30.04 - A quem interessa controlar a internet?
Há uma movimentação das empresas de telefonia
para que sejam tratados de forma unificada dois serviços hoje distintos
para acesso à rede
Na época da privatização da telefonia, a comunicação
dependia de linhas que, de tão caras, eram declaradas em Imposto
de Renda. Ninguém imaginava que, hoje, as chamadas seriam via internet,
muito menos que o cidadão viria a ter voz ativa na rede ou poderia
aprender à distância, por meio de simples cliques.
Essa mudança dos hábitos dos brasileiros, embora benéfica,
não é simpática às empresas tradicionais de
telefonia, acostumadas que estão a operar no Brasil sem concorrência.
Há, por exemplo, uma movimentação dessas empresas
para que sejam tratados de forma unificada e mantidos em única estrutura,
verticalizada, sob seu controle, os dois serviços hoje distintos
para o acesso à internet.
São eles o serviço de conexão, chamado SVA (serviço
de valor adicionado), prestado por provedores que, dentre outras utilidades,
promovem a segurança na rede e disponibilizam serviços como
e-mail, blogs, fotoblogs e chats e, de outro lado, o serviço de
telecomunicações, a banda larga, prestado pelos detentores
da infraestrutura de telefonia, que promove o acesso "físico" à
rede.
É perceptível o objetivo dessa estratégia: garantir
às telefônicas, que, não por acaso, lideram os rankings
de reclamações de consumidores, o controle pleno do acesso
à internet.
E esse movimento dá continuidade à falsa propaganda sobre
a "desnecessidade de provedor".
Mas provedor é sempre necessário, pois tudo que não
é o "meio" de telecomunicações é SVA, inclusive
serviços de endereçamento lógico (e não físico)
dos bites e os que permitem a correta e segura movimentação
das informações na rede, além de outros ligados às
demandas da era digital.
Na época da internet discada, os serviços necessários
ao acesso eram claramente identificáveis, não se cogitando
essa falsa confusão entre o SVA, prestado pelos provedores, e o
serviço de telefonia.
Hoje, na era da alta velocidade, as telefônicas não só
exigem o consumo casado do serviço de banda larga com o de voz como
também impuseram aos provedores contratos de adesão para
o aluguel "forçado" de alguns dos principais serviços para
a conexão à nuvem, justamente buscando um controle maior
dos serviços relacionados ao acesso à internet.
O que não está acontecendo, mas deveria, é a transparente
classificação e cobrança de cada serviço, ainda
que ofertado em "combos". Não é demais relembrar: não
existe serviço "grátis".
A conta sempre aparece, em um ou em outro lugar. A questão é
muito simples: o internauta tem ou não o direito de escolher quem
faz o quê com sua navegação, seus dados e informações
e decidir quanto quer pagar por esses serviços?
Cabe também perguntar quem tem incentivos econômicos para
prestar um SVA eficiente: as telefônicas, monopolistas, ou os provedores
independentes, que operam em livre concorrência no mercado?
A resposta é óbvia: mais concorrência tende a melhor
qualidade. Ademais, o foco das empresas de telefonia é (ou pelo
menos deveria ser) investir na qualidade das redes, e não "abocanhar"
outros serviços. O que se pretende com essa estratégia, portanto,
é que não mais exista a figura dos provedor independente
-hoje são mais de 1.700, que geram mais de 200 mil empregos diretos
e indiretos- e que as telefônicas possam ser as únicas a fornecer
os serviços necessários ao acesso à internet.
Permitirá a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
que todos esses serviços sejam prestados unicamente pelas telefônicas,
que hoje colocam o Brasil entre os piores países em qualidade da
banda larga, e que sejam erradicadas as sementes da concorrência
na era digital?
Nosso legislador havia optado por excluir das telecomunicações
o SVA.
Faz sentido: estudos como os do Massachusetts Institute of Technology
concluíram ser determinante, para a proliferação da
internet, a segregação adequada dos serviços, para
dinamizar a participação em serviços de alto potencial
de desenvolvimento -evitando assim o oligopólio-, além de
minimizar os malefícios da falta de incentivo à inovação
e desrespeito ao consumidor.
Eventual revisão da legislação deve servir para
retrocedermos?
O que está em jogo é a liberdade de acesso satisfatório
ao conteúdo gerado na rede mundial de computadores. É permitir
que se troquem dados e informações, sem discriminação
pelas empresas de telefonia.
Por isso, é fundamental que não se alterem as normas
que hoje permitem a coexistência dos dois serviços. A sociedade
merece respeito. (EDUARDO PARAJO - Folha de S.Paulo)
30.04 - Senado entra na guerra da banda larga sem fio
Operadoras de celular e TVs pagas disputam Wimax, que permite oferta
de internet rápida
Anatel retarda a entrada da nova tecnologia; senadores decidem acompanhar
mais de perto distribuição de frequência e cobrar agilidade
Há uma guerra surda entre as operadoras de telefonia celular
e empresas de TV por assinatura pelas faixas de frequência que vão
viabilizar o crescimento da banda larga sem fio.
O Senado entrou na disputa e, na terça-feira, informou à
direção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
que vai acompanhar de perto a mudança na regulamentação
do uso da faixa de frequência de 2,5 gigahertz, alvo da queda de
braço entre as empresas.
A disputa começou há três anos, com o desenvolvimento
da tecnologia Wimax, para transmissão móvel de dados, que
rivaliza com a internet das operadoras de telefonia celular. Nas últimas
semanas, ganhou força, por conta da iminência de divulgação
do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
A faixa de frequência de 2,5 gigahertz está reservada
para a TV por assinatura via micro-ondas, conhecida pela sigla MMDS, que
possui apenas 347 mil assinantes em todo o país, ou seja, 4,4% do
mercado.
As teles querem parte das frequências que estão reservadas
ao MMDS. Elas argumentam que o tráfego de dados em suas redes cresce
em ritmo explosivo e que há risco de "caladão" se não
receberem mais frequências.
Pelo lado das TVs pagas, a briga é liderada pela Sky, que opera
TV por assinatura via satélite, controlada pela DirecTV, dos EUA.
Visando usar a tecnologia Wimax para oferecer banda larga móvel
no Brasil, a Sky comprou, em 2008, 12 operações de MMDS no
país, incluindo seis capitais (Belo Horizonte, Goiânia, Brasília,
Vitória, Belém e Porto Velho).
A Telefônica também comprou operações de
MMDS pertencentes ao Grupo Abril, imaginando igualmente oferecer banda
larga pela tecnologia Wimax no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba
e Porto Alegre.
Agência
A Anatel, no entanto, barrou os planos das empresas e vem adiando a
homologação dos equipamentos para uso da tecnologia Wimax
na faixa de 2,5 gigahertz enquanto avalia qual seria o melhor uso para
os 190 canais reservados ao MMDS.
Faixas de frequência são bens que pertencem à União.
Grupos privados recebem autorização para operar as faixas
e fornecer vários serviços, que vão desde TV aberta
e rádio a TV por assinatura, passando por acesso a internet sem
fio e telefonia móvel.
Oficialmente, a direção da Anatel não se pronuncia
sobre os pedidos de homologação dos equipamentos de Wimax
feitos pelas empresas, mas os processos ficam engavetados. Internamente,
prevalece na agência o entendimento de que a frequência reservada
para o MMDS está ociosa e que pelo menos parte dos canais deve ser
retomada pela União. Apesar do entendimento, não há
tomada de decisão na agência.
A Anatel colocou em consulta pública um novo regulamento para
o MMDS, que propõe reduzir de 190 para 50 o total de canais reservados
ao serviço. A Neotec, associação que representa as
empresas de MMDS, propôs à Anatel a redução
para 90 canais.
É nesse estágio da disputa que se dá a ação
do Senado. O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia
do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), criou um grupo de trabalho para acompanhar
a consulta pública da agência.
Anteontem, ele e quatro integrantes da comissão -os senadores
Cícero Lucena (PSDB-PB), Antônio Carlos Magalhães Júnior
(DEM-BA), Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Renato Casagrande (PSB-ES)- reuniram-se
com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.
Flexa Ribeiro disse que foi cobrar mais agilidade da Anatel. ""O interesse
do Senado é aumentar a competição na oferta da banda
larga e diminuir o preço do serviço. É preciso saber
por que o processo não anda", disse, dando eco às queixas
das empresas de TV paga.
Portugueses reclamam
Entre operadoras de MMDS, é geral a queixa com a demora do órgão
regulador em autorizar o ingresso da nova tecnologia da banda larga sem
fio.
A Acom Comunicações, de controle português, que
tem 100 mil assinantes do serviço, em 53 cidades, se diz frustrada
com sua experiência no Brasil. João Reino, vice-presidente
do Conselho de Administração da empresa, diz que o grupo
investiu US$ 300 milhões na compra de licenças e implantação
de redes e que tem enfrentado ""tempos ruins e incertezas".
Ele atribui a resistência da Anatel em homologar os equipamentos
para o Wimax ao lobby das teles de celular. ""Elas não querem concorrência.
Querem ser as donas da banda larga móvel", diz o empresário
português. A Acom, segundo ele, comprou as licenças em licitações
públicas feitas pela Anatel no final dos anos 90. (ELVIRA
LOBATO - Folha de S.Paulo)
29.04 - Antivírus da McAfee passa por pane
Computadores em companhias, hospitais e escolas pelo mundo ficaram
presos em uma reinicialização repetida na quarta-feira da
semana passada depois de um programa antivírus da McAfee identificar
um arquivo normal do Windows como vírus.
A empresa confirmou o problema e postou uma atualização
da pane.
O problema nos computadores forçou um terço dos hospitais
em Rhode Island a adiar cirurgias eletivas e parar de atender pacientes
sem traumas nas salas de emergência.
Dias depois do ocorrido, a empresa continuava lidando com as consequências
do problema, agora no Twitter. Usuários de todo o mundo postavam
mensagens como "Eu odeio a McAfee", segundo o site da revista "PC World".
(MARINA LANG e AMANDA DEMETRIO - Folha de S.Paulo)
29.04 - Microsoft lança nova versão do Windows Live Messenger
no Brasil
O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, apresenta hoje no Brasil a próxima
versão do Windows Live Messenger em palestra para alunos da Universidade
de São Paulo. O novo Messenger é o primeiro produto de uma
série de novidades que serão lançadas da plataforma
Windows Live. Mais de 320 milhões de usuários em todo o mundo
utilizam o Messenger todos os meses, enviando 10 bilhões de mensagens
todos os dias.
“À medida que o uso da Internet cresce, os usuários em
todo o mundo compartilham mais conteúdo por meio de uma variedade
de redes sociais diferentes, websites de fotos e vídeo, entre outros
meios de compartilhamento. Com o Messenger, fica mais fácil acompanhar
as novidades das redes sociais e enviar informações e imagens
para os amigos mais próximos”, afirma Osvaldo Barbosa de Oliveira,
diretor geral do grupo de serviços online e consumo da Microsoft
Brasil.
O novo Messenger reunirá as atualizações de redes
sociais como Facebook, MySpace e LinkedIn, permitindo que amigos compartilhem,
comentem e enviem mensagens por meio dessas redes a partir do Messenger.
Além disso, com a possibilidade de integrar qualquer website como
Flicker, Zune, Youtube, o usuário poderá compartilhá-los
com os amigos e receberá atualizações no próprio
Messenger.
