29.01 - Após pacote de segurança, Microsoft detecta novas
falhas
Uma empresa de segurança dos Estados Unidos encontrou um novo
conjunto de vulnerabilidades no Internet Explorer. A descoberta ocorreu
apenas um dia depois da Microsoft lançar um pacote de atualização
de emergência para o navegador. A companhia Core Security Technologies,
de Boston, descobriu as falhas na última sexta-feira, segundo o
jornal britânico "The Daily Telegraph". A revelação
veio logo após o lançamento do pacote para resolver as falhas
do mais popular browser do mundo, que foram usadas por piratas virtuais
para invadir a conta de ativistas em direitos humanos na China.
Duas semanas antes, a Microsoft admitiu que a falha do navegador tinha
correlação com as invasões. A Core afirmou ter descoberto
outro conjunto de vulnerabilidades no Internet Explorer que podem ser exploradas
e usadas remotamente, a fim de acessar dados pessoais e computadores. A
Microsoft abriu uma investigação para o assunto. (Jornal
do Commercio Brasil)
29.01 - Teles ameaçam ir à Justiça contra banda
larga estatal
Minuta de decreto presidencial que autoriza a Telebrás a oferecer
o serviço provocou protestos
A minuta do decreto presidencial que autoriza a Telebrás a oferecer
acesso à internet para a população que mora em locais
não atendidos pelo setor privado ou com preços muito acima
dos praticados nas capitais provocou forte reação das companhias
telefônicas.
Nos bastidores, as empresas ameaçam ir à Justiça
para impedir que a estatal -que deveria ter sido liquidada no final dos
anos 90, mas sobrevive como fornecedora de mão de obra à
Anatel- passe a competir com as operadoras privadas pelo serviço
de internet, onde está o futuro das telecomunicações.
""A minuta [do decreto] é uma loucura. Se for aprovada, abrirá
uma crise institucional no setor, porque representa uma quebra do modelo
de privatização das telecomunicações", afirmou
o presidente da Abrafix (entidade que representada as operadoras de telefonia
fixa), José Fernandes Pauletti.
A banda larga estatal exigirá, numa primeira etapa, investimento
de R$ 1,3 bilhão. Na visão das teles, o custo de cobrir todo
o país com o serviço ultrapassaria R$ 4 bilhões.
O secretário de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, é
um dos principais defensores da rede pública de banda larga, com
aproveitamento das redes de fibras óticas da Petrobras e das estatais
de energia elétrica.
Vazamento
Já houve várias versões do decreto. A versão
final deve ser submetida ao presidente Lula no dia 10 de fevereiro.
Vazou uma versão redigida no dia 22 de dezembro, com 18 artigos.
A Folha teve acesso ao documento, que circula entre executivos. Pelo texto,
a Telebrás passaria a atuar como prestadora direta de serviço
de telecomunicações, podendo, até, oferecer banda
larga aos usuários finais.
A versão tornada pública relaciona, no artigo 6º,
as seguintes atribuições para a Telebrás:
a) implementação da intranet do governo federal;
b) dar suporte a políticas públicas de conexão
à internet e provimento de acesso em banda larga para universidades,
centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento e telecentros;
c) prover infraestrutura a serviços prestados por empresas privadas;
d) oferecer conexão à internet a usuários finais
onde não haja o serviço ou onde o preço médio
de mercado seja superior em 50% ou mais ao praticado na capital mais próxima.
Pelo texto que circula, caberá à Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações) estabelecer a forma de cálculo
do preço médio de mercado, para as velocidades de 256 Kbps,
512 Kbps e 1 mega.
A Telebrás ficaria encarregada de operar toda a infraestrutura
de redes de telecomunicações da administração
federal direta e indireta.
Os órgãos públicos e estatais que têm redes
de uso restrito poderiam operá-las mediante contrato de cessão
de uso firmado pela Telebrás.
Contradição
Para José Fernandes Pauletti, a abertura para a Telebrás
oferecer banda larga a usuários finais contradiz o que vinha sendo
acenado pelo governo. Segundo o executivo, as teles receiam uma concorrência
desigual da estatal.
""Em igualdade de condições, se uma empresa privada for
menos eficiente do que uma estatal, ela tem de ser eliminada do mapa. Mas,
o que se sabe, é que as condições nunca são
iguais, em termos de custo de crédito e de encargos", disse.
(Folha de S.Paulo)
28.01 - Caia fora do Internet Explorer 6
Desatualizado, navegador da Microsoft é muito vulnerável
a ataques; versões mais novas e programas concorrentes são
mais seguros
Lançada no longínquo ano de 2001, a versão 6 do
Internet Explorer é antiquada, vulnerável a ataques virtuais
e incompatível com padrões de desenvolvimento de sites.
Ainda assim, continua sendo a edição do navegador mais
usada, com 20,99% de fatia de mercado, segundo a Net Applications -número
pouco maior do que o de usuários da versão 8, a mais recente
(20,86%). O IE7 fica com 15,53%.
Depois de a Microsoft ter admitido que uma falha de segurança
em seu navegador facilitou a invasão de contas de e-mail do Gmail
de ativistas de direitos humanos na China, órgãos governamentais
da França e da Alemanha recomendaram o abandono do Internet Explorer
em prol de alternativas como o Mozilla Firefox e o Google Chrome.
A Microsoft rechaçou o aviso e defendeu seu navegador, afirmando
que os ataques exploraram falhas do velho IE6. "Trata-se da versão
do browser lançada há dez anos e que não está
preparada para o tipo de ameaça que existe hoje", afirmou a empresa
em comunicado, no qual recomenda a atualização para o IE8.
Nesta edição, entenda por que é importante se
livrar do Internet Explorer 6, saiba como manter os programas e o sistema
operacional do seu computador atualizados e conheça a nova versão
do Mozilla Firefox, principal concorrente do Internet Explorer.
20,99% dos internautas no mundo ainda usam a versão 6 do Internet
Explorer, lançada em 2001 e hoje ultrapassada -tem falhas de segurança
e de compatibilidade com sites modernos. O número supera o de usuários
das versões 8 (20,86%) e 7 (15,53%), segundo a Net Applications
(DANIELA ARRAIS e RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
28.01 - Gastos com TI devem crescer 4,6% em 2010
Os gastos com TI devem registrar um crescimento de 4,6% em 2010. Segundo
dados divulgados pelo Gartner, esses gastos chegarão a somar US$
3,4 trilhões. Entre os motivos que devem influenciar o aumento,
o instituto aponta que a gradual recuperação da economia
mundial deve ter impacto nos resultados do setor.
Embora modesta, a previsão representa uma melhora significativa
em relação aos números de 2008, quando os gastos de
TI sofreram uma queda de 4,6%. Ainda segundo o Gartner, todos os segmentos
considerados importantes dentro do setor de TI apresentarão crescimento
em 2010.
Com a maior previsão de avanço para o período,
o segmento de serviços de telecomunicações deve crescer
5,6%. Para os grupos de Softwares e Telecom, a previsão é
de 4,9% e 4,7% de aumento, respectivamente.
Para Richard Gordon, vice-presidente de pesquisas do Gartner, esse
aumento era esperado apenas para 2011. "Nós não esperávamos
ver os níveis de gastos com TI se recuperando até 2011. Mas
agora, com a revisão do dólar, estamos projetando que a despesa
global de TI este ano chegará aos níveis observados em 2008.
Nossa previsão atualizada para gastos com TI é na verdade
um ano mais cedo do que esperávamos”, explica.
Levando em consideração uma perspectiva regional dos
gastos, o Gartner prevê que os países emergentes ficarão
na liderança do crescimento dos gastos com TI tanto a curto quanto
a longo prazo.
Na América Latina é esperado um crescimento de 9,3%,
seguida do Oriente Médio, de 7,7%, e África, de 7%. Já
nos Estados Unidos, na Europa Ocidental e no Japão o crescimento
deve ser mais lento por conta da recuperação da economia,
o crescimento dos gastos nessas regiões poderá ficar em 2,5%,
5,2% e 1,8%, respectivamente. (Executivos Financeiros)
27.01 - Positivo bate recorde de computadores vendidos em 2009
A Positivo Informática registrou recorde histórico de
1,778 milhão de computadores vendidos em 2009, significativo crescimento
de 10,9% em relação a 2008, tendo em vista o impacto da crise
financeira mundial no volume do primeiro semestre do ano passado. Destaca-se
o bom desempenho no varejo, mercado em que as vendas totalizaram 1,432
milhão de unidades, crescimento de 21,4% em relação
ao ano anterior.
No quarto trimestre do ano passado, as vendas totalizaram 484,4 mil
PCs, representando crescimento de 18,% em relação ao mesmo
período de 2008 e redução de 8,3% em relação
ao trimestre anterior.
A participação dos notebooks registrou novo recorde,
respondendo por 43,7% do volume de computadores vendidos no quarto trimestre,
impulsionada pelo consistente aumento da participação desse
produto no mix de vendas, especialmente no mercado de varejo. Em 2009,
foram vendidos 714,2 mil notebooks, crescimento de 50,2% em relação
a 2008.
Em 2009, a receita bruta da Comapnhia registrou seu recorde histórico
e totalizou R$ 2,513 bilhões, 12,8% maior do que a registrada no
ano anterior, motivada tanto pelo crescimento de volume quanto dos maiores
preços médios. Desconsiderando-se o efeito do leasing, esse
crescimento seria de 10,5%. (Executivos Financeiros)
27.01 - Até 2013, Android será o segundo sistema operacional
móvel mais utilizado no mundo
Apresentando um crescimento de mercado mais rápido do que qualquer
outro sistema operacional, o Android deverá ocupar o segundo lugar
no ranking dos sistemas para aparelhos móveis mais utilizados no
mundo até 2013. Segundo as previsões feitas pela IDC, o sistema
atingirá cerca de 68 milhões de unidades móveis, o
equivalente a uma taxa de crescimento anual de 150,4% entre 2009 e 2013.
Ainda de acordo com o relatório da consultoria, o crescimento
considerável do Android, em um mercado antes dominado por BlackBerry,
Symbian e Windows Mobile, deverá ser beneficiado pela adesão
cada vez maior de fornecedores e fabricantes de celulares.
Para Stephen D. Drake, vice-presidente das áreas de mobilidade
e telecomunicações da IDC, os sistemas operacionais se tornaram
peças fundamentais no mercado de dispositivos móveis. “Embora
a aparência geral do aparelho ainda desempenhe um papel importante
no processo de compra, a escolha errada do sistema operacional pode significar
a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica.
A IDC ainda prevê que o Symbian deverá manter a liderança
durante o período de previsão. Já o Linux e o webOS
perderão espaço por conta do crescimento do Android, mas
não desaparecerão por completo. (Executivos Financeiros)
27.01 - Apple anuncia receita de US$ 15,68 bilhões no quarto
trimestre
A Apple divulgou seus resultados para o quarto trimestre de 2009, quando
a companhia registrou receita de US$ 15,68 bilhões. Ajudada pelas
vendas de iPhones, a empresa comandada por Steve Jobs obteve lucro líquido
de US$ 3,38 bilhões ou US$ 3,67 por ação.
No mesmo período de 2008, a receita da Apple foi de US$ 11,88
bilhões, com lucro de US$ 2,26 bilhões ou US$ 2,50 por ação.
Com uma taxa de crescimento de 10%, a venda de iPhone no período
chegou a 8,7 milhões de unidades. Já a venda de Macs registrou
um crescimento de 33%, com 3,36 milhões de unidades comercializadas.
Em contrapartida, foram vendidos 21 milhões de iPods, representando
uma queda de 8% no período.
Peter Oppenheimes, CFO da Apple, afirmou que todos estão muitos
satisfeitos com os resultados do trimestre. “Esperamos que no segundo trimestre
fiscal de 2010 nossa receita fique entre US$ 11 bilhões e US$ 11,4
bilhões”, disse.
Já Steve Jobs, CEO da companhia, ressalta que a Apple investirá
mais em novos produtos. Nesta semana, a empresa deve anunciar seu tablet
PC. (Executivos Financeiros)
26.01 - Web no Brasil está entre as mais lentas
A internet no Brasil ainda precisa se acelerar muito para chegar perto
da dos países desenvolvidos e mesmo da de vizinhos como Colômbia
e Chile. Segundo levantamento da empresa norte-americana Akamai, especializada
no assunto, a web no Brasil é a 35ª mais veloz em uma lista
de 45 países.
A pesquisa mostra que, no terceiro trimestre de 2009, a velocidade
média da web no Brasil era de 1.085 Kbps (kilobits por segundo),
ou 93% mais lenta que a da Coreia do Sul -a líder do ranking.
Entre as cidades brasileiras analisadas, Curitiba tem a velocidade
média mais rápida, 1.928 Kbps, o que a colocaria na 32ª
posição entre os países.
Outro indicador de como as pessoas têm acesso a uma web lenta
no país é que 20% das conexões têm velocidade
inferior a 256 Kbps, que é a velocidade mínima estabelecida
pela UIT (União Internacional de Telecomunicações,
órgão ligado à ONU) para uma internet ser considerada
banda larga.
Somente Síria (69%), Sudão (35%) e Índia (26%)
têm um índice pior que o brasileiro. Entre os sete latino-americanos
analisados, a Venezuela é a que mais se aproxima do Brasil, com
11% das conexões com velocidade menor que 256 Kbps.
Na outra ponta, 1,4% das conexões no país têm velocidade
maior que 5.000 Kbps, no 34º lugar da pesquisa. (Maria Crisitina
Frias - Folha de S.Paulo)
26.01 - Internet móvel no país é cara e nos atrasa,
diz Google
Preços e qualidade do serviço deixaram Brasil no "fim
da fila" do celular Nexus
Alexandre Hohagen, 40, foi contratado em 2005 para turbinar a venda
de anúncios para o Google no Brasil. Em 2009, passou a comandar
a maior empresa de mídia do planeta na América Latina. Hoje,
a companhia domina a internet no Brasil, as receitas cresceram 60% (a maior
taxa do mundo) e, a partir de 2010, elas serão diversificadas com
o Nexus, o primeiro celular com a marca da empresa. Com ele, o Google vai
para cima da Apple, hoje líder de navegação pelo iPhone.
No Brasil, o preço dos pacotes de telefonia celular e o poder
das operadoras entre os fabricantes de telefones podem atrapalhar os planos
do Google. Hohagen diz que esses entraves atrasaram a chegada do Nexus
ao país. O aparelho será lançado no Brasil no início
do segundo semestre deste ano. Ainda segundo ele, a companhia pressiona
as teles a baixar os preços dos pacotes de dados para massificar
o uso da internet móvel. Isso seria importante para a próxima
fase do Google, que prevê a oferta de aplicativos e outros serviços
via celular que exigem conexão permanente e estável.
FOLHA - Com o iPhone, a Apple passou a liderar o uso da internet via
celular. Foi por isso que o Google lançou o Nexus?
ALEXANDRE HOHAGEN - Cerca de 65% dos acessos à internet móvel
ocorrem pelos smartphones [celulares que são pequenos computadores].
Dentro desse universo, a Apple detém 60% de participação
com o iPhone. O Google nunca escondeu que a internet do futuro será
via celular, com serviços personalizados. Essa internet identificará
quem acessa, será capaz de localizá-lo, identificar seus
gostos, "saber" o que ele procura na internet. A plataforma móvel
tem vantagens enormes sobre a fixa para esse tipo de funcionalidade. A
ideia do Google sempre foi fazer a convergência da plataforma PC
[internet fixa] para a móvel. O lançamento do Nexus tem a
ver com o nosso interesse em oferecer essa experiência ao usuário
sem nenhum tipo de interferência.
FOLHA - Que interferência?
HOHAGEN - Hoje as empresas de telecomunicações detêm
o controle total do que vai nos celulares. Elas definem o sistema operacional,
que aplicativos serão instalados, se vai acessar internet, em que
rede o aparelho será usado. A estratégia do Nexus é
deixar o cliente completamente livre, tanto em relação à
operadora quanto ao conteúdo nele instalado.
FOLHA - Esse modelo encontra barreiras nas operadoras, cujo negócio
está atrelado à venda de aparelhos subsidiados. Acredita
que será possível quebrar as regras?
HOHAGEN - Por isso o modelo é híbrido. Vendemos o aparelho
bloqueado -e, nesse caso, vinculado a um pacote de uma operadora- e desbloqueado,
para o uso de qualquer chip.
FOLHA - Quando o Nexus chegará ao Brasil?
HOHAGEN - No início do segundo semestre. Em breve, devemos enviá-lo
para a homologação na Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações].
O aparelho está sendo apresentado para as matrizes das operadoras
brasileiras.
FOLHA - Por que o Brasil não está entre os primeiros
da lista?
HOHAGEN - Porque não chegou ao ponto de inflexão que
países como a Índia atingiram. Aqui as operadoras não
têm planos de dados com tarifas mais baixas. O Brasil está
entre os países com mais celulares, mas o volume de buscas pelo
Google via celular no país é baixíssimo.
FOLHA - As teles também reclamam que o tráfego de dados
em sua rede é baixo.
HOHAGEN - No fundo, não faz parte da estratégia delas
baixar o preço dos pacotes de dados nem vender planos sem limite
de uso, que incentivariam a utilização da rede. Quanto custa
um iPhone no Brasil? R$ 1.200, mais R$ 200 por mês por um pacote
de dados? É um absurdo, estamos falando de quase US$ 150 em dados
por mês. Em um ano, acaba custando mais que o aparelho. Na Índia,
as operadoras vendem planos ilimitados por US$ 5 mensais. É isso
o que chamo de inflexão e é o que o Google espera da América
Latina. Infelizmente, a região ainda está muito atrasada.
FOLHA - As teles dizem que os planos são caros porque os investimentos
da rede 3G ainda não foram amortizados.
HOHAGEN - Talvez seja por isso que ainda seja caro. Mas, sem planos
acessíveis, não dá para trazer ao Brasil aparelhos
com mais recursos nem serviços sofisticados. Temos uma série
de novidades. Os serviços de tradução são extremamente
importantes para a estratégia do Google, mas dependem de haver conexão
estável com o usuário. Sem uma rede parruda, não dá
para oferecê-los.
FOLHA - Pelo que se observa, a infraestrutura de telecomunicações
do país ainda atrapalha a expansão do Google na internet
móvel. Mas a crise fez muitas empresas apostaram na web. Isso não
ajudou vocês?
HOHAGEN - Sem dúvida. Na crise, muitos passaram a pesquisar
preços na internet, procurando ofertas, promoções.
As empresas, principalmente as tradicionais, entenderam esse comportamento
do consumidor e aumentaram os anúncios. O setor financeiro, incluindo
bancos, seguradoras e financeiras, a indústria automobilística
e até as empresas de bens de consumo aumentaram os investimentos
no Google. O resultado é que crescemos cerca de 60% no Brasil. É
a maior taxa do mundo para o Google e, além disso, o país
também registrou a maior margem de lucro [cerca de 50%]. O mais
importante é que conseguimos equilibrar nossa dependência
das empresas ligadas à internet, a base de expansão do nosso
negócio. Há cinco anos, 85% dos anunciantes eram empresas
do "core business" [empresas do mundo on-line]. Hoje, representam menos
de 40%.
FOLHA - Ainda existe preconceito das empresas tradicionais em anunciar
na internet?
HOHAGEN - Essa barreira existiu porque essas empresas, principalmente
as de bens de consumo, são mais focadas na criação
de marca [anunciando em outros canais de comunicação, como
a TV e os veículos impressos]. Quebramos essa barreira. Hoje, o
Google no Brasil já é o principal destino da Unilever. Em
2009, a GM dobrou seus investimentos, o Santander ampliou seus anúncios
em 400%. Ambos não estavam entre os dez maiores anunciantes do Google
em 2008. É um sinal de que o mercado brasileiro começa a
amadurecer. Na Inglaterra, o volume de investimentos em internet já
passou o da TV paga.
FOLHA - Como se comportaram as pequenas e médias empresas?
HOHAGEN - Elas foram um dos fatores que ajudaram a manter nosso crescimento.
Grandes grupos não surgem da noite para o dia. Noventa e oito por
cento das empresas brasileiras são de pequeno e médio porte
e cerca de 25% delas estão conectadas à internet. É
um volume brutal de negócios que podemos atingir. Há cinco
anos, nenhuma delas anunciava. Hoje são centenas de milhares. Há
um empreendedor em Guarulhos (SP) que vendia suplementos alimentares no
fundo da casa de seus pais. Ele começou a anunciar no Google e hoje
se transformou no maior vendedor de suplementos e equipamentos de ginástica
do país.
FOLHA - O Google vai ceder e pagar pelo conteúdo das empresas
de Rupert Murdoch [magnata dono de um grupo de mídia que controla
o "Wall Street Journal"]?
HOHAGEN - Essa é uma discussão que põe em xeque
a distribuição de conteúdo dos jornais impressos.
O Google não quer se tornar uma empresa de criação
de conteúdo e competir com eles. O que fazemos é simplesmente
colocar nossos usuários em contato com o conteúdo dessas
empresas no canal Google News. Seríamos como jornaleiros exibindo
manchetes na banca. As empresas têm controle total da nossa indexação
e da exposição de seus conteúdos em nosso site. Podem
até dizer que não querem aparecer nesse canal, como alguns
fazem [e como Murdoch quer fazer com seus jornais, como forma de pressionar
o Google pelo pagamento]. Mas acho um desperdício, porque geramos
1 bilhão de cliques por mês para esses sites, que poderiam
canalizar o tráfego para melhorar sua audiência e atrair anunciantes.
Muitos que nos deixaram voltaram atrás porque entenderam que podemos
ajudá-los como distribuidor de conteúdo.
FOLHA - Então por que a discussão?
HOHAGEN - Os produtores de conteúdo estão percebendo
que a notícia virou commodity. O terremoto no Haiti é uma
commodity, porque o internauta encontrará essa notícia em
qualquer site jornalístico. Uma entrevista com o general brasileiro
no Haiti ou uma análise do episódio passam a ser conteúdos
exclusivos. A questão é: como cobrá-los? A internet
já tem modelos de micropagamentos que poderiam ser usados para monetizá-los.
O que não dá mais é proteger a notícia que
todo mundo já tem. É esse modelo que o debate entre Murdoch
e o Google deixa exposto. E o Google levará essa discussão
até o final, se for o caso. (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)
22.01 - Microsoft confirma ataques ao Explorer
A Microsoft divulgou na quarta-feira um comunicado confirmando que
houve uma série de tentativas de roubo de informações
e ataques contra usuários do Internet Explorer. Segundo a empresa,
esses ataques partiram, na maioria dos casos, contra empresas que usam
o IE 6. "Trata-se da versão do browser lançada há
10 anos que não está preparada para o tipo de ameaça
que existe hoje", diz o comunicado.
A empresa recomenda o upgrade imediato para o IE 8, versão mais
nova do navegador. Segundo a Microsoft, os recentes ataques não
foram identificados no IE8. Além disso, a empresa recomenda que
os internautas definam como padrão o nível máximo
de segurança no browser. Isso pode ser feito na opção
"Ferramentas / Opções" do menu "Internet / Segurança".
De qualquer maneira, a Microsoft afirma que está desenvolvendo
uma atualização de segurança para todas as versões
do navegador.
Na segunda-feira, o governo da Alemanha recomendou à população
que substitua o navegador da Microsoft por outros softwares, após
a revelação de que os ataques ao Google ocorreram por causa
de falhas no Internet Explorer. O recado veio do Escritório Federal
para a Segurança da Informação da Alemanha. Navegadores
alternativos ao Explorer podem ser o Chrome, o Firefox ou o Safari.
A Microsoft respondeu à determinação alemã
afirmando que o risco é baixo. Thomas Baumgaertner, porta-voz da
empresa na Alemanha, disse que os ataques na China ao Google foram feitos
com "fins muito específicos". Segundo ele, a empresa não
apoia a recomendação porque não há riscos para
os usuários comuns. Na França a recomendação
foi a mesma: o IE deve ser substituído até que os problemas
sejam solucionados.
BUSCADOR. A Apple está negociando com a Microsoft a possibilidade
de se tornar o buscador padrão no iPhone, substituindo o Google,
segundo notícia publicada no site da agência Bloomberg. As
conversas entre as duas empresas ocorrem há semanas, de acordo com
a Bloomberg. A notícia afirma que as negociações podem
demorar para serem concluídas e ainda podem não levar a resultados.
O serviço de buscas na Internet Bing, da Microsoft, tenta ganhar
participação de mercado do Google, líder entre os
buscadores. O Google e a Apple, que já foram considerados aliados
na luta contra o domínio da Microsoft sobre o mercado de computadores,
competem em diversos setores, incluindo sistemas operacionais e no crescente
mercado de smartphones.
A Apple também busca encontrar formas de administrar anúncios
para serem publicados em seus aparelhos móveis, em medida que concorreria
diretamente com os negócios do Google no setor de publicidade, de
acordo com a Bloomberg. (Jornal do Commercio Brasil)
22.01 - Como transferir grandes arquivos
À medida que nos integramos à internet, nossas necessidades
de trocar informações aumentam. O e-mail é a principal
forma de enviar e receber documentos e arquivos. Contudo, essa tecnologia
ainda está longe de ser algo totalmente descomplicado. Não
pelo envio em si, que é bem simples, mas muitas vezes os provedores
dos destinatários têm limites quanto ao tamanho do arquivo
que pode ser baixado, ou os usuários têm limites físicos
no tamanho da caixa postal.
Se você tem banda larga, pode fazer uso de alguns sites e serviços
gratuitos que tornam o processo de envio de grandes arquivos bastante simples.
Veja alguns deles: o site http://transferbigfiles.com permite enviar arquivos
simplesmente digitando o endereço do destinatário e selecionando
o arquivo que deseja enviar.
O site envia uma mensagem ao recipiente, dando indicações
de como fazer o download do arquivo, que fica disponível por cinco
dias. O site também oferece um programa gratuito, chamado TBF Dropzone,
que permite o envio dos arquivos sem ter que acessar a página.
O http://www.mediafire.com é igualmente simples, mas funciona
como um disco virtual onde se pode manter arquivos que deseja compartilhar
com outras pessoas.
Na primeira vez que usar o site, você deverá, depois de
enviar o arquivo, cadastrar seu e-mail e senha para poder acessar os arquivos
que foram mandados. Ele armazena os arquivos por tempo indeterminado e
não faz menção a limitações de espaço
para armazenamento. No site, você pode selecionar o arquivo e enviar
um link para a pessoa que deseja que faça o download dele.
(José Ramalho - Jornal do Commercio Brasil)
21.01 - Recursos do processador i5
O i5 é um dos integrantes da nova família de processadores
Intel Core 2010, juntamente com o i3 e o i7. O grande destaque dessa linha
é a chamada tecnologia inteligente, um conjunto de recursos que
permitem um melhor desempenho em relação aos processadores
lançados anteriormente.
Um dos destaques é a tecnologia Turbo Boost, que aumenta a velocidade
de processamento quando necessário e a diminui quando o processador
é menos requisitado. Assim, os processadores conseguem um balanço
entre alto desempenho e menor consumo de energia.
Outro recurso interessante presente em alguns membros da família
Core 2010 é um acelerador de vídeo integrado ao processador.
O Intel Graphics HD acelera a comunicação entre o processador
e a placa de vídeo, permitindo alta eficiência na reprodução
de vídeos em alta definição e em tarefas que exigem
alta capacidade gráfica.
Existem diversos modelos do processador i5 disponíveis comercialmente
-eles podem ter dois ou quatro núcleos, a memória cache varia
de 3 Mbytes a 8 Mbytes e a frequência de clock varia de 2,4 GHz até
3,46 GHz, podendo chegar até 3,73 GHz com o Turbo Boost.
O modelo avaliado neste teste é o i5-750, que possui quatro
núcleos de processamento, 2,66 GHz (chegando a 3,2 GHz com o Turbo
Boost), 8 Mbytes de cache e tecnologia de 45 nm (especificamente, este
modelo não suporta Hyper Threading).
Para os testes de performance (benchmark), o processador foi equipado
em um computador com a placa mãe Intel Kingsberg DP55KG, com 3 Gbytes
de memória DDR3, placa de vídeo NVIDIA GeForce 9800 GTX+
com 512 Mbytes de memória e um disco rígido de 250 Gbytes.
O sistema operacional utilizado foi o Windows 7.
Para realizar os testes de benchmark, contamos com o auxílio
do software Everest Ultimate 5.30. No primeiro teste foi verificada a velocidade
de comunicação entre o processador e a memória RAM.
A velocidade de leitura dos dados da memória foi de 13,27 Gbytes/s
e para a escrita obteve 12,05 Gbytes/s, um ótimo resultado.
Para comparar, o Intel Core 2 Extreme (QX9650), considerado um dos
processadores topo de linha, consegue efetuar as mesmas operações
respectivamente a 7 Gbytes/s e a 6,9 Gbytes/s. Essa diferença se
deve principalmente à presença de dois canais de acesso à
memória (DDR3 1333) no i5, enquanto seu antecessor tinha apenas
um. Também é interessante notar que o os resultados do i5
neste teste foram muito próximos dos resultados de referência
do i7, que é o processador topo da linha Core 2010.
Na análise do desempenho do processador com cálculos
com números inteiros (CPU Queen), o Core i5 atingiu 19.768 pontos
e para manipulação de imagens (CPU Photoworxx) obteve 29.428
pontos. No caso de cálculos com números flutuantes (FPU Julia),
o processador conseguiu 10.826 pontos. O Core 2 Extreme fica atrás
em relação ao CPU Queen, com 21.406 pontos e mais ainda em
relação ao CPU Photoworxx, com 18.275 pontos.
Por fim, o Core 2 Extreme leva vantagem para cálculos com números
flutuantes, porém a diferença não é muito significativa.
Outro fator que deve ser levado em conta quando avaliamos as CPUs é
o consumo de energia. Segundo as informações disponíveis
no site da Intel, a potência dissipada pelo QX9650 é de 130W,
enquanto o Core i5 750 dissipa 95W.
Com esses resultados, podemos concluir que o Core i5 possui quase o
dobro da velocidade para o gerenciamento da memória, entretanto,
a capacidade para trabalhar com números continua similar ao seu
antecessor. Outra notícia boa é que houve também melhoramentos
para manipulação com imagens, o que pode agradar designers
e gamers. Usando o programa de análise de performance disponibilizado
pelo Windows Vista e pelo Windows 7 e avaliando o quesito processador,
chegou-se ao índice 7.3, um excelente resultado, já que o
valor do índice pode variar entre 1 a 7.9.
O preço do i5 750 nos EUA para lotes de mil peças é
de US$ 196, o que representa um bom custo-benefício.
(DENIS F. WOLF, ALBERTO Y. HATA e PATRICK Y. SHINZATO _ Folha de
S.Paulo)
20.01 - Transferir grandes arquivos pela internet
À medida que nos integramos à internet, nossas necessidades
de trocar informações aumentam. O e-mail é a principal
forma de enviar e receber documentos e arquivos. Contudo, essa tecnologia
ainda está longe de ser algo totalmente descomplicado. Não
pelo envio em si, que é bem simples. Mas muitas vezes os provedores
dos destinatários têm limites quanto ao tamanho do arquivo
que pode ser baixado, ou os usuários têm limites físicos
do tamanho da caixa postal.
