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31.05 - Mercado de servidores apresenta crescimento de 4,7% no 1T10
Apenas no primeiro trimestre de 2010, a receita do mercado global de servidores apresentou crescimento de 4,7%, o equivalente a US$ 10,4 bilhões no período. De acordo com dados da IDC, esse é o primeiro trimestre com crescimento da receita em relação aos sete trimestres anteriores. Como a demanda do servidores apresentou crescimento contínuo em todo o mundo, a venda unitária de servidores apresentou aumento de 23,3% ao ano, com leve aceleração de 1,9% nas vendas do quarto trimestre. 
Em questão de volume, o mercado apresentou uma considerável melhora em relação ao ano anterior, com aumento de 31,9% na receita. Esse foi o segundo resultado positivo consecutivo no segmento. Para Matt Eastwood, vice-presidente da IDC, a recuperação do mercado se servidores tem sido puxada pela forte demanda de servidores em todo o mundo. “ Acreditamos que essa recuperação se estenderá para plataformas Unix e mainframe no segundo semestre de 2010. Também notamos que estamos no meio de uma dos mais agudos períodos de inflexão do mercado em uma década, e esperamos mudanças significativas no uso da tecnologia”.
Entre os fornecedores de servidores, a HP continua ocupando o primeiro lugar do ranking, com 32,5% de participação e um incremento de 16,3% nas receitas ano a ano. Já a IBM, que detém o segundo lugar, apresentou 27,5% de participação e declínio de 1,2% nas receitas em relação ao quarto trimestre de 2009.
Se mantendo no terceiro lugar, a Dell obteve 16,3% de participação de mercado, com crescimento de 51,9% nas receitas, resultado impulsionado pela forte demanda dos clientes corporativos.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

27.05 - Regras para a internet 
Mais de 60 milhões de brasileiros usam a internet, à qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe, a rede de computadores é uma importante ferramenta de comunicação, realização de negócios e acesso a informações.
Ainda assim, usuários e provedores de serviços não dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico que estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual.
A insegurança jurídica daí advinda não é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde o simples blogueiro aos maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões ou informações veiculadas em suas páginas -entendimento que nem sempre considera a construção coletiva engendrada na internet.
É bem-vinda, portanto, a iniciativa do Ministério da Justiça de levar à discussão pública e legislativa um Marco Civil da Internet. Termina amanhã o período em que a minuta do projeto de lei, a ser enviado em breve ao Congresso, esteve sujeita a consulta e comentários na internet.
O documento sofreu mudanças -e melhorou- ainda nesta etapa. Os provedores, segundo a última redação, somente serão obrigados a prestar informações sobre usuários ou suspender a veiculação de conteúdos controversos se a Justiça assim determinar.
A atual falta de regras muitas vezes constrange empresas do setor a fornecer dados à autoridade policial sem que esta disponha de expressa determinação judicial.
A identificação de usuários suspeitos de terem feito da internet instrumento para ações criminosas fica garantida. O diploma prevê o arquivamento dos dados de identificação de internautas, por tempo determinado, pelos provedores de acesso. Novamente, será necessário mandado judicial para que se tenha acesso ao "rastro" virtual de eventuais suspeitos.
O governo deve enviar o projeto de lei ao Congresso nas próximas semanas. Haverá oportunidade para aperfeiçoamentos na Câmara e no Senado, mas o texto, em linhas gerais, é satisfatório. (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 
 

25.05 - Terceira idade virtual
A internet comercial está no Brasil há 15 anos, mas ainda é uma revolução em andamento, modificando relacionamentos e alterando hábitos de consumo e comportamento. Além da geração Y, os últimos estudos revelam que a internet também chegou com toda força a outra geração: terceira idade. Conforme estudo realizado pela GfK no Brasil, 88% dos idosos têm renda própria e representam 17% do poder de compra. Os idosos brasileiros estão em pleno processo de descoberta dessa nova forma de comunicação, o que requer atenção do mercado para estimular o uso e investir em estratégias de relacionamento.
Atualmente, a terceira idade já apresenta sua parcela de contribuição em mídias sociais e nos índices de vendas em turismo, saúde e beleza, indústria da tecnologia e comércio eletrônico. Essa mudança também é confirmada por pesquisa divulgada pelo Instituto GFK, realizada na Alemanha, que avaliou o potencial de compra desse público. O resultado revelou que cerca de 40% dos entrevistados entre 50 e 69 anos clicaram para alugar carros, comprar computadores, medicamentos e suplementos alimentares nos últimos 12 meses.
No ano passado, uma pesquisa do Ibope identificou que aumentou em 20% o número de pessoas acima de 50 anos usando a internet no Brasil. Ainda segundo o instituto, em 2008, cerca de 350 mil idosos tinham acesso à internet e uma das possíveis explicações é a pouca familiaridade que essa faixa etária tem com os computadores. Já, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa é de que até 2020 as pessoas com idade acima de 50 anos representem 18 milhões de consumidores. Esse foi o grupo que mais cresceu (um total de 17%) em fevereiro e março, conforme o Ibope NetRatings.
Segundo dados de pesquisa do Serviço Social do Comércio (Sesc) e da Fundação Perseu Abramo, atualmente, a terceira idade virtual define novos hábitos e interfere diretamente, inclusive, no consumo. A média mensal de permanência plugada desse público chega a 32 horas e 40minutos, em geral, pela manhã, em suas casas, entre as 7h e as 10h30, usando a web mais como uma ferramenta de comunicação e busca de informações. A internet também tem contribuído com a socialização da terceira idade. Entre os que começaram a usá-la no ano passado, o número de visitantes em redes sociais cresceu quase duas vezes mais rápido que o índice geral de expansão do uso de internet nessa faixa etária, de acordo com dados do grupo de medição de audiência comScore. O estudo do envelhecimento acompanha esse fenômeno para determinar se o uso dessas redes sociais pode oferecer alguns benefícios comuns a um grupo de amigos reais, mas de maneira mais fácil de ser organizada e mantida.
Segundo pesquisa da Associação Americana de Aposentados, cerca de um terço das pessoas com idade acima de 75 anos vive sozinha. Dessa forma, as redes sociais acabam por se tornar um meio para reduzir a solidão. Hoje, existem mídias sociais específicas para esse público como o Eons (www.eons.com) e o Mais de 50 , com cerca de 150 mil cadastrados, sendo 70% deles do sexo feminino. Assim como para a geração Y, a terceira idade está reinventando a maneira de interagir com o mundo, mostrando que a internet também pode ser sim um grande aliado dessa geração.  (Leonardo Bortoleto - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

24.05 - Saúde via SMS
Serviço de troca de mensagens é alternativa para salvar vidas e poupar recursos públicos
Serviços simples realizados por meio de aparelhos celulares podem salvar vidas e economizar dinheiro público destinado à área de saúde. É o que afirma o pesquisador Walter Curioso, da Universidade Peruana Cayetano Heredia, em Lima, Peru, baseando-se em um trabalho realizado naquele país.
O pesquisador, que também é professor assistente afiliado à Universidade de Washington, Estados Unidos, apresentou seu trabalho no Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP).
Para Curioso, a tecnologia voltada à telefonia celular foi uma das que mais se desenvolveram nos últimos anos, permitindo que mais pessoas pudessem adquirir aparelhos e democratizando a comunicação, inclusive nos países mais pobres.
Além disso, o aparelho se tornou um dos mais presentes em todo o mundo. "Nós não adotamos celulares, nós nos casamos com eles. Passamos mais tempo com esses aparelhos do que ficamos com nossos parceiros", disse.
Essa presença constante do celular no cotidiano das pessoas o transforma em uma poderosa ferramenta para os serviços de saúde, segundo o especialista, que preconiza o seu uso para diversas finalidades ligadas ao setor como educação da população, monitoramento de pacientes, coleta de dados, apoio em emergências e até no auxílio à consulta e ao diagnóstico.
Uma experiência coordenada por Curioso foi direcionada a pacientes com o vírus HIV, cujo tratamento exige o consumo de medicamentos antirretrovirais várias vezes ao dia. A equipe de pesquisa levantou que, mesmo quando os remédios são fornecidos gratuitamente, 88% dos pacientes não se medicam por diversas razões.
O motivo principal é o simples esquecimento, enquanto outros alegam morar longe dos centros de saúde que distribuem os medicamentos. Boa parte dos participantes disse se preocupar com a discriminação. "Essas pessoas temem ser identificadas como portadores do vírus ao solicitar os medicamentos nos postos de saúde", disse Curioso. Havia ainda os que abandonavam o tratamento porque se sentiam desmotivados.
"Percebemos, naquele momento, uma grande oportunidade de utilizar o celular. Se as pessoas já o utilizam para manter e criar suas redes sociais, por que não aplicá-lo na prevenção e no tratamento do HIV?", indagou.
O grupo peruano criou então uma série de mensagens SMS (sigla em inglês para serviço de mensagens curtas) destinada a pacientes com o HIV. O objetivo não era elaborar simples lembretes, mas frases motivadoras como "agora é a hora da sua vida", enviadas com o intuito de lembrar os horários de tomar os antirretrovirais.
"Por não ser explícita como, por exemplo, um SMS que diz ‘é hora de tomar o seu remédio", a frase também preserva a privacidade do paciente, que não se sentirá constrangido ao receber a mensagem quando estiver em uma roda de amigos. O celular tornou-se um amigo, ou mesmo um anjo-da-guarda para essas pessoas", afirmou.
A pesquisa de caráter qualitativo avaliou a percepção de 20 homens e seis mulheres portadores de HIV, moradores da capital peruana. Todos avaliaram de maneira positiva o sistema de lembretes via SMS, de acordo com o cientista.
Eles também contribuíram para aprimorar o serviço com sugestões, como, por exemplo, a criação de mensagens simples e concisas e que não contivessem palavras como "HIV" ou "antirretrovirais", a fim de preservar a privacidade.
Os resultados foram publicados no trabalho É a hora da sua vida": Como devemos lembrar pacientes de tomar remédios usando mensagens curtas de texto?, apresentado em novembro de 2009 no Simpósio da American Medical Informatics Association (AMIA).
A experiência gerou o Projeto Cell Pos, realizado pela Universidade Peruana Cayetano Heredia com a colaboração da universidade norte-americana de Washington, e que envia mensagens para os participantes inscritos.
O sistema foi organizado em três tipos de mensagens: as de lembrete, que alertam pacientes sobre datas e horários de remédios, terapias e consultas; as de prevenção de doenças, voltadas a um público mais amplo; e os SMS, cujo conteúdo procura informar sobre questões gerais relacionadas à saúde.
Segundo Curioso, programas semelhantes de auxílio à saúde têm sido empregados com sucesso em outros países em desenvolvimento, entre os quais Ruanda, África do Sul e Filipinas.
Culturas diferentes
Um dos grandes desafios enfrentados pelo projeto foram as diferenças culturais entre as diversas populações atendidas. "Há diferenças entre populações rurais e urbanas e até entre bairros de uma mesma cidade. Isso exige adaptações de linguagem para cada grupo a fim de que as mensagens sejam entendidas por todos eles", disse.
São essas diferenças culturais que também impedem que programas empregados em um país sejam integralmente adotados por outros. "Cada país deve formar a sua própria base de dados, que é muito peculiar de cada região. A base da África do Sul não serve para o Brasil", indicou.
Curioso também reclamou da falta de políticas públicas claras em vários países. Para que o programa tenha resultados mais amplos, é necessário que os dados coletados sejam utilizados por gestores de políticas públicas a fim de que sirvam de base para serviços de saúde.
Outro obstáculo a ser superado é a falta de segurança desses sistemas. Para manter a privacidade dos pacientes, os serviços de saúde móvel precisam ter mecanismos extremamente seguros para que informações pessoais não sejam desviadas. Na opinião de Curioso, a questão da segurança se tornará cada vez mais importante à medida que as tecnologias móveis ampliam o seu raio de atuação.
O pesquisador destacou também o desafio de se conduzir pesquisas de caráter multidisciplinar como essa, que envolve profissionais de saúde e de computação, e de criar uma rede colaborativa ampla, especialmente entre os países do hemisfério Sul.
"Precisamos começar a criar redes colaborativas dentro das próprias universidades e intensificar as parcerias entre instituições de países do hemisfério Sul, que partilham de realidades muito similares", disse.   (Fábio Reynol - Agência Fapesp/Saúde Business Web)

