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30.10 - Cerca de 640 mil sites no mundo estão infectados por malware
Especializada no combate a ataques virtuais, a empresa Dasient identificou que mais de 640 mil sites  estão infectados por malware. O total de páginas infestadas é 5,8 milhões no mundo.
"Existem cerca de sete mil sites infectados a cada dia", diz o cofundador Dasient, Neil Daswani. Ele também observa que a taxa de reincidência da infecção  em sites que já foram limpos é de 39,6%. Os  responsáveis pela disseminação  dos códigos usam scripts automatizados ou anúncios maliciosos, entre outros meios, para procurar continuamente carregar os malwares pelos sites.
Além da realizar investigações sobre sites infectados, a Dasient está distribuindo o "malware strings", constituído por um código de ataque para gerentes de TI, que podem examinar seus sites para saber se foram infectados. (Ellen Messmer - Network World)

30.10 - Sistemas operacionais oferecem novas opções em PC
Agora que a Microsoft e a Apple finalmente lançaram as novas versões de seus sistemas operacionais, respectivamente o Windows 7 e o Snow Leopard, é hora do meu guia para comprar um computador.
Este guia enfatiza os notebooks, que se tornaram a principal escolha atual, mas a maioria da especificações também se aplica aos computadores de mesa. Como sempre, é voltado para o usuário médio que realiza tarefas normais, como navegar na web, ver email, vídeo, música ou fotos e usar sites de relacionamento social e processadores de texto. O guia não se aplica a empresas, usuários de jogos sofisticados ou produtores de mídia profissionais - grupos que precisam de máquinas mais potentes e especializadas.
Quem estiver em busca de um novo computador neste fim de ano conta com uma ampla variedade de escolhas com os novos sistemas operacionais pré-instalados, que melhoram o desempenho das máquinas. Os computadores com Windows não vêm mais com o temido Vista instalado. Essa é a boa notícia.
A má notícia é que a maioria dos fabricantes e varejistas de hardware com Windows estão tentando fazer você gastar mais. Eles estão ansiosos para direcionar as pessoas para longe dos populares, mas pouco lucrativos notebooks simplificados conhecidos como netbooks, e rumo aos notebooks um pouco maiores com Windows 7, com os quais podem faturar mais. E essa categoria maior é chamada de vários nomes, o que pode confundir o comprador.
Windows x Mac: A chegada do Windows 7 torna os computadores da Hewlett-Packard, Dell e outros escolhas muito melhores que os antecessores equipados com Vista. A Microsoft conseguiu alcançar o padrão de qualidade do sistema operacional Mac OS X. Os computadores com Windows também custam centenas de dólares a menos que os Macs, e oferecem muito mais opções.
Mas o hardware da Apple ainda é estiloso e durável, e, em meus testes, os Macs geralmente inicializam mais rapidamente que as máquinas com Windows. Na minha opinião, o software da Apple ainda é o melhor. O Snow Leopard é rápido e confiável. E vem com um pacote completo de programas, como software para email, foto e vídeo. A Microsoft tirou esses programas do Windows 7. Alguns fabricantes restauraram alguns ou todos em certos modelos, embora eu considere os programas da Apple melhores. Outra grande vantagem: o Mac não é suscetível à grande maioria dos vírus e programas espiões.
Custo: Nos EUA ainda há PCs Windows por menos de US$ 500, mas muitas lojas estão promovendo modelos mais caros. Netbooks de US$ 250 ficaram mais escassos - agora eles custam normalmente entre US$ 300 e US$ 400. A Apple manteve sua oferta de máquinas mais caras praticamente inalterada, embora tenha incrementado as especificações de vários modelos. O Mac de mesa mais barato, o minimalista Mac Mini, custa US$ 599 nos EUA. O notebook Mac mais barato, o novo MacBook, custa US$ 999.
Nova categoria: Os fabricantes de computadores com Windows estão oferecendo esta temporada uma categoria de notebook intermediária entre uma máquina completa e um netbook. A categoria foi batizada de uma série de nomes confusos, como "ultrafino" ou "fino e leve", embora esses modelos não sejam mais finos ou leves que alguns notebooks do passado. Geralmente eles custam entre US$ 500 e US$ 800 nos EUA, mas têm tela de 13 polegadas.
Memória: Todos os Macs vêm de fábrica com pelo menos 2 gigabytes de memória, mais do que suficiente para rodar bem o Snow Leopard. A grande maioria dos computadores com Windows vem com pelo menos 3 gibabytes. Mas as máquinas mais baratas com Windows às vezes vêm com menos que isso. Recomendo um mínimo de 2 gigabytes.
64 bits: Há muito tempo que os PCs se baseiam na arquitetura de 32 bits, mas muitos modelos passaram à de 64 bits, que permite programas projetados especialmente para essa arquitetura usar mais memória e rodar mais velozmente. Se possível, compre um computador com Windows de 64 bits, que eventualmente deve dominar o mercado, embora alguns softwares e periféricos possam ainda ser incompatíveis.
Gráficos: Os novos sistemas operacionais permitem que os fabricantes de software agilizem algumas tarefas, transferindo-as do processador para a placa de vídeo. Então, se possível, compre uma placa de vídeo separada, com a própria memória. Ou então encontre uma placa de vídeo integrada potente, que compartilhe a memória RAM da máquina.
Processador: A maioria das máquinas com Windows vêm com processador dual da Intel ou de sua principal concorrente, a AMD. Esses modelos contêm o equivalente a dois cérebros num processador. Mas muitos computadores com Windows mais baratos vêm com processadores mais lentos como o Intel Atom, mais indicado para tarefas leves. Os modelos da Apple usam um processador dual da Intel, exceto pelos modelos mais caros, que vêm com processadores quádruplos.
Disco rígido: O mínimo para a maioria dos computadores é um disco rígido de 250 gigabytes. Num netbook, procure pelo menos um disco de 160 gigabytes. Os dispositivos de memória sólida, mais conhecidos pela sigla em inglês SSD, são mais rápidos e consomem menos energia, mas geralmente acrescentam centenas de dólares ao preço final.
Tela de toque: O Windows 7 permite que você controle o computador tocando na tela e alguns fabricantes acrescentaram seus próprios recursos de toque. Mas eles só funcionam totalmente com novos tipos de monitor, o que pode aumentar o custo. Certifique-se que qualquer computador que você pesquisar tenha uma tela multitoque que aceite todos os possíveis gestos disponíveis no Windows 7. A Apple usa seu novo mouse e o "touchpad" de seus notebooks como mecanismo de toque, em vez da tela.
E, como sempre, não compre uma máquina mais potente do que você realmente precisa.  (Walter S. Mossberg - The Wall Street Journal/Valor Online)

30.10 - Brasil passa a ser um dos cinco mercados prioritários para SAP
Colocar o Brasil na lista dos cinco países com melhor desempenho em seus resultados globais está entre as prioridades da SAP para os próximos três anos. "Escolhemos o país para ser, talvez, o destino mais estratégico olhando para o futuro da SAP", diz ao Valor Bill McDermott, diretor de operações globais da companhia alemã, que desenvolve sistemas de gestão para empresas.
Não é para menos. No resultado trimestral da companhia divulgado ontem, o país foi o único da América Latina - e um dos poucos no mundo - a apresentar crescimento nas receitas com software e serviços entre o terceiro trimestre de 2009 e o mesmo período do ano passado (7%), isso em pleno momento de estabilização da economia mundial.
O Brasil já está entre os 10 países de maior relevância para a SAP em âmbito global. Essa posição, somada ao fato de que o impacto da crise econômica foi menor no país do que em muitos outros mercados importantes para a SAP, dão força aos planos locais da companhia. 
Isso não quer dizer, porém, que será um jogo fácil. A SAP tem um grande número de produtos e a musculatura necessária para empreitadas que exigem grande fôlego financeiro, mas tem pela frente uma complexa missão. Muitas empresas veem os programas da SAP como acessíveis apenas a grandes corporações, seja por conta da complexidade dos sistemas como pelo seu preço. É essa visão que a SAP terá de mudar para alcançar seus objetivos. "Temos produtos que atendem às necessidades de grandes, médias e pequenas empresas", diz McDermott. Segundo ele, 70% dos 2,5 mil clientes da companhia no Brasil hoje já são de médio e pequeno portes.
Na concepção da SAP, companhias de médio porte são aquelas que têm cerca de 500 funcionários, enquanto no Brasil essa categoria envolve empresas com até 100 empregados, em média, dependendo da atividade. Mesmo assim, a SAP vê condições de conquistar uma fatia desse mercado.
"Já implantamos [programas da] SAP em uma companhia com 50 funcionários", conta Frederico Vilar, gerente regional da Neoris, companhia especializada na instalação de sistemas da multinacional.
Na avaliação de Fernando Meirelles, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), um trabalho muito grande ainda precisa ser feito para tirar do mercado a imagem que ficou da SAP: a de um sistema pesado e caro. "Se você pegar as mil maiores empresas do país, a participação da SAP é de quase 70%. No mercado em geral, entretanto, é de 23%", compara. De acordo com o levantamento feito anualmente por Meirelles, a companhia brasileira Totvs é a líder do mercado local, com 39% de participação.
Por meio de diversas aquisições - a mais importante delas sendo a da Datasul - a Totvs foi ganhando relevância no mercado das médias empresas, o que tem tornado a vida da SAP mais difícil nos últimos anos. "A Totvs ficou forte nessa área e a Oracle também resolveu olhar mais para esse mercado", comenta Vilar, da Neoris.
Meirelles, da FGV, avalia que na maioria dos casos, as pequenas e médias empresas acham muito complicado fazer todas as mudanças de processos exigidas pelos sistemas da SAP. "É a vantagem e a desvantagem de se ter um sistema pesado, cheio de funcionalidades", diz. Ele avalia também que isso acaba afastando empresas de grande porte que já são clientes da SAP e que têm intenção de instalar o sistema em uma subsidiária ou escritório de menor porte. "Elas não querem gastar e passar por todo o processo de implantação", diz.
Para McDermott, 2010 pode significar uma mudança nesse jogo. Segundo o executivo da SAP, a chegada do programa "Business By Design", aposta da companhia na oferta de software como serviço, atacará esse tipo de necessidade específica das companhias de menor porte. Na modalidade de software como serviço, o programa funciona via internet e não precisa ser instalado no computadores dos usuários. "Ele vai representar uma mudança no jogo. Estamos trabalhando para trazê-lo ao Brasil o mais rápido possível", afirma o executivo, sem antecipar uma data. Em entrevista ao Valor em maio, o executivo-chefe da SAP, Léo Apotheker, afirmou que o Business By Design estava sendo testado em 40 companhias no mundo e que seu lançamento só seria feito quando o produto e o modelo de negócios estivessem bem estruturados. 
Enquanto isso, a SAP segue reforçando suas atividades. Este ano, a empresa investiu € 15 milhões na expansão do laboratório de sistemas em São Leopoldo (RS). Para McDermott, é essencial ter cada vez mais produtos adaptados à realidade brasileira, que tem um sistema tributário e legal complexo. A companhia também aposta na ampliação da rede de parceiros. No começo do mês, a SAP anunciou parceria com uma companhia de Manaus para atender clientes locais. Hoje, a rede da SAP no país conta com 110 empresas e 10 mil consultores.   (Gustavo Brigatto - Valor Online)
 
 
 
 
 
 

29.10 - Windows se redime com versão 7
Com 1 bilhão de usuários, segundo a Microsoft, o Windows está instalado em 92.77% dos computadores do mundo todo. O dado da consultoria Net Applications mostra a importância do lançamento do Windows 7. Os maiores fabricantes seguraram seus lançamentos já aproveitando os novos recursos do sistema operacional que trouxe novas habilidades, como o suporte multitoque para as telas touchscreen (que podem funcionar como o iPhone, por exemplo), facilidade para criar redes domésticas e compartilhar mídia. Dá para mandar, do computador do quarto, pelo Wi-fi, um vídeo em alta definição para tocar na televisão da sala, de forma simples.
Mas as novidades não são o principal chamariz do Windows 7. Com um recorde de usuários das versões de teste (8 milhões), a Microsoft viu que o objetivo a se buscar para conseguir a redenção era a simplicidade e a eficiência. "Nós fizemos mais de 16 mil entrevistas e ouvimos de nossos usuários que a real necessidade era transformar as tarefas do dia a dia em algo mais simples", explica Darren Houston, vice-presidente de consumo online da Microsoft.
Para fazer a mudança, sem perder totalmente a cara do Vista, a Microsoft adicionou 600 novas ideias, mas o principal foi tornar o sistema mais rápido. A empresa criou um modo mais inteligente de alocação da memória RAM, que garante mais agilidade. O sistema deu tão certo que habilitou o Windows 7 para atacar o domínio do Windows XP.
Com quase dez anos de vida, se contada a fase de testes, o XP continua sendo vendido com máquinas novas até hoje, principalmente em notebooks. Os ultraportáteis são a grande sensação do mercado de PCs e garantiam a sobrevivência do sistema antigo pela falta de habilidade do Vista em rodar em configurações mais modestas.
"Respeitando os requisitos mínimos (processador de 1GHz e 1GB de memória RAM), não existe motivo para que os fabricantes optem por outro sistema", afirma Ricardo Wagner, gerente de Windows para o Brasil. Com isso, a tendência é que os pequenos e os grandes recebam o Windows 7 em versões diferentes.
Para computadores baratos, a edição Starter, que, pela primeira vez, chega sem limitações de programas rodando ao mesmo tempo (antes o máximo era três), ou Basic. Para os mais caros, do Home Premium para cima (Professional e Ultimate). "A melhor forma de se adquirir o Windows 7 é com um computador novo. Nele,o custo do sistema não passa de 10% do total da máquina", explica Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor de consumo e serviços online da Microsoft Brasil. E a opinião de Osvaldo baliza a maior parte das críticas sobre o lançamento.
O preço do Windows 7 é caro quando comparado com o cobrado em versões de atualização, que não estarão disponíveis no país. O sistema custa entre R$ 329 e R$ 669. E o pior: quem gastou comprando o Vista não terá nenhum desconto para fazer o upgrade.
Os motivos que fazem o novo sistema valer a pena
Quem tem um bom computador, com processador e memória RAM capazes de aguentar o Windows Vista em uma boa performance, pode apostar no novo Windows 7. O preço pode ser um problema, já que não existem opções para um upgrade mais barato do que a compra do produto completo. A edição Home Premium, a mais completa dedicada ao usuário doméstico, sai por R$ 399. 
Mas o ganho na agilidade do computador é impressionante. Acaba por parecer que é um novo computador. O primeiro ponto melhorado é o visual. O sistema ficou mais bonito, simples e fácil de usar. A nova barra de tarefas é um bom exemplo disso. O recurso ajuda, e muito, no multitasking (hábito cada vez mais comum do usuário de realizar várias tarefas ao mesmo tempo).
Grandes ícones dos programas que estão sendo executados substituem os retângulos que ocupavam a barra em versões antigas do sistema. Agora, só de passar o mouse por cima de cada um dos logos, se tem acesso às janelas do software que estão ativas. Para selecionar uma ou outra, é só clicar na miniatura que aparece.
Outra novidade interessante é habilitada pelo botão direito. Com um clique sobre o ícone, abre-se um menu com o histórico de uso daquele programa. Se for um navegador, mostra as últimas páginas visitadas, os favoritos e as últimas abas fechadas. No caso de um tocador de mídia, aparecem as canções executadas recentemente.
O menu iniciar também foi turbinado, e mostra os documentos relacionados com cada programa. É só colocar o mouse sobre o ícone do Paint, por exemplo, e aparece um menu de contexto com os últimos desenhos abertos ou salvos. A forma de se buscarem arquivos dentro do computador continua parecida com a oferecida pelo Vista, mas alguns recursos interessantes foram adicionados. O que chama mais atenção é a possibilidade de se localizarem informações da internet dentro de uma janela do sistema. Não é preciso abrir o browser para achar imagens, por exemplo.
Mas a principal evolução do Windows 7 em relação ao Vista é no desempenho. Afinal, de nada adiantaria trazer novos recursos e melhorar os antigos se a experiência do usuário continuasse sendo ruim. A Microsoft mudou a forma como a memória RAM é distribuída entre os programas. É um novo sistema de alocação, que só dá recursos para os softwares que estão sendo usados. Assim, netbook com 1GB de RAM trabalha o multitasking sem problemas. (TF)
NOVIDADES
Rede fácil
Sempre foi complicado criar redes e compartilhar arquivos com o Windows. Era um trabalho simples demais para técnicos, que resolviam a tarefa em minutos, mas bem à frente da habilidade de um usuário comum. Agora, na era de redes quase automáticas, em que dispositivos se reconhecem sozinhos, tornou-se fácil deixar fotos, músicas, vídeos ou documentos acessíveis a qualquer PC da casa, contanto que ele tenha o Windows 7. Vale lembrar que só é capaz de criar a rede o usuário que tiver a versão Home Premium ou superior. Os outros só conseguem acessá-la.
Segurança
A ânsia por segurança no desenvolvimento do Vista atingiu, e muito, a usabilidade do sistema. Para quase qualquer ação, era preciso confirmar a intenção mais de uma vez. Agora, a empresa fez um ajuste. As perguntas do UAC (controle de contas do usuário, em inglês) ainda acontecem, mas em menos situações que antes. Outro ponto foi a simplificação e união de todas as questões ligadas a segurança em um só lugar. O recurso Bitlocker, que encriptava os dados no HD do PC, no Windows 7, ficou disponível, com o Bitlocker To Go para ser usado em pendrives.
Mídia
O poder de mídia do Windows é maior que o de seu antecessor. Continua o centro de mídia, que reúne TV, filmes, músicas e imagens. Mas agora é possível adicionar outros dispositivos com facilidade. O sistema faz uma busca por televisores, home theaters, aparelhos de som com suporte a Wi-fi e toca os arquivos em qualquer um deles. É só clicar no arquivo que se quer exibir e selecionar em qual dispositivo ele será exibido. Bem fácil e sem a necessidade de uma instalação prévia.   (TIAGO FALQUEIRO - Jornal do Commercio Brasil)

29.10 - A morte do e-mail
Cresce o número de internautas que usam as redes sociais para trocar mensagens, deixando em segundo plano o "velho" correio eletrônico
Você checa e-mail várias vezes ao dia, usa sua caixa de entrada como um arquivo da sua vida e até manda lembretes para si mesmo sobre o que tem que fazer? E acha que a sua relação é a mais natural possível com a internet?
Então saiba que o e-mail, criado nos anos 1960, é uma ferramenta que tem perdido espaço na rede. O crescimento de redes sociais como Orkut e Facebook e de serviços como o Twitter aponta que usuários estão tentando se comunicar com mais velocidade.
Os adolescentes puxam essa onda. Pesquisa do Pew Internet & American Life Project, dos Estados Unidos, aponta que o e-mail vem perdendo espaço para os mensageiros instantâneos e o SMS como forma de se conectar com os amigos.
"O e-mail é visto como uma ferramenta usada para se comunicar com "gente velha", como pais e professores", afirmou em entrevista à Folha a pesquisadora Mary Madden.
Ferramentas como o Wave, do Google, reforçam a tendência ao enaltecer a multiplicidade e a instantaneidade.
"Embora o e-mail seja um formato de comunicação muito importante, a partir de agora só decairá no uso", afirma João Paulo Cavalcanti, sócio da Box 1824, empresa de pesquisa de tendências.
Ele cita estudo da Nielsen que aponta que o uso de softwares sociais superou a penetração do uso de e-mail. "Ou seja, os softwares sociais, principalmente o Facebook, já representam a principal forma de relacionamento via internet."
Nesta edição, veja como adolescentes se comunicam, leia como questões de insegurança afastam usuários e confira apostas para o futuro. 
ADULTO FICA COM CORREIO ELETRÔNICO 
Jovens de 18 a 24 anos preferem se desfazer de suas contas em redes sociais a abandonar suas contas de e-mail, segundo aponta estudo do Participatory Marketing Network, dos EUA. O grupo ouviu mais de 200 jovens. À pergunta sobre qual atividade eles menos gostariam de deixar de lado por uma semana inteira, apenas 9% dos jovens responderam "redes sociais", enquanto 26% disseram "e-mail". Outros 26% afirmaram que não deixariam de lado a troca de recados via SMS.
A pesquisa revela, também, que o tempo gasto em redes sociais é quase o mesmo que o tempo dedicado à troca de e-mails -33 horas por mês contra 31 horas, respectivamente. Uma das justificativas para esse comportamento, aponta o site Read Write Web, é que essa geração superconectada está crescendo e, talvez, tenha passado a valorizar o e-mail para questões de trabalho  (DANIELA ARRAIS - Folha de S.Paulo)

