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29.01 - Após pacote de segurança, Microsoft detecta novas falhas
Uma empresa de segurança dos Estados Unidos encontrou um novo conjunto de vulnerabilidades no Internet Explorer. A descoberta ocorreu apenas um dia depois da Microsoft lançar um pacote de atualização de emergência para o navegador. A companhia Core Security Technologies, de Boston, descobriu as falhas na última sexta-feira, segundo o jornal britânico "The Daily Telegraph". A revelação veio logo após o lançamento do pacote para resolver as falhas do mais popular browser do mundo, que foram usadas por piratas virtuais para invadir a conta de ativistas em direitos humanos na China. 
Duas semanas antes, a Microsoft admitiu que a falha do navegador tinha correlação com as invasões. A Core afirmou ter descoberto outro conjunto de vulnerabilidades no Internet Explorer que podem ser exploradas e usadas remotamente, a fim de acessar dados pessoais e computadores. A Microsoft abriu uma investigação para o assunto.  (Jornal do Commercio Brasil)

29.01 - Teles ameaçam ir à Justiça contra banda larga estatal 
Minuta de decreto presidencial que autoriza a Telebrás a oferecer o serviço provocou protestos 
A minuta do decreto presidencial que autoriza a Telebrás a oferecer acesso à internet para a população que mora em locais não atendidos pelo setor privado ou com preços muito acima dos praticados nas capitais provocou forte reação das companhias telefônicas.
Nos bastidores, as empresas ameaçam ir à Justiça para impedir que a estatal -que deveria ter sido liquidada no final dos anos 90, mas sobrevive como fornecedora de mão de obra à Anatel- passe a competir com as operadoras privadas pelo serviço de internet, onde está o futuro das telecomunicações.
""A minuta [do decreto] é uma loucura. Se for aprovada, abrirá uma crise institucional no setor, porque representa uma quebra do modelo de privatização das telecomunicações", afirmou o presidente da Abrafix (entidade que representada as operadoras de telefonia fixa), José Fernandes Pauletti.
A banda larga estatal exigirá, numa primeira etapa, investimento de R$ 1,3 bilhão. Na visão das teles, o custo de cobrir todo o país com o serviço ultrapassaria R$ 4 bilhões.
O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, é um dos principais defensores da rede pública de banda larga, com aproveitamento das redes de fibras óticas da Petrobras e das estatais de energia elétrica.
Vazamento
Já houve várias versões do decreto. A versão final deve ser submetida ao presidente Lula no dia 10 de fevereiro.
Vazou uma versão redigida no dia 22 de dezembro, com 18 artigos. A Folha teve acesso ao documento, que circula entre executivos. Pelo texto, a Telebrás passaria a atuar como prestadora direta de serviço de telecomunicações, podendo, até, oferecer banda larga aos usuários finais.
A versão tornada pública relaciona, no artigo 6º, as seguintes atribuições para a Telebrás:
a) implementação da intranet do governo federal;
b) dar suporte a políticas públicas de conexão à internet e provimento de acesso em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento e telecentros;
c) prover infraestrutura a serviços prestados por empresas privadas;
d) oferecer conexão à internet a usuários finais onde não haja o serviço ou onde o preço médio de mercado seja superior em 50% ou mais ao praticado na capital mais próxima.
Pelo texto que circula, caberá à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabelecer a forma de cálculo do preço médio de mercado, para as velocidades de 256 Kbps, 512 Kbps e 1 mega.
A Telebrás ficaria encarregada de operar toda a infraestrutura de redes de telecomunicações da administração federal direta e indireta.
Os órgãos públicos e estatais que têm redes de uso restrito poderiam operá-las mediante contrato de cessão de uso firmado pela Telebrás.
Contradição
Para José Fernandes Pauletti, a abertura para a Telebrás oferecer banda larga a usuários finais contradiz o que vinha sendo acenado pelo governo. Segundo o executivo, as teles receiam uma concorrência desigual da estatal.
""Em igualdade de condições, se uma empresa privada for menos eficiente do que uma estatal, ela tem de ser eliminada do mapa. Mas, o que se sabe, é que as condições nunca são iguais, em termos de custo de crédito e de encargos", disse.   (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

28.01 - Caia fora do Internet Explorer 6
Desatualizado, navegador da Microsoft é muito vulnerável a ataques; versões mais novas e programas concorrentes são mais seguros
Lançada no longínquo ano de 2001, a versão 6 do Internet Explorer é antiquada, vulnerável a ataques virtuais e incompatível com padrões de desenvolvimento de sites.
Ainda assim, continua sendo a edição do navegador mais usada, com 20,99% de fatia de mercado, segundo a Net Applications -número pouco maior do que o de usuários da versão 8, a mais recente (20,86%). O IE7 fica com 15,53%.
Depois de a Microsoft ter admitido que uma falha de segurança em seu navegador facilitou a invasão de contas de e-mail do Gmail de ativistas de direitos humanos na China, órgãos governamentais da França e da Alemanha recomendaram o abandono do Internet Explorer em prol de alternativas como o Mozilla Firefox e o Google Chrome.
A Microsoft rechaçou o aviso e defendeu seu navegador, afirmando que os ataques exploraram falhas do velho IE6. "Trata-se da versão do browser lançada há dez anos e que não está preparada para o tipo de ameaça que existe hoje", afirmou a empresa em comunicado, no qual recomenda a atualização para o IE8.
Nesta edição, entenda por que é importante se livrar do Internet Explorer 6, saiba como manter os programas e o sistema operacional do seu computador atualizados e conheça a nova versão do Mozilla Firefox, principal concorrente do Internet Explorer.
20,99% dos internautas no mundo ainda usam a versão 6 do Internet Explorer, lançada em 2001 e hoje ultrapassada -tem falhas de segurança e de compatibilidade com sites modernos. O número supera o de usuários das versões 8 (20,86%) e 7 (15,53%), segundo a Net Applications  (DANIELA ARRAIS e RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)

28.01 - Gastos com TI devem crescer 4,6% em 2010 
Os gastos com TI devem registrar um crescimento de 4,6% em 2010. Segundo dados divulgados pelo Gartner, esses gastos chegarão a somar US$ 3,4 trilhões. Entre os motivos que devem influenciar o aumento, o instituto aponta que a gradual recuperação da economia mundial deve ter impacto nos resultados do setor.
Embora modesta, a previsão representa uma melhora significativa em relação aos números de 2008, quando os gastos de TI sofreram uma queda de 4,6%. Ainda segundo o Gartner, todos os segmentos considerados importantes dentro do setor de TI apresentarão crescimento em 2010.
Com a maior previsão de avanço para o período, o segmento de serviços de telecomunicações deve crescer 5,6%. Para os grupos de Softwares e Telecom, a previsão é de 4,9% e 4,7% de aumento, respectivamente.
Para Richard Gordon, vice-presidente de pesquisas do Gartner, esse aumento era esperado apenas para 2011. "Nós não esperávamos ver os níveis de gastos com TI se recuperando até 2011. Mas agora, com a revisão do dólar, estamos projetando que a despesa global de TI este ano chegará aos níveis observados em 2008. Nossa previsão atualizada para gastos com TI é na verdade um ano mais cedo do que esperávamos”, explica.
Levando em consideração uma perspectiva regional dos gastos, o Gartner prevê que os países emergentes ficarão na liderança do crescimento dos gastos com TI tanto a curto quanto a longo prazo.
Na América Latina é esperado um crescimento de 9,3%, seguida do Oriente Médio, de 7,7%, e África, de 7%. Já nos Estados Unidos, na Europa Ocidental e no Japão o crescimento deve ser mais lento por conta da recuperação da economia, o crescimento dos gastos nessas regiões poderá ficar em 2,5%, 5,2% e 1,8%, respectivamente.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

27.01 - Positivo bate recorde de computadores vendidos em 2009
A Positivo Informática registrou recorde histórico de 1,778 milhão de computadores vendidos em 2009, significativo crescimento de 10,9% em relação a 2008, tendo em vista o impacto da crise financeira mundial no volume do primeiro semestre do ano passado. Destaca-se o bom desempenho no varejo, mercado em que as vendas totalizaram 1,432 milhão de unidades, crescimento de 21,4% em relação ao ano anterior.
No quarto trimestre do ano passado, as vendas totalizaram 484,4 mil PCs, representando crescimento de 18,% em relação ao mesmo período de 2008 e redução de 8,3% em relação ao trimestre anterior.
A participação dos notebooks registrou novo recorde, respondendo por 43,7% do volume de computadores vendidos no quarto trimestre, impulsionada pelo consistente aumento da participação desse produto no mix de vendas, especialmente no mercado de varejo. Em 2009, foram vendidos 714,2 mil notebooks, crescimento de 50,2% em relação a 2008.
Em 2009, a receita bruta da Comapnhia registrou seu recorde histórico e totalizou R$ 2,513 bilhões, 12,8% maior do que a registrada no ano anterior, motivada tanto pelo crescimento de volume quanto dos maiores preços médios. Desconsiderando-se o efeito do leasing, esse crescimento seria de 10,5%.   (Executivos Financeiros)

27.01 - Até 2013, Android será o segundo sistema operacional móvel mais utilizado no mundo
Apresentando um crescimento de mercado mais rápido do que qualquer outro sistema operacional, o Android deverá ocupar o segundo lugar no ranking dos sistemas para aparelhos móveis mais utilizados no mundo até 2013. Segundo as previsões feitas pela IDC, o sistema atingirá cerca de 68 milhões de unidades móveis, o equivalente a uma taxa de crescimento anual de 150,4% entre 2009 e 2013.
Ainda de acordo com o relatório da consultoria, o crescimento considerável do Android, em um mercado antes dominado por BlackBerry, Symbian e Windows Mobile, deverá ser beneficiado pela adesão cada vez maior de fornecedores e fabricantes de celulares.
Para Stephen D. Drake, vice-presidente das áreas de mobilidade e telecomunicações da IDC, os sistemas operacionais se tornaram peças fundamentais no mercado de dispositivos móveis. “Embora a aparência geral do aparelho ainda desempenhe um papel importante no processo de compra, a escolha errada do sistema operacional pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica.
A IDC ainda prevê que o Symbian deverá manter a liderança durante o período de previsão. Já o Linux e o webOS perderão espaço por conta do crescimento do Android, mas não desaparecerão por completo.  (Executivos Financeiros)

27.01 - Apple anuncia receita de US$ 15,68 bilhões no quarto trimestre 
A Apple divulgou seus resultados para o quarto trimestre de 2009, quando a companhia registrou receita de US$ 15,68 bilhões. Ajudada pelas vendas de iPhones, a empresa comandada por Steve Jobs obteve lucro líquido de US$ 3,38 bilhões ou US$ 3,67 por ação.
No mesmo período de 2008, a receita da Apple foi de US$ 11,88 bilhões, com lucro de US$ 2,26 bilhões ou US$ 2,50 por ação.
Com uma taxa de crescimento de 10%, a venda de iPhone no período chegou a 8,7 milhões de unidades. Já a venda de Macs registrou um crescimento de 33%, com 3,36 milhões de unidades comercializadas.
Em contrapartida, foram vendidos 21 milhões de iPods, representando uma queda de 8% no período.
Peter Oppenheimes, CFO da Apple, afirmou que todos estão muitos satisfeitos com os resultados do trimestre. “Esperamos que no segundo trimestre fiscal de 2010 nossa receita fique entre US$ 11 bilhões e US$ 11,4 bilhões”, disse.
Já Steve Jobs, CEO da companhia, ressalta que a Apple investirá mais em novos produtos. Nesta semana, a empresa deve anunciar seu tablet PC.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

26.01 - Web no Brasil está entre as mais lentas 
A internet no Brasil ainda precisa se acelerar muito para chegar perto da dos países desenvolvidos e mesmo da de vizinhos como Colômbia e Chile. Segundo levantamento da empresa norte-americana Akamai, especializada no assunto, a web no Brasil é a 35ª mais veloz em uma lista de 45 países.
A pesquisa mostra que, no terceiro trimestre de 2009, a velocidade média da web no Brasil era de 1.085 Kbps (kilobits por segundo), ou 93% mais lenta que a da Coreia do Sul -a líder do ranking.
Entre as cidades brasileiras analisadas, Curitiba tem a velocidade média mais rápida, 1.928 Kbps, o que a colocaria na 32ª posição entre os países.
Outro indicador de como as pessoas têm acesso a uma web lenta no país é que 20% das conexões têm velocidade inferior a 256 Kbps, que é a velocidade mínima estabelecida pela UIT (União Internacional de Telecomunicações, órgão ligado à ONU) para uma internet ser considerada banda larga.
Somente Síria (69%), Sudão (35%) e Índia (26%) têm um índice pior que o brasileiro. Entre os sete latino-americanos analisados, a Venezuela é a que mais se aproxima do Brasil, com 11% das conexões com velocidade menor que 256 Kbps.
Na outra ponta, 1,4% das conexões no país têm velocidade maior que 5.000 Kbps, no 34º lugar da pesquisa.  (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

26.01 - Internet móvel no país é cara e nos atrasa, diz Google
Preços e qualidade do serviço deixaram Brasil no "fim da fila" do celular Nexus
Alexandre Hohagen, 40, foi contratado em 2005 para turbinar a venda de anúncios para o Google no Brasil. Em 2009, passou a comandar a maior empresa de mídia do planeta na América Latina. Hoje, a companhia domina a internet no Brasil, as receitas cresceram 60% (a maior taxa do mundo) e, a partir de 2010, elas serão diversificadas com o Nexus, o primeiro celular com a marca da empresa. Com ele, o Google vai para cima da Apple, hoje líder de navegação pelo iPhone. 
No Brasil, o preço dos pacotes de telefonia celular e o poder das operadoras entre os fabricantes de telefones podem atrapalhar os planos do Google. Hohagen diz que esses entraves atrasaram a chegada do Nexus ao país. O aparelho será lançado no Brasil no início do segundo semestre deste ano. Ainda segundo ele, a companhia pressiona as teles a baixar os preços dos pacotes de dados para massificar o uso da internet móvel. Isso seria importante para a próxima fase do Google, que prevê a oferta de aplicativos e outros serviços via celular que exigem conexão permanente e estável. 
FOLHA - Com o iPhone, a Apple passou a liderar o uso da internet via celular. Foi por isso que o Google lançou o Nexus? 
ALEXANDRE HOHAGEN - Cerca de 65% dos acessos à internet móvel ocorrem pelos smartphones [celulares que são pequenos computadores]. Dentro desse universo, a Apple detém 60% de participação com o iPhone. O Google nunca escondeu que a internet do futuro será via celular, com serviços personalizados. Essa internet identificará quem acessa, será capaz de localizá-lo, identificar seus gostos, "saber" o que ele procura na internet. A plataforma móvel tem vantagens enormes sobre a fixa para esse tipo de funcionalidade. A ideia do Google sempre foi fazer a convergência da plataforma PC [internet fixa] para a móvel. O lançamento do Nexus tem a ver com o nosso interesse em oferecer essa experiência ao usuário sem nenhum tipo de interferência. 
FOLHA - Que interferência? 
HOHAGEN - Hoje as empresas de telecomunicações detêm o controle total do que vai nos celulares. Elas definem o sistema operacional, que aplicativos serão instalados, se vai acessar internet, em que rede o aparelho será usado. A estratégia do Nexus é deixar o cliente completamente livre, tanto em relação à operadora quanto ao conteúdo nele instalado. 
FOLHA - Esse modelo encontra barreiras nas operadoras, cujo negócio está atrelado à venda de aparelhos subsidiados. Acredita que será possível quebrar as regras? 
HOHAGEN - Por isso o modelo é híbrido. Vendemos o aparelho bloqueado -e, nesse caso, vinculado a um pacote de uma operadora- e desbloqueado, para o uso de qualquer chip. 
FOLHA - Quando o Nexus chegará ao Brasil? 
HOHAGEN - No início do segundo semestre. Em breve, devemos enviá-lo para a homologação na Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. O aparelho está sendo apresentado para as matrizes das operadoras brasileiras. 
FOLHA - Por que o Brasil não está entre os primeiros da lista? 
HOHAGEN - Porque não chegou ao ponto de inflexão que países como a Índia atingiram. Aqui as operadoras não têm planos de dados com tarifas mais baixas. O Brasil está entre os países com mais celulares, mas o volume de buscas pelo Google via celular no país é baixíssimo. 
FOLHA - As teles também reclamam que o tráfego de dados em sua rede é baixo. 
HOHAGEN - No fundo, não faz parte da estratégia delas baixar o preço dos pacotes de dados nem vender planos sem limite de uso, que incentivariam a utilização da rede. Quanto custa um iPhone no Brasil? R$ 1.200, mais R$ 200 por mês por um pacote de dados? É um absurdo, estamos falando de quase US$ 150 em dados por mês. Em um ano, acaba custando mais que o aparelho. Na Índia, as operadoras vendem planos ilimitados por US$ 5 mensais. É isso o que chamo de inflexão e é o que o Google espera da América Latina. Infelizmente, a região ainda está muito atrasada. 
FOLHA - As teles dizem que os planos são caros porque os investimentos da rede 3G ainda não foram amortizados. 
HOHAGEN - Talvez seja por isso que ainda seja caro. Mas, sem planos acessíveis, não dá para trazer ao Brasil aparelhos com mais recursos nem serviços sofisticados. Temos uma série de novidades. Os serviços de tradução são extremamente importantes para a estratégia do Google, mas dependem de haver conexão estável com o usuário. Sem uma rede parruda, não dá para oferecê-los. 
FOLHA - Pelo que se observa, a infraestrutura de telecomunicações do país ainda atrapalha a expansão do Google na internet móvel. Mas a crise fez muitas empresas apostaram na web. Isso não ajudou vocês? 
HOHAGEN - Sem dúvida. Na crise, muitos passaram a pesquisar preços na internet, procurando ofertas, promoções. As empresas, principalmente as tradicionais, entenderam esse comportamento do consumidor e aumentaram os anúncios. O setor financeiro, incluindo bancos, seguradoras e financeiras, a indústria automobilística e até as empresas de bens de consumo aumentaram os investimentos no Google. O resultado é que crescemos cerca de 60% no Brasil. É a maior taxa do mundo para o Google e, além disso, o país também registrou a maior margem de lucro [cerca de 50%]. O mais importante é que conseguimos equilibrar nossa dependência das empresas ligadas à internet, a base de expansão do nosso negócio. Há cinco anos, 85% dos anunciantes eram empresas do "core business" [empresas do mundo on-line]. Hoje, representam menos de 40%. 
FOLHA - Ainda existe preconceito das empresas tradicionais em anunciar na internet? 
HOHAGEN - Essa barreira existiu porque essas empresas, principalmente as de bens de consumo, são mais focadas na criação de marca [anunciando em outros canais de comunicação, como a TV e os veículos impressos]. Quebramos essa barreira. Hoje, o Google no Brasil já é o principal destino da Unilever. Em 2009, a GM dobrou seus investimentos, o Santander ampliou seus anúncios em 400%. Ambos não estavam entre os dez maiores anunciantes do Google em 2008. É um sinal de que o mercado brasileiro começa a amadurecer. Na Inglaterra, o volume de investimentos em internet já passou o da TV paga. 
FOLHA - Como se comportaram as pequenas e médias empresas? 
HOHAGEN - Elas foram um dos fatores que ajudaram a manter nosso crescimento. Grandes grupos não surgem da noite para o dia. Noventa e oito por cento das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte e cerca de 25% delas estão conectadas à internet. É um volume brutal de negócios que podemos atingir. Há cinco anos, nenhuma delas anunciava. Hoje são centenas de milhares. Há um empreendedor em Guarulhos (SP) que vendia suplementos alimentares no fundo da casa de seus pais. Ele começou a anunciar no Google e hoje se transformou no maior vendedor de suplementos e equipamentos de ginástica do país. 
FOLHA - O Google vai ceder e pagar pelo conteúdo das empresas de Rupert Murdoch [magnata dono de um grupo de mídia que controla o "Wall Street Journal"]?
HOHAGEN - Essa é uma discussão que põe em xeque a distribuição de conteúdo dos jornais impressos. O Google não quer se tornar uma empresa de criação de conteúdo e competir com eles. O que fazemos é simplesmente colocar nossos usuários em contato com o conteúdo dessas empresas no canal Google News. Seríamos como jornaleiros exibindo manchetes na banca. As empresas têm controle total da nossa indexação e da exposição de seus conteúdos em nosso site. Podem até dizer que não querem aparecer nesse canal, como alguns fazem [e como Murdoch quer fazer com seus jornais, como forma de pressionar o Google pelo pagamento]. Mas acho um desperdício, porque geramos 1 bilhão de cliques por mês para esses sites, que poderiam canalizar o tráfego para melhorar sua audiência e atrair anunciantes. Muitos que nos deixaram voltaram atrás porque entenderam que podemos ajudá-los como distribuidor de conteúdo. 
FOLHA - Então por que a discussão? 
HOHAGEN - Os produtores de conteúdo estão percebendo que a notícia virou commodity. O terremoto no Haiti é uma commodity, porque o internauta encontrará essa notícia em qualquer site jornalístico. Uma entrevista com o general brasileiro no Haiti ou uma análise do episódio passam a ser conteúdos exclusivos. A questão é: como cobrá-los? A internet já tem modelos de micropagamentos que poderiam ser usados para monetizá-los. O que não dá mais é proteger a notícia que todo mundo já tem. É esse modelo que o debate entre Murdoch e o Google deixa exposto. E o Google levará essa discussão até o final, se for o caso.  (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

22.01 - Microsoft confirma ataques ao Explorer
A Microsoft divulgou na quarta-feira um comunicado confirmando que houve uma série de tentativas de roubo de informações e ataques contra usuários do Internet Explorer. Segundo a empresa, esses ataques partiram, na maioria dos casos, contra empresas que usam o IE 6. "Trata-se da versão do browser lançada há 10 anos que não está preparada para o tipo de ameaça que existe hoje", diz o comunicado.
A empresa recomenda o upgrade imediato para o IE 8, versão mais nova do navegador. Segundo a Microsoft, os recentes ataques não foram identificados no IE8. Além disso, a empresa recomenda que os internautas definam como padrão o nível máximo de segurança no browser. Isso pode ser feito na opção "Ferramentas / Opções" do menu "Internet / Segurança". 
De qualquer maneira, a Microsoft afirma que está desenvolvendo uma atualização de segurança para todas as versões do navegador. 
Na segunda-feira, o governo da Alemanha recomendou à população que substitua o navegador da Microsoft por outros softwares, após a revelação de que os ataques ao Google ocorreram por causa de falhas no Internet Explorer. O recado veio do Escritório Federal para a Segurança da Informação da Alemanha. Navegadores alternativos ao Explorer podem ser o Chrome, o Firefox ou o Safari.
A Microsoft respondeu à determinação alemã afirmando que o risco é baixo. Thomas Baumgaertner, porta-voz da empresa na Alemanha, disse que os ataques na China ao Google foram feitos com "fins muito específicos". Segundo ele, a empresa não apoia a recomendação porque não há riscos para os usuários comuns. Na França a recomendação foi a mesma: o IE deve ser substituído até que os problemas sejam solucionados.
BUSCADOR. A Apple está negociando com a Microsoft a possibilidade de se tornar o buscador padrão no iPhone, substituindo o Google, segundo notícia publicada no site da agência Bloomberg. As conversas entre as duas empresas ocorrem há semanas, de acordo com a Bloomberg. A notícia afirma que as negociações podem demorar para serem concluídas e ainda podem não levar a resultados.
O serviço de buscas na Internet Bing, da Microsoft, tenta ganhar participação de mercado do Google, líder entre os buscadores. O Google e a Apple, que já foram considerados aliados na luta contra o domínio da Microsoft sobre o mercado de computadores, competem em diversos setores, incluindo sistemas operacionais e no crescente mercado de smartphones.
A Apple também busca encontrar formas de administrar anúncios para serem publicados em seus aparelhos móveis, em medida que concorreria diretamente com os negócios do Google no setor de publicidade, de acordo com a Bloomberg.   (Jornal do Commercio Brasil)

22.01 - Como transferir grandes arquivos
À medida que nos integramos à internet, nossas necessidades de trocar informações aumentam. O e-mail é a principal forma de enviar e receber documentos e arquivos. Contudo, essa tecnologia ainda está longe de ser algo totalmente descomplicado. Não pelo envio em si, que é bem simples, mas muitas vezes os provedores dos destinatários têm limites quanto ao tamanho do arquivo que pode ser baixado, ou os usuários têm limites físicos no tamanho da caixa postal. 
Se você tem banda larga, pode fazer uso de alguns sites e serviços gratuitos que tornam o processo de envio de grandes arquivos bastante simples. Veja alguns deles: o site http://transferbigfiles.com permite enviar arquivos simplesmente digitando o endereço do destinatário e selecionando o arquivo que deseja enviar.
O site envia uma mensagem ao recipiente, dando indicações de como fazer o download do arquivo, que fica disponível por cinco dias. O site também oferece um programa gratuito, chamado TBF Dropzone, que permite o envio dos arquivos sem ter que acessar a página. 
O http://www.mediafire.com é igualmente simples, mas funciona como um disco virtual onde se pode manter arquivos que deseja compartilhar com outras pessoas. 
Na primeira vez que usar o site, você deverá, depois de enviar o arquivo, cadastrar seu e-mail e senha para poder acessar os arquivos que foram mandados. Ele armazena os arquivos por tempo indeterminado e não faz menção a limitações de espaço para armazenamento. No site, você pode selecionar o arquivo e enviar um link para a pessoa que deseja que faça o download dele.  (José Ramalho - Jornal do Commercio Brasil)
 
 
 
 

21.01 - Recursos do processador i5
O i5 é um dos integrantes da nova família de processadores Intel Core 2010, juntamente com o i3 e o i7. O grande destaque dessa linha é a chamada tecnologia inteligente, um conjunto de recursos que permitem um melhor desempenho em relação aos processadores lançados anteriormente. 
Um dos destaques é a tecnologia Turbo Boost, que aumenta a velocidade de processamento quando necessário e a diminui quando o processador é menos requisitado. Assim, os processadores conseguem um balanço entre alto desempenho e menor consumo de energia. 
Outro recurso interessante presente em alguns membros da família Core 2010 é um acelerador de vídeo integrado ao processador. O Intel Graphics HD acelera a comunicação entre o processador e a placa de vídeo, permitindo alta eficiência na reprodução de vídeos em alta definição e em tarefas que exigem alta capacidade gráfica. 
Existem diversos modelos do processador i5 disponíveis comercialmente -eles podem ter dois ou quatro núcleos, a memória cache varia de 3 Mbytes a 8 Mbytes e a frequência de clock varia de 2,4 GHz até 3,46 GHz, podendo chegar até 3,73 GHz com o Turbo Boost. 
O modelo avaliado neste teste é o i5-750, que possui quatro núcleos de processamento, 2,66 GHz (chegando a 3,2 GHz com o Turbo Boost), 8 Mbytes de cache e tecnologia de 45 nm (especificamente, este modelo não suporta Hyper Threading). 
Para os testes de performance (benchmark), o processador foi equipado em um computador com a placa mãe Intel Kingsberg DP55KG, com 3 Gbytes de memória DDR3, placa de vídeo NVIDIA GeForce 9800 GTX+ com 512 Mbytes de memória e um disco rígido de 250 Gbytes. O sistema operacional utilizado foi o Windows 7. 
Para realizar os testes de benchmark, contamos com o auxílio do software Everest Ultimate 5.30. No primeiro teste foi verificada a velocidade de comunicação entre o processador e a memória RAM. A velocidade de leitura dos dados da memória foi de 13,27 Gbytes/s e para a escrita obteve 12,05 Gbytes/s, um ótimo resultado. 
Para comparar, o Intel Core 2 Extreme (QX9650), considerado um dos processadores topo de linha, consegue efetuar as mesmas operações respectivamente a 7 Gbytes/s e a 6,9 Gbytes/s. Essa diferença se deve principalmente à presença de dois canais de acesso à memória (DDR3 1333) no i5, enquanto seu antecessor tinha apenas um. Também é interessante notar que o os resultados do i5 neste teste foram muito próximos dos resultados de referência do i7, que é o processador topo da linha Core 2010. 
Na análise do desempenho do processador com cálculos com números inteiros (CPU Queen), o Core i5 atingiu 19.768 pontos e para manipulação de imagens (CPU Photoworxx) obteve 29.428 pontos. No caso de cálculos com números flutuantes (FPU Julia), o processador conseguiu 10.826 pontos. O Core 2 Extreme fica atrás em relação ao CPU Queen, com 21.406 pontos e mais ainda em relação ao CPU Photoworxx, com 18.275 pontos.
Por fim, o Core 2 Extreme leva vantagem para cálculos com números flutuantes, porém a diferença não é muito significativa. Outro fator que deve ser levado em conta quando avaliamos as CPUs é o consumo de energia. Segundo as informações disponíveis no site da Intel, a potência dissipada pelo QX9650 é de 130W, enquanto o Core i5 750 dissipa 95W. 
Com esses resultados, podemos concluir que o Core i5 possui quase o dobro da velocidade para o gerenciamento da memória, entretanto, a capacidade para trabalhar com números continua similar ao seu antecessor. Outra notícia boa é que houve também melhoramentos para manipulação com imagens, o que pode agradar designers e gamers. Usando o programa de análise de performance disponibilizado pelo Windows Vista e pelo Windows 7 e avaliando o quesito processador, chegou-se ao índice 7.3, um excelente resultado, já que o valor do índice pode variar entre 1 a 7.9. 
O preço do i5 750 nos EUA para lotes de mil peças é de US$ 196, o que representa um bom custo-benefício.    (DENIS F. WOLF, ALBERTO Y. HATA e PATRICK Y. SHINZATO  _ Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

