22.02 - UE aprova aliança de Microsoft e Yahoo! no mercado de
buscas
A Microsoft recebeu na quinta-feira aprovação incondicional
da União Europeia para a aliança planejada com o Yahoo! no
mercado de buscas, hoje dominado pelo Google. Em dezembro, o Cade (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a parceria entre Microsoft
e Yahoo! no Brasil.
Sob os termos da parceria anunciada em julho do ano passado, o sistema
de buscas on-line da Microsoft, Bing, vai se tornar a plataforma de pesquisas
para ambas as empresas, enquanto o Yahoo! focaliza a atração
de grandes anunciantes para os sites.
"A primeira fase da análise da Comissão [Europeia] indicou
que a escala é um importante elemento para se ser um competidor
efetivo no setor de publicidade atrelada a buscas", afirmou, em nota, o
órgão da UE.
A Comissão avalia que o acordo não impedirá significativamente
a competição na Europa. Com a aprovação das
autoridades europeias, as duas companhias anunciaram que esperam completar
os esforços de implementação da parceria até
o final de 2010 ao menos nos EUA. (Folha de S.Paulo)
22.02 - Microsoft reforça ataque contra o Google em buscas
O ataque da Microsoft ao Google, líder em buscas online, poderá
avançar consideravelmente agora que as autoridades regulatórias
europeias e norte-americanas liberaram a parceria de buscas entre a companhia
e o Yahoo. O acordo de 10 anos, assinado em julho, representa o maior esforço
da Microsoft para estabelecer uma operação online capaz de
enfrentar o Google, em uma área na qual a Microsoft sofreu prejuízos
de US$ 5 bilhões nos últimos quatro anos. "A Microsoft realmente
tem condição de jogar dinheiro nisso", disse Kim Caughey,
analista sênior do Fort Pitt Capital Group. "Acredito que a manobra
possa funcionar. Se eles conseguirem avanços em áreas específicas,
podem ter algo de positivo a reportar."
A Microsoft já realizou algum progresso com seu serviço
de buscas Bing, que conquistou 3,3 pontos porcentuais de participação
de mercado adicional desde seu lançamento, em junho. Mas o Bing
"não tem muita chance de derrubar o Google de seu grande pedestal,
pelo menos não em curto prazo", disse Caughey. A batalha pelos anúncios
vinculados a buscas é apenas uma das frentes em uma guerra mais
ampla por receita entre a Microsoft e o Google, que também abarca
sistemas operacionais e celulares. Mas nenhuma das duas empresas conseguiu
concorrer em igualdade de condições no mercado central do
rival, até o momento.
"Nossos modelos não indicam qualquer impacto da parceria Microsoft-Yahoo
sobre os números do Google", disse Clayton Moran, analista da Benchmark.
(Reuters/O Estado de S.Paulo)
22.02 - Maioria na AL aceita pagar por jornal on-line, diz pesquisa
Levantamento da Nielsen feito em 52 países aponta que consumidor
da região é o mais disposto a gastar com conteúdo
na internet
Uma maioria inequívoca de 85% dos consumidores ainda defende
que o que consome na internet permaneça gratuito. Mas, quando indagados
se considerariam pagar por determinados conteúdos, uma parcela significativa
afirma que sim. E a América Latina é a região na qual
mais gente se diz disposta a gastar para ler um jornal ou uma revista de
boa qualidade: respectivamente, 52% e 57%.
Os números, um instantâneo do humor do consumidor em um
momento de transformação no mercado de mídia, estão
em um relatório divulgado nesta semana pela Nielsen, uma das principais
empresas de pesquisa do mundo, sediada em Nova York. São produto
de uma sondagem com 27 mil pessoas em 52 países feita entre setembro
e dezembro de 2009.
Nas últimas semanas, o "New York Times" e uma série de
jornais europeus, como o francês "Le Figaro", anunciaram que tornariam
exclusivo ao menos parte do conteúdo para leitores pagantes. O movimento
segue a decisão de Rupert Murdoch, dono do "Times" de Londres e
do "Wall Street Journal", e o aumento das tarifas do percursor "Financial
Times", que viu a receita on-line subir 30%.
A pesquisa da Nielsen expõe um cenário distinto conforme
o tipo de conteúdo: cultural, noticioso e social. Pelo primeiro
grupo, existe mais gente disposta a pagar: 57% por filmes (somado quem
já pagou a quem aceita pagar, já que todos são considerados
pela Nielsen "clientes potenciais"); 57%, por música; 51%, por jogos;
e 50%, por programas e séries de TV.
Já com os "conteúdos sociais", nascidos na rede, o sinal
se inverte: somente 28% aceitam sites de relacionamento e podcasts pagos.
E apenas uma em cada quatro pessoas aceita gastar para ver vídeos
caseiros (no caso dos blogs, a proporção é de uma
em cinco).
A maior incógnita paira então sobre os conteúdos
noticiosos, hoje num andar intermediário. Afinal, os custos de produção
são altos como no primeiro caso, mas a farta oferta gratuita -em
sites abertos ou em blogs e agregadores de notícias, que por vezes
infringem direitos autorais- torna o consumidor mais reticente.
"Embora produzidos de forma profissional e normalmente a custo elevado,
muito do que é ofertado em sites noticiosos virou um produto básico",
afirma o relatório.
"Se a maioria desses sites fechar a maior parte de seu conteúdo,
79% dos entrevistados dizem que deixarão de visitá-los, dando
por
certo que podem obter as informações em outro lugar sem custo."
Para 71%, o conteúdo noticioso precisa ser significativamente
melhor do que está disponível de graça para que se
cobre por ele. Mas só um terço acha que a qualidade permanecerá
igual se não houver cobrança (a mesma parcela crê que
ela piorará, e outro terço não soube avaliar).
A América Latina é a região onde há mais
gente disposta a pagar por conteúdo on-line, seguida do Oriente
Médio/África/Paquistão e da Ásia/Oceania (a
Nielsen não forneceu dados específicos da pesquisa sobre
o Brasil). Na América do Norte e na Europa está a maior rejeição
à cobrança.
A Nielsen atribui essa escala a dois fatores: a internet penetrou antes
nos EUA, no Canadá e na Europa (logo, esses consumidores se acostumaram
por mais tempo a não pagar); e a "classe média emergente
global" está na América Latina, na Ásia e no Oriente
Médio e África. "Historicamente, quem entra na classe média
tem maior inclinação que os demais a investir em novas tecnologias."
Pesa, por fim, o abismo digital geracional. Os mais dispostos a pagar
são os jovens de até 20 anos, que cresceram usando a rede.
Essa abertura diminui conforme se avança gerações.
(LUCIANA COELHO - Folha de S.Paulo)
19.02 - Novo vírus atinge 75 mil computadores em todo o mundo
Um relatório divulgado pela NetWiness, empresa especializada
em ameaças, apontou que seus analistas descobriram mais de 75 mil
computadores de 2.500 empresas do mundo infectados com um novo tipo de
vírus. Chamada de Kneber, a infestação reúne
dados de login em sistemas financeiros, redes sociais e e-mails a partir
de computadores infectados. De acordo com o comunicado da companhia, o
vírus rouba essas informações e as envia para seus
criadores.
O Kneber foi descoberto em janeiro durante o desenvolvimento de soluções
avançadas da companhia. Com uma investigação mais
completa, foram encontrados sistemas comerciais e do governo infectados
com a ameaça, cerca de 68 mil credenciais de logins empresariais,
acesso a e-mails, sites de bancos, Facebook, Yahoo, arquivos de certificados
SSL, entre outros.
