30.06 - Gastos com TI deve crescer 7,1% em 2011
Os gastos com TI em todo o mundo deve crescer 7,1% em 2011, de acordo
com relatório do Gartner. Os analistas reviram a previsão
de gastos em TI de 5,6% de crescimento para 2011.
"É um pouco surpreendente que nós não vimos um
impacto mais significativo na nossa previsão de gastos globais de
TI como um resultado do terremoto e do tsunami no Japão, mas apesar
das preocupações generalizadas sobre interrupções
no fornecimento de componentes críticos na sequência inicial
do natural desastre, não houve um impacto dramático sobre
os gastos de TI em geral", disse Richard Gordon, vice-presidente de pesquisa
do Gartner.
Os serviços globais de TI estão previstos para chegar
846 bilhões de dólares em 2011, um aumento de 6,6% frente
2010. O segmento de hardware terá o maior crescimento, com elevação
dos gastos em 11,7% em 2011.
As últimas previsões do Gartner constatou que os gastos
mundiais com serviços de nuvem pública alcançará
um total de US $ 89 bilhões em 2011, acima dos US $ 74 bilhões
em 2010. O mercado está previsto para chegar 177 bilhões
dólares em 2015.
No entanto, os analistas da Gartner, observaram que os gastos com serviços
de nuvem pública foram de apenas cerca de 2% da despesa global de
TI em 2010, e em 2015 o nível de gastos com serviços de nuvem
pública será menor do que 5% do total gasto em TI. (Executivos
Financeiros)
29.06 - Microsoft lança versão virtual do pacote Office
Ofensiva busca frear expansão do Google
A Microsoft lançou uma ofensiva para tentar combater o crescimento
do Google em soluções para negócios. A empresa anunciou
ontem uma versão virtual dos programas do pacote Office, como o
Excel e o Word.
O modelo on-line, conhecido como versão nas nuvens, permite
aos usuários acesso de diferentes dispositivos e elimina a necessidade
de instalação dos programas e manutenção de
servidores.
Na apresentação do novo sistema -chamado de Office 365-,
o presidente da empresa, Steve Ballmer, afirmou que o modelo, aliado a
ferramentas de conferência virtual, permitirá uma redução
nos custos de pequenas e médias empresas.
A Microsoft cobrará taxas de US$ 2 ao mês, para uso de
serviços básicos de e-mail, até US$ 27 mensais, por
serviços mais avançados. Um pacote para pequenos negócios
custará US$ 6 ao mês.
A empresa aposta no baixo preço como alternativa de elevar o
alcance e, assim, compensar futuras quedas nas receitas da sua divisão
mais rentável hoje.
O Google ganhou espaço em soluções corporativas
ao oferecer aplicativos virtuais capazes de substituir as funções
dos programas da concorrente, como e-mail e editor de textos. O pacote
dos aplicativos custa US$ 50 por mês e a companhia diz ter alcançado
cerca de 40 milhões de clientes no negócio. (Folha
de S.Paulo)
28.06 - Uso de Internet no Brasil cresceu 15% em 2010
A sexta pesquisa TIC Domicílios apresentada hoje (28) pelo Comitê
Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apresentou hoje, junto com o Centro
de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação
(CETIC.br) e com o Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR (NIC.br), mostra que o acesso à internet nos domicílios
urbanos cresceu 15% em 2010 comparado à 2009. Na média geral
de 2005 a 2010, o país apresenta crescimento de 19% ao ano.
Estudo aponta crescimento d o uso da Internet no Brasil entre as pessoas
com baixa escolaridade (analfabetos e com nível infantil de alfabetização),
que já totalizam 13% do total de usuários.
O uso de redes sociais possui maior índice de penetração/usuários
na região Nordeste, com 75% das pessoas cadastradas nesse tipo de
serviço. Na sequência, aparecem as regiões Sul e Centro-Oeste,
com 70%, Norte com 68% e Sudeste com 67%.
Entre as dificuldades apontadas pelos usuários para usar a web,
as principais são: demora em carregar uma página (37%), dificuldade
em encontrar uma informação (22%), dificuldades em ler textos
longos (14%), e exibição de janelas pop-ups (11%).
(Executivos Financeiros)
23.05 - Internet já é o 2º maior canal bancário
Com quase um quarto do número de transações efetuadas
no Brasil, web só fica atrás de caixas eletrônicos
Especialistas dizem que sites ainda precisam se adaptar ao cliente
e dão dicas de como usar o sistema com segurança
O internet banking brasileiro já é o segundo canal de
serviços mais utilizado pelos clientes, atrás apenas dos
caixas automáticos (31%), respondendo por 23% das operações
bancárias efetuadas no Brasil, segundo dados da Febraban (Federação
Brasileira de Bancos).
Mas essa escalada de importância na vida dos clientes precisa
ser acompanhada por uma reformulação tanto na forma de manuseio
dos serviços quanto na linguagem empregada nos sites, afirma Fabiana
Yazbek, especialista em usabilidade e arquitetura da informação
da Lumens Consultoria.
"Em vez de ter uma infinidade de serviços que ninguém
sabe como usar, o site de banco ideal deveria oferecer satisfatoriamente
o básico, que é uma visão global da conta corrente
e dos investimentos, como saldo, últimas operações
e agendamento de pagamentos", diz Yazbek.
Outra problema, na avaliação de Yazbek, é a comunicação.
"Os menus dos sites bancários estão presos à linguagem
mercadológica, o que dificulta a navegação", afirma.
"Parece uma sopa de letrinhas."
Para ela, o internet banking tem de incorporar a seus serviços
o agendamento de compromissos futuros que o cliente tenha com a instituição,
como a renovação do seguro do automóvel ou da casa.
"Atualmente, nenhum banco está fazendo isso direito, seja pela falta
de dados de todos os serviços que o cliente utiliza na instituição,
seja pela falta de sinergia entre as áreas", diz.
Do ponto de vista do design, o internet banking brasileiro vai contra
a intuitividade dos usuários, priorizando a lógica dos projetistas
de informática, diz Luís Cláudio Portugal, professor
da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
"As categorias de serviços não seguem uma hierarquia
de informações e ainda existe o problema de você realizar
uma longa operação e apenas ao término dela descobrir
que não pode ser concluída naquele horário", afirma
Portugal.
SEGURANÇA
Segundo Wanderson Castilho, especialista em crimes eletrônicos
da consultoria E-Net Security, a maioria das vítimas de fraudes
virtuais no internet banking são usuários novos de informática,
que acabam cedendo espontaneamente suas informações bancárias.
"Os bancos precisam criar um canal direto para esclarecer os clientes
sobre os perigos de preencher formulários maliciosos e atualizar
esse banco de dados com os novos tipos de golpe", afirma.
"Todo dia os bandidos inventam novas formas de roubar e os bancos têm
de enfrentá-los informando seus clientes sobre como se prevenir",
completa Castilho.
Marcelo Laus, especialista em segurança da Data Security, recomenda
que se evite o uso de computadores compartilhados, como os de hotéis
ou de salas de aula. "O usuário também deve manter seu PC
protegido, com o sistema operacional e antivírus atualizados", diz.
(FELIPE VANINI BRUNING - Folha de S.Paulo)
20.05 - "Tablet será o novo PC", diz presidente da SAP
CEO da múlti alemã de software empresarial explica mudança
no setor
"Executivo vai querer ver em tempo real dados de vendas, pedidos dos
clientes e aprovar contas no tablet", prevê
Com faturamento de cerca de US$ 400 bilhões, a indústria
mundial de software vive uma das maiores transformações de
sua história.
Estabelecida há décadas sobre a venda de licenças
tradicionais para rodar seus sistemas em computadores, a indústria
tenta se adaptar ao triunfo dos tablets.
"Os consumidores estão determinando as estratégias das
empresas. Os limites de uso entre o que o executivo usa profissionalmente
e para seu consumo pessoal estão cada vez menores", diz Donald Feinberg,
vice-presidente da consultoria Gartner.
Os números justificam a movimentação. Em 2011
a expectativa é que sejam vendidos no mundo 59 milhões de
tablets, sendo que 25% serão consumidos por empresas.
Ao longo dos próximos quatro anos, serão mais de 260
milhões de tablets. "Os aparelhos móveis, como tablets e
smartphones, são os novos desktops e estão transformando
a indústria de software", diz Bill McDermott, copresidente da empresa
de software SAP.
Não à toa, o setor já registra investimentos massivos.
Depois de adquirir a empresa de sistemas móveis Sybase por quase
US$ 6 bilhões, a SAP, líder global de software empresarial,
lançou há poucos dias uma loja de aplicativos, num modelo
semelhante ao criado pela Apple para a App Store.
Em vez de consumidores finais interessados em jogos, porém,
estão executivos que querem ter na palma da mão software
para ver em tempo real dados de vendas, volume financeiro, pedidos dos
clientes e até aprovar contas.
A intenção é alcançar 1 bilhão de
usuários até 2015, o que ajudará a empresa a chegar
ao faturamento esperado de 20 bilhões nos próximos quatro
anos.
Segundo os especialistas, porém, a era dos tablets e smartphones
apresenta desafio às receitas das empresas mundiais de software.
Acostumada a receber adiantado pela venda das licenças de uso,
o que rendia milhões de dólares em uma implementação
grande, a indústria, que já tenta se adaptar ao modelo sob
demanda -de pagamento periódico pelo uso do software-, precisará
lidar com os ganhos variáveis dos aplicativos.
Nos próximos quatro anos, as vendas globais de aplicativos para
smartphones e tablets devem atingir US$ 40 bilhões, mas a escala
para que as grandes de software empresarial vejam ganhos significativos
é desafio. (CAMILA FUSCO - Folha de S.Paulo)
20.05 - Brasil é o 6º maior mercado de TI do mundo
O Brasil é o sexto maior mercado de tecnologia da informação
(TI) do mundo, de acordo com a empresa de consultoria International Data
Corporation (IDC), líder nos segmentos de tecnologia da informação
e telecomunicações. Em 2010 mercado interno movimentou US$
81 bilhões, representando cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB).
As exportações do setor somaram no mesmo período
US$ 2,5 bilhões. Para o presidente da Associação Brasileira
de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação
(Brasscom), Antonio Gil, para tornar-se protagonista no cenário
mundial, nas duas próximas décadas, o país terá
de vencer alguns desafios, entre os quais a desoneração da
folha de pagamentos.
“O Brasil é muito competente porque o uso de tecnologia da informação
é feito com supremacia mundial em várias áreas, como
indústria financeira, governo eletrônico e, inclusive, na
indústria manufatureira. E o mercado, que é, hoje, de US$
1,5 trilhão, globalmente, será de US$ 3 trilhões em
2020”, destaca Gil.
Novas oportunidades serão abertas nesse cenário para
o Brasil nas áreas de saúde, educação, segurança,
bancos, de acordo com Gil principalmente. Outro fator relevante é
o crescimento do grupo de países denominado Brics (Brasil, Rússia,
Índia, China e África do Sul), a mudança demográfica
e as novas tecnologias.
Para o empresário, deve-se reduzir o custo da folha de pagamento,
treinar pelo menos 725 mil profissionais até 2020, investir em infraestrutura
tecnológica e estimular a inovação. Ele enfatizou
que é preciso ter uma “mentalidade de inovação, porque
tudo que nós estamos usando hoje, amanhã será obsoleto”.
Para 2020, a projeção da Brasscom é que o mercado
interno de TI alcançará entre US$ 150 bilhões e US$
200 bilhões, o que elevará a participação do
setor no PIB entre 5,5% e 6%. As exportações deverão
subir para US$ 20 bilhões. (Executivos Financeiros)
19.05 - Banda larga tem crescimento de 53%
O Brasil chegou à marca de 40,9 milhões de acessos à
banda larga em abril, segundo a Telebrasil. Em 12 meses, foram 14,2 milhões
de novos clientes, crescimento de 53,2%, considerando números da
banda larga fixa e móvel. Os smartphones já representam quase
metade dos acessos. (Folha de S.Paulo)
19.05 - Tablet é mais vulnerável a furto de dados
Risco de perder o equipamento é seis vezes maior que o de perder
um laptop, diz levantamento de consultoria
Já surgiram empresas que oferecem serviços de proteção
e blindagem de informações para o segmento corporativo
Adotados por milhares de empresas como alternativa ao laptop, especialmente
para viagens ou apresentações, os tablets começam
a preocupar os especialistas pelos riscos que podem representar à
segurança das informações corporativas.
Levantamento da consultoria americana Ponemon Institute antecipado
à Folha mostra que os tablets são seis vezes mais propensos
a serem perdidos do que laptops.
Com isso, podem ser os mais perigosos para vazamento de dados quando
não levam sistemas de segurança para blindar seu conteúdo.
A pesquisa, feita nos 18 principais aeroportos do mundo, mostrou que,
por serem compactos, são confundidos com revistas e esquecidos em
salas de embarque ou assentos das aeronaves.
"Nunca vimos taxa de perda como essa entre os dispositivos móveis.
É alarmante porque a maioria dos aparelhos não trazia senha
ou sistemas de proteção de dados, o que pode gerar perdas
milionárias para as empresas", diz Larry Ponemon, presidente da
consultoria.
Os prejuízos para empresas, em casos de vazamento de dados,
variam de US$ 100 mil a US$ 50 milhões.
No Brasil, a perda estimada por ano é de R$ 1 bilhão
a R$ 1,5 bilhão, segundo a RCI First Security and Intelligence Advising,
especializada em contraespionagem. A empresa também é responsável
pela construção da maioria das 214 salas antigrampo que existem
no Brasil.
EXPANSÃO
O alerta é importante diante da discussão do alcance
que os tablets ganharão no setor corporativo. Na estimativa da Deloitte,
mais de 10 milhões de aparelhos (25% do total projetado) serão
comprados por empresas no mundo ao longo do ano.
De olho no filão de proteção dos tablets, algumas
empresas já se adiantam. A Navita gerencia um lote de 15 mil tablets
com software de controle do conteúdo.
"Como ocorre nos carros, o usuário que perder o aparelho ou
for roubado pode ligar para uma central que bloqueará o acesso à
distância", diz Roberto Dariva, presidente da companhia.
A Autômatos é outra empresa que descobriu nos tablets
um importante filão de negócios. Além de 20 mil tablets
gerenciados com um software que permite filtrar as informações
que podem ser acessadas pelos funcionários, a empresa fornece sistemas
que proíbem que dados sejam extraídos da rede e enviados
por e-mail.
OUTRAS MEDIDAS
Além de software, outras medidas de proteção adotadas
pelas empresas incluem bloqueio de gravação de CD, de cópia
em pen drive e envio de arquivos por e-mail.
Há até advertência para quem esquece papéis
sigilosos em suas mesas -caso da Procter & Gamble. A Chemyunion, fabricante
de extratos para cosméticos, adotou medidas após ter projetos
e fórmulas furtadas.
"No Brasil, não há cultura para preservar a informação
nem no ambiente empresarial nem no pessoal. As pessoas se expõem,
por exemplo, nas redes sociais", diz Ricardo Chilelli, da RCI. (CAMILA
FUSCO e CLAUDIA ROLLI -Folha de S.Paulo)
17.05 - Cresce número de venda de computadores no 1º trimestre
de 2011; Notebooks são maioria
Equiparação de preços entre PCs e notebooks fez
com que portáteis fossem mais vendidos
A venda de computadores no 1º trimestre de 2011 apresentou um
crescimento de 22% comparado ao mesmo período de 2010. Ao todo foram
comercializados 3,6 milhões de máquinas (notebooks e desktops)
nos primeiros três meses do ano. As informações são
do estudo Brazil Quarterly PC Tracker, feito pela consultoria IDC, divulgado
nesta terça-feira (17).
Segundo o estudo, que dá um panorama do mercado de computadores
no Brasil, a maioria (50,5%) dos computadores vendidos são notebooks.
O restante (49,5%) é resultado da comercialização
de desktops (computador de mesa).
Apesar da pequena diferença entre portáteis e desktops,
o mercado de notebooks apresentou um grande crescimento comparado ao 1º
trimestre de 2010. Segundo o IDC, as vendas cresceram 58%, enquanto o de
computadores pessoais caiu 1,4%.
“As multinacionais estão focadas em liderança e no abastecimento
do varejo. Com isso, os preços estão cada vez mais competitivos
e convidativos, o que faz com que o notebook se torne a primeira opção
de compra”, explicou Martim Juacida, analista de mercado da IDC, sobre
a preferência de alguns consumidores pelos portáteis.
O principal mercado consumidor dos computadores foi o doméstico,
que adquiriu 68,6% dos equipamentos vendidos. Só este segmento teve
um crescimento de 33% na aquisição de equipamentos comparado
ao mesmo período do ano passado.
Na sequência, vem as empresas com 26,9% das compras de computadores
e, por fim, o segmento de governo e educação, responsável
pela compra de 4,5% das unidades. De acordo com a consultoria IDC, este
último segmento apresentou redução em função
de cortes nos orçamentos.
O Brasil, segundo a consultoria, ocupa a quarta posição
do ranking de países que mais vendem PCs. Estados Unidos, China
e Japão estão nas primeiras posições, respectivamente.
(Uol Notícias)
17.05 - Foram comercializados 3,6 milhões de computadores no
primeiro trimestre de 2011
No primeiro trimestre de 2011 foram comercializados 3,6 milhões
de máquinas, 22% a mais do que o registrado no mesmo período
de 2010. Os dados são do estudo Brazil Quaterly PC Tracker, realizado
pela IDC Brasil, especializada em inteligência de mercado, consultoria
e eventos para as indústrias de TI e Telecomunicações.
“Em geral, os primeiros meses do ano apresentam um movimento menor
de negociações entre fabricantes e canais já que o
varejo inicia o ano abastecido por conta do Natal e realiza queimas de
estoque nos meses seguintes. Porém, com a demanda aquecida nos segmentos
doméstico e corporativo, a sazonalidade tem diminuído consideravelmente
no mercado de PCs desde o 3º trimestre de 2010”, declara Martim Juacida,
analista de mercado da IDC.
Do total de computadores vendidos, 49,5% são desktops e 50,5%
notebooks. Dentro deste cenário, 68,6% foram destinados ao segmento
doméstico, 26,9% ao corporativo e apenas 4,5% à soma de governo
e educação. “Um sinal claro de que a indústria de
PCs está se tornando mais madura é o fato de os consumidores
já não esperarem apenas datas comemorativas como Natal, por
exemplo, para comprar seu computador. Nossa expectativa é de um
mercado bastante aquecido e muito impulsionado pelo segmento doméstico
durante todo o ano de 2011”.
Apenas no setor doméstico o aumento foi de 33% em relação
ao mesmo período de 2010. Por outro lado, as mudanças recentes
e os cortes nos orçamentos fizeram com que o segmento de governo
e educação tivesse uma retração de 30%, comprometendo
os resultados de alguns fabricantes que atuam fortemente neste setor”,
completa Juacida.
Ainda de acordo com o estudo da IDC, durante o primeiro trimestre deste
ano, o mercado de notebooks cresceu 58% e o de desktops caiu 1,4% em relação
ao mesmo período de 2010. “As multinacionais estão focadas
em liderança e no abastecimento do varejo. Com isso, os preços
estão cada vez mais competitivos e convidativos, o que faz com que
o notebook se torne a primeira opção de compra”.
Segundo os dados da IDC, o Brasil ainda ocupa a quarta posição
no ranking mundial dos países que mais vendem computador no mundo.
Estão à frente apenas Estados Unidos, China e Japão.
(Executivos Financeiros)
20.04 - Acesso à banda larga cresce 51,5% no 1º tri
Internet móvel foi principal responsável pelo incremento
no período; modalidade avançou 78% em 3 meses
Associação estima que país tenha atingido a 8ª
posição no mundo em acessos móveis e a 9ª em
acessos fixos
O Brasil registrou no primeiro trimestre do ano crescimento de 51,5%
em sua base de acessos à banda larga, em relação a
março de 2010. Com isso, chegou à marca de 38,5 milhões
de acessos.
A banda larga móvel é, novamente, a principal responsável
pelo incremento, mas com menor intensidade que no ano passado. Nos três
primeiros meses do ano, houve crescimento de 77,7%. Em 2010, o avanço
foi de 136,8%.
Até março, o país registrava 24,4 milhões
de acessos à banda larga móvel, que são as conexões
feitas por um terminal 3G, como smartphones (celulares com acesso à
internet) ou modems móveis.
As conexões fixas tiveram crescimento de 20,5% no trimestre
e chegaram a 14 milhões de acessos.
Os dados são da Telebrasil (Associação Brasileira
de Telecomunicações), que estima que o Brasil tenha atingido
a oitava posição no mundo em número de acessos móveis
e a nona em acessos fixos.
Apesar de ter uma das piores velocidades de conexão, o estudo
da Telebrasil mostra que o Brasil está deixando para trás
as conexões lentas, inferiores a 1 Mbps (megabit por segundo), piso
exigido pela presidente Dilma Rousseff para o Plano Nacional de Banda Larga.
Segundo a entidade, a faixa de 2 Mbps é a que apresentou, no
trimestre, o maior ritmo de crescimento, e representa 20% dos acessos fixos.
Para Eduardo Levy, diretor-executivo do Sinditelebrasil (entidade que
representa as empresas do setor), o crescimento intenso da banda larga,
sobretudo móvel, é tendência mundial e tem várias
explicações.
Primeiro, os pacotes de internet móvel são geralmente
oferecidos com o celular, o que facilita a venda. Os preços estão
menores e a velocidade, apesar de ainda reduzida, cresce. Dessa forma,
o acesso móvel atende a necessidades básicas, como uso de
sites de busca e e-mail.
As conexões por meio de celulares servem como um indutor de
internet no país, avalia Levy. "À medida que o tempo vai
passando, a internet vai se popularizando pela banda larga móvel",
disse. (SOFIA FERNANDES - Folha de S.Paulo)
20.04 - Microsoft oferece no país versão on-line gratuita
do pacote Office
Simplificada, transposição para a web não apresenta
recursos como a contagem de palavras
Como o Google Docs, o Web Apps permite edição de documento
por mais de uma pessoa ao mesmo tempo
Se você costuma elaborar textos, planilhas e apresentações
em parceria com outras pessoas e tem que lidar com diversas versões
dos arquivos, que vão e voltam em dezenas de anexos de e-mail, deve
considerar urgentemente a adoção de um software on-line,
que torna a colaboração muito mais racional.
Nos serviços em nuvem, os arquivos ficam disponíveis
em qualquer computador com acesso à internet.
Hoje dominado pelo Google Docs (docs.google.com), o mercado de editores
on-line de documentos ganhou uma opção gratuita e de grande
peso simbólico: o Office Web Apps, versão on-line do Office,
da Microsoft, sinônimo de pacote de escritório.
O serviço está disponível desde a semana passada
para usuários do Hotmail no Brasil. Para usá-lo, basta clicar
no link Office, na parte superior da interface do serviço de e-mail,
ou acessar office.live.com e fazer login com uma conta do Windows Live.
O Word, o Excel, o PowerPoint e o OneNote foram transportados para
a web em versões bastante simplificadas --afinal, não é
razoável supor que a Microsoft ofereceria de graça todas
as funcionalidades pelas quais cobra R$ 190,29 (preço da versão
Home and Student 2010 do Office) ou R$ 1.308,28 (pelo Office Professional
2010).
Estão presentes estilos de formatação, verificação
de ortografia (inclusive em português do Brasil), tabelas, inserção
de imagens e cliparts.
Algumas omissões, como a de efeitos especiais no PowerPoint,
são compreensíveis. Já outras são graves a
ponto de tornar o uso praticamente inviável para alguns usuários:
é o caso da falta do recurso de contagem de palavras e caracteres.
Dependendo da complexidade do arquivo criado no Office e transportado
para o Google Docs ou outro serviço on-line, pode haver erros de
formatação. Isso não ocorre no Office Web Apps, já
que a Microsoft conta com a óbvia vantagem de ter desenvolvido o
formato dos arquivos.
Em um sinal de que a empresa está abandonando aos poucos alguns
antigos hábitos ruins, o Office Web Apps funciona tão bem
no Internet Explorer quanto nas versões atuais dos principais browsers
concorrentes (Firefox, Chrome, Safari e Opera).
Um recurso importante, que funcionou bem nos testes da Folha, é
a possibilidade de editar arquivos hospedados no Web Apps usando o Office
tradicional. Dessa forma, tem-se o melhor dos dois mundos: a vastidão
de funcionalidades e a sincronização dos arquivos na web.
Assim como no Google Docs, duas ou mais pessoas podem editar um arquivo
ao mesmo tempo, e os documentos podem ser vistos em smartphones. (RAFAEL
CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
19.04 - Registro de Saúde Eletrônico é lento entre
consumidores
Ferramenta estimula paciente a se comprometer com sua saúde
ao rastrear e agregar suas informações online
De acordo com estudo da IDC Health Insights, alguns pacientes ainda
estão preocupados com a segurança online, enquanto os consumidores
saudáveis parecem indiferentes aos benefícios do PHRs.
Os consumidores estão adotando de forma lenta o registro pessoal
de saúde (PHR), uma ferramenta com base na rede, projetada para
incentivá-los a se comprometer com sua saúde ao rastrear
e agregar suas informações online, de acordo com um estudo
da IDC Health Insights. O resultado vem em um momento em que outras tecnologias
- tais como registros de saúde eletrônico, dispositivos móveis
de saúde, e-prescrições e outras tecnologias estão
vendo taxas aceleradas de adoção conforme as organizações
de saúde implementam sistemas para gerenciar os dados dos pacientes.
O relatório - "Vendor Assessment: When Will PHR Platforms Gain
Consumer Acceptance?" ("Estimativa do Fornecedor: Quando a plataforma PHR
ganhará a aceitação do Consumidor?") - foi baseado
em uma pesquisa online com 1.200 consumidores entre 18 e 23 de fevereiro,
para avaliar seu interesse no registro e comparar os números com
um relatório similar realizado em 2006.
Publicada no mês passado, a pesquisa descobriu que a adoção
generalizada de consumo de PHRs permanece indefinida, apesar das inúmeras
opções oferecidas por fornecedores, planos de saúde
e empregadores, bem com fornecedores terceirizados como Dossia, Microsoft
Heath Vault e Google Health.
De acordo com a pesquisa do IDC Health Insights, somente 7% dos questionados
em 2011 relataram nunca ter usado o PHR, e menos da metade dos entrevistados
(47,6%) ainda estão usando um para gerir a saúde de sua família.
Além disso, a maioria (50,6%) disse que a razão pela qual
não tinham usado a tecnologia online foi por não estarem
familiarizados com o conceito do registro. Estes resultados foram semelhantes
ao estudo de 2006 que mostrou que aproximadamente 7% dos respondentes indicaram
que usaram o PHR com base em PC ou em rede, e um pouco mais da metade (51,9%)
não estavam cientes do PHRs.
"A adoção do PHR por consumidores nunca vai ser total.
Sempre haverá consumidores que não armazenarão seus
dados pessoais de saúde online", disse em entrevista Lynne Dunbrack,
autor do relatório e diretor do programa do Connected Health IT
Strategies at IDC Health Insights.
Também disse que consumidores saudáveis, que não
tenham uma razão para se envolverem no sistema de saúde,
poderão não enxergar os méritos em usar o PHR. No
entanto, é provável que aconteça um ligeiro aumento
nas taxas de adoção em pacientes com doenças graves
como câncer, diabetes ou outra condições crônicas
que requerem cuidados constantes durante longos períodos de tempo.
A constante promoção dos benefícios do PHRs pelos
provedores e planos de saúde também deve aumentar o número
de pessoas a adotá-los. Dunbrack prevê que durante os próximos
18 a 36 meses haverá um aumento modesto no uso de registro para
monitorar resultados de laboratório, pressão sanguínea,
taxa de glicose e outros dados vitais associados a pacientes em estado
grave.
De fato, enquanto o relatório mostrou baixas taxas de adoção
do PHR, também mostrou que três de cada quatro consumidores
começaram a usar o registro sob certas circunstâncias. Por
exemplo, uma recomendação do médico (37,4%) é
um motivador primário. E um pouco mais de 20% disseram que usariam
o registro se um de seus membros familiares sofressem de algum problema
de saúde que mostrasse a importância de ter a informação
disponível (11,9%) ou que tivesse sido diagnosticado com uma doença
crônica ou um problema complicado de saúde (9,4%).
Outras descobertas importantes do estudo foram:
- Os consumidores avaliaram seu nível de conforto com o Google
Health e o Microsoft Health Vault de forma semelhante; aproximadamente
um em cada quatro entrevistados relataram estar satisfeitos usando um dos
dois.
- As fontes primárias para PHRs são hospitais ou sites
médicos (25%) e sites de planos de saúde (21,4%).
O relatório também destaca as maiores barreiras para
a adoção do PHR, que persistem com o passar dos anos:
- Antigos produtos PHR exigem que os consumidores entrem nos seus próprios
registros manualmente ou digitalizem documentos para serem armazenados
eletronicamente. Cerca de 16% dos questionados indicaram que não
querem perder tempo atualizando suas informações no registro.
- A Privacidade e segurança de dados online continuam a preocupar
os consumidores. Na pesquisa de 2011, outros 9,1% dos questionados relataram
ter parado de usar o registro por não confiarem na segurança
dos sites disponíveis.
- Historicamente, quando consumidores mudam de plano de saúde
ou empregadores, suas informações armazenadas em seus PHR
não podem ser facilmente transferidas, o que os desencoraja a estabelecerem
novos registros.
Observando a perspectiva de crescimento do mercado de PHRs o relatório
diz: "Patient-centered medical home (PCMH) e incontáveis modelos
de saúde, focados em melhorar a coordenação dos cuidados
e gestão da condição crônica, deve encorajar
os médicos a recomendarem o PHRs para seus pacientes para gerir
melhor suas saúdes e bem-estar. Mas os registros precisarão
evoluir de depósitos de informação de saúde
para uma ferramenta que forneça informações úteis
no momento de decisão de saúde fazendo com que os consumidores
considerem seu uso útil". (Nicole Lewis - InformationWeek/Saúde
Business Web)
15.04 - ANS: Detalhamento dos atendimentos em padrão XML\Schema
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tornará
disponível o detalhamento dos atendimentos identificados através
do padrão XML\Schema.
A medida, que acontecerá a partir do 30º Aviso de Beneficiários
Identificados (ABI), visa agilizar o processo de Ressarcimento ao SUS,
além de facilitar a importação do detalhamento do
ABI pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde,
tornando as informações ainda mais confiáveis.
As operadoras de planos de saúde poderão baixar os arquivos
para visualizar o novo formato.
Baixe os arquivos através do link http://www.ans.gov.br/images/stories/noticias/zip/20110414arquivos.zip
(ANS)
15.04 - Vendas de PCs no 1º trimestre recuam
Segundo a empresa de pesquisa Gartner, as vendas caíram 1,1%,
para 84,3 milhões de unidades no mundo. Algumas razões apontadas
foram a atração de consumidores por tablets e o foco do Japão
em recuperar-se dos estragos causados pelo terremoto e pelo tsunami que
atingiram o país. (Folha de S.Paulo)
13.04 - Brasil melhora posição em ranking de TI
O Brasil subiu cinco posições no ranking do Relatório
Global de Tecnologia da Informação e ocupa agora a 56ª
posição entre 138 países. A avaliação
considera o impacto de tecnologia no desenvolvimento e competitividade
em áreas como ambiente regulatório, empresarial e de infraestrutura.
(Folha de S.Paulo)
13.04 - País é o 8º país mais infectado por
vírus
Segundo relatório da empresa de segurança Panda Labs,
o Brasil é o oitavo na lista dos países que apresentam maior
infecção por vírus de computadores. A empresa encontrou
algum tipo de código malicioso para roubar ou corromper dados em
quase 50% das máquinas analisadas. (Folha de S.Paulo)
05.04 - TI na saúde: 51% dos dados desprotegidos
51% das empresas da área de saúde não têm
preocupação com perda ou roubo de informações.
O índice é apontado em pesquisa publicada pel a organização
norte-americana Ponemon Institute chamado Health Data at Risk in Development:
A Call for Data Masking.
Cerca de 450 profissionais de TI de empresas de serviços de
saúde foram entrevistados pela empresa, à pedido da Informatica
Corporation, fornecedora de soluções de integração
de dados.
O estudo relata que 78% dos entrevistados não têm certeza
ou não sabem se suas organizações seriam capazes de
detectar o roubo ou perda acidental de dados.
Em relação à segurança, 38% já sofreram
falhas que envolveram dados em ambientes de desenvolvimento e teste e 12%
não conseguem afirmar com certeza se tiveram equívocos ou
não na segurança.
Quanto às consequências sofridas, 59% das empresas sofreram
a interrupção das operações, 56% foram acionados
por órgãos regulatórios e 36% tiveram sua reputação
afetada.
“O estudo é um alerta para o setor de saúde, no qual
o custo médio por vítima de uma perda de dados é US$
294, 44% superior ao valor médio de todos os outros setores”, diz
Larry Ponemon, fundador do Ponemon Institute.
Segundo a pesquisa, a terceirização e a computação
em nuvem aumentam o risco das companhias.
Das empresas analisadas, 40% não recorrem ao outsourcing por
preocupação com a segurança e apenas 19% estão
confiantes ou muito confiantes sobre a segurança em um ambiente
de nuvem.
Paralelamente, as empresas entrevistadas do segmento de serviços
de saúde estão desiludidas com as metas de proteção
de dados, apesar de reconhecerem que a proteção de informações
reais em ambientes de desenvolvimento e teste é essencial.
Ou seja, 64% dizem que atender aos requisitos de privacidade e proteção
dos dados no setor de saúde é importante, mas apenas 35%
dizem acreditar que a empresa esteja conseguindo alcançar esta meta.
(Guilherme Neves – Baguete.com)
04.04 - A evolução da era virtual
Não temos mais dados, os acessamos
NotíciaComentários(0)CompartilheMais notíciasAAEu
estava sentado em frente ao meu computador. Na época era um TK-82
com 2Kb de memória RAM expansível para 16Kb, ligado a uma
TV com imagem pb, que não possuía nenhuma forma de armazenamento.
Lembro que revistas de informática publicavam matérias com
códigos em Basic para que pudéssemos digitar e executar.
Se eu quisesse usar o programa novamente e já tivesse desligado
o computador, teria que digitar todo o código novamente, pois não
tinha como salvá-lo em algum lugar. Para um adolescente que usava
um computador em 1983, estava bom demais.
Depois de passar pelo TK-85 e CP-200 com a mesma limitação,
ao usar um Naja TRS-80 tive acesso a um grande avanço: a fita cassete.
O tocador de fitas era ligado ao computador e apertávamos o play
para que ele pudesse ler os dados gravados. Era demorado, mas pelo menos
eu não precisava digitar um código imenso só para
jogar Galaxy Invasion e já experimentava o gosto de trafegar informações.
Tudo mudou novamente quando ganhei um drive de disquete de 5 1/4 do
meu pai e conectei no meu TK3000. Foi uma festa. Logo depois, quando tive
meu primeiro PC 286, conheci os HDs. Cada vez menores, mais rápidos
e com mais capacidade, começamos a usá-los para carregar
grande volume de informação. Com o crescimento da digitalização,
passamos a fazer deles nossa central de conteúdo: fotos, músicas,
textos e filmes. Tudo isso até nos pequenos pen-drives.
Mas a internet veio e mudou isso também. Com o rápido
crescimento das redes sociais, compartilhamos nossas informações
na web e, inconscientemente ou não, iniciamos o armazenamento de
todo o nosso conteúdo pessoal na grande rede. Câmeras mais
atuais já têm acesso à internet e são capazes
de publicar suas fotos no Picasa, seus vídeos no YouTube e ainda
podem guardar no Google Maps a localização de onde foram
capturadas.
E o que dizer dos celulares? Os mais recentes e os estreantes tablets
estão nos levando à era dos dispositivos de acesso. Hoje
não temos mais os dados conosco. Nós simplesmente os acessamos.
Minhas músicas estão no Grooveshark, minhas fotos no Flickr,
meus vídeos no Youtube, meus e-mails e compromissos no Gmail, e
onde eu estive às 14h de ontem, no FourSquare. Quem usa iPhone pode
ter todos os seus contatos, compromissos e arquivos guardados no Mobile
Me. O mesmo acontece com os usuários do Android, que podem acessar
todos os seus dados através do Gmail e do Google Docs, gratuitamente.
Toda essa tecnologia surpreende e nos encanta a cada dia, facilita
nossas vidas, nos aproxima de todos, diverte e traz informações
fantásticas. Mas vale lembrar que quando cair a conexão,
ainda teremos que saber contar aquela história para nosso filho,
mostrar aquela foto ou vídeo legal de quando ele nasceu ou mesmo
deixá-lo brincar com o vizinho, no caso, o amigo que não
precisou ser adicionado. De uma forma ou de outra, tenhamos sempre à
mão o que é realmente importante para nós. (ANDRÉ
ALMEIDA - O Tempo)
01.04 - iPad 2 é liberado para a venda no Brasil
A Anatel liberou o iPad 2 para a venda no Brasil. Segundo documento
de liberação da agência publicado no site, as duas
versões do tablet -com conexão à internet Wi-Fi e
3G- estão homologadas. Mesmo com a autorização das
vendas do aparelho, não há previsão oficial de quando
será o lançamento no país. (Folha de S.Paulo)
30.03 - iPhone pode ajudar em atendimentos de emergência
Software usa algoritmos adultos e pediátricos para orientar
os médicos. Download gratuito foi testado por um conselho médico
britânico.
Um aplicativo para iPhone pode melhorar o rendimento de médicos
em atendimentos de emergência. Numa pesquisa com situações
simuladas, quem utilizou o iResus © apresentou resultados significantemente
melhores que os dos médicos que não usaram. O estudo foi
feito pelo Conselho de Reanimação do Reino Unido e publicado
pela revista médica "Anaesthesia".
O software gratuito usa algoritmos adultos e pediátricos para
dar aos usuários sugestões de como agir, de forma rápida
e com fácil leitura.
Na pesquisa, 31 médicos com treinamento avançado em suporte
à vida foram divididos em dois grupos; um deveria trabalhar com
o aplicativo e o outro sem. Numa simulação, tiveram de atender
a uma emergência de parada cardiorrespiratória acompanhados
de um enfermeiro.
Eles foram avaliados num sistema que pontua a eficiência com
notas de 0 a 100. Os que usaram o aplicativo atingiram, em média,
84,5 (variação entre 75,5 e 92,5), contra uma média
de 72 (variação entre 62 e 87) entre os que não o
utilizaram.
"Os médicos em nosso estudo acharam o aplicativo fácil
de usar, sentiram que aumentaria a confiança deles em situações
de estresse e disseram que gostariam de utilizá-los numa emergência
clínica de verdade", contou o Dr. Daniel Low, anestesista que desenvolveu
o aplicativo. (Portal G1)
30.03 - Geap: Usuários da telefonia móvel
Praticidade, comodidade e conforto. Esses alguns benefícios
ofertados pelo GEAP Móvel, portal destinado aos usuários
da telefonia móvel, criado especialmente para os assistidos da Fundação.
Com o serviço, os beneficiários têm à disposição
informações importantes de seu interesse.
É fácil utilizar a ferramenta, basta ter um aparelho
celular em mãos. Na rua, na fila do banco, em qualquer lugar, o
beneficiário terá acesso ao médico que deseja. Basta
teclar o endereço m.geap.com.br e a página principal do GEAP
Móvel aparecerá. Nela, o beneficiário encontra os
links para as opções disponíveis, como: UTI VOLANTE,
ENCONTRE SEU MÉDICO, GEAP NOS ESTADOS, NOTÍCIAS E EVENTOS.
Em seguida, é só fazer uso do serviço desejado.
O sistema suporta diferentes tecnologias de acesso, via telefonia móvel,
a internet e a diversidade de modelos de celulares comercializados. A tecnologia
utilizada, o sinal e a cobertura na localidade definem a qualidade do acesso.
O serviço também possui ausência de imagens e fotografias.
O objetivo é reduzir a quantidade de caracteres transmitidos e permitir
a utilização de aparelhos com baixa resolução
gráfica. O custo do acesso é determinado pelos planos oferecidos
via operadoras de telefonia celular. (Geap)
28.03 - Internet em obras
Crescimento das conexões por computadores e celulares impulsiona
mudanças no protocolo
Criados em 1981, muito antes de a internet comercial ser popularizada,
os endereços IPv4 estão se esgotando em todo o mundo.
Na época da criação do protocolo, a internet era
restrita a instituições de pesquisas e poucos órgãos
corporativos e, segundo especialistas, acreditava-se que ele seria suficiente
para suportar a demanda de conexões por muitas décadas seguintes.
O ritmo de crescimento da internet no mundo -tanto em computadores
tradicionais quanto no avanço da navegação por celular-
acelerou o esgotamento do IPv4.
A situação mais crítica hoje é a da Ásia,
que apresenta crescimento vertiginoso de usuários e tem estoque
de endereços de conexão para apenas seis meses. Operadoras
de telefonia e portais de conteúdo têm necessidade imediata
de se preparar.
