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30.04 - A quem interessa controlar a internet? 
Há uma movimentação das empresas de telefonia para que sejam tratados de forma unificada dois serviços hoje distintos para acesso à rede
Na época da privatização da telefonia, a comunicação dependia de linhas que, de tão caras, eram declaradas em Imposto de Renda. Ninguém imaginava que, hoje, as chamadas seriam via internet, muito menos que o cidadão viria a ter voz ativa na rede ou poderia aprender à distância, por meio de simples cliques. 
Essa mudança dos hábitos dos brasileiros, embora benéfica, não é simpática às empresas tradicionais de telefonia, acostumadas que estão a operar no Brasil sem concorrência. Há, por exemplo, uma movimentação dessas empresas para que sejam tratados de forma unificada e mantidos em única estrutura, verticalizada, sob seu controle, os dois serviços hoje distintos para o acesso à internet. 
São eles o serviço de conexão, chamado SVA (serviço de valor adicionado), prestado por provedores que, dentre outras utilidades, promovem a segurança na rede e disponibilizam serviços como e-mail, blogs, fotoblogs e chats e, de outro lado, o serviço de telecomunicações, a banda larga, prestado pelos detentores da infraestrutura de telefonia, que promove o acesso "físico" à rede. 
É perceptível o objetivo dessa estratégia: garantir às telefônicas, que, não por acaso, lideram os rankings de reclamações de consumidores, o controle pleno do acesso à internet. 
E esse movimento dá continuidade à falsa propaganda sobre a "desnecessidade de provedor". 
Mas provedor é sempre necessário, pois tudo que não é o "meio" de telecomunicações é SVA, inclusive serviços de endereçamento lógico (e não físico) dos bites e os que permitem a correta e segura movimentação das informações na rede, além de outros ligados às demandas da era digital. 
Na época da internet discada, os serviços necessários ao acesso eram claramente identificáveis, não se cogitando essa falsa confusão entre o SVA, prestado pelos provedores, e o serviço de telefonia. 
Hoje, na era da alta velocidade, as telefônicas não só exigem o consumo casado do serviço de banda larga com o de voz como também impuseram aos provedores contratos de adesão para o aluguel "forçado" de alguns dos principais serviços para a conexão à nuvem, justamente buscando um controle maior dos serviços relacionados ao acesso à internet. 
O que não está acontecendo, mas deveria, é a transparente classificação e cobrança de cada serviço, ainda que ofertado em "combos". Não é demais relembrar: não existe serviço "grátis". 
A conta sempre aparece, em um ou em outro lugar. A questão é muito simples: o internauta tem ou não o direito de escolher quem faz o quê com sua navegação, seus dados e informações e decidir quanto quer pagar por esses serviços? 
Cabe também perguntar quem tem incentivos econômicos para prestar um SVA eficiente: as telefônicas, monopolistas, ou os provedores independentes, que operam em livre concorrência no mercado?
A resposta é óbvia: mais concorrência tende a melhor qualidade. Ademais, o foco das empresas de telefonia é (ou pelo menos deveria ser) investir na qualidade das redes, e não "abocanhar" outros serviços. O que se pretende com essa estratégia, portanto, é que não mais exista a figura dos provedor independente -hoje são mais de 1.700, que geram mais de 200 mil empregos diretos e indiretos- e que as telefônicas possam ser as únicas a fornecer os serviços necessários ao acesso à internet. 
Permitirá a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que todos esses serviços sejam prestados unicamente pelas telefônicas, que hoje colocam o Brasil entre os piores países em qualidade da banda larga, e que sejam erradicadas as sementes da concorrência na era digital? 
Nosso legislador havia optado por excluir das telecomunicações o SVA. 
Faz sentido: estudos como os do Massachusetts Institute of Technology concluíram ser determinante, para a proliferação da internet, a segregação adequada dos serviços, para dinamizar a participação em serviços de alto potencial de desenvolvimento -evitando assim o oligopólio-, além de minimizar os malefícios da falta de incentivo à inovação e desrespeito ao consumidor. 
Eventual revisão da legislação deve servir para retrocedermos? 
O que está em jogo é a liberdade de acesso satisfatório ao conteúdo gerado na rede mundial de computadores. É permitir que se troquem dados e informações, sem discriminação pelas empresas de telefonia. 
Por isso, é fundamental que não se alterem as normas que hoje permitem a coexistência dos dois serviços. A sociedade merece respeito.   (EDUARDO PARAJO - Folha de S.Paulo)

30.04 - Senado entra na guerra da banda larga sem fio 
Operadoras de celular e TVs pagas disputam Wimax, que permite oferta de internet rápida
Anatel retarda a entrada da nova tecnologia; senadores decidem acompanhar mais de perto distribuição de frequência e cobrar agilidade
Há uma guerra surda entre as operadoras de telefonia celular e empresas de TV por assinatura pelas faixas de frequência que vão viabilizar o crescimento da banda larga sem fio.
O Senado entrou na disputa e, na terça-feira, informou à direção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que vai acompanhar de perto a mudança na regulamentação do uso da faixa de frequência de 2,5 gigahertz, alvo da queda de braço entre as empresas.
A disputa começou há três anos, com o desenvolvimento da tecnologia Wimax, para transmissão móvel de dados, que rivaliza com a internet das operadoras de telefonia celular. Nas últimas semanas, ganhou força, por conta da iminência de divulgação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
A faixa de frequência de 2,5 gigahertz está reservada para a TV por assinatura via micro-ondas, conhecida pela sigla MMDS, que possui apenas 347 mil assinantes em todo o país, ou seja, 4,4% do mercado.
As teles querem parte das frequências que estão reservadas ao MMDS. Elas argumentam que o tráfego de dados em suas redes cresce em ritmo explosivo e que há risco de "caladão" se não receberem mais frequências.
Pelo lado das TVs pagas, a briga é liderada pela Sky, que opera TV por assinatura via satélite, controlada pela DirecTV, dos EUA. Visando usar a tecnologia Wimax para oferecer banda larga móvel no Brasil, a Sky comprou, em 2008, 12 operações de MMDS no país, incluindo seis capitais (Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Vitória, Belém e Porto Velho).
A Telefônica também comprou operações de MMDS pertencentes ao Grupo Abril, imaginando igualmente oferecer banda larga pela tecnologia Wimax no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
Agência
A Anatel, no entanto, barrou os planos das empresas e vem adiando a homologação dos equipamentos para uso da tecnologia Wimax na faixa de 2,5 gigahertz enquanto avalia qual seria o melhor uso para os 190 canais reservados ao MMDS.
Faixas de frequência são bens que pertencem à União. Grupos privados recebem autorização para operar as faixas e fornecer vários serviços, que vão desde TV aberta e rádio a TV por assinatura, passando por acesso a internet sem fio e telefonia móvel.
Oficialmente, a direção da Anatel não se pronuncia sobre os pedidos de homologação dos equipamentos de Wimax feitos pelas empresas, mas os processos ficam engavetados. Internamente, prevalece na agência o entendimento de que a frequência reservada para o MMDS está ociosa e que pelo menos parte dos canais deve ser retomada pela União. Apesar do entendimento, não há tomada de decisão na agência.
A Anatel colocou em consulta pública um novo regulamento para o MMDS, que propõe reduzir de 190 para 50 o total de canais reservados ao serviço. A Neotec, associação que representa as empresas de MMDS, propôs à Anatel a redução para 90 canais.
É nesse estágio da disputa que se dá a ação do Senado. O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), criou um grupo de trabalho para acompanhar a consulta pública da agência.
Anteontem, ele e quatro integrantes da comissão -os senadores Cícero Lucena (PSDB-PB), Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Renato Casagrande (PSB-ES)- reuniram-se com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.
Flexa Ribeiro disse que foi cobrar mais agilidade da Anatel. ""O interesse do Senado é aumentar a competição na oferta da banda larga e diminuir o preço do serviço. É preciso saber por que o processo não anda", disse, dando eco às queixas das empresas de TV paga.
Portugueses reclamam
Entre operadoras de MMDS, é geral a queixa com a demora do órgão regulador em autorizar o ingresso da nova tecnologia da banda larga sem fio.
A Acom Comunicações, de controle português, que tem 100 mil assinantes do serviço, em 53 cidades, se diz frustrada com sua experiência no Brasil. João Reino, vice-presidente do Conselho de Administração da empresa, diz que o grupo investiu US$ 300 milhões na compra de licenças e implantação de redes e que tem enfrentado ""tempos ruins e incertezas".
Ele atribui a resistência da Anatel em homologar os equipamentos para o Wimax ao lobby das teles de celular. ""Elas não querem concorrência. Querem ser as donas da banda larga móvel", diz o empresário português. A Acom, segundo ele, comprou as licenças em licitações públicas feitas pela Anatel no final dos anos 90.   (ELVIRA LOBATO - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

29.04 - Antivírus da McAfee passa por pane 
Computadores em companhias, hospitais e escolas pelo mundo ficaram presos em uma reinicialização repetida na quarta-feira da semana passada depois de um programa antivírus da McAfee identificar um arquivo normal do Windows como vírus.
A empresa confirmou o problema e postou uma atualização da pane.
O problema nos computadores forçou um terço dos hospitais em Rhode Island a adiar cirurgias eletivas e parar de atender pacientes sem traumas nas salas de emergência.
Dias depois do ocorrido, a empresa continuava lidando com as consequências do problema, agora no Twitter. Usuários de todo o mundo postavam mensagens como "Eu odeio a McAfee", segundo o site da revista "PC World".   (MARINA LANG e AMANDA DEMETRIO - Folha de S.Paulo)

29.04 - Microsoft lança nova versão do Windows Live Messenger no Brasil 
O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, apresenta hoje no Brasil a próxima versão do Windows Live Messenger em palestra para alunos da Universidade de São Paulo. O novo Messenger é o primeiro produto de uma série de novidades que serão lançadas da plataforma Windows Live. Mais de 320 milhões de usuários em todo o mundo utilizam o Messenger todos os meses, enviando 10 bilhões de mensagens todos os dias.
“À medida que o uso da Internet cresce, os usuários em todo o mundo compartilham mais conteúdo por meio de uma variedade de redes sociais diferentes, websites de fotos e vídeo, entre outros meios de compartilhamento. Com o Messenger, fica mais fácil acompanhar as novidades das redes sociais e enviar informações e imagens para os amigos mais próximos”, afirma Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do grupo de serviços online e consumo da Microsoft Brasil.
O novo Messenger reunirá as atualizações de redes sociais como Facebook, MySpace e LinkedIn, permitindo que amigos compartilhem, comentem e enviem mensagens por meio dessas redes a partir do Messenger. Além disso, com a possibilidade de integrar qualquer website como Flicker, Zune, Youtube, o usuário poderá compartilhá-los com os amigos e receberá atualizações no próprio Messenger. 
As novas funcionalidades anunciadas hoje incluem Chat em vídeo de alta definição; Messenger connect ( permite que qualquer website integre o Messenger); destaque sociais ( nova visualização das atualizações destacando as pessoas favoritas); Lista única de contato (uma única lista de amigos com todas as formas diferentes de comunicação e compartilhamento de conteúdo (em todas as diferentes redes); e Atualizações de status sincronizadas( compartilhando sua atualização com todos status em outras redes e vice versa).
Atualmente, o Messenger está disponível para usuários em mais de 76 mercados e 48 línguas em todo o mundo. O anúncio de hoje dá início a uma série de novas experiências que serão oferecidas aos usuários no PC, na Internet e no celular.  (Executivos Financeiros)

