22.08 - Internet não cresce no Brasil há três anos,
diz pesquisa
Porcentagem de brasileiros conectados à Rede está no
mesmo patamar desde março de 2008; entretanto, navegação
se sofisticou
A nona edição da pesquisa F/Radar, realizada semestralmente
pela F/Nazca com o apoio operacional do Datafolha, constatou que 51% dos
brasileiros com mais de 16 anos têm o costume de acessar a internet,
apenas 4 pontos acima do resultado de março de 2008, tendência
já apontada pela leitura anterior, a F/Radar 8. A margem de erro
é de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
No mesmo período, a posse de banda larga doméstica saltou
de 12% para 31% da população, o que indica melhoria na qualidade
da navegação entre aqueles que já se conectavam à
Rede. O fenômeno, porém, ainda se restringe aos mais ricos.
Nas classes AB, 62% têm internet rápida na própria
residência, enquanto que na classe C, 22%, e nas classes DE, somente
4%. Apenas indicado na edição anterior, o acesso em casa
passou a ser, pela primeira vez, mais relevante do que em lan houses. Além
disso, a parcela daqueles que acessam diariamente subiu desde então
de 32% para 41% dos internautas.
Ainda nos últimos três anos, o acesso móvel dobrou,
chegando a 11% da população, com alta principalmente entre
os menores de 24 anos.
A F/Nazca realiza a pesquisa sobre internet desde o início de
2007. No levantamento de abril de 2011, foram feitas 2.286 entrevistas
em 145 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais
para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança
de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações
do Censo 2000 e estimativas 2009 do IBGE. (Executivos Financeiros)
17.08 - Brasil é o 3º no mundo em venda de computadores
O Brasil assumiu a terceira colocação mundial na venda
de computadores no segundo trimestre, segundo a consultoria IDC.
Foram vendidos 3,86 milhões de máquinas, 12,5% mais que
em igual período de 2010. O número é um novo recorde
para um trimestre, superando a marca de 3,6 milhões dos primeiros
três meses deste ano.
De abril a junho, as vendas brasileiras superaram em 95 mil unidades
o desempenho do Japão, o que elevou a classificação
do país. Só China e EUA tiveram volumes maiores. (Folha
de S.Paulo)
05.08 - Teles terão de aumentar velocidade da web
Proposta da Anatel prevê entrega de 60% da velocidade de internet
contratada; hoje, empresas garantem só 10%
Velocidade entregue chegará a 80% após dois anos de vigência
da medida; cliente terá medidor no computador
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
aprovou ontem duas propostas com metas de qualidade para a internet em
banda larga. As regras devem garantir conexões pela rede fixa mais
rápidas e estáveis.
As duas propostas seguem agora para consulta pública. Uma estabelece
metas de qualidade para prestadoras fixas com mais de 50 mil assinantes.
A outra disciplina direitos e deveres dos clientes e empresas.
Pela primeira proposta, a média mensal de velocidade das conexões
deve ser de, no mínimo, 60% da velocidade contratada pelo cliente
no primeiro ano da regra.
No segundo ano, a velocidade média mínima será
de 70%; um ano depois, 80%. Hoje, as teles garantem só 10%. As normas
valerão após nove meses da publicação dos regulamentos,
prazo de adaptação para as empresas.
O cliente terá direito a um software de medição
de velocidade da conexão, que será instalado gratuitamente
em seu computador.
A proposta coloca também limites para queixas sobre o serviço,
que não poderão superar 2% do total de acessos ativos da
empresa por mês.
Vários outros itens serão cobrados, como uma taxa mínima
mensal de sete horas e 12 minutos de indisponibilidade da rede da operadora.
A VEZ DO CONSUMIDOR
O outro regulamento é o de serviço de comunicação
multimídia. Ele determina, por exemplo, que as empresas devem apresentar
planos com regras claras e informar ao cliente todas as condições
de preço das ofertas de serviços combinados (combos).
A regra cria facilidades para os pequenos provedores.
O valor da autorização para uma empresa fornecer banda
larga, que até então é de R$ 9.000, será de
R$ 400 para pequenos provedores (menos de 50 mil clientes) que atuam em
uma cidade apenas e de R$ 1.200 para pequenos provedores de atuação
estadual.
Algumas exigências, como call center 24 horas, não valerão
para os pequenos para estimular novos competidores. "Vimos a necessidade
de diminuir barreiras para entrada de novos competidores", disse Ronaldo
Sardenberg, presidente da Anatel. (SOFIA FERNANDES - Folha de S.Paulo)
05.08 - 1/3 dos internautas do país já têm smartphones
Dos donos de aparelhos comuns, 44% querem comprar novos celulares
Total de usuários já atinge 19 milhões de consumidores;
pacote de dados mais barato impulsiona vendas
Cada vez mais cobiçado, o smartphone já pode ser considerado
produto de massa.
Segundo pesquisa do Instituto Ipsos Mediact, encomendado pelas agências
de publicidade WMcCann e Ponto Mobi, os aparelhos são utilizados
por cerca de um terço dos internautas brasileiros, ou 19 milhões
de pessoas.
Além disso, sua adoção deve crescer significativamente.
O estudo aponta que, entre os mil consultados, 44% dos proprietários
de aparelhos convencionais pretendem substituir os equipamentos nos próximos
seis meses por um smartphone.
"O barateamento dos pacotes de serviços de dados tem contribuído
para o crescimento de vendas", disse Ricardo Cavallini, vice-presidente
de convergência da WMcCann.
Entre as marcas, a finlandesa Nokia lidera o mercado, com penetração
de 35%, seguida pela sul-coreana Samsung (17,8%). O iPhone, da Apple, atingiu
uma fatia de 9,8% do mercado.
De todas as marcas, os usuários do iPhone foram os que mais
demonstraram interesse em acessar a internet, com 97,4% deles afirmando
que usam o aparelho para isso.
Para Cavalli, a pesquisa mostra que vale a pena o investimento em mídia
para celulares. "Poucos varejistas oferecem essas soluções."
(FELIPE VANINI BRUNING - Folha de S.Paulo)
04.08 - Governo propõe mudar regras de acesso à internet
Ministério quer que Anatel acabe com contratação
de provedor na banda larga
Companhias afirmam que a mudança levará empresas à
extinção e favorecerá concentração do
setor
O Ministério das Comunicações quer que a Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações) autorize as
teles fixas a vender banda larga sem a contratação do provedor
de acesso.
O provedor só existiria em conexões discadas. A recomendação
foi dada na semana passada ao presidente da agência, Ronaldo Sardenberg,
e há a expectativa de que a proposta seja votada hoje pelo conselho
diretor.
A medida afetaria cerca de 6.500 provedores, que temem ser aniquilados
pelas concessionárias, que hoje já detêm 83% do mercado.
