30.06 - Gestores de saúde têm dificuldade
em entender seus clientes
A falta de compreensão das necessidades dos clientes é
um dos principais fatores que comprometem as vendas em uma empresa. Na
área de saúde, que demanda maior conhecimento técnico
e teórico dos produtos, essa necessidade é ainda mais aparente.
A constatação é de pesquisa anual da Miller Heiman,
empresa em pesquisa treinamento e gestão de vendas.
De acordo com as informações do estudo, 61% dos executivos
entrevistados da área de saúde sabem o motivo pelo qual os
clientes compram em suas unidades. Ao considerar a satisfação
do consumidor com o processo de vendas, o montante cai para 12%.
No Brasil, a empresa é representada pela GoAhead, consultoria
especializada em performance de vendas, marketing e processos e, de acordo
com a fundadora Tatiana Vidal, esse índice mostra claramente a necessidade
que o mercado sente de um treinamento específico em vendas.
“Se levarmos em consideração que 62% dos executivos da
área de saúde afirmam que seus vendedores são especialistas
nos produtos ou serviços vendidos e 47% conhecem profundamente o
que seus clientes necessitam, vemos que há algo incorreto nesta
equação, pois apenas 22% dos executivos mostram que seus
vendedores são efetivos em suas ações, ou seja, concretizam
o esforço de vender em resultados. Neste momento surge a necessidade
de treinamento”, explica a executiva, em comunicado.
Uma das saídas, segundo Tatiana, é focar em estudos das
melhores práticas de vendas, que apontam perfeitamente como transformar
os problemas em soluções, reverter os pontos negativos e
reforçar ainda mais os positivos. (Saúde Business Web)
30.06 - Pela 1ª vez, SUS terá meta de atendimento
Será fixado, por exemplo, número de cirurgias; cidade
que não cumprir indicadores pode até perder verba
Haverá metas regionais, e municípios e Estados mais eficientes
poderão ganhar mais recursos do governo federal
O governo Dilma Rousseff vai fixar pela primeira vez indicadores específicos
na área de saúde e irá punir ou premiar quem não
cumprir essas metas.
A Folha teve acesso ao decreto presidencial -que será publicado
hoje no "Diário Oficial" da União- que cria o marco para
o SUS (Sistema Único de Saúde), definindo as obrigações
dos Estados e dos municípios.
O governo já começou a mapear quais são os serviços
de saúde oferecidos em todo Brasil e vai dividir o país em
cerca de 500 regiões de saúde (conjunto de cidades com condições
econômicas e sociais semelhantes).
A partir dessas informações, o Ministério da Saúde
vai definir metas específicas para cada região, de acordo
com a realidade local.
Atualmente, o governo define a cada quatro anos metas gerais pelo Plano
Nacional de Saúde, mas não existe nenhum tipo de monitoramento
nem de punição.
CONTRATOS
Para que Estados e municípios se comprometam com os novos indicadores,
o Ministério da Saúde vai formar os chamados contratos de
gestão. "Com esse documento, será mais fácil responsabilizar
e envolver todos no cumprimento das metas", disse o ministro Alexandre
Padilha (Saúde).
A ideia, segundo o ministro, é assinar ao menos 20% dos contratos
até o fim do ano. Cada contrato poderá estabelecer, por exemplo,
que uma cidade terá de atender a determinado percentual de pacientes
cardíacos ou realizar um certo número de cirurgias de catarata.
Quem não atender aos indicadores poderá inclusive ter
a verba bloqueada, em último caso. Por outro lado, os municípios
e Estados mais eficientes poderão até ganhar o dobro de recursos.
O monitoramento será feito pelo Ministério da Saúde.
RELATÓRIOS
Os Estados e municípios terão de fazer relatórios
periódicos de cumprimento das metas e indicadores.
Dentro de uma mesma região de saúde, uma cidade que ficar
abaixo da meta no atendimento de pré-natal poderá perder
recursos para um município próximo, que tem atendimento de
ponta para grávidas, por exemplo.
Hoje, não há punição prevista para casos
de descumprimento de metas gerais, somente quando há irregularidades
no uso de recursos.
TEMPO DE ESPERA
De acordo com o ministro, a ideia é que, "mais para a frente",
também sejam definidos indicadores de tempo de espera para o atendimento
no SUS.
"Primeiro, vamos criar as metas, assinar os contratos, depois vamos
evoluir e começar a definir critérios também para
o tempo de espera", afirmou Padilha.
Ele informou ainda que o governo fará pesquisas de satisfação
com os usuários para aprimorar o modelo criado pelo decreto.
Lista de serviços será divulgada pela internet
Os usuários do SUS passarão a ter acesso a informações
sobre quais são os serviços de saúde oferecidos em
cada região. As listas serão divulgadas pela internet e estarão
disponíveis em hospitais e postos de saúde.
"Hoje, o usuário precisa ficar descobrindo se o SUS cobre um
tipo de tratamento, indo de hospital a hospital. Com o novo sistema, tudo
será público e de fácil acesso", afirmou o ministro
Alexandre Padilha (Saúde).
O novo serviço está sendo montado e deve estar pronto
até o final do ano. Os usuários terão acesso também
pela internet a uma nova lista de medicamentos oferecidos pelo SUS.
O Ministério da Saúde começou ainda a mapear os
serviços de saúde em todo o país para definir as metas
dos futuros contratos de gestão.
Padilha considera a assinatura do decreto presidencial um marco, pois
ele criará um modelo de gestão moderna no setor, com possibilidade
de cobranças a todos os envolvidos com o serviço de saúde
no país. (VALDO CRUZ e LARISSA GUIMARÃES - Folha de S.Paulo)
30.06 - A relação médico-paciente
A relação médico-paciente é uma versão
peculiar das interações entre as pessoas, sobre as quais
a psicologia e a sociologia, entre outras disciplinas, acumularam nas últimas
décadas um grande acervo de conhecimento. Aprendemos sobre a importância
de lidar de modo adequado com o emocional de nossos pacientes ainda na
universidade, mas é no dia a dia da profissão que se evidencia
o peso dessa relação. Hoje, com mais de 15 anos de exercício
da medicina, nos arriscamos a dizer que o conhecimento científico
não basta para o sucesso de nenhum tratamento.
A imagem do médico genial, mas sem habilidade alguma para lidar
com seus pacientes – construída para o protagonista da série
House –, não existe fora do universo da ficção. Dois
exemplos ilustram bem essa ideia. Maria, uma jornalista jovem e bem-sucedida,
ouviu de seu ortopedista que, se quisesse se ver livre das tendinites de
punho que a afligiam constantemente, precisaria mudar de profissão.
Caso contrário, avisou o médico, teria dores para sempre.
“Como assim mudar de profissão se o que sei fazer é ser jornalista?”,
perguntou, já aos prantos, no consultório. “Isso eu não
sei lhe responder”, respondeu com frieza. Ela entrou em depressão,
seguida de uma acentuada piora no seu quadro clínico. Só
vários meses depois, passado o tratamento analítico e psiquiátrico,
conseguiu procurar outro médico. Muito mais hábil, ele a
orientou a fazer uma série de adaptações ergonômicas
que possibilitaram sua permanência na profissão.
O médico de Sílvia, alta funcionária pública,
não ficou atrás no quesito tato. Instantes depois de dar
à luz seu primeiro filho, antes mesmo de pegar a criança
nos braços, ela ouviu do pediatra da sala de parto que devia procurar
com urgência um geneticista, pois seu filho era portador da síndrome
de Down. A notícia caiu como uma bomba antes mesmo que ela estabelecesse
os primeiros vínculos afetivos com o filho. Hoje, mãe e filho
estão bem e unidos, mas ela levou meses se tratando de uma severa
depressão pós-parto. Em ambos os casos, os médicos
não deram informações erradas a seus pacientes. Seus
conhecimentos técnicos endossaram o que disseram, mas a falta de
capacidade de avaliar a situação em que seus pacientes se
encontravam desencadeou sérios problemas emocionais e piora clínica.
Situações como essas nos levam a sustentar que o exercício
da medicina requer capacidade de compreensão do que transcorre sob
a superfície de cada paciente.
Os cirurgiões plásticos, por receber pacientes com insatisfações
físicas, muitas vezes vinculadas a insatisfações afetivas
e frustrações, estão mais propensos à sobrecarga
emocional do que colegas de outras especialidades. O paciente busca na
relação com esse profissional não só um pai
que o oriente, mas também uma mãe que cuide dele e um mágico
com poderes divinos e transformadores, que mude sua imagem e sua vida para
melhor. Alguns esperam que a cirurgia plástica lhes devolva também
o prazer de viver. Nessas horas, a correta leitura do perfil psicológico
do paciente, bem como a percepção de seus sofrimento e anseios,
a prática da verdade, da humildade, da prudência, da generosidade,
entre outras, define um bom médico. Essas virtudes, somadas ao aperfeiçoamento
técnico- científico constante, determinam a credibilidade
profissional do cirurgião plástico.
Na relação médico-paciente devem imperar ainda
a confiança mútua, o sigilo, o respeito ao próximo,
o bom empenho na busca do melhor tratamento para o paciente, a explicação
detalhada e clara sobre os exames e tratamentos, bem como seus riscos e
benefícios. O cirurgião plástico deve, desse modo,
usar o melhor do progresso científico, mostrando o que deve e o
que não deve ser feito, em cada caso específico, oferecendo
a melhor atenção e o maior zelo ao paciente. A perícia
do profissional – ou seja, sua capacidade de executar determinada cirurgia
– deve ser inquestionável. Como deve ser inquestionável sua
sensibilidade. (Charles Sá e Natale Gontijo de Amorim - Estado
de Minas)
29.06 - “Integração entre Público e Privado é
necessária e irreversível”
Entrevista com Gonzalo Vecina
“Nunca foi tão moderno envelhecer”. A frase dita por um dos
grandes pensadores da saúde no Brasil, Gonzalo Vecina Neto, é
de um músico brasileiro. Mas, segundo o médico, traduz o
momento atual da saúde no País, onde há pessoas envelhecendo
e mudança de um perfil de doenças agudas e infecciosas para
as patologias crônicas. Estes são apenas alguns dos desafios
a serem enfrentados. E para buscar a sustentabilidade, Vecina diz que a
integração entre o sistema público e privado é
necessária e irreversível. “Hoje jogo com o computador”,
é o que responde Gonzalo Vecina Neto sobre o xadrez, hobby que já
lhe rendeu vitórias e que a falta de tempo tem restringido sua prática
ao computador.
Outras particularidades deste sorocabano são a torcida pela
Portuguesa e a atuação como médico do Esporte Clube
Paulista de Jundiaí, cidade onde se formou, no interior de São
Paulo.
Essas são algumas características menos conhecidas de
Vecina Neto, cuja trajetória no setor de saúde incluí
a presidência da Agência Nacional da Vigilância Sanitária
e a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
ligada ao Ministério da Saúde. Médico sanitarista,
gestor e docente, Vecina Neto também liderou a Secretaria Municipal
de Saúde. Atualmente está à frente de uma dos hospitais
referência em média e alta complexidade no Brasil, o Sírio-Libanês,
onde ocupa o cargo de superintendente corporativo.
Lá, ele admite ter “uma sensação de oxigenação”,
pois as decisões são construídas coletivamente e as
ações são executadas de imediato, quando comparado
ao setor público, onde está envolvido com projetos de expansão.
Cotado para o cargo de ministro da Saúde, Gonzalo afirma que não
existiu convite e que seu futuro está atrelado aos compromissos
do Sírio-Libanês, às aulas na Faculdade de Saúde
Pública da USP e ao pensamento e discussão da saúde
coletiva.
Fornecedores Hospitalares: Você tem grande experiência
na área pública e atualmente está à frente
do Hospital Sírio-Libanês, que é outra realidade se
comparado ao hospital público. Como é lidar com recursos
e realidades tão diferentes?
Gonzalo Vecina: No setor privado, de uma maneira ou de outra está
se buscando o equilíbrio da organização. As pessoas
costumam simplificar falando que se está buscando lucro. Nenhuma
organização sobrevive se estiver buscando lucro, as organizações
sobrevivem porque atingem os objetivos pelos quais foram criadas com sustentabilidade.
No caso da administração pública, a questão
política tem que se encaixar em um conjunto de ações
do estado para gerar bem-estar social, o que torna o processo decisório
extremamente complexo.
Tem a discussão do bem comum e como ela acontece dentro da sociedade.
Esta discussão sobre o que faz as pessoas se sentirem felizes a
partir da ação do Estado, ou seja, a construção
do estado de bem-estar social, é uma das discussões mais
importantes do ponto de vista político para orientação
do Estado, mas ela é muito complexa por causa dos inúmeros
participantes desse processo de construção da decisão.
Aí também tem a questão da corrupção
e do clientelismo, que faz parte da vida do estado brasileiro, ainda. Todos
os países têm, em algum grau, certa quantidade de corrupção.
Eu acho que é muito mais difícil gerenciar o setor público.
Eu que vim do setor público para o setor privado tenho uma sensação
de oxigenação, porque as decisões são construídas
coletivamente, como eu acho que deve ser uma organização
complexa como é um hospital moderno. E após a decisão
existe a execução. Então, é muito mais simples
dirigir uma instituição privada do que uma instituição
pública.
FH: Qual sua avaliação sobre o Sistema Único de
Saúde? Com mais de 20 anos de sua criação, em qual
momento estamos?
Vecina: Morre-se menos e vive-se mais. É indubitável.
A mortalidade infantil no Brasil há 20 anos estava em torno de 40
mortes por mil nascidos vivos; hoje, está abaixo de 20 mortes por
mil nascidos vivos.
A expectativa de vida estava bem abaixo de 70 anos, hoje está
em 73 e 74 anos para homem e mulher, respectivamente. O Brasil tem um excelente
e um dos melhores programas de imunização do mundo. Tem o
segundo maior programa de transplante de órgãos do mundo,
tem certamente um dos mais eficientes processos e programas de tratamento
de pacientes portadores do vírus HIV. A revolução
foi fantástica.
O SUS é certamente, de todos programas que o estado brasileiro
desenvolve, emtre saneamento, educação, transporte, segurança,
justiça, o que mais inclui pessoas na sociedade. Ou seja, o grande
problema do Brasil é a exclusão social e o número
de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza, que precisamos
trazer para cima.
Universal e gratuito, ele não diferencia o pobre do rico, aliás,
isso é um problema. Deveria diferenciar quem precisa mais e conseguir
dar mais a quem tem menos. Mas é óbvio que o SUS precisa
crescer, o SUS é um programa importantíssimo, mas precisa
melhorar. Ele é bom, mas não é bom o suficiente, ele
está subfinanciado, sob qualquer ângulo que se olhe.
O Brasil gasta R$ 1400 per capita para tratar os 43 milhões
de brasileiros que têm plano de saúde. Com 150 milhões
de brasileiros do SUS, se gasta R$800 per capita ano. Qualquer país
do mundo desenvolvido gasta mais de US$2500 per capita ano. Os Estados
Unidos são um desastre, gastam US$ 8 mil per capita ano. Precisamos
colocar mais recursos na equação da saúde, precisamos
de mais gestão. Não é mais gestão ou mais dinheiro,
é uma coisa e outra. Não existe um dilema, primeiro isso
e depois aquilo, está errado. É um falso dilema isso. Falta
dinheiro e falta gestão.Temos que equalizar o sistema de saúde.
FH: Diante do cenário de envelhecimento da população,
o que precisa ser mudado no SUS?
Vecina: Nosso sistema de saúde está voltado para um conjunto
de doenças e um perfil de população anterior a década
de 90, quando morríamos mais de doenças infecto-contagiosas.
Agora, como diz o Arnaldo Antunes, “não existe nada mais moderno
do que envelhecer”, e o envelhecimento tem outros tipos de doença:
câncer, acidente vascular cerebral, enfarto do miocárdio,
diabetes. São as doenças crônicas e o sistema está
preparado para atender doenças infecciosas e doenças agudas.
Temos que manter a capacidade de atender urgência e emergência,
mas mudar o sistema de saúde para que ele possa atender doenças
crônicas, que exigem cuidados contínuos. E tem que ser cuidado
contínuo com base tecnológica, com gasto baixo, e que atenda
à condição de estar presente sempre e isso exige uma
renovação do modelo de atenção à saúde.
Temos que conseguir integrar o público e o privado. Não
dá para continuar sendo assim, do lado de lá, a medicina
supletiva e do lado de cá, o SUS. Isso não cria economia,
não aproveita as possíveis sinergias que poderíamos
construir. Temos que ter condição de aumentar a capacidade
indutiva do estado na produção ciência, tecnologia
e inovação.
Hoje cerca de 10% da mão de obra do Brasil trabalha no setor
de saúde, 8% do PIB brasileiro vem da indústria de saúde.
Então, temos que aproveitar essa capacidade que a indústria
de saúde tem de gerar empregos e valor, mas para isso tem que ter
capacidade indutiva. Por um lado, do estado, e do outro lado, um empresário
diferente. Um empresário que saia da sombra e vá para o sol
do mercado e se arrisque contratando doutores, criando centros de tecnologia
para transformar inovação em produtos lucrativos. Temos que
melhorar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
para que ela atrapalhe menos os pesquisadores e a Comissão Nacional
de Ética e Pesquisa seja menos empecilho à realização
de pesquisa.
FH: O Brasil está em um momento, que enfrenta epidemias como
a dengue e também há doenças como a obesidade. São
doenças totalmente diferentes em um único País. Como
resolver essa equação?Vecina: Essa equação
se resolve com medicina baseada em evidências, com novos guidelines.
Temos que mudar o jeito de fazer medicina e fazer gestão de doenças
porque 20% da população brasileiras é hipertensa,
10% é diabética e o número de pacientes com sobrepeso
aumenta. Este é um fator que complica tanto a diabetes como a hipertensão.
Isso exige um novo modelo de atenção à saúde,
um modelo voltado para gestão de doença e, eventualmente,
como existem pacientes com morbidades e mais de uma doença, um sistema
que também tenha condição de identificar pacientes
mais complexos e fazer a gestão de doente. E esse sistema de atenção
básica tenha condição de atender o grosso dessa população
doente na fase em que ainda não tem complicações importantes.
É um novo modelo e precisamos fazer isso.
FH: Você falou da integração do sistema público
com o privado, qual a sua opinião sobre o projeto de lei que destina
25% dos leitos públicos a pacientes com planos em São Paulo?
Vecina: Acho que é um remendo. Com certeza, nos hospitais públicos
são atendidos planos de saúde. Como a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) não consegue cumprir a lei
e fazer com que os planos de saúde façam esses ressarcimentos
no atacado, o que a lei está propondo é fazer esses ressarcimentos
no varejo. Porque ela não muda, não cria uma dupla porta
como estão falando. Agora, o que temos que discutir não é
um remendo, é um projeto novo de integração entre
setor publico e setor privado, de tal forma que quando se olhar para o
processo de atenção primária no Brasil se veja os
dois sistemas integrados ganhando em sinergia e economia de escala. Tem
certas tecnologias muito caras, que precisam de um mínimo de usuários.
Então se ao comprar uma tecnologia se consegue atender 100 usuários
e só há 10 usuários no setor privado, arruma os outros
90 no SUS, é isso que estou chamando de escala econômica de
produção.
FH: E o senhor acha que as PPPs também fazem parte desse remendo?
Vecina: Com certeza. A Parceria Público-Privada é fundamental.
O estado brasileiro contrata médicos da mesma maneira que contrata
um juiz, só que a justiça anda devagar e os hospitais não
podem andar devagar. Usar as mesmas técnicas administrativas para
gerenciar diferentes setores da atividade humana está absolutamente
errado. Isso podia ser adequado há 30 anos, quando não tinha
informática e a média de permanência (no hospital)
durante a década de 80 era de 10 dias. Hoje, a média de permanência
nos hospitais é de quatro dias. Tudo mudou, mas a gestão
pública não mudou, para certas coisas ela pode continuar
do mesmo jeito, mas para outras não. Por que não existem
mais sistemas de transportes coletivos estatais? Porque o estado é
incapaz de fazer essa gestão com a dinâmica necessária
para o transporte público, a mesma coisa é no setor saúde.
A terceirização da gestão no setor de saúde
utilizando o terceiro setor, organização social, Oscip, ou
mesmo no caso das PPPs- não está usando nem Oscip nem OS,
está usando entidades com finalidade lucrativa para fazer a PPP.
Então é irreversível e é necessário.
FH: Com o novo governo, quais são as principais urgências
em sua opinião?
Vecina: Financiamento, melhoria da gestão via reforma administrativa
e formação de gestores, mudar o modelo assistencial para
torná-lo mais adequado para tratar de doenças crônicas
urbanas, melhorar a integração entre o setor público
e o privado, estimular a indústria da saúde. Estes são
os cinco pontos fundamentais.
FH: Ainda falando sobre o SUS, temos um modelo na saúde suplementar
que é segmentado por especialidade, pois o usuário escolhe
o médico com quem se consultará. No SUS, ainda há
uma triagem com um clínico geral. O fortalecimento da atenção
primária seria uma solução para a lotação
dos hospitais?
Vecina: O errado é a setor privado. O Programa da Saúde
da Família (PSF) cobre hoje cerca de 60% da população
brasileira. É um imenso “gol”. Agora, o setor privado está
começando a descobrir isso, a ser chamado de mais eficiente. Essa
mudança, que está sendo operada no setor privado é
importante. Ter um clínico geral é o que chamamos de atenção
básica. Tudo começa na atenção básica,
depois vai para a especialidade e hospital.
FH: Você acha que os médicos que se formam hoje têm
essa visão para trabalhar?
Vecina: Uma parte dos médicos é mal formada, outra parte
dos médicos é muito especializada e falta formar mais médicos.
Então temos três problemas: médicos com formação,
mas muitos especializados; médicos muito mal formados em hospitais-
escolas muito ruins e sem serem testados durante o internato e residência
na rede de atenção básica; e falta de médicos
formados. Faltam médicos no Brasil.
FH: Você tem uma carreira extensa na Saúde. Está
agora no Sírio-Libanês, já foi secretário, consultor,
trabalhou no Ministério da Saúde. Quais são os seus
próximos passos, quais são os seus objetivos?
Vecina: Eu quero trabalhar na rede pública, continuar dando
aulas na Faculdade de Saúde Pública. Eu sou sanitarista,
quero continuar fazendo o que sempre fiz, que é pensar saúde
coletiva, discutir a questão da saúde coletiva e gerenciar
hospitais. Eu gosto de hospitais. (Maria Carolina Buriti - Revista
Fornecedores Hospitalares/Saúde Business Web)
29.06 - Tosse: alerta com a saúde
Ela não é uma reação corriqueiras sim um
sintoma de que algo está errado com o organismo e deve ser avaliada
Com a chegada do inverno chegam também as infecções
respiratórias e o incômodo da tosse, que apesar de não
ser doença, é sinal de que há alguma coisa errada
com as vias respiratórias.
"Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo contra uma inflamação,
infecção ou irritação nas vias aéreas,
que seguem do nariz ao pulmão", explica a clínica médica,
Iolanda Benoliel.
Só que muita gente considera a tosse algo corriqueiro. E há
até quem se acostume com ela e demore a procurar o médico.
"Tosse nunca é normal. É preciso investigá-la", alerta
a médica.
Segundo os especialistas a tosse pode ser aguda (quando persiste por
duas ou três semanas, geralmente como sintoma de quadros de gripe,
sinusite, bronquite); subaguda (dura de três a oito semanas, possivelmente
devido a uma enfermidade mais séria); ou crônica (ultrapassa
oito semanas, podendo ser uma doença mais grave, como pneumonia
e até câncer de pulmão).
O importante é descobrir sua causa e tratar adequadamente.
As doenças relacionadas à tosse são variadas.
Entre elas estão:
Sinusite: a inflamação dos seios da face leva a tosse
com produção de catarro.
Bronquite e asma: a inflamação dos brônquios provoca
irritação pulmonar e surge uma tosse seca. Não tratada,
leva à produção de catarro e infecção.
Refluxo: o ácido que está no estômago reflui e
começa a queimar o esôfago, próximo à traqueia,
que se irrita. A tosse que leva a esse diagnóstico é crónica,
ou seja, persistente.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC): a tosse é
crônica, geralmente acompanhada de pigarro, típica do fumante.
Quando há piora do quadro pode haver produção de um
catarro amarelado.
Tuberculose: a suspeita da doença é levantada diante
de tosse crónica, com catarro constante e às vezes sangue.
Câncer de pulmão: aquela tosse que não melhora
nunca pode indicar esse grave quadro. Nenhum medicamento que iniba a tosse
deve ser tomado sem orientação médica, pois pode mascarar
uma doença grave. "Não tome xarope, que pode ter corante
e irritar ainda mais o organismo, aumentando a tosse", alerta Iolanda.
"O chazinho não faz mal, mas não trata a tosse, assim como
pastilhas ou xaropes. Eles podem apenas diminuir a irritação
da garganta, levando a uma sensação de bem-estar", diz a
médica. Uma boa hidratação e mel, que tem propriedade
broncodilatadora, também podem ajudar no alívio dos sintomas
irritativos. Os médicos reforçam a necessidade de se procurar
um especialista para conduzir o tratamento, que pode incluir antiinflamatórios
e antibióticos. (Povo)
29.06 - Vacina contra o diabetes falha em testes
Produto tentava impedir destruição de células
do pâncreas
Uma vacina experimental para prevenir o avanço da diabetes tipo
1 fracassou na segunda etapa do processo de testes, de um total de três.
A vacina visava a proteger as células produtoras de insulina
no pâncreas. A doença destrói as células produtoras
de insulina do órgão. Sem insulina, a glicose não
chega até as células, que precisam dela para se transformar
em energia.
O diabetes tipo 1 representa cerca de 10% dos diabéticos, afetando
principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. Esse tipo
de diabetes, que apresenta pouca influência do fator hereditário,
começa de maneira abrupta, com perda de peso, aumento da ingestão
de líquidos e aumento da urina.
Os pacientes precisam tomar insulina, seguir dieta e fazer exercícios.
A vacina se baseou em uma enzima chamada descarboxilase do ácido
glutâmico (DAG), que o sistema imunológico ataca, e ao fazer
isto, destrói as preciosas células beta. A ideia era que
a vacina ensinasse as células do sistema imunológico a tolerar
a enzima.
O teste foi feito em 145 pacientes com idades de três a 45 anos
nos Estados Unidos e no Canadá, diagnosticados com diabetes tipo
1 nos três meses anteriores.
Os voluntários receberam ora a vacina, ora a vacina acompanhada
de um potencializador padrão do sistema imunológico, ou apenas
o potencializador. Os pacientes em todos os três grupos experimentaram
um progresso semelhante com relação à doença,
sem diferença entre eles no que diz respeito aos efeitos colaterais.
O estudo, conduzido por Jay Skyler, da Escola de Medicina da Universidade
de Miami, foi apresentado em uma conferência da Associação
de Diabetes Americana, em San Diego, Califórnia.
Apesar do tropeço, os pesquisadores pediram mais pesquisas para
ver se a fórmula pode funcionar quando administrada mais cedo ou
como parte de uma combinação de tratamentos.
O número de adultos com diabetes em todo o mundo mais que dobrou
desde 1980, e atualmente afeta quase 350 milhões de pessoas. O diabetes
é provocado por um descontrole das taxas de açúcar
no sangue e pode provocar problemas cardíacos e derrame, além
de causar danos a rins, nervos e olhos. (Portal R7)
28.06 - Novas regras: menos dor de cabeça?
Governo federal determina prazos de limite máximo para atendimento
através de planos de saúde
O indivíduo sente uma dor, pega sua lista de convênios
médicos, marca uma consulta e é atendido. Quem dera fosse
simples assim. Qualquer beneficiário de planos de saúde sabe
o quanto complicado é o caminho para se chegar à uma consulta
médica. Mas, ao que tudo indica, todo este drama está prestes
a acabar.
Desde a última segunda-feira, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) determinou prazos de limite máximo para os atendimentos
dos beneficiários de planos de saúde. A Resolução
Normativa nº 259 tem o objetivo de garantir ao paciente o direito
de ter na prática os serviços pelo qual contratou a empresa.
A determinação começa a valer em 89 dias, prazo máximo
que as operadoras têm para se adaptarem a resolução.
Para consultas com especialistas das áreas de pediatria, clínica
médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, os beneficiários
não poderão esperar mais que sete dias. Ainda segundo a resolução,
exames para diagnóstico por laboratóriode análises
clínicas, como exame de sangue e urina, devem ter agendamento em
até três dias.
A determinação não obriga que todas as prestadoras
de serviços tenham vagas para todo os pacientes, ou seja, não
é obrigado à operadora do plano garantir vaga com profissionais
de escolha do beneficiário. O determinado é que os planos
disponibilizem pelo menos um especialista para cada paciente.
Quando mais precisou, Maria Jucivânia não teve seus direitos
atendidos pelo plano. Ela estava com uma gravidez complicada, com muito
sangramento. No dia 16 de março, o médico percebeu que as
crianças não estavam bem e que tinham que nascer naquele
dia, serem enviadas o mais rápido possível para uma UTI neonatal.
Ao ligar para a médica responsável, deu-se início
à um verdadeiro pesadelo. "Contratamos um plano com cobertura total.
Quando minha mulher mais precisou, o plano disse que não poderia
ajudar. Disseram que tinhamos que procurar algum outro serviço público
ou privado. Como UTI neonatal particular é muito cara, minha mulher
teve que fazer o parto em um hospital público", contou Moisés
Alves, marido de Maria. Hoje, o casal que teve os gêmeos Maria Vitória
e Moisés Vítor, está processando o plano. (Beto
Pessoa - O Norte)
28.06 - População com diabetes mais que dobra em 30 anos
Estudo com dados de 199 países e territórios mostra que
mundo tem hoje cerca de 350 milhões de diabéticos
Envelhecimento e crescimento da população e aumento das
taxas de obesidade levam à epidemia
O número de adultos com diabetes no mundo mais que dobrou nas
últimas três décadas, chegando a quase 350 milhões
de pessoas.
A conclusão é de um estudo global publicado na prestigiosa
revista médica "Lancet". Foram levantados dados de 199 países
e territórios, de 1980 a 2008.
O número é bem maior do que o que constava em uma previsão
publicada em 2009 no periódico "Diabetes Research and Clinical Practice",
que estimava o número de diabéticos em 285 milhões.
As diferenças podem ser explicadas pelo maior número
de estudos usados pela pesquisa do "Lancet" e pela diferença de
metodologias.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Imperial College London
e de Harvard, e teve apoio da Organização Mundial da Saúde.
Dos 347 milhões de pessoas no mundo que têm diabetes,
40% estão na China e na Índia, e outros 10%, nos Estados
Unidos e na Rússia.
OBESIDADE
Grande parte desse aumento (70%), segundo a pesquisa, se deve ao crescimento
e ao envelhecimento da população (o que aumenta o risco de
diabetes).
Há também uma parcela de "culpa" no aumento mundial do
IMC (Índice de Massa Corpórea), principalmente entre as mulheres,
de acordo com a pesquisa.
Mas, segundo Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp,
devem haver outros aspectos que levam a essa epidemia, já que em
outras doenças metabólicas, como hipertensão, não
tem ocorrido esse aumento.
Ele diz que, no caso de pré-hipertensão, é indicado
tratamento medicamentoso e, para o aumento de glicemia, mas ainda sem diagnóstico
de diabetes, é proposto apenas mudança do estilo de vida,
com pouco efeito clínico.
"Talvez seja necessário rever a conduta para o tratamento do
aumento global da glicemia, já que esse fato aumenta consideravelmente
o risco cardiovascular." (MARIANA VERSOLATO - Folha de S.Paulo)
28.06 - Mortes por infarto
Uma característica no tratamento do mal é o fator tempo
Atualmente, as doenças cardiovasculares são a maior causa
de morte em todo o mundo. Chega a 30% a 40% das causas de morte, muito
mais que câncer, aids e morte violenta juntas. As principais doenças
cardiovasculares são o infarto e o acidente vascular cerebral. O
infarto decorre de doença das artérias, principalmente a
aterosclerose, que leva a obstruções que reduzem o fluxo
de sangue para o músculo cardíaco. Quando uma dessas artérias
oclui totalmente, há intensa falta de sangue e oxigênio e
as células do coração começam a morrer. Isso
explica que o tratamento do infarto prioriza a desobstrução
dessa artéria para restaurar o fluxo de sangue e impedir a morte
do músculo cardíaco, a maioria das vezes feito com um medicamento
chamado de trombolítico. Outra característica no tratamento
do infarto é o fator tempo. Quanto mais rápido e efetivamente
se restaurar o fluxo de sangue para o coração, menor será
o tamanho do infarto e a mortalidade.
Considera-se que a mortalidade do infarto está em torno de 7%
a 8%. Ao se analisar esse dado em hospitais públicos paulistanos,
encontrou-se mortalidade muito maior, chegando a 35% em algumas unidades.
Nos hospitais não especializados em cardiologia, esse índice
é, frequentemente, maior que 15%. Os motivos podem ser três:
a ida tardia do paciente ao hospital, o diagnóstico inadequado no
hospital dentro do tempo necessário e o não tratamento com
trombolítico na emergência, como é indicado. Para alterar
esse quadro de mortalidade por infarto, as secretarias de Saúde
do município e do estado de São Paulo realizaram uma parceria
com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
Em 2010, depois da análise das taxas de morte por infarto, foram
eleitos cinco hospitais de periferia que tinham alta taxa de mortalidade
(maior do que 15%) e grande volume de atendimento por infarto. A partir
dessas informações, foi estabelecido um plano de avaliação
e reciclagem dos médicos e enfermeiras. Uma equipe da Socesp realizou
palestras e treinamentos para o diagnóstico correto dentro do tempo
necessário e a aplicação adequada do trombolítico
na emergência, se indicada.
Já no primeiro ano, dados de 2008-2009 comparados com os de
2010, as reduções das taxas de mortalidade por infarto nos
hospitais que receberam as palestras e o treinamento foram, em média,
de 28,8%, chegando a 44,6% em algumas unidades. Os resultados do projeto
devem servir de base para o desenvolvimento de estratégias para
reduzir as mortes por infarto em todos os hospitais públicos dos
municípios do estado e levar o mesmo plano para os outras cidades.
Caso se consiga que esse projeto atinja depois todo o país, poderíamos
ter uma redução de pelo menos 30 mil mortes por ano no Brasil.
(Luiz Antônio Machado César e João Fernando Monteiro
Ferreira - Estado de Minas)
27.06 - 6 em cada 10 têm problemas com convênio
Os usuários de planos de saúde não estão
satisfeitos com o atendimento de seus convênios. É isso que
mostra pesquisa encomendada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) ao
Datafolha, que aponta que 60% dos consumidores têm problemas com
sua operadora de saúde.
Entre as principais reclamações estão a burocracia
e a demora na liberação de exames, consultas e procedimentos
e a dificuldade no pronto-atendimento. Além de pouca oferta na rede
credenciada de médicos e hospitais.
"São dados que refletem a dificuldade de acesso e a falta de
confiança entre médico e paciente pelas redes", diz o primeiro
vice-presidente do CFM, Carlos Vital. (Paula Cabrera - Agora S.Paulo)
27.06 - CFM: 58% dos usuários têm reclamações
contra planos
Seis em cada dez usuários da saúde suplementar tiveram,
no último ano, alguma experiência negativa com o atendimento
oferecido pelos planos de saúde.
Os dados integram pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Federal de
Medicina (CFM). O levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Datafolha
comprova a alta correlação entre a experiência negativa
vivenciada pelos pacientes e seus familiares e a insatisfação
com o atendimento prestado pelos planos.
De acordo com a pesquisa, as reclamações mais comuns
estão relacionadas com a demora no atendimento ou fila de espera
no pronto-socorro, no laboratório ou na clínica (26%). Percentual
significativo dos entrevistados também relatou existir poucas opções
de médicos, hospitais e laboratórios (21%) disponíveis
para o atendimento de suas necessidades. Outros 14% relatam que tiveram
que buscar a assistência no Sistema Único de Saúde
(SUS) por conta da negação de cobertura ou restrição
de atendimento do plano de saúde contratado.
Com relação ao atendimento médico, a principal
queixa dos entrevistados é a dificuldade de marcar uma consulta
(19%) e o descredenciamento do profissional médico procurado (18%).
O excesso de burocracia foi outro ponto de reclamação dos
usuários: 13% vivenciaram demora para a autorização
de exames ou a liberação de guias, inclusive de internação
e 12% tiveram negativa de cobertura de procedimento ou exame.
Pagamentos extras
A cobrança de valores adicionais, além da mensalidade,
também foi apontada por 19% dos entrevistados, que tiveram de efetuar
pagamento extra para garantir a realização de consultas,
exames ou outros procedimentos. A pesquisa captou ainda relatos de
usuários dos planos que tiveram que deixar um cheque caução
para ser atendido, não encontraram vaga para internação,
foram transferidos para outro hospital por determinação do
plano e tiveram alta médica imposta pelo plano antes da determinação
do médico.
Os dados constam do estudo patrocinado pelo CFM e realizado pelo Datafolha
que, no período de 4 e 5 de abril de 2011, ouviu 2.061 pessoas,
distribuídas em 145 municípios e com idades de 16 anos ou
mais. Dentre os entrevistados, 26% disseram possuir plano ou seguro saúde,
na condição de titulares ou dependentes, compondo amostra
final de 545 indivíduos.
Desse total de 545 entrevistados, 52% possuíam plano coletivo
(da empresa ou instituição em que trabalham). O restante
afirmou contar com planos individuais ou familiares comprados diretamente
no mercado.
Frequência de utilização
De acordo com a pesquisa, oito em cada 10 pessoas que têm plano
de saúde buscaram algum tipo de atendimento ou assistência
médica no último ano.
Do total, 75% o fizeram para ter acesso a consultas médicas
e cerca de dois terços (67%) para realizar exames diagnósticos
(raio-X, exames de sangue, entre outros). Cerca de um terço (32%)
utilizou o pronto atendimento ou pronto-socorro e 15% usaram os planos
de saúde para internação hospitalar. Do total, 21%
dos usuários relataram não ter acionado o seu plano de saúde
nos últimos 12 meses.
Dentre os que usaram os planos, as consultas e exames diagnósticos
foram utilizados, principalmente pelas mulheres, por aqueles com idade
entre 35 a 44 anos e pelos que possuem maior renda. Os indivíduos
pertencentes às classes A e B, com renda familiar superior
a 10 salários mínimos e com escolaridade mais elevada, foram
os usuários mais frequentes. De um modo geral, considerando
consultas, exames e internações, os entrevistados utilizaram
o plano, em média, sete vezes nos últimos 12 meses.
A análise deste dado por localização geográfica
mostra que o nível de utilização dos planos é
maior nos estados da Região Sudeste (oito vezes, em média,
por pessoa/ano) e nas regiões metropolitanas (sete vezes, em média).
O número cai nas outras regiões - Norte, Centro Oeste, Nordeste
e Sul – onde é de cinco vezes, em média, e nos municípios
do interior (seis vezes, em média).
Perfil do usuário
Os usuários de planos de saúde têm um nível
mais alto de escolaridade do que a população em geral. Dos
545 entrevistados, 31% têm nível superior enquanto na amostra
inicial (2.061 entrevistas, incluindo quem não tem plano) este índice
não ultrapassa 13%.
A proporção de indivíduos que integra as classes
A e B também é mais expressiva entre quem tem plano de saúde
(53% versus 27% entre aqueles entrevistados da população
em geral). A maioria dos entrevistados tem renda familiar mensal superior
a três salários mínimos (58% versus 33%), e integram
a parte da população economicamente ativa, principalmente
como assalariado registrado (34% versus 22%), o que é explicado
pela grande presença de planos coletivos no mercado.
Avaliação geral
Mesmo diante dos inúmeros problemas relatados por 58%dos
usuários, cerca de três quartos (76%) declaram satisfação
com os serviços, sendo que 21% afirmam estar muito satisfeitos e
55% satisfeitos.
Entre quatro itens avaliados, os segurados têm opiniões
menos favoráveis com relação ao custo das mensalidades
(66%) e ao número de hospitais disponíveis (69%). A avaliação
é melhor no que se refere à quantidade de laboratórios
(83%) e de médicos (76%). Sobre o custo das mensalidades deve ser
considerado que a maior parte dos entrevistados tem planos coletivos, pagos
integral ou parcialmente pelos empregadores.
O resultado é semelhante ao de outros estudos que avaliaram
o grau de satisfação com serviços e atendimentos
em saúde. A PNAD/IBGE analisou em 2008 o perfil de quem usou serviços
de saúde, tanto beneficiários de planos de saúde quanto
usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Com base
em entrevistas de 392 mil brasileiros, o atendimento foi avaliado como
“muito bom ou bom” para 86,4% das pessoas. De todos os atendimentos avaliados
pelos entrevistados, 58,6% haviam sido realizados em instituições
públicas.
Em pesquisa divulgada em 2011 pela Secretaria de Estado da Saúde
de São Paulo, realizada com 204,4 mil pessoas em 630 instituições
hospitalares do SUS, os pacientes deram nota 8,86 ao atendimento recebido
(em escala de zero a 10). O Instituto de Pesquisas Econômicas
Aplicadas - IPEA já havia concluído, em 2010,
que os serviços do SUS são mais bem avaliados por aqueles
que costumam utilizá-los, quando comparados com aqueles que não
os utilizam.
Em outra pesquisa patrocinada pelo Instituto de Estudos de Saúde
Suplementar (IESS) com 1626 usuários de planos de saúde no
Brasil, a maioria dos entrevistados (80%) se mostrou satisfeita com os
planos de saúde. Os dados foram divulgados em março de 2011.
Na opinião do CFM o índice de satisfação
positiva de usuários de serviços públicos
ou privados deve levar em conta outros fatores que podem não
ser captados pelas metodologias usadas nos estudos, mas que são
capazes de influenciar o resultado: a satisfação com
o simples fato de ter conseguido acessar o sistema de saúde, a satisfação
com o estado de saúde individual, com o prognóstico, a cura
ou o tratamento bem sucedido, ou mesmo o contentamento
com o atendimento ou atenção recebida pelo profissional médico.
Opinião dos médicos
Já a posição dos médicos com respeito aos
planos de saúde é expressamente negativa. Estudo realizado
pelo Datafolha, encomendado pela Associação Paulista de Medicina
(APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), com
o apoio do CFM, mostrou que a maioria absoluta dos profissionais brasileiros
denuncia interferências das empresas na autonomia dos profissionais.
Os dados foram divulgados em dezembro de 2010.
De forma geral, o médico brasileiro que trabalha
com planos ou seguros saúde atribui, em média, nota
5 para as operadoras, numa escala de zero a 10. Do total de entrevistados,
92% dos médicos afirmam que os planos de saúde interferem
em sua autonomia profissional.
Entre os tipos de interferências praticadas pelas operadoras
de planos ou seguros saúde, os médicos apontam principalmente
as glosas de procedimentos ou medidas terapêuticas (78%) e a interferência
no número de exames e procedimento (75%). Citadas por cerca de sete
em cada de 10 se destacam ainda as restrições às doenças
pré-existentes e a interferência em atos diagnósticos
e terapêuticos mediante designação de auditores.
No Brasil, 45,5 milhões de pessoas tem planos ou seguros
de saúde. Atuam nesse mercado 1.044 empresas que movimentaram
aproximadamente R$ 71 bilhões em 2010, segundo dados da Agência
nacional de Saúde Suplementar (ANS). (CFM)
27.06 - Consulta Pública 43 da ANS
A consulta pública nº 43 da ANS, que aparenta ser apenas
mais um desastroso projeto de burocratização do padrão
TISS, na verdade será o ponto de discórdia final entre operadoras
e prestadores, com prejuízos imensuráveis aos que sempre
são esquecidos: o paciente.
Falando do que está escrito no projeto:
O grande número de formulários descrito (são 101
páginas descrevendo só eles !!!!!) vai melhorar em alguma
coisa o tratamento dos pacientes ?
Existe algum interessado que consiga em 7 dias se inscrever para em
30 dias analisar centenas de páginas e milhares de itens ?
As novas padronizações de taxas e insumos vão
reduzir custos hospitalares ?
A implantação da nova TISS vai reduzir custos para operadoras
e hospitais ?
Se você respondeu sim a qualquer uma das perguntas acima, por
favor não leia o que vem a seguir: não vamos conseguir discutir
o assunto.
Isso só falando do que está escrito e não do que
está em jogo, que são coisas completamente diferentes.
Esta RN vai tentar padronizar o ‘impadronizável’ … fomentar
mais uma tentativa de tabelamento de preços.
Acho que não preciso dizer que pessoalmente não concordo
com qualquer tipo de tabelamento de preços, mas não custa
lembrar - tudo que está tabelado hoje em dia só serve para
nivelar a qualidade por baixo:
Quem compra insumos de forma incorreta pode vender pelo mesmo preço
de quem gerencia compras;
Tanto faz executar um procedimento com eficiência ou ter que
refazer, que o preço é o mesmo;
Utiliza-se uma tabela mas os indexadores são diferentes para
cada contrato, o que na prática é como se a tabela não
existisse;
E assim por diante ….
Agora a proposta é padronizar códigos de diárias,
taxas e insumos !!!!!
Por exemplo, se você tiver um quarto de um leito vamos enquadrar
no código padronizado de apartamento.
Isso vai abrir o precedente para as operadoras fixarem um preço
(segundo o novo padrão TISS-TUSS) para diárias de apartamentos
hospitalares – se você duvida que é isso que vai acontecer
a partir de 30/06/2012, por favor não leia o que vem a seguir:
É como se a gente abrisse os classificados de imóveis
para comprar um apartamento e visse uma lista de ‘1 dormitório’
tudo com o mesmo preço, independente da localização,
acabamento, etc.