Mas, se você tem banda larga, pode fazer uso de alguns sites
e serviços gratuitos que tornam o processo de envio de grandes arquivos
bastante simples. Veja alguns deles:
O site http://transferbigfiles.com permite enviar arquivos simplesmente
digitando o endereço do destinatário e selecionando o arquivo
que deseja enviar. O site envia uma mensagem ao recipiente, dando indicações
de como fazer o download do arquivo, que fica disponível por cinco
dias. O site também oferece um programa gratuito, chamado TBF Dropzone,
que você instala na sua máquina e que permite o envio dos
arquivos sem ter que acessar a página.
O site http://www.mediafire.comé igualmente simples, mas funciona
como um disco virtual onde se podem manter arquivos que desejam compartilhar
com outras pessoas. Você seleciona o arquivo que quer enviar e clica
no botão upload.
Na primeira vez que usar o site, você deverá, depois de
enviar o arquivo, cadastrar seu e-mail e senha para poder acessar os arquivos
que foram mandados. O site armazena os arquivos por tempo indeterminado
e não faz menção a limitações de espaço
para armazenamento. No site, você pode selecionar o arquivo e enviar
um link para a pessoa que você deseja que faça o download
dele. (José Ramalho - Estado de Minas)
19.01 - Faltam novos talentos para o mainframe
O mainframe não morreu. Os grandes computadores, preferidos
por bancos e empresas de telecomunicações, continuam em alta
no mercado de TI e abrem oportunidades de trabalho tanto para especialistas
veteranos, entre 40 e 60 anos, como para iniciantes na carreira. "O Brasil
é o terceiro país que mais compra essa solução
no mundo, depois dos Estados Unidos e da Alemanha", garante José
Eduardo Vilela, gerente de relacionamento com universidades para a área
de mainframe da IBM, que oferece os equipamentos há 45 anos.
Para acompanhar a evolução das máquinas, capacitar
e renovar os quadros de funcionários, empresas como IBM, Bull e
BMC Software investem em programas de treinamento. Ao lado de profissionais
experientes, cada vez mais escassos no mercado, as companhias querem atrair
"sangue novo" nos bancos das faculdades. Os salários servem como
atrativo. Estão acima da média do mercado da área
de TI e começam com R$ 7,5 mil mensais. "Mas podem chegar a R$ 20
mil, no caso de executivos seniores", diz Ilana Lissker, sócia da
Search Consultoria em Recursos Humanos.
A IBM, por exemplo, montou iniciativas para a capacitação
de jovens profissionais e deve garantir um banco de talentos para o futuro.
A preocupação da fabricante não é gratuita:
no primeiro trimestre de 2009, a tecnologia mainframe acusou um aumento
de 17% na receita proveniente de países emergentes. "A maioria dos
especialistas do mercado está acima dos 30 ou 40 anos", justifica
Vilela. Uma das ações de formação é
o Academic Initiative, programa mundial que costura parcerias com universidades.
Já há acordos de cooperação com cerca de 50
instituições de ensino no Brasil. Para se ter uma ideia,
desde 2006, foram treinados 3,2 mil alunos em mais de dez cidades com material
didático, profissionais da IBM e acesso aos mainframes da empresa.
"Cerca de 80% dos estudantes estão na graduação, 10%
em turmas de pós-graduação e 10% pertencem a escolas
técnicas e de ensino médio."
Rene Fernandez, de 22 anos, é formado em sistemas da informação
e pós-graduando em mainframe. Ele participou do Academic Initiative
e foi contratado pela IBM como especialista técnico em banco de
dados para mainframe (DBA). "Quando saí da universidade, nunca tinha
ouvido falar do assunto, e um amigo sugeriu que eu trabalhasse com o desenvolvimento
de Cobol, a linguagem das máquinas de grande porte", lembra. De
uma turma de 40 universitários, Fernandez acredita que seguiu o
caminho sozinho. "Todos buscaram colocações na área
de software e redes". Antes de ingressar na IBM, trabalhou em uma multinacional
mexicana com operações no Brasil. "Acabei me destacando porque
era o único que entendia de mainframes."
Segundo Vilela, o caso de Fernandez prova que o interesse pelos grandes
servidores está em alta no mercado profissional. Em 2006, no seu
primeiro ano de atividades, o Academic Initiative da IBM envolveu 267 alunos
em seis cursos. Em 2008, passou para 711 estudantes em 27 cursos. No ano
passado, foram 47 cursos e 1,2 mil treinandos, e 2009 deve terminar com
44 cursos e 1,5 mil alunos. "Há uma inovação tecnológica
na plataforma e isso atrai os mais jovens." O formato do mainframe também
mudou. Aquela velha imagem de um computador gigante que ocupava toda uma
sala foi substituída, a partir do final da década de 1990,
por máquinas menores, do tamanho de uma geladeira.
A IBM também usa, há dois anos, um concurso para selecionar
estudantes da área. Inclui tarefas práticas para alunos do
ensino técnico e superior e os primeiros colocados tornam-se aptos
a participar de processos seletivos da companhia. Em 2007, o concurso recebeu
mais de dois mil inscritos e nove participantes foram contratados. No ano
passado, o volume de inscritos subiu para três mil.
Para Ilana Lissker, da Search, a demanda por profissionais especializados
em mainframe aumentou de 5% a 15% nos últimos cinco anos. "Os mais
procurados são os profissionais que fazem desenvolvimento de novas
aplicações ou atualizações nos sistemas das
empresas". Entre 2008 e 2009, a consultoria recrutou três especialistas
para o mercado financeiro e indústria. "É difícil
encontrar profissionais especializados e há uma dependência
de candidatos mais experientes que conhecem a tecnologia há pelo
menos 12 anos."
A gerente de projetos de mainframe da consultoria Stefanini IT Solutions,
Ana Angélica Pinheiro, 46 anos, trabalha na área há
20. Na empresa desde 2005, começou a carreira na Natura, no final
da década de 1980, e hoje gerencia operações de integração
de dados de grandes bancos, como Itaú Unibanco.
Com uma equipe de 25 programadores e três coordenadores, viu
o quadro ganhar mais dez vagas no ano passado e acabou descobrindo o equilíbrio
entre profissionais veteranos e novatos. "Os mais antigos na área
possuem grande experiência em mainframe e não dominam as novas
tecnologias. Já os mais novos conhecem os padrões recentes,
mas não têm conhecimento em mainframe". Segundo Ana, os novatos
se interessam pouco pelo segmento porque as universidades não têm
disciplinas específicas sobre o assunto- somente para linguagens
e tecnologias padrões de mercado, ligadas à microinformática.
Na Elumini IT & Business Consulting, consultoria de soluções
de TI para grandes corporações como Bradesco e Citibank,
12% da receita vem da área de mainframes. A companhia tem 450 funcionários
e 60 são especializados no setor. "O profissional precisa ter uma
excelente visão de negócio, conhecimento de engenharia de
software e de integração com sistemas", diz Ethelberto Mello
Neto, gerente de produtos e serviços mainframe da Elumini. "Hoje,
poucos executivos da área têm menos de 40 anos". De olho na
renovação do quadro, a Elumini criou em 2007 um programa
de trainees para capacitar universitários e recém-formados
- os melhores alunos são contratados.
Na BMC Software, considerada uma das dez maiores empresas de software
do mundo, com um faturamento de US$ 1,8 bilhão, mais de 40% dos
contratos vêm da área de mainframe. Nos últimos três
anos, a plataforma apresentou um crescimento de 56%, 60% e 62%, respectivamente,
nos negócios da empresa. "Dos 5,8 mil funcionários em todo
o mundo, cerca de 1,5 mil são especializados em mainframe", diz
Olimpio Pereira, diretor da unidade de serviços da área para
a América Latina da BMC.
No Brasil, não é fácil encontrar especialistas
na área, de acordo com Pereira. "O mainframe teve sua morte precocemente
anunciada, o que eliminou investimentos em treinamento e desenvolvimento
de pessoal". A BMC combate o problema com cursos sob demanda e mantém
sete colaboradores e parceiros para dar aulas sobre a tecnologia.
"A escassez de profissionais experientes atrai, cada vez mais, jovens
interessados pelos salários do setor", diz Alberto Araújo,
diretor presidente da Bull América Latina. A empresa, dona de um
faturamento de US$ 75 milhões, é uma das pioneiras da indústria
do mainframe. O escritório regional tem 500 funcionários
e 20 engenheiros especialistas na plataforma - a idade média da
equipe técnica é de 34 anos.
"O conhecimento acumulado por esses profissionais é estratégico
para a companhia, que reserva pelo menos dez dias úteis por ano
para a formação dos técnicos". Segundo Araújo,
o advento do "cloud computing", ou computação em nuvem, representa
uma mudança fundamental na indústria de TI e deve ajudar
a cultura dos mainframes a se destacar ainda mais nas empresas. "Para operar
essa linha, fornecedores e clientes buscarão competências
técnicas só existentes em profissionais com experiência
no ambiente mainframe."
De acordo com os especialistas, o profissional deve demonstrar também
conhecimento de programação e experiência na implementação
de programas. "E saber trabalhar com linguagens e tecnologias como Cobol,
Natural e DB2", ressalta Tadeu Portas, diretor da DTS Consulting, que tem
80% dos negócios gerados a partir de projetos de mainframe.
Para captar mão de obra, a DTS criou um programa de treinamento
que seleciona candidatos nas universidades. Os estudantes são treinados
em até seis meses e os melhores são contratados como trainees.
"O profissional só estará realmente produtivo depois de,
no mínimo, um ano." Em 2009, a DTS diplomou 46 técnicos com
idades entre 19 e 30 anos. "Não é fácil recrutar pessoal
porque os melhores profissionais estão em cargos de coordenação
e gerência."
Com 63 anos, Luiz Fadel, "distinguished engineer" da IBM, está
na empresa há 40 anos. "Trabalho com mainframe desde que entrei
na companhia", afirma. Fadel começou como técnico de suporte
e hoje ajuda o time de vendas da América Latina a mostrar aos clientes
as vantagens da solução. Também faz parte do grupo
de executivos que recebe informações avançadas sobre
as novas funções das máquinas. "O especialista em
mainframe deve ter grande habilidade de análise, conhecimento das
características da tecnologia e capacidade para trabalhar em grupo",
diz. (Jacilio Saraiva - Valor Online)
19.01 - Dilema marca próxima geração de rede sem
fio
O cenário e os personagens estão definidos e a disputa
promete. De um lado está a Intel, líder mundial dos microprocessadores;
do outro, quatro grandes fabricantes de equipamentos de telecomunicações.
Os quatro fornecedores concorrem entre si, mas se uniram pela mesma causa:
Ericsson, Nokia Siemens, NEC e Qualcomm criaram um grupo batizado informalmente
de "G4" que, coincidência ou não, trabalha para acelerar as
decisões em torno do 4G, a quarta geração da telefonia
celular.
O grupo preparou um documento, já apresentado ao governo e à
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No texto,
as quatro fabricantes defendem a liberação de frequências
capazes de permitir a adoção de padrões internacionalmente
aceitos para a 4G, por meio da tecnologia conhecida como LTE, sigla de
"Long Term Evolution".
Já para a Intel, o "G4" pode até defender o LTE, mas
o importante é que o órgão regulador e o governo brasileiro
abram espaço para outras tecnologias, gerando concorrência
maior e custos mais baixos de investimento. A Intel, que participou do
desenvolvimento do padrão sem fio WiMax, avalia que essa tecnologia
não apenas atende à acelerada demanda de comunicação
- principalmente de dados, mas também de voz sem fio -, como está
em um estágio de uso mais avançado e exige menor investimento
na infraestrutura.
No centro do imbróglio está a disputa pelas frequências
para o uso das tecnologias. A Anatel avalia a liberação de
parte das faixas de 2,5 a 2,69 gigahertz (GHz), hoje utilizadas pelas operadoras
de televisão paga via rádio por microondas ou MMDS, sigla
em inglês para Serviço de Distribuição Multiponto
Multicanal. Tecnicamente haveria a opção de uso das frequências
de 700 megahertz (MHz), utilizadas pelas emissoras de televisão,
mas a previsão é de que a liberação dessas
frequências vá demorar, só ocorrendo após o
desligamento da TV analógica e o uso em todo o país da TV
digital.
As teles celulares seriam as candidatas naturais às frequências
de 2,5 a 2,69 GHz e ao LTE, uma vez que o padrão é considerado
uma evolução da atual terceira geração (3G).
Mas as empresas de TV paga via MMDS alegam direito adquirido de uso do
espectro. Elas também querem avançar nos serviços,
oferecendo acesso a dados e voz sem fio, e uma das possibilidades para
fazer isso é por meio do WiMax. Essa disputa tomou novos contornos
no ano passado.
Embora ainda não tenha se posicionado de forma definitiva, entre
agosto e outubro de 2009 a Anatel colocou em consulta pública a
revisão do espectro disponível, reduzindo o espaço
para as prestadoras do serviço de TV paga por microondas. Esse movimento
foi o pomo da discórdia entre os dois lados.
O diretor executivo da Associação de Operadoras de Sistemas
MMDS (Neotec), Carlos Andre Albuquerque, diz que as operadoras podem ceder
parte do espetro, mas não como propõe a Anatel. Elas operam
com 190 MHz e o órgão regulador sugere tirar 140 MHz. "Ficar
com 50 MHz é inconcebível. Há um jogo de interesses
de quem vai ocupar espaço", diz ele.
A interpretação das operadoras de MMDS é de que
o movimento visa abrir espaço para as operadoras de telefonia celular.
O diretor da Neotec diz que essa seria "uma distribuição
perigosa". "Concentrar tudo (os serviços) em poucas operadoras não
faz sentido", afirma.
Para Aluízio Byrro, presidente do conselho de administração
da Nokia Siemens, uma das empresas do "G4", a questão não
é de concentração e sim de seguir a tendência
internacional. Ele diz que o país precisa estar unido ao resto do
mundo. Cita como exemplo a Copa do Mundo de 2014. "Imagine um organizador,
jornalista ou turista chegar com seu telefone ou notebook ao Brasil baseado
em LTE e [o equipamento] não funcionar?", diz.
O LTE começa a ser implementado no exterior. Byrro frisa que
para que a tecnologia esteja disponível no país em 2014,
o razoável é que as frequências sejam licitadas até
o ano que vem. Isso permitiria que as redes fossem implantadas entre 2012
e 2013, estando disponíveis durante a Copa no Brasil.
O executivo afirma que a defesa, pelas empresas, da distribuição
do espectro segue vários parâmetros. Um deles é que
o LTE precisa de um mínimo de 140 MHz para seguir o padrão
recomendado pela União Internacional de Telecomunicações
(UIT). O organismo é responsável pela definição
de padrões internacionais no setor. Para Byrro, se o Brasil adotar
um padrão diferente, perderá escala e irá contra a
tendência mundial.
Para o "G4", o LTE é a evolução natural para os
mais de 4 bilhões de usuários de telefonia celular no mundo.
As empresas defendem a divisão do espectro diante da penetração
do serviço das teles celulares frente às empresas de MMDS.
Argumentam que no Brasil em torno de 90% dos municípios e 96% da
população são atendidos pela telefonia móvel,
com 170 milhoes de acessos. Já as operadoras de MMDS estão
em 4% dos municípios, numa operação iniciada em 1994,
com menos de 360 mil usuários de televisão paga, segundo
dados de novembro do ano passado.
O vice-presidente comercial e de marketing da Ericsson, Lourenço
Coelho, outra empresa do "G4", afirma que o movimento dos fabricantes em
prol do LTE visa "conscientizar as autoridades e a sociedade de que o Brasil
não pode ficar fora do mundo", diz. "Isso já aconteceu quando
houve a opção pelo TDMA (na telefonia celular) e depois com
o CDMA, que pode ser uma ótima tecnologia, mas que ficou sem escala
mundial. O fabricante de terminais precisa de escala. Só produz
no país se for também exportar. Não adianta fixar
uma frequência diferente do resto do mundo", afirma o executivo.
"O que essas empresas querem é criar todos os obstáculos
para o WiMax ser instalado ", rebate o consultor técnico da Neotec,
José Luiz Frauendorf. Ele diz que o que está por trás
desse movimento atende a interesse comerciais porque o LTE é produzido
pelas empresas que defendem sua adoção.
"O mercado da indústria de fabricação de equipamentos
está mudando. A Nortel foi à falência, a Lucent se
juntou à Alcatel, a Siemens saiu das telecomunicações
e vendeu a divisão para a Nokia, e a Motorola não está
bem. Nossos legisladores não enxergam o panorama. Querem discutir
regulamentação sem entender o pano de fundo e acabam sendo
usados", diz Frauendorf.
As operadoras de MMDS defendem a manutenção das regras
vigentes. A redução do espectro prejudicaria a oferta de
serviços de TV, dados e voz, que essas companhias interpretam como
seu direito. Albuquerque diz que não está decidido se as
operadoras de TV paga vão utilizar WiMax para oferecer serviços
sem fio. "Falamos nessa possibilidade porque desde 2006 [o WiMax] já
está disponível e não foi implementado porque a Anatel
não regulamentou. Vamos usar a [tecnologia] mais viável",
afirma.
O diretor de expansão de mercado da Intel, Fábio Tagnin,
pondera que a empresa é "em geral agnóstica" com relação
a redes sem fio. Ele explica que a companhia se envolveu no desenvolvimento
do WiMax para criar uma tecnologia com padrão aberto, de menor custo.
"Um fabricante de equipamentos que vai usar a rede WiMax paga menos pela
tecnologia do que o LTE, que tem patentes muito caras. O WiMax lidera o
mercado de banda larga e está presente nos Estados Unidos, na Rússia,
no Japão e aqui no Brasil (uma adepta é a Embratel). Defendemos
o melhor custo-benefício disponível, o que não quer
dizer que apoiemos essa ou aquela tecnologia", afirma.
A liberação do espectro é importante, diz Tagnin,
pois vai permitir o uso de diferentes tecnologias. "É um pouco frustrante
ver que várias decisões estão sendo empurradas por
brigas políticas. Esperamos que o Plano Nacional de Banda Larga
traga novidades quanto à liberação de espectros. Acho
uma grande armadilha ficar travado em uma tecnologia única, com
as empresas sendo obrigadas a pagar muitos royalties por unidade vendida",
afirma o executivo. (Heloisa Magalhães - Valor Online)
18.01 - Lucro da Intel sobe 875% no 4º tri
A fabricante de chips Intel anunciou quinta-feira um lucro líquido
no quarto trimestre do ano passado de US$ 2,3 bilhões de dólares,
ou US$ 0,40 por ação. Isso representa um aumento de 875%
sobre o mesmo período de 2008. Já a receita da empresa subiu
28% na mesma base de comparação, para US$ 10,6 bilhões.
O resultado superou as expectativas do mercado, uma vez que analistas
esperavam um lucro de US$ 0,30 por ação e uma receita de
US$ 10,2 bilhões no último trimestre.
A Intel espera registrar uma receita de cerca de US$ 9,7 bilhões
no primeiro trimestre de 2010, com margem de 400 milhões de dólares
para mais ou menos. (Jornal do Commercio Brasil)
18.01 - Brasil reúne o segundo maior grupo de usuários
do Twitter
Pesquisa realizada pelo instituto Sysomos aponta que o Brasil reúne
o segundo maior grupo de usuários do Twitter, ficando atrás
apenas dos Estados Unidos, que concentra cerca de 50,88% do total de membros
ativos do microblog.
Os brasileiros representam 8,79% do total de usuário do Twitter,
sendo que em junho de 2009, esse total era de 2%. Desta forma, o País
fica à frente da Grã-Bretanha, com 7,2% de usuários,
Canadá, com 4,3%, e Alemanha, com 2,49%.
Considerando-se o número total de tweets enviados, os brasileiros
estão em terceiro lugar, com 6,7% do total de mensagens postadas.
Os Estados Unidos lideram o ranking, com 56%, seguidos por Grã-Bretanha,
com 8%.
O estudo revelou também que os usuários mais ativos do
microblog estão nas cidades de Nova York, Londres e Los Angeles.
San Francisco, cidade berço do Twitter, concentra os dez usuários
mais ativos do site.
Para a pesquisa foram analisados os perfis de 13 milhões de
usuários ativos do Twitter entre 16 de outubro e 16 de dezembro
de 2009. (Executrivos Financeiros)
15.01 - Vendas de computadores crescem 5,2% em 2009
Em 2009, as vendas mundiais de computadores registraram um aumento
de 5,2%, totalizando cerca de 306 milhões de unidades vendidas.
De acordo com dados divulgados pelo Gartner ontem, esse crescimento foi
impulsionado pela expansão do mercado de dispositivos móveis.
Garantindo a liderança, a HP obteve market share de 19% no ano.
Em seguida, aparece a Acer, com 13%.
Em relação apenas ao quarto trimestre, as vendas mundiais
de computadores ultrapassaram 90 milhões de unidades, registrando
um crescimento de 22,1%, obtendo o resultado do mercado nos últimos
sete anos.
Na América Latina, as vendas de computadores aumentaram 42,7%
no último trimestre em relação ao mesmo período
de 2008, quando foram registrados índices de vendas baixos. Segundo
o relatório, o crescimento se deve à queda nos preços
dos netbooks, que estimula a compra do setor em geral.
Nos Estados Unidos, as vendas do quarto trimestre totalizaram 19,8
milhões de unidades, o equivalente a um aumento de 26,5% em relação
ao mesmo período de 2008. “Estratégias agressivas de vendas
estimularam os consumidores. No entanto, alguns fornecedores diminuíram
perigosamente os preços para estimular o crescimento do market share”,
explica Mikako Kitagawa, analista do Gartner.
Ainda no quarto trimestre de 2009, as vendas na região da Europa,
Oriente Médio e África (EMEA, da sigla em inglês) apresentaram
um crescimento de 3,6% em comparação com o ano anterior,
totalizando 29,7 milhões de unidades comercializadas. No acumulado
do ano, a região vendeu cerca de 96,4 milhões de unidades,
o equivalente a um declínio de 6,2% em comparação
com 2008. (Executivos Financeiros)
15.01 - Receita do setor de TI cresceu 9,3% em 2009
O setor de TI encerrou 2009 com crescimento de 9,3% e uma receita anual
aproximada de R$ 52,8 bilhões, segundo pesquisa da Softex (Associação
para Promoção da Excelência do Software Brasileiro).
Para 2010, a entidade que tem no Ministério da Ciência e Tecnologia
seu principal parceiro, estima um movimento de R$ 57,7 bilhões e
uma repetição do nível de crescimento, acima de 9%.
"O momento pelo qual passa a indústria brasileira de software
e serviços de TI (IBSS) é realmente muito promissor. No mercado
interno, não registramos queda de receita e mantemos a taxa de crescimento
anual. No mercado externo, o País começa a consolidar uma
imagem de provedor global de software e serviços de TI, e o aumento
das exportações refletem isso. Nossas projeções
para 2010 indicam um volume de negócios em torno de US$ 4 bilhões
no exterior", afirma Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex.
O mercado nacional de serviços de TI também vive um período
positivo e deve manter o ritmo em 2010. Segundo dados da IDC Brasil, a
expectativa de crescimento para este ano é de 5,1% em comparação
a 2008, movimentando aproximadamente R$ 19,4 bilhões.
Para 2010, a consultoria aponta ainda que a manutenção
da demanda por outsourcing de TI, além de softwares de gestão
empresarial (ERP), business intelligence (BI), integração
de sistemas e bases de dados, são alguns dos serviços que
mais devem receber investimentos. (Executivos Financeiros)
15.01 - Facebook e McAfee fazem acordo para melhorar segurança
na rede social
O Facebook e a McAfee anunciaram uma parceria para melhorar a segurança
dos 350 milhões de usuários da rede social.
A nova relação começa com a McAfee oferecendo
aos usuários do Facebook seis meses grátis de assinatura
do Internet Security Suite. Mas vai muito além disso. As empresas
trabalham juntas para criar maneiras de eliminar rapidamente a qualquer
malware que apareça.
Se o Facebook apontar que um usuário tem algum problema de segurança,
um processo automático mostrará mensagens informando-o do
problema e fechará a conta dele, segundo o diretor de comunicações
do Facebook Barry Schnitt.
Trocas de senhas também podem ser requisitadas, além
de outros possíveis processos de segurança, como rodar um
limpador de malwares. O suporte por telefone pode oferecer ajuda aos usuários.
“Poucas pessoas têm problemas com o Facebook atualmente”, aponta
Schnitt. Mas, com o crescimento de worms para redes sociais, além
de crackers que buscam senhas do Facebook, há a necessidade de trabalhar
duro para resolver questões de segurança, diz o executivo.
O vice-presidente de marketing da McAfee, Brent Remai, afirma que a
parceria vai ajudar a empresa a oferecer seu software de segurança
na internet para usuários a um preço reduzido. O valor do
produto, no entanto, ainda não foi divulgado. (Network World/ IDG
Now)
14.01 - Microsoft adia correção de bug que pode travar
Windows 7
Ao mesmo tempo, a empresa reconhece que não tem ainda uma correção
para a falha do Windows 7, tornada pública dois meses atrás.
A atualização a ser liberada conserta uma vulnerabilidade
que só é tida como “crítica” – o nível mais
sério do sistema de classificação da Microsoft – no
Windows 2000. Esse bug também afeta o Windows XP, o Vista e o Windows
7, bem como o Windows Server 2003, Server 2008, e Server 2008 R2, mas nessas
versões o risco é classificado como “baixo”.
Sobre o tipo de bug a ser corrigido, “a primeira coisa que vem em mente,
em relação aos novos sistemas, é uma vulnerabilidade
de negação de serviço e, no Windows 2000, uma brecha
para execução de código remoto”, disse o diretor de
operações de segurança da nCircle Network Security,
Andrew Storms.
Risco baixo
A Microsoft minimizou o risco potencial, mesmo para usuários
do Windows 2000. “O índice de exploração dessa falha
não será alto, o que diminui o risco geral”, afirmou Jerry
Bryant, um porta-voz da Microsoft, em comentário publicado nesta
quinta-feira no blog da empresa para temas de segurança.
Storms vê com bons olhos a carga leve da atualização
de terça-feira, que sucede diversos meses de atualizações
múltiplas: a Microsoft atingiu um recorde em outubro, quando publicou
correções para 34 vulnerabilidades em 13 atualizações
separadas. “É bom ter um mês leve, especialmente com a questão
das vulnerabilidades da Adobe”, disse Storms, referindo-se a um bug na
tecnologia PDF da empresa, que também deve ser corrigido em 12/1.
A Adobe, que em meados de julho prometeu liberar correções
de segurança para o Reader e o Acrobat a cada trimestre, também
vai corrigir falhas nesta terça-feira. A Adobe publicou sua própria
notificação “pré-correção” nesta quinta-feira,
mas como é de praxe recusou-se a detalhar quantas vulnerabilidades,
além das que já são exploradas pelos crackers, serão
corrigidas.
Para depois
A Microsoft, por sua vez, decidiu adiar uma correção,
o que já foi confirmado por Bryant: a empresa não vai consertar
uma espantosa vulnerabilidade de negação de serviço,
detectada no Windows 7 e no Windows Server 2008 R2. “Ainda estamos trabalhando
em uma correção”, disse.
Em meados de novembro, a Microsoft confirmou que o bug no Server Message
Block (SMB), um protocolo criado pela empresa para compartilhamento de
arquivos e de impressoras, poderia ser usado por crackers para comprometer
computadores com Windows 7 e Windows Server 2008 R2. A Microsoft alega
que a vulnerabilidade não pode ser usada para invadir PCs.
A falha do Windows 7 foi descoberta primeiro pelo pesquisador canadense
Laurent Gaffie em 11/12, um dia depois que a Microsoft publicou as correções
daquele mês. Gaffie publicou um código de ataque como prova
de conceito em uma lista de discussão de segurança. De acordo
com o pesquisador, a exploração da falha causa o travamento
do Windows 7 e do Server 2008 R2 de tal maneira que a única coisa
a fazer é desligar manualmente os computadores.
“De uma perspectiva de relações públicas, eu esperaria
que a Microsoft consertasse o bug do SMB este mês”, disse Storms.
“Por outro lado, não ficaria surpreso se isso não ocorresse,
já que é apenas um bug de negação de serviço”.
A previsão é que a Microsoft libere sua atualização
de segurança em 12/1 aproximadamente às 16 horas (horário
de Brasília). (Gregg Keizer - Computerworld)
14.01 - Mozilla libera Firefox 3.6 Release Candidate para download
A Mozilla colocou para download o Firefox 3.6 Release Candidate, nova
versão de testes do navegador da empresa.
As novidades do navegador incluem a opção de mudar a
aparência com apenas um clique, o aviso de atualização
de plugins, melhora no sistema de preenchimento de caixas de texto e no
desempenho de JavaScript, entre outras.
Usuários das versões anteriores do Firefox receberão
um aviso com a sugestão da atualização para o novo
browser. Quem preferir poderá fazer o download gratuito do site
oficial da Mozilla. (IDG Now)
14.01 - Aprenda a abrir novas abas em navegadores
Como abrir uma nova aba no Firefox sem ter que clicar em um link? Estou
com uma aba aberta e quero abrir uma nova para digitar o endereço
de um site
João Ribeiro da Silva
Resposta: Vou aproveitar para dar a resposta não só para
o Firefox mas também para o Internet Explorer 7 ou 8.
No caso do navegador Firefox, você pode clicar em cima da aba
aberta e selecionar a opção Nova aba. Pode também
clicar no pequeno quadrado que fica ao lado direito da aba aberta, ou da
última, caso existam várias abertas.
No Internet Explorer, o procedimento é parecido. Você
pode clicar com o botão direito na aba e selecionar as opções
Nova guia ou Duplicar guia para abrir outra aba com o mesmo conteúdo
da página atual.
Se você gosta de usar mais o teclado do que o mouse, a combinação
de teclas Ctrl+T abre uma nova aba em qualquer um dos navegadores. Uma
vez aberta a nova aba, que estará em branco, basta digitar o endereço
desejado ou utilizar algum da lista de favoritos.
Veja como gravar DVDs com vídeos do micro
Seguindo instruções do Canal Aberto, produzi vídeos
caseiros utilizando o Windows Movie Maker. Mas, ao transferir o trabalho
para mídia (DVD-R), o vídeo não pôde ser lido
por aparelhos de DVD comuns, só pelo computador. Como soluciono
o problema?
Luiz Godo
Resposta: Não ficou claro se o leitor fez um arquivo no formato
.WMV e gravou em um DVD, cujo arquivo pode ser reproduzido pela maioria
dos tocadores de DVD mais novos, ou se criou um disco no formato de DVD.
Nos dois casos, lembre-se de que tocadores de DVD mais antigos podem
ser incompatíveis com os DVDs criados em micros. Faça testes
em aparelhos mais novos para ter certeza.
