03.07 - Governo estuda aumento maior a aposentado
Em troca de negociar alterações em projetos no Congresso
sobre benefícios do INSS, o governo federal deverá apresentar
uma proposta de aumento acima da inflação aos aposentados
que ganham mais que o salário mínimo. O reajuste deverá
ser aplicado em janeiro do ano que vem.
A proposta deve ser divulgada após o recesso do Congresso, que
termina em agosto. O acerto foi costurado ontem pelo líder do governo
na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), em uma reunião com parlamentares
e com representantes dos aposentados.
O motivo é que o governo quer alterar o projeto que iguala o
aumento do mínimo ao das aposentadorias maiores que o piso. Segundo
o Agora
apurou no Congresso, o governo teme que esse projeto, que já
passou no Senado, seja aprovado na Câmara e obrigue o presidente
a vetá-lo, causando desgaste político a Lula antes da eleição.
Se o governo não apresentar nada, o texto atual, do senador
Paulo Paim (PT-RS), irá para votação no plenário.
Segundo o deputado Pepe Vargas (PT-RS), a liderança do governo
ainda não tem um percentual de reajuste definido, mas deverá
evitar conflitos nessa discussão. "Ainda há um prazo para
negociar", disse ontem o deputado Vargas.
Moeda de troca
Com a iniciativa de proposta de reajuste maior em 2010, o governo também
quer adiar uma outra votação: a de um veto presidencial ao
reajuste igual para o mínimo e para benefícios do INSS em
2006. Essa votação estava marcada para o dia 8. "Aceitamos
que não se vote o veto no Congresso na semana que vem", disse Paim.
"Se houver entendimento entre os líderes e os aposentados, será
feito um acordo. Caso contrário, haverá votação",
disse o deputado Tarcísio Perondi (PMDB-RS).
"Acreditamos que agora aconteça alguma coisa, porque estamos
cansados de ser enganados", disse Warley Martins, presidente da Cobap (confederação
de aposentados). "Estamos dando um voto de confiança para o governo,
mas vamos continuar negociando", afirmou.
De acordo com os últimos estudos da Cobap, nos últimos
nove anos, os aposentados tiveram uma perda de poder de compra de 67,32%.
O principal motivo é a diferença entre o reajuste dado ao
mínimo e o aplicado aos benefícios do INSS maiores que o
piso.
Neste ano, por exemplo, o aumento dos aposentados que ganham mais que
o mínimo foi de 5,92% --repondo apenas a inflação
acumulada. Já para o piso, o reajuste foi de 12,05% --o dobro do
dado aos beneficiários do INSS. (Paulo Muzzolon - Agora
S.Paulo)
03.07 - Programa de formalização de autônomos atrasa
O início do novo programa de formalização de trabalhadores
autônomos, previsto para começar na quarta-feira, pode atrasar
até 90 dias para entrar efetivamente em funcionamento.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, apenas os trabalhadores
do Distrito Federal estão conseguindo fazer o cadastro nesse primeiro
dia do programa.
"Nesse primeiro momento, os empreendedores individuais dos Estados
não poderão aderir ao programa, porque a integração
das redes estaduais, incluindo as juntas comerciais, será concluída
em até 90 dias", diz o ministério em nota.
O processo de formalização é gratuito e será
feito somente por meio da internet, no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br).
De acordo com o governo, a previsão é de que pelo menos dois
Estados sejam integrados semanalmente ao portal.
Regras
O trabalhador que aderir ao Programa de Formalização
do Microempreendedor Individual irá pagar uma contribuição
mensal única, que varia de R$ 52,15 a R$ 57,15, de acordo com a
sua área de atuação.
Em troca, poderá tirar um CNPJ e terá direito aos seguintes
benefícios do INSS: salário-maternidade, auxílio-doença,
aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e sua família
fica protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão.
Podem fazer parte do programa os profissionais com renda mensal de
até R$ 3.000 (R$ 36 mil por ano). A expectativa do governo é
atrair profissionais como feirantes, camelôs, vendedores ambulantes,
manicures, cabeleireiros e eletricistas.
No site, o empresário individual obterá, no ato da formalização,
o seu CNPJ, seu cadastro na Junta Comercial e sua inscrição
no INSS.
Não podem optar pelo programa os profissionais que possuem mais
de uma empresa. Outra limitação é que o trabalhador
pode ter, no máximo, um empregado contratado.