As novas funcionalidades anunciadas hoje incluem Chat em vídeo
de alta definição; Messenger connect ( permite que qualquer
website integre o Messenger); destaque sociais ( nova visualização
das atualizações destacando as pessoas favoritas); Lista
única de contato (uma única lista de amigos com todas as
formas diferentes de comunicação e compartilhamento de conteúdo
(em todas as diferentes redes); e Atualizações de status
sincronizadas( compartilhando sua atualização com todos status
em outras redes e vice versa).
Atualmente, o Messenger está disponível para usuários
em mais de 76 mercados e 48 línguas em todo o mundo. O anúncio
de hoje dá início a uma série de novas experiências
que serão oferecidas aos usuários no PC, na Internet e no
celular. (Executivos Financeiros)
29.04 - HP anuncia compra da Palm por US$ 1,2 bilhão
A fabricante de computadores e impressoras Hewlett-Packard (HP) fechou
acordo para compra da Palm, que produz smartphones, por cerca de US$ 1
bilhão em dinheiro.
A transação chega a US$ 1,2 bilhão quando incluídas
as dívidas da Palm. A expectativa é que o negócio
seja concluído até o final de julho.
As duas companhias anunciaram há pouco o negócio, no
qual a HP pagará o equivalente a US$ 5,70 por ação
da Palm.
A HP afirmou que o sistema operacional da Palm para internet irá
ajudar a companhia a participar mais agressivamente do rápido crescimento
do mercado de telefones inteligentes e dispositivos móveis conectados
à web. (Associated Press/Valor)
28.04 - PCs mais robustos roubam apelo dos netbooks
Laptops mais caros e poderosos tiraram um pouco do sucesso dos netbooks,
os modelos mais baratos que ajudaram a impulsionar as vendas dos fabricantes
de PCs nos últimos dois anos.
Muitas pessoas, em busca de máquinas com mais capacidade de
processamento do que os compactos netbooks podem propiciar, estão
optando por laptops com telas maiores e hardware para trabalhos mais complexos
como manipular fotos e vídeos, algo além dos poderes da maioria
dos netbooks.
Outros compradores estão sendo seduzidos por máquinas
totalmente diferentes - como celulares inteligentes de alto padrão
e o iPad, da Apple Inc.
Ainda não há tantas pessoas assim decretando o fim da
era dos netbooks, máquinas que nos Estados Unidos geralmente custam
por volta de US$ 300 e têm tela de 10,2 polegadas ou menos. Mas outra
categoria também tem crescido rapidamente: os laptops maiores que,
por um pouco mais que os netbooks, os fabricantes estão enchendo
de recursos adicionais.
É uma reviravolta abrupta nas tendências recentes de consumo,
em que os netbooks propiciaram o único crescimento do setor durante
a recessão.
"Acho que isso pegou muita gente de surpresa", disse Brad Brooks, vice-presidente
de marketing para usuários residenciais do Windows da Microsoft
Corp.
Os dados da Microsoft - baseados em vendas unitárias de seu
sistema operacional no primeiro trimestre - indicam que as vendas de laptops
que custam na faixa de US$ 550 a US$ 850 nos EUA cresceram mais que a expansão
nas vendas gerais de Windows para uso caseiro, que foi de 35% em relação
a igual período de 2009, disse Brooks.
Enquanto isso, as vendas de netbooks cresceram menos de 20% e se estabilizaram
com uma fatia de 12% a 18% do mercado residencial nos EUA, na Europa e
no Japão, disse ele.
"Temos visto gente comprando laptops normais em vez dos netbooks",
disse Jay Chou, analista da IDC, acrescentando que a mudança é
mais notável na Europa, na África e no Oriente Médio.
A IDC calcula que cerca de 11,5 milhões de netbooks foram vendidos
no mundo durante o quarto trimestre, de um total de 86 milhões de
PCs, incluindo os micros de mesa.
Mas dados da firma de pesquisa NPD sugerem que os netbooks continuam
extremamente populares nos EUA, com alta de 81% nas vendas de janeiro quando
comparado ao mesmo mês de 2009, assim como expansão de 73%
em fevereiro e 48% em março.
"Todo mundo quer anunciar o fim do netbook, mas ainda não vi
nada disso", disse Jeff Barney, vice-presidente da divisão de PC
nos EUA e América Latina da Toshiba Corp. A IDC informou que as
vendas da fabricante japonesa subiram 49% no primeiro trimestre. Mesmo
assim, disse Barney, "muito de nosso crescimento foi no segmento de laptops".
De qualquer maneira, a tendência não é motivo de
alarme para as fabricantes de computadores. Desde que a Asustek Computer
Inc. ajudou a criar a categoria do netbook com seu Eee PC, em 2007, todas
as grandes fabricantes lançaram máquinas menores mas continuaram
atualizando as convencionais. Acredita-se que muitos laptops maiores são
mais lucrativos que os netbooks, embora a concorrência acirrada mantenha
as margens de lucro no mínimo em ambos os casos.
Qualquer mudança na preferência das pessoas em relação
às máquinas reflete vários fatores, dizem analistas
e executivos do setor. A recuperação da economia permitiu
que as pessoas gastassem um pouco mais com aparelhos mais caros. Os fabricantes
de PCs também estão baixando o preço dos laptops de
tamanho normal e acrescentando recursos sofisticados - como teclados com
iluminação própria e placas de vídeo poderosas
- em modelos que custam apenas US$ 150 a mais que um netbook.
Ted Colpo, gerente-geral de vendas online para pessoas físicas
da Dell Inc., diz que talvez mais importante é que os consumidores
estão começando a perceber as limitações dos
netbooks - como as telas pequenas e os teclados apertados.
A disposição dos compradores de gastar mais também
tem sido boa para a Apple, cujos laptops custam a partir US$ 1.000 e podem
chegar a US$ 3.000. A empresa informou semana passada que as vendas da
divisão Macintosh subiram 33% no trimestre encerrado em março.
O iPad, da Apple, é mais uma opção. O computador
estilo "tablet", vendido a partir de US$ 500, usa software diferente do
usado em Macs ou PCs com Windows. Mas pode tomar o lugar do netbook ou
do laptop na hora de navegar a internet e realizar algumas tarefas que
normalmente demandariam máquinas mais caras.
"É certo que a empolgação [com os netbooks] diminuiu
um pouco", disse Avi Cohen, sócio-gerente da Avian Securities, uma
corretora de Boston. "Mas as vendas unitárias ainda mostram a força
da categoria"(Justin Scheck e Nick Wingfield, Justin Scheck e Nick Wingfield,
colaborou Don Clark - The Wall Street Journal/Valor Online)
28.04 - Deu pau na correção: Microsoft tira do ar update
para Windows
A Microsoft tirou do ar recentemente uma de suas 11 atualizações
de segurança disponibilizadas no começo de abril, por
conta de “problemas de qualidade”.
A empresa identificou que o patch simplesmente não fazia o prometido.
“Retiramos a atualização porque ele não resolve o
problema de forma efetiva”, declarou o gerente para a área de segurança
da Microsoft, Jerry Bryant, na semana passada.
Por conta disso, a empresa parou de distribuir o update em seus vários
mecanismos de atualização, incluindo Windows Update e Service
Update Services (voltado para o usuários corporativos). Segundo
Bryant, a empresa pensa em relançar o arquivo esta semana.
O arquivo MS10-025 corrigiria uma vulnerabilidade crítica do
Windows 2000 Server relacionada ao gerenciamento de pacotes de rede, durante
o uso com o Windows Media Services. Ele foi lançado no dia 13 de
abril e é considerado crítico.
Quem instalou a correção com defeito não precisa
removê-la, mas seus sistema continua vulnerável. A empresa
recomenda que seja utilizado um firewall para combater o problema e que
"sejam retomadas as medidas de defesa que eram indicadas para contar a
brecha antes do anúncio do patch".
Segundo o diretor de segurança da nCircle Network Security,
Andrew Storms, esta é a primeira vez que a companhia tira do ar
uma correção sem ter imediatamente disponível uma
outra que resolva a questão.
Na semana passada, a McAfee admitiu ter liberado uma atualização
para seu antivírus com defeito. O arquivo “enlouquecia” os PCs com
Windows XP e atingiu milhares de máquinas. (Computerworld)
28.04 - McAfee promete reembolsar consumidores por falha de atualização
A empresa afirma que pagará “despesas razoáveis” para
reparos em PCs, mas não mencionou nada sobre clientes corporativos.
A McAfee vai reembolsar seus clientes consumidores por “despesas razoáveis”
que possam ter ocorrido devido a uma falha em uma atualização
de antivírus na semana passada, segundo a companhia.
Em uma mensagem publicada em seu site, a empresa prometeu pagar pelos
reparos. “Se você teve que arcar com custos para reparar seu computador
devido ao problema, nos comprometemos a reembolsar despesas”, afirmou a
McAfee. “Passos para o pedido de reembolso serão publicados nos
próximos dias.”
Não há nenhuma mensagem similar na página de ajuda
para clientes corporativos.
Desde a quarta-feira (21/4), quando uma atualização de
assinaturas de vírus identificou erroneamente um arquivo de sistema
do Windows como um vírus pouco perigoso, a companhia tem registrado
que poucos consumidores foram afetados. De acordo com a McAfee, a maioria
dos PCs prejudicados é composta por computadores corporativos. (IDG
News)
27.04 - Internet: Velocidade de acesso
Brasil precisa atentar para aumento da velocidade de acesso, adverte
SAE
Mesmo que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) atinja seu objetivo
de massificar o acesso à internet em poucos anos, o Brasil ainda
estará aquém dos padrões de competitividade internacional
por deficiência de conexão, na avaliação da
Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Para Luiz Alfredo Salomão,
secretário-executivo da SAE, é preciso colocar em debate
também o aumento da velocidade do acesso, porque os projetos em
discussão em diversos países visam atingir velocidade de
100 megabits por segundo (Mbps), enquanto o Brasil fala em 1 Mbps. "O que
discutimos como meta hoje, o Japão tinha em 1996", comenta.
Para ele, o governo deveria definir agora parâmetros para aumentar
a capacidade das redes futuramente. "Depois de conectadas, as pessoas e
as empresas vão precisar de velocidade." Atualmente, algumas operadoras
já enfrentam dificuldades para manter um elevado número de
acessos simultâneos nas redes existentes. Segundo Salomão,
para crescer em competitividade sob o ritmo internacional, o Brasil deverá
ter, no mínimo, uma rede com velocidade de 100 Mbps daqui a dez
anos. Os projetos de banda larga anunciados recentemente por países
como Japão, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido, Itália
e Austrália vão nesse rumo, comenta o secretário-executivo.
Salomão propõe o fortalecimento da indústria nacional
para tornar viável o aumento futuro da capacidade da rede. Para
ele, deveria ser criado no Nordeste um polo de empresas eletroeletrônicas
voltado especificamente para componentes e outros equipamentos capazes
de servir à demanda pela banda larga. "O Plano Nacional de Banda
Larga justifica essa política industrial."
A localização do polo no Nordeste é justificada,
segundo Salomão, pela indústria de base já existente
na região - como no Recife (PE) e em Ilhéus (BA) -, pela
presença de estaleiros e portos, que facilitam o comércio
exterior, e pela indústria química, como a instalada em Camaçari
(BA). "É uma proposta para recuperar a indústria eletroeletrônica
nacional", diz.
Para Salomão, o número dois da SAE, essa política
industrial deveria ter metas de expansão não apenas para
componentes eletrônicos, mas para o desenvolvimento de software nacional.