No Windows Vista, o Windows Movie Maker ativa o Windows DVD Maker quando
é selecionada a opção Publicar o filme no formato
de DVD. Assim, a mídia é criada. Já no XP, o Windows
Movie Maker (versão 5) conseguirá apenas gravar o vídeo
no formato .wmv e você precisa de outro programa para gravar o DVD.
Duas sugestões são o Free Easy CD DVD Burner (migre.me/g2XN)
e o Free Movies to DVD (migre.me/g2Xv). (Folha de S.Paulo)
13.01 - Acesso à Internet cresceu 10% em 2009, diz Ibope
O Ibope Mídia lança em todo o país um mapeamento
completo dos hábitos de uso de Internet dos brasileiros. A 21ª
edição da pesquisa Internet Pop traz como novidades a inclusão
de questões sobre os sites mais acessados no domicílio, informações
sobre as operadoras que fornecem o serviço 3G e a mensuração
das atividades realizadas no celular, como ouvir rádio AM e FM,
assistir TV aberta e digital, assistir a vídeos e filmes, entre
outros indicadores. A nova versão do estudo conta ainda com a inclusão
de duas novas praças: Campinas (SP) e Florianópolis (SC).
O estudo Internet Pop aponta que o acesso à Internet resceu
10% em relação ao ano anterior: de 49% em 2008 para 54% em
2009, totalizando mais de 25 milhões brasileiros que costumam conectar-se
à rede, ainda que de vez em quando.
Entre as pessoas que acessam à web por meio de outros equipamentos
que não o computador, nas principais regiões metropolitanas
do país, 66% o fazem pelo celular, 21% pelo Smartphone com tecnologia
3G, 9% por computador de mão/ palm top e 3% por Smartphone sem tecnologia
3G. Dentre estas pessoas, 25% acessam a internet diariamente.
(Executivos Financeiros)
13.01 - Mercado de storage cresce 2,4% no 3T09 na AL, diz IDC
O mercado de armazenamento externo na América Latina apresentou
um crescimento de 2,4% no terceiro trimestre de 2009, em comparação
com o mesmo período em 2008, dando sinais de recuperação
depois dos dois primeiros trimestres do ano afetados pela crise econômica.
Esta é uma das constatações do estudo ‘IDC LA
Quarterly Disk Storage System Tracker, Q3 2009’ sobre o segmento de storage
realizado pela IDC, líder em inteligência de mercado, consultoria
e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação
e Telecomunicações.
No Brasil, o setor movimentou aproximadamente US$ 58 milhões
no terceiro trimestre, -3,8% em relação ao mesmo período
em 2008, mas registrou crescimento de 61% em termos de volume comparado
ao segundo trimestre de 2009, com entrega de cerca de 8 petabytes. Os resultados
do quarto trimestre, ainda não consolidados, tendem a ser positivos
e
as perspectivas para 2010 e os próximos anos são otimistas.
“A economia brasileira praticamente já saiu da crise. Entre
os vários indicadores podemos citar o aumento da oferta de emprego
e o aumento no consumo das famílias de menor renda apoiadas por
programas sociais do governo”, diz Waldemar Schuster, Analista Senior de
Storage – IDC Latin América. (Executivos Financeiros)
12.01 - Lenovo ressalta papel do Windows 7
A Lenovo, maior fabricante de computadores pessoais da China, previu
que o Windows 7 vai aumentar a demanda por seus produtos nos próximos
três anos, à medida que as empresas e os consumidores em geral
adotarem o novo sistema operacional da Microsoft.
"Estamos vendo negócios mais fortes em todo o planeta devido
ao impulso do Windows 7", disse Rory Read, presidente mundial da Lenovo,
durante a feira Consumer Electronics Show, encerrada ontem, em Las Vegas.
"Acho que se trata de um bom produto que vai estimular a demanda pelos
próximo 12, 24 e 36 meses."
As vendas da Lenovo no primeiro semestre caíram nos Estados
Unidos e na Europa em decorrência da redução dos gastos
dos clientes empresariais na fase de recessão, o que induziu a companhia
chinesa a reforçar sua oferta para os consumidores comuns. Fabricante
dos laptops Thinkpad, a Lenovo junta-se a outras companhias do setor com
a previsão de que o Windows 7, lançado em outubro, vá
ajudar a aumentar a demanda por tecnologia. Gianfranco Lanci, presidente
da Acer, já havia projetado, em outubro, um aumento das vendas entre
o Natal e o primeiro trimestre de 2010. No mesmo mês, Steve Schuckenbrok,
presidente da divisão de grandes empresas da Dell previu que o sistema
vai ajudar a aumentar os gastos em tecnologia a partir do meio do ano.
"O Windows 7 vai começar a proporcionar um aumento na venda
de PCs na segunda metade deste ano, depois que as companhias tiverem tempo
para avaliar e testar o software", disse Frank He, analista do Bank of
China em Hong Kong. "A Lenovo, com muitos de seus negócios concentrados
no segmento empresarial, será uma das primeiras beneficiárias
disso", afirmou.
A previsão do presidente da Lenovo é de que as empresas
de pequeno e médio portes vão responder por uma parte considerável
do crescimento previsto.
A Lenovo, que em 2005 adquiriu a divisão de computadores pessoais
da IBM, revelou novos produtos na semana passada, incluindo um computador
"tablet", o mesmo tipo de equipamento apresentado pela Hewlett-Packard
(HP), líder de mercado global. Os "tablets" são notebooks
com telas giratórias, que ficam semelhantes a uma prancheta.
A Apple, fabricante do iPhone, planeja lançar um "tablet" este
mês, disse na semana passada uma pessoa a par do assunto.
A Lenovo, cuja sede fica em Raleigh, na Carolina do Norte, disse em
novembro que sua receita em mercados maduros, o que inclui as operações
nos EUA e na Europa, caiu 23%, para US$ 2,8 bilhões, nos seis meses
encerrados em setembro. As vendas na China cresceram 5,2%, para US$ 3,66
bilhões.
A companhia, que transferiu sua sede para os EUA depois de comprar
a divisão da IBM, informou em novembro que vai pagar US$ 200 milhões
para recomprar sua unidade de telefonia móvel, vendida em 2008.
"Está ocorrendo um movimento de convergência da informação
e dos dados entre as plataformas", afirmou o executivo. "Não importa
se é por meio de seu telefone inteligente ou laptop." (Joseph
Galante e Mark Lee - Bloomberg/Valor Online)
12.01 - Calibrando o monitor
Só dá o devido valor a um monitor colorido quem, como
eu, usou computador nos tempos pioneiros do monitor monocromático
tipo “fósforo verde”. Naqueles tempos, um monitor capaz de exibir
cores na tela era algo tão formidável que, embora já
se tenham passado mais de 20 anos, ainda me lembro da primeira vez que
vi um deles em uso em uma agência de viagem nos EUA. E o que mais
me impressionou foi a naturalidade com que a jovem que me atendeu trabalhava
com aquilo, que, para mim (e qualquer outro brasileiro; afinal, vivíamos
a época sombria da mais que nefasta reserva de mercado da informática),
era a oitava maravilha do mundo. E olhe que se tratava de um monitor EGA
com uma resolução de 640x360 pixels – ridícula para
os padrões atuais, porém formidável para a época.
E, maravilha das maravilhas, exibia cores na tela! E podia mostrar até
256 delas, vejam vocês que fantástico!
Hoje, trabalhamos com monitores cujas resoluções horizontal
e vertical andam na casa dos milhares de pixels, exibem mais de 16 milhões
de cores e achamos perfeitamente natural. Afinal, cores são cores,
nada mais do que cores. Mas a verdade não é bem essa.
Quem sabe alguma vez você já tenha se sentido ligeiramente
incomodado com a sensação de que o vermelho do monitor de
seu vizinho parece um pouco mais vermelho que o do seu? Ou que as cores
lá são mais harmônicas do que cá? Há
um par de semanas fui obrigado a reparar nesses detalhes graças
a um infausto acontecimento: um raio atingiu a rede elétrica do
prédio onde mantenho um pequeno apartamento em uma cidade litorânea
próxima do Rio (não, Angra não, felizmente) e “queimou”
tudo o que estava conectado. Inclusive o computador e os monitores que
uso quando me escondo por lá. Como tinha levado meu computador portátil,
um valente netbook, consegui me manter “na ativa”. Mas tive que comprar
um monitor, pois, para quem se acostumou a usar sempre dois monitores,
passar longos períodos encarando a pequena tela de 10 polegadas
do netbook era um martírio.
Conectei-o ao micrinho e estendi a área de trabalho para os
dois monitores. E então percebi claramente que há cores e
cores, mesmo quando se trata da mesma cor. Pois bastava arrastar uma janela
de um monitor para o outro para que a bela coloração vinho
que eu usava como fundo da ilustração com a qual estava trabalhando
se transformasse em uma tonalidade assim tipo “marrom excremento”, bastante
desagradável. E bastava arrastá-la de volta para que a bela
tonalidade original fosse recuperada. Por que cargas d’água isso
acontecia? Qual a razão da diferença?
A razão, meu amigo, é que os bons monitores oferecem
dezenas de ajustes, como brilho, contraste, tonalidade, temperatura de
cor e o diabo a quatro e todas elas afetam a qualidade da imagem e o aspecto
das cores. Para que os ajustes se combinem de forma a exibir cores realistas
(o que é particularmente importante para quem usa mais de um monitor
ou para quem trabalha com programas gráficos cujos arquivos precisam
ser impressos, em que a cor exibida na tela deve corresponder exatamente
à que será impressa), os monitores precisam ser “calibrados”.
Ou seja: a regulagem de seus ajustes deve ser feita com precisão.
Há programas comerciais que orientam o usuário a obter
o melhor ajuste. Mas quem usa Windows 7 não precisa deles. Basta
abrir o programa “Dccw.Exe” de Windows (ou digitar na caixa de pesquisas
do menu Iniciar “dccw.exe”, iniciais de “Display Color Calibration for
Windows”, ou Calibragem de Cores). Será solicitada a autorização
do administrador. Entre com a senha e depois é só seguir
as instruções da tela. Se você usa dois monitores,
rode o programa em um deles, depois no outro. Com um ajuste benfeito, as
cores não somente ficarão iguais em ambos como seu aspecto
será mais realista. Bom proveito. (B. Piropo - Estado de Minas)
11.01 - Software livre pode ser alternativa para democratização
da Internet
Sem duvidar do êxito da causa que o inspira, Jon “Maddog” Hall,
presidente da Linux International acredita que, cada vez mais o mercado
e os usuários se darão conta das vantagens do software livre,
abraçando-o tanto nas empresas quanto nas residências.
Seu primeiro objetivo é mostrar as vanta¬gens trazidas pela
liberdade de empregar e modificar os softwares de acordo com as necessidades
e propósitos de cada um. “As pessoas não devem es¬perar
que um desenvolvedor faça o que elas precisam para tocar seus negócios.
Elas têm de ter controle sobre os sistemas que usam. Ou elas são
livres ou são escra¬vas de um software”, argumenta ele.
Maddog chama a atenção, nesse sentido, para o pe¬rigo
representado pelo gigantismo e poder de mercados ostentados por algumas
empresas de TI. De qualquer modo, Hall lembra que o software livre já
é empregado hoje o tempo todo, em larga escala, sem que esse fato
seja notado.
Em termos de inclusão digital, Maddog salienta que o software
livre poderia, por exemplo, possibilitar o acesso à tecnologia por
parte das populações de baixa renda. A pobreza, pondera ele,
faz com que muitas pes¬soas não consigam comprar softwares proprietários,
empurrando-as para a aquisição de cópias piratas.
“O software livre poderia ajudar nestes casos, pois tem as mesmas funcionalidades
e bastaria baixá-los da Internet. Para aperfeiçoá-lo,
poderiam ser contratados programadores locais, o que criaria uma nova atividade
econômica”, sugere Hall. Podem emergir, aliás, mode¬los
de negócios a partir dessa realidade, pelos quais as pessoas ganhariam
mais dinheiro do que se trabalhas¬sem com aplicativos de código
fechado. (Executivos Financeiros)
11.01 - TI é protagonista do processo de crescimento do mercado
de seguros
A rápida transformação do perfil e do nível
de exigência dos consumidores torna a área de TI indispensável
para o mercado de seguros. Não por acaso, na Bradesco Seguros e
Previdência, por exemplo, a tecnologia da informação
é tida como um dos pilares do processo que visa a consolidar uma
tendência de crescimento do grupo nos próximos anos. “A tecnologia
precisa estar dentro do negócio, tem de participar das vitórias
e das derrotas de cada uma das companhias”, afirmou o presidente da Bradesco
Seguros, Marco Antonio Rossi, durante palestra no V Insurance IT Meeting,
realizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros
Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e capitalização
(CNSeg).
Falando para uma plateia de profissionais da tecnologia da informação,
Rossi conclamou a todos a se engajarem em um projeto que pretende aprimorar
as práticas atuais na indústria do seguro. “Vocês trazem
soluções. São profissionais que transformam as nossas
dificuldades muitas vezes em realizações. Portanto, devem
entender nossos desafios e dificuldades”, destacou.
Na palestra, Rossi destacou ainda que o clima no mercado internacional
é de “extremo pessimismo e ceticismo”. Contudo, ressaltou que o
Brasil nunca viveu um momento como esse, em que é visto, por quase
todos, como a primeira ou segunda opção de investimento.
Marco Antonio Rossi disse ainda que o desafio, agora, é “buscar
eficiência para aproveitar as oportunidades”. Ele vê boas chances
para o mercado em quase todos os ramos, a começar pelos mais tradicionais,
tais como o seguro de automóveis.
O presidente da Bradesco Seguros vê espaço para avanços
também no ramo saúde, embora faça restrições
à excessiva interferência do Estado, especialmente no que
se refere aos ajustes nos preços. Ele também defendeu a redução
do número de nor¬mas para modalidades como o microsseguro, cuja
regu¬lamentação está em tramitação
no Congresso Nacional.
Há, contudo, ainda alguns obstáculos que precisam ser
ultrapassados, inclusive na imagem que o mercado passa para a sociedade.
Rossi admite que a atividade “é diferente”, até pela dificuldade
que as pessoas encontram para entender que “pagamento é prêmio
e beneficio é sinistro’. Rossi destacou, porém, que o futuro
é promissor. Na opinião dele, a perspectiva de crescimento
sustentado da economia brasileira traz novos horizontes para o mercado
de seguros.
Diante desses gargalos, Rossi entende que a tecno¬logia pode ter
um papel preponderante em vários as¬pectos. “A TI é fundamental
para dar suporte a uma das prioridades do mercado de seguros em 2010: desenvolver
novos canais de atendimento - via web, mobilidade, varejo e call center”,
previu Rossi, para quem a tecnologia da informação cada vez
mais fará “o caminho para chegarmos às pessoas”.
(Executivos Financeiros)
11.01 - Lenovo lança primeiro notebook híbrido para o
mercado norte-americano
A Lenovo apresentou na última quarta-feira (06) durante a Consumer
Electronics Show (CES), em Las Vegas, o primeiro notebook híbrido
do mercado, o qual passa a ser vendido nos Estados Unidos em 01 de junho
deste ano, pelo preço estimado de US$ 999. Chamado de IdeaPad U1,
o equipamento foi projetado para oferecer ao consumidor uma mistura de
notebook tradicional e tablet touch screen em um único aparelho.
Com design exclusivo, cada dispositivo do laptop híbrido funciona
com processador e sistema operacional próprio. "Ao unir a funcionalidade
de um notebook, com um tablet touch screen e a experiência da Internet
móvel, o U1 proporciona aos consumidores a liberdade de escolher
o dispositivo que preferem para qualquer atividade", explica Liu Jun, vice-presidente
sênior, Idea Product Group, da Lenovo.
Quando conectada ao corpo do laptop, a tela de 11:6 polegadas do IdeaPad
U1 utiliza o sistema operacional Windows 7, funcionando como um notebook
tradicional. Já quando a tela é removida, torna-se um tablet
multitouch com processador ARM e que executa o sistema operacional personalizado
Lenovo Skylight.
O laptop híbrido suporta mais de cinco horas de navegação
em 3G, além de já estar equipado com câmera de vídeo
e alto-falantes com microfone integrado. O IdeaPad U1 também permite
que o usuário alterne os modos retrato e paisagem. A tela também
pode ser dividida em seis ou quatro seções, cada uma com
uma aplicação diferente. (Executivos Financeiros)
18.12 - plano de banda larga fica para o próximo ano
A decisão sobre o modelo definitivo do Plano Nacional de Banda
Larga foi adiada e deverá ocorrer apenas na segunda semana de janeiro,
quando representantes dos ministérios de Comunicações,
Planejamento, Casa Civil se reunirão novamente com o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar os estudos.
Pelo plano, o governo quer ampliar o acesso à banda larga pelo
país a preços acessíveis para a população
mais carente. Na reunião anterior, o presidente solicitou estudos
sobre qual seria o custo de o governo bancar integralmente a oferta de
banda larga em todo o país, sem interferência de nenhuma empresa
de telefonia.
Mesmo que as operadoras façam parte do plano, o governo quer
usar esse cálculo para pressioná-las a reduzir seus preços.
Para estender seus investimentos, previstos em R$ 15 bilhões ao
ano para banda larga, as operadores pediram ao governo redução
de impostos, principalmente em aparelhos de modem, que têm mais de
dois terços de seu valor final em tributos.
Debates preliminares dentro do governo indicaram a meta de oferecer
acesso à internet por banda larga por R$ 30. No entanto, alguns
participantes das discussões já chegaram a cogitar a oferta
do acesso por R$ 10. O Ministro das Comunicações, Hélio
Costa, considerou ontem o preço de R$ 15 para o acesso.
O custo da banda larga no Brasil atualmente é um dos mais altos
do mundo. Enquanto aqui 1 megabit por segundo custa cerca de US$ 47, nos
EUA, esse mesmo megabit custa US$ 15.
Além de reduzir os custos para os usuários, o governo
também quer diminuir a diferença de preços entre as
diversas regiões do país. Hoje, em Manaus, o acesso à
internet chega a custar mais de cinco vezes o valor de São Paulo.
Com a liberação de 16 mil quilômetros de cabos
de fibra óptica que eram de posse da Eletronet na Justiça
do Rio na semana passada, o governo federal ganhou mais força para
conseguir oferecer os acessos à banda larga até a ponta final.
Com essas redes, que se somam aos 15 mil quilômetros de cabos em
posse de estatais, o custo de o poder público bancar totalmente
o acesso seria reduzido. Com esse "backbone", como é chamada a infraestrutura
de cabos de fibra óptica, o governo poderá arbitrar o mercado,
alugando parte dos cabos para novas empresas, sem que elas tenham de fazer
grandes investimentos para começar a oferecer um serviço
de telecomunicação.
Para administrar essa infraestrutura, debateu-se na reunião
inicial com o presidente a criação de uma empresa estatal,
que poderia ser a Telebrás. No entanto, mesmo que seja ela a empresa
a administrar esses cabos, o governo já considera terceirizar alguns
serviços para bancar todo o projeto, até os usuários.
Uma das alternativas, também, é estimular pequenos 475 provedores
que têm atuação regional no país.
Para Costa, porém, não há como viabilizar o Plano
Nacional de Banda Larga sem considerar os R$ 75 bilhões em investimentos
previstos por grandes operadoras nos próximos cinco anos. "Mas (com
a decisão da Eletronet), já há condições
de se regular melhor o mercado", comenta. "Onde as empresas chegarem, nós
(governo) vamos ter de chegar e a custo baixo", completa. (Danilo
Fariello - Valor Online)
18.12 - Microsoft oferecerá navegador rival na UE
Para evitar nova e dispendiosa disputa judicial, empresa, que anteriormente
pagou multa de US$ 2,4 bi, faz acordo com autoridades
Especialistas dizem que acordo mostra a crescente influência
da Europa no estabelecimento de padrões antitruste mundiais
As autoridades regulatórias europeias abandonaram o processo
antitruste contra a Microsoft, depois que a empresa concordou em oferecer
aos consumidores a opção de usar navegadores de companhias
rivais. O acordo evitou uma segunda e dispendiosa batalha judicial para
a gigante norte-americana do software.
O acordo dispõe que a Microsoft ofereça aos usuários
do Windows a opção de adotar até 11 outros navegadores
oferecidos por empresas rivais, como Mozilla, Apple e Google.
Os usuários europeus do onipresente sistema operacional Windows
que tenham optado pelo Explorer como seu navegador padrão receberão
a opção de mudar para um rival em uma próxima atualização
de software, a partir de 2010.
"Milhões de consumidores europeus se beneficiarão dessa
decisão ao ter liberdade de escolher o navegador que utilizam",
afirmou, em comunicado, Neelie Kroes, a comissária europeia para
concorrência.
A Microsoft, por sua vez, declarou que estava "satisfeita" com a decisão.
Jesse Verstraete, porta-voz da empresa em Bruxelas, disse que não
há planos de estender a oferta a outros países que não
os 27 integrantes da UE mais Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Ainda assim, o acordo coloca em destaque, de acordo com especialistas
jurídicos, a atitude cada vez mais conciliatória que as empresas
norte-americanas vêm adotando para evitar sanções e
assim poder continuar atuando na Europa.
Para a Microsoft, o acordo representa um contraste gritante com o seu
primeiro e acrimonioso confronto judicial com as autoridades europeias,
que resultou em multas de US$ 2,4 bilhões e em uma ordem judicial
para que alterasse algumas de suas práticas de negócios.
O caso,que durou quase uma década, foi encerrado em outubro
de 2007, quando a Microsoft desistiu de recorrer de uma decisão
da comissão, segundo a qual a empresa havia abusado da posição
dominante do Windows no mercado para beneficiar seu software de mídia
e seu negócio de servidores.
Dois meses após a desistência da Microsoft, a Opera, fabricante
de navegadores, apresentou queixa quanto a esse tipo de software, o que
resultou no segundo processo.
O Google, produtor do Chrome, e a Mozilla, que criou o Firefox, assinaram
como oponentes no processo. A comissão anunciou em janeiro que a
integração do Explorer ao Windows prejudicava a concorrência.
Em julho, a Microsoft propôs um plano de distribuição
para navegadores, que, depois de ajustes propostos pelos rivais, conduziu
ao acordo.
Os produtores rivais disseram que o acordo representava uma oportunidade
importante para seus softwares. Isso, afirmam, dará mais liberdade
de escolha aos europeus e também permitirá que eles comparem
os diferentes navegadores.
"Acredito que esse acordo tenha o potencial de mudar a situação
atual", disse Sundar Pichai, diretor da equipe do navegador Chrome, do
Google. "A maioria dos consumidores, no passado, teria escolhido o Explorer
porque ele veio em seus computadores. Agora, a decisão será
tomada pelos méritos."
O Windows, da Microsoft, está presente em mais de 90% dos computadores
do planeta.
Pelos termos do acordo, a Microsoft oferecerá telas de opção
de navegadores como parte das atualizações de software fornecidas
a mais de 100 milhões de usuários dos sistemas operacionais
Windows XP, Vista e 7 na Europa que optaram pelo Explorer como seu navegador
principal.
O Explorer detinha 62% do mercado europeu de navegadores em setembro,
de acordo com a consultoria AT Internet Institute. O segundo lugar cabe
ao Firefox, com 28,4%, seguido pelo Apple Safari, com 4,3%, o Google Chrome,
com 2,8%, e o Opera, com 2,2%.
Além dos efeitos sobre o mercado, especialistas disseram que
a anuência da Microsoft em distribuir produtos rivais era uma confirmação
da crescente influência da Europa no estabelecimento de padrões
antitruste mundiais.
Nos 12 últimos meses, a comissão, sob a liderança
de Kroes, conquistou concessões da Oracle (que queria a aprovação
da aquisição da Sun Microsystems), da Rambus (que concordou
em reduzir seus royalties sobre certos chips de memória) e agora
da Microsoft.
No mês passado, a comissão encerrou um inquérito
-iniciado quatro anos atrás- sobre a política de descontos
praticada pela Qualcomm depois que a fabricante americana de chips para
celulares fechou acordos com sete rivais.
Em todas essas ocasiões, as empresas norte-americanas decidiram
que era preciso mudar a forma como operam na União Europeia a fim
de evitar novas multas, custos judiciais e má publicidade.
(New York Times, tradução de PAULO MIGLIACCI - Folha de S.Paulo)
18.12 - Agência dos EUA acusa Intel de prejudicar concorrência
A FTC (Federal Trade Commission, agência responsável por
regular as práticas comerciais nos EUA) entrou com ação
antitruste contra a Intel, acusando-a de aproveitar a posição
dominante no mercado para "asfixiar a competição e fortalecer
o monopólio".
Ela acusa a fabricante de chips de realizar uma campanha sistemática
e ilegal para impedir que as rivais tenham acesso aos consumidores. Com
isso, diz, privou os consumidores de produtos que podem ser superiores
e mais baratos.
"A Intel empreendeu uma campanha deliberada para sufocar ameaças
competitivas ao seu monopólio", afirmou Richard Feinstein, diretor
da FTC para competição. "Ela tem desconsiderado os princípios
de disputa justa e as leis que protegem a competição."
Em comunicado, a fabricante disse que o processo iniciado pela agência
é "equivocado". "A Intel tem competido de maneira justa e legal.
As suas ações têm beneficiado os consumidores. A indústria
altamente competitiva dos microprocessadores, da qual a Intel é
parte importante, tem mantido a inovação robusta e com os
preços caindo mais rapidamente que qualquer outro setor."
A empresa tem sido alvo de diversas ações nos últimos
meses. Ela foi acusada no mês passado pela Justiça de Nova
York de ameaçar e punir as fabricantes de computadores que usassem
chips das rivais e de fazer pagamentos ilegais para que utilizassem seus
produtos. Em maio, a UE a multou em 1,06 bilhão por prática
semelhante.
Também em novembro, ela fechou acordo de US$ 1,25 bilhão
com a rival AMD para encerrar uma disputa legal que durava quatro anos
em que era acusada de dar desconto para clientes que não usassem
produtos da concorrente. (New York Times/Folha de S.Paulo)
17.12 - Destaques do ano de 2009
Ao longo de 2009, o caderno Informática testou dezenas de produtos.
Todos bastante bons, mas alguns se sobressaíram pelos recursos inovadores,
pela facilidade de uso e pela boa relação custo-benefício.
Um dos destaques do ano foi o netbook Eee PC 1008HA, da Asus. Com espessura
de pouco mais de 2,5 cm, ele tem design sofisticado e boa performance.
O teclado permite uma digitação confortável e
a bateria dura mais de cinco horas.
Na seara da fotografia, a Olympus E-P1 fez bonito. A câmera é
uma releitura digital da linha Pen, que a Olympus consagrou na década
de 1960.
Com design retrô, ela oferece filtros artísticos, como
Grainy Film (granulado em preto e branco) e Pin Hole (que realça
o centro da imagem).
A nova versão do iPhone também agradou. Mais rápido
do que os modelos anteriores, o 3GS vem com uma câmera melhor e faz
vídeos. Além disso, conta com a App Store, em que se podem
baixar milhares de programas para o aparelho.
Já o monitor 3D da Hyundai inova ao fazer a conversão
de imagens de duas para três dimensões. Vendido em modelos
de 22, 24 e 46 polegadas, ele pode ser usado para ver filmes e jogar videogame.
(RC)
Eee PC 1008HA
O netbook ultrafino da Asus tem tela de 10,1 polegadas, processador
Intel Atom N280 de 1,66 GHz, 1 Gbyte de memória, disco rígido
de 160 Gbytes e Windows XP
Preço sugerido: R$ 1.699
www.asus.com
iPhone 3GS
A nova versão do celular da Apple com tela sensível ao
toque está mais rápida e conta com câmera de 3 Mpixels
que faz vídeo
Preço: R$ 2.799 (versão com 32 Gbytes desbloqueada na
Oi)
store.apple.com/br
Olympus E-P1
Com resolução de 12,3 Mpixels, a câmera com estilo
retrô tem lentes intercambiáveis e conta com filtros artísticos.
O ISO vai de 100 a 6.400
Preço: US$ 799,99 (com lente Zuiko ED 14-42mm)
www.olympus.com
Monitor 3D Hyundai
Vendido nos modelos de 22, 24 e 46 polegadas, faz a conversão
de imagens de duas para três dimensões. Tem conexões
HDMI e VGA
Preço: de R$ 4.800 (22 polegadas) a R$ 36 mil (46 polegadas)
shop.abs-tech.com (Folha de S,Paulo)
16.12 - Governo deve investir R$ 15 bilhões no Plano Nacional
de Banda Larga até 2014
O Governo Federal deverá investir R$ 15 bilhões até
2014, para ampliar o acesso à internet em alta velocidade no País.
O Plano Nacional de Banda Larga deve ser anunciado pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva até o dia 20 de janeiro.
De acordo com a Agência Brasil, durante a audiência da
Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, o ministro das
Comunicações, Hélio Costa, afirmou que caberá
às empresas de telefonia a maior parte dos investimentos – em torno
de R$ 49 bilhões. A contrapartida do setor público seria
de R$ 26 bilhões, somando os investimentos em infraestrutura, como
satélites, e renúncias fiscais.
Metas
Ainda em elaboração pelo Ministério das Comunicações
e outros órgãos do governo, o projeto poderá até
suscitar a criação de uma nova estatal para gerir a expansão
da internet no Brasil.
Uma das metas do plano, segundo Costa, é aumentar em dez vezes,
até 2014, a velocidade da banda larga que chega ao interior brasileiro
e “a um preço razoável”. Segundo ele, a infraestrutura das
companhias telefônicas não chega a regiões como os
estados do Amapá, Acre, Roraima, Pará, que acabam dependendo
de acessos via rádio, o que diminui a velocidade. (InfoMoney)
16.12 - Brasileiro que acessa internet no trabalho tem renda maior,
revela IBGE
Pessoas que acessam a internet do trabalho têm renda superior
àquelas que usam a rede internacional de casa ou de locais públicos.
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de
Amostra por Domicílio), revelou que a renda média mensal
per capita de quem usa a internet no local de trabalho é de R$ 1.523.
Já os que acessam a rede mundial do domicílio tem uma
renda média mensal de R$ 1.336, enquanto quem tem acesso a um local
público gratuito tem renda média de R$ 825 mensais e quem
opta pelo centro público pago, de R$ 536.
Idade
O local de acesso à internet também tem relação
com a faixa etária do usuário. Os mais jovens - de 10 a 17
anos de idade - acessam principalmente dos centros públicos pagos,
que têm representatividade de 53,3% nesta faixa de idade.
Pessoas com 40 anos ou mais, por sua vez, acessam mais de seus domicílios,
com 78,6% de representatividade.
Os dados mostram que, nos domicílios, a idade média de
quem acessa a internet é de 30,6 anos, enquanto no local de trabalho
é de 34,6 anos. (InfoMoney)
15.12 - Uso da internet cresce 75,3%
O acesso à internet cresceu 75,3% no Brasil entre 2005 e 2008.
De acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de brasileiros que
acessou a rede mundial de computadores, ao menos uma vez no ano, passou
de 20,9% para 34,8% entre os períodos analisados, o que equivale
a 56 milhões de usuários a mais no País. O aumento
no uso da rede ocorreu de forma paralela entre homens de 21,9% para 35,8%
e mulheres de 20,1% para 33,9%.
O IBGE divulgou uma série de dados sobre o comportamento do
cidadão brasileiro na rede no Suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios) 2008 sobre Acesso à Internet e
Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal. Os resultados
mostram que em todas as áreas da pesquisa sexo, idade, rendimento,
local o acesso à internet cresceu no País. Pode-se destacar
que foram, principalmente, as pessoas com baixa renda que puxaram o patamar
de uso da rede no Brasil para cima. Apesar de o dado ter crescido em todos
os níveis de escolaridade, o aumento foi mais intenso na população
com menos escolaridade, segundo a pesquisa.
O estudo mostra que os usuários da internet são mais
escolarizados (10 anos de estudo em média) que aqueles que não
a utilizam (5,5 anos de estudo). A proporção de pessoas que
acessam é maior quanto maior a escolaridade. Entre aqueles com 15
anos ou mais de estudo, o percentual de usuários da rede foi de
80,4% em 2008; entre os com 11 a 14 anos de estudo, 57,8%; com 8 a 10 anos
de estudo, 38,7%; com 4 a 7 anos de estudo, 23,4%; e entre as pessoas sem
instrução ou com menos de 4 anos, 7,2%.
Cresceu também o uso da internet em locais públicos,
como lan houses, que junto com as residencias superam os locais de trabalho
no acesso à web no Brasil. De acordo com o IBGE, isso se deve ao
aumento de renda. Segundo o estudo, em 2008, os acessos foram feitos, principalmente,
de casa (57%), das lan houses (35,2%) e do trabalho (31%).
O rendimento per capita das pessoas que acessaram a web no trabalho
foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em
R$ 1.336. Os menores rendimentos per capita foram os dos usuários
de centros públicos de acesso gratuito (R$ 825) e de lan houses
(R$ 536).
IDADE. O levantamento mostra que os jovens estão muito mais
inseridos no mundo virtual que os mais velhos. O grupo que registrou o
maior percentual de uso foi o de 15 a 17 anos de idade, com 62,9%. Além
disso, esse grupo teve o maior aumento em relação a 2005
quando era de 33,7%. A partir dessa faixa etária, o percentual de
usuários diminui com a idade, chegando a 11,2% das pessoas de 50
anos ou mais. Esse grupo representava, em 2008, 24,8% da população
total, mas correspondia a apenas 8% do total dos que tinham acessado a
internet.
A proporção de pessoas que acessam a internet no grupo
de 10 a 14 anos de idade (51,1%) também é muito significativa,
já que ficou acima das percentagens de usuários em todas
as faixas etárias a partir de 25 anos, em todas as regiões
O principal motivo apontado pelos usuários para uso da internet
é a comunicação com outras pessoas, por email ou sites
de relacionamento 83,2%. Assim, os dados apontam uma mudança no
uso da web, que, em 2005 era acessada, principalmente, para fins educacionais
e de aprendizado. Também aumentaram os acessos para atividades de
lazer, que passou do terceiro motivo mais citado (54,3%) em 2005 para o
segundo (68,6%) em 2008. Já 48,6% das pessoas acessaram a internet
para ler jornais e revistas.
REGIÕES. De acordo com o Suplemento da Pnad, as regiões
Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%) registravam os maiores
percentuais de usuários, e as regiões Norte (27,5%) e Nordeste
(25,1%), os menores. Entre os estados, Distrito Federal (56,1%), São
Paulo (43,9%) e Rio de Janeiro (40,9%) tinham os maiores percentuais de
pessoas que acessaram a internet. Os menores índices ficaram com
Alagoas (17,8%), Piauí (20,2%) e Maranhão (20,2%).
Segundo a Pnad, 104,7 milhões de pessoas não utilizaram
a internet nos três meses anteriores à data da entrevista,
ou seja, 65,2% do total. Os motivos de não utilização
foram concentrados em três: não achavam necessário
ou não queriam (32,8%); não sabiam utilizar (31,6%) e não
tinham acesso a computador (30,0%). (Jornal do Commercio Brasil)
15.12 - Por uma banda larga melhor e mais acessível
Empresas e governo tentam superar os desafios do serviço, como
oferta restrita, qualidade que deixa a desejar e preços e impostos
nas alturas, para tirar o país do atraso nessa tecnologia
Oferta restrita, qualidade de serviço questionada, produto caro
e impostos nas alturas estão entre os principais obstáculos
para um maior acesso à banda larga pelos brasileiros. Projetos públicos
e privados vêm ganhando força para superar esses desafios
e a alta velocidade prometida aos consumidores tenta tirar o atraso em
que o país está mergulhado. É o que espera com ansiedade
a auxiliar de serviços gerais, Kelly Moreira de Souza. Com notebook
novo em casa, ela ainda prefere usar o computador de uma lan house. “Cheguei
a pesquisar os preços e ficaria em R$ 80 para usar a internet em
casa. Não tem condição, já que ganho menos
de um salário mínimo com os descontos”, afirma. Por enquanto,
ela navega apenas para pesquisas e, por isso, paga de R$ 2 a R$ 3 por semana.
“Para ser acessível, o valor teria que cair para R$ 15”, diz.
O Plano Nacional de Banda Larga, apresentado pelo Ministério
das Comunicações e que pode ser aprovado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas, estabelece
que a metade dos domicílios brasileiros urbanos e 15% dos rurais
estejam conectados à internet de alta velocidade até 2014.
Para atingir o número, serão necessários investimentos
de R$ 75,5 bilhões já a partir do ano que vem, sendo que
a iniciativa privada, representada principalmente pelas operadoras, terá
de desembolsar R$ 49 bilhões. Os R$ 26,5 bilhões seriam aplicados
pelo governo na forma de desoneração tributária e
uso de recursos de fundos setoriais. Com isso, segundo cálculos
do ministério, os planos de banda larga poderiam custar no máximo
R$ 30. É uma queda significativa, mas ainda insuficiente para beneficiar
brasileiros como Kelly.
Ainda no governo, a principal bandeira do Ministério do Planejamento
é a criação de uma estatal da banda larga. Ela seria
montada a partir das redes óticas da Petrobras, Eletrobrás
e Eletronet. A infraestrutura, que poderá ser administrada pela
Telebrás, faria a transmissão de dados. Mas, para chegar
ao usuário, será preciso construir ramificações
da rede de distribuição, o que demandaria recursos bilionários,
inicialmente estimados em ao menos R$ 3 bilhões. “Esperamos que
o governo solte as amarras para o desenvolvimento da banda larga no país
o quanto antes. O PL 29, projeto de lei que trata das telecomunicações,
está no Congresso há mais de três anos”, critica o
diretor da consultoria Teleco, José Luís de Souza.
Hoje, o presidente Lula participa da abertura da 1ª Conferência
Nacional de Comunicação (Confecom), que segue até
quinta-feira, em Brasília. A Associação Brasileira
de Telecomunicações (Telebrasil), entidade civil de caráter
privado de âmbito nacional e sem fins lucrcativos, criada com a missão
de congregar os setores público e privado das telecomunicações
brasileiras, vai entregar um documento com propostas para agilizar o processo
de universalização da banda larga no país (veja quadro).
“Temos propostas concretas para a democratização da banda
larga. Imagino que, com o diálogo na Confecom, vamos todos perceber
que o problema é tão complexo que teremos que sentar com
calma para resolver. Mais que tecnológica ou financeira, a solução
é política. Temos que conversar todos: governo, iniciativa
privada, academia e consumidor”, disse o superintendente-executivo da Telebrasil,
Cesar Rômulo Silveira Neto.
Levantamento feito em outubro pelo banco JP Morgan mostrou que onde
as operadoras competitivas não estão, o preço médio
cobrado pela banda larga de 1 a 2 megabites por segundo (Mbps) é
de R$ 118. Esse valor cai a R$ 60 quando há a presença da
NET e GVT. Quando está presente somente a GVT, o preço médio
é de R$ 64 e, quando há apenas a NET, o valor é de
R$ 72. Já segundo estudo da consultoria IDC, feito a pedido da Cisco,
o Brasil fechou o primeiro semestre com 10,9 milhões de acessos
de banda larga, um crescimento de 25,6% ante o mesmo período do
ano passado. Mesmo assim, a maioria das conexões tinha menos de
1Mbps de velocidade, o que não é nem considerado banda larga
pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).
(Paola Carvalho e Paula Takahashi - Estado de Minas)
14.12 - Número de usuários de Internet no Brasil cresceu
75,3% entre 2005 e 2008
Em três anos, o percentual de brasileiros de dez anos ou mais
de idade que acessaram ao menos uma vez a Internet pelo computador aumentou
75,3%, passando de 20,9% para 34,8% das pessoas nessa faixa etária,
ou 56 milhões de usuários, em 2008, segundo dados do Suplemento
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados
nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No mesmo período, a proporção dos que tinham telefone
celular para uso pessoal passou de 36,6% para 53,8% da população
de dez anos ou mais de idade, sendo que, para 44,7% dessas pessoas (ou
cerca de 38,6 milhões de brasileiros), o celular era o único
telefone para uso pessoal.
Os mais jovens acessam mais a Rede mundial de computadores, assim como
os mais escolarizados – embora, entre 2005 e 2008, o acesso tenha crescido
mais entre aqueles com menos anos de estudo.
As diferenças regionais no uso da Internet permanecem, sendo
que o percentual de usuários era menor no Norte (27,5%) e Nordeste
(25,1%) e maior no Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%).
O local de onde mais se acessava a Internet continuava sendo, em 2008,
o próprio domicílio, mas em segundo lugar vinham os centros
públicos de acesso pago – ou lan houses -, que superaram o local
de trabalho (segundo local de acesso em 2005).
Também houve mudança no principal motivo que leva as
pessoas a usarem a Internet: 83,2% acessaram a Rede em 2008 principalmente
para se comunicar com outras pessoas – em 2005, o principal motivo era
educação ou aprendizado, que caiu para o terceiro lugar em
2008. Nesses três anos, o acesso à Internet por conexão
de banda larga duplicou, mas, em 2008, 32,8% dos que não acessaram
a Rede ainda diziam que não queriam ou não achavam necessário
usá-la.
Em relação à posse de celular, entre 2005 e 2008
diminuiu diferença entre os percentuais de homens e mulheres que
tinham o aparelho. As pessoas que tinham celular apresentavam um número
médio de anos de estudo superior (9,2) ao das que não tinham
(5,2), e o percentual dos que tinham celular crescia conforme aumentava
a faixa de rendimento domiciliar per capita (Executivos Financeiros)
14.12 - Positivo desmente negociações com a Lenovo
A Positivo Informática divulgou nota ao mercado na última
quinta-feira negando que esteja negociando sua venda para a Lenovo.
Segundo a empresa, “não foi recebida nenhuma proposta de aquisição
de ações e nem discutido tal assunto com a referida sociedade
estrangeira, com a qual vem mantendo contactos sobre temas exclusivamente
operacionais”.
Exceto pelo potencial efeito favorável resultante da extensão
das medidas de desoneração fiscal para o setor de informática
até 2014, anunciada quarta-feira pelo Governo Federal, e do anúncio
de incentivos para a aquisição de computadores por escolas
públicas, a Positivo não tem qualquer outra informação
relevante que possa justificar as oscilações atípicas
de volume nos negócios apresentados no pregão da BM&FBovespa.
(Executivos Financeiros)
11.12 - Correio eletrônico na berlinda
Quando se fala em cartas escritas a mão e enviadas por correio
convencional, é difícil escapar da sensação
de que esses artifícios são meios de comunicação
arcaicos, muito distantes da realidade atual. A partir do fim da próxima
década, a estranheza deve ser a mesma quando o assunto for e-mail.
A tese é defendida por pesquisadores da Universidade de Kent, na
Inglaterra. Eles afirmam que os serviços de correio eletrônico
irão durar só mais cerca de 10 anos, quando serão
substituídos definitivamente por programas de mensagens instantâneas
e redes sociais.
A pesquisa, publicada em novembro, revela que 51% dos jovens adotam
o e-mail como primeira opção como meio de comunicação
na internet. Enquanto isso, 98% das pessoas com mais de 65 anos e 96% dos
usuários entre 45 e 64 anos utilizam, prioritariamente, o correio
eletrônico para se comunicar na rede mundial de computadores. Esses
dados, para os cientistas, corroboram a ideia de que o e-mail é
um recurso considerado ultrapassado pelos mais novos e está com
os dias contados, já que é uma tecnologia utilizada por um
grupo formado, em sua maioria, por pessoas de meia idade e aposentados.
O consultor financeiro Luiz Mário Borelli, 54 anos, se rendeu
ao e-mail há sete anos. Desde então, utiliza o mesmo endereço
eletrônico para tratar assuntos pessoais e profissionais com mais
agilidade. Mesmo com todos os recursos disponíveis na internet,
não abre mão da ferramenta. O que sabe de redes sociais,
garante, é de ouvir falar, porque não tem curiosidade para
acessá-las. Borelli gosta do e-mail pelas possibilidades de escrever
mensagens mais encorpadas e anexar arquivos mais pesados.
"Em 80% das vezes, uso o correio eletrônico para tratar questões
profissionais e, na minha opinião, esse meio de comunicação
confere um caráter mais formal que as redes sociais. Para mim, que
estou acostumado com o uso do e-mail, mudar para outro meio seria bem complicado",
explica o consultor financeiro. "Sinceramente, não acredito que
o e-mail será extinto. A tendência é de que ele seja
utilizado com menos frequência, como são as cartas hoje em
dia", opina.
As redes sociais ficaram mais populares no Brasil a partir de 2004,
quando o Orkut foi lançado por um indiano. Desde então, outras
páginas eletrônicas, como Facebook e o microblog Twitter,
começaram a fazer parte do cotidiano dos brasileiros. Para se ter
uma ideia da devoção dos internautas do País às
redes sociais, o Orkut tem 23 milhões de brasileiros, ou 51% do
total dos frequentadores da rede.
OUTROS CAMINHOS. O professor responsável pela pesquisa, David
Zeitlyn, ressalta que o e-mail demorou 20 anos para tornar-se o fenômeno
que é, mas pode levar a metade desse tempo para desaparecer. Jorge
Henrique Fernandes, presidente do Conselho de Informática da Universidade
de Brasília (UnB), não concorda com Zeitlyn. De acordo com
ele, por princípio, os meios de comunicação não
são extintos, mas sobrepostos por outros mais modernos. Ainda segundo
Fernandes, a tecnologia acompanha a organização das estruturas
na sociedade, e a rotina atual exige uma velocidade maior na comunicação,
mas isso não quer dizer que o e-mail desaparecerá .
"O fluxo de informações no mundo de hoje é gigantesco.
As redes sociais e os programas de mensagens instantâneas permitem
que as respostas sejam recebidas mais rapidamente e, assim, o e-mail vai
ficando obsoleto", destaca. O pesquisador da UnB também credita
o abandono do correio eletrônico como primeira opção
de comunicação na internet ao spam, que irrita os usuários.
O spam é o termo utilizado para mensagens não solicitadas
pelo internauta e enviadas em massa. Geralmente, o texto tem caráter
publicitário e causa tanto incômodo na rede mundial de computadores
que alguns países criaram leis para regulamentar o uso desse método.
"As pessoas não aguentam abrir a caixa de correio e observar que
a maior parte dos itens recebidos não interessam", completa.
A estudante de psicologia Lorena Leite, 20 anos, representa bem um
dos grupos avaliados na pesquisa da Universidade de Kent. O estudo mostra
que 86% dos jovens com idades entre 15 e 24 anos ainda enviam mensagens
por e-mail, mas utilizam outros métodos com mais frequências.
Lorena garante que o correio eletrônico ainda é importante
no cotidiano, porém entende que redes sociais e programas de mensagens
instantâneas são mais eficientes. Ela diz, ainda, que a maioria
dos amigos também pensa dessa maneira.
"Quase todo mundo conectado ao mundo virtual usa MSN, Gtalk, Twitter
e Orkut. Quando há trabalhos da faculdade, eu e os outros estudantes
do meu curso usamos essas ferramentas para trocar idéias, discutir
os rumos de cada projeto e avaliar os resultados. É bem mais prático",
conta Lorena, que só usa o correio eletrônico para enviar
arquivos pesados, como imagens e trabalhos. O especialista em informática
Jorge Henrique Fernandes afirma que o comportamento de Lorena é
mais comum do que se imagina. "O e-mail deve continuar existindo em casos
mais formais ou para comunicação corporativa", prevê.
(IGOR SILVEIRA - Jornal do Commercio Brasil)
11.12 - Mercado de PCs é alvo principal da Semp Toshiba
Quem visita pela primeira vez a sede da Semp Toshiba, em São
Paulo, pode encontrar uma certa dificuldade para localizar o complexo.
Inaugurado em 1963, quando quase nada havia nas proximidades da ponte João
Dias, na zona Sul da cidade, o prédio de dois andares parece comprimido
pela paisagem cercada de fábricas, edifícios e tráfego
intenso. Para muitos, nos últimos anos, a Semp Toshiba também
parecia contraída no mercado de eletroeletrônicos, pressionada
pela concorrência das coreanas LG e Samsung em segmentos mais recentes,
como televisores de LCD, e pela queda na demanda dos aparelhos tradicionais
de tubo.
O que pouca gente talvez tenha percebido é que durante esse
tempo a companhia tem direcionado sua produção para outro
mercado: o de notebooks e computadores de mesa. De maneira silenciosa,
a Semp Toshiba tornou-se a quarta maior fabricante de PCs do país
e se prepara, agora, para fortalecer a marca nessa área, com o apoio
de uma ampla campanha de marketing.
O setor de PCs corresponde, atualmente, a 40% do faturamento da empresa
(contra 33% no ano passado) e a perspectiva é de que a participação
suba para 50% em 2010. A outra metade será obtida com a venda de
eletroeletrônicos e, futuramente, com a entrada da empresa no segmento
de linha branca, há muito prometida. "A penetração
de PCs nos lares é de 35% e já se produz no Brasil mais computadores
do que televisores. Há um enorme potencial de expansão",
afirma o vice-presidente de marketing e vendas da Semp Toshiba, Caio Ortiz.
A maioria dos lançamentos da empresa neste ano foram de computadores
(para o varejo e o mercado empresarial) e celulares com TV digital. No
segmento de televisores, a empresa acompanhou a tendência do mercado
e lançou aparelhos de plasma e LCD.
Ortiz diz acreditar que a expansão do mercado de informática
será mais expressiva e contínua que a do segmento de televisores,
em função da existência de milhões de lares
sem computadores (99% dos lares já possuem TV). Ele também
observa que a demanda por PCs não se restringe ao uso pessoal, enquanto
a venda de TVs para empresas é praticamente inexistente. Além
disso, no mercado de computadores a substituição de máquinas
mais antigas por versões atualizadas e a venda de acessórios
oferecem um potencial maior de negócios que o mercado de TVs. "A
dinâmica do setor de informática é mais rápida,
o que nos leva a acreditar que o faturamento com a área será
igual ou maior que o das linhas de entretenimento."
A divisão Semp Toshiba Informática (STI) foi criada em
1996 a partir da compra da fábrica de computadores Lince. Em março
de 1998, a companhia inaugurou fábrica em Salvador (BA) e tornou-se
a primeira empresa a produzir notebooks no Brasil. O gesto pioneiro, porém,
não garantiu à Semp Toshiba a liderança no mercado,
que hoje tem como maiores fornecedores Positivo Informática, Dell
e Hewlett-Packard (HP).
A meta da empresa é tentar se aproximar da liderança.
A estratégia é evidenciada na campanha de marketing lançada
há poucos dias. No comercial para TV, um personagem japonês
anda de bicicleta enquanto homens da caverna dizem ter inventado a roda.
Um locutor diz ao fundo: "Não há provas de que os japoneses
da Semp Toshiba inventaram a roda, mas se eles criaram computadores tão
avançados como os STI, quem duvida?" O mesmo ocorre na peça
em que Neil Armstrong, ao pisar na Lua, é surpreendido com a visão
de um japonês em uma tina. "Quisemos recuperar a ideia das campanhas
anteriores de que 'os nossos japoneses são melhores que os outros',
mas tendo como foco as linhas de computadores", diz Ortiz.
No segmento de TVs, a empresa vai manter a produção dos
aparelhos de tubo (CRT). "As vendas de LCD crescem muito mais, mas a substituição
completa do tubo ainda levará tempo para se concluir", afirma Ortiz.
Hoje, segundo ele, dois terços do mercado ainda é composto
de TVs de tubo. As vendas totais do mercado de televisores foram de 10,5
milhões de unidades em 2008, devendo ficar ficar em 9,5 milhões
neste ano.
Segundo Ortiz, a Semp Toshiba encerra o ano com 22,5% de participação
no mercado total de TVs, quando em tempos áureos chegou a deter
28% do mercado. "As concorrentes coreanas lideram em faturamento, mas em
unidades ainda estamos na liderança", diz Ortiz. Ele diz que a produção
e a venda de TVs de tubo no Brasil devem sobreviver pelo menos até
2014.
O executivo estima crescimento de 12% a 15% nas vendas de TVs em 2010,
em função da Copa do Mundo. Neste ano, a empresa acompanhou
a queda da demanda no mercado, mas prevê encerrar o período
com resultado melhor que o de 2008, em função da estabilidade
cambial. "O faturamento será o mesmo mas o lucro será maior",
afirma Ortiz, sem citar números.
A empresa também decidiu "descongelar" o projeto de concorrer
no mercado de linha branca (fogões, geladeiras, freezers, máquinas
de lavar etc.), em análise há 12 meses. Segundo Ortiz, o
local onde será instalada a fábrica ainda não foi
definido, mas a meta é lançar as primeiras linhas em 2011.
(Cibelle Bouças - Valor Online)
11.12 - Dell lança menor desktop comercial do mundo
A Dell anuncia globalmente nesta quinta-feira (10) uma atualização
de sua linha OptiPlex de desktops comerciais, com a introdução
de modelos de formato pequeno e que oferecem a empresas de todos os portes
uma plataforma robusta e eficiente energeticamente. Os lançamentos
ainda conferem flexibilidade, segurança e confiabilidade às
tarefas de computação.
Tais soluções, diz a Dell, estão aptas para suportar
o crescimento futuro das empresas e contam com opções de
ciclo de vida longo, com capacidade de conferir suporte a ambientes alternativos
de computação, a exemplo das soluções da Dell
de Flex Computing, para ambientes de Virtual Remote Desktop e On-Demand
Desktop Streaming.
O novo modelo OptiPlex 780 USFF (Ultra Small Form Factor) da Dell é
o menor desktop comercial do mundo 100% funcional, integrando fonte de
energia e a tecnologia Intel vPro. Entre os outros destaques do produto,
estão possibilidade de atualizar a capacidade de processamento,
a placa de vídeo e os discos rígidos com a tecnologia Intel
Core2 Duo de última geração; Estabilidade de imagem
e suporte estendido (15 meses) como parte do programa de Plataforma Global
Padrão da Dell, ajudando a minimizar as mudanças de manutenção
que reduzem a produtividade; incorporação de fontes até
90% energeticamente eficientes, de acordo com as especificações
Energy Star 5.0, EPEAT Gold, além de suporte para o Microsoft Windows
7, Vista e XP, dentre outras características.
O Dell OptiPlex 780 USFF estará disponível no Brasil
nos próximos dias, com preço de referência de R$ R$
3.299. (Executivos Financeiros)
10.12 - Banda larga: Rede sem fio com 3G
Atentos ao crescimento da banda larga móvel, fabricantes estão
lançando no Brasil roteadores Wi-Fi com suporte a modems 3G -com
eles, é possível compartilhar a conexão com dispositivos
como notebooks, celulares e tocadores de mídia portáteis
com Wi-Fi.
O procedimento é simples: basta conectar o modem 3G ao roteador,
que, por sua vez, deve ser ligado a um computador de mesa ou portátil
com um cabo de rede. Depois, é preciso inserir o CD de instalação
e seguir as instruções na tela para configurar sua rede sem
fio.
Quando a sua rede estiver pronta, você pode transportá-la
para qualquer lugar com energia elétrica -basta levar consigo o
modem e o roteador com seu cabo de força.
Usando uma conexão 3G da TIM, a Folha testou três roteadores
3G: o DIR-451, da D-Link, o WRH 211, da Intelbras, e o 3G-6200n, da Edimax.
Todos eles funcionam também como roteadores para conexões
de banda larga fixa (como Virtua e Speedy).
Assim, você pode usar a banda larga fixa como conexão
principal e deixar a móvel como secundária -caso a conexão
primária caia, o roteador alterna para a segunda.
A Folha testemunhou na prática a utilidade desse recurso: durante
os testes, a banda larga fixa ficou instável e só se podia
recorrer à conexão 3G.
Os roteadores 3G ainda são, em geral, mais caros do que os comuns.
Enquanto um bom aparelho sem compatibilidade com a banda larga móvel,
como o WGR614, da Netgear, sai por cerca de R$ 150, o 3G-6200n, o mais
barato entre os três roteadores 3G testados, tem preço sugerido
de R$ 360.
Antes de optar por um roteador 3G, observe, no site do fabricante,
se ele é compatível com o seu modem.
Lembre-se sempre de definir uma senha complexa para proteger sua rede
de estranhos.
Hoje, segundo a IDC, há 7,9 milhões de assinantes de
3G no país (3,7 milhões por celular e 4,2 milhões
por modem).
Apesar de, em geral, terem velocidades menores, as conexões
3G têm sido muito procuradas em locais onde a banda larga fixa não
chega.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
anunciou que tomará medidas para equiparar a internet móvel
à fixa, exigindo metas de qualidade -consumidores têm reclamado
de não conseguir atingir a velocidade contratada. (RAFAEL
CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
10.12 - Banda larga popular vai usar rede WiFi
A Telefônica vai lançar até o fim de janeiro um
serviço de banda larga popular a R$ 29,90 por meio de rede sem fio
WiFi. Essa foi a alternativa técnica encontrada para chegar às
residências que não contam com telefone fixo. "Tecnicamente
não seria possível instalar o Speedy em residências
de não assinantes", diz o presidente da Telefônica, Antonio
Carlos Valente. Os usuários de telefonia fixa pagam perto de R$
40 pela assinatura, encarecendo a opção de banda larga popular
acordada com o Governo do Estado de São Paulo, o que atrasou a oferta
do produto.
A Telefônica conta com uma rede de 150 hot spots (antenas) próprios
no Estado de São Paulo e a ideia é estender esse número
conforme a demanda por banda larga. Os novos notebooks já saem de
fábrica com modem interno para o WiFi, aumentando o potencial de
usuários da banda larga sem fio.
A operadora termina 2009 com alguns percalços, como a suspensão
da venda do Speedy por três meses e a perda da GVT para o grupo francês
Vivendi. Valente afirmou que ainda aguarda um posicionamento da CVM sobre
a lisura do processo e só depois disso tomará outras medidas.
"Continuamos avaliando aquisições de empresas regionais",
diz o executivo. Outra estratégia será uma maior sinergia
com a Vivo na oferta de pacotes integrados de banda larga fixa, móvel
e TV paga via satélite.
Neste ano a operadora investiu acima de R$ 2 bilhões em infraestrutura
e R$ 750 milhões só em banda larga. O serviço continua
prioridade em 2010. (Ana Luiza Mahlmeister - Valor Online)
10.12 - Exporte mensagens de e-mail do Windows Vista para o XP
Tenho o Windows Vista Ultimate instalado e gostaria de desinstalar
o sistema para voltar a usar a versão XP, mas possuo várias
pastas de e-mail no Windows Mail. Como faço para copiar as pastas
para o Outlook Express do XP?
Paulo Roberto Roim
Resposta: Essa situação parece ocorrer com muita frequência,
não só com pessoas que se arrependeram da migração
do Windows XP para o Vista, mas também com aquelas que utilizam
dois computadores -um com o Windows Vista e Windows Mail, outro com o Windows
XP e o Outlook Express.
No caso do uso dos dois sistemas operacionais, sugiro ao leitor configurar
tanto o Windows Mail como o Outlook Express para deixar uma cópia
das mensagens no servidor. Assim, poderá baixar os e-mails recebidos
nas duas máquinas.
O formato dos arquivos dos dois programas são incompatíveis,
mas existe uma forma simples de exportar as mensagens do Windows Mail para
o Outlook Express.
Fiz o procedimento abaixo transferindo mensagens de um notebook com
Windows Vista para meu desktop com o XP.
Usando o sistema Windows Vista, crie uma nova pasta onde você
colocará as mensagens. É melhor criá-la num pendrive,
para que você tenha menos trabalho na hora de fazer a transferência.
Deixe essa pasta aberta ocupando metade da tela.
Abra o Windows Mail e reduza a sua janela para se acomodar ocupando
a outra metade. Isso será necessário porque iremos arrastar
as mensagens que estão dentro do Windows Mail para a pasta que está
aberta.
Selecione uma por uma ou clique na primeira mensagem e, com a tecla
Shift pressionada, clique na última para selecionar todo um grupo.
Depois de selecionadas, arraste-as para a nova pasta. Cada mensagem será
gravada como um arquivo com a extensão EML.
Terminada a cópia, você pode fechar a pasta e o Windows
Mail. Insira o pendrive na máquina que funciona com o Windows XP
e repita o processo inverso. Abra o Outlook Express e a pasta com as mensagens.
Selecione as mensagens e arraste-as para a caixa de entrada ou outro para
local que você tiver dentro do Outlook Express.
Existem outras formas de exportar as mensagens, mas essa é sem
dúvida a mais simples. (José Antonio Ramalho - Folha
de S.Paulo)
09.12 - Brasil passa EUA e se torna nº 1 em spam, afirma estudo
Envio de mensagens inúteis tem alta de 193% ante 2008
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o principal fornecedor
de spam (e-mails enviados em grandes quantidades, independentemente de
terem caráter malicioso ou não). No ano passado, o país
era o quinto colocado.
Segundo levantamento da Cisco, o Brasil foi responsável por
7,7 trilhões de mensagens inúteis, aumento de 192,6% em relação
ao ano passado. Já os Estados Unidos, que antes ocupavam a primeira
colocação, tiveram uma queda de 20,3% e agora estão
no segundo lugar.
Esse avanço do envio de mensagens do Brasil segue uma tendência
dos países emergentes, diz a Cisco, com as ações das
nações ricas para conter e-mails inúteis ou vírus
começando a mostrar resultado. De acordo com a autora do estudo,
55% da produção de spam no mundo tem origem nos países
em desenvolvimento.
"Está claro que os provedores de serviço de internet
nas nações desenvolvidas estão fazendo grandes avanços
no combate ao spam", afirmou Russell Smoak, diretor de suporte técnico
da Cisco.
