11.03 - Plano para banda larga ficará para 2011
Neste ano, está previsto um "ensaio inicial com metas modestas';
ações da Telebrás chegam a cair 30% após divulgação
da informação
Diretrizes do plano nacional de internet rápida popular deverão
ser apresentadas ao presidente Lula no próximo mês
As diretrizes do Plano Nacional de Banda Larga serão apresentadas
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira quinzena de
abril, mas a implementação ficará para o próximo
governo, afirmou na terça-feira o coordenador dos programas de inclusão
digital do governo federal, Cezar Alvarez.
A informação levou as ações da Telebrás
a caírem ontem mais de 30%. No final dos negócios, porém,
os papéis PN fecharam em baixa de 11,92%, e os ON, em queda de 8,29%.
Alvarez também informou que o governo planeja, para este ano,
um ""ensaio inicial com metas modestas" do plano, conforme antecipado pela
Folha no último sábado.
Ele afirmou que o serviço chegará a cerca de 300 municípios
ainda neste ano -e não mais a 3.200 cidades até o final do
governo Lula, como era o objetivo inicial. A conclusão do plano
se dará em quatro ou cinco anos, na previsão de Alvarez.
O governo quer instalar até o final de abril a mesa permanente
que irá coordenar a condução do projeto. No entanto,
o governo afirma que a execução do plano é inviável
para este ano e que é preciso considerá-lo um projeto de
Estado, e não de um governo.
"É evidente que não será realizado neste ano.
Só um louco acharia que, até o fim do ano, nós teremos
banda larga em todo o país", disse o ministro da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República, Franklin Martins.
Para realizar a tarefa de levar banda larga "boa e barata" a todos
os lugares, inclusive onde ninguém tem interesse de atuar, o governo
deve dispor de tudo o que está ao seu alcance.
"Onde o mercado não quiser ir, temos obrigação,
como poder público, de garantir esse serviço, cada vez mais
estratégico e essencial, a todo e qualquer cidadão", disse
Alvarez.
A Telebrás foi cogitada por representantes do governo para executar
o Plano Nacional de Banda Larga, o que até provocou oscilações
violentas nos preços das ações dessa estatal ainda
negociadas em Bolsa.
A informação chegou a ser ""confirmada" por Lula no final
de fevereiro, mas foi ""relativizada" por Alvarez somente um dia depois.
Preços
O mercado concorda com a atuação do governo como regulador
do plano de banda larga, mas reclama da possível participação
estatal no mercado.
Para o presidente da Abrafix (Associação Brasileira de
Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado),
José Fernandes Pauletti, é preciso que haja tratamento igual.
O setor exige que governo e setor privado paguem os mesmos impostos e tenham
acesso a estruturas de forma isonômica.
O setor privado também reivindica a redução da
carga tributária sobre os componentes e serviços de internet,
que faz da banda larga brasileira uma das mais caras do mundo.
As cidades que receberão o serviço neste ano ainda não
foram escolhidas, mas o governo afirma que vai primar pela diversidade
de perfis.
Quem vai decidir o critério de escolha das cidades será
a mesa permanente, a ser instalada no final de abril. (SOFIA
FERNANDES - Folha de S.Paulo)
11.03 - Notebook Acer Aspire tem tela de LED e bateria como destaques
O Acer Aspire Timeline AS4810TZ é um notebook que tem como destaques
sua tela de LED de alta definição e seu sistema de administração
de bateria. Por outro lado, o computador não é indicado para
executar gráficos 3D ou jogos.
O AS4810TZ não peca na elegância: é feito de alumínio
escovado, tem menos de uma polegada de espessura e pesa menos de 1,9 quilo,
segundo informações da empresa.
O teclado é bem espaçado, porém fica sujo com
grande facilidade. A tela de 14 polegadas é de LED e tem alta definição,
um dos pontos fortes do aparelho da Acer.
Bateria
Outro ponto forte do portátil é a bateria, que realmente
dura aproximadamente oito horas. É possível usar o notebook
durante o dia de trabalho sem recarregá-lo. Isso, é claro,
seguindo algumas recomendações de configuração.
Para configurar esses quesitos, clique no ícone da carga da
bateria no canto direito inferior da tela e escolha Equilibrado ou Economia
de Energia.
Também é possível acionar a função
PowerSmart (na base do aparelho e parte superior do teclado), que coloca
o notebook em modo econômico.
Em condições extremas, o AS4810TZ também se saiu
bem. Em testes feitos com 100% do brilho da tela e sem que o computador
pudesse esmaecer e desligar o vídeo ou suspender atividade, a bateria
durou aproximadamente seis horas. O único programa em execução
era o bloco de notas.
Desempenho
Apesar disso, o computador não é tão recomendado
para executar gráficos em 3D ou jogos. O Windows 7 deu nota 3,2
para seu desempenho em gráficos comerciais 3D e jogos -as notas
vão de 1 a 7,9.
O desempenho de cálculos por segundo do processador ganhou nota
4, as operações da memória RAM, 4,7 e a taxa de transferência
de dados de disco obteve a melhor nota: 5,5.
O touchpad tem boa sensibilidade, apesar de falhar vez ou outra. Em
testes feitos utilizando o programa de desenho Paint, o indicador do mouse
conseguiu identificar de maneira correta os movimentos feitos no touchpad.
O computador traz processador Intel Pentium Dual-Core de 1,3 GHz e
vem com Windows 7 Home Premium instalado. São 250 Gbytes de disco
rígido e 3 Gbytes de memória, além de três entradas
USB 2.0.
O notebook tem preço sugerido de R$ 2.499. Veja mais em www.acer.com.
(Folha de S.Paulo)
10.03 - Rede botnet Kneber lidera a lista de maiores ameaças
eletrônicas em fevereiro
O malware Win32/Conficker aparece pelo sexto mês consecutivo
na primeira posição, com 9,62% no total das detecções,
informa a companhia ESET.
A botnet - rede que usa indevidamente PCs dos usuários sem que
eles saibam - Kneber mantém-se como a mais perigosa ameaça
eletrônica, segundo ranking de fevereiro da ESET, companhia global
de soluções de software de segurança.
A lista de propagação de malware em fevereiro apresenta
o Win32/Conficker - usado na rede Kneber - pelo sexto mês consecutivo
na primeira posição, com 9,62% no total das detecções.
O Kneber atingiu cerca de 75 mil computadores. As infecções
ocorreram por meio de avisos a todos os usuários e a empresas que
não utilizam ferramentas de segurança.
De acordo com a ESET, fevereiro - mês dos namorados em muitos
países - também foi pico de distribuição de
cartões virtuais com o tema ‘festa dos amantes’, no qual redirecionava
o usuário para um download de malware.
Utilizado para executar automaticamente uma mídia externa, o
INF/Autorun detém o segundo lugar com 7,24%. Em terceiro, está
o Win32/PSW.OnlineGames com 6,20% da detecções. Durante muito
tempo, este malware esteve nas primeiras posições do ranking
mundial desenvolvido pela ESET. Completam a lista das cinco primeiras propagações
o Win32/Agent (3,57%), utilizado para roubo de informações
e senhas, e o INF/Conficker (1,71%) aplicado em e-mails maliciosos. (IDG
Now)
10.03 - Software para monitorar carga de bateria tinha backdoor, avisa
CERT
Programa era oferecido pela Energizer dos EUA aos usuários das
baterias da série DUO USB; empresa diz que já retirou o download
do ar.
O software fornecido com o carregador de baterias Energizer DUO USB
contém um backdoor (porta dos fundos) que permite o acesso não
autorizado ao PC do usuário, alertou na sexta-feira (5/3) a Equipe
de Resposta a Emergências em Computação dos EUA (US-CERT,
na sigla em inglês).
De acordo com o aviso emitido pelo órgão, o aplicativo
- fornecido para usuários do carregador via download na web, e que
serve para acompanhar o nível de carga da bateria - instala, no
PC com Windows, o software Arucer.dll, que é um backdoor. Com ele,
um invasor poderia listar diretórios, enviar e receber arquivos,
e executar programas.
