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22.08 - Internet não cresce no Brasil há três anos, diz pesquisa
Porcentagem de brasileiros conectados à Rede está no mesmo patamar desde março de 2008; entretanto, navegação se sofisticou
A nona edição da pesquisa F/Radar, realizada semestralmente pela F/Nazca com o apoio operacional do Datafolha, constatou que 51% dos brasileiros com mais de 16 anos têm o costume de acessar a internet, apenas 4 pontos acima do resultado de março de 2008, tendência já apontada pela leitura anterior, a F/Radar 8. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou menos. 
No mesmo período, a posse de banda larga doméstica saltou de 12% para 31% da população, o que indica melhoria na qualidade da navegação entre aqueles que já se conectavam à Rede. O fenômeno, porém, ainda se restringe aos mais ricos. Nas classes AB, 62% têm internet rápida na própria residência, enquanto que na classe C, 22%, e nas classes DE, somente 4%. Apenas indicado na edição anterior, o acesso em casa passou a ser, pela primeira vez, mais relevante do que em lan houses. Além disso, a parcela daqueles que acessam diariamente subiu desde então de 32% para 41% dos internautas. 
Ainda nos últimos três anos, o acesso móvel dobrou, chegando a 11% da população, com alta principalmente entre os menores de 24 anos. 
A F/Nazca realiza a pesquisa sobre internet desde o início de 2007. No levantamento de abril de 2011, foram feitas 2.286 entrevistas em 145 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O desenho amostral foi elaborado com base em informações do Censo 2000 e estimativas 2009 do IBGE.   (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

17.08 - Brasil é o 3º no mundo em venda de computadores
O Brasil assumiu a terceira colocação mundial na venda de computadores no segundo trimestre, segundo a consultoria IDC.
Foram vendidos 3,86 milhões de máquinas, 12,5% mais que em igual período de 2010. O número é um novo recorde para um trimestre, superando a marca de 3,6 milhões dos primeiros três meses deste ano.
De abril a junho, as vendas brasileiras superaram em 95 mil unidades o desempenho do Japão, o que elevou a classificação do país. Só China e EUA tiveram volumes maiores.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

05.08 - Teles terão de aumentar velocidade da web
Proposta da Anatel prevê entrega de 60% da velocidade de internet contratada; hoje, empresas garantem só 10% 
Velocidade entregue chegará a 80% após dois anos de vigência da medida; cliente terá medidor no computador
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou ontem duas propostas com metas de qualidade para a internet em banda larga. As regras devem garantir conexões pela rede fixa mais rápidas e estáveis.
As duas propostas seguem agora para consulta pública. Uma estabelece metas de qualidade para prestadoras fixas com mais de 50 mil assinantes. A outra disciplina direitos e deveres dos clientes e empresas.
Pela primeira proposta, a média mensal de velocidade das conexões deve ser de, no mínimo, 60% da velocidade contratada pelo cliente no primeiro ano da regra.
No segundo ano, a velocidade média mínima será de 70%; um ano depois, 80%. Hoje, as teles garantem só 10%. As normas valerão após nove meses da publicação dos regulamentos, prazo de adaptação para as empresas.
O cliente terá direito a um software de medição de velocidade da conexão, que será instalado gratuitamente em seu computador.
A proposta coloca também limites para queixas sobre o serviço, que não poderão superar 2% do total de acessos ativos da empresa por mês.
Vários outros itens serão cobrados, como uma taxa mínima mensal de sete horas e 12 minutos de indisponibilidade da rede da operadora.
A VEZ DO CONSUMIDOR
O outro regulamento é o de serviço de comunicação multimídia. Ele determina, por exemplo, que as empresas devem apresentar planos com regras claras e informar ao cliente todas as condições de preço das ofertas de serviços combinados (combos).
A regra cria facilidades para os pequenos provedores.
O valor da autorização para uma empresa fornecer banda larga, que até então é de R$ 9.000, será de R$ 400 para pequenos provedores (menos de 50 mil clientes) que atuam em uma cidade apenas e de R$ 1.200 para pequenos provedores de atuação estadual.
Algumas exigências, como call center 24 horas, não valerão para os pequenos para estimular novos competidores. "Vimos a necessidade de diminuir barreiras para entrada de novos competidores", disse Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel.  (SOFIA FERNANDES - Folha de S.Paulo)

05.08 - 1/3 dos internautas do país já têm smartphones
Dos donos de aparelhos comuns, 44% querem comprar novos celulares 
Total de usuários já atinge 19 milhões de consumidores; pacote de dados mais barato impulsiona vendas 
Cada vez mais cobiçado, o smartphone já pode ser considerado produto de massa.
Segundo pesquisa do Instituto Ipsos Mediact, encomendado pelas agências de publicidade WMcCann e Ponto Mobi, os aparelhos são utilizados por cerca de um terço dos internautas brasileiros, ou 19 milhões de pessoas.
Além disso, sua adoção deve crescer significativamente. O estudo aponta que, entre os mil consultados, 44% dos proprietários de aparelhos convencionais pretendem substituir os equipamentos nos próximos seis meses por um smartphone.
"O barateamento dos pacotes de serviços de dados tem contribuído para o crescimento de vendas", disse Ricardo Cavallini, vice-presidente de convergência da WMcCann.
Entre as marcas, a finlandesa Nokia lidera o mercado, com penetração de 35%, seguida pela sul-coreana Samsung (17,8%). O iPhone, da Apple, atingiu uma fatia de 9,8% do mercado.
De todas as marcas, os usuários do iPhone foram os que mais demonstraram interesse em acessar a internet, com 97,4% deles afirmando que usam o aparelho para isso.
Para Cavalli, a pesquisa mostra que vale a pena o investimento em mídia para celulares. "Poucos varejistas oferecem essas soluções."   (FELIPE VANINI BRUNING - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

