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30.04 - Queixa contra saúde mais cara
Entidade de defesa do consumidor considera reajuste de 6,76% para planos individuais abusivo e questiona a fórmula de cálculo
O aumento de 6,76% para os planos de saúde individuais e familiares, autorizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), é considerado abusivo por entidades de defesa do consumidor. Daniela Trettel, advogada do Idec, destaca que o reajuste supera o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou 2008 em 5,9%. “O mais grave é que esse aumento vem se acumulando nos últimos anos. Isso faz com que a capacidade de pagamento dos consumidores não alcance os reajustes”, queixa-se Daniela.
Segundo ela, o método de cálculo da ANS não é claro: “Não há garantias de que os custos são aqueles. Os clientes ficam rendidos. Há outros  alores que deveriam ser considerados, como custos que variam de região para região”. Para Daniela, existem outros métodos, mais justos, adotados por agências reguladoras de outros setores. “Falta à ANS ter um debate mais transparente com os consumidores, não só no que diz respeito aos contratos individuais, mas também aos coletivos, que não deveriam ser desregulamentados como são”.
O reajuste vale para planos contratados a partir de janeiro de 1999. Segundo a ANS, o índice foi definido com base na variação relativa à maior oferta e utilização de procedimentos incluídos em 2008 no rol de cobertura. O reajuste começa a vigorar na sexta-feira e será aplicado ao longo de 12 meses, de acordo com a data de aniversário do contrato.
Interessada na portabilidade da carência, a médica Maria Cristina Joia, 46 anos, admite trocar de operadora. Ela gasta R$ 590 por mês com planos para ela, o marido e o filho: “É muito dinheiro. Agora, as operadoras vão ter que repensar esse aumento. Quem cobrar muito vai perder cliente”.  (O Dia Online)

30.04 - Gripe: Prudência sim, pânico, não
Uma enxurrada de informações invadiu a mídia por conta de casos de um novo tipo de gripe que vem acometendo indivíduos em sete países, sobretudo México e EUA, e que já causou algumas dezenas de óbitos. O assunto é complexo, e nesta hora é prudente manter a calma. O fim dos tempos não chegou, mas ainda não é possível dizer qual a dimensão que a epidemia de Influenza suína terá em nível mundial, nem mesmo se chegará, de fato, ao Brasil. É importante lembrar que desde 1968 não houve vírus de doença respiratória com força suficiente para causar uma pandemia global, dizimando milhões de vidas. Isto se deve ao fato de que os países se prepararam, aperfeiçoando mecanismos de vigilância e controle de doenças. E a medicina avançou de forma significativa nesses 40 anos, com o advento de novas tecnologias, tratamentos, remédios e vacinas. Na última década, dois tipos de vírus respiratórios chegaram a representar uma ameaça, não concretizada, de epidemia capaz de atingir todo o planeta: o da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e o da gripe aviária. Agora, uma mutação do vírus A/H1N1, encontrado em porcos, está sendo capaz de se disseminar entre humanos, acendendo novamente o alerta. Inúmeras questões têm sido colocadas, entre as quais como diferenciar a gripe comum da suína. O principal critério, neste momento, é o epidemiológico. Se alguém tiver febre alta, cefaleia, dores no corpo, tosse e coriza, mas não for procedente de países onde há casos confirmados de A/H1N1, é improvável que esteja com gripe suína. De qualquer maneira, na dúvida, é recomendável que a pessoa procure um serviço de saúde para orientação. Não, de maneira nenhuma é possível contrair esse tipo de gripe comendo carne de porco. Uma vez aquecido a 70º C, o alimento tem o vírus completamente destruído, não havendo risco à saúde. As feijoadas não precisam ser sacrificadas. Também não se deve, absolutamente, tomar medicamentos antivirais para prevenir a gripe suína. Este procedimento, além de inadequado, também pode levar à resistência do vírus. A vacina contra a gripe, aplicada gratuitamente em idosos pela rede pública, não é eficaz contra o novo vírus, mas é importante que as pessoas com 60 anos ou mais compareçam aos postos de saúde para receber uma dose até o dia 8 de maio, protegendo-se contra os tipos mais comuns de gripe e evitando complicações respiratórias como pneumonias. No Brasil, não há casos confirmados de gripe suína nem evidências de que o vírus esteja circulando. Mas as autoridades federais e estaduais estão alertas e intensificaram a vigilância. O objetivo desse tipo de medida é identificar possíveis casos de gripe suína e encaminhar os pacientes com quadros respiratórios agudos aos hospitais de referência, aqueles com perfil especializado e leitos de isolamento para pacientes com doenças infecto-contagiosas, como os hospitais das Clínicas e Emílio Ribas, em São Paulo. Além disso, haverá monitoramento constante dos tipos de gripe que estejam ocorrendo no país, por intermédio das unidades-sentinela, que irão coletar regularmente amostras de secreções nasais e de garganta de pessoas com quadros gripais para isolamento dos vírus, e dos laboratórios de saúde pública de referência nacional, como o Instituto Adolfo Lutz. Como já ressaltaram as autoridades sanitárias nacionais, não há motivo para pânico. Prudentemente, é recomendável adiar viagens para países com surtos de gripe suína e manter-se informado sobre a evolução da doença no mundo. Fora isso, vida normal.     (DAVID UIP - Folha de S.Paulo)

30.04 - Derrame: Mulheres ficam mais incapacitadas
As mulheres sofrem o primeiro derrame mais velhas do que os homens e têm um risco maior do que eles de ter um AVC ao longo da vida. Não há diferenças entre os tipos ou a severidade dos eventos entre os gêneros. No entanto, elas costumam ficar mais incapacitadas. Os dados são de um estudo publicado na revista "Stroke".  (Folha de S.Paulo)

30.04 - Mamografia aos 40: Lei não deverá vigorar
Inca diz que houve equívoco na interpretação do texto e que nada muda na indicação
Só as mulheres entre 50 e 69 anos, faixa etária em que o câncer de mama é mais incidente, continuam com o direito garantido ao exame 
Festejada em todo o país pelas entidades pró-mama, a lei que entra em vigor a partir de hoje e que assegura a mamografia (exame que detecta o câncer de mama, o que mais mata as brasileiras) a todas as mulheres a partir de 40 anos poderá não ser cumprida. O Inca (Instituto Nacional de Câncer) alega que houve um erro de interpretação do texto da nova lei federal e que nada mudará quanto à indicação da mamografia no SUS. A lei não precisa de regulamentação. 
As mulheres entre 50 e 69 anos -faixa etária em que o câncer tem mais incidência- continuam com o direito garantido ao exame, a cada dois anos. Na faixa dos 40 anos, elas são orientadas a fazer o exame clínico anual e, segundo o Inca, a mamografia só deve ser feita quando há indicação médica (histórico familiar de câncer). A mesma política é seguida em países da Europa. Nos EUA, o exame é recomendado a partir dos 40 anos. A indicação da mamografia para mulheres jovens é controversa porque a incidência do câncer tende a ser menor -80 casos por 100 mil mulheres contra 120 casos por 100 mil por volta dos 50 anos. Se a lei fosse cumprida à risca, o SUS teria de absorver ao menos 9 milhões de mulheres na faixa dos 40 anos. Elas deveriam se somar a outras 10,3 milhões acima dos 50 anos-que já têm o direito, mas ainda enfrentam falhas no sistema para terem acesso ao exame.
A despeito da polêmica, a Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) organizou para hoje a distribuição de rosas e bexigas cor-de-rosa em várias capitais alertando as mulheres para o fato de que a mamografia aos 40 agora é lei. "O texto deu margem a interpretações distintas e, se precisar ser mudado, vamos estudar isso. Toda brasileira, de qualquer idade, já tem garantido o acesso à mamografia no SUS, desde que tenha orientação médica", afirma Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Inca. Segundo ele, pesquisas mostram que o rastreamento populacional em mulheres de 40 a 49 anos não evidenciou redução significativa de mortalidade. Também indicaram efeitos adversos, como excesso de diagnóstico e tratamentos desnecessários em mulheres saudáveis nessa faixa etária. A mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama, discorda. Ela diz que há estudos que mostram que fazer o rastreamento entre os 40 e os 49 anos diminui a mortalidade em 20%. 
"A mulher tem que ir atrás do seu exame, é um direito dela." Para Caleffi, há um benefício no rastreamento. "O diagnóstico precoce é a única forma de trazer impacto na sobrevida." "Focar a discussão no rastreamento aos 40 anos é um desserviço. Não há evidências científicas que justifiquem essa ampliação", rebate Santini. O Ministério da Saúde anunciou ontem investimentos na ordem de R$ 94 milhões para aumentar o número de exames de colo do útero (em 6,6% ao ano) e de mamografia (24,6% ao ano) no SUS. 
Além disso, entrará em funcionamento em junho um banco de dados (Sismama) que vai monitorar o alcance de metas contra o câncer de mama. Reunirá dados como o nome e a idade da mulher, o tempo de espera e o estágio do tumor.   (CLÁUDIA COLLUCCI, colaborou GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

29.04 - Desnutrição hospitalar em 30% dos internados
Pelo menos 30% dos pacientes internados nos hospitais do país sofrem com desnutrição hospitalar. De acordo com o diretor do Ganep Nutrição Humana e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Dan L. Waitzberg, o número pode chegar a 70% dependendo da região do país. A desnutrição hospitalar pode ser causada por uma série de fatores, desde a má alimentação antes de o paciente ser hospitalizado, até a desnutrição decorrente da doença ou adquirida no próprio ambiente hospitalar.
"A desnutrição hospitalar tem graves consequências para a evolução clínica e mortalidade dos doentes internados. A taxa de complicações em pacientes desnutridos é de 50% a mais do que em pacientes não desnutridos e a mortalidade é duas vezes maior", diz Waitzberg. Segundo o especialista, pacientes com doenças no sistema digestivo (principalmente no esôfago, estômago e duodeno) têm maior risco de desnutrição. Além disso, idade superior a 65 anos, diagnóstico ou suspeita de câncer ou de infecção são fatores que contribuem para o maior risco nutricional no doente hospitalizado.
Para reduzir o problema, o paciente deve ser tratado por uma equipe adequada de terapia nutricional, que conta com médicos, nutricionistas, enfermeiros e farmacêuticos atuando em conjunto. "A terapia requer uma equipe treinada, especializada e capaz de indicar a melhor forma de tratamento nutricional para cada doente hospitalizado. A terapia reduz o tempo do paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o tempo total de internação. O custo aparentemente maior de manter uma equipe adequada se dilui na medida em que os doentes têm alta mais precoce, consomem menos antibióticos e ficam menos tempo na UTI", afirma o professor.
Tipos de terapia nutricional
Segundo Waitzberg, existem dois tipos de terapia nutricional. Na nutrição enteral, os suplementos orais especiais são administrados por meio de sondas introduzidas no estômago ou no intestino delgado do paciente. Já na terapia parenteral, a nutrição é administrada por meio de acesso venoso central ou periférico. A equipe de especialistas responsáveis pela terapia nutricional é a responsável por determinar qual a forma de nutrição mais adequada para cada paciente.
Assistência no SUS
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2008 foram realizados mais de 1 milhão de procedimentos em Terapia Nutricional no Sistema Único de Saúde (SUS). Para melhorar o atendimento nesse tratamento, uma portaria publicada pelo ministério na última semana define novos critérios para hospitais que oferecem terapia nutricional. Segundo Waitzberg, o Brasil está entre os poucos países do mundo que conta com uma legislação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) amparando o uso de terapia nutricional de forma adequada.
A partir do documento, serão habilitados 211 hospitais em 12 estados do país, que funcionarão como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional ou Centros de Referência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional. Outros 598 hospitais, que ainda não preenchem os critérios estabelecidos pelo ministério, podem continuar o atendimento aos pacientes e terão um prazo de 12 meses para se adequarem.
Com as novas regras, os Centros de Referência passam a manipular e fabricar as dietas enterais e parenterais. Nas Unidades de Assistência, passa a ser facultativa a aplicação da dieta, podendo-se optar por terceirizar essa atividade. Todos os hospitais também deverão ter UTI, hemoterapia disponível 24 horas, laboratório de análises clínicas e equipamento de radiologia.
Para a realização da terapia enteral, passa a ser exigido das unidades de saúde a presença de uma equipe multiprofissional composta por médico, enfermeiro, nutricionista, entre outros profissionais de saúde. No caso da parenteral, o coordenador clínico deve ter título em Terapia Nutricional. (G1)

29.04 - Desafios da longevidade
Em artigo, o consultor Renato Bernhoeft relata os desafios da longetividade e suas consequencias
O aumento dos índices de longevidade poderá representar para a sociedade moderna o mesmo impacto que tiveram o avanço tecnológico, a pílula anticoncepcional, o viagra, o controle da natalidade, a descrença nas instituições, o fortalecimento do individualismo e o acesso das mulheres às posições de poder. Ou seja, representa mais um dos desafios a serem administrados pelo ser humano.
Com base nesta constatação convido o leitor para um processo reflexivo sobre os possíveis impactos em diferentes atividades e papeis que desempenhamos na vida.
Comecemos com os empresários que fundaram seus negócios e constatam hoje que estão frente a três grandes desafios: suas empresas tornaram-se maiores que seus sonhos ou ambições, além de um significativo aumento na complexidade da sua  administração; as probabilidades de prolongar sua vida com qualidade se ampliaram e  paralelamente  seus herdeiros   tornaram-se adultos e anseiam pelo momento da sucessão como forma de dar continuidade às realizações de um pai empreendedor.
Outro grupo que já sente este impacto são os executivos de média e alta gerência. Entregaram suas vidas e carreiras às empresas a ponto de adotarem o nome da mesma como parte do seu. O Luis da Petrobrás. O Pedro da Varig. O Carlos da Globo...
Repentinamente estão descobrindo, sem nenhum preparo para uma aposentadoria cada vez mais precoce, que não possuem uma identidade própria. Além disto, todo prestígio que imaginavam seu lhe foi "emprestado" pela empresa durante algum tempo. Não fizeram a distinção entre o fato de SER e ESTAR. A vida está se alongando, mas as carreiras convencionais estão se tornando cada vez mais curtas.
E falemos também dos casais e famílias, que deverão se deparar com novos desafios nas diferentes relações que compõe este agrupamento complexo. Já é possível sentir que os papeis e seus vínculos estão se transformando rapidamente. Com a longevidade estes relacionamentos deverão ser re-inventados constantemente.
Com base nestas constatações, que evidentemente não esgotam o tema, pensemos sobre algumas ações práticas que possam atenuar o impacto das mudanças e torná-las positivas.
Para o empresário é importante compreender que a continuidade do seu legado vai depender, e muito, da sua capacidade de desvincular-se do mesmo, permitindo espaço para que a nova geração realize suas conquistas. E isto ocorrerá de forma mais suave caso o fundador encontre um projeto de vida que o mantenha com poder e motivação pela vida. O legado para os herdeiros não é apenas material. Ele inclui uma história de conquistas que contém bônus e ônus. Afinal, ser filho de um pai brilhante não é um desafio fácil de ser encarado.
O executivo deve estar atento aos vários papeis que vive, além do profissional. Procure desenvolver-se também nas perspectivas conjugal, familiar, educacional, individual e como cidadão. Mas, acima de tudo, crie "identidades" alternativas para não depender, exclusivamente, do prestígio organizacional. Existe vida além das empresas. Cuidado para não se tornar um executivo de sucesso e um pai ou companheiro fracassado.
Para os casais e famílias surgem grandes oportunidades na medida em que uma revisão dos papeis convencionais cria oportunidades de maior diálogo sobre as diferentes etapas da vida de cada um. Discutir a relação será cada vez mais útil e importante. Principalmente se isto puder ser feito livre dos preconceitos tradicionais. Transforme os desafios em oportunidades. Com certeza vai valer à pena.    (Renato Bernhoeft - Saúde Business Web)

29.04 - Senado: Indecência vitalícia
Pode-se apostar que isso não existe em nenhum outro país do mundo, seja de que continente for e qualquer que seja o regime político vigente: depois de exercer por apenas seis meses o mandato de senador, o político, seja ele titular ou suplente, tem garantido, para ele e para seus familiares, um plano de saúde vitalício, custeado pelo dinheiro dos contribuintes. O benefício contempla 81 senadores e 310 ex-senadores, além de não se sabe quantos familiares e pensionistas, e custa cerca de R$ 17 milhões por ano. E é de registrar que o escandaloso abuso já foi maior, pois antes de 1995 bastava o suplente ter exercido o mandato por um único dia para ter direito ao seguro-saúde vitalício.
Lembremos que os ilustres senadores da República já auferem benefícios cujo valor monetário multiplica em algumas vezes seus vencimentos. Para um salário de R$ 16.512,09 recebem um somatório de "penduricalhos" que engordam seus ganhos para valores entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil. Nisso os senadores superam os deputados federais, cujos benefícios engrossam seus ganhos, "apenas", de R$ 48 mil a R$ 62 mil por mês. Mas quanto aos outros privilégios há uma perfeita isonomia entre os representantes do povo nas duas Casas Legislativas federais. Por exemplo, eles desfrutam de uma vantagem sem paralelo em qualquer outra atividade pública, embolsando 15 salários anuais. E as respectivas verbas indenizatórias também são iguais, a saber, R$ 15 mil per capita, por mês.
Os brasileiros assistem, diariamente, ao espetáculo desolador da saúde pública, com doentes despejados nos corredores dos hospitais por falta de leitos e de atendimento especializado, demoras insuportáveis na marcação de exames, instalações precárias, falta de medicamentos e de higiene, crianças e idosos que morrem nas filas de espera por não receberem cuidados em emergências e mais um sem-número de ocorrências que comprovam as deficiências crônicas do sistema de saúde pública. Os que podem arcam com os planos de saúde privados - embora contribuam para o custeio da assistência médica universal. É isso que torna ainda mais revoltante o seguro vitalício para os parlamentares, ex-parlamentares e suas "sagradas famílias", para usar a piedosa expressão usada pelo deputado Inocêncio de Oliveira.
Na concessão da maior parte dos privilégios, como já dissemos, há isonomia entre deputados e senadores. Mas quando se passa do abuso oficializado para as maracutaias - termo que parece ter perdido a conotação pejorativa de delito, depois que o PT chegou ao poder - parece haver uma verdadeira disputa para mostrar quem é capaz de perpetrar a maior indecência contra os recursos provenientes dos escorchados contribuintes. No bojo da farra das passagens aéreas, por exemplo, deputados federais têm "clonado" os relatórios de seus colegas para justificar gastos em missões oficiais no exterior. Apresentam textos exatamente iguais, não se dando nem ao trabalho de explicitar uma ou outra despesa diferente, mesmo que uma missão não tenha relação com a outra. E tem mais: o deputado Eugenio Rabelo (PP-CE) comprou, com recursos da Câmara, 77 passagens para o Ceará Sporting Club, em 2007, época em que ele presidia o time cearense de futebol. Ele gastou, da cota de passagens aéreas, pelo menos R$ 31,2 mil com seu time. E, a valer a palavra do presidente da Câmara, deputado Michel Temer, pode dormir tranquilo - está anistiado das consequências de qualquer malfeito praticado no passado.
É verdade que deputados que resistiam às restrições ao uso de passagens aéreas, propostas pelo presidente da Casa, na semana passada - depois de idas e vindas -, começam a recuar e até a mobilizar-se pela mudança. Certamente já temem os efeitos eleitorais, em suas bases, da "farra das passagens".
Mas talvez o que os motive mais, nesse recuo - que não pode ser confundido com uma "retomada ética" -, seja a máxima política registrada pelo escritor italiano Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, em seu famoso Il Gattopardo: em determinadas circunstâncias, as coisas precisam mudar para continuar exatamente como são. Afinal, o tipo de mudança que se propõe está longe, bem longe, daquilo que a sociedade brasileira deseja, para que se preservem os valores maiores das instituições democráticas.  (O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

