11.03 - Aposentados: Reajuste deverá ser votado
na Câmara
A medida provisória 475, que define que o reajuste anual das
aposentadorias seja igual ao aplicado sobre o salário mínimo,
poderá ser votada, ainda neste mês, pela Câmara dos
Deputados. Segundo o deputado federal Arnaldo Faria de Sá, a medida
entrará em votação no dia 23 e, caso não seja
analisada nesse dia, deverá trancar a pauta de votações.
"O governo deve declarar que a proposta é inadequada financeiramente
para evitar a votação.
Se isso acontecer, farei um recurso para garantir essa apreciação."
Depois de aprovada pela Câmara, a MP vai para o Senado. O projeto
que prevê o fim do fator previdenciário e o que propõe
a recomposição do valor das aposentadorias estão na
Câmara aguardando entrar na pauta de votações.
(Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
11.03 - Previdência: Mulheres representam 57% dos segurados
De acordo com dados da Secretaria de Políticas de Previdência
Social, do Ministério da Previdência, as mulheres recebem
a maioria dos benefícios pagos mensalmente pelo órgão.
Elas representaram aproximadamente 57% do total de 26,3 milhões
de benefícios pagos em janeiro.
Ao todo, 14,9 milhões de beneficiárias receberam o equivalente
a R$ 9,2 bilhões no primeiro mês do ano, considerando os benefícios
do meio urbano e do meio rural.
Os homens, por sua vez, injetaram um montante de R$ 8,9 bilhões
na economia no mesmo período. Eles representaram 11,4 milhões
de benefícios pagos pela Previdência.
Urbano versus rural
Segmentando a análise por meio, as seguradas do meio urbano
foram beneficiadas com o pagamento de 10,3 milhões em janeiro. Elas
injetaram R$ 7 bilhões na economia naquele mês.
Apesar de representarem a maior parcela dos segurados urbanos, as mulheres
receberam menos que os homens. De acordo com a Previdência Social,
o valor médio do benefício de cada brasileira equivale a
R$ 684,75, menor que os R$ 890,66 recebidos pelos homens.
No meio rural, 4,6 milhões de mulheres receberam os benefícios
da Previdência em um valor que soma R$ 2,1 bilhões. Considerando
o número de benefícios pagos aos segurados do meio rural
em janeiro, as mulheres representaram 62% de um total de 7,4 milhões
de benefícios.
Nesse meio, a maioria das mulheres receberam um valor próximo
a um salário mínimo. Mas, nesse caso, o valor médio
pago a elas foi pouco maior que o recebido pelos homens. (Camila
F. de Mendonça - InfoMoney)
11.03 - Benefício: Troca pode dobrar o valor
Quem recebe o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez,
mas reúne as condições para se aposentar por idade
ou por tempo de contribuição, pode pedir uma troca de benefício.
Em alguns casos, o segurado do INSS pode dobrar sua aposentadoria.
A possibilidade de solicitar uma mudança de aposentadoria se
deve ao fato de o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez
contarem como tempo de contribuição.
De acordo com o advogado previdenciário Daisson Portanova, do
Gueller e Portanova Sociedade de Advogados, para que a troca seja benéfica
para o segurado, ele deve ter reunido as condições para que
seu fator previdenciário --índice que reduz as aposentadorias--
seja maior do que 1. (Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
10.03 - Maior arrecadação recuperará aposentadoria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira
que é possível melhorar o ganho dos aposentados na medida
que a receita da Previdência cresça. Em entrevista a uma rádio
evangélica no Rio, o presidente comentou que “vai crescer a oferta
de emprego e, certamente, a Previdência vai ter mais dinheiro”. Uma
parte desse acréscimo de receita pode ser usada para ampliar os
benefícios aos aposentados, “até para que eles participem
do crescimento do PIB brasileiro”, disse. Lula também afirmou que
o governo fez a “opção primeira” de recuperar o salário
mínimo. Ele lembrou que em seu governo o salário mínimo
já subiu 68%. “Na nossa proposta, até 2023, o salário
mínimo vai aumentando acima da inflação e vai aumentando,
também, combinado com o crescimento do PIB”, disse o presidente.
A proposta de crescimento real do salário mínimo até
2023 consta da medida provisória 474, de 23 dezembro, que está
para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados. Os
aposentados que ganham salário mínimo aproveitariam esse
crescimento.“E obviamente que, quando nós chegarmos a um nível
de boa recuperação do salário mínimo, estão
criadas as condições para começar a recuperar e aumentar
o salário dos aposentados”, afirmou o presidente, referindo-se aos
que ganham mais de um salário.Lula afirmou ainda que quer “fazer
um ajuste no fator previdenciário”. O fator previdenciário
é um mecanismo que busca estimular o adiamento da aposentadoria
ao aumentar o percentual do salário na ativa que corresponderia
ao benefício previdenciário, se o trabalhador continuar em
atividade.“O movimento sindical quer que a gente acabe com o fator previdenciário.
É preciso saber se a gente vai ter condições políticas
e financeiras para acabar com isso. Mas, de qualquer forma, nós
achamos que tem sentido parte das reclamações dos trabalhadores”,
disse. (Folha de Pernambuco)
10.03 - Seguro pode beneficiar nova terceira idade
Elevação da expectativa de vida nos últimos 12
anos abre espaço para o chamado "seguro de dependência de
longo prazo", afirma especialista
O aumento da expectativa de vida da população brasileira,
que hoje é de 73 anos contra 69,7 anos em 1998, acabou gerando um
risco decorrente da longevidade, afirmou ontem na 2ª Conferência
Anual de Resseguro, o especialista Ronald Kauffmann, da Scor Global Life.
"O que está se vendo nas populações mais longevas,
e o Brasil está incluído nisso, é que o conjunto de
pessoas passa a ter algum tipo de dependência física, que
acontece em determinado momento da sua vida, quando elas não podem
sozinhas tomar banho, se alimentar ou se higienizar" , explicou.
Em muitos países, esse conjunto de dependências está
sendo incluído pelo Estado dentro da sua seguridade social, informou
Kauffmann. Isso não ocorre ainda no Brasil. Não é
simples para o Estado bancar mais riscos de seguridade social que os da
aposentadoria.
Chamado na França de seguro de dependência de longo prazo,
esse modelo já se expandiu para a Espanha, Portugal e Israel e deverá
chegar em breve ao Brasil.
O produto destinado às pessoas longevas propicia uma renda ou
um capital que as pessoas possam usar para cobrir sua dependência.
O que se quer é dar capacidade para aquele dependente ter mais qualidade
de vida.
Kauffmann afirmou que o crescimento da expectativa de vida dos idosos
brasileiros, que representam cerca de 11% do total da população,
propicia que as seguradoras, além de renda, possam oferecer o serviço
a seus clientes. Ele disse que, enquanto o governo brasileiro não
adota a ideia, vai caber ao setor privado atender a esse mercado, complementando
a seguridade social. Isso é algo que não é novo só
no Brasil. Também no resto do mundo é novo. (Segs)
10.03 - Benefícios: Maioria é recebido pelas mulheres
Contingente feminino recebeu R$ 9,2 bilhões em janeiro, contra
R$ 8,9 bilhões dos homens
As mulheres recebem a maioria dos benefícios pagos mensalmente
pela Previdência Social em todo o país, tanto na cidade como
no meio rural. A quantidade de benefícios emitidos por gênero,
em janeiro deste ano, não deixa dúvidas sobre isso.
Segundo dados da Secretaria de Políticas de Previdência
Social, do Ministério da Previdência Social, do total de 26,3
milhões de benefícios, 57% foram destinados à clientela
feminina, num total de 14,9 milhões de brasileiras. O pagamento
desses benefícios às mulheres significou injeção
de R$ 9,2 bilhões na economia nacional, tanto no meio urbano como
no rural.
Os homens ficaram com 11,4 milhões de benefícios, que
correspondem a 43% do total. O valor repassado pela Previdência alcançou
R$ 8,9 bilhões, entre os urbanos e rurais.
No meio urbano, as seguradas foram beneficiadas com o pagamento de
10,3 milhões de benefícios, no valor de R$ 7 bilhões.
Em termos de valor médio de benefício, no meio urbano as
mulheres têm renda inferior aos homens. Cada brasileira recebe mensalmente
R$ 684,75, enquanto os homens têm benefícios de R$ 890,66.
Já no meio rural, o pagamento de benefícios garantiu
renda a 4,6 milhões de mulheres. Essa quantidade representou 62%
do total de 7,4 milhões de benefícios pagos pela Previdência
em janeiro deste ano. O valor desses benefícios correspondeu a R$
2,1 bilhões.
Também no setor rural, o valor médio dos benefícios
pagos às mulheres é ligeiramente superior àquele pago
aos homens, mas a maioria recebe valor próximo a um salário
mínimo. (Simone Telles - AgPrev)
09.03 - Aposentadorias: Uma vida com mais qualidade
Brasil, que é possuidor das leis mais modernas do mundo em defesa
do idoso, tem que mobilizar as autoridades governamentais, a sociedade
em todos os seus segmentos para proporcionar aos idosos brasileiros que
conseguiram envelhecer, uma vida com mais qualidade, o exercício
pleno da cidadania, resgatando assim o muito que a sociedade de hoje deve
a eles. Envelhecer é uma consequência natural da vida, pois
todos sabemos que esquema da vida é: nascer, crescer, estudar, trabalhar
duro para obter os meios de chegar a um envelhecimento confortável
e com uma renda que permita viver sem sobressaltos.
É óbvio que estamos envelhecidos a cada segundo, minuto,
hora, dia, mês e ano de nossa vida. Sabendo que só não
envelhece quem morre quando jovem, é básico que, para chegarmos
ao último patamar da existência sem atropelos, faz-se necessário
uma preparação especial com o exercício de funções
lucrativas, a par de uma correta administração dos bens adquiridos,
e conservá-los até o fim da vida. Algumas pessoas insistem
em queimar etapas, viver fases que já não lhe pertencem.
Isso na vã tentativa de parar o tempo. Elas ainda não se
aperceberam que a criança deve viver como uma criança, o
adulto jovem como adulto jovem e o adulto idoso como adulto idoso.
