14.11 - Ferramenta rastreia epidemia de gripe
O gigante das buscas online Google lançou uma ferramenta que
ajudará os especialistas em saúde dos Estados Unidos a rastrear
a epidemia anual de gripe.
O Google Flu Trends utiliza termos que as pessoas inserem em seu programa
de buscas para determinar em que áreas do país a gripe está
em ascensão e notifica o Centers for Disease Control and Prevention
dos Estados Unidos em tempo real.
"Descobrimos que certos termos de busca são bons indicadores
de atividade da gripe", anunciou o Google.
"O que a ferramenta faz é tomar os termos de busca por gripe
e doenças semelhantes, no Google, e emular um sinal que nos informa
sobre o volume de atividade relacionada a gripe que está acontecendo",
disse Lyn Finelli, diretora de vigilância contra a gripe.
Estudos indicam que entre 35% e 40% de todas as visitas à internet
são iniciadas por pessoas que buscam informações de
saúde. Quando uma pessoa adoece, tende a realizar buscas sobre seus
sintomas.
O Google está mantendo o sigilo sobre os termos de busca que
ele considera na varredura, mas os sintomas da gripe e similares incluem
febre, dores musculares e tosse. Espirros em geral acontecem devido a outros
vírus, como os rinovírus.
Atualmente, o CDC depende de centros que reportam sobre as pessoas
que procuram seus médicos apresentando sintomas semelhantes aos
da gripe e de testes de laboratório que confirmam se o paciente
sofre da doença.
A ferramenta do Google acompanhará as atividades relacionadas
à gripe quase em tempo real, anunciou a empresa. (MAGGIE
FOX - Reuters/Jornal do Commercio do Brasil)
14.11 - Microsoft leva mais de sete anos para corrigir vulnerabilidade
Sete anos e meio. Esse foi o tempo que a Microsoft levou para corrigir
um problema em um componente do Windows chamado Server Message Block (SMB),
usado para compartilhar documentos e arquivos via redes de computadores.
A falha foi descoberta em março de 2001 e, desde então, hackers
desenvolveram vários códigos para explorar a vulnerabilidade.
O problema só foi corrigido na terça-feira (11/11), com a
divulgação do pacote de correções mensal da
Microsoft.
"Isso e, definitivamente, fora do comum", disse o gerente de pesquisas
da Symantec, Ben Greenbaum. Ele disse que não sabe o motivo de a
Microsoft ter demorado tanto tempo para corrigir a falha.
"Esperei desde 2001 por essa correção", disse Eric Schultze,
Chief Technology Officer da Shavlik Technologies. Segundo Schultze, a falha
deixava as redes corporativas muito vulneráveis.
Para explorar a falha no componente SMB, é preciso precisa enviar
um e-mail malicioso que tentaria se conectar a um servidor administrado
pelo hacker. Esse servidor tentaria então roubar as credenciais
de autenticação da vítima. Teoricamente, uma aplicação
de firewall bloquearia esse tipo de ataque. Mas dentro de uma rede corporativa,
as chances de esse ataque funcionar são bem maiores.
Por isso mesmo, Schultze disse que considera o patch "crítico"
para computadores em ambientes corporativos. Segundo ele, é muito
fácil executar um ataque SMB hoje em dia. Procurada pela reportagem,
a Microsoft não se manifestou. (IDG News)
14.11 - Falha em antivírus AVG provoca reboot em PCs com Windows
XP em português
A AVG Technologies divulgou, na quarta-feira esclarecimentos sobre
a correção de um erro nas versões gratuita e comercial
do antivírus AVG 7.5 e AVG 8.0. O problema provoca o reboot contínuo
de máquinas rodando o sistema operacional Windows XP em português,
italiano, holandês, francês e espanhol.
O erro no scanner do AVG acusa o arquivo "user32.dll" de conter o cavalo-de-tróia
PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e aconselha o usuário a remover
o arquivo. O procedimento leva diversas máquinas a entrarem em loop
de reinicialização.
No comunicado, a AVG informa que está liberando imediatamente
uma nova atualização dos softwares afetados para corrigir
o problema. A empresa também comunica a criação de
uma seção de informações específicas
no website da AVG para permitir que os usuários resolvam o problema.
Para obter informações adicionais e fazer o download
da ferramenta para correção, os usuários devem acessar
os seguintes links: http://www.avg.com/support/HotTopics1574
FalsePositiveuser32.dll http://www.avg.com/support/HotTopics1574
FalsePositiveuser32.dll - fix tool
"Os usuários que não conseguirem usar seus PCs devem
entrar em contato com seu revendedor da AVG ou pedir a algum amigo para
fazer o download das informações e da ferramenta de correção.
Após rodar a ferramenta de correção, os usuários
devem colocar em funcionamento o programa de atualização
do AVG para fazer o download e instalar a atualização correta
da AVG", explica a empresa em seu comunicado, reforçando um pedido
de desculpas pelo inconvenientes aos usuários do antivírus.
(IDG Now)
14.11 - Mais de 800 mil novas ameaças surgem em 2008, alerta
McAfee
O ritmo das pragas virtuais lançadas neste ano continua acelerado.
Segundo dados da McAfee (que lançou no Brasil sua linha 2009 de
soluções de proteção), até o dia 10
de novembro foram identificadas 475.458 novas ameaças.
O número é o dobro do registrado no ano passado. E pode
atingir 800 mil ameaças até o final de dezembro, por conta
das festas de fim de ano (época em que os criminosos se aproveitam
de iscas como os cartões virtuais), segundo as estimativas da empresa
“Mais de 268 milhões de sites perigosos são acessados
todos os meses”, destaca David Klenske, diretor mundial de marketing para
a área consumer da McAfee. Segundo o executivo, os serviços
de busca são uma das principais formas de disseminação
de pragas virtuais, com 8 bilhões de sites potencialmente nocivos
sendo servidos por mês aos internautas. Pelos cálculos da
empresa, a cada 30 segundos, pelo menos um novo malware é criado.
O executivo veio ao Brasil para o anúncio da nova linha de produtos
da McAfee: VirusScan Plus, Internet Security e Total Protection, em suas
versões 2009, que incorporam a tecnologia Active Protection (também
conhecida como Artemis). Esse recurso permite acelerar o tempo de identificação
de uma ameaça para até menos de um segundo, de acordo com
a companhia, e utiliza o conceito de cloud computing para transferir para
os servidores da empresa via internet a tarefa de rastrear arquivos suspeitos,
minimizando o impacto no desempenho dos sistemas.
Para incrementar as vendas do VirusScan Plus, a empresa terá
preço promocional de Natal de R$ 49 para uma licença (o valor
normal é R$ 75). Já o pacote para três usuários
está cotado a R$ 99. Os produtos Internet Security e Total Protection
saem por R$ 119 e R$ 135, respectivamente, também para três
usuários. (Daniel dos Santos - PCWorld)
13.11 - Call Center virtual
Ferramenta traz todas as funções
de uma central convencional com a flexibilidade da tecnologia VoIP
Depois do sucesso do PABX Virtual, com mais de
dois mil ramais instalados, a Locaweb completa sua linha de serviços
de telefonia IP com o Call Center Virtual, voltado para empresas que queiram
montar sua rede de atendimento ou substituir o sistema convencional por
uma solução com custos baixos e diversas vantagens.
Com o Call Center Virtual é possível
controlar as ligações em fila e o período de espera
em tempo real, além de monitorar o status dos atendentes e dos ramais.
Outro benefício são os relatórios de chamadas, que
apresentam as ligações recebidas, atendidas e abandonadas,
e podem ser configurados por hora, dia ou mês. Além disso,
os levantamentos trazem dados sobre a origem das ligações,
detalhes de atendimento por agente e chamadas recebidas por horário.
