviSite)
07.06 - Retirada de patrocínio traz prejuíos aos participantes
A ABACO (Associação de Aposentados e Pensionistas da
Copene/Braskem) encaminhou denúncia à PREVIC e ao Ministro
da Previdência Social, sobre os danos causados aos participantes
decorrentes da retirada de patrocínio do plano Petros Braskem. Há
participantes que deixaram de receber benefícios a partir da retirada
de patrocínio, mesmo depois de terem migrado para outro plano, ficando
com sua sobrevivência comprometida.
Representantes da ABACO e da ANAPAR foram recebidas pelo Secretário
de Políticas de Previdência Complementar Murilo Barella, a
pedido do Ministro da Previdência, e nesta reunião solicitaram
que ações administrativas fossem tomadas no sentido de reparar
os danos causados.
A Braskem, sucessora da Copene – empresa do grupo Petrobras privatizada
no governo FHC – patrocinava um plano de Benefício Definido administrado
pela PETROS. Entrou com pedido de retirada de patrocínio em 2005.
Em 2009 a SPC aprovou a retirada, sem atender aos insistentes pedidos da
ABACO e da ANAPAR de manter o plano original mesmo após a retirada
da Braskem. A ANAPAR defende que um plano de previdência pode ser
mantido somente pelos seus participantes, mesmo após a saída
da patrocinadora, desde que os participantes assumam o risco a partir da
retirada. Mas a SPC não aceitou as reivindicações
e insistentes apelos e forneceu, como únicas alternativas, o resgate
das reservas pelos participantes, mesmo se aposentados, ou sua transferência
para um plano de contribuição definida, com um benefício
diferente do original.
O resultado para os participantes foi trágico. Por determinação
da SPC, as reservas foram individualizadas com base nas premissas atuariais
do plano. Ao não se permitir manter o mutualismo e a solidariedade
entre os participantes, parte dos aposentados e pensionistas teve seu benefício
reduzido e outros com benefício cancelado. Uma pensionista com 98
anos de idade teve seu benefício cancelado, pois ultrapassou a expectativa
de vida prevista na tábua atuarial. Enfim, o órgão
de fiscalização não cumpriu o seu papel de defesa
dos participantes, conforme denuncia a ABACO ao Ministro da Previdência
Social.
Reivindicamos a suspensão de novas retiradas – No momento em
que se discute a nova regulamentação que deverá orientar
futuras retiradas de patrocínio, o caso do Plano Petros/Brasken
é um exemplo de tudo o que não deve ser feito em relação
aos direitos de participantes e assistidos.
A ANAPAR encaminhou ofício à PREVIC, com cópia
para o Ministério da Previdência e Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar solicitando que não sejam autorizadas
outras retiradas de patrocínio até que a nova regulamentação
seja aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar
– CNPC, sob pena de impor novas perdas aos participantes de planos de previdência
complementar.
A ANAPAR também está estudando a possibilidade de ajuizar
ações visando garantir o benefício de renda vitalícia
em nome de todos os seus associados, participantes assistidos de planos
em que houve a retirada de patrocínio e a perda da renda vitalícia.
(Anapar)
07.06 - Fundos: ISS recomenda voto contra incorporação
da BrT
A expectativa de incorporação da Brasil Telecom (BrT)
pela Oi sofreu um baque ontem. A empresa especializada em recomendação
de voto ISS recomendou aos acionistas da BrT que votem contra a operação
na assembleia marcada para o próximo dia 16.
No encontro de acionistas, a decisão será apenas dos
minoritários. A Oi não votará com os 49% das ações
que possui na empresa. A decisão foi tomada depois que a relação
de troca para a transação foi reduzida por conta da necessidade
uma provisão de R$ 2,3 bilhões na BrT não prevista,
que teria reduzido o valor da empresa.
Daí a importância do relatório da ISS. A empresa,
do grupo RiskMetrics, é especializada na representação
de voto de investidores estrangeiros. Muitos fundos terceirizam para a
consultoria até mesmo a política de voto.