28.04 - O SUS e o direito da coletividade
Estamos certos de que o STF decidirá de modo ponderado e equilibrado. Pois o que está em jogo é a manutenção dos pilares conceituais do SUS
Nesta semana, o Brasil galga importante degrau rumo ao aperfeiçoamento de sua democracia. O STF (Supremo Tribunal Federal) promove, em audiência pública, o encontro de conhecimentos e responsabilidades, de diferentes posições, a respeito dos diversos aspectos que estruturam o SUS (Sistema Único de Saúde), dimensionam a sua abrangência e qualificam a sua gestão.
Os debates reúnem representantes dos setores diretamente envolvidos com a saúde pública brasileira. Com eles, a mais alta corte do país busca subsídios para definir como as demais instâncias do Judiciário devem se posicionar diante de uma avalanche de ações judiciais que pressionam o SUS a fornecer medicamentos e os mais variados tratamentos.
A discussão desse tema está diretamente relacionada à constitucionalização dos direitos individuais e sociais, uma vitória da democracia brasileira que precisamos garantir. Nosso sistema público de saúde tem a atribuição constitucional de oferecer a todos os brasileiros o acesso à saúde segundo um ideal de justiça social, baseado na universalidade, integralidade, resolubilidade e acessibilidade.
Único acesso aos serviços de saúde para 140 milhões de brasileiros (70% da população), o SUS tem uma produção anual de 2,3 bilhões de atendimentos ambulatoriais, 16 mil transplantes, 215 mil cirurgias cardíacas, 11,3 milhões de internações e 9 milhões de procedimentos de rádio e quimioterapia.
Na assistência farmacêutica, de 2002 até o ano passado, o orçamento do Ministério da Saúde quase triplicou, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,4 bilhões. São oferecidos medicamentos para a atenção básica e programas estratégicos, nos quais estão incluídas doenças endêmicas e negligenciadas, como tuberculose, hanseníase, malária e Chagas, entre outras, e ainda medicamentos para doenças raras e de baixa prevalência que apresentam alto custo de tratamento, como hepatite C, doença de Gaucher, Alzheimer, Parkinson e insuficiência renal crônica. O Brasil é, também, o único país em desenvolvimento a garantir, gratuitamente, tratamento integral a portadores de HIV.
No entanto, os recursos financeiros destinados ao custeio e a novos investimentos do SUS são e sempre serão finitos, sobretudo se considerados os custos crescentes na área da saúde, relacionados à ampliação dos cuidados, ao envelhecimento populacional, às características próprias da atividade econômica do setor e à crescente incorporação de novas tecnologias.
Essa incorporação tem de ser considerada diante da necessidade de atender ao conjunto das doenças que mais acometem o brasileiro, em termos de ocorrência ou de gravidade. Ela se faz a partir da análise dos critérios de eficácia, efetividade e custo/ benefício e deve estar acompanhada de regras precisas quanto às circunstâncias e condições de indicação, forma de uso, critérios de acompanhamento e interrupção. Esses protocolos, com suas necessárias revisões periódicas, são -e, para o bem do futuro do SUS, devem continuar a ser- o norte dessa política.
Está nas mãos do Judiciário brasileiro a responsabilidade de julgar casos em que, muitas vezes, prescrições médicas privilegiam medicamentos extremamente caros em situações em que o SUS oferece remédios eficazes para o mesmo tipo de tratamento a custo muito mais compatível.
Impressiona e preocupa como a pressão por incorporação de procedimentos experimentais, produtos não registrados no país, tecnologias sem forte consenso entre especialistas, que envolvem milhares de desdobramentos judiciais, tem distorcido a imagem da gestão do SUS, incorretamente tratada como dificultadora do acesso a procedimentos e medicamentos. Transferir para o SUS a responsabilidade por atendimento feito fora de suas normas operacionais pode gerar consequências como desregulação do acesso assistencial, perda da integralidade e redução de controle e avaliação da atenção prestada.
Na verdade, devemos buscar um modelo em que o Estado, os médicos e as entidades que representam os pacientes possam juntos estabelecer critérios transparentes, baseados em protocolos e consensos terapêuticos, a custos que a sociedade brasileira possa suportar.
O objetivo dessa estratégia deverá estabelecer normas, mecanismos e instrumentos operacionais para proteger as pessoas e a coletividade, garantindo a integralidade assistencial com o melhor resultado, o menor risco e custos compatíveis.
Estamos certos de que o STF, como de hábito, decidirá de modo ponderado e equilibrado. Pois o que está em jogo é a manutenção dos pilares conceituais do SUS.   (JOSÉ GOMES TEMPORÃO - Folha de S.Paulo)

28.04 - ANS: Teto de reajuste para planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 6,76% o teto de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares (firmados por pessoas físicas), contratados a partir de janeiro de 1999, os chamados planos novos. Também estão incluídos os planos adaptados à Lei 9.656/98. O reajuste incide sobre cerca de 6,5 milhões de consumidores, ou seja, 12,4% do total de 52 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil.
Os critérios para aplicação do reajuste dos planos médico-hospitalares foram descritos na Resolução Normativa nº171, de 29 de abril de 2008, e são os mesmos para 2009. O índice máximo a ser aplicado foi definido em reunião da diretoria colegiada e será publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 27 de abril.
Para calcular o índice de 2009, a ANS utilizou a metodologia adotada desde 2001, que se baseia estatisticamente nos reajustes dos planos coletivos. Para a definição do índice de reajuste deste ano também foi considerada a variação relativa à maior oferta e utilização de procedimentos e eventos em saúde a partir da vigência da RN 167 de 09/01/2008, que revisou o Rol.
O índice de 2009 foi obtido a partir de fórmula matemática composta pelo valor relativo aos reajustes dos planos coletivos, 5,60%, e a variação, acima descrita, apurada no período, 1,1%.
O Diretor-Presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, relembrou que, na ocasião da edição da RN 167, a ANS esclareceu que avaliaria a influência que estas mudanças trariam ao setor da saúde suplementar, tanto em relação a um possível impacto econômico nas operadoras como também quanto à qualidade da assistência à saúde que o novo rol garante. O índice encontrado, no entanto, ficou bem abaixo do esperado pelas operadoras de planos de saúde.
"O acréscimo referente à variação deve ser considerado na totalidade do benefício que o novo rol trouxe aos beneficiários. Procedimentos importantes como vasectomia, laqueadura ou exames de genética e profissionais como fonoaudiólogo, nutricionista e terapeuta ocupacional hoje estão incorporados à cobertura assistencial mínima. Além disso, o percentual sem esse acréscimo, demonstra a estabilização do setor", avalia o Diretor-Presidente.
O índice de reajuste tem vigência a partir de 1º de maio de 2009 e será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário. Ao receberem seus boletos de pagamento os beneficiários devem conferir se o índice está claramente identificado no mesmo. Em caso de dúvidas, podem entrar em contato com a Central de Relacionamento via Disque-ANS (0800 701 9656); pela página na Internet (www.ans.gov.br, no link Fale Conosco); ou em um dos 12 Núcleos Regionais de Atendimento e Fiscalização (Nuraf) existentes no país. A relação de endereços está disponível no site da ANS em A ANS/Regionais de Fiscalização).   PAra mais informações sobre o reajuste acesse o link http://www.ans.gov.br/portal/site/perfil_consumidor/reajuste.asp    (ANS)

28.04 - Dasa investe em saúde pública
Em meio à disputa pelos clientes com planos médicos, que somam cerca de 40 milhões de pessoas, a Diagnósticos da América (Dasa) está de olho também na população desprovida de planos de saúde que se vale dos serviços públicos de saúde.
Com uma divisão para atender especificamente o governo, a Dasa mantém sua projeção de crescimento agressivo para os próximos anos, uma vez que esse mercado ainda é pouco explorado pela iniciativa privada.
A Dasa entrou no segmento público em meados de 2007, quando adquiriu o laboratório CientíficaLab. Nos últimos três anos, o faturamento dessa divisão triplicou. Entre 2006 e 2008, a receita da CientíficaLab saltou de R$ 50 milhões para R$ 150 milhões e hoje são realizados 3 milhões de exames por mês em hospitais e postos de saúde públicos.
Como em outros setores, por exemplo, o do mercado editorial, o que atrai a iniciativa privada nos contratos governamentais não são os preços pagos pelos serviços prestados, mas o grande volume que esse tipo de contratação gera. Os laboratórios privados são remunerados conforme a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), cujo valor é significativamente menor. Um exemplo: o SUS paga R$ 1,85 por um exame de glicose e as operadoras de saúde, R$ 4,53.
Não se sabe com precisão o tamanho do mercado de saúde pública. Mas, alguns dados mostram um pouco da dimensão desse universo. O governo federal repassa anualmente para os Estados e municípios brasileiros R$ 3 bilhões para a área da saúde. Nesse valor, estão incluídos os gastos com a própria rede pública e as licitações com as empresas que prestam serviços. Porém, esse valor pode ser maior, uma vez que muitos Estados repassam verba de outras áreas para a saúde. Uma estimativa dá conta de que as licitações podem representar algo entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão.
A concorrência nos processos de licitações normalmente acontece com laboratórios regionais. Em São Paulo, um dos concorrentes da Dasa é o laboratório Biofast, que presta serviços para nove prefeituras.
No mundo privado é possível ter uma dimensão um pouco melhor do potencial desse mercado. Dos 11 milhões de exames realizados por mês nas 20 bandeiras da Dasa, quase 30% são feitos na CientíficaLab. "Uma das vantagens dos contratos com o governo em exames de análises clínicas é que o custo operacional da Dasa é baixo porque não precisamos ter unidades próprias e funcionários", explica Cesar Franco, gestor da área pública da Dasa. Segundo ele, o custo chega a ser entre 20% e 30% menor.
Atualmente, a Dasa presta serviços de exames de análises clínicas para a prefeitura de São Paulo e governo paulista e mais 35 municípios paulistas, mineiros e capixabas. Há ainda dois contratos com o governo do Estado do Rio de Janeiro, sendo que um deles é na área da exames de imagem como, por exemplo, tomografia.
Ao contrário da Dasa, que está focando sua atenção na área de exames de imagem porque esse tipo de procedimento gera uma maior margem, a CientíficaLab ainda vislumbra grandes crescimentos na área de análises clínicas. "Ainda há muito mercado para ser explorado em análises clínicas no segmento público. Também queremos crescer na área de imagem, mas é um modelo de negócio totalmente diferente porque normalmente requer investimento nosso em equipamentos e pessoal e aí a margem diminui", explica Franco. Nos últimos dois anos, a CientíficaLab recebeu investimentos de R$ 20 milhões aplicados basicamente para ampliação da capacidade de produção.
No contrato com o governo do Rio, fechado em dezembro de 2008, a Dasa não precisou investir em equipamentos porque os hospitais estavam com aparelhos novos e também contavam com funcionários próprios para realizar exames de tomografia. "Oferecemos também treinamento para os funcionários públicos se capacitarem", diz o executivo.
No ano passado, o faturamento da CientíficaLab registrou alta de 58,7%, o maior crescimento do dentro da Dasa, cuja receita bruta somou R$ 1,2 bilhão.   (Valor Online)
 
 
 
 
 

27.04 - Crise provoca avanço da sinistralidade nos planos
Os planos de saúde corporativos devem apresentar um crescimento de 6% a 12% na taxa de sinistralidade nos próximos 12 meses.  O prognóstico é da Aon Consulting, que presta serviços de consultoria, elaboração, análise e administração de programas de benefícios das empresas. E este viés de alta da sinistralidade é atribuído à atual crise financeira. “Observamos o incremento da sinistralidade em momentos de crise em virtude de dois motivos principais. Ocorre um aumento de estress por medo de demissões, o que motiva o aparecimento de outras doenças, além do aumento de cirurgias e tratamentos eletivos. E muitos funcionários e seus dependentes antecipam cirurgias e tratamentos que estavam sendo postergados, com receio do desemprego”, destaca o vice-presidente da Aon Consulting, Marcelo Munerato de Almeida.
As empresas, considerando-se este movimento de avanço da sinistralidade, devem ficar preocupadas, porque o benefício assistência médica é segundo maior custo da área de recursos humanos, superado pela própria folha de pagamento.
O levantamento da Aon Consulting aponta que, após o estouro da crise, houve crescimento de 9,3% no número de exames e de 8,6% no de consultas médicas. Em relação aos titulares dos planos, especificamente, o volume de consultas aumentou 12,9%. O que elevou o gasto médio mensal por usuário de R$ 103,42 para R$ 118,48. O levantamento foi realizado com 120 mil beneficiários no período de novembro de 2008 a fevereiro de 2008, em comparação a novembro de 2007 a fevereiro de 2008.
Responsável pelo gerenciamento de 740.000 vidas na carteira de saúde, em um universo de 350 companhias, a Aon Consulting aponta ações efetivas que as empresas podem adotar para se proteger e otimizar seus custos quanto ao benefício saúde. “É importante ressaltar que cada empresa tem uma realidade especifica que deve ser avaliada cuidadosamente antes da adoção de qualquer medida. A revisão do plano de saúde requer um estudo amplo e bem elaborado”, afirma Munerato.  (Fenaseg)

27.04 - 8º Fórum Jurídico da Unidas acontece nesta semana 
Mais de 200 profissionais já estão inscritos no 8º Fórum Jurídico UNIDAS 2009.   O interesse aumenta à medida em que  os profissionais, diante do  complexo  cenário  do mercado econômico mundial, conhecem os palestrantes e sabem da excelente oportunidade que o Fórum trará para dirimir dúvidas de temas importantes e diretamente ligados à gestão dos planos de saúde das empresas onde atuam.   Inscrições no site www.unidas.org.br.   Mais informações pelo fone (11) 3289-0855.   (AssPreviSite)

27.04 - Só 40% das mulheres procuram o exame de papanicolau
Câncer de colo do útero tem queda
Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo apontam queda de 30% nos casos de câncer do colo do útero, mas dados da mesma pesquisa apontam que 40% das mulheres que procuraram voluntariamente serviço ginecológico nunca haviam feito o exame de papanicolau, que pode apontar a doença.
A ajudante de cozinha Andrelina Alves, de 28 anos, fazia os exames e detectou a doença. “Fui pega de surpresa no consultório. Estava sozinha. Foi uma reação horrível”, disse ela. Hoje, ela conta que quando encontra uma mulher que nunca fez o exame ressalta a importância dele.
A estudante Maria de Oliveira confirma a pouca procura pelo papanicolau. “As meninas da minha idade não procuram por medo ou vergonha”, disse.
Para fazer, basta às mulheres procurarem um posto de saúde e agendar uma consulta médica.
O médico João Gilberto Bortolotti Filho, diz que é necessário fazer o exame uma vez por ano. (EPTV)
 
 
 
 
 

24.04 - Caos nos hospitais privados
Grande número de pessoas com planos de saúde infla a rede de hospitais particulares
As longas filas e a demora no atendimento médico não são mais exclusividade do sistema público de saúde de Belo Horizonte. Pacientes que frequentam hospitais particulares estão sentindo na pele a agonia de passar mal e ficar horas esperando para serem atendidos. Um motivo que explica esse novo cenário é o grande número de pessoas que conseguiram contratar um plano privado de saúde. Atualmente, dos 4,9 milhões de habitantes da região metropolitana, 1,7 milhão são segurados. A maioria deles (1,326 milhão) adquiriu o plano por meio das empresas em que trabalham, como forma de benefício trabalhista. A situação aparece na lista de clientes da Unimed-BH, uma das maiores operadoras de plano de saúde da capital. Dos 745 mil clientes que a cooperativa tem em Belo Horizonte e na região metropolitana, 73% possuem planos corporativos. Para reduzir a superlotação, alguns hospitais já começaram a adotar medidas. Há cerca de um ano, o Hospital Lifecenter implantou um sistema de triagem de pacientes, aos moldes do que existe no serviço público.
Daqui a 60 dias, o Hospital Felício Rocho irá aderir ao mesmo procedimento. No sistema de triagem, pacientes em situação mais grave são atendidos imediatamente, passando na frente de pessoas com gripe, forte dor de cabeça, inflamações na garganta, sinusite e outras doenças em que o tratamento pode esperar por algumas horas ou até mesmo dias. Segundo o diretor técnico do Felício Rocho, Silvério Garcia, o novo sistema vai conscientizar as pessoas com doenças leves a não procurarem o pronto-socorro de forma indiscriminada. "O número de pacientes cresceu nos últimos anos. O problema é que 85% das pessoas que vão ao pronto-socorro poderiam agendar uma consulta antes e não enfrentar fila", explicou. O sistema de triagem do Felício Rocho terá cinco classificações divididas em cores: vermelho para urgência; laranja, amarelo e verde para complexidades moderadas, dependendo da doença; e azul para casos mais simples.
Desinformação. Segundo Garcia, o atendimento nos hospitais privados está sobrecarregado por causa do grande número de pessoas com seguro de saúde. Ele acredita que as seguradoras deveriam orientar melhor os usuários. "Falta informação. O segurado precisa saber onde procurar atendimento médico. Outro problema é que as seguradoras, geralmente, não aumentam o número de médicos que atendem pelo convênio. Se você ligar para um cardiologista ou um ortopedista e tentar marcar uma consulta, por exemplo, só vai conseguir para daqui a uma semana", argumentou. Em nota, a Unimed-BH informou que investiu mais de R$ 17 milhões nos últimos quatro anos e que a rede credenciada da cooperativa conta com 258 clínicas, hospitais e laboratórios só na capital. A Unimed alega ainda que possui três hospitais próprios e vai inaugurar um novo em junho, em Contagem, na região metropolitana.
Uma ocorrência policial por dia
A demora na fila revolta as pessoas que procuram os hospitais particulares. A situação pode ser confirmada por um dado pouco comum nas estatísticas de um hospital privado: pelo menos uma ocorrência policial é registrada por dia no hospital Felício Rocho. O aposentado Altair Chagas, 75, procurou a unidade médica nesta semana para curar uma inflamação na garganta. "Tenho plano de saúde e estou aqui há duas horas. Sequer fui chamado para fazer a ficha ainda. Está pior que o SUS", reclamou. O motorista Marco Aurélio Lima, 46, sofreu para levar a filha de 3 anos para tratar de uma gripe forte. "Cheguei aqui (no Felício Rocho) e vi a superlotação. Resolvi, então, levar minha filha para o hospital São Camilo. Cheguei lá, estava mais cheio ainda. Voltei para o Felício Rocho e ainda tem oito crianças para serem atendidas antes da minha filha", protestou.  (Alexandre Nascimento - O Tempo)

24.04 - EUA: Crise provoca cortes nos benefícios
A partir de 1º de maio, a Kitchen & Bath Center, fabricante de balcões de granito e mármore da Flórida, vai parar de pagar seguro-saúde para os empregados. Em março, a empresa cancelou o programa de contribuição para aposentadoria complementar e, antes disso, reduziu as jornadas de trabalho.
Tudo isso faz parte do esforço da empresa para administrar custos, mesmo depois de ter reduzido o número de funcionários de 250 para 60. Embora o vice-presidente de manufatura, Butch Meyer, estime que o começo da recuperação econômica vai acontecer nos próximos 12 a 18 meses, ele diz que os cortes recentes foram resultado de "extrema necessidade".
Mas houve consequências. Quando a empresa anunciou o fim dos benefícios de saúde, um empregado pediu demissão e Meyer teme que outros tomem a mesma decisão.
O sentimento de que a retomada está chegando mas que cortes precisam ser feitos repete-se em empresas em todos os Estados Unidos. Uma nova pesquisa feita pela Hewitt Associates com 518 grandes empresas americanas mostrou que 54% delas acreditam que a recuperação econômica vai começar no fim de 2009 ou começo de 2010. No entanto, uma grande porcentagem das empresas planeja fazer novas demissões coletivas, cortar salários e seguro-saúde e reduzir ou eliminar as contribuições para aposentadoria complementar.
A pesquisa da Hewitt concluiu, por exemplo, que 25% das empresas estão considerando demissões coletivas no futuro próximo. Da mesma forma, uma pesquisa feita pela Sociedade para Administração de Recursos Humanos com 467 participantes mostrou que 24% dos consultados muito provavelmente irão fazer demissões coletivas nos próximos seis meses.
Mas alguns perguntam se faz sentido fazer novas demissões coletivas com a possibilidade de recuperação tão próxima. "Trata-se de uma solução de longo prazo aplicada a um problema de curto prazo", diz Jim Bloomer, diretor da unidade de consultoria para organização e talentos.
As demissões em massa em final de recessão frequentemente custam mais dinheiro às empresas por causa dos custos com indenizações, recrutamento e treinamento de substitutos, sem falar nas perdas de produtividade, afirma Bloomer.
Mesmo empregados que mantiverem seus empregos vão sentir a mordida. A pesquisa Hewitt constatou que 32% das empresas pesquisadas estão considerando aumentar a contribuição dos empregados no seguro-saúde, e 19% podem reduzir esses benefícios. Da mesma forma, a pesquisa divulgada no começo desta semana pela Watson Wyatt Worldwide Inc. e feita com executivos de recursos humanos de 141 empresas dos EUA mostrou que 26% dos respondentes esperam que suas empresas aumentem as contribuições dos funcionários para os seguros-saúde durante o próximo ano.
Cada vez mais as contribuições dos empregadores aos planos de aposentadoria complementar dos funcionários estão sendo cortados, mesmo temporariamente. Nos últimos meses, empresas como a Micron Technology Inc., Cytec Industries Inc. e a fundação sem fins lucrativos AARP suspenderam seus programas de contribuição.
Enquanto na pesquisa Hewitt 20% das empresas já reduziram ou eliminaram a contribuição para a aposentadoria complementar, um adicional de 22% está considerando adotar a medida no futuro. Além desses cortes, 21% dos pesquisados pela Hewitt indicaram que estão considerando reduções de salário.
A pesquisa Watson Wyatt mostrou que 21% das empresas já implementaram reduções de salários. Peter Cappelli, professor de administração da Escola Wharton, da Universidade da Pensilvânia, diz que a redução de jornadas e férias compulsórias sem pagamento podem ser opções melhores para empresas que sentem que a retomada está próxima.
Mas outros alegam que os cortes de salários salvam empregos. A Arnold Worldwide, uma agência de publicidade de Boston com 800 empregados, adotou um corte de salário em abril. O diretor-presidente da empresa, Fran Kelly, diz que a medida o ajudou a "reduzir consideravelmente" o número de demissões necessárias.
Além disso, ele diz que não perderá "bons funcionários nem terá custos com indenizações" e também evitará interromper serviços a clientes.  (Dana Mattioli - The Wall Street Journal/Valor Online)

