30.07 - Prêmio Nacional da Seguridade Social
Associadas da Abrapp convidadas a indicar nomes
O Prêmio Nacional da Seguridade Social é entregue todos
os anos desde 1995. Em 2010, portanto, assistiremos à sua décima
quinta edição, que a exemplo das anteriores deverá
ser um sucesso. Mas foi só há seis anos que iniciamos uma
outra tradição, a de consultar as associadas pedindo-lhes
que indiquem os nomes que serão considerados na escolha dos premiados.
É este processo de consulta que teve início ontem, através
de uma circular enviada ao quadro associativo.
Poderão ser indicados um ou mais candidatos para integrar uma
mesma categoria de laureados e apresentadas sugestões para todas
ou somente para parte delas.
Assim, pede-se sugestões para cada uma das seguintes categorias
da premiação: 1) Ação Parlamentar; 2) Ação
Social; 3) Comunicação; 4) Educação-Cultura-Esporte;
5) Liderança Empresarial; 6) Responsabilidade Social; e 7) Seguridade
Social. É importante que sejam escolhidas pessoas que tenham histórico
de contribuição para o fortalecimento do setor de previdência
fechada e ampliem os horizontes de nosso sistema.
A sugestão de candidatos, algo que seguramente irá conferir
ainda maior peso institucional ao prêmio, deverá ser feita
até 6 de agosto, com Érika Catino, através do e-mail
secretariageral@abrapp.org.br .
Posteriormente, até o dia 2 de setembro, a Comissão Julgadora
integrada por 6 (seis) membros, o Presidente da ABRAPP, José
de Souza Mendonça e cinco convidados entre personalidades
de reconhecida expressão pública nos setores em que atuam,
reunir-se-ão para definir, com base nos nomes apontados pelas associadas,
os laureados em 2010.
A entrega das estatuetas aos laureados de 2010 irá acontecer
em 17 de novembro, dentro do 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de
Pensão, que começará nessa data e se estenderá
por mais dois dias, no Recife. (Diário dos Fundos de Pensão)
30.07 - Fundos: Acordo Oi/PT pode custar R$ 1 bi a governo
BNDES e fundos de pensão devem colocar mais capital na Oi para
manter participação no bloco de controle
Lula rebate críticos de que governo interferiu no negócio,
mas diz que empresa continuará a ser "brasileira da Silva"
BNDES e fundos de pensão sócios da Oi podem entrar com
R$ 1,1 bilhão nos futuros aumentos de capital da empresa para manter
inalterada sua participação no bloco de controle da tele,
que quarta-feira anunciou a entrada na sociedade da Portugal Telecom.
A avaliação é de analistas de mercado, com base
nas informações divulgadas ontem pelas empresas oficializando
as negociações. Concluídas, a Portugal Telecom terá
22,4% da Oi e investirá na empresa R$ 8,4 bilhões.
Hoje, os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte detêm 19,33% cada
um da empresa.
Como contrapartida, a Oi terá 10% do capital da PT. Além
disso, segundo a Folha apurou, o presidente Lula disse, em conversas com
sua equipe, que o BNDES participará da operação para
viabilizar a entrada da PT na Oi e, ao mesmo tempo, garantir que a empresa
siga sob controle de empresas nacionais.
Essa foi, por sinal, a condição imposta por Lula nas
negociações para que a operação fosse fechada.
A Portugal Telecom chegou a manifestar seu desejo de comprar o controle
da empresa, mas acabou aceitando entrar como minoritária diante
das resistências do presidente.
Em comunicado ao mercado, a La Fonte informou que, fechada a operação
com a Portugal Telecom, nem ela nem a Andrade Gutierrez poderão
vender suas participações na Oi durante um prazo de cinco
anos. Depois, terão de dar preferências aos atuais acionistas
se decidirem sair da sociedade.
Na avaliação do governo, permitir a desnacionalização
da Oi, depois de estimular sua criação sob a justificativa
de formar uma grande tele brasileira, traria impactos negativos na campanha
de sua candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff.
CONTROLE NACIONAL
Ontem, governo e BNDES não confirmaram nem desmentiram que o
banco entraria com capital novo na operação. Informaram apenas
que tudo será feito para que seja mantida a cláusula que
dá aos acionistas atuais a preferência na compra de ações
da empresa.
Hoje, via BNDESpar, o banco tem 16,89% do capital da Oi. Patrocinados
por BB, Petrobras e Caixa, os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef
têm, respectivamente, 8,4%, 10% e 10%.
Com a operação confirmada, a competição
na telefonia se dará, agora, entre os mexicanos da América
Móvil (Embratel, Claro e Net), os espanhóis da Telefónica
(Telefónica, Vivo e TVA), os italianos da Telecom Italia (TIM e
Intelig), os franceses da Vivendi (GVT) e a nova Oi (PT, Oi e Brasil Telecom).
Há também a Nextel, mas ela só atua com telefonia
móvel.
A compra do controle da Vivo pela Telefónica, assim como a aquisição
de fatia da Oi pela Portugal Telecom, precisará ser aprovada pelo
Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), autoridade antitruste
responsável pelo julgamento de atos de concentração.
LULA
Lula buscou ontem se defender das críticas de que interferiu
no negócio. "O Brasil não pode, nem poderia ter, nenhuma
influência nas negociações entre a Telefónica
e a Portugal Telecom. São países soberanos que, entre eles,
fizeram um negócio que, pelo que vi hoje nos jornais, é muito
dinheiro."
Lula acrescentou que os sócios privados e públicos da
Oi estão "negociando com a Portugal Telecom, e, da parte do governo,
está sendo acompanhado pelo BNDES".
As declarações foram dadas após almoço
com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Itamaraty.
Lula afirmou que a empresa não deixará de ser nacional,
porque esse foi o propósito quando criada e que continuará
assim.
O fato de a Portugal Telecom ter decidido participar da Oi, só
posso dizer que a Oi continuará sendo brasileira da Silva (...).
Vai sair uma grande tele nacional, eu espero", disse o presidente.
Para analistas, consumidor será beneficiado
Analistas de mercado afirmam que a entrada da PT (Portugal Telecom)
na Oi e a compra da participação da PT na Vivo pela Telefónica
devem acirrar a concorrência e gerar aumento de ofertas no país
com queda de preços.
Isso não ocorrerá automaticamente. Seis meses após
a concretização dos dois negócios, o consumidor já
poderá perceber o lançamento de mais pacotes combinados de
internet, TV por assinatura, telefone fixo e celular em todo o território
nacional.
O preço desses pacotes será alto, mas, comparando cada
um dos serviços caso fossem adquiridos separadamente, espera-se
uma queda de 30%, em média.
Outra mudança será a oferta de pacotes de celular atrelados
à telefonia fixa. É o que deve fazer a Telefônica fora
de São Paulo, aproveitando-se da estrutura da Vivo. Como as duas
redes (fixa e móvel) pertencerão à mesma empresa,
será possível, por exemplo, oferecer minutos de celular para
chamadas de longa distância e cobrá-los como ligações
locais.
A TIM conseguiu fazer isso após a incorporação
da Intelig (operadora fixa de longa distância) e ultrapassou a Embratel,
que antes liderava nesse tipo de chamada.
A fusão da Embratel com a Claro, que pertencem ao grupo mexicano
América Móvil, também mira esse novo cenário.
Essa mudança permitirá às teles incentivar o uso
do celular para telefonemas, enquanto investem para dar conta do crescimento
explosivo da internet pela rede 3G (terceira geração). (VALDO
CRUZ e SIMONE IGLESIAS - Folha de S.Paulo)
30.07 - OFNDS: Abrapp convida para AGE no dia 4
A ABRAPP convida as suas associadas para a Assembleia Geral Extraordinária
(AGE) que fará realizar no dia 4 de agosto, às 9h 30, em
primeira convocação, e às 10h, em segunda chamada,
para deliberar sobre a designação dos interlocutores que
deverão atuar e definição dos parâmetros destinados
a reger eventuais negociações em torno da ação
judicial em curso a propósito das OFNDs, de modo a encerrá-la
através de acordo entre as partes.
São os seguintes os dois outros pontos da pauta, ainda a respeito
da mesma ação judicial: 1 - Distribuição
proporcional das posições de investimentos das associadas
em OFND’s, tendo como base a existente à época da interposição
da ação judicial; 2 - Contratação de serviços
especializados para elaboração do laudo técnico para
mensuração dos valores atualizados das OFND’s e do montante
da condenação.
Solicita-se às associadas que comuniquem previamente o
nome e o cargo de quem irá representá-las na AGE, fazendo-o
em atenção à Superintendência Geral da ABRAPP,
aos cuidados de Érika Catino, através dos fax (11) 3043-8778/79/80.
Na hipótese de outorga de procuração, o documento
original deverá ser entregue à secretaria da Assembleia no
ato de assinatura da lista de presença. (Diário dos
Fundos de Pensão)
29.07 - Regimes Próprios: Análise de aposentadorias especiais
Instrução normativa define regras para análise
de aposentadorias especiais
Decisão resulta de discussão no Conselho Nacional dos
Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev)
Os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios têm agora
regras gerais e orientações para reconhecer ou não
o tempo de serviço público exercido por servidores sob condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física,
para fins de concessão de aposentadoria.
É o que estabelece a Instrução Normativa (IN)
nº 1, da Secretaria de Políticas de Previdência Social
(SPS), publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU),
para os casos em que o segurado esteja amparado por mandado de injunção,
concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o secretário de Políticas de Previdência
Social, Fernando Rodrigues, a concessão pelo STF de diversos mandados
de injunção a servidores públicos vinculados aos RPPS
em todo o país - assegurando o direito de terem o seu pedido administrativo
de aposentadoria especial apreciado - tornou necessária a publicação
da IN, pela SPS, definindo regras gerais para que os regimes próprios
se posicionem em relação às decisões judiciais.
A IN determina que o reconhecimento de tempo de serviço público
exercido sob condições especiais pelos regimes próprios
dependerá de comprovação do exercício de atribuições
do cargo público de modo permanente, não ocasional nem intermitente,
nessas condições.
Também não será admitida a comprovação
de tempo de serviço público sob condições especiais
por meio de prova exclusivamente testemunhal ou com base no mero recebimento
de adicional de insalubridade ou equivalente.
Além dessas normas, a IN estabelece uma série de critérios
e requisitos – como a observância de legislação e regulamentos
previdenciários - que precisam ser atendidos para poder assegurar
o reconhecimento do tempo de serviço, com a finalidade da concessão
de aposentadoria especial a servidores públicos amparados judicialmente.
Os mandados de injunção são concedidos pelo STF
aos segurados em razão da demora na regulamentação
do artigo 40, parágrafo 4º da Constituição Federal,
que prevê aposentadoria especial ao servidor público.
O secretário também explicou que nos mandados de injunção
o STF determina a aplicação do artigo 57 da Lei nº 8.213/91
– que trata das aposentadorias especiais dos trabalhadores vinculados ao
Regime Geral de Previdência Social, do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS). Isso implica, segundo informou, a adoção de
requisitos e critérios próprios do RGPS, tornando-os compatíveis,
se necessário, na análise das atividades exercidas sob condições
especiais pelos servidores dos RPPS.
O texto final da Instrução Normativa foi discutido e
aprovado pelos dirigentes dos RPPS, na última reunião ordinária
do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev), realizada nos dias 15 e 16, em Brasília.
(Pedro Arruda - AgPrev)
29.07 - Perfis de Investimento são tendência no mercado
Seguindo tendência do mercado de previdência, a Eletros
– Fundação Eletrobras de Seguridade Social – implementou
recentemente o programa de perfis de investimento para os participantes
dos seus dois planos de Contribuição Definida. Além
do Perfil Eletros, a Fundação oferece mais quatro perfis:
Super Conservador, Conservador, Moderado e Agressivo. A PREVI lançou
o Programa Perfis de Investimento em julho do ano passado, oferecendo quatro
opções de perfis, cuja diferença é o percentual
de aplicação em renda variável: o perfil PREVI (30%
a 40%), Conservador (0% a 10%), Moderado (20% a 30%) e Agressivo (40% a
50%). Até o final de junho deste ano, quase um ano após o
lançamento, 2.524 participantes do PREVI Futuro optaram por trocar
de perfil. Do total de R$ 1,8 bilhão de recursos do Plano, cerca
de R$ 106 milhões foram migrados para outros perfis. A opção
por um dos perfis oferecidos é facultativa e caso o participante
do PREVI Futuro não escolha nenhum, seus recursos permanecem no
perfil PREVI.
Os programas de perfis de investimento permitem que os participantes
escolham o grau de risco dos seus investimentos nos fundos de pensão.
Essa é uma tendência mundial para os planos de contribuição
definida e variável que formam reservas individuais de poupança.
Segundo a Associação Brasileira de Entidades de Previdência
Complementar (Abrapp), a oferta de perfis de investimento é oferecida
em 100% dos fundos de pensão com planos de contribuição
definida americanos, canadenses e europeus. No Brasil, os planos
de contribuição definida ou variável são uma
realidade mais recente e o oferecimento dos “perfis” ganhou destaque na
agenda dos principais fundos de pensão em 2007. (Previ/AssPreviSite)
29.07 - Fundos: Portugueses querem pôr R$ 8 bi na Oi
Portugal Telecom negocia com fundos de pensão entrada na tele
brasileira; participação seria minoritária
Negócio deve ser concluído em setembro, quando portugueses
venderão sua fatia na Vivo à Telefónica
A PT (Portugal Telecom) planeja investir cerca de R$ 8 bilhões
para entrar na Oi. O acordo de intenções foi definido terça-feira
e será avaliado pelo conselho de administração da
PT, em Lisboa. A Folha apurou que, mesmo investindo tanto, a PT será
acionista minoritária, possivelmente com 23% da Oi.
No controle da operadora continuarão o grupo La Fonte (do empresário
Carlos Jereissati) e a Andrade Gutierrez, que hoje têm 19,3% de participação
cada um. Também permanecerá o Atlântico, fundo de pensão
dos funcionários da Oi, atualmente com 11,49% de participação.
A PT deverá entrar como sócia da Oi tanto na Telemar
Norte Leste, um dos braços da holding (Telemar Participações),
como na Tele Norte Leste -nas duas, teria 21%.
Os 2% restantes seriam a participação da PT na Telemar
Participações, a holding que controla as outras duas empresas.
A compra dessas ações ocorrerá após um
aumento de capital da PT na Oi. Por ele, os portugueses comprarão
as novas ações em posse dos fundos de pensão estatais
(Previ, dos funcionários do BB; Petros, da Petrobras; e Funcef,
da Caixa) e os 2% da holding, diluindo a participação de
cada um dos sócios.
Mesmo assim, Andrade Gutierrez, La Fonte e Atlântico manterão
o controle.
A Folha apurou que estaria prevista a divulgação de um
protocolo de intenções na sexta-feira, mas pode haver mudança
de planos para viabilizar um anúncio conjunto entre Oi, PT e Telefónica
no máximo no início de setembro, quando estarão certos
os detalhes da operação.
ANTECEDENTES
A entrada da Oi na PT é uma negociação que avançou
após a oferta da Telefónica pela parcela da PT na Vivo, em
maio passado. Ambas são sócias na operadora brasileira de
celular com 30% de participação cada uma.
Em maio, os espanhóis fizeram uma proposta para adquirir o controle
da Vivo. Na ocasião, o primeiro-ministro português, José
Sócrates, perguntou a Lula, durante visita oficial ao Brasil, quais
seriam as chances de a PT entrar na Oi para criarem uma tele luso-brasileira.
A Folha revelou que Sócrates disse ainda que usaria o poder
de veto de Portugal à venda da Vivo até que encontrassem
uma solução para a PT no Brasil.
Lula disse que haveria barreiras políticas. Isso porque o governo
alterou as regras do setor para permitir à Oi comprar a Brasil Telecom
por R$ 5,8 bilhões, com o argumento de que o país precisaria
de uma supertele para competir com estrangeiros.
Agora, com a solução praticamente acertada, a PT deverá
retornar às negociações com a Telefónica, que
não entrará mais na Justiça para dissolver a sociedade
com a PT na Vivo -forma encontrada pelos espanhóis para pressionar
os portugueses a definirem um "plano B".
MAIS PELA VIVO
Com o fechamento de um acordo entre PT e Oi, o governo português
deverá derrubar o veto à venda da Vivo à Telefónica.
Em 16 de julho, os espanhóis retiraram sua última oferta
de € 7,15 bilhões pelos 30% da PT na Vivo.
Com a retomada das negociações, a Telefónica deverá
para € 7,5 bilhões pela Vivo. Esse negócio deverá
ser finalizado com o da PT e Oi para que sejam enviados juntos para a Agência
Nacional de Telecomunicações, que precisa aprová-los.
Procurados, Oi, PT, Telefónica e Previ não quiseram se
pronunciar.
Com portugueses, operadora brasileira ganha reforço de caixa
O investimento de até R$ 8 bilhões que a PT (Portugal
Telecom) pretende fazer na Oi pode representar uma virada na tele brasileira.
Atualmente, os papéis da Oi perderam quase metade de seu valor
de mercado porque a operadora não conseguiu concluir o processo
de troca de ações da BrT (Brasil Telecom) pelas da "nova
Oi" (formada por BrT e Oi).
A Oi comprou a BrT em janeiro de 2009 e, naquela ocasião, anunciou
sinergias (economias de custo) de até 30% após a junção.
Em meados de janeiro deste ano, a Oi anunciou a existência de
ações judiciais inesperadas e, por isso, teve de destinar
R$ 1,3 bilhão em provisionamento para fazer frente aos processos.
A partir daí, suas ações na Bovespa começaram
a cair.
Resultado: os acionistas da BrT que ainda não tinham trocado
seus papéis antigos pelos da "nova Oi" não aceitaram receber
menos e o processo está paralisado.
A entrada da PT na Oi trará reforço de caixa à
empresa e ampliará sua capacidade de investimento.
Esse negócio contou com a interferência do governo federal,
que, em 2008, mudou a lei que rege o setor para permitir a compra da BrT
pela Oi. A nova ajuda do governo à Oi chega em um momento em que
grupos estrangeiros estão se consolidando no Brasil para fazer frente
a uma nova fase de investimentos que exigirá mais fôlego financeiro
(JULIO WIZIACK e TONI SCIARRETTA, colaborou ELVIRA LOBATO - Folha de S.Paulo)
28.07 - CNPC: Conselho é instalado em Brasília
Próxima reunião está marcada para dia 30 de agosto
O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) realizou
ontem, em Brasília, sua primeira reunião ordinária
para sua instalação. O CNPC foi criado pela Lei n° 12.154/2009
para exercer a competência de regulação das atividades
das entidades fechadas de previdência complementar. O encontro foi
presidido pelo secretário de Políticas de Previdência
Complementar, Murilo Barella, como representante do ministro Carlos Eduardo
Gabas.
Barella – também secretário-executivo do conselho – destacou
na abertura dos trabalhos que, como órgão regulador do regime
de previdência complementar, o grande desafio do CNPC será
aperfeiçoar e aprofundar o diálogo social. “Somente assim
construiremos uma democracia que agregue os interesses legítimos
dos participantes, objetivando o fortalecimento e a consolidação
de todo o sistema de previdência complementar do país.
Na próxima reunião, marcada para o dia 30 de agosto,
os conselheiros devem finalizar as discussões – iniciadas nesta
segunda-feira - e votar o regimento interno do órgão. Além
disso, vão começar a fazer um diagnóstico da situação
atual da previdência complementar brasileira.
CNPC - Presidido pelo ministro da Previdência Social, Carlos
Eduardo Gabas, o CNPC é integrado por cinco representantes do poder
público e três indicados pelo segmento dos fundos de pensão,
sendo um das entidades fechadas de previdência complementar; outro
dos patrocinadores ou instituidores e o terceiro dos participantes e assistidos.
Como representantes do governo federal, participam o secretário
de Políticas de Previdência Complementar, substituto do ministro;
o superintendente Nacional de Previdência Complementar (Previc);
um membro da Casa Civil, um do Ministério da Fazenda e outro do
Ministério do Planejamento. (AgPrev)
28.07 - A educação previdenciária em primeiro lugar
A ABRAPP está inteiramente convencida da importância de
um maior investimento em educação para o crescente fomento
de nosso sistema e atua conforme essa convicção, disse na
última sexta-feira o Vice-presidente José Ribeiro Pena Neto,
ao participar em São Paulo do Seminário de Educação
Previdenciária e Financeira das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, evento que se repetiu ontem no Rio de Janeiro, promovido
pela PREVIC – Superintendência Nacional da Previdência Complementar.
Para Pena Neto, esse esforço educativo se mostra relevante tanto
quando se volta para o participante de plano e a sociedade em geral, quanto
nas muitas situações em que o alvo são os dirigentes
e profissionais de fundos de pensão e o que se busca é a
crescente qualificação dos que trabalham neles.
Pena Neto citou como exemplo dessa ênfase na educação
o fato de o programa de treinamento da ABRAPP ter encerrado o primeiro
semestre com 13 eventos realizados e 321 participantes, que ao avaliarem
a programação deram nota média de 8,87, numa escala
até 10, aos cursos promovidos. Ele também citou, na
qualidade de diretor-executivo do ICSS, que o Instituto já recebeu
160 inscrições no processo de certificação
por experiência.
O diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
(Diace) da PREVIC, Edevaldo Fernandes, destacando a importância da
integração entre o Estado e as entidades fechadas de previdência
complementar, defendeu um posicionamento de melhor entendimento, nesse
momento inicial, sobre as necessidades e demandas das entidades, para que
“a educação previdenciária se consolide nesse nosso
cenário”.
Ressaltou também a importância do tema não só
para a autarquia, mas também para o Governo e para o Ministério
da Previdência Social. Exemplificou lembrando que o COREMEC
(Comitê de Regulação e Fiscalização dos
Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização),
órgão integrado pela PREVIC, já discute o assunto
há quatro anos. O nível de educação afeta diretamente
os mercados financeiros, de capitais, de seguros, de previdência,
e é papel do Estado oferecer uma política pública
de fomento e incentivo à educação financeira, observou.
O seminário contou com o relato de entidades que já desenvolvem
projetos de educação, ficando ainda mais claro para os presentes
que a principal razão do desenvolvimento de esforço na área
deve ser mesmo o maior esclarecimento dos trabalhadores, já que
os gastos envolvidos superam a economia feita com a dispensa do envio do
relatório anual impresso aos participantes. Ficou ainda mais evidente
também a necessidade de se persuadir o público-alvo de que
suas escolhas atuais terão impacto direto sobre a qualidade de vida
futura, ao lado da importância de se envolver nesse empenho de convencimento
a família dos participantes, usando para isso os meios de comunicação
impressos e eletrônicos, como site, jornal, e-mail, página
de bate-papo e coluna fixa no jornal da patrocinadora.
Em São Paulo, o evento aconteceu na Fundação CESP.
No Rio de Janeiro, o seminário ocorreu ontem na Previ/BB, Praia
de Botafogo n.º 501 – Botafogo. (Diário dos Fundos de Pensão)
28.07 - Participe do 3° Prêmio de Monografias
A Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social e a
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc)
estão promovendo o 3° Prêmio de Monografias, com o objetivo
de incentivar a pesquisa e a elaboração de trabalhos técnicos
na área de previdência complementar.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas
pelo link http://www.fundacaoanfip.org.br/cadastro_concurso_mono.php. Após
preencher a ficha de inscrição, os interessados devem remeter
os trabalhos até o dia 10 de setembro, para o endereço da
Fundação ANFIP, em obediência ao regulamento inserido
no Edital Previc n° 1, de 9 de junho de 2010. Os temas sugeridos são
“Desafios na gestão dos ativos financeiros e passivos previdenciários
nos fundos de pensão”; “Risco da longevidade e os fundos de pensão”;
“Comunicação com participantes e sociedade”.
Os três primeiros colocados em cada tema receberão prêmios
em dinheiro, no valor de R$ 10 mil, e terão seus trabalhos publicados
pela Previc. Os prêmios serão entregues durante o 31°
Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que acontece de 17 a
19 de novembro de 2010. (Anfip)
27.07 - Medidas em estudo podem adiar reforma da Previdência
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, prepara
um conjunto de medidas infraconstitucionais que será deixado para
o próximo governo para corrigir distorções no pagamento
de pensões e aposentadorias e adiar a realização de
uma reforma. Entre essas alterações que podem ser feitas
sem mexer na Constituição constará a proposta de convergência
entre as regras em vigor no regime geral de previdência social e
as que compõem o regime de previdência dos servidores.
A intenção é, conforme defende o ministro, tornar
público o balanço de contas do regime previdenciário
do funcionalismo federal, cujos números não são divulgados
regularmente.
Esse sistema público de pensões e aposentadorias dos
servidores federais, que atende 938 mil funcionários, encerrou 2009
com déficit de R$ 47 bilhões. Em contraposição,
o regime geral, que paga 27 milhões de benefícios mensais,
fechou o ano passado com saldo negativo de R$ 43,6 bilhões.
"Quando se fala em previdência, me sinto responsável por
discutir também a do servidor público, porque o custo para
o país é imenso e a sociedade precisar saber que paga essa
conta", afirma Carlos Eduardo Gabas. "A sociedade precisa saber que é
possível que um servidor ou servidora que tem 90 anos se case com
uma pessoa de 18, e deixe para essa pessoa uma pensão integral que
será recebida pela vida inteira", acrescenta.
O custo da previdência dos servidores e a abrangência restrita
desse sistema é um dos aspectos que irão compor o estudo
técnico em formulação no ministério. "Quero
discutir esse custo, que não está sob o nosso comando, está
sob o comando do Paulo Bernardo (ministro do Planejamento)", reitera o
ministro.
No diagnóstico em elaboração, há, até
o momento, pelo menos 10 itens (veja quadro) em análise para efeito
de mudança infraconstitucional: acúmulo de benefícios
previdenciários; direitos de transferência de pensão
vitalícia; pagamento de benefício a pessoa que mantém
vínculo formal com o mercado de trabalho; cálculo do benefício
temporário; separação contábil dos regimes
de previdência urbano e rural; transferência dos benefícios
rurais para o Tesouro Nacional; mudanças na cobrança da dívida
ativa de R$ 400 bilhões; e aproximação entre os sistemas
de previdência geral e o dos servidores.
Ao defender as alterações infraconstitucionais em detrimento
de uma reforma constitucional, Carlos Eduardo Gabas reforça que
a conjuntura econômica de crescimento favorece o debate sobre a sustentabilidade
do pagamento das pensões e aposentadorias. "Quando se discutem mudanças
de regras, sejam elas constitucionais ou infraconstitucionais, pressionado
por um horizonte sombrio, corre-se o risco de fazer uma discussão
enviesada, de fazer alterações em que se erre na medida.
Quando se faz o debate sobre necessidade de sustentabilidade sem que haja
uma espada sob a cabeça, se faz com mais tranquilidade", sugere
o ministro.
Carlos Eduardo Gabas proporá a separação dos regimes
de previdência urbano e rural. No primeiro semestre deste ano, o
regime urbano gerou superávit de R$ 3,2 bilhões, enquanto
o sistema rural apurou déficit de R$ 20,3 bilhões. A proposta
é que as contribuições rurais façam parte da
contabilidade do Tesouro. "Está errado quando se diz que o Tesouro
cobrirá o 'rombo' da Previdência. Está errado esse
discurso. Precisamos separar as contas porque a responsabilidade do regime
rural é do Tesouro", diz. Essa mudança, porém, enfrenta
forte resistência no Ministério da Fazenda.
O aumento da expectativa de sobrevida do brasileiro permeará
o diagnóstico e sustentará o argumento da necessidade de
mudanças infraconstitucionais. No passado recente essa expectativa
de sobrevida não chegava a 70 anos e foi recentemente elevada para
82 anos. "Isso está subindo em cada recálculo do IBGE", lembra
Gabas.
Defensor do sistema de proteção social institucionalizado
pelo INSS, o ministro diz que os benefícios previdenciários
foram um dos fatores que levaram a economia brasileira a enfrentar bem
a crise financeira global. No ano passado, o pagamento de pensões
e aposentadorias totalizou R$ 176 bilhões, recursos que, frisa Carlos
Eduardo Gabas, "foram usados em consumo e para fazer girar a roda da economia
em um contexto em que o mercado interno foi crucial". Neste ano até
junho, esses benefícios somaram R$ 118,3 bilhões.
Para 2010, Gabas projeta déficit de R$ 47 bilhões no
regime geral de benefícios previdenciários. No entanto, os
ministérios da Fazenda e do Planejamento são mais otimistas
e estimam R$ 45,7 bilhões. (Luciana Otoni - Valor Online)
27.07 - Calendário de Obrigações Abrapp
70% das associadas já usam o Calendário de Obrigações
O Sistema do Calendário de Obrigações, que sem
ônus auxilia o quadro associativo a monitorar e atender dentro dos
prazos os compromissos legais e os seus próprios, atingiu nesta
semana a marca de 185 associadas usuárias (1.070 profissionais cadastrados).
O primeiro número representa 70% do quadro associativo.
O calendário, desenvolvido pela Comissão Técnica
Nacional de Governança e mantido atualizado pela Comissão
Técnica Regional Sudeste de Governança, informa as obrigações
com diferentes periodicidades - anuais, mensais, quinzenais e decendiais.
No caso dos compromissos legais, as informações compreendem
a sua descrição, os prazos, fundamentação,
modalidade de envio para o órgão público, período
e vencimento.
O funcionário da associada identificado no sistema como responsável
pelo atendimento do compromisso, seja legal ou próprio, recebe automaticamente
e-mail diário, a partir do sétimo dia anterior à data
de vencimento, para lembrar do cumprimento da obrigação.
(Diário dos Fundos de Pensão)
26.07 - Decisões trabalhistas poderão ser aceitas pela
Previdência
A forma com que os trabalhadores conseguem o reconhecimento da aposentadoria
pode ser alterada e ampliada: a Previdência Social poderá
ser obrigada a aceitar decisões da Justiça do Trabalho como
meio de reconhecer o tempo de contribuição e de serviço.
O ganho é do trabalhador e também das empresas: segundo especialistas,
muitas companhias deverão ficar livres de serem chamadas em futuras
ações na Justiça Federal de trabalhadores contra o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A mudança vai depender da aprovação do Projeto
de Lei nº 3.451, de 2008, de autoria do então ministro da Previdência
Social, Luiz Marinho. O objetivo é justamente que a Previdência
Social passe a computar o tempo de trabalho, para fins previdenciários,
a partir de decisões proferidas pela Justiça do Trabalho
que reconheçam vínculo de emprego de trabalhadores sem registro
na carteira de trabalho e que tiveram seus direitos sonegados.
"A proposta vem suprir uma lacuna muito grande: hoje, o juiz reconhece
e executa as contribuições previdenciárias, a empresa
paga, mas muitas vezes o trabalhador não tem período de aposentadoria
no INSS", afirma Marcel Cordeiro, especialista nas áreas trabalhista
e previdenciária do escritório Salusse Marangoni Advogados.
Segundo ele, as empresas devem se livrar de figurar em outros processos
na Justiça, já que as sentenças trabalhistas servirão
de prova para o recebimento da aposentadoria.
O advogado explica que a Justiça do Trabalho reconhece e executa
a contribuição previdenciária em dois casos: na sentença
condenatória e na homologatória. "Mas isso não é
materializado para a aposentadoria. A Justiça não se atém
a isso", afirma. De acordo com o especialista, as empresas acabam recolhendo
a contribuição, mas, na outra ponta, não há
concessão do benefício.
Segundo o texto do projeto é preciso estabelecer mecanismos
para que a Previdência passe a aceitar, como início de prova
material, as decisões da Justiça do Trabalho em que há
o reconhecimento de tempo de serviço mesmo sem a apresentação
de documentação dos fatos. Se o texto for aprovado, o artigo
1º da Lei nº 8.213, de julho de 1991, passará a contar
com mais três parágrafos. Entre eles, o parágrafos
a seguir: "As decisões proferidas pela Justiça do Trabalho,
resultantes de condenação ou homologação de
acordo, inclusive as referentes a reconhecimento de período contratual,
poderão ser aceitas como início de prova material, desde
que tenham sido proferidas com base em prova documental, contemporânea
aos fatos a comprovar", diz o parágrafo 5º.
A advogada Andréa Vianna, do escritório Luchesi Advogados,
destaca o fato de o Poder Executivo querer limitar a eficácia da
mudança ao condicionar a aceitação das decisões
ao fato de elas serem baseadas em provas documentais. "O juiz tem o poder
de avaliar não apenas provas documentais, mas também testemunhais.
Ele pode fazer a valoração das provas, pois muitas vezes
os documentos nem existem, em casos de trabalho informa, ou são
falsos", afirma. "A exigência da prova documental limita a eficácia
da decisão", complementa.
O projeto justifica que a prova material é um "dogma", pacificado
inclusive na jurisprudência.
A Justiça do Trabalho baseia-se na primazia da realidade, ou
seja, o que ocorre na prática, prevalece sobre os aspectos formais
(prova documental) que eventualmente os atestem. Já a Previdência
afirma que é necessário comprovar os fatos, "não sendo
admitida prova exclusivamente testemunhal, salvo na ocorrência de
motivo de força maior ou caso fortuito, conforme disposto no Regulamento",
conforme a Lei 8.213.
Se a necessidade da prova documental for mantida, segundo a advogada,
o projeto não trará benefício ao trabalhador.
Andréa Vianna lembra que muitas vezes o trabalhador desconhece
que uma sentença que reconheceu o vínculo de trabalho não
vai surtir efeito para a aposentadoria. "Depois, existirá uma enorme
dificuldade de juntar documentos", destaca. Ela afirma que o Estado, por
meio da Secretaria da Receita Federal, não cumpre o dever de fiscalizar
os devidos recolhimentos ao INSS. A advogada trabalhista lembra que a mudança
é essencial e vai beneficiar milhares de trabalhadores que trabalham
na informalidade.
O projeto tramita em regime de prioridade e conclusivo pelas comissões
(não precisa ser submetido à votação da Câmara
dos Deputados). Atualmente, ele está sob análise da Comissão
de Seguridade Social e Família (CSSF), aguardando a apreciação
do parecer do relator, favorável ao projeto. Caso aprovado, a proposta
irá para a Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania (CCJ). (Andréia Henriques - DCI)
26.07 - Pesquisa vai mostrar o impacto do novo Plano de Contas
A Comissão Técnica Nacional de Contabilidade da ABRAPP
vai apresentar no 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão,
a realizar-se no Recife, de 17 a 19 de novembro, um trabalho sobre o impacto
causado pela adoção do novo Plano de Contas sobre a criação
e a gestão de fundos de pensão e, para produzi-lo, precisa
que as nossas associadas ajudem respondendo a uma pesquisa. Esta é
composta por um questionário curto e de fácil preenchimento,
com apenas 15 questões, e que pode ser acessado através do
link fornecido na circular enviada ontem pela ABRAPP ao seu quadro associativo.
A pesquisa, destinada a mostrar como as novas regras contábeis
estão sendo operadas e seu impacto nas associadas, deverá
ser respondida até 6 de agosto. (Diário dos Fundos
de Pensão)
26.07 - Fundos: Como a Oi pode desatar o nó da Vivo
Negociações avançadas para a PT vender a Vivo
mas entrar na Oi. E assim resolver o impasse com a Telefónica...
e com a "golden share".
As negociações para a a Portugal Telecom entrar no capital
da Oi estão em fase avançada, como o Negócios avança
na sua edição de hoje. Na última semana, as conversações
intensificaram-se no Brasil. Hoje, o “El Economista” vai mais longe, garantindo
que já acordo, o que nenhuma das partes ainda comentou oficialmente.
Mas as acções da PT já estão a disparar mais
de 3% à conta dessa expectativa.
A edição impressa do Negócios avança hoje
que as negociações, que decorrem no Brasil desde a semana
passada, para a PT entrar na Oi estão avançadas, sendo agora
maior a probabilidade de se concretizarem.
Este é o plano que accionistas e administração
têm perseguido para agradar a “gregos e troianos”: vender a Vivo
mas ficar no Brasil (na Oi) é a solução que pode equilibrar
os desejos dos accionistas (que deram ordem de venda da Vivo à Telefónica
em Assembleia Geral) e ultrapassar o obstáculo da “golden share”
(que não cede em manter a PT no Brasil).
Era precisamente para selar este acordo que a administração
da PT tinha pedido mais 12 dias à Telefónica, prazo que a
empresa espanhola não concedeu, retirando a sua proposta de 7,15
mil milhões pela Vivo na sexta-feira. No entanto, a crença
generalizada é a de que a Telefónica vai voltar a negociar,
caso a PT devolva a proposta, agora garantindo o seu sucesso inclusive
do lado do Governo português. Ou seja, vender a Vivo à Telefónica
porque a entrada na Oi está garantida.
Para entrar na Oi, é preciso no entanto o acordo dos accionistas,
que ainda não se mostraram vendedores. Além disso, a necessidade
da PT cria uma desvantagem negocial, que pode reflectir-se num preço
mais elevado. Aliás, a própria valorização
da Vivo que as propostas da Telefónica já implicaram, tornam
automaticamente todas as empresas brasileiras de telecomunicações
mais valiosas.
O que é a Oi
A Oi é uma operador maior mas menos rentável que a Vivo.
E enquanto a Vivo é uma operadora exclusivamente móvel, controlada
pela espanhola Telefónica e pela portuguesa PT, estando o remanescente
cotado em Bolsa, a Oi é uma operadora sobretudo fixa (tendo também
operação móvel) e tem como principais accionistas
dois grupos brasileiros industriais – Andrade Gutierrez e La Fonte -, tendo
o Governo de Lula influência na empresa através das presenças
minoritárias do banco estatal BNDES e de fundos de pensões
estatais, como o Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Económica
Federal) e Petros (Petrobras).
Segundo dados revelados ontem pela Anatel (entidade reguladora do sector
das comunicações brasileiro), havia em Junho 185 milhões
de assinantes de serviços móveis no Brasil. A Vivo é
a maior operadora móvel, com quase 56 milhões de assinantes,
número que lhe dá a maior quota de mercado, de 30,24%. Em
segundo lugar está a Claro, com 25,33%.
Já a Oi ocupa actualmente o quarto lugar neste estudo da Anatel,
atrás da Vivo, Claro e Tim, com uma quota de mercado de 20,08% (com
pouco mais de 37 milhões de assinantes), e estando a sua quota de
mercado a reduzir desde o início do ano, altura em que contava com
uma quota de 20,61%. (Pedro Santos Guerreiro- Jornal de Negócios
Online)
23.07 - OFNDs: Abrapp convoca Assembleia
A ABRAPP convida as suas associadas para a Assembleia Geral Extraordinária
(AGE) que fará realizar no dia 4 de agosto, às 9h 30, em
primeira convocação, e às 10h, em segunda chamada,
para deliberar sobre a designação dos interlocutores que
deverão atuar e definição dos parâmetros destinados
a reger eventuais negociações em torno da ação
judicial em curso a propósito das OFNDs, de modo a encerrá-la
através de acordo entre as partes.
São os seguintes os dois outros pontos da pauta, ainda a respeito
da mesma ação judicial: 1 - Distribuição
proporcional das posições de investimentos das associadas
em OFND’s, tendo como base a existente à época da interposição
da ação judicial; 2 - Contratação de serviços
especializados para elaboração do laudo técnico para
mensuração dos valores atualizados das OFND’s e do montante
da condenação.
Solicita-se às associadas que comuniquem previamente o
nome e o cargo de quem irá representá-las na AGE, fazendo-o
em atenção à Superintendência Geral da ABRAPP,
aos cuidados de Érika Catino, através dos fax (11) 3043-8778/79/80.
Na hipótese de outorga de procuração, o documento
original deverá ser entregue à secretaria da Assembleia no
ato de assinatura da lista de presença. (Diário dos
Fundos de Pensão)
23.07 - Banco Santos reduz deságio a devedor
As quase 700 empresas que devem à massa falida do Banco Santos
têm até o dia 21 de agosto para aderir ao novo plano de acordos
e quitar seus débitos com um bom deságio. Com a adesão,
é suspensa a ação de cobrança. Hoje, para pagamentos
à vista, o desconto oferecido é de 75% - que consta no antigo
plano de acordos. Para pagamentos parcelados, os percentuais variam conforme
com o número de prestações. A partir do dia 21, os
deságios caem gradativamente. O objetivo é evitar que as
empresas protelem as ações judiciais o máximo possível,
antes da imposição do pagamento pelo Poder Judiciário,
para buscar um acordo com a massa. A soma das dívidas dos 20 maiores
devedores do banco alcança R$ 1,9 bilhão.
O plano de acordos atual foi homologado em 2006. Ele permite, por exemplo,
deságio de 71% para pagamento em 12 meses e de 68% para pagamento
em 24 meses. Além disso, o acordo pode ser proposto em qualquer
momento. Entre 21 de agosto e 17 de fevereiro, o pagamento à vista
terá deságio de 60%, a quitação em 12 meses
possibilitará 56% de desconto e o pagamento em 24 meses será
beneficiado com redução de 53%. Depois de 18 de fevereiro,
o deságio para pagamento à vista será de 50%, o parcelamento
da dívida em 12 meses vai levar a desconto de 46% e o parcelamento
em 24 meses, de 43%.
"Empresas que nunca se imaginava que iriam sentar para negociar estão
nos procurando", afirma Vânio Aguiar, administrador da massa falida
do Banco Santos. Um dos 20 maiores devedores é o Grupo Caoa, com
débito de R$ 188, 3 milhões, segundo Aguiar. Procurado, o
advogado do grupo, Jairo Saddi, disse que, mesmo com as novas condições,
não há interesse em uma composição por parte
da empresa. "Não há sentido fazer acordo porque uma perícia
está em discussão", diz. "Temos uma carta de quitação
da dívida do grupo e há títulos do banco relacionados
ao grupo, que são falsos."
Por enquanto, não há acordo fechado pelo novo plano.
A proposta antiga resultou em 27 negociações. Só a
AES Eletropaulo fechou um acordo de R$ 169 milhões. Os outros 26
injetaram R$ 70,9 milhões no caixa da massa. Com isso, as ações
judiciais sobre contratos de swap cambial firmados entre dezembro de 2003
e julho de 2004 com a Eletropaulo foram encerradas. Esses contratos tinham
a finalidade de reduzir a exposição cambial da dívida
da distribuidora na época. Hoje, o caixa da massa falida tem um
total de R$ 666 milhões. Seu passivo é de aproximadamente
R$ 3 bilhões.