A ferramenta ainda disponibiliza diferentes estratégias
de distribuição de chamadas, como a circular e por ociosidade,
e gravação das ligações realizadas e recebidas
com o tempo médio de atendimento e espera.
"O Call Center Virtual surgiu como um complemento
para o PABX Virtual. Desenvolvemos o sistema para uso interno e logo tivemos
a idéia de lançar o produto no mercado, pois tivemos um resultado
muito satisfatório.", afirma Dov Bigio, Gerente de Telecom da Locaweb.
(Maxpress)
13.11 - Erro no AVG gera reboot contínuo em PCs com Windows
Usuários do antivírus AVG levaram um susto esta semana
ao receberem instruções de apagar um arquivo crítico
do sistema operacional Windows, que foi erroneamente classificado pelo
software para um arquivo malicioso.
O scanner do AVG acusou o arquivo "user32.dll" de conter o vírus
do tipo cavalo-de-tróia PSW.Banker4.APSA ou Generic9TBN e instruiu
os usuários a removê-lo, o que levou diversas máquinas
a entrarem em loop de reinicialização.
E a única maneira de interromper o reboot contínuo era
fazer o boot da máquina com um CD do Windows rodando a opção
de reparo.
O AVG é bastante popular por conta de sua versão gratuita
para usuários residenciais. No entanto, esta não é
a primeira vez que um deslize da empresa gera problemas relacionados ao
arquivo user32.dll. No ano passado, a AVG alertou usuários que o
user32.dll havida sido modificado e poderia estar infectado. Na época,
a AVG Technologies não recomendou alguma ação específica
aos usuários, mas gerou uma onda de reclamações em
fóruns online.
No início deste mês, o AVG também deu outro escorregão
e registrou um falso positivo no Zone Alarm, outro produto de segurança.
A AVG disse que corrigiu o problema atual com o “user32.dll” e se desculpou
em seu fórum. (PC World)
13.11 - O perigo aumenta
Ameaças estão espalhadas pela internet; spams surfam
na obamania e nos problemas causados pela crise econômica
Uma pessoa linda, mas que você não conhece, manda fotos
íntimas por e-mail. Mas, antes de abrir as imagens, é preciso
acertar as condições, pela internet, para receber parte da
herança milionária de um nigeriano -também desconhecido-
que escolheu você para dividir a bolada.
O cenário é de ficção, mas é assim
que agem os spammers: apelando para emoções, desejos, curiosidades.
Além de temas genéricos, os bandoleiros virtuais valem-se
da agenda pública para tentar enganar o internauta.
Não foi por acaso que, no terceiro semestre deste ano, o número
de mensagens não-solicitadas sobre as eleições norte-americanas
superou os 100 milhões -diariamente, nos EUA.
E o candidato que venceu, Barack Obama, também viu seu nome
ser mais usado como isca para internautas desprevenidos: 80% desses spams
continham referência a ele, segundo a Secure Computing.
O objetivo é fazer com que o internauta clique em links que
comprometerão o micro para roubar informações.
O pior é que os criminosos on-line se organizam em redes cada
vez mais profissionais, que trocam dados e até vendem redes de PCs-zumbis.
A empresa de segurança Trend Micro calcula que o número
de vírus criados por hora deve ser multiplicado em quase 20 vezes
até 2015 -para 15 mil/hora. Já a Sophos detectou oito vezes
mais spams no terceiro trimestre deste ano em relação ao
trimestre anterior.
Os crimes que usam a rede não acontecem só por e-mail.
O inimigo cria estratégias para usar redes sociais, mensageiros
instantâneos e até arquivos de música para a invasão.
Inimigo que, de acordo com relatório de segurança anual
da Microsoft, é comum nos PCs brasileiros. O Brasil é um
dos países mais afetados do mundo, segundo estudo divulgado na semana
passada. Djalma Andrade, gerente de segurança da empresa, afirma
que grande parte desses computadores são máquinas domésticas,
que podem estar sendo devassadas.
Os números assustam, mas não significam que todo internauta
será vítima. Existem, basicamente, dois níveis de
proteção, que se complementam: a adoção de
hábitos saudáveis de navegação e a relacionada
aos softwares -atualização constante e proteção
de programas como antivírus -que podem ser gratuitos.
Nesta edição, veja como se defender e saiba como os criminosos
agem na rede.
36%
dos usuários de computadores temem receber um vírus eletrônico
em suas máquinas; o segundo maior motivo de preocupação
é em relação à privacidade, segundo pesquisa
global com internautas realizada pela BitDefender e divulgada na semana
passada (GUSTAVO VILLAS BOAS - Folha de S.Paulo)
13.11 - Positivo amplia linha de produtos
A Positivo Informática está ampliando sua atuação,
com uma área voltada para varejo e outra, uma unidade de negócios
recém-criada para o atendimento exclusivo ao mercado corporativo,
formado por grandes empresas e canais de distribuição.
A criação da nova divisão Positivo Empresas é
a maior aposta. Ela será totalmente dedicada ao atendimento de grandes
empresas e canais de distribuição com o objetivo de aumentar
a participação dos produtos da marca Positivo neste segmento
de vendas.
Esta área exige produtos de configurações robustas,
equipe de suporte ágil e capacitada, que viabilize a atualização
constante de máquinas e a melhor relação custo - benefício.
Já Viva melhor com Positivo é a nova assinatura que passa
a acompanhar o logotipo da companhia no mercado varejista. Os novos notebooks,
lançados ao mercado em setembro, foram os primeiros a trazer o conceito.
A nova assinatura está presente em todos os materiais de comunicação
da marca.
Novo mercado
Configurações personalizadas, Windows Vista Business,
tecnologia de processadores e soluções Intel, monitores de
15 a 22 polegadas, modalidades de garantia balcão e on-site com
SLA.
Mobile Z94
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5750, Windows Vista Home Premium,
3 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões,
leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada,
tela de LCD 14" widescreen, 3 portas USB, acabamento em black piano.
Mobile R46
- Notebook com Intel Core 2 Duo T5550, Windows Vista Home Premium,
2 GB de memória RAM, 250 GB de disco rígido, leitor de cartões,
leitor e gravador de CD e DVD, slot de expansão, webcam integrada,
tela de LCD 12" widescreen, 3 portas USB, aplicativo para Bluetooth, leitor
Fingerprint, acabamento em black piano.
Mobo White 1080
- Ultraportátil com Intel Atom N270, Windows XP Home Edition,
1 GB de memória RAM, 120 GB de disco rígido, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 10" widescreen, 3 portas USB, bateria com
autonomia de até 5 horas.
Mobo M970
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB
de memória RAM, 60 GB de disco rígido, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 8,9" widescreen, 2 portas USB, bateria com
autonomia de até 4 horas.
Positivo Mobo
- Ultraportátil com VIA C7-M, Windows XP Home Edition, 512 MB
de memória RAM, 2 GB em memória flash, leitor de cartões,
webcam integrada, tela de LCD 7" widescreen, 2 portas USB, bateria com
autonomia de até 4 horas, acabamento em preto e prata. (Jornal
do Commercio do Brasil)
12.11 - Segurança fragilizada
A Secure Computing, empresa de segurança de gateway corporativo,
acaba de divulgar os resultados de um estudo encomendado à consultoria
IDC. O estudo, que ouviu 100 profissionais de TI e responsáveis
pelas decisões de segurança em companhias americanas com
500 ou mais empregados, descobriu que 72% das organizações
não possuem soluções para impedir vazamento de dados
via email e 89% carecem de uma solução anti-spam eficaz.
Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou que enquanto muitos departamentos
de TI estão planejando atualizar sua infra-estrutura de segurança
para mensagens, muitos ainda não empregaram as sete tecnologias
exigidas para proteção avançada de correio.