Muitas pessoas entendem que vieram ao mundo só para trabalhar,
trabalhar. Pode trabalhar, mas deve estar consciente de que vai chegar
à época de viver desfrutando da aposentadoria.
Pena que uma grande maioria dos aposentados não se prepara convenientemente
para viver e desfrutar bem os tempos de liberdade.
Com a gama de informações nos tempos atuais, o ser humano,
quando chega à época de se aposentar, precisa saber que aquela
ideia de que a aposentadoria é uma fase de lazer e irresponsabilidade
é um grande e ledo engano.
A grande verdade é que a aposentadoria, para proporcionar prazer
e alegria, precisa ser preparada convenientemente. A volta do aposentado
para casa, depois de mais de 30 anos de serviço, merece ser comemorada
com festa, mas também com uma preparação adequada.
(João Batista de Medeiros - Jornal de Brasília)
09.03 - Pelo bem da Previdência
Desde o ano passado o governo federal selou acordo com entidades sindicais
que definiu novas regras para aposentadoria. O acordo, entretanto, depende,
ainda, da aprovação no Congresso Nacional. Com isso, muitos
questionamentos foram levantados pela sociedade acerca dos reais benefícios
das novas normas.
Segundo o acordo, o trabalhador que estiver a um ano de se aposentar
só poderá ser demitido se o empregador pagar salário
dos 12 meses, assim como a previdência devida no período.
Além disso, ficou estabelecido que o trabalhador que estiver recebendo
seguro-desemprego terá esse tempo contado para a aposentadoria,
contudo, será preciso arrecadar o INSS do período.
Outro ponto é o de que os aposentados que recebem acima de um
salário mínimo deverão ser beneficiados, pois terão
a aposentadoria reajustada de acordo com a inflação, o que
significa um ganho real equivalente à metade do aumento do PIB dos
dois anos anteriores. A medida, porém, somente será válida
para os anos de 2010 e 2011 e elevará em R$ 3 bilhões a folha
do governo somente deste ano.
Se aprovadas as alterações, o cálculo da aposentadoria
sofrerá mudanças, o que deve beneficiar os contribuintes
que se aposentarem futuramente, já que ao invés de se contar
80% dos maiores recolhimentos, passa a se contar 70%.
Por último, ficou estabelecido o fator 85/95, que passa a somar
a idade com o tempo de contribuição.
Com isso, as mulheres deverão atingir 85 para ter direito à
aposentadoria, ou seja, antes se exigia 30 anos de contribuição,
neste caso, é o mesmo que dizer que a idade mínima passou
a ser de 55 anos. Com essa nova medida, os contribuintes passarão
a trabalhar mais, já que se a mulher, por exemplo, começar
a trabalhar com 20 anos e tiver registro contínuo, terá de
recolher 35 anos, no mínimo, para que possa solicitar a aposentadoria.
Para os homens a situação piora, já que a soma
do tempo de contribuição mais idade deve resultar em 95.
Como antes era exigido 35 anos de contribuição é mesmo
que determinar a idade mínima de 60 anos para o homem. Diante do
novo acordo, se o homem começar a trabalhar com 20 anos, com registro
contínuo, terá de recolher, no mínimo, por 40 anos.
Apesar de o tempo de contribuição ter aumentado, o objetivo
do governo deve ser o de manter o sistema previdenciário, tendo
em vista que vivemos em uma nova realidade em que a expectativa de vida
aumentou e da forma como estava dimensionado o sistema previdenciário
brasileiro, a tendência era de que seria inviabilizado, colocando
em risco os benefícios atuais e futuros.
Não se pode esquecer que o Brasil tem um sistema previdenciário
diferenciado dos Estados Unidos, por exemplo, onde a maioria dos americanos,
tanto funcionários públicos quanto os da iniciativa privada,
se aposenta somente aos 65 anos aqui temos casos de aposentadoria antes
dos 50 anos.
Embora as regras norteamericanas sejam mais rígidas, a previdência
pública pode falir, segundo expectativas da Social Security (Segurança
Social), em 2018, já que o envelhecimento da população
e a diminuição do número de trabalhadores ativos causarão
um déficit estimado em US$ 25 bilhões ao sistema. Para se
ter uma ideia, daqui a oito anos existirão, aproximadamente, 65
milhões de pensionistas e o desembolso do governo chegará
a quase US$ 1,2 trilhão.
Resta claro, que a tentativa do governo brasileiro é a de preservar
o sistema previdenciário.
Todavia, as novas regras beneficiam os atuais inativos e aumenta os
atuais gastos com a folha de pagamento. A grande dúvida é
por quanto tempo as novas regras poderão realmente garantir a manutenção
da Previdência Pública? (Ricardo Castilho - Jornal
do Brasil)
09.03 - Quando auxílio conta no benefício
O tempo que o segurado recebeu auxílio-doença pode contar
como tempo de contribuição para a aposentadoria. No entanto,
o trabalhador deve seguir algumas regras do Ministério da Previdência.
Para o segurado que recebe esse benefício originado por doença
ou acidente que não tenha relação com o seu trabalho,
basta voltar a contribuir depois de suspenso o auxílio-doença
para que os meses de afastamento sejam considerados como tempo de contribuição.
Isso significa que, se um trabalhador contribuiu durante 33 anos ao
INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, depois, ficou dois anos recebendo
o auxílio-doença, ele não terá o direito de
pedir sua aposentadoria no final do benefício. Para que ele possa
se aposentar, ele deverá voltar a trabalhar ou a contribuir para
que esses dois anos de afastamento sejam computados como tempo de contribuição.
(Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
08.03 - Isenção para aposentados
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou,
na terça-feira, em caráter terminativo - que dispensa votação
em plenário -, projeto de lei de autoria do senador César
Borges, do DEM da Bahia, reduzindo de 65 para 60 anos a idade para a concessão
de isenção do Imposto de Renda (IR) relativa a proventos
recebidos por beneficiários da Previdência Social da União,
dos Estados e dos municípios, de qualquer pessoa jurídica
de direito público interno e das entidades de previdência
privada. O projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.
Se for aprovado e sancionado pelo presidente da República, produzirá
impacto negativo nas contas públicas e no Orçamento da União.
O senador Borges, cujos projetos se destinam geralmente a atender às
demandas de pessoas físicas e consumidores, baseou-se no argumento
da equidade para defender sua proposta, como explicou à Agência
Estado: "O projeto é muito simples. É uma adequação
da legislação fiscal ao que está no Estatuto do Idoso,
que estabelece que é idoso quem tem mais de 60 anos, e não
65. Como a isenção já existe para quem tem mais de
65 anos não acredito que terá impacto na arrecadação."
É claro que terá, pois 11,5% dos aposentados e pensionistas
percebem mais do que três salários mínimos - valor
próximo ao atual limite de isenção - e muitos têm
idade entre 60 e 65 anos, podendo se beneficiar das regras propostas no
projeto.
O ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel critica o
argumento: "O Estatuto do Idoso fala em 60 anos, mas eu, que tenho 63 anos
e potencial beneficiário, sou contra." E acrescenta que a proposição
pode comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Orçamento
e deve ser mais bem avaliada.
O apelo político do tema é evidente, pois o autor do
projeto despreza o fato de que há déficit nominal nas contas
públicas e que o superávit primário, além de
ser inferior às metas, tem dependido de artifícios contábeis,
como o adiamento do pagamento de precatórios federais e a inclusão
dos depósitos judiciais como receita do Tesouro.
A reação contrária da bancada governista ao projeto
foi tímida. Embora o governo tenha maioria de votos, foi rejeitado
o pedido do líder no Senado, Romero Jucá, para que o texto
fosse submetido antes à Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ). "Não adianta discutir, em ano de eleição
vão querer fazer média", disse Jucá, referindo-se
aos parlamentares da oposição. Mas o senador Antonio Carlos
Valadares (PSB-SE) anunciou e logo depois desistiu de apresentar um pedido
de vista em nome do governo, argumentando que o maior partido da base,
o PMDB, havia votado a favor.
Hoje, o limite de isenção do IR válido para todos
os contribuintes é de R$ 1.434,59 mensais, pouco mais de R$ 17 mil
por ano. Aprovado o projeto, esse limite dobraria para os aposentados com
mais de 60 anos, beneficiando muito os que perceberam renda líquida
de R$ 34 mil, a valores de 2009.
O déficit já existente na Previdência Oficial,
de R$ 42,8 bilhões, em 2009, que recai sobre o Tesouro Nacional,
seria agravado pela frustração da receita do IRPF correspondente.
Num sentido amplo, o projeto aumenta a pressão originária
do sistema de aposentadorias e o risco de que os gastos previdenciários
se tornem insustentáveis no longo prazo.
É provável que o projeto hiberne na Câmara dos
Deputados, sem ser votado.
O projeto choca-se com a ideia de reestruturação dos
sistemas de aposentadorias públicas, em curso nos países
desenvolvidos, nos quais predomina a tendência de aumento da idade
mínima para se aposentar e de limites às concessões
de benefícios. Na maioria desses países, há o reconhecimento
de que as pessoas vivem mais do que previam os modelos atuariais que embasam
o sistema previdenciário. Para aumentar os benefícios aos
aposentados, o governo terá de identificar novas fontes de receita
capazes de custear os gastos, mas os orçamentos já estão
exauridos com as medidas de reativação econômica.
Justificam-se, pois, as reações contrárias à
redução da idade mínima de isenção do
IR dos aposentados. (O Estado de S.Paulo)
08.03 - Nova revisão dá atrasados de R$ 40.300
Quem pagou até 144 contribuições ao INSS e pediu
aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença entre novembro
de 1999 e agosto de 2009 pode conseguir na Justiça os atrasados
(diferenças que não foram pagas pela Previdência nos
últimos cinco anos) de até R$ 40.300.
A vantagem vale também para pessoas que pediram pensão
de segurado que tinha menos de 12 anos de contribuição à
Previdência e que não tinha direito a pedir a aposentadoria
quando morreu. Além dos atrasados, há a possibilidade de
se conseguir um aumento no benefício de até R$ 546 mensais,
ou 22%. Os cálculos são do consultor previdenciário
Newton Conde.
