14.11 - Previc: Emendas da Anfip
A ANFIP se reuniu na terça-feira com o relator do projeto de
lei que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc), deputado Chico D’Angelo (PT/RJ), para pedir apoio às emendas
apresentadas pela entidade.
A entidade explicou que as nove proposições foram elaboradas
por um grupo de trabalho formado por associados da ANFIP especializados
em Previdência Complementar. As emendas visam a melhorar e a aperfeiçoar
alguns pontos do projeto, com o objetivo de dar maior controle e transparência
ao sistema.
Após ouvir os esclarecimentos sobre a importância das
proposições, o deputado solicitou à ANFIP o envio
detalhado do material com as emendas para que ele possa analisar as propostas
de alteração sugeridas ao texto do projeto.
A criação da Previc está prevista no Projeto de
Lei 3962/2008, que foi enviado ao Congresso Nacional no início do
mês de setembro. A Previc será uma autarquia de natureza especial,
dotada de autonomia administrativa e financeira, e vinculada ao Ministério
da Previdência Social (MPS). De acordo com a Secretaria de Previdência
Complementar, o projeto pretende garantir as condições básicas
de funcionamento estável e regular ao sistema, evitando custos regulatórios
e estabelecendo uma política de longo prazo para a Previdência
Complementar. (Anfip)
14.11 - A defesa da Previdência Complementar
na OIT
Alvo no Brasil de políticas públicas
sem dúvida fomentadoras, especialmente nos últimos anos,
o sistema brasileiro de fundos de pensão conta com fundamentos legais
e normativos que favorecem o seu crescimento sustentado. No entanto,
como nenhum país é uma ilha, muito menos em tempos de globalização,
a ABRAPP entende que a defesa e o estímulo à previdência
complementar devem ser vistos como valores permanentes, a serem sempre
defendidos em todos os fóruns internacionais em que couber uma atitude
presente e firme como essa. Foi nesse espírito que o Presidente
da ABRAPP, José de Souza Mendonça, enviou na terça-feira
à direção da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), cujo conselho estará se reunindo nos próximos
dias em Genebra, manifestação de preocupação
com acontecimentos recentes na Argentina, onde o governo tenta aprovar
a estatização da poupança previdenciária privada.
A ABRAPP sempre defendeu um modelo de três
pilares, que prevalece em praticamente todo o mundo e combina uma previdência
estatal básica, uma outra complementar privada e uma terceira formada
pela poupança de iniciativa individual. Cada nação
escolhe, é claro, o caminho que julga ser o melhor, mas a ABRAPP
percebe ser fundamental preservar a liberdade de opção dos
trabalhadores. É igualmente essencial que as regras mantenham-se
estáveis, uma vez que sistemas construídos para durar décadas
não podem ser objeto de atos intempestivos. Publicamos, abaixo,
a íntegra da correspondência enviada à OIT:
“Preocupados com os acontecimentos na Argentina,
pedimos à Vossa Senhoria que leve ao Conselho de Administração
da OIT o desejo da Associação Brasileira das Entidades Fechadas
de Previdência Complementar - ABRAPP de que a previdência privada
com base em regime de capitalização seja vivamente defendida,
no momento em que sofre um duro ataque. É muito importante que nos
fóruns internacionais a estabilidade de regras seja valorizada como
um princípio permanente, sem o qual fica sob risco o esforço
de acumulação de reservas ao longo de várias décadas.
O exemplo argentino contraria as práticas
previdenciárias internacionais, que desde meados do século
passado mostram a força de uma previdência privada solidamente
apoiada na vontade de centenas de milhões de trabalhadores de conservar
uma renda digna na aposentadoria. Um desejo que, sabemos todos, o Estado
não consegue atender sozinho, mesmo porque as mudanças na
demografia, com menos nascimentos e expectativa de vida mais longa, colocam
cada vez mais em risco modelos nos quais o pagamento das aposentadorias
é suportado pelas gerações mais jovens.
A previdência privada deve ser objeto de
políticas públicas claramente fomentadoras, porque entendemos
ser essa a melhor forma de atender aos interesses dos trabalhadores”. (Diário
dos Fundos de Pensão)
14.11 - Captação da previdência privada atinge R$
22,6 bi no ano até setembro
O mercado de previdência privada obteve contribuições
na ordem de R$ 22,6 bilhões no acumulado do ano até setembro,
com alta de 19% em comparação aos R$ 19 bilhões do
mesmo período do ano passado, informou na quarta-feira a Fenaprevi
(Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
Já em setembro o setor obteve captação de R$ 2,4
bilhões, volume 23,2% maior em relação aos R$ 1,9
bilhão captado no mesmo período de 2007 e 15,8% superior
ao de agosto deste ano (R$ 2,2 bilhões).
Segundo a Fenaprevi, o resultado no ano foi impulsionado pelo VGBL
(Vida Gerador de Benefício Livre, que não gera dedução
de Imposto de Renda). O segmento cresceu 25,6% no acumulado do ano, com
captação de R$ 16,9 bilhões.
O volume de contribuições de PGBL (produto apontado para
quem declara imposto de renda pelo regime completo) apresentou evolução
de 6,93% no período, com captação de R$ 3,2 bilhões
no ano.
A captação dos planos tradicionais registrou leve alta
de 2,16% no período em relação a 2007: R$ 2,49 bilhões
contra R$ 2,44 bilhões no ano passado.
No resultado acumulado por tipo de produto, o destaque fica por conta
dos planos para menores, que cresceram 47,41% (R$ 1,6 bilhão) em
relação ao mesmo período do ano passado. Os planos
individuais registraram alta de 17,8% R$ 17,7 bilhões. Já
os planos corporativos captaram R$ 3,1 bilhões, com evolução
de 13,3%.
As provisões --recursos acumulados pelos participantes do sistema--
atingiram ao final de setembro a cifra de R$ 135,8 bilhões, com
alta de 20,6% em relação ao mesmo período de 2007,
quando somavam R$ 112,5 bilhões.
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação
nos primeiro nove meses, com 35,27% do total arrecadado, seguido pelo Itaú
(18,87%), BrasilPrev (12,17%), Caixa (8,79%), Unibanco (6,98%), HSBC (4,36%),
Santander (3,59%), Real Tókio Marine (2,8%), Icatu Harford (1,49%),
Safra Seguros (0,85%) e Sul América (0,84%). As demais seguradoras
somam, no total, 3,99% da captação.
Segundo a Fenaprevi, há atualmente 8,9 milhões de participantes
no sistema de previdência complementar aberta no país. Deste
total, 286,6 mil já recebem o benefício contratado. (Folha
Online)
13.11 - Argentina: Especialista critica fim da
capitalização individual
Carmelo Mesa-Lago é pioneiro em estudos
previdenciários nas Américas
O pioneiro em estudos previdenciários
nas Américas, Carmelo Mesa-Lago, criticou na terça-feira
o projeto de reforma da previdência argentina que acaba com o sistema
de capitalização individual. Ele participou da reunião
plenária “Reforma Previdenciária, a Solidariedade e as Normas
Internacionais da OIT”, na 24ª Assembléia Geral da Conferência
Interamericana de Seguridade Social, que está sendo realizada na
capital baiana.
Segundo Mesa-Lago, o projeto que estatiza o sistema
previdenciário está sendo criticado até por especialistas,
que admitem não haver estudos profundos sobre a sustentabilidade
do sistema. Para ele, 72% das pessoas que foram consultadas anteriormente
sobre a disposição em abandonar o sistema de capitalização
individual pelo sistema público, posicionaram-se contra, informação
contestada por um participante do evento. Mesa-Lago disse ainda que a Argentina
tem tradição em litígios judiciais nessa área,
e que novas ações podem surgir caso o projeto seja aprovado
no parlamento argentino.
Já Mario Ossandon, da Secretaria de Assistência
Social do Chile, disse que a reforma implantada na década de 1980,
naquele país, que criou o sistema individual de capitalização,
não cumpriu o prometido, pois houve problemas com a capitalização.
Hoje, enfatizou Ossandon, o país debate como melhorar os fundos
de pensão
Ossandon disse ainda que o Chile assinou, há
poucos dias, um acordo com a Organização Internacional do
Trabalho (OIT) sobre trabalho decente a longo prazo. Ele informou que os
empresários se comprometeram a observar, nos seus contratos, a dimensão
da seguridade social, e que haverá subsídio para a contratação
de jovens: metade da contribuição será bancada pelos
empresários e outra parte custeada pelo estado.
Já a representante da OIT no Brasil, Laís
Abramo, ressaltou a importância da Agenda Hemisférica do Trabalho
Decente para concretizar nas Américas os objetivos da agenda global.
Segundo Abramo, a meta é ampliar em 20% a cobertura social no hemisfério,
até 2015, compromisso já assumido pelo Ministério
da Previdência Social.
A cubana Marta Feito Cabrera disse que a cobertura
social no país só não é 100% porque existem
autônomos, autorizados a trabalhar na década de 1990, que
não estão incluídos, além de alguns trabalhadores
rurais, mas que o governo já está atuando para incluí-los.
Para ela, o desafio cubano hoje é aumentar a produtividade.
(José Eduardo Formosinho - AgPrev)
13.11 - Fundos: Lucro da Petrobras cresce 96%
e atinge R$ 10,85 bi
Resultado recorde foi impulsionado pela alta
do petróleo até setembro e pela produção maior
Para a empresa, desempenho no 4º trimestre
não deve ser afetado significativamente, apesar da queda do preço
do barril e da alta do dólar
Impulsionado pela alta do preço do petróleo
-vigente até setembro- e pelo avanço da produção,
o lucro líquido da Petrobras bateu recorde no terceiro trimestre:
alcançou R$ 10,852 bilhões, com expansão de 96% na
comparação com o mesmo período de 2007. A alta ficou
em 23,5% ante o resultado do segundo trimestre (R$ 8,783 bilhões).
Nos nove primeiros meses do ano, o lucro também
foi o maior da história: R$ 26,560 bilhões, com alta de 61%.
Segundo o diretor-financeiro da Petrobras, Almir
Barbassa, o "lucro recorde histórico foi fruto do aumento das vendas,
de preços mais altos e produção maior". Teve ainda,
segundo ele, "a ajuda do câmbio" -que gerou um efeito positivo de
R$ 3,5 bilhões no trimestre e de mais de R$ 640 milhões no
acumulado do ano.
Os efeitos determinantes no acumulado do ano,
disse, foram preço maior e volume mais elevado de produção,
que proporcionaram uma receita alta da companhia. Nos nove primeiros meses,
o faturamento cresceu 35% (para R$ 168,9 bilhões). No terceiro trimestre,
subiu 52% -R$ 67,5 bilhões.
Já no trimestre, a variação
cambial se destacou como fator de engorda do lucro, segundo o diretor.
A alta do dólar elevou os ativos da companhia investidos no exterior,
aumentando os ganhos financeiros.
Diante disso, a Petrobras conseguiu ser mais
lucrativa, apesar do cenário de aumento de custo e de importações,
em um cenário de preço de petróleo bem salgado.
Na média dos nove primeiros meses do ano,
a cotação do óleo ficou em US$ 111 o barril, acima
dos US$ 67,13 registrados em igual período do ano passado. O aumento
contribuiu para elevar a receita.
Alinhamento
No terceiro trimestre, a companhia foi beneficiada
ainda pelo reajuste dos combustíveis em maio, o que aproximou os
preços aos do mercado internacional. Barbassa afirmou que atualmente
eles se "mantêm alinhados no médio prazo", apesar da queda
do petróleo. Isto porque o câmbio subiu e compensou essa redução.
Já a produção de óleo
e gás cresceu 5% no período. Apesar da expansão, Barbassa
disse que a meta de extrair 1,950 milhão de barris/dia na média
do ano não será alcançada pelo atraso de duas plataformas.
A cifra deve ficar em 1,9 milhão.
Todos esses fatores impulsionaram a geração
de caixa da companhia (o chamado Ebtida), que ficou em R$ 15,7 bilhões,
com alta de 20%.
Perspectivas
Para Barbassa, o desempenho da Petrobras no quarto
trimestre não deve ser afetado significativamente, apesar da queda
do preço do barril e da alta do dólar. O executivo espera
que a cotação oscile entre US$ 60 e US$ 80 o barril no curto
prazo.
"A Petrobras não terá uma perda
tão grande. Ela funciona como uma empresa exportadora. Tem a maior
parte de suas receitas atreladas ao mercado internacional, à variação
do câmbio e do petróleo", afirmou.