04.08 - Governo propõe mudar regras de acesso à internet
Ministério quer que Anatel acabe com contratação de provedor na banda larga 
Companhias afirmam que a mudança levará empresas à extinção e favorecerá concentração do setor 
O Ministério das Comunicações quer que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorize as teles fixas a vender banda larga sem a contratação do provedor de acesso.
O provedor só existiria em conexões discadas. A recomendação foi dada na semana passada ao presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, e há a expectativa de que a proposta seja votada hoje pelo conselho diretor.
A medida afetaria cerca de 6.500 provedores, que temem ser aniquilados pelas concessionárias, que hoje já detêm 83% do mercado.
A Folha teve acesso aos documentos elaborados pelo ministério e às correspondências enviadas ao presidente da Anatel.
A ideia é mudar a categoria dos serviços prestados pelo provedor. Hoje o provimento é serviço de valor adicionado, sobre o qual incide ISS (Imposto Sobre Serviços), que varia de 2,5% a 5%.
Com a mudança, os provedores fariam serviço de telecomunicação, recolhendo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), em média, de 25%.
"É um absurdo. Caso seja levada adiante, essa mudança vai exterminar uma cadeia de valor", diz Eduardo Parajo, presidente do conselho da Abranet, associação que representa os provedores.
HISTÓRICO
As regras vigentes para os provedores de acesso surgiram em 1995, quando a maior parte das conexões ainda era discada. O objetivo era estimular a competição com o surgimento de pequenos e médios provedores.
A queda de braço entre as teles fixas e os provedores independentes de internet se acirrou depois que as TVs a cabo e as teles celulares passaram a oferecer banda larga sem o provedor.
Entre esses provedores independentes estão a Globo.com e o UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O parecer do ministério informa que não há necessidade de provedor no acesso à banda larga, somente nas conexões discadas.
Hoje, as teles fixas vendem acesso por meio de empresas específicas, como o Terra, da Telefônica, e o iG, da Oi.
Pelas regras, elas são obrigadas a dar condições isonômicas de uso de sua rede a todos os provedores independentes. Com as mudanças, no entanto, os provedores consideram que essa isonomia ficará ameaçada.
Para evitar distorções no mercado, o ministério propõe que os pequenos provedores se tornem "revendedores" credenciados das teles.  (ELVIRA LOBATO e JULIO WIZIACK, colaborou SOFIA FERNANDES - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

29.07 - Cresce venda de software para gestão de hospitais
O segmento de software para gestão hospitalar existe no Brasil há dez anos, mas só nos últimos dois anos ganhou impulso. Atualmente, o setor responde por 2% da indústria brasileira de software, movimentando por ano R$ 500 milhões, segundo fabricantes ouvidos pelo Valor. As companhias estimam que esse segmento crescerá seis vezes nos próximos cinco anos, com demanda aquecida nos setores privado e público.
A americana InterSystems prevê um aumento de 50% na receita gerada em sua operação brasileira. "A projeção é de que essa divisão movimente US$ 30 milhões neste ano", diz Carlos Eduardo Kuhl Nogueira, diretor-geral da companhia para a América Latina.
O principal projeto da empresa é o Sistema Integrado de Saúde (SIS), implantado pelo governo do Distrito Federal. O SIS compreende 10,2 mil usuários do corpo clínico de 41 instituições, entre hospitais, unidades de pronto atendimento, centros de saúde e laboratórios. No total, a InterSystems desenvolve três grandes projetos públicos no país e já cadastrou o prontuário eletrônico de 2,5 milhões de pacientes. A meta da companhia é expandir esse serviço para 10 milhões de pessoas até 2012.
Paulo Magnus, presidente da companhia brasileira MV Sistemas, também prevê uma expansão significativa do mercado, com aumento da demanda no setor público - que começou a ficar forte neste ano - e crescimento das vendas para o setor privado. Sediada no Rio Grande do Sul, a companhia atua exclusivamente com sistemas de gestão em saúde e tem hoje sistemas implantados em 500 hospitais.
Na Totvs, cerca de 20% do orçamento de desenvolvimento de produtos é destinado à àrea de saúde
Nos últimos três anos, a MV investiu em duas novas unidades de desenvolvimento de software, instaladas em Fortaleza e Recife, que se integram à unidade de Passo Fundo (RS). A expansão, diz Magnus, tem por objetivo acompanhar o cenário favorável e ampliar a receita de R$ 80 milhões registrada em 2010. "Esperamos manter em 2011 a média de crescimento de 20% observada nos últimos anos", afirma.
Outra companhia que vem reforçando os investimentos no setor é a Totvs. Em dezembro, a empresa concluiu a aquisição da Gens Tecnologia e Informática, especializada em software de gestão para a área de saúde. Com uma base de 36,5 mil clientes, entre hospitais, operadoras de planos de saúde, clínicas e laboratórios, o segmento é uma das quatro principais áreas de negócios da Totvs. "Hoje cerca de 20% do nosso orçamento total de desenvolvimento de software é destinado aos sistemas de saúde", diz Gilsinei Hansen, diretor de software e segmentos da empresa.
A portuguesa Alert, que chegou ao país em 2007, também diz se beneficiar da demanda no setor público. A empresa tem contratos com 35 hospitais, que atendem 12 mil pessoas por dia. Neste mês, fechou contrato com 20 hospitais da rede pública do Estado de Minas Gerais e com a Beneficência Portuguesa, de São Paulo. "As vendas para o Brasil devem crescer 60% neste ano", afirma Luiz Brescia, diretor-geral da Alert no país. A operação representa 30% da receita global da companhia. A projeção da Alert é elevar seu faturamento global de € 47 milhões para € 60 milhões neste ano.
Dona da Wheb Sistemas, que possui 350 clientes, a Philips estuda adquirir outras empresas de software no país para complementar seu portfólio, afirma Juan Hoyos, diretor da área de cuidados ao paciente e informática.
Os investimentos feitos por essas companhias levam em consideração a demanda atual e as expectativas de avanço no grau de informatização das instituições de saúde. Existem no país 6,3 mil hospitais públicos e privados, mas apenas 15% possuem sistemas informatizados, o que limita um avanço mais rápido das vendas de softwares de gestão, afirma Ciro Menezes, diretor comercial da HelpLink. "O mercado atual é pequeno, mas há um grande potencial de expansão", afirma.
A HelpLink investiu R$ 700 mil no desenvolvimento de um software, lançado há um ano. Atualmente, seis unidades de saúde usam o programa. Como estratégia de crescimento, a HelpLink pretende participar neste ano de sete licitações de prefeituras e governos estaduais. A maioria das licitações são no Estado de São Paulo. Menezes observa que já foram divulgados em torno de 50 editais neste ano.
A MTM Tecnologia também passou a competir no segmento há dois anos, com um aplicativo de prontuário eletrônico para smartphones. O aplicativo já foi adotado pela equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), em São Paulo; pelo Hospital Espanhol, em Salvador, administrado pela Real Sociedade Espanhola de Beneficência; e exportado para 1,2 mil clínicas dos Estados Unidos e da Inglaterra por meio da representante Care Stream Health. "Neste ano, pelo menos mais seis hospitais no Brasil vão instalar o software", diz Gustavo Perez, presidente da companhia.   (Moacir Drska, Cibelle Bouças - Valor Online)
 

