28.11 - Sistemas unificados para call centers
Primeiro de dezembro é o prazo final para que todas as empresas
prestadoras de serviços de atendimento ao consumidor (SAC) estejam
adequadas à nova regulamentação, lei Nº 6523,
sancionada pelo governo federal no final de julho, englobando uma série
de requisitos que levam a adaptações nos sistemas e processos
tecnológicos que, se eram já eram motivo de preocupação
para as empresas por não estarem incluídas no budget, com
a crise se tornaram um problema sério.
Alessandro Damasio, gerente geral da Aspect no Brasil, acredita que
o primeiro impulso das empresas pode até ser crescer a central de
atendimento, com a contratação de mais pessoas, mas que a
implantação de um sistema de comunicação unificada,
integrando diversos canais de comunicação com os clientes
(email, chat, telefone etc), junto com sistemas de workforce management,
otimizando o atendimento, são tendências muito fortes neste
setor.
"O decreto foi assinado quase em agosto, quando pelo menos 50% das
empresas estavam no meio do seu ano fiscal, e elas tiveram então
quatro meses para resolver tudo sem budget. Por isso nós decidimos
oferecer as soluções de comunicação unificadas
como um serviço, o que reduz muito o custo, com todos os equipamentos
e recursos alocados no cliente", diz Damasio.
"Nossos pacotes de soluções englobam duas linhas de negócios.
A primeira é o sistema de comunicação unificada, que
une todos os atributos e funcionalidades em um único equipamento.
Não existem 15 contratos de manutenção para gerenciar,
por exemplo. E como é único, é muito mais fácil
colocar em operação ou mudar uma estratégia. Quando
se muda uma regra de negócio, ela é replicada para todos
os canais, tudo com transparência e relatórios gerenciais".
"E a segunda linha é a de gestão de pessoas, com os sistemas
de workforce management", diz Damasio, "que podem prever volumes de chamadas
e determinar turnos de operação exato de pessoas, evitando,
ao mesmo tempo, desperdícios e baixa performance, sem necessariamente
ter que contratar mais pessoal para atender aos níveis de serviços
propostos pela nova lei".
Volume. Para se ter uma idéia da complexidade que envolve o
setor de call center, uma pesquisa feita pela Aspect aponta que, por dia,
são realizadas cerca de 926 milhões de ligações
para contact centers em todo o mundo. E que dessas, cerca de 95 mil, ou
10,3%, precisam de auxílio de um especialista para solucionar o
problema ou acabar com as dúvidas. Em tempo, isso significa 238
milhões de minutos por dia gastos pelo pessoal de atendimento pedindo
ajuda ou transferindo chamadas.
E a versão 6.6 da solução Aspect Unified IP, através
de uma parceria com a Microsoft, incluirá, além de outros
recursos, a capacidade "pergunte ao especialista", que usa mensagem instantânea
e tecnologia de presença do Microsoft Office Communications Server
2007.
Este recurso permite solicitar especificamente informações
de presença em tempo real sobre especialistas localizados em qualquer
lugar da empresa ou fora dela, o que melhora as interações
com o cliente e aumenta o índice de resolução na primeira
chamada.
"O lançamento mundial será no próximo dia 12,
com upgrade gratuito para os usuários da solução,
de modo a proteger o investimento. Esta solução não
foi pensada exatamente para atender a nova lei brasileira, mas é
ideal. Ter um especialista sempre disponível, onde quer que ele
esteja, por um custo bem abaixo do que ter esta pessoa na empresa, é
muito interessante", diz Damasio.
Ele ressalta que "sabemos como é difícil gerenciar o
poder da informação, treinar atendentes para tirar dúvidas
muito específicas. Com isso, a empresa precisa prever um canal de
comunicação para atender estas ligações. A
lei manda que se um cliente ligar e perguntar, por exemplo, o índice
protéico da alface roxa em comparação à americana,
o atendente pode até dizer que não sabe, mas o cliente pode
exigir esta informação, que deve ser dada no prazo de cinco
dias. Com o recurso "pergunte ao especialista", a ligação
pode ser resolvida no que se chama de first call resolution, evitando gastos
com ligações posteriores, que será pagas pelo operador.
Além, claro, da satisfação do cliente".
"Por mais de 35 anos, a Aspect tem ajudado empresas de todo o mundo
no atendimento às leis municipais, estaduais e federais", diz Damasio.
"O prazo tão curto para atender à regulamentação
estabelecida pela lei do SAC brasileira significa que é crucial
para as empresas trabalharem com especialistas que conhecem as implicações
de cada regulamentação, e que sejam capazes de oferecer orientação
sobre soluções e serviços necessários para
o atendimento".
Agora, é esperar por dezembro, e ver como as empresas se prepararam
para atender a nova lei. "Quem não se mexeu para resolver as questões
técnicas, como gravação das ligações,
mudanças no primeiro atendimento e outros requisitos, com certeza
vai partir para a briga contra as multas. Mas acredito que, de início,
será uma época de ajuste por parte dos dois lados, governo
e call centers. Mas não temos como prever como será este
ajuste", diz Damasio. (PAULA CABRAL DE MENEZES - Jornal do
Commercio do Brasil)
28.11 - Setor de TI sofrerá com crise financeira, afirma IDC
Diante da crise financeira mundial, a IDC reviu os números de
investimentos globais em TI para 2009 que haviam sido anunciados em agosto.
As novas projeções mostram que, para o próximo ano,
o crescimento dos gastos com TI em nível mundial deve ser de 2.6%.
Nos Estados Unidos, a projeção é de 0.9% (ante uma
previsão de 4,2%) e na América Latina, de 7,8%.
De acordo com as expectativas de crescimento econômico pós-crise,
apresentada pelo FMI em seu relatório de 6 de outubro, o crescimento
do PIB para a América Latina seria de 3,2% para 2009. Conseqüentemente,
a IDC reduziu suas expectativas de crescimento das despesas com TI na AL
de 13,7% antes da crise para 7,8% no âmbito do novo cenário.
Os segmentos mais afetados em 2009 na região devem ser o de
hardware de consumo, como PCs, impressoras e câmeras digitais, no
quais os investimentos são mais voláteis e dependem diretamente
dos gastos dos consumidores. A IDC havia mencionado que os gastos com este
mercado já tinham desacelerado em meados de outubro. Para 2009,
espera-se que o mercado de hardware de consumo tenha um impacto nos dois
primeiros trimestres, voltando ganhar fôlego no segundo semestre.
A IDC acredita que os mercados de software e serviços serão
os menos afetados, de modo geral, com a crise. A previsão é
que o mercado de software na América Latina cresça 9% no
próximo ano e o de serviços, 8,6%. Segundo a IDC, o segmento
de enterprise manterá os contratos de manutenção de
software e, no mercado de serviços, também serão mantidos
os projetos em curso de outsourcing, gerenciamento de operações
e integração de sistemas.
Essas estimativas demandaram um esforço global da IDC para retificar
o cenário de crescimento, que abrangeu pesquisa entre empresas e
consumidores na região, bem como o trabalho de seus mais de 100
analistas em sete países.
Para a pesquisa foram entrevistadas 164 empresas provenientes da Argentina,
Brasil e México. A maioria delas considerou que a crise, que começou
nos Estados Unidos, terá um efeito negativo sobre seus próprios
mercados, sendo que o México deve ser o país mais afetado
da América Latina.
Antes da crise, 37% das organizações que participaram
da pesquisa consideravam que os investimentos em TI no próximo ano
seriam mais altos do que em 2008, já para 52% os gastos permaneceriam
iguais, e apenas 12% disseram que seriam menores. A crise mudou a situação,
mas o cenário é de menos otimismo e não de total pessimismo.
De fato, o número de empresas que acredita que os investimentos
em 2009 vai superar os deste ano chega a 23%, enquanto 46% consideram que
permanecerão estáveis. Já as companhias que crêem
que os aportes no próximo ano serão inferiores a 2008 somaram
32%.
As áreas mais afetadas pelo menor crescimento serão:
- Hardware: Novo desktops, servidores e equipamentos de rede;
- Serviços: Consultoria, desenvolvimento de aplicações
sob medida e treinamento;
- Software: Aplicações específicas da indústria;
- Atividades de TI: desenvolvimento de aplicações;
Do mesmo modo, 30% das empresas consultadas acreditam que os gastos
com novos projetos devem cair, seguidos pela renovação e
aquisição de computadores pessoais. No entanto, as empresas
estão otimistas: mais de 35% considera que a crise vai terminar
no primeiro semestre de 2009, enquanto que 30% acham que isso só
vai acontecer no segundo semestre.
Finalmente, a maioria dos consumidores pesquisados no Brasil opina
que a crise financeira mundial terminará na segunda metade de 2009.
(DCI)
28.11 - As dez mil vidas de uma empresa que é
única
"A Cabeça de Steve Jobs" - Leander Kahney.
Agir. 263 págs. Bloomberg
Steve Jobs: personalidade difícil, obcecado
por detalhes, foi capaz de fazer a Apple erguer a cabeça de novo
Qual o nome do presidente da Coca-Cola? E o da
Nike? Ou quem é o chefão da Nokia? Se você ignora esses
nomes, não se desespere. Todas essas marcas estão entre as
mais populares do planeta, mas pouca gente sabe quem comanda as companhias.
Para dizer a verdade, quase ninguém se importa, contanto que os
produtos continuem chegando às prateleiras.
Mas antes de se sentir perdoado, responda: Quem
dá as cartas na Apple? Atenção, porque qualquer resposta
que não seja a correta - Steve Jobs - pode colocá-lo em maus
lençóis. Dos "nerds" que povoam o Vale do Silício,
na Califórnia, aos corretores que trafegam por Wall Street, todos
sabem quem é Jobs. Só para constar, seus amigos descolados
também sabem.
Por quê? Uma frase do livro "A Cabeça
de Steve Jobs" explica a razão. "A Apple é Steve Jobs com
dez mil vidas", diz, em dado momento, Guy Kawazaki, o ex-evangelista-chefe
da Apple. Seja lá o que isso signifique, é uma definição
perfeita do grau de identificação ímpar entre um criador
e sua criatura.
A figura de Bill Gates é indissociável
da Microsoft, assim como a Michael Dell o é da empresa que leva
seu sobrenome. Mas Gates aposentou-se este ano e Dell passou um bom tempo
longe da companhia. Com Jobs, esse afastamento hoje assumiria um tom catastrófico.
A prova é que os recentes comentários de que seu câncer
voltou derrubaram as ações da companhia.
O livro detecta o dedo de Jobs em todos os movimentos
importantes da Apple. Quando os computadores eram de um bege sem graça,
foi ele quem trouxe à luz o iMac - arredondado e com cores de frutas.
E quando parecia que era esse o futuro, ele substituiu a estética
Carmem Miranda pelo branco total, expresso em produtos que vão dos
primeiros iPod até os portáteis MacBook atuais.
A Apple não inventou os tocadores de MP3,
mas foi Jobs quem tornou esses produtos fáceis o suficiente para
o consumidor ao reinventar a roda e colocá-la no centro do iPod
original. Foi a forma encontrada para facilitar o acesso às funções
principais do aparelho. Então, quando as rodinhas começaram
a pipocar em clones de todos os tipos, ele as tirou de cena e voltou a
causar perplexidade: lançou o iPod Touch - e, mais tarde, o iPhone
- baseado em uma tela sensível ao toque. É para onde todos
estão indo agora. Qual será a próxima surpresa da
Apple?
Escrito pelo jornalista americano Leander Kahney,
editor da Wired.com - versão eletrônica da revista "Wired",
uma espécie de bíblia do mundo digital -, o livro refaz a
trajetória de Jobs em detalhes. Conta como seus pais biológicos,
que eram universitários não-casados, deu-o para adoção
a um casal de operários, sob a condição de que ele
fosse enviado à universidade quando chegasse a hora. Jobs foi para
a faculdade, mas não ficou. Sem tostão, chegou a reciclar
garrafas de Coca-Cola, dormir em colchão na casa de amigos e comer
de graça em um templo Hare Krishna em San Francisco.
Depois de uma viagem à Índia, uniu-se
ao amigo Steve Wozniak, um mago da eletrônica, e juntos criaram a
Apple, em 1976. Wozniak, então com 26 anos de idade, vendeu sua
calculadora para entrar no negócio. Jobs, com 21, se desfez de uma
perua Kombi.
Mas se a fundação da Apple daria
um filme sobre superação pessoal, o retorno de Jobs à
companhia - depois de sair dela à força e ficar afastado
durante 11 anos, entre 1985 e 1996 -, sugere uma trama ainda mais retumbante.
Quando Jobs voltou à empresa, a Apple andava tão mal que
estava próxima de baixar as portas. Para o empresário, não
foi uma década perdida. Nesse período ele criou a Pixar,
o estúdio de animação que seria comprado pela Disney
por US$ 7,4 bilhões - e a NeXT, uma empresa de computadores que
não deu muito certo, mas criou um sistema operacional que serviu
como semente de renovação para o velho sistema Mac OS, quando
Jobs retomou as rédeas na Apple.
Em praticamente dez anos, Jobs transformou a
companhia em um negócio lucrativo, além de um símbolo
de inovação e elegância. O que Jobs fez que os outros
não fizeram? Em vários episódios, Kahney narra como
a personalidade difícil de Jobs - que já chamou sua equipe
de engenharia de idiota, entre outros exemplos de humilhação
-, instalou um clima de terror na Apple, mas conseguiu conquistar a confiança
da equipe a ponto de dar uma virada.