As analistas Etelvina Martinez e Adriana Doniak destacam nos argumentos
sobre a recomendação que: o minoritário da BrT não
está sendo adequadamente remunerado com a relação
de troca, as ações preferenciais da empresa negociavam até
pouco tempo acima das condições propostas, as condições
iniciais da incorporação já não apresentavam
prêmio e a controladora Oi tem um histórico ruim de governança.
No estudo, as especialistas relembram a operação de 2006,
a polêmica tentativa de reestruturação que levaria
o grupo ao Novo Mercado, desde que os controladores tivessem prêmio
significativo nas condições. Foi também um relatório
da ISS, naquela transação, que jogou um balde de água
fria na operação, que já causava muito desconforto
nos acionistas.
Outra empresa de recomendação de voto, a Glass Lewis,
também sugeriu aos acionistas da BrT que votem contra a incorporação
na assembleia. No fim da semana passada, a Associação Nacional
de Investidores do Mercado de Capitais (Amec) questionou a transação.
Etelvina e Adriana, apesar de recomendarem o voto contrário,
destacam que o cenário para os minoritários da BrT são
ambos arriscados. Eles têm que escolher entre ser incorporados por
uma relação de troca baixa ou ficarem expostos a um potencial
conflito de interesses, que pode resultar numa transferência de custos
da Oi à BrT.
Mais um risco que surge no atual cenário é a Portugal
Telecom entrar na Oi. (Valor Online)
02.06 - Previdência não quebra com o reajuste
O senador Mão Santa (PSC-PI) disse ontem que o governo não
engana os senadores quando diz que o reajuste das aposentadorias aumentará
"o rombo da Previdência". Ele afirmou que o governo falseia os dados
referentes aos recursos da Previdência.
Mão Santa disse que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva Luiz Inácio "é gente boa", e culpou "os aloprados do
governo" que, segundo afirmou, "tiram o dinheiro da Previdência e
empregam no que querem ao seu bel prazer". O senador frisou que, se o dinheiro
recolhido dos trabalhadores for bem aplicado, a Previdência não
quebra.
- Dizer para nós, senadores, que a Previdência vai falir,
que não dá certo, que o ministro não pode pagar? Não
é ministro que vai pagar aposentadoria nem o presidente. Cada um
de nós é que paga a sua própria aposentadoria - disse
o senador.
Mão Santa assinalou que um trabalhador que inicie sua carreira
aos 16 anos e se aposente compulsoriamente aos 70 anos de idade, terá
pagado à Previdência por sua aposentadoria ao longo de 54
anos. Ele ressaltou que a média de vida do brasileiro é de
72 anos.
- No Brasil se instalou um governo do tripé: mentira, corrupção
e incompetência. Essa é a verdade - afirmou.
O senador Paulo Paim (PT-RS) disse, em aparte, que alguns não
entendem a defesa dos aposentados feita pelos parlamentares no Congresso
Nacional. Ele citou o líder sul-africano Nelson Mandela que, ao
tomar posse como presidente, pediu ao povo que se mobilizasse e pressionasse
seu governo para que as mudanças acontecessem.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) concordou com Paim, mas lamentou
que no Brasil os partidos da chamada esquerda e as forças da sociedade
organizada foram usados para segurar as pressões populares.
- A gente não vê mobilização no sentido
de propostas alternativas. Nós regredimos ideologicamente - afirmou.
(Jornal de Hoje)
02.06 - O fim do fator previdenciário e o reajuste
O fim do fator previdenciário e o reajuste de 7,7% concedido
às aposentadorias superiores a um salário mínimo são
dois proeminentes resultados da atual safra de medidas demagógicas
aprovadas no Congresso, estimulada pelo calendário eleitoral. Foi
demais, mesmo para um governo que se tem notabilizado pela leniência
na administração dos gastos. Tanto que os ministérios
da Fazenda e do Planejamento aconselham, corretamente, o presidente Lula
a vetar as duas falsas benevolências.
Falsas porque contribuirão, caso sancionadas, para o desequilíbrio
nas contas públicas, antessala de juros mais altos, de crescimento
econômico menor, menos empregos e assim por diante.