Em comunicado, a Energizer diz que foi informada sobre o problema pela
US-CERT. A fabricante decidiu remover o site que permitia o download do
software, bem como interromper a venda do produto.
Além disso, a empresa recomenda que seus usuários removam
o arquivo Arucer.dll do diretório System32 do Windows.
O Duo Charger foi lançado nos EUA em 2007, lembra a Energizer.
No mesmo ano, a empresa iniciou as vendas da versão USB Charger
em países da América Latina, Europa e Ásia. (IDG Now)
09.03 - Universalização da internet banda larga fica para
o próximo governo
Para especialistas do setor e técnicos da própria equipe
de Lula, é difícil colocar o plano em prática neste
ano
A temperatura do debate é alta e a pressão política
do governo é forte, mas a oferta de internet via banda larga País
afora, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é
uma promessa eleitoral com tantas etapas para cumprir que só no
governo do sucessor pode virar realidade. Para técnicos e especialistas
do setor, mesmo que o governo consiga definir no próximo mês
as diretrizes, não há como colocar em prática neste
ano o Plano Nacional de Banda Larga. O mais provável é que
o Planalto faça o lançamento de um protocolo de intenções,
que pode ser usado como bandeira política na campanha eleitoral.
"É muito difícil que o plano seja executado este ano,
a não ser que seja algo absolutamente marginal, nada relevante",
avalia um técnico do governo. O maior problema, para uma fonte da
iniciativa privada, foi o governo ter atrelado a necessidade de expandir
a banda larga à discussão para revitalizar a Telebrás,
empresa que deverá administrar e operar o plano.
O secretário de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, reconhece
que não há tempo hábil para o plano ser executado
pelo governo Lula, mas pondera que algumas medidas podem ser tomadas, com
impactos ainda neste ano. "Certamente podemos ter o estabelecimento das
linhas de ação para a empresa gestora do plano e fazer ações
de caráter organizativo caso a Telebrás seja escolhida como
gestora", diz.
A reativação da estatal, que teve as subsidiárias
privatizadas em 1998, é defendida por Lula. A decisão sobre
a reativação da velha estatal será tomada em abril,
quando o presidente voltará a se reunir com os ministros para bater
o martelo sobre o lançamento oficial do plano.
Se essa reunião for conclusiva, uma das primeiras medidas será
a edição de um decreto presidencial instituindo o plano de
banda larga. Minuta do documento circulou em Brasília no início
do ano e colocava a Telebrás na liderança do processo.
Após formalizada a decisão de reativar a estatal, serão
necessários dois meses para reconstituir a empresa e contratar ou
requisitar funcionários. A estatal tem 200 empregados cedidos à
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para
voltar a operar, a Telebrás ressuscitada tem de realizar assembleia
de acionistas, enviar comunicado à Comissão de Valores Mobiliários
e cumprir compromissos junto ao mercado financeiro, por ter ações
da Bolsa.
A ressurreição da empresa é um processo complexo.
Será necessário licitar a compra de equipamentos para a revitalização
das fibras de propriedade das estatais de energia elétrica. Essas
fibras, usadas para a montagem da rede de banda larga, são as que
estão em poder da Eletronet, empresa que decretou autofalência,
tem dívidas de credores cobradas na justiça e a pendência
jurídica sobre a apropriação das fibras pela Eletrobrás.
DENÚNCIAS
O cronograma traçado pelos técnicos dependerá
da superação desses problemas e do constrangimento criado
com a divulgação de denúncias de envolvimento do ex-ministro
José Dirceu nos negócios da empresa. Ele prestou consultoria
à Star Overseas Venture, empresa sediada no paraíso fiscal
das Ilhas Virgens Britânicas de propriedade do empresário
Nelson dos Santos, que é dona de parte da Eletronet.
Mesmo que a licitação de compra dos equipamentos seja
realizada em tempo recorde e que não haja contestação
judicial, todo o processo deve durar ao menos três meses, sendo concluído
em setembro. A entrega de equipamentos e montagem dos componentes eletrônicos
nas redes de fibras ópticas se prolongaria até dezembro.
Com as fibras funcionando, a estatal pode começar a atuar no
atacado, ofertando capacidade de transmissão de dados para outros
operadores, como pequenos provedores de internet, que forneceriam os serviços
para o consumidor. Mas, para operar, mesmo no atacado, é preciso
autorização da Anatel, processo que não é imediato.
Se o governo optar por atender também ao consumidor final, para
cumprir a promessa de chegar com a banda larga onde as grandes operadoras
não querem, terá de construir a capilaridade da rede, para
ligar a espinha dorsal formada pelas fibras das centrais elétricas
até as cidades, e das cidades até a casa de cada cliente.
Não há estimativa de quanto tempo a construção
da rede pode levar. As empresas privadas, por exemplo, começaram
o trabalho de ramificação da rede principal até a
sede dos municípios em 2008 e devem concluí-lo no fim do
ano. (Gerusa Marques, colaborou RenatoAndrade - O Estado de
S.Paulo)
08.03 - Vendas de computadores crescerão 20%
As vendas mundiais de computadores irão crescer 19,7% em 2010,
alcançando 366 milhões de unidades, informou ontem a consultoria
Gartner.
Assim, o gasto mundial com computadores pessoais chegará a US$
245 bilhões, alta de 12,2%. O crescimento se apoiará no impulso
dos computadores portáteis.
"Esperamos que os PCs portáteis impulsionem 90% do crescimento
das vendas nos próximos três anos", disse o analista da Gartner
George Shiffler. Ele espera que, entre 2009 e 2012, os portáteis
passem de 55% a 70% das vendas de computadores. (Reuters/Folha
de S.Paulo)
08.03 - Intel transforma seu laptop escolar em 'e-book'
A fabricante de chips Intel deu mais um passo em sua investida para
conquistar terreno no mercado do laptop escolar. Nesta semana, a companhia
americana apresentou um protótipo da nova versão de seu "Classmate",
um computador portátil criado especialmente para uso em sala de
aula. O Valor teve acesso com exclusividade ao equipamento, que começará
a chegar ao mercado no segundo trimestre.
O novo portátil educacional da Intel é, na pratica, um
computador completo. Com tela de cristal líquido (LCD) de 10,1 polegadas
e placa de acesso à internet sem fio embutida, o Classmate tem capacidade
de armazenamento de até 250 gigabytes. Além do teclado, a
tela de LCD ganhou proteção à prova d'água.
A bateria do equipamento, que na versão atual dura no máximo
seis horas, foi extendida para até oito horas e meia. A principal
novidade, no entanto, é a capacidade de converter o equipamento
em um leitor de livros digitais. O aluno pode girar a tela e, com a ponta
do dedo, "folhear" as páginas do livro e fazer anotações
usando uma caneta acoplada ao computador. Um software de colaboração
permite que os estudantes compartilhem, instantaneamente, os arquivos e
o conteúdo mostrados na tela.
O produto, diz Kapil Wadhera, líder mundial da Intel para o
projeto Classmate, é resultado de um ano de trabalho envolvendo
um time engenheiros, designers, professores e alunos. Wadhera, que nesta
semana visitou o Brasil pela primeira vez, concedeu entrevista exclusiva
ao Valor. "Definitivamente, trata-se de um computador completo, mas é
um equipamento repleto de características educacionais", diz.
A passagem de Wadhera pelo Brasil incluiu visitas a membros do governo
e empresas. O interesse da Intel por este projeto não é meramente
institucional. Embora não produza computadores, delegando essa tarefa
a companhias especializadas nisso, a Intel embute no Classmate os seus
processadores. No caso dos portáteis educacionais, a fabricante
de chips decidiu, por conta própria, desenvolver um equipamento,
com o propósito de impulsionar o mercado.