Isso poderia constar de uma eventual revisão da Política
de Desenvolvimento Produtivo (PDP). "O crescimento do acesso e da velocidade
demandará também mais software." (Danilo Fariello -
Valor Online)
27.04 - Antivírus da McAfee dá pau e “enlouquece” PCs
com XP
Uma falha na atualização do antivírus da McAfee,
enviada para administradores de redes ontem (21/4), fez com que arquivos
essenciais de computadores fossem colocados em quarentena e que máquinas
com XP entrassem em pane, com um processo de reboot (desligar e ligar)
sem fim.
O problema fez com que o fórum de suporte da empresa ficasse
cheio de mensagens de usuários com problemas. Curiosamente, esse
espaço de reclamações saiu do ar logo depois.
A empresa admitiu que enviou a atualização com bugs.
"Estamos cientes de que alguns clientes têm recebido falsos positivos,
por conta da definição de vírus (DAT) 5858, lançada
no dia 21/4”, afirmou o porta-voz da empresa, Joris Evers.
O problema enfureceu usuários, que publicaram mensagens iradas
na página da McAfee de suporte. “Como diabos eles colocam um DAT
que mata processos vitais do sistema?”, escreveu Jeff Gerard ,em sua reclamação.
“Isso é absurdamente ridículo”, disparou um administrador
de redes que se identificou como Gerard.
O problema afeta “apenas” máquinas com Windows XP Service Pack
3. Vista e Windows 7 estão livres desse bug. ?Para amenizar a questão,
a McAfee divulgou um alerta pedindo que os usuários não instalem
a atualização defeituosa e informações sobre
como resolver o problema, caso já tenham baixado o arquivo.
Panes em antivírus não são uma coisa rara. Há
um mês a BitDefender liberou um update que dava pau em computadores
com versões de 64 bits do Windows. Em 2005, foi a vez da Trend Micro
oferecer uma atualização que deixava os PCs lentos. E
a Symantec fez o mesmo em 2007, com milhares de computadores na China sendo
afetados pelo problema. (Computerworld)
27.04 - Explicamos a confusão causada pela atualização
da McAfee
Esta quarta-feira foi duro para os administradores de TI presos à
McAfee. Muitos deles enfrentaram um apocalipse completo dos PCs de suas
organizações à medida em que centenas, em alguns casos
milhares, de computadores com o Windows XP deixaram de funcionar após
receber uma atualização de antivírus defeituosa enviada
pela empresa de segurança.
A história completa ainda não está clara no momento,
mas há algumas coisas que já sabemos -- e muitas que ainda
não sabemos -- sobre o último desastre causado por um fornecedor
que deveria proteger, e não desabilitar, PCs.
Estas são nossas primeiras impressões sobre o que aconteceu,
quem foi atingido e porque. Se você tem tempo de ler este artigo,
assumimos que não é um dos que estão correndo para
trazer máquinas aleijadas de volta à vida.
O que aconteceu? Resposta curta: a McAfee pisou na bola
A resposta longa é mais complicada. A atualização
desta quarta-feira -- a McAfee fornece atualizações diárias
para seus clientes corporativos -- deveria detectar e destruir uma ameaça
menor, o worm "W32/wecorl.a". Em vez disso ela "enlouqueceu", marcando
incorretamente o arquivo crítico svchost.exe do Windows XP Service
Pack 3 (SP3) como malware, e então colocou-o de quarentena, removendo-o
de seu local de origem. Em alguns casos, o arquivo foi deletado.
Pense na situação como um caso onde a polícia
culpou um suspeito pela autoria de um crime com base em um teste de DNA
falho, e descobriu depois que pegou o cara errado.
Oops!
Porque os PCs capotaram após receber a atualização
ruim? Sem o svchost.exe -- um processo crítico para serviços
que rodam a partir de outras DLLs (dynamic link libraries) do Windows --
um PC com Windows não consegue inicializar corretamente.
Quando os usuários aplicaram a atualização, e
reiniciaram o computador, estavam fritos: as máquinas reiniciavam
repetidamente. A maioria delas também perdeu qualquer capacidade
de conexão a redes, e algumas se tornaram incapazes de "enxergar"
drives USB, o que é um grande problema já que a recuperação
pode exigir a reinstalação do arquivo svchost.exe, algo que
poderia ser feito facilmente copiando-o de um pendrive para cada computador
afetado.
Que máquinas foram afetadas? Apenas PCs rodando o Windows XP
Service Pack 3 (SP 3), diz a McAfee.
Outras versões do Windows XP, incluindo a SP1 e SP2, não
foram afetadas pela atualização, nem sistemas rodando o Windows
2000, Vista, Windows 7, Windows Server 2003 e Windows Server 2008. A McAfee
também disse que versões ainda mais antigas - como o Windows
98 - não foram afetadas.
Há, entretanto, alguns poucos relatos nos fóruns de suporte
da McAfee sobre máquinas com o Windows Vista que também foram
afetadas.
Minha empresa roda o Windows XP SP3. Porque só algumas máquinas
foram afetadas? Boa pergunta.
Apenas máquinas rodando o VirusScan 8.7 foram afetadas, de acordo
com relatos de usuários confirmados pela McAfee. Se você usa
uma versão mais antiga, incluindo a Enterprise 8.5, está
seguro.
Um gerente da McAfee desvendou um pouco mais do mistério de
algumas máquinas com o Windows XP SP3 terem sido afetadas, enquanto
outras ficaram incólumes. "Não vi relatos de consumidores
que deixaram esta opção desabilitada", disse Samantha Price,
uma gerente da McAfee Global Threat Response Team, em uma mensagem nos
fóruns de suporte ao VirusScan Enterprise mantidos pela empresa.
A opção à qual Price se refere, "Scan Processes
on enable" está desabilitada por padrão na maioria das instalações
do VirusScan 8.7
Mas nem todas. Um usuário disse a Robert McMillan, do IDG News
Service, que sua cópia do programa tinha esta opção
habilitada por padrão. E um documento de suporte da McAfee pede
aos usuários que a desabilitem após atualizar o VirusScan
8.7 com o Patch 1. Também há uma nota no arquivo Leiame do
Patch 3 do VirusScan que diz a mesma coisa.
Para deixar as coisas ainda mais confusas Mike Davis, diretor executivo
da Centrality, uma empresa inglesa de design e suporte de redes, disse
que cópias recém-instaladas do McAfee Enterprise Policy Orchestrator
(EPO) tem a opção desabilitada por padrão, mas atualizações
não tem. "Investigações feitas hoje mostraram que
após uma atualização para o EPO mais recente... na
maioria dos casos a opção foi habilitada por padrão",
disse Davis. "Se é uma instalação "limpa" da versão
mais recente do EPO, acreditamos que a opção estará
desabilitada".
A EPO é a plataforma para gerenciamento de segurança
corporativa da McAfee, e é usada para distribuir atualizações
do arquivo de assinaturas do antivírus para toda uma empresa.
Hoje, a McAfee disse que planeja publicar um FAQ próprio detalhando
quais consumidores foram afetados, e quais não foram. Um porta-voz
da empresa não deu uma data exata para publicação
de tal FAQ, dizendo apenas que seria "muito em breve".
Parece que o que aconteceu está claro. Mas como foi que o problema
passou desapercebido pela empresa? A McAfee não explicou tudo, mas
admitiu que "enganos acontecem", nas palavras de seu vice-presidente executivo
de suporte, Barry McPherson.
Além deste, o único outro comentário foi de um
porta-voz da companhia, que disse ontem: "Estamos investigando como a detecção
incorreta foi inclusa em nossos arquivos DAT e iremos tomar medidas para
impedir que isto ocorra novamente".
John Pescatore, um analista do Gartner, disse que houve na verdade
um par de pontos de falha na McAfee. "Primeiro, um aviso de que o arquivo
svchost.exe seria colocado de quarentena ou excluído deveria ter
sido exibido", disse Pescatore, que avisou que não tem informação
interna sobre o problema. "E segundo, o sistema de avaliação
de qualidade (QA) de assinaturas deles falhou".
Poderemos ter acesso a informações internas em algum
momento: a McAfee prometeu tornar públicos os resultados de sua
investigação. "A McAfee está focada em uma análise
completa da raiz deste problema. Tornaremos esta informação
pública o mais rápido possível", disse a empresa em
uma página publicada em seu site.
Alguns usuários não podem esperar. "Quando tudo isto
estiver terminado, eu espero que a McAfee tenha algumas respostas diretas
para mim", disse CrazyFingers, o usuário que iniciou a mais longa
thread de suporte nos fóruns da empresa. "Espero que eles expliquem
claramente como um engano desta magnitude pôde ocorrer. E depois
quero saber como ele passou pelo QA".
Como o problema se espalhou tão rapidamente? Atualizações
apressadas, diz Pescatore.
"Todo mundo quer mais velocidade", disse o analista, se referindo aos
fabricantes de antivirus que aceleraram a entrega de assinaturas em uma
tentativa de igualar o passo do desenvolvimento de novos malware pelos
hackers.
A Centrality repete as opiniões de Pescatore. "Tipicamente,
usuários do McAfee Enterprise Policy Orchestrator (EPO) tem esquemas
agressivos para distribuição de atualizações
para se certificar de que o tempo de exposição a novas ameaças
é minimizado", disse a empresa em um relato pós-fato na newsletter
McAfee disaster (baixe o PDF). "É por causa deste processo de distribuição
agressivo por padrão que a atualização conseguiu chegar
a um número tão grande de máquinas tão rapidamente".
E como eu limpo a bagunça que a McAfee fez? Manualmente.
Como praticamente todos os PCs afetados se tornaram incapazes de se
conectar a uma rede, as equipes de suporte corporativo tem de lidar diretamente
com cada máquina.
Ontem a McAfee divulgou os passos necessários em seu site (consumidores
devem procurar aqui). Hoje, ela disponibilizou uma ferramenta semi-automatizada,
batizada "SuperDAT Remediation Tool" que pode ter de ser executada após
entrar no modo de segurança do Windows. Baixe a ferramenta em um
sistema que consegue se conectar à rede ou à internet, e
então copie-a para um pendrive. Vá com ele de PC em PC, rodando-a
em cada um deles.
Como posso evitar fiascos futuros? Pescatore tem algumas sugestões.
"Sete ou oito anos atrás, as empresas rotineiramente testavam
atualizações antivirus antes de enviá-las a toda a
organização", disse ele. "Mas de cinco anos para cá,
a prática foi abandonada".
Mas como as atualizações são distribuídas
pelos fabricantes tão frequentemente - novamente, a síndrome
da velocidade - é improvável que empresas possam testá-las
adequadamente antes de distribuí-las. Em vez disto, disse ele, é
sábio deixar que os outros hajam como cobaias. "Você não
quer ser o primeiro a aplicar qualquer atualização, seja
ela um patch de segurança ou algo como isto", disse ele. (Gregg
Keizer - Computerworld)
26.04 - novo malware em arquivos PDF
A Trend Micro divulgou que um novo malware está sendo utilizado
para propagar ameaças nos arquivos em formato PDF. De acordo com
a multinacional especializada em segurança virtual, o malware Zeus/ZBOT
e suas variantes passaram a ser utilizados nessa nova tática de
engenharia social que explora as vulnerabilidades dos softwares Adobe Reader
e Acrobat.
Atualmente, a companhia observou que um PDF foi desenvolvido para extrair
uma variante ZBOT de um equipamento sem explorar suas vulnerabilidades.
A partir disso, esse arquivo passou a utilizar um recurso legitimo do Adobe,
permitindo que o autor de um documento portátil anexe um arquivo
executável e induza os usuários a salvarem e executarem o
anexo.