O novo plano de acordos vale para os devedores que obtiveram empréstimos
no banco e aplicaram os valores em empresas não financeiras ligadas
ao ex-presidente do banco Edemar Cid Ferreira. Ele havia sido homologado
pela Justiça em março, mas um grupo de credores entrou com
recurso. "Alegamos que esse novo plano de acordos vai incentivar os devedores
a protelar ainda mais as ações na Justiça", diz o
advogado que representa esses credores, Luiz Eugênio Araújo
Müller Filho, do escritório Lobo & Ibeas Advogados. Esse
grupo é formado por interessados na formulação de
um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) composto
pelos créditos da massa falida. Como a Câmara Especial de
Falências do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
indeferiu neste mês o recurso, a massa iniciou a divulgação
do novo plano. Dez de dois mil credores juntaram-se para ajuizar o recurso
contra o novo plano.
Os 15 bancos estrangeiros que travam uma outra discussão na
Justiça, sobre valores recebidos pelo Banco Santos decorrentes de
contratos de câmbio de exportação, também podem
aderir ao novo acordo. Decisão do TJSP ordena a restituição
aos bancos estrangeiros em dólar, mas eles decidiram recorrer. As
instituições financeiras querem a conversão de dólar
para real, na data da liquidação do Banco Santos. Em dólares,
trata-se de uma discussão de cerca de US$ 75 milhões. O advogado
de alguns desses bancos, Luiz Fernando Paiva, do escritório Pinheiro
Neto Advogados, negou ter recebido qualquer proposta de acordo por parte
da massa.
De acordo com Jorge Queiroz, presidente do comitê de credores
do banco, o novo plano de acordos será positivo para as empresas.
Isso porque, além dos prazos e reduções de descontos,
o nova proposta leva em conta o estágio das ações
de cobrança que correm na Justiça. Assim, se o processo for
suspenso na primeira instância, o deságio será maior.
"Os devedores deverão correr para firmar acordo e conseguir um deságio
maior", afirma Queiroz. "Já há negociações
em andamento, mas não podemos abrir com quem são para não
interferir no resultado desses acordos", explica. Enquanto isso, o primeiro
rateio entre credores do Banco Santos continua em andamento. Do total,
416 credores já foram beneficiados, segundo a massa falida. No total,
são 1.969 credores. (Laura Ignacio - Valor Online)
23.07 - Fundos: 'Vamos reduzir os impostos sobre investimentos'
Ministro explica que medida permitirá que grandes projetos,
como a usina de Belo Monte, possam lançar debêntures para
a conclusão dos empreendimentos
O Ministério da Fazenda vai reduzir o imposto de renda para
os financiamentos de longo prazo e permitir que grandes projetos de investimento
em infraestrutura, como as hidrelétricas de Belo Monte e do Rio
Madeira, possam lançar debêntures para captar o dinheiro necessário
à conclusão desses empreendimentos. "Quem comprar esses papéis
não precisará pagar o imposto de renda", anunciou o ministro
Guido Mantega em entrevista à Agência Estado. Os incentivos
fiscais e outras medidas em estudo, antecipadas por Mantega, vão
dar novo fôlego ao mercado de capitais brasileiro e, ao mesmo tempo,
permitir que o financiamento de longo prazo seja assumido pelo setor privado.
O que é preciso para que o setor privado assuma o papel do BNDES?
É preciso que fique claro que essa atuação do
BNDES se deu como resposta à crise internacional. O banco foi um
dos principais instrumentos que o governo utilizou para retomar os investimentos.
Essa ação foi extremamente bem sucedida porque nós
impedimos que o PIB caísse 2,5% a 3%, em 2009.
Mas a economia não está ficando excessivamente dependente
disso?
Não. A economia, em um momento de escassez de crédito,
exigiu essa reação. Acho curioso que alguns analistas carimbados
venham fazer críticas ao BNDES. É só você ler
os artigos e você vai ter uma dúzia, todos "ex-isso", "ex-aquilo",
um é responsável por hiperinflação, outro por
aumento da dívida pública, outro por crise cambial... Eles
quebrariam o País de novo.
Qual, afinal, é o valor do subsídio?
Esse subsidio está entre R$ 5,5 bilhões a R$ 6 bilhões
este ano. O valor total depende da taxa Selic. Esse subsídio pode
ir a zero daqui a três ou quatro anos, quando a Selic encostar na
TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo, que referencia os empréstimos
dados pelo BNDES).
Mas isso depende de outras coisas, como mudar a remuneração
da poupança?
Tudo a seu tempo será feito. Agora, o que nós queremos
é que o setor privado responda a esse desafio de ampliar o financiamento
no Brasil.
E como se faz isso?
Estamos pensando em uma debênture para projetos específicos
livre de IR. Uma debênture financeira voltada para projetos de infraestrutura.
Por exemplo, debênture Rio Madeira, que seria emitida para o projeto
e teria isenção de imposto. Essas medidas deverão
ser aprovadas até o fim do ano, porque em 2011 será necessário
um volume de recursos maior. Nós queremos que o setor privado responda
a esse desafio, então temos que dar condições para
que ele o faça. É claro que vamos ter que reduzir tributos,
seja em operações ligadas a projetos específicos,
seja em função de prazos mais longos de aplicação,
então temos que fazer alongamento das aplicações,
independentemente do projeto,
Emissões mais longas terão taxação mais
favorável?
Isso. Emissões que de fato sejam mais longas, porque hoje existe
meio que um "engana que eu gosto", em que você emite título
mais longo, mas ele circula no curto prazo. Hoje se faz aplicação
curta e acaba pagando IR como se fosse de longo prazo. Tem que ser a sério.
E como resolver isso?
Temos que dar um jeito em que, se o aplicador quer liquidez imediata,
a sua remuneração será menor. Se quiser mais rendimento
do que liquidez, nós vamos fazer um ativo que seja menos taxado.
Também temos que aumentar o financiamento imobiliário, porque
a poupança está chegando ao limite. Nós podemos aperfeiçoar
os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos
que têm origem em financiamento de imóveis). Para pessoa física,
CRI não paga IR. Estamos estudando desonerar também para
pessoas jurídicas.
Como o BNDES financiará sem os recursos do Tesouro?
O próprio BNDES vai ter que captar mais no mercado e menos no
governo, porque o governo não vai mais repassar. Ele vai ter que
emitir debêntures, terá que captar mais no mercado doméstico
e externo, como Banco Mundial e BID.
Tem discussão sobre compulsórios? Em que termos?
Tem. A discussão é se reduz ou não o compulsório
sobre a poupança para aumentar os financiamentos imobiliários.
A forma clássica de financiar habitação é pelo
CRI. Então, é (preciso) dinamizar o mercado de recebíveis.
Hoje é desonerado só para pessoas físicas e não
para empresas e vamos homogeneizar, por um acordo com o setor privado.
Queremos desenvolver o mercado secundário de debêntures, que
é muito acanhado e que precisa ser padronizado. O BNDES pode dar
liquidez para o mercado secundário, não entrar só
como vendedor, mas como comprador.
O BNDES vai continuar com operações como as com a Friboi
e a Marfrig?
Com toda a certeza. Quem faz é o BNDESPar, que tem caixa próprio
e só dá lucro.
O governo pensa em desonerar o IOF ?
Há proposta nesse sentido, mas não temos nenhuma decisão.
Nós cobramos IOF em operações de curtíssimo
prazo, que paga IOF diário.
Por que o empresário iria captar no mercado se ele tem o BNDES?
Se tem um mercado que cresceu muito nos últimos anos, foi o
mercado de capitais. O BNDES empresta, as empresas se fortalecem e vão
ao mercado de capitais. Há uma complementaridade dessas ações.
O aporte do Tesouro ao BNDES é página virada?
Claro. Tendo ultrapassado a crise é outro cenário que
nós temos. O cenário exige respostas. Nós não
vamos permitir que o nível de investimento caia no Brasil, que os
grandes projetos não se viabilizem. O Brasil necessita de grandes
financiamentos. Eu quero que o setor privado assuma (o papel). E eu tenho
certeza que vai assumir e tem as condições para isso. E o
próprio BNDES fará isso de outras formas, captando no mercado
com novos instrumentos.
Haverá incentivo fiscal para os fundos de pensão?
Para o fundo de pensão, o incentivo será assim: se ele
vai aplicar num projeto carimbado de investimento de infraestrutura e comprar
a debênture, não paga o imposto. Eu tenho certeza que não
só os nossos fundos de pensão, mas outros estarão
interessados.
O sr se sente injustiçado com as críticas as suas previsões
para inflação ?
Não. As nossas previsões de inflação e
de crescimento estavam acertadas. Eu falei: o primeiro trimestre vai acelerar
e, no segundo trimestre, vai desacelerar. E aconteceu. Mas tem gente que
espera o resultado para chegar à conclusão.
O sr. é a favor de uma revisão da política de
salário mínimo?
Em relação a essa questão, quero fazer um alerta.
A política de salário mínimo foi muito acertada, desde
que não se aprovem alguns projetos que em vez de beneficiar os trabalhadores
vão prejudicá-los. Se atrelar todas as aposentadorias ao
mínimo, vai prejudicar todo mundo, porque os próximos governos
não vão dar aumento.
Tem alguns projetos temerários, que não devem ser aprovados,
como o fim da contribuição para inativos. Aumenta o déficit
do setor público. Algo que já estava pacificado.
Por que, então, continuar com a política de indexar o
mínimo ao PIB?
Naquele momento era adequado e deu resultado muito bom. Não
gerou inflação e o mercado consumidor aumentou. O próximo
governo vai decidir essa questão.
O governo vai desistir da estatal de seguros?
De jeito nenhum. Nós estamos num entendimento. A nossa proposta
é a criação de uma seguradora. Nós não
queremos entrar inibindo o setor privado, muito pelo contrário,
queremos aproximar as duas propostas. Uma estatal será criada. Se
será uma agência ou uma seguradora, vamos discutir nos próximos
15 dias. Vamos amadurecer juntos. (Fábio Graner
e Adriana Fernandes - O Estado de S.Paulo)
23.07 - Abrapp: Multipatrocinados, sugestões até hoje
Os fundos de pensão multipatrocinados formam uma das vertentes
de maior potencial de crescimento no sistema, sendo intuito da ABRAPP fazê-los
participar cada vez mais ativamente da vida associativa. Com esse objetivo,
há três semanas convidamos formalmente as associadas do segmento
para nos remeter sugestões (através do e-mail comissoes@abrapp.org.br)
sobre temas que gostariam de ver melhor encaminhados, sendo que o prazo
para esse envio vai se encerrar hoje.
As propostas serão primeiro consolidadas por uma comissão
criada no final de junho e a seguir debatidas mais uma vez pelas entidades
para que a partir daí se estabeleça um plano de ação.
(Diário dos Fundos de Pensão)
22.07 - 8º Conancep - Congresso Nacional da Ancep
A ANCEP - Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades
de Previdência realiza a oitava edição do seu congresso
nacional de contabilistas, o CONANCEP, nos dias 29 e 30 de setembro e 01
de outubro, com tema “ANCEP ¼ de Século – As Conquistas da
Contabilidade e seus Desafios para a Nova Década”. O evento, que
acontecerá no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, também
marcará a comemoração dos 25 anos da associação.
O 8º. CONANCEP em 2010 vai dialogar sobre a importância
do contabilista dentro do cenário que está se configurando
para a próxima década no Brasil, caracterizado por um país
com economia vigorosa e ágil e maior expectativa de vida da população.
Especialistas discutirão temas como a política contábil
brasileira e as convergências e divergências em relação
aos padrões internacionais, bem como as resoluções
para o segmento, como por exemplo, a Deliberação CVM nº
600/2009 e a NBCT 11/2010.
Integrarão a programação do Congresso a entrega
do Prêmio ANCEP (neste ano em sua 7ª. edição)
premiação que objetiva prestar o merecido reconhecimento
a profissionais, entidades e empresas que contribuem para o engrandecimento
do Sistema de Previdência Complementar e, ainda, a apresentação
de trabalhos técnicos cujo regulamento em breve estará disponível
no site do 8º. CONANCEP.
Acesse www.ancep.org.br/conancep para fazer sua inscrição
com desconto até o dia 10 de agosto, conhecer o Programa Preliminar
e consultar as tarifas especiais de transporte e hospedagem negociadas
pela ANCEP para os congressistas. (Ancep/AssPreviSite)
22.07 - Fipecafi: Curso de extensão sobre fundos de pensão
A Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuárias
e Financeiras (Fipecafi), entidade ligada à Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da USP, está com
inscrições abertas para a primeira turma do curso de extensão
Gestão de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Fundos
de Pensão). O curso, com 120 horas, começa em agosto e termina
em novembro.
Segundo os organizadores "o objetivo do curso é fornecer qualificação
e preparo aos profissionais que atuam ou irão atuar na administração
e gerenciamento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar,
visto que depois da sanção da Lei nº 12.154/2009 pelo
Presidente, a certificação dos dirigentes, responsáveis
pelas decisões dos investimentos, é obrigatória e
tem como prazo final para adquiri-la o dia 31 de dezembro de 2010".
Os interessados podem se increver pelo site da Fipecafi. O custo do
curso é de R$ 5.200,00. (USP Online)
22.07 - Abrapp: Encontros Regionais em agosto e setembro
A Supervisão Baseada em Risco e a adoção do Termo
de Ajustamento de Conduta (TAC) são alguns dos temas que estarão
sendo apresentados e debatidos na série de Encontros Regionais 2010,
que terão lugar nas seguintes cidades e datas: Belo Horizonte (03/08),
Brasília (11/08), Rio de Janeiro (12/08), São Paulo (13/08),
Natal (18/08) e Curitiba (01/09). As inscrições, gratuitas
e limitadas, estão abertas exclusivamente para entidades associadas
da ABRAPP. O patrocínio e do Banco Bradesco e da BM&FBOVESPA.
Nas várias capitais o evento será aberto pelo Presidente
da ABRAPP, José de Souza Mendonça, que apresentará
o tema “Cenários da Previdência Complementar: Visão
Institucional”. Na sequência, o Diretor Superintendente da PREVIC
(Superintendência Nacional da Previdência Complementar), Ricardo
Pena, e os consultores do Banco Mundial, John Aschcroft, Rogelio Marchetti
e Edson Jardim, falarão a respeito da “Supervisão Baseada
em Riscos: Diagnóstico do Sistema Brasileiro e Tendência Mundial”.
Virão a seguir José Antonio Gragnani, Diretor Executivo de
Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBOVESPA e Marcelo
Rabbat, diretor da Vinci Partners, que farão uma apresentação
sobre “Risco de Longevidade X Adequação das Políticas
de Investimentos dos Fundos de Pensão”.
Outros três temas serão tratados na parte da tarde, sendo
que Manoel Lucena dos Santos, diretor de Fiscalização da
PREVIC e Ivan Bechara Filho, Procurador-Chefe da PREVIC irão oferecer
uma visão geral do “Termo de Ajustamento de Conduta na Visão
da PREVIC e os Efeitos para o Processo de Governança”. O Coordenador
do Centro de Estudos Jurídicos da Previdência Complementar
(CEJUPREV), Adacir Reis, vai expor o tema “Cejuprev: Prevenção
e Solução de Conflitos”. Ainda será conhecido o expositor
do painel a respeito do “Fomento da Previdência Complementar Fechada:
Tendências, Desafios e Ações Necessárias”. (
(Diário dos Fundos de Pensão)
21.07 - Previc: Balanço de atividades da Ditec
Análise Técnica da Previc entra em seu quinto ano batendo
recordes de excelência
Diretor diz que os números revelam crescimento inegável
do sistema
Um balanço realizado pela Diretoria de Análise Técnica
(Ditec), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, mostrou que o sistema de previdência complementar brasileiro
cresceu consideravelmente nos últimos anos. Segundo a Ditec, desde
2003 foram realizadas 7.278 autorizações, sendo que 2.357
só no ano de 2009. Para Carlos de Paula, seu diretor, “os números
revelam que, que com a Previc, as expectativas de crescimento da previdência
complementar se tornarão uma realidade nos próximos anos.
No início de 2003, as autorizações eram realizadas
pelas coordenadorias jurídicas e atuariais da então Secretaria
de Previdência Complementar (SPC). Os processos, portanto, eram analisados
em áreas separadas. Em 2005, essas duas áreas se uniram e
formaram o Departamento Técnico (Detec), ganhando mais agilidade
nas análises. Em 2009, com a Lei 12.154/2009 que cria a Previc,
o Detec ganhou status de diretoria, ampliando suas ações.
A Ditec/Previc tem mandato legal estipulado pelo Presidente da República
que, ao sancionar a Lei n° 12.154/09, aprovada pelo Congresso Nacional,
deu-lhe competência para, em nome da Previc, autorizar a celebração
de “convênios e termos de adesão por patrocinadores e instituidores,
bem como as retiradas de patrocinadores e instituidores”. A mesma lei e
o decreto presidencial n° 7.075/10 autorizam, no artigo 2° de ambos,
as transferências de patrocínio, grupos de participantes e
assistidos, planos de benefícios e reservas entre entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC).
Também o ministro da Previdência Social, na portaria n°
183/10, que aprova o regimento da Previc, teve o cuidado de manter os mesmos
termos presidenciais e congressuais quanto às atribuições
da Ditec, conferindo-lhe responsabilidade pela: análise e autorização
para “constituição, funcionamento e cancelamento das entidades
fechadas de previdência complementar (EFPC), bem como a aplicação
dos respectivos estatutos e regulamentos de planos de benefícios
e de suas alterações”.
No período mencionado, foi autorizada a criação
de 54 novas entidades e 209 novos planos de benefício, 14 dos quais
já em 2010.
RETIRADA DE PATROCÍNIO - A retirada de patrocínio é
direito conferido à empresa patrocinadora pela Constituição
Federal, art. 202, e também pela Lei Complementar nº 109/2001,
e essa possibilidade de saída existe desde as primeiras regulamentações
da previdência complementar fechada. A norma que trata dos processos
da espécie é a Resolução CPC nº 06, de
07 de abril de 1988.
À Previc, como órgão fiscalizador, cabe analisar
e aprovar previamente os processos, como disposto no inciso III, do art.
33 da LC 109/2001, de modo que o órgão público não
pode abster-se dessa tarefa, sobrestando a análise das retiradas
de patrocínio, sob pena de incorrer em prevaricação
e não prestar o adequado serviço público.
Em que pese os avanços trazidos pela LC 109/2001 e pela Resolução
CGPC nº 26/2008, o tratamento conferido aos déficits e superávits
apurados no cálculo para a retirada de patrocínio obedece
ao disposto na Resolução CPC nº 06/88.
A Resolução CPC nº 06/88 estabelece forma de cálculo
específica para as retiradas de patrocínio, apurando para
os participantes ativos o seu direito acumulado, proporcional ao tempo
em que esteve vinculado ao plano de benefícios, levando em consideração
também o benefício mínimo e o serviço passado
quando o plano os oferece. Aos assistidos é respeitado o direito
adquirido e o valor apurado corresponde ao total da reserva matemática
prevista para pagar seus benefícios até o final de sua vida,
quando o plano prevê renda vitalícia.
É importante esclarecer que o instituto do autopatrocínio
é opção conferida individualmente aos participantes
ativos que terminam o vínculo empregatício com a empresa
patrocinadora do plano de benefícios, assim como o resgate, o benefício
proporcional diferido ou a portabilidade. O instituto não se aplica
aos casos de retirada de patrocínio, pois a possibilidade de permanência
de todos os participantes em autopatrocínio, sem a figura do patrocinador
ou instituidor, não é concedida pelas normas vigentes.
O cálculo da retirada de patrocínio é ancorado
em uma data-base, que corresponde à data em que foram interrompidas
as contribuições para o plano de benefícios. As reservas
matemáticas individuais são calculadas nessa data-base e
não há recálculo dos valores apurados, mas sua atualização
financeira até a data em que são pagos aos participantes
ou transferidos para outra entidade fechada ou aberta de previdência
complementar, ou sociedade seguradora de sua livre escolha, como determinado
pela Resolução CPC nº 06/88.
A Previc, como órgão público, age na proteção
do interesse dos participantes e assistidos dos planos de benefícios
administrados pelos fundos de pensão, analisando e aprovando os
processos para os quais é necessária autorização
prévia, no estrito cumprimento das normas que regulam o sistema
fechado de previdência complementar, como órgão fiscalizador
e responsável pela preservação da solvência
dos planos de benefícios.
COMPOSIÇÃO - Formada por quatro coordenações-gerais
- de Autorização para Transferência, Fusão,
Cisão, Incorporação e Retirada; de Autorização
para Funcionamento; para Alterações; e de Informações
Gerenciais - à Ditec cabe ainda, “a análise e aprovação
de pedidos de alteração de regulamentos e estatutos dos planos
e das entidades”. Com a Resolução CGPC nº 19, de 25
de setembro de 2006, que altera a Resolução CGPC nº
6, de outubro de 2003, as EFPC tiveram que promover adequações
aos regulamentos de seus planos de benefícios. Com isso, desde 2006,
iniciou-se um novo processo de rigorosa análise dos regulamentos
que já haviam passado pela Ditec, no momento de sua implantação.
Até o final de 2009, a diretoria havia recebido 787 processos, dos
quais 718 receberam aprovação.