É como se a gente abrisse os classificados de automóveis
para comprar um carro 1.0 e visse uma lista com todos os preços
iguais, não importando o ano de fabricação, marca,
modelo, etc.
Esta consulta da ‘tal TISS-TUSS 2.0’ vai levar operadoras e prestadores
ao confronto final.
Me preocupo como profissional de saúde e como usuário
de plano de saúde.
Tenho um plano de saúde e está cada dia mais difícil
de usar:
Dificuldade para obter autorização;
Dificuldade para não ter que pagar o que o hospital me comprova
que não está coberto pela operadora;
Dificuldade para ser atendido por não ter o plano ‘top’.
Estas resoluções só têm aumentado o conflito
entre operadoras, prestadores e pacientes.
Não seria melhor gastar nosso tempo em resoluções
que tivessem como objetivo a melhoria da assistência ao paciente
da saúde suplementar ao invés de definir controles que não
tem nada a ver com isso ? (Enio Salu - Saúde Business Web)
22.06 - Prazo para consultas não é garantia, dizem especialistas
Para eles, nova resolução da ANS pode não ter
efeito devido a entraves
Para entidade que reúne 15 planos de saúde, prazos para
consultas e outros procedimentos médicos são "razoáveis"
A norma da ANS (Agência Nacional de Saúde) que estabelece
prazos para os planos de saúde marcarem consultas e procedimentos
médicos pode não surtir efeito, afirmam especialistas do
setor.
A resolução entra em vigor em 90 dias. Pela regra, publicada
também ontem, consultas básicas com pediatras, ginecologistas,
obstetras e clínicos terão de ser marcadas em no máximo
sete dias; com outros especialistas, em até 14. Para exames, o prazo
é de três dias.
Em caso de descumprimento, a resolução prevê "sanções
administrativas".
A FenaSaúde, que reúne 15 grupos de operadoras privadas,
disse que os prazos estipulados pela ANS são "razoáveis",
mas não esclareceu como eles serão cumpridos.
"A ANS nunca mexe com os [procedimentos] dos convênios", afirma
o médico Osvandré Lech, presidente da Sociedade Brasileira
de Ortopedia e Traumatologia.
Para as regras publicadas ontem funcionarem, afirma, três entraves
precisam ser desfeitos: a remuneração das consultas, o aumento
no corpo de médicos e a burocracia.
"Sem esses problemas, daria para atender mais pessoas no mesmo dia.
Não é questão de corpo mole", diz.
Segundo Lech, se nos últimos anos o reajuste nas mensalidades
dos planos tivesse sido repassado integralmente ao pagamento pelas consultas,
os médicos ganhariam por volta de R$ 100.
"Hoje, os planos que melhor pagam [pelas consultas] chegam a R$ 70.
Mas alguns pagam R$ 40", diz.
Advogados da área de saúde habituados à defesa
dos clientes dos planos concordam em que o caminho para que a resolução
seja cumprida é aumentar o número de médicos conveniados.
"Mas isso não garante qualidade. Nem que o paciente vai ser
atendido pelo médico de sua confiança", afirma Julius Conforti.
De acordo com Gilberto Bergstein, em alguns casos as empresas poderão
repassar seus novos custos. "A norma diz que a pessoa poderá ser
atendida em outra cidade, por conta do plano." (EDUARDO GERAQUE -
Folha de S.Paulo)
22.06 - Médicos temem descredenciamento
Sindicato dos Médicos teme descredenciamentos em massa nos planos
e mais pressão sobre profissionais
Clientes de planos de saúde passarão a contar com prazos
máximos para marcação de consultas médicas,
exames laboratoriais e internação. Eles vão variar
de sete até 21 dias úteis, de acordo com a especialidade.
Para consultas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral,
ginecologia e obstetrícia, o prazo será de sete dias úteis.
As demais especialidades, que não são consideradas de alta
complexidade, devem ser marcadas em até 14 dias úteis. Apesar
de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmar que
a nova norma começa a valer imediatamente, as operadoras terão
90 dias para se adaptar.
Principais queixas: tempo de espera e falta de cobertura
A multa em caso de não cumprimento dos prazos é de R$80
mil. E a ANS ainda pode determinar que um fiscal seja deslocado até
a operadora para verificar se tem rede compatível. Até então,
não havia prazos estipulados. Quando as marcações
demoravam além do bom senso, a agência enquadrava como negativa
de cobertura, o que resultava em notificação e multa.
— A expectativa não é multar ou punir, mas melhorar o
acesso ao atendimento e a qualidade do atendimento — afirma Carla Soares,
gerente-geral de Serviços e Produtos da ANS
Já para os clientes que necessitarem marcar consulta com nutricionista,
psicólogo ou terapia ocupacional, por exemplo, o prazo que passa
a valer é de dez dias úteis. No caso de o paciente querer
ser atendido por um médico específico, com prazo de espera
maior, e decidir aguardar, pode fazer isso. A diferença agora é
que a operadora precisa dar alternativas de outros médicos que atendam
mais rapidamente, se o paciente assim desejar. E os planos de saúde
ficam obrigados a cobrir os custos de transporte, se não for oferecido
a especialidade no município de residência do cliente.
— A norma traz a garantia de acesso a qualquer médico. Se o
consumidor precisar de um médico imediatamente, que não seja
específico, a operadora é obrigada a garantir — afirma Carla,
reconhecendo que pode haver até aumento das reclamações.
Em nota a Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde) informa que as suas afiliadas avaliam que, em geral,
os prazos estipulados “são razoáveis de serem cumpridos”.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) diz,
em nota, que participou das discussões a respeito dos prazos para
marcação de consultas e que grande parte já é
praticada pelo mercado.
O tempo de espera, assim como a falta de cobertura estão entre
as principais reclamações na ANS. Outras queixas de consumidores
são o aumento indevido e a insuficiência de rede.
Sindicato: número de médicos é insuficiente
Médicos podem acabar sendo punidos pelas operadoras com a norma
da ANS, avalia o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge
Darze. Ele prevê descredenciamentos em massa e mais pressão
sobre médicos, como forma de a operadora não ser multada.
Diante disso, afirmou que a federação vai buscar esclarecimentos
com a agência.
— A operadora pode estabelecer política de arrocho caso os prazos
não sejam cumpridos, mas a crise está na política
das empresas contar com poucos profissionais e tabelas aviltantes de remuneração
— disse Darze, para quem a solução viria pela ampliação
do quadro de médicos credenciados.
Segundo Julius Conforti, sócio do escritório Araújo
e Conforti Advogados, especializado em saúde, as novas regras farão
os médicos credenciados a tornar o atendimento mais rápido.
E isso, continua, traz impactos na qualidade do atendimento e pode, inclusive,
aumentar o risco de erros médicos.
— Para se eximir de punições, as operadoras vão
pressionar os médicos a criar horário na agenda e, assim,
atender aos pacientes. Isso afeta a qualidade já que os médicos
terão de encurtar o tempo das consultas. (Clarice Spitz e
Fabiana Ribeiro - O Globo)
22.06 - Procon diz que planos terão que aumentar quadro
Especialista acredita que preços podem subir com a medida
As entidades de defesa do consumidor acreditam que as operadoras de
planos de saúde terão que ampliar seu quadro de médicos,
para atender às determinações da ANS e reivindicam
prazo menor para marcação das consultas. Já advogados
especializados em relações de consumo temem aumento do preço
da mensalidade. A assistente de direção do Procon-SP, Patrícia
Dias frisa que as empresas de plano de saúde vão precisar
se adaptar.
— Nos próximos 90 dias, as empresas vão precisar se adequar.
E isso pode até significar ampliar o seu número de credenciados
— disse Patrícia, para quem as novas regras, devidamente fiscalizadas
pela ANS, podem até mesmo provocar uma maior concorrência
entre os planos de saúde. — E isso é saudável para
os consumidores.
Apesar de enxergar um avanço, Lisa Gunn, coordenadora do Idec,
defende que os prazos máximos para marcação de exames
e consultas não deveriam ser superiores a 14 dias corridos.
— É uma iniciativa importante já que as reclamações
dos consumidores são crescentes. Afinal, a carteira dos planos de
saúde aumenta, ao contrário do número de médicos
credenciados. A espera de 21 dias úteis, isso é mais de um
mês, ainda é inadequada.
Para advogados, as novas regras não são sinônimo
de aumento da qualidade e podem se traduzir ainda em aumento de custos.
Mas, para outros especialistas, os prazos poderiam até ser menores.
Na avaliação do advogado Eurivaldo Neves Bezerra, sócio
do Neves Bezerra Advogados Associados, a medida da ANS pode levar a um
aumento das mensalidades dos planos de saúde, diante do aumento
de custos, com profissionais e espaço físico.
— Estas medidas são benéficas ao consumidor sob o ponto
de vista imediato, mas, a curto prazo, as empresas aumentarão as
mensalidades de alguma forma. Não existe mágica — disse o
especialista.
Embora os reajustes de preços sejam controlados pela ANS, os
custos das operadoras são levados em conta na hora de fixar o percentual
de aumento. Além disso, no caso dos planos coletivos, como de empresas
e associações, os aumentos são negociados entre as
partes sem interferência da agência.
A advogada Ellen Gonçalves Pires, do Pires & Gonçalves
Advogados Associados, também considera que a fixação
de prazos para atendimento é complexa e que os prazos talvez sejam
curtos demais. Segundo ela, as condições de atendimento não
são as mesmas em todo o país e a demanda está crescendo,
com muitos os consumidores entrando no mercado da saúde privada.
(Clarice Spitz e Fabiana Ribeiro - O Globo)
21.06 - Investimentos em saúde
Apesar de atuarem em um país cuja Constituição
institui um sistema de saúde pública universal, os planos
de saúde brasileiros contam em um mercado que corresponde a um terço
da população. São 43 milhões de consumidores
fiéis e dependentes de seus serviços, que alocam parte de
seus recursos pessoais na expectativa de ter um atendimento qualificado,
com a segurança de não depender dos serviços do Sistema
Único de Saúde, conhecidos por problemas como superlotação,
demora na agenda de consultas e dificuldade de acesso a tratamentos.
A participação do setor privado na saúde brasileira
fica ainda mais evidente quando são avaliados os investimentos no
setor: enquanto o Estado custeia 40% dos gastos com saúde, os outros
60% ficam a cargo das famílias e das empresas, que pagam por medicamentos,
tratamentos particulares e planos de assistência médica, além
da alta carga tributária já incidente sobre produtos e cadeias
produtivas, que deveria ser alocada para serviços públicos
de qualidade.
Apesar desses investimentos, a realidade nos planos privados está
distante do ideal de acesso amplo às alternativas terapêuticas
disponíveis. E esse é um dos principais motivos para a alta
insatisfação de médicos e pacientes com as operadoras.
Atualmente, os planos de saúde têm suas atividades regulamentadas
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que determina
a lista de consultas, atendimentos, exames e tratamentos com cobertura
obrigatória para as operadoras do setor.
Como o ritmo de atualização dessa lista de obrigações
mínimas não acompanha o desenvolvimento da medicina, algumas
alternativas terapêuticas de eficácia comprovada, que poderiam
melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, simplesmente
não são oferecidas pelos planos de saúde.
No caso da artrite reumatoide, doença grave e incapacitante
que atinge cerca de 1% da população, esse cenário
se apresenta de maneira bastante clara. Cerca de 20% das pessoas com a
doença não respondem ao tratamento convencional. Para esses
casos, são indicados os medicamentos biológicos, que podem
impedir o avanço da doença e dar aos pacientes uma possibilidade
real de melhora com ganhos importantes em qualidade de vida. Apesar da
eficácia comprovada, esses medicamentos são oferecidos por
apenas 40% dos planos de saúde, pois não têm cobertura
obrigatória pelo rol de procedimentos da ANS.
Para os milhares de pacientes que convivem com as complicações
da artrite reumatoide e com outras doenças de difícil prognóstico,
novidades como a inclusão da cobertura dos medicamentos biológicos
no rol de procedimentos obrigatórios da ANS representam a esperança
de um tratamento e de uma saída para a dura realidade de dores e
incapacitação física geradas pela doença. Dessa
forma, serão honrados os investimentos que a população
brasileira faz para garantir sua própria saúde. (João
Adalberto Marasca - Zero Hora)
21.06 - Cresce uso de cartões em consultas
Uso do plástico está cada vez mais presente nos pagamentos
a profissionais liberais, como da área de saúde
Pagar uma consulta médica com cartão de crédito.
Essa é uma das novas fronteiras conquistadas pelo chamado dinheiro
de plástico, cada vez mais presente nos pagamentos a profissionais
liberais, como médicos e dentistas, e prestadores de serviços,
como operadores TV a cabo e internet. Isso é o que apontam dados
da Associação Brasileira de Cartões de Crédito
e Serviço (Abecs) divulgados na quarta-feira.
Quando comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período
de 2010, a fatia do setor de serviços no mercado passou de 4% para
8%, um crescimento de 51%, o maior entre todos os ramos de atividade.
Isso significa um faturamento de R$ 6,2 bilhões. No período,
o número de transações com cartão aceitas pelo
segmento subiu cerca de 42%.
"O consumidor opta pela modalidade seja porque não têm
dinheiro no momento ou porque não pode pagar valores mais altos
à vista. Já os profissionais preferem usá-lo como
forma de fidelizar e atrair clientes", diz Fernando Barbosa, superintendente
da Abecs. Ele cita a redução de custos oferecidos pela administradoras
de cartão, que incentivou profissionais a adotarem essa forma de
pagamento. A redução de preço está relacionada
à abertura do mercado em julho de 2010, que pôs fim à
exclusividade no uso das máquinas pelas bandeiras de cartões
e acirrou a concorrência entre operadoras no País.
Sem risco de calote
Para o empresário, a modalidade acaba com o risco de calote
e pode se traduzir em mais vendas, apesar de representar custos e exigir
um fluxo de caixa sob controle, já que os pagamentos são
recebidos em 30 dias e podem ser parcelados. Para o consumidor, a dica
é se planejar para pagar a fatura em dia e parcelar o mínimo
possível.
A dermatologista Eliandre Palermo passou a aceitar cartão de
crédito em seu consultório após pedido dos pacientes.
"Precisei abrir uma empresa. Com o aumento do faturamento no cartão,
já consegui renegociar taxas com o banco". Ela paga R$ 100 pelo
aluguel mensal da máquina , 3% sobre cada operação
e pode parcelar em três vezes.
ATÉ ESTA TERÇA
ANS recebe sugestões sobre bônus e descontos
Ainda dá tempo de participar e contribuir com a consulta pública
que debate bônus e descontos de até 30% nas mensalidades do
planos de saúde aos beneficiários que participarem de programas
de prevenção de doenças e de incentivo ao envelhecimento
saudável.
A Agência Nacional da Saúde (ANS) decidiu prorrogar o
recebimento de sugestões. O tema é recordista de adendos
e propostas entre todas as consultas já realizadas pela agência.
Já são mais de 13 mil sugestões.
A consulta pública, aberta desde 16 de maio, estava prevista
para terminar dia 14, mas foi estendida até amanhã por conta
da grande demanda de participação da sociedade.
As contribuições podem ser feitas por meio do site www.ans.gov
br. "Essa semana adicional só vem a acrescentar, dando mais tempo
para as pessoas participarem", diz Martha Oliveira, gerente geral de regulação
assistencial da ANS.
Durante as primeiras sete horas, a consulta recebeu cerca de três
mil contribuições, quase 1.000% superior à média
das consultas públicas anteriores durante o mesmo período.
A participação foi tão grande que, em alguns momentos,
o acesso ao site da ANS foi prejudicado.
A proposta de resolução normativa prevê dois tipos
de programas diferentes principais: os de envelhecimento ativo e os de
prevenção de doenças. "A diferença básica
é como vai se dar o benefício. O de envelhecimento ativo
tem foco na continuidade permanente e dará descontos de até
30% na mensalidade. Podem ser oferecidos para uma faixa etária específica,
mas todos terão o direito de participar. Não podem ser focados
num público específico demais, como obesos e diabéticos",
explica Martha Oliveira.
Além disso, o desconto na mensalidade do plano tem de ser linear
para aquele produto oferecido - sem diferenças entre faixas etárias
- e a operadora não pode, por exemplo, atrelar o benefício
a resultados de saúde, como redução do colesterol,
ou à utilização da rede de assistência médica.
(Diário do Nordeste)
21.06 - EUA querem reduzir o uso de tomografia
Pacientes estariam expostos à radiação desnecessariamente
em diagnóstico excessivo
O uso excessivo de tomografia computadorizada, exame de diagnóstico
com base na exposição do corpo a uma sucessão de raios-X,
tem sido assunto recorrente nos congressos de medicina.
Apesar de reivindicações para reduzir a quantidade desses
exames, o que diminuiria a exposição dos pacientes à
radiação, tudo indica que esse tipo de diagnóstico
continua a todo vapor.
Dados sobre a evolução desses exames nos EUA serão
divulgados no próximo mês pelos programas de saúde
daquele país (Medicare, para idosos, e Medicaid, para pessoas de
baixa renda).
Mas de acordo com o que foi adiantado por Michael Pentecost, consultor
de radiologia do Medicare, a quantidade desses exames não caiu de
2008 para 2009. Em 2008, aponta a Medicare, 75 mil pacientes dos EUA fizeram
exames duplos de tomografia computadorizada ""um usando iodo para verificar
o fluxo do sangue e outro sem esse composto.
Os médicos solicitariam esses exames duplos para confirmar o
diagnóstico. A prática tem sido criticada.
"Se você faz dois exames, você paga por dois exames", afirma
Pentecost.
O principal argumento declarado do Medicare contra os exames duplos
é a exposição excessiva dos pacientes à radiação
nos diagnósticos. O governo dos EUA pretende criar medidas para
mudar o comportamento dos médicos em relação à
solicitação desses exames. "Mas isso é bem difícil",
diz Pentecost. (Folha de S.Paulo)
20.06 - Reajuste de plano por faixa etária
Os reajustes implementados pelos planos de saúde em razão
da mudança de faixa etária não constituem ilegalidade
e devem ser apreciados com respeito às singularidades de cada caso,
de modo a não ferir os direitos do idoso nem desequilibrar as contas
das seguradoras. A decisão é da 4ª Turma do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), que julgou improcedente uma ação
coletiva ajuizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)
em favor de seus associados. O recurso foi proposto pelo Bradesco Saúde
após decisão do Tribunal de Justiça de São
Paulo (TJ-SP) que julgou procedente a demanda. A maioria dos ministros
da turma do STJ considerou que não se pode extrair das normas que
disciplinam o regulamento da matéria que todo e qualquer reajuste
que se baseie em mudança de faixa etária seja considerado
ilegal. Somente aquele reajuste desarrazoado e discriminante, que, em concreto,
traduza verdadeiro fator de discriminação do idoso, de forma
a dificultar ou impedir sua permanência no plano, pode ser assim
considerado. Segundo o ministro Raul Araújo, cujo entendimento prevaleceu
no julgamento, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio
entre as normas relativas a seguro, de forma a chegar a uma solução
justa para os interesses em conflito. (Valor Online)
20.06 - SUS: Acesso universal, igualitário e gratuito
É incontroverso que a saúde pública precisa de
recursos, mas não podemos aceitar isso como justificativa para a
privatização da coisa pública
O exercício democrático não é fácil.
Principalmente quando tratamos de questões polêmicas, que
envolvem interesses diversos. Bons ou ruins, os debates são sempre
necessários, porque informam, esclarecem e estimulam à reflexão,
imprescindível para a cidadania plena e para a prática democrática.
Por isso voltamos à cena. As afirmações feitas
pelo dr. Adib Jatene em artigo publicado nesta semana ("Desinformação
e deformação", "Tendências/Debates", 13/6) merecem
esclarecimentos e precisam ser rebatidas. Não é o momento
de reduzir a luta em defesa do SUS a questões paroquiais de um conjunto
hospitalar.
Nunca é demais lembrarmos que o SUS é a consolidação
do pacto social brasileiro, pelo qual concordamos em garantir, mediante
o recolhimento de tributos e por meio do Estado, o acesso universal e igualitário
de todos os brasileiros aos serviços públicos de saúde.
Trata-se, portanto, do nosso maior projeto público de inclusão
social, em construção.
Inteligentíssimo. Afinal, não interessa a nenhum país,
muito menos àqueles que pretendem o desenvolvimento, uma sociedade
doente, que não produz ou não viva com o mínimo de
dignidade.
Dessa forma, muito embora os serviços de saúde não
sejam "de graça", pois são financiados sempre por nós,
cidadãos, são, sim, gratuitos porque, ao serem prestados,
não podem ser cobrados. Essa é a conclusão lógica
extraída dos princípios constitucionais do SUS, amparada
também na lei federal nº 8.080/90 e na Constituição
do Estado de São Paulo.
Claro que o direito assegurado a todo e qualquer cidadão brasileiro
de ter acesso gratuito aos serviços de saúde não é
extensivo às empresas seguradoras dos planos de saúde. Por
isso, a legislação prevê a possibilidade de cobrança,
pelo poder público, dos serviços prestados aos consumidores
na rede pública de saúde a título de ressarcimento.
Contudo, não significa que as seguradoras possam usufruir, de
forma exclusiva, de parte da infraestrutura dos serviços públicos
e dos leitos públicos, garantindo atendimento privilegiado e diferenciado
aos seus segurados na rede pública. Isso é ilegal e inconstitucional.
É incontroverso que a saúde pública precisa de
mais recursos, mas não podemos aceitar esse fato como justificativa
para permitir a privatização da coisa pública. Lutemos
pela regulamentação da emenda constitucional 29, que assegura
os recursos mínimos para o financiamento dos serviços de
saúde, e cobremos do poder público mais eficiência
na gestão, transparência e controle do dinheiro público.
Essas sim, são medidas que trarão mais recursos para
a saúde pública, além de segurança e transparência
no trato do dinheiro público.
Não podemos perder de vista que a concepção de
gestão pública do SUS é essencialmente democrática,
devendo ser submetida ao controle da sociedade. Que sejam ouvidos os Conselhos
de Saúde!
Nada temos contra a iniciativa privada, mas jamais defenderemos que
se privatize a coisa pública, dando-lhe destino diferente de sua
finalidade constitucional. Qualquer insinuação em sentido
contrário é retórica distorcida e mal fundamentada.
Devemos zelar pela prevalência do interesse público na condução
política do Estado. (ANNA TROTTA YARYD e GILSON CARVALHO -
Folha de S.Paulo)
20.06 - Riscos da cirurgia de perda de peso
Tipo de cirurgia para perda de peso aumenta em 6 vezes o risco de morte
Após analisar dados de mais de 105 mil pessoas submetidas a
cirurgia para perda de peso, pesquisadores americanos montaram uma lista
com os seis fatores que mais aumentam o risco de o paciente morrer antes
de receber alta. O estudo foi apresentado nesta semana no congresso da
Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica,
em Orlando.
O fator que apresentou maior peso foi o tipo de cirurgia realizada.
Pacientes submetidos à técnica do by-pass gástrico
apresentaram 5,8 vezes mais risco de morrer. O aumento foi de 4,8 vezes
quando compararam a cirurgia aberta (na qual é feito um grande corte
na barriga) com a laparoscopia - menos invasiva.
Entre os pacientes do sexo masculino e os que não tinham plano
de saúde particular, o risco foi cerca de três vezes maior.
Aqueles com 60 anos ou mais apresentaram o dobro de risco dos mais jovens.
E o risco dos diabéticos foi 1,5 vez maior.
"A cirurgia bariátrica é muito segura, mas podemos fazer
mais para melhorar as chances de sobrevivência dos pacientes de alto
risco", afirmou o autor principal, Ninh Nguyen, da Universidade da Califórnia
em Irvine. Segundo ele, os médicos podem usar esses fatores de risco
para ajudar no planejamento pré-operatório e auxiliar os
pacientes a entender seu risco individual.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
e Metabólica, Ricardo Cohen, explica que esses fatores de risco
já eram conhecidos pelos cirurgiões. Os pesquisadores apenas
fizeram uma análise estatística para saber a influência
deles.
Cohen ressalta que, embora a banda gástrica ajustável
ofereça menos risco - por não haver cortes no estômago
-, sua eficácia também é menor e, por isso, ela é
menos realizada. A cirurgia aberta - única opção disponível
no Sistema Único de Saúde (SUS) -, é bem mais comum
no País que a laparoscopia. "Estimamos que 35% das operações
sejam laparoscópicas", afirma Cohen.
Mas o número, diz o médico, deve crescer se os planos
de saúde passarem a ter de custear a laparoscopia. O tema está
em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS).
Gênero. No caso dos homens, dois fatores explicam a maior mortalidade,
diz o cirurgião Marcos Leão Vilas Boas. "Os homens tendem
a acumular mais gordura visceral, que é mais perigosa, e apresentam
mais comorbidades, como diabete e hipertensão." Entre os pacientes
que não possuem plano, o risco possivelmente é maior porque
tendem a ficar mais tempo na fila da cirurgia e, enquanto isso, sua condição
de saúde se agrava.
De acordo com Vilas Boas, é preciso deixar claro que, mesmo
com os fatores de risco, o índice de mortalidade da cirurgia bariátrica
é baixo.
Outro estudo recente mostrou que apenas 1 em cada 1 mil pacientes submetidos
à colocação de banda gástrica ajustável
por laparoscopia morre. O número sobe para 2 em cada 1 mil no caso
dos que fizeram by-pass gástrico por laparoscopia. "Entre aqueles
que fizeram o by-pass por meio de cirurgia aberta, morreram 2 em cada 100,
ou seja, dez vezes mais", relata.
Estudos anteriores também mostraram que o risco de conviver
com as doenças causadas pela obesidade superam os riscos associados
à cirurgia bariátrica. Após a operação,
pacientes podem aumentar sua expectativa de vida em até 89%.
(Shari Roan, Los Angeles Times e Karina Toledo - O Estado de S.Paulo)
17.06 - Hipertensão, uma doença além das cifras
A cada ano, cerca de 7,6 milhões de mortes, 14% do total mundial,
são atribuídas à hipertensão não controlada.
Cerca de 80% dessas mortes ocorrem em países de baixo e médio
desenvolvimento econômico e mais da metade em indivíduos entre
45 e 69 anos. No Brasil, a hipertensão afeta mais de 30% dos adultos.
Cerca de 315 mil óbitos ocorrem anualmente por doenças cardiovasculares,
dos quais mais da metade estão relacionados à hipertensão,
com destaque para os derrames e infartos. Além disso, a hipertensão
é, em nosso meio, a principal causa de doença renal crônica,
que ocasiona mais de 10 mil óbitos anuais no país e a inclusão
de 95 mil pessoas em programas de diálise ou filas de transplante.
A hipertensão é, na maioria de seus portadores, assintomática.
Por não apresentar sinais ou sintomas da doença, poucos são
os que fazem tratamento regular. Os percentuais de adesão ao tratamento
situam-se em torno de 10 a 20% da população brasileira afetada.
Levantamentos recentes revelam que, mesmo em consultórios médicos
privados, o controle não atinge sequer a metade dos hipertensos
ali atendidos e que menos da metade segue o tratamento por mais de um ano.
Se não tratada adequadamente, a hipertensão pode reduzir
em cerca de 16,5 anos a expectativa de vida. Nos casos não fatais,
ressalta-se a perda da qualidade de vida dos sobreviventes de derrames
e infartos, quase sempre sequelados.
Se poucos aderem ao tratamento com remédios, resta uma opção
atraente que é adequação do estilo de vida, capaz
de controlar um grande percentual de hipertensos sem medicamentos. Mesmo
uma modesta perda do peso corporal está associada a reduções
na pressão. Além disso, manter o peso normal (índice
de massa corporal inferior a 25 Kg/m²) previne em 40% o desenvolvimento
de hipertensão. Dietas ricas em frutas, hortaliças, fibras,
minerais e laticínios, com baixos teores de gordura, nos estilos
DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) e mediterrânea podem
operar milagres no controle pressórico. Embora seja de conhecimento
geral que o sal eleve a pressão, o seu consumo é cada vez
maior em função do crescente consumo de alimentos e temperos
industrializados. A Organização Mundial de Saúde recomenda
um consumo diário de não mais que 5 g de sal, que corresponde
a 2 g de sódio. O consumo médio do brasileiro é de
mais que o dobro do recomendado. Muitos nutrientes têm revelado propriedades
anti-hipertensivas, tais como: alicina (presente no alho, alho poró,
cebola e cebolinha), betaglucano (presente na aveia), a substituição
de parte da proteína alimentar por um composto de soja ou a troca
de gorduras saturadas e alimentos ricos em gordura animal por peixes, oleaginosas
(castanhas), azeite de oliva e óleos vegetais. O consumo diário
de dois ou mais copos de leite ou porções de laticínios
magros correlacionou-se a menor incidência de hipertensão,
provavelmente devido ao aporte de cálcio. A vitamina D obtida pelo
consumo de peixes e pela exposição ao sol também é
uma importante aliada. Os polifenois contidos no chocolate amargo, maça,
uva, cebola, café e nos chás preto e verde têm potencias
propriedades vasoativas, aumentado a liberação de óxido
nítrico, um potente vasodilatador produzido nas artérias.
Pequenas doses de bebidas alcoólicas, 15 a 30 gramas de etanol,
podem fazer parte do cardápio do hipertenso. Essa quantidade corresponde
a 2 latas de cerveja, 2 doses de destilados ou 2 taças pequenas
de vinho, para homens, utilizados de forma não diária,
sendo recomendada a metade dessas quantidades para mulheres.
A atividade física regular, de pelos menos 30 minutos diários,
promove vasodilatação sustentada e eficaz redução
da pressão. Técnicas de relaxamento, incluindo yoga, biofeedback
e principalmente a respiração lenta têm comprovado
significativos efeitos anti-hipertensivos. Finalmente, a correção
da apnéia do sono, por meio de equipamentos de auxílio respiratório
noturno, reduz a pressão de pessoas com esse distúrbio comum.
(Marcus Vinícius Bolívar Malachias - CFM)
17.06 - Mortes por doença renal crescem no país
Casos fatais entre pacientes crônicos aumentaram 38% nos últimos
dez anos, segundo sociedade de nefrologia
Hipertensão não tratada é uma das causas do problema;
92 mil pessoas fazem hemodiálise no Brasil
O frentista José Carlos Barbosa, 39, só descobriu que
tinha doença renal crônica quando foi levado, com os rins
paralisados, para a emergência do Hospital Santa Marcelina, em São
Paulo.
Antes, segundo a família, ele se queixava de dor de cabeça,
sempre pelas manhãs.
No posto de saúde, davam-lhe analgésicos. O sintoma era
da hipertensão que, não diagnosticada e não tratada,
evoluiu para doença renal.Um ano após iniciar a hemodiálise,
Barbosa morreu.
Em dez anos, o país registrou um aumento de 38% na taxa de morte
de doentes renais crônicos.
Essas pessoas dependem de uma máquina que substitui a função
dos rins (hemodiálise) para sobreviver.
Em 2000, dos 46,547mil doentes que faziam diálise, 7.000 morreram
(13%). Em 2010, o número de doentes tratados foi para 92 mil, com
16,5 mil mortes (18%).
Os dados são de um censo feito pela SBN (Sociedade Brasileira
de Nefrologia) e levado ao Ministério da Saúde. Foram avaliadas
340 clínicas de diálise, 53% do total.
CAUSAS
Para a SBN, existem ao menos seis situações impulsionando
o aumento de mortes.
Muitos dos pacientes começam a fazer diálise tarde, quando
já estão muito debilitados, o que aumenta as chances de morte.
O número de nefrologistas no SUS também é insuficiente.
Em São Paulo, leva-se, em média, seis meses para conseguir
uma consulta.
Quando sofrem complicações, os pacientes em diálise
têm dificuldade de conseguir uma internação.
As máquinas de hemodiálise do país estão
velhas. Metade delas tem mais de seis anos e está no fim da vida
útil, piorando o tratamento.
Outro problema são os remédios de alto custo. O governo
fornece essas drogas aos doentes em diálise (eritropoietina, sevelamer,
hidróxido de ferro, entre outros).
Mas o repasse é lento e, muitas vezes, os remédios só
chegam após dois meses da prescrição do médico.
Um fator que agrava a condição é o envelhecimento.
Cerca de 35% dos doentes renais têm mais de 65 anos e outras doenças,
como diabetes e insuficiência cardíaca, que aceleram a mortalidade.
PREVENÇÃO
Para o nefrologista Daniel Rinaldi, presidente da SBN, faltam políticas
para prevenir a doença renal crônica.
A maioria dos pacientes tem hipertensão ou diabetes, doenças
que, sem tratamento, evoluíram para insuficiência renal. Há
10 milhões de pacientes renais no Brasil.
O tratamento é um dos que mais pesam no orçamento do
Ministério da Saúde. São gastos R$ 2 bilhões
anuais ""4% do orçamento.
Rodrigo Bueno de Oliveira, nefrologista do HC de São Paulo,
conta que é comum a chegada de pacientes renais nas emergências
que nunca foram acompanhados na rede básica de saúde.
"Eles já estão com os rins paralisados, com anemia e
insuficiência cardíaca."
Em geral, os pacientes sem acompanhamento prévio não
têm a via de acesso por onde a hemodiálise será feita.
O procedimento é necessário para deixar a veia do braço
com mais calibre e, assim, fornecer um fluxo de sangue adequado para ser
filtrado.
Sem isso, é preciso usar cateter, o que aumenta o risco de infecções
e trombose.
"Com cateter, a taxa de mortalidade é quatro vezes maior", explica
o médico.
O impacto emocional também é grande. "De uma hora para
outra, a pessoa descobre que terá de mudar a vida radicalmente,
fazer sessões de diálise três vezes por semana. É
um choque."
Governo nega aumento da mortalidade
O Ministério da Saúde diz desconhecer o aumento da mortalidade
de doentes renais apontado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Segundo dados oficiais, o índice ficou estável na última
década""cinco por mortes por 100 mil habitantes ou 7.000 mortes
por ano.
"O que vale é o atestado de óbito", diz o secretário
de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio
Magalhães.
A SBN afirma que os números foram obtidos nas clínicas
de diálise e que, muitas vezes, o atestado de óbito cita
como causa da morte as complicações da doença.
Sobre a falta de nefrologistas, Magalhães diz que há
uma negociação com o Ministério da Educação
para aumentar vagas de residência nessa especialidade.
O BNDES abriu uma linha de crédito para a renovação
do parque tecnológico, que vai atender os serviços de hemodiálise
do SUS.
Magalhães diz que o ministério tem ampliado a lista de
remédios para hipertensão e diabetes e dado atenção
à prevenção do problema. (CLÁUDIA COLLUCCI
- Folha de S.Paulo)
16.06 - O que fazer quando o plano de saúde quebra?
Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) decretou que a operadora de plano de saúde Samcil estava apresentando
graves problemas econômicos – as dívidas ultrapassam R$ 70
milhões.
A agência determinou, então, que a empresa vendesse sua
carteira de clientes e ela o fez, repassando-a para a Green Line.
Até aí, tudo bem, não fossem dois detalhes: clientes
e funcionários insatisfeitos.
O CAMINHO PARA O CONSUMIDOR PREJUDICADO POR PLANOS DE SAÚDE
O primeiro passo é mandar uma reclamação por escrito
(pode ser por e-mail) para a empresa. O cliente deve mostrar como a operadora
está violando o acordo
Em seguida, a queixa deve ser encaminhada para os órgãos
de defesa do consumidor, como o Procon-SP (para quem está em SP).
Fale também com a ANS
O consumidor que se sentir lesado também pode levar o caso para
a Justiça. Quem precisa fazer uma cirurgia pode conseguir com uma
liminar
A portabilidade dos planos de saúde permite que o usuário
possa trocar de operadora sem ter de cumprir as carências (ele não
fica nenhum tempo sem atendimento)
“A venda nos causou apreensão, porque a Green Line dobrou a
quantidade de clientes, mas tem a mesma estrutura”, afirma Juliana Ferreira,
advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
O que o consumidor deve fazer se ele se sentir lesado? Nada? Muda de
plano usando o direito da portabilidade?
O primeiro passo é mandar a reclamação por escrito
(pode ser via e-mail) para a empresa.
Ali o cliente deve mostrar como a operadora está violando o
acordo firmado entre ambos.
Em seguida, a queixa deve ser encaminhada para os órgãos
de defesa do consumidor. Se você está em São Paulo,
por exemplo, pode encaminhar sua queixa para o Procon/SP. Ao mesmo tempo,
fale também com a ANS.
“Os consumidores devem saber que não há mudança
no contrato. O problema é que, neste caso, a Green Line não
cobre a rede credenciada da Samcil”, afirma Ferreira.
Portabilidade permite mudar de plano sem perder carências
E vale a pena mudar de operadora usando a portabilidade (que elimina
a carência do plano)?
“Mais ou menos. Não existe no mercado nada que se equipare ao
que a Samcil oferecia. Então, ou o cliente vai pegar um plano pior
ou vai ter de pagar a mais para ter serviço semelhante”, afirma
Rosana Chiavassa, especialista em planos de saúde. “A pior situação
é a dos idosos, que normalmente usam mais o plano e, portanto, podem
encontrar mais dificuldades.”
O consumidor que se sentir lesado também pode levar o caso para
a Justiça. “Quem precisa fazer uma cirurgia e não está
conseguindo deve entrar com uma liminar na Justiça”, afirma Maria
Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).
Para Rosana Chiavassa, o problema é que a ANS demorou para tomar
uma atitude e obrigar a Samcil a vender a carteira. “A agência deveria
ter obrigado a empresa a repassar seus clientes antes de quebrar.”
O que todos os especialistas concordam é que o consumidor não
pode deixar de ser atendido. “E infelizmente muitas vezes ele só
consegue isso pressionando a empresa”, diz Dolci, da Proteste.
Funcionários
Se por um lado a situação dos clientes pode ser complicada,
por outro a dos funcionários também é tensa.
Decretada a falência de uma empresa, os trabalhadores têm
garantidos até 150 salários mínimos (ou R$ 81.750).
“O que faltar entra como crédito e só é pago depois
que a empresa pagar todos os impostos devidos e as dívidas com os
bancos”, afirma o advogado Eli Alves, presidente da Comissão de
Direito Trabalhista da OAB/SP.
O melhor, diz Alves, é o trabalhador procurar um advogado para
reivindicar seus direitos. Quanto tempo deve demorar até o desfecho?
“É difícil dizer, mas deve levar algo entre três e
cinco anos”, afirma o advogado.
Como funciona a portabilidade dos planos de saúde
A portabilidade dos planos de saúde nada mais é do que
a possibilidade de o usuário poder trocar de operadora sem ter de
cumprir as carências.
Este direito é assegurado pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) desde 2009. Vale para planos individuais com ou sem odontologia
e planos exclusivamente odontológicos.
No site da ANS há um guia eletrônico, onde o usuário
pode comparar 5.000 planos das 900 operadoras do mercado.
Para ter direito à portabilidade, o cliente deve estar em dia
com o pagamento das mensalidades do plano, ser cliente da operadora há
pelo menos dois anos e pedir a portabilidade entre o mês de aniversário
do contrato e o seguinte. Veja mais no item "Quem tem direito".
No passo a passo da portabilidade, o usuário fica sabendo de
todas as condições para poder pedir a transferência
pelas regras do sistema. (Uol Notícias)
16.06 - Consultas públicas: Peças-chave para criação
de produtos
A população brasileira está envelhecendo e o número
de nascimentos está diminuindo de modo progressivo. Tal realidade
pode ser comprovada por meio da comparação dos dados da pirâmide
etária do Censo realizado nos anos 2000 e 2010. As crianças
na faixa etária abaixo dos 4 anos, que em 2000 correspondia a 9,6%
da população brasileira, caiu para 7,3% em 2010. Já
a população com idade entre 60 e 64 anos, que em 2000 representava
2,7%, passou para 3,4% no ano passado.
Ao analisar tal cenário, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), as operadoras de plano de saúde e os agentes
do setor estão criando produtos para envelhecimento ativo, como
foco na prática da prevenção que auxilia na diminuição
dos custos dos planos de saúde.
Para analisar a viabilidade da implementação desses produtos
a ANS abriu neste primeiro semestre duas consultas públicas para
receber sugestões sobre tema, tanto dos usuários, quanto
das operadoras. Nos artigos publicados neste canal sobre “Quem deve pagar
o preço justo” (postado no dia 05 de setembro) e “Planos personalizados
são alvos de discussão” (05 de fevereiro), em ambos destaco
as vantagens de criar produtos específicos principalmente para os
aposentados.
A Consulta Pública sobre Envelhecimento Ativo, aberta no mês
passado, foi um passo importante dado pela ANS para incentivar a criação
e manutenção de programas de promoção do envelhecimento
ativo ao longo da vida. O objetivo da consulta, além de analisar
a viabilidade da concessão de descontos e prêmios para os
consumidores que aderirem a proposta, é avaliar os impactos financeiros
para implementação dos projetos, que podem reduzir a mensalidade
prêmio em até 30% segundo agência reguladora do setor.
A iniciativa, além de ser bem exposta pela ANS, foi bem aceita
pelos beneficiários. Nas primeiras horas da sua abertura a agência
já havia computado mais de 3 mil contribuições, a
participação da população foi superior a 1000%
da média das consultas realizadas pela ANS.
Outra Consulta Pública que teve boa repercussão entre
os beneficiários foi sobre a manutenção de planos
empresariais para demitidos e aposentados, tanto que deve ser prorrogada
até o começo deste mês, devido a relevância do
assunto para os usuários.
A ANS está correta em incentivar as operadoras a criarem programas
específicos, no momento que a saúde suplementar está
em crise. A sociedade deve começar a participar do gerenciamento
de sua própria saúde, com a adesão das operadoras
em programas de promoção, o que facilita a população
a mudar seus hábitos de vida, assim aproveitem o máximo de
tempo com uma melhor qualidade de vida. O governo também colabora
quando faz um programa de ciclovias e ciclofaixas, alertando para o problema
do sedentarismo.
No futuro teremos uma sociedade que respeita a natureza, o ambiente
e o corpo humano, nos lares existirão aparelhos que monitoraram
todos os fatores de risco, diminuindo as complicações e a
procura por assistência médica. O início de tudo isso
podem ser essas iniciativas da ANS, das operadoras de saúde, do
governo executivo, das empresas em geral e na mudança do modelo
mental das pessoas quanto a promoção à saúde.
(Henrique Oti Shinomata - Saúde Business Web)
16.06 - Ministério amplia faixa etária de doadores de
sangue
Jovens entre 16 e 17 anos e idosos com até 67 anos poderão
doar
O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de
doadores de sangue, permitindo que jovens entre 16 e 17 anos - mediante
autorização dos pais ou responsáveis - e idosos com
até 67 anos possam doar sangue. Pela norma anterior, a doação
era autorizada para pessoas com idade entre 18 e 65 anos de idade.
Foi publicada na edição de terça-feira (14) do
"Diário Oficial da União" uma portaria com o Regulamento
Técnico de Procedimentos Hemoterápicos. Além de ampliar
a faixa etária de doadores, a portaria estabelece que o limite para
a primeira doação é de 60 anos.
A portaria traz ainda um conjunto de diretrizes voltadas ao aumento
da segurança para quem doa e recebe sangue.
Com as mudanças, a expectativa do governo federal é ampliar
o volume de sangue coletado no Brasil que, atualmente, chega a 3,5 milhões
de bolsas por ano. Esta quantidade é considerada suficiente pelo
Ministério da Saúde, que pretende atingir o padrão
recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS),
que é de 3% da população. Segundo o ministério,
1,9% dos brasileiros são doadores. Em 2012, a meta do ministério
é atingir a doação de 4 milhões de bolsas.
Com as medidas, a previsão do Ministério da Saúde
é que aproximadamente 14 milhões de brasileiros sejam incentivados
a serem doadores em potencial. De acordo com o ministério, a decisão
de ampliar a faixa etária está relacionada também
com a tendência de crescimento da expectativa de vida da população
brasileira.
A portaria determina ainda que a orientação sexual não
deve ser usada como critério para a seleção de doadores
de sangue, por não ser um fator de risco. De acordo com o Ministério
da Saúde, não deverá haver, no processo de triagem
e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação
por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos
de vida, atividade profissional, condição socioeconômica,
raça, cor e etnia.
Restrições
Para doar sangue, a pessoa precisa ter entre 18 e 65 anos, pesar mais
de 50 quilos e estar com boa saúde. Para mulheres, não é
possível doar durante a gravidez e até três meses depois
do último parto ou aborto.
De acordo com a portaria, o doador não pode ter qualquer tipo
de hepatite ou sífilis, não pode ser epilético e não
pode ter contraído malária ou estado em região com
a doença nos últimos seis meses.
Caso tenha tomado vacina contra rubéola, o interessado não
poderá doar sangue durante duas semanas. O período é
de um mês para pessoas que tenham recebido as vacinas contra o sarampo
ou a BGC (contra a tuberculose).
Para fazer a coleta, o doador não pode ter tomado bebida alcoólica
nas 24 horas anteriores e precisa ter dormido pelo menos seis horas. Usuários
de drogas não podem doar sangue.
A portaria traz ainda restrições temporárias.
Quem possui "piercing na cavidade oral e/ou na região genital, devido
ao risco permanente de infecção" poderá candidatar-se
a nova doação 12 meses após a retirada do pirecing
Quem tenha feito tatuagem ou maquiagem definitiva sem condições
de avaliação quanto à segurança do procedimento
realizado não pode dar sangue durante 12 meses.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que pessoas
que se enquadram nestes casos "não serão discriminadas".
(Portal G1)
15.06 - Saúde confirma 15 casos de sarampo no País
Quem for viajar para a Europa e Américas e ainda não
tiver tomado a vacina tríplice viral, até os 39 anos, deve
fazê-lo até 15 dias antes da viagem
Já foram confirmados 15 casos de sarampo em todo o País,
informou hoje o Ministério da Saúde. Essas ocorrências
se devem a importação do genótipo D4, circulante na
Europa. Foram três casos em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro,
cinco no Rio Grande do Sul, um na Bahia, outro no Mato Grosso do Sul e
mais um no Distrito Federal.