Essa revisão deve-se a uma decisão do TRF 4 (Tribunal
Regional Federal da 4ª Região), que atende os Estados do Sul,
publicada em janeiro. Ela afirma que, entre 1999 e 2009, o INSS calculou
de maneira errada o salário de benefício dos segurados que
tinham poucas contribuições. (Ana Magalhães
- Agora S.Paulo)
08.03 - Peritos: Atendimento demora até 4 meses
Salvador - A advogada Luciana Souto, de 35 anos, está há
quase quatro anos recebendo o benefício do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) por conta de um câncer ósseo que a impossibilitou
de exercer as atividades de sua profissão. Mesmo sem poder
dobrar a perna devido à prótese no joelho e no fêmur,
fazendo fisioterapia diariamente e com dificuldades para andar e sentar,
o INSS cancelou o seu benefício e determinou que ela retornasse
ao trabalho a partir deste mês.
“Qualquer pessoa que olhe para mim vai ter certeza de que eu não
tenho condições de retornar ao trabalho. Minha perna está
toda costurada”, afirma a advogada.
Casos como o de Luciana são cada vez mais comuns na Previdência
Social. Remarcações constantes para perícia, mau atendimento
dos servidores e questionamentos em relação à perícia
feita pelos médicos estão entre as queixas mais constantes
nas agências do INSS em Salvador.
A técnica de enfermagem Eliana Santos, 42, está há
quase quatro meses sem receber o benefício depois que foi afastada
por problema de hérnia de disco. Desde então, já teve
a perícia remarcada três vezes sem que justificassem as remarcações.
Agora, ela vai à agência do INSS em Brotas para tentar fazer
a perícia no horário de alguma desistência.
Falta de documentos - Ao todo, são 55 médicos trabalhando
nas perícias. O INSS não informou o número de perícias
realizadas em Salvador. De acordo com o gerente-executivo substituto do
INSS em Salvador, Luiz Alberto Freire, a maioria das remarcações
é motivada pela ausência de documentos para a realização
da perícia, como o DUT (referente à data do último
dia trabalhado). Este documento, imprescindível para os empregados,
deve ser entregue pela empresa ao beneficiário. (Alana
Fraga - A Tarde)
05.03 - Senado: Recursos do pré-sal para a Previdência
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou
requerimento de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS) para realização
de audiência pública destinada a discutir, no âmbito
da subcomissão permanente de Defesa do Emprego e da Previdência
Social, a possível destinação de recursos advindos
da exploração do pré-sal para a Previdência
Social.
A ANFIP acompanha a tramitação da matéria no Congresso
Nacional e sugeriu, em setembro de 2009, uma emenda modificativa à
Comissão Especial destinada a proferir parecer sobre o PL nº
5.940/2009 na Câmara dos Deputados no sentido de dar ao caput do
art. 1º a seguinte redação: “Art. 1º Fica criado
o Fundo Social – FS, de natureza contábil e financeira, vinculado
à Presidência da República, com a finalidade de constituir
fonte regular de recursos para a realização de projetos e
programas nas áreas de combate à pobreza, de seguridade social
e de desenvolvimento da educação, da cultura, da ciência
e tecnologia e da sustentabilidade ambiental.”. O objetivo era que a Seguridade
Social também fosse contemplada na distribuição dos
recursos do Fundo Social. (Anfip)
05.03 - Projetos do interesse dos aposentados
O senador Mário Couto (PSDB-PA) voltou a apelar aos deputados
para que apreciem o quanto antes os projetos que tratam do reajuste dos
aposentados e do fim do fator previdenciário . Os projetos
estão na pauta da Câmara desde o ano passado.
Mário Couto atribuiu a dificuldade na votação
das matérias, apesar das vigílias realizadas pelos senadores
e das manifestações promovidas por entidades representantes
dos aposentados e pensionistas, à pressão do governo sobre
sua bancada na Câmara. O governo temeria o impacto da mudança
sobre os cofres da Previdência Social.
- Não tem recurso? E os gastos do governo, que crescem a cada
mês? - questionou.
De acordo com o senador, as perdas acumuladas nos vencimentos dos aposentados,
em comparação com o salário mínimo, somam 66,10%
no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A título de comparação,
ele informou que, no governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso, as
perdas foram de 18%.
- O governo Lula abandonou os aposentados. Justamente o governo Lula,
que concede uma bolsa-família a milhões de pessoas e que
prometeu que ia acabar com o sofrimento dos aposentados, que ia acabar
com o fator previdenciário - disse.
Mário Couto também lamentou o que, a seu ver, configura
um quadro de submissão do Legislativo ao Executivo no país.
- Muitos deputados não têm moral pra praticar uma política
decente. Vivem com pires na mão na porta do Planalto - disse.
(Agência Senado)
05.03 - Lula critica emenda para aposentados
Para presidente, destinação de recursos para pagar benefícios
maiores é "farra do boi
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou uma "farra
do boi" a aprovação na semana passada, pela Câmara
dos Deputados, de uma emenda que destina parte dos recursos do Fundo Social
do pré-sal à Previdência.
O objetivo é pagar benefícios maiores a aposentados e
pensionistas do INSS que recebem acima do salário mínimo.
Este grupo, hoje, recebe reajuste menor do que o do piso. Para Lula,
a ação foi eleitoreira e, caso se torne um hábito,
pode arranhar a imagem do Brasil de país sério.
- É um apelo que faço aos políticos brasileiros:
não é porque estamos em época eleitoral que se vai
praticar a farra do boi neste país. As pessoas não podem
achar que banalizando decisões elas vão ganhar votos - disse
o presidente.
A emenda - que, aprovada sob aplausos por 356 parlamentares, registrou
apenas a um voto contra, do tucano Arnaldo Madeira (SP) - desloca 5% dos
recursos do Fundo Social que caberão ao combate à pobreza
à recomposição das aposentadorias acima do salário
mínimo. Este ano, por exemplo, enquanto aqueles que recebem o piso
ganharam 9,2% de aumento, os beneficiários acima deste patamar tiveram
6%. Igualar os índices é um mecanismo que o governo nunca
aceitou e que tenta evitar em votações no Congresso.
Governistas tentarão mudar texto no Senado Para o presidente,
o eleitorado não acredita mais em promessas desse tipo. Além
disso, na sua avaliação, a estabilidade econômica do
país é resultado de "um trabalho sério", que contou
com a participação do Congresso Nacional, do Executivo e
do Judiciário.
- É importante a gente continuar assim. Porque, se a gente começar
a dar sinais de que a farra do boi começou, a gente vai perder a
imagem de um país sério. Isso não é bom nem
para o Congresso, nem para o Poder Executivo, nem para os brasileiros -
afirmou.
Após a aprovação da emenda, a liderança
do governo avisou que, por considerar o texto absurdo, tentará mudá-lo
no Senado, e, se a ofensiva fracassar, o presidente o vetaria. Lula, ontem,
agiu com cautela.
- Vamos esperar chegar na minha mesa. O presidente da República
só se pronuncia na hora em que o processo chegar nas minhas mãos.
Além da Previdência, o Fundo Social terá seus recursos
aplicados, conforme o texto original do relator, no combate à pobreza
e nas áreas de Educação, Saúde, Ciência
e Tecnologia e na mitigação e adaptação às
mudanças climáticas.
Também foi aprovado o uso dos recursos para estimular o desenvolvimento
regional. A matéria já seguiu para o Senado.
A regra geral é que sejam gastos apenas os dividendos do Fundo,
mas ele abre uma brecha para que o Poder Executivo possa apresentar proposta
de uso de um percentual do principal depositado, apenas na "etapa inicial
de formação da poupança do Fundo".
Para lançar mão de parte do principal, o Poder Executivo
terá que apresentar projeto de lei ou mesmo medida provisória
nesse sentido. (Chico de Gois - O Globo)
04.03 - País envelhecendo
População jovem diminui desde 2004. E entre 2020 e 2025
nós, brasileiros, vamos começar a encolher
A sociedade brasileira, não apenas a economia, está passando
por transformações gigantescas ainda muito pouco compreendidas.
O que vem à frente tem o impacto de uma revolução,
e já está em curso.
A primeira constatação é do diretor da Escola
de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas
(FGV), Yoshiaki Nakano: desde 2004, a população jovem, com
15 a 24 anos, diminui em termos absolutos no país. Do pico de 35,1
milhões, chegou em 2009 a 33,9 milhões. Isso significa que
a população começa a envelhecer. É algo não
trivial.
A segunda está no acompanhamento sistemático das Nações
Unidas da base de dados demográficos de cada país, que do
Brasil é fornecida pelo IBGE – a mesma fonte da análise de
Nakano. Entre 2010 e 2030, o crescimento total da população
em idade de trabalhar será de tão somente 20 milhões
– 18,4 milhões, segundo a projeção filtrada na ponta
do lápis pelo economista Markus Jaeger, do Deutsche Bank.
As duas análises estão relacionadas. Elas revelam um
Brasil ainda pouco conhecido em formação. A redução
da taxa de natalidade e a desaceleração do crescimento do
número de jovens, ambas iniciadas na década de 1980, indicam
que a população total, hoje de 192,57 milhões, vai
começar a declinar entre 2020 e 2025, segundo Jaeger. A “janela
de oportunidade” vai se fechar para o Brasil, diz ele.
População em queda é um fantasma que assombra
a maioria do mundo desenvolvido. No Japão, Alemanha, Suíça,
Rússia a mortalidade já é maior que a taxa de natalidade.
Na Itália, o Vaticano exortou as mulheres a que engravidem. Vários
governos dão incentivos fiscais para famílias acima de dois
filhos. É tema de segurança nacional.
Entre os ricos, só os EUA escapam dessa sequela do progresso
– o desequilíbrio entre a taxa de jovens e a de velhos na sociedade
–, graças ao enorme fluxo de imigrantes que recebe todos os anos.