Amit Yoran, CEO da NetWitness e ex-diretor do National Cyber Security
Division, acredita que as empresas que acompanharem o avanço do
ambiente de ameaça não perceberão o vírus até
que os danos já tenham ocorrido. “Ameaças como essas atingem
seus alvos tranquilamente, danificando os sistemas governamentais e empresariais
em todo o mundo. A proteção contra malwares convencionais
e sistemas baseados em assinatura de detecção de intrusão,
são insuficientes para enfrentar Kneber ou outras ameaças
mais avançados. Sistemas comprometidos por este botnet fornecem
aos atacantes não apenas as credenciais do usuário e informações
confidenciais, mas o acesso remoto a redes internas”, explica.
A empresa ainda detectou que mais da metade das máquinas infectadas
com o Kneber também foram invadidas pelo Waledac. Alex Cox, analista
da NetWiness e responsável pela descoberta do Kenber, disse que
classificar essas ameaças como um simples cavalo de tróia
é uma visão ingênua. “Quando começamos a detectar
a relação entre a metodologia usada pelo Kneber para atacar
máquinas vítima e a grande variedade de conjuntos de dados
colhidos, ficou claro que as equipes de segurança devem repensar
toda a sua perspectiva sobre as ameaças avançadas e considerar
os objetivos da missão mais diversificados”, conclui. (Executivos
Financeiros)
19.02 - Malwares baseados em web 2.0 serão principal ameaça
em 2010
As aplicações e malwares baseados em web 2.0 são
consideradas as principais ameaças para 2010. De acordo com uma
pesquisa realizada pela Webroot apontou que quatro em cada cinco profissionais
de TI acredita que esses deverão ser os principais riscos de segurança
deste ano para pequenas e médias empresas.
Outro dado do levantamento mostra que 73% dos entrevistados consideram
mais difícil gerir esse tipo de ameaça do que as baseadas
em e-mails. Os entrevistados também identificaram a segurança
dos dados e confidencialidade, a prevenção de perdas de informações
e segurança de usuários móveis como as prioridades
para 2010.
Um quarto dos entrevistados também acredita que suas empresas
estão muito vulneráveis às ameaças baseadas
em web 2.0, que incluem redes sociais como Facebook e Twitter. Outros 25%
acreditam que as companhias serão ameaçadas pelas falhas
da Microsoft exploradas por hackers.
A pesquisa também mostrou que muitas pequenas e médias
empresas foram comprometidas por funcionários que acessaram contas
pessoais de e-mail (23%), redes sociais (24%), P2P (25%) ou downloads (32%).
Com relação a políticas de utilização
da Internet pelos funcionários, 88% das pequenas e médias
empresas afirmam possuir regras e 95% dizem que fazem algo para fazer cumprir
a política. A forma mais comum de aplicação das regras
relatada pelas companhias é explicar a política de orientação
dos funcionários (69%) e envio de lembretes de uma ou mais vezes
por ano (44%).
Gerhard Eschelbeck, diretor de tecnologia da Webroot, acredita que
as empresas de todos os portes estão mais atentas às ameaças
relacionadas a web 2.0. "Entre os nossos clientes temos visto que mais
de metade restringiu o acesso dos funcionários às redes sociais
como um ataque preventivo contra infecções de malwares, principalmente
as pequenas e médias empresas que tendem a ter menos camadas de
proteção do que as grandes companhias”, explica.
A pesquisa foi realizada com 803 profissionais dos Estados Unidos,
Reino Unido e Austrália. (Executivos Financeiros)
18.02 - Microsoft tira do ar atualização que causava falha
geral
Na última quinta-feira, a companhia removeu a atualização
de segurança do Windows XP que teria causado na semana passada a
"tela da morte" (a tela azul que indica que algo está muito errado
no computador); a Microsoft disse que arquivos maliciosos conhecidos como
TDSS podem ser a causa do problema; a Kaspersky, empresa de segurança,
postou uma possível solução (veja em bit.ly/solucao).
(Folha de S.Paulo)
18.02 - Ferramenta tornam mais eficientes os netbooks
Alguns programas podem aumentar a produtividade de quem trabalha com
tela e teclado menores. Uma dica é netbookfiles.com, que traz downloads
para netbooks. Um programa indicado por Marcel Campos, gerente de marketing
da Asus, é o ScreenHunter (bit.ly/screenhunterdownload), que captura
partes da tela. Assim, as imagens menores exigem menos edição
e podem ser enviadas com mais rapidez. (Folha de S.Paulo)
18.02 - A trajetória e o futuro da banda larga móvel
Aparentemente, a banda larga móvel surgiu do nada, mas de repente,
de modo inquestionável, o acesso à internet por meio de redes
móveis de alta velocidade mudou de patamar em 2008 - direcionado
anteriormente ao mercado de negócios de grandes empresas, hoje está
disponível para as massas. Isso impulsionou a difusão de
assinaturas em banda larga móvel para cerca de 200 milhões
em 2008, podendo chegar a 1,5 bilhão em 2013.
Mas o que provocou todo esse sucesso da banda larga móvel e
por que ela está destinada a crescer em taxas tão impressionantes?
Talvez o fato possa ser mais bem ilustrado se analisarmos o WAP, a primeira
tentativa das operadoras de oferecer internet via celulares.
No início do século, o WAP foi lançado como o
top das tecnologias. Contudo, embora o WAP esteja gerando receitas e seja
lucrativo (pelo menos, em algumas regiões), ele nunca chegou a satisfazer
as expectativas geradas pelas projeções. Houve quatro grandes
barreiras que ficaram no caminho de seu sucesso comercial:
· Limitações dos dispositivos em termos de tamanho
de tela e capacidade de processamento;
· Restrições de conteúdo que prendem os
clientes nos portais das operadoras de celular;
· Acesso lento à internet;
· Preços confusos, por Megabyte.
Deste então, ocorreram duas importantes transformações
que mudaram o mercado. Primeiro, progressos tecnológicos nos proporcionaram
alta velocidade, redes 3G+
e dispositivos sem limitações em termos de tamanho de
tela e capacidade de processamento. Segundo, as operadoras de internet
móvel passaram a oferecer navegação gratuita e pacotes
de preços de utilização de taxa fixa.
O alinhamento desses fatores foi essencial para a difusão da
banda larga móvel. A questão que fica agora é: a banda
larga móvel chegou para ficar?
Segundo o MAVAM - Monitor Acision de VAS Móvel (Acision Monitor
of Mobile VAS), que trimestralmente monitora, revisa e analisa as principais
tendências do mercado brasileiro de Serviços de Valor Agregado
(VAS) móveis, no Brasil, apenas 9% dos consumidores usam a Internet
móvel, indicando uma oportunidade de receitas para as operadoras
de serviços móveis que implementarem serviços de banda
larga móvel diferenciados, com diferentes parâmetros de cobrança.
Observa-se que as tendências globais mostram um aumento no uso
da Internet móvel, com o aperfeiçoamento da tecnologia 3G
e da melhor experiência do usuário em relação
ao seu aparelho de celular. Isso permitirá que amplos segmentos
da população nacional – que normalmente não têm
acesso à banda larga em linhas fixas – sejam incluídos na
revolução digital. Isso quer dizer que a banda larga chegou
para ficar, porém algumas coisas precisam ser mudadas.
O resumo disso tudo é que a banda larga móvel progrediu
muito em pouco tempo. A difusão é, no mínimo, impressionante,
e o crescimento das receitas parece sólido como uma rocha. Em um
número cada vez maior de mercados, ela até tem se desenvolvido
como um substituto maduro à banda larga fixa. Então, os planos
de precificação com tolerância de uso por taxas fixas
cumpriram sua missão. Mas as consequências dessa estratégia
só estão se revelando agora, e as operadoras de internet
móvel perceberam, para sua tristeza, que este modelo não
vai permanecer sustentável.