É grande o impacto da extinção do fator previdenciário,
criado em 1999 para desestimular aposentadorias precoces — à medida
que a expectativa de vida do brasileiro, calculada pelo IBGE, sobe, o fator
induz a pessoa contribuir mais tempo ao INSS, para manter o valor do benefício.
Desde sua instituição, foram economizados R$ 10 bilhões.
Já o reajuste de 7,7% — cerca de um ponto percentual e meio acima
do acordado entre governo e centrais sindicais — representa um aumento
de dose na irresponsabilidade, pois os 6,1% acertados são também
exagerados. Afinal, cada ponto percentual de reajuste na Previdência
acima da inflação injeta R$ 1,2 bilhão a mais na conta
das despesas. Não faltam números para justificar o veto,
o qual, no caso do reajuste, implicará a emissão de uma MP,
a fim de restabelecer o aumento de pouco mais de 6%.
A campanha não pode induzir o presidente a erro. Lula deve lembrar-se
de que as vezes em que tratou de zelar pelo equilíbrio fiscal colheu
muitos benefícios posteriores. Foi assim em 2003, quando, conforme
se comprometera na Carta ao Povo Brasileiro, trabalhou pela manutenção
da estabilidade econômica, concedendo ao então ministro Antonio
Palocci, da Fazenda, assim como ao presidente do BC, Henrique Meirelles,
suporte político para segurar gastos e subir os juros contra graves
pressões inflacionárias.
Deu certo, milhões puderam sair da pobreza absoluta, e assim
Lula conquistou os atuais índices de popularidade.
A prática da responsabilidade fiscal é, de resto, essencial
num país em que a carga tributária se tornou insuportável.
Se, na média, ela atinge elevados 36% do PIB, quando se analisam
setores específicos, o quadro é ainda pior. Segundo o jornal
“Valor”, no ano passado, o Fisco federal, estadual e municipal passou a
mão em 45% da riqueza gerada pelas cem maiores empresas brasileiras
de capital aberto, conforme levantamento feito pela Fundação
Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
O Estado é, de longe, o maior acionista das empresas. O valor dos
impostos supera em larga margem os dividendos pagos. Nas telecomunicações,
o Leão, por meio de suas três representações,
chega a abocanhar 63,8% da renda das companhias.
Por isso falta dinheiro para investimento com recursos próprios.
Tudo porque a máquina pública é insaciável
no confisco de rendas pela via tributária. O veto de Lula nas duas
medidas na área da previdência é essencial, embora
sejam tópicas. Do ponto de vista estratégico, de longo prazo,
é necessária uma grande mudança de postura dos governantes
diante de um contribuinte cada vez mais sacrificado para arcar com o custo
crescente de um Estado perdulário. (O Globo)
02.06 - Fundos: Fatos sobre Belo Monte
O governo nega, mas nada impede, legalmente, que outras cinco usinas
sejam construídas, como estava planejado originalmente
Em 19/5, Rogério Cezar de Cerqueira Leite veio à Folha
defender o projeto da hidrelétrica de Belo Monte ("Belo Monte, a
floresta e a árvore", "Tendências/Debates").
Apesar de se basear mais em ofensas do que em argumentos -chamou os
críticos à usina de "ecopalermas", "fanfarrões" e
"pseudointelectuais"-, seu texto tem grande potencial de desinformar, por
ter sido publicado aqui. Do ponto de vista ambiental, Cerqueira Leite afirmou
que o único problema seria a perda de biodiversidade na área
de florestas a ser inundada pela usina, um equívoco.
Os dois maiores impactos ambientais do projeto são a destruição
de uma das maiores bacias hidrográficas do mundo e a aceleração
do desmatamento. Ou seja, para ser eficiente em geração de
energia, Belo Monte necessita de pelo menos mais uma represa no Xingu para
produzir o ano todo. O governo nega, mas nada impede, legalmente, que outras
cinco usinas sejam construídas, como planejado originalmente.
Belo Monte também atrairia centenas de milhares de pessoas para
a região, sendo que, ao final das obras, restariam só 900
empregos (conforme dados do projeto).