A revolução demográfica em todo mundo já
é o componente de maior relevância na formulação
de políticas econômicas e sociais. Se, de um lado, o envelhecimento
da população normalmente reflete melhora de condições
sociais, especialmente educação, de outro, provoca um sem
número de conseqüências. Cria demandas de saúde,
pressiona os gastos orçamentários e, no limite, ameaça
a renovação da riqueza.
No Brasil não será diferente. Menos jovens implica menor
força de trabalho e, portanto, da massa de assalariados capaz de
sustentar com suas contribuições a população
aposentada. O plano de governo dos candidatos à sucessão
do presidente Lula que ignorar tamanhas consequências condenará
os brasileiros a muito sofrimento.
POSITIVO, NO INÍCIO
De imediato, a transformação demográfica tem impactos
positivos. Nakano registra que a incidência do desemprego é
maior entre os jovens. Com a redução no excesso da oferta
de trabalhadores, diz ele, a absorção passa a ocorrer com
a geração de novos empregos formais e com aumento dos salários
reais. Não foi por acaso que o salário real médio
aumentou em torno de 6% ao ano de 2004 a 2008.
A análise de Nakano contextualiza a real influência das
políticas econômicas e sociais do governo Lula, destacadas
pelo aumento do nível absoluto do emprego e da renda. Tais políticas
permitiram ampliar uma tendência de vinte anos, mas não surgiram
com Lula.
BOMBA PARA SUCESSOR
Os bônus da população tendendo a encolher serão
visíveis cada vez mais. Menos perceptíveis, de imediato,
são seus males. A projeção atuarial da Previdência
Social já os considera, mas suas receitas e benefícios continuam
desalinhados. A situação se agravará quanto mais tempo
passar. O presidente Lula sabe disse desde 2003, tanto que a reforma previdenciária
foi um de seus programas essenciais.
Depois da reeleição em 2006, no entanto, relegou a prioridade
por considerá-la aziaga politicamente, deixando a bomba ao sucessor.
O candidato que se esquivar disso o fará por má-fé
ou desinformação.
IGNORAR SERÁ RUINOSO
O problema não é o déficit atual, resultado de
subsídios lançados indevidamente na conta do INSS, mas o
déficit estrutural que vem do desequilíbrio atuarial, um
fardo com dois finais: 1º, os jovens vão ter de contribuir
mais para sustentar os benefícios atuais; e 2º, receberão
muito menos quando chegar a sua vez. Os projetos que expandem os benefícios
em discussão no Congresso levam a isso: a penalizar os filhos dos
aposentados ou próximos a se aposentar.
A lista de consequências é ampla, como veremos amanhã.
Por agora, a mensagem é que a política econômica que
desprezar o incentivo ao aumento da produtividade na economia será
ruinosa. (Antônio Machado - Estado de Minas)
04.03 - Pelo bem da Previdência Social
Desde o ano passado o governo federal selou com entidades sindicais
acordo que definiu novas regras de aposentadoria.
O acordo, entretanto, depende ainda da aprovação do Congresso
Nacional.
Com isso, muitos questionamentos foram levantados pela sociedade acerca
dos reais benefícios das novas normas.
Segundo o acordo, o trabalhador que estiver a um ano de se aposentar
só poderá ser demitido se o empregador pagar salário
dos doze meses, assim como a previdência devida no período.
Além disso, ficou estabelecido que o trabalhador que estiver
recebendo seguro-desemprego terá esse tempo contado para a aposentadoria,
contudo, será preciso arrecadar o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) do período.
Outro ponto é o de que os aposentados que recebem acima de um
salário mínimo deverão ser beneficiados, pois terão
a aposentadoria reajustada de acordo com a inflação, o que
significa um ganho real equivalente à metade do aumento do PIB dos
dois anos anteriores.
A medida, porém, somente será válida para os anos
de 2010 e 2011 e elevará em R$ 3 bilhões a folha do governo
somente deste ano.
Se aprovadas as alterações, o cálculo da aposentadoria
sofrerá mudanças, o que deve beneficiar os contribuintes
que se aposentarem futuramente, já que ao invés de se contar
80% dos maiores recolhimentos, passa a se contar 70%.
Por último, ficou estabelecido o fator 85/95, que passa a somar
a idade com o tempo de contribuição.
Com isso, as mulheres deverão atingir 85 para ter direito à
aposentadoria, ou seja, antes se exigia 30 anos de contribuição.
Neste caso, é o mesmo que dizer que a idade mínima passou
a ser de 55 anos.
Com essa nova medida, os contribuintes passarão a trabalhar
mais, já que se a mulher, por exemplo, começar a trabalhar
com 20 anos e tiver registro contínuo, terá de recolher 35
anos, no mínimo, para que possa solicitar a aposentadoria.
Para os homens a situação piora, já que a soma
do tempo de contribuição mais idade deve resultar em 95.
Como antes eram exigidos 35 anos de contribuição, é
o mesmo que determinar a idade mínima de 60 anos de aposentadoria
para o homem.
Diante do novo acordo, se o homem começar a trabalhar com 20
anos, com registro contínuo, terá de recolher, no mínimo,
por 40 anos.
Apesar de o tempo de contribuição ter aumentado, o objetivo
do governo deve ser o de manter o sistema previdenciário, tendo
em vista que vivemos em uma nova realidade, em que a expectativa de vida
aumentou, e que, da forma como estava dimensionado o sistema previdenciário
brasileiro, a tendência era de que seria inviabilizado, pondo em
risco os benefícios atuais e os futuros.
Não se pode esquecer que o Brasil possui um sistema previdenciário
diferenciado do dos Estados Unidos, por exemplo, onde a maioria dos americanos,
tanto funcionários públicos quanto os da iniciativa privada,
se aposenta somente aos 65 anos - aqui temos casos de aposentadoria antes
dos 50 anos.
Embora as regras norte-americanas sejam mais rígidas, a Previdência
Pública pode falir também nos Estados Unidos, segundo expectativas
da Social Security (Segurança Social), em 2018, já que o
envelhecimento da população e a diminuição
do número de trabalhadores ativos causarão um déficit
estimado em US$ 25 bilhões ao sistema.
Para se ter uma ideia, daqui oito anos existirão, aproximadamente,
65 milhões de pensionistas, e o desembolso do governo chegará
a quase US$ 1,2 trilhão.
Resta claro que a tentativa do governo brasileiro é a de preservar
o sistema previdenciário do País.
Todavia, as novas regras beneficiam os atuais inativos e aumentam os
atuais gastos com a folha de pagamentos.
A grande dúvida é por quanto tempo as novas regras poderão
realmente garantir a manutenção da Previdência Pública?
(Ricardo Castilho - DCI)
04.03 - Funrural: Definição vai aguardar acórdão
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse
na terça-feira que o governo vai esperar a publicação
do acórdão de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF) sobre a decisão tomada no início de fevereiro,
que considerou inconstitucional a contribuição ao Fundo de
Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que incide sobre a receita
bruta proveniente da comercialização de produtos rurais.
Depois de duas horas de reunião no ministério da Fazenda,
Pimentel disse que, provavelmente, o governo terá que encaminhar
ao Congresso Nacional um novo instrumento legal regulamentando o Funrural.
Ele explicou que, até o momento, só foi publicado o acórdão
relativo ao voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que considerou
inconstitucional a lei ordinária. Pimentel disse que, somente depois
de publicado o acórdão consolidado com os votos de todos
os ministros do STF, o governo decidirá se encaminhará ao
Congresso uma emenda constitucional, ou uma lei complementar, ou uma lei
ordinária.
A ação foi um pedido do Frigorífico Mataboi S.A
e de uma empresa do mesmo grupo contra a decisão judicial que tinha
determinado o recolhimento ao INSS do Funrural. A decisão vale apenas
para esta empresa, mas o governo teme que abra um precedente para que outras
empresas obtenham o mesmo direito. De acordo com estimativas apresentadas
pelo governo no dia do julgamento, a perda anual de receitas é de
cerca de R$ 2,8 bilhões. Mas, como a decisão retroage pelos
últimos cinco anos, a perda chegaria a R$ 11,25 bilhões,
segundo a Procuradoria Geral da Fazenda.
Em relação ao rombo na arrecadação que
a decisão provocaria, Pimentel disse que esta é outra decisão
que o governo ainda terá que tomar. Segundo ele, é preciso
saber quem tem direito ao crédito, já que o frigorífico
é apenas o repassador dos valores recebidos dos produtores rurais.
"Esta é outra questão que teremos que esperar a publicação
dos votos dos demais ministros para tomar uma decisão", disse.
(RENATA VERÍSSIMO - Agância Estado)
03.03 - Para enrolar aposentados
Deputados votam projeto que tira do pré-sal o dinheiro para
recompor benefícios do INSS
Os cerca de 9 milhões de aposentados que contribuíram
por boa parte da vida com quantia calculada sobre rendimentos acima do
salário mínimo não são vítimas apenas
da injusta redução progressiva do valor que recebem do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS). Ao descaso dos governos, é comum
os políticos somarem, principalmente em ano de eleições,
manobras demagógicas para iludir essa gente condenada à pobreza
e ao constrangimento. A última delas se deu na Câmara dos
Deputados, que, semana passada, aprovou, com surpreendente facilidade e
rapidez, uma medida que tem tudo para agradar aos aposentados, mas que
não passa de um drible na boa-fé dos que vivem na esperança
de alguém lhes dar uma boa notícia. Sem que houvesse qualquer
mobilização ou mesmo debate mais aprofundado, os deputados
perceberam dividendos eleitorais na aprovação de um projeto
que mistura alhos com bugalhos e, de quebra, faz de conta que é
possível transformar o futuro provável em presente concreto.
Estava em votação o projeto que cria um Fundo Social
com recursos da exploração das jazidas de petróleo
na camada do pré-sal, no litoral do Sudeste. Trata-se de um dos
quatro projetos que compõem o pacote enviado pelo Executivo e, na
verdade, o único que tem conseguido caminhar sem percalços,
graças à clareza e objetividade de seu propósitos
o que facilitou a passagem pela comissão especial que o examinou.
O fundo tem o propósito de financiar projetos nas áreas de
saúde, educação, desenvolvimento científico
e tecnológico, além de políticas de combate à
pobreza. Alguém teve a ideia de apresentar projeto que, sem mais
nem menos, destina 5% dos recursos do fundo para a recomposição
do valor das aposentadorias acima de um salário mínimo. Visto
assim do alto, como diz o famoso samba, parece o céu no chão.