24.04 - Uso de ultrassom reduz riscos na aplicação de anestesia
Técnica permite a identificação precisa do ponto onde deve ser aplicada a anestesia
O ultrassom vem se posicionando como importante aliado dos anestesiologistas, por reduzir as chances de complicações na aplicação de anestesia local.
A técnica, desenvolvida há quatro anos e utilizada no país há cerca de três anos, permite a identificação precisa do ponto onde deve ser aplicada a anestesia, tornando mais segura a realização de bloqueios anestésicos tanto para procedimentos cirúrgicos quanto para tratamento e controle da dor, garante o presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, Luiz Antonio Vane.
"O sistema de ultrassonografia, que já é usado para outras situações, agora foi aplicado na identificação de estruturas nervosas para que se possa depositar o anestésico local numa situação mais precisa tanto quanto ao local onde vai ser administrado o anestésico, quanto sua relação com estruturas como veias e artérias, que caminham junto aos nervos", explica Vane. A técnica, segundo ele, reduz o risco de lesão a veias e artérias.
"Dá para fazer o bloqueio sem a ultra-sonografia, e ele sempre foi feito sem grandes problemas até o momento. Mas, disponibilizada a técnica, seu uso facilita a identificação destas estruturas e, lógico, traz uma segurança maior para a realização do procedimento", reitera. Frisa, porém, que os procedimentos anestésicos já são muito seguros. Se o profissional for bem preparado e for utilizado um bom anestésico e material esterilizado, o risco é mínimo, garante o presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
"A incidência de problemas mais sérios durante uma anestesia, por causa anestésica pura e simples, é de uma para cada 500 mil anestesias. É um procedimento extremamente seguro, mesmo sem ultrassom", afirma. "É mais perigoso você atravessar uma grande avenida do que se submeter a uma anestesia", compara Vane.   (Mylena Fiori - Agência Brasil/Saúde Business Web)

24.04 - Amamentar reduz risco de derrames e doenças cardíacas
Mulheres que amamentam seus filhos podem estar reduzindo seu próprio risco de sofrer doenças cardíacas ou derrames, indica uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores americanos dizem ter verificado que mulheres que amamentam por mais de um ano estão 10% menos propensas a sofrer desses problemas de saúde do que aquelas que nunca amamentaram.
O estudo americano envolveu 140 mil mulheres já no período pós-menopausa. Em média, essas mulheres haviam amamentado seus bebês há mais de 35 anos.
Acredita-se que a redução do risco de sofrer de doenças cardiovasculares ocorre porque, ao amamentar, as mulheres diminuem os depósitos de gordura no corpo.
No entanto, os pesquisadores afirmam que o efeito é mais complexo e que a liberação de hormônios estimulada pela amamentação também tem um papel importante.
Segundo os pesquisadores, amamentar por mais de um ano pode ainda reduzir em cerca de 20% os riscos de as mães sofrerem de diabetes e colesterol alto, e em 12% o risco de pressão alta.
O estudo afirma que mesmo as mães que amamentam por pelo menos um mês já têm o risco de diabetes, colesterol e pressão alta reduzidos em relação àquelas que nunca amamentaram.
A pesquisa também verificou que amamentar reduz os riscos de a mulher sofrer de câncer de mama e ovário e de osteoporose.
Benefícios
Esse estudo, divulgado na publicação especializada "Obstetrics and Gynaecology", vem se somar às crescentes evidências de que amamentar traz benefícios não somente para a saúde dos bebês, mas também das mães, dizem especialistas.
Para os bebês, a lista de benefícios é extensa, afirmam especialistas. O leite materno pode proteger contra obesidade, diabetes, asma e infecções no ouvido, estômago e peito.
"Há anos nós sabemos que amamentar é bom para a saúde dos bebês", disse a pesquisadora Eleanor Bimla Schwarz. "Agora sabemos que também é importante para a saúde das mães."
Segundo Schwarz, a amamentação é "uma parte importante da maneira como o corpo das mulheres se recupera da gravidez".
"Quando esse processo é interrompido, as mulheres ficam mais propensas a sofrer diversos problemas de saúde, como ataques cardíacos e derrames", disse a pesquisadora.
O Departamento de Saúde britânico recomenda amamentação por pelo menos seis meses.
Segundo a especialista em doenças cardíacas June Davison, da British Heart Foundation, a pesquisa revela uma associação entre amamentação e redução de riscos de problemas cardíacos, mas ainda são necessárias "mais pesquisas para compreender porque isso ocorre". (G1)
 
 
 
 
 

23.04 - Um problema de visão em idosos
Doenças relacionadas à idade que antes não tinham significativa presença na população hoje se fazem cada vez mais presentes. É o caso da degeneração macular relacionada à idade, disfunção de células da retina em pessoas com mais de 60 anos.
Essa alteração surge na mácula da retina -uma pequena área oval que nos permite ter a visão central- e pode levar à cegueira. Na fase inicial, não compromete significativamente a visão.
A revista "Archives of Ophthalmology" deste mês apresenta uma projeção para o número de casos da doença. Nos EUA, pode aumentar de 9 milhões em 2010 para quase 18 milhões em 2050. Explicam, porém, que a possibilidade de surgirem métodos preventivos e novos tratamentos poderia reduzir a cegueira nessa faixa etária em cerca de 35%.
No Brasil, Laura Santos e colaboradores observaram em Pernambuco degeneração macular mais avançada nos mais idosos. No Rio Grande do Sul, Flávio Antonio Romani encontrou degeneração macular relacionada à idade em 31,5% de 187 idosos examinados na cidade de Veranópolis. As duas pesquisas foram publicadas nos "Arquivos Brasileiros de Oftalmologia".   (JULIO ABRAMCZYK - Folha de S.Paulo)

23.04 - Atenção a doentes mentais
O poeta Ferreira Gullar abordou de maneira corajosa em sua coluna semanal na Ilustrada, no dia 12, a questão da assistência à saúde mental. O escritor, que vive esse problema em sua própria família, propôs a revogação da lei de 2001 que mudou os parâmetros para o atendimento aos portadores de transtornos mentais no território nacional.
A lei da reforma psiquiátrica determinou que as internações se dariam só em último caso. Os críticos da norma, como Gullar, culpam-na por ter deixado muitos doentes desamparados. Com a restrição às internações, pacientes e familiares são submetidos a provações e riscos. Famílias com menos recursos -que não podem cuidar de parentes durante o dia, por exemplo- são severamente afetadas.
Embora a reforma seja meritória nos princípios, o problema de sua implantação foi ter feito diminuir os leitos em hospitais psiquiátricos sem que a rede de assistência ambulatorial -que cumpriria melhor a finalidade de reinserção social do paciente em seu meio- tivesse sido estabelecida em nível nacional.
Os hospitais seriam substituídos pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), divididos em três níveis. O primeiro apenas para atendimento diurno em cidades com até 70 mil habitantes. O último, para o atendimento 24 horas, em grandes cidades.
Com oito anos de vigência da lei, 16 Estados ainda não possuem os chamados Caps nível 3 (24 horas). As residências terapêuticas, para onde pessoas com doenças mentais graves deveriam ser levadas após deixarem os hospitais, ainda não existem em oito Estados. Já as vagas em hospitais psiquiátricos caíram de 51.393 para 36.797.
Ainda que tenha havido uma forte expansão na rede de Caps -de 424 para 1.326-, o aumento está longe de atender às necessidades. Segundo o Ministério da Saúde, 3% da população precisa de cuidados contínuos em saúde mental. É um número grande demais para tantas lacunas.  (Folha de S.Paulo-18.04)

23.04 - Falta leito psiquiátrico na rede, diz escritor
Vice-presidente de ONG para portadores de esquizofrenia elogia mudanças, mas acha que hospital comum tem que ter vaga
Jorge Cândido de Assis, portador de esquizofrenia, e que já foi internado para tratamento, é um dos autores de livro sobre a doença
A reforma psiquiátrica brasileira trouxe experiências positivas na aposta pelo atendimento comunitário em detrimento das internações hospitalares na ampla forma como ocorriam há duas décadas, mas ainda há problemas. A opinião é de Jorge Cândido de Assis, 45, vice-presidente da Abre (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia) e um dos autores do livro "Entre a Razão e a Ilusão: Desmistificando a Loucura".
Ele, que é portador de esquizofrenia -doença em que o paciente enfrenta fases de não distinguir realidade do que acredita ser real-, aponta que os Caps (Centro de Assistência Psicossocial) são uma boa opção de tratamento fora das crises. Mas aponta desestruturação e falta de leitos psiquiátricos em hospitais gerais, o que resulta em pacientes nas macas em hospitais.
Na reforma psiquiátrica foram fechados mais de 80 mil leitos psiquiátricos desde 1989 -hoje são 36,7 mil. Em 2001, uma lei legitimou a base da reforma: internação só em último caso. No domingo, o poeta Ferreira Gullar, em sua coluna na Folha, reascendeu a polêmica criticando a dificuldade dos pacientes em conseguir internação. Classificou como desastre a campanha anti-internação e defendeu a revogação da lei.
Leia a entrevista com Assis.
FOLHA - Como vê as mudanças?
JORGE CÂNDIDO DE ASSIS - A ideia do tratamento em Caps é positiva, pois o paciente não fica confinado. É o local ideal para tratar fora da crise. Na esquizofrenia, 85% dos pacientes têm o transtorno pelo resto da vida, e esse acompanhamento é importante.
FOLHA - E nas crises ou fases agudas?
ASSIS - Os hospitais gerais têm serviços de diferentes especialidades, o que é um fator positivo, pois alguns pacientes não têm apenas o transtorno mental. O ideal seria ter mais leitos de psiquiatria nesses hospitais [havia apenas 2.568 em 2008 no país]. Como não há leitos suficientes, os hospitais psiquiátricos acabam acolhendo essas pessoas. Acredito que juntar pacientes em hospitais psiquiátricos, por um período longo, não é bom. Esse conceito historicamente foi construído.
FOLHA - Na associação, qual o sentimento dos pacientes quanto aos tratamentos hoje?
ASSIS - Tem pessoas que conseguem bons atendimentos. Uma dificuldade por parte de quem vive a doença é aceitar os tratamentos. Muitas vezes a pessoa não aceita ir ao médico. Outra dificuldade é aceitar que as doenças merecem cuidado a longo prazo. O que pode ocorrer por características dos sintomas da doença, a pessoa se isola, tem dificuldade de comunicação. Só a metade adere.
FOLHA - Tem gente que reclama?
ASSIS - Sim. Por exemplo, você chega ao PS psiquiátrico de hospital geral. Existe uma rede. Onde tiver vaga você é encaminhado. As pessoas ficam dias em macas até a transferência porque não há vagas.
FOLHA - Como vê os hospitais psiquiátricos?
ASSIS - Dentro dessa denominação há diferentes hospitais. Tanto os manicômios quanto os bons hospitais. Há a Associação Hospitalar Thereza Perlatti, em Jaú [296 km de SP], que é excelente. Mas, em geral, é difícil nesse momento da nossa história dizer qual hospital psiquiátrico é bom ou não porque a qualidade varia muito. Em um hospital psiquiátrico que não é bom, é mais fácil haver algum tipo de tratamento desumano, como punições, confinamento. Essa é uma discussão antiga, que vem da Declaração de Caracas, que mostra que esse tipo de atendimento isola.
FOLHA - Como vê a participação da atenção básica no atendimento?
ASSIS - São fundamentais na medida em que os agentes de saúde conhecem os problemas da comunidade. Mas há problemas. Todas as unidades básicas estão preparadas? Não.
FOLHA - Há estigma?
ASSIS - Sim. No sentido de que há pessoas que pensam que transtorno mental é menos importante que outras doenças.
FOLHA - Você já se tratou em um hospital psiquiátrico?
ASSIS - Sim, recebi um bom atendimento pelo SUS na Santa Casa de São Paulo, em 2000. Estive internado em uma clínica particular em 1987, e o atendimento também foi bom. Ter sido internado no meu caso foi fundamental.
FOLHA - A reforma atendeu a demanda por tratamentos?
ASSIS - Não conheço nenhum relatório com os dados dos atendimentos do sistema.  (Folha de S.Paulo-19.04)
 
 
 
 
 

22.04 - Cuidados com a saúde geram oportunidades
Em contrapartida à dor de cabeça que vem dando a muita gente, a crise também oferece boas oportunidades de negócios. Como quase tudo na vida tem remédio ou tratamento, os setores hospitalar e farmacêutico resistem às turbulências financeiras, gerando demanda por profissionais bem preparados. Enquanto nos hospitais brasileiros a crescente profissionalização abre espaço para executivos, nas principais indústrias farmacêuticas a alta nas vendas estimula novos projetos e consequentes contratações.
Produtora de bens de consumo indispensáveis, a indústria farmacêutica continua num processo de expansão que nem mesmo a crise parece brecar. Segundo balanço da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), o setor faturou cerca de R$ 7,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 14,5% sobre 2008. Em paralelo, as principais indústrias farmacêuticas anunciaram que manterão os investimentos para o desenvolvimento de novos produtos. Recentemente, a Pfizer confirmou que elevará em 20% a quantidade de pesquisas desenvolvidas no Brasil nos próximos dois anos.
"O setor não sentiu um impacto direto da crise. O volume de investimentos, bem como de contratações, continua grande, mas, obviamente, abaixo do visto em 2008", diz Gustavo Daudt, gerente de Marketing do Laboratório Daudt. Segundo o executivo, a empresa acompanha o movimento do setor. "Abrimos um processo seletivo com 30 vagas para os mercados paulista e carioca. Em janeiro, contratamos um executivo para cuidar da área de vendas. Temos ainda um posição gerencial em aberto", revela.
Por conta de suas características únicas, com procedimentos e normas particulares, o mercado farmacêutico costuma privilegiar profissionais com experiência no setor para cargos executivos, diz Bruno Amaro, consultor da Loup Consultoria em RH. "Quem tem o conhecimento do mercado sai na frente. A troca de empresas é comum, sendo raro encontrar executivos de outras áreas em cargos estratégicos nas indústrias farmacêuticas", diz.
Marketing .Segundo Leonardo Ribeiro, da Fesa Rio de Janeiro, consultoria especializada em recrutamento de altos executivos, as áreas médica e de marketing são as mais atrativas na indústria farmacêutica. "As empresas buscam profissionais que aliam visão científica e entendimento de negócios, pessoas capazes de montar estratégias de fidelização de mercado. Há ainda destaque para a área de assuntos regulatórios, onde se buscam executivos que saibam orientar a companhia a se posicionar", diz.
Há 15 anos na área, Guilherme Tavares assumiu em janeiro a gerência Nacional de Vendas do Laboratório Daudt. "Vim para uma posição melhor e mais complexa. Aqui, serei responsável pela venda dos produtos para redes distribuidoras e farmácias de todo Brasil, além de coordenar o trabalho dos representantes de venda", diz Tavares, que trabalhava na multinacional Abbott.
O executivo acredita que a experiência no setor pesou no convite. "A população não deixa de consumir comida e remédio, o que mantém o mercado de trabalho aquecido. Ainda assim, a experiência é um diferencial importante. Quem a possui e alcançou certo patamar profissional, se recoloca facilmente no mercado, às vezes até em cargos melhores", diz.
Hospitais. O cenário atual também não impede a expansão do setor hospitalar, que ainda apresenta um elevado volume de contratações, avalia Francisco Eduardo, diretor-executivo do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. "A princípio, não fomos atingidos pela crise. Não houve demissões por conta de queda de receita dos hospitais. Pelo contrário, há muitas contratações no setor", diz.
Eduardo acredita que a maioria das vagas está associada à crescente profissionalização do mercado. "Hospitais são negócios complexos, que envolvem uma série de áreas e atividades, como segurança, logística, hotelaria e compras, entre outras, que demandam uma gestão profissional", afirma.
No setor hospitalar, segundo Leonardo Ribeiro, as melhores vagas estão ligadas à área operacional. "Percebe-se uma busca maior por gestores de operação que consigam organizar processos e dimensionar estruturas, garantindo qualidade no atendimento e rentabilidade para o negócio", revela.
Para Rodrigo Bouyer, coordenador do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Celso Lisboa, o gestor hospitalar precisa reunir características singulares. "Ele deve conhecer a complexidade do negócio, saber lidar com fornecedores, fontes pagadoras (planos de saúde, grandes empresas e seguradoras) e ter conhecimentos de gestão, auditoria e contabilidade. Experiência e relacionamento são fundamentais", avalia.   (VINICIUS MEDEIROS - Jornal do Commercio do Brasil)

22.04 - Obesidade atinge um sexto da população mundial
A obesidade é um problema que atinge um sexto da população mundial. A Organização Mundial da Saúde estima que o problema causa três milhões de mortes por ano. Na região, duas mulheres lutam contra o excesso de peso.
Em Tatuí, uma dona de casa chegou a pesar 250 quilos e com muita força de vontade emagreceu 130 quilos. Em Tietê uma empregada doméstica precisou parar de trabalhar porque não consegue mais dar conta das atividades.
É sentada que Osana Aparecida Bom passa a maior parte do tempo. Aos 48 anos, a dona de casa deixou o emprego de doméstica porque não conseguia mais render no trabalho. Ela está com 170 quilos e guarda na memória o tempo em que não tinha problemas com a obesidade.
História parecida com a de Ana Maria, de Tatuí, que chegou a pesar 250 quilos. Agora, ela está 130 quilos mais magra.
Osana desenvolve as tarefas do dia-dia como, por exemplo, limpar a casa. Mas, a cada trabalho doméstico, ela precisa de um intervalo para descansar. Para passar roupa a mesma coisa. Agora, ela mora com o filho e a mãe, de 80 anos, que ajuda quando pode.
Osana só sai de casa se for de carro. Uma vez que ela tentou sair, caiu e machucou o braço. Sem condições de pagar um tratamento, ela espera por ajuda.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obesidade atinge um sexto da população mundial e é a causa de três milhões de mortes por ano. (Tem Mais)

22.04 - Serviços integrados de traumas e ortopedia
Desde 2004, o MS vem revisando as normas vigentes, que tinham como objetivo tornar a política da Alta Complexidade mais específica
O Ministério da Saúde lançou portaria que atualiza as normas para a Assistência em Traumatologia e Ortopedia, facilitando o acesso dos pacientes a este tipo de tratamento. Os hospitais anteriormente habilitados para a realização dos procedimentos de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia terão a sua habilitação mantida, ajustada aos critérios da nova portaria conforme a sua produção em 2007 e 2008.
Desde 2004, o MS vem revisando as normas vigentes, que tinham como objetivo tornar a política da Alta Complexidade mais específica para os vários níveis da atenção traumato-ortopédica.
O atendimento nos hospitais habilitados como Unidade de Assistência e como Centro de Referência incluem os seguintes serviços:
- Urgência com funcionamento 24 horas por dia;
- Ambulatorial;
- Hospitalar;
- Assistência a todos os pacientes que, no hospital, tenham sido submetidos a procedimentos traumato-ortopédicos, de natureza cirúrgica, garantindo assistência até a alta ou transferência;
- Assistência a pacientes com processos infecciosos do sistema músculo-esquelético, garantindo tratamento até a alta ou transferência;
- Exames de diagnose e terapia;
- Apoio multiprofissional e acompanhamento por meio de procedimentos específicos, visando à melhoria das condições físicas e psicológicas dos pacientes, atuando no preparo pré-operatório ou como complemento terapêutico para restabelecimento da capacidade funcional;
- Reabilitação e;
- Participação nas ações de prevenção e detecção precoce de doenças do sistema músculo-esquelético de maneira articulada com os programas e normas definidas pelo MS ou Secretaria de Saúde do Estado ou Município, para a atenção em traumatologia e ortopedia.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 

17.04 - Migração de plano atrai mais de 50 mil consultas
Nas primeiras 24 horas em que o Guia de Planos de Saúde, um aplicativo on line, disponível no site da Agência Nacional de Saúde, para que o consumidor possa pesquisar e escolher um plano para migrar, esteve no ar, foram mais de 50 mil acessos, segundo balanço da agência, demonstrando o interesse do consumidor pela portabilidade na saúde. Ou seja, a possibilidade de os usuários mudarem de operadora, sem precisar cumprir um novo período de carência para a realização de qualquer procedimento, de consultas a internações.
No alto do site da ANS (www.ans.gov.br), o consumidor encontra o link Guia de Planos de Saúde - Consulte Aqui para Portabilidade. O associado deve informar o número de registro do seu plano de saúde e da sua operadora na ANS. Os números podem ser obtidos no contrato do plano, na carteira, no serviço de atendimento da operadora, no boleto de pagamento ou no site da ANS, através de busca a partir da razão social da operadora. Em caso de dificuldade, o usuário pode contatar a ANS pelo telefone 0800-701-9656. No guia, o usuário tem acesso a uma relação de planos compatíveis para portabilidade. São seis mil planos cadastrados. A portabilidade só pode ser pedida entre o mês do aniversário do contrato e o mês seguinte, ou seja, 60 dias a cada ano. No país, são 6,6 milhões de usuários abrangidos, sendo 527.831 em Minas. Os números não incluem clientes de planos adaptados ou exclusivamente odontológicos.
Apenas clientes de planos individuais/familiares com contrato assinado ou adaptado a partir de 1999 podem fazer a migração com portabilidade de carências. É preciso estar em dia com a mensalidade e estar há, pelo menos, dois anos na operadora de origem. A troca só é possível entre planos considerados equivalentes, ou para um plano inferior.
A coordenadora institucional da Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, explica que a associação deve realizar uma avaliação do guia da ANS. “É preciso verificar se o consumidor está bem atendido pelo site, se ele é claro para a compreensão do usuário”, afirma Dolci, que deve ter o resultado até o final da próxima semana. “O importante, nesse momento, é que o consumidor entenda que se trata de uma portabilidade restrita, não é como no telefone”, alerta, lembrando dos pré-requisitos exigidos para a migração sem carência. Na hora de trocar de plano, a coordenadora lembra que é preciso comparar os dois contratos e não acreditar em promessas verbais.   (Cássia Eponine - Hoje em Dia)