29.07 - Programas começam a ajudar em tratamentos
O uso de softwares tem auxiliado a gestão de hospitais e clínicas médicas, mas, agora, os benefícios dessas tecnologias começam a ir além da ala administrativa. Embora a oferta ainda seja incipiente, já existem softwares desenvolvidos especificamente para ajudar no tratamento de doenças.
O tabagismo é um dos males cujo combate conta com o auxílio de um software especial, desenvolvido no Brasil. O funcionamento da ferramenta é simples: o médico fornece ao sistema uma série de informações referentes ao tratamento; a análise desses dados permite medir os resultados e adequar a metodologia caso o tratamento não tenha sucesso.
A ferramenta não surgiu por iniciativa de uma empresa de software. Sem encontrar companhias que tivessem um produto nesse formato, a cardiologista Jaqueline Scholz Issa contratou um analista e um desenvolvedor de sistemas e formou uma equipe para criar a ferramenta, em 2008.
"Uma coisa é fazer um prontuário eletrônico, outra é desenvolver um instrumento que possa aperfeiçoar a prática clínica", diz Issa. Segundo ela, faltam no mercado ferramentas que também levem em conta a visão do médico. A cardiologista fundou uma empresa em parceria com os profissionais que havia contratado e atualmente vende o software para outros médicos especialistas no tratamento do tabagismo.
No campo acadêmico também surgem iniciativas para aplicar os softwares à medicina. Na Unesp de Sorocaba, estudiosos de diferentes áreas - engenharia eletrônica, medicina e física - desenvolveram um software que "quantifica" inflamações nos olhos e permite avaliar a evolução da doença.
De acordo com o professor Galdenoro Botura Júnior, que orientou o projeto na Unesp, há planos para que o software fique disponível em hospitais e clínicas do país. O uso da ferramenta poderia gerar economias com a compra de equipamentos que custam caro e possuem uma função semelhante.
O software é capaz de analisar a inflamação ocular a partir de uma fotografia. Com isso, poderia acelerar o tratamento de pessoas que moram em locais mais distantes.
No meio acadêmico, porém, o distanciamento entre diferentes áreas é um fator que impede que mais projetos desse tipo deem resultados. "Cada um se fecha em sua especialidade e não se aproxima de projetos multidisciplinares", diz o professor. (Bruna Cortez - Valor Online)
 
 
 
 
 

27.07 - Notebooks vivem era de ouro no Brasil
Vendas de computadores portáteis cresceram mais de dez vezes entre 2006 e 2010 e já superam as de desktops 
Brasil deve se tornar em breve o terceiro maior mercado do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos
O mercado de notebooks vive uma era de ouro no Brasil.
Entre 2006 e 2010, as vendas de computadores portáteis cresceram mais de dez vezes. Desde o ano passado, já se vendem mais notebooks do que máquinas de mesa no país --7,15 milhões de unidades, ante 6,85 milhões de desktops em 2010, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
Para 2011, os analistas esperam um crescimento superior a 30% sobre o volume do ano passado. Se confirmadas as previsões, o Brasil será em breve o terceiro maior mercado de notebooks do mundo --atrás apenas de China e Estados Unidos.
Hoje é possível encontrar máquinas em oferta por R$ 999 à vista nas redes de varejo de apelo popular. Situação bem diferente de até cinco anos atrás, quando notebooks eram restritos a executivos e a consumidores de alto poder aquisitivo.
"O notebook hoje está no topo da lista de objeto de desejo das classes emergentes", diz Adriana Flores, diretora de desenvolvimento de produtos da Positivo Informática. "O mercado nunca esteve tão favorável e não há nada no horizonte que aponte uma mudança de rumo."
Uma combinação de fatores positivos levou a indústria a um ciclo inédito de expansão. Com a estabilidade da economia, os consumidores ganharam poder de compra e, ao mesmo tempo, ampliaram sua experiência no uso da tecnologia, principalmente na segunda metade dos anos 2000.
"O primeiro computador das famílias foi um desktop que ficava na sala e era compartilhado por todos", diz Denise Pereira, gerente de marketing de consumo da Intel. "Hoje, mesmo na classe C, cada membro da família quer ter o seu próprio notebook, que garante a privacidade e ainda é um símbolo de status."
CONSUMIDOR FINAL
De dois anos para cá, empresas importantes como Sony, Samsung, Lenovo e Itautec, entre outras, se reorganizaram para atingir diretamente o consumidor final.
Alguns fabricantes chegam a manter mais de 20 tipos de notebooks em oferta simultaneamente. As linhas de produtos, que antes ficavam pelo menos um ano na prateleira, têm sido trocadas a cada trimestre em alguns casos.
A grande guerra entre os fabricantes está nas máquinas que custam até R$ 1.300 --segmento que representa cerca de 70% das vendas. Mas há produtos com apelo dirigido para todo tipo de perfil: adolescentes, mulheres, pequenos empresários, gamers.
"O grande crescimento, é claro, está nos modelos de entrada. Mas os produtos de alto padrão também têm avançado bastante", diz o diretor de marketing para notebooks da Sony, Willen Puccinelli. A empresa japonesa oferece 14 modelos no Brasil, com valores para o consumidor final entre R$ 1.600 e R$ 10 mil.
O resultado do aumento da competição é que os preços das máquinas portáteis caíram entre 20% e 30% nos últimos 12 meses --o dólar em baixa, claro, também contribuiu para a queda nos preços. A diferença que existia em relação aos desktops, que era bastante significativa, foi aos poucos diminuindo. Hoje, é praticamente inexistente.
"O interesse dos fabricantes multinacionais pelo país fez os preços caírem", diz Raphael Vasquez, analista sênior da consultoria Gartner.
A crise nos mercados desenvolvidos (EUA e Europa) só fez aumentar o apetite dos gigantes multinacionais pelo mercado local.
O varejo faz sua parte e não economiza nas ofertas e promoções. Antes restrito às lojas especializadas, os notebooks invadiram os supermercados e as redes varejistas de eletroeletrônicos como Casas Bahia, Magazine Luiza e Fast Shop.
O crédito, a despeito das altas de taxas de juros brasileiras, é abundante para o consumidor. Cerca de 90% das vendas são parceladas, segundo os fabricantes.
"Quem está impulsionando as vendas é mesmo o mercado doméstico. Hoje há uma oferta enorme de produtos e uma facilidade grande de obtenção de crédito no varejo", diz Martim Juacida, analista da consultoria IDC.
POTENCIAL
A baixa penetração de computadores nos lares brasileiros --ainda na faixa dos 40%-- é apontada pelos executivos e analistas ouvidos pela Folha como uma garantia de que ainda há muito mercado a ser explorado no país.
"É um trunfo que temos em relação aos mercados desenvolvidos", diz Luiz Mascarenhas, diretor de produtos de consumo da HP.
Os executivos e analistas são também unânimes em afirmar que apenas uma crise macroeconômica que atinja em cheio o poder do compra da classe média brasileira poderia reverter as expectativas.
Se o Brasil continuar passando ao largo da crise financeira global, não há o que detenha o avanço dos notebooks em direção aos lares brasileiros.  (JOÃO PAULO NUCCI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