20.01 - Transferir grandes arquivos pela internet
À medida que nos integramos à internet, nossas necessidades de trocar informações aumentam. O e-mail é a principal forma de enviar e receber documentos e arquivos. Contudo, essa tecnologia ainda está longe de ser algo totalmente descomplicado. Não pelo envio em si, que é bem simples. Mas muitas vezes os provedores dos destinatários têm limites quanto ao tamanho do arquivo que pode ser baixado, ou os usuários têm limites físicos do tamanho da caixa postal.
Mas, se você tem banda larga, pode fazer uso de alguns sites e serviços gratuitos que tornam o processo de envio de grandes arquivos bastante simples. Veja alguns deles:
O site http://transferbigfiles.com permite enviar arquivos simplesmente digitando o endereço do destinatário e selecionando o arquivo que deseja enviar. O site envia uma mensagem ao recipiente, dando indicações de como fazer o download do arquivo, que fica disponível por cinco dias. O site também oferece um programa gratuito, chamado TBF Dropzone, que você instala na sua máquina e que permite o envio dos arquivos sem ter que acessar a página.
O site http://www.mediafire.comé igualmente simples, mas funciona como um disco virtual onde se podem manter arquivos que desejam compartilhar com outras pessoas. Você seleciona o arquivo que quer enviar e clica no botão upload. 
Na primeira vez que usar o site, você deverá, depois de enviar o arquivo, cadastrar seu e-mail e senha para poder acessar os arquivos que foram mandados. O site armazena os arquivos por tempo indeterminado e não faz menção a limitações de espaço para armazenamento. No site, você pode selecionar o arquivo e enviar um link para a pessoa que você deseja que faça o download dele.    (José Ramalho  - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

19.01 - Faltam novos talentos para o mainframe
O mainframe não morreu. Os grandes computadores, preferidos por bancos e empresas de telecomunicações, continuam em alta no mercado de TI e abrem oportunidades de trabalho tanto para especialistas veteranos, entre 40 e 60 anos, como para iniciantes na carreira. "O Brasil é o terceiro país que mais compra essa solução no mundo, depois dos Estados Unidos e da Alemanha", garante José Eduardo Vilela, gerente de relacionamento com universidades para a área de mainframe da IBM, que oferece os equipamentos há 45 anos.
Para acompanhar a evolução das máquinas, capacitar e renovar os quadros de funcionários, empresas como IBM, Bull e BMC Software investem em programas de treinamento. Ao lado de profissionais experientes, cada vez mais escassos no mercado, as companhias querem atrair "sangue novo" nos bancos das faculdades. Os salários servem como atrativo. Estão acima da média do mercado da área de TI e começam com R$ 7,5 mil mensais. "Mas podem chegar a R$ 20 mil, no caso de executivos seniores", diz Ilana Lissker, sócia da Search Consultoria em Recursos Humanos. 
A IBM, por exemplo, montou iniciativas para a capacitação de jovens profissionais e deve garantir um banco de talentos para o futuro. A preocupação da fabricante não é gratuita: no primeiro trimestre de 2009, a tecnologia mainframe acusou um aumento de 17% na receita proveniente de países emergentes. "A maioria dos especialistas do mercado está acima dos 30 ou 40 anos", justifica Vilela. Uma das ações de formação é o Academic Initiative, programa mundial que costura parcerias com universidades. Já há acordos de cooperação com cerca de 50 instituições de ensino no Brasil. Para se ter uma ideia, desde 2006, foram treinados 3,2 mil alunos em mais de dez cidades com material didático, profissionais da IBM e acesso aos mainframes da empresa. "Cerca de 80% dos estudantes estão na graduação, 10% em turmas de pós-graduação e 10% pertencem a escolas técnicas e de ensino médio."
Rene Fernandez, de 22 anos, é formado em sistemas da informação e pós-graduando em mainframe. Ele participou do Academic Initiative e foi contratado pela IBM como especialista técnico em banco de dados para mainframe (DBA). "Quando saí da universidade, nunca tinha ouvido falar do assunto, e um amigo sugeriu que eu trabalhasse com o desenvolvimento de Cobol, a linguagem das máquinas de grande porte", lembra. De uma turma de 40 universitários, Fernandez acredita que seguiu o caminho sozinho. "Todos buscaram colocações na área de software e redes". Antes de ingressar na IBM, trabalhou em uma multinacional mexicana com operações no Brasil. "Acabei me destacando porque era o único que entendia de mainframes." 
Segundo Vilela, o caso de Fernandez prova que o interesse pelos grandes servidores está em alta no mercado profissional. Em 2006, no seu primeiro ano de atividades, o Academic Initiative da IBM envolveu 267 alunos em seis cursos. Em 2008, passou para 711 estudantes em 27 cursos. No ano passado, foram 47 cursos e 1,2 mil treinandos, e 2009 deve terminar com 44 cursos e 1,5 mil alunos. "Há uma inovação tecnológica na plataforma e isso atrai os mais jovens." O formato do mainframe também mudou. Aquela velha imagem de um computador gigante que ocupava toda uma sala foi substituída, a partir do final da década de 1990, por máquinas menores, do tamanho de uma geladeira.
A IBM também usa, há dois anos, um concurso para selecionar estudantes da área. Inclui tarefas práticas para alunos do ensino técnico e superior e os primeiros colocados tornam-se aptos a participar de processos seletivos da companhia. Em 2007, o concurso recebeu mais de dois mil inscritos e nove participantes foram contratados. No ano passado, o volume de inscritos subiu para três mil. 
Para Ilana Lissker, da Search, a demanda por profissionais especializados em mainframe aumentou de 5% a 15% nos últimos cinco anos. "Os mais procurados são os profissionais que fazem desenvolvimento de novas aplicações ou atualizações nos sistemas das empresas". Entre 2008 e 2009, a consultoria recrutou três especialistas para o mercado financeiro e indústria. "É difícil encontrar profissionais especializados e há uma dependência de candidatos mais experientes que conhecem a tecnologia há pelo menos 12 anos."
A gerente de projetos de mainframe da consultoria Stefanini IT Solutions, Ana Angélica Pinheiro, 46 anos, trabalha na área há 20. Na empresa desde 2005, começou a carreira na Natura, no final da década de 1980, e hoje gerencia operações de integração de dados de grandes bancos, como Itaú Unibanco. 
Com uma equipe de 25 programadores e três coordenadores, viu o quadro ganhar mais dez vagas no ano passado e acabou descobrindo o equilíbrio entre profissionais veteranos e novatos. "Os mais antigos na área possuem grande experiência em mainframe e não dominam as novas tecnologias. Já os mais novos conhecem os padrões recentes, mas não têm conhecimento em mainframe". Segundo Ana, os novatos se interessam pouco pelo segmento porque as universidades não têm disciplinas específicas sobre o assunto- somente para linguagens e tecnologias padrões de mercado, ligadas à microinformática.
Na Elumini IT & Business Consulting, consultoria de soluções de TI para grandes corporações como Bradesco e Citibank, 12% da receita vem da área de mainframes. A companhia tem 450 funcionários e 60 são especializados no setor. "O profissional precisa ter uma excelente visão de negócio, conhecimento de engenharia de software e de integração com sistemas", diz Ethelberto Mello Neto, gerente de produtos e serviços mainframe da Elumini. "Hoje, poucos executivos da área têm menos de 40 anos". De olho na renovação do quadro, a Elumini criou em 2007 um programa de trainees para capacitar universitários e recém-formados - os melhores alunos são contratados.
Na BMC Software, considerada uma das dez maiores empresas de software do mundo, com um faturamento de US$ 1,8 bilhão, mais de 40% dos contratos vêm da área de mainframe. Nos últimos três anos, a plataforma apresentou um crescimento de 56%, 60% e 62%, respectivamente, nos negócios da empresa. "Dos 5,8 mil funcionários em todo o mundo, cerca de 1,5 mil são especializados em mainframe", diz Olimpio Pereira, diretor da unidade de serviços da área para a América Latina da BMC.
No Brasil, não é fácil encontrar especialistas na área, de acordo com Pereira. "O mainframe teve sua morte precocemente anunciada, o que eliminou investimentos em treinamento e desenvolvimento de pessoal". A BMC combate o problema com cursos sob demanda e mantém sete colaboradores e parceiros para dar aulas sobre a tecnologia. 
"A escassez de profissionais experientes atrai, cada vez mais, jovens interessados pelos salários do setor", diz Alberto Araújo, diretor presidente da Bull América Latina. A empresa, dona de um faturamento de US$ 75 milhões, é uma das pioneiras da indústria do mainframe. O escritório regional tem 500 funcionários e 20 engenheiros especialistas na plataforma - a idade média da equipe técnica é de 34 anos. 
"O conhecimento acumulado por esses profissionais é estratégico para a companhia, que reserva pelo menos dez dias úteis por ano para a formação dos técnicos". Segundo Araújo, o advento do "cloud computing", ou computação em nuvem, representa uma mudança fundamental na indústria de TI e deve ajudar a cultura dos mainframes a se destacar ainda mais nas empresas. "Para operar essa linha, fornecedores e clientes buscarão competências técnicas só existentes em profissionais com experiência no ambiente mainframe."
De acordo com os especialistas, o profissional deve demonstrar também conhecimento de programação e experiência na implementação de programas. "E saber trabalhar com linguagens e tecnologias como Cobol, Natural e DB2", ressalta Tadeu Portas, diretor da DTS Consulting, que tem 80% dos negócios gerados a partir de projetos de mainframe. 
Para captar mão de obra, a DTS criou um programa de treinamento que seleciona candidatos nas universidades. Os estudantes são treinados em até seis meses e os melhores são contratados como trainees. "O profissional só estará realmente produtivo depois de, no mínimo, um ano." Em 2009, a DTS diplomou 46 técnicos com idades entre 19 e 30 anos. "Não é fácil recrutar pessoal porque os melhores profissionais estão em cargos de coordenação e gerência."
Com 63 anos, Luiz Fadel, "distinguished engineer" da IBM, está na empresa há 40 anos. "Trabalho com mainframe desde que entrei na companhia", afirma. Fadel começou como técnico de suporte e hoje ajuda o time de vendas da América Latina a mostrar aos clientes as vantagens da solução. Também faz parte do grupo de executivos que recebe informações avançadas sobre as novas funções das máquinas. "O especialista em mainframe deve ter grande habilidade de análise, conhecimento das características da tecnologia e capacidade para trabalhar em grupo", diz.   (Jacilio Saraiva - Valor Online)

19.01 - Dilema marca próxima geração de rede sem fio 
O cenário e os personagens estão definidos e a disputa promete. De um lado está a Intel, líder mundial dos microprocessadores; do outro, quatro grandes fabricantes de equipamentos de telecomunicações. Os quatro fornecedores concorrem entre si, mas se uniram pela mesma causa: Ericsson, Nokia Siemens, NEC e Qualcomm criaram um grupo batizado informalmente de "G4" que, coincidência ou não, trabalha para acelerar as decisões em torno do 4G, a quarta geração da telefonia celular. 
O grupo preparou um documento, já apresentado ao governo e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No texto, as quatro fabricantes defendem a liberação de frequências capazes de permitir a adoção de padrões internacionalmente aceitos para a 4G, por meio da tecnologia conhecida como LTE, sigla de "Long Term Evolution". 
Já para a Intel, o "G4" pode até defender o LTE, mas o importante é que o órgão regulador e o governo brasileiro abram espaço para outras tecnologias, gerando concorrência maior e custos mais baixos de investimento. A Intel, que participou do desenvolvimento do padrão sem fio WiMax, avalia que essa tecnologia não apenas atende à acelerada demanda de comunicação - principalmente de dados, mas também de voz sem fio -, como está em um estágio de uso mais avançado e exige menor investimento na infraestrutura.
No centro do imbróglio está a disputa pelas frequências para o uso das tecnologias. A Anatel avalia a liberação de parte das faixas de 2,5 a 2,69 gigahertz (GHz), hoje utilizadas pelas operadoras de televisão paga via rádio por microondas ou MMDS, sigla em inglês para Serviço de Distribuição Multiponto Multicanal. Tecnicamente haveria a opção de uso das frequências de 700 megahertz (MHz), utilizadas pelas emissoras de televisão, mas a previsão é de que a liberação dessas frequências vá demorar, só ocorrendo após o desligamento da TV analógica e o uso em todo o país da TV digital.
As teles celulares seriam as candidatas naturais às frequências de 2,5 a 2,69 GHz e ao LTE, uma vez que o padrão é considerado uma evolução da atual terceira geração (3G). Mas as empresas de TV paga via MMDS alegam direito adquirido de uso do espectro. Elas também querem avançar nos serviços, oferecendo acesso a dados e voz sem fio, e uma das possibilidades para fazer isso é por meio do WiMax. Essa disputa tomou novos contornos no ano passado.
Embora ainda não tenha se posicionado de forma definitiva, entre agosto e outubro de 2009 a Anatel colocou em consulta pública a revisão do espectro disponível, reduzindo o espaço para as prestadoras do serviço de TV paga por microondas. Esse movimento foi o pomo da discórdia entre os dois lados.
O diretor executivo da Associação de Operadoras de Sistemas MMDS (Neotec), Carlos Andre Albuquerque, diz que as operadoras podem ceder parte do espetro, mas não como propõe a Anatel. Elas operam com 190 MHz e o órgão regulador sugere tirar 140 MHz. "Ficar com 50 MHz é inconcebível. Há um jogo de interesses de quem vai ocupar espaço", diz ele.
A interpretação das operadoras de MMDS é de que o movimento visa abrir espaço para as operadoras de telefonia celular. O diretor da Neotec diz que essa seria "uma distribuição perigosa". "Concentrar tudo (os serviços) em poucas operadoras não faz sentido", afirma.
Para Aluízio Byrro, presidente do conselho de administração da Nokia Siemens, uma das empresas do "G4", a questão não é de concentração e sim de seguir a tendência internacional. Ele diz que o país precisa estar unido ao resto do mundo. Cita como exemplo a Copa do Mundo de 2014. "Imagine um organizador, jornalista ou turista chegar com seu telefone ou notebook ao Brasil baseado em LTE e [o equipamento] não funcionar?", diz.
O LTE começa a ser implementado no exterior. Byrro frisa que para que a tecnologia esteja disponível no país em 2014, o razoável é que as frequências sejam licitadas até o ano que vem. Isso permitiria que as redes fossem implantadas entre 2012 e 2013, estando disponíveis durante a Copa no Brasil.
O executivo afirma que a defesa, pelas empresas, da distribuição do espectro segue vários parâmetros. Um deles é que o LTE precisa de um mínimo de 140 MHz para seguir o padrão recomendado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). O organismo é responsável pela definição de padrões internacionais no setor. Para Byrro, se o Brasil adotar um padrão diferente, perderá escala e irá contra a tendência mundial.
Para o "G4", o LTE é a evolução natural para os mais de 4 bilhões de usuários de telefonia celular no mundo. As empresas defendem a divisão do espectro diante da penetração do serviço das teles celulares frente às empresas de MMDS. Argumentam que no Brasil em torno de 90% dos municípios e 96% da população são atendidos pela telefonia móvel, com 170 milhoes de acessos. Já as operadoras de MMDS estão em 4% dos municípios, numa operação iniciada em 1994, com menos de 360 mil usuários de televisão paga, segundo dados de novembro do ano passado.
O vice-presidente comercial e de marketing da Ericsson, Lourenço Coelho, outra empresa do "G4", afirma que o movimento dos fabricantes em prol do LTE visa "conscientizar as autoridades e a sociedade de que o Brasil não pode ficar fora do mundo", diz. "Isso já aconteceu quando houve a opção pelo TDMA (na telefonia celular) e depois com o CDMA, que pode ser uma ótima tecnologia, mas que ficou sem escala mundial. O fabricante de terminais precisa de escala. Só produz no país se for também exportar. Não adianta fixar uma frequência diferente do resto do mundo", afirma o executivo.
"O que essas empresas querem é criar todos os obstáculos para o WiMax ser instalado ", rebate o consultor técnico da Neotec, José Luiz Frauendorf. Ele diz que o que está por trás desse movimento atende a interesse comerciais porque o LTE é produzido pelas empresas que defendem sua adoção. 
"O mercado da indústria de fabricação de equipamentos está mudando. A Nortel foi à falência, a Lucent se juntou à Alcatel, a Siemens saiu das telecomunicações e vendeu a divisão para a Nokia, e a Motorola não está bem. Nossos legisladores não enxergam o panorama. Querem discutir regulamentação sem entender o pano de fundo e acabam sendo usados", diz Frauendorf. 
As operadoras de MMDS defendem a manutenção das regras vigentes. A redução do espectro prejudicaria a oferta de serviços de TV, dados e voz, que essas companhias interpretam como seu direito. Albuquerque diz que não está decidido se as operadoras de TV paga vão utilizar WiMax para oferecer serviços sem fio. "Falamos nessa possibilidade porque desde 2006 [o WiMax] já está disponível e não foi implementado porque a Anatel não regulamentou. Vamos usar a [tecnologia] mais viável", afirma.
O diretor de expansão de mercado da Intel, Fábio Tagnin, pondera que a empresa é "em geral agnóstica" com relação a redes sem fio. Ele explica que a companhia se envolveu no desenvolvimento do WiMax para criar uma tecnologia com padrão aberto, de menor custo. "Um fabricante de equipamentos que vai usar a rede WiMax paga menos pela tecnologia do que o LTE, que tem patentes muito caras. O WiMax lidera o mercado de banda larga e está presente nos Estados Unidos, na Rússia, no Japão e aqui no Brasil (uma adepta é a Embratel). Defendemos o melhor custo-benefício disponível, o que não quer dizer que apoiemos essa ou aquela tecnologia", afirma.
A liberação do espectro é importante, diz Tagnin, pois vai permitir o uso de diferentes tecnologias. "É um pouco frustrante ver que várias decisões estão sendo empurradas por brigas políticas. Esperamos que o Plano Nacional de Banda Larga traga novidades quanto à liberação de espectros. Acho uma grande armadilha ficar travado em uma tecnologia única, com as empresas sendo obrigadas a pagar muitos royalties por unidade vendida", afirma o executivo.  (Heloisa Magalhães - Valor Online)
 
 
 
 
 

18.01 - Lucro da Intel sobe 875% no 4º tri
A fabricante de chips Intel anunciou quinta-feira um lucro líquido no quarto trimestre do ano passado de US$ 2,3 bilhões de dólares, ou US$ 0,40 por ação. Isso representa um aumento de 875% sobre o mesmo período de 2008. Já a receita da empresa subiu 28% na mesma base de comparação, para US$ 10,6 bilhões.
O resultado superou as expectativas do mercado, uma vez que analistas esperavam um lucro de US$ 0,30 por ação e uma receita de US$ 10,2 bilhões no último trimestre.
A Intel espera registrar uma receita de cerca de US$ 9,7 bilhões no primeiro trimestre de 2010, com margem de 400 milhões de dólares para mais ou menos.  (Jornal do Commercio Brasil)

18.01 - Brasil reúne o segundo maior grupo de usuários do Twitter
Pesquisa realizada pelo instituto Sysomos aponta que o Brasil reúne o segundo maior grupo de usuários do Twitter, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que concentra cerca de 50,88% do total de membros ativos do microblog. 
Os brasileiros representam 8,79% do total de usuário do Twitter, sendo que em junho de 2009, esse total era de 2%. Desta forma, o País fica à frente da Grã-Bretanha, com 7,2% de usuários, Canadá, com 4,3%, e Alemanha, com 2,49%. 
Considerando-se o número total de tweets enviados, os brasileiros estão em terceiro lugar, com 6,7% do total de mensagens postadas. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 56%, seguidos por Grã-Bretanha, com 8%. 
O estudo revelou também que os usuários mais ativos do microblog estão nas cidades de Nova York, Londres e Los Angeles. San Francisco, cidade berço do Twitter, concentra os dez usuários mais ativos do site. 
Para a pesquisa foram analisados os perfis de 13 milhões de usuários ativos do Twitter entre 16 de outubro e 16 de dezembro de 2009.  (Executrivos Financeiros)
 
 
 
 
 
 

15.01 - Vendas de computadores crescem 5,2% em 2009
Em 2009, as vendas mundiais de computadores registraram um aumento de 5,2%, totalizando cerca de 306 milhões de unidades vendidas. De acordo com dados divulgados pelo Gartner ontem, esse crescimento foi impulsionado pela expansão do mercado de dispositivos móveis. 
Garantindo a liderança, a HP obteve market share de 19% no ano. Em seguida, aparece a Acer, com 13%. 
Em relação apenas ao quarto trimestre, as vendas mundiais de computadores ultrapassaram 90 milhões de unidades, registrando um crescimento de 22,1%, obtendo o resultado do mercado nos últimos sete anos.
Na América Latina, as vendas de computadores aumentaram 42,7% no último trimestre em relação ao mesmo período de 2008, quando foram registrados índices de vendas baixos. Segundo o relatório, o crescimento se deve à queda nos preços dos netbooks, que estimula a compra do setor em geral. 
Nos Estados Unidos, as vendas do quarto trimestre totalizaram 19,8 milhões de unidades, o equivalente a um aumento de 26,5% em relação ao mesmo período de 2008. “Estratégias agressivas de vendas estimularam os consumidores. No entanto, alguns fornecedores diminuíram perigosamente os preços para estimular o crescimento do market share”, explica Mikako Kitagawa, analista do Gartner.
Ainda no quarto trimestre de 2009, as vendas na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, da sigla em inglês) apresentaram um crescimento de 3,6% em comparação com o ano anterior, totalizando 29,7 milhões de unidades comercializadas. No acumulado do ano, a região vendeu cerca de 96,4 milhões de unidades, o equivalente a um declínio de 6,2% em comparação com 2008.  (Executivos Financeiros)

15.01 - Receita do setor de TI cresceu 9,3% em 2009
O setor de TI encerrou 2009 com crescimento de 9,3% e uma receita anual aproximada de R$ 52,8 bilhões, segundo pesquisa da Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro). Para 2010, a entidade que tem no Ministério da Ciência e Tecnologia seu principal parceiro, estima um movimento de R$ 57,7 bilhões e uma repetição do nível de crescimento, acima de 9%.
"O momento pelo qual passa a indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS) é realmente muito promissor. No mercado interno, não registramos queda de receita e mantemos a taxa de crescimento anual. No mercado externo, o País começa a consolidar uma imagem de provedor global de software e serviços de TI, e o aumento das exportações refletem isso. Nossas projeções para 2010 indicam um volume de negócios em torno de US$ 4 bilhões no exterior", afirma Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex.
O mercado nacional de serviços de TI também vive um período positivo e deve manter o ritmo em 2010. Segundo dados da IDC Brasil, a expectativa de crescimento para este ano é de 5,1% em comparação a 2008, movimentando aproximadamente R$ 19,4 bilhões.
Para 2010, a consultoria aponta ainda que a manutenção da demanda por outsourcing de TI, além de softwares de gestão empresarial (ERP), business intelligence (BI), integração de sistemas e bases de dados, são alguns dos serviços que mais devem receber investimentos.  (Executivos Financeiros)

15.01 - Facebook e McAfee fazem acordo para melhorar segurança na rede social
O Facebook e a McAfee anunciaram uma parceria para melhorar a segurança dos 350 milhões de usuários da rede social.
A nova relação começa com a McAfee oferecendo aos usuários do Facebook seis meses grátis de assinatura do Internet Security Suite. Mas vai muito além disso. As empresas  trabalham juntas para criar maneiras de eliminar  rapidamente a qualquer malware que apareça.
Se o Facebook apontar que um usuário tem algum problema de segurança, um processo automático mostrará mensagens informando-o do problema e fechará a conta dele, segundo o diretor de comunicações do Facebook Barry Schnitt.
Trocas de senhas também podem ser requisitadas, além de outros possíveis processos de segurança, como rodar um limpador de malwares. O suporte por telefone pode oferecer ajuda aos usuários.
“Poucas pessoas têm problemas com o Facebook atualmente”, aponta Schnitt. Mas, com o crescimento de worms para redes sociais, além de crackers que buscam senhas do Facebook, há a necessidade de trabalhar duro para resolver questões de segurança, diz o executivo.
O vice-presidente de marketing da McAfee, Brent Remai, afirma que a parceria vai ajudar a empresa a oferecer seu software de segurança na internet para usuários a um preço reduzido. O valor do produto, no entanto, ainda não foi divulgado. (Network World/ IDG Now)
 
 
 
 
 

14.01 - Microsoft adia correção de bug que pode travar Windows 7
Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que não tem ainda uma correção para a falha do Windows 7, tornada pública dois meses atrás.
A atualização a ser liberada conserta uma vulnerabilidade que só é tida como “crítica” – o nível mais sério do sistema de classificação da Microsoft – no Windows 2000. Esse bug também afeta o Windows XP, o Vista e o Windows 7, bem como o Windows Server 2003, Server 2008, e Server 2008 R2, mas nessas versões o risco é classificado como “baixo”.
Sobre o tipo de bug a ser corrigido, “a primeira coisa que vem em mente, em relação aos novos sistemas, é uma vulnerabilidade de negação de serviço e, no Windows 2000, uma brecha para execução de código remoto”, disse o diretor de operações de segurança da nCircle Network Security, Andrew Storms.
Risco baixo
A Microsoft minimizou o risco potencial, mesmo para usuários do Windows 2000. “O índice de exploração dessa falha não será alto, o que diminui o risco geral”, afirmou Jerry Bryant, um porta-voz da Microsoft, em comentário publicado nesta quinta-feira no blog da empresa para temas de segurança.
Storms vê com bons olhos a carga leve da atualização de terça-feira, que sucede diversos meses de atualizações múltiplas: a Microsoft atingiu um recorde em outubro, quando publicou correções para 34 vulnerabilidades em 13 atualizações separadas. “É bom ter um mês leve, especialmente com a questão das vulnerabilidades da Adobe”, disse Storms, referindo-se a um bug na tecnologia PDF da empresa, que também deve ser corrigido em 12/1.
A Adobe, que em meados de julho prometeu liberar correções de segurança para o Reader e o Acrobat a cada trimestre, também vai corrigir falhas nesta terça-feira. A Adobe publicou sua própria notificação “pré-correção” nesta quinta-feira, mas como é de praxe recusou-se a detalhar quantas vulnerabilidades, além das que já são exploradas pelos crackers, serão corrigidas.
Para depois
A Microsoft, por sua vez, decidiu adiar uma correção, o que já foi confirmado por Bryant: a empresa não vai consertar uma espantosa vulnerabilidade de negação de serviço, detectada no Windows 7 e no Windows Server 2008 R2. “Ainda estamos trabalhando em uma correção”, disse.
Em meados de novembro, a Microsoft confirmou que o bug no Server Message Block (SMB), um protocolo criado pela empresa para compartilhamento de arquivos e de impressoras, poderia ser usado por crackers para comprometer computadores com Windows 7 e Windows Server 2008 R2. A Microsoft alega que a vulnerabilidade não pode ser usada para invadir PCs.
A falha do Windows 7 foi descoberta primeiro pelo pesquisador canadense Laurent Gaffie em 11/12, um dia depois que a Microsoft publicou as correções daquele mês. Gaffie publicou um código de ataque como prova de conceito em uma lista de discussão de segurança. De acordo com o pesquisador, a exploração da falha causa o travamento do Windows 7 e do Server 2008 R2 de tal maneira que a única coisa a fazer é desligar manualmente os computadores.
“De uma perspectiva de relações públicas, eu esperaria que a Microsoft consertasse o bug do SMB este mês”, disse Storms. “Por outro lado, não ficaria surpreso se isso não ocorresse, já que é apenas um bug de negação de serviço”.
A previsão é que a Microsoft libere sua atualização de segurança em 12/1 aproximadamente às 16 horas (horário de Brasília). (Gregg Keizer - Computerworld)

14.01 - Mozilla libera Firefox 3.6 Release Candidate para download
A Mozilla colocou para download o Firefox 3.6 Release Candidate, nova versão de testes do navegador da empresa.
As novidades do navegador incluem a opção de mudar a aparência com apenas um clique, o aviso de atualização de plugins, melhora no sistema de preenchimento de caixas de texto e no desempenho de JavaScript, entre outras.
Usuários das versões anteriores do Firefox receberão um aviso com a sugestão da atualização para o novo browser. Quem preferir poderá fazer o download gratuito do site oficial da Mozilla. (IDG Now)

14.01 - Aprenda a abrir novas abas em navegadores
Como abrir uma nova aba no Firefox sem ter que clicar em um link? Estou com uma aba aberta e quero abrir uma nova para digitar o endereço de um site 
João Ribeiro da Silva
Resposta: Vou aproveitar para dar a resposta não só para o Firefox mas também para o Internet Explorer 7 ou 8.
No caso do navegador Firefox, você pode clicar em cima da aba aberta e selecionar a opção Nova aba. Pode também clicar no pequeno quadrado que fica ao lado direito da aba aberta, ou da última, caso existam várias abertas.
No Internet Explorer, o procedimento é parecido. Você pode clicar com o botão direito na aba e selecionar as opções Nova guia ou Duplicar guia para abrir outra aba com o mesmo conteúdo da página atual.
Se você gosta de usar mais o teclado do que o mouse, a combinação de teclas Ctrl+T abre uma nova aba em qualquer um dos navegadores. Uma vez aberta a nova aba, que estará em branco, basta digitar o endereço desejado ou utilizar algum da lista de favoritos.
Veja como gravar DVDs com vídeos do micro 
Seguindo instruções do Canal Aberto, produzi vídeos caseiros utilizando o Windows Movie Maker. Mas, ao transferir o trabalho para mídia (DVD-R), o vídeo não pôde ser lido por aparelhos de DVD comuns, só pelo computador. Como soluciono o problema? 
Luiz Godo
Resposta: Não ficou claro se o leitor fez um arquivo no formato .WMV e gravou em um DVD, cujo arquivo pode ser reproduzido pela maioria dos tocadores de DVD mais novos, ou se criou um disco no formato de DVD.
Nos dois casos, lembre-se de que tocadores de DVD mais antigos podem ser incompatíveis com os DVDs criados em micros. Faça testes em aparelhos mais novos para ter certeza.
No Windows Vista, o Windows Movie Maker ativa o Windows DVD Maker quando é selecionada a opção Publicar o filme no formato de DVD. Assim, a mídia é criada. Já no XP, o Windows Movie Maker (versão 5) conseguirá apenas gravar o vídeo no formato .wmv e você precisa de outro programa para gravar o DVD.
Duas sugestões são o Free Easy CD DVD Burner (migre.me/g2XN) e o Free Movies to DVD (migre.me/g2Xv).   (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