Obcecado pelos detalhes, Jobs preocupa-se com
tudo, da embalagem dos produtos até as bem orquestradas campanhas
de marketing, mas sabe cercar-se de especialistas em cada assunto, como
Jonathan Ive, o cérebro por trás do festejado design da Apple.
Como diz outra frase do livro, "Jobs não criou nada, mas criou tudo
na Apple".
O que prevalece é sua visão: a
de construir um "hub" digital, pelo qual a Apple faz parcerias quando necessário,
mas reserva a si o papel central na oferta de tecnologia, o que inclui
aparelhos, software e serviços. Todo mundo que tem um iPod é
parte disso, conheça ou não Jobs. (João
Luiz Rosa - Valor Online)
28.11 - Microsoft dará acesso gratuito
a programas para estudantes
A Microsoft acertou parceria com o Centro de
Integração Empresa-Escola (CIEE) para a criação
de programa que permitirá o acesso gratuito para estudantes a diversos
de seus softwares, na maior iniciativa da empresa de doação
de licenças para capacitação no País.
Chamado DreamSpark, a iniciativa educacional
da empresa chega ao Brasil, depois de ser implementada em 120 países
do mundo, e ter sido anunciada há um ano pelo próprio Bill
Gates, co-fundador da maior empresa de software do mundo.
Os cerca de 1,5 milhão de jovens cadastrados
no CIEE, organização não-governamental que busca inserir
estudantes brasileiros no mercado de trabalho, terão direito ao
benefício. Os não inscritos também podem fazer o cadastro
por meio do web site da entidade.
Segundo o gerente acadêmico da Microsoft
Brasil, Amintas Lopes Neto, o projeto-piloto empreendido para o programa
atraiu cerca de 10% dos estudantes contactados, e essa pode ser uma estimativa
do nível de interesse que o DreamSpark pode despertar, ainda que
seja difícil precisar projeções.
O teste foi realizado junto à base de
inscritos no CIEE, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba,
em São Paulo.
Durante esse período, 3,5 mil cópias
foram baixadas, o que colocou o Brasil entre os 15 países com o
maior número usuários do programa.
O DreamSpark permite o acesso a diversos programas
da Microsoft para desenvolvimento, de software, banco de dados a até
jogos para videogames.
Segundo dados da empresa de pesquisas IDC, 495
mil brasileiros trabalham com os produtos da Microsoft voltados para profissionais
de tecnologia da informação. Esse número corresponde
a 45% das pessoas que atuam no setor no Brasil, e compõem um ecossistema
de 18 mil empresas.
A nova iniciativa ajuda a gigante de software
a manter a popularidade de suas ferramentas, familiarizando mais jovens
com seus programas, o que pode consistir em vantagem frente a competidores
do mercado de ferramentas de desenvolvimento de software.
Portal de treinamento
O estudante terá licença de uso
do Microsoft DreamSpark por 12 meses. "Depois de vencido, haverá
uma renovação quase que automática, checando se o
aluno continua cadastrado no CIEE", afirma. "Mas é importante ressaltar
que a cópia (do software) será do estudante."
Um interessado em adquirir o pacote, incluindo
todos os programas do DreamSpark, teria de desembolsar cerca de US$ 2,4
mil no varejo.
Simultaneamente, a Microsoft também lança
um portal educacional (www.technetbrasil.com.br/Experience/dreamSpark),
que ajudará na formação dos estudantes em suas tecnologias.
Por meio de vídeos produzidos no Brasil, e em português, o
usuário pode complementar seu conhecimento nas tecnologias. "Percebemos
que o vídeo é a melhor forma de captar a atenção
em treinamento à distância", afirma o executivo.
(Gazeta Mercantil - Carlos Eduardo Valim)
27.11 - Multa recorde por spam
Um juiz federal dos EUA ordenou a um homem que pague ao Facebook uma
indenização recorde de US$ 873 milhões por utilizar
o serviço de redes sociais para enviar e-mails não solicitados
(spam). O Facebook informou que não acredita na possibilidade de
receber o valor total da multa, mas espera que a decisão ajude a
dissuadir outros potenciais infratores. A empresa planeja confiscar os
bens de Adam Guerbuez, considerado culpado e multado pelo juiz Jeremy Fogel,
da justiça federal na Califórnia. O Facebook, que tem mais
de 120 milhões de membros, processou Guerbuez nos termos da lei
de controle de pornografia e de e-mails comerciais não solicitados.
O juiz Fogel considerou que Guerbuez havia violado a lei ao enviar e-mails
com temas sexuais e ofertas não solicitadas de medicamentos a membros
do Facebook. A multa é a maior já imposta desde a aprovação
da lei americana de combate a spam, em 2003. As informações
são da Reuters. (Valor Online)
27.11 - Crise econômica chega ao Vale do Silício
Na manhã do dia 14 de novembro, Jing Hua Wu, engenheiro de testes
de 47 anos, era mais um trabalhador a perder o emprego em uma empresa em
Santa Clara, cidade ao sul de San Francisco onde muitas empresas de tecnologia
estão instaladas.
Às três da tarde do mesmo dia, Hua Wu voltou ao ex-local
de trabalho e convocou uma reunião com três de seus superiores
para discutir o seu futuro. Menos de uma hora depois, ele executou a tiros
à queima-roupa, com uma pistola 9 mm, os dois homens e a mulher
que participavam da reunião.
Com os sinais de que a crise econômica mundial já afeta
as empresas do Vale do Silício, os assassinatos revelam a tensão
pela qual a região tem passado nas últimas semanas.
O crime ocorreu no mesmo dia em que a Sun Microsystems, fabricante
de computadores que tem como grandes clientes empresas em Wall Street,
anunciou que vai eliminar entre 5.000 e 6.000 empregos no próximo
ano. Alguns dias antes, duas empresas de chips haviam anunciado demissões
que afetarão entre 330 e 1.800 trabalhadores.
Yahoo! e eBay revelaram planos de demissão em massa que devem
afetar 10% de seus trabalhadores. Já a HP anunciou, em setembro,
que deve demitir 24.600 pessoas em todo o mundo nos próximos três
anos.
"As pessoas estão começando a pensar em como vão
arcar com as despesas do Natal, como vão pagar as parcelas do financiamento
de suas casas ano que vem", diz Lou McKellar, 47, ex-funcionário
de uma empresa de semicondutores que está oficialmente desempregado
há três meses, após 12 anos de casa. Ele atuava em
um segmento que deve sofrer bastante, segundo indicam alguns números.
Números e esperança
No dia 12, a Intel anunciou que suas vendas podem cair 19% no último
trimestre do ano. A Applied Material, uma das empresas de chips com planos
de demissão em massa, revelou queda de 45% nos lucros no quarto
trimestre do ano. A AMD anunciou um plano para demitir 500 funcionários.
A Cisco Systems, grande produtora de roteadores, projeta quedas de 10%
em suas vendas.
A queda também é esperada nas compras feitas pelo consumidor
comum. Dados preliminares de agências de pesquisa de mercado apontam
recuo nas vendas de PCs no último trimestre deste ano e no início
de 2009. E as vendas do comércio on-line dos EUA também devem
ser menores.
Apesar das evidências, as empresas tentam acalmar clientes, trabalhadores
e investidores. No último dia 17, Shantanu Narayen, diretor-executivo
da Adobe, disse ao jornal "San Francisco Chronicle" que sua empresa está
"forte", apesar da recessão.
De fato, até mesmo a SiPort, empresa onde ocorreram os assassinatos,
foi rápida em declarar que não tem planos para realizar demissões
em massa e que o atirador havia perdido o emprego devido ao seu fraco desempenho
no trabalho. (BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)
27.11 - Vendas on-line também são atingidas nos Estados
Unidos
O comércio on-line já sente a queda no consumo provocada
pela crise econômica. As vendas praticamente não cresceram
em outubro nos EUA.
Segundo estudo da ComScore, o aumento das vendas on-line naquele mês
foi de apenas 1% em relação ao mesmo período em 2007.
Esse é "o mais baixo crescimento já registrado de um ano
para o outro", informou a empresa.
E as perspectivas para o próximo ano não são animadoras
para a indústria de computadores, segundo a empresa de pesquisas
iSuppli.
Ela prevê que as vendas de computadores cresçam 4,3% em
2009 -antes, a previsão era de 11,9%. A empresa também reduziu
a expectativa de desempenho do setor em 2010, para um crescimento de 7,1%,
ante estimativa inicial de 9,4%.
"O resultado da turbulência financeira é menos dinheiro
a ser gasto", afirma o analista Matthew Wilkins, da iSuppli. "Com menos
dinheiro, mercados como os de microcomputadores são impactados."
A iSuppli afirma que as vendas de micros de mesa devem cair 5% no ano
que vem, enquanto a comercialização de notebooks deve crescer
15%, alavancada principalmente pela linha de ultraportáteis.
(Folha de S.Paulo)
26.11 - Previdência: Acesso mais seguro
Quem precisar acessar o site do Ministério
da Previdência Social (www.previdencia.gov.br) para obter informações
- como extratos de pagamento mensal e o documento para o imposto de renda
- terá garantida a segurança de seus dados. A partir de agora,
aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS precisarão
inserir também seu nome e o número do CPF, além do
número do benefício ou requerimento e data de nascimento.
No mínimo três destes dados devem estar corretos para que
a informação apareça para o usuário.
Desde 21 de novembro, ao solicitar o agendamento
dos serviços disponíveis no Sistema de Agendamento Eletrônico
(SAE), será obrigatória a digitação do nome,
data de nascimento, Número de Identificação do Trabalhador
(NIT) e do Número de Benefício (NB), requerimento ou protocolo,
dependendo do serviço desejado.
Essa modificação está valendo
para todos os serviços na internet que requerem sigilo de informação
que somente interessa ao usuário e à Previdência Social.
Com a mudança, não será mais exibida na tela a data
de nascimento do beneficiário nos acessos ao site.
Essa é a primeira medida após o
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em outubro, entre o Ministério,
INSS e o Ministério Público Federal para garantir acesso
seguro às informações sobre benefícios e proteger
dados pessoais dos segurados. A próxima modificação,
que aumentará ainda mais a segurança do usuário, será
adotada no próximo ano. A partir de então, para realizar
qualquer consulta no site, o segurado também terá que ter
uma senha cadastrada, que poderá ser solicitada por meio da Central
135. (Todo Dia)
26.11 - Novos computadores buscam reproduzir funções do
cérebro
Quando Lloyd Watts era adolescente na cidade de Kingston, em Ontário,
no Canadá, na década de 70, ele tinha o dom de ouvir músicas
de Billy Joel e Elton John e depois tocá-las de ouvido no piano
da família. Mas ele imaginava: não seria fantástico
ter uma máquina que pudesse "ouvir" as músicas e transcrevê-las
imediatamente em notação musical? Watts não chegou
a construir a engenhoca, mas seus esforços de décadas para
desenvolver uma máquina do tipo finalmente resultaram em uma das
primeiras tecnologias comerciais baseadas na biologia do cérebro.
Microchips projetados pela Audience, a companhia fundada por Watts
no Vale do Silício, na Califórnia, estão agora sendo
usados por fabricantes de telefones celulares da Ásia para melhorar
dramaticamente a qualidade das conversas em lugares barulhentos.
Um caminhão que passar ao lado de alguém que estiver
usando um aparelho com a tecnologia não será ouvido do outro
lado da linha. O chip usa como modelo as funções do ouvido
interno e parte do córtex cerebral. "Nós fizemos um trabalho
de engenharia invertida dessa parte do cérebro", explica Watts.
O neurocientista, de 47 anos de idade, está na vanguarda do
que alguns acreditam que será uma mudança fundamental na
maneira como certos tipos de computadores são projetados.
Os equipamentos de hoje são basicamente ábacos muito
rápidos. Eles são bons em matemática, mas não
conseguem processar informações complexas em tempo real,
como os humanos fazem. Agora, graças aos avanços na nossa
compreensão da biologia, cientistas acreditam que podem moldar uma
nova geração de computadores tendo como base a maneira como
o cérebro funciona - as interações químicas
microscópicas e impulsos elétricos que transformam sensações
em conhecimento e conhecimento em decisões e ações.
Trata-se de um avanço em relação às idéias
antigas sobre inteligência artificial, e um punhado de companhias
estão com iniciativas nesse sentido, entre elas a gigante IBM e
a Numenta, uma companhia iniciante do Vale do Silício.
Cientistas alertam que as mudanças não virão rapidamente.
"O sistema nervoso é muito sofisticado, mas eu elogio o que eles
estão fazendo. Em algum momento teremos algo", diz Carver Mead,
pioneiro da área de microeletrônica e professor emérito
do California Institute of Technology.
Num dos esforços mais ambiciosos nesse caminho, a IBM havia
agendado para a semana passada o anúncio de uma concessão
de US$ 4,9 milhões da Agência de Projetos de Pesquisas Avançadas
de Defesa, do Pentágono, para pesquisar a criação
de computadores inteligentes.
O dinheiro deve bancar a primeira fase de um esforço de vários
anos para a criação de sistemas de computador capazes de
simular as atividades do cérebro e ao mesmo tempo rivalizar com
o tamanho compacto deste.
O governo americano diz que vai usar os resultados para projetar sistemas
de monitoramento de campos de batalha, que detectarão ameaças
às tropas, servindo de alerta.
Dharmandra Modha, gerente de computação cognitiva do
Centro de Pesquisas de Almaden da IBM em San Jose, na Califórnia,
prevê uma grande variedade de aplicações, de monitoramento
de segurança à detecção de mudanças
climáticas preocupantes ou previsão de tempestades perigosas.