29.04 - HP anuncia compra da Palm por US$ 1,2 bilhão 
A fabricante de computadores e impressoras Hewlett-Packard (HP) fechou acordo para compra da Palm, que produz smartphones, por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro.
A transação chega a US$ 1,2 bilhão quando incluídas as dívidas da Palm. A expectativa é que o negócio seja concluído até o final de julho.
As duas companhias anunciaram há pouco o negócio, no qual a HP pagará o equivalente a US$ 5,70 por ação da Palm.
A HP afirmou que o sistema operacional da Palm para internet irá ajudar a companhia a participar mais agressivamente do rápido crescimento do mercado de telefones inteligentes e dispositivos móveis conectados à web.   (Associated Press/Valor)
 
 
 
 
 

28.04 - PCs mais robustos roubam apelo dos netbooks
Laptops mais caros e poderosos tiraram um pouco do sucesso dos netbooks, os modelos mais baratos que ajudaram a impulsionar as vendas dos fabricantes de PCs nos últimos dois anos.
Muitas pessoas, em busca de máquinas com mais capacidade de processamento do que os compactos netbooks podem propiciar, estão optando por laptops com telas maiores e hardware para trabalhos mais complexos como manipular fotos e vídeos, algo além dos poderes da maioria dos netbooks.
Outros compradores estão sendo seduzidos por máquinas totalmente diferentes - como celulares inteligentes de alto padrão e o iPad, da Apple Inc.
Ainda não há tantas pessoas assim decretando o fim da era dos netbooks, máquinas que nos Estados Unidos geralmente custam por volta de US$ 300 e têm tela de 10,2 polegadas ou menos. Mas outra categoria também tem crescido rapidamente: os laptops maiores que, por um pouco mais que os netbooks, os fabricantes estão enchendo de recursos adicionais.
É uma reviravolta abrupta nas tendências recentes de consumo, em que os netbooks propiciaram o único crescimento do setor durante a recessão.
"Acho que isso pegou muita gente de surpresa", disse Brad Brooks, vice-presidente de marketing para usuários residenciais do Windows da Microsoft Corp.
Os dados da Microsoft - baseados em vendas unitárias de seu sistema operacional no primeiro trimestre - indicam que as vendas de laptops que custam na faixa de US$ 550 a US$ 850 nos EUA cresceram mais que a expansão nas vendas gerais de Windows para uso caseiro, que foi de 35% em relação a igual período de 2009, disse Brooks.
Enquanto isso, as vendas de netbooks cresceram menos de 20% e se estabilizaram com uma fatia de 12% a 18% do mercado residencial nos EUA, na Europa e no Japão, disse ele.
"Temos visto gente comprando laptops normais em vez dos netbooks", disse Jay Chou, analista da IDC, acrescentando que a mudança é mais notável na Europa, na África e no Oriente Médio. A IDC calcula que cerca de 11,5 milhões de netbooks foram vendidos no mundo durante o quarto trimestre, de um total de 86 milhões de PCs, incluindo os micros de mesa.
Mas dados da firma de pesquisa NPD sugerem que os netbooks continuam extremamente populares nos EUA, com alta de 81% nas vendas de janeiro quando comparado ao mesmo mês de 2009, assim como expansão de 73% em fevereiro e 48% em março.
"Todo mundo quer anunciar o fim do netbook, mas ainda não vi nada disso", disse Jeff Barney, vice-presidente da divisão de PC nos EUA e América Latina da Toshiba Corp. A IDC informou que as vendas da fabricante japonesa subiram 49% no primeiro trimestre. Mesmo assim, disse Barney, "muito de nosso crescimento foi no segmento de laptops".
De qualquer maneira, a tendência não é motivo de alarme para as fabricantes de computadores. Desde que a Asustek Computer Inc. ajudou a criar a categoria do netbook com seu Eee PC, em 2007, todas as grandes fabricantes lançaram máquinas menores mas continuaram atualizando as convencionais. Acredita-se que muitos laptops maiores são mais lucrativos que os netbooks, embora a concorrência acirrada mantenha as margens de lucro no mínimo em ambos os casos.
Qualquer mudança na preferência das pessoas em relação às máquinas reflete vários fatores, dizem analistas e executivos do setor. A recuperação da economia permitiu que as pessoas gastassem um pouco mais com aparelhos mais caros. Os fabricantes de PCs também estão baixando o preço dos laptops de tamanho normal e acrescentando recursos sofisticados - como teclados com iluminação própria e placas de vídeo poderosas - em modelos que custam apenas US$ 150 a mais que um netbook.
Ted Colpo, gerente-geral de vendas online para pessoas físicas da Dell Inc., diz que talvez mais importante é que os consumidores estão começando a perceber as limitações dos netbooks - como as telas pequenas e os teclados apertados.
A disposição dos compradores de gastar mais também tem sido boa para a Apple, cujos laptops custam a partir US$ 1.000 e podem chegar a US$ 3.000. A empresa informou semana passada que as vendas da divisão Macintosh subiram 33% no trimestre encerrado em março.
O iPad, da Apple, é mais uma opção. O computador estilo "tablet", vendido a partir de US$ 500, usa software diferente do usado em Macs ou PCs com Windows. Mas pode tomar o lugar do netbook ou do laptop na hora de navegar a internet e realizar algumas tarefas que normalmente demandariam máquinas mais caras.
"É certo que a empolgação [com os netbooks] diminuiu um pouco", disse Avi Cohen, sócio-gerente da Avian Securities, uma corretora de Boston. "Mas as vendas unitárias ainda mostram a força da categoria"(Justin Scheck e Nick Wingfield, Justin Scheck e Nick Wingfield, colaborou Don Clark - The Wall Street Journal/Valor Online)

28.04 - Deu pau na correção: Microsoft tira do ar update para Windows
A Microsoft tirou do ar recentemente uma de suas 11 atualizações de segurança  disponibilizadas no começo de abril, por conta de “problemas de qualidade”. 
A empresa identificou que o patch simplesmente não fazia o prometido. “Retiramos a atualização porque ele não resolve o problema de forma efetiva”, declarou o gerente para a área de segurança da Microsoft, Jerry Bryant, na semana passada.
Por conta disso, a empresa parou de distribuir o update em seus vários mecanismos de atualização, incluindo Windows Update e Service Update Services (voltado para o usuários corporativos). Segundo Bryant, a empresa pensa em relançar o arquivo esta semana. 
O arquivo MS10-025 corrigiria uma vulnerabilidade crítica do Windows 2000 Server relacionada ao gerenciamento de pacotes de rede, durante o uso com o Windows Media Services. Ele foi lançado no dia 13 de abril e é considerado crítico. 
Quem instalou a correção com defeito não precisa removê-la, mas seus sistema continua vulnerável. A empresa recomenda que seja utilizado um firewall para combater o problema e que "sejam retomadas as medidas de defesa que eram indicadas para contar a brecha antes do anúncio do patch". 
Segundo o  diretor de segurança da nCircle Network Security, Andrew Storms, esta é a primeira vez que a companhia tira do ar uma correção sem ter imediatamente disponível uma outra que resolva a questão. 
Na semana passada, a McAfee admitiu ter liberado uma atualização para seu antivírus com defeito. O arquivo “enlouquecia” os PCs com Windows XP e atingiu milhares de máquinas. (Computerworld)

28.04 - McAfee promete reembolsar consumidores por falha de atualização
A empresa afirma que pagará “despesas razoáveis” para reparos em PCs, mas não mencionou nada sobre clientes corporativos.
A McAfee vai reembolsar seus clientes consumidores por “despesas razoáveis” que possam ter ocorrido devido a uma falha em uma atualização de antivírus na semana passada, segundo a companhia.
Em uma mensagem publicada em seu site, a empresa prometeu pagar pelos reparos. “Se você teve que arcar com custos para reparar seu computador devido ao problema, nos comprometemos a reembolsar despesas”, afirmou a McAfee. “Passos para o pedido de reembolso serão publicados nos próximos dias.”
Não há nenhuma mensagem similar na página de ajuda para clientes corporativos.
Desde a quarta-feira (21/4), quando uma atualização de assinaturas de vírus identificou erroneamente um arquivo de sistema do Windows como um vírus pouco perigoso, a companhia tem registrado que poucos consumidores foram afetados. De acordo com a McAfee, a maioria dos PCs prejudicados é composta por computadores corporativos. (IDG News)
 
 
 
 
 

27.04 - Internet: Velocidade de acesso
Brasil precisa atentar para aumento da velocidade de acesso, adverte SAE 
Mesmo que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) atinja seu objetivo de massificar o acesso à internet em poucos anos, o Brasil ainda estará aquém dos padrões de competitividade internacional por deficiência de conexão, na avaliação da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Para Luiz Alfredo Salomão, secretário-executivo da SAE, é preciso colocar em debate também o aumento da velocidade do acesso, porque os projetos em discussão em diversos países visam atingir velocidade de 100 megabits por segundo (Mbps), enquanto o Brasil fala em 1 Mbps. "O que discutimos como meta hoje, o Japão tinha em 1996", comenta.
Para ele, o governo deveria definir agora parâmetros para aumentar a capacidade das redes futuramente. "Depois de conectadas, as pessoas e as empresas vão precisar de velocidade." Atualmente, algumas operadoras já enfrentam dificuldades para manter um elevado número de acessos simultâneos nas redes existentes. Segundo Salomão, para crescer em competitividade sob o ritmo internacional, o Brasil deverá ter, no mínimo, uma rede com velocidade de 100 Mbps daqui a dez anos. Os projetos de banda larga anunciados recentemente por países como Japão, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido, Itália e Austrália vão nesse rumo, comenta o secretário-executivo.
Salomão propõe o fortalecimento da indústria nacional para tornar viável o aumento futuro da capacidade da rede. Para ele, deveria ser criado no Nordeste um polo de empresas eletroeletrônicas voltado especificamente para componentes e outros equipamentos capazes de servir à demanda pela banda larga. "O Plano Nacional de Banda Larga justifica essa política industrial."
A localização do polo no Nordeste é justificada, segundo Salomão, pela indústria de base já existente na região - como no Recife (PE) e em Ilhéus (BA) -, pela presença de estaleiros e portos, que facilitam o comércio exterior, e pela indústria química, como a instalada em Camaçari (BA). "É uma proposta para recuperar a indústria eletroeletrônica nacional", diz.
Para Salomão, o número dois da SAE, essa política industrial deveria ter metas de expansão não apenas para componentes eletrônicos, mas para o desenvolvimento de software nacional. Isso poderia constar de uma eventual revisão da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). "O crescimento do acesso e da velocidade demandará também mais software."  (Danilo Fariello - Valor Online)