29.10 - Cada geração age de uma forma na rede
Mais jovens preferem comunicação instantânea, enquanto crescidos digitais possuem relação intensa com e-mails
Pessoas de diferentes gerações se relacionam de formas distintas na internet.
Estudo do Pew Internet aponta que mais da metade da população adulta na internet tem de 18 a 44 anos. Um percentual maior de pessoas mais velhas estão mais on-line agora do que no passado, realizando atividades como pagar contas no banco, fazer compras e procurar informações sobre saúde.
João Paulo Cavalcanti, sócio da Box 1824, empresa que faz pesquisa de tendências, identifica diferentes comportamentos entre as gerações. Sua empresa define três tipos de usuários de internet.
Os primeiros são os nativos digitais, que têm de sete a 17 anos e se alfabetizaram e desenvolveram sua leitura na internet. "Eles possuem a leitura não linear. É uma parcela da geração jovem que enfrenta dificuldades tanto para ler quanto para escrever textos lineares, algo que tem desafiado professores do mundo inteiro", diz.
O conhecimento sobre diferentes assuntos dessa geração é amplo, mas o conhecimento profundo em relação a um assunto específico se aplica apenas a alguns tópicos. "É um público que possui uma capacidade de dispersão muito grande."
Segundo Cavalcanti, essa geração não desenvolveu uma relação muito intensa com os e-mails e prefere a comunicação instantânea. "A questão é que quando a vida profissional passar a exigir essa comunicação mais formal dos nativos digitais, muito provavelmente, os e-mails já tenham se modificado totalmente, como apontam iniciativas como o Wave."
Os crescidos digitais têm de 18 a 30 anos, se alfabetizaram fora da internet e desenvolveram a sua leitura na rede.
"Essa é a geração-ponte, que possui a formação híbrida entre a leitura linear e a não-linear. Ainda possuem uma ampla capacidade de leitura e construção de textos lineares e adotam o e-mail como uma de suas principais formas de comunicação. Mas possuem grande facilidade para lidar com novas ferramentas."
Os pré-digitais, por sua vez, têm de 30 a 50 anos -são os pais ou mesmo os avós dos nativos. "Eles formaram seu comportamento de leitura em um mundo muito diferente do mundo de hoje", diz Cavalcanti. Ele acrescenta que, diferentemente do que aponta o senso comum, esse público se adapta rapidamente à evolução das tecnologias.
"Hoje o crescimento de redes sociais como o Facebook ocorre com mais força entre esse público do que entre o público abaixo dos 30."
Sempre on-line
Para Cavalcanti, a utopia dos anos 1990 de que estaríamos sempre conectados está se tornando real. "O que é importante é que não estamos mais falando da evolução tecnológica como o nascimento de mais e mais dispositivos como celulares, netbooks, e-papers. O que é relevante é que todos esses dispositivos apontam para uma mesma "máquina maior" que é a internet. Isso quer dizer que, por meio dos mais diferentes dispositivos, nos mais diferentes lugares, acessamos nossos dados. E isso muda tudo." 
O PRÓXIMO WAVE?
A fundação Mozilla está desenvolvendo um projeto que pretende integrar mensagens em uma única janela; a ideia do Raindrop (labs.mozilla.com/raindrop) é reunir informações que o usuário recebe por e-mail, mensagem instantânea, Twitter, redes sociais e RSS   (DANIELA ARRAIS - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

28.10 - Benner lança portal de educação à distância 
A Benner, fornecedora de software de gestão, anuncia o lançamento do portal Benner Cursos, uma plataforma virtual de educação à distância destinada à capacitação dos usuários das soluções Benner. 
Os primeiros cursos disponíveis são: Administração de Sistemas Benner, Report Básico, Fundamentos de Gerenciamento de Projetos, SPED Básico, Saúde Autogestão e Medicina de Grupo. 
Os próximos treinamentos que serão disponibilizados são Contas a Pagar, Folha de Pagamento e Benner Integrator.
"Não basta nosso investimento no desenvolvimento de ferramentas avançadas de gestão, temos que auxiliar os clientes na utilização eficiente das soluções Benner para que os usuários otimizem o tempo de suas ações no dia-dia e tenham um retorno mais satisfatório", destaca Marcelo Curbete, gestor da unidade de Educação Interativa da Benner Sistemas.   (Executivos Financeiros)

28.10 - A maturidade de TI que realmente importa
Um estudo recente aponta que as maiores companhias brasileiras trabalham com um nível de maturidade insatisfatório quanto ao uso de infra-estrutura em TI. Na análise dos resultados, especialistas destacaram, por exemplo, que apenas metade das empresas entrevistadas dominam o padrão ITIL e que, em relação à aplicação de recursos, os gastos com a melhoria da infraestrutura existente estão mais generosos do que com as áreas de gestão e inovação.
A pergunta é: será esse tipo de maturidade, apoiada no uso e na evolução de estrutura tecnológica, deve ser a questão mais importante da TI nas empresas? A realidade mostra que não. Sem desconsiderar os que se preocupam em analisar o setor, o fato é que as empresas precisam mais de outro tipo de maturidade, a dos profissionais de TI. 
O conhecimento do negócio tem que fazer parte das atribuições daquele que atua nessa área. Se o profissional ou fornecedor de TI não entender bem do negócio da empresa em que trabalha ou do seu cliente, não há metodologia que consiga gerar o resultado que se espera. Da mesma forma, sem saber muito bem o que o negócio espera de TI, não haverá base suficiente para optar pela melhor solução. Uma visão menos abrangente, que ignora a relação direta entre a TI e o andamento dos negócios, acaba gerando dificuldade no momento de definir as ferramentas adequadas para cada caso. 
Três questões devem ser tratadas neste momento. Primeiro, quais decisões devem ser tomadas para gestão e uso eficaz de TI. Segundo, quem deve tomar estas decisões. E por fim, como serão monitoradas. Este é o tipo de maturidade que as empresas esperam de seus profissionais e gestores de TI. 
Fica claro que o fornecedor deve ter uma equipe com boa formação técnica e qualificação voltada ao entendimento do negócio de seus clientes. Ele não pode prescindir de profissionais observadores, alinhados e comprometidos com o negócio o suficiente para que entendam o que está nas “veias” da empresa em que vão atuar, identificando suas necessidades e prevendo ocorrências futuras, de forma a construir uma relação transparente de confiança e comunicação clara. 
Espera-se que o fornecedor ofereça atualização constante, visão de negócio, análise apurada dos prós e contras e também do planejamento geral. Porém, uma forma de perceber o seu real comprometimento é simples: a disposição que demonstra em gastar o tempo necessário junto ao cliente para ser, mais que um mero contratado, um verdadeiro colaborador dos negócios.   (Edmilson Rosa - Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

27.10 - Lenovo prevê alta nas vendas de PCs após Windows 7
A Lenovo, quarta maior fabricante de computadores pessoais do mundo, prevê um aumento nas vendas de PCs devido ao lançamento do novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, afirmou o chairman da companhia, Liu Chuanzhi, no sábado (24).
"Terá um grande impacto, e fizemos vários preparativos para isso", disse ele.
A Lenovo lançou dois novos laptops na linha corporativa, ambos utilizando o novo Windows.
Observadores da indústria estão apostando em mais recuperação das vendas de computadores no próximo ano, conforme a economia global melhora e as empresas substituem equipamentos antigos.
Contudo, as opiniões dividem-se sobre quão forte será o impacto do Windows 7.
A Microsoft colocou no mercado na última quinta-feira (22) o Windows 7, seu mais importante lançamento em mais de uma década, visando recuperar clientes após o decepcionante sistema operacional Vista.
O chairman da Acer, J.T. Wang, também afirmou recentemente que espera que o lançamento do Windows 7 seja um fator positivo para as vendas, conforme os consumidores buscam atualizar computadores que utilizam o Vista ou o Windows XP.
As exportações de computadores na região Ásia-Pacífico, sem considerar o Japão, aumentaram 17% no terceiro trimestre, segundo dados da empresa de pesquisa IDC. A Lenovo tem a maior participação de mercado na Ásia.   (Reuters/Executivos Financeiros)

27.10 - UOL Host compra carteira de clientes da Insite
O UOL anunciou ontem a aquisição da carteira da Insite, uma provedora de hospedagem de sites no País, que conta com mais de 55 mil clientes. Com a operação, a quinta realizada em dois anos, o UOL diz aproximar-se da liderança no segmento de webhosting.
Apesar da aquisição da carteira de hospedagem, a Insite continuará responsável pela operação e atendimento aos clientes, contando, agora, com o suporte de equipes e a infra-estrutura do UOL. Como nas aquisições anteriores, como as da Plug In, Digiweb, SouthTech e CreativeHost, a transição será feita de forma transparente para o cliente, sem qualquer prejuízo aos serviços prestados.
“O UOL Host é reconhecido pelo mercado como sinônimo de serviços de qualidade. Quando adquirimos uma nova plataforma, aproveitamos o que ela tem de melhor e consolidamos os recursos dentro do que foi batizado como ‘Super Plataforma de Hosting’. Além disso, com mais essa aquisição, continuamos caminhando em direção à liderança em serviços de hospedagem no Brasil”, afirma Vinicius Pessin, Diretor do UOL Host.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

26.10 - Windows 7 mexe com o mercado
Com a promessa de apagar a má impressão causada pelo Windows Vista, a Microsoft começou a vender na quinta-feira, em 4 mil pontos em todo o País, o novo sistema operacional da empresa, o Windows 7. Com poucas mudanças no visual, mas com melhorias profundas no desempenho, a plataforma chega para consolidar o domínio da companhia criada por Bill Gates nos computadores pessoais. No entanto, além dos usuários, que mal podiam esperar para ver chegar oficialmente o produto nas prateleiras, outros setores do mercado de TI aguardavam ansiosos pela novidade. Isso porque, sempre que a Microsoft lança um novo sistema operacional, toda uma engrenagem que funciona a sua volta se movimenta.
De acordo com dados da própria Microsoft, para cada R$ 1 gerado pela companhia no Brasil, as empresas que giram em torno do sistema de tecnologia faturam outros R$ 12. E com a chegada de um novo sistema operacional, o consumidor também abre a carteira e gasta com outras necessidades, que vão desde suporte técnico a periféricos, como memória, disco rígido ou mesmo um computador novo.
De olho na chegada do novo Windows e numa leva de consumidores que aguardava o lançamento , a rede de lojas CTIS preparou toda a loja para receber de braços abertos a plataforma e seus seguidores. Treinou a equipe de vendas, enfeitou as prateleiras e contratou animadores para chamar a atenção dos clientes para o lançamento. "A expectativa é grande, uma vez que os testes feitos previamente com o 7 foram bem mais positivos do que foram há três anos com o Vista", conta o diretor executivo comercial da CTIS, Francisco Testa.
Ele acredita que, como o antigo sistema operacional não foi muito bem recebido, haverá uma grande fatia de consumidores que irá preferir migrar diretamente para a novidade. "Com certeza, muita gente vai pular uma geração, indo do XP direto para o 7, sem passar pelo Vista", opina. De acordo com Testa, a rede de lojas de informática espera um crescimento de 25% a 30% nas vendas de caixas do sistema operacional e de 10% a 15% na comercialização de computadores que já vêm com a nova plataforma. 
Simultaneamente ao lançamento do Windows 7, mais de 20 fabricantes nacionais e internacionais, entre eles Positivo, Sony, HP e LG, introduziram no mercado novos produtos com o sistema operacional.
A rede de supermercados Extra, que em parceria com a Microsoft manteve algumas de suas lojas abertas durante a virada do dia 21 para 22 para promover as vendas do produto, também espera um movimento maior até o fim do ano. "A versão (7) é muito boa. Ela consegue aliar a facilidade e a leveza do XP com todos os recursos inovadores do Vista. Isso é muito vantajoso, inclusive porque ela pode ser instalada em máquinas menos potentes e se tornar acessível para um público que não tinha condições de comprar máquinas mais robustas, capazes de rodar o Vista", comenta o gerente comercial de informática do grupo Pão de Açúcar, Avelino Nogueira.
Ele acredita que o programa chega no melhor momento possível, uma vez que o comércio começa a se aquecer para as vendas do Natal. "Vamos juntar o útil ao agradável. A crise ficou para trás e acreditamos que vamos conseguir recuperar as perdas do fim do ano passado", opinou. A expectativa é de que a rede venda até 10% mais computadores.
De acordo com o gerente sênior de marketing da Dell, Fábio Lemos, a Microsoft aprendeu com os erros do Vista. "Ela viu que não é o sistema operacional que tem que ser robusto, mas sim as aplicações que o usuário deseja rodar no PC", comenta. Ele acredita que haverá, sim, um crescimento de vendas de computadores, mas não necessariamente por conta do novo Windows. "O mercado sobrevive à base de lançamentos. Estamos vivendo um bom momento, e é sempre bom aproveitar uma época de fim de ano para mostrar novas coisas", opina.
PROCESSADOR. Outro setor que acaba sendo atingido pelo lançamento é o de processadores. Apesar da versão 7 exigir basicamente os mesmos requisitos do antecessor, o segmento é aquecido com a troca de máquinas no mercado. Para o gerente de desenvolvimento de mercado da Intel José Bruzadin, além dos consumidores domésticos, as empresas deverão migrar para a nova plataforma. "Muitos que atrasaram a compra por conta do Vista farão a troca agora", diz. "O sistema operacional vai acelerar a curva de crescimento que antecede as vendas de fim do ano", acredita. 
A consultoria de pesquisa Gartner acredita que, embora seja quase inevitável que as organizações migrem para o Windows 7, essa mudança será gradual. "O lançamento do Windows 7 gera um interesse renovado pelas atualizações de hardware por parte dos consumidores e das pequenas empresas, mas não esperamos que a demanda corporativa ganhe ímpeto até o fim do próximo ano", afirmou o vice-presidente do Gartner, Charles Smulders. 
Novo Windows pode beneficiar a Apple
Em vez de retrair as vendas de Macs, linha de computadores da Apple e principal concorrente dos PCs, o lançamento do Windows 7 pode, na verdade, trazer benefícios para empresa de Steve Jobs. De acordo com um estudo publicado pelo Fortune Brainstorm (blog de economia ligada à CNN), historicamente a chegada de um novo sistema operacional da Microsoft sempre traz algum benefício para a concorrente.
"Ironicamente, nós acreditamos que o lançamento de um novo sistema da Microsoft pode ter agido como um "acelerador atrasado" para vendas da Apple. Entretanto, acreditamos que o sucesso (ou fracasso) da Apple no mercado não depende de terceiros", disse Brian Marshall, da consultoria Broadpoint. 
O estudo mostra como as vendas de Macs têm crescido a cada lançamento de uma nova versão do Windows nos últimos 10 anos. Marshall acredita que a Apple poderá duplicar a sua quota de participação no mercado nos próximos cinco anos, passando dos cerca de 4% atuais para 8% até o fim de 2014. (FB)
Vantagens
Aero Peek
O Aero Peek permite que você enxergue através de outras janelas abertas no Windows 7. Basta apontar o mouse para a borda direita da barra de tarefas e ver as janelas abertas ficarem transparentes, revelando todos os ícones e gadgets ocultos.
Bibliotecas
As Bibliotecas têm a intenção de tornar mais fácil localizar, trabalhar e organizar arquivos armazenados em diferentes lugares num computador ou rede. Uma biblioteca pode reunir, por exemplo, as fotos do usuário em um lugar sem importar onde realmente elas estão armazenadas.
Barra de tarefas
Desde o Windows 95, a barra de tarefas tem sido o local usado para iniciar programas e alternar janelas. No Windows 7, ela foi reprojetada e ficou com um visual mais agradável além de ser personalizável e permitir a realização de várias tarefas aos mesmo tempo.
Jump List
Agora, os programas contam com as Jump Lists, listas que aparecem ao clicar com o botão direito sobre um programa, e funcionam tanto na Barra de Tarefas como no menu Iniciar. A lista inclui os documentos mais usados, os mais recentemente abertos, entre outras opções. No caso do Windows Media Player, por exemplo, há um comando para tocar ou parar a música.  (Fernando Braga - Jornal do Commercio Brasil)
 
 
 
 
 

23.10 - Microsoft aposta seu futuro no Windows 7
Empresa lança se novo sistema operacional tentando ganhar mercado nos serviços via internet
Antes mesmo do lançamento, virou lugar comum chamar o Windows 7, nova versão do sistema operacional da Microsoft, de Windows Vista corrigido. A empresa tem, de certa forma, incentivado essa visão, diante do resultado desapontador da versão anterior do software. Mas não é só isso. O Windows 7, que chega ao mercado, busca uma integração forte com os serviços da empresa na internet e, caso tenha sucesso, será uma arma importante para concorrer com o Google.
A busca no computador de mesa é integrada ao Bing, serviço de buscas na internet da Microsoft. É possível, por exemplo, encontrar imagens na rede via Bing, sem precisar abrir o navegador, para colá-las numa apresentação do PowerPoint. Também é possível publicar as fotos gravadas no computador no serviço da Microsoft, sem usar o browser, ou em outro serviço de fotos online.
Ao ser perguntado se a infraestrutura de servidores e conectividade da empresa aguentará o aumento de demanda que pode vir com o Windows 7, Darren Huston, vice-presidente mundial de consumo e online da Microsoft, destacou que a empresa tem feito um investimento bilionário nessa área. "Somente duas empresas investiram tanto em infraestrutura de servidores nos últimos anos: nós e o Google", ressaltou Huston, que visita o Brasil para o lançamento do novo Windows.
Não é à toa que a empresa reuniu em uma única divisão consumo e online. O Windows 7 não vem mais com o software de correio eletrônico. O usuário baixa da rede, gratuitamente, o pacote Windows Live Essentials, que reúne software de e-mail, mensagens instantâneas, galeria de fotos, editor de filmes, serviço de blogs e proteção para crianças contra conteúdos indesejados. Esse pacote integra o sistema operacional ao Windows Live, combinação dos serviços de comunicação e rede social da Microsoft.
O Windows 7 aponta para a "computação em nuvem" - uma expressão do setor que significa que as pessoas podem realizar suas atividades via internet, usando um número imenso de servidores, no lugar de depender de um computador e dos softwares instalados nele. "Estamos passando por uma grande mudança no modelo de negócios", reconheceu Huston.
A Microsoft procurou sublinhar, no lançamento do Windows 7, conceitos como "simples" e "rápido", quase como quem pede desculpas a quem sofreu com a lentidão do Vista. "No lançamento, o Vista funcionava em 5% das máquinas disponíveis'', afirmou Huston. "O Windows 7 funciona em 95%."
A interpretação de que o Windows 7 é um "Vista corrigido" é reforçada pelas exigências mínimas de hardware, que são iguais às do Vista: processador de 1 GHz, 1 gigabyte de memória e 16 gigabytes de espaço no disco rígido. Com a evolução do mercado de PCs, o que era difícil de ser encontrado em 2007 se transformou em padrão mínimo de mercado hoje.
A Microsoft não revela números, mas grande parte do parque de computadores, principalmente nas empresas, ainda trabalha com o Windows XP, versão do sistema operacional lançada em 2001. A expectativa é que haja uma migração direta para o Windows 7. Os fabricantes estão animados. "Esperamos uma explosão de vendas", disse Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, maior fabricante de computadores do País. O Windows 7 chegou ontem a 4 mil pontos de venda no País. A versão mais simples sai por R$ 329.  (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)