Quem for viajar para a Europa e Américas e ainda não
tiver tomado a vacina tríplice viral, até os 39 anos, deve
fazê-lo até 15 dias antes da viagem, conforme recomendação
do Ministério. Todas as crianças até os 6 anos, 11
meses e 29 dias devem tomar uma dose extra da vacina contra o sarampo de
acordo com calendário. Serão duas etapas nacionais. Uma a
partir de 18 de julho a 22 de julho em todos os Estados e municípios
para as crianças até cinco anos. Para as crianças
de um ano a menores de sete anos, a vacinação da primeira
etapa será dirigida aos municípios de Alagoas, Bahia, Ceará,
Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São
Paulo.
A segunda fase acontecerá entre 13 de agosto e 16 de setembro.
Entram todos os Estados e municípios na vacinação
das crianças até 5 anos. A vacinação na segunda
etapa nacional, para as crianças entre um e pouco mais de seis anos,
será direcionada aos municípios do Acre, Amazonas, Amapá,
Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul,
Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná,
Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Tocantins
e o Distrito Federal. (Agência Estado)
15.06 - Oito Estados farão campanha de reforço contra
sarampo
Brasil já registrou dez casos da doença em 2011; Europa
tem milhares.
Neste sábado (18), o Ministério da Saúde promove
em oito estados brasileiros uma campanha de reforço contra o sarampo
para crianças entre um e seis anos de idade. A ação
serve para evitar um surto da doença, que não circulava no
país desde 2000 e só este ano já fez dez casos, além
de milhares na Europa – principalmente na França.
Essa dose já é oferecida normalmente no calendário
infantil, mas esse reforço é importante, mesmo para quem
já foi imunizado anteriormente. A "campanha de seguimento" será
feita agora nesses estados com maior fluxo de viagens para o exterior e
em 13 de agosto no restante do Brasil.
Na rubéola, também surgem febre e manchas vermelhas do
centro do corpo em direção às extremidades. Mas, nesse
caso, são mais esparsas e não "grudam". O maior perigo é
para mulheres grávidas.
A catapora provoca febre da mesma forma, mas surgem bolinhas vermelhas
como se fossem espinhas pequenas, e bem separadas. (Portal G1)
15.06 - EUA: Medicare deve ser ampliado
De vez em quando um político apresenta uma ideia que é
tão ruim, tão equivocada, que você quase se sente grato.
Pois ideias realmente ruins podem ajudar a ilustrar o quanto o discurso
político descarrilou.
Esse é o caso com a proposta do senador Joseph Lieberman, apresentada
na semana passada, para aumentar a idade de qualificação
para o Medicare (o seguro-saúde público para idosos e inválidos)
de 65 anos para 67 anos.
Como os republicanos que querem acabar com o Medicare como o conhecemos
e substituí-lo por vales-seguro (extremamente inadequados), Lieberman
descreve sua proposta como uma forma de salvar o Medicare. Na verdade não
faria isso. Mas principalmente, nossa meta não deveria ser “salvar
o Medicare”, seja lá o que isso signifique. Deveria ser assegurar
que todos os americanos tenham o plano de saúde que precisam, a
um custo que o país possa arcar.
E aqui está o que você precisa saber: o Medicare na verdade
economiza dinheiro –muito dinheiro– em comparação com depender
de planos de saúde particulares. E isto, por sua vez, significa
que tirar pessoas do Medicare, além de privar muitos americanos
do atendimento de saúde necessário, quase certamente acabaria
aumentando o custo total com atendimento de saúde.
A ideia do Medicare como programa economizador de dinheiro pode parecer
difícil de entender. Afinal, os gastos do Medicare não têm
aumentado dramaticamente com o passar do tempo? Sim, aumentaram: corrigidos
pela inflação, os gastos do Medicare por beneficiário
subiram mais de 400% de 1969 a 2009.
Mas os preços dos planos de saúde particulares subiram
mais de 700% no mesmo período. Logo, apesar de ser verdadeiro que
o Medicare fez um trabalho inadequado de controle de custos, o setor privado
fez ainda pior. E se negarmos o Medicare para pessoas de 65 e 66 anos,
nós as forçaremos a adquirir planos de saúde privados
–se puderem– que custarão muito mais do que custaria fornecer o
mesmo por meio do Medicare.
A propósito, nós temos evidência direta dos custos
mais altos dos planos de saúde particulares por meio do programa
Medicare Advantage, que permite aos beneficiários do Medicare receber
sua cobertura por meio do setor privado. Isso deveria economizar dinheiro;
na verdade, o programa custa aos contribuintes substancialmente mais por
beneficiário do que o Medicare tradicional.
E há evidência internacional. Os Estados Unidos possuem
o sistema de saúde mais privatizado do mundo industrializado; também
têm, de longe, o atendimento mais caro, sem conseguir qualquer vantagem
clara na qualidade com todo esse gasto. A saúde é uma área
na qual o setor público faz consistentemente um trabalho melhor
do que o setor privado no controle de custos.
De fato, como o economista (e ex-consultor de Ronald Reagan) Bruce
Bartlett aponta, os altos gastos particulares em atendimento de saúde
dos americanos, em comparação aos gastos em outros países
industrializados, eliminam qualquer benefício que poderíamos
receber de nosso fardo tributário relativamente baixo. Logo, de
onde virá o ganho de tirar idosos de um sistema reconhecidamente
caro, o Medicare, para colocá-los em planos de saúde particulares
ainda mais caros?
Espere, fica pior. Nem todos os idosos de 65 e 66 anos sem direito
ao Medicare conseguiriam obter um plano de saúde particular –na
verdade, muitos ficariam sem nenhuma cobertura. E o que esses idosos fariam?
Bem, como os economistas de saúde Austin Frakt e Aaron Carroll
documentam, no momento os americanos com pouco mais de 60 anos sem plano
de saúde rotineiramente adiam o atendimento necessário, apenas
para se tornarem segurados mais caros do Medicare quando atingem os 65
anos. Esse padrão se tornaria ainda forte e mais destrutivo se a
qualificação para o Medicare fosse adiada. Como resultado,
sugerem Frakt e Carroll, os gastos do Medicare poderiam acabar subindo,
e não caindo, com a proposta de Lieberman.
Ok, a pergunta óbvia: se o Medicare é tão melhor
do que os planos de saúde particulares, por que a Lei de Atendimento
a Custo Acessível simplesmente não estende a cobertura do
Medicare para todos? A resposta, é claro, foi política de
grupos de interesse: realisticamente, dada a força do setor de planos
de saúde, um Medicare para todos não seria aprovado, de modo
que os defensores da cobertura universal, eu entre eles, estavam dispostos
a aceitar um pacote pela metade. Mas o fato de que parecia politicamente
necessário aceitar a segunda melhor solução para os
americanos mais jovens não é motivo para começar a
desmontar o sistema superior que temos para aqueles com 65 anos ou mais.
Agora, nada do que eu disse deve ser usado como motivo para complacência
com o aumento dos custos de saúde. Tanto o Medicare quanto os planos
de saúde particulares ficarão insustentáveis a menos
que haja um grande esforço para controle de custos –o tipo de esforço
presente na Lei de Atendimento a Custo Acessível e que os republicanos
demagogos chamam de “painéis da morte”.
O fato é que a privatização do seguro-saúde
para idosos, que é o que Lieberman está na prática
propondo –e que é a essência do plano republicano– mais prejudica
do que ajuda na causa do controle de custos. Se realmente queremos reduzir
os custos, nós devemos buscar oferecer programas como o Medicare
para o máximo de americanos possível. (Paul Krugman, tradução:
George El Khouri Andolfato - Uol Notícias)
14.06 - O médico de família
A simples confirmação de que ele estava a caminho de
nossa residência para nos tratar já era um alento. Quando
adentrava em nosso lar, trazendo consigo um fator de cura importante,
a confiança nele depositada, criava expectativa de melhora e até
de completo restabelecimento do doente. Esse ser especial, admirado e querido
no seio das famílias que assistia, era o médico de família.
Figura empática, que exercia sua medicina muitas vezes com mais
arte do que ciência, faz parte dos personagens do passado que deixaram
saudade.
Com o evolução da medicina, esse tipo de médico
foi dando lugar a outro, de formação mais específica,
o especialista. Assim, num processo natural, o novo médico, aquele
que domina técnicas avançadas, que manipula com habilidade
novos arsenais terapêuticos, aos poucos tirou de cena o velho médico
do ontem com suas limitações científicas, mas portador
de um poder efetivo para atenuar e até banir doenças: o efeito
placebo de seu carisma e os laços solidários dele decorrentes.
O desejo, por muitos declarado, de trazer de volta o médico
de família precisa, todavia, ser analisado com maior acuidade e
sem tanta emoção. Seria mesmo válida a idéia
de estimular a formação desses profissionais? Ou será
essa idéia apenas uma busca saudosista? Há espaços
e contextos no mundo atual para esse tipo de médico?
Em primeiro lugar, é importante que se defina o verdadeiro conceito
de médico de família. Ele não deve ser concebido apenas
como um clínico geral. A boa formação generalista
é fundamental para todo médico . Afinal, não se pode
cuidar corretamente, em termos de medicina, de parte se não se sabe
do todo. A compartimentalização dessa ciência trouxe
deformações para o conhecimento médico, a ponto de
alguns profissionais serem levados a erros de avaliação diagnóstica
e terapêutica pelo fato de perceberem seus pacientes através
da visão convergente de suas especialidades.
Quandose trata de médico de família, não basta
apenas ser bem formado em medicina. Esse profissional precisa ter um contato
mais intimista com as famílias que assiste. A relação
médico-paciente, pedra basilar da adequada assistência médica,
transcende a uma relação profissional onde há um prestador
e um tomador de serviços. O médico de família, nos
moldes do passado, era um ente muito querido e respeitado pelas famílias
que atendia, considerado praticamente um membro delas. Na maioria das vezes,
nada se fazia no âmbito da saúde dessas famílias sem
que antes ele fosse consultado. Ele era, em algumas situações,
um conselheiro até para questões fora dos assuntos médicos.
Vivemos num mundo onde as pessoas estão cada vez mais bem informadas.
O advento da internet abriu novos e importantes canais de acesso ao conhecimento.
A demanda de informações é grande e não há
como dominá-la como no passado. O saber médico generalista
impõe superficialidade em alguns aspectos. Daí o espaço
garantido aos especialistas, que serão tão melhores quanto
maior for a visão generalista que tiverem da medicina.
No mais, os pacientes e seus familiares já assimilaram o culto a
esses profissionais. Os próprios médicos endossaram
essa conduta encaminhando seus pacientes para seus colegas de outras
especialistas quando o caso o requer. A despeito de o Código de
Ética Médica não impor a necessidade da especialização
médica, atualmente é considerado antiético tratar
de pacientes que requerem outros especialistas.
Ainda sob a possibilidade de trazer de volta o médico de família
como os do passado, cabe ressaltar que as condutas mudaram também
no que tange ao modo de vida, especialmente nos centros urbanos maiores.
As cidades cresceram, as pessoas estão física e afetivamente
mais distantes, e grande parte dos médicos não tem tempo
para atenções mais exclusivistas, inclusive deslocamentos
para consultas domiciliares. Posturas mais pragmáticas e em locais
tecnicamente mais apropriados atendem melhor aos propósitos do medico
de hoje.
A despeito do sentimento receptivo que alguns ainda nutrem por esse
carismático personagem de nosso passado, não é
de todo viável trazê-lo de volta. Assim sendo, pelo menos
que se invista na reformulação do ensino médico, que
continua a ensinar uma medicina mais somática, que ainda subestima
a influência do psicológico, do contexto social e cultural
das pessoas. Por isso, impõe-se formar médicos com visão
integral do ser humano, médicos de verdade, que pratiquem uma medicina
de qualidade. Uma medicina como deve ser. (Viriato Moura - Rondonotícias
)
14.06 - Células-tronco: Futuro distante
Casos de paraplégicos que voltaram a mexer pernas após
terapias experimentais trazem esperança, mas estão longe
de virar realidade
Na semana passada, um policial militar de Salvador (BA), de 47 anos,
paraplégico há nove, conseguiu mexer as pernas depois de
ter feito um tratamento experimental com células-tronco.
Quase um mês antes, um americano de 25 anos, paraplégico
desde 2006, conseguiu andar na esteira e mover quadril, joelhos e dedos
dos pés, graças a um tratamento com estimulação
elétrica na medula espinhal.
Histórias como essas trazem esperança a milhões
de pessoas com deficiência física no mundo ""no Brasil, há
mais de 930 mil pessoas com paralisia total ou parcial.
Mas, segundo especialistas, esses tratamentos ainda estão longe
da realidade dos pacientes, e concentrar expectativas em "terapias do futuro"
pode atrapalhar a reabilitação tradicional.
"Não há nada comprovado e que já possa ser usado
em larga escala", diz Marcelo Ares, fisiatra da AACD (Associação
de Assistência à Criança Deficiente).
Daniel Rubio, diretor clínico da Rede de Reabilitação
Lucy Montoro, ligada à Faculdade de Medicina da USP, diz que os
resultados desses estudos só poderão ser avaliados daqui
a dez anos.
"Para dizer que uma nova técnica é boa, é necessário
que ela seja testada em um número expressivo de pacientes. O fato
de termos um ou outro caso de progresso pode não ter significado."
Pesquisas com terapias experimentais para paraplégicos costumam
selecionar pessoas com lesão medular causada por traumas, como acidentes
de carro ou quedas.
Segundo a bióloga Milena Soares, do projeto com células-tronco
no Hospital São Rafael, em Salvador, em teoria é mais fácil
restaurar a medula que foi comprimida e não "cortada", como no caso
de disparos por arma.
Rubio diz ainda que lesões na medula causadas por infecções,
tumores e doenças degenerativas podem estar associadas a outras
doenças, o que dificulta o tratamento.
REABILITAÇÃO
Segundo os especialistas, é preciso ter cuidado para não
concentrar as expectativas nos tratamentos que ainda não estão
disponíveis. "A pessoa deixa de desenvolver seu potencial. É
capaz de ter complicações na pele, na bexiga e problemas
emocionais, todos evitáveis com a reabilitação", afirma
Ares.
A reabilitação, muitas vezes confundida com fisioterapia,
não tem como meta fazer o paciente andar, mas melhorar sua qualidade
de vida.
Muitas vezes, segundo Rubio, ela é frustrante, dependendo das
expectativas da pessoa, mas é necessária para que não
haja sequelas, como deformações nos ossos.
Cristiano Milani, coordenador do departamento de atenção
neurológica e neurorreabilitação da Academia Brasileira
de Neurologia, diz que é preciso tomar cuidado ao enfatizar o milagre
e esquecer o básico.
"Para muitos, o tratamento novo é como um 'remedinho' que a
pessoa toma e sai andando, e a reabilitação tradicional parece
antiquada."
"Quando vemos resultados positivos, não pensamos nos riscos.
As pessoas podem morrer com tratamentos experimentais ou desenvolver tumores
com células-tronco", afirma Marcelo Ares.
"A terapia com células-tronco parece muito promissora, mas qual
é o custo disso para o paciente?", questiona Milani.
Andar é só a fase final de uma longa escaladade objetivos
Cada vez que surgem notícias de um novo tratamento revolucionário
que promete fazer gente abatida da guerra voltar a andar, haja vela para
dar conta da demanda de pessoas ao redor do mundo que se agarram na esperança
de que "agora vai".
Fato é, porém, que, até o momento, nenhuma pessoa
que tenha tido uma lesão medular com comprometimento grave dos movimentos
conseguiu levantar da cadeira de rodas e dançar uma valsa sem titubear
no passo.
Alguém tem notícias do povo que foi para a China se submeter
a técnicas "infalíveis" de recuperação da capacidade
motora? Tudo efeito placebo ou sem eficácia confirmada.
A cura para "voltar a bailar" não é o objetivo principal
de pesquisadores sérios. Esses sabem que a demanda mais urgente
de uma pessoa que ficou paraplégica ou tetraplégica após
um trauma é ganhar mais qualidade de vida com melhorias, por exemplo,
nos sistemas que controlam as funções das "partes baixas"
do corpo.
Andar é o momento último de uma escalada de objetivos
que vão desde recuperação da sensibilidade da pele
nas partes que perderam o movimento até a autonomia para fazer um
xixi sem auxílio de um canudinho, mais conhecido como cateter.
Acontece, porém, que é quase impossível conter
o frisson diante de informações, muitas vezes superdimensionadas,
de que a vítima de um acidente, paralisada havia anos, conseguiu
mexer o joelho depois de injeções com célula-tronco,
saídas sabe Deus de onde.
Avanços existem, mas ainda estão circunscritos a casos
isolados, em teste, e sem total conhecimento de possíveis efeitos
colaterais. Fisioterapia rigorosa, prática de esportes, reconstrução
da vida social e profissional, acompanhamento médico são
instrumentos muito bem testados e de efetivos resultados para reabilitar.
Conquistas da ciência e da tecnologia precisam ser incentivadas.
Mas, ao mesmo tempo, é fundamental aguardar o momento de aproveitar
o benefício com segurança e resultados satisfatórios,
norteados por uma expectativa real, não milagrosa. (MARIANA
VERSOLATO e JAIRO MARQUES - Folha de S.Paulo-12.06)
14.06 - Prevenção: Melhor maneira de se tratar a insuficiência
cardíaca
Medicamentos e coração artificial podem melhorar a qualidade
de vida
O coração é o órgão responsável
por bombardear o sangue por todo o corpo. Mas se essa "bomba" não
supre as necessidades metabólicas do organismo, instaura-se o quadro
de insuficiência cardíaca (IC) - doença que mata mais
de 33 mil brasileiros por ano. Mesmo havendo tratamentos com medicamentos
e transplantes de órgão para combater essa enfermidade, a
grande recomendação dos especialistas é a prevenção.
Esse cuidado foi o tema central do X Congresso Brasileiro de Insuficiência
Cardíaca, que reuniu mais de 800 especialistas na semana passada
em Belo Horizonte. O cardiologista Marcus Vinícius Bolívar
Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas
Gerais, alerta que "a IC é a via final das doenças do coração".
Entre as principais causas estão a hipertensão arterial,
diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo,
além dos fatores hereditários e do envelhecimento.
Malachias revela que 30% dos brasileiros são hipertensos, mas
de 10% a 20%, apenas, seguem as recomendações médicas
e tratam esse fator de risco para a IC. "As pessoas não acreditam
no diagnóstico. Na campanha ‘Eu Sou 12 por 8’, chamamos a atenção
para medir periodicamente a pressão", fala.
Para ele, é necessário conscientizar a população
sobre os cuidados com a saúde. "É preciso haver educação
nas escolas, promover a adoção de hábitos alimentares
saudáveis desde a infância. É mais fácil ensinar
uma criança a comer bem do que mudar hábitos na vida adulta",
diz, referindo-se, também, à prática regular de exercícios
físicos. "Saúde é uma coisa que se planta", compara.
Transplantes. O transplante de coração é uma das
maneiras de tratar a insuficiência cardíaca. O cirurgião
cardiovascular Juan Mejia, coordenador do Programa de Transplante Cardíaco
do Hospital de Messejana, em Fortaleza (CE), informa que cerca de 200 transplantes
foram realizados no Brasil nos últimos quatro anos. Porém,
o número está "estagnado". "Falta um programa nacional de
assistência circulatória", diz ele.
Presidente do congresso, a médica Maria da Consolação
Moreira diz que mais de 90% dos transplantes de coração no
país são feitos pelo Sistema Único de Saúde,
desde 1985. "São mais de 2.800 transplantados e mais de 400 em Minas
Gerais", fala. Segundo ela, o SUS oferece também os medicamentos.
Na rede particular, o procedimento custa cerca de R$ 200 mil.
Ela ressalta que, em 20 anos, os estudos avançaram consideravelmente,
mas é preciso atenção. "É uma doença
fatal", alerta. (ANDRÉA JUSTE - O Tempo)
13.06 - O antes e o depois que salvam vidas
O clínico é tão importante quanto o cirurgião
para o sucesso de uma operação. É ele quem prepara
o paciente e tem condições de melhor conhecer o histórico
e avaliar possíveis riscos. No dia 18/06, no Hospital Samaritano,
especialistas de áreas em que o número de cirurgias (e, com
elas, os processos de pré e pós-operatório) tem aumentado
em todo o mundo, como a oncologia, a gastrenterologia e a cardiologia,
tratam da importância dos processos pré e pós-operatórios.
Clínicos e cirurgiões discutem, dia 18/06, no Hospital
Samaritano, as novas tendências em Pré e Pós-operatórios
Tratar um câncer não é tarefa para um médico
apenas. Exige uma equipe multidisciplinar que pode englobar até
15 especialistas, entre eles o cirurgião. É o trabalho conjunto
desses profissionais que possibilita a escolha da melhor terapêutica
de acordo com o perfil de cada um, a neutralização de eventuais
efeitos das drogas em órgãos saudáveis e uma recuperação
mais rápida.
No entanto, parte da classe médica e a população
em geral não acreditam ser este um fator determinante para uma assistência
com qualidade e segurança. Continuam, erroneamente, apostando suas
fichas na cirurgia em si, segundo o oncologista Eduardo Linhares, um dos
convidados do “Simpósio de Pré e Pós-Operatório”
que acontece dia 18/06 no Hospital Samaritano.
De acordo com o cardiologista Flávio Cure Palheiro, presidente
do Instituto Rio Coração e coordenador do simpósio,
o pré-operatório pode definir o sucesso do procedimento.
“O clínico é tão importante quanto o cirurgião
para o sucesso das operações. É ele quem prepara o
paciente e tem condições de melhor conhecer o histórico
e avaliar possíveis riscos.” Entretanto, alerta: “hoje, muitos jovens
profissionais se baseiam apenas em exames para diagnosticar e escolher
o método terapêutico, o que é insuficiente e arriscado”.
Para Cure, muitas vezes há deficiências também na interpretação
correta dos exames, ação que exige conhecimento aprofundado
.
O cirurgião José Ribamar, professor adjunto do Departamento
de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFRJ, que abre o evento com uma
palestra sobre pacientes obesos submetidos à cirurgia vertical do
estômago (nova modalidade de tratamento da obesidade e de distúrbios
metabólicos) partilha da mesma opinião de Cure: “No caso
da operação do estômago, é preciso analisar
outras doenças físicas e mentais decorrentes da própria
obesidade e envolver diferentes especialistas para tratá-las, às
vezes, antes mesmo da cirurgia; e, após o procedimento, lançar
mão da mesma abordagem multidisciplinar – aliás, um caminho
sem volta na medicina – para que o paciente tenha uma recuperação
rápida e segura, além de qualidade em sua nova vida”, afirma.
A programação é composta por especialistas de
áreas em que o número de cirurgias (e, com elas, os processos
de pré e pós-operatório) tem aumentado em todo o mundo,
como a oncologia, a gastrenterologia e a cardiologia.
SERVIÇO
Simpósio Pré e Pós-Operatório
LOCAL: Hospital Samaritano – Rua Dona Mariana
DIA/ HORA: 18 de junho, das 9h às 13h (Saúde Business
Web)
13.06 - Médicos debatem paralisação em SP
Médicos de São Paulo debatem paralisação
por tempo indeterminado a planos de saúde
Assembleia estadual em 30 de junho poderá recomendar a suspensão
do atendimento a 15 empresas
Os médicos de São Paulo realizam, em 30 de junho, às
20h, assembleia estadual para debater os próximos passos da campanha
por valorização na saúde suplementar e por mais qualidade
na assistência aos pacientes.
A assembléia é convocada pela Associação
Paulista de Medicina, Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo, Sindicatos dos Médicos de São Paulo e Academia de
Medicina de São Paulo, além de entidades regionais e sociedades
de especialidades médicas.
Há cerca de dez anos sem receber reajustes de boa parte de planos
e seguros-saúde, os médicos reivindicam recomposição
do valor da consulta para R$ 80,00 e procedimentos atualizados proporcionalmente
de acordo com o sistema de hierarquização da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), além
de regularização dos contratos entre médicos e operadoras
com a inserção de cláusula de reajuste anual baseado
no índice autorizado pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) para os planos individuais.
Outro pleito essencial para o movimento é o fim das pressões
das empresas para que os médicos reduzam solicitações
de exames, de internações e de outros procedimentos, interferências
abusivas que colocam em risco a saúde dos cidadãos.
SUSPENSÃO DO ATENDIMENTO EM PAUTA
Na assembleia, serão passados informes detalhados das negociações
com o primeiro grupo de empresas contatado pelo movimento após paralisação
nacional em 7 de abril; as propostas recebidas de algumas que preveem,
além de reajuste, a recomposição real das perdas
acumuladas dos honorários médicos.
Nos últimos dois meses foram procuradas para dialogar as seguintes
empresas: medicina de grupo - Amil, Gama Saúde, Golden Cross, Green
Line, Intermédica e Medial; autogestões - ABET (Telefônica),
Caixa Econômica Federal, Cassi (Banco do Brasil), Companhia de Engenharia
de Tráfego, Embratel e Geap; seguradoras - Marítima,
Notredame e Porto Seguro. Outras foram chamadas em regiões diversas
do estado.
Existe a possibilidade concreta de uma resposta firme às operadoras
que não se mostrarem sensíveis a negociar. Uma das propostas
que deve ser colocada em discussão é a recomendação
de paralisação do atendimento por tempo indeterminado aos
planos e seguros-saúde que não atenderem ao pleito da classe
médica.
ASSEMBLEIA ESTADUAL DOS MÉDICOS
Local: Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas,
Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana
Data: 30 de junho, quinta-feira
Horário: 20h (CFM)
13.06 - Cuidado ao paciente
"liderança é fundamental, tanto em nível nacional
quanto dentro de cada organização de saúde", diz Mark
Chassim
Trabalhar para conscientizar hospitais e sistemas de saúde a
respeito dos mais graves problemas de qualidade e segurança do paciente,
como infecções hospitalares, cirurgias em locais errados,
infecções pós-cirúrgicas, além de prevenir
internações por casos evitáveis de insuficiência
cardíaca. Esta é a função do médico
Mark R. Chassin, presidente da The Joint Commission e da Joint Commission
Center for Transforming Healthcare. Membro do Instituto de Medicina da
National Academy of Sciences. Chassin assegura que a liderança é
fundamental para aumentar a qualidade e segurança no cuidado ao
paciente.
Acompanhe abaixo a entrevista completa com Mark Chassin.
CBA - Como a The Joint Commission tem contribuído para a melhoria
da qualidade e segurança no cuidado ao paciente?
Mark Chassin – A JCI, em parceria com o CBA, tem tido bastante sucesso
em conscientizar as instituições de saúde sobre a
qualidade dos cuidados de saúde e segurança no Brasil, introduzindo
o país a um conjunto de normas internacionais de qualidade e segurança.
Hospitais brasileiros utilizam o método internacionalmente aceito
para avaliar qualidade e segurança. A JCI/CBA, junto com os hospitais
acreditados, pode definir um referencial de qualidade e segurança
que irá nortear as ações de outras organizações
de saúde para alcançarem qualidade similar.
CBA - Quais os principais desafios para aumentar a qualidade e segurança
no cuidado ao paciente no mundo?
M.C. – A liderança é fundamental, tanto em nível
nacional quanto dentro de cada organização de saúde.
Líderes ajudam a moldar uma cultura de segurança em que a
ocorrência de erros e de quase falhas servem de conhecimento para
a aprendizagem. Líderes clínicos ajudam a padronizar como
os cuidados serão prestados, assim como tornam o cuidado mais seguro
e consistente. Eles se utilizam, por exemplo, da ciência e das evidências
para reduzir a variação na prática clínica.
Essa liderança não está concentrada no topo de uma
organização, mas vem de várias fontes dentro de uma
organização. Embora os conceitos de liderança para
a qualidade e a segurança do paciente sejam universais, a forma
como os conceitos se desdobram em um país tem uma base significativa
na cultura de qualidade e segurança dos doentes a nível nacional
e nos profissionais de saúde.
CBA - Como o senhor vê os programas de qualidade e segurança
no cuidado ao paciente desenvolvidos no Brasil?
M.C. – O Brasil é um país dinâmico e que está
se desenvolvendo e em constante mudança. A comunidade de cuidados
com a saúde também está mudando ao abraçar
os conceitos de qualidade e segurança do paciente. Os hospitais
brasileiros reconhecem o paciente como um parceiro no processo do cuidado,
os profissionais de saúde adotam boa ciência e o aprendizado
é valorizado.
CBA - O que ainda é preciso melhorar no Brasil em relação
a metas internacionais de qualidade e segurança no cuidado ao paciente?
M.C. – Acredito que a mudança para o Brasil está em disseminar
o conhecimento e as práticas relacionadas com a qualidade e segurança
do paciente através do sistema de cuidado da saúde. O Brasil
é um país grande com centenas de prestadores de serviços,
com diferentes níveis de conhecimento de qualidade. Canais de informação
divergentes fluem para melhorar o conhecimento. Além disso, o padrão
de qualidade nacional, como a política nacional de segurança
do paciente, poderá ajudar na disseminação das boas
práticas de segurança para todo o sistema de cuidado com
a saúde.
CBA - Quais resultados estão sendo obtidos com a aplicação
das Metas Internacionais de segurança e qualidade da JCI?
M.C. – A 4ª Edição da Comissão Mista Internacional
das Normas Internacionais para Hospitais da JCI contém requisitos
relativos às seis metas Internacionais de Segurança do Paciente.
Esses objetivos descrevem as áreas em que as organizações
podem tomar medidas imediatas para melhorar a segurança do paciente.
Eles estão baseados em grande parte nas mesmas provas que está
por trás dos desafios da Segurança do Paciente apresentados
pela Organização Mundial de Saúde. Embora essas metas
possam ser claras e de fácil compreensão, por exemplo, utilizando
sempre duas formas de identificação dos pacientes antes de
dar medicamentos, tratamentos ou amostras de sangue, são muito difíceis
de implementar para cada paciente, por todos os funcionários, em
cada turno. Manter boas práticas também é um problema
para muitas organizações. Portanto, a JCI e a Comissão
Mista acompanham quantas organizações, das que foram pesquisadas,
têm 100% de conformidade com todos os elementos de cada meta. A JCI
concluiu que o cumprimento das metas melhora a cada pesquisa.
CBA – Em relação às Metas Internacionais, qual
o ponto mais vulnerável?
M.C. – O não cumprimento de qualquer das metas pode ter impactos
negativos sobre pacientes e suas famílias. A gravidade dos danos
evitáveis é altamente variável, desde pequenas lesões
à perda da vida. As metas internacionais de segurança do
paciente da JCI ajudam as organizações a prestarem atenção
nas formas mais comuns de erros evitáveis, como aqueles associados
com os erros de medicação – já que quase todos os
pacientes internados recebem um ou mais medicamentos. A JCI também
ajuda as organizações a dominarem todos os componentes para
garantir local correto, procedimento correto, cirurgia correta no paciente
correto, uma vez que o impacto de tais erros é devastador. Os problemas
de segurança identificados nas Metas Internacionais de Segurança
do Paciente são realmente globais em extensão. Organizações
em todo sistema de cuidados de saúde ao redor do mundo estão
lutando para aperfeiçoar seus sistemas nessas áreas para
manter os pacientes seguros de danos evitáveis. (Saúde
Business Web)
10.06 - Novo teste confirma Aids em 20 minutos
Exame, que será lançado pela Fiocruz em agosto, acaba
com a espera de um mês para confirmar o diagnóstico
Hoje, muitos pacientes não voltam para buscar confirmação
do exame; diagnóstico precoce agiliza tratamento
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançará
em agosto um teste rápido que confirma o diagnóstico do vírus
HIV em 20 minutos.
Hoje, a pessoa faz o teste de triagem e, se for soropositiva, precisa
esperar a confirmação do diagnóstico por um outro
exame, cujo resultado pode demorar até um mês.
Com os novos kits, será possível fazer o diagnóstico
e a confirmação ao mesmo tempo. Os atuais testes de triagem
também são rápidos ""demoram cerca de dez minutos"",
mas podem gerar resultados falsos-positivos.
Isso ocorre porque os antígenos (partículas reconhecidas
pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico) usados no
teste podem reagir com anticorpos associados a outras doenças.
Por isso, todos os pacientes apontados como soropositivos no teste
de triagem têm que fazer o exame confirmatório em laboratórios
fora das unidades de saúde.
Mas muitos pacientes não voltam para buscar o resultado e, portanto,
não se tratam.
A expectativa é que o novo teste também mude isso. Quase
metade (40%) da mortalidade por Aids no Brasil está relacionada
à demora para o início do tratamento
"Ao atrelar os dois ensaios, a pessoa já tem a confirmação
rápida, recebe orientação e encaminhamento médico.
Isso agiliza o tratamento", diz Antônio Ferreira, gerente de Programa
de Reativos de Bio-Manguinhos/Fiocruz.
Para ele, o teste será especialmente útil nas cidades
pequenas ou em áreas mais remotas do país porque dispensa
infraestrutura laboratorial e é simples de ser aplicado.
Outra vantagem é o preço. Segundo Ferreira, ele terá
um quinto do custo dos atuais exames confirmatórios (entre R$ 130
e R$ 150).
O Ministério da Saúde pretende utilizar entre 150 mil
a 200 mil testes por ano para atender a demanda do SUS. O novo kit é
eficaz já a partir do 25º dia de infecção.
DIAGNÓSTICO TARDIO
Na avaliação de pesquisadores sobre Aids e de organizações
que dão apoio aos portadores do vírus, o novo teste será
um avanço, desde que esteja disponível em todos os centros
de tratamento.
"Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas pessoas não
se beneficiam do tratamento disponível no SUS porque hoje chegam
doentes aos serviços de saúde", diz o doutor em medicina
preventiva Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP.
O pesquisador da USP Alexandre Grangeiro, ex-coordenador do serviço
de Aids do Ministério da Saúde, afirma que, segundo estudos,
quanto menor o tempo para a entrega dos resultados dos exames, menor é
a taxa de abandono do tratamento.
Mas, diz ele, o maior impedimento hoje para a utilização
dos testes rápidos de HIV é a resistência dos profissionais
de saúde em fazê-los.
"O teste é rápido para o paciente, mas não para
o serviço de saúde. No mesmo dia, ele tem que fazer o aconselhamento,
realizar o teste, dar suporte ao paciente e encaminhá-lo ao tratamento."
Além disso, não há profissionais acostumados a
realizar exames diagnósticos, como os biomédicos.
"Na maior parte dos serviços, há assistentes sociais,
psicólogos e enfermeiros, que ficam com receio de fazer um teste.
Daí a importância de simplificar a metodologia." (CLÁUDIA
COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
10.06 - Aids: Brasil contém epidemia, mas não reduz mortalidade
A epidemia global de HIV parece estar em um momento de inflexão,
com um número de infectados estabilizado em 33 milhões.
A quantidade de mortes provocada pela síndrome no mundo também
vem caindo nos últimos anos ""de 2,3 milhões, em 2004, para
1,8 milhão, em 2009.
O Brasil, embora tenha contido a epidemia e seja muito elogiado por
isso, não conseguiu reduzir a mortalidade. São mais de 11
mil mortos por ano ""mais de uma pessoa morta por hora.
Com exceção do Estado de São Paulo, as mortes
nas outras regiões estão em ritmo crescente, segundo último
boletim do Ministério da Saúde, com dados até 2009.
Na avaliação do pesquisador da USP Alexandre Grangeiro,
grande parte dessas mortes não são decorrentes do HIV, mas
da falta de acesso oportuno aos serviços.
Segundo ele, as regiões brasileiras que apresentam taxas de
crescimento da epidemia e de mortes são, também, as que possuem
as maiores proporções de diagnóstico tardio e as que
têm os piores indicadores de saúde.
Outro desafio no país é fazer com que os modelos de prevenção
e intervenção atinjam grupos específicos (como usuários
de drogas).
Estudos mostram que pessoas com maior exposição ao risco
para Aids, por medo ou por não saber como lidar com um eventual
teste positivo, não buscam espontaneamente os serviços de
saúde para fazer a triagem. (CLÁUDIA COLLUCCI - Folha
de S.Paulo)
10.06 - ONU defende erradicação da Aids em 10 anos
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estabeleceu nesta quarta-feira
um prazo de dez anos para a Aids ser erradicada do mundo, e pediu ousadia
para fazer cumprir esse objetivo, na jornada inicial de reuniões
das Nações Unidas dedicadas a essa enfermidade.
"Hoje nos reunimos para dar fim a Aids. Esse é o nosso objetivo:
o fim da Aids em 10 anos, com zero novas infecções, zero
traumatismos e zero mortes ligadas à Aids", disse Ban Ki-moon ante
os chefes de Estado e ministros presentes na primeira jornada de reuniões
de três dias.
Contudo, se quisermos liquidar a Aids dos livros de história,
teremos que ser ousados", advertiu o secretário-geral na sede da
ONU em Nova York.
Celebrada por ocasião do 30º aniversário da descoberta
da Aids, a reunião tem por objetivo redefinir os compromissos da
comunidade internacional contra a epidemia.
Apesar dos progressos registrados nos países mais pobres, todos
os dias são contaminadas 7.000 pessoas no mundo.
Em seu discurso, Ban Ki-moon afirmou que outro dos objetivos principais
da cúpula é o acesso ao tratamento para todos os enfermos
e insistiu na necessidade da utilização das campanhas de
comunicação para que o mundo inteiro tenha acesso às
informações sobre o assunto.
Por sua parte, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss,
afirmou que o número de enfermos tratados havia sido multiplicado
por dez nos últimos cinco anos, apesar de ainda existirem "dez milhões
de pessoas que não têm acesso aos medicamentos necessários".
Em uma das primeiras intervenções latino-americanas,
o vice-presidente da Guatemala, Rafael Espada, felicitou a ação
da ONU que, segundo ele, "compreendeu logo de início que uma ameaça
global exigia resposta global" e afirmou que seu país tem redobrado
seus esforços de prevenção em consulta com seus vizinhos.
"A parte mais importante e mais estrutural de nossas políticas
é a prevenção, que é trazida por um bom sistema
educativo e por uma boa visão de Estado, além de uma visão
humana, política, social, científica e responsável
que se aplique a todos", disse.
Apesar de a Guatemala trabalhar com "um incremento no número
de casos nos próximos anos", Espada disse que as políticas
lançadas para o diagnóstico precoce da enfermidade deveríam
ajudar a reduzir os contágios no futuro.
Segundo cifras da ONU, a epidemia de Aids tem se estabilizado na América
Latina, "com poucas mudanças nos últimos anos" e uma leve
queda no número de pessoas infectadas em 2009 (92.000) em comparação
com 2001 (99.000).
De acordo com o informe global da ONU, um terço das pessoas
contaminadas com a doença na América Latina se encontra no
Brasil, onde "os permanentes esforços de prevenção
e tratamento do HIV têm contido a epidemia". (Pernambuco.com)
09.06 - Vacinação contra a poliomielite
Meta é vacinar 95% das 13,44 milhões de crianças
entre 0 e 5 anos
A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite
será realizada nos dias 18 de junho e 13 de agosto, segundo anunciou
ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo Padilha, a
meta é vacinar 95% das 13,44 milhões de crianças entre
0 e 5 anos, durante as datas em que serão aplicadas as duas doses
da imunização.
Neste ano, crianças que ainda não tomaram a segunda dose
da vacinação contra a gripe influenza também poderão
ser imunizadas durante a campanha contra a poliomielite. Segundo o ministério,
serão investidos R$ 42 milhões na campanha, sendo que R$
22 milhões foram aplicados somente na compra das vacinas. Nos dias
de mobilização haverá 115 mil postos abertos das 8h
às 17h.
"Só nestas datas são abertos 115 mil postos de vacinação
no Brasil. É quase cinco vezes mais do que o habitual. Aquelas crianças
que se vacinaram para Influenza e precisam da segunda dose, por exemplo,
a receberão no mesmo dia ou poderão agendar", lembrou o ministro.
A coordenadora nacional de programas de imunização, Carla
Domingues, lembra que quem perder a data da campanha poderá receber
uma das duas doses nos postos de saúde em outros dias. "A vacina
contra a poliomielite é oferecida normalmente nos postos. Se a mãe
não puder levar nesse dia, na semana seguinte a família deve
levar a criança para ser vacinada. O importante é garantir
que todas as crianças sejam vacinadas no mesmo período",
disse a coordenadora nacional de programas de imunização.
Doença
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave,
causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação
se dá principalmente por via oral e, na maioria das vezes, não
é letal. Em geral, o doente adquire sérias lesões
que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos
membros inferiores.
Brasil sem poliomielite
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está
livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último
caso da doença foi registrado. Em 1994, o país recebeu da
Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de
eliminação da poliomielite.
No entanto, segundo a pasta, enquanto houver circulação
do vírus em qualquer região do mundo é necessário
continuar com a vacinação. A doença ainda é
comum em alguns países africanos e asiáticos.
Sarampo
Os dias de mobilização para vacinação contra
poliomielite também serão aproveitados para imunização
contra o sarampo em alguns estados. No dia 18 de junho, a vacinação
ocorrerá em São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais, Rio
Grande do Sul, Ceará, Pernambuco e Alagoas. A escolha foi feita
pelo ministério levando em consideração os estados
com maior população, mais turistas ou menor cobertura de
vacinação contra a doença.
Os outros estados terão a vacinação no dia 13
de agosto. A expectativa do ministério é vacinar 17 milhões
de crianças entre um e sete anos contra o sarampo. "Para maiores
de sete anos, até 39 anos, que vão viajar para Europa, onde
houve um surto, nossa recomendação é que reforce a
vacinação contra o sarampo, mas fora dos dias de mobilização",
afirmou o ministro. (Portal G1)
09.06 - Exame avalia sucesso do tratamento contra infecção
Teste indica se o organismo está respondendo aos antibióticos
Um exame simples, barato e já usado para outros fins médicos
avalia com maior rapidez se o tratamento de uma infecção
em pacientes graves será eficiente, antes mesmo de o organismo dar
os primeiros sinais de melhora.
Trata-se da medição, no sangue, dos níveis da
proteína C-reativa, produzida pelo fígado. Em taxas elevadas,
ela indica processos inflamatórios ou infecciosos em pessoas com
boa saúde.
Um estudo recente, publicado na revista "Critical Care", mostrou que
ela também funciona como marcador de infecções em
doentes graves.
Realizado pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em parceria
com o Instituto Nacional de Câncer e a Universidade Nova de Lisboa
(Portugal), o estudo mostrou que o exame da proteína pode identificar
em até 72 horas se o corpo está respondendo ao antibiótico
ou não.
Segundo um dos autores do trabalho, o pneumologista Jorge Salluh, o
corpo demora, em geral, uma semana para dar essa resposta. "Agora podemos
diferenciar quem está respondendo ou não à terapia
e propor mudanças terapêuticas mais rapidamente", afirma.
A vantagem, diz ele, é que o exame é barato (custa menos
de R$ 10) e rápido (o resultado sai em 30 minutos).
MARCADORES
Jorge Salluh explica que havia dúvidas se o marcador era útil
também para pacientes graves, com neutropenia (ausência ou
baixa quantidade de glóbulos brancos).
Foram estudados 154 pacientes com câncer e quadro de infecção,
sendo que 86 deles tinham neutropenia. A conclusão foi de que o
teste é eficaz para os doentes graves.
Em razão da doença ou dos tratamentos, esses pacientes
têm imunidade muito baixa. Estima-se que de 15% a 20% dos doentes
internados em UTIs possuam esse perfil.
Para o infectologista Artur Timerman, o exame será uma boa ferramenta
porque esse tipo de paciente costuma demorar para dar sinais de que não
está respondendo bem aos tratamentos.
"Eles demoram para ter febre. O exame da proteína C-reativa
será útil para o seguimento deles." (CLÁUDIA
COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
09.06 - Estudo avança no tratamento de leucemia linfática
Um estudo realizado por cientistas espanhóis sobre a leucemia
linfática crônica abre uma nova etapa na luta contra esta
doença, já que permitirá desenvolver remédios
específicos para combater as mutações causadoras deste
tipo de câncer. As informações são da agência
Efe.
Na pesquisa, que representa um grande avanço na luta contra
a doença, participaram 60 pesquisadores espanhóis, liderados
por Elías Campo, do Hospital Clinic e a Universidade de Barcelona
(nordeste), e Carlos López-Otín, da de Oviedo (norte).
Os especialistas compareceram neste domingo em Madri junto à
ministra de Ciência e Inovação espanhola, Cristina
Garmendia, que considerou o estudo “um novo marco” para a pesquisa, ao
conseguir a sequência do genoma completo de pacientes com leucemia
linfática crônica e identificar quatro das mutações
que a provocam.
Os responsáveis do trabalho, que representa a primeira contribuição
da Espanha ao Consórcio Internacional do Genoma do Câncer
(ICGC), conseguiram detectar pelo menos quatro genes que são recorrentemente
modificados, ou seja comprovaram que em diferentes pacientes aparecem as
mesmas mutações.
A pesquisa permitirá desenvolver estratégias terapêuticas
dirigidas concretamente a estas mutações, assinalou López-Otín,
que espera que em três anos a equipe de pesquisadores tenha conseguido
sequenciar 500 genomas deste tipo de leucemia.
Mas o desafio mais esperado é conseguir desenvolver uma aplicação
clínica do que se averiguou até agora, como ocorreu com outros
tipos de câncer.
Garmendia lembrou que existe um plano com a indústria farmacêutica
e se mostrou convencida que esta entenderá as “vantagens competitivas”
que supõe a pesquisa na hora de propor possíveis tratamentos
para a doença.
