Notícias Anteriores

 
28.11 - Sistemas unificados para call centers
Primeiro de dezembro é o prazo final para que todas as empresas prestadoras de serviços de atendimento ao consumidor (SAC) estejam adequadas à nova regulamentação, lei Nº 6523, sancionada pelo governo federal no final de julho, englobando uma série de requisitos que levam a adaptações nos sistemas e processos tecnológicos que, se eram já eram motivo de preocupação para as empresas por não estarem incluídas no budget, com a crise se tornaram um problema sério.
Alessandro Damasio, gerente geral da Aspect no Brasil, acredita que o primeiro impulso das empresas pode até ser crescer a central de atendimento, com a contratação de mais pessoas, mas que a implantação de um sistema de comunicação unificada, integrando diversos canais de comunicação com os clientes (email, chat, telefone etc), junto com sistemas de workforce management, otimizando o atendimento, são tendências muito fortes neste setor.
"O decreto foi assinado quase em agosto, quando pelo menos 50% das empresas estavam no meio do seu ano fiscal, e elas tiveram então quatro meses para resolver tudo sem budget. Por isso nós decidimos oferecer as soluções de comunicação unificadas como um serviço, o que reduz muito o custo, com todos os equipamentos e recursos alocados no cliente", diz Damasio.
"Nossos pacotes de soluções englobam duas linhas de negócios. A primeira é o sistema de comunicação unificada, que une todos os atributos e funcionalidades em um único equipamento. Não existem 15 contratos de manutenção para gerenciar, por exemplo. E como é único, é muito mais fácil colocar em operação ou mudar uma estratégia. Quando se muda uma regra de negócio, ela é replicada para todos os canais, tudo com transparência e relatórios gerenciais".
"E a segunda linha é a de gestão de pessoas, com os sistemas de workforce management", diz Damasio, "que podem prever volumes de chamadas e determinar turnos de operação exato de pessoas, evitando, ao mesmo tempo, desperdícios e baixa performance, sem necessariamente ter que contratar mais pessoal para atender aos níveis de serviços propostos pela nova lei".
Volume. Para se ter uma idéia da complexidade que envolve o setor de call center, uma pesquisa feita pela Aspect aponta que, por dia, são realizadas cerca de 926 milhões de ligações para contact centers em todo o mundo. E que dessas, cerca de 95 mil, ou 10,3%, precisam de auxílio de um especialista para solucionar o problema ou acabar com as dúvidas. Em tempo, isso significa 238 milhões de minutos por dia gastos pelo pessoal de atendimento pedindo ajuda ou transferindo chamadas.
E a versão 6.6 da solução Aspect Unified IP, através de uma parceria com a Microsoft, incluirá, além de outros recursos, a capacidade "pergunte ao especialista", que usa mensagem instantânea e tecnologia de presença do Microsoft Office Communications Server 2007. 
Este recurso permite solicitar especificamente informações de presença em tempo real sobre especialistas localizados em qualquer lugar da empresa ou fora dela, o que melhora as interações com o cliente e aumenta o índice de resolução na primeira chamada.
"O lançamento mundial será no próximo dia 12, com upgrade gratuito para os usuários da solução, de modo a proteger o investimento. Esta solução não foi pensada exatamente para atender a nova lei brasileira, mas é ideal. Ter um especialista sempre disponível, onde quer que ele esteja, por um custo bem abaixo do que ter esta pessoa na empresa, é muito interessante", diz Damasio.
Ele ressalta que "sabemos como é difícil gerenciar o poder da informação, treinar atendentes para tirar dúvidas muito específicas. Com isso, a empresa precisa prever um canal de comunicação para atender estas ligações. A lei manda que se um cliente ligar e perguntar, por exemplo, o índice protéico da alface roxa em comparação à americana, o atendente pode até dizer que não sabe, mas o cliente pode exigir esta informação, que deve ser dada no prazo de cinco dias. Com o recurso "pergunte ao especialista", a ligação pode ser resolvida no que se chama de first call resolution, evitando gastos com ligações posteriores, que será pagas pelo operador. Além, claro, da satisfação do cliente".
"Por mais de 35 anos, a Aspect tem ajudado empresas de todo o mundo no atendimento às leis municipais, estaduais e federais", diz Damasio. "O prazo tão curto para atender à regulamentação estabelecida pela lei do SAC brasileira significa que é crucial para as empresas trabalharem com especialistas que conhecem as implicações de cada regulamentação, e que sejam capazes de oferecer orientação sobre soluções e serviços necessários para o atendimento".
Agora, é esperar por dezembro, e ver como as empresas se prepararam para atender a nova lei. "Quem não se mexeu para resolver as questões técnicas, como gravação das ligações, mudanças no primeiro atendimento e outros requisitos, com certeza vai partir para a briga contra as multas. Mas acredito que, de início, será uma época de ajuste por parte dos dois lados, governo e call centers. Mas não temos como prever como será este ajuste", diz Damasio.   (PAULA CABRAL DE MENEZES - Jornal do Commercio do Brasil)

28.11 - Setor de TI sofrerá com crise financeira, afirma IDC
Diante da crise financeira mundial, a IDC reviu os números de investimentos globais em TI para 2009 que haviam sido anunciados em agosto. As novas projeções mostram que, para o próximo ano, o crescimento dos gastos com TI em nível mundial deve ser de 2.6%. Nos Estados Unidos, a projeção é de 0.9% (ante uma previsão de 4,2%) e na América Latina, de 7,8%.
De acordo com as expectativas de crescimento econômico pós-crise, apresentada pelo FMI em seu relatório de 6 de outubro, o crescimento do PIB para a América Latina seria de 3,2% para 2009. Conseqüentemente, a IDC reduziu suas expectativas de crescimento das despesas com TI na AL de 13,7% antes da crise para 7,8% no âmbito do novo cenário.
Os segmentos mais afetados em 2009 na região devem ser o de hardware de consumo, como PCs, impressoras e câmeras digitais, no quais os investimentos são mais voláteis e dependem diretamente dos gastos dos consumidores. A IDC havia mencionado que os gastos com este mercado já tinham desacelerado em meados de outubro. Para 2009, espera-se que o mercado de hardware de consumo tenha um impacto nos dois primeiros trimestres, voltando ganhar fôlego no segundo semestre.
A IDC acredita que os mercados de software e serviços serão os menos afetados, de modo geral, com a crise. A previsão é que o mercado de software na América Latina cresça 9% no próximo ano e o de serviços, 8,6%. Segundo a IDC, o segmento de enterprise manterá os contratos de manutenção de software e, no mercado de serviços, também serão mantidos os projetos em curso de outsourcing, gerenciamento de operações e integração de sistemas. 
Essas estimativas demandaram um esforço global da IDC para retificar o cenário de crescimento, que abrangeu pesquisa entre empresas e consumidores na região, bem como o trabalho de seus mais de 100 analistas em sete países.
Para a pesquisa foram entrevistadas 164 empresas provenientes da Argentina, Brasil e México. A maioria delas considerou que a crise, que começou nos Estados Unidos, terá um efeito negativo sobre seus próprios mercados, sendo que o México deve ser o país mais afetado da América Latina.
Antes da crise, 37% das organizações que participaram da pesquisa consideravam que os investimentos em TI no próximo ano seriam mais altos do que em 2008, já para 52% os gastos permaneceriam iguais, e apenas 12% disseram que seriam menores. A crise mudou a situação, mas o cenário é de menos otimismo e não de total pessimismo.   De fato, o número de empresas que acredita que os investimentos em 2009 vai superar os deste ano chega a 23%, enquanto 46% consideram que permanecerão estáveis. Já as companhias que crêem que os aportes no próximo ano serão inferiores a 2008 somaram 32%. 
As áreas mais afetadas pelo menor crescimento serão:
- Hardware: Novo desktops, servidores e equipamentos de rede;
- Serviços: Consultoria, desenvolvimento de aplicações sob medida e treinamento;
- Software: Aplicações específicas da indústria;
- Atividades de TI: desenvolvimento de aplicações;
Do mesmo modo, 30% das empresas consultadas acreditam que os gastos com novos projetos devem cair, seguidos pela renovação e aquisição de computadores pessoais. No entanto, as empresas estão otimistas: mais de 35% considera que a crise vai terminar no primeiro semestre de 2009, enquanto que 30% acham que isso só vai acontecer no segundo semestre.
Finalmente, a maioria dos consumidores pesquisados no Brasil opina que a crise financeira mundial terminará na segunda metade de 2009.   (DCI)

28.11 - As dez mil vidas de uma empresa que é única 
"A Cabeça de Steve Jobs" - Leander Kahney. 
Agir. 263 págs. Bloomberg
Steve Jobs: personalidade difícil, obcecado por detalhes, foi capaz de fazer a Apple erguer a cabeça de novo 
Qual o nome do presidente da Coca-Cola? E o da Nike? Ou quem é o chefão da Nokia? Se você ignora esses nomes, não se desespere. Todas essas marcas estão entre as mais populares do planeta, mas pouca gente sabe quem comanda as companhias. Para dizer a verdade, quase ninguém se importa, contanto que os produtos continuem chegando às prateleiras. 
Mas antes de se sentir perdoado, responda: Quem dá as cartas na Apple? Atenção, porque qualquer resposta que não seja a correta - Steve Jobs - pode colocá-lo em maus lençóis. Dos "nerds" que povoam o Vale do Silício, na Califórnia, aos corretores que trafegam por Wall Street, todos sabem quem é Jobs. Só para constar, seus amigos descolados também sabem. 
Por quê? Uma frase do livro "A Cabeça de Steve Jobs" explica a razão. "A Apple é Steve Jobs com dez mil vidas", diz, em dado momento, Guy Kawazaki, o ex-evangelista-chefe da Apple. Seja lá o que isso signifique, é uma definição perfeita do grau de identificação ímpar entre um criador e sua criatura. 
A figura de Bill Gates é indissociável da Microsoft, assim como a Michael Dell o é da empresa que leva seu sobrenome. Mas Gates aposentou-se este ano e Dell passou um bom tempo longe da companhia. Com Jobs, esse afastamento hoje assumiria um tom catastrófico. A prova é que os recentes comentários de que seu câncer voltou derrubaram as ações da companhia. 
O livro detecta o dedo de Jobs em todos os movimentos importantes da Apple. Quando os computadores eram de um bege sem graça, foi ele quem trouxe à luz o iMac - arredondado e com cores de frutas. E quando parecia que era esse o futuro, ele substituiu a estética Carmem Miranda pelo branco total, expresso em produtos que vão dos primeiros iPod até os portáteis MacBook atuais. 
A Apple não inventou os tocadores de MP3, mas foi Jobs quem tornou esses produtos fáceis o suficiente para o consumidor ao reinventar a roda e colocá-la no centro do iPod original. Foi a forma encontrada para facilitar o acesso às funções principais do aparelho. Então, quando as rodinhas começaram a pipocar em clones de todos os tipos, ele as tirou de cena e voltou a causar perplexidade: lançou o iPod Touch - e, mais tarde, o iPhone - baseado em uma tela sensível ao toque. É para onde todos estão indo agora. Qual será a próxima surpresa da Apple? 
Escrito pelo jornalista americano Leander Kahney, editor da Wired.com - versão eletrônica da revista "Wired", uma espécie de bíblia do mundo digital -, o livro refaz a trajetória de Jobs em detalhes. Conta como seus pais biológicos, que eram universitários não-casados, deu-o para adoção a um casal de operários, sob a condição de que ele fosse enviado à universidade quando chegasse a hora. Jobs foi para a faculdade, mas não ficou. Sem tostão, chegou a reciclar garrafas de Coca-Cola, dormir em colchão na casa de amigos e comer de graça em um templo Hare Krishna em San Francisco.
Depois de uma viagem à Índia, uniu-se ao amigo Steve Wozniak, um mago da eletrônica, e juntos criaram a Apple, em 1976. Wozniak, então com 26 anos de idade, vendeu sua calculadora para entrar no negócio. Jobs, com 21, se desfez de uma perua Kombi. 
Mas se a fundação da Apple daria um filme sobre superação pessoal, o retorno de Jobs à companhia - depois de sair dela à força e ficar afastado durante 11 anos, entre 1985 e 1996 -, sugere uma trama ainda mais retumbante. Quando Jobs voltou à empresa, a Apple andava tão mal que estava próxima de baixar as portas. Para o empresário, não foi uma década perdida. Nesse período ele criou a Pixar, o estúdio de animação que seria comprado pela Disney por US$ 7,4 bilhões - e a NeXT, uma empresa de computadores que não deu muito certo, mas criou um sistema operacional que serviu como semente de renovação para o velho sistema Mac OS, quando Jobs retomou as rédeas na Apple. 
Em praticamente dez anos, Jobs transformou a companhia em um negócio lucrativo, além de um símbolo de inovação e elegância. O que Jobs fez que os outros não fizeram? Em vários episódios, Kahney narra como a personalidade difícil de Jobs - que já chamou sua equipe de engenharia de idiota, entre outros exemplos de humilhação -, instalou um clima de terror na Apple, mas conseguiu conquistar a confiança da equipe a ponto de dar uma virada. 
Obcecado pelos detalhes, Jobs preocupa-se com tudo, da embalagem dos produtos até as bem orquestradas campanhas de marketing, mas sabe cercar-se de especialistas em cada assunto, como Jonathan Ive, o cérebro por trás do festejado design da Apple. Como diz outra frase do livro, "Jobs não criou nada, mas criou tudo na Apple". 
O que prevalece é sua visão: a de construir um "hub" digital, pelo qual a Apple faz parcerias quando necessário, mas reserva a si o papel central na oferta de tecnologia, o que inclui aparelhos, software e serviços. Todo mundo que tem um iPod é parte disso, conheça ou não Jobs.    (João Luiz Rosa - Valor Online)