17.04 - Federação dos Hospitais critica estudo sobre infecção
A Federação dos Hospitais do Estado de São Paulo protestou terça-feira contra pesquisa que apontou que 75% dos hospitais paulistas têm falhas no controle de infecções hospitalares. O estudo foi feito pelo Conselho Regional de Medicina entre outubro de 2007 e janeiro de 2008, a pedido do Ministério Público. Para Dante Montagna, presidente da federação, apresentar apenas as falhas de controle pode levar a população a concluir que os hospitais têm altas taxas de infecção, o que não é necessariamente verdade.
"Qual é o índice de infecção? Isso é muito mais importante para a população", argumentou. Questionado se os próprios hospitais não poderiam divulgar os índices, o dirigente disse que a decisão cabe a cada unidade. Ele questionou ainda o prazo para a divulgação do estudo. Em nota, a promotoria destacou considerar que "o trabalho desenvolvido colabora para a melhoria das condições hospitalares." Enfatizou ainda que providências serão tomadas pelos promotores.
As falhas apontadas pelo levantamento foram detectadas dez anos depois de o Ministério da Saúde editar regulamentação que obriga as unidades a ter um programa de combate às infecções e uma equipe de profissionais dedicados à tarefa de evitar que fungos, bactérias e vírus prejudiquem os pacientes durante ou após a internação. 
O trabalho foi realizado a partir de uma amostra de 158 hospitais, representativa das 741 unidades hospitalares do Estado. Mesmo entre aqueles que declaravam ter programas de controle das infecções, 92% descumpriam algum dos pontos importantes para o trabalho ser considerado completo. (Agêcia Estado)

17.04 - Hospitais do ABC falhas no controle de infecções
Seis hospitais da região entraram na lista das instituições que possuem deficiências no controle de infecções hospitalares, segundo levantamento realizado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) em parceria com o Ministério Público de São Paulo. Em todo o Estado, mais de 90% das unidades avaliadas apresentaram algum problema.
A pesquisa, divulgada na segunda-feira, foi realizada entre novembro de 2007 e janeiro de 2008. O Cremesp visitou de forma aleatória 158 hospitais do Estado, sendo sete no Grande ABC. Dos vistoriados na região, apresentaram algum tipo de inconformidade com o PCIH (Programa de Controle de Infecções Hospitalares) os hospitais Coração de Jesus e Santa Helena, em Santo André; Assunção, São Bernardo e Anchieta, em São Bernardo; e o Hospital São Lucas, em Ribeirão Pires.
Apenas o Hospital Público Municipal de Diadema, que também foi vistoriado, não entrou para a lista das instituições com irregularidades.
Os hospitais citados passarão por uma nova vistoria no prazo de 90 dias, a partir da notificação, para que seja verificada a correção dos problemas. Se depois desse prazo as deficiências persistirem, as unidades estarão sujeitas à instauração de inquérito civil e ao ajuizamento de ação civil pública.
O Ministério Público esclarece que pelo fato de o levantamento ter sido feito de novembro de 2007 a janeiro de 2008, ele "apresenta um retrato daquele momento". O Cremesp acrescenta que "como o prazo concedido ainda não terminou, situações apontadas no relatório já podem ter sido regularizadas" pelos hospitais.
O estudo - O estudo do Cremesp verificou dez itens considerados imprescindíveis na organização e no funcionamento de um programa de infecção hospitalar. Foi constatado que apenas 12 hospitais (7,6%) atenderam simultaneamente a todos esses itens. E em praticamente metade das instituições vistoriadas sequer havia um PCIH formalmente elaborado.
Durante a divulgação do estudo, o promotor de Justiça Reynaldo Mapelli Junior, coordenador da Área de Saúde do Centro de Apoio Operacional Cível e de Tutela Coletiva do Ministério Público, classificou os índices revelados como "absolutamente alarmantes". Segundo ele, durante a vistoria aos 158 hospitais foram encontrados até casos de profissionais de saúde que não lavam as mãos e de esterilização inadequada de materiais.
Segundo dados do Cremesp, estima-se que de 5% a 15% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção hospitalar.
Posição dos hospitais - Todos os hospitais do Grande ABC citados na pesquisa foram procurados pela reportagem. A direção do Hospital São Bernardo, por meio de nota, informou que a visita do Cremesp foi "realizada em 06/11/2007 e que todos os itens apontados já foram solucionados".
Já a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ribeirão Pires informou que a Secretaria de Saúde e Higiene "determinou as devidas providências para regularizar todos os itens apresentados pela avaliação do Cremesp dentro do prazo estipulado" no Hospital Municipal São Lucas.
A direção do Hospital Coração de Jesus também informou que já foi notificada pelo Cremesp e que está "tomando as providências necessárias".
O Hospital Santa Helena, por sua vez, informou que o Cremesp "solicitou apenas providências burocráticas em relação ao controle de infecções hospitalares, que já foram resolvidas antes mesmo de o prazo para isso ter expirado".
O Hospital Assunção também disse ter recebido o relatório do Cremesp e informou que está "em fase de conclusão a apuração das questões apontadas". "De qualquer modo, podemos adiantar que algumas das questões relatadas não foram constatadas, ou seja, não se consolidava o apontamento realizado no relatório. Outros apontamentos foram solucionados há muito tempo", diz nota emitida pela instituição. (Caio Bruno e Carolina Godoy - Diário Online)

17.04 - Droga retarda evolução do mal de Alzheimer
Em meio à cautela típica da ciência, médicos britânicos celebram os resultados surpreendentes de uma droga contra o mal de Alzheimer, desenvolvida com a colaboração da farmacêutica suíça Roche. Cinco pacientes com estágio moderado da doença receberam a molécula CPHPC por 12 semanas e não sofreram deterioração mental. Em entrevista ao Correio, por e-mail, Mark Pepys - especialista da Faculdade de Medicina da University College London - contou que, como era esperado, a CPHPC removeu a proteína Componente Amiloide P Sérico (SAP) do sangue dos pacientes. "No entanto, nosso estudo constatou que o tratamento com a droga também fez com que a SAP desaparecesse do fluido cérebro-espinhal, que banha o cérebro", afirmou o autor da pesquisa publicada pela revista Proceedings of the National Academy of Science. "Isso é uma descoberta dramática, que encoraja mais estudos clínicos, com um número maior de pacientes tratados, em um prazo também maior." 
A proteína SAP se acumula nas placas e nos emaranhados de fibras nervosas dos cérebros de portadores do mal de Alzheimer e suspeita-se que ela danifique as células saudáveis. "Não sabemos se a SAP é a chave para a doença, mas há boas pistas de que ela esteja envolvida no processo", explicou Mark. "Na melhor das hipóteses, a CPHPC pode atrasar o desenvolvimento e a progressão do mal de Alzheimer, o que já seria uma grande contribuição ao tratamento", acrescentou. 
Poderosa 
O responsável pela criação da CPHPC prefere não considerar "sua molécula" como a mais promissora droga disponível contra a doença. Mark admite que a substância é "muito poderosa e bastante segura, capaz de remover por completo a SAP do sangue e do cérebro". Mas ele ressalta que testes em larga escala e de longa duração precisam determinar com exatidão os benefícios do tratamento. Para os cientistas, a origem da SAP e o funcionamento da CPHPC são um enigma. Algumas pessoas creem que a proteína é produzida pelo fígado, outras sustentam que a fabricação parte do cérebro. "Não sabemos se a CPHPC entraria no cérebro por si só, já que sua estrutura química sugere que a droga não passaria facilmente do sangue para o órgão", acrescentou. 
Mark e seus colegas pretendem realizar um teste clínico com placebo (substância inócua) e CPHPC em 100 pacientes, com duração de dois anos. "Queremos confirmar a segurança e a tolerância da droga, e mostrar evidências de benefícios, seja por meio da estabilização da função cognitiva, seja pela interrupção do encolhimento do cérebro, atestada por ressonância magnética", explicou. O pai da molécula CPHPC acredita que a venda da droga vai demorar um pouco, graças à lentidão dos processos regulatórios para a aprovação do medicamento. "Isso poderia ocorrer entre cinco e sete anos." (Correio Braziliense)
 
 
 
 
 

16.04 - Usuários têm receio de mudar de operadora
Mesmo os usuários que apontaram problemas em seus atuais planos de saúde ainda estão com receio de trocar de operadora.
Usuária da Medial há três anos, a secretária executiva Márcia Rosselli, 54, relata que há duas semanas ficou durante 25 minutos em seu telefone celular para agendar um exame ginecológico.
Com a demora, ela desistiu e relatou o problema à seção "A Cidade é Sua", da Folha.
Só depois disso, afirma ela, a empresa entrou em contato por e-mail, ontem, e a consulta foi agendada para o final deste mês.
"Tive resposta da empresa e eles foram atenciosos. Mas não seguiram a portaria de 1º de dezembro [referente ao atendimento dos call centers, de, no máximo, um minuto]", afirma Márcia.
Convicta de que cada plano de saúde "tem uma desculpa diferente" para justificar suas falhas, Márcia prefere esperar um pouco para ver como será aplicada, na prática, a transferência de plano sem a obrigatoriedade de nova carência -a chamada portabilidade.
"Gostaria de pagar um plano mais barato, que não me fizesse passar por tanto estresse. Por enquanto não vou mexer em nada porque tenho exames agendados", diz.
Também com receio da mudança, a jornalista Higia Faetusa Soares Nichele, 35, quer mudar de plano de saúde por estar insatisfeita com os serviços. Mas diz que só fará isso com a garantia de que as consultas médicas não serão prejudicadas.
"O meu medo é mudar para alguma coisa duvidosa. Antes de pensar em trocar, quero saber como será a negociação com os médicos, pois tenho medo de não ter um atendimento completo."
Em março, Higia teve dificuldade para realizar um exame de raio-X e marcar o retorno de uma consulta. Ela foi atendida após reclamar na central de atendimentos da Amil, da qual é conveniada desde 2000.   (MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO - Folha de S.Paulo)

16.04 - Infecção hospitalar: ameaça à segurança do paciente
No Brasil, a incidência da infecção hospitalar é de 9%, segundo Panorama do Controle da Infecção Hospitalar no Brasil, elaborado pela Anvisa. Isso significa que, de 100 pessoas internadas, nove apresentam algum tipo de infecção contraída no hospital. Comemorado no dia 11 de abril, o Dia do Infectologista foi marcado por um evento da Sociedade Brasileira de Infectologia, com o tema de campanha: Controle de infecção é legal.
De acordo com o 1º secretario da Sociedade Brasileira de Infectologia, Mauro Salles, o tema da campanha 2009 tem duplo sentido. "A palavra ‘legal" vem do adjetivo conforme ou relativo à lei e do popular certo, em ordem, excelente", explica.
Salles afirma que o Brasil não é diferente dos demais países e por isso se preocupa tanto com a infecção hospitalar.  A idéia da nova campanha é incentivar todos os serviços de saúde a controlar a infecção. "Esse controle é obrigado, por lei", destaca.
"O uso de procedimentos altamente sofisticados e invasivos, a utilização clínica dos antimicrobianos de forma abusiva e indiscriminada e a falta de adesão à lavagem das mãos contribuem para a proliferação das bactérias e consequente infecção", conta.
O 1º secretário explica que a higienização das mãos, além de eficaz, é uma das medidas preventivas mais importantes e a de menor custo no controle das infecções hospitalares. A boa conservação do ambiente e a higienização dos instrumentos também diminuem consideravelmente a incidência e a gravidade das infecções.
"Nós temos realizado constantes trabalhos de prevenção através da Internet, jornal, folhetos, revistas médicas especializadas e discussões conjuntas para que a população entenda a nossa preocupação e absorva essa importância", complementa Salles.
De acordo com ele, embora o controle, as descobertas e a vigilância das infecções hospitalares tenham evoluído nos últimos anos, ainda há muito que fazer. Adotar medidas de higienização, a constante vigilância, a educação continuada dos profissionais e ter um controle mais rigoroso dos procedimentos podem reduzir de 30% a 60% as taxas de infecção hospitalar.
"Nosso objetivo é alarmar as pessoas e não produzir sentimento de medo. A meta é informar as práticas que podem ser realizadas pelos próprios pacientes, contribuindo com o combate à infecção", finaliza.   (Thaia Duo - Saúde Business Web)

16.04 - Terapia celular reverte diabetes tipo 1
Estudo que segue há mais de quatro anos 23 pacientes mostra que tratamento com células-tronco livrou 15 deles da insulina
Pesquisa da USP de Ribeirão revela que pâncreas voltou a funcionar; autor avalia que ainda não é possível falar em cura de diabéticos
Um estudo brasileiro inédito revela que o pâncreas de diabéticos tipo 1 está voltando a funcionar após o transplante de células-tronco do próprio paciente, livrando-o da necessidade de insulina.
Os resultados da pesquisa, que acompanha 23 voluntários há mais de quatro anos, estão publicados na edição de hoje do Jama (jornal da Associação Médica Americana).
Os autores constataram, pela primeira vez no mundo, que os níveis do peptídeo-C, uma espécie de marcador do funcionamento das células produtoras de insulina, aumentaram nos pacientes submetidos à terapia.
Essa substância é um dos resíduos da produção do hormônio pelas células beta do pâncreas. Ou seja, quanto maiores suas taxas, maior a produção de insulina e menor o risco de complicações associadas ao diabetes, como amputações.
"O nível dele não só deixou de cair como aumentou", comemora o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, e um dos autores do estudo. "Isso significa que o pâncreas está voltando a funcionar", explica ele. "Esses pacientes produzem mais insulina do que quando chegaram até nós."
A maioria dos voluntários deixou de usar hormônio sintético há mais de três anos, em média, com bom controle da glicemia. "Temos pacientes livres há quatro anos e oito meses, com excelente qualidade de vida, sem picos de hipoglicemia", diz Couri.
Oito deles precisaram voltar a tomar o hormônio sintético, mas em doses muito baixas. "Por isso não dá para afirmar que os benefícios sejam permanentes", avalia o imunologista Júlio Voltarelli, um dos líderes do estudo.
Mas mesmo nesses pacientes os níveis do peptídeo-C estão aumentados, mostrando que o pâncreas está funcionando melhor também nessas pessoas, apesar de não produzir todo o hormônio de que necessitam. "Eles provavelmente terão uma melhor evolução da doença", acredita Júlio Voltarelli.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, em que o próprio sistema de defesa do corpo passa a atacar o pâncreas. A terapia com células-tronco, ao que parece, consegue combater essa falha imunológica, mas não recupera as áreas destruídas da glândula. Daí a necessidade de aplicá-la em pessoas recém-diagnosticadas.
Medicamento
Outro resultado inédito apontado pelos autores foi o efeito da droga sitagliptina, indicada para diabéticos tipo 2, em dois dos pacientes que voltaram a precisar da insulina. Com dois meses de medicação, eles ficaram livres do hormônio sintético. A droga estimula a secreção de insulina pelo organismo. Hoje tais pacientes controlam a glicemia tomando esse remédio uma vez ao dia.
Em 2007, com a publicação dos primeiros dados do transplante de célula-tronco, o trabalho recebeu duras críticas da comunidade científica internacional, que atribuiu os bons resultados a um período conhecido como lua-de-mel, em que mudanças na dieta e exercícios, aliados ao acompanhamento médico, seriam os responsáveis pelos benefícios.
"Hoje não há dúvidas de que não se trata de lua-de-mel", diz Couri, lembrando que o primeiro artigo sobre a pesquisa publicado no Jama levou um ano para ser aceito -a aceitação desse último levou dois meses. Para Voltarelli, ainda não se pode falar em cura do diabetes. "Mas talvez estejamos trilhando o caminho para isso."  (GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)

16.04 - Coração mata muitos homens, e cada vez mais cedo
Otávio Antônio Soares, 63 anos: problemas no coração não tiram sorriso do rosto do aposentado
Duas filhas, cinco netos e muita disposição para viver. Aos 63 anos, o aposentado Otávio Antônio Soares não reclama dos problemas de saúde, mesmo não podendo pegar peso e andar depressa. E faz questão de lembrar: "Se estou aqui hoje é graças ao amor de Deus".
Em março de 1983, a dor no peito que irradiava para o braço foi o primeiro sintoma. "Estava jogando bola, cai no chão e somente me dei conta quanto estava no balão de oxigênio do hospital. Tive um princípio de infarto. A dor era muito forte, parecia que ia arrebentar o peito", lembra. Mas a bebida alcoólica, o cigarro e má alimentação não saíram da rotina. "Fiquei oito meses afastado do serviço, fiz academia e tomei remédios, mas não parei de fumar e beber", admite.
Sem fortes mudanças, o problema voltou. "Como eu tinha cuidado pouco, tive que fazer três pontes de safena para consertar meu coração, em 1992", afirma.  Daí em diante o aposentado resolver mudar. "Parei com tudo. Só a alimentação que ainda não está 100%, está 80% porque sou meio teimoso (risos). Eu era o único da família que bebia e fumava, então foi fácil parar, mas a comida é difícil", relata.
Saiba mais sobre infarto e outros problemas do coração
Quando tudo parecia bem, outra cirurgia. "Voltei a operar em 2003. Dessa vez, coloquei uma válvula mitral, uma ponte de safena e outra mamária", conta. O coração até pode ter algumas modificações, mas o bom-humor e a alegria continuaram nele, que é apenas um exemplo entre tantos homens brasileiros com problemas cardiovasculares. "A mortalidade por doença cardiovascular afeta 32% da população brasileira. As duas doenças que mais causam mortalidade são: o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio. Ambas são causadas pelo infarto, uma no cérebro e outra no coração. Normalmente, atinge os pacientes acima de 40 anos de idade. Mas essa idade vem diminuindo, devido ao sedentarismo e tabagismo em pessoas mais jovens", diz o presidente da Sociedade de Cardiologia do Espírito Santo José Aid.
Causas
De acordo com o cardiologista, o que causa a morte no infarto são as arritmias cardíacas. O coração não recebe sangue, vai inchando e parando de funcionar. "Quanto mais cedo você faz o diagnóstico, abre esse vaso que está se fechando, mais chance tem de reverter o infarto e salvar a vida. O grande desafio é fazer com que as pessoas tenham acesso a esse tipo de tecnologia, apenas 10% da população tem", lamenta. (Laila Magesk - Gazeta Online)
 
 
 
 
 