A Folha teve acesso aos documentos elaborados pelo ministério
e às correspondências enviadas ao presidente da Anatel.
A ideia é mudar a categoria dos serviços prestados pelo
provedor. Hoje o provimento é serviço de valor adicionado,
sobre o qual incide ISS (Imposto Sobre Serviços), que varia de 2,5%
a 5%.
Com a mudança, os provedores fariam serviço de telecomunicação,
recolhendo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias
e Serviços), em média, de 25%.
"É um absurdo. Caso seja levada adiante, essa mudança
vai exterminar uma cadeia de valor", diz Eduardo Parajo, presidente do
conselho da Abranet, associação que representa os provedores.
HISTÓRICO
As regras vigentes para os provedores de acesso surgiram em 1995, quando
a maior parte das conexões ainda era discada. O objetivo era estimular
a competição com o surgimento de pequenos e médios
provedores.
A queda de braço entre as teles fixas e os provedores independentes
de internet se acirrou depois que as TVs a cabo e as teles celulares passaram
a oferecer banda larga sem o provedor.
Entre esses provedores independentes estão a Globo.com e o UOL,
empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O parecer do ministério informa que não há necessidade
de provedor no acesso à banda larga, somente nas conexões
discadas.
Hoje, as teles fixas vendem acesso por meio de empresas específicas,
como o Terra, da Telefônica, e o iG, da Oi.
Pelas regras, elas são obrigadas a dar condições
isonômicas de uso de sua rede a todos os provedores independentes.
Com as mudanças, no entanto, os provedores consideram que essa isonomia
ficará ameaçada.
Para evitar distorções no mercado, o ministério
propõe que os pequenos provedores se tornem "revendedores" credenciados
das teles. (ELVIRA LOBATO e JULIO WIZIACK, colaborou SOFIA FERNANDES
- Folha de S.Paulo)
29.07 - Cresce venda de software para gestão de hospitais
O segmento de software para gestão hospitalar existe no Brasil
há dez anos, mas só nos últimos dois anos ganhou impulso.
Atualmente, o setor responde por 2% da indústria brasileira de software,
movimentando por ano R$ 500 milhões, segundo fabricantes ouvidos
pelo Valor. As companhias estimam que esse segmento crescerá seis
vezes nos próximos cinco anos, com demanda aquecida nos setores
privado e público.
A americana InterSystems prevê um aumento de 50% na receita gerada
em sua operação brasileira. "A projeção é
de que essa divisão movimente US$ 30 milhões neste ano",
diz Carlos Eduardo Kuhl Nogueira, diretor-geral da companhia para a América
Latina.
O principal projeto da empresa é o Sistema Integrado de Saúde
(SIS), implantado pelo governo do Distrito Federal. O SIS compreende 10,2
mil usuários do corpo clínico de 41 instituições,
entre hospitais, unidades de pronto atendimento, centros de saúde
e laboratórios. No total, a InterSystems desenvolve três grandes
projetos públicos no país e já cadastrou o prontuário
eletrônico de 2,5 milhões de pacientes. A meta da companhia
é expandir esse serviço para 10 milhões de pessoas
até 2012.
Paulo Magnus, presidente da companhia brasileira MV Sistemas, também
prevê uma expansão significativa do mercado, com aumento da
demanda no setor público - que começou a ficar forte neste
ano - e crescimento das vendas para o setor privado. Sediada no Rio Grande
do Sul, a companhia atua exclusivamente com sistemas de gestão em
saúde e tem hoje sistemas implantados em 500 hospitais.
Na Totvs, cerca de 20% do orçamento de desenvolvimento de produtos
é destinado à àrea de saúde
Nos últimos três anos, a MV investiu em duas novas unidades
de desenvolvimento de software, instaladas em Fortaleza e Recife, que se
integram à unidade de Passo Fundo (RS). A expansão, diz Magnus,
tem por objetivo acompanhar o cenário favorável e ampliar
a receita de R$ 80 milhões registrada em 2010. "Esperamos manter
em 2011 a média de crescimento de 20% observada nos últimos
anos", afirma.
Outra companhia que vem reforçando os investimentos no setor
é a Totvs. Em dezembro, a empresa concluiu a aquisição
da Gens Tecnologia e Informática, especializada em software de gestão
para a área de saúde. Com uma base de 36,5 mil clientes,
entre hospitais, operadoras de planos de saúde, clínicas
e laboratórios, o segmento é uma das quatro principais áreas
de negócios da Totvs. "Hoje cerca de 20% do nosso orçamento
total de desenvolvimento de software é destinado aos sistemas de
saúde", diz Gilsinei Hansen, diretor de software e segmentos da
empresa.
A portuguesa Alert, que chegou ao país em 2007, também
diz se beneficiar da demanda no setor público. A empresa tem contratos
com 35 hospitais, que atendem 12 mil pessoas por dia. Neste mês,
fechou contrato com 20 hospitais da rede pública do Estado de Minas
Gerais e com a Beneficência Portuguesa, de São Paulo. "As
vendas para o Brasil devem crescer 60% neste ano", afirma Luiz Brescia,
diretor-geral da Alert no país. A operação representa
30% da receita global da companhia. A projeção da Alert é
elevar seu faturamento global de € 47 milhões para € 60
milhões neste ano.
Dona da Wheb Sistemas, que possui 350 clientes, a Philips estuda adquirir
outras empresas de software no país para complementar seu portfólio,
afirma Juan Hoyos, diretor da área de cuidados ao paciente e informática.
Os investimentos feitos por essas companhias levam em consideração
a demanda atual e as expectativas de avanço no grau de informatização
das instituições de saúde. Existem no país
6,3 mil hospitais públicos e privados, mas apenas 15% possuem sistemas
informatizados, o que limita um avanço mais rápido das vendas
de softwares de gestão, afirma Ciro Menezes, diretor comercial da
HelpLink. "O mercado atual é pequeno, mas há um grande potencial
de expansão", afirma.
A HelpLink investiu R$ 700 mil no desenvolvimento de um software, lançado
há um ano. Atualmente, seis unidades de saúde usam o programa.
Como estratégia de crescimento, a HelpLink pretende participar neste
ano de sete licitações de prefeituras e governos estaduais.
A maioria das licitações são no Estado de São
Paulo. Menezes observa que já foram divulgados em torno de 50 editais
neste ano.
