30.04 - Previc: Visita a órgãos de
supervisão do Reino Unido e da Holanda
Objetivo foi conhecer o processo de implantação da SBR
nos países visitados
Uma equipe de técnicos da Previc, chefiada pelo diretor de Fiscalização,
Manoel Lucena, visitou, no período de 12 a 20 de abril, os órgãos
de supervisão dos fundos de pensão do Reino Unido e da Holanda.
As visitas foram feitas no âmbito do projeto que a Previc, em parceria
com o Banco Mundial, está desenvolvendo para o aprimoramento da
Supervisão Baseada em Risco.
No Reino Unido, os técnicos brasileiros participaram, em conjunto
com supervisores da Sérvia e da Eslováquia, de seminário
organizado pelo órgão de supervisão dos fundos de
pensão The Pension Regulator – TPR. No seminário foram abordados
temas como a estrutura do órgão, as perspectivas do sistema
de previdência, as pesquisas e análises realizadas, o gerenciamento
de riscos e os controles internos. O processo de adoção da
metodologia da SBR pela supervisão foi abordado em todas as palestras.
A preocupação com a educação e as iniciativas
para divulgação de boas práticas de gestão
também estiveram presentes nas discussões.
TIPOS DE RISCOS - Em Londres, foi realizada uma visita ao Financial
Services Authority – FSA, entidade independente não governamental,
única responsável pela supervisão de 29.000 empresas
de diferentes portes que atuam no mercado financeiro. Os especialistas
do FSA apresentaram as ferramentas usadas na fiscalização,
bem como a forma de acompanhamento dos fundos, considerando os vetores
impacto e probabilidade na matriz de risco..
Por último, a equipe da Previc esteve, durante dois dias, no
Banco Central Holandês (De Nederlandsche Bank - BNB). Em Amsterdã,
os brasileiros tiveram informações sobre o sistema de previdência
complementar holandês, e suas perspectivas. Numa das palestras mais
interessantes conheceram a metodologia de supervisão adotada pelo
DNB, que agrupa os riscos em 10 tipos: de taxa de juros, de mercado, de
crédito, atuarial, de negócio, operacional, de terceirização,
de tecnologia, integridade (risco moral) e legal. As apresentações
incluíram ainda os processos de normatização e investigação.
Os técnicos brasileiros se fizeram acompanhar pelo consultor
do Banco Mundial, o atuário inglês Jonh Ashcroft, especialista
mundial em previdência privada e ex-presidente do órgão
regulador do Reino Unido. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
30.04 - Fundos de pensão terão taxa de fiscalização
Os fundos de pensão vão pagar pela primeira vez, no próximo
dia 10, a taxa criada pelo governo federal para bancar a fiscalização
e o controle do setor.
A Previc (superintendência recém-instituída para
monitorar as entidades de previdência complementar) calcula que esse
primeiro recolhimento atinja a cifra de R$ 12 milhões.
"De início, os participantes dos fundos de pensão podem
entender que se trata de um novo custo. Mas essa cobrança vai garantir
ao sistema mais segurança. O Estado vai exercer poder de polícia",
disse o diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena.
A Tafic (Taxa de Fiscalização e Controle), que será
quadrimestral, vai ter 18 faixas, conforme o patrimônio dos planos
de benefício. A primeira é de R$ 15 e vale para planos com
ativos correspondentes a até R$ 5 milhões. A última
faixa chega a R$ 2,2 milhões, sendo aplicada aos planos de benefícios
com patrimônio superior a R$ 60 bilhões. Apenas a Previ, fundo
dos funcionários do Banco do Brasil, tem plano enquadrado nessa
última faixa.
"Antes, os recursos [para fiscalização] vinham do Orçamento
Geral da União. Eram despesas pagas por todos, onerando todos os
brasileiros. Agora, recairá só sobre o setor."
A Tafic permitirá a melhoria das ferramentas de supervisão
e o aperfeiçoamento do controle, segundo Pena.
Até o final do ano, a Previc publicará uma lista das
despesas dos 370 fundos de pensão para que os participantes possam
comparar custos, como taxa de administração e taxa de carregamento.
(Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
30.04 - Os planos de previdência e a nova tábua de mortalidade
A expectativa de vida de um participante é um fator de risco
para os mercados de seguro de vida, de previdência e de resseguros.
Esse risco no Brasil é comumente medido por tábuas de mortalidade
elaboradas nos EUA, com base na experiência deles. A Superintendência
de Seguros Privados (Susep) deseja estabelecer um novo padrão de
mensuração, com a divulgação da primeira tábua
de mortalidade do mercado segurador brasileiro.
A nova tábua pode trazer alguns benefícios para os segurados,
porque ela reduz o valor do prêmio nos seguros de vida, responsáveis
pelo pagamento de benefícios por morte do contratante. Em um mercado
competitivo, teríamos uma rápida transferência desses
ganhos para os usuários. Segundo o responsável pela elaboração
desta tábua, a redução poderia ser de 10% a 15% do
valor do prêmio na faixa etária de 20 a 60 anos.
Em contrapartida ao ganho no seguro de vida, teríamos um aumento
do custo, para o usuário, no pagamento de uma renda mensal vitalícia
pelo mercado de previdência complementar aberto. Segundo o autor
do estudo, o aumento da expectativa de vida com a nova tábua nas
faixas etárias superiores a 60 anos foi de 2% a 5%, gerando uma
redução de 4% a 8% no benefício mensal vitalício.
Por exemplo, um benefício calculado sobre um montante de R$ 200
mil, utilizando a taxa de juros de 4% ao ano, gerará, pela nova
tábua, R$ 952. Já com a antiga tábua, o benefício
seria de R$ 991.
Esse tipo de redução também é constatado
na previdência social pelo fator previdenciário, que sofre
correção anual, reduzindo o benefício dos segurados.
O objetivo da Susep é promover constantes atualizações
dessa tábua, visando garantir um maior equilíbrio na relação
entre os usuários e as seguradoras, impedindo que somente sejam
oferecidas tábuas que possam estar projetando uma expectativa de
vida superior para rendas e inferiores para pagamentos de seguros de vida.
O mercado segurador utiliza-se de tábuas de mortalidades para
cada objetivo, morte ou sobrevivência. Essa separação,
normalmente, aumenta os custos de seguro de vida e reduz os benefícios
de aposentadoria esperado pelos segurados. A convergência para uma
única tábua requererá maiores estudos próprios
das seguradoras e estratégias de venda de produtos por sobrevivência
e por morte, garantindo a proteção mais adequada de toda
a carteira.
E o mercado de previdência complementar fechado, o que pode aprender
com esse estudo? A legislação atual exige que entidades fechadas
de previdência certifiquem-se de que estão utilizando tábuas
adequadas para sua população. Os estudos elaborados para
cada entidade não possuem número de participantes suficiente
para serem conclusivos ou justificarem a revisão da tábua
de mortalidade.
A elaboração de um estudo que conjugasse o banco de dados
de um número expressivo de entidades proporcionaria um resultado
mais consistente para todo o sistema, uma vez que a quantidade de participantes
com mais de 55 anos de idade é bem maior no mercado de fundos de
pensão que no mercado segurador.
O desafio de unir experiências e bancos de dados para elaborar
um estudo mais abrangente e consistente de sobrevivência é
gigantesco, uma vez que devemos ter padrões para envio e checagem
das informações enviadas, antes de simplesmente registrá-las.
Nesse tipo de estudo, deve-se ainda estimar, com base na evolução
de dois ou três anos de experiência, o comportamento da população
nos próximos anos, uma vez que o objetivo não é projetar
o passado e sim o futuro da evolução da sobrevida da população.
A determinação consistente desse prazo de pagamento é
importante inclusive para os planos de contribuição definida,
sem garantia de qualquer remuneração fixa aos participantes,
que podem prever uma estrutura de investimentos adequada ao período
esperado de pagamento de renda ao participante.
A adoção de tábuas mais atualizadas e adequadas
ao mercado local traria custos e passivos mais consistentes, melhorando
a precificação de riscos do sistema como um todo, contribuindo
para o fortalecimento do mercado. Esse resultado esperado está inclusive
alinhado com a nova estratégia de atuação dos órgãos
de fiscalização (Susep e Previc) - a supervisão baseada
em riscos.
O estudo apresentado pela Susep pode iniciar uma nova possibilidade
de ordenamento do mercado de seguros, atingindo o mercado de previdência
complementar e o de resseguros, mitigando os riscos relacionados à
sobrevivência de um indivíduo no Brasil e alinhando às
tendências globais de atualização das tábuas
de sobrevivência. (Jorge João Sobrinho - Valor
Online)
29.04 - Previc: Ministro define regimento interno
Portaria com a regulamentação está publicada no
Diário Oficial
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, regulamentou
o regimento interno da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc), definindo competências, estrutura e composição
do órgão. A Portaria nº 183 foi publicada no Diário
Oficial da União de terça-feira, dia 27.
Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa
e financeira, e patrimônio próprio, a Previc é vinculada
ao Ministério da Previdência Social e atua em todo território
nacional. Tem por finalidade a fiscalização e a supervisão
das atividades das entidades fechadas de previdência complementar
e a execução das políticas estabelecidas pelo MPS
para o regime de previdência complementar operado pelas entidades.
Criada pela Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009, a autarquia
é dirigida por uma Diretoria Colegiada composta por um diretor-superintendente
e quatro diretores, indicados pelo ministro da Previdência social
e nomeado pelo presidente da República.
Entre as competências da Previc estão, ainda, a articulação
com entidades governamentais e organismos nacionais e estrangeiros para
a realização de estudos, conferências técnicas,
congressos e eventos semelhantes, bem como para a realização
de ações integradas de monitoramento, troca de informações
e fiscalização em relação às matérias
de sua competência, fomentando, assim, o crescimento e desenvolvimento
do setor. (Inaiá Sant'Ana/Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
29.04 - Certificação traz avanço na gestão
e governança
“A certificação é uma conquista e um avanço
na gestão e na governança, necessárias para as operações
do sistema dos fundos de pensão”, disse ontem o Diretor-Superintendente
da PREVIC (Superintendência Nacional da Previdência Complementar),
ao participar, em Brasília, no auditório da SISTEL, de cerimônia
organizada pela ABRAPP e ICSS para o lançamento do modelo desenvolvido
pelo segundo para a certificação de dirigentes de fundos
de pensão. Já o presidente da Abrapp, José de Souza
Mendonça, salientou que a preocupação em certificar
é importante especialmente por qualificar ainda mais os gestores,
um cuidado que aliás a seu ver deve ser permanente. Por sua vez,
o Diretor-Executivo do ICSS e Vice-presidente da ABRAPP, José Ribeiro
Pena Neto, apresentou um quadro geral de todo o processo, que informou
contar com a parceria de duas instituições das mais
respeitadas do País, a Fundação Getúlio Vargas
(FGV) e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
Pena, titular da PREVIC, elogiou o esforço da ABRAPP e do ICSS,
adiantando que o Estado gostaria de ver mais iniciativas voltadas para
a auto-regulação, como esta da certificação.
Depois de lembrar que há dois anos – desde sua posse na extinta
Secretaria de Previdência Complementar – vem falando sobre a necessidade
de certificação dos dirigentes dos fundos de pensão,
até para reduzir a regulação por parte do Estado,
o superintendente da PREVIC disse que a ABRAPP e o ICSS dão uma
demonstração de força ao instituírem um programa
desse tipo. Ele observou que o fato de uma entidade fechada de previdência
complementar (EFPC) ter seus profissionais certificados terá uma
influência positiva na fiscalização que irá
sofrer.
Pena, que abriu o seu pronunciamento dizendo que a certificação
é um sinal a mais do amadurecimento do segmento de previdência
complementar, observou que o sistema soube entender a mensagem do Estado
de que isso significa um avanço. “O setor está dando um exemplo
de que é possível se auto-regulamentar”, disse.
Mendonça, presidente da ABRAPP, deixou claro que no seu entendimento
a certificação se mostra uma conseqüência do esforço
que leva à qualificação, ao mesmo tempo em que enseja
um cada vez maior empenho no sentido da capacitação profissional.
“É um processo dinâmico e a certificação
deve ser constantemente revalidada”, disse Mendonça.
Pena Neto, diretor do ICSS e Luiz Romero, consultor do Instituto no
processo de desenvolvimento do projeto, explicaram que o modelo levou cerca
de dois anos para ser montado. Informaram ainda que a certificação
será feita por exames ou por análise da experiência
do dirigente.
Em seu pronunciamento, Pena Neto, diretor do ICSS, salientou que “a
certificação é um processo de construção
em que muitas mãos são necessárias. É fruto
de anos de muitas conversas e consultas, onde partimos de dois princípios
básicos: a certificação não é objetivo
e sim conseqüência da qualificação e não
deve ser um ônus para o sistema. Deve contribuir para a qualidade
do sistema e isso se consegue pelo diálogo”.
Pena Neto salientou ainda que “o processo de certificação
torna o sistema mais eficiente e garante mais tranqüilidade
aos participantes dos fundos de pensão. Estamos fechando parceria
com o IBGC e a FGV, a fim de trazermos boas experiências do mercado
para o sistema de previdência complementar”.
O diretor do departamento de Políticas e Diretrizes de Previdência
Complementar, da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar
(SPPC), Paulo César dos Santos, também parabenizou
a iniciativa da ABRAPP, citando os bons resultados alcançados pelo
sistema de previdência complementar no mercado financeiro como resultado
em boa parte dos avanços no conhecimento. “o lançamento do
processo de certificação é muito bem-vindo e parabenizo
a iniciativa que revela de forma tão clara a vontade de fazer acontecer”,
concluiu Santos.
Marcos Jacobina Borges, Coordenador de Certificação do
Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) adiantou que
“a educação continuada é o coração do
programa de certificação, garantindo que teremos profissionais
constantemente atualizados. Os participantes e patrocinadoras poderão
contar com uma administração profissional, certificada,
nos fundos de pensão”.
Edmundo Maia Ribeiro, Coordenador de Certificação da
FGV Projetos, sublinhou que “a certificação é um processo
que permite às pessoas a evolução profissional com
base no conhecimento. Favorece a evolução num processo dinâmico
e oferece um diferencial. É quebra de paradigma, levando o aprendizado
para a mesa de trabalho”. Ele continuou observando que “o processo de aprendizado
passa a ser gradual e desperta o interesse em se aprofundar o conhecimento,
integrando-se ao trabalho. Enfim, democratiza o conhecimento”. Ele completou
dizendo que “este projeto é um exemplo para o país”.
Romero, consultor do ICSS, explicou que o modelo apresentado é
fruto de estudos de especialistas e de consultas a estudiosos, ao longo
de mais de um ano. Um esforço nascido não apenas da necessidade
de atender as normas, mas também da convicção de que
a certificação na verdade irá promover, dada a sua
visibilidade, um amplo movimento em direção a uma crescente
qualificação profissional, capaz de estender-se aos níveis
gerenciais e técnicos. Algo passível de induzir um ciclo
virtuoso de melhoria contínua de nossos recursos humanos, forte
o suficiente para fomentar a cultura de auto-desenvolvimento profissional,
sedimentando valores e atitudes desejáveis de capacitação.
Estão previstos dois tipos de certificação. Obter
uma das duas é decorrência da função exercida
ou pretendida pelo candidato. A primeira é específica para
dirigentes e profissionais que trabalham na área de investimentos
de um fundo de pensão e são abrangidos pela regulamentação
do Conselho Monetário Nacional (Resolução 3.792).
O segundo tipo abrange todos os demais dirigentes e profissionais que
atuam no âmbito da previdência complementar. (Diário
dos Fundos de Pensão)
29.04 - EUA: Oferta de renda vitalícia nos planos de CD
O Ministério do Trabalho e o Departamento do Tesouro dos EUA
estão trabalhando na revisão da lei de 1974 que regula os
planos de previdência complementar, conhecida por ERISA - Employee
Retirement Income Security Act, equivalente no Brasil à Lei 109
de 2001.
Essa revisão também envolverá as regras da receita
federal americana que tornam determinado plano elegível a incentivos
fiscais.
A solicitação de informação foi publicada
no diário oficial dos gringos, chamado de Federal Register, no dia
2 de fevereiro.
O governo quer saber, especificamente, quais são as vantagens
e desvantagens do pagamento de benefícios de aposentadoria na forma
de renda continuada. Querem entender porque os empregados que se aposentam,
quando confrontados com a opção de uma renda vitalícia
ou um pagamento único, escolhem esse último.
Parece coisa de país de inflação alta, não
é mesmo?
O governo busca entender quais informações e como estas
devem ser fornecidas aos participantes de planos de previdência complementar
para que tomem decisões bem embasadas e possam, assim, escolher
conscientemente se devem ou não optar por uma renda vitalícia
ao se aposentarem.
O interesse pelas rendas vitalícias está aumentando nesse
momento em Washington. A crise mundial ceifou dos cidadãos americanos
milhares de dólares que tinham em suas poupanças voltadas
para a aposentadoria.
Os investimentos dos planos lá são concentrados em bolsas
de valores. Isso gerou um enorme problema e muitas pessoas estão
tendo que adiar a data planejada para sua aposentadoria, simplesmente porque
desabou o valor da renda que esperavam receber de seus planos.
O Presidente Barack Obama, através de sua Força Tarefa
da Classe Média, soltou um comunicado dizendo que o governo promoverá
a “disponibilidade de rendas vitalícias e de outras formas de renda
com garantia de longevidade, permitindo que as pessoas transformem suas
economias em proventos que sejam garantidos no futuro, diminuindo risco
de que os aposentados vivam mais tempo do que suas economias”.
O Conselho Americano de Seguradoras de Vida (The American Council of
Life Insurers - ACLI) apóia medidas que encorajem as empresas a
oferecer benefícios de renda vitalícia em seus planos de
previdência e façam os empregados reconhecer a importância
de receberem benefícios garantidos de renda vitalícia ao
se aposentarem”, declarou Frank Keating, Presidente do Conselho e Presidente
Executivo da ACLI.
No Brasil, há inúmeros planos de contribuição
definida que não oferecem renda vitalícia como alternativa
de benefício. Foram implantados nos fundos de pensão brasileiros
a partir de meados da década de 90. Isso ocorreu em resposta à
obrigatoriedade de registro nos balanços corporativos, dos bilionários
compromissos com planos de benefício definido.
Uma legião de brasileiros que se sente segura por participar
dos planos de previdência complementar patrocinado por suas empresas,
não tem a mínima idéia da falta que uma opção
de renda vitalícia fará...
No Brasil inexiste o mercado de compra de renda vitalícia nas
seguradoras, conhecida nos EUA por mercado de “annuities”. O papel de intermediárias
de risco que as seguradoras deveriam desempenhar no país está
um tanto quanto capenga.... (Eder Costa e Silva - Segs)
28.04 - Previc participa do lançamento do programa de certificação
de dirigentes
Superintendente Ricardo Pena diz que certificação
é avanço na gestão e governança dos fundos
de pensão
Ao participar segunda-feira da solenidade de lançamento do novo
modelo de certificação de dirigentes dos fundos de pensão,
lançado pelo sistema Abrapp/ICSS, o diretor-superintendente da Previc,
Ricardo Pena, elogiou a iniciativa da Associação Brasileira
de Entidades Fechadas de Previdência Complementar, adiantando que
o Estado gostaria de ver mais iniciativas voltadas para a auto-regulação,
como esta da certificação. Segundo Pena, “a certificação
é uma conquista e um avanço na gestão e na governança,
necessárias para as operações do sistema dos fundos
de pensão”.
Depois de lembrar que há dois anos – desde sua posse na extinta
Secretaria de Previdência Complementar – vem falando sobre a necessidade
de certificação dos dirigentes dos fundos de pensão,
até para reduzir a regulação por parte do Estado,
o superintendente da Previc disse que a Abrapp e o ICSS dão uma
demonstração de força, ao instituírem um programa
de certificação. Ele observou que o fato de uma entidade
fechada de previdência complementar (EFPC) ter o programa em seus
quadros, terá uma influência positiva no programa anual de
fiscalização a ser feita pela Previc, naquela entidade.