Contribuição
A contribuição varia de acordo com a área de atuação:
R$ 52,15 para o comércio ou indústria; R$ 56,15 para o prestador
de serviços; e R$ 57,15 para atividade mista (comércio ou
indústria e prestação de serviços).
Essa contribuição inclui todos os impostos federais,
estaduais, municipais e a contribuição para a Previdência
Social. O cálculo é a soma dos R$ 51,15 (11% do salário
mínimo) destinados ao INSS mais R$ 1 de ICMS e R$ 5 de ISS.
O novo sistema permitirá que 11 milhões de pessoas que
trabalham por conta própria em pequenos negócios ou na prestação
de serviços saiam da informalidade. (EDUARDO CUCOLO - Folha Online)
03.07 - Susep aprova mudanças nas seguradoras Unibanco e Itaú
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) homologou, através
da Portaria 3.267/09, a transferência do controle acionário
direto de Unibanco Vida e Previdência, passando-o para Itaú
Vida e Previdência, ambos com sede social na cidade de São
Paulo.
Foram aprovadas ainda, na íntegra, as deliberações
tomadas pelos acionistas dessas duas empresas, incluindo o aumento do capital
social de Itaú Vida e Previdência em cerca de R$ 510 milhões,
elevando-o para R$ 3,5 bilhões.
Já o capital social de Unibanco Vida e Previdência foi
aumentado em R$ 4,2 bilhões, passando a R$ 4,5 bilhões.
Foi homologada ainda a incorporação por Unibanco Vida
e Previdência da totalidade do patrimônio de Itaú Vida
e Previdência
A Susep também aprovou a alteração da denominação
social de Unibanco Vida e Previdência para Itaú Vida e Previdência.
Foi ratificado ainda que o controle acionário indireto e a ingerência
efetiva nos negócios de Itaú Vida e Previdência serão
exercidos por Itaú Unibanco Banco Múltiplo, com sede social
na cidade de São Paulo. (Jorge Clapp - CQCS)
02.07 - Aposentadoria por invalidez :Comissão especial
A Câmara dos Deputados instalou na terça-feira a comissão
especial criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 270/08, que concede aposentadoria integral, com paridade, aos servidores
públicos federais, estaduais e municipais que se aposentarem por
invalidez. A proposta já recebeu parecer favorável da Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.
A PEC prevê que todos os aposentados por invalidez permanente,
em razão de acidente em serviço, moléstia profissional
ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em
lei, a partir de 2004, e que tenham ingressado no serviço público
até 16 de dezembro de 1998, passem a receber proventos integrais,
com o direito aos mesmos reajustes concedidos aos servidores da ativa (paridade).
(Anfip)
02.07 - Acordo com INSS: Justiça terá pedido em site
Quem entrou com a ação de concessão de benefício
contra o INSS e aguarda uma decisão final da Justiça poderá,
a partir de setembro, pedir uma proposta de acordo pela internet e escapar
da espera.
Nos acordos, normalmente, o INSS paga 80% dos atrasados pedidos pelo
segurado.
O pedido de acordo será feito pelo site do TRF 3 (Tribunal Regional
Federal da 3ª Região), no link "Conciliação".
Em setembro, estarão disponíveis os temas para acordo. Em
princípio, serão casos de aposentadoria rural e Loas (benefício
assistencial). Depois, entrarão auxílio-doença e aposentadoria
por invalidez.
Em todos os casos, os acordos só valem para os processos que
estão na segunda instância. São ações
que já foram julgadas uma vez (no juizado ou em uma vara previdenciária)
e nas quais houve recurso --ou do INSS ou do segurado. No ano que vem,
o sistema de conciliação será ampliado.
O coordenador do gabinete de conciliação do TRF 3, Antonio
Cedenho, disse que até o final do ano, com o novo sistema, deverão
ser feitas 10 mil propostas de conciliação para casos de
concessão de benefícios. "Atualmente, o gabinete faz a solicitação
dos processos ao tribunal e elabora uma proposta de conciliação.
Com os temas na internet, o segurado que tem a ação poderá
pedir o acordo para receber antes."
Entre janeiro e junho, de acordo com Cedenho, foram feitas 13 mil propostas
de conciliação para ações previdenciárias
--cerca de 60% delas acabaram em acordo.