"Estamos criando um planeta coberto de sensores", diz Modha. "Precisamos
de um dispositivo parecido com o cérebro para agregar, integrar
e dar sentido a todas essas informações - e responder quando
for apropriado."
O cérebro por trás da Numenta, Jeff Hawkins, tem um longo
histórico de invenções, incluindo o primeiro computador
de mão bem-sucedido, o PalmPilot, e o primeiro telefone inteligente
a fazer sucesso, o Handspring Treo. Mas há mais de duas décadas
sua verdadeira paixão tem sido descobrir como o córtex cerebral
funciona e aplicar esse conhecimento aos computadores.
Hawkins espera produzir um conjunto de ferramentas de software destinado
a programadores no ano que vem, que permitirá a eles imitar a maneira
como os seres humanos processam as imagens.
A utilização dessa tecnologia poderá incluir diagnósticos
por imagens, monitoramento de segurança e pesquisa na internet.
"Estamos lançando as bases da segunda onda da computação",
diz Hawkins. (Steve Hamm, BusinessWeek, tradução de Mário
Zamarian - Valor Online)
25.11 - Perspectivas não são boas para PCs
A companhia de pesquisa iSuppli revisou para baixo sua estimativa de
crescimento das vendas de computadores pessoais em quase dois terços,
diante da rápida deterioração das condições
dos mercados globais que enfraquecem a demanda. Uma desaceleração
percebida a partir deste mês de novembro junto ao varejo também
fez com que a consultoria IDC reduzisse todas as suas estimativas de vendas
de PCs no Brasil e na América Latina para 2009.
A iSuppli agora espera que os embarques de PCs cresçam apenas
4,3% em 2009 ante previsão inicial de expansão de 11,9%,
informou a companhia. A empresa de dados de mercado também cortou
expectativa de desempenho do setor em 2010 para crescimento de 7,1%, ante
estimativa inicial de alta de 9,4%.
"O resultado da turbulência financeira é menos dinheiro
a ser gasto e normalmente esse dinheiro é mais caro", disse o analista
Matthew Wilkins, da iSuppli. "Com menos dinheiro a ser gasto, mercados
como os de PCs são impactados."
A iSuppli informou que vê os embarques de computadores de mesa
caindo cerca de 5% no próximo ano, enquanto o segmento de notebooks
deve crescer cerca de 15 % impulsionado pelos modelos de baixo custo, conhecidos
como netbooks.
América Latina. Segundo Eric Prothero, vice-presidente da IDC
para a América Latina, "até 15 de outubro estava tudo normal",
mas a partir de novembro o varejo começou a reportar um crescimento
menor na demanda por eletrônicos.
Enquanto em agosto deste ano a IDC projetava um aumento de 14,4% na
receita com os produtos de informática no país, agora já
espera que o salto seja de 9%.
Em relação às vendas especificamente de PCs, a
IDC reduziu a estimativa de crescimento, antes de 18%, para 10%. As vendas
de impressoras passaram pelo mesmo processo e agora a consultoria espera
que suas vendas cresçam 6,6%, ante a estimativa anterior de 14%.
Segundo Prothero, "o Brasil é como um trem em alta velocidade,
não consegue parar de um momento para outro". Por isso, projeta
que o movimento de desaceleração iniciado em novembro se
reflita nos índices de crescimento de 2009.
Ele ainda salienta que as reduções nas estimativas ainda
não são finais. "As coisas estão mudando, pode ser
que a estimativa caia ainda mais", afirmou. Uma das variáveis que
pode influenciar esses números, segundo ele, seria um aumento no
desemprego brasileiro.
Planos de compras. Como explicou o executivo, a consultoria ouviu 200
consumidores brasileiros, dos quais 45% manifestaram a intenção
de adiar seus planos de comprar computadores em pelo menos três meses.
Um terço dos pesquisados também informou que pretende
adquirir um modelo mais simples e barato do que o que tencionava fazer
antes.
"As pessoas estão preocupadas com a inflação",
afirmou Prothero, em uma teleconferência com jornalistas. Ele também
citou a alta do dólar, encarecendo os produtos (que têm altos
índices de componentes importados), e a menor oferta de crédito
entre as razões para a queda.
Segundo ele, "fevereiro vai ser o mês mais crítico" porque
em dezembro as pessoas ainda têm 13o salário e janeiro é
tradicionalmente fraco, por ser um mês em que as famílias
acumulam muitas contas.
"A partir de fevereiro, as famílias não terão
dinheiro para comprar um PC novo", disse. Na sua avaliação,
se a indústria tiver um fevereiro muito ruim, "vai ser difícil
recuperar o ano".
Informática. A consultoria IDC também revisou a expectativa
de crescimento para a América Latina. Na receita do setor de informática
como um todo, o índice esperado, que era de 13,7% de crescimento
em agosto, caiu para 7,8%.
De acordo com Prothero, "na América Latina o Brasil é
o que tem mais chance de sofrer menos".
Ele ainda ressaltou que, apesar da queda nas previsões, a América
Latina e o Brasil deverão apresentar crescimentos bem maiores que
a média global ou que os mercados maduros.
A previsão da IDC é que as vendas de itens de informática
cresçam 2,6% em receita mundialmente. Nos Estados Unidos, por exemplo,
haverá decréscimo de 1% sobre o ano anterior, enquanto na
Europa o crescimento esperado é de 1,2%. (Reuters/Jornal do
Commercio do Brasil)
25.11 - Navegação em alta velocidade
A internet não é mais a mesma. Hoje vive com intensidade
o fenômeno que recebeu o nome de web 2.0. Com ele, a rede deixou
de ser apenas um lugar onde são reproduzidas informações
dos grandes meios de comunicação e se tornou num receptáculo
do conteúdo criado por gente comum. Assim, nasceram e se multiplicaram
iniciativas como o YouTube, a Wikipedia, o Orkut e o Facebook.
Mas não foi só. Em vez de se ter de baixar ou comprar
programas para realizar tarefas no computador, com a web 2.0, aplicativos
online foram sendo criados e oferecidos de graça para os internautas,
que ganharam em mobilidade e portabilidade. Agora, não se precisa
mais de um disquete, ou mesmo de um pen drive. O esquema é criar
um arquivo num editor de textos online e abri-lo em qualquer lugar.
Cada vez mais, os programas vão trocando os diretórios
dos computadores e migrando para o que se pode chamar de "a grande nuvem",
onde funcionam em provedores e rodam nos navegadores de internet. E o Google
foi o primeiro dos grandes atores da tecnologia a ver isso. Saiu às
compras. Incorporou o editor de documentos de escritório Writerly
e criou o Google Docs; adquiriu o YouTube em vez de investir em seu canal
de vídeo; e turbinou, cada vez mais, sua rede social, o Orkut.
E, de olho na criação de um ambiente mais propício
para seus programas na web, o Google deu o pulo-do-gato. Lançou
o Chrome. O mais rápido e prático navegador do momento. Com
ele, nem parece que existe um programa entre o usuário e a internet.
Não se vê uma barra no alto da tela com o ícone do
aplicativo. São só as abas e o máximo de espaço
disponível para as páginas. Um banho na briga entre Windows
Internet Explorer e o Mozilla Firefox, que nem cogitavam rumos como os
adotados pelo novato.
Janela. "O Google enxerga o navegador como uma janela para a tecnologia.
É uma ferramenta para os usuários interagirem com sites e
aplicações que lhes interessam, e é muito importante
para nós não atrapalhar essa experiência", afirmou,
na época do lançamento, o vice-presidente mundial de gerenciamento
de produtos da empresa, Sundar Pichai. E com a novidade posta, os concorrentes
tradicionais agora correm atrás do prejuízo.
Para enfrentar o Google Chrome, a Microsoft vem preparando o Internet
Explorer 8 (IE); a Fundação Mozilla, o Firefox 3.1. E eles
já incorporaram algumas das novidades trazidas pelo iniciante.
Caso do IE, que já vem com a navegação privada
(página especial do navegador que não armazena os dados do
que se acessa por ela) e a divisão das abas em processo diferentes
(o que não deixa o problema em uma delas afetar as outras).
Já o objetivo da turma da Fundação Mozilla não
é incorporar as novas funções dos concorrentes - o
que, na maioria das vezes, já pode ser feito com os addons, complementos
desenvolvidos por terceiros. A Mozilla quer é turbinar o Firefox.
Quer o programa da raposa tão ou mais rápido quanto o Chrome.
E a versão 3.1 do navegador de código aberto foi um primeiro
passo com a perna direita. Mesmo ainda mais pesado em uso de memória
que o aplicativo do Google, dá a impressão de estar colando
na traseira do adversário.
Análise detalhada. Analisando esta nova geração
de browsers para ver qual o mais qualificado para a ágil web 2.0,
o Internet Explorer continua mais pesado, mas traz novos recursos interessantes.
O Firefox ainda muda pouco e o Chrome voa na frente dos concorrentes.
O Chrome chegou por último mas está adiante na disputa
de navegador mais rápido da internet. Mas as qualidades de um programa
como esse não se resumem à ligeireza e leveza. O Firefox,
considerado o melhor em recursos até a chegada do rival, muda pouco
da versão 3 para a 3.1, mas continua o mais completo, quando adicionado
de seus milhares de complementos possíveis (são mais de 6
mil opções).
E o Windows Internet Explorer 8, ainda líder absoluto em uso
nos computadores do mundo todo, vai deixando de ser uma ingrata opção
para se tornar uma boa surpresa. O programa da Microsoft traz bons recursos
exclusivos, como aceleradores e web slices, mas continua o mais problemático,
lento e pesadão dos três. Confira nos quadros abaixo os detalhes
de cada um dos novos navegadores que devem ajudar ainda mais o internauta
a aproveitar melhor seu tempo online. (TIAGO FALQUEIRO - Correio
Braziliense)
25.11 - Apesar da crise, empresas investem em tecnologia
Grandes companhias que atuam no Brasil, lideradas pelos bancos e operadoras
de telecomunicações, planejam manter - e em alguns casos
até ampliar - os orçamentos de tecnologia da informação
(TI) em 2009. No Bradesco, os investimentos vão ficar em torno de
R$ 2 bilhões, a mesma soma reservada para o exercício atual.
No Banco do Brasil, a perspectiva é investir R$ 1,2 bilhão
na área, acompanhando os gastos deste ano. A Claro prevê um
acréscimo de 40% no volume de recursos, cujo valor não é
revelado.
As razões desse cenário positivo, a despeito da crise
financeira, variam de empresa para empresa. O Pão de Açúcar
está atualizando seus sistemas de administração, nos
quais pretende investir R$ 150 milhões em três anos. Na Claro,
um dos principais motivos é a construção de um novo
centro de dados para sustentar o crescimento explosivo da base de usuários
da telefonia celular.
Há, no entanto, vários pontos em comum que justificam
a manutenção dos investimentos, dizem analistas. Um deles
é que muitos projetos em andamento são de longo prazo e têm
impacto direto no negócio central das companhias. Detê-los
seria colocar em risco a competitividade futura. "Não vamos parar
de investir porque podemos perder oportunidades na retomada da economia",
diz Rogério Pires, gerente geral de TI da incorporadora Cyrela.
Outro ponto, observam analistas e executivos, é que em épocas
de crise as empresas costumam reforçar a tecnologia para reduzir
custos. Os gastos imediatos aumentam, mas com a perspectiva de cortar custos
operacionais em um horizonte mais longo. "Com TI não há desperdício,
não jogamos dinheiro fora", afirma Laércio Albino Cezar,
vice-presidente do Bradesco.
O agravamento da crise levou a consultoria IDC a rever as projeções
de crescimento para o mercado de TI no Brasil em 2009. O aumento passou
de 14,4% para 9,1% sobre um movimento estimado em US$ 27 bilhões
neste ano. Na prática, isso significa US$ 1,43 bilhão a menos
nos investimentos do ano que vem.
Diante do cenário internacional, no entanto, a situação
ainda é confortável: a estimativa mundial caiu de 5,9% para
2,6%, despencando de 4,2% para 0,9% nos Estados Unidos.
(André Borges, Gustavo Brigatto e Manuela Rahal - Valor Online)
24.11 - Investimentos em TI devem crescer menos
A consultoria IDC reduziu sua projeção para os investimentos
globais em Tecnologia da Informação (TI) em 2009. Pelas novas
estimativas, as despesas com TI em âmbito mundial devem crescer 2,6%
no próximo ano, número bem menor que os 5,9% divulgados em
agosto. Nos EUA, os aportes devem ser apenas 0,9% maiores, ante uma previsão
de 4,2% anunciada antes da crise financeira. Para a América Latina,
a expectativa foi revista de 13,7% para 7,8%. (O Estado de
S.Paulo)
24.11 - Asustek desenvolve PC 'tudo em um' para concorrer com o iMac
A Asustek Computer planeja lançar um PC "tudo em um" integrado
a um monitor, em uma conferência que será realizada em Taipé,
nesta quinta-feira (19/11), informou a companhia por e-mail. O aparelho
foi desenvolvido para concorrer com o iMac da Apple.
O Eee Top, aparentemente o novo nome do produto, que a Asus chegou
a chamar de Eee Monitor, terá uma tela fina touchscreen de 15,9
polegadas, com sistema operacional Microsoft Windows XP e microprocessador
Intel Atom de 1.6GHz.
A Asustek já listou duas versões do Eee Top em seu site,
o ET1603 e o ET1602. O ET1603 é claramente projetado para ser um
dispositivo mais caro. Opera com os placas gráficas ATI HD3450 e
integra uma bateria, aparentemente para torná-lo mais fácil
de carregar. O aparelho pesa 4,4 quilos, de acordo com a Asustek.