QUALIFICAÇÃO - O diretor do departamento de Políticas
e Diretrizes de Previdência Complementar, da Secretaria de Políticas
de Previdência Complementar (SPPC), Paulo César dos Santos,
também parabenizou a iniciativa da Abrapp, citando o altos índices
alcançados pelo sistema de previdência complementar no mercado
financeiro, relacionando-o com a relevância do conhecimento sobre
o sistema. O presidente da Abrapp, José Mendonça, adiantou
que o objetivo do programa de certificação é a obtenção
da qualificação, que, a seu ver, deve ser constante, “senão
deixa de existir”.
O presidente do ICSS – agora denominado Instituto de Certificação
de Profissionais de Seguridade Social - José Ribeiro Pena
Neto, fez um resumo do programa de certificação, que
contou com a parceria da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
e do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), e levou
cerca de dois anos para ser montado. Pena Neto e Luiz Romero, também
do ICSS, informaram que a certificação da Abrapp será
feita por exames ou por análise da experiência do dirigente.
(Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
28.04 - Previ: Esclarecimento
Nota publicada no jornal Correio Braziliense:
A propósito da matéria "Disputa acirrada pela presidência
da Previ", esclareço que a sucessão de diretores é
um processo normal previsto no Estatuto. Encerrarei o meu mandato em 31
de maio e, sendo assim, o que me cabe é prestar contas do meu trabalho
e desejar o sucesso cada vez maior da Previ daqui para a frente. A escolha
do futuro diretor-presidente cabe ao Banco do Brasil, como patrocinador
do fundo, e tenho certeza de que a escolha será feita da maneira
mais criteriosa possível, com o objetivo de assegurar a gestão
eficiente e transparente da entidade. Devo ressaltar, inclusive, que os
resultados da Previ não dependem de uma única pessoa. O trabalho
em equipe e o compartilhamento da gestão com os demais diretores,
eleitos e indicados, será sempre um fator relevante de sucesso.
Nesse contexto, não há disputa pela indicação
do sucessor, até porque respeito a autoridade, a competência
e o discernimento daqueles a quem cabe tomar a decisão.
Sérgio Rosa, presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários
do Banco do Brasil (Previ) (Correio Braziliense)
28.04 - Governança corporativa e gestão de riscos
Hoje acontece, em São Paulo, debate sobre governança
corporativa e gestão de riscos. Promovido pelo Ibef (Instituto Brasileiro
de Executivos de Finanças), o evento terá apresentações
de Eduardo Chehab, diretor da Standard & Poors; e de Flavio Ramos,
especialista em gestão de projetos corporativos.
Durante o evento serão discutidos temas referentes às
evoluções que aconteceram no mercado de capitais, na governança
corporativa e no gerenciamento de riscos no Brasil nos últimos anos,
além das tendências para essas áreas no futuro.
O debate será realizado na sede do Ibef, em São Paulo,
a partir das 18:30 hs. (Executivos Financeiros)
27.04 - Uso dos fundos de pensão em Belo Monte
A polêmica sobre a construção da Usina Hidrelétrica
de Belo Monte - que coloca ambientalistas e governo federal em campos opostos
- foi novamente abordada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) na sexta-feira,
23. Ele lançou suspeitas sobre a forma como os fundos de pensão
foram utilizados no leilão - que definiu o consórcio responsável
pela construção - e declarou que o presidente Lula "deve
explicações ao povo brasileiro".
Simon disse ainda que "é estranho o silêncio do Senado
sobre o assunto" e que nem a oposição está discutindo
a questão como deveria.
- Foi feito um acordo impressionante nesta Casa entre PT e PSDB. A
oposição não critica Belo Monte e o governo não
fala da privatização da Vale - afirmou.
O senador fez comparações entre o leilão da Vale,
durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (na época a empresa
se chamada Companhia Vale do Rio Doce), e o da Usina Hidrelétrica
de Belo Monte, realizado nesta semana pelo governo de Luiz Inácio
Lula da Silva.
No caso da Vale, Simon argumentou que "os fundos de pensão foram
usados, conforme dizia um dos ministro da época, até o limite
da irresponsabilidade". Ao lembrar da ocasião, ele disse que, "na
véspera do leilão, o Grupo Votorantim tinha tudo para ganhar,
mas, com um telefonema, o fundo de pensão ligado ao Banco do Brasil
saiu de um lado e foi para o outro, que havia sido criado dias antes".
- E a Vale acabou sendo doada, com cerca de três bilhões
de reais dados pelo governo - criticou ele, mencionando ainda as suspeitas
de irregularidades na privatização da Telebrás.
Para o senador, há algumas semelhanças com o que ocorreu
nesta semana. Ele afirmou que "o grupo que estava certo que ia ganhar [o
leilão da usina de Belo Monte] não ganhou; ganhou um grupo
feito à última hora, a ser bancado por fundo de pensão
e pelo mais alto financiamento da história feito pelo BNDES".
- Sinceramente, não sei se o presidente Lula deveria agir dessa
forma, quando diz que vai construir Belo Monte de qualquer maneira - avaliou
Simon. (Agência Senado)
27.04 - Institutos: Fraudes disseminadas
Irregularidades em fundos previdenciários de servidores de estados
e municípios disparam. Em Planaltina de Goiás, o desvio chega
a R$ 3 milhões
O Ministério da Previdência Social acendeu o sinal de
alerta após constatar fraudes e irregularidades generalizadas em
fundos previdenciários de estados e municípios. Falta de
transparência na gestão, desequilíbrio financeiro e
desaparecimento de contribuições trabalhistas encabeçam
o rol dos problemas. Apenas em 2009, 450 desses regimes foram auditados.
Segundo levantamento feito pelo Correio, quase 80% dos fundos de servidores
das capitais brasileiras estão irregulares. Nem mesmo com a instauração
de inquéritos civis, os gestores dos recursos se intimidam. O rombo
na seguridade municipal já é calculado em cifras milionárias,
a exemplo da previdência da prefeitura de Planaltina de Goiás,
onde o Ministério Público tenta descobrir qual destino levaram
mais de R$ 3 milhões.
Os mistérios que envolvem o vultoso sumiço no município,
distante 63 quilômetros de Brasília, envolvem uma farra de
cheques altíssimos, a conta bancária do Fundo de Manutenção
e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e até
mesmo uma suposta corretora de valores no Rio de Janeiro. Na última
auditoria realizada pela Previdência no local, foram constatadas
irregularidades nas contribuições que formam o fundo. Os
valores, segundo documentos obtidos pelo Correio, foram descontados do
salário de trabalhadores e do orçamento da prefeitura, na
forma de contribuição patronal, mas não chegaram ao
Instituto de Previdência dos Servidores de Planaltina (Prevplan).
Em revelações que surpreendem pela franqueza, o prefeito
da cidade, José Olinto Neto (PSC), e o presidente do Prevplan, Benedito
Castro da Rocha, admitiram o desfalque. "Parte dele é porque a prefeitura
não tem dinheiro e nós fizemos um desconto virtual nos salários
e apenas geramos um débito com o fundo dos servidores", afirmou.
"Criamos uma conta para o município pagar no futuro. O desconto
está no contracheque do servidor, mas nós não recolhemos
de verdade", emendou o prefeito Olinto Neto. Para o Ministério Público
e a Previdência, essa contabilidade é "estranha" e os indícios
mostram que os descontos são reais. "Se realmente houve o desconto
e o dinheiro não chegou ao fundo, já se caracteriza como
improbidade administrativa. Mas só poderemos fazer uma afirmação
concreta quando a perícia nos documentos estiver pronta", diz a
promotora Lucrécia Cristina Guimarães.
Sangria
Uma farra de cheques também colabora para que o rombo se aprofunde.
Em um único mês, o Prevplan emitiu quase 60. Com uma despesa
calculada em R$ 1,4 milhão ao ano com benefícios, segundo
dados da projeção atuarial, o instituto gastou, num único
dia - em 31 de julho de 2009 - R$ 1,7 milhão em transferências.
O dinheiro saiu da conta do instituto quase 25 dias após o período
de pagamento aos participantes. Ainda que fosse para quitar salários,
a sangria foi muito superior aos R$ 124,2 mil gastos mensalmente com vencimentos.
O valor pagaria ainda boa parte das dívidas atrasadas de energia
que a prefeitura tem com a Celg Distribuição.
Um dos cheques emitidos no último dia de julho do ano passado,
de R$ 732 mil, foi depositado na conta do Fundeb. "Por uma confusão
nos números das contas da prefeitura, o dinheiro foi parar lá.
O valor é do Imposto de Renda e várias contribuições
que o instituto devia à prefeitura. Nós emitimos o boleto
e o Prevplan pagou", relatou o prefeito. Mas, de acordo com servidores
do município, o fundo da educação estava desfalcado
e os recursos não seriam suficientes para quitar as obrigações.
O cheque também é questionado pelo Ministério Público
e pela Previdência e está sendo periciado.
"Essa desculpa é muito estranha. Fundo de pensão não
tem lucro do ponto de vista contábil, tem deficit ou superavit atuarial,
então não paga Imposto de Renda", afirma um técnico
do governo federal especializado. Outra irregularidade investigada é
a falsificação do Certificado de Regularidade Previdenciária
(CRP), necessário para que os institutos recebam doações
voluntárias da União. Há ainda casos de investimentos
duvidosos em títulos públicos que teriam dado prejuízos
de mais de R$ 1 milhão.
Memória
Prev-Rio perde R$ 70 milhões
A prefeitura do Rio de Janeiro está tentando reaver na Justiça
mais de R$ 70 milhões do fundo de previdência do município,
o Prev-Rio. O dinheiro teria sido aplicado irregularmente no mercado financeiro.
A Casual Dinning Participações, escolhida pelo fundo para
adquirir títulos, comprou papéis da Aster Fundo de Investimento.
Mais tarde, descobriu-se que os diretores, tanto da Casual quanto da Aster,
eram os mesmos, situação que contraria as regras da Comissão
de Valores Mobiliários (CVM). O problema ainda se agravou porque
o município ficou preocupado com os riscos na operação,
já que o fundo no qual os recursos estavam aplicados existia há
menos de um ano. Sem capital, cobrava taxa de 2,5% (comum para pessoas
físicas de baixa aplicação) e oferecia rentabilidade
abaixo da Selic - em resumo, um péssimo negócio. A prática
pouco ortodoxa veio a público no fim de março e, hoje, o
dinheiro está em depósito judicial à espera de uma
decisão para seu destino. A Casual tenta reverter a liminar que
congelou os recursos.
Maioria no vermelho
Em todo o Brasil, existem cerca de 2 mil regimes previdenciários
municipais e estaduais semelhantes ao de Planaltina que, na maioria, apresentam
problemas desde que foram criados. Apenas seis fundos de servidores públicos
de capitais estão com o nome limpo no banco de dados do Ministério
da Previdência atualmente: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Salvador,
Curitiba, Natal e Boa Vista. As entidades das outras capitais estão
no vermelho. Em função do grande volume de suspeição,
a pasta pretende criar ferramentas para aprimorar o controle desses fundos
e contabilizar o tamanho do rombo nos cofres da seguridade municipal -
volume que nunca foi avaliado.
As irregularidades mais comuns, de acordo com dados no site do Ministério
da Previdência, estão nas contribuições que
são supostamente recolhidas dos trabalhadores e dos patrões
(prefeituras e governos), mas nunca depositadas. A política de investimentos
e a administração dos recursos também são pouco
transparentes e figuram entre os problemas registrados. A maioria dos fundos
de servidores geridos em grandes cidades do país está com
algum problema. Os de João Pessoa (PB), Belém (PA) e Macapá
(AP), por exemplo, batem recordes. Cada um coleciona seis irregularidades.
Porteira
Segundo um técnico do governo federal especializado em previdência,
e que pediu para não ser identificado, os fundos municipais e estaduais
são uma excelente ideia, mas ainda não deram certo no Brasil.
Transformaram-se em uma porteira para o enriquecimento fácil e para
manobras contábeis. "Essas entidades são pouco profissionais
e acabam virando um fundo de um órgão político", sustenta.
"A proximidade entre essas entidades e os governos não dá
certo. Nos fundos de pensão estatais já é muito complicado.
Imagina nesses municipais e estaduais?"
Proximidade que, no caso de Planaltina de Goiás, é umbilical,
como afirma o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da
Cidade, Humberto Neris. "É muito fácil tirar dinheiro do
instituto. O presidente é também advogado particular do prefeito",
denuncia. A exemplo de Planaltina, que compõe o Entorno do DF, todos
os outros municípios da região também estão
irregulares, com exceção de Padre Bernardo. Um deles, Valparaíso,
nem sequer chegou a receber a auditoria da Previdência.
Governo apura mas não pune
Apesar de denúncias recorrentes envolvendo desfalques nos fundos
previdenciários de prefeituras e de estados, ministério alega
não ter poder de polícia e atribui a responsabilidade aos
tribunais de contas e à Justiça
Os números assustadores de fraudes em fundos de previdência
de municípios não sensibilizam os que deveriam fiscalizá-los
com rigor. A justificativa do Ministério da Previdência é
a de que o órgão não tem poder de polícia para
punir os infratores. No máximo, faz as auditorias nas contas das
instituições que recolhem as contribuições
de servidores com a promessa de garantir aposentadorias mais dignas no
futuro. Quando detectada alguma irregularidade, ela é denunciada
aos Tribunais de Contas de Estados e Municípios e aos Ministérios
Públicos Estaduais, que se encarregam de pedir a abertura de processo
de investigação na Justiça.
É verdade que, quando esteve à frente da Secretaria de
Políticas de Previdência Social (SPS), Helmut Schwarzer -
hoje, na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em
Genebra - tentou dar transparência aos números dos institutos
municipais de previdência e impor responsabilidades aos gestores
acusados de malversação do dinheiro público. Mas a
burocracia do ministério e a falta de pessoal especializado para
fazer um trabalho efetivo de fiscalização e punição
acabaram por minar as boas intenções. Não é
à toa que o órgão prefere se esquivar de qualquer
explicação sobre as irregularidades apoiado na muleta de
que tem como princípio manter "o sigilo das informações
a respeito das entidades supervisionadas".
Falhas possíveis
Nas poucas explicações sobre o assunto, o Ministério
da Previdência informou, por meio de uma nota, que, ao encontrar
qualquer indício de irregularidade durante a auditoria , é
feito um relatório "circunstanciado". E que as "falhas possíveis"
estão nas áreas de investimento e de repasses do dinheiro
recolhido. "O documento será analisado pela SPS, que, dentro do
seu âmbito de competência, tomará as medidas legais,
como o registro da irregularidade no sistema de controle do ministério
- o que resultará no impedimento da emissão do Certificado
de Regularidade Previdenciária (CRP), instrumento necessário
para que os estados e municípios recebam transferências voluntárias
da União", destacou.
O ministério acrescentou ainda que, com relação
à apuração de responsabilidades administrativas e
penais dos gestores dos regimes próprios de previdência, "a
competência está restrita aos Tribunais de Contas dos Estados
ou dos Municípios, quando houver, e dos Ministérios Públicos
Estaduais". Quanto ao caso específico de Planaltina de Goiás,
a Previdência assinalou que "é possível verificar,
no site do ministério, as irregularidades que vêm sendo cometidas
por esse ente".
Pesquisa
Para verificar como andam as contas dos fundos e dos institutos de
previdência de municípios, basta acessar o link "Previdência
no serviço público" no site do Ministério da Previdência
e, na sequência, "Serviços", "CRP - Certificado de Regularidade
Previdenciária/Extrato Previdenciário". (VICTOR
MARTINS - Correio Braziliense)
27.04 - Contrarreforma
Se a economia brasileira conseguir sustentar um ritmo de crescimento
na faixa de 5% nos próximos anos, o país certamente precisará
de toda a mão de obra disponível, inclusive de pessoal mais
experiente e qualificado. Estaremos, assim, diante de uma ótima
oportunidade para solucionar um dos problemas estruturais do país,
que tende a se agigantar com o passar do tempo. Trata-se do déficit
da previdência social, para a qual contribuem a permissividade das
regras atuais em relação à possibilidade de aposentadoria
precoce e ao pagamento de benefícios integrais a pensionistas, jovens
adultas e saudáveis, aptas ao trabalho.
Infelizmente, o Congresso parece ter se arrependido de algumas reformas
no setor, mesmo que tímidas, e agora se esforça na direção
inversa, numa verdadeira contrarreforma. Em vez de desestimular a aposentadoria
precoce, pretende incentivála.
Não fosse assim, os parlamentares já deveriam ter sepultado
as tentativas de se acabar com o fator previdenciário, único
instrumento que no momento inibe um pouco segurados, em pleno vigor físico
e mental, de requererem aposentadoria, por tempo de contribuição,
ao INSS.
O fator é calculado conforme a expectativa média de vida
dos brasileiros, redistribuindo o valor total das prováveis contribuições
por um maior período de tempo. No horizonte provável de recebimento
dos benefícios, o impacto do fator previdenciário sobre as
contas da previdência acaba sendo nulo. Mas no presente é
relevante, pois reduz o déficit numa fase que as finanças
governamentais como um todo não estão inteiramente ajustadas.
E até pioraram, pelo excesso de gastos em custeio permanentes
(salários de servidores, por exemplo).
Mas, além da ameaça de acabar com o fator previdenciário
(de forma retroativa!), uma comissão do Senado resolveu pavimentar
uma avenida para as aposentadorias precoces, aprovando o fim de recolhimento
de contribuição ao INSS por parte das pessoas que formalmente
se aposentaram pelo sistema oficial e não romperam com seus vínculos
empregatícios. Até se entende que segurados que ultrapassem
um determinado limite de idade (60 anos ou mais) e não requeiram
a aposentadoria tenham esse tipo de estímulo.
Os únicos obstáculos financeiros efetivos à aposentadoria
precoce são a continuidade das contribuições à
previdência, sem ressarcimento desses valores, e o Imposto de Renda
que adicionalmente é pago pelo segurado quando os benefícios
se somam aos rendimentos do trabalho assalariado ou liberal.
Não fossem essas iniciativas suficientes para aprofundar o déficit,
há uma pressão forte de parlamentares para que os benefícios
com valores acima do mínimo passem a incorporar ganhos reais, o
que seria inédito em sistemas previdenciários oficiais (cuja
filosofia deve ser a manutenção dos benefícios em
valores constantes, corrigidos, portanto, sempre pela inflação).
Vale ressaltar que a grande maioria dos atuais aposentados e pensionistas
foi beneficiada por uma política que valorizou expressivamente o
salário mínimo nos últimos anos. O piso do benefício
previdenciário tem acompanhado essa valorização, de
maneira que aqueles que estão na base dos segurados obtiveram o
mesmo privilégio. Mas existe um apelo demagógico, cada vez
mais irresistível para os parlamentares, de transferir ganhos reais
a todos os beneficiários da previdência.
Isso inviabilizará a continuidade de valorização
do mínimo e comprometerá a previdência para gerações
futuras. (O Globo)
26.04 - Liminar garante continuidade da Fundação BrTPrev
Em ação judicial movida pelo SINTTEL/RS e Associação
dos Aposentados da CRT, através do Escritório de Direito
Social, que assessora a ANAPAR, o Juiz de Direito Roberto Carvalho Fraga,
da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, deferiu, em parte, a liminar
solicitada e determinou, em decisão desta terça-feira, 20/4,
que a Fundação BRTPrev continue com suas atividades, devendo
cessar “qualquer ato e/ou atividade, interna e externamente, que vise a
transferência do gerenciamento e patrimônio dos planos de benefícios
para outra Fundação Atlântico de Seguridade Social”.
O Juiz também fixou multa diária, em caso de descumprimento,
no valor de R$ 5 mil.