Ele não fornece as ferramentas para impedir congestionamento
de rede e garantir qualidade de serviço durante horários
de pico. E os modelos rígidos de precificação proíbem
que as operadores gerem receitas adicionais. Se não houver alguma
mudança, as operadoras de internet móvel correm o risco de
se tornarem vítimas de seu próprio sucesso.
Está claro que as operadoras não podem simplesmente continuar
a percorrer o caminho que escolheram. Elas têm de abordar o maior
dos desafios: como criar um business case lucrativo e continuar competitivas?
Quais provedores de conteúdo estão transferindo enormes volumes
de dados sem compensação pelo uso da rede? Então,
como posso controlar os custos e, ao mesmo tempo, gerenciar a qualidade
do serviço e aumentar a receita média por usuário,
o ARPU?
Uma saída para maximizar os lucros é observar o potencial
de fluxos de receita adicionais. As operadoras têm a oportunidade
de desenvolver um leque de serviços de valor agregado capaz de monetizar
seus recursos exclusivos de mobilidade, combinando-os com recursos de rede
e aplicativos. Estes serviços podem, claro, ser usados para diferenciação
competitiva ao serem colocados gratuitamente à disposição
dos usuários.
As operadoras de telefonia móvel têm de abandonar os modelos
estáticos de precificação e criar ofertas de pacotes
direcionados para segmentos específicos de usuários, aplicativos,
localizações ou tempo de uso. Elas precisam observar os lucros
por megabyte para continuar obtendo sucesso com a banda larga móvel.
Essa será a chave para o futuro dessa tecnologia.
(Rafael Steinhauser - Executivos Financeiros)
11.02 - Plano de banda larga é adiado para março
O governo adiou, para março, o lançamento do Plano Nacional
de Banda Larga. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva debateu
as propostas formuladas pela comissão interministerial, gostou do
que viu, segundo participantes do encontro, mas interrompeu a reunião
depois de duas horas e adiou a definição para o próximo
mês.
Temas como recriação da Telebrás, para administrar
uma rede nacional de fibra óptica, e a participação
de empresas privadas no plano, cujo objetivo é baratear e massificar
o acesso da população à internet rápida, permaneceram
em aberto. "A reunião não foi conclusiva. Em março
faremos uma nova para fechar os detalhes do programa", afirmou um dos participantes,
o ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Ficou acertado ontem que as áreas técnicas de cada ministério
avançarão os estudos a partir dos modelos elaborados pela
Casa Civil e pelos ministérios das Comunicações e
do Planejamento. Um dos temas que ainda serão avaliados é
o pacote de desonerações tributária para a indústria
de tecnologia da informação. Na proposta, há estímulos
a essa indústria e também para provedores e universidades
a fim de que se promovam pesquisa e desenvolvimento em setores ligados
à banda larga.
Segundo o ministro Hélio Costa, a desoneração
dos aparelhos de modem, para torná-los acessíveis à
população de baixa renda, será avaliada pelo Ministério
da Fazenda. Segundo as empresas que vendem esses equipamentos, mais de
um terço do preço dos aparelhos se refere à carga
tributária.
Outro exemplo ainda em discussão, segundo Costa, é o
Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações
(Fust). A ideia é usar seus recursos, mas, para tanto, será
necessário aprovar uma nova lei no Congresso. (Paulo
de Tarso Lyra e Danilo Fariello - Valor Online)
11.02 - Gartner discute a retomada do crescimento em encontro de TI
em Campinas
O Gartner participa da reunião inaugural do Comitê Estratégico
de Tecnologia da Informação da Amcham Brasil – Câmara
Americana de Comércio, que acontece nesta sexta, dia 12 de fevereiro,
em Campinas, São Paulo.
O encontro terá palestra da vice-presidente do programa executivo
do Gartner, Ione Coco, que debaterá o “Cenário 2010 em TI:
retomando o crescimento pensando radicalmente”. “Discutiremos como a TI
deve se preparar para o retorno ao crescimento do negócio com algumas
ações que podem parecer radicais”, afirma Ione.
O evento acontece no Amcham Business Center, em Campinas, das 8:30
hs às 11:00 hs. Mais informações podem ser obtidas
pelo telefone (19) 3207 1240 ou pelo e-mail gabriel.lucas@amchambrasil.com.br.
(Executivos Financeiros)
10.02 - Organizações estão investindo em Data Loss
Prevention, segundo pesquisa
A maioria das organizações está direcionando seus
investimentos em Data Loss Prevention (tecnologia DLP), segundo uma pesquisa
realizada pelo IDC (International Data Corporation).
Enquanto 57% das empresas pesquisadas disseram que pretendem investir
nessa tecnologia, três vezes o número de entrevistados disseram
que acreditam que o vazamento de dados mais provável de ocorrer
seja por meio de erro acidental de um empregado e 15% acha que é
por intenção maliciosa.
A maior parte dos entrevistados, 85%, disse que o pensamento de perda
de dados através de hackers externos foi muito improvável
e 55% perceberam a perda intencional dos dados externos, como não
tendo somente um “impacto moderado” ou “nenhum impacto”, sobre seus negócios.
Além disso, mais de 60% disse acreditar que são pouco susceptíveis
de serem afetado por ataques de vírus.
“O desafio de proteger uma organização contra a perda
de dados internos é que as defesas tradicionais são projetadas
para enfrentar ataques fora do perímetro da rede, enquanto que o
interior da rede permanece relativamente livre de controles de segurança”
afirma Emerson Murakami, COO da Dimension Data, no Brasil.
(Executivos Financeiros)
10.02 - IBM anuncia Power 7 para gerenciar o crescente volume de transações
das empresas
A IBM anuncia novos sistemas Power 7 desenvolvidos para gerenciar uma
alta variedade de aplicativos, desde redes elétricas inteligentes
até ferramentas de análise de dados em tempo real. As novas
tecnologias são indicadas para empresas que trabalham com um elevado
volume de transações simultâneas, como prestadores
de serviços de utilidade pública, seguradoras ou cadeias
de suprimento, e que necessitam de análises e gerenciamento precisos
de suas informações.
O Brasil será um dos países a fabricar o Power 7, o que
demonstra o comprometimento e investimento da IBM em mercados emergentes.
A produção acontecerá nas instalações
da Flextronics, parceira internacional da IBM para manufatura de equipamentos.
“Ao trazer para o Brasil a manufatura do Power 7 pretendemos otimizar
o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos,
tornando-os mais acessíveis ao mercado, além de reforçar
nosso
compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Maurício Conceição,
executivo
de Power Systems da IBM Brasil. A produção terá início
com as famílias de produtos High-End e Midrange a partir do segundo
trimestre de 2010.
A IBM anuncia quatro novos sistemas Power 7 com inovações
tecnológicas que proporcionam redução no consumo de
energia das máquinas e aumento no poder de processamento. Em relação
ao seu antecessor, o Power 6, os novos sistemas podem oferecer um desempenho
até quatro vezes maior e
capacidade de virtualização expandida – suporta mil servidores
virtuais ou “partições” em um único sistema.
(Executivos Financeiros)
09.02 - Microsoft confirma vulnerabilidade no navegador Internet Explorer
A Microsoft alertou na quarta-feira (3/2) que uma falha em seu navegador,
o Internet Explorer, dá aos crackers liberdade para acessar arquivos
armazenados em um PC sob certas condições. Essa vulnerabilidade
requer que o invasor saiba o nome do arquivo que deseja acessar.
"Nossa investigação tem demonstrado que, se um usuário
está usando uma versão do IE que não é executada
através de um modo seguro, o invasor pode ser capaz de acessar arquivos
pessoais", disse a Microsoft em um comunicado de segurança.