15.04 - Planos odontológicos desaceleram expansão
O segmento de planos odontológicos deve reduzir um pouco o ritmo de crescimento este ano. Depois de registrar uma alta de 19%, alcançando 11 milhões de usuários, em 2008, o setor espera uma expansão de 15% para 2009.
Esse fato, no entanto, não apaga o vigor que o setor vem experimentando nos últimos anos. De acordo com dados do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), desde a fundação da primeira empresa que trabalha com a venda exclusiva desses planos, em 1966, até 2000, o mercado totalizava 2,8 milhões de beneficiários neste segmento. Nos últimos oito anos, o número cresceu 301,94%. "Em um determinado momento, possivelmente nos próximos cinco anos, os planos odontológicos terão o mesmo número atual de beneficiários de planos de saúde, de mais de 40 milhões de usuários", acredita o presidente do Sinog, Carlos Roberto Squillati.
Demanda reprimida por assistência odontológica é o principal fator que deverá sustentar o crescimento do setor, de acordo com a entidade. "Há uma consciência hoje de que não é possível pensar em saúde, sem falar em saúde bucal."
O setor, formado por 493 operadoras de planos de saúde, é hoje sustentado pela carteira de clientes corporativos. Dados do Sinog dão conta de que cerca de 85% dos planos são contratados de forma coletiva e mais da metade destes estão localizados na região Sudeste do País. "Mas como apenas 5,5% da população brasileira está vinculada a um convênio dessa natureza, há nichos de mercados a serem explorados em todas as regiões", diz.
Em 2007, a Odontoprev, maior empresa do setor, começou a se aproximar dos clientes de pequenas e médias empresas. A estratégia também foi adotada pela Inpao Dental. Hoje, 8% dos clientes da empresa é composta por pequenas e microempresas. A expectativa é de que chegue a 12% até o final deste ano e a 20% em 2010. "Alcançamos o cliente individual através dos produtos de afinidade", diz o diretor administrativo financeiro da Inpao Dental, Cláudio Martins Aboud, referindo-se a parcerias com bancos e operadoras de planos de saúde.
"Quando o cliente adquire um cartão de crédito do banco Santander, por exemplo, tem a opção de adquirir um plano Inpao Dental", explica. Na mesma linha, a empresa tem parcerias com a Unimed Paulistana e Unimed Santos e está fechando acordo com a Unimed ABC. "Esse é um segmento que é bastante explorado e é bastante promissor", diz o executivo.
A Inpao Dental, que alcançou o número de 300 mil beneficiários no ano passado, depois de registrar um crescimento de 31,7%, está entre as empresas que reduziram a previsão de expansão para este ano. A empresa, que estimava uma alta de 30% para 2009, agora conta com um crescimento de 24% até o final do ano. "A velocidade já foi reduzida no final no último trimestre de 2008 e a redução se manteve no começo deste ano", diz Aboud. De acordo com o executivo, enquanto no primeiro trimestre de 2009 a empresa elevou em 4,5% o número de beneficiários, no mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 7,92%.
Consolidação
Fortemente dependente de escala, assim como os planos de saúde e o de medicina diagnóstica, o setor de planos odontológicos deve manter nos próximos anos o processo de consolidação já iniciado.
Para disputar o mercado de planos odontológicos, o grupo Bradesco de Seguros e Previdência estruturou a Bradesco Dental em maio do ano passado. A empresa, encerrou 2008 com mais de 1,135 milhão de beneficiários de uma carteira de 2,4 mil empresas clientes. A expectativa é atingir 2 milhões de vidas nos próximos dois anos e se tornar líder no segmento.
O número parece pouco se comparado ao alcance dos planos de saúde, que contam hoje com mais de 40 milhões de beneficiários no País. O que chama a atenção no caso do segmento odontológico é, no entanto, é seu ritmo de expansão.
O plano da Amil é ambicioso: tornar-se o líder do setor odontológico no prazo de cinco anos. Segundo Norberto Birman, diretor corporativo da empresa, a estratégia é atuar em duas frentes: a captação de clientes da carteira de planos de saúde da empresa, que hoje conta com 3,3 milhões de beneficiários e, também, atrair clientes que ainda não estão no mercado de planos de saúde, ou seja, fora da lista de 41 milhões de vidas calculados pela Agência Nacional de Saúde (ANS). O foco é trabalhar no sistema de "cross-selling", isto é, vendendo serviços relacionados para um mesmo clientes. A estratégia tem dado certo. Por enquanto, da carteira de planos de saúde da empresa, 600 mil clientes já têm o produto odontológico.
Odontoprev
A Odontoprev ainda aposta nas aquisições para alavancar o crescimento. Segundo José Roberto Borges Pacheco, diretor de relações com investidores da empresa, apesar da crise, 2009 será um dos melhores anos para ir às compras. Desde que abriu capital, em 2006, a empresa já comprou sete planos odontológicos, sendo que dois foram adquiridos no começo deste ano. Trata-se da Odontologia Integral, adquirida em janeiro, com 33 mil associados e da Odontoserv, com 94,5 beneficiários, cuja compra foi concluída no final de março. Só com aquisições, a empresa colou em carteira 500 mil associados, que hoje somam 2,4 milhões de vidas.
"E ainda temos uma posição de caixa confortável para aproveitar as boas oportunidades do mercado", diz Pacheco. A Odontoprev conta com cerca de R$ 200 milhões em caixa para novas aquisições. O valor é praticamente o mesmo que a companhia tinha na época em que lançou ações em bolsa, em 2006, quando captou R$ 522 milhões no mercado financeiro.
Pacheco acredita, porém, que o crescimento orgânico ainda dará a tônica de crescimento neste ano. Em 2008, o crescimento orgânico representou 10% da expansão da empresa e as aquisições, 6%. "O setor ainda é jovem no Brasil, com uma velocidade de crescimento até 5 vezes maior que a dos planos de saúde."
O acirramento da concorrência, especialmente com a entrada das gigantes dos planos de saúde e também das seguradoras, ainda pouco perturba os planos da Odontoprev. "Nossos principais competidores não têm a odontologia como negócio principal e ainda passam por dificuldades de margens, com as baixas taxas de crescimento do setor de planos de saúde", diz.
Atualmente, o foco da Odontoprev é ampliar o alcance de seus serviços. Com a aquisição da Odontoserv, por R$ 26 milhões, a empresa passa a atuar com mais força nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Paraíba, em aproximadamente 400 municípios, entre várias capitais e maiores cidades do interior do Brasil. investidos R$ 26 milhões na compra da empresa.    (Gazeta Mercantil - (Regiane de Oliveira e Valéria Serpa Leite)

15.04 - Genérico ainda mais vantajoso
Reajuste favorece quem trocar o medicamento de marca pelo remédio indicado pelo princípio ativo. Diferença chega a 89,49%
Comprar medicamentos fica mais caro a partir de hoje, quando chega ao Rio a tabela com os novos valores após o reajuste máximo de 5,91%. A alta recai sobre os medicamentos de marca e também os genéricos que, no entanto, continuarão bem vantajosos financeiramente conforme levantamento ao lado, feito por O DIA, comparando os novos preços dos remédios mais consumidos pelos cariocas e complementando lista publicada pelo jornal com exclusividade na sexta-feira passada.
Para se ter uma ideia, após o reajuste a diferença de preços entre o calmante Lexotan (que terá reajuste de 5,9%) e seu genérico, o Bromazepan (aumento de 5,83%) ficará ainda maior. Quem optar pelo genérico vai pagar 89,49% a menos na comparação com quem escolher levar para casa a marca conhecida. Quem levar o emagrecedor Cloridrato de Sibutramina no lugar do Reductil, pagará 78,82% a menos. Já quem for orientado pelo médico a substituir o tranquilizante Frontal pelo genérico Alprazolam vai pagar 69,87% a menos.
A fim de saber se o medicamento prescrito pelo médico tem genérico, o consumidor deve pedir ao farmacêutico para consultar a revista da ABC Farma. As drogarias são obrigadas a ter a tabela em locais de fácil acesso.   (O Dia Online)

15.04 - Embalagens de medicamentos serão mais informativas
As embalagens de medicamentos vão ficar mais informativas. Uma proposta da Anvisa quer incluir, por exemplo, nos medicamentos com efeito sedativo, um símbolo de alerta, acompanhado da expressão “não dirigir”. As embalagens também deverão trazer informações em braile (nome do ativo, concentração, forma farmacêutica e SAC), para garantir a acessibilidade ao produto.
Essas e outras alterações sugeridas pela Consulta Pública nº08/2009 recebem contribuições até o dia 11 de maio. O objetivo da CP é que a rotulagem permita a identificação adequada do medicamento durante sua dispensação e uso, e oriente sobre o armazenamento adequado dos produtos, bem como quanto ao uso seguro do medicamento, com a disposição de informações e advertências que se fazem necessárias para o uso racional. 
“A proposta foi feita para solucionar problemas que vêm sendo identificados no mercado e reclamados tanto pela população quanto por associações do setor”, afirma o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. “O objetivo é tornar as informações da embalagem do medicamento mais claras e úteis para o cidadão”, ressalta. 
O documento também propõe que informações que já figuram nas bulas também sejam colocadas nas embalagens, tais como substâncias presentes no medicamento e mudanças nos cuidados de conservação após a abertura do produto. “Essas mudanças são importantes para que pessoas que têm alergia a algum componente da fórmula saibam disto antes de abrir a embalagem”, completa Raposo.
As contribuições podem ser enviadas pelo fórum virtual de discussão ou por meio de um formulário próprio. O formulário (word) deve ser encaminhado para o e-mail cp.rotulagem@anvisa.gov.br, fax: (61) 3462-5428, ou por correio para: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Gerência-Geral de Medicamentos – Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Trecho 05, Área Especial nº 57, Brasília – DF, CEP: 71.205-050. (CFM)
 
 
 
 
 

14.04 - Operadoras apostam em novas estratégias
Com a portabilidade em vigor, as operadoras de planos de saúde precisam elaborar estratégias para manter seus clientes e para atrair novos usuários. Com isso, o beneficiário agora pode escolher qual o plano mais vantajoso para migrar. Com objetivo de melhorar e desburocratizar o atendimento, o Ideal Saúde investiu mais de R$ 300 mil na compra de um novo sistema da bandeira do cartão de crédito Visa. “O produto, que será lançado para o cliente a partir de maio, é um cartão do plano que libera na hora a autorização para fazer determinado tipo de procedimento. Este será o presente para os atuais e novos usuários”, exclamou o gerente de Filiais do Ideal, Carlos Nascimento.
De acordo com o gerente, quando o médico solicitar algum tipo de procedimento como, por exemplo, exames de ressonância magnética, tomografia, internação com data marcada e outros, o paciente irá até a clínica, hospital ou laboratório e, ao passar o cartão, a autorização sai na mesma hora. Mas, para isso, é preciso que o usuário esteja adimplente e tenha cumprido os prazos de carência. “Estamos preparados para a portabilidade e esta iniciativa é um grande diferencial entre as outras operadoras”, afirmou.
Para o diretor-secretário da Unimed Recife, doutor Antônio Cruz, a grande preocupação com a portabilidade em vigor é que muitas pessoas mudam de plano para conseguir determinado tipo de procedimento que seu plano de origem não oferece. Depois que conseguem o que querem a gente corre o risco destes beneficiários abandonarem os novos planos. “A gente só pode fazer uma análise sobre a portabilidade depois do dia 15. Mas sabemos que teremos alguns custos para nos adaptarmos às novas regras”, concluiu Cruz. (Folha de Pernambuco)

14.04 - Convênios querem reajuste de 10% na mensalidade neste ano
As operadoras de planos de saúde querem o reajuste de pelo menos 10% nas mensalidades. Para as empresas consultadas, o custo dos planos de saúde aumentou com a alta do dólar, já que medicamentos e equipamentos importados são cotados nessa moeda.
Segundo a operadora Medicol, o custo aumentou mais de 10% com a alta do dólar. A Samcil solicitou aumento de mais de 10% para a Abramge. "Cada vez que um funcionário é demitido, perco um beneficiário", afirma Alejandro Pérez. A crise também teria aumentado o número de consultas e exames --com receio do desemprego, muitos preferem garantir o atendimento.
A inclusão de mais procedimentos teria aumentado o custo dos convênios em até 8%, de acordo com a Unimed Paulistana.
A Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) não informou o percentual proposto para a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e diz que está calculando os custos.
Em 2008, a ANS autorizou reajuste máximo de 5,48% para os planos individuais e familiares --o índice passou a valer em maio do ano passado e termina neste mês. Segundo a ANS, o reajuste está sendo calculado e será enviado para os ministérios da Fazenda e da Saúde nas próximas semanas.    (Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)

14.04 - Plano de saúde cresce. E a rede?
Nem mesmo a ANS sabe dizer qual a proporção ideal entre clientes e locais de atendimento
Os planos de saúde privados estão livres para aceitar novos clientes sem que para isso tenham de ampliar sua rede de atendimento. E não há como fiscalizar a qualidade do serviço prestado, pois faltam parâmetros sobre o número ideal de usuários por quantidade de estabelecimentos de saúde credenciados pelas operadoras.
Nem mesmo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sabe dizer se a proporção atual entre usuários dos planos de saúde privados e os equipamentos disponíveis é adequada. “Hoje, não se sabe qual seria a quantidade ideal de leitos para atender a contento toda a rede de usuários de planos de saúde”, admite Ceres Albuquerque, gerente-geral de Informação e Sistema da ANS, justificando que o cálculo seria muito complexo e teria de considerar uma série de variáveis.
Em abril, pela primeira vez no histórico de pesquisas da ANS a agência apurou a quantidade de hospitais, clínicas e prontos-socorros privados existentes no Estado de São Paulo. Diante dos novos dados, foi possível constatar que existe, por exemplo, um pronto-socorro especializado para cada 1,4 milhão de segurados (veja ao lado).
“Pesquisar os estabelecimentos de saúde existentes hoje já é o primeiro passo para que, no futuro, possamos estabelecer um parâmetro e melhorar a regulação do setor”, afirma o gerente.
Sem investimentos
Para Márcio Bichara, secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ausência desse indicador é a principal causa dos problemas que atingem os segurados de planos de saúde. “A maioria das pessoas que tem convênio sabe que a espera nos hospitais e consultórios só aumentou nos últimos anos”, afirma Bichara. “E isso acontece porque a quantidade de conveniados cresceu sem que a rede privada de hospitais e clínicas tenha sido ampliada.”
De 2006 a 2008, mais de 1,2 milhão de pessoas entraram para o sistema privado de saúde no Estado de São Paulo - hoje, são 16,8 milhões de segurados. Mas não se pode dizer quantos novos hospitais a região ganhou nesse período - a ANS não apurou esse dado nos anos anteriores e nenhum outro órgão, público ou privado, parece dispor da informação.
“Não há como medir o problema, mas é triste constatar que o segurado de plano de saúde que reclamar de demora no atendimento estará desamparado pela legislação”, reconhece Renata Molina, técnica da Fundação Procon-SP.
“O máximo que o Procon pode fazer é pressionar a empresa para que ela atenda seu cliente o mais rápido possível. Mas hoje não temos base legal para exigir mudanças efetivas no sistema e acabar com o problema de atendimento de uma vez por todas.”
É o que constata o vendedor José Barbosa de Oliveira. Desde outubro do ano passado, o cliente da Avimed luta para conseguir marcar a cirurgia para retirada de uma bala alojada no pé - instalada desde um assalto sofrido por ele há 3 anos. “Cada vez que vou me consultar demoro mais de uma hora para ser atendido”, conta. “E mesmo com a recomendação médica dizendo que a cirurgia é urgente, não consigo ser operado.”
“Falta demanda”
Solange Beatriz Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), argumenta que mesmo sem uma limitação estabelecida pela Agência Nacional de Saúde, não é de interesse das operadoras abarrotar sua rede de atendimento.
“Nenhuma empresa vai querer acabar com sua reputação ao deixar seus clientes desassistidos”, diz. Ela também ressalta que as empresas filiadas à Fenasaúde apresentam uma proporção paciente/hospital bem inferior à apontada pela ANS.
Para Solange, a rede de atendimento será ampliada se houver demanda para isso. “Os administradores de hospitais só não aumentariam a rede caso não houvesse mesmo clientes suficientes para preenchê-la”, declara. A Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) não quis comentar os dados da pesquisa.   (CAROLINA DALL’OLIO - Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

13.04 - Código de Ética Médica
Pelo fim do anonimato dos Princípios Fundamentais
Os atuais dezenove Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica brasileiro estão descritos de forma “anônima”, ou seja, o título de cada um deles não faz parte do seu enunciado. Tal ausência nominal tanto dificulta a imediata identificação do princípio como desfavorece sua divulgação. Por estes importantes motivos, nosso conjunto de princípios éticos está relativamente muito longe da notoriedade alcançada pelos quatro componentes da bioética norte-americana.
O enorme sucesso da bioética de princípios (não escrevemos “principialista” em respeito ao protesto dos seus compiladores Beauchamps e Childress) se deve, de um lado, ao fato de serem poucos e, de outro lado, a estarem individualmente nomeados e claramente conceituados, tornando-os facilmente identificáveis tanto por médicos como por não médicos.
Um código profissional, pela vastidão de conceitos deontológicos que abrange, não poderia ser reduzido a poucos princípios. No entanto, mesmo em grande número, a intitulação de cada um deles favoreceria sua imediata identificação. A própria essência doutrinária do exercício da Medicina através dos milênios está contida nos Princípios Fundamentais e o didatismo organizativo proposto para os seus enunciados contribuiria com a expansão do seu conhecimento geral.
Princípio, na definição de Aristóteles (422-384), é o ponto de partida da coisa ou também aquilo que permite fazer melhor uma coisa. Principio, continua o mestre, são leis universais do pensamento e dele depende o conhecimento de outras coisas. Um princípio deve ser tão claro e evidente que o espírito humano não pudesse duvidar dele, complementaria René Descartes (1596-1650). Para ser assim tão fundamental, claro e evidente é preciso que cada um dos princípios tenha pelo menos um nome que o identifique.
Nesta direção já caminhava o vetusto Código de Ética Médica lusitano, de 1985, que acabou sendo adotado para todos os artigos (do 1º ao 157) no recente texto de 2008. Bem mais recentemente, o ainda fumegante Código italiano, de 2006, optou por identificar nominalmente não somente os Princípios Fundamentais, como também todos os seus artigos. Isto mesmo, todos. Este exemplo dos herdeiros de Galeno (131-201 a. C.) merece a nossa mais profunda reflexão.
Se o homem realmente fosse “a medida de todas as coisas”, conforme afirmou Protágoras (480-410 a.C.), não duvidaria em afirmar que a iniciativa de quebrar o anonimato através do batismo de cada um dos Princípios Fundamentais do nosso Código de Ética Médica iria evidenciar ainda mais a rara beleza neles contida, impulsionando a sua divulgação de maneira proporcional ao ocorrido com a Bioética norte-americana.
A tarefa de intitulação não parece difícil, com exceção do artigo quarto que, pela diversidade terminológica utilizada, dificulta que se saiba exatamente a qual princípio se refere.
Em conclusão, a reforma do Código de Ética Médica em curso constitui uma oportunidade ímpar para que se ponha fim ao anonimato dos seus Princípios Fundamentais através da imediata intitulação de cada um deles, oferecendo-lhes nomes que os auxiliem no preenchimento dos requisitos cartesianos essenciais de clareza e evidência.   (Elcio Luiz Bonamigo - CFM)

13.04 - Cirurgia supera stents em casos graves
Angioplastia em pacientes com ao menos 3 vasos lesados precisa ser refeita em 13,5% dos casos, e operação, em 5,9%
Dados são do estudo Syntax, que comparou a evolução de 1.800 pacientes cardíacos um ano após os procedimentos em 18 países do mundo
Pacientes com três ou mais vasos comprometidos que são submetidos a angioplastia (implantação de stents para desentupir vasos obstruídos) como forma de tratamento têm duas vezes mais chances de ter de se submeter a um novo procedimento quando comparados aos pacientes que têm o mesmo tipo de problema, mas que fizeram cirurgia cardíaca.
Os dados são do estudo multicêntrico Syntax, que comparou a evolução de 1.800 pacientes cardíacos em 18 países um ano após a realização dos procedimentos. Os resultados foram publicados no "New England Journal of Medicine".
Segundo o estudo, 13,5% das pessoas que fizeram angioplastia tiveram que revascularizar um vaso lesado dentro de um ano. Entre os pacientes que passaram por cirurgia, esse percentual foi de 5,9%.
Além disso, os principais eventos adversos cardíacos ou vasculares cerebrais em 12 meses foram significativamente maiores no grupo que fez a angioplastia (17,8%, contra 12,4%). O estudo diz ainda que a mortalidade nos pacientes dos dois grupos foi semelhante.
Angioplastia ou cirurgia?
Os resultados do estudo reacendem uma discussão antiga envolvendo cirurgiões cardíacos e médicos hemodinamicistas (responsáveis pelo implante dos stents) sobre o que é melhor para o paciente cardíaco: operar ou fazer angioplastia.
O cardiologista João Fernando Monteiro Ferreira, médico-assistente da Unidade de Coronariopatia do InCor (Instituto do Coração), diz que o sucesso primário da angioplastia é grande -já que se trata de um procedimento minimamente invasivo, em que o paciente recebe anestesia local e tem alta no dia seguinte. Mas, ainda assim, ele diz que há riscos de reestenose (novo entupimento do vaso) nos seis primeiros meses após o procedimento.
"Os stents estão cada vez mais modernos, a técnica evoluiu muito. A reestenose dos vasos diminuiu, mas ainda não conseguimos impedi-la completamente. E, se o médico implantar stents em muitas artérias, a chance de reobstrução e de ter que repetir o procedimento também aumenta", diz.
Na opinião de Edson Stefanini, cardiologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor científico da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), o estudo comprova que a cirurgia cardíaca é mais eficaz para pacientes graves, especialmente se eles forem diabéticos.
"Ninguém gosta de fazer cirurgia, ainda mais existindo o recurso da angioplastia. O que esse estudo mostra é que o benefício a longo prazo é maior em pacientes que optam pela cirurgia, mesmo com a mortalidade igual à dos que fizeram angioplastia. E os diabéticos são pacientes que têm mais chances de reobstruir vasos, por isso a cirurgia seria mais indicada", diz Stefanini.
Avaliar cada caso
Marcos Knobel, cardiologista e coordenador da Unidade Coronária do hospital Albert Einstein, diz que os médicos precisam avaliar o caso de cada paciente com muito critério.
"A angioplastia é menos invasiva, tem alta mais precoce, mas a longo prazo provoca mais eventos cardiovasculares. Então, no caso de pacientes graves como os do estudo, o tratamento padrão deve ser a cirurgia, mas isso depende de cada caso", diz o especialista.
Ferreira tem a mesma opinião. Ele diz que a evolução dos stents permite que eles sejam aplicados em pacientes com mais de uma artéria doente. Mas, para ele, é preciso estudar cada caso separadamente. Ainda de acordo com Ferreira, pessoas com apenas um vaso obstruído, por exemplo, normalmente são tratadas com stents.
"Cada paciente tem uma situação diferente. O estudo mostra que a cirurgia é mais eficaz em pessoas com três ou mais vasos lesados ou com lesão no tronco da artéria coronária esquerda. Nesses casos, acho que a tendência será indicar cirurgia", avalia.
Segundo Knobel, os resultados desse estudo eram esperados, mas o tempo de acompanhamento dos pacientes ainda é muito pequeno. "Eles foram acompanhados durante um ano. Acho que ainda é pouco tempo para definirmos alguma coisa", avalia.
Stefanini ressalta que a preocupação dos cardiologistas é sempre com a prevenção da doença. "Pessoas com tendência a desenvolver doença aterosclerótica devem procurar o médico mesmo que não tenham sintomas. Assim, será possível tratar o problema antes que ele apareça", diz.
SUS implanta 35 mil pontes e 44 mil stents
No Brasil, são feitas por ano cerca de 35 mil cirurgias cardíacas de revascularização do miocárdio (pontes de safena ou mamária) pelo SUS e cerca de 12 mil por convênios ou particulares, diz a SBCC (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca).
Segundo a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, 44.123 pacientes receberam em 2008 implantes de stents não farmacológicos, mas estima-se um número 30% maior por conta de atendimentos privados ou por convênio.
"Chegaríamos a um total de 60 mil implantes de stents por ano, uma frequência por habitante ainda reduzida se comparada a outros países", diz Luiz Alberto Mattos, presidente da sociedade.
De acordo com Mattos, o SUS reembolsa só o implante de stent não farmacológico -ao preço de R$ 2.034 cada. Os farmacológicos, mais eficazes, são usados apenas em pacientes atendidos em convênios. O preço varia de R$ 6.500 a R$ 15.000.
Segundo o cirurgião cardíaco Gilberto Venossi Barbosa, presidente da SBCC, entre as cirurgias cardíadas, a de revascularização do coração é a mais frequente no Brasil. "Uma cirurgia para implante de uma ponte de mamária tem durabilidade de ao menos 15 anos, enquanto as pontes de safena têm vida média de sete a dez anos", diz. (FERNANDA BASSETTE - Folha de S.Paulo)