13.01 - Acesso à Internet cresceu 10% em 2009, diz Ibope
O Ibope Mídia lança em todo o país um mapeamento completo dos hábitos de uso de Internet dos brasileiros. A 21ª edição da pesquisa Internet Pop traz como novidades a inclusão de questões sobre os sites mais acessados no domicílio, informações sobre as operadoras que fornecem o serviço 3G e a mensuração das atividades realizadas no celular, como ouvir rádio AM e FM, assistir TV aberta e digital, assistir a vídeos e filmes, entre outros indicadores. A nova versão do estudo conta ainda com a inclusão de duas novas praças: Campinas (SP) e Florianópolis (SC).
O estudo Internet Pop aponta que o acesso à Internet resceu 10% em relação ao ano anterior: de 49% em 2008 para 54% em 2009, totalizando mais de 25 milhões brasileiros que costumam conectar-se à rede, ainda que de vez em quando.
Entre as pessoas que acessam à web por meio de outros equipamentos que não o computador, nas principais regiões metropolitanas do país, 66% o fazem pelo celular, 21% pelo Smartphone com tecnologia 3G, 9% por computador de mão/ palm top e 3% por Smartphone sem tecnologia 3G. Dentre estas pessoas, 25% acessam a internet diariamente.      (Executivos Financeiros)

13.01 - Mercado de storage cresce 2,4% no 3T09 na AL, diz IDC 
O mercado de armazenamento externo na América Latina apresentou um crescimento de 2,4% no terceiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período em 2008, dando sinais de recuperação depois dos dois primeiros trimestres do ano afetados pela crise econômica.
Esta é uma das constatações do estudo ‘IDC LA Quarterly Disk Storage System Tracker, Q3 2009’ sobre o segmento de storage realizado pela IDC, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.
No Brasil, o setor movimentou aproximadamente US$ 58 milhões no terceiro trimestre, -3,8% em relação ao mesmo período em 2008, mas registrou crescimento de 61% em termos de volume comparado ao segundo trimestre de 2009, com entrega de cerca de 8 petabytes. Os resultados do quarto trimestre, ainda não consolidados, tendem a ser positivos e
as perspectivas para 2010 e os próximos anos são otimistas.
“A economia brasileira praticamente já saiu da crise. Entre os vários indicadores podemos citar o aumento da oferta de emprego e o aumento no consumo das famílias de menor renda apoiadas por programas sociais do governo”, diz Waldemar Schuster, Analista Senior de Storage – IDC Latin América.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

12.01 - Lenovo ressalta papel do Windows 7
A Lenovo, maior fabricante de computadores pessoais da China, previu que o Windows 7 vai aumentar a demanda por seus produtos nos próximos três anos, à medida que as empresas e os consumidores em geral adotarem o novo sistema operacional da Microsoft.
"Estamos vendo negócios mais fortes em todo o planeta devido ao impulso do Windows 7", disse Rory Read, presidente mundial da Lenovo, durante a feira Consumer Electronics Show, encerrada ontem, em Las Vegas. "Acho que se trata de um bom produto que vai estimular a demanda pelos próximo 12, 24 e 36 meses."
As vendas da Lenovo no primeiro semestre caíram nos Estados Unidos e na Europa em decorrência da redução dos gastos dos clientes empresariais na fase de recessão, o que induziu a companhia chinesa a reforçar sua oferta para os consumidores comuns. Fabricante dos laptops Thinkpad, a Lenovo junta-se a outras companhias do setor com a previsão de que o Windows 7, lançado em outubro, vá ajudar a aumentar a demanda por tecnologia. Gianfranco Lanci, presidente da Acer, já havia projetado, em outubro, um aumento das vendas entre o Natal e o primeiro trimestre de 2010. No mesmo mês, Steve Schuckenbrok, presidente da divisão de grandes empresas da Dell previu que o sistema vai ajudar a aumentar os gastos em tecnologia a partir do meio do ano.
"O Windows 7 vai começar a proporcionar um aumento na venda de PCs na segunda metade deste ano, depois que as companhias tiverem tempo para avaliar e testar o software", disse Frank He, analista do Bank of China em Hong Kong. "A Lenovo, com muitos de seus negócios concentrados no segmento empresarial, será uma das primeiras beneficiárias disso", afirmou.
A previsão do presidente da Lenovo é de que as empresas de pequeno e médio portes vão responder por uma parte considerável do crescimento previsto.
A Lenovo, que em 2005 adquiriu a divisão de computadores pessoais da IBM, revelou novos produtos na semana passada, incluindo um computador "tablet", o mesmo tipo de equipamento apresentado pela Hewlett-Packard (HP), líder de mercado global. Os "tablets" são notebooks com telas giratórias, que ficam semelhantes a uma prancheta.
A Apple, fabricante do iPhone, planeja lançar um "tablet" este mês, disse na semana passada uma pessoa a par do assunto.
A Lenovo, cuja sede fica em Raleigh, na Carolina do Norte, disse em novembro que sua receita em mercados maduros, o que inclui as operações nos EUA e na Europa, caiu 23%, para US$ 2,8 bilhões, nos seis meses encerrados em setembro. As vendas na China cresceram 5,2%, para US$ 3,66 bilhões.
A companhia, que transferiu sua sede para os EUA depois de comprar a divisão da IBM, informou em novembro que vai pagar US$ 200 milhões para recomprar sua unidade de telefonia móvel, vendida em 2008. "Está ocorrendo um movimento de convergência da informação e dos dados entre as plataformas", afirmou o executivo. "Não importa se é por meio de seu telefone inteligente ou laptop."  (Joseph Galante e Mark Lee - Bloomberg/Valor Online)

12.01 - Calibrando o monitor
Só dá o devido valor a um monitor colorido quem, como eu, usou computador nos tempos pioneiros do monitor monocromático tipo “fósforo verde”. Naqueles tempos, um monitor capaz de exibir cores na tela era algo tão formidável que, embora já se tenham passado mais de 20 anos, ainda me lembro da primeira vez que vi um deles em uso em uma agência de viagem nos EUA. E o que mais me impressionou foi a naturalidade com que a jovem que me atendeu trabalhava com aquilo, que, para mim (e qualquer outro brasileiro; afinal, vivíamos a época sombria da mais que nefasta reserva de mercado da informática), era a oitava maravilha do mundo. E olhe que se tratava de um monitor EGA com uma resolução de 640x360 pixels – ridícula para os padrões atuais, porém formidável para a época. E, maravilha das maravilhas, exibia cores na tela! E podia mostrar até 256 delas, vejam vocês que fantástico!
Hoje, trabalhamos com monitores cujas resoluções horizontal e vertical andam na casa dos milhares de pixels, exibem mais de 16 milhões de cores e achamos perfeitamente natural. Afinal, cores são cores, nada mais do que cores. Mas a verdade não é bem essa.
Quem sabe alguma vez você já tenha se sentido ligeiramente incomodado com a sensação de que o vermelho do monitor de seu vizinho parece um pouco mais vermelho que o do seu? Ou que as cores lá são mais harmônicas do que cá? Há um par de semanas fui obrigado a reparar nesses detalhes graças a um infausto acontecimento: um raio atingiu a rede elétrica do prédio onde mantenho um pequeno apartamento em uma cidade litorânea próxima do Rio (não, Angra não, felizmente) e “queimou” tudo o que estava conectado. Inclusive o computador e os monitores que uso quando me escondo por lá. Como tinha levado meu computador portátil, um valente netbook, consegui me manter “na ativa”. Mas tive que comprar um monitor, pois, para quem se acostumou a usar sempre dois monitores, passar longos períodos encarando a pequena tela de 10 polegadas do netbook era um martírio. 
Conectei-o ao micrinho e estendi a área de trabalho para os dois monitores. E então percebi claramente que há cores e cores, mesmo quando se trata da mesma cor. Pois bastava arrastar uma janela de um monitor para o outro para que a bela coloração vinho que eu usava como fundo da ilustração com a qual estava trabalhando se transformasse em uma tonalidade assim tipo “marrom excremento”, bastante desagradável. E bastava arrastá-la de volta para que a bela tonalidade original fosse recuperada. Por que cargas d’água isso acontecia? Qual a razão da diferença?
A razão, meu amigo, é que os bons monitores oferecem dezenas de ajustes, como brilho, contraste, tonalidade, temperatura de cor e o diabo a quatro e todas elas afetam a qualidade da imagem e o aspecto das cores. Para que os ajustes se combinem de forma a exibir cores realistas (o que é particularmente importante para quem usa mais de um monitor ou para quem trabalha com programas gráficos cujos arquivos precisam ser impressos, em que a cor exibida na tela deve corresponder exatamente à que será impressa), os monitores precisam ser “calibrados”. Ou seja: a regulagem de seus ajustes deve ser feita com precisão.
Há programas comerciais que orientam o usuário a obter o melhor ajuste. Mas quem usa Windows 7 não precisa deles. Basta abrir o programa “Dccw.Exe” de Windows (ou digitar na caixa de pesquisas do menu Iniciar “dccw.exe”, iniciais de “Display Color Calibration for Windows”, ou Calibragem de Cores). Será solicitada a autorização do administrador. Entre com a senha e depois é só seguir as instruções da tela. Se você usa dois monitores, rode o programa em um deles, depois no outro. Com um ajuste benfeito, as cores não somente ficarão iguais em ambos como seu aspecto será mais realista. Bom proveito.  (B. Piropo - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

11.01 - Software livre pode ser alternativa para democratização da Internet
Sem duvidar do êxito da causa que o inspira, Jon “Maddog” Hall, presidente da Linux International acredita que, cada vez mais o mercado e os usuários se darão conta das vantagens do software livre, abraçando-o tanto nas empresas quanto nas residências.
Seu primeiro objetivo é mostrar as vanta¬gens trazidas pela liberdade de empregar e modificar os softwares de acordo com as necessidades e propósitos de cada um. “As pessoas não devem es¬perar que um desenvolvedor faça o que elas precisam para tocar seus negócios. Elas têm de ter controle sobre os sistemas que usam. Ou elas são livres ou são escra¬vas de um software”, argumenta ele.
Maddog chama a atenção, nesse sentido, para o pe¬rigo representado pelo gigantismo e poder de mercados ostentados por algumas empresas de TI. De qualquer modo, Hall lembra que o software livre já é empregado hoje o tempo todo, em larga escala, sem que esse fato seja notado.
Em termos de inclusão digital, Maddog salienta que o software livre poderia, por exemplo, possibilitar o acesso à tecnologia por parte das populações de baixa renda. A pobreza, pondera ele, faz com que muitas pes¬soas não consigam comprar softwares proprietários, empurrando-as para a aquisição de cópias piratas. 
“O software livre poderia ajudar nestes casos, pois tem as mesmas funcionalidades e bastaria baixá-los da Internet. Para aperfeiçoá-lo, poderiam ser contratados programadores locais, o que criaria uma nova atividade econômica”, sugere Hall. Podem emergir, aliás, mode¬los de negócios a partir dessa realidade, pelos quais as pessoas ganhariam mais dinheiro do que se trabalhas¬sem com aplicativos de código fechado.   (Executivos Financeiros)

11.01 - TI é protagonista do processo de crescimento do mercado de seguros
A rápida transformação do perfil e do nível de exigência dos consumidores torna a área de TI indispensável para o mercado de seguros. Não por acaso, na Bradesco Seguros e Previdência, por exemplo, a tecnologia da informação é tida como um dos pilares do processo que visa a consolidar uma tendência de crescimento do grupo nos próximos anos. “A tecnologia precisa estar dentro do negócio, tem de participar das vitórias e das derrotas de cada uma das companhias”, afirmou o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, durante palestra no V Insurance IT Meeting, realizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e capitalização (CNSeg). 
Falando para uma plateia de profissionais da tecnologia da informação, Rossi conclamou a todos a se engajarem em um projeto que pretende aprimorar as práticas atuais na indústria do seguro. “Vocês trazem soluções. São profissionais que transformam as nossas dificuldades muitas vezes em realizações. Portanto, devem
entender nossos desafios e dificuldades”, destacou.
Na palestra, Rossi destacou ainda que o clima no mercado internacional é de “extremo pessimismo e ceticismo”. Contudo, ressaltou que o Brasil nunca viveu um momento como esse, em que é visto, por quase todos, como a primeira ou segunda opção de investimento. Marco Antonio Rossi disse ainda que o desafio, agora, é “buscar eficiência para aproveitar as oportunidades”. Ele vê boas chances para o mercado em quase todos os ramos, a começar pelos mais tradicionais, tais como o seguro de automóveis. 
O presidente da Bradesco Seguros vê espaço para avanços também no ramo saúde, embora faça restrições à excessiva interferência do Estado, especialmente no que se refere aos ajustes nos preços. Ele também defendeu a redução do número de nor¬mas para modalidades como o microsseguro, cuja regu¬lamentação está em tramitação no Congresso Nacional. 
Há, contudo, ainda alguns obstáculos que precisam ser ultrapassados, inclusive na imagem que o mercado passa para a sociedade. Rossi admite que a atividade “é diferente”, até pela dificuldade que as pessoas encontram para entender que “pagamento é prêmio e beneficio é sinistro’. Rossi destacou, porém, que o futuro é promissor. Na opinião dele, a perspectiva de crescimento sustentado da economia brasileira traz novos horizontes para o mercado de seguros. 
Diante desses gargalos, Rossi entende que a tecno¬logia pode ter um papel preponderante em vários as¬pectos. “A TI é fundamental para dar suporte a uma das prioridades do mercado de seguros em 2010: desenvolver novos canais de atendimento - via web, mobilidade, varejo e call center”, previu Rossi, para quem a tecnologia da informação cada vez mais fará “o caminho para chegarmos às pessoas”.   (Executivos Financeiros)

11.01 - Lenovo lança primeiro notebook híbrido para o mercado norte-americano
A Lenovo apresentou na última quarta-feira (06) durante a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, o primeiro notebook híbrido do mercado, o qual passa a ser vendido nos Estados Unidos em 01 de junho deste ano, pelo preço estimado de US$ 999. Chamado de IdeaPad U1, o equipamento foi projetado para oferecer ao consumidor uma mistura de notebook tradicional e tablet touch screen em um único aparelho.
Com design exclusivo, cada dispositivo do laptop híbrido funciona com processador e sistema operacional próprio. "Ao unir a funcionalidade de um notebook, com um tablet touch screen e a experiência da Internet móvel, o U1 proporciona aos consumidores a liberdade de escolher o dispositivo que preferem para qualquer atividade", explica Liu Jun, vice-presidente sênior, Idea Product Group, da Lenovo. 
Quando conectada ao corpo do laptop, a tela de 11:6 polegadas do IdeaPad U1 utiliza o sistema operacional Windows 7, funcionando como um notebook tradicional. Já quando a tela é removida, torna-se um tablet multitouch com processador ARM e que executa o sistema operacional personalizado Lenovo Skylight.
O laptop híbrido suporta mais de cinco horas de navegação em 3G, além de já estar equipado com câmera de vídeo e alto-falantes com microfone integrado. O IdeaPad U1 também permite que o usuário alterne os modos retrato e paisagem. A tela também pode ser dividida em seis ou quatro seções, cada uma com uma aplicação diferente.   (Executivos Financeiros)

18.12 - plano de banda larga fica para o próximo ano 
A decisão sobre o modelo definitivo do Plano Nacional de Banda Larga foi adiada e deverá ocorrer apenas na segunda semana de janeiro, quando representantes dos ministérios de Comunicações, Planejamento, Casa Civil se reunirão novamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar os estudos.
Pelo plano, o governo quer ampliar o acesso à banda larga pelo país a preços acessíveis para a população mais carente. Na reunião anterior, o presidente solicitou estudos sobre qual seria o custo de o governo bancar integralmente a oferta de banda larga em todo o país, sem interferência de nenhuma empresa de telefonia.
Mesmo que as operadoras façam parte do plano, o governo quer usar esse cálculo para pressioná-las a reduzir seus preços. Para estender seus investimentos, previstos em R$ 15 bilhões ao ano para banda larga, as operadores pediram ao governo redução de impostos, principalmente em aparelhos de modem, que têm mais de dois terços de seu valor final em tributos.
Debates preliminares dentro do governo indicaram a meta de oferecer acesso à internet por banda larga por R$ 30. No entanto, alguns participantes das discussões já chegaram a cogitar a oferta do acesso por R$ 10. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, considerou ontem o preço de R$ 15 para o acesso.
O custo da banda larga no Brasil atualmente é um dos mais altos do mundo. Enquanto aqui 1 megabit por segundo custa cerca de US$ 47, nos EUA, esse mesmo megabit custa US$ 15.
Além de reduzir os custos para os usuários, o governo também quer diminuir a diferença de preços entre as diversas regiões do país. Hoje, em Manaus, o acesso à internet chega a custar mais de cinco vezes o valor de São Paulo.
Com a liberação de 16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica que eram de posse da Eletronet na Justiça do Rio na semana passada, o governo federal ganhou mais força para conseguir oferecer os acessos à banda larga até a ponta final. Com essas redes, que se somam aos 15 mil quilômetros de cabos em posse de estatais, o custo de o poder público bancar totalmente o acesso seria reduzido. Com esse "backbone", como é chamada a infraestrutura de cabos de fibra óptica, o governo poderá arbitrar o mercado, alugando parte dos cabos para novas empresas, sem que elas tenham de fazer grandes investimentos para começar a oferecer um serviço de telecomunicação.
Para administrar essa infraestrutura, debateu-se na reunião inicial com o presidente a criação de uma empresa estatal, que poderia ser a Telebrás. No entanto, mesmo que seja ela a empresa a administrar esses cabos, o governo já considera terceirizar alguns serviços para bancar todo o projeto, até os usuários. Uma das alternativas, também, é estimular pequenos 475 provedores que têm atuação regional no país.
Para Costa, porém, não há como viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga sem considerar os R$ 75 bilhões em investimentos previstos por grandes operadoras nos próximos cinco anos. "Mas (com a decisão da Eletronet), já há condições de se regular melhor o mercado", comenta. "Onde as empresas chegarem, nós (governo) vamos ter de chegar e a custo baixo", completa.   (Danilo Fariello -  Valor Online)

18.12 - Microsoft oferecerá navegador rival na UE 
Para evitar nova e dispendiosa disputa judicial, empresa, que anteriormente pagou multa de US$ 2,4 bi, faz acordo com autoridades
Especialistas dizem que acordo mostra a crescente influência da Europa no estabelecimento de padrões antitruste mundiais
As autoridades regulatórias europeias abandonaram o processo antitruste contra a Microsoft, depois que a empresa concordou em oferecer aos consumidores a opção de usar navegadores de companhias rivais. O acordo evitou uma segunda e dispendiosa batalha judicial para a gigante norte-americana do software.
O acordo dispõe que a Microsoft ofereça aos usuários do Windows a opção de adotar até 11 outros navegadores oferecidos por empresas rivais, como Mozilla, Apple e Google.
Os usuários europeus do onipresente sistema operacional Windows que tenham optado pelo Explorer como seu navegador padrão receberão a opção de mudar para um rival em uma próxima atualização de software, a partir de 2010.
"Milhões de consumidores europeus se beneficiarão dessa decisão ao ter liberdade de escolher o navegador que utilizam", afirmou, em comunicado, Neelie Kroes, a comissária europeia para concorrência.
A Microsoft, por sua vez, declarou que estava "satisfeita" com a decisão. Jesse Verstraete, porta-voz da empresa em Bruxelas, disse que não há planos de estender a oferta a outros países que não os 27 integrantes da UE mais Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Ainda assim, o acordo coloca em destaque, de acordo com especialistas jurídicos, a atitude cada vez mais conciliatória que as empresas norte-americanas vêm adotando para evitar sanções e assim poder continuar atuando na Europa.
Para a Microsoft, o acordo representa um contraste gritante com o seu primeiro e acrimonioso confronto judicial com as autoridades europeias, que resultou em multas de US$ 2,4 bilhões e em uma ordem judicial para que alterasse algumas de suas práticas de negócios.
O caso,que durou quase uma década, foi encerrado em outubro de 2007, quando a Microsoft desistiu de recorrer de uma decisão da comissão, segundo a qual a empresa havia abusado da posição dominante do Windows no mercado para beneficiar seu software de mídia e seu negócio de servidores.
Dois meses após a desistência da Microsoft, a Opera, fabricante de navegadores, apresentou queixa quanto a esse tipo de software, o que resultou no segundo processo.
O Google, produtor do Chrome, e a Mozilla, que criou o Firefox, assinaram como oponentes no processo. A comissão anunciou em janeiro que a integração do Explorer ao Windows prejudicava a concorrência. Em julho, a Microsoft propôs um plano de distribuição para navegadores, que, depois de ajustes propostos pelos rivais, conduziu ao acordo.
Os produtores rivais disseram que o acordo representava uma oportunidade importante para seus softwares. Isso, afirmam, dará mais liberdade de escolha aos europeus e também permitirá que eles comparem os diferentes navegadores.
"Acredito que esse acordo tenha o potencial de mudar a situação atual", disse Sundar Pichai, diretor da equipe do navegador Chrome, do Google. "A maioria dos consumidores, no passado, teria escolhido o Explorer porque ele veio em seus computadores. Agora, a decisão será tomada pelos méritos."
O Windows, da Microsoft, está presente em mais de 90% dos computadores do planeta.
Pelos termos do acordo, a Microsoft oferecerá telas de opção de navegadores como parte das atualizações de software fornecidas a mais de 100 milhões de usuários dos sistemas operacionais Windows XP, Vista e 7 na Europa que optaram pelo Explorer como seu navegador principal.
O Explorer detinha 62% do mercado europeu de navegadores em setembro, de acordo com a consultoria AT Internet Institute. O segundo lugar cabe ao Firefox, com 28,4%, seguido pelo Apple Safari, com 4,3%, o Google Chrome, com 2,8%, e o Opera, com 2,2%.
Além dos efeitos sobre o mercado, especialistas disseram que a anuência da Microsoft em distribuir produtos rivais era uma confirmação da crescente influência da Europa no estabelecimento de padrões antitruste mundiais.
Nos 12 últimos meses, a comissão, sob a liderança de Kroes, conquistou concessões da Oracle (que queria a aprovação da aquisição da Sun Microsystems), da Rambus (que concordou em reduzir seus royalties sobre certos chips de memória) e agora da Microsoft.
No mês passado, a comissão encerrou um inquérito -iniciado quatro anos atrás- sobre a política de descontos praticada pela Qualcomm depois que a fabricante americana de chips para celulares fechou acordos com sete rivais.
Em todas essas ocasiões, as empresas norte-americanas decidiram que era preciso mudar a forma como operam na União Europeia a fim de evitar novas multas, custos judiciais e má publicidade.   (New York Times, tradução de PAULO MIGLIACCI - Folha de S.Paulo)

18.12 - Agência dos EUA acusa Intel de prejudicar concorrência
A FTC (Federal Trade Commission, agência responsável por regular as práticas comerciais nos EUA) entrou com ação antitruste contra a Intel, acusando-a de aproveitar a posição dominante no mercado para "asfixiar a competição e fortalecer o monopólio".
Ela acusa a fabricante de chips de realizar uma campanha sistemática e ilegal para impedir que as rivais tenham acesso aos consumidores. Com isso, diz, privou os consumidores de produtos que podem ser superiores e mais baratos.
"A Intel empreendeu uma campanha deliberada para sufocar ameaças competitivas ao seu monopólio", afirmou Richard Feinstein, diretor da FTC para competição. "Ela tem desconsiderado os princípios de disputa justa e as leis que protegem a competição."
Em comunicado, a fabricante disse que o processo iniciado pela agência é "equivocado". "A Intel tem competido de maneira justa e legal. As suas ações têm beneficiado os consumidores. A indústria altamente competitiva dos microprocessadores, da qual a Intel é parte importante, tem mantido a inovação robusta e com os preços caindo mais rapidamente que qualquer outro setor."
A empresa tem sido alvo de diversas ações nos últimos meses. Ela foi acusada no mês passado pela Justiça de Nova York de ameaçar e punir as fabricantes de computadores que usassem chips das rivais e de fazer pagamentos ilegais para que utilizassem seus produtos. Em maio, a UE a multou em 1,06 bilhão por prática semelhante.
Também em novembro, ela fechou acordo de US$ 1,25 bilhão com a rival AMD para encerrar uma disputa legal que durava quatro anos em que era acusada de dar desconto para clientes que não usassem produtos da concorrente.    (New York Times/Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

17.12 - Destaques do ano de 2009
Ao longo de 2009, o caderno Informática testou dezenas de produtos. Todos bastante bons, mas alguns se sobressaíram pelos recursos inovadores, pela facilidade de uso e pela boa relação custo-benefício.
Um dos destaques do ano foi o netbook Eee PC 1008HA, da Asus. Com espessura de pouco mais de 2,5 cm, ele tem design sofisticado e boa performance.
O teclado permite uma digitação confortável e a bateria dura mais de cinco horas.
Na seara da fotografia, a Olympus E-P1 fez bonito. A câmera é uma releitura digital da linha Pen, que a Olympus consagrou na década de 1960.
Com design retrô, ela oferece filtros artísticos, como Grainy Film (granulado em preto e branco) e Pin Hole (que realça o centro da imagem).
A nova versão do iPhone também agradou. Mais rápido do que os modelos anteriores, o 3GS vem com uma câmera melhor e faz vídeos. Além disso, conta com a App Store, em que se podem baixar milhares de programas para o aparelho.
Já o monitor 3D da Hyundai inova ao fazer a conversão de imagens de duas para três dimensões. Vendido em modelos de 22, 24 e 46 polegadas, ele pode ser usado para ver filmes e jogar videogame. (RC)
Eee PC 1008HA
O netbook ultrafino da Asus tem tela de 10,1 polegadas, processador Intel Atom N280 de 1,66 GHz, 1 Gbyte de memória, disco rígido de 160 Gbytes e Windows XP
Preço sugerido: R$ 1.699
www.asus.com
iPhone 3GS
A nova versão do celular da Apple com tela sensível ao toque está mais rápida e conta com câmera de 3 Mpixels que faz vídeo
Preço: R$ 2.799 (versão com 32 Gbytes desbloqueada na Oi)
store.apple.com/br
Olympus E-P1
Com resolução de 12,3 Mpixels, a câmera com estilo retrô tem lentes intercambiáveis e conta com filtros artísticos. O ISO vai de 100 a 6.400
Preço: US$ 799,99 (com lente Zuiko ED 14-42mm)
www.olympus.com
Monitor 3D Hyundai
Vendido nos modelos de 22, 24 e 46 polegadas, faz a conversão de imagens de duas para três dimensões. Tem conexões HDMI e VGA
Preço: de R$ 4.800 (22 polegadas) a R$ 36 mil (46 polegadas)
shop.abs-tech.com  (Folha de S,Paulo)
 
 
 
 
 

16.12 - Governo deve investir R$ 15 bilhões no Plano Nacional de Banda Larga até 2014
O Governo Federal deverá investir R$ 15 bilhões até 2014, para ampliar o acesso à internet em alta velocidade no País. O Plano Nacional de Banda Larga deve ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 20 de janeiro.
De acordo com a Agência Brasil, durante a audiência da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que caberá às empresas de telefonia a maior parte dos investimentos – em torno de R$ 49 bilhões. A contrapartida do setor público seria de R$ 26 bilhões, somando os investimentos em infraestrutura, como satélites, e renúncias fiscais.
Metas
Ainda em elaboração pelo Ministério das Comunicações e outros órgãos do governo, o projeto poderá até suscitar a criação de uma nova estatal para gerir a expansão da internet no Brasil.
Uma das metas do plano, segundo Costa, é aumentar em dez vezes, até 2014, a velocidade da banda larga que chega ao interior brasileiro e “a um preço razoável”. Segundo ele, a infraestrutura das companhias telefônicas não chega a regiões como os estados do  Amapá, Acre, Roraima, Pará, que acabam dependendo de acessos via rádio, o que diminui a velocidade.  (InfoMoney)

16.12 - Brasileiro que acessa internet no trabalho tem renda maior, revela IBGE
Pessoas que acessam a internet do trabalho têm renda superior àquelas que usam a rede internacional de casa ou de locais públicos.
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), revelou que a renda média mensal per capita de quem usa a internet no local de trabalho é de R$ 1.523.
Já os que acessam a rede mundial do domicílio tem uma renda média mensal de R$ 1.336, enquanto quem tem acesso a um local público gratuito tem renda média de R$ 825 mensais e quem opta pelo centro público pago, de R$ 536.
Idade
O local de acesso à internet também tem relação com a faixa etária do usuário. Os mais jovens - de 10 a 17 anos de idade - acessam principalmente dos centros públicos pagos, que têm representatividade de 53,3% nesta faixa de idade.
Pessoas com 40 anos ou mais, por sua vez, acessam mais de seus domicílios, com 78,6% de representatividade.
Os dados mostram que, nos domicílios, a idade média de quem acessa a internet é de 30,6 anos, enquanto no local de trabalho é de 34,6 anos.  (InfoMoney)
 
