31.05 - Mercado de servidores apresenta crescimento de 4,7% no 1T10
Apenas no primeiro trimestre de 2010, a receita do mercado global de
servidores apresentou crescimento de 4,7%, o equivalente a US$ 10,4 bilhões
no período. De acordo com dados da IDC, esse é o primeiro
trimestre com crescimento da receita em relação aos sete
trimestres anteriores. Como a demanda do servidores apresentou crescimento
contínuo em todo o mundo, a venda unitária de servidores
apresentou aumento de 23,3% ao ano, com leve aceleração de
1,9% nas vendas do quarto trimestre.
Em questão de volume, o mercado apresentou uma considerável
melhora em relação ao ano anterior, com aumento de 31,9%
na receita. Esse foi o segundo resultado positivo consecutivo no segmento.
Para Matt Eastwood, vice-presidente da IDC, a recuperação
do mercado se servidores tem sido puxada pela forte demanda de servidores
em todo o mundo. “ Acreditamos que essa recuperação se estenderá
para plataformas Unix e mainframe no segundo semestre de 2010. Também
notamos que estamos no meio de uma dos mais agudos períodos de inflexão
do mercado em uma década, e esperamos mudanças significativas
no uso da tecnologia”.
Entre os fornecedores de servidores, a HP continua ocupando o primeiro
lugar do ranking, com 32,5% de participação e um incremento
de 16,3% nas receitas ano a ano. Já a IBM, que detém o segundo
lugar, apresentou 27,5% de participação e declínio
de 1,2% nas receitas em relação ao quarto trimestre de 2009.
Se mantendo no terceiro lugar, a Dell obteve 16,3% de participação
de mercado, com crescimento de 51,9% nas receitas, resultado impulsionado
pela forte demanda dos clientes corporativos. (Executivos Financeiros)
27.05 - Regras para a internet
Mais de 60 milhões de brasileiros usam a internet, à
qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe, a rede de
computadores é uma importante ferramenta de comunicação,
realização de negócios e acesso a informações.
Ainda assim, usuários e provedores de serviços não
dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico
que estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual.
A insegurança jurídica daí advinda não
é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde
o simples blogueiro aos maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não
raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões
ou informações veiculadas em suas páginas -entendimento
que nem sempre considera a construção coletiva engendrada
na internet.
É bem-vinda, portanto, a iniciativa do Ministério da
Justiça de levar à discussão pública e legislativa
um Marco Civil da Internet. Termina amanhã o período em que
a minuta do projeto de lei, a ser enviado em breve ao Congresso, esteve
sujeita a consulta e comentários na internet.
O documento sofreu mudanças -e melhorou- ainda nesta etapa.
Os provedores, segundo a última redação, somente serão
obrigados a prestar informações sobre usuários ou
suspender a veiculação de conteúdos controversos se
a Justiça assim determinar.
A atual falta de regras muitas vezes constrange empresas do setor a
fornecer dados à autoridade policial sem que esta disponha de expressa
determinação judicial.
A identificação de usuários suspeitos de terem
feito da internet instrumento para ações criminosas fica
garantida. O diploma prevê o arquivamento dos dados de identificação
de internautas, por tempo determinado, pelos provedores de acesso. Novamente,
será necessário mandado judicial para que se tenha acesso
ao "rastro" virtual de eventuais suspeitos.
O governo deve enviar o projeto de lei ao Congresso nas próximas
semanas. Haverá oportunidade para aperfeiçoamentos na Câmara
e no Senado, mas o texto, em linhas gerais, é satisfatório.
(Folha de S.Paulo)
25.05 - Terceira idade virtual
A internet comercial está no Brasil há 15 anos, mas ainda
é uma revolução em andamento, modificando relacionamentos
e alterando hábitos de consumo e comportamento. Além da geração
Y, os últimos estudos revelam que a internet também chegou
com toda força a outra geração: terceira idade. Conforme
estudo realizado pela GfK no Brasil, 88% dos idosos têm renda própria
e representam 17% do poder de compra. Os idosos brasileiros estão
em pleno processo de descoberta dessa nova forma de comunicação,
o que requer atenção do mercado para estimular o uso e investir
em estratégias de relacionamento.
Atualmente, a terceira idade já apresenta sua parcela de contribuição
em mídias sociais e nos índices de vendas em turismo, saúde
e beleza, indústria da tecnologia e comércio eletrônico.
Essa mudança também é confirmada por pesquisa divulgada
pelo Instituto GFK, realizada na Alemanha, que avaliou o potencial de compra
desse público. O resultado revelou que cerca de 40% dos entrevistados
entre 50 e 69 anos clicaram para alugar carros, comprar computadores, medicamentos
e suplementos alimentares nos últimos 12 meses.
No ano passado, uma pesquisa do Ibope identificou que aumentou em 20%
o número de pessoas acima de 50 anos usando a internet no Brasil.
Ainda segundo o instituto, em 2008, cerca de 350 mil idosos tinham acesso
à internet e uma das possíveis explicações
é a pouca familiaridade que essa faixa etária tem com os
computadores. Já, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a expectativa é de que até 2020
as pessoas com idade acima de 50 anos representem 18 milhões de
consumidores. Esse foi o grupo que mais cresceu (um total de 17%) em fevereiro
e março, conforme o Ibope NetRatings.
Segundo dados de pesquisa do Serviço Social do Comércio
(Sesc) e da Fundação Perseu Abramo, atualmente, a terceira
idade virtual define novos hábitos e interfere diretamente, inclusive,
no consumo. A média mensal de permanência plugada desse público
chega a 32 horas e 40minutos, em geral, pela manhã, em suas casas,
entre as 7h e as 10h30, usando a web mais como uma ferramenta de comunicação
e busca de informações. A internet também tem contribuído
com a socialização da terceira idade. Entre os que começaram
a usá-la no ano passado, o número de visitantes em redes
sociais cresceu quase duas vezes mais rápido que o índice
geral de expansão do uso de internet nessa faixa etária,
de acordo com dados do grupo de medição de audiência
comScore. O estudo do envelhecimento acompanha esse fenômeno para
determinar se o uso dessas redes sociais pode oferecer alguns benefícios
comuns a um grupo de amigos reais, mas de maneira mais fácil de
ser organizada e mantida.
Segundo pesquisa da Associação Americana de Aposentados,
cerca de um terço das pessoas com idade acima de 75 anos vive sozinha.
Dessa forma, as redes sociais acabam por se tornar um meio para reduzir
a solidão. Hoje, existem mídias sociais específicas
para esse público como o Eons (www.eons.com) e o Mais de 50 , com
cerca de 150 mil cadastrados, sendo 70% deles do sexo feminino. Assim como
para a geração Y, a terceira idade está reinventando
a maneira de interagir com o mundo, mostrando que a internet também
pode ser sim um grande aliado dessa geração. (Leonardo
Bortoleto - Estado de Minas)
24.05 - Saúde via SMS
Serviço de troca de mensagens é alternativa para salvar
vidas e poupar recursos públicos
Serviços simples realizados por meio de aparelhos celulares
podem salvar vidas e economizar dinheiro público destinado à
área de saúde. É o que afirma o pesquisador Walter
Curioso, da Universidade Peruana Cayetano Heredia, em Lima, Peru, baseando-se
em um trabalho realizado naquele país.
O pesquisador, que também é professor assistente afiliado
à Universidade de Washington, Estados Unidos, apresentou seu trabalho
no Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP
e pela Microsoft Research de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP).
Para Curioso, a tecnologia voltada à telefonia celular foi uma
das que mais se desenvolveram nos últimos anos, permitindo que mais
pessoas pudessem adquirir aparelhos e democratizando a comunicação,
inclusive nos países mais pobres.
Além disso, o aparelho se tornou um dos mais presentes em todo
o mundo. "Nós não adotamos celulares, nós nos casamos
com eles. Passamos mais tempo com esses aparelhos do que ficamos com nossos
parceiros", disse.
Essa presença constante do celular no cotidiano das pessoas
o transforma em uma poderosa ferramenta para os serviços de saúde,
segundo o especialista, que preconiza o seu uso para diversas finalidades
ligadas ao setor como educação da população,
monitoramento de pacientes, coleta de dados, apoio em emergências
e até no auxílio à consulta e ao diagnóstico.
Uma experiência coordenada por Curioso foi direcionada a pacientes
com o vírus HIV, cujo tratamento exige o consumo de medicamentos
antirretrovirais várias vezes ao dia. A equipe de pesquisa levantou
que, mesmo quando os remédios são fornecidos gratuitamente,
88% dos pacientes não se medicam por diversas razões.
O motivo principal é o simples esquecimento, enquanto outros
alegam morar longe dos centros de saúde que distribuem os medicamentos.
Boa parte dos participantes disse se preocupar com a discriminação.
"Essas pessoas temem ser identificadas como portadores do vírus
ao solicitar os medicamentos nos postos de saúde", disse Curioso.
Havia ainda os que abandonavam o tratamento porque se sentiam desmotivados.
"Percebemos, naquele momento, uma grande oportunidade de utilizar o
celular. Se as pessoas já o utilizam para manter e criar suas redes
sociais, por que não aplicá-lo na prevenção
e no tratamento do HIV?", indagou.
O grupo peruano criou então uma série de mensagens SMS
(sigla em inglês para serviço de mensagens curtas) destinada
a pacientes com o HIV. O objetivo não era elaborar simples lembretes,
mas frases motivadoras como "agora é a hora da sua vida", enviadas
com o intuito de lembrar os horários de tomar os antirretrovirais.
"Por não ser explícita como, por exemplo, um SMS que
diz ‘é hora de tomar o seu remédio", a frase também
preserva a privacidade do paciente, que não se sentirá constrangido
ao receber a mensagem quando estiver em uma roda de amigos. O celular tornou-se
um amigo, ou mesmo um anjo-da-guarda para essas pessoas", afirmou.
A pesquisa de caráter qualitativo avaliou a percepção
de 20 homens e seis mulheres portadores de HIV, moradores da capital peruana.
Todos avaliaram de maneira positiva o sistema de lembretes via SMS, de
acordo com o cientista.
Eles também contribuíram para aprimorar o serviço
com sugestões, como, por exemplo, a criação de mensagens
simples e concisas e que não contivessem palavras como "HIV" ou
"antirretrovirais", a fim de preservar a privacidade.
Os resultados foram publicados no trabalho É a hora da sua vida":
Como devemos lembrar pacientes de tomar remédios usando mensagens
curtas de texto?, apresentado em novembro de 2009 no Simpósio da
American Medical Informatics Association (AMIA).
A experiência gerou o Projeto Cell Pos, realizado pela Universidade
Peruana Cayetano Heredia com a colaboração da universidade
norte-americana de Washington, e que envia mensagens para os participantes
inscritos.
O sistema foi organizado em três tipos de mensagens: as de lembrete,
que alertam pacientes sobre datas e horários de remédios,
terapias e consultas; as de prevenção de doenças,
voltadas a um público mais amplo; e os SMS, cujo conteúdo
procura informar sobre questões gerais relacionadas à saúde.
Segundo Curioso, programas semelhantes de auxílio à saúde
têm sido empregados com sucesso em outros países em desenvolvimento,
entre os quais Ruanda, África do Sul e Filipinas.
Culturas diferentes
Um dos grandes desafios enfrentados pelo projeto foram as diferenças
culturais entre as diversas populações atendidas. "Há
diferenças entre populações rurais e urbanas e até
entre bairros de uma mesma cidade. Isso exige adaptações
de linguagem para cada grupo a fim de que as mensagens sejam entendidas
por todos eles", disse.
São essas diferenças culturais que também impedem
que programas empregados em um país sejam integralmente adotados
por outros. "Cada país deve formar a sua própria base de
dados, que é muito peculiar de cada região. A base da África
do Sul não serve para o Brasil", indicou.