23.10 - Fabricante espera que novo Windows ajude venda de PCs 
Companhias preveem vender 4 milhões de computadores neste trimestre com o novo sistema operacional da Microsoft
Previsão anterior era fechar 2009 com 12 milhões de unidades vendidas; agora, resultado deverá superar o do ano anterior em 8%
O Windows 7, o novo sistema operacional da Microsoft lançado na quarta-feira, chegou ontem a 4.000 pontos de venda no país com preços entre R$ 329 e R$ 669. O menor valor chega a representar metade do preço de um computador para baixa renda.
Como a Microsoft não venderá o pacote de atualização do Windows, passa a valer a pena adquirir uma máquina (PC, notebook ou netbook) com o novo sistema instalado.
Estima-se que, nessa modalidade, o software saia, em média, por 10% do preço do equipamento. Isso porque, segundo a Microsoft, ele entra como parte integrante do computador, cuja produção desfruta de benefícios fiscais.
Ontem, no evento de lançamento do Windows 7, em São Paulo, fabricantes estavam mais otimistas que a própria Microsoft. O presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, disse prever uma corrida às lojas. "Vamos finalmente ter o Natal dos computadores adiado no ano passado por causa da crise", disse.
O levantamento mais recente do setor ainda não foi divulgado, mas a Folha apurou que, até o fim do terceiro trimestre, foram vendidos 9 milhões de computadores.
Em agosto, os fabricantes previram vendas de 2 milhões de máquinas no quarto trimestre, fechando 2009 com 12 milhões de unidades comercializadas, mesmo total de 2008.
Com a retomada da economia e o lançamento do Windows 7, que funcionará como atrativo, os fabricantes falam em 4 milhões de unidades, totalizando 13 milhões em 2009.
A compra do software separadamente deverá ser um negócio para as empresas. Pesquisas de mercado indicam que 60% dos diretores de informática pretendem migrar da versão XP para a atual. Como o Vista não agradou, as empresas preferiram esperar pela troca.
Um detalhe: como essas companhias já investem na capacidade dos equipamentos, a Microsoft desenvolveu o Windows para gerar redução de custos, como consumo de energia. Por ano, essa economia seria de R$ 280 por máquina.
Nos EUA, os primeiros testes de venda foram feitos em julho. A Microsoft colocou apenas 1 milhão de cópias no mercado. Elas esgotaram-se em dez dias. Na Alemanha, a mesma quantidade foi vendida em três dias.  (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)

23.10 - Net anuncia venda de pacotes da "banda larga popular"
A Net disse que vai vender pacotes por meio do Programa de Banda Larga Popular, lançado na semana passada pelo governo de São Paulo. A Telefônica já havia anunciado o ingresso no programa.
A ideia da Net é levar o serviço por um valor, já fixado, de R$ 29,80 por mês.
Segundo o presidente da Net, José Antônio Felix, um pacote com essas especificações será lançado até o fim do ano. O executivo disse que não teme uma "canibalização", por o programa vetar a migração do assinante que já tem a banda larga.
Ontem, a Net relatou lucro de R$ 246 milhões de julho a setembro. Foi o melhor resultado trimestral da operadora de TV por assinatura -um ano antes, houve prejuízo de R$ 63 milhões.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento da base de assinantes em todos os serviços e pela melhora do resultado financeiro líquido.  (Reuters/Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

22.10 - Office ganha atualização para a reforma
Novo corretor do pacote de escritório da Microsoft só serve para a versão mais recente, a 2007
Na semana passada, a Microsoft colocou para download gratuito a atualização do corretor do Office, ajustado para a reforma ortográfica.
O update, porém, só funciona na versão mais recente do pacote de escritório, a 2007. Usuários de edições anteriores, como a 2003, ficam de fora.
A atualização pode ser baixada em www.microsoft.com/brasil/reformaortografica.
Assinado há um ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Acordo Ortográfico entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009, com período de adaptação que vai até 31 de dezembro de 2012.
A reforma muda a grafia de cerca de 0,5% das palavras no Brasil. Entre as mudanças estão o fim do trema, do acento agudo em ditongos abertos ("idéia" vira "ideia") e do acento circunflexo com duplos "e" e "o" ("vôo" vira "voo").
Apesar de não ter números precisos, Eduardo Campos, gerente-geral da divisão de produtividade e colaboração da Microsoft, afirma que a versão 2007 do Office, a única contemplada pela atualização, já representa hoje a maior base instalada entre os usuários do pacote de escritório.
"Versões anteriores do Office, como a 2003, já saíram do período de suporte base, que é de cinco anos. Após esse período, o foco que damos é relacionado a updates críticos de segurança", afirma. "O suporte estendido não cobre adições ou ajustes de funcionalidade", como é o caso da atualização para a reforma ortográfica.
Segundo Campos, o uso de versões anteriores do Office entre os usuários é "remanescente" e, até o fim de 2012, quando termina o processo de adaptação, essa quantidade deve ser ainda menor.
Instalação
A instalação da atualização exige que seu computador esteja em dia com os updates de sistema mais recentes da Microsoft. Para isso, é preciso acessar o Windows Update (windowsupdate.microsoft.com).
Se optar por instalar a atualização, você só poderá verificar a ortografia dos seus textos de acordo com a reforma.
Para a próxima versão do Office, a 2010, a Microsoft estuda permitir que o usuário opte pelo dicionário da nova ortografia, pelo da antiga ou por um terceiro que mescla ambas.
De acordo com o gerente-geral, os textos da interface do Windows 7, novo sistema operacional da Microsoft que será lançado amanhã, já estão adaptados à reforma. Os outros softwares da empresa serão atualizados gradativamente.
BrOffice.org
Um dos maiores concorrentes do Office, o pacote gratuito BrOffice.org oferece desde julho do ano passado o download de seu verificador ortográfico atualizado para a reforma.
O corretor pode ser baixado em www.broffice.org/verortografico/baixar. Há também uma versão para o Mozilla Firefox, que permite verificar de acordo com a reforma os textos que você escreve no navegador, como formulários ou posts em blogs.
0,5%
das palavras foram alteradas no Brasil com a reforma ortográfica, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009. Entre as mudanças estão o fim do trema, do acento agudo em ditongos abertos ("idéia" vira "ideia") e do acento circunflexo com duplos "e" e "o" ("vôo" vira "voo")
92%
é a participação do Microsoft Office no mercado de pacotes de escritório entre usuários finais no Brasil, de acordo com a 20ª Pesquisa Anual de Uso de TI da FGV (Fundação Getúlio Vargas), de 2009. BrOffice.org, OpenOffice.org e variantes chegam a 7%, enquanto os restantes ficam com 1%   (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)

22.10 - Verificador ortográfico ainda tem lacunas
A Microsoft pôs à disposição dos internautas a atualização do verificador ortográfico do Office 2007, que promete adequar a grafia das palavras ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor no Brasil desde janeiro.
Boa parte das mudanças estabelecidas pelo texto oficial foi, de fato, incorporada à sua base de dados, mas ainda há problemas a resolver.
Se, por um lado, o programa reconhece as novas regras de acentuação gráfica ("enjoo", "ideia", "veem" e "feiura" sem acento, "sequestro" sem trema, "para" e "pelo" sem acento diferencial etc.), por outro, os acentos de "superávit", "déficit" e "quórum" não foram eliminados, como quer a reforma, que restitui os termos latinos à sua condição de estrangeirismos.
O acento diferencial de "côa" (substantivo e forma do verbo "coar") também passa despercebido pelo verificador ortográfico -é verdade que a sua supressão só aparece oficialmente na errata do Volp ("Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa"), o que ocorre também com as grafias, agora corretas, "rádio-vitrola", "rádio-gravador", "rádio-cassete e "soto-posto", que o corretor ainda considera erradas.
Embora tenha absorvido quase todas as novas regras de hifenização, o programa não é capaz de indicar a falta de um hífen. Indica apenas o seu emprego abusivo. Aponta, por exemplo, que há erro em "lua-de-mel", "mão-de-obra" ou "pai-de-santo", que perderam os hifens, mas não consegue detectar a incorreção de grafias como "vice presidente" ou "recém lançado", construídas com prefixos que requerem o hífen em qualquer situação.
Palavras que mantiveram dupla grafia ("subumano" e "sub-humano", "carboidrato" e "carbo-hidrato" etc.) são aceitos normalmente, mas o mesmo não se verifica com "bem-querença" -certa, mas dada como errada. Já "sotopor", forma inválida, é tida como correta ao lado da nova, "soto-pôr".
Formas como "infantojuvenil" e "nuperfalecido", corretas, aparecem como incorretas. "Catavento", errada, não recebe correção, mas "vão-livre", certa, aparece como errada.
Para se ajustar totalmente às idiossincrasias da reforma, ainda falta um pouco.  (THAIS NICOLETI DE CAMARGO - Folha de S.Paulo)

22.10 - Windows 7
Novo sistema da Microsoft chega com a missão de exorcizar o Vista e com o trunfo de ter boas relações com os laptops ultraportáteis de baixo custo
Chega hoje às lojas do mundo inteiro o Windows 7, o novo sistema operacional da Microsoft.
Uma de suas missões é expurgar as nódoas que o antecessor, o malfadado Vista, deixou na reputação da empresa.
As novidades do Windows 7 vão desde os novos recursos de segurança até aquelas aparentemente banais -como os papéis de parede multicoloridos desenhados por vários artistas.
Com a pecha de pesado e problemático, o Vista, lançado em 2006, foi preterido por muitos usuários em favor da versão anterior, o Windows XP, introduzido no distante ano de 2001.
A expectativa da Microsoft é que, com o lançamento do Windows 7, as pessoas finalmente atualizem seus sistemas operacionais -hoje ecoa nos ouvidos da empresa um agradável uníssono da mídia especializada em tecnologia, que, em sua maioria, fez avaliações bastante positivas do novo sistema.
Ainda assim, até o sempre efusivo e autoconfiante executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer, está cauteloso. "O feedback dos testes [do Windows 7] foi bom, mas o feedback dos testes do Vista foi bom. Estou otimista, mas é ver para crer", disse à Bloomberg.
O site Technologizer fez uma minuciosa retrospectiva (bit.ly/bomvista, em inglês) de textos publicados à época do lançamento do Vista -a maior parte deles elogiosa ao hoje malvisto sistema.
Netbooks
Um dos trunfos do Windows 7 é sua afinidade com os netbooks, laptops ultraportáteis de baixo custo cujas vendas seguem em crescimento exponencial. Diferentemente do Vista, exigente demais, o Windows 7 funciona bem nessas maquininhas com capacidade reduzida de processamento.
Em diferentes versões, o Windows domina 92,77% do mercado mundial de sistemas operacionais, seguido por Mac OS X (5,12%) e Linux (0,95%), segundo a Net Applications.
No Brasil, os preços do Windows 7 vão de R$ 329, pela edição Home Basic, até R$ 669, pela versão Ultimate.  (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)

22.10 - Governo estuda lançar banda larga a R$ 9,90
O governo federal estuda elaborar um programa que ofereça acesso à internet em banda larga a R$ 9,90. Para esse preço, a conexão estaria limitada a 256 Kbps (quilobits por segundo). Para tornar o programa viável, seria preciso negociar com as operadoras de telecomunicações e oferecer, em troca, um pacote de benefícios tributários ainda não definido.
Na semana passada, o governador de São Paulo, José Serra, anunciou isenção da alíquota de 25% do ICMS para os planos de banda larga destinados à baixa renda. A assinatura mensal deverá custar até R$ 29,80 para velocidade mínima de 200 Kbps e máxima de 1 Mbps.
O programa federal seria uma versão mais elaborada do "Computador para Todos" que, desde agosto de 2007, permite que seja oferecido à população um programa de acesso discado com mensalidade de R$ 7,50.
Há divergências no governo em relação à forma do projeto. O Ministério do Planejamento defende uma rede estatal de banda larga (administrada pela Telebrás ou pelo Serpro), solução que esbarra em um impasse jurídico envolvendo a Telebrás. Já o Ministério das Comunicações quer uma aliança com as atuais operadoras.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

21.10 - Windows 7 forçou Microsoft a corrigir falhas dela mesma 
'Para fazer seu novo sistema operacional, a Microsoft Corp. precisava de mais do que consertar as falhas do antecessor. A empresa também teve de resolver grandes problemas em seu processo de desenvolvimento de software.
O esforço de três anos para criar o Windows 7, que chega às lojas nesta quinta-feira, foi marcado pela colaboração mais próxima entre as milhares de pessoas que trabalham nos vários aspectos do produto - reduzindo lacunas de comunicação que contribuíram para atrasos e defeitos no Windows Vista, um dos maiores tropeços da empresa.
Steve Ballmer, o diretor-presidente da Microsoft, também determinou que os programadores trabalhassem mais próximos dos fabricantes de computadores, como a Hewlett-Packard Co., e de outras empresas no mundo do PC para evitar os tipos de problemas que atrapalharam o Vista.
É cedo demais para dizer se o esforço funcionou. Mas críticas iniciais favoráveis ao Windows 7 restauraram parte da fé em que a empresa ainda possa ter sucesso em um negócio que respondeu por mais de metade de seu lucro operacional de US$ 20,36 bilhões no último ano fiscal.
"Acho que a Microsoft sabia que com o Windows 7 tinha de trabalhar mais duro e corrigir certos equívocos", diz Richard Barton, um empreendedor de Seattle que trabalhou na Microsoft em Windows e outros produtos durante a maior parte dos anos 90. "Parece que estão fazendo isso."
A campanha foi liderada por Steven Sinofsky, um veterano da Microsoft, na qual está há 20 anos, que trabalhou no grupo do Office e foi encarregado do planejamento da próxima versão do Windows em 2006. É um processo de planejamento que Sinofsky compara a um projeto épico de remodelação da casa. "O Windows não é diferente - é a cozinha para 1 bilhão de pessoas", diz.
Dois dos maiores problemas do Vista foram que demorou demais para ficar pronto - cinco anos - e que software crucial para o uso de impressoras, placas de vídeo e outros equipamentos não estava pronto quando o sistema operacional foi lançado, de modo que os primeiros usuários não podiam usar muitos desses apetrechos com seus PCs.
Um grande problema era que a equipe do Windows havia se transformado num conjunto rígido de silos - cada um responsável por recursos técnicos específicos - que não compartilhavam seus planos abertamente. O código de programação que cada um criava podia funcionar bem por conta própria, mas causar problemas técnicos quando integrado com código criado por outros.
"É aí que os conflitos começaram", diz Julie Larson-Green, uma diretora e especialista em interface que trabalhou no grupo do Office com Sinofsky. Com o Windows 7, Sinofsky e Larson-Green pressionaram os programadores a compartilhar planos e pensar mais amplamente sobre a experiência de uso do PC.
Essa abordagem ajudou a equipe do Windows 7 a se ater a um importante novo objetivo chamado "silenciar o sistema", que tinha o propósito de minimizar as janelas e pop-ups - como advertências de segurança - que surgem na tela durante a operação normal do PC. Essas mensagens irritantes foram um dos aspectos mais criticados do Vista.
No Windows 7, a Microsoft reduziu essas mensagens para fazer com que os usuários se sintam mais confortáveis e no controle, diz Linda Averett, uma gerente de programa de grupo da Microsoft que foi uma das líderes da iniciativa de silenciar o sistema. "Todo grupo sabia que aquilo era parte do plano", diz Averett. "Por isso, quando eu apareci, eles não estavam surpresos e fomos capazes de fazer isso realmente funcionar."
A colaboração também ajudou a Microsoft a adicionar novos recursos chamativos. Entre eles há avanços numa tecnologia chamada multitoque, que permite aos usuários fazer comandos ao tocar com vários dedos telas especialmente equipadas.
O Vista oferecia uma versão da tecnologia de toque que era principalmente um substituto direto de um mouse. Com o Windows 7, ao contrário, o software responde diferentemente quando sente que um usuário está tocando uma tela, espaçando ícones diferentemente e alargando barras de rolagem nos aplicativos para que se ajustem às dimensões dos dedos - algo que exigiu aos engenheiros da área de toque que trabalhassem mais perto de todos os principais grupos do Windows 7, diz Ian LeGrow, um gerente de programa de grupo da Microsoft.
"Em vez de ser um plano controlado por um time, nosso plano era uma parte de todos os times", diz LeGrow, que liderou a equipe da tecnologia de toque no Windows 7.
A Microsoft colaborou mais intimamente com seus parceiros de hardware também. A Hewlett-Packard e a Microsoft designaram equipes internas para fazer um "mergulho nas entranhas" dos PCs HP e identificar como acelerar o tempo de carregamento e desligamento do Windows 7, diz John Cook, diretor de marketing de PCs de mesa da HP. "Com o Vista, isso nunca funcionou", acrescenta.   (Nick Wingfield, colaborou Pui-Wing Tam - The Wall Street Journal/Valor Online)

21.10 - Pequeno empresário usa web para melhorar gestão
Novas ferramentas permitem aos empresários acesso remoto a sistemas da empresa
Pequenos empresários estão aproveitando as facilidades da internet para ganhar tempo e melhorar a gestão de seus negócios. O acesso remoto a programas, documentos e serviços, de qualquer computador ou telefone conectado à internet, parte de um movimento batizado de "cloud computing" (computação em nuvem), já está sendo adotado por empresas de menor porte. O aumento na oferta de softwares de gestão empresarial com plataformas online, nos últimos anos, estimulou o movimento.
"É cada vez maior a necessidade de se estar conectado ao negócio, sem estar fisicamente ligado a ele", diz o gerente de varejo do UOL Host, Thiago Rigonatti. No caso dos pequenos empreendedores, que acumulam funções na administração do negócio e acabam juntando o tempo dedicado à empresa com as horas livres, a busca por conectividade é ainda maior. "Às vezes, ele tem uma ótima ideia no fim de semana ou precisa resolver um problema no meio de uma festa de família. As ferramentas de mobilidade o ajudam a administrar esse tempo."
Grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e IBM, e também as pequenas empresas do setor têm observado essa demanda dos pequenos e investido em novas soluções. Já há no mercado diferentes softwares de gestão empresarial que podem ser acessados via web. "Isso traz flexibilidade e agilidade", diz Eduardo Nistal, diretor da TI Educacional, que desenvolveu um programa que inclui funções de controle financeiro, de estoque e gestão de relacionamento com o cliente (CRM). "O pequeno empresário pode verificar e atualizar essas informações de qualquer lugar em que esteja, por meio de seu celular com acesso à internet."
Com essa ideia, a empresa Samba Business criou um serviço de administração de websites para atender às empresas menores. O fundador André Fernandes explica que a plataforma permite que os empresários criem e atualizem conteúdo a qualquer momento. A ferramenta também possibilita ao empreendedor administrar intranet, correio e comércio eletrônico dentro do site. "Ele tem controle total sobre o conteúdo, eliminando intermediários, o que traz agilidade e queda de custos." 
Segundo Rigonatti, os fabricantes acordaram para as necessidades desse segmento. "Eles começam a entender que o empreendedor não precisa só do calendário, mas também acessar seu blog, fazer alteração no site ou procurar um histórico do cliente", comenta. 
Outro benefício é em relação a custos, já que o dono do negócio não precisa se preocupar com aquisição e manutenção de uma plataforma (servidor) ou aquisição de softwares. "Em vez de comprar uma licença, ele contrata um serviço, pagando mensalmente", diz o consultor. 
A empresária Simone Vieira, dona de um serviço de buffet de festas infantis, foi atraída por essa vantagem. Há alguns meses, trocou as planilhas de Excel por um software de gestão que permite o acesso remoto. "Diminuiu muito o trabalho e, com isso, ganho tempo para pensar mais na estratégia da empresa."Ao mesmo tempo, economizou. "Não precisei investir em equipamentos e backups."  (Marianna Aragão - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