Além disso, setores importantes ingressaram nos fundos de pensão,
por meio de uma novidade da Lei Complementar 109/2001: a previdência
associativa. Advogados, médicos, engenheiros, jornalistas, atuários,
juízes, médicos são alguns exemplos de uma política
de sucesso do Estado que, com o objetivo de democratizar o acesso à
Previdência Complementar, viabilizou a criação de fundos
de pensão por meio do vínculo associativo. São mais
de 100 mil participantes nessa modalidade, com recursos garantidores que
já se aproximam do primeiro bilhão de reais. Em comparação
com o sistema, que hoje soma cerca de meio trilhão de reais, esse
montante ainda não traduz o potencial que representa a previdência
associativa, porém já ilustra o crescimento dessa modalidade.
Um fator importante a se considerar e que impacta diretamente as atividades
da Ditec é o movimento de fusão entre grandes empresas, fruto
da boa dinâmica setorial e econômica do País que se
tem observado nos últimos anos. Essas mudanças influenciam
os fundos de pensão e obrigam a Ditec a rever regulamentos e estatutos.
De acordo com o levantamento das operações, entre 2003 e
2005, nove entidades e planos tiveram suas propostas de fusão/incorporação
e cisão aprovadas. No período de 2006 a 2009, essas operações
saltaram para 62. É imprescindível ressaltar que essas análises
seguem critérios rigorosos e fundamentados pela legislação.
ANÁLISE PRÉVIA - Outro exemplo de crescimento e evolução
consiste na implantação da análise prévia eletrônica.
Criada pela Instrução nº 30, de 19 de março de
2009, a análise prévia eletrônica permitiu que os processos
de autorização fossem realizados com maior agilidade, desonerando
tanto o trabalho da Ditec, quanto das entidades. Com esse sistema, todos
os trâmites são feitos eletronicamente, reduzindo o tempo
de resposta, os custos com impressão e o volume da documentação
arquivada. Tornou-se necessário que as EFPC enviassem à Previc,
por meio físico, apenas a versão pré-aprovada do processo.
Essa mesma instrução atende a um pedido das próprias
EFPC e redefine os prazos de análise dos processos enviados à
Ditec. Segundo o diretor Carlos de Paula, “em 2003, quando as análises
eram feitas por duas coordenadorias, a finalização de um
processo demorava em média 18 meses. Com o Detec, em 2005, esse
prazo caiu para seis meses e hoje, dependendo do caso, leva-se 20 dias
para a conclusão do processo”. A Instrução prevê,
por exemplo, um prazo máximo de resposta de 35 dias úteis,
quando o processo trata da criação de novas entidades, e
de 20 dias úteis quando da criação/implantação
de novos planos. Desde a implantação da análise prévia,
todos os processos passaram a ser autorizados dentro do prazo estabelecido
pela minuta.
A Diretoria de Análise Técnica da Previc possui em seu
quadro de servidores profissionais especializados, sendo que a maioria
é composta de auditores fiscais, com competência para realizar
as análises de maneira coerente e técnica, com base na legislação
e observando o arcabouço legal de solvência dos planos de
benefícios e o interesse dos participantes e assistidos.
(Inaiá Sant’Ana - Previc/AssPreviSite)
21.07 - Sustentabilidade do regime de previdência
A importância da Previdência Complementar para a sustentabilidade
do Regime de Previdência dos Servidores Públicos foi o objetivo
que reuniu o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
o secretário de Políticas de Previdência Social (SPS),
Fernando Rodrigues, e vários especialistas no tema no seminário
“Previdência Complementar sob a ótica legal e de gestão”,
no Tribunal de Contas do Município de São Paulo, na manhã
de ontem.
O ministro lembrou que o objetivo de discutir a situação
dos institutos de Previdência dos Servidores Públicos deve
ser tão dinâmico quanto é a sociedade. “Temos de aproveitar
esse momento de bônus demográfico para discutir a Previdência”,
completou. Ele considera necessário regulamentar a Emenda 41, que
estabelece o teto para o funcionalismo, sabendo-se que este não
é um debate fácil entre os servidores. “Estabelecer o teto
não é ruim, na medida em que se crie o Fundo de Previdência
Complementar dos servidores, que é uma poupança administrada
pelos interessados, afirma o ministro.
Para o secretário de Políticas de Previdência Social
(SPS), Fernando Rodrigues, o debate necessita ser de solidariedade e mutualismo.
“A proposta de São Paulo nesta discussão está na vanguarda
entre os demais estados brasileiros”, elogia. O secretário considera
um desafio para o próximo governo discutir a Previdência Complementar
com os servidores.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também compartilha
dessa opinião. Para ele, esta é uma discussão fundamental
para os antigos, os atuais e os futuros servidores. “É preciso preservar
direitos e criar condições de equilíbrio nesta área”,
disse.
Durante o debate, o presidente da São Paulo Previdência,
Carlos Henrique Flory, apresentou a situação da entidade
e mostrou que se não forem tomadas providências o desequilíbrio
será cada vez maior. Atualmente são 563 mil servidores na
ativa para 480 mil aposentados e pensionistas no serviço público
do Estado de São Paulo.
O superintendente do Instituto de Previdência Municipal de São
Paulo (Iprem), José Roberto Savoia, disse que vai levar ao Conselho
Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência
Social (Conaprev) uma proposta para aprofundar uma discussão sobre
pensões, um dos temas da apresentação do ex-ministro
da Previdência Social, José Cechin.
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Valdir
Simão, acompanhou o debate. (Rede Notícias)
21.07 - Fundos: Belo Monte causa divergência na Neoenergia
O polêmico projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte
está expondo também controversas questões de governança
das companhias abertas, como a da função do conselheiro independente.
Um dos conselheiros da Neoenergia, Paulo Assunção - diretor
de administração da Previ, que representa os beneficiários
do fundo de pensão - se manifestou contra a participação
da empresa na sociedade de propósito específico que vai construir
Belo Monte, por entender que não havia total transparência
dos números do projeto. Mas pouca diferença fez sua divergência,
já que o acordo de acionistas da empresa prevê que os representantes
dos controladores devem votar em unanimidade e de acordo com o que decidiram
os sócios em reunião prévia ao encontro do conselho
de administração.
"A Neoenergia tem um acordo de acionistas que estabelece que os conselheiros
votam de acordo com a posição de seus acionistas, ou seja,
as matérias devem ser aprovadas por unanimidade, assim sendo, não
há possibilidade de voto discordante", informou a empresa em comunicado.
"A Previ não orienta voto de seus conselheiros", disse o fundo de
pensão em nota. O conselheiro Paulo Assunção não
quis fazer comentários.
A independência do conselheiro de administração,
mesmo quando indicado pelo acionista controlador ou do bloco de controle,
é um tema controverso. A própria Lei das Sociedades por Ações,
no lugar de esclarecer, ajuda a causar confusões.
De um lado, a legislação determina que o conselheiro
deve votar e agir no melhor interesse da companhia - e, portanto, não
em defesa de um grupo específico que possa tê-lo indicado
para o cargo. Porém, em outro artigo, a mesma lei determina que
o conselheiro de deve seguir e fazer valer o acordo de acionistas. Caso
ele vote contra, seu voto será desconsiderado.
Por entender que tal artigo pode prejudicar a independência do
conselheiro de administração, o Instituto Brasileiro de Governança
Corporativa (IBGC) lançou em março de 2008 uma "carta diretriz"
com orientação sobre o tema.
Na carta, o instituto recomenda que as empresas evitem esse tipo de
acordo de acionistas, que vincula o voto do conselheiro, deixando as decisões
polêmicas para a assembleia, para que assim os controladores possam
exercer o acordo por meio do voto. Sugere também que o conselheiro
que se sentir em situação de conflito, na qual discorda da
orientação recebida, deixe registrado em ata o argumento
contrário, mesmo sabendo que o voto será desconsiderado.
O assunto vem à baila justamente com um projeto que foi considerado
pouco atrativo para os investidores durante o leilão, em função
do preço da energia, e em que o governo teve que dar benefícios
para viabilizá-lo. A Neoenergia fez parte do consórcio perdedor,
que deu um deságio ínfimo no preço. E agora faz parte
da sociedade vencedora, que baixou o preço em 6%.
Um dos principais problemas apontados para Belo Monte é o risco
de construção, pelo tamanho do projeto e o tamanho da escavação
que será feita em meio à Floresta Amazônica. Todos
os novos sócios entraram no projeto sem ainda o consórcio
vencedor ter fechado contratos de construção e de fornecimento
de equipamentos.
O risco da construção foi o grande entrave visto pelos
grandes autoprodutores, como CSN e Gerdau. Uma fonte próxima a uma
das empresas conta que se retirou da mesa de negociações
pela completa falta de informações que pudesse levar ao seu
conselho de administração para ter aprovação.
"Não tínhamos um investimento teto, em função
do risco de construção, tínhamos que nos responsabilizar
solidariamente por todos os outros sócios em caso de inadimplência
e não havia sócios definidos."
A Eletrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que
todos autoprodutores, assim como todos os sócios, receberam, sob
acordo de confidencialidade, as informações necessárias
para decidirem sobre a participação na SPE que vai construir
Belo Monte. "A formação da SPE exigiu o estabelecimento de
condições societárias isonômicas, que atenderam
a todas as empresas, não cabendo, portanto, criar condições
especiais para autoprodutores ou qualquer outro empreendedor." O que os
autoprodutores dizem é que na mesa de negociações
todas as conversas eram muito truculentas e as garantias que minimizam
o risco do empreendimento eram dadas apenas na base da palavra.
Até agora a Eletrobras não prestou nenhuma informação
a seus acionistas do impacto do projeto em seu fluxo de caixa. Afinal,
a empresa junto com suas controladas terá quase 50% do projeto.
O fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros)
foi o único que prestou informações a seus beneficiários.
Disse em comunicado que o investimento está estimado em R$ 25 bilhões
e que o fundo será responsável por R$ 650 milhões.
A Previ não se sente nessa obrigação porque o
investimento está sendo feito por sua controlada, a Neoenergia,
dona da Bolzano Participações. Tampouco a Iberdrola fez comunicado
a seus acionistas na Espanha. Para a Neoenergia, a importância do
investimento está no salto que ela dará como geradora de
energia. A empresa tem capacidade de investimento pelo caixa que possui
em forma de reserva de lucro de mais de R$ 4 bilhões. (Josette
Goulart e Graziela Valenti - Valor Online)
20.07 - Seminário em Brasília discute regras contábeis
Ministro Gabas diz que registro contábil é garantia de
transparência
O compromisso das instituições, de atuar com transparência,
passa pela questão do registro contábil. “Não se controla
o que não está registrado”, destacou o ministro da Previdência
Social, Carlos Eduardo Gabas, na manhã da sexta-feira, ao abrir
o seminário “Fundamentos para Registro de Benefícios Previdenciais
a Empregados”, em Brasília.
O ministro lembrou que o objetivo do evento, de discutir os registros
contábeis, “demonstra o zelo pelo sucesso das organizações
e o desafio de cada vez mais dar satisfação à sociedade
sobre as contas públicas”.
Gabas ressaltou ainda a importância dos fundos de pensão
para a economia, “com patrimônio de cerca de R$ 500 bilhões,
que contribuem para deixar o comando dos investimentos para o Brasil, sem
depender apenas de capital externo”. Também o secretário
de Políticas de Previdência Complementar, Murilo Barella,
fez um paralelo sobre as atuais condições de crescimento
da economia brasileira e “a necessidade de redistribuição
de renda, o que aprofunda a discussão sobre previdência complementar”.
O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Carneiro,
elogiou a iniciativa da secretaria em realizar o seminário. “Trata-se
do órgão que vai cuidar do fomento, e a promoção
deste evento representa exatamente isso. Estamos aqui para aprender e questionar”.
O diretor-executivo da Abrapp, Ricardo Esch, e Jarbas Biaggi, presidente
do Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar
(Sindapp), reforçaram o papel dos contabilistas e sua importância
crescente na economia. O presidente da Ancep, Roque Muniz, reforçou
a necessidade da realização do evento “para levantar a discussão
sobre o tema e contar com os profissionais que tratam diretamente com o
assunto para que contibuam com a sua solução”.
O seminário apresentou as diferenças existentes na contabilização
dos benefícios aos empregados, nas empresas patrocinadoras e nas
entidades fechadas de previdência complementar, decorrente das normas
contábeis vigentes. Atualmente, as regras contábeis para
as patrocinadoras são regidas pela CVM 600, de 2009, e dos fundos
de
pensão por resolução do ex-Conselho de Gestão
da Previdência Complementar.
As considerações finais do evento serão levadas
para discussão na próxima reunião do Conselho Nacional
de Previdência Complementar (CNPC) previsto para o fim do mês
de julho. O CNPC substitui o CGPC.
O evento foi promovido pela Secretaria de Políticas de Previdência
Complementar (SPPC), do Ministério da Previdência Social,
Associação Nacional de Contabilistas das Entidades de Previdência
(Ancep) e Associação Brasileira das Entidades Fechadas de
Previdência Complementar (Abrapp). Contou ainda com o apoio do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC). (AgPrev)
20.07 - Perigos da concentração
O excesso de concentração de investimentos dos fundos
de pensão de estatais em obras públicas está preocupando
os especialistas.
Para eles, a determinação do governo de que as fundações
- principalmente a Previ, a Funcef e a Petros, dos empregados do Banco
do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, respectivamente
- entrem em projetos como a Usina de Belo Monte e o trem-bala pode se transformar
em prejuízo mais adiante, caso eles não tragam o retorno
esperado. Os dois empreendimentos são os maiores do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), elaborado pela candidata
petista Dilma Rousseff.
Somente essas duas obras vão custar, juntas, aproximadamente
R$ 53 bilhões. Desse total, os fundos devem garantir pelo menos
20%. Os especialistas lembram que, no passado recente, as mesmas fundações
entraram em projetos tutelados pelo Palácio do Planalto e o resultado
foram os rombos gigantescos que tiveram de ser cobertos pela população,
por meio de impostos. Só um dos últimos socorros à
Petros custou quase R$ 9 bilhões aos cofres da União.
O mundo político está sempre de olho nos fundos públicos
e privados, que têm patrimônio total de R$ 500 bilhões.
Só a Previ, que é a maior dessas entidades, dispõe
de R$ 140 bilhões - a Petros tem R$ 46 bilhões e a Funcef,
R$ 38 bilhões. Pelo tamanho do mercado, os investimentos em infraestrutura
dependem de uma avaliação séria, no entender de Renato
Esch, diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). "Somos gestores de
recursos de terceiros.
Qualquer decisão tem de enxergar boa rentabilidade e o retorno
do dinheiro aplicado", disse.
Saúde
Do total dos R$ 500 bilhões, cerca de 10% (R$ 50 bilhões)
podem ser utilizados nos investimentos estruturados, como, por exemplo,
obras para receber a Copa do Mundo ou as Olimpíadas, explicou Jarbas
Antonio de Biagi, presidente do Sindicato Nacional das Entidades Fechadas
de Previdência Complementar (Sindapp). "Os fundos estão saudáveis,
mesmo perdendo em torno de 16% a 17% durante a crise, dependendo da exposição
ao risco.
Isso porque 70% dos nossos recursos estão ancorados em títulos
públicos", garantiu.
Para evitar problemas de gestão, o setor vem investindo pesadamente
em qualificação de pessoal, assinalou Biagi. "Riscos existem.
Mas a intenção é sempre buscar rentabilidade,
segurança e liquidez. Todos os passos são avaliados, tendo
em vista que as pessoas têm compromissos com a folha de pagamento
dos associados dos fundos. A maioria dos problemas não se deu por
conta da grandeza dos investimentos, mas sim porque algumas patrocinadoras
não honraram seus compromissos", replicou.
Ao anunciarem a participação em Belo Monte, por exemplo,
tanto Funcef quanto Petros garantiram que farão ótimo negócio.
A grande indagação entre os profissionais que acompanham
as negociações é por que os fundos de pensão
de empresas privadas não entram em tais empreendimentos.
Os mais importantes executivos das principais entidades, no entanto,
dão explicações evasivas sobre a quase nula participação
da iniciativa privada nos projetos arriscados do governo. Segundo Biagi,
"eles (os fundos privados) ainda estão apreciando a possibilidade".
Esch desconversou: "É questão de oportunidade e critérios
de investimento".
Olhando para o médio prazo, Esch estimou que a saída
parece óbvia: com a perspectiva de queda da taxa de juros, a alternativa
para diversificar as aplicações e obter melhor retorno será
apostar nas obras de infraestrutura.
Ele crê que, lá para 2013 ou 2014, com o fim das apreensões
globais, o aumento do crescimento sustentado e o retorno da inflação
para o centro da meta de 4,5%, os juros vão cair. "Em uma conjuntura
favorável, os títulos públicos terão baixa
rentabilidade.
Seremos criativos, mas com base em estudos de viabilidade.
Repito, tudo será minuciosamente avaliado", disse. (Correio
Braziliense)
20.07 - Disputa milionária
Os funcionários da Sabesp dizem que faltam R$ 580 milhões
nas contas do fundo de pensão. Os gestores falam que esse é
só um descompasso. Mas os dois lados estão em pé de
guerra
Com um patrimônio de R$ 502 bilhões, os fundos de pensão
se transformaram em entidades poderosas capazes de movimentar uma boa fatia
do Produto Interno Bruto brasileiro. A condução dessas entidades
e seu relacionamento com a sociedade, no entanto, nem sempre se dão
em um ambiente onde vigora a transparência ou a eficiência
de gestão.
E isso fica claro quando se analisa o relatório elaborado pela
Previc, autarquia responsável pela fiscalização dos
fundos e ligada ao Ministério da Previdência. O setor fechou
2009 com um déficit de R$ 10,7 bilhões, resultantes de investimentos
malsucedidos, de má gestão ou do desequilíbrio entre
a reserva técnica e os gastos para bancar as aposentadorias futuras.
É nesse último caso que se enquadra o Sabesprev, fundo
de previdência dos empregados da Sabesp, estatal responsável
pelos serviços de água e esgoto em São Paulo. Os funcionários
da empresa afirmam que há um rombo de R$ 580 milhões nas
contas do fundo. Os gestores da Sabesprev, por sua vez, alegam se tratar
apenas de um descompasso entre a evolução da arrecadação
e o montante necessário para a quitação das aposentadorias
futuras.
O fato é que a cifra é quase metade de seu patrimônio
de R$ 1,3 bilhão. Para solucionar o problema, seus dirigentes acertaram
com a Previc o compromisso de fazer mudanças no mecanismo de concessão
de aposentadorias e no valor das contribuições feitas pela
patrocinadora (leia-se Sabesp) e pelos funcionários.
Mas isso gerou uma guerra interna. Os trabalhadores prometem implodir
esse acordo na Justiça. Alegam que o déficit se deve ao não
cumprimento de obrigações no passado, além da falta
de reavaliação do cálculo atuarial. "Não é
justo colocar essa bomba no colo dos trabalhadores", protesta José
Ricardo Augusto, diretor do Sindicato dos Urbanitários da Baixada
Santista.
A empresa rebate: "O modelo proposto é vantajoso para os trabalhadores
porque preserva direitos", argumenta Edson Raul Barreti, assessor especial
da presidência da Sabesp. Para Barretti, o que foi combinado com
a Previc atende os anseios dos 19 mil trabalhadores da ativa e dos quatro
mil aposentados.
O ponto central é a substituição do plano que
garante aposentadoria integral, por um modelo de capitalização
individual. O sindicalista Santos diz que o correto seria repetir o modelo
usado pelo Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos
CORREIOS, para cobrir o rombo de R$ 1,5 bilhão. A estatal concordou
em bancar o prejuízo.
Apesar desses problemas, Ricardo Pena, superintendente da Previc, nega
que o setor atravesse um período de crise e diz que os fundos estão
sendo monitorados de perto. "Somente em 2010 vamos fiscalizar diretamente
90 planos de previdência. Os demais serão acompanhados eletronicamente",
conta Pena.
Mas isso pode não ser o bastante. "A Previc é uma entidade
omissa e não cumpre seu papel de fiscalização. Quando
o faz é em detrimento dos trabalhadores", dispara o advogado Marco
Antonio Innocenti, sócio do escritório Innocenti Advogados
Associados.
"As necessidades dos trabalhadores não são levadas em
conta e os direitos adquiridos não são respeitados", completa.
Para o superintende da Previc, se trata de uma percepção
equivocada. "Não existe direito adquirido. Dinheiro não brota
do chão.
Se há um déficit ele deve ser coberto pelas partes. Afinal,
todas as decisões contam com a anuência dos trabalhadores",
resume Pena. Para Innocenti e os integrantes do Sintius essa é uma
visão distorcida. "Fomos voto vencido em todas as questões
importantes", lamenta o diretor do Sintius. Por conta disso, eles pretendem
também processar os administradores do Sabesprev por má gestão.
(Rosenildo Gomes Ferreira - Isto É Dinheiro)
19.07 - Justiça paralisa arbitragem na disputa por participação
na Vale
Liderados pela Previ, os fundos de pensão Petros, Funcef e Funcesp
conseguiram suspender na Justiça a continuidade de um processo de
arbitragem que deu vitória parcial ao Opportunity na disputa por
uma fatia da Valepar, holding que controla a Vale. Tanto a Litel, sociedade
de propósito específico formada pelos fundos, quanto a Bradespar,
braço de investimentos do Bradesco, foram à Justiça
pedir a anulação da sentença arbitral porque um dos
três árbitros escolhidos - o ex-ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Francisco Rezek - atuou na defesa do banqueiro Daniel Dantas,
dono do grupo Opportunity, em um processo na Itália.