Curioso também reclamou da falta de políticas públicas
claras em vários países. Para que o programa tenha resultados
mais amplos, é necessário que os dados coletados sejam utilizados
por gestores de políticas públicas a fim de que sirvam de
base para serviços de saúde.
Outro obstáculo a ser superado é a falta de segurança
desses sistemas. Para manter a privacidade dos pacientes, os serviços
de saúde móvel precisam ter mecanismos extremamente seguros
para que informações pessoais não sejam desviadas.
Na opinião de Curioso, a questão da segurança se tornará
cada vez mais importante à medida que as tecnologias móveis
ampliam o seu raio de atuação.
O pesquisador destacou também o desafio de se conduzir pesquisas
de caráter multidisciplinar como essa, que envolve profissionais
de saúde e de computação, e de criar uma rede colaborativa
ampla, especialmente entre os países do hemisfério Sul.
"Precisamos começar a criar redes colaborativas dentro das próprias
universidades e intensificar as parcerias entre instituições
de países do hemisfério Sul, que partilham de realidades
muito similares", disse. (Fábio Reynol - Agência
Fapesp/Saúde Business Web)
24.05 - Saúde deve aplicar US$ 88 bilhões em TI
Em 2009, o valor investido pelo setor foi de US$ 81,6 bilhões
Com a retomada de investimentos pós-crise econômica do
subprime, o Gartner estima que os investimentos em tecnologia da informação
cresçam 4,1% sobre o total movimentado em 2009. Até dezembro,
o setor deve movimentar montante superior a US$ 2,4 trilhões.
A previsão é que somente o de saúde deva investir
US$ 88,6 bilhões em TI neste ano. Em 2009, o valor investido pelo
setor foi de US$ 81,6 bilhões.
"Neste ano, é esperada uma elevação dos gastos
na maioria dos setores do mercado", projeta a consultoria, em comunicado
enviado ao mercado.
A expansão nos budgets de TI será mais acentuada por
parte do governo (nos níveis nacional e internacional). A vertical
gastará, em 2010, US$ 248,7 bilhões com tecnologia, um avanço
de 6,2% sobre os US$ 234,2 bilhões verificados no ano passado. A
administração pública nas esferas locais e regionais
aplicará US$ 184,4 bilhões, contra os US$ 176,8 bilhões
de 2009.
Finanças, telecomunicações e manufatura são
as outras três verticais com investimento vultuoso dentro do cenário
projetado pelo Gartner. Os setores aplicarão US$ 396,8 bilhões,
US$ 394,1 bilhões e US$ 428,8 bilhões, respectivamente, em
TI. (IT Web/Saúde Business Web)
21.05 - Oi promete banda larga universal ainda neste ano
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou que a empresa cumprirá
no fim de 2010, um ano antes do previsto, as metas assumidas com a Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações) de universalizar
o serviço de banda larga, que permite o acesso à internet
em alta velocidade.
Segundo o executivo, o serviço estará disponível
em todo o Brasil, com exceção do Estado de São Paulo,
cuja concessão pertence à Telefônica. Serão
cerca de 4.900 municípios.
O anúncio ocorre em meio a discussões sobre a decisão
do governo de reativar a Telebrás, sob a justificativa da necessidade
de universalização do serviço de banda larga. Falco
participava do 22º Fórum Nacional, organizado pelo ex-ministro
do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso.
Falco negou que o cumprimento antecipado da meta esteja ligado à
Telebrás. "Não tem nada a ver", disse. "Assumimos o compromisso
de colocar o "backhaul" [estrutura que leva dados de uma rede principal
até as localidades] quando compramos a Brasil Telecom. O que fizemos
foi antecipar em um ano nossa obrigação".
A universalização do acesso à internet de alta
velocidade, especificamente, foi uma das contrapartidas impostas pela Anatel
à Oi, ao fim de 2008, para autorizar a compra da Brasil Telecom.
Antes, as teles haviam se comprometido a levar o "backhaul" para todo o
Brasil.
Há algumas semanas, a Oi levou ao governo uma proposta de capitanear
o plano de universalização da banda larga, exigindo R$ 27
bilhões para geri-la. O governo seguiu com o plano de reativar a
Telebrás.
Falco confirmou que as teles perderão receita significativa
se a Telebrás tiver prioridade em contratos públicos, mas
não revelou quanto da receita da Oi vem de tais contratos hoje.
(SAMANTHA LIMA - Folha de S.Paulo)
21.05 - Teles criam plano para lucrar mais com dados
Compensar a queda da receita de voz com serviços de dados é
mais difícil para as operadoras móveis do que possa parecer.
Acontece que 83% da base de aparelhos móveis no país é
pré-paga, o que representa um desafio para a popularização
dos pacotes de dados via internet. Até entre os assinantes de celulares
mais sofisticados, o acesso à internet ainda é baixo. Só
para se ter uma ideia, 80% dos smartphones da Oi não têm plano
de dados. De uma forma geral, os smartphones representam apenas 10% da
base nacional de 179 milhões de celulares. Mas a tendência
é o crescimento gradual do percentual.
"O assinante tem medo da conta, ou seja, ele tem pouca informação
sobre quanto vai pagar consumindo dados e não quer ter uma surpresa
no fim do mês", admite Gustavo Alvin, gerente de conteúdo
da Oi.
A estratégia da operadora para popularizar o serviço
é oferecer dois meses grátis de "degustação"
dos pacotes de dados. Um plano de 200 megabytes de capacidade custa R$
25,90 por mês. Para estimular o tráfego de dados, a operadora
também oferece conteúdos multiplataforma, como pequenas séries
de vídeo, veiculadas na TV móvel, que se transformam em jogos.
Para não espantar o assinante, a Vivo cobra apenas pelo download
da aplicação, e não pelo tráfego de dados.
"Geralmente, quem assina um pacote de dados dificilmente volta atrás,
porque o recurso passa a fazer parte de sua rotina", diz Alexandre Fernandes,
diretor de produtos e serviços da Vivo.
A TIM firmou uma parceria com o Facebook para oferecer navegação
gratuita no site móvel da rede social e também não
cobra pelo tráfego de dados.
Segundo a Pyramid Research, em 2011 o número de usuários
da banda larga móvel vai ultrapassar a fixa e as aplicações
móveis serão cada vez mais solicitadas pelos consumidores.
"O Google domina apenas os sistemas de busca na internet fixa. Há
espaço para o surgimento de novas empresas que vão criar
produtos especialmente para o usuário móvel", afirma Charles
McCathie, chefe de padronização da Opera, empresa que desenvolve
interface para internet no celular. O navegador Opera para aparelhos móveis
é usado por 55 milhões de pessoas mundialmente, número
baixo se comparado aos 2 bilhões de usuários de internet.
Para não perder o controle do assinante, oferecendo apenas a
conexão à internet, as teles investem em conteúdo
próprio. A Oi, Vivo, Claro e TIM lançaram ultimamente lojas
de aplicativos e programas de estímulo aos desenvolvedores.
No início do ano, a Vivo anunciou um site, no qual se cadastraram
mil desenvolvedores até agora. Na verdade trata-se de uma plataforma
de desenvolvimento, que chega em junho à sua terceira fase, cuja
novidade é a automação de recursos para esses profissionais.
Eles são atraídos com o modelo de remuneração:
recebem 70% do valor líquido do download feito pelos clientes e
10% das mensagens de texto (SMS) geradas pelo aplicativo. A loja de aplicativos
da Vivo registra 1 milhão de downloads por mês, diz Fernandes.
Outra aposta da tele é nas redes sociais, com a oferta do Twitter
via celular.
Prever a aplicação que cairá no gosto do assinante
também é um desafio. Quando foi criado, há 20 anos,
o SMS começou como oferta gratuita, pois as operadoras não
acreditavam que o envio de mensagens escritas via celular agradaria. "Hoje,
o SMS representa mais de 50% da receita de dados", afirma Charles McCathieNevile,
da Opera.
Uma pesquisa da TNS Technology indica as redes sociais como a aplicação
que vai gerar mais tráfego nos próximos anos. Segundo o estudo,
em 2009 apenas 2% dos usuários móveis brasileiros acessavam
essa aplicação no celular , mas o percentual já pulou
para 11% neste ano. (Ana Luiza Mahlmeister -
Valor Online)
21.05 - HP promete guerra pela liderança em PCs para uso em casa
A direção da Hewlett-Packard (HP) está "babando"
para assumir a liderança do mercado brasileiro de computadores de
uso residencial. Foi essa a expressão literal usada ontem por Oscar
Clarke, ex-presidente da Intel, que assumiu o comando da fabricante no
país no dia 3. "Quem estiver na frente que se prepare, pois está
vindo um trator em alta velocidade", disse o executivo, em São Paulo.
A HP é hoje a segunda maior vendedora de computadores para pessoas
físicas do Brasil, atrás da Positivo.
De acordo com Clarke, a estratégia da companhia combinará
a oferta de computadores a preços mais baixos do que os praticados
atualmente, com melhores condições de pagamento para o consumidor.
"Se você baixa só um pouco a parcela mensal, permite que muito
mais gente possa comprar um equipamento", diz o executivo.
A proposta é que os computadores de mesa custem entre R$ 700
e R$ 800, e portáteis até R$ 1,2 mil, embora não haja
prazo para isso. A companhia pretende tornar-se a opção de
compra para as pessoas que estão procurando o primeiro computador.
"A Positivo é líder porque investiu neste segmento do mercado",
afirma Clarke. Procurada, a fabricante brasileira não quis comentar
as declarações do executivo.
As vendas para as classes C e D no Brasil têm sido o grande alvo
dos fabricantes. O computador é um dos objetos de desejo da nova
classe média, que ascendeu com a melhoria da economia brasileira.
Segundo pesquisa do centro de estudos do Núcleo Gestor da Internet
(NIC.br), entre 2008 e 2009, a presença de computadores de mesa
nos domicílios da classe C passou de 25% para 30% no Brasil. No
mesmo período, os equipamentos portáteis saíram de
1% para 3% de participação.
Para especialistas consultados pelo Valor, a tarefa da HP não
será tão fácil quanto colocar nas prateleiras produtos
mais baratos. "A diferença de participação de mercado
é grande e a Positivo tem uma capacidade de produção
maior", afirma um analista. Outro ponto destacado por quem acompanha o
mercado é a configuração dos equipamentos. "Já
percebemos que o consumidor conhece de tecnologia e está disposto
a pagar um pouco a mais por um produto que ele julga ser melhor", diz outra
fonte.
Se depender da motivação de Clarke, essas barreiras não
serão impeditivos para os planos da HP. O executivo, que deixou
a Intel depois de seis anos na presidência mostra-se extremamente
confiante no novo cargo. "Vamos assumir a liderança em todos os
segmentos em que atuamos ", diz.
Uma das grandes apostas para isso é aumentar a integração
interna entre as diferentes unidades de negócio da HP. Hoje a companhia
está dividida em três áreas que funcionam quase como
companhias independentes dividindo uma mesma estrutura: consumo, empresas
e imagem e impressão. Para Clarke essas áreas precisam trabalhar
de forma mais próxima para tirar proveito do grande número
de produtos que a HP tem hoje em seu portfólio. "Quero derrubar
as paredes virtuais [que segmentam a atuação de cada área]",
afirma.
Hoje a HP tem produtos que atendem praticamente todas as necessidades
de empresas e consumidores pessoa física por produtos e serviços
de tecnologia da informação (TI). A estratégia do
executivo-chefe da companhia, Mark Hurd, vem sendo alimentada por um intenso
processo de aquisições. Nos últimos quatro anos, a
empresa adquiriu 40 companhias. Os negócios mais recentes foram
a compra da 3Com, de equipamentos de rede e da fabricante de celulares
Palm.
Dentro de um ambiente tão complexo e de uma estrutura verticalizada,
Clarke acredita que o Brasil pode ser pioneiro no processo de integração
e até mesmo exportar o modelo operacional para a HP.