O ET1602 não inclui uma placa gráfica especializada nem
bateria, mas mantém a maior parte das características do
outro modelo, com disco rígido de 160GB, 1GB de DRAM (dynamic RAM),
tecnologia wireless via Wi-Fi 802.11n, câmera de 1.3 megapixel, dois
auto-falantes de 4 watts e diversas opções de portas, incluindo
USB e três de áudio.
O preço e a disponibilidade não foram anunciados, mas
a fabricante dos dispositivos sugere que serão oferecidos a um preço
baixo. Em uma entrevista no início deste ano, Jerry Shen, Chiec
Executive Officer (CEO) da Asustek, afirmou que o PC "tudo em um" teria
um baixo custo.
Os componentes dos dois Eee Tops certamente não são caros
para os padrões de um PC. Eles são similares às partes
utilizadas nos netbooks, incluindo o mesmo microprocessador e OS.
O iMac da Apple, em contraste, é um dispositivo para usuários
finais que opera com Intel Core 2 Duo de 3.06GHz e telas de 20 ou 24 polegadas.
A Dell oferece PCs multifuncionais em monitores muito similares ao
iMac em sua linha XPS One, que também é oferecida com telas
de 20 ou 24 polegadas e microprocessadores Intel Core 2 Duo ou Core 2 Quad.
Os dispositivos têm preços similares: o iMac tem valor
inicial de 1.199 dólares e o XPS One de 999 dólares. (IDG
News)
24.11 - Nvidia quer levar computação paralela aos aparelhos
móveis
A fabricante de processadores Nvidia anunciou nesta quarta-feira (19/11)
que quer levar seu sistema Cuda, usado em computação paralela,
aos celulares. Esse sistema permite conectar vários processadores
ao mesmo tempo para resolver problemas matemáticos mais complexos.
Segundo a companhia, o Cuda será integrado aos chips da linha
Tegra, voltados para celulares e computação móvel.
A companhia, porém, não informou quando isso vai acontecer.
As primeiras versões do Tegra devem chegar ao mercado em meados
de 2009.
O anúncio reflete a expectativa da Nvidia em fazer com que os
processadores gráficos (GPUs) sejam usados em outras tarefas. Na
maioria dos casos, as GPUs têm um incrível poder de processamento,
mas que fica limitado a atividades gráficas. Em um sistema de computação
paralela como o Cuda, porém, os processadores podem ser usados para
realizar intensos cálculos matemáticos.
Para provar esse conceito, a empresa lançou nesta semana o Tesla
Personal Supercomputer. O supercomputador terá várias GPUs
ligadas por meio do Cuda e será capaz de realizar cálculos
em uma velocidade de até 4 teraflops (4 trilhões de operações
por segundo). (IDG News)
24.11 - Intel prevê queda de até 14% na venda de PCs
As vendas de computadores no Brasil devem atingir entre 12 milhões
e 13 milhões de unidades em 2008, queda de 7% a 14% sobre os 14
milhões projetados anteriormente por Oscar Clarke, presidente da
Intel, maior fabricante mundial de chips. Mesmo assim, será um crescimento
em relação aos 10,4 milhões de equipamentos vendidos
em 2007.
Para 2009, em vez dos 17 milhões de PCs calculados antes da
crise, Clarke diz agora que "gostaria" que as vendas se mantivessem no
mesmo patamar de 2008. Mesmo com estimativas mais conservadoras, o executivo
está convicto de que o País alcançará, já
em 2009, a condição de terceiro maior mercado mundial de
computadores. Hoje na quarta posição, atrás de Estados
Unidos, China e Japão, o Brasil subiria um degrau não apenas
porque está mais sólido economicamente, mas também
porque o Japão caminha para uma recessão.
Recentemente, a Intel reduziu sua previsão de faturamento global
no quarto trimestre em mais de US$ 1 bilhão - indicando um forte
declínio no negócio desde meados de outubro. Ontem, o presidente
da Intel Brasil disse ser difícil dimensionar o tamanho da crise
financeira global, mas afirmou que o grupo continuará investindo
e, de posse do caixa que acumula ao redor do mundo, está interessado
em ir às compras. "Há ativos no mercado a preços muito
baixos e estamos analisando várias áreas", disse. "Vamos
continuar investindo, pois existe um bom espaço para movimentos
estratégicos que, no futuro, vão nos trazer benefícios."
(Michelly Teixeira - O Estado de S.Paulo)
24.11 - Atualização de AVG teve problema
O popular antivírus AVG foi atingido por um problema na atualização
das versões 7.5 e 8 na semana retrazada.
O problema, que podia levar o usuário a apagar um arquivo de
sistema do Windows, erroneamente identificado como um software malicioso,
foi corrigido rapidamente.
Algumas máquinas equipadas com Windows XP que foram atingidas
entraram em um ciclo de liga e desliga constante, segundo relatos na rede.
De acordo com a AVG, só foram comprometidas máquinas
com sistemas em determinados idiomas, abrangendo português de portugal.
No Brasil, não foram identificados casos de usuários
com o problema, de acordo com a empresa.
No endereço www.avg.com/support, na entrada Hot Topic 1574,
há mais informações e download da correção.
(Folha de S.Paulo)
19.11 - Vendas de chips no mundo devem cair 2,2% em 2009
As vendas de chips devem recuar 2,2% em 2009, para US$ 256,1 bilhões,
de acordo com informações divulgadas pela World Semiconductor
Trade Statistics (WSTS), maior entidade ligada ao segmento de semicondutores
no mundo.
A queda será influenciada pela desaceleração da
economia global, que tem impacto sobre a demanda por produtos eletrônicos.
(InvestNews/JB Online)
19.11 - Google corrige bug no Chrome que permitia o roubo de arquivos
O Google corrigiu um bug no Chrome que permitia aos crackers o roubo
de arquivos do PC por meio do navegador.
A atualização, como de costume, chega primeiro aos desenvolvedores
e, depois, será lançada pela atualização automática
do browser Chrome. A nova versão do navegador pode ser obtida pelos
usuários caso eles habilitem a opção de receber todos
os updates pelo plug-in Channel Chooser.
O Chrome 0.4.154.18 corrige uma vulnerabilidade que permitia a leitura
de arquivos na máquina de um usuário, transferindo-os para
um servidor malicioso. “Agora evitamos que arquivos locais se conectem
à rede com o XMLHttpRequest() e também pedimos para você
confirmar o download de arquivos HTML”, explica o gerente de programa do
Chrome, Mark Larson.
Alguns recursos foram inclusos na nova versão do Chrome, como
um gerenciador de favoritos, mais controle sobre o modo de privacidade
e bloqueador de pop-ups reformulado.
Larson alertou os usuários, contudo, que o Chrome ainda enfrenta
problemas para sincronizar dados offline usando a plataforma Google Gears.
“Vocês devem desativar o acesso offline até que tenhamos corrigido
a sincronização”, diz.
Atualmente, os usuários têm o terceiro beta do Chrome,
a versão 0.3.154.9. (Computerworld)
19.11 - Piratas chineses já fazem cópias de discos no
formato Blu-ray
Os piratas chineses já estão fazendo cópias de
filmes no formato Blu-ray. As cópias falsificadas não têm
a mesma resolução dos discos originais, mas a imagem é
melhor do que a dos DVDs comuns. Os discos pirateados também são
colocados em embalagens azuis iguais a dos discos originais, o que pode
induzir os compradores ao erro.
Segundo reportagem do Wall Street Journal, os piratas conseguem extrair
o vídeo dos discos graças a programas para computador que
custam cerca de 100 dólares. Na hora de gravar os filmes nos discos,
a resolução é reduzida. Ainda assim, as cópias
ilegais têm resolução superior a dos DVDs. Com isso,
o custo de produção é reduzido. Um disco Blu-ray pirata
é vendido por 7 dólares, enquanto um original sai por 30
dólares, quatro vezes mais.
A Motion Picture Association (MPA), associação que representa
os estúdios de Hollywood e é responsável pelo combate
à pirataria, disse que, por enquanto, as falsificações
são comuns apenas na China e algumas regiões da Ásia.
Mas há temores de que esses DVDs ganhem mercado em lugares onde
a penetração e a velocidade das redes de banda larga é
baixa, um cenário bastante comum em países emergentes, como
o Brasil. (IDG Now)
18.11 - Holograma
A Cisco está trazendo ao Brasil a Telepresença, uma tecnologia
para promover reuniões virtuais com uma experiência de interação
mais próxima possível do real, segundo Pedro Ripper, presidente
da Cisco no Brasil. A tecnologia, que oferece sensações de
voz e presença de colegas que participam da reunião a distância,
quer reduzir os custos com o deslocamento de executivos e ganhar em produtividade.
Para Ripper, a Telepresença pode ser democratizada para um dia chegar
até mesmo a presídios brasileiros para visitas virtuais,
interrogatórios e, quem sabe, julgamentos. A Telepresença
elimina, diz Ripper, problemas que foram criticados na videoconferência
para julgamentos, como a possibilidade de o preso esconder reações.
A empresa deve fechar dois novos contratos em breve com clientes brasileiros
que, segundo Ripper, pretendem aproveitar o sistema para também
conectar executivos dentro de São Paulo e fugir do trânsito.
(Guilherme Barros - Folha de S.Paulo)
17.11 - Base de PCs cresce muito mais rápido que acesso à
internet
O Brasil vai encerrar o ano com 14 milhões de novos computadores
pessoais instalados - um volume que o coloca atrás apenas do Japão,
dos Estados Unidos e da China. Mas o acesso à internet em banda
larga, exatamente um dos motivos básicos dessa expansão acelerada
das vendas, apresenta um quadro bem menos animador.
De acordo com os resultados do Índice Brasil de Convergência
Digital (IBCD), divulgados ontem, 40% dos municípios brasileiros
têm acesso à internet em banda larga, o que cobre 75% da população
do país. O número de usuários da infra-estrutura de
internet rápida, porém, é de apenas 4,3 pessoas por
grupo de cem habitantes, menos que o dobro do Chile, cuja taxa é
de 8,8%. Mesmo no Estado de São Paulo, um dos mais avançados
na área de conexão, a taxa é considerada relativamente
baixa: 7,9%.
A comparação entre os dois cenários mostra um
forte indício de que muita gente que está comprando seu primeiro
computador para acessar a internet, principalmente o consumidor das classes
C e D, corre o risco de ficar fora da festa. A uma ampla fatia desse público
restaria o acesso à linha discada - algo como percorrer um caminho
a cavalo enquanto outros fazem o mesmo trajeto de carro.
Na ponta do consumo, o problema principal é o preço do
serviço de banda larga, diz Nelson Wortsman, diretor de convergência
digital da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia
da Informação e Comunicação (Brasscom), responsável
pelo estudo. "O custo em real do megabit por segundo chega a ser de 10
a 50 vezes mais alto que o de outros países com perfil semelhante
ao Brasil", compara o executivo.
Esse preço, por sua vez, é resultado da carga tributária
que pesa sobre as empresas que fornecem a infra-estrutura de banda larga,
segundo a Brasscom. "Os impostos variam entre 40% e 60% do custo total,
o que é um absurdo", diz Antonio Carlos Rego Gil, presidente da
associação.
Em 2006, a receita líquida das empresas de telecomunicações
no país, incluindo tanto a telefonia fixa como a móvel, somou
R$ 80,5 bilhões, dos quais R$ 33 bilhões foram destinados
ao pagamento de impostos, diz Wortsman. Nos primeiros meses do ano passado,
os tributos chegaram a R$ 26,5 bilhões em meio a um faturamento
líquido de US$ 65,7 bilhões, afirma o executivo.
A Brasscom defende um tratamento diferenciado para as operações
de banda larga das companhias que fornecem a infra-estrutura de acesso,
como as operadoras de telefonia. "Uma coisa é tratar de uma rede
que já está desenvolvida, como a telefonia fixa, e outra
é de algo que ainda precisamos fomentar", afirma Wortsman.
O impacto principal sobre o segmento vem dos tributos estaduais, principalmente
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). A Brasscom tem conversado com as autoridades e vem encontrando
uma recepção positiva na esfera federal e em muitos municípios,
diz Gil. "Já com os Estados, o diálogo tem sido quase nulo",
afirma o executivo.
O IBCD está em sua quarta edição. O levantamento
inclui indicadores em várias áreas - equipamentos, software,
serviços e telecomunicações, entre outras - para formar
o chamado Índice Brasil.
Em 2008, essa nota principal aumentou em relação ao ano
passado: ficou em 5,85 versus 5,80 de 2007. Apesar disso, continua inferior
a de outros países cujo uso da tecnologia está em um degrau
semelhante, caso da Espanha, cujo índice é de 6,92. "Estamos
melhorando, mas em um ritmo mais lento que o de outros países",
diz Roberto Ramos, diretor da RCR, consultoria responsável pela
compilação dos dados do IBCD. (João
Luiz Rosa - Valor Online)
17.11 - Volume de ataques de negação de serviço
dobrou em 2008, diz pesquisa
Os ataques distribuídos de negação de serviço
(DDoS) estão cada vez mais freqüentes, seja contra os provedores
de internet ou contra consumidores.
De acordo com pesquisa da Arbor Networks, os DDoS mais do que dobraram
no último ano. As informações são do levantamento
anual da Arbor Networks com provedores de internet na América do
Norte, Europa e Ásia.
Os ataques de negação de serviço agora atingem
intensidade de 42Gb por segundo, contra 24Gb por segundo em 2007 e 17Gb
por segundo em 2006.