 
 
 
 

15.12 - Uso da internet cresce 75,3%
O acesso à internet cresceu 75,3% no Brasil entre 2005 e 2008. De acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de brasileiros que acessou a rede mundial de computadores, ao menos uma vez no ano, passou de 20,9% para 34,8% entre os períodos analisados, o que equivale a 56 milhões de usuários a mais no País. O aumento no uso da rede ocorreu de forma paralela entre homens de 21,9% para 35,8% e mulheres de 20,1% para 33,9%.
O IBGE divulgou uma série de dados sobre o comportamento do cidadão brasileiro na rede no Suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008 sobre Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal. Os resultados mostram que em todas as áreas da pesquisa sexo, idade, rendimento, local o acesso à internet cresceu no País. Pode-se destacar que foram, principalmente, as pessoas com baixa renda que puxaram o patamar de uso da rede no Brasil para cima. Apesar de o dado ter crescido em todos os níveis de escolaridade, o aumento foi mais intenso na população com menos escolaridade, segundo a pesquisa. 
O estudo mostra que os usuários da internet são mais escolarizados (10 anos de estudo em média) que aqueles que não a utilizam (5,5 anos de estudo). A proporção de pessoas que acessam é maior quanto maior a escolaridade. Entre aqueles com 15 anos ou mais de estudo, o percentual de usuários da rede foi de 80,4% em 2008; entre os com 11 a 14 anos de estudo, 57,8%; com 8 a 10 anos de estudo, 38,7%; com 4 a 7 anos de estudo, 23,4%; e entre as pessoas sem instrução ou com menos de 4 anos, 7,2%.
Cresceu também o uso da internet em locais públicos, como lan houses, que junto com as residencias superam os locais de trabalho no acesso à web no Brasil. De acordo com o IBGE, isso se deve ao aumento de renda. Segundo o estudo, em 2008, os acessos foram feitos, principalmente, de casa (57%), das lan houses (35,2%) e do trabalho (31%).
O rendimento per capita das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336. Os menores rendimentos per capita foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (R$ 825) e de lan houses (R$ 536). 
IDADE. O levantamento mostra que os jovens estão muito mais inseridos no mundo virtual que os mais velhos. O grupo que registrou o maior percentual de uso foi o de 15 a 17 anos de idade, com 62,9%. Além disso, esse grupo teve o maior aumento em relação a 2005 quando era de 33,7%. A partir dessa faixa etária, o percentual de usuários diminui com a idade, chegando a 11,2% das pessoas de 50 anos ou mais. Esse grupo representava, em 2008, 24,8% da população total, mas correspondia a apenas 8% do total dos que tinham acessado a internet.
A proporção de pessoas que acessam a internet no grupo de 10 a 14 anos de idade (51,1%) também é muito significativa, já que ficou acima das percentagens de usuários em todas as faixas etárias a partir de 25 anos, em todas as regiões
O principal motivo apontado pelos usuários para uso da internet é a comunicação com outras pessoas, por email ou sites de relacionamento 83,2%. Assim, os dados apontam uma mudança no uso da web, que, em 2005 era acessada, principalmente, para fins educacionais e de aprendizado. Também aumentaram os acessos para atividades de lazer, que passou do terceiro motivo mais citado (54,3%) em 2005 para o segundo (68,6%) em 2008. Já 48,6% das pessoas acessaram a internet para ler jornais e revistas.
REGIÕES. De acordo com o Suplemento da Pnad, as regiões Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%) registravam os maiores percentuais de usuários, e as regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%), os menores. Entre os estados, Distrito Federal (56,1%), São Paulo (43,9%) e Rio de Janeiro (40,9%) tinham os maiores percentuais de pessoas que acessaram a internet. Os menores índices ficaram com Alagoas (17,8%), Piauí (20,2%) e Maranhão (20,2%).
Segundo a Pnad, 104,7 milhões de pessoas não utilizaram a internet nos três meses anteriores à data da entrevista, ou seja, 65,2% do total. Os motivos de não utilização foram concentrados em três: não achavam necessário ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar (31,6%) e não tinham acesso a computador (30,0%). (Jornal do Commercio Brasil)

15.12 - Por uma banda larga melhor e mais acessível
Empresas e governo tentam superar os desafios do serviço, como oferta restrita, qualidade que deixa a desejar e preços e impostos nas alturas, para tirar o país do atraso nessa tecnologia
Oferta restrita, qualidade de serviço questionada, produto caro e impostos nas alturas estão entre os principais obstáculos para um maior acesso à banda larga pelos brasileiros. Projetos públicos e privados vêm ganhando força para superar esses desafios e a alta velocidade prometida aos consumidores tenta tirar o atraso em que o país está mergulhado. É o que espera com ansiedade a auxiliar de serviços gerais, Kelly Moreira de Souza. Com notebook novo em casa, ela ainda prefere usar o computador de uma lan house. “Cheguei a pesquisar os preços e ficaria em R$ 80 para usar a internet em casa. Não tem condição, já que ganho menos de um salário mínimo com os descontos”, afirma. Por enquanto, ela navega apenas para pesquisas e, por isso, paga de R$ 2 a R$ 3 por semana. “Para ser acessível, o valor teria que cair para R$ 15”, diz. 
O Plano Nacional de Banda Larga, apresentado pelo Ministério das Comunicações e que pode ser aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas, estabelece que a metade dos domicílios brasileiros urbanos e 15% dos rurais estejam conectados à internet de alta velocidade até 2014. Para atingir o número, serão necessários investimentos de R$ 75,5 bilhões já a partir do ano que vem, sendo que a iniciativa privada, representada principalmente pelas operadoras, terá de desembolsar R$ 49 bilhões. Os R$ 26,5 bilhões seriam aplicados pelo governo na forma de desoneração tributária e uso de recursos de fundos setoriais. Com isso, segundo cálculos do ministério, os planos de banda larga poderiam custar no máximo R$ 30. É uma queda significativa, mas ainda insuficiente para beneficiar brasileiros como Kelly. 
Ainda no governo, a principal bandeira do Ministério do Planejamento é a criação de uma estatal da banda larga. Ela seria montada a partir das redes óticas da Petrobras, Eletrobrás e Eletronet. A infraestrutura, que poderá ser administrada pela Telebrás, faria a transmissão de dados. Mas, para chegar ao usuário, será preciso construir ramificações da rede de distribuição, o que demandaria recursos bilionários, inicialmente estimados em ao menos R$ 3 bilhões. “Esperamos que o governo solte as amarras para o desenvolvimento da banda larga no país o quanto antes. O PL 29, projeto de lei que trata das telecomunicações, está no Congresso há mais de três anos”, critica o diretor da consultoria Teleco, José Luís de Souza. 
Hoje, o presidente Lula participa da abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que segue até quinta-feira, em Brasília. A Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), entidade civil de caráter privado de âmbito nacional e sem fins lucrcativos, criada com a missão de congregar os setores público e privado das telecomunicações brasileiras, vai entregar um documento com propostas para agilizar o processo de universalização da banda larga no país (veja quadro). “Temos propostas concretas para a democratização da banda larga. Imagino que, com o diálogo na Confecom, vamos todos perceber que o problema é tão complexo que teremos que sentar com calma para resolver. Mais que tecnológica ou financeira, a solução é política. Temos que conversar todos: governo, iniciativa privada, academia e consumidor”, disse o superintendente-executivo da Telebrasil, Cesar Rômulo Silveira Neto. 
Levantamento feito em outubro pelo banco JP Morgan mostrou que onde as operadoras competitivas não estão, o preço médio cobrado pela banda larga de 1 a 2 megabites por segundo (Mbps) é de R$ 118. Esse valor cai a R$ 60 quando há a presença da NET e GVT. Quando está presente somente a GVT, o preço médio é de R$ 64 e, quando há apenas a NET, o valor é de R$ 72. Já segundo estudo da consultoria IDC, feito a pedido da Cisco, o Brasil fechou o primeiro semestre com 10,9 milhões de acessos de banda larga, um crescimento de 25,6% ante o mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a maioria das conexões tinha menos de 1Mbps de velocidade, o que não é nem considerado banda larga pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).   (Paola Carvalho e Paula Takahashi - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

14.12 - Número de usuários de Internet no Brasil cresceu 75,3% entre 2005 e 2008 
Em três anos, o percentual de brasileiros de dez anos ou mais de idade que acessaram ao menos uma vez a Internet pelo computador aumentou 75,3%, passando de 20,9% para 34,8% das pessoas nessa faixa etária, ou 56 milhões de usuários, em 2008, segundo dados do Suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No mesmo período, a proporção dos que tinham telefone celular para uso pessoal passou de 36,6% para 53,8% da população de dez anos ou mais de idade, sendo que, para 44,7% dessas pessoas (ou cerca de 38,6 milhões de brasileiros), o celular era o único telefone para uso pessoal.
Os mais jovens acessam mais a Rede mundial de computadores, assim como os mais escolarizados – embora, entre 2005 e 2008, o acesso tenha crescido mais entre aqueles com menos anos de estudo.
As diferenças regionais no uso da Internet permanecem, sendo que o percentual de usuários era menor no Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) e maior no Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%). O local de onde mais se acessava a Internet continuava sendo, em 2008, o próprio domicílio, mas em segundo lugar vinham os centros públicos de acesso pago – ou lan houses -, que superaram o local de trabalho (segundo local de acesso em 2005).
Também houve mudança no principal motivo que leva as pessoas a usarem a Internet: 83,2% acessaram a Rede em 2008 principalmente para se comunicar com outras pessoas – em 2005, o principal motivo era educação ou aprendizado, que caiu para o terceiro lugar em 2008. Nesses três anos, o acesso à Internet por conexão de banda larga duplicou, mas, em 2008, 32,8% dos que não acessaram a Rede ainda diziam que não queriam ou não achavam necessário usá-la.
Em relação à posse de celular, entre 2005 e 2008 diminuiu diferença entre os percentuais de homens e mulheres que tinham o aparelho. As pessoas que tinham celular apresentavam um número médio de anos de estudo superior (9,2) ao das que não tinham (5,2), e o percentual dos que tinham celular crescia conforme aumentava a faixa de rendimento domiciliar per capita   (Executivos Financeiros)

14.12 - Positivo desmente negociações com a Lenovo
A Positivo Informática divulgou nota ao mercado na última quinta-feira negando que esteja negociando sua venda para a Lenovo.
Segundo a empresa, “não foi recebida nenhuma proposta de aquisição de ações e nem discutido tal assunto com a referida sociedade estrangeira, com a qual vem mantendo contactos sobre temas exclusivamente operacionais”.
Exceto pelo potencial efeito favorável resultante da extensão das medidas de desoneração fiscal para o setor de informática até 2014, anunciada quarta-feira pelo Governo Federal, e do anúncio de incentivos para a aquisição de computadores por escolas públicas, a Positivo não tem qualquer outra informação relevante que possa justificar as oscilações atípicas de volume nos negócios apresentados no pregão da BM&FBovespa.    (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

11.12 - Correio eletrônico na berlinda
Quando se fala em cartas escritas a mão e enviadas por correio convencional, é difícil escapar da sensação de que esses artifícios são meios de comunicação arcaicos, muito distantes da realidade atual. A partir do fim da próxima década, a estranheza deve ser a mesma quando o assunto for e-mail. A tese é defendida por pesquisadores da Universidade de Kent, na Inglaterra. Eles afirmam que os serviços de correio eletrônico irão durar só mais cerca de 10 anos, quando serão substituídos definitivamente por programas de mensagens instantâneas e redes sociais.
A pesquisa, publicada em novembro, revela que 51% dos jovens adotam o e-mail como primeira opção como meio de comunicação na internet. Enquanto isso, 98% das pessoas com mais de 65 anos e 96% dos usuários entre 45 e 64 anos utilizam, prioritariamente, o correio eletrônico para se comunicar na rede mundial de computadores. Esses dados, para os cientistas, corroboram a ideia de que o e-mail é um recurso considerado ultrapassado pelos mais novos e está com os dias contados, já que é uma tecnologia utilizada por um grupo formado, em sua maioria, por pessoas de meia idade e aposentados.
O consultor financeiro Luiz Mário Borelli, 54 anos, se rendeu ao e-mail há sete anos. Desde então, utiliza o mesmo endereço eletrônico para tratar assuntos pessoais e profissionais com mais agilidade. Mesmo com todos os recursos disponíveis na internet, não abre mão da ferramenta. O que sabe de redes sociais, garante, é de ouvir falar, porque não tem curiosidade para acessá-las. Borelli gosta do e-mail pelas possibilidades de escrever mensagens mais encorpadas e anexar arquivos mais pesados.
"Em 80% das vezes, uso o correio eletrônico para tratar questões profissionais e, na minha opinião, esse meio de comunicação confere um caráter mais formal que as redes sociais. Para mim, que estou acostumado com o uso do e-mail, mudar para outro meio seria bem complicado", explica o consultor financeiro. "Sinceramente, não acredito que o e-mail será extinto. A tendência é de que ele seja utilizado com menos frequência, como são as cartas hoje em dia", opina. 
As redes sociais ficaram mais populares no Brasil a partir de 2004, quando o Orkut foi lançado por um indiano. Desde então, outras páginas eletrônicas, como Facebook e o microblog Twitter, começaram a fazer parte do cotidiano dos brasileiros. Para se ter uma ideia da devoção dos internautas do País às redes sociais, o Orkut tem 23 milhões de brasileiros, ou 51% do total dos frequentadores da rede.
OUTROS CAMINHOS. O professor responsável pela pesquisa, David Zeitlyn, ressalta que o e-mail demorou 20 anos para tornar-se o fenômeno que é, mas pode levar a metade desse tempo para desaparecer. Jorge Henrique Fernandes, presidente do Conselho de Informática da Universidade de Brasília (UnB), não concorda com Zeitlyn. De acordo com ele, por princípio, os meios de comunicação não são extintos, mas sobrepostos por outros mais modernos. Ainda segundo Fernandes, a tecnologia acompanha a organização das estruturas na sociedade, e a rotina atual exige uma velocidade maior na comunicação, mas isso não quer dizer que o e-mail desaparecerá .
"O fluxo de informações no mundo de hoje é gigantesco. As redes sociais e os programas de mensagens instantâneas permitem que as respostas sejam recebidas mais rapidamente e, assim, o e-mail vai ficando obsoleto", destaca. O pesquisador da UnB também credita o abandono do correio eletrônico como primeira opção de comunicação na internet ao spam, que irrita os usuários.
O spam é o termo utilizado para mensagens não solicitadas pelo internauta e enviadas em massa. Geralmente, o texto tem caráter publicitário e causa tanto incômodo na rede mundial de computadores que alguns países criaram leis para regulamentar o uso desse método. "As pessoas não aguentam abrir a caixa de correio e observar que a maior parte dos itens recebidos não interessam", completa.
A estudante de psicologia Lorena Leite, 20 anos, representa bem um dos grupos avaliados na pesquisa da Universidade de Kent. O estudo mostra que 86% dos jovens com idades entre 15 e 24 anos ainda enviam mensagens por e-mail, mas utilizam outros métodos com mais frequências. Lorena garante que o correio eletrônico ainda é importante no cotidiano, porém entende que redes sociais e programas de mensagens instantâneas são mais eficientes. Ela diz, ainda, que a maioria dos amigos também pensa dessa maneira.
"Quase todo mundo conectado ao mundo virtual usa MSN, Gtalk, Twitter e Orkut. Quando há trabalhos da faculdade, eu e os outros estudantes do meu curso usamos essas ferramentas para trocar idéias, discutir os rumos de cada projeto e avaliar os resultados. É bem mais prático", conta Lorena, que só usa o correio eletrônico para enviar arquivos pesados, como imagens e trabalhos. O especialista em informática Jorge Henrique Fernandes afirma que o comportamento de Lorena é mais comum do que se imagina. "O e-mail deve continuar existindo em casos mais formais ou para comunicação corporativa", prevê.   (IGOR SILVEIRA - Jornal do Commercio Brasil)

11.12 - Mercado de PCs é alvo principal da Semp Toshiba
Quem visita pela primeira vez a sede da Semp Toshiba, em São Paulo, pode encontrar uma certa dificuldade para localizar o complexo. Inaugurado em 1963, quando quase nada havia nas proximidades da ponte João Dias, na zona Sul da cidade, o prédio de dois andares parece comprimido pela paisagem cercada de fábricas, edifícios e tráfego intenso. Para muitos, nos últimos anos, a Semp Toshiba também parecia contraída no mercado de eletroeletrônicos, pressionada pela concorrência das coreanas LG e Samsung em segmentos mais recentes, como televisores de LCD, e pela queda na demanda dos aparelhos tradicionais de tubo. 
O que pouca gente talvez tenha percebido é que durante esse tempo a companhia tem direcionado sua produção para outro mercado: o de notebooks e computadores de mesa. De maneira silenciosa, a Semp Toshiba tornou-se a quarta maior fabricante de PCs do país e se prepara, agora, para fortalecer a marca nessa área, com o apoio de uma ampla campanha de marketing.
O setor de PCs corresponde, atualmente, a 40% do faturamento da empresa (contra 33% no ano passado) e a perspectiva é de que a participação suba para 50% em 2010. A outra metade será obtida com a venda de eletroeletrônicos e, futuramente, com a entrada da empresa no segmento de linha branca, há muito prometida. "A penetração de PCs nos lares é de 35% e já se produz no Brasil mais computadores do que televisores. Há um enorme potencial de expansão", afirma o vice-presidente de marketing e vendas da Semp Toshiba, Caio Ortiz. 
A maioria dos lançamentos da empresa neste ano foram de computadores (para o varejo e o mercado empresarial) e celulares com TV digital. No segmento de televisores, a empresa acompanhou a tendência do mercado e lançou aparelhos de plasma e LCD. 
Ortiz diz acreditar que a expansão do mercado de informática será mais expressiva e contínua que a do segmento de televisores, em função da existência de milhões de lares sem computadores (99% dos lares já possuem TV). Ele também observa que a demanda por PCs não se restringe ao uso pessoal, enquanto a venda de TVs para empresas é praticamente inexistente. Além disso, no mercado de computadores a substituição de máquinas mais antigas por versões atualizadas e a venda de acessórios oferecem um potencial maior de negócios que o mercado de TVs. "A dinâmica do setor de informática é mais rápida, o que nos leva a acreditar que o faturamento com a área será igual ou maior que o das linhas de entretenimento."
A divisão Semp Toshiba Informática (STI) foi criada em 1996 a partir da compra da fábrica de computadores Lince. Em março de 1998, a companhia inaugurou fábrica em Salvador (BA) e tornou-se a primeira empresa a produzir notebooks no Brasil. O gesto pioneiro, porém, não garantiu à Semp Toshiba a liderança no mercado, que hoje tem como maiores fornecedores Positivo Informática, Dell e Hewlett-Packard (HP).
A meta da empresa é tentar se aproximar da liderança. A estratégia é evidenciada na campanha de marketing lançada há poucos dias. No comercial para TV, um personagem japonês anda de bicicleta enquanto homens da caverna dizem ter inventado a roda. Um locutor diz ao fundo: "Não há provas de que os japoneses da Semp Toshiba inventaram a roda, mas se eles criaram computadores tão avançados como os STI, quem duvida?" O mesmo ocorre na peça em que Neil Armstrong, ao pisar na Lua, é surpreendido com a visão de um japonês em uma tina. "Quisemos recuperar a ideia das campanhas anteriores de que 'os nossos japoneses são melhores que os outros', mas tendo como foco as linhas de computadores", diz Ortiz.
No segmento de TVs, a empresa vai manter a produção dos aparelhos de tubo (CRT). "As vendas de LCD crescem muito mais, mas a substituição completa do tubo ainda levará tempo para se concluir", afirma Ortiz. Hoje, segundo ele, dois terços do mercado ainda é composto de TVs de tubo. As vendas totais do mercado de televisores foram de 10,5 milhões de unidades em 2008, devendo ficar ficar em 9,5 milhões neste ano. 
Segundo Ortiz, a Semp Toshiba encerra o ano com 22,5% de participação no mercado total de TVs, quando em tempos áureos chegou a deter 28% do mercado. "As concorrentes coreanas lideram em faturamento, mas em unidades ainda estamos na liderança", diz Ortiz. Ele diz que a produção e a venda de TVs de tubo no Brasil devem sobreviver pelo menos até 2014. 
O executivo estima crescimento de 12% a 15% nas vendas de TVs em 2010, em função da Copa do Mundo. Neste ano, a empresa acompanhou a queda da demanda no mercado, mas prevê encerrar o período com resultado melhor que o de 2008, em função da estabilidade cambial. "O faturamento será o mesmo mas o lucro será maior", afirma Ortiz, sem citar números. 
A empresa também decidiu "descongelar" o projeto de concorrer no mercado de linha branca (fogões, geladeiras, freezers, máquinas de lavar etc.), em análise há 12 meses. Segundo Ortiz, o local onde será instalada a fábrica ainda não foi definido, mas a meta é lançar as primeiras linhas em 2011.   (Cibelle Bouças - Valor Online)

11.12 - Dell lança menor desktop comercial do mundo
A Dell anuncia globalmente nesta quinta-feira (10) uma atualização de sua linha OptiPlex de desktops comerciais, com a introdução de modelos de formato pequeno e que oferecem a empresas de todos os portes uma plataforma robusta e eficiente energeticamente. Os lançamentos ainda conferem flexibilidade, segurança e confiabilidade às tarefas de computação. 
Tais soluções, diz a Dell, estão aptas para suportar o crescimento futuro das empresas e contam com opções de ciclo de vida longo, com capacidade de conferir suporte a ambientes alternativos de computação, a exemplo das soluções da Dell de Flex Computing, para ambientes de Virtual Remote Desktop e On-Demand Desktop Streaming.
O novo modelo OptiPlex 780 USFF (Ultra Small Form Factor) da Dell é o menor desktop comercial do mundo 100% funcional, integrando fonte de energia e a tecnologia Intel vPro. Entre os outros destaques do produto, estão possibilidade de atualizar a capacidade de processamento, a placa de vídeo e os discos rígidos com a tecnologia Intel Core2 Duo de última geração; Estabilidade de imagem e suporte estendido (15 meses) como parte do programa de Plataforma Global Padrão da Dell, ajudando a minimizar as mudanças de manutenção que reduzem a produtividade; incorporação de fontes até 90% energeticamente eficientes, de acordo com as especificações Energy Star 5.0, EPEAT Gold, além de suporte para o Microsoft Windows 7, Vista e XP, dentre outras características.
O Dell OptiPlex 780 USFF estará disponível no Brasil nos próximos dias, com preço de referência de R$ R$ 3.299.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

10.12 - Banda larga: Rede sem fio com 3G
Atentos ao crescimento da banda larga móvel, fabricantes estão lançando no Brasil roteadores Wi-Fi com suporte a modems 3G -com eles, é possível compartilhar a conexão com dispositivos como notebooks, celulares e tocadores de mídia portáteis com Wi-Fi.
O procedimento é simples: basta conectar o modem 3G ao roteador, que, por sua vez, deve ser ligado a um computador de mesa ou portátil com um cabo de rede. Depois, é preciso inserir o CD de instalação e seguir as instruções na tela para configurar sua rede sem fio.
Quando a sua rede estiver pronta, você pode transportá-la para qualquer lugar com energia elétrica -basta levar consigo o modem e o roteador com seu cabo de força.
Usando uma conexão 3G da TIM, a Folha testou três roteadores 3G: o DIR-451, da D-Link, o WRH 211, da Intelbras, e o 3G-6200n, da Edimax.
Todos eles funcionam também como roteadores para conexões de banda larga fixa (como Virtua e Speedy).
Assim, você pode usar a banda larga fixa como conexão principal e deixar a móvel como secundária -caso a conexão primária caia, o roteador alterna para a segunda.
A Folha testemunhou na prática a utilidade desse recurso: durante os testes, a banda larga fixa ficou instável e só se podia recorrer à conexão 3G.
Os roteadores 3G ainda são, em geral, mais caros do que os comuns. Enquanto um bom aparelho sem compatibilidade com a banda larga móvel, como o WGR614, da Netgear, sai por cerca de R$ 150, o 3G-6200n, o mais barato entre os três roteadores 3G testados, tem preço sugerido de R$ 360.
Antes de optar por um roteador 3G, observe, no site do fabricante, se ele é compatível com o seu modem.
Lembre-se sempre de definir uma senha complexa para proteger sua rede de estranhos.
Hoje, segundo a IDC, há 7,9 milhões de assinantes de 3G no país (3,7 milhões por celular e 4,2 milhões por modem).
Apesar de, em geral, terem velocidades menores, as conexões 3G têm sido muito procuradas em locais onde a banda larga fixa não chega.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) anunciou que tomará medidas para equiparar a internet móvel à fixa, exigindo metas de qualidade -consumidores têm reclamado de não conseguir atingir a velocidade contratada.  (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)

10.12 - Banda larga popular vai usar rede WiFi 
A Telefônica vai lançar até o fim de janeiro um serviço de banda larga popular a R$ 29,90 por meio de rede sem fio WiFi. Essa foi a alternativa técnica encontrada para chegar às residências que não contam com telefone fixo. "Tecnicamente não seria possível instalar o Speedy em residências de não assinantes", diz o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente. Os usuários de telefonia fixa pagam perto de R$ 40 pela assinatura, encarecendo a opção de banda larga popular acordada com o Governo do Estado de São Paulo, o que atrasou a oferta do produto.
A Telefônica conta com uma rede de 150 hot spots (antenas) próprios no Estado de São Paulo e a ideia é estender esse número conforme a demanda por banda larga. Os novos notebooks já saem de fábrica com modem interno para o WiFi, aumentando o potencial de usuários da banda larga sem fio.
A operadora termina 2009 com alguns percalços, como a suspensão da venda do Speedy por três meses e a perda da GVT para o grupo francês Vivendi. Valente afirmou que ainda aguarda um posicionamento da CVM sobre a lisura do processo e só depois disso tomará outras medidas. "Continuamos avaliando aquisições de empresas regionais", diz o executivo. Outra estratégia será uma maior sinergia com a Vivo na oferta de pacotes integrados de banda larga fixa, móvel e TV paga via satélite.
Neste ano a operadora investiu acima de R$ 2 bilhões em infraestrutura e R$ 750 milhões só em banda larga. O serviço continua prioridade em 2010.  (Ana Luiza Mahlmeister - Valor Online)

10.12 - Exporte mensagens de e-mail do Windows Vista para o XP
Tenho o Windows Vista Ultimate instalado e gostaria de desinstalar o sistema para voltar a usar a versão XP, mas possuo várias pastas de e-mail no Windows Mail. Como faço para copiar as pastas para o Outlook Express do XP?
Paulo Roberto Roim
Resposta: Essa situação parece ocorrer com muita frequência, não só com pessoas que se arrependeram da migração do Windows XP para o Vista, mas também com aquelas que utilizam dois computadores -um com o Windows Vista e Windows Mail, outro com o Windows XP e o Outlook Express.
No caso do uso dos dois sistemas operacionais, sugiro ao leitor configurar tanto o Windows Mail como o Outlook Express para deixar uma cópia das mensagens no servidor. Assim, poderá baixar os e-mails recebidos nas duas máquinas.
O formato dos arquivos dos dois programas são incompatíveis, mas existe uma forma simples de exportar as mensagens do Windows Mail para o Outlook Express.
Fiz o procedimento abaixo transferindo mensagens de um notebook com Windows Vista para meu desktop com o XP.
Usando o sistema Windows Vista, crie uma nova pasta onde você colocará as mensagens. É melhor criá-la num pendrive, para que você tenha menos trabalho na hora de fazer a transferência. Deixe essa pasta aberta ocupando metade da tela.
Abra o Windows Mail e reduza a sua janela para se acomodar ocupando a outra metade. Isso será necessário porque iremos arrastar as mensagens que estão dentro do Windows Mail para a pasta que está aberta.
Selecione uma por uma ou clique na primeira mensagem e, com a tecla Shift pressionada, clique na última para selecionar todo um grupo. Depois de selecionadas, arraste-as para a nova pasta. Cada mensagem será gravada como um arquivo com a extensão EML.
Terminada a cópia, você pode fechar a pasta e o Windows Mail. Insira o pendrive na máquina que funciona com o Windows XP e repita o processo inverso. Abra o Outlook Express e a pasta com as mensagens. Selecione as mensagens e arraste-as para a caixa de entrada ou outro para local que você tiver dentro do Outlook Express.
Existem outras formas de exportar as mensagens, mas essa é sem dúvida a mais simples.  (José Antonio Ramalho - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

09.12 - Brasil passa EUA e se torna nº 1 em spam, afirma estudo
Envio de mensagens inúteis tem alta de 193% ante 2008
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o principal fornecedor de spam (e-mails enviados em grandes quantidades, independentemente de terem caráter malicioso ou não). No ano passado, o país era o quinto colocado.
Segundo levantamento da Cisco, o Brasil foi responsável por 7,7 trilhões de mensagens inúteis, aumento de 192,6% em relação ao ano passado. Já os Estados Unidos, que antes ocupavam a primeira colocação, tiveram uma queda de 20,3% e agora estão no segundo lugar.
Esse avanço do envio de mensagens do Brasil segue uma tendência dos países emergentes, diz a Cisco, com as ações das nações ricas para conter e-mails inúteis ou vírus começando a mostrar resultado. De acordo com a autora do estudo, 55% da produção de spam no mundo tem origem nos países em desenvolvimento.
"Está claro que os provedores de serviço de internet nas nações desenvolvidas estão fazendo grandes avanços no combate ao spam", afirmou Russell Smoak, diretor de suporte técnico da Cisco.
"Esse conhecimento precisa ser dividido com seus colegas das economias emergentes, para que esses países em crescimento possam impedir os problemas ligados aos altos níveis de "botnets" [máquinas infectadas] e ao spam -incluindo a diminuição da produtividade e o aumento de ameaças de crime."
Entre as principais origens de spam, só a China, a Rússia e os EUA reduziram a produção.  (Folha de S.Paulo)