Com 23 anos de experiência no mercado de TI, o executivo afirma
que optou por deixar a Intel por conta da dimensão da proposta feita
pela HP. "Na Intel eram 140 funcionários e um escritório
que atua mais com marketing e vendas. Na HP são 8,5 mil pessoas
e todas as atividades têm uma representação no Brasil",
diz Clarke.
O executivo manteve, no entanto, um discurso que durante anos defendeu
dentro da fabricantes de chip, o de que o Brasil se tornará o terceiro
maior mercado de computadores do mundo. "Isso está embutido no meu
código", diz. Segundo Clarke, o Brasil é o segundo país
mais importante para a HP dentro do bloco de países formado pelo
país, a Rússia, a Índia e a China. No passado o faturamento
da companhia nos Bric chegou a US$ 14 bilhões. (Gustavo Brigatto
- Valor Online)
20.05 - Gastos com TI devem crescer 4,1% em 2010
Após o período de recessão global, as empresas
passaram a retomar seus investimentos em TI neste ano. De acordo com levantamento
realizado pelo Gartner, os gastos mundiais das organizações
devem superar o volume de US$ 2,4 trilhões no período. O
montante é equivalente a um crescimento de 4,1% em relação
a 2009.
Com crescimento na maior parte dos setores, o destaque ficará
por conta dos gastos Governamentais, tanto nacionais como internacionais,
que devem crescer 6,2%. Com isso o valor passa dos US$ 234 bilhões,
registrados em 2009, para US$ 248 bilhões neste ano.
Além disso, para os setores de Finanças e de Serviços
de Comunicação e Mídia é esperado um aumento
de 4,6% e 4,4% nos investimentos anuais, totalizando US$ 396 bilhões
e US$ 394 bilhões, respectivamente.
Com o maior volume de investimentos, o segmento de Manufatura e Recursos
Naturais deve crescer 3,1%, totalizando US$ 428 bilhões.
(Executivos Financeiros)
20.05 - HP busca liderança no mercado de computadores
Com a chegada de Oscar Vaz Clarke como novo presidente da HP Brasil,
a empresa busca liderar o mercado de computadores no lugar da Positivo.
Com as aquisições nos últimos três anos da EDS
(2008), 3Com (2009) e da Palm (2010), o presidente afirma que a HP tem
potencial para atingir todo o mercado e alavancar seu portfólio.
No momento, os três pilares que o novo presidente considera mais
importantes são: a inovação, liderança e sustentabilidade.
“Nós vamos inovar não só nas tecnologias dos produtos,
mas também nas operações feitas dentro da empresa.
O objetivo é ter mais sinergia entre todos os setores da companhia,
conseguir resolver e pensar em soluções juntos”, afirma.
Em relação ao atendimento, o executivo admite que a HP
não estava tão próxima de seus consumidores, mas afirma
que a relação com seus clientes mudará. “Daremos atenção
a todos os clientes, desde os consumidores finais até os grandes”.
Com carta branca para inovar, a HP Brasil já pensa em produzir
produtos mais econômicos para as pessoas com menor poder aquisitivo
e até mesmo com mais formas de financiamento.
“Sabemos que muitas pessoas ainda não possuem condições
para ter nossos produtos, mas mostrando que temos demanda, nós conseguiremos
iniciar essa operação”, explica.
Outro ponto bastante ressaltado pelo executivo foi o objetivo de “quebrar
as barreiras virtuais”. Segundo ele, o maior desafio é incorporar
a sede para ser capaz de atender todos os tipos de serviços, como
o de outsourcing, que agora estamos qualificados, com a aquisição
da EDS. (Daniela Rocha - Executivos Financeiros)
19.05 - Office 2010 chega para tentar frear avanço do Google
Docs
A Microsoft anunciou o lançamento de uma versão atualizada
do Office na quarta-feira passada, com o objetivo de manter seu domínio
sobre o lucrativo mercado de aplicativos empresariais e responder ao desafio
das alternativas on-line gratuitas oferecidas por empresas como o Google.
A empresa atualizou e lançou versões on-line dos programas
Word, Excel, Outlook e PowerPoint para atender à nova classe de
usuários móveis e conectados à rede que emergiu depois
da atualização anterior desses aplicativos, em 2006.
A Microsoft anunciou novidades como edição de fotos no
Word, uso de vídeos no PowerPoint, colaboração on-line
em documentos e novas formas de administrar conversações
via e-mail.
Mas a maior mudança é a adesão à computação
em nuvem, que permite aos usuários manipular documentos armazenados
em servidores remotos por meio da rede, segmento no qual o Google vem ditando
o ritmo.
O uso dos programas on-line é gratuito para os indivíduos
e custa US$ 50 anuais por usuário para as empresas. O Google diz
ter conquistado 25 milhões de usuários desde que lançou
o Docs, quase quatro anos atrás.
Segundo a Forrester, 81% das empresas usam o Office 2007, ante apenas
4% que adotaram os programas equivalentes do Google.
A divisão Business da Microsoft, cujas vendas são 90%
representadas pelo Office, tem uma média de lucro de US$ 2,8 bilhões
por trimestre -47% do lucro total da Microsoft até agora neste ano
fiscal. (Folha de S.Paulo)
19.05 - Gestão de softwares
A Fundação Vanzolini, em parceria com o Instituto de
Tecnologia de Software (ITS), apresenta o Programa ComQualidade, que visa
a melhoria na qualidade dos softwares brasileiros frente à globalização
da economia. O encontro é voltado para empresários, estudantes,
profissionais com atuação na área de tecnologia da
informação, entre outros.
Data: 19 de maio
Horário: 17h30 às 19 horas
Local: Av. Paulista, 967, 8º andar, São Paulo.
Informações (11) 2165-1321; site www.vanzolini.org.br
.
Inscriçõesits@its.org.br (Valor Online)
18.05 - Falha crítica no Safari para Windows permite capturar
senhas
Pesquisadores do United States Computer Emergency Readiness Team (US-CERT),
centro de estudos na área de segurança, confirmaram uma falha
crítica no navegador de internet Safari 4.0.5 capaz de infectar
computadores com Windows por meio de um código malicioso.
A vulnerabilidade, divulgada pelo pesquisador polonês Krystian
Kloskowski, é causada por um erro na manipulação das
janelas do navegador. “A falha pode ser usada para executar um código
perigoso quando o usuário visita uma página na internet especialmente
criada para fazer ataques ”, informa a empresa de antivírus Secunia.
Ao tentar fechar um pop-up, a praga virtual entra em ação.
O alerta do US-CERT indica que os usuários têm sido enganados
ao abrir mensagens em serviços de webmail como o Gmail ou Windows
Live Hotmail. Não foi divulgado se a falha também afeta usuários
de Mac OS X.
Em março deste ano, a Apple corrigiu 16 brechas de segurança
no Safari. (Computerworld)
18.05 - Serviço que garante sigilo das buscas feitas no Google
volta a funcionar
Scroogle impede que a ferramenta de busca identifique o IP do computador
que fez a pesquisa.
O Scroogle, serviço que permite que as pesquisas no Google sejam
feitas de forma anônima, foi reativado. Ele ficou fora de funcionamento
por alguns dias depois que uma parte do código do mecanismo de busca
do Google foi alterada.
A ferramenta impede que o Google identifique o IP (endereço
digital de cada máquina que acessa a Internet) no momento em que
o usuário inicia uma busca, o substituindo pelo IP padrão
do próprio Scroogle.
Muitos ativistas não concordam com o modo como as empresas de
busca conseguem relacionar as pesquisas feitas com o endereço IP
do computador. Para eles, isto é uma clara invasão de privacidade.
O Google alega que apaga os oito últimos números do IP a
cada nove meses, mas, ainda assim, os especialistas pensam que isso não
garante o sigilo das informações.
Origem e solução problema
O procedimento que o Scroogle usava para encriptar o endereço
era muito específico. Consistia em simular que qualquer busca no
site fora feita com o defasado Internet Explorer 6 a partir do Google Toolbar.
Quando o Google alterou sua página, no início dessa semana,
involuntariamente desestabilizou o serviço oferecido pela ferramenta.
Ao explicar a razão da alteração, a empresa disse
que essa era mais uma tentativa para convencer os usuários a atualizar
o IE 6, pois em breve deixaria de suportar o navegador.
Devido à popularidade do Scroogle, a Public Information Research,
organização responsável por seu desenvolvimento, recebeu
centenas de mensagens com ideias de novos métodos que poderiam ser
usados. A maioria não servia, mas, em uma delas, três usuários
sugeriram um novo parâmetro que, de fato, resolveu o problema.
Segundo o presidente da organização, Daniel Brandt, o
Scroogle nasceu da frustração dos internautas que acompanharam
a transformação do Google, de uma companhia com técnicas
inteligentes de buscas para uma gigante preocupada apenas com o dinheiro
vindo da publicidade. E continuará sendo usado gratuitamente, livre
da exibição de anúncios.
Brandt acredita que quanto mais usado o Scroogle for, mais perceptível
será a insatisfação dos internautas em relação
aos produtos do Google, já que o serviço prejudica a captura
de informações referentes a cada computador/usuários.
E se diz surpreendido com o fato de o Google ainda não ter bloqueado
o novo método, mas acredita que isso seja por que eles não
se sentem incomodados, por enquanto.
“Eles devem estar pensando no que fazer comigo”. (IDG News)
18.05 -Hackers usam resultados de buscas do Google para ataques
A grande participação do Google no mercado de buscas
na Internet gerou uma nova estratégia de invasão por parte
dos hackers. Agora, eles usam os resultados das buscas do site para garantir
que seus ataques sejam eficazes. As informações são
da empresa de segurança Symatec.
Segundo relatório da companhia, os hackers têm conseguido
posicionar links com falsos antivírus em diversos resultados de
busca do Google. Nestes links estão alocados diversos tipos de códigos
maliciosos, que infectam os PCs dos usuários assim que são
baixados.
No estudo, realizado entre os meses de março e abril, a Symantec
observa que três entre os dez termos mais pesquisados apresentavam
ao menos uma URL maliciosa dentro dos 70 primeiros resultados. Além
disso, em média, dos 15 resultados fora dos 70 primeiros, ao menos
uma URL infectada foi encontrada.
Outra constatação do estudo foi que o termo de busca
mais “envenenado” apresentou 68% dos links com algum tipo de vírus
dentro dos 70 primeiros resultados. E que quase todas as URLs redirecionam
os usuários para páginas falsas de antivírus. (Tom
Noda - Computerworld)
17.05 - Nova estratégia de ataques a PCs dribla softwares antivírus
Segundo especialistas de empresas como F-Secure, Trend Micro e Immunet,
a descoberta é “muito grave”
Foi descoberta uma tática de ataque a computadores que
consegue driblar as proteções de segurança da maiorias
dos antivírus disponíveis no mercado. A ameaça tem
preocupado especialistas em segurança.
Na semana passada, pesquisadores da empresa Matousec.com mostraram
como crackers (criminosos da Internet) podem explorar o kernel utilizado
pelos softwares de segurança para redirecionar as requisições
do sistema Windows, que são utilizadas na verificação
de programas potencialmente nocivos. Com isso, é possível
alterar os resultados de detecções, classificando um vírus
como um arquivo “limpo”.
“Isso é definitivamente muito sério”, afirma Alfred Huger,
vice-presidente de engenharia da Immunet, empresa que desenvolve soluções
de segurança para computadores. “Provavelmente, qualquer software
de proteção que roda em Windows XP pode ser evitado dessa
forma”, afirma ele.
De acordo com os pesquisadores da Matousec, mais de 30 antivírus
para Windows, incluindo os oferecidos por companhias como Symantec, McAfee,
Trend Micro, BitDefender e Sophos, podem ser atacados com o uso dessa tática.
Os especialistas da empresa afirmam ter testado a estratégia em
sistemas com Windows XP SP3 e Vista SP1.
Outras empresas de segurança concordam com o alerta da Matousec.