A MTM Tecnologia também passou a competir no segmento há
dois anos, com um aplicativo de prontuário eletrônico para
smartphones. O aplicativo já foi adotado pela equipe médica
do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo; pelo
Hospital Espanhol, em Salvador, administrado pela Real Sociedade Espanhola
de Beneficência; e exportado para 1,2 mil clínicas dos Estados
Unidos e da Inglaterra por meio da representante Care Stream Health. "Neste
ano, pelo menos mais seis hospitais no Brasil vão instalar o software",
diz Gustavo Perez, presidente da companhia. (Moacir Drska,
Cibelle Bouças - Valor Online)
29.07 - Programas começam a ajudar em tratamentos
O uso de softwares tem auxiliado a gestão de hospitais e clínicas
médicas, mas, agora, os benefícios dessas tecnologias começam
a ir além da ala administrativa. Embora a oferta ainda seja incipiente,
já existem softwares desenvolvidos especificamente para ajudar no
tratamento de doenças.
O tabagismo é um dos males cujo combate conta com o auxílio
de um software especial, desenvolvido no Brasil. O funcionamento da ferramenta
é simples: o médico fornece ao sistema uma série de
informações referentes ao tratamento; a análise desses
dados permite medir os resultados e adequar a metodologia caso o tratamento
não tenha sucesso.
A ferramenta não surgiu por iniciativa de uma empresa de software.
Sem encontrar companhias que tivessem um produto nesse formato, a cardiologista
Jaqueline Scholz Issa contratou um analista e um desenvolvedor de sistemas
e formou uma equipe para criar a ferramenta, em 2008.
"Uma coisa é fazer um prontuário eletrônico, outra
é desenvolver um instrumento que possa aperfeiçoar a prática
clínica", diz Issa. Segundo ela, faltam no mercado ferramentas que
também levem em conta a visão do médico. A cardiologista
fundou uma empresa em parceria com os profissionais que havia contratado
e atualmente vende o software para outros médicos especialistas
no tratamento do tabagismo.
No campo acadêmico também surgem iniciativas para aplicar
os softwares à medicina. Na Unesp de Sorocaba, estudiosos de diferentes
áreas - engenharia eletrônica, medicina e física -
desenvolveram um software que "quantifica" inflamações nos
olhos e permite avaliar a evolução da doença.
De acordo com o professor Galdenoro Botura Júnior, que orientou
o projeto na Unesp, há planos para que o software fique disponível
em hospitais e clínicas do país. O uso da ferramenta poderia
gerar economias com a compra de equipamentos que custam caro e possuem
uma função semelhante.
O software é capaz de analisar a inflamação ocular
a partir de uma fotografia. Com isso, poderia acelerar o tratamento de
pessoas que moram em locais mais distantes.
No meio acadêmico, porém, o distanciamento entre diferentes
áreas é um fator que impede que mais projetos desse tipo
deem resultados. "Cada um se fecha em sua especialidade e não se
aproxima de projetos multidisciplinares", diz o professor. (Bruna Cortez
- Valor Online)
27.07 - Notebooks vivem era de ouro no Brasil
Vendas de computadores portáteis cresceram mais de dez vezes
entre 2006 e 2010 e já superam as de desktops
Brasil deve se tornar em breve o terceiro maior mercado do mundo, atrás
apenas da China e dos Estados Unidos
O mercado de notebooks vive uma era de ouro no Brasil.
Entre 2006 e 2010, as vendas de computadores portáteis cresceram
mais de dez vezes. Desde o ano passado, já se vendem mais notebooks
do que máquinas de mesa no país --7,15 milhões de
unidades, ante 6,85 milhões de desktops em 2010, segundo a Abinee
(Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica).
Para 2011, os analistas esperam um crescimento superior a 30% sobre
o volume do ano passado. Se confirmadas as previsões, o Brasil será
em breve o terceiro maior mercado de notebooks do mundo --atrás
apenas de China e Estados Unidos.
Hoje é possível encontrar máquinas em oferta por
R$ 999 à vista nas redes de varejo de apelo popular. Situação
bem diferente de até cinco anos atrás, quando notebooks eram
restritos a executivos e a consumidores de alto poder aquisitivo.
"O notebook hoje está no topo da lista de objeto de desejo das
classes emergentes", diz Adriana Flores, diretora de desenvolvimento de
produtos da Positivo Informática. "O mercado nunca esteve tão
favorável e não há nada no horizonte que aponte uma
mudança de rumo."
Uma combinação de fatores positivos levou a indústria
a um ciclo inédito de expansão. Com a estabilidade da economia,
os consumidores ganharam poder de compra e, ao mesmo tempo, ampliaram sua
experiência no uso da tecnologia, principalmente na segunda metade
dos anos 2000.
"O primeiro computador das famílias foi um desktop que ficava
na sala e era compartilhado por todos", diz Denise Pereira, gerente de
marketing de consumo da Intel. "Hoje, mesmo na classe C, cada membro da
família quer ter o seu próprio notebook, que garante a privacidade
e ainda é um símbolo de status."
CONSUMIDOR FINAL
De dois anos para cá, empresas importantes como Sony, Samsung,
Lenovo e Itautec, entre outras, se reorganizaram para atingir diretamente
o consumidor final.
Alguns fabricantes chegam a manter mais de 20 tipos de notebooks em
oferta simultaneamente. As linhas de produtos, que antes ficavam pelo menos
um ano na prateleira, têm sido trocadas a cada trimestre em alguns
casos.
A grande guerra entre os fabricantes está nas máquinas
que custam até R$ 1.300 --segmento que representa cerca de 70% das
vendas. Mas há produtos com apelo dirigido para todo tipo de perfil:
adolescentes, mulheres, pequenos empresários, gamers.
"O grande crescimento, é claro, está nos modelos de entrada.
Mas os produtos de alto padrão também têm avançado
bastante", diz o diretor de marketing para notebooks da Sony, Willen Puccinelli.
A empresa japonesa oferece 14 modelos no Brasil, com valores para o consumidor
final entre R$ 1.600 e R$ 10 mil.
O resultado do aumento da competição é que os
preços das máquinas portáteis caíram entre
20% e 30% nos últimos 12 meses --o dólar em baixa, claro,
também contribuiu para a queda nos preços. A diferença
que existia em relação aos desktops, que era bastante significativa,
foi aos poucos diminuindo. Hoje, é praticamente inexistente.
"O interesse dos fabricantes multinacionais pelo país fez os
preços caírem", diz Raphael Vasquez, analista sênior
da consultoria Gartner.
A crise nos mercados desenvolvidos (EUA e Europa) só fez aumentar
o apetite dos gigantes multinacionais pelo mercado local.
O varejo faz sua parte e não economiza nas ofertas e promoções.
Antes restrito às lojas especializadas, os notebooks invadiram os
supermercados e as redes varejistas de eletroeletrônicos como Casas
Bahia, Magazine Luiza e Fast Shop.
O crédito, a despeito das altas de taxas de juros brasileiras,
é abundante para o consumidor. Cerca de 90% das vendas são
parceladas, segundo os fabricantes.