24.05 - Saúde deve aplicar US$ 88 bilhões em TI
Em 2009, o valor investido pelo setor foi de US$ 81,6 bilhões
Com a retomada de investimentos pós-crise econômica do subprime, o Gartner estima que os investimentos em tecnologia da informação cresçam 4,1% sobre o total movimentado em 2009. Até dezembro, o setor deve movimentar montante superior a US$ 2,4 trilhões.
A previsão é que somente o de saúde deva investir US$ 88,6 bilhões em TI neste ano. Em 2009, o valor investido pelo setor foi de US$ 81,6 bilhões.
"Neste ano, é esperada uma elevação dos gastos na maioria dos setores do mercado", projeta a consultoria, em comunicado enviado ao mercado.
A expansão nos budgets de TI será mais acentuada por parte do governo (nos níveis nacional e internacional). A vertical gastará, em 2010, US$ 248,7 bilhões com tecnologia, um avanço de 6,2% sobre os US$ 234,2 bilhões verificados no ano passado. A administração pública nas esferas locais e regionais aplicará US$ 184,4 bilhões, contra os US$ 176,8 bilhões de 2009.
Finanças, telecomunicações e manufatura são as outras três verticais com investimento vultuoso dentro do cenário projetado pelo Gartner. Os setores aplicarão US$ 396,8 bilhões, US$ 394,1 bilhões e US$ 428,8 bilhões, respectivamente, em TI.   (IT Web/Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

21.05 - Oi promete banda larga universal ainda neste ano
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou que a empresa cumprirá no fim de 2010, um ano antes do previsto, as metas assumidas com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de universalizar o serviço de banda larga, que permite o acesso à internet em alta velocidade.
Segundo o executivo, o serviço estará disponível em todo o Brasil, com exceção do Estado de São Paulo, cuja concessão pertence à Telefônica. Serão cerca de 4.900 municípios.
O anúncio ocorre em meio a discussões sobre a decisão do governo de reativar a Telebrás, sob a justificativa da necessidade de universalização do serviço de banda larga. Falco participava do 22º Fórum Nacional, organizado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.
Falco negou que o cumprimento antecipado da meta esteja ligado à Telebrás. "Não tem nada a ver", disse. "Assumimos o compromisso de colocar o "backhaul" [estrutura que leva dados de uma rede principal até as localidades] quando compramos a Brasil Telecom. O que fizemos foi antecipar em um ano nossa obrigação".
A universalização do acesso à internet de alta velocidade, especificamente, foi uma das contrapartidas impostas pela Anatel à Oi, ao fim de 2008, para autorizar a compra da Brasil Telecom. Antes, as teles haviam se comprometido a levar o "backhaul" para todo o Brasil.
Há algumas semanas, a Oi levou ao governo uma proposta de capitanear o plano de universalização da banda larga, exigindo R$ 27 bilhões para geri-la. O governo seguiu com o plano de reativar a Telebrás.
Falco confirmou que as teles perderão receita significativa se a Telebrás tiver prioridade em contratos públicos, mas não revelou quanto da receita da Oi vem de tais contratos hoje.  (SAMANTHA LIMA - Folha de S.Paulo)

21.05 - Teles criam plano para lucrar mais com dados
Compensar a queda da receita de voz com serviços de dados é mais difícil para as operadoras móveis do que possa parecer. Acontece que 83% da base de aparelhos móveis no país é pré-paga, o que representa um desafio para a popularização dos pacotes de dados via internet. Até entre os assinantes de celulares mais sofisticados, o acesso à internet ainda é baixo. Só para se ter uma ideia, 80% dos smartphones da Oi não têm plano de dados. De uma forma geral, os smartphones representam apenas 10% da base nacional de 179 milhões de celulares. Mas a tendência é o crescimento gradual do percentual.
"O assinante tem medo da conta, ou seja, ele tem pouca informação sobre quanto vai pagar consumindo dados e não quer ter uma surpresa no fim do mês", admite Gustavo Alvin, gerente de conteúdo da Oi.
A estratégia da operadora para popularizar o serviço é oferecer dois meses grátis de "degustação" dos pacotes de dados. Um plano de 200 megabytes de capacidade custa R$ 25,90 por mês. Para estimular o tráfego de dados, a operadora também oferece conteúdos multiplataforma, como pequenas séries de vídeo, veiculadas na TV móvel, que se transformam em jogos. 
Para não espantar o assinante, a Vivo cobra apenas pelo download da aplicação, e não pelo tráfego de dados. "Geralmente, quem assina um pacote de dados dificilmente volta atrás, porque o recurso passa a fazer parte de sua rotina", diz Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo.
A TIM firmou uma parceria com o Facebook para oferecer navegação gratuita no site móvel da rede social e também não cobra pelo tráfego de dados. 
Segundo a Pyramid Research, em 2011 o número de usuários da banda larga móvel vai ultrapassar a fixa e as aplicações móveis serão cada vez mais solicitadas pelos consumidores. "O Google domina apenas os sistemas de busca na internet fixa. Há espaço para o surgimento de novas empresas que vão criar produtos especialmente para o usuário móvel", afirma Charles McCathie, chefe de padronização da Opera, empresa que desenvolve interface para internet no celular. O navegador Opera para aparelhos móveis é usado por 55 milhões de pessoas mundialmente, número baixo se comparado aos 2 bilhões de usuários de internet.
Para não perder o controle do assinante, oferecendo apenas a conexão à internet, as teles investem em conteúdo próprio. A Oi, Vivo, Claro e TIM lançaram ultimamente lojas de aplicativos e programas de estímulo aos desenvolvedores. 
No início do ano, a Vivo anunciou um site, no qual se cadastraram mil desenvolvedores até agora. Na verdade trata-se de uma plataforma de desenvolvimento, que chega em junho à sua terceira fase, cuja novidade é a automação de recursos para esses profissionais. Eles são atraídos com o modelo de remuneração: recebem 70% do valor líquido do download feito pelos clientes e 10% das mensagens de texto (SMS) geradas pelo aplicativo. A loja de aplicativos da Vivo registra 1 milhão de downloads por mês, diz Fernandes. Outra aposta da tele é nas redes sociais, com a oferta do Twitter via celular.
Prever a aplicação que cairá no gosto do assinante também é um desafio. Quando foi criado, há 20 anos, o SMS começou como oferta gratuita, pois as operadoras não acreditavam que o envio de mensagens escritas via celular agradaria. "Hoje, o SMS representa mais de 50% da receita de dados", afirma Charles McCathieNevile, da Opera. 
Uma pesquisa da TNS Technology indica as redes sociais como a aplicação que vai gerar mais tráfego nos próximos anos. Segundo o estudo, em 2009 apenas 2% dos usuários móveis brasileiros acessavam essa aplicação no celular , mas o percentual já pulou para 11% neste ano.  (Ana Luiza Mahlmeister -     Valor Online)

21.05 - HP promete guerra pela liderança em PCs para uso em casa
A direção da Hewlett-Packard (HP) está "babando" para assumir a liderança do mercado brasileiro de computadores de uso residencial. Foi essa a expressão literal usada ontem por Oscar Clarke, ex-presidente da Intel, que assumiu o comando da fabricante no país no dia 3. "Quem estiver na frente que se prepare, pois está vindo um trator em alta velocidade", disse o executivo, em São Paulo. A HP é hoje a segunda maior vendedora de computadores para pessoas físicas do Brasil, atrás da Positivo.
De acordo com Clarke, a estratégia da companhia combinará a oferta de computadores a preços mais baixos do que os praticados atualmente, com melhores condições de pagamento para o consumidor. "Se você baixa só um pouco a parcela mensal, permite que muito mais gente possa comprar um equipamento", diz o executivo. 
A proposta é que os computadores de mesa custem entre R$ 700 e R$ 800, e portáteis até R$ 1,2 mil, embora não haja prazo para isso. A companhia pretende tornar-se a opção de compra para as pessoas que estão procurando o primeiro computador. "A Positivo é líder porque investiu neste segmento do mercado", afirma Clarke. Procurada, a fabricante brasileira não quis comentar as declarações do executivo.
As vendas para as classes C e D no Brasil têm sido o grande alvo dos fabricantes. O computador é um dos objetos de desejo da nova classe média, que ascendeu com a melhoria da economia brasileira. Segundo pesquisa do centro de estudos do Núcleo Gestor da Internet (NIC.br), entre 2008 e 2009, a presença de computadores de mesa nos domicílios da classe C passou de 25% para 30% no Brasil. No mesmo período, os equipamentos portáteis saíram de 1% para 3% de participação. 
Para especialistas consultados pelo Valor, a tarefa da HP não será tão fácil quanto colocar nas prateleiras produtos mais baratos. "A diferença de participação de mercado é grande e a Positivo tem uma capacidade de produção maior", afirma um analista. Outro ponto destacado por quem acompanha o mercado é a configuração dos equipamentos. "Já percebemos que o consumidor conhece de tecnologia e está disposto a pagar um pouco a mais por um produto que ele julga ser melhor", diz outra fonte.
Se depender da motivação de Clarke, essas barreiras não serão impeditivos para os planos da HP. O executivo, que deixou a Intel depois de seis anos na presidência mostra-se extremamente confiante no novo cargo. "Vamos assumir a liderança em todos os segmentos em que atuamos ", diz.
Uma das grandes apostas para isso é aumentar a integração interna entre as diferentes unidades de negócio da HP. Hoje a companhia está dividida em três áreas que funcionam quase como companhias independentes dividindo uma mesma estrutura: consumo, empresas e imagem e impressão. Para Clarke essas áreas precisam trabalhar de forma mais próxima para tirar proveito do grande número de produtos que a HP tem hoje em seu portfólio. "Quero derrubar as paredes virtuais [que segmentam a atuação de cada área]", afirma. 
Hoje a HP tem produtos que atendem praticamente todas as necessidades de empresas e consumidores pessoa física por produtos e serviços de tecnologia da informação (TI). A estratégia do executivo-chefe da companhia, Mark Hurd, vem sendo alimentada por um intenso processo de aquisições. Nos últimos quatro anos, a empresa adquiriu 40 companhias. Os negócios mais recentes foram a compra da 3Com, de equipamentos de rede e da fabricante de celulares Palm.
Dentro de um ambiente tão complexo e de uma estrutura verticalizada, Clarke acredita que o Brasil pode ser pioneiro no processo de integração e até mesmo exportar o modelo operacional para a HP.
Com 23 anos de experiência no mercado de TI, o executivo afirma que optou por deixar a Intel por conta da dimensão da proposta feita pela HP. "Na Intel eram 140 funcionários e um escritório que atua mais com marketing e vendas. Na HP são 8,5 mil pessoas e todas as atividades têm uma representação no Brasil", diz Clarke.
O executivo manteve, no entanto, um discurso que durante anos defendeu dentro da fabricantes de chip, o de que o Brasil se tornará o terceiro maior mercado de computadores do mundo. "Isso está embutido no meu código", diz. Segundo Clarke, o Brasil é o segundo país mais importante para a HP dentro do bloco de países formado pelo país, a Rússia, a Índia e a China. No passado o faturamento da companhia nos Bric chegou a US$ 14 bilhões.  (Gustavo Brigatto - Valor Online)
 