Esta é a revelação mais recente sobre um problema
de segurança que pode afetar o navegador. No mês passado,
a empresa afirmou que, devido a uma vulnerabilidade no IE 6, ataques foram
direcionados a mais de 20 empresas americanas, incluindo o Google, que
culpou a China. O problema já foi corrigido pela Microsoft.
Os ataques levaram o Google a anunciar que cessaria o apoio ao IE 6
começando com o Google Apps e Google Sites em março.
A vulnerabilidade do IE divulgada na quarta-feira é causada
por renderizações incorretas de arquivos locais no navegador,
afetando várias versões, incluindo o Internet Explorer 5.01
e IE 6 no Windows 2000, o IE 6 no Windows 2000 Service Pack 4, e IE6, IE
7, e IE 8 no Windows XP e Windows Server 2003.
Os ataques ainda não foram checados pela Microsoft, que pretende
decidir se irá reparar a falha por meio do seu ciclo mensal de patches
de segurança ou de urgência, fora do ciclo de atualização.
(IDG News)
09.02 - Empresa publica código de spyware para BlackBerry na
web
A Veracode liberou nesta segunda-feira (8/2) o código-fonte
de um spyware específico para o smartphone BlackBerry, da RIM.
Com a publicação, a empresa, que é especialista
em revisão de código, quer espalhar um "alerta de pesquisa
defensiva" e mostrar que o BlackBerry é vulnerável a esse
tipo de programa, cuja função é roubar dados pessoais.
"A 'caixa de areia' (sandbox) do BlackBerry o mantém isolado
do sistema operacional, e funciona bem para isso", avalia Tyler Shields,
pesquisador sênior da Veracode Research Lab e autor do spyware.
"O BlackBerry é um dos melhores sistemas operacionais em relação
a segurança", ele diz, "mas na 'caixa de areia' você pode
roubar dados".
Shields afirma que a razão da liberação do código-fonte,
que ele batizou de TXSBBspy, é "mostrar como é facil escrever
este tipo de código". Para o pesquisador, seu código-fonte
funciona como uma marca d'água para localização de
malware no BlackBerry, e mostra como é possível baixar remotamente
todo o conteúdo, enviá-lo por e-mail, e conduzir monitoramento
das mensagens do telefone em tempo real.
Shields diz que o propósito é mobilizar os desenvolvedores
de aplicações para BlackBerry e encorajá-los a deixar
claro o que suas aplicações fazem, antes que sejam liberadas
para distribuição online. (Network World)
08.02 - Fuja do seguro pela internet
Estelionatários se valem do anonimato na web para aplicar golpes
na venda de apólices
Contratar seguro pela internet é uma atitude arriscada, já
que o anonimato da rede facilita a vida dos estelionatários que
se passam por vendedores de seguros e títulos previdenciários.
Leoncio de Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de
São Paulo (Sincor-SP), afirma que a dificuldade de identificação
impulsionou as fraudes nos últimos anos. “Não é seguro
contratar uma apólice pela internet”, diz.
De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep),
divulgados ontem pelo JT, o número de denúncias desse tipo
de golpes cresceu 43,2% no ano passado, na comparação com
2008. Ao todo, foram registradas 1.832 atendimentos ao público referentes
a fraudes. Esse número reflete o aumento na atividade dos golpistas.
A promotora da Justiça do Ministério Público do
Estado de São Paulo, Luciene Mendes, diz que o criminoso prefere
agir pela internet porque assim deixa menos rastros. “Quando a abordagem
é pessoal, bem ou mal ele corre o risco de ser reconhecido”.
Os principais temas dos golpes são os títulos previdenciários
e os seguros, de acordo com a Susep. “Eles informam que a pessoa tem direito
a uma indenização ou a um resgate de título de previdência,
mas que para recebê-lo tem de pagar uma taxa”, diz a coordenadora
de atendimento da Susep, Glória da Silva.
Em um dos documentos recebidos por uma das vítimas atendidas
pela Susep, o golpista informa que há um crédito previdenciário
a receber (veja exemplo nesta página). O documento, enviado por
correio em 15 de janeiro, orienta o contato em sete dias contados da data
inicial. No texto, há erros de português e endereços
de servidores de e-mail públicos, fatores que levantam a suspeita.
Para Luciene, a rapidez no golpe é uma das características
do estelionatário. “Ele tenta obter o máximo de lucro no
menor prazo possível, para evitar que seja identificado”, afirma.
Em geral as contas bancárias fornecidas e números de telefone
fixo que são divulgados pelos criminosos são abertos com
documentos falsos e utilizados por pouco tempo.
Os golpes envolvendo falsos resgates de títulos previdenciários
em geral são enviados pelo correio ou diretamente pelo estelionatário,
por causa do perfil das vítimas. “Nessa abordagem direta ou por
correspondência percebemos que as vítimas são de idade
mais avançada”.
As pessoas mais idosas, segundo ela, também são o alvo
prioritário de golpes envolvendo seguros de saúde. Nesse
caso, o procedimento mais comum é a venda de um plano de saúde
com informações erradas. “Em alguns casos, o vendedor informa
uma data de nascimento diferente da idade da vítima, sem o seu conhecimento,
o que resulta em um custo menor do plano”, afirma Luciene.
Outra fraude com seguros de saúde é a omissão
de características do plano. “O vendedor diz que o seguro não
tem carência, mas quando o cliente vai verificar existe um prazo
de dez meses a ser respeitado”, diz Arruda, do Sincor-SP. (PAULO
JUSTUS - Jornal da Tarde)
08.02 - Abuso na internet
O combate aos crimes cibernéticos ainda não alcançou
no Brasil a dimensão correspondente ao desafio dos criminosos, a
despeito das frequentes desarticulações de quadrilhas pela
Polícia Federal. Na maioria dos casos, a ação policial
descobre assaltos a contas bancárias e prende os hackers autores
dos roubos. Quando a violência virtual consiste no aliciamento sexual
de crianças por pedófilos ou na difusão de pornografias,
ainda são raros os flagrantes e prisões dos degenerados.
Um dos problemas mais sérios para identificação
e custódia penal dos infratores é a mudança da hospedagem
dos sites, cada vez mais transferidos para provedores de outros países.
Livres da vigilância mais próxima, multiplicam na internet
as imagens de crianças em situação de abuso sexual,
produto consumido no mundo para satisfazer apetites bestiais de depravados.
Para formar ideia segura sobre a magnitude de semelhante perversão,
basta observar que rende aos delinquentes nada menos que US$ 5 bilhões
anuais. A estimativa foi levantada pela Polícia Internacional (Interpol).
Aspecto mais dramático da questão reside no fato de que
a rede de pedofilia internacional abriga 17.016 endereços na internet.
No Brasil, são 1.210. São números colhidos pela Associação
Italiana para a Defesa da Infância Telefono Arcobaleno, em 2003.
É claro que, de lá para cá, houve acentuado crescimento
de sites e blogs dedicados ao aliciamento e à divulgação
de imagens obscenas de crianças violentadas. A Comissão de
Direitos Humanos da Câmara dos Deputados registra que, entre janeiro
e abril de 2006, houve, no Brasil, nada menos que 9.982 denúncias
de pornografia infantil na internet.
Muito pior é constatar que, pelos dados da Arcobaleno, o Brasil
ocupa o quarto lugar no ranking mundial da pornografia infantil. Ainda
não se filiou à Convenção de Budapeste, acordo
firmado por 40 nações para imprimir legalidade internacional
à busca e punição de pedófilos e outros bandidos
em ação no sistema mundial de comunicação eletrônica.
Como tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 76/200, sobre a
repressão a crimes de informática e aos cometidos via internet,
cumpre ajustá-lo à necessidade de construir instrumentos
legais capazes de prevenir e reprimir com eficácia a exploração
sexual infantil na rede internacional. Sem ignorar, convém advertir
que a lei, por si só, é insuficiente.