No Brasil, além de provedores fixos de internet, a adoção
do IPv6 também desafia empresas de telefonia móvel que oferecem
banda larga.
Segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações,
das cerca de 38 milhões de conexões de internet em banda
larga, 63% ou 23,6 milhões, são móveis. O número
representa crescimento de 82% até fevereiro.
Com 25 milhões de linhas com acesso à internet, a Vivo
já fez testes com IPv6 e espera a implementação ao
longo de 2011, assim como a Claro. A Oi diz que já oferece novas
conexões em projetos especiais sob demanda e fará testes
neste ano. A TIM não fez comentários. (CAMILA FUSCO - Folha
de S.Paulo)
28.03 - Brasil corre para adotar novo padrão de internet
Formato IPv6 mobiliza empresas, mas apenas um quarto delas já
se adaptou
Mudança acontece porque o número atual de códigos
distribuídos pelos provedores está próximo de se esgotar
Operadoras de telefonia e portais de conteúdo brasileiros correm
contra o tempo para se preparar para o novo padrão mundial de navegação
na internet.
Com o esgotamento dos endereços IP atuais -conjunto de números
e códigos distribuídos pelos provedores no ato da conexão-,
as empresas enfrentam o desafio de preparar sua infraestrutura para o novo
padrão, previsto para vigorar em pouco mais de um ano.
Das 800 companhias que distribuem protocolos IP para os cerca de 75
milhões de internautas, apenas 200 estão preparadas para
o novo formato, chamado IPv6.
"Temos 16 meses para aprontar toda a cadeia. O formato permitirá
que novos internautas naveguem. Sem ele, a internet não cresce",
diz Frederico Neves, do Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR, que distribui os endereços no país.
Segundo Neves, esse é o tempo que deve durar o estoque do padrão
atual, o IPv4, hoje com 25 milhões de endereços disponíveis
para a América Latina. O Brasil vai consumir 50% desse volume.
A primeira ponta da preparação para o novo formato de
endereços vem das empresas provedoras de acesso à internet,
com instalação de equipamentos e treinamentos.
Embora não confirmem números, as operadoras não
devem gastar pouco. Os esforços de preparação da rede,
segundo estimativas de órgãos americanos para países
emergentes, devem custar cerca de US$ 1 bilhão.
A Telefônica afirmou que começou a implantar IPv6 em 2011
e a expectativa é preparar a rede em até dois anos. Hoje
a operadora tem 3,3 milhões de usuários do Speedy e beira
300 mil endereços de redes corporativas.
"São necessários novos sistemas, alterações
de configuração e até equipamentos para chegar até
a distribuição do IPv6 ao usuário", diz o diretor
Ari Falarini.
Já a Net informou que estuda e testa o IPv6 desde 2008. GVT
e Embratel disseram estar se preparando.
PORTAIS
Ao lado dos provedores de acesso, estão os portais que compõem
a internet com textos, fotos e vídeos. Como o padrão IPv6
é diferente do atual, todo o conteúdo precisará ser
adaptado. Isso é feito sobretudo por meio de configurações,
software e equipamentos de redes.
"É um projeto extenso que lembra o bug do milênio", afirma
Enildo Barros, diretor de engenharia e infraestrutura do UOL, portal controlado
pela Folhapar, integrante do Grupo Folha, que publica a Folha e o "Agora".
Na ocasião do bug do milênio, houve a preparação
dos computadores corporativos para, entre outras coisas, "compreender"
o novo milênio e os dígitos do ano 2000 e continuarem trabalhando.
Segundo o executivo, a preparação envolve migração
de sistemas e servidores. Há dois anos a empresa vem trabalhando
no protocolo e, hoje, mapeia a infraestrutura que determinará as
aquisições de equipamentos.
O Terra há dois anos prepara o portal. "Teremos um equipamento
que identifica o endereço do usuário e entrega o conteúdo
em IPv4 ou em IPv6", afirma Ruy Neto, gerente de tecnologia.
O iG informou que em um mês publicará os principais conteúdos
no novo formato.
O padrão IPv4 rendeu cerca de 4,3 bilhões de endereços.
O novo padrão permitirá a conexão de centenas de vezes
mais pessoas (39 seguido de 37 zeros). (CAMILA FUSCO - Folha de S.Paulo)
28.03 - Tecnologia prenuncia a era da "internet das coisas"
Aqueles a quem os deuses desejam destruir são primeiro levados
a se encantar com sua própria engenhosidade. Basta observar o entusiasmo
com relação à "internet das coisas". Estamos avançando
de uma era na qual a rede conectava seres humanos para uma era na qual
a maioria dos nós encaminhará a impressoras, câmeras,
sistemas de monitoração e eletrodomésticos (sim, até
a humilde torradeira).
Duas forças impulsionam essa tendência. A primeira é
que sensores e sistemas de acionamento mecânico são incorporados
com frequência cada vez maior a objetos.
O segundo fator é que agora dispomos de endereços de
internet em número suficiente para que cada objeto no planeta tenha
o seu próprio.
Originalmente, os endereços IP tinham 32 bits de extensão,
o que significava que o número máximo de endereços
era de pouco menos de 4,3 bilhões. Agora, uma nova convenção
de endereçamento, conhecida como IPv6, está sendo adotada
e utiliza endereços com 128 bits.
Isso significa que o número máximo de endereços
únicos disponíveis seria equivalente a 34 seguido de 38 zeros
(34 mil milhões de bilhões).
Em todos os países industrializados, as distribuidoras de energia
começam a instalar relógios de luz "inteligentes", dotados
de um botão de liga/desliga que poderá ser acionado remotamente.
O propósito é permitir impor aos caloteiros um modelo
pré-pago de fornecimento.
Mas outros usos incluiriam impor cortes de energia forçados,
caso a oferta não acompanhe a procura.
A indústria automobilística é outro caso de mania
de rede. O mais recente Mercedes classe S opera com mais de 20 milhões
de linhas de código de computação e contém
quase tantos computadores incorporados quanto um Airbus-A380.
O nirvana tecnológico emergente acarreta dois problemas. O primeiro
é que todos os programas de computador têm falhas. Mas a maior
ameaça vem da corrida insensata para integrar tudo em redes porque,
assim que algo está conectado à internet, torna-se vulnerável.
Para os especialistas em guerra cibernética, por exemplo, o
ataque ideal a um país alvo é cortar o fornecimento de energia.
Como afirmaram dois especialistas em segurança da computação
em um estudo recente, "quando a eletricidade para, em breve tudo mais também
o faz. Até agora, a única maneira plausível de fazê-lo
era realizar ataques contra instalações-chave de geração,
transmissão e distribuição de energia, cada vez mais
bem defendidas. Os relógios de luz inteligentes mudam o jogo".
Quanto aos automóveis, na semana passada cientistas da computação
norte-americanos revelaram que conseguiram assumir o controle de veículos
por meio de redes sem fio.
A deliciosa ironia é que as conclusões foram apresentadas
em reunião do Comitê Universitário Nacional de Controles
Eletrônicos para Veículos e Aceleração Involuntária,
formado em parte como resposta ao escândalo surgido no ano passado
pelos supostos problemas nos freios de carros Toyota.
Bem-vindos à internet das coisas. (JOHN NAUGHTON
- Guardian, tradução de PAULO MIGLIACCI - Folha de S.Paulo)
21.03 - 74 milhões de brasileiros conectados à internet
O Brasil alcançou 73,9 milhões de pessoas que navegam
na internet, considerando o acesso por meio dos mais diferentes ambientes
(domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais).
Segundo levantamento do Ibope Nielsen Online, o número corresponde
ao quarto trimestre do ano passado e aponta crescimento de 9,6% em relação
aos 67,5 milhões do mesmo período de 2009.
A taxa de crescimento é maior para os acessos residenciais e
no ambiente de trabalho. O total de pessoas com acesso em pelo menos um
desses dois ambientes chegou a 56 milhões em fevereiro de 2010,
o que significou um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do
mesmo mês do ano anterior.
O total de pessoas que moram em domicílios com acesso à
internet cresceu 24% nesse período e já é de 52,8
milhões, segundo o Ibope Nielsen Online. (Brasil Econômico)
18.03 - Internet chega a 73,9 milhões de pessoas no Brasil
O número de pessoas com acesso à internet em qualquer
ambiente (domicílios, trabalho, escolas, LAN houses ou outros locais)
atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010, segundo o Ibope
Nielsen Online.
O número representou um crescimento de 9,6% em relação
aos 67,5 milhões do quarto trimestre de 2009, segundo dados divulgados
pelo instituto nesta sexta-feira.
No que se refere ao acesso mensal em fevereiro deste ano, o Ibope informou
que "o acesso à internet no trabalho e em domicílios vem
crescendo ainda mais. O total de pessoas com acesso em pelo menos um desses
dois ambientes chegou a 56 milhões em fevereiro de 2011, o que significou
um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do mesmo mês do
ano anterior."
O total de usuários que moram em domicílios com acesso
à internet cresceu 24% nesse período --já é
de 52,8 milhões.
O Ibope informa ainda que das 56 milhões de pessoas que têm
acesso à rede no trabalho ou em residências, 41,4 milhões
foram usuárias ativas em fevereiro --o que significou uma diminuição
de 3,3% em relação a janeiro e um crescimento de 12,7% na
comparação com os 36,7 milhões de fevereiro de 2010.
CONTROVÉRSIA
Embora o crescimento do número de internautas seja favorável,
a internet brasileira não está preparada para suportar as
exigências atuais dos internautas, de acordo com um relatório
divulgado pela Cisco no ano passado.
A pesquisa "A Qualidade da Internet", feita pela Universidade de Oxford
(Reino Unido) e pela Universidade de Oviedo (Espanha) com apoio da Cisco,
empresa que fabrica equipamentos que conectam os computadores à
rede, revelou que embora o Brasil tenha feito avanços para aumentar
o número de domicílios conectados, a qualidade das conexões
está abaixo da média.
Hoje, para que um internauta navegue e realize suas tarefas (trocar
e-mails, baixar arquivos, assistir a vídeos, entre outras), as velocidades
médias precisam ser de 3,75 Mbps (megabits por segundo) para o download
(quando se baixa arquivos ou se acessa um site qualquer) e de 1 Mbps para
o upload (quando se envia algo, e-mail ou mensagem instantânea).
O tempo de resposta (entre dar o comando e perceber que ele foi obedecido)
não pode ser superior a 95 milésimos de segundo, segundo
a pesquisa.
Em Fortaleza, apontada como a cidade brasileira com a melhor qualidade
de internet, a velocidade de download auferida foi de 4,3 Mbps, ante 570
Kbps (kilobits por segundo) de upload. O tempo de resposta ficou em 114
milésimos de segundo.
A pesquisa indica que, nos próximos cinco anos, os internautas
estarão consumindo mais capacidade de rede porque assistirão
a vídeos sob demanda e farão videoconferências, entre
outras aplicações sofisticadas.
Por isso, os especialistas estimam que, até 2015, um domicílio
estará consumindo 500 GBytes mensalmente, ante os atuais 20 GB.
Para dar conta dessa quantidade de dados trocados via internet, será
preciso investir mais para que as redes ofereçam velocidades de
download de 11,25 Mbps e de 5 Mbps de upload com uma resposta de 60 milésimos
de segundo.
MUNDO
Só 38 cidades no mundo já estão preparadas para
essa nova fase --nenhuma no Brasil. No total, foram monitorados domicílios
em 239 cidades e 72 países.
A Coreia do Sul continua liderando a lista de países líderes
em internet, seguida por Hong Kong e Japão. O Brasil ocupa a 38ª
colocação. Esteve na 41ª, em 2009, e na 36ª, em
2008. (Folhapress)
14.03 - ANS lança novo portal corporativo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança
em 15 de março o seu novo portal corporativo. Com navegação
simplificada e linguagem mais acessível, é um presente aos
usuários no Dia Mundial dos Direitos do Consumidor: um portal mais
claro, amigável e com maior destaque aos serviços disponíveis
para o cidadão.
A reformulação da principal ferramenta de comunicação
da ANS teve início em 2009 e contou com o envolvimento de toda a
instituição. Um comitê formado por diversos setores
da Agência coordenou o trabalho. O novo portal foi desenvolvido em
gerenciador de conteúdo gratuito (software livre) e cumpre recomendações
de acessibilidade do Programa de Governo Eletrônico Brasileiro (E-Gov).
“Entendemos esse novo portal como um case de gestão do governo
federal, pois é resultado de pesquisas com todos os perfis de usuários.
A ANS ouviu seus clientes e vai continuar ouvindo, pois esse é um
processo contínuo”, ressalta o Secretário-Geral da Agência
e coordenador do comitê do portal, Bruno Sobral.
Entre as principais novidades estão:
· áreas destinadas aos dois principais públicos
da ANS: consumidores e operadoras de planos de saúde;
· possibilidade de assinatura de conteúdos;
· compilação de toda a legislação
do setor, com as referências de alterações e revogações
marcadas no texto;
· acesso facilitado a perguntas frequentes e aos canais de atendimento
da Agência;
· layout mais dinâmico com fotos em rotação
automática na página inicial;
· acesso rápido às áreas que apareceram
como de maior interesse pelos públicos nas pesquisas realizadas.
Pesquisas e testes foram a base da reformulação
O projeto de reformulação do portal da ANS foi desenvolvido
com reuniões periódicas e muita pesquisa: acompanhamento
de métricas, testes presenciais e remotos de navegação.
Uma das técnicas presenciais utilizadas para melhor compreensão
do ponto de vista do usuário foi o card sorting, método que
observa como o público-alvo organiza, por meio de cartões,
as informações da forma mais adequada para ele. Dessa maneira,
é possível considerar no portal a lógica de quem o
acessa.
Testes de usabilidade foram feitos com frequentadores do Procon do
Rio de Janeiro, representantes de operadoras de planos de saúde
e de prestadores de serviços de saúde, além de servidores
da própria ANS. Na imagem abaixo, a cor vermelha indica a área
mais clicada pelos usuários quando solicitados a encontrar a seção
de Consultas Públicas.
O resultado desse esforço estará à disposição
de todos, a partir de 15 de março de 2011, em www.ans.gov.br, num
processo contínuo de aprimoramento.
Boa navegação! (ANS)
28.02 - Telemedicina, uma realidade brasileira
A telemedicina auxiliou o socorro nas recentes chuvas na região
serrana do Estado do Rio. Equipes médicas na capital treinaram via
teleconferência os grupos médicos, de saúde e o voluntariado
sitiados na serra. A ajuda remota foi importante para o enfrentamento da
situação crítica utilizando computadores ou o celular.
É o mundo globalizado, com comunicação em tempo real,
presente também na medicina. Episódios como esse mostram
como a tecnologia está se tornando parte importante do cotidiano
em algumas especialidades médicas no país - como a telerradiologia,
a telecardiologia, a teledermatologia e a teleoftalmologia. Na telerradiologia,
por exemplo, existem soluções para a digitalização
e envio de imagens desenvolvidas por pesquisadores brasileiros. Não
poderia ser diferente. O Brasil é um país com características
geográficas e demográficas adversas. Por isso, a incorporação
da telemedicina no cotidiano pode modificar o atendimento à população.
Hoje, um paciente com sintomas de tuberculose, doença altamente
contagiosa, pode ter digitalizada sua radiografia convencional do tórax
realizada no interior de um barco no rio Amazonas, e obter o laudo de um
médico radiologista na cidade do Rio de forma rápida, segura
e respeitando as normas éticas na relação médico-paciente.
Não por acaso, o Conselho Federal de Medicina está atento
a esta nova forma de trabalho. A internet é um meio para a troca
de informações médicas, pela possibilidade de uma
segunda opinião à distância para fechar um diagnóstico
preciso. Também leva o conhecimento atualizado ao profissional geograficamente
afastado. Mas cabe ressaltar que a relação médico-paciente
não é perdida com a utilização da telemedicina:
o médico que atende o paciente ainda é o responsável
por ele. O que muda é forma de trabalho entre os médicos,
que podem ter consultoria especializada sem deslocamentos.
Felizmente, esse é um caminho sem volta. No Congresso Mundial
de Telessaúde, realizado na Austrália recentemente, inúmeras
perspectivas tecnológicas foram demonstradas, com ênfase na
utilização da mobilidade. Há uma tendência para
armazenar imagens e dados do paciente em seu próprio celular. Assim,
no caso de um infarto agudo, a equipe médica local pode ter acesso
via celular a todos os dados clínicos do paciente e enviar imediatamente
o respectivo eletrocardiograma para o laudo à distância.
Além disso, será possível interagir com um especialista
por teleconferência para a definição do melhor atendimento.
É uma bela perspectiva. (Alexandra Monteiro - Portal G1)
28.02 - Internet e a saúde da mulher
Em seu famoso livro “Homens são de Marte, Mulheres são
de Vênus”, John Gray sustenta que o comportamento já
vem codificado nos cromossomas: homens se retiram para “suas cavernas”
para resolverem problemas, enquanto mulheres “se reúnem e conversam
abertamente”.
Homens são diferentes de mulheres. A mulher entra no elevador,
aperta o botão do décimo andar e antes de chegar ao destino,
já está conversando animadamente com outra mulher e descobrindo
um novo restaurante nas redondezas. O homem entra no elevador e fica olhando
para o piso ou para o relógio.
Mulheres adoram fazer contatos, se relacionar, perguntar, responder.
Mulheres costumam ir ao médico com mais freqüência que
homens. Cuidado: nem todas as mulheres são assim, e quando se trata
de saúde, 82% das mulheres sentem-se desconfortáveis para
discutir o assunto com familiares e amigos. Por motivos variados, também
não procuram imediatamente o médico para conversar. Diante
da necessidade da troca de informações, surgiu então
uma forma alternativa de comunicação, a Internet, oferecendo
um canal impessoal e ilimitado de consultas.
O assunto saúde está aumentando a cada dia sua participação
na internet, visto que o “Dr Google” atende seus pacientes com uma presteza
de dar inveja à qualquer médico. Entretanto, fica devendo
no quesito eficiência, pois a maioria dos sites e assuntos
postados na internet não possui uma veracidade comprovada dos fatos,
nem uma atualização constante, o que constitui um perigo
iminente. Navegar buscando relacionar sintomas com diagnóstico
e tratamento é um procedimento que está se tornando usual
na web, mas que para leigos em medicina, tem um risco enorme de erro.
Apesar disto, pesquisas recentes demonstram que 49 % das mulheres antes
de procurarem o médico procuram a internet para investigar questões
de saúde. Faz parte da sua natureza. Precisam estar informadas e
preparadas para a consulta médica, pois são elas que compram
ou influenciam a aquisição de 80 por cento de todas as mercadorias
de consumo. Isto inclui 75 % dos remédios vendidos em farmácias.
As mulheres também influem em 80 % das decisões de cuidados
com a saúde.
Imagine agora se os sites fossem seguros, fáceis de navegar,
confiáveis e dirigidos às mulheres. Transparentes,
mostrando tudo sobre a empresa ou produto, inclusive as falibilidades.
Imagine o percentual que atingiriam as vendas. Mulheres gostam de tudo
às claras, querem saber não apenas da marca, mas o que está
por trás da marca. O valor do produto ou serviço interessa,
mas o posicionamento da empresa também é importante: comportamento
ambiental, ética dos administradores, tratamento dispensado aos
funcionários, origem e o destino do material utilizado e até
mesmo o número de mulheres que ocupam cargos executivos.
A necessidade de conversar sobre saúde e a dependência
da web para mulheres realizarem esses contatos é um fato. Estratégias
de comunicação podem ser desenvolvidas no sentido de deixá-las
tranqüilas sobre o conteúdo, clareza e idoneidade das informações,
porém mais importante do que isto, talvez seja a facilidade de acesso
e retorno de informações solicitadas bem como uma identificação
da empresa com a saúde da mulher e sua atuação na
comunidade.
Afinal de contas, junto a uma grande mulher, sempre existe uma ótima
oportunidade de sucesso. Enfim, não sejam apenas mais uma gota no
oceano onde as mulheres navegam, sejam as águas límpidas
onde elas vão querer mergulhar. (Ildo Meyer - Saúde
Business Web)
14.02 - Intel amplia portfólio e anuncia novidades para 2011
A Intel Corporation anunciou nesta segunda (14) os avanços em
seu portfólio de soluções de mobilidade, que englobam
as áreas de hardware, software e conectividade, incluindo os testes
do “Medfield”, o chip para telefones da empresa fabricado com o processo
tecnológico de 32nm.
A empresa também anunciou a aceleração das plataformas
LTE, uma nova experiência de usuário com tablets e MeeGo,
a aquisição da Silicon Hive, e inúmeros novos investimentos
em mobilidade e ferramentas de desenvolvimento de software para auxiliar
no fornecimento das melhores experiências com dispositivos baseados
na arquitetura Intel e equipados com diferentes sistemas operacionais.
Além disso, vai acelerar os planos para se tornar a arquitetura
de processador preferida para diversos segmentos de mercado e dispositivos
– netbooks e notebooks, carros, smartphones, tablets e TVs inteligentes
– ao mesmo tempo em que atende as crescentes necessidades dos fabricantes
de dispositivos, provedores de serviços, desenvolvedores de software
e consumidores de todo o mundo. “A Internet móvel, com toda a sua
complexidade, apresenta grandes oportunidades e perspectivas de crescimento
para a indústria como um todo”, declarou Anand Chandrasekher, vice-presidente
da Intel e gerente geral do Grupo de Ultra Mobilidade da Intel.
Entre os negócios previstos para 2011, a Intel Mobile Coomunications
(IMC) espera testar no segundo semestre sua primeira solução
multi-modo (LTE/3G/2G) compacta, de baixo consumo verdadeiramente global.
A IMC também já está fabricando a menor solução
HSPA+ totalmente integrada do mundo, com velocidades reais de 21 Mbps de
downlink e 11.5 Mbps de uplink para dispositivos de tamanho reduzido, além
de anunciar uma nova plataforma com suporte para operação
Dual-Sim Dual-Standby (DSDS) para o emergente segmento de mercado Dual
SIM.
Ampliando as capacidades de silício da Intel, a empresa anunciou
que está testando o seu chip para celulares “Medfield” de 32nm com
os clientes. O “Medfield” deverá ser lançado ainda nesse
ano e ampliará os benefícios de desempenho da arquitetura
Intel com essa solução de baixo consumo projetada especificamente
para o segmento de mercado de smartphones.
Outra aquisição da Silicon Hive, uma empresa do portfólio
da Intel Capital, que traz a melhor tecnologia multimídia para o
processamento de vídeos e fotos, bem como compiladores e ferramentas
de software para o portfólio do processador Intel Atom. As capacidades
da Silicon Hive auxiliarão no fornecimento de SoCs mais diferenciados,
baseados no Intel Atom, à medida que imagens e conteúdos
multimídia crescem de importância para os segmentos de dispositivos
móveis e inteligentes.
Avanços de Software
Para ampliar o desenvolvimento de plataformas flexíveis, de
código aberto, e aplicativos para todos os dispositivos móveis,
a Intel demonstrou uma atraente experiência para o usuário
com o MeeGo em tablets, que será disponibilizada por meio do Programa
para Desenvolvedores Intel AppUp. A experiência para o usuário
com o MeeGo em tablets conta com uma interface intuitiva orientada para
objetos com painéis para demonstrar conteúdo e contatos –
acesso rápido aos consumidores, facilitando seu estilo de vida digital:
redes sociais, pessoas, vídeos e fotos.
A experiência para o usuário com o MeeGo em tablets está
exposta no Pavilhão MeeGo no Congresso Mundial de Mobilidade.
(Executivos Financeiros)
10.02 - Fundação Cesp: Novo gerente executivo de TI
A Fundação Cesp, anunciou ontem a contratação
de Julio Lapidus para o cargo de gerente executivo de Tecnologia da Informação.
O executivo que já passou pela Câmara Comercialização
de Energia Elétrica (CCEE), BrasilPrev, o Unibanco e o Banco Nacional,
tem mais de 17 anos de experiência na área de TI, com especialização
em planejamento, estruturação e gestão de TI.
A Fundação é o maior fundo de pensão patrocinado
por empresas da iniciativa privada do país, de acordo com dados
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
Com recursos da ordem de R$ 18 bilhões, ocupa a quarta posição
no ranking geral do setor por ativos de investimento. (Executivos
Financeiros)
08.02 - Positivo Informática nega venda de controle acionário
A Positivo Informática divulgou novo comunicado ao mercado através
da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negando a venda
do controle da empresa.
O primeiro comunicado foi divulgado em janeiro desse ano, logo depois
dos rumores na imprensa sobre a suposta negociação para a
venda do controle da empresa. Os dois textos foram assinados pelo vice-presidente
financeiro da Positivo, Ariel Leonardo Szwarc.
A chinesa Lenovo, fabricante de computadores, não nega o interesse
na Positivo Informática. (Executivos Financeiros)
07.02 - SP: Pacientes do SUS - Resultados pela internet
Laudos online dos exames de imagem e laboratoriais estarão disponíveis
no AME de Heliópolis
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de
São Paulo, agora, podem retirar resultados de exames pela internet.
Os pacientes atendidos no Ambulatório Médico de Especialidades
(AME) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, podem retirar,
via computador, os laudos online dos exames de imagem e laboratoriais.
Por mês são realizados na unidade mais de 30 mil exames na
unidade.
É possível obter pelo portal do AME, mediante número
de protocolo e senha, resultados de exames de urina e sangue e outros de
apoio diagnóstico como ecocardiograma, endoscopia, ressonância
magnética, tomografia computadorizada e teste ergométrico,
entre outros.
O AME Heliópolis, o maior dos 37 em funcionamento no Estado,
é referência principalmente para os bairros da Moóca,
Aricanduva, Ipiranga, Sacomã, Penha, Vila Prudente, Sapopemba, Vila
Mariana e Jabaquara. Para exames de imagem a unidade também recebe
pacientes da região metropolitana e algumas cidades do interior.
(Saúde Business Web)
04.02 - Base de dados: a vital importância da validação
O primeiro passo: Identificando o cliente - Capturando dados consistentes
e úteis a organização
Não é de hoje que as empresas deixam de dar a devida
atenção ao cadastro de um novo cliente ou então em
atualizar e/ou enriquecer o seu banco de dados, no momento em que há
uma nova oportunidade de contato.
Em nossa rotina, ao conhecermos e nos apresentarmos a uma nova pessoa,
informamos o nosso nome, em alguns casos, até o que fazemos comercialmente.
Nas relações comerciais, entre cliente e empresa não
é diferente, é fundamental que ambos se apresentem.
O processo de cadastro de um novo cliente é onde nasce a informação
e é o momento ideal para as organizações identificarem
as pessoas ou as empresas com quem estão iniciando uma relação
comercial.
Identificando o cliente
A primeira etapa para qualquer empresa que deseja começar a
desenvolver uma estratégia de comunicação dirigida,
ou de CRM, é identificar o seu cliente e criar um banco de dados
com os mesmos.
A identificação de um cliente, passa inicialmente pela
definição de quais informações cadastrais serão
coletadas em decorrência da sua utilidade para as organizações.
A definição de quais dados se obter pode levar a dois
caminhos:
Simplista - possibilita em alguns casos o cadastro de poucos dados,
nome e email como, por exemplo, em formulários na web. Deixar nas
mãos do cliente a decisão do que deseja informar pode ser
uma estratégia que não vai ao encontro das necessidades posteriores
da marca. O ideal é permitir o cadastramento unicamente de clientes
que desejam se relacionar com a empresa e estão dispostos a informar
o cadastro correto. Por isso a importância de se utilizar as regras
de consistência de entrada de informações.
Complexa – nesse caso, o número de informações
solicitadas torna-se um inibidor de cadastro ao cliente. Ele sofre só
de ver a quantidade de informações que deverá preencher
ou fornecer para efetuar o seu cadastro e às vezes desiste. Claro
que existem casos, como a solicitação de um visto Americano,
que é necessário, mas nos deparamos com situações
de empresas que solicitam o número do passaporte, sem que você
entenda, qual a finalidade dessa informação para aquela empresa.
Uma das principais chaves de identificação de um cliente
é o CPF ou o CNPJ. Algumas empresas deixam de solicitar esse atributo.
Se houver oportunidade, inclua essa opção no cadastro. Claro,
para aqueles clientes que estão interessados em receber somente
uma newsletter não será necessário solicitar esse
atributo. Ambos são atributos necessários para verificar
se o registro já existe na base de dados, ou mesmo posteriormente
para ser utilizado no enriquecimento da base de dados com atributos como,
por exemplo: data de nascimento, renda, profissão, classe social,
telefones, email etc através de empresas de birô de informações.
Ou então realizar uma ação de co-brand, onde existe
a necessidade de cruzar dois ou mais bancos de dados de empresas parceiras.
Sem essa chave, o trabalho se torna oneroso tanto em tempo, quanto em custos
às mesmas e, muitas vezes, inviabilizando o projeto.
Principalmente em São Paulo com a nota fiscal eletrônica,
cada vez mais os consumidores estão solicitando a inclusão
do seu CPF na nota fiscal, passando a adquirir o hábito em fornecer
essa informação às empresas para qualquer que seja
a natureza de negócio e, nesse sentido, por que não fornecer
a empresas onde se tem o interesse em se cadastrar? Em pouco tempo a lei
de nota fiscal Paulista será estendida a outros estados.
O importante é solicitar ao cliente o que realmente é
relevante à empresa e que ele perceba valor no que está informando.
Se ele disponibilizou o email é porque deseja receber informações
relevantes da empresa por esse canal.
Após a definição de quais dados cadastrais serão
capturados, o próximo passo é adotar soluções
que permitam certificar-se da qualidade e da integridade dos dados que
serão coletados, ou seja, se a informação recebida
contém os dados desejados e se é exatamente a mesma que será
colocada à disposição da empresa.
E, nesse sentido, a integridade da informação é
fundamental para o êxito da comunicação e do relacionamento
entre clientes e empresas. Quanto mais atualizado estiver seu banco de
dados, maior é a chance de retorno sobre o investimento.
(Arthur Guitarrari - Executivos Financeiros)
03.02 - Eficiência da TUSS depende de boa infraestrutura de TI
Para especialista, integração entre sistemas tabelas
dificulta a manutenção dos softwares e atualização
de códigos
Possuir uma infraestrutura de TI adequada é um dos requisitos
necessários para que uma instituição de saúde
possa utilizar de forma eficiente a nova Terminologia Unificada em Saúde
Suplementar (TUSS). "O ideal seria que todos os sistemas que trabalham
com terminologias em saúde tenham essas terminologias desacopladas
dos programas, ou seja, quanto mais isoladas elas estiverem melhor para
a absorção das tecnologias e manutenção dos
códigos", afirmou a coordenadora do grupo de estudos de terminologia
da ABNT, Rigoleta Dutra, durante o II implanta TUSS, promovido pela comissão
de estudo técnico TISS e o Instituto HL7 Brasil e pela Sociedade
Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).
Segundo Rigoleta, além as dificuldades técnicas, a integração
das terminologias com a base de dados dos sistemas pode onerar as instituições
de saúde. "Se o software estiver acoplado às terminologias
o sistema torna-se cada vez mais complexo e difícil de migrar para
novos códigos, além de consumir mais recursos financeiros
e mão de obra que poderia ser direcionada a outras áreas
do hospital, por exemplo,".
Para desenvolver as melhores práticas e métodos para
implementar a TUSS, o Brasil vem atuando a quatro anos em comitês
internacionais de estudos. Um dos grupos do qual o País faz parte
é o comitê ISO TC 215 de padrões para informática
em saúde representada pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT). Os trabalhos realizados pelo grupo já
renderam duas novas normas, a primeira destinada a apresentar os requisitos
para se constituir um Registro Eletrônico de Saúde (RES) e
a outra especificando como dever ser feita a arquitetura da informação
do RES. (Guilherme Batimarchi - Saúde Business Web)
02.02 - Vírus de computador completa 25 anos com foco no dinheiro
Cibercriminosos, que antes buscavam a fama, agora querem roubar dados
para vender
Ao longo dos anos, ataques virtuais também forçaram mudanças
na indústria de computadores
Antes era pela fama, depois virou uma forma de negócio bastante
lucrativa.
Desde o nascimento do primeiro vírus para PC, há 25 anos,
as ameaças virtuais já passaram por mudanças de mentalidade
e alvos e afetaram a indústria dos computadores permanentemente.
No começo, o objetivo de tentar invadir um computador era o
desafio, o desejo de ser reconhecido como gênio da programação.
"Em geral, [os vírus] travavam máquinas e infernizavam a
vida do usuário", conta Fabiano Tricarico, da Symantec.
"CAUSA NOBRE"
O primeiro vírus para PC era quase que voltado para uma "causa
nobre". Os irmãos Basit e Amjad Farooq Alvi criaram o Brain, em
1986, para infectar máquinas que tivessem versões piratas
de seu software. O programa mostrava uma mensagem que orientava o infectado
a procurar os irmãos Alvi para destravar a máquina.
Naquela época, o principal meio usado para a distribuição
dos vírus era o disquete -acessório hoje praticamente extinto.
Logo no começo, os principais alvos das ameaças virtuais
eram as empresas, já que ter um computador ainda era caro.
Em 1998, foi registrado um vírus que alteraria a indústria
de computadores. O Chernobyl foi a primeira praga que danificava o hardware
da máquina -após uma infecção, o computador
não poderia mais ser usado. A indústria teve que se adaptar
para evitar que isso ocorresse novamente, diz Fábio Assolini, analista
da Kaspersky.
VIRADAS
Ele conta que o final da década de 1990 marcou a virada de alvo
do cibercrime: os primeiros grandes worms estavam sendo feitos para atacar
o usuário final, já que os computadores haviam se espalhado
pelas residências. Com o aumento do uso da internet, também
era possível apelar para a rede para a disseminação
da praga -o e-mail virou a ferramenta favorita dos piratas.
No início dos anos 2000, outra mudança forçaria
a indústria a se adaptar: "O [worm] Blaster atacou máquinas
se aproveitando de vulnerabilidades do Windows, e a Microsoft teve que
fazer mudanças profundas no sistema", diz Assolini. Até hoje,
vulnerabilidades dos sistemas são usadas como porta de entrada de
ataques.
Nesse meio tempo, a mentalidade dos cibercriminosos foi mudando. "Hoje
o foco é obter informações que valham dinheiro, como
o número de cartão de crédito e dados pessoais do
usuário", afirma Tricarico.
O trabalho também se tornou mais organizado, segundo ele. "Um
grupo desenvolve pragas, outro compra a praga e obtém a informação
do usuário e vende adiante para um terceiro grupo, que executa o
roubo", relata o representante da Symantec. (AMANDA DEMETRIO - Folha
de S.Paulo)
01.02 - Microsoft alerta para falha no Windows que pode afetar 900 mi
de usuários
A Microsoft emitiu nesta semana um alerta sobre falha de segurança
em todas as versões do Windows. O defeito estaria relacionado à
forma como o navegador lida com páginas e documentos na rede, e
poderia afetar 900 milhões de usuários do Internet Explorer.
A falha foi classificada como “muito séria” e poderia ser explorada
por hackers para roubar dados pessoais ou assumir o controle de computadores.
A Microsoft afirmou admitir a seriedade do problema, mas negou que
haja evidências de que a falha já tenha sido explorada por
criminosos. Ao clicar em um link, a brecha permitiria rodar scripts maliciosos
capazes de roubar dados pessoais. O problema afeta todas as versões
do sistema operacional utilizadas atualmente, como Windows XP (SP3), Windows
Vista, Windows 7, Windows Server 2003 e Windows Server 2008 (R2).
A empresa disse trabalhar em uma solução para resolver
o problema, e anunciou um “patch” de segurança para proteger o IE,
disponível no atalho ao final. Os navegadores Firefox, Google Chrome
e Safari não seriam afetados pela ameaça, pois arquivos MHTML.
Links relacionados:
tinyurl.com/6kpwn6x (Executivos Financeiros)
01.02 - Segurança da informação: a mobilidade e
o novo paradigma da proteção de dados
Antigamente para estar disponível um executivo precisava apenas
de um celular para receber chamadas. Com o avanço da tecnologia
móvel, a disponibilidade vai muito além de atender ligações:
envolve o acesso à Internet, aos sistemas corporativos, à
informações e comunicação em tempo real.
Além dos Laptops, dispositivos como smartphones, tablets iPhones,
Pen-drives e Modems USB permitem que os usuários corporativos carreguem
seus dados e se comuniquem em qualquer lugar e a qualquer hora, contribuindo
para o aumento da produtividade e eficiência dos processos empresariais.
Assim como os benefícios trazidos pelas novas tecnologias, os
riscos associados ao armazenamento portátil de dados e dispositivos
móveis podem ser significativos ainda mais por que dispositivos
como estes, por questões de comodidade e funcionalidade são
frequentemente utilizados para interesses pessoais.
Imagine um dispositivo contendo dados confidenciais que compartilha
arquivos com o PC doméstico, acessa redes sociais como linked-in,
facebook e twitter e que é utilizado para exibir fotos em uma TV
de última geração que por sua vez também está
conectada à internet.
Além disso, para exibir informações em tempo real,
muitas vezes os aplicativos instalados nos dispositivos móveis possuem
mecanismos de sincronização e logon automático em
sistemas corporativos. Isto aumenta mais ainda o interesse dos hackers
pela utilização destes dispositivos como porta de entrada
para as redes corporativas. Com a proliferação dos dispositivos
móveis, a tradicional idéia de segurança de perímetro
tende a desaparecer. Os dispositivos de firewall deixam de ser a última
fronteira entre um ambiente seguro e um ambiente hostil.
A transmissão e circulação de informações
entre dispositivos móveis, a web a as redes sociais, está
exigindo que cada dia mais, os CIOs coloquem a segurança da informação
na ponta dos orçamentos. E a complexidade do cenário não
termina aí.
As vulnerabilidades, como sempre, não estão apenas nas
tecnologias mas também na conduta das pessoas envolvidas nos processos.
O fator humano continua sendo um desafio para a segurança e a criação
de políticas de uso aceitável de recursos tem um papel importante
ao se abordar a questão. Os dispositivos móveis e a convergência
de funcionalidades oferecidas pelos fabricantes, favorecem seu uso compartilhando
para fins pessoais e corporativos tornando-se mais um item a ser endereçado.
A tendência natural do ser humano é procurar alternativas
de acesso ao se deparar com algum tipo de restrição, desta
forma invariavelmente encontraremos funcionários tentando burlar
(ou burlando) a política de segurança, mas é fato,
que ela deve existir e o colaborador deve ser avisado sobre o assunto.
Tê-lo ao lado da empresa é a melhor forma de se proteger.
Uma vez que a companhia tem dados importantes circulando nesses dispositivos,
sua perda também passa a ser uma grande dor de cabeça, pois
o apelo da portabilidade e mobilidade faz com que sejam cada vez menores
e fáceis de serem perdidos. Já não são raros
os casos de perdas de notebooks, e smartphones em taxis, saguões
de aeroportos entre outros locais de grande circulação. Uma
empresa até pode ter o controle do que o colaborador acessa, mas
não pode impedir a perda de um aparelho, logo precisa buscar alternativas
tecnológicas para isto, ou os danos podem ser irreparáveis.
O avanço da tecnologia móvel é contínuo,
impossível de se analisar o quanto ainda há de espaço
para crescer. Somente no mês de dezembro de 2010, uma única
operadora arrematou 11 dos 18 lotes do leilão da ANATEL para a Banda
H de freqüência de 3G no Brasil. Com isso, foram inclusos a
cobertura ainda mais freqüente para a capital de São Paulo,
além de cidades do interior do Estado paulista, e municípios
do Amazonas, do Amapá, do Pará, do Maranhão e de Roraima.
É a tecnologia chegando aonde a gente nunca imaginava. O crescimento
é dado a um passo largo, e a segurança deve acompanhar.
Em um cenário cada vez mais competitivo, onde gigantes do desenvolvimento
de software brigam pela hegemonia no mercado de dispositivos móveis
lançando novas funcionalidades e “facilidades”, não é
difícil imaginar as infinitas possibilidades para o acesso à
informação e conectividade a serem disponibilizadas.
Em 2011, esperamos que as empresas desenvolvedoras de soluções
aprimorem ainda mais suas tecnologias para que a segurança vá
além dos limites da rede corporativa, que hoje ainda podemos chamar
de “rede interna”. O paradigma da proteção baseada em perímetro
já não satisfaz as necessidades atuais de negócio
de forma eficiente. As tecnologias de segurança devem cada vez mais
se voltar para a autenticação de usuários e dispositivos
conectados à rede, ao monitoramento e à mecanismos de proteção
da informação em si, não importando onde ela esteja.
(Júlio Graziano Pontes - Executivos Financeiros)
31.01 - Positivo encerra 2010 com volume recorde de vendas
A Positivo Informática encerrou o ano passado com um aumento
de 7,1% na receita líquida, que somou R$ 2,3 bilhões. O resultado
foi puxado pelo crescimento da venda de computadores para um recorde de
1,98 milhão de unidades, 11,3% acima do comercializado em 2009.