"Quem está impulsionando as vendas é mesmo o mercado
doméstico. Hoje há uma oferta enorme de produtos e uma facilidade
grande de obtenção de crédito no varejo", diz Martim
Juacida, analista da consultoria IDC.
POTENCIAL
A baixa penetração de computadores nos lares brasileiros
--ainda na faixa dos 40%-- é apontada pelos executivos e analistas
ouvidos pela Folha como uma garantia de que ainda há muito mercado
a ser explorado no país.
"É um trunfo que temos em relação aos mercados
desenvolvidos", diz Luiz Mascarenhas, diretor de produtos de consumo da
HP.
Os executivos e analistas são também unânimes em
afirmar que apenas uma crise macroeconômica que atinja em cheio o
poder do compra da classe média brasileira poderia reverter as expectativas.
Se o Brasil continuar passando ao largo da crise financeira global,
não há o que detenha o avanço dos notebooks em direção
aos lares brasileiros. (JOÃO PAULO NUCCI - Folha de S.Paulo)
20.07 - Acesso à internet móvel cresce 82%
Número de usuários não para de crescer porque
a tecnologia está cada vez mais barata
O número de acessos à tecnologia 3G cresceu 82% de julho
de 2010 a junho deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) compilados pela consultoria em telecomunicações
Teleco. As conexões ativas de internet móvel tanto de celular
quanto por uso de modem passaram de 14,6 milhões para 26,6 milhões
nesses 12 meses.
Esse crescimento está relacionado ao barateamento da tecnologia
que ocorre com os celulares. "Maior parte deste aumento do número
de acessos aconteceu por causa da troca de aparelhos de telefonia móvel.
Hoje, a maioria dos consumidores que trocam um celular acabam adquirindo
um aparelho que tenha acesso a rede 3G", afirma Eduardo Tudo, presidente
da Teleco.
Outro fator que ajudou o aumento do acesso à tecnologia de internet
móvel foi a ampliação da oferta de planos telefônicos
com pacote de dados inclusos. Para o executivo da Teleco, a grande variedade
de pacotes e a redução do preço do serviço
também ajuda a popularizar o 3G. "As empresas estão mais
agressivas em promoções de planos destinados para quem quer
usar a internet móvel", afirma. "Até então, a barreira
para o crescimento desse setor era o acesso a tecnologia (aparelho) e o
usuário que achava esse serviço caro, por desconhecer a melhor
forma de usá-lo", analisa.
A dica de Tude para quem é usuário de 3G é procurar
por um pacote de dados que atenda o seu perfil e não pagar apenas
quando fizer o uso. "Nos pacotes, o preço do serviço é
mais barato, principalmente para quem usa o básico, que é
ver e-mails e navegar, do que pagar por uso", explica.
Congestionamento
O presidente da Teleco afirma que esse número de usuários
atingido em junho deste ano não levará à saturação
de tráfego de dados na rede de telefonia. "O congestionamento ocorre
quando há muitos usuários de uma mesma operadora em uma região
e não apenas por um número geral de usuários em todo
o País. O centro de São Paulo pode congestionar mais rápido
do que outras regiões do Estado de São Paulo", conta.
Para evitar o congestionamento e ampliar a velocidade de tráfego
de dados da web móvel, a Anatel fez no primeiro semestre deste ano
a escolha da frequência que abrigará a tecnologia 4G, cuja
velocidade é comparável à internet fixa. A previsão
é que no próximo ano seja aberto a licitação
das empresas que queiram oferecer essa tecnologia, que em 2013 deverá
chegar ao usuário.
O 4G já funciona nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Com
os dois anos de atraso para o desembarque da tecnologia ao Brasil, a expectativa
é que os aparelhos já cheguem mais baratos. (Luciele
Velluto - Jornal da Tarde)
15.07 - Ataques de vírus na internet têm aumento de 256%
O número de ataques de vírus aos computadores conectados
à internet deu um salto no primeiro semestre deste ano. Levantamento
do Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança
no Brasil (Cert.br) mostra que o número de notificações
de problemas desse tipo passou de 61,1 mil nos seis primeiros meses de
2010 para 217,8 mil nos mesmo período deste ano, um crescimento
de 256%.
Segundo a Cert.br – organização ligada ao Comitê
Gestor da Internet no Brasil, órgão que coordena todas as
iniciativas de serviços da web no País – esse crescimento
se deve principalmente porque o usuário de internet tem acessado
mais sites desconhecidos e que carregam algum tipo de vírus.
No primeiro semestre deste ano foram 89,1 mil notificações
recebidas pela Cert.br na categoria “Outros”, que reúne casos em
que o ataque ocorreu por conta da navegação em páginas
não confiáveis, e não por recebimento de e-mail com
o chamado malware.
De acordo com o Cert.br, o aumento dos ataques ocorre em uma proporção
maior que o crescimento da internet no País. Os dados do Ibope Nielsen
Online mostram que de maio de 2010 para maio deste ano, o número
de pessoas com acesso à web se ampliou em 24,80% – de 46,9 milhões
para 58,6 milhões. “Com mais pessoas com acesso à internet
também há mais usuários vulneráveis”, afirma
Fabio Assolini, analista de vírus da Kaspersky, empresa que desenvolve
soluções de segurança para computadores.
Os especialistas acreditam que a tendência é que esses
números continuem a crescer nos próximos meses, já
que o usuário também deve passar a relatar mais seus problemas
com os tais códigos maliciosos. “Os dados apresentados ainda são
muito pequenos perto do que deve ocorrer realmente nesse meio. Esses números
são apenas os ataques relatados”, diz Mariano Sumrell, diretor de
marketing da AVG Brasil, empresa especializada em desenvolvimento de antivírus
e aplicativos de segurança.
Mobilidade
O professor de redes e telefonia IP da Fiap, Almir Meira Alves, explica
que a vulnerabilidade também aumentou com o avanço da mobilidade
da internet. “No meio tradicional de acesso a internet (desktops), o internauta
costuma ser mais cuidadoso. Mas com o avanço dos tablets e smartphones,
ele não tem essa preocupação e acaba se tornando mais
vulnerável a ataques”, afirma.
Outra fonte de disseminação de códigos maliciosos
são as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, já que
grande parte dos usuários da web participa de alguma delas. Os fabricantes
de antivírus já identificaram um código malicioso
de origem brasileira no Facebook.
Para o usuário, o importante é ser cuidadoso ao acessar
a internet. O profissional de marketing Celso Freitas, de 39 anos, criou
uma lista de e-mails confiáveis para tentar manter seu computador
a salvo de códigos maliciosos que possam vir em links e arquivos.
“Sempre mantenho o antivírus e o sistema operacional atualizado.