Os resultados têm aparecido, comenta Wadhera. Lançado
dois anos atrás, o Classmate já atingiu a marca de 2 milhões
de unidades vendidas em mais de 60 países. O contrato mais recente
foi fechado no Brasil, que comprou 150 mil unidades do equipamento no fim
do ano, por meio de uma licitação vencida pela fabricante
Digibrás, controlada pela CCE. Wadhera sabe, porém, que isso
foi apenas uma amostra do que está por vir. O Brasil tem hoje 42
milhões de alunos na rede pública de ensino do país,
distribuídos por 176 mil escolas. Para estimular o projeto, o governo
federal firmou recentemente um acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), que irá disponibilizar uma linha
de financiamento de R$ 650 milhões para que Estados e municípios
do país possam adquirir suas máquinas. A expectativa é
adquirir mais de 1 milhão de laptops escolares.
Enquanto olha para compras públicas, a Intel também corre
para fechar acordo com fabricantes e redes varejistas, que deverão
colocar os portáteis da empresa nas prateleiras nos próximos
meses. Wadhera prefere não falar em preço, mas admite que
a nova versão do equipamento vai chegar mais cara que a atual. Nos
Estados Unidos, estima-se que, dependendo da configuração,
o novo Classmate custe de US$ 300 a US$ 500. No projeto brasileiro, o governo
pagou R$ 550 por cada portátil.
Parceiro de grandes multinacionais, como Hewlett-Packard (HP), Dell
e Lenovo, a Intel tem usado a associação com fabricantes
locais para tocar a produção de seu computador educacional.
No Brasil, a montagem dos equipamentos está nas mãos da CCE
e da Positivo Informática. No mundo, a lista de empresas envolvidas
com a iniciativa chega a 300 companhias, entre fabricantes de equipamentos,
desenvolvedores de sistemas e prestadores de serviços.
(André Borges - Valor Online)
08.03 - Vem aí a tecnologia de acesso à internet 4G
As operadoras de telefonia móvel estão investindo em
uma tecnologia de acesso à internet que terá uma conexão
cerca de 180 vezes mais veloz do que a atual, já apelidada de 4G.
Segundo cálculos do engenheiro Marcelo Zuffo, professor da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo, as conexões
móveis da terceira geração (conhecidos como 3G, atualmente
em uso) levam em média seis horas para baixar um arquivo de 1 gigabyte.
Já a tecnologia LTE (Long Term Evolution), ainda não implementada
no Brasil, faria o download do mesmo arquivo em dois minutos.
Para chegar a essa conclusão, Zuffo considerou uma taxa efetiva
de download de 20%, ou seja, presumiu que o usuário consegue usufruir
de um quinto da velocidade máxima de download, verificada em testes.
Na prática, a taxa efetiva varia muito e depende da intensidade
do tráfego (número de pessoas usando a conexão ao
mesmo tempo), distância do aparelho em relação à
antena e contrato com a operadora.
Especialistas preveem que a tecnologia 4G permitirá ao usuário
assistir a um filme de alta definição no momento em que o
arquivo está sendo baixado no dispositivo móvel. Também
será possível armazenar um vídeo em um computador
remoto no momento em que as imagens estão sendo captadas pela câmera
- sem necessidade de primeiro gravar e depois descarregar.
“Apesar de algumas operadoras iniciarem os testes com o LTE este ano,
a perspectiva é que ele esteja disponível para o consumidor
brasileiro em 2014”, prevê o engenheiro Eduardo Tude, diretor da
consultoria Teleco. No exterior, o LTE já existe na Suécia
e está em fase inicial nos EUA. (Jornal da Tarde)
05.03 - Microsoft vê recuperação em gastos com o
Windows 7
A Microsoft ainda vê uma grande demanda por seu software Windows
7, lançado no ano passado, e um novo ciclo orçamentário
irá ajudar a gerar uma recuperação gradual nos gastos
corporativos, afirmou o vice-presidente de operações da empresa
norte-americana. "Vimos um grande interesse pela atualização
do Windows 7", disse Kevin Turner em visita à London School of Economics.
"Há muita força nisso".
Turner afirmou que a Microsoft irá vender, neste ano, 300 milhões
de cópias do Windows 7, nova versão do sistema operacional
usado em nove de cada 10 computadores em todo o mundo, mas disse que o
cenário é misto, com diferentes taxas de recuperação
em todo o mundo.
A empresa já vendeu 90 milhões de cópias do Windows
7 desde seu lançamento, em outubro de 2009. "Uma certeza que posso
ter é que, pelo menos em 2010, a maioria das pessoas entraram em
um novo ciclo orçamentário, o que ajuda, mas elas continuam
conservadores", disse Turner. "Acho que ainda será algo gradual".
NAVEGADOR. A Opera Software informou quarta-feira que viu uma alta
nos downloads de seu browser depois que a Microsoft começou a dar
aos europeus a opção de escolherem o programa de navegação
que desejam usar no Windows. "Desde que a tela de escolha de browser surgiu,
os downloads de Opera mais que triplicaram em importantes países
europeus", afirmou o vice-presidente de estratégia da Opera, Rolf
Assev, citando Bélgica, França, Espanha, Polônia e
Reino Unido.
Em 16 de dezembro, autoridades da União Europeia aceitaram oferta
da Microsoft para dar aos europeus um acesso melhor a browsers rivais no
Windows, encerrando um longo caso que envolvia leis de defesa da concorrência.
Desde o início desta semana, a Microsoft tem permitido que os usuários
selecionem uma opção entre 12 browsers em mais de 100 milhões
de PCs novos e antigos. As opções incluem, além do
Opera e do Internet Explorer, os programas Firefox, Safari e Chrome.
(Jornal do Commercio Brasil)
05.03 - Acer busca destronar HP da liderança em PCs
É uma noite de sábado de fevereiro e mais de 2 mil funcionários
da Acer se comprimem num centro de exposições para a festa
do Ano Novo Lunar da companhia. Enquanto os convidados se fartam de sopa
de castanha, abalone (um tipo de molusco) cozido e frango frito, um grupo
de comediantes locais faz imitações de executivos da companhia.
Entre os convidados está Gianfranco Lanci, o italiano de 55
anos que é o primeiro executivo-chefe da Acer não nascido
em Taiwan. Seu imitador cola uma careca falsa na cabeça e murmura
algumas frases em italiano, mudando em seguida para o inglês. "Na
minha opinião, a Acer já é a número 1", declara
o falso Lanci, adiantando-se ao objetivo da Acer de tomar da Hewlett-Packard
(HP) o posto de maior fabricante de PCs do mundo.
Lanci e o presidente do conselho de administração da
companhia, J.T. Wang, ainda não chegaram lá, mas estão
se aproximando. A Acer vende hoje 13,4% de todos os computadores pessoais
(PCs) comercializados no mundo, estando à frente da Dell, com 12,4%,
mas bem atrás da HP, com 21%. Em 9 de fevereiro, a companhia anunciou
seu maior lucro trimestral em quase três anos, de US$ 109 milhões
com crescimento de 25%. As vendas cresceram 28%, bem acima da média
do setor, de 15%, com os consumidores fazendo filas para aproveitar as
ofertas baratas da Acer.
Este ano, a Acer espera conseguir o topo do ranking no segmento de
laptops. Isso não deverá ser difícil: ela já
é a líder nos netbooks - as pequenas e baratas máquinas
lançadas em 2008 - e está palmo a palmo com a HP nos computadores
portáteis. O presidente do conselho de administração
Wang afirma que assim que a Acer assumir a liderança nesse segmento,
não vai demorar para ela destronar os americanos. "Dentro de dois
ou três anos poderemos assumir o primeiro posto no segmento de PCs",
afirma ele. "Não faz muita diferença para nós se isso
acontecerá em 2012 ou 2013." A HP não quis comentar as previsões
audaciosas de Wang.
Wang, de 55 anos, entende que esse excesso de confiança pode
não ser bom para a Acer. Portanto, em sua sala ele tem emoldurada
na parede uma cópia do jornal "Economic Daily News" de Taiwan de
setembro de 2002, quando a Acer era na melhor das hipóteses uma
companhia de segunda linha. A página do jornal destaca os planos
da Acer para o lançamento de um novo PC "tablet" - um produto que
rapidamente se transformou em um fracasso. A lição aprendida
por Wang: deixar os outros assumirem a liderança nos equipamentos
mais novos e modernos e permanecer focado nos computadores baratos de qualidade.