"No geral, a nossa pesquisa descobriu que as empresas precisam aumentar
seus esforços para combater os riscos de segurança de email",
diz Brian Burke, diretor de Produtos de Segurança da IDC. "Enquanto
as companhias têm expressado preocupação sobre a segurança
de entrada e saída de email, suas soluções atuais
não estão fazendo o trabalho. Somente 11% dos entrevistados
possuem uma proteção adequada de entrada, e mais de 70% não
possuem nada para a prevenção de perda de dados sobre emails.
Estas organizações precisam aproveitar as novas soluções
e modelos de entrega".
Encriptação. O estudo revela que a encriptação
e a prevenção de perda de dados têm se tornado o problema
principal para os executivos de TI. De fato, 85% dos entrevistados relataram
que estavam muito ou extremamente preocupados com o vazamento de dados
nos emails. Apesar disto, somente 28% destes entrevistados tinham implementado
um sistema para impedir estes vazamentos, enquanto 56% planejam fazê-lo
no próximo ano.
A IDC acredita que a grande maioria dos incidentes de perda de dados
- 80% a 90% - ocorre acidentalmente. Não é de se estranhar,
que as companhias entrevistadas estavam muito mais preocupadas com a perda
acidental de dados do que vazamentos deliberados. Somente 5% das empresas
relataram que estavam extremamente preocupadas a respeito de pessoas internas
revelarem intencionalmente informação da companhia, enquanto
44% estavam extremamente preocupadas a respeito de perda acidental.
O estudo também descobriu que cada vez mais mensagens indesejadas
estão em contato com os sistemas de segurança de correio,
particularmente em grandes corporações. Em todas, 28% relataram
que as queixas sobre o spam aumentaram em mais de 10% desde o ano passado.
Defasagem. Atualmente, muitas dessas companhias dependem de tecnologia
antiga que não acompanha o crescente volume de spam e as técnicas
mais sofisticadas usadas pelos spammers. As soluções anti-spam
de vanguarda podem bloquear 99% ou mais de comunicações não
solicitadas. Entretanto, somente 11% das organizações estudadas
informaram que a sua segurança de mensagem atual cumpre esta medida,
e 60% disseram que sua solução não poderia proporcionar
até mesmo 95% de eficácia.
O estudo detalhado também destacou algumas importantes tendências
na infra-estrutura de segurança de mensagem. Em primeiro lugar,
as companhias estão muito interessadas em propostas híbridas
que combinam medidas de segurança on-premise e nas nuvens. Mais
de 60% dos entrevistados acreditam que essas propostas são mais
eficazes para as ameaças de entrada.
Mais da metade desses entrevistados estão usando atualmente
conexão e/ou tecnologia baseada em reputação para
derrubar os ataques no nível da rede. Entretanto, devido a muitas
dessas companhias não estar usando tecnologia de ponta, suas soluções
possuem uma eficácia menor a 75%. (Jornal do Commercio
do Brasil)
12.11 - Crackers já têm ferramentas que podem paralisar
a internet
Os crackers estão se armando com ferramentas que, na prática,
podem tirar do ar as maiores redes de computadores do mundo - incluindo
os principais sites da internet, informou na segunda-feira o jornal The
New York Times.
Para criar a ameaça, os crackers dominam redes de computadores
que são usadas em ataques de negação de serviço.
Nesses ataques, uma grande quantia de pacotes de dados é direcionada
a um site ou rede, criando um congestionamento. O excesso de tráfego
acaba por derrubar o servidor e tirar os sites do ar.
Apesar de não ser novo, um relatório que deve ser divulgado
na terça-feira (11/11) afirma que esse tipo de ataque está
ficando mais poderoso. Agora, os crackers conseguem congestionar redes
com até 40 gigabits de dados. As maiores empresas de internet, no
entanto, usam redes de 10 gigabits de dados, no máximo.
As grandes operadoras de infra-estrutura de internet, como a AT&T
afirmam estar preparadas para a maioria dos ataques de negação
de serviço. A estratégia usada é um “amortecedor de
impacto”, que consegue bloquear parte dos ataques, mas pode ser ineficaz
em investidas de grande escala. A AT&T acredita que a cooperação
com outros provedores de infra-estrutura pode ajudar a combater o problema.
O relatório foi produzido pela Arbor Networks, que ouviu 70
empresas da América do Norte, da América do Sul, da Ásia
e Europa. (IDG Now)
12.11 - Ataque em massa pela web atinge 10 mil servidores na Europa
e EUA
Crackers promoveram um ataque em massa pela web colocando links maliciosos
em até 10 mil servidores espalhados pelo mundo, alertou a Kaspersky
na sexta-feira (07/11).
"Estimamos que foram atingidos entre 2 mil e 10 mil servidores em dois
dias, em sua maioria na Europa e nas Américas. Ainda não
está claro quem está fazendo isso", disse a Kaspersky.
Os criminosos usaram contas comprometidas nos portais ou usaram ataques
de injeção SQL, nos quais são escritos comandos de
banco de dados no navegador para alterar o portal.
Os crackers adicionaram uma linha de JavaScript nos portais infectados,
o que direcionava os usuários para um dos seus seis servidores maliciosos.
O usuário era, então, novamente direcionado para um servidor
na China que aproveitava falhas no Firefox, Internet Explorer, Flash Player
da Adobe e ActiveX, disse a Kaspersky.
Se o usuário não tiver os softwares atualizados, sua
máquina estaria vulnerável a spywares e cavalos-de-tróia.
Este tipo de ataque massivo pela web é cada vez mais comum,
disse Roger Thompson, chefe de pesquisa na AVG Technologies.
Thompson acredita que os crackers são estudantes chineses e
que este grupo é o mesmo que atacou os portais do Miami Dolphins
e do Dolphin Stadium no Super Bowl de 2007. (IDG News)
11.11 - Windows 7 pode sair no Natal de 2009
Parece que a aposentadoria não tirou o gás de Bill Gates,
eterno fundador da Microsoft. Na semana passada, ele esteve em Nova Déli,
na Índia (foto), para lançar o Microsoft DreamSpark. Tratase
de um software gratuito para estudantes que reúne as mais recentes
ferramentas da MS para programação e design. Enquanto isso,
continua o “vaporware” sobre a chegada do Windows 7 ao mercado. Especulava-se
que ele chegaria antes de 2010, ano originalmente programado para seu lançamento.
Até por causa dos problemas com o Vista. Na última sexta-feira,
mais fogo foi adicionado sob a chaleira especulativa por um website americano.
Segundo ele, numa apresentação na Hardware Engineering
Conference em Los Angeles um dos diretores da gigante do software afirmou
que o foco do Windows 7 será sair até o Natal do ano que
vem. (Aliás e a propósito: na semana que vem, a Digital trará
um teste com o pré-beta do sistema.) (G1)
11.11 - Computador eleva risco de miopia
Distúrbio visual é duas vezes maior em crianças
que passam muitas horas em frente aos monitores
Problema pode ter causas genéticas ou ambientais; entre estas,
o esforço visual para enxergar de perto pode criar miopia acomodativa
Crianças que passam muitas horas ininterruptas em frente ao
computador têm quase o dobro de chances de desenvolver miopia. A
conclusão é de um estudo com 360 crianças de nove
a 13 anos, realizado pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do
Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP).
No estudo, a porcentagem de miopia verificada entre as crianças
que passavam longas horas sem desgrudar os olhos do monitor foi de 21%.
A prevalência geral no Brasil, nessa faixa etária, é
cerca de 12%. A miopia é um erro de refração da luz
no olho, que faz com que a focalização da imagem ocorra na
frente da retina, deixando as imagens mais distantes desfocadas.
Segundo Queiroz Neto, suas causas podem ser genéticas ou ambientais.