“É um caso preocupante e as descobertas da companhia estão
corretas”, afirma Mikko Hypponen, diretor de pesquisas da F-Secure,. “Esse
estudo é muito importante”, concorda Rik Ferguson, consultor de
segurança da Trend Micro.
Mas algumas companhias de antivírus não consideram a
descoberta tão importante. “Baseado em nossa análise inicial
da documentação pública, acreditamos que isso é
uma estratégia complexa de ataque, com vários fatores que
tornam improvável o seu uso no mundo real”, declarou um porta-voz
da McAfee. (Computerworld)
17.05 - Em três anos, Brasil reduz em cerca de 50% número
de infecções por URLs
Em menos de três anos, o Brasil reduziu em mais de 50% o número
de infecções de computadores por meio de URLs contaminadas
com códigos maliciosos. Trata-se de uma boa notícia, mas
a situação em 2010 exige atenção. O país
apresentou até março deste ano 2.798 casos de malwares localizados
especificamente em URLs, não contabilizando worms e bots/botnets.
Se mantiver essa média trimestral, o Brasil pode, pela primeira
vez em quatro anos, quebrar o ciclo de redução desse tipo
malware.
A informação foi apresentada pelo Comitê Gestor
da Internet (CGI.br) nesta terça-feira (11/5) durante a 4ª
edição do Simpósio Operacional de Combate a Crimes
Eletrônicos (CeCOS IV) do Anti-Phishing Working Group (APWG). O evento
continua em São Paulo até o dia 13 de maio e conta com a
participação de especialistas internacionais da área
de segurança eletrônica.
Segundo os dados, apresentados durante palestra de Cristiane Hoepers,
gerente-geral do Núcleo de Informação e Coordenação
(NIC.br), órgão ligado ao CGI.br, em 2006 foram encontrados
25.087 casos de infecção de computadores, número que
caiu para 19.981 em 2007. Em 2008, foram 17.376 e, em 2009, 10.864
casos.
Copa exige atenção
Mas os internautas devem ficar atentos também a outros tipos
de malwares, principalmente os que são enviados por e-mails, domínios
e arquivos. “Os usuários devem estar cada vez mais atentos, sobretudo
com e-mails e links desconhecidos de datas comemorativas ou temas muito
comentados, por exemplo, links sobre a Copa do Mundo”, afirmou Hoepers.
Outro destaque importante da pesquisa é a quantidade de phishing
hospedada do Brasil. Segundo o estudo, a maior parte permanece no ar até
aproximadamente um dia depois da respectiva página ir para a web.
(Thiago Luis - IDG Now)
14.05 - Com novo Office, Microsoft acirra disputa pela 'nuvem'
O pacote Office 2010, lançado mundialmente ontem, fortalece
a Microsoft na disputa por uma fatia maior da chamada computação
em nuvem - o modelo pelo qual os programas são executados em centros
de dados remotos, em vez de ficar instalados nos computadores dos usuários.
O lançamento do produto teve reflexos em Wall Street. Ontem,
as ações da companhia, negociadas na Nasdaq, encerraram o
pregão com alta de 1,94%, cotadas a US$ 29,44. No ano, os papéis
acumulam queda de 3,4%.
O Office, que reúne programas populares como o processador de
texto Word e a planilha Excel, é uma das principais fontes de receita
da Microsoft, ao lado do sistema operacional Windows. Os críticos
da companhia têm dito, no entanto, que a devoção da
Microsoft a esses programas têm reduzido sua capacidade de ingressar
em novas áreas, deixando a empresa atrás de concorrentes
como o Google na corrida da inovação.
Com o Office 2010 e as novas versões dos pacotes SharePoint,
Visio e Project, também lançados ontem, a Microsoft tenta
reforçar sua aposta em novas frentes, como a computação
em nuvem, sem abrir mão de suas fontes mais sólidas de lucro.
Pela primeira vez, a companhia está oferecendo a possibilidade de
o usuário instalar os aplicativos no computador - a fórmula
tradicional - ou acessá-los remotamente via internet.
Nos Estados Unidos, os preços sugeridos variam de US$ 149,99
a US$ 499,99. A tabela ainda não foi definida para o Brasil. Na
"nuvem", os aplicativos da Microsoft concorrem com o Google Docs, que é
gratuito para usuários individuais e custam US$ 50 ao ano, por usuário,
para empresas. Procurado pelo Valor, o Google não quis comentar
o assunto, mas informou ter mais de 2 milhões de clientes globais
que pagam pelo serviço e 25 milhões de usuários no
total, desde o lançamento do Docs, há quatro anos. Segundo
dados da consultoria Forrester, 81% das empresas no mundo usam o Office
2007 e 4% usam programas do Google.
Com o lançamento de ontem, feito simultaneamente em 40 países,
a Microsoft renova a linha de produtos dedicados ao uso empresarial. A
versão de varejo sai em junho.
Pesquisas feitas pela Microsoft mostram que os usuários querem
ter a possibilidade de usar os aplicativos e fazer pequenas alterações
na "nuvem", mas não pretendem usar os programas exclusivamente na
internet, diz Eduardo Campos de Oliveira, gerente de negócios da
divisão de produtividade da Microsoft. "Não acredito que
o mercado migrará todo para a 'nuvem'. A expectativa é de
que os usuários, principalmente nas empresas, façam uso integrado
dos aplicativos no PC, na internet e no celular", afirma o executivo.
O novo Office já conta com 8,6 milhões de usuários
no mundo, sendo 1 milhão deles no Brasil, segundo a Microsoft. De
acordo com Campos, 90 milhões de empresas no mundo usam o Office
2007 - a versão anterior - e o país responde por 10% do total.
As vendas do Office giram em torno de 500 milhões de unidades no
mundo. As vendas da versão para empresas respondem por 90% do faturamento
e 60% do lucro operacional da unidade.
A Microsoft estima que a migração para a nova versão
pelas empresas seja concluída em 12 meses. No Brasil, a Gol está
entre as mil empresas que adotaram o pacote. Luiz Mascarenhas, diretor
da Hewlett-Packard (HP), diz que a fabricante de computadores já
tem linhas com o novo Office para ser lançadas nos próximos
meses. (Cibelle Bouças - Valor Online)
14.05 - Anatel testa qualidade da banda larga
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
está fazendo testes para medir a qualidade da banda larga fixa no
Brasil. A agência quer saber, por exemplo, se a velocidade da conexão
corresponde à prometida pelas operadoras. Os testes começaram
em março em 160 residências nas cidades de São Paulo,
Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Brasília.
Participam as prestadoras Telefônica, Oi, GVT e NET. A Anatel emitirá
até o fim do ano um relatório sobre os testes.
(O Estado de S.Paulo)
14.05 - SAP compra rival por US$ 5,8 bi
A companhia alemã SAP, que faz gerenciamento de softwares, anunciou
um acordo para comprar a rival Sybase, que tem sede na Califórnia,
em um negócio estimado em US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 10
bilhões).
O objetivo ao selar a aquisição é acirrar a concorrência
com a Oracle, que também gerencia bancos de dados. A expectativa
é concluir a aquisição no terceiro trimestre.
A compra da Sybase foi o primeiro grande negócio fechado pela
SAP sob o comando dos executivos-chefes Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe.
Os executivos da companhia alemã já sinalizaram que devem
fazer outras aquisições para ampliar a disputa com a rival.
A última grande compra feita pela SAP foi realizada em 2008
-um negócio de US$ 6,8 bilhões (aproximadamente R$ 12,05
bilhões) pela Business Objects.
Já a Oracle gastou, desde 2004, US$ 40 bilhões (R$ 71
bilhões) em aquisições. (Folha de S.Paulo)
13.05 - Prévia do novo Internet Explorer pode ser testada
As primeiras características do sucessor do navegador da Microsoft
já começam a ser delineadas. Na semana passada, a empresa
colocou para download uma versão prévia do Internet Explorer
9. Não se trata de um browser completo, mas sim uma plataforma de
testes voltada principalmente para desenvolvedores.
Ainda assim, é possível ter uma noção sobre
o ótimo desempenho gráfico do padrão HTML5, próxima
versão da linguagem usada para construir as páginas da internet.
Nos testes, foi possível notar maior rapidez na apresentação
de animações, imagens e vídeos.
Ao baixar a versão prévia (bit.ly/IE_9), o usuário
não vai precisar desinstalar o browser anterior da Microsoft. Ambos
rodam simultaneamente.
O destaque fica com a galeria de fotos Flickr Explorer, que traz imagens
do álbum virtual flutuando na navegação, e cujas fotos
se ampliam a partir do clique. Ao parar o cursor sobre uma imagem, há
a respectiva descrição; o internauta pode ir diretamente
ao álbum da foto pressionando Ctrl e clicando com o mouse.
A velocidade do browser é comparável à dos navegadores
hoje considerados mais rápidos, como o Chrome, do Google, e o Opera:
o IE9 abre rapidamente sites pesados em linguagem JavaScript, como Facebook
e Gmail.
Nos testes efetuados pela Folha, apenas o Gmail não funcionou:
não foi possível abrir, tampouco ler e-mails.
Vídeos e fotos
A visualização de fotos e a execução de
vídeos e de animações ocorreu com rapidez. A versão
prévia do IE9 não traz barra de navegação.
A inserção de endereços é feita por meio do
Ctrl+O ou no menu Open, dentro da opção Page.
Outra opção interessante são as demonstrações
gráficas do browser: na página para baixar a prévia
do IE9, é possível visualizar um teste com nuvens de uma
palavra mencionada no serviço de microblogs Twitter, além
de estatísticas sobre ela.
Mesmo sendo uma versão de testes, o IE9 consegue dar um panorama
sobre como vai ser a nova internet: mais rápida e organizada, sobretudo
na informação mostrada por meio de imagens e gráficos.
Se o novo padrão HTML5 vai suplantar o Flash, como defendeu
o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, só o tempo dirá.
(MARINA LANG - Folha de S.Paulo)
13.05 - Marco Civil é lei a favor da internet
O Marco Civil é necessário porque, mesmo com 15 anos
de acesso público à internet no país, ainda convivemos
com a ausência de regras
Está em curso a segunda fase do debate que está construindo
um Marco Civil para a internet no Brasil. Trata-se de um processo inovador,
aberto a toda sociedade. A iniciativa é do Ministério da
Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação
Getulio Vargas (CTS-FGV).
Seu objetivo é estabelecer as regras fundamentais para a rede
no país.
Não através da criminalização, nem da restrição
a direitos, mas, sim, pela concretização na rede dos direitos
fundamentais estabelecidos pela Constituição. Seus pilares
são a defesa da privacidade, da liberdade de expressão, a
criação de salvaguardas para sites e blogs, a garantia de
direitos básicos de acesso à rede e a ampliação
do acesso a dados governamentais.
Em síntese, ele propõe que o acesso à internet
é
requisito para o exercício da cidadania no mundo de hoje.
Contrapõe-se a uma tendência brasileira e global de criminalização
e restrição a direitos na rede e é produto da intensa
mobilização da sociedade civil contra projetos de lei que
radicalizam a regulamentação da rede.
Dentre eles, o polêmico projeto de lei nº 84/89, que, na
redação atual, estabelece crimes excessivamente amplos, que
levam à restrição de direitos dos usuários.
É equivocado estabelecer que os conflitos na rede devam ser decididos
essencialmente pela esfera criminal, como quer esse projeto.
O Marco Civil é necessário porque hoje, depois de mais
de 15 anos de acesso público à internet no país, ainda
convivemos com a ausência de regras. Apesar disso, o Judiciário
é chamado constantemente para decidir conflitos. Mas, como não
há legislação específica, as decisões
acabam sendo contraditórias.
Um exemplo é a ordem judicial que mandou bloquear o acesso ao
YouTube em todo o Brasil por conta de vídeo da modelo Daniella Cicarelli
em situação íntima em praia da Espanha.
Filtrar um site na raiz da conexão de um país é
medida extrema, adotada em geral só por regimes autoritários,
como China ou Coreia do Norte.