O estudo, publicado na revista Nature, consegue dar-nos novas pistas
da leucemia linfática crônica, o mais comum dos tipos de leucemia
em países ocidentais e diagnosticado em mil pacientes cada ano na
Espanha.
É um trabalho emoldurado no ICGC, o maior projeto de pesquisa
contra o câncer da história, no qual participam cientistas
de 12 países para sequenciar e interpretar os 50 tipos de câncer
mais importantes.
Os pesquisadores espanhóis constataram que cada tumor sofreu
cerca mil mutações em seu genoma, e a posterior análise
dos genes mutados em um grupo de mais de 300 pacientes permitiu identificar
quatro genes cujas mutações provocam este tipo de leucemia.
Para analisar o amplo volume de dados gerado no projeto, os especialistas
utilizaram uma ferramenta de computador essencial que identifica as mutações
presentes nos genomas do tumor.
O programa foi criado para este projeto e servirá para a pesquisa
de outros tipos de câncer, uma doença que é a segunda
causa de morte na Espanha. (Saúde Business Web)
08.06 - Planejamento Estratégico no Faturamento Hospitalar
A área de faturamento hospitalar, pode ser comparada
a uma empresa em sua integralidade, pois apresenta uma variedade
de problemas para finalização de sua atividade principal,
acumulando, por isso, um passivo financeiro expressivo.
Planejamento estratégico, conhecido e utilizado atualmente,
é o resultado da contribuição de inúmeros autores
que foram ao longo dos anos desenvolvendo e aperfeiçoando suas teorias,
estudos e práticas, adequando-as para ambientes cada vez mais turbulentos
e imprevisíveis.
Na área da saúde, em especial na área hospitalar,
o processo é ainda mais complexo. Entender e trabalhar o processo
hospitalar como negócio e equilibrar esse conceito com a função
social da instituição exigem uma gestão empresarial
absolutamente ética, competente e desafiadora. Logo, a elaboração
periódica de um planejamento estratégico torna-se fundamental
para a sustentabilidade e perenidade da organização.
Refletir sobre o faturamento hospitalar obriga-nos a por em prática
todas as dimensões do planejamento estratégico, chamando
nossa atenção para as perspectivas do cliente, processos
internos, aprendizado e crescimento, e não somente na financeira.
A instituição hospitalar deve ampliar seu olhar, entendendo
que o faturamento hospitalar tem seu início no momento da solicitação
de atendimento, seja ele ambulatorial ou internação hospitalar.
A burocracia na obtenção de autorizações para
a realização de procedimentos médicos e uso de materiais
nos hospitais é a primeira etapa a ser abordada pela aplicação
da ferramenta 5W2H, garantindo um salto qualitativo nas ações
e um diferencial competitivo para as instituições.
A análise das fontes pagadoras deve também ter seu lugar
de destaque na verificação dos cenários.
Não menos importante, mas pouco empregada é a análise
do capital humano aliada ao perfil de competências e habilidades.
Deve-se lembrar que as atividades desenvolvidas na área do faturamento
hospitalar são específicas, complexas, desgastantes e requerem
alta concentração necessitando, portanto dessa análise
ação imperativa para conquista das metas estabelecidas.
A identificação dos fatores críticos de sucesso,
para área do faturamento de qualquer instituição
é igualmente imprescindível. O uso da ferramenta BSC
fornece a estrutura necessária para a escolha da estratégia
em termos operacionais.
Fica evidente, portanto, a necessidade da comunicação
clara, objetiva e rápida entre os níveis estratégico
tático operacional, envolvendo todos os agentes nos processos e
metas a serem atingidas. Cada etapa do processo é de importância
fundamental para esse desenvolvimento, devendo ser respeitada e valorizada.
(Enrico de Vettori, colabou Marcia Villela - Saúde Business Web)
08.06 - Abramge e Sinog: Gestão de doenças no controle
de custos
A sustentabilidade do setor passa pelo controle de doenças crônicas
na gestão de saúde
"É quase um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que manter-se saudável
é o assunto do momento, as pessoas têm uma grande resistência
quando são abordadas para fazer o gerenciamento de suas doenças
crônicas";, afirma Ana Cláudia Assis Pinto, líder da
prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh
Gestão de Benefícios. Durante o 16º Congresso Abramge
e 7º Congresso Sinog, nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo,
capital, Ana Cláudia participará do talk show Gestão
Assistencial e falará sobre Gerenciamento de Doenças.
Ana Cláudia diz que a gestão das doenças crônicas
gerenciáveis é parte essencial da gestão de saúde,
pois possibilita retorno sobre o investimento, enquanto melhora a saúde
das pessoas e reduz os custos indiretos com absenteísmo e presenteísmo
secundários a estas doenças. Também no talk show Gestão
Assistencial, John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International, abordará
o assunto Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde.
Esse ano, o tema central dos eventos é Tecnologia na Saúde
Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável. Na
abertura dos eventos a Conferência Magna sobre o atual estágio
e as perspectivas tecnológicas do Brasil, será feita pelo
jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal "O Estado de S.Paulo". Ainda no primeiro dia de eventos, José
Sant’Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará
sobre a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010.
Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade"
abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora
sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por
Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do
Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello,
presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG). Para fechar a data,
Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital
Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar
- Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial".
Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico
na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente,
Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão
Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações
da Healthways International.
O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê
de Padronização das Informações em Saúde
Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação
na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente
da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação
de líderes dos vários segmentos do setor.
Confira a programação completa e os descontos oferecidos
nas inscrições dos evento no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3267|||333228|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
Abramge/AssPreviSite)
08.06 - Ministério: R$ 900 mi para atenção básica
O Ministério da Saúde vai coordenar ações
voltadas ao aprimoramento da atenção básica em todo
o país. Para isso, o Ministério da Saúde garantirá,
por ano, recursos da ordem de R$ 900 milhões, destinados à
estratégia de certificação da qualidade da assistência.
O objetivo das novas medidas – definidas em conjunto com os estados
e municípios – é incentivar os gestores locais do Sistema
Único de Saúde a melhorar o padrão de qualidade da
assistência oferecida aos usuários do SUS nas Unidades Básicas
de Saúde (UBSs) e por meio das equipes de Saúde da Família.
Os primeiros resultados dessa mudança de diretriz na atenção
primária à saúde da população brasileira
estão previstos para o próximo semestre. Para isso, o Ministério
da Saúde garantirá, por ano, recursos da ordem de R$ 900
milhões, destinados à estratégia de certificação
da qualidade da assistência.
O novo modelo para a atenção básica no SUS – que
também inclui reforma e ampliação das atuais 36,8
mil UBSs e a construção de novas unidades – é focado
na melhoria da qualidade e do acesso aos serviços públicos
de saúde.
Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o governo vai
induzir a qualificação da atenção primária
no país. E afirma que há disposição de até
dobrar os valores repassados às Equipes de Saúde da Família
que cumprirem metas de qualidade e comprovarem a melhoria do atendimento
à população.
A reestruturação da política de atenção
básica no SUS – para a qual estão previstos cerca de R$ 2,2
bilhões a mais por ano, elevando o orçamento anual da política
de R$ 9,8 bilhões para R$ 12 bilhões – prevê um aumento
de até 26% no Piso de Atenção Básica (PAB)
Fixo repassado aos municípios mais carentes do país. Com
o aumento, o valor anual per capita do PAB Fixo passará de R$ 18
para R$ 23.
O incentivo financeiro repassado às Equipes de Saúde
da Família (ESFs) – o chamado PAB Variável – estará
vinculado ao cumprimento de parâmetros de qualidade e terão
um aumento de aproximadamente 5%.
De acordo com o Ministério da Saúde, será criado
um componente de qualidade atrelado a este incentivo, que poderá
até dobrar os valores mensais pagos às ESFs.
Indicadores
Para a definição de critérios para o aumento dos
incentivos financeiros na atenção básica, o Ministério
da Saúde adotou indicadores nos municípios, como o PIB per
capita, o percentual de pessoas em extrema pobreza, o índice de
famílias beneficiárias do Bolsa Família, a densidade
demográfica o percentual de usuários
de planos de saúde.
Para Padilha, a satisfação da população
com os serviços oferecidos nas UBSs e também por meio das
Equipes de Saúde da Família também será um
importante indicador para a definição dos repasses financeiros.
As metas de qualidade dos serviços de saúde – tanto nas
Unidades Básicas como pelas ESFs – serão contratualizadas
pelos Municípios junto ao Ministério da Saúde. Elas
serão constantemente acompanhadas pelo governo federal, em parceria
com universidades e institutos de ensino que serão contratados para
o monitoramento e a avaliação da qualidade da assistência
oferecida aos usuários do SUS.
UBSs
Parte da estratégia de fortalecimento da atenção
básica no SUS será a requalificação das UBSs.
Parte das 36,8 mil atuais UBSs passará por adequação
e padronização da estrutura física. Também
está prevista a construção de novas Unidades Básicas
de Saúde.
Até o final deste ano, um amplo censo será realizado,
em todo o país, para a verificação das condições
e certificação das Unidades Básicas de Saúde
em funcionamento. A construção de novas UBSs atenderá
a critérios de prioridade, em que serão considerados indicadores
municipais como o PIB per capita, o percentual de pessoas em extrema pobreza
e o índice de Unidades Básicas de Saúde com qualificação
insuficiente.
As construções de UBSs serão periodicamente acompanhadas
por consultoria independente como também pelo Ministério
da Saúde, por meio da Ouvidoria (proativa) e de um novo sistema
de acompanhamento de obras, que deverá ser alimentado pelos Municípios.
Valorização Profissional
O novo modelo de atenção básica também
prevê a valorização profissional no SUS. Para isso,
o governo federal coordenará medidas de incentivo aos profissionais
para a garantia da assistência à população;
principalmente, atenderem em regiões remotas ou com maior carência
de mão-de-obra em saúde.
Entre as possibilidades estão a oferta de cursos de especialização
(presenciais ou a distância), a ampliação do programa
Telessaúde para apoio ao diagnóstico clínico (conhecido
como “segunda opinião médica a distância”), a contagem
de pontos para Residência Médica e, em parceria com o Ministério
da Educação, o abatimento de dívida junto ao programa
de Financiamento Estudantil (Fies). (Saúde Business
Web)
07.06 - Luta contra Aids completa 30 anos
Pesquisas apontam avanço do vírus entre os mais jovens,
cuja vulnerabilidade talvez resida no fato de não terem sofrido
perdas para a Aids
A comunidade internacional, reunida nesta semana em Nova York, debate
os avanços e desafios da prevenção e do tratamento
da Aids no momento em que se completam três décadas de convívio
com o vírus HIV.
Do pânico inicial deflagrado pela doença, cujas primeiras
manifestações foram detectadas em 1981, percorremos um longo
caminho ao momento atual, no qual os portadores do vírus com acesso
a tratamentos adequados têm qualidade de vida e longevidade preservadas.
Essa caminhada contou, sem dúvida, com grande protagonismo e
pioneirismo do Brasil, que mostra na Reunião de Alto Nível
sobre Aids das Nações Unidas êxitos e disponibilidade
para ajudar os demais países, sobretudo os mais pobres, a enfrentar
a doença.
Além das políticas de prevenção, diagnóstico
precoce e acesso universal e gratuito ao tratamento antirretroviral, eixos
da ação do Ministério da Saúde, levamos à
conferência nossa parceria com a sociedade na elaboração
das estratégias de combate à Aids e a outras doenças
sexualmente transmissíveis.
Apresentamos também a lei sancionada pela presidenta Dilma que
prevê a doação de dois dólares para cada bilhete
aéreo internacional à Central Internacional para Compra de
Medicamentos (Unitaid), sem que haja cobrança de taxa adicional
aos passageiros.
Há 20 anos, quando foram descobertas as primeiras drogas, iniciamos
a oferta do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Há 15 anos o serviço é universal, beneficiando, hoje,
210 mil brasileiros.
Atualmente, produzimos dez dos 20 medicamentos do coquetel distribuído
aos pacientes e asseguramos uma rede de monitoramento do HIV, como os exames
da carga viral e do sistema imunológico.
Com o estímulo à indústria nacional e a ampliação
no atendimento, o custo individual caiu 24% desde 2003. Além de
adquirir os remédios diretamente, com verbas próprias, o
Ministério da Saúde repassa recursos aos Estados e aos municípios
para apoiá-los na distribuição aos pacientes.
Esse conjunto de medidas tem resultados expressivos. Soropositivos
diagnosticados na fase inicial da doença, por terem acesso ao tratamento,
têm condições de vida e longevidade semelhantes a quem
não tem o vírus.
Entre as crianças, a chance de superação da barreira
de cinco anos após o diagnóstico disparou de 24% para 86%
entre os anos de 1983 e 2007. Já a transmissão da mãe
para o bebê durante a gestação caiu 44,4% de 1999 a
2009.
Por outro lado, realizamos esforços para a prevenção
da contaminação, estimulando, sobretudo, a prática
do sexo seguro.
Só neste ano, distribuiremos 1,4 bilhão de preservativos,
além de campanhas de conscientização e orientação.
Com nossa política de redução de danos aos dependentes
químicos, diminuímos o contágio por uso de drogas
injetáveis de 25% no início dos anos 90 para 5,8% entre homens
e 2% entre mulheres.
A eficácia de nossa sólida política preventiva
é atestada pela estabilidade, ao longo da última década,
da epidemia no Brasil.
A experiência brasileira nos últimos 30 anos não
nos isenta de reconhecer os desafios que a luta contra a Aids ainda impõe.
Pesquisas apontam avanço do vírus entre as mulheres e entre
os mais jovens, cuja vulnerabilidade talvez resida no fato de não
terem sido parte da geração que sofreu, com perplexidade,
a perda de ídolos, parentes e amigos para a Aids.
A superação desses obstáculos deve preservar a
maior de nossas conquistas: a estruturação de rede de acolhimento,
sem qualquer preconceito ou juízo de valor, para quem vive com HIV.
Além de garantir a saúde, é fundamental continuarmos
trabalhando pelo respeito à autoestima e à cidadania de todos.
(ALEXANDRE PADILHA - Folha de S.Paulo)
07.06 - Aids tem tratamento mais barato e cura distante
Medicamentos que já custaram US$ 15 mil hoje podem chegar a
U$ 140
THá exatos 30 anos, foram confirmados os primeiros casos de
uma doença que viria a ser chamada de Aids, anos depois – a doença
causada pelo vírus HIV ainda não tem cura, mas pode ser controlada
graças aos novos tratamentos.
A divulgação de um estudo sobre "cinco homens jovens
de Nova York e Califórnia, todos eles homossexuais ativos" marcou,
no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de um governo de que
existia uma nova e rara doença.
Três décadas depois, com 33,3 milhões de afetados
pelo vírus HIV em todo o planeta, a Aids deixou de ser uma sentença
de morte e passou a ser um mal controlável, mas ainda apresenta
grandes desafios quanto a sua prevenção e ao financiamento
dos tratamentos, o que promete mantê-la como uma das grandes prioridades
médicas do século 21.
Ainda não existe um medicamento que cure definitivamente a Aids,
nem uma vacina que evite a doença, embora tenha sido demonstrada
a importância dos remédios antirretrovirais, que melhoraram
muito a qualidade de vida dos doentes e se tornaram bem mais baratos ao
longo dos anos.
A cura, de fato, ainda não surgiu devido ao fato de o HIV se
integrar rapidamente ao DNA da pessoa, o que o torna "invisível"
para o sistema imunológico.
Mas, segundo a ONU (Organização das Nações
Unidas), o custo direto dos primeiros tratamentos com esses coquetéis
que era de entre US$ 12 mil e US$ 15 mil por pessoa ao ano, hoje tem custo
direto de U$ 140 anualmente por pessoa na África.
Hoje, 40% dos contaminados pelo vírus HIV têm acesso a
ele – cerca de 6 milhões dos 13,5 milhões de doentes.
Também foram registrados avanços na prevenção
da transmissão de mãe para filho e, atualmente, 50% das grávidas
que possuem o vírus já recebem tratamento.
Na América Latina, onde atualmente há 1,8 milhão
de pessoas infectadas, os tratamentos alcançam 60% dos pacientes.
Nos países ricos, a hepatite C é a principal causa de
morte entre os pacientes que têm suas defesas debilitadas pela Aids,
enquanto nos países pobres é a tuberculose que mata mais.
A doença pelo mundo
Dos 33,3 milhões de afetados pelo vírus HIV no mundo
atual, 65% vivem na África Subsaariana. A Aids é a principal
causa de morte na África, continente com maior número de
infectados.
As mulheres representam a metade das pessoas que vivem com o HIV no
planeta, e mais de 60% das infecções pelo HIV na África
Subsaariana.
Os países mais afetados pela infecção estão
no sul do continente: Suazilândia (25,9% de infectados), Botsuana
(24,8%), Lesoto (23,6%) e África do Sul (17,8%).
O segundo continente mais afetado é a Ásia, com 4,7 milhões
de pessoas. Desde que a doença foi identificada, cerca de 60 milhões
de pessoas foram infectadas.
Em 2008, 2 milhões de pessoas morreram e 2,7 milhões
contraíram o HIV, embora esse último número represente
uma queda de 17% nos últimos oito anos. Mesmo assim, as Nações
Unidas alertaram para o fato de o contágio aumentar na Europa Oriental
e na Ásia Central, devido ao uso de drogas injetáveis.
Na América Latina, 1,8 milhão de pessoas estão
infectadas, entre adultos e crianças, e em 2008 houve 77 mil mortes.
O país latino-americano com mais casos em termos absolutos é
o Brasil,já que tem também a maior população.
Por outro lado, os países com mais casos por habitantes são
Haiti, República Dominicana e Bahamas.
O número de novos casos de Aids no Brasil registrou crescimento
entre 2008 e 2009. No ano passado, foram descobertos 38.538 portadores
do vírus HIV, contra 37.465 casos em 2008. A diferença é
de 1.073 e representa um crescimento de 3% de um ano para o outro.
Segundo dados do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, os casos
de morte vinculada à Aids também cresceram nos últimos
três anos no Brasil, onde11.523 pessoas morreram em 2008, contra
11.372 em 2007 e 11.046, em 2006. (Efe/R7)
07.06 - Vitiligo: Esperança para o tratamento
Há décadas, cientistas do mundo inteiro vêm estudando
as causas e o tratamento do vitiligo. A doença, que não escolhe
etnia, idade e sexo, acomete até 2% da população mundial
(quase 200 milhões de pessoas) e ainda não tem cura definitiva.
Contudo, os avanços da medicina já oferecem um tratamento
eficaz que possibilita ao paciente levar uma vida normal e feliz. O problema
é provocado pela destruição autoimune de melanócitos,
com possível predisposição genética. O grau
de despigmentação pode ser hipopigmentada até totalmente
despigmentada. E, como qualquer outra doença, o vitiligo tem maior
possibilidade de eficácia no tratamento quando diagnosticado logo
no início.
É preciso ficar atento com as reações aos acontecimentos
do dia a dia. Raiva, depressão, estresse, preocupações
excessivas podem ser um dos fatores desencadeantes do vitiligo. O desequilíbrio
do sistema imunológico pode fazer com que o corpo comece a eliminar
os pigmentos da pele. Depois do diagnóstico, o lado emocional do
paciente tende a ficar abalado, dependendo da abordagem médica.
Devido à falta de informação ainda existente na sociedade,
essa dermatose pode até levar à perda de status social em
algumas sociedades. Por isso, o vitiligo é um desafio à autoestima.
O paciente necessita de orientação médica adequada
e de apoio emocional.
Descoberto por um dermatologista nos EUA em 1997 e já havendo
muitas publicações com relatos de ótimos resultados,
auxiliando pacientes com vitiligo e psoríase em menos de 20% do
corpo, ótimos resultados em lesões recentes, excelente para
ser aplicado em lesões de difíceis aplicações
em fototerapia por cabine, já está disponível em Belo
Horizonte o tratamento por fototerapia a laser, com o equipamento Excimer
308 nm. Os critérios para esse tratamento do vitiligo são:
ter o diagnóstico clínico da doença; estar no mínimo
há quatro semanas sem fazer outros tipos de fototerapia com UVB
ou PUVA; e remover o tratamento tópico com corticoide por no mínimo
duas semanas. Para evitar novas ocorrências, é indicada a
associação de outras técnicas ao tratamento.
Dermatologistas que atendem a ocorrências de vitiligo devem seguir
as regras da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Departamento
de Dermatoses Psicossomáticas. Importante ter uma visão multidisciplinar,
holística e humanitária. Além disso, todos aqueles
que fazem parte da rede de relacionamentos do paciente precisam ser conscientizados
para poder ajudá-lo a melhorar sua autoestima e a estimular a vontade
de se curar.
O tratamento a laser é indicado para pacientes acometidos por
vitiligo e psoríase. A técnica consiste na aplicação
de um laser sobre a lesão, emitido por aparelhos específicos,
preservando a pele sã. Em época anterior ao tratamento a
laser, adotava-se a fototerapia em cabines, que apresentava o inconveniente
da irradiação por todo o corpo e não apenas na área
lesionada. Essa técnica, em geral, ainda é indicada para
pacientes que tenham mais de 20% do corpo acometido.
Por isso, é muito importante iniciar o tratamento em lesões
recentes, preferencialmente iniciadas nos últimos três anos.
Adultos e crianças de qualquer idade podem ser submetidos ao procedimento.
As pessoas que encontrarem uma manchinha branca no corpo devem se consultar
com especialista da área dermatológica para obter o diagnóstico
correto. Ela pode aparecer de um dia para o outro. É aconselhado
não esperar aparecerem mais manchas nem deixar ficar maior para
procurar o médico.
Após os exames, o dermatologista poderá prescrever o
melhor recurso medicamentoso ou fototerápico e, ainda, indicar qual
a melhor tecnologia para a situação específica de
cada paciente. Apesar de as doenças atingirem considerável
parcela da população, esse tratamento ainda não está
disponível na rede pública de saúde para pacientes
que tenham menos de 20% do corpo acometidos pelo problema ou outras dermatoses,
entre elas a psoríase. (Tânia Nely Rocha - Estado de
Minas)
06.06 - Europa: Surto infeccioso
Surto é causado por tipo "supertóxico" e inédito
de bactéria
Segundo cientistas e a OMS, mutação altamente letal e
resistente a antibióticos é responsável pelas infecções
Mortos já chegam a 19, sendo 18 na Alemanha, centro do surto;
número de infectados na Europa e EUA é de quase 2.000
O surto infeccioso que já matou 19 pessoas e deixou perto de
2.000 doentes na Europa está sendo provocado por variedade inédita
e "supertóxica" da bactéria Escherichia coli (E.coli), disseram
cientistas e a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A infecção continua a se alastrar: são 11 os países
atingidos. Ontem, o Reino Unido confirmou os seus sete primeiros casos.
Três são britânicos que estiveram na Alemanha, e os
demais são alemães. Com 18 mortos, a Alemanha é o
centro do surto.
Cientistas da laboratório de biotecnologia BGI, na China, e
do Centro Médico Universitário de Hamburgo-Eppendorf (UKE),
na Alemanha, fizeram em conjunto um mapeamento genético preliminar
da bactéria.
Eles detectaram uma mutação de duas formas distintas
da E.coli, com genes altamente letais, resistentes a antibióticos
e que produzem a chamada síndrome hemolítico-urêmica
(HUS, em inglês), causa de complicação renal.
"Trata-se de variante que nunca havia sido isolada em pacientes", disse
Hilde Kruse, especialista em segurança de alimentos da OMS. Segundo
ela, a bactéria contém "várias características
que a tornam mais virulenta e a fazem produzir mais toxinas".
Segundo o UKE, cerca de 30% de pessoas infectadas desenvolveram sintomas
de HUS, o que é considerado uma proporção altíssima-
o usual é entre 5% e 10%.
Autoridades da região de Hamburgo, no norte da Alemanha, onde
o surto teve início, chegaram a apontar pepinos de origem espanhola
como fonte da infecção. Mas testes praticamente descartaram
a suspeita.
Agora, alemães admitem que não só não fazem
ideia de qual seja a origem da infecção como acham que nunca
vão descobri-la. "Talvez nunca encontremos a fonte exata", afirmou
Reinhard Burger, chefe do Instituto Robert Koch, a agência alemã
de controle de doenças.
"Tamanho número de casos severos significa que houve imensa
contaminação em algum momento", disse Denis Coulombier, chefe
do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças.
"Isso pode ter acontecido em qualquer ponto da cadeia entre a fazenda
e o garfo -no transporte, no empacotamento, na limpeza, na distribuição
ou nas lojas." Permanece a recomendação de que se evite a
ingestão de legumes e hortaliças crus.
A Rússia decidiu proibir a importação de todos
os tipos de vegetais frescos vindos da União Europeia, que qualificou
a decisão de "desproporcional". Já vigorava um veto russo
a legumes da Espanha e da Alemanha.
BRASIL
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
informou que está monitorando a situação e por ora
não tomará nenhuma medida adicional em relação
aos legumes vindos da Espanha.
O Itamaraty também informou que, no momento, não vê
necessidade de uma recomendação sobre o caso.
(CAROLINA VILA-NOVA, colaborou ANGELA PINHO - Folha de S.Paulo)
06.06 - Surto de E. coli gera crise entre países da Europa
Além de 18 mortes, o surto da bactéria Escherichia coli
(E. coli) originado na Alemanha está causando perdas econômicas,
gerou uma crise entre a Rússia e a União Europeia e levou
a França a lançar um apelo para que não sejam realizados
cortes no orçamento agrícola do bloco.
O ministro francês da Agricultura, Bruno Le Maire, disse ontem
que a Europa não pode cortar os seus gastos agrícolas se
pretende evitar futuras crises alimentares. "Eu também gostaria
de poder cortar o orçamento, mas teremos que explicar aos consumidores
que também precisaremos cortar os controles sanitários, que
são parcialmente pagos pela política agrícola comum",
disse Le Maire. No final deste mês, a Comissão Europeia deverá
apresentar as linhas gerais orçamentárias para os próximos
sete anos.
A Rússia ampliou ontem o veto à importação
de vegetais de Espanha e Alemanha para incluir todos os países da
Europa. "As coisas que vêm acontecendo na União Europeia há
um mês não acontecem nem em países africanos", disse
Gennady Onishchenko, diretor da Rospotrebnadzor, agência estatal
russa para os direitos do consumidor. "Defino a ação das
agências de saúde da UE e outros órgãos europeus
responsáveis por esta desgraça como não profissional
e irresponsável."
A União Europeia reagiu duramente, definindo como "desproporcional"
a medida russa. Nada menos de 45% das importações russas
de frutas e legumes vêm da Europa, num negócio de US$ 5,5
bilhões por ano. De acordo com a Freshfel, uma organização
de produtores agrícolas europeus, a produção de frutas
e vegetais na UE movimenta US$ 70 bilhões anuais, com um valor de
US$ 170 bilhões para toda a cadeia de suprimentos. Com vendas de
US$ 7,7 bilhões em 2010, a Holanda é o maior exportador mundial
de vegetais.
A Polônia, um dos maiores exportadores de frutas e vegetais para
a Rússia, disse que a decisão de Moscou era "excessiva",
mas também fez reparos ao órgão executivo da UE. "A
Comissão Europeia não pode fingir que não aconteceu
nada. A situação já está afetando os fazendeiros",
disse Marek Sawicki, ministro da Agricultura.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero,
também atacou a Comissão Europeia e a Alemanha. "Eu teria
preferido uma reação mais clara da Comissão", disse
em entrevista a uma rádio. "O governo federal alemão deveria
saber que tem uma responsabilidade geral para com outros Estados na União
Europeia e nós iremos requisitar explicações muito
diretas e exigir reparações adequadas." Agricultores espanhóis
dizem que a infundada acusação alemã de que o surto
teve origem em pepinos da Espanha está causando prejuízos
de € 200 milhões por semana e pode causar a perda de emprego
a 70.000 pessoas. Ontem, em Valência, agricultores fizeram um protesto,
despejando 300 quilos de vegetais na frente do consulado alemão.
Desde o início da crise, o preço do pepino despencou do patamar
de 20 centavos de euro para entre 5 e 7 centavos.
Até o momento, ainda não foi descoberto o produto que
está causando a doença. Alguns cientistas suspeitam que a
versão letal da E. coli tenha se originado em esterco contaminado
usado para fertilizar vegetais. "Devemos pensar numa origem animal", afirmou
Hilde Kruse, especialista em segurança alimentar da Organização
Mundial da Saúde. "Muitos animais são hospedeiros de vários
tipos de E. coli produtores de toxinas."
Segundo Kruse, o surto está sendo provocado por "uma cepa única
que jamais foi isolada a partir de pacientes antes". Essa cepa nova tem
"várias características que a tornam mais virulenta". Essas
toxinas destroem as células sanguíneas e também atacam
os rins.
Desde o começo do surto, já foram constatados casos em
11 países (Alemanha, Áustria, Dinamarca, França, Holanda,
Noruega, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados
Unidos), com cerca de 1.600 pessoas afetadas. (Financial Times/Valor Online)
06.06 - "Personalidade promíscua" da bactéria
A pequena, ordinária e acima de tudo promíscua Escherichia
coli está tendo seus 15 minutos de fama graças a um conjunto
de mutações que produziu a cepa letal da Europa. Mas, antes
de aprontar a maldade com seres humanos, a bactéria teve de aguentar
calada muito desaforo.
A E. coli, como é conhecida, é o principal organismo
de pesquisa biotecnológica. Ela tem seu DNA manipulado sem dó
para produzir insulina e outras drogas de interesse da humanidade.
É cultivada e vendida aos bilhões a laboratórios.
É usada em testes de contaminação de água por
fezes (daí a palavra "coliforme fecal"). E seus cromossomos, picados
e emendados, permitiram sequenciar o genoma humano.
Essa versatilidade se deve, entre outras coisas, à promiscuidade
da E. coli. Por meio de um anel de DNA, o plasmídeo, que salta de
bactéria a outra, a E. coli pode contrabandear material genético
a bactérias que não são parentes e incorporar genes
de outros organismos, como vírus.
Esse mecanismo é chamado transferência horizontal de genes,
e é a base da moderna indústria da biotecnologia (que nos
deu vacinas e alimentos transgênicos).
Mas a mesma "personalidade" que a torna útil aos geneticistas
cria cepas virulentas, como a que causou um surto nos EUA em 2006 e o da
Europa neste ano. A E. coli absorve facilmente por transferência
horizontal genes resistentes a antibióticos e genes de produção
de toxinas.
A análise genômica da linhagem que assusta a Europa também
mostrou que ela resiste ao telúrio, elemento usado como antimicrobiano
em laboratórios e na indústria eletrônica, cada vez
mais presente em solos e água. (CLAUDIO ANGELO - Folha de
S.Paulo)
03.06 - Planos: Resistência em aceitar dependentes homossexuais
Seguros Unimed e Intermédica seguem determinação
dos clientes corporativos
Desde meados do ano passado, as empresas de plano de saúde são
obrigadas a aceitar companheiros de homossexuais como dependentes, graças
a uma determinação da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS).Na época, parecia que a questão seria solucionada
por completo, mas quase um ano após a divulgação da
súmula normativa, os casais homossexuais ainda esbarram no preconceito.
Nos casos de planos corporativos cabe à companhia contratante solicitar
à empresa de saúde a inclusão dos companheiros de
seus colaboradores gays, o que nem sempre acontece.
Na Seguros Unimed, 20% das empresas que contratam planos corporativos
não reconhecem a união homoafetiva." A primeira companhia
que nosso licitou esta inclusão foi o Banco Real, em2005. Atualmente,
80% das companhias que atendemos aceitamque seus colaboradores homossexuais
incluam parceiros nos planos. Nos casos em que não há esta
alternativa temos de respeitar a decisão do cliente", diz Rafael
Moliterno Neto, presidente da Seguros Unimed, que aceita parceiros de mesmo
sexo de seus colaboradores no plano de saúde desde 1997.
Como explica a advogada Raquel Castro, membro da comissão de
direito homoafetivo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), as empresas
que contratam modalidade de planos as quais incluem dependentes devem aceitar
companheiros de homossexuais. "As companhias que não fazem isso
estão agindo ilegalmente", afirma. Mesmo com a resistência
de algumas empresas, a Seguros Unimed acredita no potencial do público
gay e planeja desenvolver uma comunicação direcionada. "Os
planos de saúde em si não mudam, mas a comunicação
pode ser mais específica", afirma Moliterno. De um total de 300
mil vidas atendidas pela Seguros Unimed, 843 contratos são de casais
homossexuais, ou seja, 1.686 pessoas.
A Intermédica também percebe a resistência dos
contratantes de planos corporativos. Desde a determinação
da ANS, apenas 12 companhias pediram para a empresa de saúde considerar
a união homoafetiva nos convênios. "As pessoas ficam retraídas
em fazer esta solicitação ou não têm como comprovar
a união", diz Pedro Onófrio, diretor médico do grupo
Notre- Dame-Intermédica. De um total de 2,5 milhões de pessoas
atendidas, 95%pertencem a planos corporativos.
PELOS CORREDORES
Sem saber qual é a postura da empresa, muitos colaboradores
ficam constrangidos de buscar informações sobre benefícios.
"Muita gente não se assume homossexual por medo de perder o emprego
ou sofrer retaliações no trabalho. As empresas também
não costumam fazer uma comunicação clara sobre a inclusão
de companheiros homossexuais nos convênios ", afirma Leandro Rodrigues,
coordenador de comunicação da Associação da
Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. No entanto, a relação
entre homossexuais e empresas de planos de saúde mudou. Rodrigues
explica que antes determinação da ANS as reclamações
eram recorrentes, o que mudou e tende melhorar ainda mais. "A súmula
da ANS não era uma lei e sim uma orientação. Em alguns
casos, o cliente tinha de reclamar na agência reguladora para ver
seu direito cumprido. A decisão STF tem efeito vinculante e nenhum
juiz pode julgar um caso de maneira diferente", diz a advogada Raquel,
da OAB-RJ.
Atualmente, 80% das companhias que atendemos aceitam que seus colaboradores
homossexuais incluam parceiros nos planos (CINTIA ESTEVES - Brasil
Econômico)
03.06 - Na Saúde básica, estrutura insuficiente é
regra
Ministério decide reestruturar o setor após diagnóstico
de que faltam condições para atender a população
O Ministério da Saúde diagnosticou que 75% das 36.800
unidades básicas de saúde (UBSs) têm infraestrutura
insuficiente para o atendimento à população. O levantamento,
confrontado com os problemas da qualidade do acesso ao Sistema Único
de Saúde (SUS), levou a presidente Dilma Rousseff a bater o martelo
sobre uma proposta para reestruturar a atenção básica.
Entre as ações previstas, o aumento de recursos para cidades
mais pobres, a reforma de postos em situação inadequada e
a construção de novas unidades. A Saúde também
fechou com estados e municípios o plano para gratificar quem se
propuser a cumprir metas de qualidade de atendimento, sujeitas a verificação
anual.
A primeira ação será anunciada hoje por Dilma
no lançamento do plano Brasil Sem Miséria. O governo vai
elevar em 26% o valor dos repasses do Piso de Atenção Básica
Fixo para 70% dos municípios mais pobres do país. O valor
passará de R$18,00 para R$23,00 por pessoa. As reformas e construções
de novas UBSs também vão priorizar as cidades com maior número
de pessoas em situação de pobreza extrema e com menor PIB
per capita.
O governo deve gastar, por ano, R$2,2 bilhões para construir
cerca de oito mil novas unidades e reformar as unidades em situação
irregular. A maioria das UBSs, de acordo com o diretor do Departamento
de Atenção Básica, Hêider Pinto, não
atinge o tamanho mínimo de 154 metros quadrados. Elas também
pecam pela falta de banheiro e salas de observação e de acolhimento.
As novas deverão ter, no mínimo, 230 metros quadrados. A
Saúde promete ainda realizar um censo para analisar a falta de equipamentos
e o estado de conservação das unidades em uso.
- Esse diagnóstico só reforça a necessidade de
termos uma grande prioridade para a atenção básica
de saúde no país. Mostra-nos que temos que investir na reforma
e construção de unidades básicas - disse ao GLOBO
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Atendimentos de excelência serão recompensados
Padilha afirma que sua pasta começa a executar ainda no segundo
semestre o chamado Programa de Certificação de Qualidade,
que receberá R$900 milhões só em 2011. O programa
voltado à Estratégia de Saúde da Família -
considerada prioritária pelo governo - cria um mecanismo que poderá
até mesmo dobrar o valor que determinada equipe recebe da União,
desde que ocorra uma atendimento de excelência. Para isso, a prefeitura
terá que assinar um contrato com as metas individualizadas, submetidas
a protocolos e sob avaliação constante de técnicos
contratados junto a universidades de todo o país.
Cada equipe poderá ter um reforço de caixa mensal de
até R$6,5 mil, valor que salta para R$8,5 mil caso também
ocorra atendimento de saúde bucal. Para isso, entretanto, a equipe
deverá comprovar a qualidade dos prontuários e se comprometer
com prioridades do Ministério da Saúde. Por exemplo, garantir
pré-natal de qualidade e o atendimento de hipertensos e diabéticos.
A Saúde vai entrevistar usuários do SUS para comprovar o
cumprimento das metas. (Roberto Maltchik - O Globo)
03.06 - Vacina contra a gripe pode reduzir risco de parto prematuro
Mulheres vacinadas contra a gripe durante a gravidez podem ter um risco
menor de parto prematuro e bebês de baixo peso, segundo um estudo
feito nos Estados Unidos e publicado nesta semana na revista médica
PLoS Medicine.
A pesquisa, feita na Universidade Emory, na Georgia, estudou um grupo
de mais de 4 mil mães entre junho de 2004 e setembro de 2006, prestando
atenção especial nos bebês nascidos durante a temporada
de gripe no hemisfério norte, que ocorre entre outubro e maio (no
Brasil, que está no hemisfério sul, é o contrário).
A conclusão foi que bebês nascidos nessa época
tinham menos chance de serem prematuros se suas mães tomaram a vacina
em qualquer período da gestação. Fora da temporada
da doença, a diferença não foi relevante.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que este é apenas um estudo
estatístico e que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o tema.
(Portal G1)
02.06 - Um basta contra os abusos
Reduzir a luta dos médicos ao reajuste de honorários
atrelados aos praticados junto aos usuários dos planos
é ignorar os enormes prejuízos que tais empresas causam à
sociedade
A decisão liminar da Justiça Federal que cancelou o ato
administrativo praticado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE),
órgão do Ministério da Justiça,
contra os médicos e suas entidades representativas foi um libelo
em defesa da liberdade de expressão de todos os trabalhadores brasileiros.
O argumento que derrubou por terra a pretensão do órgão
do governo foi simples e certeiro: as medidas impetradas foram embaladas
no abuso de poder causado pela extrapolação de competência.
O juiz Antonio Correa, da 9.ª Vara da Justiça Federal, agiu
de forma isenta e equilibrada ao encontrar na própria legislação
que regulamenta a SDE as pistas do excesso praticado.
Como ele apontou, a análise minuciosa da Lei n.º 8.884/94,
que define as competências da Secretaria, revela que sua missão
se atém ao campo das atividades de mercado, diretamente vinculadas
às empresas. Como bem lembrou o magistrado, as expressões
mercado e empresa não se aplicam à prática da atividade
da Medicina.
Sabemos que essa é apenas uma etapa – importante, sem dúvida
–, mas que não representa o fim dessa cruzada para assegurar a devida
valorização do exercício da Medicina. Possivelmente,
seremos alvo de recursos e questionamentos legais, os quais serão
superados com argumentos técnicos e jurídicos que justificam
a posição dos médicos.
O movimento da categoria espera das operadoras respostas que garantam
a qualidade da assistência oferecida aos seus 46 milhões de
usuários. Reduzir a luta dos médicos ao reajuste de honorários
atrelados aos praticados junto aos usuários dos planos é
ignorar os enormes prejuízos que tais empresas causam à sociedade.
O cidadão que contrata um desses planos espera que lhe seja proporcionado
acesso a exames, procedimentos e uma equipe de médicos em condições
de atendê-lo com segurança e tranquilidade em caso de necessidade.
Ao tratar o médico com desrespeito e indiferença, essa
empresa não cumpre sua promessa de assistência. A saída
para o problema é respeitar os profissionais. Ou isso ou acabarão
sem médicos qualificados para atender seus usuários.
Com a recusa em atender as queixas dos médicos, que incluem
interferência em sua autonomia e a desvalorização do
seu ato, os planos reduzem as opções do profissional e deixam
aberta a porta do descredenciamento. Entrar por ela passa a ser uma possibilidade
real.
As entidades médicas não querem isso, mas admitem que
a ausência de alternativas e o ato praticado pela SDE insuflam uma
insatisfação que vem da rotina dos consultórios, ambulatórios
e hospitais. E aqui, sublinhamos: o que está em jogo é uma
relação contratual de trabalho, com profundas consequências
para toda a sociedade.
A Constituição Federal, em seu artigo 170, diz que a
ordem econômica, fundada na valorização do trabalho
e na livre iniciativa tem por fim assegurar a todos existência digna
e a justiça social.
O texto assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade
econômica, independentemente de autorização de órgãos
públicos, salvo casos previstos em lei. Ora, os médicos não
são empresas e suas entidades não comandam um cartel.
Somos 347 mil cidadãos brasileiros que não pleiteiam
a eliminação da concorrência ou o aumento abusivo dos
lucros, como sugeriu a SDE. O que exigimos é respeito, reconhecimento
e a valorização de nosso papel, sem os quais se coloca em
risco a vida de milhões de brasileiros que acreditaram nas promessas
dos planos de saúde. (Roberto Luiz d’Avila - Gazeta
do Povo Online)
02.06 - Tabelar preços é o pior caminho
Quanto mais críticas ouço quando digo que o tabelamento
de preços é a pior doença da saúde, mais tenho
vontade de repetir.
O que se ganha com o tabelamento ?
Ou quem realmente ganha com ele ?
Já comentamos sobre as tabelas AMB e como elas, ao invés
de proteger o médico, atualmente nivelam por baixo a prática
médica. A CBHPM hoje, além de não tabelar preço
nenhum porque todos aplicam redutores variáveis dependendo do grupo,
o que acaba fazendo que o médico acabe ganhando menos que um ‘personal
trainer’ – vale mais a pena cuidar de gente sarada hoje em dia do que de
doente !
E falta falar do Brasíndice.
Criado para coibir o abuso de preços em medicamentos no passado,
foi perdendo o sentido devido a diversidade de fabricantes, similares,
genéricos, e hoje é uma verdadeira baderna.
Existem 2 tipos de preço nele:
O PMC, ou preço máximo ao consumidor, para parte dos
medicamentos;
O PF, ou preço de fábrica, para a outra parte.
Como podem um hospital e uma farmácia praticar o mesmo PMC
?
A Farmácia simplesmente compra o medicamento e vende – seu único
custo é receber, armazenar e ‘desovar’ … entre a receita e a caixa
na mão do cliente é só uma ida e volta à prateleira;
O hospital recebe o produto, fraciona, manipula, dilui, ministra no
paciente … entre a prescrição e o paciente vários
processos administrativos e técnicos que custam caro.
E quando não tem PMC é pior: a RN 241 da ANS estabelece
que o serviço de saúde pode aplicar um índice que
corresponde aos custos de seleção, programação,
fracionamento, armazenamento, distribuição, manipulação,
unitarização, dispensação, controle e aquisição
… parabéns:
Mas não estabelece o índice, apenas diz que pode !
Então ‘a pergunta que não quer calar’:
por que tabelar se cada um pode aplicar o índice que quiser
e o preço final é totalmente diferente entre um serviço
de saúde e outro ?
O Brasíndice virou uma tabela ‘de faz de conta’, e como todas
as outras privilegia os que menos deveriam ser beneficiados, e literalmente
detona o resto.
Se falarmos de SIMPRO, AMB, CIEFAS, Brasíndice … no final da
conversa ‘a pergunta que não quer calar’ será sempre a mesma
!
Na prática cada hospital, cada operadora, finge que trabalha
com tabela, mas usa apenas como referência para praticar uma infinidade
de preços diferentes, e isso sempre será assim, porque não
se pode tabelar serviços com a precisão que se tabela a conta
de energia elétrica.
O custo operacional de manter o preço Brasíndice atualizado
quinzenalmente, e ficar brigando em cimas das contas a cada centavo errado
é absurdo – mas é invisível porque quem está
na briga depende disso para sobreviver. É seu ganha-pão.
A indústria do tabelamento em saúde criou e sustenta
uma pesada legião de pessoas que ficam discutindo o indiscutível:
quem sempre mandou nos negócios, e sempre vai mandar, é a
lei da oferta e da procura – as tabelas sempre foram, são e sempre
serão uma tentativa burocrática inútil de brigar contra
isso. (Enio Salu - Saúde Business Web)
02.06 - Transplante de pulmões
Nova técnica pode dobrar o número de pulmões disponíveis
para transplantes
Uma nova técnica desenvolvida no Instituto do Coração
(InCor), em São Paulo, poderá dobrar o número de pulmões
disponíveis para transplantes. O método permite recuperar
órgãos que normalmente seriam descartados e usá-los
em pacientes.
“O transplante de pulmão em que nós conseguimos apenas
uma quantidade pequena de órgãos. De cada dez doadores não
vivos de rim, nós conseguimos aproveitar um pulmão”, disse
o chefe de Cirurgia Torácica e Transplante Pulmonar do InCor, Fabio
Jatene. Segundo o médico, isso ocorre porque o órgão
respiratório deteriora-se rapidamente. “O pulmão é
um órgão que se infecta e acumula líquidos facilmente”.
Com o procedimento que foi recentemente aprovado pela Comissão
Nacional de Ética em Pesquisa, vinculada ao Ministério da
Saúde, para ser usada em pacientes, Jatene espera que o aproveitamento
suba de 10% para 15% e até 20% dos órgãos disponíveis.