27.04 - Antivírus da McAfee dá pau e “enlouquece” PCs com XP
Uma falha na atualização do antivírus da McAfee, enviada para administradores de redes ontem (21/4), fez com que arquivos essenciais de computadores fossem colocados em quarentena e que máquinas com XP entrassem em pane, com um processo de reboot (desligar e ligar) sem fim. 
O problema fez com que o fórum de suporte da empresa ficasse cheio de mensagens de usuários com problemas. Curiosamente, esse espaço de reclamações saiu do ar logo depois.
A empresa admitiu que enviou a atualização com bugs. "Estamos cientes de que alguns clientes têm recebido falsos positivos, por conta da definição de vírus (DAT) 5858, lançada no dia 21/4”, afirmou o porta-voz da empresa, Joris Evers.
O problema enfureceu usuários, que publicaram mensagens iradas na página da McAfee de suporte. “Como diabos eles colocam um DAT que mata processos vitais do sistema?”, escreveu Jeff Gerard ,em sua reclamação. “Isso é absurdamente ridículo”, disparou um administrador de redes que se identificou como Gerard.
O problema afeta “apenas” máquinas com Windows XP Service Pack 3. Vista e Windows 7 estão livres desse bug. ?Para amenizar a questão, a McAfee divulgou um alerta pedindo que os usuários não instalem a atualização defeituosa e informações sobre como resolver o problema, caso já tenham baixado o arquivo. 
Panes em antivírus não são uma coisa rara. Há um mês a BitDefender liberou um update que dava pau em computadores com versões de 64 bits do Windows. Em 2005, foi a vez da Trend Micro oferecer uma atualização que deixava os PCs lentos. E  a Symantec fez o mesmo em 2007, com milhares de computadores na China sendo afetados pelo problema. (Computerworld)

27.04 - Explicamos a confusão causada pela atualização da McAfee
Esta quarta-feira foi duro para os administradores de TI presos à McAfee. Muitos deles enfrentaram um apocalipse completo dos PCs de suas organizações à medida em que centenas, em alguns casos milhares, de computadores com o Windows XP deixaram de funcionar após receber uma atualização de antivírus defeituosa enviada pela empresa de segurança.
A história completa ainda não está clara no momento, mas há algumas coisas que já sabemos -- e muitas que ainda não sabemos -- sobre o último desastre causado por um fornecedor que deveria proteger, e não desabilitar, PCs.
Estas são nossas primeiras impressões sobre o que aconteceu, quem foi atingido e porque. Se você tem tempo de ler este artigo, assumimos que não é um dos que estão correndo para trazer máquinas aleijadas de volta à vida.
O que aconteceu? Resposta curta: a McAfee pisou na bola
A resposta longa é mais complicada. A atualização desta quarta-feira -- a McAfee fornece atualizações diárias para seus clientes corporativos -- deveria detectar e destruir uma ameaça menor, o worm "W32/wecorl.a". Em vez disso ela "enlouqueceu", marcando incorretamente o arquivo crítico svchost.exe do Windows XP Service Pack 3 (SP3) como malware, e então colocou-o de quarentena, removendo-o de seu local de origem. Em alguns casos, o arquivo foi deletado.
Pense na situação como um caso onde a polícia culpou um suspeito pela autoria de um crime com base em um teste de DNA falho, e descobriu depois que pegou o cara errado.
Oops!
Porque os PCs capotaram após receber a atualização ruim? Sem o svchost.exe -- um processo crítico para serviços que rodam a partir de outras DLLs (dynamic link libraries) do Windows -- um PC com Windows não consegue inicializar corretamente.
Quando os usuários aplicaram a atualização, e reiniciaram o computador, estavam fritos: as máquinas reiniciavam repetidamente. A maioria delas também perdeu qualquer capacidade de conexão a redes, e algumas se tornaram incapazes de "enxergar" drives USB, o que é um grande problema já que a recuperação pode exigir a reinstalação do arquivo svchost.exe, algo que poderia ser feito facilmente copiando-o de um pendrive para cada computador afetado.
Que máquinas foram afetadas? Apenas PCs rodando o Windows XP Service Pack 3 (SP 3), diz a McAfee.
Outras versões do Windows XP, incluindo a SP1 e SP2, não foram afetadas pela atualização, nem sistemas rodando o Windows 2000, Vista, Windows 7, Windows Server 2003 e Windows Server 2008. A McAfee também disse que versões ainda mais antigas - como o Windows 98 - não foram afetadas.
Há, entretanto, alguns poucos relatos nos fóruns de suporte da McAfee sobre máquinas com o Windows Vista que também foram afetadas.
Minha empresa roda o Windows XP SP3. Porque só algumas máquinas foram afetadas? Boa pergunta.
Apenas máquinas rodando o VirusScan 8.7 foram afetadas, de acordo com relatos de usuários confirmados pela McAfee. Se você usa uma versão mais antiga, incluindo a Enterprise 8.5, está seguro.
Um gerente da McAfee desvendou um pouco mais do mistério de algumas máquinas com o Windows XP SP3 terem sido afetadas, enquanto outras ficaram incólumes. "Não vi relatos de consumidores que deixaram esta opção desabilitada", disse Samantha Price, uma gerente da McAfee Global Threat Response Team, em uma mensagem nos fóruns de suporte ao VirusScan Enterprise mantidos pela empresa.
A opção à qual Price se refere, "Scan Processes on enable" está desabilitada por padrão na maioria das instalações do VirusScan 8.7
Mas nem todas. Um usuário disse a Robert McMillan, do IDG News Service, que sua cópia do programa tinha esta opção habilitada por padrão. E um documento de suporte da McAfee pede aos usuários que a desabilitem após atualizar o VirusScan 8.7 com o Patch 1. Também há uma nota no arquivo Leiame do Patch 3 do VirusScan que diz a mesma coisa.
Para deixar as coisas ainda mais confusas Mike Davis, diretor executivo da Centrality, uma empresa inglesa de design e suporte de redes, disse que cópias recém-instaladas do McAfee Enterprise Policy Orchestrator (EPO) tem a opção desabilitada por padrão, mas atualizações não tem. "Investigações feitas hoje mostraram que após uma atualização para o EPO mais recente... na maioria dos casos a opção foi habilitada por padrão", disse Davis. "Se é uma instalação "limpa" da versão mais recente do EPO, acreditamos que a opção estará desabilitada".
A EPO é a plataforma para gerenciamento de segurança corporativa da McAfee, e é usada para distribuir atualizações do arquivo de assinaturas do antivírus para toda uma empresa.
Hoje, a McAfee disse que planeja publicar um FAQ próprio detalhando quais consumidores foram afetados, e quais não foram. Um porta-voz da empresa não deu uma data exata para publicação de tal FAQ, dizendo apenas que seria "muito em breve".
Parece que o que aconteceu está claro. Mas como foi que o problema passou desapercebido pela empresa? A McAfee não explicou tudo, mas admitiu que "enganos acontecem", nas palavras de seu vice-presidente executivo de suporte, Barry McPherson.
Além deste, o único outro comentário foi de um porta-voz da companhia, que disse ontem: "Estamos investigando como a detecção incorreta foi inclusa em nossos arquivos DAT e iremos tomar medidas para impedir que isto ocorra novamente".
John Pescatore, um analista do Gartner, disse que houve na verdade um par de pontos de falha na McAfee. "Primeiro, um aviso de que o arquivo svchost.exe seria colocado de quarentena ou excluído deveria ter sido exibido", disse Pescatore, que avisou que não tem informação interna sobre o problema. "E segundo, o sistema de avaliação de qualidade (QA) de assinaturas deles falhou".
Poderemos ter acesso a informações internas em algum momento: a McAfee prometeu tornar públicos os resultados de sua investigação. "A McAfee está focada em uma análise completa da raiz deste problema. Tornaremos esta informação pública o mais rápido possível", disse a empresa em uma página publicada em seu site.
Alguns usuários não podem esperar. "Quando tudo isto estiver terminado, eu espero que a McAfee tenha algumas respostas diretas para mim", disse CrazyFingers, o usuário que iniciou a mais longa thread de suporte nos fóruns da empresa. "Espero que eles expliquem claramente como um engano desta magnitude pôde ocorrer. E depois quero saber como ele passou pelo QA".
Como o problema se espalhou tão rapidamente? Atualizações apressadas, diz Pescatore.
"Todo mundo quer mais velocidade", disse o analista, se referindo aos fabricantes de antivirus que aceleraram a entrega de assinaturas em uma tentativa de igualar o passo do desenvolvimento de novos malware pelos hackers.
A Centrality repete as opiniões de Pescatore. "Tipicamente, usuários do McAfee Enterprise Policy Orchestrator (EPO) tem esquemas agressivos para distribuição de atualizações para se certificar de que o tempo de exposição a novas ameaças é minimizado", disse a empresa em um relato pós-fato na newsletter McAfee disaster (baixe o PDF). "É por causa deste processo de distribuição agressivo por padrão que a atualização conseguiu chegar a um número tão grande de máquinas tão rapidamente".
E como eu limpo a bagunça que a McAfee fez? Manualmente.
Como praticamente todos os PCs afetados se tornaram incapazes de se conectar a uma rede, as equipes de suporte corporativo tem de lidar diretamente com cada máquina.
Ontem a McAfee divulgou os passos necessários em seu site (consumidores devem procurar aqui). Hoje, ela disponibilizou uma ferramenta semi-automatizada, batizada "SuperDAT Remediation Tool" que pode ter de ser executada após entrar no modo de segurança do Windows. Baixe a ferramenta em um sistema que consegue se conectar à rede ou à internet, e então copie-a para um pendrive. Vá com ele de PC em PC, rodando-a em cada um deles.
Como posso evitar fiascos futuros? Pescatore tem algumas sugestões.
"Sete ou oito anos atrás, as empresas rotineiramente testavam atualizações antivirus antes de enviá-las a toda a organização", disse ele. "Mas de cinco anos para cá, a prática foi abandonada".
Mas como as atualizações são distribuídas pelos fabricantes tão frequentemente - novamente, a síndrome da velocidade - é improvável que empresas possam testá-las adequadamente antes de distribuí-las. Em vez disto, disse ele, é sábio deixar que os outros hajam como cobaias. "Você não quer ser o primeiro a aplicar qualquer atualização, seja ela um patch de segurança ou algo como isto", disse ele. (Gregg Keizer - Computerworld)
 
 
 
 
 
 