28.11 - Microsoft dará acesso gratuito a programas para estudantes
A Microsoft acertou parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) para a criação de programa que permitirá o acesso gratuito para estudantes a diversos de seus softwares, na maior iniciativa da empresa de doação de licenças para capacitação no País. 
Chamado DreamSpark, a iniciativa educacional da empresa chega ao Brasil, depois de ser implementada em 120 países do mundo, e ter sido anunciada há um ano pelo próprio Bill Gates, co-fundador da maior empresa de software do mundo. 
Os cerca de 1,5 milhão de jovens cadastrados no CIEE, organização não-governamental que busca inserir estudantes brasileiros no mercado de trabalho, terão direito ao benefício. Os não inscritos também podem fazer o cadastro por meio do web site da entidade. 
Segundo o gerente acadêmico da Microsoft Brasil, Amintas Lopes Neto, o projeto-piloto empreendido para o programa atraiu cerca de 10% dos estudantes contactados, e essa pode ser uma estimativa do nível de interesse que o DreamSpark pode despertar, ainda que seja difícil precisar projeções. 
O teste foi realizado junto à base de inscritos no CIEE, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo. 
Durante esse período, 3,5 mil cópias foram baixadas, o que colocou o Brasil entre os 15 países com o maior número usuários do programa. 
O DreamSpark permite o acesso a diversos programas da Microsoft para desenvolvimento, de software, banco de dados a até jogos para videogames. 
Segundo dados da empresa de pesquisas IDC, 495 mil brasileiros trabalham com os produtos da Microsoft voltados para profissionais de tecnologia da informação. Esse número corresponde a 45% das pessoas que atuam no setor no Brasil, e compõem um ecossistema de 18 mil empresas. 
A nova iniciativa ajuda a gigante de software a manter a popularidade de suas ferramentas, familiarizando mais jovens com seus programas, o que pode consistir em vantagem frente a competidores do mercado de ferramentas de desenvolvimento de software. 
Portal de treinamento 
O estudante terá licença de uso do Microsoft DreamSpark por 12 meses. "Depois de vencido, haverá uma renovação quase que automática, checando se o aluno continua cadastrado no CIEE", afirma. "Mas é importante ressaltar que a cópia (do software) será do estudante." 
Um interessado em adquirir o pacote, incluindo todos os programas do DreamSpark, teria de desembolsar cerca de US$ 2,4 mil no varejo. 
Simultaneamente, a Microsoft também lança um portal educacional (www.technetbrasil.com.br/Experience/dreamSpark), que ajudará na formação dos estudantes em suas tecnologias. Por meio de vídeos produzidos no Brasil, e em português, o usuário pode complementar seu conhecimento nas tecnologias. "Percebemos que o vídeo é a melhor forma de captar a atenção em treinamento à distância", afirma o executivo.    (Gazeta Mercantil - Carlos Eduardo Valim)
 
 
 
 
 

27.11 - Multa recorde por spam 
Um juiz federal dos EUA ordenou a um homem que pague ao Facebook uma indenização recorde de US$ 873 milhões por utilizar o serviço de redes sociais para enviar e-mails não solicitados (spam). O Facebook informou que não acredita na possibilidade de receber o valor total da multa, mas espera que a decisão ajude a dissuadir outros potenciais infratores. A empresa planeja confiscar os bens de Adam Guerbuez, considerado culpado e multado pelo juiz Jeremy Fogel, da justiça federal na Califórnia. O Facebook, que tem mais de 120 milhões de membros, processou Guerbuez nos termos da lei de controle de pornografia e de e-mails comerciais não solicitados. O juiz Fogel considerou que Guerbuez havia violado a lei ao enviar e-mails com temas sexuais e ofertas não solicitadas de medicamentos a membros do Facebook. A multa é a maior já imposta desde a aprovação da lei americana de combate a spam, em 2003. As informações são da Reuters.  (Valor Online)

27.11 - Crise econômica chega ao Vale do Silício
Na manhã do dia 14 de novembro, Jing Hua Wu, engenheiro de testes de 47 anos, era mais um trabalhador a perder o emprego em uma empresa em Santa Clara, cidade ao sul de San Francisco onde muitas empresas de tecnologia estão instaladas.
Às três da tarde do mesmo dia, Hua Wu voltou ao ex-local de trabalho e convocou uma reunião com três de seus superiores para discutir o seu futuro. Menos de uma hora depois, ele executou a tiros à queima-roupa, com uma pistola 9 mm, os dois homens e a mulher que participavam da reunião.
Com os sinais de que a crise econômica mundial já afeta as empresas do Vale do Silício, os assassinatos revelam a tensão pela qual a região tem passado nas últimas semanas.
O crime ocorreu no mesmo dia em que a Sun Microsystems, fabricante de computadores que tem como grandes clientes empresas em Wall Street, anunciou que vai eliminar entre 5.000 e 6.000 empregos no próximo ano. Alguns dias antes, duas empresas de chips haviam anunciado demissões que afetarão entre 330 e 1.800 trabalhadores.
Yahoo! e eBay revelaram planos de demissão em massa que devem afetar 10% de seus trabalhadores. Já a HP anunciou, em setembro, que deve demitir 24.600 pessoas em todo o mundo nos próximos três anos.
"As pessoas estão começando a pensar em como vão arcar com as despesas do Natal, como vão pagar as parcelas do financiamento de suas casas ano que vem", diz Lou McKellar, 47, ex-funcionário de uma empresa de semicondutores que está oficialmente desempregado há três meses, após 12 anos de casa. Ele atuava em um segmento que deve sofrer bastante, segundo indicam alguns números.
Números e esperança
No dia 12, a Intel anunciou que suas vendas podem cair 19% no último trimestre do ano. A Applied Material, uma das empresas de chips com planos de demissão em massa, revelou queda de 45% nos lucros no quarto trimestre do ano. A AMD anunciou um plano para demitir 500 funcionários. A Cisco Systems, grande produtora de roteadores, projeta quedas de 10% em suas vendas.
A queda também é esperada nas compras feitas pelo consumidor comum. Dados preliminares de agências de pesquisa de mercado apontam recuo nas vendas de PCs no último trimestre deste ano e no início de 2009. E as vendas do comércio on-line dos EUA também devem ser menores.
Apesar das evidências, as empresas tentam acalmar clientes, trabalhadores e investidores. No último dia 17, Shantanu Narayen, diretor-executivo da Adobe, disse ao jornal "San Francisco Chronicle" que sua empresa está "forte", apesar da recessão.
De fato, até mesmo a SiPort, empresa onde ocorreram os assassinatos, foi rápida em declarar que não tem planos para realizar demissões em massa e que o atirador havia perdido o emprego devido ao seu fraco desempenho no trabalho.  (BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)

27.11 - Vendas on-line também são atingidas nos Estados Unidos
O comércio on-line já sente a queda no consumo provocada pela crise econômica. As vendas praticamente não cresceram em outubro nos EUA.
Segundo estudo da ComScore, o aumento das vendas on-line naquele mês foi de apenas 1% em relação ao mesmo período em 2007. Esse é "o mais baixo crescimento já registrado de um ano para o outro", informou a empresa.
E as perspectivas para o próximo ano não são animadoras para a indústria de computadores, segundo a empresa de pesquisas iSuppli.
Ela prevê que as vendas de computadores cresçam 4,3% em 2009 -antes, a previsão era de 11,9%. A empresa também reduziu a expectativa de desempenho do setor em 2010, para um crescimento de 7,1%, ante estimativa inicial de 9,4%.
"O resultado da turbulência financeira é menos dinheiro a ser gasto", afirma o analista Matthew Wilkins, da iSuppli. "Com menos dinheiro, mercados como os de microcomputadores são impactados."
A iSuppli afirma que as vendas de micros de mesa devem cair 5% no ano que vem, enquanto a comercialização de notebooks deve crescer 15%, alavancada principalmente pela linha de ultraportáteis.  (Folha de S.Paulo)

26.11 - Previdência: Acesso mais seguro
Quem precisar acessar o site do Ministério da Previdência Social (www.previdencia.gov.br) para obter informações - como extratos de pagamento mensal e o documento para o imposto de renda - terá garantida a segurança de seus dados. A partir de agora, aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS precisarão inserir também seu nome e o número do CPF, além do número do benefício ou requerimento e data de nascimento. No mínimo três destes dados devem estar corretos para que a informação apareça para o usuário.
Desde 21 de novembro, ao solicitar o agendamento dos serviços disponíveis no Sistema de Agendamento Eletrônico (SAE), será obrigatória a digitação do nome, data de nascimento, Número de Identificação do Trabalhador (NIT) e do Número de Benefício (NB), requerimento ou protocolo, dependendo do serviço desejado.
Essa modificação está valendo para todos os serviços na internet que requerem sigilo de informação que somente interessa ao usuário e à Previdência Social. Com a mudança, não será mais exibida na tela a data de nascimento do beneficiário nos acessos ao site.
Essa é a primeira medida após o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em outubro, entre o Ministério, INSS e o Ministério Público Federal para garantir acesso seguro às informações sobre benefícios e proteger dados pessoais dos segurados. A próxima modificação, que aumentará ainda mais a segurança do usuário, será adotada no próximo ano. A partir de então, para realizar qualquer consulta no site, o segurado também terá que ter uma senha cadastrada, que poderá ser solicitada por meio da Central 135.  (Todo Dia)

26.11 - Novos computadores buscam reproduzir funções do cérebro 
Quando Lloyd Watts era adolescente na cidade de Kingston, em Ontário, no Canadá, na década de 70, ele tinha o dom de ouvir músicas de Billy Joel e Elton John e depois tocá-las de ouvido no piano da família. Mas ele imaginava: não seria fantástico ter uma máquina que pudesse "ouvir" as músicas e transcrevê-las imediatamente em notação musical? Watts não chegou a construir a engenhoca, mas seus esforços de décadas para desenvolver uma máquina do tipo finalmente resultaram em uma das primeiras tecnologias comerciais baseadas na biologia do cérebro. 
Microchips projetados pela Audience, a companhia fundada por Watts no Vale do Silício, na Califórnia, estão agora sendo usados por fabricantes de telefones celulares da Ásia para melhorar dramaticamente a qualidade das conversas em lugares barulhentos. 
Um caminhão que passar ao lado de alguém que estiver usando um aparelho com a tecnologia não será ouvido do outro lado da linha. O chip usa como modelo as funções do ouvido interno e parte do córtex cerebral. "Nós fizemos um trabalho de engenharia invertida dessa parte do cérebro", explica Watts. 
O neurocientista, de 47 anos de idade, está na vanguarda do que alguns acreditam que será uma mudança fundamental na maneira como certos tipos de computadores são projetados. 
Os equipamentos de hoje são basicamente ábacos muito rápidos. Eles são bons em matemática, mas não conseguem processar informações complexas em tempo real, como os humanos fazem. Agora, graças aos avanços na nossa compreensão da biologia, cientistas acreditam que podem moldar uma nova geração de computadores tendo como base a maneira como o cérebro funciona - as interações químicas microscópicas e impulsos elétricos que transformam sensações em conhecimento e conhecimento em decisões e ações. 
Trata-se de um avanço em relação às idéias antigas sobre inteligência artificial, e um punhado de companhias estão com iniciativas nesse sentido, entre elas a gigante IBM e a Numenta, uma companhia iniciante do Vale do Silício. 
Cientistas alertam que as mudanças não virão rapidamente. "O sistema nervoso é muito sofisticado, mas eu elogio o que eles estão fazendo. Em algum momento teremos algo", diz Carver Mead, pioneiro da área de microeletrônica e professor emérito do California Institute of Technology. 
Num dos esforços mais ambiciosos nesse caminho, a IBM havia agendado para a semana passada o anúncio de uma concessão de US$ 4,9 milhões da Agência de Projetos de Pesquisas Avançadas de Defesa, do Pentágono, para pesquisar a criação de computadores inteligentes. 
O dinheiro deve bancar a primeira fase de um esforço de vários anos para a criação de sistemas de computador capazes de simular as atividades do cérebro e ao mesmo tempo rivalizar com o tamanho compacto deste. 
O governo americano diz que vai usar os resultados para projetar sistemas de monitoramento de campos de batalha, que detectarão ameaças às tropas, servindo de alerta. 
Dharmandra Modha, gerente de computação cognitiva do Centro de Pesquisas de Almaden da IBM em San Jose, na Califórnia, prevê uma grande variedade de aplicações, de monitoramento de segurança à detecção de mudanças climáticas preocupantes ou previsão de tempestades perigosas. 
"Estamos criando um planeta coberto de sensores", diz Modha. "Precisamos de um dispositivo parecido com o cérebro para agregar, integrar e dar sentido a todas essas informações - e responder quando for apropriado." 
O cérebro por trás da Numenta, Jeff Hawkins, tem um longo histórico de invenções, incluindo o primeiro computador de mão bem-sucedido, o PalmPilot, e o primeiro telefone inteligente a fazer sucesso, o Handspring Treo. Mas há mais de duas décadas sua verdadeira paixão tem sido descobrir como o córtex cerebral funciona e aplicar esse conhecimento aos computadores. 
Hawkins espera produzir um conjunto de ferramentas de software destinado a programadores no ano que vem, que permitirá a eles imitar a maneira como os seres humanos processam as imagens. 
A utilização dessa tecnologia poderá incluir diagnósticos por imagens, monitoramento de segurança e pesquisa na internet. "Estamos lançando as bases da segunda onda da computação", diz Hawkins. (Steve Hamm, BusinessWeek, tradução de Mário Zamarian - Valor Online)
 