"A força desse ataque é a maior que já vimos,"
disse o Chief Technology Officer (CTO) da Arbor Rob Malan. Ele acredita
que o crescimento dos ataques de negação de serviço
está relacionado com o crescimento dos backbones dos provedores
de internet assim.
Para Malan, a maioria dos ataques de DDos buscam atingir e inundar
a infra-estrutura dos provedores de internet e aplicações
web de consumidores comuns. "Com isso, eles conseguem um pedido que usa
ao mesmo tempo o banco de dados e o servidor web. Eles estão procurando
por vulnerabilidades," disse.
De acordo com 15% dos entrevistados, o tempo médio para controlar
esse tipo de ataque foi de 15 minutos ou menos. Já 29% dos entrevistados
levaram entre 16 a 30 minutos. Levou uma hora para 26% dos entrevistados
com 30% dos ouvidos levando mais de uma hora para controlar esse ataque.
Os equipamentos mais visados dos provedores de internet são
os serviços de DNS, roteadores, componentes de VoIP e balanceadores
de carga.
Apesar do perigo, a maior preocupação dos ISPs não
está nos DDoS. O spam ocupa o posto de líder de ataques que
drenam recursos operacionais, seguido por DDoS e uso da rede da empresa
para transferência em P2P. (Network World)
17.11 - Microsoft explica por que demorou para corrigir 'bug de 7 anos'
A Microsoft explicou na última quarta-feira por que levou mais
de sete anos para reparar uma falha. Eles disseram que apenas há
um ano descobriram como corrigir o bug sem destruir a maioria dos aplicativos
baseados na rede.
O problema num componente do Windows chamado Server Message Block (SMB),
usado para compartilhar documentos e arquivos via redes de computadores,
foi reparado na atualização da última terça-feira
(10/11). A falha deixava redes corporativas vulneráveis por meio
de um malware enviado por e-mail que poderia roubar as credenciais de autenticação
da vítima.
Em um texto postado no blog Microsoft Security Response Center (MSRC),
o porta-voz Christopher Budd reconheceu a vulnerabilidade de sete anos.
"Quando este problema foi levantado em 2001, dissemos que poderíamos
não fazer as mudanças necessárias para corrigi-las
sem impactar negativamente os aplicativos baseados na rede. Para ser claro,
o impacto poderia deixar muitos, até mesmo todos os aplicativos
inoperantes", disse Budd.
Em vez de interromper os aplicativos, a Microsoft descartou a correção
e disse às empresas que elas poderiam se proteger usando uma assinatura
SMB, apesar de esta não ser uma solução suficiente.
"A realidade é que havia obstáculos semelhantes que tornaram
impraticável para clientes implementarem a assinatura SMB" admitiu
Budd.
Ao mesmo tempo, o "SMB relay attacks", nome dado ao ataque quando ele
foi comprovado por um cracker em 2001, foi possível.
Mas a Microsoft não se deixou levar pela questão, disse
Budd. "Ao longo do ano passado, no entanto, o contínuo trabalho
nos mostrou um modo de resolver a questão descrita no ataque e também
minimizou o impacto nos aplicativos em rede". O resultado foi a correção
da última terça-feira.
Para especialistas como Eric Schultze, da empresa de segurança
Shavlik Technologies LLC, que trabalhou na falha assim que foi descoberta,
parece que a Microsoft foi simplória sobre isso por um tempo. "Poderíamos
ter resolvido isso em poucos meses se tivéssemos usado a cabeça.
Estou contente pelo bug ter sido consertado, mas isso poderia ter sido
reparado na época", disse ele. (ComputerWorld)
17.11 - McAfee lança linha de segurança para internauta
brasileiro
A McAfee, anuncia aos usuários brasileiros de Internet suas
novas suítes de segurança McAfee Total Protection, McAfee
Internet Security e McAfee VirusScan Plus. Os lançamentos estão
disponíveis nas principais lojas do território nacional e
no site da fabricante.
Os produtos são destinados à proteção daqueles
que navegam, recebem e enviam emails e realizam transações
on-line, e que estiveram expostos a 475.458 ameaças que surgiram
somente este ano, no período de 01/01 a 10/11.
Em dois anos, o uso da Internet residencial cresceu 78%, segundo o
Ibope//NetRatings. E, de acordo com a McAfee, o número de ataques
de cibercriminosos cresce no mesmo ritmo acelerado. Para conter a efetivação
desses crimes on-line e evitar que o número de vítimas aumente,
a McAfee investe no aprimoramento de suas tecnologias para o usuário
doméstico, procurando suprir à todas as novas necessidades
dos internautas, o que inclui a rapidez com que as ameaças se propagam
na Web. (Executivos Financeiros)
14.11 - Ferramenta rastreia epidemia de gripe
O gigante das buscas online Google lançou uma ferramenta que
ajudará os especialistas em saúde dos Estados Unidos a rastrear
a epidemia anual de gripe.
O Google Flu Trends utiliza termos que as pessoas inserem em seu programa
de buscas para determinar em que áreas do país a gripe está
em ascensão e notifica o Centers for Disease Control and Prevention
dos Estados Unidos em tempo real.
"Descobrimos que certos termos de busca são bons indicadores
de atividade da gripe", anunciou o Google.
"O que a ferramenta faz é tomar os termos de busca por gripe
e doenças semelhantes, no Google, e emular um sinal que nos informa
sobre o volume de atividade relacionada a gripe que está acontecendo",
disse Lyn Finelli, diretora de vigilância contra a gripe.
Estudos indicam que entre 35% e 40% de todas as visitas à internet
são iniciadas por pessoas que buscam informações de
saúde. Quando uma pessoa adoece, tende a realizar buscas sobre seus
sintomas.
O Google está mantendo o sigilo sobre os termos de busca que
ele considera na varredura, mas os sintomas da gripe e similares incluem
febre, dores musculares e tosse. Espirros em geral acontecem devido a outros
vírus, como os rinovírus.
Atualmente, o CDC depende de centros que reportam sobre as pessoas
que procuram seus médicos apresentando sintomas semelhantes aos
da gripe e de testes de laboratório que confirmam se o paciente
sofre da doença.
A ferramenta do Google acompanhará as atividades relacionadas
à gripe quase em tempo real, anunciou a empresa. (MAGGIE
FOX - Reuters/Jornal do Commercio do Brasil)
14.11 - Microsoft leva mais de sete anos para corrigir vulnerabilidade
Sete anos e meio. Esse foi o tempo que a Microsoft levou para corrigir
um problema em um componente do Windows chamado Server Message Block (SMB),
usado para compartilhar documentos e arquivos via redes de computadores.
A falha foi descoberta em março de 2001 e, desde então, hackers
desenvolveram vários códigos para explorar a vulnerabilidade.
O problema só foi corrigido na terça-feira (11/11), com a
divulgação do pacote de correções mensal da
Microsoft.
"Isso e, definitivamente, fora do comum", disse o gerente de pesquisas
da Symantec, Ben Greenbaum. Ele disse que não sabe o motivo de a
Microsoft ter demorado tanto tempo para corrigir a falha.
"Esperei desde 2001 por essa correção", disse Eric Schultze,
Chief Technology Officer da Shavlik Technologies. Segundo Schultze, a falha
deixava as redes corporativas muito vulneráveis.
Para explorar a falha no componente SMB, é preciso precisa enviar
um e-mail malicioso que tentaria se conectar a um servidor administrado
pelo hacker. Esse servidor tentaria então roubar as credenciais
de autenticação da vítima. Teoricamente, uma aplicação
de firewall bloquearia esse tipo de ataque. Mas dentro de uma rede corporativa,
as chances de esse ataque funcionar são bem maiores.
Por isso mesmo, Schultze disse que considera o patch "crítico"
para computadores em ambientes corporativos. Segundo ele, é muito
fácil executar um ataque SMB hoje em dia. Procurada pela reportagem,
a Microsoft não se manifestou. (IDG News)
14.11 - Falha em antivírus AVG provoca reboot em PCs com Windows
XP em português
A AVG Technologies divulgou, na quarta-feira esclarecimentos sobre
a correção de um erro nas versões gratuita e comercial
do antivírus AVG 7.5 e AVG 8.0. O problema provoca o reboot contínuo
de máquinas rodando o sistema operacional Windows XP em português,
italiano, holandês, francês e espanhol.
O erro no scanner do AVG acusa o arquivo "user32.dll" de conter o cavalo-de-tróia
PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e aconselha o usuário a remover
o arquivo. O procedimento leva diversas máquinas a entrarem em loop
de reinicialização.
No comunicado, a AVG informa que está liberando imediatamente
uma nova atualização dos softwares afetados para corrigir
o problema. A empresa também comunica a criação de
uma seção de informações específicas
no website da AVG para permitir que os usuários resolvam o problema.
Para obter informações adicionais e fazer o download
da ferramenta para correção, os usuários devem acessar
os seguintes links: http://www.avg.com/support/HotTopics1574
FalsePositiveuser32.dll http://www.avg.com/support/HotTopics1574
FalsePositiveuser32.dll - fix tool
"Os usuários que não conseguirem usar seus PCs devem
entrar em contato com seu revendedor da AVG ou pedir a algum amigo para
fazer o download das informações e da ferramenta de correção.
Após rodar a ferramenta de correção, os usuários
devem colocar em funcionamento o programa de atualização
do AVG para fazer o download e instalar a atualização correta
da AVG", explica a empresa em seu comunicado, reforçando um pedido
de desculpas pelo inconvenientes aos usuários do antivírus.
(IDG Now)
14.11 - Mais de 800 mil novas ameaças surgem em 2008, alerta
McAfee
O ritmo das pragas virtuais lançadas neste ano continua acelerado.
Segundo dados da McAfee (que lançou no Brasil sua linha 2009 de
soluções de proteção), até o dia 10
de novembro foram identificadas 475.458 novas ameaças.
O número é o dobro do registrado no ano passado. E pode
atingir 800 mil ameaças até o final de dezembro, por conta
das festas de fim de ano (época em que os criminosos se aproveitam
de iscas como os cartões virtuais), segundo as estimativas da empresa
“Mais de 268 milhões de sites perigosos são acessados
todos os meses”, destaca David Klenske, diretor mundial de marketing para
a área consumer da McAfee. Segundo o executivo, os serviços
de busca são uma das principais formas de disseminação
de pragas virtuais, com 8 bilhões de sites potencialmente nocivos
sendo servidos por mês aos internautas. Pelos cálculos da
empresa, a cada 30 segundos, pelo menos um novo malware é criado.
O executivo veio ao Brasil para o anúncio da nova linha de produtos
da McAfee: VirusScan Plus, Internet Security e Total Protection, em suas
versões 2009, que incorporam a tecnologia Active Protection (também
conhecida como Artemis). Esse recurso permite acelerar o tempo de identificação
de uma ameaça para até menos de um segundo, de acordo com
a companhia, e utiliza o conceito de cloud computing para transferir para
os servidores da empresa via internet a tarefa de rastrear arquivos suspeitos,
minimizando o impacto no desempenho dos sistemas.
Para incrementar as vendas do VirusScan Plus, a empresa terá
preço promocional de Natal de R$ 49 para uma licença (o valor
normal é R$ 75). Já o pacote para três usuários
está cotado a R$ 99. Os produtos Internet Security e Total Protection
saem por R$ 119 e R$ 135, respectivamente, também para três
usuários. (Daniel dos Santos - PCWorld)
13.11 - Call Center virtual
Ferramenta traz todas as funções
de uma central convencional com a flexibilidade da tecnologia VoIP
Depois do sucesso do PABX Virtual, com mais de
dois mil ramais instalados, a Locaweb completa sua linha de serviços
de telefonia IP com o Call Center Virtual, voltado para empresas que queiram
montar sua rede de atendimento ou substituir o sistema convencional por
uma solução com custos baixos e diversas vantagens.
Com o Call Center Virtual é possível
controlar as ligações em fila e o período de espera
em tempo real, além de monitorar o status dos atendentes e dos ramais.
Outro benefício são os relatórios de chamadas, que
apresentam as ligações recebidas, atendidas e abandonadas,
e podem ser configurados por hora, dia ou mês. Além disso,
os levantamentos trazem dados sobre a origem das ligações,
detalhes de atendimento por agente e chamadas recebidas por horário.
A ferramenta ainda disponibiliza diferentes estratégias
de distribuição de chamadas, como a circular e por ociosidade,
e gravação das ligações realizadas e recebidas
com o tempo médio de atendimento e espera.
"O Call Center Virtual surgiu como um complemento
para o PABX Virtual. Desenvolvemos o sistema para uso interno e logo tivemos
a idéia de lançar o produto no mercado, pois tivemos um resultado
muito satisfatório.", afirma Dov Bigio, Gerente de Telecom da Locaweb.
(Maxpress)
13.11 - Erro no AVG gera reboot contínuo em PCs com Windows
Usuários do antivírus AVG levaram um susto esta semana
ao receberem instruções de apagar um arquivo crítico
do sistema operacional Windows, que foi erroneamente classificado pelo
software para um arquivo malicioso.
O scanner do AVG acusou o arquivo "user32.dll" de conter o vírus
do tipo cavalo-de-tróia PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e instruiu
os usuários a removê-lo, o que levou diversas máquinas
a entrarem em loop de reinicialização.
E a única maneira de interromper o reboot contínuo era
fazer o boot da máquina com um CD do Windows rodando a opção
de reparo.