A liminar foi requerida em virtude da publicação da Portaria
nº 211, de 06 de abril de 2009, pelo Diretor da PREVIC Carlos de Paula,
que autorizou o cancelamento do funcionamento da Fundação
BrTPrev.
Anteriormente, em fevereiro de 2009, em pleno período de carnaval,
a Secretaria de Previdência Complementar já havia autorizado
a transferência dos planos de benefícios da entidade para
a Fundação Atlântico. A decisão de transferir
os planos foi tomada de maneira unilateral a autocrática pelo presidente
das duas entidades – Fundação BrTPrev e Fundação
Atlântico – sem qualquer consulta ou manifestação do
Conselho Deliberativo da entidade original. Esta aberração
foi denunciada à Secretaria de Previdência Complementar à
época, mas o órgão fiscalizador desprezou a necessidade
de o órgão máximo de deliberação da
entidade se manifestar sobre um tema de tamanha importância, que
poderia levar à extinção da própria entidade.
A transferência de planos levou o Sindicato e a Associação
de Aposentados a ingressarem com a ação cuja liminar somente
agora foi concedida, após o novo fato de ter sido autorizada a extinção
da Fundação BrTPrev pela PREVIC, novamente sem qualquer decisão
do Conselho Deliberativo da entidade. O advogado Ricardo Só de Castro
destaca que a decisão, ainda que em sede de liminar, reveste-se
de grande importância, pois a extinção da fundação
representaria um prejuízo irreparável aos participantes e
assistidos que conseguiram, no ano de 2002, através de um Termo
de Transação Judicial firmado com a entidade e com a patrocinadora
Brasil Telecom, a paridade de representação nos conselhos
Deliberativo e Fiscal da Fundação, com eleição
direta dos escolhidos pelos trabalhadores. Na Fundação Atlântico,
esta paridade não existe – é garantida somente a eleição
de 1/3 dos membros dos conselhos, reduzindo drasticamente a representação
dos participantes originários da Brasil Telecom e sua interferência
nas decisões.
“A representação dos participantes é fundamental,
tendo em vista a existência de uma dívida de R$ 600 milhões
de reais assumida pela patrocinadora em favor dos planos de benefícios
quando fizemos o acordo em Juízo. Este pagamento necessita da constante
fiscalização dos participantes”, afirma Itamar Russo, diretor
da ANAPAR e conselheiro deliberativo eleito pelos participantes para a
Fundação BrTPrev. A extinção da Fundação
BrTPREV significaria o fim dos mandatos de seus conselheiros eleitos, vez
que a gestão dos planos de benefícios passaria a ser submetida
ao estatuto da Fundação Atlântico.
A decisão judicial coloca um freio nas iniciativas da patrocinadora
Oi, que adquiriu a Brasil Telecom em 2008, no sentido de precarizar os
direitos dos participantes e assistidos da entidade, que vinha ocorrendo
com a chancela anterior da Secretaria de Previdência Complementar
e, presentemente, da diretoria da PREVIC. (Anapar)
26.04 - Cejuprev vai debater mediação de conflitos
Uma oportunidade que não se pode perder para todos nos inteirarmos
melhor da possibilidade que se abre agora de a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (PREVIC) atuar na resolução
de conflitos, mediando problemas surgidos nas relações entre
as EFPCs e entre estas e participantes e patrocinadores. Esse papel de
promover a conciliação é algo que está previsto
na própria legislação (Lei 12.154) que criou a PREVIC
e será explicado em detalhes no seminário Negociação
e Mediação para a Resolução de Conflitos, a
ser promovido pelo Centro de Estudos Jurídicos da Previdência
Complementar (CEJUPREV) com o apoio da Petros e do Instituto San Thiago
Dantas de Direito e Economia, no dia 7 de maio, das 9h 30 às 12h
30.
O evento, cujas inscrições são gratuitas e que
irá acontecer no auditório da APIMEC, localizado à
Avenida Rio Branco, 103, 21º andar, no Rio de Janeiro, vai tratar
em seus dois painéis temas como “Negociação e Mediação:
visão conceitual e prática” e “Negociação e
Mediação na previdência complementar: É possível?”,
tendo como expositores membros da Comissão Técnica Nacional
de Assuntos Jurídicos da ABRAPP e advogados especialistas de renome
e reconhecida experiência.
Maiores informações e inscrições: (11)
3043-8783/84/85. (Diário dos Fundos de Pensão)
26.04 - Anapar: Congresso Nacional em Florianópolis
A ANAPAR realizará o XI Congresso Nacional dos Participantes
e sua Assembléia Geral anual nos dias 29 e 30 de abril e 01 de maio
de 2010, em Florianópolis (SC).
Pauta do Congresso – No Congresso serão realizados quatro painéis,
para debater a conjuntura política e macroeconômica, as perspectivas
da previdência complementar após a criação da
SPPC e PREVIC, o impacto das ações judiciais nos planos de
previdência e a política de investimentos dos fundos de pensão
na atual conjuntura macroeconômica.
O XI Congresso será realizado nos dias 29 e 30 de abril e será
aberto a todos participantes de fundos de pensão, bastando ao interessado
inscrever-se no site da entidade, mediante o pagamento da taxa de inscrição.
Maiores informações pelo telefone (61) 3326-3086 ou diretamente
no portal da Anapar: www.anapar.com.br (AssPreviSite)
23.04 - Previc se reúne com entidades multipatrocinadas
Ricardo Pena fala sobre prioridades que incluem mudanças na
resolução 06/88
Cumprindo uma agenda de trabalho cujo objetivo é promover
o diálogo entre a Superintendência Nacional de Previdência
Complementar e os demais atores do sistema, o diretor-superintendente,
Ricardo Pena, e o diretor de Análise Técnica, Carlos de Paula,
reuniram-se na terça-feira (20/04) com dezesseis representantes
de entidades fechadas de nove multipatrocinadas. Pena disse que a agenda
da Previc, atualmente, é sobretudo administrativa, embora voltada
para a atualização da Resolução 06/1988,
referente à retirada de patrocínio das EFPC, um tema de interesse
direto dos fundos.
Ricardo Pena enfatizou que “o trabalho em conjunto da Previc com o
mercado é fundamental para o fortalecimento e o desenvolvimento
do setor. Além disso – acrescentou - as entidades multipatrocinadas
podem nos trazer uma grande contribuição, com um olhar diferente
sobre o crescimento dos fundos de pensão”. Alguns comentários
sobre governança, certificação, educação
financeira e previdenciária, feitos pelos membros das entidades
coincidiram com o trabalho que a autarquia está desenvolvendo.
“Essas entidades abrigam uma grande diversidade, por isso é
importante ter distinção na estrutura de governança,
no perfil administrativo e até mercadológico”, explicou o
diretor-superintendente.
EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA – O superintendente da
Previc reafirmou sua posição, segundo a qual a educação
previdenciária é uma evolução para o mercado,
tanto que a Previc brinda, com a isenção de envio de alguns
documentos impressos, aqueles fundos de pensão que se notabilizam
nessa área.
A Previc, juntamente com os demais integrantes do Coremec, desenvolve
programas de educação previdenciária e já tem
alguns projetos em andamento. “A preocupação é diferenciar
os programas para atender os diversos públicos, e nosso objetivo,
com isso, é comunicar, atrair e reter os participantes dos fundos.”,
explicou. Ricardo Pena exemplificou ainda que, se em 2008 apenas uma entidade
e um plano foram contemplados pelo órgão supervisor, em 2009,
o número de EFPC com programas de educação financeira
subiu para 23 planos e 16 entidades.
A reunião tratou ainda de temas relacionados com a Diretoria
de Análise Técnica (Ditec). O diretor Carlos de Paula apresentou
sua equipe e discorreu sobre algumas exigências e solicitações
de adequações feitas pelas coordenadorias da Previc.
(Inaiá E. Sant'Ana - Previc/AssPreviSite)
23.04 - Tábua de mortalidade BR-EMS
Ao ser noticiada a adoção da nova tábua de mortalidade
BR-EMS, no âmbito do mercado segurador brasileiro, construída
a partir de experiência e base de dados daquele mercado, nós,
da Comissão Técnica Nacional de Atuária da ABRAPP
do segmento de previdência fechada, temos a informar: - algumas Entidades
Fechadas de grande porte, tais como PREVI - do Banco do Brasil e VALIA
- do grupo Vale, já construíram, há algum tempo, suas
tábuas, baseadas na experiência com suas massas de participantes
- a tábua desenvolvida pela PREVI foi, inclusive, objeto de
apresentação por seus atuários no Congresso Brasileiro
da ABRAPP, realizado em 2003
- essas Entidades mantêm acompanhamento anual, de forma a promover
atualização destas tábuas usadas em projeções
de massa, de encargos e receitas e, paralelamente, as utilizam nos estudos
de aderência das premissas consideradas em suas avaliações
atuariais - por outro lado, as demais Entidades, mesmo não tendo
desenvolvido tábuas específicas para seu grupo, periodicamente
realizam, por intermédio de seus atuários, estudos de adequabilidade,
confrontando as mortes observadas com as esperadas segundo as probabilidades
das tábuas biométricas que utilizam, de forma a substituí-las,
agravá-las ou desagravá-las à medida em que não
se mostrem aderentes à realidade.
Por fim, a criação de uma tábua de mortalidade
que congregue dados de todos os participantes de Fundos de Pensão
não representa a única solução para a avaliação
do risco de sobrevivência nos planos de benefícios das EFPCs.
Os resultados obtidos não tem a garantia de aderência a cada
grupo específico de participantes, sendo que a recomendação
técnica é de que seja sempre analisado o resultado dos testes
de aderência em relação à tábua adotada
- este é a metodologia que propicia a elaboração de
estudos atuariais com os menores riscos de desvios. (Isaura
Beatriz P. Rodrigues - CTN Atuária da Abrapp)
23.04 - Impasse na escolha do comando da Previ
Chegou a um impasse a sucessão no comando da Previ, o fundo
de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), o maior
do país e da América Latina, com patrimônio de R$ 142,6
bilhões (posição de dezembro de 2009). Numa sondagem
preliminar feita junto ao Ministério da Fazenda, o presidente do
Banco do Brasil, Aldemir Bendine, propôs que o substituto de Sérgio
Rosa, o atual presidente da Previ, fosse o vice-presidente de Novos Negócios
do banco, Paulo Caffarelli. A cúpula do governo, no entanto, rejeitou
a sugestão, alegando tratar-se de um nome de perfil apenas técnico.
Quer, para o posto, alguém com sólida formação
técnica, mas que também tenha trânsito no PT e na classe
política.
O Palácio do Planalto, segundo apurou o Valor com fontes graduadas
do governo, rejeita também o controle da Previ por sindicalistas.
Não há preconceito contra os sindicatos, explica uma fonte,
inclusive porque Sérgio Rosa é de origem sindical e lidera
uma gestão considerada "exemplar" pelo governo. Avalia-se, no entanto,
que o melhor neste momento é colocar alguém que não
tenha vínculo direto com o movimento sindical.
Nos últimos dias, o nome de Robson Rocha, atual vice-presidente
de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável do Banco
do Brasil, cresceu como possível alternativa para superar o impasse.
Rocha é hoje, além de vice-presidente do banco, presidente
do Conselho Deliberativo da Previ. Em seu cargo na diretoria do BB, acumulou
experiência negociando o fim de greves promovidas pelos sindicatos
dos bancários. "Se for para a Previ, Robson não vai ceder
ao movimento sindical", observou uma fonte.
Rocha reúne, segundo fontes, os pré-requisitos exigidos
pelo Palácio do Planalto para o cargo. É funcionário
de carreira do Banco do Brasil e administrador de empresas, com especialização
em finanças, recursos humanos e marketing, além de ter "bom
trânsito" no PT. Um de seus interlocutores no Palácio do Planalto
é o ministro Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência
da República.
Sérgio Rosa preside a Previ desde fevereiro de 2003. Antes,
em 2000, foi diretor de Participações do fundo, eleito pelos
funcionários e aposentados do BB. Depois, passou a ser diretor de
Administração, antes de passar a comandar a fundação
no início do governo Lula. Comenta-se que Rosa gostaria de indicar
o atual diretor de Participações, Joílson Rodrigues
Ferreira, para sucedê-lo.
Assessores de Bendine e de Rosa negam, com veemência, que os
dois estejam disputando a sucessão da Previ. Desmentem também
rumores de que estariam se desentendendo. "Não existe queda de braço
entre os dois", assegura um auxiliar do presidente do Banco do Brasil.
Na terça-feira, Rosa divulgou nota oficial, na qual afirma que
a escolha do diretor-presidente da Previ é uma decisão do
patrocinador do fundo - o Banco do Brasil. "Não há disputa
pela indicação do sucessor, até porque respeito a
autoridade, a competência e o discernimento daqueles a quem cabe
tomar esta decisão", sustentou.
Embora formalmente a escolha de três dos seis diretores da Previ,
incluindo o presidente da entidade, seja do conselho diretor do BB - os
outros três são eleitos -, as decisões não são
tomadas pelo banco sem a aprovação do Ministério da
Fazenda e do Palácio do Planalto. Em alguns casos, a escolha é
feita diretamente pela cúpula do governo.
Ex-sindicalista e filiado ao PT, Sérgio Rosa chegou à
presidência da Previ pelas mãos de Luiz Gushiken, que em 2003
era ministro da Secretaria de Comunicação da presidência
da República. Antes de ser escolhido, ele trabalhou na equipe de
transição de governo, o que lhe permitiu trânsito entre
as principais figuras do governo petista. Considerado um bom executivo,
Rosa comandou a Previ por dois mandatos consecutivos de quatro anos. Ao
deixar o cargo, no fim de maio, vai trabalhar na campanha presidencial
da ex-ministra Dilma Rousseff.
A escolha do novo presidente da Previ tem um complicador adicional.
A depender de quem vença a eleição presidencial de
outubro, o escolhido para o comando do fundo de pensão poderá
ter um mandato curto. Seu nome terá que ser necessariamente referendado
pelo novo presidente. Um diretor-presidente de perfil exclusivamente técnico,
como seria o caso de Paulo Caffarelli, teria mais chances de sobreviver
a uma mudança de governo.
O presidente do Banco do Brasil, que já sabe da rejeição
do Palácio do Planalto a Caffarelli, decidiu ganhar tempo para trabalhar
uma nova indicação. Ele tem até o fim de maio para
fazer isso. "Ele vai resolver isso no momento certo", disse um interlocutor
de
Bendine. "Certamente, ele trabalhará por um nome profissional",
assegurou uma outra fonte. (Cristiano Romero - Valor Online)
22.04 - Fundos adotam perfis "individuais" de aplicação
Os fundos de pensão estão se aperfeiçoando e cada
vez mais "individualizando" as aplicações de seus cotistas.
A Eletros, fundo de pensão da Eletrobrás, está criando
quatro perfis de investimento a fim de garantir ao participante o direito
de fazer escolhas de uma forma mais compatível.
A Eletros vai começar uma nova etapa para traçar o perfil
de investimento do fundo de acordo com o perfil e com a necessidade do
investidor. A norma, aprovada em março pelo Conselho Deliberativo
da Fundação, pode ser aplicada aos planos de Contribuição
Definida (CD) Eletrobrás Puro e CD ONS, que juntos possuem cerca
de 2.200 participantes.
Os perfis terão variação no percentual de aplicação
em renda variável e são classificados em superconservador
(0% em renda variável), conservador (15%), moderado (30%) e agressivo
(45%). Caso o participante não opte por nenhum desses perfis, as
suas reservas continuarão aplicadas no perfil atual, ou seja, o
padrão de gestão (perfil Eletros).
"No perfil Eletros o investimento em renda variável é
de 18%, de acordo com as normas internas do fundo", diz o diretor financeiro
da fundação, Sylvio Murad.
Segundo o assessor da diretoria da Eletros Luiz Guilherme Nobre, o
fundo optou por criar os perfis de investimento depois de estudos que demonstraram
haver três diferentes tipos de participantes. "Existem aqueles que
poupam sistematicamente, os que poupam se receberem as informações
sobre a importância de possuir uma reserva financeira e sobre como
identificar a melhor opção para eles, e os que não
têm nem atitude nem interesse em fazer reserva financeira", afirma
o assessor da Eletros.
Nobre acrescenta que, "seguindo este caminho, a Eletros, a partir de
2007, implantou um programa de palestras trimestrais sobre seus resultados,
com o intuito de preparar o participante para a implantação
desses perfis".
Hoje, cerca de 20% dos fundos de pensão no Brasil possuem este
sistema de decisão de investimento por parte do aplicador. O diretor
acrescenta que a aceitação inicial é muito pequena.
"Normalmente é muito pequeno o número de participantes que
optam pela transferência. Isso depende muito do histórico
da própria Fundação, do retorno que tem dado nos últimos
anos. Muitos adotam a lógica de olhar a rentabilidade para tomar
uma decisão, que é uma tendência de permanecer no investimento
em que estão", explica Nobre.
Em média, os participantes levam de 2 a 3 anos para absorver
os tipos de investimentos; por isso a entidade deve realizar uma educação
financeira dos investidores do fundo.
A janela para a opção de investimento terá início
no próximo dia 17 e irá até o dia 15 de junho. Serão
programadas 4 reuniões para que a Eletros apresente aos investidores
as opções de investimento antes da escolha. "A primeira reunião
já foi feita com o pessoal da Eltros; na próxima semana iremos
nos reunir com os participantes da Eletrobrás para dar andamento
ao processo", explica o diretor da Fundação.
Por questões operacionais, as alocações em renda
variável dos perfis conservador, moderado e agressivo poderão
variar, a critério exclusivo da Eletros, em até 5 pontos
percentuais para mais ou para menos.
Após efetuar a sua escolha, independentemente das perspectivas
econômicas, dos mercados ou de qualquer outro motivo, as alocações
em renda variável não poderão ser modificadas pelo
participante; para fazê-lo, ele terá de esperar o próximo
período de escolha, que ocorrerá em novembro de 2010.
A partir desse ano, a escolha seria anual, sempre no período
de 15 de novembro até 15 de dezembro de cada ano, podendo ser alterado
na data de aniversário do fundo de pensão.
O Plano CD (Contribuição Definida) Eletrobrás
é um plano de previdência complementar em que o participante
define o valor de sua contribuição mensal, sendo o benefício
da sua aposentadoria calculado em função do saldo dos recursos
acumulados e do prazo de recebimento. Oferece os benefícios de renda
programada, renda programada reversível para renda mensal vitalícia,
renda por invalidez e Benefício Proporcional Diferido (o participante
tem a opção de parar de contribuir e receber o benefício
proporcional ao aplicado).
O CD Eletrobrás Puro abrange os funcionários da Eletrobrás,
do Cepel e da própria Eletros; O CD ONS foi feito para os funcionários
do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (Eduardo
Puccioni - DCI)
22.04 - Seguro e fundos de pensão atuando juntos
Para quem deseja conhecer o que pensa sobre os rumos do mercado o provável
novo presidente do IRB Brasil Re, Leonardo Paixão, basta dar uma
olhada no que foi publicado pela imprensa a respeito da recente conferência
internacional de resseguro, realizada no Copacabana Palace, no mês
passado.
Na ocasião, Paixão fez uma defesa calorosa da aproximação
do mercado de seguros com os fundos de pensão, lembrando - com razão
- que são segmentos complementares e que, por esse motivo, têm
muito a oferecer um ao outro.
Vale lembrar que a cobertura do resseguro para fundos de pensão
é uma das propostas mais polêmicas do mercado brasileiro.
(SegurosInf)
22.04 - Todos querem a Previ
Presidente do Banco do Brasil e o atual comandante do fundo de pensão
brigam por cargo. Governo teme uma guerra suja
A guerra declarada entre Aldemir Bendini, presidente do Banco do Brasil,
e Sérgio Rosa, que deixará, no fim de maio, a presidência
da Previ, o fundo de pensão dos empregados da instituição
financeira, caiu como uma bomba no Palácio do Planalto. Há
o temor de que as trocas de acusações entre os dois, motivadas
pelo controle da maior fundação de previdência privada
da América Latina, com patrimônio de R$ 142 bilhões,
acabem resvalando para o campo político, dando munição
à oposição para atacar a candidatura da petista Dilma
Rousseff à Presidência da República.