Entre estas, o esforço visual para enxergar de perto pode acomodar
o sistema de focalização neste sentido, criando a chamada
miopia acomodativa. A dificuldade para enxergar de longe pode durar meses
e, se os hábitos persistirem, tornar-se um mal permanente, afirma
o oftalmologista. Ele acredita que a miopia acomodativa seja a explicação
para o maior número de míopes entre os viciados em computador
e videogames. "Há um aumento dos casos de miopia em todas as faixas
etárias, mas tenho notado um aumento significativo em crianças.
Claro que hoje temos recursos tecnológicos que favorecem o diagnóstico,
mas acho que não é só por isso. Nunca a população
começou a usar a visão de perto tão cedo quanto nas
últimas décadas", afirma Queiroz Neto.
Aumento mundial
Paulo Augusto de Arruda Mello, coordenador da comissão de ensino
do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) e professor de oftalmologia
da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que estudos
mundiais apontam que a população de míopes duplicou
nos últimos 20 anos. Embora os números confirmem o crescimento,
as causas não têm comprovação estabelecida.
"O que temos são hipóteses, mas nada pôde ser comprovado
em estudos controlados, que são muito difíceis de serem realizados
nesses casos", diz.
Ele enumera as três principais hipóteses para o aumento
do número de míopes: "Uma é o maior envolvimento da
população com atividades que exigem focalização
de perto; outra é a influência genética, pois se acredita
que o gene da miopia é dominante; finalmente, também especula-se
que agentes externos, como alimentos e medicamentos, podem estar contribuindo
para o o crescimento dos casos". Apesar de os estudos feitos até
hoje não serem conclusivos, Hamilton Moreira, presidente do CBO,
acredita que a hipótese de o esforço visual de perto favorecer
o desenvolvimento da miopia faz sentido cientificamente. "Há alguns
dados que levam a crer que diminuir o esforço visual de perto pode
diminuir a intensidade da manifestação da miopia. Por exemplo,
um estudo feito com crianças utilizou um colírio para evitar
a acomodação do olho [para enxergar perto] e reduziu a progressão
da miopia em relação ao grupo de crianças que utilizou
placebo."
Infelizmente, efeitos colaterais da substância utilizada, como
causar dilatação da pupila, não permitem que ela seja
utilizada para tratamento da miopia. "Mas o caminho é esse: procurar
uma forma de tratar a miopia clinicamente bloqueando a acomodação
por meio de substâncias que tenham esse efeito com o mínimo
de efeitos colaterais indesejável", acredita Moreira.
Controle de risco
"Quando o olho está em fase de desenvolvimento é mais
vulnerável à acomodação que pode aumentar o
tamanho do olho e causar uma miopia irreversível", diz Mauro Campos,
professor da Unifesp e editor dos "Arquivos Brasileiros de Oftalmologia",
do CBO. Para Campos, a questão não é apenas o computador,
mas o número de horas que as crianças, principalmente em
centros urbanos, passam em atividades que exigem só a visão
de perto. "A alfabetização precoce, a substituição
de brincadeiras de rua, ao ar livre e com horizonte mais amplo, por atividades
em locais fechados, além dos monitores de computador, favorecem
o esforço visual de perto. Tudo isso pode fazer com que o distúrbio
da visão apareça com o passar do tempo ou, se a criança
já tem predisposição, fazer com que a miopia se desenvolva
em maior grau." Uma vez instalada a miopia, é muito difícil
fazê-la regredir de forma significativa, segundo Campos. No entanto,
Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, acredita que, até a idade
de dez a 12 anos, o poder de acomodação do olho é
maior. "Se forem tomadas medidas para diminuir a intensidade e a freqüência
do esforço visual de perto é possível controlar o
desenvolvimento da miopia nessas crianças, se outros fatores, de
causas não ambientais, não estiverem envolvidos", afirma.
(IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
11.11 - Microsoft muda alvo
A Microsoft tenta vencer o Google na corrida para uma associação
com a Verizon Wireless no setor de telefonia móvel nos Estados Unidos,
segundo o jornal The Wall Street Journal. "A Microsoft chamou a atenção
da operadora móvel propondo uma melhor oferta para instalar sua
ferramenta de busca e as publicidades que estão associadas aos telefones
Verizon", afirmou o jornal, citando fontes ligadas ao caso.
"A Microsoft também oferece uma divisão mais generosa
dos lucros e a entrega de pagamentos líquidos mais elevados para
a Verizon", acrescentou.
A Microsoft desistiu, em maio, a comprar o Yahoo, que, por sua vez,
teve de abandonar o projeto de associação com o Google na
publicidade online ante a reticência das autoridades americanas reguladoras
da concorrência
"Nós apresentamos uma oferta, nós apresentamos uma segunda
oferta... E agora já deixamos tudo isso para trás", disse
o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, quando perguntado sobre
os planos da empresa depois que uma parceria entre Yahoo e Google foi cancelada.
"Tentamos em dado momento formar uma parceria com eles nos serviços
de busca e isso tampouco funcionou; nós decidimos fazer outra coisa,
e eles também. Não estamos interessados em voltar atrás
e reconsiderar uma aquisição. Não sei por que isso
interessaria a eles, também, para ser franco", disse Ballmer.
Em junho, Google e Yahoo, líder e vice-líder no mercado
de buscas na internet, anunciaram planos para uma parceria, que o Yahoo
via como maneira de se defender da Microsoft.
As duas empresas adiaram a implementação do pacto para
permitir que o Departamento da Justiça o revisasse, mas o Google
mais tarde optou por abandonar o acordo, em lugar de enfrentar uma disputa
legal prolongada. (Jornal do Commercio do Brasil)
10.11 - E-mails maliciosos sobre Obama atingem 60% das tentativas de
golpes online
Hackers estão aproveitando o resultado das eleições
presidenciais norte-americanas para lançar uma das maiores campanhas
de disseminação de e-mails maliciosos pela internet.
Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos PLC disse que
60% dos spams que a companhia detectou na quarta-feira (05/11) estama relacionados
ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele é facilmente
a personalidade mais famosa do planeta no momento e a fascinação
por ele não é apenas nos Estados Unidos. É mundial",
disse Cluley.
De acordo com outro pesquisador de segurança, da Websense, crackers
registraram de 15 a 20 domínios apenas na terça-feira (04/11),
dia das eleições, para hospedar sites falsos e malwares.
Todos os domínios estão em servidores chamados "fast
flux" (fluxo rápido). Com a tática, os criminosos trocam
os domínios rapidamente entre variados endereços IP para
impedir que seus servidores sejam desligados.
A tentativa de golpe mais comum é o que oferece um link que
supostamente levaria a um site com os resultados das eleições.
Quando o usuário clica no link, é redirecionado a um site
falso que pede a instalação de uma atualização
do Flash Player, da Adobe. No entanto, a ação instala um
cavalo-de-tróia no computador da vítima e pode roubar senhas
pessoais do usuário. (ComputerWorld)
10.11 - Intel Core i7 estréia em 17 de novembro
O Core i7, primeiro processador da família Nehalem, da Intel,
será lançado oficialmente no dia 17 de novembro, informou
a companhia em um convite para a estréia.
O chip voltado a computadores de alta performance atinge velocidades
de 2.66GHz a 3.20GHz. Segundo fontes familiarizadas com os planos da Intel,
os chips baseados na arquiteturea Nehalem - pelo processo de fabricação
de 45 nanômetros - serão destinados a sistemas avaliados acima
de mil dólares, no lançamento.
O modelo Core i7 920 quad-core de 2.66GHz está avaliado em 330
dólares no vendedor online Isorm. O Core i7 940 de 2.93GHz é
vendido a 640 dólares, enquanto o Core i7 965 Extreme Edition de
3.2GHz é ofertado a 1.150 dólares - ambos os modelos também
são quad-core.