O que restará aos demais são atividades que levarão
a um aumento incontrolável no desmatamento.
Por outro lado, o projeto prevê o deslocamento do rio para outro
curso, deixando com filete de água 100 km de corredeiras no trecho
do Xingu conhecido como Volta Grande, que é considerado "de importância
biológica extremamente alta" pelo Ministério do Meio Ambiente,
com espécies endêmicas.
Nos próprios estudos do projeto, cinco das equipes que estudaram
a região afirmam que a vazão residual é insuficiente
para impedir a destruição dos ecossistemas da Volta Grande.
Também são esperados impactos em outras áreas
extremamente importantes, como um arquipélago fluvial, cavernas,
30 terras indígenas e 12 unidades de conservação.
Cerqueira Leite diz que o índio "pouco ou nada sofrerá".
Duas terras indígenas estão às margens da Volta Grande,
e todas sofreriam pela imigração. Os índios se posicionam
com base nas experiências de outras tribos no enfrentamento de fatos
semelhantes, portanto, falam com muita propriedade.
O autor diz ainda que as hidrelétricas reduzem as emissões
de gases de efeito estufa. Esse é um erro grave, afinal, ele é
físico.
Hidrelétricas produzem metano, pelo menos 25 vezes pior do que
o CO2 na promoção do efeito estufa.
Estudos sobre o aproveitamento hidrelétrico do Xingu indicam
que ele seria tão ruim quanto ou até pior do que termoelétricas
capazes de gerar energia equivalente.
Isto sem contar com o carbono da aceleração do desmatamento,
nossa principal contribuição para o aquecimento global.
(HERMES FONSÊCA DE MEDEIROS - Folha de S.Paulo)
02.06 - Previ: Ricardo Flores toma posse da presidência
Ricardo Flores, que exercia o cargo de vice-presidente de crédito,
controladoria e risco global do BB, tomou posse ontem como presidente da
Previ, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil,
maior fundo de pensão da América Latina, com patrimônio
de R$ 142 bilhões.
Flores passa a ocupar o cargo que por oito anos foi de Sergio Rosa,
que deve permanecer um ano em quarentena, não podendo assumir nenhum
cargo em instituição financeira.
Dois novos diretores da fundação, de um total de cinco,
foram indicados dentro da cota que o Banco do Brasil tem direito. Marco
Geovanne Tobias da Silva, que ocupava a gerência geral de relações
com investidores do BB, vai assumir o posto de Joílson Ferreira,
diretor de Participações, e Renê Sanda, que era diretor
de gestão de risco do BB, substituirá Fábio Moser
na diretoria de Investimentos do fundo de pensão. Joílson
Ferreira era candidato de Rosa à presidência da Previ.
Outros dois novos diretores, de Planejamento e de Administração,
foram eleitos diretamente pelos participantes do fundo. Para a diretoria
de Planejamento da Previ foi eleito Vitor Paulo Gonçalves, ex-diretor
de Participações eleito e ex-conselheiro deliberativo da
Previ.
Para a diretoria de administração venceu Paulo Assunção,
ex-diretor do Sindicato de São Paulo, ex-coordenador da Comissão
de Empresas, ex-representante do funcionalismo do Conselho de Administração
do BB e ex-conselheiro deliberativo eleito do fundo de pensão.
A diretoria de Seguridade é a única que não sofrerá
mudanças, sendo ocupada por Ricardo Sasseron, cujo mandato vai até
o ano de 2012.
As eleições da Previ foram vencidas pela Chapa 3, que
é aliada da diretoria que está saindo. O resultado do pleito
foi definido no dia 27. De um total de 97.007 votos, a Chapa 3 recebeu
57.458 votos, ou 58,03%. (Vera Saavedra Durão - Valor Online)
01.06 - Previc debate aplicação do TAC
Para conhecer experiência de outros órgãos, reunião
conta com relato do chefe de gabinete da SDE
O chefe de gabinete da Secretaria de Direito Econômico (SDE)
do Ministério da Justiça, Diego Faleck, participou na semana
passada da reunião da Diretoria Colegiada da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc), quando expôs
a experiência do Ministério da Justiça na aplicação
do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no âmbito das negociações
feitas pela SDE.