A Valepar tem 53,6% do capital votante da Vale, onde Litel, Bradespar
e Opportunity, por meio da Elétron, têm participações
de 49%, 21,2% e 0,02%, respectivamente. Em 2007, a Elétron foi à
Justiça com a alegação de que teria direito à
compra de uma parte das ações da Valepar em poder das demais
empresas por causa de um aumento de capital promovido em 2002, que teria
diluído sua participação na Vale. No ano passado,
a Justiça decidiu que as divergências entre as empresas deveriam
ser resolvidas por meio da arbitragem, prevista em uma das cláusulas
do acordo de acionistas da Valepar.
O caso, então, migrou para o Centro Brasileiro de Mediação
e Arbitragem, onde foi composto um tribunal arbitral formado por três
árbitros. Bradespar e Litel escolheram Gustavo Tepedino e Elétron
indicou Mário Sérgio Duarte Garcia. Os dois advogados escolheram
o ex-ministro Francisco Rezek para presidir o tribunal. Em 18 de dezembro
do ano passado, os três árbitros entenderam, por unanimidade,
que a Elétron é titular do direito à opção
de compra das ações previsto no acordo de acionistas.
De acordo com a sentença arbitral, a data da entrega, a quantidade
e o valor das ações, além de um eventual ressarcimento
por perdas sofridas durante a disputa, serão definidos em uma nova
sentença, após as partes produzirem provas.
Bradespar e Litel recorreram à Justiça para anular a
arbitragem com o argumento de que Rezek não informou, quando foi
escolhido para presidir a arbitragem, que já havia atuado para Daniel
Dantas. Pela Lei de Arbitragem, não podem atuar como árbitros
pessoas que tenham relação com as partes e os indicados devem
revelar, antes de assumirem a função, qualquer condição
que possa provocar impedimento. Em março, quando a arbitragem foi
contestada na Justiça do Rio, Rezek disse ao Valor que deu um parecer
em um processo envolvendo Dantas e a Telecom Itália que tramita
no Tribunal Ordinário de Milão, mas que esse fato foi informado
ao centro de arbitragem quando ele foi indicado. No processo que tramita
na Itália, Rezek assina, como advogado de Dantas, uma petição
datada de 23 de julho de 2007 - um mês antes de ser indicado como
árbitro na disputa entre Bradespar, Litel e Elétron.
Diante da possibilidade de falta de imparcialidade do árbitro
na sentença, o juiz Cezar Augusto Rodrigues Costa, da 7ª Vara
Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, concedeu à Litel
uma liminar suspendendo a arbitragem até o julgamento final do processo.
Com isso, o tribunal arbitral fica impedido de dar continuidade ao processo.
Na decisão, o juiz afirma que Rezek "é jurista muito conhecido
e respeitado, mas as suas atuações em processo de interesse
do controlador da demandada põem em xeque sua independência,
comprometendo a sentença proferida".
A reportagem procurou Rezek para comentar a decisão, mas foi
informada que ele está fora do país. O ex-ministro do Supremo
se afastou voluntariamente da arbitragem após a contestação
judicial da Bradespar e da Litel e, segundo Theophilo de Azeredo Santos,
que dirige o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem,
ninguém o substituiu porque a arbitragem foi suspensa pela Justiça.
O Opportunity informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que
"as ações judiciais representam apenas uma tentativa de retardar
os efeitos da sentença arbitral" e que "já provou que o ministro
Francisco Rezek atuou de forma absolutamente correta durante todo o processo
arbitral".
A Elétron contestou a concessão da liminar à Litel,
mas o juiz negou o pedido de reconsideração da decisão.
A empresa já entrou com um recurso no Tribunal de Justiça
do Rio de Janeiro (TJRJ), que ainda aguarda julgamento. A ação
da Bradespar, que inicialmente havia sido distribuída à 5ª
Vara Empresarial da Justiça do Rio, não teve nenhuma decisão
porque foi remetida ao mesmo juiz que analisou o processo da Litel, já
que as ações têm o mesmo pedido. (Cristine Prestes
- Valor Online)
19.07 - Previdência privada: a Receita mais arrecada do que incentiva
Os participantes de planos individuais de previdência têm
a sua disposição todos os instrumentos para realizar um bom
planejamento tributário. Mas, na maioria da vezes, eles são
mal orientados e, sem ter a quem recorrer, acabam não fazendo as
contribuições nos veículos corretos, gerando com isso
mais impostos do que deveriam.
Já o participante de plano corporativo, fundo de pensão
ou de PGBL "solteiro" - em que a empresa não oferece ao funcionário
a opção de VGBL - tem, obrigatoriamente, que aderir a esses
veículos para receber as contribuições de seus empregadores.
Vejamos algumas simulações:
1) Empregado solteiro, sem filhos, que ganha R$ 1.874,00 por mês,
fará sua declaração anual de ajuste pelo modelo simplificado,
ficando na faixa de isento. Portanto, não se beneficiou de suas
contribuições. Porém, quando resgatar ou na concessão
do benefício, será tributado
2) Empregado que ganha R$ 10 mil por mês, solteiro e sem filhos,
fará a declaração anual completa e terá incentivo
de R$ 6,2 mil - diferença entre as bases de cálculo do modelo
completo e simplificado (R$ 101,1 mil menos R$ 107,3 mil ). Mas será
tributado no momento do resgate ou concessão.
Nos exemplos acima, os participantes, caso tenham optado pelo regime
regressivo de imposto, estarão pagando 10% - após cumprido
o prazo de dez anos - sobre o total resgatado ou sobre o valor total do
benefício. Se fossem bem orientados e optassem por um VGBL, poderiam
pagar 10% de imposto de renda somente sobre o valor do ganho de capital.
Temos também planos corporativos que oferecem todos instrumentos
para seus empregados (PGBLs com "link" em VGBLs), permitindo o planejamento
fiscal adequado. Mas como não são usados corretamente levam
os participantes a pagarem mais imposto do que deveriam .
Isso acontece pela falta de orientação correta e completa
sobre todas as alternativas. Há o objetivo de pagar menos imposto
hoje sem a preocupação de que se pode pagar mais no futuro.
Há também consultorias contábeis ou financeiras que
pouco conhecem de previdência privada. Quem já não
ouviu: "se você faz a declaração no modelo simplificado
deve contribuir para um VGBL". Outra frase comum: "se você vai ficar,
no mínimo, 10 anos no plano de previdência, opte pelo regime
regressivo". Ou ainda: "se você paga imposto de renda na fonte é
mais interessante o PGBL".
Essas recomendações não servem indiscriminadamente
a todos. Se aceitar recomendações erradas, o participante
não tem como reverter a situação: já perdeu
dinheiro. Já a adesão com conhecimento e com consciência
permite:
1) planejar a aposentadoria, em vez de apenas programar a aposentadoria
2) realizar planejamento tributário, em vez de obter simples
benefício fiscal
3) elaborar planejamento sucessório, em vez de indicar um beneficiário
4) mudar o conceito de plano de previdência para programa de
previdência, atendendo as diversidades ao longo do período
de contribuição.
Quem não fizer uma adesão planejada poderá ter
surpresas desagradáveis ao fim de seu período de contribuição.
Para que isso não aconteça, devemos tomar alguns cuidados
antes de realizar qualquer contribuição. É preciso
fazer uma simulação da renda bruta no ano em curso e avaliar
se na declaração anual de ajuste será melhor o modelo
completo ou simplificado.
Vamos voltar ao exemplo 2, em que o empregado ganha R$ 10 mil por mês.
Sem a previdência privada, a renda bruta tributável do modelo
completo seria de R$ 115,5 mil (R$ 120 mil menos o INSS de R$ 4,5 mil)
e a do modelo simplificado, de R$ 107,3 mil (R$ 120 mil menos o desconto
padrão de 20%, limitado a R$ 12,7 mil). Mas como a previdência
privada permite diferir até 12% da renda bruta anual - no caso,
R$ 14,4 mi -, o abatimento resultaria numa renda tributável, no
modelo completo, de R$ 101 mil. É de somente R$ 6,2 mil a diferença
entre os modelos. O incentivo será de R$ 6,2 mil, mas, ha hora da
resgate ou concessão, o participante será tributado em R$
14,4 mil.
Concluindo: só não haverá pagamento de imposto
de renda em valor maior do que o incentivo permite quando a simulação
entre os dois modelos mostrar renda bruta tributável, do modelo
completo, igual ou menor do que a calculada no modelo simplificado.
(José Guilherme Simonetti - Valor Online)
19.07 - Anapar: Suspensão de Processos de Retirada de Patrocínio
A ANAPAR ratificou seu pedido, junto à Superintendência
Nacional da Previdência Complementar (PREVIC), à Secretaria
de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) e ao Ministério
da Previdência Social, de suspender a aprovação dos
pedidos de retirada de patrocínio de planos de previdência
enquanto não for analisada pelo Conselho Nacional da Previdência
Complementar (CNPC) a nova regulamentação sobre a matéria.
O pedido foi reforçado em reuniões já realizadas pela
diretoria da entidade com os três órgãos de governo.
Participantes de vários planos de previdência têm
procurado a ANAPAR solicitando a assistência da entidade para tratar
de processos de retirada. Em praticamente todos os casos não há
qualquer negociação da patrocinadora com os representantes
dos participantes, não são dadas as devidas garantias aos
direitos dos associados ativos e aposentados, a patrocinadora se livra
de parte do déficit que seria de sua responsabilidade ou se apropria
de superávit existente no plano para equilibrar seu balanço,
dentre outras medidas prejudiciais aos participantes.
Os processos de retirada têm sido analisados pela PREVIC com
base em norma (CPC 06/88) editada há mais de duas décadas,
mas adotando alguns conceitos e parâmetros que não estão
previstos naquela norma, na legislação atual ou em qualquer
normativo posterior.
Como exemplo destes conceitos não previstos está a postura
da PREVIC de obrigar a extinção de planos quando houver retirada
de patrocínio, um conceito que não consta na legislação
ou em normativo – a lei não veda a continuidade do plano e os participantes
poderiam permanecer como auto-patrocinados, desde que a entidade de previdência
aceitasse continuar administrando o plano. Ao utilizar este critério,
a PREVIC obriga os assistidos a optar pelo resgate ou a adquirir outro
plano na modalidade de Contribuição Definida, acabando com
a renda vitalícia e desrespeitando o princípio do direito
adquirido previsto na legislação para quem já contratou
seu benefício.
Outro exemplo é a imposição feita pela PREVIC
de que os benefícios e reservas de participantes assistidos sejam
recalculados no ato de retirada, não exigindo da patrocinadora que
se retira as garantias adequadas aos benefícios já contratados
pelos participantes assistidos e o direito acumulado pelos participantes
ativos.
Estes e outros critérios precisam ser redefinidos em uma nova
resolução que balize as análises feitas pelo órgão
fiscalizador. Assim, é fundamental a suspensão das análises
e aprovações de retirada pelo órgão fiscalizador,
até que seja editado um normativo que contemple as garantias necessárias
aos participantes.
“Da maneira como estão sendo conduzidos estes processos, são
contemplados preferencialmente os interesses dos patrocinadores. A preservação
dos direitos dos participantes, que deveria ser a preocupação
central de quem aprova os processos de retirada, não está
sendo devidamente levada em conta. O que temos visto é a flexibilização
de direitos e o rompimento de contratos, o que não podemos aceitar”,
avalia Claudia Ricaldoni, presidente da ANAPAR. Enquanto isto, o sistema
fechado de previdência complementar não cresce e mantém
os cerca de 2,5 milhões de participantes de dez anos atrás
– “parece que tem gente pensando que, ao facilitar a retirada das empresas,
se garantem novos patrocínios, o que não se verifica na prática”,
completa José Ricardo Sasseron, vice-presidente da entidade.
A ANAPAR continuará cobrando mudanças na norma e suspensão
das aprovações de retirada, para evitar a continuidade dos
prejuízos aos participantes. (Boletim)
16.07 - A longevidade pode crescer mais devagar
O aumento da expectativa de vida poderá tornar-se mais lenta
daqui para a frente, em comparação com os últimos
30 anos, o que significa que as seguradoras e fundos de pensão podem
estar superestimando o risco de aumento da longevidade sobre o passivo,
de acordo com as novas previsões.
O RMS, uma referência usada pela indústria do seguro para
calcular os riscos envolvendo catástrofes naturais, criou um modelo
que faz mais do que projetar o futuro como basicamente uma repetição
da experiência passada. Isso é importante porque o risco de
longevidade é um tema quente entre os fundos de pensão e
seguradoras do Reino Unido, a ponto de os gestores de planos previdenciários
terem nos últimos anos transferido perto de US$ 1,5 bilhão
em riscos de longevidade para resseguradoras.
Para Andrew Coburn, vice-presidente de vida e pesquisa em saúde
na RMS, "a questão é qual o nível de prudência
com que os fundos de pensão devem trabalhar. O nosso modelo deveria
ser tranquilizador para os atuários de fundos de pensão ".
O RMS e seus rivais têm tido muito sucesso com seus modelos de
catástrofe natural desenvolvidos ao longo dos últimos 20
anos ou mais, na medida em que o mercado e os órgãos reguladores
esperam que os fundos de pensão e as seguradoras os utilizem juntamente
com modelos internos.
O aumento da longevidade no Reino Unido foi de cerca de 2% ao ano nos
últimos 30 anos, principalmente como resultado das vitórias
conseguidas sobre as doenças cardíacas, fruto da queda no
número de fumantes e da introdução das estatinas,
drogas para baixar o colesterol. Coburn disse que o número de mortes
por mil pessoas por ano por doenças cardiovasculares caiu de 3,6,
no início da década de 70, para 1,1 hoje. "Então,
nós já estamos vendo retornos decrescentes no combate que
travamos contra as doenças cardiovasculares", disse ele.
No entanto, estudos da Nick Flint Club de Vita, uma unidade de
pesquisa sobre longevidade, mostram que o taxa da expectativa de
vida continua a aumentar e em um ritmo até mais rápido do
que antes para alguns setores da sociedade. Os pesquisadores dizem ser
importante que os gestores de planos vejam principalmente o que está
acontecendo com a sua massa de participantes, uma vez que nem todos os
universos se comportam da mesma maneira.
A modelagem de de risco de longevidade do RMS mostrou-se bem sucedido
ao usar a modelagem estocástica para prever os efeitos sobre
as taxas de mortalidade. O modelo é projetado para ser utilizado
internacionalmente, mas concentrou-se no Reino Unido inicialmente. Incide
sobre os efeitos de três áreas principais: o progresso no
tratamento do câncer, que já está em andamento, o desenvolvimento
da medicina regenerativa com células e os esforços para retardar
o processo de envelhecimento e que envolvem estudos com células.
(Financial Times/Diário dos Fundos de Pensão)
16.07 - Os fundos de pensão e o futuro
Uma das questões mais importantes que se colocam agora diz respeito
à sustentabilidade das empresas que recebem investimentos dos mencionados
fundos
Os fundos de pensão respondem hoje por um terço das ações
em Bolsa de Valores movimentadas no mundo. No Brasil, detêm 17% do
PIB nacional. São, portanto, um motor importante da economia.
Essa representatividade, cada vez mais forte, acarreta também
responsabilidades e cobranças crescentes. E uma das questões
mais importantes que se colocam agora diz respeito à sustentabilidade
das empresas que recebem investimentos dos mencionados fundos.
O Fundo Global do Governo da Noruega, um dos maiores do mundo, sofreu
tamanha pressão da sociedade no tocante a essa questão que
se viu forçado a impor, aos empreendimentos nas quais investe, uma
série de exigências de enquadramento em padrões sociais
e ambientais. O fundo estatal de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes
Unidos, instalado em um país onde os ativos se concentram majoritariamente
em ações de petróleo e gás, resolveu apostar
no projeto de uma cidade "verde", destinando quase três bilhões
de dólares à sua construção.
A tendência mundial já se faz sentir na nação
verde-amarela. O fundo de pensão dos funcionários do Banco
do Brasil – PREVI (maior fundo de pensão do país), já
anunciou que o objetivo é não ter participação
em companhias dos ramos de tabaco e armamentos. Por outro lado, uma empresa
que tenha participação no Índice de Sustentabilidade
da Bovespa (ISE), ou um projeto desenhado de modo a proporcionar benefícios
ambientais e gerar créditos de carbono, têm boas chances de
atrair os investimentos da instituição.
Um exemplo contundente da atenção à sustentabilidade
por parte dos fundos de pensão pôde ser observado no primeiro
semestre deste ano, por ocasião da formação dos consórcios
que disputariam o direito de construir a usina hidrelétrica de Belo
Monte, no Rio Xingu (Pará). Na época, tanto o Previ quanto
o Petros (funcionários da Petrobras) e o Funcef (funcionários
da Caixa Econômica Federal) demonstraram forte preocupação
com a sustentabilidade do projeto antes de aceitarem entrar na concorrência.
Verdadeiros gigantes no universo brasileiro dos fundos de pensão,
as três instituições são signatárias
do Programa de Princípios para Investimentos (PRI), lançado
pelas Nações Unidas como guia para investimentos sustentáveis,
e contam com o selo Carbon Disclosure Project, que tem por objetivo identificar
as empresas e instituições que combatem as emissões
de carbono mundiais. Além disso, o Previ, que responde sozinho por
aproximadamente 5% do mercado de ações brasileiro, tem assento
no conselho da PRI.
Especialistas estimam que, cada vez mais, os fundos de pensão
do Brasil e do mundo tendem a reduzir os percentuais investidos em empresas
cujas atividades sejam necessariamente impactantes, tais como as indústrias
siderúrgica, petroquímica e de mineração. E
aquelas que continuarem a receber apoio financeiro terão de obedecer
a padrões socioambientais cada vez mais rígidos, mantendo
absoluta transparência em suas demonstrações. A publicação
de relatórios de sustentabilidade, por exemplo, é uma prática
que vem ganhando relevância no mundo todo.
Percebe-se ainda que os fundos de pensão estão cada vez
mais comprometidos com o futuro e evoluindo neste quesito no Brasil. E
não se trata apenas de garantir aos seus participantes uma aposentadoria
tranquila, equilibrada atuarialmente e livre de sobressaltos financeiros.
O que se vislumbra a partir de agora é um efetivo comprometimento
com o dia depois do amanhã. (Thiago Luiz Vincoletto
- Administradores)
16.07 - Superávit da Previ: Aposentados do BB vencem ação
Iniciada em 9 de julho do ano passado, a ação promovida
pelos ex-funcionários aposentados do Banco do Brasil contra o Fundo
de Pensão Privada, a Previ, alcançou vitória, em segunda
instância, na Câmara do Rio de Janeiro, beneficiando um grupo
de cinco contribuinte e abrindo precedentes para um universo que abrange
mais de 120 mil aposentados.
Marcos José Esperança, advogado da Carvalho de Castro,
escritório especializado em Direito Previdenciário que moveu
a ação contra a Previ, explica que os ex-funcionários
que contribuiram por no mínimo trinta anos, lutam desde 2009 pela
divisão igualitária do superávit de 34,8 bilhões
acumulados pelo fundo de pensão em 2006. Marcos relembra que a reserva
não utilizada após o período de 30 anos, de acordo
com a lei 109/201, deveria ir para a revisão do Plano dos Aposentados
e Pensionistas, mas não foi o que aconteceu.
A revisão do plano, que deveria ser isonômica, só
devolveu os valores da contribuição aos que se aposentaram
após 1980, excluindo os demais participantes do fundo de pensão
de receber a restituição dos valores devidos.
(Jornal Monitor Mercantil)
15.07 - Previc: Seminários sobre Educação Previdenciária
e Financeira
Eventos serão no dia 23 de julho em São Paulo e dia 26
de julho no Rio de Janeiro
A Previc, por meio da Diretoria de Assuntos Atuariais, Contábeis
e Econômicos (Diace) realizará um Seminário de Educação
Previdenciária e Financeira das Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, o evento acontecerá no dia 23 de julho
próximo, das 9h00 às 18h00, na Fundação Cesp,
Alameda Santos n.º 2477 – Cerqueira César. No Rio de Janeiro,
o seminário ocorrerá no dia 26 de julho, no mesmo horário,
na Previ/BB, Praia de Botafogo n.º 501 – Botafogo.
Esse seminário, que conta com o apoio da Abrapp, Anapar e Apep,
terá apresentações de representantes das entidades
fechadas de previdência complementar (EFPC) que já desenvolvem
projetos de educação previdenciária, além de
outros especialistas na área.
As vagas serão limitadas e, por essa razão, se faz necessária
a confirmação de presença nos seguintes telefones:
Abrapp (011) 3043-8783/8784/8785, ou Anapar, com Kelly, no número
(061) 3326-3086/3087. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
15.07 - Registro de benefícios é tema de seminário
Encontro será realizado em Brasília no auditório
do Conselho Federal de Contabilidade
A Secretaria de Políticas de Previdência Complementar
(SPPC), a Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades
de Previdencia (Ancep) e a Associação Brasileira das Entidades
Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), com apoio do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC), realizam nesta sexta-feira, dia 16, em
Brasília, seminário para debater as diferenças existentes
na contabilidade dos benefícios aos empregados, nas empresas patrocinadoras
e nas entidades fechadas de previdência complementar, decorrentes
das normas contábeis vigentes.