20.07 - Acesso à internet móvel cresce 82%
Número de usuários não para de crescer porque a tecnologia está cada vez mais barata 
O número de acessos à tecnologia 3G cresceu 82% de julho de 2010 a junho deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) compilados pela consultoria em telecomunicações Teleco. As conexões ativas de internet móvel tanto de celular quanto por uso de modem passaram de 14,6 milhões para 26,6 milhões nesses 12 meses. 
Esse crescimento está relacionado ao barateamento da tecnologia que ocorre com os celulares. "Maior parte deste aumento do número de acessos aconteceu por causa da troca de aparelhos de telefonia móvel. Hoje, a maioria dos consumidores que trocam um celular acabam adquirindo um aparelho que tenha acesso a rede 3G", afirma Eduardo Tudo, presidente da Teleco.
Outro fator que ajudou o aumento do acesso à tecnologia de internet móvel foi a ampliação da oferta de planos telefônicos com pacote de dados inclusos. Para o executivo da Teleco, a grande variedade de pacotes e a redução do preço do serviço também ajuda a popularizar o 3G. "As empresas estão mais agressivas em promoções de planos destinados para quem quer usar a internet móvel", afirma. "Até então, a barreira para o crescimento desse setor era o acesso a tecnologia (aparelho) e o usuário que achava esse serviço caro, por desconhecer a melhor forma de usá-lo", analisa.
A dica de Tude para quem é usuário de 3G é procurar por um pacote de dados que atenda o seu perfil e não pagar apenas quando fizer o uso. "Nos pacotes, o preço do serviço é mais barato, principalmente para quem usa o básico, que é ver e-mails e navegar, do que pagar por uso", explica.
Congestionamento
O presidente da Teleco afirma que esse número de usuários atingido em junho deste ano não levará à saturação de tráfego de dados na rede de telefonia. "O congestionamento ocorre quando há muitos usuários de uma mesma operadora em uma região e não apenas por um número geral de usuários em todo o País. O centro de São Paulo pode congestionar mais rápido do que outras regiões do Estado de São Paulo", conta.
Para evitar o congestionamento e ampliar a velocidade de tráfego de dados da web móvel, a Anatel fez no primeiro semestre deste ano a escolha da frequência que abrigará a tecnologia 4G, cuja velocidade é comparável à internet fixa. A previsão é que no próximo ano seja aberto a licitação das empresas que queiram oferecer essa tecnologia, que em 2013 deverá chegar ao usuário.
O 4G já funciona nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Com os dois anos de atraso para o desembarque da tecnologia ao Brasil, a expectativa é que os aparelhos já cheguem mais baratos.  (Luciele Velluto - Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

15.07 - Ataques de vírus na internet têm aumento de 256% 
O número de ataques de vírus aos computadores conectados à internet deu um salto no primeiro semestre deste ano. Levantamento do Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) mostra que o número de notificações de problemas desse tipo passou de 61,1 mil nos seis primeiros meses de 2010 para 217,8 mil nos mesmo período deste ano, um crescimento de 256%.
Segundo a Cert.br – organização ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgão que coordena todas as iniciativas de serviços da web no País – esse crescimento se deve principalmente porque o usuário de internet tem acessado mais sites desconhecidos e que carregam algum tipo de vírus. 
No primeiro semestre deste ano foram 89,1 mil notificações recebidas pela Cert.br na categoria “Outros”, que reúne casos em que o ataque ocorreu por conta da navegação em páginas não confiáveis, e não por recebimento de e-mail com o chamado malware.
De acordo com o Cert.br, o aumento dos ataques ocorre em uma proporção maior que o crescimento da internet no País. Os dados do Ibope Nielsen Online mostram que de maio de 2010 para maio deste ano, o número de pessoas com acesso à web se ampliou em 24,80% – de 46,9 milhões para 58,6 milhões. “Com mais pessoas com acesso à internet também há mais usuários vulneráveis”, afirma Fabio Assolini, analista de vírus da Kaspersky, empresa que desenvolve soluções de segurança para computadores. 
Os especialistas acreditam que a tendência é que esses números continuem a crescer nos próximos meses, já que o usuário também deve passar a relatar mais seus problemas com os tais códigos maliciosos. “Os dados apresentados ainda são muito pequenos perto do que deve ocorrer realmente nesse meio. Esses números são apenas os ataques relatados”, diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil, empresa especializada em desenvolvimento de antivírus e aplicativos de segurança.
Mobilidade
O professor de redes e telefonia IP da Fiap, Almir Meira Alves, explica que a vulnerabilidade também aumentou com o avanço da mobilidade da internet. “No meio tradicional de acesso a internet (desktops), o internauta costuma ser mais cuidadoso. Mas com o avanço dos tablets e smartphones, ele não tem essa preocupação e acaba se tornando mais vulnerável a ataques”, afirma.
Outra fonte de disseminação de códigos maliciosos são as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, já que grande parte dos usuários da web participa de alguma delas. Os fabricantes de antivírus já identificaram um código malicioso de origem brasileira no Facebook.
Para o usuário, o importante é ser cuidadoso ao acessar a internet. O profissional de marketing Celso Freitas, de 39 anos, criou uma lista de e-mails confiáveis para tentar manter seu computador a salvo de códigos maliciosos que possam vir em links e arquivos. 
“Sempre mantenho o antivírus e o sistema operacional atualizado. Também procuro não entrar em sites desconhecidos. Ter responsabilidade é importante para também não infectar os amigos que confiam nos seus e-mails”, explica o internauta.   (LUCIELE VELLUTO - Jornal da Tarde)