20.10 - Na estreia do Windows 7, Apple mira insatisfeitos com PCs 
Toda a indústria dos computadores pessoais está à espera do lançamento do Windows 7 pela Microsoft, marcado para quinta-feira. Segundo a opinião geral, é a melhor versão do sistema operacional em anos. Mesmo assim, a Apple, concorrente mais próxima da Microsoft, planeja silenciosamente se aproveitar do lançamento. "É uma oportunidade muito boa para nós", diz Philip W. Schiller, vice-presidente sênior de marketing da Apple.
A Apple vê o Windows 7 como sua melhor chance em anos de conquistar usuários de longa data dos PCs. Milhões de pessoas deverão correr às lojas em 2010 para substituir suas máquinas velhas. Esse movimento deverá ser incomum porque o o sistema operacional anterior da Microsoft, o Vista, foi tão criticado que muitas pessoas preferiram continuar rodando suas máquinas no sistema Windows XP, que já tem oito anos.
Nas próximas semanas, a Apple deverá atingir esses compradores de PCs com propaganda destinada a atraí-los para seus Macs. Ela provavelmente vai bater na tecla de que os Macs são menos suscetíveis a vírus e mais apropriados para os seus populares iPods e iPhones. E certamente ela vai zombar da Microsoft por fazer os proprietários do XP passarem por um processo árduo de atualização para o Windows 7 - que incluirá uma cópia de segurança de todos os arquivos em um drive externo, a reformatação de seus PCs e, depois, a reinstalação de todos os programas antigos, assumindo que as pessoas ainda terão os CDs de instalação. "Qualquer usuário que seguir esses passos provavelmente vai ficar maluco. Se você precisa passar por tudo isso, por que não comprar um Mac?", diz Schiller.
Não há dúvidas de que a Microsoft e parceiros como a Hewlett-Packard (HP), Dell e Acer vão se beneficiar da estreia do Windows 7. Os fabricantes de PCs vão lançar uma variedade de novos modelos, dos netbooks de US$ 300 aos PCs com tela sensível ao toque. A Microsoft ameniza os transtornos envolvidos na atualização para o novo sistema operacional e diz que a maioria das pessoas vai comprar PCs novos de qualquer maneira, o que significa que o software não será instalado por elas mesmas. "Entre as pessoas que vão comprar o Windows 7, a maioria vai mudar para um equipamento novo", afirma Parri Munsell, diretor de gerenciamento de produtos para o consumidor da Microsoft.
Os fabricantes de PCs deverão se beneficiar do fato de que suas máquinas serão bem mais baratas que as da Apple, principalmente em razão da situação econômica. O preço médio de um PC Windows é de US$ 537, comparado aos US$ 1.434 do Mac, afirma o analista Stephen Baker, do centro de estudos PC Data. "Não acho que haverá um grande número de pessoas com máquinas rodando perfeitamente bem no XP decidindo que vão mudar para um Mac novinho", afirma ele.
Schiller não disse se a Apple está planejando reduzir seus preços, o que certamente atrairia muitos compradores novos. Ele observa que a companhia já tem programas de ajuda aos usuários de PCs que querem mudar para um Mac; as pessoas que pagam US$ 99 por ano para participar do programa de treinamento "One to One" podem levar seus PCs a uma loja da Apple e transferir todos os seus arquivos.
Schiller diz que o sucesso do sistema operacional da Apple é um indicador da mudança do destino no setor de tecnologia. Enquanto menos de 20% dos usuários do Windows mudaram para o Vista, lançado há três anos, mais de 70% dos usuários do Mac fizeram a atualização para o sistema operacional lançado pela Apple mais ou menos na mesma época. Ele tem expectativas parecidas para o Snow Leopard OS, lançado pela Apple há quatro meses. "Acredito que o Snow Leopard terá uma taxa de atualização incrível, e o Windows 7 não", diz Schiller.
Esta é a Apple - calma e confiante de que o mundo tecnológico está marchando em sua direção. "Já passamos por essas transições antes e não importa a maneira como olhamos para ele, ainda se trata do Windows", diz Schiller. "Quando tudo passa, o Mac sempre acaba ganhando um pouco de participação a cada vez." (Peter Burrows - BusinessWeek, tradução de Mario Zamarian - Valor Online)
 
 
 
 

19.10 - Complemento criado pela Microsoft deixa Firefox vulnerável a ataques
Uma atualização feita pela Microsoft em fevereiro pode deixar o Mozilla Firefox vulnerável a ataques, admitiu a empresa durante a semana.
A extensão chamada “Windows Presentation Foundation”, instalada no navegador da Mozilla através de uma atualização do Windows Update, permite que a criação de um site falso atinja o Firefox.
O plug-in foi instalado junto com a atualização .NET Framework 3.5 Service Pack 1, disponível desde fevereiro. O Windows Presentation Foundation foi adicionado ao Firefox sem autorização dos usuários.
Em um post no blog Security Research & Defense, da Microsoft, engenheiros da companhia explicam como os usuários do Firefox podem fazer para desativar a extensão. 
A vulnerabilidade também afeta usuários de todas as versões do Internet Explorer, incluindo o IE8. (Computerworld)

19.10 - Brasil é o terceiro entre os mais infectados pela praga Kido
O Brasil é o terceiro país mais infectado pelo vírus para Windows Kido, com 13% dos ataques no país, de acordo a empresa de segurança de internet russa Kapersky Lab. Em primeiro está o Vietnã, com 19%, e em segundo lugar a Russia, também com 19%. 
O Kido, também conhecido como Conficker, Downup ou Downadup, é considerado uma das pragas mais perigosas da internet, presente em 28% de todas as ameaças do mundo e 17% das ameaças da América Latina, segundo a empresa.
O vírus faz parte de um conjunto (Kido, Palevo e FlyStudio) que se propaga por dispositivos USB removíveis, como pen drives, celulares ou câmeras digitais. 
O sistema que inicia automaticamente esses dispositivos no Windows, chamado de autorun, é o principal responsável pela propagação em massa do vírus. 
Em uma análise da América Latina, o Kido representa 20% de todas as infecções, ou seja, 200 mil computadores. 
A Kaspersky Lab alerta os usuários para que tomem medidas simples de segurança, como desabilitar o recurso autorun do Windows e trocar a senha de e-mails e redes sociais constantemente. (IDG Now)

19.10 - Novo AVG Antivírus 9.0 é 50% mais rápido, segundo fabricante
A desenvolvedora de softwares para segurança AVG Technologies anunciou na sexta-feira (16/10) o lançamento do antivírus gratuito AVG 9.0. 
De acordo com a empresa, a nova versão conta com melhorias significativas na velocidade e níveis de proteção e maior facilidade de utilização.
A prioridade desta versão é o aumento da velocidade de buscas por vírus e spywares no computador. O software traz um recurso que marca os arquivos como seguros ou potencialmente perigosos durante o primeiro teste e ignora os arquivos seguros nos futuros testes, exceto quando um arquivo marcado é modificado.
O novo recurso promete reduzir o tempo de verificação em até 50%, de acordo com a configuração do sistema, e também uma melhoria de 10 a 15% nos tempos de inicialização e uso de memória. 
A nova versão do antivírus também oferece detecção aprimorada de phishing por meio de melhorias no LinkScanner. O software aplica mais de 100 diferentes indicadores de ameaça em cada página e, se necessário, consulta o servidor da AVG para averiguar se há riscos.
A versão gratuita do AVG 9.0 já está disponível em português e pode ser baixada no site www.avgbrasil.com.br/free. (IDG Now)

19.10 - Cópias piratas do Windows 7 já são vendidas na China
Cópias piratas do novo sistema operacional Windows 7, da Microsoft, já são vendidas em lojas do movimentado mercado Xinyang, em Xangai, uma semana antes do seu lançamento oficial.
Os chineses têm conseguido comprar as cópias pirateadas por apenas US$ 2,93 cada, quando o preço oficial é de até US$ 320.
O "lançamento antecipado" do Windows 7 na China representa o desafio que grandes fabricantes de software enfrentam no país, segundo maior mercado de computadores do mundo.
Uma pesquisa feita pela empresa IDC estima que quase 80% dos softwares vendidos na China em 2008 eram piratas. Embora o número esteja caindo, ainda representa o dobro da média global e fica quase quatro vezes acima de mercados desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão.
"A grande questão que está conduzindo a pirataria na China hoje é o preço", afirmou o analista Matthew Cheung, do Gartner, outra empresa de pesquisa.
A violação dos direitos de propriedade intelectual é um problema contínuo nas relações da China com seus principais parceiros comerciais.
A Business Software Alliance, uma associação comercial criada pela indústria de softwares, afirma que o setor perdeu mais de US$ 6,6 bilhões para pirataria no ano passado na China, atrás apenas dos Estados Unidos.
O Gartner estima que as taxas de pirataria na China cairão para 50% até 2012, alcançando os mercados aisiáticos desenvolvidos como Hong Kong. (Kelvin Soh e Melanie Lee - Reuters/ Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

16.10 - Prevenção aos perigos da Web
A internet é fonte de informação e entretenimento para milhões de pessoas em todo o mundo. Sua utilização, entretanto, principalmente por crianças e adolescentes, exige muita atenção. A grande rede pode ser o palco de praticamente todos os crimes que acontecem no ambiente real, como pedofilia e aliciamento de crianças para a prostituição. Contudo, tomadas algumas atitudes simples, o seu uso pode ser bastante seguro e confiável.
O assessor de prevenção da organização não governamental SaferNet, Rodrigo Nejm, ressalta que o mundo virtual apresenta os mesmos perigos que o mundo real. "As pessoas precisam ter em mente que qualquer crime que acontece na vida real pode também acontecer via internet", sustenta. Segundo ele, o mesmo cuidado que é tomado no cotidiano "real" deve ser transposto para a internet. "Da mesma forma que os pais orientam seus filhos a não falarem com estranhos na rua, é importante orientá-los a não conversar com desconhecidos na internet."
Segundo dados da SaferNet, no primeiro semestre deste ano 55% das mais de 44,5 mil denúncias de crimes na web se referiam à pornografia infantil. O crime pode ocorrer de várias formas. Há casos, por exemplo, nos quais as crianças são coagidas a fotografar o próprio corpo, ou exibi-lo por uma webcam. Em outras situações, o assédio acontece de forma mais sutil, quando os agressores induzem as crianças a falarem sobre sexo. A rede também é um dos caminhos para a exploração sexual, principalmente de adolescentes, recrutados via internet para a prostituição. 
Para Rodrigo, outro problema que vem crescendo entre os jovens internautas brasileiros é o chamado "sex pin", em que, durante uma paquera pela internet, o adolescente fotografa partes íntimas do próprio corpo e envia para outros jovens. O problema é que, na maioria das vezes, essas fotos acabam sendo divulgadas para outras pessoas, indo parar inclusive em redes de prostituição. "O jovem precisa ter a consciência de que a internet é um lugar público, como a rua, por exemplo. A partir do momento que ele envia suas fotos, perde total controle sobre o destino que elas irão tomar", alerta.
ESTRATÉGIA. Cássia Barros Pacheco, mãe de Victória, 10 anos, e Augusto, 7, é rigorosa no controle do acesso dos filhos. Na casa, o laptop da família fica guardado fora do alcance das crianças. "Eles só entram junto comigo. No MSN, usam a minha conta, e todos os outros sites que exigem senha, eu controlo", explica ela, que tenta minimizar o tempo que as crianças passam no computador. "Todas vezes que eles pedem para entrar, eu tento convencê-los a fazer outra coisa, como montar um quebra-cabeças ou ler um livro."
Mesmo com todos os cuidados, Cássia já se viu em uma situação complicada. Um dia, ao abrir o perfil da filha em um site de relacionamentos, ela se deparou com diversas imagens de pornografia deixadas por um desconhecido. "A minha filha ficou sem entender o que estava acontecendo, eu apaguei tudo e ficamos muito tempo sem acessar esse site", conta a mãe. Apesar do susto, a situação serviu para orientar melhor a filha sobre os perigos da internet. "Eu aproveitei para mostrar para ela que eu controlo tanto o uso do computador para evitar situações como aquela", completa.
Para Marcus Fonseca , coordenador de desenvolvimento de sistemas do Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (IBICT), autarquia ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é importante os pais incentivarem o uso educativo da internet. "Os pais precisam incentivar as crianças a acessarem sites de conteúdo positivo. Também seria interessante criar um cardápio de sites educativos ou de entretenimento previamente selecionados, onde a navegação é segura", conta.
Outra opção é a instalação de bloqueadores de conteúdo, programas de fácil instalação que impedem que a criança acesse sites com pornografia ou violência. No entanto, os pais devem ficar atentos. O uso desses programas não garante proteção total, porque existem sites que ensinam como desativá-lo sem a autorização dos pais. Portanto, diálogo e conscientização são sempre a melhor saída.
MEDIDA DRÁSTICA. A dona de casa Dilza Scarpa resolveu adotar uma atitude drástica em relação à exposição dos filhos na internet. Para proteger Rodrigo, 14 anos, e a pequena Camila, 9, ela decidiu não manter computadores em casa. Apesar da reclamação das crianças, o acesso é feito apenas na escola e para pesquisas escolares. "Não quero que eles deixem de estudar ou brincar para passar o dia todo na frente do computador", justifica a mãe.
A atitude linha dura parece estar dando bons resultados. O filho mais velho, Rodrigo, é um dos melhores alunos da escola. "Eu sempre recebo cartas da direção do colégio dele parabenizando pelas notas dele, pelos seus resultados nos simulados" , orgulha-se a mãe. Ela atribui o sucesso nos estudos ao tempo que o filho economiza não utilizando o computador. "Se ele tivesse acesso, passaria o dia todo conectado, ia deixar de estudar e de fazer outras brincadeiras mais saudáveis. Assim, pelo menos por enquanto, nada de computador aqui em casa", conclui.   (Jornal do Commercio Brasil)

16.10 - TI em saúde: economia digital
"Mercados emergentes estão se igualando aos países ricos. Essa virada de eixo faz com que a Saúde se beneficie", diz Ricardo Amorim
Estados Unidos e a Europa não serão mais os países dominantes. O dinheiro deixou de ser um fator influente para se fazer negócios no mundo. São com essas afirmativas que o consultor da Ricam Consultoria, Ricardo Amorim, conclui que os mercados emergentes estão à frente da economia mundial. "E mais que isto, o Brasil hoje investe mais em tecnologia no setor da saúde do que os outros países do Brics [Brasil, Rússia, Índia e China]", destaca.
As deduções de Amorim levam a um único caminho para o setor de saúde brasileira: o crescimento. Para o consultor, os Brics já são tão importantes quanto os países desenvolvidos para a demanda mundial. "Essa virada de eixo faz com que a Saúde se beneficie ainda mais porque os países que vão estar com maior crescimento onde o dinheiro vai estar sendo gerado não têm educação. Eles vão ter que investir em ensino. O mesmo acontece com comida e especificamente com saúde, afinal os gastos com saúde aqui no Brasil são muito menores do que nos EUA, por exemplo. E o setor de saúde como um todo vai sair ganhando com essa situação", estima.
Outra mudança de cenário considerada importante dentro do segmento é o tipo de serviço de saúde. A demanda de um país emergente não é a mesma de um país desenvolvido, seja em função de tipo de doença, ou não. "Uma coisa é voltar para a massificação de cuidados básicos e outra é voltar para procedimentos avançados. O que vai explodir de demanda no mundo está voltado para procedimentos massificados em muitas gentes e não para os procedimentos ultra avançados", diz Amorim.
Tantas perspectivas para o setor da saúde brasileira e muitos gestores investindo em uma melhor qualidade para que as previsões de Amorim se concretizem. Embora alguns líderes não estejam tão confiantes. "Acho que o setor da saúde que nós temos assistido é justamente ao contrário, a crise veio com um sinal bastante negativo em relação à expansão da forma como o mercado realiza e pratica as questões da saúde", avalia o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Claudio Luiz Lottemberg. "Para que a situação econômica favoreça o setor da saúde no Brasil, a sociedade tem que estar disposta a saber o quanto ela quer de recursos na sustentabilidade do sistema."
A saída, segundo Lottemberg, é que a saúde seja administrada com as melhores ferramentas de gestão. E ainda, para o executivo, é inconcebível que o Brasil não tenha um sistema que dê acesso a toda sociedade, haja vista a preocupação do presidente Barack Obama em trazer mudanças significativas a ponto de transformar o sistema americano num modelo universal.
Para se alcançar a gestão considerada essencial pelas lideranças do setor, a TI seria uma alternativa. Na Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), a atividade de realização através do meio eletrônico é considerada fundamental para a eficiência da gestão. "A ideia de rede vai contra o pensamento sistemático e contra a hierarquia. É diferente do que vínhamos fazendo", considera o membro do Conselho Deliberativo da Anahp, Gonzalo Vecina Neto, ao comentar que o setor olhou para a gestão com outros olhos a partir do momento em que a inflação acabou. "Tínhamos desprezo pela eficiência, sem pensar nos custos."
A Tecnologia da Informação pode muito contribuir para que o setor de saúde do Brasil, assim como a economia do País, seja eficiente e se iguale ao mercado desenvolvido. "Mais do que isto, a TI pode ajudar a diminuir a exclusão social", conclui Vecina.
A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) concorda que o uso da TI no setor é um grande potencial para que haja a transformação estimada pelo consultor Ricardo Amorim.
Embora o membro da SBIS, Daniel Sigulem, acredite que conduzir inovações na área de TI dentro de hospitais seja uma tarefa difícil, o esforço acaba sendo reconhecido pela diretoria das instituições. "Mudar paradigma não é trivial. Tem que convencer o setor sobre os benefícios da TI, que são: redução de custos e informação correta, principalmente."
De acordo com Sigulem, enquanto os gastos com a TI em saúde variam entre 3%, os benefícios financeiros são estimados em 37% e os da melhoria da qualidade acima de 70%.
"A adoção de padrões para comunicar e proteger dados é um fator essencial para o sucesso das iniciativas de implantação de sistemas digitais na área da saúde", conclui.   (Thaia Duó - Saúde Business Web)

16.10 - Sócio da Oi critica proposta de criar rede estatal de banda larga 
Já presidente da Telefônica não descarta parceria, mas diz que governo precisará cumprir a sua parte
O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, atacou na quarta-feira a criação de uma rede estatal de banda larga, ideia que está sendo gestada pelo governo federal. A Andrade Gutierrez é acionista controladora da Oi, que seria afetada pela concorrência do Estado.
Azevedo, que também integra o Conselho de Administração da Oi, disse que o Brasil fez opção pelo modelo privado de telecomunicações quando a União vendeu o controle das empresas do Sistema Telebrás, em 1998. "O retrocesso não faz sentido", declarou.
A criação de uma rede pública de banda larga é defendida pelo Ministério do Planejamento e pela Casa Civil da Presidência da República. A proposta é que seja construída com as redes ociosas de fibras óticas das empresas estatais Chesf, Furnas, Eletrobrás e Petrobras. Cogita-se também o uso da rede da Eletronet, que está em processo de falência e tem 49% de participação da Eletrobrás.
O projeto foi encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro. Dois grupos de trabalho foram formados, dentro do governo, para preparar a proposta, com data prevista para conclusão em 10 de novembro.
Divergência
A rede nacional de banda larga teria extensão de 31,5 mil quilômetros de fibras óticas e cobriria 4.245 municípios, onde vivem 87% da população.
Os ministérios das Comunicações e do Planejamento têm concepções divergentes sobre o projeto. Enquanto o ministro Hélio Costa (Comunicações) quer que a rede seja montada com as operadoras privadas, o secretário-executivo do Planejamento, Rogério Santana, defende que ela seja gerenciada pela estatal Telebrás (que seria fortalecida com uma capitalização da União) para criar um ambiente de competição.
Pequenos provedores de internet usariam a infraestrutura pública para oferecer acesso em banda larga, sobretudo no interior do país.
Pelos cálculos do Ministério do Planejamento, seria possível construir essa rede estatal de banda larga por R$ 3,2 bilhões, incluindo a infraestrutura (rede) e os acessos.
Já o ministro Hélio Costa apresenta números mais próximos aos das operadoras. Segundo ele, a conta fecharia em R$ 10 bilhões.
A cifra corresponde, segundo o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, ao investimento total das operadoras privadas em banda larga no ano passado. Hélio Costa e Rogério Santana, do Planejamento, não foram encontrados até a conclusão desta edição.
Críticas
A reação de Azevedo foi a primeira manifestação pública da parte das teles sobre a criação da rede pública de banda larga. Segundo ele, há consenso entre as teles de que há um compromisso histórico com o modelo privado. "A Telebrás só está viva para cobrir a deficiência de pessoal da Anatel", afirma. Parte dos funcionários da agência é empregada da Telebrás.
Azevedo diz que apoia o plano nacional de banda larga, desde que as teles façam parte dele e que seja gerenciado por empresa com controle privado.
Valente, da Telefônica, concorda com um modelo público-privado para a universalização da banda larga, mas diz que a expansão do serviços é emperrada pelo Estado, que não cumpre seu papel. "Não dá para expandir sem licença e sem espectro de radiofrequência. Se o governo não cumprir sua parte, a gente não tem o que fazer."
O presidente da Claro, João Cox, afirma que a operadora levou a infraestrutura de 3G (telefonia celular de terceira geração) a 300 cidades que aguardam a chegada das redes de transmissão.  (ELVIRA LOBATO e JULIO WIZIACK -Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