26.04 - novo malware em arquivos PDF 
A Trend Micro divulgou que um novo malware está sendo utilizado para propagar ameaças nos arquivos em formato PDF. De acordo com a multinacional especializada em segurança virtual, o malware Zeus/ZBOT e suas variantes passaram a ser utilizados nessa nova tática de engenharia social que explora as vulnerabilidades dos softwares Adobe Reader e Acrobat.
Atualmente, a companhia observou que um PDF foi desenvolvido para extrair uma variante ZBOT de um equipamento sem explorar suas vulnerabilidades. A partir disso, esse arquivo passou a utilizar um recurso legitimo do Adobe, permitindo que o autor de um documento portátil anexe um arquivo executável e induza os usuários a salvarem e executarem o anexo.
De acordo com a Trend Micro, esse arquivo é detectado como TROJ_PIDIEF.UTA. O malware é encaminhado como anexo de uma mensagem de spam enviado pelo “Royal Mail”, agência postal britânica. 
Quando o PDF é aberto, o Adobe e o Acrobat avisam o usuário que o arquivo contém um risco à segurança e permite a execução do programa, caso seja de fonte confiável. Após clicar no botão abrir, o arquivo malicioso embutido no sistema é executado.
Como precaução, a Trend Micro indica que os usuários alterem suas configuração do programa para desativar a execução de anexos em documentos externos. (Executivos Financeiros)

26.04 - Lucro líquido da Microsoft apresenta crescimento de 35% no trimestre
Com lucro líquido 35% maior do que o registrado no ano de 2009, a Microsoft encerrou o terceiro trimestre fiscal de 2010 com resultado de US$ 4 bilhões. De acordo com o balanço divulgado na sexta-feira (23), a receita, considerada recorde para o período, foi de US$ 14,5 bilhões, o equivalente a um acréscimo de 6%.
No acumulado final dos resultados ainda está incluso o adiantamento da receita relacionada ao Microsoft Office 2010, no valor de US$ 305 milhões. Além disso, a receita do Windows apresentou um acréscimo de 28% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, influenciado pela demanda do Windows 7. 
Atualmente, mais de 10% do total de PCs do mundo executam o sistema operacional, fazendo com que o Windows 7 se torne a plataforma mais vendida do mercado. “O Windows 7 continua a ser um motor de crescimento, mas também vimos um forte crescimento em outras áreas como o portal de busca Bing, Xbox Live e os nossos serviços em nuvem", disse Peter Klein, diretor financeiro da Microsoft.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

23.04 - Web brasileira cai em ranking de velocidade
A velocidade da internet brasileira cresceu nos últimos três meses do ano passado em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas, ainda assim, recuou em ranking das redes mais rápidas do mundo.
A internet brasileira caiu da 35ª para a 37ª posição, apesar de a velocidade média do serviço ter crescido 21% nesse período, segundo levantamento da empresa norte-americana Akamai.
Para ter uma ideia, a internet no país, que teve velocidade média de 1.312 Kbps (kilobits por segundo) entre outubro e dezembro do ano passado, é 89% mais lenta que a sul-coreana, que mais uma vez liderou o ranking.
Outro dado da internet no Brasil é que 17% das conexões têm velocidade inferior a 256 Kbps (que é o parâmetro mínimo estabelecido pelas Nações Unidas para uma web ser considerada de banda larga).
Apenas cinco países -em uma lista de 45- tiveram resultado pior que o brasileiro.
Na parte de cima da tabela, ou seja, que leva em conta a web com mais de 5.000 Kbps, o Brasil aparece em 34º (entre 42 nações), com 2,2% das conexões.   (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

23.04 - Microsoft prevê aumento de investimentos em tecnologia de PMEs
De acordo com estudo realizado pela Microsoft, “SMB Partner Insight Report The Year Ahead”, as pequenas e médias empresas (PMEs) vão aumentar em 69% os investimentos em tecnologia em 2010. A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2010, com mais de 500 empresas parceiras nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Brasil e Índia. 
A previsão dos parceiros da Microsoft é que o crescimento em TI chegue a 16% neste ano. O estudo de 2010 aponta também que as SMBs pretendem investir prioritariamente em consolidação de TI, SaaS (Software como Serviço), CRM (Customer Relationship Management) e soluções de suporte a funcionários remotos. O Brasil ultrapassou os outros países com 79% dos parceiros apontando que as pequenas e médias empresas brasileiras têm intenção de investir em tecnologia neste ano. 
Na avaliação de Ana Claudia Plihal, gerente comercial de pequenas médias empresas e distribuição da Microsoft Brasil, o estudo mostra que as pequenas e médias empresas acreditam em uma retomada de confiança e na estabilidade econômica. 
“As pequenas e médias empresas mais competitivas estão investindo em TI não só para proteger e fortalecer os seus negócios, mas para prepará-los para o atual momento econômico de crescimento. Os investimentos em tecnologia beneficiam as SMBs com redução de custos operacionais, melhoria de produtividade e retenção de clientes”, afirma a executiva.  (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

22.04 - Projeto impede que dados de usuário sejam enviados ao Google
Um pesquisador de segurança lançou um projeto para oferecer privacidade aos usuários dos serviços da Google, considerando a expansão da quantidade de dados coletados pela empresa.
Chamado de GoogleSharing, o projeto é um complemento para o Firefox . Ele utiliza um serviço de proxy anônimo para dar ao Google informações falsas cada vez que um internauta utilizar um serviço que não utiliza uma conta, como busca, notícias e imagens, afirmou o consultor de segurança Moxie Marlinspike.
A empresa coleta uma grande quantidade de informações sobre seus usuários, segundo Marlinspike, como endereços de protocolo de internet (IP), pedidos de busca e tipo de navegador, entre outros.
Assim como outras companhias, a Google tomou medidas para acalmar preocupações sobre a coleta de dados, como tornar anônima parte dos endereços IP armazenados depois de um certo período de tempo. Mas a própria empresa dita as regras para o anonimato das informações, que mais tarde poderiam ser utilizadas para identificar um usuário, de acordo com Marlinspike.
No caso do IP, a Google esconde o último grupo de oito números do endereço após nove meses, afirmou Marlinspike. Alguns especialistas dizem que isso não é suficiente. A Google também usa cookies, ou arquivos armazenados pelo navegador, para associar pedidos de busca a um navegador particular em um computador.
“O grande problema é que eles têm muitos dados”, afirmou Marlinspike. “Eles gravam tudo. Para sempre. De vários modos, as informações que têm sobre você permitem a eles formar uma imagem do seu perfil mais completa do que  seu melhor amigo faria.”
Visando a contornar essa preocupação, Marlinspike criou o GoogleSharing, um complemento para o Firefox. Quando ele está habilitado, a ferramenta detecta quando alguém está utilizando um recurso que não requer um login e esconde as informações reais do usuário.
Para baixar o complemento ou saber mais sobre o projeto, acesse o site oficial do GoogleSharing. (IDG News)

22.04 - Serviço de hospedagem admite infecção de sites por código malicioso
Blogs e sites hospedados pela Network Solutions têm sido vítimas de injeção de código malicioso, que desvia visitante para servidor de ataque.
Uma semana depois de enfrentar uma infecção em grande escala de blogs WordPress, a empresa americana de hospedagem na web Network Solutions reconheceu que outros sites que hospeda também foram comprometidos.
"Recebemos relatos de que os clientes da Network Solutions têm encontrado código malicioso em seus sites web, e pedimos desculpas por essa inconveniência", disse o porta-voz da empresa, Shashi Bellamkonda, em uma mensagem publicada domingo (18/4) no blog da empresa. "Por enquanto, não podemos dar mais detalhes, já que qualquer coisa que dissermos poderá ajudar os criminosos."
Na segunda-feira (19/4), outro porta-voz da Network Solutions recusou-se a dar mais detalhes e a responder questões  sobre as ações que a empresa está tomando ou quantos sites foram afetados. "Até agora, acreditamos que o problema afeta um subgrupo de nossos clientes de hosting", disse Susan Wade, diretora de comunicações corporativas da empresa.
Na Ucrânia
Ontem, o Securi Security Labs afirmou que pelo menos 50 sites hospedados pela Network Solutions foram invadidos, e que código JavaScript malicioso injetado nesses sites estava redirecionando os visitantes para um servidor de ataque baseado na Ucrânia. O mesmo servidor está envolvido nos ataques anteriores contra os blogs hospedados na Network Solutions.
De acordo com o blog StopMalvertising, os ataques injetaram um IFRAME malicioso nos sites infectados, que leva os visitantes a um servidor de ataque. Este servidor, por sua vez, lança diversos exploits, incluindo um kit de ataque ActiveX e três outras que exploram vulnerabilidades do Adobe Reader, contra o PC do visitante.
Diversos navegadores, incluindo o Internet Explorer 8, o Google Chrome e o Mozilla Firefox, mostram advertências quando os usuários são redirecionados ao site de ataque. "Esta página web (...) foi identificada como uma página de ataque e foi bloqueada com base em suas preferências de segurança", avisa o Firefox.
Culpa da senha
A Network Solutions tinha caracterizado o ataque anterior, contra blogs feitos com WordPress, como uma questão de permissões de arquivo, e inicialmente pareceu culpar as passwords fracas dos usuários pelo ataque. Apesar de a empresa nunca ter revelado como os blogs foram invadidos, ela disse que resolveu, em 11/4, o que identificou como 'causa raiz'.
No domingo (18/4), Bellamkonda indicou que os novos ataques foram conduzidos de forma diferente daquele usado contra os blogs WordPress hospedados pela companhia. "Não seria preciso categorizar este caso como uma mera questão de 'permissões de arquivo'", disse. Ele acrescentou que senhas não estão relacionadas à questão.
A Network Solutions recusou-se a dizer nesta segunda-feira se ela descobriu como a segunda onda de ataques foi conduzida. "Nossas equipes continuam a trabalhar contra o relógio para combater esta ameaça. Continuamos a investigar ativamente a questão', disse Wade. (Computerworld)

22.04 - Microsoft lança programa para consertar computadores
A Microsoft lançou nesta segunda-feira o programa "Fix It Center", criado para que cada um atue como técnico de seu computador pessoal, localizando e corrigindo problemas que as máquinas possam ter. 
Uma versão de testes do programa gratuito está disponível na internet em fixitcenter.support.microsoft.com e promete "ferramentas que ajudem a solucionar os problemas de agora e prevenir os novos".
Fix It Center escaneia os computadores para diagnosticar e reparar seus problemas, garantiu a companhia. (AFP/ Diário do Grande ABC)