De acordo com a Trend Micro, esse arquivo é detectado como TROJ_PIDIEF.UTA.
O malware é encaminhado como anexo de uma mensagem de spam enviado
pelo “Royal Mail”, agência postal britânica.
Quando o PDF é aberto, o Adobe e o Acrobat avisam o usuário
que o arquivo contém um risco à segurança e permite
a execução do programa, caso seja de fonte confiável.
Após clicar no botão abrir, o arquivo malicioso embutido
no sistema é executado.
Como precaução, a Trend Micro indica que os usuários
alterem suas configuração do programa para desativar a execução
de anexos em documentos externos. (Executivos Financeiros)
26.04 - Lucro líquido da Microsoft apresenta crescimento de 35%
no trimestre
Com lucro líquido 35% maior do que o registrado no ano de 2009,
a Microsoft encerrou o terceiro trimestre fiscal de 2010 com resultado
de US$ 4 bilhões. De acordo com o balanço divulgado na sexta-feira
(23), a receita, considerada recorde para o período, foi de US$
14,5 bilhões, o equivalente a um acréscimo de 6%.
No acumulado final dos resultados ainda está incluso o adiantamento
da receita relacionada ao Microsoft Office 2010, no valor de US$ 305 milhões.
Além disso, a receita do Windows apresentou um acréscimo
de 28% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior,
influenciado pela demanda do Windows 7.
Atualmente, mais de 10% do total de PCs do mundo executam o sistema
operacional, fazendo com que o Windows 7 se torne a plataforma mais vendida
do mercado. “O Windows 7 continua a ser um motor de crescimento, mas também
vimos um forte crescimento em outras áreas como o portal de busca
Bing, Xbox Live e os nossos serviços em nuvem", disse Peter Klein,
diretor financeiro da Microsoft. (Executivos Financeiros)
23.04 - Web brasileira cai em ranking de velocidade
A velocidade da internet brasileira cresceu nos últimos três
meses do ano passado em relação ao trimestre imediatamente
anterior, mas, ainda assim, recuou em ranking das redes mais rápidas
do mundo.
A internet brasileira caiu da 35ª para a 37ª posição,
apesar de a velocidade média do serviço ter crescido 21%
nesse período, segundo levantamento da empresa norte-americana Akamai.
Para ter uma ideia, a internet no país, que teve velocidade
média de 1.312 Kbps (kilobits por segundo) entre outubro e dezembro
do ano passado, é 89% mais lenta que a sul-coreana, que mais uma
vez liderou o ranking.
Outro dado da internet no Brasil é que 17% das conexões
têm velocidade inferior a 256 Kbps (que é o parâmetro
mínimo estabelecido pelas Nações Unidas para uma web
ser considerada de banda larga).
Apenas cinco países -em uma lista de 45- tiveram resultado pior
que o brasileiro.
Na parte de cima da tabela, ou seja, que leva em conta a web com mais
de 5.000 Kbps, o Brasil aparece em 34º (entre 42 nações),
com 2,2% das conexões. (Maria Crisitina Frias - Folha
de S.Paulo)
23.04 - Microsoft prevê aumento de investimentos em tecnologia
de PMEs
De acordo com estudo realizado pela Microsoft, “SMB Partner Insight
Report The Year Ahead”, as pequenas e médias empresas (PMEs) vão
aumentar em 69% os investimentos em tecnologia em 2010. A pesquisa foi
realizada em fevereiro de 2010, com mais de 500 empresas parceiras nos
Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Brasil e Índia.
A previsão dos parceiros da Microsoft é que o crescimento
em TI chegue a 16% neste ano. O estudo de 2010 aponta também que
as SMBs pretendem investir prioritariamente em consolidação
de TI, SaaS (Software como Serviço), CRM (Customer Relationship
Management) e soluções de suporte a funcionários remotos.
O Brasil ultrapassou os outros países com 79% dos parceiros apontando
que as pequenas e médias empresas brasileiras têm intenção
de investir em tecnologia neste ano.
Na avaliação de Ana Claudia Plihal, gerente comercial
de pequenas médias empresas e distribuição da Microsoft
Brasil, o estudo mostra que as pequenas e médias empresas acreditam
em uma retomada de confiança e na estabilidade econômica.
“As pequenas e médias empresas mais competitivas estão
investindo em TI não só para proteger e fortalecer os seus
negócios, mas para prepará-los para o atual momento econômico
de crescimento. Os investimentos em tecnologia beneficiam as SMBs com redução
de custos operacionais, melhoria de produtividade e retenção
de clientes”, afirma a executiva. (Executivos Financeiros)
22.04 - Projeto impede que dados de usuário sejam enviados ao
Google
Um pesquisador de segurança lançou um projeto para oferecer
privacidade aos usuários dos serviços da Google, considerando
a expansão da quantidade de dados coletados pela empresa.
Chamado de GoogleSharing, o projeto é um complemento para o
Firefox . Ele utiliza um serviço de proxy anônimo para dar
ao Google informações falsas cada vez que um internauta utilizar
um serviço que não utiliza uma conta, como busca, notícias
e imagens, afirmou o consultor de segurança Moxie Marlinspike.
A empresa coleta uma grande quantidade de informações
sobre seus usuários, segundo Marlinspike, como endereços
de protocolo de internet (IP), pedidos de busca e tipo de navegador, entre
outros.
Assim como outras companhias, a Google tomou medidas para acalmar preocupações
sobre a coleta de dados, como tornar anônima parte dos endereços
IP armazenados depois de um certo período de tempo. Mas a própria
empresa dita as regras para o anonimato das informações,
que mais tarde poderiam ser utilizadas para identificar um usuário,
de acordo com Marlinspike.
No caso do IP, a Google esconde o último grupo de oito números
do endereço após nove meses, afirmou Marlinspike. Alguns
especialistas dizem que isso não é suficiente. A Google também
usa cookies, ou arquivos armazenados pelo navegador, para associar pedidos
de busca a um navegador particular em um computador.
“O grande problema é que eles têm muitos dados”, afirmou
Marlinspike. “Eles gravam tudo. Para sempre. De vários modos, as
informações que têm sobre você permitem a eles
formar uma imagem do seu perfil mais completa do que seu melhor amigo
faria.”
Visando a contornar essa preocupação, Marlinspike criou
o GoogleSharing, um complemento para o Firefox. Quando ele está
habilitado, a ferramenta detecta quando alguém está utilizando
um recurso que não requer um login e esconde as informações
reais do usuário.
Para baixar o complemento ou saber mais sobre o projeto, acesse o site
oficial do GoogleSharing. (IDG News)
22.04 - Serviço de hospedagem admite infecção de
sites por código malicioso
Blogs e sites hospedados pela Network Solutions têm sido vítimas
de injeção de código malicioso, que desvia visitante
para servidor de ataque.
Uma semana depois de enfrentar uma infecção em grande
escala de blogs WordPress, a empresa americana de hospedagem na web Network
Solutions reconheceu que outros sites que hospeda também foram comprometidos.
"Recebemos relatos de que os clientes da Network Solutions têm
encontrado código malicioso em seus sites web, e pedimos desculpas
por essa inconveniência", disse o porta-voz da empresa, Shashi Bellamkonda,
em uma mensagem publicada domingo (18/4) no blog da empresa. "Por enquanto,
não podemos dar mais detalhes, já que qualquer coisa que
dissermos poderá ajudar os criminosos."
Na segunda-feira (19/4), outro porta-voz da Network Solutions recusou-se
a dar mais detalhes e a responder questões sobre as ações
que a empresa está tomando ou quantos sites foram afetados. "Até
agora, acreditamos que o problema afeta um subgrupo de nossos clientes
de hosting", disse Susan Wade, diretora de comunicações corporativas
da empresa.
Na Ucrânia
Ontem, o Securi Security Labs afirmou que pelo menos 50 sites hospedados
pela Network Solutions foram invadidos, e que código JavaScript
malicioso injetado nesses sites estava redirecionando os visitantes para
um servidor de ataque baseado na Ucrânia. O mesmo servidor está
envolvido nos ataques anteriores contra os blogs hospedados na Network
Solutions.
De acordo com o blog StopMalvertising, os ataques injetaram um IFRAME
malicioso nos sites infectados, que leva os visitantes a um servidor de
ataque. Este servidor, por sua vez, lança diversos exploits, incluindo
um kit de ataque ActiveX e três outras que exploram vulnerabilidades
do Adobe Reader, contra o PC do visitante.
Diversos navegadores, incluindo o Internet Explorer 8, o Google Chrome
e o Mozilla Firefox, mostram advertências quando os usuários
são redirecionados ao site de ataque. "Esta página web (...)
foi identificada como uma página de ataque e foi bloqueada com base
em suas preferências de segurança", avisa o Firefox.
Culpa da senha
A Network Solutions tinha caracterizado o ataque anterior, contra blogs
feitos com WordPress, como uma questão de permissões de arquivo,
e inicialmente pareceu culpar as passwords fracas dos usuários pelo
ataque. Apesar de a empresa nunca ter revelado como os blogs foram invadidos,
ela disse que resolveu, em 11/4, o que identificou como 'causa raiz'.
No domingo (18/4), Bellamkonda indicou que os novos ataques foram conduzidos
de forma diferente daquele usado contra os blogs WordPress hospedados pela
companhia. "Não seria preciso categorizar este caso como uma mera
questão
de 'permissões de arquivo'", disse. Ele acrescentou que senhas não
estão relacionadas à questão.
A Network Solutions recusou-se a dizer nesta segunda-feira se ela descobriu
como a segunda onda de ataques foi conduzida. "Nossas equipes continuam
a trabalhar contra o relógio para combater esta ameaça. Continuamos
a investigar ativamente a questão', disse Wade. (Computerworld)
22.04 - Microsoft lança programa para consertar computadores
A Microsoft lançou nesta segunda-feira o programa "Fix It Center",
criado para que cada um atue como técnico de seu computador pessoal,
localizando e corrigindo problemas que as máquinas possam ter.
Uma versão de testes do programa gratuito está disponível
na internet em fixitcenter.support.microsoft.com e promete "ferramentas
que ajudem a solucionar os problemas de agora e prevenir os novos".
Fix It Center escaneia os computadores para diagnosticar e reparar
seus problemas, garantiu a companhia. (AFP/ Diário do Grande ABC)
22.04 - Privicidade em risco
Redes sociais possibilitam superexposição do internauta,
que fica vulnerável; veja dicas para proteger informações
pessoais
As redes sociais são um palco para a superexposição,
seja por vaidade, seja por ingenuidade. Usuários dizem o destino
de suas férias, os restaurantes onde irão jantar, postam
fotos, vídeos e acabam detalhando sua vida para quem quiser ver,
incluindo criminosos.
O norte-americano Israel Hyman parece ter sofrido as consequências
de dar informações demais em 140 caracteres.
Em 2009, ele avisou pelo Twitter que estava com a família em
Kansas City -portanto, sua casa estava vazia. O pai de Hyman passou na
casa da família enquanto eles viajavam e descobriu que ladrões
tinha aproveitado a informação. "Não sabemos se o
tuíte causou o roubo, mas isso dá motivo para pensar sobre
o assunto", disse Hyman.
Outro alvo quando o assunto é privacidade é o Facebook,
que decidiu tornar pública parte dos dados de seus usuários
em dezembro de 2009. Mesmo com seguidas mudanças, o site ainda recebe
críticas.