"Não posso desperdiçar recursos", afirma ele. Quando o assunto
é o lançamento de inovações, "nós podemos
ser o número 2. Isso não é nenhum problema para nós".
É por isso que a Acer permitiu que uma concorrente de Taiwan, a
Asustek, fizesse a primeira movimentação no segmento dos
netbooks. Assim que as máquinas mostraram ser um sucesso, a Acer
entrou em cena e se tornou a número 1.
Ser o líder não significa muito se você tiver que
sacrificar as margens de lucro para chegar lá. É por isso
que alguns investidores temem que o esforço para superar a HP desemboquem
em uma guerra de preços capaz de devastar seus lucros. A margem
operacional da Acer no quarto trimestre do ano passado foi de 2,95%, uma
melhoria em relação aos 2,24% do terceiro trimestre, mas
bem menor que os 4,71% da divisão de computadores da HP.
As preocupações com a lucratividade ajudaram a reduzir
o preço da ação da Acer na Bolsa de Valores de Taiwan
em 13% desde 15 de janeiro, contra uma queda de 10% no preço da
ação da HP e da Dell. "Não achamos que [sacrificar
os lucros em troca de participação de mercado] seja a estratégia
certa para nossos acionistas", diz Stephen J. Felice, diretor da divisão
de consumo e pequenos negócios da Dell. Ao mesmo tempo, acrescenta
ele: "Não estamos cedendo o segundo lugar para a Acer".
Na corrida de Lanci e Wang para permanecer à frente da Dell
e destronar a HP, eles transformaram o que era um bastião da administração
taiwanesa na companhia mais globalizada da indústria dos PCs. Enquanto
os altos escalões da HP e da Dell são dominados por americanos
e a liderança da Lenovo é em grande parte chinesa, a equipe
da Acer inclui um executivo francês que supervisiona a área
de telefones móveis, um diretor de marketing italiano, um alemão
que comanda as operações na China, um austríaco que
lidera as operações nos Estados Unidos e um americano que
comanda os negócios no Brasil. "Se você quer tocar uma companhia
globalizada, precisa de talentos globalizados", afirma Lanci.
Essa equipe globalizada terá que fazer algumas mudanças
no modelo de negócios se a Acer quiser alcançar seu objetivo.
A companhia é mais forte nas vendas aos consumidores, usando quatro
marcas para atender vários segmentos: eMachines para aqueles que
se preocupam principalmente com o preço, Gateway (nos EUA) e Packard
Bell (na Europa) para a faixa intermediária, e Acer para os fanáticos
por tecnologia. A postura multimarcas foi desenvolvida depois que a Acer
comprou a Gateway em 2007 por US$ 710 milhões, o que ajudou a companhia
a ganhar espaço nas prateleiras das lojas, segundo afirma o diretor
de marketing Gianpiero Morbello. "É difícil fazer um comerciante
disponibilizar 50% de seu espaço para uma única marca", afirma
Morbello, que passou grande parte do mês de fevereiro entretendo
clientes em Vancouver, na Olimpíada de Inverno, onde a Acer era
uma das patrocinadoras. "É mais fácil dividir o mesmo espaço
com três marcas."
No entanto, as empresas não compram seus PCs na Best Buy ou
no Walmart. O foco da Acer nas vendas ao consumidor não tem sido
um problema nos últimos dois anos, uma vez que as empresas reduziram
os gastos com tecnologia. Mas a melhoria das perspectivas econômicas
e o lançamento do Windows 7 provavelmente estimularão uma
reação das encomendas pelas empresas este ano. Atender compradores
empresariais envolve mais mão de obra que a venda aos consumidores,
uma vez que as empresas precisam de grandes equipes para gerenciar a logística
e o suporte ao cliente. "Eles querem exatamente o mesmo modelo de PC no
mundo inteiro, com exatamente os mesmos serviços de suporte", diz
Tracy Tsai, analista da consultoria Gartner em Taipé. Isso é
uma coisa que a Acer vem evitando, de modo que muitos potenciais compradores
não conhecem os produtos da companhia. Conforme ela fica mais conhecida,
diz Tsai, "há uma boa chance de a companhia conseguir algum crédito
e ganhar a confiança dos compradores empresariais".
Lanci pretende fazer justamente isso. Em novembro ele começou
a lançar uma nova linha de servidores - máquinas maiores
e mais robustas usadas por empresas para armazenar dados, lidar com números
e gerenciar redes. Até o fim do ano Lanci pretende fazer com que
os servidores respondam por cerca de 4% da receita da Acer. Eles oferecem
margens aproximadamente duas vezes maiores que os PCs. Lanci prevê
que os novos servidores, mais a equipe adicional dedicada às vendas
empresariais, rapidamente se pagarão. "Nós sempre mantivemos
um perfil empresarial reservado porque queríamos desenvolver outras
partes de nossos negócios primeiro", diz o executivo. Este ano ele
promete que "os esforços na área comercial serão grandes".
Isso não significa que Lanci esteja se esquecendo dos consumidores.
A Acer está desenvolvendo um leitor eletrônico de livros semelhante
ao Kindle, da Amazon, laptops que rodam no sistema operacional Chrome do
Google e aparelhos para competir com o iPad da Apple. Em 2009, a Acer lançou
seus primeiros telefones inteligentes. Lanci espera vender mais de 2 milhões
deles este ano, e até 2013 pretende obter 10% das receitas com a
área de celulares.
Em breve a Acer abrirá uma loja de aplicativos nos moldes da
lançada pela Apple, que vai oferecer programas voltados para esses
novos aparelhos. Enquanto vários tipos de novos aparelhos chegam
ao mercado, Lanci afirma estar menos preocupado com o domínio do
setor de PCs e mais interessado em ser líder nos aparelhos eletrônicos
de vários tipos. "O setor vai mudar muito nos próximos cinco
anos", diz Lanci. "Para nos tornarmos o número 1, teremos que continuar
concentrados nas tecnologias móveis e o telefone inteligente é
apenas o começo da história." (Bruce Einhorn e Tim Culpan
- BusinessWeek, tradução de Mário Zamarian - Valor
Online)
05.03 - Portal Brasil: Unificando informações e serviços
Na área da Previdência Social é possível
acessar serviços e obter esclarecimentos
O cidadão brasileiro dispõe, a partir de quarta-feira,
de um novo portal de internet, concebido para oferecer serviços,
cultura, informações e aproximar o Estado de brasileiros
– e estrangeiros - que vivem no país e no exterior. A reformulação
do Portal Brasil, coordenado pela Secretaria de Comunicação
da Presidência da República (Secom), é resultado de
um processo de trabalho que levou cerca de três anos. O portal é
acessado pelo endereço www.brasil.gov.br.
A implementação do projeto envolveu mais de 200 pessoas
com perfil multidisciplinar, incluindo profissionais de conteúdo,
arquitetura de informação, webdesign, programação,
produção de vídeo e infografismo, entre outros.
Na área da Previdência Social, o Portal Brasil traz informações
para brasileiros e estrangeiros, tipos de benefícios e como requerer.
Explica também as categorias de segurados e apresenta vídeos
explicativos sobre o atendimento e de esclarecimento, tirando dúvidas
de segurados. Além disso, há informações sobre
a previdência básica e a previdência complementar.
(AgPrev)
04.03 - Maior feira de tecnologia do mundo perde espaço
Cebit 2010, realizada em Hannover, tem menos empresas expositoras do
que no ano passado, mas procura apresentar a vanguarda high-tech
No mundo da informática, ser menor e mais rápido é
sinônimo de avanço. E se não estivermos falando de
um produto, mas de um evento tecnológico cuja fama repousa justamente
no título de "o maior do mundo"? É a esse questionamento
que a Cebit 2010 precisará responder até o próximo
sábado, em Hannover, na Alemanha.
Neste ano, além de ter menos expositores, a feira será
mais curta. A perda do domingo no calendário do evento deve provocar
redução no número de visitantes, pois é no
fim de semana que a Cebit costuma receber o grosso do seu público,
mais jovem e ávido por passear pelo pavilhão do futuro.