Com a ausência de regras, são comuns também os
casos de blogueiros, sites e provedores condenados automaticamente por
conteúdos de terceiros. Um exemplo é o autor de um blog no
Ceará que foi condenado em R$16 mil por conta de um comentário
postado no site.
O objetivo do Marco Civil é reduzir essa atual situação
de imprevisibilidade e desenhar os limites da responsabilidade na internet,
de forma que blogs, sites e provedores não sejam responsabilizados
automaticamente por qualquer conteúdo de terceiros.
Com isso, estimula-se o amadurecimento da "websfera", criando melhores
condições para quem quer inovar e empreender na rede brasileira.
A proposta do marco é de ponderação, de equilíbrio
entre interesses diversos. Nesse sentido, seu texto inicial apresentou
uma solução intermediária para a questão, baseada
nas contribuições recebidas e nos modelos adotados na Europa
e nos EUA.
Por ele, sites e blogs somente seriam responsáveis por conteúdos
de terceiros se, notificados pelo ofendido, não agissem para removê-lo.
No entanto, o autor seria informado da notificação e
teria a chance de contranotificar, mantendo o conteúdo no ar e assumindo
a responsabilidade por ele. Qualquer terceiro poderia fazer o mesmo, protegendo
conteúdos na rede. Esse sistema privilegia as próprias partes,
que se tornam protagonistas da solução do conflito, sendo
o Judiciário chamado apenas quando necessário.
Após três semanas de amplo debate, essa solução
não pareceu ser a mais adequada. As contribuições
enviadas individualmente e por instituições apontaram em
outro sentido: o de que provedores, sites e blogs só devem remover
conteúdos de terceiros a partir de uma ordem judicial, e não
quando notificados pelo ofendido.
Com isso, a nova proposta foi incorporada e passa a ser objeto do debate.
Qual deles é o melhor caminho?
Não cabe nem ao Ministério da Justiça nem ao CTS-FGV
decidir. A solução final será construída através
da participação ampla de indivíduos, organizações
e entidades de classe, que podem contribuir pelo site www.culturadigital.br/marcocivil
até o dia 23 de maio. O texto do Marco Civil é o ponto de
partida.
O compromisso de todo o processo é com o debate. E já
existe um consenso importante: qualquer regulação da internet
no Brasil deve ser necessariamente precedida de ampla discussão,
valendo-se para isso das possibilidades de participação do
nosso tempo. (RONALDO LEMOS - Folha de S.Paulo)
13.05 - Crise derruba índice mundial de pirataria de softwares
Valor movimentado pelo mercado ilegal teve 3% de queda em 2009 em relação
a 2008
Para especialistas, resultado se deve ao aumento na venda de computadores
novos, que já saem com programas instalados
Ao contrário do que se imagina, a recessão mundial fez
com que caíssem os índices de pirataria de software no mundo,
inclusive no Brasil.
Em 2009, a comercialização de programas de computador
não licenciados movimentou US$ 51,4 bilhões, uma queda de
3% em relação ao ano anterior.
É o que revela uma pesquisa feita pelo IDC (International Data
Corporation) para a BSA, um dos maiores grupos internacionais de TI (tecnologia
da informação) do mundo.
Mesmo assim, na média, a participação dos piratas
no total teve alta de dois pontos percentuais, passando de 41%, em 2008,
para 43% em 2009. O índice reflete a participação
do "mercado cinza" em relação às vendas do varejo
oficial.
Segundo os especialistas, em tempos de crise econômica é
comum ocorrer aumento do uso de softwares piratas. Isso porque tanto consumidores
quanto empresas deixam de investir na compra de versões atualizadas
e oficiais.
A tendência se confirmou em alguns países, mas foi compensada
pelo crescimento de venda de computadores em países em desenvolvimento.
Essas máquinas saem da loja com software original instalado.
Somente em 2009, o grupo de nações em desenvolvimento
foi responsável por 86% do crescimento das vendas de PCs no mundo.
Esses países compraram 8,4 milhões de unidades. Desse total,
Brasil, China e Índia adquiriram 7,6 milhões.
Outro fator importante foi a ação de países para
coibir a venda de piratas. A iniciativa mais recente é o Acta (acordo
comercial antipirataria, na sigla em inglês), que propõe barreiras
comerciais duras e sanções contra países em defesa
da propriedade intelectual.
Brasil formal
"No Brasil, a rápida recuperação econômica
evitou o impacto na oferta de crédito nas redes varejistas, e isso
ajudou no aquecimento das vendas formais e na redução da
taxa de pirataria", diz Frank Caramuru, diretor-geral da BSA.
A diferença de preço de máquinas de procedência
duvidosa caiu em relação ao varejo tradicional. "Os consumidores
passaram a preferir comprar em locais que oferecem garantia e ainda parcelam
as compras", diz Caramuru.
Resultado: entre 2008 e 2009, a taxa de pirataria no Brasil passou
de 58% para 56%. Em cinco anos, a queda foi de oito pontos percentuais.
Apesar disso, as perdas em valores comerciais sofreram alta. Estima-se
que o varejo oficial deixou de vender US$ 2,2 bilhões em 2009, contra
US$ 1,6 bilhão em 2008.
Para chegar a esses valores, o IDC pesquisa trimestralmente a base
instalada de computadores de 105 países e a quantidade de softwares
instalados. Para o levantamento da BSA, seis outros países foram
incluídos.
A taxa de pirataria foi definida dividindo a quantidade de programas
sem licença pelo total instalado em todos os computadores de cada
país.
O universo de softwares piratas foi obtido subtraindo do total de softwares
instalados a quantidade que foi paga (dado fornecido pelos fabricantes
de programas de computador). (JULIO WIZIACK - Folha de S.Paulo)
12.05 - SAP: Novas soluções para o mercado de saúde
Vice-presidente global de Saúde da SAP, John Papandrea, afirma
que o sistema front-office vai trazer ganhos fincanceiros para o setor
O mercado de saúde brasileiro vai contar com novas soluções
de gestão nos próximos dias. Depois de oferecer ferramentas
robustas de gestão administrativa para indústria, hospitais
e operadoras de planos de saúde, a SAP tem como desafio lançar
um sistema que atue como front-office. A partir do novo sistema é
possível posicionar e administrar as informações no
ERP e nos próprios clientes de forma executiva e organizada para
as tomadas de decisão.
A ideia é melhorar as ferramentas dentro dos hospitais de forma
com que as equipes se tornem mais eficientes para cuidar das pessoas, e
atender as sérias regulamentações de medicamentos
como, por exemplo, a rastreabilidade do produto. "Isso será essencial
em casos de recall e até mesmo para identificar roubo de remédios.
O que temos implantado hoje é o back-office e vamos ofertar esse
rastreamento para melhor todo o sistema", acrescenta o vice-presidente
mundial da vertical de saúde da SAP, John Papandrea.
O novo sistema de gestão permite que o hospital tenha um banco
de dados com o histórico de cada paciente, que também será
rastreado enquanto permanecer na unidade. Assim, toda a cadeia estará
integrada desde o fornecedor com o controle de estoque dos remédios,
prazo de validade etc, e o conjunto de informações disponibilizado
tanto para o próprio médico quanto para o usuário
que pode ter acesso aos dados pela internet.
"O que propomos é informatizar toda informação
possibilitando um histórico médico com transparência
para que o profissional seja mais assertivo numa decisão", destaca
Papandrea ao comentar que o sistema também resulta em ganhos financeiros
para o mercado de saúde.
O rastreamento dos medicamentos deve ser uma próxima medida
obrigatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), que também poderá implantar a solução
front-office da SAP, assim como hospitais, planos e seguros saúde
e laboratórios.
De acordo com o executivo global, a ferramenta já está
pronta e em fase de divulgação para o setor público
e privado. "Em poucos dias pude apresentar o sistema para alguns clientes
e notei grande interesse por parte do setor privado."
A aceitação das secretarias de saúde também
foi notória. Para o diretor de Serviços e Setor Público
da SAP Brasil, Valdemir Marques, isso mostra que a máquina pública
está se organizando no âmbito de arrecadações
e no processo de redução de custos. "A gente tem uma visão
que o setor público acordou e necessita informatizar seus processos
para ter uma saúde com gestão administrativa melhor organizada,
é mais um ponto", conta.
Atualmente, a SAP oferta a solução front-office fortemente
na Europa e Estados Unidos, e após a crise mundial passou a enxergar
a América Latina, em especial o Brasil, como um grande mercado.
"Estamos em ano de eleição e os pilares dos nossos candidatos
serão saúde, eles estão buscando otimizar os serviços
em todos os segmentos", afirma Marques ao ressaltar que foi uma boa coincidência
lançar a ferramenta em ano eleitoral. "A SAP sempre segue um plano
de lançamento e para nós foi uma grata coincidência
ser um ano de eleição. A nossa nova solução
está chegando num ano aquecido, pois 2009 foi um período
de uma certa contenção, as empresas estavam segurando seus
investimento por conta da crise e esse ano é de realização
e não queremos perder o tempo."
Expectativas
O objetivo da SAP é ter referencias ainda esse ano para poder
aumentar a sua cobertura com a solução front-office o quanto
antes, alcançando uma média de quatro clientes até
o final do segundo semestre. Assim, a ideia é já ter as estratégias
consolidadas em 2011 e parceiros capacitados para se começar a falar
de crescimento.
"Esses sistemas estão inteiramente ligados em termos de infraestrutura
e com o passar dos anos estaremos cada vez mais qualificados para realizar
eventos como a Copa do Mundo. Tem uma série de coisas por traz que
o País tem que fazer para realizar esses eventos e estamos tendo
a oportunidade de trazer soluções para o Brasil que só
tínhamos lá fora e agora podemos trazer e oferecer para o
mercado", afirma Marques.
Estimativas
Um estudo realizado pela SAP com uma consultoria de mercado estima
que entre 2009 e 2013 o setor de saúde na Europa aumente em 7% os
custos com TI em saúde. Já os Estados Unidos devem crescer
12%, enquanto no Brasil o aumento deva estar entre 9% e 13%.
"O crescimento estimado é maior no Brasil porque o nível
de maturidade dos países da Europa e dos Estados Unidos é
maior do que o encontrado aqui. Eles já gastaram o que tinha que
ser gasto com TI em saúde e agora eles se encontram num outro momento",
afirma o vice-presidente global da vertical de saúde da SAP, John
Papandrea.
Segundo o executivo, o estudo mostra ainda que em 2013 o setor global
de saúde vai investir cerca de 8,5 bilhões de euros em TI.
Tendência
Para Papandrea, a tendência nos próximos anos é
a mobilidade e soluções de prevenção. Nos Estados
Unidos, por exemplo, já existe uma pequena adoção
do Medical Home - sistema que permite a integração entre
hospitais e consultórios médicos e a mobilidade dos profissionais
acessarem os dados dos pacientes de casa.
"O Brasil ainda está em fase de capacitação de
hospitais e deve evoluir com o tempo. Mas a tendência com certeza
é a portabilidade e os cuidados para manter as pessoas saudáveis
antes mesmo delas precisarem dos hospitais." (Thaia Duó
- Saúde Business Web)
12.05 - Pirataria de software chega a 56% no Brasil mas é o menor
índice dos países Bric
O 7° estudo anual global de pirataria de software foi apresentado
ontem pela Business Software Alliance (BSA). O relatório foi conduzido
pela IDC, e conta com apoio da Associação Brasileira de Empresas
de Software (Abes).
A pesquisa aponta uma redução no último ano de
2 p.p. (pontos percentuais) no índice brasileiro, chegando a uma
taxa de 56% de pirataria de software. Desde 2006, o País conquistou
uma redução de 8 p.p.
“Apesar de parecer pouco, este número é uma grande vitória”,
afirma Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil. Da mesma forma, esse grande
número de produtos pirateados ainda é bastante questionado,
quando a pesquisa aponta que em cada US$ 100,00 vendidos de produtos licenciados,
US$ 75,00 são produtos piratas.