O AVG é bastante popular por conta de sua versão gratuita
para usuários residenciais. No entanto, esta não é
a primeira vez que um deslize da empresa gera problemas relacionados ao
arquivo user32.dll. No ano passado, a AVG alertou usuários que o
user32.dll havida sido modificado e poderia estar infectado. Na época,
a AVG Technologies não recomendou alguma ação específica
aos usuários, mas gerou uma onda de reclamações em
fóruns online.
No início deste mês, o AVG também deu outro escorregão
e registrou um falso positivo no Zone Alarm, outro produto de segurança.
A AVG disse que corrigiu o problema atual com o “user32.dll” e se desculpou
em seu fórum. (PC World)
13.11 - O perigo aumenta
Ameaças estão espalhadas pela internet; spams surfam
na obamania e nos problemas causados pela crise econômica
Uma pessoa linda, mas que você não conhece, manda fotos
íntimas por e-mail. Mas, antes de abrir as imagens, é preciso
acertar as condições, pela internet, para receber parte da
herança milionária de um nigeriano -também desconhecido-
que escolheu você para dividir a bolada.
O cenário é de ficção, mas é assim
que agem os spammers: apelando para emoções, desejos, curiosidades.
Além de temas genéricos, os bandoleiros virtuais valem-se
da agenda pública para tentar enganar o internauta.
Não foi por acaso que, no terceiro semestre deste ano, o número
de mensagens não-solicitadas sobre as eleições norte-americanas
superou os 100 milhões -diariamente, nos EUA.
E o candidato que venceu, Barack Obama, também viu seu nome
ser mais usado como isca para internautas desprevenidos: 80% desses spams
continham referência a ele, segundo a Secure Computing.
O objetivo é fazer com que o internauta clique em links que
comprometerão o micro para roubar informações.
O pior é que os criminosos on-line se organizam em redes cada
vez mais profissionais, que trocam dados e até vendem redes de PCs-zumbis.
A empresa de segurança Trend Micro calcula que o número
de vírus criados por hora deve ser multiplicado em quase 20 vezes
até 2015 -para 15 mil/hora. Já a Sophos detectou oito vezes
mais spams no terceiro trimestre deste ano em relação ao
trimestre anterior.
Os crimes que usam a rede não acontecem só por e-mail.
O inimigo cria estratégias para usar redes sociais, mensageiros
instantâneos e até arquivos de música para a invasão.
Inimigo que, de acordo com relatório de segurança anual
da Microsoft, é comum nos PCs brasileiros. O Brasil é um
dos países mais afetados do mundo, segundo estudo divulgado na semana
passada. Djalma Andrade, gerente de segurança da empresa, afirma
que grande parte desses computadores são máquinas domésticas,
que podem estar sendo devassadas.
Os números assustam, mas não significam que todo internauta
será vítima. Existem, basicamente, dois níveis de
proteção, que se complementam: a adoção de
hábitos saudáveis de navegação e a relacionada
aos softwares -atualização constante e proteção
de programas como antivírus -que podem ser gratuitos.
Nesta edição, veja como se defender e saiba como os criminosos
agem na rede.
36%
dos usuários de computadores temem receber um vírus eletrônico
em suas máquinas; o segundo maior motivo de preocupação
é em relação à privacidade, segundo pesquisa
global com internautas realizada pela BitDefender e divulgada na semana
passada (GUSTAVO VILLAS BOAS - Folha de S.Paulo)
13.11 - Positivo amplia linha de produtos
A Positivo Informática está ampliando sua atuação,
com uma área voltada para varejo e outra, uma unidade de negócios
recém-criada para o atendimento exclusivo ao mercado corporativo,
formado por grandes empresas e canais de distribuição.
A criação da nova divisão Positivo Empresas é
a maior aposta. Ela será totalmente dedicada ao atendimento de grandes
empresas e canais de distribuição com o objetivo de aumentar
a participação dos produtos da marca Positivo neste segmento
de vendas.
Esta área exige produtos de configurações robustas,
equipe de suporte ágil e capacitada, que viabilize a atualização
constante de máquinas e a melhor relação custo - benefício.
Já Viva melhor com Positivo é a nova assinatura que passa
a acompanhar o logotipo da companhia no mercado varejista. Os novos notebooks,
lançados ao mercado em setembro, foram os primeiros a trazer o conceito.
A nova assinatura está presente em todos os materiais de comunicação
da marca.
Novo mercado
Configurações personalizadas, Windows Vista Business,
tecnologia de processadores e soluções Intel, monitores de
15 a 22 polegadas, modalidades de garantia balcão e on-site com
SLA.
Mobile Z94
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5750, Windows Vista Home Premium,
3 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões,
leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada,
tela de LCD 14" widescreen, 3 portas USB, acabamento em black piano.
Mobile R46
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5550, Windows Vista Home Premium,
2 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões,
leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada,
tela de LCD 12" widescreen, 3 portas USB, aplicativo para Bluetooth, leitor
Fingerprint, acabamento em black piano.
Mobo White 1080
- Ultraportátil com Intel Atom N270, Windows XP Home Edition,
1 GB de memória RAM, 120 GB de disco rígido, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 10" widescreen, 3 portas USB, bateria com
autonomia de até 5 horas.
Mobo M970
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB
de memória RAM, 60 GB de disco rígido, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 8,9" widescreen, 2 portas USB, bateria com
autonomia de até 4 horas.
Positivo Mobo
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB
de memória RAM, 2 GB em memória flash, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 7" widescreen, 2 portas USB, bateria com
autonomia de até 4 horas, acabamento em preto e prata. (Jornal
do Commercio do Brasil)
12.11 - Segurança fragilizada
A Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo,
acaba de divulgar os resultados de um estudo encomendado à consultoria
IDC. O estudo, que ouviu 100 profissionais de TI e responsáveis
pelas decisões de segurança em companhias americanas com
500 ou mais empregados, descobriu que 72% das organizações
não possuem soluções para impedir vazamento de dados
via email e 89% carecem de uma solução anti-spam eficaz.
Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou que enquanto muitos departamentos
de TI estão planejando atualizar sua infra-estrutura de segurança
para mensagens, muitos ainda não empregaram as sete tecnologias
exigidas para proteção avançada de correio.
"No geral, a nossa pesquisa descobriu que as empresas precisam aumentar
seus esforços para combater os riscos de segurança de email",
diz Brian Burke, diretor de Produtos de Segurança da IDC. "Enquanto
as companhias têm expressado preocupação sobre a segurança
de entrada e saída de email, suas soluções atuais
não estão fazendo o trabalho. Somente 11% dos entrevistados
possuem uma proteção adequada de entrada, e mais de 70% não
possuem nada para a prevenção de perda de dados sobre emails.
Estas organizações precisam aproveitar as novas soluções
e modelos de entrega".
Encriptação. O estudo revela que a encriptação
e a prevenção de perda de dados têm se tornado o problema
principal para os executivos de TI. De fato, 85% dos entrevistados relataram
que estavam muito ou extremamente preocupados com o vazamento de dados
nos emails. Apesar disto, somente 28% destes entrevistados tinham implementado
um sistema para impedir estes vazamentos, enquanto 56% planejam fazê-lo
no próximo ano.
A IDC acredita que a grande maioria dos incidentes de perda de dados
- 80% a 90% - ocorre acidentalmente. Não é de se estranhar,
que as companhias entrevistadas estavam muito mais preocupadas com a perda
acidental de dados do que vazamentos deliberados. Somente 5% das empresas
relataram que estavam extremamente preocupadas a respeito de pessoas internas
revelarem intencionalmente informação da companhia, enquanto
44% estavam extremamente preocupadas a respeito de perda acidental.
O estudo também descobriu que cada vez mais mensagens indesejadas
estão em contato com os sistemas de segurança de correio,
particularmente em grandes corporações. Em todas, 28% relataram
que as queixas sobre o spam aumentaram em mais de 10% desde o ano passado.
Defasagem. Atualmente, muitas dessas companhias dependem de tecnologia
antiga que não acompanha o crescente volume de spam e as técnicas
mais sofisticadas usadas pelos spammers. As soluções anti-spam
de vanguarda podem bloquear 99% ou mais de comunicações não
solicitadas. Entretanto, somente 11% das organizações estudadas
informaram que a sua segurança de mensagem atual cumpre esta medida,
e 60% disseram que sua solução não poderia proporcionar
até mesmo 95% de eficácia.
O estudo detalhado também destacou algumas importantes tendências
na infra-estrutura de segurança de mensagem. Em primeiro lugar,
as companhias estão muito interessadas em propostas híbridas
que combinam medidas de segurança on-premise e nas nuvens. Mais
de 60% dos entrevistados acreditam que essas propostas são mais
eficazes para as ameaças de entrada.
Mais da metade desses entrevistados estão usando atualmente
conexão e/ou tecnologia baseada em reputação para
derrubar os ataques no nível da rede. Entretanto, devido a muitas
dessas companhias não estar usando tecnologia de ponta, suas soluções
possuem uma eficácia menor a 75%. (Jornal do Commercio
do Brasil)
12.11 - Crackers já têm ferramentas que podem paralisar
a internet
Os crackers estão se armando com ferramentas que, na prática,
podem tirar do ar as maiores redes de computadores do mundo - incluindo
os principais sites da internet, informou na segunda-feira o jornal The
New York Times.
Para criar a ameaça, os crackers dominam redes de computadores
que são usadas em ataques de negação de serviço.
Nesses ataques, uma grande quantia de pacotes de dados é direcionada
a um site ou rede, criando um congestionamento. O excesso de tráfego
acaba por derrubar o servidor e tirar os sites do ar.
Apesar de não ser novo, um relatório que deve ser divulgado
na terça-feira (11/11) afirma que esse tipo de ataque está
ficando mais poderoso. Agora, os crackers conseguem congestionar redes
com até 40 gigabits de dados. As maiores empresas de internet, no
entanto, usam redes de 10 gigabits de dados, no máximo.
As grandes operadoras de infra-estrutura de internet, como a AT&T
afirmam estar preparadas para a maioria dos ataques de negação
de serviço. A estratégia usada é um “amortecedor de
impacto”, que consegue bloquear parte dos ataques, mas pode ser ineficaz
em investidas de grande escala. A AT&T acredita que a cooperação
com outros provedores de infra-estrutura pode ajudar a combater o problema.
O relatório foi produzido pela Arbor Networks, que ouviu 70
empresas da América do Norte, da América do Sul, da Ásia
e Europa. (IDG Now)
12.11 - Ataque em massa pela web atinge 10 mil servidores na Europa
e EUA
Crackers promoveram um ataque em massa pela web colocando links maliciosos
em até 10 mil servidores espalhados pelo mundo, alertou a Kaspersky
na sexta-feira (07/11).
"Estimamos que foram atingidos entre 2 mil e 10 mil servidores em dois
dias, em sua maioria na Europa e nas Américas. Ainda não
está claro quem está fazendo isso", disse a Kaspersky.
Os criminosos usaram contas comprometidas nos portais ou usaram ataques
de injeção SQL, nos quais são escritos comandos de
banco de dados no navegador para alterar o portal.
Os crackers adicionaram uma linha de JavaScript nos portais infectados,
o que direcionava os usuários para um dos seus seis servidores maliciosos.
O usuário era, então, novamente direcionado para um servidor
na China que aproveitava falhas no Firefox, Internet Explorer, Flash Player
da Adobe e ActiveX, disse a Kaspersky.
Se o usuário não tiver os softwares atualizados, sua
máquina estaria vulnerável a spywares e cavalos-de-tróia.
Este tipo de ataque massivo pela web é cada vez mais comum,
disse Roger Thompson, chefe de pesquisa na AVG Technologies.
Thompson acredita que os crackers são estudantes chineses e
que este grupo é o mesmo que atacou os portais do Miami Dolphins
e do Dolphin Stadium no Super Bowl de 2007. (IDG News)
11.11 - Windows 7 pode sair no Natal de 2009
Parece que a aposentadoria não tirou o gás de Bill Gates,
eterno fundador da Microsoft. Na semana passada, ele esteve em Nova Déli,
na Índia (foto), para lançar o Microsoft DreamSpark. Tratase
de um software gratuito para estudantes que reúne as mais recentes
ferramentas da MS para programação e design. Enquanto isso,
continua o “vaporware” sobre a chegada do Windows 7 ao mercado. Especulava-se
que ele chegaria antes de 2010, ano originalmente programado para seu lançamento.
Até por causa dos problemas com o Vista. Na última sexta-feira,
mais fogo foi adicionado sob a chaleira especulativa por um website americano.
Segundo ele, numa apresentação na Hardware Engineering
Conference em Los Angeles um dos diretores da gigante do software afirmou
que o foco do Windows 7 será sair até o Natal do ano que
vem. (Aliás e a propósito: na semana que vem, a Digital trará
um teste com o pré-beta do sistema.) (G1)
11.11 - Computador eleva risco de miopia
Distúrbio visual é duas vezes maior em crianças
que passam muitas horas em frente aos monitores
Problema pode ter causas genéticas ou ambientais; entre estas,
o esforço visual para enxergar de perto pode criar miopia acomodativa
Crianças que passam muitas horas ininterruptas em frente ao
computador têm quase o dobro de chances de desenvolver miopia. A
conclusão é de um estudo com 360 crianças de nove
a 13 anos, realizado pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do
Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP).
No estudo, a porcentagem de miopia verificada entre as crianças
que passavam longas horas sem desgrudar os olhos do monitor foi de 21%.
A prevalência geral no Brasil, nessa faixa etária, é
cerca de 12%. A miopia é um erro de refração da luz
no olho, que faz com que a focalização da imagem ocorra na
frente da retina, deixando as imagens mais distantes desfocadas.