"Esse conhecimento precisa ser dividido com seus colegas das economias
emergentes, para que esses países em crescimento possam impedir
os problemas ligados aos altos níveis de "botnets" [máquinas
infectadas] e ao spam -incluindo a diminuição da produtividade
e o aumento de ameaças de crime."
Entre as principais origens de spam, só a China, a Rússia
e os EUA reduziram a produção. (Folha de S.Paulo)
09.12 - Queda no preço dos computadores faz brasileiros terem
mais acesso à internet
A queda nos preços dos computadores, impulsionada especialmente
por incentivos fiscais como a Lei do Bem, tem aumentado a quantidade de
brasileiros que possuem acesso à internet em casa. Porém,
muitos desses novos consumidores ainda não sabem utilizar o equipamento.
De acordo com a pesquisa do Ipsos encomendada pela Fecomércio-RJ,
em outubro de 2009, 39% dos brasileiros tinham acesso à web, enquanto
em 2008 essa porcentagem era de 31%.
Essa expansão, segundo a pesquisa, é explicada pelo aumento
nas vendas de computadores, favorecidas pelas melhores condições
de crédito, ganhos reais de renda nas famílias de renda inferior
e incentivos fiscais, como a isenção de PIS e Cofins (Lei
do Bem), que contribuíram com a redução do preço
final das máquinas.
"Não sei usar"
Dessa forma, em um ano, caiu de 51% para 37% o número de entrevistados
que apontaram a falta de computador em casa como o maior motivo para não
acessar a internet.
"Não sei usar o computador" é agora a principal razão
para impedir o acesso do brasileiro à web, apontada por 57% dos
respondentes - em outubro de 2008, eram 45%.
"O novo consumidor passa por uma fase de adaptação à
grande quantidade de recursos oferecidos pelos computadores", aponta o
relatório da pesquisa. Não ter interesse em acessar é
a resposta de 25% dos entrevistados.
Alto custo
Já o alto custo vem caindo quanto ao principal motivo para impedir
o acesso da população - em 2008, esse era o principal impeditivo
para 9% da população. Em 2009, apenas 6% apontam o custo
do acesso como maior dificuldade. (InfoMoney)
09.12 - Novos investimentos em Centro da IBM
A IBM Brasil investiu US$ 12 milhões em seu centro de serviços
de TI, em Hortolândia (SP), para expandir os sistemas de energia
e refrigeração. Serão instalados novos geradores de
energia, baterias, torres de água e sistemas de ar-condicionado.
(Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
08.12 - Embratel diz não temer estatal da banda larga
O presidente da Embratel, José Formoso Martínez, disse
que não teme a concorrência da estatal de banda larga, que
está em estudo pelo governo. "Já temos muitos concorrentes.
A concorrência é boa, melhora os preços", afirmou.
Segundo ele, a preocupação das empresas é que sejam
criadas condições econômicas para que os serviços
cheguem a todos os segmentos da população.
Ao lado de outros executivos do setor, Martínez participou ontem
de reunião com o ministro das Comunicações, Hélio
Costa, para acompanhar o andamento da proposta de criação
de um Plano Nacional de Banda Larga, entregue ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva no dia 24 de novembro.
A proposta do ministro, que é endossada pelas empresas, prevê
uma parceria público-privada, com a meta de chegar a 2014 com 90
milhões de acessos à internet em alta velocidade. O programa
prevê investimentos de R$ 75,5 bilhões, sendo R$ 49 bilhões
do setor privado e R$ 26,5 bilhões do governo, na forma de desoneração
tributária e recursos de fundos setoriais. Segundo Martínez,
uma eventual parceria do governo com as empresas de telefonia pode acelerar
o processo de expansão da banda larga no Brasil.
Outra proposta em debate, porém, sugere que sejam aproveitadas
as redes ópticas de estatais, como Petrobrás, Eletrobrás
e Eletronet. Esta infraestrutura, que poderá ser administrada pela
Telebrás, faria a transmissão de dados ''no atacado''. Para
chegar ao cliente final, seria preciso construir ramificações
da rede de distribuição. Embora apoie a sugestão das
teles, Hélio Costa acha que a atuação da estatal no
atacado também seria viável.
A proposta de maior participação estatal no projeto de
massificação da banda larga vem sendo trabalhada por um grupo
técnico a partir de uma sugestão do secretário de
Logística e Tecnologia da Informação do Ministério
do Planejamento, Rogério Santanna.
Na última reunião, em novembro, Lula pediu estudos sobre
a viabilidade econômica de a estatal da banda larga atuar não
apenas "no atacado", mas também no atendimento ao cliente final.
No início das discussões, o secretário chegou a estimar
investimentos de R$ 3 bilhões para fazer a conexão com os
clientes.
Segundo Hélio Costa, uma nova reunião para discutir o
assunto com o presidente deverá acontecer no próximo dia
16. Costa reafirmou a tese de que só é possível massificar
o acesso à Internet em alta velocidade se houver uma parceria com
as empresas privadas. Segundo ele, R$ 3 bilhões não são
suficientes. "Se estamos falando em fazer uma grande empresa de banda larga
para cobrir o País inteiro e em tempo curto, tenho dúvidas",
afirmou. "Um plano nacional de banda larga não é só
fibra óptica.'' (Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
07.12 - Banda larga
Para estender a todos o acesso rápido à internet, plano
do governo precisa combater concentração e atrair novas operadoras
Depois de dois meses de discussões entre representantes da Casa
Civil e dos ministérios das Comunicações e do Planejamento,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no final de novembro,
uma série de propostas relativas ao Plano Nacional de Banda Larga
-conjunto de ações com vistas a ampliar o acesso da população
brasileira a conexões rápidas de internet.
O tema é relevante. A internet tornou-se uma ferramenta de primeira
necessidade no mundo contemporâneo. É um bem, como a água,
a educação e o transporte, que precisa chegar aos cidadãos
em condições minimamente compatíveis com os avanços
tecnológicos.
O panorama do setor, no Brasil, é de pouca concorrência
e forte concentração nas regiões Sul e Sudeste, que
contam com 80% dos acessos mais velozes. Apenas o Estado de São
Paulo, com 20% da população, responde por 40% das conexões
desse gênero existentes no país.
O quadro reflete desigualdades regionais e a lógica concentradora
do mercado. É o caso em que o poder público deve agir. Foi
o que tentou fazer na privatização da telefonia, quando impôs
às empresas metas de atendimento às áreas que corriam
o risco de ficar desassistidas.
Há, no entanto, muitas maneiras de o governo atuar para corrigir
desequilíbrios. A menos recomendável delas é a intervenção
direta, por meio da estatização pura e simples. Essa, lamentavelmente,
é uma das opções que se apresentam no caso da banda
larga. Uma ala ligada ao Planalto defende que o processo de universalização
das conexões mais velozes seja conduzido por uma nova empresa do
Estado, administrada pela Telebrás.
Ainda que algum grau de presença governamental possa se revelar
necessário, o melhor caminho vai em sentido contrário. Num
mercado concentrado, controlado por poucos "players", o ideal é
que o plano seja um instrumento para aumentar a competitividade do setor.
Regulamentação e políticas fiscais inteligentes
deveriam ser utilizadas para atrair novas operadoras -o que aumentaria
a competição e tornaria o sistema mais eficiente, em benefício
do consumidor.
A concentração é, sem dúvida, um dos motivos
que explicam o fato de as empresas oferecerem serviços de baixa
qualidade. O que se considera banda larga no Brasil é uma conexão
ainda muito aquém das que são oferecidas em outros países.
Além disso, muitas vezes as teles não entregam aos consumidores
a velocidade contratada.
Um caso grave é o da internet móvel, a banda larga em
3G (terceira geração), que cresce de modo acelerado no país.
Apenas recentemente a Anatel começou a tomar medidas para enquadrar
as empresas que produzem publicidade atraente e oferecem serviços
de baixa qualidade.
Caberá ao presidente Lula escolher entre o retrocesso estatizante
e medidas capazes de propiciar ao país um projeto moderno e eficaz
para tornar a banda larga acessível a todos. (Folha de S.Paulo)
04.12 - Empresa nega falha no Windows 7
Após suposto problema com seu novo sistema operacional, a Microsoft
declarou não ter encontrado qualquer evidência de que recentes
atualizações de segurança estão causando problemas
no Windows 7, uma das maiores apostas da empresa após o fracasso
do sistema anterior, o Windows Vista. As possíveis falhas já
estão sendo apelidadas por usuários na internet de "tela
preta da morte".
O problema, que fez alguns usuários verem uma tela completamente
negra logo após iniciarem o sistema, foi identificado pela empresa
britânica de segurança de software Prevx, na semana passada,
e recebeu grande atenção depois de ser reportado pela rede
de televisão BBC, na última terça-feira. A Prevx alegou
que a alteração no registro do sistema operacional da Microsoft
é a causa mais provável do erro, mas a Microsoft negou veementemente
que esta seja a causa do suposto problema.
RESPOSTA. "A Microsoft investigou relatos de que suas atualizações
de novembro alteraram permissões no registro que estão resultando
em questões sistêmicas para alguns clientes", disse Christopher
Budd, representante da Microsoft, em comunicado oficial. "A empresa considera
esses relatos imprecisos e nossa investigação mostrou que
nenhuma das atualizações recentes estão relacionadas
com o comportamento descrito", completou o representante.
Budd acrescentou que as equipes de suporte da Microsoft não
vêem a questão da tela negra como um grande problema para
os usuários do Windows 7, mas pediu que os clientes entrem em contato
com a equipe de suporte para assistência gratuita em caso de problemas.
(Jornal do Commercio Brasil)
04.12 - 3Com lança novo porftólio para LAN Wireless Empresarial
A 3Com Corporation lançou um novo portfólio para LAN
Wireless Empresarial H3C que ativa o Unified Network Access (UNA), primeira
solução do setor capaz de integrar networking wireless e
cabeado para formar uma única camada de acesso à rede.
Segundo a empresa, o H3C UNA combina os benefícios do recentemente
ratificado padrão 802.11n com uma abrangente integração
dos produtos para rede cabeada e para WLAN da H3C, finalizando uma era
de inadequações devido às soluções empresariais
‘fracamente’ integradas e tradicionalmente complexas resultantes do caro
modelo com overlay para networking wireless.
O novo portfólio para WLAN empresarial 802.11n da H3C simplifica
as instalações de rede e coloca o wireless no mainstream
do networking. Os principais benefícios do UNA incluem redução
dos problemas de administração da rede, eliminação
de custos adicionais com treinamento nas plataformas cabeadas e wireless
e o final dos custos com hardware redundante.
Segundo Miguel Minicz, engenheiro da 3Com no Brasil, a solução
totalmente integrada da H3C proporciona performance, confiabilidade e capacidade
sem precedentes para instalações empresariais em campus,
edge e escritório remoto. “O novo portfólio para WLAN empresarial
é
capaz de suportar milhares de access points a partir de um único
chassi, tornando-se a plataforma mais escalável disponível
na atualidade. Através dos benefícios do recém ratificado
padrão wireless 802.11n, o UNA da H3C oferece um significativo aprimoramento
na qualidade geral da experiência do usuário, assegurando
performance e disponibilidade wire-speed”, explica Miguel.
(Executivos Financeiros)
03.12 - IDC aponta recorde na venda de PCs no terceiro trimestre
A venda de PCs no terceiro trimestre bateu recorde no Brasil, com cerca
de duas milhões de unidades comercializadas no período. De
acordo com os dados do o estudo “Brazil Quartely PC Tracker”, da IDC Brasil,
as vendas ficaram 8,5% acima dos resultados obtidos no ano passado.
Líder do ranking, a venda de notebooks continua com perspectivas
de crescimento para o Natal e para o próximo ano.
De acordo com Luciano Crippa, analista da IDC Brasil responsável
pelo estudo, vário fatores contribuíram com o resultado.
“O Brasil passa por um momento extremamente favorável, em que o
índice de confiança dos consumidores atingiu níveis
excelentes. A base econômica brasileira está consolidando
o país como uma potência mundial”, afirma.
Já para 2010, a IDC projeta um crescimento de 12% em relação
ao resultado deste ano, o equivalente a 12,7 milhões de computadores.
(Executivos Financeiros)
03.12 - Intel prevê volta do crescimento do mercado de PCs ao
patamar de dois dígitos em 2010
Segundo análise da Intel, o mercado brasileiro de PCs deve registrar
forte crescimento em 2010. A empresa estima um crescimento nas vendas da
ordem de dois dígitos para o próximo ano, contrariando pesquisas
de analistas de TI.
A mobilidade será a grande tendência para o próximo
ano, com as vendas de notebooks e netbooks ultrapassando os 50%. Em 2008,
as vendas destes produtos representaram 41% do total de aquisições.
Apesar do avanço na venda de equipamentos portáteis,
os desktops também alcançarão destaque no varejo,
tendo a classe C como seu principal mercado consumidor.
Os principais fatores apontados para essa demanda são a baixa
penetração de computadores nessa camada da população
e a preferência por um equipamento que possa ser utilizado por toda
a família. Apenas 25% das famílias desta classe possuem computadores.
O estudo da Intel prevê também que em 2010 o Brasil será
o terceiro maior mercado de PCs do mundo, superando Japão e Alemanha.
O país ocupa a 5ª posição no ranking atualmente.
Os líderes neste mercado são Estados Unidos e China.
Os maiores atrativos para o consumidor final de PCs em 2009 foram a
queda de preço dos computadores e as promoções praticadas
por hipermercados. Segundo a companhia, notebooks e netbooks representarão
34% do mercado, enquanto os desktops ficarão com 66% no próximo
ano. (Executivos Financeiros)
03.12 - SP tem 990 pontos de acesso Wi-Fi
A pesquisa "Mapa Wi-Fi", realizada pela Marco Consultora, consultoria
especializada em desenvolvimento e implementação de serviços
de marketing sob medida para mercados altamente competitivos, apontou que
na cidade de São Paulo há 990 pontos de acesso Wi-Fi, o que
representa um 1 hotspot para cada 11.038 habitantes.
A exemplo da primeira edição da pesquisa, realizada no
segundo semestre de 2008, os pontos de acesso continuam se concentrando
nos setores alimentícios (restaurantes e cafés) e hoteleiro.
"Essa concentração se deve à tendência de alimentação
fora de casa e sua aglomeração em locais de trabalho, como
região da Berrini, Paulista e outros", diz Edson Barbero, gerente
de Business Intelligence da Marco Consultora.
O estudo, feito em toda a cidade de São Paulo e grande São
Paulo, pesquisou os setores de alimento (restaurantes, cafés); turismo
(hotéis); educação (faculdades); compras e consumo
(shoppings center); centros desportivos (ginásios e estádios);
entretenimento (cinema, teatro); clínicas médicas; e transportes
(aeroporto). O setor alimentício possui mais de 65% do total de
hotspots, e em seguida com 11% está turismo (hotéis), educação
com 7% e compras e consumo com 6%.
Frente ao estudo realizado em 2008, a quantidade de hotspots em São
Paulo cresceu 27%. (Executivos Financeiros)
02.12 - Intel projeta forte alta no setor de PCs
O mercado brasileiro de computadores, para o qual se previa uma retração
de até 11,5% no início do ano, encerra 2009 com crescimento
e perspectiva de ganho de posições no ranking dos maiores
mercados de PCs do mundo. A fabricante de microprocessadores Intel estima
que o país encerrará o ano com vendas de 12,5 milhões
a 13 milhões de computadores, ante 11,8 milhões registrados
em 2008. Para 2010, a expectativa é de que o mercado cresça
de 25% a 30% - superando o ritmo de expansão da China, prevista
em 15%.
Se as estimativas forem confirmadas, o Brasil se tornará o terceiro
maior mercado de PCs do mundo, ficando atrás apenas dos Estados
Unidos e da China. Hoje o país é o quinto colocado, sendo
superado também pelo Japão e o Reino Unido. "2009 foi um
ano cheio de desafios, mas hoje São Pedro chora de alegria ao nos
ver unidos celebrando os resultados do ano", brincou o presidente da Intel
no Brasil, Oscar Clarke, fazendo menção à forte chuva
que caía em São Paulo durante entrevista coletiva.
O bom humor do executivo é justificado pelas perspectivas de
aquecimento da economia brasileira e de avanço nos programas de
governo de estímulo à inclusão digital. Citando dados
da empresa de pesquisas IDC, ele observou que, dos 23 milhões de
lares de famílias da classe C, 25% possuem computadores, havendo
ainda um grande mercado a ser explorado.
Além disso, muitos dos consumidores compraram o primeiro PC
há quatro anos. Cássio Tietê, diretor de marketing
da Intel, acredita que essas famílias tendam a substituir essas
máquinas por versões mais novas e por notebooks, o que deve
ajudar a alavancar as vendas. Em 2009, os notebooks representaram 41% do
total de vendas de PCs no país e a expectativa é que essa
participação cresça para 50% já no próximo
ano. As vendas de computadores de mesa, por sua, vez, devem crescer entre
19% e 20% em 2010, observou Tietê.
Devido ao potencial de forte expansão das vendas para o consumidor
final, a Intel continuará dando mais ênfase em produtos voltados
ao varejo. "Hoje, 55% a 60% das vendas de computadores no país são
destinados a pessoas físicas e há um potencial enorme de
expansão", disse Clarke.
O mercado de pequenas e médias empresas, disse o executivo,
também tem grande potencial, mas ainda não se sabe exatamente
como explorá-lo. No início do próximo ano, a empresa
traz ao Brasil toda a família de processadores Core i7. E coloca
no varejo, até fevereiro, computadores para uso educacional "classmate".
A empresa já vendeu em torno de 9 mil computadores educativos (uma
versão mais antiga), como parte dos projetos de inclusão
digital nas escolas nos municípios de Piraí (RJ) e Araucária
(PR). A produção será dos computadores será
feita por uma empresa brasileira, cujo nome ainda é mantido em sigilo.
De acordo com o gerente da área, Alan Markham, a Intel já
fechou acordo com escolas particulares para a entrega desses computadores
no início de 2010 e podem participar de futuras licitações
para para fornecimento desses equipamentos para escolas públicas.
No mercado corporativo, a Intel pretende reforçar as vendas
de servidores para pequenas e médias empresas, seguindo o projeto
realizado em toda a América Latina.
Além da linha de servidores e computadores de alta performance,
anima a empresa a perspectiva de expansão das vendas de microprocessadores
para eletroeletrônicos. A Intel negocia a venda de dispositivos para
rádios e TVs digitais. A meta global da Intel é chegar a
2014 com 1 bilhão de dispositivos conectados, sendo 400 milhões
de PCs, 200 milhões de netbooks, 200 milhões de smartphones,
100 milhões de dispositivos eletrônicos e 200 milhões
de dispositivos dedicados. O Brasil, diz Clarke, estará entre os
mais "conectados". (Cibelle Bouças - Valor Online)
02.12 - Aproveite melhor a tela do netbook
Os netbooks, laptops ultraportáteis, foram feitos principalmente
para navegar na internet. Mas suas telas pequenas (geralmente de dez polegadas),
aliadas às resoluções baixas (em sua maioria, 1.024x600),
não são ideais para exibir sites repletos de conteúdo.
Com alguns ajustes simples, porém, é possível
otimizar o espaço na tela, fazendo caber o máximo de elementos
possível.
A primeira dica é recorrer, sempre que possível, ao modo
de tela cheia do navegador de internet que você usa.
Nos principais browsers (Internet Explorer, Firefox, Safari, Chrome
e Opera), basta apertar a tecla F11 para alternar para a tela cheia. Nesse
modo, somem os botões, a barra de endereço e a barra inferior
-a tela é preenchida somente pelo site.
O Chrome, navegador do Google, foi desenhado para otimizar o espaço
na tela: um de seus truques é não ter uma barra de título
(que mostra o nome do programa) -as abas ficam na parte mais alta da tela.
Gratuito, o download do Chrome pode ser feito em www.google.com.br/chrome.
No Firefox, você pode diminuir os botões da barra superior.
Clique nela com o botão direito, escolha Personalizar e marque Ícones
pequenos.
Outra boa pedida é configurar a barra de tarefas do Windows
(que inclui o botão Iniciar e mostra os programas abertos) para
que ela se oculte automaticamente. Dessa forma, a barra só aparece
quando você passa o mouse nos pontos extremos inferiores da tela.
Para fazer isso, clique em um ponto vazio da barra de tarefas com o
botão direito do mouse e escolha Propriedades. Marque o item Ocultar
automaticamente a barra de tarefas.
No novo Windows 7, a barra de tarefas é demasiadamente grande
para as pequenas telas dos netbooks. Você pode diminuí-la
clicando nela com o botão direito, selecionando Propriedades e marcando
a opção Usar ícones pequenos. (RAFAEL CAPANEMA
- Folha de S.Paulo)
01.12 - HP é líder em serviços de impressão,
diz pesquisa do IDC
A HP anunciou que sua oferta de serviços de impressão
gerenciados (MPS) foi reconhecida como a opção preferida
para clientes empresarias pelo IDC, um provedor de pesquisa e consultoria
de TI.
Os Serviços de Impressão Gerenciados HP, segundo a empresa,
transformam processos de negócios otimizando a infraestrutura de
imagem e impressão de uma empresa, gerenciando todo o ambiente de
imagem e impressão e aprimorando os fluxos de trabalho de documentos.
Isso ajuda os clientes a reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir
o impacto ambiental.
A HP foi identificada como líder em uma pesquisa recente conduzida
pelo IDC, "Serviços de Impressão Gerenciados - Mercado Global
e Análise de Provedores". Dentro da amostra da pesquisa, a HP apresentou
a maior participação em termos de contratos de MPS novos
e pendentes entre os fabricantes de impressão.
"A HP ampliou suas capacidades para fortalecer o setor de MPS com sua
herança em TI e continuamos a aumentar a nossa participação
no crescente mercado de MPS e superar as expectativas", disse Vyomesh Joshi,
vice-presidente executivo, do Grupo de Imagem e Impressão da HP.
"Nosso recente impulso no mercado é um poderoso exemplo da estratégia
da HP de estabelecer relacionamentos contratuais de longo prazo com as
maiores empresas do mundo, enquanto continuamos a liderar a transformação
da impressão digital". (Executivos Financeiros)
01.12 - Empresas de TI gastarão mais em Cloud Computing privada
até 2012
01/12/2009
Os serviços de cloud privada serão prevalecentes sobre
o fornecimento de cloud pública, e até o ano de 2012, as
organizações de TI investirão mais em cloud privada
do que na oferta de informações a partir de fornecedores
de cloud pública, apontou nesta terça-feira (01) o Gartner.
O Gartner define cloud computing pública como um estilo de computação
em que as capacitações escaláveis e elásticas
são fornecidas como um serviço aos clientes externos usando
tecnologias da Internet. Já cloud computing privada é definida
como um estilo em que as capacitações escaláveis e
elásticas são fornecidas como um serviço aos clientes.
O analista do Gartner, Tom Bittman, lembra a grande propaganda de que
processos e arquiteturas de TI podem ser substituídas pela computação
em nuvem, e que as organizações de TI deverão no futuro
ter uma combinação desses modelos. Desta forma, as empresas
maiores continuarão a ter uma área dedicada a cuidar da TI,
que gerencia e implanta os serviços de TI internamente, sendo que
alguns destes dados estarão na cloud privada.
(Executivos Financeiros)
30.11 - Congresso possui mais de cem projetos sobre internet em tramitação
Mais de cem projetos sobre internet tramitam atualmente na Câmara
dos Deputados e no Senado Federal. Segundo a Agência Câmara,
os textos tratam de assuntos como regulamentação de lan houses,
compartilhamento de arquivos e comércio eletrônico.
Há ainda os que falam sobre acesso a serviços públicos
pela rede e divulgação de informações de órgãos
públicos.
Até março, o governo deve enviar à Câmara
uma proposta de "marco civil regulatório da internet", que incluirá
direitos básicos dos usuários, bem como a responsabilidade
dos provedores de acesso e usuários.
O documento está em consulta para discussão pública
desde outubro, por meio do blog culturadigital.br/marcocivil, lançado
pelo Ministério da Justiça. Nos primeiros 20 dias, o texto
recebeu 120 mil acessos e mais de 500 comentários.
Lei de crimes digitais
Devido a essa proposta, o governo pediu que os deputados Paulo Teixeira
(PT-SP), Julio Semeghini (PSDB-SP) e Regis de Oliveira (PSC-SP) adiassem
a votação do Projeto de Lei 84/99, que tipifica os crimes
cometidos com o uso da internet. O PL, em discussão há dez
anos, foi aprovado pelo Senado em 2008 e tramita em regime de urgência
na Câmara. (InfoMoney)
27.11 - Banda larga: Acesso é baixo e custa caro no Brasil
O Brasil apresenta taxas consideradas como baixas de acesso da população
à internet de banda larga e um dos custos mais elevados. Um ranking
elaborado pela Organização das Nações Unidas
(ONU) sobre a existência do serviço em 150 países concluiu
que o Brasil ocupa apenas a 69ª posição. Países
como Argentina, Chile, México e Uruguai superam o Brasil no ranking.
Segundo os dados da ONU, ainda baseados no ano de 2008, 10 milhões
de brasileiros tinham acesso à banda larga. Isso representava cerca
de 5,19% da população. Em 2003, a taxa era de apenas 0,6%
da população com acesso aos serviços, ou seja, 1,2
milhão de pessoas. Para 2009, o governo estima que 20 milhões
de brasileiros estarão conectados à internet de alta velocidade.
O Brasil ainda debate investimentos de R$ 75,5 bilhões para
garantir que, em 2014, 90 milhões de pessoas tenham acessos à
web em alta velocidade, bem acima do número atual de conexões,
que está em cerca de 20 milhões. O projeto O Brasil em Alta
Velocidade prevê que, em cinco anos, metade dos domicílios
brasileiros estarão conectados com banda larga.
Por enquanto, porém, os dados da ONU apontam que a taxa brasileira
é ainda bastante inferior ao serviço existente nos países
ricos. Para a União Internacional de Telecomunicações
(UIT), o acesso à internet de alta velocidade é hoje o melhor
indicador das condições de tecnologia de comunicação
de um país. Na Finlândia, Reino Unido e Dinamarca, mais de
um terço da população têm acesso à rede
por banda larga. Nos Estados Unidos, são 26%. Na China, a taxa é
ainda de 6,2%, mas superior a do Brasil.
A ONU aponta que dois problemas aparecem como os principais obstáculos
no acesso da população brasileira à internet: o custo
e a falta de investimentos em infraestrutura. (Jamil Chade - Agência
Estado/Jornal do Commercio Brasil)
27.11 - Gestores da internet preparam novas regras
Com 40 anos de vida, a internet se prepara para mudanças importantes.
Criada como uma rede universitária, a Arpanet, no fim da década
de 60, a rede mundial de computadores massificou o protocolo IP - o padrão
que permite a troca de dados entre os computadores -, foi acumulando camadas
de outras redes e agora precisa dar novos passos para continuar crescendo.
Para ir além dos atuais 2 bilhões de computadores conectados,
os gestores da rede iniciaram um movimento de migração gradual
do protocolo IPv4 para o IPv6, que aceita um número praticamente
ilimitado de máquinas interligadas.
Outra mudança importante será nos nomes de domínio
de primeiro nível (".com", ".net", ".org" etc) que somam apenas
22 e limitam a expansão dos negócios na rede. Previsto inicialmente
para o ano que vem, o guia do candidato aos novos domínios - o conjunto
de normas que regulará a candidatura aos nomes que serão
criados - está em sua versão três, mas a definitiva
não tem data para ser lançada. "Há muitos interesses
em jogo, pois [a mudança] afetará diretamente marcas e produtos,
além de abrir um leque muito maior de empresas registradoras de
domínios", explica Karla Valente, diretora de produtos e serviços
da Corporação para a Atribuição de Nomes e
Números na Internet (Icann, na sigla em inglês) que esteve
em São Paulo para participar do evento "A internet do futuro", também
patrocinado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet).
A Icann, que elabora as normas da internet, propõe a ampliação
ilimitada de domínios genéricos de primeiro nível
ou gTLDs (generic Top-Level Domain), o nome que vem depois do ponto (com,
org etc), sem incluir os nomes de países, regidos por outras regras.
Na prática, uma empresa poderia se candidatar a ser proprietária
de qualquer palavra na rede mundial como www.notícias, www.finanças
ou www.futebol, por exemplo. Os novos domínios podem ser comunidades
como www.ianomami, marcas de empresas, setores como www.bancos, produtos
e entidades. Para a Icann, isso aumentará muito a complexidade de
administração dos domínios, que podem chegar às
centenas e até milhares.
Só podem se candidatar pessoas jurídicas. Para se aplicar
a um domínio será necessário preencher uma proposta
on-line no site da Icann e pagar US$ 185 mil de taxa de análise.
Essa candidatura será analisada por vários conselhos internos
e colocada em consulta pública para a manifestação
de outras empresas. Caso haja oposição, há outras
taxas de defesa do domínio. Uma vez aprovado o domínio, a
taxa de manutenção anual é de US$ 25 mil. As empresas
que se candidataram a determinado domínio poderão fazer uso
dele ou licenciá-lo para outros interessados. "A empresa que detém
o 'notícias', por exemplo, poderá comercializar o nome para
um jornal ou revista que queira fazer uso dele", diz Karla. No caso de
duas empresas se aplicarem ao mesmo domínio, haverá leilão,
elevando o gasto para muito além dos US$ 185 mil iniciais.
A Icann também poderá enviar a candidatura para análise
do World Intelectual Property Organization, que arbitra sobre marcas e
propriedade intelectual.
Um dos principais obstáculos ao lançamento do Guia do
Candidato é definir possíveis bloqueios de candidaturas e
se a Icann poderá fazer isso. A propriedade virtual de palavras
como "Deus", "holocausto", "Jesus", "Islã", entre muitas outras,
devem provocar polêmica. Há também a oposição
de empresas que anteveem a pressão de registrar domínios
de todos os seus produtos, elevando muito os custos. Outra dificuldade
está nas normas de aceitação de nomes de comunidades
pois haverá dificuldade para provar que são representativas
(como o domínio www.tupi-guarani, por exemplo). Essas questões
não são fáceis de resolver e podem consumir todo o
ano que vem, afirma Karla.
Hoje, existem 900 empresas registradoras de domínios (as chamadas
"registrars") no mundo. A mais famosa é a Verisign (dona do ".com"
e ".net"), com 50% do mercado. Eduardo Parajo, presidente da Abranet, acha
difícil que a ampliação dos nomes de domínio
represente uma oportunidade para os pequenos provedores de acesso à
internet. "O investimento de uma licenciadora de domínios começa
em US$ 500 mil. É um mercado para grandes empresas", afirma Parajo.
(Ana Luiza Mahlmeister - Valor Online)
26.11 - Governo adia plano, mas define diretriz para banda larga
Nova reunião para debater a questão está prevista
para daqui a três semanas, antecipa Miguel Jorge
O governo não aprovou terça-feira o Plano Nacional de
Banda Larga, mas definiu as diretrizes gerais. Entre elas, a de que a Telebrás
deverá gerir a rede estatal de fibras óticas, que será
usada no programa. Nova reunião deverá acontecer em três
semanas para detalhar de que maneira isso acontecerá.