09.12 - Queda no preço dos computadores faz brasileiros terem mais acesso à internet
A queda nos preços dos computadores, impulsionada especialmente por incentivos fiscais como a Lei do Bem, tem aumentado a quantidade de brasileiros que possuem acesso à internet em casa. Porém, muitos desses novos consumidores ainda não sabem utilizar o equipamento.
De acordo com a pesquisa do Ipsos encomendada pela Fecomércio-RJ, em outubro de 2009, 39% dos brasileiros tinham acesso à web, enquanto em 2008 essa porcentagem era de 31%.
Essa expansão, segundo a pesquisa, é explicada pelo aumento nas vendas de computadores, favorecidas pelas melhores condições de crédito, ganhos reais de renda nas famílias de renda inferior e incentivos fiscais, como a isenção de PIS e Cofins (Lei do Bem), que contribuíram com a redução do preço final das máquinas.
"Não sei usar"
Dessa forma, em um ano, caiu de 51% para 37% o número de entrevistados que apontaram a falta de computador em casa como o maior motivo para não acessar a internet.
"Não sei usar o computador" é agora a principal razão para impedir o acesso do brasileiro à web, apontada por 57% dos respondentes - em outubro de 2008, eram 45%.
"O novo consumidor passa por uma fase de adaptação à grande quantidade de recursos oferecidos pelos computadores", aponta o relatório da pesquisa. Não ter interesse em acessar é a resposta de 25% dos entrevistados.
Alto custo
Já o alto custo vem caindo quanto ao principal motivo para impedir o acesso da população - em 2008, esse era o principal impeditivo para 9% da população. Em 2009, apenas 6% apontam o custo do acesso como maior dificuldade.  (InfoMoney)

09.12 - Novos investimentos em Centro da IBM
A IBM Brasil investiu US$ 12 milhões em seu centro de serviços de TI, em Hortolândia (SP), para expandir os sistemas de energia e refrigeração. Serão instalados novos geradores de energia, baterias, torres de água e sistemas de ar-condicionado.  (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

08.12 - Embratel diz não temer estatal da banda larga
O presidente da Embratel, José Formoso Martínez, disse que não teme a concorrência da estatal de banda larga, que está em estudo pelo governo. "Já temos muitos concorrentes. A concorrência é boa, melhora os preços", afirmou. Segundo ele, a preocupação das empresas é que sejam criadas condições econômicas para que os serviços cheguem a todos os segmentos da população. 
Ao lado de outros executivos do setor, Martínez participou ontem de reunião com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para acompanhar o andamento da proposta de criação de um Plano Nacional de Banda Larga, entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24 de novembro.
A proposta do ministro, que é endossada pelas empresas, prevê uma parceria público-privada, com a meta de chegar a 2014 com 90 milhões de acessos à internet em alta velocidade. O programa prevê investimentos de R$ 75,5 bilhões, sendo R$ 49 bilhões do setor privado e R$ 26,5 bilhões do governo, na forma de desoneração tributária e recursos de fundos setoriais. Segundo Martínez, uma eventual parceria do governo com as empresas de telefonia pode acelerar o processo de expansão da banda larga no Brasil. 
Outra proposta em debate, porém, sugere que sejam aproveitadas as redes ópticas de estatais, como Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet. Esta infraestrutura, que poderá ser administrada pela Telebrás, faria a transmissão de dados ''no atacado''. Para chegar ao cliente final, seria preciso construir ramificações da rede de distribuição. Embora apoie a sugestão das teles, Hélio Costa acha que a atuação da estatal no atacado também seria viável. 
A proposta de maior participação estatal no projeto de massificação da banda larga vem sendo trabalhada por um grupo técnico a partir de uma sugestão do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. 
Na última reunião, em novembro, Lula pediu estudos sobre a viabilidade econômica de a estatal da banda larga atuar não apenas "no atacado", mas também no atendimento ao cliente final. No início das discussões, o secretário chegou a estimar investimentos de R$ 3 bilhões para fazer a conexão com os clientes.
Segundo Hélio Costa, uma nova reunião para discutir o assunto com o presidente deverá acontecer no próximo dia 16. Costa reafirmou a tese de que só é possível massificar o acesso à Internet em alta velocidade se houver uma parceria com as empresas privadas. Segundo ele, R$ 3 bilhões não são suficientes. "Se estamos falando em fazer uma grande empresa de banda larga para cobrir o País inteiro e em tempo curto, tenho dúvidas", afirmou. "Um plano nacional de banda larga não é só fibra óptica.''   (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

07.12 - Banda larga 
Para estender a todos o acesso rápido à internet, plano do governo precisa combater concentração e atrair novas operadoras
Depois de dois meses de discussões entre representantes da Casa Civil e dos ministérios das Comunicações e do Planejamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no final de novembro, uma série de propostas relativas ao Plano Nacional de Banda Larga -conjunto de ações com vistas a ampliar o acesso da população brasileira a conexões rápidas de internet.
O tema é relevante. A internet tornou-se uma ferramenta de primeira necessidade no mundo contemporâneo. É um bem, como a água, a educação e o transporte, que precisa chegar aos cidadãos em condições minimamente compatíveis com os avanços tecnológicos.
O panorama do setor, no Brasil, é de pouca concorrência e forte concentração nas regiões Sul e Sudeste, que contam com 80% dos acessos mais velozes. Apenas o Estado de São Paulo, com 20% da população, responde por 40% das conexões desse gênero existentes no país.
O quadro reflete desigualdades regionais e a lógica concentradora do mercado. É o caso em que o poder público deve agir. Foi o que tentou fazer na privatização da telefonia, quando impôs às empresas metas de atendimento às áreas que corriam o risco de ficar desassistidas.
Há, no entanto, muitas maneiras de o governo atuar para corrigir desequilíbrios. A menos recomendável delas é a intervenção direta, por meio da estatização pura e simples. Essa, lamentavelmente, é uma das opções que se apresentam no caso da banda larga. Uma ala ligada ao Planalto defende que o processo de universalização das conexões mais velozes seja conduzido por uma nova empresa do Estado, administrada pela Telebrás.
Ainda que algum grau de presença governamental possa se revelar necessário, o melhor caminho vai em sentido contrário. Num mercado concentrado, controlado por poucos "players", o ideal é que o plano seja um instrumento para aumentar a competitividade do setor.
Regulamentação e políticas fiscais inteligentes deveriam ser utilizadas para atrair novas operadoras -o que aumentaria a competição e tornaria o sistema mais eficiente, em benefício do consumidor.
A concentração é, sem dúvida, um dos motivos que explicam o fato de as empresas oferecerem serviços de baixa qualidade. O que se considera banda larga no Brasil é uma conexão ainda muito aquém das que são oferecidas em outros países. Além disso, muitas vezes as teles não entregam aos consumidores a velocidade contratada.
Um caso grave é o da internet móvel, a banda larga em 3G (terceira geração), que cresce de modo acelerado no país. Apenas recentemente a Anatel começou a tomar medidas para enquadrar as empresas que produzem publicidade atraente e oferecem serviços de baixa qualidade.
Caberá ao presidente Lula escolher entre o retrocesso estatizante e medidas capazes de propiciar ao país um projeto moderno e eficaz para tornar a banda larga acessível a todos.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

04.12 - Empresa nega falha no Windows 7
Após suposto problema com seu novo sistema operacional, a Microsoft declarou não ter encontrado qualquer evidência de que recentes atualizações de segurança estão causando problemas no Windows 7, uma das maiores apostas da empresa após o fracasso do sistema anterior, o Windows Vista. As possíveis falhas já estão sendo apelidadas por usuários na internet de "tela preta da morte".
O problema, que fez alguns usuários verem uma tela completamente negra logo após iniciarem o sistema, foi identificado pela empresa britânica de segurança de software Prevx, na semana passada, e recebeu grande atenção depois de ser reportado pela rede de televisão BBC, na última terça-feira. A Prevx alegou que a alteração no registro do sistema operacional da Microsoft é a causa mais provável do erro, mas a Microsoft negou veementemente que esta seja a causa do suposto problema.
RESPOSTA. "A Microsoft investigou relatos de que suas atualizações de novembro alteraram permissões no registro que estão resultando em questões sistêmicas para alguns clientes", disse Christopher Budd, representante da Microsoft, em comunicado oficial. "A empresa considera esses relatos imprecisos e nossa investigação mostrou que nenhuma das atualizações recentes estão relacionadas com o comportamento descrito", completou o representante.
Budd acrescentou que as equipes de suporte da Microsoft não vêem a questão da tela negra como um grande problema para os usuários do Windows 7, mas pediu que os clientes entrem em contato com a equipe de suporte para assistência gratuita em caso de problemas. (Jornal do Commercio Brasil)

04.12 - 3Com lança novo porftólio para LAN Wireless Empresarial 
A 3Com Corporation lançou um novo portfólio para LAN Wireless Empresarial H3C que ativa o Unified Network Access (UNA), primeira solução do setor capaz de integrar networking wireless e cabeado para formar uma única camada de acesso à rede.
Segundo a empresa, o H3C UNA combina os benefícios do recentemente ratificado padrão 802.11n com uma abrangente integração dos produtos para rede cabeada e para WLAN da H3C, finalizando uma era de inadequações devido às soluções empresariais ‘fracamente’ integradas e tradicionalmente complexas resultantes do caro modelo com overlay para networking wireless.
O novo portfólio para WLAN empresarial 802.11n da H3C simplifica as instalações de rede e coloca o wireless no mainstream do networking. Os principais benefícios do UNA incluem redução dos problemas de administração da rede, eliminação de custos adicionais com treinamento nas plataformas cabeadas e wireless e o final dos custos com hardware redundante.
Segundo Miguel Minicz, engenheiro da 3Com no Brasil, a solução totalmente integrada da H3C proporciona performance, confiabilidade e capacidade sem precedentes para instalações empresariais em campus, edge e escritório remoto. “O novo portfólio para WLAN empresarial é
capaz de suportar milhares de access points a partir de um único chassi, tornando-se a plataforma mais escalável disponível na atualidade. Através dos benefícios do recém ratificado padrão wireless 802.11n, o UNA da H3C oferece um significativo aprimoramento na qualidade geral da experiência do usuário, assegurando performance e disponibilidade wire-speed”, explica Miguel.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

03.12 - IDC aponta recorde na venda de PCs no terceiro trimestre
A venda de PCs no terceiro trimestre bateu recorde no Brasil, com cerca de duas milhões de unidades comercializadas no período. De acordo com os dados do o estudo “Brazil Quartely PC Tracker”, da IDC Brasil, as vendas ficaram 8,5% acima dos resultados obtidos no ano passado.
Líder do ranking, a venda de notebooks continua com perspectivas de crescimento para o Natal e para o próximo ano.
De acordo com Luciano Crippa, analista da IDC Brasil responsável pelo estudo, vário fatores contribuíram com o resultado. “O Brasil passa por um momento extremamente favorável, em que o índice de confiança dos consumidores atingiu níveis excelentes. A base econômica brasileira está consolidando o país como uma potência mundial”, afirma.
Já para 2010, a IDC projeta um crescimento de 12% em relação ao resultado deste ano, o equivalente a 12,7 milhões de computadores.   (Executivos Financeiros)

03.12 - Intel prevê volta do crescimento do mercado de PCs ao patamar de dois dígitos em 2010
Segundo análise da Intel, o mercado brasileiro de PCs deve registrar forte crescimento em 2010. A empresa estima um crescimento nas vendas da ordem de dois dígitos para o próximo ano, contrariando pesquisas de analistas de TI. 
A mobilidade será a grande tendência para o próximo ano, com as vendas de notebooks e netbooks ultrapassando os 50%. Em 2008, as vendas destes produtos representaram 41% do total de aquisições. 
Apesar do avanço na venda de equipamentos portáteis, os desktops também alcançarão destaque no varejo, tendo a classe C como seu principal mercado consumidor. 
Os principais fatores apontados para essa demanda são a baixa penetração de computadores nessa camada da população e a preferência por um equipamento que possa ser utilizado por toda a família. Apenas 25% das famílias desta classe possuem computadores. 
O estudo da Intel prevê também que em 2010 o Brasil será o terceiro maior mercado de PCs do mundo, superando Japão e Alemanha. O país ocupa a 5ª posição no ranking atualmente. Os líderes neste mercado são Estados Unidos e China. 
Os maiores atrativos para o consumidor final de PCs em 2009 foram a queda de preço dos computadores e as promoções praticadas por hipermercados. Segundo a companhia, notebooks e netbooks representarão 34% do mercado, enquanto os desktops ficarão com 66% no próximo ano.   (Executivos Financeiros)

03.12 - SP tem 990 pontos de acesso Wi-Fi 
A pesquisa "Mapa Wi-Fi", realizada pela Marco Consultora, consultoria especializada em desenvolvimento e implementação de serviços de marketing sob medida para mercados altamente competitivos, apontou que na cidade de São Paulo há 990 pontos de acesso Wi-Fi, o que representa um 1 hotspot para cada 11.038 habitantes.
A exemplo da primeira edição da pesquisa, realizada no segundo semestre de 2008, os pontos de acesso continuam se concentrando nos setores alimentícios (restaurantes e cafés) e hoteleiro. "Essa concentração se deve à tendência de alimentação fora de casa e sua aglomeração em locais de trabalho, como região da Berrini, Paulista e outros", diz Edson Barbero, gerente de Business Intelligence da Marco Consultora.
O estudo, feito em toda a cidade de São Paulo e grande São Paulo, pesquisou os setores de alimento (restaurantes, cafés); turismo (hotéis); educação (faculdades); compras e consumo (shoppings center); centros desportivos (ginásios e estádios); entretenimento (cinema, teatro); clínicas médicas; e transportes (aeroporto). O setor alimentício possui mais de 65% do total de hotspots, e em seguida com 11% está turismo (hotéis), educação com 7% e compras e consumo com 6%.
Frente ao estudo realizado em 2008, a quantidade de hotspots em São Paulo cresceu 27%.  (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

02.12 - Intel projeta forte alta no setor de PCs
O mercado brasileiro de computadores, para o qual se previa uma retração de até 11,5% no início do ano, encerra 2009 com crescimento e perspectiva de ganho de posições no ranking dos maiores mercados de PCs do mundo. A fabricante de microprocessadores Intel estima que o país encerrará o ano com vendas de 12,5 milhões a 13 milhões de computadores, ante 11,8 milhões registrados em 2008. Para 2010, a expectativa é de que o mercado cresça de 25% a 30% - superando o ritmo de expansão da China, prevista em 15%.
Se as estimativas forem confirmadas, o Brasil se tornará o terceiro maior mercado de PCs do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Hoje o país é o quinto colocado, sendo superado também pelo Japão e o Reino Unido. "2009 foi um ano cheio de desafios, mas hoje São Pedro chora de alegria ao nos ver unidos celebrando os resultados do ano", brincou o presidente da Intel no Brasil, Oscar Clarke, fazendo menção à forte chuva que caía em São Paulo durante entrevista coletiva.
O bom humor do executivo é justificado pelas perspectivas de aquecimento da economia brasileira e de avanço nos programas de governo de estímulo à inclusão digital. Citando dados da empresa de pesquisas IDC, ele observou que, dos 23 milhões de lares de famílias da classe C, 25% possuem computadores, havendo ainda um grande mercado a ser explorado.
Além disso, muitos dos consumidores compraram o primeiro PC há quatro anos. Cássio Tietê, diretor de marketing da Intel, acredita que essas famílias tendam a substituir essas máquinas por versões mais novas e por notebooks, o que deve ajudar a alavancar as vendas. Em 2009, os notebooks representaram 41% do total de vendas de PCs no país e a expectativa é que essa participação cresça para 50% já no próximo ano. As vendas de computadores de mesa, por sua, vez, devem crescer entre 19% e 20% em 2010, observou Tietê.
Devido ao potencial de forte expansão das vendas para o consumidor final, a Intel continuará dando mais ênfase em produtos voltados ao varejo. "Hoje, 55% a 60% das vendas de computadores no país são destinados a pessoas físicas e há um potencial enorme de expansão", disse Clarke. 
O mercado de pequenas e médias empresas, disse o executivo, também tem grande potencial, mas ainda não se sabe exatamente como explorá-lo. No início do próximo ano, a empresa traz ao Brasil toda a família de processadores Core i7. E coloca no varejo, até fevereiro, computadores para uso educacional "classmate". A empresa já vendeu em torno de 9 mil computadores educativos (uma versão mais antiga), como parte dos projetos de inclusão digital nas escolas nos municípios de Piraí (RJ) e Araucária (PR). A produção será dos computadores será feita por uma empresa brasileira, cujo nome ainda é mantido em sigilo. 
De acordo com o gerente da área, Alan Markham, a Intel já fechou acordo com escolas particulares para a entrega desses computadores no início de 2010 e podem participar de futuras licitações para para fornecimento desses equipamentos para escolas públicas. 
No mercado corporativo, a Intel pretende reforçar as vendas de servidores para pequenas e médias empresas, seguindo o projeto realizado em toda a América Latina. 
Além da linha de servidores e computadores de alta performance, anima a empresa a perspectiva de expansão das vendas de microprocessadores para eletroeletrônicos. A Intel negocia a venda de dispositivos para rádios e TVs digitais. A meta global da Intel é chegar a 2014 com 1 bilhão de dispositivos conectados, sendo 400 milhões de PCs, 200 milhões de netbooks, 200 milhões de smartphones, 100 milhões de dispositivos eletrônicos e 200 milhões de dispositivos dedicados. O Brasil, diz Clarke, estará entre os mais "conectados".  (Cibelle Bouças - Valor Online)

02.12 - Aproveite melhor a tela do netbook
Os netbooks, laptops ultraportáteis, foram feitos principalmente para navegar na internet. Mas suas telas pequenas (geralmente de dez polegadas), aliadas às resoluções baixas (em sua maioria, 1.024x600), não são ideais para exibir sites repletos de conteúdo.
Com alguns ajustes simples, porém, é possível otimizar o espaço na tela, fazendo caber o máximo de elementos possível.
A primeira dica é recorrer, sempre que possível, ao modo de tela cheia do navegador de internet que você usa.
Nos principais browsers (Internet Explorer, Firefox, Safari, Chrome e Opera), basta apertar a tecla F11 para alternar para a tela cheia. Nesse modo, somem os botões, a barra de endereço e a barra inferior -a tela é preenchida somente pelo site.
O Chrome, navegador do Google, foi desenhado para otimizar o espaço na tela: um de seus truques é não ter uma barra de título (que mostra o nome do programa) -as abas ficam na parte mais alta da tela. Gratuito, o download do Chrome pode ser feito em www.google.com.br/chrome.
No Firefox, você pode diminuir os botões da barra superior. Clique nela com o botão direito, escolha Personalizar e marque Ícones pequenos.
Outra boa pedida é configurar a barra de tarefas do Windows (que inclui o botão Iniciar e mostra os programas abertos) para que ela se oculte automaticamente. Dessa forma, a barra só aparece quando você passa o mouse nos pontos extremos inferiores da tela.
Para fazer isso, clique em um ponto vazio da barra de tarefas com o botão direito do mouse e escolha Propriedades. Marque o item Ocultar automaticamente a barra de tarefas.
No novo Windows 7, a barra de tarefas é demasiadamente grande para as pequenas telas dos netbooks. Você pode diminuí-la clicando nela com o botão direito, selecionando Propriedades e marcando a opção Usar ícones pequenos.  (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

01.12 - HP é líder em serviços de impressão, diz pesquisa do IDC
A HP anunciou que sua oferta de serviços de impressão gerenciados (MPS) foi reconhecida como a opção preferida para clientes empresarias pelo IDC, um provedor de pesquisa e consultoria de TI.
Os Serviços de Impressão Gerenciados HP, segundo a empresa, transformam processos de negócios otimizando a infraestrutura de imagem e impressão de uma empresa, gerenciando todo o ambiente de imagem e impressão e aprimorando os fluxos de trabalho de documentos. Isso ajuda os clientes a reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir o impacto ambiental.
A HP foi identificada como líder em uma pesquisa recente conduzida pelo IDC, "Serviços de Impressão Gerenciados - Mercado Global e Análise de Provedores". Dentro da amostra da pesquisa, a HP apresentou a maior participação em termos de contratos de MPS novos e pendentes entre os fabricantes de impressão.
"A HP ampliou suas capacidades para fortalecer o setor de MPS com sua herança em TI e continuamos a aumentar a nossa participação no crescente mercado de MPS e superar as expectativas", disse Vyomesh Joshi, vice-presidente executivo, do Grupo de Imagem e Impressão da HP. "Nosso recente impulso no mercado é um poderoso exemplo da estratégia da HP de estabelecer relacionamentos contratuais de longo prazo com as maiores empresas do mundo, enquanto continuamos a liderar a transformação da impressão digital".   (Executivos Financeiros)

01.12 - Empresas de TI gastarão mais em Cloud Computing privada até 2012
01/12/2009 
Os serviços de cloud privada serão prevalecentes sobre o fornecimento de cloud pública, e até o ano de 2012, as organizações de TI investirão mais em cloud privada do que na oferta de informações a partir de fornecedores de cloud pública, apontou nesta terça-feira (01) o Gartner.
O Gartner define cloud computing pública como um estilo de computação em que as capacitações escaláveis e elásticas são fornecidas como um serviço aos clientes externos usando tecnologias da Internet. Já cloud computing privada é definida como um estilo em que as capacitações escaláveis e elásticas são fornecidas como um serviço aos clientes.
O analista do Gartner, Tom Bittman, lembra a grande propaganda de que processos e arquiteturas de TI podem ser substituídas pela computação em nuvem, e que as organizações de TI deverão no futuro ter uma combinação desses modelos. Desta forma, as empresas maiores continuarão a ter uma área dedicada a cuidar da TI, que gerencia e implanta os serviços de TI internamente, sendo que alguns destes dados estarão na cloud privada.    (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 
 

30.11 - Congresso possui mais de cem projetos sobre internet em tramitação
Mais de cem projetos sobre internet tramitam atualmente na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a Agência Câmara, os textos tratam de assuntos como regulamentação de lan houses, compartilhamento de arquivos e comércio eletrônico.
Há ainda os que falam sobre acesso a serviços públicos pela rede e divulgação de informações de órgãos públicos.
Até março, o governo deve enviar à Câmara uma proposta de "marco civil regulatório da internet", que incluirá direitos básicos dos usuários, bem como a responsabilidade dos provedores de acesso e usuários.
O documento está em consulta para discussão pública desde outubro, por meio do blog culturadigital.br/marcocivil, lançado pelo Ministério da Justiça. Nos primeiros 20 dias, o texto recebeu 120 mil acessos e mais de 500 comentários.
Lei de crimes digitais
Devido a essa proposta, o governo pediu que os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Julio Semeghini (PSDB-SP) e Regis de Oliveira (PSC-SP) adiassem a votação do Projeto de Lei 84/99, que tipifica os crimes cometidos com o uso da internet. O PL, em discussão há dez anos, foi aprovado pelo Senado em 2008 e tramita em regime de urgência na Câmara.  (InfoMoney)
 
 
 
 
 
 

27.11 - Banda larga: Acesso é baixo e custa caro no Brasil
O Brasil apresenta taxas consideradas como baixas de acesso da população à internet de banda larga e um dos custos mais elevados. Um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a existência do serviço em 150 países concluiu que o Brasil ocupa apenas a 69ª posição. Países como Argentina, Chile, México e Uruguai superam o Brasil no ranking.
Segundo os dados da ONU, ainda baseados no ano de 2008, 10 milhões de brasileiros tinham acesso à banda larga. Isso representava cerca de 5,19% da população. Em 2003, a taxa era de apenas 0,6% da população com acesso aos serviços, ou seja, 1,2 milhão de pessoas. Para 2009, o governo estima que 20 milhões de brasileiros estarão conectados à internet de alta velocidade.
O Brasil ainda debate investimentos de R$ 75,5 bilhões para garantir que, em 2014, 90 milhões de pessoas tenham acessos à web em alta velocidade, bem acima do número atual de conexões, que está em cerca de 20 milhões. O projeto O Brasil em Alta Velocidade prevê que, em cinco anos, metade dos domicílios brasileiros estarão conectados com banda larga.
Por enquanto, porém, os dados da ONU apontam que a taxa brasileira é ainda bastante inferior ao serviço existente nos países ricos. Para a União Internacional de Telecomunicações (UIT), o acesso à internet de alta velocidade é hoje o melhor indicador das condições de tecnologia de comunicação de um país. Na Finlândia, Reino Unido e Dinamarca, mais de um terço da população têm acesso à rede por banda larga. Nos Estados Unidos, são 26%. Na China, a taxa é ainda de 6,2%, mas superior a do Brasil.
A ONU aponta que dois problemas aparecem como os principais obstáculos no acesso da população brasileira à internet: o custo e a falta de investimentos em infraestrutura.  (Jamil Chade - Agência Estado/Jornal do Commercio Brasil)

27.11 - Gestores da internet preparam novas regras 
Com 40 anos de vida, a internet se prepara para mudanças importantes. Criada como uma rede universitária, a Arpanet, no fim da década de 60, a rede mundial de computadores massificou o protocolo IP - o padrão que permite a troca de dados entre os computadores -, foi acumulando camadas de outras redes e agora precisa dar novos passos para continuar crescendo. Para ir além dos atuais 2 bilhões de computadores conectados, os gestores da rede iniciaram um movimento de migração gradual do protocolo IPv4 para o IPv6, que aceita um número praticamente ilimitado de máquinas interligadas.
Outra mudança importante será nos nomes de domínio de primeiro nível (".com", ".net", ".org" etc) que somam apenas 22 e limitam a expansão dos negócios na rede. Previsto inicialmente para o ano que vem, o guia do candidato aos novos domínios - o conjunto de normas que regulará a candidatura aos nomes que serão criados - está em sua versão três, mas a definitiva não tem data para ser lançada. "Há muitos interesses em jogo, pois [a mudança] afetará diretamente marcas e produtos, além de abrir um leque muito maior de empresas registradoras de domínios", explica Karla Valente, diretora de produtos e serviços da Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Icann, na sigla em inglês) que esteve em São Paulo para participar do evento "A internet do futuro", também patrocinado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet). 
A Icann, que elabora as normas da internet, propõe a ampliação ilimitada de domínios genéricos de primeiro nível ou gTLDs (generic Top-Level Domain), o nome que vem depois do ponto (com, org etc), sem incluir os nomes de países, regidos por outras regras. Na prática, uma empresa poderia se candidatar a ser proprietária de qualquer palavra na rede mundial como www.notícias, www.finanças ou www.futebol, por exemplo. Os novos domínios podem ser comunidades como www.ianomami, marcas de empresas, setores como www.bancos, produtos e entidades. Para a Icann, isso aumentará muito a complexidade de administração dos domínios, que podem chegar às centenas e até milhares.
Só podem se candidatar pessoas jurídicas. Para se aplicar a um domínio será necessário preencher uma proposta on-line no site da Icann e pagar US$ 185 mil de taxa de análise. Essa candidatura será analisada por vários conselhos internos e colocada em consulta pública para a manifestação de outras empresas. Caso haja oposição, há outras taxas de defesa do domínio. Uma vez aprovado o domínio, a taxa de manutenção anual é de US$ 25 mil. As empresas que se candidataram a determinado domínio poderão fazer uso dele ou licenciá-lo para outros interessados. "A empresa que detém o 'notícias', por exemplo, poderá comercializar o nome para um jornal ou revista que queira fazer uso dele", diz Karla. No caso de duas empresas se aplicarem ao mesmo domínio, haverá leilão, elevando o gasto para muito além dos US$ 185 mil iniciais. 
A Icann também poderá enviar a candidatura para análise do World Intelectual Property Organization, que arbitra sobre marcas e propriedade intelectual.
Um dos principais obstáculos ao lançamento do Guia do Candidato é definir possíveis bloqueios de candidaturas e se a Icann poderá fazer isso. A propriedade virtual de palavras como "Deus", "holocausto", "Jesus", "Islã", entre muitas outras, devem provocar polêmica. Há também a oposição de empresas que anteveem a pressão de registrar domínios de todos os seus produtos, elevando muito os custos. Outra dificuldade está nas normas de aceitação de nomes de comunidades pois haverá dificuldade para provar que são representativas (como o domínio www.tupi-guarani, por exemplo). Essas questões não são fáceis de resolver e podem consumir todo o ano que vem, afirma Karla.
Hoje, existem 900 empresas registradoras de domínios (as chamadas "registrars") no mundo. A mais famosa é a Verisign (dona do ".com" e ".net"), com 50% do mercado. Eduardo Parajo, presidente da Abranet, acha difícil que a ampliação dos nomes de domínio represente uma oportunidade para os pequenos provedores de acesso à internet. "O investimento de uma licenciadora de domínios começa em US$ 500 mil. É um mercado para grandes empresas", afirma Parajo.  (Ana Luiza Mahlmeister - Valor Online)
 
 
 
 
 
 