Segundo Queiroz Neto, suas causas podem ser genéticas ou ambientais.
Entre estas, o esforço visual para enxergar de perto pode acomodar
o sistema de focalização neste sentido, criando a chamada
miopia acomodativa. A dificuldade para enxergar de longe pode durar meses
e, se os hábitos persistirem, tornar-se um mal permanente, afirma
o oftalmologista. Ele acredita que a miopia acomodativa seja a explicação
para o maior número de míopes entre os viciados em computador
e videogames. "Há um aumento dos casos de miopia em todas as faixas
etárias, mas tenho notado um aumento significativo em crianças.
Claro que hoje temos recursos tecnológicos que favorecem o diagnóstico,
mas acho que não é só por isso. Nunca a população
começou a usar a visão de perto tão cedo quanto nas
últimas décadas", afirma Queiroz Neto.
Aumento mundial
Paulo Augusto de Arruda Mello, coordenador da comissão de ensino
do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e professor de oftalmologia
da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que estudos
mundiais apontam que a população de míopes duplicou
nos últimos 20 anos. Embora os números confirmem o crescimento,
as causas não têm comprovação estabelecida.
"O que temos são hipóteses, mas nada pôde ser comprovado
em estudos controlados, que são muito difíceis de serem realizados
nesses casos", diz.
Ele enumera as três principais hipóteses para o aumento
do número de míopes: "Uma é o maior envolvimento da
população com atividades que exigem focalização
de perto; outra é a influência genética, pois se acredita
que o gene da miopia é dominante; finalmente, também especula-se
que agentes externos, como alimentos e medicamentos, podem estar contribuindo
para o o crescimento dos casos". Apesar de os estudos feitos até
hoje não serem conclusivos, Hamilton Moreira, presidente do CBO,
acredita que a hipótese de o esforço visual de perto favorecer
o desenvolvimento da miopia faz sentido cientificamente. "Há alguns
dados que levam a crer que diminuir o esforço visual de perto pode
diminuir a intensidade da manifestação da miopia. Por exemplo,
um estudo feito com crianças utilizou um colírio para evitar
a acomodação do olho [para enxergar perto] e reduziu a progressão
da miopia em relação ao grupo de crianças que utilizou
placebo."
Infelizmente, efeitos colaterais da substância utilizada, como
causar dilatação da pupila, não permitem que ela seja
utilizada para tratamento da miopia. "Mas o caminho é esse: procurar
uma forma de tratar a miopia clinicamente bloqueando a acomodação
por meio de substâncias que tenham esse efeito com o mínimo
de efeitos colaterais indesejável", acredita Moreira.
Controle de risco
"Quando o olho está em fase de desenvolvimento é mais
vulnerável à acomodação que pode aumentar o
tamanho do olho e causar uma miopia irreversível", diz Mauro Campos,
professor da Unifesp e editor dos "Arquivos Brasileiros de Oftalmologia",
do CBO. Para Campos, a questão não é apenas o computador,
mas o número de horas que as crianças, principalmente em
centros urbanos, passam em atividades que exigem só a visão
de perto. "A alfabetização precoce, a substituição
de brincadeiras de rua, ao ar livre e com horizonte mais amplo, por atividades
em locais fechados, além dos monitores de computador, favorecem
o esforço visual de perto. Tudo isso pode fazer com que o distúrbio
da visão apareça com o passar do tempo ou, se a criança
já tem predisposição, fazer com que a miopia se desenvolva
em maior grau." Uma vez instalada a miopia, é muito difícil
fazê-la regredir de forma significativa, segundo Campos. No entanto,
Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, acredita que, até a idade
de dez a 12 anos, o poder de acomodação do olho é
maior. "Se forem tomadas medidas para diminuir a intensidade e a freqüência
do esforço visual de perto é possível controlar o
desenvolvimento da miopia nessas crianças, se outros fatores, de
causas não ambientais, não estiverem envolvidos", afirma.
(IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
11.11 - Microsoft muda alvo
A Microsoft tenta vencer o Google na corrida para uma associação
com a Verizon Wireless no setor de telefonia móvel nos Estados Unidos,
segundo o jornal The Wall Street Journal. "A Microsoft chamou a atenção
da operadora móvel propondo uma melhor oferta para instalar sua
ferramenta de busca e as publicidades que estão associadas aos telefones
Verizon", afirmou o jornal, citando fontes ligadas ao caso.
"A Microsoft também oferece uma divisão mais generosa
dos lucros e a entrega de pagamentos líquidos mais elevados para
a Verizon", acrescentou.
A Microsoft desistiu, em maio, a comprar o Yahoo, que, por sua vez,
teve de abandonar o projeto de associação com o Google na
publicidade online ante a reticência das autoridades americanas reguladoras
da concorrência
"Nós apresentamos uma oferta, nós apresentamos uma segunda
oferta... E agora já deixamos tudo isso para trás", disse
o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, quando perguntado sobre
os planos da empresa depois que uma parceria entre Yahoo e Google foi cancelada.
"Tentamos em dado momento formar uma parceria com eles nos serviços
de busca e isso tampouco funcionou; nós decidimos fazer outra coisa,
e eles também. Não estamos interessados em voltar atrás
e reconsiderar uma aquisição. Não sei por que isso
interessaria a eles, também, para ser franco", disse Ballmer.
Em junho, Google e Yahoo, líder e vice-líder no mercado
de buscas na internet, anunciaram planos para uma parceria, que o Yahoo
via como maneira de se defender da Microsoft.
As duas empresas adiaram a implementação do pacto para
permitir que o Departamento da Justiça o revisasse, mas o Google
mais tarde optou por abandonar o acordo, em lugar de enfrentar uma disputa
legal prolongada. (Jornal do Commercio do Brasil)
10.11 - E-mails maliciosos sobre Obama atingem 60% das tentativas de
golpes online
Hackers estão aproveitando o resultado das eleições
presidenciais norte-americanas para lançar uma das maiores campanhas
de disseminação de e-mails maliciosos pela internet.
Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos PLC disse que
60% dos spams que a companhia detectou na quarta-feira (05/11) estama relacionados
ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele é facilmente
a personalidade mais famosa do planeta no momento e a fascinação
por ele não é apenas nos Estados Unidos. É mundial",
disse Cluley.
De acordo com outro pesquisador de segurança, da Websense, crackers
registraram de 15 a 20 domínios apenas na terça-feira (04/11),
dia das eleições, para hospedar sites falsos e malwares.
Todos os domínios estão em servidores chamados "fast
flux" (fluxo rápido). Com a tática, os criminosos trocam
os domínios rapidamente entre variados endereços IP para
impedir que seus servidores sejam desligados.
A tentativa de golpe mais comum é o que oferece um link que
supostamente levaria a um site com os resultados das eleições.
Quando o usuário clica no link, é redirecionado a um site
falso que pede a instalação de uma atualização
do Flash Player, da Adobe. No entanto, a ação instala um
cavalo-de-tróia no computador da vítima e pode roubar senhas
pessoais do usuário. (ComputerWorld)
10.11 - Intel Core i7 estréia em 17 de novembro
O Core i7, primeiro processador da família Nehalem, da Intel,
será lançado oficialmente no dia 17 de novembro, informou
a companhia em um convite para a estréia.
O chip voltado a computadores de alta performance atinge velocidades
de 2.66GHz a 3.20GHz. Segundo fontes familiarizadas com os planos da Intel,
os chips baseados na arquiteturea Nehalem - pelo processo de fabricação
de 45 nanômetros - serão destinados a sistemas avaliados acima
de mil dólares, no lançamento.
O modelo Core i7 920 quad-core de 2.66GHz está avaliado em 330
dólares no vendedor online Isorm. O Core i7 940 de 2.93GHz é
vendido a 640 dólares, enquanto o Core i7 965 Extreme Edition de
3.2GHz é ofertado a 1.150 dólares - ambos os modelos também
são quad-core.
Os chips Nehalem são um upgrade dos processadores Core 2 da
Intel, que são atualmente usados em laptops e desktops. A tecnologia
destes chips reduzem gargalos na micro arquitetura Core para melhorar a
velocidade do sistema e a performance por watt. Os chips serão posteriormente
oferecidos em versões para desktops e laptops de consumo em 2009.
A Intel também pretende integrar funções gráficas
nas CPUs da linha Nehalem, que podem eliminar a necessidade de placas gráficas
externas e aumentar a eficiência em PCs. A proposta, no entanto,
não elimina a necessidade de placas gráficas para usuários
mais avançados, especialmente gamers. (IDG Now)
10.11 - Microsoft descarta oferta pelo Yahoo
O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, disse que a empresa não
tem mais interesse em adquirir o Yahoo. "Nós apresentamos uma oferta,
nós apresentamos uma segunda oferta... E agora já deixamos
tudo isso para trás", disse o executivo em Sydney. Na quarta-feira,
o presidente do Yahoo, Jerry Yang, disse que um acordo entre as duas empresas
seria a melhor solução para o Yahoo, depois do fracasso da
parceria com o Google. (O Estado de S.Paulo)
07.11 - E-mail com vídeo de Barack Obama instala cavalo-de-tróia
Barack Obama acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos e um
e-mail com um cavalo-de-tóia que promete um vídeo com uma
entrevista com novo comandante dos Estados Unidos já circula na
internet.
Ao clicar no link do e-mail, o usuário instala o arquivo chamado
"BarackObama.exe, que contém o cavalo-de-tróia que, se instalado
no PC do usuário, pode roubar dados pessoais.
Segundo a Websense a maioria dos antivírus não deteca
o cavalo-de-tróia. (IDG Now)
07.11 - Positivo fará placas para notebook
A Positivo Informática iniciará a montagem de placas-mãe
para seus próprios notebooks em janeiro de 2009. Atualmente, a empresa
importa o produto, mas, a partir do ano que vem, vai comprar apenas os
componentes, o que reduzirá os custos de produção.
O investimento estimado é de R$ 9,4 milhões. "A verticalização
ocorrerá aos poucos'', disse o vice-presidente financeiro, Ariel
Szwarc. Segundo ele, a iniciativa garantirá uma redução
nas importações da companhia. (O Estado de S.Paulo)
07.11 - Google desiste de parceria com Yahoo
O Google cancelou planos de uma parceria de busca patrocinada com o
Yahoo diante da oposição de órgãos reguladores
e anunciantes, disse David Drummond, diretor de assuntos legais do Google.
O Yahoo expressou consternação com a decisão do
Google, dizendo estar "desapontada que o Google tenha decidido sair do
acordo em vez de defendê-lo na Justiça".
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em um comunicado
divulgado ontem, informou ter avisado o Google que planejava entrar com
um processo para barrar o acordo com base em regras antitruste.
O Google e o Yahoo, respectivamente número 1 e número
2 no mercado de buscas na internet, anunciaram a planejada parceria em
junho. O Google informou que desistiu do acordo para evitar uma batalha
jurídica.
Rumores de que a Microsoft estaria em conversas avançadas para
comprar o Yahoo não são verdadeiras. As ações
do Yahoo subiram 11% no início do pregão depois que uma reportagem
na internet afirmou que o presidente-executivo da companhia, Jerry Yang,
estaria deixando a empresa e que o Yahoo estaria em negociações
para a venda integral da empresa para a Microsoft por um preço entre
US$ 17 e US$ 19 por ação. (Reuters/Jornal do Commercio
do Brasil)
06.11 - Microsoft mostra novo Windows
A Microsoft apresentou na semana passada o Windows 7, nova versão
de seu sistema operacional. Ele terá suporte a telas sensíveis
a toques e facilidades para personalização.
O sistema deve ser lançado para teste no início do ano
que vem.
A empresa afirmou que o Windows 7 será mais rápido e
fácil de usar que o Vista, seu antecessor.
Segundo a Microsoft, a próxima versão do pacote Office
irá incluir uma versão para que os documentos de texto e
planilha funcionem dentro de um navegador de internet.
A medida foi vista como uma resposta à rival Google, que disponibiliza
gratuitamente o Google Docs para edição de textos, planilhas
e apresentações por meio da internet. (Folha de S.Paulo)
06.11 - Invasões a PCs crescem 92%
Uma pesquisa realizada pela Microsoft mundialmente, que pela primeira
vez incluiu o Brasil, apurou um salto de 92% no número de computadores
brasileiros com algum tipo de invasão ou software indesejado.
A quinta edição do Relatório de Inteligência
e Segurança da Microsoft mostra números do primeiro semestre
deste ano em relação a igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os dados são de "centenas de milhares de
computadores ao redor do mundo" e tem como objetivo conscientizar a população
sobre os crimes na internet.
As principais invasões e ameaças detectadas foram as
usadas no roubo de senha e logins de bancos (trojans), presentes em mais
de 60% das máquinas pesquisadas no Brasil.
A quantidade de softwares indesejados instalados nas máquinas
cresceu 43% no primeiro semestre sobre 2007. De acordo com a Microsoft,
90% dos ataques são feitos por meio de aplicativos e 10% através
do sistema operacional.
Segundo o estudo, o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de
ataques, lista que hoje é liderada pelo Afeganistão.
(Reuters/Jornal do Commercio)
06.11 - Controle da internet é um desafio
Especialistas apontam temas de tecnologia que aguardam exame do novo
presidente dos EUA
A crise econômica mundial e as guerras no Oriente Médio
não são os únicos desafios que aguardam o novo presidente
dos EUA. No mundo da tecnologia, o homem que ocupar o cargo mais importante
do mundo deverá estabelecer um ambiente favorável à
inovação. De acordo com especialistas consultados pela Folha,
essa é a única maneira para o país se manter competitivo
no novo cenário global que se desenha.