"A tendência é que, com a opção do acordo
pela internet, aumente a porcentagem de conciliações. Isso
porque quem tem interesse de resolver logo o caso poderá pedir uma
proposta", disse Wladimir Rodrigues, assessor do gabinete de conciliações.
Atualmente, o gabinete de conciliação do TRF 3 está
propondo acordos para ações de 2004. Pela internet, poderão
ser feitos pedidos de acordo de casos mais recentes --até de 2008--
que estão na segunda instância da Justiça.
Como funciona
O gabinete de conciliação envia uma carta para o segurado
com a proposta preparada pelo procurador do INSS com o valor do acordo.
O segurado pode, se quiser, fazer uma contraproposta ao gabinete, que vai
encaminhá-la à Previdência. (Juca Guimarães
- Agora S.Paulo)
02.07 - Folha de Benefícios: Febraban defende modelo do INSS
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) acredita
que a atual maneira como é feita a administração da
folha de pagamento do INSS é muito bem-sucedida e não deveria
ser mudada. A entidade também nega que haja uma recomendação
para que os bancos não participem do leilão que o governo
prepara com o objetivo de selecionar as instituições financeiras
que farão o pagamento aos beneficiários da previdência
social.
"Consideramos que o modelo atual do serviço tem se comportado
à prova de críticas. É um sistema muito bom, de qualidade,
desenvolvido pelos bancos, o INSS e o Dataprev em conjunto. O resultado
é muito positivo", disse o diretor da Febraban, Iezio Ribeiro Sousa.
Hoje, afirma Sousa, quem faz a escolha de qual instituição
financeira prestará o benefício é o próprio
aposentado. "O beneficiário diz: 'Quero receber pelo banco tal,
que está a um ou dois quarteirões da minha casa'. O registro
é feito e o pagamento vai para a agência que o segurado indicou.
Ele tem um cartão para sacar e pode abrir uma conta corrente, que
pode ser naquele mesmo banco", afirma.
Sousa também afirma que não há uma recomendação
formal para que os bancos não participem do leilão. A entidade
soltou uma nota à imprensa ontem negando que tenha feito essa recomendação.
A Febraban, diz o texto, "sempre manifestou que a licitação
é uma prerrogativa do INSS e que caberia a cada instituição
decidir por si só a oportunidade de participar ou não da
licitação".
O Valor apurou que os grandes bancos não têm intenção
de participar do leilão. A maior divergência é que
o INSS quer que eles paguem por um serviço que há cerca de
dois anos as instituições financeiras recebiam para fazer.
Os INSS gastava cerca de R$ 250 milhões anuais até 2007.
Segundo a visão do governo, o relacionamento com os aposentados
seria um ativo a ser explorado pelos bancos, com a venda de serviços
e abertura de contas, semelhante ao que ocorre com as folhas de pagamento
de Estados e municípios. Por outro lado, as instituições
alegam que a maior parte dessa população está na faixa
de renda de até três salários mínimos, fora
do escopo dos grandes bancos. As instituições financeiras
também não concordam com muitos pontos do edital, como, por
exemplo, o leilão de lotes por divisão geográfica.
(Fernando Travaglini - Valor Online)
01.07 - STJ: Troca de benefício para aposentado que trabalha
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) divulgou ontem uma série
de decisões recentes do tribunal sobre questões previdenciárias.
Uma delas diz que o segurado que se aposentou com benefício
proporcional e continuou trabalhando e contribuindo para a Previdência
pode trocar de aposentadoria, sem ter de devolver o que já recebeu.
"A aposentadoria é um direito patrimonial disponível
[a pessoa pode abrir mão], e o interessado pode escolher o sistema
que melhor lhe assistir", afirmou o ministro Hamilton Carvalhido.
Em outra decisão, o STJ reconheceu o trabalho especial exercido
antes de 1995, sem a comprovação de laudo técnico,
que passou a ser obrigatório somente a partir daquele ano.
"A legislação anterior exigia a comprovação
da exposição a agentes nocivos, mas não limitava os
meios de prova. A lei posterior, exigindo laudo técnico, tem inegável
caráter restritivo ao exercício do direito, não podendo
ser aplicada a situações pretéritas [passadas]", segundo
o STJ.