As informações sobre a reunião foram dadas pelo
ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento). Ele explicou que as diretrizes
do plano foram apresentadas pelo assessor especial do presidente Lula,
Cezar Alvarez, e por Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa
Civil.
"Na apresentação eles disseram que não era um
programa pronto, eram algumas diretrizes, que deveriam ser aprovadas e
foram. Agora precisa de mais estudos", disse o ministro.
"Foram definidas ideias básicas de como isso funcionaria, de
que iria para a Telebrás", disse Jorge. "Isso é uma coisa
que praticamente foi decidida", afirmou o ministro.
Há divergência entre as posições defendidas
por assessores diretos do presidente Lula e pelo Ministério do Planejamento,
de um lado, e pelo Ministério das Comunicações junto
com as empresas do setor, de outro.
A proposta defendida pelo Planejamento e por assessores de Lula dá
mais peso à participação estatal, com o uso de uma
infraestrutura pública de cabos de fibras óticas, de propriedade
de empresas estatais. Assim, o Estado iria interferir diretamente no mercado
como regulador e iria fomentar a concorrência. A operação
dessa rede, segundo a proposta, seria licitada para um consórcio
privado.
Já o Ministério das Comunicações e as empresas
defendem um modelo no qual as próprias operadoras do serviço,
por meio de incentivos fiscais e financiamento público, passam a
oferecer o serviço em regiões onde, atualmente, ele é
economicamente inviável.
A proposta do Ministério das Comunicações prevê
mais de 90 milhões de acessos à banda larga até 2014,
o que exigirá investimentos de R$ 49 bilhões. De acordo com
o texto, o acesso em alta velocidade poderia sair por R$ 30,00 e ela deveria
ser ampliada em dez vezes. (HUMBERTO MEDINA - Folha de S.Paulo)
26.11 - Uso da rede da Eletronet depende de briga na Justiça
Empresa falida opera infraestrutura de fibras ópticas de 16
mil quilômetros em 18 Estados do País
A Eletronet, que se encontra em processo de falência, opera uma
rede óptica de 16 mil quilômetros, presente em 18 Estados
brasileiros. Ela usa a infraestrutura de transmissão de energia,
com cabos chamados em inglês de Optical Ground Wire (OPGW), que combinam
uma parte metálica que serve de para-raio e as fibras ópticas.
A Eletrobrás tem 49% de participação na empresa.
O processo de falência da Eletronet corre na Justiça Estadual
do Rio de Janeiro. O controle da operadora pertencia à americana
AES, mas foi vendido ao empresário Nelson dos Santos, que comprou
51% da Eletronet sem desembolsar praticamente nada, em troca de assumir
as dívidas. Santos foi o responsável por negociar as dívidas
da AES, referentes às empresas de energia que comprou no Brasil,
com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os principais credores da Eletronet são a Furukawa e a Alcatel-Lucent,
que forneceram a rede da empresa e acabaram sem receber uma dívida
que já ultrapassa R$ 600 milhões. Em 2007, os credores chegaram
a negociar a venda da Eletronet com o Serpro, estatal ligada ao Ministério
da Fazenda, que pagaria cerca de R$ 210 milhões pela empresa, mas
o negócio não foi para a frente. O governo fez um depósito
judicial de R$ 300 milhões, no processo de falência que corre
no Rio, para tentar retomar a rede.
Apesar de desatualizada, a Eletronet tem uma infraestrutura de abrangência
nacional que rivaliza com a da Embratel e da Oi. Essa rede, no entanto,
não tem capilaridade. Ou seja, ela chega a várias cidades,
mas não à porta dos usuários de banda larga. Para
isso, precisaria de um grande investimento em redes locais, ou de parcerias
com outras empresas.
Em agosto, o Tribunal de Justiça do Rio decidiu que o governo
poderá assumir o controle da fibra óptica não utilizada
pela Eletronet. Apesar disso, a posse dessa rede pelo governo ainda não
aconteceu na prática, dependendo de avaliações de
peritos. (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)
25.11 - Preços dos computadores continuarão baixos em
2010
O rápido declínio no preço médio dos computadores
reflete uma mudança de postura nos consumidores de computadores:
eles têm procurado os PCs 'suficientemente bons', com o menor preço
possível.
A conclusão é da consultoria Gartner, que estima uma
queda mundial na receita dos fabricantes de computadores no final de 2009,
apesar do crescimento nas vendas.
"Os consumidores procuram os computadores mais baratos, e os fabricantes
têm tentado estimular o crescimento do mercado ao oferecer preços
ainda mais baixos", disse o diretor de pesquisa do Gartner, George Shiffler.
Shiffler acredita que o preço médio de venda dos PCs
suba lentamente, conforme o mercado for se recuperando. Porém, com
a atual competição do setor, não vê os preços
voltando a subir tão cedo. "Como resultado, o crescimento no preço
ficará bem atrás do crescimento nas vendas no ano que vem
e nos próximos, afirmou".
Números
Com seu último levantamento, realizado em outubro, a Gartner
prevê que, em 2009, o faturamento global do setor de PCs totalize
US$ 217 bilhões, uma queda de 10,7% em relação ao
total faturado em 2008. No ano passado, apesar da crise financeira mundial
ter afetado fortemente o mercado de computadores, o resultado foi positivo,
graças ao aquecimento visto nos primeiros meses de 2008.
Quanto às unidades vendidas, o crescimento deve ser de 2,8%
em 2009 em relação ao ano anterior, atingindo 298,9 milhões
de computadores vendidos no mundo, estima a consultoria. (InfoMoney)
24.11 - Plano de banda larga prevê nova empresa estatal
Serviço será oferecido por empresas privadas, usando
rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã
Depois de dois meses de discussões e divergências públicas,
serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico
do governo para colocar em prática o projeto de massificação
da banda larga. Já está certo que o governo vai usar como
base para esse projeto as redes ópticas de empresas estatais, como
as da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet - empresa falida
que tem a Eletrobrás como acionista.
A ideia é criar uma estatal da banda larga, que poderá
ser administrada pela Telebrás, para atuar na transmissão
de dados, ampliando a oferta de capacidade e estimulando a competição
no setor, além de atender a comunicação do próprio
governo. A proposta em estudo tem o objetivo de expandir a internet rápida
para as classes mais carentes da população e para os pontos
mais distantes do País.
As empresas da iniciativa privada, como as de telefonia e provedores
de internet, operariam na ponta, fornecendo serviços ao cliente
final.
Esse modelo híbrido, cuja notícia da criação
foi antecipada pelo Estado em outubro, é fruto das negociações
envolvendo técnicos de diversos ministérios, entre eles a
Casa Civil, Comunicações e Planejamento.
A decisão final será do presidente Lula e, quando tomada,
será criado um fórum, com a participação dos
setores envolvidos, para acompanhar a implantação do Plano
Nacional de Banda Larga.
META
O projeto terá 2014 como meta final. Os técnicos dos
ministérios estão traçando diagnósticos com
base nas diferenças regionais e econômicas do Brasil. O coordenador
dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez,
que participa das discussões, disse, na semana passada, que a banda
larga no Brasil é "para poucos, concentrada, lenta e cara", e que
são esses os problemas que o governo quer corrigir.
Segundo ele, 80% dos acessos à internet em alta velocidade estão
nas regiões Sul e Sudeste, sendo metade desse porcentual só
no Estado de São Paulo. Alvarez lembra que o Brasil ainda considera
como banda larga as conexões acima de 128 quilobits por segundo
(kbps) enquanto, no mundo, a alta velocidade é acima de 1 megabit
por segundo (Mbps).
PARCERIA COM AS TELES
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que
desde o início defendeu uma parceria com as teles, vai apresentar
uma proposta mais focada no atendimento da demanda do que na estrutura
estatal.
O argumento dele é de que é impossível cumprir
o objetivo de atender a toda a população sem usar a infraestrutura
das teles, que soma 200 mil quilômetros de fibras e estará
em todos os municípios brasileiros até o fim de 2010.
Assessores de Costa lembram que a rede do governo tem apenas 21 mil
quilômetros. Desse total, 16 mil quilômetros são da
Eletronet, que tem pendências na Justiça, o que poderia comprometer
a implantação do projeto.
O Ministério das Comunicações fez estudos com
as teles, considerando uma meta de chegar a 2014 com 80 milhões
de acessos de banda larga, sendo 30 milhões pela rede fixa e 50
milhões pelas redes de telefonia celular. Hoje, o País tem
pouco mais de 21 milhões de conexões.
Os estudos concluem que, se não houver incentivos, o Brasil
chegaria a 2014 com 48 milhões de acessos, 32 milhões a menos
que a meta. Para bancar a diferença, seriam necessários investimentos
adicionais de até R$ 32 bilhões, segundo as estimativas de
técnicos das empresas.
Cumprida esta meta, estariam alcançadas as classe C e D, que,
segundo os mesmos técnicos, estariam dispostas a pagar até
R$ 30 por mês.
Mesmo oferecendo um produto mais barato, as empresas sairiam lucrando
porque ganhariam na quantidade. Para participar do projeto, as teles reivindicam
desoneração tributária de produtos e serviços
de telecomunicações e a liberação de recursos
de fundos setoriais.
Alvarez já anunciou que serão liberados recursos recolhidos
ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações
(Fust) a partir de 2009, que são em torno de R$ 1 bilhão
ao ano. Desde 2001, já foram recolhidos pelas empresas mais de R$
8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum
projeto e vêm sendo usados para fazer superávit primário.
(Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
24.11 - Governo quer estimular provedores regionais
Apenas três empresas concentram quase 90% do mercado de banda
larga no País
A criação de uma estrutura de banda larga pública
tem também o objetivo de estimular o surgimento de pequenos provedores
de internet para atuarem em cidades ou nichos de mercado pouco atrativos
para as grandes empresas de telecomunicações. A constatação
de um dos estudos que serão apresentados ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva é de que apenas três empresas - Telefônica,
Net e Oi - concentram 86% do mercado de banda larga fixa no País.
Essa rede principal, que deverá ser montada com a infraestrutura
das estatais, seria usada como alternativa às redes das teles e
seria alugada a preços mais competitivos para pequenos provedores,
que fariam as instalações até o cliente final. Outro
objetivo do Plano Nacional de Banda Larga é o de interligar, com
internet em alta velocidade, 135 mil pontos de governo em 4.245 municípios.
CONEXÃO
Segundo a proposta do secretário de Logística e Tecnologia
da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério
Santanna, com as redes da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet,
é possível levar banda larga a 59 mil escolas rurais e 45
mil hospitais e postos de saúde. Também seriam interligadas
5.523 delegacias de polícia, entre outros pontos de governo.
ACESSO
A realidade do Brasil, apresentada em seminário na semana passada
pelo coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal,
Cezar Alvarez, é de que apenas 31,2% do total de domicílios
brasileiros possuem computadores e só 23,8% têm acesso à
internet.
Do total de residências conectadas à rede mundial de computadores,
apenas 13% têm acesso em banda larga, segundo dados do Comitê
Gestor de Internet (CGI), citados pelo assessor da Presidência.
O alto preço dos serviços também preocupa o governo
e, de acordo com Alvarez, é o principal motivo apontado em pesquisa
do CGI para falta de acesso à banda larga no País.
Segundo ele, uma conexão em baixa velocidade (200 quilobits
por segundo) custa, em Manaus, R$ 119,90, o mesmo preço pago em
São Paulo por uma conexão em alta velocidade, de 6 megabit
por segundo.
"Nosso desafio é propiciar a massificação dos
serviços de conexão em banda larga, independentemente de
localização geográfica, com preços acessíveis
e qualidade satisfatória", afirmou Alvarez, no seminário.
(Gerusa Marques - O Estado de S.Paulo)
23.11 - Microsoft libera versão preliminar do 'Office'
Quem quiser conferir as novidades do Office 2010 já pode baixar
o sistema gratuitamente, pela internet. Ontem, a Microsoft liberou o acesso
à versão de teste de seu novo pacote de ferramentas de escritório.
Qualquer pessoa pode baixar o software. Basta preencher um cadastro no
site da empresa para conseguir uma chave de ativação do programa.
A licença é válida por um ano.
A versão final do Office 2010, que chegará ao mercado
no primeiro semestre do próximo ano, é o grande lançamento
da Microsoft depois do sistema operacional Windows 7, apresentado no mês
passado. Com o novo pacote de sistemas, a Microsoft reforça a intenção
de integrar seus programas com a chamada computação em "nuvem",
um modelo em que os sistemas e dados ficam disponíveis na internet,
sem a necessidade de instalar programas no computador do usuário.
O objetivo é melhorar a experiência do consumidor na hora
de criar e gerenciar documentos por meio da internet e equipamentos, seja
um PC ou um celular.
No pacote Office 2010, o usuário vai experimentar as novidades
do Word, Excel, PowerPoint, Outlook, além de outras ferramentas,
como OneNote, Publisher, Access, InfoPath, Office Communicator e o SharePoint.
Entre as novidades do Word está o recurso de "coautoria", no
qual duas ou mais pessoas podem editar um mesmo texto, simultaneamente,
usando diferentes equipamentos. No PowerPoint, usado para montar apresentações,
a Microsoft se preocupou em melhorar a inclusão de fotos e vídeos.
"Nossas pesquisas mostram que só 3% das pessoas que usam o PowerPoint
incluem vídeos no material, mas isso deverá mudar bastante",
comenta Eduardo Campos, gerente de marketing e negócios da Microsoft.
O novo PowerPoint, diz Campos, vai permitir recortar e editar fotos e vídeos
no próprio sistema.
Outra novidade é a aproximação do sistema de correio
eletrônico Outlook das redes sociais. A cara nova do Outlook traz
espaço para receber mensagens de redes sociais. O site LinkedIn
já anunciou que vai desenvolver um sistema de integração
para rodar dentro do novo Outlook.
Paralelamente ao Office 2010, a Microsoft passou a oferecer a versão
de teste de outros sistemas, como o SharePoint, usado em servidores; o
Visio, de diagramação e desenhos; e o Office Web Apps, destinado
a empresas.
Antes da versão de teste, todos esses sistemas passaram pela
fase batizada pela Microsoft como "dog food" (comida de cachorro, numa
tradução livre), período de cinco meses em que os
90 mil funcionários da companhia podem testar e sugerir melhorias.
Desde o início da semana, programadores de sistemas que participam
de comunidades de software atreladas à Microsoft já têm
acesso livre às versões preliminares dos sistemas.
Ainda não se sabe quanto custará o Office 2010. Hoje,
é possível comprar um pacote básico do Office 2007
por R$ 199, válido para até três computadores. A versão
mais completa sai por R$ 1.499. "O que podemos dizer é que teremos
uma versão 'starter' (básica) do Office", afirma Campos.
Na arena dos sistemas de produtividade, o maior desafio da Microsoft
é enfrentar a agressividade de concorrentes como o Google e a comunidade
de software livre, que cada vez mais oferecem sistemas gratuitos. A Microsoft
tem razões de sobra para se preocupar em manter seu domínio
nesse setor. A divisão de negócios que inclui o Office é
uma das mais lucrativas da empresa. No trimestre encerrado em 30 de setembro,
o segmento respondeu por um lucro de US$ 4,48 bilhões, o equivalente
a mais de 60% dos ganhos operacionais da Microsoft. Para continuar assim,
a empresa terá de convencer o consumidor de que vale a pena substituir
o Office atual pelo novo pacote e não por um produto rival, ainda
que gratuito.
Para baixar os programas acesse microsoft.com/brasil/office2010
(André Borges - Valor Online)
19.11 - Softwares grátis para o Windows 7
Confira alguns programas essenciais para instalar na sua máquina
com o novo sistema da Microsoft
Se você comprou um computador novo com Windows 7, terá
de passar pelo ritual de instalar os programas de que precisa. Confira,
abaixo, algumas dicas de softwares gratuitos para incluir no seu micro
com o novo sistema da Microsoft.
Para manter o computador longe das pragas virtuais, você deve
instalar um antivírus.
A própria Microsoft oferece um antivírus gratuito, o
Security Essentials, que pode ser baixado em www.microsoft.com/Security_Essentials.
Entre as opções gratuitas estão o AVG (free.grisoft.com),
o avast! (www.avast.com) e o Avira AntiVir (www.free-av.com).
Aliado importante na segurança, o anti-spyware combate softwares
espiões. Entre as opções recomendadas estão
o Malwarebytes Anti-Malware (www.malwarebytes.org), o Ad-Aware (www.lavasoft.com)
e o Spybot -Search & Destroy (www.safer-networking.org).
Tudo em um
O Ninite é uma ferramenta gratuita que instala automaticamente
diversos programas populares, como Firefox, Chrome, Skype, iTunes, eMule,
Google Earth e WinRAR.
Basta acessar ninite.com, selecionar os programas que você quer
e baixar o instalador personalizado. O Ninite se encarregará de
instalar todos os softwares no seu computador.
Há um inconveniente: alguns dos programas só podem ser
instalados, por meio do Ninite, em sua versão em inglês .
Softwares como Mail, Movie Maker e Messenger, que vinham previamente
instalados em edições anteriores do Windows, não estão
incluídos no Windows 7. Você pode baixá-los gratuitamente
por meio do pacote Windows Live Essentials (download.live.com)
Alguns PCs com Windows 7 vêm com uma versão de avaliação
do Microsoft Office, que geralmente funciona gratuitamente por dois meses.
Se, depois desse período, você optar por não comprar
o Office, pode recorrer ao gratuito BrOffice.org (www.broffice.org), versão
do OpenOffice.org adaptada para português do Brasil. O pacote, que
inclui editores de texto, planilhas e apresentações, é
compatível com arquivos do Microsoft Office.
Quem faz edições de imagem, das mais simples às
mais avançadas, encontra o Paint. NET (www.getpaint.net) e o Gimp
(www.gimp.org).
Para ver vídeos, uma boa pedida é o VLC (www.videolan.org/vlc),
tocador multimídia gratuito que abre praticamente todos os formatos
mais populares, como AVI, ASF, WMV, MP4, MOV, 3GP e OGG, além de
reproduzir filmes em DVD e arquivos de áudio.
Ainda na seara multimídia, o Miro (www.getmiro.com) suporta
os formatos mais comuns e baixa vídeos do YouTube, além de
acessar canais gratuitos em alta definição.
Se você estiver em busca de softwares mais específicos,
o site www.techsupportalert.com traz uma seleção bem abrangente
dos melhores programas gratuitos em dezenas de categorias, como internet,
manutenção do computador e multimídia. (RAFAEL CAPANEMA
- Folha de S.Paulo)
19.11 - Kits de segurança voltados à internet
O novo programa de segurança da empresa russa Kaspersky foca
o usuário de redes sociais, que está cada vez mais exposto
aos ataques dos piratas da rede. Essas pessoas estão mais vulneráveis
porque acham que as mensagens recebidas nas redes vêm de contatos
conhecidos.
Para tentar barrar esses ataques, a empresa lançou o Kaspersky
Internet Security (a partir de R$ 99,95, em brazil.kaspersky.com/comprar),
que diz proteger o usuário por meio de camadas. Assim, os piratas
têm que ultrapassar muros antes de chegar ao seu computador, diz
a empresa.
A equipe do Norton Antivirus também lançou a versão
2010 do seu produto de segurança focado em internet, que sai a partir
de R$ 99 (www.norton.com/br).
Quem quer algo gratuito pode instalar o programa da AVG (www.avgbrasil.com.br).
Para tornar a navegação mais segura, também é
possível baixar uma extensão no seu navegador (bit.ly/navegacaosegura).
Veja avaliações sobre antivírus feitas pelo site
Cnet em bit.ly/segurancacnet. (Folha de S.Paulo)
19.11 - Ministro propõe desoneração de modem no
país
O ministro Hélio Costa (Comunicações) propôs
que o governo desonere a produção de modems como forma de
massificar o acesso à internet em alta velocidade no país.
Segundo Costa, a carga tributária em cima desse equipamento
é de 76%. "O governo está onerando o modem, indispensável
para a popularização do acesso", disse o ministro.
Na próxima terça-feira, o governo deverá anunciar
seu plano nacional de banda larga. Apesar da proximidade do anúncio,
não há consenso dentro do governo sobre qual deveria ser
a estratégia para massificar o acesso à internet.
O Ministério do Planejamento e a assessoria direta do presidente
Lula defendem que o governo use sua rede de fibras óticas (as instalada
nas linhas de transmissão de energia e as da Petrobras) para intervir
e regular o mercado.
Para o Ministério das Comunicações, a solução
não é viável porque o governo não pode dispor
de suas fibras óticas, pois elas podem ser objeto de penhora para
pagar a credores da empresa Eletronet. Em processo de falência, a
companhia era uma associação entre estatais do setor e a
multinacional AES. (Folha de S.Paulo)
18.11 - Microsoft confirma existência da primeira vulnerabilidade
do Windows 7
A Microsoft confirmou sexta-feira a existência de uma vulnerabilidade
no Windows 7, mas disse que a maioria dos usuários pode se proteger
de ataques por meio de bloqueio de duas portas no firewall.
Em um boletim de segurança, a Microsoft disse que uma falha
no Server Message Block (SMB), um protocolo feito pela empresa, pode ser
usado por crackers para atacar máquinas com Windows 7 e Windows
Server 2008 R2.
A vulnerabilidade foi divulgada pelo pesquisador canadense Laurent
Gaffie na quarta-feira (11/11). De acordo com Gaffie, explorar a falha
pode atingir os sistemas a ponto do único método de recuperação
ser o desligamento manual do computador.
Inicialmente a Microsoft disse que investigaria o caso, mas na sexta-feira
confirmou o problema. “A Microsoft está ciente de um código
que pode ser explorado para prejudicar o funcionamento do sistema”, disse
o representante do grupo de segurança da empresa Dave Forstrom.
“A companhia não teme ataques que explorem a vulnerabilidade nesse
momento.”
Forstrom, assim como Graffie, disse que o erro pode ser explorado para
incapacitar um computador, mas a vulnerabilidade não permite a instalação
de códigos maliciosos no Windows 7.
Tanto o SMBv1 quanto o SMBv2 contém o erro. “Windows Vista,
Server 2008, XP, Server 2003 e 2000 não são afetados”, garante
Forstrom.
Ataques podem ser voltados para qualquer navegador, não apenas
o Internet Explorer, alertou a Microsoft. Depois de levar o usuário
a acessar sites maliciosos, crackers podem travar o computador da vítima
com pacotes SMB problemáticos.
A Microsoft deve lançar uma correção do problema,
mas não disse se incluirá no pacote previsto para o dia 8
de dezembro ou se lançará uma correção isolada.
A companhia sugere que usuários bloqueiem as portas TCP 139 e 445
no firewall. Porém, isso pode desabilitar navegadores, assim como
causar outros problemas críticos. (Computerworld)
18.11 - Plano nacional de banda larga prevê subsídios para
setor privado
O governo federal deverá incluir no Plano Nacional de Banda
Larga estímulos e subsídios para as empresas privadas participarem
do projeto, que pretende massificar o uso da internet rápida. O
governo também mantém a ideia de aproveitar a estrutura de
cabos disponível em empresas estatais, como Petrobras, Furnas, Eletrobrás
e Eletronet, para eliminar as diferenças regionais e sociais no
acesso à informação.
O plano ainda prevê a criação de um fórum
em que governo e demais interessados no tema mantenham constante debate.
Segundo César Alvarez, assessor da Presidência da República
à frente do processo, a proposta final será levada ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24. Para ele, "não é
possível que ainda se tenha uma visão anacrônica e
preconceituosa de que o governo não deve usar seus ativos de fibra
ótica".
O comentário do coordenador do Comitê de Inclusão
Digital representa um sinal de convergência entre a previsão
do Ministério do Planejamento, de colocar em prática o projeto
apenas com recursos governamentais, e a do Ministério das Comunicações,
que teria nas empresas a principal base para o avanço do projeto.
Segundo Alvarez, porém, ainda não está fechada
a discussão sobre qual instituição governamental assumirá
o papel de regular a oferta do serviço. Entre as possibilidades
está a ressurreição da Telebrás, que assumiria
a infraestrutura das estatais. Segundo Alvarez, os estudos para isso estão
aprofundados.
Apesar disso, Alvarez ponderou que o governo não será
um provedor de acesso à banda larga para a população
- vai apenas gerir as redes de infraestrutura ou estendê-las. Ele
considera um "desinvestimento" as operadoras construírem um novo
"backbone" (núcleo de uma rede de telecomunicações)
onde já existem sistemas de estatais. A Eletronet é a empresa
com maior estrutura para oferecer ao plano, com 21 mil km de redes de fibra
ótica. No entanto, a empresa se encontra num vagaroso processo de
falência, que, num primeiro momento, pode comprometer seu uso pelo
governo.
O governo considera discutir políticas tributárias para
o setor, conforme pleiteado pelas operadoras em reunião com o Ministro
das Comunicações, Hélio Costa. Mas Alvarez considera
que esta seria uma simplificação da questão relacionada
à democratização do acesso e lembra que o debate fiscal
tem de ser aberto também com Estados e municípios, porque
dois terços da carga tributária do setor de telecomunicações
- de mais de 40% - se trata de ICMS.
Ainda na área tributária, ele considera que o setor poderia
ter subsídios cruzados, entre diferentes classes de serviços
ou de consumidores. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU)
já publicou parecer contra o subsídio cruzado no setor, invocando
previsões da Lei Geral das Telecomunicações (LGT).
Para o governo, porém, é possível contornar esse fato.
Entre os recursos de que o governo pretende usar no projeto está
o fluxo do Fundo de Universalização dos Serviços de
Telecomunicações (Fust) em 2009, de cerca de R$ 1 bilhão,
e nos anos seguintes. Outra saída seria conceder subsídios
diretamente às operadoras no serviço de distribuição
de acesso à internet via banda larga nos locais menos rentáveis.
Continua em debate, ainda, uma estratégia para estimular o surgimento
de novas operadoras regionais nos locais mais remotos, onde o governo deve
pesar mais no papel de condução da infraestrutura, ou a própria
empresa pública oferecer o serviço ao usuário na ponta.
A meta é baratear o acesso, considerado caro, lento, limitado
e concentrado, mesmo comparado aos vizinhos da América Latina. Segundo
Alvarez, 40% dos acessos à banda larga no país estão
em São Paulo e 80% no Sul e Sudeste. Ele lembra também que
há uma enorme distância na competição entre
as regiões. Enquanto um acesso de 256 Kbps em Manaus custa R$ 119
por mês, pelo mesmo valor o cidadão de São Paulo consegue
acesso a 6 Mbps. Ainda segundo o coordenador do Comitê de Inclusão
Digital do governo, por US$ 17 se consegue acesso de 256 Kbps no Brasil,
em média, enquanto na Argentina se obtém o dobro e, no México,
quase quatro vezes mais. (Danilo Fariello - Valor Online)
18.11 - Testes de urnas eletrônicas com hackers terminam sem que
haja invasão
Os testes com hackers realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
com as urnas eletrônicas que serão usadas nas Eleições
2010 terminaram sem que o sistema que contabiliza os votos fosse comprometido.
Segundo comunicado no site do TSE, os 38 especialistas convocados pelo
órgão para testar a segurança do sistema não
conseguiram comprometê-lo durante os testes, que aconteceram entre
os dias 10 e 13 de novembro.
No último dia de testes, o TSE afirma que especialistas da Procuradoria
Geral da República (PGR), do Tribunal Superior do Trabalho (TST)
e da Polícia Federal (PF) tentaram invadir a urna eletrônica
para alterar contagem de votos e fraudar eleições por diferentes
métodos, mas não tiveram sucesso.
O representante da Polícia Federal tentou, sem sucesso, alterar
as informações em cartões de memória que alimentam
a urna eletrônica, mudando os votos antes mesmo do eleitor se apresentar
à sua seção eleitoral.
Os especialistas do TST tiveram como estratégia alterar o boletim
da urna, que imprime a comprovação do voto.
O plano teve relativo sucesso, mas a impressão fraudulenta não
saia do mesmo tamanho da impressão original, o que comprometeria
o sigilo da invasão.
Já os especialistas da PGR tentaram, também sem sucesso,
substituir o sistema operacional original da urna eletrônica, baseado
em Linux, para que pudessem controlar todos os processos do equipamento.
É a primeira vez que o TSE expõe o sistema de segurança
da urna eletrônica à avaliação técnica
antes da votação.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, a falta de sucesso
nos testes prova que eleitores não devem se preocupar com a segurança
do sistema.
Como último passo do processo, o ministro do TSE, Ricardo Lewandowski,
anunciará na próxima sexta-feira (20/11) os vencedores dos
três prêmios em dinheiro para as melhores sugestões
técnicas que sofistiquem a segurança da urna eletrônica.
Os prêmios serão de cinco mil reais, três mil reais
e dois mil reais. (IDG Now)
17.11 - Mouses de última geração
Imagine que você possa usar a internet com maior facilidade,
navegando de site em site apenas clicando num botão do mouse, evitando
o hoje quase comum esforço repetitivo do pulso. Ou selecionar um
termo
do texto que você está lendo e, automaticamente, abrir uma
página na internet com o resultado da busca, pulando as etapas de
acessar um buscador e digitar a expressão procurada. Ou, quem sabe,
fazer desenhos gráficos detalhados em 3D utilizando um mouse de
alta resolução.
Tudo isso é possível com a evolução da
tecnologia dos mouses, desde a sua invenção, há mais
de 40 anos. A começar pelo popular mouse de esfera - que dava trabalho
porque a sujeira acumulada o tornava impreciso. Mas isso os mouses óticos
e a laser sem fio resolveram o problema e estão cada vez mais completos.
Agora, segundo Eduardo Larios, gerente de Relações Públicas
para América Latina da Logitech, há uma nova tendência
no mercado. "Trata-se de uma tecnologia que permite ao mouse trabalhar
sobre qualquer superfície, inclusive vidro transparente, permitindo
que o usuário utilize o mouse em qualquer lugar, a qualquer momento",
explica.
Larios atesta que essa é quebra da barreira do vidro. "A tecnologia
de leitura ótica convencional não trabalha em vidro transparente
nem em superfícies com alto índice de reflexão, mas
já há no mercado mouses capazes de detectar partículas
microscópicas e microranhuras, em vez de rastrear a superfície
em si", esclarece.
A vantagem dos botões programáveis e da alta resolução
tem permitido também que jogadores de games tenham mais prazer e
precisão em seus jogos. O músico Marcelo Guterman Stilben,
de 24 anos, comprou um G9 Laser Mouse, da Logitech, só para jogar,
mas explica que o mouse tem outras utilidades. "Quem trabalha com photoshop
e edição de imagens também usa o G9, porque ele tem
uma alta precisão, mas também dá para usá-lo
em atividades comuns", assegura.
Marcelo gosta de jogos em que é preciso atirar em alvos em movimento.
