30.06 - Dicas para aproveitar o Windows 7
Crie ringtones, instale pacote de programas e monitore atividade de
crianças
Maioria dos recursos funciona em todas as edições do
sistema operacional mais recente da Microsoft
Você sabia que pode criar um toque de celular a partir de músicas
armazenadas em um computador com Windows 7?
Que pode instalar um pacotão gratuito da Microsoft com programa
de e-mail, mensageiro instantâneo e editores de foto e vídeo?
Que pode controlar o que os seus filhos fazem no computador sem precisar
instalar um programa separado?
Nesta edição você confere essas e outras dicas
sobre o sistema operacional mais recente da Microsoft.
O Windows 7 parece ter finalmente expurgado a maioria das nódoas
de seu antecessor, o Windows Vista, estigmatizado como problemático
e exigente demais.
Menos inconveniente, mais leve e mais estável, o Windows 7 se
tornou o sistema operacional vendido mais rapidamente em todos os tempos
no mundo inteiro -até agora são 150 milhões de cópias,
ou sete a cada segundo, desde o lançamento, em outubro de 2009,
segundo dados divulgados pela Microsoft na semana passada.
CONFUSÃO DE EDIÇÕES
Ainda que o Windows 7 seja uma notável evolução
em relação ao antecessor, a Microsoft insiste em oferecê-lo
em várias edições, cujas diferenças podem parecer
nebulosas à primeira vista -essa confusão você entende
melhor na pág. F8.
Mas pode ficar tranquilo: a maioria das dicas apresentadas nesta edição
funciona em todas as versões do Windows 7, desde a mais básica
até a mais sofisticada. (RAFAEL CAPANEMA - Folha de
S.Paulo)
30.06 - Governo quer saber se provedores podem invadir privacidade de
usuários
Senadores e especialistas do Ministério da Justiça, do
Ministério Público do Consumidor e da Unesco realizaram nesta
terça-feira (29/6), um debate sobre os riscos de que provedores
de internet sejam capazes de ter acesso à informações
sigilosas de usuários da rede, invadindo assim a sua privacidade.
O assunto foi discutido em audiência pública na Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) cuja convocação
foi motivada por matéria veiculada na edição de 5
de junho da revista Época, que aponta o risco de provedores de acesso
à internet invadirem a privacidade dos usuários. O objetivo
do debate foi discutir o uso de programa da empresa inglesa Phorm, criado
para detectar as preferências de quem navega na rede e enviar publicidade
dirigida. Os senadores questionaram os convidados sobre o risco de o programa
invadir a privacidade dos usuários, configurando-se, assim, em desrespeito
à Constituição, que garante a inviolabilidade da intimidade
e do sigilo das comunicações.
Segundo a reportagem, a Phorm iniciou suas operações
no Brasil por meio do provedor de internet Velox, serviço oferecido
pela OI, mas já teria fechado parceria também com os portais
Terra e UOL. Segundo o consultor da Phorm e representante da OI, Caio Túlio
Costa, a tecnologia da empresa inglesa não armazena dados que possibilitem
a identificação do usuário, apenas atribui um número
ao internauta, que é identificado pela sua preferência de
navegação. Costa afirmou ainda que o internauta precisa consentir
em participar do programa, ativando uma ferramenta específica de
"aceite", na página.
“Temos um compromisso público de proteger a privacidade na rede”,
garantiu Tulio Costa.
O diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Estratégico
da OI, Pedro Ripper, ao assinalar que a privacidade é a base de
qualquer iniciativa da instituição, garantiu que nenhum dado
pessoal do cliente é usado. No entanto, para evitar dúvidas
sobre o assunto, sugeriu a criação de um grupo para auditar
sistematicamente as novas tecnologias de comunicação que
estão surgindo.
No mesmo sentido, o diretor de Projetos Globais e Inovações
do Portal Terra, Thiago Ramazzini, afirmou que, na parceria firmada com
a Phorm, sua empresa não entregou qualquer tipo de dado interno
e confidencial de seus clientes.