Também procuro não entrar em sites desconhecidos. Ter responsabilidade
é importante para também não infectar os amigos que
confiam nos seus e-mails”, explica o internauta. (LUCIELE VELLUTO
- Jornal da Tarde)
15.07 - PNBL: velocidade de 5 MB é apenas uma intenção
Apesar dos contratos firmados pelo Ministério das Comunicações
com as operadoras preverem um esforço para que a banda larga popular
alcance a velocidade de 5 megabits por segundo na metade desta década,
a meta que a empresas precisarão cumprir até 2014 é
de apenas 1 megabit por segundo, há um custo de R$ 35 por mês.
De acordo com o secretário-executivo do ministério, Cezar
Alvarez, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) estipula a universalização
das conexões de 1 mega até o fim de 2014, sendo que as cidades
sede da Copa do Mundo e as regiões metropolitanas devem ser atendidas
pelo serviço até a metade daquele ano.
Já a velocidade de 5 mega entrou nos documentos como um acordo
de intenções para elevar a qualidade do plano básico
até 2015 ou 2016, prazo final da vigência dos contratos. Além
disso, apesar de fixarem em R$ 35 mensais o preço do plano básico
de
1 megabit, os contratos não estabelecem os valores para as velocidades
superiores. “Seria uma irresponsabilidade colocar já o preço
no contrato, para daqui a quatro anos”, afirmou Alvarez.
Para ele, porém, a elevação da velocidade no futuro
não deve ter grande impacto no preço do plano básico.
“A implantação do PNBL aponta para um cenário de mais
rede, mais capacidade, mais cobertura e mais competição.
E isso levará a melhores preços, a tendência é
inescapável”, completou. (Eduardo Rodrigues - Agência
Estado)
15.07 - Redes de comunicação podem se tornar gargalo ao
avanço dos tablets
A consultoria IDC revisou para cima a previsão de vendas para
este ano, de 300 mil para mais de 400 mil
Pouco mais de um ano após ter chegado ao País, o tablet
parece ter enfim caído no gosto dos consumidores brasileiros. Adotado
por empresas e pelo setor educacional, a venda de aparelhos deve superar
as expectativas em 2011. O IDC Brasil, empresa de consultoria em tecnologia
da informação e telecomunicações, reviu a projeção
das vendas de 300 mil para mais de 400 mil unidades no ano.
Mas há grande preocupação quanto aos investimentos
em infraestrutura de rede, para permitir o acesso por centenas de pessoas
ao mesmo tempo, como em um conjunto de salas de aula. Em 2010, quando o
tablet chegou ao mercado brasileiro, foram vendidas 100 mil unidades.
O barulho em torno do lançamento do aparelho atraiu a atenção
dos consumidores, que já estão conhecendo melhor a nova mídia,
segundo Martim Juacida, analista de mercado de PC do IDC Brasil. "Embora
tenhamos revisado o número, acreditamos que o tablet ainda não
vai se desenvolver tanto em 2011, mas sim em 2012", contou Juacida.
Os incentivos do governo, como redução de impostos sobre
o aparelho, e a chegada de novos fabricantes devem baratear o produto.
Além dos preços menores, a adoção pelo mundo
corporativo também aumenta a demanda. A tendência é
de que os tablets substituam os notebooks.
Mas é o uso do aparelho no ensino que deve puxar as vendas já
no segundo semestre. Em apenas uma universidade, serão seis mil
alunos de uma só vez a receber a ferramenta, a partir de agosto.
Juacida ressalta que escolas e faculdades privadas ainda usam a mídia
apenas em projetos pilotos. "Até o governo vai acabar fazendo algumas
licitações desse tipo", diz.
A Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (Fappes) já
começou um projeto-piloto de oferecer tablets gratuitamente aos
novos alunos do curso de graduação em Administração,
desde que se comprometam a pagar pelo menos um ano de mensalidade. Oito
aparelhos já foram distribuídos, mas a faculdade espera que
o número aumente para 40 com o início das aulas do segundo
semestre.
"Até agora o investimento não foi tão grande.
Estamos comprando sob demanda", explicou Bruno Berthielli, diretor de comunicação
e informática da Fappes. Cada aparelho saiu por apenas R$ 340, mas,
como a meta não incluía tantos alunos, a faculdade optou
por não fechar um pacote com operadoras de telefonia para fornecimento
de internet 3G.
Infraestrutura. Já a Universidade Estácio de Sá,
que entregará seis mil tablets a alunos do segundo período
dos cursos de graduação em Gastronomia e Hotelaria em São
Paulo e Rio de Janeiro e Direito no Rio e no Espírito Santo, apostou
mais alto. Embora não revele o custo dos tablets comprados da Semp
Toshiba, a universidade desembolsou R$ 188 mil para reforçar a infraestrutura
de rede, com a compra de equipamentos como roteadores e switches, além
de pagar mensalmente R$ 27 mil pelo aluguel de links para suas 30 unidades.
"Sem investimento na rede, com 400 alunos navegando ao mesmo tempo, certamente
teríamos problemas", disse Pedro Graça, diretor de Mercado
da Estácio.
A instituição fechou acordo com a Claro para garantir
acesso a planos de dados mais baratos aos alunos. O investimento tem retorno
em marketing, mas também elimina custos com a impressão de
apostilas e com o envio do material didático pelo correio. A meta
é estender o uso de tablets aos alunos de todos os cursos em até
4 anos - cerca de 240 mil estudantes. (Daniela Amorim - Agência
Estado)
14.07 - Ataques na Internet aumentaram 40% no 2T2011 no Brasil
O número de notificações de ataques de segurança
na Internet brasileira aumentou 40% no segundo trimestre contra os três
primeiros meses do ano, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos, Resposta
e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br).
Entre abril a junho deste ano foram apurados 127 mil ataques, que representam
um incremento de 287% em relação ao mesmo período
do ano passado. A quantidade de ataques a servidores, que exploram vulnerabilidades
em aplicações da Internet e conseguem hospedar páginas
falsas e inserir modificações nos sites originais, avançou
14% sobre o primeiro trimestre e 69% sobre o mesmo período do ano
anterior.
Entre 20 e 28 de junho, mais de 200 sites de órgãos públicos
brasileiros foram alvo de hackers, de acordo com dados do Serviço
Federal de Processamento de Dados (Serpro), incluindo o portal da Presidência
da República, os sites da Receita Federal e do IBGE.