26.11 - Governo adia plano, mas define diretriz para banda larga 
Nova reunião para debater a questão está prevista para daqui a três semanas, antecipa Miguel Jorge
O governo não aprovou terça-feira o Plano Nacional de Banda Larga, mas definiu as diretrizes gerais. Entre elas, a de que a Telebrás deverá gerir a rede estatal de fibras óticas, que será usada no programa. Nova reunião deverá acontecer em três semanas para detalhar de que maneira isso acontecerá.
As informações sobre a reunião foram dadas pelo ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento). Ele explicou que as diretrizes do plano foram apresentadas pelo assessor especial do presidente Lula, Cezar Alvarez, e por Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil.
"Na apresentação eles disseram que não era um programa pronto, eram algumas diretrizes, que deveriam ser aprovadas e foram. Agora precisa de mais estudos", disse o ministro.
"Foram definidas ideias básicas de como isso funcionaria, de que iria para a Telebrás", disse Jorge. "Isso é uma coisa que praticamente foi decidida", afirmou o ministro.
Há divergência entre as posições defendidas por assessores diretos do presidente Lula e pelo Ministério do Planejamento, de um lado, e pelo Ministério das Comunicações junto com as empresas do setor, de outro.
A proposta defendida pelo Planejamento e por assessores de Lula dá mais peso à participação estatal, com o uso de uma infraestrutura pública de cabos de fibras óticas, de propriedade de empresas estatais. Assim, o Estado iria interferir diretamente no mercado como regulador e iria fomentar a concorrência. A operação dessa rede, segundo a proposta, seria licitada para um consórcio privado.
Já o Ministério das Comunicações e as empresas defendem um modelo no qual as próprias operadoras do serviço, por meio de incentivos fiscais e financiamento público, passam a oferecer o serviço em regiões onde, atualmente, ele é economicamente inviável.
A proposta do Ministério das Comunicações prevê mais de 90 milhões de acessos à banda larga até 2014, o que exigirá investimentos de R$ 49 bilhões. De acordo com o texto, o acesso em alta velocidade poderia sair por R$ 30,00 e ela deveria ser ampliada em dez vezes.  (HUMBERTO MEDINA - Folha de S.Paulo)

26.11 - Uso da rede da Eletronet depende de briga na Justiça
Empresa falida opera infraestrutura de fibras ópticas de 16 mil quilômetros em 18 Estados do País
A Eletronet, que se encontra em processo de falência, opera uma rede óptica de 16 mil quilômetros, presente em 18 Estados brasileiros. Ela usa a infraestrutura de transmissão de energia, com cabos chamados em inglês de Optical Ground Wire (OPGW), que combinam uma parte metálica que serve de para-raio e as fibras ópticas. A Eletrobrás tem 49% de participação na empresa.
O processo de falência da Eletronet corre na Justiça Estadual do Rio de Janeiro. O controle da operadora pertencia à americana AES, mas foi vendido ao empresário Nelson dos Santos, que comprou 51% da Eletronet sem desembolsar praticamente nada, em troca de assumir as dívidas. Santos foi o responsável por negociar as dívidas da AES, referentes às empresas de energia que comprou no Brasil, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
Os principais credores da Eletronet são a Furukawa e a Alcatel-Lucent, que forneceram a rede da empresa e acabaram sem receber uma dívida que já ultrapassa R$ 600 milhões. Em 2007, os credores chegaram a negociar a venda da Eletronet com o Serpro, estatal ligada ao Ministério da Fazenda, que pagaria cerca de R$ 210 milhões pela empresa, mas o negócio não foi para a frente. O governo fez um depósito judicial de R$ 300 milhões, no processo de falência que corre no Rio, para tentar retomar a rede.
Apesar de desatualizada, a Eletronet tem uma infraestrutura de abrangência nacional que rivaliza com a da Embratel e da Oi. Essa rede, no entanto, não tem capilaridade. Ou seja, ela chega a várias cidades, mas não à porta dos usuários de banda larga. Para isso, precisaria de um grande investimento em redes locais, ou de parcerias com outras empresas.
Em agosto, o Tribunal de Justiça do Rio decidiu que o governo poderá assumir o controle da fibra óptica não utilizada pela Eletronet. Apesar disso, a posse dessa rede pelo governo ainda não aconteceu na prática, dependendo de avaliações de peritos.   (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

25.11 - Preços dos computadores continuarão baixos em 2010
O rápido declínio no preço médio dos computadores reflete uma mudança de postura nos consumidores de computadores: eles têm procurado os PCs 'suficientemente bons', com o menor preço possível.
A conclusão é da consultoria Gartner, que estima uma queda mundial na receita dos fabricantes de computadores no final de 2009, apesar do crescimento nas vendas.
"Os consumidores procuram os computadores mais baratos, e os fabricantes têm tentado estimular o crescimento do mercado ao oferecer preços ainda mais baixos", disse o diretor de pesquisa do Gartner, George Shiffler.
Shiffler acredita que o preço médio de venda dos PCs suba lentamente, conforme o mercado for se recuperando. Porém, com a atual competição do setor, não vê os preços voltando a subir tão cedo. "Como resultado, o crescimento no preço ficará bem atrás do crescimento nas vendas no ano que vem e nos próximos, afirmou".
Números
Com seu último levantamento, realizado em outubro, a Gartner prevê que, em 2009, o faturamento global do setor de PCs totalize US$ 217 bilhões, uma queda de 10,7% em relação ao total faturado em 2008. No ano passado, apesar da crise financeira mundial ter afetado fortemente o mercado de computadores, o resultado foi positivo, graças ao aquecimento visto nos primeiros meses de 2008.
Quanto às unidades vendidas, o crescimento deve ser de 2,8% em 2009 em relação ao ano anterior, atingindo 298,9 milhões de computadores vendidos no mundo, estima a consultoria.  (InfoMoney)
 
 
 
 
 
 

24.11 - Plano de banda larga prevê nova empresa estatal
Serviço será oferecido por empresas privadas, usando rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã
Depois de dois meses de discussões e divergências públicas, serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico do governo para colocar em prática o projeto de massificação da banda larga. Já está certo que o governo vai usar como base para esse projeto as redes ópticas de empresas estatais, como as da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet - empresa falida que tem a Eletrobrás como acionista. 
A ideia é criar uma estatal da banda larga, que poderá ser administrada pela Telebrás, para atuar na transmissão de dados, ampliando a oferta de capacidade e estimulando a competição no setor, além de atender a comunicação do próprio governo. A proposta em estudo tem o objetivo de expandir a internet rápida para as classes mais carentes da população e para os pontos mais distantes do País. 
As empresas da iniciativa privada, como as de telefonia e provedores de internet, operariam na ponta, fornecendo serviços ao cliente final. 
Esse modelo híbrido, cuja notícia da criação foi antecipada pelo Estado em outubro, é fruto das negociações envolvendo técnicos de diversos ministérios, entre eles a Casa Civil, Comunicações e Planejamento. 
A decisão final será do presidente Lula e, quando tomada, será criado um fórum, com a participação dos setores envolvidos, para acompanhar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga. 
META
O projeto terá 2014 como meta final. Os técnicos dos ministérios estão traçando diagnósticos com base nas diferenças regionais e econômicas do Brasil. O coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, que participa das discussões, disse, na semana passada, que a banda larga no Brasil é "para poucos, concentrada, lenta e cara", e que são esses os problemas que o governo quer corrigir. 
Segundo ele, 80% dos acessos à internet em alta velocidade estão nas regiões Sul e Sudeste, sendo metade desse porcentual só no Estado de São Paulo. Alvarez lembra que o Brasil ainda considera como banda larga as conexões acima de 128 quilobits por segundo (kbps) enquanto, no mundo, a alta velocidade é acima de 1 megabit por segundo (Mbps). 
PARCERIA COM AS TELES
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que desde o início defendeu uma parceria com as teles, vai apresentar uma proposta mais focada no atendimento da demanda do que na estrutura estatal.
O argumento dele é de que é impossível cumprir o objetivo de atender a toda a população sem usar a infraestrutura das teles, que soma 200 mil quilômetros de fibras e estará em todos os municípios brasileiros até o fim de 2010. 
Assessores de Costa lembram que a rede do governo tem apenas 21 mil quilômetros. Desse total, 16 mil quilômetros são da Eletronet, que tem pendências na Justiça, o que poderia comprometer a implantação do projeto. 
O Ministério das Comunicações fez estudos com as teles, considerando uma meta de chegar a 2014 com 80 milhões de acessos de banda larga, sendo 30 milhões pela rede fixa e 50 milhões pelas redes de telefonia celular. Hoje, o País tem pouco mais de 21 milhões de conexões. 
Os estudos concluem que, se não houver incentivos, o Brasil chegaria a 2014 com 48 milhões de acessos, 32 milhões a menos que a meta. Para bancar a diferença, seriam necessários investimentos adicionais de até R$ 32 bilhões, segundo as estimativas de técnicos das empresas. 
Cumprida esta meta, estariam alcançadas as classe C e D, que, segundo os mesmos técnicos, estariam dispostas a pagar até R$ 30 por mês. 
Mesmo oferecendo um produto mais barato, as empresas sairiam lucrando porque ganhariam na quantidade. Para participar do projeto, as teles reivindicam desoneração tributária de produtos e serviços de telecomunicações e a liberação de recursos de fundos setoriais. 
Alvarez já anunciou que serão liberados recursos recolhidos ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) a partir de 2009, que são em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desde 2001, já foram recolhidos pelas empresas mais de R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto e vêm sendo usados para fazer superávit primário.   (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)

24.11 - Governo quer estimular provedores regionais
Apenas três empresas concentram quase 90% do mercado de banda larga no País
A criação de uma estrutura de banda larga pública tem também o objetivo de estimular o surgimento de pequenos provedores de internet para atuarem em cidades ou nichos de mercado pouco atrativos para as grandes empresas de telecomunicações. A constatação de um dos estudos que serão apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que apenas três empresas - Telefônica, Net e Oi - concentram 86% do mercado de banda larga fixa no País. 
Essa rede principal, que deverá ser montada com a infraestrutura das estatais, seria usada como alternativa às redes das teles e seria alugada a preços mais competitivos para pequenos provedores, que fariam as instalações até o cliente final. Outro objetivo do Plano Nacional de Banda Larga é o de interligar, com internet em alta velocidade, 135 mil pontos de governo em 4.245 municípios. 
CONEXÃO
Segundo a proposta do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, com as redes da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet, é possível levar banda larga a 59 mil escolas rurais e 45 mil hospitais e postos de saúde. Também seriam interligadas 5.523 delegacias de polícia, entre outros pontos de governo.
ACESSO
A realidade do Brasil, apresentada em seminário na semana passada pelo coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, é de que apenas 31,2% do total de domicílios brasileiros possuem computadores e só 23,8% têm acesso à internet. 
Do total de residências conectadas à rede mundial de computadores, apenas 13% têm acesso em banda larga, segundo dados do Comitê Gestor de Internet (CGI), citados pelo assessor da Presidência. 
O alto preço dos serviços também preocupa o governo e, de acordo com Alvarez, é o principal motivo apontado em pesquisa do CGI para falta de acesso à banda larga no País. 
Segundo ele, uma conexão em baixa velocidade (200 quilobits por segundo) custa, em Manaus, R$ 119,90, o mesmo preço pago em São Paulo por uma conexão em alta velocidade, de 6 megabit por segundo. 
"Nosso desafio é propiciar a massificação dos serviços de conexão em banda larga, independentemente de localização geográfica, com preços acessíveis e qualidade satisfatória", afirmou Alvarez, no seminário.  (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

23.11 - Microsoft libera versão preliminar do 'Office'
Quem quiser conferir as novidades do Office 2010 já pode baixar o sistema gratuitamente, pela internet. Ontem, a Microsoft liberou o acesso à versão de teste de seu novo pacote de ferramentas de escritório. Qualquer pessoa pode baixar o software. Basta preencher um cadastro no site da empresa para conseguir uma chave de ativação do programa. A licença é válida por um ano.
A versão final do Office 2010, que chegará ao mercado no primeiro semestre do próximo ano, é o grande lançamento da Microsoft depois do sistema operacional Windows 7, apresentado no mês passado. Com o novo pacote de sistemas, a Microsoft reforça a intenção de integrar seus programas com a chamada computação em "nuvem", um modelo em que os sistemas e dados ficam disponíveis na internet, sem a necessidade de instalar programas no computador do usuário. O objetivo é melhorar a experiência do consumidor na hora de criar e gerenciar documentos por meio da internet e equipamentos, seja um PC ou um celular.
No pacote Office 2010, o usuário vai experimentar as novidades do Word, Excel, PowerPoint, Outlook, além de outras ferramentas, como OneNote, Publisher, Access, InfoPath, Office Communicator e o SharePoint.
Entre as novidades do Word está o recurso de "coautoria", no qual duas ou mais pessoas podem editar um mesmo texto, simultaneamente, usando diferentes equipamentos. No PowerPoint, usado para montar apresentações, a Microsoft se preocupou em melhorar a inclusão de fotos e vídeos. "Nossas pesquisas mostram que só 3% das pessoas que usam o PowerPoint incluem vídeos no material, mas isso deverá mudar bastante", comenta Eduardo Campos, gerente de marketing e negócios da Microsoft. O novo PowerPoint, diz Campos, vai permitir recortar e editar fotos e vídeos no próprio sistema. 
Outra novidade é a aproximação do sistema de correio eletrônico Outlook das redes sociais. A cara nova do Outlook traz espaço para receber mensagens de redes sociais. O site LinkedIn já anunciou que vai desenvolver um sistema de integração para rodar dentro do novo Outlook. 
Paralelamente ao Office 2010, a Microsoft passou a oferecer a versão de teste de outros sistemas, como o SharePoint, usado em servidores; o Visio, de diagramação e desenhos; e o Office Web Apps, destinado a empresas.
Antes da versão de teste, todos esses sistemas passaram pela fase batizada pela Microsoft como "dog food" (comida de cachorro, numa tradução livre), período de cinco meses em que os 90 mil funcionários da companhia podem testar e sugerir melhorias. Desde o início da semana, programadores de sistemas que participam de comunidades de software atreladas à Microsoft já têm acesso livre às versões preliminares dos sistemas.
Ainda não se sabe quanto custará o Office 2010. Hoje, é possível comprar um pacote básico do Office 2007 por R$ 199, válido para até três computadores. A versão mais completa sai por R$ 1.499. "O que podemos dizer é que teremos uma versão 'starter' (básica) do Office", afirma Campos.
Na arena dos sistemas de produtividade, o maior desafio da Microsoft é enfrentar a agressividade de concorrentes como o Google e a comunidade de software livre, que cada vez mais oferecem sistemas gratuitos. A Microsoft tem razões de sobra para se preocupar em manter seu domínio nesse setor. A divisão de negócios que inclui o Office é uma das mais lucrativas da empresa. No trimestre encerrado em 30 de setembro, o segmento respondeu por um lucro de US$ 4,48 bilhões, o equivalente a mais de 60% dos ganhos operacionais da Microsoft. Para continuar assim, a empresa terá de convencer o consumidor de que vale a pena substituir o Office atual pelo novo pacote e não por um produto rival, ainda que gratuito. 
Para baixar os programas acesse microsoft.com/brasil/office2010  (André Borges - Valor Online)
 
 
 
 
 

19.11 - Softwares grátis para o Windows 7
Confira alguns programas essenciais para instalar na sua máquina com o novo sistema da Microsoft
Se você comprou um computador novo com Windows 7, terá de passar pelo ritual de instalar os programas de que precisa. Confira, abaixo, algumas dicas de softwares gratuitos para incluir no seu micro com o novo sistema da Microsoft.
Para manter o computador longe das pragas virtuais, você deve instalar um antivírus.
A própria Microsoft oferece um antivírus gratuito, o Security Essentials, que pode ser baixado em www.microsoft.com/Security_Essentials.
Entre as opções gratuitas estão o AVG (free.grisoft.com), o avast! (www.avast.com) e o Avira AntiVir (www.free-av.com).
Aliado importante na segurança, o anti-spyware combate softwares espiões. Entre as opções recomendadas estão o Malwarebytes Anti-Malware (www.malwarebytes.org), o Ad-Aware (www.lavasoft.com) e o Spybot -Search & Destroy (www.safer-networking.org).
Tudo em um
O Ninite é uma ferramenta gratuita que instala automaticamente diversos programas populares, como Firefox, Chrome, Skype, iTunes, eMule, Google Earth e WinRAR.
Basta acessar ninite.com, selecionar os programas que você quer e baixar o instalador personalizado. O Ninite se encarregará de instalar todos os softwares no seu computador.
Há um inconveniente: alguns dos programas só podem ser instalados, por meio do Ninite, em sua versão em inglês .
Softwares como Mail, Movie Maker e Messenger, que vinham previamente instalados em edições anteriores do Windows, não estão incluídos no Windows 7. Você pode baixá-los gratuitamente por meio do pacote Windows Live Essentials (download.live.com)
Alguns PCs com Windows 7 vêm com uma versão de avaliação do Microsoft Office, que geralmente funciona gratuitamente por dois meses.
Se, depois desse período, você optar por não comprar o Office, pode recorrer ao gratuito BrOffice.org (www.broffice.org), versão do OpenOffice.org adaptada para português do Brasil. O pacote, que inclui editores de texto, planilhas e apresentações, é compatível com arquivos do Microsoft Office.
Quem faz edições de imagem, das mais simples às mais avançadas, encontra o Paint. NET (www.getpaint.net) e o Gimp (www.gimp.org).
Para ver vídeos, uma boa pedida é o VLC (www.videolan.org/vlc), tocador multimídia gratuito que abre praticamente todos os formatos mais populares, como AVI, ASF, WMV, MP4, MOV, 3GP e OGG, além de reproduzir filmes em DVD e arquivos de áudio.
Ainda na seara multimídia, o Miro (www.getmiro.com) suporta os formatos mais comuns e baixa vídeos do YouTube, além de acessar canais gratuitos em alta definição.
Se você estiver em busca de softwares mais específicos, o site www.techsupportalert.com traz uma seleção bem abrangente dos melhores programas gratuitos em dezenas de categorias, como internet, manutenção do computador e multimídia. (RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)

19.11 - Kits de segurança voltados à internet
O novo programa de segurança da empresa russa Kaspersky foca o usuário de redes sociais, que está cada vez mais exposto aos ataques dos piratas da rede. Essas pessoas estão mais vulneráveis porque acham que as mensagens recebidas nas redes vêm de contatos conhecidos.
Para tentar barrar esses ataques, a empresa lançou o Kaspersky Internet Security (a partir de R$ 99,95, em brazil.kaspersky.com/comprar), que diz proteger o usuário por meio de camadas. Assim, os piratas têm que ultrapassar muros antes de chegar ao seu computador, diz a empresa.
A equipe do Norton Antivirus também lançou a versão 2010 do seu produto de segurança focado em internet, que sai a partir de R$ 99 (www.norton.com/br).
Quem quer algo gratuito pode instalar o programa da AVG (www.avgbrasil.com.br). Para tornar a navegação mais segura, também é possível baixar uma extensão no seu navegador (bit.ly/navegacaosegura).
Veja avaliações sobre antivírus feitas pelo site Cnet em bit.ly/segurancacnet. (Folha de S.Paulo)

19.11 - Ministro propõe desoneração de modem no país 
O ministro Hélio Costa (Comunicações) propôs que o governo desonere a produção de modems como forma de massificar o acesso à internet em alta velocidade no país.
Segundo Costa, a carga tributária em cima desse equipamento é de 76%. "O governo está onerando o modem, indispensável para a popularização do acesso", disse o ministro.
Na próxima terça-feira, o governo deverá anunciar seu plano nacional de banda larga. Apesar da proximidade do anúncio, não há consenso dentro do governo sobre qual deveria ser a estratégia para massificar o acesso à internet.
O Ministério do Planejamento e a assessoria direta do presidente Lula defendem que o governo use sua rede de fibras óticas (as instalada nas linhas de transmissão de energia e as da Petrobras) para intervir e regular o mercado.
Para o Ministério das Comunicações, a solução não é viável porque o governo não pode dispor de suas fibras óticas, pois elas podem ser objeto de penhora para pagar a credores da empresa Eletronet. Em processo de falência, a companhia era uma associação entre estatais do setor e a multinacional AES.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

18.11 - Microsoft confirma existência da primeira vulnerabilidade do Windows 7
A Microsoft confirmou sexta-feira a existência de uma vulnerabilidade no Windows 7, mas disse que a maioria dos usuários pode se proteger de ataques por meio de bloqueio de duas portas no firewall.
Em um boletim de segurança, a Microsoft disse que uma falha no Server Message Block (SMB), um protocolo feito pela empresa, pode ser usado por crackers para atacar máquinas com Windows 7 e Windows Server 2008 R2.
A vulnerabilidade foi divulgada pelo pesquisador canadense Laurent Gaffie na quarta-feira (11/11). De acordo com Gaffie, explorar a falha pode atingir os sistemas a ponto do único método de recuperação ser o desligamento manual do computador.
Inicialmente a Microsoft disse que investigaria o caso, mas na sexta-feira confirmou o problema. “A Microsoft está ciente de um código que pode ser explorado para prejudicar o funcionamento do sistema”, disse o representante do grupo de segurança da empresa Dave Forstrom. “A companhia não teme ataques que explorem a vulnerabilidade nesse momento.”
Forstrom, assim como Graffie, disse que o erro pode ser explorado para incapacitar um computador, mas a vulnerabilidade não permite a instalação de códigos maliciosos no Windows 7.
Tanto o SMBv1 quanto o SMBv2 contém o erro. “Windows Vista, Server 2008, XP, Server 2003 e 2000 não são afetados”, garante Forstrom.
Ataques podem ser voltados para qualquer navegador, não apenas o Internet Explorer, alertou a Microsoft. Depois de levar o usuário a acessar sites maliciosos, crackers podem travar o computador da vítima com pacotes SMB problemáticos.
A Microsoft deve lançar uma correção do problema, mas não disse se incluirá no pacote previsto para o dia 8 de dezembro ou se lançará uma correção isolada. A companhia sugere que usuários bloqueiem as portas TCP 139 e 445 no firewall. Porém, isso pode desabilitar navegadores, assim como causar outros problemas críticos. (Computerworld)

18.11 - Plano nacional de banda larga prevê subsídios para setor privado
O governo federal deverá incluir no Plano Nacional de Banda Larga estímulos e subsídios para as empresas privadas participarem do projeto, que pretende massificar o uso da internet rápida. O governo também mantém a ideia de aproveitar a estrutura de cabos disponível em empresas estatais, como Petrobras, Furnas, Eletrobrás e Eletronet, para eliminar as diferenças regionais e sociais no acesso à informação. 
O plano ainda prevê a criação de um fórum em que governo e demais interessados no tema mantenham constante debate. Segundo César Alvarez, assessor da Presidência da República à frente do processo, a proposta final será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24. Para ele, "não é possível que ainda se tenha uma visão anacrônica e preconceituosa de que o governo não deve usar seus ativos de fibra ótica".
O comentário do coordenador do Comitê de Inclusão Digital representa um sinal de convergência entre a previsão do Ministério do Planejamento, de colocar em prática o projeto apenas com recursos governamentais, e a do Ministério das Comunicações, que teria nas empresas a principal base para o avanço do projeto.
Segundo Alvarez, porém, ainda não está fechada a discussão sobre qual instituição governamental assumirá o papel de regular a oferta do serviço. Entre as possibilidades está a ressurreição da Telebrás, que assumiria a infraestrutura das estatais. Segundo Alvarez, os estudos para isso estão aprofundados.
Apesar disso, Alvarez ponderou que o governo não será um provedor de acesso à banda larga para a população - vai apenas gerir as redes de infraestrutura ou estendê-las. Ele considera um "desinvestimento" as operadoras construírem um novo "backbone" (núcleo de uma rede de telecomunicações) onde já existem sistemas de estatais. A Eletronet é a empresa com maior estrutura para oferecer ao plano, com 21 mil km de redes de fibra ótica. No entanto, a empresa se encontra num vagaroso processo de falência, que, num primeiro momento, pode comprometer seu uso pelo governo.
O governo considera discutir políticas tributárias para o setor, conforme pleiteado pelas operadoras em reunião com o Ministro das Comunicações, Hélio Costa. Mas Alvarez considera que esta seria uma simplificação da questão relacionada à democratização do acesso e lembra que o debate fiscal tem de ser aberto também com Estados e municípios, porque dois terços da carga tributária do setor de telecomunicações - de mais de 40% - se trata de ICMS.
Ainda na área tributária, ele considera que o setor poderia ter subsídios cruzados, entre diferentes classes de serviços ou de consumidores. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) já publicou parecer contra o subsídio cruzado no setor, invocando previsões da Lei Geral das Telecomunicações (LGT). Para o governo, porém, é possível contornar esse fato.
Entre os recursos de que o governo pretende usar no projeto está o fluxo do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) em 2009, de cerca de R$ 1 bilhão, e nos anos seguintes. Outra saída seria conceder subsídios diretamente às operadoras no serviço de distribuição de acesso à internet via banda larga nos locais menos rentáveis. Continua em debate, ainda, uma estratégia para estimular o surgimento de novas operadoras regionais nos locais mais remotos, onde o governo deve pesar mais no papel de condução da infraestrutura, ou a própria empresa pública oferecer o serviço ao usuário na ponta.
A meta é baratear o acesso, considerado caro, lento, limitado e concentrado, mesmo comparado aos vizinhos da América Latina. Segundo Alvarez, 40% dos acessos à banda larga no país estão em São Paulo e 80% no Sul e Sudeste. Ele lembra também que há uma enorme distância na competição entre as regiões. Enquanto um acesso de 256 Kbps em Manaus custa R$ 119 por mês, pelo mesmo valor o cidadão de São Paulo consegue acesso a 6 Mbps. Ainda segundo o coordenador do Comitê de Inclusão Digital do governo, por US$ 17 se consegue acesso de 256 Kbps no Brasil, em média, enquanto na Argentina se obtém o dobro e, no México, quase quatro vezes mais.  (Danilo Fariello - Valor Online)

18.11 - Testes de urnas eletrônicas com hackers terminam sem que haja invasão
Os testes com hackers realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as urnas eletrônicas que serão usadas nas Eleições 2010 terminaram sem que o sistema que contabiliza os votos fosse comprometido.
Segundo comunicado no site do TSE, os 38 especialistas convocados pelo órgão para testar a segurança do sistema não conseguiram comprometê-lo durante os testes, que aconteceram entre os dias 10 e 13 de novembro.
No último dia de testes, o TSE afirma que especialistas da Procuradoria Geral da República (PGR), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da Polícia Federal (PF) tentaram invadir a urna eletrônica para alterar contagem de votos e fraudar eleições por diferentes métodos, mas não tiveram sucesso.
O representante da Polícia Federal tentou, sem sucesso, alterar as informações em cartões de memória que alimentam a urna eletrônica, mudando os votos antes mesmo do eleitor se apresentar à sua seção eleitoral.
Os especialistas do TST tiveram como estratégia alterar o boletim da urna, que imprime a comprovação do voto. 
O plano teve relativo sucesso, mas a impressão fraudulenta não saia do mesmo tamanho da impressão original, o que comprometeria o sigilo da invasão.
Já os especialistas da PGR tentaram, também sem sucesso, substituir o sistema operacional original da urna eletrônica, baseado em Linux, para que pudessem controlar todos os processos do equipamento.
É a primeira vez que o TSE expõe o sistema de segurança da urna eletrônica à avaliação técnica antes da votação. 
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, a falta de sucesso nos testes prova que eleitores não devem se preocupar com a segurança do sistema.
Como último passo do processo, o ministro do TSE, Ricardo Lewandowski, anunciará na próxima sexta-feira (20/11) os vencedores dos três prêmios em dinheiro para as melhores sugestões técnicas que sofistiquem a segurança da urna eletrônica. 
Os prêmios serão de cinco mil reais, três mil reais e dois mil reais. (IDG Now)
 
 
 
 
 

17.11 - Mouses de última geração
Imagine que você possa usar a internet com maior facilidade, navegando de site em site apenas clicando num botão do mouse, evitando o hoje quase comum esforço repetitivo do pulso. Ou selecionar um termo do texto que você está lendo e, automaticamente, abrir uma página na internet com o resultado da busca, pulando as etapas de acessar um buscador e digitar a expressão procurada. Ou, quem sabe, fazer desenhos gráficos detalhados em 3D utilizando um mouse de alta resolução. 
Tudo isso é possível com a evolução da tecnologia dos mouses, desde a sua invenção, há mais de 40 anos. A começar pelo popular mouse de esfera - que dava trabalho porque a sujeira acumulada o tornava impreciso. Mas isso os mouses óticos e a laser sem fio resolveram o problema e estão cada vez mais completos.
Agora, segundo Eduardo Larios, gerente de Relações Públicas para América Latina da Logitech, há uma nova tendência no mercado. "Trata-se de uma tecnologia que permite ao mouse trabalhar sobre qualquer superfície, inclusive vidro transparente, permitindo que o usuário utilize o mouse em qualquer lugar, a qualquer momento", explica. 
Larios atesta que essa é quebra da barreira do vidro. "A tecnologia de leitura ótica convencional não trabalha em vidro transparente nem em superfícies com alto índice de reflexão, mas já há no mercado mouses capazes de detectar partículas microscópicas e microranhuras, em vez de rastrear a superfície em si", esclarece. 
A vantagem dos botões programáveis e da alta resolução tem permitido também que jogadores de games tenham mais prazer e precisão em seus jogos. O músico Marcelo Guterman Stilben, de 24 anos, comprou um G9 Laser Mouse, da Logitech, só para jogar, mas explica que o mouse tem outras utilidades. "Quem trabalha com photoshop e edição de imagens também usa o G9, porque ele tem uma alta precisão, mas também dá para usá-lo em atividades comuns", assegura. 
Marcelo gosta de jogos em que é preciso atirar em alvos em movimento. "Tem que ter precisão para acertar o inimigo na tela. Se não tivesse um bom mouse, dificilmente eu teria uma mira boa. Com certeza, faz diferença na hora de jogar, até porque é mais divertido." Além da boa resolução, Marcelo também aproveita os botões programáveis do mouse. "Dá para configurar o mouse para o jogo, como mudar de arma clicando num botão, dar zoom em outro, atirar?". 
As inovações e utilidades dos novos mouses não param por aí. O periférico que permite ao usuário fazer quase todo tipo de comando no computador está cada vez mais personalizável. De acordo com Mauro Hiroshi, gerente de marketing da Mtek, a intenção é facilitar a vida das pessoas. "Alguns mouses de alta performance contam com botões programáveis, inclusive para comandos de teclado, que facilitam a vida de qualquer usuário em tarefas ou comandos repetitivos", informa. Com isso, além de agilizar, alguns mouses podem evitar um problema comum entre quem utiliza o computador muitas horas por dia: a lesão por esforço repetitivo (LER). 
ALÉM DA RESOLUÇÃO. Além disso, o ganho desses mouses não se dá apenas na resolução. "Há melhorias em design, frequência de resposta e frame rate", emenda Hiroshi. Isso quer dizer que os mouses atuais estão cada vez mais sensíveis, ergonômicos e inteligentes, proporcionando a possibilidade de apresentar um trabalho a 10 metros do computador, coordenando os slides à distância e apontando o que quer destacar com o ponteiro laser do mouse sem fio. 
O destino dos mouses se mostra ainda mais promissor do que o presente, segundo Hiroshi. "A tendência é chegar a um produto tão bom quanto o de conexão com fio em performance, com resolução acima de 2.000 DPIs e frequência de resposta acima de 125 Hz. Para um futuro próximo, mouses 3D com sensor de movimento espacial similar ao Wii remote", prevê.  (Jornal do Commercio Brasil)
 