Os chips Nehalem são um upgrade dos processadores Core 2 da
Intel, que são atualmente usados em laptops e desktops. A tecnologia
destes chips reduzem gargalos na micro arquitetura Core para melhorar a
velocidade do sistema e a performance por watt. Os chips serão posteriormente
oferecidos em versões para desktops e laptops de consumo em 2009.
A Intel também pretende integrar funções gráficas
nas CPUs da linha Nehalem, que podem eliminar a necessidade de placas gráficas
externas e aumentar a eficiência em PCs. A proposta, no entanto,
não elimina a necessidade de placas gráficas para usuários
mais avançados, especialmente gamers. (IDG Now)
10.11 - Microsoft descarta oferta pelo Yahoo
O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, disse que a empresa não
tem mais interesse em adquirir o Yahoo. "Nós apresentamos uma oferta,
nós apresentamos uma segunda oferta... E agora já deixamos
tudo isso para trás", disse o executivo em Sydney. Na quarta-feira,
o presidente do Yahoo, Jerry Yang, disse que um acordo entre as duas empresas
seria a melhor solução para o Yahoo, depois do fracasso da
parceria com o Google. (O Estado de S.Paulo)
07.11 - E-mail com vídeo de Barack Obama instala cavalo-de-tróia
Barack Obama acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos e um
e-mail com um cavalo-de-tóia que promete um vídeo com uma
entrevista com novo comandante dos Estados Unidos já circula na
internet.
Ao clicar no link do e-mail, o usuário instala o arquivo chamado
"BarackObama.exe, que contém o cavalo-de-tróia que, se instalado
no PC do usuário, pode roubar dados pessoais.
Segundo a Websense a maioria dos antivírus não deteca
o cavalo-de-tróia. (IDG Now)
07.11 - Positivo fará placas para notebook
A Positivo Informática iniciará a montagem de placas-mãe
para seus próprios notebooks em janeiro de 2009. Atualmente, a empresa
importa o produto, mas, a partir do ano que vem, vai comprar apenas os
componentes, o que reduzirá os custos de produção.
O investimento estimado é de R$ 9,4 milhões. "A verticalização
ocorrerá aos poucos'', disse o vice-presidente financeiro, Ariel
Szwarc. Segundo ele, a iniciativa garantirá uma redução
nas importações da companhia. (O Estado de S.Paulo)
07.11 - Google desiste de parceria com Yahoo
O Google cancelou planos de uma parceria de busca patrocinada com o
Yahoo diante da oposição de órgãos reguladores
e anunciantes, disse David Drummond, diretor de assuntos legais do Google.
O Yahoo expressou consternação com a decisão do
Google, dizendo estar "desapontada que o Google tenha decidido sair do
acordo em vez de defendê-lo na Justiça".
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em um comunicado
divulgado ontem, informou ter avisado o Google que planejava entrar com
um processo para barrar o acordo com base em regras antitruste.
O Google e o Yahoo, respectivamente número 1 e número
2 no mercado de buscas na internet, anunciaram a planejada parceria em
junho. O Google informou que desistiu do acordo para evitar uma batalha
jurídica.
Rumores de que a Microsoft estaria em conversas avançadas para
comprar o Yahoo não são verdadeiras. As ações
do Yahoo subiram 11% no início do pregão depois que uma reportagem
na internet afirmou que o presidente-executivo da companhia, Jerry Yang,
estaria deixando a empresa e que o Yahoo estaria em negociações
para a venda integral da empresa para a Microsoft por um preço entre
US$ 17 e US$ 19 por ação. (Reuters/Jornal do Commercio
do Brasil)
06.11 - Microsoft mostra novo Windows
A Microsoft apresentou na semana passada o Windows 7, nova versão
de seu sistema operacional. Ele terá suporte a telas sensíveis
a toques e facilidades para personalização.
O sistema deve ser lançado para teste no início do ano
que vem.
A empresa afirmou que o Windows 7 será mais rápido e
fácil de usar que o Vista, seu antecessor.
Segundo a Microsoft, a próxima versão do pacote Office
irá incluir uma versão para que os documentos de texto e
planilha funcionem dentro de um navegador de internet.
A medida foi vista como uma resposta à rival Google, que disponibiliza
gratuitamente o Google Docs para edição de textos, planilhas
e apresentações por meio da internet. (Folha de S.Paulo)
06.11 - Invasões a PCs crescem 92%
Uma pesquisa realizada pela Microsoft mundialmente, que pela primeira
vez incluiu o Brasil, apurou um salto de 92% no número de computadores
brasileiros com algum tipo de invasão ou software indesejado.
A quinta edição do Relatório de Inteligência
e Segurança da Microsoft mostra números do primeiro semestre
deste ano em relação a igual período do ano passado.
Segundo a empresa, os dados são de "centenas de milhares de
computadores ao redor do mundo" e tem como objetivo conscientizar a população
sobre os crimes na internet.
As principais invasões e ameaças detectadas foram as
usadas no roubo de senha e logins de bancos (trojans), presentes em mais
de 60% das máquinas pesquisadas no Brasil.
A quantidade de softwares indesejados instalados nas máquinas
cresceu 43% no primeiro semestre sobre 2007. De acordo com a Microsoft,
90% dos ataques são feitos por meio de aplicativos e 10% através
do sistema operacional.
Segundo o estudo, o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de
ataques, lista que hoje é liderada pelo Afeganistão.
(Reuters/Jornal do Commercio)
06.11 - Controle da internet é um desafio
Especialistas apontam temas de tecnologia que aguardam exame do novo
presidente dos EUA
A crise econômica mundial e as guerras no Oriente Médio
não são os únicos desafios que aguardam o novo presidente
dos EUA. No mundo da tecnologia, o homem que ocupar o cargo mais importante
do mundo deverá estabelecer um ambiente favorável à
inovação. De acordo com especialistas consultados pela Folha,
essa é a única maneira para o país se manter competitivo
no novo cenário global que se desenha.
Para voltar a fazer dos EUA um país inovador, o novo presidente
terá que cuidar do sistema educacional. Tom Foremski, blogueiro
que acompanha de perto as empresas do Vale do Silício na Califórnia,
diz que as escolas precisam formar os talentos de que a indústria
da tecnologia necessita.
Jonathan Zittrain, professor de direito na internet em Harvard e autor
de vários livros sobre a rede, concorda e diz que as instituições
de ensino precisam incentivar o pensamento criativo e a experimentação.
Neutralidade da rede
Zittrain também cita a importância da manutenção
da neutralidade da rede para um ambiente de inovação. O tópico
gera polêmica nos EUA e se refere ao acesso à banda larga
sem que haja interferência dos provedores de internet. Em outras
palavras, em uma rede neutra todos têm o direito de consumir banda
sem distinção.
Um dos medos dos defensores da neutralidade da rede é que as
grandes companhias de internet, como AT&T e Comcast, passem a cobrar
dos usuários por arquivos carregados na rede, como fotos e vídeos.
Howard Rheingold, autor que inventou a expressão "comunidade
virtual" e grande defensor da neutralidade, diz que uma rede não-neutra
poderia acabar com indústrias inteiras que surgem em alojamentos
universitários. O YouTube seria um exemplo de revolução
na indústria que teria dificuldades em prosperar num ambiente de
rede não-neutra.
Já Matthew Chapman, fundador do Science Debate 2008, iniciativa
que visa a colocar a tecnologia e a ciência no centro dos debates
eleitorais, diz que os EUA precisam adotar uma postura de "humildade" e
fazer investimentos não apenas em pesquisas.