Urge municiar o estamento policial dos recursos e meios tecnológicos
para cumprimento dos comandos legais. E, ao Executivo, é exigência
ditada pela gravidade do problema subscrever desde logo a Convenção
de Budapeste. (Josemar Dantas - Estado de Minas)
08.02 - Proteção de dados
Preocupação com a segurança cresce nas empresas
É crescente o interesse e a preocupação das empresas
em proteger seus bancos de dados e demais informações estratégicas.
Atualmente, a gestão de qualquer empreendimento requer acesso, tratamento
e armazenamento de dados, que podem ir de um simples cadastro de cliente
até mesmo o controle e cruzamentos de operações comerciais,
de logística, financeiras, de caixa, fiscais, entre outros. Diante
desse cenário, houve um significativo investimento em tecnologia
e programação para garantir maior segurança no tráfego
e armazenamento da informação.
Não se estrutura a política empresarial de segurança
de dados apenas pelo uso de senhas, log, firewall ou limitações
de acesso. Paralelamente à área tecnológica, devem-se
agregar soluções jurídicas preventivas para formar
um sistema eficiente de proteção às informações.
Para melhor compreensão da importância de se aliar tecnologia
a instrumentos jurídicos, vale citar o episódio que envolveu
uma empresa de recuperação de créditos e seu responsável
pela manutenção de redes. O empreendimento de cobrança
contava com uma arquitetura de rede que tinha um sistema automático
de cópias de segurança (backup) e, durante a madrugada, um
servidor secundário fazia o acesso, mediante senha, no provedor
principal e copiava todos os arquivos. Dessa forma, caso houvesse uma pane
no computador matriz, bastaria migrar todos os dados do backup para se
restabelecer a situação anterior ao defeito. Não haveria,
portanto, prejuízo ou a perda de informações.
O funcionário que garantia o funcionamento do sistema pediu
desligamento e ficou incomunicável. O novo contratado, perito em
redes, quebrou a senha do administrador anterior, entretanto, esqueceu-se
de alterar a senha do backup. O computador que fazia as cópias tentava
acessar o servidor principal, mas, sem sucesso, afinal, a senha que utilizava
fora alterada. Quando o banco de dados principal sofre uma avaria, a única
solução é restaurar as informações do
provedor de backup. Durante cinco dias, nenhuma cópia de segurança
foi realizada, justamente porque a senha do servidor de apoio não
era idêntica à introduzida pelo novo administrador. Todas
as gravações telefônicas, envio de boletos, renegociações
de dívidas, entre outras informações, portanto, foram
simplesmente perdidos.
O fato narrado demonstra a vulnerabilidade de uma política de
segurança de dados baseada unicamente em tecnologia, que não
é estruturada por instrumentos jurídicos preventivos. O dano
poderia ser evitado mediante contratos desenvolvidos, especificamente,
entre a empresa e os dois administradores de rede. Diante dos imprevistos
na segurança dos dados e informações, a única
certeza que se pode ter é a de que todo empreendedor deve se preocupar
com a proteção contratual dos dados de sua empresa.
(Gustavo Pamplona - Estado de Minas)
05.02 - Companhias buscam alternativas ao velho PC
O executivo de tecnologia Parikshit Arora teve uma resposta pouco convencional
na manhã em que descobriu que o computador de sua sala não
estava funcionando. Em vez de consertá-lo ele mesmo ou pedir ajuda
ao departamento de Tecnologia da Informação (TI), ele descartou
o aparelho. "O sistema operacional não estava carregando", diz Arora,
vice-presidente de tecnologia da iQor, uma companhia de call center.
A mesma coisa acontece com a maioria dos 11 mil funcionários
da iQor. Por que o aparente desdém com os computadores? Dois anos
atrás, a iQor, com sede em Nova York, descartou a maioria de seus
computadores de mesa da Dell e da Hewlett-Packard (HP) e instalou no lugar
máquinas mais simples e baratas, que não têm discos
rígidos. Também fabricadas pela HP e conhecidos como "thin
clients", esses aparelhos menores e virtualmente descartáveis deixam
a maior parte das tarefas de processamento e armazenagem para um servidor
central. "Nos referimos aos 'thin clients' como pirulitos", diz Vikas Kapoor,
executivo-chefe da iQor. "Se o seu não estiver funcionando, é
só pedir outro." Agora, cerca de 75% dos funcionários da
iQor usam os "thin clients". Quando uma máquina "morre", eles a
substituem por uma nova e retomam o trabalho em minutos.
A iQor pode ser um prenúncio do que está por vir na computação
empresarial. Embora os laptops e desktops tradicionais ainda reinem no
local de trabalho, as empresas estão cada vez mais dispostas a considerar
alternativas. Algumas estão experimentando os "thin clients" numa
tentativa de reduzir os custos, enquanto muitas outras apostam nos netbooks.
Funcionários estão passando mais tempo trabalhando com telefones
inteligentes, enquanto o Mac da Apple - que já foi visto como uma
máquina de artistas e educadores - ganha espaço nas empresas.
"A oferta de PCs nunca esteve tão diversificada", diz Richard Shim,
gerente de pesquisas da consultoria IDC.
Nenhum tipo individual de máquina vem tendo uma aceitação
ampla no local de trabalho. Mesmo assim, no todo, as alternativas refletem
uma mudança nas empresas. Por exemplo, o sistema operacional Mac
estava instalado em cerca de 2,7% dos computadores empresariais em julho
de 2008, mas esse número aumentou para 3,6% em março de 2009,
segundo a Forrester Research. Até outubro de 2009, cerca de 9% dos
1.414 profissionais da área de tecnologia consultados pela InformationWeek
Analytics disseram que suas companhias estavam fazendo amplo uso dos netbooks
e 19% deles previam que estariam fazendo isso até 2011. Cerca de
33 milhões de netbooks foram vendidos no mundo em 2009.
O mercado mundial de "thin clients" poderá crescer para 7 milhões
de unidades em 2012, de 2,9 milhões em 2007, segundo a IDC. A consultoria
Gartner prevê que até 2014, 15% dos PCs de mesa tradicionais
terão sido substituídos pelos chamados desktops virtuais,
que transferem a maior parte dos aplicativos e a armazenagem de dados para
servidores centrais.
Os executivos da iQor optaram por um ambiente de tecnologia não
tradicional em grande parte para economizar dinheiro. "Para cada dólar
que investi comprando um PC, gastei US$ 0,50 em manutenção
a cada ano", diz Kapoor. A iQor eliminou seu "help desk" e em breve espera
reduzir a equipe de TI para cerca de um quarto do tamanho anterior.
As decisões sobre que tipo de computador comprar podem atingir
um pico este ano para um grande número de empresas que planejam
acelerar as aquisições de equipamentos com o fim da recessão.
Uma pesquisa feita em novembro pela ChangeWave Research com 1.752 executivos
da área de TI, constatou que 22% deles pretendem aumentar os investimentos
no primeiro trimestre, contra cerca de 10% no mesmo período do ano
passado.
Muitas empresas estão baseando suas decisões de investimentos
em TI na situação da economia, mas várias outras estão
também se baseando na disponibilidade do mais novo sistema operacional
da Microsoft, o Windows 7. O recém-lançado sistema operacional
está acelerando as decisões de compra para cerca de 19% dos
executivos que participaram da pesquisa da ChangeWave. Em muitos casos,
a área de TI das empresas adiou a atualização dos
computadores não só por causa da crise, mas também
por insatisfação com o Vista, a versão anterior ao
Windows 7.
A empresa de advocacia Fenwick & West, do Vale do Silício,
como muitas outras ainda usa máquinas com o Windows XP, sistema
que precedeu o Vista. Este ano, a empresa dará novas máquinas
aos seus 700 funcionários, na primeira atualização
de seu sistema em três anos. Até março de 2009, o Windows
Vista estava instalado em cerca de 11,9% das companhias americanas, enquanto
86% das empresas continuava com o Windows XP, segundo um relatório
divulgado em julho de 2009 pela Forrester Research.