15.10 - Câmera ajuda a publicar vídeo na internet
Filmadora da JVC não trabalha com alta definição, mas passa vídeos direto para o YouTube com facilidade 
Os adeptos dos vídeos digitais para a internet têm uma boa opção de equipamento com a câmera filmadora JVC GZ-MS90. Pesando 270 gramas, ela é compacta e tem funcionalidades que facilitam a vida dos que gostam de publicar vídeos on-line e não exigem imagens em alta qualidade. Além de ser uma filmadora, a câmera faz fotos. 
As principais características do aparelho são o zoom óptico de 28 vezes, o processo automático para a passagem de arquivos para o site de vídeos YouTube -usando o programa CyberLink, que vem junto com o produto-, a facilidade no manuseio e o uso de cartões SD/ SDHC para armazenar. 
Além disso, o modelo tem preço acessível (R$ 999), se comparado ao de filmadoras mais sofisticadas. 
Qualidade de imagem
A JVC GZ-MS90 não faz imagens em alta definição, por isso é recomendada para fazer vídeos para a internet. O tamanho padrão de vídeo é 720x480 pixels, no padrão MPEG-2, com três modos de gravação. Esses modos são: Ultra Fine, Fine e Normal, com taxas de 8,5, 5,5 e 4,2 Mbps, respectivamente. 
Há também a possibilidade de gravação de vídeos em modo econômico, no qual o tamanho é reduzido pra 252x240 pixels, a uma taxa de 1,5 Mbps. 
Em relação à qualidade da foto, o padrão de resolução é de 72 DPI com tamanhos de imagens de 640x480 pixels, divididos em dois modos, no formato JPEG. Esse padrão não é bom para quem quer imprimir suas fotos, porque a maioria das empresas de revelação de fotos exige uma resolução de, pelo menos, 250 DPI. Contudo, a resolução oferecida é razoável para publicação na rede. 
Os mecanismos de estabilização da imagem oferecidos pela filmadora são bons quando o zoom não é usado, e a qualidade de estabilização diminui de acordo com o aumento da taxa de zoom. Esse processo é importante para atenuar o tremor natural das mãos. 
Armazenamento
O peso e as dimensões reduzidas da câmera devem-se à ausência de mecanismos para a gravação de vídeo em mídias tradicionais (como fitas magnéticas ou DVDs). O armazenamento é feito em um cartão SD/SDHC -a câmera suporta até 16 Gbytes. 
A filmadora recebida para o teste veio com um cartão SD de 1 Gbyte. Apesar disso, a JVC comunicou que a câmera será vendida com um cartão de 4 Gbytes -suficiente para a gravar uma hora de vídeo na qualidade mais elevada. Uma das limitações do armazenamento é o tamanho máximo dos arquivos gerados, que não pode exceder 4 Gbytes. Essa limitação se deve ao sistema de arquivos FAT (File Allocation Table), usado na formatação do cartão de memória. Para minorar esse problema, o programa interno da câmera gerencia a criação de arquivos, caso a gravação de um determinado vídeo exceda o tamanho. 
Outro ponto negativo está no tempo máximo de gravação consecutiva, que é de 12 horas. Após esse tempo, a gravação é interrompida, ficando ao usuário a responsabilidade de recomeçar o processo. 
Áudio e bateria
A qualidade do áudio obtido é razoável, considerando que a câmera não permite a conexão de microfone externo. Uma funcionalidade interessante é a redução de ruídos dos ventos, o que permite que a câmera seja usada em lugares altos, onde a incidência de ventos compromete a qualidade do som. 
O áudio capturado pela filmadora é dividido em dois canais utilizando um sistema Dolby Digital, com quatro configurações de qualidade para cada um dos modos de qualidade de vídeo já comentados. No aspecto consumo de energia, a filmadora se comportou muito bem. Em testes realizados com a câmera em movimento -e com a manipulação do zoom-, a autonomia foi de aproximadamente duas horas e dez minutos de gravação. 
Para o YouTube
Uma das principais funções da câmera é a possibilidade de passar o vídeo diretamente para o YouTube. A operação é simples e não requer nenhum esforço extra. Só é preciso que a filmadora esteja configurada no modo Upload. 
Ao término da gravação de um vídeo no modo Upload, o usuário tem a opção de conectar a filmadora a um PC por meio de um cabo USB e iniciar o processo de passagem do vídeo. Também é necessária a instalação de um programa. Com o programa em operação, o usuário deve selecionar os vídeos que serão mandados, entrar com seu nome de usuário e senha do YouTube e submeter os arquivos. A facilidade do processo, que se mostrou bastante eficaz, surpreendeu. 
Visão geral
Os seguintes acessórios acompanham a filmadora: carregador, CD de instalação, bateria, cartão de memória, cabo de áudio e vídeo e cabo USB. O manual é explicativo e tem linguagem de fácil entendimento.   (THIAGO CAPRONI TAVARES, JÚLIO CEZAR ESTRELLA, MARCOS JOSÉ SANTANA e REGINA HELENA CARLUCCI SANTANA - Folha de S.Paulo)

15.10 - Diferenças entre os formatos de arquivos de vídeo
Entre os tipos de formatos de vídeo, como AVI, RMVB e MKV, qual é o que garante melhor qualidade de imagem? E qual é o programa que converte o filme em DVD para esses formatos? 
Ailton
Resposta: Um mesmo filme gravado no formato RMVB possui quase a metade do tamanho de um que seja gravado no formato AVI. 
Se dermos dez como nota máxima para a qualidade do vídeo AVI, podemos atribuir 8,5 ou 9 para o vídeo no formato RMVB. Os arquivos AVI são compatíveis com praticamente todos os players (programas) do mercado. O formato RMVB é compatível com o Real Player e com outros programas que tenham codecs, ou extensões, que entendam o seu formato. Um exemplo é o Media Player Classic (superdownloads.uol.com.br/download/79/real-alternative).
O formato MKV é, de uma forma simplificada, uma variação do formato AVI. Ele possui mais recursos para a edição de vídeos e é menor do que o AVI. 
Ele pode ser executado no Windows Media Player mais recente ou em outros players que tenham codecs para ele, como o SMPlayer, disponível em www.baixaki.com.br/download/smplayer.htm.
A vantagem do AVI sobre os dois outros formatos é que ele pode ser gravado diretamente em um DVD como um arquivo e ser exibido na maioria dos tocadores de mesa do mercado, o que já não ocorre com os outros formatos. Se for para ver no PC, os formatos RMVB e MKV economizarão muito espaço para o leitor. Se quiser ver os vídeos em DVD, o formato AVI será mais prático.
Existem muitos programas que fazem a extração do filme gravado em um DVD para formatos digitais como esses. Em www.riverpast.com/en/support/tutorials/convert/vob/mkv.php, o leitor encontrará programas que transformam os arquivos VOB, contidos nos DVDs, para os formatos citados.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

14.10 - Usuário de internet terá regras de proteção 
Anatel estuda conjunto de regras que obrigue às operadoras a prestar um serviço de qualidade 
A partir do próximo ano, as empresas provedoras de acesso à internet, incluindo as grandes operadoras, como Oi e Telefônica, terão de seguir regras com metas de qualidade na prestação dos serviços. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prepara um novo regulamento para o setor, com obrigações para as empresas e uma lista de direitos dos usuários. As novas regras têm também o objetivo de incentivar a competição e a entrada de novas operadoras no setor.
A garantia de entrega da velocidade contratada é um dos principais objetivos da Anatel. As estimativas são de que grande parte dos clientes não tem disponível nem metade da velocidade prometida pelas operadoras. “Hoje, o cliente não tem como exigir a velocidade. Ele quer baixar um filme, mas tem dificuldade, porque a empresa está saturada e não dá a ele o mínimo de garantia de acesso”, disse a conselheira da Anatel Emília Ribeiro.
Uma das ideias em estudo é estabelecer no contrato uma velocidade máxima e mínima, e a conexão só poderá oscilar dentro desta previsão. A conselheira cita uma experiência do governo do Chile que disponibiliza um programa de computador, que pode ser baixado gratuitamente, para medir a velocidade de conexão na casa ou no escritório do assinante. “Estamos querendo trazer isso para nós”, disse.
Pela proposta em estudo, haverá regras de atendimento ao cliente, de solução de problemas, de cobrança e de cancelamento do contrato. A empresa que descumprir as obrigações estará sujeita a abertura de processo administrativo e multa. O desempenho na prestação dos serviços será cobrado no Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ), que terá, entre outros indicadores, taxas para medir a quantidade de falhas nas tentativas de conexão e o número de quedas na conexão em uso.
Com cerca de 18 milhões de assinantes no Brasil, a banda larga para conexão à internet se tornou um serviço essencial, exigindo a atualização dos regulamentos. Essa necessidade ficou evidente também com as panes do serviço de banda larga Speedy, da Telefônica, que deixaram usuários sem internet. A expectativa é de que o novo regulamento entre em vigor no primeiro semestre de 2010. 
A agência está preocupada também em evitar a venda casada. Pela proposta, as prestadoras podem oferecer facilidades para a contratação de pacotes que tenham outros serviços, como telefonia e TV por assinatura, mas o assinante terá a opção de contratar apenas o acesso à internet.
AS MUDANÇAS
Atendimento: as empresas terão de manter centros de atendimento ao cliente, com ligação gratuita, 24 horas por dia. As queixas devem ser resolvidas em até cinco dias úteis
Rescisão: o contrato pode ser cancelado pelo assinante a qualquer tempo, sem ônus, e o serviço terá de ser desativado em até 24 horas a partir do pedido. A rescisão pode ser pedida pessoalmente, por telefone ou pela internet
Cobrança: o assinante terá 45 dias para contestar cobranças indevidas e a devolução de valores deve ocorrer na fatura seguinte. As empresas terão que emitir fatura especifica quando cobrarem em atraso por serviços prestados há mais de 60 dias
Suspensão: o assinante com pagamento em dia pode pedir a suspensão do serviço uma vez por ano, pelo prazo de 30 a 120 dias, sem custo. A operadora terá 24 horas para suspender e reativar o serviço
Corte: na inadimplência, a empresa terá prazo mínimo de 45 dias para suspender os serviços e o assinante terá de ser notificado pelo menos 15 dias antes
Contratos: deverão ter descrição detalhada do serviço, prazos para reparo, instalação, cancelamento e procedimentos para contestação de débitos, rescisão e suspensão dos serviços
Interrupção: As empresas devem comunicar qualquer interrupção no serviço, os motivos e as providências para resolver os problemas. Os cortes programados devem ser comunicados com cinco dias de antecedência   (Jornal da Tarde)

14.10 - Banda larga móvel tem atenção especial
Agência monta plano contra falhas
Com pouco mais de um ano de operação no Brasil, a banda larga pela telefonia celular já corresponde hoje a um terço dos 18 milhões de acessos à internet em alta velocidade do País e a expectativa é de que, já em 2010, ultrapasse o número de conexões pela rede fixa das empresas de telefonia e de TV paga. A previsão de crescimento é do superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, que coordena um programa preventivo para evitar panes na banda larga móvel.
O alerta para possíveis problemas veio principalmente do crescimento acelerado do mercado, que dobrou de tamanho desde o início do ano, chegando a 6,28 milhões em agosto. Esse crescimento levou a Anatel a montar dois grupos de acompanhamento, com a participação das empresas, para avaliar se a expansão das redes estava ocorrendo na mesma proporção. Valente disse, em entrevista à Agência Estado, que o trabalho dos dois grupos - técnico e estratégico - permite identificar onde estão os gargalos do tráfego de dados, onde existe mais demanda e onde é necessário mais investimento.
Uma reunião de avaliação com os presidentes das operadoras está marcada para dia 25 de novembro e o foco será o Natal, quando aumenta consideravelmente o volume de acessos, ligações e a venda de celulares e modems para conexão à internet.
De janeiro até agora, de acordo com o superintendente, as empresas aumentaram em 50% o número de antenas de celulares de terceira geração (3G) para atender o crescimento da demanda por banda larga, chegando a 15,4 mil antenas, de um total de 45 mil. 
Além do aumento do número de modems para conexão móvel, foi detectada também uma elevação no uso da internet pelo brasileiro, acima das médias internacionais. Com isso, as centrais de distribuição do tráfego de dados, que tinham capacidade para 2 gigabytes, foram ampliadas para 8 gigabytes e estão passando para 13 gigabytes. De acordo com o plano de prevenção, as empresas estão orientadas pela Anatel a reduzir a publicidade sempre que a demanda ficar próxima da capacidade das redes. A propaganda é retomada, de acordo com a orientação da Anatel, quando a expansão é feita. 
A agência reguladora recomendou também às empresas que não usem a mesma estrutura para encaminhar as ligações e as conexões à internet.   (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)

14.10 - Recuperação econômica e Windows 7 aumentarão demanda por chips
A demanda por chips de memória será impactada de maneira positiva durante o primeiro semestre de 2010 devido tanto à melhora na situação econômica mundial quanto ao lançamento do sistema operacional Windows 7 pela Microsoft. A afirmação foi feita nesta terça-feira (13) por Jim Jong-kap, presidente-executivo da Hynix na terça-feira.
"Se a economia não voltar a cair, a demanda deve ficar bem," disse Jim Jong-kap durante um fórum local de tecnologia.
Ele afirmou que a Hynix, empresa sul-coreana que se configura como a segunda maior fabricante mundial de chips de memória, vai elevar seu investimento de capital em 2010, ante o cerca de US$ 855,5 milhões (um trilhão de won) deste ano, mas não ofereceu outros detalhes.    (Reuters/Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

13.10 - Acer volta a fabricar notebooks no Brasil 
Gigante taiwanesa retoma produção no país depois de 15 anos; meta é expandir sua participação em vendas no varejo
Executivo dos EUA comandará operação da empresa no Brasil, enquanto Ingram fará distribuição dos produtos
Quinze anos após sua saída do Brasil, a taiwanesa Acer volta a se instalar no país. Conhecida por seus notebooks e netbooks, a fabricante já está produzindo seus equipamentos no país e fechou um acordo de distribuição com a americana Ingram Micro, líder nesse tipo de negócio no mercado brasileiro.
Agora, seus produtos poderão desfrutar dos benefícios fiscais concedidos aos demais concorrentes no Brasil e estarão presentes nos principais varejistas. Ao todo são 10 mil revendas associadas à Ingram Micro. Os pedidos já podem ser feitos e os produtos são os mesmos disponíveis no exterior.
O responsável pela empresa no país é o gerente-geral da Acer nos EUA, Mark Hill. Por enquanto, ele deve acumular funções até que a operação esteja devidamente consolidada.
O executivo Drew Goldman também está à frente da operação brasileira. A Folha tentou entrevistá-los, mas eles não responderam até o fechamento desta edição.
Fundada em 1976, a Acer se consolidou no mercado mundial ao adquirir a concorrente americana Gateway por US$ 710 milhões, em 2007. O negócio foi uma jogada estratégica porque a Gateway tinha preferência de compra na companhia americana Packard Bell, caso ela estivesse à venda. Naquele mesmo ano, a chinesa Lenovo fez uma proposta.
Resultado: por ter comprado a Gateway, a Acer acabou adquirindo 75% da Packard Bell e ultrapassou a Lenovo na venda de PCs e notebooks, em 2008. Hoje ela é a terceira maior do ramo, perdendo para HP e Dell.
No Brasil, a história da Acer é cercada de lendas e curiosidades. Uma delas é a de que a companhia teria deixado o Brasil, em meados da década de 1990, porque não conseguiu vender PCs em quantidade suficiente para receber incentivos fiscais do governo. Obrigada a pagar a diferença, ela teria decidido deixar o país. A Acer desmente essa versão e afirma que saiu do Brasil por motivos operacionais.
Desde sua saída, ela passou a atuar no país por meio de distribuidores regionais, que passaram a vender notebooks e netbooks importados. Em pouco tempo, a Acer despontou entre os líderes desse ramo.
No segundo trimestre de 2009, sua participação chegou a 8,3%, aproximando-se da HP, que possui fábrica e uma estrutura comercial de grande porte. Hoje a Acer possui apenas cinco distribuidores.
A Folha apurou que a entrada ilegal dos equipamentos da Acer no Brasil é o que explica esse resultado. Nos últimos anos, a Acer ganhou mercado porque revendedores no Paraguai importavam seus notebooks, que, depois, eram trazidos ao Brasil sem pagar os devidos impostos. Essa prática resultou em preços até 35% menores que os mais baixos do mercado. Com a política do governo Lula de redução de impostos sobre produtos de informática e a crescente oferta de crédito no país pelo varejo e por distribuidores, os computadores trazidos do Paraguai perderam competitividade.
"Mesmo em endereços conhecidos pela venda de artigos de origem duvidosa, já não se encontram produtos mais baratos que os das redes varejistas," diz José Martim Juacida, analista do IDC (International Data Corporation). "Produzir aqui ficou mais interessante."
Em parte, é isso o que explica a chegada da Acer ao Brasil. "Posso garantir que eles têm um plano sério, e não entraríamos nesse negócio se fosse diferente", diz Marcelo Medeiros, presidente da Ingram Micro no Brasil. Segundo Medeiros, o objetivo da Acer é conseguir ampliar seu volume de vendas, atingindo as principais redes varejistas do país.
Outro motivo é o próprio crescimento da economia brasileira e as perspectivas de venda de notebooks e netbooks. "Todos estudam vir para o Brasil", diz Ivair Rodrigues, da IT Data. Estima-se que em cinco anos, no máximo, eles ultrapassarão os PCs. Sinal desse vigor, a chinesa Lenovo tentou adquirir a líder nacional Positivo no final do ano passado.  (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)

13.10 - Governo quer parceria com teles
Para ministro, sem as empresas, não haverá plano de banda larga
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse na quinta-feira que é "absolutamente impossível" colocar em prática o Plano Nacional de Banda Larga sem a participação das grandes empresas privadas de telefonia fixa e celular. Segundo ele, para construir a infraestrutura necessária para levar internet ao interior do País e interligar escolas rurais, postos de saúde, hospitais e delegacias, por exemplo, serão necessários R$ 10 bilhões, dinheiro que o governo não tem. 
Numa manobra divergente de setores do governo que querem basear o programa na criação de uma estatal da banda larga, Costa se reuniu ontem com os presidentes das empresas de telefonia e pediu aos executivos que apresentem em 30 dias uma proposta de como essas operadoras podem contribuir com o programa. "Nós vamos precisar da infraestrutura de todas as empresas, de todos os recursos que elas possam ter e de enormes investimentos." 
Os empresários se mostraram disponíveis a fazer uma parceria com o governo, mas já sinalizaram que vão reivindicar desoneração fiscal para serviços e equipamentos e liberação de recursos de fundos setoriais. Participaram da reunião os presidentes da Telefônica, Antonio Carlos Valente, da Oi, Luiz Eduardo Falco, da Embratel, José Formoso, da TIM, Luca Luciani, e da Claro, João Cox. 
Antes de se reunir com os empresários, Costa foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também estaria "convencido", segundo o ministro, de que não é possível implantar o projeto sem as grandes teles. "O presidente da República está consciente de que um projeto dessa magnitude tem de envolver sim as empresas", afirmou. 
Para implantar o projeto de banda larga, o governo pretende usar redes da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet, que formariam a estrutura principal. Faltariam as ramificações para chegar ao usuário final e, segundo Costa, o governo não investirá nisso. 
O presidente da Oi avaliou que a participação das teles pode minimizar a necessidade de investimento público. Segundo ele, não faz sentido ficar duplicando redes. "Estamos dispostos a entrar neste projeto, assim como entramos em todos os outros projetos para os quais fomos chamados", afirmou Falco.   (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