Na semana passada, a rede anunciou uma reforma no seu Centro de Segurança
(face book.com/safety), que traz um guia para entender a privacidade no
Facebook.
Mas há quem diga que se preocupar com essa exposição
é algo ultrapassado na era da internet. Gurus como o hacker Kevin
Mitnick questionam o conceito de privacidade.
Nesta edição, entenda por que o tema se tornou controverso
e saiba fazer pequenos ajustes nos sites para controlar melhor o acesso
externo às suas informações pessoais.
73,1%
dos americanos entrevistados por estudiosos das universidades American
University e Bentley University disseram já ter recusado dar informações
a sites por achar que eram pessoais demais ou desnecessárias
54,3%
disseram concordar que os consumidores perderam o controle sobre como
informações pessoas são coletadas e usadas pelas empresas
55,3%
afirmaram já ter escolhido não usar um site ou fazer
uma compra on-line por não estarem certos sobre como suas informações
seriam usadas (AMANDA DEMETRIO - Folha de S.Paulo)
20.04 - Saúde é assunto em alta na web
Pacientes, no entanto, devem tomar cuidado com as informações
médicas erradas
Das 63 milhões de pessoas que acessaram a internet no País
no ano passado, 39% buscaram informações sobre saúde
na rede. O número de interessados nessas consultas cresceu 6% em
um ano, de acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação
e da Comunicação (Cetic).
Na opinião de especialistas, a busca por informações
médicas na internet traz problemas como a auto-medicação
e auto-consulta. Outra agravante são os conteúdos pouco confiáveis
disseminados, que os internautas acabam tomando como verdade.
Pesquisas feitas no País apontaram problemas nos sites como
estar em desacordo com os princípios éticos determinados
pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp). “O nosso temor crescente
é a automedicação na internet”, afirma o conselheiro
do Cremesp, Reinaldo Ayer de Oliveira.
Ele conta também que os médicos têm reclamado que
pacientes obtêm informações sobre determinados medicamentos
na rede e querem que eles prescrevam. “Mas nem sempre aquele produto é
indicado para aquele paciente e muitos acabam até trocando de médico
por um tempo.”
A falta de informações corretas, confiáveis e
com referências é uma agravante citada por Oliveira e outros
especialistas. “Em torno de 70% dos sites sobre saúde não
têm referências médicas.”
Há seis anos, uma pesquisa feita por um bolsista do Cremesp
apontou que todas as informações sobre cirurgia bariátrica
na rede não eram relacionadas a médicos, mas a leigos.
Oliveira acrescenta que em algumas especialidades a internet oferece
um bombardeio de informações sem critérios. Entre
elas estão as dietas, os tratamentos para menopausa e propostas
miraculosas para a área estética.
André Pereira Neto, pesquisador da Escola Nacional de Saúde
Pública da Fundação Oswaldo Cruz, que já fez
pesquisas sobre o assunto, aponta a falta de informações
de qualidade. “As pessoas muitas vezes buscam informações
nos sites mais acessados, mas nem sempre são os melhores.” Para
ele, as informações são um estímulo à
automedicação.
De acordo com o pesquisador, os internautas devem ficar atentos aos
detalhes do site antes de confiar nas informações. “Se a
informação não tiver autor, deve-se mudar de página.
Observar se por trás da informação não existe
o interesse na venda de produtos.”
Mas nem tudo é ruim. Jorge Carlos Machado Curi, presidente da
Associação Paulista de Medicina, afirma que é positivo
consultar a internet para informações de qualidade de vida,
como atividades físicas e controle de estresse.
Como bom uso da rede, ele cita as informações disponíveis
aos pacientes diabéticos que já estão diagnosticados
e em tratamento, e que podem se informar sobre os impactos da doença.
Ele recomenda, no entanto, “jamais ficar lendo os sintomas das doenças
para se auto-diagnosticar”. Para ele, pessoas hipocondríacas que
começam a ler os sintomas passam a acreditar que estão doentes.
“A internet abre mão para muita neurose”, conta a analista de
projetos Cristiana Costa e Silva, de 36 anos, que é hipocondríaca.
O acesso às informações de saúde na rede
também tem interferido nas relações médico-paciente.
Curi considera importante que os pacientes tenham esse conhecimento, mas
enfatiza que não se deve ficar confrontando o médico durante
a consulta. “Eu não estou defendendo uma posição passiva
do paciente. Mas o confronto pode quebrar a confiança, que é
algo fundamental nesse tipo de relação”, acredita.
O professor de bioética do Centro Universitário São
Camilo, Marcos de Almeida, diz que a informação para a população
é bem-vinda. “Não temos como policiar as informações,
então fico com a seguinte frase: ‘não é por causa
do abuso que vou impedir o uso’.”
EM NÚMEROS
87%
das pessoas que usam a internet com frequência têm curso
superior, mostrou a pesquisa
79%
dos internautas ganham mais do que cinco salários mínimos,
de acordo com o levantamento do Cetic
39%
dos usuários da rede usam a internet para a busca de informações
sobre saúde (MARICI CAPITELLI - Jornal da Tarde)
19.04 - Banda larga terá pacote regulatório e desonerações
Novo plano estatal deverá custar R$ 15 na oferta básica
O Programa Nacional de Banda Larga terá um "plano incentivado"
de acesso à internet rápida com preço ao consumidor
na casa de R$ 15, destinado às classes C, D e E. Esse serviço
teria velocidade de 512 kbps (kilobits por segundo), mas capacidade restrita
de transmissão de dados (download limitado a 150 megabytes).
O plano básico teria a mesma velocidade, capacidade de transmissão
de dados maior e preço máximo de R$ 35. Hoje, diz o governo,
o custo médio da banda larga está em R$ 60. Os planos mais
baratos, em R$ 30.
Para viabilizar o plano incentivado, ele seria oferecido por meio de
acesso sem fio, no mesmo sistema hoje usado pelas operadoras de celular
para vender pacotes de internet rápida na chamada "terceira geração"
(3G). Para tornar possível o preço mais baixo, o governo
irá isentar de PIS e Cofins os modems, equipamentos necessários
para que o consumidor tenha a internet em casa.
Além disso, o governo vai permitir que os cerca de 1.700 pequenos
e médios provedores de internet no país parem de pagar o
Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações),
o que vai representar uma desoneração anual na casa de R$
2 milhões -cerca de 1% de toda a arrecadação feita
para o fundo.
O governo espera reduzir o valor que é cobrado dos provedores
para distribuir o acesso de banda larga. Hoje, num pacote de 2 megabytes,
os pequenos provedores pagam custo de R$ 1.400 por mês na média
para acessar a rede, enquanto o governo quer que esse preço seja
de no máximo R$ 460 para garantir acesso à banda larga pelas
classes mais baixas.
Além de desonerações tributárias, haverá
um "pacote regulatório", que imporá, por decreto, obrigações
à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
para que adote medidas que, prevê o governo, ajudarão a fomentar
a competição.
Uma das medidas será o "compartilhamento de rede em regime impositivo".
Dessa forma, as atuais concessionárias de telefonia fixa terão
que ofertar, a preços justos, sua rede a quem queira prestar serviços
como provimento de acesso à internet de alta velocidade.
Serão instituídos parâmetros de qualidade para
que os fornecedores de acesso à rede entreguem ao consumidor internet
na velocidade que afirmam estar ofertando. Hoje, muitos consumidores acham
que têm pacotes de 1 mega ou mais e, no entanto, na maior parte do
tempo, não conseguem chegar nem perto dessa velocidade.
O governo ainda pretende reservar parte do espectro de radiofrequências
para a utilização por pequenas e microprestadoras em cidades
ou localidades onde haja pouca competição. Novos ofertantes
usariam tecnologia sem fio. (Folha de S.Paulo)
16.04 - Justiça manda auditar sistema de anúncio do Google
Segundo decisão judicial, site de buscas terá de submeter
seu sistema de contagem de cliques a peritos externos
Agência de publicidade quer devolução de R$ 2,2
mi sob a alegação de cobrança indevida; Google afirma
achar processo "suspeito"
Uma ação movida pela agência de publicidade Hotlist
Web Marketing pode arranhar a imagem do Google, maior site de buscas e
de propaganda on-line do mundo. A Justiça brasileira determinou
que o site abra seu sistema de contagem de cliques a uma auditoria para
checar se houve cobrança indevida da Hotlist. O Google diz que recorrerá
e que acha o processo "suspeito".
A agência de publicidade pede que o Google devolva a ela R$ 2,2
milhões. O processo se arrasta há dois anos e a última
decisão foi tomada há dois dias pelo juiz Luiz Fernando Cirillo,
da 31ª Vara Cível de São Paulo.
Segundo o advogado da Hotlist, José Maria Trepat Cases, o processo
foi movido porque os clientes da Hotlist (outras empresas) pediam que o
Google atestasse a veracidade de suas faturas, calculadas com base na audiência
gerada.
Chamado de "AdWords", esse sistema do Google relaciona a uma palavra
digitada no campo de busca diversos links de empresas patrocinadoras que
só aparecem na página de resultados. Toda vez que o internauta
clica em um link patrocinado, a empresa paga um valor predefinido ao Google.
Esse sistema gera quase 70% da receita do gigante da internet.
Em comunicado, o Google diz que, ao assinar o contrato, a Hotlist reconheceu
que a ferramenta de contagem elimina cliques forjados por robôs desenvolvidos
por hackers para fraudar a audiência. Ainda segundo o contrato, o
Google diz que seus clientes também aceitam as condições
de que não haverá auditoria no sistema que faz a contagem
dos cliques.
A decisão da Justiça determina que o Google abra seu
sistema para que essa checagem seja feita. Com base nela, a Hotlist espera
ter como resultado uma diferença de R$ 2,2 milhões, valor
que ela espera receber.
Comissão
Para a Hotlist, esse valor também corresponderia a uma comissão
de 20% que o Google deveria pagar à Hotlist. "Uma coisa compensaria
a outra", diz Cases. Segundo ele, é comum do mercado de publicidade
o pagamento dessa comissão às agências sempre que um
anúncio é publicado -algo não previsto no contrato
com o Google. (Folha de S.Paulo)
16.04 - Google: Site afirma que processo causa "estranheza"
O Google irá recorrer de decisão judicial que o obriga
a abrir suas contas e afirma que é "suspeita" a ação
movida pela agência de publicidade Hotlist. Por meio de nota, o site
informa que, na ocasião em que iniciou o processo, a agência
tinha experiência de mercado e não desconhecia os processos
de contabilização [dos cliques] e os termos do serviço
[contrato].
"Causa estranheza, portanto, que, de um momento para outro, a Hotlist
tenha passado a questionar os termos e os resultados apresentados", diz
a nota.
"Oferecemos um retorno sobre investimento (ROI) preciso. É por
isso que milhões de empresas de todos os portes, desde as maiores
do planeta até pequenos negócios, usam e continuamente ampliam
seus investimentos em links patrocinados do Google," diz a nota.
Ainda segundo o Google, a plataforma também é oferecida
por outras empresas. "É uma escolha do anunciante optar pelos serviços
da empresa. Todos os termos de uso do serviço são de conhecimento
prévio dos anunciantes e agências de publicidade. Se não
estiverem de acordo, basta não anunciar no Google. Causa estranheza
que, tendo antes concordado com os termos de uso, alguém posteriormente
abra um processo contra práticas ali descritas." (Folha
de S.Paulo)
16.04 - Se o tema é saúde infantil, Google é mau
conselheiro
Depois de observar que o Twitter é fonte de dados incorretos
sobre o uso de antibióticos, a comunidade científica conclui
que o Google também não é totalmente confiável.