“A nossa expectativa é quase dobrar [o número de transplantes]”.
Existem hoje 85 pacientes na fila de espera por um pulmão no
estado de São Paulo. Jatene disse que no ritmo atual para as cirurgias
de transplantes de pulmão, a espera pelo atendimento pode durar
três anos. “Anualmente nós perdemos uma quantidade importante
de pacientes que não conseguem aguentar um tempo tão longo”.
O médico ressaltou, no entanto, que os pacientes poderão
optar por receber um órgão “recondicionado”, ou esperar por
um pulmão que esteja naturalmente em boas condições.
“Evidentemente que nós vamos informar que o órgão
destinado a ele seria um órgão submetido a essa técnica
do recondicionamento. Se houver aceitação, será feito
[o transplante]”, explicou Jatene. (Daniel Mello - Agência
Brasil/Saúde Business Web)
01.06 - Sistema: Perfil mudou nos últimos dez anos
Marcado por processos de adaptações à regulamentação,
fusões, aquisições e ampliações, o setor
de saúde suplementar está cada vez mais concentrado e exibindo
características bastante diversas daquelas que apresentava entre
1998 e 2000, quando 1.968 operadoras - a maioria de pequeno porte - atuavam
num mercado sujeito a riscos tanto para as empresas quanto para os consumidores.
A nova face, que começou a ser desenhada com a regulamentação
e criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) há uma década, mostra um mercado que tem quase metade
do total de operadoras da época, vivendo às voltas com as
rígidas determinações da ANS - entre as quais a comprovação
de reservas financeiras para assegurar prestação de serviços
com qualidade.
Do lado das operadoras, atender às exigências da ANS e
às necessidades de seus beneficiários significa alcançar
sinergias e ganhos de escala comprando outras operadoras, hospitais, clínicas
e laboratórios. É o vem fazendo, por exemplo, grupos de médio
porte como o Memorial, do Rio de Janeiro - que fechou em março a
compra da carioca Assim Saúde por R$ 100 milhões, depois
de adquirir, também este ano, o controle dos hospitais Rio Guanabara,
Amiu e clínica Todos os Santos - e gigantes como a Amil.
Com seus cinco milhões de usuários, a Amil é a
principal consolidadora do setor. Além de incorporar outras operadoras
desde 2002 (Amico, Porto Seguro, Semic, Blue Life, MedCard, CliniHauer,
Ampla, Life Systems), investe na aquisição de hospitais.
De 2008 para cá, comprou o SK Steckelber, em Brasília, o
Ipiranga, em São Paulo, além da Casa de Saúde Santa
Lúcia e a Casa de Saúde São José, ambos no
Rio. No mesmo ano, a Empresa de Serviços Hospitalares (Esho), controlada
pela Amil, comprou o Nove de Julho de São Paulo. Em 2009, adquiriu
a Excelsior Saúde por R$ 50 milhões e realizou a maior transação
dos últimos tempos: a compra da Medial Saúde, por R$ 612,5
milhões e outros R$ 577 milhões no ano passado, operação
que trouxe para a Amil três unidades do hospital Alvorada, além
dos quatro hospitais comprados pela Medial em 2007 e o Ana Neri, de Pernambuco.
A Amil incluiu no seu portfólio, no começo deste ano,
o Pasteur e o Samaritano, ambos no Rio. O Pasteur tinha como controlador
o dono da Amil, Edson Bueno, com 60,85%. A transação, feita
por meio da Esho, passou o hospital para a carteira da Amil por R$ 90 milhões,
R$ 43 milhões ao controlador e R$ 47 milhões aos demais sócios.
A segunda tacada foi a compra do Samaritano, um dos principais hospitais
do Rio, por R$ 180 milhões.
Laboratórios, clínicas e seguradoras da área de
saúde seguem o mesmo caminho. Em dezembro, a Sul América
comprou a Dental Plan - operação de R$ 28,5 milhões
que ampliou o acesso da seguradora aos mercados do Norte e Nordeste e acrescentou
122 mil beneficiários à sua carteira de planos odontológicos.
Além de também investir na área de planos odontológicos,
com participação na Odontoprev, a Bradesco Saúde investiu
R$ 342 milhões na compra de 20% de participação no
Fleury.
Na área de laboratórios, os que mais vão às
compras são Dasa e Fleury. Enquanto avalia novas aquisições,
depois da compra da MD1 no ano passado, a Dasa investe na ampliação
da base de clientes. No começo do ano, investiu R$ 9,7 milhões
por exclusividade de 15 anos na prestação de serviços
diagnósticos para hospitais e centros médicos da Amilpar
(Foccus/ Total). Já o Fleury firmou em dezembro acordo com os sócios
do Labs DOr para aquisição dos ativos de medicina diagnóstica
- transação avaliada em R$ 1 bilhão -, comprou este
ano o laboratório baiano Diagnoson, por R$ 53,2 milhões,
e está agora concentrado no lançamento, previsto para este
semestre, da nova marca (a+ Medicina Diagnóstica).
A concentração também é estimulada por
hospitais independentes. Em setembro de 2010, depois de ter adquirido o
Hospital Brasil, em Santo André, e o controle do Hospital e Maternidade
São Luiz por estimados R$ 1 bilhão, a Rede DOr comprou o
Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo. O processo
de aquisições no mercado paulista ganhou força depois
que a rede DOr passou a fazer parte do portfólio de Merchant Bank
do grupo financeiro BTG Pactual, em maio do ano passado.
Segundo Arlindo de Almeida, presidente da Abramge, enquanto as operadoras
investem em hospitais próprios para reduzir custos, os hospitais
independentes procuram, com as aquisições, modernizações
e ampliações aumentar seu poder de negociação
junto às fontes pagadoras (planos de saúde e laboratórios).
Para José Rubens Alonso, sócio da KPMG, especialista
em seguros, a compra de outras operadoras ou de fornecedores é a
saída encontrada por um setor que tem seus preços controlados
na ponta do consumidor. "As aquisições representam uma forma
de aumentar os controles sobre seus custos e a rentabilidade do negócio",
diz ele, que acredita na manutenção da tendência de
consolidação.
Até agora, a concentração de beneficiários
por operadora não é preocupante, diz Luiz Augusto Carneiro,
superintendente do IESS. Segundo ele, a concentração ameaçaria
a concorrência se a fatia de mercado das quatro maiores operadoras
fosse superior a 75%. Segundo dados de 2010 da ANS, as quatro maiores operadoras
de planos de saúde no Brasil (Amil, Bradesco Saúde, Intermédica
e SulAmérica) têm, juntas, 24% dos beneficiários.
(Marlene Jaggi - Valor Online)
01.06 - Reforços no sistema
Repletas de usuários por conta do crescimento econômico
do país, da expansão do mercado de trabalho formal e do aumento
da renda dos brasileiros, as operadoras de planos de saúde anunciam
investimentos na ampliação da capacidade física de
hospitais e laboratórios e na modernização dos equipamentos
médicos. A estratégia para responder a demanda por serviços
médicos é a mesma na rede hospitalar privada, que obtém
a maior parte de sua receita no atendimento aos beneficiários da
medicina de grupo e das cooperativas médicas.
Apenas nos Estados da região Sudeste, que concentram mais de
65% dos contratos de planos de saúde e a maior rede hospitalar do
país, os investimentos chegam a mais de R$ 1 bilhão. Pelo
menos quatro novos empreendimentos deverão abrir mais de mil leitos
em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, além
de um em Recife.
"Ao se olhar os grandes prestadores hospitalares se verificará
que todos tiveram investimentos em números de leitos e equipamentos
modernos, inclusive com novos aparelhos cirúrgicos de robótica",
diz o ex-ministro da Previdência José Cechin, diretor executivo
da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde),
que representa 15 grupos de operadoras privadas de planos de saúde
responsáveis pelo atendimento de 20,2 milhões de beneficiários.
"Tem hospital inaugurando todos os dias, principalmente na região
Sudeste", afirma Henrique Salvador, presidente do Conselho Deliberativo
da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), entidade
que reúne 43 das maiores e mais importantes instituições
hospitalares do país.
As maiores novidades ainda estão em obras ou na fase de elaboração
de projetos. A Amil promete inaugurar até o fim do ano o Hospital
das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro,
com investimento R$ 240 milhões. O complexo formado por cinco prédios
terá 395 leitos e 285 consultórios que irão compor
um mix de especialidades e serão interligadas ao hospital por intranet
com transmissão de dados e imagem que permitirá fácil
acesso às informações de cada paciente e ao seu prontuário
eletrônico.
A Unimed, que inaugurou no fim de 2010 uma unidade hospitalar própria,
com investimento de R$ 200 milhões e capacidade para atendimentos
de urgência e emergências na Barra da Tijuca, no Rio, investiu
outros R$ 20 milhões, só em equipamentos, para um novo hospital
no Recife, em Pernambuco, com capacidade para 166 leitos e 7.000 cirurgias
mensais.
O Grupo Memorial, que assumiu o controle da Assim Saúde, dona
da maior rede hospitalar própria da América Latina com 35
hospitais, também já anunciou investimentos em 2011 para
a aquisição e melhoria das instalações e equipamentos
de três unidades de saúde no Rio.
Em Belo Horizonte, o grupo Mater Dei já iniciou as obras de
um novo hospital, com mais de 3 mil metros quadrados de CTI e capacidade
para 300 leitos. A obra vai custar R$ 250 milhões e deverá
ficar pronta até 2014.
O grupo DOr, que tem 17 hospitais próprios anuncia a construção
de duas novas unidades: o Caxias DOr, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense,
e o Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, um hospital cinco estrelas
que será construído com investimentos de R$ 115 milhões
e capacidade para 130 leitos.
Na capital paulista pelo menos cinco redes ampliaram suas instalações
ou inauguraram novas unidades. O Albert Einstein ganhou, em 2010, um novo
espaço em Perdizes-Higienópolis, de 1.890 metros quadrados
e novidades tecnológicas como o acelerador linear, que permite múltiplos
tratamentos, além de acesso reservado para garantir a privacidade
dos pacientes.
O Samaritano acaba de inaugurar as novas instalações
de sua Unidade de Fisioterapia. Resultado de cerca de R$ 400 mil em investimentos,
o projeto permitirá a ampliação do número de
atendimentos de 240 para 1.200 por mês. O Oswaldo Cruz inaugurou,
em 2010, novas instalações no Campo Belo, na Zona Sul, com
1.600 metros quadrados, capacidade para a realização de exames,
consultas e pequenas cirurgias, além de dois programas que não
existem na sede: reabilitações neurológica e cardiopulmonar.
Para construir o espaço foram desembolsados R$ 10 milhões.
O Sírio Libanês, que investiu R$ 35 milhões em
sua primeira unidade externa no Itaim Bibi, também na Zona Sul de
São Paulo, com um centro cirúrgico e um centro de oncologia
e capacidade para atender cerca de 9.000 pacientes por mês, tem outros
projetos de expansão e até 2012 planeja gastar R$ 600 milhões
na ampliação de sua sede.
"Além de leitos, tem crescido a oferta de novas áreas
de oncologia, de laboratórios de diagnóstico, de serviços
de imagem e de vagas nos centros de terapia intensiva (CTI)", diz Henrique
Salvador, da Anahp. O Centro Check Up, inaugurado no 36º andar de
um dos prédios mais altos da região central do Rio de Janeiro,
é um exemplo. A obra custou R$ 1 milhão ao Centro de Medicina
Nuclear da Guanabara (CMNG), um dos principais do setor de saúde
do Estado, e reúne oftalmologistas, cardiologistas, urologistas,
ginecologistas e pneumologistas para atender clientes como a Eletrobras
e os executivos que trabalham no centro financeiro da capital fluminense.
Para captar os recursos necessários aos novos investimentos
algumas operadoras de medicina de grupo e laboratórios já
há alguns anos abriram capital e ingressaram na bolsa de valores.
O pioneiro foi a Diagnósticos da América (Dasa), maior empresa
de medicina diagnóstica da América Latina, em 2004, seguido
da Medial Saúde, que acabou falindo e foi absorvida pela Amil, que
por sua vez lançou ações por meio da Amil Participações.
Odontoprev e Tempo Participações, que atua no segmento de
planos de saúde e odontológicos e na assistência especializada,
também têm ações na bolsa. (Paulo de Vasconcellos
- Valor Online)
01.06 - Longevidade da população dita as tendências
O envelhecimento da população brasileira e o desenvolvimento
de novas técnicas de diagnóstico fazem crescer especialidades
que até agora contavam com investimentos discretos: a oncologia,
cirurgia de alta complexidade e o setor de diagnósticos avançados.
De olho nesse mercado em expansão, grandes redes inauguram novos
centros e anunciam projetos para aumentar a oferta de leitos, equipamentos
e manter ou melhorar o padrão de atendimento.
O Hospital do Coração, em São Paulo, é
um dos que começa a investir na oncologia, especialidade inaugurada
no ano passado. O projeto mais robusto visa a criação de
um prédio voltado para o setor, que deve estar pronto até
o fim de 2012. Os custos incluem ainda um setor destinado à radioterapia
- que só fica pronto em 2013 - e chegam a R$ 135 milhões.
Outra especialidade que cresce é a de diagnósticos avançados.
No HCor, um novo centro para procedimentos de neurocirurgia e hemodinâmica
deve começar a funcionar em meados de outubro, com investimento
de 120 milhões.
"A demanda do mercado se deve ao aumento do setor de serviços
suplementares, com mais de 6 milhões de usuários de planos
de saúde privados só em São Paulo. Além disso,
na especialidade da oncologia, graças aos avanços médicos
com a especialização de diagnósticos, começam
a surgir novos procedimentos para doenças que até então
não eram detectadas a tempo. O crescimento dessas especialidades
está diretamente ligado ao envelhecimento da população",
explica Antonio Carlos Kfouri, CEO do HCor.
O Hospital Paulistano, na região de Bela Vista, em São
Paulo, inaugurou uma unidade diagnóstica no mês passado e
também vem investindo fortemente na área da oncologia, com
a inauguração de uma ala específica e aquisição
de um PET-CT - equipamento importante na identificação de
casos de câncer em estágios iniciais. Os custos em aparelhos
e novas instalações chegam a R$ 4 milhões. E uma nova
unidade diagnóstica, no Jardim América, conta com 18 especialidades
diagnósticas, atendimento personalizado e conceito de medicina preventiva.
"O fato de anteciparmos o processo de descoberta de um câncer faz
toda a diferença no tratamento, pois quanto mais precoce for a detecção,
maior será a chance de cura do paciente", afirma o especialista
em Medicina Nuclear do Paulistano, Jairo Wagner.
No Hospital Santa Paula, na zona sul de São Paulo, a construção
de um novo centro oncológico receberá investimentos de R$
15 milhões. A partir de março de 2012, a unidade contará
com especialidades como oncologia clínica, radioterapia e quimioterapia.
Serão sete andares, em uma área de 4.200 metros quadrados.
A criação de uma unidade hospitalar ambulatorial é
uma das apostas para este ano. O centro de especialidades vai ocupar um
edifício de 13 andares, de três mil metros quadrados, num
total de R$ 25 milhões de investimentos.
"Além do envelhecimento real da população, que
nos remete a esses investimentos, estamos reforçando nosso posicionamento
mercadológico. A área de gastroenterologia, por exemplo,
é a nossa origem desde a fundação e continua sendo
nosso foco. Para continuar uma referência, estamos investindo na
cirurgia bariátrica", enumera Luiz de Luca, superintendente geral
do hospital.
Na Rede DOr, uma das maiores do Rio, com 22 unidades, os investimentos
têm sido concentrados em especialidades como oncologia, terapia intensiva
e cirurgias de alta complexidade, além da pediatria. O projeto de
criação de um centro de oncologia, que deve ser inaugurado
ainda este ano, por exemplo, terá investimento de R$ 30 milhões.
Na área de cirurgias de alta complexidade, o investimento com novos
equipamentos chega a R$ 5 milhões, com aquisições
de aparelhos como o ExAblate, que antes só existiam em São
Paulo. E a pediatria ganhou um hospital próprio na rede, no ano
passado, com custos de R$ 30 milhões.
No Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, o crescimento
em 2010 chegou a 26%, em relação ao ano anterior. A área
que mais recebe investimentos é a de transplantes, foco da instituição
o único particular no estado do Rio que faz transplantes pelo SUS.
Para este ano, estão previstos investimentos de R$ 8 milhões
na modernização estética dos prédios, reforma
dos quartos, ampliação do CTI e da unidade coronariana, com
capacidade aumentada de 23 para 41 vagas.
Na mesma linha, o grupo carioca Perinatal - com atendimento exclusivo
à gestante e ao recém-nascido - reservou este ano mais de
R$ 3,5 milhões para melhorias internas e compra de dois aparelhos
capazes de realizar operações em bebês ainda na barriga
da mãe. São miniagulhas com câmeras que evitam que
sejam feitos cortes ou que se espere o bebê nascer. (Marina
Gonçalves - Valor Online)
31.05 - A população brasileira em 2010
Como acontece a cada dez anos, em 2010 o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) realizou um censo cujo objetivo era
obter informações relevantes sobre a população
brasileira tais como: quanto nós somos, o grau de instrução
das pessoas, o nível de renda da população, como vivem
as pessoas em termos saneamento básico e mais uma série de
outras informações que são de grande importância
para que os agentes públicos realizem os planejamentos e implantem
políticas públicas que sejam compatíveis com o perfil
da população.
No censo de 2010, o Brasil naquele ano tinha uma população
de 190,8 milhões de pessoas, tendo aumentado 12,34% em comparação
com o ano de 2000. Em 2010, 42% da população brasileira morava
na região sudeste, 28% no Nordeste, 14% no Sul, 8% no Norte e 7%
no Centro Oeste. Com relação ao aumento da população
nos dez anos entre 2000 e 2010, a região que teve uma elevação
mais significativa no número de habitantes foi a Norte, com 22,97%,
sendo seguida de perto pelo Centro Oeste, com 20,81%. As outras regiões
tiveram crescimento populacional bem mais moderado. Nos dez anos que separam
os dois últimos censos, a população do Nordeste aumentou
11,19%, a do Sudeste aumentou 10,98% e a do Sul aumentou 8,00%.
Em 2010, 24,1% da população brasileira tinha entre 0
e 14 anos, em 2000 pessoas nessa faixa de idades correspondiam a 29,6%
e em 1991 a 34,7% de toda a população. Na faixa de idade
compreendida entre 14 anos e um dia e 64 anos ocorreu aumento, em 1991,
2000 e 2010, as pessoas pertencentes a essa faixa correspondiam, respectivamente,
a 60,4%, 64,5% e a 68,5% da população brasileira. Já
as pessoas com idade acima de 64 anos também tem aumentado, passando
de 4,8% em 1991, 5,9% em 2000 e 7,4% da população em 2010.
No Sul e no Sudeste, o perfil da população quanto a faixa
etária é quase idêntica, com as pessoas com idade até
14 anos correspondendo a 21,7% da população, as que possuem
idade entre 14 e 64 anos a 70,2% e as pessoas acima de 64 anos correspondendo
a 8,1% da população. Nas outras regiões, a população
é mais jovem, entretanto também possuem uma forte tendência
de envelhecimento.
O percentual de pessoas analfabetas, apesar de ter melhorado, ainda
é muito alto. Na média, o Brasil apresentou em 2010 uma taxa
de 9,6% de sua população acima de cinco anos de idade como
analfabeta. O Sul e o Sudeste tinham 5,1 e 5,5% de sua população
em idade acima dos cinco anos analfabeta, o Nordeste 19,1%, o Norte 11,
2% e o Centro Oeste 7,2%. Observa-se claramente que é no Nordeste
onde se encontra a grande maioria das pessoas considerada analfabetas,
sendo necessárias que sejam implementadas políticas que levem
à diminuição significativa dessa situação
atual.
O censo de 2010 mostrou claramente que a população brasileira
está ficando velha, mais instruída e descentralizando, com
as regiões Norte e Centro Oeste aumento o dobro das regiões
Sudeste e Sul, embora em termos absoluto e em termos de território
essas duas últimas regiões continuem muito mais povoadas
do que as duas primeiras. Uma questão que deve ser pensada seriamente
e de forma sistemática é quanto à oferta de um sistema
de saúde pública, de assistência social e de previdência
social. São áreas que uma população que se
torna cada vez mais idosa irá necessitar cada vez mais. É
preciso que as pessoas que pensam o Brasil e os governantes devem cada
vez mais se preocupar com esses três fatores para que uma parte significativa
da nossa população não fique desamparada. (Francisco
Castro - Imprensa Popular)
31.05 - Envelhecer bem
Como vivem as pessoas que ultrapassaram a barreira dos 60 anos de forma
produtiva e com qualidade de vida, usufruindo das opções
de lazer e consumo
A clássica imagem do velhinho de pijama, em frente à
tevê, cuja maior audácia é sair de casa para jogar
dominó com os amigos do bairro, está com os dias contados.
Um novo padrão de envelhecimento está em curso. Conhecido
como "envelhecimento ativo", ele nem de longe lembra a resignação
com que os idosos do passado se aposentavam do trabalho e da vida social.
Saudáveis, dispostos a continuar em atividade por mais tempo e,
graças aos bons ventos da economia, com dinheiro no bolso, muitos
brasileiros que romperam a barreira dos 60 anos provam que é possível
dialogar com a passagem do tempo harmoniosamente. "Negar o envelhecimento
é negar a própria vida", afirma a geriatra Andrea Prates,
coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação
para o Envelhecimento Saudável (Cies), criado em 1999 para divulgar
a promoção da saúde na terceira idade. Em 2050, 30%
da população brasileira terá mais de 60 anos - hoje
eles somam apenas 5,8%. Diante dessa estatística, o Brasil começa
a entrar no padrão europeu e americano no que diz respeito à
terceira idade: oferece opções de lazer e consumo compatíveis
e de alta qualidade, (re)abre portas - e cria novas possibilidades - no
mercado de trabalho e acena com simpatia para as relações
que se formam depois dos netos nascidos.
As empresas descobriram esse filão, um verdadeiro tesouro de
mercado. Na tevê, uma propaganda de telefonia celular sinaliza os
ventos de mudança. No filme, a avó conversa animada com o
namorado ao telefone, sob o olhar e os comentários desaprovadores
do neto adolescente, que comemora o fato de o pretendente morar em outra
cidade. Quando o idoso bate à porta, em visita à amada, o
menino ensaia uma cena de ciúme. Mas logo surge uma neta coquete.
E o casal maduro ganha o aval do garoto instantaneamente. "Há riqueza
na longevidade", destaca Jorge Félix, autor do livro "Viver Muito"
(Editora Leya). Segundo a psicóloga Camila Piza, consultora da Mandalah,
empresa de inovação sediada em São Paulo, com braços
em Nova York, Cidade do México e Tóquio, a iniciativa privada
deve ficar atenta às oportunidades geradas pelo envelhecimento da
população. "Afinal, as tendências não estão
mais ligadas à idade", afirma. Os fabricantes se apressam para aprender
a ler as necessidades e os desejos dessa faixa etária. Nos Estados
Unidos, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou, no final dos
anos 1990, o AgeLab, um laboratório de estudos sobre a longevidade
cuja função é desenvolver ferramentas que orientem
a indústria na feitura de produtos seniores. "A maioria dos idosos
não gosta das coisas que hoje são feitas para eles", atesta
o diretor do AgeLab, Joseph F. Coughlin.
O turismo do Brasil já passou dessa fase e sabe direitinho como
agradar aos clientes maduros. Com engrenagem e serviços de Primeiro
Mundo, o setor oferece opções para todos os gostos - até
para aqueles que não querem excursões só com a terceira
idade. Apenas através do programa Viaja Mais Melhor Idade, do Ministério
do Turismo, entre 2007 e 2010 mais de 600 mil pacotes foram vendidos a
idosos. O mercado de trabalho é outro importante sinal de transformação.
Com uma carência cada vez maior de profissionais especializados,
como na área de engenharia, cujo boom nas universidades foi na década
de 1970, os mais experientes estão valorizados e muitas vezes são
chamados de volta ao mercado, em ebulição com a efervescência
da construção civil nacional. Em suma, o paradigma de que
quem chegou aos 40 ficou velho, definitivamente, caiu em desuso.
Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), a expectativa de vida no País, que alcançava 41,5
anos sete décadas atrás, atualmente ultrapassa os 73
anos. E mudanças de comportamento são fundamentais para o
aumento da longevidade, atestam os especialistas. Em um estudo realizado
pela Enfoque Pesquisas com brasileiros acima de 55 anos, foram detectados
três grandes grupos nessa faixa etária - os idosos convencionais
cujo papel social ainda é cuidar dos netos; os que se recusam a
aceitar a idade que têm e continuam se comportando como jovens; e
os celebrators, os que aceitam com sabedoria a chegada da nova fase, usando
a experiência de vida para se manterem ativos, cuidando do vigor
físico e da saúde mental. "Os chamados boomers, aqueles nascidos
entre 1946 e 1964, estão inaugurando esse estilo de vida", explica
Zilda Knoploch, presidente da Enfoque.
O arquiteto Antonio Ferro Corullon, 61 anos, é um legítimo
celebrator. Ele acaba de inaugurar a terceira fase de sua vida, mas não
consegue se reconhecer no papel de um senhor da terceira idade. Faz caratê
- arte marcial que pratica há 43 anos - três vezes por semana
e gasta a sola de sapato todas as noites numa escola de dança paulistana.
"Melhor que dança, só sexo", garante. E a vida sexual vai
bem, obrigado. Corullon foi casado duas vezes, tem seis filhos e está
namorando uma mulher dez anos mais nova. Não fuma, bebe cerveja
eventualmente e joga futebol com seu grupo de amigos todo fim de semana.
"Não senti o baque de fazer 60, confesso que ainda me sinto com
a energia dos 18", diz. O arquiteto é um exemplo para quem tem entre
30 e 40 anos por ter investido em pelo menos três coisas fundamentais
ao longo da vida: saúde, vida social e segurança financeira.
"Aos 40 anos, me planejei para que, aos 60, eu não tivesse mais
de acordar para trabalhar, mas sim acordar para viver", revela. Deu certo.
No ano passado ele deixou o emprego fixo no qual entrava às 7h30.
Agora, dita o próprio ritmo profissional.
Corullon seguiu na prática, mesmo sem saber, o mantra repisado
pelos especialistas em envelhecimento ativo quando perguntados sobre como
construir um futuro tranquilo e prazeroso. O segredo, garantem, é
planejar a velhice a partir de hoje. Não importa qual idade se tenha.
Foi o que fez o empresário paulistano Jorge Nahas, 31 anos. Ele
já programou o dia em que não acordará mais com a
obrigação de ganhar dinheiro - e isso deve acontecer antes
dos 50 anos. Quando tinha 15, seus pais fizeram sua previdência privada.
Aos 20, passou a investir em ações e, hoje, também
tem imóveis. Poupar para o futuro não é sua única
preocupação. Nahas frequenta a academia todos os dias, faz
corrida de aventura, namora, viaja com os amigos e cortou o excesso de
doce e carne vermelha de seu dia a dia. Estresse é uma palavra vetada
de seu vocabulário. "Não sei como as pessoas querem envelhecer
se entupindo de açúcar, estressadas e sem tempo para nada.
Quero minha vida boa hoje e amanhã", diz Nahas, que, como Antônio,
celebra o presente, sem descuidar do futuro.
Dentro do projeto de vida saudável na terceira idade está
inclusa a atividade profissional, mesmo depois da aposentadoria. "Em 30
anos, teremos horários mais flexíveis, muita gente trabalhando
em casa e cada vez mais autônomos prestando serviço para empresas
de diversos setores", acredita o consultor de carreira Cristian Stassun.
"São cenários que favorecem os que já estão
há muito tempo no mercado e querem reduzir suas jornadas sem partir
para a aposentadoria." O mercado também está tendo de absorver
os mais velhos por uma questão matemática, pois há
mais gente sênior e qualificada na praça e menos jovens desse
quilate disponíveis. "Os dados mostram que aquela história
de quem perde emprego aos 50 não arranja nunca mais está
mudando", diz Ana Amélia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) e especialista em envelhecimento. De acordo
com o Ministério do Trabalho, em 2010, o número de assalariados
com mais de 65 anos cresceu 12%, o dobro da média. Segundo Stassun,
deve crescer também o número de brasileiros que irão
migrar de carreira após os 50 ou trocar a profissão por um
hobby remunerado. "Também veremos um boom de empreendedores seniores."
As áreas mais promissoras para a terceira idade, segundo Matilde
Berna, diretora de transição de carreira da Right Management,
são engenharia, TI, telecomunicações, direito e área
acadêmica. "Eles podem atuar como consultores, prestadores de serviços
terceirizados ou firmarem contrato formal por tempo limitado, para reestruturar
a área de uma empresa, por exemplo", diz.
Saulo Lerner, 62 anos, é um exemplo dessa virada já em
curso. Aos 50, ele percebeu que não estava mais feliz com a carreira
de executivo de uma multinacional. Pediu demissão e ficou sete meses
sem trabalhar. "Nesse período, voltei a correr, cuidei da minha
alimentação, li muito, retomei antigos contatos e revi meus
projetos de vida", conta. "Percebi que queria algo que me trouxesse mais
satisfação pessoal", diz o atual consultor de executivos.
O gaúcho Marcelus Vieira, 45 anos, despertou para isso antes de
chegar aos 50 anos. Sócio de uma loja de roupas em Ijuí (RS),
ao lado da esposa, Suzana, ele pavimentou seu novo caminho profissional
com um curso de chef de cozinha e seu prazer por comida, vinhos e viagens.
Em 2007, reuniu 12 amigos e alugou uma casa na Toscana, Itália,
com o objetivo de ensiná-los a cozinhar. A aventura virou coisa
séria e foi batizada de Al Mondo, uma agência de turismo que
leva grupos para experiências gastronômicas em diversos lugares
do mundo. Daqui a 30 anos, Marcelus se imagina tocando a agência,
mas com uma pequena diferença. "Quem sabe até lá eu
compre uma casa na Toscana."
Em uma pesquisa feita pelo site Minha Vida a pedido da ISTOÉ,
65,7% dos sete mil entrevistados disseram que querem continuar no batente
depois de se aposentarem. "Pretendo continuar andando de moto e trabalhando
até morrer", sentencia Carlos Coradi, 73 anos. Quem vê o consultor
financeiro passar com sua Harley-Davidson pelas ruas de Campinas, no interior
de São Paulo, não duvida de sua afirmação.
Pai de seis filhos (a caçula tem apenas oito anos), Coradi mantém
uma rotina de fazer inveja a muitos jovens. Faixa-preta no judô,
ele pratica esportes diariamente, trabalha mais de 12 horas diárias
e desde adolescente mantém a paixão pela velocidade. Todo
domingo, ele e os amigos do grupo de motociclistas "Anciãos ao Vento",
com integrantes entre 60 e 75 anos, se reúnem em viagens sobre duas
rodas. Como se vê, é preciso saúde para gozar as benesses
da "melhor idade". E isso significa, entre outras coisas, postergar ao
máximo o aparecimento de doenças crônicas como diabetes,
doenças circulatórias e hipertensão, entre outras.
A empresária Lígia Azevedo vai completar 70 anos neste ano.
Considerada nos anos 80 a "Jane Fonda brasileira", ela é um exemplo
de quem está conseguindo se manter afastada desses males. Dona de
um spa em Búzios, Lígia caminha diariamente durante 50 minutos,
faz hidroginástica, terapia corporal, não come fritura e
evita carne vermelha. A rotina à base de arroz integral, frango
e salada, no entanto, não a exclui da vida social. "Amo brincar
com meus netos, mas, se eu tiver uma festa, não vou deixar de ir",
diz a empresária, que viaja bastante em função de
suas palestras sobre qualidade de vida. O corpinho enxuto e bem trabalhado
faz com que ela ainda vista roupas de até 40 anos atrás.
"Só uso roupa justa, nada do que é 'apropriado' para a minha
idade", conta a acriana radicada no Rio, lembrando que a indústria
da moda é uma das que mais ignoram sua faixa etária.
Lúcia Inês Macedo de Souza, 46 anos, segue a trilha de
Lígia. Sua paixão pela corrida aconteceu ao acaso, quando
ela já tinha mais de 30. "Queria prestar um concurso da Polícia
Federal e tinha uma prova de aptidão física. Fiquei preocupada
porque não tinha esse preparo", diz. O concurso foi abandonado.
O esporte, no entanto, tomou conta da sua vida assim que ela fez a primeira
prova de rua. "A corrida me dá uma sensação de poder,
sinto que tenho mais resistência e disciplina", afirma Lúcia,
que engatou alguns namoros por causa dos treinos. "Quero correr até
quando for possível. Admiro as senhoras de mais de 70 anos do meu
grupo."
Até quem já está no time dos que convivem com
doenças crônicas pode, e deve, ter uma vida saudável.
O cantor sertanejo Sérgio Reis, 70 anos, já sofreu um acidente
vascular cerebral (AVC), é diabético e fez uma angioplastia
recentemente. Não se resignou. Além de tomar todos os seus
remédios religiosamente e fazer check-up a cada seis meses, se mantém
na ativa, fazendo o que mais gosta, cantar. São 16 shows por mês.
Para descansar, o artista passa uns dias em um spa ao lado da mulher, Ângela
Márcia, com quem se casou aos 66 anos. Seus outros elixires da juventude
são o bom humor - "tristeza não entra no meu coração"
- e o sexo. "Não posso tomar estimulantes sexuais porque sou cardíaco,
então optei por uma bomba peniana", revela. "Foram os US$ 10 mil
mais bem gastos na minha vida, funciona que é uma beleza!"
A revolução sexual da nova terceira idade, proporcionada
pelo avanço da medicina e pela maior capacidade física dessa
faixa etária, permitiu que os relacionamentos florescessem entre
os sessentões e setentões. Eleita a mais bela idosa de São
Paulo em 2011, a ex-segurança Maria Conceição Liberato,
68 anos, colhe hoje os frutos de um amor iniciado em 2008 nos bailes dominicais
do clube Elite Itaquerense, em Itaquera, zona leste de São Paulo.
Aos 65, ela conheceu José Ademir, 14 anos mais jovem. "Foi amor
à primeira vista", derrete-se Conceição. Um ano depois,
a atual aposentada realizaria o maior sonho de sua vida, casar de papel
passado. "Ficar sozinha é muito triste. Já estava separada
havia sete anos quando conheci o Ademir. Hoje ao lado dele me sinto mais
realizada do que nunca", conta.
A maior longevidade das próximas gerações trará
grandes desafios no que diz respeito ao amor. Segundo o observador de tendências
Adjiedj Bakas, um surinamês que mora na Holanda, o cenário
futuro é de muito mais experimentação e, em decorrência
disso, mais divórcios e novos casamentos, que serão cada
vez mais curtos. Apesar da quantidade de encontros, com uma forcinha extra
da internet e das novas tecnologias, a solidão será um tema
de peso nas próximas décadas. "Acredito que as pessoas se
casarão assinando contratos por tempo limitado, de dez anos, por
exemplo, como carteira de motorista e passaporte", diz Bakas. "Só
renovarão se estiverem satisfeitos com a relação,
do contrário, se separarão automaticamente."
Lígia, 69 anos, a dona do spa, teve dois casamentos e hoje,
pela primeira vez, sente-se livre para namorar um rapaz mais novo. O consultor
Saulo Lerner, 62, está casado pela segunda vez e forma o que os
especialistas chamam de família mosaico - juntou os filhos do primeiro
casamento dele com os da união anterior dela. E considera-se avô
dos netos da esposa. O arquiteto Corullon, 61 anos, desfruta o frescor
dos namoros na terceira idade. Sinais irreversíveis dos novos tempos,
tais como as marcas em um rosto maduro. (Débora Rubin e Paula
Rocha - Revista Isto É)
31.05 - EUA: O Medicare e a política do medo
Sim, Paul Ryan, o presidente do Comitê Orçamentário
da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos não sabe perder.
Quer saber por quê?
Ryan tinha motivos para ficar chateado após a eleição
especial de terça-feira no 26º Distrito Congressista de Nova
York. Esse é um distrito bem conservador, tanto que, no ano passado,
o candidato republicano teve 76% dos votos. Na terça-feira, porém,
a democrata Kathy Hochul ganhou a cadeira de deputada que ficou disponível
após um republicano renunciar ao cargo. A campanha de Kathy se concentrou
no plano de Ryan de desmantelar o Medicare (sistema de saúde para
idosos e deficientes) e substituí-lo por um sistema de "vauchers"
(bilhetes de autorização emitidos para alguém efetuar
gastos por conta do emitente).
Como Kathy conseguiu isso? Ryan acusou os democratas de "distorcerem
vergonhosamente e usarem de demagogia na questão, tentando assustar
os mais velhos só para conseguir ganhar uma eleição".
Ele também previu que, em novembro do ano que vem, "o povo norte-americano
vai saber quem mentiu".
Dá para entender a amargura de Ryan. Afinal, ele vem sofrendo
queda nas últimas semanas. Até seu plano para o Medicare
ser apresentado no início de abril, ele passou meses de tranquilidade
com a aprovação dos eruditos que decidiram ungi-lo como ícone
da responsabilidade fiscal. E o próprio plano ganhou elogios arrebatadores
nos primeiros dias após seu lançamento. Mas, então,
as pessoas que realmente sabem ler uma proposta orçamentária
começaram analisar o plano. E foi aí que tudo começou
a ruir.
Ryan pode alegar - e talvez até acreditar - que ele está
enfrentando uma reação porque seus adversários estão
mentindo sobre suas propostas. Mas a realidade é que o plano de
Ryan está se transformando em um desastre político para os
republicanos, não porque os críticos do plano estão
mentindo sobre ele, mas porque eles o estão descrevendo da forma
correta.
Veja, por exemplo, a afirmação de que o plano de Ryan
acabaria com o Medicare como o conhecemos hoje. É nesse ponto que
os republicanos começam a gritar "Mediscare!" (trocadilho de Medicare
e "assustar" em inglês). Mas isso é a mais absoluta verdade.
O plano pegaria nosso sistema atual, no qual o governo paga pelos maiores
gastos da saúde, e o substituiria por um sistema de "vauchers",
no qual os idosos, na verdade, receberiam cupons e teriam que buscar planos
de saúde privados.
O novo programa pode até continuar chamando Medicare - olha,
podemos substituir a cobertura do governo por uma mesada de duas aspirina
por dias e ainda chamar isso de "Medicare" -, mas não seria o mesmo
programa. E se as estimativas de custo do Escritório de Orçamento
do Congresso estiverem certas, o valor inadequado dos "vauchers" - que
em 2030 cobririam apenas um terço dos custos de saúde dos
idosos - deixaria muitos, para não dizer a maioria, dos norte-americanos
sem capacidade de pagar por seus cuidados essenciais.
Se alguém está mentindo aqui é o próprio
Ryan, ao alegar que seu plano daria aos idosos o mesmo tipo de cobertura
que os membros do Congresso recebem - uma afirmação completamente
falsa.
E, por falar nisso, a alegação de que o plano manteria
o Medicare em sua forma atual sem nenhuma alteração para
os que hoje têm 55 ou mais anos de idade é altamente duvidosa.
Verdade seja dita, isso é o que o plano promete, mas, se você
pensar na dinâmica política que surgiria quando os norte-americanos
nascidos um ou dois anos mais tarde perceberem que os mais idosos estão
recebendo um tratamento melhor do que eles, dá para saber que essa
promessa provavelmente vai ser furada.
Além disso, será que os democratas agem mal em dizer
a verdade sobre o plano de Ryan? "Se você fizer demagogia com a reforma
do Medicare", disse Ryan, "você estará acelerando a crise
fiscal; você provocará o colapso do Medicare". Talvez ele
devesse ter uma palavrinha com seus colegas que xingaram o modesto e realista
esforço de controle de gastos do Ato de Cuidado Acessível
com gritos de "painéis da morte".
De qualquer forma, a premissa oculta por trás de declarações
como essa é a suposição de que o plano de Ryan representa
uma tentativa séria de controlar o antigo problema fiscal dos EUA.
Mas o que ficou claro após a divulgação do plano é
que não é nada disso. Na verdade, esse não era realmente
um plano de redução do déficit. Quando você
elimina as suposições absurdas - aumento de gastos arbitrários,
como os gastos com a defesa, e as enormes reduções de impostos
para as corporações e os ricos, sem perda de receita -, é
altamente questionável se esse plano reduzirá ao menos uma
parcela do déficit.
Em vez disso, o plano de Ryan é uma tentativa de fazer os norte-americanos
aceitarem uma lista de presentes padrão para a direita sob o título
de redução do déficit. Parece que os norte-americanos
começaram a ver a enganação.
O que vai acontecer agora? A briga vai mudar do Medicare para o Medicaid
- programa de saúde que se tornou essencial para muitos norte-americanos,
especialmente as crianças, mas que no plano de Ryan teria um corte
de 44% na próxima década. Nesse ponto, porém, estou
otimista quanto a essa iniciativa também cair por terra devido à
desaprovação popular.
E quanto à esperança de Ryan de que os eleitores perceberão
quem mentiu? Bem, como dá para ver, isso já está acontecendo.
E isso é uma má notícia para os republicanos.
(PAUL KRUGMAN - The New York Times/O Tempo)
30.05 - Lincx: Clientes buscam explicações
Clientes ligaram para Lincx saber sobre venda para Amil; planos atendem
altos executivos e estão entre os mais caros do país
Clientes da Lincx, um dos planos de saúde mais caros do País,
ligaram ontem para a operadora, com sede em São Paulo, após
as notícias de que a empresa foi vendida para Amil, uma das maiores
operadoras de saúde do país.
A dúvida é saber como ficará Lincx, considerada
uma prestadora de serviço elitista, com a transferência dos
planos. Mais de 70% dos clientes da Lincx são empresas, que oferecem
o plano a seus altos executivos.
Do ponto de vista de gerenciamento de marcas, um dos grandes desafios
da Amil será preservar a reputação da Lincx. Consumidores
de alto poder aquisitivo costumam preferir marcas que lhe deem status e
tendem a torcer o nariz para marcas mais populares, sobretudo em uma questão
tão valorizada e pessoal como cuidados com a saúde.
De acordo com a gerência de comunicação da Lincx,
não foram muitos os clientes que ligaram para a empresa após
o anúncio. A avaliação da companhia é de que
os seus consumidores compreenderam a aquisição pela Amil
e não estão preocupados.
Segundo a gerência de comunicação, a Lincx está
explicando para aqueles que a procuram que nada mudará com a aquisição
e que a companhia não passará a oferecer um produto massificado.
A Lincx será mantida como uma plataforma separada na Amil, que criou
uma divisão para atender exclusivamente o segmento de poder aquisitivo
mais alto. Mas, como a aquisição depende de aprovação
por parte dos órgãos reguladores, a Lincx ainda não
pode enviar um comunicado oficial aos seus clientes.
Para dar credibilidade ao projeto, o próprio dono da Lincx,
Silvio Corrêa Fonseca, vai permanecer à frente dos negócios
para alta renda na Amil.
O empresário, formado em oftalmologia pela Faculdade de Medicina
de Santos, fundou a Lincx em 1994, depois de ter sido responsável
pela entrada no Brasil da operadora Omint, com a qual passou a concorrer
no segmento de alta renda.
Ações da Amil em alta
Do ponto de vista operacional, a aquisição traz sinergias
e agradaram os investidores da Amil.
As ações da empresa registraram um desempenho bem acima
do Ibovespa, o índice da bolsa. Em 2011, os papéis subiram
13%, sendo que o Ibovespa caiu 7,5%. Em doze meses, ações
da companhia acumulam valorização de 55%, enquanto o Ibovespa
subiu 6,5% no período.
A Amil pagou um preço elevado pela Lincx. Em entrevista ao jornal
Valor Econômico, Fonseca afirmou que o acordo foi “interessante”
e que a Amil pagou o equivalente a quase dez vezes a geração
anual de caixa anual da Lincx, pelo critério Lajida (lucro antes
dos juros, impostos, amortização e depreciação).
As negociações estenderam-se por cerca de um ano.
A Amil já havia criado uma marca, a One Health, para disputar
o segmento de alta renda com a Lincx e a Omint. Mas, enquanto a One Health
possui 5 mil clientes, a Lincx detém uma carteira de 36 mil beneficiários.
(Claudia Facchini - Último Segundo)
30.05 - MP cria administradora de hospitais
A Câmara do Deputados aprovou na quarta-feira, a Medida
Provisória (MP) 520, que autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares.
A nova estatal tem por objetivo administrar os hospitais universitários,
unidades hospitalares e a prestação de serviços de
assistência médico-hospitalar no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS).
MP 521
A outra MP aprovada, a de número 521, reajusta o valor da bolsa
para médicos residentes de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06, retroativo
a 1º de janeiro. A medida provisória também disciplina
outros direitos como as licenças-maternidade e paternidade.
A relatora da MP 521, deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) retirou
do texto dispositivo que trata do regime diferenciado de contratações
destinadas às licitações para obras destinadas para
a realização das copas das Confederações, do
Mundo e da Olimpíada.
O dispositivo deverá ser incluído na MP 527, que dispõe
sobre organização da Presidência da República
e dos ministérios e cria a Secretaria de Aviação Civil.
Agora, as duas MPs serão apreciadas pelo Senado Federal (Saúde
Business Web)
30.05 - Alerta: Falta de segurança de prótese de quadril
Implante de metal solta partículas no corpo que podem causar
alergias, destruição óssea e até problemas
renais
Agência americana pediu estudos aos fabricantes; no Brasil, Anvisa
vai acompanhar histórico de pacientes evolução dos
pacientes
A segurança das próteses metálicas de quadril
está sendo questionada por instituições como a Associação
Britânica de Ortopedia e a FDA, agência que regula os produtos
de saúde dos EUA.