Barbassa disse ainda que a empresa não
vai postergar nenhum investimento nas descobertas do pré-sal, apesar
da crise de crédito. Ressaltou, porém, que a empresa vai
ser mais seletiva e priorizará os empreendimentos que tenham capacidade
de gerar caixa mais rapidamente.
Ele estima que os investimentos da estatal somem
R$ 50 bilhões ao final deste ano, maior valor da história
da companhia. (PEDRO SOARES - Folha de S.Paulo)
13.11 - Fundos: BB deve gastar R$ 14 bi com compra
de bancos
As equipes da Nossa Caixa e do Banco do Brasil
estão bastante próximas de concluir as negociações
para que o banco federal adquiria a instituição estadual
paulista. Nenhum anúncio oficial deve sair nos próximos dois
dias, mas há uma expectativa de que a transação possa
ser fechada a partir de sexta-feira.
Não existe mais divergência em relação
ao preço a ser pago. Entre participação do governo
paulista e ações dos minoritários da Nossa Caixa,
que tem ações em bolsa, o BB deverá pagar cerca de
R$ 7 bilhões. O governo tem 71,25% do capital e, portanto, receberia
cerca de R$ 5 bilhões desse total. Os outros 28,75% das ações
estão na bolsa. Como a Nossa Caixa está listada no Novo Mercado
da Bovespa, os minoritários têm direito a receber 100% do
preço por ação pago ao controlador. Os 28,75% das
ações nas mãos dos investidores equivaleriam, portanto,
a cerca de R$ 2 bilhões.
O BB deverá gastar cerca de R$ 14 bilhões
para ficar com a totalidade da Nossa Caixa e quase metade do capital do
banco Votorantim. O desembolso total no caso do banco dos Ermírio
de Moraes deve ser de R$ 7 bilhões, o que inclui pagamento aos controladores
e uma injeção de capital. Além disso, o banco federal
acertou também a incorporação do Banco do Estado do
Piauí (BEP), por R$ 81 milhões.
Tantas negociações em curso simultaneamente
têm exigido que a equipe do Banco do Brasil se desdobre. Em uma reunião
recente com a turma da Nossa Caixa, o BB enviou uma espécie de "equipe
B". A explicação é que o primeiro time, que vinha
à frente das conversas, foi escalado para reunião com o Votorantim.
Superado o fator "preço" entre BB e Nossa
Caixa, falta ainda acertar a forma de pagamento ao governo paulista, que
foi motivo de longas discussões. Inicialmente, o BB queria pagamento
em ações, enquanto o governador José Serra queria
pagamento em dinheiro, à vista.
O Valor apurou que o cenário mais provável,
hoje, é que o BB faça pagamento em dinheiro (pelo menos da
maior parte) em três parcelas: uma à vista, outra em seis
meses e a última dentro de 12 meses. Mas ainda estão sobre
a mesa outras propostas, como pagamento parcial em ações,
e prazos até mais longos, de até dois anos.
A dificuldade em aceitar pagamento em ações
é que o governador Serra pretende usar os recursos da venda da Nossa
Caixa em obras ainda no seu mandato, que vai até 2010. Com a condição
atual de mercado, transformar um grande bloco de ações em
dinheiro é praticamente impossível. Já o pagamento
em dinheiro a prazo não seria um grande problema porque o governo
poderia facilmente levantar empréstimos com base nesse "recebível"
do BB.
Outro fator que conta a favor do pagamento em
dinheiro é uma avaliação de pessoas que participam
das negociações de que o valor atribuído à
Nossa Caixa, de R$ 7 bilhões, não é extraordinário,
mas apenas "justo".
Ontem, o valor de mercado da Nossa Caixa estava
em R$ 5,5 bilhões, ou seja, com desconto ainda em relação
ao preço que deve ser pago pelo BB. Esse desconto parece fazer sentido
diante da incerteza dos investidores em relação à
forma de pagamento a ser acertada.
Em evento de divulgação de um linha
de empréstimo de R$ 4 bilhões da Nossa Caixa aos bancos de
montadoras, o governador José Serra disse que as negociações
para a venda do banco paulista continuam em andamento e que um eventual
acordo será anunciado oportunamente. Serra se reuniu ontem com o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, por conta do lançamento dessa
ajuda ao setor automotivo, mas negou que tenha discutido a transação
com o Banco do Brasil. "Por incrível que pareça, não
conversamos sobre isso."
A expectativa do governo federal é que
a negociação do Banco do Brasil para a aquisição
da Nossa Caixa seja concluída a tempo de a Assembléia Legislativa
de São Paulo aprovar a operação antes do recesso de
fim de ano. (Vanessa Adachi, colaboraram Fernando
Travaglini, Claudia Safatle e Alex Ribeiro - Valor Online)
13.11 - Valia: Fundação investe
em canais de comunicação
Pensando em atender totalmente às demandas
dos participantes, a Valia investe cada vez mais em canais de comunicação
para estreitar essa relação. Ferramentas como o Fale Conosco,
Portal do participante, Disque VALIA, Consultor Valia, Atendimento Presencial,
Itinerante e via WEB são oferecidas como um espaço aberto
onde as pessoas podem criticar, elogiar, sugerir e esclarecer dúvidas
quanto aos planos e demais serviços da Fundação. A
seguir, confira uma entrevista com Veronika Japiassú, da Gerência
Corporativa de Atendimento da Valia, sobre as opções de atendimento
ao cliente e as novidades que estão por vir.
Como a Valia percebe a importância em investir
em canais de comunicação com seus participantes?
A Valia ocupa um lugar de extrema importância
na vida dos participantes e seus familiares, pois representa a tranqüilidade
e a segurança financeira na aposentadoria e por isso investimos
fortemente em "relacionamento". E para isso entendemos que o melhor é
investir nas pessoas, nos processos e em tecnologia, de forma sistemática.
Este ano e ao longo de 2009, focaremos em um
canal em especial: a WEB e o Auto-Serviço, um canal que vem derrubando
fronteiras físicas e temporais. Hoje, o cliente está muito
mais próximo das empresas. Quanto mais informação
disponibilizamos para ele, mais ele tem como criticar, elogiar, sugerir
e assim nos ajudar a melhorar o serviço que prestamos. É
a comunicação de "mão dupla" proporcionada pela tecnologia.
Como está estruturada a comunicação
da Valia com seus participantes?
Os canais de relacionamento foram estruturados
para facilitar e agilizar as informações. Hoje contamos com
os seguintes canais:
Atendimento presencial em 3 agências e
7 postos de atendimento;
Atendimento telefônico gratuito (Disque
Valia);
Atendimento via WEB (Fale Conosco e Portal do
participante);
Atendimento Itinerante (vamos aonde o participante
está);
Palestras;
Pesquisa de satisfação;
Consultor Valia (empregado do patrocinador indicado
pela empresa para atuar como um representante da Valia em sua unidade de
trabalho).
Todo contato do participante com a Valia é
registrado no CRM (sistema de gerenciamento da relação com
o cliente). Com esta ferramenta é possível reconhecer, atender
e
cuidar do cliente, em tempo real, e transformar estes dados em informações
que, disseminadas por toda a empresa permitem que o cliente seja "conhecido"
e cuidado por todos e não só pelos atendentes.
A Valia dispõe de quantas agências
e postos de atendimento?
A VALIA possui uma agência central, no
Rio de Janeiro, onde funciona o nosso Call Center, e duas agências
e sete postos de atendimento distribuídos em Minas Gerais, Espírito
Santo, Pará e Maranhão.
O atendimento Hora Marcada preza o atendimento
pontual mesmo? Como os participantes o vêem?
O serviço "Hora Marcada" não funciona
como uma garantia de atendimento em um determinado dia, mas como uma garantia
de atendimento no horário marcado.
No cenário em que vivemos, é imprescindível
nos programarmos para as atividades do dia-a-dia. O serviço Hora
Marcada, criado em 2003, é mais uma opção disponibilizada
aos nossos participantes, que traduz nossa busca pela excelência
no atendimento. Os participantes aderiram maciçamente ao serviço,
deixando assim explicita sua satisfação.
Em 2003, foi criado o Fale Conosco. Depois dessa
ferramenta, as demais ficaram desafogadas? Qual o tempo de demora para
as respostas?
Sim, em função da eficiência
e facilidade de contato deste canal, as solicitações têm
crescido sistematicamente, o que gera a redução de atendimento
de outros canais. As solicitações são atendidas em
até dois dias úteis.
Quantos profissionais estão disponibilizados
pela Valia para atender às dúvidas dos participantes?
Temos uma equipe de 54 atendentes para atender
os seguintes canais: Fale Conosco e Portal do participante, Disque VALIA
e Presencial.
Como é feito o treinamento deles?
Hoje buscamos profissionais com perfil adequado
para sua função, com poder suficiente para responder e tomar
as melhores decisões. Mas temos também aqueles profissionais
com uma especialização e que recebem um treinamento diferenciado
em função do assunto ou da forma de atendimento.
Ou seja, profissionais com maior treinamento
no atendimento presencial, ou telefônico, ou ainda para resposta
via e-mail. Assim como especialistas com mais conhecimento técnico
em benefícios, empréstimo ou na área financeira, por
exemplo.
A especialização mostra que as
novas tecnologias e as inovações favorecem um ambiente profissional
descentralizado, onde cada pessoa poderá se destacar utilizando
seus pontos fortes em favor dos objetivos da empresa e dos Clientes, deixando
que seus pontos fracos sejam aprimorados nos treinamentos e nos planos
de capacitação. Os treinamentos são periódicos
e realizados dentro da própria empresa e em cursos externos.
Em média, quantos atendimentos são
feitos por mês em cada canal de comunicação?
Disque Valia --> 30.000
Presencial --> 12.000
Web/Fale conosco/cartas --> 1000
Fax/Telefone/Itinerante --> 900
Quais as principais dúvidas que os atendentes
atendem?
Nossa maior demanda é por empréstimos,
que pode ser subdividido em simulação, andamento de contratos
e concessões.
Em segundo lugar temos as dúvidas e requerimentos
dos benefícios dos nossos planos; e assuntos relacionados aos nossos
participantes assistidos, como folha de pagamento e alterações
cadastrais. (Scriptorio Comunicação - Valia/AssPreviSite)
12.11 - SPC: Participante cobra mais transparência dos fundos
“Qualquer que seja o perfil do participante, o fato é que atualmente
ele é mais consciente dos seus direitos, mais exigente em relação
aos compromissos assumidos e menos tolerante em relação às
falhas.” Essa foi a conclusão à qual chegou o Secretário-Adjunto
da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Carlos Alberto de
Paula, depois de fazer uma aprofundada pesquisa sobre o que o participante
dos fundos de pensão quer realmente saber e qual o papel do Estado
nessa missão.
A mensagem do secretário-adjunto da SPC foi dada no contexto
de uma palestra proferida no 29º Congresso Brasileiro dos Fundos de
Pensão, dentro do Seminário, cujo tema principal girou em
torno da transparência que deve nortear as ações dos
fundos e do Estado na comunicação com o participante. E para
respaldar sua reflexão sobre essa transparência, Carlos de
Paula foi encontrar na Constituição Federal , no artigo 202,
que disciplina a previdência complementar, o princípio da
transparência para os participantes.
Da mesma forma, também na Lei Complementar nº 109/2001,
“de todos os princípios constitucionais mencionados, o único
reiterado foi o da transparência”, assegurou De Paula. Ou seja, a
lei determina que os fundos de pensão têm o dever de oferecer
ao participante total transparência em relação a todas
as informações inerentes ao seu plano de benefícios,
sejam elas de ordem atuarial, contábil ou financeira. Desenvolvendo
ainda esse aspecto legal que respalda a transparência que deve pautar
a relação dos fundos com o participante, o representante
da SPC citou quatro resoluções do Conselho de Gestão
da Previdência Complementar (CGPC): as de nºs 6/03, 13/04, 23/06
e a Recomendação 01/08.
EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA - Com relação
a essa última norma, que para o Secretário-Adjunto foi um
movimento muito importante promovido pelo CGPC, os fundos de pensão
foram estimulados a desenvolver políticas voltadas para a educação
financeira e previdenciária, visando a levar essa prática
para os participantes e assistidos. O ineditismo introduzido por essa recomendação
está na possibilidade da SPC dispensar a entidade do envio à
Secretaria do relatório anual impresso desde que comprovem a eficácia
de seu programa.