Outras decisões também garantem ao trabalhador que comprovar
atividade rural se aposentar por idade, iniciando a contagem a partir dos
14 anos, sem precisar comprovar a contribuição para a Previdência
Social. (Carolina Rangel - Agora S.Paulo)
01.07 - INSS mais barato terá aposentadoria por invalidez
Os trabalhadores autônomos como camelôs, borracheiros,
costureiras e doceiras, com renda de até R$ 36 mil por ano (ou R$
3.000 por mês), poderão se inscrever, a partir de hoje, no
novo modelo de contribuição para o INSS --que dará
direito a dois tipos de aposentadoria: por invalidez e por idade.
Para ter direito à aposentadoria por invalidez, será
preciso ter pago, pelo menos, 12 contribuições e estar incapacitado
para o trabalho. Já para a aposentadoria por idade, é preciso
ter 60 anos (mulheres) e 65 (homens) e, no mínimo, 15 anos de contribuição.
Segundo o governo, cerca de 11,1 milhões de trabalhadores por
conta própria poderão formalizar a sua atividade profissional
e ficar em dia com o INSS ao se filiar ao novo sistema, chamado de MEI
(microempreendedor individual). Para se formalizar e passar a contribuir,
a taxa mensal será de R$ 52,15 a R$ 57,15.
A inscrição no novo modelo de contribuição,
de acordo com o Ministério da Previdência Social, será
feita em até meia hora, pela internet, e não terá
nenhum custo.
O trabalhador inscrito pode não precisar fazer a declaração
anual de ajuste do IR (Imposto de Renda), obrigatória para quem
abre uma empresa. Segundo a Receita Federal, o autônomo com renda
anual de até R$ 16.473 não terá que declarar o IR,
porque se enquadra na faixa de isento. No entanto, se o patrimônio
for superior a R$ 80 mil, ele terá que declarar o imposto.
Auxílio-doença
O autônomo terá direito também ao auxílio-doença
e, no caso das trabalhadoras, ao salário-maternidade. Os dependentes
terão direito à pensão e ao auxílio-reclusão.
Todos os benefícios terão o valor igual a um salário
mínimo --hoje, em R$ 465.
Quem aderir ao novo sistema de contribuição terá
que pagar a guia única, chamada de DAS (Documento de Arrecadação
do Simples Nacional), até o dia 20 de cada mês, no banco ou
nas casas lotéricas.
Para se inscrever, o autônomo terá que fazer um cadastro
pela internet, no site: www.portaldoempreendedor.gov.br. Segundo o governo,
o site estará no ar a partir de hoje, dia 1º de julho.
Pela internet, o trabalhador fará o cadastramento e vai receber
na hora o seu número na Junta Comercial, o seu CNPJ (Cadastro Nacional
da Pessoa Jurídica), sua inscrição no INSS e um alvará
provisório.
A Junta Comercial terá, então, um prazo de 60 dias para
validar a documentação. Em seguida, a prefeitura vai fornecer
o alvará definitivo.
Ao todo, são 170 categorias de trabalhadores que poderão
se cadastrar no MEI.
De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas), no Estado, são 3,4 milhões de
autônomos que podem entrar no MEI.
Tarifa da conta será de R$ 5
Os segurados que aderirem ao novo sistema de contribuição
poderão abrir conta no Banco do Brasil com tarifa mensal de R$ 5
e isenção da anuidade do cartão de crédito.
O cartão do BB terá limite de crédito de até
R$ 2.000 com taxa a partir de 2,09% ao mês.
Segundo o Ministério da Fazenda, serão criados dois fundos
garantidores, que funcionarão como uma espécie de avalista:
um para empréstimos no BNDES e outro para crédito no Banco
do Brasil.
O microempreendedor poderá fazer empréstimos de até
R$ 150 mil para capital de giro e de até R$ 500 mil para investimentos
por meio do fundo garantidor de crédito do Banco do Brasil. O novo
fundo, segundo o governo, deve começar a operar em menos de 30 dias.
Já a Caixa Econômica Federal deverá oferecer taxas
menores em empréstimos para micro e pequenas empresas. As taxas
anuais irão de 6% para 2,5%, mais TR (Taxa Referencial).
Para os profissionais liberais, a taxa anual cairá de 6% para
2,44%, mais TR. (Juca Guimarães e Carolina Rangel -
Agora S.Paulo)
30.06 - Começa programa para o empreendedor individual
Os empreendedores informais têm um jeito improvisado de encarar
o futuro. No cotidiano de muito deles, não há espaço
para planejar gravidez ou programar aposentadoria. E é complicado
se afastar do trabalho, mesmo diante de um problema mais sério de
saúde, a não ser que haja dinheiro guardado.