Estudos indicam que essas próteses soltam uma quantidade de
resíduos metálicos potencialmente perigosa para a saúde.
"As minúsculas partículas soltas pelo desgaste do material
podem causar efeitos locais e sistêmicos [que afetam o corpo todo]",
diz o ortopedista Luiz Marcelino Gomes, presidente da Sociedade Brasileira
de Quadril.
Como efeitos locais, segundo o médico, os resíduos de
cromo e cobalto (material das próteses) podem provocar uma reação
alérgica nos tecidos ao redor do implante, causando dores, falsos
tumores (sem células cancerosas) e até destruição
óssea.
Os efeitos generalizados estão relacionados à toxicidade
dos metais. "Eles podem afetar a função renal em pessoas
predispostas, por exemplo", diz Gomes.
O risco de câncer associado a esses materiais está sendo
discutido,
mas ainda não foi comprovado.
Segundo o ortopedista Emerson Honda, do hospital Oswaldo Cruz, em São
Paulo, os níveis de metal no sangue das pessoas que usam essas próteses
são 20 vezes mais altos do que os considerados normais.
Outros tipos de prótese, feitas com polieteno (material plástico)
ou cerâmica, levam uma capa de metal. Elas também soltam resíduos,
mas em concentrações menores.
CONTROLE
Nos Estados Unidos, a FDA pediu para que todos os fabricantes de próteses
metálicas de quadril apresentem mais estudos sobre a segurança
do implante ao longo do tempo.
Aqui, o acompanhamento das próteses e o monitoramento da sua
qualidade devem começar a ser feitos agora, segundo a Anvisa.
Em parceria com a Sociedade Brasileira de Quadril, a agência
iniciou o registro nacional de artoplastia [cirurgia do quadril], para
seguir a evolução dos pacientes.
No Brasil, são colocadas por ano cerca de 30 mil próteses,
de todos os materiais, contra 250 mil nos EUA.
Os tipos mais usados são os implantes com polieteno, que têm
a desvantagem de durarem menos tempo, e os de cerâmica, que duram
mais, mas podem quebrar.
"Não existe prótese que seja o substituto ideal do osso",
afirma o ortopedista Moisés Cohen, presidente da Isakos (Sociedade
Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva Ortopédica).
Para Cohen, os implantes feitos totalmente de metal podem ser uma opção
para os mais jovens. "Essas prótesestêm uma estabilidade que
permite a prática de atividades de maior impacto."
O problema é que, quanto mais mais jovem o paciente, mais tempo
as substâncias tóxicas circulam em seu organismo. "Ainda não
sabemos quais são as consequências a longo prazo que os resíduos
metálicos podem causar", diz Honda.
Na avaliação do ortopedista Lafayette Lage, especializado
em próteses de quadril para atletas, o problema não está
no material, mas sim na técnica cirúrgica. "Se a prótese
é colocada com inclinação errada, vai ter liberação
de metais. Por erro de colocação, esse material está
sendo crucificado." (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
27.05 - Amil compra operadora de planos de saúde Lincx
Após um ano de negociações, a Ami l fechou a compra
da totalidade do capital da Lincx, operadora de planos de saúde
voltada para o público de alta renda, por R$ 170 milhões.
O fundador da Lincx, Silvio Corrêa da Fonseca, continuará
à frente da operadora, que se juntará a One Health, plano
de saúde premium criado no ano passado pela Amil. "Vamos montar
uma plataforma com One e Lincx, que ficará separada da Amil. Agora,
temos mais força e nossa ideia é criar um produto ainda mais
sofisticado", disse Fonseca.
A receita prevista para este ano da Lincx é de R$ 220 milhões,
com uma margem ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação
e amortização) de cerca de 8%. "Foi uma negociação
interessante, representando quase dez vezes o ebitda", disse Fonseca, que
criou a Lincx há 18 anos e vendeu sua operadora sem nenhum endividamento.
Atualmente, a Lincx conta com 30 mil beneficiários de planos
de saúde, sendo que 76% dos clientes são corporativos, e
mais 8 mil vidas no plano odontológico. A One Health, por sua vez,
possui uma carteira com 5 mil clientes.
Com a aquisição, a operadora de Edson Bueno entra com
força no mercado de plano de saúde premium - área
cobiçada pelo empresário há algum tempo por conta
das margens que esse segmento proporciona. Anteriormente, Bueno tentou
adquirir sem sucesso outras operadoras que atuam nessa área. Como
não havia conseguido montou seu próprio plano de saúde
premium, no ano passado, a One Health. Mas, segundo fontes do mercado,
Bueno não estava totalmente satisfeito com o desempenho da One Health,
que tem 5 mil clientes, por isso teria voltado a rondar empresas do setor.
Sua concorrente direta é a Omint, que conta com 95 mil clientes
e tem faturamento de R$ 540 milhões - o que representa mais que
o dobro do tamanho de Lincx e One Health juntas. A Care Plus é outra
concorrente, com pelo menos 50 mil beneficiários.
A Amil pagará os R$ 170 milhões em quatro parcelas. A
primeira parte, de R$ 60 milhões, será efetuada no fechamento
da operação. Haverá ainda o pagamento de outras duas
parcelas de R$ 25 milhões e uma quarta parte no valor de R$ 60 milhões.
A Lincx possui caixa de cerca de R$ 20 milhões, que fará
parte dos ativos adquiridos, reduzindo o "equity value" para R$ 150 milhões.
(Beth Koike - Valor Online)
27.05 - Movimento médico
Vamos falar sim, gritar se preciso, for contra a decisão do
SDE!
Nunca antes na história deste País viu-se tamanha truculência
e empenho na defesa dos interesses dos planos de saúde como a demonstrada
pela SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério da
Justiça na sua nota técnica recomendando ao Cade (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica) a condenação do
Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional
dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica
Brasileira (AMB) por influenciarem os profissionais a adotar uma tabela
de preços. Ssegundo a SDE, a iniciativa teria desencadeado um movimento
nacional de paralisações e descredenciamentos em massa para
forçar o reajuste de honorários.
Além de instaurar processo contras as três entidades nacionais
dos médicos, a SDE adotou medida preventiva proibindo boicotes a
planos de saúde e determina que o CFM, a AMB e a Fenam estão
proibidos de coordenarem movimentos de descredenciamento em massa dos médicos.
Sem dúvida houve um retrocesso nas liberdades constitucionais no
que diz respeito aos médicos em escolher para quem querem trabalhar.
Nem nos anos mais duros da ditadura houve tamanha interferência na
luta de uma categoria de trabalhadores por melhores condições
de trabalho e uma vida digna.
Os médicos brasileiros assoberbados por uma carga horária
estafante, subsidiam a saúde suplementar e a saúde pública,
haja vista os valores insignificantes repassados pelo SUS e os honorários
irrisórios pagos pela saúde suplementar, particularmente
pela Medicina de Grupo aqui representada pela Amil, Medial, Saúde
Excelsior, Hapvida, Ideal Saúde entre outros. O instrumento de negociação
da categoria, a Classificação Hierarquizada de Procedimentos
Médicos - CBHPM, reconhecida até pela Justiça Federal,
continua sendo o referencial ético para cobrança dos honorários.
Proibir os médicos por não aceitar o regime de verdadeira
escravidão imposto por alguns planos de saúde é, no
mínimo, compactuar com os interesses daqueles que exploram de maneira
vil os que prestam inestimáveis serviços a sociedade.
Recentemente em artigo de uma revista de grande circulação
nacional, o bilionário da saúde, dono da Amil - Edson de
Godoy
Bueno - que se autodenomina de “tubarão” deixa clara a intenção
de viabilizar as suas empresas à custa do sacrifício de velhinhos,
velhinhas, doentes crônicos e de alto custo que durante longos e
penosos anos honraram as pesadas prestação do seu plano de
saúde.
Nas palavras do executivo: “até agora foram economizados cerca
de 150 milhões de reais em medidas de sinergias entre as duas companhias.
A medida mais drástica foi a limpeza da base de clientes não
rentáveis, em que 200.000 deles foram excluídos da carteira
da Amil. “E, pedagogicamente, reforça: “era gente pra encher dois
maracanãs!” Arrematando: “foi um corte dramático, mas que
precisava ser feito de uma só vez.” A reportagem termina com a frase:
“Na construção de uma empresa desse tamanho nem tudo se resolve
com um beijo na testa.” Pois muito bem, quem é que está lucrando
com a exploração do segmento saúde?
Certamente não são os médicos. Na verdade, graças
ao trabalho desses abnegados profissionais é que a saúde
pública e privada conseguem atingir metas que surpreendem pelos
números: 11 milhões de internações, 300 milhões
de consultas, 15 mil transplantes - isso no âmbito do SUS - bem como
no atendimento aos cerca de 45 milhões de usuários na saúde
suplementar. Está mais do que cristalino que subsidiamos a saúde
quando nos contentamos com migalhas pelo nosso valioso trabalho.
Sangue, suor e lágrimas é só o que esse profissionais
muitas vezes têm a oferecer aos seus pacientes. Na grande maioria
das vezes, particularmente no interior, os médicos se vêem
obrigados a trabalhar em vários locais, cumprindo jornadas sobre-humanas
em plantões sem nenhuma infra-estrutura de apoio, enfrentando situações
nas quais a própria saúde se acha em risco - quando não
a própria vida - no afã de poder manter com dignidade as
suas famílias.
Já está virando rotina a criminalização
do médico em eventos nos quais esse profissional é o principal
ator. Como se tudo fosse de sua responsabilidade. Do descaso do poder público
para com as emergências à falta de vagas nas UTIs, do sucateamento
de instrumental nas salas de cirurgia à inexistência de medicamentos
nas enfermarias, das escalas de plantões desfalcadas ao precário
atendimento nas salas de parto, tudo é creditado ao coitado do doutor.
Como se não bastasse, agora vêm a SDE, o Cade e o Ministério
da Saúde cobrar do médico não se rebelar contra o
status quo. Ora, tenham paciência! Chega! Vamos falar sim, gritar
se preciso for!
Aqui não cabe tibieza de caráter, não vamos nos
intimidar com medidas draconianas nem com tentativas de nos privar do Direito
Constitucional de podermos trabalhar onde e para quem quisermos. Basta!
(Mario Fernando Lins - CFM)
27.05 - Hospitais da Anahp faturam R$ 7,5 bilhões
A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) lançou
nesta última terça-feira (24) a 3ª edição
do seu Observatório. De acordo com os dados do Sistema Integrado
de Indicadores Hospitalares (SINHA), em 2010 o faturamento registrado pelos
hospitais que integram a Anahp foi de R$ 7,5 bilhões, um crescimento
de 16% sobre o período anterior (R$ 6,5 bilhões).
A receita média por hospital alcançou R$ 250,2 milhões,
uma expansão de 23,7% em relação a 2009, mantendo
a tendência de crescimento dos últimos anos.
De acordo com o editor da publicação e vice-presidente
do hospital Vita Volta Redonda (RJ), Francisco Balestrin, a grande novidade
da edição está na divisão de indicadores Institucionais;
que inclui dados econômicos, operacionais e de gestão de pessoas;
e de Qualidade; que avalia a gestão assistencial, e de protocolos
clínicos.
Embora a receita total dos hospitais da Anahp tenha registrado alta,
o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)
apresentou queda de dois pontos percentuais. “Essa queda está atrelada
ao aumento de despesas com insumos hospitalares que representam hoje 54%
das receitas”, explicou, em comunicado, o presidente do Conselho Deliberativo
da Anahp, Henrique Salvador.
As instituições associadas à Anahp representam
14% do total de despesas assistenciais e 10% do total de internações
do setor de saúde suplementar. No quesito distribuição
da receita dos hospitais, as operadoras de planos de saúde representam
90,3% do resultado global, seguida pelos atendimentos a pacientes particulares,
com 7,3% e os atendimentos a pacientes do SUS, com 2,4%.
A entidade é constituída por 43 instituições
hospitalares do País com ou sem fins lucrativos, distribuídas
em 10 estados e no Distrito Federal. Entre os critérios exigidos
para fazer parte da Associação, a instituição
deve possuir Acreditação da Organização Nacional
de Acreditação (ONA III), Joint Comission International (JCI),
Accreditation Canada ou National Integrated Accreditation for Healthcare
Organizations (NIAHO). (Saúde Business Web)
26.05 - SDE faz cruzada inconstitucional contra classe médica
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) decidiu adotar medidas
no setor de saúde suplementar “para proteção da concorrência
e dos direitos do consumidor”, no último dia 09 de maio, e causou
indignação dos representantes da classe médica. Entidades
do setor e dos médicos, que diretamente comentaram o assunto em
redes sociais, propuseram inclusive uma “Carta de Repúdio, Solidariedade
e Solicitação de Resposta Pública”.
Esse movimento aconteceu porque a SDE encaminhou ao Conselho Administrativo
de Defesa Econômica (CADE) nota técnica recomendando a condenação
do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica
Brasileira e da Federação Nacional dos Médicos por
influenciar a categoria médica na adoção da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
A medida da SDE tem por objetivo proibir médicos de boicotarem
planos de saúde e de cobrarem dos pacientes valores adicionais para
consultas já cobertas. Segundo a medida, a categoria não
poderá promover paralisações organizadas e ficará
proibida de cobrar "por fora" para atender a pacientes de convênios.
Porém, as instituições indicadas pela SDE possuem
legitimidade para pleitear melhores condições de trabalho
para a classe. E vale o argumento de que médicos mais bem remunerados
poderão prestar um atendimento de melhor qualidade à população.
Qual o fundamento, portanto, para se condenar o CFM, a AMB e a FENAM,
uma vez que estes possuem legitimidade para representar os interesses da
classe médica? Segundo, a SDE seria a atuação das
entidades impulsionando o “boicote coletivo aos planos” e a fixação
da cobrança de valor adicional para atendimento a pacientes de planos
de saúde. Entretanto, ao que se sabe a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) teve registro de uma única reclamação
de um consumidor com tal alegação. Daí não
se justifica a instauração de um processo administrativo,
salvo se o objetivo não declarado for justamente o de inibir novas
manifestações da classe para adoção pelas operadoras
de saúde da referida Tabela.
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC),
sempre por ofício da SDE instaurou averiguações preliminares
contra alguns planos de saúde, pela interrupção do
atendimento aos pacientes e eventuais cobranças indevidas. Será
interessante ter conhecimento da origem das denúncias e da procedência
das alegações – esta sim uma medida, em ocorrendo, que claramente
protegeria o consumidor.
Não se encontra, porém, fundamento constitucional para
as medidas anunciadas pela SDE. Vale esclarecer que é direito fundamental
assegurado na Constituição Federal de 1988 o livre o exercício
de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer (art. 5º, inciso XIII). Neste
sentido, cabe ao médico decidir pelo credenciamento ou pedido de
descredenciamento, sem ingerência da SDE ou qualquer outro órgão.
Importante destacar que não se pode apontar como “grave infração
à ordem econômica” e potencial prejuízo ao consumidor
qualquer tipo de paralisação ou de reivindicação
dos médicos (por si ou por suas entidades), simplesmente pelo fato
de que o médico não possui relação com o consumidor.
Ou seja, quem poderia ferir a “ordem econômica” são as operadoras
de saúde, pois estas devem satisfação e mantém
uma relação contratual com o consumidor por serem fornecedoras
de serviços.
Cabe ressaltar que a Constituição Federal institui que
a assistência à saúde é livre à iniciativa
privada, em seu art.199, que atua de forma complementar em relação
à obrigação do estado prevista no artigo 196 da Carta
Magna, não havendo obrigação dos profissionais da
medicina em atenderem a planos de saúde.
Tampouco se pode defender a posição da SDE como preocupada
com “ofensa ao direito à saúde”, já que este é
obrigação patrimonial do Estado e permanece assegurado o
atendimento pelo SUS aos beneficiários e à toda a população.
Chama atenção de nós, juristas, que a Resolução
CFM nº 1673/2003 (que dispõe sobre a adoção de
um padrão mínimo e ético de remuneração
dos procedimentos médicos, para o Sistema de Saúde Suplementar,
a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos), já foi objeto de uma Ação Civil Pública
proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a qual foi
julgada improcedente em 1ª. instância, em 2010. Pretendeu o
MPF que fosse declarada a ilegalidade da Resolução a suspensão
dos seus efeitos jurídicos, com no art. 20, I, III e IV, da Lei
nº 8.884/94.
Todavia, a adoção da tabela (representada pela CBHPM)
não é obrigatória – é uma sugestão.
Assim, não configura infração da ordem econômica
a mera reivindicação das entidades para sua adoção.
E a sugestão de valores não pode por si ser considerada “prejudicial
à livre concorrência”.
Portanto, já fora objeto de discussão quanto à
sua legalidade, a pergunta é: o quer realmente pretende a SDE?
(Sandra Franco - CFM)
26.05 - Carga horária de operadores de call center
Os trabalhadores do centros de telemarketing fazem um serviço
semelhante ao das telefonistas e por isso vão ter uma carga horário
de 6 horas, e não mais as atuais 8 horas. Esta foi uma das decisões
tomadas pelo plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em
sessão especial para atualizar as interpretações da
legislação trabalhista.
Os 27 ministros do pleno do TST decidiram ainda que os empregadores
têm de pagar o vale transporte, independente do trabalhador morar
perto ou longe das empresas. Hoje, a maioria absoluta das empresas já
paga o vale transporte seguindo essa regras, mas a decisão do TST
consolida um entendimento da corte superior e evita a judicialização
desse direito.
A revisão da Súmula 369 também decidiu que 7 dirigentes
sindicais em cargos suplentes também passam a ter obrigatoriamente
a estabilidade provisória no trabalho. O entendimento até
hoje era de que esse direito cabia apenas a 7 diretores titulares. Algumas
empresas aceitavam a estabilidade dos suplentes, outras não. Ao
longo de um ano, depois do fim do mandato sindical, os trabalhadores não
podem ser demitidos.
O TST paralisou todas as suas atividades durante uma semana, desde
segunda-feira retrasada, para debater o emaranhado de divergências
que vem atrapalhando a eficácia de suas decisões. Os ministros,
assim como juízes de tribunais regionais, andam se desentendendo
na interpretação das leis, muitas delas desatualizadas, e
dando sentenças contraditórias em causas semelhantes, o que
compromete a credibilidade da Justiça trabalhista e causa indignação
às partes.
É tanto bate-cabeça que as sentenças estão
se tornando letra morta. De acordo com levantamento do tribunal, só
31% das sentenças são cumpridas quando chegam à fase
de execução. Ou seja: em sete de cada dez julgamentos, o
direito não se converte em dinheiro no bolso. O trabalhador ganha,
mas não leva. Há sentenças transitadas em julgado
que se arrastam há dez anos ou mais.
A situação se agravou com o aumento das terceirizações
no mercado de trabalho e com a nova lei de falências, que tirou dos
trabalhadores a prioridade no recebimento de direitos (Edna Simão
- Agência Estado)
26.05 - Alta hospitalar
O mercado de equipamentos e produtos médico-hospitalares teve
alta de 19% nos primeiros quatro meses de 2011, em relação
ao mesmo período de 2010, segundo estudo realizado pela Abimed (associação
das empresas de tecnologia médica).
Em 2010, o setor cresceu 23% ante 2009 ao registrar US$ 13,55 bilhões.
A expectativa de crescimento do mercado para este ano, segundo a entidade
que representa o segmento, é de 10%. (Maria Cristina Frias
- Folha de S.Paulo)
25.05 - Gestão de centavos para avançar na classe C
O mercado de planos de saúde encerrou o ano passado com aumento
de clientes de 8,7% - maior variação já registrada
pelo setor nos últimos dez anos. O bom desempenho foi puxado pela
classe C que entrou no mercado de trabalho e representa uma parcela significativa
dos 2,8 milhões de novos empregos criados no país em 2010.
Mas, diferentemente de outros setores que estão lucrando com a classe
popular ao apostar em escala, no mercado de plano de saúde não
basta só oferecer um preço menor para um grande volume de
clientes. A rentabilidade depende de um forte controle de custos, com uma
ampla rede verticalizada.
As operadoras de saúde que atuam com público de baixa
renda têm um risco maior, uma vez que o sinistro independe da classe
social do beneficiário ou do valor que se paga pelo convênio
médico. Trocando em miúdos: qualquer um está sujeito
a internações em UTI, tratamentos de câncer ou outros
procedimentos médicos que encarecem a conta hospitalar. Com isso,
se o valor das mensalidades do plano de saúde for baixo e surgir
uma ocorrência de custo alto, as contas da operadora podem fechar
no vermelho no fim do mês.
Para não correr esse risco, as operadoras que atuam nesse segmento
investem em rede verticalizada de hospitais, cujo custo é cerca
de 30% inferior em relação aos hospitais não ligados
a convênios médicos, e também em programas de prevenção
para pacientes de doenças crônicas que representam aproximadamente
70% das despesas de uma carteira de plano de saúde.
Na Hapvida, operadora de saúde de Fortaleza, praticamente todos
os serviços, desde o atendimento médico até o projeto
arquitetônico dos hospitais, são realizados por empresas próprias
do grupo cearense.
"Tentamos eliminar ao máximo o custo das intermediações.
Por isso, temos desde atendimento médico até outros tipos
de serviços como engenharia e plataformas tecnológicas próprias",
disse Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida. Um exemplo é o call
center da operadora que proporciona uma economia de R$ 0,23 no custo final
do plano de saúde da Hapvida.
A operadora também é dona de 20 hospitais, 12 prontos-atendimentos,
10 laboratórios e lavanderias, além das empresas de tecnologia,
de engenharia e arquitetura. "Nossa empresa de tecnologia, a Haptec, desenvolveu
softwares para biometria. Aqui, no Nordeste poucas pessoas têm planos
de saúde e são comuns as fraudes de pessoas sem convênio
usando a carteirinha de quem tem plano de saúde", explicou Pinheiro.
A Hapvida fechou o ano passado com uma carteira de 1 milhão
de clientes e faturamento de R$ 754 milhões - receita proveniente
das três operadoras de planos de saúde do grupo (Hapvida,
Santa Clara a e Santa Saúde) além de outras empresas do grupo.
A paulista Intermédica, maior operadora voltada para a classe
C, também aposta forte em gestão de doentes crônicos
e uma rede de atendimento verticalizada com 93 centros clínicos,
oito hospitais, nove prontos-socorros, entre outros. A Intermédica
acompanha 46 mil portadores de doenças crônicas e consegue
economizar até R$ 4 milhões, por mês.
O próprio fundador da Intermédica, Paulo Barbanti, faz
uma gestão rígida de controle de custos de sua carteira de
clientes. Tanto é que nessa nova fase de expansão da operadora
e possível IPO (oferta inicial de ações) que está
sendo tocados por Glauco Abdalla, sócio da Galeazzi, consultoria
conhecida por reduzir despesas, não haverá um enxugamento
de custos. A Intermédica registrou faturamento de R$ 1,5 bilhão
no ano passado e tem mais de 2 milhões de vidas.
Uma das principais apostas de Barbanti, que agora está na presidência
do conselho, é um programa de prevenção, cujo público-al
vo, nessa primeira fase do programa, são as gestantes, que poderão
ganhar prêmios se fizerem o pré-natal completo. A operadora
se antecipou à Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), que lançou um projeto que pode vir a premiar beneficiários
que adotarem programas de prevenção.
As operadoras que não atuam exclusivamente com a classe popular
também criaram novos produtos para abocanhar uma fatia desse mercado,
mas têm ciência das margens apertadas. "É um desafio
trabalhar com esse público que tem uma grande demanda, mas oferece
margem menor", disse Claudio Brabo, diretor comercial da Golden Cross,
que tem 860 mil vidas.
Uma demonstração de que atuar no segmento de classe popular
é uma combinação um pouco mais complexa é a
quebra da Samcil, que chegou a ter mais de 700 mil beneficiários
e atuava com o público de baixa renda.
Vale destacar que ter escala também é item relevante
para o setor. O intenso processo de fusões e aquisições
entre operadoras é uma demonstração de que ter volume
conta muitos pontos no jogo. "Temos pouco mais de 1 mil operadoras de planos
de saúde no mercado, sendo que 181 delas estão sob intervenção
da ANS. Isso acontece porque cerca de 70% do total tem até 20 mil
beneficiários. São poucos clientes e fica difícil
diluir os riscos de alto custos", disse Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo
do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)
Atualmente, 45 milhões de pessoas têm planos de saúde.
Desse montante, quase 60% são convênios médicos concedidos
como benefício pelas empresas para seus funcionários. Por
isso, quanto maior o número de carteiras de trabalho assinadas maior
será o setor de planos de saúde. A Unimed-Rio, cooperativa
médica que tem como principal cliente o setor de óleo e gás,
é um exemplo de que está crescendo com essa demanda, uma
vez que um dos pré-requisitos para uma empresa ser fornecedora da
Petrobras é oferecer convênio médico para seus empregados.
(Beth Koike - Valor Online)
25.05 - Evento sobre atenção domiciliar
Encontro debate a atenção domiciliar como continuidade
da assistência ao paciente
A Superintendência de São Paulo da UNIDAS – União
Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde,
com o objetivo de conhecer e promover a discussão sobre as diversas
visões dos envolvidos na atenção domiciliar como continuidade
da assistência ao paciente, realiza nesta quinta-feira (26/5), a
partir das 8 h, no auditório da Afresp, na capital paulista, o evento
“As diversas visões da Atenção Domiciliar na continuidade
da assistência ao paciente”.
O encontro, direcionado a médicos, enfermeiros, assistentes
sociais, hospitais, operadoras de planos de saúde, empresas de atenção
domiciliar e mais profissionais ligados á área da saúde,
terá palestras, painéis e mesa-redonda com a participação
de profissionais renomados do setor, que irão debater temas como:
a importância do corpo clínico hospitalar; o processo de desospitalização
para a atenção domiciliar; os desafios, problemas, soluções
e melhorias nos processos decisórios englobando operadoras, empresas
de atenção domiciliar e família.
Os interessados em participar do evento devem preencher a ficha de
inscrição anexa e enviar para unidas.sp@unidas.org.br. Os
profissionais das instituições filiadas estão isento
da taxa de inscrição. Para as empresas não filiadas
à UNIDAS, o valor da inscrição é R$ 150.
Mais informações pelo telefone (11) 3289-0855, com Mayara.
(Unidas-SP/AssPreviSite)
25.05 - O valor do pediatra
Os mercados direcionam a produção capitalista de riquezas
materiais e imateriais. Tanto inovações tecnológicas,
quanto a evolução do conhecimento atendem a demandas mercadológicas
e estão à mercê da atuação das balanças
comerciais. Como não poderia ser diferente, o mercado age no sistema
de saúde indicando valores e pesos para cada especialidade e procedimento
médicos. A pediatria tem sido uma das principais prejudicadas. Cada
vez mais, formamos menos médicos pediatras.
De acordo com pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria
(SBP), 30% dos atendimentos de rotina a crianças e 43% dos de emergência
são feitos por profissionais sem a devida especialização.
A drástica diminuição da procura pela pediatria se
deve, sobretudo, à insatisfação com as condições
de trabalho. Se nas emergências o trabalho é exaustivo e exige
cuidado e atenção redobrada para obtenção de
um diagnóstico, nos consultórios o atendimento é demorado.
Além do mais, tanto consultórios quanto emergências
oferecem baixa remuneração ao profissional. Por conta disso,
as residências em pediatria estão cada vez mais esvaziadas.
Outra realidade que ajuda a explicar a perda do valor do pediatra é
que não havia exigência da titulação pela Sociedade
Brasileira de Pediatria para o exercício da profissão, o
que contribuiu para a banalização mercadológica e,
consequentemente, financeira da especialidade. Com a negligência
do mercado, da sociedade e do Estado, qualquer médico poderia exercer
a profissão. Hoje, com a cobrança dos pais, demais responsáveis
e planos de saúde, a escassez de pediatras, que já era uma
realidade, se torna evidente aos olhos da opinião pública.
Um país que se gaba de galgar altos indicadores econômicos
não pode descuidar da saúde infantil. Além do óbvio
valor moral e legal implicado, essa negligência leva o país
a níveis vergonhosos de desenvolvimento humano e social. Segundo
ranking mundial divulgado pelo Unicef, em que ocupam as primeiras posições
os países com mais altas taxas de mortalidade na infância,
o Brasil ainda ocupa índice superior aos de Argentina, Uruguai e
Chile.
Uma possível valorização do pediatra, por conta
da lei da oferta e da procura, é apontada pelos mais otimistas.
Com a percepção do mercado da falta de pediatras, o valor
do profissional especialista sobe. Entretanto, o mercado não pode
entender as necessidades e mazelas da população, nem apontar
um caminho seguro para a preservação da vida. A sociedade
deve assumir uma posição firme frente a essa questão.
É preciso investir na formação de médicos pediatras
e lhes garantir adequadas condições de trabalho. A Sociedade
Brasileira de Pediatria e suas filiadas, como a Sociedade de Pediatria
do Estado do Rio de Janeiro, estão lutando energicamente contra
todas as distorções desta insubstituível especialidade
médica.
Todos nós passamos pelas mãos do médico pediatra.
É ele quem vai garantir a segurança da criança nesse
período de vulnerabilidade que é a infância. O seu
valor imaterial se equipara a um sorriso de uma criança saudável,
seu valor material segue a lógica vacilante e cega do mercado. A
balança está quebrada. (Paulo César Guimarães
- Estado de Minas)
24.05 - Procedimento complexo gera problema
Planos mais caros também trazem problemas para os usuários.
Uma prática comum no mercado de planos de saúde é
a negativa de procedimentos muito caros. Segundo o advogado Leonardo Azevedo,
é comum seu escritório receber casos de clientes que tiveram
o procedimento negado porque a intervenção supera o custo
de R$ 10 mil.
“Não recebemos demanda judicial apenas pelo plano ser barato.
Inclusive, dentro dos próprios planos, tem todo tipo de preço”,
diz Azevedo. O corretor Sílvio Hilário adverte, ainda, que
as opções de plano com enfermaria às vezes pode não
ser um bom negócio, pois, mesmo o plano dispondo de uma boa rede
hospitalar, muitos hospitais não mantêm enfermarias em suas
dependências. “Hospitais como Santa Joana e Esperança não
têm enfermarias.”
Na opinião de Renê Patriota, a escolha do consumidor tem
de coerente. “O usuário precisa saber o que está comprando.
Hoje acontece muito de as emergências ficarem lotadas porque o cliente
compra um plano ambulatorial que não dá direito a consultas.
Ou seja, o cliente vai direto para as emergências para ter um atendimento
de consulta”, relatou.
Portanto, antes de contratar um plano é necessário saber
o que está se comprando no pacote, como rede de hospitais, tipo
de atendimento e especialidades, laboratórios cadastrados e horários
de atendimento. Muitos mantêm a prática de atender de emergência
apenas em determinadas horas do dia. Além disso, é importante
procurar alguém do meio médico para saber se a classe aprova
aquele atendimento.
A carência também é outro aspecto que deve ser
levado em conta. Alguns compram a carência do outro quando o cliente
novo chega e isso é importante saber. Quais os prazos para começar
a usar os tipos de atendimento.
Com relação à redução de custos,
um opção interessante é tentar contratar um plano
empresarial ao invés do individual. “Pode sair até 30% mais
em conta, a partir de 5 vidas (segurados)”, informa Hilário.
Essa opção, no entanto, só é possível
para aquelas pessoas que possuem empresa com CNPJ. Um pequeno empreendedor
individual, portanto, poderia ter uma opção de compra melhor.
(Leonardo Spinelli - Jornal do Commercio-PE)
24.05 - Quando o preço não é tudo
Popularização dos planos de saúde criou produtos
de todos os preços. Antes de contratar, procure informações
sobre a operadora
Com a popularização dos planos de saúde, há
opções no mercado que enchem os olhos pelo preço.
Produtos a partir de R$ 50 podem parecer uma boa alternativa ao combalido
Sistema Único de Saúde (SUS), mas muitas vezes podem esconder
problemas. A qualidade do plano, no entanto, não pode ser medida
apenas pelo seu custo, mas para quem não tem como pagar muito, fica
a questão: vale a pena pagar por um plano de saúde barato?
Para a presidente da Associação de Defesa dos Usuários
de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), Renê Patriota,
a melhor resposta é: não. “Quanto mais barato o plano, mais
ele engana o consumidor. Seduz, ilude pelo preço acessível,
mas nega tudo. O consumidor é apenas um sócio contribuinte
das finanças daquele plano. Se o usuário só tiver
necessidade de consulta, exame simples como hemograma, não terá
muitas complicações. Mas se for acometido de uma doença
mais grave, como um câncer, terá de recorrer à Justiça,
pois eles vão negar atendimento.”
Para o advogado Leonardo Azevedo, especialista em causas contra planos
de saúde, não há uma relação direta
entre o valor do plano e o mau atendimento. “A gente não tem encontrado
muita diferença em relação aos preços. Tem
planos baratos como Real Saúde, que não são muito
demandados judicialmente. É relativo”, comenta o advogado. Ele defende
que há diferenças de negócios. Ou seja, de um lado
estão os planos comerciais, empresas que buscam o lucro e outros
que são autogestão, que reutilizam seus recursos para o próprio
sistema. “Nesses a gente consegue identificar um cuidado melhor com a saúde
do segurado.”
No mercado de vendas, no entanto, a questão é muito simples.
“O custo dos planos de saúde é proporcional à sua
rede de atendimento. Quanto maior a rede, maior o custo. O Plano Meridional
tem o menor preço do mercado, mas a sua rede é menor que
os outros como a Viva, Ideal Saúde, Sulamérica, Golden Cross”,
exemplifica o corretor de seguros de saúde, Sílvio Hilário.
“A mensalidade de uma criança no Meridional para enfermaria
é de R$ 46. Tem operadora, como a Ideal, que cobra R$ 114 pela mesma
cobertura, mas o que faz o cliente escolher entre um e outro é o
que ele vai desfrutar da rede credenciada. Alfa, Cemub, Albert Sabin, Jaime
da Fonte, Santa Joana, Real Hospital Português, Prontolinda, São
Marcos, são alguns dos que compõem a elite de atendimento
hospitalar no Recife”, completou.
Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em muitos casos, o
atendimento do SUS é melhor do que aquele fornecido pelas empresas
de saúde suplementar. “No caso dos planos de saúde restritivos,
por cobrarem valor abaixo do praticado pelo mercado, ser usuário
do SUS, nesse caso pode ser a melhor opção”, diz a advogada
do Idec, Juliana Ferreira. “Principalmente quando o cliente é idoso
ou portador de alguma patologia ou deficiência. Há muitas
barreiras para o atendimento.”
De acordo com o Idec, muitos planos possuem carências de até
2 anos, só realizam atendimento médico-hospitalar e não
cobrem internação e parto, assim como deixam de cobrir exames,
procedimentos complexos, doenças profissionais e acidentes de trabalho
e nem compromisso com a prevenção de doenças. Aposentados,
ex-funcionários, ex-sindicalizados e ex-associados também
perdem direitos do plano coletivo com o tempo, enquanto medicamentos são
fornecidos somente durante a internação. “No SUS não
existem carências e há o atendimento integral, inclusive com
atuação na prevenção de doenças”, defende
a advogada.
Um exemplo da insatisfação dos usuários com o
serviço fornecido por um plano de saúde barato é o
das irmãs Danúsia e Damariz Fraga. Elas perderam esta semana
a mãe, Ceci dos Santos, vítima de infecção
generalizada. Para as duas, o destino da mãe foi selado pelo mau
atendimento no Hospital Memorial do Recife, da rede do Plano Meridional.
Segundo elas, não tinha estrutura para atender o caso de dona Ceci,
que deu entrada no local com suspeita de AVC. A diretora médica
do Hospital Memorial do Recife, a vereadora Vera Lopes, defende a instituição
dizendo que foi feito esforços para atender da melhor forma a paciente,
mas diz que o caso foi agravado pelo problema de falta de leitos de UTI
na cidade. Na última sexta-feira, o JC procurou várias vezes
o Meridional. O plano não atendeu à reportagem.
(Leonardo Spinelli - Jornal do Commercio-PE)
24.05 - Guia do convênio
Escolher um plano de saúde, trocá-lo por outro ou até
entender aquele que você já tem não é uma tarefa
fácil. É preciso atenção às regras do
setor e às mudanças anunciadas pela ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar).
Problemas com contratos de saúde (cobertura, abrangência,
reembolso) e negativas de cobertura são as queixas mais comuns que
chegam aos serviços de serviços de defesa do consumidor.
Quase um quarto da população brasileira (43 milhões)
tem plano de saúde, a maioria (mais de 70%) vinculada a contratos
empresariais.
A Folha levantou as principais dúvidas na hora de adquirir um
plano ou de recorrer de abusos praticados pelas operadoras, como reajuste
excessivo de preços ou atendimento inadequado. Saiba quais são
seus direitos e deveres.
COMO ESCOLHER UM PLANO DE SAÚDE?
1 - Preste atenção às suas necessidades
Existem homens, por exemplo, que pagam por atendimento em obstetrícia
sem saber. Nesse caso, o cliente pode cancelar o aditivo e pedir a devolução
proporcional às parcelas quitadas
2 - Conheça a rede de médicos, laboratórios e
hospitais credenciados
Avalie a lista de profissionais e de instituições que
atendem pelo plano de saúde que você pretende contratar e
peça referências sobre eles
3- Avalie a estrutura do hospital
Pelo menos um dos hospitais do plano deve ter uma UTI (Unidade de Terapia
Intensiva) e oferecer tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Verifique
se o plano prevê internação em quarto particular ou
se é enfermaria
4 - Questione o alcance dos serviços
Até os convênios regionais têm de prever atendimento
em outras localidades e não só na cidade onde você
mora. A empresa deve contar com a hipótese de urgência para
os usuários em trânsito. Se você e sua família
viajam sempre ao exterior, veja se há cobertura internacional
5 - Consulte condições de reembolso de consultas
Se preferir esse tipo de serviço, analise o prazo e as condições
para a devolução do dinheiro. Busque um plano com valores
compatíveis aos de mercado, em especial se já contar com
médicos de sua confiança que não atendam por convênio
6 - Informe-se sobre as regras do plano
Há operadoras que exigem a presença do cliente em sua
sede em horários limitados para emitir guias de exames e consultas.
Isso fere o Código de Defesa do Consumidor. Elas devem dar opções
como e-mail ou fax
7 - Veja se a operadora tem cadastro na ANS
Todas as seguradoras devem ter cadastro na ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar). Antes de fechar contrato, entre no site www.ans.gov.br
e confira se a operadora está bem avaliada pela agência
8 - Confirme a qualidade do serviço
Veja no Procon (www.procon.sp.gov.br), na ANS (www.ans.gov.br) ou no
Tribunal de Justiça estadual o número de reclamações
e processos da seguradora, para ter ideia de sua relação
com os clientes
9 - Preste atenção às regras de pagamento
O contrato pode ser cancelado se houver atraso de mais de 60 dias,
consecutivos ou não. Na maioria dos casos, a empresa não
avisa o cliente, que precisa ter um advogado. Em geral, as decisões
judiciais favorecem o consumidor
10 - Guarde as promessas
Lembre-se das promessas da empresa. A publicidade é um compromisso
do fornecedor com o cliente. Guarde as informações e, em
caso de não cumprimento de um serviço divulgado, a Justiça
garante os direitos do comprador
11 - Diga se você tem problema de saúde
A declaração de saúde faz parte da adesão
ao plano. A empresa pode indicar um médico, sem custo, mas você
pode pagar pelo que preferir. A empresa pode solicitar que você faça
uma perícia médica. O custo é pago pela empresa
12 - Atenção às doenças preexistentes
Se você declarar uma doença na hora da adesão ao
plano, a empresa pode dar duas opções: suspender por até
dois anos alguns atendimentos relacionados à doença ou fazer
um acréscimo na mensalidade para você ter direito a tudo
13 - Desconfie de planos baratos
O corretor pode vender um plano para sua família como se fosse
para uma empresa. Na hora do reajuste, a ANS não pode intervir,
porque ela só define limite para planos individuais e familiares.
Ou seja, o barato pode sair caro
Veja o ranking das operadoras
Apenas 2,3% das empresas do país chegaram ao topo do índice
de desempenho da ANS
Todos os anos, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
avalia o desempenho das operadoras de planos de saúde que atuam
no país, por meio do chamado Índice de Desempenho da Saúde
Suplementar (IDSS).
Esse índice funciona como uma nota, que vai de O a 1. Quanto
mais próximo ao 1, maior qualidade tem o plano.
Para comporá nota, a ANS leva em conta31 indicadores divididos
em quatro sessões: atenção à saúde,
capacidade econômico-financeira, estrutura e operação
e satisfação do usuário.
Na última avaliação, divulgada ano passado, só
23 (2,3%) das 989 operadoras que atuam na área médico hospitalar
tiveram notas mais altas. As "top" representam 16% dos 43 milhões
de usuários de planos de saúde.
A atenção à saúde e, principalmente, as
garantias financeiras das empresas foram os quesitos que puxaram para baixo
o IDSS das operadoras de saúde.
Segundo a ANS, o índice foi criado para ajudar os usuários
de planos de saúde a fazer a melhor escolha. Já o Idec(Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor) considera que o índice não
avalia, de fato, a qualidade dos serviços.
A Folha levantou as notas das 50 maiores operadoras do país
(acima de 150 mil usuários).
JÁ TENHO UM PLANO DE SAÚDE. O QUE EU PRECISO SABER?
COBERTURA
1- Meu plano é obrigado a cobrir todos os atendimentos de que
eu precisar?
Não. O plano só cobre o que está no contrato.
Para planos contratados após janeiro de 1999, o mínimo oferecido
é estabelecido pela ANS. Veja a lista em tinyurl.com/3s8jvh
2 - O que faço se o plano negar um tratamento?
Solicite à operadora as razões da negativa. Procure a
ANS (0800-701-9656) caso seu médico não concorde com essas
razões ou se a operadora não negar, mas se omitir ou responder
repetidamente que o pedido está em análise
3 - O que fazer quando o hospital manda uma conta com o valor de um
material usado que o convênio não quer cobrir?
Material usado em um procedimento aprovado não pode ser cobrado
do usuário, pois está coberto pelo plano de saúde.
Caso o hospital apresente a conta, entre em contato com o convênio,
peça a justificativa oficial da recusa e registre uma reclamação.
Caso o plano não resolva, faça uma denúncia à
ANS e ao Procon. Também é possível entrar com uma
ação judicial
REAJUSTE
4 - Como é o reajuste das mensalidades?
Planos individuais ou familiares podem ter reajuste anual e por faixa
etária. O primeiro aumento por idade é aos 19 anos; depois,
de 5 em 5 anos, e o último, aos 59
5 - Depois dos 60 anos, não há mais aumento?
A partir dos 60, o reajuste deixa de ser por idade, mas o plano pode
ter aumentos anuais. Planos anteriores ao Estatuto do Idoso (2004) podem
reajustar por idade, mas são contestados na Justiça
REDE CREDENCIADA
6 - A operadora pode excluir médicos, hospitais e laboratórios
do meu plano?
Sim, mas tem a obrigação de informar ao consumidor, além
de garantir um número adequado de prestadores de serviços
médicos para cobrir todos os procedimentos. Em caso de mudanças
que reduzam o número de hospitais, a alteração precisa
ser autorizada pela ANS antes da comunicação aos beneficiários
CONTRATO
7 - A empresa pode cancelar o contrato que assinamos?
Só em caso de fraude (como deixar de declarar uma doença
ou "emprestar" a carteirinha) ou de não pagamento da mensalidade
por dois meses, consecutivos ou não
8 - Posso sair do plano a qualquer momento?
Pode, mas não se esqueça de que, para comprar outro,
é preciso cumprir carência. A carência deixa de ser
necessária para quem está no plano há pelo menos dois
anos e muda para outro pela primeira vez
9 - O que é essa tal de portabilidade?
É a possibilidade de mudar de plano ou operadora sem carência.
Isso é possível se o plano (individual ou familiar) foi contratado
a partir de 1999 ou adaptado à lei nº. 9.656/98
10 - Tinha plano coletivo empresarial e fui demitido. Posso trocar
de plano sem carência?
Se a empresa deixou de oferecer o plano, e a operadora tem plano individual,
você pode ingressar nele sem carência até 30 dias após
o fim do contrato anterior
PLANOS ANTIGOS
11 - Se meu plano é antigo, o que ele é obrigado a cobrir?
Convênios contratados antes de janeiro de 1999, quando a ANS
foi instituída, não são regulados pela agência
e não têm que cumprir o rol de procedimentos obrigatórios.
Mas muitas pessoas têm entrado na Justiça para garantir a
cobertura de órteses e próteses, excluída da maioria
desses contratos
12 - É sempre melhor trocar o plano antigo por um novo?
Não. O plano antigo é uma boa opção para
quem paga um valor baixo e tem ampla cobertura. Quem quer mudar pode migrar
para um plano novo ou fazer uma adaptação do plano antigo.
A migração é boa para quem paga um valor alto por
um plano com pouca cobertura. Isso porque, ao migrar, o cliente passa a
pagar o valor do plano novo, ganha as coberturas previstas pela ANS, mas
perde coberturas do contrato antigo não previstas pela agência.
Leia mais no site do Idec: www.idec.org.br/contratos (CLÁUDIA
COLLUCCI e TALITA BEDINELLI - Folha de S.Paulo)
23.05 - Diálogo entre hospitais e operadoras
Relacionamento começa antes da discussão sobre modelo
de pagamento
Primeiro encontro "Colóquios de Saúde" abre diálogo
entre hospitais e operadoras
A aproximação dos diferentes agentes e a compreensão
do papel de cada um foram expostos como etapa precedente à discussão
sobre os modelos de pagamento. Esse foi um dos pontos abordados no primeiro
encontro do "Colóquios de Saúde", série de quatro
reuniões organizados pela IT Mídia, com objetivo de abrir
o diálogo entre os elos da cadeia de saúde.