 
 
 

25.11 - Perspectivas não são boas para PCs
A companhia de pesquisa iSuppli revisou para baixo sua estimativa de crescimento das vendas de computadores pessoais em quase dois terços, diante da rápida deterioração das condições dos mercados globais que enfraquecem a demanda. Uma desaceleração percebida a partir deste mês de novembro junto ao varejo também fez com que a consultoria IDC reduzisse todas as suas estimativas de vendas de PCs no Brasil e na América Latina para 2009.
A iSuppli agora espera que os embarques de PCs cresçam apenas 4,3% em 2009 ante previsão inicial de expansão de 11,9%, informou a companhia. A empresa de dados de mercado também cortou expectativa de desempenho do setor em 2010 para crescimento de 7,1%, ante estimativa inicial de alta de 9,4%.
"O resultado da turbulência financeira é menos dinheiro a ser gasto e normalmente esse dinheiro é mais caro", disse o analista Matthew Wilkins, da iSuppli. "Com menos dinheiro a ser gasto, mercados como os de PCs são impactados."
A iSuppli informou que vê os embarques de computadores de mesa caindo cerca de 5% no próximo ano, enquanto o segmento de notebooks deve crescer cerca de 15 % impulsionado pelos modelos de baixo custo, conhecidos como netbooks.
América Latina. Segundo Eric Prothero, vice-presidente da IDC para a América Latina, "até 15 de outubro estava tudo normal", mas a partir de novembro o varejo começou a reportar um crescimento menor na demanda por eletrônicos.
Enquanto em agosto deste ano a IDC projetava um aumento de 14,4% na receita com os produtos de informática no país, agora já espera que o salto seja de 9%.
Em relação às vendas especificamente de PCs, a IDC reduziu a estimativa de crescimento, antes de 18%, para 10%. As vendas de impressoras passaram pelo mesmo processo e agora a consultoria espera que suas vendas cresçam 6,6%, ante a estimativa anterior de 14%.
Segundo Prothero, "o Brasil é como um trem em alta velocidade, não consegue parar de um momento para outro". Por isso, projeta que o movimento de desaceleração iniciado em novembro se reflita nos índices de crescimento de 2009.
Ele ainda salienta que as reduções nas estimativas ainda não são finais. "As coisas estão mudando, pode ser que a estimativa caia ainda mais", afirmou. Uma das variáveis que pode influenciar esses números, segundo ele, seria um aumento no desemprego brasileiro.
Planos de compras. Como explicou o executivo, a consultoria ouviu 200 consumidores brasileiros, dos quais 45% manifestaram a intenção de adiar seus planos de comprar computadores em pelo menos três meses.
Um terço dos pesquisados também informou que pretende adquirir um modelo mais simples e barato do que o que tencionava fazer antes.
"As pessoas estão preocupadas com a inflação", afirmou Prothero, em uma teleconferência com jornalistas. Ele também citou a alta do dólar, encarecendo os produtos (que têm altos índices de componentes importados), e a menor oferta de crédito entre as razões para a queda.
Segundo ele, "fevereiro vai ser o mês mais crítico" porque em dezembro as pessoas ainda têm 13o salário e janeiro é tradicionalmente fraco, por ser um mês em que as famílias acumulam muitas contas.
"A partir de fevereiro, as famílias não terão dinheiro para comprar um PC novo", disse. Na sua avaliação, se a indústria tiver um fevereiro muito ruim, "vai ser difícil recuperar o ano".
Informática. A consultoria IDC também revisou a expectativa de crescimento para a América Latina. Na receita do setor de informática como um todo, o índice esperado, que era de 13,7% de crescimento em agosto, caiu para 7,8%.
De acordo com Prothero, "na América Latina o Brasil é o que tem mais chance de sofrer menos".
Ele ainda ressaltou que, apesar da queda nas previsões, a América Latina e o Brasil deverão apresentar crescimentos bem maiores que a média global ou que os mercados maduros.
A previsão da IDC é que as vendas de itens de informática cresçam 2,6% em receita mundialmente. Nos Estados Unidos, por exemplo, haverá decréscimo de 1% sobre o ano anterior, enquanto na Europa o crescimento esperado é de 1,2%.  (Reuters/Jornal do Commercio do Brasil)

25.11 - Navegação em alta velocidade
A internet não é mais a mesma. Hoje vive com intensidade o fenômeno que recebeu o nome de web 2.0. Com ele, a rede deixou de ser apenas um lugar onde são reproduzidas informações dos grandes meios de comunicação e se tornou num receptáculo do conteúdo criado por gente comum. Assim, nasceram e se multiplicaram iniciativas como o YouTube, a Wikipedia, o Orkut e o Facebook.
Mas não foi só. Em vez de se ter de baixar ou comprar programas para realizar tarefas no computador, com a web 2.0, aplicativos online foram sendo criados e oferecidos de graça para os internautas, que ganharam em mobilidade e portabilidade. Agora, não se precisa mais de um disquete, ou mesmo de um pen drive. O esquema é criar um arquivo num editor de textos online e abri-lo em qualquer lugar. 
Cada vez mais, os programas vão trocando os diretórios dos computadores e migrando para o que se pode chamar de "a grande nuvem", onde funcionam em provedores e rodam nos navegadores de internet. E o Google foi o primeiro dos grandes atores da tecnologia a ver isso. Saiu às compras. Incorporou o editor de documentos de escritório Writerly e criou o Google Docs; adquiriu o YouTube em vez de investir em seu canal de vídeo; e turbinou, cada vez mais, sua rede social, o Orkut. 
E, de olho na criação de um ambiente mais propício para seus programas na web, o Google deu o pulo-do-gato. Lançou o Chrome. O mais rápido e prático navegador do momento. Com ele, nem parece que existe um programa entre o usuário e a internet. Não se vê uma barra no alto da tela com o ícone do aplicativo. São só as abas e o máximo de espaço disponível para as páginas. Um banho na briga entre Windows Internet Explorer e o Mozilla Firefox, que nem cogitavam rumos como os adotados pelo novato. 
Janela. "O Google enxerga o navegador como uma janela para a tecnologia. É uma ferramenta para os usuários interagirem com sites e aplicações que lhes interessam, e é muito importante para nós não atrapalhar essa experiência", afirmou, na época do lançamento, o vice-presidente mundial de gerenciamento de produtos da empresa, Sundar Pichai. E com a novidade posta, os concorrentes tradicionais agora correm atrás do prejuízo. 
Para enfrentar o Google Chrome, a Microsoft vem preparando o Internet Explorer 8 (IE); a Fundação Mozilla, o Firefox 3.1. E eles já incorporaram algumas das novidades trazidas pelo iniciante. 
Caso do IE, que já vem com a navegação privada (página especial do navegador que não armazena os dados do que se acessa por ela) e a divisão das abas em processo diferentes (o que não deixa o problema em uma delas afetar as outras). 
Já o objetivo da turma da Fundação Mozilla não é incorporar as novas funções dos concorrentes - o que, na maioria das vezes, já pode ser feito com os addons, complementos desenvolvidos por terceiros. A Mozilla quer é turbinar o Firefox. Quer o programa da raposa tão ou mais rápido quanto o Chrome. E a versão 3.1 do navegador de código aberto foi um primeiro passo com a perna direita. Mesmo ainda mais pesado em uso de memória que o aplicativo do Google, dá a impressão de estar colando na traseira do adversário. 
Análise detalhada. Analisando esta nova geração de browsers para ver qual o mais qualificado para a ágil web 2.0, o Internet Explorer continua mais pesado, mas traz novos recursos interessantes. O Firefox ainda muda pouco e o Chrome voa na frente dos concorrentes.
O Chrome chegou por último mas está adiante na disputa de navegador mais rápido da internet. Mas as qualidades de um programa como esse não se resumem à ligeireza e leveza. O Firefox, considerado o melhor em recursos até a chegada do rival, muda pouco da versão 3 para a 3.1, mas continua o mais completo, quando adicionado de seus milhares de complementos possíveis (são mais de 6 mil opções). 
E o Windows Internet Explorer 8, ainda líder absoluto em uso nos computadores do mundo todo, vai deixando de ser uma ingrata opção para se tornar uma boa surpresa. O programa da Microsoft traz bons recursos exclusivos, como aceleradores e web slices, mas continua o mais problemático, lento e pesadão dos três. Confira nos quadros abaixo os detalhes de cada um dos novos navegadores que devem ajudar ainda mais o internauta a aproveitar melhor seu tempo online.  (TIAGO FALQUEIRO - Correio Braziliense)

25.11 - Apesar da crise, empresas investem em tecnologia 
Grandes companhias que atuam no Brasil, lideradas pelos bancos e operadoras de telecomunicações, planejam manter - e em alguns casos até ampliar - os orçamentos de tecnologia da informação (TI) em 2009. No Bradesco, os investimentos vão ficar em torno de R$ 2 bilhões, a mesma soma reservada para o exercício atual. No Banco do Brasil, a perspectiva é investir R$ 1,2 bilhão na área, acompanhando os gastos deste ano. A Claro prevê um acréscimo de 40% no volume de recursos, cujo valor não é revelado. 
As razões desse cenário positivo, a despeito da crise financeira, variam de empresa para empresa. O Pão de Açúcar está atualizando seus sistemas de administração, nos quais pretende investir R$ 150 milhões em três anos. Na Claro, um dos principais motivos é a construção de um novo centro de dados para sustentar o crescimento explosivo da base de usuários da telefonia celular. 
Há, no entanto, vários pontos em comum que justificam a manutenção dos investimentos, dizem analistas. Um deles é que muitos projetos em andamento são de longo prazo e têm impacto direto no negócio central das companhias. Detê-los seria colocar em risco a competitividade futura. "Não vamos parar de investir porque podemos perder oportunidades na retomada da economia", diz Rogério Pires, gerente geral de TI da incorporadora Cyrela. 
Outro ponto, observam analistas e executivos, é que em épocas de crise as empresas costumam reforçar a tecnologia para reduzir custos. Os gastos imediatos aumentam, mas com a perspectiva de cortar custos operacionais em um horizonte mais longo. "Com TI não há desperdício, não jogamos dinheiro fora", afirma Laércio Albino Cezar, vice-presidente do Bradesco. 
O agravamento da crise levou a consultoria IDC a rever as projeções de crescimento para o mercado de TI no Brasil em 2009. O aumento passou de 14,4% para 9,1% sobre um movimento estimado em US$ 27 bilhões neste ano. Na prática, isso significa US$ 1,43 bilhão a menos nos investimentos do ano que vem. 
Diante do cenário internacional, no entanto, a situação ainda é confortável: a estimativa mundial caiu de 5,9% para 2,6%, despencando de 4,2% para 0,9% nos Estados Unidos.    (André Borges, Gustavo Brigatto e Manuela Rahal - Valor Online)
 
 
 
 
 
 
 

24.11 - Investimentos em TI devem crescer menos
A consultoria IDC reduziu sua projeção para os investimentos globais em Tecnologia da Informação (TI) em 2009. Pelas novas estimativas, as despesas com TI em âmbito mundial devem crescer 2,6% no próximo ano, número bem menor que os 5,9% divulgados em agosto. Nos EUA, os aportes devem ser apenas 0,9% maiores, ante uma previsão de 4,2% anunciada antes da crise financeira. Para a América Latina, a expectativa foi revista de 13,7% para 7,8%.   (O Estado de S.Paulo)