Ao mesmo tempo, o valor monetário de software não-licenciado
considerado prejuízo aos fabricantes de software aumentou no Brasil
US$ 1,64 bilhão em 2008, para US$ 2,25 bilhões em 2009, devido
principalmente à grande expansão do setor de TI e da base
de usuários no País, bem como à valorização
do real perante o dólar.
As economias com as taxas mais baixas de pirataria permanecem os Estados
Unidos, com 20%, e Japão e Luxemburgo, ambos com 21%. Já
as taxas mais altas são a Geórgia, Bangladessh, Zimbábue
e Moldova, todos com índice de pirataria acima dos 90%.
Segundo o diretor, o estudo demonstra que os esforços da indústria
de software e de autoridades brasileiras para reduzir a pirataria vêm
conquistando resultados significativos. A taxa ainda é alta, mas
é a menor entre os países do BRIC e a segunda menor da América
Latina. (Daniela Rocha - Executivos Financeiros)
12.05 - Plano de banda larga é importante, mas não suficiente,
diz Idec
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgou nesta
terça-feira (11) um abaixo-assinado a favor do Plano Nacional de
Banda Larga. De acordo com o documento, a entidade “saúda a iniciativa”,
uma vez que existe a necessidade urgente de ações do poder
público para enfrentar a desigualdade em relação às
condições de acesso à banda larga.
Contando com o apoio de diversas organizações da sociedade
civil, o Idec ressalta que políticas públicas para banda
larga devem estar baseadas na “garantia da universalização,
da qualidade e da continuidade do serviço, promovendo a acessibilidade
econômica a partir do reconhecimento das desigualdades sociais, de
gênero e étnico-raciais do país”.
Além disso, o Instituto ressalta que mais que um serviço,
a internet é uma rede que integra diferentes modalidades de serviços,
funcionando como um espaço de convergência de diferentes realidades.
Em relação à qualidade dos serviços oferecidos,
o Idec destaca que o produto oferecido à população
“é caro e ruim”, e afirma que neste processo é fundamental
que sejam reconhecidas “as articulações em curso, como o
desenvolvimento do marco civil da Internet e a reforma da Lei de Direitos
Autorais e o acúmulo de debates prévios em espaços
participativos, especialmente nas Conferências Nacionais de Comunicação
e Cultura e no Fórum de Cultura Digital”.
Para o Idec, a observação de princípios e diretrizes
pode ajudara a garantir uma política de banda larga “efetivamente
inclusiva e sustentada no interesse público”, conclui.
(Executivos Financeiros)
11.05 - Plano de expansão da banda larga foca expansão
de serviços públicos
Em meio às discussões mercadológicas e sobre a
capacidade de infraestrutura que envolvem a primeira etapa do Plano Nacional
de Banda Larga (PNBL), apresentado na semana passada, o governo federal
já procura enxergar as possibilidades que a geração
de maior oferta de internet rápida pode significar em termos de
execução de políticas públicas em fases mais
avançadas do programa. Dez ministérios trabalham em conjunto
para colocar o PNBL em prática. Está na mira a expansão
de serviços eletrônicos nas áreas tributária,
de saúde, educação e segurança, bem como a
melhoria da gestão pública e dos canais de comunicação
entre órgãos governamentais e a população.
Indicado para presidir a Telebrás em sua nova fase, Rogério
Santanna, atual secretário de Logística e Tecnologia da Informação
do Ministério do Planejamento, admite que o atual desenho do fornecimento
de banda larga no país, feito majoritariamente por grandes empresas
privadas, impede que o poder público amplie seus serviços
eletrônicos. Citando dados da Net Serviços, Santanna mostra
que as principais operadoras consideram economicamente inviável
fornecer cobertura de internet rápida para quase 60% dos municípios
brasileiros.
"Dispomos de muitos serviços de governo eletrônico, mas
que não podem ser generalizados porque não há infraestrutura.
A nota fiscal eletrônica está se tornando realidade, mas vamos
supor que uma cidade não tenha cobertura ou tenha uma internet muito
cara, a empresa continuará com o ônus de fazer tudo em papel.
Será prejudicada por uma burocracia ultrapassada", afirma Santanna.
Um dos idealizadores do PNBL, ele disse ao Valor que "uma série
de aplicações que precisa ser generalizada está sendo
gestada" no âmbito do novo plano.
A estratégia pretende centralizar grande parte dos serviços
públicos na infraestrutura que será controlada pela Telebrás,
proporcionando acirramento da competitividade no setor. "Uma vez que o
serviço de conexão se tornar commodity, novos empreendimentos
vão surgir. As empresas do futuro não são as de hoje,
elas estão para nascer." Saúde e educação serão
setores beneficiados.
"A telemedicina facilitaria a transmissão de exames. Na educação
temos um grande problema: o Estado possui hoje mais de 100 mil tipos conteúdos
didáticos [videoaulas, filmes] de domínio público.
Trata-se de material de qualidade, com certificação internacional,
que não está sendo usado pelas escolas públicas porque
não têm rede adequada. Os conteúdos públicos
acabam sendo mais usados pelas escolas particulares", exemplifica Santanna.
Outro caso emblemático do gargalo tecnológico relacionado
à ineficiência da cobertura de internet no Brasil envolve
o Censo 2010, que coletará dados em 58 milhões de domicílios.
Os pesquisadores estarão equipados com modernos aparelhos de GPS
e 220 mil computadores de mão de última geração,
mas não poderão transmitir as informações pela
rede mundial por falta de cobertura em 7 mil postos de coleta, informa
o site especializado "Convergência Digital". "Vamos gravar os dados
em pen drives, que terão de ser transportados fisicamente", justifica
Eduardo Pereira Nunes, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). Nunes disse ao site que nenhuma empresa do
setor se interessou em participar da licitação para prover
o serviço.
O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonias
e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo
Levy, destaca que, nos últimos dez anos, a iniciativa privada investiu
cerca de R$ 180 bilhões na ampliação da infraestrutura
de internet e outros serviços. "Nós acreditamos que o setor
privado tem condições de fazer frente a todos os desafios
do PNBL. Assim como há concessões no serviço de aviação,
de transporte coletivo, os serviços de tecnologia podem ser prestados
pelas empresas ou pelo poder público. Poderia compreender esse tipo
de complicação [política agressiva do governo com
a refundação da Telebrás] se o custo do nosso serviço
fosse alto ou ruim." (Luciano Máximo - Valor Online)
10.05 - Teles querem que a Telebrás não tenha regalia
na banda larga
Em reunião com a Casa Civil, empresas cobram do governo regras
iguais para a prestação do serviço
Em reunião realizada sexta-feira com a ministra da Casa Civil,
Erenice Guerra, os presidentes das empresas de telefonia fixa e de celular
cobraram do governo que a estatal Telebrás não tenha privilégios
para oferecer o serviço de banda larga em relação
à concorrência privada.
Diante do pedido de isonomia, a ministra respondeu que ""isonomia é
tratar desigualmente os desiguais". O diálogo foi relatado à
Folha por um dos executivos presentes à reunião.
O Planalto convocou os presidentes das teles para apresentar as linhas
gerais do Plano Nacional de Banda Larga, que já havia sido apresentado
à imprensa dois dias antes.
A ministra chegou para o encontro carregando um exemplar do jornal
"Correio Braziliense", que reproduzia na primeira página a nota
do Sinditelebrasil -sindicato que representa as operadoras de telefonia
fixa e celular- contra a atuação da Telebrás como
prestadora de serviço de internet, inclusive a usuários finais.
Segundo relato de executivos que participaram da reunião, o
governo deixou claro que não abre mão do papel da Telebrás
como operadora do Plano Nacional de Banda Larga.
Durante a reunião, o secretário de Logística e
Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento,
Rogério Santanna, foi apresentado oficialmente aos presidentes das
teles como o futuro presidente da estatal Telebrás.
Depois da exibição dos slides sobre os pontos principais
do plano, abriu-se tempo para perguntas dos executivos. A primeira, feita
pelo presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, resumiu
a preocupação das empresas com a futura atuação
da Telebrás.
Como o plano da banda larga pública prevê que a Telebrás
usará as fibras ópticas da Petrobras, Valente perguntou como
será a relação comercial entre as duas estatais e
se a Petrobras fará licitação pública para
vender o acesso à sua rede, pois tem ações em Bolsa.
Segundo a Folha apurou, a pergunta ficou sem uma resposta efetiva.
Na saída do encontro, questionado sobre se temia a competição
com a Telebrás, Valente disse que não,""desde que a Telebrás
siga as boas práticas de mercado" que regem as empresas privadas,
principalmente as que têm ações negociadas em Bolsa,
numa referência indireta à Petrobras. (ELVIRA LOBATO
e HUMBERTO MEDINA - Folha de S.Paulo-08.05)
07.05 - Democratização do acesso à banda larga
Apesar do enorme potencial, a banda larga no Brasil é cara,
lenta e concentrada nas regiões com alta renda e densidade populacional
O avanço das políticas sociais e o crescimento econômico
dos últimos anos possibilitaram ao país um papel de destaque
na geopolítica internacional. Mais de 24 milhões de pessoas
superaram a pobreza entre 2003 e 2008, e a classe C tornou-se a maioria
da população, cuja participação passou de 43%,
em 2003, para 53,6%, no ano passado.
Porém, apesar dessas e de outras conquistas, que melhoraram
a vida do brasileiro e o grau de confiabilidade dos investidores estrangeiros,
ainda não superamos o desafio de incluir os cidadãos na sociedade
da informação e do conhecimento.
Para acelerar o desenvolvimento, precisamos massificar o acesso à
internet. Sem ela, não há como desburocratizar os processos,
eliminar o papel no âmbito do governo e das empresas e reduzir o
custo do país.
Apesar do enorme potencial, a banda larga no país é cara,
de baixa velocidade e concentrada nas regiões com alta renda e densidade
populacional.
Isso ocorre porque a maioria desses serviços é prestada
por apenas três empresas, que detêm 86% do mercado brasileiro
e visam as classes A e B. As velocidades de banda disponibilizadas são,
em 90% dos casos, inferiores a um megabit.
A banda larga é, hoje, o sistema nervoso da nova economia globalizada,
e as barreiras que impedem o seu acesso universal retardam o crescimento
do país. Situação ainda mais preocupante nas regiões
Norte, Nordeste e naquelas mais afastadas dos grandes centros, que estão
condenadas pelo mercado à desconexão eterna.
A disseminação dos serviços de governo e de comércio
eletrônico depende dessa infraestrutura para atender igualmente a
todos, em especial os mais pobres e mais distantes das regiões metropolitanas.
Como o governo vai cumprir seu compromisso social com os trabalhadores
de garantir a aposentadoria em até 30 minutos, se a banda larga
não estiver em todos os municípios? Como poderá massificar
o uso da nota fiscal eletrônica com as atuais deficiências
nessa área?
Dados divulgados pela NET Serviços mostram que a banda larga
é competitiva em apenas 184 municípios brasileiros, onde
vivem 83 milhões de pessoas, e que há monopólios em
2.235 municípios, nos quais residem 63 milhões de pessoas.
Nos demais 3.145 municípios, o negócio é considerado
inviável pela empresa.
A banda larga também permite a transmissão de voz, um
serviço cada vez mais disponível de forma gratuita.
Diferentemente do que ocorre na telefonia tradicional, nesse ambiente
a duração e a distância das chamadas não influem
no preço, e sim a largura da banda contratada. Isso resulta da convergência
digital, que está mudando as regras de tarifação.
Sem tirar o aparelho do gancho, o brasileiro já paga entre R$
32 e R$ 42 pela assinatura básica de telefone fixo. Situação
que ocorre não somente nos locais distantes, onde são necessários
subsídios, mas também nas grandes capitais.