09.10 - Em busca da fidelidade perdida
Faltam 15 dias para que o Windows 7, sucessor do Vista, seja lançado e possa redimir a Microsoft de um relativo fracasso, que acabou por bagunçar toda a rotina de lançamentos de sistemas operacionais da empresa. Enquanto o período entre uma edição e outra era de, aproximadamente, três anos, do XP para o atual demorou o dobro do tempo.
"Com o Vista, começamos o sistema operacional do zero. Tudo era novo", explica o gerente de Windows para o Brasil, Ricardo Wagner. Segundo o executivo da Microsoft, a intenção era frear problemas como vírus e malwares, que cresceram com a adoção maciça da internet. "Na época, o principal anseio dos usuários era por segurança", explica Wagner.
Tanto zelo, contudo, resultou em um sistema pesado demais, que tinha dificuldades para rodar nos computadores da época e ainda era mais complicado de usar que o XP. Entre os principais problemas estava o Controle de Contas de Usuário (WAC, na sigla em inglês), que fazia com que o usuário tivesse que, o tempo todo, confirmar suas ações.
"O anseio por segurança deu lugar, hoje, ao desejo de uma experiência de usuário melhorada", explica Wagner. E o Windows 7 andou nesse sentido. O WAC continua ativo, mas aparecendo menos vezes, sem incomodar tanto. Também concorre a favor do sistema menos exigente que o antecessor o padrão atual de configuração de computadores, que ficaram mais robustos.
"Enquanto, na época de lançamento do Vista, a quantidade padrão de memória RAM dos computadores não chegava aos 512MB, hoje passa de 1GB", analisa Wagner. Por isso, a pretensão de, finalmente, aposentar o Windows XP está mais próxima de ser realizada que nunca. "Temos testes com todas as versões do Windows 7 em netbooks e não há porque manter o XP", explica Oswaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral do grupo de serviços online e consumo da Microsoft.  (Tiago Falqueiro - Jornal do Commercio Brasil)

09.10 - Novo Windows põe fim ao longo pesadelo da Microsoft com o Vista 
22 de outubro, o longo pesadelo da Microsoft com seus sistemas operacionais vai acabar. A empresa vai lançar o Windows 7, sistema operacional mais rápido e muito melhor do que o pouco estimado Windows Vista, que prejudicou muito a reputação da fabricante, e também a produtividade (sem falar na hipertensão) dos usuários. Fabricantes de PCs vão inundar as lojas, tanto concretas como virtuais, com novos computadores com o Windows 7 já instalado, e também oferecerão o novo software aos usuários do Vista que desejam fazer upgrade.
Com o Windows 7, os usuários de PCs terão, por fim, um sucessor forte e moderno do Windows XP, sistema bem conhecido, mas já idoso, que continua sendo a versão mais popular do Windows, embora lançado em 2001. No mundo da alta tecnologia, um sistema operacional com oito anos de idade equivale a um carro de vinte anos atrás. Embora o XP funcione bem para muita gente, é relativamente fraco em áreas como segurança, trabalho em rede e outros recursos que são muito mais importantes hoje do que quando o XP foi criado, por volta de 1999.
Depois de usar uma versão pré-lançamento do Windows 7 durante nove meses, e testar intensamente a versão final no mês passado, em várias máquinas diferentes, creio que esta é a melhor versão do Windows que a Microsoft já lançou. É um impulso para a produtividade e um prazer para usar. Apesar de alguns inconvenientes, posso recomendar com entusiasmo o Windows 7 para o consumidor comum.
Tal como o novo sistema operacional Snow Leopard, lançado em agosto pela Apple, a grande rival da Microsoft, o Windows 7 é um produto muito mais evolucionário do que revolucionário. Seu principal objetivo era sanar as falhas do Vista, e dar, finalmente, aos usuários do Microsoft XP uma razão para fazer um upgrade. Mas o Windows 7 está repleto de recursos e pequenas diferenças que tornam o uso do computador uma experiência mais fácil e mais satisfatória.
O Windows 7 oferece vantagens reais para organizar os programas e arquivos, assim como a barra de tarefas e área de trabalho, e para visualizar e abrir exatamente a página ou documento que você deseja, quando você deseja. Também tem recursos controlados por tela sensível ao toque.
Isso elimina muita coisa que atravanca. E elimina, sobretudo, os principais defeitos do Vista - lentidão; incompatibilidade com software e hardware de terceiros; requisitos muito pesados de hardware; e avisos de segurança constantes e irritantes.
Testei o Windows 7 em 11 computadores diferentes, desde pequeninos netbooks até laptops comuns e algumas máquinas de mesa. As marcas incluíram Lenovo, Hewlett-Packard, Dell, Acer, Asus, Toshiba e Sony. Consegui até rodar o sistema em um laptop Macintosh da Apple. Em algumas dessas máquinas o Windows 7 já estava previamente instalado; em outras tive que fazer o upgrade de um Windows anterior.
Na maioria dos casos a instalação levou 45 minutos ou menos, e o novo sistema operacional trabalhou bem e com agilidade. Mas encontrei alguns inconvenientes e problemas. Em duas ou três máquinas, a demora glacial para iniciar ou reiniciar me lembrou o Vista. E em algumas outras, depois do upgrade, recursos essenciais como a exibição em tela ou o mouse tipo touchpad não funcionaram corretamente.
Outro fator: o Windows 7 ainda exige instalar um software extra de segurança, que precisa ser atualizado com frequência. Fazer o upgrade de um computador do XP para o Windows 7 é um processo laborioso e tedioso, e a variedade de edições em que o Windows 7 é oferecido causa confusão.
Por fim, a Microsoft eliminou do Windows 7 aplicativos bem conhecidos que já vinham incluídos, tais como e-mail, organizador de fotos, caderno de endereços, calendário e programa de edição de vídeo. Eles podem ser baixados gratuitamente, mas não vêm mais incluídos no sistema operacional, embora alguns fabricantes de PC possam decidir instalá-los previamente.
Nos últimos anos eu, tal como muitos outros articulistas, argumentei que o sistema operacional OS X do Macintosh é muito melhor que o Windows. Isso não é mais verdade. Continuo dando ao Mac OS uma pequena vantagem. Isso porque ele tem uma trajetória para o upgrade muito mais fácil e mais barata; já vem com mais programas incluídos; e tem muito menos vulnerabilidade aos vírus e outros programas prejudiciais, que são criados, em geral, para atacar o Windows.
Mas agora há uma situação muito mais equilibrada entre os dois rivais. O Windows 7 é melhor que o Mac OS X em algumas áreas, tais como melhor visualização prévia, melhor navegação diretamente da barra de tarefas; organização mais fácil das janelas abertas na área de trabalho; e controle por toque na tela. Assim, a Apple terá que lutar mais, agora que sua grande vantagem - o Vista e seus defeitos - foi substituída por uma versão do Windows confiável e elegante.
Eis alguns recursos importantes do Windows 7.
Nova barra de tarefas
No Windows 7, a conhecida barra de tarefas ficou mais alta e foi reinventada. Em vez de ser um lugar onde os ícones e as janelas abertas aparecem temporariamente, agora se tornou um lugar onde você pode "prender" permanentemente os ícones dos programas mais usados, em qualquer lugar da barra, e na ordem que você escolher. É um conceito tomado de empréstimo de um recurso semelhante da Apple, o Dock. Mas o Windows 7 leva o conceito mais adiante.
Para cada programa que está rodando, passar o mouse sobre o ícone faz surgir acima dele uma telinha de visualização prévia. Essa idéia já estava no Vista; mas no Windows 7 foi expandida, de várias maneiras. Agora cada janela aberta naquele programa é incluída separadamente nessa visualização prévia. Se você passar o mouse sobre uma janela nessa telinha de visualização, ela aparece em tamanho grande na tela do computador e todas as outras janelas ficam transparentes, parte de um recurso chamado "Aero Peek". Basta clicar nessa janela, e ela já aparece pronta para o uso. Você pode até fechar janelas a partir dessas visualizações prévias, ou rodar programas de mídia dentro delas.
Também se pode usar o Aero Peek a qualquer momento para ver a sua área de trabalho vazia, com as janelas abertas reduzidas a vidraças virtuais. Para fazer isso, basta passar o mouse sobre um pequeno retângulo na extremidade direita da barra de tarefas.
Os ícones da barra de tarefas também oferecem "Jump Lists", que são menus do tipo "pop up" com listas de ações freqüentes ou de arquivos recentes usados pelo programa.
Organização de arquivos
No Windows Explorer, a coluna da esquerda agora inclui um recurso chamado Libraries (bibliotecas). Cada biblioteca - Documentos, Músicas, Imagens e Vídeos - consolida todos os arquivos de cada tipo, ainda que estejam guardados em diferentes pastas ou discos rígidos.
Toque
Alguns dos comandos por gestos e toques popularizados pelo iPhone estão incluídos no Windows 7. Mas é provável que esses recursos não se popularizem por algum tempo, pois para aproveitá-los ao máximo o computador precisa ter um tipo especial de tela sensível ao toque, que vai além da maioria das existentes.
Testei o sistema em um laptop Lenovo que tem uma tela assim, e consegui mover as janelas pela tela, examinar fotos, aumentá-las e diminuí-las, e fazer outras coisas também.
Compatibilidade
Experimentei vários softwares fabricado por terceiros e todos rodaram perfeitamente em todas as máquinas com o Windows 7. Os programas incluíram o Firefox, da Mozilla; o Adobe Reader; Picasa e Chrome, do Google; e iTunes e Safari da Apple.
Também testei diversos hardwares e, ao contrário do que acontecia com o Vista, o Windows 7 rodou bem em várias máquinas. Incluem-se nos testes uma impressora H-P em rede, uma câmera Canon, um iPod nano, e pelo menos cinco diferentes flash drives e discos rígidos externos.
Requisitos de sistema e preços
Quase todos os PCs com Vista, e máquinas com XP mais novas ou mais potentes devem conseguir rodar o Windows 7 sem problemas. Até mesmo os netbooks que testei rodaram o programa rapidamente, em especial usando a versão Starter Edition, que vem sem alguns efeitos gráficos poderosos do sistema operacional. (Outros netbooks poderão rodar outras versões.)
Se você tem um PC padrão, o chamado PC de 32 bits, vai precisar de pelo menos 1 gigabyte de memória, 16 gigabytes de espaço livre no disco rígido e um sistema gráfico compatível com a tecnologia da Microsoft, chamado DirectX 9, com driver WDDM versão 1.0 ou mais. Também precisará de um processador com velocidade de pelo menos 1 gigahertz. Se seu PC é um modelo mais novo, o de 64 bits, que pode usar mais memória, vai precisar de pelo menos 2 gigabytes de memória e 20 gigabytes de espaço livre em disco. Em todo caso, recomendo dobrar as especificações de memória.
No Brasil, onde as diferentes versões do programa mantêm os nomes em inglês, a verão Basic vai ser vendida por R$ 329, a Premium por R$ 399, a Profesional, R$ 629 e a Ultimate, R$ 669. Esta última é mais para profissionais de informática. Para a maioria das pessoas, a versão Premium é a mais recomendada.
Conclusão: o Windows 7 é um sistema operacional muito bom, muito versátil, que deve ajudar a Microsoft a enterrar a lembrança do Vista e deixar os usuários de PC mais felizes.   (Walter S. Mossoberg - The Wall Street Journal Americas/Valor Online)

09.10 - Disputa da Microsoft com a UE fica mais próxima do fim
A Microsoft conseguiu um importante avanço, ontem, em sua longa batalha contra as autoridades reguladoras europeias e abriu caminho para encerrar a exaltada disputa que rondava a fabricante de software há cerca de dez anos na Europa, um de seus principais mercados.
O órgão regulador de concorrência da União Europeia (UE) avaliou ter conseguido concessões da Microsoft que trarão mais competição ao mercado de navegadores de internet e expressou apoio às mudanças técnicas que a companhia planeja para que seu browser funcione melhor com produtos de outras empresas.
Para solucionar as reclamações da UE sobre a forma como amarra seu navegador Internet Explorer com o sistema operacional Windows, a Microsoft concordou em apresentar aos usuários dos computadores pessoais uma "tela de eleição", na qual haveria a opção de escolher outros navegadores. 
A companhia destacou ter feito 20 mudanças em relação a sua proposta inicial, apresentada há três meses, com base nos comentários de outros fabricantes de programas de navegação e da Comissão de Concorrência da União Europeia.
O órgão, que pressionava pelas mudanças para evitar que a Microsoft tivesse vantagens desleais graças a seu controle do Windows, elogiou a iniciativa. "A visão preliminar da comissão é de que os compromissos da Microsoft, de fato, abordariam nossas preocupações sobre concorrência", afirmou Neelie Kroes, comissária de concorrência da UE. "A esperança é que possamos tomar uma decisão antes do fim do ano", disse Kroes.
As autoridades reguladoras de concorrência em Bruxelas contestaram os métodos comerciais da Microsoft depois de o governo dos Estados Unidos chegar a um acordo com a companhia, durante o primeiro mandato do ex-presidente George W. Bush, para encerrar seu caso contra a empresa. Há dois anos, um tribunal europeu manteve uma decisão com medidas abrangentes contra a Microsoft.
Alguns oponentes de longa data da Microsoft admitiram que o acordo provisório indica efetivamente o fim das disputas da companhia na Europa, mas ressaltaram que continuam sustentando que as concessões feitas pela Microsoft pouco farão para criar um mercado mais competitivo de software para computadores pessoais.
O advogado Thomas Vinje, representante do ECIS, um grupo que inclui companhias rivais da Microsoft como a IBM e a Oracle, afirmou que as companhias continuarão pressionando por exigências mais severas à Microsoft, já que os termos da resolução com a UE estão sujeitos a um "teste de mercado" formal, de um mês.
As concessões da Microsoft também deverão suavizar as relações ásperas entre a companhia e a comissão. "Sou, absolutamente, da opinião de que este é um acordo confiável", disse Kroes. "Acredito na Microsoft. Tenho contato com [o executivo-chefe da Microsoft] Steve Ballmer. Não há chances de haver um mal-entendido", afirmou a comissária.
A Microsoft considerou que a decisão da comissão de levar adiante formalmente o teste de mercado das novas concessões é um "passo significativo para encerrar um capítulo de dez anos de questões com a lei de concorrência na Europa".  (Nikki Tait e Richard Waters - Financial Times/Valor Online)
 
 
 
 
 

08.10 - Microsoft lança pacote de segurança gratuito 
Programa tem instalação rápida e funciona melhor no Windows 7, segundo a empresa
A Microsoft anunciou um pacote de segurança gratuito aos usuários do Windows original -especialmente aqueles que usarão a sétima versão do sistema. O programa promete proteger contra várias ameaças -vírus, spyware e outras tentativas maliciosas de entrar no seu computador.
A instalação é rápida (o teste foi feito em um computador com Windows 7) e inclui uma etapa de verificação para checar se seu Windows é realmente original. Feito isso, o computador leva alguns minutos para fazer uma verificação inicial. Já na primeira leva, ele encontrou uma ameaça e não teve problemas para combatê-la.
O uso do programa é simples e não requer nenhum cadastro, o que é apontado por Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral do grupo de serviços on-line e consumo da Microsoft Brasil, como uma das vantagens do produto em relação aos outros programas gratuitos com a mesma finalidade.
Segundo ele, o programa também "aproveita melhor os recursos do Windows e não solicita a intervenção do usuário todo o tempo".
O pacote foi feito para os usuários com um ou mais computadores em casa, de acordo com a Microsoft.
O Microsoft Security Essentials (com versão em português) funciona em Windows XP, Vista e 7. O programa ocupa 150 Mbytes de memória. O download pode ser feito em bit.ly/mssessentials.
Concorrência
A AVG, desenvolvedora de produtos de segurança, anunciou novos programas pagos, a linha AVG 9.0. A versão gratuita dos programas será lançada no dia 15 de outubro, segundo a empresa, que diz que velocidade e níveis de proteção melhoraram nos lançamentos.  (Folha de S.Paulo)

08.10 - Apple lança primeira loja virtual no Brasil
País estreia comercialização de artigos da marca pela internet na América do Sul; vendas serão parceladas 
A Apple, a fabricante do iPhone, do iPod e do iMac, anunciou ontem o lançamento de sua loja virtual no Brasil. É a primeira vez que a companhia inaugura um site de vendas em um país da América do Sul. Na América Latina só o México foi escolhido. A loja brasileira passa a ser a 32ª do mundo.
Outra exceção concedida pela empresa de Steve Jobs aos brasileiros: as compras podem ser parceladas em até doze vezes em qualquer cartão de crédito. Segundo a Apple Brasil, esse é um modelo válido apenas no Brasil. Nenhuma outra loja da Apple no mundo autoriza compras parceladas.
Até hoje, a Apple só vendia no Brasil por meio de parceiros comerciais do mundo real. Recentemente, a rede FastShop e MyStore assinaram contratos de representação com a fabricante americana para abrirem lojas da Apple Store. Essas lojas não são da Apple e funcionam como se fossem franquias. No próximo mês será aberta mais uma unidade, no Shopping Anália Franco, em São Paulo.
Sem iPhone
O único produto que não será vendido pelo site da Apple no Brasil será o iPhone. Isso porque, por contrato, a fabricante só permite a venda de seu telefone que navega pela internet por meio das operadoras de celular Vivo, TIM e Claro.
A entrega dos produtos será feita em, no mínimo, 24 horas. Segundo a Apple Brasil, não há limite máximo para o envio dos artigos porque eles são importados. Nesse caso, deverá haver algum aviso no site no ato da compra caso determinados produtos não estejam disponíveis no país ou demorem demais para chegar. Compras acima de R$ 120 estarão livres da cobrança do frete, e isso vale para todo o território nacional.
Além do pagamento facilitado, uma particularidade do site brasileiro, a loja virtual da Apple oferecerá ainda alguns produtos que só podiam ser encontrados nos EUA. Nesse momento, só estão disponíveis três modelos de iPod, reprodutor de músicas e vídeos, um Shuffle (de aço inoxidável) e dois Nano (um é amarelo e outro vermelho). Mas haverá outros no decorrer dos meses.
Outro diferencial é o desconto concedido para professores e estudantes na aquisição de computadores ou softwares. Um exemplo: o notebook iMac branco, o produto mais barato do gênero, custa hoje R$ 3.099. Com o desconto, sairá por R$ 2.889, mas o comprador assinará um termo de compromisso com a Apple de que se enquadra nas condições.
Na hora da compra, é possível solicitar a gravação de nomes ou pequenas frases a laser nos produtos. Isso é feito automaticamente pelo site da Apple, cujo endereço é store.apple.com/br (sem o www no começo).   (Folha de S.Paulo)

08.10 - programa que recupera arquivos eliminados por engano
Qual usuário de computador já não passou pela terrível experiência de ter apagado arquivos por engano? Documentos importantes, fotos, vídeos ou músicas podem ter sido eliminados em um instante de distração.
No Windows, esses arquivos podem estar na lixeira do sistema e podem ser recuperados com dois cliques. Mas, em muitos casos, a lixeira já foi esvaziada e o usuário acha que não existem mais opções.
Isso não é verdade. É possível, com a ajuda de alguns programas especializados e um pouco de sorte, recuperar arquivos que foram apagados ou até mesmo que estavam em um disco que foi formatado.
Quando apagamos um arquivo, ele não é fisicamente tirado do disco. Seu nome e sua localização dentro do disco é que são eliminados de um índice de conteúdo. Os dados permanecem no disco ou no cartão de memória até que outro arquivo seja gravado por cima.
Enquanto isso não ocorrer, é possível recuperá-lo. Portanto duas coisas são importantes para aumentar as chances de recuperação. A primeira é não gravar mais nada no disco onde está o arquivo apagado. A segunda é tentar gravar o arquivo, já recuperado, em outro disco ou mídia.
Existem programas que se propõem a recuperar arquivos, como o Recuva, disponível em superdownloads.uol.com.br/download/132/recuva.
Ao abrir o Recuva, um assistente o conduz pelo processo. Basta especificar o tipo de arquivo (como imagem, música ou vídeo) e sua localização provável para que o programa faça uma busca rápida e liste os arquivos encontrados.
Em muitos casos, o programa não encontra os arquivos nesse modo de busca rápida. Aí é possível utilizar a Verificação Profunda, quando é feita uma busca completa e demorada na mídia especificada.
Para testar o programa, apaguei de forma definitiva quatro imagens que estavam em um pendrive. Usei o assistente, especifiquei onde estariam os arquivos, e o programa conseguiu encontrá-los. Ao pressionar Recuperar, informei o nome de uma pasta e, em alguns instantes, os arquivos estavam lá.
Lembre-se de que não há garantia de que você consiga recuperar um arquivo com programas desse tipo, mas é sempre bom tentar.  (José Antonio Ramalho - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