13.04 - Saúde: Controle da qualidade de produtos importados
Os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior firmaram nesta quarta-feira (8) um termo de cooperação para desenvolvimento de uma ação conjunta que garanta maior qualidade para os produtos usados na área da saúde. "Obrigaremos os importados a ter a mesma qualidade dos nacionais", disse o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge.
Ele explicou que, com o convênio, haverá maior controle da qualidade e segurança dos equipamentos de saúde usados no país, tanto nacionais quanto os importados que, muitas vezes, em função do baixo preço, são adquiridos em concorrências públicas.
"Temos percebido que equipamentos importados, principalmente vindos de países asiáticos, sem a qualidade e a manutenção necessária, entram no Brasil, causando danos indústria nacional e principalmente saúde da população", afirmou Miguel Jorge.
De acordo com o convênio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovará e indicará as exigências necessárias aos produtos e o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) fará a normatização dos equipamentos e insumos. Produtos como aparelhos de raio X e de hemodiálise, próteses e fármacos serão pré-analisados, mas, depois de aprovados, terão acompanhamento sistemático.
Para o diretor de Economia da Saúde e do Complexo Industrial e Inovação da Saúde, Zich Moisés, o trabalho em parceria entre as áreas do governo permitirá uma análise mais rápida dos produtos, garantindo que apenas produtos de qualidade cheguem ao consumidor final.
"Atingiremos um padrão de qualidade superior, agregaremos valor aos produtos nacionais e impediremos a concorrência desleal e predatória que vem de fora do país e pode trazer problemas saúde da população", destacou Moisés.
Participaram também da solenidade representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), da Anvisa e do Inmetro. (Agência Brasil)
 
 
 
 
 

09.04 - Planos querem aumento de até 11%
Recife - Os usuários de planos de saúde individuais e familiares devem preparar o bolso para o reajuste anual que será anunciado até o final de abril pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As empresas do setor já enviaram as planilhas de custos com o pedido de aumento de até 11%. É quase o dobro da inflação medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), cujo acumulado anual ficou em 5,90% - entre fevereiro/2008 e fevereiro/2009. Para calcular o índice, a ANS utiliza a média dos preços dos planos coletivos e empresariais. No ano passado, as empresas reivindicaram 8% e a agência autorizou 5,48%. O reajuste entrar em vigor a partir de 1º de maio. São cerca de 41 milhões de consumidores no país assistidos pela saúde privada.
Crise financeira mundial, alta do dólar, aumento de 6,25% no preço dos remédios, implantação do novo rol de procedimentos médicos. São os itens que as empresas incluem na cesta para justificar o aumento dos custos. Do lado do usuário, os salários não tiveram ganhos superiores à inflação e a crise ainda trouxe o desemprego à casa das famílias. A ANS evita se posicionar sobre o aumento dos planos. Confirma que os técnicos estudam as planilhas, inclusive os custos da implantação do novo rol a partir de abril do ano passado.
Flávio Wanderley, presidente regional da Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo (Abramge), argumenta que a inflação dos custos assistenciais ficaram entre 9% e 11% entre março de 2008 e março de 2009. "Além da escassez do crédito e da alta do dólar, houve o reajuste dos medicamentos e a implantação dos procedimentos médicos do novo rol puxaram para cima os custos das empresas", aponta. Mesmo assim, a Abramge está pessimista quanto ao percentual que será autorizado pela ANS. "Achamos que deverá superar o índice anterior de 5,48%, mas não deve ultrapassar um dígito".
O aposentado Carlos Pires, 79 anos, já paga caro pelo plano individual. Em março, o valor chegou a R$ 1.600, quando ele decidiuentrar com uma ação na Justiça para reduzir a mensalidade. Ele conta que conseguiu uma liminar e baixar para R$ 920 o carnê, mas está preocupado com o aumento anual. "Se ficar em 11% vai ser muito alto para eu pagar. A cada ano que passa os planos de saúde ficam mais ricos e o atendimento médico só faz piorar", reclama.
Os órgãos de defesa do consumidor já se mobilizam para garantir apenas o repasse da inflação anual aos planos de saúde. "Esperamos que a ANS fixe o reajuste com base na inflação do período até porque a portabilidade deve puxar para baixo o preço dos planos", diz Maria Inês Dolci, coordenadora executiva da Associação Pro Teste. Para Renê Patriota, dirigente da Aduseps, a pedida de 11% está fora da realidade dos usuários. "As entidades vão se mobilizar e junto com o usuário barrar esse aumento na Justiça", avisa.  (Diário de Pernambuco)

09.04 - Perfil da saúde do brasileiro
No Dia Mundial da Saúde, comemorado na terça-feira (7), o ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou dados inéditos sobre indicadores de qualidade de vida no Brasil. A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, Vigitel 2008, revelou que os brasileiros estão mais atentos com a sua saúde. “O brasileiro faz mais atividade física, consome menos carne gordurosa, está fumando menos. Ampliou-se o acesso ao diagnóstico da hipertensão arterial. As mulheres que fazem mamografia e exame preventivo do câncer foi ampliado.
Por outro lado, persiste o número de brasileiros com excesso de peso, obesos e o consumo de bebida alcoólica, principalmente beber e dirigir, voltou ao padrão anterior da vigência da Lei Seca”, afirma Temporão.
A pesquisa também mostra que é comum entre os brasileiros o hábito de dirigir após beber. “A luz amarela acendeu. É uma questão que se enfrenta com fiscalização e com a construção de um novo padrão de consciência da população”, comenta o ministro da Saúde. Por isso, o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades lançam nesta quarta-feira, 8 de abril, campanha de prevenção a acidentes voltada tanto para aqueles que dirigem alcoolizados quanto para os caminhoneiros que consomem anfetaminas durante a longa jornada de trabalho.
O Vigitel 2008 foi realizado por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas capitais e no Distrito Federal. É o terceiro ano consecutivo que o Ministério realiza o levantamento. O questionário inclui perguntas sobre hábitos alimentares, atividade física, auto-avaliação do estado de saúde, tabagismo, consumo de álcool, prevenção de câncer, excesso de peso e obesidade.
Com os resultados do estudo, o Ministério da Saúde registra informações para subsidiar o monitoramento dos fatores de risco e proteção para as doenças crônicas não transmissíveis (câncer, infarto, derrame, etc) e contribuir para o planejamento de ações que reduzam a ocorrência dessas enfermidades.
1 - Álcool e direção
Cresce consumo de álcool no Brasil
No Brasil, as informações sobre o consumo abusivo de álcool mostram tendência de crescimento. Em 2008, 19% declaram ter consumido álcool de forma abusiva em alguma ocasião nos últimos 30 dias. Em 2007, foram 17,5%; em 2006, primeiro ano do Vigitel, foram 16,1%. O consumo é mais freqüente em faixas etárias mais jovens – alcançando 30% dos homens e 10% das mulheres entre 18 e 44 anos.
Consumo abusivo de álcool é 3x maior entre homens em relação às mulheres
Dados inéditos do Ministério da Saúde confirmam que o consumo abusivo de álcool continua mais freqüente e intenso entre os homens em relação às mulheres. De acordo com dados do Vigitel 2008, o percentual de consumo abusivo de álcool para o sexo masculino é de 29% dos entrevistados, 10 pontos percentuais acima da média nacional (19%) e três vezes maior do que o registrado entre as mulheres (10,5%). De acordo com o estudo, o percentual de consumo abusivo de álcool entre homens em 2008 foi o maior desde 2006, quando teve início o Vigitel. Há três anos, 25,3% dos homens entrevistados afirmaram ter consumido abusivamente o álcool, contra 27,2% (2007) e 29% (2008).
Mulheres aumentaram o consumo abusivo de álcool
As mulheres estão bebendo mais. De acordo com o Vigitel, em 2008 o percentual de consumo abusivo de álcool foi de 10,5%, contra 9,3% em 2007 e 8,1% em 2006.
Beber e dirigir
O brasileiro voltou a beber e dirigir com mais freqüência nos últimos meses de 2008 em relação aos primeiros meses da Lei Seca, em vigor desde junho do passado, e reverteu a tendência inicial de queda verificada pelo Ministério da Saúde. Nos meses de julho, agosto, setembro e outubro do ano passado, os percentuais de pessoas que afirmaram ter consumido álcool de forma abusiva e ter dirigido depois foram de 1,3%, 0,9%, 1,2%, 1,2%, respectivamente. Em novembro e dezembro, os percentuais saltaram para 2,1% e 2,6%, dados bastante elevados em relação aos meses anteriores.
Com relação ao cenário nacional, o dado percentual médio do Brasil foi de 1,5%, menor do que os 2% verificados em 2007, ano em que Vigitel iniciou a pesquisa sobre álcool e direção.
Comparativo do consumo abusivo de bebidas alcoólicas* e direção de veículo motorizado em capitais brasileiras, entre julho a dezembro de 2007 e 2008 e primeiros meses de 2009.
Campanha de prevenção a acidentes
Quem bebe e dirige em seguida e os caminhoneiros são os principais focos da nova campanha de alerta sobre os riscos dos acidentes de trânsito. Com o slogan “Por você e pelos outros, respeite as leis de trânsito”, as peças publicitárias serão veiculadas de 8 a 30 de abril em televisões, rádios, internet, revistas, jornais, mobiliário urbano e outdoors.
A preocupação é com o uso de anfetaminas feito por pessoas dessa categoria profissional para se manter acordadas durante longas jornadas de trabalho. A droga é utilizada para reduzir o sono e o cansaço, permitindo ao profissional trabalhar mais horas no dia.
2 - Obesidade
13% dos brasileiros são obesos
Excesso de peso se manteve estável nos últimos anos (43,3% dos brasileiros), mas a obesidade aumentou nos brasileiros, especialmente nas mulheres. Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que hoje 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do sistema Vigitel, 11,4% dos brasileiros eram obesos. No ano seguinte, esse índice subiu para 12,9%.
3 – Tabagismo
Consumo de cigarros entre os jovens caiu à metade nos últimos 20 anos
O estudo Vigitel 2008 mostra que 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos têm o hábito de fumar. Em 1989, os jovens fumantes eram 29%. De acordo com Deborah Malta, coordenadora da área de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde, um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens.
A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. A Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada há 20 anos, mostrou que 35% da população adulta no Brasil era fumante. Segundo o Vigitel 2008, esse índice caiu para 15,2%. Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial entre os jovens e mulheres fumantes. Em 20 anos, metade dos fumantes abandonou o tabagismo.
4 - Alimentação
Aumenta o consumo de frutas e hortaliças. Cai o consumo de carnes gordurosas
No Brasil, 15,7% dos brasileiros consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças – quase três vezes mais do que em 2006. Se há três anos apenas 5,6% dos adultos consumiam a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de cinco porções em cinco dias ou mais da semana, hoje há motivos para comemorar.
5 – Prevenção de câncer e auto-avaliação de saúde
71% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram mamografia nos últimos 2 anos
De acordo com o estudo do Ministério da Saúde, 71% das mulheres brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram o exame de mamografia nos últimos dois anos. As maiores freqüências de realização do exame foram registradas em Belo Horizonte (84,1%), Vitória (81,9%) e Florianópolis (80,6%). As cidades de Palmas (49,2%), Rio Branco (51,1%) e Macapá (53,5%) estão entre as cidades com menores frequência, abaixo da média nacional. O Vigitel revela que cobertura do exame aumenta com o nível de escolaridade, chegando a 89,2%, para as mulheres com 12 anos ou mais de estudo.
Apenas 4,5% dos brasileiros declaram ter estado ruim de saúde
Em 2008, apenas 4,5% dos entrevistados do Vigitel afirmaram que estavam com a saúde fora de suas expectativas. Embora as mulheres vivam mais, são elas quem mais avaliam pior o próprio estado de saúde. Isso porque as mulheres são mais sensíveis e percebem mais os problemas de saúde do que os homens, que dão pouco importância ao seu próprio corpo. Quanto maior a escolaridade, maior é a procura por avaliações de saúde por parte da população.
80,9% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame HPV nos últimos 3 anos
Prevenção do câncer do colo de útero – Segundo o Vigitel, a média nacional para frequência de realização do exame Papanicolau, nos últimos três anos, foi de 80,9%, entre as mulheres entre 25 e 59 anos. O estudo mostra que a cobertura aumentou para 89,8% nas pessoas com 12 anos ou mais de escolaridade. As cidades com as maiores coberturas do exame são nos foram identificadas em São Paulo (92,7%), Porto Alegre (90,6%) e Florianópolis (90,5%). As menores coberturas do exame estão nas cidades de Maceió (72,9%), Fortaleza, Distrito Federal e Belém (74,8%) e Natal (75%).
Cai o uso de proteção solar. 39% dos brasileiros se protegem contra UV
De 2007 para 2008, a média nacional de frequência de proteção contra radiação ultravioleta (uso de protetor solar, chapéu ou sombrinha e roupas adequadas) caiu de 53,3% para 39%. As maiores freqüências de proteção foram declaradas por moradores de Florianópolis (50,9%), Palmas (49,8%), Distrito Federal (47,7%) e Curitiba (47,2%), de acordo com o Vigitel. O Rio de Janeiro é a capital com o menor percentual de proteção, 30,8%. (Ministério da Saúde)

09.04 - Argentina: 30 mil casos de dengue
A Argentina está sofrendo a pior epidemia de dengue dos últimos anos, disse ontem uma fonte médica local. Segundo essa fonte, o país registrou este ano 30 mil casos. O Governo, porém, tem outro número - 7.415 infectados em 19 dos 24 distritos do país.
“Havia mais de 20 mil casos de dengue até sexta-feira (semana passada), mas hoje (ontem) estamos passando dos 30 mil”, disse Jorge Yabkowski, presidente da Federação Sindical de Profissionais de Saúde da Argentina. “Estamos vivendo uma epidemia e a dengue está se propagando muito rápido.” Yabkowski criticou a forma do governo de registrar os casos da doença - somente quando laboratórios de análise confirmam a enfermidade.
“Para nós, os casos de febre registrados nas zona onde há dengue são casos de dengue por critérios epidemiológicos”, disse o especialista, que acusa o governo de manipular as estatísticas.   (Jornal da Tarde)

09.04 - EUA: Um plano público para a assistência médica?
O presidente Barack Obama corretamente pediu uma reforma geral do sistema de saúde e encarregou o Congresso de criar um novo programa. Espera-se por difíceis disputas políticas.
Uma das questões mais disputadas é se o novo plano deve incluir uma opção pública que concorra com as assistências médicas particulares. Muitos republicanos tratam a proposta como um "plano de saúde governamental" e um passo a caminho da "medicina socializada". Os democratas acreditam que o projeto é interessante - até mesmo vital.
Um novo plano público (além de oferecer aos consumidores mais opções, manteria as assistências particulares honestas e, pode-se esperar, restringiria o crescimento desenfreado da assistência médica e os custos médicos por trás dela) parece que vale a tentativa.
Qualquer novo plano público constituiria apenas parte de um esforço muito mais amplo em oferecer cobertura a 46 milhões de americanos que atualmente não têm assistência médica e muito outros que em breve podem perder a que têm.
Entre os outros pontos de debate estão o fortalecimento da cobertura fornecida pelo empregador, a expansão de programas públicos existentes como o Medicaid e a criação de um banco de troca de assistência pública nacional no qual indivíduos sem cobertura trabalhista, pequenos negócios e possivelmente outros poderiam comprar apólices a preços de grupo de planos particulares qualificados e, esperamos, do novo plano público também.
Muitos reformistas sugerem que o plano público seguiria o modelo do Medicare. Se criado corretamente, ele ofereceria uma valiosa opção para pessoas que não acreditam que as companhias particulares tem em mente o interesse do paciente e ofereceria um porto-seguro caso os planos particulares abandonassem o mercado, deixando seus clientes descobertos. Ele também serviria de concorrência para medir a performance dos planos particulares.
Um plano público pode conseguir melhor desacelerar o crescimento dos custos dos planos de saúde, apesar de o Medicare não ter sido perceptivelmente bem-sucedido neste aspecto. O plano público quase certamente teria menores custos administrativos. Ele poderia forçar os médicos a aceitar menores reembolsos do que os negociados com planos particulares, permitindo que o plano público cobrasse menos e atraísse mais clientes.
A indústria da assistência médica e líderes republicanos afirmam que a concorrência seria desleal. Hospitais e médicos temem que receberão menos do que merecem, mas há um limite sobre quão baixo o reembolso do governo pode ser isso os afaste do programa.
O que muitos críticos parecem temer é um novo plano público derrube a concorrência privada e evolua com o tempo para um sistema único (algumas vezes apelidado de Medicare para todos). Não importa quão justa seja a concorrência entre planos públicos e privados no começo, eles alertam que o governo não conseguiria resistir a usar os lucros dele para, rapidamente, subsidiar o plano público com o dinheiro do contribuinte.
Este medo parece exagerado. Planos particulares inovadores com um sistema de serviços bem integrado podem ter performance melhor do que a de qualquer governo, da mesma forma que alguns agora tem performance melhor do que o Medicare através de uma melhor coordenação de serviços, investimento em medicina preventiva e benefícios mais amplos.
Um novo plano público não é a pedra fundamental de uma reforma no sistema de saúde nem a morte dos planos particulares. Ele deve ser experimentado como um elemento de uma ampla reforma. Se, ao longo do tempo, uma vasta maioria decidir que o plano do governo é superior, então que seja.  (The New York Times/Último Segundo)
 
 
 
 
 

08.04 - Planos: Demora no atendimento - Uma das principais queixas
Segundo levantamento realizado pelo Ibope, a pedido da Secretaria de Estado de Saúde de SP, a demora no atendimento na recepção dos hospitais é a principal queixa de usuários de serviços de saúde privada no estado de São Paulo.
O item foi alvo de 20% das reclamações dos pacientes e, na avaliação destes, é fruto muitas vezes da desorganização na triagem ou mesmo da longa demora para a entrega de exames.
Além disso, os pacientes ainda se queixaram da morosidade dos médicos (14%), de outros funcionários (11%) e dos enfermeiros (10%).
Mais reclamações
Ainda segundo o levantamento, 12% dos entrevistados reclamam da postura dos médicos durante as consultas e 7% apontam a falta de preparo dos funcionários, entre eles, médicos, recepcionistas e enfermeiros, no atendimento aos usuários.
No geral, o estudo, realizado ao longo do mês de janeiro, registrou insatisfação de 19% dos usuários que utilizam os serviços privados de saúde no estado de São Paulo, sendo que a nota média atribuída ao atendimento recebido nos planos foi de 8,5, 6 pontos percentuais a mais do que a nota recebida pelo serviço público de saúde do estado.   (InfoMoney/MSN Notícias)