Por isso mesmo, nada menos do que 356 deputados, contra apenas um, aprovaram
o projeto, em claro lance oportunista e nada responsável, na base
do “se colar, colou”.
O placar desautoriza os que pensam ter havido derrota do governo, a
quem caberá o desgaste de vetar e de explicar a inviabilidade do
projeto. O país não terá os primeiros ganhos com o
pré-sal antes de 12 ou 15 anos. Aliviar a pressão atual dos
aposentados com essa perspectiva é esperteza para desarmá-los
da luta que empreendem pela justa correção de seus benefícios.
Além disso, como os recursos do fundo vão variar conforme
as cotações do petróleo, há o risco de, um
dia, faltar dinheiro no fundo para pagar as aposentadorias corrigidas,
compromisso que terá de ser coberto pelo Tesouro. Ou seja, a ninguém
de bom senso, nem mesmo aos mais cegos pela ingênua euforia em torno
do pré-sal, pode se permitir tal desvario com o futuro das contas
nacionais. Melhor que aceitar essas artimanhas tramadas para enrolá-los,
devem os aposentados lançar mão do calendário eleitoral
para exigir dos candidatos – e não apenas dos que disputam a Presidência
– que se pronunciem e se comprometam a encontrar uma saída responsável
e duradoura para o injusto e vergonhoso tratamento que governo e sociedade
dão a esses brasileiros, que cumpriram com mérito e honestidade
sua parte na construção do país. (Editorial
- Estado de Minas)
03.03 - Contas da Previdência
A terceira reforma deve proclamar que a inclusão previdenciária
não se fará à custa da renúncia contributiva
Na divulgação das contas da Previdência Social
pública de 2009, dois fatos confundem o leitor menos familiarizado
com o tema. Foi alardeado o déficit de R$ 42,8 bilhões, 14%
a mais do que o de 2008, que foi de R$ 36,2 bilhões. O governo enfatizou
que a Previdência urbana teve superávit de R$ 6 bilhões
em dezembro de 2009, com receita de R$ 25,1 bilhões e despesa de
R$ 19 bilhões. Em 2009, sua receita foi de R$ 179,9 bilhões
para uma despesa de R$ 176,3 bilhões, com superávit de R$
3,6 bilhões. Há quem defenda o fim da Previdência Social
pública,
do pacto de gerações , de 1923, posto em prática pela
Lei Eloy Chaves. Muitos querem fim do Regime Geral de Previdência
Social, do regime de repartição simples em que os trabalhadores
de hoje pagam as aposentadorias dos de ontem. Já se convenceram
de que o walfare state (o Estado de bem-estar social) não cabe no
mundo globalizado, em que os bônus, lucros e vantagens ficam com
o capital e o ônus, enquanto a incerteza e a desventura com a massa
trabalhadora.
Até que este grupo prosperou no Brasil, pois, desde que a Previdência
patrocinou que os benefícios fossem achatados com o fator previdenciário
e recomposição diferenciada para os do mínimo e acima
dele, fazendo que todos se aproximassem do mínimo, da sobrevivência,
na linha da pobreza e da miséria, a própria Previdência
perdeu seu encanto. A desesperança tomou conta e 11 milhões
de brasileiros, desesperados e sem alternativas futuras, correram para
os balcões de bancos e seguradoras e compraram planos de previdência
privada.
O presidente Lula, lamentavelmente, fez vista grossa para essa indecência
previdenciária, impedindo a terceira reforma, sob aplausos do mercado.
Insisto que a Previdência precisa de uma terceira reforma, não
como a desejada e aprovada pelo mercado, mas uma que incorpore conceitos
universais de previdência, como idade mínima e elimine os
benefícios sem contribuição, e que reveja todo o financiamento,
acabando com as renúncias contributivas – se forem essenciais (?)
que a Previdência seja ressarcida pelo Tesouro – atualize os padrões
atuariais, para que os seres humanos possam a voltar a sonhar com uma aposentadoria
digna. Mais: que a receita previdenciária retorne à Previdência
e que se faça fiscalização, cobrança, arrecadação,
recuperação de crédito, eliminando-se os longos prazos
de pagamento e os favores concedidos aos caloteiros.
A terceira reforma deve proclamar que a inclusão previdenciária
não se fará à custa da renúncia contributiva
e deve levar para a assistência social todos os milhões de
benefícios rurais e os urbanos subsidiados. A terceira reforma deve
também proclamar que política não rima com previdência
e que a gestão previdenciária não deve jamais ser
entregue a elementos despreparados e mal-intencionados, mas a profissionais
capacitados. Dessa forma, devolveremos à Previdência social
pública uma sobrevida e será resgatado o projeto de Eloy
Chaves, que resistiu a todos os oportunismos políticos nos seus
87 anos. Um projeto que sobreviveu aos saques e as dilapidações
do passado e do presente e que se acentua numa dívida (ativa e administrativa)
de mais de R$ 300 bilhões, que nem se sabe mais o número
certo, desde que foi retirada da Previdência. Teme-se que esteja
sendo apagada, nos desvãos da má gestão ou da gestão
temerária da coisa pública. Os dados sobre o equilíbrio
das contas da previdência urbana se mantêm, claro, dado ao
baixo valor dos benefícios, considerando-se que 38,29% dos beneficiários
recebem um salário mínimo, ou seja 7,2 milhões de
18,8 milhões de brasileiros. É um frágil equilíbrio.
(Paulo César Régis de Souza - Estado de Minas)
03.03 - Pelo bem da previdência
Desde o ano passado, o governo federal selou acordo com entidades sindicais
que definiu novas regras para aposentadoria. O acordo, entretanto, depende,
ainda, da aprovação no Congresso Nacional. Com isso, muitos
questionamentos foram levantados pela sociedade acerca dos reais benefícios
das novas normas.
Segundo o acordo, o trabalhador que estiver a um ano de se aposentar
só poderá ser demitido se o empregador pagar salário
dos doze meses, assim como a previdência devida no período.
Além disso, ficou estabelecido que o trabalhador que estiver recebendo
seguro-desemprego terá esse tempo contado para a aposentadoria,
contudo, será preciso arrecadar o recurso destinado ao Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) do período.
Outro ponto é o de que os aposentados que recebem acima de um
salário mínimo deverão ser beneficiados, pois terão
a aposentadoria reajustada de acordo com a inflação, o que
significa um ganho real equivalente a metade do aumento do Produto Interno
Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. A medida, porém, somente será
válida para os anos de 2010 e 2011 e elevará em R$ 3 bilhões
a folha do governo somente deste ano.
Se aprovadas as alterações, o cálculo da aposentadoria
sofrerá mudanças, o que deve beneficiar os contribuintes
que se aposentarem futuramente, já que ao invés de se contar
80% dos maiores recolhimentos, passa a se contar 70%.
Por último, ficou estabelecido o fator 85/95, que passa a somar
a idade com o tempo de contribuição. Com isso, as mulheres
deverão atingir 85 para ter direito à aposentadoria, ou seja,
antes se exigia 30 anos de contribuição, neste caso, é
o mesmo que dizer que a idade mínima passou a ser de 55 anos. Com
essa nova medida, os contribuintes passarão a trabalhar mais, já
que se a mulher, por exemplo, começar a trabalhar com 20 anos e
tiver registro contínuo, terá de recolher 35 anos, no mínimo,
para que possa solicitar a aposentadoria. Para os homens a situação
piora, já que a soma do tempo de contribuição mais
idade deve resultar em 95. Como antes era exigido 35 anos de contribuição
é mesmo que determinar a idade mínima de 60 anos para o homem.
Diante do novo acordo, se o homem começar a trabalhar com 20 anos,
com registro contínuo, terá de recolher, no mínimo,
por 40 anos.
Apesar de o tempo de contribuição ter aumentado, o objetivo
do governo deve ser o de manter o sistema previdenciário, tendo
em vista que vivemos em uma nova realidade em que a expectativa de vida
aumentou e da forma como estava dimensionado o sistema previdenciário
brasileiro, a tendência era de que seria inviabilizado, colocando
em risco os benefícios atuais e futuros.
Não se pode esquecer que o Brasil possui um sistema previdenciário
diferenciado dos Estados Unidos, por exemplo, onde a maioria dos norte-americanos,
tanto funcionários públicos quanto os da iniciativa privada,
se aposenta somente aos 65 anos -aqui temos casos de aposentadoria antes
dos 50 anos.
Embora as regras norte-americanas sejam mais rígidas, a previdência
pública pode falir, segundo expectativas da Social Security (Segurança
Social), em 2018, já que o envelhecimento da população
e a diminuição do número de trabalhadores ativos causarão
um déficit estimado em US$ 25 bilhões ao sistema. Para se
ter uma ideia, daqui oito anos existirão, aproximadamente, 65 milhões
de pensionistas e o desembolso do governo chegará a quase US$ 1,2
trilhão.
Resta claro, que a tentativa do governo brasileiro é a de preservar
o sistema previdenciário. Todavia, as novas regras beneficiam os
atuais inativos e aumenta os gastos com a folha de pagamento. A grande
dúvida é por quanto tempo as novas regras poderão
realmente garantir a manutenção da previdência pública?
(Ricardo Castilho - Paraná Online)
02.03 - Como aumentar sua aposentadoria
18 revisões concedidas no posto do INSS
Nem sempre é necessário entrar com uma ação
na Justiça para conseguir uma revisão da aposentadoria. Pelo
menos 18 revisões e pedidos de concessão são aceitos
nos postos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A maioria das mudanças ocorre depois de ações
judiciais favoráveis aos segurados e de orientações
da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que representa
juridicamente a União, para que a Previdência altere suas
regras. O Agora reuniu 18 mudanças ocorridas nos últimos
anos nos postos do INSS que podem garantir maiores benefícios aos
segurados.