15.07 - PNBL: velocidade de 5 MB é apenas uma intenção 
Apesar dos contratos firmados pelo Ministério das Comunicações com as operadoras preverem um esforço para que a banda larga popular alcance a velocidade de 5 megabits por segundo na metade desta década, a meta que a empresas precisarão cumprir até 2014 é de apenas 1 megabit por segundo, há um custo de R$ 35 por mês.
De acordo com o secretário-executivo do ministério, Cezar Alvarez, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) estipula a universalização das conexões de 1 mega até o fim de 2014, sendo que as cidades sede da Copa do Mundo e as regiões metropolitanas devem ser atendidas pelo serviço até a metade daquele ano.
Já a velocidade de 5 mega entrou nos documentos como um acordo de intenções para elevar a qualidade do plano básico até 2015 ou 2016, prazo final da vigência dos contratos. Além disso, apesar de fixarem em R$ 35 mensais o preço do plano básico de 1 megabit, os contratos não estabelecem os valores para as velocidades superiores. “Seria uma irresponsabilidade colocar já o preço no contrato, para daqui a quatro anos”, afirmou Alvarez.
Para ele, porém, a elevação da velocidade no futuro não deve ter grande impacto no preço do plano básico. “A implantação do PNBL aponta para um cenário de mais rede, mais capacidade, mais cobertura e mais competição. E isso levará a melhores preços, a tendência é inescapável”, completou.   (Eduardo Rodrigues - Agência Estado)

15.07 - Redes de comunicação podem se tornar gargalo ao avanço dos tablets
A consultoria IDC revisou para cima a previsão de vendas para este ano, de 300 mil para mais de 400 mil 
Pouco mais de um ano após ter chegado ao País, o tablet parece ter enfim caído no gosto dos consumidores brasileiros. Adotado por empresas e pelo setor educacional, a venda de aparelhos deve superar as expectativas em 2011. O IDC Brasil, empresa de consultoria em tecnologia da informação e telecomunicações, reviu a projeção das vendas de 300 mil para mais de 400 mil unidades no ano. 
Mas há grande preocupação quanto aos investimentos em infraestrutura de rede, para permitir o acesso por centenas de pessoas ao mesmo tempo, como em um conjunto de salas de aula. Em 2010, quando o tablet chegou ao mercado brasileiro, foram vendidas 100 mil unidades. 
O barulho em torno do lançamento do aparelho atraiu a atenção dos consumidores, que já estão conhecendo melhor a nova mídia, segundo Martim Juacida, analista de mercado de PC do IDC Brasil. "Embora tenhamos revisado o número, acreditamos que o tablet ainda não vai se desenvolver tanto em 2011, mas sim em 2012", contou Juacida. 
Os incentivos do governo, como redução de impostos sobre o aparelho, e a chegada de novos fabricantes devem baratear o produto. Além dos preços menores, a adoção pelo mundo corporativo também aumenta a demanda. A tendência é de que os tablets substituam os notebooks. 
Mas é o uso do aparelho no ensino que deve puxar as vendas já no segundo semestre. Em apenas uma universidade, serão seis mil alunos de uma só vez a receber a ferramenta, a partir de agosto. Juacida ressalta que escolas e faculdades privadas ainda usam a mídia apenas em projetos pilotos. "Até o governo vai acabar fazendo algumas licitações desse tipo", diz. 
A Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (Fappes) já começou um projeto-piloto de oferecer tablets gratuitamente aos novos alunos do curso de graduação em Administração, desde que se comprometam a pagar pelo menos um ano de mensalidade. Oito aparelhos já foram distribuídos, mas a faculdade espera que o número aumente para 40 com o início das aulas do segundo semestre. 
"Até agora o investimento não foi tão grande. Estamos comprando sob demanda", explicou Bruno Berthielli, diretor de comunicação e informática da Fappes. Cada aparelho saiu por apenas R$ 340, mas, como a meta não incluía tantos alunos, a faculdade optou por não fechar um pacote com operadoras de telefonia para fornecimento de internet 3G. 
Infraestrutura. Já a Universidade Estácio de Sá, que entregará seis mil tablets a alunos do segundo período dos cursos de graduação em Gastronomia e Hotelaria em São Paulo e Rio de Janeiro e Direito no Rio e no Espírito Santo, apostou mais alto. Embora não revele o custo dos tablets comprados da Semp Toshiba, a universidade desembolsou R$ 188 mil para reforçar a infraestrutura de rede, com a compra de equipamentos como roteadores e switches, além de pagar mensalmente R$ 27 mil pelo aluguel de links para suas 30 unidades. "Sem investimento na rede, com 400 alunos navegando ao mesmo tempo, certamente teríamos problemas", disse Pedro Graça, diretor de Mercado da Estácio. 
A instituição fechou acordo com a Claro para garantir acesso a planos de dados mais baratos aos alunos. O investimento tem retorno em marketing, mas também elimina custos com a impressão de apostilas e com o envio do material didático pelo correio. A meta é estender o uso de tablets aos alunos de todos os cursos em até 4 anos - cerca de 240 mil estudantes.   (Daniela Amorim - Agência Estado)
 
 
 
 
 

14.07 - Ataques na Internet aumentaram 40% no 2T2011 no Brasil
O número de notificações de ataques de segurança na Internet brasileira aumentou 40% no segundo trimestre contra os três primeiros meses do ano, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br).
Entre abril a junho deste ano foram apurados 127 mil ataques, que representam um incremento de 287% em relação ao mesmo período do ano passado. A quantidade de ataques a servidores, que exploram vulnerabilidades em aplicações da Internet e conseguem hospedar páginas falsas e inserir modificações nos sites originais, avançou 14% sobre o primeiro trimestre e 69% sobre o mesmo período do ano anterior.
Entre 20 e 28 de junho, mais de 200 sites de órgãos públicos brasileiros foram alvo de hackers, de acordo com dados do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), incluindo o portal da Presidência da República, os sites da Receita Federal e do IBGE.
Os ataques a servidores apresentam tendência de crescimento desde 2007, afirmou o CERT.br, devido à utilização de sistemas mais complexos na elaboração de sites, que criam vulnerabilidades, e à falta da realização de checagens de segurança por parte de desenvolvedores. Tentativas de fraude, propagação de códigos maliciosos e outros incidentes de segurança também cresceram na comparação anual.  (Executivos Financeiros)