De acordo com os dados preliminares informados há pouco pela
maior fabricante de computadores do Brasil, o volume de vendas no quarto
trimestre de 2010 foi de 553 mil unidades, alta de 14,2% sobre o mesmo
intervalo do ano anterior. A receita líquida no período somou
R$ 590,1 milhões. O relatório final de resultados da empresa
será divulgado em 1º de março.
Segundo a companhia, a venda de notebooks tem crescido e esse produto
já representa mais da metade das unidades comercializadas. No quarto
trimestre, por exemplo, as vendas de computadores portáteis subiram
36,6% sobre 2009, e representaram 52,2% do volume total. (Valor)
31.01 - Muito além da TI - Cláudio Basso*
O conceito de Gestão da Continuidade dos Negócios tem
sido encarado com seriedade por empresas em todo o mundo. É cada
vez maior o número de companhias que desenvolvem ações
para garantir a disponibilidade de funções críticas
para seus clientes, fornecedores e demais públicos. Mas, nesse período
inicial de popularização do conceito, as empresas atribuíram
a responsabilidade exclusivamente à área de Tecnologia da
Informação – uma estratégia que está começando
a mudar, por uma série de motivos.
No ano passado, o Chartered Management Institute fez uma pesquisa na
Inglaterra, chamada “Disruption & Resilience”, mostrando que os departamentos
de Recursos Humanos se tornaram a área que mais se envolve na gestão
da continuidade dos negócios, ao lado das equipes de TI (que, até,
lideravam a lista). Em todo o mundo, está havendo um crescente envolvimento
múltiplo na gestão desses recursos críticos. A necessidade
de envolver grupos específicos de diversas áreas varia de
acordo com a natureza da organização, seu tamanho e seu campo
de atuação.
Além disso, a atual descentralização da Continuidade
de Negócios da área de TI também é reflexo
da seguinte situação: soluções de continuidade
oriundas de TI tendem a ser verdadeiros dinossauros em estruturas de datacenter
alternativas e, na maioria das vezes, não incluem as necessidades
de contingência das demais áreas de negócios. Ou seja:
quando só a equipe de TI está envolvida na elaboração
do plano de continuidade, muitos outros processos fundamentais para o funcionamento
do negócio durante um evento não-programado podem acabar
sendo ignorados.
Presencio até hoje casos no Brasil em que aplicativos deixam
de ser e inseridos em planos de continuidade de negócios simplesmente
porque não são utilizados pela área de TI. Para piorar,
existem soluções específicas desenvolvidas internamente
por cada departamento e setor (planilhas e bancos de dados de pequeno porte)
que são esquecidas na hora de projetar um ambiente alternativo.
No contexto da Continuidade de Negócios, a área de TI
e seu conhecimento técnico são de suma importância
na busca de soluções que proporcionem o equilíbrio
dos investimentos frente às perdas prováveis, com um planejamento
minucioso para avaliar os riscos e se proteger de acordo com as vulnerabilidades
existentes. Mas é preciso perceber que a continuidade de negócios
evoluiu de um simples Plano de Recuperação para TI para um
conjunto de ações coordenadas. Essas ações
requerem gestão especializada, capaz de considerar sempre a manutenção
dos Negócios mesmo na ausência de infraestrutura de TI por
um breve período.
É válido salientar que a Alta Direção das
empresas é a maior responsável pela manutenção
dos seus serviços, fazendo com que suas equipes de negócio,
riscos, conformidade, auditoria, segurança e tecnologia definam
o que deverá ser feito para que uma empresa, em situações
de crise, seja resiliente. Desta maneira, a Gestão da Continuidade
do Negócio não será apenas uma disciplina estratégica
e obrigatória para a boa gestão dos negócios, mas
também um diferencial competitivo. (Cláudio
Basso - Executivos Financeiros)
26.01 - Tecnologia da Informação a favor da Inteligência
do Marketing Direto
Durante anos a percepção de valor de uma base de dados
(mailing list) esteve apoiada em dois pontos principais, a Origem e Atualização.
Quase todos os problemas que uma empresa poderia ter ao adquirir ou alugar
uma lista poderiam ser resolvidos apenas fazendo para o executivo algumas
perguntas simples que permitiriam identificá-los e atender a sua
necessidade de perfil. Na verdade, bastava que a origem fosse lícita
e a atualização garantida por um percentual de cerca de 95%.
Caso houvesse retorno das correspondências (nixies) superior aos
5%, registros a mais seriam repostos.
Aqui é importante observar que ao enviar uma campanha para uma
lista não atualizada, as chances do prejuízo podem ser muito
superiores a este percentual, elevando os gastos com os nomes devolvidos.
Você calcula seu retorno a partir de um universo que, na verdade,
não recebeu sua comunicação, e terá um resultado
incorreto, prejudicando toda a sequência de ações de
mensuração que viriam a seguir.
Felizmente, tudo muda quando existe tecnologia e esta serve de veículo
para aplicar Inteligência de Marketing.
O mercado evoluiu para um ponto em que já não é
mais possível falar de origem de dados de forma tão simples.
Hoje valorizamos e pensamos em valor de uma lista a partir do cruzamento
de diversas listas de origens diferentes e do tratamento sofisticado de
dados e aplicação de inteligência na base. A aquisição
das fontes originais de informação, se feita de forma lícita,
é apenas obrigação, e já é de conhecimento
do mercado de quem faz e de quem não faz.
O enriquecimento de uma lista inicialmente simples, feito a partir
do cruzamento com outras, onde os mesmos nomes estão presentes,
permite a criação de bancos de dados efetivamente personalizado
e estruturado de acordo com os objetivos da empresa usuária. Interessa
ter informações de crédito? É possível
agregá-las! Endereços alternativos? Sim! Outras pessoas da
mesma família para ações de localização
e cobrança? Sim, e de forma relativamente fácil e rápida!
Enriquecimento de dados para incremento mídias, agregando endereços
de e-mails e SMS? Sim, é possível e abre inúmeras
possibilidades estratégicas e táticas.
O mercado torna-se a cada dia mais profissional. Os sonhos mais ousados
de super segmentação e de criação tornam-se
possíveis, os retornos aumentam e mais empregos são gerados
com foco em Fazer, Pensar e Agir no Macro e não no Micro. Um saudável
ciclo que começa quando você decide que a sua lista pode ser,
ao máximo, enriquecida e preparada de verdade para servir não
somente aos seus objetivos, mas envolvendo objetivos de uma cadeia imensa
de valores para que, no momento em que esta peça for aberta, ela
esteja causando o impacto planejado pelas mentes maravilhosas dos executivos
de planejamento e criação, entre outros profissionais das
empresas e agências.
É importante ressaltar que ações de Mala Direta,
Telemarketing, SMS e Email Marketing, ainda têm características
como: Individualidade, onde estas ações são dirigidas
à Pessoa; Confidencialidade, onde estas ações ficam
entre a empresa e o perfil segmentado e não ao mercado como um todo;
Adequabilidade, onde possibilita a customização perfeita
entre o público segmentado e a empresa ou a oferta; Aplicabilidade,
onde todas estas ações podem ser aplicadas em diversas situações
e momentos como nos calendários promocionais ao longo de cada ano
comercial.
A origem da informação continua sendo muito importante,
a atualização da informação continua sendo
primordial e as possibilidades de segmentações devem ser
inúmeras para permitir encontrar o perfil adequado. Agora, devemos
perceber, receber e interagir com as ações que são
dirigidas ao nosso perfil. Tudo isto deve ser apreciado da mesma forma
com que a ação foi enviada a você.
Após anos de experiência na Dmax Direct Inc, estou hoje
integrado à ZipCode Tecnologia da Informação, empresa
que me permite realizar este tipo de trabalho e liderar, junto a grandes
profissionais da empresa e do nosso mercado, essa próxima geração.
(Silvio Almeida - Executivos Financeiros)
26.01 - Computador virtual é tendência para 2011
A virtualização é uma das principais apostas para
2011. Essa tecnologia usa softwares para criar máquinas virtuais
dentro de computadores reais, multiplicando seu poder de processamento.
A ideia é eliminar parcialmente a necessidade de investir em novos
equipamentos, economizando espaço físico nos centros de dados.
No Bradesco, o centro de tecnologia da informação construído
em 2010 conta com 39 servidores virtuais, que substituíram oitocentos
servidores físicos. Para este ano, o plano do banco é virtualizar
outros mil servidores, diz o vice-presidente Laércio Albino Cézar.
Empresas como a Cemig têm aproveitado a virtualização
para construir nuvens privadas. Esses ambientes são parte do movimento
da computação em nuvem, pela qual sistemas e informações
ficam armazenados em centros de dados e são acessados pela internet.
Em geral, as companhias utilizam centros de dados externos, cujos equipamentos
são compartilhados com outras empresas. As nuvens privadas são
construídas nos centros internos, o que, segundo alguns gestores
de TI, garante mais segurança e controle. "A vantagem é a
velocidade para ampliar a capacidade de processamento ou a memória
necessária para uma determinada aplicação", diz Jamir
Teodoro Lopes, superintendente de tecnologia da Cemig, que prevê
ampliar a capacidade de sua nuvem em 15% neste ano.
A Petrobras também aderiu à nuvem privada. De acordo
com José Carlos da Fonseca, gerente-executivo de TI, o objetivo
é virtualizar 55% dos servidores neste ano.
Segundo Marcelo Kawanami, analista da Frost & Sullivan, a computação
em nuvem é uma das áreas que terão maior crescimento
este ano, com mais de 60% das grandes companhias investindo nesse modelo.
(Valor Online)
20.01 - Aumenta a segurança na Internet no Brasil
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança
no Brasil (CERT.br) divulgou dados sobre notificações e incidentes
de segurança na Internet do quarto trimestre de 2010 e o total do
ano.
A partir das informações fornecidas por administradores
de redes e usuários, as notificações estão
60% menores, em relação a 2009, havendo uma redução
significativa no número deste último ano.
A estatística reúne informações sobre tentativas
de fraude, ataques a servidores web, varreduras e propagação
de códigos maliciosos, além de alguns outros incidentes ocasionais.
(Executivos Financeiros)
20.01 - Telebrás não deve oferecer banda larga a cliente
final
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que
a entrada da Telebrás no segmento de banda larga, com a aprovação
pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
de pedido para a obtenção de licença do Serviço
de Comunicação Multimídia (SCM), não significa
que a empresa vai oferecer esse tipo de serviço diretamente ao consumidor.
"Nós achamos que não é a vocação natural",
afirmou Bernardo, na Campus Party, em São Paulo. "Nós achamos
que a Telebrás tem de entrar para ajudar a baratear o tráfego
no atacado e para ajudar a achar soluções para essa questão."
De acordo com ele, existem vários agentes e atores econômicos
que podem resolver a questão. "Nós dizemos, na época
da reativação da Telebrás, quando montamos o Plano
Nacional da Banda Larga, que se ninguém fosse fazer, nós
iríamos fazer. Essa é a postura que temos colocado e reiterado.
Na verdade, nós queremos um serviço de melhor qualidade,
preço mais acessível e a Telebrás vai ajudar", disse.
O ministro também afirmou que a Telebrás não será
afetada por cortes no Orçamento da União. "Não houve
cortes por parte do governo", disse. "Os cortes que têm sido falados
pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento)
dizem respeito à administração direta e não
envolvem empresas", afirmou. Sobre a possibilidade de que o Ministério
das Comunicações sofra cortes, ele disse que é o último
dos ministros que poderá reclamar, uma vez que ocupou o Ministério
do Planejamento na gestão de Lula. Ele reiterou ser favorável
à disciplina fiscal e disse que, se houver necessidade de readequação,
trabalhará com o orçamento que for definido.
(Anne Warth - Agência Estado)
19.01 - Mais de 20 milhões de vírus foram criados em 2010
Número corresponde a cerca de 34% de todas as pragas virtuais,
segundo relatório da Panda Security
O tipo mais popular de ameaça é o cavalo de troia, criado
para roubar dinheiro e dados de contas bancárias
O ano que passou foi motivo de comemoração para cibercriminosos.
Mais de 20 milhões de pragas virtuais foram criadas em 2010 -cerca
34% do total de malwares (vírus, worms, cavalos de tróia
e outros) que já existiram. A conclusão é da empresa
Panda Security, que divulgou na semana passada o relatório Segurança
2010.
Os programas construídos para roubar informações
de contas bancárias -cavalos de tróia- dominaram o ranking
dos malwares que surgiram em 2010 (56% de todos os programas).
Outro tipo de programa que chama a atenção são
os roguewares, que correspondem a 11,6% das novas pragas catalogadas no
banco de dados da Panda.
Os roguewares são os falsos antivírus, uma categoria
que existe há apenas quatro anos e vêm cada vez mais causando
confusão entre os usuários.
Eduardo D'Antona, diretor corporativo e de tecnologia da Panda Security
Brasil, não é otimista sobre os números de 2011. "Temos,
cada vez mais, pessoas com conhecimentos de programação e
que são capazes de desenvolver novos vírus. E também
cada vez mais pessoas têm contato com a internet, sem conhecimento
sobre segurança virtual, o que as torna vítimas em potencial",
diz.
Para o executivo, o antivírus em nuvem pode ser uma forma de
combater o crescimento das ameaças. "Essa tática permite
que uma base de dados seja compartilhada em vários países
de vários continentes, em tempo real". (Folha de S.Paulo)
19.01 - Avanço da internet no celular esbarra em pré-pago
A expansão dos serviços de internet e o uso de aplicativos
em celulares encontra obstáculos para se adaptar ao volumoso mercado
de telefones pré-pagos do Brasil.
Com cerca de 160 milhões de aparelhos no país, os pré-pagos
representam aproximadamente 80% do mercado brasileiro -nos EUA a penetração
deles é só de 20%.
"O massivo uso de dados por pré-pagos é uma preocupação
na área", diz Maurício Falck, da Amdocs, multinacional de
tecnologia do setor.
O modelo de cobrança e a comunicação com o usuário
são alguns aspectos que precisam ser aprimorados, segundo Erasmo
Rojas, da 4G Americas (associação que reúne o setor).
Outra dificuldade é a renda, segundo Eduardo Tude, da consultoria
Teleco.
"O gasto mensal desse cliente é baixo, assim como seu poder
aquisitivo para comprar o aparelho smartphone. As operadoras vão
privilegiar primeiro o pós, enquanto ampliam a capacidade das redes
", diz Tude.
O ideal seria que o mercado se revertesse em majoritariamente pós-pago,
para facilitar a cobrança. Mas a inversão levaria muitos
anos, segundo Rojas. Sistemas híbridos de cobrança, que aliam
pagamentos anteriores e posteriores ao uso, são uma opção,
segundo Falck.
Mais de 70% das empresas do setor dizem que querem incluir novos serviços
de pacote de dados e conteúdo segundo pesquisa da Amdocs.
O modelo híbrido deve ser oferecido por 63% delas.
A pesquisa aponta que os sistemas de cobrança e infraestrutura
atuais estão defasados. Quase 50% das empresas dizem ser necessárias
mudanças em plataformas. (Maria Cristina Frias - Folha de
S.Paulo)
18.01 - Digibras planeja fabricar disco rígido no país
Braço de informática do grupo brasileiro CCE, a Digibras
planeja fabricar discos rígidos (HD) no país. Conforme apurou
o Valor, a empresa teve um projeto aprovado na Zona Franca de Manaus para
a produção dos componentes - usados para o armazenamento
de dados em computadores - na sua fábrica de Manaus, hoje voltada
à montagem de computadores de mesa, notebooks e monitores.
A iniciativa prevê investimento de R$ 92,9 milhões no
prazo de três anos, com um aporte de R$ 26,4 milhões no primeiro
ano de fabricação. Nos dois anos seguintes, os recursos projetados
são de R$ 31,7 milhões e R$ 34,8 milhões, respectivamente.
Procurada pelo Valor, a assessoria da CCE disse que não encontrou
um executivo disponível para comentar o projeto até o fechamento
desta edição.
A expectativa é produzir 11,5 milhões de HDs no período
de três anos, sendo 3,3 milhões no primeiro ano e 3,9 milhões
no segundo. Para o terceiro ano do projeto, a produção estimada
é de 4,3 milhões de unidades. Nesses três anos, a previsão
é contratar mais de 30 pessoas para o novo projeto.
Para a fabricação dos componentes, a tecnologia homologada
é da Seagate, empresa americana que atua no Brasil por meio de canais
e revendas. Procurada pelo Valor, a companhia - através de sua assessoria
de imprensa - confirmou que participou de uma reunião com a Digibras
para tratar do tema, mas ressaltou que nada foi definido no encontro.
O projeto da Digibras reforça o aquecimento na fabricação
de HD no Brasil, mercado que demanda 14 milhões de unidades por
ano e até pouco tempo tinha como único fabricante local a
Samsung, com produção mensal de aproximadamente 480 mil unidades.
Em outubro, a americana Western Digital também começou
a fabricar os componentes no país, por meio de uma parceria com
a brasileira Digitron, com plano de produzir 4 milhões de unidades
por ano.
No mercado mundial de HD, a Western Digital alcançou a liderança
nas vendas a partir do segundo trimestre de 2010, segundo dados da consultoria
americana iSuppli. Com 51,1 milhões de unidades vendidas no período,
a empresa desbancou uma liderança de mais de dez anos da Seagate,
que registrou a venda de 50,3 milhões dispositivos no mesmo trimestre.
Nas vendas globais relativas ao último trimestre de 2010, a
Western Digital deve manter a liderança do segmento, segundo a iSuppli.
Ainda sem dados consolidados, a consultoria estima que a companhia vendeu
51,5 milhões de unidades no trimestre, ante 49,5 milhões
da Seagate.
Em relação às receitas mundiais do segmento, a
previsão é de que a Seagate mantenha a liderança com
a cifra de US$ 2,8 bilhões no período, ante US$ 2,4 bilhões
da Western Digital. (Moacir Drska - Valor Online)
18.01 - Solução oferece visão integrada do SUS
Betha Sistemas desenvolveu Fly Saúde que viabiliza o acompanhamento
do paciente do SUS e organiza rede pública de saúde
A empresa Betha Sistemas lançou no final de 2010 uma solução,
voltada para os serviços de saúde pública dos municípios,
que proporciona ao gestor uma visão integrada do Sistema Único
de Saúde (SUS). Batizada de Fly Saúde, a ferramenta une os
diversos sistemas de controle da saúde pública do País
como, por exemplo, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
(CNEs), organizando, dessa forma, em um único sistema a rede de
saúde do município.
Os agendamentos das consultas, atendimentos dos pacientes e o faturamento
dos serviços são controlados pelas secretarias de saúde
da região por meio da solução, que é totalmente
ligada à internet.
"Todo o histórico do paciente é acompanhado pelo Fly
Saúde, como um prontuário eletrônico. As informações
são seguras, o que propicia condições para uma correta
análise e acompanhamento do profissional de saúde", explicou
o gerente de produtos da Betha Sistemas, Fábio Crispim.
De acordo com o executivo, o principal diferencial da ferramenta está
na pactuação integrada entre os municípios. Ou seja,
um município que seja referência em saúde de uma determinada
região pode ofertar um tipo de procedimento para outro município
vizinho. Com isso, o fluxo de pacientes de uma localidade para a outra
também são monitorados.
Corte de gastos
Segundo Crispim, o sistema auxilia a prefeitura a cortar gastos, já
que informatiza os processos. "A economia pode chegar a 80%, pois no faturamento
de forma manual acontecem inúmeras falhas. Como, por exemplo, o
registro de uma idade errada do cliente ou algum dado equivocado de um
exame. A solução evita o retrabalho", afirmou.
Além disso, o parque tecnológico utilizado para hospedagem
em datacenter e servidor de banco de dados são custeados pela Betha
Sistemas.
A tecnologia atende às diversas necessidades de uma rede: gestão
básica, procedimentos de atenção básica e média
complexidade; gestão plena, desde a básica até alta
complexidade; e estadual, englobando todos os níveis.
O Fly Saúde já está no mercado para ser comercializado.
Segundo Crispim, o município de Nova Andradina, no Mato Grosso do
Sul, já realizou 3 mil atendimentos por meio da solução
em dois meses de uso sem ter havido nenhum problema. (Verena
Souza - Saúde Business Web)
17.01 - Governo quer concluir até maio acordo para banda larga
O governo quer concluir até maio as negociações
para solucionar os gargalos para colocar em prática o Plano Nacional
de Banda Larga (PNBL) e cumprir a meta de levar internet rápida
por preços populares para 1.163 municípios até o fim
do ano. "Até maio devemos ter uma definição", afirmou
na última terça-feira o ministro das Comunicações,
Paulo Bernardo, após reunião com diversos representantes
de provedores de internet.
O ministro se referiu às reivindicações trazidas
pelos provedores como os principais entraves para ofertar banda larga com
velocidade de 512 quilobits por segundo (kbps) por até R$ 35, que
é a meta do governo para massificar o acesso à internet no
País. Além do preço médio de R$ 60 praticado
no mercado, os altos impostos, a falta de crédito e a burocracia
para conseguir linhas de financiamento foram apontados, segundo Bernardo,
como as principais dificuldades dos pequenos provedores para aderir ao
PNBL. "O governo vai interferir para ajudar", disse o ministro, que solicitou
aos provedores que tragam uma planilha com todos os custos que interferem
no preço da banda larga para serem apresentados em um próximo
encontro.
Há casos, por exemplo, em que uma distribuidora de energia elétrica
cobra R$ 2 por poste para levar internet pela rede elétrica, ao
passo que outras cobram R$ 9. Em algumas situações, o preço
do boleto bancário chega a ter peso de 10% sobre o custo do serviço
ofertado. "O governo não pode resolver tudo isso. Mas vamos arregaçar
as mangas em cima dessas questões", afirmou Bernardo.
Em relação ao uso das fibras óticas das distribuidoras,
Bernardo disse que já conversou sobre o assunto com o ministro de
Minas e Energia, Edison Lobão. "O ministro Lobão já
está preparando uma nota técnica sobre isso para fazer um
convênio para a Telebrás centralizar a destinação
dessas fibras óticas para o comércio de internet", afirmou
Bernardo, referindo-se às redes das distribuidoras federais ou federalizadas.
Nos casos das privadas ou estaduais, o ministro ponderou que a negociação
terá que ser feita com as próprias empresas e governos estaduais.
Para solucionar a questão da falta de garantias dos pequenos
provedores para ter acesso a financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), está sob análise do banco
de fomento uma proposta de inclusão do cartão BNDES vinculado
ao PNBL no Fundo Garantidor de Investimentos. O ministro citou também
a possibilidade de a Telebrás ser parceira dos provedores em alguns
investimentos. Bernardo disse ainda que a Telebrás será chamada
na mesa de negociações para avaliar a possibilidade de redução
do custo de R$ 230 do megabit no atacado. Segundo ele, a tendência,
com a conclusão das negociações, é que o preço
da banda larga fique abaixo de R$ 35 ou até mesmo abaixo de R$ 30.
(Karla Mendes - Agência Estado/Executivos Financeiros)
17.01 - Tecnologia de banda larga móvel HSPA+ chega a 100 redes
comerciais no mundo
O número de redes de banda larga móvel com a tecnologia
HSPA está crescendo em ritmo acelerado. Segundo comunicado nesta
semana pela 4G Americas, associação setorial dos principais
provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações,
o número de operadoras com a banda larga móvel Evolved HSPA
(HSPA+) chegou a 103 redes comerciais em 54 países, e espera expandir
esta penetração às 376 redes que contam com a versão
não atualizada da ferramenta.
Segundo Chris Pearson, presidente da 4G Americas, “a maioria das operadoras
que implementaram a HSPA deverá adotar a HSPA+ e continuar a evolução
das suas redes com avanços futuros”. De acordo com a entidade do
setor Informa Telecoms & Media, o mercado já conta com uma grande
base de 800 redes comerciais GSM e continua a seguir seus planos de evoluir
para a 3G e 4G em mais de 4,75 bilhões de assinantes GSM-HSPA-LTE,
além de cerca de 632 milhões de conexões banda larga
móvel 3GPP.
“A 4G Americas está prevendo mais de um bilhão de conexões
banda larga móvel 3GPP até o fim de 2011 com assinantes ganhando
mais velocidade, smartphones mais populares, novos aplicativos e maior
cobertura”, disse Pearson.
No continente americano, a HSPA+ está presente em 16 redes de
banda larga móvel em 6 países, além de 77 redes de
banda larga móvel em 29 países que já contam com a
versão anterior. A tecnologia já foi adotada por gigantes
como as operadoras AT&T, Bell Canada, Rogers, Telus e T-Mobile.
(Executivos Financeiros)
14.01 - Venda de computadores
O volume de computadores vendidos em todo o mundo cresceu 2,7% no quarto
trimestre de 2010, abaixo das estimativas da consultoria IDC, de 5,5%.
A reticência dos consumidores e a procura por tablets justificaram
o número. O total de computadores vendidos no período chegou
a 92,1 milhões. No ano, foram 346,2 milhões de equipamentos,
um incremento de 13,6% na comparação com 2009. A Hewlett-Packard
(HP) mantem a liderança, com 19,5% de participação,
seguida pela Dell (12,1%) e pela Acer (10,6%). Outra consultoria, a Gartner,
dá números diferentes para a Acer (12,7%) e Dell (11,6%).
Para o Gartner, a venda de PCs subiu 3,1% no quarto trimestre, com 93,5
milhões de máquinas. As informações são
da Bloomberg. (Valor Online)
14.01 - Banda larga cresce 71%
Os serviços de banda larga das prestadoras privadas apresentaram
crescimento de 71% em sua base em 2010, alcançando 34,2 milhões
de acessos fixos e móveis. Segundo levantamento de Associação
Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), no período,
foram ativadas 14,2 milhões de novas conexões. No caso da
banda larga de terceira geração (3G), o crescimento chegou
a 257%, passando de 4 milhões para 14,6 milhões. A banda
larga fixa subiu de 11,4 milhões para 13,6 milhões no mesmo
período (elevação de 20%). Já o número
de modems passou de 4,6 milhões para 6 milhões, com crescimento
de 31%. (Valor Online)
13.01 - Acesso à internet rápida no País cresce
71% em 2010
Os acessos à internet de banda larga no Brasil cresceram 71%
em 2010. Balanço divulgado hoje pelo Sinditelebrasil, que representa
as operadoras de telefonia privadas, mostra que a base de acessos de internet
rápida chegou a 34,2 milhões no ano passado. Essa expansão
é resultado da inclusão de 14,2 milhões de novas conexões,
o que segundo o sindicato representa o acréscimo de 27 acessos por
minuto ao longo do ano. O levantamento considerou os acessos em banda larga
fixa, modems de conexão à internet móvel e terminais
de terceira geração (3G), como os smartphones, que foram
o destaque de 2010, com taxa de crescimento de 257%. Entre o fim de 2009
e o fim do ano passado, os acessos via 3G por smartphones saltaram de 4
milhões para 14,6 milhões.
Nesse mesmo período, o número de terminais de banda larga
fixa subiu de 11,4 milhões para 13,6 milhões, um incremento
de 20%, e o número de modems passou de 4,6 milhões para 6
milhões, o que representa uma evolução de 31%. Somente
no quarto trimestre de 2010, melhor período de vendas no ano para
as operadoras, por causa do Natal, 3,6 milhões de novos acessos
foram ativados, entre conexões fixas e móveis, número
12% maior que no terceiro trimestre do ano passado.
Em 2010, o acesso à internet via banda larga móvel pelas
redes 3G ultrapassaram a banda larga fixa. O levantamento do Sinditelebrasil
mostra que o número de acessos nesse segmento, entre smartphones
e modems, passou de 8,7 milhões em 2009 para 20,6 milhões
no fim do ano passado, representando aproximadamente 50% a mais que o número
de conexões pela banda larga fixa. A velocidade média das
conexões é de 1,3 megabits por segundo. Os serviços
de banda larga são oferecidos em 1.059 cidades, nas quais há
pelo menos duas prestadoras atuando, segundo o sindicato. (Karla
Mendes - Agência Estado)
13.01 - Megaware lança netbook com autonomia de até 2hs30
A Megaware lança o Meganetbook M1100 Series. Compacto (265x27x182mm)
e pesando aprximadamente 1 kg, o netbook apresenta touchpad com multitoque,
tela LCD de 10.1” e 12 teclas de função. Disponível
na cor vermelha, o produto tem o acabamento emborrachado, o que evita manchas.
O produto vem com o sistema operacional Windows 7 Starter Original
e conta com alguns aplicativos inclusos como o Microsoft Office 2010 Starter
Edition, o Microsoft Security Essentials e o Windows Live Essentials.
O lançamento também traz uma bateria de 3 células
e autonomia de até 2h30, auto-falantes 2.0, teclado ABNT2 e garantia
de 12 meses. O Meganetbook M1100 Series pode ser encontrado na rede Pernambucanas
e o preço sugerido é de R$ 999,00. (Executivos
Financeiros)
12.01 - Lenovo apresenta o all-in-one mais fino do mundo na CES 2011
Quarta maior fabricante de computadores do mundo, a Lenovo apresentou
durante a CES 2011 o computador all-in-one mais fino do mundo, o IdeaCentre
A320. O modelo foi projetado especialmente para tornar a computação
pessoal mais moderna e eficiente, com uma tela sensível ao toque,
recursos 3D (opcional) e a última geração de processadores
Intel.
Chegando a medir apenas 1,85 centímetro de profundidade em sua
extremidade mais fina, o design ultra-slim do all-in-one IdeaCentre A320
é único no mercado. O modelo possui uma tela panorâmica
de 21,5 polegadas e a mais recente tecnologia LED, além de oferecer
a função vídeo HD. Além disso, o A320 apresenta
também uma série completa de conectores, incluindo HDMI (in
e out) e um leitor de cartões integrado.
"A apresentação de um desktop tão diferenciado
como o IdeaCentre A320 representa o compromisso da Lenovo em oferecer o
computador certo para cada tipo de usuário, focando no design moderno
e na alta performance", afirmou Jaison Patrocínio, diretor de produtos
da Lenovo Brasil. "A atual presença da Lenovo no mercado de market
share representa 4%, tal crescimento deve-se ao fato de estarmos sempre
atentos às necessidades e aos desejosos do mercado", completou.
(Executivos Financeiros)
12.01 - Provedores de banda larga reclamam de valores cobrados do setor
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, se reuniu
com provedores de internet banda larga, para que eles apresentassem custos
e reivindicações do setor, para que sejam inseridos nas discussões
do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga).
Os provedores de internet banda larga reclamaram sobre as diferenças
de preços cobrados pelas companhias de energia elétrica para
uso dos postes de rede de distribuição. De acordo com o presidente
da Anid (Associação Nacional para Inclusão Digital),
Percival Henriques, algumas empresas cobram R$ 2 pelo uso do poste para
a passagem dos cabos de internet, enquanto outras chegam a cobrar R$ 9.
Outro item citado pelos provedores foi o preço dos boletos bancários,
que foi considerado alto para a prestação de serviço.
Segundo Henriques, as tarifas bancárias podem corresponder até
10% a mais do preço da mensalidade paga pelos usuários.
Entre as necessidades apresentadas pelos provedores, está a
oferta de crédito. Segundo a Agência Brasil, o setor pode
contar com linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) para capital de giro, que não podem ser
utilizadas para investimentos. No entanto, o governo pretende criar um
fundo garantidor de investimentos voltado para o segmento.
PNBL
O Plano Nacional de Banda Larga deve "começar a andar" em um
ano, segundo previsões do ministro das Comunicações.
Mais de 2 mil provedores de serviços multimídia que oferecem
internet banda larga estão cadastrados na Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações).
O PNBL tem como objetivo levar a internet de alta velocidade, por baixo
custo, para 1.173 cidades que ainda não contam com esse serviço.
Investimentos
A Telebrás terá R$ 589 milhões para implantar
o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e levar a banda larga para 1.173
cidades, nas quais o custo previsto é de R$ 35 para cada cidadão.
Desse recursos, R$ 316 milhões são oriundos de créditos
extraordinários do Poder Executivo, que estavam previstos para 2010
e empenhados no final de dezembro, e R$ 273 milhões já estavam
previstos para este ano. No ano passado deveriam ser liberados R$ 600 milhões
e, este ano, R$ 400 milhões. (InfoMoney)
11.01 - Empresas de internet discutem banda larga com Bernardo
O Ministério das Comunicações informou sexta-feira,
por meio do Twitter, que o ministro Paulo Bernardo realiza nesta semana
uma série de reuniões com provedores de acesso à internet
e outras empresas de telecomunicações para tratar do Plano
Nacional de Banda Larga (PNBL).
Em entrevista ao Valor, publicada no dia 3, Bernardo afirmou que os
provedores de acessos podem ser a alternativa para o governo viabilizar
a oferta de banda larga em regiões com baixa atratividade econômica.
Ou seja, na hipótese de as grandes prestadoras não terem
interesse em levar o serviço às cidades distantes dos centros
urbanos, onde passam as principais infraestruturas de telecomunicações,
as redes administradas pela Telebrás podem ser disponibilizadas
a preços competitivos para os provedores de acesso.
O plano de banda larga foi tema da reunião realizada sexta-feira
passada no Palácio do Planalto entre o ministro e a presidente Dilma
Rousseff. Bernardo afirmou, após o encontro, que os detentores de
redes de telecomunicações utilizadas no PNBL serão
remunerados - sejam empresas estatais e privadas ou prefeituras que dispõem
de redes de fibra óptica. A infraestrutura de telecomunicações
que a Telebrás vai operar inclui cabos de comunicação
de estatal, como a Petrobras e as subsidiárias da Eletrobras.
Em 2011, a Telebrás pretende levar o programa federal a 1.163
municípios. A idéia é viabilizar a oferta do serviço
de banda larga a custo mensal de até R$ 35, com velocidade mínima
de 512 megabits por segundo (Mbps). O ministro considera equivocada a estratégia
das empresas ao fornecer serviços mais caros a poucas pessoas.
(Rafael Bitencourt - Valor)
10.01 - Na internet, negócios contados em centavos
Sites de leilão com lances de um centavo, inspirados em iniciativa
alemã, aproveitam o ‘boom’ das compras coletivas para crescer
A explosão de sites de compras coletivas abriu espaço
para novos negócios na internet. Agora, começam a surgir
as páginas de leilão por um centavo, inspiradas num site
alemão, que está há cinco anos no ar. No Brasil, o
primeiro deles apareceu no fim de 2008 – mas só agora os sites caíram
no gosto de brasileiros conectados.
Para atrair um número maior de internautas, essas empresas estão
leiloando produtos mais valiosos, como carros, viagens internacionais e
até um apartamento de R$ 250 mil. Como cada lance aumenta em apenas
um centavo o valor do objeto ou serviço leiloado, os arremates são
feitos por valores muito baixos, que chegam a ser 95% mais baratos do que
no mercado. Há casos como o de um Renault Clio vendido por R$ 100,
um iPad por R$ 15 e uma viagem para a África do Sul, com tudo pago,
que saiu por R$ 13.
Para participar, primeiro é preciso comprar um pacote de lances
– o preço unitário varia de R$ 0,70 a R$ 1. Quando o leilão
começa, o cronômetro faz uma contagem regressiva de 15 segundos:
a cada lance, o relógio volta ao tempo inicial. Arremata o produto
quem oferece o último lance antes de o cronômetro zerar.
Sylvio Avilla conheceu o modelo de negócio numa viagem à
Alemanha, mas só se deu conta de que seria interessante reproduzi-lo
no Brasil quando já estava de volta a São Paulo, num bate
papo com amigos numa mesa de bar. Naquela noite, surgiu a ideia de criar
o Olho no Click, primeiro site de leilão de um centavo no País.
Guilherme Pizzini, o amigo de infância que acompanhava Sylvio no
happy hour, virou o diretor comercial da empresa. "No início era
só uma brincadeira, que virou coisa séria", diz Pizzini,
porta-voz da empresa.
Com um investimento inicial de R$ 500 mil e outros dois sócios,
a dupla colocou a página no ar. Hoje, o site tem 400 mil clientes
cadastrados, realiza 85 leilões por semana e tem faturamento previsto
de R$ 5 milhões em 2010. É a venda de lances que garante
a receita da empresa.
No mês passado, o site fechou uma parceria com a construtora
Rossi para leiloar um apartamento de R$ 250 mil. A oferta atraiu tanta
gente que o site saiu do ar. O leilão teve de ser remarcado e estava
previsto para recomeçar na noite de ontem.
Concorrentes
Por alguns meses, o Olho no Click esteve sozinho no mercado brasileiro.
Mas, desde março, com o boom dos sites de compra coletiva, outros
empresários da web decidiram apostar no leilão de centavos,
que chegam a 40 hoje. Sidney Pedrotti lançou há 120 dias
o Martela.com. "É uma adrenalina trabalhar com isso", diz. O site
integra um programa de startups (empresas nascentes) da Microsoft.
Foi o Martela.com que leiloou há duas semanas um Renault Clio.
O carro recebeu 1.351 lances feitos por 118 internautas e foi arrematado
por R$ 13,51. O ganhador, de Ribeirão Preto, levou o veículo
com 89 lances, que custaram R$ 1 cada. Portanto, ela não pagou apenas
os R$ 13,51, mas R$ 102,51 – o que também não é nada
mau para um automóvel de R$ 24 mil. (Naiana Oscar -
Agência Estado)
10.01 - Internet móvel atinge a marca de 21 milhões de
aparelhos
A internet móvel ganhou espaço na vida dos brasileiros
e o percentual de aparelhos que utilizam o recurso subiu para 11%, segundo
dados divulgados pela 4G Americas. Com isso, o número de aparelhos
com acesso a tecnologia 3G totalizou 21 milhões, revelando que os
brasileiros estão aderindo cada vez mais à mobilidade virtual.
"Isso se deve à introdução dos smartphones no
mercado e ao uso crescente de ferramentas que necessitam da conexão
de internet", explica o diretor da entidade para a América Latina
e Caribe, Erasmo Rojas.
Os números devem se manter positivos e a expectativa é
que totalizem 32 milhões de aparelhos em 2011. Um dos fatores que
deve contribuir para o aumento significativo do cenário é
a entrada da Nextel no mercado que, em dezembro, arrematou 11 dos 13 lotes
do leilão das últimas faixas de frequência da banda
H, destinadas à tecnologia 3G. (Executivos Financeiros)
20.12 - IBM anuncia inovações para os próximos
cinco anos
A quinta edição da pesquisa da IBM, a “IBM Next 5 in
5”, apresenta uma relação de inovações que
podem mudar o modo das pessoas trabalharem, viverem e se divertirem nos
próximos cinco anos. O estudo foi baseado nas tendências de
mercado e da sociedade mundial, além de tecnologias emergentes desenvolvidas
nos laboratórios IBM do mundo inteiro.
De acordo com a pesquisa, com as inovações tecnológicas,
nos próximos cinco anos, as baterias usarão o ar para alimentar
nossos dispositivos; o caminho de ida e volta para o trabalho será
personalizado; os computadores ajudarão a fornecer energia para
a sua cidade; o ser humano não precisará ser um cientista
para salvar o planeta; e será possível conversar com os amigos
através de tecnologias 3D.
Para Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil,
a companhia acredita que a tecnologia pode e deve promover melhorias na
qualidade de vida da população.
Next 5 in 5
A IBM acredita que nos próximos cinco anos, avanços científicos
na tecnologia de transistores e de baterias permitirão que os seus
dispositivos durem 10 vezes mais do que duram hoje. Ao invés das
pesadas baterias atuais de íon lítio, os cientistas estão
trabalhando em baterias que usam o ar que respiramos para reagir com metal
denso em energia, eliminando um inibidor chave para a maior duração
das baterias.
A IBM também quer reduzir a quantidade de energia por transistor
para menos de 0,5 volts, para eliminar completamente a bateria em alguns
aparelhos, que poderiam ser carregados usando uma técnica chamada
recolhimento de energia. Alguns relógios de pulso usam isso: eles
são carregados pelo movimento do seu braço. No caso do telefone
celular bastaria sacudir e discar.
Com o avanço das tecnologias analíticas será possível
personalizar recomendações que levem as pessoas para onde
elas precisam ir, da maneira mais rápida.
Os pesquisadores da IBM estão desenvolvendo novos modelos para
prover os resultados de rotas variáveis de transporte para oferecer
informações que vão muito além dos relatórios
tradicionais de tráfego, que só relatam o que já aconteceu
e indicam que você já está preso no engarrafamento.
A partir das inovações em computadores e centros de processamento
de dados permitirá que o calor e energia excessivos que eles liberam
sejam utilizados para aquecer construções no inverno e alimentar
aparelhos de ar condicionado no verão. Em novas tecnologias, como
os novos sistemas de resfriamento por água em chips desenvolvidos
pela IBM, a energia térmica de um cluster de processadores computacionais
pode ser reciclada de forma eficiente para oferecer água quente
para um escritório ou para casas.