Se esse modelo tivesse sido aplicado para o acesso à internet,
a rede mundial não teria se desenvolvido. É fácil
deduzir que há uma resistência natural por parte das empresas
telefônicas que retardam a migração de suas redes para
o novo modelo.
Esse mercado já sofre reduções importantes a cada
ano no mundo e nos países onde há grande disseminação
da banda larga: voz representa só 30% do tráfego, enquanto
no Brasil representa mais de 80%.
O pequeno número de cidades em que há concorrência
na banda larga mostra que, sozinho, o mercado não irá resolver
esse problema.
O Plano Nacional de Banda Larga permitirá acelerar o desenvolvimento
do interior do Brasil ao reduzir em cerca de 70% o preço médio
cobrado pelo serviço. Assim, será possível levar banda
larga de baixo custo e alta velocidade a 4.278 municípios localizados
em 26 Estados, mais o Distrito Federal, atendendo a 88% da população
brasileira até 2014.
A meta é elevar o número de domicílios com internet
do país dos atuais 13,5 milhões para 35 milhões no
ano de 2014.
Aeroportos, portos e estradas são infraestruturas do século
passado. A banda larga, que agora o Brasil tem a oportunidade de levar
a todo o seu imenso território, é a única capaz de
preparar a nação para enfrentar os desafios da modernidade.
A pior exclusão social é aquela que nega o acesso ao
conhecimento porque dificulta o alcance de direitos fundamentais, como
saúde e educação, e especialmente porque retira o
direito de exercer a cidadania com plenitude. (ROGÉRIO SANTANNA
- Folha de S.Paulo)
06.05 - Telebrás será gestora do plano de banda larga
Nos locais onde o setor privado não tiver interesse, estatal
poderá atuar na oferta de internet; plano será uma das bandeiras
de Dilma
Governo anunciará hoje programa para universalizar acesso à
web; abrangência inicial, no entanto, será restrita a 100
cidades
Depois de seguidos adiamentos, o governo Lula anuncia hoje seu Plano
Nacional de Banda Larga, tendo a Telebrás como a gestora do programa
que pretende universalizar o acesso à internet rápida no
país.
Ontem à noite, diante da "decisão governamental", a Telebrás
enviou comunicado (fato relevante) à CVM (Comissão de Valores
Mobiliários) informando que será a gestora do plano, uma
obrigação por ser uma empresa de capital aberto.
Durante a fase de elaboração do plano, a divulgação
extraoficial de que a estatal ficaria com a administração
do programa fez suas ações dispararem na Bolsa, conforme
revelou a Folha. Isso levou a CVM a pedir explicações ao
governo.
Segundo o fato relevante enviado à CVM, a Telebrás ficará
responsável por "implementar a rede privativa de comunicação
da administração pública federal" e "prestar apoio
e suporte a políticas públicas de conexão de internet
em banda larga para universidades, centros de pesquisas, hospitais e postos
de atendimento".
Será sua função também prover infraestrutura
e redes de suporte a serviços de telecomunicações
prestados por empresas privadas e prestar serviço de conexão
à web em banda larga para usuários finais, mas só
nas localidades onde não haja oferta adequada dos serviços.
Ou seja, a estatal vai atuar na chamada última milha somente
nas cidades onde as empresas privadas não se interessem pelo negócio
ou prestem o serviço de forma inadequada.
O plano, a ser anunciado hoje, será usado como uma das bandeiras
de campanha da pré-candidata petista Dilma Rousseff, que cuidou
do tema quando era ministra da Casa Civil. A versão final é
bem menos ambiciosa da inicialmente projetada para o governo Lula.
Em sua primeira versão, a ideia era atingir mais de 3.000 cidades
ainda no mandato do petista. Depois, esse número caiu para 300 municípios.
Agora, em sua versão final, deve ser instalado em cerca de cem cidades.
E, em algumas, apenas numa fase de teste.
A demora ocorreu por conta da batalha dentro do governo pelo formato
do programa. A escolha da Telebrás foi uma vitória da Casa
Civil e do Ministério do Planejamento, que defendiam o uso da estatal
no programa, enquanto o Ministério das Comunicações
era contra. A pasta, comandada pelo PMDB, queria entregar a gestão
do plano ao setor privado.
O Ministério da Fazenda, que tinha restrições
ao uso da estatal, acabou sendo convencido.
A proposta final será um modelo misto. A Telebrás administra
a rede pública de cabos de fibras óticas que vai conectar
o país, mas não a opera. Haverá uma licitação
para definir quem será o operador.
As empresas privadas de telefonia entram como parceiras do plano, comprando
acesso na rede pública, fazendo sua conexão com as cidades
e vendendo o serviço de internet ao consumidor final. Nessa última
etapa, o governo quer também incentivar a participação
dos pequenos provedores.
Ontem a ação PN da Telebrás avançou 2,5%
(a ON ficou estável). A Bovespa caiu 3,35%. (VALDO CRUZ -
Folha de S.Paulo)
06.05 - Compra pela HP encerra agonia da Palm
Crise financeira na empresa pioneira dos computadores de mão
havia se agravado nos últimos dois meses
Ao anunciar que desembolsará US$ 1,2 bilhão para comprar
a Palm, a HP escreveu o capítulo final de uma crise que começou
a se agravar há pouco mais de dois meses. No período, a Palm
divulgou dados ruins, viu suas ações despencarem e seus produtos
perderem valor e lutou para evitar uma debandada de executivos.
No dia 25 de fevereiro deste ano, os resultados preliminares para o
terceiro trimestre da empresa apontavam que os lucros estariam 25% abaixo
do que esperava o mercado.
No mesmo dia, o executivo-chefe da Palm, Jon Rubinstein, escreveu um
e-mail para seus funcionários no qual dizia que a culpa era da baixa
adoção dos produtos da empresa por parte dos consumidores.
Quando os dados vieram, no dia 18 de março, foi confirmado:
a empresa não conseguia vender seus produtos. No período,
a Palm vendeu 408 mil dos 960 mil aparelhos entregues aos varejistas. A
produção teve que ser paralisada, e as projeções
de lucros para o quarto trimestre caíram de US$ 305 milhões
para US$ 150 milhões.
Com o anúncio, as ações da empresa passaram a
valer menos de US$ 5, queda de quase 20%. Firmas de investimento e análise,
prevendo o agravamento da crise, avaliavam que as ações da
empresa não tinham valor algum no mercado.
Enquanto isso, entre 10 de março e 19 de abril, o Pre Plus e
o Pixi Plus, principais smartphones da empresa, tinham os seus preços
reduzidos no varejo. O Walmart, a Amazon, a Verizon e a Sprint (operadora
que lançou o Pre com exclusividade em junho do ano passado) passaram
a vender os celulares por, no máximo, US$ 40 (mais contrato de serviço).
Rumores também davam conta de que o RadioShack, um dos maiores
varejistas de celulares dos EUA, pararia de vender os aparelhos assim que
o estoque terminasse.
No dia 19 de abril, mais notícias ruins. Michael Abbott, o criador
do webOS (o sistema operacional dos smartphones da Palm), estava deixando
a empresa. Outros dois altos executivos ficaram após cada um receber
bônus de US$ 250 mil mais ações da empresa.
No dia 12 de abril, começaram os rumores de que a Palm estava
à venda. Entre os possíveis compradores apareciam Dell, Lenovo,
Huawai, ZTE e HTC. Este último teria desistido do negócio
após conferir a contabilidade da Palm. (BRUNO ROMANI - Folha
de S.Paulo)
06.05 - Sites gratuitos permitem criar e converter arquivos no formato
PDF
Os arquivos no formato PDF estão cada vez mais presentes na
vida dos usuários de computadores. Muitas empresas e sites oferecem
documentos nesse formato como uma das opções mais eficientes
para compartilhar informações.
Em muitos casos podemos enfrentar situações em que precisamos
ler um documento PDF e na máquina que estamos utilizando não
existe nenhum leitor. Outra situação comum é você
ter que usar textos que estão em um documento PDF e usá-los
no Word.
Se você mantém algum blog ou site, uma opção
muito interessante é oferecer ao visitante a possibilidade de ele
salvar a página no formato PDF para posterior leitura.
Para permitir a conversão da sua página da rede em PDF,
uma boa opção é o site Web2PDF Online (web2.pdfonline.com).
A utilização do serviço é simples: após
fazer o cadastro, digite o endereço da sua página no campo
apropriado e selecione as configurações que achar mais conveniente.
O site criará um script em Javascript para ser colocado em seu
blog ou site, que exibirá um botão com os dizeres Save page
as PDF. Ao clicar no botão, o serviço entra em ação
e uma nova janela mostra a montagem do PDF. Uma vez terminada, basta salvar
o arquivo e abri-lo com qualquer leitor de PDF. Você pode testar
esse recurso clicando no botão correspondente na página bit.ly/expbike.
O serviço também permite que você crie documentos
em PDF de qualquer página da web bastando digitar o seu endereço
de página na barra de busca do site.
Conversão para Word
Se você precisar do conteúdo de um documento PDF para
ser utilizado num documento com o formato DOC, do Word, poderá utilizar
o site bit.ly/pdfparaword.
Seu funcionamento não requer a instalação de nenhum
software. Basta selecionar o arquivo PDF que está na sua máquina,
fazer o upload e aguardar a conversão. Quando ela estiver pronta,
é exibido um link para você fazer o download do arquivo convertido.
O arquivo baixado estará no formato ZIP e, dentro dele, haverá
um arquivo com a extensão RTF, compatível com o Word.
Fiz vários testes com arquivos que continham texto e imagens
e o resultado foi muito positivo. O tipo de documento PDF de origem é
fundamental para o sucesso da conversão -ou seja, procure converter
documentos que tenham como principal elemento o texto e não as imagens.
Desbloqueando PDFs
Alguns arquivos PDF são criados sem a opção de
impressão ou sem o recurso de cortar e colar. Por meio do site unlock-pdf.com
você poderá remover essas limitações do arquivo
e realizar essas operações. (Folha de S.Paulo)
05.05 - Aceitação do Windows 7 já é maior
que do Vista
Alguns meses após seu lançamento, o Windows 7 já
possui mais espaço no mercado do que seu antecessor, o Windows Vista.
De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Janco, o novo sistema
operacional da Microsoft já esta com 14,6% de participação,
quanto o Vista ficou em 6%.
De acordo com o levantamento, o Windows 7 tem apresentado crescente
participação nos últimos meses. Em contrapartida,
o Windows Vista tem registrado variação, com algumas reduções
de participação no mercado.
Outro dado divulgado pela consultoria se refere ao mercado de browsers.
A Janco apontou que o Internet Explorer (IE), apesar de se manter na liderança,
continua perdendo espaço para outros navegadores.
Por conta disso, o Firefox e o Chrome continuam apresentando potencial
de crescimento. Até o final de abril deste ano, o IE tinha 67,73%
de mercado, resultado 3,71% inferior ao obtido no mesmo período
de 2009.
Com taxas superiores às apresentadas em 2009, o Firefox e o
Chrome registraram participação de 17,88% e 5,4% no mês
de abril deste ano. Os índices são 0,79% e 1,49% superiores
ao do último ano.
De acordo com a consultoria, os resultados podem estar ligados, uma
vez que os usuários que aderem ao Windows 7, ou mesmo ao Vista,
passam a ter rapidamente diversos navegadores. Além disso, as iniciativas
da União Europeia para combater o monopólio da Microsoft,
entre as quais está a mudança nos pacotes Windows que passam
a oferecer mais opções de navegadores, devem contribuir para
a tendência de perda de mercado do browser da Microsoft.
(Executivos Financeiros)
05.05 - Uso de computadores em pequenas empresas chega a 97% em 2009
O uso de computadores nas empresas brasileiras com dez funcionários
ou mais ficou estável em relação à edição
passada da pesquisa, no patamar de 97%. Nas empresas com 50 funcionários
ou mais, o índice atingiu de 100%, assim como em 2008. Os dados
são da 5ª Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação
e da Comunicação no Brasil – TIC Empresas.