Já a representante do Portal UOL, Carol Elizabeth Conway, explicou
que a empresa, por não ser provedora, apenas recebe a publicidade
da Phorm. Para ela, não há necessidade de alterar a legislação
brasileira para garantir mais proteção ao consumidor, pois
"a Constituição já prevê o respeito à
privacidade dos usuários".
Riscos
De opinião contrária, a coordenadora geral de Supervisão
e Controle do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor
(DPDC) do Ministério da Justiça, Laura Schertel Mendes, considera
que sempre é possível avançar na legislação,
para melhor proteger a privacidade do consumidor. Devido à relevância
do tema e as dúvidas quanto ao programa da Phorm e a parceria com
a OI, Laura Mendes anunciou que o Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor abriu processo administrativo para investigar os
limites de monitoramento da nova ferramenta sobre a navegação
na internet.
“Se o indivíduo não puder sequer controlar suas próprias
informações, trata-se de um tema de democracia, em última
instância”, alertou a coordenadora.
O consultor da Unesco e especialista em proteção de dados
Danilo Doneda chegou a sugerir a criação de uma lei específica
de proteção de dados pessoais, para que o Brasil não
corra o risco de se tornar "um país digital de segunda categoria".
Para o vice-presidente da Associação Nacional do Ministério
Público do Consumidor, José Augusto Perez, é preciso
saber se o país está "diante de uma nova tecnologia revolucionária
para o mercado e para seus patrocinadores e usuários ou diante de
mais um crime de colarinho branco sob o manto da tecnologia".
Já o superintende da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), Dirceu Baravieira, citou trechos da legislação
brasileira que garantem o sigilo das comunicações.
Para o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), as novidades no campo da
comunicação aparecem com "surpreendente velocidade" e nem
sempre a Constituição se mostra preparada para defender os
brasileiros. Por isso, explicou, é papel dos senadores estarem atentos
para os reparos necessários para que a legislação
esteja cada vez mais voltada aos interesses da sociedade. Jayme Campos
(DEM-MT) observou que a grande preocupação em torno na nova
ferramenta da Phorm é que ela seja usada a título de "contra-informação,
com arrombamento da privacidade do usuário", por meio da utilização
de informação que poderá prejudicá-lo. (Agência
Senado/ IDG Now)
25.06 - O marco regulatório da internet no Brasil
As discussões em curso sobre o marco regulatório civil
da internet, a partir da proposta do Ministério da Justiça,
têm proporcionado reflexões muito relevantes sobre a liberdade
de expressão e o conflito com direitos fundamentais. Em plena era
da grande rede mundial de computadores, tem-se constituído num enorme
desafio conciliar as expectativas dos que defendem a necessidade de algum
controle sobre os conteúdos divulgados pela internet e dos que alertam
para elementos de censura e de ameaça à liberdade, presentes
em algumas propostas - algo fora de sintonia com o mundo em que vivemos,
em especial com o estado democrático de direito.
Um elemento, no entanto, tem chamado a atenção: a manifestação
de representantes do governo, entidades de classe e até do Supremo
Tribunal Federal (STF) de que é preciso encontrar mecanismos para
que os conflitos que surgem na internet não venham a desaguar no
Judiciário. Confunde-se aqui a falta de regulamentação,
a morosidade da Justiça e a ansiedade por maneiras mais práticas
de resolver essas questões.
Embora a sociedade brasileira tenha por característica fundamental
o sentido de apaziguamento, é notório que o convívio
em sociedade gera conflitos irresolúveis. Evidentemente não
devemos adotar uma política pública que exclua informação
e o exercício da liberdade de expressão da internet, como
contumaz e exageradamente faz a regulamentação chinesa. Em
relação a isso, parece haver uma unanimidade.
Por outro lado, nos parece impossível apaziguar os descontentes
com críticas de terceiros sem violar o exercício da liberdade
de expressão. Por isto, é fundamental termos como premissa
maior a busca pela resolução de controvérsias ao invés
de sua solução, num exercício tradicional de técnica
jurídica.