Os ataques a servidores apresentam tendência de crescimento desde
2007, afirmou o CERT.br, devido à utilização de sistemas
mais complexos na elaboração de sites, que criam vulnerabilidades,
e à falta da realização de checagens de segurança
por parte de desenvolvedores. Tentativas de fraude, propagação
de códigos maliciosos e outros incidentes de segurança também
cresceram na comparação anual. (Executivos Financeiros)
14.07 - A Segurança da geração que voa na Nuvem
A geração Y engloba os nascidos entre 1980 e 2000. É
composta por uma juventude multitarefa e arrojada, que respira tecnologia
em tudo o que vê e faz. São velozes e querem tudo muito mais
rápido. Além disto, são impulsivos, impacientes, ansiosos
e intensos.
Na opinião deste autor, o mundo já foi modificado de
forma marcante por essa juventude. Com sua demanda por conveniência
e tempestividade, a geração Y provocou o desenvolvimento
da computação em nuvem. Novas demandas em computação
em nuvem e em virtualização surgiram por conta dessa geração,
pois a internet precisou aprender a se comunicar com esse público,
que quer tudo para ontem.
Em particular, a nuvem se desenvolve devido à elasticidade ágil,
uma característica fundamental do novo modelo tecnológico
de computação. Ela consiste no conjunto de capacidades que
podem ser rápida e elasticamente provisionadas pela nuvem, em alguns
casos automaticamente. Essa característica permite aumentar ou diminuir
a utilização de recursos virtuais, de forma que pareçam
ilimitados e possam ser adquiridos em qualquer quantidade, a qualquer hora,
para se ajustarem às oscilações de demanda.
Isto reduz a ineficiência do modelo de computação
tradicional, em que normalmente se projeta uma capacidade acima do uso
normal, para garantir um desempenho aceitável em picos de demanda,
pois depende de uma infraestrutura física, pré-existente
– como a do centro de dados de uma empresa. Por isto, este modelo é
limitado a uma escalabilidade que pode ser lenta e complexa de se obter,
à medida que se aproxima dos limites de sua capacidade e disponibilidade
de acesso.
Portanto, o modelo tecnológico da computação tradicional
pode tornar-se incapaz de atender aos anseios da qualidade percebida pela
geração Net. Em oposição, a elasticidade ágil
da nuvem provê recursos virtuais, sob demanda e com gerenciamento
mínimo. Esta característica é essencial para o crescimento
da nuvem, pois permite às corporações satisfazerem
às exigências desta nova geração, de modo adequado
em custo benefício.
Mas a nuvem trás um nível adicional de riscos, diretamente
associados à terceirização de serviços essenciais
(serviços em nuvem). Isto exige atenção especial na
observância aos princípios da segurança da informação:
disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade, bem como
na privacidade, no suporte e na conformidade. Entretanto, a computação
em nuvem traz benefícios relacionados ao fato de que, nela, não
é necessário desenvolver controles internos de segurança
nem capacitar pessoas. Neste novo modelo de prestação de
serviços, é fundamental o estabelecimento de uma relação
de confiança entre o cliente e o provedor. A transparência
da forma como o provedor implementa, desenvolve e gerencia a segurança
é fator decisivo para se atingir este objetivo. Outro importante
desafio imposto à computação em nuvem é possibilitar
o atendimento dos anseios da Geração Y.
Há, assim, o grande desafio de se oferecer uma nuvem que concilie
segurança com mobilidade, interação e rapidez, para
esse público que se insere cada vez mais no mercado. Ressalta-se
que, no Brasil, 99,9% (46,7 milhões) dos internautas estão
conectados em alguma rede social, segundo o comScore. O país possui
o maior número de usuários de Orkut do mundo, além
da 2ª maior audiência do YouTube, e a 3ª maior audiência
do Twitter. Além disto, 36% dos internautas no Brasil fazem diariamente
upload de fotos e vídeos, e 2,6 milhões atualizam blogs.
Como solução para permitir o acesso a redes sociais e
demais canais de relacionamento da internet, com uma segurança ágil
e ao mesmo tempo eficaz e alinhada aos anseios desta juventude, a biometria,
os padrões comportamentais e a holografia podem apontar algumas
saídas. Além disto, podem promover uma segurança não
intrusiva, mais natural e menos invasiva. O desafio maior é conciliar
esta almejada segurança com as exigências de mobilidade e
rapidez de resposta no acesso ao ambiente de computação em
nuvem. Um problema fundamental é a identidade na rede, considerando
a multiplicidade de canais existentes. Tais desafios precisam ser vencidos
em tempo real, para se atender à demanda de inclusão digital
e de comunicação dessa dinâmica geração.
A conclusão a que se chega é a de que há evidências
apontando a geração Y como responsável pelo crescimento
da nuvem, ou seja, de que “a Geração Y provocou a computação
na nuvem”. (Paulo Sergio Pagliusi - Executivos Financeiros)
13.07 - Novidade: Aplicativo para obstetras e ginecologistas
A empresa alemã astraia software gmbh desenvolveu um novo aplicativo
de banco de dados modular específico para obstetras e ginecologistas,
o software astraia. Segundo a Manager Systems, empresa que representa o
software no Brasil, o software pode ser adaptado às necessidades
individuais dos clientes bem como aos requisitos legais de cada país
A tecnologia possui suporte completo para DICOM e integração
com sistemas de informação hospitalar através de HL7
e soluções proprietárias.
Para a produção do produto, a companhia contou com o
apoio da Fetal Medicine Foundation (Londres) e uma equipe de profissionais
de ginecologia e diagnóstico pré-natal.
De acordo com a publicação, um dos aspectos fundamentais
para avaliação diagnóstica em obstetrícia é
a parametrização dos dados biométricos obtidos durante
o exame ultra-sonográfico.
E ressalta que a maioria dos equipamentos vêm com softwares que
auxiliam nesta documentação. Entretanto, estes programas
são bastante limitados e algumas vezes com relatórios que
não espelham a realidade diagnóstica do paciente
O software astraia foi traduzido em mais de 25 línguas e mantém-se
atualizado com os últimos dados científicos. O aplicativo
oferece uma modelos de relatórios, no intuito de facilitar o seu
manuseio.
Além disso, segundo a empresa, possui suporte completo para
DICOM e integração com sistemas de informação
hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias.
(Saúde Business Web)
07.07 - Número de usuários ativos da Internet cresceu
30% em maio
O total de pessoas com acesso à internet no trabalho ou em domicílios
chegou a 58,6 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online. Considerando
somente os domicílios, o número de pessoas que moram em residências
em que há a presença de computador com internet já
é de 55,5 milhões.
Das pessoas com acesso no trabalho ou em domicílios, 45,7 milhões
foram usuários ativos em maio de 2011, o que significou um crescimento
de 6,8% em relação ao mês anterior e de 23% na comparação
com os 37,3 milhões de maio de 2010.
O crescimento do uso da internet em domicílios é ainda
maior. Das 55,5 milhões de pessoas com acesso domiciliar, o número
de usuários ativos em maio de 2011 chegou a 37,2 milhões,
ou 30% mais que os 28,5 milhões de maio de 2010. Em dois anos, o
total de usuários ativos mensais em residências cresceu 46%.