Pesquisadores ingleses verificaram que usar o site para obter informações
sobre temas relacionados à saúde da criança apresenta
grande chance de levar o usuário a informações incompletas
ou erradas.
Eles procuraram informações sobre cinco temas: autismo,
amamentação e HIV, amamentação e mastite, posição
para dormir e vômito. Dos 500 sites verificados pelo buscador, apenas
200 trouxeram informações corretas sobre esses temas.
As respostas mais incorretas foram sobre autismo e HIV e amamentação.
Sites noticiosos mostraram-se fontes de dados corretos na maioria das
vezes, mas os únicos totalmente confiáveis foram os sites
institucionais de saúde.
Segundo os pesquisadores, os médicos podem indicar sites seguros
a seus pacientes, além de dar as informações verbais
e escritas de praxe, para que eles possam conhecer melhor seu problema.
O trabalho foi publicado no periódico "Archives of Disease in
Childhood". (Folha de S.Paulo)
15.04 - Microsoft libera correções para 25 problemas de
segurança
A Microsoft liberou terça-feira correções para
25 vulnerabilidades de programas como Windows, Exchange e o pacote Office,
sendo nove delas apontadas como “críticas”, a mais alta classificação
no ranking da empresa. No total são 11 arquivos de updates.
Entre essas atualizações, os especialistas destacam duas,
que já justificam o update urgente: são as que se referem
a grandes bugs no Windows Media Player e a um importante formato de vídeo,
para bloquear ataques que estão se espalhando rapidamente pela Internet.
?MS10-026 e MS10-027, que cobrem o codec DirectShow e o Windows Media
Player, merecem atenção imediata", afirma o diretor de segurança
da nCircle Network Security, Andrew Storms. “É uma situação
na qual o usuário está vendo um filme enquanto o seu computador
é sequestrado”, explica ele.
A MS10-026 é destinada a Windows 2000, XP, Vista e Server 2008,
segundo a Microsoft. Já a MS10-027 tem como alvo Windows 2000 e
XP.? Se um hacker conseguir explorar as vulnerabilidades críticas
que este pacote busca combater, conseguirá fazer com que o Windows
instale e execute códigos sem a autorização do usuário.
Com isso, consegue instalar programas, ver e alterar arquivos, apagar dados
ou mesmo criar novas contas de administrador no equipamento. (Computerworld)
15.04 - Spam usa endereços do Gmail para espalhar malware
O spam no Gmail está em alta. Spammers estão usando falsas
contas de Gmail para entupir caixas postais pelo mundo, o que torna o "gmail.com"
o nome de domínio mais utilizado em abusos desse tipo, de acordo
com o mais recente relatório trimestral da Commtouch.
De acordo com o Threats Trend Report, que foi divulgado nesta quarta-feira
(14/4), apenas 1% dos e-mails de spam vem realmente de contas reais do
Gmail, e "esta pequena porcentagem provavelmente representa uma mistura
de spammers e contas legítimas de Gmail que foram invadidas", afirma
a Commtouch.
De modo geral, "entre 5% e 10% de todo o spam parece ter sido originado
de contas do Gmail", revela a Commtouch. "Os endereços são
costumeiramente falsos, para enganar os sistemas antispam e para dar a
impressão de uma fonte genuína e de boa reputação."
Os spammers estão se tornando mais habilidosos no uso de nomes
de domínio familiares para enganar os usuários, e a tendência
não está limitada ao Gmail. "O estilo de mensagem do Gmail,
bem como do PayPal e do Facebook, é frequentemente usado por spammers
e phisers como templates padrão para atrair os alvos de spam e phising",
afirma o Commtouch.
Pelos dados do relatório, o Brasil detém a maioria dos
computadores zumbis existentes no mundo: 14% do total.
Não surpreendente que sites pornográficos estejam entre
os mais infectados com malware. A novidade é que, até este
trimestre, a pornografia não era a categoria mais infectada.
"'Pornografia' tomou o lugar de 'negócios' como a categoria
de sites mais infectada com malware", afirma a Commtouch.
Por sua vez, o spam de farmácias, anunciando Viagra e outros
tipos de medicamentos, representa 81% de todas as mensagens de spam, quase
a mesma média que a de trimestres anteriores. (Network World)
15.04 - Site de letras de música usa brecha no Java para instalar
malware
Apenas cinco dias depois de um pesquisador do Google publicar informação
sobre um bug não corrigido do Java, um site de letras de música
tem enviado seus usuários a um servidor russo que explora a falha
para instalar malware, anunciou uma empresa de antivírus nesta quarta-feira
(14/4).
Na sexta-feira (9/4), Tavis Ormandy, do Google, divulgou detalhes
da vulnerabilidade do Java na lista de segurança Full Disclosure,
descrevendo como um invasor poderia rodar programas Java não autorizados
na máquina de uma vítima, usando um recurso projetado para
permitir que desenvolvedores distribuam seu software.
De acordo com Ormandy, todas as versões de Java para Windows,
desde a SE 6 Update 10 - que estreou há dois anos - são vulneráveis.
Outros sistemas operacionais que rodam Java não são afetados.
Roger Thompson, pesquisador-chefe da AVG Technologies, disse que o
site Songlyrics.com estava redirecionando usuários para um servidor
russo, que usava a vulnerabilidade descrita por Ormandy.
O Songlyrics.com inclui um IFRAME que desvia os visitantes para o site
russo. Lá, eles estão sujeitos à invasão possibilitada
pela falha, bem como a um kit de ferramentas de invasão de maior
escala.
Ataque em massa
"Tipicamente, eles descarregam um monte de ferramentas de invasão
de uma vez, para ver qual delas funciona", disse Thompson, via mensagem
instantãnea.
O Songlyrics.com, que fornece letras de música de Lagy Gaga,
Rihanna, Usher e Miley Cyrus, foi aparentemente comprometido por hackers,
que adicionaram o IFRAME redirecionador ao site, disse Thompson. E-mails
enviados para o administrador do site não tiveram resposta.
Os usuários de Windows que usam Internet Explorer e Firefox
estão em risco caso tenham o plug-in de Java instalado. "O Chrome
parece estar a salvo, mas não é certeza", disse Thompson.
Embora Ormandy tenha relatado a falha à Sun, que agora é
parte da Oracle, ele disse que a empresa não vai se apressar para
oferecer uma correção. "Eles me informaram que não
consideram essa vulnerabilidade como de alta prioridade a ponto de quebrar
seu ciclo trimestral de correções", escreveu Ormandy na lista
de discussão.
"Eu expliquei a eles que não concordava, e tive a ideia de tornar
público o conselho de desabilitar temporariamente o controle afetado
até que uma solução esteja disponível."
A Oracle corrigiu o Java na semana passada. Sua próxima atualização
está programada para julho. A empresa não respondeu a solicitações
para que comentasse a vulnerabilidade. (Computerworld)
13.04 - Brasileiro é o 2º que mais teme fraude na web
Os brasileiros só ficam atrás dos alemães quando
o assunto é preocupação com segurança nas compras
e transações bancárias pela internet e com vírus
e spam, segundo pesquisa em dez países realizada pela Unisys Security
Index.
No índice de 0 a 300, o nível geral de preocupação
dos brasileiros é 146, que é considerado moderado pela pesquisa,
já o dos alemães é 156, nota que já entra na
categoria "seriamente preocupados". Em ambos os casos, houve alta no índice
de preocupação ante o levantamento anterior. Diversos estudos
de consultorias estrangeiras vêm apontando o Brasil como maior produtor
mundial de spams (lixo eletrônico).
A pesquisa mostra que o brasileiro é o mais preocupado com fraudes
bancárias -como quando as pessoas conseguem detalhes sobre os dados
dos cartões de crédito. (Maria Cristina Frias - Folha
de S.Paulo)
13.04 - Dell lança novos servidores PowerEdge
A Dell lançou quatro novos servidores PowerEdge, capazes de
lidar com os mais demandantes ambientes de computação e que
facilitam a migração de sistemas proprietários Unix.
O anúncio sucede a renovação feita pela empresa de
nove equipamentos, nas modalidades blade, rack e torre, e de três
estações de trabalho Dell Precision incorporando processadores
da série Intel Xeon 5600 (Westmere).
Entre os servidores lançados estão o PowerEdge R910,
adequado para migrações a partir de sistemas Risc/Unix, para
instalações de grandes bancos de dados e para implantações
de virtualização de servidor; o PowertEdge M910, apropriado
para maximizar vantagens da virtualização e da consolidação
de servidores ou utilizá-lo como um meio ou uma plataforma de bancos
de dados de grande porte. O servidor blade pode ser expandido para até
512 GB de memória RAM.
Também faz parte da nova linha da Dell o PowerEdge R810, apropriado
á instalação de aplicações de mensagens
de email e bancos de dados; e o PowerEdge R815, adequado para operações
de virtualização, computação de alto desempenho,
mensagens de email e cargas de trabalho de bancos de dados.
Os novos equipamentos da companhia possuem ainda tecnologia FlexMemory
Bridge, virtualização à prova de falhas e infraestrutura
inteligente. As soluções da Dell já estão disponíveis
no mercado brasileiro, à exceção do PowerEdge R815,
que será disponibilizado nos próximos dias. (Executivos
Financeiros)
13.04 - Busca nas empresas
O Google do Brasil vai investir na oferta de sistemas de escritório
para empresas. No pacote, software de texto, planilhas, apresentação
e e-mail corporativo. As companhias Dedalus, IPConnection, Spread, Setesys,
Telesinc, Vertax e Valuenet foram as primeiras a fechar parceria para distribuir
os programas para escritório chamados de Google Apps. "A operação
no Brasil é a de maior crescimento do Google no mundo", diz Alexandre
Dias, diretor-geral do Google Brasil. Segundo Dias, apesar de ser uma companhia
aberta nos EUA, a empresa não informa o faturamento nem expectativas
de crescimento no Brasil. Cerca de 90% das receitas continuam vindo dos
"links patrocinados", os pequenos anúncios em formato de texto que
aparecem ao lado dos resultados de busca.(Maria Cristina Frias - Folha
de S.Paulo)
12.04 - Cerca de 35 milhões de pessoas já usam a internet
pelo celular
A popularização do acesso aumentou a conta média
do brasileiro em 20%
O acesso à internet pelo celular já elevou em 20% o gasto
da conta mensal de telefone dos brasileiros. A conexão móvel
está tão em alta entre os consumidores que 70% deles pretendem
ainda comprar modelos mais caros nos próximos meses. Devem gastar,
em média, R$ 492, valor 10% maior que no ano anterior. Os dados
fazem parte do estudo Global Telecoms Insights 2010, realizado pela consultoria
TNS. Hoje, cerca de 35 milhões de pessoas no país já
usam o celular para navegar na rede, num universo de 176 milhões
de linhas habilitadas.
De acordo com a sondagem da TNS realizada no Brasil, clientes que gastavam
R$ 100 por mês com telefone móvel, usando a internet no celular,
passaram a ter despesa de R$ 120. As principais operadoras cobram a partir
de R$ 20 mensais para o acesso a dados. Para baixar músicas e jogos,
paga-se mais.
O estudante de administração Thiago Daoud, 23, usa a
internet via celular desde o ano passado. A falta de tempo por conta do
trabalho e dos estudos fez com que ele navegasse menos no computador de
casa. "Optei mesmo pela praticidade. Acesso muito meu e-mail e sites de
notícias. Uso muito também o wireless em lugares públicos
que me dão acesso à internet", afirma Daoud, que paga cerca
de R$ 40 mensais pelo serviço.