A decepção com o Vista levou muitas empresas a contemplarem
alternativas aos PCs, incluindo os Macs e máquinas que rodam no
sistema de fonte aberta Linux OS. Numa pesquisa feita em outubro de 2009
pela InformationWeek Analytics com 1,4 mil diretores de tecnologia, 13%
disseram que os pontos fracos do Vista afetaram significativamente suas
organizações e que eles estão encorajando ativamente
o uso de outros sistemas que não o Windows. Outros 26% disseram
que os benefícios proporcionados pelo Vista eram pequenos e suas
companhias estavam mais abertas a outros sistemas.
O Windows 7 vem sendo bem recebido e em alguns casos poderá
aproximar mais as empresas do tradicional ambiente do PC. Mas, como ele
não força os usuários a mudarem seus equipamentos
- ao contrário de versões anteriores do sistema - o Windows
7 também está proporcionando aos executivos da área
de TI uma maior liberdade para experimentar. "O Windows 7 é o primeiro
sistema operacional Windows que não exige uma atualização
das máquinas", afirma Gavriella Schuster, gerente geral da Microsoft
para o Windows. "Nosso objetivo é nos certificar de que sairemos
ganhando com as tecnologias mais recentes, como os netbooks e as operações
baseadas no toque."
Desta vez, a Fenwick & West está fazendo a atualização
de laptops e desktops, mas Matt Kesner, diretor da tecnologia da empresa,
diz que a opção pelas máquinas convencionais não
será para sempre. "É possível que esta seja a última
renovação que faremos com os computadores tradicionais",
afirma. A companhia está estudando a virtualização
dos computadores, um acerto que lhe daria mais flexibilidade nos equipamentos,
além de atender a necessidade da empresa de proporcionar uma mobilidade
cada vez maior aos funcionários.
Afastar os funcionários de equipamentos com os quais eles estão
acostumados nem sempre é uma tarefa fácil. "Inicialmente,
os 'thin clients' não eram tão ágeis quanto nossos
PCs", afirma Arora, da iQor. "Foi bem frustrante no começo", diz
ele, acrescentando que assim que os problemas foram resolvidos, tudo passou
a funcionar como deveria.
Embora um número crescente de companhias esteja testando modelos
alternativos como os "thin clients", poucas delas estão dispostas
a envolver milhares de funcionários na transição,
diz Annette Jump, diretora de pesquisas da Gartner. "Em períodos
como este, os diretores de tecnologia experimentam muitos sistemas diferentes",
afirma Ric Echevarria, um vice-presidente da Intel. Ele diz que os diretores
de tecnologia concluem que os PCs empresariais apresentam um desempenho
melhor e mais segurança, além de serem mais fáceis
de usar.
Ninguém espera o desaparecimento total dos PCs. "Até
agora, o centro do universo do usuário empresarial tem sido o PC,
mas conforme formos progredindo, ele passará a ser apenas uma das
ferramentas", diz Al Gillen, analista da IDC. "O resultado líquido
é que estamos falando de um mercado de PCs que vai continuar crescendo
em tamanho mas não será mais a parcela de mercado de crescimento
mais acelerado - haverá muitas outras opções." (Rachael
King - BusinessWeek, tradução de Mário Zamarian -
Valor Online)
05.02 - Software nacional sofre com a pirataria
A Intelecta Tecnologia não tem a fama das grandes companhias
de software. Também está distante do faturamento dessas empresas.
Baseada em São Paulo, ela é uma das 8,5 mil pequenas companhias
de tecnologia do país que brigam todos os dias por espaço
no mercado nacional de software. Sem campanha publicitária e contando
apenas com 35 funcionários, a Intelecta já conseguiu vender
cerca de 70 mil licenças de seu sistema de gestão, o "Empresário",
um programa usado na administração de pequenos negócios
de varejo. No ano passado, a companhia faturou R$ 3,5 milhões.
Essa estrutura discreta, no entanto, não impede que a Intelecta
enfrente um problema vivido há muitos anos por multinacionais como
a Microsoft e a Adobe. Recentemente, ao passar pela região da rua
Santa Ifigênia, na região central de São Paulo, o proprietário
da Intelecta, Carlos Eduardo Mariano, ficou surpreso ao constatar que seu
sistema "Empresário" já era um sucesso de vendas nas prateleiras
improvisadas da pirataria. O software original, vendido por R$ 699, é
negociado a R$ 10. "Eu não acreditava naquilo. O rapaz me oferecia
o CD pirata e me dizia que o programa era muito bom, mas que ainda poderia
me fazer um desconto", diz Mariano.
Com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de
Software (Abes), a Intelecta estimou o tamanho do estrago. Para cada cópia
original que a empresa vende, outras 50 ilegais são comercializadas
por piratas. "Hoje vendemos cerca de 250 cópias de nosso produto
por mês", comenta Mariano. "Você imagina como as coisas seriam
melhores se não sofrêssemos tanto com a pirataria."
A situação enfrentada pela Intelecta tem se alastrado
por todo o setor, diz Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador
do grupo de trabalho antipirataria da Abes. "O mais lamentável é
que estamos falando de empresas pequenas, que estão em fase de expansão",
comenta. "Essas companhias são prejudicadas na fase mais sensível
de seus negócios."
Os estragos, em algumas ocasiões, atravessam fronteiras. A Dimensions
Software, com sede em São Paulo, fabrica sistemas para cortes industriais
de chapas, barras e bobinas. O sistema é vendido em 30 países.
A versão pirateada, naturalmente, seguiu o mesmo trajeto. "As vendas
em ruas do Peru e do Equador, além do Brasil, são frequentemente
relatadas", afirma o diretor de marketing da empresa, Joerly Santos. Ele
não tem estatísticas do volume de produtos pirateados, mas
estima que seu faturamento seria cinco vezes maior se não fosse
o comércio ilegal. Os sistemas da empresa custam entre R$ 500 e
R$ 2,7 mil. A cópia falsificada sai por R$ 10 ou R$ 15.
Acuadas, as pequenas empresas tentam se defender como podem. A Folhamatic,
sediada em Americana, interior de São Paulo, produz sistemas de
gestão financeira e administrativa. Para coibir o comércio
das cópias ilegais do produto, ela decidiu mudar o seu serviço
de atendimento a clientes. A atitude foi tomada após a companhia
notar que muitos de seus clientes que adquiriram o software legalmente
também distribuíam cópias piratas do produto com o
código de acesso que recebiam para cada licenciamento. "Percebemos
que os clientes piratas utilizavam o código do amigo e conseguiam
usar o nosso suporte", diz Emerson Oliveira, gerente geral da Folhamatic.
Em 2006, a empresa instalou um sistema que identifica o telefone do
cliente e cruza o número com as informações que possui
em sua base. "Se o telefone não estiver cadastrado, encaminhamos
a ligação para o departamento de controle e pirataria", comenta
Oliveira. A Folhamatic tem 9 mil clientes e todos os 19 sistemas que desenvolveu
são pirateados. Oliveira calcula que pelo menos 40% dos sistemas
da Folhamatic em uso no mercado sejam cópias falsas. No seu caso,
a 'concorrência' não está nas bancas de ambulantes;
a distribuição irregular é feita por clientes, o que
impede a companhia de ampliar as vendas. "Se todas as cópias fossem
originais, a nossa receita aumentaria em R$ 12 milhões", diz. No
ano passado, o faturamento da empresa foi de R$ 25 milhões.