Nessa mesma linha de raciocínio foi lembrada a produção
de documentos informativos pela SPC, tais como as cartilhas do Participante,
do Instituidor e, em breve, a do Patrocinador. Essa estratégia de
educação previdenciária insere-se no âmbito
das determinações emanadas do Comitê de Regulação
e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros,
de Previdência e Capitalização – o Coremec, do qual
a SPC é membro.
QUAL O PERFIL DO PARTICIPANTE? - Carlos De Paula explicou que toda
essa legislação destina-se a informar e formar o participante,
porém, indagou, “quem é e onde está inserido esse
participante?”. Isso porque, conforme lembrou, embora haja um “relativo
equilíbrio na quantidade entre planos de benefícios nas modalidades
CD, BD e CV, mais de 80% dos recursos pertencem aos planos de benefício
definido, com a diferença na razão de 13% e 6% para os planos
de contribuição variável e contribuição
definida, respectivamente”.
Outra referência importante, segundo De Paula, diz respeito à
quantidade de participantes ativos e assistidos. “Cerca de 76% dos participantes
são ativos e 24% assistidos embora o número de assistidos
tenda a aumentar substancialmente nos próximos anos, considerando
a idade dos planos.”
Assim, em relação aos participantes ativos a predominância
está nos planos de contribuição variável, com
aproximadamente 42% dos participantes, seguidos por 37% dos participantes
dos planos BD. Por outro lado, em relação aos assistidos
há uma predominância dos participantes dos planos BD, cerca
de 81% dos aposentados, o que segundo ele, não deixa de ser natural,
na medida em que foram os primeiros planos aprovados pelo Estado, e cerca
de 16% de assistidos dos planos de contribuição variável.
Com base nessas premissas, o Secretário-Adjunto questionou a
qual participante poderiam referir-se: ao ativo ou ao assistido, ao do
plano, BD, CV ou CD? Ao aposentado do plano BD, que tem no valor do benefício
a fonte de quase toda sua aposentadoria, ou ao participante ativo do CD
que anseia por uma rentabilidade cada vez maior? (Zenaide Azeredo
- SPC/AssPreviSite)
12.11 - Regimes próprios: 10 anos
Ministério lança revista em comemoração
aos 10 anos do RPPS
Os avanços obtidos após dez anos de criação
do Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público
(DRPSP) foram tema da abertura do 8º Congresso da Associação
dos Regimes de Previdência Municipais (Aneprem), na tarde da segunda-feira,
em Salvador. O painel reuniu o secretário de Políticas de
Previdência Social, Helmut Schwarzer, e os ex-diretores do departamento
e ex-secretários da SPS, Marcelo Estevão e Vinicius Pinheiro.
Para os ex-diretores, a implementação das leis que regulam
o setor foi a ação mais importante da década, possível
somente em função do forte apoio e intensa atuação,
tanto do governo como dos institutos de previdência. O secretário
Helmut Schwarzer apontou, como principais desafios dos regimes próprios,
a busca pela sustentabilidade, diante do processo de transição
demográfica do Brasil. Para isso, afirmou, é necessário
investir na capacitação permanente dos quadros técnicos
do departamento e dos gestores de investimentos dos regimes.
Revista – Na abertura do congresso da Aneprem, o Ministério
da Previdência Social lançou a revista comemorativa dos 10
anos dos RPPS – “Regimes Próprios de Previdência Social -
Uma década de benefícios para o Servidor Público”.
A publicação relata os principais fatos que marcaram o período
e os avanços garantidos com a aprovação de diversas
normas regulatórias que impulsionaram a organização
e o crescimento dos institutos de previdência dos estados e municípios.
O secretário Helmut Schwarzer afirmou que a revista é
um documento histórico, com relatos de importantes personagens e
o registro das experiências de alguns regimes próprios brasileiros.
Homenagem – Também durante a solenidade, os ex-secretários
Marcelo Estevão e Vinicius Pinheiro foram homenageados. Eles receberam
placas comemorativas pelos serviços públicos prestados ao
setor. O congresso da Aneprem prossegue até quinta-feira, em programação
paralela à 24ª Assembléia Geral da Conferência
Interamericana de Seguridade Social (CISS). (Simone Telles
- AgPrev)
12.11 - AnaparPrev é lançado no Sul do país
A Petros participou nos dias 7 e 8 de novembro do V Seminário
de Participantes de Fundos de Pensão – Regional Sul, em Porto Alegre.
No encontro, promovido pela Anapar – Associação Nacional
dos Participantes de Fundos de Pensão e que contou com mais de 200
inscritos, foi lançado no Sul o plano ANAPARPREV, voltado para parentes
de até terceiro grau de todos aqueles que participam de planos de
previdência complementar. Na oportunidade, integrantes da equipe
técnica da Fundação expuseram as várias vantagens
em aderir ao plano.
Já na abertura do seminário, o presidente da Anapar,
José Ricardo Sasseron, ressaltou que o plano é a concretização
de uma antiga aspiração de todos os participantes de fundos
de pensão, que é o de “incluir filhos, netos, enfim parentes
até o terceiro grau na previdência complementar”.
Pioneiro na criação da associação, quando
estava na coordenação da Federação Única
dos Petroleiros (FUP), o diretor de Seguridade da Fundação,
Maurício Rubem acrescentou que o plano vem coroar a característica
da Petros como um fundo de pensão multipatrocinado “que além
de congregar os familiares de participantes, traz a vantagem de ser um
plano com taxas bem abaixo dos planos abertos”. A apresentação
da Petros foi bastante concorrida e houve grande interesse dos participantes
em incentivar a adesão ao ao plano junto aos familiares.
No seminário, foram apresentados ainda os painéis “A
Previdência Complementar sob Prioridades a ótica da Justiça
e “Prioridades nos Fundos de Pensão voltadas ao participantes” e,
ao final, esclarecidas várias dúvidas a respeito do sistema
de previdência complementar. De uma forma inusitada, as perguntas
foram enviadas pelos inscritos, antecipadamente, por e-mail.
O evento foi organizado pela Regional Sul da Anapar e a AACRT – Associação
dos Aposentados da CRT, que também participou como patrocinadora
ao lado do Sindipetro – Sindicato dos Petroleiros/RS. O encontro teve ainda
o apoio do Sintel – Sindicato dos Telefônicos/RS, Sindaeroviários
– Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre e Afaban – Associação
dos Funcionários Aposentados do Banrisul. O apoio institucional
foi da Mitraseg – Corretora de Seguros. (Petros/AssPreviSIte)
11.11 - SPC: Tecnologia da Informação e a eficiência
do sistema
Benefícios já se fazem sentir após instalação
do Portal da SPC
Falando sobre a importância da tecnologia da informação
para o sistema de previdência complementar como um todo, e, especificamente,
para o processo de governança dos fundos de pensão, o diretor
de Relações Institucionais e Organização (Derin)
da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Carlos Marne, afirmou
que o uso intensivo de soluções dessa tecnologia será
fundamental para garantir a eficiência de um órgão
moderno e alinhado com as melhores práticas de supervisão.
Ele se referia à Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc), cujo projeto de lei encontra-se em andamento no
Congresso Nacional, na Comissão de Seguridade Social da Câmara
dos Deputados.
A constatação do diretor da SPC foi feita durante
palestra realizada no 29° Congresso de Fundos de Pensão, esta
semana, ocasião em que Carlos Marne enunciou uma série de
benefícios resultantes de um bom sistema de informações.
Além da eliminação de documentos em papel, ocorrerá
uma significativa simplificação dos processos de trabalho,
redução dos gastos com gestão, diminuição
do tempo de resposta ao usuário e a tão almejada transparência
na comunicação do órgão supervisor com o fundo
de pensão, e deste com seu participante, segundo explicou.
No que se refere aos objetivos da Tecnologia da Informação
no relacionamento das entidades fechadas de previdência complementar
(EFPC) com a SPC, Carlos Marne destacou alguns aperfeiçoamentos,
dentre os quais a autorização dos estatutos, regulamentos
e convênio de adesão, insumos para a ação de
supervisão, integração das diversas áreas,
simplificação de procedimentos e transparência das
ações.
Exemplificou os avanços já obtidos por seu departamento
nessa área, destacando o novo portal de sistemas da SPC, implantado
em junho último, e já responsável por uma notável
simplificação de procedimentos, integração
das áreas, fornecimento de subsídios às ações
de monitoramento e supervisão indireta, além da constatação
de uma maior eficiência nas ações de supervisão
direta.
Todos os passos dados pela SPC no sentido de aperfeiçoar sua
tecnologia da informação encontram respaldo legal, conforme
mostrou o diretor, na Resolução CGPC nº 13/04, que estabelece
princípios, regras e práticas de governança, gestão
e controles internos a serem observados pelas EFPC.
SIMPLIFICAÇÃO - Também o coordenador-geral de
Relações Institucionais e Cadastro, Otávio Reis, pertencente
ao Derin, participou de um painel naquele 29º Congresso dos
Fundos de Pensão falando sobre o “Sistema de Informações
Técnicas para a SPC: O Desafio da Simplificação”.
Nesse contexto, Otávio Reis mostrou que a informação,
como recurso da supervisão, estimula a regularidade dos procedimentos,
induz às boas práticas e favorece a credibilidade no sistema,
ao mesmo tempo em que funciona como instrumento de proteção
de contribuições e de benefícios presentes e futuros.
Para a SPC, o desafio maior é a maximização da
supervisão aliada à simplificação de procedimentos
e minimização dos custos. Referindo-se também ao portal
de sistemas da Secretaria de Previdência Complementar, o técnico
revelou que, após sua entrada em operação, foi possível
obter uma maior integração com as EFPC por meio da uniformização
da plataforma tecnológica, além de uma maior segurança,
com a autenticação e autorização por usuário.
Otávio Reis anunciou ainda algumas novidades no Portal da SPC,
já com vistas à aprovação da Previc. São
elas: a implantação do módulo de Análise Prévia,
por meio eletrônico, de processos de licenciamento, e a implantação
do sistema SCAI, um módulo de acompanhamento de processos sancionadores.
(Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
11.11 - O mercado dos fundos de pensão
Setor estima que oito milhões de pessoas recebam salários
acima do teto do regime de Previdência e vão ter queda de
renda se não aderirem ao sistema
A previdência complementar ainda tem um longo espaço para
crescer no País. De um lado, por pessoas que querem ter uma renda
um pouco maior na aposentadoria e, por outro, com a revelação
de um dado alarmante: segundo dados utilizados pela Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp),
cerca de oito milhões de pessoas estão fora da previdência
fechada e ganham acima do teto do regime geral (R$ 3.038), ou seja, ao
se aposentarem vão ter redução de renda.
Atualmente, os fundos de pensão têm cerca de 2,2 milhões.
Outros 665 mil já são assistidos pelo sistema. “É
um espaço grande para crescimento. A questão é criar
a consciência na população sobre a necessidade de se
abrir mão de um consumo no momento atual para pensar no futuro”,
diz o presidente da Abrapp, José Mendonça de Souza. E, como
forma de convencimento para a adesão ao regime fechado, está
o comparativo de renda entre as duas fontes de pagamento. Enquanto o nível
de benefícios da previdência complementar é de R$ 3.791,
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga, em média, R$
1.049. É importante ressaltar que os fundos de pensão são
voltados para empresas públicas ou privadas que formam seus próprios
regimes e aplicações, regidos pela Secretaria de Previdência
Complementar (SPC). Do outro lado, existe no mercado a possibilidade de
adesão à previdência complementar privada. A Abrapp
abrange o regime fechado. É nele que hoje há um total de
R$ 460 bilhões, aplicados atualmente no mercado para render recursos
e ampliar o saldo para os cotistas. Estima-se que até 2010 esse
valor alcance R$ 564,5 bilhões. Considerando uma taxa de crescimento
de 10,7% ao ano, pretende-se chegar em 2021 com R$ 1,8 trilhão.
Uma aposta do setor para aumentar a presença no mercado é
a previdência associativa, formada por sindicatos ou associações.
Hoje, estão instituídos 1.100 fundos de pensão de
entes públicos ou privados, com a participação de
2,3 mil empresas. Questionado sobre os percentuais necessários de
crescimento, o presidente da Abrapp argumenta que o Brasil está
longe de qualquer meta satisfatória. “Na Holanda, por exemplo, a
previdência complementar representa mais de 100% do Produto Interno
Bruto (PIB). No Brasil, os fundos de pensão somam 18% do PIB.