Nos próximos cinco anos, sensores em seu telefone, seu carro,
sua carteira coletarão dados que darão aos cientistas uma
imagem em tempo real do seu ambiente. Você poderá fornecer
voluntariamente esses dados para combater o aquecimento global, salvar
espécies ameaçadas ou monitorar plantas ou animais invasivos
que ameaçam ecossistemas no mundo inteiro.
Para a IBM nos próximos cinco anos as interfaces em 3D - como
as utilizadas nos cinemas - permitirão a você interagir em
tempo real com as de seus amigos. O cinema e a TV já estão
migrando para a imagem tridimensional e, à medida que as câmeras
3D e holográficas ficam mais sofisticadas e menores para caberem
em celulares, você será capaz de interagir com fotos, navegar
na Web e conversar com seus amigos de formas totalmente novas.
(Executivos Financeiros)
10.12 - Demanda desafia capacidade dos portais de e-commerce
Entrega fora do prazo e venda de produtos fora de estoque estão
entre as principais reclamações registradas pelos consumidores
Às vésperas do Natal, a demanda por produtos dos sites
de comércio eletrônico desafia os sistemas tecnológicos
e a capacidade logística dos varejistas on-line.
Segundo reclamações encaminhadas à Folha, atraso
na entrega, problemas na confirmação de pagamento e compras
canceladas sem a solicitação do comprador são alguns
dos principais problemas enfrentados.
Entre os sites mais afetados, estão Submarino e Americanas.com,
ambos da B2W.
O paulista José Felipe Buzeto, 27, enfrentou dificuldades para
comprar uma TV de 32 polegadas por R$ 899.
Em contato com três canais de atendimento do Submarino, foi informado
de que o produto estava esgotado, de que o pagamento não havia sido
confirmado e de que tinha solicitado o cancelamento da compra.
Problemas como o de Buzeto motivaram a discussão em um fórum
com centenas de comentários.
Questionado, o Submarino informou em nota que "problemas pontuais podem
ocorrer, mas a empresa está preparada para ações corretivas
imediatas de forma a minimizar quaisquer transtornos a seus clientes".
Atraso na entrega é a principal queixa sobre a Americanas.com.
Segundo o site Reclame Aqui, 67% dos problemas registrados na sexta-feira
passada atestavam descumprimento do prazo.
A Americanas.com divulgou uma nota afirmando que investe em melhorias
no sistema e que "todos os transtornos serão prontamente contornados".
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, a demanda do comércio
virtual neste ano superou as expectativas de varejistas como a Americanas.com,
que processa cerca de 100 mil transações por dia. Espera-se
que o comércio eletrônico fature cerca de R$°15 bilhões
no ano. (Folha de S.Paulo)
08.12 - Vendas de computadores sobem 14,3% em 2010
Este é o resultado de recente estudo do Gartner, instituto de
pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia e redes de abastecimento.
Estas projeções ficaram abaixo dos estudos realizados
pelo Gartner em setembro, que apontavam para um crescimento de 17,9%.
Segundo a análise, as vendas mundiais de PCs em 2011 devem chegar
a 409 milhões de unidades, um aumento de 15,9% em relação
a 2010, mas abaixo da previsão anterior do Gartner, de um crescimento
de 18,15%, em 2011.
"Esses resultados refletem as esperadas reduções no crescimento
de unidades de PCs, a curto prazo, com base nas expectativas de uma demanda
mais fraca, em grande parte, em consequência do aumento de interesse
dos usuários pelos tablets, como o iPad", afirma Ranjit Atwal, diretor
de pesquisas do Gartner.
O analista acrescenta que, a longo prazo, espera-se que os tablets
substituam cerca de 10% das unidades de computadores até 2014.
"O crescimento do mercado de PCs será impactado por dispositivos
que permitam um melhor consumo de conteúdo móvel, como os
media tablets e a próxima geração de smartphones",
explica o analista de pesquisas do Gartner, Raphael Vasquez.
Para ele, a demanda por esses dispositivos aumentará não
como substitutos aos computadores, mas como equipamentos complementares
para consumo de voz e de dados leves.
"É provável que este tipo de dispositivo sofra um impacto
adverso a longo prazo, em virtude da adoção de desktops virtuais,
que podem utilizar rapidamente outros dispositivos leves". (Brasil
Econômico)
02.12 - Brasil é só o 42º em custo-benefício
na web em banda larga
Ranking considera preço e velocidade dos serviços oferecidos;
Hong Kong lidera lista
O Brasil vive um momento de expansão da oferta de banda larga
por redes de fibra óptica. Mesmo assim, ainda fica para trás
na relação custo-benefício entre preço e velocidade
dos serviços oferecidos.
No ranking da Point Topic, divulgado na terça-feira e que mostra
as melhores ofertas de banda larga aos consumidores, o país obteve
o 42º lugar. Hong Kong foi o primeiro.
Para fazer a comparação, a consultoria analisou quanto
o consumidor paga por MB/s (megabit por segundo).
De acordo com a Point, porém, a classificação
muda muito rápido. A atualização da rede particular
de um operador, por exemplo, pode melhorar o custo-benefício do
que é ofertado no país.
"Nove das dez tarifas de melhor valor são [em países
que usam] fibra pura ou ofertas híbridas em que a fibra é
parte significativa. A exceção é a Alemanha, onde
a Unity Media oferece um serviço a cabo competitivo", diz Fiona
Vanier, analista da Point.
"Velocidade mais alta geralmente significa melhor valor para o consumidor."
O Brasil, portanto, caminha para a ascensão no ranking. Oi e
Telefônica já usam fibra óptica na oferta de seus serviços.
E a chegada da GVT aos principais centros urbanos vai acelerar esse processo.
Além disso, o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) pretende usar
as redes ociosas já existentes. (GRAZIELLE SCHNEIDER - Folha
de S.Paulo)
02.12 - Brasileiro é líder em compra on-line na AL
Consultoria mostra que consumidores do país preferem sites nacionais
ao escolherem produtos pela internet
Uma das dificuldades que os sites de fora do país têm
para elevar as vendas no Brasil é o alto custo da importação
O brasileiro que entra em sites de vendas dificilmente sai de mãos
abanando. Segundo pesquisa, 94% dos internautas que frequentam essa modalidade
de site já fizeram compras on-line -maior índice da América
Latina.
Na Argentina, que tem o segundo maior patamar, 89% já adquiriram
produtos pela internet. No Peru, o último, o índice é
de 63%, segundo a consultoria ComScore.
Esses dados, afirma o estudo, mostram que o setor dá sinais
"encorajadores de crescimento", mas que as empresas devem se adaptar para
concretizar esse avanço.
Uma das questões cruciais é a melhora da segurança
nas compras on-line, que é a principal preocupação
dos internautas da América Latina, principalmente entre as mulheres,
que são as líderes de compra na região.
Segundo a pesquisa, 88% das latino-americanas que visitam sites de
vendas já adquiriram produto on-line (entre os homens, são
79%).
Porém, entre as que não compraram, mais de dois terços
dizem que a falta de segurança na internet foi o principal motivo
que impediu a concretização do negócio.
PREFERÊNCIA NACIONAL
A pesquisa mostra que o brasileiro prefere os sites locais, mas há
espaço para os concorrentes internacionais ganharem consumidores.
Segundo a ComScore, 58% dos internautas brasileiros preferem comprar
em um site nacional do que em um de fora do país. Essa preferência
só perde na América Latina para a dos argentinos -76% dos
vizinhos optam pelo comércio eletrônico local.
Para a consultoria, como a diferença de preferência é
pequena (no Brasil e na maior parte da região), isso mostra que
a origem do site não é levada em grande consideração
pelos consumidores latino-americanos.
Uma das dificuldades que os sites internacionais têm para elevar
as vendas no Brasil é o alto custo da importação,
devido aos impostos.
O consumidor brasileiro é o que paga mais caro para comprar
o Kindle, o leitor de livros eletrônicos vendido pela Amazon.
São US$ 312 (cerca de R$ 530) pela versão mais barata
-praticamente metade do valor é formada por impostos. (ÁLVARO
FAGUNDES - Folha de S.Paulo)
19.11 - No Brasil, 38% pretende comprar um novo computador
A Intel divulgou alguns dos resultados preliminares do Nation Wide
Study 2010, um estudo realizado pela Ipsos, a pedido da empresa, sobre
as tendências no consumo de PCs nos próximos 12 meses. Os
resultados apontam um mercado nacional aquecido em 2010, com crescente
demanda por novas máquinas e tendência a um movimento de individualização
do PC, fenômeno que já acontece em alguns mercados mais desenvolvidos.
Penetração nos lares e individualização
do PC
No Brasil 58% dos domicílios já possuem ao menos um computador.
A penetração é maior no Sudeste com 66%, no Rio de
Janeiro 71% dos domicílios possuem ao menos um computador, e São
Paulo com 64%. Goiás e Distrito Federal (65%).
As regiões com menor índice de penetração
são o Norte (59%) e Nordeste (42%). O Estado que apresentou menor
penetração foi Pernambuco, com 36%.
A pesquisa também aponta que cada vez mais o computador deixa
de ser um item “da família”, que é compartilhado por todos
os membros do lar, para tornar-se um item pessoal.
Neste cenário, o Distrito Federal se destaca tanto pela penetração
(65%) quanto pelo número de pessoas que fazem uso individual do
PC (35,6%). Outros estados que apresentam maior porcentagem de uso individualizado
do PC SÃO: Rio de Janeiro (25,9%), Minas Gerais (25,7%) e Goiás
(25,3%).
Os Estados que apresentaram maior índice de uso compartilhado
foram o Rio Grande do Sul (91,7%), Pará (91,4%) e Pernambuco (90,6%).
Os computadores nos lares são compartilhados não somente
entre os membros da família residentes, mas também por visitantes:
13,3% dos entrevistados compartilha seu computador de casa com outros parentes,
como primos, tios e avós, e 4,5% compartilha o computador com amigos
e vizinhos.
O diretor de marketing da Intel Brasil, Cássio Tietê,
comenta que o Brasil avança a passos largos na informatização
da sociedade, com avanços significativos tanto no número
de lares com computadores quanto no modelo de uso dos brasileiros.
Intenção de Compra
A Intel espera em 2011 um ano aquecido para o mercado de desktops e
notebooks no Brasil: 38% dos entrevistados declararam a intenção
de comprar um computador nos próximos 12 meses. Dentre os itens
de tecnologia, o desktop está no topo da lista de desejos dos brasileiros,
com 15,2% de intenção de compra – mesmo número que
as TVs LCD/Plasma/3D. Os notebooks têm 14,3% das intenções,
e os netbooks 2,3%.
As Regiões Norte e Sul são as que apresentam maior intenção
de compras, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde 50% dos entrevistados
declarou que pretende comprar um desktop, notebook ou netbook nos próximos
12 meses. Paraná (44%), Bahia (31%), Ceará (36%) e Santa
Catarina (34%), são regiões com intenção acentuada
de compra. (Executivos Financeiros)
21.10 - Todos os dias, 39,5 mi de brasileiros acessam a internet
A internet, no Brasil, é acessada diariamente por 39,5 milhões
de pessoas. E uma em cada dez é das classes C e D, ou seja, ganham
até dez salários mínimos por mês (R$ 5.100).
Os dados fazem parte de uma pesquisa do instituto Data Popular divulgada
ontem.
Segundo o instituto, especializado em levantamentos sobre hábitos
de consumo das classes média e baixa, esses brasileiros já
correspondem a 73% dos usuários de redes sociais na internet. Além
disso, eles são maioria entre os que têm blogs e sites pessoais:
66%.
Mundial. O acesso à internet deve estar disponível para
2 bilhões de usuários até o fim deste ano, segundo
estimou a União Internacional das Telecomunicações
(UIT).
Em relatório divulgado ontem, a UIT informou que o número
de usuários da internet duplicou nos últimos cinco anos.
O número de pessoas que acessam a internet da própria residência
subiu de 1,4 bilhão em 2009 para 1,6 bilhão este ano. Dos
226 milhões de novos usuários, pelo menos 162 milhões
vivem em países em desenvolvimento. (O Tempo)
20.10 - Microsoft venderá Office "fatiado" à Prefeitura
de NY
A Prefeitura de Nova York e a Microsoft fecharam um acordo de compra
de software que deve reduzir os custos públicos em US$ 50 milhões
por ano e aumentar o acesso dos funcionários a aplicações
mais modernas.
É que a cidade conseguiu fazer com que a empresa -sob pressão
dos rivais Google e IBM- cobre só por softwares de fato usados pelos
trabalhadores. Ou seja, em vez de comprar pacotes do Office, a administração
vai dividir os funcionários em categorias e pagar só pelos
programas usados.
A Prefeitura também usará versões on-line dos
softwares. (Folha de S.Paulo)
20.10 - Internet no país não suporta demanda
Pesquisa aponta que, apesar dos avanços, rede brasileira não
atende às principais exigências dos internautas
Levantamento monitora 239 cidades em 72 países; Coreia, Hong
Kong e Japão são líderes em banda larga
A internet brasileira não está preparada para suportar
as exigências atuais dos internautas.
É o que revela a terceira pesquisa "A Qualidade da Internet",
feita pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pela Universidade de
Oviedo (Espanha) com apoio da Cisco, empresa que fabrica equipamentos que
conectam os computadores à rede.
Embora o Brasil tenha feito avanços para aumentar o número
de domicílios conectados, a qualidade das conexões está
abaixo da média.
Hoje, para que um internauta navegue e realize suas tarefas (trocar
e-mails, baixar arquivos, assistir a vídeos, entre outras), as velocidades
médias precisam ser de 3,75 Mbps (megabits por segundo) para o download
(quando se baixa arquivos ou se acessa um site qualquer) e de 1 Mbps para
o upload (quando se envia algo, e-mail ou mensagem instantânea).
O tempo de resposta (entre dar o comando e perceber que ele foi obedecido)
não pode ser superior a 95 milésimos de segundo, segundo
a pesquisa.
Em Fortaleza, apontada como a cidade brasileira com a melhor qualidade
de internet, a velocidade de download auferida foi de 4,3 Mbps, ante 570
Kbps (kilobits por segundo) de upload. O tempo de resposta ficou em 114
milésimos de segundo.
A pesquisa indica que, nos próximos cinco anos, os internautas
estarão consumindo mais capacidade de rede porque assistirão
a vídeos sob demanda e farão videoconferências, entre
outras aplicações sofisticadas.
Por isso, os especialistas estimam que, até 2015, um domicílio
estará consumindo 500 GB (Gigabytes) mensalmente, ante os atuais
20 GB.
Para dar conta dessa quantidade de dados trocados via internet, será
preciso investir mais para que as redes ofereçam velocidades de
download de 11,25 Mbps e de 5 Mbps de upload com uma resposta de 60 milésimos
de segundo.
MUNDO
Só 38 cidades no mundo já estão preparadas para
essa nova fase -nenhuma no Brasil. No total, foram monitorados domicílios
em 239 cidades e 72 países. A Coreia do Sul continua liderando a
lista de países líderes em internet, seguida por Hong Kong
e Japão. O Brasil ocupa a 38ª colocação. Esteve
na 41ª, em 2009, e na 36ª, em 2008. (Folha de S.Paulo)
07.10 - Banda larga: acesso universal
O acesso universal à banda larga é fundamental porque
propicia a igualdade de alcance do conhecimento
Nas últimas colunas comentei situações e oportunidades
para quem a conexão à internet já é realidade
-em casa, no trabalho e no celular.
Mas ainda somos uma parcela relativamente pequena da população
com acesso a serviços de banda larga e os muitos benefícios
que a web oferece. Felizmente no mundo essa realidade começa a mudar.
Recentemente, a Finlândia tornou-se o primeiro país a
declarar que o acesso à internet é direito fundamental de
todo cidadão. Isso dá à web status e importância
de telefone, eletricidade e água corrente.
É o que se conhece por "serviço universal", conceito
cada vez mais presente na regulamentação de telecomunicações
e que prega a disponibilidade geral de certos serviços básicos
para toda a população de um país.
Na América Latina, o Chile foi o primeiro a anunciar subsídios
para suprir a demanda de acesso para a população. Voltado
inicialmente a empresas que levam banda larga a áreas distantes
de grandes centros, com tarifas fixadas pelo governo, o projeto deve ser
intensificado, com subsídios mais pesados que ajudem a massificar
a internet no país, especialmente em áreas urbanas de baixa
renda.
A iniciativa terá investimentos de quase US$ 500 milhões
(R$ 840 milhões) nos próximos dois anos, com meta de que,
em 2014, 70% da população chilena tenha banda larga.
Hoje, só 33% do país tem acesso ao serviço -média
bem menor do que os 65% dos países-membros da Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
Com essa medida, o governo chileno também começou a liderar
esforços multilaterais para reduzir os custos de internet no mundo.
A iniciativa, proposta e coordenada pela Comissão Econômica
para a América Latina e o Caribe, prevê que cada país
assuma sua própria demanda interna de banda larga, gerando economia
de escala que permitiria reduzir o custo internacional atual e consequentemente
os preços para os usuários finais.
No Brasil, o governo federal criou o PNBL (Plano Nacional de Banda
Larga), que também pretende democratizar o acesso à rede,
embora de maneira diferente da chilena.
Aqui, a Telebrás foi reativada para realizar a tarefa de levar
a internet a 40 milhões de brasileiros até 2014, com planos
a preços populares. A estratégia quer aproveitar as redes
de fibra óptica ociosas instaladas no país, contando com
investimento privado, enquanto o Estado terá um papel complementar.
Segundo dados publicados na própria Folha, atualmente apenas
12,2 milhões de brasileiros possuem banda larga. Por aí,
é possível ver o tamanho do desafio que o governo tem pela
frente.
Para tocar o PNBL, o governo vai investir R$ 3,32 bilhões nos
próximos anos e as cem primeiras cidades já foram anunciadas.
A estimativa é de que mais de 14 milhões de brasileiros se
beneficiem desse investimento.
Além do PNBL, existem outros esforços para conectar a
população carente. Os mais de 100 mil moradores da favela
da Rocinha, no Rio de Janeiro, têm acesso gratuito à web graças
a uma iniciativa do governo fluminense e da PUC-RJ.
Esse programa, o Rio Estado Digital, também abrange outras comunidades,
como Santa Marta, Pavão-Pavãozinho e Cidade de Deus.
O princípio do acesso universal à banda larga já
pode se considerado uma tendência real. Algo a se comemorar, porque
propicia a igualdade de acesso ao conhecimento.
Diz o Manifesto para a Banda Larga, que circula em sites chilenos:
"Banda larga é educação, é comunicação,
é o mundo em nossa casa, é biblioteca e conhecimento. Banda
larga para aprender, para trabalhar, para inovar, para negócios,
para lazer e para conquistar o mundo, quebrando o ciclo preconceituoso
entre classes sociais e democratizando o conhecimento e a cultura".
Para quem já está acostumado a ter acesso à informação,
pode parecer apenas mais uma manifestação panfletária.
Mas, para a população que tem pela primeira vez a chance
de ter acesso imediato à informação, isso tem um peso
realmente libertador e revolucionário. (ALEXANDRE HOHAGEN
- Folha de S.Paulo)
05.10 - Internet Explorer agora tem menos da metade do mercado
Navegador perde espaço para o Firefox e para o Google Chrome
A história da internet pode não ser mais a mesma após
a divulgação de um relatório da empresa de estatísticas
StatCounter ontem. Em marco inédito, o Internet Explorer, navegador
da Microsoft, registrou menos de 50% de participação no mercado
mundial em setembro.
Segundo as contagens do relatório, a participação
do Internet Explorer caiu para 49,87% em setembro. O browser é seguido
pelo Firefox, com 31,5% de participação de mercado.
Para efeito de comparação, o IE detinha 58,37% do mercado
no mesmo período, uma diferença de 8,5 pontos percentuais
em relação a setembro de 2010.
O navegador que prossegue em crescimento é o Chrome, do Google:
se ele tinha 3,69% do mercado em setembro de 2009, o percentual de setembro
de 2010 chega a 11,54% -ou um crescimento de 221%.
"É certamente um marco na guerra dos navegadores da internet",
disse o executivo-chefe da StatCounter, Aodhan Cullen. "Há apenas
dois anos, o Internet Explorer dominava o mercado mundial, com 67%."
O acordo de competitividade feito entre a Microsoft e a União
Europeia -a fim de que a empresa oferecesse escolha aos usuários
europeus sobre os navegadores além do IE- foi diretamente proporcional
à queda global do browser, afirmou ele.
As contagens da companhia se baseiam em uma amostra que excede 15 bilhões
de visitas a páginas por mês, coletadas a partir de mais de
3 milhões de sites. (MARINA LANG - Folha de S.Paulo)
04.10 - Vendas de micros crescem 23% no terceiro trimestre
José Roberto Campos, vice-presidente de computação
da Itautec: compras empresariais visam internacionalizaçãoO
mercado brasileiro de computadores, que já havia registrado expansão
de 20% nas vendas do primeiro semestre deste ano, encerrou o terceiro trimestre
com crescimento expressivo. Fabricantes de equipamentos como Hewlett-Packard
(HP), Itautec e Sony apontaram ampliação nas suas vendas
de 20% a 25%, como na média do mercado, e com base nas encomendas
esperam uma aceleração desse ritmo nos próximos três
meses.
As vendas de PCs cresceram 23% no trimestre, ante o mesmo intervalo
de 2009, segundo dados preliminares apurados pela consultoria International
Data Corporation (IDC). "O mercado está acelerando o ritmo de crescimento
em comparação aos primeiros meses do ano", afirma o diretor-geral
da consultoria, Mauro Peres. A retomada de projetos das companhias de grande
porte e compras por pequenas e médias empresas ditaram a aceleração
no período, diz o consultor. Também houve aumento na demanda
por sistemas de gestão empresarial e de gerenciamento de redes,
servidores e equipamentos para armazenamento de dados.
A HP foi uma das fabricantes beneficiadas pelo movimento de renovação
dos parques de TI. A companhia estima que as vendas de computadores para
empresas também cresceram segundo a média do mercado no terceiro
trimestre, afirma Fabiano Takahashi, diretor da unidade de produtos corporativos
da HP. Ele observa que as vendas para empresas foram maioria e os setores
mais demandantes foram o financeiro, de construção civil
e de infraestrutura.
"Houve uma onda de troca e atualização do parque de PCs",
afirma Takahashi. Segundo ele, as vendas aumentaram progressivamente mês
a mês e as encomendas em carteira indicam que o quarto trimestre
será bastante forte. "O dólar em queda é um componente
que pode ajudar a alavancar as vendas", diz. Para o ano, a HP prevê
crescimento de 15% a 18% nas vendas de PCs.
A Itautec, que também tem forte atuação na área
de computadores para empresas, confirmou que a demanda estava mais aquecida
no terceiro trimestre. "Muitas empresas têm buscado estruturar melhor
a área de TI como parte da preparação para competir
no mercado externo", afirma o vice-presidente da unidade de computação
da Itautec, José Roberto Campos. A empresa tem ações
negociadas na BM&FBovespa e não antecipa dados de vendas. Campos
observa que houve aumento nas vendas para pequenas e médias empresas,
devido ao processo de digitalização de documentos. Para o
quarto trimestre, a expectativa é de que o mercado continue aquecido.
"As encomendas indicam que o segundo semestre tem todo potencial para ser
mais forte que o primeiro", afirma o executivo.
A demanda no varejo também se manteve aquecida no período,
afirma Peres, da IDC. "No primeiro semestre os consumidores deram prioridade
à troca das TVs por conta da Copa do Mundo. Mas em julho, o interesse
por computadores voltou a ficar mais forte", diz Peres.
A Samsung, por exemplo, registrou elevação de 72% nas
vendas das linhas de TI no terceiro trimestre, que incluem, notebooks,
netbooks, impressoras, monitores e discos rígidos (HD). No primeiro
semestre, a expansão foi menor, de 42%, afirma o vice-presidente
da divisão de soluções de TI da Samsung, Ronaldo Miranda:
"Depois da Copa, os computadores voltaram a ficar na moda." Ele diz que
as encomendas dos varejistas para os próximos meses permitirão
à empresa fechar o ano com crescimento de 60% nas vendas dos produtos
de TI. "O plano original era crescer de 25% a 28%. Felizmente fomos positivamente
surpreendidos."
A Sony, que vende computadores com preços acima de R$ 2,4 mil,
também afirma ter superado as expectativas de vendas, segundo o
gerente de produto, Willen Puccinelli. A empresa, porém, não
revela seus números.
A Intel, que fornece processadores para mais de 90% do mercado, estima
alta de 25% no terceiro trimestre. Para o ano, a empresa prevê vendas
de 15 milhões de PCs no país, o que representaria uma expansão
de 36%, diz o diretor de marketing da Intel Brasil, Cássio Tietê.
A IDC projeta expansão de 24% nas vendas de PCs. Para o mercado
de TI, a consultoria prevê expansão de 14% em receita, saindo
de R$ 56 bilhões para R$ 64 bilhões. Segundo Peres, a receita
cresce menos devido à redução dos preços praticados
no varejo, fruto do aumento da concorrência entre fabricantes e da
queda nos custos com componentes importados. (Cibelle Bouças
- Valor Online)
30.09 - Médicos devem ter atenção com dados na
internet
Segundo o CFM, os profissionais correm riscos em oferecerem suas informações
em sites e redes sociais sem fazerem rigorosa verificação
O Conselho Federal de Medicina (CFM) faz alerta sobre páginas
eletrônicas que solicitam dados de profissionais médicos com
um discurso de valorização e mobilização social
da classe. Segundo a entidade, os profissionais correm riscos em oferecerem
seus dados e informações em sites e redes sociais sem fazerem
uma rigorosa verificação de suas finalidades e responsáveis.
Páginas eletrônicas denunciadas ao Conselho apresentam
espaços de propagandas falsas e pretensões de negociar informações
com objetivo de lucro. De acordo com o coordenador do Setor de Informática
do CFM, Goethe Ramos, alguns cadastros são duvidosos ao apresentarem
que teriam 364 mil cadastrados, sendo esta a totalidade de médicos
ativos no País.
O CFM enfatiza ainda que o médico precisa ficar atento ao artigo
111 do Código de Ética Médica que veda ao médico
permitir que sua participação na divulgação
de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação
de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento
e educação da sociedade. O descumprimento das normas pode
levar o médico a responder a processos ético-profissionais.
Como ferramenta de segurança para o médico e a sociedade,
o Conselho disponibiliza em seu site oficial - Portal Médico - o
nome do médico, assim como o número de registro no CRM, o
estado de origem e especialidade. O Conselho Regional de Medicina do Estado
do Rio de Janeiro (Cremerj) também divulga a foto do profissional
como mais um mecanismo de segurança para resguardar os médicos
de falsificações. (Saúde Business Web)
24.09 - EUA: TI é essencial para homecare
Relatório da Deloitte ressalta interesse no uso da tecnologia
para coordenar assistência médica domiciliar
A Tecnologia de Informação (TI) é considerada
o investimento mais importante para as organizações participantes
do programa de Assistência Médica Domiciliar (PCMH) nos Estados
Unidos. A informação foi divulgada por um relatório
do Delloitte Center for Health Solutions - o Centro da Deloitte para Soluções
em Saúde.
O estudo, que analisa tendências para o mercado de homecare,
conclui que o tratamento em casa se tornará uma alternativa permanente
nos Estados Unidos, em curto prazo. Entre os motivos estão os custos
crescentes com saúde, o envelhecimento populacional e o acesso cada
vez mais fácil à TI clínica.
Para os membros do PCMH, a TI ajuda a integrar e coordenar os cuidados
com a saúde, além de aprimorar o cuidado com o paciente,
a medição da performance e a qualificação,
baseados no princípio de qualidade e segurança.
Retorno positivo
Um dos principais pontos revelados pelo estudo da Delloite em relação
à TI aplicada à saúde diz respeito ao retorno do investimento.
Segundo o relatório, o capital inicial é alto, devido aos
custos fixos de algumas tecnologias. No entanto, se as instituições
conseguem fazer investir no início, em itens como transmissão
em banda larga e equipamentos para registros do paciente, os resultados
do tratamento são aprimorados e os custos proporcionais se tornam
menores.
O relatório também mostra que a adoção
deste modelo por parte dos médicos pode ser um desafio, já
que é preciso convencê-los da necessidade de utilização
da TI na interação com o paciente e no planejamento dos diagnósticos
e tratamento. O estudo também destaca a aplicação
da TI na medicina à distância, contribuindo na prática
dos cuidados primários. (Mariana Fontes - Saúde
Business Web)
22.09 - Intel anuncia produtos e projeta futuro
Companhia lança novo chip da família Core na edição
2010 do IDF, o fórum de desenvolvedores da empresa
Integração entre dispositivos e expansão do uso
dos chips da Intel marcou evento de tecnologia nos EUA
Computadores mais velozes, econômicos e com maior capacidade
de processamento gráfico.
Essa é a promessa da Intel para máquinas que venham equipadas
com o Sandy Bridge, codinome do novo chip da empresa, a segunda geração
da família Core.
O SB foi o carro-chefe da edição 2010 do IDF (Intel Developer
Forum), evento que aconteceu na última semana em San Francisco.
Apresentado por Paul Ottellini, presidente da Intel, na fala que abriu
o evento, o chip deve vir embarcado nas primeiras máquinas no primeiro
bimestre de 2011.
David Perlmutter, vice-presidente da Intel, disse que são 1
bilhão de transistores dentro do novo processador.
Para efeito de comparação, em 2004, no Pentium 4, existiam
apenas 10 milhões.
A Intel também lançou a AppUp (appup.com), loja de aplicativos
gratuitos e pagos, oferecidos num modelo parecido com o da App Store, da
Apple, ou o Android Market, do Google.
Os aplicativos estão disponíveis para dispositivos com
processador Atom.
O plano inicial é oferecê-los para netbooks com MeeGo
ou Windows e mais tarde, ampliar o alcance para as mais diversas plataformas:
celulares, tablets e até mesmo veículos.
Cerca de 6.500 visitantes passaram pelos três dias de evento,
número que representou recorde de público.
FUTURO
Celulares supermodernos que entendem e reagem ao humor do usuário,
televisões que acessam a internet saberão quem está
segurando o controle remoto, carros automáticos dirigidos por inteligência
artificial.
Essas foram apenas algumas tecnologias apresentadas na feira da Intel.
Várias palestras ressaltaram que é "hora de tirar o chip
da caixa", numa referência ao uso múltiplo dos chips da empresa
em diversos equipamentos, muito além dos PCs.
"Os dispositivos irão constantemente aprender sobre você,
sobre seu dia, seus amigos e provavelmente até mesmo como você
está se sentindo", disse Justin Rattner, vice-presidente de tecnologia
da Intel, em apresentação no último dia do evento.
(ALEXANDRE ORRICO - Folha de S.Paulo)
21.09 - Projetos públicos de banda larga criam polêmica
em vários países
Governos de todo o mundo vêm lançando, nos últimos
dois anos, iniciativas para aumentar o acesso à internet em alta
velocidade em seus países. Cada qual com sua fórmula, o objetivo
é inserir a população ainda não atendida com
banda larga, ou mesmo melhorar o acesso, ainda precário mesmo em
países desenvolvidos. Independentemente da intenção
dos governantes, esses projetos não têm consenso. Enquanto
alguns os consideram como estimuladores do mercado, outros os veem como
intervenção do Estado na atividade privada.
Brasil, Estados Unidos, Austrália e Finlândia são
alguns de uma lista de pelo menos 13 nações com planos nacionais
de banda larga já delineados. "Todos os países estão
trabalhando em planos de alguma forma", confirma Raul Katz, professor da
Columbia Business School.
O governo Barack Obama destinou à ampliação e
melhoria da infraestrutura de banda larga na zona rural e comunidades pobres
dos EUA, US$ 7,2 bilhões do pacote de US$ 860 bilhões para
estimular a economia. O objetivo é conectar cerca de 14 milhões
de pessoas sem acesso à internet rápida. Na Espanha, a proposta
é transformar a banda larga em um serviço básico como
a telefonia fixa.
A vizinha Argentina avalia a possibilidade de liberar até 1,4
bilhão de pesos (cerca de R$ 700 milhões) para financiar
um projeto de levar rede de banda larga a regiões que não
oferecem rentabilidade para as operadoras locais.
Até mesmo a Comissão Europeia entrou no jogo. Na semana
passada, o bloco anunciou um plano para estimular investimentos nos 27
países-membros. Pela estratégia, os europeus deverão
ter acesso à internet em banda larga até 2013 e conexão
com velocidade acima de 30 megabits por segundo (Mbps) em 2020, comparado
a 2 Mbps hoje. Em dez anos, o objetivo é de que 50% ou mais de residências
europeias tenham acesso à internet por fibra óptica com conexões
acima de 100 Mbps.
Acesso veloz à internet é visto como meio de reduzir
a distância educacional entre nações emergentes e ricas
Não está em jogo o simples desejo dos governos de interferir
mais na economia, e sim a busca por formas de acelerar o crescimento e
o desenvolvimento das nações. A universalização
dos serviços de internet em banda larga tem sido vista como um impulso
para as economias em um momento de crise e incertezas no cenário
econômico global.
Nos países emergentes há ainda outro estímulo:
o acesso à internet veloz é visto como uma forma de reduzir
a distância que separa essas nações das mais ricas
em termos de educação e produção de conhecimento,
fatores que interferem diretamente no crescimento econômico.
Isso é comprovado por números. Segundo estudo do Banco
Mundial, um aumento de 10% na penetração da banda larga pode
contribuir com 1,21 ponto percentual de crescimento no Produto Interno
Bruto (PIB) de países desenvolvidos. Já nos países
emergentes, a evolução das riquezas produzidas pode chegar
a 1,38 ponto percentual.
Os planos são projetados, na verdade, para corrigir deficiências
criadas ao longo dos anos, em cada mercado, envolvendo preço. As
iniciativas dos governos forçam o estabelecimento de conexões
mais baratas e o lançamento do serviço em áreas remotas,
lembra Márcio Couto, economista do Instituto Brasileiro de Economia
da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).
De acordo com Katz, da Columbia Business School, existem três
modelos nos quais os governos têm baseado seus planejamentos. No
primeiro, o governo traça objetivos e metas e trabalha na melhoria
do ambiente regulatório para que elas possam ser atingidas pela
iniciativa privada. No segundo, os governos destinam linhas de crédito
específicas para inclusão digital. No terceiro modelo, o
governo entra diretamente na prestação de serviço,
ou oferece infraestrutura de banda larga.
Dependendo do país, as medidas são adotadas de forma
isolada, como aconteceu no Canadá, ou até mesmo em conjunto,
caso de Cingapura. Para Katz, a interferência do Estado é
bem-vinda. "Ninguém pode esperar que a inciativa privada invista
em regiões onde é mais difícil ganhar dinheiro, como
áreas afastadas dos grandes centros e zonas rurais", diz. O consultor
afirma, no entanto, que é preciso deixar claro até onde vai
a influência estatal.
Peter Sondergaard, vice-presidente global de pesquisa da consultoria
Gartner , acredita que é preciso pensar além da banda larga.
"A conexão em alta velocidade só será a plataforma
sobre a qual você vai construir alguma coisa, se houver pessoas com
habilidade para usá-la e uma percepção de que esse
cenário demanda uma mudança do ponto de vista de modelos
de negócios das empresas", opina Sondergaard.
Para o executivo, é preciso construir uma política econômica
em torno da tecnologia da informação que combine investimentos
públicos e privados para criar a infraestrutura e a capacitação
necessárias para o novo cenário. "Se só uma dessas
coisas acontecer, o valor do investimento em banda larga será limitado."
(Valor Online)
21.09 - Banda larga: No Brasil, meta é atender a 40 milhões
de domicílios
Com um dos serviços de internet mais caros e e de menor densidade
do mundo, o Brasil criou, em maio, o Plano Nacional da Banda Larga. A meta
é levar internet rápida e barata a 40 milhões de domicílios
até 2014. Hoje, o número está na casa dos 12 milhões.
Grande parte do plano será implantada pela Telebrás. A estatal,
que só existia por conta de disputas judiciais de fornecedores,
foi reativada com o objetivo de criar uma rede nacional de fibras ópticas.
O modelo foi inspirado, em grande parte, no plano criado na Austrália.
A diferença é que lá o governo sairá do serviço
depois de cinco anos, por meio de privatização da estatal
envolvida no projeto.
A Telebrás tem hoje R$ 280 milhões em caixa para iniciar
suas operações. Os primeiros investimentos virão com
a compra de equipamentos de grande porte usados para interligar a malha
de fibra que a empresa tem distribuída pelo país. São
roteadores e "switches" para gerenciar o tráfego de dados que passam
pela rede. Com isso, a empresa pretende chegar a cem cidades e 15 capitais
brasileiras até o fim do ano, começando pelas regiões
Nordeste e Sudeste. Para 2011, o plano de expansão inclui a injeção
de mais R$ 1,5 bilhão vindos dos cofres do Tesouro. Em 2012, a projeção
é aplicar mais R$ 1,5 bilhão.
Os clientes da Telebrás, inicialmente, não serão
os consumidores comuns de serviços de banda larga, mas os provedores
de acesso à internet. O objetivo da empresa é oferecer links
de rede para 1,7 mil provedores licenciados pela Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel) para operar no país,
ampliando a concorrência no setor. Mas o decreto 7.175/2010 prevê
que a Telebrás poderá vender banda larga aos usuários
finais em localidades "onde inexista oferta adequada" do serviço.
Márcio Couto, economista do Instituto Brasileiro de Economia
da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), diz que o governo
brasileiro não precisava ter ido direto para o modelo de intervenção
estatal para resolver o problema, pois os planos de regulamentação
da Anatel preveem uma série de medidas nesse sentido. Para Couto,
o aprimoramento do marco regulatório poderia ter vindo primeiro.
Caso as medidas não funcionassem, poderia se evoluir para a presença
mais forte do Estado. (Gustavo Brigatto - Valor Online)
20.09 - Classe C já usa internet como veteranos
Perfil de navegação da nova classe média é
similar ao das classes A e B ao pesquisar produtos antes de comprar
Usuários buscam fotos e vídeos sobre produtos e endereços
de lojas, além de comentários no microblog Twitter
Usuários de internet da classe C já têm um perfil
de navegação semelhante ao de internautas maduros, especialmente
no que diz respeito ao uso da rede como ferramenta de decisão para
a compra de eletrônicos.
Essa é uma das conclusões do estudo da consultoria americana
TNS Research encomendado pelo Google Brasil e obtido com exclusividade
pela Folha.
Segundo o levantamento, conduzido com 500 pessoas em São Paulo,
52% dos entrevistados da classe C utilizam a internet como primeiro recurso
para procurar produtos eletrônicos, ante 63% dos usuários
avançados -os "early adopters", cuja maioria (68%) é composta
de internautas das classes A e B.
"O poder de compra que está trazendo a classe C para a economia
vem ao mesmo tempo em que os recursos da internet estão mais maduros,
e isso influencia positivamente no uso", afirma Leonardo Tristão,
diretor de vendas diretas do Google Brasil.
A relevância da rede é superior inclusive à pesquisa
nas lojas físicas, declarada por 23% dos participantes como principal
fonte de informação para a classe C.
As ferramentas de busca são o principal local de procura de
lançamentos de eletrônicos desses internautas, indicada por
64% da base. Esse percentual ultrapassa inclusive a participação
dos buscadores entre os usuários avançados (61%).
Segundo Tristão, desde 2008, as buscas relacionadas a aparelhos
de telecomunicações cresceram 98% no Google, e as de produtos
de informática saltaram 120%. O buscador não revela os números
absolutos.
INTERAÇÃO
Entre as principais informações buscadas pelos usuários
da classe C, estão fotos e vídeos sobre os produtos (60%),
endereço do site de lojas (34%) e de fabricantes (30%).
Opiniões de amigos também são consideradas no
momento de decisão sobre a compra, segundo 45% dos entrevistados.
Nesse contexto, as redes sociais são fundamentais. De acordo
com o estudo, 50% dos usuários da classe C procuram comentários
sobre o produto no Orkut, e 17%, no Twitter.
"O que se vê é um ciclo, que pode começar a partir
da busca sobre o lançamento, passando pela visualização
dos recursos e pela materialização do produto em vídeo,
e depois partindo para a opinião dos amigos", afirma Tristão.
COMPRA OFF-LINE
Apesar da densa participação da internet para pesquisa
e consulta sobre produtos, a rede ainda tem pouca penetração
no ato da compra.
Segundo a pesquisa, apenas 22% dos entrevistados da classe C pesquisaram
e compraram os produtos na rede.
São consumidores como a empregada doméstica Edenildes
da Silva, 36, que há dois anos tem computador com internet em casa
e recorre à rede para ganhar tempo. Em geral, porém, costuma
realizar as suas compras nas lojas tradicionais.
"Em vez de passar parte do fim de semana rodando nas lojas para pesquisar,
olhei primeiro na internet. Ganhei tempo para ficar com o meu filho", diz
sobre dois celulares, adquiridos há menos de seis meses.