24.11 - Asustek desenvolve PC 'tudo em um' para concorrer com o iMac
A Asustek Computer planeja lançar um PC "tudo em um" integrado a um monitor, em uma conferência que será realizada em Taipé, nesta quinta-feira (19/11), informou a companhia por e-mail. O aparelho foi desenvolvido para concorrer com o iMac da Apple.
O Eee Top, aparentemente o novo nome do produto, que a Asus chegou a chamar de Eee Monitor, terá uma tela fina touchscreen de 15,9 polegadas, com sistema operacional Microsoft Windows XP e microprocessador Intel Atom de 1.6GHz.
A Asustek já listou duas versões do Eee Top em seu site, o ET1603 e o ET1602. O ET1603 é claramente projetado para ser um dispositivo mais caro. Opera com os placas gráficas ATI HD3450 e integra uma bateria, aparentemente para torná-lo mais fácil de carregar. O aparelho pesa 4,4 quilos, de acordo com a Asustek.
O ET1602 não inclui uma placa gráfica especializada nem bateria, mas mantém a maior parte das características do outro modelo, com disco rígido de 160GB, 1GB de DRAM (dynamic RAM), tecnologia wireless via Wi-Fi 802.11n, câmera de 1.3 megapixel, dois auto-falantes de 4 watts e diversas opções de portas, incluindo USB e três de áudio.
O preço e a disponibilidade não foram anunciados, mas a fabricante dos dispositivos sugere que serão oferecidos a um preço baixo. Em uma entrevista no início deste ano, Jerry Shen, Chiec Executive Officer (CEO) da Asustek, afirmou que o PC "tudo em um" teria um baixo custo.
Os componentes dos dois Eee Tops certamente não são caros para os padrões de um PC. Eles são similares às partes utilizadas nos netbooks, incluindo o mesmo microprocessador e OS.
O iMac da Apple, em contraste, é um dispositivo para usuários finais que opera com Intel Core 2 Duo de 3.06GHz e telas de 20 ou 24 polegadas.
A Dell oferece PCs multifuncionais em monitores muito similares ao iMac em sua linha XPS One, que também é oferecida com telas de 20 ou 24 polegadas e microprocessadores Intel Core 2 Duo ou Core 2 Quad.
Os dispositivos têm preços similares: o iMac tem valor inicial de 1.199 dólares e o XPS One de 999 dólares. (IDG News)

24.11 - Nvidia quer levar computação paralela aos aparelhos móveis
A fabricante de processadores Nvidia anunciou nesta quarta-feira (19/11) que quer levar seu sistema Cuda, usado em computação paralela, aos celulares. Esse sistema permite conectar vários processadores ao mesmo tempo para resolver problemas matemáticos mais complexos.
Segundo a companhia, o Cuda será integrado aos chips da linha Tegra, voltados para celulares e computação móvel. A companhia, porém, não informou quando isso vai acontecer. As primeiras versões do Tegra devem chegar ao mercado em meados de 2009.
O anúncio reflete a expectativa da Nvidia em fazer com que os processadores gráficos (GPUs) sejam usados em outras tarefas. Na maioria dos casos, as GPUs têm um incrível poder de processamento, mas que fica limitado a atividades gráficas. Em um sistema de computação paralela como o Cuda, porém, os processadores podem ser usados para realizar intensos cálculos matemáticos.
Para provar esse conceito, a empresa lançou nesta semana o Tesla Personal Supercomputer. O supercomputador terá várias GPUs ligadas por meio do Cuda e será capaz de realizar cálculos em uma velocidade de até 4 teraflops (4 trilhões de operações por segundo). (IDG News)

24.11 - Intel prevê queda de até 14% na venda de PCs
As vendas de computadores no Brasil devem atingir entre 12 milhões e 13 milhões de unidades em 2008, queda de 7% a 14% sobre os 14 milhões projetados anteriormente por Oscar Clarke, presidente da Intel, maior fabricante mundial de chips. Mesmo assim, será um crescimento em relação aos 10,4 milhões de equipamentos vendidos em 2007. 
Para 2009, em vez dos 17 milhões de PCs calculados antes da crise, Clarke diz agora que "gostaria" que as vendas se mantivessem no mesmo patamar de 2008. Mesmo com estimativas mais conservadoras, o executivo está convicto de que o País alcançará, já em 2009, a condição de terceiro maior mercado mundial de computadores. Hoje na quarta posição, atrás de Estados Unidos, China e Japão, o Brasil subiria um degrau não apenas porque está mais sólido economicamente, mas também porque o Japão caminha para uma recessão.
Recentemente, a Intel reduziu sua previsão de faturamento global no quarto trimestre em mais de US$ 1 bilhão - indicando um forte declínio no negócio desde meados de outubro. Ontem, o presidente da Intel Brasil disse ser difícil dimensionar o tamanho da crise financeira global, mas afirmou que o grupo continuará investindo e, de posse do caixa que acumula ao redor do mundo, está interessado em ir às compras. "Há ativos no mercado a preços muito baixos e estamos analisando várias áreas", disse. "Vamos continuar investindo, pois existe um bom espaço para movimentos estratégicos que, no futuro, vão nos trazer benefícios."    (Michelly Teixeira - O Estado de S.Paulo)

24.11 - Atualização de AVG teve problema
O popular antivírus AVG foi atingido por um problema na atualização das versões 7.5 e 8 na semana retrazada.
O problema, que podia levar o usuário a apagar um arquivo de sistema do Windows, erroneamente identificado como um software malicioso, foi corrigido rapidamente.
Algumas máquinas equipadas com Windows XP que foram atingidas entraram em um ciclo de liga e desliga constante, segundo relatos na rede.
De acordo com a AVG, só foram comprometidas máquinas com sistemas em determinados idiomas, abrangendo português de portugal.
No Brasil, não foram identificados casos de usuários com o problema, de acordo com a empresa.
No endereço www.avg.com/support, na entrada Hot Topic 1574, há mais informações e download da correção.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

19.11 - Vendas de chips no mundo devem cair 2,2% em 2009
As vendas de chips devem recuar 2,2% em 2009, para US$ 256,1 bilhões, de acordo com informações divulgadas pela World Semiconductor Trade Statistics (WSTS), maior entidade ligada ao segmento de semicondutores no mundo. 
A queda será influenciada pela desaceleração da economia global, que tem impacto sobre a demanda por produtos eletrônicos.    (InvestNews/JB Online)

19.11 - Google corrige bug no Chrome que permitia o roubo de arquivos
O Google corrigiu um bug no Chrome que permitia aos crackers o roubo de arquivos do PC por meio do navegador.
A atualização, como de costume, chega primeiro aos desenvolvedores e, depois, será lançada pela atualização automática do browser Chrome. A nova versão do navegador pode ser obtida pelos usuários caso eles habilitem a opção de receber todos os updates pelo plug-in Channel Chooser.
O Chrome 0.4.154.18 corrige uma vulnerabilidade que permitia a leitura de arquivos na máquina de um usuário, transferindo-os para um servidor malicioso. “Agora evitamos que arquivos locais se conectem à rede com o XMLHttpRequest() e também pedimos para você confirmar o download de arquivos HTML”, explica o gerente de programa do Chrome, Mark Larson.
Alguns recursos foram inclusos na nova versão do Chrome, como um gerenciador de favoritos, mais controle sobre o modo de privacidade e bloqueador de pop-ups reformulado.
Larson alertou os usuários, contudo, que o Chrome ainda enfrenta problemas para sincronizar dados offline usando a plataforma Google Gears. “Vocês devem desativar o acesso offline até que tenhamos corrigido a sincronização”, diz.
Atualmente, os usuários têm o terceiro beta do Chrome, a versão 0.3.154.9. (Computerworld)

19.11 - Piratas chineses já fazem cópias de discos no formato Blu-ray
Os piratas chineses já estão fazendo cópias de filmes no formato Blu-ray. As cópias falsificadas não têm a mesma resolução dos discos originais, mas a imagem é melhor do que a dos DVDs comuns. Os discos pirateados também são colocados em embalagens azuis iguais a dos discos originais, o que pode induzir os compradores ao erro.
Segundo reportagem do Wall Street Journal, os piratas conseguem extrair o vídeo dos discos graças a programas para computador que custam cerca de 100 dólares. Na hora de gravar os filmes nos discos, a resolução é reduzida. Ainda assim, as cópias ilegais têm resolução superior a dos DVDs. Com isso, o custo de produção é reduzido. Um disco Blu-ray pirata é vendido por 7 dólares, enquanto um original sai por 30 dólares, quatro vezes mais.
A Motion Picture Association (MPA), associação que representa os estúdios de Hollywood e é responsável pelo combate à pirataria, disse que, por enquanto, as falsificações são comuns apenas na China e algumas regiões da Ásia. Mas há temores de que esses DVDs ganhem mercado em lugares onde a penetração e a velocidade das redes de banda larga é baixa, um cenário bastante comum em países emergentes, como o Brasil. (IDG Now)
 
 
 
 
 

18.11 - Holograma
A Cisco está trazendo ao Brasil a Telepresença, uma tecnologia para promover reuniões virtuais com uma experiência de interação mais próxima possível do real, segundo Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil. A tecnologia, que oferece sensações de voz e presença de colegas que participam da reunião a distância, quer reduzir os custos com o deslocamento de executivos e ganhar em produtividade. Para Ripper, a Telepresença pode ser democratizada para um dia chegar até mesmo a presídios brasileiros para visitas virtuais, interrogatórios e, quem sabe, julgamentos. A Telepresença elimina, diz Ripper, problemas que foram criticados na videoconferência para julgamentos, como a possibilidade de o preso esconder reações. A empresa deve fechar dois novos contratos em breve com clientes brasileiros que, segundo Ripper, pretendem aproveitar o sistema para também conectar executivos dentro de São Paulo e fugir do trânsito.   (Guilherme Barros - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

17.11 - Base de PCs cresce muito mais rápido que acesso à internet 
O Brasil vai encerrar o ano com 14 milhões de novos computadores pessoais instalados - um volume que o coloca atrás apenas do Japão, dos Estados Unidos e da China. Mas o acesso à internet em banda larga, exatamente um dos motivos básicos dessa expansão acelerada das vendas, apresenta um quadro bem menos animador. 
De acordo com os resultados do Índice Brasil de Convergência Digital (IBCD), divulgados ontem, 40% dos municípios brasileiros têm acesso à internet em banda larga, o que cobre 75% da população do país. O número de usuários da infra-estrutura de internet rápida, porém, é de apenas 4,3 pessoas por grupo de cem habitantes, menos que o dobro do Chile, cuja taxa é de 8,8%. Mesmo no Estado de São Paulo, um dos mais avançados na área de conexão, a taxa é considerada relativamente baixa: 7,9%. 
A comparação entre os dois cenários mostra um forte indício de que muita gente que está comprando seu primeiro computador para acessar a internet, principalmente o consumidor das classes C e D, corre o risco de ficar fora da festa. A uma ampla fatia desse público restaria o acesso à linha discada - algo como percorrer um caminho a cavalo enquanto outros fazem o mesmo trajeto de carro. 
Na ponta do consumo, o problema principal é o preço do serviço de banda larga, diz Nelson Wortsman, diretor de convergência digital da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), responsável pelo estudo. "O custo em real do megabit por segundo chega a ser de 10 a 50 vezes mais alto que o de outros países com perfil semelhante ao Brasil", compara o executivo. 
Esse preço, por sua vez, é resultado da carga tributária que pesa sobre as empresas que fornecem a infra-estrutura de banda larga, segundo a Brasscom. "Os impostos variam entre 40% e 60% do custo total, o que é um absurdo", diz Antonio Carlos Rego Gil, presidente da associação. 
Em 2006, a receita líquida das empresas de telecomunicações no país, incluindo tanto a telefonia fixa como a móvel, somou R$ 80,5 bilhões, dos quais R$ 33 bilhões foram destinados ao pagamento de impostos, diz Wortsman. Nos primeiros meses do ano passado, os tributos chegaram a R$ 26,5 bilhões em meio a um faturamento líquido de US$ 65,7 bilhões, afirma o executivo. 
A Brasscom defende um tratamento diferenciado para as operações de banda larga das companhias que fornecem a infra-estrutura de acesso, como as operadoras de telefonia. "Uma coisa é tratar de uma rede que já está desenvolvida, como a telefonia fixa, e outra é de algo que ainda precisamos fomentar", afirma Wortsman. 
O impacto principal sobre o segmento vem dos tributos estaduais, principalmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A Brasscom tem conversado com as autoridades e vem encontrando uma recepção positiva na esfera federal e em muitos municípios, diz Gil. "Já com os Estados, o diálogo tem sido quase nulo", afirma o executivo. 
O IBCD está em sua quarta edição. O levantamento inclui indicadores em várias áreas - equipamentos, software, serviços e telecomunicações, entre outras - para formar o chamado Índice Brasil. 
Em 2008, essa nota principal aumentou em relação ao ano passado: ficou em 5,85 versus 5,80 de 2007. Apesar disso, continua inferior a de outros países cujo uso da tecnologia está em um degrau semelhante, caso da Espanha, cujo índice é de 6,92. "Estamos melhorando, mas em um ritmo mais lento que o de outros países", diz Roberto Ramos, diretor da RCR, consultoria responsável pela compilação dos dados do IBCD.     (João Luiz Rosa - Valor Online)