(Carla Seixas - Jornal do Commercio - PE)
11.11 - Fundos: Lula autoriza BB a fechar compra da Nossa Caixa
Negociação atende a interesse do banco e de Serra
Antes de viajar anteontem para a Itália, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva deu o sinal verde para o Banco do Brasil comprar a Nossa
Caixa, banco do governo do Estado de São Paulo, segundo apurou a
Folha. O negócio deverá ser concretizado nesta semana.
Como revelou a Folha na quinta-feira, o governador de São Paulo,
o tucano José Serra, e o ministro Guido Mantega (Fazenda) acertaram
o negócio. O valor fixado foi de R$ 6,4 bilhões, sujeito
a ajustes devido a cálculos sobre créditos e débitos
da instituição paulista.
Mantega e Serra aceleraram a negociação entre o BB a
Nossa Caixa por motivos diferentes. O ministro quis reforçar o BB
após a fusão Itaú-Unibanco criar o maior banco brasileiro.
Com a Nossa Caixa, o BB ainda seguirá atrás do Itaú-Unibanco,
mas marca tento importante, porque o Bradesco tinha interesse no banco
paulista.
Para o governador, a venda da Nossa Caixa vai lhe render cacife para
investimentos em 2009 e 2010. Serra quer ser candidato a presidente em
2010. Com o caixa cheio, poderá apresentar realizações
para viabilizar seu projeto.
Votorantim
Além da Nossa Caixa, o BB deverá concretizar também
nesta semana a compra de 49% das ações do Banco Votorantim,
segundo revelou a Folha ontem. No mercado avalia-se que o valor total do
Votorantim gire entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões. Por
isso, o Palácio do Planalto considera que o BB deverá pagar
mais ou menos a metade desse valor pelo banco da família Ermírio
de Moraes.
A compra de parte do Votorantim pelo BB atende ao desejo político
de Lula de vitaminar as montadoras de automóveis.
O Votorantim tem tradição no financiamento de veículos,
uma das prioridades do Planalto para manter a economia aquecida. A indústria
automobilística tem uma longa cadeia produtiva, que, se enfraquecida,
poderá gerar demissões.
Lula quer evitar onda de desemprego nos seus dois últimos anos
de governo. A exemplo de Serra, o presidente tem objetivos eleitorais:
quer a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora.
Para o BB, a sociedade com o Votorantim lhe dará mais volume
para competir com Itaú-Unibanco e Bradesco.
O Planalto foi informado de que o BB avançou para comprar o
Banco do Estado do Piauí e o BRB (Banco Regional de Brasília).
Essas operações não devem sair nesta semana.
O governo avalia que será possível aprovar, até
sexta-feira, na Câmara, a MP 443, aquela que permite ao BB e à
Caixa Econômica Federal adquirir outros bancos em dificuldade.
(KENNEDY ALENCAR - Folha de S.Paulo)
10.11 - SPC expõe seus principais objetivos
no 29º Congresso
Previc, Certificação e Educação
Previdenciária são destaques
A principal mensagem levada pela equipe da Secretaria
de Previdência Complementar, para o 29º Congresso Brasileiro
de Fundos de Pensão, pode ser resumida em cinco itens: 1) a aprovação
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc
– PL 3962/2008), cujo projeto encontra-se em tramitação
no Congresso Nacional; 2) a implantação de um novo Plano
de Contas, pelo Conselho de Gestão da Previdência Complementar
(CGPC), para vigorar a partir de janeiro de 2010; 3) a revisão dos
limites das despesas administrativas dos fundos de pensão; 4) a
implantação de um programa de Educação Previdenciária;
e 5) a aprovação, em 2009, de uma resolução
consolidando o projeto de Certificação dos Dirigentes, com
destaque para a necessidade de sua profissionalização.
Falando sobre o tema “Transferência de
Riscos e Proteção aos Participantes”, o Secretário
da SPC, Ricardo Pena, acrescentou a essa lista dois outros desafios e perspectivas
a serem solucionados, a curto prazo, dentro da SPC: a Regulamentação
das Operações de Resseguro, a ser negociada com a Susep,
e a revisão da Resolução CGPC nº 17/1996, que
dispõe sobre a dívida do patrocinador junto às suas
respectivas entidades fechadas de previdência complementar (EFPC).
Citando a OCDE (Organização para
a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e alguns
princípios dali emanados para assegurar a proteção
do participante, Ricardo Pena observou que a utilização
de mecanismos de seguros (e resseguro) deve ser estimulada. Além
da Constituição Federal, a Lei Complementar 109/01 atribui
ao Estado o encargo de estabelecer padrões mínimos de segurança
econômico-financeira para preservar a liquidez e a solvência
dos planos de benefícios. A mesma lei, inclusive, permite que as
EFPC contratem operações de resseguro, mas segundo Ricardo
Pena, apesar de todo esse respaldo legal, a SPC vai avaliar a demanda e
o interesse das entidades antes de regulamentar essa matéria.
INVESTIMENTOS – A boa gestão dos fundos
de pensão, obtida por meio da profissionalização,
diversificação e certificação de seus dirigentes,
ilustrou igualmente a palestra do diretor de Monitoramento e Controle (Democ)
da SPC, Carlos Eduardo Gomes. Esses atributos, aliados à necessidade
de uma melhor comunicação das entidades aos participantes,
estreitamente ligada à sua educação financeira e previdenciária,
serão muito importantes para os fundos de pensão nos próximos
anos, afirmou Carlos Eduardo.
Isso porque, conforme alertou, diante da crise
financeira internacional em curso, a adoção da fórmula
– planejar, executar, controlar e analisar – será de importância
fundamental na gestão dos fundos. “Vão faltar ativos para
os fundos comprarem. Se 2006 e 2007 foram anos de bonança, o mesmo
não podemos dizer de 2008, quando, certamente, os fundos já
não alcançarão suas metas”, disse o diretor da SPC,
no último seminário do 29° Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão, realizado no Rio.
Falando no painel “Investment grade, juros e
alternativos: o que muda nos ativos e passivos dos fundos de pensão”,
Carlos Eduardo mostrou ser preciso entender a performance dos investimentos
no passado e seu perfil no presente para pensar nas perspectivas futuras.
“As decisões de investimento ficarão cada vez mais complexas,
o que vai exigir mais profissionalização”, afirmou Carlos
Eduardo. Em relação à regulação do sistema,
ele questionou a necessidade de discutir, nesse momento, os limites máximos
para determinados tipos de aplicação já que os fundos
estão distantes de atingir, por exemplo, o limite de 50% em renda
variável.
A SPC, disse seu diretor, está preocupada
em discutir outros aspectos, como os requisitos dos investimentos. “O registro
dos ativos e as regras de negociação são importantes
para assegurar transparência, preços e confiança”.
Além disso, será necessário evoluir também
nos modelos de avaliação dos preços dos ativos (marcação
a mercado e na curva), segundo o palestrante.
PLANO DE CONTAS – A implantação
do novo Plano de Contas, a partir de 2010, já visualiza também
sua adaptação à Previc, após a aprovação
do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. Em palestra feita
pelo Coordenador-Geral de Monitoramento Atuarial e Contábil, Maurício
de Aguirre Nakata, esse objetivo constou do capítulo de perspectivas
da SPC, a curto prazo.
As diretrizes para a revisão do Plano
de Contas, segundo o técnico da SPC, são: sua estruturação
para o negócio (previdência, assistência à saúde
e gestão administrativa de planos); sua harmonização
à normas e práticas nacionais e internacionais; sua tendência
à transparência e à visibilidade; e seu foco no plano
de benefícios.
Na visão da Secretaria, as principais
mudanças estão no fim da segregação entre programas,
ampliação da codificação e criação
de novas rubricas contábeis para os investimentos; adaptação
do Plano de Contas da ANS com o definido pelo CGPC para as entidades que
operam planos de assistência à saúde, obrigatoriedade
do uso do balancete de operações administrativas com o objetivo
de padronizar e uniformizar os registros das operações administrativas,
e a adaptação dos Demonstrativos Contábeis com os
definidos pelas normas internacionais.
Ainda segundo Maurício Nakata, essa nova
norma contábil pode trazer algumas desonerações para
as entidades, como o envio das Demonstrações Contábeis
e Pareceres exigidos por meio eletrônico e não mais por meio
impresso; a possibilidade de se manter o Livro Diário em meio eletrônico,
observando os trâmites formais. Além disso, a harmonização
com as normas internacionais permitirá que a contabilidade brasileira
entre em consonância com a contabilidade de outros países,
proporcionando maior transparência e confiabilidade nas informações
contábeis, segundo o palestrante. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
10.11 - Investimentos: É o momento de se
buscar alternativas
O momento é de buscar bons investimentos
mas estejam preparados porque a volatilidade dos mercados vai continuar
e quem estiver alavancado dificilmente poderá resistir”. Com essa
citação de uma recente frase pronunciada pelo investidor
Warren Buffet, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga,
lembrou o ambiente de crise internacional durante o painel sobre “Investment
Grade, Juros e Investimentos Alternativos: o que Muda nos Ativos e Passivo
dos Fundos de Pensão”, que encerrou na quarta-feira o 29°
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão. Fraga observou que cabe
aos fundos de pensão, como investidores com visão de longo
prazo, considerar investimentos em infra-estrutura e criar condições
para que esse tipo de aplicação cresça, contribuindo
para o desenvolvimento do País. “Será preciso criar condições
nessa área, melhorando ainda mais as regras para investimentos em
infra-estrutura”. Ele destacou também as oportunidades em Private
Equity e Venture Capital, modalidades que devem continuar oferecendo bons
negócios.
No mesmo painel, o secretário do Tesouro
Nacional, Arno Hugo Augustin Filho, enfatizou as oportunidades de
investimentos em títulos públicos federais de longo prazo,
indexados à inflação, para os fundos de pensão
neste momento. “Em 2006, chegamos a emitir títulos lastreados em
IPCA com juro abaixo de 6%, agora essa taxa subiu para 8,23% por conta
da alta volatilidade mas devido aos bons fundamentos da economia brasileira,
há toda condição para voltar a níveis de 6%.”.
A necessidade de certificação dos
profissionais responsáveis pelos investimentos dos fundos de pensão
foi enfatizada, no mesmo painel, por Carlos Eduardo Rodrigues da Cunha
Gomes, diretor de Monitoramento e Controle da Secretaria de Previdência
Complementar. “Não há mais espaço para amadores nesse
jogo porque as decisões de investimento ficarão cada vez
mais complexas”, afirmou Gomes. Em relação à regulação
do sistema, ele questionou a necessidade de discutir, neste momento, os
limites máximos para determinados tipos de aplicação
já que os fundos estão distantes de atingir, por exemplo,
o limite de 50% em renda variável. A SPC, diz Gomes, está
preocupada no momento em discutir outros aspectos, como os requisitos dos
investimentos. “O registro dos ativos e as regras de negociação
são importantes para assegurar transparência, preços
e confiança”. Além disso, diz Gomes, será necessário
evoluir também nos modelos de avaliação dos preços
dos ativos (marcação a mercado e na curva).
(Diário dos Fundos de Pensão)
10.11 - Petros busca porto seguro na renda fixa
Em meio às turbulências que levaram
à lona os mercados financeiros no mundo todo, a Petros, o fundo
de pensão dos funcionários da Petrobras, encontrou na renda
fixa o antídoto para reduzir os efeitos da crise no curto prazo.
Para o próximo ano, porém, o presidente da Petros, Wagner
Pinheiro, projeta uma recuperação da Bolsa de Valores de
São Paulo capaz de carrear para o País os recursos de investidores
institucionais que buscam aplicações nos mercados de países
classificados como grau de investimento.
Embora já tenha admitido publicamente
a perspectiva de o fundo encerrar 2008 sem alcançar a meta atuarial
(INPC mais 6%), o executivo revela uma ponta de esperança em um
resultado superavitário ainda neste ano. Para isso, projeta, o Ibovespa
precisaria encerrar o ano aos 63 mil pontos - e não com os 45 mil
pontos projetados pela Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
Com relação aos investimentos futuros,
ele confirmou as participações nos setores de infra-estrutura
e logística como estratégicas para assegurar o melhor retorno
nos próximos anos. Como exemplo, cita o aporte no BRZ - Fundo de
Investimento em Participações, que recentemente adquiriu
uma fatia da América Latina Logística.
Também no segmento de transportes, especificamente
no rodoviário, o fundo de pensão também se tornou
sócio, juntamente com a Funcef (a caixa previdenciária dos
economiários), da Invepar, a empresa de participações
em rodovias que adquiriu, na semana passada, a concessão da rodovia
Raposo Tavares, em São Paulo. O executivo não citou os valores
dos dois negócios.