Com participação acionária em empresas como a
Vale, a Embraer, a Petrobras, a Oi e o próprio BB, a presidência
da Previ se transformou, nos últimos anos, em um dos cargos mais
ambicionados do setor público. Muito mais do que vários ministérios,
devido aos benefícios que se podem tirar de tamanha influência
- inclusive doações para campanhas políticas. Rosa,
que cumpriu dois mandatos em quase 10 anos e não pode mais ser reconduzido
ao cargo, quer fazer seu sucessor: Joilson Rodrigues Ferreira, diretor
de Participações do fundo. O presidente do BB, que tem a
prerrogativa de indicar o comandante da Previ, deseja nomear Paulo Rogério
Caffarelli, atual vice do BB.
Sérgio Rosa tem uma ficha de bons serviços prestados
ao governo - o mais recente deles, garantir, por meio de uma das controladas
da Previ, a Neoenergia, um dos consórcios para disputar a usina
de Belo Monte. Ele tem como principal padrinho o deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), que vem defendendo o nome de Joilson para a presidência
da fundação. Bendini, por sua vez, conta com o apoio do ministro
da Fazenda, Guido Mantega. O presidente do BB acredita que o comando do
fundo deve ser profissionalizado, já que, nos últimos anos,
foi dominado por sindicalistas em tradição em gestão.
Além de Rosa, vão deixar a Previ o diretor de Administração,
Francisco Alexandre, e a diretora de Planejamento, Cecília Siqueira.
A diretoria executiva da Previ é constituída de seis
diretores, três indicados pelo patrocinador, o BB, e três pelos
associados. Dos indicados pelo banco, apenas Rosa sairá. Dos eleitos
pelos funcionários, permanecerá apenas o diretor de Seguridade,
José Sasseron. Duas chapas disputam a eleição, incluindo
cargos nos conselhos deliberativo e fiscal. (Vânia Cristino
- Correio Braziliense)
20.04 - Tafic: Pagamento somente por meio da GRU-Cobrança
Previc alerta para necessidade da GRU ser emitida na página
do Ministério da Previdência Social
O pagamento da Tafic (Taxa de Fiscalização e Controle)
deverá ser efetuado somente por meio de GRU-Cobrança (Guia
de Recolhimento da União – tipo Cobrança), não sendo
admitida a GRU-Simples. O alerta é da Previc –Superintendência
Nacional de Previdência Complementar, conforme previsto na
Instrução n° 01, de 13 de abril de 2010, já publicada
no Diário Oficial da União de sexta-feira, dia 16/04/2010.
A GRU-Cobrança deverá ser emitida por plano de benefícios
administrado pela entidade fechada de previdência complementar, unicamente
no sítio de Internet do Ministério da Previdência Social,
em endereço eletrônico a ser oportunamente disponibilizado
para este fim. (Zenaide Azeredo - Previc/AssPreviSite)
20.04 - Dossiês na guerra pela Previ
Bancários ligados ao PT já partiram para a guerra de
dossiês na disputa pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários
do Banco do Brasil.
O presidente da Previ é nomeado pelo Conselho Diretor do BB,
mas a última palavra sempre cabe ao presidente da República.
Conforme o resultado da eleição presidencial, o cidadão
vitorioso em 2010 poderá ser destronado no início do ano
que vem. A cena já se repetiu há oito anos, com os sinais
trocados. Sergio Rosa, presidente da Previ, só assumiu o cargo em
2003, após a vitória de Lula. (Revista Época)
20.04 - Previdência privada é investimento
Modelo atual permite o desenvolvimento de novos produtos, que vão
além do antigo conceito de complemento da aposentadoria
A previdência privada foi criada para prover a aposentadoria
de seus integrantes, garantindo-lhes o padrão de vida que tinham
quando trabalhavam após deixar a vida profissional. Esta responsabilidade
podia ser integral ou parcial, já que alguns países a viam
como garantidora das aposentadorias e outros, como responsável apenas
pela diferença entre o teto da previdência pública
e a real necessidade do aposentado. Durante décadas o desenho funcionou
bem. A razão era simples: havia permanentemente mais gente ingressando
do que saindo do mercado de trabalho.
Por isso, grande parte dos fundos de pensão norte-americanos,
país onde a previdência privada se desenvolveu de forma exponencial,
foi calculada levando em conta a entrada de jovens na vida profissional
e a utilização de seus aportes mensais como numerário
para efetuar o pagamento das pensões dos que já tinham direito
ao benefício. Ou seja, seu desenho era exatamente igual ao da previdência
pública, levando em conta o princípio da bicicleta e sem
qualquer tipo de acumulação individualizada em favor do participante.
Desequilíbrio. Até final da década de 1960 não
houve problemas. A partir daí, em função da introdução
maciça da automação em todos os campos profissionais,
o aporte dos jovens começou a ser insuficiente para custear os benefícios
dos aposentados.
O resultado foi o desequilíbrio de vários fundos de pensão
e a necessidade da criação de mecanismos destinados a socorrer
os planos mais ameaçados, provendo a eles os valores indispensáveis
para fazer frente a seus compromissos e assim não ameaçar
o sistema.
Diante da nova realidade, governo, operadoras e participantes começaram
a buscar novas alternativas para a previdência privada norte-americana
e o resultado foi a mudança de enfoque do produto.
Se até ali a ideia era a garantia do pagamento da aposentadoria,
dali em diante a previdência privada passou a ser vista como um investimento
de longo prazo, do interesse de todas as partes, incentivado pelo governo,
através da redução da carga fiscal de forma inversamente
proporcional ao tempo que o dinheiro ficasse investido.
Como consequência, a previdência privada aberta passou
a ser individualizada, com cada participante tendo uma conta própria,
intransferível e com destinação do numerário
exclusivamente para ele.
O desenho atual da previdência privada brasileira é exatamente
este. É assim que os PGBL""s e VGBL""s funcionam. Eles são
fundos de poupança de longo prazo. E a vantagem em cima de outros
investimentos vem justamente do governo abrir mão de parte do imposto
de renda se o dinheiro ficar aplicado por um período mínimo,
após o qual a carga tributária começa a cair.
Se a previdência privada fechada ainda é vista como uma
ferramenta de complementação de aposentadoria, a previdência
privada aberta é tratada como um investimento com características
próprias, destinado a remunerar com eficiência as aplicações
de longo prazo.
Diversidade. Isso tem permitido às operadoras desenvolverem
novos produtos com características bastante diversas da complementação
da aposentadoria. Os planos mais recentes têm viés bem mais
amplo e se destinam a uma série de situações que vão
muito além da garantia da qualidade de vida dos aposentados.
É assim que se tornou normal os pais iniciarem planos de previdência
privada aberta em favor de seus filhos quando estes ainda são crianças,
visando garantir os fundos para a aquisição, no futuro, da
casa própria, de um carro, do escritório ou consultório,
depois que eles já estiverem formados.
Também surgiram planos focados no custeio do estudo universitário
e agora surge plano mais moderno ainda, destinado a fazer frente a despesas
com problemas de saúde.
É um universo completamente novo, que, além de abrir
para milhões de pessoas a possibilidade de ter a proteção
de planos idôneos, deve também melhorar as condições
de atendimento da população, por meio do acesso a um serviço
médico-hospitalar de boa qualidade. Ou seja, mais que tudo, estes
produtos garantem a paz social. (Antonio Penteado Mendonça
- O Estado de S.Paulo)
19.04 - Ministro nomeia integrantes da Câmara de Recursos
Colegiado é a última instância administrativa de
recursos contra decisões da Previc
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, nomeou
os integrantes da Câmara de Recursos da Previdência Complementar
(CRPC), órgão colegiado responsável por apreciar e
julgar, em última instância administrativa, os recursos interpostos
contra decisão da Diretoria Colegiada da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc). O mandato dos integrantes
do colegiado é de dois anos a partir da publicação
do ato de designação no Diário Oficial da União,
permitida uma única recondução.
Ao CRPC cabe também concluir os relatórios finais dos
processos administrativos iniciados por meio de auto de infração
ou instauração de inquérito, com a finalidade de apurar
responsabilidade de pessoa física ou jurídica do setor, e
sobre a aplicação das penalidades cabíveis. Ao colegiado
ainda cabem as impugnações referentes aos lançamentos
tributários da Taxa de Fiscalização e Controle da
Previdência Complementar (Tafic).
Composta por sete membros, todos com direito a voto, a CRPC é
representada por quatro servidores federais titulares do cargo efetivo,
em exercício no Ministério da Previdência Social, na
Previc ou no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Também
conta com um representante das entidades fechadas de previdência
complementar, dos patrocinadores e assistidos de planos de benefícios
das entidades fechadas de previdência complementar. O colegiado representa
todo sistema.
O presidente da CRPC é designado pelo ministro da Previdência
Social entre os servidores que compõem a Câmara. A ele cabe,
além do voto ordinário, o voto de qualidade no caso de empate.
As deliberações da Câmara serão por maioria
simples, presentes pelo menos quatro de seus membros.
(Margareth Lourenço - AgPrev)
19.04 - Previc e consultorias do sistema se reúnem no MPS
Diretores esclarecem principais dúvidas do sistema
O diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, e o diretor de Análise
Técnica, Carlos de Paula, reuniram-se quinta-feira com vários
representantes de consultorias que trabalham com fundos de pensão.
O objetivo do encontro foi manter o diálogo entre a Previc e os
demais atores do sistema. Segundo Ricardo Pena “o trabalho realizado pelos
prestadores de serviços pode agregar valor aos fundos de pensão.
Por isso é fundamental ouvir as sugestões e as críticas
que o mercado tem a fazer”, disse.
Respondendo aos questionamentos feitos por alguns membros das consultorias,
Ricardo Pena explicou que a Taxa de Fiscalização e Controle
(Tafic) embute uma prestação de serviços pela supervisão
feita pelo Estado, e que deve ser vista, também, como investimento
para se ter um setor desenvolvido e regulamentado. Ele lembrou, nesse contexto,
que outros países também cobram por esses serviços.
MELHORIAS – O diretor-superintendente adiantou ainda que a fiscalização
será melhorada com a taxa paga à Previc, pois vai significar
a melhoria na implementação da Supervisão Baseada
em Risco (SBR). Ele lembrou, nesse sentido a existência do TAC (Termo
de Ajustamento de Conduta) no decreto n° 7075/2010, criado “para dar
maior segurança nas operações das entidades fechadas
de previdência complementar (EFPC)”.
A reunião com as consultorias, que teve a duração
de três horas, tratou ainda de temas relacionados com a Diretoria
de Análise Técnica (Ditec). Em sua exposição,
Carlos de Paula disse que a Ditec autorizou, em 2009, a implantação
de 38 planos de benefícios e de duas novas EFPC. Sua palestra e
o debate com os consultores versaram sobre os temas: fomento do sistema
fechado de previdência complementar; pesquisa sobre as principais
exigências nos processos; pesquisa sobre os processos de alteração
regulamentar e discussão sobre a minuta da resolução
n° 06/1988.
O encontro de ontem ilustra, segundo Ricardo Pena, “uma das metas da
Previc para este ano – o diálogo e o aperfeiçoamento da comunicação,
fomentando a transparência e aprimorando a gestão dos fundos
de pensão”. (Inaiá Sant’Ana e Zenaide Azeredo
- Previc/AssPreviSite)
19.04 - Modelo de certificação começa a ser divulgado
O modelo de certificação desenvolvido pelo ICSS começará
já nos próximos dias a receber uma intensa divulgação.
Na última quarta-feira, foi apresentado aos titulares da PREVIC
(Superintendência Nacional de Previdência Complementar) e SPPC
(Secretaria de Políticas de Previdência Complementar), respectivamente
Ricardo Pena e Murilo Barella, em reuniões em Brasília. As
apresentações foram feitas pela Diretora Técnica do
ICSS, Marise Gasparini, o Diretor da ABRAPP, Dílson Joaquim de Morais
e o consultor Luiz Romero.
No entender de Marise, as apresentações para as autoridades
deixaram claro ter o modelo alcançado um elevado nível de
segurança e qualidade. “Daqui a alguns dias as associadas começarão
a tomar conhecimento do que lhes será oferecido, com tempo mais
que suficiente para que se informem”, notou.
Para o consultor Luiz Romero, que atende o Instituto, uma das virtudes
do modelo é que “atende às demandas de nosso mercado, refletindo
as suas especificidades” (Diário dos Fundos de Pensão)
16.04 - Previc: Instrução sobre pagamento da Tafic
Taxa de Fiscalização e Controle será recolhida
para a Previc
A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (Previc) aprovou ontem a Instrução n° 01
que dispõe sobre os procedimentos relativos ao recolhimento
da Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar
– Tafic, criada pela Lei 12.154/09 e pelo Decreto 7.075/2010, responsáveis
pela implantação da Previc. O primeiro recolhimento tem como
vencimento o dia 10 de maio de 2010.
A Tafic, conforme a Instrução assinada pelo diretor-superintendente
Ricardo Pena, constitui receita da Previc e será recolhida ao Tesouro
Nacional, em conta vinculada à autarquia e cobrada através
do estabelecimento bancário integrante da rede credenciada para
o recolhimento de tributos federais. A Guia de Recolhimento da União
– GRU Cobrança será emitida por plano de benefícios
administrado pela entidade fechada de previdência complementar, mediante
acesso à rede mundial de computadores no sítio do Ministério
da Previdência Social (MPS).
CÁLCULO - De acordo com a norma, o valor da Tafic será
determinado por plano de benefícios, aqui incluídos
os assistenciais (de saúde e os de natureza financeira), da mesma
forma que serão excluídos os planos em liquidação
e os PGA (planos de gestão administrativa). Serão levados
em consideração o valor dos respectivos recursos garantidores.
No caso de transferência de gerenciamento, cisão, incorporação
ou fusão de planos de benefícios, fica responsável
pelo recolhimento da Tafic a entidade que na data do vencimento da obrigação
estiver administrando os respectivos recursos garantidores.
Conforme previsto em lei, a Tafic será paga quadrimestralmente,
em valores expressos em reais e seu recolhimento será feito até
o dia 10 dos meses de janeiro, maio e setembro de cada ano. Essa taxa a
ser paga pela EFPC será calculada com base nos recursos garantidores
do plano de benefícios no último dia dos meses de agosto,
dezembro e abril antecedentes, respectivamente. (Zenaide Azeredo
- Previc/AssPreviSIte)
16.04 - Portaria traz os nomes da Câmara de Recursos
Portaria do Ministério da Previdência Social, do último
dia 12, designa os membros da Câmara de Recursos da Previdência
Complementar: Representantes das EFPCs – Emílio Keidann Júnior
(titular) e Lygia Avena (suplente), Representantes das patrocinadoras e
instituídores de planos – Luiz Gonzaga Marinho Brandão (titular)
e Marta Maidanchen (suplente), Representantes de participantes e assistidos
– Antonio Bráulio de Carvalho (titular) e Itamar Russo (suplente),
Representantes do setor público – Aécio Pereira Júnior,
Daniel Pulino, Maria Batista da Silva, Alfredo Wondracck (titulares),
Paulo César dos Santos, Mario di Croce, Thiago Siqueira e Ana Squari
(suplentes).(Diário dos Fundos de Pensão)
16.04 - Novo olhar sobre o superávit da Previ
Desde 2007, nenhum dos cerca de 150 mil participantes do plano de benefícios
definidos da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do
Banco do Brasil, paga um único centavo de contribuição,
mesmo os que estão na ativa. O banco, patrocinador do fundo, também
não. Essa suspensão de contribuições só
foi possível porque a fundação acumula superávits
desde 2003, com exceção do ano de 2008.
Ainda assim, o superávit acumulado da Previ - algo que pode
ser mal comparado ao lucro de uma empresa - não para de crescer.
Fechou 2009 em R$ 44,2 bilhões e cresceu R$ 17,9 bilhões
só no ano passado. O desempenho da bolsa é o principal responsável
por essa valorização. Apenas a participação
da Previ na Vale, por exemplo, era avaliada em R$ 31,08 bilhões
no fim do ano passado, enquanto o patrimônio total do fundo era de
R$ 140,8 bilhões.
Com números dessa magnitude e em ano de eleição
para Presidência da República e de troca de presidente e diretores
da Previ, é natural que a discussão sobre o que fazer com
o superávit do fundo tenha ganhado um contorno político.
Mas a questão merece um olhar mais técnico e analítico,
por conta de seu impacto na vida futura de milhares de participantes e,
em última instância, na vida do contribuinte, já que
o Tesouro Nacional é o controlador do BB.
Vamos lá, às regras. Lei de 2001 determina que ao menos
25% do superávit tem que ficar guardado, a título de contingência
para os benefícios que serão pagos ao longo do tempo. Trata-se
de uma espécie de colchão de liquidez. Grosso modo, isso
significa dizer que, do superávit registrado de R$ 44,2 bilhões,
o excedente já baixa para R$ 33,15 bilhões apenas com a aplicação
da regra. Esse é o valor que entra na chamada reserva especial para
revisão do plano. A Lei Complementar 109 também determina,
de forma genérica, que após três anos de superávit,
é preciso decidir o que fazer com ele: deve-se revisar o plano de
benefícios. Se a opção for pela redução
ou suspensão das contribuições, a revisão deve
ser proporcional ao regime de contribuição. Um exemplo prático:
se o patrocinador contribui com R$ 10, o participante também com
R$ 10 e a decisão for diminuir a contribuição em 50%,
cada um deles passaria a contribuir com R$ 5 - o corte de 50% é
feito proporcionalmente. Detalhe: a regra também vale para o caso
de déficit. Para cobrir o buraco, a responsabilidade é de
ambos, patrocinador e associado.
Como a lei de 2001 era genérica, a Secretaria de Previdência
Complementar (SPC), em 2008, propôs uma norma, que foi depois aprovada
e se tornou a Resolução 26. Ali, são determinadas
várias outras medidas de cautela com relação à
apuração do superávit e sobre o que fazer com ele.
Em primeiro lugar, a resolução prevê que o fundo deve
adotar uma tábua atuarial mais atual, a AT 2000. Com dados da tábua,
que indica tempo de vida esperado da população, entre outros
números, são calculados os benefícios futuros do fundo.
A Previ já adota essa tábua. As outras medidas apontadas
pela resolução são a redução da meta
atuarial para 5% (indicação de uma rentabilidade menor no
futuro; hoje o fundo trabalha com 5,5%) e dedução, do superávit,
de eventuais dívidas da patrocinadora e de possíveis desenquadramentos
do fundo.
A Previ tem pelo menos três desenquadramentos importantes: os
investimentos na Vale superam o limite dos 10% de investimentos totais
do plano e as participações em duas empresas do setor elétrico,
CPFL e Neoenergia, superam o limite de 25% do capital total das empresas.
A estimativa é de que os três desenquadramentos, somados,
atinjam R$ 20 bilhões. A adoção da meta de 5% reduziria
o superávit em mais R$ 4 bilhões. Em contas bem grosseiras,
subtraídos esses valores dos R$ 33,15 bilhões do excedente
de superávit, o número cairia para R$ 9,15 bilhões.
Se esses ajustes da resolução fossem feitos primeiro e depois
fosse separado o colchão dos 25%, a conta subiria um pouco, para
R$ 15,15 bilhões. A distribuição, portanto, ficaria
entre R$ 9,15 bilhões e R$ 15,15 bilhões. E mantida a regra
da proporcionalidade, cada um dos grupos - patrocinador e associados -
teria direito a algo entre R$ 4,58 bilhões e R$ 7,58 bilhões.
Mesmo partindo de uma conta "grosseira", é possível mostrar
que a magnitude dos números é muito menor do que aquelas
que vêm aparecendo nos jornais.