Segundo especialistas, com a maior oferta de aparelhos e o investimento
das operadoras em terceira geração (3G), o brasileiro aderiu
de vez à experiência de se conectar à internet pelo
celular. Mais de 1 milhão de usuários têm o Windows
Phone, sistema da Microsoft - patamar que coloca o Brasil entre os dez
principais países para a empresa. Em 2010, diz a multinacional,
o número de pessoas no mundo que irá acessar a rede pelo
telefone móvel vai ultrapassar o de computador. E as redes sociais
- como Twitter, Facebook e Orkut - são as principais responsáveis.
Levantamento da TNS revela que, no Brasil, entre os usuários
de internet móvel, aumentou de 5,7%, em 2009, para 12%, hoje, o
número de pessoas que utilizam as redes sociais pelo celular - praticamente
o mesmo avanço das buscas online pelo telefone. "Muitas vezes, a
informação mais relevante está ligada à sua
lista amiga. Por isso, a força das redes sociais. No celular, é
possível realizar as tarefas imediatamente".
E, para isso, os consumidores gastam cada vez mais em planos ilimitados
de dados. A tendência é que o acesso às mídias
sociais na América Latina ocorra por meio da internet móvel,
diz Sam Curtis, gerente de desenvolvimento de tecnologia global da TNS.
(O Tempo)
12.04 - Internet é fonte de dados incorretos sobre antibióticos
Twitter, rede em que usuários trocam mensagens, vem sendo usado
para conselhos inadequados sobre remédios
Pesquisa encontrou textos como "tome antibióticos se a doença
for séria"; autores alertam que dados podem se espalhar rapidamente
O Twitter, rede social em que os participantes publicam mensagens curtas,
vem sendo usado para disseminar informações incorretas sobre
o uso de remédios, principalmente antibióticos, revela uma
pesquisa da Universidade Columbia, publicada no "American Journal of Infection
Control".
Embora muitos profissionais e instituições utilizem o
serviço da internet para divulgar informações sérias,
o objetivo dos pesquisadores era explorar evidências de uso inadequado
de medicamentos e avaliar como as pessoas partilham esse tipo de informação
no Twitter.
Entre março e julho de 2009, eles analisaram o conteúdo
de mais de 50 mil "tweets", ou mensagens, que mencionavam a palavra antibióticos.
Depois, selecionaram mil deles, que foram categorizados em grupos conforme
o assunto abordado -como uso geral, efeitos colaterais e conselhos sobre
tratamentos. Indícios de mau uso foram detectados a partir da busca
de combinações de palavras como gripe e antibióticos
ou resfriado e antibióticos -o uso de antibióticos não
é recomendado nesses casos porque são doenças virais.
Entre os exemplos de mau uso dos antibióticos, os pesquisadores
observaram mensagens contendo conselhos como "tome antibióticos
se a doença for séria". Os autores alertam que esses dados
podem se espalhar rapidamente para uma grande audiência.
"Isso é gravíssimo. Trata-se de automedicação
irresponsável", diz a presidente do Conselho Regional de Farmácia
de São Paulo, Raquel Rizzi. Segundo ela, a automedicação
é um hábito do brasileiro, que costuma tomar remédios
sem indicação médica ou por conselho de amigos e parentes.
"Isso pode mascarar sintomas, trazer sérios efeitos colaterais e
causar resistência bacteriana", alerta ela. "Mesmo diante de um simples
resfriado, a pessoa deve procurar orientação de um profissional
da saúde."
"O problema é que todo mundo acredita em tudo o que está
na internet e ela virou uma espécie de comadre fofoqueira", diz
Paulo Olzon, chefe da disciplina de clínica médica da Universidade
Federal de São Paulo. "Isso cria uma desconfiança em relação
às informações sérias."
Para o endocrinologista Marcio Mancini, da Associação
Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica,
muitos usam o microblog como bate-papo, e não como fonte de informação.
Ele costuma postar no Twitter informações sobre pesquisas
e notícias médicas relevantes.
Em sua opinião, a possibilidade de selecionar a informação
que a pessoa quer receber e passar adiante deveria ser usada para dados
confiáveis. A FDA (agência americana que regula alimentos
e remédios) estuda regras para redes sociais e propaganda na internet.
(GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
09.04 - Positivo desmente boatos sobre negociação com
Lenovo
Desmentindo notícias divulgadas pela imprensa nesta quarta-feira
(07), a Positivo Informática informou em Fato Relevante que não
existe qualquer tipo de negociação “do seu controle com a
Lenovo”.
Segundo o comunicado da companhia, foi verificado um aumento “atípico
de volume nos negócios cursados no pregão da BM&FBovespa,
além de oscilações atípicas nas cotações
das suas ações”. Por conta disso, a Positivo informou que,
após consultar seus acionistas, notificou o mercado de que os rumores
sobre a negociação não têm qualquer fundamento.
Além disso, a Positivo afirmou que não tem conhecimento
sobre outras informações que possam justificar as oscilações
das suas ações no mercado. (Executivos Financeiros)
09.04 - Computador de grande porte chega perto de 'ponto ideal'
A indústria global de computadores de grande porte, também
conhecidos como servidores, está testemunhando o ponto ideal de
crescimento das vendas, que costuma ocorrer uma vez a cada década.
Esse movimento está sendo estimulado por um raro alinhamento entre
recuperação econômica, grandes avanços tecnológicos
e disparada das necessidades de manejo dos dados.
Os servidores, que são o coração das redes de
computadores, raramente são colocados na ponta mais estimulante
do setor de tecnologia da informação (TI). Mas, depois de
um período difícil em 2009, os fabricantes de servidores
subitamente observam um forte crescimento provocado por clientes que estão
reinvestindo em estruturas de TI envelhecidas, à medida que as condições
recessivas recuam.
Recentemente, analistas do JP Morgan mais que dobraram suas estimativas
de crescimento das receitas com servidores para 2010, de 6,2% para 14,3%,
o que foi considerado "um fenômeno único no setor de equipamentos
de TI".
IBM, Hewlett-Packard (HP), Dell e Oracle, além dos fabricantes
de processadores Intel e AMD, estão correndo para lançar
uma nova linha de produtos para servidores.
Parte dessa recuperação está sendo conduzida pela
demanda reprimida depois de 2009, quando a receita mundial com as vendas
de servidores caiu 18,9%, para US$ 43,2 bilhões, segundo a empresa
de pesquisa IDC. As companhias geralmente adiam as compras de servidores
durante períodos de recessão, para reduzir custos, ampliando
o ciclo de substituição de produtos que tendem a ter uma
vida útil de cerca de cinco anos.
Analistas também dizem que está havendo incentivos à
atualização dos equipamentos, alegando que a geração
mais nova de servidores pode se pagar em poucos meses, em meio à
redução dos custos com energia e resfriamento. Isso está
ocorrendo apesar dos preços mais altos de muitos dos novos produtos.
Um exemplo é o desenvolvimento de processadores para servidores,
que nos últimos anos deixaram de ter um único núcleo,
ou "cérebro", para ganhar múltiplos núcleos em semicondutores.
Os processadores de ponta com oito núcleos lançados pela
Intel na semana passada podem ser empregados em um único servidor,
que substitui 20 servidores de um único núcleo, e consegue
desempenho idêntico. A Intel afirma que isso reduz os gastos com
energia em mais de 90%.
A AMD, concorrente de menor porte da Intel, também lançou
na semana passada processadores de 8 e 12 núcleos.
Além disso, atualizações dos servidores estão
sendo conduzidas por aplicativos que processam mais dados e por uma explosão
da chamada computação em nuvem ("cloud computing"), pela
qual serviços e dados são armazenados em centros de dados
remotos e fornecidos a partir deles.
"Essa próxima onda é a maior de todas, e altamente inovadora",
afirma Howard Elias, diretor de serviços de "cloud computing" da
EMC, companhia de equipamentos para armazenamento de dados. "Estamos falando
de uma mudança na maneira como a infraestrutura de TI é operada,
produzida e consumida."
Matt Eastwood, da IDC, diz que poderá haver uma sacudida no
setor. "As condições ideais para a inflexão do mercado
ocorrem apenas uma vez por década e a IDC acredita que as participações
de mercado poderão mudar dramaticamente à medida que os vencedores
e os perdedores desse novo ciclo de mercado forem determinados", afirma
o analista. (Chris Nuttall - Financial Times, tradução
de Mário Zamarian - Valor Online)
08.04 - Mais de 50% dos computadores vendidos em 2015 terão tecnologia
touchscreen
Em 2015, uma fatia superior a 50% dos computadores utilizados por pessoas
de até 15 anos serão compostos da tecnologia touchscreen
(tela sensível ao toque), de acordo com levantamento informado nesta
quarta-feira (07) pelo Gartner.
Para que se estabeleça uma comparação, em 2009
as vendas destes tipos de PCs representava apenas 2% do total deste mercado.
Já a previsão de comercialização de computadores
dotados da tecnologia touchscreen para empresas é menor, de apenas
10%.
De acordo com Leslie Fiering, vice-presidente de pesquisas do Gartner,
embora a venda de PCs sensíveis ao toque não represente uma
novidade no setor, há um interesse renovado nesta indústria.
O advento do iPhone da Apple e smartphones sensíveis ao toque Apple
têm mostrado a usuários como o toque pode ser útil
com uma execução acertada e a introdução no
mercado do maior IPad pela Apple desencadeou uma onda de especulação
sobre a mudança da indústria.
Os primeiros adotantes de toque dispositivos habilitados serão
os consumidores que raramente lidam com questões de legado. Eles
estarão à procura de aplicações de entretenimento
e jogos casuais. O Gartner prevê que usuário do iPhone e de
outros smartphones sensíveis ao toque vão querer estender
a experiência de computação multitouch para o PC.
A adoção de PCs dotados da tecnologia será lenta
nas empresas, devido às exigências pesadas para digitação
e entrada de texto. Devido à cultura de utilização
do mouse pelos empresários, as companhias em geral terão
mais dificuldade em adotar esses computadores. Já no setor de educação
eles serão bem-vindos.
A memória muscular "dos usuários do mouse e os potenciais
problemas de mover as mãos de um usuário no teclado para
o rato vai criar obstáculos aprovação especial para
os trabalhadores do conhecimento. Em vez disso, os consumidores e educação
serão os primeiros adotantes de toque habilitado PCs e notebooks.
(Executivos Financeiros)
07.04 - Internet chega a 27% dos domicílios brasileiros
Segundo o Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR, que anunciou os resultados da 5ª Pesquisa Sobre Uso das
Tecnologias da Informação e da Comunicação
no Brasil (TIC Domicílios 2009), 27% dos domicílios brasileiros
tiveram acesso à Internet em 2009, contra 20% no ano anterior, o
que representa um crescimento de 35% no período.
O levantamento Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação
e da Comunicação (Cetic.br) contemplou pelo segundo ano consecutivo
também a área rural do País, dando continuidade à
série histórica de resultados consolidados.
De acordo com a pesquisa, 36% dos domicílios possuem computador,
enquanto apenas 28% tinham o equipamento em 2008.
A pesquisa também apontou crescimento significativo no percentual
de acessos à Internet nos domicílios em comparação
aos centros públicos pagos, conhecidos popularmente como lanhouses.