A cerimônia de abertura, na noite de segunda, ficou a cargo da
chanceler alemã, Angela Merkel, e do primeiro ministro da Espanha,
José Luis Rodríguez Zapatero.
O político passou por Hannover como representante do país-parceiro
da festa high-tech, que ganhou pavilhão exclusivo. Mais de 70 expositores
espanhóis estão espalhados pela feira.
Para quem se interessa pelo mercado, o evento conta com palestras e
apresentações de executivos de empresas como Microsoft, Google,
Adobe, Amazon, Skype, Intel, Sony Ericsson, Dell, Motorola, IBM e Telefonica.
Entre os convidados está Stewart Butterfield, fundador do Flickr,
site de compartilhamento de fotos mais popular da rede.
O ingresso para a semana custa 81 (R$ 200) na porta. Em edições
anteriores, cambistas transitavam na estação central de Hannover
(Hauptbahnhof) e vendiam entradas pela metade do preço.
O tema central da 25ª Cebit é "Connected Worlds", numa
alusão às tecnologias que ligam o escritório à
residência. Computação nas nuvens, internet móvel,
aparelhos que se recarregam sem fio e novos sistemas de proteção
contra ataques virtuais estarão em pauta.
Na edição de 2009, ocorrida em plena crise financeira,
o evento recebeu 400 mil visitantes e contou com 4.300 expositores. Pouco
mais de 4.150 expositores estão na feira desta vez. Para fins de
comparação, no ápice da bolha ponto com, em 2001,
a Cebit hospedou nada menos que 8.100 companhias. Por outro lado, 300 empresas
vão estrear neste ano -entre elas, o Google.
O número de empresas brasileiras presentes na feira cresceu.
Pulou de 14 para 22. Eles ficam divididos em dois estandes coletivos: um
para as empresas de software e outro para as de telecomunicações.
Além disso, está confirmada a realização,
no ano que vem, de uma célula do evento no Brasil. Após mais
de três anos de negociações, a feira marcou uma data
para sua versão sul-americana. Porto Alegre receberá, de
10 a 12 de maio de 2011, a Bits Business IT South America, com a grife
Cebit.
A parceria abrange expositores das áreas de tecnologia da informação,
telecomunicações, softwares e serviços digitais. A
previsão é que o evento ocupe o centro de exposições
Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do
Sul) e seja focado no empresariado. (DIÓGENES MUNIZ
- Folha de S.Paulo)
04.03 - IBM anuncia servidores e X5 para otimizar recursos de TI
A IBM anuncia uma nova família de servidores x86 para otimizar
os principais recursos de TI, como utilização de energia,
espaço físico e capacidade de memória e virtualização.
Os novos servidores eX5 são o resultado de um investimento em três
anos de pesquisas para o desenvolvimento de um sistema computacional voltado
a uma nova geração de cargas de trabalho, capazes de reduzir
as despesas com armazenamento em até 97% e com licenças de
software em até 50%.
O eX5 deverá ampliar ainda mais a participação
da IBM no mercado de servidores x86. De acordo com a IDC, a empresa detém
hoje 19,6% de participação em receita no mercado mundial,
um ganho anual de 3,5 pontos percentuais.
Um dos maiores diferenciais tecnológicos dos sistemas eX5 é
sua capacidade de memória estendida, viabilizada pela separação
da memória do processador, eliminando a necessidade de aquisição
de outro servidor apenas para expansão desses recursos. Essa engenharia
permite que os novos sistemas ofereçam escalabilidade seis vezes
maior, em comparação com a versão anterior.
O recurso de escalabilidade independente de memória também
possibilita aos sistemas eX5 oferecerem memória 600% maior do que
a oferecida atualmente pela indústria. Os novos servidores ainda
apresentam: desempenho 30 vezes melhor de banco de dados do que a atual
geração de sistemas x86; desempenho por watt 99% maior; operação
de 78% mais “servidores virtuais” para os mesmos custos de licença;
redução de gastos em aplicativos e middleware; e o desempenho
com sistemas SAP pode aumentar em até três vezes.
(Executivos Financeiros)
03.03 - Tecnologia na saúde
Nos últimos anos, tecnologias avançadas como voz e banda
larga sem fio de terceira geração transformaram a prestação
de serviços médicos e criaram novas possibilidades para o
atendimento de pacientes.
Fabricantes de dispositivos médicos, empresas de TI, laboratórios
farmacêuticos e de análises clínicas estão incorporando
a tecnologia wireless às soluções de cuidados com
a saúde para melhorar o atendimento ao paciente, acelerar o diagnóstico,
administrar tratamentos e oferecer soluções de monitoramento
confiáveis.
Empresas globais como a CardioNet, InTouch Health, HealthPia e Myca
vêm firmando parcerias com desenvolvedores de tecnologia sem fio
para criar dispositivos inovadores que podem transmitir remotamente dados
do eletrocardiograma de um paciente a um centro de monitoramento.
O principal benefício é o atendimento médico individualizado
com um enfoque preventivo, em vez de reativo, gerado pela rápida
convergência da comunicação wireless com a medicina.
Além disso, a tecnologia sem fio permite uma maior mobilidade
para os pacientes: as informações podem ser enviadas de qualquer
lugar.
Os avanços tecnológicos permitirão, por exemplo,
que idosos mantenham sua independência vivendo em casa monitorados
por dispositivos sem fio, em vez de viverem em asilos.
Pacientes com problemas cardíacos em estágio de reabilitação
poderão monitorar a freqüência cardíaca em suas
próprias casas constantemente, e em casos de emergência os
dispositivos enviarão informações atualizadas aos
médicos antes mesmo do paciente chegar ao pronto-socorro.
Entre as soluções hoje oferecidas estão telefones
para idosos (Jitterbug), de supervisão de asma e diabetes (BeWell
Mobile Technology) e medicamentos inteligentes (equipados com sensores
sem fio) (Proteus Biomedical, Inc.).
Outros exemplos são o biossensor sem fio BAND-AIDs® e os
telefones celulares com monitoramento de glicose, que oferecem atendimento
médico em tempo real personalizado e eficaz.
Há também o Pill-Phone, um aplicativo para celulares
que envia mensagens com lembretes sobre o horário de medicamentos
e dá acesso a um banco de dados sobre remédios.
As ferramentas de atendimento médico móvel 3G vêm
mudando e salvando vidas das pessoas que vivem nas zonas rurais. É
o caso de uma pequena clínica no Peru, localizada em uma aldeia
rural chamada Coya, onde equipes médicas voluntárias dos
EUA atendem moradores que não têm acesso à saúde.
A clínica não possuía qualquer tipo de conectividade,
mas agora, com equipamentos CDMA wireless de voz e dados, incluindo laptops,
telefones com câmera e cartões de dados, essas comunidades
dispõem, pela primeira vez, de comunicações externas.
Em um futuro não muito distante, soluções wireless
inovadoras e transformadoras tornarão a vida dos consumidores ao
redor do mundo mais produtiva, saudável e prazerosa.
A comunicação móvel poderá salvar a vida
de milhões de pacientes em todo o mundo. E não há
dúvida de que ainda serão desenvolvidos vários outros
dispositivos e serviços de saúde capazes de oferecer autodiagnósticos
completos e processos automatizados. (Paulo Breviglieri - Brasil
Econômico)
02.03 - Venda de computadores teve queda histórica em 2009
No início do ano, com o dólar valorizado e pouco crédito,
empresas deixaram de comprar PCs no País
Pela primeira em quase uma década, a venda de computadores registrou
queda no País. Dados divulgados ontem pela empresa de pesquisas
IDC mostram que o setor deixou de vender no ano passado 800 mil aparelhos
em relação a 2008. Quem puxou a queda foi setor corporativo.
Com o dólar valorizado e pouco crédito no início do
ano, as empresas deixaram de investir em itens básicos de infraestrutura,
como computadores.
No total, foram vendidos 11 milhões de equipamentos, entre desktops,
notebooks e netbooks (um note menor). Em 2008, foram 11,8 milhões.