14.07 - A Segurança da geração que voa na Nuvem
A geração Y engloba os nascidos entre 1980 e 2000. É composta por uma juventude multitarefa e arrojada, que respira tecnologia em tudo o que vê e faz. São velozes e querem tudo muito mais rápido. Além disto, são impulsivos, impacientes, ansiosos e intensos.
Na opinião deste autor, o mundo já foi modificado de forma marcante por essa juventude. Com sua demanda por conveniência e tempestividade, a geração Y provocou o desenvolvimento da computação em nuvem. Novas demandas em computação em nuvem e em virtualização surgiram por conta dessa geração, pois a internet precisou aprender a se comunicar com esse público, que quer tudo para ontem. 
Em particular, a nuvem se desenvolve devido à elasticidade ágil, uma característica fundamental do novo modelo tecnológico de computação. Ela consiste no conjunto de capacidades que podem ser rápida e elasticamente provisionadas pela nuvem, em alguns casos automaticamente. Essa característica permite aumentar ou diminuir a utilização de recursos virtuais, de forma que pareçam ilimitados e possam ser adquiridos em qualquer quantidade, a qualquer hora, para se ajustarem às oscilações de demanda. 
Isto reduz a ineficiência do modelo de computação tradicional, em que normalmente se projeta uma capacidade acima do uso normal, para garantir um desempenho aceitável em picos de demanda, pois depende de uma infraestrutura física, pré-existente – como a do centro de dados de uma empresa. Por isto, este modelo é limitado a uma escalabilidade que pode ser lenta e complexa de se obter, à medida que se aproxima dos limites de sua capacidade e disponibilidade de acesso.
Portanto, o modelo tecnológico da computação tradicional pode tornar-se incapaz de atender aos anseios da qualidade percebida pela geração Net. Em oposição, a elasticidade ágil da nuvem provê recursos virtuais, sob demanda e com gerenciamento mínimo. Esta característica é essencial para o crescimento da nuvem, pois permite às corporações satisfazerem às exigências desta nova geração, de modo adequado em custo benefício.
Mas a nuvem trás um nível adicional de riscos, diretamente associados à terceirização de serviços essenciais (serviços em nuvem). Isto exige atenção especial na observância aos princípios da segurança da informação: disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade, bem como na privacidade, no suporte e na conformidade. Entretanto, a computação em nuvem traz benefícios relacionados ao fato de que, nela, não é necessário desenvolver controles internos de segurança nem capacitar pessoas. Neste novo modelo de prestação de serviços, é fundamental o estabelecimento de uma relação de confiança entre o cliente e o provedor. A transparência da forma como o provedor implementa, desenvolve e gerencia a segurança é fator decisivo para se atingir este objetivo. Outro importante desafio imposto à computação em nuvem é possibilitar o atendimento dos anseios da Geração Y.
Há, assim, o grande desafio de se oferecer uma nuvem que concilie segurança com mobilidade, interação e rapidez, para esse público que se insere cada vez mais no mercado. Ressalta-se que, no Brasil, 99,9% (46,7 milhões) dos internautas estão conectados em alguma rede social, segundo o comScore. O país possui o maior número de usuários de Orkut do mundo, além da 2ª maior audiência do YouTube, e a 3ª maior audiência do Twitter. Além disto, 36% dos internautas no Brasil fazem diariamente upload de fotos e vídeos, e 2,6 milhões atualizam blogs.
Como solução para permitir o acesso a redes sociais e demais canais de relacionamento da internet, com uma segurança ágil e ao mesmo tempo eficaz e alinhada aos anseios desta juventude, a biometria, os padrões comportamentais e a holografia podem apontar algumas saídas. Além disto, podem promover uma segurança não intrusiva, mais natural e menos invasiva. O desafio maior é conciliar esta almejada segurança com as exigências de mobilidade e rapidez de resposta no acesso ao ambiente de computação em nuvem. Um problema fundamental é a identidade na rede, considerando a multiplicidade de canais existentes. Tais desafios precisam ser vencidos em tempo real, para se atender à demanda de inclusão digital e de comunicação dessa dinâmica geração. A conclusão a que se chega é a de que há evidências apontando a geração Y como responsável pelo crescimento da nuvem, ou seja, de que “a Geração Y provocou a computação na nuvem”.  (Paulo Sergio Pagliusi - Executivos Financeiros)
 
 
 
 

13.07 - Novidade: Aplicativo para obstetras e ginecologistas
A empresa alemã astraia software gmbh desenvolveu um novo aplicativo de banco de dados modular específico para obstetras e ginecologistas, o software astraia. Segundo a Manager Systems, empresa que representa o software no Brasil, o software pode ser adaptado às necessidades individuais dos clientes bem como aos requisitos legais de cada país
A tecnologia possui suporte completo para DICOM e integração com sistemas de informação hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias.
Para a produção do produto, a companhia contou com o apoio da Fetal Medicine Foundation (Londres) e uma equipe de profissionais  de ginecologia e diagnóstico pré-natal.
De acordo com a publicação, um dos aspectos fundamentais para avaliação diagnóstica em obstetrícia é a parametrização dos dados biométricos obtidos durante o exame ultra-sonográfico.
E ressalta que a maioria dos equipamentos vêm com softwares que auxiliam nesta documentação. Entretanto, estes programas são bastante limitados e algumas vezes com relatórios que não espelham a realidade diagnóstica do paciente
O software astraia foi traduzido em mais de 25 línguas e mantém-se atualizado com os últimos dados científicos. O aplicativo oferece uma modelos de relatórios, no intuito de facilitar o seu manuseio.
Além disso, segundo a empresa, possui suporte completo para DICOM e integração com sistemas de informação hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias.  (Saúde Business Web)
 
 
 
 