Participantes da Previ e entidades que os representam têm entrado
com mandados de segurança na Justiça tentando derrubar a
aplicação da Resolução 26. Muitos deles também
defendem que a distribuição deveria ser feita apenas entre
os participantes, o que não parece razoável. Assim como também
não parece razoável que o Banco do Brasil, antes mesmo da
decisão da Previ sobre o assunto, já tenha se apropriado
em seu balanço de R$ 3,03 bilhões (2009) e R$ 5,06 bilhões
(2008) a título de amortização sobre ganhos atuariais
do fundo de pensão.
A Previ está agora debruçada sobre as regras e os números,
tentando chegar à conta final. Depois, a questão terá
de ser votada em conselho deliberativo, formada por três representantes
do banco e três dos participantes. E nessa sessão, o presidente
- seja ele Sérgio Rosa, ou o próximo indicado - não
tem voto de Minerva. (Raquel Balarin - Valor Online)
15.04 - O desafio da meta atuarial para os fundos de pensão
O desafio da meta atuarial para os fundos de pensão orientou
a discussão do terceiro painel do Congresso ABVCAP 2010, na tarde
da segunda-feira, primeiro dia do evento realizado na cidade do Rio de
Janeiro. Segundo Fábio Moser, diretor de investimentos da PREVI
e palestrante da sessão, o importante é definir estratégias
de longo prazo e buscar investimentos de maior rentabilidade.
Para isso seria necessário aumentar a exposição
de renda variável (mercado), renda fixa (dívida corporativa,
debêntures, FIDICs), investimentos estruturados (Private Equity e
Venture Capital, Fundos Imobiliários) e investimentos imobiliários,
o que acarretaria em um maior risco. “O grande desafio é lidar com
essa fase, procurando prever e diminuir esses riscos.” diz ele.
Demósthenes Marques, diretor de investimentos da FUNCEF, também
sugere uma diversificação e aumento do risco na carteira
e afirma que “os investimentos de Private Equity são bastante adequados
para os fundos de pensão”. Segundo ele, a resposta para o desafio
de superar a meta atuarial é óbvia: “temos que sair da Selic”,
ressalta.
Mauricio Wanderley, diretor de investimentos e finanças da Valia,
concorda que a solução para o desafio da meta atuarial está
na diversificação. “Para isso, nada melhor do que Private
Equity e Venture Capital, que vem aumentando cada vez mais a participação
em nossas carteiras” diz ele. Ricardo Weiss, diretor da FAPES completa:
“Já começamos o investimento em Private Equity há
12 anos e ele está em alta. Quanto maior o risco, maior o retorno”
afirma. (Rodney Vergili - Segs)
15.04 - Fundos querem ampliar foco em private equity
Principais investidores institucionais do país veem no segmento
boas oportunidades de cumprir meta atuarial.
O volume financeiro investido em private equity e venture capital no
Brasil ficou abaixo de 1% em 2009, abaixo de países como África
do Sul, China e Estados Unidos, acima somente da Rússia.
Mas esse investimento pode aumentar nos próximos anos, no que
depender de grandes investidores como fundos de pensão, já
que a taxa de poupança doméstica brasileira tem espaço
para mais investimento em capital de risco de longo prazo, na opinião
do presidente da Empea (Emerging Markets Private Equity Association), Roger
Leeds.
"O investidor aqui é muito conservador. Mas não se pode
depender no futuro da poupança internacional", disse Leeds em entrevista
ao Brasil Econômico, ao mencionar que os investimentos em capital
de risco no Brasil são guinados principalmente por investidores
externos.
No que depender dos fundos de pensão, o investimento pode, de
fato, aumentar. O Funcef, fundo de pensão dos funcionários
da Caixa Econômica Federal, tem atualmente cerca de 36% dos investimentos
alocados em renda variável, de acordo com o diretor de investimentos
Demosthenes Marques. Mais da metade desse montante está concentrado
em capital de longo prazo e venture capital.
Atualmente, a Funcef tem investimentos em 5 fundos mútuos de
investimentos em empresas emergentes (Fmiee) e em 24 fundos de private
equity. "Em termos absolutos, todo ano investimos mais", diz Marques.
O executivo evitou indicar se a Funcef fechou acordo para entrar em
algum consórcio para o leilão de Belo Monte, em mais um investimento
de longo prazo. O governo espera contar com os fundos de pensão
para garantir o leilão pela construção da usina. Mas,
a poucos dias de sua realização, ele não quis indicar
quem seriam os consorciados do fundo. "Estamos estudando", declarou.
A Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale, também
quer ampliar a participação em fundos de private equity e
capital de risco. O diretor de investimentos Mauricio Wanderley gerencia
uma carteira de R$ 12,5 bilhões em investimentos. Atualmente, a
Valia tem 1,6% investido em capital de risco, mas a meta é chegar,
nos próximos anos, sem período estabelecido, a 5% do total
investido. "Estamos olhando fundos multisetoriais, oportunidades na Copa,
na Olimpíada e no pré-sal", disse Wanderley.
Regulamentação adequada
O setor de private equity e venture capital passará também
a ser incentivado com a criação do código de autorregulamentação
de private equity da Abvcap e da Anbima. O código deve uniformizar
padrões e condutas dos fundos de investimento em capital de risco.
"Vai ter um nível de detalhe e especificação que não
seria produtivo engessar em uma regra para esse tipo de publico", disse
a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria
Helena Santana.
O ex-presidente da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, elogiou a autorregulação
do setor e considerou que o arcabouço jurídico de private
equity no Brasil já é adequado. (Daniel Haidar - Brasil
Econômico)
15.04 - Investimento em infraestrutura é tema de painel
Sede de eventos esportivos nos próximos anos, o Brasil promete
enfrentar desafios no setor de infraestrutura. Esse foi o tom dos debates
do sexto painel do Congresso ABVCAP que contou com a participação
de Marcos Almeida, vice-presidente sênior da Brookfields, Alcinei
Cardoso Rodrigues, gerente executivo de participações mobiliarias
da PETROS, e Maurício Endo, sócio da KPMG, na noite da segunda-feira,
na cidade do Rio de Janeiro.
Atualmente, o Brasil investe menos de 2% do PIB em infraestrutura frente
aos 4% considerados ideais pelo Banco Mundial. Já a China investiu
11% em 2009. Para Marcos Almeida, da Brookfields, esse gap de investimentos
na área de infraestrutura brasileira cria uma oportunidade de negócios
para a iniciativa privada. “´É preciso atrair os investidores
desenvolvendo uma estrutura legal mais atraente”, afirmou.
Em consonância com a estratégia de investimentos de longo
prazo, a PETROS investe em 12 fundos de infraestrutura, sendo que 42% dos
recursos são voltados ao setor de energia elétrica. “A PETROS
acredita na indústria de Private Equity e aposta nesta estratégia
de investimento”, afirmou Alcinei. Como forma de agregar valor e proteger
o dever fiduciário da entidade, ele também alertou para importância
dos gestores acompanharem os investimentos, já que se tratam de
processos de longo prazo.
Já Mauricio Endo, sócio da KPMG, relatou que os investimentos
para Copa do Mundo somam aproximadamente R$ 150 bilhões e as Olimpíadas
requerem recursos da ordem R$ 22 bi. “O volume de investimento estatal
não será suficiente para conceber todas as obras. Daí
a necessidade de participação da iniciativa privada”, ressaltou.
(ABN)
14.04 - Liminar suspende transferência de plano
Em ação ajuizada pela ANAPAR em parceria com o SINERGIA-CUT
SP, a Juíza Maria Eulália de Souza Pires, da Justiça
do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, concedeu liminar
suspendendo a transferência do plano de previdência complementar
dos funcionários da Bandeirante Energia S.A., da Fundação
CESP para a ENERPREV – Previdência Complementar do Grupo Energia
do Brasil. A liminar foi concedida no último dia 30 de março.
A transferência é de interesse da patrocinadora, mas os
participantes são contrários a esta migração,
principalmente porque o estatuto da Fundação CESP é
mais democrático e garante maior participação dos
trabalhadores do que o da ENERPREV. Na Fundação CESP, há
maior garantia de que a patrocinadora não alterará estatuto
e regulamentos de plano sem negociações e concordância
dos representantes dos trabalhadores.
Em duas tentativas anteriores, a patrocinadora não conseguiu
aprovar a transferência porque houve empate na decisão do
Comitê Gestor, pelo voto contrário dos representantes eleitos
pelos participantes. A terceira tentativa seria feita em reunião
marcada para o dia 31 de março e não se concretizou por conta
da liminar conseguida pela ANAPAR.
Na Fundação CESP, a decisão sobre a transferência
do plano é atribuição do Comitê Gestor de Investimento
e Previdência dos planos previdenciários patrocinados pela
empresa Bandeirantes Energia. O Comitê é composto por quatro
membros, sendo dois indicados pela patrocinadora e dois eleitos pelos participantes.
O Comitê foi instalado após a assinatura de instrumento
de acordo celebrado entre a patrocinadora e os participantes, que estabeleceu
regras para seu funcionamento. Segundo esse instrumento, se a decisão
do Comitê terminar empatada, o assunto será analisado, sucessivamente,
por técnicos da Fundação CESP, pela diretoria da entidade,
pela diretoria da patrocinadora e pelos representantes legais dos participantes.
Permanecendo o impasse, o assunto terá de ser reavaliado pelo Comitê.
Estes passos não foram cumpridos e por este motivo a liminar
impeditiva da transferência foi concedida.
Gestão democrática foi conseguida na luta – A Fundação
CESP é uma entidade multipatrocinada e seu modelo de gestão
foi implantado depois de muita luta dos participantes e de seus sindicatos
e entidades representativas, em negociação com as patrocinadoras.
O estatuto da entidade prevê paridade no Conselho Deliberativo, com
9 membros indicados pelas patrocinadores e 9 eleitos pelos participantes;
no Conselho Fiscal os participantes elegem 3 representantes e os patrocinadores
indicam 2. O estatuto garante ainda um Comitê Gestor por plano de
benefícios, com representação paritária, caráter
deliberativo e atribuições de acompanhar a gestão
do plano previdenciário e sua política de investimentos.
“Conseguimos barrar a transferência, que a patrocinadora queria
nos impor à revelia da vontade dos trabalhadores, graças
ao nosso modelo de gestão. Não podemos nunca abrir mão
desta conquista, para evitar que danos sejam causados aos participantes”,
avalia Valdivino F. dos Anjos, diretor do SINERGIA e membro do Conselho
Deliberativo da ANAPAR. (Anapar)
14.04 - Funcionários e BB brigam por R$ 13 bilhões da
Previ
Disputa, que está na Justiça, gira em torno de superávit
do fundo de pensão
Representantes dos funcionários do Banco do Brasil (BB) e a
própria instituição financeira federal estão
numa queda de braço pelo destino de R$ 13 bilhões de recursos
da Previ - maior fundo de pensão do país, dos funcionários
do banco. No pano de fundo da disputa, está a sucessão do
paulista Sérgio Rosa na presidência da instituição.
A briga gira em torno da resolução de número 26
do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC).
Ela estabelece que, quando um fundo de previdência tem superávit
em um período acumulado de três anos, os recursos devem ser
devolvidos aos participantes (funcionários e aposentados) e patrocinador
(o banco).
Na Previ, o superávit acumulado chega a R$ 44 bilhões,
dos quais R$ 26 bilhões são de "reserva para revisão
do plano".
Esta reserva é que poderia ser devolvida, segundo a resolução.
O BB entende que poderia ficar com metade desse valor (R$ 13 bilhões).
Mas representantes de funcionários e pensionistas defendem que esse
dinheiro pertence a eles e movem processos na Justiça contra a resolução
e o Ministério da Previdência, que comanda o conselho.
Segundo o diretor da Previ Fabio Moser, citando posição
do departamento jurídico da Previ, nada impediria atualmente a distribuição
dos recursos.
Mas ele afirma que a decisão depende ainda de estudos em nível
técnico dentro do fundo de pensão.
- A lógica é que um fundo de pensão não
existe para ganhar dinheiro. Se o fundo dá um retorno acima do necessário,
significa que houve contribuição demais e o dinheiro volta
a quem contribuiu - explicou Moser, acrescentando que não existe
qualquer decisão sobre isso.
Moser destaca, porém, que existe uma série de questões
mal esclarecidas sobre a resolução.
Ele lembra que a Previ não tem dinheiro em caixa. Os recursos
estão alocados em ativos, que precisariam ser vendido para devolver
o dinheiro. Por outro lado, a resolução estabelece um prazo
mínimo de 36 meses para devolução do dinheiro: - Podemos
devolver em 36 meses, cinco anos ou dez anos.
O Banco do Brasil vem contabilizando em seu balanço valores
que entende ter direito a receber da Previ pelo menos nos últimos
dois anos. Em 2007, o valor chegou a R$ 5 bilhões e, em 2008, foram
R$ 3 bilhões.
Diretor de Participações da Previ, Joilson Rodrigues
Ferreira, possível sucessor e fiel escudeiro de Sérgio Rosa,
afirma que a queda de braço não tem relação
com as eleições no fundo, que acontecem em maio. (Bruno
Villas Bôas - O Globo)
14.04 - Private equity: Grandes fundações ainda veem restrições
Para os fundos de pensão, o investimento em private equity ainda
apresenta restrições, disseram ontem os administradores de
quatro dos maiores entre eles, durante o congresso da Abvcap. "Investir
em private equity no Brasil dá trabalho, para cada um projeto aprovado
dois ou três tiveram que ser analisados", afirmou o diretor de investimentos
da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil
(Previ), Fabio Moser. "Precisamos evoluir para um sistema que garanta transparência,
que dê menos trabalho", afirmou Moser que, junto com seus colegas
da Funcef (Caixa Econômica Federal), Valia (Vale do Rio Doce) e Fapes
(BNDES), falou das perspectivas do private equity do ponto de vista dos
maiores investidores institucionais do país.
A Previ tem R$ 1 bilhão aplicados em projetos em setores que,
segundo Moser, não estão na bolsa de valores ou têm
baixa liquidez, como os de óleo e gás, educação,
tecnologia e sustentabilidade. Mas Moser disse que uma ampliação
deste valor será apenas no fundo mais "jovem" administrado pela
Previ, o Previ II de Contribuição Definida, ainda aberto
a novos participantes, já que o maior fundo da entidade, o de Benefícios
Definidos, que tem R$ 140 bilhões, está há anos fechado
a novos participantes e está na fase de se desfazer de seus investimentos
em renda variável.
Já o diretor da Funcef, Demóstenes Marques, abriu perspectivas
mais concretas e recomendou aos gestores de fundos de pensão que
busquem o private equity como alternativa de diversificação.
A fundação dos economiários da Caixa tem aplicações
em 29 fundos de private equity, no total de R$ 3,8 bilhões.
(Janes Rocha - Valor Online)
13.04 - Fusão e cisão: respeito à natureza previdenciária
"Os institutos da fusão, cisão, incorporação
de entidades, transferência de gestão de planos e retirada
de patrocínios precisam ser de fato regulamentados, mas precisam
sê-lo respeitando a natureza previdenciária de nosso sistema,
minimizando os riscos sociais", disse o Presidente do SIDANPP, Jarbas de
Biagi, ao se pronunciar como um dos debatedores no painel que tratou na
quinta-feira do tema, em São Paulo, no seminário Questões
Relevantes na Previdência Complementar Fechada (Fundos de Pensão),
promovido pela INSPER. Segundo o titular da Superintendência Nacional
de Previdência Complementar, Ricardo Pena, expositor no mesmo evento,
minuta de uma resolução a respeito deverá começar
a ser discutida ainda este ano.
É fundamental, disse Biagi, que a regulamentação
venha respeitando os contratos, os direitos dos participantes, dos assistidos,
das patrocinadoras e dos instituidores. O Procurador da Superintendência
Nacional de Previdência Complementar, Daniel Pulino, declarou na
mesma linha que os riscos sociais devem ser considerados com o maior cuidado
em todos esses casos. Por sua vez, no mesmo evento o titular da PREVIC,
Ricardo Pena, fez uma apresentação sobre tema "Desafios do
Órgão Regulador e o Fomento da Previdência", apontando
os temas prioritários do organismo que dirige para os próximos
meses. (Diário dos Fundos de Pensão)
13.04 - Santos assume Departamento da SPPC
O Diário Oficial da União de quinta-feira (8) publicou
a nomeação de Paulo Cesar dos Santos como diretor do Departamento
de Políticas e Diretrizes de Previdência Complementar, da
Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC),
do Ministério da Previdência Social.
Na chefia de gabinete do ministro está o servidor do INSS Joseilton
Gonçalves dos Santos.
O novo secretário-executivo do Ministério da Previdência
Social, João Ernesto Aragonés Vianna, e o novo secretário
de Políticas de Previdência Social, Fernando Rodrigues da
Silva, tomaram posse nesta quinta-feira (8) após nomeação
publicada no Diário Oficial da União.
Aragonés Vianna, procurador federal, 40 anos, é gaúcho
de Porto Alegre. Graduado em Direito, pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS), tem mestrado em Direito Previdenciário pela
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP),
onde ingressou no doutorado em Direito Constitucional.
O novo secretário-executivo foi procurador-geral do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), de 2003 a 2004, consultor jurídico
do Ministério da Previdência Social, de 2005 a 2006, procurador-geral
federal da AGU, de 2007 a 2008 e Advogado-Geral da União interino
(2009).
Paulistano de 42 anos, Fernando Rodrigues é advogado, formado
pela Faculdade de Direito de Guarulhos (UNIMESP/FIG), com especialização
em Obrigações e Contratos pela Escola Superior de Advocacia
(ESA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo.
O novo secretário da SPS ocupava o cargo de diretor da Sociedade
de Previdência Complementar (Prevdata) da Empresa de Tecnologia e
Informações da Previdência Social (Dataprev), desde
maio de 2009. Entre fevereiro de 2006 e abril de 2009, Fernando Rodrigues
foi presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos
Municipais de Guarulhos (IPREF). Ele também foi diretor Administrativo
e Financeiro do mesmo instituto no período de novembro de 2003 a
fevereiro de 2006. (AgPrev/Diário dos Fundos de Pensão)
13.04 - Por Belo Monte, governo busca fundos de pensão
O governo não revelou os nomes das empresas que se inscreveram
na quinta-feira para o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte,
associadas à Eletrobrás, porque decidiu convocar os grandes
fundos de pensão de estatais - como Previ, Funcef e Petros - para
negociar a formação de novos consórcios. A formação
de novos grupos previamente acertados com os fundos funcionaria como uma
espécie de revide ao anúncio das empreiteiras Odebrecht e
Camargo Corrêa, feito anteontem, de que não participarão
do leilão da usina, marcado para o próximo dia 20. Ao mesmo
tempo, o governo espera reduzir o preço da construção,
cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões.
Depois de anunciar que divulgaria quinta-feira os nomes das empresas
que se inscrevessem até quarta-feira ao chamado para uma associação
com a Eletronorte, empresa do grupo público Eletrobrás, o
governo determinou que a lista só seja liberada nesta semana, e
sem data definida. Na avaliação de assessores do Ministério
de Minas e Energia e do Planalto, a Odebrecht e a Camargo Corrêa
entraram na disputa apenas para pressionar pela alta da tarifa da energia.
Como as duas empreiteiras foram bem-sucedidas com um aumento de 20%
nos preços, e mesmo assim saíram da disputa, técnicos
do governo entenderam que a desistência poderia servir para forçar
um novo reajuste, menos concorrência e até novas condições
a incluir em uma possível reabertura do edital do leilão.
Um técnico disse à reportagem que esses foram os motivos
que levaram à convocação dos grandes fundos de pensão
- o Petros da Petrobras, o Previ do Banco do Brasil e o Funcef da Caixa.