22.04 - Privicidade em risco
Redes sociais possibilitam superexposição do internauta, que fica vulnerável; veja dicas para proteger informações pessoais
As redes sociais são um palco para a superexposição, seja por vaidade, seja por ingenuidade. Usuários dizem o destino de suas férias, os restaurantes onde irão jantar, postam fotos, vídeos e acabam detalhando sua vida para quem quiser ver, incluindo criminosos.
O norte-americano Israel Hyman parece ter sofrido as consequências de dar informações demais em 140 caracteres.
Em 2009, ele avisou pelo Twitter que estava com a família em Kansas City -portanto, sua casa estava vazia. O pai de Hyman passou na casa da família enquanto eles viajavam e descobriu que ladrões tinha aproveitado a informação. "Não sabemos se o tuíte causou o roubo, mas isso dá motivo para pensar sobre o assunto", disse Hyman.
Outro alvo quando o assunto é privacidade é o Facebook, que decidiu tornar pública parte dos dados de seus usuários em dezembro de 2009. Mesmo com seguidas mudanças, o site ainda recebe críticas.
Na semana passada, a rede anunciou uma reforma no seu Centro de Segurança (face book.com/safety), que traz um guia para entender a privacidade no Facebook.
Mas há quem diga que se preocupar com essa exposição é algo ultrapassado na era da internet. Gurus como o hacker Kevin Mitnick questionam o conceito de privacidade.
Nesta edição, entenda por que o tema se tornou controverso e saiba fazer pequenos ajustes nos sites para controlar melhor o acesso externo às suas informações pessoais.
73,1% 
dos americanos entrevistados por estudiosos das universidades American University e Bentley University disseram já ter recusado dar informações a sites por achar que eram pessoais demais ou desnecessárias 
54,3% 
disseram concordar que os consumidores perderam o controle sobre como informações pessoas são coletadas e usadas pelas empresas
55,3% 
afirmaram já ter escolhido não usar um site ou fazer uma compra on-line por não estarem certos sobre como suas informações seriam usadas   (AMANDA DEMETRIO - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

20.04 - Saúde é assunto em alta na web
Pacientes, no entanto, devem tomar cuidado com as informações médicas erradas
Das 63 milhões de pessoas que acessaram a internet no País no ano passado, 39% buscaram informações sobre saúde na rede. O número de interessados nessas consultas cresceu 6% em um ano, de acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic).
Na opinião de especialistas, a busca por informações médicas na internet traz problemas como a auto-medicação e auto-consulta. Outra agravante são os conteúdos pouco confiáveis disseminados, que os internautas acabam tomando como verdade.
Pesquisas feitas no País apontaram problemas nos sites como estar em desacordo com os princípios éticos determinados pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp). “O nosso temor crescente é a automedicação na internet”, afirma o conselheiro do Cremesp, Reinaldo Ayer de Oliveira.
Ele conta também que os médicos têm reclamado que pacientes obtêm informações sobre determinados medicamentos na rede e querem que eles prescrevam. “Mas nem sempre aquele produto é indicado para aquele paciente e muitos acabam até trocando de médico por um tempo.”
A falta de informações corretas, confiáveis e com referências é uma agravante citada por Oliveira e outros especialistas. “Em torno de 70% dos sites sobre saúde não têm referências médicas.”
Há seis anos, uma pesquisa feita por um bolsista do Cremesp apontou que todas as informações sobre cirurgia bariátrica na rede não eram relacionadas a médicos, mas a leigos.
Oliveira acrescenta que em algumas especialidades a internet oferece um bombardeio de informações sem critérios. Entre elas estão as dietas, os tratamentos para menopausa e propostas miraculosas para a área estética.
André Pereira Neto, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, que já fez pesquisas sobre o assunto, aponta a falta de informações de qualidade. “As pessoas muitas vezes buscam informações nos sites mais acessados, mas nem sempre são os melhores.” Para ele, as informações são um estímulo à automedicação.
De acordo com o pesquisador, os internautas devem ficar atentos aos detalhes do site antes de confiar nas informações. “Se a informação não tiver autor, deve-se mudar de página. Observar se por trás da informação não existe o interesse na venda de produtos.”
Mas nem tudo é ruim. Jorge Carlos Machado Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina, afirma que é positivo consultar a internet para informações de qualidade de vida, como atividades físicas e controle de estresse.
Como bom uso da rede, ele cita as informações disponíveis aos pacientes diabéticos que já estão diagnosticados e em tratamento, e que podem se informar sobre os impactos da doença. Ele recomenda, no entanto, “jamais ficar lendo os sintomas das doenças para se auto-diagnosticar”. Para ele, pessoas hipocondríacas que começam a ler os sintomas passam a acreditar que estão doentes.
“A internet abre mão para muita neurose”, conta a analista de projetos Cristiana Costa e Silva, de 36 anos, que é hipocondríaca.
O acesso às informações de saúde na rede também tem interferido nas relações médico-paciente. Curi considera importante que os pacientes tenham esse conhecimento, mas enfatiza que não se deve ficar confrontando o médico durante a consulta. “Eu não estou defendendo uma posição passiva do paciente. Mas o confronto pode quebrar a confiança, que é algo fundamental nesse tipo de relação”, acredita.
O professor de bioética do Centro Universitário São Camilo, Marcos de Almeida, diz que a informação para a população é bem-vinda. “Não temos como policiar as informações, então fico com a seguinte frase: ‘não é por causa do abuso que vou impedir o uso’.”
EM NÚMEROS
87%
das pessoas que usam a internet com frequência têm curso superior, mostrou a pesquisa
79%
dos internautas ganham mais do que cinco salários mínimos, de acordo com o levantamento do Cetic
39%
dos usuários da rede usam a internet para a busca de informações sobre saúde   (MARICI CAPITELLI - Jornal da Tarde)
 
 
 
 

19.04 - Banda larga terá pacote regulatório e desonerações 
Novo plano estatal deverá custar R$ 15 na oferta básica
O Programa Nacional de Banda Larga terá um "plano incentivado" de acesso à internet rápida com preço ao consumidor na casa de R$ 15, destinado às classes C, D e E. Esse serviço teria velocidade de 512 kbps (kilobits por segundo), mas capacidade restrita de transmissão de dados (download limitado a 150 megabytes).
O plano básico teria a mesma velocidade, capacidade de transmissão de dados maior e preço máximo de R$ 35. Hoje, diz o governo, o custo médio da banda larga está em R$ 60. Os planos mais baratos, em R$ 30.
Para viabilizar o plano incentivado, ele seria oferecido por meio de acesso sem fio, no mesmo sistema hoje usado pelas operadoras de celular para vender pacotes de internet rápida na chamada "terceira geração" (3G). Para tornar possível o preço mais baixo, o governo irá isentar de PIS e Cofins os modems, equipamentos necessários para que o consumidor tenha a internet em casa.
Além disso, o governo vai permitir que os cerca de 1.700 pequenos e médios provedores de internet no país parem de pagar o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), o que vai representar uma desoneração anual na casa de R$ 2 milhões -cerca de 1% de toda a arrecadação feita para o fundo.
O governo espera reduzir o valor que é cobrado dos provedores para distribuir o acesso de banda larga. Hoje, num pacote de 2 megabytes, os pequenos provedores pagam custo de R$ 1.400 por mês na média para acessar a rede, enquanto o governo quer que esse preço seja de no máximo R$ 460 para garantir acesso à banda larga pelas classes mais baixas.
Além de desonerações tributárias, haverá um "pacote regulatório", que imporá, por decreto, obrigações à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para que adote medidas que, prevê o governo, ajudarão a fomentar a competição.
Uma das medidas será o "compartilhamento de rede em regime impositivo". Dessa forma, as atuais concessionárias de telefonia fixa terão que ofertar, a preços justos, sua rede a quem queira prestar serviços como provimento de acesso à internet de alta velocidade.
Serão instituídos parâmetros de qualidade para que os fornecedores de acesso à rede entreguem ao consumidor internet na velocidade que afirmam estar ofertando. Hoje, muitos consumidores acham que têm pacotes de 1 mega ou mais e, no entanto, na maior parte do tempo, não conseguem chegar nem perto dessa velocidade.
O governo ainda pretende reservar parte do espectro de radiofrequências para a utilização por pequenas e microprestadoras em cidades ou localidades onde haja pouca competição. Novos ofertantes usariam tecnologia sem fio. (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 
 

16.04 - Justiça manda auditar sistema de anúncio do Google
Segundo decisão judicial, site de buscas terá de submeter seu sistema de contagem de cliques a peritos externos 
Agência de publicidade quer devolução de R$ 2,2 mi sob a alegação de cobrança indevida; Google afirma achar processo "suspeito" 
Uma ação movida pela agência de publicidade Hotlist Web Marketing pode arranhar a imagem do Google, maior site de buscas e de propaganda on-line do mundo. A Justiça brasileira determinou que o site abra seu sistema de contagem de cliques a uma auditoria para checar se houve cobrança indevida da Hotlist. O Google diz que recorrerá e que acha o processo "suspeito".
A agência de publicidade pede que o Google devolva a ela R$ 2,2 milhões. O processo se arrasta há dois anos e a última decisão foi tomada há dois dias pelo juiz Luiz Fernando Cirillo, da 31ª Vara Cível de São Paulo.
Segundo o advogado da Hotlist, José Maria Trepat Cases, o processo foi movido porque os clientes da Hotlist (outras empresas) pediam que o Google atestasse a veracidade de suas faturas, calculadas com base na audiência gerada.
Chamado de "AdWords", esse sistema do Google relaciona a uma palavra digitada no campo de busca diversos links de empresas patrocinadoras que só aparecem na página de resultados. Toda vez que o internauta clica em um link patrocinado, a empresa paga um valor predefinido ao Google. Esse sistema gera quase 70% da receita do gigante da internet.
Em comunicado, o Google diz que, ao assinar o contrato, a Hotlist reconheceu que a ferramenta de contagem elimina cliques forjados por robôs desenvolvidos por hackers para fraudar a audiência. Ainda segundo o contrato, o Google diz que seus clientes também aceitam as condições de que não haverá auditoria no sistema que faz a contagem dos cliques.
A decisão da Justiça determina que o Google abra seu sistema para que essa checagem seja feita. Com base nela, a Hotlist espera ter como resultado uma diferença de R$ 2,2 milhões, valor que ela espera receber.
Comissão
Para a Hotlist, esse valor também corresponderia a uma comissão de 20% que o Google deveria pagar à Hotlist. "Uma coisa compensaria a outra", diz Cases. Segundo ele, é comum do mercado de publicidade o pagamento dessa comissão às agências sempre que um anúncio é publicado -algo não previsto no contrato com o Google.   (Folha de S.Paulo)

16.04 - Google: Site afirma que processo causa "estranheza"
O Google irá recorrer de decisão judicial que o obriga a abrir suas contas e afirma que é "suspeita" a ação movida pela agência de publicidade Hotlist. Por meio de nota, o site informa que, na ocasião em que iniciou o processo, a agência tinha experiência de mercado e não desconhecia os processos de contabilização [dos cliques] e os termos do serviço [contrato].
"Causa estranheza, portanto, que, de um momento para outro, a Hotlist tenha passado a questionar os termos e os resultados apresentados", diz a nota.
"Oferecemos um retorno sobre investimento (ROI) preciso. É por isso que milhões de empresas de todos os portes, desde as maiores do planeta até pequenos negócios, usam e continuamente ampliam seus investimentos em links patrocinados do Google," diz a nota.
Ainda segundo o Google, a plataforma também é oferecida por outras empresas. "É uma escolha do anunciante optar pelos serviços da empresa. Todos os termos de uso do serviço são de conhecimento prévio dos anunciantes e agências de publicidade. Se não estiverem de acordo, basta não anunciar no Google. Causa estranheza que, tendo antes concordado com os termos de uso, alguém posteriormente abra um processo contra práticas ali descritas."   (Folha de S.Paulo)