08.04 - A velhice no país
O Instituto Datafolha, de São Paulo, acaba de realizar uma pesquisa sobre a velhice no Brasil. Foram ouvidas 1.238 pessoas com mais de 60 anos em vários Estados. E o resultado é um retrato original, e não raro surpreendente, da velhice no Brasil.
Os idosos hoje representam uma considerável parcela da população brasileira. Isto se deve, sobretudo, ao aumento da expectativa de vida, que é atualmente de 72,6 anos para ambos os sexos, ao passo que, no começo do século 20, estava por volta dos 40 anos. Vive-se mais, portanto, e sob muitos aspectos vive-se bem.
Aquela imagem do velho como uma figura abandonada, descartável – o filme “A Balada de Narayama” mostra como, no passado, os velhos de uma aldeia japonesa eram abandonados numa alta montanha para lá morrerem de frio e de fome – não mais subsiste. Resultado: 78% dos idosos se consideram felizes. Curiosamente, só 32% têm medo de morrer, contra 40% dos jovens. Um total de 74% dos homens fazem sexo, 23% deles uma vez por semana; mas só 24% das mulheres são sexualmente ativas, o que sugere, no caso dos homens, o recurso ao sexo extraconjugal, à masturbação e a outras formas de atingir o orgasmo sem penetração vaginal. Mais: 88% dizem que nunca usaram remédios para disfunção erétil, Viagra e similares.
Em termos materiais, a situação também não é muito ruim – 67% (77% no caso dos homens) recebem aposentadoria. Não é uma fortuna – a média é de R$ 776 - mas aparentemente dá para, ao menos, sobreviver; de maneira geral, os velhos estão mais protegidos contra a pobreza do que o restante da população.
E há, claro, o apoio familiar: 92% têm filhos, 78% têm netos. E quanto à saúde? É ótima, dizem 57% dos entrevistados. Ótima não quer dizer perfeita: 57% dizem ter alguma dor, 56% são hipertensos, 29% apresentam algum grau daquele que é o problema psicológico mais importante de nossa época, a depressão. Uma advertência importante: 28% tiveram quedas no último ano (cuidado com escadas, tapetes que deslizam, banheiros, lugares mal iluminados).
E a quem recorrem? 72% não têm plano de saúde e contam, como a maioria da população, com o SUS. Os velhos brasileiros são muito independentes: 20% deles vivem sozinhos; 72% saem de casa todos os dias, a pé, de ônibus, de carro e até de bicicleta (7%). Mas encontram problemas no cotidiano; o preconceito contra velhos é citado por 87% deles.
Traduz-se em agressão verbal e até física, em discussões nos ônibus e nas filas – muitos brasileiros ainda não aprenderam a conviver com a velhice. Mas isto, pelo visto, é apenas questão de tempo. Porque a chamada terceira idade está aí para ficar.
O tempo não para
O que é envelhecer? Seria quando começam a faltar forças nas pernas e as costas ficam curvas? Ou quando os olhos já enxergam com dificuldade e os ouvidos escutam pouco? Na verdade, é um pouco de tudo. E muito mais. Pode ser uma ruga no rosto ou o enfraquecimento dos músculos.
Mas envelhecer não se restringe aos idosos. Para a medicina, o processo se inicia por volta dos 30 anos, quando o adulto está no auge de sua forma física. A partir daí, dia após dia, as células mortas são repostas em ritmo mais lento. Os órgãos começam a reduzir de tamanho e vão perdendo parte de sua função.
Em março, foi divulgada uma pesquisa que afirma que o pontapé para o envelhecimento ocorre ainda mais cedo e atinge jovens na casa dos 20 anos. Segundo cientistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, capacidades como as de noção espacial e rapidez de raciocínio entram em declínio a partir dos 27 anos. Mas a habilidade de acumular conhecimento, como enriquecer o vocabulário, continua funcionando e aumentando até os 60 anos.
O corpo humano se desgasta por dois motivos. Um deles é interno – o organismo enfrenta limitações biológicas e genéticas. Outro é culpa de fatores externos: estresse, cigarro, abuso de bebidas alcoólicas e exposição solar aceleram o processo. “Apenas 30% do envelhecimento é genético. Outros 70% são hábitos de vida. A estatística mostra a importância que têm as decisões que a pessoa toma sobre ela mesma”, diz o geriatra João Senger.
Mas envelhecer ultrapassa os aspectos físicos. Hoje, faz-se distinção entre o envelhecimento biológico e o psicológico. No psicológico, abandona-se a ideia de que o tempo deprecia a capacidade intelectual e funcional. Mesmo em idade avançada, as pessoas têm potencial de desenvolver atividades de relevância.
“Quando a reflexão se volta para a aposentadoria, pode-se constatar sentimentos como perda de status, isolamento e discriminação. Surgem também manifestações boas, como alegria e sentimento de missão cumprida. A terceira idade é um momento complexo, mas é quando a pessoa pode usar a liberdade e o tempo livre para atividades prazerosas”, ressalta a psicóloga Lúcia Cogo.
Não há fórmulas milagrosas
Em busca de freios para o envelhecimento, já se tentou de tudo. Muita gente chegou a ver em um anestésico chamado procaína a fonte da juventude. Ao ser ingerido, causava uma sensação de força, e as dores sumiam. Mas o efeito passava rápido.
Em seguida, uma outra moda veio seduzir quem temia a velhice: a quelação, um soro para retirar o acúmulo de cálcio dos vasos sanguíneos. Como a calcificação é uma característica da terceira idade, acreditou-se que, revertendo esse processo, o resto do corpo receberia a bênção da juventude. Depois foi a vez das superdoses de vitaminas. Mais de 40 cápsulas por dia poderiam conter os efeitos do tempo.
Passada a febre, restou a realidade incontornável: para se manter jovem pelo máximo de tempo possível, a fórmula é dieta saudável e exercícios regulares.
A boa notícia é que aliados chegaram com o desenvolvimento da medicina. “Hoje, não se morre de muitas doenças antigas. A prevenção é forte e as pessoas são bem informadas”. diz o geriatra João Senger.
O importante é saber envelhecer bem. Deve-se ter consciência das limitações e de como amenizá-las. Um dos obstáculos pode ser financeiro. Após a aposentadoria, uma redução no orçamento pode trazer estresse e escassez de recursos em momentos de doença, por exemplo. Outra luta é a psicológica. “Atividades comunitárias e religiosas ajudam a manter a pessoa ativa”, sugere a psicóloga Lúcia Cogo.
A exposição ao sol pode provocar o início do envelhecimento aos 25 anos. Com o tempo, a pele se torna ressecada, e pode surgir alterações de pigmentação. As unhas ficam mais fracas. Outro sinal é a flacidez, caracterizada por uma pele distendida e caída.  (AN Online)

08.04 - Dia Mundial da Atividade Física
O brasileiro está praticando mais esportes. O número de pessoas que praticam esporte ou realizam atividade física regular passou de 14,9% da população em 2006 para 16,4% em 2008. Já o sedentarismo baixou de 29,2%, em 2006, para 26,3% em 2008.
Esta realidade foi constatada através do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde (MS) e anunciada no último dia 5 de abril de 2009 pelo ministro José Gomes Temporão, durante as comemorações pelo Dia Mundial da Atividade Física, no Parque da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro.
A pesquisa foi realizada nas 26 capitais do país e no Distrito Federal, entre os meses de abril a dezembro de 2008. Foram realizadas através do Vigitel cerca de 54 mil entrevistas telefônicas. O Vigitel foi desenvolvido em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).
"Os dados mostram uma tendência positiva, mas ainda é preciso mudar o padrão alimentar e de atividade física da população. Transformar esses dois hábitos básicos em estilo de vida poderia evitar, no Brasil, cerca de 260 mil mortes por ano, relacionadas a doenças como doenças cardiovasculares e cânceres", afirmou o ministro.
Ações de promoção à saúde, como o Dia da Atividade Física, são consideradas estratégicas pelo Ministério da Saúde e objetiva à melhoria da qualidade de vida da população brasileira. O evento foi festejado com o slogan: "Eu sou do time que se movimenta pela saúde" e foi reproduzido de diferentes formas em mais de 110 cidades brasileiras integrantes da Rede Nacional de Promoção da Saúde e Atividade Física.
O Mais Saúde, Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a área de saúde, contém mais de 70 ações e metas prioritárias do ministério. Até o ano de 2010, o objetivo do é reduzir de 29% para 24% o percentual da população brasileira considerada sedentária.
O diretor presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, também esteve presente nas comemorações pelo Dia Mundial da Atividade Física, no Parque da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro.
A ANS estimula a mudança do modelo de Atenção à Saúde no Setor Suplementar através da adoção, pelas operadoras de planos de saúde, de Programas de Promoção à Saúde e Prevenção de Doenças. Com a publicação da RN 94, a Agência estabeleceu critérios para a prorrogação dos prazos para a integralização da cobertura com ativos garantidores das provisões de risco, definidas na RDC 77, às operadoras que comprovassem ações neste sentido.  (ANS)
 
 
 
 
 

07.04 - Aumento abusivo: tortura no plano Coletivo
O sr. Furtado, o Consumidor, tem uma microempresa e precisava contratar um plano de saúde para ele e a família. Apareceu um vendedor e lhe disse que contratar assistência médica por meio da empresa seria mais barato.
O microempresário fez uma pesquisa de preços e concluiu que o vendedor tinha razão: se fizesse a contratação do plano empresarial (plano coletivo) gastaria mensalmente bem menos do que a aquisição de um plano familiar e ainda beneficiaria os seus empregados. E ouviu a mesma história de amigos e parentes ingênuos, que falavam da vantagem econômica do plano coletivo.
Feitas as contas, o sr. Furtado contratou o serviço, e deu a boa notícia à família e aos cinco empregados de sua microempresa: pagando cerca de 50% a menos, todos agora iam ter acesso aos bons por bons laboratórios e hospitais da região.
Mas o que o microempresário não sabia é que ao contratar um plano coletivo “barato” estava entrando numa zona de risco ao seu bolso e à saúde de todos os beneficiário do negócio. Por quê? Respondo: o reajuste da mensalidade do plano coletivo não está sujeito ao controle férreo da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), e daí os aumentos da mensalidade desse tipo de plano de saúde se tornam impagáveis com o passar do tempo.
Ou seja: o preço baixo no momento da contratação é só uma isca para pegar o incauto e torturá-lo depois com reajustes exorbitantes, “livremente” contratados. Há casos em que os reajustes anuais do plano coletivo chegam a 80% durante a vigência do contrato.
Para impor os reajustes abusivos, as empresas se valem de uma explicação macabra: alegam aumento de sinistralidade. Tradução: mais doenças e gastos com o tratamento.
O problema é que as empresas de saúde englobam na sinistralidade todo tipo de gasto (de viagens à propaganda), assim como decidem sozinha o porcentual de aumento a ser cobrado.
O fato é que os reajustes dos planos coletivos se tornam incontroláveis e representam um convite à expulsão do micro (ou pequeno) empresário do plano de saúde.
E o que é mais dramático: o limite da capacidade de pagamento ocorre, exatamente, quando os beneficiários do plano coletivo vão ficando mais velhos ou sofrem com doenças graves e mais precisam da assistência médica.
O nocaute dos aumentos impagáveis é disparado justamente contra as micro e pequenas empresas que, por terem poucos filiados, não têm poder de negociação com os vorazes planos de saúde.
Existe saída para quem já está no pelourinho dos aumentos “expulsórios”? Sim. A de sempre: a Justiça que, embora admita a liberdade de as empresas repassarem a sinistralidade, não aceita os aumentos exorbitantes unilateralmente impostos pelas empresas de saúde nos planos coletivos. Daí, nos Tribunais de Justiça de Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, micros e pequenas empresas (consideradas consumidoras do serviço e que intermedeiam interesses concretos dos consumidores) têm obtido liminares e decisões que reduzem os reajustes abusivos a índices suportáveis pelas contratantes do serviço.
Vale dizer que, embora a ANS não regule o reajuste nos planos coletivos, a Justiça pode conter os excessos, assim como também pode impedir a rescisão dos contratos por mera arbitrariedade das empresas de saúde.
Conclusão: microempresa que tem ou pretende contratar plano de saúde tem de deixar o telefone do advogado à mão, ou tem de negociar a cláusula de reajuste que evite aumentos arbitrários.   (Josué Rios - Jornal da Tarde)

07.04 - Medicina em evidência
Diretrizes e recomendações médicas não estão escritas em pedra pelo cinzel infalível da ciência, como acreditam alguns pacientes. O estado da arte sobre procedimentos corretos sofre revisões periódicas, à luz de uma infinidade de estudos. Seria de esperar que a base de evidências a suportar tais consensos se ampliasse com o tempo, mas nem isso está garantido, como revelou estudo recente sobre cardiologia.
O estudo publicado no periódico da Associação Médica Americana revelou que apenas uma pequena minoria das diretrizes ACC/AHA (American College of Cardiology/American Heart Association ) se fundamenta em evidências sólidas. Apesar disso, o protocolo americano orienta a prática de cardiologistas no mundo todo, inclusive do Brasil.
Só 11% de 2.711 recomendações específicas em vigor se apoiam em testes clínicos realizados por muitos centros ou nas chamadas meta-análises, que compatibilizam resultados estatísticos de vários testes clínicos. Estes dois tipos de estudo constituem o nível A de evidência reconhecido pela classe médica.
O estudo de Pierluigi Tricoci avaliou 53 diretrizes publicadas entre 1984 e 2008, num total de 7.196 recomendações (várias já caducas ou modificadas). São itens como o uso generalizado de oxigênio para tratar infartados, algo que, segundo as evidências disponíveis, deveria ficar reservado para quem chega ao hospital com baixa oxigenação. Recomendar procedimentos desnecessários implica, no mínimo, desperdício de recursos.
Tricoci e seus colaboradores verificaram que o número de recomendações vem aumentando. E, ainda, que o aumento se dá de modo predominante no grupo cuja utilidade e eficácia são objeto de divergência de opiniões entre especialistas ou de evidências contraditórias.
Os autores do estudo concluem que o processo de adoção de diretrizes precisa ser revisto. Só com uma medicina cada vez mais baseada em evidências pacientes, médicos e administradores da saúde terão segurança de recorrer aos melhores tratamentos -sem onerar desnecessariamente um sistema que, por toda parte, enfrenta dificuldades montantes de financiamento.  (Folha de S.Paulo)

07.04 - Plástica pelo SUS para mulheres vítimas de agressão
Câmara aprovou sexta-feira projeto que obriga o Serviço Único de Saúde (SUS) a oferecer cirurgia plástica para mulheres que tenham sofrido lesões ou sequelas resultantes de agressão física. Pela proposta, os hospitais e centros de saúde, ao receberem as vítimas de violência, deverão informá-las da possibilidade de acesso gratuito, e o benefício será oferecido às vítimas que apresentarem o boletim de ocorrência da agressão.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, o substitutivo do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT) ao Projeto de Lei 123/07, do deputado Neilton Mulim (PP-RJ). A proposta segue para o Senado. (Agência Câmara)
 
 
 
 
 

06.04 - Cheque-caução em hospitais e clínicas é prática ilegal
Exigência do cheque-caução em hospitais e clínicas, como condição prévia ao atendimento de pacientes titulares de seguros-saúde, é um procedimento considerado ilegal pela ANS (Agência Nacional de Saúde), em sua Resolução 44, de 2003.
Mas, além disso, de acordo com o advogado Rodrigo de Mesquita Pereira, a prática ainda viola artigos do CDC (Código de Defesa do Consumidor), ao exigir vantagem excessiva aos estabelecimentos do setor de saúde e ao não cumprir com um serviço ofertado.
Oferta que deve ser cumprida
Primeiramente, afirma o advogado do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados, quando o hospital ou a clínica credencia seu atendimento nas operadoras de plano de saúde, eles oferecem alguns serviços, entre os quais, a gratuidade para atender os usuários do seguro médico.
Dessa forma, a oferta do estabelecimento médico deve ser cumprida em qualquer condição, segundo determina o artigo 30 do CDC, independentemente de existir problemas entre a operadora do plano de saúde e o hospital ou a clínica, os quais não podem afetar o consumidor e devem ser resolvidos parte.
Práticas abusivas
Já o artigo 39 do Código, explica Pereira, destaca como prática abusiva o fornecedor de produtos ou serviços exigir dos consumidores vantagem excessiva, conceito em que o procedimento do cheque-caução se enquadra.
Isso porque, embora já garantidos pelos contratos mantidos com as operadoras de planos de saúde, os estabelecimentos médicos exigem dos pacientes uma garantia extra e ainda o fazem se valendo de uma condição de fragilidade dos consumidores.
Exija seus direitos
Assim, para driblar uma exigência dessas, os consumidores devem tomar todas as medidas cabíveis, para buscar coibir a prática abusiva - o que muitas vezes é difícil, pelo quadro de urgência pelo atendimento - ou ser indenizados pelos danos morais e materiais que o procedimento ilegal possa lhes causar.
Para tanto, o Ministério Público detém amplos e eficientes poderes, que não exigem custos aos usuários, para coibir civil e penalmente essa prática ilícita.  (MSN Notícias)

06.04 - Doença do coração mata menos
Queda foi mais intensa nas regiões Sul e Sudeste
A taxa de mortalidade relacionada a doenças cardiovasculares no país caiu nas últimas décadas, mas a redução foi mais intensa nas regiões ricas do país (Sul e Sudeste).
Essa é a principal conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Rio de Janeiro, publicado na última edição da Revista Pan-americana de Salud Pública.
A pesquisa usou dados do Ministério da Saúde para avaliar a evolução da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares. O índice caiu de 287,3 por 100 mil habitantes em 1980 para 161,9 por 100 mil habitantes em 2003, com uma redução média anual de 3,9%.
Renato Veras, da Universidade da Terceira Idade da Uerj e um dos autores do estudo, diz que pesquisa comprova o senso comum de que as doenças cardiovasculares atingem mais a população pobre.
– A questão socioeconômica tem peso significativo na definição do tempo de vida da população e na incidência de doenças crônicas.
O declínio mais acentuado foi nas taxas de mortalidade relacionadas a derrame cerebral. Passaram de 95,2 para 52,6 por 100 mil habitantes no período de 1980 a 2003, o que significa uma queda anual de 4% ao ano. Em seguida aparecem as doenças isquêmicas do coração, que passaram de 80,3 para 49,2 por 100 mil habitantes no período. (Diário Catarinense)

06.04 - Todos pelo paciente e o paciente para todos
A anestesia é uma especialidade médica criada com o intuito de aliviar a dor, manter a homeostasia interna e permitir ao cirurgião trabalhar em condições de segurança e tranqüilidade. Com base nestas características, quando necessário, paciente e cirurgião decidem convocar o anestesiologista para integrar e auxiliar a equipe cirúrgica.
Em tese, a anestesiologia é uma especialidade auxiliar da cirurgia. Em muitos hospitais e faculdades de medicina, a anestesia é considerada um departamento do serviço e disciplina de cirurgia. Pacientes não procuram diretamente o anestesiologista. Geralmente procuram o cirurgião que escolhe e indica o anestesiologista e muitas vezes o paciente nem sabe o nome do profissional que o atendeu.  Como médico anestesiologista, aprendi a conviver e, às vezes, a sobreviver com este modelo de trabalho em equipe..
O fato de ser auxiliar ou não ser o líder não tira a importância de qualquer membro da equipe. Antes do surgimento da anestesia, cirurgias eram realizadas com o uso da força física. Pacientes eram amarrados na cama, embriagados com álcool e o cirurgião dispunha de alguns minutos para realizar o procedimento proposto, em meio a gritos, gemidos e movimentações do paciente.  Cirurgias delicadas e demoradas no interior de um cérebro com o auxílio de microscópios e computadores eram inimagináveis. A anestesia como auxiliar da cirurgia permitiu este avanço na medicina.
Por outro lado, alguns pacientes relatam com detalhes o modo como foram mal tratados e como se sentiram durante a internação hospitalar. A cirurgia propriamente dita foi um sucesso, paciente curado, mas a lembrança foi maculada por algum evento desagradável. Náuseas, dores, calafrios, desatenção, abandono, insensibilidade... A anestesia, como auxiliar da cirurgia pode ter sido a responsável por uma imagem negativa da experiência hospitalar. Pode, mas nem sempre foi assim.
Durante décadas a anestesia permaneceu na obscuridade como auxiliar da cirurgia e os maus resultados que eventualmente aconteciam eram imputados a ela, perigosa e por vezes fatal. Nem sempre a culpada foi a anestesia, mas era conveniente deslocar a responsabilidade para um bode expiatório. A anestesia foi transformada em um mal necessário, temido por todos, e o cirurgião chefe da equipe era preservado. Resultado: demanda reprimida. Pacientes  temendo os perigos da anestesia não procuravam o cirurgião e terminavam por morrer sem atendimento. Prejuízo para todos. Não era um trabalho em equipe. Era um grupo reunido para trabalhar no modelo “cada um por si”.
Quando a anestesia pode se desenvolver, deixou de ser bode expiatório e   permitiu então que cirurgiões, através de seus bisturis,  começassem a salvar vidas até então condenadas.  Resultado do trabalho em equipe e do comportamento “um por todos e todos por um”: Benefício para todos.
Michael Jordan já dizia: “Com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe ganhamos campeonatos”. Atendimento a saúde é um trabalho de equipe e embora  os papéis de líder e auxiliar estejam se confundindo, médicos, hospitais e planos de saúde não podem se dar ao luxo de olharem só para seus interesses, sob pena de serem eliminados do jogo ou do negócio, como queiram. Trabalho em equipe significa “Um por todos e todos por um”, ou melhor, “Todos pelo paciente e o paciente para todos”.     (Ildo Meyer - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 
 