A recuperação veio só no último trimestre,
impulsionada pela isenção de impostos para o setor e novas
linhas de crédito, com programas de inclusão digital para
professores. O resultado só não foi pior porque os chamados
"usuários domésticos" continuaram comprando, principalmente
notebooks.
Este ano, o mercado de computadores deve ter uma novidade. Pela primeira
vez, a compra de computadores portáteis por brasileiros deve superar
a de desktops. "Hoje estamos em 50% para cada modelo no segmento de usuário
doméstico", disse Luciano Crippa, analista do setor de PCs da IDC.
Os brasileiros levaram para casa no ano passado um número de notebooks
que superou em 36% a quantidade vendida em 2008. Entre os usuários
corporativos, houve redução de 16%.
Segundo Crippa, essa substituição do desktop pelo portátil
ainda não é interessante para as empresas. "O cliente corporativo
não quer que o computador saia da empresa, com o risco de expor
informações confidenciais", disse. "Enquanto o usuário
doméstico quer levar a informação para todo lugar."
As sondagens de 2007 e de 2008 mostravam os consumidores da classe
C comprando o primeiro desktop, enquanto os das classes A e B começavam
a se familiarizar com a tecnologia do notebook. A pesquisa do ano passado
já identificou uma parcela da classe C substituindo o primeiro computador
por notebook. Nos segmentos A e B, os portáteis lideram a aquisição
do segundo ou terceiro computador da família.
Para este ano, o estudo do IDC indica uma retomada da indústria
dos computadores, com números animadores que chegam a superar o
patamar de 2008. A expectativa é de que sejam comercializados 12,8
milhões de PCs. "Não chega a ser uma explosão de vendas,
que comprometa a capacidade das empresas, mas as perspectivas são
boas." (Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo)
02.03 - Google e Microsoft trocam farpas em questões antitruste
Para cobrar uma dívida de US$ 335.000 relacionada a propagandas,
o Google Inc. abriu processo em outubro contra um pequeno site do Estado
americano de Ohio. A petição era tão rotineira que
só tinha duas frases.
O Google não esperava a resposta que teve. O pequeno site reagiu
no mês passado com um processo antitruste de 24 páginas em
que acusa o Google de uma série de abusos monopolistas.
Mas o que realmente chamou a atenção do Google foi o
advogado do site: Charles "Rick" Rule, veterano advogado externo para questões
de competição da Microsoft Corp., arquirrival do Google.
"Minha reação foi "Que diabo é isso?'", diz Mark
Sheriff, um advogado de Ohio que representa o Google, comentando o envolvimento
de Rule e seu poderoso escritório de advocacia, Cadwalader, Wickersham
& Taft LLP, cuja divisão de antitruste fica na capital Washington.
"Não é todo dia que uma poderosa firma de Washington como
a Cadwalader se envolve num processo de cobrança em Ohio."
Rule também representa outra pequena firma de internet que abriu
um processo antitruste contra o Google. Enquanto isso, na Europa, após
queixas contra o Google feitas por uma subsidiária da Microsoft
na Alemanha, entre outras empresas, a Comissão Europeia abriu uma
investigação antritruste preliminar contra a gigante americana
das buscas na internet.
Para o Google, o padrão é claro: a empresa alega que
a Microsoft está embarcando numa guerra por procuração
contra ela por meio de vários casos aparentemente sem ligação,
e prepara o terreno para uma ofensiva antitruste mais ampla contra o domínio
do Google no mundo online. "Ficou claro que nossos concorrentes estão
vasculhando tribunais do mundo inteiro em busca de processos contra o Google
em que podem se inserir, aprender mais sobre nossas práticas empresariais
e usar a informação para desenvolver uma acusação
mais ampla de monopólio contra nós", disse um porta-voz do
Google, Adam Kovacevich.
A Microsoft chama a acusação de absurda. A empresa afirma
que não abriu ou financiou os processos antitruste das pequenas
firmas de internet. Os autores dos processos e seus advogados negam que
a Microsoft tenha orquestrado as ações. As firmas alegam
que escolheram a Cadwalader e Rule por conta própria.
A Microsoft afirma que um número crescente de pessoas, empresas
e governos estão preocupados com o poder do Google no mercado. "Não
é segredo que compartilhamos muitas dessas preocupações",
disse um porta-voz da Microsoft, Jack Evans. "Não é surpresa
que sejamos contatados frequemente por terceiros que acreditam terem sido
prejudicados pelo Google, ou que incentivemos quem pareça ter uma
queixa legítima a buscar as autoridades competentes."
As manobras judiciais no mínimo mostram que o Google - que detém
quase 75% do mercado de buscas na internet nos Estados Unidos e mais de
90% na França e na Alemanha - agora se tornou o gigante da alta
tecnologia que muitos gostariam de derrubar.
Os papéis parecem ter se invertido.
Durante anos foi a Microsoft que teve de enfrentar acusações
- de autoridades americanas e europeias - de abuso de poder para esmagar
a concorrência. Os inquéritos oficiais surgiram após
várias queixas de empresas de software rivais, como a Netscape Communications
Corp., de navegadores de internet. Alguns juristas acham que a Microsoft
está adotando as táticas dessas empresas para tentar motivar
as autoridades a fazer uma investigação oficial de seu grande
inimigo, o Google. "A Microsoft está fazendo de tudo para tentar
perseguir o Google na frente antritruste", diz Eric Goldman, diretor do
Instituto de Legislação de Tecnologia da Faculdade de Direito
da Universidade de Santa Clara, na Califórnia.
Como Rule, outras personagens dos problemas passados da Microsoft estão
ressurgindo na nova frente de batalha. Gary Reback foi um advogado da Netscape
que ajudou a convencer os EUA a investigarem a Microsoft. Agora seu alvo
é o Google. Por meio de um grupo que criou, chamado Aliança
do Livro Livre, ele está contestando o acordo de 2008 do Google
com autores e editores para publicar livros eletrônicos, argumentando
que dá uma vantagem indevida ao Google.
O Departamento de Justiça dos EUA está revisando o acordo.
Reback diz que o processo foi ideia sua, mas o grupo depois buscou
e obteve apoio financeiro da Microsoft, entre outras empresas. A acusação
monopolista contra a Microsoft era de que ela incorporara seu navegador
da web a seu sistema operacional, o que dava ao navegador uma vantagem
em relação aos concorrentes. Reback alega ver um paralelo
"sinistro" com o que o Google tem feito hoje em dia quando entra em áreas
como vídeo, e-mail, mapas e propaganda em celular.
O diretor-presidente do Google, Eric Schmidt, já disse várias
vezes que investigações antitruste são inevitáveis
com o crescimento da empresa, o que a deixa mais cautelosa, mas não
impede que continue crescendo. Kovacevich, o porta-voz do Google, diz:
"Trabalhamos duro para colocar os interesses de nossos usuários
em primeiro lugar e concorrer de maneira justa no mercado."
A Microsoft tem agido ativamente para disseminar um ponto de vista
diferente, geralmente nos bastidores. A empresa criou e é a principal
financiadora de um grupo de Bruxelas que expressou preocupações
sobre o poderio do Google. Chamado de Iniciativa por um Mercado On-line
Competitivo, o grupo distribuiu documentos sugerindo que o Google está
manipulando os resultados de busca e seus algoritmos para prejudicar concorrentes
e beneficiar parceiros de negócios.
O Icomp, como é conhecido na sigla em inglês, afirma representar
várias firmas prejudicadas pela dominância do Google. Mas
alguns membros não parecem muito preocupados. Um signatário
do Icomp é um fabricante espanhol de queijo artesanal chamado Artequeso,
cujo dono, Alfonso Álvarez, diz que não usa computadores.
Álvarez disse que alguém - ele não lembra quem - o
convidou para entrar no grupo e ele topou porque é contra qualquer
tipo de monopólio.
O advogado do Icomp David Wood afirma que o grupo não é
focado apenas em atacar o Google, embora, diz, "tenha sido caracterizado
dessa maneira pelo Google porque (a empresa) não gosta que falem
sobre o que ela faz se não for de maneira elogiosa".