Como motivação para a compra on-line, os entrevistados
da classe C citaram a necessidade de mais segurança (48%) nos sites
e melhores preços (40%).
Sites mais fáceis de navegar e de comprar também foram
considerados por 26% da base.
Entre os usuários avançados, principalmente das classes
A e B, os fatores determinantes na compra são promoções
e descontos (42%) e melhores preços (40%). (CAMILA
FUSCO - Folha de S.Paulo)
20.09 - Jovens na faixa de 18 a 24 anos representam 68% dos usuários
A maioria dos usuários de internet da classe C pesquisados pela
consultoria TNS Research utiliza a web diariamente e fica até quatro
horas conectado.
Segundo o levantamento que foi realizado com 500 pessoas -sendo metade
da classe C-, 71% dos entrevistados utilizam a internet diariamente, percentual
equivalente ao das classes A e B (74%).
A maioria dos internautas (65%) fica conectada de uma a quatro horas
por dia, enquanto 21% navegam por mais de seis horas.
Na divisão por idade, a maioria (68%) dos usuários têm
e 18 a 24 anos. Mais da metade (52%) é mulher, perfil semelhante
ao das classes A e B. (CAMILA FUSCO - Folha de S.Paulo)
13.09 - Internet brasileira
O uso da internet no Brasil mais que dobrou nos últimos quatro
anos. O acesso já faz parte do dia a dia de 41,7% da população
com mais de dez anos de idade,segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad), realizada em 2009 e divulgada na semana passada
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A rede chega a 67,9 milhões de pessoas. O aumento é ainda
mais expressivo entre quem tem mais de 50 anos - 148%. A entrada de mais
idosos na rede e o aumento da renda, principalmente nas classes C, D e
E, contribuíram para a expansão dessa participação
brasileira na internet.
A internet deixou, há muito, de ser um luxo. Passou a ser, se
não necessária, uma facilidade para pagar contas, fazer transações
bancárias, consultar documentos públicos, comprar, informar-se
ou comunicar-se. Não se pode encarar a popularização
da internet como uma banalidade. A rede é, hoje, um instrumento
potente de inserção e promoção social, quando
bem usada.
Apesar desse crescimento, o Brasil ainda oferece um acesso caro e restrito.
Pouco mais da metade do total de acessos é feita de pontos privados
- as casas dos próprios usuários ou as de amigos e parentes.
As lan houses assumiram, assim, uma espécie de papel social dos
mais importantes - 35,2% de todos os acessos no Brasil são feitos
a partir desse tipo de estabelecimento.
Um norte-americano paga pouco mais de R$ 3 para acessar a internet
a uma velocidade de cinco mega. Um brasileiro que quiser a mesma velocidade
vai pagar ao menos 20 vezes mais. Na Coreia, pagam-se inacreditáveis
R$ 0,46 mensais por mais de 60 mega. A internet brasileira é das
mais caras do mundo, e a qualidade dos serviços já há
muito deixa a desejar. Nesse sentido, é especialmente lamentável
o esvaziamento da agência reguladora das telecomunicações,
Anatel. Agora, o governo federal quer promover a banda larga através
da ressurreição da Telebrás. A concorrência
e a seriedade na aplicação das leis fariam melhor ao país.
Que a expansão não seja só quantitativa, mas também
qualitativa. (O Tempo)
09.09 - Fabricantes de antivírus questionam testes de laboratórios
independentes
Para executivo do setor, exames estáticos são inúteis,
já que maioria das pragas vem pela Internet e malwares circulam
por apenas três dias.
A briga para ver qual é o melhor antivírus esquentou
na quarta-feira (8/9) com o lançamento das versões 2011 das
suítes de segurança da Symantec e da Trend Micro.
A polêmica recai sobre o valor dos testes comparativos promovidos
pela AV-Test e a Dennis Technology Lab, e a Symantec divulgando os resultados
obtidos como prova cabal de que seu Norton Internet Security 2011 é
superior aos seus concorrentes, incluindo aí o Trend Micro.
“Nós nos saímos melhor que a Trend”, disse Dan Nadir,
diretor de gerenciamento de produtos da Symantec, referindo-se às
avaliações da Dennis Technology, feita com 13 softwares.
O exame envolveu tanto a defesa contra malwares como a capacidade de demovê-los
da máquina.
No entanto, a Trend Micro destaca que a análise foi feita com
a versão 2010 de seu programa, em vez da atual, a Titanium 2011,
que abarca proteção via cloud computing:
“A Titanium 2011 é uma solução totalmente reformulada
e toma a dianteira no sentido de utilizar a nuvem em suas atividades, o
resultado é um cliente mais ágil no computador”, ressaltou
David Perry, diretor de educação da empresa.
A Trend já tem certa reputação quanto ao uso de
computação na nuvem em suas soluções corporativas,
mas é a primeira vez que o recurso aparece no programa destinado
ao cliente doméstico. A Titanium 2011 vem em três modelos:
uma que inclui apenas o antivírus, a Internet Security, que conta
com bloqueio de spam e de conteúdo impróprio, e a Maxium
Security, que oferece como atrativo backup online de 10GB.
Testes questinados
Perry afirma que a controversa em torno dos testes de suítes
de segurança digital está atingindo um nível crítico,
com a credibilidade de todos os laboratórios sendo ferozmente debatida.
“Exames estáticos são inúteis”, afirma, justificando
que a maioria das pragas infecta o sistema a partir de arquivos baixados
na Internet. “Em média, os malwares ficam em circulação
por apenas três dias, e alguns duram menos de 15 minutos”.
A Trend Micro afirma entrar em contato com 220 mil amostras de pragas
por dia, na tentativa de seus autores de quebrar padrões de correspondência
dos softwares. Para contornar o problema, a companhia, assim como a Symantec,
tem usado a velocidade da Internet na tentativa de substituir a tecnologia
antiga.
Segundo Perry, cresce no Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos
(IEEE, na sigla em inglês) o apoio à proposta de padronizar
nomenclatura, medição e análises de malwares. O tópico
será discutido no próximo encontro do grupo, o Malware 2010,
que se concentrará na questão da segurança digital.
(Ellen Messmer - Network World)
09.09 - Previdência: Sistema de digitalização de
documentos
Centros permitem tornar mais ágil tanto a consulta a processos
como o atendimento ao cidadão
O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) avançam na implantação dos
Centros de Documentação da Previdência (CedocPrev).
Já foram instaladas 40 unidades em todo o país e, até
o fim desde ano, mais 23 deverão entrar em atividade. A meta é
criar centros como estes em todas as Gerências Executivas do INSS.
Ao todo, serão 101 unidades, contando com o centro projetado para
a Direção Central do INSS em Brasília.
Dos centros previstos para este ano, já foram instalados CedocPrev
em Canoas (RS), Governador Valadares (MG), Duque de Caxias (RJ) e nas capitais
Palmas, Florianópolis, João Pessoa e Porto Velho.
O CedocPrev é operacionalizado por meio da Central de Atendimento
a Pesquisas Processuais (Capture), que tem como atribuição
a concentração das informações e o gerenciamento
dos documentos, com recuperação e acesso ao acervo. Para
executar o Capture, o INSS capacitou servidores em todas as gerências
que já contam com um CedocPrev.
Após receber o pedido de consulta a um processo – enviado por
alguma Agência da Previdência Social – o servidor localiza
o documento e o encaminha para a higienização. Nesta fase,
o servidor verifica a ordem original do documento para digitalização
e o envia, por meio eletrônico, para a unidade solicitante. O documento
físico volta ao arquivo.
Além da guarda e preservação de processos e documentos
administrativos, o CedocPrev permite atender, com mais rapidez, as solicitações
das unidades, sem risco de extravio e necessidade de deslocamento de servidores.
Processos de benefícios – A maioria dos documentos digitalizados
se refere a processos de benefícios dos segurados, de pedido de
revisão, recursos ou demandas judiciais. Nos CedocPrev são
arquivados processos de benefícios que já foram concedidos
ou indeferidos.
Acervo - A implantação dos CedocPrev integra o Projeto
de Gestão de Documentos, que tem como objetivo o gerenciamento das
informações produzidas em fontes de arquivos, bibliotecas
e museus da Previdência Social. Toda a documentação
gerada no INSS fica mantida nos centros por um período que varia
de 50 a 100 anos, conforme a tabela de temporalidade e destinação
de documentos, estabelecida pela Política Nacional de Arquivos.
Documentos que antes estavam espalhados de forma desordenada, em diversos
arquivos do instituto, estão sendo armazenados de acordo com as
normas de procedimentos estabelecidas pelo Comitê Executivo de Deliberação
do Sistema de Documentação e Informação do
INSS (Cedin). Nos centros estará armazenado, de forma organizada,
um volume que ultrapassa a mais de 500 quilômetros de documentos
e processos do INSS. (Mauren Rojahn e Natália
Oliveira - AgPrev)
01.09 - Versões do Windows 7 e suas diferenças
Gostaria de saber qual a diferença entre o Windows 7 de 32 bits
e o de 64 bits, pois penso em comprar novo micro.
Além de fatores relativos à performance, a principal
vantagem da versão de 64 bits é a sua capacidade de RAM (memória
de curto prazo, que esvazia ao desligarmos o PC). A versão de 32
bits do Windows 7 suporta algo em torno de 3,3 Gbytes, enquanto a de 64
bits pode endereçar até 192 Gbytes.
As versões de 64 bits oferecem maiores oportunidades de executar
aplicações que demandam muita memória. Boa parte dos
novos micros já trazem essa versão, muito interessante se
você for trocar seu computador.
A única observação é que alguns periféricos,
como impressoras e scanners antigos, podem não rodar com a nova
versão, pois precisam de um driver (programa que conecta hardware
e sistema operacional) específico. Antes de migrar para a nova versão,
verifique a lista de compatibilidade da Microsoft no site bit.ly/9AM2NO.
Mesmo que algum programa não seja compatível, verifique
no site do fabricante se não estão disponíveis atualizações
para ele. (José Antonio Ramalho - Folha de S.Paulo)
30.08 - Venda de computador cresce 29% no 2º tri
A comparação é com o segundo trimestre do ano
passado. No total, foram comercializados 3,4 milhões de unidades,
segundo dados da consultoria IDC. Do total vendido no período, 54%
foram computadores de mesa; o resto, notebooks. No semestre, as vendas
foram 32% maiores (6,4 milhões). (Folha de S.Paulo)
30.08 - Banda larga do Brasil não é suficiente para
[Serviço é caro, lento e insuficiente para fluxo de dados
do evento esportivo
A banda larga brasileira, que é cara e lenta, pode ser um problema
na Copa do Mundo de 2014. O alerta foi feito durante o seminário
"Projeto 2014", que aconteceu na última quinta-feira em Belo Horizonte
e reuniu diversas empresas da área de tecnologia. "É preocupante,
porque os projetos já tinham que estar em andamento. Estamos atrasados",
disse o especialista em telecom e broadingcast da Casablanca Online, Laudson
Diniz.
Ele explicou que para atender à demanda de visitantes e, principalmente
dos milhares de profissionais de mídia que virão ao Brasil,
é preciso uma rede de fibra ótica com capacidade de transmissão
de dados muito superior à instalada atualmente. Além disso,
a rede precisa unir pontos estratégicos, como o estádio ao
centro de imprensa de cada cidade-sede. Esses pontos, por sua vez, precisam
estar conectados ao ponto central de imprensa. Para se ter uma ideia, não
há definição nem mesmo dos locais que abrigarão
a mídia durante os jogos no Brasil.
Diniz disse ainda que a experiência brasileira em infraestrutura
tecnológica não foi boa. "No Pan (no Rio de Janeiro, em 2007)
a rede não funcionou a contento", afirmou ele. (ANA
PAULA PEDROSA - O Tempo)
27.08 - Internet rápida do governo começa sem público
novo
Das cem primeiras cidades que receberão o Plano Nacional de
Banda Larga, 97 já contam com o serviço, prestado por empresas
privadas -em alguns dos locais, é fornecido também pelo Estado
ou pelas prefeituras.
Só duas cidades da Paraíba e uma no Rio Grande do Norte
não têm provedor de banda larga.
O governo diz que os critérios para a escolha das cidades, que
funcionarão como campo de teste para a implantação
do projeto, vão da baixa densidade de web banda larga à presença
de programas de inclusão digital.
Outro critério é atender municípios com baixo
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) -o que não acontece
em Campinas, uma das contempladas. (Folha de S.Paulo)
27.08 - Banda larga começa onde já há serviço
Das 100 primeiras cidades que receberão plano do governo para
internet rápida, 97 já contam com provedores
Governo alega que um dos critérios de escolha foi a distância
máxima de 50 km da rede de serviço da Telebrás
O PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) criado pelo governo Lula vai
começar por cidades onde o serviço já é prestado
por empresas privadas e, em alguns casos, também pelo Estado ou
pelas prefeituras.
Da relação das 100 primeiras cidades a serem atendidas,
anunciada ontem pelo presidente da Telebrás, 97, de acordo com informações
das operadoras de telefonia, já têm o serviço.
Só duas cidades da Paraíba (Riachão e Dona Inês)
e Lagoa D'Anta, no Rio Grande do Norte, de toda a lista, não têm
provedor de banda larga.
As sete cidades de São Paulo a serem contempladas -Campinas,
Guarulhos, Pedreira, Serrana, Conchal, Embu e São Carlos- têm
banda larga oferecida pela Telefônica e por rivais.
Das 8 cidades do Estado do Rio selecionadas, 3 -Nova Iguaçu,
Mesquita e Duque de Caxias- contam com acesso implantado pelo governo do
Estado.
A cidade de Piraí, no Rio, foi um dos primeiros projetos de
cidade digital do país (com o serviço oferecido pela prefeitura)
e, aliás, inspirou Lula no projeto "Um Computador por Aluno".
CRITÉRIOS
Os critérios para escolher essas cidades, que funcionarão
como campo de teste para a implantação do projeto de levar
internet em alta velocidade para todo o país até 2014, vão
da baixa densidade de internet banda larga à presença de
programas de inclusão digital nas cidades.
Por isso, justifica o governo, foram incluídas no primeiro momento
do plano cidades bem servidas de internet, como Piraí, no Rio de
Janeiro.
A cidade do vice-governador Luiz Fernando de Souza recebeu ainda no
início da década o programa Piraí Digital, que fornece
internet gratuita à população.
Outros critérios para a primeira fase do plano são: atender
municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano),
ter projetos de interesse social, ter áreas urbanas pobres e densamente
povoadas, ou áreas rurais e regiões remotas.
No entanto, algumas cidades escolhidas estão longe de ter IDH
baixo, como Campinas, em São Paulo, e Angra dos Reis, no Rio de
Janeiro.
O governo alega que foram consideradas muitas variantes, inclusive
a distância máxima de 50 quilômetros da infraestrutura
de banda larga da Telebrás.
PREÇO
O presidente da estatal, Rogério Santanna, esclareceu que a
estatal não irá levar o serviço para o consumidor
final. Essa função será das operadoras e dos provedores,
que venderão o serviço por um preço médio de
R$ 35 por um pacote de 512 kbps.
Nessa etapa inicial, o governo estima gastar R$ 600 milhões.
Em Limoeiro (PE), que está na lista das cem cidades a serem
contempladas, há quatro provedores locais de internet via rádio,
além da Oi, que oferece a Velox.
Um dos provedores é o pequeno empresário Pedro Adriano,
dono da Evolution Net. Ele acha que o governo deveria priorizar outras
cidades. ""Minha cidade não está carente de banda larga.
O governo vai aplicar mal seu dinheiro", afirmou. (ELVIRA LOBATO
e SOFIA FERNANDES - Folha de S.Paulo)
27.08 - HP eleva oferta por 3PAR para US$ 1,8 bi e supera a Dell
A HP elevou sua oferta pela empresa de armazenamento de dados 3PAR
para US$ 1,8 bilhão, superando, mais uma vez, a proposta melhorada
de US$ 1,6 bilhão (R$ 3,1 bilhões) anunciada pela Dell na
manhã de quinta-feira.
As ações da 3PAR, considerada estratégica para
as companhias na ampliação de seus negócios de soluções
corporativas, saltaram 6% no pregão "after market" em Nova York.
Os papéis haviam recuado 2,7% na sessão regular devido
à oferta revisada decepcionante da Dell, apenas levemente acima
do preço inicial da HP.
A HP elevou a oferta pela 3PAR para US$ 27 por ação,
pagos em dinheiro, ante US$ 24,30 por ação apresentados pela
Dell após a revisão. (Reuters/Folha de S.Paulo)
26.08 - Mercado de Internet
O Brasil já é o quinto maior mercado do mundo para redes
sociais on-line, segundo uma pesquisa da empresa comScore, que mede audiência
na internet. No país, sites de relacionamento social tiveram 35,2
milhões de visitantes únicos em julho, uma alta de 47% em
comparação com um ano antes. Os Estados Unidos lideram o
ranking, com 174 milhões de visitantes únicos e um crescimento
de 33%. O Brasil está à frente de países desenvolvidos
mas não tão populosos, como o Reino Unido, e também
de algumas nações emergentes com imensa população,
como a Índia. Nesse país asiático, que até
junho era um dos últimos redutos de domínio do Orkut, agora
tem o Facebook como sua rede social online mais popular. No Brasil, o Orkut
ainda é líder, de acordo com a última pesquisa.
(Estado de Minas)
26.08 - Segurança de sites preocupa especialistas
Proliferação de "autoridades certificadoras" dificulta
garantia de privacidade na rede, alertam pesquisadores
Páginas "seguras" no browser podem permitir monitoramento de
atividades; fabricantes citam novo certificado
Pesquisadores em segurança de computadores estão alertando
sobre as vulnerabilidades existentes em algumas das áreas mais seguras
da internet: sites de bancos, e-commerce e outros que usam criptografia
para se comunicar com seus usuários.
Esses sites, normalmente identificados por um cadeado fechado em alguma
parte do navegador, dependem de uma terceira parte, que emite um certificado
garantindo a autenticidade de um site.
O poder de nomear autoridades certificadoras tem sido delegado por
fabricantes de navegadores como a Microsoft, a Mozilla, o Google, a Apple
e a Verizon. Essas entidades, por sua vez, têm certificado outras
empresas, criando uma proliferação de "autoridades certificadoras",
de acordo com pesquisadores de segurança na internet.
O fenômeno torna cada vez mais difícil garantir que não
há uso indevido dos certificados a fim de rastrear as atividades
dos usuários na rede, dizem especialistas.
RÚSSIA E CHINA
Segundo a Electronic Frontier Foundation, mais de 650 organizações
podem emitir certificados que serão aceitos pelo Internet Explorer,
da Microsoft, e pelo Mozilla Firefox, os dois navegadores mais populares
da web.
Algumas delas estão em países como a Rússia e
a China, suspeitos de estarem envolvidos no monitoramento generalizado
de seus cidadãos.
Segundo Peter Eckersley, tecnólogo e diretor sênior da
Electronic Frontier Foundation, o exemplo mais evidente dos frágeis
elos dessa sequência de operações é a Etisalat,
uma operadora móvel nos EAU (Emirados Árabes Unidos), que
ele afirma estar envolvida na disputa entre a fabricante do BlackBerry,
a RIM, e esse país. Os EAU ameaçaram interromper alguns serviços
do BlackBerry porque a RIM se recusa a oferecer-lhes um sistema de vigilância
"porta dos fundos" dos dados transmitidos por seus usuários.
Eckersley também disse que a Etisalat é responsável
por ter instalado spyware em cerca de 100 mil BlackBerrys no ano passado.
A RIM disponibilizou posteriormente atualizações capazes
de remover o código malicioso.
Em uma carta aberta assinada por Eckersley, a Electronic Frontier Foundation
pede à Verizon, empresa responsável por ter conferido à
Etisalat o poder de certificar sites, para considerar a possibilidade de
anulação desse direito. A Verizon não quis comentar
o assunto, e a Etisalat não respondeu a um e-mail que solicitava
explicações sobre o caso.
Johnathan Nightingale, diretor da Mozilla no desenvolvimento do Firefox,
afirmou que muitos sites de e-commerce têm usado um novo tipo de
certificado que demandou extensa verificação.
Se uma autoridade certificadora estivesse usando impropriamente o seu
poder para fins de rastreamento, um usuário com conhecimentos técnicos
seria capaz de detectar o ataque, e o poder da empresa de emitir certificados
seria revogado, disse ele. (MIGUEL HELFT - New York Times,
tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS - Folha de S.Paulo)
25.08 - Fusões e aquisições movimentam área
de TI
As operações de fusão e aquisição
de empresas de tecnologia da informação (TI) no Brasil chegaram
a 33 no primeiro semestre. O setor foi o mais movimentado em número
de negócios, ao lado da indústria de alimentação.
Cada um das áreas de atividade respondeu por 10% das operações
totais no período.
Os negócios envolvendo empresas de TI no Brasil movimentaram
US$ 150 milhões. O volume é relativamente modesto porque
o setor é pulverizado e tem muitas empresas com gestão familiar,
sem um grau mais alto de governança, justifica Eduardo Redes, sócio
da área de transações da consultoria Ernst & Young,
autora do levantamento. Os dados, porém, mostram que apesar dessas
características, o setor tem sido um dos mais ativos na área
de fusões e aquisições. "Existe um processo de profissionalização
[das companhias de TI", diz Redes.
Em todo o mundo, a Ernst & Young registrou 1256 operações
de fusão e aquisição de TI anunciadas no primeiro
semestre. O valor total movimentado foi de US$ 42,9 bilhões. No
mesmo período do ano passado, os números tinham sido de 845
negócios e US$ 28,16 bilhões movimentados.
A maior parte dos negócios concentrou-se no segundo trimestre.
No período, foram registradas grandes operações como
a compra da americana Sybase pela SAP, de origem alemã, e a transação
envolvendo a brasileira Tivit, adquirida pelo fundo inglês Apax.
Se negócios como esses encabeçaram a lista de valores pagos,
em número de operações prevaleceram as transações
de pequeno porte, celebradas principalmente com o objetivo de buscar proteção
contra os efeitos da crise econômica, afirma Redes.
No Brasil, onde o cenário é muito melhor do que em lugares
como Estados Unidos e países da Europa Ocidental, as empresas de
TI têm buscado se unir para ganhar escala e aproveitar as oportunidades
de mercado. Uma pesquisa da Ernst & Young constatou que 60% dos empresários
brasileiros de todos os setores da economia pretendem expandir seus negócios
por meio de aquisições. Isso está acima da média
mundial, que fica entre 40% e 45%. A ideia é ganhar força
para aproveitar a aceleração da economia e o ganho de renda
da população.
Segundo Redes, outros dois fatores influenciam o movimento na área
de TI. O primeiro é o aumento dos gastos do governo na área.
O segundo é a fusão entre companhias de outros setores. Esse
movimento cria clientes com exigências maiores em relação
à demanda e à variedade de produtos. Para atender a clientes
cada vez maiores, e com mais poder de negociação, muitos
fornecedores de TI acabam buscando eles mesmos o caminho das fusões
e aquisições.
Seguindo essa tendência, afirma Redes, a perspectiva é
de que o segundo semestre seja ainda mais movimentado que o primeiro na
área de TI. (Gustavo Brigatto - Valor Online)
24.08 - Idosos aderem à internet
No Brasil, há 15 anos, a internet comercial ainda é um
processo em andamento, modificando relacionamentos e alterando hábitos
de consumo e comportamento. Além da geração Y, pesquisas
revelam que a internet também chegou com toda força a outra
geração: a terceira idade.
Conforme estudo realizado pelo instituto GFK no Brasil, 88% dos idosos
possuem renda própria e representam 17% do poder de compra. Os idosos
brasileiros estão em pleno processo de descoberta dessa nova forma
de comunicação, o que requer atenção do mercado
para estimular o uso e investir em estratégias de relacionamento.
Atualmente, a terceira idade já apresenta sua parcela de contribuição
em mídias sociais e nos índices de vendas em turismo, saúde
e beleza, indústria da tecnologia e comércio eletrônico.
Essa mudança também é confirmada por pesquisa realizada
na Alemanha, que avaliou o potencial de compra desse público. Cerca
de 40% dos entrevistados entre 50 e 69 anos clicaram para alugar carros,
comprar computadores, medicamentos e suplementos alimentares nos últimos
12 meses. No ano passado, uma pesquisa do Ibope identificou que aumentou
em 20% o número de pessoas com mais de 50 anos usando a internet
no Brasil. Ainda segundo o Ibope, em 2008, apenas 350 mil idosos tinham
acesso à internet, e uma das possíveis explicações
é a pouca familiaridade que as pessoas dessa faixa etária
têm com os computadores.
Já de acordo com o IBGE, a expectativa, é que, até
2020, as pessoas com idade acima de 50 anos representem 18 milhões
de consumidores. Esse foi o grupo que mais cresceu (um total de 17%), nos
meses de fevereiro e março, conforme o Ibope NetRatings.
Segundo dados de pesquisa do Sesc e da Fundação Perseu
Abramo, a terceira idade virtual define novos hábitos e interfere
diretamente, inclusive, no consumo. A média mensal de permanência
plugada chega a 32 horas e 40 minutos, se conectando, em geral, pela manhã
e usando a web mais como ferramenta de comunicação e busca
de informações.
A internet também tem contribuído com a socialização
da terceira idade. Entre os que começaram a usar a internet em 2009,
o número de visitantes em redes sociais cresceu quase duas vezes
mais rápido que o índice geral de crescimento do uso de internet,
de acordo com dados do grupo de medição de audiência
comScore. Segundo pesquisa da Associação Americana de Aposentados
(AARP), cerca de um terço das pessoas com idade acima de 75 anos
vivem sozinha. Dessa forma, as redes sociais acabam por se tornarem um
meio para reduzir a solidão. Hoje, existem mídias sociais
específicas para esse público, como o Eons (www.eons.com)
e o Mais de 50 (www.maisde50.com.br), com cerca de 150 mil cadastrados,
sendo 70% deles do sexo feminino.
A terceira idade está reinventando a maneira de interagir com
o mundo, mostrando que a internet também pode ser sim um grande
aliado dessa geração. (LEONARDO BORTOLETO - O
Tempo)
23.08 - Intel vai comprar McAfee por US$ 7,7 bi
Aquisição fará fabricante de chips avançar
sobre o promissor mercado de software e serviços de segurança
Companhia investe em setor que deve crescer, na medida em que mais
aparelhos passem a se conectar à internet
Em uma das mais audaciosas decisões de seus 42 anos de história,
a fabricante de chips Intel anunciou ontem que planeja adquirir a McAfee,
especializada em software antivírus, por US$ 7,68 bilhões
(ou R$ 13,44 bilhões).
A Intel pagará US$ 48 por ação em dinheiro, um
ágio de 60% ante o fechamento em US$ 29,93 das ações
da McAfee no pregão de ontem.
A aquisição fará da Intel uma companhia importante
no mercado de software e serviços de segurança. E a levará
a abrir mão de parte de sua identidade como fornecedora de componentes
e galgar alguns degraus na cadeia alimentar da tecnologia.
A Intel antecipa que o mercado de tecnologia de segurança venha
a crescer à medida que aparelhos eletrônicos e produtos como
carros e eletrodomésticos elevam o poder da computação
e começam a se conectar à internet.
Analistas acreditam que, com o tempo, muitas das ferramentas que a
McAfee fornece venham a ser incorporadas a chips e aparelhos.
"Por isso, a transação talvez seja uma forma dispendiosa
de a Intel adquirir conhecimentos especializado nesse campo", disse Ashok
Kumar, analista de tecnologia da Rodman & Renshaw.
FOCO EM SEGURANÇA
Elogiando a aquisição como parte da transformação
da Intel de "companhia de computadores em companhia de computação",
o presidente-executivo Paul Otellini enfatizou que segurança é
uma demanda crescente.
"No passado, desempenho com boa eficiência energética
e boa conectividade definia os requisitos de computação.
Para o futuro, a segurança passará a ser um terceiro pilar
daquilo que será exigido em todas as experiências de computação",
afirmou, em comunicado.
A Intel, maior fabricante mundial de chips, recuperou-se bem da recessão,
registrando vendas recordes nos trimestres mais recentes. Seus resultados
foram beneficiados pela alta nas vendas de computadores pessoais e pela
expansão no uso de centrais de dados.
Ainda assim, seus esforços para oferecer novos modelos de chips
de baixo consumo de energia progridem lentamente, o que faz investidores
relutarem em considerar a Intel uma boa aposta.
A transação oferece à Intel uma fonte de receita
potencialmente mais firme do que a do mercado de chips, já que boa
parte do software de segurança é vendido em base de assinatura.
O preço das ações da empresa caiu cerca de 20%
nos últimos cinco anos, e fechou na quarta a US$ 19,59 por ação.
As da McAfee subiram 57,3% ontem, enquanto as da Intel caíam 3,4%.
(ASHLEE VANCE - "New York Times", tradução de PAULO MIGLIACCI
- Folha de S.Paulo)
23.08 - No país, compra da McAfee não preocupa
A compra da McAfee pela Intel, por US$ 7,68 bilhões, não
mexeu com os ânimos do setor de segurança da informação
no Brasil. Especialistas consultados pelo Valor disseram não acreditar
que o mercado terá alterações significativas. "O primeiro
impacto seria na venda de licenças junto com computadores novos.
Mas eles [a McAfee] já são líderes nesse mercado",
diz uma fonte que não quis se identificar. Segundo a consultoria
Frost & Sullivan, a McAfee é umas das três empresas mais
importantes do país tanto em antivírus para o mercado residencial
como na detecção de invasões nas redes de empresas.
As outras duas, considerando o segmento de produtos pagos, são Symantec
e Trend Micro.
Em entrevista ao Valor em março, o executivo-chefe da McAfee,
David DeWalt, disse que a América Latina respondeu por 3,6% dos
negócios globais da companhia em 2009, movimentando US$ 69 milhões.
A subsidiária brasileira é comandada há cinco anos
por Márcio Lebrão e tem entre 30 e 35 pessoas.
A McAfee tem uma rede de parceiros para vender seus produtos a empresas.
Felipe Bouças, sócio da Cipher, uma dessas companhias, disse
não acreditar em nenhuma mudança na forma como a empresa
se relaciona com o mercado. Bouças mostrou-se aliviado com a compra
pela Intel e não pela Hewlett-Packard (HP), como se especulava há
alguns meses. "Se esse fosse o caso, poderia haver uma mudança no
modelo comercial por conta do sistema de vendas diretas da HP."
(Gustavo Brigatto - Valor Online)
20.08 - Intel firma acordo para aquisição da McAfee
A Intel entrou em acordo nesta semana para a aquisição
da fabricante de software de segurança para computadores McAfee,
pela quantia de US$ 7,68 bilhões. A Intel considera os produtos
da McAfee fundamentais para suas iniciativas em negócios online
e sem fio. O acordo será submetido à aprovação
dos acionistas e dos órgãos reguladores.
A Intel pagará US$ 48 por ação da McAfee, um prêmio
de 60% sobre o preço de fechamento do papel ontem. As ações
atingiram este nível pela última vez em 1999. "Com a rápida
expansão de crescimento em uma ampla série de dispositivos
conectados a internet, cada vez mais elementos de nossas vidas estão
se tornando online", afirmou o presidente da Intel, Paul Otellini.
"No passado, desempenho com eficiência energética e conectividade
definiram as exigências da computação. Olhando para
o futuro, segurança acompanhará estes recursos como terceiro
pilar do que as pessoas demandam em todas as experiências de computação".
(Dow Jones/Executivos Financeiros)
20.08 - Lucro da HP cresce com vendas fortes de servidores e PCs
A Hewlett-Packard (HP) informou ontem alta de 6% no lucro de seu terceiro
trimestre fiscal, impulsionado pelas vendas de servidores e PCs, em sua
primeira divulgação de resultados desde a renúncia
de seu presidente-executivo Mark Hurd.
A HP, que já havia divulgado dados em 6 de agosto, quando anunciou
a saída de Hurd, registrou um lucro líquido de US$ 1,77 bilhão,
ou US$ 0,75 por ação no trimestre encerrado em 31 de julho,
abaixo dos US$ 1,67 bilhão, ou US$ 0,69por ação, registrados
um ano antes.
Excluindo itens, o lucro foi de US$ 1,08 por ação. Já
a receita da companhia cresceu 11%, para US$ 30,7 bilhões.
A HP, maior empresa de tecnologia do mundo em vendas, forçou
a renúncia de Hurd devido a irregularidades em suas despesas, relacionadas
a uma funcionária da companhia.
Hurd, que é presidente da HP desde 2005, é considerado
responsável pelos bons resultados da empresa nos últimos
anos.
As ações da HP já caíram 12% desde sua
renúncia. A empresa reiterou suas projeções para o
exercício social de 2010, de um lucro de entre US$ 4,49 e US$ 4,51
por ação sobre uma receita de entre US$ 125,3 e US$ 125,5
bilhões.
As ações da companhia fecharam a sessão desta
quinta-feira a US$ 40,76 na Bolsa de Nova York. (Gabriel Madway-
Reuters/Brasil Econômico)
19.08 - Internet pode ganhar novos domínios
A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), entidade
que administra mundialmente os registros de domínios da internet,
planeja abrir em breve a possibilidade de as empresas registrarem novos
nomes na rede mundial. O órgão prepara um guia de normas,
ainda sem data para ser divulgado, para renovar os nomes de domínio
de primeiro nível (".com", ".net", ".org", etc), que hoje somam
apenas 22 e limitam a expansão dos negócios na internet.
A entidade ainda não tem previsão de quantos pedidos
vai receber com as novas regras, afirma a diretora de produtos e serviços
da Icann, Karla Valente. O projeto é ampliar de forma ilimitada
o número de domínios genéricos de primeiro nível
ou gTLDs (generic Top-Level Domain), o nome que vem depois do ponto (com,
org etc), sem incluir os nomes de países, regidos por outras regras.
O guia dos novos domínios vai permitir que empresas se candidatem
a qualquer palavra na rede mundial como www.cocacola, www.aspirina, www.noticias,
www.natureza ou www.futebol, por exemplo. Também está em
estudos os domínios de comunidades como www.tupi, marcas de empresas
e setores como www.bancos ou www.comercio, produtos e entidades. A Icann
tem sido muito procurada por empresas da área ambiental que reivindicam
o ".eco", ".natureza" e ".green"; e também da área financeira
para ".fund" e ".banco".
"Isso aumenta muito a complexidade da administração dos
novos domínios, que podem chegar às centenas e até
milhares", afirma Karla. Até março, foram registrados 193
milhões de nomes de domínios de primeiro nível, com
um crescimento de 11 milhões ante o primeiro trimestre do ano passado.
Os registros de domínios ".com" e ".net" totalizaram aproximadamente
8,1 milhões durante o trimestre, representando uma média
de aproximadamente 2,7 milhões de novos registros por mês.
Isso representa um crescimento de 10% frente ao quarto trimestre de 2009,
segundo a Verisign, empresa que administra os registros com e net. As maiores
bases de nomes de domínio no trimestre foram ".com", ".de" (Alemanha),
".net", ".cn" (China), ".uk" (Reino Unido), ".org", ".info", ".nl" (Holanda),
".eu" (União Europeia) e ".ru" (Rússia).
De acordo com as novas regras, para enviar um pedido de domínio
ao Icann será necessário ser pessoa jurídica, preencher
uma proposta on-line no site da entidade e pagar US$ 185 mil de taxa de
análise. Essa candidatura será analisada por vários
conselhos internos, seguindo para consulta pública para manifestação
de outras empresas ou entidades. Caso haja oposição, há
outras taxas de defesa do domínio.
Uma vez aprovado, o interessado pagará uma taxa de manutenção
anual de US$ 25 mil. As empresas que pedirem determinado domínio
poderão fazer uso dele ou licenciá-lo para outras empresas.
"A empresa que detiver ' bancos ' , por exemplo, poderá comercializar
o nome para instituições financeiras", diz Karla. No caso
de duas empresas pedirem o mesmo domínio, haverá leilão.
Hoje existem 900 empresas registradoras de domínios (as chamadas
"registrars") no mundo, sendo que a mais famosa é a Verisign (dona
do ".com" e ".net"), com 70% do mercado. No Brasil, o Núcleo de
Informação e Coordenação do Ponto br (Nic.br)
administra os domínios locais, com 2,1 milhões de nomes registrados.
Demi Getschko, diretor-presidente do Nic.br, vê pouca pressão
do público local na Icann para a abertura de novos nomes de domínios.
"Vai aumentar a complexidade da administração das marcas
e também o custo. Uma indústria farmacêutica, por exemplo,
teria que pedir nomes de domínios para todos os seus produtos para
proteger a marca", afirma o executivo.
Neste mês, o Nic.br criou o ".emp.br" para pequenas empresas,
baixando o custo do registro do domínio para micronegócios.
Ao facilitar o trâmite burocrático do registro, a entidade
espera atrair mais de 2 milhões de pequenas empresas para o novo
domínio. (Ana Luiza Mahlmeister - Valor Online)
17.08 - Microsoft prevê 'tempestade' de ataques contra falhas
do Windows
Pesquisadores de segurança recomendam que internautas façam
atualização de segurança para diminuir risco de ataques.
A Microsoft alertou que os bugs que motivaram o recente lançamento
recorde de patches de segurança, provavelmente, ainda serão
exploradas nos próximas dias. A mais nova atualização
de segurança inclui 35 vulnerabilidades e 14 boletins de segurança.
Com o uso de uma tabela publicada em um site da Microsoft, os engenheiros
da Microsoft Security Response Center (MSRC) citaram que cinco das oito
atualizações de segurança classificadas como "críticas"
e quatro das seis classificadas como "importantes" provavelmente ainda
serão exploradas nos próximos 30 dias.
Entre as 35 vulnerabilidades, 32 foram relacionadas ao índice
de explorabilidade, sendo 18 delas classificadas com o alerta máximo
de segurança – a mesma avaliação para nove dos 14
boletins divulgados.
Pesquisadores de segurança ontem concordaram com a companhia
que o próximo mês pode ser difícil para quem demorar
a instalar o novo patch. A maioria do entrevistados pela Computerworld
norte-americana acredita que possíveis ataques explorarão
as vulnerabilidades corrigidas, incluindo bugs relacionados ao Office 2007,
Internet Explorer, Silverlight e Windows, entre outros.
"Mas as pessoas não devem entrar em pânico. O lado positivo
para os internautas é que a maioria dessas falhas requer interação
com o usuário", disse Josh Abraham, um pesquisador de segurança
da Rapid7.
"No entanto é importante instalar as atualizações",
completou Jason Miller, gerente da quipe de dados e segurança da
Shavlik Technologies. (Gregg Keizer - IDG News)
17.08 - Microsoft lançará beta público do IE9 em
setembro
A versão teste do navegador será lançada no dia
15 de setembro, apenas para computadores com o Windows Vista e Windows
7.
A Microsoft anunciou na última quinta-feira (13/8) a data oficial
de lançamento do beta público do Internet Explorer 9 (IE9).
Os internautas poderão testar o novo navegador a partir de 15 de
setembro deste ano.
De acordo com a companhia, a versão será exclusiva para
os usuários do Windows 7 e de seu antecessor, o Vista. Atualmente,
cerca de 68% dos PCs com um sistema operacional da Microsoft instalado
ainda utilizam o Windows XP, lançado em 2001.
O anúncio de ontem confirmou o comentário feito em julho
por Kevin Turner, COO da companhia, de que o IE9 beta chegaria ao público
em setembro. Até hoje, no entanto, nenhum comunicado da fabricante
tinha confirmado a data ou negado a veracidade da declaração.
Em março, a Microsoft anunciou que já estava trabalhando
no novo browser, e desde então lançou quatro prévias,
destinadas a desenvolvedores. A última foi publicada em 05 de agosto,
quando a empresa indicou que está seria a última antes da
versão beta.
Até o momento, não foi divulgada a data de lançamento
da versão final do aplicativo, embora muitos especialistas de mercado
especulem sobre o mês de abril de 2011, que coincidiria com a MIX,
um evento anual da fabricante.
Entretanto também é possível que o lançamento
ocorra somente no segundo semestre do próximo ano, já que
a versão final do IE8 foi lançada um ano depois da versão
beta. Caso seja mantido o ritmo, provavelmente, a edição
final não chegará ao grande público antes de setembro
de 2011. (Gregg Keizer - IDG News)
17.08 - Ciberameaças estão superando os antivírus
tradicionais, diz Symantec
De acordo com relatório da empresa de segurança online,
o aumento dos malwares é vertiginoso, e o modelo atual não
funciona mais.
As tecnologias tradicionais de segurança estão perdendo
a batalha contra os crackers e criadores de malwares, diz a empresa de
segurança online Symantec.
Em uma análise dos principais riscos de segurança do
semestre, a empresa disse que simplesmente há ciberameaças
demais para os tradicionais sistemas automatizados pegarem.
O estudo diz que a Symantec criou 2,9 milhões de "assinaturas"
(arquivos de identificação) para códigos maliciosos
no ano passado, um crescimento de 71% sobre 2008.