03.04 - Reajuste de remédio terá três faixas
Neste ano, os medicamentos deverão ter três faixas de reajuste nos preços, ainda que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha definido apenas uma, de no máximo 5,9%, para todos os tipos. É que, embora estejam autorizadas, nem todas as indústrias farmacêuticas aplicam o percentual máximo, permitido desde terça-feira para todos os remédios.
A primeira não teria nenhum reajuste, a segunda teria o aumento de 2% a 5%, e a terceira usaria o percentual máximo, de 5,9%. O Luftal gotas, por exemplo, passou de R$ 12,62 para R$ 13,37 -reajuste de 5,9%.
As informações são da ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), que recebe os preços máximos de venda usados pelas indústrias e publica uma revista com os valores que deverão ser usados pelas farmácias.
No total, 20 mil apresentações de medicamentos podem ter os preços alterados. Segundo o presidente da associação, Pedro Zidói, as faixas foram identificadas em quase metade das empresas que enviaram os novos preços.
Embora já esteja liberado, a maioria das farmácias da capital, tanto as menores quanto as de grandes redes, ainda não aplicou o reajuste permitido pela Anvisa. Mas há algumas, como a Drogasil, que já estão vendendo alguns medicamentos com valores novos.
Segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), muitas farmácias ainda estão com preços desatualizados porque nem todas as indústrias enviaram os novos preços à Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que integra a Anvisa.
"Pode ser também que nem todas as farmácias reajustem o preço de todos os medicamentos da mesma forma. A dica para os consumidores é que pesquisem sempre", disse o presidente da associação do setor, Sérgio Mena Barreto.
Como o prazo para o envio dos preços à agência foi prorrogado até o dia 8 de abril, é possível que os reajustes de todos os medicamentos cheguem, de fato, ao consumidor somente na segunda quinzena deste mês.   (Anay Cury e Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)

03.04 - Acesso a exames de mamografia
O presidente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santini, considerou preocupantes os dados do estudo encomendado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio Saúde da Mama (Femama) que afirma que 31% das mulheres, sobretudo aquelas que usam o sistema público de saúde, nunca fizeram exame de mamografia.
"Isso é preocupante e teremos que corrigir. Esse é um dos motivos pelos quais o Ministério da Saúde está preparando um conjunto de medidas para aumentar e garantir o acesso [aos exames]", disse.
Ele disse ainda que é preciso realizar mais campanhas educativas para chamar a atenção das mulheres sobre a importância do exame. Falta que essa informação seja melhor tratada, melhor organizada. "Nós temos um estudo com mulheres sobre a mamografia e sabemos que falta muita informação", afirmou Santini.
No dia 29 deste mês entra em vigor uma lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar o exame de mamografia nas mulheres acima de 40 anos. Santini disse que o Ministério da Saúde está preparando um conjunto de medidas para possibilitar a operacionalização do acesso aos exames.
O presidente do Inca afirmou que a rede pública de saúde tem mamógrafos suficientes e profissionais qualificados para realizar o exame. O problema, segundo ele, está no acesso.
"A prioridade de atendimento é para quem está doente. O acesso hoje mamografia apresenta dificuldade por falta de um atendimento específico para o rastreamento. As pessoas que estão doentes que apresentam sintomas ou têm alguma queixa ou ainda pedido do médico têm prioridade no atendimento", explicou.
Segundo Santini, até 2011, o Ministério da Saúde vai ampliar o número de mamógrafos para atender 70% da população que precisa realizar o exame. Hoje, essa cobertura é de 46%. (Agência Brasil)

03.04 - Diálogo é fundamental em momento de crise
Em artigo, Aurimar José comenta a decisão 'inaceitáveis' do governo nos tempos de crise
Medidas impulsivas em tempos de crise podem se transformar num grande "pesadelo". Exemplo disso foi a decisão do governo de exigir licenças prévias para importações, que chegou a ser anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Teve de ser suspensa dias depois. Segundo o Ministro da Fazenda, porque ela foi mal compreendida, mas na verdade ela é o contrário. Ela foi muito bem compreendida quanto aos seus efeitos  práticos. Foi uma medida tomada sem diálogo e negociação, sem avaliação das consequências, sustentada apenas em dados desfavoráveis da balança comercial de apenas três semanas. A explicação posterior, a de que o governo queria apenas tomar conhecimento estatístico quanto às importações, não convenceu.
A verdade é que a medida foi no mínimo precipitada e consequentemente inaceitável.
Tal situação põe sob suspeita o conhecimento da realidade do mercado, do dia-a-dia das organizações e das implicações em toda a cadeia produtiva por parte do Governo Federal. É necessário que o idealismo não se sobreponha à razão, principalmente quando lidamos com questões como crescimento e produção. Afinal, somos ou estamos no G-20? Somos parte efetiva ou apenas observadores distraídos e desconectados do mundo globalizado?
É necessário que os produtores de leis e regulações entendam que a dinâmica do mundo globalizado, seja como importadores ou exportadores, tende a operar cada vez mais sob condições igualitárias de regulação, operações logísticas e comerciais. O mundo produtivo cada vez mais reduz seus estoques, aproveitando-se da tecnologia disponível e da inteligência  aplicada em otimização de processos e logística. Trata-se de ciências exatas. É a matemática a favor dos resultados saudáveis para o mercado democrático. Trabalhar com inventário reduzido é um fator importante e de sucesso para a competitividade mundial.
Não podemos retroceder dez anos e aceitar que se agreguem tempos burocráticos e sem nenhum valor para a cadeia produtiva, diante de tanta tecnologia de informação e inteligência logística a nossa disposição. As empresas investiram e continuam investindo muito para tornar seus processos cada vez mais aprimorados, rápidos, eficientes e principalmente eficazes. Alem de ser um retrocesso administrativo, por certo adicionaria custos para a cadeia de suprimentos e consequentemente para os produtos finais.
Certamente os importadores aqui e os exportadores lá fora teriam que rever suas políticas e aumentar inventários para compensar a burocracia de uma aprovação prévia de LI"s (Licenças de Importação). O aumento de inventário representa um aumento de custos nos processos de armazenagem e movimentação de seus materiais. Esse incremento diminui a disponibilidade de caixa das empresas e, consequentemente, requer financiamentos adicionais, que já estão escassos.
Enfim, se esta medida permanecesse, seria um ato na contramão de toda a lógica de que neste momento precisamos reduzir despesas, evitar custos que não agregam valor, simplificar e acelerar os processos e pôr nossa criatividade a favor da manutenção do crescimento econômico. Que possamos num futuro próximo olhar para trás e concluirmos: "O Brasil está maduro, e é um só, sejam regulados ou reguladores".
O fato é que todos afundaremos nesta viagem se não aprendermos a falar uns com os outros e entendermos que a verdade nunca esteve e nunca estará apenas em um dos lados. É preciso exercitar o equilíbrio para verdadeiramente usufruirmos da inteligência que acreditamos ter.    (Aurimar José Pinto - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

02.04 - Novo tratamento para arritmia cardíaca
Um estudo canadense divulgado nesta terça-feira revela que o uso combinado do anticoagulante Plavix e de aspirina reduz em 11% o risco de problemas vasculares graves. A combinação pode diminuir em até 28% o risco de acidentes vasculares cerebrais e em 23% o risco de infartos do miocárdio, de acordo com a pesquisa.
"O objetivo desse teste clínico era determinar se, combinando-se o Plavix com a aspirina, seria possível reduzir a incidência de problemas vasculares graves entre os pacientes que sofrem de fibrilação auricular, que provoca aumento aceitável do risco de hemorragia", explicou o médico Stuart Connolly, da Universidade McMaster, na província canadense de Ontário.
A fibrilação auricular, o mais frequente dos problemas crônicos de arritmia cardíaca grave, afeta 2,2 milhões de americanos, segundo a American Heart Association, e seu tratamento requer o uso de marcapassos. "É a primeira vez em vinte anos que surge um novo tratamento contra a fibrilação auricular", ressaltou Connolly.
Outros anticoagulantes como a cumadina, associados à aspirina, são igualmente eficientes contra a fibrilação auricular, mas muitos pacientes não podem ser tratados com esse medicamento – que reduz em 38% o risco de acidentes vasculares cerebrais – porque ele aumenta em 70% o risco de hemorragia.   (Agência France-Presse)

02.04 - Planta pode produzir substância contra o HIV
Quem diria que, para combater o vírus da Aids, os cientistas fossem lançar mão do tabaco? Claro que não como fumo -- uso que faz sabidamente terrível mal à saúde e não teria meio de combater o patógeno --, mas como maneira de produzir um microbicida suficientemente agressivo para, na forma de gel, "desarmar" o HIV.
Já se sabe há algum tempo que uma substância batizada de griffithsina (mais conhecida pela sigla GRFT), produzida naturalmente por algas vermelhas, age como um eficiente inibidor contra o vírus da Aids. Em contato com o HIV, ele quase imediatamente desativa a capacidade do vírus de contaminar células humanas. Ele é, portanto, uma substância candidata a compor um gel que, aplicado na mucosa vaginal ou anal, poderia prevenir a infecção.
Ocorre que sua produção atualmente é complicadíssima e cara demais -- muito mais cara do que simplesmente adotar a medida convencional mais barata de prevenção contra o HIV, que é o uso de camisinha.
Foi aí que entrou o grupo de Kenneth Palmer, da Universidade Louisville e da companhia Intrucept Biomedicine LLC, ambas dos Estados Unidos. Eles afirmam que, usando um vírus para alterar geneticamente plantas da espécie Nicotiana Benthamiana (vegetal herbáceo originário da Austrália, rico em nicotina e outros alcalóides), elas passaram a produzir a griffithsina em copiosas quantidades -- mais de 1 grama por quilo de folhas da planta. (G1)

02.04 - Ações para reduzir incidência de HIV 
A incidência de HIV na população carcerária brasileira pode ser até dez vezes maior do que na população em geral, em que pelo menos 0,6% das pessoas estão infectadas. Os dados foram divulgados ontem durante a 1ª Consulta Nacional sobre HIV e Aids no Sistema Penitenciário. A diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, citou o exemplo de um presídio em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que chegou a registrar infecção por HIV em 5,6% dos detentos.
Ela alertou, entretanto, que a estimativa foi feita com base em estudos pontuais e que não há um levantamento nacional do número de presos infectados. "Mais do que um estudo nacional, precisamos de ações específicas", contestou.
Para Mariângela, levantamentos nacionais, por outro lado, podem gerar confusões na interpretação dos dados. Ela ressaltou que estatísticas nacionais indicam que 65% da população carcerária têm acesso a preservativos, e que em alguns presídios o acesso aproxima-se de 100%. Porém há casos onde não há acesso algum. Em 2008, o governo federal destinou 406 milhões de preservativos aos estados, mas apenas 25 milhões deles chegaram aos presídios. A previsão, para este ano, é de que a distribuição seja de 26 milhões de preservativos para uma população carcerária que chega a 420 mil em todo o país.
Além das condições de confinamento e da assistência inadequada nas penitenciárias, Mariângela acredita que o alto índice de presos usuários de droga e as uniões entre pessoas do mesmo sexo dentro dos presídios contribuem para que o HIV se espalhe dentro das celas.
Uma das recomendações que devem compor o documento final elaborado pelos participantes do encontro, segundo ela, precisa ser que cada estado inclua doenças como a aids, a hepatite e a tuberculose nos planos de saúde oferecidos aos presos, além da destinação de recursos específicos do Programa Nacional de DST e Aids para o sistema penitenciário.
Participam do encontro cerca de 150 profissionais como técnicos do Ministério da Saúde, e do Ministério da Justiça, representantes de secretarias estaduais de Saúde e Justiça, equipes de saúde de presídios e representantes da sociedade civil. A consulta nacional pode ser acompanhada por transmissão ao vivo pelo site www.aids.gov.br/midiacenter.   (A Gazeta)
 
 
 
 
 

01.04 - Ortopedia na rede pública tem novas regras
O atendimento de traumatologia e ortopedia será unificado no Brasil. Com isso, o acidentado será tratado em um único hospital. A medida, que atinge hospitais e 226 Centros de Referência de Alta Complexidade, foi anunciada ontem pelo Ministério da Saúde por meio de portaria. O objetivo principal é facilitar a vida dos pacientes que necessitam de tratamento de alta complexidade e, muitos vezes, precisam percorrer várias instituições para se tratarem. Entre 2006 e 2008, o número de procedimentos de alta complexidade em ortopedia cresceu de 25.800 para 34.280.
A habilitação dos serviços em várias áreas, era, na opinião do secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame, o motivo que restringia a organização da rede. De acordo com a nova norma, os hospitais serão habilitados conforme os serviços de traumatologia e ortopedia para adultos, crianças e jovens de até 21 anos e de emergência.
Outra alteração importante trazida pela portaria diz respeito a exclusão do parâmetro populacional em detrimento da necessidade. Antes, o atendimento se baseava em oferecer determinado serviço para um grupo de 700 mil habitantes. Agora, para ser habilitado, o hospital deverá realizar um número mínimo de procedimentos em traumato-ortopedia de média e de alta complexidade.
Com a revisão dos procedimentos, muitos dos hospitais que antes eram considerados de alta complexidade passarão a ser de média complexidade. Caberá aos estados e municípios definirem novos centros que atendam as exigências. O Ministério da Saúde habilita os de alta complexidade.
Exigências
Para ser habilitado entre os centros de referência, o hospital deve ter emergência com funcionamento 24 horas por dia, exames de diagnose e terapia e assistência a todos os pacientes que, no hospital, tenham sido submetidos a procedimentos traumato-ortopédicos de natureza cirúrgica.   (JB Online)

01.04 - Vendas de medicamentos mantêm alta em 2009
O setor farmacêutico acumula crescimento nas vendas de 6,4%, entre março de 2008 e fevereiro de 2009, no total de unidades vendidas
Apesar da crise financeira mundial, o setor farmacêutico acumula crescimento nas vendas de 6,4%, entre março de 2008 e fevereiro de 2009, no total de unidades vendidas. Já os genéricos registraram incremento de 18,2% no período. Em reais, o crescimento foi de 10,86% do mercado total e de 23,30% dos genéricos nos últimos 12 meses. O presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan), Ivanilton Galindo, afirma que o faturamento do setor até a distribuição foi de R$ 10 bilhões em 2008 e que o aumento esperado na receita para este ano é de 6% a 8%.
Galindo diz que são vários os fatores que impulsionam o crescimento e deixam o setor à margem da crise. Ele afirma que houve uma melhor distribuição de renda no Brasil, o que facilitou o acesso de muita gente aos medicamentos. Também cita a redução de preços provocada pela entrada dos genéricos e ampliação do número destes produtos no mercado e o envelhecimento da população, que cada vez consome mais remédios e mais vitaminas. "Nos últimos meses, a demanda permaneceu nos mesmos níveis, por isso a indústria não precisou promover férias coletivas ou demissões", afirma Galindo.
Até o final deste mês, os fabricantes poderão reajustar os preços em até 5,85%, conforme autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitas indústrias, porém, podem não aplicar o reajuste. O gerente de Marketing da GeoLab, de Anápolis (GO), Rodrigo Nóbrega, afirma que em alguns produtos, de maior concorrência, a empresa não vai mexer no preço, mesmo com a alta do dólar.
Grande parte da matéria-prima utilizada pela indústria farmacêutica é importada. Há cinco anos no mercado, a GeoLab é uma empresa de médio porte, com produção de 12 milhões de unidades/mês e mais de 500 funcionários. A capacidade instalada da indústria, segundo Nóbrega, de 15 milhões de unidades/mês, não será totalmente utilizada em 2009, mesmo com o crescimento esperado de 10% a 15% na produção.
A GeoLab trabalha com similares (70% da receita), genéricos e fitoterápicos. Lançou, este ano, nove produtos, entre eles, o primeiro colírio similar do Brasil, Alphabrin, na Abradilan Farma 2009, feira nacional do setor que ocorre em Florianópolis esta semana. O similar vai custar 32% mais barato do que o chamado medicamento referência, que é o Alphagan. "Nossa previsão é de lançar 30 produtos até o final do ano", diz Nóbrega. Atualmente, a empresa trabalha com 200 produtos em linha.
A Dermogel, de Olinda (PE), também não sentiu os reflexos da crise. Reestruturou a empresa em 2008 e fechou com faturamento de R$ 2 milhões. Para 2009, a perspectiva é de obter receita de R$ 9 milhões. Com 44 anos no mercado, a Dermogel voltou-se para a inovação e lançou vários produtos exclusivos, cosméticos com funcionalidades terapêuticas. O creme hidratante para os pés trata também as fissuras, rachaduras, aumenta a circulação e tem ação esfoliante. Uma linha completa de óleos vegetais e bactericidas trata de varicosas e dermatites (escaras e queimaduras).
A produção da empresa, de 1,3 milhão de unidades, será 60% superior em 2009, em relação a 2008. Deste total, 600 mil itens são de óleos e nove novas linhas serão lançadas ainda este ano. Um dos produtos que está para chegar ao mercado é o alisante natural que poderá ser utilizado até por crianças, grávidas e pessoas com alergias. O gestor Comercial da Dermogel, Fernando Moraes, afirma que a estimativa durante a feira é de geração de R$ 400 mil em negócios.
A Abradilan congrega 85 distribuidoras brasileiras de medicamentos que movimentam R$ 100 milhões/mês com a distribuição de entre 60 milhões e 70 milhões de unidades/mês, sendo 95% genéricos ou similares. A Abradilan prepara agora proposta para apresentar em julho ao Conselho de Política Fazendária (Confaz) e nas secretarias da Fazenda dos estados brasileiros com o objetivo de unificar a tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo Galindo, cada estado aplica uma alíquota que varia de 10% a 40% e se o produto estiver em promoção, esta não é considerada e o tributo incide no maior preço de venda.   (Juliana Wilke - Gazeta Mercantil/Saúde Business Web)

01.04 - A saúde que desejamos e a que precisamos organizar 
O nível de saúde de uma população em geral é fortemente influenciado por quatro fatores: fatores genéticos, desenvolvimento socioeconômico, estilo de vida e finalmente, mas não menos importante, os serviços de saúde existentes. 
Sem prejuízo dos três primeiros, que dependem mais de ações preventivas/educacionais e de políticas públicas responsáveis, os serviços de saúde têm a grande responsabilidade de elevar o nível de saúde da população em geral. 
Cabe aos profissionais de saúde, às agências reguladoras, aos planos de saúde e às nossas instituições prestadoras de serviços, a responsabilidade de organizar serviços que possam atender às necessidades de nossa gente em qualquer nível de complexidade. 
Esta organização tem de ser feita com base no planejamento da saúde, conciliando complexidade de rede com demanda prevista. O que se pode verificar é que, da mesma forma que no setor público, aparentemente também no setor privado este planejamento não vem sendo feito. As frequentes denúncias de superlotação nas unidades de atendimento emergencial de nossas redes assistenciais provam esta observação. 
A busca do atendimento prioritariamente realizado em unidades emergenciais é uma questão cultural do povo brasileiro que precisa ser modificada. Ela tem sido estimulada por interesses políticos os mais diversos e tem gerado uma nefasta cultura hospitalocêntrica em nossa população. No Brasil, parte-se do equivocado pressuposto de que a porta de entrada do sistema são os hospitais. Assim, acredita-se erroneamente, que tudo que for relacionado à saúde tem de ser resolvido por meio dessas instituições. 
Nossa população precisa ser informada e orientada a respeito da existência de níveis diversos de complexidade de atenção. É necessário que se torne de conhecimento público que ações de prevenção de doenças e de cuidados primários não necessariamente realizadas em hospitais são fundamentais para o sucesso de qualquer planejamento em saúde. Mas para isso, a sociedade precisa conhecer e confiar nos resultados de nossas instituições em todos os seus níveis de complexidade. A saúde é um direito de todos e este direito extrapola o oferecimento da medicina curativa pelas instituições de atenção à saúde. Ele é mais amplo e deve garantir que a medicina garanta também a prevenção de doenças. Este é um dos maiores desafios contemporâneos dos diversos sistemas de saúde em todo o mundo. 
A decisão sobre procurar um hospital ou um posto de saúde, a opção entre um programa de medicina domiciliar ou assistência hospitalar é feita, na maioria das vezes, sem qualquer análise pela população da melhor relação de benefício entre ambas. O que é mais grave é que se parte muitas vezes de um pressuposto equivocado de que elas são práticas antagônicas, quando na realidade são complementares e precisam caminhar juntas. 
Para que os serviços de saúde, público e privado, possam interferir positivamente no nível de saúde da população, temos de organizar nossa estrutura de serviços de saúde com base em um eficaz planejamento de nossa prática assistencial. Também torna-se vital qualificar a rede de prestadores de serviços com base em instrumentos de qualidade que possam ser medidos e comparados por todos. 
Melhorar os processos assistenciais é o grande desafio que todas as instituições provedoras de serviços de saúde do País deveriam enfrentar. A busca da certificação de qualidade, baseada em serviços seguros e confiáveis, processos controlados e resultados demonstráveis, assim como a adoção das boas práticas de governança corporativa na saúde necessitam tornar-se um objetivo para todas as instituições, para que o segmento de assistência à saúde possa ser considerado um núcleo de excelência em serviços. 
Somente por meio da mensuração do trabalho e pelo estabelecimento de metas de desempenho e indicadores de qualidade será possível atingirmos melhores resultados. Desta maneira as instituições também poderão reduzir o monumental desperdício que pode ser frequentemente observado nos diversos níveis de atenção à saúde em nosso país e contribuir para um correto planejamento das necessidades de nossa população em seu sentido mais amplo.  (Gazeta Mercantil - JOSIER MARQUES VILAR)
 

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