07.07 - Número de usuários ativos da Internet cresceu 30% em maio
O total de pessoas com acesso à internet no trabalho ou em domicílios chegou a 58,6 milhões, segundo o IBOPE Nielsen Online. Considerando somente os domicílios, o número de pessoas que moram em residências em que há a presença de computador com internet já é de 55,5 milhões.
Das pessoas com acesso no trabalho ou em domicílios, 45,7 milhões foram usuários ativos em maio de 2011, o que significou um crescimento de 6,8% em relação ao mês anterior e de 23% na comparação com os 37,3 milhões de maio de 2010. 
O crescimento do uso da internet em domicílios é ainda maior. Das 55,5 milhões de pessoas com acesso domiciliar, o número de usuários ativos em maio de 2011 chegou a 37,2 milhões, ou 30% mais que os 28,5 milhões de maio de 2010. Em dois anos, o total de usuários ativos mensais em residências cresceu 46%.
Em maio de 2011, a categoria que registrou o maior crescimento percentual do número de usuários únicos foi a de sites de automóveis, com evolução de 10,9% em relação ao mês anterior, chegando a 10,3 milhões de usuários únicos. A categoria Automotivo cresceu estimulada por publicidade na internet, que atraiu audiência para sites da subcategoria Fabricantes de Automóveis.
Segundo o AdRelevance, serviço do IBOPE Nielsen Online que monitora a publicidade online, o número de campanhas realizadas por anunciantes da categoria Veículos, Peças e Acessórios aumentou 26% em maio em relação a abril, sobretudo devido ao aumento da atividade publicitária de anunciantes de carros de passeio nacionais. (Executivos Financeiros)
 
 
 
 
 

04.07 - Internet pode dar demissão por justa causa 
Usar a internet uma hora ou mais por dia com pesquisas sem relação com a atividade profissional, acessar redes sociais, mandar e-mails com piadas, assistir a vídeos no YouTube. O que pode e o que não pode ser feito na web no local de trabalho? Uma simples navegação considerada inocente pelo empregado pode ser encarada como falta grave pelo empregador e até levar à demissão por justa causa. 
Isso pode ocorrer se a empresa considerar que está havendo mau uso das ferramentas corporativas e encaixar a conduta no Artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permite a dispensa por justa causa quando há mau procedimento, quebra de confiança, insubordinação, entre outros fatos relacionados ao comportamento no ambiente profissional.
Pesquisa com 1,6 mil pessoas feita pela Triad, empresa de consultoria em produtividade, mostra que 80% delas gastam até três horas do tempo de trabalho com atividades que não contribuem para o serviço, e boa parte está ligada à internet. “Por isso, as empresas precisam controlar o acesso dos funcionários”, diz Christian Barbosa, diretor executivo e responsável pelo levantamento.
O estudo ainda mostra que 35,6% dos profissionais afirmam que a rede de computadores em si é o que mais desvia o foco do trabalho. Além disso, 27,3% gastam tempo com e-mails e 21,4% navegam pela web aleatoriamente. Quando questionados sobre qual atividade é realizada no período em que estão “matando o trabalho”, 40,9% dizem repassar piadas por e-mail, 26,1% trocam links do YouTube com colegas, 20,6% jogam games online e 11,1% veem pornografia.
Os casos de demissão por motivo justificado mais conhecidos envolvendo má conduta são relacionados ao acesso a conteúdo pornográfico no expediente. O advogado Ricardo Zilling Martins, especialista em direito do trabalho do escritório Viseu Advogados conta que um empregado de uma empresa do setor de tecnologia da informação foi dispensado por justa causa por passar sete horas do expediente diário em sites de pornografia. Ele chegou a recorrer da decisão, mas perdeu, pois a empresa conseguiu apresentar provas do mau procedimento do ex-funcionário.
Em outro caso, a advogada também especialista em direito do trabalho, Karina Alves, do escritório Simões Caseiro Advogados, conta que um trabalhador foi demitido porque criou um blog para falar mal de seu superior, cujo conteúdo era escrito no próprio local de trabalho. “Há casos incontestáveis pela lei. Em um escritório de contabilidade foi descoberto um grupo de funcionários que cometia crimes usando os computadores da empresa”, relata.
A recomendação dos especialistas em recursos humanos e direito do trabalho é que as empresas adotem um manual de conduta ou pelo menos tornem claras as regras quanto ao uso da web, como pode ser feito, em que horário e o que pode ser acessado. 
“As grandes empresas já adotaram isso, pois nem sempre os gestores conseguem conversar diretamente com todos os funcionários. Mas para pequenas empresas, a conversa pode ser no dia a dia, ou explicitar no contrato de trabalho”, diz Martins.
Porém, antes de demitir o funcionário por justa causa, a empresa precisa fazer uma advertência por escrito. “Tem de dar a oportunidade para o empregado se redimir, mudar a postura”, afirma o advogado do escritório Viseu. E também deve levantar provas de que o trabalhador tinha problemas de comportamento no ambiente profissional. Isso pode ser feito com sistemas de monitoramento, que permitem à companhia ver o que o funcionário está acessando na rede de computadores e por quanto tempo.
“As empresas precisam incentivar o uso consciente da internet no ambiente de trabalho, discutir a produtividade. E deve haver bom senso, de ambos os lados”, diz Barbosa.   (Luciele Velluto - Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

01.07 - Governo e operadoras fecham plano de internet
Empresas farão ofertas comerciais em 90 dias 
Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso à internet de alta velocidade, pela promessa do Plano Nacional de Banda Larga.
O serviço, fechado ontem entre o governo federal e as concessionárias de telefonia fixa Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC, começa a ser ofertado em até 90 dias.
A exigência é que as empresas ofereçam um plano de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 Mbps (megabit por segundo), conforme a Folha antecipou ontem.
Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade será entregue nos domicílios dos consumidores.
Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade contratada.
Como esse era um dos pontos mais polêmicos na negociação, o governo deixou a questão para a Anatel. Convocado anteontem ao Planalto, o presidente da agência reguladora, Ronaldo Sardenberg, se comprometeu a votar dois regulamentos sobre a qualidade da internet até o fim de outubro.
Segundo o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), apesar de R$ 35 ainda ser valor alto (no início, o governo falava em R$ 15), é a metade do cobrado hoje na média.
"Nós achamos que isso vai ser muito atraente. [Para quem não puder pagar,] o governo terá política para universalizar o acesso."
A Telefônica afirmou que, até o fim do ano, o produto será oferecido em 230 municípios dos 622 em que atua, o que inclui 89% da população do Estado do São Paulo.  (LORENNA RODRIGUES - Folha de S.Paulo)