A empresa disse ter identificado mais de 240 milhões de programas
maliciosos no ano passado, o dobro em relação a 2008.
"Somente na primeira metade do ano, criamos 1,8 milhão de assinaturas
e identificamos mais de 124 milhões de malwares", diz o estudo.
"Isso significa que está ficando cada vez mais difícil que
as tecnologias automáticas existentes barrem cada nova ameaça
– simplesmente há demais".
Não basta capturar e analisar
"Tecnologias que não se baseiam somente em capturar e analisar
uma ameaça será imperativa", diz o estudo. "Outros métodos
importantes são a heurística, análise comportamental
e prevenção de invasão", explica.
Outros números que são destaques no estudo:
Ataques de phishing: Na primeira metade deste ano, cerca de um a cada
476 e-mails era uma tentativa de fraude (phishing).
Encurtadores de URL: Em seu pico, em julho de 2009, 9,3% do spam (em
abril de 2010, chegou a 18%) incluía algum link encurtado. Isso
é equivalente a mais de 10 bilhões de spams por dia, no mundo
todo. (Ross O. Storey - IDG Now)
12.08 - Smartphones pessoais são novo desafio para segurança
nas corporações
Empresas que só usavam Blackberry enfrentam o desafio de lidar
agora com iPhone e terminais com Android trazidos pelos funcionários.
O BlackBerry, smartphone fabricado pela canadense Reseach in Motion
(RIM) para uso corporativo, ainda domina as empresas, mas seus competidores
hoje são muito mais fortes. Aparelhos como o iPhone e terminais
equipados com o sistema operacional Android ,do Google, entraram nas corporações
pelas mãos dos usuários, que cada vez mais querem usar os
dispositivos pessoais também para fins comerciais.
Esse novo comportamento de uso dos smarphones cria para os executivos
da segurança da informação (CSO) um novo desafio e
para as companhias, várias questões sobre os terminas móveis.
Elas questionam a possibilidade de criação de políticas
para a utilização dos equipamentos e para controle do uso
do terminal do próprio funcionário na rede da empresa. O
maior dos problemas é garantir a proteção de
um ambiente multiplataforma formado por smartphones que não pertencem
à empresa.
A companhia de seguros de saúde UAB é uma das que estão
sentindo esse problema na pele. De acordo com o chefe de segurança
de dados da organização, Terrel Herzig, a chegada dos aparelhos
como iPhone, iPad e Droid é inevitável. Segundo o profissional,
médicos e outros integrantes da equipe da empresa esperam ir ao
trabalho com os aparelhos e ter acesso ao sistema de dados da organização
de forma natural. Os funcionários ligam para o departamento técnico
para saber como configurar os dispositivos.
O resultado são profissionais de TI confusos, que procuram o
setor de segurança da rede. Essa tarefa ficou tão corriqueira
que obrigou a UAB a montar uma equipe para investigar se a empresa deve
ou não abrir o acesso da rede para outros sistemas operacionais
e avaliar o uso de smartphones privados no ambiente da companhia, além
do Blackberry, já autorizado. “Estamos orientando os funcionários
para que não comprem novos aparelhos enquanto tentamos descobrir
como lidar com esses dispositivos”, afirma Herzig.
Apesar disso, a UAB já mostra avanços. Em uma primeira
fase, a organização concluiu as configurações
de segurança para permitir a entrada do iPad na rede. O gadget da
Apple agora será usado alinhado com aplicativos de gestão
e de segurança do Google.
"A nova geração de dispositivos tem funcionaldades desejadas
pelos profissionais em geral", diz Herzig, explicando o esforço
para adotar o iPad. O próximo desafio é permitir o uso do
desktop remotamente via Droid. "Essa é a principal demanda atual",
completa. (Ellen Messmer - Network World)
12.08 - Usuários do Windows XP SP2 poderão instalar novo
patch de segurança
Mesmo sem consentimento da Microsoft, pesquisador ensina como burlar
o XP SP2 e instalar as novas atualizações de segurança.
Os usuários que continuam usando o aposentado sistema operacional
Windows XP Service Pack 2 (SP2) podem modificar o sistema e instalar as
atualizações de segurança necessárias. A afirmação
foi feita pelo pesquisador Sean Sullivan, um conselheiro de segurança
da empresa de antivirus F-Secure, na última segunda-feira (9/8).
“Para instalar atualizações exclusivas do XP Service
Pack 3 (SP3) será necessária uma modificação
simples na chave do registro do XP SP2. Assim é possível
enganar o sistema operacional. Acesse o registro do computador - HKEY_LOCAL_MACHINE
\ System \ CurrentControlSet \ Control \ Windows \ CSDVersion, altere o
item "Dados do Valor" de 200 para 300 e reinicie o computador", disse de
Sullivan.
De acordo com a Microsoft, o CSDVersion especifica o nome da mais recente
versão do software instalada.
Com a modificação, o pesquisador foi capaz de forçar
um sistema XP SP2 a instalar a correção de emergência
que a fabricante divulgou na semana passada.
Essa atualização foi negada oficialmente para os equipamentos
com XP SP2 já instalados, já que a companhia encerrou o suporte
para essa versão após 13 de julho. Por política da
companhia, os produtos sem suporte não recebem novas correções
de segurança.
Depois de hackear o registro, Sullivan baixou o novo patch de segurança
diretamente do site da Microsoft - não através do serviço
Windows Update - e o instalou no computador. Concluída a instalação,
fez testes de vulnerabilidade dos atalhos do sistema e o resultado foi
positivo para o usuário.
Durante a divulgação da experiência, o pesquisador
se preocupou em alertar que hackear o registro é uma prática
arriscada.
"Esta atualização não é oficialmente testada
ou apoiada pela Microsoft. Hackear o registro e as atualizações
é, provavelmente, uma forma rápida para desestabilizar o
sistema", disse. "Se possível, o usuário deve atualizar para
o Service Pack 3", finalizou o especialista. (Gregg Keizer - IDG News)
06.08 - Previdência disponibiliza serviços pela internet
A Previdência Social dispõe de canais eletrônicos
- Portal na Internet (www.previdencia.gov.br) ou pela Central 135, que
podem levar o cidadão a obter uma série de serviços
sem precisar sair de casa ou de seu local de trabalho.
Na página da Previdência Social há uma Agência
Eletrônica que agrega todos os serviços disponíveis
on-line para o cidadão. Ao todo, são 48 serviços e
links informativos que vão desde a inscrição de novos
filiados até ao agendamento de aposentadoria por tempo de serviço
ou contribuição, facilitando o contato, por meio virtual,
com a Previdência Social.
O uso da internet tem como finalidade facilitar o acesso aos serviços,
proporcionando mais conforto, evitando o deslocamento até uma unidade
do INSS e reduzindo a burocracia no relacionamento do INSS e o cidadão.
É o caso do advogado Francisco Araújo de Carvalho, que por
meio da internet, agendou atendimento e verificou o prazo de aposentadoria
para um cliente. "Inclusive, já recomendei o portal a outros colegas
profissionais de minha área", declarou Francisco Araújo.
SEGURADO
No link Agência Eletrônica Segurado, alguns benefícios
podem ser requeridos pela internet. Essa agência faz parte dos esforços
do Ministério da Previdência Social de agilizar o atendimento
de salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-doença,
entre outros. Os segurados também podem fazer o agendamento para
solicitar prorrogação ou reconsideração do
auxílio-doença; fazer uma simulação do cálculo
de contribuição, consultar às perícias médicas
agendadas, solicitar extrato de pagamento de benefícios, atualização
de endereço, informações sobre o andamento de processos
e certidões.
Navegando na Agência Eletrônica Empregador, com foco das
empresas e empregadores, alguns serviços são oferecidos ao
internauta, entre eles: o Cadastramento de Acidentes de Trabalho (CAT),
Fator Acidentário de Prevenção, consulta
às decisões das Juntas de Recursos da Previdência Social,
cálculo de contribuição e missão de Guia da
Previdência Social (GPS) em dia e em atraso.
Outros serviços que, antes, eram prestados pela Previdência
Social, como informações relativas à GFIP, Certidão
Negativa de Débito (CND), baixa de empresas, matrículas CEI,
devem ser consultados no portal da Receita Federal.
O contador Edgley Rocha, do Centro de Apoio Empresarial, diz que sempre
navega no site da Previdência Social em auxílio ao seu trabalho
de contabilidade. "Já utilizei o serviço por mais de uma
vez. Acho excelente, pois evita meu deslocamento ao INSS".
Central telefônica reforça acessibilidade alternativa
Outro canal eletrônico é a Central 135. Um telefone gratuito
por meio do qual o cidadão pode agendar pelo telefone fixo ou público,
possibilitando fazer o atendimento programado e personalizado, com dia
e hora marcados em qualquer Agência da Previdência Social.
Para falar com um atendente da Central 135, o usuário deve ligar
das 7 às 22h, de segunda-feira a sábado.
Pelo telefone se pode obter orientações sobre os serviços
da Previdência Social, agendar atendimento, requerer auxílio-doença,
pedir prorrogação ou reconsideração, consultar
perícia médicas, checar datas de pagamento, verificar a situação
de um benefício, fazer incrição e até registrar
reclamações, sugestões, elogios ou fazer denúncias
junto à Ouvidoria-Geral da Previdência Social.
É importante que, ao telefonar, o segurado tenha em mãos
todos os documentos e informações necessárias ao requerimento
dos benefícios ou serviços, pela internet ou por telefone,
como: documentos pessoais (RG, CPF), o número de inscrição
junto à Previdência Social, PIS/Pasep ou o NIT - Número
de Identificação do Trabalhador- utilizado para identificar
o contribuinte individual, doméstico e facultativo.
(O Mossoroense)
05.08 - Tecnologia é diferencial em gestão hospitalar
“É inconcebível um hospital, de médio porte, que
seja, não ter um sistema de TI”. Com, essa frase o gerente de TI
do Hospital Samaritano Klaiton Luis Ferreti Simão sentencia o presente
e o futuro das instituições que não adotarem sistemas
informatizados na gestão hospitalar. Simão é o responsável
pela implantação do sistema Tasy, da WHEB Sistemas, no hospital
Samaritano em abril de 2009. A sua gestão de utilização
é considerada um case de sucesso.
Antes dessa aquisição o hospital trabalhava com dois
sistemas: um para o front office e outro para o back office. A comunicação
entre os dois era complicada e a manutenção consumia a maior
parte do tempo da equipe de TI. “A área não organizava as
novas demandas dentro de todas as exigências, sempre ficava um pouco
aquém das necessidades e exigências. Fora isso a manutenção
tinha um custo altíssimo”, recorda Simão.
A equipe de tecnologia olhou para as opções que lhe batiam
à porta: Desenvolver um novo software com todas as estruturas necessárias
para suportar as informações do hospital ou ir ao mercado
buscar um que atendesse a essa necessidade. Simão e sua equipe optaram
pelo segundo caminho e já trilham um caminho de um ano de sucesso.
O diferencial do sistema Tasy é a interatividade em todas as
áreas do hospital. Através da mesma plataforma as áreas
financeiras, atendimento e assistência inserem informações.
Cada área tem um perfil adequado às suas necessidades. O
superintendente geral de operações do hospital Sérgio
Lopez Bento mostra como o sistema é manuseado, a barra de comando
localiza-se na parte superior do monitor e as opções são
adequadas de acordo com o setor do funcionário.
Um dos principais desafios enfrentados pela área de TI e por
Bento para a implantação do sistema foi fazer com que médicos
adequassem a ferramenta à sua rotina, pois uma das funções
do Tasy no Samaritano é armazenar todo o histórico dos pacientes.”Fizemos
um pacto corporativo entre diretoria e corpo clínico. Muitos funcionários
ajudaram a decidir qual sistema escolher, foi uma decisão em conjunto”,
explica o gerente de TI.
Simão diz ainda que para conscientizar o corpo de funcionários
sobre a utilização do sistema foram promovidos treinamentos,
work shops e outras ações de instrução. Hoje
o Samaritano se destaca dentre as instituições paulistanas
e tem recebido visita de outros hospitais para troca de informações,
prática usual segundo o gerente de TI.
Bento afirma que na última década os hospitais têm
voltado seus olhos para a área de TI, que independentemente da estrutura
da instituição a informatização é essencial
para a gestão hospitalar bem sucedida. Simão complementa
dizendo que “Não é mais luxo, agora é necessidade!”.
Esse case de sucesso do Samaritano será apresentado na conferência
Tecnologia em Hospitais que acontece nos dias 10 e 11 de agosto, e é
realizada pelo IBC (International Business Communications).
(Paulo Gratão - B2B)
05.08 - Intel aceita regras antiabuso de mercado
A empresa aceitou parar de adotar práticas anticompetitivas,
afirmou a agência norte-americana de comércio. O acordo impede
a Intel de retaliar fabricantes de computadores se eles fizerem negócios
com fornecedores rivais. A Intel produz 80% de todos os microprocessadores
do mundo. (Folha de S.Paulo)
05.08 - AOL anuncia prejuízo de US$ 1,1 bilhão
A empresa divulgou os resultados do segundo trimestre, que foram impactados
pelas vendas do site de relacionamento Bebo e do comunicador ICQ. No mesmo
período de 2009, a companhia lucrou US$ 90,7 mi. Em dezembro último,
a AOL deixou de integrar o portfólio da Time Warner. (Folha
de S.Paulo)
04.08 - Saúde investe em comunicação via SMS
O uso de mensagens do tipo SMS como lembretes para consultas médicas
resulta em 19,42% de falta dos pacientes, contra 25,57% quando tal recurso
não é utilizado.
A conclusão é do estudo realizado pelo Departamento de
Informática em Saúde da Unifesp - Universidade Federal de
São Paulo sobre o impacto de SMS como lembrete para consultas médicas
em clínicas da cidade de São Paulo.
Para Crisleine Pereira, diretora Executiva da Comunika - fornecedora
de soluções de SMS - a prática de confirmação
e lembrete de consultas ou exames é uma forma de garantia de receita,
pois a cada cliente que não comparece a uma consulta médica,
por exemplo, o profissional deixa de alocar esse horário para alguém
que efetivamente compareceria.
“O contato via SMS, além de rápido e com baixo custo,
também é mais discreto, especialmente quando a informação
a ser transmitida diz respeito a assuntos relacionados à saúde
das pessoas. Utilizando o SMS para as confirmações e lembretes,
o custo cai cerca de 70% em comparação a uma ligação
telefônica”, destaca.
Contato com a equipe médica, lembretes de remédios e
monitoramento dos pacientes são outras ações que o
SMS Corporativo contempla, explica Crisleine.
Além disso, destaca a diretora, até o final do ano de
2010 estará disponível o serviço de SMS - regulamentado
pela Anatel - para a comunicação de emergência com
a Polícia Militar e Corpo de bombeiros. (Juliana Franzon – Baguete)
04.08 - Conheça os destaques do Office 2010
Pacote de programas para escritórios tem como grande novidade
a possibilidade de edição colaborativa on-line
Conjunto já está sendo vendido em português e apresenta
versões com diferentes grupos de programas
A nova versão do Office 2010 chega com a inovação
do compartilhamento e a editoração colaborativa. Os programas
do pacote, como Word, Excel e PowerPoint, estarão disponíveis
no serviço on-line Windows Live.
Com isso, poderão ser utilizados tanto para visualizar e editar
documentos em qualquer máquina quanto para trabalhar de forma sincronizada
com colaboradores em documentos on-line.
Todos os aplicativos do Office têm agora a interface de fita,
barra mais limpa e clara (não tão pesada quanto a da versão
2007). No menu, a aba Arquivo é marcada com cor diferente das outras,
tornando-se facilmente identificável, o que não ocorria na
versão anterior.
Veja a seguir algumas das novidades dos programas que integram o Office
2010.
Word 2010
Traz efeitos artísticos que transformam fotos em gráficos
e funcionalidade de remoção do fundo de imagens, o que requer
paciência, mas é possível cortar objetos complexos
de forma rápida.
No quesito segurança, abre e-mails ou documentos baixados da
internet no modo somente leitura, o que impede a execução
de códigos maliciosos clandestinos; também facilita a colocação
de senha em documentos.
Excel 2010
As funções matemáticas, estatísticas e
financeiras foram melhoradas e há cerca de 50 novas funções
disponíveis.
PowerPoint 2010
Traz a funcionalidade Broadcast, que permite realizar uma apresentação
para pessoas que não estejam no mesmo local que o apresentador.
Também é possível acrescentar vídeos a sua
apresentação ou transformá-la em vídeo.
Outlook
Permite marcar mensagens como lixo sem abri-las e traz conectores para
o LinkedIn e MySpace.
OneNote
Esse aplicativo, que agora faz parte do Office, permite fazer gravações
de áudio enquanto se faz anotações. Os estilos de
escrita não são tão fáceis de escolher e falta
ao programa um corretor gramatical. Mas é uma boa ferramenta de
organização de informações, permitindo a coleta
de dados de múltiplas fontes em uma página.
A junção de todos esses aplicativos, funcionando de forma
colaborativa e permitindo o compartilhamento de informações,
torna o pacote uma poderosa ferramenta colaborativa e de fácil uso.
(DOUGLAS RODRIGUES, JÚLIO C. ESTRELLA, LUIZ HENRIQUE CASTELO BRANCO
e KALINKA R. L. J. CASTELO BRANCO - Folha de S.Paulo)
04.08 - Office 2010 chega ao Brasil em quatro edições
diferentes
O pacote Office 2010 é comercializado no mercado brasileiro
em três diferentes edições, com o objetivo de atender
a diversos perfis, do usuário doméstico ao profissional.
Há ainda uma quarta edição, simplificada, incluída
em novos computadores.
A edição básica, Home & Student, é
voltada para a utilização residencial. Contém os quatro
programas que compõem todas as edições do Office 2010:
Word, Excel, PowerPoint e OneNote, espécie de caderno de anotações
que passou a fazer parte do pacote neste ano. A edição Home
& Student contém três licenças e custa R$ 199.
O Microsoft Office 2010 Home & Business é recomendado para
pequenas empresas e profissionais liberais. A edição incorpora
o Outlook, programa de gerenciamento de e-mails. Duas licenças do
Office Home & Business são comercializadas a R$ 499.
Por fim, a edição Professional do pacote, para grandes
empresas, inclui o Access (banco de dados) e o Publisher (editoração
e diagramação eletrônica). Duas licenças custam
R$ 1.399.
Usuários que comprarem novos computadores fabricados por empresas
parceiras da Microsoft terão disponível a edição
Starter do Office 2010, que traz apenas o Word e o Excel, ambos com funções
restritas. (LUIZ GUSTAVO CRISTINO - Folha de S.Paulo)
02.08 - EUA investigam preço de e-books de Apple e Amazon
O procurador-geral do Estado de Connecticut (EUA), Richard Blumenthal,
está investigando os acordos de preços de livros eletrônicos
realizados por Amazon e Apple com grandes editoras do país.
De acordo com ele, as fabricantes do Kindle e do iPad fizeram um acordo
no início deste ano com grupos como HarperCollins e Penguin garantindo
que eles não poderiam vender livros a rivais por preços inferiores
aos acertados com Apple e Amazon.
Para Blumenthal, o acordo (que impediria que as editoras oferecessem
descontos para outros fabricantes de leitores eletrônicos) pode impedir
que concorrentes também consigam oferecer preços competitivos.
Blumenthal é o mesmo que investiga a coleta de dados pelo serviço
de mapeamento Google Street View. (Folhapress)
30.07 - Tecnologia é o diferencial em hospitais verdes
Equipamentos mais econômicos e programas de reciclagem são
alguns dos aspectos oferecidos pela indústria para promover sustentabilidade
Aplicar conceitos de sustentabilidade em unidades hospitalares tem
sido cada vez mais comum dentro do segmento. Estas práticas auxiliam
as instituições de saúde a poupar recursos naturais
como água e luz, além de reduzir os custos do hospital.
Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde?
Assine gratuitamente a nossa newsletter diária e receba os destaques
em sua caixa de e-mail.
Além das boas práticas de sustentabilidade aplicadas
aos edifícios de saúde, para o gerente de marketing estratégico
da Siemens, Reynaldo Goto, o emprego de equipamentos médicos mais
modernos e que consumam menos energia também são responsáveis
pela economia de recursos naturais dentro das unidades.
"A responsabilidade da indústria é cada vez maior em
relação ao desenvolvimento de produtos que otimizem o fluxo
de trabalho e reduzam o consumo de energia. Além disso, tais equipamentos
também possibilitam um maior índice de reciclagem no setor
hospitalar nacional", afirmou Goto. (Saúde Business Web)
30.07 - Brasil é o 42º em economia digital
A economia digital no Brasil ainda patina. O país ocupou a 42ª
posição em ranking produzido anualmente pela IBM e pela unidade
de inteligência da "The Economist".
A pesquisa, que avalia a capacidade de 70 países de absorver
novas tecnologias de informação e comunicação
e aplicá-las no desenvolvimento econômico e social, colocou
a Suécia na primeira posição, seguida por Dinamarca,
EUA e Finlândia.
O Brasil perde para países como Chile, Estônia, Cingapura
e Grécia. Na América Latina, o país ocupa o segundo
lugar no ranking.
"Na Suécia, a atenção do governo em tecnologia
da informação, educação e cultura ajuda no
aumento do número de usuários de serviços digitais",
diz Felipe Botto, executivo da IBM Brasil.
Com nota de 5,27 de um total de 10 pontos, o Brasil lidera entre os
países do BRIC, com o melhor ambiente geral para o crescimento do
comércio eletrônico.
A economia brasileira avançou na categoria "ambiente de negócios",
com melhores desempenhos em oportunidade de mercado e em política
de investimento estrangeiro.
No entanto, teve pior desempenho em "visão e política
do governo" e "ambiente social e cultural", com queda na nota de nível
educacional.
A categoria "infraestrutura de tecnologia e conectividade" aponta que
a internet alcançou percentual de crescimento menor que no ano passado
no Brasil. (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
29.07 - Office 2010 é lançado no varejo nacional
A Microsoft disponibiliza no varejo o Office 2010, em mais de 5 mil
pontos de venda. Este pacote de programas pode ainda vir pré-instalado
em desktops, notebooks e netbooks, dos fabricantes mais expressivos de
computadores.
O Office 2010 permite criação de documentos no computador,
telefone e na internet, com opções de preço acessível
no varejo, nas versões Home and Student, Home and Business e Professional.
Nas novas máquinas, a opção pré instalada será
a versão Office Web Apps, na nuvem, e Office Starter 2010.
O beta do Office 2010 foi a versão mais acessada da história,
com o triplo de participantes dos programas anteriores. Mais de nove milhões
de usuários fizeram o download do produto mundialmente, sendo 260
mil do Brasil. Um levantamento realizado pela Microsoft com os usuários
do Office 2010 beta revelou que 75% deve compra-lo até o fim de
2010.
O Office 2010 traz novas funções como permitir que os
usuários possam trabalhar de forma simultânea no mesmo documento,
o Office Web Apps está previsto para lançamento até
o final do ano e esta versão na Internet possibilitará acessar
e editar o documento em computador ou smartphone, baseado em Windows Mobile.
Para as versões Home and Student o valor sugerido é de
R$ 199,00; Home and Business por R$ 499,00; e Professional por R$ 1.399,00.
A primeira é recomendada para usuários domésticos
e estudantes, tem os programas Word 2010, Excel 2010, PowerPoint 2010 e
OneNote 2010. Já Home and Business traz também o Outlook
2010 e é indicada para pequenas e médias empresas.
Professional atende profissionais liberais e empresas de pequeno e
médio porte e vem com o Publisher 2010, indicado para criação
de materiais de marketing, e o Access 2010, um banco de dados voltado para
aplicação de negócios em pequenas e médias
empresas.
O Office Starter 2010, para novos usuários, vem instalado em
novos computadores, laptops e netbooks, e substituirá o Microsoft
Works, que hoje em dia se encontra nos novos PCs. Estes computadores terão
versões reduzidas do Word (Word Starter) e do Excel (Excel Starter),
que incluem publicidade.
O Office 2010 possibilita às pessoas conectar-se e colaborar
em co-autoria no Microsoft Word, PowerPoint e OneNote, fazer gerenciamento
de e-mail e administração do Outlook, além do histórico
da comunicação e dos comentários das redes sociais.
Já estão disponíveis as conexões com o Windows
Live, LinkedIn, MySpace e Facebook.
O PowerPoint inclui novas capacidades de apresentação,
auto-visualização no Word, fácil elaboração
de documentos por meio da visualização do Microsoft Office
Backstage e o novo Sparklines no Excel, para a visualização
de tendências e dados.
Será possível trabalhar em qualquer lugar com aplicativos
do Office Web Apps, que traz as versões no navegador do Word, PowerPoint,
Excel e OneNote. Além de oferecer fácil acesso aos documentos
de praticamente qualquer lugar, as aplicações Web preservam
a aparência do documento, independentemente do dispositivo. Os usuários
podem ler, editar e compartilhar documentos do Office 2010 na nuvem com
o Windows Live SkyDrive.
O Office Mobile 2010 em um telefone Windows possibilita ao usuário
fazer a edição de documentos, manter sua agenda e correio
eletrônico e tomar notas de qualquer lugar. Esta versão também
está disponível a partir do Windows Phone Marketplace para
todos os telefones Windows Mobile 6.5.
Todas as versões do Office 2010 já contemplam a nova
ortografia da língua portuguesa nas ferramentas de correção,
interface e ajuda ao usuário. Será possível também
configurar a ferramenta no ambiente pré-reforma, pós-reforma
ou em ambos.
Mais informações e dicas sobre o produto podem ser acessadas
no site: www.office.com/brasil (Executivos Financeiros)
29.07 - Inteligência de dados: Por que é preciso terceirizar?
A cada ano que passa, as organizações convencem-se de
que a gestão baseada em evidências é o fator que vai
fazer a diferença entre sucesso e fracasso. Na edição
de agosto de 2006 da revista Harvard Business Review (publicada em português),
uma matéria específica sobre gestão baseada em evidências
foi produzida e demonstra a relevância deste aspecto no processo
decisório.
Alinhado a esta realidade, o BSC (Balanced Scorecard), metodologia
de gestão que estabelece indicadores de performance que são
capazes de traduzir e desdobrar as estratégias organizacionais (vide
David Norton e Robert Kaplan), tem-se revelado instrumento unânime
para monitoramento dos resultados organizacionais. No entanto, o processo
de desenvolvimento destes indicadores é mais fecundo do que a sua
viabilização efetiva. A invenção de indicadores
relevantes para o processo decisório é fortemente alavancado
através de consultorias que trabalham na criação de
algoritmos (processos calculométricos matematizados) capazes de
mensurar etapas vitais para a performance global da empresa.
O problema é que, depois de inventados estes indicadores, com
contas matemáticas que estabelecem razões dotadas de numeradores
e denominadores, na grande maioria das vezes, estes componentes não
estão disponíveis na base de dados da empresa ou não
são passíveis de serem extraídos com a tecnologia
de informação disponível.
É exatamente nesta lacuna que entram as empresas que estão
se especializando em terceirizar a “inteligência” da informação
e não a “tecnologia” da informação. Enquanto a maioria
das grandes companhias direciona seus esforços em automatizar o
processo de geração de informação e/ou indicadores
para a tomada de decisão, esforço, infelizmente, inócuo
para com as demandas estabelecidas, estas empresas trabalham para agregar
inteligência mesmo sem dispor de tecnologia de ponta.
O trabalho de outsourcing inovador consiste numa parceria entre empresa
contratante e fornecedor de inteligência da informação,
que trabalha a base de dados disponível da organização,
estejam elas armazenadas em qualquer local (Excell, Acess, ERP, BI, planilhas
em separado, softwares específicos, etc.) e transformam esta base
de forma a responder, em tempo plausível, as mais diversas perguntas
que o tomador de decisão considere relevante.
Os softwares de BI (Business Inteligence) esforçam-se, há
muito tempo, em automatizar este trabalho, mas o que se constata, na prática,
é uma subutilização de seus recursos. Além
de uma impossibilidade técnica de integração com diversas
bases de dados diferentes e de estudos com sistemáticas de correlação
não tão paramétricas, ineficaz no cumprimento de sua
missão preponderante.
O modelo de prestação de serviços – outsourcing
- é executado por profissionais, na maioria das vezes com formação
acadêmica alinhada a gestão integrada e com forte embasamento
matemático e estatístico. São denominados de Gestores
de Tratamento de Dados, que se responsabilizam pela geração
de gráficos, estatisticamente tratados, que devem ser capazes de
responder as mais diversas dúvidas dos tomadores de decisão.
Em essência, este novo modelo de outsourcing para inteligência
da informação, delega o processo de transformação
da base de dados disponível em indicadores focados no negócio
para empresas e pessoas especializadas nisto. Assim, a organização
fica apenas com seu principal fundamento e sua principal competência,
ou seja, a tomada de decisão propriamente dita.
Existem ainda poucas organizações se especializando neste
tipo de trabalho, mas o fato é que esta tendência tem se mostrado
extremamente agregadora de valor e tem respondido questões que não
tem sido possíveis com as tecnologias de informações
disponibilizadas pelo mercado especializado.
Os prestadores deste tipo de serviço têm chamado este
tipo de alternativa de “BI ON DEMAND”, embora não utilizem, necessariamente,
nenhum software específico de BI para a sua viabilização.
A explicação reside no fato de que a forma de custos por
este tipo de serviço acontece apenas depois que cada informação
é efetivamente disponibilizada ao interessado e seus valores. Quando
comparados ao investimento em TI, é bastante competitivo, viabilizando
a gestão baseada em evidência para empresas de qualquer tamanho
e segmento de atuação. (Orlando Pavani
Junior - Executivos Financeiros)
28.07 - Ferramenta gratuita bloqueia ataques que exploram bug em atalhos
do Windows
Programa criado pela Sophos substitui o gerenciador de atalhos e intercepta
chamadas suspeitas; Microsoft, contudo, não endossa seu uso.
A empresa de segurança Sophos liberou uma ferramenta na segunda-feira
(26/7) que, segundo a empresa, bloqueia qualquer ataque que tenta explorar
a vulnerabilidade crítica dos arquivos de atalho do Windows.
A ferramenta, chamada “Sophos Windows Shortcut Exploit Protection Tool”,
protegerá os usuários até que a Microsoft lance uma
correção permanente para o problema, disse Chet Wisniewski,
conselheiro sênior de segurança da Sophos.
“A ferramenta substitui o gerenciador de ícones do Windows.
Assim, poderemos interceptar qualquer chamada ao gerenciador”, explicou
Wisniewski à Computerworld.
Mas a Microsoft recusou-se a endossar a ferramenta da Sophos – uma
posição que ela assume sempre que um terceiro decide lançar
soluções para um bug do Windows.
“A Microsoft não endossa ferramentas de terceiros”, disse Jerry
Bryant, gerente de grupo do Microsoft Security Response Center (MSRC).
“Nós recomendamos que os clientes apliquem a solução
paliativa descrita no Boletim de Segurança 2286198, que ajuda a
proteger de todos os vetores de ataques conhecidos.”
Em blog
A vulnerabilidade está em como o Windows interpreta os atalhos,
pequenos arquivos que representa graficamente programas e documentos. Os
atalhos são componentes essenciais do desktop Windows, bem como
do menu Iniciar e da barra de tarefas.
O bug foi descoberto inicialmente há mais de um mês pela
VirusBlokAda, uma pouco conhecida empresa de segurança da Bielorrússia.
A falha atraiu a atenção mundial somente depois que o blogueiro
de segurança Brian Krebs a divulgou, em 15 de julho.
Um dia depois, a Microsoft confirmou o bug e admitiu que invasores
já estavam explorando a falha.
Todas as versões do Windows contém a vulnerabilidade,
incluindo a versão preliminar do Windows 7 Service Pack 1, e os
recentemente aposentados Windows XP SP2 e Windows 2000.
O código de exploração tem sido amplamente distribuído
na Internet. A Microsoft e outras empresas têm detectado diversas
campanhas de ataque que se aproveitam do bug.
A “Sophos Windows Shortcut Exploit Protection Tool” funciona no Windows
XP, Vista e Windows 7, mas não no Windows 2000. Ela pode ser baixada
gratuitamente a partir do site da empresa, em www.sophos.com/security.
(Gregg Keizer - Computerworld)
28.07 - Segurança de celulares GSM entra na mira dos hackers
da Defcon
Evento que começa em 30/7 terá demonstração
de captura de ligação de voz; intenção é
alertar sobre as vulnerabilidades do sistema.
Os participantes da conferência anual de hacking Defcon, em Las
Vegas (EUA), serão aconselhados a manter seus celulares desligados
durante o show, onde um eminente pesquisador promete demonstrar um modo
de interceptar e grampear, de forma transparente, chamadas de celular.
O evento começa em 30 de julho.
Quem é veterano da Defcon já se acostumou a adotar uma
atitude alerta durante o evento. Entre as medidas estão limitar
(ou mesmo evitar) o acesso à Internet durante o show, desligando
os adaptadores sem fio e ficando distante da rede interna do Hotel Riviera,
que tem recebido a conferência nos últimos anos.
O novato que se expõe ao perigo tem uma probabilidade enorme
de ter seu PC invadido e seu nome mostrado num enorme painel chamado de
Wall of Sheep (Muro das Ovelhas). É cruel, mas é assim que
funciona.
Mas quem vier ao show deste ano também poderá preferir
manter seus celulares e laptops com Windows ativos, pelo menos de acordo
com um conhecido pesquisador de segurança. Chris Paget, da empresa
de segurança H4RDW4RE, afirmou em seu blog que iria conduzir uma
“demonstração espetacular de insegurança de celulares
na Defcon” na qual promete “interceptar as ligações de celular
da audiência sem qualquer ação requerida de sua parte”.
Apanhador de IMSI
A apresentação, chamada “Practical Cellphone Spying”
(prática em espionagem de celulares), está descrita no site
da Defcon como uma demonstração de um método para
operar um “IMSI catcher” – uma falsa estação rádio-base
GSM, projetada para enganar o celular-alvo e enviar a você o tráfego
de voz. “Jamming de bandas, rolagem de LACs, Neighbor advertisements e
uma ampla faixa de truques de rádio será coberta, bem como
todos os equipamentos de RF que você precisa para começar
a ouvir seus vizinhos.”
Paget já advertiu, no passado, sobre os perigos das implantações
inseguras de 3G. Em particular, ele chamou a atenção para
o modo como os circuitos integrados dos cartões de identificação,
como aqueles usados por donos de iPad que foram roubados da AT&T por
hackers, poderiam ser utilizados em ataques mais sofisticados visando usuários
de celular. A demonstração na Defcon vai colocar um pouco
dessa pesquisa sob teste.
Paget tem ganhado evidência por expor buracos de segurança
em tecnologias de uso comum. Desta vez, o pesquisador não está
se arriscando, especialmente em função de leis contra a interceptação
de comunicações telefônicas. Com a ajuda da Electronic
Frontier Foundation (EFF), Paget está fazendo o máximo para
se certificar que sua demonstração na Defcon não irá
atrair a polícia contra si.
Áreas nas quais as comunicações com celular poderiam
ser interceptadas serão marcadas com cartazes de advertência
sobre a demonstração em andamento. Todos os usuários
serão aconselhados a desligar seus celulares, apesar de a demonstração
funcionar apenas com celulares GSM.
Paget também disse que a demo será efetuada de uma máquina
sem disco rígido, com apenas uma memória USB para armazenamento
local, que será entregue à EFF imediatamente após
a demonstração, para destruição. Por fim, a
estação falsa GSM que será usada para espionagem terá
um dispositivo de baixa potência, limitando seu alcance.
A segurança de poderosos aparelhos móveis conectados
à Internet tem-se tornado uma grande preocupação para
as empresas. Os reguladores começam a exigir que uma melhor segurança
seja aplicada aos dados e às transmissões de e para esses
aparelhos. Mas, cinco anos depois da infame invasão do celular da
Paris Hilton, os pesquisadores de segurança alertam para o fato
que as operadoras fizeram poucas melhorias aos sistemas e às aplicações
usadas para prover e gerenciar as contas de celulares e de clientes.
Será preciso esperar para ver se autoridades legais ou operadoras
móveis como a AT&T surgirão para tentar impedir a demonstração.
A sombra de uma ameaça legal condiz com a imagem maldita de shows
como Black Hat e Defcon e, quase sempre, colabora para divulgar tanto o
evento como o pesquisador (mas também traz algum transtorno jurídico).
Os shows anteriores se notabilizaram por hacks de alta visibilidade – e
alguma pirotecnia legal – envolvendo empresas como Cisco e HID. Veremos
se a história se repete este ano. (Paul F. Roberts - InfoWorld)
27.07 - Computador chega a 36% das casas, diz pesquisa do CGI.br
O computador doméstico nunca chegou a tantos domicílios
brasileiros, segundo uma pesquisa divulgada pelo CGI.br (Comitê Gestor
da Internet no Brasil) na semana passada: 36% das casas do país
mantiveram ao menos uma máquina em suas dependências em 2009.
Isso significa um aumento de 30% em relação a 2008, ano
em que apenas 28% tinham computador em casas no perímetro urbano.
O mesmo aumento foi visto com relação ao uso da web nas
casas brasileiras: de 20% em 2008 para 27% dos domicílios no ano
seguinte, o que representa um aumento de 35% no período.
Mesmo com o crescimento significativo em ambos os segmentos, os números
indicam que o abismo na relação entre computadores e internet
em residências aumentou nove pontos percentuais.
Segundo os dados, a posse de computador dos brasileiros cresceu 21%
entre 2005 e 2009, enquanto o acesso à internet em domicílios
se ampliou 20% nos últimos cinco anos.
Em números absolutos, isso significa que são 4 milhões
de computadores na área urbana sem acesso à internet em 2009
-em 2005, o número ficava na casa dos 2 milhões, informa
a pesquisa.
Quando se contabiliza as áreas rurais, o total de domicílios
com computador sem internet chega a 5 milhões.
Apenas os notebooks cresceram 70% entre o período. Entretanto,
locais nos quais há tanto computador portátil quanto de mesa
corresponderam a apenas 3% das casas brasileiras no ano passado.
(MARINA LANG - Folha de S.Paulo)
27.07 - Pesquisadores descobrem falha no protocolo de segurança
Wi-Fi WPA2
Vulnerabilidade de segurança faz parte dos padrões definidos
pela IEEE, e permite a atacantes derrubar uma rede wireless.
Especialistas em segurança da AirTight Networks descobriram
uma falha de segurança no protocolo de rede Wi-Fi WPA2.
A falha foi chamada de "Hole 196", em referência à página
196 do manual de padrões da IEEE – entidade que regulamenta o setor.
Nessa página, o padrão IEEE explica as chaves usadas
pelo WPA2: a PTK (Pairwise Transient Key), que é única para
cada cliente Wi-Fi e usada para tráfego unidirecional e a GTK (Group
Temporal Key), para broadcast.
Enquanto falsificações de dados e de endereços
MAC podem ser detectados pela PTK, a GTK não oferece essa funcionalidade.
Os especialistas da AirTight dizem que essa é a questão
central, porque permite a um cliente gerar pacotes arbitrários de
broadcast, para que outros clientes respondam com informação
sobre suas PTKs secretas, que podem ser decodificadas pelos atacantes.
A AirTight disse que bastam 10 linhas extras de código disponível
na web para o driver open source Madwifi para fazer um PC com uma placa
de rede comum simular o endereço MAC de um Acess Point (AP) e passar-se
por gateway para o envio de tráfego.
Atacantes podem explorar isso para derrubar a rede, via ataque de negação
de serviço (DoS). O único porém é que eles
precisam estar dentro da rede Wi-Fi como usuários autorizados. (IDG
Now)
26.07 - AVG identifica rede zumbi com mais de 1,2 mi de computadores
A AVG Technologies, fabricante de antivírus gratuito, anuncia
que a equipe de seu laboratório de pesquisas identificou uma rede
zumbi composta por mais de 1,2 milhão de computadores. Controlada
por criminosos, as máquinas foram infectadas em um ataque do tipo
Eleonore Explore Toolkit, programa que permite a contaminação
e controle de desktops e notebooks.
Nos últimos dois meses, a equipe do Virus Lab da AVG observou
aumento no uso desse conjunto de ferramentas específicas, conhecidas
como Eleonore Explore Toolkit. Com isso, iniciou monitoramento de 165 sites
conhecidos que foram invadidos por criminosos.
A equipe da AVG encontrou fragilidades nos códigos maliciosos,
coletou dados estatísticos que permitiram obter uma melhor compreensão
da dimensão dos ataques e a taxa de sucesso média de infecção.
A primeira etapa para infectar silenciosamente é explorar uma vulnerabilidade
nos navegadores Internet Explorer 6, 7, Safari e Firefox, além do
Adobe Acrobat Reader. Ao invadir o computador, é possível
roubar dados ou mesmo transformá-lo em uma máquina de enviar
spams.