A programação do “Seminário Fundamentos para Registro
de Benefícios Previdenciais a Empregados” será aberta às
9h15 pelo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e
por representantes das entidades promotoras. Dois temas serão tratados
na parte da manhã. A diretora de Previdência Complementar
Fechada, Cláudia Ferreira da Cunha Balula, e o coordenador da Comissão
de Benefícios pós-Emprego, João Batista da Costa Pinto,
ambos do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), irão discorrer
sobre os “Conceitos e as principais diferenças em relação
à metodologia adotada nos registros locais”.
Para tratar do tema “Compromissos com benefícios a empregados
– Deliberação 600, de 2009” foram convidados o gerente de
Normas Contábeis da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), José Carlos Bezerra da Silva, e o representante do CFC e
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), Francisco Papellás
Filho.
À tarde, o evento continua com a participação
do contador-geral do Banco do Brasil, Eduardo Cesar Pasa, que apresentará
a experiência da instituição sobre o tema do seminário.
As “Regras de apuração do superávit e déficit
das EPPC” é o tema da palestra de Carlos Augusto Pacheco Pereira
e Luiz Felipe Dutra de Sousa, respectivamente coordenador e membro da Comissão
Técnica Nacional de Contabilidade da Abrapp e Ancep.
O seminário será encerrado às 18h30 com as considerações
finais sobre o evento, que acontecerá no auditório do Conselho
Federal de Contabilidade (SAS Quadra 5 – Lote 3 – Bloco “J” – Edifício
CFC – Térreo). (SPPC/AssPreviSite)
15.07 - Fundos: Leilão do trem-bala está marcado para
dezembro
Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará o Rio de Janeiro a
São Paulo e Campinas, terá custo estimado em R$ 33,1 bilhões
O governo federal marcou para o dia 16 de dezembro o leilão
que definirá o grupo responsável pela implementação
e operação do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará
o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. O custo da obra está
estimado em R$ 33,1 bilhões.
Quem vencer terá o governo como sócio do empreendimento.
De acordo com resolução publicada na terça-feira (13)
no Diário Oficial da União, será criada a Empresa
de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. (ETAV), com sede
em Brasília e vinculada ao Ministério dos Transportes, para
integrar a Sociedade de Propósito Específico (SPE) que tocará
o projeto.
O vencedor da licitação será quem ofertar, no
leilão, a menor tarifa no trecho SP-RJ. O preço inicial será
de R$ 199,73. O primeiro critério de desempate será o da
empresa que tiver maior tempo de experiência com operação
de trem-bala. Empresas de seis países estão interessadas
no projeto: Alstom (França), Korean Railroad Corp. (Coreia do Sul),
China Railway Materials (China), Mitsui (Japão), Siemens e Transrapid/Maglev
(Alemanha) e Talgo (Espanha).
O projeto de ligar as maiores cidades do país em viagens de
trem com duração de menos de duas horas existe desde a década
de 1980 e já foi engavetado ao menos quatro vezes. No passado, o
maior obstáculo era a falta de demanda de passageiros. Agora, um
estudo feito pela empresa britânica Halcrow, por encomenda do Banco
Nacional de Desenvolvimento (BNDES), prevê 32,6 milhões de
passageiros anuais para o TAV.
A conta supõe que o trem absorverá até 50% da
clientela dos outros meios de transporte, como ônibus e carro, e
estimulará mais pessoas a viajar entre as nove estações
(no mínimo) distribuídas por seus 515 quilômetros (duas
delas em locais de escolha da empresa vencedora do leilão - uma
em algum ponto do Vale do Paraíba em SP e outra no Vale do Paraíba
do RJ - e sete em lugares determinados pelo governo - no Aeroporto de Galeão
e no Centro do RJ, em Aparecida, Guarulhos e Centro de SP e em Viracopos
e no Centro de Campinas). “Se existe um local viável para esse tipo
de sistema é justamente o eixo Rio-São Paulo”, disse o presidente
da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo,
durante a cerimônia de lançamento do edital de concorrência.
“Isso mudará o desenvolvimento dessas regiões e desconcentrará
as regiões mais densas.”
O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou que
o TAV faz parte do resgate que o governo federal está promovendo
para o sistema ferroviário brasileiro. “A partir do edital, asseguraremos
que o percurso será feito em 93 minutos”, disse. “Queremos colocar
o Brasil em linha com as melhores tecnologias do mundo, no que se refere
à malha ferroviária.”
Regras
O edital de licitação para a obra do Trem de Alta Velocidade
(TAV) ratificou a participação do BNDES no financiamento
de 60,3% da obra, o que vai representar a disponibilidade de R$ 20 bilhões
pelo banco, do total de R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto.
A novidade é que cerca de R$ 4 bilhões da obra deverão
ser financiados pelo Eximbank (uma estrutura administrativa dedicada exclusivamente
a financiar as exportações e a produção destinada
ao mercado exterior) do país de origem dos fornecedores de equipamentos.
Assim, ainda restarão cerca de R$ 9 bilhões de recursos diretos
dos investidores privados que ingressarem no projeto.
Há duas semanas, o Tribunal de Contas da União (TCU)
deu aval à concessão do trem-bala. O tribunal reduziu o orçamento
previsto para o projeto de R$ 34,6 bilhões para R$ 33,1 bilhões,
o que possibilitou a diminuição da tarifa máxima para
o trecho entre São Paulo e Rio de R$ 217 para R$ 199, na classe
econômica.
O edital coloca limites para a futura venda de participações
dos sócios que formarem o consórcio vencedor da licitação.
O documento proíbe a entrada, a saída ou a substituição
de qualquer acionista privado durante os cincos anos iniciais de operação
do serviço. Haverá, porém, exceções.
A ANTT poderá, excepcionalmente, a qualquer tempo, caso se configure
interesse público, permitir a troca de acionista antes desse prazo.
Além disso, fundos de investimento ou entidades fechadas de previdência
complementar, como fundos de pensão, poderão comprar ou vender
participação na parte privada a qualquer momento. (Revista
Época)
14.07 - Aposentadoria adiada
A Comissão Europeia, que é o braço executivo da
União Europeia, acaba de lançar um Livro Verde sobre a situação
dos planos de previdência da região. E sugere que se pense
em empurrar a idade mínima para aposentadoria para os 70 anos (você
pode obter o documento pela internet, em português, aqui).
O problema de fundo é conhecido. As despesas públicas
com aposentadorias e pensões estão cada vez mais incontroláveis.
Na Espanha chegam a 9% do PIB; na França, na Alemanha e na Holanda,
a 13%; e na Itália, a 15%. Se tudo continuar como está, os
rombos exigirão coberturas cada vez mais insuportáveis para
os cofres públicos.
O início da atividade profissional é cada vez mais tardio
porque o mercado exige mais preparo e a expectativa de vida aumenta em
todo o mundo. Neste ano, há na União Europeia cinco trabalhadores
da ativa para cada dois aposentados. Se tudo continuar assim, em 2060,
serão quatro aposentados para cada cinco na ativa.
Os estragos da última crise sobre os fundos privados de pensão
foram colossais. Apenas ao longo de 2008, a perda de patrimônio foi
superior a 20%. “Eles recuperaram algumas de suas posições
em 2009, mas muitos ainda se mantêm distantes dos níveis de
solvência exigidos”, diz o relatório. Os fundos privados de
pensão que funcionam sob o regime de capitalização
(aposentadoria proporcional aos rendimentos obtidos pelo fundo de pensão)
perderam rentabilidade em consequência da queda dos juros e muitos
deles, porque estavam aplicados em títulos que foram considerados
podres, ficaram impossibilitados de honrar os benefícios com que
os associados contavam.
Mas os sistemas previdenciários públicos enfrentaram
perda de receita porque o desemprego aumentou e se conjugou com quedas
generalizadas de arrecadação por parte dos Tesouros em decorrência
da quebra da atividade econômica.
Uma solução parece distante porque o problema é
mais amplo – e isso não está no Livro Verde. De que adiantaria
esticar o início da aposentadoria se o jovem não encontra
emprego e se, nessas condições, os Estados acabariam gastando
com seguro-desemprego tanto ou até mais do que gastariam para dar
cobertura ao rombo previdenciário?
O mercado de trabalho dos países ricos não parece ter
percebido que está em marcha uma revolução nessa área.
Em questão de três gerações tiveram de incorporar
mais da metade da força de trabalho (as mulheres) que não
estava no sistema e que agora disputa quase em igualdade de condições
com os homens.
E, nos últimos 20 anos, são mais 3 bilhões de
asiáticos que antes estavam excluídos e que agora passaram
a integrar o mercado global de trabalho. Cada par de tênis made in
China que um europeu ou um americano compra na loja é um pedaço
do mercado local de trabalho que some em favor do asiático.
É natural que os sistemas de previdência entrem em crise.
Suas finanças não estão calibradas para as enormes
transformações em curso. São transformações
demográficas, etárias, econômicas e, mais especificamente,
transformações do próprio mercado de trabalho.
(Celso Ming - O Estado de S.Paulo)
14.07 - Fundos: OAS vira sócia da usina de Belo Monte
Sociedade encarregada da hidrelétrica será oficializada
nesta terça-feira com seis empresas que não estavam no consórcio
vencedor da licitação
A construtora OAS estará entre as sócias da Sociedade
de Propósito Específico (SPE) que vai construir e administrar
a usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A informação é
do diretor de Engenharia e Construção da estatal Chesf, José
Ailton, que preside o consórcio Norte Energia, vencedor do leilão
da usina.
Apesar da entrada da oitava construtora no grupo de sócios,
a participação de empresas do setor na empresa que tocará
a usina vai cair de 40% para cerca de 12,5%, segundo o executivo.
A diluição da participação das construtoras
era esperada. Pelas regras do edital do leilão, realizado em abril,
empreiteiras e empresas de engenharia poderiam ter no máximo 20%
da SPE a ser criada pelos vencedores.
Representantes do Norte Energia devem formalizar nesta terça-feira
a criação da SPE, com 17 sócios, à Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os autoprodutores – grandes
empresas que investem em energia elétrica para consumo próprio
– deverão ter uma fatia de cerca de 10%. Os fundos de pensão
ficarão com aproximadamente 27,5%; as construtoras, com cerca de
12,5% e o Grupo Eletrobrás com 49,98%.
Como já havia sido anunciado, a fatia do Grupo Eletrobrás
no consórcio, que foi representado pela Chesf no leilão,
será dividida, na SPE, entre Eletronorte (19,98%), Chesf e Eletrobrás,
com 15% cada uma.
No leilão, o consórcio Norte Energia tinha nove sócios
(Além da Chesf, Queiroz Galvão; Gaia Energia e Participações,
do grupo Bertin; J. Malucelli; Cetenco Engenharia; Contern Construções;
Galvão Engenharia, Mendes Júnior, e Serveng).
Todos ficam na SPE, mas com porcentuais diferentes. Contando com a
entrada das outras duas empresas da Eletrobrás na fatia da Chesf,
seriam 11 sócias. A novidade é a entrada de mais seis sócios.
Novos investidores
Desses seis novos investidores, Ailton confirma que entrarão
pelo menos três fundos de pensão de estatais: Petros, dos
funcionários da Petrobrás; Funcef, dos funcionários
da Caixa Econômica Federal, e Previ, dos funcionários do Banco
do Brasil. A participação do Petros será direta e
de 10%.
O grupo de investidores deve ser fechado com a participação
da Neoenergia (que tem participação da Previ e da espanhola
Iberdrola), que deve ter 10% da sociedade, e de pelo menos dois autoprodutores.
Além da Gaia, que já estava no consórcio, deve
entrar também a siderúrgica Sinobrás, de Marabá
(PA). A empresa produz 300 mil toneladas de aço laminado por ano
e emprega diretamente 1.050 trabalhadores.
A CSN e a Braskem, que estavam sendo cogitadas desde antes do leilão,
não devem aderir à SPE, pelo menos no primeiro momento. Mesmo
que não assinem originalmente a SPE, é possível que
essas e outras empresas entrem posteriormente comprando participação
de sócios. (Leonardo Goy - O Estado de S.Paulo)
14.07 - Fundos: Estado vai bancar 77,5% de Belo Monte
Investimento estatal cresceu com a entrada de fundos de pensão
Documentação da sociedade que irá cuidar da construção
e da operação da usina será entregue hoje à
Aneel
O peso do Estado na construção da hidrelétrica
de Belo Monte, no Pará, chegará a 77,5% do investimento total,
orçado entre R$ 19 bilhões e R$ 25 bilhões.
A participação estatal direta e indireta cresceu com
a entrada de fundos de pensão ligados a empresas federais, como
Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Funcef (Caixa Econômica
Federal), além do Fundo de Investimento FGTS, administrado pela
CEF, conforme antecipado pela Folha.
Originalmente, a fatia do governo era minoritária, de 49,98%,
e se concentrava no grupo Eletrobras. Os 50,02% majoritários estavam
divididos entre investidores privados das áreas de construção
e engenharia e empresas interessadas na produção de energia
para consumo próprio (autoprodutores).
O presidente do Norte Energia e diretor da estatal Chesf (subsidiária
da Eletrobras), José Ailton, disse que na nova composição
a fatia dos fundos de pensão será de 27,5%, aproximadamente.
Ontem, em Brasília, executivos da Eletrobras se reuniram para
definir a composição final da sociedade.
A Funcef deterá 2,5% da sociedade e mais 1,5% de participação
de forma indireta, por meio do fundo Fip Cevix, do qual é cotista
em parceria com a Engevix.
A Previ terá 10% de Belo Monte por meio da 521 Participações-
que é a empresa dona da gigante do setor elétrico Neoenergia.
Já o FI-FGTS entrará por meio da J. Malucelli Energia,
da qual detém 40% das ações, e também de forma
direta. O Petros deverá ficar com 10% do total da usina.
A participação privada, antes de mais de 50% do projeto,
será reduzida para 22,5%, dos quais 10% destinados aos autoprodutores.
CONSTRUTORAS
Já as construtoras, que anteriormente tinham 40% do consórcio,
reduzirão sua participação para 12,5%. Pelas regras
do edital, empresas do setor de construção não podem
ter mais de 20% de participação no investimento.
Originalmente, o consórcio Norte Energia tinha participação
de sete empreiteiras: Queiroz Galvão, Galvão Engenharia,
Mendes Júnior, Serveng, J.Malucelli Construtora, Contern Construções
e Cetenco Engenharia. Agora, serão oito, com a OAS.
Todas terão sua participação reduzida, mas abocanharão
contratos das obras civis, orçadas entre R$ 19 bilhões e
R$ 25 bilhões. Alguma das três grandes construtoras que estudam
há 15 anos o projeto (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e
Odebrecht) deverá entrar nas obras civis.
Tudo indica que será a Andrade, já que Camargo e Odebrecht
abandonaram a disputa antes do leilão, em abril.
Investidores privados de peso, como Gerdau, CSN e Braskem, que negociavam
sua participação como autoprodutores, ficaram de fora.
A documentação da Sociedade de Propósito Específico
(SPE), que será responsável pela construção
e pela operação da usina, deverá ser entregue hoje
à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), antecipando
em três dias o cronograma original. (LEILA COIMBRA - Folha
de S.Paulo)
13.07 - Fundos garantem obra de Belo Monte
Funcef, Petros e Previ terão cota de 27,5% no projeto de construção;
participação é vital para obra de R$ 25 bi
Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade
do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto
Os três principais fundos de pensão de empresas estatais
do país decidiram participar do projeto de construção
da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).
Segundo a Folha apurou, Funcef e Petros participarão diretamente
da construção. A Previ, fundo dos funcionários do
Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia
da espanhola Iberdrola.
A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica
Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto. O Petros, fundo da Petrobras,
entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%.
Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação
entre 25,02% e 30,02% do projeto.
Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação
dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica
que é uma prioridade do governo. De acordo com o que a Folha apurou,
houve intensa negociação técnica entre o Ministério
das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar
a um acordo.
Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em
R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada
dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela
do valor total previsto para a obra.
Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um
acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política
para o governo no ano eleitoral. A candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da
Casa Civil.
Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé
a construção de Belo Monte, criticada quando lançada.
Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa,
boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três
principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego
para sair do papel. (MARIA CRISTINA FRIAS e KENNEDY ALENCAR - Folha
de S.Paulo-09.07)
13.07 - Certificação: Modelo do currículo já
pode ser visto
Está disponível desde no site do ICSS, no http://www.icss.org.br/
, o modelo do currículo padrão a ser preenchido pelos candidatos
à certificação por experiência, dele constando
todas as informações acerca da trajetória profissional
que precisarão ser fornecidas por quem quer certificar-se. Assim,
os interessados poderão ganhar tempo, reunindo desde já os
dados que lhes serão solicitados a partir da abertura, nos próximos
dias, das inscrições.
Antes de mais nada, porém, o interessado deve buscar no site
também a relação de pré-requisitos exigidos
de quem quer certificar-se por experiência, para estar seguro de
que as atende e só então ir em frente.
Há para ver no site também o “Memorial”, a parte em que
o candidato vai descrever, em formato de texto livre, a sua trajetória
profissional, expressando as suas principais realizações
e resultados obtidos nos últimos dez anos de carreira. O interessado
deve ser claro, objetivo e sintético, de forma a auxiliar a banca
de avaliadores do ICSS a formar convicção acerca da avaliação
que fará.
Fazem parte das informações profissionais solicitadas
aos candidatos no currículo:
- Cargos e funções: Nível do cargo ou função
(conselho, diretivo, gerencial), área de atuação,
denominação e descrição suscinta do cargo/função,
denominação e localização da instituição,
período de exercício, natureza da instituição
(EFPC, patrocinadora de EFPC, empresa de capital aberto, organização
relacionada com a seguridade social, órgãos governamentais,
outros).
- Tipo de formação acadêmica: (graduação,
pós graduação, mestrado, doutorado), área (administração,
economia, direito, contabilidade, outros), ano de conclusão, nome
do curso, nome da instituição, trabalhos acadêmicos
(monografia, dissertação e tese- ano de conclusão)
e nome do curso e da instituição.
- Formação complementar: categoria (cursos livres
e de extensão universitária, denominação do
curso, instituição promotora, natureza da instituição
(sistema ABRAPP, entidades especializadas em previdência complementar,
outras), carga horária, ano de realização.
- Certificação de competências: tipo de certificação
(certificação do mercado financeiro, do IBGC e outras), denominação
da certificação, instituição certificadora
(IBGC, Anbima, Apimec e outras), ano de emissão, modalidade de obtenção
– prova ou experiência, nível de certificação
(básico, médio, avançado, único).
- Produção autoral : Categoria (produção
acadêmica, livros e similares,artigos em periódicos), tipo
e tema.
- Premiações profissionais: Categoria (premiações
na área de previdência, premiações em outras
áreas) denominações, instituição promotora
e ano. (Diário dos Fundos de Pensão)
13.07 - Caixa recupera parte de perdas com Banco Santos
A Caixa Econômica Federal recuperou parte das perdas registradas
por um fundo de renda fixa que mantinha aplicações no falido
Banco Santos. Segundo comunicado da instituição, a Caixa
obteve autorização junto à massa falida do Banco Santo
para o pagamento de 10% aos credores da carteira Seleção
Renda Fixa.
Em novembro de 2004, vários fundos de investimento tiveram perdas
porque aplicavam em carteiras do Banco Santos ou mantinham CDBs da instituição
no portfólio. O fundo de investimento em cotas Caixa Seleção
foi um deles. A carteira registrou perda de R$ 25,8 milhões - ou
10,38% da carteira - somente no dia 16 de novembro daquele ano por ter
aplicações em CDBs do Banco Santos.
O Seleção aplicava em outro fundo da Caixa, o Master
III. Era nessa carteira que estavam os CDBs. Segundo dados presentes no
site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no início
de novembro de 2004, o Seleção tinha 3.317 cotistas e patrimônio
de R$ 212,438 milhões. A carteira era voltada para um público
de renda um pouco mais elevada, com aplicação mínima
de R$ 30 mil.
Atualmente, o Seleção conta com 460 cotistas e patrimônio
de R$ 30,411 milhões, de acordo com o site da CVM. O fundo continua
com a política de aplicar os recursos no Master III. As informações
sobre a composição da carteira dão conta de que 92,2%
do portfólio estão em operações compromissadas
com Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com vencimento em
janeiro de 2012. Uma fatia de 7,7% está em títulos públicos
atrelados à Selic.
O comunicado da Caixa diz que o fundo deve reaver os valores referentes
aos 10% "possivelmente no prazo de até 30 dias." (Luciana
Monteiro - Valor Online)
12.07 - Curso abre as portas para o universo jurídico
As ameaças que cercam o contrato previdenciário celebrado
entre o participante e o seu fundo de pensão, com o reconhecimento
em alguns casos pela Justiça de benefícios não previstos
inicialmente e que, portanto, não tiveram as necessárias
contribuições como contrapartida, tornam essencial conhecer
de perto a área jurídica das entidades. Só que, claro,
esse desafio não é só dos advogados que trabalham
nela, mas dos dirigentes que já perceberam que cada vez menos se
pode errar no encaminhamento de um processo judicial. “Vamos mostrar quem
é quem nesse ambiente, quais são os atores e suas limitações”,
diz o advogado Roberto Messina, tutor do curso Jurídico I/A – Aspectos
Jurídicos Fundamentais da Previdência Complementar, que a
ABRAPP vai oferecer no próximo dia 15, em Brasília. “É
com certeza um daqueles cursos que não se pode deixar de fazer,
é a base de todo o trabalho que se vai desenvolver depois”.