Na Intelecta Tecnologia, a ferramenta escolhida para combater o mercado
paralelo de seus sistemas foi a criação de uma versão
gratuita do software. O produto, segundo Francisco Fernandes, diretor de
relacionamento e novos negócios da empresa, já está
em desenvolvimento e poderá ser baixado no site da companhia. A
ideia é que, em vez de comprar um CD pirata, o usuário opte
por baixar uma versão básica de seu sistema. "Essa versão
gratuita vai funcionar como uma degustação do software",
comenta Fernandes. "É uma forma que encontramos de, ao menos, ter
um cadastro formal de quem está utilizando o nosso produto. Se ele
gostar, passa a ser um forte candidato a adquirir o sistema original."
Hoje, de cada 100 programas de computador usados no Brasil, 58 são
piratas. Cinco anos atrás, essa média era de 64. De lá
para cá, o volume caiu, mas ainda é considerado alto, quando
comparado com países como Estados Unidos (20), Alemanha (27) ou
França (41). Em 2008, o mercado brasileiro de software (sem incluir
prestação de serviços) movimentou US$ 5,1 bilhões.
Desse total, 32,5% referem-se a programas desenvolvidos no país.
"Mesmo com toda dificuldade, nunca pensamos em desistir do nosso negócio",
diz Carlos Eduardo Mariano, da Intelecta. "Mas é claro que poderia
ser bem melhor." (André Borges e Cibelle Bouças
- Valor Online)
04.02 - Brasil é a segunda maior fonte de ataques
CIBERCRIME País ultrapassa China e EUA; especialistas recomendam
bons softwares de proteção e navegação consciente
Do segundo para o terceiro trimestre de 2009, o índice de ataques
virtuais originados no Brasil pulou de 2,3% para 8,6%, ficando à
frente dos EUA (6,9%) e da China (6,5%) e atrás apenas da Rússia
(13%), segundo o relatório "The State of the Internet" (O estado
da internet), produzido pela Akai.
O dado não surpreende Eduardo Godinho, especialista da empresa
de segurança virtual Trend Micro.
"De acordo com os nossos estudos, o Brasil já vem sendo há
bastante tempo um dos líderes dos ataques na internet, principalmente
quando falamos de spam, phishing e trojan", afirma. "Somos, entre aspas,
bastante criativos quando se fala em trojans para roubar dados bancários,
por exemplo".
Para o especialista, a recente popularização da internet
e da banda larga no Brasil contribui para a posição cada
vez mais destacada do país no mundo do cibercrime.
Godinho afirma que os usuários têm mais consciência
da necessidade de usar programas de segurança, mas que o mais importante
de tudo é navegar com consciência e cautela.
Para Fabiano Tricarico, gerente nacional de vendas da área de
varejo da Symantec, o internauta brasileiro ainda não está
ciente da importância de ter bons softwares de proteção.
"A maioria deles não usa nenhum produto para se proteger ou não
usa um software adequado", afirma.
"Muita gente ainda tem a imagem de que o hacker é aquele cara
novinho, com cara de nerd, que tem um monte de espinha na cara e usa óculos
e bonezinho. Não é mais assim", afirma Tricarico.
Segundo o especialista, no passado, hackers criavam vírus com
o simples objetivo de ficar famosos e infectar o maior número possível
de computadores. "Hoje ninguém mais faz isso. Atualmente eles querem
o anonimato, na verdade. O ataque é direcionado ao lucro financeiro",
afirma Tricarico.
O cibercrime, segundo o especialista, é dominado por quadrilhas
especializadas. "Alguns números mostram que elas estão movimentando
mais dinheiro do que tráfico de drogas no mundo".
Godinho aponta os encurtadores de URLs (endereços de sites),
popularizados pelo Twitter, como uma das principais formas de disseminação
de pragas virtuais nos dias de hoje.
Os endereços curtos, usados principalmente para espalhar links
no microblog com limite de 140 caracteres, podem esconder páginas
maliciosas.
Antes dos encurtadores, afirma Godinho, recomendava-se ao usuário
que passasse o mouse sobre o link para descobrir sua origem. Agora, o especialista
da Trend Micro recomenda que, antes de clicarem em links enviados por amigos,
os internautas devem perguntar a eles a procedência dos endereços.
O próprio bit.ly, encurtador de URL mais popular atualmente,
permite ver para onde vão os links curtos.
"É como na vida real. Você não vai andar na rua
sem prestar atenção aos lados, ver se tem alguém o
seguindo. Na internet é mais ou menos a mesma coisa", conclui Tricarico.
(RAFAEL CAPANEMA - Folha de S.Paulo)
03.02 - Windows 7 ajuda vendas, mas não lucros de PCs
O novo sistema operacional da Microsoft Corp., o Windows 7, incrementou
os resultados da empresa e impulsionou as vendas de computadores em varejistas
americanos. Mas não aumentou os lucros de fabricantes de PCs
como Hewlett-Packard Co., Dell Inc. e outras.Embora as pessoas tenham comprado
mais de 90 milhões de novos computadores no mundo todo durante o
trimestre de fim de ano, quando a Microsoft lançou o Windows 7,
22% a mais que um ano antes, a receita com os PCs, os computadores que
rodam Windows, subiu apenas um dígito, dizem analistas.
Isso aconteceu porque os preços de notebook tiveram queda recorde
em relação a igual período do ano anterior, de 23%,
para uma média de US$ 581, segundo a firma de pesquisa de mercado
NPD Group.
Os fabricantes de computadores comemoraram o Windows 7 como um meio
de lançar novas máquinas recheadas de recursos que poderiam
ser vendidas com margens de lucro maiores. Com o Windows 7, disse o diretor
da Dell Alex Gruzen em outubro, o mercado de PCs não mais seria
"uma corrida rumo ao menor preço".
Mas aconteceu o oposto e os fabricantes de PCs bateram de frente com
consumidores pouco dispostos a gastar e varejistas que venderam as máquinas
a preços de queima de estoque na temporada de fim de ano. Como os
preços dos PCs caíram tão rapidamente, os analistas
esperam agora que a Dell e a HP anunciem margens mais magras quando divulgarem
os resultados trimestrais, neste mês.
A Dell, que tentou resistir aos cortes de preços, já
contabiliza crescimento mais lento nas vendas, ao mesmo tempo em que o
concorrente mais barateiro Acer Inc. ganhou impulso. Uma porta-voz da Dell
diz que a empresa está focada em crescimento com lucratividade em
vez de prejudicar concorrentes só para ganhar mercado. Mas a queda
nos preços agora "é a tendência", diz Sumit Agnihotry,
diretor da Acer, a segunda maior fabricante mundial de PCs em unidades,
depois da HP. "Não dá para lutar muito contra a tendência."
Diante dos preços em queda, a HP tentou manter a margem de lucro
pressionando os fornecedores.
Uma porta-voz da HP diz que a empresa usou seu tamanho considerável
para negociar preços menores para os componentes, o que a permite
lucrar com as vendas a preços mais baixos.
A incapacidade dos fabricantes de PCs de aumentar os lucros com o Windows
7 contrasta com o impacto em outros integrantes do setor. A Microsoft divulgou
semana passada alta de 60% no lucro do trimestre, principalmente por causa
das vendas do Windows 7.
Enquanto isso, a Intel Corp., que fornece processadores para os fabricantes
de PCs, divulgou mês passado uma alta de 28% na receita e aumento
de dez vezes no lucro em relação a um ano antes, graças
às fortes vendas de microchips.
Redes varejistas americanas, como a Best Buy Co., também se
beneficiaram. A Best Buy divulgou no início do mês passado
que obteve fortes vendas de PCs em dezembro, e que as vendas das lojas
existentes há um ano ou mais subiram 8% frente ao ano anterior.