 
 
 

20.05 - Gastos com TI devem crescer 4,1% em 2010 
Após o período de recessão global, as empresas passaram a retomar seus investimentos em TI neste ano. De acordo com levantamento realizado pelo Gartner, os gastos mundiais das organizações devem superar o volume de US$ 2,4 trilhões no período. O montante é equivalente a um crescimento de 4,1% em relação a 2009.
Com crescimento na maior parte dos setores, o destaque ficará por conta dos gastos Governamentais, tanto nacionais como internacionais, que devem crescer 6,2%. Com isso o valor passa dos US$ 234 bilhões, registrados em 2009, para US$ 248 bilhões neste ano.
Além disso, para os setores de Finanças e de Serviços de Comunicação e Mídia é esperado um aumento de 4,6% e 4,4% nos investimentos anuais, totalizando US$ 396 bilhões e US$ 394 bilhões, respectivamente.
Com o maior volume de investimentos, o segmento de Manufatura e Recursos Naturais deve crescer 3,1%, totalizando US$ 428 bilhões.   (Executivos Financeiros)

20.05 - HP busca liderança no mercado de computadores 
Com a chegada de Oscar Vaz Clarke como novo presidente da HP Brasil, a empresa busca liderar o mercado de computadores no lugar da Positivo. Com as aquisições nos últimos três anos da EDS (2008), 3Com (2009) e da Palm (2010), o presidente afirma que a HP tem potencial para atingir todo o mercado e alavancar seu portfólio.
No momento, os três pilares que o novo presidente considera mais importantes são: a inovação, liderança e sustentabilidade. “Nós vamos inovar não só nas tecnologias dos produtos, mas também nas operações feitas dentro da empresa. O objetivo é ter mais sinergia entre todos os setores da companhia, conseguir resolver e pensar em soluções juntos”, afirma.
Em relação ao atendimento, o executivo admite que a HP não estava tão próxima de seus consumidores, mas afirma que a relação com seus clientes mudará. “Daremos atenção a todos os clientes, desde os consumidores finais até os grandes”.
Com carta branca para inovar, a HP Brasil já pensa em produzir produtos mais econômicos para as pessoas com menor poder aquisitivo e até mesmo com mais formas de financiamento.
“Sabemos que muitas pessoas ainda não possuem condições para ter nossos produtos, mas mostrando que temos demanda, nós conseguiremos iniciar essa operação”, explica.
Outro ponto bastante ressaltado pelo executivo foi o objetivo de “quebrar as barreiras virtuais”. Segundo ele, o maior desafio é incorporar a sede para ser capaz de atender todos os tipos de serviços, como o de outsourcing, que agora estamos qualificados, com a aquisição da EDS.   (Daniela Rocha - Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

19.05 - Office 2010 chega para tentar frear avanço do Google Docs
A Microsoft anunciou o lançamento de uma versão atualizada do Office na quarta-feira passada, com o objetivo de manter seu domínio sobre o lucrativo mercado de aplicativos empresariais e responder ao desafio das alternativas on-line gratuitas oferecidas por empresas como o Google.
A empresa atualizou e lançou versões on-line dos programas Word, Excel, Outlook e PowerPoint para atender à nova classe de usuários móveis e conectados à rede que emergiu depois da atualização anterior desses aplicativos, em 2006.
A Microsoft anunciou novidades como edição de fotos no Word, uso de vídeos no PowerPoint, colaboração on-line em documentos e novas formas de administrar conversações via e-mail.
Mas a maior mudança é a adesão à computação em nuvem, que permite aos usuários manipular documentos armazenados em servidores remotos por meio da rede, segmento no qual o Google vem ditando o ritmo.
O uso dos programas on-line é gratuito para os indivíduos e custa US$ 50 anuais por usuário para as empresas. O Google diz ter conquistado 25 milhões de usuários desde que lançou o Docs, quase quatro anos atrás.
Segundo a Forrester, 81% das empresas usam o Office 2007, ante apenas 4% que adotaram os programas equivalentes do Google.
A divisão Business da Microsoft, cujas vendas são 90% representadas pelo Office, tem uma média de lucro de US$ 2,8 bilhões por trimestre -47% do lucro total da Microsoft até agora neste ano fiscal.  (Folha de S.Paulo)

19.05 - Gestão de softwares
A Fundação Vanzolini, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Software (ITS), apresenta o Programa ComQualidade, que visa a melhoria na qualidade dos softwares brasileiros frente à globalização da economia. O encontro é voltado para empresários, estudantes, profissionais com atuação na área de tecnologia da informação, entre outros. 
Data: 19 de maio
Horário: 17h30 às 19 horas
Local: Av. Paulista, 967, 8º andar, São Paulo.
Informações (11) 2165-1321; site www.vanzolini.org.br .
Inscriçõesits@its.org.br   (Valor Online)
 
 
 
 
 

18.05 - Falha crítica no Safari para Windows permite capturar senhas
Pesquisadores do United States Computer Emergency Readiness Team (US-CERT), centro de estudos na área de segurança, confirmaram uma falha crítica no navegador de internet Safari 4.0.5 capaz de infectar computadores com Windows por meio de um código malicioso.
A vulnerabilidade, divulgada pelo pesquisador polonês Krystian Kloskowski, é causada por um erro na manipulação das janelas do navegador. “A falha pode ser usada para executar um código perigoso quando o usuário visita uma página na internet especialmente criada para fazer ataques ”, informa a empresa de antivírus Secunia. Ao tentar fechar um pop-up, a praga virtual entra em ação.
O alerta do US-CERT indica que os usuários têm sido enganados ao abrir mensagens em serviços de webmail como o Gmail ou Windows Live Hotmail. Não foi divulgado se a falha também afeta usuários de Mac OS X.
Em março deste ano, a Apple corrigiu 16 brechas de segurança no Safari. (Computerworld)

18.05 - Serviço que garante sigilo das buscas feitas no Google volta a funcionar
Scroogle impede que a ferramenta de busca identifique o IP do computador que fez a pesquisa.
O Scroogle, serviço que permite que as pesquisas no Google sejam feitas de forma anônima, foi reativado. Ele ficou fora de funcionamento por alguns dias depois que uma parte do código do mecanismo de busca do Google foi alterada.
A ferramenta impede que o Google identifique o IP (endereço digital de cada máquina que acessa a Internet) no momento em que o usuário inicia uma busca, o substituindo pelo IP padrão do próprio Scroogle.
Muitos ativistas não concordam com o modo como as empresas de busca conseguem relacionar as pesquisas feitas com o endereço IP do computador. Para eles, isto é uma clara invasão de privacidade. O Google alega que apaga os oito últimos números do IP a cada nove meses, mas, ainda assim, os especialistas pensam que isso não garante o sigilo das informações.
Origem e solução problema
O procedimento que o Scroogle usava para encriptar o endereço era muito específico. Consistia em simular que qualquer busca no site fora feita com o defasado Internet Explorer 6 a partir do Google Toolbar.
Quando o Google alterou sua página, no início dessa semana, involuntariamente desestabilizou o serviço oferecido pela ferramenta. Ao explicar a razão da alteração, a empresa disse que essa era mais uma tentativa para convencer os usuários a atualizar o IE 6, pois em breve deixaria de suportar o navegador.
Devido à popularidade do Scroogle, a Public Information Research, organização responsável por seu desenvolvimento, recebeu centenas de mensagens com ideias de novos métodos que poderiam ser usados. A maioria não servia, mas, em uma delas, três usuários sugeriram um novo parâmetro que, de fato, resolveu o problema.
Segundo o presidente da organização, Daniel Brandt, o Scroogle nasceu da frustração dos internautas que acompanharam a transformação do Google, de uma companhia com técnicas inteligentes de buscas para uma gigante preocupada apenas com o dinheiro vindo da publicidade. E continuará sendo usado gratuitamente, livre da exibição de anúncios.
Brandt acredita que quanto mais usado o Scroogle for, mais perceptível será a insatisfação dos internautas em relação aos produtos do Google, já que o serviço prejudica a captura de informações referentes a cada computador/usuários. E se diz surpreendido com o fato de o Google ainda não ter bloqueado o novo método, mas acredita que isso seja por que eles não se sentem incomodados, por enquanto.
“Eles devem estar pensando no que fazer comigo”. (IDG News)

18.05 -Hackers usam resultados de buscas do Google para ataques
A grande participação do Google no mercado de buscas na Internet gerou uma nova estratégia de invasão por parte dos hackers. Agora, eles usam os resultados das buscas do site para garantir que seus ataques sejam eficazes. As informações são da empresa de segurança Symatec.
Segundo relatório da companhia, os hackers têm conseguido posicionar links com falsos antivírus em diversos resultados de busca do Google. Nestes links estão alocados diversos tipos de códigos maliciosos, que infectam os PCs dos usuários assim que são baixados.
No estudo, realizado entre os meses de março e abril, a Symantec observa que três entre os dez termos mais pesquisados apresentavam ao menos uma URL maliciosa dentro dos 70 primeiros resultados. Além disso, em média, dos 15 resultados fora dos 70 primeiros, ao menos uma URL infectada foi encontrada.
Outra constatação do estudo foi que o termo de busca mais “envenenado” apresentou 68% dos links com algum tipo de vírus dentro dos 70 primeiros resultados.  E que quase todas as URLs redirecionam os usuários para páginas falsas de antivírus. (Tom Noda - Computerworld)
 
 
 
 
 

17.05 - Nova estratégia de ataques a PCs dribla softwares antivírus
Segundo especialistas de empresas como F-Secure, Trend Micro e Immunet, a descoberta é “muito grave”
Foi descoberta uma  tática de ataque a computadores que consegue driblar as proteções de segurança da maiorias dos antivírus disponíveis no mercado. A ameaça tem preocupado especialistas em segurança.
Na semana passada, pesquisadores da empresa Matousec.com mostraram como crackers (criminosos da Internet) podem explorar o kernel utilizado pelos softwares de segurança para redirecionar as requisições do sistema Windows,  que são utilizadas na verificação de programas potencialmente nocivos. Com isso, é possível alterar os resultados de detecções, classificando um vírus como um arquivo “limpo”. 
“Isso é definitivamente muito sério”, afirma Alfred Huger, vice-presidente de engenharia da Immunet, empresa que desenvolve soluções de segurança para computadores. “Provavelmente, qualquer software de proteção que roda em Windows XP pode ser evitado dessa forma”, afirma ele. 
De acordo com os pesquisadores da Matousec, mais de 30 antivírus para Windows, incluindo os oferecidos por companhias como Symantec, McAfee, Trend Micro, BitDefender e Sophos, podem ser atacados com o uso dessa tática. Os especialistas da empresa afirmam ter testado a estratégia em sistemas com Windows XP SP3 e Vista SP1. 
Outras empresas de segurança concordam com o alerta da Matousec. “É um caso preocupante e as descobertas da companhia estão corretas”, afirma Mikko Hypponen, diretor de pesquisas da F-Secure,. “Esse estudo é muito importante”, concorda Rik Ferguson, consultor de segurança da Trend Micro.
Mas algumas companhias de antivírus não consideram a descoberta tão importante. “Baseado em nossa análise inicial da documentação pública, acreditamos que isso é uma estratégia complexa de ataque, com vários fatores que tornam improvável o seu uso no mundo real”, declarou um porta-voz da McAfee. (Computerworld)