Pela primeira vez desde 2007 o acesso residencial, com 48% das menções,
ficou à frente das lanhouses, citadas por 45% dos respondentes.
“Apesar do menor número no total Brasil, o papel desempenhado
pelos centros de acesso, tanto pagos como gratuitos, continua sendo de
extrema importância para a inclusão digital, principalmente
na área rural”, diz Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.
(Executivos Financeiros)
07.04 - Investimentos em TI se manterão estáveis com mudanças
nas prioridades em 2010
Ao contrário de 2009, quando os orçamentos direcionados
para o setor de TI apresentaram declínio de 8,1%, os recursos da
área devem se manter estáveis neste ano. De acordo com a
pesquisa “2010 CIO Agenda”, da unidade Gartner Executive Programs (EXP),
foram feitos cortes de orçamentos que encerraram quatro anos de
aumentos. Com isso, os executivos trabalharam com os mesmos níveis
de recursos de 2005.
Ainda de acordo com o relatório do Gartner, embora haja sinais
de recuperação nas projeções de 2010, elas
não devem ultrapassar os cortes do ano passado.
Para Mark McDonald, vice-presidente e diretor de pesquisa do Gartner
EXP, o cenário apresentará mudanças à medida
que a economia “passe de recessão para recuperação”.
“Os CIOs vêem 2010 como uma oportunidade de acelerar a transição
de TI, passando de uma função de suporte para um contribuinte
estratégico focado na inovação e nas vantagens competitivas.
Eles queriam esta transformação há anos, mas só
recentemente as mudanças econômicas, estratégicas e
tecnológicas fizeram com que ela fosse viável”, destaca.
Além da recuperação no orçamento de TI,
a pesquisa também mostrou que as expectativas das empresas têm
deixado de focar maiores experiências baseadas nos custos para buscar
melhores resultados baseados na produtividade da empresa e de TI.
O relatório aponta que estes ganhos de produtividade virão
de soluções colaborativas e inovadoras, que aproveitam as
vantagens das novas tecnologias “leves” baseadas em serviços e na
mídia social, incluindo virtualização, computação
em nuvem e computação social na Web 2.0. Além disso,
as tecnologias que são prioridades para os CIOs em 2010 são
as que podem ser implementadas rapidamente e sem gastos iniciais significativos.
McDonald acredita que essas tecnologias, desde que implementadas adequadamente,
criam a oportunidade para TI mudar seu papel e o desempenho operacional
da organização. “Tecnologias assimétricas, como virtualização,
nuvem e Web 2.0, permitem que as empresas abandonem um modelo de investimento
pesado que limita a agilidade e a flexibilidade de TI”, conclui.
(Executivos Financeiros)
07.04 - Investimentos em TI na América Latina devem crescer 5,1%
em 2010
Após uma queda de 9% nos investimentos em tecnologia durante
2009, a América Latina deve apresentar um crescimento de 5,1% neste
ano. Segundo dados do estudo Worldwide Black Book, realizado trimestralmente
pela IDC, o declínio do último ano foi causado principalmente
pela redução nos investimentos feitos por Brasil e México
que, em conjunto, são responsáveis por 65% do total empregado
na região.
Já em relação ao crescimento previsto para 2010,
a consultoria acredita que será influenciado pela reativação
de projetos de TI que ficaram parados, além das boas expectativas
em relação ao consumo em massa para este ano.
Para Matías Berardi, gerente de investigação e
consultoria da IDC América Latina, também são esperados
investimentos em dispositivos móveis e servidores pequenos e médios
dentro do segmento de hardware. "Já na categoria de Serviços,
os recursos devem ser empregados naqueles que estão relacionados
à implementação, ao suporte e à manutenção
de operações", declara.
Com resultado inferior ao registrado em 2008, o segmento de hardware
foi responsável por 57,4% dos investimentos feitos no último
ano, enquanto o setor de software e serviços respondeu por 14,9%
e 27,7% do total, respectivamente.
O único país da região que, ao invés de
aumento espera uma contração de 3%, é a Venezuela.
(Executivos Financeiros)
06.04 - Windows 7 chega a 10% do mercado quase um ano antes do Vista
O Windows 7 atingiu a marca de 10% de fatia de mercado, de acordo
com a empresa de pesquisas Net Applications. Comparado ao seu antecessor
Vista, o porcentual foi atingido em um período de tempo quase
um ano menor.
Mas o crescimento do Windows 7 ainda precisa causar impacto na
fatia global da Microsoft no mercado de sistemas operacionais,que retornou
à sua costumeira tendência de queda no mês passado
depois de um mês de crescimento.
A fatia global dos sistemas Windows caiu para um porcentual de
91,6%, meio ponto a menos que em fevereiro.
Mais uma vez o novo sistema operacional da empresa canibalizou
as fatias do Windows XP e do Vista. O Windows XP caiu um ponto, para 64,5%,
enquanto o Vista perdeu meio ponto, para 16%.
O Vista parece caminhar rapidamente para lugar nenhum. Março
foi o quinto mês consecutivo em que a versão perdeu mercado.
Se o Vista mantiver a trajetória dos últimos três
meses, ele cairá para menos de 10% antes do fim de 2010.
As rotas do Windows 7 e do Vista deverão se cruzar em
junho. Neste mês, as projeções indicam que o Windows
7 se tornará o segundo sistema mais utilizado da Microsoft.
XP ainda vive
O Windows XP ainda responde pela maioria das edições
do Windows em uso. Em março, mais de 70% dos computadores usando
Windows rodavam XP, que tem três anos de vida pela frente até
que a Microsoft puxe o plugue do serviço de suporte em meados de
abril de 2014.
Os ganhos do Windows 7 mostram alguns sinais de desaceleração,
de acordo com Aliso Viejo, da Net Applications. O aumento de 1,5 ponto
em março foi menor que a média de crescimento de 1,7
ponto entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010.
Mesmo assim, o Windows 7 atingiu a marca de 10% quase um ano
antes que o Vista. O Windows 7 atingiu a marca cinco meses depois de seu
lançamento público. O Vista não atingiria esta marca
até maio de 2008, 16 meses depois de sua estreia no varejo.
Enquanto isso, a fatia de mercado do Mac OS X cresceu 0,3 ponto
no mês passado. O sistema da Apple terminou março com uma
fatia de 5,3%. O aumento reverte uma tendência de queda que
fez o Mac OS X perder mercado em três dos quatro meses anteriores.
O aumento de março foi o maior já conquistado pelo Mac OS
X desde dezembro de 2008.
Opção móvel
Mas, para o vice-presidente executivo de marketing da Net Applications,
Vince Vizzaccaro, a notícia não foram os 10% alcançados
pelo Windows 7 e sim o crescimento contínuo na adoção
de aparelhos móveis para navegação online.
Pelos números da Net Applications, os sistemas operacionais
móveis equiparam 1,7% de todos os hardwares usados para acessar
a web. O acréscimo é de 0,15 ponto, o dobro da fatia
de agosto de 2009. "O crescimento móvel agora é mais uma
curva do que uma reta", observou Vizzaccaro.
A Net Applications mede o uso de sistemas operacionais por meio
da análise de um conjunto de 160 milhões de visitantes únicos
mensais nos sites de seus clientes. Os dados de março estão
disponíveis no site NetApplications.com. (Computerworld)
01.04 - ANS: Opção por aplicativo SIB
Está disponível a versão 3.0.4 do aplicativo SIB,
que corrige o nº de CNPJ da operadora no relatório de críticas.
Até a proóxima segunda-feira, dia 5 de abril de 2010,
as operadoras poderão optar pela utilização das versões
3.0.3 ou 3.0.4. (ANS)
01.04 - Como melhorar o desempenho do seu notebook
Instalei o Windows 7 Home Premium no meu notebook (um Dell Vostro 1500,
com 2 Gbytes de RAM, processador Intel 174 Core 2 Duo T7250 e 80 Gbytes
de disco). O computador está muito lento. Quais procedimentos posso
realizar para melhorar o desempenho da máquina? Também preciso
de um programa de e-mail com as funções de um software como
o Outlook. Atualmente, estou usando o IncrediMail, mas não gosto
porque não tem calendário, funcionalidade de que eu preciso
em um programa de e-mail. O que pode me indicar?
Marisa
Resposta: Com relação ao programa de e-mail, sugiro baixar
o programa Windows Live Mail (bit.ly/winlivedown). Ele é parecido
com o Outlook e tem praticamente as mesmas funcionalidades. Como o Outlook,
ele gerencia diversas contas de e-mail. Você também pode importar
contatos.
Quanto à lentidão do micro é importante executar
procedimentos básicos como desfragmentação do disco,
usando o próprio programa do Windows 7. Faça também
uma verificação do seu registro por meio de programas como
o CCleaner (bit.ly/ccleanerdown).
Também seria recomendável aumentar a memória do
computador adicionando ao menos mais 1 Gbyte de memória. Esse micro
deve estar com dois pentes de 1 Gbyte cada. Tenha certeza de que nessa
máquina, 3 Gbytes de memória farão diferença
na performance. (Folha de S.Paulo)
01.04 - Banda larga móvel cresceu 82% no Brasil em 2009
Com mais de 3 milhões de novas conexões em banda larga
comercializadas em 2009, o Brasil somou um total de 15,06 milhões
de acessos. Segundo estudo Brazil Quarterly Fixed & Mobile Broadband
Database feito pela IDC Brasil, esse resultado demonstra um crescimento
de 26,4% em comparação com os números do primeiro
trimestre.
Entre as tecnologias existentes no mercado, a banda larga móvel
foi o maior destaque, somando mais de 1,6 milhões de acessos e superando
as expectativas durante o ano, já que o crescimento foi de 82% em
relação a 2008. O levantamento mostra que o acesso via DSL,
predominante no mercado, está perdendo a posição de
hegemonia.
Segundo Samuel Ramos, analista do mercado de Telecom da IDC Brasil,
esse mercado equivale a cerca de 67,9% do total de conexões de banda
larga, excluindo o acesso móvel. "Quando incluímos a banda
larga móvel, esse número cai para 51,6%". Já a tecnologia
Cable Modem utilizou estratégias agressivas de preço e produtos
bundle do principal provedor desse tipo de acesso para conseguir aumentar
sua representatividade em cerca de 0,7% no mercado.
Já o segmento residencial apresentou um acréscimo de
46% em comparação com 2008, tornando-se o setor com maior
acréscimo. Além disso, o setor de grandes empresas também
merece destaque por ter atingido crescimento superior a 250%, influenciado
pela inserção do acesso móvel. "As ofertas de velocidades
maiores por preços mais baixos e os acessos entrantes com preços
também cada vez mais atrativos foram os principais fatores para
esse aumento", completa o analista.
O estudo concluiu que em 2009 a inclusão digital, a banda larga
móvel e os preços oferecidos foram os principais motivadores
para o crescimento do mercado de banda larga.
"O primeiro deve-se à queda nos preços de PCs e notebooks,
que proporcionou o aumento na comercialização e criou um
acelerador de vendas de conexões, principalmente nas velocidades
entrantes. O Governo também incentivou esse movimento de inclusão
com a implantação das cidades digitais. Já a expansão
da cobertura 3G e a questão dessa tecnologia ser encarada como uma
nova e interessante opção de acesso, ajudaram a impulsionar
o ganho de base da banda larga no cenário nacional. E, por fim,
a oferta de velocidade cada vez maior pelo mesmo preço tem atraído
usuários que podem, inclusive, migrar da internet discada para as
velocidades entrantes", finaliza o analista. (Executivos Financeiros)

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