Afinal, a quem se outorgaria o poder de proteger direitos dos cidadãos
que não o Judiciário, desde que, obviamente, parametrizado
por uma legislação contemporânea, que regule na medida
certa os aspectos cíveis e criminais? Por outro lado, o que estiver
fora deste âmbito jurídico deve se restringir à esfera
de atuação dos líderes comunitários, chefes
de família, paraninfos, párocos e demais operadores sociais.
É preciso deixar claro que o marco regulatório da internet
deve servir para regulamentar a vida em sociedade, e não se focar
em punição e proibição. Isto porque, no estágio
de caos digital e imprevisibilidade jurídica em que estamos vivendo,
a ausência de uma regulamentação tem gerado decisões
frontalmente contraditórias por parte do Poder Judiciário.
A lei, aqui, deve servir como orientadora geral de comportamentos e princípios.
Os pontos considerados mais polêmicos do projeto em discussão
tratam da retirada de conteúdos potencialmente ofensivos do ar pelo
provedor de serviços, sem ordem judicial, e do tempo de guarda dos
logs - registros de conexão dos usuários.
Em relação ao primeiro aspecto, uma das propostas iniciais
era a de que houvesse a remoção obrigatória de conteúdo
pelas mídias digitais e blogueiros a partir de uma simples notificação
feita por quem alegasse sofrer danos a partir do conteúdo divulgado.
Após reações da sociedade civil e de entidades do
setor de mídia, o Ministério da Justiça recuou e,
segundo a nova minuta do projeto, os provedores devem realizar a retirada
de conteúdos digitais somente em cumprimento a ordens judiciais.
Apenas em caso de desobediência às decisões da Justiça,
os provedores assumem a responsabilidade por prejuízos que os conteúdos
causem a terceiros.
Enquanto a lei não é aprovada, no mundo real dos tribunais,
contrariando uma tendência mundial, no Brasil tem prevalecido a responsabilização
da mídia digital e de blogueiros, em razão de conteúdos
publicados por terceiros.
A política de resolução de conflitos que traz
o melhor equilíbrio entre liberdade de expressão e a proteção
de direitos individuais está amparada na última minuta do
projeto, sendo premente a sua promulgação em lei, pois não
é papel do provedor monitorar todo conteúdo publicado na
rede e decidir se pode ou não ser divulgado, o que é inviável
do ponto de vista da realidade. Não se pode dar a ele o dever de
censurar, proibir ou impedir o livre exercício da liberdade de expressão.
Outro aspecto que deve estar presente na legislação é
o que determina o período de guarda dos "logs", à disposição
de um eventual questionamento judicial. A nosso ver, o prazo de um ano
seria satisfatório, pois em se tratando de internet é praticamente
uma eternidade. Em sendo necessário período maior de tempo,
há meios legais para a preservação dessas informações
através de procedimentos cautelares.
Um dos pontos positivos a se destacar sobre discussões sobre
o anteprojeto de lei é justamente a sua construção
coletiva, com a participação ampla de indivíduos,
organizações e entidades de classe.
Para a sociedade brasileira como um todo e para o funcionamento pleno
do estado democrático de direito, é imprescindível
que a rede mundial de computadores continue a ser o espaço público
onde se possa falar e opinar livremente. Esse é um passo à
frente que a humanidade procedeu com o advento da internet e que não
podemos pensar em retroceder. (Oliver Fontana - Valor
Online)
24.06 - Mozilla anuncia correção de nove vulnerabilidades
do Firefox
Das nove falhas, seis foram classificadas como "críticas", indicando
que hackers poderiam aproveitar para infectar as máquinas dos usuários.
A Mozilla anunciou, na última terça-feira (22/6), a correção
de nove vulnerabilidades para o Firefox 3.5 e Firefox 3.6.