O próprio Google mostrou que está pronto para partir
para o ataque nas guerras antitruste.
Em 2009, juntou-se ao velho caso da União Europeia contra a
Microsoft e a incorporação do Internet Explorer ao sistema
operacional Windows. Num acordo de dezembro, a Microsoft aceitou facilitar
que os usuários de PCs na Europa escolham qual navegador preferem
que seja instalado.
Os pequenos reclamantes de processos antitruste representados por Rule,
o veterano advogado da Microsoft, acusam o Google de usar táticas
como rebaixar o "índice de qualidade" dos sites, encarecendo o preço
dos anúncios ou fazendo com que sejam exibidos com menos destaque
nas buscas.
O Google modifica habitualmente seus algoritmos de buscas - em parte
para impedir que as pessoas fraudem o sistema -, mas nega quaisquer mudanças
por motivos anticompetitivos.
O pequeno site de Ohio que enfrentou o processo inicial do Google por
causa das faturas se chama myTriggers.com Inc., cujas alegações
antitruste estão arquivadas num tribunal do Condado de Franklin,
em Ohio. O outro processo antitruste foi aberto por um site chamado TradeComet.com
LLC num tribunal federal de Nova York; o Google está tentando transferir
o caso para a justiça da Califórnia.
Rule diz que a ideia de que esses casos são dirigidos pela Microsoft
é "falsa e desvia a atenção de alegações
sérias contidas no processo". Representantes do myTriggers e do
TradeComet usam o mesmo argumento.
O Google sugere que em qualquer caso, quando os veteranos advogados
da Microsoft representam outras partes contra o Google, eles ganham conhecimento
de informações confidenciais do Google que são reveladas
por esses processos.
Rule, que já chefiou a Divisão Antitruste do Departamento
de Justiça dos EUA, diz que não é raro que firmas
de advocacia representem vários clientes contra o mesmo adversário.
Ele diz que o trabalho que ele e Cadwalader fazem para o myTriggers e o
TradeComet não é relacionado ao trabalho deles para a Microsoft.
Evans, da Microsoft, diz: "Como não participamos desses processos,
não podemos tomar conhecimento de informações que
o Google pode ser obrigado a divulgar. A pergunta maior é exatamente
o que o Google teme tanto que os outros saibam sobre suas práticas
empresariais?"
Além da investigação informal da Comissão
Europeia sobre o Google, a França - onde o Google tem 93% do mercado
de propaganda ligada a resultados de busca - também deve investigar
se a empresa está abusando de sua dominância. O Google afirma
que cumpre as leis europeias e concorre de maneira justa.
As autoridades americanas também estão de olho. A nova
chefe da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça, Christine
Varney, já foi advogada da Netscape. Mas antes de ocupar o atual
cargo ela sugeriu que o foco das ações antitruste mudou.
"Para mim, a Microsoft é tão coisa do século passado",
disse ela em junho de 2008. "Eles não são o problema. Acho
que vamos continuar vendo problemas - potencialmente com o Google", que
"obteve um monopólio da propaganda na internet". O Departamento
de Justiça e a Comissão Federal de Comércio (FTC,
agência americana de defesa da concorrência) não deram
até agora nenhum sinal de que farão uma investigação
ampla sobre as práticas do Google, embora a empresa esteja sendo
analisada em casos menores.
Ela já passou por investigações relacionadas a
negócios específicos.
Em junho de 2008, depois que a Microsoft rompeu negociações
para adquirir o Yahoo Inc., o Google fechou acordo para vender anúncios
para algumas buscas no Yahoo. Críticos liderados pela Microsoft
reclamaram do plano, dizendo que daria ao Google ainda mais controle sobre
um mercado que já dominava.
O Departamento de Justiça ameaçou processar, afirmando
que o Google tinha mais de 70% do mercado de publicidade de busca. Tal
domínio não é necessariamente ilegal, mas usá-lo
para deixar rivais em desvantagem pode ser. Google e Yahoo abandonaram
seu plano. Logo depois, o Yahoo se aliou à Microsoft num acordo
para buscas.
Até agora o Google conseguiu se esquivar da maioria dos outros
esforços para desacelerar sua expansão. Ele entrou no segmento
de propaganda em celular em novembro, com a compra da AdMob. Antecipando
investigações, optou por divulgar o negócio em conjunto
com um comunicado defendendo a competitividade proporcionada pela aquisição.
A FTC o está revisando.
Goldman, da Universidade de Santa Clara, espera que o Google vá
continuar navegando um campo minado judicial e regulatório.
"Se todo mundo começar a entrar no barco, talvez o Google seja
obrigado a mudar a base de seus negócios". (Thomas Catan e
Jessica E. Vascellaro, colaboraram Nick Wingfield e Charles Forelle - The
Wall Street Journal/Valor Online)
01.03 - Mercado de PCs deve crescer 16% em 2010 no Brasil
Depois de encerrar 2009 com cerca de 11 milhões de unidades
comercializadas, o mercado de PCs deve crescer aproximadamente 16% no Brasil
em 2010. De acordo com dados da pesquisa Brasil Quarterly PC Tracker da
IDC, a previsão é de que o mercado chegue a 12,8 milhões
de unidades vendidas. Entre os destaques está o crescimento nas
vendas de computadores portáteis, principalmente em relação
à notebooks e netbooks.
Ainda de acordo com o estudo, o mercado nacional sofreu uma queda de
6,4% em relação a 2008 por conta dos baixos investimentos
no segmento corporativo e pela retração do PIB do câmbio
no período. Outro dado mostra que, entre 2007 e 2008, os usuários
de classe C estavam comprando seu primeiro desktop, enquanto os usuários
das classes A e B já estavam se familiarizando com os notebooks.
"O mercado brasileiro de PCs nunca havia sofrido queda de vendas no
comparativo ano a ano, mas no ano passado, por conta da crise financeira
mundial, as empresas cortaram recursos e postergaram a compra de equipamentos
para 2010 e 2011", diz Luciano Crippa, analista do setor de PCs da IDC.
Para Crippa, o destaque do estudo foi o crescimento de 20% na categoria
de notebooks, impulsionado pelas compras de usuários domésticos,
governo e setores ligados à educação. “As medidas
que foram tomadas pelo governo como a isenção de tributos
e impostos para o segmento de PCs e a facilidade de novas linhas de crédito,
principalmente no varejo e nos programas nacionais de inclusão digital
para professores, propiciaram esse crescimento. Dentro dessa categoria
percebemos que o consumo dos notebooks por usuários domésticos
cresceu quase 36%, diferente do que foi registrado na área corporativa,
que teve uma queda de 16%. Se não fosse essa retração,
o número teria sido bem maior", explica.
Em contrapartida, a categoria de desktops registrou recuo de 16%, considerando
os resultados do mercado doméstico e corporativo. "No segmento doméstico
é um resultado claro da substituição dos desktops
pelos portáteis, que oferecem mobilidade, portabilidade e autonomia
de bateria cada vez maior", destaca.
Em relação ao mercado ilegal, a pesquisa registrou uma
redução de 3 pontos percentuais em 2009 e a previsão
é de que, em 2010, a comercialização nesse setor seja
menos expressiva devido à legalização de marcas importadas.
(Executivos Financeiros)
01.03 - Tráfego das redes móveis deve chegar a 7,9 bilhões
de gigabytes em 2014
Caso as expectativas de crescimento do tráfego das redes móveis
se concretize, o volume total de dados enviados por mês em 2014 será
equivalente ao volume total de 2008. Segundo informações
da ABI Research, o tráfego será proveniente de laptops, netbooks
e Mobile Internet Devices (MIDs).
O levantamento aponta que cerca de 7,900 petabytes (aproximadamente
7,9 bilhões de gigabytes) serão enviados por mês em
2014 e que os dispositivos móveis com recursos de rede embarcados
serão responsáveis por 90% desse tráfego. Para Jeff
Orr, analista sênior da ABI Research, apesar de não serem
a maioria dentro do período de previsão, os equipamentos
“com modem embutido terão participação significativa
e as ofertas de netbooks equipados com modems a preços subsidiados
é um endosso do conceito de modems incorporados em oposição
aos modems USB”, explica.