 
 
 
 

16.11 - McAfee recomenda usuários de Windows instalarem todos os patches
Em comunicado divulgado na sexta-feira (13/11), a empresa de segurança McAfee avalia as correções de segurança anunciadas esta semana pela Microsoft em seu pacote mensal de atualizações. 
Segundo o diretor de pesquisas em segurança e comunicação da McAfee, Dave Marcus, as vulnerabilidades críticas –três dos seis boletins anunciados pela Microsoft receberam tal classificação (a de maior risco) – expõem os usuários do Windows a graves ataques. 
No comunicado, Marcus informa que devemos esperar que os pesquisadores  de segurança da empresa estão fazendo a engenharia reversa das correções anunciadas como forma de melhor conduzir a correção dos exploits existentes.
Uma das atualizações críticas da Microsoft (MS09-065) trata de um trio de vulnerabilidades no Kernel do Windows, uma parte central do sistema operacional. Essas vulnerabilidades podem ser exploradas se um usuário do Windows simplesmente visitar um site carregado com uma fonte mal-intencionada.
As outras duas atualizações críticas solucionam vulnerabilidades que podem permitir ao hacker assumir o controle remoto do comando da máquina do usuário, sem que ele precise tomar qualquer ação para isto, podendo levar à disseminação de um worm. A atualização MS09-063 soluciona uma brecha grave de segurança na interface de serviços da Web do Windows Vista e do Windows Server 2008 e a MS09-064 soluciona essa brecha no Windows 2000. (PC World)

16.11 - Direito à informação
Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país
Democracias tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.
Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações, criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos na mídia.
Essas salvaguardas tradicionais se veem desafiadas pelo avanço da internet e da convergência tecnológica nas comunicações -paradoxalmente, pois esse mesmo processo abre um campo novo ao jornalismo.
Apesar da revolução tecnológica e do advento de plataformas cooperativas, a produção de conteúdo informativo de interesse público continua, majoritariamente, a cargo de organizações empresariais especializadas. O acesso sistemático a informações exclusivas, relevantes, bem apuradas e editadas sempre implica a atuação de grandes equipes de profissionais dedicados apenas a isso. Essas equipes precisam ser remuneradas -ou o elo se rompe.
Quando um serviço de internet que visa ao lucro toma, sem pagar por isso, informações produzidas por empresas jornalísticas, as edita e as difunde a seu modo, não só fere as leis que resguardam os direitos autorais. Solapa os pilares financeiros que têm sustentado o jornalismo profissional independente.
Quando um país como o Brasil admite um oligopólio irrestrito na banda larga -a via para a qual converge a transmissão de múltiplos conteúdos, como os de TVs, revistas e jornais-, alimenta um Leviatã capaz de bloquear ou dificultar a passagem de dados e atores que não lhe sejam convenientes. A tendência a discriminar concorrentes se acentua no caso brasileiro, pois os mandarins da banda larga são, eles próprios, produtores de algum conteúdo jornalístico.
Quando autoridades se eximem de aplicar a portais de notícias o limite constitucional de 30% de participação de capital estrangeiro, abonam um grave desequilíbrio nas regras de competição. Veículos nacionais, que respeitam a lei, têm de concorrer com conglomerados estrangeiros que acessam fontes colossais e baratas de capital. Tal permissividade ameaça o espírito da norma, comum nas grandes democracias do planeta, de proteger a cultura nacional.
Contra esse triplo assédio, produtores de conteúdo jornalístico e de entretenimento no Brasil começam a protestar.
Exigem a aplicação, na internet, das leis que protegem o direito autoral. Pressionam as autoridades para que, como ocorre nos EUA, regulamentem a banda larga de modo a impedir as práticas discriminatórias e ampliar a competição. Requerem ao Ministério Público ação decisiva para que empresas produtoras de jornalismo e entretenimento na internet se ajustem à exigência, expressa no artigo 222 da Carta, de que 70% do controle do capital esteja com brasileiros.
A Folha se associa ao movimento não apenas no intuito de defender as balizas empresariais do jornalismo independente, apartidário e crítico que postula e pratica. Empunha a bandeira porque está em jogo o direito do cidadão de conhecer a verdade, de não ser ludibriado por governos ou grupos econômicos que ficaram poderosos demais.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

13.11 - HP anuncia que vai comprar a 3Com por US$ 2,7 bi 
A HP (Hewlett-Packard) anunciou no final da quarta-feira (11) que vai comprar a produtora de equipamentos de rede 3Com em um acordo de US$ 2,7 bilhões que espera concluir no primeiro semestre de 2010. 
A operação foi aprovada pelos conselhos da HP e da 3Com. A HP, que também divulgou um lucro preliminar maior que o esperado, informou que vai pagar US$ 7,90 por cada ação da 3Com.
Com a aquisição, a HP diz que incrementará o fornecimento de infraestrutura de data centers de próxima geração, baseada na convergência de servidores, sistemas de armazenamento e de redes, gerenciamento e serviços.
De acordo com Dave Donatelli, vice-presidente executivo e gerente geral da HP, “as empresas estão procurando maneiras de se libertar das limitações comerciais impostas por um paradigma de rede que tem sido dominada por um único fornecedor”. O executivo acrescenta que “ao adquirirmos a 3Com, estamos acelerando a execução de nossa estratégia de infra-estrutura convergente e trazendo mudanças para a indústria de rede. Ao combinar as soluções HP ProCurve com o conjunto de soluções da 3Com, proporcionaremos aos clientes a construção de uma infra-estrutura de rede de próxima geração que suporta as necessidades do cliente desde a ponta da rede para até o data center.  (Executivos Financeiros)

13.11 - NET ultrapassa Telefônica em banda larga no Brasil
A NET, empresa de multisserviços via cabo da América Latina, declara ter atingido a primeira posição no mercado de banda larga do Brasil, passando a ser a maior empresa do setor em número de assinantes, à frente da Telefônica, Oi e Brasil Telecom, incumbents oriundas da privatização do Sistema Telebrás. 
A companhia fechou o terceiro trimestre de 2009 com 2,790 milhões de assinantes NET Vírtua, seu produto para acesso a banda larga. Este número representa um crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2008. Além de líder em TV por assinatura, com 3,645 milhões de clientes, a NET alcança agora a liderança em banda larga e é também a empresa que mais cresce em telefonia fixa, com uma alta de 63% no terceiro trimestre, chegando a 2,5 milhões de clientes NET Fone via Embratel.
Somente no terceiro trimestre de 2009, a NET conquistou 185 mil novos clientes e é hoje a empresa com maior número de adições de cliente de banda larga, sendo responsável por 57% do montante de crescimento do mercado. 
Considerando todo mercado de banda larga, a NET possui 26% de market share. As informações têm como base os dados consolidados do 3º trimestre de 2009 de todas as empresas que atuam no mercado de Telecomunicações.
As informações divulgadas pela NET baseiam-se na comparação dos resultados referentes ao terceiro trimestre de ambas empresas.  (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

12.11 - Telefônica perde clientes na banda larga
Após suspensão das vendas pela Anatel, operadora foi ultrapassada pela Net e deixou de ser a segunda maior empresa de internet rápida do País
A Telefônica encerrou o terceiro trimestre deste ano com 2,578 milhões de clientes de serviços de acesso à internet de banda larga, oferecidos por meio das marcas Speedy e Ajato. O número representa uma redução de 5,5% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 5% na comparação com o mesmo período de 2008. A empresa atribui o resultado à proibição da comercialização do Speedy entre os dias 22 de junho e 27 de agosto pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Com a redução na base de clientes da Telefônica, a Net se transformou na segunda maior empresa de banda larga do País, com 2,790 milhões de clientes. Em primeiro lugar está a Oi, com 4,142 milhões de clientes.
Por conta da restrição determinada pela agência, as receitas com transmissão de dados da Telefônica registraram uma queda de 1,5% no terceiro trimestre ante o período de três meses anterior, para R$ 1,054 bilhão. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a receita aumentou 11,8%.
O serviço de TV por assinatura oferecido pela Telefônica também sofreu uma redução por conta proibição do Speedy, já que é majoritariamente comercializado por meio de pacotes. 
No terceiro trimestre, o número de clientes atingiu 508.212, queda de 1,2% em relação ao final de junho e alta de 19,6% ante igual período do ano passado. Já a receita com o serviço, de R$ 151,6 milhões, caiu 4,2% na comparação com o segundo trimestre e apresentou um aumento de 45,3% em relação a julho a setembro de 2008. 
A Telefônica registrou lucro líquido de R$ 600,3 milhões no terceiro trimestre de 2009, um aumento de 2,2% sobre os R$ 587,4 milhões de igual período de 2008. A receita líquida somou R$ 3,910 bilhões, com queda de 4,6%, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,444 bilhão, com queda de 14%. 
GVT
A possível compra da GVT pela Telefônica não trará nenhuma alteração no plano de investimentos da companhia em São Paulo, segundo o diretor financeiro da empresa, Gilmar Camurra. De acordo com o executivo, tanto os investimentos da companhia no Estado como os planos de expansão já traçados pela GVT serão mantidos.
Para a Telefônica, a abertura de uma consulta pública sobre o assunto pelo Ministério Público abre uma oportunidade para que a empresa mostre os benefícios da operação. "Tanto do ponto de vista competitivo como do setor, a operação será muito positiva", afirmou o secretário-geral da empresa (cargo equivalente ao de executivo da área jurídica), Gustavo Fleichman. 
A Telefônica rebate o argumento de que estaria negligenciando os clientes de São Paulo, onde a operadora possui um número grande de reclamações, para comprar a GVT. Segundo Fleichman, o número de queixas contra a Telefônica no Procon-SP vem caindo e hoje se situa proporcionalmente abaixo dos principais concorrentes.
Os executivos também negaram que o movimento da Telefônica ao fazer uma oferta pela GVT tenha como objetivo eliminar um concorrente. Segundo Camurra, agora existe uma "coincidência de situações" que permitiram a oferta, entre elas a disposição dos acionistas de vender a empresa e de derrubar as cláusulas no estatuto que dificultavam a operação.  (Vinícius Pinheiro e Aline Cury Zampieri - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

11.11 - Programa procura tornar navegação colaborativa
Um plug-in (programa acessório) para navegadores quer deixar a navegação pela internet com os amigos bem mais simples. Muitas atividades on-line são profundamente sociais: escrever e ler blogs, visitar sites de redes de comunicação, enviar mensagens instantâneas e e-mails e fazer ligações telefônicas por meio da internet. No entanto, navegar pela internet ainda é, normalmente, uma atividade solitária. 
Pesquisadores da Universidade de William e Mary, em Wiliamsburg (Virgínia), esperam mudar isso com o software chamado "real-time collaborative browsing" (RCB, navegação colaborativa em tempo real, na tradução livre), que vai tornar bem mais fácil o ato de se conectar com outra pessoa enquanto ela estiver clicando em alguma parte da rede. 
Já existem algumas formas de navegar colaborativamente pelas páginas da internet, mas cada uma delas tem suas limitações. 
O Trailfire, por exemplo, permite aos usuários gravar as suas sessões de internet, mas não deixa que eles naveguem juntos ao mesmo tempo. Outro serviço, chamado Weblin, oferece um modo de fazer anotações em sites por meio de animações e avatares, mas propicia interações somente em uma única página. 
Um "screen sharing" (compartilhador de tela) mais potente permite aos usuários navegarem juntos como se estivessem compartilhando uma mesma máquina, mas isso envolve normalmente a conexão com um servidor externo. 
Inovação
O que diferencia o RCB dos demais, afirma Haining Wang, professor assistente de ciências da computação na Universidade de William and Mary, é a sua simplicidade. Somente a pessoa que está liderando uma sessão precisa ter uma extensão do navegador instalada -as outras podem então participar com qualquer navegador convencional de internet. 
"Isso torna a navegação compartilhada muito mais simples e prática", disse Wang. Os pesquisadores argumentam que o RCB poderia ser particularmente útil para as empresas que oferecem suporte ao cliente, para cursos de ensino à distância e para amigos que querem compartilhar links. 
Como usar
Para usar o RCB, é preciso instalar uma extensão do navegador Firefox. Isso possibilita ao usuário gerar uma sessão URL que pode ser enviada a outros participantes. Quando um segundo usuário clicar na URL, a extensão RCB do hospedeiro irá enviá-lo a uma página da internet que, então, o conectará ao navegador da primeira pessoa. Uma vez conectados, ambos os usuários serão capazes de interagir com a página e os links ligados a ela com todas as ações selecionadas por meio do browser do hospedeiro. 
O hospedeiro também tem controle sobre a sessão e pode adicionar ou remover participantes se necessário. Um hospedeiro é capaz de se conectar com até dez participantes sem que haja perda significativa de desempenho, mas os pesquisadores afirmam que o RCB funciona melhor quando usado por duas pessoas de cada vez. 
Navegar junto
"Há um grande desejo por parte dos usuários de compartilhar URLs com colaboradores em tempo real", afirmou Meredith Ringel Morris, cientista computacional do grupo de pesquisa na área de sistemas adaptativos e grupos interativos da Microsoft Research, que lançou uma ferramenta de busca colaborativa, no ano passado, chamada SearchTogether (bit.ly/searchtogether). 
Uma pesquisa realizada por Morris, em 2006, mostrou que 30% dos participantes afirmaram ter tentado navegar junto com outras pessoas por meio de mensagens instantâneas. 
Segundo Morris, o esforço dos pesquisadores de simplificar a navegação compartilhada por meio do RCB "é um grande passo na direção certa". Em especial, os usuários com habilidades limitadas seriam capazes de se beneficiar por meio da ferramenta de navegação compartilhada, afirmou Morris, pois essa ferramenta permite que um usuário de internet mais experiente os acompanhe em tarefas mais difíceis. 
Por outro lado, Morris se preocupa com a possibilidade de o RCB causar um acúmulo de tarefas no hospedeiro de uma sessão compartilhada. 
Atualmente, conforme o sistema está sendo aprimorado, um usuário somente é capaz de realizar uma sessão se souber o nome do servidor ou o número do protocolo de internet (IP) do computador dele, assim como uma porta desocupada de protocolo de controle de transmissão (TCP). 
Vladimir Estivill-Castro, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação, na Universidade Griffith, na Austrália, que tem estudado a capacidade de uso de ferramentas para navegação compartilhada, afirma que o método "parece bem conveniente". Porém, ele acredita que mais trabalho ainda precisa ser feito a fim de aperfeiçoar o sistema de modo que muitos usuários sejam capazes de realizar tarefas em uma única página. 
O RCB ainda não está disponível para o público em geral. 
Segundo Wang, seu grupo deu entrada em um pedido de patente provisória em setembro do ano passado na esperança de que a tecnologia seja adotada pelos principais vendedores de navegadores.    (ERICA NAONE - Tech Review, tradução FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

10.11 - Tecnologia para o mercado financeiro
Três empresas brasileiras estão no ranking FinTech 100, que lista as cem maiores provedoras de serviços de tecnologia para o mercado financeiro do mundo. São elas Itautec (24ª), CPM Braxis (33ª) e Politec (57ª). O levantamento foi feito pelo IDC Financial Insights e pela "Bank Technology News".  (Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)

10.11 - Malware Gumblar está ativo novamente, adverte pesquisadora
Pesquisadores da ScanSafe registram uma nova atividade do Gumblar, malware multifuncional que se espalha quando PCs visitam páginas web contaminadas. Entre suas características, o Gumblar é capaz de roubar credenciais FTP e até de sequestrar resultados de buscas do Google, substituindo o resultado em PCs infectados com links para outros sites com conteúdo malicioso.
Quando foi identificado em março de 2009, o que se descobriu é que o Gumblar buscava por intsruções em um servidor em gumblar.cn, domínio que foi desativado na ocasião mas que voltou a funcionar na última sexta-feira (6/11), segundo comentário postado no blog da ScanSafe pela pesquisadora Mary Landesman. 
Sites infectados com essa praga possuem um iframe - trata-se de uma técnica utilizada que leva conteúdo de um site para dentro de outro. Desenvolvedores de malwares são capazes de tornar esses iframes invisíveis. Quando vítima visita uma página infectada, o iframe carrega instruções que ficam armazenadas em um computador remote para tentar hackear o equipamento que está fazendo o acesso.
O Gumblar, então, verifica se a máquina visitante está executando uma versão não corrigida do Reader ou do Acrobat, ferramentas da Adobe, e caso encontre, irá comprometer o funcionamento do PC a partir de a downloads maliciosos.
Domínios reconhecidos com perigosos em geral são suspensos o que leva os criadores de malware a frequentemente terem de mudar o domínio em que suas pragas vão buscar por instruções. Por alguma razão, o domínio gumblar.cn foi liberado e voltou a ser usado.
A pesquisadora informa que sites que ainda estão infectados com o Gumblar podem, agora, voltar a receber instruções e voltar a agir. “É uma bagunça e precisamos ficar atentos”, escreveu. (IDG News)

10.11 - Hackers exploram brecha e sequestram centenas de grupos no Facebook
Um grupo anônimo autointitulado “Control Your Info” tomou o controle de centenas de grupos do Facebook, num movimento que, segundo os organizadores, é o maior golpe de vulnerabilidade já sofrido pela rede social.
O Facebook minimizou o incidente e declarou que a ação não envolveu nenhuma quebra de código ou vazamento de informação confidencial.
A ação foi notada na manhã de hoje (10/11), quando mais de 200 grupos do Facebook foram sequestrados e tiveram seus nomes trocados para “Control Your Info”.
Mensagem de alerta
No mural de cada grupo, os invasores publicaram uma mensagem anunciando o sequestro e aconselhando seus membros a tomar cuidado com informações pessoais em sites de rede social.
“Isto significa que nós controlamos uma parcela da informação sobre você no Facebook. Se quiséssemos, poderiamos fazer com que você aparecesse de forma ruim, o que poderia causar danos à sua imagem”, diz a mensagem.
Em outro site, o "Control Your Info" diz que sua açao não constitui hacking, mas sim uma demonstração de como um recurso oferecido de forma legítima pelo Facebook pode ser facilmente usado para sequestrar a titularidade de um grupo.
Sem dono
De acordo com o "Control Your Info", quando um administrador abandona seu grupo no Facebook, qualquer um pode se registrar como novo administrador deste grupo. 
Para tomar o controle de um grupo no Facebook, uma pessoa tem apenas que fazer uma pesquisa rápida no Google para identificar grupos públicos sem administrador.
Uma vez que alguém se inscreve como administrador daquele grupo, esta pessoa pode fazer qualquer coisa com o grupo – até mudar seus nome, enviar e-mails para seus membros e editar suas informações.
“Este é apenas um exemplo que realmente mostra as vulnerabilidades das mídias sociais. Se você opta por expressar-se na internet, certifique-se de que a expressão é mesmo sua”, prega o grupo.
Fora de risco
Em declaração enviada por e-mail,  um porta-voz do Facebook minimizou os efeitos do incidente e disse que nenhuma informação confidencial foi exposta a risco.
“Os grupos em questão tinham sido abandonados por seus donos, o que significa que qualquer outro membro tem a opção de se tornar um administrador e continuar a se comunicar com o grupo”, disse o porta-voz.
Na mensagem, o porta-voz disse ainda que os administradores de grupos do Facebook não tem acesso a informações confidenciais.
Administradores podem editar o nome de um grupo, moderar discussões ou enviar uma mensagem a membros somente em caso de grupos pequenos, explicou.
“Os nomes de grupos com grande número de associados não pode ser mudado, e tampouco seu administrador pode enviar mensagens a todos os membros”, disse.
Quando descobre que um nome de grupo foi alterado de forma inapropriada, o Facebook inabilita esses grupos, que é o que se planeja fazer nesse caso, finalizou. (Eric Lai - Computerworld)
 
 
 
 
 

09.11 - Windows 7 bate de longe vendas de seu antecessor
Depois de toda a expectativa criada em torno do Windows 7, os engenheiros da Microsoft responsáveis pelo novo sistema operacional - e toda a alta cúpula da empresa - devem estar aliviados com os primeiros resultados de vendas. De acordo com o NPD Group, especializado em pesquisa de mercado, as vendas iniciais do Windows 7 nos Estados Unidos foram 234% superiores às do Vista na época de seu lançamento. A receita, no entanto, não foi tão forte. Uma combinação de descontos associados a pré-vendas e a ausência de atividades promocionais para a versão Ultimate, a mais cara, resultou em vendas 82% superiores às do Vista em dólar, de acordo com o levantamento.
O desempenho inicial foi comemorado por Steve Ballmer, o executivo-chefe da Microsoft, que classificou de "fantásticas" as vendas nos primeiros dez dias após o lançamento do Windows 7. O resultado, afirmou Ballmer, superou as receitas de todos os sistemas operacionais lançados anteriormente pela companhia. "O Windows 7 é um exemplo do tipo de inovação que eu considero importante no mercado tecnológico", disse o executivo, ontem, em Tóquio.
A Microsoft começou a vender o Windows 7 em 22 de outubro. No dia seguinte, a empresa divulgou que havia vendido mais cópias do Windows no trimestre passado do que em qualquer outro período. As encomendas do novo sistema operacional e a demanda elevada pelo Windows XP, muito usado nos netbooks - equipamentos diminutos e mais baratos que os laptops tradicionais -, reforçaram as vendas totais do Windows no período.
"O programa de pré-vendas de baixo custo da Microsoft, o marketing de alta visibilidade e acordos agressivos ajudaram o fazer do lançamento do Windows 7 um sucesso", disse Stephen Baker, vice-presidente de análise do NPD Group. "Em um ambiente lento para os pacotes de software, o Windows 7 trouxe um grande número de consumidores até as prateleiras de software."
A Microsoft está "mais otimista" com o mercado de computadores pessoais do que estava há três meses e prevê uma continuação da recuperação das vendas no segmento de consumo - de máquinas compradas para uso em casa -, disse no mês passado Bill Koefoed, gerente-geral da área de relações com investidores da Microsoft. A demanda no segmento empresarial está fraca e não vai se recuperar neste trimestre, segundo acreditam alguns analistas. 
As vendas de computadores pessoais cresceram 2,3% no terceiro trimestre, segundo a consultoria IDC. Com esse desempenho, o setor retomou seu crescimento um trimestre antes do projetado pela IDC. 
A maior parte das pessoas que comprarem PCs, também vão comprar o Windows 7, disse Ballmer, em Taiwan, na quarta-feira. 
A Microsoft, que em julho anunciou uma parceria na área de mecanismos de busca com o Yahoo nos Estados Unidos, poderá ampliar o acordo para os mercados internacionais, informou Ballmer, sem fornecer mais detalhes. A expansão vai depender da experiência da Microsoft nos EUA e da aprovação das autoridades reguladoras, disse Ballmer.
No mês passado, o Yahoo disse que as negociações do acordo, que deveriam ter sido concluídas no dia 27 de outubro, poderão levar mais tempo que o esperado. O acordo deverá criar um concorrente maior para o Google no mercado de buscas. Sob os termos da parceria, o Yahoo colocará o Bing, o mecanismo de busca da Microsoft, em seus sites na internet. As duas companhias vão dividir as receitas publicitárias.
"O Google é o rei da busca e vamos trabalhar duro", disse Ballmer. "Quando você é um concorrente de pequenos volumes e existe muito conteúdo local na construção de um serviço de busca, você realmente precisa trabalhar muito mais para converter localidades, países e idiomas diferentes."   (Pavel Alpeyev - Bloomberg/Valor Online)

09.11 - 40 anos de internet 
Será que a tecnologia está redefinindo quem somos?
Faz 40 anos que os computadores de Leonard Kleinrock, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e de Douglas Engelbart, do Instituto de Pesquisas na Universidade de Stanford, foram conectados por uma "linha especial" da Arpanet, um sistema de apenas quatro computadores que faziam parte de um projeto do Departamento de Defesa dos EUA.
Com o passar dos anos, o sistema exclusivo de tráfego de informação evoluiu, saiu dos laboratórios de cientistas para o público e hoje é conhecido como internet.
Não há dúvida de que a internet está transformando o mundo, de que vivemos em meio a uma revolução. A questão, ou uma delas, é que tipo de revolução é essa: será que a internet pode ser comparada, por exemplo, ao telefone ou ao carro, ou mesmo à imprensa de tipo móvel, que revolucionou o livro? Ou será que ela pertence a outra classe de tecnologia, que não só transforma a sociedade mas que vai além, redefinindo quem somos?
A questão é complicada, difícil até de ser formulada. O telefone e o carro transformaram o modo como as pessoas se comunicavam, iam ao trabalho, viajavam, viam o mundo. Como toda tecnologia que se torna de uso público, primeiro começaram pequenos, com alcance limitado: eram poucas as linhas telefônicas e as estradas.
Aos poucos, as coisas foram crescendo e, em meados do século 20, telefones e estradas estavam pelo mundo todo. Uma diferença bem importante é que a internet, por ser acessível por computadores, é bem mais aberta aos jovens. Telefones celulares também; os jovens têm a sua privacidade, o seu espaço virtual separado do dos pais e irmãos. A comunicação é tão fácil e rápida que chega a tornar o contato direto, em carne e osso, desnecessário.
Talvez seja uma preocupação dos meus leitores mais velhos, que, como eu, nutriam as amizades no campo real e não por meio de sites como Facebook e Twitter, mas será que a internet nos fará desaprender como nos relacionar diretamente com outros seres humanos?
Deixando esse tipo de preocupação de lado, se olharmos para a história da civilização, veremos que podemos contá-la como uma história da tecnologia. À medida que novas tecnologias foram sendo desenvolvidas, do controle do fogo e da rotação de terra na agricultura até a roda, o arado e os transistores e semicondutores usados em aparelhos eletrônicos, nossa história foi, em grande parte, determinada pelas nossas máquinas. Valores e interesses mudam, e visões de mundo se transformam de acordo com nossos instrumentos.
O Homo habilis, nosso ancestral que usou ferramentas pela primeira vez, evoluiu rumo ao Homo sapiens e, agora, este se transforma no Homo conectus. Será que nossos avanços tecnológicos são, hoje, a principal mola da nossa evolução como espécie? Nesse caso, será que a tecnologia está redefinindo o que significa ser humano?
Descontando uma grande devastação biológica, como uma epidemia de proporções globais ou um cataclismo climático ou ecológico, somos donos da nossa evolução: nossa transformação como espécie ocorre muito menos devido a mutações aleatórias e ao processo de seleção natural do que, por exemplo, devido a um maior intercâmbio racial, à melhor alimentação e aos avanços da medicina, à integração de tecnologias diversas com o corpo (marca-passos, órgãos e membros artificiais) e com a mente (drogas que mudam nossas emoções, implantes nos olhos e ouvidos, chips no cérebro).
A internet talvez represente uma nova fronteira, a da integração coletiva da humanidade a um nível sem precedentes. Se não no mundo real, ao menos no virtual.   (MARCELO GLEISER - Folha de S.Paulo)