O novo presidente teria que mudar a percepção dos americanos
em relação à ciência. Para Chapman, as atividades
intelectuais do país foram desprezadas por uma cultura que valoriza
o mundo dos esportes e o entretenimento "banal".
Ação colaborativa
Outras maneiras citadas pelos especialistas para fomentar um ambiente
favorável à inovação são leis de propriedade
intelectual que incentivem contribuições e permitam o que
chamam de "uso justo" de patentes, análises de casos de patentes
mais velozes, premiações e incentivos financeiros a pesquisa
e alianças globais no campo tecnológico/científico.
A questão energética
A maneira como a tecnologia será usada para criar formas alternativas
de energia é apontada pelos especialistas como outro grande desafio
ao novo presidente norte-americano.
Robert Merges, diretor do Centro de Lei e Tecnologia da UC Berkeley,
diz que a tecnologia de informação deverá ser usada
para acabar com a dependência do país em petróleo.
Para ele, o presidente terá que dar atenção desde
o monitoramento de fontes de energia solar e eólica à melhora
do uso da iluminação e aquecimento das casas. Merges diz
que a noção de "propósito nacional" dos EUA depende
da energia.
Programa Apolo
Jon Lebkowsky, escritor e autoridade em mídias sociais, diz
que a resposta para as questões energéticas talvez estejam
num novo Programa Apolo -projeto de viagens ao espaço desenvolvido
entre 1961 e 1975.
Lebkowsky diz que um programa intenso com foco nacional nas áreas
de engenharia, ciência, tecnologia e outras fontes de conhecimento
é obrigatório para os EUA se reestruturarem com sucesso.
(BRUNO ROMANI - Folha de S.Paulo)
05.11 - Windows Vista é mais seguro que XP, afirma Microsoft
Enquanto prepara seu próximo sistema operacional, o Windows
7, a Microsoft ainda defende que o Windows Vista é mais seguro do
que o Windows XP ao divulgar o Security Intelligente Report, nesta segunda-feira
(03/11).
No primeiro semestre, foram encontradas 77 vulnerabilidades no Windows,
número menor em comparação com as 116 falhas do mesmo
período em 2007.
Os números coincidem com o cenário atual da indústria
de software, que viu a revelação de vulnerabilidades cair
19% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado,
diz a Microsoft. O total de falhas consideradas críticas, contudo,
cresceu 13%.
Dados da Microsoft também mostram que o XP sofre mais ataques
do que o Vista. Em máquinas com o XP, o sistema continha 42% das
vulnerabilidades registradas. No caso dos computadores com Vista, o sistema
somava 6% de todas as falhas do PC.
A falhas mais explorada via browser, de acordo com a Microsoft, é
o bug no MDAC (Microsoft Data Access Components), corrigido no alerta MS06-014
em abril de 2006 e ainda alvo de 12,1% das tentativas de ataques na internet.
A segunda falha mais popular envolve uma vulnerabilidade no software multimídia
RealPlayer. (IDG News)
05.11 - Bankers são responsáveis por 60% dos ataques da
web brasileira
Os bankers, malwares criados para roubar senhas e outras informações
bancárias, são o principal problema de segurança da
internet brasileira.
Segundo a quinta edição do Security Intelligence Report
(SIR), divulgada nesta segunda-feira (03/11), os bankers foram responsáveis
por 60% dos ataques registrados entre janeiro e junho deste ano.
Isso equivale a um universo de 1,5 milhão de computadores, informou
Djalma Andrade, gerente de Segurança da Microsoft no Brasil. "Esse
tipo de invasor está se tornando um crime organizado", afirmou Andrade.
No total, 2,5 milhões de computadores foram atacados.
Outro ponto importante, de acordo com o relatório da Microsoft,
é que os sistemas operacionais estão mais seguros. O estudo
afirma cerca de 90% dos ataques são executados a partir dos aplicativos.
"Até um tempo atrás, a maioria dos worms e trojans se
aproveitavam de vulnerabilidades e da ausência de proteção
do próprio sistema operacional", disse. "Agora, os malwares tiram
vantagem de aplicativos como o navegador, editor de textos ou o editor
de gráficos."
Apesar do alto número de ataques registrados, Andrade afirma
que os internautas não têm com o que se preocupar, desde que
sigam alguma regras básicas - e conhecidas há bastante tempo.
"O primeiro ponto de proteção é manter os sistemas
e os aplicativos atualizados. É preciso atualizar desde o antivírus
e o antispyware até o editor de textos e os navegadores", afirmou.
"Outra coisa fundamental: tome muito cuidado com links e anexos de
e-mails. Esses link direcionam o usuário para sites que enganam
o internauta e fazem com que ele baixe aplicativos maliciosos em seu computador",
disse. Segundo o executivo, esses passos básicos são suficientes
para reduzir os riscos e usar a internet com segurança. (Pedro Marques
- IDG Now)
05.11 - Dell investe em design para vender seus novos laptops
Fileiras bem ordenadas do que parecem ser pinturas abstratas estão
penduradas em uma parede do laboratório de design da Dell, em Austin,
no Texas. Há uma aquarela chamativa em turquesa, preto e verde,
com um padrão de mosaico de pontos brancos e vermelhos e formas
geométricas. Outra tela é coberta de esboços desenhados
a mão de azeitonas verdes, violetas e laranjas. As pinturas, no
entanto, não são obras de arte. São dezenas de protótipos
de futuros computadores portáteis. Ao vê-las mais de perto,
percebe-se o logotipo da Dell em cada uma das pinturas.
O nome por trás da idéia é Ed Boyd, uma das contratações
mais incomuns da Dell nos últimos anos. Boyd é um desenhista
industrial que costumava inventar óculos escuros e tênis para
a Nike. Agora, aos 43 anos, tenta tornar o design uma parte integral da
Dell, a fabricante de computadores pessoais há muito conhecida por
criar caixas cinzas e maçantes. "Estava cético de que pudesse
ser badalado", diz Boyd, que se juntou à empresa no ano passado.
"Aceitei o emprego quando ouvi que o laboratório de design funcionaria
como um grupo de desenvolvimento de [bens] de consumo."
A Dell pretende lançar os três primeiros laptops com os
desenhos coloridos no dia 11, nos Estados Unidos, a tempo da temporada
de fim de ano. Os consumidores terão de pagar US$ 75 adicionais
pelos desenhos, além dos US$ 699 pelo preço de tabela dos
computadores portáteis de baixo custo. Os desenhos são do
pintor nigeriano Joseph Amédokpo, do artista gráfico sul-africano
Siobhan Gunning, e do desenhista canadense Bruce Mau.
Para Boyd, este é apenas o começo. No próximo
ano, a Dell deixará os compradores personalizarem seus laptops de
formas vertiginosas, misturando porções de cores, padrões
e texturas. As opções irão muito além do punhado
de escolhas disponíveis na maioria de seus concorrentes. Basicamente,
Boyd pegou a abordagem da Nike de deixar as pessoas criarem seus próprios
tênis e está tentando aplicá-la no mundo dos computadores.
"Estamos levando a idéia [dos computadores feitos sob medida] ao
próximo estágio", diz Boyd.
Uma mudança de sorte certamente viria bem para a Dell. A outrora
poderosa fabricante de PCs vem tropeçando nos últimos anos:
a ações caíram mais de 60% desde 2005. Mesmo depois
de o fundador Michael S. Dell ter voltado a ocupar o cargo de executivo-chefe
em 2007, a companhia continua a perder terreno para a Apple e a renascida
Hewlett-Packard (HP).
"Tínhamos expectativas melhores para a recuperação
da Dell a esta altura", observa o analista sênior Clay Sumner, da
FBR Research. O valor de mercado da Dell agora é de US$ 24 bilhões,
em comparação com os US$ 93 bilhões da Apple e os
US$ 87 bilhões da HP. O fluxo líquido de caixa no balanço
da Apple é quase o mesmo que o valor de mercado da Dell.