A AVG estima que mais de 12 milhões de usuários acessaram
as páginas contaminadas, sendo que 10% foram infectados. No entanto,
essa taxa depende do navegador que foi atacado. O Eleonore teve mais sucesso
em 33,8% dos computadores equipados com o Internet Explorer 6 e menor taxa
de invasão no Safari, com 2,78%.
"A acessibilidade e a sofisticação das ferramentas a
favor do cibercrime provam que as gangues de criminosos estão arriscando-se
cada vez mais para rentabilizar suas atividades. É por isso que
é mais importante do que nunca que usuários domésticos
e corporativos protejam seus computadores contra esse tipo de ataque cada
vez mais comum", explica Yuval Ben-Itzhak, vice-presidente sênior
da AVG Technologies. (Executivos Financeiros)
23.07 - Microsoft lança versão beta do software gratuito
Security Essentials
A empresa melhorou o desempenho da ferramenta anti-malware, incluindo
capacidades
de limpeza e integração com o navegador Internet Explorer.
A Microsoft lançou, ontem (20/7), uma versão beta do
software gratuito de segurança, Security Essentials, de acordo com
um post no blog da companhia.
As melhorias no desempenho da ferramenta anti-malware, incluiu capacidades
de limpeza, integração com o navegador Internet Explorer
e a possibilidade de ativar o firewall do computador, segundo Brandon LeBlanc,
gerente de comunicação do Windows na Microsoft.
Além disso, também detectará ameaças baseadas
na rede, mas apenas para os sistemas operacionais Windows Vista e Windows
7. O software não poderá ser executado no XP, pois o sistema
não possui o Windows Filtering Platform, um conjunto de APIs (application
programming interfaces) que permite aos fabricantes de software filtrar
e modificar os pacotes TCP / IP para a configuração de firewalls
ou outros pacotes de processamento.
A versão beta está disponível em inglês,
hebraico e português do Brasil.
O Security Essentials foi lançado em setembro de 2009 e substituiu
o Windows Live OneCare, que, desde então, não foi mais comercializado.
(IDG News)
23.07 - Dell alerta sobre malware em placas-mãe de servidores
Problema parece ser limitado a poucas unidades. No fórum da
companhia existe uma série de mensagens de clientes preocupados.
A fabricante de computadores Dell está alertando os clientes
sobre a presença de malware em “algumas poucas” unidades de placas-mãe
da série de servidores PowerEdge R410.
“A questão envolve um número limitado de placas-mãe
PowerEdge enviadas aos clientes. Essas placas podem conter um programa
malicioso no firmware de gestão de servidores, integrado às
placas”, afirma uma mensagem em um fórum de suporte de produtos
Dell e respondida pela empresa.
A resposta da Dell veio depois de um cliente informar que um técnico
da empresa havia agendado um horário para livrar o servidor da presença
do malware.
Provavelmente esse problema não compromete a segurança
dos clientes com o hardware instalado. “Até o presente momento,
não fomos informados sobre a presença da infestação
em qualquer servidor”, diz o post.
Somente equipamentos com sistemas Windows são afetados pelo
malware, o qual não está presente nas novas placas mãe,
baseadas no PowerEdge, afirma a mensagem.
Uma série de clientes da Dell tem entrado no fórum de
discussões da companhia para questionar os motivos de um técnico
ter de ir até a empresa para realizar a limpeza. "No caso de uma
correção de firmware, por que não executar uma atualização
pela internet", pergunta um usuário. Também surgem perguntas
sobre o que exatamente esse malware faz no sistema.
A infecção não é endêmica. Com isso,
qualquer servidor munido com placas-mãe da série R410 PowerEdge
pode estar com o spyware rodando na máquina. (IDG News)
23.07 - Versão 3.6.7 do Firefox corrige 16 vulnerabilidades,
nove críticas
Essa é a maior atualização para o navegador desde
março; ao mesmo tempo, a companhia corrigiu 12 falhas da versão
3.5 do Firefox.
A Mozilla liberou um update para o navegador Firefox que corrige 16
vulnerabilidades, nove delas consideradas críticas. É a maior
atualização para o navegador desde março. Ao mesmo
tempo, a companhia consertou 12 falhas da versão 3.5 do Firefox.
As nove nove falhas, na versão mais recente do navegador, foram
classificadas como "críticas", pelo ranking de ameaças elevadas
da Mozilla, indicando que hackers seriam capazes de usá-las para
comprometer um sistema executando o browser, plantando um malware no computador.
Dos demais, dois foram considerados de "alto risco", enquanto os outros
cinco foram identificados como ameaças de nível "moderado".
Cinco das vulnerabilidades foram reportadas pela TippingPoint, responsável
pelo programa Zero Day Initiative, que recompensa pesquisadores que encontram
vulnerabilidades em softwares; enquanto outros dois foram revelados por
pesquisadores que trabalham para a Google.
No início deste mês, a Mozilla tinha declarado que planejava
lançar novas correções antes da anual conferência
de segurança Black Hat, que está programada para começar
na próxima semana, em Las Vegas. A empresa fez o mesmo no ano passado,
quando atualizou o Firefox 3.0 com 11 correções dias antes
da edição de 2009.
Em breve, provavelmente, novas correções deverão
ser lançadas, para corrigir falhas reveladas por pesquisadores durante
a conferência.
Antes da última conferência de segurança, a CanSecWest,
em março, em Vancouver, a Google e a Apple atualizaram seus navegadores,
Chrome e Safari, respectivamente, para corrigir eventuais falhas.
Entre as falhas corrigidas, ontem, duas foram no motor de renderização
do Firefox 3.6, que pode ser explorado por imagens PNG mal-intencionadas
postadas em sites, e duas que poderiam enganar os usuários, fingindo
ser um site confiável, quando na verdade não são.
A nova atualização do Firefox é feita menos de
uma semana após a Mozilla aumentar para 3 mil dólares a recompensa
para pesquisadores com informações sobre erros de segurança
tidos como críticos ou altos.
Os internautas podem atualizar a versão do Firefox 3.6.7 pelo
site ou selecionando "Verificar Atualizações" no menu Ajuda
do navegador. Os usuários do Firefox 3.5 podem obter a versão
3.5.11 pela chamada ferramenta de atualização integrada.
(IDG News)
22.07 - Qualys lança verificador de segurança para navegadores
web
A nova ferramenta identifica e ajuda a corrigir falhas em complementos
que estão desatualizados no IE, Firefox e Chrome.
A Qualys lançou uma ferramenta gratuita que verifica problemas
de segurança em navegadores de internet e ajuda os usuários
a resolver quaisquer problemas.
A companhia afirmou que o Qualys BrowserCheck é compatível
com o Internet Explorer, Mozilla Firefox e Google Chrome.
A ferramenta identifica complementos como o Adobe Flash Player, Adobe
Reader, Apple Quicktime ou Microsoft Silverlight e oferece um botão
para reparos caso algum deles esteja desatualizado.
Ao pressionar o botão de reparo, os usuários são
redirecionados ao website oficial do complemento, no qual a versão
mais recente pode ser baixada.
De acordo com a Qualys, falhas de segurança em navegadores modernos
e suas extensões são o alvo preferido da maioria dos ataques
de malware, mas muitos usuários não estão cientes
dos riscos que seus navegadores enfrentam cada vez que eles fazem uma compra
online, acessam algum jogo baseado na web ou leem notícias.
"Quase 100% de todos os navegadores que analisamos têm complementos
que permitem aos usuários tocar músicas, visualizar arquivos
PDF e jogar games. Frequentemente, essas extensões são abandonadas
pelos usuários e não são atualizadas, representando
um risco de segurança - para ambos os usuários finais e clientes
corporativos", afirmou o presidente e CEO da Qualys, Philippe Courtot.
"O BrowserCheck é uma forma fácil e direta de resolver
falhas e garantir uma experiência de navegação confortável
e segura para o usuário", completou Courtot.
O BrowserCheck pode ser baixado no site oficial da Qualys. (IDG News)
22.07 - Adobe Reader 10 usará tecnologia de segurança
"sandboxing "
Recurso separa os processos em execução do restante da
máquina, dificultado a infecção de códigos
maliciosos no PC.
A Adobe Systems anunciou, nesta terça-feira (20/7), que melhorará
a segurança do popular Adobe Reader, visualizador de PDF, alvo frequente
de hackers, acrescentando a tecnologia "sandboxing” (caixa de areia)
ao software.
Essa tecnologia, talvez mais conhecida por seu uso no navegador Google
Chrome, separa os processos em execução do restante da máquina,
impedindo ou dificultando que um código malicioso escape de um aplicativo
para infectar o computador.
Anteriormente, os especialistas em segurança disseram que o
sandboxing no Reader seria apenas uma jogada inteligente da empresa, enquanto
se esforçava para bloquear o programa e impedir que as vulnerabilidades
fossem exploradas por hackers.
De acordo com o diretor de segurança e privacidade da Adobe,
Brad Arkin, a nova ferramenta será adicionada na próxima
grande atualização do Reader para Windows, a versão
10, que será lançada antes do final do ano, embora não
tenha informado um cronograma específico com a data do lançamento.
"Embora os ataques ainda possam ser bem sucedidos, seria necessária
uma segunda façanha, que seria escapar do isolamento", disse Arkin,
descrevendo as vantagens da tecnologia, que também é usada
pelo Internet Explorer 7 e 8, como também pelo Microsoft Office
2010.
O plug-in do Reader para navegador já faz uso do Modo Proteção
do IE7 e IE8 - nome para o sandboxing no navegador da Microsoft - assim
como da funcionalidade de isolamento do Chrome. Mas a adição
da ferramenta diretamente para o Reader, de modo geral, protegerá
os usuários do Firefox, além das pessoas que utilizam somente
o visualizador de PDF.
"Na primeira versão, tudo o que está envolvido no processamento
de um arquivo PDF tem que acontecer dentro do sandbox", disse o diretor,
lembrando que isso inclui a análise do documento PDF, as imagens
associadas e a execução de JavaScript, que tem sido um caminho
atraente para explorar as falhas do programa.
A tecnologia, que será ativada por padrão, será
marcada como Modo Protegido, o mesmo termo usado pela Microsoft no IE7
e IE8. (IDG News)
22.07 - Golpes virtuais usando nome de Lindsay Lohan se espalham pela
rede
Crackers estão usando a prisão da atriz Lindsay Lohan
– que se apresentou a polícia de Los Angeles nesta terça-feira
(20/7) para cumprir uma pena de 90 dias de reclusão por violação
de condicional – para infectar PCs de usuários com spywares, programas
de keylogging (que registram o que o usuário está teclando)
e outros malwares. A informação é da empresa de segurança
Symantec.
Segundo a companhia, os criminosos usam supostas imagens de Lindsay
sendo presa nos e-mails enviados e induz os internautas a clicarem nela.
Acessando os arquivos, eles automaticamente acionam os códigos maliciosos,
que são instalados nos PCs. A partir daí, dados confidenciais
como senhas bancárias e números de cartões de crédito
podem ser roubados sem que o usuário perceba.
De acordo com o relatório Norton Online Family Report, as crianças
são as mais propensas a cair nesse tipo de golpe, sendo que 19%
delas simplesmente clicam no que recebem, sem se preocupar com a origem
das mensagens.
Especialistas em segurança aconselham que os internautas apaguem
e-mails de origem desconhecida, além de manter as soluções
de segurança sempre ativas no PC e que evitem acessar links e vídeos
postados em redes sociais. (IDG Now)
21.07 - Internet sem fio é usada por 59% dos norte-americanos
De acordo com um estudo da consultoria Pew Research Center, divulgado
no início do mês, 59% de toda a população adulta
(acima de 18 anos) norte-americana acessa a internet por meio de dispositivos
móveis, como celulares e notebooks.
O número representa um aumento sobre os 51% registrados em 2009.
As pessoas com idade de 18 a 29 anos são os que mais usam internet
por meio de celular ou smartphone -90% deles têm um.
Destes, 52% já usam o telefone para enviar e receber e-mails,
64% usam o aparelho para acessar a internet e 60% gravam vídeos
ou joga games.
Outros 23% acessam redes sociais, como o Facebook e o MySpace, usando
o celular.
Apesar disso, o estudo mostra que o número de internautas na
faixa etária de 30 a 49 anos cresce a cada ano.
Em 2009, eles representavam 31% e, em maio de 2010, já somavam
43% do número total de internautas dos Estados Unidos.
Os norte-americanos também estão utilizando mais funções
em seus celulares. Em 2009, 66% tiravam fotos e 27% aproveitavam o telefone
para jogar games, por exemplo.
Em 2010 esses percentuais subiram para 76% e 34%, respectivamente.
Mais da metade dos usuários que acessam a internet por meio
do celular (55%) fazem a atividade diariamente.
O estudo também mostra que 9% dos adultos nos EUA se conectam
a internet por meio de um tocador MP3, leitores de livros eletrônicos
ou tablets como o iPad, da Apple.
Apenas 3% dos entrevistados afirmaram que têm um tablet, como
o iPad, e 4% possuem um leitor de livros digitais, como o Kindle, da Amazon.
(Folha de S.Paulo)
21.07 - Falha em sistemas de autenticação pode afetar
milhões de internautas
Dois pesquisadores de segurança garantem que bibliotecas que
implementam padrões de autenticação OAuth e OpenID
são vulneráveis a ataques temporais.
Nate Lawson e Taylor Nelson, pesquisadores e especialistas de segurança,
prometem revelar detalhes de uma falha básica de segurança
que coloca em risco dezenas de sites e softwares, além de usuários
de bibliotecas que implementam os padrões de autenticação
OAuth e OpenID.
Os pesquisadores afirmam que algumas versões desses sistemas
de login são vulneráveis ao que se conhece por ataque temporal
(timing attack). Embora a maioria dos especialistas em criptografia acredite
ser muito difícil um ataque desses através de uma rede, Nate
e Taylor garantem terem conseguido acesso a senhas apenas medindo o tempo
que o computador levou para responder às solicitações
de login.
Segundo eles, em alguns sistemas de login, o computador verifica os
caracteres de uma senha, um de cada vez, mostrando uma mensagem de "erro
de login" assim que encontra um dado incorreto na senha. Isso significa
que um computador retorna uma tentativa incorreta de login antes de validá-lo.
Ao tentar entrar outras vezes, alternando entre logins e medindo o tempo
que leva para o computador responder, os hackers podem descobrir as senhas
corretas.
Isso tudo soa muito teórico, mas os ataques temporais podem
realmente ter sucesso no mundo real. Três anos atrás, um deles
foi usado para hackear o sistema de jogo do Microsoft Xbox 360.
Lawson, fundador da consultoria de segurança Root Labs, e Nelson
testaram ataques através da Internet, em redes de locais e em ambientes
de computação em nuvem e descobriram que eram capazes de
quebrar as senhas em todos os ambientes. Eles pretendem discutir os ataques
na conferência Black Hat, este mês, em Las Vegas.
"Eu realmente acho que as pessoas precisam explorar essa possibilidade
para acordarem para a necessidade de correção", declarou
Lawson, que disse ter focado sobre aplicações que usem OpenID
e OAuth, justamente porque elas são pensadas para serem invulneráveis
a ataques temporais. "Eu queria alcançar as pessoas que estavam
menos conscientes disso", disse ele.
Os pesquisadores também descobriram que as consultas feitas
para programas escritos em linguagens interpretadas como Python ou Ruby
- ambos muito populares na internet - tem as respostas geradas de maneira
mais lenta do que outros tipos de linguagens como C ou Assembly, tornando
os ataques temporais mais viáveis.
Ainda assim, as pessoas não deveriam se preocupar com estes
ataques, disse Eran Hammer-Lahav, diretor de normas da Yahoo, um contribuinte
dos projetos e OAuth OpenID.
"Não estou preocupado com isso. Eu não acho que qualquer
grande provedor está usando qualquer uma das bibliotecas de fonte
aberta para a sua implementação no lado do servidor, e mesmo
que o façam, este não é um ataque simples de se executar",
escreveu ele em uma mensagem de e-mail.
Lawson e Nelson notificaram os desenvolvedores de software afetados
pelo problema, mas não divulgarão os nomes dos produtos sensíveis,
até que estes deixem de estar vulneráveis. Para a maioria
das bibliotecas afetadas, a correção é simples: programar
o sistema para ter a mesma quantidade de tempo de resposta para as senhas
corretas e incorretas. Isso pode ser feito com cerca de seis linhas de
código, disse Lawson.
Curiosamente, os pesquisadores descobriram que os aplicativos baseados
em nuvem poderiam ser mais vulneráveis a estes tipos de ataques,
porque serviços como o Amazon EC2 e Slicehost permitem aos crackers
uma maneira de chegar mais perto de seus alvos, reduzindo assim a instabilidade
da rede.
Na opinião de Scott Morrison, CTO do Layer 7 Technologies, provedor
de segurança de computação em nuvem, realmente existem
motivos para se preocupar com a possibilidade de realização
desse tipo de ataque na nuvem.
"Esse tipo de pesquisa é importante porque mostra como um ataque,
que parece quase impossível para alguns, realmente pode funcionar",
disse Morrison. (IDG Now)
21.07 - Mozilla aumenta prêmio por informação sobre
falha de segurança
A companhia paga até 3 mil dólares para pesquisadores
com informações sobre falhas de segurança em seus
produtos.
A Mozilla, empresa proprietária do navegador Firefox, aumentou,
de 500 dólares para 3 mil dólares, o valor do pagamento aos
pesquisadores de segurança que enviarem informações
sobre falhas de segurança em produtos da empresa.
A mudança é parte de uma atualização no
Programa de Premiação por Falhas de Segurança (Bug
Bounty Program Security), que foi lançado em 2004.
"Muita coisa mudou nestes seis anos desde que o programa foi anunciado,
e nós acreditamos que uma das melhores maneiras de manter os usuários
seguros é torná-los economicamente sustentáveis, para
que os pesquisadores de segurança possam fazer a coisa certa ao
revelar a informação", escreveu Lucas Adamski, diretor de
engenharia de segurança, em um post no blog da empresa.
Também foi ampliado o alcance do programa de recompensa, que
agora também abrange lançamentos e produtos beta .
"São casos em que nós já pagaríamos prêmios
"secretamente", mas preferimos fazer isso de forma explícita", disse
Adamski.
No entanto, a Mozilla pode negar uma recompensa para um pesquisador,
caso a organização considere que a pessoa não tenha
agido para o bem os usuários, escreveu. (IDG Now)
21.07 - Windows XP SP2 ainda é usado por 17% das empresas, diz
estudo
Como a Microsoft não lançará nenhuma nova atualização,
a execução desse sistema operacional pode tornar-se cada
vez mais perigosa.
A porcentagem de corporações usando o Windows XP Service
Pack 2 ainda é surpreendente, mesmo após o fim do suporte
ao sistema operacional, na terça-feira (13/7), de acordo com
um estudo da norte-americana Fiberlink Communications.
A companhia, que vende um serviço que permite às organizações
descobrirem quais as versões de software estão instaladas,
descobriu que quase 17%, dos 500 mil computadores analisados ainda rodam
o XP SP2.
O estudo ainda apontou que apenas 0,33% dos computadores rodam o Windows
7, enquanto 15,14% o Vista, 81,57% o Win XP e 2,96% o Windows 2000. A empresa
analisou PCs de clientes como Pepsi, Volkswagen e Bayer.
"Nós temos ido aos nossos clientes e conversado sobre isso nos
últimos dois meses. Mas não é possível fazer
as pessoas mudarem, somente informar e deixar elas decidirem", disse o
gerente de produto da Fiberlink, Chuck Brown, que instala as ferramentas
que ajudam a migrar para o Windows 7.
Como a Microsoft não lançará nenhuma nova atualização,
a execução do XP SP2 deve se tornar cada vez mais perigosa,
e ao surgirem vulnerabilidades, essas organizações terão
que encontrar uma solução alternativa ou estarão vulneráveis
a hackers.
O XP SP3, um enorme software, de 316 MB, foi lançado em maio
de 2008 e inclui todas as correções dos dois primeiros pacotes
de serviço, acrescentando outras adicionais. Para Brown, esse service
pack não é necessariamente fácil de instalar e muitas
organizações parecem ter ignorado isso.
"O fim do suporte ao XP SP 2 levará as empresas a migrarem rapidamente.
Acredito que elas aceitarão um nível de risco maior por dois
meses, e então mudarão para o Windows 7. A melhoria das condições
econômicas e hardwares mais baratos, também, podem estimular",
disse o especialista.
Na última terça-feira (13/7), foi lançada a primeira
versão beta do Windows 7 Service Pack 1 (SP1). "Muitas empresas
têm a tendência a esperar até o primeiro pacote de serviços
antes de adotá-lo. Quando a versão final estiver pronta,
as migrações podem aumentar", finalizou ele. (IDG Now)
19.07 - Maior penetração do notebook
A empresa de pesquisas e-Consulting apresentou o estudo em que o dispositivo
com maior penetração foi o notebook, 33% e o com menor, tablet
PC, 2%. Outro destaque do levantamento é que o Brasil já
tem a participação da Internet móvel de 9%, com 8,1
milhões de usuários de banda larga, acima da estatística
de 6% dos EUA.
Das 10,5 milhões de conexões registradas em Janeiro,
94% aconteceram de celulares e 6% em modems. A pesquisa prevê que
neste ano sejam vendidos mais de 6,5 milhões de smartphones e que
serviços baseados em localização ganhem cada vez mais
em espaço neste tipo de aparelho.
A América Latina ainda começa desenvolver seu mercado
de smartphones, consome somente 5% das unidades fabricadas, mas deste montante,
35% vão para o Brasil. O continente deve conquistar até 30%
de participação de mercado em cinco anos, período
no qual 50 milhões destes aparelhos devem ser comprados.
No ano que vem a expectativa é de que sejam entregues 1,5 bilhão
de celulares, comparados com 800 milhões em 2005. Em 2011, os celulares
com funções convergentes provavelmente serão 30% do
mercado. No segmento de PCs, devem ser comercializados neste ano 235 milhões
de unidades e em 2011, 350 milhões. (Executivos Financeiros)
19.07 - Investimentos em TI devem crescer mais de 10%
A empresa de projetos, estratégias e serviços de TI,
internet, contact center, mídia e telecom E-Consulting prevê
que serão aplicados R$ 55,89 bi, 13,9% a mais que em 2009, segundo
a pesquisa Investimentos em TI Brasil. Finanças provalmente investirá
R$ 17 bi, governo de R$ 12 a R$ 15 bi, a maioria nos primeiros seis meses,
devido às eleições.
O maior investidor deste ano possivelmente será serviços,
aplicando 14% a mais comparado a 2009, com R$ 23,83 bi, girando em torno
de 43% do total de gastos do setor. Os investimentos em software devem
chegar a US$ 10,77 bi, hardware e infra-estrutura R$ 21,29 bi, representando
38% e 19%, respectivamente.
Os números se devem à retomada de investimentos em implementação
e finalização dos projetos, necessidade de otimização
da infra-estrutura em projetos de virtualização e preparo
para novas tendências em estruturas e modelos de gestão e
operação de TI. (Executivos Financeiros)
16.07 - Internet: Inclusão positiva
Cerca de 30,6% do atendimento bancário é feito por meio
da internet
Aparentemente, pode parecer pouco, algo em torno de 13% da população
do Brasil: em um só mês, 25,4 milhões de brasileiros
navegam na internet por meio de computadores próprios, conforme
pesquisa Ibope/NetRatings. Somando àqueles com 16 anos ou mais com
acesso à web em todos os ambientes – residência, trabalho,
biblioteca ou lan house – são 50 milhões em 30 dias, um quarto
do contigente populacional do país. Cada internauta brasileiro passa,
em média, quase 24 horas por mês conectado na rede, o que
leva o Brasil a se manter na primeira posição entre os 10
países pesquisados, à frente da França, com 23h45,
e da Alemanha, com 23h5. Os usuários das outras nações
têm aumentado seu tempo de permanência, atraídos por
sites de relacionamento social, que são os conteúdos que
mantêm as pessoas por mais tempo conectadas. No país, esses
endereços de comunidades sempre representaram também a maior
parte do tempo on-line. As redes sociais e a possibilidade de se relacionar
com os amigos atraem os usuários, que então passam a navegar
em outros sites.
Os novos internautas brasileiros – um grande número deles com
mais de 60 anos – que compraram computador nos últimos dois anos,
já superam a fase de conhecimento da internet pelas redes sociais
e começam a descobrir os outros conteúdos disponíveis
no sistema. Ora, quem falasse em rede mundial de computadores domésticos
há 20 anos seria chamado de doido. Dessa forma, não surpreende
quando se sabe que a internet é, agora, o principal canal de atendimento
bancário. Segundo o Banco Central (BC), as operações
via web somaram 30,6% de todas as transações entre clientes
e bancos em 2009, com 8,3 bilhões de operações. Com
esse desempenho, a web ultrapassou os caixas eletrônicos, que até
2008 lideravam essas transações. Entre os demais canais de
atendimento, as agências estão em terceiro, com 23,8% do movimento
registrado em 2009, ou 6,5 bilhões de operações. Em
seguida, aparecem os correspondentes bancários (9,5%), atendimento
telefônico (5,9%) e operações eletrônicas por
telefonia celular e outros aparelhos (0,4%).
Pena que os piratas virtuais estão cada vez mais aperfeiçoados
e sempre tentando obter senhas e outros itens que permitam fazer transferências
fraudulentas de valores para contas de pessoas, da mesma forma, inescrupulosas,
em boa parte. Apesar disso, empresas e pessoas físicas não
abrem mais mão de se conectar com seus parentes, amigos e pesquisar
seja com alguém da mesma cidade, do Brasil ou no outro lado do mundo,
o que é extremamente positivo. Que os centros científicos
das universidades brasileiras, públicas e privadas, trabalhem para
encontrar mecanismos que inibam essas agressões – crimes mesmo –
via internet. Com o aumento da demanda, os serviços, softwares e
equipamentos tendem a ficar mais em conta para a população,
o que só faz crescer o interesse pela rede mundial de computadores.
Verdade é que o país aprendeu mesmo a navegar na web. Não
plugar é estar fora de contexto. (Estado de Minas)
16.07 - 73% dos internautas em situação de risco
A grande maioria dos internautas brasileiros não consegue identificar
se um site é ou não seguro. É o que mostra uma pesquisa
realizada pela empresa de segurança eletrônica VeriSign com
1.006 usuários de internet em todo País.
O levantamento, feito no último trimestre de 2009, pediu aos
entrevistados que identificassem entre duas imagens de um site qual deles
se tratava de uma fraude. Entre os pesquisados, 73% deles simplesmente
não notaram os erros ortográficos grosseiros ao navegar pela
página, um dos principais indícios de que trata-se de um
site falso. Outros 54% não perceberam a falta do símbolo
do cadeado na barra de endereço do navegador, um item fundamental
na identificação de um site seguro. Já 33% dos internautas
pesquisados não perceberam que o endereço da página
eletrônica continha números ou um nome muito longo, outro
indicativo de fraude.
Ainda de acordo com o estudo da VeriSign, as pessoas com idade entre
35 e 44 anos tem 21% mais chances de ser vítima de sites falsos
que o grupo entre 18 a 24 anos.
“O uso da internet é bastante heterogêneo no País.
Como o número de novos internautas aumenta de forma expressiva,
na faixa de 15% ao ano, quem começou a usar há menos tempo
pode não conhecer as formas de precaução. Portanto,
é mais difícil que jovens, que lidam há mais tempo
com a rede, sejam vítimas de fraudes”, explica Gastão Mattos,
do Movimento Internet Segura.
A ameaça geralmente chega via correio eletrônico, na forma
de e-mails spams (mensagens não solicitadas enviadas a várias
caixas postais virtuais ao mesmo tempo). Entre os atrativos para fisgar
o usuário estão as mensagens oferecendo prêmios e sorteios,
ou intimidações que solicitam informações confidenciais.
A maioria dos internautas não clica, porém quem entra
no link acaba sendo direcionado a um site clone e falso — mas muitas vezes
extremamente semelhante ao original –, onde terá seus dados roubados
ao tentar efetuar um login (digitando usuário e senhas) ou ao informar
dados confidenciais, como números de cartão e senha.
A VeriSign mantém em sua página eletrônica na internet
o mesmo teste aplicado aos usuários pesquisados. Para conferir se
você sabe ou não distinguir um site pirata, basta acessar
o site: www.verdadeirooufraude.com. (Marília Almeida - Jornal
da Tarde)
16.07 - Intel aumenta previsão de lucros
A Intel aumentou seu caixa em US$ 2 bilhões no segundo trimestre
com a produção dos chips do tamanho de uma unha, que rodam
computadores pessoais do mundo inteiro, ressaltando a capacidade das companhias
de tecnologia de conseguir lucros com uma velocidade sem precedentes.
A maior fabricante de chips do mundo aumentou ontem sua previsão
de lucros para o ano para um patamar recorde, afirmando que a margem bruta
deverá subir para 66%. Isso significa que o fluxo livre de caixa
da Intel poderá alcançar US$ 12 bilhões em 2010 e
US$ 13,5 bilhões em 2011, segundo Patrick Wang da Wedbush Securities
de Nova York.
"A Intel é uma máquina de fazer dinheiro", disse Wang
em uma entrevista. "Eles não só são um nome defensivo
no mercado hoje, como também é impressionante como eles geram
caixa."
Os ganhos da Intel resultam do fato de a companhia de Santa Clara,
Califórnia, administrar suas fábricas de maneira mais eficiente.
Além disso, como a demanda das empresas por novos computadores aumentou,
a Intel está colhendo benefícios maiores. A margem bruta,
a porcentagem das vendas após deduzidos os custos de produção,
aumentou de 51% no segundo trimestre de 2009 para 67% no mesmo período
deste ano.
No segundo trimestre, a companhia aumentou os investimentos de curto
prazo em cerca de US$ 2 bilhões, para US$ 18,3 bilhões. Wang,
que tem uma recomendação "outperform" (desempenho acima da
média do mercado) para a ação da Intel e tem o papel
em sua carteira, estima o fluxo livre de caixa de 2009 em cerca de US$
11 bilhões.
A Intel elevou a previsão de margem bruta para 2010 de 64% para
67%. A companhia também está prevendo margens de lucros maiores
para o longo prazo. O direto-financeiro Stacy Smith disse acreditar que
a margem bruta ficará entre 55% e 65% nos próximos anos.
A Intel está dando início a um período de três
semanas em que as maiores companhias de tecnologia dos Estados Unidos estarão
anunciando seus balancetes trimestrais. Entre essas empresas estão
a IBM, o Google e a Microsoft. O domínio que a Intel tem no mercado
de microprocessadores faz dela um barômetro da demanda no setor.
(Ian King e Katie Hoffmann - Bloomberg/Valor Online)
15.07 - Idec: Pouca competição leva a banda larga ruim
no Brasil
Instituto de consumidores aponta que brasileiros pagam preço
alto por pouca velocidade no acesso à rede mundial
O brasileiro paga caro pela internet. E não recebe as informações
corretas sobre o serviço que lhe é oferecido. Essa é
a conclusão de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec), que comparou o preço e a qualidade da banda larga
em seis capitais brasileiras. "A internet no Brasil é cara, lenta
e restrita", ressaltou Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável
pela pesquisa.
Na visão do Idec, a concorrência "quase inexistente" é
a principal vilã para os preços da banda larga no mercado
brasileiro. Para ter internet rápida em casa, o brasileiro paga
em média U 28, valor que chega a 4,58% da renda per capita no País,
segundo o Idec. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita
dos americanos, e na França é de 1,02%.
Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não
recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela
empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira
é uma das mais lentas do mundo.
A pesquisa mostra que a velocidade média é de pouco mais
de um megabit por segundo (Mbps), 93% menor que a velocidade média
da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões
no País têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo
(Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela
União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre
1,5 e 2 Mbps.
O Idec aponta ainda diversas deficiências de qualidade na prestação
do serviço aos clientes. A principal queixa do órgão
de defesa do consumidor é em relação à variação
da velocidade, pois a maioria das empresas só se compromete a entregar
um porcentual mínimo de conexão.
Segundo o Idec, o site e o Serviço de Atendimento ao Consumidor
(SAC) da Ajato, por exemplo, nada falam sobre o problema. E o contrato
prevê que a operadora não se responsabiliza pelas diferenças
de velocidade em decorrência de fatores externos.
Na Net, o site e o SAC nada falam sobre variação de velocidade.
Mas o contrato prevê que a velocidade máxima ofertada em cada
uma das faixas é de até 10% da indicada. No caso da Telefonica,
o site não fala sobre variação de velocidade, e o
SAC informa que a velocidade pode variar. O contrato, por outro lado, prevê
que as velocidades estão sujeitas a variações.
O site da GVT não informa sobre variação de velocidade;
o SAC informa que há pouca variação de velocidade;
e o contrato prevê que algumas velocidades máximas são
garantidas apenas para o acesso à rede da GVT. A Oi, segundo o Idec,
também não dá informações sobre variação
de velocidade no site da empresa; o SAC informa que a velocidade é
sempre a mesma, em qualquer horário; o contrato, por outro lado,
prevê que as faixas de velocidade não são garantidas.
Outro lado
Procurada, a GVT informou que sua proposta de valor é oferecer
"o melhor custo-benefício do mercado". A Telefônica informou
que "tem compromisso com a garantia da qualidade na oferta e prestação
do serviço de banda larga, seja com a marca Speedy, seja com a marca
Ajato". A Oi informou que "os custos incorridos na prestação
do Oi Velox (...) são diferenciados por localidade". A Net disse
que "garante em contrato o mínimo de 10% da velocidade contratada
e não apenas 10%". (Karla Mendes - O Estado de S.Paulo)
15.07 - A luta dos americanos contra spam
Se você acha que recebe muitas mensagens de spam, tente visitar
o segundo piso do prédio da Federal Trade Commission (FTC) em Washington.
É lá que um servidor mantém a maior coleção
de e-mails spam do mundo ? 314 milhões de mensagens, com 200 mil
novas chegando todos os dias. A máquina fica no laboratório
da internet da agência reguladora americana, um bunker repleto de
aparelhos eletrônicos que ajudam investigadores a caçar spammers,
criadores de programas espiões e ladrões de identidades.
Criada por Woodrow Wilson em 1914 como uma autoridade reguladora antitruste,
a FTC ampliou de forma constante suas atribuições, passando
a proteger os consumidores de fraudes e outras práticas de negócios
com má intenção. Hoje, ela supervisiona tudo que vai
de casas funerárias a uma lista nacional de pessoas que não
querem ser incomodadas por ligações telefônicas de
empresas de telemarketing.
Embora as fraudes antitruste e financeiras ainda estejam no topo de
sua agenda, a agência vem assumindo o combate às fraudes digitais
ao longo da última década. Ela fechou círculos de
spyware e empresas como a 3FN, uma operação sediada em Belize
responsável por metade das mensagens spam que circulavam pelo mundo
até o ano passado. "Estamos preocupados com vigaristas que podem
usar o anonimato da tecnologia para roubar dinheiro ou enganar pessoas
de maneiras difíceis de serem detectadas", afirma David Vladeck,
diretor do Bureau de Proteção ao Consumidor da FTC.
Há um ano como principal caçador de fraudes dos Estados
Unidos, Vladeck está de olho nas ameaças que rondam as redes
de relacionamentos e os aparelhos móveis. Ele vem se reunindo com
executivos do Vale do Silício e em junho concluiu a criação
de um laboratório criminal móvel onde sua equipe, formada
por advogados e investigadores, farejam aplicativos e sites da internet
problemáticos usando equipamentos portáteis.
Os defensores da privacidade afirmam que uma polícia da internet
como a FTC é necessária, uma vez que novas tecnologias proporcionam
cada vez mais oportunidades para os fraudadores. Em junho, um hacker entrou
no site da AT&T, expondo os endereços de e-mail de 114 mil donos
de iPads. Em maio, o Google disse que recolheu inadvertidamente dados de
usuários de internet sem fio, enquanto tirava fotografias para o
seu sistema de mapeamento de ruas Street View. "Muitas das ameaças
das quais os consumidores precisam ser defendidos são técnicas
? na internet, em aparelhos portáteis, em novos tipos de máquinas
que os consumidores ainda não estão usando", diz Peter Eckersley,
da Electronic Frontier Foundation, uma organização sem fins
lucrativos de Washington.
O último ano foi um curso rápido de tecnologia para Vladeck,
59, um ex-professor de direito da Universidade Georgetown. "Eu achei que
estaria além da minha capacidade porque sou um retrógrado",
diz ele. Vladeck não tem contas no Facebook nem no Twitter, e o
trabalho o forçou a usar um BlackBerry pela primeira vez. Sobre
consultoria tecnológica, ele teve que recorrer a especialistas residentes,
como o ex-blogueiro Christopher Soghoian e os jovens da agência.
A FTC não quis discutir investigações em andamento,
mas sinalizou que está de olho em incidentes envolvendo segurança
de dados em grandes serviços da internet. Um problema no acesso
em banda larga sem fio com a tecnologia Wi-Fi do Google provocou uma resposta
do chefe de Vladeck, o presidente da FTC, Jon Leibowitz, que disse que
a agência vai "olhar de perto" o assunto. Depois que o Facebook mudou
sua política de privacidade em abril, de uma maneira que irritou
alguns usuários, quatro senadores americanos entraram com uma queixa
junto à FTC.
Em 24 de junho, a agência anunciou um acordo com o Twitter, concluindo
uma investigação sobre a violação da conta
de um usuário em 2008. Vladeck diz que o Twitter não fez
o suficiente para dar segurança ao seu site, permitindo que um hacker
com um programa de descoberta de senhas se apropriasse de contas de clientes.
O acordo sujeitará o Twitter a auditorias de segurança independentes
por dez anos. "Queremos sinalizar ao setor que esse tipo de falta de controle
não será tolerado", diz Vladeck. Foi o 28º caso de segurança
de dados da agência e o primeiro a envolver um site de relacionamentos.
A missão designada à FTC permite a ele agir contra companhias
que considere desleais ou com má intenção. No entanto,
a FTC não pode estabelecer regras para o setor. A agência
está criando "exigências reguladoras sem na verdade aprovar
nenhuma norma", diz Paul Bond, advogado especializado em privacidade de
dados da advocacia Reed Smith de Pittsburgh. (Douglas MacMillan
- Bloomberg BusinessWeek/ Valor Online)
15.07 - Informação: do dado à tomada de decisão
Cada vez mais, o tema “Sistemas de Informação” vem
se transformando em objeto de importantes discussões no âmbito
da Saúde.
Por outro lado, pouco se tem clareza de como este recurso tem impacto,
sob o ponto de vista assistencial, já que no aspecto econômico-financeiro
sua aplicabilidade é mais evidente.
Entre as várias aplicações dos chamados Sistemas
de Informação, está a utilização dos
mesmos enquanto base para tomada de decisão. E, por decorrência,
o terminologia que logo vem à mente é “indicador de desempenho”.
Só que, quando se fala em indicadores, temos que avaliar todo
o processo que antecede a sua implantação. Tudo começa
com a qualidade da informação, num primeiro momento dos próprios
dados, desde de sua obtenção até seu tratamento.
Parece óbvio falando assim porém, a qualidade dos dados
está longe de ser algo trivial já que existem desafios até
de ordem conceitual. Por exemplo, num processo de Benchmarking, como pode-se
comparar a taxa de ocupação de diferentes unidades hospitalares
se conceitos tais como “leito bloqueado” ou “leito extra” forem diferentes
entre as estas unidades?
Já o tratamento dos dados, pode ser algo ainda mais complexo
pois implica numa revisão de fluxos e até a capacitação
dos profissionais envolvidos no processo. Sua correção implica
num conhecimento profundo dos fluxos hospitalares, associado às
melhores práticas e experiências, inclusive, internacionais.
Tendo esta etapas vencidas e, em tese uma informação
pode ser considerada confiável. Só aí, a preocupação
dos gestores pode ser o que se pode fazer com esta informação.
E, este é outro campo sujeito a um estudo mais profundo.
Assim como somente a coleção de dados não é
suficiente, a simples medição que um indicador pode trazer,
se não for associada com uma inteligência analítica
e de planejamento é igualmente de pouca utilidade.
A analogia que pode ser feita é a da simples observação
dos instrumentos de um avião desgovernado. Se o piloto não
soube o que fazer com esta informação, a catástrofe
é inexorável.
Portanto, a capacitação dos gestores é fundamental
para o sucesso deste tipo de iniciativa.
E, sobretudo, cabe reforcar aquilo que, para mim, é o mais importante;
Qualquer análise deve evidenciar necessidades objetivas de melhoria,
metas claras que tragam resultados relevantes àquele que deve ser
o foco de todos os esforços: o paciente. (Gustavo
de Martini - Saúde Business Web)
14.07 - Mais de um terço das empresas admite vazamento de dados
Muitas companhias ainda derrapam nos controles de segurança
das informações sensíveis aos seus negócios.
Pelo menos é o que mostra um estudo realizado pela Cyber-Ark. No
levantamento, 35% dos profissionais de TI admitem que suas organizações
já foram vítimas de vazamento de informações
confidenciais.