Será também um curso muito objetivo e prático,
informa Messina, que confia em que dessa forma será possível
ao dirigente ter “uma aproximação exitosa do universo jurídico”.
Conheça a programação em detalhes e obtenha mais
informações acessando www.abrapp.org.br/educaprev (Diário
dos Fundos de Pensão)
12.07 - IBA: 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano de Atuária
O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) realizará, entre
os dias 12 e 13 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano
de Atuária no hotel Windsor, na Barra da Tijuca (RJ). O tema desta
edição é O Desafio do Atuário na Quebra de
Paradigmas e na Interação com outras Ciências. "Nossa
intenção é debater ideias de ampliação
das fronteiras do segmento atuarial e da consequente relação
profissional que devemos desenvolver com profissionais de outras áreas
de formação", explica Flávio Castro, diretor do IBA.
Segundo ele, o encontro é voltado para atuários, profissionais
que trabalham principalmente em Fundos de Pensão, seguradoras, consultorias
etc. "Entretanto, com o tema do congresso deste ano, visamos mudar esse
conceito e ampliar as palestras apresentadas para que tenham profissionais
de outras áreas", informa Castro.
A programação inclui palestras do superintendente da
Susep, Paulo dos Santos; Ricardo Pena, superintendente da Previc; César
Serra, representante da ANS; Reinaldo Amorim, da Price; Ricardo Frischtak,
da UFRJ, entre outras. Também haverá apresentações
internacionais de Paul Embrechts, da ETH, Alejandro Bonilla, da OIT, e
Florian Voigtlaender, da Allianz.
A lista atualizada dos palestrantes e mais informações
podem ser obtidas no site www.8cba.com.br. (Aline Bronzati
- Revista Apólice)
12.07 - Fundos: Senado aprova criação de estatal para
gerir pré-sal
Após o projeto de lei da capitalização da Petrobras,
sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 30,
o Senado encaminhou à sanção presidencial a segunda
proposta do marco regulatório da exploração do petróleo
na camada pré-sal: a que cria uma nova empresa pública para
gerir os contratos de partilha de produção. Os governistas
costumam dizer que a nova estatal vai funcionar como uma espécie
de "olho da União" na exploração do petróleo
e gás do pré-sal.
Na votação do plenário, simbólica, a oposição
votou contra. O texto da Câmara não foi alterado, mas o plenário
aprovou emenda do líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), mudando o nome da estatal para Pré-Sal Petróleo
S/A (PP-SA). O nome pelo qual a empresa foi batizada pelo governo - Petro-Sal
- já está registrado no Rio Grande do Norte.
A empresa está sendo criada para gerir os contratos de um sistema
de exploração (partilha) ainda inexistente. O projeto de
lei que cria o novo modelo - em substituição ao contrato
de concessão adotado atualmente na exploração do petróleo
- só deverá ser votado pela Câmara após as eleições.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que foi relator da matéria
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), leu parecer contrário
à criação da empresa. Para ele, isso é desnecessário,
já que as funções previstas para a PP-SA de gestão
e fiscalização da exploração do pré-sal
poderiam ser exercidas pela Petrobras ou pela Agência Nacional de
Petróleo (ANP).
"Reconhecemos que, em regime de partilha, é necessário
rigorosa fiscalização dos contratados. Afinal, na partilha,
a União é remunerada por parcela do óleo excedente,
que se constitui no volume de óleo extraído, descontada a
parte entregue ao contratado para ressarci-lo dos custos de operação.
Na ausência de fiscalização rigorosa, o contratado
tem incentivo para inflar indevidamente seus custos e, com isso, receber
maior parcela do óleo produzido", disse Tasso. Mas a ANP, segundo
ele, já fiscaliza as concessionárias.
Na votação do projeto de partilha no Senado, foram incorporados
ao texto os dispositivos que definem as regras do Fundo Social (a ser composto
com recursos do pré-sal), que estavam previstos em outro projeto.
A fusão dos textos foi feita pelo relator e líder do governo,
Romero Jucá (PMDB-RR).
O plenário, no entanto, aprovou emenda, à revelia do
governo, que define novas regras de divisão dos royalties do petróleo
retirado de campos localizados no mar. Os recursos seriam divididos de
forma mais equânime, acabando com o tratamento diferenciado de Estados
e municípios produtores. Essa repartição atinge poços
já licitados.
A votação ainda não aconteceu na Câmara,
porque, se for realizada antes das eleições, a aprovação
da emenda é considerada certa. Nesse caso, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva teria de vetá-la, segundo o líder do governo,
Cândido Vaccarezza (PT-SP). O veto traria desgaste a Lula e poderia
prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Os líderes partidários fizeram acordo para permitir a
votação do projeto. Os senadores do DEM e do PSDB votaram,
de forma simbólica, contra o projeto. (Raquel
Ulhôa - Valor Online)
08.07 - Previc: Instrução disciplina rito de consultas
à autarquia
Finalidade é dar mais transparência e celeridade ao regime
de previdência complementar
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc, aprovou terça-feira a minuta da Instrução
n° 4, disciplinando o encaminhamento de consultas, pelos fundos de
pensão, às diretorias da autarquia. Consulta, no caso específico,
é o expediente devidamente formalizado que tenha por objeto elucidar
alguma dúvida, relativa à aplicação da legislação
vigente sobre previdência complementar fechada.
Essa instrução originou-se da necessidade de definição
de um rito administrativo para o encaminhamento de consultas à Previc,
a fim de que ela possa oferecer mais celeridade e transparência ao
sistema de previdência privada.
Dessa forma, ficou deliberado que caberá ao Departamento de
Análise Técnica (Ditec) receber as consultas sobre aplicação
de estatutos das entidades fechadas de previdência complementar (EFPC),
regulamentos dos planos de benefícios e convênios de adesão,
bem como as informações cadastrais relativas às entidades,
planos de benefícios, dirigentes e pessoas jurídicas relacionadas
ao sistema.
Já as consultas sobre a constituição das reservas
técnicas, provisões e fundos, as demonstrações
atuariais, contábeis e de investimentos, e as operações
e aplicações dos recursos garantidores dos planos administrados
pelas EFPC serão encaminhadas à Diretoria de Assuntos Atuariais,
Contábeis e Econômicos (Diace).
As diretorias da Previc, alvo dessas consultas, terão prazo
de 30 dias para se manifestarem.
JULGAMENTOS – A Diretoria Colegiada começou a julgar ontem (06/07)
os 63 autos de infração constantes na pauta da Previc. Foram
julgados dois processos que terão seus resultados divulgados no
Diário Oficial da União.
Tal prerrogativa foi conferida a esse colegiado pela Lei n° 12.154/09
e pelo decreto 7.075/10, segundo os quais cabe à Diretoria Colegiada,
dentre outras funções: “Decidir sobre a conclusão
dos relatórios finais dos processos administrativos, iniciados por
lavratura de auto de infração ou instauração
de inquérito, com a finalidade de apurar responsabilidade de pessoa
física ou jurídica, e sobre a aplicação das
penalidades cabíveis.” (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
08.07 - Previc: Diretorias continuam atendendo nos antigos telefones
Diretoria Colegiada atende em celular corporativo
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, comunica que os números de telefone que, temporariamente,
podem ser usados para acessar as diretorias que já se transferiram
para a nova sede, no Setor Bancário Norte, de Brasília, são:
Diretoria Colegiada: (61) 9124-5777
Diretoria de Análise Técnica – (61) 2021-5272 ou 2021-
5098
Diretoria de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
– (61) 2021- 5289
Diretoria de Fiscalização – (61) 2021- 5289
A Diretoria de Administração, que ainda não se
mudou para o Setor Bancário Norte, continua atendendo no número
(61) 2021-5687, o mesmo acontecendo com a Procuradoria Federal, cujo telefone
é (61) 2021- 5062. Os dois órgãos se transferirão
para a nova sede na próxima semana. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
08.07 - Fundos assumem mais risco, mas não têm retorno
Fundos de pensão foram expostos a mais risco no começo
deste ano, ao alocar parte dos recursos na bolsa de valores, mas não
tiveram retorno por conta disso, apontou pesquisa realizada pela LUZ Engenharia
Financeira.
“Nós constatamos que algumas entidades assumiram maior risco,
mas a rentabilidade não acompanhou essa exposição.
Algumas chegaram a ter desempenho negativo durante o período apurado”,
afirmou o consultor financeiro da LUZ-EF, Tiago Costa.
A maior volatilidade até março deste ano prejudicou o
desempenho da bolsa, na comparação com 2009. Por outro lado,
investimentos de renda fixa atrelados a índices de inflação
foram destaque, segundo o levantamento.
Em 2009
No ano passado, nenhum fundo de previdência complementar fechada
ficou abaixo do CDI (Certificado de Depósito Interbancário),
que variou 9,90%, sendo que, neste período, a maior exposição
ao risco representou mais ganhos.
Apesar das alocações terem sido predominantemente em
renda fixa, o diferencial na rentabilidade acumulada ficou por conta das
alocações em renda variável. A rentabilidade acumulada
pelos fundos de pensão foi, na média, de 18,06% no ano passado.
A exposição às ações ficou em 17,36%,
mas ela estava mais agressiva. Em 2008, os fundos de pensão estavam
mais alocados em papéis conservadores, como os dos setores de energia
e telecomunicações, sendo que, após a melhoria do
cenário econômico, focaram em segmentos como construção
e varejo, mais ligados ao crescimento.
“Nós constatamos que os fundos de investimento não indexados,
sobretudo aqueles geridos por assets independentes, tiveram maior facilidade
para promover a mobilidade dos papéis”, disse. (Flávia
Furlan Nunes - InfoMoney)
07.07 - Funcef: Novo presidente
Assume, por indicação da Patrocinadora, o empregado da
CAIXA Carlos Alberto Caser no período de 5/7/2010 a 10/10/2010
A FUNCEF tem a partir de ontem um novo diretor-presidente. Assume,
por indicação da Patrocinadora, o empregado da CAIXA Carlos
Alberto Caser no período de 5/7/2010 a 10/10/2010.
Caser substitui o então presidente Guilherme Lacerda que está
de licença não remunerada para concorrer a mandato eletivo.
O afastamento e a indicação foram aprovados pelo Conselho
Deliberativo da FUNCEF em reunião do dia 1/7, em consonância
com as regras estatutárias vigentes.
Carlos Alberto Caser foi diretor de Controladoria da FUNCEF entre 1/10/2002
e 14/8/2007 e diretor de Benefícios de 15/8/2007 a 30/5/2010.
(Funcef/AssPreviSite)
07.07 - Previ: Perfis de investimento
Modelo de perfis de investimento é referência para outras
entidades
“O preço da liberdade de escolha” é o título de
matéria sobre perfis de investimento da edição de
junho da revista Investidor Institucional, direcionada para as áreas
de previdência privada e de finanças profissionais. A publicação
afirma que a implementação de perfis de investimento é
uma tendência que "ganhou uma chancela quando o maior fundo de pensão
do País passou a fazer uso do instrumento em julho do ano passado:
foi naquela época que a PREVI começou a oferecer aos participantes
do PREVI Futuro a possibilidade de opção entre três
perfis - agressivo, moderado e conservador". Há também o
perfil PREVI, que adota os limites definidos anualmente na Política
de Investimentos.
Cada perfil representa diferente percentual de suas reservas que o
participante quer ver investido em renda variável. São quatro
opções: o perfil PREVI concentra todos que não optaram
ainda por outras modalidades (investe de 30% a 40% em ações),
Conservador (0% a 10%), Moderado (20% a 30%) e Agressivo (40% a 50%). A
escolha por um perfil é facultativa.
Na matéria da revista, o diretor-superintendente da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena, afirma
que "as questões relativas ao perfis de investimento têm de
estar bem definidas nos regulamentos dos planos.” Ele ressalta a importância
de o participante ser bem informado sobre essa opção e menciona
que "caso ele não se sinta apto a optar por um perfil, pode existir
um perfil padrão, que normalmente é o da própria entidade".
Em seguida, Ricardo Pena acrescenta "Isso já acontece na PREVI e
na Forluz, que têm um bom modelo".
Para manter o participante informado sobre os perfis, a PREVI tem publicado
diversas matérias em seus veículos de comunicação.
É importante que antes de se decidir, o associado leve em consideração
sua idade, seu tempo de contribuição, seu tempo restante
para a aposentadoria e seu “apetite pelo risco”. Para alterar o perfil,
é preciso enviar previamente o Termo de Autorização,
disponível no Autoatendimento do site. Mesmo após o envio
do Termo, o associado não está obrigado a optar por um perfil,
apenas está habilitado a fazer isso a qualquer tempo.
(Previ/AssPreviSite)
07.07 - Simulações para planos de previdência: Cuidado
As mudanças na previdência não se limitam à
questão do futuro do INSS e da capacidade de pagamento de pensões.
A principal mudança que se verifica é a alteração
nos planos de previdência complementar da situação
de benefício definido para contribuição definida.
Essa última definição, um eufemismo para "o problema
é seu".
Os bons tempos do benefício definido nos deixavam como dúvida
apenas o risco de crédito da empresa de previdência contratada.
A contribuição definida (que utiliza o termo definida para
denominar a sua escolha no momento de cada um dos depósitos), por
sua vez, agrega à primeira dúvida a indefinição
de quanto será a sua pensão no momento da aposentadoria.
Um dos maiores problemas que surgem é a questão das simulações.
Relatórios de organismos internacionais apontam o dano que simulações
enganosas podem causar na formação de poupança dos
futuros aposentados.
Os vendedores dos planos utilizam-se da velha máxima de que
o "papel aceita tudo", aliás, de que um simulador de previdência
aceita tudo. E o exemplo é simples. Vamos para um caso em que você
utilize uma taxa de remuneração de 8% para depósitos
de R$ 100,00 para um período de 30 anos, o valor acumulado bruto
será de R$ 140.855,06. Se a taxa utilizada for de 4%, esse valor
cairá para R$ 68.527,06.
Na hora de vender o plano, é melhor mostrar o número
grande, uma vez que você irá se sentir tentado a fechar o
contrato para adquirir o plano. E quando chegar a hora de se aposentar?
Como fica?
A maioria das pessoas não tem a visão de que simulação
não é compromisso. Se o valor dos juros utilizados na simulação
for incorreto, o que vai acontecer é o seguinte: tanto você
poupará menos do que o necessário para o seu objetivo, quanto
terá que arrumar um dinheiro extra na hora de parar de trabalhar.
Desconhecer o assunto, portanto, faz surgirem três pontos básicos.
O primeiro diz respeito a uma suposta conclusão óbvia: por
que o futuro aposentado previdente não escolhe a taxa mais alta?
Pelo simples fato de que é o mercado quem irá ditar as taxas
máximas de juros a serem pagas. E o investidor, individualmente,
somente poderá abrir mão delas. Para suplantá-las,
são necessárias estratégias muitas vezes inacessíveis
ao cidadão comum.
O segundo ponto refere-se aos juros reais (acima da variação
da inflação). Quando você olha para os números
pensa que são adequados, mas, passados 30 anos, provavelmente terão
pouco valor. Para que tais montantes possam ser avaliados do ponto de vista
do poder de compra na data de hoje, os juros utilizados têm que ser
reais e não as nominais.
É muito comum o investidor desavisado equivocar-se e comparar
os 8% com o valor da taxa básica, a Selic (hoje na casa dos 10,25%
ao ano), e imaginar que se trata de uma estimativa conservadora para os
juros, quando, na verdade, ela é extremamente ousada.
Atualmente, no país, a taxa de juros real da economia gira em
torno de 4,5% ao ano. Assim, utilizar o valor de 4% para a taxa de juros
é algo mais apropriado. Com essa taxa, aquele montante produzirá
resgates de R$ 412,68 durante 20 anos, ou R$ 324,34 durante trinta anos
ou, ainda, R$ 283,36 durante 40 anos.
Ainda com relação aos juros reais, para que os R$ 68.527,06
possam representar o real potencial de compra do dinheiro, é necessário
que o poupador faça depósitos de R$ 100,00 ajustados mensalmente
pela inflação.
Finalmente, o último é a questão dos custos dos
planos de previdência. Se você errar nesse aspecto, o que já
era pouco ficará ainda menor, porque os 4% de juros reais podem
transformar-se em 1% (ou até ficar negativos, isto é, juros
abaixo da inflação), o que reduziria sua poupança
para pouco menos de R$ 42.000,00, diminuindo seu benefício em, pelo
menos, 53%!
Seja realista com as taxas nas simulações de planos e
evite procurar a consultoria de quem vende os produtos de previdência
na sugestão dessas taxas. Ainda que os fundos apresentados para
você exibam números robustos, seja previdente e lembre-se
da máxima dos investimentos: rentabilidade passada não é
garantia de retornos futuros. (Humberto Veiga - Valor Online)
06.07 - Previc: Comissão Nacional de Atuária
Comissão discute métodos de financiamento em seu terceiro
encontro no MPS
Coordenadora da Previc fala de preocupação do órgão
com a solvência do plano após operações de fusão,
cisão e incorporação
Presidida pelo Diretor de Análise Técnica (Ditec) da
Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc,
Carlos de Paula, a Comissão Nacional de Atuária reuniu-se
na quinta feira (1/7) para tratar dos diversos métodos de financiamento
utilizados em planos de benefícios. “Esse tema fecha nosso primeiro
ciclo de discussões, que contou com outros dois tópicos relevantes
para o setor: tábua de mortalidade e taxa de juros”, explicou Carlos
de Paula. Esse foi o terceiro debate feito pelos integrantes do CNA, neste
primeiro semestre, no Ministério da Previdência Social. Uma
coletânea contendo as principais questões levantadas sobre
o tema deverá ser editada ainda este ano.
A definição ou modificação do método
quando há a mudança do plano de Benefício Definido
(BD) para Contribuição Definida (CD), foi um tópico
comum em todas as apresentações, bem como a adequação
dos métodos quando há fusão, cisão ou incorporação
das empresas que patrocinam os planos. “Há uma forte preocupação
e discussões sobre esses temas na Previc. No caso de fusão,
cisão ou incorporação temos a preocupação
de analisar muito bem o caso, atentando para a solvência do plano
após o evento societário, e de como ficarão as premissas
para esse novo grupo, sem causar prejuízo aos participantes e assistidos”,
segundo análise feita pela coordenadora da Previc, Elaine
de Oliveira Castro.
PALESTRAS - Na primeira apresentação, o consultor da
Mercer, José Roberto Carreta, explicou a importância da avaliação
atuarial para manter o equilíbrio do plano de pensão. “Com
essa análise é possível determinar a saúde
financeira do plano e fazer correções, se necessário”,
acrescentou Carreta. Ele lembrou ainda que o custo de um plano de pensão
é medido pelo valor dos pagamentos de benefícios e, teoricamente,
só seria possível medir esse custo quando o último
participante ou assistido recebesse o benefício previdenciário.
Como isso não é possível, é preciso antecipar
esses valores e é esse o papel do atuário: “Estimar o custo
do plano”, observou o consultor. Carreta falou, ainda, sobre regimes financeiros
e métodos de capitalização. Como o método de
financiamento é a ferramenta que permite definir a técnica
que será utilizada para a distribuição das contribuições
ao longo do tempo, ele defendeu a possibilidade da alteração
desse método no decorrer da gestão do plano: “O plano de
pensão é um organismo vivo e, por isso, a avaliação
atuarial é fundamental”, disse.
O consultor Edson Duarte Jardim, representante da consultoria Triaxes,
reforçou a tese segundo a qual “o equilíbrio atuarial sempre
deve ser respeitado, independente do método adotado.” Em sua apresentação,
ele explicou o conceito de ‘homem prudente’ e como esse conceito ajuda
na elaboração do método com base em um melhor gerenciamento
de riscos. “Essa é uma das bases do projeto de supervisão
baseada em riscos que está começando a ser implantado no
Brasil. Independente da legislação, devemos começar
a analisar, quando formos definir um método, como será a
acumulação de benefício, qual é o melhor método
para um plano em extinção, e se tem concentração
de risco, por exemplo”, observou.
Seguindo essa mesma linha, o Instituto Brasileiro de Atuária
(IBA) apresentou um trabalho realizado por sua Comissão de Normas
Técnicas, reforçando a importância da definição
dos métodos e da capitalização. “A capitalização
para os fundos de pensão é extremamente importante, porque
é onde se tem a garantia de formação de recursos para
o pagamento dos benefícios”, finalizou Aline Paz, do IBA.
(Inaiá Sant’Ana - Previc/AssPreviSite)
06.07 - Abertas: Ativos estão próximos da marca de R$
200 bi
A carteira de investimento do mercado de previdência complementar
aberta está próxima de alcançar a marca de R$ 200
bilhões. Segundo os últimos dados divulgados pela Federação
Nacional de Vida e Previdência (Fenaprevi), ao final de abril os
ativos acumulados chegaram a R$ 194 bilhões, registrando alta de
24,7% na comparação com igual período de 2009. Em
reservas técnicas, os recursos atingiram R$ 186,7 bilhões,
crescimento de 23,4%.