A estratégia é semelhante à que foi adotada pelo
governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando os fundos de pensão
entraram para "equilibrar a disputa e provocar concorrência" na privatização
do setor de telecomunicações, em julho de 1998. (Brasília
em Tempo Real)
12.04 - Cenários Alternativos para os Investimentos
Oportunidades para investidores de diferentes portes e perfis
Na tarde do próximo dia 15, em São Paulo, a ABRAPP estará
promovendo, sem ônus para as associadas, o seminário Cenários
Alternativos para os Investimentos dos Fundos de Pensão. O evento,
que conta com o apoio do SINDAPP e com as inscrições
podendo ser feitas através do endereço http://www.portaldosfundosdepensao.org.br/,
vai mostrar as oportunidades que a economia brasileira em crescimento oferece
aos investidores de diferentes portes e perfis, todos atualmente pressionados
a buscar novas opções à renda fixa tradicional.
Patrocinado pelo Banco Votorantim, o seminário, a ser aberto
pelo Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça, terá
um primeiro painel dirigido por Sérgio Rosa, Presidente da PREVI
e voltado para o tema “Instrumentos e Oportunidades de Investimentos na
Visão dos Fundos de Pensão”. O palestrante será Guilherme
Lacerda, Presidente da FUNCEF.
A segunda temática tratada será a “Busca da Melhoria
do Risco Retorno das Carteiras dos Fundos de Pensão na Visão
do Mercado”, tendo como palestrante Marcelo Rabbat, sócio-diretor
da RiskOffice e sendo os trabalhos coordenados por Wager Pinheiro, Presidente
da PETROS.
O terceiro painel, dirigido por Roberto Teixeira de Carvalho, diretor
ABRAPP, trará o tema “Os Grandes Desafios dos Investimentos em Infraestrutura-Cases:
Pré-Sal e Trem de Alta Velocidade”, sendo palestrantes Alexandre
Fernandes, gerente-coordenador de Relacionamento com Investidores da Petrobras,
e Guilherme Quintella, Presidente da EDLP. (Diário dos Fundos
de Pensão)
12.04 - Governo recorre a fundos para salvar leilão de Belo Monte
Previ, Funcef e Petros serão chamados para formar consórcios
e revidar o anúncio da desistência da Odebrecht e da Camargo
Corrêa
O governo não revelou os nomes das empresas que se inscreveram
ontem para o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, associadas
à Eletrobrás, porque decidiu convocar os grandes fundos de
pensão de estatais - como Previ, Funcef e Petros - para negociar
a formação de novos consórcios.
A formação de novos grupos previamente acertados com
os fundos funcionaria como uma espécie de revide ao anúncio
das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, feito anteontem, de
que não participarão do leilão da usina, marcado para
o próximo dia 20. Ao mesmo tempo, o governo espera reduzir o preço
da construção, cujo teto foi estabelecido em R$ 19 bilhões.
Depois de anunciar que divulgaria ontem os nomes das empresas que se
inscrevessem até quarta-feira ao chamado para uma associação
com a Eletronorte, empresa do grupo público Eletrobrás, o
governo determinou que a lista só seja liberada na próxima
semana, e sem data definida. Na avaliação de assessores do
Ministério de Minas e Energia e do Planalto, a Odebrecht e a Camargo
Corrêa entraram na disputa apenas para pressionar pela alta da tarifa
da energia.
Como as duas empreiteiras foram bem-sucedidas com um aumento de 20%
nos preços, e mesmo assim saíram da disputa, técnicos
do governo entenderam que a desistência poderia servir para forçar
um novo reajuste, menos concorrência e até novas condições
a incluir em uma possível reabertura do edital do leilão.
Um técnico disse ao Estado que esses foram os motivos que levaram
à convocação dos grandes fundos de pensão -
o Petros da Petrobrás, a Previ do Banco do Brasil e o Funcef da
Caixa.
A estratégia é semelhante à que foi adotada pelo
governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando os fundos de pensão
entraram para "equilibrar a disputa e provocar concorrência" na privatização
do setor de telecomunicações, em julho de 1998.
Pressão. As empreiteiras ameaçavam sair do leilão
de Belo Monte há algum tempo, alegando que as condições
impostas pelo governo tornavam o projeto inviável. A pressão
levou o governo, três semanas atrás, a reunir o então
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e os presidentes da Empresa
de Pesquisa em Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, da
Eletrobrás, José Antonio Muniz, e técnicos do setor.
Na pauta, explicitamente, as reclamações das empresas.
Àquela altura, o teto para a construção da usina
era de R$ 16 bilhões. Como o Ministério do Meio Ambiente
fez novas exigências depois dessa reunião e a Odebrecht conseguiu
demonstrar que a EPE não havia considerado o custo das residências
dos operários na construção do canteiro de obras,
o teto subiu em mais R$ 3 bilhões. A decisão foi objeto de
uma portaria do ministro Lobão, aprovada pelo Tribunal de Contas
da União (TCU).
Essa não foi a única vitória do lobby do consórcio
Odebrecht/Camargo Corrêa nas batalhas com o governo. O preço
inicial da tarifa para a energia gerada em Belo Monte foi previsto em R$
68 por MWh e depois aumentado para R$ 83 por MWh. Além disso, as
queixas do "alto risco" do negócio também levaram o governo
a negociar condições especiais de financiamento às
construtoras com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).
Na construção das hidrelétricas de Jirau e Santo
Antônio, o prazo de pagamento dos empréstimos foi estabelecido
em 20 anos. Para financiar a construção de Belo Monte, no
entanto, o consórcio vencedor terá 25 anos para pagar a dívida
ao BNDES.
Técnicos do setor dizem que o risco do negócio é
baixo, até porque haverá a participação de
49% da Eletrobrás. (Christiane Samarco - O Estado de S.Paulo)
12.04 - Fundos: União busca viabilizar novo consórcio
O governo federal tentará até o último momento
possível garantir a presença de um segundo consórcio
forte no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. Apesar
da certeza de que existirá esse segundo grupo, composto por Bertin,
Galvão Engenharia, OAS, Mendes Júnior, Serveng, além
de um grupo chinês que produzirá as turbinas, conforme divulgado
pelo Valor ontem, na cúpula do governo existem dúvidas quanto
à sua capacidade financeira e operacional.
O temor maior é que, sem a presença de um grupo industrial
de porte que construa uma planta nas proximidades da usina no rio Xingu
(PA), a estrutura financeira do consórcio seja bastante comprometida.
Esse grupo seria o rival do consórcio formado por Andrade Gutierrez,
Neoenergia, Vale e Votorantim
A usina foi orçada em R$ 19 bilhões pela Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), mas alguns concorrentes preveem valores de até
R$ 30 bilhões. Como o preço da tarifa (que corresponde a
até 90% da receita do projeto) será definido no leilão
e limitado ao teto de R$ 83 por megawatt-hora (MWh), esse consórcio
vencedor teria uma receita fixa bastante rígida, mas os custos podem
variar bastante.
Se os sócios passarem por dificuldade financeiras ao longo da
construção, o governo teria de arcar com o risco financeiro
e político de ter definido um preço subavaliado, que não
se mostraria rentável, e ter de injetar dinheiro para a usina ficar
pronta. Por isso, Ministério de Minas e Energia e Casa Civil tentam
costurar um segundo consórcio com o menor risco financeiro possível.
Logo, com a presença de indústrias.
A presença do grupo industrial no consórcio, chamado
de autoprodutor de energia, é importante, porque ele costuma pagar
um valor maior do que o consumidor cativo - que tem a tarifa definida no
leilão. É pela presença dos consumidores livres -
grandes indústrias - que as usinas do rio Madeira conseguem fechar
as suas contas. O MWh pago pelas indústrias acaba subsidiando o
consumidor cativo.
No caso de Belo Monte, o edital prevê o aumento do limite para
venda de energia no mercado livre de 10% para 30%, se houver presença
de indústria no consórcio. Ou seja, a presença da
indústria é ainda mais relevante do que no Madeira. Com uma
indústria como sócia, aumenta a expectativa dos construtores
de obter uma receita mais flexível e mais elevada. Por isso, o grupo
liderado pela Andrade Gutierrez teria muito mais vantagens do que qualquer
outro concorrente que não tiver a presença de grande indústria.
"Quem não tiver autoprodutor no consórcio vai ter uma
desvantagem enorme no leilão", concorda Mario Menel, presidente
da Abiape, a associação dos autoprodutores de energia elétrica.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, mais
de dez empresas se registraram em convocação da Eletrobras
que terminou na quarta-feira, para se associarem e participar do leilão
de Belo Monte. Embora a divulgação dessa lista estivesse
prevista para ontem, o governo resolveu segurar a publicação
por perceber que nela havia construtoras de pequeno porte, que claramente
não teriam capacidade de construir Belo Monte.
Na lista, também estão os potenciais autoprodutores.
Nos últimos meses, empresas do porte de CSN, Alcoa e Gerdau - além
de Vale e Votorantim - mostraram interesse em ser autoprodutores. São
indústrias como essas que poderiam aliviar a estrutura financeira
do novo consórcio. O prazo para essa articulação do
governo para criar novos consórcios com autoprodutores termina quarta-feira,
quando os consórcios têm de se cadastrar para o leilão
do dia 20, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel).
A articulação do governo fez com que pelo menos um fundo
de pensão reavaliasse sua participação no leilão.
Na quarta-feira, a Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica
Federal, informou à imprensa que sua presença no leilão
de Belo Monte estava totalmente descartada, por conta da desistência
de Odebrecht e Camargo Corrêa, com quem negociava. Ontem, a assessoria
de imprensa da Funcef afirmou que o fundo de pensão ainda avalia
possibilidades de participar do leilão da hidrelétrica.
Ontem, também, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
fez uma pressão de última hora, ao afirmar que o governo
construirá a usina com ou sem empresas privadas interessadas. "Nós
precisamos encontrar um preço justo e não o preço
que alguém quer nos impor", disse o presidente, sem citar nenhuma
empresa. Na Presidência, a declaração faz parte de
uma estratégia de enfrentar a desistência da Camargo Correa
e Odebrecht e ratificar para a sociedade e empresários a importância
da obra, que faz parte do Programa e Aceleração do Crescimento
(PAC). Na prática, a Eletrobras assumiria sozinha a construção
da usina apenas se não houvesse grupo interessado, uma hipótese
hoje descartada.
Esse vaivém no período exatamente anterior a um grande
leilão não é novo no país. Às vésperas
do leilão das usinas de Jirau e Santo Antônio, no complexo
do Madeira, em Rondônia, a guerra de declarações foi
similar.
Em Belo Monte, apesar de não ter alterado condições
do edital, conforme pedido pelas empresas, o governo federal espera ceder
a algumas demandas por melhores condições de financiamentos
pelo BNDES. O banco de fomento, que mantém conversas frequentes
com o ministério sobre a obra, deverá flexibilizar suas condições
em relação às usinas do Madeira, mas ainda não
anunciou o formato que fará o financiamento. Estima-se que o empréstimo
seja de cerca de 70% do valor total de Belo Monte. Em Santo Antonio foi
46,6% e em Jirau, 68,5%. Além do percentual, o BNDES pode tornar
prazos e taxas mais flexíveis dessa vez. (Danilo Fariello
- Valor Online)
09.04 - Hoje: Encontro AssPreviSite Minas
Com a representação de quase 80 participantes as entidades
de Minas terão uma excelente oportunidade para participar, em Belo
Horizonte, da leitura do cenário 2010, seus impactos e os novos
desafios na gestão das EFPCs. A abordagem desta temática
estará a cargo das principais entidades associativas do nosso segmento
(ABRAPP, APEP, ANAPAR) representadas por seus dirigentes. Os aspectos
administrativos e contábeis serão tratados pelo Dr. José
Edson da Cunha Junior, destacado especialista do sistema, sócio
da JCM&B. As questões relacionadas a investimentos
serão expostas por Débora Nogueira do Banco Fator.
Assim, o evento AssPreviSite, que conta com o apoio do Escritório
JCM&B e o patrocínio do BANCO FATOR, acontece hoje, no Auditório
Tiradentes do Ouro Minas Palace Hotel, Av. Cristiano Machado, 4001, em
Belo Horizonte. A taxa de adesão é de R$
300,00 (trezentos reais). Vagas encerradas. Informações
complementares através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
09.04 - Abrapp e Sindapp farão assembleias em 15 de abril
A ABRAPP está convidando as suas associadas para participar
das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária
que se realizarão no dia 15 de abril, na Sede do Sistema ABRAPP/ICSS/SINDAPP,
localizada na Av. das Nações Unidas, 12.551 – 20º andar,
São Paulo – SP.
A Assembleia Geral Ordinária, às 09:00 horas, em primeira
convocação, com a presença de 2/3 das associadas e,
às 09:30, em segunda chamada, com qualquer número, vai deliberar
sobre o Relatório de Atividades da Diretoria Integrada do Sistema
e Demonstrações Financeiras relativas ao exercício
findo em 31 de dezembro de 2009.
A Assembleia Geral Extraordinária, às 10:00 horas, em
primeira convocação, com a presença de 2/3 das associadas
e, às 10:30, em segunda chamada, com qualquer número, irá
deliberar sobre as Normas Gerais do Processo Eleitoral e outros assuntos
de interesse social.
Sindapp - O SINDAPP convoca as suas associadas para participar
das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária
que se realizarão no dia 15 de abril, na Sede do Sistema ABRAPP/ICSS/SINDAPP,
localizada na Av. das Nações Unidas, 12.551 – 20º andar,
São Paulo – SP.
A Assembleia Geral Ordinária, às 11:00 horas, em primeira
convocação, com a presença de 2/3 das associadas e,
às 11:30, em segunda chamada, com qualquer número, vai deliberar
sobre o Relatório de Atividades e Demonstrações Financeiras
relativos ao exercício de 2009.
A Assembleia Geral Extraordinária, às 12:00 horas, em
primeira convocação, com a presença de 2/3 das associadas
e, às 12:30, em segunda chamada, com qualquer número, para
deliberar sobre as Normas Gerais do Processo Eleitoral e a fixação
da contribuição associativa para o exercício de 2010,
prevendo a não aplicação de correção
e redução de 10%.
Tanto no caso da ABRAPP quanto do SINDAPP, é solicitado que
as associadas comuniquem previamente o nome e cargo do seu representante
na AGO/AGE, em atenção à Superintendência Geral,
aos cuidados de Érika Catino, pelos fax-símiles (11) 3043-8778/79/80.
Na hipótese de outorga de procuração, o documento
deverá ser entregue à secretaria da Assembléia no
ato de assinatura da lista de presença. (Diário dos Fundos
de Pensão)
09.04 - Anapar: Eleição de dirigentes
Na Assembléia Geral que será instalada no dia 30 de abril
às 17h00 e terá continuidade no dia seguinte o principal
tema de pauta será a eleição dos novos membros da
Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal para
o triênio 2010/2013. Para participar da assembléia, os associados
terão de se eleger como delegados nas plenárias regionais,
que escolhem um delegado para cada quinze associados da respectiva regional.
A eleição se dará pela apresentação
de chapas completas para todos os cargos. Podem se candidatar os associados
com um mínimo de um ano de filiação à entidade
e podem votar os associados com um mínimo de seis meses de filiação.
Além da eleição, a assembléia geral analisará
as contas da Diretoria Executiva e o balanço de 2009, o orçamento
de 2010 e o plano de ação para os próximos três
anos. Serão debatidas ainda alterações estatutárias
para adequar a estrutura da entidade, a criação de novo plano
de previdência e a possibilidade de firmar convênio para assistência
à saúde dos associados.
O associado pode verificar o edital de convocação da
assembléia e a programação das plenárias regionais
no site da entidade (www.anapar.com.br). Maiores informações
pelo telefone (61) 3326-3086. (Anapar/AssPreviSite)
08.04 - Minas terá uma ampla leitura do Cenário 2010
Dirigentes, conselheiros, advogados, especialistas, profissionais e
gestores das EFPCs de Minas terão uma excelente oportunidade para
participar, em Belo Horizonte, da leitura do cenário 2010, seus
impactos e os novos desafios na gestão das EFPCs. A
abordagem desta temática estará a cargo das principais entidades
associativas do nosso segmento (ABRAPP, APEP, ANAPAR) representadas por
seus dirigentes. Os aspectos administrativos e contábeis serão
tratados pelo Dr. José Edson da Cunha Junior, destacado especialista
do sistema, sócio da JCM&B. As questões relacionadas
a investimentos serão expostas por Débora Nogueira do Banco
Fator. Assim, o evento AssPreviSite, que conta com o apoio do Escritório
JCM&B e o patrocínio do BANCO FATOR, irá ocorrer amanhã
(dia 09), no Auditório Tiradentes do Ouro Minas Palace Hotel, Av.
Cristiano Machado, 4001, em Belo Horizonte. A taxa de
adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Vagas
encerradas. Informações complementares através
do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
08.04 - Portugal: 2010 faz bem aos fundos de pensões
Os fundos de pensões estão com rendibilidade positiva
desde o início do ano.
Os fundos de pensões portugueses renderam 1,8% em Março
e 1,9% desde o início do ano. A classe de activos com maior rendibilidade
foram as acções (6,8% no mês de Março), enquanto
que as obrigações se ficaram pelos 0,6%. Desde o começo
de 2010, a diferença é menor: as obrigações
renderam 2,1% e as acções mais 2%. Em Março, as acções
europeias renderam mais do que as outras acções estrangeiras
(7% contra 6,4%), mas desde o início do ano são as últimas
que obtêm maior rendibilidade (5,3% contra 3,6% das europeias).
"O mercado accionista obteve uma boa performance no mês de Março
devido à estabilização das condições
macroeconómicas em que os mercados operam, verificando-se algum
crescimento económico a par de baixa inflação", diz
a consultora Mercer em comunicado. Depois dos problemas nas contas públicas,
discutem-se agora os planos "concretos" de recuperação orçamental.
"Os mercados também reagiram positivamente ao crescimento da
população industrial na China e nos Estados Unidos da América
(EUA), à subida do preço do petróleo e ao crescimento
do emprego nos EUA", indica a Mercer. Segundo a consultora, no mercado
de obrigações de taxa fixa Euro, a maior componente de investimento
das carteiras dos fundos de pensões portugueses, a curva de rendimentos
acentuou um pouco mais a sua inclinação positiva. "A yield
das obrigações de dívida privada com qualidade de
crédito AA e maturidade superior a 10 anos, índice de referencia
para as taxas de desconto dos fundos de pensões, era de 4,61% no
final do mês", conclui.
Os fundos de pensões são patrimónios autónomos
destinados exclusivamente ao financiamento de planos de reforma. Por isso,
constituem um conjunto de activos cujo único objectivo é
proporcionar o pagamento futuro dos benefícios previstos.
Estes fundos podem ser abertos ou fechados: os últimos dizem
respeito apenas a um associado ou quando se verifica que existe um elo
de natureza empresarial, associativo, profissional ou social. Os Planos
Poupança Reforma/Educação e os Planos Poupança
em Acções, quando constituídos sob a forma de fundos
de pensões, tornam-se fundos abertos, permitindo a adesão
individual.
Nos últimos cinco anos o fundo de pensões aberto gerido
em Portugal mais lucrativo foi o Espírito Santo Multireforma, com
4,01% por cada ano investido, mas nos últimos 12 meses alguns outros
se distinguiram como o Espírito Santo Multireforma Acções
que subiu 58%, apostando forte em acções e o Horizonte Valorização
Mais que cresceu 20% no mesmo período. Conheça os fundos
de pensões em actividade na página da Associação
Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios
(APFIPP ). (Ana Pimentel - Dinheiro)
08.04 - Fundos: Governo decide leiloar 13 hidrelétricas
Desde 2005, Planalto não consegue retomar processo de concessões
de usinas de médio porte devido a entraves ambientais
Primeiro lote de leilão sai em junho; apesar do cronograma,
energia gerada nos próximos anos pelo país será mais
"suja", concentrada em termelétricas
O governo pretende leiloar um número recorde de 13 hidrelétricas
em 2010. O primeiro leilão, em junho, terá em seu portfólio
nove usinas, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética
(EPE), Maurício Tolmasquim.