17.11 - Volume de ataques de negação de serviço dobrou em 2008, diz pesquisa
Os ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) estão cada vez mais freqüentes, seja contra os provedores de internet ou contra consumidores. 
De acordo com pesquisa da Arbor Networks, os DDoS mais do que dobraram no último ano. As informações são do levantamento anual da Arbor Networks com provedores de internet na América do Norte, Europa e Ásia.
Os ataques de negação de serviço agora atingem intensidade de 42Gb por segundo, contra 24Gb por segundo em 2007 e 17Gb por segundo em 2006.
"A força desse ataque é a maior que já vimos," disse o Chief Technology Officer (CTO) da Arbor Rob Malan. Ele acredita que o crescimento dos ataques de negação de serviço está relacionado com o crescimento dos backbones dos provedores de internet assim.
Para Malan, a maioria dos ataques de DDos buscam atingir e inundar a infra-estrutura dos provedores de internet e aplicações web de consumidores comuns. "Com isso, eles conseguem um pedido que usa ao mesmo tempo o banco de dados e o servidor web. Eles estão procurando por vulnerabilidades," disse.
De acordo com 15% dos entrevistados, o tempo médio para controlar esse tipo de ataque foi de 15 minutos ou menos. Já 29% dos entrevistados levaram entre 16 a 30 minutos. Levou uma hora para 26% dos entrevistados com 30% dos ouvidos levando mais de uma hora para controlar esse ataque. 
Os equipamentos mais visados dos provedores de internet são os serviços de DNS, roteadores, componentes de VoIP e balanceadores de carga.
Apesar do perigo, a maior preocupação dos ISPs não está nos DDoS. O spam ocupa o posto de líder de ataques que drenam recursos operacionais, seguido por DDoS e uso da rede da empresa para transferência em P2P. (Network World)

17.11 - Microsoft explica por que demorou para corrigir 'bug de 7 anos'
A Microsoft explicou na última quarta-feira por que levou mais de sete anos para reparar uma falha. Eles disseram que apenas há um ano descobriram como corrigir o bug sem destruir a maioria dos aplicativos baseados na rede.
O problema num componente do Windows chamado Server Message Block (SMB), usado para compartilhar documentos e arquivos via redes de computadores, foi reparado na atualização da última terça-feira (10/11). A falha deixava redes corporativas vulneráveis por meio de um malware enviado por e-mail que poderia roubar as credenciais de autenticação da vítima.
Em um texto postado no blog Microsoft Security Response Center (MSRC), o porta-voz Christopher Budd reconheceu a vulnerabilidade de sete anos. "Quando este problema foi levantado em 2001, dissemos que poderíamos não fazer as mudanças necessárias para corrigi-las sem impactar negativamente os aplicativos baseados na rede. Para ser claro, o impacto poderia deixar muitos, até mesmo todos os aplicativos inoperantes", disse Budd.
Em vez de interromper os aplicativos, a Microsoft descartou a correção e disse às empresas que elas poderiam se proteger usando uma assinatura SMB, apesar de esta não ser uma solução suficiente. "A realidade é que havia obstáculos semelhantes que tornaram impraticável para clientes implementarem a assinatura SMB" admitiu Budd.
Ao mesmo tempo, o "SMB relay attacks", nome dado ao ataque quando ele foi comprovado por um cracker em 2001, foi possível.
Mas a Microsoft não se deixou levar pela questão, disse Budd. "Ao longo do ano passado, no entanto, o contínuo trabalho nos mostrou um modo de resolver a questão descrita no ataque e também minimizou o impacto nos aplicativos em rede". O resultado foi a correção da última terça-feira.
Para especialistas como Eric Schultze, da empresa de segurança Shavlik Technologies LLC, que trabalhou na falha assim que foi descoberta, parece que a Microsoft foi simplória sobre isso por um tempo. "Poderíamos ter resolvido isso em poucos meses se tivéssemos usado a cabeça. Estou contente pelo bug ter sido consertado, mas isso poderia ter sido reparado na época", disse ele. (ComputerWorld)

17.11 - McAfee lança linha de segurança para internauta brasileiro
A McAfee, anuncia aos usuários brasileiros de Internet suas novas suítes de segurança McAfee Total Protection, McAfee Internet Security e McAfee VirusScan Plus. Os lançamentos estão disponíveis nas principais lojas do território nacional e no site da fabricante.
Os produtos são destinados à proteção daqueles que navegam, recebem e enviam emails e realizam transações on-line, e que estiveram expostos a 475.458 ameaças que surgiram somente este ano, no período de 01/01 a 10/11. 
Em dois anos, o uso da Internet residencial cresceu 78%, segundo o Ibope//NetRatings. E, de acordo com a McAfee, o número de ataques de cibercriminosos cresce no mesmo ritmo acelerado. Para conter a efetivação desses crimes on-line e evitar que o número de vítimas aumente, a McAfee investe no aprimoramento de suas tecnologias para o usuário doméstico, procurando suprir à todas as novas necessidades dos internautas, o que inclui a rapidez com que as ameaças se propagam na Web. (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

14.11 - Ferramenta rastreia epidemia de gripe
O gigante das buscas online Google lançou uma ferramenta que ajudará os especialistas em saúde dos Estados Unidos a rastrear a epidemia anual de gripe. 
O Google Flu Trends utiliza termos que as pessoas inserem em seu programa de buscas para determinar em que áreas do país a gripe está em ascensão e notifica o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos em tempo real.
"Descobrimos que certos termos de busca são bons indicadores de atividade da gripe", anunciou o Google.
"O que a ferramenta faz é tomar os termos de busca por gripe e doenças semelhantes, no Google, e emular um sinal que nos informa sobre o volume de atividade relacionada a gripe que está acontecendo", disse Lyn Finelli, diretora de vigilância contra a gripe. 
Estudos indicam que entre 35% e 40% de todas as visitas à internet são iniciadas por pessoas que buscam informações de saúde. Quando uma pessoa adoece, tende a realizar buscas sobre seus sintomas.
O Google está mantendo o sigilo sobre os termos de busca que ele considera na varredura, mas os sintomas da gripe e similares incluem febre, dores musculares e tosse. Espirros em geral acontecem devido a outros vírus, como os rinovírus.
Atualmente, o CDC depende de centros que reportam sobre as pessoas que procuram seus médicos apresentando sintomas semelhantes aos da gripe e de testes de laboratório que confirmam se o paciente sofre da doença.
A ferramenta do Google acompanhará as atividades relacionadas à gripe quase em tempo real, anunciou a empresa.   (MAGGIE FOX - Reuters/Jornal do Commercio do Brasil)

14.11 - Microsoft leva mais de sete anos para corrigir vulnerabilidade
Sete anos e meio. Esse foi o tempo que a Microsoft levou para corrigir um problema em um componente do Windows chamado Server Message Block (SMB), usado para compartilhar documentos e arquivos via redes de computadores. A falha foi descoberta em março de 2001 e, desde então, hackers desenvolveram vários códigos para explorar a vulnerabilidade. O problema só foi corrigido na terça-feira (11/11), com a divulgação do pacote de correções mensal da Microsoft.
"Isso e, definitivamente, fora do comum", disse o gerente de pesquisas da Symantec, Ben Greenbaum. Ele disse que não sabe o motivo de a Microsoft ter demorado tanto tempo para corrigir a falha.
"Esperei desde 2001 por essa correção", disse Eric Schultze, Chief Technology Officer da Shavlik Technologies. Segundo Schultze, a falha deixava as redes corporativas muito vulneráveis.
Para explorar a falha no componente SMB, é preciso precisa enviar um e-mail malicioso que tentaria se conectar a um servidor administrado pelo hacker. Esse servidor tentaria então roubar as credenciais de autenticação da vítima. Teoricamente, uma aplicação de firewall bloquearia esse tipo de ataque. Mas dentro de uma rede corporativa, as chances de esse ataque funcionar são bem maiores.
Por isso mesmo, Schultze disse que considera o patch "crítico" para computadores em ambientes corporativos. Segundo ele, é muito fácil executar um ataque SMB hoje em dia. Procurada pela reportagem, a Microsoft não se manifestou. (IDG News)

14.11 - Falha em antivírus AVG provoca reboot em PCs com Windows XP em português
A AVG Technologies divulgou, na quarta-feira esclarecimentos sobre a correção de um erro nas versões gratuita e comercial do antivírus AVG 7.5 e AVG 8.0. O problema provoca o reboot contínuo de máquinas rodando o sistema operacional Windows XP em português, italiano, holandês, francês e espanhol.
O erro no scanner do AVG acusa o arquivo "user32.dll" de conter o cavalo-de-tróia PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e aconselha o usuário a remover o arquivo. O procedimento leva diversas máquinas a entrarem em loop de reinicialização.
No comunicado, a AVG informa que está liberando imediatamente uma nova atualização dos softwares afetados para corrigir o problema. A empresa também comunica a criação de uma seção de informações específicas no website da AVG para permitir que os usuários resolvam o problema. 
Para obter informações adicionais e fazer o download da ferramenta para correção, os usuários devem acessar os seguintes links:    http://www.avg.com/support/HotTopics1574 FalsePositiveuser32.dll    http://www.avg.com/support/HotTopics1574 FalsePositiveuser32.dll - fix tool
"Os usuários que não conseguirem usar seus PCs devem entrar em contato com seu revendedor da AVG ou pedir a algum amigo para fazer o download das informações e da ferramenta de correção. Após rodar a ferramenta de correção, os usuários devem colocar em funcionamento o programa de atualização do AVG para fazer o download e instalar a atualização correta da AVG", explica a empresa em seu comunicado, reforçando um pedido de desculpas pelo inconvenientes aos usuários do antivírus. (IDG Now)

14.11 - Mais de 800 mil novas ameaças surgem em 2008, alerta McAfee
O ritmo das pragas virtuais lançadas neste ano continua acelerado. Segundo dados da McAfee (que lançou no Brasil sua linha 2009 de soluções de proteção), até o dia 10 de novembro foram identificadas 475.458 novas ameaças. 
O número é o dobro do registrado no ano passado. E pode atingir 800 mil ameaças até o final de dezembro, por conta das festas de fim de ano (época em que os criminosos se aproveitam de iscas como os cartões virtuais), segundo as estimativas da empresa
“Mais de 268 milhões de sites perigosos são acessados todos os meses”, destaca David Klenske, diretor mundial de marketing para a área consumer da McAfee. Segundo o executivo, os serviços de busca são uma das principais formas de disseminação de pragas virtuais, com 8 bilhões de sites potencialmente nocivos sendo servidos por mês aos internautas. Pelos cálculos da empresa, a cada 30 segundos, pelo menos um novo malware é criado. 
O executivo veio ao Brasil para o anúncio da nova linha de produtos da McAfee: VirusScan Plus, Internet Security e Total Protection, em suas versões 2009, que incorporam a tecnologia Active Protection (também conhecida como Artemis). Esse recurso permite acelerar o tempo de identificação de uma ameaça para até menos de um segundo, de acordo com a companhia, e utiliza o conceito de cloud computing para transferir para os servidores da empresa via internet a tarefa de rastrear arquivos suspeitos, minimizando o impacto no desempenho dos sistemas. 
Para incrementar as vendas do VirusScan Plus, a empresa terá preço promocional de Natal de R$ 49 para uma licença (o valor normal é R$ 75). Já o pacote para três usuários está cotado a R$ 99. Os produtos Internet Security e Total Protection saem por R$ 119 e R$ 135, respectivamente, também para três usuários. (Daniel dos Santos - PCWorld)
 
 
 
 

13.11 - Call Center virtual
Ferramenta traz todas as funções de uma central convencional com a flexibilidade da tecnologia VoIP
Depois do sucesso do PABX Virtual, com mais de dois mil ramais instalados, a Locaweb completa sua linha de serviços de telefonia IP com o Call Center Virtual, voltado para empresas que queiram montar sua rede de atendimento ou substituir o sistema convencional por uma solução com custos baixos e diversas vantagens.
Com o Call Center Virtual é possível controlar as ligações em fila e o período de espera em tempo real, além de monitorar o status dos atendentes e dos ramais. Outro benefício são os relatórios de chamadas, que apresentam as ligações recebidas, atendidas e abandonadas, e podem ser configurados por hora, dia ou mês. Além disso, os levantamentos trazem dados sobre a origem das ligações, detalhes de atendimento por agente e chamadas recebidas por horário.
A ferramenta ainda disponibiliza diferentes estratégias de distribuição de chamadas, como a circular e por ociosidade, e gravação das ligações realizadas e recebidas com o tempo médio de atendimento e espera.
"O Call Center Virtual surgiu como um complemento para o PABX Virtual. Desenvolvemos o sistema para uso interno e logo tivemos a idéia de lançar o produto no mercado, pois tivemos um resultado muito satisfatório.", afirma Dov Bigio, Gerente de Telecom da Locaweb.   (Maxpress)

13.11 - Erro no AVG gera reboot contínuo em PCs com Windows
Usuários do antivírus AVG levaram um susto esta semana ao receberem instruções de apagar um arquivo crítico do sistema operacional Windows, que foi erroneamente classificado pelo software para um arquivo malicioso. 
O scanner do AVG acusou o arquivo "user32.dll" de conter o vírus do tipo cavalo-de-tróia PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e instruiu os usuários a removê-lo, o que levou diversas máquinas a entrarem em loop de reinicialização. 
E a única maneira de interromper o reboot contínuo era fazer o boot da máquina com um CD do Windows rodando a opção de reparo. 
O AVG é bastante popular por conta de sua versão gratuita para usuários residenciais. No entanto, esta não é a primeira vez que um deslize da empresa gera problemas relacionados ao arquivo user32.dll. No ano passado, a AVG alertou usuários que o user32.dll havida sido modificado e poderia estar infectado. Na época, a AVG Technologies não recomendou alguma ação específica aos usuários, mas gerou uma onda de reclamações em fóruns online. 
No início deste mês, o AVG também deu outro escorregão e registrou um falso positivo no Zone Alarm, outro produto de segurança. A AVG disse que corrigiu o problema atual com o “user32.dll” e se desculpou em seu fórum. (PC World)