17.05 - Em três anos, Brasil reduz em cerca de 50% número de infecções por URLs 
Em menos de três anos, o Brasil reduziu em mais de 50% o número de infecções de computadores por meio de URLs contaminadas com códigos maliciosos. Trata-se de uma boa notícia, mas a situação em 2010 exige atenção. O país apresentou até março deste ano 2.798 casos de malwares localizados especificamente em URLs, não contabilizando worms e bots/botnets. Se mantiver essa média trimestral, o Brasil pode, pela primeira vez em quatro anos, quebrar o ciclo de redução desse tipo malware.
A informação foi apresentada pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br)  nesta terça-feira (11/5) durante a 4ª edição do Simpósio Operacional de Combate a Crimes Eletrônicos (CeCOS IV) do Anti-Phishing Working Group (APWG). O evento continua em São Paulo até o dia 13 de maio e conta com a participação de especialistas internacionais da área de segurança eletrônica. 
Segundo os dados, apresentados durante palestra de Cristiane Hoepers, gerente-geral do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), órgão ligado ao CGI.br, em 2006 foram encontrados 25.087 casos de infecção de computadores, número que caiu para  19.981 em 2007. Em 2008, foram 17.376 e, em 2009, 10.864 casos.
Copa exige atenção
Mas os internautas devem ficar atentos também a outros tipos de malwares, principalmente os que são enviados por e-mails, domínios e arquivos. “Os usuários devem estar cada vez mais atentos, sobretudo com e-mails e links desconhecidos de datas comemorativas ou temas muito comentados, por exemplo, links sobre a Copa do Mundo”, afirmou Hoepers. 
Outro destaque importante da pesquisa é a quantidade de phishing hospedada do Brasil. Segundo o estudo, a maior parte permanece no ar até aproximadamente um dia depois da respectiva página ir para a web. (Thiago Luis - IDG Now)
 
 
 
 

14.05 - Com novo Office, Microsoft acirra disputa pela 'nuvem'
O pacote Office 2010, lançado mundialmente ontem, fortalece a Microsoft na disputa por uma fatia maior da chamada computação em nuvem - o modelo pelo qual os programas são executados em centros de dados remotos, em vez de ficar instalados nos computadores dos usuários. 
O lançamento do produto teve reflexos em Wall Street. Ontem, as ações da companhia, negociadas na Nasdaq, encerraram o pregão com alta de 1,94%, cotadas a US$ 29,44. No ano, os papéis acumulam queda de 3,4%.
O Office, que reúne programas populares como o processador de texto Word e a planilha Excel, é uma das principais fontes de receita da Microsoft, ao lado do sistema operacional Windows. Os críticos da companhia têm dito, no entanto, que a devoção da Microsoft a esses programas têm reduzido sua capacidade de ingressar em novas áreas, deixando a empresa atrás de concorrentes como o Google na corrida da inovação.
Com o Office 2010 e as novas versões dos pacotes SharePoint, Visio e Project, também lançados ontem, a Microsoft tenta reforçar sua aposta em novas frentes, como a computação em nuvem, sem abrir mão de suas fontes mais sólidas de lucro. Pela primeira vez, a companhia está oferecendo a possibilidade de o usuário instalar os aplicativos no computador - a fórmula tradicional - ou acessá-los remotamente via internet. 
Nos Estados Unidos, os preços sugeridos variam de US$ 149,99 a US$ 499,99. A tabela ainda não foi definida para o Brasil. Na "nuvem", os aplicativos da Microsoft concorrem com o Google Docs, que é gratuito para usuários individuais e custam US$ 50 ao ano, por usuário, para empresas. Procurado pelo Valor, o Google não quis comentar o assunto, mas informou ter mais de 2 milhões de clientes globais que pagam pelo serviço e 25 milhões de usuários no total, desde o lançamento do Docs, há quatro anos. Segundo dados da consultoria Forrester, 81% das empresas no mundo usam o Office 2007 e 4% usam programas do Google.
Com o lançamento de ontem, feito simultaneamente em 40 países, a Microsoft renova a linha de produtos dedicados ao uso empresarial. A versão de varejo sai em junho. 
Pesquisas feitas pela Microsoft mostram que os usuários querem ter a possibilidade de usar os aplicativos e fazer pequenas alterações na "nuvem", mas não pretendem usar os programas exclusivamente na internet, diz Eduardo Campos de Oliveira, gerente de negócios da divisão de produtividade da Microsoft. "Não acredito que o mercado migrará todo para a 'nuvem'. A expectativa é de que os usuários, principalmente nas empresas, façam uso integrado dos aplicativos no PC, na internet e no celular", afirma o executivo.
O novo Office já conta com 8,6 milhões de usuários no mundo, sendo 1 milhão deles no Brasil, segundo a Microsoft. De acordo com Campos, 90 milhões de empresas no mundo usam o Office 2007 - a versão anterior - e o país responde por 10% do total. As vendas do Office giram em torno de 500 milhões de unidades no mundo. As vendas da versão para empresas respondem por 90% do faturamento e 60% do lucro operacional da unidade. 
A Microsoft estima que a migração para a nova versão pelas empresas seja concluída em 12 meses. No Brasil, a Gol está entre as mil empresas que adotaram o pacote. Luiz Mascarenhas, diretor da Hewlett-Packard (HP), diz que a fabricante de computadores já tem linhas com o novo Office para ser lançadas nos próximos meses.   (Cibelle Bouças - Valor Online)

14.05 - Anatel testa qualidade da banda larga 
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está fazendo testes para medir a qualidade da banda larga fixa no Brasil. A agência quer saber, por exemplo, se a velocidade da conexão corresponde à prometida pelas operadoras. Os testes começaram em março em 160 residências nas cidades de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Brasília. Participam as prestadoras Telefônica, Oi, GVT e NET. A Anatel emitirá até o fim do ano um relatório sobre os testes.   (O Estado de S.Paulo)

14.05 - SAP compra rival por US$ 5,8 bi
A companhia alemã SAP, que faz gerenciamento de softwares, anunciou um acordo para comprar a rival Sybase, que tem sede na Califórnia, em um negócio estimado em US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).
O objetivo ao selar a aquisição é acirrar a concorrência com a Oracle, que também gerencia bancos de dados. A expectativa é concluir a aquisição no terceiro trimestre.
A compra da Sybase foi o primeiro grande negócio fechado pela SAP sob o comando dos executivos-chefes Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe.
Os executivos da companhia alemã já sinalizaram que devem fazer outras aquisições para ampliar a disputa com a rival.
A última grande compra feita pela SAP foi realizada em 2008 -um negócio de US$ 6,8 bilhões (aproximadamente R$ 12,05 bilhões) pela Business Objects.
Já a Oracle gastou, desde 2004, US$ 40 bilhões (R$ 71 bilhões) em aquisições.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

13.05 - Prévia do novo Internet Explorer pode ser testada
As primeiras características do sucessor do navegador da Microsoft já começam a ser delineadas. Na semana passada, a empresa colocou para download uma versão prévia do Internet Explorer 9. Não se trata de um browser completo, mas sim uma plataforma de testes voltada principalmente para desenvolvedores.
Ainda assim, é possível ter uma noção sobre o ótimo desempenho gráfico do padrão HTML5, próxima versão da linguagem usada para construir as páginas da internet. Nos testes, foi possível notar maior rapidez na apresentação de animações, imagens e vídeos.
Ao baixar a versão prévia (bit.ly/IE_9), o usuário não vai precisar desinstalar o browser anterior da Microsoft. Ambos rodam simultaneamente.
O destaque fica com a galeria de fotos Flickr Explorer, que traz imagens do álbum virtual flutuando na navegação, e cujas fotos se ampliam a partir do clique. Ao parar o cursor sobre uma imagem, há a respectiva descrição; o internauta pode ir diretamente ao álbum da foto pressionando Ctrl e clicando com o mouse.
A velocidade do browser é comparável à dos navegadores hoje considerados mais rápidos, como o Chrome, do Google, e o Opera: o IE9 abre rapidamente sites pesados em linguagem JavaScript, como Facebook e Gmail.
Nos testes efetuados pela Folha, apenas o Gmail não funcionou: não foi possível abrir, tampouco ler e-mails.
Vídeos e fotos 
A visualização de fotos e a execução de vídeos e de animações ocorreu com rapidez. A versão prévia do IE9 não traz barra de navegação. A inserção de endereços é feita por meio do Ctrl+O ou no menu Open, dentro da opção Page.
Outra opção interessante são as demonstrações gráficas do browser: na página para baixar a prévia do IE9, é possível visualizar um teste com nuvens de uma palavra mencionada no serviço de microblogs Twitter, além de estatísticas sobre ela.
Mesmo sendo uma versão de testes, o IE9 consegue dar um panorama sobre como vai ser a nova internet: mais rápida e organizada, sobretudo na informação mostrada por meio de imagens e gráficos.
Se o novo padrão HTML5 vai suplantar o Flash, como defendeu o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, só o tempo dirá.   (MARINA LANG - Folha de S.Paulo)