Entre os destaques do estudo de 2009 está o crescente percentual
de empresas que oferecem acesso remoto ao seu sistema de computadores para
os funcionários trabalharem fora da sua dependência: a proporção
atingiu 25% das empresas com computador, crescendo 10 p.p. (pontos percentuais)
em relação a 2006.
A pesquisa de 2009 também indicou que 50% das empresas declararam
que algumas funções que exigem especialistas de TI ou no
uso de computador foram desempenhadas por fornecedores externos, um aumento
de 11 p.p. nos últimos quatro anos.
“Esses números confirmam a tendência crescente à
terceirização dos serviços de TI por parte das empresas
brasileiras”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br (Centro de
Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).
(Daniela Rocha - Executivos Financeiros)
05.05 - Receitas com serviços de TI apresentaram queda de 5,3%
em 2009
A receita global com serviços de TI registrou queda de 5,3%
em 2009, totalizando US$ 763 bilhões. Dados do Gartner apontaram
que em 2008 a receita total foi de US$ 805 bilhões.
Para Kathryn Hale, vice-presidente de pesquisa do Gartner, o ano de
2009 foi “um ano como nenhum outro” para os prestadores de serviços
de TI. "As prioridades mudaram e seus negócios tiveram como foco
as vendas ou a aquisição de receitas, com estratégias
para manter os níveis de renda, os custos e gerenciar a lucratividade”,
explica.
Com declínio nas receitas dos cinco maiores provedores de TI
em 2009, a HP e a Accenture registraram as maiores quedas, 10,4% e 11,8%,
respectivamente.
As incertezas econômicas e a crise nas indústrias têm
impactado negativamente no mercado de consultoria em todo o mundo. Apesar
disso, os prestadores de serviços com foco em resultados de consultoria
com relações comerciais obtinham bons resultados de crescimento
superiores as médias do mercado.
Os fornecedores que tinham uma gama diversificada de serviços
eram considerados mais atraentes pelos clientes, fazendo com que aproveitassem
a recuperação da economia com projetos inovadores e focados
no crescimento. "2010 será um ano de reajuste focalizado para os
provedores de serviços. Os resultados de 2009 deixam a indústria
rentável e relativamente ágil. Mas os investidores esperam
ver o crescimento das receitas dentro das expectativas, enquanto as margens
de manutenção serão mais difíceis do que as
metas de 2009, ano em que as expectativas eram modestas”, conclui a executiva.
(Executivos Financeiros)
04.05 - ''Estatal de banda larga não resolve''
A Telefônica enfrentou problemas sérios no ano passado
com o Speedy, seu serviço de banda larga, que chegou a ter as vendas
suspensas pela Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel). Num momento em que a empresa corre para recuperar o espaço
perdido, o governo discute a adoção de um Plano Nacional
de Banda Larga, que prevê a criação de uma estatal.
O presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente,
conversou sobre internet rápida na sexta-feira com o Estado. A seguir,
trechos da entrevista:
Na sua visão, qual deve ser o papel das operadoras privadas
no plano de banda larga?
O plano de banda larga é um plano de políticas públicas,
e necessariamente tem de ser um plano de governo. Ele será tão
mais sólido quanto mais informação de operação
o governo tiver. As operadoras têm dados mais detalhados sobre operação
de redes e oferta de serviços. Não tenho dúvida de
que a implementação do plano será tão mais
efetiva quanto maior for a participação das empresas privadas.
Não há nenhuma dúvida de que um programa com participação
muito ativa das empresas privadas será mais rápido, mais
barato e mais efetivo. Mas é importante que as políticas
públicas que permitam acelerar o processo sejam estabelecidas.
Qual é a sua opinião sobre a volta da Telebrás?
A iniciativa privada no Brasil deu uma mostra muito significativa de
efetividade. Hoje, existem 234 milhões de clientes em todos os serviços.
O mais importante é que tudo isso aconteceu sem que o Estado tivesse
de colocar um centavo. Depois de R$ 182 bilhões de investimentos,
se olharmos a participação do Estado, ela foi nenhuma. Pelo
contrário, tivemos ao longo dos anos a arrecadação
do Estado sendo beneficiada pelo crescimento do setor de telecomunicações.
Nesse contexto, acho que uma empresa pública vai adicionar relativamente
pouco. Agora, o governo é soberano para tomar as decisões
que achar ou não adequadas. Se uma empresa pública tiver
as mesmas condições que as outras, será somente uma
empresa a mais.
E quanto ao uso das redes ópticas do governo?
Acho que isso é outra coisa. Se existe alguma infraestrutura,
seja pública ou privada, que possa ser colocada à disposição
da sociedade, é inteligente e oportuno que seja colocada. Não
tem sentido não utilizar uma infraestrutura que o País tem.
Aí existem as operadoras que podem fazer uso dessa infraestrutura,
e só não fazem porque não está disponível.
É uma questão de outra ordem.
O que o senhor achou de a Oi ir à Brasília e dizer que
é o instrumento de universalização da banda larga?
Eu não costumo fazer comentário sobre comentários
dos outros. Não vou nem comentar isso. É inegável
que existem regiões do País que são muito difíceis.
Acho que temos de pensar que há uma série de dificuldades
em municípios da área da Oi, e qualquer coisa que seja feito
para essas pessoas, ainda que por meio da Oi, é justificada. Mas
sem nenhum tipo de privilégio. O objetivo não é favorecer
a empresa, é favorecer as pessoas que estão nessas regiões.
Como está a cobertura de banda larga em São Paulo?
No dia 31 de março, chegamos à última municipalidade
do Estado de São Paulo. São 622. Tínhamos chegado
a 591 em 31 de dezembro de 2009. Chegamos à última dentro
daquele programa estabelecido com o governo federal de troca de obrigações
de postos de serviços de telecomunicações pela extensão
do backhaul (segmento da rede óptica que chega às cidades).
Não só concluímos o backhaul, como começamos
a ofertar serviços ao usuário final.
Foi uma antecipação?
Foi. O compromisso original que tínhamos firmado era 31 de dezembro
de 2010. Tínhamos colocado um prazo interno de 31 de junho e, na
realidade, antecipamos para 31 de março. Acho isso ótimo,
ainda que seja só uma parte do problema. Temos agora de chegar ao
usuário. Mas essa venda já está sendo feita.
O que é mais urgente para aumentar o acesso em São Paulo?
São Paulo tem uma situação diferenciada na federação.
A densidade de banda larga, que não é fruto só do
trabalho da Telefônica, mas também de outras operadoras, está
no nível de países da Europa Meridional. O que precisamos
é tentar incluir cada vez mais pessoas da base da pirâmide,
que são muito sensíveis a preço. A carga tributária
é muito elevada.
Também existem problemas do lado da oferta?
Sim. Um exemplo que eu sempre dou é que São Paulo tem
622 municípios na nossa área e mais 23 na área da
CTBC. Temos somente 70 municípios com rede de TV a cabo. A Telefônica
tem algumas frequências que não podem ser usadas mesmo que
exista tecnologia. Até numa cidade como São Paulo existem
dificuldades de se chegar às regiões mais periféricas.
O governo pode usar os mecanismos que existem hoje, como a venda de licenças
e a oferta de frequências, para que a dinâmica do mercado se
dê.
Como está o programa estadual de banda larga popular?
Em Cidade Tiradentes, a gente está começando a oferecer
as 3 mil primeiras ligações de banda larga popular, a R$
29,80. Já começamos a vender. Para o fim do ano, estamos
trabalhando para ter um número de 60 mil a 100 mil conectados.
Os resultados de 2009 foram prejudicados pelos problemas do Speedy.
E este ano?
Todas as mudanças que promovemos no ano passado estão
frutificando. Como houve redução da base por causa dos problemas,
a gente está recuperando. Neste ano, a Telesp (operação
fixa) vai ter um desempenho condizente com a sua história.
(Renato Cruz e Melina Costa - O Estado de S.Paulo)
03.05 - Banda Larga: Para Sky, só a competição
reduzirá preço
Acossada pela expansão das companhias telefônicas no mercado
de TV por assinatura, a Sky cobra da Anatel (Agência Nacional de
Telecomunicações) autorização para oferecer
banda larga sem fio.
O presidente da empresa, Luiz Eduardo Baptista, disse à Folha
que assume compromisso público de oferecer banda larga por preço
20% menor do que o praticado no mercado.
O executivo criticou a demora da Anatel em homologar os equipamentos
que permitiriam a oferta de banda larga na faixa de frequência de
2,5 gigahertz. Essas frequências estão reservadas ao serviço
de TV paga com transmissão por micro-ondas, conhecido por MMDS.
Há dois anos, a Sky comprou 12 operações de MMDS
-seis em capitais- visando usar as frequências para oferecer acesso
móvel à internet. Segundo Baptista, a demora da Anatel teria
razões políticas.
A agência não autorizou, até o momento, o uso da
tecnologia Wimax, que, segundo ele, viabilizaria a entrada de competidores
na oferta de banda larga com o aproveitamento da frequência de 2,5
Ghz.
A Anatel respondeu às críticas ontem. Em nota, disse
que as outorgas de MMDS da Sky só lhe permitem oferecer TV paga
e que outros serviços exigem diferentes outorgas. Afirmou agir por
critérios técnicos e que está preparando nova regulamentação
em razão da convergências das tecnologias. (ELVIRA LOBATO
- Folha de S.Paulo)
03.05 - Brasil será o 3º maior mercado de PCs no mundo,
diz presidente da Microsoft
Steve Ballmer escolheu o Brasil para apresentar o novo Messenger.
Mercado de PCs do país irá ultrapassar Alemanha, Japão
e Reino Unido.
Com importância crescente como consumidor voraz no mercado mundial
de computadores, o Brasil foi escolhido pela Microsoft para a apresentação
mundial da nova versão do serviço de mensagens instantâneas,
o “Messenger”. E não foi uma escolha à toa, foi estratégica.
Steve Ballmer, presidente do conselho da companhia, que assumiu o comando
após aposentadoria do Bill Gates, falou com exclusividade à
Globo que o Brasil vai se tornar o terceiro maior mercado de PCs no mundo.
É nas palestras que o estilo do presidente da Microsoft fica
mais evidente. O entusiasmo de Steve Ballmer é o sistema operacional
mais antigo da empresa, peça fundamental da líder mundial
em tecnologia.
Ballmer foi o 24º funcionário contratado diretamente por
Bill Gates. Dirigiu praticamente todos os departamentos. Traça as
estratégias. Motiva os funcionários. Viaja pelo mundo atrás
de oportunidades.
“Cada líder tem seu estilo. Eu sou energético, entusiasta.
Acho que estamos fazendo um trabalho fantástico. Somos a maior empresa
no ramo da tecnologia da informação. Temos o maior número
de usuários de tecnologia da informação. O segredo
é oferecer produtos interessantes em mais formatos com um preço
mais baixo que o concorrente. É essa a razão pela qual temos
20 vezes mais usuários do que a Apple tem para o Mac”, ensina.
Mercado brasileiro é promissor
Ballmer vê no Brasil uma grande oportunidade. Ele não
tem dúvida que o país vai até superar outros países
atualmente mais desenvolvidos em tecnologia. Para ele, o mercado de PCs
no país do futebol é promissor.
“O Brasil é hoje o quinto ou o sexto mercado de computadores
pessoais. Acreditamos que em três anos o Brasil será o número
três. Estou convencido disso. Estados Unidos e China continuarão
maiores, mas acho que o Brasil vai passar o Japão, a Alemanha e
o Reino Unido. A economia está se desenvolvendo rapidamente, e os
PCs estão ficando cada vez mais acessíveis. O Brasil é,
na verdade, um dos mercados mais quentes quando falamos do uso de tecnologia
online para socialização. O número de usuários
do Messenger no Brasil é maior do que em qualquer outro país”,
afirmou. (Portal G1)
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