Conduzidos pelo filósofo e professor da Fundação
Dom Cabral e PUC- SP, Mario Sergio Cortella, cerca de 30 executivos conversaram,
questionaram e discutiram sobre as questões conflituosas que
permeiam o relacionamento entre hospitais e operadoras- primeiro tema da
série de Colóquios. Entre os assuntos abordados estão
a legislação do setor, a auditoria, custos, gestão
e modelos de pagamento.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de
Grupo (Abramge), Arlindo Lopes, um dos dialogadores do encontro, lembrou
da prática da verticalização adotada pelas operadoras
como forma de diminuir os custos. "A verticalização ocorreu
em vários ramos e os hospitais não estão conseguindo
oferecer preços razoáveis e por isso começam a verticalizar",
pontuou.
Também presente entre os dialogadores, o presidente da Associação
Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) e diretor do Mater Dei, Henrique
Salvador, enfatizou a importância de abordar esse relacionamento
mencionando dados da Organização Mundial da Saúde,
onde 56% dos gastos da saúde do Brasil são provenientes do
setor privado.
"Eu acho que as pessoas à frente desse processo deveriam lidar
com as questões de maneira mais construtiva e não de forma
destrutiva", colocou o executivo sobre a reção de prestadores
de serviço e a operadora.
Sérgio Bento, superintendente do Hospital Samaritano, falou
do custo da "confiança" no relacionamento, que muitas vezes são
refletidos no custo da auditoria. O executivo também enfatizou a
criação da Agência Nacional da Saúde Suplementar.
" A agência entrou (no setor) porque somos incapazes de nos resolver
na saúde suplementar".
Essa é uma opinião compartilhada pela superintendente
de provimento de saúde da Unimed-BH, Mônica Castro. "A ANS
foi positiva para quem trabalha sério no setor", afirmou. A executiva
também enfatizou a não sustentabilidade do modelo fee for
service, modelo de pagamento adotado no Brasil.
Os planos de saúde também foram representados pelo diretor
da Amil, Paulo Marcos Souza. O executivo lembrou a curta trajetória
da saúde suplementar brasileira . "O setor é muito recente
são apenas 40 anos", o executivo ainda enfatizou a importância
da transparência nos números "Tem operadora e hospital que
sentam na mesa de negociação e não têm números",
disse, sobre a capacidade de sustentabilidade de hospitais e planos de
saúde.
Saúde Business Forum
O convite e o compromisso de reunir os diferentes elos da cadeia de
saúde para dialogar sobre os principais conflitos e desafios do
setor foram feitas pela IT Mídia no Saúde Business Forum
2010.
Como andamento desta iniciativa nasceram os "Colóquios da Saúde",
série de quatro encontros reunindo executivos e pensadores da saúde
brasileira para propor o diálogo e entendimento entre os agentes.
A proposta é documentar os debates e apresentá-los como protocolos
com diretrizes e orientações sobre melhores práticas
no setor de saúde.
Todos os encontros serão conduzidos pelo professor Mario Sergio
Cortella e realizados pela IT Mídia, que se coloca como uma facilitadora
do debate. O último encontro, o fechamento do ciclo de debates e
a apresentação dos protocolos ocorrerão no Saúde
Business Forum 2011. (Maria Carolina Buriti - Saúde Business
Web)
23.05 - Gastos com a 3ª idade devem dobrar até 2050
Há uma expectativa de que a população de 80 anos
ou mais passe dos atuais 4% da população total dos países-membros
para 10% até 2050
Os gastos que os países-membros da OCDE (Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) direcionam
para o cuidado de idosos dependentes vai dobrar, e talvez até ficar
três vezes maior até 2050, alertou nesta quarta-feira o organismo
em comunicado divulgado à imprensa. A informação é
do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a organização --grupo formado pelos 34 países
mais ricos do planeta--, é preciso melhorar a gestão do atendimento
e os cuidados oferecidos aos idosos, pois há uma expectativa de
que a população de 80 anos ou mais passe dos atuais 4% da
população total dos países-membros para 10% até
2050.
Em 2008, os gastos com cuidados de pessoas dependentes representou,
em média, uma fatia de 1,5% do PIB dos países OCDE.
Contudo, os gastos variaram enormemente, indo de 0,1% em Portugal até
3,6% na Suécia.
Diante desta situação, o mexicano Angel Gurría,
secretário-geral da OCDE, aconselha os países a revisarem
as políticas atuais já que, segundo ele, elas carecem de
coerência em muitos dos países-membros.
Segundo Gurría, é preciso "otimizar os gastos" e "dar
respaldo às famílias que constituem a espinha dorsal dos
dispositivos de cuidados de longa duração".
Atualmente, segundo o censo da OCDE, cerca de 70% das pessoas dependentes
recebem cuidados em seu próprio domicílio, o que é
menos custoso que o cuidado em instituições que, mesmo menos
utilizadas, absorvem 62% dos gastos totais.
Entre os integrantes da OCDE, mais de um adulto em cada dez se ocupa
de uma pessoa dependente, avalia a organização.
Contudo, o informe indica que cuidar de um dependente tem consequências
para as pessoas que o fazem, já que estes têm maiores gastos
e sofrem uma probabilidade maior de "padecer de problemas mentais 20% mais
elevada que o restante da população".
Para a OCDE, "não é desejável que se implique
demasiadamente os familiares nestas tarefas".
Para a organização, além de reforçar a
ajuda aos dependentes, "vários países devem reforçar
o setor formal e efetuar reformas para atrair mais mão de obra neste
setor".
Os profissionais do setor (enfermeiras, auxiliares, etc.) representam
atualmente entre 1% e 2% da população ativa e esses números
também devem duplicar até 2050, estima a OCDE. (Saúde
Business Web)
23.05 - Hospitais não poderão pedir cheque caução
Objetivo da lei é garantir a saúde do paciente e evitar
que ele passe por constrangimento
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, na quarta-feira,
um projeto de lei que proíbe hospitais e clínicas médicas
de pedirem cheque caução a pacientes que precisam ser internados.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 30 dias para avaliar a proposta
e decidir se aprova ou veta. As informações são do
jornal Estado de S. Paulo.
Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde?
Assine gratuitamente a nossa newsletter diária e receba os destaques
em sua caixa de e-mail.
Hospitais costumam exigir o caução para autorizar a internação
de pacientes que não possuem plano de saúde ou não
o pagam em dia. O objetivo da lei, segundo o deputado estadual Fernando
Capez (PSDB), autor do projeto, é garantir a saúde do paciente
e evitar que ele passe por constrangimento.
"Se entender que deve cobrar, o hospital pode fazer isso depois. E,
se o paciente não pagar, o hospital tem meios de ir à Justiça
para cobrar", afirma. "O Código Civil proíbe negociação
com alguém que está em necessidade. E é o caso dos
hospitais", completa.
Segundo ele, a prática é vetada pela Resolução
Normativa 44/2003, da Agência Nacional de Saúde Suplementar
e pelo Código de Defesa do Consumidor. De acordo com o jornal,
a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e a Associação
dos Hospitais do Estado não foram localizados. A assessoria de imprensa
da Anahp entrou em contato com o Saúde Business Web e informou que
enviará posicionamento em breve. A Associação dos
Hospitais do Estado não foi localizada. (Saúde Business
Web)
20.05 - Internação domicilar e capacitação
de familiares
Ideia simples ajuda paciente crônico e desafoga hospital
Não é raro ver pacientes que sofrem de distrofia muscular
congênita passarem muito tempo sozinhos no hospital.
Pessoas que têm essa doença hereditária - que definha
os músculos - ficam internadas, em média, durante dois anos,
todas as vezes que dão entrada no Hospital Auxiliar de Suzano, instituição
ligada à Universidade de São Paulo (USP).
"Nem sempre os familiares e amigos têm condições
financeiras de pedir demissão para se tornarem cuidadores. Outras
vezes, a dificuldade é a distância de casa", explica Milton
Hanashiro, médico assistente da unidade de pediatria da casa de
saúde do município, que fica a 52 quilômetros da capital
paulista.
Para tentar resolver essas questões e ainda dar mais qualidade
de vida às pessoas diagnosticadas com a doença, o Ministério
da Saúde criou, em 2001, um programa que permite que os pacientes
estáveis recebam o tratamento em casa com auxílio de ventilação
mecânica.
Mas o Hospital Auxiliar de Suzano decidiu ir além: iniciou,
em 2004, um trabalho de capacitação dos familiares.
Segundo Hanashiro, responsável pelo projeto, esse treinamento
é importante, porque explica como se deve cuidar do paciente e como
proceder em casos de emergência.
"Geralmente, a escolaridade dos pacientes que procuram o hospital é
baixa e a média salarial da família é de apenas dois
salários mínimos. Por isso, muitas vezes, os familiares não
têm condições de pagar um enfermeiro particular", conta
o médico.
Por isso, o hospital de Suzano sempre procura fazer um acordo com a
secretária de saúde do município onde o paciente mora.
Isso é fundamental para a continuidade do tratamento e para o rápido
atendimento em casos graves, como o aparecimento de pneumonia.
Pelo acordo firmado com a casa de saúde de Suzano, médicos,
enfermeiros e fisioterapeutas visitam periodicamente os portadores da doença,
sem custos para a família. Tudo é custeado pelo Sistema Único
de Saúde (SUS).
Até hoje, 12 pacientes foram beneficiados por esse projeto.
Entre eles, está Aline Ferreira, de 19 anos. Aparecida Maria Ferreira,
mãe de Aline, conta que ela melhorou bastante desde que voltou para
casa.
"Foram sete meses de internação e, durante todo esse
período, ela queria vir para casa. Afinal, nem todo mundo podia
ir visitá-la", diz a moradora de Poá.
Aparecida conta que o médico do município visita a filha
uma vez por mês e a fisioterapeuta a atende duas vezes por semana.
"Ela se sentia muito sozinha no hospital e agora passa a maior parte do
tempo conversando com as amigas pela internet", conta.
De acordo com Hanashiro, há casos de pacientes que voltaram
a estudar, depois de irem para casa. "É importante para a mãe
também voltar a conviver com os outros filhos", afirma. "Já
vi casos em que os pais da criança acabaram se separando por causa
do tempo que passavam separados", acrescenta.
Redução de custos
Mas não são somente os pacientes e familiares que ganham
com o projeto. O Hospital Auxiliar de Suzano também conseguiu reduzir
os seus custos e passou a atender mais pessoas depois da implantação
do programa.
A explicação é simples: como o paciente com distrofia
muscular passa, em média, 730 dias no leito, o hospital deixa de
atender cerca de 100 pacientes nesse período.
Além disso, uma internação em uma unidade semi-intensiva
custa cerca de R$ 1,2 mil por dia - R$ 876 mil pelo tratamento todo de
uma pessoa portadora de distrofia muscular -, sendo que esse mesmo paciente
em casa tem um custo de R$ 102 para os cofres públicos. "É
claro que isso é um benefício secundário, mas não
deixa de ser importante." (Natália Flach - Brasil Econômico)
20.05 - Monitoramento de pacientes à distância
Plataforma de telessaúde Intel-GE Care Innovations Guide possibilita
uma relação interativa entre médicos e clientes
Care Innovations, a joint venture da Intel e da GE para a área
de saúde, lançou o Intel-GE Care Innovations Guide, uma plataforma
de telessaúde destinada a melhorar o comportamento dos pacientes
e apoiar as mudanças de estilo de vida saudável por meio
de uma relação interativa entre médicos e pacientes.
Para alcançar esse objetivo, ele usa desktops, tablets, netbooks,
laptops e outros dispositivos móveis.
O Care Innovations Guide, que ajuda os médicos a monitorar pacientes
e administrar cuidados à distância, está disponível
apenas em dispositivos que usam o sistema operacional Microsoft Windows
7.
Apesar das pesquisas mostrarem que as taxas de adoção
de dispositivos móveis da Apple com o iPad e o iPhone serem altas
entre os médicos o outros profissionais de saúde, funcionários
da Care Innovations disseram que o Guide não pode ser executado
nesses dispositivos, e que escolheram a plataforma Windows 7 por várias
razões.
"A plataforma foi escolhida para garantir uma ampla cadeia de abastecimento,
a diversidade de opções de escolha e uma plataforma gerenciável
e segura", disse durante uma entrevista Aaron Duerksen, gerente geral de
gestão de doenças da Intel-GE Care Innovations.
Entretanto, funcionários da empresa disseram que estão
observando o mercado de dispositivos móveis enquanto desenvolvem
futuros produtos.
Lynne Dunbrack, diretor de programa de TI para estratégias ligadas
à saúde do IDC Health Insights, disse que a falta de disponibilidade
do guia em dispositivos da Apple significa que vários médicos
- e pacientes - que possuem iPhones e iPads não poderão usar
o sistema.
Por outro lado, Dunbrack disse que ainda há muitos dispositivos
que usam o Windows 7.
"Não é inconsequente desenvolver aplicativos - especialmente
aqueles que exigem 510(k) de clareza do mercado pelo U.S. Food and Drug
Administration (FDA) - para múltiplas plataformas móveis",
acrescentou Dunbrack.
Em março, o Care Innovations Guide recebeu 510(k) de clareza
do mercado do FDA e agora está sendo apontado como uma plataforma
que vai abrir uma nova categoria de sistema de gerenciamento de saúde
remota para seus clientes.
O app do guia funciona com dispositivos de consumidores que tenha uma
entrada de cartão SD e webcam. Além disso, permite a computadores
pessoais, tablets e outros dispositivos, se conectarem a modelos específicos
de dispositivos médicos periféricos com ou sem fio, incluindo
monitores de pressão, nível de glicose, oxímetro de
pulso e escalas de peso.
Duerksen também disse que a plataforma oferece um avançado
processo de ramificação lógica que permite que o paciente
tenha interação por conversação em vez de apenas
responder perguntas de pesquisa e, com base nessa conversa, ele recebe
educação multimídia quando mais precisa. Além
disso, recursos de videoconferência conectam o paciente e o médico
em um diálogo cara a cara.
O app do guia também se integra com sistemas eletrônicos
de registros médicos e com a infraestrutura de TI existente na maioria
das organizações de saúde.
A Care Innovations anunciou o primeiro cliente do guia - Virtual Health
- que oferece serviços de saúde e bem-estar com base em assinaturas
e irá implantá-lo para uma população de idosos
e de grávidas de alto-risco. (Nicole Lewis - InformationWeek/Saúde
Business Web)
20.05 - Ministro chama atenção para doenças crônicas
Em discurso, na 64ª Assembléia Mundial de Saúde,
Ministro da Saúde, também falou de melhorias para acabar
com a miséria
Em seu discurso na 64ª Assembléia Mundial de Saúde
na manhã da última segunda-feira, (16), em Genebra, Suíça,
o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, colocou o acesso
à saúde como um dos pilares do governo brasileiro para o
desenvolvimento do país e a erradicação da extrema
pobreza. Padilha reforçou o compromisso do Brasil em fortalecer
a política de prevenção e controle das doenças
crônicas não transmissíveis, que atingem com mais vigor
as populações pobres e são responsáveis por
72% dos óbitos no país.
Segundo ele, o pacto mundial do País contra as doenças
crônicas não transmissíveis deve incluir, necessariamente,
equidade no acesso a prevenção e a tratamento. E destacou
a experiência brasileira e mundial na luta contra as doenças
negligenciadas.
A diminuição das doenças crônicas, como
hipertensão e diabetes, é o tema central da 64ª Assembléia
Mundial de Saúde. O encontro reúne ministros da Saúde
e representantes do setor de 193 países, e segue até o dia
24 de maio.
Padilha destacou, ainda, a importância da indústria dos
genéricos, que ajudaram a ampliar o acesso a medicamentos nos países
em desenvolvimento; e a necessidade da adoção de mecanismos
intergovernamentais para enfrentar as pandemias de Influenza. Segundo ele,
o reforço da interface entre a política externa e de saúde
global, a exemplo do enfrentamento da pandemia da influenza A H1N1, é
fundamental, mas ainda é preciso avançar no estabelecimento
de ações conjuntas entre os governos.
Estratégias Globais
As Doenças Crônicas não Transmissíveis (
DCNTs) são responsáveis por uma série de agravos na
população mundial, como infarto e acidentes vasculares cerebrais.
Na Assembléia Mundial de Saúde, Padilha colocou a troca de
experiência entre os países como uma forma de avançar
nas políticas nacionais e, sobretudo, nas políticas globais.
O Brasil, por exemplo, vive uma epidemia de acidentes com moto e anunciou,
na semana passada, um pacto nacional para redução de acidentes
no trânsito.
A definição de estratégias globais representou
avanços no Brasil. Segundo o ministro, os Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio, traçados pela ONU, ajudaram na definição
de prioridades no país e resultou em avanços na saúde
da mulher e da criança.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, para que o acesso à
saúde seja universal, é preciso ainda avançar nas
discussões em três importantes esferas: financiamento, incorporação
de tecnologia e acesso a medicamentos. (Saúde Business
Web)
19.05 - Procura por medicamentos genéricos aumenta
Alguns médicos não acreditam que eles façam o
mesmo efeito dos remédios de marca
Os medicamentos genéricos estão nas farmácias
brasileiras há mais de dez anos e até hoje muitos consumidores
tem dúvidas sobre a qualidade dos produtos. Alguns médicos
não acreditam que eles façam o mesmo efeito dos remédios
de marca. É uma realidade que começa a mudar, de acordo com
pesquisa da Associação de Indústrias de Genéricos.
Desde que era criança, Maria dos Prazeres de Almeida, que tem
problemas respiratórios, precisa usar um medicamento todos os dias.
Uma caixa de vinte comprimidos com marca de laboratório custa R$
14,36 em uma farmácia. Para ela nem sempre foi fácil comprar.
Isso até a chegada dos genéricos. Adquirir um medicamento
ficou mais barato.
Até a classe médica está mudando. O número
de profissionais que receitam genéricos tem aumentado. As novas
pesquisas mostram que esta parece ser uma escada ascendente. O crescimento
é recorde para um primeiro trimestre desde o surgimento dos genéricos,
em 2001, e acontece sobre uma base de crescimento também recorde.
Em 2010, o setor aumentou 33,1%.
De acordo com o médico cardiologista Abel Pereira, os genéricos
só não têm o nome do laboratório. Mas, na maioria
das vezes, a qualidade e os efeitos são os mesmos.
Os descontos podem ser bem grandes. Para o controle do colesterol,
por exemplo, uma caixa de marca com trinta comprimidos custa nesta farmácia
R$ 132 e o genérico R$ 61,80. Uma diferença de R$ 70,20.
Um antibiótico de marca custa R$ 35,90 de marca e o genérico
R$ 13,28. Menos R$ 22,62. Uma cartela com quatro comprimidos para dor de
cabeça chega a R$ 4,35 e o genérico R$ 2. (Tem Mais)
19.05 - Cinco remédios entram na lista do Farmácia Popular
De acordo com o Ministério da Saúde, dos cinco medicamentos,um
será
distribuído de forma gratuíta e os outro quatro terão
90% de desconto
Cinco novos medicamentos passaram a integrar a lista de remédios
encontrados nas unidades do Programa Farmácia Popular - losartana
potássica (contra a hipertensão arterial), loratadina (antialérgico),
fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato
de sódio (contra a osteoporose).
De acordo com o Ministério da Saúde, dos cinco medicamentos,
apenas o losartana potássica será distribuído de forma
gratuita. Os outros quatro terão desconto de 90%. A lista de remédios
do Farmácia Popular que são distribuídos de graça
é composta de 12 medicamentos que combatem a hipertensão
e o diabetes.
Ao todo, 547 unidades administradas pelo governo federal, em 431 municípios
brasileiros, fazem a distribuição dos remédios. Na
rede privada de farmácias e drogarias, o programa recebe a denominação
Aqui Tem Farmácia Popular e oferta gratuitamente 25 medicamentos
em 2,5 mil cidades. (Paula Laboissière - Agência
Brasil/Saúde Business Web)
19.05 - Déficit do Governo no setor de remédios triplica
Embora os programas de governo tenham estimulado a produção
nacional, o País continua dependente da importação
de remédios
Ainda que o governo tenha adotado políticas de incentivo ao
setor industrial para estimular a produção farmacêutica
nacional e ameaçado quebrar patentes, o déficit comercial
da área de saúde com remédios e equipamentos triplicou
nos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
atingindo US$ 10 bilhões. No intuito de reverter esta situação,
o governo de Dilma Rousseff prepara medidas que deverão proteger
a indústria nacional da concorrência estrangeira. As informações
são jornal Estado de S. Paulo.
Os dados do déficit são do presidente da Fiocruz, Paulo
Gadelha, que nesta semana participa da Assembleia Mundial da Saúde,
em Genebra, na Suíça. Segundo a publicação,
ele admitiu que, embora os programas de governo tenham estimulado a produção
nacional, o País continua dependente da importação
de remédios. E afirmou que só em medicamentos o déficit
está em torno de US$ 8 bilhões e vem crescendo.
Gadelha atribui parte do problema da explosão do déficit
à valorização do real frente ao dólar. Outra
explicação é o aumento do consumo de remédios
no Brasil e uma demanda por um grupo maior de pessoas. Os esforços
de produção, segundo ele, não seguiram o mesmo ritmo.
A emancipação da produção nacional de medicamentos
foi uma das bandeiras defendidas pelo governo Lula e deve seguir na agenda
da presidente Dilma. Para meados do ano, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, promete a publicação de uma nova lei permitindo
que licitações públicas deem vantagens para produtos
de alta tecnologia fabricados no País, em detrimento de concorrentes
estrangeiros.
Padilha admite que o déficit é ainda um problema. Mas
cita os programas de apoio do governo como parte da solução.
E diz que o País tem políticas específicas, como parcerias
público-privadas, contratos. Além disso, diz que foi aprovada
uma lei que permite usar licitação pública para estimular
a produção nacional. A ideia é de que, mesmo que o
produto nacional seja 25% mais caro que o estrangeiro, ele tenha certos
benefícios na concorrência.
Regras
Na Organização Mundial do Comércio (OMC), entidades
como os Estados Unidos questionaram as políticas de incentivo do
Brasil, insinuanbdo que talvez pudessem violar as regras internacionais.
Por anos o País trabalhou para ter acesso aos remédios
que mais pesam na balança comercial do governo. Chegou a quebrar
patentes de algumas empresas para produzir versões genéricas
locais, que custam 35% menos, em média.
Padilha cita a criação de um novo mecanismo para celerar
o registro de remédios genéricos, o que permietiu uma alta
de 73% na certificação desses remédios, no primeiro
trimestre em 2011, em comparação ao mesmo período
de 2010.
De acordo com um relatório divulgado recentemente pela OMS,
no entanto, mostra que o governo gasta menos da metade da méda mundial
em saúde. em 2008, 6% do orçamento ncional ia para a saúde.
No mundo a média é 13%. (Saúde Business Web)
18.05 - Abramge contesta política de ressarcimento SUS
Para operadoras, a cobrança feita pela ANS seria inconstitucional.
Além disso, impacta nos custos das empresas e no bolso do consumidor
O artigo 32 da lei 9656, que prevê o ressarcimento ao Sistema
Único de Saúde (SUS) pelos planos, é contestado pelas
entidades representativas da saúde suplementar. "A constituição
diz que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.
Portanto, o consumidor não pode pagar duas vezes pela assistência",
afirma o Chefe da Assessoria Jurídica da Associação
Brasileira de Medicina de Grupo, Dagoberto Lima.
A lógica é simples. A cobrança da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) referente ao ressarcimento SUS
impacta os custos das operadoras que acabam aumentando seus preços
para o consumidor final.
Para Lima, a ANS foi arbitrária ao definir tabela única
para procedimentos médicos. "O valor para o ressarcimento é
sempre superior aos reais gastos", explica Lima durante a 6º Jornada
Jurídica de Saúde Suplementar.
Em entrevista à Saúde TV, o advogado também faz
menção às irregularidades das cobranças. "Ao
avaliar a cobrança para contestá-la muitas vezes identificamos
pedidos de ressarcimentos fraudulentos cobrados do poder público.
Ou seja, o Datasus pagou o prestador por um procedimento que não
existiu. Acabamos sendo auditores públicos", ressalta.
Entenda como essa questão está sendo conduzida pelas
operadoras e pelo Supremo Tribunal Federal na entrevista com Dagoberto
Lima. (Verena Souza - Saúde Business Web)
18.05 - CFM entra com ação na justiça contra a
SDE
Também ontem, o Conselho pediu ao Cade a revogação
do ato administrativo instaurado por falta de fundamentação
legal
O Conselho Federal de Medicina (CFM) propôs nesta segunda-feira
ação ordinária na Justiça Federal, em Brasília,
contra o processo administrativo instaurado pela Secretaria de Direito
Econômico (SDE) pelo qual as entidades médicas são
impedidas de defender os interesses da categoria no que se refere à
recomposição dos honorários pagos pelas operadoras
de planos de saúde. Na ação, o CFM pleiteia
de antecipação de tutela o que implicaria na suspensão
das medidas preventivas impostas.
Também nesta segunda-feira, o CFM apresentou pedido de revisão
da medida preventiva da SDE junto ao Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça.
Este recurso não tem caráter judicial, mas solicita ao órgão
que reavalie o embasamento da medida da Secretaria, revogando-a pela ausência
de fundamentação. Nas duas ações, a argumentação
apresenta pontos em comum.
Em síntese, o CFM, por meio de sua assessoria jurídica,
sustenta que a entidade possui lastro legal para orientar e coordenar a
classe médica na obtenção de melhores condições
de trabalho e remuneração pelos serviços prestados
às operadoras de plano de saúde, conforme reconheceu a SDE.
O Conselho Federal alega ainda que, ao adotar o processo administrativo
com uma série de medidas preventivas, a Secretaria de Direito Econômico
extrapolou sua competência legal.
Para o Conselho Federal, a SDE, em nenhum momento, comprovou que o
CFM ameaça, puniu ou pune os médicos que não aderirem
ao movimento ou não adotarem a Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Além
disso, a peça demonstra que o CFM não impõe aos médicos
apoio ao movimento nem à adoção da CBHPM.
A entidade de representação dos médicos afirma
ainda que o movimento dos médicos ocorre não por determinação
do CFM, mas porque a classe médica não tem mais condições
de atuar com os valores pagos pelas operadoras de planos de saúde.
O Conselho Federal de Medicina também demonstra que os descredenciamentos,
quando ocorrem, são realizados à luz do disposto na Resolução
Normativa DC/ANS nº 71/2001.
Esta Resolução Normativa estabelece os critérios
e condições da relação entre as operadoras
e os profissionais de saúde, que, nesta situação,
são vistos como prestadores de serviços. A regra, entre outros
pontos, determina os parâmetros pelos quais pode ser dar a rescisão
contratual entre as partes.
Finalmente, o CFM afirma que o movimento por melhores condições
de trabalho e uma remuneração justa não ofende a livre
concorrência, nem à livre iniciativa, como alegado pela SDE.
No entendimento do Conselho, a CBHPM é uma referência, conforme
decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região proferidas
em ações judiciais no qual o item foi objeto de discussão
e análise. (CFM)
18.05 - Médicos recorrem de decisão que proíbe
boicote a planos
O Conselho Federal de Medicina recorreu da decisão da SDE (Secretaria
de Direito Econômico) do Ministério da Justiça que
proibiu médicos de boicotarem planos de saúde e de cobrarem
dos pacientes valores adicionais para consultas que já são
cobertas.
A entidade entrou com uma ação na Justiça Federal
em Brasília e com um recurso no Cade (Conselho Administrativo de
Defesa Econômica), também vinculado ao Ministério da
Justiça.
Na decisão divulgada no último dia 9, a SDE proibiu os
médicos de promoverem paralisações organizadas como
a que ocorreu no dia 7 de abril, quando houve suspensão de atendimento
a clientes dos planos.
Determinou também a investigação do Conselho Federal
de Medicina, da Associação Médica Brasileira e da
Federação Nacional dos Médicos para apurar possível
participação das entidades na organização do
boicote.
Nos recursos apresentados ontem, o conselho argumenta que tem atribuição
legal para coordenar a categoria dos médicos na busca por melhores
condições de trabalho e que não ameaçou punir
quem não participasse do movimento.
De acordo com a entidade, o movimento dos médicos ocorre não
por determinação do conselho federal, mas porque eles não
têm condições de trabalhar com os valores pagos pelas
operadoras de planos de saúde. (Folha de S.Paulo)
17.05 - Novo produto: Linha do tempo
O setor de saúde suplementar apresentou proposta de um novo
produto à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
O produto a ser criado é uma mistura de plano de saúde
e previdência privada.
Com contribuição entre 20 e 60 anos de idade, de 15%
da mensalidade do plano de saúde ao fundo capitalizado, o beneficiário,
que começa a sacar o dinheiro aos 65 anos, pode bancar até
60% das despesas com o plano por 20 anos. A simulação foi
feita pela Federação Nacional de Saúde Suplementar.
O novo produto, inspirado nos Health Saving Accounts (HSA), é
comercializado nos EUA desde 2003.
Ele pode ser financiado em parte pelo empregador, de acordo com a entidade.
(MAria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)
17.05 - Manifesto médico
Diante da decisão arbitrária da Secretaria de Direito
Econômico (SDE), que impede os médicos – por meio de suas
entidades representativas – de expressarem sua opinião e pleitos
com relação aos planos de saúde, o Conselho Federal
de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) manifestam
publicamente seu repúdio à medida com base nos seguintes
argumentos:
O processo administrativo instaurado pela SDE representa uma afronta
inequívoca ao direito dos médicos e de todos os brasileiros
de lutarem por melhores condições de trabalho e assistência
num Estado moderno e democrático, fazendo-nos regredir aos tempos
da ditadura e da opressão;
A decisão da SDE também privou os médicos da possibilidade
de lutar pelo fim de práticas adotadas por operadoras de planos
de saúde que interferem na autonomia do profissional e, por consequência,
impedem o acesso dos seus usuários a procedimentos necessários
ao diagnóstico e tratamento;
Com esta ação, a SDE desrespeitou a Constituição
e as leis que fundamentam a cidadania e as liberdades de organização
e de expressão no Brasil, agindo como um instrumento digno dos piores
regimes autoritários a serviço de interesses políticos
ou privados;
O ato da SDE se revela ainda mais injusto ao tratar os médicos
e empresários de forma desproporcional: de um lado, penaliza o movimento
de profissionais da Medicina como um cartel, sujeitando-o a medidas adequadas
às empresas; de outro, ignora a ação coordenada dos
empresários, que acumulam lucros exorbitantes, e condena trabalhadores
e pacientes a se sujeitar ao pouco oferecido sem direito a reação;
Este processo abre precedentes sombrios e soa um alerta para a sociedade:
se hoje o alvo da SDE são os médicos, em breve a artilharia
pode se voltar para advogados, arquitetos, engenheiros, jornalistas, professores,
metalúrgicos ou qualquer outra categoria que OUSE lutar para que
seus direitos e sua voz sejam ouvidos e respeitados.
Asseguramos à sociedade e aos médicos brasileiros: o
CFM e os CRMs não se curvarão a essa decisão arbitrária
e responderão à altura – pelos meios legais – à agressão
gratuita sofrida, honrando, assim, seus compromissos e competências
legais em prol da Medicina. Por outro lado, sua missão é
mais ampla abarcando a defesa veemente dos interesses da sociedade, em
especial dos pacientes e familiares.
Acreditamos que a ética prevalecerá, fazendo com que
as autoridades competentes percebam os equívocos acumulados e revoguem
essa decisão tomada em detrimento da saúde e da cidadania.
(Jornal Odonto)
17.05 - Cremerj: Mensagem
Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
Quanto vale o médico? Para os planos de saúde, não
vale nada!
Essa também é a opinião da Secretaria de Direito
Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, que em nota
técnica esdrúxula e arbitrária proíbe as entidades
médicas CFM, AMB e Fenam de liderar o movimento médico por
reajuste de honorários dos credenciados a planos de saúde.
A SDE está rasgando a Constituição Federal e o
Código de Ética Médica, curvando-se subservientemente
às operadores e multando pesadamente as entidades médicas
que se insurgirem contra essa determinação.
Queremos garantir a qualidade nos serviços prestados à
população.
Repudiamos tal excrescência jurídica, que nos remete aos
tempos da ditadura.
Valorizar o médico é valorizar a saúde. O médico
vale muito! (Portal G1)
16.05 - Protocolo para cirurgia plástica
Diante do aumento do número de reclamações de
pacientes insatisfeitos com cirurgias plásticas, o Conselho Federal
de Medicina (CFM) decidiu lançar uma ficha em que o médico
irá documentar todas as informações e esclarecimentos
repassados ao paciente sobre a cirurgia, desde a consulta até a
alta do hospital ou clínica.
O modelo do formulário foi definido em conjunto com a Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica. Tudo ficará registrado no
documento, assinado pelas partes, em duas vias – sendo que uma ficará
com o paciente e a outra com o médico.
Em um primeiro momento, o CFM vai apenas recomendar a adoção
do formulário, disponível na página do conselho na
internet. Para se tornar obrigatório, é preciso a aprovação
de uma norma pelo órgão. No entanto, o coordenador Antônio
Pinheiro estimula o paciente a exigir o preenchimento da ficha e verificar
o registro do médico no conselho de medicina da região para
evitar a atuação de “aventureiros”, profissionais que fazem
esse tipo de cirurgia sem ter habilitação.
O Brasil é o segundo país no ranking mundial de cirurgias
plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Estima-se que
foram feitas 640 mil operações desse tipo no país,
em 2009 – mais de 80% em mulheres. O implante de silicone lidera as cirurgias
plásticas, seguido da lipoaspiração. Atualmente, existem
quase 5 mil cirurgiões plásticos, mais de 90% deles trabalham
no estado de São Paulo.
Pelo protocolo definido pelo CFM para o preenchimento do formulário,
o médico fará uma checagem com o paciente de todas as etapas.
Na primeira fase, da consulta e avaliação, devem constar
os dados do paciente (peso, altura, idade, sexo, uso de remédios,
fumante, alergias ou distúrbios psiquiátricos), exames pré-operatórios,
esclarecimentos da anestesia, técnica a ser usada e quais os riscos
da cirurgia, como o de deixar cicatrizes, além da habilitação
do hospital ou clínica para o procedimento.
Na fase pré-cirúrgica, o profissional deve informar sobre
a dieta alimentar e roupas adequadas para serem usadas depois do procedimento
( tais como meia específica, cinta, sutiã) e também
a respeito de lesões já apresentadas pelo paciente como,
por exemplo, uma paralisia facial. É nessa fase que o médico
tem que verificar o leito escolhido para a cirurgia.
Após a operação, o cirurgião deve registrar
o tempo de duração, uso ou não de dreno ou sonda,
curativos adotados e ocorrência de problemas no decorrer da operação,
como uma embolia. Por último, as informações da alta
hospitalar, datas das consultas de retorno e contatos do médico.
De 2001 a 2010, o CFM julgou 453 processos relacionados à especialidade
e nove profissionais tiveram o registro cassado. Em algumas queixas, os
pacientes reclamaram que não sabiam que ficariam com cicatriz e
que tiveram dificuldade de encontrar o médico depois da cirurgia.
Com o novo documento, o CFM quer diminuir as falhas na comunicação
entre médicos e pacientes.
“O mais importante é compactuar paciente com o médico.
Eu [médico] expliquei, ela [paciente] entendeu. Eu respondi a todos
os argumentos e às necessidades de esclarecimentos. Ela também
se sentiu tranquila, [tanto] que assinamos juntos [o formulário],
em comum acordo”, disse Wanda Elizabeth Correa, coordenadora da Comissão
do Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entidade
que participou da discussão do protocolo, que durou dois anos.
No entanto, os especialistas alertam que a prática não
elimina todos os riscos que envolvem uma cirurgia. “Com o organismo humano,
seria impossível dizer que nada vai acontecer”, afirmou Antônio
Pinheiro, coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica
do CFM , acrescentando que, dependendo das informações colhidas,
o médico pode decidir não fazer a cirurgia pelo fato de o
paciente apresentar riscos de saúde.
Mesmo com o formulário, Wanda Correa é pessimista quanto
a uma possível redução das reclamações
porque muitos pacientes, segundo ela, depositam na cirurgia plástica
a expectativa de ter o rosto e o corpo perfeitos. Ela acredita que os profissionais
terão de ser mais realistas. “Querem mágica [pacientes].
Na verdade, estamos limitados pela técnica cirúrgica e pelas
condições que a paciente apresenta, tipo de pele e deformidade.
Mas não há mais possibilidade de o médico dizer: você
vai ficar linda e maravilhosa. Agora tem explicação e limites”,
alegou. (Agência Brasil)
16.05 - Remédios reduzem transmissão do HIV
Proteção a parceiros não infectados foi testada
em 11 antirretrovirais. Pesquisa foi conduzida pelos Institutos de Saúde
dos Estados Unidos
Um grande estudo clínico conduzido pelos Institutos de Saúde
(NIH, na sigla em inglês), o principal órgão do governo
norte-americano no setor, mostrou que o uso de remédios antirretrovirais
por portadores de HIV, o vírus responsável pela Aids, reduziu
o risco de contaminação dos parceiros não infectados.
O dado é válido para pessoas que receberam os medicamentos
enquanto mantinham um sistema imunológico saudável.
A pesquisa começou em 2005 e teve resultados parciais divulgados
nesta quinta-feira (12). Conhecida como HPTN 052, contou com 1.763 casais,
todos com, no mínimo, 18 anos de idade. A grande maioria das duplas
(97%) era heterossexual e morava em 13 países da África,
da Ásia e das Américas, entre eles o Brasil.
A conclusão dos pesquisadores é que o uso precoce de
antirretrovirais impede a transmissão entre parceiros para 96% dos
casos.
Como foi feita pesquisa
Para participar do estudo, os portadores - 890 homens e 873 mulheres
- deveriam ter de 350 a 550 células de defesa por milímetro
cúbico. Esse número indica a saúde do sistema imunológico
dos soropositivos. Já os parceiros, todos inicialmente não
afetados pelo HIV, fizeram testes para verificar se estavam livres do vírus
14 após aceitarem participar da pesquisa.
Os investigadores separaram os casais em dois grupos. No primeiro,
os portadores do vírus começaram a tomar remédios
60 dias depois do início do estudo. Já no segundo, os soropositivos
começaram a terapia depois da contagem de células de defesa
ficar abaixo de 250 por milímetro cúbico no sangue ou quando
uma doença os afetava, como no caso da pneumonia pneumocística
- doença causada pelo micro-organismo Pneumocystis carinii.
Ao todo, foram usados 11 medicamentos (veja lista ao lado), em diversas
combinações. Do total de casais, apenas 39 parceiros foram
infectados. A transmissão entre os membros do casal ficou provada
em 28 casos. Sete pessoas adquiriram o vírus de outra forma e 4
casos ainda aguardam análise.
No caso das 28 transmissões do portador para o parceiro inicialmente
não infectado, 27 ocorreram no grupo que começou a receber
antirretrovirais. Houve apenas um caso de contaminação do
parceiro por um soropositivo que recebeu remédios desde o início
do estudo.
Durante todo o estudo, os participantes receberam orientações
sobre como se proteger contra doenças venéreas, aconselhamentos
e camisinhas grátis. Houve 23 mortes durante a pesquisa. (Portal
G1)
16.05 - Próstata: Novo teste detecta com mais precisão
Estudo sueco mostra que exame de sangue identifica tumor com menos
riscos de resultados falsos-positivos
Método usado hoje leva a sobrediagnóstico; os resultados
são iniciais, e o exame vai levar anos para chegar ao mercado
Um novo método para diagnosticar câncer de próstata
promete ser mais preciso do que o teste usado hoje, o PSA (antígeno
prostático específico, na sigla em inglês).
O PSA detecta a elevação de uma proteína produzida
pela próstata. É um indicativo de câncer, mas é
criticado por dar falsos-positivos.
Uma dosagem alta de PSA pode significar também infecção
ou crescimento benigno exagerado da próstata.
O novo teste, chamado de 4PLA, foi desenvolvido pela Universidade Uppsala,
na Suécia. O estudo com os resultados do exame foi publicado nesta
semana no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".
O exame detecta, no sangue, a quantidade de prostassomas, microvesículas
produzidas na próstata.
Normalmente, essas estruturas são liberadas no sêmen para
aumentar a mobilidade dos espermatozoides. Se há câncer, a
produção das microvesículas aumenta, e elas caem na
corrente sanguínea.
No estudo, o teste detectou níveis até sete vezes maiores
dessas estruturas no sangue de 20 pacientes com câncer, em comparação
com outras 20 pessoas sem câncer.
O exame conseguiu ainda distinguir a gravidade da doença. A
diferença foi vista em 59 pacientes com câncer de próstata
com graus de 5 a 9 na escala de Gleason. A graduação vai
de 2 a 10 e mostra a agressividade da doença.
A primeira versão do teste foi mais precisa para detectar cânceres
de média e alta gravidades do que tumores menos agressivos.
MENOS BIÓPSIAS
Especialistas veem os resultados iniciais do teste como promissores.
"Um teste como esse pode ser de grande utilidade clínica, porque
o PSA alto nem sempre significa câncer, e muitos pacientes fazem
biópsias desnecessárias", diz o urologista Anuar Ibrahim
Mitre, do Hospital Sírio-Libanês.
Hoje, dependendo da dosagem do PSA e do exame de toque, além
de fatores como história familiar, o paciente pode ser submetido
a uma biópsia para saber se tem ou não câncer de próstata.
O procedimento pode causar sangramento e, mais raramente, infecções,
além de angústia, afirma Mitre.
ALTO OU BAIXO RISCO
Como o novo teste determina a gravidade do câncer, ele também
pode ser usado para saber se é necessário ou não fazer
o tratamento, de acordo com Gustavo Guimarães, oncologista e diretor
do núcleo de urologia do Hospital A.C. Camargo.
"O PSA não faz isso, e esse é o diferencial desse novo
marcador", afirma Alexandre Crippa, uro-oncologista do Instituto do Câncer
do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.
Alguns tumores progridem lentamente, e o tratamento, que pode causar
disfunção erétil e incontinência urinária,
pode ser substituído por acompanhamento médico.
"Hoje, não conseguimos diferenciar os pacientes que vão
ou não morrer de câncer. Por isso se busca algo que mostre
se o câncer é de alto risco, para reduzir o número
de tratamentos desnecessários", diz Guimarães.
O pesquisador Masood Kamali-Moghaddam, um dos autores do estudo, afirma
que o teste precisa de melhorias. Os resultados iniciais devem ser sustentados
por uma pesquisa maior, que já começou.
"Ainda pode levar alguns anos até que o exame seja usado de
forma rotineira", afirmou à Folha.
Para Guimarães, o teste, de alta tecnologia e, portanto, mais
caro, pode ser usado de forma complementar ao PSA e indicado para os pacientes
que têm resultados alterados. (MARIANA VERSOLATO - Folha de
S.Paulo)
13.05 - Um mapa da saúde brasileira
Um artigo publicado na revista inglesa "The Lancet" analisou a saúde
pública brasileira e apontou a dengue como um dos maiores problemas
no país. Na última década, foram registrados cerca
de 3,5 milhões de casos, com 900 mortes. Para os especialistas,
a prioridade, no momento, deve ser o desenvolvimento de uma vacina.
Outro desafio é diminuir a mortalidade por acidentes de trânsito
e violência. Os homicídios e as lesões provocadas pelo
trânsito representam 60% das mortes por causas externas, diz a pesquisa.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu um pacto para reduzir
as mortes no trânsito. Para tanto, propõe metas para estados
e municípios, com prémios para os melhores resultados.
Entre os sucessos, a revista aponta o pro¬grama de distribuição
de remédios contra a Aids, a adoção de leis e medidas
para inibir o fumo, a queda nas taxas da mortalidade infantil e de desnutrição
e o combate à pobreza. (Extra Online)
13.05 - Governo dobra recursos de acordo com metas de qualidade
Atualmente recursos para cada equipe do programa Saúde da Família
totalizam cerca de R$ 7.100
O Ministério da Saúde vai dobrar o valor do repasse feito
para cada equipe do Programa Saúde da Família aos municípios
que cumprirem metas de qualidade definidas pela pasta. O anúncio
foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, durante a 14ª Marcha dos Prefeitos.
Atualmente, segundo Padilha, os recursos para cada equipe totalizam
cerca de R$ 7.100. A partir de junho, os prefeitos interessados poderão
cadastrar os centros de saúde. A partir de então, técnicos
do ministério passarão a fazer visitas periódicas
às unidades, além de pesquisas de satisfação
com a população atendida no local.
Outra novidade anunciada pela pasta durante o evento trata da reestruturação
das unidades básicas de saúde. Segundo Padilha, dados indicam
que 75% delas estão fora do padrão de qualidade definido
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A reestruturação deverá incluir a reforma e a ampliação
de estruturas já existentes.
"Estamos com um padrão construtivo defasado. Como queremos que
se amplie a capacidade da atenção básica de resolver
problemas de saúde das pessoas, é fundamental ter um novo
padrão construtivo", afirmou o ministro.
Emenda 29
Ao comentar a regulamentação da Emenda Constitucional
nº 29, ele avaliou que o país vive um momento positivo para
que uma regra geral seja instalada e defina quanto deve ser repassado por
estados, municípios e União para a saúde.
"A gente sabe que, hoje, quem menos cumpre são os estados. A
União vem cumprindo, os municípios contribuem com mais do
que são obrigados, em média, 22% das receitas comprometidas",
disse. "É importante regulamentarmos a emenda porque cria uma regra
estável, independentemente de quem governa estado, município
ou país", completou.