13.05 - Marco Civil é lei a favor da internet 
O Marco Civil é necessário porque, mesmo com 15 anos de acesso público à internet no país, ainda convivemos com a ausência de regras 
Está em curso a segunda fase do debate que está construindo um Marco Civil para a internet no Brasil. Trata-se de um processo inovador, aberto a toda sociedade. A iniciativa é do Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (CTS-FGV).
Seu objetivo é estabelecer as regras fundamentais para a rede no país.
Não através da criminalização, nem da restrição a direitos, mas, sim, pela concretização na rede dos direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição. Seus pilares são a defesa da privacidade, da liberdade de expressão, a criação de salvaguardas para sites e blogs, a garantia de direitos básicos de acesso à rede e a ampliação do acesso a dados governamentais.
Em síntese, ele propõe que o acesso à internet é requisito para o exercício da cidadania no mundo de hoje.
Contrapõe-se a uma tendência brasileira e global de criminalização e restrição a direitos na rede e é produto da intensa mobilização da sociedade civil contra projetos de lei que radicalizam a regulamentação da rede.
Dentre eles, o polêmico projeto de lei nº 84/89, que, na redação atual, estabelece crimes excessivamente amplos, que levam à restrição de direitos dos usuários. É equivocado estabelecer que os conflitos na rede devam ser decididos essencialmente pela esfera criminal, como quer esse projeto.
O Marco Civil é necessário porque hoje, depois de mais de 15 anos de acesso público à internet no país, ainda convivemos com a ausência de regras. Apesar disso, o Judiciário é chamado constantemente para decidir conflitos. Mas, como não há legislação específica, as decisões acabam sendo contraditórias.
Um exemplo é a ordem judicial que mandou bloquear o acesso ao YouTube em todo o Brasil por conta de vídeo da modelo Daniella Cicarelli em situação íntima em praia da Espanha.
Filtrar um site na raiz da conexão de um país é medida extrema, adotada em geral só por regimes autoritários, como China ou Coreia do Norte.
Com a ausência de regras, são comuns também os casos de blogueiros, sites e provedores condenados automaticamente por conteúdos de terceiros. Um exemplo é o autor de um blog no Ceará que foi condenado em R$16 mil por conta de um comentário postado no site.
O objetivo do Marco Civil é reduzir essa atual situação de imprevisibilidade e desenhar os limites da responsabilidade na internet, de forma que blogs, sites e provedores não sejam responsabilizados automaticamente por qualquer conteúdo de terceiros.
Com isso, estimula-se o amadurecimento da "websfera", criando melhores condições para quem quer inovar e empreender na rede brasileira.
A proposta do marco é de ponderação, de equilíbrio entre interesses diversos. Nesse sentido, seu texto inicial apresentou uma solução intermediária para a questão, baseada nas contribuições recebidas e nos modelos adotados na Europa e nos EUA.
Por ele, sites e blogs somente seriam responsáveis por conteúdos de terceiros se, notificados pelo ofendido, não agissem para removê-lo.
No entanto, o autor seria informado da notificação e teria a chance de contranotificar, mantendo o conteúdo no ar e assumindo a responsabilidade por ele. Qualquer terceiro poderia fazer o mesmo, protegendo conteúdos na rede. Esse sistema privilegia as próprias partes, que se tornam protagonistas da solução do conflito, sendo o Judiciário chamado apenas quando necessário.
Após três semanas de amplo debate, essa solução não pareceu ser a mais adequada. As contribuições enviadas individualmente e por instituições apontaram em outro sentido: o de que provedores, sites e blogs só devem remover conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, e não quando notificados pelo ofendido.
Com isso, a nova proposta foi incorporada e passa a ser objeto do debate.
Qual deles é o melhor caminho?
Não cabe nem ao Ministério da Justiça nem ao CTS-FGV decidir. A solução final será construída através da participação ampla de indivíduos, organizações e entidades de classe, que podem contribuir pelo site www.culturadigital.br/marcocivil até o dia 23 de maio. O texto do Marco Civil é o ponto de partida.
O compromisso de todo o processo é com o debate. E já existe um consenso importante: qualquer regulação da internet no Brasil deve ser necessariamente precedida de ampla discussão, valendo-se para isso das possibilidades de participação do nosso tempo.  (RONALDO LEMOS - Folha de S.Paulo)

13.05 - Crise derruba índice mundial de pirataria de softwares 
Valor movimentado pelo mercado ilegal teve 3% de queda em 2009 em relação a 2008 
Para especialistas, resultado se deve ao aumento na venda de computadores novos, que já saem com programas instalados
Ao contrário do que se imagina, a recessão mundial fez com que caíssem os índices de pirataria de software no mundo, inclusive no Brasil.
Em 2009, a comercialização de programas de computador não licenciados movimentou US$ 51,4 bilhões, uma queda de 3% em relação ao ano anterior.
É o que revela uma pesquisa feita pelo IDC (International Data Corporation) para a BSA, um dos maiores grupos internacionais de TI (tecnologia da informação) do mundo.
Mesmo assim, na média, a participação dos piratas no total teve alta de dois pontos percentuais, passando de 41%, em 2008, para 43% em 2009. O índice reflete a participação do "mercado cinza" em relação às vendas do varejo oficial.
Segundo os especialistas, em tempos de crise econômica é comum ocorrer aumento do uso de softwares piratas. Isso porque tanto consumidores quanto empresas deixam de investir na compra de versões atualizadas e oficiais.
A tendência se confirmou em alguns países, mas foi compensada pelo crescimento de venda de computadores em países em desenvolvimento. Essas máquinas saem da loja com software original instalado.
Somente em 2009, o grupo de nações em desenvolvimento foi responsável por 86% do crescimento das vendas de PCs no mundo. Esses países compraram 8,4 milhões de unidades. Desse total, Brasil, China e Índia adquiriram 7,6 milhões.
Outro fator importante foi a ação de países para coibir a venda de piratas. A iniciativa mais recente é o Acta (acordo comercial antipirataria, na sigla em inglês), que propõe barreiras comerciais duras e sanções contra países em defesa da propriedade intelectual.
Brasil formal
"No Brasil, a rápida recuperação econômica evitou o impacto na oferta de crédito nas redes varejistas, e isso ajudou no aquecimento das vendas formais e na redução da taxa de pirataria", diz Frank Caramuru, diretor-geral da BSA.
A diferença de preço de máquinas de procedência duvidosa caiu em relação ao varejo tradicional. "Os consumidores passaram a preferir comprar em locais que oferecem garantia e ainda parcelam as compras", diz Caramuru.
Resultado: entre 2008 e 2009, a taxa de pirataria no Brasil passou de 58% para 56%. Em cinco anos, a queda foi de oito pontos percentuais.
Apesar disso, as perdas em valores comerciais sofreram alta. Estima-se que o varejo oficial deixou de vender US$ 2,2 bilhões em 2009, contra US$ 1,6 bilhão em 2008.
Para chegar a esses valores, o IDC pesquisa trimestralmente a base instalada de computadores de 105 países e a quantidade de softwares instalados. Para o levantamento da BSA, seis outros países foram incluídos.
A taxa de pirataria foi definida dividindo a quantidade de programas sem licença pelo total instalado em todos os computadores de cada país.
O universo de softwares piratas foi obtido subtraindo do total de softwares instalados a quantidade que foi paga (dado fornecido pelos fabricantes de programas de computador).   (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

12.05 - SAP: Novas soluções para o mercado de saúde
Vice-presidente global de Saúde da SAP, John Papandrea, afirma que o sistema front-office vai trazer ganhos fincanceiros para o setor
O mercado de saúde brasileiro vai contar com novas soluções de gestão nos próximos dias. Depois de oferecer ferramentas robustas de gestão administrativa para indústria, hospitais e operadoras de planos de saúde, a SAP tem como desafio lançar um sistema que atue como front-office. A partir do novo sistema é possível posicionar e administrar as informações no ERP e nos próprios clientes de forma executiva e organizada para as tomadas de decisão.
A ideia é melhorar as ferramentas dentro dos hospitais de forma com que as equipes se tornem mais eficientes para cuidar das pessoas, e atender as sérias regulamentações de medicamentos como, por exemplo, a rastreabilidade do produto. "Isso será essencial em casos de recall e até mesmo para identificar roubo de remédios. O que temos implantado hoje é o back-office e vamos ofertar esse rastreamento para melhor todo o sistema", acrescenta o vice-presidente mundial da vertical de saúde da SAP, John Papandrea.
O novo sistema de gestão permite que o hospital tenha um banco de dados com o histórico de cada paciente, que também será rastreado enquanto permanecer na unidade. Assim, toda a cadeia estará integrada desde o fornecedor com o controle de estoque dos remédios, prazo de validade etc, e o conjunto de informações disponibilizado tanto para o próprio médico quanto para o usuário que pode ter acesso aos dados pela internet.
"O que propomos é informatizar toda informação possibilitando um histórico médico com transparência para que o profissional seja mais assertivo numa decisão", destaca Papandrea ao comentar que o sistema também resulta em ganhos financeiros para o mercado de saúde.
O rastreamento dos medicamentos deve ser uma próxima medida obrigatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também poderá implantar a solução front-office da SAP, assim como hospitais, planos e seguros saúde e laboratórios.
De acordo com o executivo global, a ferramenta já está pronta e em fase de divulgação para o setor público e privado. "Em poucos dias pude apresentar o sistema para alguns clientes e notei grande interesse por parte do setor privado."
A aceitação das secretarias de saúde também foi notória. Para o diretor de Serviços e Setor Público da SAP Brasil, Valdemir Marques, isso mostra que a máquina pública está se organizando no âmbito de arrecadações e no processo de redução de custos. "A gente tem uma visão que o setor público acordou e necessita informatizar seus processos para ter uma saúde com gestão administrativa melhor organizada, é mais um ponto", conta.
Atualmente, a SAP oferta a solução front-office fortemente na Europa e Estados Unidos, e após a crise mundial passou a enxergar a América Latina, em especial o Brasil, como um grande mercado. "Estamos em ano de eleição e os pilares dos nossos candidatos serão saúde, eles estão buscando otimizar os serviços em todos os segmentos", afirma Marques ao ressaltar que foi uma boa coincidência lançar a ferramenta em ano eleitoral. "A SAP sempre segue um plano de lançamento e para nós foi uma grata coincidência ser um ano de eleição. A nossa nova solução está chegando num ano aquecido, pois 2009 foi um período de uma certa contenção, as empresas estavam segurando seus investimento por conta da crise e esse ano é de realização e não queremos perder o tempo."
Expectativas
O objetivo da SAP é ter referencias ainda esse ano para poder aumentar a sua cobertura com a solução front-office o quanto antes, alcançando uma média de quatro clientes até o final do segundo semestre. Assim, a ideia é já ter as estratégias consolidadas em 2011 e parceiros capacitados para se começar a falar de crescimento.
"Esses sistemas estão inteiramente ligados em termos de infraestrutura e com o passar dos anos estaremos cada vez mais qualificados para realizar eventos como a Copa do Mundo. Tem uma série de coisas por traz que o País tem que fazer para realizar esses eventos e estamos tendo a oportunidade de trazer soluções para o Brasil que só tínhamos lá fora e agora podemos trazer e oferecer para o mercado", afirma Marques.
Estimativas
Um estudo realizado pela SAP com uma consultoria de mercado estima que entre 2009 e 2013 o setor de saúde na Europa aumente em 7% os custos com TI em saúde. Já os Estados Unidos devem crescer 12%, enquanto no Brasil o aumento deva estar entre 9% e 13%.
"O crescimento estimado é maior no Brasil porque o nível de maturidade dos países da Europa e dos Estados Unidos é maior do que o encontrado aqui. Eles já gastaram o que tinha que ser gasto com TI em saúde e agora eles se encontram num outro momento", afirma o vice-presidente global da vertical de saúde da SAP, John Papandrea.
Segundo o executivo, o estudo mostra ainda que em 2013 o setor global de saúde vai investir cerca de 8,5 bilhões de euros em TI.
Tendência
Para Papandrea, a tendência nos próximos anos é a mobilidade e soluções de prevenção. Nos Estados Unidos, por exemplo, já existe uma pequena adoção do Medical Home - sistema que permite a integração entre hospitais e consultórios médicos e a mobilidade dos profissionais acessarem os dados dos pacientes de casa.
"O Brasil ainda está em fase de capacitação de hospitais e deve evoluir com o tempo. Mas a tendência com certeza é a portabilidade e os cuidados para manter as pessoas saudáveis antes mesmo delas precisarem dos hospitais."   (Thaia Duó - Saúde Business Web)