Mas a partir de agora, há uma oportunidade de mudar esse quadro
e receber benefícios previdenciários: a formalização
por meio do programa Empreendedor Individual, que entra em vigor nesta
quarta-feira, dia 1º de julho.
Criado pela Lei Complementar 128/08, que aprimorou a Lei Geral da Micro
e Pequena Empresa (LC 123/06), o Empreendedor Individual surgiu para facilitar
a formalização dos trabalhadores autônomos – cerca
de 11 milhões de profissionais em todo o País –, que atuam
na economia informal e faturam até R$ 36 mil por ano.
Poderão formalizar-se, tornando legalizado seu negócio,
empreendedores da indústria, comércio e serviço, como
manicures, cabeleireiros, pipoqueiros, vendedores de churros, de cachorro-quente,
camelôs, eletricistas, encanadores, borracheiros, costureiras, entre
outras 200 ocupações – exceto locação de mão-de-obra
e profissões regulamentadas por lei. Os interessados devem ter no
máximo um funcionário, com renda de até um salário
mínimo mensal (R$ 465).
Segundo o ministro da Previdência, José Pimentel, o Governo
Federal não pretende aumentar a arrecadação de impostos
com o Empreendedor Individual e, sim, fortalecer o empreendedorismo no
Brasil.
"O objetivo é formalizar, no primeiro ano, 10% dos trabalhadores
informais. Essas pessoas querem crescer, ter crédito barato, local
certo para trabalhar. Além disso, poderão contar com os benefícios
da Previdência, como aposentadoria e auxílio-maternidade",
disse.
Internet – A formalização será feita exclusivamente
pelo Portal do Empreendedor, no site www.portaldoempreendedor.gov.br, e
em cerca de 30 minutos.
Ao aderir ao programa, o empreendedor individual passa a integrar o
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), passando a ter acesso
a conta bancária de pessoa jurídica, linhas de crédito
específicas para as empresas e a participar de licitações
públicas, além de outros benefícios.
O novo regime tem carga tributária reduzida: 11% do salário
mínimo para a Previdência Social (R$ 51,15), R$ 1 de Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Prestação
de Serviços (ICMS), se a atividade for comércio ou indústria,
e R$ 5 de Imposto Sobre Serviços (ISS), no caso de prestação
de serviço.
Havendo a contratação de um empregado, o empresário
deverá reter ainda 8% do salário pago e recolher mais 3%
de INSS do trabalhador. Em contrapartida, o empreendedor tem uma série
de benefícios. O carro-chefe é o previdenciário, com
oito tipos de cobertura. Para todos eles, o valor do benefício é
de um salário mínimo (R$ 465).
O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, explica que a instituição
colocará toda sua estrutura à disposição dos
profissionais interessados na formalização.
"Estamos preparando nossos consultores para visitar os lugares com
maior concentração de empreendedores, para levar informações,
explicar as vantagens da formalização e oferecer assistência
técnica. Não vamos ficar esperando o empreendedor; nosso
atendimento será presencial", ressaltou Okamotto, acrescentando
que os profissionais autônomos só buscarão a formalização
se tiverem a convicção de que vão melhorar de vida.
Quatro tipos de aposentadoria
Um dos benefícios é o salário-maternidade, que
dá direito a um salário mínimo durante quatro meses
de licença do trabalho. Mas antes de usufruir desse benefício,
é preciso já ter contribuído com a Previdência
por dez meses. Uma segunda modalidade é o auxílio-doença,
cujo prazo de contribuição mínimo é de 12 meses.
Para aposentadoria, há quatro tipos. Se o empreendedor escolher
se aposentar por idade, deve contribuir por pelo menos 15 anos. Mas quem
começa a contribuir aos 30 anos não pode se aposentar aos
45. Nesse caso, só é possível parar aos 65 anos, se
for homem, e 60, se mulher. Para o empreendedor do meio rural, as idades
são de 60 e 55 anos, respectivamente.
Outra forma de se aposentar é por tempo de contribuição.