Seis das nove falhas foram classificadas como "críticas", indicando
que hackers poderiam utilizá-las para comprometer um sistema com
o uso do navegador, ou, então, infectar a máquina com algum
tipo de malware.
Na classificação, duas falhas foram indicadas como "moderadas",
enquanto apenas uma foi classificada de "baixo" risco .
Além disso, a empresa destacou que as novas correções
de segurança para o Firefox 3.6.4, mantém o navegador em
atividade mesmo que plug-ins populares apresentem algum tipo de problema.
"Os resultado de nosso programa de teste beta, para o Firefox 3.6.4,
mostra uma redução significativa no número de acidentes
por usuários que estão assistindo a vídeos ou jogando
online", disse o supervisor das versões do Firefox, Christian Legnitto,
em um post do blog do Mozilla .
"Quando um plug-in trava ou congela durante o uso do Firefox, os utilizadores
podem desfrutar de navegação ininterrupta, apenas com a atualização
da página", disse ele.
Além dos bugs no navegador, a Mozilla também relatou
erros nos mecanismos JavaScript. No entanto confirmou que estas falhas
não poderiam ser exploradas por hackers.
Os usuários podem baixar a nova versão do Firefox 3.6.4
ou selecionar "Verificar Atualizações" no menu Ajuda
do navegador. (IDG News)
24.06 - 20% dos aplicativos Android podem ameaçar privacidade,
diz estudo
Segundo analistas, 20% dos aplicativos permitem que terceiros acessem
informações confidenciais dos usuários.
Um quinto dos aplicativos da Android Market podem apresentar riscos
à segurança do usuário, por permitir que terceiros
acessem informações confidenciais, indica um relatório
de segurança da SMobile Systems, desenvolvedora de software para
smartphones.
Foram analisados mais de 48 mil aplicativos disponíveis na Android
Market, que, com a permissão do usuário, podem ser rodados
no sistema operacional móvel.
De acordo com a SMobile, estas permissões - que capacitam os
aplicativos a executarem uma infinidade de atividades, que pode incluir
telefonemas, leitura de SMS, ou até identificar a localização
do telefone - estão lá para ajudar de forma útil
e segura. Mas eles também podem ser usados para acessar dados pessoais
para fins nefastos.
Além dos 20% dos aplicativos que permitem que terceiros acessem
informações particulares ou confidenciais, 5% é capaz
de realizar uma chamada para qualquer número, e 2% podem enviar
um SM para um número desconhecido, em todos os casos sem a participação
do usuário.
Segundo a análise da empresa, a maioria desses aplicativos foi
desenvolvida com a melhor das intenções e, provavelmente,
os dados dos usuários não serão comprometidos. No
entanto já foram encontrados casos, como um aplicativo phishing
de banco, publicado por um autor de nome Droid09, que após ser encontrado,
foi removido pela Android Market.
O modelo de segurança do Android exige que o usuário
permita a instalação do aplicativo. Alguém bem informado
pode decidir se quer instalar ou não. No entanto, a verdade é
que, atualmente, não há meios para ele ter certeza absoluta
de que o conteúdo que ele acabou de aceitar realizará apenas
o que ele vê, finalizou a companhia. (IDG News)
23.06 - Windows XP SP2 pode afetar segurança de 77% das empresas,
diz estudo
Dos 278 mil computadores, analisados pela Softchoice, 46% ainda dependem
do sistema operacional que não será atualizado após
13 de julho.
Três em cada quatro empresas enfrentarão, em breve, riscos
de segurança por continuar a usar o Windows XP Service Pack 2 (SP2),
segundo um relatório, publicado nesta terça-feira (22/6),
da empresa de tecnologia canadense Softchoice.
De acordo com o estudo, 77% das organizações pesquisadas
ainda utilizam o XP SP2 em 10% ou mais dos seus PCs. Ao todo, 46% dos 278
mil computadores analisados, ainda dependem do sistema operacional.