Antes, o INSS não considerava o período trabalhado até
1998 como aluno-aprendiz na contagem de tempo na hora de fazer os cálculos
da aposentadoria. O instituto também não incluía na
contagem o tempo trabalhado antes dos 16 anos de idade. Agora, no entanto,
os postos previdenciários já consideram que essas duas situações
devem ser incluídas no tempo de contribuição e a aposentadoria
pode sair mais rápido. Além disso, o benefício pode
ficar maior porque, com o tempo adicional de contribuição,
o fator previdenciário (índice que reduz as aposentadorias)
é menor. Ana Magalhães - Agora S.Paulo-28.02)
02.03 - Demonstrativo de rendimentos já pode ser acessado
Na internet, basta clicar em Agência Eletrônica de Serviços
ao Segurado e optar pelo Extrato para Imposto de Renda
A partir de ontem, todos os 27 milhões de beneficiários
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão acessar no
site da Previdência Social o demonstrativo de rendimentos referente
ao ano de 2009. Os comprovantes foram enviados até o último
dia 23 para 7.592.618 segurados cujo benefício mensal tenha sido
igual ou superior a R$ 717,30, metade do valor do limite de isenção
para os contribuintes com mais de 65 anos, R$ 1.434.59, em 2009.
Quem não recebeu, poderá imprimir uma cópia do
demonstrativo no site da Previdência Social ou solicitar uma segunda
via aos operadores da Central 135. É preciso verificar, também,
se o cadastro está atualizado, com endereço correto. Para
ter acesso ao demonstrativo na página eletrônica da Previdência,
basta clicar na Agência Eletrônica de Serviços ao Segurado
e optar pelo Extrato para Imposto de Renda. É preciso informar o
número do benefício, a data de nascimento, o nome do beneficiário
e o CPF. O documento também poderá ser retirado nas Agências
da Previdência Social a partir do início de março.
Neste caso, não é preciso agendar.
Os segurados que haviam registrado senha deverão usá-la
para obter o documento no site da Previdência Social. Os que esqueceram
o código de acesso deverão procurar uma Agência da
Previdência Social para fazer um novo. Quem nunca teve senha terá
acesso direto ao comprovante após preencher as informações
solicitadas pelo site.
A Receita Federal do Brasil (RFB) receberá as declarações
de IRPF entre os dias 1º de março e 30 de abril.
(AgPrev)
02.03 - IR de atrasados deve ser declarado só em abril
O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda
2010 começa hoje e vai até o dia 30 de abril. Mas os aposentados
que receberam atrasados em 2009 (diferenças não pagas pelo
INSS nos últimos cinco anos) devem, antes de enviar o documento
à Receita, esperar a publicação das novas regras para
declarar essa grana. O mesmo vale para quem recebeu verba de ação
trabalhista.
Atualmente, aposentados e trabalhadores que receberam atrasados pagam
o IR sobre o valor total que receberam. Porém, a tributação
deveria ser feita sobre o valor mensal a que eles teriam direito se o INSS
ou o empregador tivesse efetuado corretamente o pagamento. Hoje, esses
contribuintes têm de pedir a diferença paga a mais na Justiça.
Segundo informou a Receita, as normas para a devolução
dos valores cobrados indevidamente serão divulgadas neste mês,
e a expectativa é que novas regras para a declaração
dos atrasados também sejam publicadas. Assim, para quem recebeu
atrasados no ano passado, a melhor opção é esperar
para enviar a declaração só em abril.
(Débora Melo - Agora S.Paulo)
01.03 - Redução no déficit da Previdência
Em janeiro de 2010 o déficit da Previdência Social recuou
44% na comparação com o primeiro mês do ano passado.
Ao registrar essa notícia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo
na sexta-feira (dia 19), o senador Sadi Cassol (PT-TO) explicou que o resultado
deve-se à combinação de crescimento econômico
sustentado, expressiva geração de empregos formais, melhoria
na distribuição da renda e das medidas de inclusão
previdenciária adotadas pelo governo.
- Nos últimos anos foram tomadas várias medidas visando
ampliar a proteção dos trabalhadores domésticos e
autônomos. O número de trabalhadores que contribuem para a
Previdência Social cresceu de 39,9 milhões, em 2003, para
53,7 milhões, em 2008, evidenciando uma alta de 34,9%. No âmbito
da melhoria do atendimento ao cidadão, a Previdência também
avançou muito - afirmou Sadi Cassol.
O senador informou que os segurados da Previdência Social atualmente
podem solicitar o agendamento do dia e da hora do serviço desejado
por meio da central telefônica 135 ou pela Internet, no site http://www.previdenciasocial.gov.br/
. Sadi Cassol declarou que no ano passado foram registrados 5,6 milhões
de volume médio mensal de ligações para a central
135. Ele comparou que o tempo médio de espera entre o agendamento
e o atendimento caiu de 50 para 18 dias.
Sadi Cassol destacou que desde janeiro de 2009 uma nova forma de análise
para a concessão de benefícios em até 30 minutos foi
adotada para os trabalhadores urbanos que requerem salário-maternidade
e aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição. Ele
explicou que basta o cidadão conferir as informações
constantes no extrato previdenciário apresentado no momento do atendimento
e, se tiver o direito, o benefício será concedido em até
meia hora. (Roberto Homem - Agência Senado)
01.03 - Artimanha para iludir aposentados
Entre as anomalias que rebaixam a níveis deploráveis
a vida pública brasileira, manobras insidiosas para ilaquear a boa-fé
do eleitorado figuram em posição singular. Ocorrem com maior
frequência em ano de eleição. Exemplo atual da velhacaria
nos dá agora a Câmara dos Deputados. Com 356 votos favoráveis
e apenas um contra, o plenário da Casa acaba de aprovar inominável
disparate. Determinou que 5% do Fundo Social, a ser suprido com recursos
da exploração do pré-sal, sejam destinados à
recomposição dos proventos de aposentados e pensionistas
que percebem mais de um salário mínimo.
Segundo o projeto de lei em curso no Congresso, o Fundo Social se destina
a financiar operações para combater a pobreza. Permanece
em quadro de política estratégica distante de qualquer viés
previdenciário. Já aí se flagra o desvirtuamento da
matéria aprovada pela Câmara. Porém, com a artimanha
pretende-se vender aos aposentados a noção de que a revisão
dos proventos está garantida. Não está. E todos os
que aprovaram a proposta sabem-na inviável. Mas o ardil serve para
garimpar votos em enorme contingente eleitoral - mais de 50% dos 15,6 milhões
de aposentados e pensionistas do INSS.
A decisão da Câmara não poderá ser implementada
por várias razões. Duas são o bastante. O uso do Fundo
tende a propiciar reajustes significativos nos ganhos dos segurados. No
caso de ocorrer a hipótese, o governo teria de reduzir a progressão
adotada para o aumento real do salário mínimo a fim de evitar
a quebra da Previdência Social. Depois, a liberação
dos recursos do Fundo Social só poderá efetivar-se daqui
a 10, 15 anos, quando começarem a ser contabilizados os resultados
financeiros nas operações nas camadas de pré-sal.
O ardil, ademais, não passa de fórmula para desarmar
os segurados da Previdência Social na luta pela aprovação
de projeto de lei que reajusta proventos e pensões percebidos acima
do salário mínimo. Ou seja, com base no mesmo aumento do
piso, há tempos fixado em percentual bem superior à inflação.
Trata-se de pretensão que enfrenta o rolo compressor da maioria
governista sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Até agora, ele não descobriu de onde tirar recursos para
resolver o problema. Também sinalizou no sentido de que vetará
o uso dos recursos do Fundo Social para tal fim, caso permaneça
na legislação.
O caráter demagógico da iniciativa dos deputados torna-se
visível também porque não especifica a instância
administrativa encarregada de gerir os recursos e qual a forma de distribuição,
tampouco os limites de atualização dos reajustes. Tudo, como
resta notório, confinado ao espaço de simples engodo. Como
não se trata de decisão insuscetível de reforma, há
meios de o Congresso reverter a situação. É dever
irrecusável da instituição parlamentar não
permitir que milhões de brasileiros sejam enganados por espertalhões.
(Correio Braziliense)
01.03 - Servidor: Aposentadoria especial será regulamentada
Com atraso de praticamente 20 anos, finalmente o Governo Federal encaminhou
ao Congresso dois projetos de lei complementar (PLP 554 e 555/10) que regulamentam
a aposentadoria especial do servidor público, nos três níveis
de Governo: União, estados e municípios, mas o fez de forma
incompleta e de modo restritivo.
Os projetos deveriam regulamentar os incisos de I a III do parágrafo
4º do artigo 40 da Constituição, mas só trata
dos incisos I (atividades de risco) e III (agentes nocivos à saúde),
não fazendo qualquer menção ao inciso II, que trata
da aposentadoria especial do servidor deficiente.
Além disto, os projetos só foram enviados ao Congresso
porque o Supremo Tribunal Federal começou a deferir mandado de injunção,
determinando a aplicação aos servidores das mesmas regras
do Regime Geral de Previdência Social.
Segundo o regime geral (Lei 8.213/1991, artigos 57 e 58), as aposentadorias
especiais, sem limite de idade, são devidas aos trabalhadores após
15, 20 ou 25 anos de trabalho sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou exponha o trabalhador a riscos.
De qualquer maneira, a regulamentação - cujo conteúdo
deixa muito a desejar e precisa ser aperfeiçoado no Congresso -
é importante porque a maioria dos servidores ainda não foi
beneficiado por decisão judicial, razão porque a aprovação
dos projetos será necessária.
Apenas para ilustrar a injustiça com os servidores, basta dizer
que um operador de 'raio-x' do setor privado, por exemplo, aposenta-se
após 25 anos de serviço, mas no serviço público
o trabalhador na mesma atividade é obrigado a trabalhar 35, como
se o fato de ser servidor público lhe desse imunidade às
substâncias radioativas.
Retrocesso na aposentadoria em atividade de risco - O Projeto de Lei
Complementar (PLP) 554/10, que trata da aposentadoria especial a servidores
que exercem atividades de risco, especialmente os policiais, representa
um retrocesso em relação à atual Lei Complementar
51/85, recepcionada pela Emenda Constitucional 47, notadamente ao exigir
idade mínima e quebrar a integralidade e a paridade.