Para voltar a fazer dos EUA um país inovador, o novo presidente
terá que cuidar do sistema educacional. Tom Foremski, blogueiro
que acompanha de perto as empresas do Vale do Silício na Califórnia,
diz que as escolas precisam formar os talentos de que a indústria
da tecnologia necessita.
Jonathan Zittrain, professor de direito na internet em Harvard e autor
de vários livros sobre a rede, concorda e diz que as instituições
de ensino precisam incentivar o pensamento criativo e a experimentação.
Neutralidade da rede
Zittrain também cita a importância da manutenção
da neutralidade da rede para um ambiente de inovação. O tópico
gera polêmica nos EUA e se refere ao acesso à banda larga
sem que haja interferência dos provedores de internet. Em outras
palavras, em uma rede neutra todos têm o direito de consumir banda
sem distinção.
Um dos medos dos defensores da neutralidade da rede é que as
grandes companhias de internet, como AT&T e Comcast, passem a cobrar
dos usuários por arquivos carregados na rede, como fotos e vídeos.
Howard Rheingold, autor que inventou a expressão "comunidade
virtual" e grande defensor da neutralidade, diz que uma rede não-neutra
poderia acabar com indústrias inteiras que surgem em alojamentos
universitários. O YouTube seria um exemplo de revolução
na indústria que teria dificuldades em prosperar num ambiente de
rede não-neutra.
Já Matthew Chapman, fundador do Science Debate 2008, iniciativa
que visa a colocar a tecnologia e a ciência no centro dos debates
eleitorais, diz que os EUA precisam adotar uma postura de "humildade" e
fazer investimentos não apenas em pesquisas.
O novo presidente teria que mudar a percepção dos americanos
em relação à ciência. Para Chapman, as atividades
intelectuais do país foram desprezadas por uma cultura que valoriza
o mundo dos esportes e o entretenimento "banal".
Ação colaborativa
Outras maneiras citadas pelos especialistas para fomentar um ambiente
favorável à inovação são leis de propriedade
intelectual que incentivem contribuições e permitam o que
chamam de "uso justo" de patentes, análises de casos de patentes
mais velozes, premiações e incentivos financeiros a pesquisa
e alianças globais no campo tecnológico/científico.
A questão energética
A maneira como a tecnologia será usada para criar formas alternativas
de energia é apontada pelos especialistas como outro grande desafio
ao novo presidente norte-americano.
Robert Merges, diretor do Centro de Lei e Tecnologia da UC Berkeley,
diz que a tecnologia de informação deverá ser usada
para acabar com a dependência do país em petróleo.
Para ele, o presidente terá que dar atenção desde
o monitoramento de fontes de energia solar e eólica à melhora
do uso da iluminação e aquecimento das casas. Merges diz
que a noção de "propósito nacional" dos EUA depende
da energia.
Programa Apolo
Jon Lebkowsky, escritor e autoridade em mídias sociais, diz
que a resposta para as questões energéticas talvez estejam
num novo Programa Apolo -projeto de viagens ao espaço desenvolvido
entre 1961 e 1975.
Lebkowsky diz que um programa intenso com foco nacional nas áreas
de engenharia, ciência, tecnologia e outras fontes de conhecimento
é obrigatório para os EUA se reestruturarem com sucesso.
(BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)
05.11 - Windows Vista é mais seguro que XP, afirma Microsoft
Enquanto prepara seu próximo sistema operacional, o Windows
7, a Microsoft ainda defende que o Windows Vista é mais seguro do
que o Windows XP ao divulgar o Security Intelligente Report, nesta segunda-feira
(03/11).
No primeiro semestre, foram encontradas 77 vulnerabilidades no Windows,
número menor em comparação com as 116 falhas do mesmo
período em 2007.
Os números coincidem com o cenário atual da indústria
de software, que viu a revelação de vulnerabilidades cair
19% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado,
diz a Microsoft. O total de falhas consideradas críticas, contudo,
cresceu 13%.
Dados da Microsoft também mostram que o XP sofre mais ataques
do que o Vista. Em máquinas com o XP, o sistema continha 42% das
vulnerabilidades registradas. No caso dos computadores com Vista, o sistema
somava 6% de todas as falhas do PC.
A falhas mais explorada via browser, de acordo com a Microsoft, é
o bug no MDAC (Microsoft Data Access Components), corrigido no alerta MS06-014
em abril de 2006 e ainda alvo de 12,1% das tentativas de ataques na internet.
A segunda falha mais popular envolve uma vulnerabilidade no software multimídia
RealPlayer. (IDG News)
05.11 - Bankers são responsáveis por 60% dos ataques da
web brasileira
Os bankers, malwares criados para roubar senhas e outras informações
bancárias, são o principal problema de segurança da
internet brasileira.
Segundo a quinta edição do Security Intelligence Report
(SIR), divulgada nesta segunda-feira (03/11), os bankers foram responsáveis
por 60% dos ataques registrados entre janeiro e junho deste ano.
Isso equivale a um universo de 1,5 milhão de computadores, informou
Djalma Andrade, gerente de Segurança da Microsoft no Brasil. "Esse
tipo de invasor está se tornando um crime organizado", afirmou Andrade.
No total, 2,5 milhões de computadores foram atacados.
Outro ponto importante, de acordo com o relatório da Microsoft,
é que os sistemas operacionais estão mais seguros. O estudo
afirma cerca de 90% dos ataques são executados a partir dos aplicativos.
"Até um tempo atrás, a maioria dos worms e trojans se
aproveitavam de vulnerabilidades e da ausência de proteção
do próprio sistema operacional", disse. "Agora, os malwares tiram
vantagem de aplicativos como o navegador, editor de textos ou o editor
de gráficos."
Apesar do alto número de ataques registrados, Andrade afirma
que os internautas não têm com o que se preocupar, desde que
sigam alguma regras básicas - e conhecidas há bastante tempo.
"O primeiro ponto de proteção é manter os sistemas
e os aplicativos atualizados. É preciso atualizar desde o antivírus
e o antispyware até o editor de textos e os navegadores", afirmou.
"Outra coisa fundamental: tome muito cuidado com links e anexos de
e-mails. Esses link direcionam o usuário para sites que enganam
o internauta e fazem com que ele baixe aplicativos maliciosos em seu computador",
disse. Segundo o executivo, esses passos básicos são suficientes
para reduzir os riscos e usar a internet com segurança. (Pedro Marques
- IDG Now)
05.11 - Dell investe em design para vender seus novos laptops
Fileiras bem ordenadas do que parecem ser pinturas abstratas estão
penduradas em uma parede do laboratório de design da Dell, em Austin,
no Texas. Há uma aquarela chamativa em turquesa, preto e verde,
com um padrão de mosaico de pontos brancos e vermelhos e formas
geométricas. Outra tela é coberta de esboços desenhados
a mão de azeitonas verdes, violetas e laranjas. As pinturas, no
entanto, não são obras de arte. São dezenas de protótipos
de futuros computadores portáteis. Ao vê-las mais de perto,
percebe-se o logotipo da Dell em cada uma das pinturas.
O nome por trás da idéia é Ed Boyd, uma das contratações
mais incomuns da Dell nos últimos anos. Boyd é um desenhista
industrial que costumava inventar óculos escuros e tênis para
a Nike. Agora, aos 43 anos, tenta tornar o design uma parte integral da
Dell, a fabricante de computadores pessoais há muito conhecida por
criar caixas cinzas e maçantes. "Estava cético de que pudesse
ser badalado", diz Boyd, que se juntou à empresa no ano passado.
"Aceitei o emprego quando ouvi que o laboratório de design funcionaria
como um grupo de desenvolvimento de [bens] de consumo."
A Dell pretende lançar os três primeiros laptops com os
desenhos coloridos no dia 11, nos Estados Unidos, a tempo da temporada
de fim de ano. Os consumidores terão de pagar US$ 75 adicionais
pelos desenhos, além dos US$ 699 pelo preço de tabela dos
computadores portáteis de baixo custo. Os desenhos são do
pintor nigeriano Joseph Amédokpo, do artista gráfico sul-africano
Siobhan Gunning, e do desenhista canadense Bruce Mau.
Para Boyd, este é apenas o começo. No próximo
ano, a Dell deixará os compradores personalizarem seus laptops de
formas vertiginosas, misturando porções de cores, padrões
e texturas. As opções irão muito além do punhado
de escolhas disponíveis na maioria de seus concorrentes. Basicamente,
Boyd pegou a abordagem da Nike de deixar as pessoas criarem seus próprios
tênis e está tentando aplicá-la no mundo dos computadores.
"Estamos levando a idéia [dos computadores feitos sob medida] ao
próximo estágio", diz Boyd.
Uma mudança de sorte certamente viria bem para a Dell. A outrora
poderosa fabricante de PCs vem tropeçando nos últimos anos:
a ações caíram mais de 60% desde 2005. Mesmo depois
de o fundador Michael S. Dell ter voltado a ocupar o cargo de executivo-chefe
em 2007, a companhia continua a perder terreno para a Apple e a renascida
Hewlett-Packard (HP).
"Tínhamos expectativas melhores para a recuperação
da Dell a esta altura", observa o analista sênior Clay Sumner, da
FBR Research. O valor de mercado da Dell agora é de US$ 24 bilhões,
em comparação com os US$ 93 bilhões da Apple e os
US$ 87 bilhões da HP. O fluxo líquido de caixa no balanço
da Apple é quase o mesmo que o valor de mercado da Dell.
Michael Dell sustenta que a empresa progrediu. Diz que os esforços
de Boyd ajudaram a Dell a voltar a ficar bem encaminhada, especialmente
com os consumidores. "Temos produtos mais excitantes do que nunca saindo
no segundo semestre deste ano", disse Dell em um discurso, em junho. "Fundamentalmente
é isso o que traz novos consumidores."
Ainda assim, o momento é terrível para a Dell. Com a
economia dirigindo-se a uma recessão e os consumidores cortando
gastos, será difícil cobrar qualquer coisa extra por um design
mais descolado. Analistas dizem que isso é especialmente verdadeiro
para empresas como a Dell, cujo design não têm uma reputação
estabelecida. "Os preços serão mais importantes para os consumidores
por causa da deterioração econômica", destaca a analista
Mika Kitagawa, da consultoria e empresa de pesquisas de mercado Gartner.
Boyd está acostumado a assumir riscos. No ano passado, contratou
um obscuro grafiteiro chamado Mike Ming para criar imagens para os produtos
da Dell, o que preocupou alguns dos executivos mais conservadores na companhia.
Também aprovou um teclado menor que o normal para o primeiro mini
notebook da Dell, uma decisão com a qual o fundador da empresa claramente
esteve em desacordo. "Michael Dell queria a experiência de um teclado
completo", diz John Thode, vice-presidente da Dell para produtos de consumo
de pequeno porte.
Então, começaram a chegar os números de vendas
desses produtos. Uma edição limitada de um laptop desenhado
por Ming e o minicomputador portátil, lançados há
poucos meses, superaram as expectativas, segundo executivos da empresa.
"Recebi um e-mail de Michael dizendo: 'continue, continue, continue'",
conta Boyd.
O pessoal de design de Boyd agora soma 120 pessoas, espalhadas de Austin
até Miami e Cingapura. Já há mais de dez doutorados
no grupo, de áreas como engenharia, ciência da computação
e psicologia cognitiva. Além dos novos produtos, eles trabalham
em embalagens para economizar custos como um travesseiro inflável
de plástico reciclado. Também tentam reformular a experiência
de compra na internet no site Dell.com. Entre outras coisas, tentam substituir
a navegação com cliques, cheia de interrupções,
por uma mais fluida, de rolagem de imagens. "O design não é
apenas cosmético", diz Boyd.
No ano passado, a Dell tentou oferecer aos consumidores uma dúzia
de cores diferentes para seus computadores portáteis, mas a empresa
não conseguiu entregar os aparelhos no tempo prometido. Os atrasos
irritaram os clientes e desencadearam uma série de comentários
críticos em blogs e notícias na imprensa. Boyd diz que desta
vez a Dell estará preparada para entregar uma combinação
de cores e desenhos ainda mais complicada.
As rivais irão tentar os consumidores com seus próprios
desenhos novos. A Apple acaba de lançar uma linha de computadores
portáteis de espessura fina, feitos de uma peça única
de alumínio. A concorrência mais acirrada pode vir da HP,
que vem investindo em design há muito mais tempo que a Dell e usou
essa vantagem para ultrapassá-la, dois anos atrás, assumindo
a posição de maior fabricante mundial de PCs. Neste quarto
trimestre, a HP está lançando um PC com tela sensível
ao toque, o laptop mais fino do mercado e um minicomputador portátil
de US$ 700 com o desenho de uma peônia vermelha e violeta elaborado
pela estilista de moda Vivienne Tam.
Esses tipos de produtos podem revelar-se uma tarefa de venda complicada
neste fim de ano. Porém, se Boyd e a Dell continuarem investindo
em design, podem acabar encontrando uma audiência mais receptiva.
"As pessoas querem apetrechos que tenham boa aparência no campus
ou em um café", diz Kitagawa, do Gartner. "A padronização
será mais e mais importante. No longo prazo, é o caminho
a seguir." (Reena Jana - BusinessWeek, tradução de Sabino
Ahumada - Valor Online)
05.11 - Internet e TV caminham juntas
Cerca de um terço das atividades de internet nos domicílios
americanos acontecem enquanto os usuários assistem à TV,
o que sugere que a velha mídia divide as atenções
do usuário com a nova, em lug |