A Softchoice obteve dados dos serviços de TI de seus clientes,
que inclui ativos, ciclo de vida do hardware e gerenciamento de licenças.
Foram analisadas 117 empresas americanas e canadenses da área de
educação, de recursos financeiros, da saúde e da indústria
transformadora.
Além disso, a empresa acredita que 36% de todos os computadores
corporativos ainda rodem o sistema Windows XP SP2.
"Este é um alerta vermelho. Não é algo que se
possa ignorar", disse o gerente de desenvolvimento de serviços da
Softchoice, Dean Williams.
A Microsoft determinou um prazo final de suporte ao Windows XP SP2,
um service pack, que estreou em 2004. A partir de 13 de julho, ele não
receberá nenhuma nova atualização de segurança.
Nesse momento, os usuários devem realizar migrar para o XP SP3,
que terá suporte até abril de 2014.
O Windows XP SP3, foi lançado em maio de 2008, e está
disponível como upgrade gratuito para todos os usuários do
Windows XP. A Microsoft prometeu apoio ao XP SP3 até 8 de abril
de 2014.
O estudo da Softchoice é semelhante aos números divulgados,
no mês passado, pela Qualys, no qual, quase metade de todos os computadores
corporativos ainda executavam alguma versão do XP SP2.
O Windows XP SP3 pode ser baixado no site da Microsoft, ou obtido a
partir da atualização do computador com Windows XP SP2 através
do serviço Windows Update. (IDG News)
22.06 - Firefox terá recurso de criptografia para Facebook e
Twitter
HTTPS Everywhere também pode ser personalizado para outros sites,
como o Wikipedia, Paypal, Google, além de páginas de conteúdo.
Um novo aplicativo para o navegador Firefox, batizado de HTTPS Everywhere,
permite, automaticamente, a criptografia de sites como Google (versão
americana), Wikipedia, Twitter, Facebook, Paypal, assim como sites de conteúdo,
como o New York Times e The Washington Post.
O projeto é resultado da colaboração entre a Electronic
Frontier Foundation (EFF) e o Tor Project.
Inspirado no Strict Transport Security (STS) popularizado pela equipe
de segurança do popular add-on NoScript, o modo de HTTPS é
identificado com um ícone de cadeado. Também é possível
personalizar o controle para outros sites, dizem os criadores do aplicativo.
Em maio, o próprio Google começou a oferecer o serviço
de pesquisa por https, através do link https: www.google.com, que
usa um conceito semelhante, mas só funciona para pesquisas e não
para os sites acessados pelo domínio.
Para acessar a página de download do novo aplicativo para o
Firefox, basta clicar aqui.
"Como sempre, lembre-se que a página no Firefox só é
criptografada quado é exibida uma barra de endereço colorida
e um ícone de cadeado fechado no canto inferior direito. Se isso
não ocorrer, você ainda pode estar vulnerável", adverte
a EFF. (IDG News)
22.06 - Softwares de segurança demoram até dois dias para
anular malwares, diz estudo
Segundo o relatório da NSS Labs, mais de 50 mil novos códigos
maliciosos são detectados por dia circulando pela Web.
Os softwares de segurança podem demorar até dois dias
para bloquear um site projetado para atacar um computador, de acordo com
o último relatório da NSS Labs, que realizou testes com um
novo malware encontrado, recentemente, na Internet.
A companhia desenvolveu um teste que simula a média das pessoas
que navegam na Web, a localização de sites potencialmente
maliciosos e, em seguida, a visita com o uso de um navegador. Assim, é
possível identificar como e quando o software de segurança
reage às ameaças. O último teste foi executado 24
horas por dia, durante nove dias.
Segundo o relatório, a maioria das empresas e dos usuários
são ameaçadas por malwares personalizados e recentes, e além
de ser detectado, é importante, também, que ele não
tenha tempo suficiente para infectar, por exemplo, uma janela de uma rede
corporativa, ou circular tranqüilamente para infectar máquinas
e roubar dados. Por dia, são detectados mais de 50 mil novos programas
mal-intencionados na web.