"Tem que ter precisão para acertar o inimigo na tela. Se não
tivesse um bom mouse, dificilmente eu teria uma mira boa. Com certeza,
faz diferença na hora de jogar, até porque é mais
divertido." Além da boa resolução, Marcelo também
aproveita os botões programáveis do mouse. "Dá para
configurar o mouse para o jogo, como mudar de arma clicando num botão,
dar zoom em outro, atirar?".
As inovações e utilidades dos novos mouses não
param por aí. O periférico que permite ao usuário
fazer quase todo tipo de comando no computador está cada vez mais
personalizável. De acordo com Mauro Hiroshi, gerente de marketing
da Mtek, a intenção é facilitar a vida das pessoas.
"Alguns mouses de alta performance contam com botões programáveis,
inclusive para comandos de teclado, que facilitam a vida de qualquer usuário
em tarefas ou comandos repetitivos", informa. Com isso, além de
agilizar, alguns mouses podem evitar um problema comum entre quem utiliza
o computador muitas horas por dia: a lesão por esforço repetitivo
(LER).
ALÉM DA RESOLUÇÃO. Além disso, o ganho
desses mouses não se dá apenas na resolução.
"Há melhorias em design, frequência de resposta e frame rate",
emenda Hiroshi. Isso quer dizer que os mouses atuais estão cada
vez mais sensíveis, ergonômicos e inteligentes, proporcionando
a possibilidade de apresentar um trabalho a 10 metros do computador, coordenando
os slides à distância e apontando o que quer destacar com
o ponteiro laser do mouse sem fio.
O destino dos mouses se mostra ainda mais promissor do que o presente,
segundo Hiroshi. "A tendência é chegar a um produto tão
bom quanto o de conexão com fio em performance, com resolução
acima de 2.000 DPIs e frequência de resposta acima de 125 Hz. Para
um futuro próximo, mouses 3D com sensor de movimento espacial similar
ao Wii remote", prevê. (Jornal do Commercio Brasil)
16.11 - McAfee recomenda usuários de Windows instalarem todos
os patches
Em comunicado divulgado na sexta-feira (13/11), a empresa de segurança
McAfee avalia as correções de segurança anunciadas
esta semana pela Microsoft em seu pacote mensal de atualizações.
Segundo o diretor de pesquisas em segurança e comunicação
da McAfee, Dave Marcus, as vulnerabilidades críticas –três
dos seis boletins anunciados pela Microsoft receberam tal classificação
(a de maior risco) – expõem os usuários do Windows a graves
ataques.
No comunicado, Marcus informa que devemos esperar que os pesquisadores
de segurança da empresa estão fazendo a engenharia reversa
das correções anunciadas como forma de melhor conduzir a
correção dos exploits existentes.
Uma das atualizações críticas da Microsoft (MS09-065)
trata de um trio de vulnerabilidades no Kernel do Windows, uma parte central
do sistema operacional. Essas vulnerabilidades podem ser exploradas se
um usuário do Windows simplesmente visitar um site carregado com
uma fonte mal-intencionada.
As outras duas atualizações críticas solucionam
vulnerabilidades que podem permitir ao hacker assumir o controle remoto
do comando da máquina do usuário, sem que ele precise tomar
qualquer ação para isto, podendo levar à disseminação
de um worm. A atualização MS09-063 soluciona uma brecha grave
de segurança na interface de serviços da Web do Windows Vista
e do Windows Server 2008 e a MS09-064 soluciona essa brecha no Windows
2000. (PC World)
16.11 - Direito à informação
Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que
permitem o exercício do jornalismo independente no país
Democracias tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de
poder que ameaçam o direito à informação.
Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor,
desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos
de comunicação com independência, financeira e editorial,
em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais
cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações,
criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos
na mídia.
Essas salvaguardas tradicionais se veem desafiadas pelo avanço
da internet e da convergência tecnológica nas comunicações
-paradoxalmente, pois esse mesmo processo abre um campo novo ao jornalismo.
Apesar da revolução tecnológica e do advento de
plataformas cooperativas, a produção de conteúdo informativo
de interesse público continua, majoritariamente, a cargo de organizações
empresariais especializadas. O acesso sistemático a informações
exclusivas, relevantes, bem apuradas e editadas sempre implica a atuação
de grandes equipes de profissionais dedicados apenas a isso. Essas equipes
precisam ser remuneradas -ou o elo se rompe.
Quando um serviço de internet que visa ao lucro toma, sem pagar
por isso, informações produzidas por empresas jornalísticas,
as edita e as difunde a seu modo, não só fere as leis que
resguardam os direitos autorais. Solapa os pilares financeiros que têm
sustentado o jornalismo profissional independente.
Quando um país como o Brasil admite um oligopólio irrestrito
na banda larga -a via para a qual converge a transmissão de múltiplos
conteúdos, como os de TVs, revistas e jornais-, alimenta um Leviatã
capaz de bloquear ou dificultar a passagem de dados e atores que não
lhe sejam convenientes. A tendência a discriminar concorrentes se
acentua no caso brasileiro, pois os mandarins da banda larga são,
eles próprios, produtores de algum conteúdo jornalístico.
Quando autoridades se eximem de aplicar a portais de notícias
o limite constitucional de 30% de participação de capital
estrangeiro, abonam um grave desequilíbrio nas regras de competição.
Veículos nacionais, que respeitam a lei, têm de concorrer
com conglomerados estrangeiros que acessam fontes colossais e baratas de
capital. Tal permissividade ameaça o espírito da norma, comum
nas grandes democracias do planeta, de proteger a cultura nacional.
Contra esse triplo assédio, produtores de conteúdo jornalístico
e de entretenimento no Brasil começam a protestar.
Exigem a aplicação, na internet, das leis que protegem
o direito autoral. Pressionam as autoridades para que, como ocorre nos
EUA, regulamentem a banda larga de modo a impedir as práticas discriminatórias
e ampliar a competição. Requerem ao Ministério Público
ação decisiva para que empresas produtoras de jornalismo
e entretenimento na internet se ajustem à exigência, expressa
no artigo 222 da Carta, de que 70% do controle do capital esteja com brasileiros.
A Folha se associa ao movimento não apenas no intuito de defender
as balizas empresariais do jornalismo independente, apartidário
e crítico que postula e pratica. Empunha a bandeira porque está
em jogo o direito do cidadão de conhecer a verdade, de não
ser ludibriado por governos ou grupos econômicos que ficaram poderosos
demais. (Folha de S.Paulo)
13.11 - HP anuncia que vai comprar a 3Com por US$ 2,7 bi
A HP (Hewlett-Packard) anunciou no final da quarta-feira (11) que vai
comprar a produtora de equipamentos de rede 3Com em um acordo de US$ 2,7
bilhões que espera concluir no primeiro semestre de 2010.
A operação foi aprovada pelos conselhos da HP e da 3Com.
A HP, que também divulgou um lucro preliminar maior que o esperado,
informou que vai pagar US$ 7,90 por cada ação da 3Com.
Com a aquisição, a HP diz que incrementará o fornecimento
de infraestrutura de data centers de próxima geração,
baseada na convergência de servidores, sistemas de armazenamento
e de redes, gerenciamento e serviços.
De acordo com Dave Donatelli, vice-presidente executivo e gerente geral
da HP, “as empresas estão procurando maneiras de se libertar das
limitações comerciais impostas por um paradigma de rede que
tem sido dominada por um único fornecedor”. O executivo acrescenta
que “ao adquirirmos a 3Com, estamos acelerando a execução
de nossa estratégia de infra-estrutura convergente e trazendo mudanças
para a indústria de rede. Ao combinar as soluções
HP ProCurve com o conjunto de soluções da 3Com, proporcionaremos
aos clientes a construção de uma infra-estrutura de rede
de próxima geração que suporta as necessidades do
cliente desde a ponta da rede para até o data center. (Executivos
Financeiros)
13.11 - NET ultrapassa Telefônica em banda larga no Brasil
A NET, empresa de multisserviços via cabo da América
Latina, declara ter atingido a primeira posição no mercado
de banda larga do Brasil, passando a ser a maior empresa do setor em número
de assinantes, à frente da Telefônica, Oi e Brasil Telecom,
incumbents oriundas da privatização do Sistema Telebrás.
A companhia fechou o terceiro trimestre de 2009 com 2,790 milhões
de assinantes NET Vírtua, seu produto para acesso a banda larga.
Este número representa um crescimento de 36% em relação
ao mesmo período de 2008. Além de líder em TV por
assinatura, com 3,645 milhões de clientes, a NET alcança
agora a liderança em banda larga e é também a empresa
que mais cresce em telefonia fixa, com uma alta de 63% no terceiro trimestre,
chegando a 2,5 milhões de clientes NET Fone via Embratel.
Somente no terceiro trimestre de 2009, a NET conquistou 185 mil novos
clientes e é hoje a empresa com maior número de adições
de cliente de banda larga, sendo responsável por 57% do montante
de crescimento do mercado.
Considerando todo mercado de banda larga, a NET possui 26% de market
share. As informações têm como base os dados consolidados
do 3º trimestre de 2009 de todas as empresas que atuam no mercado
de Telecomunicações.
As informações divulgadas pela NET baseiam-se na comparação
dos resultados referentes ao terceiro trimestre de ambas empresas.
(Executivos Financeiros)
12.11 - Telefônica perde clientes na banda larga
Após suspensão das vendas pela Anatel, operadora foi
ultrapassada pela Net e deixou de ser a segunda maior empresa de internet
rápida do País
A Telefônica encerrou o terceiro trimestre deste ano com 2,578
milhões de clientes de serviços de acesso à internet
de banda larga, oferecidos por meio das marcas Speedy e Ajato. O número
representa uma redução de 5,5% em relação ao
trimestre anterior e um aumento de 5% na comparação com o
mesmo período de 2008. A empresa atribui o resultado à proibição
da comercialização do Speedy entre os dias 22 de junho e
27 de agosto pela Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel).
Com a redução na base de clientes da Telefônica,
a Net se transformou na segunda maior empresa de banda larga do País,
com 2,790 milhões de clientes. Em primeiro lugar está a Oi,
com 4,142 milhões de clientes.
Por conta da restrição determinada pela agência,
as receitas com transmissão de dados da Telefônica registraram
uma queda de 1,5% no terceiro trimestre ante o período de três
meses anterior, para R$ 1,054 bilhão. Na comparação
com o mesmo período do ano passado, a receita aumentou 11,8%.
O serviço de TV por assinatura oferecido pela Telefônica
também sofreu uma redução por conta proibição
do Speedy, já que é majoritariamente comercializado por meio
de pacotes.
No terceiro trimestre, o número de clientes atingiu 508.212,
queda de 1,2% em relação ao final de junho e alta de 19,6%
ante igual período do ano passado. Já a receita com o serviço,
de R$ 151,6 milhões, caiu 4,2% na comparação com o
segundo trimestre e apresentou um aumento de 45,3% em relação
a julho a setembro de 2008.
A Telefônica registrou lucro líquido de R$ 600,3 milhões
no terceiro trimestre de 2009, um aumento de 2,2% sobre os R$ 587,4 milhões
de igual período de 2008. A receita líquida somou R$ 3,910
bilhões, com queda de 4,6%, e o lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização (Ebitda, na sigla
em inglês) foi de R$ 1,444 bilhão, com queda de 14%.
GVT
A possível compra da GVT pela Telefônica não trará
nenhuma alteração no plano de investimentos da companhia
em São Paulo, segundo o diretor financeiro da empresa, Gilmar Camurra.
De acordo com o executivo, tanto os investimentos da companhia no Estado
como os planos de expansão já traçados pela GVT serão
mantidos.
Para a Telefônica, a abertura de uma consulta pública
sobre o assunto pelo Ministério Público abre uma oportunidade
para que a empresa mostre os benefícios da operação.
"Tanto do ponto de vista competitivo como do setor, a operação
será muito positiva", afirmou o secretário-geral da empresa
(cargo equivalente ao de executivo da área jurídica), Gustavo
Fleichman.
A Telefônica rebate o argumento de que estaria negligenciando
os clientes de São Paulo, onde a operadora possui um número
grande de reclamações, para comprar a GVT. Segundo Fleichman,
o número de queixas contra a Telefônica no Procon-SP vem caindo
e hoje se situa proporcionalmente abaixo dos principais concorrentes.
Os executivos também negaram que o movimento da Telefônica
ao fazer uma oferta pela GVT tenha como objetivo eliminar um concorrente.
Segundo Camurra, agora existe uma "coincidência de situações"
que permitiram a oferta, entre elas a disposição dos acionistas
de vender a empresa e de derrubar as cláusulas no estatuto que dificultavam
a operação. (Vinícius Pinheiro e Aline Cury
Zampieri - O Estado de S.Paulo)
11.11 - Programa procura tornar navegação colaborativa
Um plug-in (programa acessório) para navegadores quer deixar
a navegação pela internet com os amigos bem mais simples.
Muitas atividades on-line são profundamente sociais: escrever e
ler blogs, visitar sites de redes de comunicação, enviar
mensagens instantâneas e e-mails e fazer ligações telefônicas
por meio da internet. No entanto, navegar pela internet ainda é,
normalmente, uma atividade solitária.
Pesquisadores da Universidade de William e Mary, em Wiliamsburg (Virgínia),
esperam mudar isso com o software chamado "real-time collaborative browsing"
(RCB, navegação colaborativa em tempo real, na tradução
livre), que vai tornar bem mais fácil o ato de se conectar com outra
pessoa enquanto ela estiver clicando em alguma parte da rede.
Já existem algumas formas de navegar colaborativamente pelas
páginas da internet, mas cada uma delas tem suas limitações.
O Trailfire, por exemplo, permite aos usuários gravar as suas
sessões de internet, mas não deixa que eles naveguem juntos
ao mesmo tempo. Outro serviço, chamado Weblin, oferece um modo de
fazer anotações em sites por meio de animações
e avatares, mas propicia interações somente em uma única
página.
Um "screen sharing" (compartilhador de tela) mais potente permite aos
usuários navegarem juntos como se estivessem compartilhando uma
mesma máquina, mas isso envolve normalmente a conexão com
um servidor externo.
Inovação
O que diferencia o RCB dos demais, afirma Haining Wang, professor assistente
de ciências da computação na Universidade de William
and Mary, é a sua simplicidade. Somente a pessoa que está
liderando uma sessão precisa ter uma extensão do navegador
instalada -as outras podem então participar com qualquer navegador
convencional de internet.
"Isso torna a navegação compartilhada muito mais simples
e prática", disse Wang. Os pesquisadores argumentam que o RCB poderia
ser particularmente útil para as empresas que oferecem suporte ao
cliente, para cursos de ensino à distância e para amigos que
querem compartilhar links.
Como usar
Para usar o RCB, é preciso instalar uma extensão do navegador
Firefox. Isso possibilita ao usuário gerar uma sessão URL
que pode ser enviada a outros participantes. Quando um segundo usuário
clicar na URL, a extensão RCB do hospedeiro irá enviá-lo
a uma página da internet que, então, o conectará ao
navegador da primeira pessoa. Uma vez conectados, ambos os usuários
serão capazes de interagir com a página e os links ligados
a ela com todas as ações selecionadas por meio do browser
do hospedeiro.
O hospedeiro também tem controle sobre a sessão e pode
adicionar ou remover participantes se necessário. Um hospedeiro
é capaz de se conectar com até dez participantes sem que
haja perda significativa de desempenho, mas os pesquisadores afirmam que
o RCB funciona melhor quando usado por duas pessoas de cada vez.
Navegar junto
"Há um grande desejo por parte dos usuários de compartilhar
URLs com colaboradores em tempo real", afirmou Meredith Ringel Morris,
cientista computacional do grupo de pesquisa na área de sistemas
adaptativos e grupos interativos da Microsoft Research, que lançou
uma ferramenta de busca colaborativa, no ano passado, chamada SearchTogether
(bit.ly/searchtogether).
Uma pesquisa realizada por Morris, em 2006, mostrou que 30% dos participantes
afirmaram ter tentado navegar junto com outras pessoas por meio de mensagens
instantâneas.
Segundo Morris, o esforço dos pesquisadores de simplificar a
navegação compartilhada por meio do RCB "é um grande
passo na direção certa". Em especial, os usuários
com habilidades limitadas seriam capazes de se beneficiar por meio da ferramenta
de navegação compartilhada, afirmou Morris, pois essa ferramenta
permite que um usuário de internet mais experiente os acompanhe
em tarefas mais difíceis.
Por outro lado, Morris se preocupa com a possibilidade de o RCB causar
um acúmulo de tarefas no hospedeiro de uma sessão compartilhada.
Atualmente, conforme o sistema está sendo aprimorado, um usuário
somente é capaz de realizar uma sessão se souber o nome do
servidor ou o número do protocolo de internet (IP) do computador
dele, assim como uma porta desocupada de protocolo de controle de transmissão
(TCP).
Vladimir Estivill-Castro, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação,
na Universidade Griffith, na Austrália, que tem estudado a capacidade
de uso de ferramentas para navegação compartilhada, afirma
que o método "parece bem conveniente". Porém, ele acredita
que mais trabalho ainda precisa ser feito a fim de aperfeiçoar o
sistema de modo que muitos usuários sejam capazes de realizar tarefas
em uma única página.
O RCB ainda não está disponível para o público
em geral.
Segundo Wang, seu grupo deu entrada em um pedido de patente provisória
em setembro do ano passado na esperança de que a tecnologia seja
adotada pelos principais vendedores de navegadores. (ERICA
NAONE - Tech Review, tradução FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS
- Folha de S.Paulo)
10.11 - Tecnologia para o mercado financeiro
Três empresas brasileiras estão no ranking FinTech 100,
que lista as cem maiores provedoras de serviços de tecnologia para
o mercado financeiro do mundo. São elas Itautec (24ª), CPM
Braxis (33ª) e Politec (57ª). O levantamento foi feito pelo IDC
Financial Insights e pela "Bank Technology News". (Maria Cristina
Frias - Folha de S.Paulo)
10.11 - Malware Gumblar está ativo novamente, adverte pesquisadora
Pesquisadores da ScanSafe registram uma nova atividade do Gumblar,
malware multifuncional que se espalha quando PCs visitam páginas
web contaminadas. Entre suas características, o Gumblar é
capaz de roubar credenciais FTP e até de sequestrar resultados de
buscas do Google, substituindo o resultado em PCs infectados com links
para outros sites com conteúdo malicioso.
Quando foi identificado em março de 2009, o que se descobriu
é que o Gumblar buscava por intsruções em um servidor
em gumblar.cn, domínio que foi desativado na ocasião mas
que voltou a funcionar na última sexta-feira (6/11), segundo comentário
postado no blog da ScanSafe pela pesquisadora Mary Landesman.
Sites infectados com essa praga possuem um iframe - trata-se de uma
técnica utilizada que leva conteúdo de um site para dentro
de outro. Desenvolvedores de malwares são capazes de tornar esses
iframes invisíveis. Quando vítima visita uma página
infectada, o iframe carrega instruções que ficam armazenadas
em um computador remote para tentar hackear o equipamento que está
fazendo o acesso.
O Gumblar, então, verifica se a máquina visitante está
executando uma versão não corrigida do Reader ou do Acrobat,
ferramentas da Adobe, e caso encontre, irá comprometer o funcionamento
do PC a partir de a downloads maliciosos.
Domínios reconhecidos com perigosos em geral são suspensos
o que leva os criadores de malware a frequentemente terem de mudar o domínio
em que suas pragas vão buscar por instruções. Por
alguma razão, o domínio gumblar.cn foi liberado e voltou
a ser usado.
A pesquisadora informa que sites que ainda estão infectados
com o Gumblar podem, agora, voltar a receber instruções e
voltar a agir. “É uma bagunça e precisamos ficar atentos”,
escreveu. (IDG News)
10.11 - Hackers exploram brecha e sequestram centenas de grupos no Facebook
Um grupo anônimo autointitulado “Control Your Info” tomou o controle
de centenas de grupos do Facebook, num movimento que, segundo os organizadores,
é o maior golpe de vulnerabilidade já sofrido pela rede social.
O Facebook minimizou o incidente e declarou que a ação
não envolveu nenhuma quebra de código ou vazamento de informação
confidencial.
A ação foi notada na manhã de hoje (10/11), quando
mais de 200 grupos do Facebook foram sequestrados e tiveram seus nomes
trocados para “Control Your Info”.
Mensagem de alerta
No mural de cada grupo, os invasores publicaram uma mensagem anunciando
o sequestro e aconselhando seus membros a tomar cuidado com informações
pessoais em sites de rede social.
“Isto significa que nós controlamos uma parcela da informação
sobre você no Facebook. Se quiséssemos, poderiamos fazer com
que você aparecesse de forma ruim, o que poderia causar danos à
sua imagem”, diz a mensagem.
Em outro site, o "Control Your Info" diz que sua açao não
constitui hacking, mas sim uma demonstração de como um recurso
oferecido
de forma legítima pelo Facebook pode ser facilmente usado para sequestrar
a titularidade de um grupo.
Sem dono
De acordo com o "Control Your Info", quando um administrador abandona
seu grupo no Facebook, qualquer um pode se registrar como novo administrador
deste grupo.
Para tomar o controle de um grupo no Facebook, uma pessoa tem apenas
que fazer uma pesquisa rápida no Google para identificar grupos
públicos sem administrador.
Uma vez que alguém se inscreve como administrador daquele grupo,
esta pessoa pode fazer qualquer coisa com o grupo – até mudar seus
nome, enviar e-mails para seus membros e editar suas informações.
“Este é apenas um exemplo que realmente mostra as vulnerabilidades
das mídias sociais. Se você opta por expressar-se na internet,
certifique-se de que a expressão é mesmo sua”, prega o grupo.
Fora de risco
Em declaração enviada por e-mail, um porta-voz
do Facebook minimizou os efeitos do incidente e disse que nenhuma informação
confidencial foi exposta a risco.
“Os grupos em questão tinham sido abandonados por seus donos,
o que significa que qualquer outro membro tem a opção de
se tornar um administrador e continuar a se comunicar com o grupo”, disse
o porta-voz.
Na mensagem, o porta-voz disse ainda que os administradores de grupos
do Facebook não tem acesso a informações confidenciais.
Administradores podem editar o nome de um grupo, moderar discussões
ou enviar uma mensagem a membros somente em caso de grupos pequenos, explicou.
“Os nomes de grupos com grande número de associados não
pode ser mudado, e tampouco seu administrador pode enviar mensagens a todos
os membros”, disse.
Quando descobre que um nome de grupo foi alterado de forma inapropriada,
o Facebook inabilita esses grupos, que é o que se planeja fazer
nesse caso, finalizou. (Eric Lai - Computerworld)
09.11 - Windows 7 bate de longe vendas de seu antecessor
Depois de toda a expectativa criada em torno do Windows 7, os engenheiros
da Microsoft responsáveis pelo novo sistema operacional - e toda
a alta cúpula da empresa - devem estar aliviados com os primeiros
resultados de vendas. De acordo com o NPD Group, especializado em pesquisa
de mercado, as vendas iniciais do Windows 7 nos Estados Unidos foram 234%
superiores às do Vista na época de seu lançamento.
A receita, no entanto, não foi tão forte. Uma combinação
de descontos associados a pré-vendas e a ausência de atividades
promocionais para a versão Ultimate, a mais cara, resultou em vendas
82% superiores às do Vista em dólar, de acordo com o levantamento.
O desempenho inicial foi comemorado por Steve Ballmer, o executivo-chefe
da Microsoft, que classificou de "fantásticas" as vendas nos primeiros
dez dias após o lançamento do Windows 7. O resultado, afirmou
Ballmer, superou as receitas de todos os sistemas operacionais lançados
anteriormente pela companhia. "O Windows 7 é um exemplo do tipo
de inovação que eu considero importante no mercado tecnológico",
disse o executivo, ontem, em Tóquio.
A Microsoft começou a vender o Windows 7 em 22 de outubro. No
dia seguinte, a empresa divulgou que havia vendido mais cópias do
Windows no trimestre passado do que em qualquer outro período. As
encomendas do novo sistema operacional e a demanda elevada pelo Windows
XP, muito usado nos netbooks - equipamentos diminutos e mais baratos que
os laptops tradicionais -, reforçaram as vendas totais do Windows
no período.
"O programa de pré-vendas de baixo custo da Microsoft, o marketing
de alta visibilidade e acordos agressivos ajudaram o fazer do lançamento
do Windows 7 um sucesso", disse Stephen Baker, vice-presidente de análise
do NPD Group. "Em um ambiente lento para os pacotes de software, o Windows
7 trouxe um grande número de consumidores até as prateleiras
de software."
A Microsoft está "mais otimista" com o mercado de computadores
pessoais do que estava há três meses e prevê uma continuação
da recuperação das vendas no segmento de consumo - de máquinas
compradas para uso em casa -, disse no mês passado Bill Koefoed,
gerente-geral da área de relações com investidores
da Microsoft. A demanda no segmento empresarial está fraca e não
vai se recuperar neste trimestre, segundo acreditam alguns analistas.
As vendas de computadores pessoais cresceram 2,3% no terceiro trimestre,
segundo a consultoria IDC. Com esse desempenho, o setor retomou seu crescimento
um trimestre antes do projetado pela IDC.
A maior parte das pessoas que comprarem PCs, também vão
comprar o Windows 7, disse Ballmer, em Taiwan, na quarta-feira.
A Microsoft, que em julho anunciou uma parceria na área de mecanismos
de busca com o Yahoo nos Estados Unidos, poderá ampliar o acordo
para os mercados internacionais, informou Ballmer, sem fornecer mais detalhes.
A expansão vai depender da experiência da Microsoft nos EUA
e da aprovação das autoridades reguladoras, disse Ballmer.
No mês passado, o Yahoo disse que as negociações
do acordo, que deveriam ter sido concluídas no dia 27 de outubro,
poderão levar mais tempo que o esperado. O acordo deverá
criar um concorrente maior para o Google no mercado de buscas. Sob os termos
da parceria, o Yahoo colocará o Bing, o mecanismo de busca da Microsoft,
em seus sites na internet. As duas companhias vão dividir as receitas
publicitárias.
"O Google é o rei da busca e vamos trabalhar duro", disse Ballmer.
"Quando você é um concorrente de pequenos volumes e existe
muito conteúdo local na construção de um serviço
de busca, você realmente precisa trabalhar muito mais para converter
localidades, países e idiomas diferentes." (Pavel Alpeyev
- Bloomberg/Valor Online)
09.11 - 40 anos de internet
Será que a tecnologia está redefinindo quem somos?
Faz 40 anos que os computadores de Leonard Kleinrock, da Universidade
da Califórnia em Los Angeles, e de Douglas Engelbart, do Instituto
de Pesquisas na Universidade de Stanford, foram conectados por uma "linha
especial" da Arpanet, um sistema de apenas quatro computadores que faziam
parte de um projeto do Departamento de Defesa dos EUA.
Com o passar dos anos, o sistema exclusivo de tráfego de informação
evoluiu, saiu dos laboratórios de cientistas para o público
e hoje é conhecido como internet.
Não há dúvida de que a internet está transformando
o mundo, de que vivemos em meio a uma revolução. A questão,
ou uma delas, é que tipo de revolução é essa:
será que a internet pode ser comparada, por exemplo, ao telefone
ou ao carro, ou mesmo à imprensa de tipo móvel, que revolucionou
o livro? Ou será que ela pertence a outra classe de tecnologia,
que não só transforma a sociedade mas que vai além,
redefinindo quem somos?
A questão é complicada, difícil até de
ser formulada. O telefone e o carro transformaram o modo como as pessoas
se comunicavam, iam ao trabalho, viajavam, viam o mundo. Como toda tecnologia
que se torna de uso público, primeiro começaram pequenos,
com alcance limitado: eram poucas as linhas telefônicas e as estradas.
Aos poucos, as coisas foram crescendo e, em meados do século
20, telefones e estradas estavam pelo mundo todo. Uma diferença
bem importante é que a internet, por ser acessível por computadores,
é bem mais aberta aos jovens. Telefones celulares também;
os jovens têm a sua privacidade, o seu espaço virtual separado
do dos pais e irmãos. A comunicação é tão
fácil e rápida que chega a tornar o contato direto, em carne
e osso, desnecessário.
Talvez seja uma preocupação dos meus leitores mais velhos,
que, como eu, nutriam as amizades no campo real e não por meio de
sites como Facebook e Twitter, mas será que a internet nos fará
desaprender como nos relacionar diretamente com outros seres humanos?
Deixando esse tipo de preocupação de lado, se olharmos
para a história da civilização, veremos que podemos
contá-la como uma história da tecnologia. À medida
que novas tecnologias foram sendo desenvolvidas, do controle do fogo e
da rotação de terra na agricultura até a roda, o arado
e os transistores e semicondutores usados em aparelhos eletrônicos,
nossa história foi, em grande parte, determinada pelas nossas máquinas.
Valores e interesses mudam, e visões de mundo se transformam de
acordo com nossos instrumentos.
O Homo habilis, nosso ancestral que usou ferramentas pela primeira
vez, evoluiu rumo ao Homo sapiens e, agora, este se transforma no Homo
conectus. Será que nossos avanços tecnológicos são,
hoje, a principal mola da nossa evolução como espécie?
Nesse caso, será que a tecnologia está redefinindo o que
significa ser humano?
Descontando uma grande devastação biológica, como
uma epidemia de proporções globais ou um cataclismo climático
ou ecológico, somos donos da nossa evolução: nossa
transformação como espécie ocorre muito menos devido
a mutações aleatórias e ao processo de seleção
natural do que, por exemplo, devido a um maior intercâmbio racial,
à melhor alimentação e aos avanços da medicina,
à integração de tecnologias diversas com o corpo (marca-passos,
órgãos e membros artificiais) e com a mente (drogas que mudam
nossas emoções, implantes nos olhos e ouvidos, chips no cérebro).
A internet talvez represente uma nova fronteira, a da integração
coletiva da humanidade a um nível sem precedentes. Se não
no mundo real, ao menos no virtual. (MARCELO GLEISER - Folha
de S.Paulo)
09.11 - Quarenta anos conectados
Em 29 de outubro de 1969, um grupo de pesquisadores se reuniu na Universidade
da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, para enviar uma mensagem a
outros cientistas do Instituto de Pesquisa de Stanford, em São Francisco.
A ideia era comprovar que duas máquinas poderiam se comunicar por
meio de uma rede. A mensagem que deveria ser enviada era simples: apenas
a palavra "log". No entanto, o único texto recebida pelos cientistas
foram as letras "l" e "o". Na metade da experiência, a conexão
caiu e impediu que as máquinas concluíssem a conversa. O
projeto, realizado sem muita ambição e batizado com o codinome
Arpanet, é considerado o embrião de uma das maiores invenções
do último século e que 40 anos depois seria conhecida por
gente de todo o mundo como internet.