Apesar do otimismo com a renda variável,
Pinheiro admite que, no auge da crise, a renda fixa tem se confirmado como
o porto seguro das aplicações dos fundos. Investimentos como
debêntures e fundos de direitos creditórios, revela, têm
oferecido os melhores retornos, com taxas que superam em até dois
pontos percentuais o rendimento dos títulos públicos.
"Uma coisa está bem clara para nós
neste momento: a crise criou a oportunidade para ganharmos mais dinheiro",
sentencia Pinheiro, ao prever uma situação relativamente
estável para o mercado brasileiro nos próximos meses. "O
Brasil vai crescer menos? Vai, com certeza, mas os efeitos da crise se
darão por meio de uma desaceleração de 6% para 3%
no próximo ano. Ou seja, enquanto outros países terão
recessão, teremos, no máximo, uma desaceleração.
E mesmo assim que resultará em uma taxa de crescimento acima da
média do PIB da década passada."
Embora a Petros dificilmente consiga atingir
a meta atuarial neste ano, o executivo faz questão de lembrar que,
em termos estruturais, todos os cerca de 30 fundos administrados pela Petros
encontram-se equilibrados - com um nível de patrimônio suficiente
para cobrir os pagamentos dos benefícios previstos para os próximos
anos. Para isso, esclarece, pesou a repactuação do Plano
Petros BD (benefício definido), cuja execução foi
formalizada no último dia 23 de outubro, por meio de um acordo entre
os patrocinadores, os participantes e a Federação Única
dos Petroleiros (FUP).
Como lembra Pinheiro, o acordo só se tornou
possível porque os participantes e os sindicatos acertaram o modelo
para a pactuação. Pelo acordo, a Petrobras deverá
aportar o equivalente a R$ 5,7 bilhões, nos próximos anos,
por meio de títulos públicos federais. "A execução
do acordo será fundamental para o equilíbrio de longo prazo
de todos os nossos fundos."
O equilíbrio, revela Pinheiro, se reflete
nos números de outubro da instituição. Com 127 mil
participantes e um patrimônio total de R$ 44 bilhões, a Petros
tem uma arrecadação anual de R$ 1,4 bilhão. Suficiente,
segundo o executivo, para os desembolsos anuais de R$ 700 milhões
com o pagamento de benefícios. O grosso dos benefícios previstos
para a Petros têm desembolso previsto para daqui a 20 anos.
No longo prazo, o equilíbrio dos benefícios
do fundo de pensão está sustentado em uma estrutura de investimentos
e despesas que se resume a três etapas. Para as aposentadorias previstas
para os próximos dois anos, o fundo dispõe de um estoque
de títulos públicos federais mais do que suficiente, segundo
Pinheiro. As aplicações em renda fixa privada, como as debêntures
e fundos de direitos creditícios, lastreiam com folga, por sua vez,
os benefícios previstos para o período de dois a cinco anos.
Para os desembolsos esperados para prazos superiores a cinco anos, estão
reservados os recursos dos investimentos em ações e imóveis.
"Nossa expectativa é que muito antes disso,
já no próximo ano, ocorra uma recuperação da
bolsa. Não acredito que em 2009 ela deva continuar a cair como neste
ano. E quando houver essa recuperação, o mercado brasileiro
deverá atrair aqueles investidores institucionais que só
aplicam recursos nos mercados de países com o chamado grau de investimento",
afirma Pinheiro. (Gazeta Mercantil - Ricardo Rego Monteiro)
10.11 - Os desafios da comunicação
“Encontrar o ponto ótimo entre informação
e comunicação é um dos grandes desafios para os fundos
de pensão, assim como conhecer o novo perfil dos seus participantes
de modo a promover programas de comunicação conseqüentes,
indo além das exigências legais”. A afirmação
foi feita quarta-feira pelo secretário-adjunto da Secretaria de
Previdência Complementar, Carlos de Paula, durante o painel “Transparência:
O que o Participante Realmente Quer Saber?”. Ele lembrou que o sistema
precisa atender às necessidades de informação de um
público com perfil bastante diferenciado – 42% dos participantes
ativos estão hoje em planos do tipo CV, enquanto 37% estão
em BD e 20% em CD. Já os assistidos estão, em 82% dos casos,
em planos BD, com 16% em CV e apenas 2% em CD. “Seja qual for o seu perfil,
entretanto, ele é um participante-cidadão, mais consciente
de seus direitos, mais exigente e menos tolerante a falhas”. O grande desafio,
portanto, diz o secretário-adjunto, é atender aos comandos
legais ao menor custo possível e, ao mesmo tempo, gerar informações
para dar clareza e eficiência à comunicação.
Lido por apenas 12% dos participantes, o Relatório
Anual de Informações está no foco das discussões
sobre ferramentas de comunicação, segundo destacou no mesmo
painel Laura Batista de Lima, da Comissão Técnica Nacional
de Comunicação e Fomento da ABRAPP. A proposta da CTN,
explica Laura, é fazer com que os fundos tenham a liberdade de comunicar
e não a obrigatoriedade de informar. Nesse sentido, defende maior
flexibilidade na legislação para reduzir ao mínimo
a tiragem do Relatório impresso, que seria entregue apenas aos participantes
que pedissem, mantendo entretanto a obrigatoriedade de sua divulgação
na internet. Com isso, haveria uma sensível redução
de custos, permitindo que as entidades concentrassem seus esforços
em programas de Educação Previdenciária. Outra
sugestão da CTN é o “incentivo à autonomia responsável,
ou seja, cada entidade faria seu próprio planejamento para transformar
ações de informação em processos eficientes
de comunicação”.
Ainda nesse painel, José Ricardo Sasseron,
presidente da ANAPAR, defendeu a necessidade de garantir canais
de comunicação com linguagem simples e didática e
de informar o participante sobre todos os custos envolvidos nos investimentos
das fundações, como despesas administrativas, corretagem,
taxas de administração e custódia, entre outros. Participou
também dos debates o consultor Felinto Sernache, sócio da
Towers Perrin. (Diário dos Fundos de Pensão)
07.11 - SPC: Certificação de Dirigentes
Credibilidade dos fundos de pensão depende de nível de
profissionalização de seus dirigentes
Afirmação é da diretora da SPC, que anuncia para
breve a regulamentação da certificação
A credibilidade do segmento fechado de previdência complementar
está intimamente ligada à eficiência de seus conselhos
e, portanto, à urgente adoção da profissionalização
e da certificação dos dirigentes dos fundos de pensão.
Essa foi a mensagem deixada pela diretora de Análise Técnica
da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Maria Ester Veras
Nascimento, durante palestra proferida no 29º Congresso Brasileiro
de Fundos de Pensão.
Maria Ester justificou ainda a necessidade da certificação
na melhoria da governança das entidades fechadas de previdência
complementar e no cumprimento do dever fiduciário. Essa proposta
já foi assimilada por várias entidades e associações
de fundos de pensão.
REGULAMENTAÇÃO - A diretora da SPC revelou que a certificação
dos dirigentes dos fundos de pensão deverá ser regulamentada
em breve, por meio de resolução do Conselho de Gestão
da Previdência Complementar (CGPC), abrangendo o universo de gerentes
e membros dos conselhos deliberativos, conselhos fiscais e diretorias-executivas
de todas as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC).
A metodologia a ser adotada deverá ser a de aplicação
de exames e realização de cursos com avaliação
e experiência dos dirigentes visados.
A diretora da SPC deixou claro que a Secretaria não registrará
profissionais e nem credenciará certificadoras.
Maria Ester apresentou uma longa lista de exigência legais quanto
à certificação de dirigentes, que abrangem desde as
leis complementares nºs 108 e 109 de 2001, até a Resolução
CGPC nº 13 de 2004. São várias as recomendações
contidas nas LCs 108 e 109/01 quanto à necessidade de profissionalismo,
experiência e competência gerencial e técnica,
além de ilibada conduta por parte dos gestores das EFPC. Transparência
e estabilidade de regras a serem emanadas pelos diferentes conselhos dos
fundos também figuram nessas exigências legais. A LC 108/01
aprofunda mais as exigências ao adotar como requisitos mínimos
para os membros da diretoria-executiva “comprovada experiência no
exercício de atividade na área financeira, administrativa,
contábil, jurídica, de fiscalização, atuarial
e de auditoria”.
DADOS ESTATÍSTICOS - Finalizando sua palestra, a Diretora de
Análise Técnica apresentou um perfil dos dirigentes dos fundos
de pensão nos dias atuais, revelando, por exemplo, que nos
conselhos deliberativos, de 1 mil 948 titulares e 1 mil 237 suplentes,
2,38% possuem apenas ensino fundamental, enquanto 52,36% têm ensino
médio e outros 45,26% são detentores de diploma de nível
superior.
Na pesquisa de escolaridade dos membros do Conselho Fiscal, dentre
1 mil 139 titulares e 717 suplentes, os níveis de escolaridade variam
de 62,66% para nível médio e 33,1% para nível
superior até 4,25 % para o ensino fundamental.
Finalmente, os dados disponíveis de dirigentes membros das diretorias-executivas
mostram que de 1 mil 22 titulares, 52,35% possuem ensino médio,
46,25 são detentores de diploma de nível superior e 1,40%
tem apenas o ensino fundamental. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
07.11 - SPC disseminará Educação Previdenciária
Pesquisa revela pequeno índice de educação financeira
entre brasileiros
Uma pesquisa nacional sobre o nível atual de educação
financeira da população brasileira demonstrou que 84% das
pessoas pesquisadas revelaram não possuírem qualquer tipo
de investimento, por não contabilizarem sobras de dinheiro, ao final
do mês. Outros 36% se declararam gastadores, mas 44% disseram poupar
todo mês. Entretanto, 26% admitiram estar com o nome sujo no Serviço
de Proteção ao Crédito ou no Serasa, e 17% desse último
percentual vão esperar a dívida caducar.
Encomendada pelo grupo de trabalho responsável pela Estratégia
Nacional de Educação Financeira (Enef), essa pesquisa nacional
foi feita nos meses de agosto e setembro deste ano, envolvendo 1 mil 809
pessoas nas seguintes capitais: Brasília, Rio de Janeiro, São
Paulo, Salvador, Recife e Porto Alegre. Tais dados foram revelados durante
o 29º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, na palestra
“Educação Previdenciária: Conheça sua Importância”,
feita pela coordenadora-geral Patrícia Cerqueira Monteiro, da Secretaria
de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência
Social. A SPC, juntamente com o Banco Central, a Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) e a Susep integram esse GT de Educação
Financeira.
A pesquisa, destinada a medir o grau de educação financeira
dos brasileiros, mostrou também que existe uma nítida preferência
pelo consumo, em detrimento da poupança, por parte dessa parcela
da população, mas, por outro lado, 31% declararam poupar
regularmente para a aposentadoria. E no que se refere à previdência
complementar, 13% disseram possuir um plano de previdência privada.
Para Patrícia Monteiro esses resultados revelam não só
o baixo nível de educação financeira da população,
como também o apelo dos meios de comunicação para
o consumo, aliado a um fácil acesso ao crédito e o aumento
na expectativa de vida das pessoas.
EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA - Outra constatação
feita pela técnica da Secretaria de Previdência Complementar
foi que, diante do nível de educação financeira demonstrado
pela pesquisa, a população brasileira deverá, necessariamente,
ser conscientizada para a importância da previdência em suas
vidas. Por isso, a Educação Previdenciária será
parte integrante da Estratégia Nacional de Educação
Financeira, a ser implantada no país.
Partindo do princípio que o tema previdência é
um produto de entendimento complexo, até porque possui conceitos
próprios e variáveis de difícil previsibilidade, caberá
à Secretaria de Previdência Complementar do Ministério
da Previdência Social montar sua própria estratégia
para conscientizar os brasileiros sobre a importância. Dentre as
ações programadas pela Secretaria de Previdência Complementar
estão: publicação e distribuição de
cartilhas; desenvolvimento e divulgação de cursos à
distância; realização de cursos e palestras em universidades
e associações; incentivos às entidades fechadas de
previdência complementar, patrocinadores e instituidores, para que
desenvolvam educação financeira e previdenciária;
e mobilização dos servidores da Secretaria, para que sejam
disseminadores da Educação Financeira.