Michael Dell sustenta que a empresa progrediu. Diz que os esforços
de Boyd ajudaram a Dell a voltar a ficar bem encaminhada, especialmente
com os consumidores. "Temos produtos mais excitantes do que nunca saindo
no segundo semestre deste ano", disse Dell em um discurso, em junho. "Fundamentalmente
é isso o que traz novos consumidores."
Ainda assim, o momento é terrível para a Dell. Com a
economia dirigindo-se a uma recessão e os consumidores cortando
gastos, será difícil cobrar qualquer coisa extra por um design
mais descolado. Analistas dizem que isso é especialmente verdadeiro
para empresas como a Dell, cujo design não têm uma reputação
estabelecida. "Os preços serão mais importantes para os consumidores
por causa da deterioração econômica", destaca a analista
Mika Kitagawa, da consultoria e empresa de pesquisas de mercado Gartner.
Boyd está acostumado a assumir riscos. No ano passado, contratou
um obscuro grafiteiro chamado Mike Ming para criar imagens para os produtos
da Dell, o que preocupou alguns dos executivos mais conservadores na companhia.
Também aprovou um teclado menor que o normal para o primeiro mini
notebook da Dell, uma decisão com a qual o fundador da empresa claramente
esteve em desacordo. "Michael Dell queria a experiência de um teclado
completo", diz John Thode, vice-presidente da Dell para produtos de consumo
de pequeno porte.
Então, começaram a chegar os números de vendas
desses produtos. Uma edição limitada de um laptop desenhado
por Ming e o minicomputador portátil, lançados há
poucos meses, superaram as expectativas, segundo executivos da empresa.
"Recebi um e-mail de Michael dizendo: 'continue, continue, continue'",
conta Boyd.
O pessoal de design de Boyd agora soma 120 pessoas, espalhadas de Austin
até Miami e Cingapura. Já há mais de dez doutorados
no grupo, de áreas como engenharia, ciência da computação
e psicologia cognitiva. Além dos novos produtos, eles trabalham
em embalagens para economizar custos como um travesseiro inflável
de plástico reciclado. Também tentam reformular a experiência
de compra na internet no site Dell.com. Entre outras coisas, tentam substituir
a navegação com cliques, cheia de interrupções,
por uma mais fluida, de rolagem de imagens. "O design não é
apenas cosmético", diz Boyd.
No ano passado, a Dell tentou oferecer aos consumidores uma dúzia
de cores diferentes para seus computadores portáteis, mas a empresa
não conseguiu entregar os aparelhos no tempo prometido. Os atrasos
irritaram os clientes e desencadearam uma série de comentários
críticos em blogs e notícias na imprensa. Boyd diz que desta
vez a Dell estará preparada para entregar uma combinação
de cores e desenhos ainda mais complicada.
As rivais irão tentar os consumidores com seus próprios
desenhos novos. A Apple acaba de lançar uma linha de computadores
portáteis de espessura fina, feitos de uma peça única
de alumínio. A concorrência mais acirrada pode vir da HP,
que vem investindo em design há muito mais tempo que a Dell e usou
essa vantagem para ultrapassá-la, dois anos atrás, assumindo
a posição de maior fabricante mundial de PCs. Neste quarto
trimestre, a HP está lançando um PC com tela sensível
ao toque, o laptop mais fino do mercado e um minicomputador portátil
de US$ 700 com o desenho de uma peônia vermelha e violeta elaborado
pela estilista de moda Vivienne Tam.
Esses tipos de produtos podem revelar-se uma tarefa de venda complicada
neste fim de ano. Porém, se Boyd e a Dell continuarem investindo
em design, podem acabar encontrando uma audiência mais receptiva.
"As pessoas querem apetrechos que tenham boa aparência no campus
ou em um café", diz Kitagawa, do Gartner. "A padronização
será mais e mais importante. No longo prazo, é o caminho
a seguir." (Reena Jana - BusinessWeek, tradução de Sabino
Ahumada - Valor Online)
05.11 - Internet e TV caminham juntas
Cerca de um terço das atividades de internet nos domicílios
americanos acontecem enquanto os usuários assistem à TV,
o que sugere que a velha mídia divide as atenções
do usuário com a nova, em lugar de concorrer pela atenção
dele, informou a Nielsen em relatório.
O levantamento da empresa de medição de mercado constatou
que os usuários mais intensos de internet estão entre os
mais dedicados telespectadores, gastando mais de 250 minutos diários
ao aparelho, ante os 22 minutos de televisão a que as pessoas que
nunca usam a internet em média assistem.
As constatações podem ser boa notícia para as
redes de TV, que se preocupam com a perda de espectadores, e com eles verbas
publicitárias, para a internet.
Também ajudariam a explicar o aparente paradoxo entre o aumento
da audiência geral de TV em um período de igual ascensão
para as novas mídias.
O relatório se baseia em amostra de 3 mil pessoas, em mais de
mil domicílios, durante o mês de maio.
Mas o uso da TV ainda supera em muito as atividades online domésticas
-127 horas mensais versus 26, entre aqueles que utilizam a internet, com
o uso de vídeos na internet respondendo por apenas duas horas e
19 minutos mensais. (STEVE GORMAN - Reuters/Jornal do Commercio do
Brasil)
04.11 - Sites buscam novas fontes de receitas
Como diretor-presidente da Gaia Online, um ponto de encontro na internet
para cerca de 6 milhões de adolescentes, Craig Sherman deveria estar
preocupado sobre como o agravamento da situação econômica
poderá afetar a propaganda na internet. Mas ele não está.
Nem um pouco. Ao contrário de muitas companhias iniciantes da internet
que até recentemente viam os anúncios como um passaporte
para a riqueza, a Gaia consegue a maior parte de suas receitas mensais
de mais de US$ 1 milhão com vendas - nesse caso, itens virtuais:
roupas, jóias e outros acessórios para avatares, ou personagens
on-line. Eles vão de uns poucos centavos a US$ 10 ou mais a peça.
A margem bruta de lucro da Gaia sobre as vendas de produtos virtuais, que
cresceram dez vezes em relação há dois anos, supera
os 95%. Afinal, esses produtos são bits e bytes que poderão
se reproduzidos indefinidamente.
A Gaia é apenas uma de dezenas de companhias da internet que
cada vez mais garimpam fontes de receitas que vão além dos
anúncios. Os produtos virtuais são hoje um negócio
mundial que movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano. E as assinaturas
de sites, outrora vistas como uma proposta perdedora para a internet, se
tornaram um negócio de pelo menos US$ 2 bilhões, com milhões
de pessoas dispostas a pagar taxas mensais ou anuais para companhias como
a United Online e seus sites Classmates.com e Ancestry.com (especializado
em pesquisas genealógicas). Outras companhias estão vendendo
listas de empregos, listas de possíveis clientes e mais.
O momento é oportuno. A propaganda on-line está se deparando
com o primeiro obstáculo em mais de cinco anos, o que está
criando problemas para muitas das companhias iniciantes que contam com
os anúncios para as suas receitas. Em antecipação
à redução dos gastos com propaganda on-line, o serviço
de compartilhamento de vídeo Seesmic, a companhia especializada
em conteúdo adulto Zivity e a rede de anúncios AdBrite, que
conecta sites aos anunciantes, além de outras, começaram
a demitir funcionários. A desaceleração da propaganda
na internet que se aproxima está renovando o interesse nos outrora
desprezados modelos de negócios. "Muitas companhias iniciantes estão
lutando para enxergar além da propaganda", diz Reid Hoffman, presidente
do site LinkedIn e um investidor em mais de 50 empresas da internet, incluindo
o Facebook e o Digg. "Tenho visto as pessoas dizerem: 'Oh, temos um novo
plano que não envolve propaganda'".