13.11 - O perigo aumenta
Ameaças estão espalhadas pela internet; spams surfam na obamania e nos problemas causados pela crise econômica
Uma pessoa linda, mas que você não conhece, manda fotos íntimas por e-mail. Mas, antes de abrir as imagens, é preciso acertar as condições, pela internet, para receber parte da herança milionária de um nigeriano -também desconhecido- que escolheu você para dividir a bolada.
O cenário é de ficção, mas é assim que agem os spammers: apelando para emoções, desejos, curiosidades.
Além de temas genéricos, os bandoleiros virtuais valem-se da agenda pública para tentar enganar o internauta.
Não foi por acaso que, no terceiro semestre deste ano, o número de mensagens não-solicitadas sobre as eleições norte-americanas superou os 100 milhões -diariamente, nos EUA.
E o candidato que venceu, Barack Obama, também viu seu nome ser mais usado como isca para internautas desprevenidos: 80% desses spams continham referência a ele, segundo a Secure Computing.
O objetivo é fazer com que o internauta clique em links que comprometerão o micro para roubar informações.
O pior é que os criminosos on-line se organizam em redes cada vez mais profissionais, que trocam dados e até vendem redes de PCs-zumbis.
A empresa de segurança Trend Micro calcula que o número de vírus criados por hora deve ser multiplicado em quase 20 vezes até 2015 -para 15 mil/hora. Já a Sophos detectou oito vezes mais spams no terceiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior.
Os crimes que usam a rede não acontecem só por e-mail. O inimigo cria estratégias para usar redes sociais, mensageiros instantâneos e até arquivos de música para a invasão.
Inimigo que, de acordo com relatório de segurança anual da Microsoft, é comum nos PCs brasileiros. O Brasil é um dos países mais afetados do mundo, segundo estudo divulgado na semana passada. Djalma Andrade, gerente de segurança da empresa, afirma que grande parte desses computadores são máquinas domésticas, que podem estar sendo devassadas.
Os números assustam, mas não significam que todo internauta será vítima. Existem, basicamente, dois níveis de proteção, que se complementam: a adoção de hábitos saudáveis de navegação e a relacionada aos softwares -atualização constante e proteção de programas como antivírus -que podem ser gratuitos.
Nesta edição, veja como se defender e saiba como os criminosos agem na rede.
36%
dos usuários de computadores temem receber um vírus eletrônico em suas máquinas; o segundo maior motivo de preocupação é em relação à privacidade, segundo pesquisa global com internautas realizada pela BitDefender e divulgada na semana passada  (GUSTAVO VILLAS BOAS - Folha de S.Paulo)

13.11 - Positivo amplia linha de produtos
A Positivo Informática está ampliando sua atuação, com uma área voltada para varejo e outra, uma unidade de negócios recém-criada para o atendimento exclusivo ao mercado corporativo, formado por grandes empresas e canais de distribuição. 
A criação da nova divisão Positivo Empresas é a maior aposta. Ela será totalmente dedicada ao atendimento de grandes empresas e canais de distribuição com o objetivo de aumentar a participação dos produtos da marca Positivo neste segmento de vendas.
Esta área exige produtos de configurações robustas, equipe de suporte ágil e capacitada, que viabilize a atualização constante de máquinas e a melhor relação custo - benefício. 
Já Viva melhor com Positivo é a nova assinatura que passa a acompanhar o logotipo da companhia no mercado varejista. Os novos notebooks, lançados ao mercado em setembro, foram os primeiros a trazer o conceito. A nova assinatura está presente em todos os materiais de comunicação da marca.
Novo mercado
Configurações personalizadas, Windows Vista Business, tecnologia de processadores e soluções Intel, monitores de 15 a 22 polegadas, modalidades de garantia balcão e on-site com SLA.
Mobile Z94
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5750, Windows Vista Home Premium, 3 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões, leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada, tela de LCD 14" widescreen, 3 portas USB, acabamento em black piano. 
Mobile R46
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5550, Windows Vista Home Premium, 2 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões, leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada, tela de LCD 12" widescreen, 3 portas USB, aplicativo para Bluetooth, leitor Fingerprint, acabamento em black piano.
Mobo White 1080
- Ultraportátil com Intel Atom N270, Windows XP Home Edition, 1 GB de memória RAM, 120 GB de disco rígido, leitor de cartões, webcam integrada, tela de LCD 10" widescreen, 3 portas USB, bateria com autonomia de até 5 horas. 
Mobo M970
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB de memória RAM, 60 GB de disco rígido, leitor de cartões, webcam integrada, tela de LCD 8,9" widescreen, 2 portas USB, bateria com autonomia de até 4 horas. 
Positivo Mobo
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB de memória RAM, 2 GB em memória flash, leitor de cartões, webcam integrada, tela de LCD 7" widescreen, 2 portas USB, bateria com autonomia de até 4 horas, acabamento em preto e prata.  (Jornal do Commercio do Brasil)
 
 
 
 
 

12.11 - Segurança fragilizada
A Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo, acaba de divulgar os resultados de um estudo encomendado à consultoria IDC. O estudo, que ouviu 100 profissionais de TI e responsáveis pelas decisões de segurança em companhias americanas com 500 ou mais empregados, descobriu que 72% das organizações não possuem soluções para impedir vazamento de dados via email e 89% carecem de uma solução anti-spam eficaz. 
Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou que enquanto muitos departamentos de TI estão planejando atualizar sua infra-estrutura de segurança para mensagens, muitos ainda não empregaram as sete tecnologias exigidas para proteção avançada de correio.
"No geral, a nossa pesquisa descobriu que as empresas precisam aumentar seus esforços para combater os riscos de segurança de email", diz Brian Burke, diretor de Produtos de Segurança da IDC. "Enquanto as companhias têm expressado preocupação sobre a segurança de entrada e saída de email, suas soluções atuais não estão fazendo o trabalho. Somente 11% dos entrevistados possuem uma proteção adequada de entrada, e mais de 70% não possuem nada para a prevenção de perda de dados sobre emails. Estas organizações precisam aproveitar as novas soluções e modelos de entrega".
Encriptação. O estudo revela que a encriptação e a prevenção de perda de dados têm se tornado o problema principal para os executivos de TI. De fato, 85% dos entrevistados relataram que estavam muito ou extremamente preocupados com o vazamento de dados nos emails. Apesar disto, somente 28% destes entrevistados tinham implementado um sistema para impedir estes vazamentos, enquanto 56% planejam fazê-lo no próximo ano.
A IDC acredita que a grande maioria dos incidentes de perda de dados - 80% a 90% - ocorre acidentalmente. Não é de se estranhar, que as companhias entrevistadas estavam muito mais preocupadas com a perda acidental de dados do que vazamentos deliberados. Somente 5% das empresas relataram que estavam extremamente preocupadas a respeito de pessoas internas revelarem intencionalmente informação da companhia, enquanto 44% estavam extremamente preocupadas a respeito de perda acidental. 
O estudo também descobriu que cada vez mais mensagens indesejadas estão em contato com os sistemas de segurança de correio, particularmente em grandes corporações. Em todas, 28% relataram que as queixas sobre o spam aumentaram em mais de 10% desde o ano passado. 
Defasagem. Atualmente, muitas dessas companhias dependem de tecnologia antiga que não acompanha o crescente volume de spam e as técnicas mais sofisticadas usadas pelos spammers. As soluções anti-spam de vanguarda podem bloquear 99% ou mais de comunicações não solicitadas. Entretanto, somente 11% das organizações estudadas informaram que a sua segurança de mensagem atual cumpre esta medida, e 60% disseram que sua solução não poderia proporcionar até mesmo 95% de eficácia.
O estudo detalhado também destacou algumas importantes tendências na infra-estrutura de segurança de mensagem. Em primeiro lugar, as companhias estão muito interessadas em propostas híbridas que combinam medidas de segurança on-premise e nas nuvens. Mais de 60% dos entrevistados acreditam que essas propostas são mais eficazes para as ameaças de entrada. 
Mais da metade desses entrevistados estão usando atualmente conexão e/ou tecnologia baseada em reputação para derrubar os ataques no nível da rede. Entretanto, devido a muitas dessas companhias não estar usando tecnologia de ponta, suas soluções possuem uma eficácia menor a 75%.   (Jornal do Commercio do Brasil)

12.11 - Crackers já têm ferramentas que podem paralisar a internet
Os crackers estão se armando com ferramentas que, na prática, podem tirar do ar as maiores redes de computadores do mundo - incluindo os principais sites da internet, informou na segunda-feira o jornal The New York Times.
Para criar a ameaça, os crackers dominam redes de computadores que são usadas em ataques de negação de serviço. Nesses ataques, uma grande quantia de pacotes de dados é direcionada a um site ou rede, criando um congestionamento. O excesso de tráfego acaba por derrubar o servidor e tirar os sites do ar.
Apesar de não ser novo, um relatório que deve ser divulgado na terça-feira (11/11) afirma que esse tipo de ataque está ficando mais poderoso. Agora, os crackers conseguem congestionar redes com até 40 gigabits de dados. As maiores empresas de internet, no entanto, usam redes de 10 gigabits de dados, no máximo. 
As grandes operadoras de infra-estrutura de internet, como a AT&T afirmam estar preparadas para a maioria dos ataques de negação de serviço. A estratégia usada é um “amortecedor de impacto”, que consegue bloquear parte dos ataques, mas pode ser ineficaz em investidas de grande escala. A AT&T acredita que a cooperação com outros provedores de infra-estrutura pode ajudar a combater o problema.
O relatório foi produzido pela Arbor Networks, que ouviu 70 empresas da América do Norte, da América do Sul, da Ásia e Europa. (IDG Now)

12.11 - Ataque em massa pela web atinge 10 mil servidores na Europa e EUA
Crackers promoveram um ataque em massa pela web colocando links maliciosos em até 10 mil servidores espalhados pelo mundo, alertou a Kaspersky na sexta-feira (07/11).
"Estimamos que foram atingidos entre 2 mil e 10 mil servidores em dois dias, em sua maioria na Europa e nas Américas. Ainda não está claro quem está fazendo isso", disse a Kaspersky.
Os criminosos usaram contas comprometidas nos portais ou usaram ataques de injeção SQL, nos quais são escritos comandos de banco de dados no navegador para alterar o portal.
Os crackers adicionaram uma linha de JavaScript nos portais infectados, o que direcionava os usuários para um dos seus seis servidores maliciosos. O usuário era, então, novamente direcionado para um servidor na China que aproveitava falhas no Firefox, Internet Explorer, Flash Player da Adobe e ActiveX, disse a Kaspersky.
Se o usuário não tiver os softwares atualizados, sua máquina estaria vulnerável a spywares e cavalos-de-tróia.
Este tipo de ataque massivo pela web é cada vez mais comum, disse Roger Thompson, chefe de pesquisa na AVG Technologies. 
Thompson acredita que os crackers são estudantes chineses e que este grupo é o mesmo que atacou os portais do Miami Dolphins e do Dolphin Stadium no Super Bowl de 2007. (IDG News)
 
 
 
 
 

11.11 - Windows 7 pode sair no Natal de 2009 
Parece que a aposentadoria não tirou o gás de Bill Gates, eterno fundador da Microsoft. Na semana passada, ele esteve em Nova Déli, na Índia (foto), para lançar o Microsoft DreamSpark. Tratase de um software gratuito para estudantes que reúne as mais recentes ferramentas da MS para programação e design. Enquanto isso, continua o “vaporware” sobre a chegada do Windows 7 ao mercado. Especulava-se que ele chegaria antes de 2010, ano originalmente programado para seu lançamento. Até por causa dos problemas com o Vista. Na última sexta-feira, mais fogo foi adicionado sob a chaleira especulativa por um website americano.
Segundo ele, numa apresentação na Hardware Engineering Conference em Los Angeles um dos diretores da gigante do software afirmou que o foco do Windows 7 será sair até o Natal do ano que vem. (Aliás e a propósito: na semana que vem, a Digital trará um teste com o pré-beta do sistema.)     (G1)