Mas nesse trabalho a ser levado a efeito pela SPC, e diante dos números
e fatos apresentados, alguns cuidados devem ser tomados, segundo Patrícia
Monteiro: o conteúdo e a forma dessa educação previdenciária
devem ser adaptados aos diversos públicos alvos; a linguagem deve
ser fácil e sem jargões, e, nesse contexto, se levará
em consideração a necessidade de uma alfabetização
financeira e a introdução de conceitos gerais de previdência,
especialmente sobre o regime geral, sobre a entidade à qual estará
filiada a pessoa em causa e sobre o plano de benefícios.
(Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
07.11 - Fundo de pensão preocupa governo
O governo federal tem acompanhado de perto o posicionamento dos fundos
de pensão frente à crise. Segundo o responsável pela
Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena Pinheiro,
exatos 14 planos estão desenquadrados do limite de exposição
indicado para investimentos na Bolsa de Valores e, portanto, com mais oscilação
da carteira com o movimento do mercado.
Por ora, segundo o secretário, não está havendo
movimentação brusca por parte dos gestores de fundos para
migrar de um investimento para outro. A SPC recomenda a exposição
de 50% da carteira. Só a Previ detém atualmente 60% dos recursos
na Bolsa. O problema é que forçar um movimento migratório
nesse momento é também causar ainda mais estragos no mercado.
"Se a Previ for vender suas ações de uma vez haverá
impacto grande na Bolsa. É por isso que é necessário
tempo. Olhamos para esses fundos a longo prazo. Não dá para
ter como base apenas esses três meses de turbulência", comentou
Pinheiro, durante sua participação no 29º Congresso
Brasileiro dos Fundos de Pensão.
Para se ter idéia do peso do mercado acionário no setor,
do total de R$ 440 bilhões de patrimônio dos fundos, 33% estão
na Bolsa. Se fundos como a Previ, Funcef e Petros saírem dessa estatística,
o percentual cai para 17%. "No mundo, o comportamento das carteiras é
de investimentos de 40% em renda fixa e 60% em variável, portanto,
o Brasil está abaixo da média (mundial) de exposição",
afirma.
"Um dos casos preocupantes é o do fundo CBS, dos funcionários
da Companhia Siderúrgica Nacional. Esse fundo tem 60% das ações
em papéis da própria empresa, o que não é permitido.
O limite é de 10%. Está acordado um enquadramento até
dezembro deste ano", diz Pena Pinheiro.
Por outro lado, para os fundos que estão abaixo do nível
de exposição em mercado de alta volatilidade, a avaliação
é que se abre agora uma "porta" para bons investimentos. "O momento
é de oportunidade. Não é fazer especulação,
mas comprar ações que você está vendo que estão
com valores irreais", argumenta o secretário. A avaliação
é acompanhada pelo presidente da Associação Brasileira
das Entidades Fechada de Previdência Complementar (Abrapp), José
Mendonça. "Tem empresas sólidas que a gente sabe que estão
com valor irreal."
Na última segunda-feira, primeiro dia do Congresso, o setor
revelou que a movimentação do mercado já causou uma
perda não realizada de R$ 20 bilhões, do total dos R$ 150
bilhões aplicados em ações. (Carla Seixas - Jornal
do Commercio-PE)
07.11 - Desenquadramento das fundações preocupa SPC
Apesar de o sistema de fundos de pensão como um todo estar atravessando
bem a crise financeira, a Secretaria de Previdência Complementar
(SPC) afirmou que está monitorando três ou quatro fundações
que estão desenquadradas, ou seja, acima dos limites permitidos,
em ações. De acordo com o secretário Ricardo Pena
Pinheiro, um dos casos é o do fundo CBS, fundo de pensão
dos CSN. O titular da SPC observou que a regra do setor permite uma exposição
à patrocinadora limitada a 10% dos ativos, sendo que o CBS já
chegava a ter 60%. Isso ocorreu porque na época da privatização
o fundo ficou com uma pequena parcela na patrocinadora, mas com a enorme
valorização da companhia, o percentual se tornou alto e gerou
o desenquadramento.
"Esse é um dos casos que preocupa por conta da exposição
muito acima do limite às ações da empresa patrocinadora.
Enviamos uma equipe de fiscalização para acompanhar mais
de perto se há algum risco para os fluxos do fundo", disse Pinheiro,
que participou ontem do 29º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
no Rio. Ele explicou ainda que a fundação CBS tinha acertado
um aumento de prazo, até dezembro desse ano, para o enquadramento
do plano.
O diretor financeiro do fundo do CBS, Ricardo Esch, afirmou que esse
percentual estava em 40% no fim de outubro, quando os ativos do fundo estavam
em torno de R$ 2,5 bilhões. Esch disse que o fundo está trabalhando
na modelagem de um plano que será submetido ao conselho deliberativo
da entidade, mas ponderou que existe, desde meados do ano passado, uma
liminar obtida pela associação de aposentados que impede
o fundo de vender ativos. A preocupação é que o processo
ocorresse dentro de um valor justo.
"Nós obtivemos em maio deste ano o acordo que nos dava a extensão
do prazo para o enquadramento e desde então estamos trabalhando
na modelagem desse plano, e existe ainda a questão da liminar",
disse Esch. Ele não quis comentar se haverá necessidade de
pedir mais prazo para o enquadramento e afirmou que a CBS é superavitária
e que atualizou recentemente a tábua de mortalidade e reduziu o
juro atuarial, numa atitude de conservadorismo.
O caso mais conhecido de desenquadramento em ações é
o da Previ, porém no fundo do BB a questão não é
a exposição à patrocinadora, mas sim o fato de estar
acima dos 50% permitidos em renda variável. A Previ, porém,
tem prazo de adequação até 2012. O secretário
afirmou ainda que os fundos das empresas que recentemente apresentaram
perdas com derivativos foram analisados e não foram detectados riscos.
Questionado sobre as sanções aplicáveis quando
problemas são detectados, Pinheiro afirmou que são as que
existem no regime disciplinar do sistema, ou seja, vão desde autuação
e multa até intervenção, nos casos mais graves. (Catherine
Vieira - Valor Online)
06.11 - SPC: Secretário espera aprovação da Previc
para breve
Ricardo Pena reafirma também que fundos de pensão estão
reagindo bem diante da crise financeira
Falando em três oportunidades, durante a realização
do 29º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, o Secretário
de Previdência Complementar, Ricardo Pena, acenou para a possibilidade
de a Superintendência Nacional de Previdência Complementar
(Previc), vir a ser aprovada até o final do primeiro semestre de
2009: “Os fundos de pensão já vivem um novo tempo, formam
um sistema vitorioso, tantos são os avanços obtidos graças,
em grande parte, à importância estratégica que o governo
Lula reconhece nele. Daí porque temos necessidade de um órgão
autônomo, estável, com plano de carreira e orçamento
próprio”, enfatizou o Secretário.
Durante a sessão de abertura do 29º Congresso, ontem, no
Rio de Janeiro, Ricardo Pena lembrou que o sistema de previdência
complementar brasileiro é o oitavo do mundo, devendo crescer ainda
mais, por causa dos muitos aprimoramentos que têm sido introduzidos
na legislação e na regulação, concretizados
graças ao bom relacionamento entre a SPC e as entidades.
Também na palestra realizada na terça-feira (4/11), sobre
“Transferência de Riscos e Proteção aos Participantes”,
Ricardo Pena colocou a criação da Previc (PL 3962, de 29/8/2008)
como um dos desafios e perspectivas a serem alcançados pela Secretaria
num curto prazo, ao lado da criação de um novo plano de contas
(janeiro de 2010) e da implantação do projeto de Educação
Previdenciária.
CRISE – Esses temas também fizeram parte da entrevista coletiva
que o Secretário Ricardo Pena concedeu ontem à imprensa,
ainda durante o 29º Congresso dos Fundos de Pensão, no Rio.
Sobre a Previc, o Secretário falou do empenho do ministro da Previdência
Social, José Pimentel, em aprovar o projeto 3962/08, cujo relator
na Comissão de Seguridade e Família, na Câmara dos
Deputados, “é o deputado Chico D’Angelo (PT-RJ)”.
Indagado sobre a crise financeira internacional e sua repercussão
sobre os investimentos dos fundos de pensão, a avaliação
do Secretário foi otimista. Ele ponderou que a perda maior dos fundos
na Bolsa de Valores aconteceu com os três maiores fundos, que tinham
aplicações em renda variável. Entretanto, como se
tratam de investimentos de longo prazo, tal perda não tem impacto
sobre os benefícios pagos aos participantes, “o que demonstra que
as regras baixadas pelo órgão supervisor são adequadas
para o enfrentamento da crise financeira, oriunda de outros países”,
observou.
Embora os fundos de pensão tenham R$ 150 bilhões, de
um patrimônio de R$ 460 bilhões) aplicados na Bolsa de Valores,
segundo Pena, a SPC tem acompanhado e monitorado suas aplicações,
não tendo percebido nenhuma anormalidade. As entidades estão
reagindo bem, e em que pese o fato de 2008 estar sendo classificado como
um ano difícil, para o Secretário, uma prova do setor
estar bem posicionado é o fato, por exemplo, de a Embraer ter entrado,
ontem mesmo, com um pedido de autorização junto à
SPC, para criar sua entidade fechada de previdência complementar:
a Embraprev, que deverá acolher os 20 mil empregados daquela empresa
fabricante de aviões. (Zenaide Azeredo - SPC/AssPreviSite)
06.11 - Desenquadramento das fundações preocupa SPC
Apesar de o sistema de fundos de pensão como um todo estar atravessando
bem a crise financeira, a Secretaria de Previdência Complementar
(SPC) afirmou que está monitorando três ou quatro fundações
que estão desenquadradas, ou seja, acima dos limites permitidos,
em ações. De acordo com o secretário Ricardo Pena
Pinheiro, um dos casos é o do fundo CBS, fundo de pensão
dos CSN. O titular da SPC observou que a regra do setor permite uma exposição
à patrocinadora limitada a 10% dos ativos, sendo que o CBS já
chegava a ter 60%. Isso ocorreu porque na época da privatização
o fundo ficou com uma pequena parcela na patrocinadora, mas com a enorme
valorização da companhia, o percentual se tornou alto e gerou
o desenquadramento.
"Esse é um dos casos que preocupa por conta da exposição
muito acima do limite às ações da empresa patrocinadora.
Enviamos uma equipe de fiscalização para acompanhar mais
de perto se há algum risco para os fluxos do fundo", disse Pinheiro,
que participou ontem do 29º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
no Rio. Ele explicou ainda que a fundação CBS tinha acertado
um aumento de prazo, até dezembro desse ano, para o enquadramento
do plano.
O diretor financeiro do fundo do CBS, Ricardo Esch, afirmou que esse
percentual estava em 40% no fim de outubro, quando os ativos do fundo estavam
em torno de R$ 2,5 bilhões. Esch disse que o fundo está trabalhando
na modelagem de um plano que será submetido ao conselho deliberativo
da entidade, mas ponderou que existe, desde meados do ano passado, uma
liminar obtida pela associação de aposentados que impede
o fundo de vender ativos. A preocupação é que o processo
ocorresse dentro de um valor justo.
"Nós obtivemos em maio deste ano o acordo que nos dava a extensão
do prazo para o enquadramento e desde então estamos trabalhando
na modelagem desse plano, e existe ainda a questão da liminar",
disse Esch. Ele não quis comentar se haverá necessidade de
pedir mais prazo para o enquadramento e afirmou que a CBS é superavitária
e que atualizou recentemente a tábua de mortalidade e reduziu o
juro atuarial, numa atitude de conservadorismo.
O caso mais conhecido de desenquadramento em ações é
o da Previ, porém no fundo do BB a questão não é
a exposição à patrocinadora, mas sim o fato de estar
acima dos 50% permitidos em renda variável. A Previ, porém,
tem prazo de adequação até 2012. O secretário
afirmou ainda que os fundos das empresas que recentemente apresentaram
perdas com derivativos foram analisados e não foram detectados riscos.
Questionado sobre as sanções aplicáveis quando
problemas são detectados, Pinheiro afirmou que são as que
existem no regime disciplinar do sistema, ou seja, vão desde autuação
e multa até intervenção, nos casos mais graves.