Durante os testes, se um pacote de software não bloqueasse um
site malicioso na primeira tentativa, novos testes eram realizados a cada
oito horas, para analisar o tempo de cada proteção
de segurança. O tempo variou de 4,62 horas para o programa com melhor
desempenho, para fornecedores que demoraram até 92,48 horas para
bloquear a página. Em geral, os softwares levaram uma média
de 45,8 horas para bloquear um site, isso se ele for bloqueado completamente,
de acordo com o relatório.
Algumas fabricantes de software de segurança empregam sistemas
de reputação, para localizar um site malicioso,. Geralmente,
esse processo envolve a verificação de um banco de dados
e uma "lista negra" de sites. Esses métodos, entretanto, não
são totalmente eficazes.
"As empresas de segurança poderiam fazer grandes melhorias na
sua capacidade para detectar mais malwares novos. Para os consumidores
e as empresas, comprar a marca que leva o maior espaço de anúncio
não é, necessariamente, sinônimo de maior segurança",
disse o presidente da empresa, Rick Moy. "A NSS Labs realiza testes de
segurança de forma independente. Diferentemente de muitas empresas,
nós não aceitamos dinheiro de fornecedores em nossas análises.
Isso resulta em avaliações muito mais precisas", afirmou.
Até um terço dos contratos de software de segurança
são alterados a cada ano. "As empresas e os usuários estão
definitivamente insatisfeitas com a proteção e estão
procurando por novas soluções", declarou o executivo.
A NSS Labs escolheu revelar os piores desempenhos entre os 10 produtos
testados, classificando entre três categorias: "recomendar", "neutro"
e "precaução".
Entre os softwares analisados estão: Eset, F-Secure, Kaspersky,
McAfee, Norman, Sophos, Symantec, Trend Micro, AVG Internet Security Business
Edition e Internet Security Panda Security.
Os resultados completos estão contidos no relatório da
NSS Labs "Endpoint Protection Products Group Test Report, Socially-Engineered
Malware", que custa 495 dólares. (IDG News)
22.06 - Dicas para navegar com segurança em redes wi-fi usando
Gmail e outras contas
Com o aumento do número de redes wi-fi, cada vez mais é
preciso utilizar medidas de segurança adequadas para se proteger,
principalmente ao acessar redes públicas durante eventuais viagens.
Por mais que seja possível evitar, é tentador acessar
a web em bares e cafés, pelos preços baixos e pela simplicidade
de, com apenas com um login, obter informações sobre o resto
do mundo, ou, por exemplo, verificar o saldo de uma conta bancária
ou email.
No entanto, acessar a internet nestes locais, mesmo que por poucos
minutos, pode custar caro e todos os usuários devem ser cautelosos
sobre a utilização, de tais serviços, em um ambiente
aberto.
Abaixo, seis dicas de como utilizar o Gmail para reduzir os riscos
e controlar melhor os emails de outras contas.
1. Use um sistema de webmail com HTTPS para toda a sessão. A
maioria usa HTTPS apenas quando vai acessar sites, mas eles, geralmente,
voltam para HTTP após a autenticação. As duas exceções
são a versão web do Microsoft Outlook e o Gmail. A menos
que você use um desses, seu e-mail não estará seguro.
2. Se o seu e-mail não é criptografado, todos conectados
a mesma rede wi-fi podem ler o conteúdo de suas mensagens. Em certos
casos, uma pessoa pode roubar o cookie da sessão e se registrar
na sua conta de webmail, mesmo sem a senha. Certifique-se de que esteja
usando uma página criptografada.
3. Se você precisar acessar a sua caixa de entrada completa do
Gmail, o POP3 pode ser a melhor opção. Clique no item Configurações,
depois em Encaminhamento e POP/IMAP e marque a opção "Ativar
o POP para e-mails que chegarem a partir de agora". Clique em Salvar alterações.