Outros quatro projetos serão licitados no segundo semestre,
afirmou ele. Juntos, os projetos somam 4.640 megawatts, suficientes para
abastecer 12 milhões de habitantes. O volume de energia representa
alta de cerca de 4% na atual capacidade instalada do país.
Para cumprir o cronograma de licitações, porém,
é preciso que todos os projetos recebam licenciamento ambiental
prévio. E nos últimos cinco anos o governo não tem
conseguido leiloar concessões hidrelétricas de médio
porte justamente por conta de entraves ambientais.
Apenas as grandes usinas do rio Madeira, chamadas de "estruturantes",
conseguiram sair do papel no período, após pressões
políticas por parte do governo para que fossem agilizadas as licenças.
Desde 2005 só a hidrelétrica de Baixo Iguaçu foi
levada a leilão, no ano de 2008. Mas a Justiça cancelou a
licença prévia ambiental no começo deste ano e tornou
nulo o leilão. A usina havia sido arrematada pelo grupo Neoenergia,
que investiria R$ 1,4 bilhão para erguer o projeto, de 350 megawatts.
Tolmasquim acredita que conseguirá o licenciamento dos projetos
em tempo hábil. Ele disse que algumas das usinas já estão
em processo adiantado de licenciamento, já que tramita há
anos no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis). "Hoje os órgãos ambientais estão
mais ágeis e com mais pessoal. Antes não havia a centralização
dos estudos de viabilidade e inventário e o portfólio de
projetos era pequeno", disse.
Adriano Pires, especialista em energia e diretor do Centro Brasileiro
de Infraestrutura, afirma que nos últimos anos o governo vem tornando
a matriz energética cada vez mais suja, colocando em operação,
na sua maioria, usinas movidas a carvão e óleo combustível.
"Em um ano eleitoral, o governo Lula quer reverter a crítica
de que tem sujado a matriz nacional levando um portfólio de 13 hidrelétricas
a leilão. Mas não acredito que todas as licenças saiam
em tempo hábil."
Energia suja
De toda a energia já leiloada e com previsão de entrada
em operação até 2016 (32,1 mil megawatts), cerca de
60% são provenientes de termelétricas, segundo levantamento
com base em dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que a matriz brasileira
está cada vez mais suja. Estudo elaborado pela pasta aponta que
as emissões de dióxido de carbono, principal gás causador
do efeito estufa, gerado pelas térmicas, movidas principalmente
a óleo e a carvão, aumentaram 122% entre 1994 e 2007, passando
de 10,8 milhões de toneladas de CO2 em 1994 para 24,1 milhões
de toneladas em 2007.
Com o aumento, o Ministério do Meio Ambiente estima que o setor
industrial e energético já responda por 30% das emissões
globais do país. A maior parte do restante viria do desmatamento.
Para que a licença seja liberada pelo Ibama, os projetos precisam
cumprir quatro etapas. As cinco usinas da bacia do rio Parnaíba,
no Piauí, com previsão de leilão em junho, só
conseguiram até agora uma delas, a aprovação do chamado
Termo de Referência. (LEILA COIMBRA - Folha de S.Paulo)
07.04 - Perspectivas: Avanços Regulatórios
na Previdência Complementar
Com a criação da PREVIC - Superintendência
Nacional de Previdência Complementar, órgão vinculado
ao Ministério da Previdência Social, que substituiu a SPC
- Secretaria de Previdência Complementar, aumentam as expectativas
sobre os avanços regulatórios do sistema.
Segundo Sandra Lima Santos, atuária com
especialização em Inteligência de Mercado, sócia
consultora da Triaxes Consultoria Atuarial, "a PREVIC foi bastante aguardada
pela sua importância para o sistema, notadamente por sua missão
de supervisionar, fiscalizar e executar políticas para a previdência
complementar fechada, contando para isso com autonomia orçamentária,
administrativa e financeira, a exemplo do que acontece em países
mais desenvolvidos e que não era possível com a estruturação
da SPC".
Apesar de ocupar a 8ª posição
no ranking mundial dos fundos de pensão, o sistema brasileiro representa
menos de 20% do PIB, enquanto em países mais desenvolvidos, com
estrutura administrativa similar, este percentual supera 80%. "Há
consenso de que a PREVIC conferirá ao sistema maior estabilidade
e fortalecimento estrutural que propiciarão a sua expansão
de forma que, em pouco mais de 10 anos, o sistema brasileiro poderia atingir
o patamar de 50% do PIB", acredita Sandra.
Na visão da Triaxes, a partir de uma análise
das iniciativas em curso e as pendências de regulamentação
da Lei 109/2001, espera-se alguns avanços regulatórios:
1. Unidade do plano: matéria muito ligada
a questões judiciais em que problemas de um plano "contaminam" outro
que esteja ligado à mesma entidade. Embora possuindo CNPB distintos,
na esfera judiciária, muitas decisões atingem a entidade
como um todo. Esta questão é de extrema importância
para oferecer conforto jurídico-institucional ao sistema; em especial,
para o desenvolvimento dos multipatrocinados que, acreditamos, serão
propulsores da expansão do sistema.
2. Destinação do superávit
e equacionamento do déficit: com a prática da Resolução
CGPC nº. 26/2008, surgiu a necessidade de especificar situações
singulares de algumas entidades, como: tratamento de BD (benefício
definido) saldado dentro de um novo plano CD (contribuição
definida) ou CV (contribuição variável). Em planos
CV, o superávit ou déficit gerado pelas rendas vitalícias
deve ser computado a todos os participantes ou somente aos assistidos?
Em planos BD, 100% custeados pela patrocinadora, autopatrocinados têm
direito ao estoque de superávit ou pagam pelo déficit acumulado
na data da opção?
3. Retirada e transferência de patrocínio,
fusão, cisão, incorporação, migração
e saldamento de planos, transferência de participantes, de planos
e reservas entre EFPC: uma nova regulamentação estava em
discussão na SPC. Desde 1988, o sistema convive com a Resolução
CGPC Nº. 06 que trata da retirada de patrocínio e que tem balizado
o tratamento dos casos de cisão, migração, saldamento
e transferência, por falta de norma mais específica. Dentre
as polêmicas da nova norma está o tratamento de déficits
e superávits que, em princípio, será totalmente favorável
aos participantes (déficit é da patrocinadora e superávit
é dos participantes), o que difere do conceito da Resolução
CGPC nº. 26/2008.
4. Supervisão baseada em riscos (SBR):
este ponto exigirá reflexão e preparação, tanto
por parte da PREVIC e seus fiscais quanto das entidades de previdência
e seus dirigentes, uma vez que esse conceito caracteriza-se pela identificação
e mensuração dos riscos, e determinação das
ações de controle para a sua mitigação e prevenção,
muito mais que um simples check list a ser observado pelas entidades. Este
deve ser o maior desafio da PREVIC.
5. Revisão das normas atuariais: outro
item-chave que deverá ser revisto brevemente, sendo as tábuas
de sobrevivência e taxas de juros os pontos que mais necessitam da
atenção de todo o mercado.
6. Normatização de operações
de resseguro pelas EFPC e criação de "vasos comunicantes"
flexíveis entre os sistemas fechado e aberto de previdência:
planos que não oferecem a opção de renda vitalícia
deveriam viabilizar a contratação desta renda em entidade
aberta ou seguradora. Em nossa opinião, o mercado de anuidades precisa
se desenvolver no Brasil para a proteção dos participantes
que gerenciam os riscos da aposentadoria.
"Entendemos que, em 2010, os avanços regulatórios
mais importantes virão da nova regulamentação da retirada,
supervisão baseada em riscos (SBR) e revisão das normas atuariais.
No entanto, caso a estruturação da PREVIC se dê eficazmente,
será factível que as prioridades abarquem outras demandas
com que o sistema tem convivido atualmente sem maiores transtornos", finaliza
Sandra Santos, que atua há mais de 20 anos em consultoria de recursos
humanos, notadamente na área de Previdência Complementar (Aberta
e Fechada) e Benefícios. (Segs)
07.04 - Fundos: Exemplo de governança e
rigor técnico
Reproduzimos, a seguir, a correspondência
enviada pelo Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça,
ao jornal O Estado de S. Paulo, a propósito de reportagem
publicada segunda-feira:
"Na condição de presidente da Associação
que reúne e representa a Previdência Complementar sem fins
lucrativos, desejamos oferecer alguns esclarecimentos adicionais com relação
à matéria publicada na edição de hoje de seu
jornal, sob o título “CVM pune golpes complexos em fundos”, que
relata o importante trabalho que vem realizando a Comissão de Valores
Mobiliários, sem no entanto reconhecer a expressiva evolução
dos fundos de pensão brasileiros em termos de uma governança
cada vez mais elevada.
O nosso sistema respira profissionalismo, levado
a isso pela competência de seus gestores e por uma base legal e normativa
que é motivo de orgulho. Controles sempre existiram mas de 2001
para cá tornaram-se ainda mais rígidos e isso deve ser destacado,
quando se faz referência a episódios de um tempo em que ainda
não havíamos avançado tanto quanto foi possível
depois disso.
Desvios de conduta, quando existem e se este
é o caso apurado presentemente pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), merecem ser investigados e punidos pelas autoridades, que para tanto
recebem todo o nosso apoio, tratados como exceção que precisa
ser, claro, corrigida. No universo de nossos fundos, no entanto, a regra
que prevalece é a da melhor técnica. As leis complementares
108 e 109, ambas de 2001, e as suas regulamentações, acrescidas
de toda uma fundamentação legal e normativa que veio reforçar
a gestão e seus controles, significaram um autêntico divisor
de águas. Por isso mesmo somos hoje um sistema reconhecido pelo
elevado padrão de governança, inclusive por estudos produzidos
por instituições internacionais da maior expressão.
Fruto dessa realidade, o nosso sistema não
apenas vem crescendo e contribuindo de maneira importante para o desenvolvimento
do País e a geração de empregos, como tem conseguido
fazer isso ao mesmo tempo em que obtém o melhor retorno para os
seus investimentos, dessa maneira garantindo os pagamentos das aposentadorias
e pensões no futuro. Com exceção de 2008, ano da crise,
a regra mantida ao longo de mais de uma década vem sendo uma rentabilidade
sempre acima do exigido nos passivos previdenciários que carregamos.
Desde 1995 até o final do ano passado,
os fundos de pensão foram capazes de alcançar uma rentabilidade
de 1.063%, praticamente o dobro da necessidade atuarial exigida de 553%.
Se for computado o período de 2003 para cá, o retorno acumulado
foi de 248,09%. Mesmo no difícil ano de 2008, enquanto os pension
funds amargavam no exterior perdas superiores a 20%, no caso brasileiro
foi possível limitar o retrocesso a 1,6% negativo. Especificamente
em 2009 chegou-se a uma rentabilidade de 21,50%, em mais um resultado que
traduz uma gestão qualificada, altamente profissional, capaz de
operar satisfazendo uma legislação que está entre
as mais severas do mundo. Sem esse profissionalismo, tampouco teria sido
possível a notável evolução no emprego de modernas
técnicas de controle e compliance. Temos normas atuariais sempre
atualizadas e regras contábeis convergentes com as mais avançadas
práticas internacionais.
São estes os esclarecimentos que gostaríamos
de ver publicados, em respeito ao O Estado de S. Paulo e aos seus milhares
de leitores”. (Diário dos Fundos de Pensão)
07.04 - Previdência privada em ritmo acelerado
O ano passado foi o melhor da história da previdência
privada no Brasil - pelo menos desde 1998, quando começou a ser
registrada a série histórica do setor. Em 2009, as seguradoras
e empresas de previdência complementar associadas à Federação
Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), obtiveram uma
captação recorde de R$ 38,7 bilhões, 21,8% acima do
registrado em 2008, batendo na casa dos 12 milhões de pessoas seguradas.
Não por acaso, muita gente do setor anda rindo à toa,
principalmente quando se confere o desempenho turbinado deste início
de ano: no primeiro bimestre, as captações chegaram a R$
6,1 bilhões, quase 26% a mais do que no mesmo período de
2008. "Mantido esse ritmo, vamos ter um novo melhor ano de todos os tempos
em 2010", diz Marco Antônio Rossi, presidente da Fenaprevi e da Bradesco
Seguros, a líder do setor, com 36% do mercado nacional.
Na verdade, segundo ele, o desempenho de 2009 chegou a surpreender
o mercado. Afinal, em janeiro o resultado fora desanimador. "Tivemos o
ápice da crise", diz Rossi. O quadro começou a mudar a partir
do primeiro trimestre, consolidando-se de forma mais consistente a partir
de julho. "Dali em diante, a aceleração foi rápida",
diz Rossi.
Para Rossi, vários fatores explicam a retomada do crescimento.
Em primeiro lugar, a constatação de que o pior da crise havia
passado, levou os consumidores a reconsiderar o investimento em previdência
privada. Ao lado disso, acredita, aumentou a conscientização
dos brasileiros, que passaram a preocupar-se com a preparação
para a aposentadoria. "Com o aumento da longevidade, as pessoas passaram
a dar mais atenção à questão da qualidade de
vida na velhice", diz Rossi. "Ninguém quer depender de filhos ou
atrelar seu futuro à previdência oficial."
Outra boa notícia para as empresas é a atração
exercida sobre os consumidores da classe C pelos planos de previdência
privada, até há pouco privilégio do pessoal das faixas
A e B. Além de também passarem a se preocupar com a preparação
para a aposentadoria, os consumidores da classe C tiveram sua entrada facilitada
pela redução do mínimo exigido pelas seguradoras para
a subscrição de um plano - atualmente, em torno de R$ 30,00,
contra R$ 150,00 no começo da década. "A redução
dos valores, permitiu que tivéssemos um ganho de escala no setor",
afirma Rossi. "Nos últimos quatro anos, o número contratos
aumentou cerca de 60%." (Clayton Netz - O Estado de S.Paulo)
06.04 - CVM pune golpes complexos em fundos
Com regras mais rígidas e aumento da vigilância por parte
dos fundos, operações fraudulentas tornam-se cada vez mais
sofisticadas
Com ativos que ao fim de 2009 estavam em R$ 492,1 bilhões e
propriedade diluída por quase 2,9 milhões de participantes,
os fundos de pensão sempre foram alvo da cobiça alheia. Mas,
aparentemente, as operações suspeitas de irregularidades
contra as fundações de previdência vêm se sofisticando
nas últimas décadas.
Os controles dos fundos e a fiscalização externa aumentam
e tornam mais difícil a prática de irregularidades. "A maioria
dos fundos já possui políticas de investimento que proíbem
operações com derivativos que não sejam para hedge
(proteção)", diz um ex-diretor de fundo.
Diante das regras, as operações suspeitas ficam mais
elaboradas, passando a ocorrer em diferentes mercados, tanto em renda variável
como renda fixa, e sendo realizadas em sequência, para confundir.
Muitas vezes, envolvem fundos de investimento ou participações
exclusivas das fundações de previdência.
Fraudes. As fraudes podem ocorrer até mesmo quando resultam
em um aparente lucro para as fundações ou quando os beneficiários
aparecem como os agentes responsáveis pelas operações,
conforme as investigações em andamento. Isso acontece, por
exemplo, em um caso envolvendo fundos de pensão que teve julgamento
da CVM divulgado na semana passada.
No processo administrativo da autarquia, são investigadas oito
operações estruturadas de fundos exclusivos de diversas fundações
de previdência: Ceres (Embrapa e Emater), Postalis (Correios), Portus
(Infraestrutura portuária) e Valia (Vale) administrados pela corretora
Stock Máxima, transformada na Máxima DTVM. O Serpros (Serpro)
também aparece, mas como contraparte que leva prejuízo. As
operações envolvem o mercado de opções de 1999
e 2000.
A investigação conclui que há indícios
de fraude, "práticas não-equitativas e criação
de condições artificiais de demanda". A CVM entendeu que
deve haver indenização por prejuízos a essas fundações
de R$ 651 mil a serem atualizados pelo IPCA.
O valor corresponde a prejuízos causados por algumas das operações
em 1999 com opções entre os fundos exclusivos administrados
pelo Stock Máxima com o fundo Majesty, da extinta corretora Agenda,
No entanto, os beneficiados foram outros clientes das duas corretoras.
Um comitê estudou propostas dos executivos das corretoras para
encerrar o processo, que foram rejeitadas.
Na semana passada, a CVM também divulgou decisões de
sua diretoria relativas a outro processo envolvendo fundos e operações
estruturadas nos mercados à vista e futuro. As acusações
também são de fraude.
Acordo.
A CVM divulgou que fechou um acordo de R$ 1 milhão com instituições
como Pactual, Merril Lynch, Fator e Opportunity DTVM e Opportunity Asset
Management para extinguir o processo referente a operações
que prejudicaram a fundação de previdência dos funcionários
Banco Central, Centrus.
Entretanto, o processo continua para vários outros acusados,
que tiveram a proposta de acordo recusada, como a Agenda, ou não
apresentaram proposta de acordo. O processo identificou 217 operações
suspeitas feitas no mercado à vista e de futuros realizadas entre
1997 e 2001 contra a Centrus. Desse total, 101 se referem a operações
de compra de ativos no mercado à vista e venda no futuro por preço
médio de 39% do preço justo.
Continuam acusados os corretores Lúcio Bolonha Funaro e José
Carlos Batista e sua empresa Garanhuns, envolvidos no escândalo do
Mensalão. Funaro fez acordo de delação premiada com
a Justiça no processo.
Recentemente, a revista Veja publicou uma reportagem em que é
citado um depoimento de Funaro à Polícia Federal, Funaro
teria apontado o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, como
responsável por direcionar investimento dos fundos de pensão
Previ, Petros, Funcef, Eletros e Nucleos. Vaccari e os fundos negam. Funaro
tem experiência em operações suspeitas, ligadas ou
não a fundos de pensão. A CVM já encontrou indícios
de irregularidades em processo que investiga operações para
fundos exclusivos da Prece - fundação de previdência
da Cedae, a companhia de água e esgoto do Estado do Rio de Janeiro.
Funaro e José Carlos Batista aparecem entre os acusados.
PARA LEMBRAR
Fundos têm histórico de prejuízos
Os fundos de pensão já tiveram que arcar com muitos prejuízos
por operações bem mais simples, de compra de participações
em empresas. A compra da empresa Paranapanema por um grupo de fundos em
1996, por exemplo, deu prejuízo de bilhões aos fundos desde
aquele ano. A fundação dos funcionários do Banco do
Brasil, Previ, com maior participação, prepara agora a venda
da empresa. No ano seguinte, começou a construção
do complexo turístico de Sauípe. Foi outro investimento da
Previ que trouxe seguidos prejuízos. Na fase de privatizações
na década de 90, Previ e Funcef, dos funcionários da Caixa
Econômica Federal, entraram com participações em companhias
ferroviárias que depois formaram a Brasil Ferrovias. Em 2005, tiveram
que aportar mais R$ 425 milhões na reestruturação
da companhia, que, teve ajuda do BNDES e em 2006, acabou sendo vendida
para a ALL. (Adriana Chiarini - O Estado de S.Paulo)
06.04 - Minas: O Cenário, a Previc e os desafios para as EFPCs
Como em São Paulo e Rio de Janeiro é chegada a vez das
entidades de Minas Gerais conhecerem a leitura objetiva da criação
da PREVIC, o processo de instalação do órgão
e a visão dos primeiros aspectos que irão interagir com a
gestão e operação das EFPCs. O Espaço
AssPreviSIte Minas da próxima sexta-feira, dia 09 de abril, irá
proporcionar uma avaliação do cenário e contexto atual
com destaque e sob a ótica dos diversos tópicos que influenciam
a vida e o desempenho de um fundo de pensão, tais como: aspectos
atuariais, de investimentos, custos, contabilidade, legislação,
riscos e planos, a educação e comunicação dos
participantes, a gestão e os controles da entidade.