(Catherine Vieira - Valor Online)
06.11 - Fundos podem diluir riscos junto a ressegurador
Os fundos de pensão poderão contar com resseguradoras
estrangeiras para a transferência de riscos, garantindo que o patrimônio
dos envolvidos nas aplicações seja preservado. Agora, cabe
ao Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC) e
ao Conselho Nacional de Seguros Privados criarem uma regulação
mais adequada para a atuação dos fundos (abertos e fechados)
no mercado. O setor também discute a transferência direta
dos riscos das entidades para os resseguradores. Segundo Marcelo Mansur,
sócio da Mattos Filho, Marrey Junior e Quiroga Advogados, atualmente
o resseguro dos fundos é feito por meio das seguradoras. "Os riscos
de sobrevivência e de previdência são exclusivos de
resseguradoras locais. O que poderá ser transferido para os resseguradores
estrangeiros são os riscos de benefícios", afirmou, durante
o Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão organizado pela Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
Com a transferência dos riscos para o mercado ressegurador, surgem
novos riscos, como o de crédito e moral (dificuldade de estabelecer
riscos). "Não será o fim dos riscos, mas a diferenciação
deles." Segundo Marcelo, o resseguro tem característica securitária,
mas não é um tipo de seguro. "A função do resseguro
é pulverização dos riscos." O secretário de
Previdência Complementar, Ricardo Pena, diz que a experiência
internacional mostra, porém, que não existe modelo ideal
de transferência de riscos.
Em relação à proteção dos fundos,
o secretário salienta que estão bem protegidos, apesar de
serem indiretamente afetados pela crise. "Os fundos tiveram rendimento
acumulado de 600% de 2002 a 2007. Com crise, porém, perdemos valor
na Bolsa." Segundo Pena, a Secretaria está monitorando as empresas
com maior exposição. Ele aponta que 60% das aplicações
concentram-se em renda fixa, e o restante, 40%, estão em renda variável.
Em números, o patrimônio dos fundos soma R$ 460 bilhões
- R$ 150 bilhões são aplicados em renda variável.
Pena diz que para cada 10% de queda no Ibovespa, os fundos perdem 3%.
"O grau de exposição a perdas não é imediato,
pois temos investimentos em papéis sólidos." Segundo ele,
os fundos que têm exposição nos seus próprios
patrocinadores são ainda mais fiscalizados. "A Aracruz, por exemplo,
tem exposição na Aros. Hoje esses fundos só podem
ter 10% de exposição nos patrocinadores." Segundo Pena, a
CBS está totalmente fora da regra, com 60% dos ativos totais da
empresa em papéis de seu patrocinador (CSN). "As ações
da CSN valorizaram-se muito nos últimos anos, mas foram das que
maior queda sofreram com a crise. Há um esforço de enquadramento
desta empresa." A CBS tinha até julho de 2007 para se adequar à
regra de exposição de 10% em ativos do patrocinador, mas
o prazo foi estendido até dezembro de 2008.
Os fundos de pensão poderão contar com resseguradoras
estrangeiras para a transferência de riscos, garantindo que o patrimônio
dos envolvidos nas aplicações seja preservado. O assunto
foi abordado em congresso do setor e agora cabe ao Conselho de Gestão
de Previdência Complementar (CGPC) e ao Conselho Nacional de Seguros
Privados criarem uma regulação mais adequada para a atuação
dos fundos no mercado. O setor também discute a transferência
direta dos riscos das entidades para os resseguradores. (Adriana
Peres - DCI)
05.11 - Crise reduz os fundos de pensão em R$ 20 bi
Entidade aponta impacto da queda da Bovespa
A queda das ações na Bolsa, em razão da crise
financeira global, já desvalorizou o patrimônio dos fundos
de pensão brasileiros em cerca de R$ 20 bilhões, segundo
informação divulgada segunda-feira, no Rio, pela Abrapp (Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar).
Por conta da crise, as fundações não atingirão
a meta de rentabilidade anual de seus ativos prevista nos planos atuariais
(variação do INPC mais 6% ao ano). De janeiro a agosto, a
rentabilidade acumulada foi de apenas 2,5%, quando a meta era de 9,3%.
Só nos meses de setembro e outubro, houve uma desvalorização
de cerca de R$ 16 bilhões no patrimônio total dos fundos.
A maior parte dessa perda está na Previ (Caixa de Previdência
do Banco do Brasil), que tem 60% de seu patrimônio total aplicado
em ações.
Com um patrimônio total de R$ 130,78 bilhões no final
de agosto, a Previ é o maior fundo de pensão do país.
O presidente da instituição, Sérgio Rosa, disse que
a desvalorização, em setembro, foi entre R$ 10 bilhões
e R$ 15 bilhões.
A carteira total de investimentos das fundações somava
R$ 444,25 bilhões em julho. No último boletim divulgado pela
Abrapp, em agosto, o patrimônio já havia caído para
R$ 440,52 bilhões, uma redução de R$ 3,73 bilhões.
A estimativa é que o patrimônio atual esteja em cerca de R$
424 bilhões.
O presidente da Abrapp diz que as fundações continuam
saudáveis e com liquidez, porque o dinheiro que entra mensalmente
no caixa (contribuições dos associados, dividendos de ações,
retorno de empréstimos) é suficiente para cobrir os desembolsos,
sem a necessidade de vender ativos.
As fundações são obrigadas pela legislação
a atualizar mensalmente o valor da carteira de ações, com
base nas cotações dos papéis na Bolsa. Elas argumentam
que a desvalorização é só contábil,
porque as ações continuam em suas carteiras e podem voltar
a se valorizar.
""2008 será um ano bom para se esquecer", afirma o presidente
da Abrapp, José de Souza Mendonça.
Por cinco vezes, nos últimos 13 anos, a rentabilidade dos fundos
ficou aquém de sua meta atuarial. (ELVIRA LOBATO
- Folha de S.Paulo)
05.11 - Educação Previdenciária reduzirá
riscos em Gestão de Planos CD
Diretor de Fiscalização da SPC fez o alerta em congresso
de fundos de pensão
A Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do Ministério
da Previdência Social, recomenda às entidades fechadas de
previdência complementar (EFPC) que avaliem bem os riscos de seus
multiportifólios, de acordo com o perfil de cada plano. E para fazer
frente a esse desafio, nada mais seguro que os dirigentes viabilizem, o
mais rápido possível, modelos de Educação Previdenciária
e de Certificação de Dirigentes.
O recado foi dado na segunda-feira (3) pelo diretor de Fiscalização
da SPC, Roger Klafke, para quem a Educação Previdenciária
é a melhor forma de atenuar os riscos, sobretudo para aquelas entidades
que estão criando multiportifólio. A SPC, conforme adiantou,
persistirá na sua missão de monitoramento e de recomendação
para a adoção de normas geradas a partir das melhores práticas.
Klafke fez essas considerações durante palestra realizada
no 29º Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, no Rio de
Janeiro.
Ao falar sobre "Gestão de Ativos em Planos CD", o diretor da
SPC revelou que tem sido considerável o aumento dos planos de benefícios
da modalidade Contribuição Definida, no setor de previdência
complementar. Se em 1988, conforme os dados da SPC, eram apenas dez os
planos CD, em 1998 eles subiram para 84, e agora, em 2008, já totalizam
358. Isso faz com que os planos CD apresentem uma pequena superioridade
em números, com relação às modalidades de Benefício
Definido (357) e Contribuição Variável (309).
Os planos BD e CD, portanto, constituem, cada qual, 35% do segmento,
ficando a modalidade de Contribuição Variável com
30%. Entretanto, apesar desse crescimento dos planos CD, a população
beneficiária de planos BD (participantes, assistidos e pensionistas)
ainda é maior que aquela de planos CD: 1,244 milhão (BD)
contra 446,9 mil para planos CD.
Segundo Roger Klafke, tem havido muita migração de planos
de Benefício Definido (BD) para Contribuição Definida,
exigindo, por isso, uma maior atenção do participante e maior
transparência por parte da entidade. Outros desafios, citados por
ele, na gestão de ativos em planos CD foram: a identificação
de riscos e o aperfeiçoamento das práticas de governança,
além da profissionalização dos dirigentes e da adoção
de programas de educação previdenciária para os participantes.
(Zenaide Azeredo - AgPrev)
05.11 - Fundos de pensão voltam à renda fixa
Investidores institucionais planejam um futuro de margens menores e
fuga da Bolsa de Valores
Diante de um 2008 já considerado o pior ano da última
década, os fundos de pensão começaram a planejar os
investimentos para um futuro marcado por margens mais magras de rentabilidade
e menor exposição a investimentos em renda variável.
Superintendente geral da Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Devanir Silva avalia
que, nos próximos anos, parte das aplicações em ações
dos fundos deve migrar para o que classificou como investimentos estruturados
– projetos de infra-estrutura que garantam, além da meta atuarial
(INPC mais 6%), condições mínimas de gestão
e poder de decisão.
Ontem, durante a abertura do 29° Congresso Brasileiro dos Fundos
de Pensão, promovido pela Abrapp, o presidente da entidade, José
de Souza Mendonça, admitiu que, diante da crise global, o patrimônio
dos fundos de pensão brasileiros encolheu R$ 4 bilhões entre
julho e agosto deste ano. As perdas, que chegaram a R$ 5 bilhões
nas aplicações em renda variável, foram compensadas
em parte pelos investimentos em renda fixa, que renderam R$ 1 bilhão
no mesmo período.
Governança corporativa
Com relação ao futuro do mercado de ações,
Devanir esclarece que a migração das aplicações
em renda variável para outros investimentos não significará
um movimento abrupto de saída do mercado de ações.
Representará, na prática, a diversificação
do portfólio das entidades de previdência fechada, que buscarão
projetos de infra-estrutura que estejam enquadrados nos mais modernos conceitos
de governança corporativa.
Presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil (Previ), Sérgio Rosa discorda da projeção
do superintendente da Abrapp, ao lembrar que, apesar da crise, o mercado
de ações ainda reserva boas oportunidades de investimentos
que visem ganhos de longo prazo. Rosa lembra que, diante da depreciação
dos últimos dois meses, o mercado acionário reserva boas
opções de "pechinchas" para os fundos.
– Na minha avaliação, como presidente da Previ, este
é o momento oportuno para entrar no mercado de ações,
com os papéis baratos – afirma o executivo. – Se fosse em maio,
quando os preços estavam valorizados, não seria o melhor
momento para entrar.
Mendonça, da Abrapp, ponderou que, apesar do encolhimento da
rentabilidade das carteiras de renda variável nos últimos
dois meses, os fundos podem encerrar o ano com rentabilidade praticamente
igual à meta atuarial. Para isso, basta que a Bolsa de Valores de
São Paulo (Bovespa) atinja a marca de 45 mil pontos no fim deste
ano. Pelos cálculos da Abrapp, embora as aplicações
em renda variável devam encerrar 2008 com rentabilidade negativa
de 26,5%, os investimentos em renda fixa devem alcançar um resultado
positivo de 13,8%. No mesmo período, acrescentou, os aportes em
outros investimentos devem render 17,3%.
– Isso deve assegurar praticamente um zero a zero para nossas aplicações,
já que dará uma rentabilidade ligeiramente negativa, de 0,2%,
considerando-se a meta atuarial dos fundos – ponderou Mendonça,
que fez questão de afirmar que 2008 "vai ser um ano ruim, mas não
será o pior" para os fundos. Até agosto deste ano, a rentabilidade
das entidades fechadas de previdência complementar se limitava a
2,5%, enquanto a meta somava 9,3%. Desde 2003, a rentabilidade dos fundos
só superou as metas. (Ricardo Rego Monteiro - Jornal
do Brasil)
04.11 - SPC: Entidades passam bem pelo estresse
O setor de fundos de pensão está passando bem pelo teste
de estresse desse ano. Essa é a avaliação do titular
da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena Pinheiro.
"O sistema está forte, é nessa hora que a supervisão
e a regulação são testadas", disse o secretário.
"Aqui, os fundos só podem usar derivativos para proteção,
não se pode aplicar no exterior e há limites para aplicar
em renda variável", completou Pinheiro.
O titular da SPC participou de seminário de educação
previdenciária promovido pela Petros no fim da semana passada.
O secretário afirmou que a SPC está acompanhando de perto
as carteiras e os riscos dos fundos durante essa crise financeira internacional.
O órgão avalia que poucos são os que têm uma
exposição mais significativa ao mercado de ações.
Pinheiro não quis fazer uma estimativa de quanto mais se reduzirá
o superávit acumulado do setor em outubro. "Em setembro, estava
em R$ 58 bilhões, pegou apenas uma parte da crise, não sei
como vai ficar em outubro", disse ele.