O TAC é uma das modalidades de negociação introduzida
no decreto de criação da Previc, de número 7.075/2010,
para ser aplicado pela Diretoria de Fiscalização à
entidade fechada de previdência complementar (EFPC), antes de lavrar
auto de infração ao constatar a ocorrência do descumprimento
de obrigação legal ou regulamentar.
Diego Faleck explicou, citando casos concretos, a maneira como a SDE
e o Conselho Federal Gestor do Fundo de Direitos Difusos, do qual é
presidente, revertiam, por meio da aplicação da TAC, as multas
aplicadas a empresas formadoras de cartéis ou descumpridoras da
lei de proteção dos direitos do consumidor. Com essas duas
frentes de atuação, por meio da negociação
do TAC - segundo atestou -, as multas retornavam à sociedade em
causas destinadas à defesa do meio ambiente, por exemplo, ou por
meio de negociações amigáveis para indenização
às pessoas prejudicadas.
Solvência - O diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena,
esclareceu que diante da iminência de regulamentação
da TAC, na Previc, a Diretoria Colegiada pretende conhecer melhor seus
conceitos, uma vez que o referido termo representará uma revolução
nos métodos de fiscalização das EFPC. “Nossa fiscalização,
na Previc, precisa ser mais remediadora e preventiva, sendo que para nós
o que mais interessa é a solvência e a garantia do sistema
de previdência complementar”, finalizou Ricardo Pena.
(Zenaide Azeredo - AgPrev)
01.06 - Fundos de previdência com ações no vermelho
Tombo da Bolsa paulista elimina ganho de planos mais agressivos, que
registram perda média de até 6,14% este mês
Quem se preocupou em garantir a aposentadoria com um plano de previdência
de perfil mais agressivo terá uma desagradável surpresa nesta
semana, quando receber o extrato referente a maio. O tombo da Bolsa de
Valores de São Paulo (Bovespa) no mês corroeu os ganhos no
ano dos fundos de previdência que têm parte do patrimônio
em ações, como multimercados com renda variável e
balanceados. O dinheiro aplicado neste ano provavelmente terá encolhido.
Os fundos de previdência balanceados — que têm até
49% do patrimônio aplicado em ações — tiveram rentabilidade
média negativa de 6,14% em maio, até o dia 25 do mês.
No ano, os fundos agora acumulam perda média de 5,81%, segundo dados
da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro
e de Capitais (Anbima).
Já os fundos de previdência multimercados com renda variável
— que aplicam até 49% do patrimônio em diferentes mercados
(como ações, títulos atrelados à inflação
e câmbio, por exemplo) — perderam em média 5,17% no mês.
Esses fundos acumulam agora uma quedade 3,88% no ano.
O que aconteceu foi a piora da crise fiscal na zona do euro, o que
levou investidores ao pânico e derrubou os mercados globais. O Ibovespa,
principal índice da Bovespa, acumula em maio até a última
sexta-feira uma perda de 8,27%. E quem não acompanhou o dia a dia
do índice levará um susto.
Clientes começam a buscar fundos mais conservadores Segundo
especialistas, o tombo da rentabilidade desses fundos agressivos não
foi maior porque 51% do patrimônio ficam aplicados em papéis
conservadores, como títulos da dívida pública federal
e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), que são
emitidos pelos bancos.
Luiz Martinez, da Icatu Hartford, diz que os poupadores começam
a entrar em contato com a instituição preocupados com os
rendimentos. Entre os planos oferecidos pela seguradora existem os agressivos,
com 49% do patrimônio em ações.
— Naturalmente as pessoas começam a ficar incomodadas, querendo
modificar seu perfil e migrar o dinheiro para outro fundo. Mas o investimento
em previdência exige calma e pensamento de longo prazo — diz Martinez.