Convidamos as fundações de Minas para recepcionar os
dirigentes das principais entidades associativas do nosso sistema (ABRAPP,
APEP, ANAPAR), que junto com o Dr. José Edson da Cunha Junior,
destacado especialista do sistema e sócio da JCM&B e o especialista
de investimentos do Banco Fator irão proporcionai uma oportuna leitura
das recentes alterações promovidas no setor, o cenário
atual e os impactos oriundos do advento da PREVIC.
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Faça a sua fundação estar representada neste oportuno
e singular encontro. Os dirigentes, gestores e profissionais da sua
fundação não podem ficar de fora desta reunião.
Informações complementares e inscrições
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
06.04 - Sob risco de explosão de gastos
Com interesses eleitorais, Congresso discute propostas que podem criar
despesas de R$ 30 bi
Em ano de eleições, a Câmara se transformou num
foco de pressões de diversas categorias em defesa de medidas de
forte apelo popular. Elas contam com o interesse eleitoral dos parlamentares
para aprovar propostas que abrigam verdadeiras bombas-relógio, com
a maioria resultando em aumento de mais de R$ 30 bilhões — segundo
cálculos preliminares, caso as medidas sejam aprovadas sem modificação
— nos gastos públicos e com impacto também na iniciativa
privada. O pacote de bondades inclui propostas que vão desde a redução
da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais à
licença-maternidade obrigatória de seis meses, além
de alterações nos reajustes dados a aposentados e ao salário
mínimo em janeiro deste ano.
Se for aprovada a emenda que aumenta de 6,14% para 7,9% o percentual
de reajuste dos aposentados que ganham acima do mínimo — proposta
que está sendo descartada pelo novo ministro da Previdência,
Carlos Eduardo Gabas, mas que parte da base do governo apoia —, será
criada uma despesa entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões para
o INSS apenas este ano.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou
o pacote de bondades, com as medidas provisórias editadas para fixar
o valor do salário mínimo e dos benefícios dos aposentados.
Com valores acima dos previstos pela equipe econômica, as duas
totalizam gastos de R$ 16,5 bilhões em 2010.
O rombo no caso da Previdência pode ser maior, em cerca de R$
3 bilhões, caso os deputados aprovem a extensão do reajuste
dado ao salário mínimo às demais faixas de aposentados.
Em janeiro, os beneficiários que ganham acima do mínimo receberam
um reajuste levando em conta a correção da inflação,
medida pelo INPC, mais 50% da variação do PIB em 2008, totalizando
cerca de 6,14% de reajuste, com ganho real de 2,51%.
Cada ponto percentual dado acima da inflação significa
um gasto adicional de R$ 1,2 bilhão, fazendo com que o aumento real
de 2,51% custasse cerca de R$ 3 bilhões em 2010. Agora, sindicalistas
e grande parte da base aliada do governo querem melhorar mais a proposta,
e conceder um reajuste baseado na inflação do período
mais 80% do PIB de 2008, ou 7,8% de aumento.
O discurso do governo, repetido à exaustão pelo presidente
Lula nas últimas semanas, é de que o Congresso não
pode aprovar medidas eleitoreiras.
Mas a pressão pelas bondades tem partido da própria base
aliada. O efeito eleitoral já fez o governo sofrer derrotas em votações,
inclusive nas dos projetos do pré-sal.
Outro exemplo de implosão dos gastos públicos é
a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que fixa um piso nacional provisório
para policiais civis, policiais militares e bombeiros, de R$ 3,5 mil para
soldados e R$ 7 mil para oficiais. A União bancará quando
os estados não puderem arcar com as despesas. Técnicos do
governo dizem que seria insustentável para as contas públicas.
A emenda está com a votação já bastante
avançada. Falta apenas votar um destaque. Essa foi a brecha que
os líderes usaram para retirá-la da pauta depois que avaliaram
que a medida iria estourar as contas dos estados.
Além dessas propostas, há ainda uma lista de projetos
prevendo a criação de cargos nos três poderes que custariam,
ao final, quando preenchidos, um total de R$ 9,9 bilhões. O dado
faz parte de levantamento do deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) e inclui
projetos de 2000 para cá.
— É preciso ter cuidado para não se guiar por medidas
eleitoreiras e pela demagogia. Mesmo propostas que são flagrantemente
ilegais são aprovadas com ampla margem de votos, como foi a emenda
Ibsen e a que colocou na Constituição o valor do piso de
policiais militares e bombeiros — diz o líder do PT, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), afirmando que a orientação do governo
é barrar as propostas.
A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 horas
para 40 horas divide os parlamentares. De um lado, aqueles ligados ao empresariado,
como o presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE), que critica a intenção
de se tentar votar a proposta em ano eleitoral. Sem dar uma estimativa
global, Armando Monteiro diz que a medida levará a um aumento de
10% no custo da hora trabalhada.
— Essa questão deve ser analisada à luz da situação
econômica, sem essa pressão de algumas lideranças,
que estão atrás de um bônus eleitoral.
Essa não é a agenda do trabalhador.
Há o tal pacote das bondades, com propostas como o piso dos
policiais, o aumento da licença-maternidade.
Tudo isso implica custo social, que vai criar gastos para o Estado
— diz ele.
Monteiro condena também a PEC 30, que trata da licença-maternidade
de seis meses. A Previdência informa que, nas regras atuais, com
dados consolidados de 2008, o governo gastou R$ 494,3 milhões, com
491 mil trabalhadoras que tiraram licençamaternidade. Estimativas
de especialistas em Previdência dizem que o gasto aumentaria em 50%.
Do outro lado, a redução da jornada é defendida
pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), entre outros deputados-sindicalistas, e pelo ministro do Trabalho,
Carlos Lupi.
Mas a proposta é bombardeada pela equipe econômica.
(Cristiane Jungblut - O Globo)
05.04 - 2010: O Cenário, a Previc e os desafios para as EFPCs
Como em São Paulo e Rio de Janeiro é chegada a vez das
entidades de Minas Gerais conhecerem a leitura objetiva da criação
da PREVIC, o processo de instalação do órgão
e a visão dos primeiros aspectos que irão interagir com a
gestão e operação das EFPCs. O Espaço
AssPreviSIte Minas desta sexta-feira, dia 09 de abril, irá proporcionar
uma avaliação do cenário e contexto atual com destaque
e sob a ótica dos diversos tópicos que influenciam a vida
e o desempenho de um fundo de pensão, tais como: aspectos atuariais,
de investimentos, custos, contabilidade, legislação, riscos
e planos, a educação e comunicação dos participantes,
a gestão e os controles da
entidade.
Convidamos as fundações de Minas para recepcionar os
dirigentes das principais entidades associativas do nosso sistema (ABRAPP,
APEP, ANAPAR), que junto com o Dr. José Edson da Cunha Junior,
destacado especialista do sistema e sócio da JCM&B e o especialista
de investimentos do Banco Fator irão proporcionai uma oportuna leitura
das recentes alterações promovidas no setor, o cenário
atual e os impactos oriundos do advento da PREVIC.
A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais).
Faça a sua fundação estar representada neste oportuno
e singular encontro. Os dirigentes, gestores e profissionais da sua
fundação não podem ficar de fora desta reunião.
Informações complementares e inscrições
através do e-mail assprevisite2@terra.com.br (AssPreviSite)
05.04 - Servidor do INSS é o novo ministro
Carlos Eduardo Gabas, previdenciário desde 1986, era secretário-executivo
do MPS
Pela primeira vez em 87 anos de história da Previdência
Social brasileira, um servidor de carreira assume o cargo de ministro da
pasta. Carlos Eduardo Gabas, que até a última terça-feira
exercia a função de secretário-executivo do MPS, ingressou
em 1986 na carreira previdenciária por meio de concurso público.
Gabas é pós-graduado em Gestão de Sistemas de
Seguridade Social pela Universidade Federal de Madri Alcalá de Henares
(Espanha). Tem formação em Ciências Contábeis
pela Faculdade Católica Salesiana de Araçatuba (SP), cidade
onde nasceu, em 1965, e atuou como bancário e professor. É
casado há 24 anos com Polyana Mitidiero Silva Gabas – também
servidora do INSS – com quem tem duas filhas: Amanda, 19 anos, e Gabriela,
14 anos.
Ingressou no Serviço Público Federal por meio de concurso,
realizado em março de 1985, no cargo de Agente Administrativo do
extinto IAPAS que, junto com o INPS, deu origem ao atual INSS. Desde o
início, contribuiu para a organização sindical da
categoria previdenciária.
Cursou especialização em Gestão de Qualidade,
com foco no Atendimento do Serviço Público, na ENAP e FGV.
Foi consultor e avaliador do Programa de Qualidade do Governo Federal em
2001 e 2002, quando assumiu a Coordenação de Qualidade do
projeto “Novo Modelo de Gestão do INSS”.
Em janeiro de 2003, a convite do então Ministro da Previdência
Social, Ricardo Berzoini, tornou-se Superintendente Estadual do INSS em
São Paulo. Em 2005, foi nomeado para a Secretaria-Executiva do Ministério
da Previdência Social, cargo que ocupou até o dia 30 de março
de 2010.
Durante esse período, participou da elaboração
de vários projetos que viraram importantes leis, entre as quais
o Nexo Técnico Epidemiológico - NTEP (sobre a inversão
do ônus da prova em casos de acidentes de trabalho e doenças
profissionais) e a criação da Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (Previc).
Teve participação efetiva em negociações
de acordos internacionais de Previdência Social – notadamente com
o Japão e os Estados Unidos, que garantem proteção
às cidadãs e cidadãos brasileiros que residem no exterior.
Como presidente da Organização Iberoamericana de Seguridade
Social - OISS, representou o Brasil em vários eventos.
Em setembro de 2009, presidiu a “Reunião Tripartite de Especialistas
sobre Estratégias para a Extensão da Cobertura da Seguridade
Social”, que reuniu representantes de governos, trabalhadores e empregadores
de todos os continentes, na sede da Organização Internacional
do Trabalho - OIT (Genebra-Suíca).
No processo de reeleição do Presidente Lula, coordenou
o Grupo de Trabalho responsável pela elaboração do
Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores, na área de Previdência
Social. (AgPrev)
05.04 - Fundos Descartadas mudanças no edital de Belo Monte
O novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que tomou
posse em substituição a Edison Lobão, considerou "praticamente
descartada" qualquer alteração nas condições
para o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio
Xingu (PA). As empresas pediam, principalmente, alívio no risco
de submercados do setor elétrico - porque a energia será
gerada na região Norte e consumida principalmente na Sudeste, onde
os preços são maiores - e correção do preço-teto
da tarifa de R$ 83 por megawatt-hora (MWh), que toma como base a data de
dezembro de 2008. Zimmermann disse que, para assumir essas alterações,
seria necessário mudar o edital e até publicar um novo decreto
presidencial.
Outro pleito dos concorrentes era o aumento dos limites para participação
de autoprodutores e de venda da energia para o mercado livre. Sem alterar
o edital já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel), o governo mantém a data prevista para o leilão em
20 de abril.
A decisão do governo tem base, principalmente, na boa procura
que a Eletronorte teve em uma convocação de empresas que
se interessariam pela participação no leilão. Segundo
definição do governo, necessariamente uma empresa do sistema
Eletrobrás deverá ser sócia em até 49% de participação
no consórcio que vencer Belo Monte. A convocação tinha
data para se encerrar na semana passada, mas foi prorrogada até
o dia 7 de abril.
Segundo Adhemar Palocci, diretor de planejamento da Eletronorte, pelo
menos oito empresas já mostraram interesse em formar consórcios
com o governo. Entre elas, estão algumas que não haviam se
manifestado antes, como as empreiteiras Queiroz Galvão e Mendes
Júnior. Entre as oito empresas, também não estão
incluídas Suez ou Camargo Corrêa e Odebrecht. Estas duas últimas
já afirmaram ter interesse, mas ainda não confirmaram a parceria.
O único definido até agora tem Andrade Gutierrez, Neoenergia,
Vale e Votorantim. Há meses, espera-se uma definição
da Suez pela participação.
Nas últimas semanas, aumentou, portanto, a expectativa do governo
com relação a novos consórcios concorrentes, e não
apenas os dois inicialmente previstos. Segundo José Antonio Muniz
Lopes, presidente da Eletrobrás, "dois consórcios são
bons, três são ótimos e, mais, seria melhor ainda".
Apesar da procura de oito empresas por parcerias, a Eletrobrás
entende que muitas companhias deverão se unir em poucos consórcios.
Para Zimmermann, "a expectativa é positiva para três consórcios".
(Danilo Fariello - Valor Online)
01.04 - Insper: Questões Relevantes na Previdência Complementar
O Insper realiza, no dia 8, o seminário "Questões Relevantes
na Previdência Complementar Fechada (Fundos de Pensão)", que
irá debater temas como fusão, cisão, incorporação
de entidades e transferência de gestão de planos e benefícios.
Também serão discutidos os desafios do órgão
regulador e o fomento do sistema de previdência, em apresentação
de Ricardo Pena Pinheiro, da Previc. (Maria Crisitina Frias - Folha
de S.Paulo)
01.04 - Comissões técnicas renovam a vida associativa
As comissões técnicas, tanto as nacionais quanto as regionais
da ABRAPP, continuam a cada passo mostrando a sua importância, pelo
muito que ajudam a mobilizar os nossos dirigentes e profissionais para
uma sempre mais intensa vida associativa. Estão a todo momento
favorecendo uma útil troca de ideias e experiências e, com
isso, ampliando o acervo de conhecimento à disposição
de nossas associadas. E disso surgem sempre novas provas, como o atual
processo de formação da Comissão Técnica Regional
Nordeste de Comunicação e Fomento e a importante reunião
que a Comissão Técnica Nacional de Contabilidade prepara-se
para realizar no dia 12 de abril, em São Paulo.
O processo de formação da CTR Nordeste de Comunicação
e Fomento está próximo de concluir-se, uma vez que encerra-se
hoje, terça-feira, dia 30, o prazo para que as associadas locais
interessadas indiquem os nomes de seus profissionais para compô-la.
As indicações devem ser encaminhadas através do e-mail
comissoes@abrapp.org.br.
CTRs de Comunicação e Fomento já funcionam regularmente
há tempos nas regiões Sul e Sudeste e, mais recentemente,
também na Leste e Sudoeste. E logo será retomado o esforço
para a criação de uma CTR também na Centro-Norte.
Contabilidade - Já a CTN de Contabilidade está
convidando os membros da Comissão Técnica Regional Sudoeste
de Contabilidade para a reunião que fará no próximo
dia 12, em São Paulo, com a presença de Edevaldo Fernandes
da Silva, Diretor de Assuntos Atuariais, Contábeis e Econômicos
da PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar
e de representantes da Associação Nacional dos Contabilistas
de Previdência Privada (ANCEP). Nesse encontro vai-se fazer uma avaliação
tanto dos demonstrativos financeiros quanto do processo de envio dos balancetes.
A presença dos membros da CTR Sudoeste na reunião da
CTN em São Paulo é uma experiência que irá repetir-se
nas demais regiões, onde os participantes das comissões locais
serão igualmente convidados a participar dos trabalhos. Depois
da capital paulista esse mesmo tipo de evento irá acontecer em Brasília
(24 e 25 de maio), Porto Alegre (5 e 6 de julho), Belo Horizonte (30 e
31 de agosto), Rio de Janeiro (4 e 5 de outubro) e Recife (29 e 30 de novembro).
(Diário dos Fundos de Pensão)
01.04 - Funcef estuda investimentos no exterior
Um dos entraves para esta estratégia é a proibição
para as fundações investir no exterior por meio de fundos
exclusivos, o que seria a preferência da Funcef
A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica
Federal, já está começando a estudar a possibilidade
de investir no exterior. A alternativa foi criada com a nova regulamentação
do setor, em vigor desde setembro do ano passado.
Segundo o gerente de operações financeiras, Maurício
Marcellini Pereira, a fundação tem sido assediada por gestores
a respeito deste assunto, e deve apresentar ao seu conselho algumas alternativas
específicas de investimentos externos, como índices de outros
mercados emergentes, empresas do setor de óleo e gás e mercado
secundário de private equity. "Devemos apresentar algumas opções
no segundo semestre para testar o apetite da fundação", afirmou
durante o evento Fundos de Pensão e as Novas Oportunidades da Resolução
3792, realizado ontem em São Paulo.
O executivo destacou que a meta da Funcef para 2010 ainda prevê
investimento zero no exterior, mas que o Conselho Deliberativo do fundo
de pensão já permite um limite máximo de 2% neste
tipo de aplicação, o que representa cerca de R$ 700 milhões
a R$ 800 milhões dentro do patrimônio de R$ 38,9 bilhões
do fundo. A resolução 3792 permite uma exposição
de até 10% para estes investimentos. De acordo com Pereira, o mercado
ainda não apresentou nenhum projeto específico de investimento
para a fundação, mas gestores têm trazido algumas ideias
neste sentido. "Estamos aguardando o mercado desenhar os produtos", disse.
Um dos entraves para esta estratégia é a proibição
para as fundações investir no exterior por meio de fundos
exclusivos, o que seria a preferência da Funcef. Segundo Pereira,
a necessidade de encontrar parceiros com o mesmo perfil da fundação
para participar de fundos abertos pode ser um fator complicador. Mesmo
assim, ele acredita que a formação destas parcerias ficará
mais fácil depois que o mercado tiver criado alternativas de produtos.
No mercado interno, a grande preocupação da Funcef é
de diversificar seus investimentos para atingir sua meta atuarial no atual
cenário de juros baixos. Recentemente, a fundação
revisou sua meta de INPC mais 6% para INPC mais 5,5%, o que gerou um impacto
de R$ 1,65 bilhão em seu passivo. Para obter esta diversificação,
a Funcef pretende aumentar sua alocação em renda variável,
principalmente por meio de investimentos em participações,
além de reduzir sua exposição a títulos de
renda fixa atrelados a juros, migrando esta exposição para
títulos atrelados à inflação.
O fundo de pensão tem 52,5% do patrimônio em renda fixa,
35,7% em renda variável, 7,8% em investimentos imobiliários,
3,8% em operações com participantes e 0,1% em outros. No
segmento de participações, a fundação tem R$
2,5 bilhões de capital comprometido em investimentos em 36 fundos
de private equity e cerca de R$ 1,5 bilhão já aplicados.
Nesta área, atraem sua atenção os setores de óleo
e gás, infraestrutura e logística, e o setor imobiliário,
como shoppings, hotéis e galpões.
Para os investimentos em ações, a estratégia da
Funcef é diversificar ainda mais a sua exposição a
diferentes empresas e setores. "Nosso foco está em buscar empresas
que estão descontadas por falta de liquidez, questões de
gestão ou por falta de cobertura dos analistas", disse. Parte da
sua carteira é gerida por quatro gestores - Fama, Tarpon, Rio Bravo
e Orbe - e seu patrimônio passou de R$ 200 milhões para R$
390 milhões nos últimos 11 meses, segundo o executivo.
Questionado sobre o mercado de letras financeiras, regulamentado recentemente
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), Pereira afirmou que a Funcef
está interessada, mas que os bancos ainda não mostraram muito
apetite nesta área devido à cláusula de subordinação
e ao recolhimento de compulsório previstos neste tipo de aplicação.
(Natalia Gómez - Agência Estado)
01.04 - IBGC: Novo presidente do Conselho
Gilberto Mifano foi eleito na quarta-feira presidente do Conselho de
Administração do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança
Corporativa) para os próximos dois anos. Alberto Whitaker e João
Nogueira serão vice-presidentes. Carlos Biedermann, Carlos Lessa
Brandão, João Laudo de Camargo, Leonardo Viegas, Maria Cecília
Rossi e Plínio Musetti serão conselheiros. (Maria Cristina
Frias - Folha de S.Paulo)