Neste caso, o empreendedor se aposenta após 35 anos de contribuição
(homem), ou 30 anos (mulher). Mas o recolhimento aumenta para 20% do salário
mínimo, (hoje, R$ 93). Esta modalidade é interessante, sobretudo,
para os mais jovens. Quem começa a contribuir aos 25 anos de idade,
pode se aposentar aos 60 (homens) e 55 (mulheres).
É possível também migrar de uma modalidade de
aposentadoria para outra. Um empreendedor que optou inicialmente pela aposentadoria
por idade, pagando os 11% do salário mínimo e, depois de
dez anos, decidir se aposentar por tempo de contribuição,
passará a pagar 20% do mínimo e terá de recolher a
diferença (dos 11% para 20%) relativa aos dez anos já pagos,
com juros e correção monetária.
Iniciativa – A manicure Marlene Bezerra, de 48 anos, disse que a ideia
de se tornar uma empreendedora individual é bastante interessante:
"Vou me formalizar, sim. Trabalho por conta própria há
mais de dez anos. Por não ser formalizada e não pagar a Previdência,
não tenho direito a nenhum benefício. Quando fico doente
ou não posso trabalhar, como no ano passado, quando fiquei parada
por três meses, fico sem renda. Com essa regularização
terei direito a auxílio-doença". (O Flumense)
30.06 - Cartas para quem pode se aposentar por idade
O Ministério da Previdência Social começou a enviar
correspondência aos trabalhadores que completam no mês que
vem as condições para se aposentar por idade. No caso das
mulheres, é preciso completar 60 anos e os homens 65 anos, além
de ter um tempo mínimo de contribuição previdenciária.
O aviso será enviado no mês anterior ao aniversário
do segurado. Depois de receber a carta, o segurado deve esperar seu aniversário
e então agendar seu atendimento na agência do INSS, o que
pode ser feito pelo telefone 135. Para os filiados ao INSS após
julho de 1991, é preciso ter, ao menos, 15 anos de recolhimento.
De acordo com o INSS, o segurado que acreditar que tem direito ao benefício
por idade e não receber a carta deve agendar seu atendimento normalmente
em uma agência do INSS. (Teresópolis Jornal)
30.06 - Aposentados dispensam o pijama e seguem ativos
Francisco Alves de Souza, 74 anos e Elita Barbosa, 68. Um casal de
idosos que faz questão de trabalhar mesmo depois de aposentado.
Ex-funcionário da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande
do Norte (Caern), Francisco tem, hoje, uma concessão de táxi.
Ele conta com a ajuda de um motorista, mas também exerce a atividade.
Dona Elita, que era enfermeira, montou uma lojinha de importados no Bairro
Nordeste, onde emprega uma nora e um de seus quatro filhos. Os dois falam
que a atitude vem da necessidade de se manter ativo.
Essa é a realidade de cerca de seis milhões de brasileiros
- segundo dados de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) - que ainda trabalham depois dos 60 anos de idade. No RN, eles representavam
84 mil trabalhadores em 2007. Desses, quatro mil mantinham duas atividades.
Segundo o IBGE, o fato de o idoso continuar trabalhando significa que ele
tem uma participação ativa na sociedade e minimiza o isolamento
e a discriminação contra os mais velhos.
Elita diz que antes da aposentadoria ela já não aguentava
ficar parada. "Eu mantinha dois empregos em hospitais diferentes, um privado
e outro público. Hoje eu também tenho duas atividades porque,
além da lojinha, cuido da minha mãe de 104 anos". Seu marido
destaca a necessidade de uma melhor remuneração para eles.
"A gente tem que trabalhar se quiser uma qualidade de vida melhor porque
o dinheiro da aposentadoria é pouco e vai diminuindo com o tempo".
Para a ex-enfermeira, o trabalho é uma forma de terapia. A aposentada
conta que a família reclama, mas que ela está no trabalho
porque gosta. "Meus filhos dizem que preciso de repouso e que não
tenho a necessidade de trabalhar, mas não suporto ficar em casa.
Se não fosse a loja eu seria, sem dúvidas, uma pessoa menos
saudável e envelhecida, porque conheço muita gente que parou
depois da aposentadoria e vive com problemas".