09.11 - Quarenta anos conectados
Em 29 de outubro de 1969, um grupo de pesquisadores se reuniu na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, para enviar uma mensagem a outros cientistas do Instituto de Pesquisa de Stanford, em São Francisco. A ideia era comprovar que duas máquinas poderiam se comunicar por meio de uma rede. A mensagem que deveria ser enviada era simples: apenas a palavra "log". No entanto, o único texto recebida pelos cientistas foram as letras "l" e "o". Na metade da experiência, a conexão caiu e impediu que as máquinas concluíssem a conversa. O projeto, realizado sem muita ambição e batizado com o codinome Arpanet, é considerado o embrião de uma das maiores invenções do último século e que 40 anos depois seria conhecida por gente de todo o mundo como internet.
Leonard Kleinrock, professor de informática da Ucla e responsável pelo envio da frustrada mensagem que deu início a revolução da rede mundial de computadores, participou na última semana de um evento comemorativo à ocasião. Em entrevista a agência de notícias Efe, ele declarou que tinha apenas o objetivo modesto de integrar diferentes máquinas por meio de uma rede. "Dei-me conta disto (da dimensão do projeto) quando apareceu o e-mail. Tratava-se, então, de uma comunicação entre pessoas, não apenas entre máquinas", comentou.
Foram justamente essas pessoas que passaram a utilizar em grande escala a web - principalmente a partir dos anos 1990, quando ela se tornou comercial - que ajudaram a tornar um emaranhado de computadores interligados numa rede mundial de usuários ávidos em descobrir o que havia depois das fronteiras regionais. Sites de notícias (e, depois, portais de conteúdos), mensageiros instantâneos, redes sociais, páginas de games online, serviços governamentais e uma infinidade de outras possibilidades demostraram que a ideia dos pesquisadores norte-americanos era não só próspera como fundamental para uma nova sociedade globalizada.
No entanto, a rede só conseguiu florescer, durante a época de seu desenvolvimento, por conta da ausência de regras no setor. "Durante boa parte da história da internet, ninguém tinha ouvido falar dela. Isso permitiu demonstrar toda sua funcionalidade", conta Jonathan Zittrain, professor de direito e co-fundador do Centro Berkman para a Internet e a Sociedade de Harvard. "Hoje existe mais liberdade para que o usuário comum da internet possa jogar, se comunicar, fazer compras, por exemplo", conta o professor, lembrando que o próprio governo norte-americano, que financiou as primeiras pesquisas como parte de um projeto militar, não se envolveu muito com a invenção e deixou que os engenheiros promovessem a ideia de uma rede aberta.
WEB DE AMANHÃ. 
O que, porém, os próximos anos reservam para os mais de 1 bilhão de internautas que surfam nas ondas da internet nos quatro cantos do mundo? De acordo com Kleinrock, qualquer prognóstico para o futuro se parecerá com um filme de ficção científica. Para ele, na próxima década a web sairá da tela do computador para as paredes de edifícios, escritórios e casas, até chegar às "unhas dos dedos ou aos óculos" dos usuários. "Tudo estará baseado na tecnologia integrada, na nanotecnologia, em pequenos sensores que saberão como você é, conhecerão suas preferências e se adaptarão às suas necessidades e aos seus gostos", defende. Após quatro décadas de existência, Kleinrock sustenta que a internet chegou a um ponto sem volta, no qual os conteúdos superaram a tecnologia como motor que impulsiona o desenvolvimento da rede.
Responsável por coordenar a equipe que efetuou a primeira conexão de internet no Brasil, em 1991, entre a Fapesp e a Energy Sciences Network (ESNet), nos Estados Unidos, por meio de uma rede conhecida como Bitnet, Demi Getschko concorda que nos próximos anos a internet estará sempre em nossa volta. "Num primeiro momento, a rede começou como uma conexão entre poucos computadores. Depois, com a web, os usuários ajudaram a tornar o que ela é hoje. O próximo passo é o que acreditamos ser a internet das coisas, quando cada dispositivo de nossas casas estará conectado", diz. "A rede vai controlar a geladeira, o ar condicionado, a TV, e, com isso, vamos conseguir automatizar muitas coisas em nosso dia a dia", acredita Getschko, que atualmente atua como diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.BR).
Para o diretor de desenvolvimento tecnológico da Intel para América latina, Reinaldo Affonso, a rede deve tornear cada atividade de nossa vida. "A cada vez mais vamos ver a internet nos nossos bolsos, principalmente com o celular oferecendo conectividade. A web também vai para a TV (com o sistema digital), possibilitando ver, de forma simultânea, sites, álbum de fotos em alta definição, jogos de futebol, classificação do nosso time, etc.", acredita. "Também vamos ver em maior número a adoção de sites em 3D, que vão permitir que o usuário interaja com um ambiente amigável", diz. (Fernando Braga, colaborou Tiago Falqueiro - Jornal do Commercio Brasil)

09.11 - Dell quer se diversificar para retomar mercado no mundo
A Dell não é mais a mesma e aposta no Brasil para retomar seu lugar na disputa com IBM, HP (Hewlett-Packard) e outras concorrentes, que, nos últimos anos, diversificaram seus negócios antes restritos à venda de computadores.
Enquanto a concorrência se transformou, a Dell manteve-se fiel a esse ramo e perdeu valor. Em 2005, ela valia cerca de US$ 100 bilhões, mais que HP e Apple juntas. Hoje, não passa de 30% das duas companhias. Mesmo em mercados emergentes, com altas taxas de crescimento na venda de computadores (desktops e notebooks), a Dell perdeu posição, como no Brasil.
Em visita ao país, seu presidente mundial, Michael Dell, mostrou ontem que está contrariando todos os seus princípios para recuperar posição. Primeiro, anunciou que está diversificando os negócios, pensando em fabricar dispositivos destinados à conexão (entre eles, um aparelho celular). Além disso, disse que está aumentando os investimentos na área de soluções de tecnologia para todo tipo de público.
O Brasil cumpre importante papel nesse processo de retomada. Nas previsões de Dell, depois de EUA, Europa e China, o país deverá ser o maior mercado para a companhia. "Vejo uma economia forte e em crescimento que deverá representar nosso quarto maior mercado até 2015."
Hoje, o Brasil é a oitava maior operação da Dell no mundo, e as estimativas da companhia contrastam com a dos principais institutos de pesquisa, que colocam o Brasil na terceira posição entre os maiores mercados de tecnologia já em 2010.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

06.11 - Novo Office enfrenta pressão competitiva
Quando a Microsoft Corp. lançar a nova versão do Office, no ano que vem, terá de fazer de tudo para convencer as empresas a atualizar o popular pacote de programas de produtividade - desta vez, para ter acesso aos novos recursos que conectam o software à internet de maneira mais aprofundada.
Mas o Office 2010 enfrenta um clima hostil. A economia enfraquecida tem motivado várias empresas a pensar duas vezes antes de efetuar grandes compras de software. Um grande rival da Microsoft, o Google Inc., também tem pressionado as empresas a usar seu pacote de aplicativos gratuitos que rodam em navegadores da internet.
Outro desafio são os vários programas baratos que fornecem desde já às versões antigas do pacote alguns dos recursos mais esperados para o novo Office. Alguns recursos, por exemplo, facilitam colaborar com outras pessoas num documento do Word ou acessar informações em redes sociais como Facebook a partir do próprio Outlook, o programa de email e de agenda da Microsoft.
Os programas de atualização do Office são um desafio de longa data a um segmento da Microsoft que é o maior motor de crescimento dos lucros da empresa. A divisão que inclui o Office respondeu por mais de 60% do lucro operacional de US$ 4,48 bilhões no trimestre encerrado em 30 de setembro.
Várias das empresas por trás desses programas são dirigidas por ex-funcionários da Microsoft. Por exemplo, a Gist Inc., firma de Seattle cujo software conecta o Outlook e outros programas de email a sites de relacionamento social, é chefiada por T.A. McCann, um ex-gerente da Microsoft, e financiada por Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft.
McCann não acha que os novos recursos do Office 2010 interessarão o suficiente às empresas para motivá-las a enfrentar a dor de cabeça de atualizá-lo. "Os fundamentos dos aplicativos não mudaram muito", diz ele.
Os executivos da Microsoft admitem que a maior concorrência para uma nova versão do Office - um pacote onipresente de programas centrado no Word, no Excel, no PowerPoint e no Outlook - sempre são as versões mais antigas do próprio Office.
A cada três anos, quando uma nova versão do Office é lançada, a Microsoft tem que convencer os clientes de que o software para produzir apresentações, tabelas e documentos de texto vale as várias centenas de dólares que custa para atualizar a licença dos usuários e treiná-los.
A firma de pesquisa de mercado Gartner Inc. calcula que o total de usuários do Office antigo que atualizaram o programa para a versão 2003 atingiu no máximo 60%, enquanto que a própria Microsoft prevê que o total de clientes que passará à versão 2007 chegará no máximo a 50% ou 55% em 2011. Para um volume significativo de usuários, as versões mais antigas do Office são simplesmente boas o suficiente.
As empresas querem resolver seus problemas "sem os custos de treinamento e investimento na atualização de toda sua base de usuários", diz Shan Sinha, um ex-gerente da Microsoft que é agora diretor-presidente da DocVerse Inc., uma empresa novata de São Francisco que fabrica um programa auxiliar para o Office.
O software da DocVerse, por exemplo, permite que as versões antigas do Office colaborem pela internet, editando um discurso num documento do Word ou modificando os gráficos numa apresentação de PowerPoint. O software também é projetado para eliminar a confusão que pode surgir com o antigo método de enviar por email anexos em Word para edição, ao registrar detalhadamente as várias versões de um arquivo.
O Office 2010, que entra no mês que vem numa fase mais ampla de testes, contará com um recurso semelhante, chamado pela Microsoft de "co-autoria".
O usuário do DocVerse Sukhi Singh, executivo da RealPage Inc., uma produtora de software de administração de imóveis, diz que não "está muito motivado" a atualizar para o Office 2010 porque o DocVerse fornece os recursos de colaboração de que ele precisa. O DocVerse tem planos de assinatura para empresas que custam a partir de US$ 6 por mês.
Chris Capossela, diretor sênior da Microsoft, diz que os programas que adicionam recursos ao Office não substituem o Office 2010, que terá várias melhorias novas.
Por exemplo, a nova versão do PowerPoint terá capacidade para editar vídeos e mais efeitos para as transições entre os slides, enquanto o Outlook permitirá que as pessoas ignorem mais facilmente as irritantes correntes de email.
"Eu sinto que temos em nossas mãos um produto campeão de vendas", diz Capossella.
Há muito tempo que a Microsoft considera que os programas que adicionam recursos ao Office aumentam o apelo do produto, em vez de prejudicar as vendas das versões mais novas. Um dos programas mais populares desse segmento vem da Xobni Corp., que oferece um software que melhora a busca de emails no Outlook e também busca dados do Twitter, Facebook e de outros sites de relacionamento social, permitindo que o usuário veja fotos, atualizações e outras informações de seus contatos no Outlook.
A Xobni afirma que seu software, gratuito na versão básica e vendido a US$ 29,95 na versão mais avançada, já foi baixado mais de 3 milhões de vezes. Ano passado, o presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, citou a Xobni numa apresentação da convenção técnica anual da empresa.
Segundo uma pessoa a par da situação, a Microsoft chegou a negociar a aquisição da Xobni, mas o negócio foi por água abaixo. Capossella, da Microsoft, não quis comentar.
Agora, um software da Xobni vai concorrer com o plano da Microsoft de integrar as redes de relacionamento social diretamente no Outlook 2010, segundo uma pessoa a par da questão.  (Nick Wingfield - The Wall Street Journal/Valor Online)
 
 
 
 
 
 

05.11 - Microsoft refaz correções críticas para Internet Explorer
A Microsoft anunciou, na última segunda-feira (2), uma nova correção para o browser Internet Explorer que fazia parte do pacote mensal de atualizações de segurança da empresa, o Patch Tuesday, de outubro.
Esta é a terceira vez em que a Microsoft é obrigada a reparar uma das correções que integraram o maior pacote de atualizações já anunciado pela empresa, envolvendo 13 alertas para 34 vulnerabilidades.
A nova atualização MS09-054 repara quatro correções para falhas críticas no IE, incluindo problemas na exibição de páginas web – páginas embaralhadas ou com erros de digitação - que foram provocados pela primeira atualização. 
Os problemas provocados pela atualização de outubro podem afetar qualquer versão do Internet Explorer que ainda tenha suporte da Microsoft, incluindo IE 5.01, IE6, IE7 e  IE8, em todas as versões do sistema operacional Windows, incluindo o novo Windows 7. 
De acordo com o blog de segurança da Microsoft, a segunda correção já foi distribuída automaticamente pelos sistemas Windows Update, Microsoft Update e Automatic Updates.
A reportagem da Computerworld norte-americana confirmou a atualização automática da nova correção para usuários dos sistemas Windows XP, Vista e Windows 7, na segunda-feira.
A atualização update for MS09-054 está disponível para download no site da Microsoft e pode ser obtida pelos sistemas Windows Update ou WSUS. (Computerworld)

05.11 - Segurança em TI: sempre um novo desafio
Desde que surgiram os primeiros mainframes, a segurança tem sido foco constante de atenção para os executivos de tecnologia. É verdade também que com o tempo, este assunto evoluiu bastante: os motivos de preocupação mudaram, as políticas tornaram-se mais complexas e rígidas. Até os orçamentos destinados ao assunto cresceram. Mas o tema continua no topo da lista de prioridades desse público.
Os investimentos corporativos em projetos de segurança em 2005 totalizaram 1,1 bilhão de dólares. No ano seguinte, o Forrester Research divulgou um estudo que afirmava que este número deveria atingir a marca de 11,2 bilhões de dólares até 2008 nos Estados Unidos e Europa. Mas segundo dados do Gartner, só o mercado de softwares para segurança movimentou, em 2008, cerca de 13,47 bilhões de dólares.
Há um pouco mais de 10 anos, CIOs em todo o mundo estavam preocupados com a integridade dos softwares utilizados. Naquela época, as versões disponíveis eram cheias de falhas. Os fornecedores se esforçavam para lançar, o mais rápido possível, uma versão mais atual e conquistar os “novos” usuários da Internet. Com essa pressa toda, inúmeros service packs eram lançados, o que abria brechas de segurança e deixava as empresas desprotegidas. 
A partir de 11 de setembro, as atenções voltaram-se para a continuidade de negócios. Não bastava mais guardar dentro de casa os dados importantes, porque percebeu-se que a proteção das informações não era só um problema da área de TI. A Ernst&Young realizou uma pesquisa em 2002 que apontou que mais de 75% das empresas americanas já haviam vivenciado indisponibilidades inesperadas e que mais de 50% delas reconheciam a importância da segurança da informação. A queda das Torres Gêmeas chamou a atenção dos executivos de tecnologia para os planos de disaster recovery e business continuity. Muitos projetos saíram do papel. E foi neste momento popularizaram-se termos que hoje nos parecem corriqueiros, como redundância de dados, espelhamento de servidores, alta disponibilidade, down time e recovery time, entre outros.
Mas como a área de TI não é o avesso da estática, no ano seguinte, os executivos já tiveram que se preocupar com outra questão: a aprovação, nos Estados Unidos, da lei que visa maior transparência da gestão: a Sarbanes-Oxley. Estas novas práticas de governança mudaram o status de TI, que deixou de ser uma área de apoio para firmar-se como pilar para as estratégias de negócios das organizações. A responsabilidade cresceu exponencialmente. 
Então o mercado recebe mais uma inovação: a mobilidade. Porém como todo grande avanço no setor de tecnologia vem acompanhado de novas ameaças, , junto com o aumento da produtividade dos funcionários, também teve início o “transporte” de informações para fora da infraestrutura protegida da companhia. Já o advento da Web 2.0, ou web colaborativa, ao mesmo tempo em que possibilita uma melhor integração com parceiros e fornecedores, dá origem ao vazamento de conteúdos e até à exposição negativa das empresas nas redes sociais. O Gartner alertou em evento recente que as organizações terão suas imagens associadas não mais apenas a seus produtos, mas também à atuação de seus funcionários em redes sociais.
Tantas mudanças, num prazo de pouco mais de 10 anos, exigiram muito conhecimento técnico e altos investimentos em treinamento de profissionais. Além, é claro, de ferramentas compostas por software e hardware específicos para garantir a segurança dos dados mais estratégicos. O Gartner prevê que, até o final de 2010, os investimentos em software aumentarão 4%, enquanto as verbas de serviços crescerão 3%, ultrapassando os demais gastos com TI. Ainda assim, as previsões apontam índice inferiore aos 15% de toda a verba de TI indicada para garantir a segurança de uma companhia.
Onde estará a ameaça no futuro? Onde devem ser investidos os recursos? Quem não quiser arriscar, pode optar pela terceirização. Além de custos mais baixos, os SLAs (Service Level Agreements) garantem a criação e, principalmente, o acompanhamento de métricas. Este tipo de contrato também possibilita o monitoramento e prevenção de ameaças, suporte em tempo integral por profissionais capacitados e atualizados, entre outras vantagens.
Independente do que vier por aí, a segurança da informação deverá estar pronta para ajudar as empresas a enfrentar estes cenários constantemente em mudança.   (Pedro Goyn - Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 
 

04.11 - Google revoluciona o e-mail
O e-mail é o primeiro aplicativo de massa da internet. Sua origem está ligada à criação da própria rede mundial de computadores. Desde então, ele ganhou novas caras, integrações e capacidade, mas nunca mudou de conceito. A ferramenta inclusive perdeu sua hegemonia na comunicação da internet, e tem como competidores os meios de programas de mensagem instantânea e as redes sociais.
Agora, o e-mail deve fazer sua maior evolução, caso a proposta do Google Wave se concretize. A nova ferramenta da empresa de Mountain View está atualmente sendo testada por cerca de 100 mil pessoas na internet, e deve ser lançada até o fim do ano. Ela surgiu do seguinte questionamento: "Como seria o e-mail se fosse inventado hoje?". Os responsáveis pela pergunta - e pelo programa - são os irmãos dinamarqueses Lars e Jens Rassmussen, autores do Google Maps.
Eles têm um plano ambicioso: querem que seu aplicativo seja o sucessor do correio eletrônico. "Espero que, após o lançamento do produto, as pessoas passem a dizer "vamos começar uma wave", em vez de dizer "vou te mandar um e-mail"", disse Jens Rassmussen à CNN.
A ferramenta se baseia em waves, ou ondas, que são uma mistura de e-mail. Chega a ser difícil defini-las. Elas podem ser uma conversa, um documento, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Ele se parece com um comunicador de mensagens instantâneas, com um fórum de discussão, com a seção de comentários de um blog, e até mesmo com o próprio e-mail.
No Google Wave, é possível adicionar quantas pessoas você quiser para dentro de uma "onda", e todas elas poderão responder, colaborar e editar mensagens. Se dois ou mais usuários estiverem online, é possível ver o que cada um está digitando em tempo real. Para ajudar quem chegou atrasado na conversa, um botão aciona uma linha do tempo e mostra o quê foi escrito desde que a onda foi iniciada. O Google Wave também permite que as mensagens sejam completamente multimídia. Elementos como fotos, vídeos e mapas também podem ser adicionados diretamente à discussão, sem a necessidade de clicar em hiperlinks.
Na atual fase de testes, também é possível conferir duas extensões para as ondas: o serviço do Google Maps, e formular uma enquete interativa com três respostas simples: sim, não e talvez. Alguns outros gadgets feitos para o Google Wave também deverão surgir após o lançamento da versão final, como conferências de áudio e vídeo em tempo real. Enquanto a novidade não está disponível para toda a internet, fica a expectativa sobre o quão o Google Wave atingirá o objetivo de seus criadores. Para José Calazans, analista do Ibope Nielsen Online, grupo que mede estatísticas de uso da internet no Brasil, ainda é cedo dizer. "Não há indícios de que esse caminho tende ao futuro, mas também não quer dizer que alguém não venha a fazer algo que dê certo", opina.  (Jornal do Commercio Brasil)

04.11 - Samsung traz ao país linha de notebooks
A disputa pelo mercado brasileiro de notebooks, que já conta com uma infinidade de concorrentes, ganha hoje mais um competidor de peso: a coreana Samsung. A empresa vai juntar-se a uma lista de fabricantes que prometem disputar com vigor a preferência do consumidor neste Natal, e que inclui marcas como Positivo, Hewlett-Packard, Dell, Apple, Lenovo, LG, MSI,Acer, Megaware e Itautec.
Depois de dois anos estudando o mercado brasileiro, a Samsung pretende colocar nas prateleiras dos varejistas, já na semana que vem, cinco máquinas a preços que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 3,6 mil. "O momento [para o anúncio] não poderia ser melhor", diz Ronaldo Miranda, diretor de produtos de tecnologia da informação (TI) da Samsung. 
O mercado de computadores no Brasil vem mostrando um bom desempenho em 2009, principalmente em relação a outros países. As vendas estiveram fracas no primeiro trimestre, mas melhoraram entre abril e junho e continuaram em recuperação no período de julho a setembro, chegando a um acumulado de 7,9 milhões de máquinas vendidas no ano em nove meses, de acordo com dados da consultoria IT Data.
Nos último trimestre, a estimativa é de que sejam vendidos 3,34 milhões de computadores. Na avaliação da IT Data, o mercado terá uma queda de 3% em relação ao ano passado, quando os brasileiros compraram 12 milhões de máquinas. A projeção de retração nesse segmento, no entanto, é menor do que o previsto no início do ano pela consultoria: 6%. Do total de máquinas vendidas neste ano, 40% serão notebooks.
O primeiro lote de portáteis da Samsung, com aproximadamente 20 mil peças, será importado da Coreia e distribuído principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Segundo Miranda, a decisão de importar as máquinas foi tomada para que os equipamentos pudessem estar disponíveis em tempo para o Natal. A importação, no entanto, dará lugar aos equipamentos feitos no Brasil. 
Os notebooks serão produzidos na fábrica de Campinas, no interior de São Paulo, onde a Samsung já fabrica monitores e celulares. O plano é de iniciar as atividades em fevereiro, com os primeiros produtos nacionais chegando às lojas em março. "Precisamos de um mês para fazer testes e adequar a linha", explica Miranda. A fábrica de portáteis no Brasil será a única da empresa fora da China. 
A fabricação no Brasil já vinha sendo estudada há algum tempo pela Samsung. De acordo com Miranda, a linha deveria ter entrado em operação no ano passado. Os investimentos já estavam programados e a produção teria começado nesta mesma época do ano. A crise, porém, adiou o projeto. "Os recursos foram revertidos para a fábrica da China, que estava sendo ampliada" conta o executivo. Com a melhora no no exterior e o aquecimento no mercado interno, o projeto voltou à tona. "A chegada dessa linha é um marco para a Samsung se consolidar no mercado de tecnologia brasileiro", diz o executivo.
Na primeira fase, a produção brasileira será destinada integralmente ao mercado local. "Levaremos algum tempo para ganhar escala e começar a pensar em exportação", comenta o executivo. Ele não revela o investimento, nem a capacidade de produção da unidade. Miranda afirma, entretanto, que a Samsung pretende se colocar entre os dez maiores vendedores de notebooks do país já em 2010. A entrada no mercado de micros de mesa está descartada. "Não é o posicionamento da Samsung nem o futuro do mercado", diz. Segundo Miranda, a projeção é de que as vendas de notebooks ultrapassem os computadores de mesa em número de unidades em 2010: 7 milhões contra 6,5 milhões, respectivamente. 
Fabricante de diversos componentes para computadores, como telas de LCD, discos rígidos e memórias, a Samsung pretende se beneficiar dos custos menores propiciados pela produção no país. A empresa não quer, no entanto, entrar em uma guerra de custos. "Os preços serão os mesmos dos grandes fornecedores", diz o executivo.   (Gustavo Brigatto - Valor Online)
 
 
 
 
 

03.11 - Caso de fraude a correntista do Itaú alerta internautas
O caso da 15º Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), que mudou uma sentença já dada e isentou o banco Itaú da responsabilidade de ressarcir um correntista que teve 4.487,53 reais retirados de sua conta pela web, é um sinal para os internautas redobrarem seus cuidados com a segurança. 
Independentemente das visões jurídicas em torno do episódio, chama atenção o argumento utilizado pelo relator, o desembargador Otávio Augusto de Freitas Barcellos, para isentar o Itaú de indenizar o cliente que foi vítima do crime virtual.
Segundo a determinação da Justiça, não houve falha na prestação do serviço nem mesmo negligência no que diz respeito à segurança do site do banco. Tratou-se, portanto, de um caso de descuido dos procedimentos de segurança por parte do correntista. Diante dessa situação, cabe relembrar alguns procedimentos de segurança e atentar para as novas modalidades de crimes virtuais. 
O perito em crimes pela internet e diretor da E-net Security, Wanderson Castilho, afirma que o ponto de partida é manter antivírus e firewall sempre atualizados. "É uma regra  conhecida, mas ainda assim muitas pessoas se esquecem desse cuidado", afirma. 
Um dos principais pontos que devem ser atentados hoje, no entanto, refere-se à navegação, alerta Castilho. Ele observa que cresce a passos largos a clonagem de sites de empresas ou infecção de espaços virtuais de companhias conhecidas. 
"O crime virtual está mudando sua forma de agir. Em vez de investirem só no envio de e-mails infectados, os crackers passaram a contaminar sites de empresas", diz. "Por isso, vale ficar atento a qualquer mudança do visual do site do banco ou de empresas que o usuário costuma visitar. Se notar algo diferente, é melhor telefonar para a companhia e se certificar de que aquele site é de fato da organização e de que ele está seguro", recomenda. 
Para auxiliar você, preparamos umas dicas de segurança para que os criminosos virtuais fiquem distantes de máquina. 
Confira.
Atualizar programas de segurança 
É fundamental checar com regularidade se seu antivírus e firewall estão atualizados. Trata-se de uma regra básica e fundamental, mas nem sempre seguida. 
E-mails com links
Sinal de alerta quando receber mensagens eletrônicas que pedem para clicar em links. Essa é uma das formas mais tradicionais utilizadas por criminosos virtuais. Os códigos maliciosos podem ser enviados por meio de spams e também pelo e-mails de seus amigos, que podem não saber que estão contaminados. 
Navegação 
Muito cuidado com os sites que você acessa. É muito comum chegarmos a canais desconhecidos por meio de mecanismos de busca. Tome cuidado: tem crescido o número de sites falsos criados para infectar usuários desavisados. Sites de sexo estão entre os mais perigosos. 
Sites de bancos
Como os mecanismos de segurança das instituições financeiras costumam ser bem protegidos, os crackers passaram a investir na clonagem desses espaços virtuais. Em outras palavras, eles criam uma página muito parecida com a dos bancos, para que o usuário a visite e informe sua senha bancária. Portanto, a dica é para ficar atento a qualquer mudança, por mais sutil que seja, ao lay out do site (logotipo, cores usadas, seções). Se ficar em dúvida, telefone para o banco e se certifique de que aquele site é mesmo da instituição. 
Informações confidenciais
Não vá passando qualquer informação que lhe pedirem. É comum em sites clonados a solicitação de dados confidenciais, como RG, CPF e endereço de sua residência - além da senha. Mas, como seu banco já possui seus dados pessoais, dificilmente eles lhe pediria novamente pela internet. Se isso acontecer, telefone para a instituição e relate o ocorrido. 
Sites de empresas 
Uma modalidade de crime virtual em moda atualmente é a infecção de sites de companhias conhecidas. Por isso, a recomendação para ficar atento a mudanças de visual nas páginas também vale para este caso. Outro cuidado também é importante: se aparecer alguma janela diferente da que você se acostumou a ver no site, com mensagens do tipo ""warming 
security" ou com solicitação de dados confidenciais, desconfie. (Clayton Melo - IDG Now)

03.11 - Banco se livra de indenização se provar que fraude é culpa de cliente, diz Procon
O episódio em que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) isenta o Itaú de ressarcir um correntista que teve 4.487,53 reais retirados de sua conta pela internet abre um precedente que deve ser observado com muita atenção pelos consumidores. 
O Código de Defesa do Consumidor estabelece, em seu artigo XIV, que uma empresa - seja ela de que ramo for - é responsável por reparar "danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos". 
A exceção ocorre quando o fornecedor provar que determinado dano foi causado por "culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro", estabelece o código. 
"Em linhas gerais, o código estabelece que o fornecedor deve responder pelo serviço prestado, tendo em vista que o consumidor é a parte mais frágil dessa relação", afirma Diógenes Donizete, assistente de direção do Procon-SP. 
"Mas pode haver exceção. Se a empresa provar tecnicamente que a culpa é exclusiva do consumidor, ela pode ficar livre de indenizações", diz.
Donizete fez sua análise tendo como alvo as relações gerais entre consumidores e empresas.  Sem entrar no mérito da questão que envolve o cliente do Itaú, ele afirma, no entanto, que as premissas estabelecidas no artigo XIV do código podem ser aplicadas a esse caso. 
"Não tenho detalhes a respeito do caso sobre o cliente do Itaú. Mas, se o banco conseguir provar tecnicamente - não vale alegar, tem de provar - que o problema aconteceu por causa do usuário, ele pode ser isentado de indenização. Mas repito: é preciso uma prova fundamentada para isso", afirma. 
"É por isso que o Procon sempre alerta o consumidor para a segurança na internet. É preciso tomar cuidado, por exemplo, ao acessar serviço de banco de um computador que não é o seu, como em uma lan house. Você nunca sabe o que tem naquela máquina", afirma.
A reportagem está tentando obter a posição do Itaú sobre o caso.  (Clayton Melo - IDG Now)

03.11 - Campanha de spam usa nome do Facebook para espalhar malware
Uma campanha de spam está espalhando malwares por e-mail para usuários da rede social Facebook. A mensagem, que diz ser da “Equipe do Facebook”, alerta ao usuário que sua senha foi alterada e propõe o registro de uma nova senha através de um arquivo malicioso, em anexo.
Segundo o site de notícias eWeek, pesquisadores de diferentes empresas de segurança associaram o cavalo de troia Bredolab aos ataques, que baixa e executa arquivos da internet. Segundo a empresa de segurança da web MX Logic, o Bredolab atravessa firewalls, injetando seu próprio código em processos legítimos do sistema como svchost.exe ou explorer.exe.
O malware também apresenta código anti-sandbox para despistar os pesquisadores e cria os arquivos %AppData%\wiaservg.log, %Windir%\temp\wpv861256600826.exe e %Programs%\Startup\isqsys32.exe, além dos processos isqsys32.exe e svchost.exe.
A companhia de segurança M86 publicou uma imagem da mensagem em seu site e afirmou que um dos primeiros downloads do Bredolab foi outro malware, o Pushdo bot, que espalha mais mensagens infectadas sobre alteração de senhas do Facebook. (IDG Now)

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