07.10 - Estatal de banda larga pode receber R$ 3 bilhões
Ontem, Telebrás pediu suspensão de negócios com suas ações
O governo prevê gastar R$ 3 bilhões em seu projeto de banda larga pública. Esse é o valor calculado pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, para o caso de o governo ter que construir toda a infraestrutura - inclusive as ramificações - para levar acesso a escolas rurais, postos de saúde e delegacias de polícia. A proposta do plano de banda larga deve ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 10 de novembro.
Santanna já havia antecipado, na semana passada, que a previsão era de gastos de R$ 1,1 bilhão apenas para montar a infraestrutura principal usando as redes da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet (empresa falida que tem a Eletrobrás como acionista). Faltaria então ligar essas redes aos 135 mil pontos prioritários do programa de inclusão digital. Ele disse que a decisão de usar a Telebrás no projeto ainda não foi tomada, mas acrescentou que, na sua opinião, a empresa reúne as condições para assumir a gerência dessa infraestrutura porque é uma empresa que já está pronta e que tem ações na bolsa.
As especulações sobre a participação da Telebrás no plano de banda larga fizeram com que as ações da empresa disparassem ontem. A Telebrás chegou a pedir à Bovespa a suspensão da negociação de suas ações no pregão em razão da oscilação atípica de seus papéis. As ações preferenciais da companhias chegaram a subir 45%. Segundo o comunicado, "o movimento dos papéis caracteriza forte especulação, sem que a companhia, por intermédio de sua direção, tenha tomado conhecimento de qualquer fato relevante que justifique tais oscilações".
Aconteceu segunda-feira a primeira reunião do grupo técnico que elabora o plano de banda larga. Apesar de Santanna ser contra a participação das grandes operadoras no projeto, cresce no governo o apoio à inclusão delas. O argumento para não deixar as teles de fora se baseia no fato de as redes das empresas serem quase dez vezes maiores que a estrutura que o governo quer montar a partir da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet. 
"As empresas privadas têm 200 mil quilômetros de cabos de fibra óptica e a Eletronet tem 16 mil", comparou um técnico do governo que participa do grupo que estuda o assunto. Com as demais redes estatais, a extensão chegaria a aproximadamente 30 mil quilômetros.
O presidente Lula já decidiu que não vai encerrar seu mandato, no próximo ano, sem criar um programa de banda larga. As redes das estatais, no entanto, formam apenas a infraestrutura principal. Faltariam ao governo as ramificações para ligar as redes às cidades e aos pontos prioritários para o plano de inclusão digital. 
Uma das alternativas para envolver as empresas no projeto, segundo a mesma fonte, poderá ser a utilização dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que têm R$ 8 bilhões em caixa, retidos nos cofres do Tesouro para fazer superávit primário. O Fust foi criado para massificar a telefonia fixa, mas já existe um projeto de lei no Congresso para redirecionar seus recursos para a banda larga. O governo, então, lançaria mão do fluxo anual de recursos do Fust, que é de R$ 900 milhões, para compensar as empresas privadas pelo uso de parte de suas redes.
Outra ideia é promover desconto na taxa de fiscalização (Fistel), que é cobrada de celulares sobre cada telefone habilitado. As empresas recolhem por ano cerca de R$ 3 bilhões e menos de 15% são repassado para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fiscalizar a prestação dos serviços. Em contrapartida, as empresas assumiriam compromissos de universalização da banda larga.    (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)

07.10 - Microsoft investiga vazamento de senhas do serviço Hotmail
Milhares de senhas do serviço de correio eletrônico Hotmail foram copiadas por hackers e publicadas online, confirmou ontem a British Broadcasting Corporation (BBC), em seu website. A Microsoft, proprietária do serviço, informou estar ciente das queixas dos usuários e que estava "investigando a situação".
A primeira resposta dada pela Microsoft é que "os dados não vazaram de dentro da empresa e que todos os esforços estão sendo feitos para que os usuários de e-mail recuperem suas contas". A empresa recomenda agora que as pessoas que usam os seus serviços de e-mail "mudem suas senhas a cada 90 dias e utilizem programas anti-vírus em seus computadores para evitar novos problemas".
No blog oficial do Windows Live, a empresa afirmou que logo que tomou conhecimento do caso tomou as providências necessárias para impedir a divulgação das informações, iniciando um processo investigativo para determinar o impacto deste problema aos usuários das contas de e-mail.
De acordo com o blog de tecnologia Neowin, que foi quem divulgou primeiramente o vazamento, um usuário anônimo postou os detalhes das contas no dia 1 de outubro no pastebin.com, um site usado para desenvolvedores compartilharem trechos de códigos. Os dados já foram removidos do site.
O blog sugere que os hackers roubaram as senhas, ou elas foram capturadas como parte de um esquema de "phishing", na qual os usuários recebem mensagens falsas e acabam fornecendo inadvertidamente informações a piratas eletrônicos. 
Entre as extensões de e-mail que tiveram dados publicados na internet estão hotmail.com, msn.com e live.com. Ainda de acordo com o site, a lista continha informações de cerca de 10 mil contas iniciadas com as letras "a" e "b". Por isso, é possível que haja ainda outras listas.   (Jornal do Commercio Brasil)

07.10 - Venda de chips deve crescer 10% em 2010 
De acordo com o grupo de pesquisa Gartner, após dois anos de queda, as vendas mundiais de semicondutores podem crescer em cerca de 10% em 2010, à medida que novos computadores e celulares inteligentes repletos de recursos ajudam a estimular a demanda por chips.
O Gartner informou que a receita com vendas de semicondutores deve atingir US$ 233 bilhões em 2010, ante US$ 212 bilhões projetados para 2009, um resultado que deve significar queda anual de 17%. 
A queda prevista para este ano é superior ao declínio de 5,4% registrado em 2008, mas não tão ruim quanto a contração de 22,4% em 2009 projetada pelo Gartner três meses atrás.
"Entre o segundo e o terceiro trimestres, houve uma alteração de 14 bilhões de dólares, e a melhora veio do segmento de computadores pessoais e do segmento de celulares", disse o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Bryan Lewis.
Segundo o Gartner, companhias que estão equipadas com computadores mais velhos podem correr para adotar o Windows 7 e isso pode ajudar a impulsionar o crescimento da demanda por chips em 2010 para acima dos 15%.   (Reuters - Baker Li/Executyivos Financeiros)
 
 
 
 
 

06.10 - Governo prepara estatuto para internet
Marco regulatório tratará de questões como responsabilidade civil, privacidade, neutralidade e liberdade de expressão
Ministério da Justiça abrirá blog neste mês para receber contribuições sobre o tema; projeto de lei será levado ao Congresso no ano que vem
O governo federal planeja criar um marco regulatório civil para a internet, diante da atual ausência de uma regulação da rede no país. A proposta trará questões como a responsabilidade civil de provedores e usuários, a privacidade dos dados, a neutralidade da rede (vedação de discriminação ou filtragem de conteúdo, seja política, seja econômica, seja jurídica) e os direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão.
O plano, trabalhado pelo Ministério da Justiça, é lançar um blog adaptado com esses temas no fim do mês, abrindo 45 dias para que pessoas interessadas se manifestem e troquem argumentos sobre o que deveria ser regulado e como.
Após o prazo, a pasta vai recolher as contribuições e redigir um projeto de lei, que será, então, levado ao blog para mais 45 dias de comentários. A previsão é que a proposta chegue fechada ao Congresso Nacional no início do ano que vem.
O texto que será entregue aos deputados trará um conjunto de regras mínimas, segundo o Ministério da Justiça. A intenção é manter a dinâmica da rede, como prevê um dos princípios estabelecidos pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Não fazer a regulação seria "deixar do jeito que está, e do jeito que está é complicado", afirma Pedro Abramovay, secretário de assuntos legislativos do ministério.
Além disso, a iniciativa quer barrar tentativas de colocar regras de maneira "casuística", como na recente reforma eleitoral, afirma Ronaldo Lemos, coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio, que está desenvolvendo a proposta em conjunto com o Ministério da Justiça.
Tópicos
Uma das questões levantadas pelo ministério e por especialistas como de regulação necessária é a polêmica dos logs (registros de acesso), até aqui discutida como algo a ser definido sob uma lei criminal.
O que será preciso definir: as informações sobre quais sites os usuários acessaram, quando e o que fizeram devem ser armazenadas? Por quanto tempo: três anos, como querem alguns? Esses dados podem ser vendidos? Passados à polícia? Em que situação? Podem ser requisitados pela Justiça? Com base em quais critérios?
Estabelecer isso em lei terá "impacto imediato para o usuário", diz Lemos. "Ele vai saber que, ao entrar num site, não vai ter o dado exposto de forma diferente como está na lei. Hoje, juízes tendem a conceder a abertura dos dados, a intimidade é facilmente devassável."
A proteção à privacidade dos dados incluirá a discussão sobre o spam, afirma Lemos. Outro ponto será a responsabilidade civil dos diversos provedores e suas garantias. Em que momento o provedor passa a responder pelo conteúdo?
Nos Estados Unidos, os provedores não são responsáveis pelo conteúdo disponibilizado pelos usuários, a não ser que sejam alertados de alguma ilegalidade e não tomem providências imediatas, explica Lemos. Também não há guarda prévia de logs. Na Europa, segundo diretiva do Parlamento Europeu, os registros são armazenados por dois anos.
No Brasil, a lei deveria garantir que os dados do usuário não sejam vendidos e que fiquem guardados por pouco tempo, diz Sérgio Amadeu da Silveira, sociólogo, ativista da liberdade na rede e professor da Faculdade Cásper Líbero. "O rastro digital plenamente identificado é inaceitável, a navegação sem identificação é que garante a liberdade na rede", afirma.
Para Marcelo Branco, coordenador da Associação Software Livre, será "necessário estabelecer mecanismos para evitar que, quando a gente estiver navegando, não possa ser investigado no Brasil", o que não é claro hoje. Questões pontuais, como e-mail corporativo e tributação do comércio on-line, deverão ficar de fora do marco regulatório.  (JOHANNA NUBLAT - Folha de S.Paulo)

06.10 - Venda pela internet supera expectativas
A convergência tão anunciada pelo setor de tecnologia - que vai conferir aos equipamentos móveis a possibilidade de reunir telefonia, computação, acesso à TV e à rede mundial - deve se tornar também uma enorme abertura de possibilidades de novos negócios para o setor financeiro.
"Os avanços dos celulares em todo o mundo e os serviços que eles podem proporcionar na área de meios de pagamentos são imensos", diz o professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), Moysés Simantob. Segundo ele, estima-se que haja no mundo cerca de 4 bilhões de celulares. "Cada 10% a mais de penetração dos equipamentos móveis é uma imensidão de gente que é incluída nesse universo de possibilidade de bancarização", explica. 
Falta agora, de acordo com o professor, regulamentação para que se tenha segurança nesses novos canais. "É preciso que haja uma visão integrada desse negócio, entre operadoras, bandeiras de cartão e instituições financeiras para acompanhar as mudanças", acrescenta o especialista, que fará uma palestra durante o 4º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), a ser realizado entre 14 e 15 de outubro no Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo. 
É justamente essa visão integrada que permitirá reduzir os custos para tornar os serviços cada vez mais acessíveis. 
E as perspectivas são promissoras. Segundo dados da consultoria Gartner, o crescimento mundial da indústria de pagamentos móveis deve continuar firme nos próximos anos. O número de usuários deste tipo de serviço no mundo inteiro deve chegar a 73,4 milhões até o fim de 2009, o que representa um aumento de 70,4% em relação a 2008, quando havia 43,1 milhões de usuários. O Gartner prevê ainda que o número de usuários de pagamentos móveis deve superar a casa dos 190 milhões até 2012, representando mais de 3% dos usuários móveis globais. 
O potencial de crescimento deste serviço é ainda mais elevado nos mercados onde a penetração da telefonia é maior que o número de pessoas com contas bancárias, conforme a pesquisa.
Este é exatamente o caso do Brasil, que conta com quase 160 milhões de assinantes de linhas celulares, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), bem mais que as 126 milhões de contas bancárias registradas em 2008 (somando ativas e inativas), de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 
Para os bancos, o celular vive hoje o que a internet viveu no início desta década. Conforme levantamento da Febraban, 32,5 milhões de contas estão no internet banking. Do total de transações bancárias registradas em 2008, de 43,9 bilhões, 7,9 bilhões foram feitas pela internet, um crescimento de 14,4% em relação a 2007 e um salto se comparado aos 729 milhões no ano 2000.
As vendas pela internet surpreendem os mais otimistas. No primeiro semestre, o crescimento do comércio eletrônico foi de 27% sobre igual período de 2008, quando a estimativa era de no máximo 25%. Em meio às incertezas provocadas pela crise mundial, o comprador preferiu o ambiente onde ele poderia fazer pesquisa de preço e comparações de condições de pagamento, de forma rápida e segura, segundo a pesquisa "WebShoppers - Hábitos e Tendência de Consumo pela Internet", feita pela empresa e-Bit.
"O resultado mostra que as pessoas aprenderam a usar a internet como aliada em busca de melhores preços", diz o diretor de marketing da e-Bit, Maurício Salvador. 
Esse crescimento indica a maior confiança do internauta no comércio eletrônico, que está disposto a gastar mais, segundo o especialista no mercado de internet, Índio Brasileiro Guerra Neto. "Mas o que chama mais atenção hoje é o crescimento das pequenas lojas virtuais, o que demonstra maior confiança no mundo virtual", acrescenta. 
De acordo com Salvador, houve uma descentralização nos negócios da web, e os pequenos estabelecimentos também ganharam representatividade nas vendas virtuais. "Há vários modelos de certificação para as lojas, o que dá mais confiança para o consumidor na hora do pagamento", explica. O cartão de crédito, ao lado do boleto bancário, é ainda uma das principais formas de pagamento, porque tem aprovação online, o que influencia diretamente no prazo de entrega do produto. Mais de 80% das compras em volume transacional realizadas em 2008 utilizaram dinheiro de plástico ou boleto.
Ao todo, as vendas eletrônicas movimentaram R$ 8,2 bilhões em 2008, valor 30% acima do registrado em 2007, conforme dados da WebShoppers. Os livros estão na liderança dos pedidos, com 17%, seguido por saúde e beleza com 12%, informática com 11%, eletrônicos com 9% e eletrodomésticos com 6%. No total, existem no Brasil mais de 13,2 milhões de consumidores virtuais que experimentaram comprar pelo menos uma vez na rede. Conforme a pesquisa, 51% eram do sexo feminino. Além disso, os e-consumidores estão mais velhos, 19% deles têm mais de 50 anos e são menos escolarizados, apenas 24% têm ensino fundamental e médio, o que demonstra a entrada das novas classes sociais no mundo virtual. 
Entre os homens, os itens mais procurados continuam sendo artigos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos (17%) e produtos de informática (15%). Já as mulheres buscam livros (19%) e produtos de saúde e beleza (12%, entre perfumes, cremes, cosméticos e medicamentos).
Com a disputa pelo e-consumidor e o poder cada vez maior nas mãos deles, um dos grandes desafios é não só atrair a venda como também fidelizar o cliente. Isso implica um processo de pagamento cada vez mais simples, seguro e rápido, segundo a e-Bit. 
Uma das formas que vêm obtendo sucesso é o Pagamento Digital, solução direta de comunicação com bancos, que funciona como intermediador entre lojista e consumidor, garantindo que ambos saiam satisfeitos com a operação. Para o lojista, garantir o gerenciamento de risco das transações não presenciais evita o "chargeback", ou seja, o cancelamento da venda feita com cartão de crédito, que pode acontecer pelo não reconhecimento da compra por parte do titular do cartão ou até mesmo por fraude de titularidade. Para os consumidores, oferece mais segurança, pois poderão bloquear o pagamento em até 14 dias, caso não recebam o produto adquirido.
A confiança na transação também chegou ao Mercado Livre, que desde 2004 passou a oferecer o sistema Mercado Pago. O site de leilões virtuais, que está há 10 anos no mercado, registrou movimento de US$ 132 milhões no primeiro semestre através deste sistema de intermediação do pagamento, valor 10% maior que igual período de 2008. Nos primeiros seis meses foram vendidos 1,2 milhão de produtos pelo site, 35% a mais. (Anna Lúcia França - Valor Online)
 
 
 
 
 

05.10 - Internet faz 40 anos e busca novos caminhos
Pesquisadores discutem mudanças nas tecnologias básicas da rede
Aos 40 anos, a internet precisa se reinventar. Em 29 de outubro de 1969, foram conectados os laboratórios de computação da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e da SRI International, um instituto de pesquisas em Menlo Park, na Califórnia, na rede que viria a ser chamada de Arpanet, a precursora da rede mundial.
Criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a Arpanet foi a primeira rede de pacotes do mundo. A rede telefônica convencional é uma rede de circuitos. Ou seja, os dois telefones que se falam são ligados por um circuito. As centrais fazem as vezes da telefonista que conectava os interlocutores com um fio. Na rede de pacotes, as mensagens são divididas em pequenos pacotes de dados, com o endereço, e a rede decide a cada momento qual é o melhor caminho para chegar ao seu destino.
Essa estrutura básica da internet, que a torna resistente a problemas, dificulta algumas aplicações que estão se tornando importantes na rede mundial. A internet não foi pensada para ser móvel, para comunicações em tempo real (como televisão) e para a transferência de arquivos de grande tamanho. "Além de móvel, a internet precisa ser ubíqua", disse Tania Regina Tronco, pesquisadora do CPqD. Isso significa que todos os serviços precisam estar disponíveis ao usuário com a mesma qualidade, onde quer que ele esteja.
Um evento realizado no mês passado em Campinas pelo CPqD, centro de pesquisa e desenvolvimento que pertencia à Telebrás, discutiu o futuro da internet. Tania apresentou o projeto Arquitetura de Rede para Comunicações Móveis sobre IP (Arcmip). O TCP/IP, sistema de endereçamento da internet, identifica os usuários com o local onde eles estão, o que pode ser um problema nas aplicações móveis.
"É necessária uma nova infraestrutura, mas será muito difícil fazer com que seja adotada no mundo todo", afirmou Serge Fdida, professor da Université Pierre & Marie Curie. "Existe uma discussão se essa mudança precisa ser evolucionária ou se é preciso partir do zero, com uma nova internet e, depois, integrar as duas redes, como foi feito entre a internet e a rede de telefonia", explicou Tania.
A evolução da internet, com seu aumento constante de capacidade, tem até implicações ambientais. Hiroaki Harai, do National Institute of Information and Communications Technology (Nict), identificou alguns desafios existentes no Japão. "Seguindo a tendência atual de crescimento de tráfego, a velocidade necessária chegará a 1 petabit por segundo (Pbps) em 2020", explicou Harai. "Cem roteadores (equipamentos de rede) nessa velocidade consomem a energia gerada por uma usina nuclear." Um Pbps equivale a um bilhão de megabits por segundo (Mbps), unidade mais comum para se medir a velocidade da internet hoje.
O CPqD participa do projeto Giga, em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Trata-se de uma rede experimental de alta velocidade, que está recebendo investimento de R$ 25,54 milhões em sua segunda fase, num período de três anos. Atualmente, a rede conecta 25 instituições e 70 laboratórios em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, com velocidades de 10 gigabits por segundo (Gbps) no seu núcleo e 1 Gbps nos acessos. Um Gbps equivale a 1 mil Mbps. Na segunda fase, a capacidade no núcleo da rede poderá chegar a 40 Gbps e a 10 Gbps nos acessos. 
"Existe hoje um descompasso na internet brasileira", afirmou Alberto Paradisi, gerente do CPqD e coordenador-geral do projeto. "As pessoas precisam de uma capacidade maior do que é oferecida." (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)