Efábio de Lima, 63, também está aposentado e administra
uma empresa de engenharia que abriu para os três filhos engenheiros,
motivo de orgulho para o pai. "Eu gosto muito de trabalhar porque além
de fugir do ócio, posso ajudar meus filhos trasmitindo meus conhecimentos
a eles". Ele conta que já tem 40 anos de profissão e desempenhou
diversas atividades no ramo, como construção de estradas,
adultoras, hospitais, hotéis na Via Costeira e urbanização
de Ponta Negra e Areia Preta. Hoje, recebe aposentadoria mas insiste em
trabalhar na sua empresa em Petrópolis.
Benefícios
De acordo com a médica geriatra Ana Lúcia Nelo Vilarim,
existem dois motivos que levam um aposentado a trabalhar. "Geralmente eles
não querem ficar na ociosidade ou continuam o exercício para
manter um padrão financeiro, pois, com a aposentadoria, eles acabam
tendo uma perda salarial, já que deixam de ganhar gratificações".
A médica diz que o trabalho na terceira idade é bom porque
a pessoa se sente útil e valorizada. "Os idosos apresentam problemas
provenientes da idade avançada, como depressão e mudanças
de humor, mas o trabalho proporciona uma atividade físico-mental
que melhora muito a saúde".
Para as pessoas que querem continuar na atividade profissional mesmo
depois de aposentadas, a geriatra dá algumas dicas. "Acima de 60
anos não é aconselhável se trabalhar no período
da noite, com plantões, nem em locais de altura, com atividades
que exijam equilíbrio. No mercado, os idosos vão se deparar
com pessoas mais jovens e mais preparadas, por isso é importante
que eles façam cursos de reciclagem, para se manterem sempre atualizados,
pois o contato frequente dos jovens com novas tecnologias pode causar um
atrito". (Sílvia Miranda - Diário de Natal Online)
30.06 - Renda de idoso é essencial para o lar
Quatro em cada cinco pessoas da terceira idade são os principais
responsáveis pelo sustento da casa onde moram, principalmente nas
classes mais baixas, em que a aposentadoria tem maior peso na renda familiar.
Essa é uma das conclusões do estudo Longevidade Brasil,
coordenado pelo cientista social José Carlos Libânio, que
entrevistou 2 mil pessoas das classes A, B e C nas regiões Sul,
Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A pesquisa mostrou que na classe C 82%
dos idosos ajudam a manter o lar.
– Para os mais pobres, a aposentadoria representa uma renda segura
e constante, o que antes podia não ocorrer porque o trabalho era
informal – afirma Libânio.
A pesquisa mostra que, para os idosos, as piores preocupações
na velhice são: doenças (53%), ser desrespeitado (20%) e
a solidão (15%). Para 80% dos entrevistados, o idoso não
é respeitado no Brasil, especialmente as mulheres. (clicRBS)
30.06 - Companheiros homoafetivos têm direito a benefícios
O companheiro ou a companheira homossexual de segurado inscrito na
Previdência Social têm direito aos mesmos benefícios
previdenciários devidos aos demais dependentes preferenciais, como
a pensão por morte e o auxílio-reclusão. Para requerer
o benefício, não é preciso comprovar a dependência
econômica. A comprovação da vida em comum já
é o suficiente para que os parceiros de uma relação
homoafetiva integrem o rol dos dependentes preferenciais, como o cônjuge,
companheira(o) e o filho não emancipado, menor de 21 anos ou inválido.
Em 2000, foi concedida uma liminar pela juíza Simone Barbisan
Forte, da 3ª Vara Previdenciária da Justiça Federal
no Rio Grande do Sul, reconhecendo a viabilidade na concessão da
pensão por morte aos parceiros homossexuais. Essa decisão
permanece válida até hoje, conforme a decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF). O pensão por morte é o benefício
pago aos familiares do trabalhador quando ele morre. Para concessão
de pensão por morte, não há tempo mínimo de
contribuição, mas é necessário que o óbito
tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha qualidade de segurado, ou seja,
enquanto estivesse contribuindo para a Previdência. No auxílio-reclusão,
os dependentes do segurado que for preso por qualquer motivo têm
direito a receber o benefício durante todo o período da reclusão.
O benefício será pago se o trabalhador não estiver
recebendo salário da empresa, auxílio-doença, aposentadoria
ou abono de permanência em serviço. Não há tempo
mínimo de contribuição para que a família do
segurado tenha direito ao benefício, mas o trabalhador precisa ser
segurado.