O projeto determina que o servidor que exercem atividade de riscos
só fará jus à aposentadoria especial, sem direito
à integralidade nem paridade, e, ainda assim, se cumprir, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
1) 25 anos de efetivo exercício em atividade de risco,
2) cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria,
3) 30 anos de contribuição, e
4) 55 anos de idade, se homem, e 50, se mulher.
Determina, ainda, que as aposentadorias concedidas com base na Lei
Complementar 51 serão revisadas para serem adequadas às normais
constitucionais vigentes quando da concessão. Ou seja, as aposentadorias
concedidas após a vigência da EC 41, de dezembro de 2003,
perderão o direito à integralidade e à paridade.
Aposentadoria por exposição a agentes nocivos à
saúde - O PLP 555/10, que trata da aposentadoria especial para os
servidores que exercem atividades que prejudiquem a saúde ou a integridade
física, após 25 anos de exercício para homens e mulheres,
não exige idade mínima, mas não garante integralidade
nem paridade, além de fixar uma série de exigências
comprobatórias das atividades sob condições especais.
Basta dizer que provas testemunhais ou com base no recebimento do adicional
de insalubridade ou equivalente não são suficientes para
assegurar o direito à aposentadoria especial.
Os projetos, como se vê, precisam sofrer profundas modificações
no Congresso para que façam justiça aos servidores, garantindo-lhe
as mesmas regras aplicáveis pelo INSS aos trabalhadores do setor
privado. (Antônio Augusto de Queiroz - Anfip)
26.02 - Parcela do fundo social para aposentadorias
Uma iniciativa do PSB, partido aliado do Planalto, levou o governo
a sofrer, quarta-feira, importante derrota na votação do
projeto de lei que cria o fundo social (FS). Emenda do deputado Márcio
França (PSB-SP), aprovada por 356 votos a favor e um contra, reserva
5% da parte do fundo social destinada ao combate à pobreza do fundo
à recomposição das perdas das aposentadorias superiores
a um salário mínimo. O projeto segue agora para o Senado.
O fundo é uma poupança de longo prazo, a ser constituída
com recursos da exploração e comercialização
do petróleo da camada do pré-sal. Pelo relatório de
Antonio Palocci (PT-SP), aprovado na comissão especial, a destinação
seria o financiamento de programas e projetos nas áreas de combate
à pobreza e desenvolvimento da educação, da cultura,
da saúde pública, da ciência e tecnologia e de mitigação
e adaptação às mudanças climáticas.
A apresentação da emenda por França, pela manhã,
irritou o relator e as lideranças governistas. "A ação
do PSB atrasou em um dia a votação do marco regulatório
do pré-sal", afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP),
líder do governo na Câmara. Sua intenção era
concluir a votação do projeto e iniciar ontem mesmo a discussão
da proposta de capitalização da Petrobras.
"É inadequado mudar a regra da aposentadoria numa lei do petróleo",
disse Palocci. Ele considerou a vinculação de recursos do
fundo à compensação de perdas de aposentadoria uma
"barbaridade jurídica".
A votação maciça a favor da emenda tem justificativa.
No fim da tarde, após um dia inteiro de tentativas frustradas em
busca de solução para evitar a aprovação da
emenda, o relator e as lideranças governistas propuseram um acordo.
A emenda de França seria aprovada e, em seguida, uma outra seria
submetida à votação e substituiria o texto do PSB.
A segunda emenda foi redigida por Palocci, com uma alteração
no texto: mantinha a reserva dos 5% para a Previdência Social, mas
retirava a especificação (compensação de perdas
das aposentadorias superiores a um salário mínimo.
Com base no suposto acordo, até o núcleo governista contrário
à emenda acabou votando a favor, apostando na sua substituição
pelo texto que seria votado a seguir. O problema é que a oposição
não aceitou o acordo e o plenário rejeitou a emenda que fazia
referência à destinação genérica para
a Previdência Social. Foram 309 votos contra, 92 a favor e uma abstenção.
Assim, foi mantida a proposta de França.
"Esta é a maior vitória dos aposentados nos últimos
anos", comemorou França. O gesto do PSB foi mais uma ação
política no sentido de mostrar atuação partidária
independente do governo. "Fiz uma emenda despretensiosa", disse França,
negando que o objetivo tenha sido o de confrontar com o governo.
Mas ele lembrou que o PT, por meio de propostas do senador Paulo Paim
(RS), tem o seu próprio pacote de medidas do interesse dos aposentados.
"O governo diz que não há dinheiro para atender a reivindicação
dos aposentados que ganham valor superior ao mínimo. A tecnologia
que levou ao pré-sal foi conquistada por muita gente que está
aposentada. No dia que o país ficar rico com o pré-sal, não
é justo devolver a esses trabalhadores?", pergunta. (Valor Online)
26.02 - Consignado: Empréstimo cresce 118,6%
Foram R$ 2,16 bilhões emprestados por meio dessa modalidade
de crédito. Esse aumento é atribuído às mudanças
realizadas no ano passado, como a ampliação do limite de
comprometimento da renda - que passou de 20% para 30%
O volume financeiro emprestado por meio de crédito consignado
para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) somou R$ 2,16 bilhões em janeiro deste ano. O montante é
118,6% maior do que o liberado no mesmo período do ano passado,
que foi de R$ 990 milhões. Em comparação com 2008,
a diferença da soma de recursos liberados para o mês é
de 360%, pois os empréstimos somavam R$ 469 milhões.
O crescimento dessa modalidade de empréstimo é atribuído
às mudanças realizadas no ano passado, como a ampliação
do limite de comprometimento da renda – que passou de 20% para 30% do valor
recebido mensalmente como aposentadoria ou pensão – e redução
do teto de juros para esse tipo de crédito – que passou de 2,50%
ao mês para 2,34%. Mas nem todos os bancos chegam a cobrar a taxa
máxima, pois dos 53 listados pela Previdência, 15 operam abaixo
desse patamar. “Foram formas de incentivar o aposentado e o pensionista
a tomarem mais empréstimos”, explica Miguel de Oliveira, vice-presidente
da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).
Oliveira ainda aponta o endividamento causado pelas contas de fim de
ano e ainda o trabalho cada vez mais intenso dos grandes bancos em oferecer
esse tipo de empréstimo.
Em comparação com dezembro do ano passado, o número
de operações cresceu 73,1% – de 652,6 milhões no último
mês de 2009 para 1,13 bilhão de contratos no primeiro mês
deste ano. Já em volume financeiro, o aumento registrado foi de
17,8%, pois dezembro somou R$ 1,83 bilhão em créditos consignados
para aposentados e pensionistas.
O Estado de São Paulo é o líder nacional em valor
e quantidade de operações. Foram 239 mil contratos que emprestaram
R$ 548 milhões no período. O Estado corresponde à
metade do crédito consignado liberado no mês na Região
Sudeste.
Balanço
Em janeiro, a maioria dos que tomaram crédito recebe até
um salário mínimo. Essa faixa salarial movimentou R$ 1,01
bilhão em 721 mil contratos realizados no período. A maior
parte dos tomadores de crédito contratou o parcelamento de 49 a
60 meses, com R$ 1,75 bilhão emprestado, o prazo mais longo permitido
para esse tipo de crédito.
Já na divisão por faixa etária, os aposentados
e pensionistas com idade entre 60 e 69 anos foram os principais interessados,
tendo movimentado R$ 793 milhões em 419 mil contratos.
Na comparação entre os meses de janeiro, o balanço
mostra que o beneficiário do INSS está deixando de utilizar
o cartão de crédito para conseguir os recursos e dá
preferência para o empréstimo pessoal. O número de
operações com cartão caiu 81,1%.
Os especialistas alertam que o aposentado e pensionista que quiser
tomar crédito deve comparar as taxas de juros oferecidas pelos bancos
e analisar a necessidade do empréstimo, já que parte da renda
será comprometida com ele. “Tem de pesquisar juros e parcelas que
caibam no bolso. Mesmo que o máximo de comprometimento da renda
seja 30%, busque não passar dos 20% para não ter as finanças
prejudicadas”, diz Paulo Palombo, professor de Economia da Fundação
Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap).
(Luciele Velluto - Jornal da Tarde)
25.02 - O buraco (negro) da Previdência do funcionalismo
Pagar aposentadorias e pensões a servidores dos três Poderes,
incluindo os militares, tem sido uma tarefa cada vez mais custosa para
o Estado. Em 2009, a União amargou deficit recorde de R$ 38,1 bilhões,
rombo que saltará neste ano para inacreditáveis R$ 43,4 bilhões.
Esse é um buraco negro nas contas públicas.
O assunto é destaque da edição deste domingo do
Correio Braziliense. A reportagem me ocupou por (intermináveis)
dois meses.
Informações compiladas pelos ministérios da Previdência
e do Planejamento - com base em tabelas do Tesouro - indicam que no topo
da lista estão os ex-servidores do Ministério Público
da União (MPU), órgão mais enxuto conforme a classificação
geral de gastos elaborada pelo governo. A despesa média do MPU com
os cerca de 1,4 mil aposentados é de R$ 18.384 e com os 622 pensionistas,
de R$ 13.255.
Reflexo do aumento na concessão de aposentadorias e pensões
integrais, a partir de 2001 é possível verificar saltos anuais
bilionários na rubrica de despesas com inativos e pensionistas do
setor público. Em 2003, por exemplo, o montante destinado foi de
R$ 36,5 bilhões. Em 2009, o gasto explodiu, saltando para R$ 67
bilhões.
INSS X Funcionalismo
Os gastos do setor público contrastam com os do setor privado.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), responsável pelos
brasileiros que não tiveram o governo como patrão, também
fechou no vermelho no ano passado: as despesas superaram as receitas em
R$ 42,8 bilhões. O número de atendidos, no entanto, é
quase 30 vezes superior ao verificado na previdência pública.
Enquanto no INSS há 27 milhões de beneficiários, o
universo de aposentados e pensionistas da máquina federal chega
a 985.647.
As disparidades não se limitam apenas ao tamanho dos dois sistemas.