Nenhum desses modelos de receita é inteiramente novo. Mas o
sucesso desenfreado do Google com os modestos anúncios de texto
apresentados junto aos resultados de busca, tornaram qualquer estratégia
que não a propaganda antiquada para a maior parte da mais nova geração
de companhias iniciantes da internet. E mesmo além dos efeitos da
economia, as empresas iniciantes aprenderam da maneira mais difícil
que os sites gratuitos, a maioria dos quais usa os anúncios para
pagar as contas, nem sempre funcionam bem. Três anos atrás,
por exemplo, o site de fotografia SmugMug tentou oferecer contas gratuitas
de compartilhamento de fotografias como um gancho para conseguir mais assinantes,
que pagam de US$ 39,95 a US$ 149,95 por ano para armazenar, compartilhar
e vender fotografias. Mas mesmo antes da SmugMug começar a considerar
se iria ou não colocar anúncios no site, ela descobriu que
as contas gratuitas estavam atraindo pornografia, afugentando outros usuários,
segundo afirma o diretor-presidente Don MacAskill. Agora, com 200 mil assinantes,
as receitas dobraram a cada ano nos últimos dois anos, para mais
de US$ 10 milhões no ano passado.
Enquanto os consumidores sempre reclamam por pagarem pelo acesso a
conteúdo on-line, as empresas têm uma disposição
maior em fazer a assinatura de um serviço que é importante
para elas. A Salesforce.com, por exemplo, deverá ter receita bruta
de US$ 1 bilhão no exercício que se encerra em janeiro, com
a venda de serviços on-line de acompanhamento de clientes e administração,
com taxas a partir de US$ 9 por mês por usuário. O sucesso
da companhia ajudou a criar a chamada indústria das empresas de
software enquanto serviço, que fornecem programas on-line para gerenciamento
de folha de pagamento, colaboração e muitas outras funções.
No entanto, o modelo mais surpreendente a alcançar os consumidores
em massa é o dos produtos virtuais. Eles são mais comuns
em mundos on-line como o Second Life, em que as pessoas criam avatares
para brincar e colaboram para uma ambientação na forma de
jogo, além de jogos on-line como o "World of Warcraft", em que as
pessoas adquirem ferramentas, bugigangas e poções mágicas.
Há anos os produtos virtuais têm sido o principal modelo de
negócios de sites populares na Ásia. Dois terços das
vendas de US$ 523 milhões dos sites de relacionamentos Tencent da
China vêm de produtos virtuais como animais de estimação;
apenas 13% das receitas têm origem na propaganda.
Agora, os produtos virtuais também poderão se transformar
numa fonte de dinheiro crucial para os florescentes sites de jogos menos
sofisticados e as redes de relacionamento dos EUA. Tome o Facebook: ele
é um dos sites da internet que mais cresce, mas vem tendo dificuldades
para ganhar dinheiro com propaganda. Isso porque os anúncios mais
distraem do que atraem a atenção nos sites em que as pessoas
estão lá para interagirem umas com as outras. Por outro lado,
os produtos virtuais são essencialmente artefatos sociais que as
pessoas usam para ganhar status entre os colegas on-line. Isso faz deles
uma combinação melhor que a propaganda tradicional em sites
voltados para a socialização. O Facebook vende presentes
virtuais como rosas e cervejas por US$ 1 a unidade, e são hoje um
negócio milionário.
Os marqueteiros estão percebendo isso e começam a usar
os produtos virtuais como substitutos dos anúncios tradicionais.
A New Line Cinema promoveu seu filme "Sex and the City" em maio com sapatos
virtuais distribuídos gratuitamente na internet. Em 24 horas, membros
do Facebook deram mais de 500 mil Manolo Blahniks de presente uns aos outros,
respondendo por mais de 220 milhões de acessos no Facebook no primeiro
dia de exibição do filme. Muitas pessoas os mantêm
em seus perfis, provando uma associação de marca duradoura
com o filme. "Algumas de nossas melhores experiências vêm dos
presentes virtuais", disse a diretora operacional do Facebook, Sheryl Sandberg.
Por mais promissoras que possam ser, essas fontes alternativas de receitas
não serão fortes o suficiente para, sozinhas, salvarem muitas
companhias. Até mesmo as empresas iniciantes da internet poderão
ter dificuldades para mudar rapidamente seus modelos de negócios.
E é quase certo que o mercado de propaganda on-line, que movimenta
US$ 26 bilhões, continuará sendo muito maior que as outras
fontes de receita durante anos. Mas à medida que os anunciantes,
abalados pela recessão, vão cortar os orçamentos de
propaganda nos próximos meses, as alternativas podem ser a última
esperança para muitas companhias da internet. (Robert D. Hof - BusinessWeek,
tradução de Mário Zamarian - Valor Online)
03.11 - Documento da Microsoft revela mais informações
sobre o Windows 7
A Microsoft revelou na última semana, durante o Professional
Developers Conference (PDC), os cinco pilares de seu próximo sistema
operacional, o Windows 7. Algumas horas antes, porém, a própria
companhia vazou mais informações sobre o novo sistema. Os
dados estavam em um documento chamado "Windows 7 Pre-release (M3) Privacy
Supllement", que trata da questão da privacidade dos usuários.
Veja abaixo alguma das novidades reveladas pelo documento:
- Aparentemente, o Windows 7 virá em múltiplas versões,
como foi feito com o Vista. O BitLocker, sistema de criptografia de dados
que estreou no Vista, estará disponível nas versões
"Enterprise" e "Ultimate".
- Haverá um novo recurso, chamado "Driver Protection", que trará
uma lista de drivers considerados instáveis e prejudiciais ao sistema
operacional. A lista de drivers instáveis será atualizado
automaticamente através do Windows Update.
- O Windows 7 também terá um sistema de ativação
de software. O processo, incluído pela primeira vez no Windows XP,
tem o objetivo de "amarrar" a cópia do Windows 7 a apenas um computador.
O documento não traz mais nenhuma informação nova
sobre o assunto.
Os clientes poderão atualizar para uma versão superior
do Vista a qualquer momento, bastando usar a ferramenta "Windows Anytime
Upgrade", outra ferramenta que estreou no Vista.
O próximo sistema operacional da Microsoft está previsto
para chegar ao mercado no final de 2009 ou no começo de 2010. Por
ora, estima-se que o novo Windows será uma versão melhorada
do atual sistema da companhia. Steve Ballmer, Chief Executive Officer (CEO)
da Microsoft, admitiu há algumas semanas que o 7 será "o
Vista, mas muito melhor". (IDG News)
03.11 - Demanda por software que avalia e mede risco de carteira dobra
Bernardo Gomes, presidente da Senior Solution, que desenvolve software
para o mercado financeiro, notou que a procura por seu programa de avaliação
online de carteiras de crédito, voltado a gestores de carteira,
dobrou nos últimos 40 dias. Com a demanda maior na crise, lançou
neste mês um software que também analisa o risco dos investimentos
em diversos cenários e já vendeu cinco licenças. Agora,
quer estender o produto a pessoas físicas e empresas. (Guilherme
Barros - Folha de S.Paulo)
03.11 - Spammers usam crise financeira como isca
Como se os bandidos virtuais já não tivessem assunto
demais para usar como isca para pegar os mais inocentes na Internet, a
crise financeira mundial está lhes dando mais munição,
segundo os pesquisadores da BitDefender. Eles estão atraindo destinatários
com promessas de serviços de eliminação ou redução
de débitos, hipotecas e outras obrigações fiscais
ou de crédito. A mensagem conduz o usuário a sites de phishing,
que roubam dados. (O Tempo)
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