Mensagens em sua caixa de entrada poderão ser lidas a partir de
servidores do Google, ainda que você não esteja conectado
na web.
4. Mesmo que você não costume usar o Gmail, vale a pena
cadastrar uma conta e usar o serviço de redirecionamento de emails,
pelo menos durante a viagem. Cadastre-se no site do Google, em seguida,
vá para Configurações, depois em Contas e Importação
e digite os detalhes de sua outra conta de webmail. Digite a senha e escolha
como deve lidar com as mensagens.
5. Se desejar, você pode usar a opção 'De' do Gmail
para fazer o envio de mensagens, como se estivesse usando sua conta
de email regular, mesmo nome e mesmos dados. Clique em Configurações,
em Contas e Importação, e por último em "Enviar e-mail
como." Digite os detalhes pedidos sobre a conta, clique em Next Step e
siga as instruções.
6. Caso você receba muitas mensagens, use o serviço de
filtragem para se organizar. Crie um filtro para criar uma nova regra.
Ao retornar de sua viagem, desligue o serviço de encaminhamento
de e-mails nas configurações, no menu Contas. (IDG News)
10.06 - TI crescerá com força no Brasil nos próximos
dois anos
Considerado por especialistas como um dos países que mais rapidamente
saiu da crise econômica, o Brasil experimentará, nos dois
próximos anos, um forte crescimento no segmento de Tecnologia da
Informação, acredita Juarez Zortea, vice-presidente comercial
da HP.
Segundo o executivo, a "nova ordem global", que demonstrou a interconectividade
de todas as economias mundiais, aponta não apenas esta tendência
de crescimento do setor de tecnologia, como também assinala a necessidade
de uma remodelagem no foco da indústria de TI.
Como novo alvo do setor, Zortea cita o uso da tecnologia nos bancos,
que empregaram amplos esforços na automação de processos,
porém ainda pecam no desenvolvimento de serviços personalizados,
voltados sobretudo aos novos públicos-alvo destas instituições,
compostos pela chamada Geração Y, e por brasileiros ainda
desbancarizados. "Os investimentos em TI estão crescendo, mas ainda
não estão sendo utilizados em sua totalidade para o setor
de serviços", afirma.
Esta opinião é compartilhada por Rogério Oliveira,
gerente-geral para a América Latina da IBM, que levanta a questão
do pouco aproveitamento das informações obtidas pelos bancos
como outro fator de empecilho para a utilização mais eficiente
da tecnologia voltada a serviços.
Com relação ao desempenho dos bancos brasileiros durante
a crise, Thomas Elberg, diretor-presidente da Perto, afirma que estas instituições
decidiram não apenas crescer, mas também incrementaram seus
investimentos em TI. "O período atual incentiva a criatividade,
e as empresas devem considerar diferentes tipos de soluções",
aponta.
Contudo, este potencial tecnológico está sendo pouco
explorado no que tange à capacidade de exportação
do País, como acredita João Abud Júnior, presidente
da Dibold, que completa: "O Brasil passa por uma fase maravilhosa. O brasileiro
é criativo, entende de processos, principalmente na área
bancária. É hora de ''''vender o peixe''''".
(Rosangela Sousa - Executivos Financeiros)
09.06 - A web mudou o ritmo com que se produz informação
Editor de primeiro site a ganhar o Prêmio Pulitzer diz que jornalismo
investigativo é essencial para a democracia
Neste ano, pela primeira vez na história, uma organização
jornalística on-line recebeu o Prêmio Pulitzer, a mais cobiçada
distinção do jornalismo norte-americano.
O vencedor foi o ProPublica, site dedicado ao jornalismo investigativo,
que publicou reportagem sobre supostos casos de eutanásia em um
hospital de Nova Orleans, depois da passagem do furacão Katrina.
O site (propublica.org), que começou a funcionar em 2008, é
dirigido por Paul Steiger. Nesta entrevista por e-mail, ele comenta o trabalho
de sua organização e os desafios do jornalismo no mundo digital.