11.11 - Computador eleva risco de miopia 
Distúrbio visual é duas vezes maior em crianças que passam muitas horas em frente aos monitores
Problema pode ter causas genéticas ou ambientais; entre estas, o esforço visual para enxergar de perto pode criar miopia acomodativa 
Crianças que passam muitas horas ininterruptas em frente ao computador têm quase o dobro de chances de desenvolver miopia. A conclusão é de um estudo com 360 crianças de nove a 13 anos, realizado pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP). 
No estudo, a porcentagem de miopia verificada entre as crianças que passavam longas horas sem desgrudar os olhos do monitor foi de 21%. A prevalência geral no Brasil, nessa faixa etária, é cerca de 12%. A miopia é um erro de refração da luz no olho, que faz com que a focalização da imagem ocorra na frente da retina, deixando as imagens mais distantes desfocadas. 
Segundo Queiroz Neto, suas causas podem ser genéticas ou ambientais. Entre estas, o esforço visual para enxergar de perto pode acomodar o sistema de focalização neste sentido, criando a chamada miopia acomodativa. A dificuldade para enxergar de longe pode durar meses e, se os hábitos persistirem, tornar-se um mal permanente, afirma o oftalmologista. Ele acredita que a miopia acomodativa seja a explicação para o maior número de míopes entre os viciados em computador e videogames. "Há um aumento dos casos de miopia em todas as faixas etárias, mas tenho notado um aumento significativo em crianças. Claro que hoje temos recursos tecnológicos que favorecem o diagnóstico, mas acho que não é só por isso. Nunca a população começou a usar a visão de perto tão cedo quanto nas últimas décadas", afirma Queiroz Neto. 
Aumento mundial
Paulo Augusto de Arruda Mello, coordenador da comissão de ensino do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e professor de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que estudos mundiais apontam que a população de míopes duplicou nos últimos 20 anos. Embora os números confirmem o crescimento, as causas não têm comprovação estabelecida. "O que temos são hipóteses, mas nada pôde ser comprovado em estudos controlados, que são muito difíceis de serem realizados nesses casos", diz. 
Ele enumera as três principais hipóteses para o aumento do número de míopes: "Uma é o maior envolvimento da população com atividades que exigem focalização de perto; outra é a influência genética, pois se acredita que o gene da miopia é dominante; finalmente, também especula-se que agentes externos, como alimentos e medicamentos, podem estar contribuindo para o o crescimento dos casos". Apesar de os estudos feitos até hoje não serem conclusivos, Hamilton Moreira, presidente do CBO, acredita que a hipótese de o esforço visual de perto favorecer o desenvolvimento da miopia faz sentido cientificamente. "Há alguns dados que levam a crer que diminuir o esforço visual de perto pode diminuir a intensidade da manifestação da miopia. Por exemplo, um estudo feito com crianças utilizou um colírio para evitar a acomodação do olho [para enxergar perto] e reduziu a progressão da miopia em relação ao grupo de crianças que utilizou placebo." 
Infelizmente, efeitos colaterais da substância utilizada, como causar dilatação da pupila, não permitem que ela seja utilizada para tratamento da miopia. "Mas o caminho é esse: procurar uma forma de tratar a miopia clinicamente bloqueando a acomodação por meio de substâncias que tenham esse efeito com o mínimo de efeitos colaterais indesejável", acredita Moreira. 
Controle de risco
"Quando o olho está em fase de desenvolvimento é mais vulnerável à acomodação que pode aumentar o tamanho do olho e causar uma miopia irreversível", diz Mauro Campos, professor da Unifesp e editor dos "Arquivos Brasileiros de Oftalmologia", do CBO. Para Campos, a questão não é apenas o computador, mas o número de horas que as crianças, principalmente em centros urbanos, passam em atividades que exigem só a visão de perto. "A alfabetização precoce, a substituição de brincadeiras de rua, ao ar livre e com horizonte mais amplo, por atividades em locais fechados, além dos monitores de computador, favorecem o esforço visual de perto. Tudo isso pode fazer com que o distúrbio da visão apareça com o passar do tempo ou, se a criança já tem predisposição, fazer com que a miopia se desenvolva em maior grau." Uma vez instalada a miopia, é muito difícil fazê-la regredir de forma significativa, segundo Campos. No entanto, Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, acredita que, até a idade de dez a 12 anos, o poder de acomodação do olho é maior. "Se forem tomadas medidas para diminuir a intensidade e a freqüência do esforço visual de perto é possível controlar o desenvolvimento da miopia nessas crianças, se outros fatores, de causas não ambientais, não estiverem envolvidos", afirma.   (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)

11.11 - Microsoft muda alvo
A Microsoft tenta vencer o Google na corrida para uma associação com a Verizon Wireless no setor de telefonia móvel nos Estados Unidos, segundo o jornal The Wall Street Journal. "A Microsoft chamou a atenção da operadora móvel propondo uma melhor oferta para instalar sua ferramenta de busca e as publicidades que estão associadas aos telefones Verizon", afirmou o jornal, citando fontes ligadas ao caso.
"A Microsoft também oferece uma divisão mais generosa dos lucros e a entrega de pagamentos líquidos mais elevados para a Verizon", acrescentou. 
A Microsoft desistiu, em maio, a comprar o Yahoo, que, por sua vez, teve de abandonar o projeto de associação com o Google na publicidade online ante a reticência das autoridades americanas reguladoras da concorrência
"Nós apresentamos uma oferta, nós apresentamos uma segunda oferta... E agora já deixamos tudo isso para trás", disse o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, quando perguntado sobre os planos da empresa depois que uma parceria entre Yahoo e Google foi cancelada.
"Tentamos em dado momento formar uma parceria com eles nos serviços de busca e isso tampouco funcionou; nós decidimos fazer outra coisa, e eles também. Não estamos interessados em voltar atrás e reconsiderar uma aquisição. Não sei por que isso interessaria a eles, também, para ser franco", disse Ballmer.
Em junho, Google e Yahoo, líder e vice-líder no mercado de buscas na internet, anunciaram planos para uma parceria, que o Yahoo via como maneira de se defender da Microsoft.
As duas empresas adiaram a implementação do pacto para permitir que o Departamento da Justiça o revisasse, mas o Google mais tarde optou por abandonar o acordo, em lugar de enfrentar uma disputa legal prolongada.  (Jornal do Commercio do Brasil)
 
 
 
 
 

10.11 - E-mails maliciosos sobre Obama atingem 60% das tentativas de golpes online
Hackers estão aproveitando o resultado das eleições presidenciais norte-americanas para lançar uma das maiores campanhas de disseminação de e-mails maliciosos pela internet. 
Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos PLC disse que 60% dos spams que a companhia detectou na quarta-feira (05/11) estama relacionados ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele é facilmente a personalidade mais famosa do planeta no momento e a fascinação por ele não é apenas nos Estados Unidos. É mundial", disse Cluley.
De acordo com outro pesquisador de segurança, da Websense, crackers registraram de 15 a 20 domínios apenas na terça-feira (04/11), dia das eleições, para hospedar sites falsos e malwares. 
Todos os domínios estão em servidores chamados "fast flux" (fluxo rápido). Com a tática, os criminosos trocam os domínios rapidamente entre variados endereços IP para impedir que seus servidores sejam desligados.
A tentativa de golpe mais comum é o que oferece um link que supostamente levaria a um site com os resultados das eleições. Quando o usuário clica no link, é redirecionado a um site falso que pede a instalação de uma atualização do Flash Player, da Adobe. No entanto, a ação instala um cavalo-de-tróia no computador da vítima e pode roubar senhas pessoais do usuário. (ComputerWorld)

10.11 - Intel Core i7 estréia em 17 de novembro
O Core i7, primeiro processador da família Nehalem, da Intel, será lançado oficialmente no dia 17 de novembro, informou a companhia em um convite para a estréia.
O chip voltado a computadores de alta performance atinge velocidades de 2.66GHz a 3.20GHz. Segundo fontes familiarizadas com os planos da Intel, os chips baseados na arquiteturea Nehalem - pelo processo de fabricação de 45 nanômetros - serão destinados a sistemas avaliados acima de mil dólares, no lançamento.
O modelo Core i7 920 quad-core de 2.66GHz está avaliado em 330 dólares no vendedor online Isorm. O Core i7 940 de 2.93GHz é vendido a 640 dólares, enquanto o Core i7 965 Extreme Edition de 3.2GHz é ofertado a 1.150 dólares - ambos os modelos também são quad-core.
Os chips Nehalem são um upgrade dos processadores Core 2 da Intel, que são atualmente usados em laptops e desktops. A tecnologia destes chips reduzem gargalos na micro arquitetura Core para melhorar a velocidade do sistema e a performance por watt. Os chips serão posteriormente oferecidos em versões para desktops e laptops de consumo em 2009.
A Intel também pretende integrar funções gráficas nas CPUs da linha Nehalem, que podem eliminar a necessidade de placas gráficas externas e aumentar a eficiência em PCs. A proposta, no entanto, não elimina a necessidade de placas gráficas para usuários mais avançados, especialmente gamers. (IDG Now)

10.11 - Microsoft descarta oferta pelo Yahoo
O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, disse que a empresa não tem mais interesse em adquirir o Yahoo. "Nós apresentamos uma oferta, nós apresentamos uma segunda oferta... E agora já deixamos tudo isso para trás", disse o executivo em Sydney. Na quarta-feira, o presidente do Yahoo, Jerry Yang, disse que um acordo entre as duas empresas seria a melhor solução para o Yahoo, depois do fracasso da parceria com o Google.   (O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

07.11 - E-mail com vídeo de Barack Obama instala cavalo-de-tróia
Barack Obama acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos e um e-mail com um cavalo-de-tóia que promete um vídeo com uma entrevista com novo comandante dos Estados Unidos já circula na internet.
Ao clicar no link do e-mail, o usuário instala o arquivo chamado "BarackObama.exe, que contém o cavalo-de-tróia que, se instalado no PC do usuário, pode roubar dados pessoais. 
Segundo a Websense a maioria dos antivírus não deteca o cavalo-de-tróia. (IDG Now)

07.11 - Positivo fará placas para notebook
A Positivo Informática iniciará a montagem de placas-mãe para seus próprios notebooks em janeiro de 2009. Atualmente, a empresa importa o produto, mas, a partir do ano que vem, vai comprar apenas os componentes, o que reduzirá os custos de produção. O investimento estimado é de R$ 9,4 milhões. "A verticalização ocorrerá aos poucos'', disse o vice-presidente financeiro, Ariel Szwarc. Segundo ele, a iniciativa garantirá uma redução nas importações da companhia.   (O Estado de S.Paulo)

07.11 - Google desiste de parceria com Yahoo
O Google cancelou planos de uma parceria de busca patrocinada com o Yahoo diante da oposição de órgãos reguladores e anunciantes, disse David Drummond, diretor de assuntos legais do Google.
O Yahoo expressou consternação com a decisão do Google, dizendo estar "desapontada que o Google tenha decidido sair do acordo em vez de defendê-lo na Justiça".
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em um comunicado divulgado ontem, informou ter avisado o Google que planejava entrar com um processo para barrar o acordo com base em regras antitruste.
O Google e o Yahoo, respectivamente número 1 e número 2 no mercado de buscas na internet, anunciaram a planejada parceria em junho. O Google informou que desistiu do acordo para evitar uma batalha jurídica.
Rumores de que a Microsoft estaria em conversas avançadas para comprar o Yahoo não são verdadeiras. As ações do Yahoo subiram 11% no início do pregão depois que uma reportagem na internet afirmou que o presidente-executivo da companhia, Jerry Yang, estaria deixando a empresa e que o Yahoo estaria em negociações para a venda integral da empresa para a Microsoft por um preço entre US$ 17 e US$ 19 por ação.  (Reuters/Jornal do Commercio do Brasil)
 
 
 
 
 

06.11 - Microsoft mostra novo Windows 
A Microsoft apresentou na semana passada o Windows 7, nova versão de seu sistema operacional. Ele terá suporte a telas sensíveis a toques e facilidades para personalização.
O sistema deve ser lançado para teste no início do ano que vem.
A empresa afirmou que o Windows 7 será mais rápido e fácil de usar que o Vista, seu antecessor.
Segundo a Microsoft, a próxima versão do pacote Office irá incluir uma versão para que os documentos de texto e planilha funcionem dentro de um navegador de internet.
A medida foi vista como uma resposta à rival Google, que disponibiliza gratuitamente o Google Docs para edição de textos, planilhas e apresentações por meio da internet.  (Folha de S.Paulo)

06.11 - Invasões a PCs crescem 92%
Uma pesquisa realizada pela Microsoft mundialmente, que pela primeira vez incluiu o Brasil, apurou um salto de 92% no número de computadores brasileiros com algum tipo de invasão ou software indesejado.
A quinta edição do Relatório de Inteligência e Segurança da Microsoft mostra números do primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os dados são de "centenas de milhares de computadores ao redor do mundo" e tem como objetivo conscientizar a população sobre os crimes na internet.
As principais invasões e ameaças detectadas foram as usadas no roubo de senha e logins de bancos (trojans), presentes em mais de 60% das máquinas pesquisadas no Brasil.
A quantidade de softwares indesejados instalados nas máquinas cresceu 43% no primeiro semestre sobre 2007. De acordo com a Microsoft, 90% dos ataques são feitos por meio de aplicativos e 10% através do sistema operacional.
Segundo o estudo, o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de ataques, lista que hoje é liderada pelo Afeganistão.  (Reuters/Jornal do Commercio)