Em maio de 2011, a categoria que registrou o maior crescimento percentual
do número de usuários únicos foi a de sites de automóveis,
com evolução de 10,9% em relação ao mês
anterior, chegando a 10,3 milhões de usuários únicos.
A categoria Automotivo cresceu estimulada por publicidade na internet,
que atraiu audiência para sites da subcategoria Fabricantes de Automóveis.
Segundo o AdRelevance, serviço do IBOPE Nielsen Online que monitora
a publicidade online, o número de campanhas realizadas por anunciantes
da categoria Veículos, Peças e Acessórios aumentou
26% em maio em relação a abril, sobretudo devido ao aumento
da atividade publicitária de anunciantes de carros de passeio nacionais.
(Executivos Financeiros)
04.07 - Internet pode dar demissão por justa causa
Usar a internet uma hora ou mais por dia com pesquisas sem relação
com a atividade profissional, acessar redes sociais, mandar e-mails com
piadas, assistir a vídeos no YouTube. O que pode e o que não
pode ser feito na web no local de trabalho? Uma simples navegação
considerada inocente pelo empregado pode ser encarada como falta grave
pelo empregador e até levar à demissão por justa causa.
Isso pode ocorrer se a empresa considerar que está havendo mau
uso das ferramentas corporativas e encaixar a conduta no Artigo 482 da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permite a dispensa
por justa causa quando há mau procedimento, quebra de confiança,
insubordinação, entre outros fatos relacionados ao comportamento
no ambiente profissional.
Pesquisa com 1,6 mil pessoas feita pela Triad, empresa de consultoria
em produtividade, mostra que 80% delas gastam até três horas
do tempo de trabalho com atividades que não contribuem para o serviço,
e boa parte está ligada à internet. “Por isso, as empresas
precisam controlar o acesso dos funcionários”, diz Christian Barbosa,
diretor executivo e responsável pelo levantamento.
O estudo ainda mostra que 35,6% dos profissionais afirmam que a rede
de computadores em si é o que mais desvia o foco do trabalho. Além
disso, 27,3% gastam tempo com e-mails e 21,4% navegam pela web aleatoriamente.
Quando questionados sobre qual atividade é realizada no período
em que estão “matando o trabalho”, 40,9% dizem repassar piadas por
e-mail, 26,1% trocam links do YouTube com colegas, 20,6% jogam games online
e 11,1% veem pornografia.
Os casos de demissão por motivo justificado mais conhecidos
envolvendo má conduta são relacionados ao acesso a conteúdo
pornográfico no expediente. O advogado Ricardo Zilling Martins,
especialista em direito do trabalho do escritório Viseu Advogados
conta que um empregado de uma empresa do setor de tecnologia da informação
foi dispensado por justa causa por passar sete horas do expediente diário
em sites de pornografia. Ele chegou a recorrer da decisão, mas perdeu,
pois a empresa conseguiu apresentar provas do mau procedimento do ex-funcionário.
Em outro caso, a advogada também especialista em direito do
trabalho, Karina Alves, do escritório Simões Caseiro Advogados,
conta que um trabalhador foi demitido porque criou um blog para falar mal
de seu superior, cujo conteúdo era escrito no próprio local
de trabalho. “Há casos incontestáveis pela lei. Em um escritório
de contabilidade foi descoberto um grupo de funcionários que cometia
crimes usando os computadores da empresa”, relata.
A recomendação dos especialistas em recursos humanos
e direito do trabalho é que as empresas adotem um manual de conduta
ou pelo menos tornem claras as regras quanto ao uso da web, como pode ser
feito, em que horário e o que pode ser acessado.
“As grandes empresas já adotaram isso, pois nem sempre os gestores
conseguem conversar diretamente com todos os funcionários. Mas para
pequenas empresas, a conversa pode ser no dia a dia, ou explicitar no contrato
de trabalho”, diz Martins.
Porém, antes de demitir o funcionário por justa causa,
a empresa precisa fazer uma advertência por escrito. “Tem de dar
a oportunidade para o empregado se redimir, mudar a postura”, afirma o
advogado do escritório Viseu. E também deve levantar provas
de que o trabalhador tinha problemas de comportamento no ambiente profissional.
Isso pode ser feito com sistemas de monitoramento, que permitem à
companhia ver o que o funcionário está acessando na rede
de computadores e por quanto tempo.
“As empresas precisam incentivar o uso consciente da internet no ambiente
de trabalho, discutir a produtividade. E deve haver bom senso, de ambos
os lados”, diz Barbosa. (Luciele Velluto - Jornal da Tarde)
01.07 - Governo e operadoras fecham plano de internet
Empresas farão ofertas comerciais em 90 dias
Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros
terão acesso à internet de alta velocidade, pela promessa
do Plano Nacional de Banda Larga.
O serviço, fechado ontem entre o governo federal e as concessionárias
de telefonia fixa Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC, começa
a ser ofertado em até 90 dias.
A exigência é que as empresas ofereçam um plano
de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 Mbps (megabit por segundo),
conforme a Folha antecipou ontem.
Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade
será entregue nos domicílios dos consumidores.
Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem
a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso
de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade
contratada.
Como esse era um dos pontos mais polêmicos na negociação,
o governo deixou a questão para a Anatel. Convocado anteontem ao
Planalto, o presidente da agência reguladora, Ronaldo Sardenberg,
se comprometeu a votar dois regulamentos sobre a qualidade da internet
até o fim de outubro.
Segundo o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), apesar
de R$ 35 ainda ser valor alto (no início, o governo falava em R$
15), é a metade do cobrado hoje na média.
"Nós achamos que isso vai ser muito atraente. [Para quem não
puder pagar,] o governo terá política para universalizar
o acesso."
A Telefônica afirmou que, até o fim do ano, o produto
será oferecido em 230 municípios dos 622 em que atua, o que
inclui 89% da população do Estado do São Paulo.
(LORENNA RODRIGUES - Folha de S.Paulo)
01.07 - Avanço na banda larga
Governo chega a acordo com empresas para universalizar serviço
no país
O governo da presidente Dilma Rousseff deu um passo decisivo para,
finalmente, começar a tirar do papel o projeto de levar à
maioria da população o acesso à internet em velocidade
pelo menos próxima à dos países de mesmo nível
de desenvolvimento. Depois de demoradas negociações com as
empresas de telefonia, a presidente aceitou diminuir a exigência
de as operadoras garantirem a entrega de no mínimo 40% da velocidade
contratada, em troca do compromisso de não cobrarem mais do que
R$ 35 mensais pelo provimento de acesso à rede mundial na velocidade
de 1 megabit por segundo, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Com isso, fica superado um impasse que vinha se arrastando desde o ano
passado, quando o governo Lula lançou o PNBL e ressuscitou a Empresa
Brasileira de Telecomunicações (Telebrás) para liderar
a sua implantação.