As informações e orientações divulgadas
acima são de exclusiva responsabilidade da Assessoria de Comunicação
Social do INSS – São Paulo. Dúvidas ou reclamações
podem ser encaminhadas ao órgão, por meio do telefone gratuito
135, ou ainda, do e-mail: ouvidoria@previdencia.gov.br (Correio
Popular)
29.06 - Centrais sindicais defendem fim do fator
Em reunião realizada na quarta-feira, em São Paulo (SP),
as centrais sindicais reiteraram o apoio ao Projeto de Lei (PL) 3.229/2008,
de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue o fator previdenciário.
O projeto já foi aprovado pelo Senado Federal e está em tramitação
na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara
dos Deputados.
Em relação ao Projeto de Lei 1/2007, do Executivo, que
institucionaliza a valorização do salário mínimo,
as centrais também chegaram a um consenso favorável à
proposta, que está pronta para ser apreciada pelo plenário
da Câmara. O reajuste, após aprovação de emenda
parlamentar, levará em conta a inflação do ano imediatamente
anterior mais o resultado do PIB com defasagem de apenas um ano. A proposta
também estende às aposentadorias o mesmo critério
de reajuste aplicado ao salário mínimo.
Posição da ANFIP – Assim como as centrais, a ANFIP defende,
no Congresso Nacional, o fim do fator previdenciário, demonstrando,
inclusive, por meio de estudos e dados desenvolvidos pela entidade, que
o suposto déficit alegado para justificar a criação
do fator previdenciário, em 1999, não existia na época
e não existe hoje. (Anfip)
29.06 - INSS pagará atrasados desde o pedido
O INSS terá de pagar os atrasados da concessão do benefício
com correção monetária desde a data do agendamento
feito pelo telefone ou pelo site www.previdencia.gov.br, mesmo se a demora
na análise do pedido for por culpa do segurado.
Essa é uma das regras que, até o final do ano, vão
valer para todas as 1.110 agências da Previdência no país.
O governo criou uma comissão especial, com procuradores e servidores,
para alterar as regras adotadas na análise dos pedidos administrativos.
A ideia é incluir os entendimentos jurídicos que são
aceitos pela AGU (Advocacia Geral da União) no sistema normativo
do INSS.
Nas agências, por exemplo, a contagem para o pagamento dos atrasados
leva em conta a data em que o segurado completou todas as exigências
de documentação.
Entretanto, para a AGU, mesmo se o segurado não apresentou toda
a documentação no mesmo dia, o pagamento dos atrasados com
correção monetária começa a contar desde a
data da ligação para o pedido de benefício.
"Se a norma administrativa estiver alinhada ao entendimento da AGU,
não terá porque o segurado entrar na Justiça. A própria
agência vai reconhecer rapidamente o direito dele", diz Elvis Gallera
Garcia, coordenador-geral de Matéria de Benefícios da Procuradoria
do INSS.
A primeira reunião da comissão está prevista para
o início de julho e, em seguida, serão feitas as primeiras
mudanças nas normas. A comissão espera concluir todas as
adaptações até dezembro.
Atualmente, a Justiça recebe até 200 mil ações
contra o INSS por mês. Com as medidas, o governo espera reduzir esse
volume de novas ações para, no máximo, 180 mil.
Além da mudança na regra do pagamento dos atrasados,
a comissão também vai propor a concessão de benefício
por incapacidade para quem perdeu a qualidade de segurado, mas que ficou
doente quando ainda estavam dentro da cobertura do INSS.
"Os procuradores do INSS também vão ajudar a tirar dúvidas
dos servidores sobre orientações jurídicas. Se for
preciso, haverá cursos e apostilas específicos. Tudo isso
para evitar que o benefício seja negado indevidamente", disse Garcia.
(Juca Guimarães - Agora S.Paulo)
29.06 - Servidores: Sindicato busca apoio de senador para PEC 36
Diretores do Unafisco e da Fenafisp (Federação Nacional
dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), além de Auditores-Fiscais
de Brasília, reuniram-se na última quarta-feira com o senador
Paulo Paim (PT/RS), a quem foram pedir apoio para a aprovação
da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 36/08, de autoria do próprio
senador petista. A PEC restabelece a paridade para as pensões derivadas
das aposentadorias de servidores que já estavam aposentados ou que
adquiriram o direito à aposentadoria até 31/12/2003, data
em que foi promulgada a EC (Emenda Constitucional) 41/03. (Unafisco)