12.05 - Pirataria de software chega a 56% no Brasil mas é o menor índice dos países Bric
O 7° estudo anual global de pirataria de software foi apresentado ontem pela Business Software Alliance (BSA). O relatório foi conduzido pela IDC, e conta com apoio da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes).
A pesquisa aponta uma redução no último ano de 2 p.p. (pontos percentuais) no índice brasileiro, chegando a uma taxa de 56% de pirataria de software. Desde 2006, o País conquistou uma redução de 8 p.p. 
“Apesar de parecer pouco, este número é uma grande vitória”, afirma Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil. Da mesma forma, esse grande número de produtos pirateados ainda é bastante questionado, quando a pesquisa aponta que em cada US$ 100,00 vendidos de produtos licenciados, US$ 75,00 são produtos piratas.
Ao mesmo tempo, o valor monetário de software não-licenciado considerado prejuízo aos fabricantes de software aumentou no Brasil US$ 1,64 bilhão em 2008, para US$ 2,25 bilhões em 2009, devido principalmente à grande expansão do setor de TI e da base de usuários no País, bem como à valorização do real perante o dólar.
As economias com as taxas mais baixas de pirataria permanecem os Estados Unidos, com 20%, e Japão e Luxemburgo, ambos com 21%. Já as taxas mais altas são a Geórgia, Bangladessh, Zimbábue e Moldova, todos com índice de pirataria acima dos 90%. 
Segundo o diretor, o estudo demonstra que os esforços da indústria de software e de autoridades brasileiras para reduzir a pirataria vêm conquistando resultados significativos. A taxa ainda é alta, mas é a menor entre os países do BRIC e a segunda menor da América Latina.   (Daniela Rocha - Executivos Financeiros)

12.05 - Plano de banda larga é importante, mas não suficiente, diz Idec 
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgou nesta terça-feira (11) um abaixo-assinado a favor do Plano Nacional de Banda Larga. De acordo com o documento, a entidade “saúda a iniciativa”, uma vez que existe a necessidade urgente de ações do poder público para enfrentar a desigualdade em relação às condições de acesso à banda larga.
Contando com o apoio de diversas organizações da sociedade civil, o Idec ressalta que políticas públicas para banda larga devem estar baseadas na “garantia da universalização, da qualidade e da continuidade do serviço, promovendo a acessibilidade econômica a partir do reconhecimento das desigualdades sociais, de gênero e étnico-raciais do país”.
Além disso, o Instituto ressalta que mais que um serviço, a internet é uma rede que integra diferentes modalidades de serviços, funcionando como um espaço de convergência de diferentes realidades.
Em relação à qualidade dos serviços oferecidos, o Idec destaca que o produto oferecido à população “é caro e ruim”, e afirma que neste processo é fundamental que sejam reconhecidas “as articulações em curso, como o desenvolvimento do marco civil da Internet e a reforma da Lei de Direitos Autorais e o acúmulo de debates prévios em espaços participativos, especialmente nas Conferências Nacionais de Comunicação e Cultura e no Fórum de Cultura Digital”. 
Para o Idec, a observação de princípios e diretrizes pode ajudara a garantir uma política de banda larga “efetivamente inclusiva e sustentada no interesse público”, conclui.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 

11.05 - Plano de expansão da banda larga foca expansão de serviços públicos
Em meio às discussões mercadológicas e sobre a capacidade de infraestrutura que envolvem a primeira etapa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), apresentado na semana passada, o governo federal já procura enxergar as possibilidades que a geração de maior oferta de internet rápida pode significar em termos de execução de políticas públicas em fases mais avançadas do programa. Dez ministérios trabalham em conjunto para colocar o PNBL em prática. Está na mira a expansão de serviços eletrônicos nas áreas tributária, de saúde, educação e segurança, bem como a melhoria da gestão pública e dos canais de comunicação entre órgãos governamentais e a população.
Indicado para presidir a Telebrás em sua nova fase, Rogério Santanna, atual secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, admite que o atual desenho do fornecimento de banda larga no país, feito majoritariamente por grandes empresas privadas, impede que o poder público amplie seus serviços eletrônicos. Citando dados da Net Serviços, Santanna mostra que as principais operadoras consideram economicamente inviável fornecer cobertura de internet rápida para quase 60% dos municípios brasileiros.
"Dispomos de muitos serviços de governo eletrônico, mas que não podem ser generalizados porque não há infraestrutura. A nota fiscal eletrônica está se tornando realidade, mas vamos supor que uma cidade não tenha cobertura ou tenha uma internet muito cara, a empresa continuará com o ônus de fazer tudo em papel. Será prejudicada por uma burocracia ultrapassada", afirma Santanna. Um dos idealizadores do PNBL, ele disse ao Valor que "uma série de aplicações que precisa ser generalizada está sendo gestada" no âmbito do novo plano.
A estratégia pretende centralizar grande parte dos serviços públicos na infraestrutura que será controlada pela Telebrás, proporcionando acirramento da competitividade no setor. "Uma vez que o serviço de conexão se tornar commodity, novos empreendimentos vão surgir. As empresas do futuro não são as de hoje, elas estão para nascer." Saúde e educação serão setores beneficiados. 
"A telemedicina facilitaria a transmissão de exames. Na educação temos um grande problema: o Estado possui hoje mais de 100 mil tipos conteúdos didáticos [videoaulas, filmes] de domínio público. Trata-se de material de qualidade, com certificação internacional, que não está sendo usado pelas escolas públicas porque não têm rede adequada. Os conteúdos públicos acabam sendo mais usados pelas escolas particulares", exemplifica Santanna.
Outro caso emblemático do gargalo tecnológico relacionado à ineficiência da cobertura de internet no Brasil envolve o Censo 2010, que coletará dados em 58 milhões de domicílios. Os pesquisadores estarão equipados com modernos aparelhos de GPS e 220 mil computadores de mão de última geração, mas não poderão transmitir as informações pela rede mundial por falta de cobertura em 7 mil postos de coleta, informa o site especializado "Convergência Digital". "Vamos gravar os dados em pen drives, que terão de ser transportados fisicamente", justifica Eduardo Pereira Nunes, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nunes disse ao site que nenhuma empresa do setor se interessou em participar da licitação para prover o serviço.
O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonias e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, destaca que, nos últimos dez anos, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 180 bilhões na ampliação da infraestrutura de internet e outros serviços. "Nós acreditamos que o setor privado tem condições de fazer frente a todos os desafios do PNBL. Assim como há concessões no serviço de aviação, de transporte coletivo, os serviços de tecnologia podem ser prestados pelas empresas ou pelo poder público. Poderia compreender esse tipo de complicação [política agressiva do governo com a refundação da Telebrás] se o custo do nosso serviço fosse alto ou ruim."   (Luciano Máximo - Valor Online)
 
 
 
 

10.05 - Teles querem que a Telebrás não tenha regalia na banda larga 
Em reunião com a Casa Civil, empresas cobram do governo regras iguais para a prestação do serviço
Em reunião realizada sexta-feira com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, os presidentes das empresas de telefonia fixa e de celular cobraram do governo que a estatal Telebrás não tenha privilégios para oferecer o serviço de banda larga em relação à concorrência privada.
Diante do pedido de isonomia, a ministra respondeu que ""isonomia é tratar desigualmente os desiguais". O diálogo foi relatado à Folha por um dos executivos presentes à reunião.
O Planalto convocou os presidentes das teles para apresentar as linhas gerais do Plano Nacional de Banda Larga, que já havia sido apresentado à imprensa dois dias antes.
A ministra chegou para o encontro carregando um exemplar do jornal "Correio Braziliense", que reproduzia na primeira página a nota do Sinditelebrasil -sindicato que representa as operadoras de telefonia fixa e celular- contra a atuação da Telebrás como prestadora de serviço de internet, inclusive a usuários finais.
Segundo relato de executivos que participaram da reunião, o governo deixou claro que não abre mão do papel da Telebrás como operadora do Plano Nacional de Banda Larga.
Durante a reunião, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, foi apresentado oficialmente aos presidentes das teles como o futuro presidente da estatal Telebrás.
Depois da exibição dos slides sobre os pontos principais do plano, abriu-se tempo para perguntas dos executivos. A primeira, feita pelo presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, resumiu a preocupação das empresas com a futura atuação da Telebrás.
Como o plano da banda larga pública prevê que a Telebrás usará as fibras ópticas da Petrobras, Valente perguntou como será a relação comercial entre as duas estatais e se a Petrobras fará licitação pública para vender o acesso à sua rede, pois tem ações em Bolsa.
Segundo a Folha apurou, a pergunta ficou sem uma resposta efetiva.
Na saída do encontro, questionado sobre se temia a competição com a Telebrás, Valente disse que não,""desde que a Telebrás siga as boas práticas de mercado" que regem as empresas privadas, principalmente as que têm ações negociadas em Bolsa, numa referência indireta à Petrobras.  (ELVIRA LOBATO e HUMBERTO MEDINA - Folha de S.Paulo-08.05)
 
 
 
 
 
 
 

07.05 - Democratização do acesso à banda larga 
Apesar do enorme potencial, a banda larga no Brasil é cara, lenta e concentrada nas regiões com alta renda e densidade populacional
O avanço das políticas sociais e o crescimento econômico dos últimos anos possibilitaram ao país um papel de destaque na geopolítica internacional. Mais de 24 milhões de pessoas superaram a pobreza entre 2003 e 2008, e a classe C tornou-se a maioria da população, cuja participação passou de 43%, em 2003, para 53,6%, no ano passado.
Porém, apesar dessas e de outras conquistas, que melhoraram a vida do brasileiro e o grau de confiabilidade dos investidores estrangeiros, ainda não superamos o desafio de incluir os cidadãos na sociedade da informação e do conhecimento.
Para acelerar o desenvolvimento, precisamos massificar o acesso à internet. Sem ela, não há como desburocratizar os processos, eliminar o papel no âmbito do governo e das empresas e reduzir o custo do país.
Apesar do enorme potencial, a banda larga no país é cara, de baixa velocidade e concentrada nas regiões com alta renda e densidade populacional.
Isso ocorre porque a maioria desses serviços é prestada por apenas três empresas, que detêm 86% do mercado brasileiro e visam as classes A e B. As velocidades de banda disponibilizadas são, em 90% dos casos, inferiores a um megabit.
A banda larga é, hoje, o sistema nervoso da nova economia globalizada, e as barreiras que impedem o seu acesso universal retardam o crescimento do país. Situação ainda mais preocupante nas regiões Norte, Nordeste e naquelas mais afastadas dos grandes centros, que estão condenadas pelo mercado à desconexão eterna.
A disseminação dos serviços de governo e de comércio eletrônico depende dessa infraestrutura para atender igualmente a todos, em especial os mais pobres e mais distantes das regiões metropolitanas.
Como o governo vai cumprir seu compromisso social com os trabalhadores de garantir a aposentadoria em até 30 minutos, se a banda larga não estiver em todos os municípios? Como poderá massificar o uso da nota fiscal eletrônica com as atuais deficiências nessa área?
Dados divulgados pela NET Serviços mostram que a banda larga é competitiva em apenas 184 municípios brasileiros, onde vivem 83 milhões de pessoas, e que há monopólios em 2.235 municípios, nos quais residem 63 milhões de pessoas. Nos demais 3.145 municípios, o negócio é considerado inviável pela empresa.
A banda larga também permite a transmissão de voz, um serviço cada vez mais disponível de forma gratuita.
Diferentemente do que ocorre na telefonia tradicional, nesse ambiente a duração e a distância das chamadas não influem no preço, e sim a largura da banda contratada. Isso resulta da convergência digital, que está mudando as regras de tarifação.
Sem tirar o aparelho do gancho, o brasileiro já paga entre R$ 32 e R$ 42 pela assinatura básica de telefone fixo. Situação que ocorre não somente nos locais distantes, onde são necessários subsídios, mas também nas grandes capitais.
Se esse modelo tivesse sido aplicado para o acesso à internet, a rede mundial não teria se desenvolvido. É fácil deduzir que há uma resistência natural por parte das empresas telefônicas que retardam a migração de suas redes para o novo modelo.
Esse mercado já sofre reduções importantes a cada ano no mundo e nos países onde há grande disseminação da banda larga: voz representa só 30% do tráfego, enquanto no Brasil representa mais de 80%.
O pequeno número de cidades em que há concorrência na banda larga mostra que, sozinho, o mercado não irá resolver esse problema.
O Plano Nacional de Banda Larga permitirá acelerar o desenvolvimento do interior do Brasil ao reduzir em cerca de 70% o preço médio cobrado pelo serviço. Assim, será possível levar banda larga de baixo custo e alta velocidade a 4.278 municípios localizados em 26 Estados, mais o Distrito Federal, atendendo a 88% da população brasileira até 2014.
A meta é elevar o número de domicílios com internet do país dos atuais 13,5 milhões para 35 milhões no ano de 2014.
Aeroportos, portos e estradas são infraestruturas do século passado. A banda larga, que agora o Brasil tem a oportunidade de levar a todo o seu imenso território, é a única capaz de preparar a nação para enfrentar os desafios da modernidade.
A pior exclusão social é aquela que nega o acesso ao conhecimento porque dificulta o alcance de direitos fundamentais, como saúde e educação, e especialmente porque retira o direito de exercer a cidadania com plenitude.  (ROGÉRIO SANTANNA - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