16.04 - Se o tema é saúde infantil, Google é mau conselheiro
Depois de observar que o Twitter é fonte de dados incorretos sobre o uso de antibióticos, a comunidade científica conclui que o Google também não é totalmente confiável. Pesquisadores ingleses verificaram que usar o site para obter informações sobre temas relacionados à saúde da criança apresenta grande chance de levar o usuário a informações incompletas ou erradas.
Eles procuraram informações sobre cinco temas: autismo, amamentação e HIV, amamentação e mastite, posição para dormir e vômito. Dos 500 sites verificados pelo buscador, apenas 200 trouxeram informações corretas sobre esses temas.
As respostas mais incorretas foram sobre autismo e HIV e amamentação.
Sites noticiosos mostraram-se fontes de dados corretos na maioria das vezes, mas os únicos totalmente confiáveis foram os sites institucionais de saúde.
Segundo os pesquisadores, os médicos podem indicar sites seguros a seus pacientes, além de dar as informações verbais e escritas de praxe, para que eles possam conhecer melhor seu problema.
O trabalho foi publicado no periódico "Archives of Disease in Childhood".  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

15.04 - Microsoft libera correções para 25 problemas de segurança
A Microsoft liberou terça-feira correções para 25 vulnerabilidades de programas como Windows, Exchange e o pacote Office, sendo nove delas apontadas como “críticas”, a mais alta classificação no ranking da empresa. No total são 11 arquivos de updates.
Entre essas atualizações, os especialistas destacam duas, que já justificam o update urgente: são as que se referem a grandes bugs no Windows Media Player e a um importante formato de vídeo, para bloquear ataques que estão se espalhando rapidamente pela Internet.
?MS10-026 e MS10-027, que cobrem o codec DirectShow e o Windows Media Player, merecem atenção imediata", afirma o diretor de segurança da nCircle Network Security, Andrew Storms. “É uma situação na qual o usuário está vendo um filme enquanto o seu computador é sequestrado”, explica ele.
A MS10-026 é destinada a Windows 2000, XP, Vista e Server 2008, segundo a Microsoft. Já a MS10-027 tem como alvo Windows 2000 e XP.? Se um hacker conseguir explorar as vulnerabilidades críticas que este pacote busca combater, conseguirá fazer com que o Windows instale e execute códigos sem a autorização do usuário. Com isso, consegue instalar programas, ver e alterar arquivos, apagar dados ou mesmo criar novas contas de administrador no equipamento. (Computerworld)

15.04 - Spam usa endereços do Gmail para espalhar malware
O spam no Gmail está em alta. Spammers estão usando falsas contas de Gmail para entupir caixas postais pelo mundo, o que torna o "gmail.com" o nome de domínio mais utilizado em abusos desse tipo, de acordo com o mais recente relatório trimestral da Commtouch.
De acordo com o Threats Trend Report, que foi divulgado nesta quarta-feira (14/4), apenas 1% dos e-mails de spam vem realmente de contas reais do Gmail, e "esta pequena porcentagem provavelmente representa uma mistura de spammers e contas legítimas de Gmail que foram invadidas", afirma a Commtouch.
De modo geral, "entre 5% e 10% de todo o spam parece ter sido originado de contas do Gmail", revela a Commtouch. "Os endereços são costumeiramente falsos, para enganar os sistemas antispam e para dar a impressão de uma fonte genuína e de boa reputação."
Os spammers estão se tornando mais habilidosos no uso de nomes de domínio familiares para enganar os usuários, e a tendência não está limitada ao Gmail. "O estilo de mensagem do Gmail, bem como do PayPal e do Facebook, é frequentemente usado por spammers e phisers como templates padrão para atrair os alvos de spam e phising", afirma o Commtouch.
Pelos dados do relatório, o Brasil detém a maioria dos computadores zumbis existentes no mundo: 14% do total.
Não surpreendente que sites pornográficos estejam entre os mais infectados com malware. A novidade é que, até este trimestre, a pornografia não era a categoria mais infectada.
"'Pornografia' tomou o lugar de 'negócios' como a categoria de sites mais infectada com malware", afirma a Commtouch.
Por sua vez, o spam de farmácias, anunciando Viagra e outros tipos de medicamentos, representa 81% de todas as mensagens de spam, quase a mesma média que a de trimestres anteriores. (Network World)

15.04 - Site de letras de música usa brecha no Java para instalar malware
Apenas cinco dias depois de um pesquisador do Google publicar informação sobre um bug não corrigido do Java, um site de letras de música tem enviado seus usuários a um servidor russo que explora a falha para instalar malware, anunciou uma empresa de antivírus nesta quarta-feira (14/4).
Na sexta-feira (9/4), Tavis Ormandy, do Google, divulgou  detalhes da vulnerabilidade do Java na lista de segurança Full Disclosure, descrevendo como um invasor poderia rodar programas Java não autorizados na máquina de uma vítima, usando um recurso projetado para permitir que desenvolvedores distribuam seu software.
De acordo com Ormandy, todas as versões de Java para Windows, desde a SE 6 Update 10 - que estreou há dois anos - são vulneráveis. Outros sistemas operacionais que rodam Java não são afetados.
Roger Thompson, pesquisador-chefe da AVG Technologies, disse que o site Songlyrics.com estava redirecionando usuários para um servidor russo, que usava a vulnerabilidade descrita por Ormandy.
O Songlyrics.com inclui um IFRAME que desvia os visitantes para o site russo. Lá, eles estão sujeitos à invasão possibilitada pela falha, bem como a um kit de ferramentas de invasão de maior escala.
Ataque em massa
"Tipicamente, eles descarregam um monte de ferramentas de invasão de uma vez, para ver qual delas funciona", disse Thompson, via mensagem instantãnea.
O Songlyrics.com, que fornece letras de música de Lagy Gaga, Rihanna, Usher e Miley Cyrus, foi aparentemente comprometido por hackers, que adicionaram o IFRAME redirecionador ao site, disse Thompson. E-mails enviados para o administrador do site não tiveram resposta.
Os usuários de Windows que usam Internet Explorer e Firefox estão em risco caso tenham o plug-in de Java instalado. "O Chrome parece estar a salvo, mas não é certeza", disse Thompson.
Embora Ormandy tenha relatado a falha à Sun, que agora é parte da Oracle, ele disse que a empresa não vai se apressar para oferecer uma correção. "Eles me informaram que não consideram essa vulnerabilidade como de alta prioridade a ponto de quebrar seu ciclo trimestral de correções", escreveu Ormandy na lista de discussão.
"Eu expliquei a eles que não concordava, e tive a ideia de tornar público o conselho de desabilitar temporariamente o controle afetado até que uma solução esteja disponível."
A Oracle corrigiu o Java na semana passada. Sua próxima atualização está programada para julho. A empresa não respondeu a solicitações para que comentasse a vulnerabilidade. (Computerworld)
 
 
 
 
 

13.04 - Brasileiro é o 2º que mais teme fraude na web 
Os brasileiros só ficam atrás dos alemães quando o assunto é preocupação com segurança nas compras e transações bancárias pela internet e com vírus e spam, segundo pesquisa em dez países realizada pela Unisys Security Index.
No índice de 0 a 300, o nível geral de preocupação dos brasileiros é 146, que é considerado moderado pela pesquisa, já o dos alemães é 156, nota que já entra na categoria "seriamente preocupados". Em ambos os casos, houve alta no índice de preocupação ante o levantamento anterior. Diversos estudos de consultorias estrangeiras vêm apontando o Brasil como maior produtor mundial de spams (lixo eletrônico).
A pesquisa mostra que o brasileiro é o mais preocupado com fraudes bancárias -como quando as pessoas conseguem detalhes sobre os dados dos cartões de crédito.  (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)

13.04 - Dell lança novos servidores PowerEdge 
A Dell lançou quatro novos servidores PowerEdge, capazes de lidar com os mais demandantes ambientes de computação e que facilitam a migração de sistemas proprietários Unix. O anúncio sucede a renovação feita pela empresa de nove equipamentos, nas modalidades blade, rack e torre, e de três estações de trabalho Dell Precision incorporando processadores da série Intel Xeon 5600 (Westmere).
Entre os servidores lançados estão o PowerEdge R910, adequado para migrações a partir de sistemas Risc/Unix, para instalações de grandes bancos de dados e para implantações de virtualização de servidor; o PowertEdge M910, apropriado para maximizar vantagens da virtualização e da consolidação de servidores ou utilizá-lo como um meio ou uma plataforma de bancos de dados de grande porte. O servidor blade pode ser expandido para até 512 GB de memória RAM.
Também faz parte da nova linha da Dell o PowerEdge R810, apropriado á instalação de aplicações de mensagens de email e bancos de dados; e o PowerEdge R815, adequado para operações de virtualização, computação de alto desempenho, mensagens de email e cargas de trabalho de bancos de dados.
Os novos equipamentos da companhia possuem ainda tecnologia FlexMemory Bridge, virtualização à prova de falhas e infraestrutura inteligente. As soluções da Dell já estão disponíveis no mercado brasileiro, à exceção do PowerEdge R815, que será disponibilizado nos próximos dias.  (Executivos Financeiros)

13.04 - Busca nas empresas
O Google do Brasil vai investir na oferta de sistemas de escritório para empresas. No pacote, software de texto, planilhas, apresentação e e-mail corporativo. As companhias Dedalus, IPConnection, Spread, Setesys, Telesinc, Vertax e Valuenet foram as primeiras a fechar parceria para distribuir os programas para escritório chamados de Google Apps. "A operação no Brasil é a de maior crescimento do Google no mundo", diz Alexandre Dias, diretor-geral do Google Brasil. Segundo Dias, apesar de ser uma companhia aberta nos EUA, a empresa não informa o faturamento nem expectativas de crescimento no Brasil. Cerca de 90% das receitas continuam vindo dos "links patrocinados", os pequenos anúncios em formato de texto que aparecem ao lado dos resultados de busca.(Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