Com foco nos mercados mais concentrados, as operadoras privadas tinham
pouco interesse em investir na extensão territorial do acesso à
banda larga a regiões mais distantes. Também resistiam ao
compromisso de prestar o serviço a preços populares aos consumidores
de renda mais baixa, ainda que por meio de redes e equipamentos de velocidade
inferior. Nos primeiros embates, o governo exigia que as operadoras garantissem,
além dos 40% da velocidade contratada com os clientes, que esse
percentual fosse elevado para 70% até 2014. São níveis
que superam o padrão internacional e, para serem alcançados,
demandariam investimentos pesados em prazo curto. Atualmente, as operadores
só garantem 10% da velocidade contratada. Depois da negociação
em favor do PNBL a 1 mega, os percentuais mínimos de entrega vão
subir para 30% nos horários de pico e 50% no tempo restante.
O acordo é uma avanço na implantação do
PNBL que vinha patinando em meio a bravatas e à lentidão
estatal, enquanto aumenta a cada dia a distância do Brasil em relação
aos índices de inclusão digital, em comparação
à maioria dos países em desenvolvimento. Dados da expansão
do aumento do número de acessos à internet em banda larga
não deixam dúvida quanto ao potencial de crescimento do serviço
no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações
(Telebrasil), registrou em maio um total de 42,1 milhões de acessos,
com crescimento de 73,4% em relação a maior de 2010, somente
na banda larga móvel, incluindo modens e celulares 3G e smartphones.
Na banda fixa, o crescimento no mesmo período foi de 29%.
Se não há dúvida quanto ao desejo da maioria dos
brasileiros de acessar a rede mundial de computadores em velocidade compatível
com pelo menos parte dos recursos oferecidos pelos milhões de sites
e provedores de informação, a realidade é que o custo
do serviço tem impedido a realização desse potencial.
Também é certo que as operadoras já conseguem oferecer
a banda larga móvel a milhares de cidades, mas a maioria da população
não pode pagar pelo serviço, um dos mais caros do mundo.
É hora de trabalhar a desoneração dos equipamentos
e dos serviços de telecomunicações dedicados à
inclusão digital em larga escala e implantar com realismo o PNBL.
(Estado de Minas)
01.07 - Operadoras terão 90 dias para vender internet mais barata
Depois de dois adiamentos, as operadoras de telefonia fixa assinaram,
ontem, a terceira edição do Plano Nacional de Metas de Universalização
(PGMU 3). Com o documento, assinado em Brasília, as companhias passaram
a integrar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal e
terão que oferecer acesso à internet com velocidade de 1
megabit por segundo (Mbps) ao custo de R$ 35 mensais. Segundo o ministro
das Comunicações, Paulo Bernardo, as ofertas têm que
começar a ser vendidas em 90 dias.
A abrangência da oferta ficou definida por um parâmetro
de "escalonamento" que trata do atendimento de cidades em um período
de três anos. O objetivo é chegar a 100% dos municípios
brasileiros até 2014, com uma cobertura em 70% dos domicílios
por meio de redes fixas e móveis da terceira geração
de celular (3G).
Além de levar internet com preços mais baixos às
casas dos consumidores, as operadoras terão que criar ofertas mais
atraentes para vender infraestrutura a empresas de menor porte, que não
detém rede própria de transmissão de dados. A avaliação
do ministro é de que os preços no atacado podem cair 30%.
O PGMU 3 chegou à sua versão final após seis meses
de negociações e dois adiamentos consecutivos. O documento
era a parte que faltava para a renovação dos contratos de
concessão das operadoras de telefonia fixa pelos próximos
cinco anos.
Os últimos detalhes do PGMU 3 foram definidos ontem - último
dia do prazo estipulado pelo governo -, pelo Ministério das Comunicações
e as concessionárias. Durante as negociações, Oi e
Telefônica foram as empresas mais atuantes por serem as mais afetadas
pelas atualizações dos contratos de concessão. Também
participaram do debate a Sercomtel, de Londrina (PR), e a CTBC Telecom,
que atua em algumas regiões de Minas Gerais e São Paulo.
As principais dificuldades do governo em negociar com as prestadoras
ocorreram quando o PGMU 3 passou a ser encarado como um grande trunfo para
garantir boa parte dos investimentos privados no PNBL, programa instituído
ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da
Silva para massificar o acesso à internet em alta velocidade no
país. O plano, que tinha como meta ampliar de 11,9 milhões
para 40 milhões o números de domicílios brasileiros
com acesso à web, envolveu esforços consideráveis,
como a reativação da Telebrás. A grande questão
que pairava sobre o PNBL era sobre quem iria fazer os investimentos necessários
para atingir esse objetivo: o governo, ou as empresas. Em coletiva de imprensa
em Brasília, Bernardo foi enfático. "Este plano não
terá recursos públicos", disse.
O acordo com as empresas só tornou-se viável quando Bernardo,
após consultar a presidente Dilma, na noite de quarta-feira, cedeu
ao pleito das empresas em alguns pontos do PGMU 3. Ideias como a exigência
de entrega de pelo menos 40% da velocidade contratada pelos usuários
foi abandonada. Atualmente, as empresas comprometem-se a entregar apenas
10% do que é previsto no plano de serviço. Outro aspecto
abandonado foi a imposição de metas mais rígidas com
relação à qualidade dos serviços prestados.
Bernardo afirmou que essas questões serão contempladas
em novos regulamentos previstos para ser aprovados ainda este ano pela
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O ministro
assegurou que todas as exigências estarão implementadas em
2012.
O ministro disse também que a Eletrobras e a Telebrás
mantêm negociações para criar uma empresa, em sociedade,
para administrar redes de fibras ópticas a ser utilizadas no Plano
Nacional de Banda Larga (PNBL). Até agora, haviam sido firmados
apenas contratos entre as duas estatais prevendo o uso das redes de dados
instaladas nas linhas de transmissão de energia elétrica.
"É provável que essa parceria mude e a Eletrobras entre
como sócia na exploração dos serviços", afirmou
Bernardo. Segundo ele, foram realizadas reuniões esta semana entre
as duas empresas para tratar do tema, que teria sido proposto pela estatal
do setor elétrico. "Eles preferiram isso", acrescentou.
O ministro esclareceu que qualquer injeção de recurso
da Eletrobras será feita na nova companhia. Ele explicou que a uma
empresa não será usada para "capitalizar" a outra.
(Rafael Bitencourt - Valor Online)
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