06.05 - Telebrás será gestora do plano de banda larga 
Nos locais onde o setor privado não tiver interesse, estatal poderá atuar na oferta de internet; plano será uma das bandeiras de Dilma 
Governo anunciará hoje programa para universalizar acesso à web; abrangência inicial, no entanto, será restrita a 100 cidades
Depois de seguidos adiamentos, o governo Lula anuncia hoje seu Plano Nacional de Banda Larga, tendo a Telebrás como a gestora do programa que pretende universalizar o acesso à internet rápida no país.
Ontem à noite, diante da "decisão governamental", a Telebrás enviou comunicado (fato relevante) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informando que será a gestora do plano, uma obrigação por ser uma empresa de capital aberto.
Durante a fase de elaboração do plano, a divulgação extraoficial de que a estatal ficaria com a administração do programa fez suas ações dispararem na Bolsa, conforme revelou a Folha. Isso levou a CVM a pedir explicações ao governo.
Segundo o fato relevante enviado à CVM, a Telebrás ficará responsável por "implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal" e "prestar apoio e suporte a políticas públicas de conexão de internet em banda larga para universidades, centros de pesquisas, hospitais e postos de atendimento".
Será sua função também prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas e prestar serviço de conexão à web em banda larga para usuários finais, mas só nas localidades onde não haja oferta adequada dos serviços.
Ou seja, a estatal vai atuar na chamada última milha somente nas cidades onde as empresas privadas não se interessem pelo negócio ou prestem o serviço de forma inadequada.
O plano, a ser anunciado hoje, será usado como uma das bandeiras de campanha da pré-candidata petista Dilma Rousseff, que cuidou do tema quando era ministra da Casa Civil. A versão final é bem menos ambiciosa da inicialmente projetada para o governo Lula.
Em sua primeira versão, a ideia era atingir mais de 3.000 cidades ainda no mandato do petista. Depois, esse número caiu para 300 municípios. Agora, em sua versão final, deve ser instalado em cerca de cem cidades. E, em algumas, apenas numa fase de teste.
A demora ocorreu por conta da batalha dentro do governo pelo formato do programa. A escolha da Telebrás foi uma vitória da Casa Civil e do Ministério do Planejamento, que defendiam o uso da estatal no programa, enquanto o Ministério das Comunicações era contra. A pasta, comandada pelo PMDB, queria entregar a gestão do plano ao setor privado.
O Ministério da Fazenda, que tinha restrições ao uso da estatal, acabou sendo convencido.
A proposta final será um modelo misto. A Telebrás administra a rede pública de cabos de fibras óticas que vai conectar o país, mas não a opera. Haverá uma licitação para definir quem será o operador.
As empresas privadas de telefonia entram como parceiras do plano, comprando acesso na rede pública, fazendo sua conexão com as cidades e vendendo o serviço de internet ao consumidor final. Nessa última etapa, o governo quer também incentivar a participação dos pequenos provedores.
Ontem a ação PN da Telebrás avançou 2,5% (a ON ficou estável). A Bovespa caiu 3,35%.  (VALDO CRUZ - Folha de S.Paulo)

06.05 - Compra pela HP encerra agonia da Palm
Crise financeira na empresa pioneira dos computadores de mão havia se agravado nos últimos dois meses
Ao anunciar que desembolsará US$ 1,2 bilhão para comprar a Palm, a HP escreveu o capítulo final de uma crise que começou a se agravar há pouco mais de dois meses. No período, a Palm divulgou dados ruins, viu suas ações despencarem e seus produtos perderem valor e lutou para evitar uma debandada de executivos.
No dia 25 de fevereiro deste ano, os resultados preliminares para o terceiro trimestre da empresa apontavam que os lucros estariam 25% abaixo do que esperava o mercado.
No mesmo dia, o executivo-chefe da Palm, Jon Rubinstein, escreveu um e-mail para seus funcionários no qual dizia que a culpa era da baixa adoção dos produtos da empresa por parte dos consumidores.
Quando os dados vieram, no dia 18 de março, foi confirmado: a empresa não conseguia vender seus produtos. No período, a Palm vendeu 408 mil dos 960 mil aparelhos entregues aos varejistas. A produção teve que ser paralisada, e as projeções de lucros para o quarto trimestre caíram de US$ 305 milhões para US$ 150 milhões.
Com o anúncio, as ações da empresa passaram a valer menos de US$ 5, queda de quase 20%. Firmas de investimento e análise, prevendo o agravamento da crise, avaliavam que as ações da empresa não tinham valor algum no mercado.
Enquanto isso, entre 10 de março e 19 de abril, o Pre Plus e o Pixi Plus, principais smartphones da empresa, tinham os seus preços reduzidos no varejo. O Walmart, a Amazon, a Verizon e a Sprint (operadora que lançou o Pre com exclusividade em junho do ano passado) passaram a vender os celulares por, no máximo, US$ 40 (mais contrato de serviço).
Rumores também davam conta de que o RadioShack, um dos maiores varejistas de celulares dos EUA, pararia de vender os aparelhos assim que o estoque terminasse.
No dia 19 de abril, mais notícias ruins. Michael Abbott, o criador do webOS (o sistema operacional dos smartphones da Palm), estava deixando a empresa. Outros dois altos executivos ficaram após cada um receber bônus de US$ 250 mil mais ações da empresa.
No dia 12 de abril, começaram os rumores de que a Palm estava à venda. Entre os possíveis compradores apareciam Dell, Lenovo, Huawai, ZTE e HTC. Este último teria desistido do negócio após conferir a contabilidade da Palm.  (BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)

06.05 - Sites gratuitos permitem criar e converter arquivos no formato PDF
Os arquivos no formato PDF estão cada vez mais presentes na vida dos usuários de computadores. Muitas empresas e sites oferecem documentos nesse formato como uma das opções mais eficientes para compartilhar informações.
Em muitos casos podemos enfrentar situações em que precisamos ler um documento PDF e na máquina que estamos utilizando não existe nenhum leitor. Outra situação comum é você ter que usar textos que estão em um documento PDF e usá-los no Word.
Se você mantém algum blog ou site, uma opção muito interessante é oferecer ao visitante a possibilidade de ele salvar a página no formato PDF para posterior leitura.
Para permitir a conversão da sua página da rede em PDF, uma boa opção é o site Web2PDF Online (web2.pdfonline.com). A utilização do serviço é simples: após fazer o cadastro, digite o endereço da sua página no campo apropriado e selecione as configurações que achar mais conveniente.
O site criará um script em Javascript para ser colocado em seu blog ou site, que exibirá um botão com os dizeres Save page as PDF. Ao clicar no botão, o serviço entra em ação e uma nova janela mostra a montagem do PDF. Uma vez terminada, basta salvar o arquivo e abri-lo com qualquer leitor de PDF. Você pode testar esse recurso clicando no botão correspondente na página bit.ly/expbike.
O serviço também permite que você crie documentos em PDF de qualquer página da web bastando digitar o seu endereço de página na barra de busca do site.
Conversão para Word
Se você precisar do conteúdo de um documento PDF para ser utilizado num documento com o formato DOC, do Word, poderá utilizar o site bit.ly/pdfparaword.
Seu funcionamento não requer a instalação de nenhum software. Basta selecionar o arquivo PDF que está na sua máquina, fazer o upload e aguardar a conversão. Quando ela estiver pronta, é exibido um link para você fazer o download do arquivo convertido. O arquivo baixado estará no formato ZIP e, dentro dele, haverá um arquivo com a extensão RTF, compatível com o Word.
Fiz vários testes com arquivos que continham texto e imagens e o resultado foi muito positivo. O tipo de documento PDF de origem é fundamental para o sucesso da conversão -ou seja, procure converter documentos que tenham como principal elemento o texto e não as imagens.
Desbloqueando PDFs
Alguns arquivos PDF são criados sem a opção de impressão ou sem o recurso de cortar e colar. Por meio do site unlock-pdf.com você poderá remover essas limitações do arquivo e realizar essas operações.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

05.05 - Aceitação do Windows 7 já é maior que do Vista 
Alguns meses após seu lançamento, o Windows 7 já possui mais espaço no mercado do que seu antecessor, o Windows Vista. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Janco, o novo sistema operacional da Microsoft já esta com 14,6% de participação, quanto o Vista ficou em 6%.
De acordo com o levantamento, o Windows 7 tem apresentado crescente participação nos últimos meses. Em contrapartida, o Windows Vista tem registrado variação, com algumas reduções de participação no mercado.
Outro dado divulgado pela consultoria se refere ao mercado de browsers. A Janco apontou que o Internet Explorer (IE), apesar de se manter na liderança, continua perdendo espaço para outros navegadores.
Por conta disso, o Firefox e o Chrome continuam apresentando potencial de crescimento. Até o final de abril deste ano, o IE tinha 67,73% de mercado, resultado 3,71% inferior ao obtido no mesmo período de 2009.
Com taxas superiores às apresentadas em 2009, o Firefox e o Chrome registraram participação de 17,88% e 5,4% no mês de abril deste ano. Os índices são 0,79% e 1,49% superiores ao do último ano.
De acordo com a consultoria, os resultados podem estar ligados, uma vez que os usuários que aderem ao Windows 7, ou mesmo ao Vista, passam a ter rapidamente diversos navegadores. Além disso, as iniciativas da União Europeia para combater o monopólio da Microsoft, entre as quais está a mudança nos pacotes Windows que passam a oferecer mais opções de navegadores, devem contribuir para a tendência de perda de mercado do browser da Microsoft.   (Executivos Financeiros)