Mesmo assim, ele disse que ainda vai haver um saldo, resultado dos
resultados muito positivos obtidos pelos fundos entre 2003 e 2007. O patrimônio
dos fundos de pensão é de cerca de R$ 470 bilhões
Os dirigentes das fundações evitam falar em perdas, mas
admitem que será muito provável não bater as metas
esse ano. "Isso não é algo que nos assuste. De 2003 até
antes da crise tivemos um ganho de 193% e a meta atuarial foi de 93%",
afirma o presidente da Funcef, Guilherme Lacerda. Ele lembra ainda que
parte do excedente foi usado para atualizar premissas atuariais, o que
protege o fundo.
Na Fundação Real Grandeza, situação semelhante
ocorreu. Eleito dirigente do ano do setor, o presidente Sérgio Wilson
Fontes, diz que o superávit sofreu uma pequena redução,
mas ainda é bastante positivo.
"Até a crise se agravar tivemos resultados não só
acima da meta como dos principais indicadores de mercado, o que resultou
nesse colchão de segurança", afirmou Fontes.
Em julho, os fundos de pensão, em média, aplicam cerca
de 34% em renda variável. Porém, esse dado é bastante
distorcido pelo peso da Previ, a maior fundação do país,
que chegou a ter mais de 65% da carteira nesse segmento no auge da alta
do mercado.
O diretor do fundo do Banco do Brasil, Fábio Moser, afirma que
no momento, esse percentual é de 60%. "Cerca de metade dessa carteira
sofre diretamente as oscilações, mas a outra metade é
por meio de participações em bloco que não flutuam
com as cotações em bolsa", explicou o diretor.
(Catherine Vieira - Valor Online)
04.11 - Crise pode ajudar fundos de pensão
Paulo Rabello de Castro acha que é hora de retomar a sério
a reforma da legislação
Mercado com potencial para crescer até 10 vezes no Brasil, a
previdência complementar fechada encontra na atual crise, por mais
contraditório que possa parecer, o momento oportuno para confirmar
os prognósticos mais otimistas dos especialistas do setor. O economista
Paulo Rabello de Castro, doutor em Economia pela Universidade de Chicago
e sócio da SR Rating, justifica que a turbulência global,
fruto da crise das hipotecas subprimes, criou as condições
para a retomada da reformada Previdência. A iniciativa, projeta Castro,
pode contribuir para aumentar a até 60% do Produto Interno Bruto
(PIB) o atual patrimônio dos fundos de pensão do País,
hoje equivalente a 17% do PIB.
Tal crescimento — viável no espaço de três décadas,
de acordo com o economista — permitiria não só a ampliação
para 30 milhões do atual contingente de 3 milhões de participantes
do regime de previdência fechada, como também incorporaria
uma parcela mais ampla de trabalhadores ao sistema, hoje praticamente limitado
aos funcionários de estatais.
– Nos momentos de crise, a população tende a buscar meios
de aumentar a poupança – avalia Rabello de Castro, que participa
hoje do painel "A Crise internacional e a Economia Brasileira", a ser realizado
durante o 29º Congresso dos Fundos de Pensão, promovido pela
Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência
Privada (Abrapp).
– O momento atual, marcado pela crise global, é o mais apropriado
para se discutir os instrumentos de aumentar essa poupança. Essa
é a hora de se discutir, por exemplo, a reforma da Previdência
Social – afirma
Para o economista, a reforma poderia colaborar para a popularização
dos fundos de pensão, com o estímulo a criação
de novos fundos de entidades de classe e associações organizadas
— as chamadas Fundações de Previdência Associativa
(FPAs). Categoria já prevista na legislação brasileira
desde a aprovação da lei complementar 109/2001, as FPAs poderiam
contribuir, na prática, para o que o economista classifica como
redistribuição estrutural da riqueza do País.
Hoje, lembra Castro, da SR Rating, 80% da população detêm
28% da renda total do País. A popularização das FPAs,
projeta o economista, poderia elevar a 45% o total da renda detida pela
parcela menos aquinhoada da população. Processo mais eficiente,
de acordo com o executivo, do que programas compensatórios como
o Bolsa Família.
– Hoje, todos se contentam em distribuir o que eu chamo de troco da
renda total, com o Bolsa Família – critica Castro. – Busco, com
essa proposta de reforma dos fundos de pensão, é uma distribuição
estrutural da riqueza do país, por meio do aumento da poupança
interna. Ricardo Rego Monteiro - Jornal do Brasil)
04.11 - Petros: Seminário de de grande sucesso no Rio
Mais de 200 pessoas, entre os quais representantes de 25 fundos de
pensão de todo o país, estiveram presentes no I Seminário
Internacional de Educação Previdenciária, promovido
em parceria pela Petros e Funcef, dia 31 de outubro, no Rio de Janeiro.
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, e o secretário
de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena, foram algumas das
autoridades presentes. A organização ficou sob responsabilidade
da Sage América Latina.
O evento contou ainda com palestrantes dos Estados Unidos, Canadá,
Rússia, Zâmbia e Coréia do Sul, que apresentaram detalhes
sobre o modelo previdenciário de seus países. Os outros palestrantes
do seminário foram o integrante da Academia Brasileira de Letras,
Arnaldo Niskier, fundador do Instituto Cultural de Seguridade Social (ICSS)
e ex-secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e o presidente
do Sindicato das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Sindapp)
e do Banesprev, Jarbas de Biagi.
O ministro José Pimentel fez um balanço do regime geral
do INSS, destacando que nos últimos cinco anos o número de
trabalhadores cobertos passou de 54% para 65% da população
economicamente ativa. Ele estima que em 2010 a previdência urbana
voltará a ser superavitária, o que não ocorria desde
1985.
Nesse particular, Pimentel abordou a relevância dos investimentos
do governo em infra-estrutura, saneamento básico e políticas
públicas. Segundo ele, apesar da crise internacional, nos seis anos
de gestão do atual governo foram gerados 8 milhões de empregos
com carteira assinada.
O ministro também listou o conjunto de medidas implantadas com
intuito de melhorar a qualidade dos serviços prestados ao contribuinte
e prometeu trabalhar para, a partir de 2009, o tempo de atendimento médio
passe a ser de 30 minutos. Sobre esse aspecto, Pimentel citou o aumento
e a melhora qualificação do quadro profissional do INSS,
bem como o reajuste aplicado à folha de pagamento do servidor. "Passamos
a pagar salários de acordo com o mercado."
O presidente Wagner Pinheiro destacou a preocupação do
atual governo com o tema e o interesse de estender a cobertura da previdência
complementar a uma parcela maior da população. Na avaliação
do dirigente, a SPC tem estimulado a prática da educação
financeira com a implementação de uma série de medidas.
Pinheiro falou ainda da importância do debate que o setor vem
promovendo sobre a certificação de dirigentes, "sinal de
fortalecimento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar
e uma das prioridades do presidente Lula". Para mostrar o alinhamento da
Fundação com o projeto de esfera federal, destacou também
iniciativas no sentido de informar seus participantes tais como a realização
de três edições de seminários de educação
financeira e a publicação do Dicionário Petros de
Previdência Complementar, com mais de 1.400 verbetes, enviado aos
125 mil participantes da Fundação.
Para o presidente da Funcef, o seminário tem um papel relevante
no sentido de possibilitar o intercâmbio com entidades internacionais.
O dirigente destacou a temática política da iniciativa, permitindo
o planejamento das famílias no longo prazo. "É nosso dever
disseminar a informação sobre educação financeira
e previdenciária"
Jarbas de Biagi, Sindapp, destacou a importância do evento e
a magnitude de um trabalho que se inicia em nível nacional. Em sua
opinião, a organização do seminário sobre educação
previdenciária está alinhada a um movimento de vanguarda
dos fundos de pensão. Ele também abordou experiências
internacionais que classificou como exemplares.
Ressaltando os esforços dos fundos de pensão na implementação
do tema, o acadêmico Arnaldo Niskier foi além, sugerindo que
uma alternativa viável ao sistema seria a criação
da universidade de educação previdenciária, aproveitando
a modelagem de educação à distância que ganha
fôlego a cada dia.
O titular da SPC, Ricardo Pena, deseja um programa de educação
financeira de âmbito nacional para a conscientização
da população sobre a importância da poupança
de longo prazo. Ele citou o excessivo apelo ao consumo e lembrou que o
programa visa justamente melhorar o nível de informação
sobre a previdência. Segundo o secretário, com a democratização
da previdência e o aumento do nível de informação
de dirigentes e participantes, a tendência natural é diminuir
a necessidade do arcabouço regulatório. Muito embora, ele
avalie, a legislação brasileira esteja alinhada às
melhores do mundo.
Presentes também no evento, os presidentes Sérgio Rosa,
Previ; Eustáquiio Lott, da Valia; Sérgio Wilson Ferraz, Real
Grandeza; Eléu Magno Baccon, Fundação 14/BRTPrev e
Armando Frid, do Serpros, entre outros dirigentes de fundos de pensão.
(Petros/AssPreviSite)
03.11 - Resolução CGPC 26: juiz
indefere liminar
O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da
13ª Vara Federal, indeferiu na última quarta-feira (28/9) a
liminar pleiteada em um mandado de segurança impetrado pela Federação
das Associações de Aposentados do Banco do Brasil (FAABB)
contra o Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC).
O objetivo da ação judicial era revogar parcialmente a Resolução
CGPC nº 26, de 29 de setembro de 2008, que dispõe sobre a destinação
do superávit e equacionamento do déficit dos fundos de pensão.
Em suas manifestações a respeito
da questão a ABRAPP tem sublinhado que no seu entender a nova norma
reflete os cuidados com que foi produzida, em meio a um intenso e amplo
debate, e que dessa forma irá seguramente contribuir para a estabilidade
das entidades e de seus planos. Com isso se vai atingir o objetivo de bem
atender os interesses maiores dos participantes, assistidos e patrocinadoras.
Para a ABRAPP, que votou favoravelmente na reunião
do CGPC à Resolução 26, aprovada pela unanimidade
dos conselheiros presentes, por ver nela refletidos todos os princípios
que defendeu desde o início do debate, a norma vem se juntar a toda
uma base legal e normativa francamente fomentadora de nosso sistema. Esse
fomento é uma obra pela qual, aliás, a
SPC é uma das maiores responsáveis.
Este é um dos cinco mandados de segurança
impetrados junto à Justiça Federal contra a Resolução
CGPC nº 26, aprovada pela unanimidade dos conselheiros presentes à
reunião do dia 29 de setembro, no Ministério da Previdência
Social.
A Secretaria de Previdência Complementar
(SPC) do Ministério da Previdência Social, instituição
responsável pela elaboração da Resolução,
deverá proceder ao exame e à defesa do interesse público
diante de tais ações, pela manutenção do ato
administrativo de regulação editado pelo CGPC. O Departamento
Jurídico da SPC já recebeu as orientações necessárias
e está apto a defender o CGPC em todos os mandados.
Tendo em vista que as ações judiciais,
em sua maioria, impugnam a possibilidade de revisão do plano de
benefícios através da chamada reversão de valores
aos participantes, aos assistidos e aos patrocinadores, alegando que a
Lei Complementar n° 109, de 29 de maio de 2001, prevê apenas
uma hipótese de revisão de plano, que seria através
da redução de contribuições, a Secretaria prevê
que, caso algum dos mandados de segurança prospere, favorecendo
algum dos impetrantes, poderá ter de sobrestar também, por
coerência, todos os processos pendentes na SPC sobre melhoria de
benefícios, hipótese de revisão de plano que também
não está prevista expressamente na lei nos casos de resultado
superavitário.
A Secretaria continua defendendo a posição
segundo a qual a Resolução CGPC n° 26 é uma regra
prudencial e responsável, que aquele colegiado elaborou visando
a proteger os benefícios presentes e futuros dos participantes e
assistidos que, ao longo de sua vida laborativa, contribuíram para
os seus fundos de pensão.
Como um dos principais objetivos dos mandados
de segurança é impedir que o superávit dos fundos
de pensão, caso ocorra, seja revertido aos patrocinadores, a SPC
considera que, da mesma maneira que os participantes, assistidos e patrocinadores
são chamados a arcar com o equacionamento de um déficit,
todos devem ser considerados por ocasião da destinação
de um superávit. Por esse motivo, a Resolução nº
26 determina que seja considerada a proporção contributiva
– principalmente para as EFPC sujeitas à LC 108/2001, que recebem
dinheiro público do patrocinador (custeio, déficit e superávit
paritário) – ao se realizar a revisão do plano de benefícios
em qualquer situação de desequilíbrio apurada.
A norma, inclusive, trata do desequilíbri