Leonard Kleinrock, professor de informática da Ucla e responsável
pelo envio da frustrada mensagem que deu início a revolução
da rede mundial de computadores, participou na última semana de
um evento comemorativo à ocasião. Em entrevista a agência
de notícias Efe, ele declarou que tinha apenas o objetivo modesto
de integrar diferentes máquinas por meio de uma rede. "Dei-me conta
disto (da dimensão do projeto) quando apareceu o e-mail. Tratava-se,
então, de uma comunicação entre pessoas, não
apenas entre máquinas", comentou.
Foram justamente essas pessoas que passaram a utilizar em grande escala
a web - principalmente a partir dos anos 1990, quando ela se tornou comercial
- que ajudaram a tornar um emaranhado de computadores interligados numa
rede mundial de usuários ávidos em descobrir o que havia
depois das fronteiras regionais. Sites de notícias (e, depois, portais
de conteúdos), mensageiros instantâneos, redes sociais, páginas
de games online, serviços governamentais e uma infinidade de outras
possibilidades demostraram que a ideia dos pesquisadores norte-americanos
era não só próspera como fundamental para uma nova
sociedade globalizada.
No entanto, a rede só conseguiu florescer, durante a época
de seu desenvolvimento, por conta da ausência de regras no setor.
"Durante boa parte da história da internet, ninguém tinha
ouvido falar dela. Isso permitiu demonstrar toda sua funcionalidade", conta
Jonathan Zittrain, professor de direito e co-fundador do Centro Berkman
para a Internet e a Sociedade de Harvard. "Hoje existe mais liberdade para
que o usuário comum da internet possa jogar, se comunicar, fazer
compras, por exemplo", conta o professor, lembrando que o próprio
governo norte-americano, que financiou as primeiras pesquisas como parte
de um projeto militar, não se envolveu muito com a invenção
e deixou que os engenheiros promovessem a ideia de uma rede aberta.
WEB DE AMANHÃ.
O que, porém, os próximos anos reservam para os mais
de 1 bilhão de internautas que surfam nas ondas da internet nos
quatro cantos do mundo? De acordo com Kleinrock, qualquer prognóstico
para o futuro se parecerá com um filme de ficção científica.
Para ele, na próxima década a web sairá da tela do
computador para as paredes de edifícios, escritórios e casas,
até chegar às "unhas dos dedos ou aos óculos" dos
usuários. "Tudo estará baseado na tecnologia integrada, na
nanotecnologia, em pequenos sensores que saberão como você
é, conhecerão suas preferências e se adaptarão
às suas necessidades e aos seus gostos", defende. Após quatro
décadas de existência, Kleinrock sustenta que a internet chegou
a um ponto sem volta, no qual os conteúdos superaram a tecnologia
como motor que impulsiona o desenvolvimento da rede.
Responsável por coordenar a equipe que efetuou a primeira conexão
de internet no Brasil, em 1991, entre a Fapesp e a Energy Sciences Network
(ESNet), nos Estados Unidos, por meio de uma rede conhecida como Bitnet,
Demi Getschko concorda que nos próximos anos a internet estará
sempre em nossa volta. "Num primeiro momento, a rede começou como
uma conexão entre poucos computadores. Depois, com a web, os usuários
ajudaram a tornar o que ela é hoje. O próximo passo é
o que acreditamos ser a internet das coisas, quando cada dispositivo de
nossas casas estará conectado", diz. "A rede vai controlar a geladeira,
o ar condicionado, a TV, e, com isso, vamos conseguir automatizar muitas
coisas em nosso dia a dia", acredita Getschko, que atualmente atua como
diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação
do Ponto BR (Nic.BR).
Para o diretor de desenvolvimento tecnológico da Intel para
América latina, Reinaldo Affonso, a rede deve tornear cada atividade
de nossa vida. "A cada vez mais vamos ver a internet nos nossos bolsos,
principalmente com o celular oferecendo conectividade. A web também
vai para a TV (com o sistema digital), possibilitando ver, de forma simultânea,
sites, álbum de fotos em alta definição, jogos de
futebol, classificação do nosso time, etc.", acredita. "Também
vamos ver em maior número a adoção de sites em 3D,
que vão permitir que o usuário interaja com um ambiente amigável",
diz. (Fernando Braga, colaborou Tiago Falqueiro - Jornal do Commercio Brasil)
09.11 - Dell quer se diversificar para retomar mercado no mundo
A Dell não é mais a mesma e aposta no Brasil para retomar
seu lugar na disputa com IBM, HP (Hewlett-Packard) e outras concorrentes,
que, nos últimos anos, diversificaram seus negócios antes
restritos à venda de computadores.
Enquanto a concorrência se transformou, a Dell manteve-se fiel
a esse ramo e perdeu valor. Em 2005, ela valia cerca de US$ 100 bilhões,
mais que HP e Apple juntas. Hoje, não passa de 30% das duas companhias.
Mesmo em mercados emergentes, com altas taxas de crescimento na venda de
computadores (desktops e notebooks), a Dell perdeu posição,
como no Brasil.
Em visita ao país, seu presidente mundial, Michael Dell, mostrou
ontem que está contrariando todos os seus princípios para
recuperar posição. Primeiro, anunciou que está diversificando
os negócios, pensando em fabricar dispositivos destinados à
conexão (entre eles, um aparelho celular). Além disso, disse
que está aumentando os investimentos na área de soluções
de tecnologia para todo tipo de público.
O Brasil cumpre importante papel nesse processo de retomada. Nas previsões
de Dell, depois de EUA, Europa e China, o país deverá ser
o maior mercado para a companhia. "Vejo uma economia forte e em crescimento
que deverá representar nosso quarto maior mercado até 2015."
Hoje, o Brasil é a oitava maior operação da Dell
no mundo, e as estimativas da companhia contrastam com a dos principais
institutos de pesquisa, que colocam o Brasil na terceira posição
entre os maiores mercados de tecnologia já em 2010. (Folha
de S.Paulo)
06.11 - Novo Office enfrenta pressão competitiva
Quando a Microsoft Corp. lançar a nova versão do Office,
no ano que vem, terá de fazer de tudo para convencer as empresas
a atualizar o popular pacote de programas de produtividade - desta vez,
para ter acesso aos novos recursos que conectam o software à internet
de maneira mais aprofundada.
Mas o Office 2010 enfrenta um clima hostil. A economia enfraquecida
tem motivado várias empresas a pensar duas vezes antes de efetuar
grandes compras de software. Um grande rival da Microsoft, o Google Inc.,
também tem pressionado as empresas a usar seu pacote de aplicativos
gratuitos que rodam em navegadores da internet.
Outro desafio são os vários programas baratos que fornecem
desde já às versões antigas do pacote alguns dos recursos
mais esperados para o novo Office. Alguns recursos, por exemplo, facilitam
colaborar com outras pessoas num documento do Word ou acessar informações
em redes sociais como Facebook a partir do próprio Outlook, o programa
de email e de agenda da Microsoft.
Os programas de atualização do Office são um desafio
de longa data a um segmento da Microsoft que é o maior motor de
crescimento dos lucros da empresa. A divisão que inclui o Office
respondeu por mais de 60% do lucro operacional de US$ 4,48 bilhões
no
trimestre encerrado em 30 de setembro.
Várias das empresas por trás desses programas são
dirigidas por ex-funcionários da Microsoft. Por exemplo, a Gist
Inc., firma de Seattle cujo software conecta o Outlook e outros programas
de email a sites de relacionamento social, é chefiada por T.A. McCann,
um ex-gerente da Microsoft, e financiada por Paul Allen, um dos fundadores
da Microsoft.
McCann não acha que os novos recursos do Office 2010 interessarão
o suficiente às empresas para motivá-las a enfrentar a dor
de cabeça de atualizá-lo. "Os fundamentos dos aplicativos
não mudaram muito", diz ele.
Os executivos da Microsoft admitem que a maior concorrência para
uma nova versão do Office - um pacote onipresente de programas centrado
no Word, no Excel, no PowerPoint e no Outlook - sempre são as versões
mais antigas do próprio Office.
A cada três anos, quando uma nova versão do Office é
lançada, a Microsoft tem que convencer os clientes de que o software
para produzir apresentações, tabelas e documentos de texto
vale as várias centenas de dólares que custa para atualizar
a licença dos usuários e treiná-los.
A firma de pesquisa de mercado Gartner Inc. calcula que o total de
usuários do Office antigo que atualizaram o programa para a versão
2003 atingiu no máximo 60%, enquanto que a própria Microsoft
prevê que o total de clientes que passará à versão
2007 chegará no máximo a 50% ou 55% em 2011. Para um volume
significativo de usuários, as versões mais antigas do Office
são simplesmente boas o suficiente.
As empresas querem resolver seus problemas "sem os custos de treinamento
e investimento na atualização de toda sua base de usuários",
diz Shan Sinha, um ex-gerente da Microsoft que é agora diretor-presidente
da DocVerse Inc., uma empresa novata de São Francisco que fabrica
um programa auxiliar para o Office.
O software da DocVerse, por exemplo, permite que as versões
antigas do Office colaborem pela internet, editando um discurso num documento
do Word ou modificando os gráficos numa apresentação
de PowerPoint. O software também é projetado para eliminar
a confusão que pode surgir com o antigo método de enviar
por email anexos em Word para edição, ao registrar detalhadamente
as várias versões de um arquivo.
O Office 2010, que entra no mês que vem numa fase mais ampla
de testes, contará com um recurso semelhante, chamado pela Microsoft
de "co-autoria".
O usuário do DocVerse Sukhi Singh, executivo da RealPage Inc.,
uma produtora de software de administração de imóveis,
diz que não "está muito motivado" a atualizar para o Office
2010 porque o DocVerse fornece os recursos de colaboração
de que ele precisa. O DocVerse tem planos de assinatura para empresas que
custam a partir de US$ 6 por mês.
Chris Capossela, diretor sênior da Microsoft, diz que os programas
que adicionam recursos ao Office não substituem o Office 2010, que
terá várias melhorias novas.
Por exemplo, a nova versão do PowerPoint terá capacidade
para editar vídeos e mais efeitos para as transições
entre os slides, enquanto o Outlook permitirá que as pessoas ignorem
mais facilmente as irritantes correntes de email.
"Eu sinto que temos em nossas mãos um produto campeão
de vendas", diz Capossella.
Há muito tempo que a Microsoft considera que os programas que
adicionam recursos ao Office aumentam o apelo do produto, em vez de prejudicar
as vendas das versões mais novas. Um dos programas mais populares
desse
segmento vem da Xobni Corp., que oferece um software que melhora a busca
de emails no Outlook e também busca dados do Twitter, Facebook e
de outros sites de relacionamento social, permitindo que o usuário
veja fotos, atualizações e outras informações
de seus contatos no Outlook.
A Xobni afirma que seu software, gratuito na versão básica
e vendido a US$ 29,95 na versão mais avançada, já
foi baixado mais de 3 milhões de vezes. Ano passado, o presidente
do conselho da Microsoft, Bill Gates, citou a Xobni numa apresentação
da convenção técnica anual da empresa.
Segundo uma pessoa a par da situação, a Microsoft chegou
a negociar a aquisição da Xobni, mas o negócio foi
por água abaixo. Capossella, da Microsoft, não quis comentar.
Agora, um software da Xobni vai concorrer com o plano da Microsoft
de integrar as redes de relacionamento social diretamente no Outlook 2010,
segundo uma pessoa a par da questão. (Nick Wingfield - The
Wall Street Journal/Valor Online)
05.11 - Microsoft refaz correções críticas para
Internet Explorer
A Microsoft anunciou, na última segunda-feira (2), uma nova
correção para o browser Internet Explorer que fazia parte
do pacote mensal de atualizações de segurança da empresa,
o Patch Tuesday, de outubro.
Esta é a terceira vez em que a Microsoft é obrigada a
reparar uma das correções que integraram o maior pacote de
atualizações já anunciado pela empresa, envolvendo
13 alertas para 34 vulnerabilidades.
A nova atualização MS09-054 repara quatro correções
para falhas críticas no IE, incluindo problemas na exibição
de páginas web – páginas embaralhadas ou com erros de digitação
- que foram provocados pela primeira atualização.
Os problemas provocados pela atualização de outubro podem
afetar qualquer versão do Internet Explorer que ainda tenha suporte
da Microsoft, incluindo IE 5.01, IE6, IE7 e IE8, em todas as versões
do sistema operacional Windows, incluindo o novo Windows 7.
De acordo com o blog de segurança da Microsoft, a segunda correção
já foi distribuída automaticamente pelos sistemas Windows
Update, Microsoft Update e Automatic Updates.
A reportagem da Computerworld norte-americana confirmou a atualização
automática da nova correção para usuários dos
sistemas Windows XP, Vista e Windows 7, na segunda-feira.
A atualização update for MS09-054 está disponível
para download no site da Microsoft e pode ser obtida pelos sistemas Windows
Update ou WSUS. (Computerworld)
05.11 - Segurança em TI: sempre um novo desafio
Desde que surgiram os primeiros mainframes, a segurança tem
sido foco constante de atenção para os executivos de tecnologia.
É verdade também que com o tempo, este assunto evoluiu bastante:
os motivos de preocupação mudaram, as políticas tornaram-se
mais complexas e rígidas. Até os orçamentos destinados
ao assunto cresceram. Mas o tema continua no topo da lista de prioridades
desse público.
Os investimentos corporativos em projetos de segurança em 2005
totalizaram 1,1 bilhão de dólares. No ano seguinte, o Forrester
Research divulgou um estudo que afirmava que este número deveria
atingir a marca de 11,2 bilhões de dólares até 2008
nos Estados Unidos e Europa. Mas segundo dados do Gartner, só o
mercado de softwares para segurança movimentou, em 2008, cerca de
13,47 bilhões de dólares.
Há um pouco mais de 10 anos, CIOs em todo o mundo estavam preocupados
com a integridade dos softwares utilizados. Naquela época, as versões
disponíveis eram cheias de falhas. Os fornecedores se esforçavam
para lançar, o mais rápido possível, uma versão
mais atual e conquistar os “novos” usuários da Internet. Com essa
pressa toda, inúmeros service packs eram lançados, o que
abria brechas de segurança e deixava as empresas desprotegidas.
A partir de 11 de setembro, as atenções voltaram-se para
a continuidade de negócios. Não bastava mais guardar dentro
de casa os dados importantes, porque percebeu-se que a proteção
das informações não era só um problema da área
de TI. A Ernst&Young realizou uma pesquisa em 2002 que apontou que
mais de 75% das empresas americanas já haviam vivenciado indisponibilidades
inesperadas e que mais de 50% delas reconheciam a importância da
segurança da informação. A queda das Torres Gêmeas
chamou a atenção dos executivos de tecnologia para os planos
de disaster recovery e business continuity. Muitos projetos saíram
do papel. E foi neste momento popularizaram-se termos que hoje nos parecem
corriqueiros, como redundância de dados, espelhamento de servidores,
alta disponibilidade, down time e recovery time, entre outros.
Mas como a área de TI não é o avesso da estática,
no ano seguinte, os executivos já tiveram que se preocupar com outra
questão: a aprovação, nos Estados Unidos, da lei que
visa maior transparência da gestão: a Sarbanes-Oxley. Estas
novas práticas de governança mudaram o status de TI, que
deixou de ser uma área de apoio para firmar-se como pilar para as
estratégias de negócios das organizações. A
responsabilidade cresceu exponencialmente.
Então o mercado recebe mais uma inovação: a mobilidade.
Porém como todo grande avanço no setor de tecnologia vem
acompanhado de novas ameaças, , junto com o aumento da produtividade
dos funcionários, também teve início o “transporte”
de informações para fora da infraestrutura protegida da companhia.
Já o advento da Web 2.0, ou web colaborativa, ao mesmo tempo em
que possibilita uma melhor integração com parceiros e fornecedores,
dá origem ao vazamento de conteúdos e até à
exposição negativa das empresas nas redes sociais. O Gartner
alertou em evento recente que as organizações terão
suas imagens associadas não mais apenas a seus produtos, mas também
à atuação de seus funcionários em redes sociais.
Tantas mudanças, num prazo de pouco mais de 10 anos, exigiram
muito conhecimento técnico e altos investimentos em treinamento
de profissionais. Além, é claro, de ferramentas compostas
por software e hardware específicos para garantir a segurança
dos dados mais estratégicos. O Gartner prevê que, até
o final de 2010, os investimentos em software aumentarão 4%, enquanto
as verbas de serviços crescerão 3%, ultrapassando os demais
gastos com TI. Ainda assim, as previsões apontam índice inferiore
aos 15% de toda a verba de TI indicada para garantir a segurança
de uma companhia.
Onde estará a ameaça no futuro? Onde devem ser investidos
os recursos? Quem não quiser arriscar, pode optar pela terceirização.
Além de custos mais baixos, os SLAs (Service Level Agreements) garantem
a criação e, principalmente, o acompanhamento de métricas.
Este tipo de contrato também possibilita o monitoramento e prevenção
de ameaças, suporte em tempo integral por profissionais capacitados
e atualizados, entre outras vantagens.
Independente do que vier por aí, a segurança da informação
deverá estar pronta para ajudar as empresas a enfrentar estes cenários
constantemente em mudança. (Pedro Goyn - Executivos
Financeiros)
04.11 - Google revoluciona o e-mail
O e-mail é o primeiro aplicativo de massa da internet. Sua origem
está ligada à criação da própria rede
mundial de computadores. Desde então, ele ganhou novas caras, integrações
e capacidade, mas nunca mudou de conceito. A ferramenta inclusive perdeu
sua hegemonia na comunicação da internet, e tem como competidores
os meios de programas de mensagem instantânea e as redes sociais.
Agora, o e-mail deve fazer sua maior evolução, caso a
proposta do Google Wave se concretize. A nova ferramenta da empresa de
Mountain View está atualmente sendo testada por cerca de 100 mil
pessoas na internet, e deve ser lançada até o fim do ano.
Ela surgiu do seguinte questionamento: "Como seria o e-mail se fosse inventado
hoje?". Os responsáveis pela pergunta - e pelo programa - são
os irmãos dinamarqueses Lars e Jens Rassmussen, autores do Google
Maps.
Eles têm um plano ambicioso: querem que seu aplicativo seja o
sucessor do correio eletrônico. "Espero que, após o lançamento
do produto, as pessoas passem a dizer "vamos começar uma wave",
em vez de dizer "vou te mandar um e-mail"", disse Jens Rassmussen à
CNN.
A ferramenta se baseia em waves, ou ondas, que são uma mistura
de e-mail. Chega a ser difícil defini-las. Elas podem ser uma conversa,
um documento, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Ele se parece com um comunicador
de mensagens instantâneas, com um fórum de discussão,
com a seção de comentários de um blog, e até
mesmo com o próprio e-mail.
No Google Wave, é possível adicionar quantas pessoas
você quiser para dentro de uma "onda", e todas elas poderão
responder, colaborar e editar mensagens. Se dois ou mais usuários
estiverem online, é possível ver o que cada um está
digitando em tempo real. Para ajudar quem chegou atrasado na conversa,
um botão aciona uma linha do tempo e mostra o quê foi escrito
desde que a onda foi iniciada. O Google Wave também permite que
as mensagens sejam completamente multimídia. Elementos como fotos,
vídeos e mapas também podem ser adicionados diretamente à
discussão, sem a necessidade de clicar em hiperlinks.
Na atual fase de testes, também é possível conferir
duas extensões para as ondas: o serviço do Google Maps, e
formular uma enquete interativa com três respostas simples: sim,
não e talvez. Alguns outros gadgets feitos para o Google Wave também
deverão surgir após o lançamento da versão
final, como conferências de áudio e vídeo em tempo
real. Enquanto a novidade não está disponível para
toda a internet, fica a expectativa sobre o quão o Google Wave atingirá
o objetivo de seus criadores. Para José Calazans, analista do Ibope
Nielsen Online, grupo que mede estatísticas de uso da internet no
Brasil, ainda é cedo dizer. "Não há indícios
de que esse caminho tende ao futuro, mas também não quer
dizer que alguém não venha a fazer algo que dê certo",
opina. (Jornal do Commercio Brasil)
04.11 - Samsung traz ao país linha de notebooks
A disputa pelo mercado brasileiro de notebooks, que já conta
com uma infinidade de concorrentes, ganha hoje mais um competidor de peso:
a coreana Samsung. A empresa vai juntar-se a uma lista de fabricantes que
prometem disputar com vigor a preferência do consumidor neste Natal,
e que inclui marcas como Positivo, Hewlett-Packard, Dell, Apple, Lenovo,
LG, MSI,Acer, Megaware e Itautec.
Depois de dois anos estudando o mercado brasileiro, a Samsung pretende
colocar nas prateleiras dos varejistas, já na semana que vem, cinco
máquinas a preços que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 3,6 mil.
"O momento [para o anúncio] não poderia ser melhor", diz
Ronaldo Miranda, diretor de produtos de tecnologia da informação
(TI) da Samsung.
O mercado de computadores no Brasil vem mostrando um bom desempenho
em 2009, principalmente em relação a outros países.
As vendas estiveram fracas no primeiro trimestre, mas melhoraram entre
abril e junho e continuaram em recuperação no período
de julho a setembro, chegando a um acumulado de 7,9 milhões de máquinas
vendidas no ano em nove meses, de acordo com dados da consultoria IT Data.
Nos último trimestre, a estimativa é de que sejam vendidos
3,34 milhões de computadores. Na avaliação da IT Data,
o mercado terá uma queda de 3% em relação ao ano passado,
quando os brasileiros compraram 12 milhões de máquinas. A
projeção de retração nesse segmento, no entanto,
é menor do que o previsto no início do ano pela consultoria:
6%. Do total de máquinas vendidas neste ano, 40% serão notebooks.
O primeiro lote de portáteis da Samsung, com aproximadamente
20 mil peças, será importado da Coreia e distribuído
principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Segundo
Miranda, a decisão de importar as máquinas foi tomada para
que os equipamentos pudessem estar disponíveis em tempo para o Natal.
A importação, no entanto, dará lugar aos equipamentos
feitos no Brasil.
Os notebooks serão produzidos na fábrica de Campinas,
no interior de São Paulo, onde a Samsung já fabrica monitores
e celulares. O plano é de iniciar as atividades em fevereiro, com
os primeiros produtos nacionais chegando às lojas em março.
"Precisamos de um mês para fazer testes e adequar a linha", explica
Miranda. A fábrica de portáteis no Brasil será a única
da empresa fora da China.
A fabricação no Brasil já vinha sendo estudada
há algum tempo pela Samsung. De acordo com Miranda, a linha deveria
ter entrado em operação no ano passado. Os investimentos
já estavam programados e a produção teria começado
nesta mesma época do ano. A crise, porém, adiou o projeto.
"Os recursos foram revertidos para a fábrica da China, que estava
sendo ampliada" conta o executivo. Com a melhora no no exterior e o aquecimento
no mercado interno, o projeto voltou à tona. "A chegada dessa linha
é um marco para a Samsung se consolidar no mercado de tecnologia
brasileiro", diz o executivo.
Na primeira fase, a produção brasileira será destinada
integralmente ao mercado local. "Levaremos algum tempo para ganhar escala
e começar a pensar em exportação", comenta o executivo.
Ele não revela o investimento, nem a capacidade de produção
da unidade. Miranda afirma, entretanto, que a Samsung pretende se colocar
entre os dez maiores vendedores de notebooks do país já em
2010. A entrada no mercado de micros de mesa está descartada. "Não
é o posicionamento da Samsung nem o futuro do mercado", diz. Segundo
Miranda, a projeção é de que as vendas de notebooks
ultrapassem os computadores de mesa em número de unidades em 2010:
7 milhões contra 6,5 milhões, respectivamente.
Fabricante de diversos componentes para computadores, como telas de
LCD, discos rígidos e memórias, a Samsung pretende se beneficiar
dos custos menores propiciados pela produção no país.
A empresa não quer, no entanto, entrar em uma guerra de custos.
"Os preços serão os mesmos dos grandes fornecedores", diz
o executivo. (Gustavo Brigatto - Valor Online)
03.11 - Caso de fraude a correntista do Itaú alerta internautas
O caso da 15º Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), que mudou uma sentença já
dada e isentou o banco Itaú da responsabilidade de ressarcir um
correntista que teve 4.487,53 reais retirados de sua conta pela web, é
um sinal para os internautas redobrarem seus cuidados com a segurança.
Independentemente das visões jurídicas em torno do episódio,
chama atenção o argumento utilizado pelo relator, o desembargador
Otávio Augusto de Freitas Barcellos, para isentar o Itaú
de indenizar o cliente que foi vítima do crime virtual.
Segundo a determinação da Justiça, não
houve falha na prestação do serviço nem mesmo negligência
no que diz respeito à segurança do site do banco. Tratou-se,
portanto, de um caso de descuido dos procedimentos de segurança
por parte do correntista. Diante dessa situação, cabe relembrar
alguns procedimentos de segurança e atentar para as novas modalidades
de crimes virtuais.
O perito em crimes pela internet e diretor da E-net Security, Wanderson
Castilho, afirma que o ponto de partida é manter antivírus
e firewall sempre atualizados. "É uma regra conhecida, mas
ainda assim muitas pessoas se esquecem desse cuidado", afirma.
Um dos principais pontos que devem ser atentados hoje, no entanto,
refere-se à navegação, alerta Castilho. Ele observa
que cresce a passos largos a clonagem de sites de empresas ou infecção
de espaços virtuais de companhias conhecidas.
"O crime virtual está mudando sua forma de agir. Em vez de investirem
só no envio de e-mails infectados, os crackers passaram a contaminar
sites de empresas", diz. "Por isso, vale ficar atento a qualquer mudança
do visual do site do banco ou de empresas que o usuário costuma
visitar. Se notar algo diferente, é melhor telefonar para a companhia
e se certificar de que aquele site é de fato da organização
e de que ele está seguro", recomenda.
Para auxiliar você, preparamos umas dicas de segurança
para que os criminosos virtuais fiquem distantes de máquina.
Confira.
Atualizar programas de segurança
É fundamental checar com regularidade se seu antivírus
e firewall estão atualizados. Trata-se de uma regra básica
e fundamental, mas nem sempre seguida.
E-mails com links
Sinal de alerta quando receber mensagens eletrônicas que pedem
para clicar em links. Essa é uma das formas mais tradicionais utilizadas
por criminosos virtuais. Os códigos maliciosos podem ser enviados
por meio de spams e também pelo e-mails de seus amigos, que podem
não saber que estão contaminados.
Navegação
Muito cuidado com os sites que você acessa. É muito comum
chegarmos a canais desconhecidos por meio de mecanismos de busca. Tome
cuidado: tem crescido o número de sites falsos criados para infectar
usuários desavisados. Sites de sexo estão entre os mais perigosos.
Sites de bancos
Como os mecanismos de segurança das instituições
financeiras costumam ser bem protegidos, os crackers passaram a investir
na clonagem desses espaços virtuais. Em outras palavras, eles criam
uma página muito parecida com a dos bancos, para que o usuário
a visite e informe sua senha bancária. Portanto, a dica é
para ficar atento a qualquer mudança, por mais sutil que seja, ao
lay out do site (logotipo, cores usadas, seções). Se ficar
em dúvida, telefone para o banco e se certifique de que aquele site
é mesmo da instituição.
Informações confidenciais
Não vá passando qualquer informação que
lhe pedirem. É comum em sites clonados a solicitação
de dados confidenciais, como RG, CPF e endereço de sua residência
- além da senha. Mas, como seu banco já possui seus dados
pessoais, dificilmente eles lhe pediria novamente pela internet. Se isso
acontecer, telefone para a instituição e relate o ocorrido.
Sites de empresas
Uma modalidade de crime virtual em moda atualmente é a infecção
de sites de companhias conhecidas. Por isso, a recomendação
para ficar atento a mudanças de visual nas páginas também
vale para este caso. Outro cuidado também é importante: se
aparecer alguma janela diferente da que você se acostumou a ver no
site, com mensagens do tipo ""warming
security" ou com solicitação de dados confidenciais,
desconfie. (Clayton Melo - IDG Now)
03.11 - Banco se livra de indenização se provar que fraude
é culpa de cliente, diz Procon
O episódio em que o Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Sul (TJRS) isenta o Itaú de ressarcir um correntista
que teve 4.487,53 reais retirados de sua conta pela internet abre um precedente
que deve ser observado com muita atenção pelos consumidores.
O Código de Defesa do Consumidor estabelece, em seu artigo XIV,
que uma empresa - seja ela de que ramo for - é responsável
por reparar "danos causados aos consumidores por defeitos relativos à
prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos".
A exceção ocorre quando o fornecedor provar que determinado
dano foi causado por "culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro", estabelece
o código.
"Em linhas gerais, o código estabelece que o fornecedor deve
responder pelo serviço prestado, tendo em vista que o consumidor
é a parte mais frágil dessa relação", afirma
Diógenes Donizete, assistente de direção do Procon-SP.
"Mas pode haver exceção. Se a empresa provar tecnicamente
que a culpa é exclusiva do consumidor, ela pode ficar livre de indenizações",
diz.
Donizete fez sua análise tendo como alvo as relações
gerais entre consumidores e empresas. Sem entrar no mérito
da questão que envolve o cliente do Itaú, ele afirma, no
entanto, que as premissas estabelecidas no artigo XIV do código
podem ser aplicadas a esse caso.
"Não tenho detalhes a respeito do caso sobre o cliente do Itaú.
Mas, se o banco conseguir provar tecnicamente - não vale alegar,
tem de provar - que o problema aconteceu por causa do usuário, ele
pode ser isentado de indenização. Mas repito: é preciso
uma prova fundamentada para isso", afirma.
"É por isso que o Procon sempre alerta o consumidor para a segurança
na internet. É preciso tomar cuidado, por exemplo, ao acessar serviço
de banco de um computador que não é o seu, como em uma lan
house. Você nunca sabe o que tem naquela máquina", afirma.
A reportagem está tentando obter a posição do
Itaú sobre o caso. (Clayton Melo - IDG Now)
03.11 - Campanha de spam usa nome do Facebook para espalhar malware
Uma campanha de spam está espalhando malwares por e-mail para
usuários da rede social Facebook. A mensagem, que diz ser da “Equipe
do Facebook”, alerta ao usuário que sua senha foi alterada e propõe
o registro de uma nova senha através de um arquivo malicioso, em
anexo.
Segundo o site de notícias eWeek, pesquisadores de diferentes
empresas de segurança associaram o cavalo de troia Bredolab aos
ataques, que baixa e executa arquivos da internet. Segundo a empresa de
segurança da web MX Logic, o Bredolab atravessa firewalls, injetando
seu próprio código em processos legítimos do sistema
como svchost.exe ou explorer.exe.
O malware também apresenta código anti-sandbox para despistar
os pesquisadores e cria os arquivos %AppData%\wiaservg.log, %Windir%\temp\wpv861256600826.exe
e %Programs%\Startup\isqsys32.exe, além dos processos isqsys32.exe
e svchost.exe.
A companhia de segurança M86 publicou uma imagem da mensagem
em seu site e afirmou que um dos primeiros downloads do Bredolab foi outro
malware, o Pushdo bot, que espalha mais mensagens infectadas sobre alteração
de senhas do Facebook. (IDG Now)
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