O levantamento, realizado nos Estados Unidos e Inglaterra, ouviu 400
administradores seniores de TI. E, de acordo com o relatório, 37%
dos profissionais entrevistados creditam o furto das informações
a ex-funcionários.
Em segundo lugar na lista dos possíveis motivos do vazamento
de informações confidenciais está a falha humana,
com 28%. Para aumentar a proteção nessa área, a Cyber-Ark
sugere que sejam implementadas camadas adicionais nos sistema para reforçar
a segurança dos dados mai sensíveis.
Leia também: Abuso de senhas administrativas e acesso a arquivos
críticos também foram averiguados.
Outros 10% dos entrevistados acredita na hipótese de os dados
terem sido sequestrados com base na ação de crackers e a
mesma parcela atribui o vazamento à perda de dispositivos móveis,
com notebooks, smartphones e outros aparelhos.
Segundo o levantamento, os dados mais visados são bases de clientes,
planos de pesquisa e informações confidenciais de desenvolvimento,
com 26% e 13%, respectivamente das ocorrências. (Computerworld)
14.07 - Número de falhas de segurança explode em 2010,
diz relatório
Pesquisa da empresa de segurança online Secunia diz que quantidade
de bugs no primeiro semestre de 2010 é quase igual ao de 2009 inteiro.
O número de vulnerabildiades no primeiro semestre do ano teve
um crescimento assustador. De acordo com uma pesquisa da empresa de segurança
Secunia, o índice de bugs e falhas em softwares nos primeiros seis
meses chegou próximo ao de 2009 inteiro.
Outra surpresa é a líder do ranking: Apple. Na sequência,
Oracle e Microsoft.
Durante os primeiros seis meses, a Secunia registrou 380 vulnerabilidades
nos 50 principais programas utilizados por usuários finais – o equivalente
a 89% do registrado em todo o ano de 2009.
A empresa diz em seu relatório que as principais ameaças
estão deixando de se concentrar em sistemas operacionais – agora
o problema está mais em aplicativos externos (third-party applications).
De acordo com o estudo, um usuário com 50 programas instalados
em seu PC irá encontrar 3,5 mais bugs de segurança nos 24
aplicativos externos mais comuns do que nos 26 da Microsoft.
Além disso, consertar essa falhas aplicando updates (patches)
é ainda mais complicado, por depender de pelo menos 13 mecanismos
diferentes, em média, por PC.
Entre 2007 e 2009 o número de vulnerabilidades que afetam um
PC típico dobrou de 220 para 420. A empresa projeta que esse número
deve chegar a 760 ainda este ano. (IDG Now)
14.07 - Oracle anuncia pacote de correções para 59 brechas
de segurança
Do total de vulnerabilidades que serão consertadas em 13/7,
21 afetam produtos relacionados ao sistema Solaris e 13, sua linha de banco
de dados.
A Oracle vai liberar na terça-feira (13/7) 59 correções
para brechas de segurança que afetam centenas de produtos, de acordo
com nota publicada no site da empresa.
Do total, 21 vulnerabilidades afetam produtos relacionados ao Solaris,
o sistema operacional que passou às mãos da Oracle após
a compra da Sun Microsystems. Sete delas podem ser exploradas remotamente
sem exigir senha ou nome de usuário, afirmou a Oracle.
Entre os produtos Solaris em questão estão OpenSSO, Solaris
Studio, Sun Convergence e Glassfish Enterprise Server.
A atualização também inclui 13 correções
para a linha de produtos de banco de dados da Oracle. Sete são para
vulnerabilidades passíveis de serem exploradas remotamente, tanto
no componente TimesTen como no Secure Backup. Essas vulnerabilidades receberam
nota CVSS (de Common Vulnerability Scoring System) de 10.0, a mais crítica
da escala.
Sete outras correções têm como alvos os produtos
Fusion Middleware. Outras 16 são para outras aplicações,
como E-Business Suite, PeopleSoft e JD Edwards. Uma correção
está incluída para uma questão com o Enterprise Manager.
No site, a Oracle recomenda a seus usuários instalar as correções
assim que possível. (IDG Now)
13.07 - Vírus para Symbian S60 contaminou mais de 100 mil smartphones
Aplicativo disfarçado de game envia mensagens do aparelho contaminado
sem que o usuário perceba e apaga os registros.
Um aplicativo malicioso (malware) que ataca smartphones com sistema
operacional Symbian Serie 60 (S60) de 3ª e 5 ª Edições
pode estar sendo usado para criar uma botnet – rede de dispositivos "zumbis",
controlados remotamente.
De acordo com a empresa de segurança NetQin, mais de 100 000
smartphones já foram comprometidos com o malware, que simula ser
um game. A empresa disse que o aplicativo está programado para mandar
mensagens SMS a partir do telefone infectado.
"Essas botnets fazem uma coisa ou outra: enviam mensagens para todos
os contatos da agenda, ou mandam para números aleatórios,
conectando-se a um servidor", explicou a empresa em um post. O nome do
aplicativo não foi revelado.
"Os vírus irão deletar da caixa de saída do usuário
as mensagens enviadas e o registro do SMS. Todas as mensagens contêm
URLs que levam para sites com malware, e quem recebe não tem como
verificar isso até que o malware instale-se automaticamente".
A Fundação Symbian disse que o certificado usado para
assinar o malware já foi revogado, e recomenda aos usuários
que instalaram muitos aplicativos recentemente que habilitem a função
de rechecagem da validade dele. (IDG Now)
13.07 - Surgem mais três bugs de dia-zero para assombrar a Microsoft
A Microsoft enfrenta uma leva de vulnerabilidades de dia-zero em alguns
de seus softwares mais importantes, conforme revelações feitas
recentemente de que há bugs não corrigidos em produtos como
Windows XP, Internet Explorer e até em seu servidor web.
Além de uma vulnerabilidade divulgada por um inflamado grupo
de pesquisadores de segurança que se autointitula ironicamente Microsoft
Spurned Researcher Collective (MSRC - mesma sigla que identifica o grupo
de segurança da Microsoft), a empresa foi informada de pelo menos
três outras falhas nas últimas semanas.
Na terça-feira (6/7), o pesquisador Soroush Dalili publicou
informações sobre uma vulnerabilidade no Internet Information
Services (IIS), servidor web da Microsoft.
De acordo com Dalili, que trabalha como analista de segurança
da informação na indústria de cassinos e jogos de
azar, a autenticação em versões antigas do IIS pode
ser burlada, dando aos invasores uma porta de entrada em qualquer esquema
de assalto a um servidor web corporativo.
O bug pode ser explorado no IIS 5.1, mas não nas versões
mais recentes IIS 6, IIS 7 ou IIS 7.5, informou Dalili.
Ameaça minimizada
A Microsoft afirmou que investiga a vulnerabilidade. Mas, tal como
respondeu ao alerta de bug do grupo independente MSRC, a empresa minimizou
a ameaça. “O IIS não é instalado como um serviço
padrão; além disso, para se tornarem vulneráveis,
os usuários teriam que mudar a configuração padrão”,
disse Jerry Bryant, um gerente de grupo do Microsoft Security Response
Center, por e-mail.
A rastreadora de vulnerabilidades Secunia classificou a ameaça
como “moderadamente crítica” – uma nota intermediária em
sua escala de cinco passos.
No começo da semana, Ruben Santamarta, um pesquisador da empresa
espanhola de segurança Wintercore, divulgou informações
sobre uma vulnerabilidade no Internet Explorer 8 (IE8) e publicou o código
de ataque – a falha afeta o IE8 em uso nos sistemas Windows XP, Vista e
Windows 7.
Santamarta afirmou que o bug poderia ser utilizado para contornar duas
barreiras digitais embutidas no Windows, a Data Execution Prevention (DEP)
e ASLR (Address Space Layout Randomization).
Bug premiado
As técnicas que burlam o DEP e o ASLR não são
nada novas: em março, o pesquisador holandês Peter Vreugdenhil
explorou uma vulnerabilidade no IE8 sobre Windows 7 com um código
de ataque que passou por cima do DEP e do ASLR, uma façanha que
lhe rendeu 10 mil dólares na quarta edição do concurso
anual Pwn2Own.
A Microsoft também minimizou a questão levantada por
Santamarta, o que não surpreendeu já que havia feito o mesmo
ao comentar a invasão ocorrida na Pwn2Own.
“Não se trata de um contorno direto de ASLR, e só funciona
sob certas condições”, disse Bryant. “Um invasor teria de
usar isso em conjunto com uma vulnerabilidade não corrigida se quiser
explorar um sistema.” No mesmo e-mail, Bryant recusou-se a chamar o bug
de vulnerabilidade de segurança. “Esta não é uma vulnerabilidade,
mas uma técnica que atenua uma defesa”, disse.
Brecha na biblioteca
No mês passado, alguém identificado apenas como “fl0 fl0w”
publicou código de exploração para uma falha em uma
importante biblioteca usada para desenvolver programas de terceiros por
meio do pacote de programação Visual Studio.
O bug na Microsoft Foundation Classes (MFC), um conjunto de bibliotecas
de código que dá acesso às APIs do Windows em programas
escritos em C++, pode ser explorado por meio de alguns softwares de terceiros
escritos com Visual Studio. O usuário “fl0 fl0w” disse que seu código
de ataque pode comprometer um PC com Windows via PowerZip, um utilitário
de arquivamento de baixo custo.
A Microsoft disse que sua investigação preliminar mostrou
que apenas que o Windows 2000 e o XP seriam vulneráveis ao ataque
via MFC. “Nós temos investigado as denúncias (...) e os manteremos
informados quando surgirem mais informações”, afirmou a empresa
em sua conta oficial de segurança no Twitter, na segunda-feira (5/7).
Dedo da Google
Os quatro novos informes de falhas de dia-zero não são
as únicas dores-de-cabeça para os engenheiros de segurança
da Microsoft. Eles ainda não consertaram a falha crítica
do Windows que foi publicada no mês passado por Tavis Ormandy depois
que a Microsoft não se comprometeu com uma data para correção.
Ormandy, que trabalha para a equipe de segurança da Google,
está no centro de um debate entre pesquisadores, que questionam
sua decisão de tornar a brecha pública. O Microsoft-Spurned
Researcher Collective foi formado justamente como reação
à sugestão feita pela Microsoft de ligar as intenções
de Ormandy a seu empregador.
Essa vulnerabilidade tem sido explorada ativamente por cibercriminosos
desde 15 de junho.
A próxima publicação de correções
da Microsoft, a chamada Patch Tuesday, está prevista para 13 de
julho. A empresa tem mantido os lábios cerrados sobre se irá
ou não consertar a falha apontada por Ormandy. Mas, a julgar pelo
que já fez no passado, é bastante improvável que a
Microsoft vá montar e testar correções para as outras
falhas de dia-zero a tempo de serem incluídas no pacote de correções
da semana que vem. (Computerworld)
08.07 - Inovação simples e óbvia
A web abre possibilidades indiscutíveis de melhoria de produtividade
nas grandes corporações
Há duas semanas desembarquei em San Francisco, Califórnia,
para uma rodada de reuniões com pessoas ligadas ao Google. Parte
de uma rotina atribulada de viagens nos últimos cinco anos. Mas
dessa vez havia uma diferença inesquecível: o avião
pousou justamente quando começava um dos jogos do Brasil na Copa
e ainda havia um fio de esperança para nossa seleção.
Eu já sabia do risco, mas estava relativamente tranquilo, pois
acreditava que poderia seguir o resultado em algum canto. Sai apressado
do avião e ainda dentro do aeroporto vejo um restaurante e algumas
pessoas vidradas na partida. Como teria ainda que buscar minha bagagem
e alugar um carro, conferi o resultado e segui meu caminho.
Chego para pegar minhas malas e fico impaciente. Ali, nenhuma mídia
tradicional sintonizada na Copa. A vida continuava normal. Minha única
saída foi conectar o celular a algum aplicativo (o mais fascinante
para mim, nesta Copa, é o Worldcup Droid, criado por desenvolvedores
brasileiros) ou acompanhar o jogo por um dos portais da web que informam
a partida minuto a minuto.
Deu certo. Fico sabendo quase em tempo real que a seleção
havia marcado o primeiro gol. Mala nas mãos, carro ligado... pronto
para seguir meu caminho e quem sabe assistir ao segundo tempo sem grandes
problemas. Aí vem o desespero. Não havia nenhuma rádio
transmitindo o jogo. Como sou absolutamente consciente do risco de olhar
no celular enquanto dirijo, desisto.
Hoje parece tão óbvio o papel que a tecnologia deve ter
na estratégia de inovação das empresas. Mas são
poucas as companhias que a utilizam de maneira convincente. Uma das reuniões
de que participei nesta viagem à Califórnia foi com um senhor
muito simpático, no auge de seus 60 e tantos anos. Em seu indefectível
colete vermelho com um grande logotipo da empresa, Alan Mullaly -CEO mundial
da Ford- está revolucionando conceitos numa indústria pra
lá de tradicional.
Uma de suas brilhantes ideias reside numa simplicidade absurdamente
óbvia. Em suas próprias palavras: "Quero meus clientes com
as mãos no volante, olhos na estrada e totalmente conectados à
internet".
O carro deve ser a extensão da conectividade móvel que
já nos é tão familiar. Hoje, isso ainda é um
desafio para essa indústria (o que usamos além do viva-voz
e do GPS?). Observe que a Copa do Mundo levou a internet a novos recordes
de audiência. Algumas pesquisas dão conta de que mais de 12
milhões de internautas acessaram novas páginas a cada minuto
durante a abertura dos jogos. Quer dizer: as pessoas já buscam informações
na rede mundial o tempo todo e de forma crescente. Nada mais normal que
façam o mesmo enquanto dirigem.
Se o sr. Mullaly pudesse descrever como deveria ter sido minha experiência,
seria assim: chego ao aeroporto, vejo o resultado no meu celular, entro
no carro e ele me conecta instantaneamente à web. Entro na minha
agenda, que me indica aonde devo ir, meu próximo compromisso, o
endereço do hotel, a rota, o mapa.
Abro meu portal favorito e o Google transforma em voz os textos que
estão sendo atualizados. Consigo ouvir o que está acontecendo
no jogo, minuto a minuto.
Assim como a Ford, é hora de as empresas se debruçarem
na busca de soluções simples e óbvias baseada nos
novos conceitos de interatividade e colaboração. Imagine
que economia teria uma empresa se combinasse atividades de call center
com uma plataforma wiki (base de conhecimento interativo e aberto para
colaboração de usuários), em que usuários registram
suas perguntas e outros usuários as respondem.
Em vez de ligar para uma central de atendimento, busco na internet
minha dúvida e como resolvê-la. Ou uma rede de supermercados
que compare a cada minuto preços de seus produtos básicos
versus a concorrência, divulgando em tempo real na internet e no
celular para poder atrair mais consumidores.
Essa mesma web já revolucionou como nos informamos, nos comunicamos,
nos relacionamos e como compramos. Agora -talvez em sua versão 3.0-
abre possibilidades indiscutíveis de melhoria de produtividade nas
grandes corporações. Sim, a internet já permeia a
sociedade e a economia de forma ampla e os consumidores da sua empresa
estão conectados. Resta às companhias a tarefa de usar essa
simplicidade óbvia da web em prol de seus negócios.
(ALEXANDRE HOHAGEN - Folha de S.Paulo)
07.07 - Vendas globais de chips apresentam alta de 4,5%
As vendas mundiais de chips apresentaram um crescimento de 4,5% no
mês de maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (06)
pela SIA (Semiconductor Industry Association). No período, as receitas
somaram US$ 24,7 bilhões, um crescimento de 47,6% na comparação
com maio de 2009, quando as vendas chegaram a US$ 16,7 bilhões.
Para George Scalise, presidente da SIA, as vendas mundiais alcançaram
um novo recorde no período, mas permaneceram no ritmo previsto pela
Associação. “Prevemos um crescimento de 28,4% em 2010. As
vendas do setor têm sido impulsionadas pela comercialização
de computadores, celulares, outros dispositivos de TI, além de aplicações
industriais e automóveis. As vendas unitárias de computadores
estão devem atingir a expectativa de crescimento de 20%, enquanto
as vendas de celulares devem apresentar expansão de 10% a 12%”,
afirmou.
A SIA ressaltou mais uma vez que as taxas de crescimento do setor devem
diminuir no segundo semestre. “As vendas recentes têm demonstrado
uma demanda robusta, mas as taxas de crescimento anuais também refletem
um mercado mais reprimido no primeiro semestre de 2009. Preocupações
crescentes sobre questões como a dívida pública, queda
na confiança dos consumidores e as pressões sobre os gastos
do governo não parecem ter afetado as vendas de semicondutores em
todo o mundo. Mas diante da crescente sensibilidade da indústria
de semicondutores, estas questões deverão se destacar no
segundo semestre de 2010", concluiu Scalise. (Executivos Financeiros)
07.07 - Internet já atinge 26% da população mundial
O número de usuários da internet atingirá a marca
de 5 bilhões até o final deste ano, segundo relatório
da International Telecommunication (ITU), embalados pelo crescimento da
telefonia móvel. A pesquisa também apontou que a quantidade
de internautas duplicou de 2003 a 2009, chegando a 26% da população
mundial aproximadamente.
O relatório é uma revisão dos progressos realizados
para a criação de uma sociedade de informação
global em 2015, um compromisso que os governos acordaram na World Summit
on the Information Society (WSIS), em Genebra, em 2003, e depois em Túnis,
em 2005.
Enquanto setor de tecnologia da informação avançam
a passos largos, cerca de 80% das pessoas nos países em desenvolvimento
ainda não têm acesso à Internet. De acordo com o relatório,
no mundo desenvolvido, quase 60% das famílias tinham acesso à
Internet, contra apenas 12% no mundo em desenvolvimento. A inclusão
da banda larga fixa nos países em desenvolvimento foi muito menor:
cerca de 3,5% no final de 2009.
Segundo a chefe da divisão de estatísticas do ITU, Susan
Teltscher, grande parte do crescimento das comunicações nos
países em desenvolvimento está vindo principalmente da China
e da Índia. Eles respondem por um terço dos assinantes de
telefonia móvel no mundo. Somente a China é responsável
pela metade das assinaturas de banda larga em países em desenvolvimento.
De acordo com os dados divulgados, as redes celulares já cobrem
cerca de 90% da população mundial. Além da conectividade,
também há uma divisão clara entre conteúdos
e línguas, declarou Teltscher. Mais de 50% do conteúdo da
Internet está escrito em poucos idiomas, sobretudo o Inglês,
disse ela.
Até o final de 2009, havia cerca de 1,4 milhões de domicílios
com TV ao redor do mundo, fornecendo a , proximadamente, 5 bilhões
de pessoas o acesso a um televisor em casa. Isso significa que 79%
dos lares possuem aparelhos de TV, o que representa um aumento de 6% em
comparação a 2002. Os dados no continente africano contrastam:
apenas 28% das famílias possuem televisão. (Jornal
do Commercio)
06.07 - Venda de software retoma crescimento no Brasil
Apesar de recuperação, setor corre risco de estagnação
diante de outros países
Vendas passarão de US$ 16,7 bi em 2010, mas país continuará
com menos de 2% do resultado global
A produção brasileira de software deve exibir crescimento
de 20% neste ano e, mesmo assim, o país corre o risco de continuar
estagnado na comparação com outros competidores globais.
Relatório da Abes, associação que representa a
indústria de software e serviços, prevê que, em 2010,
o setor movimentará US$ 16,7 bilhões, alta de 8,4% em relação
ao ano anterior.
Porém, o estudo foi realizado no início do ano, quando
a taxa de câmbio estava desfavorável e a previsão de
crescimento do PIB, em 3%.
As estimativas atuais indicam que a economia fechará o ano com
6% de expansão. "Isso significa que o setor crescerá cerca
de 20%, muito acima da média mundial", disse Gerson Schmitt, presidente
da Abes. "Passaremos dos US$ 16 bilhões."
Contudo, Schmitt afirma que esse resultado seria maior caso o governo
estimulasse o setor privado, em vez de competir com ele. "Corremos o risco
de continuar na mesma entre os países que competem nesse ramo."
O Brasil ocupa a 12ª posição respondendo por 1,7%
das vendas globais.
Para Schmitt, a estratégia do Brasil para ganhar mercado internacional
foi investir na formação de profissionais para a prestação
de serviços terceirizados como fazem China e Índia.
É uma possibilidade, mas, ainda segundo ele, a estrutura de
custos do Brasil não permitirá atingir a competitividade
dos asiáticos.
MENOS SOFTWARE LIVRE
Outra dificuldade é a escolha das plataformas de códigos
abertos (softwares livres), promovidas particularmente pelo governo federal,
como prioridade. A Abes defende o incentivo aos programas de "marca" (fechados).
Ainda segundo a Abes, o país tem reputação internacional
no desenvolvimento de softwares destinados às áreas financeira
e energética.
"Deveria aproveitar esse potencial para exportar", disse Schmitt. "Só
6% das receitas do setor no país vêm das vendas externas."
Não bastasse, 71% das vendas ocorridas no mercado interno tornam-se
receitas para empresas estrangeiras, que aqui são líderes.
Além disso, o próprio governo é um concorrente.
Empresas públicas desenvolvem softwares exclusivos para a administração
federal, um mercado que as empresas privadas têm dificuldade de participar
e estimam deixar de ganhar R$ 2 bilhões por ano. (Folha de
S.Paulo)
05.07 - Campanha analógica
Exceto pela febre no Twitter e pelas declarações desastradas
de alguns políticos, a internet terá um papel limitado no
atual processo eleitoral brasileiro.
Há várias razões para esse atraso. Embora cerca
de 70 milhões de pessoas já tenham acesso à rede mundial
de computadores, a conexão da maioria é de baixa qualidade.
A banda larga no Brasil é estreita. Um aspecto, entretanto, parece
ser o responsável principal para o país ainda ter uma eleição
"desconectada": o excesso de burocracia e a falta de tecnologia para facilitar
doações por meio da web.
Ao longo de seus quase dois anos de campanha, Barack Obama montou uma
rede de 3 milhões de doadores. Recebeu cerca de 6 milhões
de doações em valores até US$ 100. Como comparação,
em 2006, Lula teve 1.634 doadores.
No Brasil, a campanha oficial começa apenas hoje, dia 5 de julho,
quando estarão registradas todas as candidaturas. Os políticos
só têm três meses para montar suas redes de colaboradores.
Vários estão tentando. Nenhum ainda teve sucesso. Nos
EUA, o doador vai ao site do candidato de sua preferência, avista
uma página com os ícones das principais bandeiras de cartões
de crédito, clica na opção desejada, informa o valor
e envia o dinheiro pela web. A conta vem na fatura do cartão. A
operação dura cerca de um minuto.
No Brasil, os partidos escorregaram num mata-burro: a lei determina
que todas as doações eleitorais tenham um recibo, identificando
quem deu o dinheiro, com os dados completos, inclusive o CPF. Esse é
o problema: o CPF.
As administradoras de cartões de crédito tiraram o corpo
fora. Quem tem o CPF do cliente são os bancos. Agora, os partidos
terão de abrir contas em todos os principais bancos que fornecem
cartões se quiserem massificar a estratégia. Mas a chance
de haver uma clicocracia a la Obama por aqui é mínima.
(FERNANDO RODRIGUES - Folha de S.Paulo)
05.07 - Software e serviços têm o menor crescimento em
5 anos
US$ 15,36 bilhões em 2009, tendo atravessado a crise econômica
mundial com crescimento de 2,4% em relação a 2008, segundo
estudo realizado pela IDC para a Associação Brasileira das
Empresas de Software (Abes).
Embora o ritmo de crescimento do Brasil nesse setor tenha superado
a média global de 0,89% em relação a 2008, o resultado
foi dez vezes inferior ao patamar de crescimento anual, que foi superior
a 20% nos últimos cinco anos. A diferença é ainda
mais expressiva se comparada ao crescimento de 35% do mercado entre 2008
e 2007.
Na avaliação do presidente da Abes, Gerson Schmitt, o
ritmo de crescimento foi afetado pela crise econômica global e alta
do dólar. "O ano passado foi atípico, mas já tivemos
uma adaptação do câmbio e o setor deve retomar o avanço
de dois dígitos ainda em 2010", prevê Schmitt. Segundo ele,
o resultado deste ano deve superar a previsão de crescimento de
8,5%, feita pela IDC.
O país manteve a 12ª posição no mercado global
de software e serviços, e a média de participação
de 1,7% no faturamento global de US$ 880,6 bilhões do setor.
Os Estados Unidos lidera o mercado mundial de software, com faturamento
de US$ 349,7 bilhões no ano passado, 39,71% de alta na comparação
anual. Na segunda posição está o Japão, que
registrou US$ 71,7 bilhões e se manteve estável em 2009.
Para conquistar mais posições no ranking global do setor,
no entanto, o Brasil precisa rever seu modelo de negócios, atualmente
calcado em serviços. Para Schmitt, o governo deveria apoiar o desenvolvimento
de sistemas, que tem maior valor adicionado, "ao invés de dar suporte
apenas ao software livre e à oferta de serviços."
"O setor é composto por 94% de micro, pequenas e médias
empresas, que precisam de políticas de incentivo para crescer",
afirma Schmitt.
Do total de US$ 15,36 bilhões de receita do mercado, o segmento
de serviços representou US$ 9,9 bilhões, ou 64,5%. A exportação
de serviços movimentou US$ 271 milhões no ano passado, com
elevação de 2,5% em um ano. O segmento de software obteve
receita de US$ 5,45 bilhões, com participação de 35,5%
no mercado total. A exportação de software gerou US$ 92 milhões,
aumento de 6%. .
Atualmente, 71% da receita do segmento de software (US$ 3,88 bilhões)
vem de produtos desenvolvidos no exterior, enquanto serviços, com
domínio da indústria nacional, geraram US$ 9,64 bilhões
e participação de 97,5%.
A falta de mão de obra qualificada é outro reflexo crítico
do atual modelo do setor. O mercado brasileiro de software e serviços
sofrerá com a carência de 140 mil profissionais em 2013, de
acordo com levantamento da Associação para Promoção
da Excelência do Software Brasileiro (Softex, com base em dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado
no final de 2009. "Se for adotado o modelo de software como prioridade,
podemos ter uma redução nesta diferença para 80 mil
posições", prevê o presidente da Abes. "Mas se competirmos
por custos, o modelo não se sustenta sem pessoas na área
de serviços."
Os segmentos de finanças e indústria são os principais
consumidores de software no país. Juntos representam 48,1% dos compradores
da indústria nacional. Nesse sentido, segundo Schmitt, o potencial
para os desenvolvedores de software encontra-se especialmente nos segmentos
financeiro, de governo eletrônico (e-gov), segurança e em
sistemas de gestão empresarial (ERP).
Embora o Brasil seja o maior mercado em software e serviços
na América Latina, com 47% de participação no resultado
de US$ 65 bilhões de região, não há razão
para se acomodar, afirma Schmitt. (Daniela Braun - Valor Online)
05.07 - Vendas de downloads ganham espaço na internet brasileira
Faturamento com cópias de jogos e livros supera expectativas
O mercado de downloads surpreendeu as redes brasileiras que apostaram
no formato. Recém-lançados, os serviços de compra
via troca de dados na internet já experimentam crescimentos de até
300% nas vendas.
Executivos e especialistas acreditam que os produtos possam repetir
a curva de crescimento observada no comércio on-line do país,
que neste ano deve chegar a 30% do total das vendas.
A referência do potencial é o mercado norte-americano
de e-books (livro digital), que registra avanço médio anual
de 71,7%.
A última estatística da APP (Associação
Americana das Editoras) mostrou os e-books ocupando 4% do mercado total
das vendas, o equivalente a US$ 27,4 milhões.
"Conseguimos fazer o download de jogos gerar mais receita do que os
de caixinha. Isso é surpreendente para mim", diz o gerente comercial
do PontoFrio.com, Cláudio Campos.
Desde outubro de 2009, quando os downloads começaram a ser comercializados
no site, as vendas crescem 20% ao mês, segundo dados do varejista.
Até o final do ano, a empresa quer ampliar o serviço para
livros e filmes.
Campos diz que os down- loads atraem pelo preço e a possibilidade
de utilização imediata, além da oferta do arquivo
de títulos com baixa tiragem. O formato é cerca de 50% mais
barato do que um jogo vendido em caixa.
VENDAS CRESCENTES
A ampliação dos títulos foi essencial para fazer
as vendas de downloads de filmes da Saraiva.com registrar crescimento de
300% desde o lançamento, em maio do ano passado.
Os 1.200 títulos disponíveis hoje representam 60% a mais
do que o número inicial. A empresa espera repetir o resultado com
os e-books, lançados em junho.
"A próxima evolução do nosso negócio é
digital. O cliente vai consumir cultura sem receber o produto físico",
afirma o diretor presidente da Livraria Saraiva, Marcílio D'Amico
Pousada.
Ele estima que as vendas virtuais da empresa vão superar as
compras nas lojas em cinco anos. Hoje, o comércio virtual representa
35% do faturamento.
Já a Livraria Cultura, que tem 20% da receita no comércio
virtual, espera igualar as vendas de e-book ao nível americano em
dois anos. A venda dos livros digitais foi lançada em maio e no
último mês registrou alta de 100%.
Para o diretor do e-bit, de informação sobre comércio
eletrônico, Pedro Guasti, a comercialização de downloads
é caminho sem volta.
Ele acredita que esse mercado será impulsionado com a expansão
da banda larga e a queda nos preços dos equipamentos de leitura
portátil, como Kindle e iPad. (GABRIEL BALDOCCHI - Folha de
S.Paulo)
02.07 - Vendas de TI crescem 20% no semestre
O mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI)
cresceu, e muito, nos primeiros seis meses do ano. Números preliminares
adiantados ao Valor apontam que empresas e governo gastaram R$ 24,3 bilhões
com tecnologia no período. O resultado é quase 20% superior
ao verificado no mesmo semestre de 2009, quando o setor relatou vendas
de R$ 20,3 bilhões, segundo a consultoria IT Data. Fabricantes de
equipamentos e componentes como Hewlett-Packard (HP), Intel, EMC, Itautec
e Positivo registraram taxas de crescimento entre 20% e 32%.
O desempenho ficou pouco acima da indústria geral, que acumulou
alta de 17,3% até maio e deve fechar o semestre com aumento de 16,5%,
segundo a LCA Consultores. Além de fatores como expansão
da oferta de crédito e da renda, nível de inadimplência
estabilizado e perspectiva de crescimento do PIB de 7,3% no ano, contribuíram
para o resultado a retomada das encomendas pelas empresas, que tinham adiado
a renovação de infraestrutura no ano passado. Também
ajudaram no resultado as compras do governo, mais concentradas na primeira
metade do ano, e a expansão da demanda da classe C.
A HP foi uma das companhias favorecidas pelas encomendas crescentes
de empresas e demanda aquecida no varejo. O vice-presidente da área
de sistemas pessoais da HP, Cláudio Raupp, observa que as empresas
costumam renovar um terço do parque de máquinas a cada ano,
mas em 2008 e parte de 2009, por conta da crise financeira internacional,
essa renovação não foi completa. "As vendas para empresas
foram mais fortes no segundo trimestre e, pelo nível de encomendas,
o segundo semestre também será muito bom", afirma Raupp.
As compras do governo também contribuíram para a expansão
das vendas no semestre. Raupp não cita números, mas diz que
a HP cresceu acima da média do mercado no período. No segmento
de produtos para pessoas físicas, a demanda crescente das classes
C e D foi o principal impulsionador das vendas no país ao longo
do período, com o segmento de notebooks na liderança das
vendas. "Houve um crescimento significativo da procura por sistemas para
compartilhamento de conteúdos, como músicas, filmes e fotos",
afirma o executivo.
A Itautec também sentiu os efeitos da retomada das encomendas.
De acordo com o vice-presidente comercial da companhia, Cláudio
Vita, as vendas subiram 30% no semestre em relação ao mesmo
intervalo de 2009. Entre os segmentos que investiram mais na substituição
de equipamentos estão bancos e empresas de varejo. "Os provedores
de internet também reforçaram os investimentos em novos centros
de dados, por conta da expectativa de aumento do acesso em função
da Copa", diz Vita.
Para o segundo semestre, a expectativa da Itautec é manter o
ritmo de vendas, ao menos para o mercado corporativo. "As vendas para pessoa
física dependerão das condições de crédito
e inadimplência", afirma Vita. De acordo com dados do Banco Central,
a taxa de inadimplência total para pessoas físicas é
de 6,8% até maio e o nível de endividamento era de 41,5%
(1,2% inferior a maio de 2009). Para o ano, a Itautec prevê expansão
de 17% no mercado de computadores, para 14 milhões de unidades.
A Intel, que no fim do ano passado foi apontada como muito otimista
ao prever para o setor expansão de 25% neste ano, viu no primeiro
semestre um crescimento na demanda brasileira por itens de TI de 30%, afirma
o diretor de marketing da Intel Brasil, Cassio Tietê.
Além da retomada das encomendas de empresas e das compras de
governo, Tietê destaca a expansão no número de famílias
das classes C e D que adquiriram o primeiro computador. "Outra tendência
que se torna mais forte no Brasil é a individualização
do PC", afirma. Ele observa que o brasileiro tomou gosto por usar o computador
para se comunicar e, com a popularização das redes de terceira
geração de serviços móveis, consumidores das
classes A, B e C começam a adquirir um PC para cada membro da família.
Para 2010, Tietê prevê crescimento mais próximo de 25%
no mercado.
O otimismo não é menor na Positivo Informática,
que lidera a venda de PCs no país. É preciso lembrar, no
entanto, que o crescimento se baseia nos resultados de um semestre apático
de 2009, comenta Hélio Rotenberg, presidente da companhia. "A primeira
metade deste ano foi um período muito bom, que ficou dentro do que
era esperado."
Durante a crise, diz Rotenberg, o governo foi o grande fomentador do
mercado, enquanto as empresas tiveram queda abrupta de compra. "Este ano,
os negócios retomaram o fôlego, o mercado está bom
e competitivo", comenta. Entre janeiro e março, a Positivo vendeu
425,7 mil computadores, 32% a mais que no primeiro trimestre de 2009.
O momento é de investimento, diz Carlos Cunha, diretor geral
da EMC, especializada em equipamentos de armazenamento de dados. "Estamos
trabalhando na elaboração de um plano de três anos,
que terá início neste semestre", comenta. "Queremos trazer
a produção de novos equipamentos para o país e ampliaremos
o quadro profissional." (Cibelle Bouças e André
Borges - Valor Online)
01.07 - Sony alerta donos de laptop Vaio sobre risco de superaquecimento
A gigante japonesa Sony pediu nesta quarta-feira aos donos de laptops
"Vaio" que baixem um programa para corrigir um problema de superaquecimento
que afeta em torno de 535.000 computadores no mundo.
Segundo as informações divulgadas pela Sony, o sistema
que regula a temperatura tem defeitos e pode provocar um superaquecimento
do aparelho a ponto de deformá-lo.
Este problema pode ser corrigido com a instalação de
um programa interno (BIOS).
Os clientes que não se sentirem capazes de instalá-lo
podem fazê-lo nos locais de venda de aparelhos Sony, informa o grupo.
Em torno de 535.000 laptops Vaio séries F e C no mundo têm
esse problema, dos quais 52.000 estão no Japão, segundo a
Sony. (AFP/ Diário do Grande ABC)
01.07 - Suporte privilegiado ao HTML5 quer deixar IE9 mais veloz
Navegador usará - como padrão - aceleração
de hardware para todas as funções na Internet.
Depois de liberar o terceiro preview do Internet Explorer 9 nesta semana
para desenvolvedores, a Microsoft fez uma revisão e adicionou suporte
para diversos padrões HTML5, afirmando que o navegador está
mais rápido do que nunca.
Com o nome de IE9 Plattform Preview (IE9PP), o aplicativo ainda
não é um navegador completo, mas apresenta uma interface
muito enxuta, acondicionada em torno da renderização mais
recente da Microsoft, além de contar com mecanismos JavaScript.
Desde que apresentou o browser em meados de março, a empresa se
comprometeu a atualizar o preview a cada oito semanas, até que ele
entrasse em beta público, algo que ainda não tem data para
ocorrer, bem como a versão final do mesmo.
A Microsoft quer que o IE 9 iguale ou supere a velocidade dos rivais
na capacidade de descarregar textos, imagens e vídeos, otimizando
o desempenho do processador gráfico dos PCs e, consecutivamente,
melhorando seu desempenho. "Esse é o primeiro navegador que usa
- como padrão - aceleração de hardware para
todas as funções na Internet", disse Dean Hachamovich, gerente
geral da divisão IE, em um post no blog correspondente. Durante
os testes, a empresa também destacou a velocidade de visualização
em aplicativos JavaScript.
Ainda de acordo com a Microsoft, o IE9PP 3 concluiu os testes com o
SunSpider JavaScript com 47% mais rápido que o seu antecessor, ainda
que ele esteja aqué de edições do Safari e do Chrome
5. O PP3 também foi dez vezes mais rápido na renderização
do JavaScript do que o IE8, versão 2009.
No benchmark Acid 3 - teste que verifica em detalhes como um navegador
segue certos padrões na Web - o IE9PP3 marcou 83 pontos de 100 possíveis
- uma melhora de 22% sobre o PP2.
Ao contrário das versões Release Candidate do IE (edição
próxima de ser finalizada), o preview do mesmo é executado
juntamente com versões existentes do IE7 no Vista e do IE 8 no Windows
7. Este preview ou a versão final do IE9 não serão
compatíveis com o Windows XP, já que o navegador precisará
de APIs específicos, que estarão integrados no Windows 7
e p[oderão ser adicionados no Vista e no Server 2008 R2, mas não
estarão disponíveis ao XP.
O IE9 é a esperaça da Microsoft para se recuperar no
mercado de navegadores. Nos últimos 12 meses, a empresa perdeu 8,3%
do seu share no setor, que hoje conta com 59,8% de participação,
segundo a consultoria especializada em web, Net Applications.
Quem quiser conhecer o IE9PP3 pode fazer o download clicando aqui.
O arquivo tem 16MB. (Computerworld)
01.07 - Redes sociais móveis deixam vazar informações
privadas, aponta estudo
Você faz questão que todo mundo saiba onde você
está?
Bem, é o que seus sites de rede social favoritos podem fazer
quando deixar vazar informações sobre sua localização.
Um estudo feito pelo Worcester Polytechnic Institute (WPI) mostra que
as redes sociais móveis têm fornecido dados sobre a localização
física dos usuários para sites de rastreamento e outros serviços
de rede social. Os pesquisadores afirmaram que todos os 20 sites estudados
deixaram vazar algum tipo de informação privada para sites
de rastreamento de terceiros.
"Esta análise inicial das redes sociais móveis online
levanta algumas preocupações sérias, mas há
mais trabalho a ser feito", disse Craig Wills, professor de ciência
da computação do WPI e coautor do estudo. "Os sites de terceiros
parecem agora ter a capacidade de construir um retrato dinâmico e
abrangente dos usuários de redes sociais móveis. Isso exige
um modo igualmente abrangente de captura de toda a gama de controles de
privacidade em um painel unificado e fácil de entender, para que
os usuários possam tomar escolhas conscientes sobre sua privacidade
online e acreditem que compartilham suas informações privadas
e pessoais apenas com as entidades que escolherem."
Redes tradicionais
No estudo, os pesquisadores avaliaram as práticas de 13 redes
sociais móveis online, incluindo Brightkite, Flickr, Foursquare,
Gowalla e Urbanspoon. Eles também estudaram sete rede tradicionais
online, como Facebook, LinkedIn, MySpace e Twitter, que permitem o acesso
por meio de dispositivos móveis, como smartphones.
Os pesquisadores descobriram que todos os 20 sites deixam vazar algum
tipo de informação privada para sites de rastreamento de
terceiros, mas diversos deles usam um serviço de mapas de terceiros
para mostrar a localização do usuário num mapa. O
estudo também revelou que seis diferentes sites transmitem um identificador
único para o dispositivo móvel do usuário, permitindo
que sites de terceiros continuem a rastrear a localização
de um usuário mesmo que ele esteja usando outra aplicação
móvel.
O estudo não revela quais dos 20 sites analisados deram informação
de localização de seus usuários.
"A combinação de informações de localização,
identificadores únicos de dispositivos, e vazamento tradicional
de outras informações de identificação pessoal
conspira contra a proteção da privacidade dos usuários",
escreveram os pesquisadores, no relatório.
Os sites de rede social, como o Facebook, têm sofrido pressão
nos últimos meses para proteger melhor as informações
privadas de seus usuários.
O Facebook, por exemplo, foi criticado não apenas por criar
ferramentas para tornar mais fácil o compartilhamento de informações
de usuários com sites web de terceiros, mas também por dificultar
o uso de controles de privacidade do site.
O site popular de redes sociais respondeu às críticas
com o lançamento de uma forma mais simples de controlar a privacidade.
(Computerworld)
Notícias
Recentes

|