05.10 - O futuro da internet 
Aos 40 anos, a internet precisa se reinventar. Em 29 de outubro de 1969, foram conectados os laboratórios de computação da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) e da SRI International, um instituto de pesquisas em Menlo Park, na Califórnia, na rede que viria a ser chamada de Arpanet, a precursora da rede mundial.
Criada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a Arpanet foi a primeira rede de pacotes do mundo. A rede telefônica convencional é uma rede de circuitos. Ou seja, os dois telefones que se falam são ligados por um circuito. As centrais fazem as vezes da telefonista que conectava os interlocutores com um fio. Na rede de pacotes, as mensagens são divididas em pequenos pacotes de dados, com o endereço, e a rede decide a cada momento qual é o melhor caminho para chegar ao seu destino.
Essa estrutura básica da internet, que a torna resistente a problemas, dificulta algumas aplicações que estão se tornando importantes na rede mundial. A internet não foi pensada para ser móvel, para comunicações em tempo real (como televisão) e para a transferência de arquivos de grande tamanho. "Além de móvel, a internet precisa ser ubíqua", disse Tania Regina Tronco, pesquisadora do CPqD. Isso significa que todos os serviços precisam estar disponíveis ao usuário com a mesma qualidade, onde quer que ele esteja.
Um evento realizado no mês passado em Campinas pelo CPqD, centro de pesquisa e desenvolvimento que pertencia à Telebrás, discutiu o futuro da internet. Tania apresentou o projeto Arquitetura de Rede para Comunicações Móveis sobre IP (Arcmip). O TCP/IP, sistema de endereçamento da internet, identifica os usuários com o local onde eles estão, o que pode ser um problema nas aplicações móveis.
"É necessária uma nova infraestrutura, mas será muito difícil fazer com que seja adotada no mundo todo", afirmou Serge Fdida, professor da Université Pierre & Marie Curie. "Existe uma discussão se essa mudança precisa ser evolucionária ou se é preciso partir do zero, com uma nova internet e, depois, integrar as duas redes, como foi feito entre a internet e a rede de telefonia", explicou Tania.  (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)

05.10 - Google prepara complemento para Firefox, afirma Mozilla
O Google pode estar prestes a lançar uma versão do complemento Chrome Frame, criado originalmente para o Internet Explorer, da Microsoft, para o navegador de código aberto Firefox, segundo o engenheiro chefe da Mozilla, Mike Shaver.
"O código certamente está lá, mas não pode ser traduzido em intenção", afirmou Shaver, se referindo a partes do código do Chrome Frame que indicam planos do Google de criar um complemente similar para o Firefox.
O Chrome Frame é uma tentativa do Google em embarcar na popularidade do rival Internet Explorer, integrando ao navegador da Microsoft ferramentas próprias do Chrome, como suporte a HTML 5 e o sistema de renderização de JavaScript V8.
Testes da Computerworld norte-americana indicaram que o Internet Explorer 8 com Chrome Frame abre sites em JavaScript com velocidade 9,6 vezes maior que o software original. 
A Microsoft defendeu publicamente seu navegador, acusando o Chrome Frame de tornar o IE mais inseguro.
Caso o Google confirme o complemento para Firefox, a postura da Mozilla não fugirá à apresentada pela Microsoft. 
Tanto Shaver como a presidente do grupo, Mitchell Baker, chamam um suposto complemento de má ideia, afirmando que ele poderia confundir usuários sobre que navegador está abrindo as páginas e guardando senhas.
"Começamos a receber respostas da comunidade sobre o Chrome Frame e, quanto mais a ouvimos, mais preferimos que os internautas usem o Chrome inteiro ao invés do Chrome Frame", afirmou Shaver. "E nós não gostaríamos que o Google fizesse conosco o que eles fizeram com a Microsoft".
O engenheiro admite que as intenções do Google não são claras e que a Mozilla ainda discutiu diretamente o Chrome Frame com o buscador. 
Por sua parte, o Google não comentou oficialmente se pretende divulgar complementos para outros navegadores além do plug-in para o Internet Explorer. (Gregg Kaizer - Computerworld)

05.10 - IBM lança ferramenta para concorrer com o Google
A IBM anunciou na última semana que está introduzindo um serviço barato de Web-mail para empresas que concorre com o Google Apps, do Google, o qual recentemente enfrentou diversos problemas técnicos.
A IBM provavelmente tentará tirar vantagem dos danos causados por essas quedas à reputação do Google Apps, nos últimos 12 meses. No mês passado, milhões de usuários empresariais do serviço ficaram sem acesso a e-mail por quase duas horas.
Um porta-voz da IBM anunciou na quinta-feira que a empresa começará a vender seu LotusLive iNotes na semana que vem. O serviço simplificado de e-mail custará 36 dólares por usuário por ano, cerca de 25% menos do que o Google cobra por um produto mais robusto.
A oferta da IBM não oferece muitos dos recursos que o Google disponibiliza, mas a gigante da tecnologia talvez seja capaz de atrair mais clientes porque conta com décadas a mais de experiência no atendimento a clientes empresariais. Seus produtos incluem o Lotus Notes, um dos dois mais usados programas de e-mail.  (Reuters/Executivos Financeiros)

05.10 - Microsoft divulga preço do Windows 7 no Brasil
O Windows 7 chega às lojas brasileiras somente no dia 22 de outubro, data de lançamento mundial do produto, mas o consumidor interessado em adquirir o novo sistema operacional da Microsoft já pode começar a fazer as contas.
De acordo com a Microsoft Brasil, as quatro versões do novo Windows terão preços variando de 329 reais (Home Basic) a 669 reais (Ultimate). As versões intermediárias, Home Premium e Professional, custarão 399 reais e 629 reais, respectivamente. 
O novo sistema começa a chegar aos distribuidores brasileiros no dia 12 de outubro (feriado), informa a Microsoft. 
De acordo com Fábio Gaia, presidente da Officer, distribuidora que conta com uma rede de 8 mil revendas e integradores de PCs, o consumidor não encontrará máquinas com o novo sistema antes da data de lançamento oficial, no dia 22/10. 
Nos Estados Unidos, entretanto, alguns integradores pequenos começam a oferecer desktops com Windows 7 pré-instalado em 13 de outubro.
Gaia comenta que a Microsoft não recomendou a pré-venda do Windows 7 no Brasil. Na prática, varejistas online como Fnac e Saraiva informaram à reportagem do IDG Now! que devem programar a pré-venda do sistema na próxima semana. (IDG Now)
 
 
 
 
 
 

02.10 - Internet elétrica terá teste este ano
Experiência comercial começa no Jardim Canadá, em Nova Lima. Preço alto e interferência na rede desafiam tecnologia
Os testes comerciais de uso da internet via rede elétrica começarão a ser feitos pela Infovias – subsidiária de telecomunicações da Cemig – no Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, até o fim do ano. A expectativa inicial é atender cerca de 300 usuários. O início vai depender da abertura e da conclusão da licitação para a compra de modens PLC (Power Line Comunication), que funcionam como intermediários entre a rede elétrica e as residências onde a tecnologia será testada. Os fornecedores potenciais são empresas chinesas, japonesas e americanas. O último teste com o PLC foi feito em 2000, em caráter não comercial, ou seja, sem cobrança de tarifa, e teve duração de um ano. Helmut Alexander Riegg, engenheiro de telecomunicações da Cemig, explica que, uma vez ligado na tomada, o modem se transforma num ponto de rede.
O mercado mais promissor para o uso da internet via rede elétrica são os condomínios próximos a Belo Horizonte, disse o engenheiro. Mas a tendência, hoje, é de que os preços do PLC, ao contrário do que se imaginava, sejam mais salgados que os das tecnologias de acesso à internet já ofertadas. “Isso ocorre porque esse equipamento ainda não tem escala de fabricação, ao contrário de outros sistemas comerciais como DSL, Wi-Fi, entre outros”, explicou Riegg. Em palestra na 25ª edição do Infocon Inforuso Sucesu, promovido pela Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Minas Gerais (Sucesu-MG), Riegg alertou que há obstáculos a vencer antes que a tecnologia se torne comercialmente viável.
Exemplo disso são as interferências provocadas pela rede elétrica da própria residência, como o uso de um chuveiro muito potente ou de lâmpadas econômicas sem certificado do Inmetro, como as fabricadas na China. “O sinal PLC sofre concorrência de tudo o que se coloca na rede elétrica da casa”, sustenta Rieeg. Ele explica que isso acontece porque a distribuidora de energia só atua do medidor para trás. Daí para a frente, a responsabilidade é do usuário. Por isso mesmo, as principais dificuldades estão concentradas no padrão de instalação elétrica, no tipo e na quantidade de carga ligada no ambiente doméstico, no número de conexões do circuito elétrico, no carregamento do circuito elétrico externo e até na temperatura ambiente e na tomada escolhida para ligar o modem. “Os modens fabricados na Suíça, por exemplo, sofreram muito com a temperatura de Belo Horizonte. Por isso, é importante a fabricação local dessa tecnologia”, sustenta.
INOVATEC
Produtos derivados de leite sem colesterol, novo reator para lâmpadas de vapor de sódio e até uma enzima anticoagulante estão entre as 60 tecnologias com alto potencial de comercialização que serão apresentadas na 5ª Feira de Inovação Tecnológica de Minas Gerais, mais conhecida como Inovatec. Promovida pelo governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a mostra de tecnologia ocorrerá de 6 a 9 de outubro, no Expominas.   (Zulmira Furbino - Estado de Minas)

02.10 - Estados Unidos perdem poder na gestão da internet
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou ter acertado novo acordo sobre a administração de endereços de internet, o que reduzirá a influência americana sobre a gestão da rede mundial de computadores. O anúncio foi bem recebido pela União Europeia (UE).
O acordo com a Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Icann, na sigla em inglês) "completa a transição" da gestão de endereços de internet para um "modelo guiado pelo setor privado", segundo informou o Departamento de Comércio dos EUA, em comunicado divulgado, quarta-feira, em seu site.
A empresa sem fins lucrativos supervisiona os computadores e servidores que administram as bases de dados dos nomes de domínio da rede, como são chamados os sufixos dos sites, como ".com". O acordo anterior entre o Departamento de Comércio e a Icann, localizada em Marina del Rey, Califórnia, vencia ontem.
A oposição à supervisão da Icann pelos EUA vinha, principalmente, da UE, que pressionava por uma fiscalização internacional. A governança da internet tem de refletir a natureza mundial da rede, de acordo com a Comissão Europeia (CE), braço executivo da UE.
Pelo novo acordo, a Icann "não estará mais sujeita à análise unilateral do Departamento de Comércio dos EUA, mas à de comissões de análise independentes", segundo comunicado à imprensa divulgado pela CE, que tem sede em Bruxelas.
"A independência e a prestação de contas da Icann, agora, parecem muito melhores", afirmou a comissária de telecomunicações da UE, Viviane Reding, no comunicado da CE. Com o acordo, a CE terá participação ativa em uma comissão consultiva com um "papel ampliado", segundo Viviane.
O acordo rege um sistema que funciona como uma lista telefônica, permitindo aos usuários acessarem sites por nomes de domínio fáceis de entender, como "comercio.gov", em vez de endereços numéricos, de acordo com o comunicado do Departamento de Comércio.
O acerto de quarta-feira "dá aos participantes internacionais uma voz ainda mais poderosa em nossas atividades", observou o executivo-chefe da Icann, Rod Beckstrom, em comunicado à imprensa, divulgado por e-mail. Em entrevista, Beckstrom afirmou que os EUA estão "cedendo mais controle". O acordo declara a Icann como independente, não sendo controlada por nenhuma instituição, segundo destacou a empresa em seu site.
Os EUA sofriam pressões de outros governos para adaptar a governança da internet, já que os demais países buscam administrar seus nomes de domínio, como ".fr", para a França, ".uk", para o Reino Unido, ou ".eu", para a União Europeia. Os críticos do acordo anterior também alertavam para problemas de segurança, particularmente, depois de sites da Estônia terem sido atacados por invasores de computadores em maio de 2007, na esteira de um confronto diplomático com a Rússia a respeito de um memorial de guerra.
Pelo acordo, a Icann comprometeu-se a levar em conta a proteção dos consumidores e marcas registradas antes de criar qualquer novo nome de domínio, segundo informe de parlamentares democratas da Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA.
Novos nomes poderiam aumentar as chances de fraude e confusão dos consumidores, segundo avaliou a vice-presidente da Verizon Communications, Sarah Deutsch, em audiência a parlamentares americanos, em 4 de junho. A empresa mostrou-se "preocupada" com os planos da Icann para criar novos domínios genéricos, sustentando que os consumidores poderiam ficar confusos com endereços do tipo ".telefone" ou ".banco".
O acordo "reforça a relação de longa data" entre o governo dos EUA e a Icann, segundo comunicado de Lawrence E. Strickling, responsável pela Administração Nacional de Telecomunicações e Informações, braço do Departamento de Comércio que negociou o tratado. " O acordo estabelece o processo para os participantes em todo o mundo analisarem o desempenho da Icann", afirmou Strickling no informe.    (Todd Shields - Bloomberg, colaboraram Matthew Newman e Brian Womack - Valor Online)

02.10 - Vendas mundiais de chips sobem 5% em agosto 
As vendas mundiais de semicondutores crescem 5% em agosto na comparação com o mês anterior, ajudadas pela recuperação nos gastos dos consumidores, por programas de incentivo para produtos com maior eficiência energética e pela alta nas vendas de laptops, informou a Associação da Indústria de Semicondutores (SIA).
A SIA anunciou que as vendas mundiais de semicondutores chegaram a US$ 19,1 bilhões em agosto, ante US$ 18,2 bilhões em julho, o que marca o sexto mês consecutivo de avanço.
No entanto, as vendas de chips em agosto ficaram 16% abaixo do total vendido no mesmo mês em 2008.
“Apesar da lenta recuperação da demanda no setor empresarial, estamos encorajados pela virada no ímpeto do setor, depois da mais profunda queda em uma década”, afirmou o presidente da SIA, George Scalise, em comunicado.
As vendas de chips até agosto, estimadas em US$ 133,8 bilhões, acumulam queda de 21,3 % contra igual período do ano passado. Mas o ritmo de queda vem diminuindo com relação aos primeiros seis meses de 2009, durante os quais as vendas de chips caíram em 25%, segundo a SIA.   (Reuters/Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

01.10 - Microsoft lança download de programa antivírus gratuito
A Microsoft lançou na terça-feira seu software antivírus gratuito, que foi desenvolvido durante cerca de um ano. 
O Security Essentials - também apelidado de “Morro” - havia sido oferecido para testes pela Microsoft a um limitado número de pessoas. A companhia tem classificado o Essentials como um antivírus e anti-spyware básico, que consome menos memória e espaço em disco que programas de segurança comuns, como os vendidos pela McAfee, Symatec e Trend Micro.
Tais companhias, no entanto, afirmam que o Morro é uma prova de que a Microsoft não conseguiria competir no mercado de antivírus pagos.
Analistas afirmam que os fabricantes de antivírus atuais têm pouco o que se preocupar com o lançamento. “Não será o software que tirará a Symantec ou McAfee dos negócios”, disse o diretor de operações de segurança da nCircle Network Security, Andrew Storms. “A Microsoft ainda tem de provar a si mesma nessa arena. Olhe, por exemplo, o Windows Defender, que tem sido gratuito. Não é necessariamente o melhor produto anti-spyware do mercado”, afirmou.
O Security Essentials gratuito já está disponível para download em versões para Windows XP, Vista e Windows 7 a partir do site da Microsoft. (Gregg Keizer - IDG News)

01.10 - Mininotebook tem bom desempenho 
O notebook Itautec InfoWay N8330 (www.itautec.com.br) tem design limpo e deve agradar àqueles que precisam transportar um notebook com frequência, sem abrir mão de alto poder de processamento. Apesar disso, ele decepciona na duração da bateria. 
Na cor Black piano, ele pesa 1,9 kg e tem tela em formato widescreen de 12,1 polegadas, o que possibilita bastante mobilidade. Já o processador Intel Core 2 Duo T6400 (2 GHz) e os 4 Gbytes de memória garantem um desempenho muito bom para um computador portátil. 
Apesar de pequena, a tela de LCD do aparelho alcança a resolução de 1.280x800, o que permite boa visualização da área de trabalho. Com disco rígido de 320 Gbytes e gravador de DVD, o N8330 mostra que não faz parte da família dos netbooks (pequenos notebooks com configurações mais leves, totalmente voltados à mobilidade e apropriados para a execução de atividades mais simples), que têm configurações mais modestas. 
O notebook também tem webcam integrada de 2 Mpixels, bem como dois alto-falantes e microfone embutidos, o que lhe permite ser usado em videoconferências. Quanto às conexões disponíveis, o N8330 tem três portas do tipo USB e leitor de cartões 4 em 1 (muito usado em máquinas digitais mais novas), além de interface para monitor externo VGA e saída HDMI, o que permite a visualização em monitores e televisões de alta definição, com resolução de até 1.600x1.200 pixels. 
Quando o assunto é comunicação, o portátil inclui um adaptador wireless integrado do tipo 802.11a/g/n. O padrão 802.11n permite vazão de até 300 Mbps, porém é necessário que exista um ponto de acesso do mesmo padrão. Além da interface wireless, estão disponíveis Ethernet de 1 Gbyte, um modem 56 Kbps e Bluetooth 2.0 -recurso que permite a comunicação com outros dispositivos que utilizem o mesmo padrão, como telefones celulares. 
O teclado tem boa sensibilidade, mas o posicionamento incomum do botão Fn (que ocupa a posição padrão do Control) muitas vezes atrapalha na hora da digitação. Outro recurso importante é a presença das teclas de atalho para abrir o navegador de internet padrão e para ativar e desativar a webcam, o wireless e o Bluetooth. 
Para verificar a autonomia da bateria, foi utilizado o software Battery Eater Pro. Nos testes, feitos com o computador sendo usado "a todo o vapor", foi atingida uma duração de 65 minutos, o que é pouco para uma máquina focada na mobilidade do usuário.
Apesar disso, a Itautec oferece como opção uma bateria de oito células (no produto testado, a bateria tinha apenas quatro), que permite o dobro de autonomia. 
O manual do usuário traz uma boa descrição das interfaces disponíveis no aparelho, além de orientar o comprador a instalar a bateria e a utilizá-la melhor. Estão também incluídas informações para a recuperação do sistema operacional por meio do CD que acompanha o produto, além de um manual mais completo em formato PDF. 
Programas
O notebook avaliado veio com o sistema operacional Windows Vista Home Premium. Todos os dispositivos estavam instalados corretamente, permitindo o uso imediato do produto, assim que ele foi retirado da caixa e teve sua bateria carregada (conforme orienta o manual). 
Além do sistema operacional, o notebook inclui uma versão de testes dos programas do Microsoft Office, válida por 60 dias, o pacote Microsoft Works e uma versão de testes do programa de antivírus da AVG. Para usar os recursos do DVD, o pacote inclui os programas PowerDVD e Power2Go, aplicativos para ver e gravar DVDs, respectivamente. Outro ponto positivo do modelo avaliado é a compatibilidade do hardware com o sistema operacional Linux Ubuntu 9.04, que foi instalado sem problemas nos testes. 
Segurança
No quesito segurança, o computador apresenta um sensor biométrico, ou seja, um leitor de impressões digitais. O sensor já é integrado com o sistema operacional Windows Vista e, depois de configurado, pode-se fazer login no computador apenas passando o dedo no sensor.
Acompanhando esse dispositivo, o aparelho traz um aplicativo que bloqueia o acesso a alguns tipos de recurso e de arquivo. Eles só podem ser acessados se a digital for a correta, o que é um ponto positivo para quem precisa guardar informações sigilosas -isso diminui a preocupação em caso de roubo do notebook. 
Desempenho geral
O desempenho geral do computador foi testado com o software comercial PCMark Vantage. O notebook Itautec N8330 obteve 3.067 pontos. Testamos também a capacidade do computador de executar várias tarefas ao mesmo tempo. Abrimos, simultaneamente, diversos programas, como o Word, o PowerPoint, o Excel, os editores de planilha e texto do Microsoft Works e o navegador Mozilla Firefox, com diversas abas abertas. 
Mesmo com a alta demanda de processamento, não foi notada lentidão na execução e na troca dos programas. Apesar do bom desempenho do processador, o notebook da Itautec não vai satisfazer as necessidades daqueles que usam o computador para jogar, já que a maioria dos jogos lançados recentemente requer uma placa gráfica de maior capacidade. 
Devido às suas características técnicas, o N8330 deve agradar principalmente ao mercado coorporativo.  (DENIS F. WOLF, GUSTAVO PESSIN, ALBERTO Y. HATA e PATRICK Y. SHINZATO - Folha de S.Paulo)


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