06.11 - Controle da internet é um desafio
Especialistas apontam temas de tecnologia que aguardam exame do novo presidente dos EUA 
A crise econômica mundial e as guerras no Oriente Médio não são os únicos desafios que aguardam o novo presidente dos EUA. No mundo da tecnologia, o homem que ocupar o cargo mais importante do mundo deverá estabelecer um ambiente favorável à inovação. De acordo com especialistas consultados pela Folha, essa é a única maneira para o país se manter competitivo no novo cenário global que se desenha.
Para voltar a fazer dos EUA um país inovador, o novo presidente terá que cuidar do sistema educacional. Tom Foremski, blogueiro que acompanha de perto as empresas do Vale do Silício na Califórnia, diz que as escolas precisam formar os talentos de que a indústria da tecnologia necessita.
Jonathan Zittrain, professor de direito na internet em Harvard e autor de vários livros sobre a rede, concorda e diz que as instituições de ensino precisam incentivar o pensamento criativo e a experimentação.
Neutralidade da rede
Zittrain também cita a importância da manutenção da neutralidade da rede para um ambiente de inovação. O tópico gera polêmica nos EUA e se refere ao acesso à banda larga sem que haja interferência dos provedores de internet. Em outras palavras, em uma rede neutra todos têm o direito de consumir banda sem distinção.
Um dos medos dos defensores da neutralidade da rede é que as grandes companhias de internet, como AT&T e Comcast, passem a cobrar dos usuários por arquivos carregados na rede, como fotos e vídeos.
Howard Rheingold, autor que inventou a expressão "comunidade virtual" e grande defensor da neutralidade, diz que uma rede não-neutra poderia acabar com indústrias inteiras que surgem em alojamentos universitários. O YouTube seria um exemplo de revolução na indústria que teria dificuldades em prosperar num ambiente de rede não-neutra.
Já Matthew Chapman, fundador do Science Debate 2008, iniciativa que visa a colocar a tecnologia e a ciência no centro dos debates eleitorais, diz que os EUA precisam adotar uma postura de "humildade" e fazer investimentos não apenas em pesquisas.
O novo presidente teria que mudar a percepção dos americanos em relação à ciência. Para Chapman, as atividades intelectuais do país foram desprezadas por uma cultura que valoriza o mundo dos esportes e o entretenimento "banal".
Ação colaborativa
Outras maneiras citadas pelos especialistas para fomentar um ambiente favorável à inovação são leis de propriedade intelectual que incentivem contribuições e permitam o que chamam de "uso justo" de patentes, análises de casos de patentes mais velozes, premiações e incentivos financeiros a pesquisa e alianças globais no campo tecnológico/científico.
A questão energética
A maneira como a tecnologia será usada para criar formas alternativas de energia é apontada pelos especialistas como outro grande desafio ao novo presidente norte-americano.
Robert Merges, diretor do Centro de Lei e Tecnologia da UC Berkeley, diz que a tecnologia de informação deverá ser usada para acabar com a dependência do país em petróleo. Para ele, o presidente terá que dar atenção desde o monitoramento de fontes de energia solar e eólica à melhora do uso da iluminação e aquecimento das casas. Merges diz que a noção de "propósito nacional" dos EUA depende da energia.
Programa Apolo
Jon Lebkowsky, escritor e autoridade em mídias sociais, diz que a resposta para as questões energéticas talvez estejam num novo Programa Apolo -projeto de viagens ao espaço desenvolvido entre 1961 e 1975.
Lebkowsky diz que um programa intenso com foco nacional nas áreas de engenharia, ciência, tecnologia e outras fontes de conhecimento é obrigatório para os EUA se reestruturarem com sucesso.  (BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

05.11 - Windows Vista é mais seguro que XP, afirma Microsoft
Enquanto prepara seu próximo sistema operacional, o Windows 7, a Microsoft ainda defende que o Windows Vista é mais seguro do que o Windows XP ao divulgar o Security Intelligente Report, nesta segunda-feira (03/11).
No primeiro semestre, foram encontradas 77 vulnerabilidades no Windows, número menor em comparação com as 116 falhas do mesmo período em 2007.
Os números coincidem com o cenário atual da indústria de software, que viu a revelação de vulnerabilidades cair 19% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado, diz a Microsoft. O total de falhas consideradas críticas, contudo, cresceu 13%.
Dados da Microsoft também mostram que o XP sofre mais ataques do que o Vista. Em máquinas com o XP, o sistema continha 42% das vulnerabilidades registradas. No caso dos computadores com Vista, o sistema somava 6% de todas as falhas do PC.
A falhas mais explorada via browser, de acordo com a Microsoft, é o bug no MDAC (Microsoft Data Access Components), corrigido no alerta MS06-014 em abril de 2006 e ainda alvo de 12,1% das tentativas de ataques na internet. A segunda falha mais popular envolve uma vulnerabilidade no software multimídia RealPlayer. (IDG News)

05.11 - Bankers são responsáveis por 60% dos ataques da web brasileira
Os bankers, malwares criados para roubar senhas e outras informações bancárias, são o principal problema de segurança da internet brasileira. 
Segundo a quinta edição do Security Intelligence Report (SIR), divulgada nesta segunda-feira (03/11), os bankers foram responsáveis por 60% dos ataques registrados entre janeiro e junho deste ano. 
Isso equivale a um universo de 1,5 milhão de computadores, informou Djalma Andrade, gerente de Segurança da Microsoft no Brasil. "Esse tipo de invasor está se tornando um crime organizado", afirmou Andrade. No total, 2,5 milhões de computadores foram atacados.
Outro ponto importante, de acordo com o relatório da Microsoft, é que os sistemas operacionais estão mais seguros. O estudo afirma cerca de 90% dos ataques são executados a partir dos aplicativos. 
"Até um tempo atrás, a maioria dos worms e trojans se aproveitavam de vulnerabilidades e da ausência de proteção do próprio sistema operacional", disse. "Agora, os malwares tiram vantagem de aplicativos como o navegador, editor de textos ou o editor de gráficos."
Apesar do alto número de ataques registrados, Andrade afirma que os internautas não têm com o que se preocupar, desde que sigam alguma regras básicas - e conhecidas há bastante tempo. "O primeiro ponto de proteção é manter os sistemas e os aplicativos atualizados. É preciso atualizar desde o antivírus e o antispyware até o editor de textos e os navegadores", afirmou.
"Outra coisa fundamental: tome muito cuidado com links e anexos de e-mails. Esses link direcionam o usuário para sites que enganam o internauta e fazem com que ele baixe aplicativos maliciosos em seu computador", disse. Segundo o executivo, esses passos básicos são suficientes para reduzir os riscos e usar a internet com segurança. (Pedro Marques - IDG Now)

05.11 - Dell investe em design para vender seus novos laptops 
Fileiras bem ordenadas do que parecem ser pinturas abstratas estão penduradas em uma parede do laboratório de design da Dell, em Austin, no Texas. Há uma aquarela chamativa em turquesa, preto e verde, com um padrão de mosaico de pontos brancos e vermelhos e formas geométricas. Outra tela é coberta de esboços desenhados a mão de azeitonas verdes, violetas e laranjas. As pinturas, no entanto, não são obras de arte. São dezenas de protótipos de futuros computadores portáteis. Ao vê-las mais de perto, percebe-se o logotipo da Dell em cada uma das pinturas. 
O nome por trás da idéia é Ed Boyd, uma das contratações mais incomuns da Dell nos últimos anos. Boyd é um desenhista industrial que costumava inventar óculos escuros e tênis para a Nike. Agora, aos 43 anos, tenta tornar o design uma parte integral da Dell, a fabricante de computadores pessoais há muito conhecida por criar caixas cinzas e maçantes. "Estava cético de que pudesse ser badalado", diz Boyd, que se juntou à empresa no ano passado. "Aceitei o emprego quando ouvi que o laboratório de design funcionaria como um grupo de desenvolvimento de [bens] de consumo." 
A Dell pretende lançar os três primeiros laptops com os desenhos coloridos no dia 11, nos Estados Unidos, a tempo da temporada de fim de ano. Os consumidores terão de pagar US$ 75 adicionais pelos desenhos, além dos US$ 699 pelo preço de tabela dos computadores portáteis de baixo custo. Os desenhos são do pintor nigeriano Joseph Amédokpo, do artista gráfico sul-africano Siobhan Gunning, e do desenhista canadense Bruce Mau. 
Para Boyd, este é apenas o começo. No próximo ano, a Dell deixará os compradores personalizarem seus laptops de formas vertiginosas, misturando porções de cores, padrões e texturas. As opções irão muito além do punhado de escolhas disponíveis na maioria de seus concorrentes. Basicamente, Boyd pegou a abordagem da Nike de deixar as pessoas criarem seus próprios tênis e está tentando aplicá-la no mundo dos computadores. "Estamos levando a idéia [dos computadores feitos sob medida] ao próximo estágio", diz Boyd. 
Uma mudança de sorte certamente viria bem para a Dell. A outrora poderosa fabricante de PCs vem tropeçando nos últimos anos: a ações caíram mais de 60% desde 2005. Mesmo depois de o fundador Michael S. Dell ter voltado a ocupar o cargo de executivo-chefe em 2007, a companhia continua a perder terreno para a Apple e a renascida Hewlett-Packard (HP). 
"Tínhamos expectativas melhores para a recuperação da Dell a esta altura", observa o analista sênior Clay Sumner, da FBR Research. O valor de mercado da Dell agora é de US$ 24 bilhões, em comparação com os US$ 93 bilhões da Apple e os US$ 87 bilhões da HP. O fluxo líquido de caixa no balanço da Apple é quase o mesmo que o valor de mercado da Dell. 
Michael Dell sustenta que a empresa progrediu. Diz que os esforços de Boyd ajudaram a Dell a voltar a ficar bem encaminhada, especialmente com os consumidores. "Temos produtos mais excitantes do que nunca saindo no segundo semestre deste ano", disse Dell em um discurso, em junho. "Fundamentalmente é isso o que traz novos consumidores." 
Ainda assim, o momento é terrível para a Dell. Com a economia dirigindo-se a uma recessão e os consumidores cortando gastos, será difícil cobrar qualquer coisa extra por um design mais descolado. Analistas dizem que isso é especialmente verdadeiro para empresas como a Dell, cujo design não têm uma reputação estabelecida. "Os preços serão mais importantes para os consumidores por causa da deterioração econômica", destaca a analista Mika Kitagawa, da consultoria e empresa de pesquisas de mercado Gartner. 
Boyd está acostumado a assumir riscos. No ano passado, contratou um obscuro grafiteiro chamado Mike Ming para criar imagens para os produtos da Dell, o que preocupou alguns dos executivos mais conservadores na companhia. Também aprovou um teclado menor que o normal para o primeiro mini notebook da Dell, uma decisão com a qual o fundador da empresa claramente esteve em desacordo. "Michael Dell queria a experiência de um teclado completo", diz John Thode, vice-presidente da Dell para produtos de consumo de pequeno porte. 
Então, começaram a chegar os números de vendas desses produtos. Uma edição limitada de um laptop desenhado por Ming e o minicomputador portátil, lançados há poucos meses, superaram as expectativas, segundo executivos da empresa. "Recebi um e-mail de Michael dizendo: 'continue, continue, continue'", conta Boyd. 
O pessoal de design de Boyd agora soma 120 pessoas, espalhadas de Austin até Miami e Cingapura. Já há mais de dez doutorados no grupo, de áreas como engenharia, ciência da computação e psicologia cognitiva. Além dos novos produtos, eles trabalham em embalagens para economizar custos como um travesseiro inflável de plástico reciclado. Também tentam reformular a experiência de compra na internet no site Dell.com. Entre outras coisas, tentam substituir a navegação com cliques, cheia de interrupções, por uma mais fluida, de rolagem de imagens. "O design não é apenas cosmético", diz Boyd. 
No ano passado, a Dell tentou oferecer aos consumidores uma dúzia de cores diferentes para seus computadores portáteis, mas a empresa não conseguiu entregar os aparelhos no tempo prometido. Os atrasos irritaram os clientes e desencadearam uma série de comentários críticos em blogs e notícias na imprensa. Boyd diz que desta vez a Dell estará preparada para entregar uma combinação de cores e desenhos ainda mais complicada. 
As rivais irão tentar os consumidores com seus próprios desenhos novos. A Apple acaba de lançar uma linha de computadores portáteis de espessura fina, feitos de uma peça única de alumínio. A concorrência mais acirrada pode vir da HP, que vem investindo em design há muito mais tempo que a Dell e usou essa vantagem para ultrapassá-la, dois anos atrás, assumindo a posição de maior fabricante mundial de PCs. Neste quarto trimestre, a HP está lançando um PC com tela sensível ao toque, o laptop mais fino do mercado e um minicomputador portátil de US$ 700 com o desenho de uma peônia vermelha e violeta elaborado pela estilista de moda Vivienne Tam. 
Esses tipos de produtos podem revelar-se uma tarefa de venda complicada neste fim de ano. Porém, se Boyd e a Dell continuarem investindo em design, podem acabar encontrando uma audiência mais receptiva. "As pessoas querem apetrechos que tenham boa aparência no campus ou em um café", diz Kitagawa, do Gartner. "A padronização será mais e mais importante. No longo prazo, é o caminho a seguir." (Reena Jana - BusinessWeek, tradução de Sabino Ahumada - Valor Online)

05.11 - Internet e TV caminham juntas
Cerca de um terço das atividades de internet nos domicílios americanos acontecem enquanto os usuários assistem à TV, o que sugere que a velha mídia divide as atenções do usuário com a nova, em lug