Dados da Anbima mostram que a captação líquida
(depósitos menos saques) em abril da previdência multimercado
foi negativa em R$ 1,04 bilhão no mês, quando a rentabilidade
média foi negativa em 1,20%.
Especialistas dizem que o problema é que, enquanto a previdência
mais agressiva acumula perdas, os fundos de previdência de renda
fixa registram alta de 3,65% no ano.
Esses fundos têm na carteira basicamente títulos públicos
federais e CDBs, ou seja, aplicações conservadoras.
Vice-presidente da Federação Nacional de Previdência
Privada e Vida (Fenaprevi), Renato Russo afirma que apenas um cenário
mais profundo de crise e de queda na Bolsa poderia provocar uma forte migração
de poupadores para a renda fixa, como ocorreu na crise de setembro de 2008,
após a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.
Mas ele não acredita que isso deva se repetir.
— Os novos poupadores podem, no entanto, acabar optando por aplicar
seus recursos em fundos de previdência mais conservadores. Quando
o mercado de ações acalmar, esses poupadores tenderiam a
fazer a portabilidade dos recursos para outros fundos de previdência,
com perfil mais agressivo — explica Russo.
Apesar disso, especialistas acreditam que os fundos expostos a ações
tendem a crescer sua participação no setor no médio
e longo prazos. Entre 2007 e 2010, o patrimônio dos fundos com renda
variável saltou de R$ 8 bilhões para R$ 16 bilhões.
Mas esse volume representa apenas 10% do patrimônio dos planos de
previdência no Brasil, segundo dados da Fenaprevi.
Para professor, “é preciso saber segurar o estômago‘ Fabio
Gallo Garcia, da Fundação Getulio Vargas (FGV), orienta poupadores
a avaliar seus objetivos antes de escolher onde aplicar. Segundo ele, quem
tem tempo para poupar e pode assumir riscos tem nos planos de previdência
com renda variável uma boa forma de acelerar a formação
do patrimônio.
— Quem aplica também precisa, nesse caso, saber segurar o estômago
em momentos de queda da bolsa.
Mas quem depende dos recursos, acrescenta, e pretende se aposentar
em alguns anos é recomendável escolher um fundo mais conservador.
(Bruno Villas Bôas - O Globo)
01.06 - Fundos: Aumento de capital social do BB
O Diário Oficial da União publicou em edição
especial distribuída sexta-feira autorização para
o aumento de capital social do Banco do Brasil, com a emissão de
até 286 milhões de ações ordinárias,
por meio de oferta pública de distribuição primária
de ações. A autorização faz parte do processo
de oferta de ações do banco, que está em andamento.
De acordo com o último prospecto da oferta, divulgado no dia
26, serão ofertadas 286 milhões de novas ações
ordinárias e 70,8 milhões de ações secundárias.
Considerando a cotação de fechamento das ações
do banco na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na última
segunda-feira (R$ 25,78) a oferta pode alcançar o valor de aproximadamente
R$ 10 bilhões, com o lote suplementar. O preço final das
ações será fixado em 29 de junho, após o encerramento
do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding),
que começa em 11 de junho.
O decreto divulgado hoje autoriza o não exercício do
direito de preferência pela União para a subscrição
das ações, desde que mantido o controle do capital votante,
com no mínimo 50% mais uma ação do capital. Também
é permitida a cessão sem ônus do direito de preferência
da União para a subscrição de ações
para o Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE).
De acordo com o decreto, poderão ser emitidos títulos da
dívida pública mobiliária federal, com colocação
direta, em substituição de até 90 milhões de
ações ordinárias do Banco do Brasil detidas pelo Fundo
de Garantia à Exportação (FGE).
Fica autorizada ainda a manutenção sob a titularidade
da União das 60 milhões de ações ordinárias
do Banco do Brasil, a serem retiradas do Fundo Garantidor de Parcerias
Público-Privadas (FGP), que não foram utilizadas na subscrição
de cotas do Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica
(FGEE). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
também é autorizado a adquirir e vender até 63 milhões
de ações ordinárias do Banco do Brasil, de propriedade
da União, detidas pelo FGE. (Executivos Financeiros)