Folha - Por que o ProPublica foi criado?
Paul Steiger - Nós e nossos financiadores criamos o ProPublica
porque consideramos que o jornalismo investigativo estava em risco nos
Estados Unidos. As empresas jornalísticas estavam demitindo repórteres
investigativos porque o trabalho deles toma muito tempo e custa muito caro.
Mas o jornalismo investigativo é essencial para a democracia, pois
ajuda o público a acompanhar o trabalho de parlamentares e empresários,
para que eles respondam por seus atos.
Quem sustenta o ProPublica?
Nossos financiadores incluem as fundações Sandler, Knight,
Ford e outras que você encontra em www.pro publica.org/about/suppor
ters. Não recebemos financiamento do governo.
Quantos jornalistas trabalham para o ProPublica? Eles recebem pagamento
ou há muito trabalho voluntário?
Temos 32 jornalistas em nossa redação, todos contratados
em regime integral. Temos também a Rede de Reportagem do ProPublica,
que é um grupo voluntário de cerca de 5.000 jornalistas cidadãos,
que contribuem com nossas investigações.
Você pode citar trabalhos do ProPublica que não poderiam
ser produzidos na mídia tradicional?
Não acredito que nada do que fazemos seja impossível
para a mídia tradicional. O problema é que eles estão
fazendo cada vez menos o tipo de jornalismo em que nós nos especializamos.
A criação de uma de nossas ferramentas importantes, a
nossa Rede de Reportagem, talvez tenha sido facilitada pelo fato de sermos
uma organização sem fins lucrativos. Com essa rede, podemos
pesquisar rapidamente um amplo leque de atividades de uma forma que não
é possível para as empresas tradicionais, como monitorar
a evolução diária de 500 projetos, distribuídos
por todo o país, que têm financiamento do governo.
Nós podemos deixar um repórter trabalhando em uma história
por um ano ou mais, enquanto a capacidade da mídia tradicional de
fazer esse tipo de investimento está cada vez mais limitada.
Você acredita que a internet está mudando o jornalismo?
Como?
A internet claramente mudou a velocidade com que se produz e publica
informação. Sites como o nosso podem ter a internet como
plataforma básica de publicação, permitindo que nossa
produção chegue a qualquer um que tenha acesso à internet.
A web também modificou de forma brutal a economia do processo de
publicação de notícias.
E qual a importância das redes sociais?
Elas são obviamente importantes para o jornalismo e para o nosso
trabalho. Serviços como o Facebook e o Twitter permitem que você
se comunique com as pessoas de novas maneiras. Eles permitem que as pessoas
compartilhem informações que são importantes para
elas, e nós usamos essas ferramentas diariamente para ampliar o
alcance de nosso trabalho.
Existe o jornalismo cidadão?
Use o termo que você quiser -jornalismo cidadão, reportagem
distribuída, fontes múltiplas-, o fato é que trabalhar
com mais gente amplia nossa capacidade de conseguir informações
para nossas histórias. Nossa diretora de mobilização
on-line, Amanda Michel, criou a Rede de Reportagem ProPublica no ano passado,
e os quase 5.000 membros do grupo já tiveram papel importante em
alguns trabalhos.
O jornalismo é uma atividade muito cara. Como pode sobreviver
em um ambiente em que quase tudo é gratuito?
A web desagregou o jornalismo em muitos segmentos. Alguns segmentos
podem ser produzidos a custos muito inferiores do que antes, como a divulgação
de eventos ou lançamento de produtos. Outros, como reportagens investigativas
ou manter correspondentes no exterior, exigem organização
e gastos consideráveis.
Eu acredito que vamos encontrar alguma forma de financiar esse último
grupo de atividades jornalistas, seja em organizações sem
fins lucrativos, com fins lucrativos ou uma mistura dos dois modelos, pois
há uma demanda por esse tipo de jornalismo. (RODOLFO LUCENA
- Folha de S.Paulo)

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