01.07 - Avanço na banda larga 
Governo chega a acordo com empresas para universalizar serviço no país 
O governo da presidente Dilma Rousseff deu um passo decisivo para, finalmente, começar a tirar do papel o projeto de levar à maioria da população o acesso à internet em velocidade pelo menos próxima à dos países de mesmo nível de desenvolvimento. Depois de demoradas negociações com as empresas de telefonia, a presidente aceitou diminuir a exigência de as operadoras garantirem a entrega de no mínimo 40% da velocidade contratada, em troca do compromisso de não cobrarem mais do que R$ 35 mensais pelo provimento de acesso à rede mundial na velocidade de 1 megabit por segundo, dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Com isso, fica superado um impasse que vinha se arrastando desde o ano passado, quando o governo Lula lançou o PNBL e ressuscitou a Empresa Brasileira de Telecomunicações (Telebrás) para liderar a sua implantação. 
Com foco nos mercados mais concentrados, as operadoras privadas tinham pouco interesse em investir na extensão territorial do acesso à banda larga a regiões mais distantes. Também resistiam ao compromisso de prestar o serviço a preços populares aos consumidores de renda mais baixa, ainda que por meio de redes e equipamentos de velocidade inferior. Nos primeiros embates, o governo exigia que as operadoras garantissem, além dos 40% da velocidade contratada com os clientes, que esse percentual fosse elevado para 70% até 2014. São níveis que superam o padrão internacional e, para serem alcançados, demandariam investimentos pesados em prazo curto. Atualmente, as operadores só garantem 10% da velocidade contratada. Depois da negociação em favor do PNBL a 1 mega, os percentuais mínimos de entrega vão subir para 30% nos horários de pico e 50% no tempo restante. 
O acordo é uma avanço na implantação do PNBL que vinha patinando em meio a bravatas e à lentidão estatal, enquanto aumenta a cada dia a distância do Brasil em relação aos índices de inclusão digital, em comparação à maioria dos países em desenvolvimento. Dados da expansão do aumento do número de acessos à internet em banda larga não deixam dúvida quanto ao potencial de crescimento do serviço no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), registrou em maio um total de 42,1 milhões de acessos, com crescimento de 73,4% em relação a maior de 2010, somente na banda larga móvel, incluindo modens e celulares 3G e smartphones. Na banda fixa, o crescimento no mesmo período foi de 29%. 
Se não há dúvida quanto ao desejo da maioria dos brasileiros de acessar a rede mundial de computadores em velocidade compatível com pelo menos parte dos recursos oferecidos pelos milhões de sites e provedores de informação, a realidade é que o custo do serviço tem impedido a realização desse potencial. Também é certo que as operadoras já conseguem oferecer a banda larga móvel a milhares de cidades, mas a maioria da população não pode pagar pelo serviço, um dos mais caros do mundo. É hora de trabalhar a desoneração dos equipamentos e dos serviços de telecomunicações dedicados à inclusão digital em larga escala e implantar com realismo o PNBL.  (Estado de Minas)

01.07 - Operadoras terão 90 dias para vender internet mais barata 
Depois de dois adiamentos, as operadoras de telefonia fixa assinaram, ontem, a terceira edição do Plano Nacional de Metas de Universalização (PGMU 3). Com o documento, assinado em Brasília, as companhias passaram a integrar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal e terão que oferecer acesso à internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) ao custo de R$ 35 mensais. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, as ofertas têm que começar a ser vendidas em 90 dias.
A abrangência da oferta ficou definida por um parâmetro de "escalonamento" que trata do atendimento de cidades em um período de três anos. O objetivo é chegar a 100% dos municípios brasileiros até 2014, com uma cobertura em 70% dos domicílios por meio de redes fixas e móveis da terceira geração de celular (3G). 
Além de levar internet com preços mais baixos às casas dos consumidores, as operadoras terão que criar ofertas mais atraentes para vender infraestrutura a empresas de menor porte, que não detém rede própria de transmissão de dados. A avaliação do ministro é de que os preços no atacado podem cair 30%. 
O PGMU 3 chegou à sua versão final após seis meses de negociações e dois adiamentos consecutivos. O documento era a parte que faltava para a renovação dos contratos de concessão das operadoras de telefonia fixa pelos próximos cinco anos.
Os últimos detalhes do PGMU 3 foram definidos ontem - último dia do prazo estipulado pelo governo -, pelo Ministério das Comunicações e as concessionárias. Durante as negociações, Oi e Telefônica foram as empresas mais atuantes por serem as mais afetadas pelas atualizações dos contratos de concessão. Também participaram do debate a Sercomtel, de Londrina (PR), e a CTBC Telecom, que atua em algumas regiões de Minas Gerais e São Paulo.
As principais dificuldades do governo em negociar com as prestadoras ocorreram quando o PGMU 3 passou a ser encarado como um grande trunfo para garantir boa parte dos investimentos privados no PNBL, programa instituído ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para massificar o acesso à internet em alta velocidade no país. O plano, que tinha como meta ampliar de 11,9 milhões para 40 milhões o números de domicílios brasileiros com acesso à web, envolveu esforços consideráveis, como a reativação da Telebrás. A grande questão que pairava sobre o PNBL era sobre quem iria fazer os investimentos necessários para atingir esse objetivo: o governo, ou as empresas. Em coletiva de imprensa em Brasília, Bernardo foi enfático. "Este plano não terá recursos públicos", disse. 
O acordo com as empresas só tornou-se viável quando Bernardo, após consultar a presidente Dilma, na noite de quarta-feira, cedeu ao pleito das empresas em alguns pontos do PGMU 3. Ideias como a exigência de entrega de pelo menos 40% da velocidade contratada pelos usuários foi abandonada. Atualmente, as empresas comprometem-se a entregar apenas 10% do que é previsto no plano de serviço. Outro aspecto abandonado foi a imposição de metas mais rígidas com relação à qualidade dos serviços prestados.
Bernardo afirmou que essas questões serão contempladas em novos regulamentos previstos para ser aprovados ainda este ano pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O ministro assegurou que todas as exigências estarão implementadas em 2012.
O ministro disse também que a Eletrobras e a Telebrás mantêm negociações para criar uma empresa, em sociedade, para administrar redes de fibras ópticas a ser utilizadas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Até agora, haviam sido firmados apenas contratos entre as duas estatais prevendo o uso das redes de dados instaladas nas linhas de transmissão de energia elétrica.
"É provável que essa parceria mude e a Eletrobras entre como sócia na exploração dos serviços", afirmou Bernardo. Segundo ele, foram realizadas reuniões esta semana entre as duas empresas para tratar do tema, que teria sido proposto pela estatal do setor elétrico. "Eles preferiram isso", acrescentou. 
O ministro esclareceu que qualquer injeção de recurso da Eletrobras será feita na nova companhia. Ele explicou que a uma empresa não será usada para "capitalizar" a outra.  (Rafael Bitencourt - Valor Online)

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