Impulsionadas pela competitividade do mercado de banda larga e a grande
quantidade de dispositivos, regiões como Europa, América
do Norte e Ásia serão responsáveis por quantidades
equivalentes do tráfego de dados.
Em relação à implementação de redes
4G nessas áreas, a pesquisa da ABI Research mostrou que, mesmo em
2014, essas redes serão responsáveis por uma pequena parcela
do tráfego, que ainda utilizará com mais frequência
as redes 2G e 3G. (Executivos Financeiros)
26.02 - Vendas mundiais de servidores crescem 4,5% no quarto trimestre
As vendas mundiais de servidores apresentaram crescimento de 4,5% no
quarto trimestre de 2009. De acordo com informações divulgadas
pelo Gartner, as receitas no período registraram redução
de 3,2%.
Para Jeffrey Hewitt, analista do Gartner, a recuperação
iniciada no terceiro trimestre de 2009 deve ser entendida no contexto do
período. “O quarto trimestre de 2008 foi bastante fraco, de modo
que no quarto trimestre de 2009 não foram necessários grandes
números para se chegar a esse aumento. Ao mesmo tempo, alguns segmentos
como RISC/Itanium Unix e mainframes exerceram uma pressão descendente
sobre os resultados da receita total de vendas”, explica.
Na análise de remessas por região, Ásia/Pacífico,
Oriente Média e África, além dos Estados Unidos registraram
crescimento de 19,6%, 13,4% e 9,0%, respectivamente. Já Canadá,
Europa Oriental, Japão, América Latina e Europa Ocidental
apresentaram recuos de 9,4%, 13,3%, 1,7%, 6,8% e 4,0%. Em relação
às receitas, Ásia/Europa, América Latina e Oriente
Médio e África cresceram 9,1%, 22,1% e 9,4% respectivamente.
A IBM continua liderando o ranking de receitas do mercado mundial de
servidores, com resultado de aproximadamente US$ 4,1 bilhões. No
entanto, equivale a um declínio de 5,9% em relação
aos resultados de 2008. O market share da IBM no período ficou em
32,7%.
No ranking de vendas de servidores, a HP continua na liderança
com um crescimento de 3,8% e market share de 32,1%.
Considerado um ano difícil, as remessas mundiais de servidores
registraram 16,6% em comparação com 2008. Já as perspectivas
para 2010 sugerem a retomada do crescimento nas remessas e na receita em
nível mundial. (Executivos Financeiros)
24.02 - Windows móvel aposta em integração
Nova versão do sistema da Microsoft para celulares é
contraponto ao modelo de lojas de aplicativos
Para a Microsoft, os telefones inteligentes atuais, fundamentados nas
lojas de aplicativo celebrizadas pela Apple, estão ficando muito
parecidos uns com os outros.
Como contraponto a esse modelo, a empresa apresentou o Windows Phone
7 Series, nova versão do sistema operacional para telefones celulares
cuja palavra-chave é integração.
Em vez de diversos aplicativos para executar as tarefas mais comuns,
o Windows Phone 7 Series aposta em uma elegante interface unificada, derivada
do Zune, tocador multimídia portátil da empresa.
Enquanto o Android, do Google, e o iPhone, da Apple, não paravam
de crescer, e até a Palm, há pouco dada como morta, se reinventava
com o Palm Pre e o seu webOS, a Microsoft comia poeira.
Com uma interface antiquada, calcada no uso das canetinhas stylus,
há tempos o Windows Mobile não é levado a sério.
A Microsoft, é claro, espera que isso mude com o lançamento
da nova versão.
"Espero que o sete continue sendo o nosso número da sorte",
afirmou Steve Ballmer, executivo-chefe da empresa, depois das demonstrações
do Windows Phone 7 Series, no hotel Catalonia Plaza, em frente ao Mobile
World Congress. Ele se referia ao bem recebido novo sistema operacional
para computadores da empresa, o Windows 7, sucessor do malfadado Vista.
Integração
O conceito de integração do Windows Phone 7 Series está
aplicado nos módulos do sistema, que a Microsoft chama de hubs:
o hub de pessoas, que agrega diversas formas de comunicação
com contatos (e-mail, telefone, redes sociais etc.); o hub do Office, integrado
ao pacote de escritório; o hub de fotos, que reúne tanto
imagens tiradas no celular quanto postadas na rede; o hub de música
e vídeo, sincronizado com um software de gerenciamento multimídia
para Windows; e o hub de games, conectado com a rede Xbox Live.
Ainda que satisfeitos com as novidades da Microsoft, analistas e a
mídia especializada ponderam que a resposta da empresa possa ter
chegado tarde demais -o que só se saberá a partir do fim
do ano, quando os primeiros aparelhos começarão a ser vendidos.
(RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
24.02 - Smartbooks fazem a ponte entre netbook e smartphone
Android, sistema móvel do Google, é o preferido para
equipar os novos aparelhos híbridos e os tablets, micros com tela
sensível ao toque
Eles são grandalhões, mas suas vísceras, do processador
ao sistema operacional, são de smartphone.
Duas categorias emergentes de dispositivos portáteis estrelaram
o Mobile World Congress: os tablets -computadores com tela sensível
ao toque- e os smartbooks -híbridos de smartphone e notebook.
O sistema operacional favorito desses aparelhos era o Android, do Google,
cujo foco principal são os celulares, mas que hoje está presente
em uma série de dispositivos, como leitores de livros eletrônicos.
A Nvidia demonstrou um tablet da Compal equipado com sua plataforma
multimídia Tegra. Com tela sensível ao toque de sete polegadas,
ele roda a versão mais recente do Android, a 2.1.
Segundo um representante da Nvidia, o preço ainda não
foi definido, mas deve ficar no mesmo patamar do iPad, da Apple, cujo modelo
mais simples sairá por US$ 499 nos Estados Unidos.
A Nvidia apresentou ainda protótipos com Windows CE. Para demonstrar
as capacidades gráficas do Tegra, um dos aparelhos rodava o jogo
Unreal Tournament.
Já a HP demonstrava um smartbook com Android, o Compaq AirLife
100. Por fora, ele é um netbook, com teclado e tela de dez polegadas.
Por dentro, um smartphone, com processador Snapdragon de 1 GHz, Android
e navegação GPS, com resposta ao toque adequada e boa performance.
Como o aparelho não é certificado pelo Google, não
será possível instalar aplicativos do Android Market nele.
Sem preço divulgado, o AirLife 100 será vendido por enquanto
somente na Espanha, com contrato de exclusividade da Telefonica.
Grande ou pequeno?
Em evento paralelo em Barcelona, a Dell apresentou o Mini 5, tablet
com Android 1.6, ainda em fase de protótipo.
A tela sensível ao toque de 4,8 polegadas é menor do
que a média dos tablets atuais, mas consideravelmente maior do que
a de um smartphone. Apesar disso, o aparelho é capaz de fazer ligações.
O tablet da Dell conta com Bluetooth, Wi-Fi e GPS e sua data de lançamento
não foi divulgada, apesar de a empresa prometer que o aparelho chegará
ao mercado dos EUA ainda neste ano. (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
23.02 - Falha em gerenciador de download da Adobe permite ataque remoto
Empresa trabalha para corrigir Download Manager. Falha pode ser utilizada
para forçar a vítima a instalar software indesejado.
A Adobe Systems está trabalhando para corrigir uma falha no
Download Manager (Gerenciador de Download), software que utiliza para acelerar
os downloads de seus produtos. A brecha pode permitir a inserção
de programas maliciosos na máquina da vítima.
O Download Manager inclui um programa executável e um controle
ActiveX ou Firefox, dependendo de qual navegador é usado. O Gerenciador
de Download é diferente de atualização do Adobe, que
é usado para correção do software.
O gerenciador de download roda apenas no computador quando o software
é baixado, e ele é removido na próxima inicialização.
(IDG News)
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