Os varejistas podem absorver grandes descontos nos PCs porque boa parte
de seu lucro com as máquinas vem de extensão de garantias
e acessórios como bolsas de notebook. Baixar os preços "nos
mantém competitivos no mercado", diz Keeley Noreen, vendedora sênior
do Best Buy que trabalha no setor de PCs.
A Best Buy, por exemplo, lançou em outubro um pacote com um
computador de mesa da HP, um notebook, um netbook e um roteador por US$
1.200. Um conjunto como esse geralmente custaria US$ 2.000. Descontos parecidos
continuaram aparecendo em toda a temporada de compras natalinas. Tradicionalmente,
descontos como esses só eram vistos nos EUA na sexta-feira após
o dia de Ação de Graças, a largada da temporada de
compras de fim de ano.
Para compensar a queda nos lucros, os fabricantes de PCs lançaram
produtos com novos recursos e entraram em novas áreas. A HP tem
investido pesado na publicidade de computadores com telas de toque e afirma
que planeja lançar um "tablet" com o mesmo recurso e sem teclado.
Ela também está oferecendo financiamento para pequenas empresas
que quiserem comprar PCs a partir de US$ 1.500.
Enquanto isso, a Dell e a Acer, que já vendem máquinas
do tipo "tablet", entraram ano passado no mercado de celulares, na esperança
de impulsionar os lucros. A Acer anunciou recentemente que planeja também
entrar no mercado de livros eletrônicos.
Agnihotry, da Acer, prevê que os preços de PCs vão
se estabilizar nos próximos meses, agora que terminou a temporada
de fim de ano. Além disso, a Microsoft anunciou semana passada que
prevê que o Windows 7 vai desencadear uma onda de compras nas empresas.
Até lá, as pessoas continuam se aproveitando dos PCs
baratos.
Ginia Lucas, dona da Y-Knot Party and Wedding Rentals de Mesa, Arizona,
foi recentemente a um Sam's Club para comprar um novo computador da HP
para sua empresa de eventos e acabou escolhendo um PC de mesa de US$ 1.000
com o velho Windows XP e um modelo de US$ 1.200 com Windows 7 e um monitor
maior.
"Ficamos debatendo", diz ela, porque a máquina mais barata era
tentadora. Mas ela gostou tanto do Windows 7 que resolveu gastar os US$
200 extras. (Justin Scheck - The Wall Street Journal/Valor Online)
01.02 - Estudo aponta que 40% das companhias de infraestrutura sofrem
risco de ataques
Mais da metade das empresas de infraestrutura consideradas críticas
– como transporte público, redes de energia elétrica e de
telecomunicações - já sofreu ataques de grande escala
ou infiltrações clandestinas de grupos de crime organizado,
terrorista ou de outras nações. Este é um dos resultados
apresentados pela McAfee em Davos (Suíça), durante a Reunião
Anual do Fórum Econômico Mundial.
A pedido da empresa de segurança, o Center for Strategic and
International Studies (CSIS) ouviu 600 executivos de segurança em
TI no mundo e preparou o relatório “Sob fogo cruzado: infraestruturas
críticas na era da ciberguerra”.
O documento mostra que 54% das empresas consultadas já foram
vítimas de algum tipo de ataque e que o custo médio associado
a um incidente de grandes proporções é de 6,3 milhões
de dólares por dia.
De acordo com o CSIS, o risco de ciberataques está aumentando:
37% dos executivos ouvidos afirmaram que as vulnerabilidades de seu setor
aumentaram nos últimos 12 meses, apesar do maior volume de leis
e regulamentações. Outros 40% afirmam esperar um incidente
grave relacionado à segurança em 2010. Um percentual menor
- 20% - acredita que sua área de atuação está
a salvo desse tipo de ataque pelo menos pelos próximos cinco anos.
(Computerworld)
01.02 - Alerta pode levar usuários do Facebook a comprar antivírus
falso
Os usuários do Facebook estão sendo bombardeados com
falsos alertas de vírus, para encorajá-los a baixar software
antivírus também falso, alertou a fornecedora de soluções
de segurança PandaLabs.
Os antivírus falsos, também conhecidos como "scareware",
encorajam os usuários da web a gastar seu dinheiro comprando programas
de segurança que não fazem efeito algum.
Segundo a Panda, os alertas estão agora sendo distribuídos
por meio de mensagens do Facebook, que são reenviadas a amigos ou
publicadas nos murais dos usuários da rede social.
A mensagem diz aos usuários que eles podem deixar o Facebook
mais rápido apagando um aplicativo chamado 'un named app' da lista
de aplicações de seu perfil.
A empresa de segurança afirma que, apesar de não haver
links maliciosos incluídos na mensagem, os usuários que buscarem
por mais informações sobre o aplicativo poderia levá-los
a sites maliciosos projetados para encorajá-los a comprar e baixar
software antivírus falso.
A Panda avisa aos usuários das redes sociais não reenviar
a mensagem a seus amigos, para prevenir a "propagação desta
falsa ameaça de vírus". (PC Advisor)
01.02 - EFF cria site que calcula o quanto seu browser pode identificar
você na web
A Electronic Frontier Foundation (EFF) criou uma ferramenta online
que mostra em detalhes as informações que um navegador web
revela, o que poderia levantar questões de privacidade em sites
que tentam identificar usuários de acordo com seu perfil.
A ferramenta, chamada Panopticlick, leva apenas alguns segundos para
listar as informações que um navegador web divulga quando
um usuário visita um site. A coleção de dados inclui
sistema operacional, números de versão de plug-ins, fontes
do sistema e até tamanho e número de cores do monitor.
Tomadas em conjunto, essas informações são uma
'impressão digital única' para um PC específico, o
que poderia ser usado para identificar um visitante particular em um site
web, alega a EFF. Segundo a entidade, empresas de publicidade já
usam tais técnicas.
"Eles desenvolvem esses métodos em segredo, e nem sempre contam
ao mundo o que têm descoberto", escreveu o tecnólogo Peter
Eckersley, da EFF, no blog da organização. "Mas esta experiência
nos ajudará a pensar sobre os riscos à privacidade a que
os browsers nos expõem."
Banco de dados
O Panopticlick registra de forma anônima a configuração
do sistema do visitante, e então a compara com um banco de dados
com 5 milhões de outras configurações. Na sexta-feira,
o site dizia já ter coletado 220.572 'impressões digitais'.
Os usuários estão enganados se pensam que o simples desligar
dos cookies - pequenos arquivos de texto armazenados nas pastas do navegador,
e que ajudam a reconhecer os visitantes, entre outras funções
- vão proteger sua privacidade.
No blog da EFF, Eckersley escreveu que a sequência de caracteres
"user-agent" de um navegador revela o sistema operacional, a versão
precisa do navegador e o tipo de browser utilizado. Apenas um em 1.500
internautas tem a mesma sequência, diz Eckersley.
Uma sequência como essa não é suficiente para rastrear
alguém, mas "em combinação com outros detalhes, como
geolocalização ou um código de CEP específico
ou um plug-in incomum instalado, essa sequência se torna um problema
real", nota.
Smartphones
Para aumentar o anonimato, a EFF recomenda o uso de um navegador comum,
como a última versão do Firefox, com uma versão recente
do sistema operacional Windows. Desligar o JavaScript é outra opção,
já que é com ele que os sites detectam plug-ins e fontes,
mas isso pode afetar a forma como são exibidos os sites.
Outra opção é usar um navegador móvel,
diz a EFF.
"As versões atuais do iPhone, do Android e do BlackBerry não
variam muito com respeito a plug-ins, fontes instaladas ou tamanho de tela",
diz a EFF. "Esta situação poderá mudar no futuro,
mas até que isso não aconteça, a maioria desses aparelhos
são bem menos identificáveis que qualquer tipo de PC de mesa."
(InfoWorld)
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