12.04 - Cerca de 35 milhões de pessoas já usam a internet pelo celular
A popularização do acesso aumentou a conta média do brasileiro em 20%
O acesso à internet pelo celular já elevou em 20% o gasto da conta mensal de telefone dos brasileiros. A conexão móvel está tão em alta entre os consumidores que 70% deles pretendem ainda comprar modelos mais caros nos próximos meses. Devem gastar, em média, R$ 492, valor 10% maior que no ano anterior. Os dados fazem parte do estudo Global Telecoms Insights 2010, realizado pela consultoria TNS. Hoje, cerca de 35 milhões de pessoas no país já usam o celular para navegar na rede, num universo de 176 milhões de linhas habilitadas.
De acordo com a sondagem da TNS realizada no Brasil, clientes que gastavam R$ 100 por mês com telefone móvel, usando a internet no celular, passaram a ter despesa de R$ 120. As principais operadoras cobram a partir de R$ 20 mensais para o acesso a dados. Para baixar músicas e jogos, paga-se mais. 
O estudante de administração Thiago Daoud, 23, usa a internet via celular desde o ano passado. A falta de tempo por conta do trabalho e dos estudos fez com que ele navegasse menos no computador de casa. "Optei mesmo pela praticidade. Acesso muito meu e-mail e sites de notícias. Uso muito também o wireless em lugares públicos que me dão acesso à internet", afirma Daoud, que paga cerca de R$ 40 mensais pelo serviço. 
Segundo especialistas, com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em terceira geração (3G), o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. Mais de 1 milhão de usuários têm o Windows Phone, sistema da Microsoft - patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa. Em 2010, diz a multinacional, o número de pessoas no mundo que irá acessar a rede pelo telefone móvel vai ultrapassar o de computador. E as redes sociais - como Twitter, Facebook e Orkut - são as principais responsáveis. 
Levantamento da TNS revela que, no Brasil, entre os usuários de internet móvel, aumentou de 5,7%, em 2009, para 12%, hoje, o número de pessoas que utilizam as redes sociais pelo celular - praticamente o mesmo avanço das buscas online pelo telefone. "Muitas vezes, a informação mais relevante está ligada à sua lista amiga. Por isso, a força das redes sociais. No celular, é possível realizar as tarefas imediatamente". 
E, para isso, os consumidores gastam cada vez mais em planos ilimitados de dados. A tendência é que o acesso às mídias sociais na América Latina ocorra por meio da internet móvel, diz Sam Curtis, gerente de desenvolvimento de tecnologia global da TNS.  (O Tempo)

12.04 - Internet é fonte de dados incorretos sobre antibióticos
Twitter, rede em que usuários trocam mensagens, vem sendo usado para conselhos inadequados sobre remédios
Pesquisa encontrou textos como "tome antibióticos se a doença for séria"; autores alertam que dados podem se espalhar rapidamente
O Twitter, rede social em que os participantes publicam mensagens curtas, vem sendo usado para disseminar informações incorretas sobre o uso de remédios, principalmente antibióticos, revela uma pesquisa da Universidade Columbia, publicada no "American Journal of Infection Control".
Embora muitos profissionais e instituições utilizem o serviço da internet para divulgar informações sérias, o objetivo dos pesquisadores era explorar evidências de uso inadequado de medicamentos e avaliar como as pessoas partilham esse tipo de informação no Twitter.
Entre março e julho de 2009, eles analisaram o conteúdo de mais de 50 mil "tweets", ou mensagens, que mencionavam a palavra antibióticos. Depois, selecionaram mil deles, que foram categorizados em grupos conforme o assunto abordado -como uso geral, efeitos colaterais e conselhos sobre tratamentos. Indícios de mau uso foram detectados a partir da busca de combinações de palavras como gripe e antibióticos ou resfriado e antibióticos -o uso de antibióticos não é recomendado nesses casos porque são doenças virais.
Entre os exemplos de mau uso dos antibióticos, os pesquisadores observaram mensagens contendo conselhos como "tome antibióticos se a doença for séria". Os autores alertam que esses dados podem se espalhar rapidamente para uma grande audiência.
"Isso é gravíssimo. Trata-se de automedicação irresponsável", diz a presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Raquel Rizzi. Segundo ela, a automedicação é um hábito do brasileiro, que costuma tomar remédios sem indicação médica ou por conselho de amigos e parentes. "Isso pode mascarar sintomas, trazer sérios efeitos colaterais e causar resistência bacteriana", alerta ela. "Mesmo diante de um simples resfriado, a pessoa deve procurar orientação de um profissional da saúde."
"O problema é que todo mundo acredita em tudo o que está na internet e ela virou uma espécie de comadre fofoqueira", diz Paulo Olzon, chefe da disciplina de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo. "Isso cria uma desconfiança em relação às informações sérias."
Para o endocrinologista Marcio Mancini, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, muitos usam o microblog como bate-papo, e não como fonte de informação. Ele costuma postar no Twitter informações sobre pesquisas e notícias médicas relevantes.
Em sua opinião, a possibilidade de selecionar a informação que a pessoa quer receber e passar adiante deveria ser usada para dados confiáveis. A FDA (agência americana que regula alimentos e remédios) estuda regras para redes sociais e propaganda na internet.  (GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

09.04 - Positivo desmente boatos sobre negociação com Lenovo 
Desmentindo notícias divulgadas pela imprensa nesta quarta-feira (07), a Positivo Informática informou em Fato Relevante que não existe qualquer tipo de negociação “do seu controle com a Lenovo”.
Segundo o comunicado da companhia, foi verificado um aumento “atípico de volume nos negócios cursados no pregão da BM&FBovespa, além de oscilações atípicas nas cotações das suas ações”. Por conta disso, a Positivo informou que, após consultar seus acionistas, notificou o mercado de que os rumores sobre a negociação não têm qualquer fundamento.
Além disso, a Positivo afirmou que não tem conhecimento sobre outras informações que possam justificar as oscilações das suas ações no mercado. (Executivos Financeiros)

09.04 - Computador de grande porte chega perto de 'ponto ideal' 
A indústria global de computadores de grande porte, também conhecidos como servidores, está testemunhando o ponto ideal de crescimento das vendas, que costuma ocorrer uma vez a cada década. Esse movimento está sendo estimulado por um raro alinhamento entre recuperação econômica, grandes avanços tecnológicos e disparada das necessidades de manejo dos dados.
Os servidores, que são o coração das redes de computadores, raramente são colocados na ponta mais estimulante do setor de tecnologia da informação (TI). Mas, depois de um período difícil em 2009, os fabricantes de servidores subitamente observam um forte crescimento provocado por clientes que estão reinvestindo em estruturas de TI envelhecidas, à medida que as condições recessivas recuam.
Recentemente, analistas do JP Morgan mais que dobraram suas estimativas de crescimento das receitas com servidores para 2010, de 6,2% para 14,3%, o que foi considerado "um fenômeno único no setor de equipamentos de TI".
IBM, Hewlett-Packard (HP), Dell e Oracle, além dos fabricantes de processadores Intel e AMD, estão correndo para lançar uma nova linha de produtos para servidores.
Parte dessa recuperação está sendo conduzida pela demanda reprimida depois de 2009, quando a receita mundial com as vendas de servidores caiu 18,9%, para US$ 43,2 bilhões, segundo a empresa de pesquisa IDC. As companhias geralmente adiam as compras de servidores durante períodos de recessão, para reduzir custos, ampliando o ciclo de substituição de produtos que tendem a ter uma vida útil de cerca de cinco anos.
Analistas também dizem que está havendo incentivos à atualização dos equipamentos, alegando que a geração mais nova de servidores pode se pagar em poucos meses, em meio à redução dos custos com energia e resfriamento. Isso está ocorrendo apesar dos preços mais altos de muitos dos novos produtos.
Um exemplo é o desenvolvimento de processadores para servidores, que nos últimos anos deixaram de ter um único núcleo, ou "cérebro", para ganhar múltiplos núcleos em semicondutores. Os processadores de ponta com oito núcleos lançados pela Intel na semana passada podem ser empregados em um único servidor, que substitui 20 servidores de um único núcleo, e consegue desempenho idêntico. A Intel afirma que isso reduz os gastos com energia em mais de 90%.
A AMD, concorrente de menor porte da Intel, também lançou na semana passada processadores de 8 e 12 núcleos.
Além disso, atualizações dos servidores estão sendo conduzidas por aplicativos que processam mais dados e por uma explosão da chamada computação em nuvem ("cloud computing"), pela qual serviços e dados são armazenados em centros de dados remotos e fornecidos a partir deles.
"Essa próxima onda é a maior de todas, e altamente inovadora", afirma Howard Elias, diretor de serviços de "cloud computing" da EMC, companhia de equipamentos para armazenamento de dados. "Estamos falando de uma mudança na maneira como a infraestrutura de TI é operada, produzida e consumida."
Matt Eastwood, da IDC, diz que poderá haver uma sacudida no setor. "As condições ideais para a inflexão do mercado ocorrem apenas uma vez por década e a IDC acredita que as participações de mercado poderão mudar dramaticamente à medida que os vencedores e os perdedores desse novo ciclo de mercado forem determinados", afirma o analista.    (Chris Nuttall - Financial Times, tradução de Mário Zamarian - Valor Online)
 
 
 
 
 

08.04 - Mais de 50% dos computadores vendidos em 2015 terão tecnologia touchscreen
Em 2015, uma fatia superior a 50% dos computadores utilizados por pessoas de até 15 anos serão compostos da tecnologia touchscreen (tela sensível ao toque), de acordo com levantamento informado nesta quarta-feira (07) pelo Gartner.
Para que se estabeleça uma comparação, em 2009 as vendas destes tipos de PCs representava apenas 2% do total deste mercado. Já a previsão de comercialização de computadores dotados da tecnologia touchscreen para empresas é menor, de apenas 10%.
De acordo com Leslie Fiering, vice-presidente de pesquisas do Gartner, embora a venda de PCs sensíveis ao toque não represente uma novidade no setor, há um interesse renovado nesta indústria. O advento do iPhone da Apple e smartphones sensíveis ao toque Apple têm mostrado a usuários como o toque pode ser útil com uma execução acertada e a introdução no mercado do maior IPad pela Apple desencadeou uma onda de especulação sobre a mudança da indústria.
Os primeiros adotantes de toque dispositivos habilitados serão os consumidores que raramente lidam com questões de legado. Eles estarão à procura de aplicações de entretenimento e jogos casuais. O Gartner prevê que usuário do iPhone e de outros smartphones sensíveis ao toque vão querer estender a experiência de computação multitouch para o PC.
A adoção de PCs dotados da tecnologia será lenta nas empresas, devido às exigências pesadas para digitação e entrada de texto. Devido à cultura de utilização do mouse pelos empresários, as companhias em geral terão mais dificuldade em adotar esses computadores. Já no setor de educação eles serão bem-vindos.
A memória muscular "dos usuários do mouse e os potenciais problemas de mover as mãos de um usuário no teclado para o rato vai criar obstáculos aprovação especial para os trabalhadores do conhecimento. Em vez disso, os consumidores e educação serão os primeiros adotantes de toque habilitado PCs e notebooks.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

07.04 - Internet chega a 27% dos domicílios brasileiros
Segundo o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, que anunciou os resultados da 5ª Pesquisa Sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Domicílios 2009), 27% dos domicílios brasileiros tiveram acesso à Internet em 2009, contra 20% no ano anterior, o que representa um crescimento de 35% no período.
O levantamento Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) contemplou pelo segundo ano consecutivo também a área rural do País, dando continuidade à série histórica de resultados consolidados.
De acordo com a pesquisa, 36% dos domicílios possuem computador, enquanto apenas 28% tinham o equipamento em 2008. 
A pesquisa também apontou crescimento significativo no percentual de acessos à Internet nos domicílios em comparação aos centros públicos pagos, conhecidos popularmente como lanhouses. Pela primeira vez desde 2007 o acesso residencial, com 48% das menções, ficou à frente das lanhouses, citadas por 45% dos respondentes.
“Apesar do menor número no total Brasil, o papel desempenhado pelos centros de acesso, tanto pagos como gratuitos, continua sendo de extrema importância para a inclusão digital, principalmente na área rural”, diz Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.  (Executivos Financeiros)