05.05 - Uso de computadores em pequenas empresas chega a 97% em 2009 
O uso de computadores nas empresas brasileiras com dez funcionários ou mais ficou estável em relação à edição passada da pesquisa, no patamar de 97%. Nas empresas com 50 funcionários ou mais, o índice atingiu de 100%, assim como em 2008. Os dados são da 5ª Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil – TIC Empresas.
Entre os destaques do estudo de 2009 está o crescente percentual de empresas que oferecem acesso remoto ao seu sistema de computadores para os funcionários trabalharem fora da sua dependência: a proporção atingiu 25% das empresas com computador, crescendo 10 p.p. (pontos percentuais) em relação a 2006.
A pesquisa de 2009 também indicou que 50% das empresas declararam que algumas funções que exigem especialistas de TI ou no uso de computador foram desempenhadas por fornecedores externos, um aumento de 11 p.p. nos últimos quatro anos.
“Esses números confirmam a tendência crescente à terceirização dos serviços de TI por parte das empresas brasileiras”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).    (Daniela Rocha - Executivos Financeiros)

05.05 - Receitas com serviços de TI apresentaram queda de 5,3% em 2009 
A receita global com serviços de TI registrou queda de 5,3% em 2009, totalizando US$ 763 bilhões. Dados do Gartner apontaram que em 2008 a receita total foi de US$ 805 bilhões.
Para Kathryn Hale, vice-presidente de pesquisa do Gartner, o ano de 2009 foi “um ano como nenhum outro” para os prestadores de serviços de TI. "As prioridades mudaram e seus negócios tiveram como foco as vendas ou a aquisição de receitas, com estratégias para manter os níveis de renda, os custos e gerenciar a lucratividade”, explica.
Com declínio nas receitas dos cinco maiores provedores de TI em 2009, a HP e a Accenture registraram as maiores quedas, 10,4% e 11,8%, respectivamente. 
As incertezas econômicas e a crise nas indústrias têm impactado negativamente no mercado de consultoria em todo o mundo. Apesar disso, os prestadores de serviços com foco em resultados de consultoria com relações comerciais obtinham bons resultados de crescimento superiores as médias do mercado. 
Os fornecedores que tinham uma gama diversificada de serviços eram considerados mais atraentes pelos clientes, fazendo com que aproveitassem a recuperação da economia com projetos inovadores e focados no crescimento. "2010 será um ano de reajuste focalizado para os provedores de serviços. Os resultados de 2009 deixam a indústria rentável e relativamente ágil. Mas os investidores esperam ver o crescimento das receitas dentro das expectativas, enquanto as margens de manutenção serão mais difíceis do que as metas de 2009, ano em que as expectativas eram modestas”, conclui a executiva.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

04.05 - ''Estatal de banda larga não resolve''
A Telefônica enfrentou problemas sérios no ano passado com o Speedy, seu serviço de banda larga, que chegou a ter as vendas suspensas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Num momento em que a empresa corre para recuperar o espaço perdido, o governo discute a adoção de um Plano Nacional de Banda Larga, que prevê a criação de uma estatal. O presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, conversou sobre internet rápida na sexta-feira com o Estado. A seguir, trechos da entrevista: 
Na sua visão, qual deve ser o papel das operadoras privadas no plano de banda larga?
O plano de banda larga é um plano de políticas públicas, e necessariamente tem de ser um plano de governo. Ele será tão mais sólido quanto mais informação de operação o governo tiver. As operadoras têm dados mais detalhados sobre operação de redes e oferta de serviços. Não tenho dúvida de que a implementação do plano será tão mais efetiva quanto maior for a participação das empresas privadas. Não há nenhuma dúvida de que um programa com participação muito ativa das empresas privadas será mais rápido, mais barato e mais efetivo. Mas é importante que as políticas públicas que permitam acelerar o processo sejam estabelecidas. 
Qual é a sua opinião sobre a volta da Telebrás?
A iniciativa privada no Brasil deu uma mostra muito significativa de efetividade. Hoje, existem 234 milhões de clientes em todos os serviços. O mais importante é que tudo isso aconteceu sem que o Estado tivesse de colocar um centavo. Depois de R$ 182 bilhões de investimentos, se olharmos a participação do Estado, ela foi nenhuma. Pelo contrário, tivemos ao longo dos anos a arrecadação do Estado sendo beneficiada pelo crescimento do setor de telecomunicações. Nesse contexto, acho que uma empresa pública vai adicionar relativamente pouco. Agora, o governo é soberano para tomar as decisões que achar ou não adequadas. Se uma empresa pública tiver as mesmas condições que as outras, será somente uma empresa a mais.
E quanto ao uso das redes ópticas do governo?
Acho que isso é outra coisa. Se existe alguma infraestrutura, seja pública ou privada, que possa ser colocada à disposição da sociedade, é inteligente e oportuno que seja colocada. Não tem sentido não utilizar uma infraestrutura que o País tem. Aí existem as operadoras que podem fazer uso dessa infraestrutura, e só não fazem porque não está disponível. É uma questão de outra ordem.
O que o senhor achou de a Oi ir à Brasília e dizer que é o instrumento de universalização da banda larga?
Eu não costumo fazer comentário sobre comentários dos outros. Não vou nem comentar isso. É inegável que existem regiões do País que são muito difíceis. Acho que temos de pensar que há uma série de dificuldades em municípios da área da Oi, e qualquer coisa que seja feito para essas pessoas, ainda que por meio da Oi, é justificada. Mas sem nenhum tipo de privilégio. O objetivo não é favorecer a empresa, é favorecer as pessoas que estão nessas regiões.
Como está a cobertura de banda larga em São Paulo?
No dia 31 de março, chegamos à última municipalidade do Estado de São Paulo. São 622. Tínhamos chegado a 591 em 31 de dezembro de 2009. Chegamos à última dentro daquele programa estabelecido com o governo federal de troca de obrigações de postos de serviços de telecomunicações pela extensão do backhaul (segmento da rede óptica que chega às cidades). Não só concluímos o backhaul, como começamos a ofertar serviços ao usuário final.
Foi uma antecipação?
Foi. O compromisso original que tínhamos firmado era 31 de dezembro de 2010. Tínhamos colocado um prazo interno de 31 de junho e, na realidade, antecipamos para 31 de março. Acho isso ótimo, ainda que seja só uma parte do problema. Temos agora de chegar ao usuário. Mas essa venda já está sendo feita.
O que é mais urgente para aumentar o acesso em São Paulo?
São Paulo tem uma situação diferenciada na federação. A densidade de banda larga, que não é fruto só do trabalho da Telefônica, mas também de outras operadoras, está no nível de países da Europa Meridional. O que precisamos é tentar incluir cada vez mais pessoas da base da pirâmide, que são muito sensíveis a preço. A carga tributária é muito elevada.
Também existem problemas do lado da oferta?
Sim. Um exemplo que eu sempre dou é que São Paulo tem 622 municípios na nossa área e mais 23 na área da CTBC. Temos somente 70 municípios com rede de TV a cabo. A Telefônica tem algumas frequências que não podem ser usadas mesmo que exista tecnologia. Até numa cidade como São Paulo existem dificuldades de se chegar às regiões mais periféricas. O governo pode usar os mecanismos que existem hoje, como a venda de licenças e a oferta de frequências, para que a dinâmica do mercado se dê.
Como está o programa estadual de banda larga popular?
Em Cidade Tiradentes, a gente está começando a oferecer as 3 mil primeiras ligações de banda larga popular, a R$ 29,80. Já começamos a vender. Para o fim do ano, estamos trabalhando para ter um número de 60 mil a 100 mil conectados.
Os resultados de 2009 foram prejudicados pelos problemas do Speedy. E este ano?
Todas as mudanças que promovemos no ano passado estão frutificando. Como houve redução da base por causa dos problemas, a gente está recuperando. Neste ano, a Telesp (operação fixa) vai ter um desempenho condizente com a sua história.   (Renato Cruz e Melina Costa - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 

03.05 - Banda Larga: Para Sky, só a competição reduzirá preço 
Acossada pela expansão das companhias telefônicas no mercado de TV por assinatura, a Sky cobra da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorização para oferecer banda larga sem fio.
O presidente da empresa, Luiz Eduardo Baptista, disse à Folha que assume compromisso público de oferecer banda larga por preço 20% menor do que o praticado no mercado.
O executivo criticou a demora da Anatel em homologar os equipamentos que permitiriam a oferta de banda larga na faixa de frequência de 2,5 gigahertz. Essas frequências estão reservadas ao serviço de TV paga com transmissão por micro-ondas, conhecido por MMDS.
Há dois anos, a Sky comprou 12 operações de MMDS -seis em capitais- visando usar as frequências para oferecer acesso móvel à internet. Segundo Baptista, a demora da Anatel teria razões políticas.
A agência não autorizou, até o momento, o uso da tecnologia Wimax, que, segundo ele, viabilizaria a entrada de competidores na oferta de banda larga com o aproveitamento da frequência de 2,5 Ghz.
A Anatel respondeu às críticas ontem. Em nota, disse que as outorgas de MMDS da Sky só lhe permitem oferecer TV paga e que outros serviços exigem diferentes outorgas. Afirmou agir por critérios técnicos e que está preparando nova regulamentação em razão da convergências das tecnologias.  (ELVIRA LOBATO - Folha de S.Paulo)

03.05 - Brasil será o 3º maior mercado de PCs no mundo, diz presidente da Microsoft
Steve Ballmer escolheu o Brasil para apresentar o novo Messenger.
Mercado de PCs do país irá ultrapassar Alemanha, Japão e Reino Unido.
Com importância crescente como consumidor voraz no mercado mundial de computadores, o Brasil foi escolhido pela Microsoft para a apresentação mundial da nova versão do serviço de mensagens instantâneas, o “Messenger”. E não foi uma escolha à toa, foi estratégica. Steve Ballmer, presidente do conselho da companhia, que assumiu o comando após aposentadoria do Bill Gates, falou com exclusividade à Globo que o Brasil vai se tornar o terceiro maior mercado de PCs no mundo.
É nas palestras que o estilo do presidente da Microsoft fica mais evidente. O entusiasmo de Steve Ballmer é o sistema operacional mais antigo da empresa, peça fundamental da líder mundial em tecnologia.
Ballmer foi o 24º funcionário contratado diretamente por Bill Gates. Dirigiu praticamente todos os departamentos. Traça as estratégias. Motiva os funcionários. Viaja pelo mundo atrás de oportunidades.
“Cada líder tem seu estilo. Eu sou energético, entusiasta. Acho que estamos fazendo um trabalho fantástico. Somos a maior empresa no ramo da tecnologia da informação. Temos o maior número de usuários de tecnologia da informação. O segredo é oferecer produtos interessantes em mais formatos com um preço mais baixo que o concorrente. É essa a razão pela qual temos 20 vezes mais usuários do que a Apple tem para o Mac”, ensina.
Mercado brasileiro é promissor
Ballmer vê no Brasil uma grande oportunidade. Ele não tem dúvida que o país vai até superar outros países atualmente mais desenvolvidos em tecnologia. Para ele, o mercado de PCs no país do futebol é promissor.
“O Brasil é hoje o quinto ou o sexto mercado de computadores pessoais. Acreditamos que em três anos o Brasil será o número três. Estou convencido disso. Estados Unidos e China continuarão maiores, mas acho que o Brasil vai passar o Japão, a Alemanha e o Reino Unido. A economia está se desenvolvendo rapidamente, e os PCs estão ficando cada vez mais acessíveis. O Brasil é, na verdade, um dos mercados mais quentes quando falamos do uso de tecnologia online para socialização. O número de usuários do Messenger no Brasil é maior do que em qualquer outro país”, afirmou.  (Portal G1)

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