Com o plano de vida gerador de benefício livre (VGBL), as seguradoras
acumularam recursos de R$ 103,8 bilhões, 53,5% do total da carteira.
Já o patrimônio do plano gerador de benefício livre
(PGBL) alcançou R$ 50,4 bilhões (26%) e o dos planos tradicionais,
R$ 39,2 bilhões (20,2%).
Os números da Fenaprevi apontam o mercado de previdência
aberta com captação de R$ 13,7 bilhões no acumulado
de janeiro a abril, alta de 29,6% sobre os quatro primeiros meses do ano
passado. Os planos individuais acumularam R$ 11,4 bilhões, expansão
de 35,7%, enquanto a receita de R$ 1,8 bilhão dos planos empresariais
cresceu 31,7%. Já o faturamento dos planos para menores ficou em
R$ 444,4 milhões.
No período, o VGBL captou R$ 10,8 bilhões, evolução
de 37,5%, e o PGBL, R$ 1,7 bilhão, alta de 13,20%. Os planos tradicionais,
por sua vez, com R$ 1,140 bilhão, recuaram 2%.
RANKING. Segundo ainda a Fenaprevi, no mês de abril, três
empresas responderam por 68% da receita total captada no mercado, que foi
da ordem de R$ 3,6 bilhões, expansão de 34,6% sobre abril
de 2009. A Bradesco Vida e Previdência manteve a liderança
do setor, com market share de 29,7%, seguida pela Brasilprev (19,7%) e
Itaú Vida e Previdência (18,5%).
Em termos de receita, o destaque do mês coube aos planos empresariais,
que dobraram de tamanho, com crescimento de 116%. A receita foi a R$ 430,1
milhões. Já as contribuições provenientes dos
planos individuais alcançaram R$ 3,1 bilhões, avanço
de 33,6%.
Segundo a Fenaprevi, há 11,4 milhões de contratos de
planos previdenciários no País.
Atualmente, cerca de 102 mil pessoas são beneficiadas pelas
coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria. (Segs)
06.07 - Fundação Cesp e Previc discutem gestão
de risco
A Fundação Cesp, um dos maiores fundos de pensão
do País, recebeu na semana passada representantes da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc) - entre os quais o
diretor superintendente, Ricardo Pena - para uma série de reuniões
em que foi abordada a política de gestão de riscos do fundo
de pensão. Os encontros, do qual participaram o diretor presidente
da Fundação, Martin Glogowsky, e sua equipe de Gestão
de Riscos, foram realizados na sede da Fundação, em São
Paulo.
Iniciada em 2005, a política de gestão de riscos da Fundação
é parte de um projeto pioneiro no setor. Estabelecido para medir,
monitorar e gerenciar os diversos riscos aos quais o fundo de pensão
está sujeito, o projeto identifica, além de riscos habituais
como os operacionais e os de investimentos, outros mais específicos,
entre os quais os atuariais, os legais, os estratégicos e os riscos
de imagem.
O encontro apresentou aos visitantes a metodologia e os resultados
já obtidos pela entidade, que também foram mostrados, em
janeiro deste ano, a uma equipe de consultores do Banco Mundial - instituição
internacional que atua como consultora de Supervisão Baseada em
Riscos (SBR) para a Previc e desenvolve projetos de igual natureza em países
como Holanda, Dinamarca, Austrália e México. "As reuniões
foram de uma intensa troca de informações entre a Fundação
e a Previc. Demonstramos boa parte daquilo que aprendemos nesses cinco
anos, desde que adotamos a gestão de riscos", afirma Glogowsky,
que também reitera que o maior benefício dessa política
não é propriamente o de estabelecer regras e processos. "É
o de construir e consolidar uma cultura de gestão global de riscos,
capaz de olhar para dentro e para fora de nossos muros e reunir subsídios
para orientar nossas decisões." (PanoramaBrasil/DCI)
05.07 - Certificação: Tudo pronto
A certificação de dirigentes e profissionais de fundos
de pensão, um passo para atender a uma norma ao mesmo tempo que
um salto enorme na qualificação pessoal de cada um, vai começar
daqui a alguns dias: as inscrições para quem busca certificar-se
por experiência serão abertas na primeira quinzena de julho.
Desenvolvido e coordenado pelo ICSS, o processo tem em seu apoio ainda
a expertise do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC),
como fruto de mais de um ano de um trabalho cuidadoso para garantir um
modelo que seja o melhor e o mais confiável.
A outra modalidade de obtenção da certificação,
aquela obtida por prova, estará disponível na segunda metade
deste ano. Nesse formato, a parceria do ICSS é com a Fundação
Getúlio Vargas – FGV.
É claramente um momento especial que vivemos e, para marcá-lo
o ICSS investe em um esforço de divulgação para fazer
chegar as informações, que estão disponíveis
em seu site, no endereço www.icss.org.br , que conta inclusive com
uma área de notícias, e o lançamento de uma newsletter
que já começou a ser enviada. E na linha das novas mídias,
veja a entrevista em que que o titular da PREVIC (Superintendência
Nacional da Previdência Complementar), Ricardo Pena, salienta os
muitos significados do processo de certificação para
o nosso sistema de fundos de pensão: (http://www.youtube.com/watch?v=ZuOMzh2iCik)
Esse esforço de disseminação da informação
começou antes, uma vez que o ICSS já promoveu perto de uma
dezena de apresentações através do País. Nessas
exposições foi explicado que o candidato deve apresentar
um currículo padronizado (saiba mais no www.icss.org.br) , cujo
conteúdo será analisado pela Banca de Avaliação
do Instituto. Serão observados os registros sobre sua formação
acadêmica, experiência profissional (cargos e funções
exercidas), produção autoral (livros, teses, dissertações,
monografias, artigos etc.), prêmios pela atuação profissional
e outras certificações correlatas. As informações
devem ser comprovadas por meio de documentos e registros formais, como,
por exemplo, diplomas, declarações de empregadores
e carteira de trabalho. (Diário dos Fundos de Pensão)
05.07 - 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano de Atuária
O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) realizará, entre
os dias 12 e 13 de agosto, o 8º Congresso Brasileiro & Pan-Americano
de Atuária no hotel Windsor, na Barra da Tijuca (RJ). O tema desta
edição é O Desafio do Atuário na Quebra de
Paradigmas e na Interação com outras Ciências. "Nossa
intenção é debater ideias de ampliação
das fronteiras do segmento atuarial e da consequente relação
profissional que devemos desenvolver com profissionais de outras áreas
de formação", explica Flávio Castro, diretor do IBA.
Segundo ele, o encontro é voltado para atuários, profissionais
que trabalham principalmente em Fundos de Pensão, seguradoras, consultorias
etc. "Entretanto, com o tema do congresso deste ano, visamos mudar esse
conceito e ampliar as palestras apresentadas para que tenham profissionais
de outras áreas", informa Castro.
A programação inclui palestras do superintendente da
Susep, Paulo dos Santos; Ricardo Pena, superintendente da Previc; César
Serra, representante da ANS; Reinaldo Amorim, da Price; Ricardo Frischtak,
da UFRJ, entre outras. Também haverá apresentações
internacionais de Paul Embrechts, da ETH, Alejandro Bonilla, da OIT, e
Florian Voigtlaender, da Allianz.
A lista atualizada dos palestrantes e mais informações
podem ser obtidas no site www.8cba.com.br. (Aline Bronzati
- Revista Apólice)
05.07 - Sindapp: AGE nesta segunda
O SINDAPP realiza Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda-feira,
dia 5 de julho, para exame e deliberação acerca da propositura
de medida judicial relativamente à questão do ressarcimento
das patrocinadores do setor público por despesas com dirigentes.
A AGE foi convocada para as 9h 00, em primeira convocação,
com a presença de 2/3 das associadas e as 09h30, em segunda chamada,
com qualquer número, na sede da ABRAPP/SINDAPP, localizada na Av.
das Nações Unidas, 12.551 – 20º andar, São Paulo
– SP (Diário dos Fundos de Pensão)
02.07 - Lei obriga gestores a obter certificação
Os gestores de fundo de pensão serão obrigados a terem
a titulação de "administrador estatutário tecnicamente
qualificado" até dezembro deste ano. Outro fator para maior controle
deste tipo de fundo é que as entidades fechadas de previdência
complementar passaram a ser supervisionadas pela Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc) .
Ricardo Pena, diretor Superintendente da Previc, justifica a exigência
da titulação argumentando que no final de 2009 o patrimônio
das 370 entidades fechadas de previdência complementar do país
subiu 14,1%, para R$ 501,68 bilhões no ano passado, ante R$ 439,64
bilhões em 2008. "Existem aberrações de pessoas que
fazem a gestão destes fundos e não tem o conhecimento suficiente
para tal cargo e responsabilidade."
O diretor destaca que a tendência é de que aumente o número
de fundos, principalmente por causa de obras de infraestrutura e obras
da Copa e das Olimpíadas. "O fundo é reflexo da empresa,
e, se acontecer fusão ou aquisição, repercute na gestão.
Nos últimos anos isto já vem acontecendo."
Pena ressalta que o Brasil é o oitavo mercado em previdência
do mundo e que as leis brasileiras para o setor são muito boas e
garantem regulação suficiente. "O que precisamos são
de instrumentos de autoregulação. É um processo demorado.
A certificação é a primeira iniciativa."
Na visão de Iran Siqueira, economista e diretor presidente da
Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais
e Financeiras (Fipecafi), existe a necessidade da profissionalização
do setor. "A média de crescimento esperada é de 13% ao ano,
sem contar os futuros ricos, pessoas que já fazem previdência
para os filhos. A contribuição varia de R$ 100 a R$ 1.000,00.
Daqui 18 anos, o dinheiro garante os estudos e entre outros fatores. As
pessoas querem mais comodidade."
Segundo ele, ainda é cedo para prever o impacto que a nova geração
terá na previdência. "Além disso, existem empresas
fazendo fusões e com isto, há o fortalecimento quando se
juntam os dois fundos."
Siqueira analisa que o problema com a previdência pública
do Brasil sofreu o impacto de que o brasileiro vive mais. "As taxas de
mortalidade caiu e as pessoas se aposentam. Isso gera uma carga muito alta
de recursos para o Estado pagar aposentarias e gestões."
(Fernando Teixeira - DCI)
02.07 - Liquidação de fundos requer regras claras e objetivas
A falta de uma regulamentação que determine o momento
exato de liquidação de um plano de previdência complementar
e/ou de um fundo de pensão no Brasil está prestes a fazer
mais uma vítima.
A última foi o plano da VARIG junto ao AERUS, que obrigou comandantes
de vôos internacionais, já aposentados, a voltarem a trabalhar.
Agora é a vez do fundo de pensão da CEDAE– Companhia Estadual
de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, cujo nome é PRECE –
Previdência Complementar.
De acordo com notícia publicada há alguns dias pelo jornal
O Globo, o fundo de pensão PRECE está tecnicamente quebrado
e corre o risco de fechar em quatro anos. Isso significa que os 12 mil
participantes do fundo sofrerão perdas. Hoje faltam R$ 731 milhões
no fundo para arcar com seus compromissos.
Diferentemente do que ocorre nos EUA e na Inglaterra, não há
no Brasil nenhuma garantia governamental que cubra as perdas dos participantes
em caso de quebra de um fundo de pensão ou de um plano de previdência
complementar.
Por isso mesmo a legislação brasileira deveria ser muito
mais rígida, antecipando a liquidação de um plano
de previdência complementar e/ou de um fundo de pensão sabidamente
insolvente e estancando os prejuízos dos participantes.
Nos EUA, o governo garante rendas mensais de até US$ 4.500 para
participantes de fundos de pensão liquidados. Essa garantia é
paga por um órgão oficial chamado de PBGC – Pension Benefit
Guaranty Corporation. Cerca de 744 mil benefícios são pagos
mensalmente hoje para participantes de 4 mil planos já liquidados
pelo PBGC.
O PBGC funciona como uma seguradora oficial e os prêmios que
recolhe são pagos pelas empresas que patrocinam os fundos de pensão.
Esses prêmios são definidos pelo congresso americano. Para
2010 os prêmios são de US$ 35 por participante para planos
com apenas uma patrocinadora e de US$ 9 por participante para planos com
mais de uma patrocinadora.
Nós não temos nada parecido aqui no Brasil. Mas isso
não impede que o governo brasileiro, que já monitora os fundos
de pensão, adote ações para prevenir as perdas antes
que elas ocorram.
Não dá para ficar simplesmente recolhendo os pedaços
depois que um fundo de pensão quebrou e os recursos são insuficientes
para pagar os benefícios. Porque não criar um programa de
“Alerta Antecipado” e adotar medidas restritivas para os planos de previdência
complementar e/ou fundos de pensão problemáticos? Porque
não definir parâmetros claros para liquidação
de um plano de previdência complementar e/ou de um fundo de pensão
no Brasil?
As estatísticas do PBGC mostram que os planos liquidados estavam
com um nível médio de cobertura das reservas em torno de
69%. O nível de cobertura das reservas de um plano de previdência
complementar nada mais é do que a proporção entre
seu patrimônio e seus compromissos. Um nível de cobertura
de 69% indica que o patrimônio existente cobre apenas 69% dos compromissos.
Um programa de “Alerta Antecipado” poderia, por exemplo, impedir que
um plano de previdência complementar com nível de cobertura
das reservas inferior a 80%, alterasse o regulamento para melhorar benefícios.
Poderia impedir esse mesmo plano de pagar benefícios na forma de
“pagamento único”, para preservar o patrimônio.
Da mesma forma, deveriam ser claros e bem definidos os parâmetros
para determinar o momento de liquidação de um plano de previdência
complementar e/ou de um fundo de pensão. Não há notícia
de liquidação, no Brasil, de um plano de previdência
complementar e/ou fundo de pensão insolvente.
Por exemplo, planos com nível de coberura das reservas inferior
a 70% por mais de dois anos consecutivos, deveriam ser sumariamente liquidados
antes que o buraco aumentasse e os participantes fossem ainda mais prejudicados.
Não dá mais para esperar. Essa questão precisa
ser enfrentada de forma direta e corajosa antes que o risco sistêmico
contamine o sistema de fundos de pensão brasileiro. (Eder
C. da Costa e Silva -Segs)
02.07 - Negada liminar contra a Resolução 26
A Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
tendo como relator o Desembargador Federal Carlos Moreira Alves, negou
seguimento ao agravo de instrumento impetrado pelo Sindicato dos Bancários
de Brasília contra a decisão da 1ª instância negando
a liminar que tentava impedir a reversão de valores, prevista na
Resolução CGPC 26, para as patrocinadoras de planos, em caso
de superávit.
Com isso, caiu a liminar que obstava a PREVIC de qualquer ato que envolvesse
a reversão de valores para empresas patrocinadoras de planos
por conta de superávits. (Diário dos Fundos de Pensão)
01.07 - Previc: Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
Diretor-superintendente classifica medida como “revolucionária,
moderna e menos coercitiva”
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar aprovou ontem (29/6) a Instrução n° 3, que
dispõe sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento
utilizado na administração pública brasileira, com
a finalidade de promover a adequação de condutas tidas como
irregulares com a legislação e com o interesse público.
O TAC encontra respaldo legal na LC n° 109/2001 e no Decreto n°
7.075/2010 (que cria a Previc), e pela primeira vez será utilizada
pelo órgão supervisor da previdência complementar.
Para o diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, “a implementação
do TAC é uma verdadeira revolução. Isso porque, internamente,
significará uma mudança de padrão junto aos auditores,
e , externamente, além de moderno e menos coercitivo, será
um instrumento de atuação do Estado para conferir maior segurança
jurídica às operações das entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC)”. Lembrando ainda que o TAC está
comprometido com a Supervisão Baseada em Risco, Pena disse que a
Previc pretende dar ampla divulgação à nova instrução,
junto aos escritórios regionais, entidades e associações.
O TAC pode ser proposto por qualquer dos interessados – pessoa física
e jurídica, sejam eles diretores, conselheiros, patrocinadores,
EFPC e instituidores - antes da lavratura do auto de infração
por parte do órgão supervisor. A celebração
desse acordo, no entanto, não impede a lavratura de auto de infração
por prática de condutas não abrangidas no referido termo.
COMUNICAÇÃO - Ainda segundo a instrução
n° 3 – a ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial
da União - o termo de ajustamento somente poderá ser
celebrado quando não houver prejuízo financeiro ao fundo
de pensão ou a plano de benefícios por ele administrado,
a menos que a proposta abranja o ressarcimento integral desse prejuízo.
A EFPC, signatária do referido acordo, deverá divulgar em
sua página eletrônica a celebração do TAC a
todos os participantes e assistidos alcançados pelo ajustamento
de conduta.
Outra ressalva para a aplicação do TAC refere-se às
ocasiões em que for possível corrigir a irregularidade,
mediante a adequação de determinadas práticas, aos
ditames legais e da regulação em vigor. E, finalmente, o
acordo só poderá ser viabilizado se não tiver havido,
nos últimos cinco anos, a celebração de outro TAC
relativo à mesma infração, nem o descumprimento de
outro termo firmado anteriormente.
A instrução aprovada na terça-feira, dia 29/6,
pela Diretoria Colegiada, enumera ainda doze itens obrigatórios
no termo de conduta, dentre os quais “a aceitação pela Previc,
representada pelo diretor-superintendente e pelo procurador-chefe” da autarquia,
e “as obrigações de fazer ou não fazer a serem assumidas”
pelos dirigentes, inclusive ações de educação
previdenciária. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
01.07 - Previc: Novos telefones
Diretoria Colegiada da Previc já está com telefone
Novas mudanças ocorrerão na próxima semana
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar
– Previc, comunica que os números de telefone que, temporariamente,
podem ser usados para acessar as diretorias que já se transferiram
para a nova sede, no Setor Bancário Norte, de Brasília, são:
Diretoria Colegiada: (61) 9124-5777
Diretoria de Análise Técnica – (61) 2021-5272
Dentro do cronograma de mudança das demais diretorias da Previc,
está prevista, para a próxima semana, a mudança da
Diretoria de Assuntos Atuariais (Diace) e da Diretoria de Fiscalização
(Difis). (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
01.07 - Rentabilidade dos fundos na Bolsa
Investimentos na Bolsa não garantiram rentabilidade dos fundos
de previdência complementar fechada
Levantamento conduzido pela LUZ Engenharia Financeira analisou o desempenho
de 30 entidades de previdência complementar entre os meses de janeiro
a março de 2010. A conclusão é de que a maior volatilidade
no período prejudicou o desempenho da Bolsa, na comparação
com 2009, deixando o IBX abaixo do CDI. Por outro lado, os investimentos
em renda fixa indexados aos índices de inflação foram
destaque.
“Nós constatamos que algumas entidades assumiram maior risco,
mas a rentabilidade não acompanhou essa exposição.
Algumas chegaram a ter desempenho negativo durante o período apurado”,
analisa o consultor financeiro da LUZ-EF, Tiago Costa. De acordo com ele,
a expectativa nos próximos meses é de continuidade da volatilidade,
mas a Bolsa deve superar o CDI até o final do ano.
O estudo ainda comparou o desempenho das fundações no
decorrer de 2009, quando o CDI ficou em 9,90% e nenhuma entidade ficou
abaixo desse indicador. Na análise entre o patrimônio e a
rentabilidade acumulada, nota-se que o IBX ficou em 72,84%. Apesar das
alocações terem sido predominantes em renda fixa, o diferencial
na rentabilidade acumulada foram as alocações em renda variável.
A rentabilidade acumulada pelos fundos de pensão foi na média
de 18,06%, no período.
Ao comparar a rentabilidade e a relação com o risco,
diferente do cenário de 2010, a alocação em renda
variável (RV) garantiu a rentabilidade em 2009, graças à
valorização das ações e alocação
média de 17,36%. Entidades que não arriscaram na RV tiveram
menor retorno, em especial aquelas que possuem quase a totalidade da carteira
indexada à SELIC e ficaram em torno do CDI.
Costa acrescenta que foi observada uma migração de papéis,
entre 2008 e 2009. Algumas fundações investiram no final
de 2008 em papéis de setores mais conservadores, como energia e
telecomunicações, e após a melhoria do cenário
econômico, focaram em segmentos como construção e varejo,
mais ligados a crescimento. “Nós constatamos que os fundos de investimentos
não indexados, sobretudo aqueles geridos por assets independentes,
tiveram maior facilidade para promover a mobilidade dos papéis”,
afirma.
Na comparação entre a rentabilidade e o risco da renda
fixa (RF), Costa destaca a contribuição dos papéis
indexados à inflação, mais especificamente o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Em RF, o melhor
resultado foi apostar nas NTNBs. Na análise, observamos que em 2009
o risco em Bolsa valeu a pena. Porém, alocar 50% em IPCA bateu o
CDI e representou menos risco do que 20% em Bolsa”, aponta o consultor.
Os empréstimos e os imóveis destacaram-se como outros
pilares da rentabilidade, batendo o CDI. O primeiro, empréstimos,
registrou rentabilidade mínima de 10% e o pico em torno de 25%.
Em imóveis, a maioria das fundações registrou desempenho
positivo. (Executivos Financeiros)