Os proventos pagos aos servidores inativos são bem superiores aos
da iniciativa privada. No INSS, o benefício médio em 2009
alcançou R$ 726,31 — 18,7 milhões de pessoas sacaram até
um salário mínimo por mês. No conjunto dos civis dos
três Poderes, cada aposentado recebe, em média, R$ 5.583,12
e o pensionista, R$ 4.405,79. Já os militares aposentados ganham,
em média, R$ 6.522,35 e os pensionistas, R$ 3.632,11.
Razões
A evolução das despesas com inativos na máquina
pública se deve menos pelo crescimento na quantidade de aposentados
e pensionistas, e mais pelos sucessivos pacotes de reajustes que contemplaram
quase todo o funcionalismo na década passada. Desde 2005, o governo
aprofundou políticas que resultaram em melhorias substanciais das
remunerações dos funcionários dos Três Poderes,
além dos militares. Isso teve um custo para o sistema previdenciário.
No governo Lula, setores da burocracia chegaram a dobrar seus rendimentos.
As reestruturações influenciam os pagamentos recebidos
por quem não está mais na ativa. Parte desse efeito colateral
é fruto da falta de regras que, ainda que previstas na lei que reformou
a previdência dos servidores em 2003, não foram regulamentadas.
Helmut Schwarzer, secretário de Políticas de Previdência
Social, adverte que, apesar disso, a reforma tem méritos. "A reforma
está dando resultados. A idade média das aposentadorias subiu
em quatro anos de 2003 para cá. Os servidores passaram de 57 anos
para 61 anos, e as servidoras, de 53 anos para 57 anos", explica.
Constituição
O fato de servidores celetistas terem sido transformados em estatutários
sem, com isso, terem contribuído sobre a totalidade de sua renda
desencadeou todo o sistema. A alteração aconteceu a partir
da Constituição de 1988. Corrigir isso levará algumas
décadas. Tempo que o governo pretendia abreviar com a reforma de
2003, mas que acabou fracassando por absoluta falta de apoio político.
(Carlos Terceiro - Na Hora Online)
25.02 - Justiça suspende prazo para pedir revisão do INSS
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que não
deve haver prazo para que o segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social) que se aposentou antes de 27 de junho de 1997 entre com um pedido
de revisão do benefício previdenciário.
O segurado que começou a receber o benefício depois de
1997 tem o prazo máximo de dez anos para entrar com um pedido de
revisão, tanto nas agências previdenciárias quanto
na Justiça.
Em junho de 1997, entrou em vigor uma lei que estabeleceu que o segurado
só poderá fazer um pedido de revisão previdenciária
em até dez anos, contados a partir do dia 1º do mês seguinte
ao do primeiro pagamento do benefício. Para a Justiça, no
entanto, esse prazo limite só se aplica aos segurados que começaram
a receber o benefício, como a aposentadoria, após a lei entrar
em vigor. (Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
25.02 - Acordo sobre aposentadoria para emigrante é costurado
Os integrantes que compõem a Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa (CPLP) querem que todos os trabalhadores emigrantes
possam contar o tempo de contribuição para fins de aposentadoria,
independentemente de onde estejam morando. Por exemplo, um brasileiro que
assumiu uma função no Timor Leste, quando se aposentar, vai
poder contar com o tempo de contribuição previdenciária
feita nos dois países.
Atualmente, essa relação é assegurada somente
entre Brasil, Portugal e Cabo Verde, através de um acordo das previdências
desses países. Quanto aos demais países, o Brasil tem contribuído
para a formação do sistema previdenciário para, enfim,
tornar o acordo multilateral. O assunto está sendo discutido na
X Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da CPLP,
iniciada segunda-feira e que termina hoje, no Hotel Gran Marquise, em Fortaleza.
Ontem os trabalhos foram abertos pelo ministro do Trabalho e do Emprego
do Brasil, Carlos Lupi. Ele citou convênios feitos entre Portugal
o Brasil na área da fiscalização da legislação
trabalhista, da segurança e saúde do trabalhador.
Sobre o encontro da CPLP, Lupi afirmou que o encontro também
busca fazer um balanço da crise econômica no mundo do trabalho
e da previdência social. "A gente vai trocar ideias sobre a questão
do crescimento da geração de emprego, das melhorias nas condições
do trabalhador. E, principalmente, como avançamos conjuntamente
frente à saída de uma crise e uma nova etapa que vamos viver
buscando sempre a geração de emprego como principal mecanismo
de distribuir riqueza para o País", declarou.
"Vamos avançar conforme a realidade de cada um. Cada um tem
uma realidade diferente. Nós já temos convênios com
Angola, Guiné Bissau, Moçambique. Estamos avançando
para ver quais são as necessidades. É fundamental que os
países que têm a mesma língua se integrem para buscar
o desenvolvimento e as melhorias das condições do trabalhador",
disse Lupi.
Fazem parte da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau,
Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e
Timor Leste. A comunidade foi criada em 1996 e mantém cooperação
nos setores da previdência social, educação, saúde,
ciência e tecnologia, agricultura, defesa, administração
pública, comunicações, justiça, segurança
pública, cultura e desporto. (Agência Estado/DCI)
24.02 - INSS: 25.524 recebem atrasados no dia 10
O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou ontem R$ 122,3 milhões
para o pagamento dos atrasados (diferenças que não foram
pagas pela Previdência nos últimos cinco anos) de segurados
que ganharam uma ação, sem a possibilidade de recurso, de
concessão ou de revisão de benefício contra o INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) na Justiça.
Serão beneficiados 25.524 segurados no país. Em média,
cada um ganhará R$ 4.790. O dinheiro estará disponível
no dia 10 de março nas agências da Caixa Econômica Federal
ou do Banco do Brasil. A grana é sempre liberada no dia 10 de todo
mês. O segurado beneficiado receberá uma carta avisando sobre
o crédito.
Os segurados do Estado de São Paulo estão no lote de
pagamento das ações julgadas no TRF 3 (Tribunal Regional
Federal da 3ª Região), que atende também o Mato Grosso
do Sul. Para essa região, a Justiça liberou ontem o pagamento
de R$ 26,5 milhões para 3.165 segurados --o que dá, em média,
R$ 8.363 para cada segurado. (Ana Magalhães e Paulo
Muzzolon - Agora S.Paulo)
24.02 - Espanha: Idade mínima aumenta
Madri - Governo aposta em ação de longo prazo para recuperar
confiança na economia espanhola
Os mais jovens têm entrado cada vez mais tarde no mercado de
trabalho, e os mais velhos, naturalmente, além de ir se aposentando,
veem sua expectativa de vida aumentada.
A situação cheira a déficit e, por isso, o governo
prepara uma reforma que pretende aumentar a idade mínima de aposentadoria
para 67 anos. Não é uma medida anticrise — porque seu efeito
não é de curto prazo — mas também visa melhorar a
confiança interna e a imagem externa da economia espanhola.
De fato, graças ao crescimento demográfico, à
incorporação da mulher ao mercado de trabalho e à
chegada maciça de imigrantes, o aumento de trabalhadores em atividade
vinha compensando o crescimento do número de aposentados. No entanto,
com o desemprego em massa, o panorama mudou e a previsão é
que esta balança se desequilibre dentro de uns 15 anos.
— Muitas empresas, por causa da crise, aposentaram precocemente muitos
de seus funcionários. Estamos em um momento em que a população
é cada vez mais velha e os jovens ou não conseguem emprego,
ou perdem o trabalho que têm. Sinceramente, não sei como o
governo conseguirá pagar as pensões — diz a professora Isabel
Iriondo, de 67 anos, que decidiu trabalhar até os 70. — Assim, posso
engordar um pouco minha aposentadoria. (G1)
24.02 - Brasil e EUA negociam acordo previdenciário
Delegação americana aposta na parceria e nas relações
comerciais
O Ministério da Previdência Social iniciou nesta segunda-feira
(22), em Brasília, a segunda rodada de negociação
para estabelecer acordo previdenciário que beneficiará 1,3
milhão de trabalhadores brasileiros, que residem nos Estados Unidos,
e 30 mil americanos que vivem no Brasil. A nova etapa de debates prossegue
até sexta-feira.
Ao receber a delegação americana, o secretário
de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou
que o interesse recíproco dos dois países em garantir a cobertura
previdenciária a seus respectivos trabalhadores vai garantir uma
negociação rápida e objetiva. “A grande receptividade
já demonstrada pelo governo americano nos contatos iniciais sobre
a negociação nos faz crer num diálogo amistoso e produtivo
para os próximos dias”, disse.
A conselheira adjunta de Programas Internacionais da Social Security
Administration (SSA), Georgina Harding, chefe da delegação
americana, afirmou que o governo dos EUA tem forte interesse em fechar
este acordo previdenciário. “O Brasil é um parceiro muito
importante no hemisfério sul e as regras a serem estabelecidas resultarão
em benefícios para os trabalhadores migrantes, além de fortalecer
ainda mais as relações comerciais entre os dois países”,
disse.
A diretora do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos
do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Mitzi
da Costa, também participou da abertura da segunda rodada de negociação
entre Brasil e Estados Unidos. Ela representou o subsecretário geral
das Comunidades Brasileiras no Exterior, Oto Agripino Maia. Mitzi Costa
afirmou que o Itamaraty considera esse acordo de extrema importância
pelos benefícios que serão garantidos aos trabalhadores migrantes
dos dois países.
A primeira rodada de negociação do acordo de Previdência
entre Brasil e Estados Unidos ocorreu em agosto do ano passado, em Washington.
(Simone Telles - AgPrev)
24.02 - Previdência concede 19.386 benefícios em SP
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) liberou a concessão
de 19.386 benefícios no Estado de São Paulo (capital e interior),
entre os dias 8 e 12 de fevereiro.
Confira a lista do INSS no link http://media.folha.uol.com.br/agora/2010/02/22/lista_inss.pdf
A Previdência Social informou que não haverá mais
prazo para desistir da aposentadoria --antes, o segurado tinha só
30 dias para entrar com o pedido.
Para descobrir se você é um dos beneficiados, aperte as
teclas Ctrl e F juntas, digite o número do seu benefício
e clique em "Pesquisar". (Agora S.Paulo)