07.04 - Investimentos em TI se manterão estáveis com mudanças nas prioridades em 2010
Ao contrário de 2009, quando os orçamentos direcionados para o setor de TI apresentaram declínio de 8,1%, os recursos da área devem se manter estáveis neste ano. De acordo com a pesquisa “2010 CIO Agenda”, da unidade Gartner Executive Programs (EXP), foram feitos cortes de orçamentos que encerraram quatro anos de aumentos. Com isso, os executivos trabalharam com os mesmos níveis de recursos de 2005.
Ainda de acordo com o relatório do Gartner, embora haja sinais de recuperação nas projeções de 2010, elas não devem ultrapassar os cortes do ano passado. 
Para Mark McDonald, vice-presidente e diretor de pesquisa do Gartner EXP, o cenário apresentará mudanças à medida que a economia “passe de recessão para recuperação”. “Os CIOs vêem 2010 como uma oportunidade de acelerar a transição de TI, passando de uma função de suporte para um contribuinte estratégico focado na inovação e nas vantagens competitivas. Eles queriam esta transformação há anos, mas só recentemente as mudanças econômicas, estratégicas e tecnológicas fizeram com que ela fosse viável”, destaca.
Além da recuperação no orçamento de TI, a pesquisa também mostrou que as expectativas das empresas têm deixado de focar maiores experiências baseadas nos custos para buscar melhores resultados baseados na produtividade da empresa e de TI.
O relatório aponta que estes ganhos de produtividade virão de soluções colaborativas e inovadoras, que aproveitam as vantagens das novas tecnologias “leves” baseadas em serviços e na mídia social, incluindo virtualização, computação em nuvem e computação social na Web 2.0. Além disso, as tecnologias que são prioridades para os CIOs em 2010 são as que podem ser implementadas rapidamente e sem gastos iniciais significativos. 
McDonald acredita que essas tecnologias, desde que implementadas adequadamente, criam a oportunidade para TI mudar seu papel e o desempenho operacional da organização. “Tecnologias assimétricas, como virtualização, nuvem e Web 2.0, permitem que as empresas abandonem um modelo de investimento pesado que limita a agilidade e a flexibilidade de TI”, conclui.   (Executivos Financeiros)

07.04 - Investimentos em TI na América Latina devem crescer 5,1% em 2010 
Após uma queda de 9% nos investimentos em tecnologia durante 2009, a América Latina deve apresentar um crescimento de 5,1% neste ano. Segundo dados do estudo Worldwide Black Book, realizado trimestralmente pela IDC, o declínio do último ano foi causado principalmente pela redução nos investimentos feitos por Brasil e México que, em conjunto, são responsáveis por 65% do total empregado na região. 
Já em relação ao crescimento previsto para 2010, a consultoria acredita que será influenciado pela reativação de projetos de TI que ficaram parados, além das boas expectativas em relação ao consumo em massa para este ano. 
Para Matías Berardi, gerente de investigação e consultoria da IDC América Latina, também são esperados investimentos em dispositivos móveis e servidores pequenos e médios dentro do segmento de hardware. "Já na categoria de Serviços, os recursos devem ser empregados naqueles que estão relacionados à implementação, ao suporte e à manutenção de operações", declara. 
Com resultado inferior ao registrado em 2008, o segmento de hardware foi responsável por 57,4% dos investimentos feitos no último ano, enquanto o setor de software e serviços respondeu por 14,9% e 27,7% do total, respectivamente.
O único país da região que, ao invés de aumento espera uma contração de 3%, é a Venezuela.    (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

06.04 - Windows 7 chega a 10% do mercado quase um ano antes do Vista 
 O Windows 7 atingiu a marca de 10% de fatia de mercado, de acordo com a empresa de pesquisas Net Applications. Comparado ao seu antecessor Vista, o  porcentual foi atingido em um período de tempo quase um ano menor. 
 Mas o crescimento do Windows 7 ainda precisa causar impacto na fatia global da Microsoft no mercado de sistemas operacionais,que retornou à sua costumeira  tendência de queda no mês passado depois de um mês de crescimento. 
 A fatia global dos sistemas Windows caiu para um porcentual de 91,6%, meio ponto a menos que em fevereiro. 
 Mais uma vez o novo sistema operacional da empresa canibalizou as fatias do Windows XP e do Vista. O Windows XP caiu um ponto, para 64,5%, enquanto o Vista  perdeu meio ponto, para 16%. 
 O Vista parece caminhar rapidamente para lugar nenhum. Março foi o quinto mês consecutivo em que a versão perdeu mercado. Se o Vista mantiver a trajetória dos  últimos três meses, ele cairá para menos de 10% antes do fim de 2010. 
 As rotas do Windows 7 e do Vista deverão se cruzar em junho. Neste mês, as projeções indicam que o Windows 7 se tornará o segundo sistema mais utilizado da  Microsoft. 
 XP ainda vive 
 O Windows XP ainda responde pela maioria das edições do Windows em uso. Em março, mais de 70% dos computadores usando Windows rodavam XP, que tem  três anos de vida pela frente até que a Microsoft puxe o plugue do serviço de suporte em meados de abril de 2014. 
 Os ganhos do Windows 7 mostram alguns sinais de desaceleração, de acordo com Aliso Viejo, da Net Applications. O aumento de 1,5 ponto em março foi menor  que a média de crescimento de 1,7 ponto entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010. 
 Mesmo assim, o Windows 7 atingiu a marca de 10% quase um ano antes que o Vista. O Windows 7 atingiu a marca cinco meses depois de seu lançamento público. O Vista não atingiria esta marca até maio de 2008, 16 meses depois de sua estreia no varejo. 
 Enquanto isso, a fatia de mercado do Mac OS X cresceu 0,3 ponto no mês passado. O sistema da Apple terminou março com uma fatia de 5,3%. O aumento reverte  uma tendência de queda que fez o Mac OS X perder mercado em três dos quatro meses anteriores. O aumento de março foi o maior já conquistado pelo Mac OS X  desde dezembro de 2008. 
 Opção móvel 
 Mas, para o vice-presidente executivo de marketing da Net Applications, Vince Vizzaccaro, a notícia não foram os 10% alcançados pelo Windows 7 e sim o  crescimento contínuo na adoção de aparelhos móveis para navegação online. 
 Pelos números da Net Applications, os sistemas operacionais móveis equiparam 1,7% de todos os hardwares usados para acessar a web. O acréscimo é de 0,15  ponto, o dobro da fatia de agosto de 2009. "O crescimento móvel agora é mais uma curva do que uma reta", observou Vizzaccaro. 
 A Net Applications mede o uso de sistemas operacionais por meio da análise de um conjunto de 160 milhões de visitantes únicos mensais nos sites de seus  clientes. Os dados de março estão disponíveis no site NetApplications.com. (Computerworld) 
 
 
 
 
 

01.04 - ANS: Opção por aplicativo SIB
Está disponível a versão 3.0.4 do aplicativo SIB, que corrige o nº de CNPJ da operadora no relatório de críticas.
Até a proóxima segunda-feira, dia 5 de abril de 2010, as operadoras poderão optar pela utilização das versões 3.0.3 ou 3.0.4.  (ANS)

01.04 - Como melhorar o desempenho do seu notebook 
Instalei o Windows 7 Home Premium no meu notebook (um Dell Vostro 1500, com 2 Gbytes de RAM, processador Intel 174 Core 2 Duo T7250 e 80 Gbytes de disco). O computador está muito lento. Quais procedimentos posso realizar para melhorar o desempenho da máquina? Também preciso de um programa de e-mail com as funções de um software como o Outlook. Atualmente, estou usando o IncrediMail, mas não gosto porque não tem calendário, funcionalidade de que eu preciso em um programa de e-mail. O que pode me indicar?
Marisa
Resposta: Com relação ao programa de e-mail, sugiro baixar o programa Windows Live Mail (bit.ly/winlivedown). Ele é parecido com o Outlook e tem praticamente as mesmas funcionalidades. Como o Outlook, ele gerencia diversas contas de e-mail. Você também pode importar contatos.
Quanto à lentidão do micro é importante executar procedimentos básicos como desfragmentação do disco, usando o próprio programa do Windows 7. Faça também uma verificação do seu registro por meio de programas como o CCleaner (bit.ly/ccleanerdown).
Também seria recomendável aumentar a memória do computador adicionando ao menos mais 1 Gbyte de memória. Esse micro deve estar com dois pentes de 1 Gbyte cada. Tenha certeza de que nessa máquina, 3 Gbytes de memória farão diferença na performance.  (Folha de S.Paulo)

01.04 - Banda larga móvel cresceu 82% no Brasil em 2009 
Com mais de 3 milhões de novas conexões em banda larga comercializadas em 2009, o Brasil somou um total de 15,06 milhões de acessos. Segundo estudo Brazil Quarterly Fixed & Mobile Broadband Database feito pela IDC Brasil, esse resultado demonstra um crescimento de 26,4% em comparação com os números do primeiro trimestre. 
Entre as tecnologias existentes no mercado, a banda larga móvel foi o maior destaque, somando mais de 1,6 milhões de acessos e superando as expectativas durante o ano, já que o crescimento foi de 82% em relação a 2008. O levantamento mostra que o acesso via DSL, predominante no mercado, está perdendo a posição de hegemonia. 
Segundo Samuel Ramos, analista do mercado de Telecom da IDC Brasil, esse mercado equivale a cerca de 67,9% do total de conexões de banda larga, excluindo o acesso móvel. "Quando incluímos a banda larga móvel, esse número cai para 51,6%". Já a tecnologia Cable Modem utilizou estratégias agressivas de preço e produtos bundle do principal provedor desse tipo de acesso para conseguir aumentar sua representatividade em cerca de 0,7% no mercado.
Já o segmento residencial apresentou um acréscimo de 46% em comparação com 2008, tornando-se o setor com maior acréscimo. Além disso, o setor de grandes empresas também merece destaque por ter atingido crescimento superior a 250%, influenciado pela inserção do acesso móvel. "As ofertas de velocidades maiores por preços mais baixos e os acessos entrantes com preços também cada vez mais atrativos foram os principais fatores para esse aumento", completa o analista. 
O estudo concluiu que em 2009 a inclusão digital, a banda larga móvel e os preços oferecidos foram os principais motivadores para o crescimento do mercado de banda larga. 
"O primeiro deve-se à queda nos preços de PCs e notebooks, que proporcionou o aumento na comercialização e criou um acelerador de vendas de conexões, principalmente nas velocidades entrantes. O Governo também incentivou esse movimento de inclusão com a implantação das cidades digitais. Já a expansão da cobertura 3G e a questão dessa tecnologia ser encarada como uma nova e interessante opção de acesso, ajudaram a impulsionar o ganho de base da banda larga no cenário nacional. E, por fim, a oferta de velocidade cada vez maior pelo mesmo preço tem atraído usuários que podem, inclusive, migrar da internet discada para as velocidades entrantes", finaliza o analista.  (Executivos Financeiros)


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