Na opinião do ministro das Relações Institucionais,
Luiz Sérgio, o Congresso Nacional que deve regulamentar a Emenda
Constitucional 29, definir o percentual de recursos que estados, municípios
e União devem repassar para financiar o sistema de saúde
pública. Segundo ele, o governo federal já vem cumprindo
com sua parte, tendo, inclusive, aumentado o volume de recursos destinado
ao setor, no Orçamento deste ano.
"Se o Congresso aprovar uma regulamentação da emenda
constitucional, caberá a ele então estabelecer [as fontes
de] recursos permanentes para financiar a saúde", comentou o ministro
ao participar, nesta quarta-feira (11), em Brasília, da 14ª
Marcha dos Prefeitos. Luiz Sérgio também voltou a afirmar
que o governo federal não estuda criar novos impostos para cobrir
os gastos com o setor.
O estabelecimento de novas regras para o setor é uma das principais
reivindicações dos prefeitos. Eles afirmam que os municípios
têm assumido a maior parcela de responsabilidade pela manutenção
do Sistema Único de Saúde (SUS) e cobram a aprovação
rápida da emenda.
Na terça-feira (10), na abertura da Marcha, o presidente da
Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski,
declarou que os municípios não podem mais esperar pela regulamentação
da Emenda 29. "Não temos mais recursos para sustentar a Saúde
nos Municípios", disse Ziulkoski, aplaudido pelos prefeitos. Também
ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, prometeu
colocar o assunto em votação nos próximos dias.
(Saúde Business Web)
13.05 - Cientistas encontram células-tronco no pulmão
Um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos encontrou células-tronco
onde até agora elas nunca tinham sido vistas: o pulmão. A
descoberta pode render, no futuro, novas opções de tratamento
para quem sofre de doenças pulmonares crônicas ao regenerar
áreas doentes do órgão, segundo um dos autores do
estudo, Piero Anversa, diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital
de Brigham, afiliado à Universidade Harvard.
A pesquisa foi apresentada na edição desta semana da
revista médica “New England Journal of Medicine”.
A equipe de Anversa estudou tecidos pulmonares retirados após
cirurgias e conseguiu isolar as células-tronco, que se mostraram
capazes de se dividir tanto em novas células-tronco quando em outras
que formariam tecidos pulmonares.
Para testar a eficácia de uma futura terapia, eles injetaram
essas células-tronco em camundongos com danos pulmonares e viram
a formação e integração estrutural de novos
bronquíolos e alvéolos.
“Ainda é preciso pesquisar mais, mas estamos animados com o
possível impacto que essa descoberta pode ter na nossa capacidade
de regenerar ou recriar tecidos pulmonares em áreas doentes do pulmão”,
disse, em nota, Joseph Loscalzo, coautor da pesquisa. (Portal G1)
12.05 - Proibida negociação mínima com planos de
saúde
Médicos estão impossibilitados de usar a Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)
Por determinação do Ministério da Justiça,
a partir desta segunda-feira hoje (09), os médicos estão
impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM), que define valores mínimos
para cobrança de procedimentos e consultas. A norma é adotada
pela categoria na negociação com planos de saúde.
Segundo a Secretaria de Direito Econômico do ministério, ela
fere o princípio da ampla concorrência e tem comprometido
o direito do consumidor que contrata o plano de saúde.
A medida preventiva editada pela secretaria foi motivada por movimentos
recentes de paralisações nacionais e descredenciamentos em
massa organizados por entidades médicas para forçar o reajuste
dos valores pagos pelos planos. A Associação Médica
Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) foram notificados e têm até
cinco dias úteis para recorrer.
"Nessa configuração do mercado que se percebeu nos últimos
anos, e essa intensificação da ação no ultimo
mês, percebe-se que o principal lesado nessa história toda
é o consumidor", afirmou o secretário de Direito Econômico
Vinícius de Carvalho.
Segundo o secretário, as entidades aplicam punições
administrativas aos médicos que não adotam os valores mínimos
determinados pela CBHPM. A prática também está vetada
pela medida provisória. Carvalho ressaltou que a intenção
não é proibir negociações coletivas, mas estabelecer
novos parâmetros que não sejam baseados no estabelecimento
de valores mínimos. Esses critérios deverão ser definidos
pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Também
hoje processo que trata do mesmo tema foi encaminhado para o órgão.
De acordo com o secretário, o Cade já recomendou 60 condenações
a entidades médicas por uso de tabelas mínimas de preços.
Outra prática proibida pelo ministério a partir de hoje
é a cobrança adicional do médico ao paciente atendido
por meio de convênio. O procedimento estava sendo adotado por profissionais
de pelo menos três estados (Distrito Federal, Espírito Santo
e Pernambuco) com autorização dos conselhos regionais de
medicina.
A Secretaria de Direito Econômico também instaurou processo
para averiguar denúncias contra os planos Amil, Assefaz e Golden
Cross por violação aos direitos do consumidor. Segundo Carvalho,
há informação de que a rede credenciada dessas operadoras
teria sido reduzida e seus conveniados estariam pagando aos médicos
valores suplementares pela consulta. Os planos de saúde terão
que prestar informações ao ministério.
Se novos casos forem apontados, outras operadoras podem ser investigadas.
Carvalho recomenda que os consumidores procurem os Procons locais caso
se sintam lesados. "Quando um consumidor contrata um plano, ele contrata
um pacote de médicos, hospitais e laboratórios. Se, de repente,
um plano tinha dez obstetras credenciados e de uma hora para outra sobram
um ou dois, a gente vê um potencial claro de lesão ao direito
do consumidor brasileiro", afirma.
De acordo com o secretário, o ministério está
instituindo um grupo de trabalho com outros órgãos, inclusive
a Agência Nacional de Saúde (ANS), para que possam ser tomadas
novas medidas que ajudem a regular o setor de saúde suplementar.
O secretário reconheceu que há risco de a qualidade do serviço
médico prestado cair em função das medidas.
"Não é isso que nós queremos. Mas o outro extremo
também não podemos deixar, que é de estabelecer um
preço nacional de uma consulta médica que todos os planos
de saúde tenham que pagar. Isso também pode ter efeito nos
valores cobrados pelos planos de saúde ao consumidor".
Outras categorias também estão na mira da secretaria.
Há processos contra a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo estabelecimento
de honorários mínimos para advogados e contra entidades de
classe que representam contadores.
Procurada pela Agência Brasil, a Associação Médica
Brasileira (AMB) respondeu que não irá se manifestar sobre
o assunto, porque ainda não foi notificada oficialmente pelo ministério.
A reportagem não conseguiu contato com a Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
(Amanda Cieglinski - Agência Brasil/Saúde Business Web)
12.05 - Prevenção pode dar desconto em plano
ANS lança consulta pública sobre tema, operadoras não
se pronunciam
Imagine ter descontos de até 30% na mensalidade do plano de
saúde se você optar por cuidar da saúde. Pode ser exercitando
em uma academia de ginástica e ser premiado com planos odontológicos
e remédios sem custo. Esses e outros incentivos que a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer que as operadoras de saúde
ofereçam aos consumidores. A proposta é conceder descontos
para os conveniados de todas as faixas etárias que participarem
de programas voltados à prevenção de doenças
e cuidados com a saúde, principalmente os idosos.
Uma consulta pública que a ANS abre a partir de 16 de maio será
feita até 14 de junho para interessados que queiram fazer sugestões,
no site da agência. As sugestões serão encaminhadas
a um grupo técnico da ANS e devem demorar até três
meses para serem implementadas. As operadoras não serão obrigadas
a ofertar o bônus e a adesão será facultativa.
"A ANS quer que o usuário gaste menos com plano de saúde
e que os planos economizem nos gastos com exames, procedimentos e cirurgias",
informou a assessoria da agência. A concessão do desconto
deverá estar prevista em contrato. A vigência é de
um ano, prorrogado por igual período.
Em relação à consulta pública da ANS sobre
descontos nos planos de saúde para clientes em programas de envelhecimento
ativo e promoção da saúde, a Unimed-BH informou, por
meio de nota, que "estudará o conteúdo proposto e, se pertinente,
fará suas contribuições ao debate". Procuradas, as
operadoras de planos Amil e Good Life não falaram sobre o assunto.
Pela proposta da agência, cada operadora de saúde poderá
definir o seu programa de recompensa, seguindo algumas regras determinadas
pela agência. De acordo com a ANS, a operadora não poderá
determinar que, para ganhar a recompensa, o beneficiário cumpra
uma meta de saúde, como emagrecer ou parar de fumar. A participação
no programa é que contará.
O coordenador da Êxito Academia, em Belo Horizonte, Fabrício
Resende, disse que a terceira idade está mais preocupada com a saúde.
"Eles chegam aqui depois que os médicos indicam uma atividade física.
Eles têm procurado a hidroginástica e musculação",
informou. Fabrício explicou que a hidroginástica melhora
o condicionamento físico e ajuda no tratamento da osteoporose e
a musculação retarda a perda de massa muscular.
A fisioterapeuta Haricia Ribeiro Sales disse que o projeto da ANS vem
para prevenir doenças. Isso já deveria estar acontecendo
de maneira natural, para as pessoas melhorarem a qualidade de vida, mas
hoje, de maneira espontânea são poucas pessoas que vem buscar
isso", afirmou a fisioterapeuta. Para ela, a academia de ginástica
vai virar um bom negócio, com aumento no fluxo de clientes. (HELENICE
LAGUARDIA - O Tempo)
12.05 - OdontoPrev: Lucro aumenta 36%
A OdontoPrev, maior operadora de planos odontológicos da América
Latina, encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado
de R$ 36,1 milhões, o que representa um crescimento de 36% quando
comparado ao mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes
de juros, impostos, depreciação e amortização)
da operadora dental também veio nessa toada, com aumento de 38%,
atingindo R$ 51 milhões.
O balanço trimestral da OdontoPrev mostra que o percentual de
crescimento dos resultados registrados nas últimas linhas do balanço
são superiores à receita líquida, que avançou
23%, totalizando R$ 194 milhões. A taxa de crescimento no número
de beneficiários, que somou mais de 5 milhões, também
ficou na casa dos 20%.
"Conseguimos uma taxa de crescimento maior nas últimas linhas
do balanço devido a uma combinação de fatores: aumento
na receita, renegociação de contratos e queda nas despesas
administrativas", explicou José Roberto Pacheco, diretor de Relações
com Investidores da OdontoPrev. No período, as despesas administrativas
da companhia caíram de R$ 44,6 milhões para R$ 34,1 milhões.
A queda já é resultado do trabalho de sinergia com a Bradesco
Dental, operadora de planos dentais que se associou à OdontoPrev
em 2009.
"A sinergia completa ainda vai levar pelo menos um par de anos. Isso
significa que ainda vamos reduzir ainda mais nossos custos", afirmou Pacheco.
No ano passado, a operadora começou a vender seus planos dentais
nas agências do Bradesco, mas as ações ainda estão
limitadas às pequenas e médias empresas. "A comercialização
de planos nas agências bancárias do Bradesco ainda é
tímida. Ainda não começamos a vender para pessoa-física,
por exemplo", complementou o executivo.
Outro trabalho que está sendo realizado e ajudou diminuir as
despesas é a renegociação de preços de contratos
da Bradesco Dental. Antes da fusão com a OdontoPrev, a Bradesco
Dental tinha uma estratégia agressiva no mercado oferecendo planos
com preços inferiores ao de seus concorrentes a fim de aumentar
sua participação no setor.
Com o aumento na receita e a redução nas despesas, a
OdontoPrev registrou uma geração de caixa de R$ 175 milhões
no primeiro trimestre. "É a nossa maior geração de
caixa em um trimestre desde o IPO", comemorou o diretor de RI da companhia
odontológica. (Beth Koike - Valor Online)
11.05 - De grão em grão
Estamos distantes do padrão de excelência ideal, mas entre
as principais aspirações da maioria da população
brasileira está a aquisição de um plano de saúde
privado
Se o Brasil tem um nó difícil de desmanchar, sendo mantidas
as regras atuais, ele se chama planos de saúde privados. Não
que não existam outros; existem, e não são poucos.
Nossas leis são um cipoal, nossa Justiça volta e meia tarda
mais do que o necessário e não há nada que indique
que isso vá mudar. Então, cautela e caldo de galinha são
ferramentas importantes para permitir andar pra frente, dentro da principal
regra do jogo democrático, que é o respeito à lei.
Quem lê este artigo e compara com outros que escrevi no passado
vê uma mudança de tom no trato com a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), que é quem tem a função
legal de regular o setor de planos de saúde privados. Aliás,
a moderação nas críticas vem crescendo ao longo do
tempo, em função, antes de tudo, da profissionalização
e da despolitização das ações da agência.
Durante muito tempo, o tema foi tratado por ela dentro de um viés
político e ideológico incompatível com a lei e com
a realidade nacional. Isso está mudando e a mudança tem feito
bem para todos, mas, principalmente, para quem paga a festa, que é
o consumidor dos planos de saúde privados.
Ainda estamos distantes do padrão de excelência ideal
para a sociedade brasileira. Mas os avanços recentes e a realidade
da saúde pública fazem com que ter plano de saúde
privado esteja sempre entre as principais aspirações da maioria
da população.
A razão é simples: o SUS não atende à sociedade
com a exuberância prevista pela Constituição Federal.
Como suas verbas são insuficientes e o governo, em seus três
níveis, não parece disposto a colocar mais dinheiro para
melhorar o atendimento, os planos privados se transformam, muito justamente,
no sonho de consumo dos brasileiros, que encontram neles o suporte necessário
para garantir-lhes atendimento melhor do que o da rede pública.
A verdade é que o cobertor nacional é curto para fazer
frente à totalidade dos gastos. O Brasil não tem R$ 150 bilhões
por ano para serem investidos em saúde. E perto de 60% desse total
é gerado pelos planos de saúde privados, que atendem algo
ao redor de 50 milhões de pessoas.
O último movimento da ANS são as novas regras para mudança
de plano sem necessidade de cumprir novas carências. Elas podem ser
consideradas um avanço, ainda que, na prática, dificilmente
gerem movimentos expressivos, levando um grande número de segurados
de um plano para outro.
Em função das limitações impostas pela
Lei dos Planos de Saúde e pela legalidade das regras dos contratos
anteriores a ela, as novas regras são aplicáveis apenas aos
contratos em vigor a partir de janeiro de 1999.
A portabilidade das carências na mudança de operadora
existe desde 2009. Apesar disso, até agora foi pouco usada. O dado
novo, e mais importante, é que o benefício foi estendido
para os planos coletivos por adesão.
Isso quer dizer que a partir de 27 julho, quando a regra passa a valer,
o universo contemplado aumenta, permitindo que titulares de planos individuais
migrem para outros planos da mesma natureza, ou para planos coletivos por
adesão, e que os titulares desses planos migrem para outros planos
coletivos por adesão, ou planos individuais, sem necessidade de
cumprir novas carências.
Ficam de fora da regra os planos empresariais e os planos individuais
anteriores à Lei dos Planos de Saúde. Daí o benefício
não se aplicar aos contratos anteriores a 1999.
A restrição à migração de titulares
de planos empresariais é lógica. Um plano coletivo empresarial
leva em conta o universo de funcionários e seus dependentes de uma
determinada empresa. É com base nessas informações
que o plano é formatado, inclusive no que diz respeito a garantias
e carências, além, evidentemente, do preço.
Mas, ainda que as novas regras não permitam, elas também
não vedam a negociação entre titulares de planos antigos
e as operadoras para que estes possam mudar de plano sem necessidade de
cumprirem novas carências. Ou seja, a concorrência pode levar
a negociações inéditas, interessantes para todos os
envolvidos. (Antonio Penteado Mendonça - O Estado de S.Paulo)
11.05 - OdontoPrev inaugurará escritório em Salvador
A OdontoPrev, apontada como a maior empresa de planos odontológicos
da América Latina, reforça sua estrutura na Bahia. Para tanto,
inaugura no próximo dia 18 de maio sua filial em Salvador. A mudança
do escritório para o bairro Iguatemi, centro financeiro da capital
baiana, mira oferecer uma estrutura ainda melhor e mais moderna para todo
o canal de vendas do Estado da Bahia, além de rede credenciada,
colaboradores, clientes e prospects. Dentro das novas instalações
foi planejada ainda uma ampla sala de negócios para treinamentos
e outras atividades. “O lançamento do novo espaço faz parte
da estratégia da companhia em continuar investindo no potencial
de desenvolvimento e nas oportunidades de negócios da região”,
explica Renato Velloso Dias Cardoso, Diretor de Desenvolvimento de Mercado
da OdontoPrev. No Nordeste, além de Salvador, a OdontoPrev possui
filias em Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB) e uma
unidade volante em Recife (PE). "A mudança para este espaço,
maior e mais moderno, é uma oportunidade para expandirmos ainda
mais os negócios locais”, aposta Romilton Antonio Moraes, responsável
comercial pela companhia no Nordeste. (Fenaseg)
11.05 - Prêmios Abramge 2011 têm HPV como tema
Além de quantia em dinheiro, jornalistas e médicos vencedores
recebem troféu e diploma
Abril de 2011 - Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS) são registrados no mundo 500 mil novos casos de Papilomavirus
Humano (HPV) por ano; e 250 mil mortes por câncer do colo de útero
- sendo que muitas dessas mortes estão relacionadas com o HPV. Já
no Brasil o Ministério da Saúde registra mais de 100 mil
novos casos por ano do papilomavirus. O HPV é uma das doenças
sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta - uma em
cada cinco mulheres é portadora do vírus. Já foram
identificados mais de 100 tipos de HPV, sendo que 15 tipos são considerados
causadores de câncer (oncogênicos). No Brasil, a doença
é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de
útero.
Devido a esses dados, a Abramge resolveu promover em sua 17ª edição
dos Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo "Domingos de Lucca
Júnior" o tema "Papilomavirus Humano (HPV) - Prevenção
e Tratamento" - para ambas as categorias. Médicos e jornalistas
interessados em participar têm cerca de seis meses para concorrer
à premiação.
"Nosso objetivo com os Prêmios é estimular a informação
de saúde e também promover a pesquisa científica",
diz Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge. Podem participar
da premiação de jornalismo, profissionais de mídia
impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre
9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Os candidatos devem enviar
um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede
da Abramge. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto.
Os candidatos devem seguir formas de apresentação pré-estabelecidas
no regulamento do Prêmio. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge (www.abramge.com.br).
A comissão julgadora será constituída de cinco
membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados
aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise
e indicação dos melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
Médicos - R$ 15.000,00 (brutos) além de troféu
de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma.
Jornalistas - R$ 10.000,00 (brutos) mais troféu e diploma.
Os finalistas serão divulgados no início de novembro
e os prêmios serão entregues aos vencedores em solenidade
de encerramento de 2011 da Abramge. (Abramge/AssPreviSite)
10.05 - Troca de plano antigo tem nova regra
Os 8,5 milhões de usuários de planos de saúde
antigos (contratados antes de 1999) agora poderão se tornar clientes
de planos que cobrem uma lista ampla de procedimentos médicos e
têm reajuste de preços anuais, regulados pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). E a alteração
pode ser realizada sem que seja necessário cumprir carência.
Isso é o que determina a resolução normativa da
ANS, publicada na edição de sexta-feira do Diário
Oficial da União. “É uma boa medida, que demorou muito a
sair”, diz Josué Rios, advogado especializado em defesa do consumidor
e consultor do JT.
“Mas para que a regra funcione é preciso que a ANS acompanhe
a execução da lei e oriente o usuário”, explica o
especialista.
A mudança pode ser feita apenas entre planos da mesma operadora,
com adaptação de contrato ou migração. No primeiro
caso, o usuário deverá escolher um plano semelhante ao atual.
A vantagem é que o novo contrato contará com a proteção
da lei que regulamenta o setor, impedindo reajustes abusivos ou negativa
de cobertura a tratamentos necessários. Mas a alteração
pode fazer o preço do plano subir até 20,59%.
Na migração, entretanto, o cliente fica livre para escolher
qualquer um dos planos oferecidos pela sua operadora. Ao fazer a opção,
porém, ele pagará o valor de mercado, como se fosse um novo
cliente. Aqui, o principal benefício é poder melhorar a qualidade
do plano contratado, mas sem cumprir carência.
A ANS exige que contratos antigos com cobertura mais ampla que a determinada
por lei deverão manter essa característica mesmo após
a adaptação ou migração. Ou seja, o usuário
não perde nada com a mudança.
As regras valem para clientes de planos individuais, familiares ou
coletivos por adesão. Mas há uma restrição:
caso um beneficiário de plano familiar queira mudar sozinho para
um novo ele poderá fazer isso apenas no sistema de migração,
e não de adaptação.
Para todos os casos, deve partir do consumidor a vontade de abandonar
o contrato antigo. Mas a questão é: vale a pena adaptar o
contrato ou migrar para um plano novo? “Dependerá de como foi feito
o contrato antigo e da disposição do usuário em pagar
mais pelo novo convênio médico”, diz a advogada do Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Ferreira.
“Mas é bom lembrar que os contratos antigos, embora não
sejam amparados pela ANS, têm respaldo no Código de Defesa
do Consumidor”, completa a advogada do Idec.
Na Justiça
Beneficiários de plano antigo, os aposentados Nelson Alexandre
da Motta, 69 anos, e Jurema da Silva Motta, 67 anos, conseguiram apenas
na Justiça o direito de impedir o reajuste abusivo — de mais de
90% — cobrado pela operadora em 2010.
“Minha mulher quis manter o plano por causa do bom atendimento”, diz
Nelson. Ele preferiu mudar para um plano novo, onde não há
esse problema, pois os reajustes são regulados pela ANS. “A Medial
me aceitou sem carência. E pago 20% menos”, diz. Agora ele vai se
informar para saber se vale a pena mudar o plano da mulher. (CAROLINA
DALL’OLIO e MARÍLIA ALMEIDA -Jornal da Tarde)
10.05 - Planos de saúde têm recorde de beneficiários
O Brasil fechou 2010 com 45.570.031 beneficiários de planos
de saúde, registrando o maior crescimento anual desde o início
da publicação do Caderno de Informações da
Saúde Suplementar, feito pela Agência Nacional de Saúde
(ANS).
A alta foi de 8,7%, isto é, exatos 3.646.392 possuidores de
planos a mais, em relação aos 12 meses anteriores. O resultado
é consequência da boa fase da economia brasileira, que cresceu
7,5% no ano em questão e apresentou menor taxa de desemprego, 5,4%,
medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A participação dos planos coletivos saltou de 72,5% em
dezembro de 2009, para 74,2% em dezembro de 2010. O setor de atividade
com maior número de beneficiários é a indústria
(extrativas e de transformação, eletricidade e gás,
água, esgoto, atividades de gestão de resíduo e descontaminação
e construção), com 29,6% dos beneficiários de planos
coletivos.
Os planos individuais, por outro lado, tiveram sua participação
reduzida no mercado nacional, passando de 21,7% para 20,9%.
A maioria dos beneficiários de planos de saúde fazem
parte da população economicamente ativa e tem entre 19 e
59 anos (63%). Esta foi a faixa com maior crescimento acumulado no período
entre 2005 e 2010 (33%). Outra faixa que vem registrando crescimento gradativo
é a dos beneficiários com 59 anos ou mais: 31,3% nestes 5
anos. Esta é uma tendência, devido ao envelhecimento natural
da população brasileira. (Revista Cobertura/CQCS)
10.05 - Respeito a união de homossexuais
Juiz diz que irá mudar de conduta e aprovar união de
homossexuais
O juiz da 2ª Vara da Família do Fórum Central de
São Paulo, Marco Aurélio Paioletti Costa Martins, afirmou
sexta-feira que terá de mudar de conduta e reconhecer as uniões
estáveis entre homossexuais, dado o efeito vinculante da decisão
do STF.
Martins aponta "fragilidades" na decisão do Supremo, mas admite
que não há mais espaço para a interpretação
dos juízes, que antes julgavam, em cada caso, os efeitos dos contratos
homoafetivos.
"Agora todos terão que seguir o STF", diz o magistrado, que
já julgou vários casos envolvendo tentativa de reconhecimento
de união estável entre homossexuais.
O juiz afirma que, na maior parte dos casos, "seguiu a Constituição"
e não concedeu aos gays o mesmo status de uma união heterossexual.
"Pelo prisma legal, eu não reconhecia, mas não passava
por preconceito", afirma ele.
Segundo Martins, a mudança mais imediata decorrente da decisão
do Supremo Tribunal Federal virá no direito sucessório, relativo
à transmissão de bens e direitos em decorrência de
morte.
A Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde
Suplementar), representante das operadoras de planos de saúde, disse
sexta-feira em nota que, desde 2010, entende que o companheiro do beneficiário
titular pode ser do sexo oposto ou do mesmo sexo.
Segundo a 29ª tabeliã de São Paulo, Priscila Agapito,
o registro da união estável de gays "já era questão
pacífica no âmbito cartorial". Os problemas começavam,
diz ela, quando o documento chegava a varas cíveis e de Família.
A corretora Krishna Ferraz, 32, que mora com a companheira há
cinco anos, disse que decidiu fazer o contrato após a decisão
do STF.
"Não fizemos antes porque, para ele ter validade, teríamos
que brigar muito na Justiça", afirma a corretora.
"Estou vivendo hoje meu 13 de Maio de 1888 [Abolição].
Estamos no caminho de sermos todos iguais", diz ela. (REYNALDO TUROLLO
JR. - Folha de S.Paulo)
09.05 - Fleury cria marca para atrair classe C
13 laboratórios adquiridos nos últimos nove anos serão
unificados sob a bandeira "a+"
O Grupo Fleury, laboratório especializado em medicina diagnóstica,
lançará no fim deste mês a marca a+ (assim mesmo, em
letra minúscula), focada nas classes B e C. A nova bandeira estará
presente em seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná,
Pernambuco e Rio Grande do Sul.
A a+ surge da unificação de 13 laboratórios, adquiridos
pelo grupo nos últimos nove anos, sob um mesmo nome. As bandeiras
Fleury, Weinmann (de Porto Alegre) e Campana (da capital paulista) não
serão integradas.
As bandeiras que passam a integrar a a+ são: Biesp, Criesp,
Lego, URP (SP), Qualitech (BA), Champagnat (PR), Paulo Loureiro (PE), Centro
de Mastologia, Daflon, Helion Póvoa e Maiolino (RJ) e Faillace (RS).
"A nova marca tem como proposta ser competitiva para o grupo B/C",
afirmou Omar Hauache, presidente do grupo. Ele espera que essa fatia, que
atualmente representa 30% da receita do grupo, faça o Fleury crescer
a taxas de dois dígitos por ano, a exemplo do que vem ocorrendo
nos últimos anos.
Em 2010, a empresa teve receita bruta de R$ 934,5 milhões, valor
13,9% superior à registrada em 2009.
A expectativa é que a empresa avance para um crescimento de
15% neste ano.
A criação da marca a+ -o que inclui treinamento da equipe
e modificações nos laboratórios que hoje atuam sob
outras bandeiras- consumiu cerca de R$ 20 milhões, afirma Hauache.
Segundo Rendrik Franco, diretor de estratégia e marketing do
Grupo Fleury, a nova marca terá presença forte nas mídias
sociais. Entretanto, diz, o produto não será voltado para
jovens. A intenção é atingir todas as faixas etárias
-os idosos gastam mais em saúde do que os jovens-, e por isso também
estão previstos, para o segundo semestre, comerciais de massa, que
tentarão conquistar o consumidor das classes B/C.
Os laboratórios unificados sob a marca a+ também oferecerão
serviços de coleta de produtos de saúde -como sobras de medicamentos
ou medicamentos vencidos, filmes de exames de imagem etc.- para seus clientes.
MAIS AQUISIÇÕES
Hauache espera concluir neste mês a compra do Labs D'Or -laboratório
de medicina diagnóstica com mais de 40 unidades no Rio de Janeiro.
A intenção de aquisição foi anunciada no fim
de 2010.
Segundo o presidente do Fleury, a aquisição do Labs D'Or
pode aumentar em 40% o faturamento do grupo.
Atualmente, o Fleury tem mais de 140 unidades, das quais 94 estarão
sob a bandeira a+. O grupo estima que tenha 8% do mercado nacional de medicina
diagnóstica.
Desde 2002, 25 marcas foram adquiridas pelo Fleury, sendo que parte
delas já havia sido incorporada a outras bandeiras do grupo.
(PAULO MUZZOLON - Folha de S.Paulo)
09.05 - A outra porta
S.Paulo - Hospital das Clínicas da USP planeja quadruplicar
serviço para pacientes privados; paliativo não oferece saída
para penúria geral do SUS
Volta à baila o tema controverso da segunda porta para pacientes
com planos privados de assistência como alternativa para financiar
hospitais públicos. Uma solução localizada e parcial,
mas não descartável, para a precariedade geral do sistema
de saúde.
O assunto ressurge por iniciativa do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP. O HC planeja quadruplicar o faturamento obtido
por essa via, esforçando-se por elevar de 3% a 12% o atendimento
de particulares.
Não se trata, portanto, de abrir uma porta separada, porque
ela já existe. Ao elevar o teto de atendimento para pacientes privados,
contudo, o hospital arrisca piorar a atenção para clientes
que entram pela porta do SUS (Sistema Único de Saúde).
A tendência, quando se criam trilhos paralelos, é dar
preferência no atendimento ao paciente pagante. Ficam, assim, prejudicados
aqueles que só contam com o SUS e perdem a vez na fila.
O argumento do superintendente do HC, Marcos Fumio Koyama, é
que a receita adicional advinda da ampliação do atendimento
aos planos de saúde permitirá atender mais pacientes do SUS
-e com mais qualidade.
Hoje, os 3% de pacientes pagantes geram receita de R$ 100 milhões
ao ano, ou 10,6% da receita total de R$ 940 milhões. Multiplicar
esse montante por quatro constitui excelente argumento pragmático
em favor do plano.
O exemplo mais citado parte do Instituto do Coração do
HC, o Incor. No seu caso, 18% dos leitos são reservados a pacientes
particulares, o que origina 50% da receita (a outra metade é provida
com recursos orçamentários).
Permanece, porém, o dilema ético aberto pela segunda
porta no HC. Mesmo que no futuro os recursos adicionais permitam melhorar
o serviço como um todo, é certo que haverá prejuízo
imediato para quem chega pela via do SUS.
A maneira de manter alguma equidade no sistema seria tornar a melhoria
do atendimento concomitante com o aumento dos recursos. Por exemplo, seria
possível vincular o aumento da receita a metas objetivas e mensuráveis
de redução de prazos de espera para realização
de consultas e exames.
A segunda porta não chega a ser uma solução generalizável,
contudo. Longe disso. A questão de fundo é o subfinanciamento
do SUS, que remunera de modo insuficiente os serviços prestados
por hospitais Brasil afora.
O atendimento paralelo oferece um mero paliativo, não a cura.
Só teria indicação para os males que afligem hospitais
públicos de excelência, como HC, que tem urgência dessa
injeção para manter a alta qualidade de sua medicina.
(Folha de S.Paulo)
09.05 - A primeira glosa a gente nunca esquece...
Não raras as vezes em que é necessário realizar
procedimento médico em paciente internado sob ordem de operadora
de planos de saúde e esta nega a autorização de cobertura
sob a alegação de que o paciente não a tem direito.
Nasce uma celeuma. O procedimento atrasa. Busca-se a autorização
do responsável pelo paciente, e este, ou consegue uma autorização
judicial de urgência que determine à operadora que arque com
os custos, ou, autoriza de imediato o procedimento e ao final recusa o
pagamento fazendo com que o prestador dos serviços de saúde
seja obrigado a buscar o pagamento junto ao Judiciário.
Este artigo começa com um título descontraído,
pois o tema já é pesado suficiente. Aturar o estresse administrativo
que rodeia aquela palavra de gosto amargo (não vou repeti-la), além
do já inerente ao exercício da medicina, não é
fácil, nem desejável.
Tais situações poderiam ser evitadas com a elaboração
de um bom contrato de credenciamento.
O primeiro passo é que o contrato seja instrumentalizado, ou
seja, posto no papel, lido, relido e assinado.
O segundo passo é que, dependendo do ramo da empresa de saúde,
o contrato obedeça às diretrizes fixadas nas Resoluções
Normativas nº 54/2004 ou 71/2004, ambas da Agência Nacional
de Saúde Suplementar.
Neste passo, o instrumento do contrato deve ser preciso, expondo de
forma clara e detalhada os direitos e obrigações de cada
parte contratante.
Deve-se colocar a qualificação completa com o número
do registro no CNES para as prestadoras de serviços médicos
e do registro na ANS, para as operadoras.
O perigo de ser vago
Clareza é a palavra-chave nesta relação de prestação
de serviços e isso precisa estar refletido no contrato. Deixá-lo
vago gera dúvida e isso, meus amigos, atrai aquela palavra que começa
com G, que retarda o pagamento pela operadora de planos de saúde,
podendo desestabilizar a mais organizada das prestadoras.
O ideal nem sempre é o que acontece na realidade: logo, se não
puder detalhar todos os procedimentos contratados para serem prestados
no objeto do contrato, ao menos no corpo deste há que ficar esclarecido
quais os procedimentos que poderão ser realizados e em que condições,
a fim de que a operadora não entrave o pagamento mediante a apresentação
de recursos visando apurar divergências entre o contratado e aquilo
que foi efetivamente prestado ao seu associado.
Devem ser detalhados, ainda, os prazos para faturamento e procedimentos
para pagamento, evitando-se sejam estes prazos muito longos e que haja
cláusula de prescrição do direito de cobrança
– muito comuns – prevendo o tempo de cobrança inferior ao tempo
legal de cinco anos previsto no artigo 206, § 5º do Código
Civil.
É fundamental constar a definição dos valores
contratados e a sua forma de reajuste. Cláusula genérica
estipulando como condição de reajuste novo acordo entre as
partes significa que enquanto estas não chegarem a uma solução
amigável, o preço pactuado continua sendo o mesmo e isto
pode tornar a atividade empresarial inviável. Até é
considerável estabelecer cláusula prevendo um novo estudo
para os preços e procedimentos, mas, condicionada a um reajuste
com base em índices oficiais até que o novo ajuste seja estabelecido.
Devem ser claras as regras acerca dos eventos e atos médicos
autorizados sem a intervenção administrativa da operadora
e aqueles cuja realização deve ser precedida de autorização.
O contrato ideal prevê em que condições clínicas
do paciente não será necessária referida autorização,
evitando-se que o prestador seja responsabilizado por omissão de
socorro, que a operadora negue autorização ou que a cobrança
seja feita ao paciente.
O ideal é que fique estabelecido que, diante de uma situação
clínica que torne o procedimento inadiável, a operadora fique
responsável pelo pagamento com o direito de regresso em face do
seu beneficiário, caso este não tenha direito ao procedimento.
Por fim, vale dizer que os instrumentos de contrato, quando claros
e precisos, impedem o retardamento no pagamento e que o prestador de serviços
tenha que se socorrer do Judiciário para receber pelos serviços
prestados, seja do paciente ou da operadora que o contratou.
Por isso, fundamental que as empresas de saúde que prestam serviços
para beneficiários de operadoras de planos de saúde estejam
garantidas por um bom contrato de credenciamento. (Gabriel
Mesquita Rodrigues Filho - Saúde Business Web)
06.05 - Auditoria: uma oportunidade para médicos
Área tem progredido com o desenvolvimento do setor. No entanto,
o profissional não é valorizado da mesma forma pelos estados
e municípios
O especial "Além do estetoscópio" tem mostrado oportunidades
para profissionais de saúde fora da área clínica.
Processos de auditoria no setor é uma possibilidade dentre inúmeras
outras que surgem em meio ao desenvolvimento da Saúde como, por
exemplo, acreditação e projetos em TI.
"Auditoria em Saúde é uma área que está
progredindo, pois as instituições cada vez mais percebem
a importância de implementar processos de gestão e avaliá-los",
explicou a médica Rosane Amaral, do departamento de auditoria federal
do Sistema Único de Saúde (SUS).
A profissão não exige nenhuma qualificação
específica. Pelo contrário, busca profissionais com diferentes
formações como contadores, economistas, pedagogos, engenheiros,
assistentes sociais, entre outros.
Os auditores são direcionados de acordo com a necessidade de
cada instituição de saúde. Os médicos, por
exemplo, têm maior expertise para apurar um óbito ou analisar
prontuários de pacientes. "Acho interessante atuar na área
depois de ter trabalhado no atendimento clínico, com a população",
ressaltou Rosane.
Para atuar junto ao sistema público de saúde é
preciso conhecer a fundo a legislação do SUS. "O auditor
precisa entender como funciona o financiamento dos programas, pois analisamos
os repasses de recursos para os estados e municípios", explicou
Rosane.
De acordo com ela, o governo promove cursos de especialização
para o desenvolvimento desses profissionais. No entanto, a valorização
do auditor varia entre os estados. Existem aqueles, como Mato Grosso do
Sul e Bahia, que possuem plano de carreira para tais profissionais. Enquanto
outros não promovem nenhum tipo de concurso para o exercício
da profissão.
"Há dez anos estou neste trabalho. É uma boa opção.
Mas temos que pleitear para que todos possam ter sua carreira e, assim,
ter o direito de uma remuneração diferenciada. Até
para atrair mais pessoas para a área", enfatizou Rosane.
(Verena Souza - Saúde Business Web)
06.05 - MP dos Hospitais Universitários será revista
Transferência da gestão para a Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (Ebserh) não poderá ferir a autonomia acadêmica
O relator da Medida Provisória 520/10, deputado Danilo Fortes
(PMDB-CE), irá modificar o texto da medida para deixar claro que
a alteração da gestão dos hospitais universitários
para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não
poderá ferir a autonomia universitária.
De acordo com a Agência Câmara, o relator divulgou
os principais pontos do seu parecer durante audiência pública
da Comissão de Educação e Cultura sobre a MP, realizada
na terça-feira. A MP cria a Ebserh (uma empresa privada de direito
público) para padronizar e normatizar a contratação
de funcionários para os hospitais universitários federais.
Os representantes dos servidores das universidades são os principais
opositores da MP. Eles afirmam que a medida privatiza a gestão dos
hospitais.
Entre as alterações que fará na MP, Fortes citou:
"Colocação clara do princípio da autonomia universitária,
a utilização de eventuais lucros em investimentos na própria
unidade hospitalar, a participação do Ministério da
Saúde dentro do Conselho Administrativo, a criação
do controle social e a garantia que os dirigentes da empresa serão
escolhidos pela comunidade acadêmica."
Críticas
O ex-diretor-geral do Hospital Universitário da Universidade
de Brasília Gustavo Romero, que pediu demissão na segunda-feira
(2) por discordar da MP, afirmou que não houve discussão
com a comunidade acadêmica e que a proposta não resolve os
complexos problemas que envolvem o funcionamento de um hospital-escola.
Um dos autores do pedido da audiência, o deputado Rogério
Marinho (PSDB-RN) considera que a proposta atinge a essência da autonomia
universitária. Ele mostrou dados que mostram que o Hospital de Clínicas
de Porto Alegre, que serviu de modelo para a elaboração da
MP, recebeu nos últimos anos o dobro de recursos de instituições
que funcionam em cidades muito maiores. Marinho questiona a razão
pela qual o governo federal afirma que tem recursos para essa reestruturação
dos hospitais, mas não usa para atender já as instituições.
"A MP fere frontalmente o artigo 207 da Constituição,
porque cria uma estatal e essa estatal passa a ter autonomia inclusive
para promover as ações pedagógicas e de ensino da
instituição. E mais, o governo diz o seguinte: na hora em
que a estatal for estabelecida, está resolvido o problema de financiamento
dos hospitais. Ora, se o governo ela tem o recurso para fazer isso, por
que não o faz no modelo atual?", questiona o deputado.
O representante da Associação Nacional dos Dirigentes
das Instituições Federais de Ensino Superior e novo diretor
do Hospital da UnB, João Batista de Souza, afirmou que não
está claro se as instituições que não aderirem
à empresa continuarão a receber recursos do governo federal.
O secretário nacional do ensino superior do MEC, Luís
Claúdio Costa, garantiu que os repasses vão continuar. "Hoje,
as verbas são distribuídas mediante uma matriz. Então,
temos uma matriz orçamentária, que verifica a quantidade
de professores, de servidores, de atendimento. Se a universidade entender:
eu tenho um modelo, eu quero fazer dessa forma, ela vai receber os recursos
que a matriz destina a ela", afirmou.
O relator acredita que a MP estará pronta para ser votada na
próxima semana. (Saúde Business Web)
06.05 - HC ampliará atendimento para planos de saúde
O Hospital das Clínicas vai ampliar de 3% para 12% os atendimentos
que realiza para planos de saúde. Apesar de críticas porque
a "dupla porta" privilegiaria os pacientes conveniados, o projeto é
defendido pelo superintendente do HC, o médico Marcos Fumio Koyama.
Segundo ele, a mudança vai permitir ampliar e melhorar o atendimento
aos pacientes do SUS. "Hoje, os planos pagam 3% dos atendimentos do HC,
mas o que eles pagam (R$ 100 milhões por ano) já responde
por 10,6% das nossas receitas", disse Fumio ao jornal Folha de S.Paulo.
Segundo as contas do superintendente, cada paciente com plano de saúde
gera recursos suficientes para atender entre três ou quatro pacientes
do SUS. Dessa forma, se os planos de saúde pagarem 12% dos procedimentos
do hospital, eles serão responsáveis por injetar recursos
que podem alcançar até 40% do orçamento atual do HC.
Um exemplo desse modelo é o Instituto do Coração
do HC, em que 18% dos atendimentos feitos a pacientes de planos geram 50%
da receita - os restantes são do tesouro público. (Destak)
05.05 - Saúde de gente grande?
Microempresas viram filão para convênios e já respondem
por 90% das vendas corporativas em algumas operadoras. Produto, no entanto,
envolve mais riscos
Os cerca de 6 milhões de negócios de pequeno porte estabelecidos
no Brasil são o novo alvo das operadoras de planos de saúde,
que estão de olho em um mercado de ouro, representado por 99% das
empresas formais do país. Agora, negócios com um único
funcionário podem contratar planos de saúde corporativos,
que têm como atrativo o preço entre 20% e 30% mais barato
que o modelo individual ou familiar. Especialistas em direito do consumidor
alertam que para os pequenos, o contrato só vale a pena se realmente
tiver custos significativamente menores que os planos individuais, já
que os riscos são maiores.
Até então as grandes empresas eram o foco dos convênios
médicos. Como as vendas para esse filão deixaram de se expandir
com o mesmo vigor de antes, a atenção se volta para o mercado
das microempresas. Para atingir esse pequeno grande público, que
pode ser traduzido em 14 milhões de trabalhadores em todo o país
– sendo 2 milhões em Minas – os planos desenvolveram produto e marketing
para fisgar os microempreendimentos, principalmente aqueles entre 1 e no
máximo 30 funcionários. Em Minas, são mais de 600
mil estabelecimentos com até 9 funcionários, o que corresponde
a 93,2% das empresas formais. Nas operadoras que desenvolveram a estratégia,
os contratos fechados com o setor chegaram a crescer, no ano passado, mais
que o dobro do total apurado pela carteira.
No ano passado, 91% dos contratos firmados pela cooperativa Unimed-BH
foram para os pequenos negócios, que em dois anos aumentaram sua
participação em 200%, atingindo 10% da carteira da cooperativa.
Na Bradesco Saúde, os seguros de pequeno grupo avançaram
35,9% no ano passado, contra um crescimento geral de 18,3%. Na Santa Casa
Saúde, voltada para a venda de planos para classes C e D, os contratos
para os pequenos negócios avançaram 15%, ante um crescimento
do plano de 8%.
COPARTICIPAÇÃO
Segundo Marcelo Coury, superintendente comercial da Unimed-BH, para
alavancar as vendas no segmento foi desenvolvida a modalidade de coparticipação,
onde o usuário pode escolher o valor da parcela. Há também
uma divisão do pagamento do plano entre o empregador e empregados.
Ele explica que como na Região Metropolitana de Belo Horizonte 95%
das empresas têm até 30 funcionários, o plano foi formatado
para atender a partir de quatro empregados. “Mesmo o negócio com
apenas um funcionário pode aderir, desde que o beneficiário
tenha três dependentes”, esclarece.
O presidente da Bradesco Saúde, Márcio Coreolano, diz
que o convênio corporativo pode sair até 30% mais barato.
“Um dos grandes atrativos do produto é reduzir o absenteísmo”,
defende o executivo. Segundo ele, os seguros para pequenos grupos cresceram
quase duas vezes mais que a arrecadação total e já
ultrapassaram a carteira individual e familiar. Na Santa Casa Saúde
a informação é de que os planos corporativos para
negócios com até 10 funcionários custam de 25% a 30%
menos que o produto individual.
PERSONAGEM DA NOTÍCIA
Gerente diminui faltas
A gerente de Recursos Humanos da Sudeste Construções
e Empreendimentos Patrícia Diniz contratou um plano médico
para 22 funcionários. A pequena empresa do setor de construção
civil decidiu assumir o custo total, sem exigir coparticipação
dos empregados. A empresa arca com R$ 1,8 mil por mês para bancar
o plano de saúde dos funcionários, o que dá exatos
R$ 81,82 por empregado. “Na ponta do lápis, as faltas ao trabalho
saíam mais caras para a empresa do que o plano”, conta Patrícia
Diniz. Ela revela que o benefício do plano médico reduziu
em 98% as ausências motivadas por idas ao médico. Detalhe:
como assume o custo, a empresa exige que as consultas médicas ocorram
fora do horário de trabalho. “No plano coletivo, o empregado pode
entrar sem cumprir carência”, acrescenta Patrícia. (Marinella
Castro - Estado de Minas)
05.05 - Reajuste sem controle da ANS
Os planos coletivos para micro e pequenas empresas seguem reajustes
anuais previstos em contratos, diferentemente dos convênios médicos
individuais que deixaram de ser atrativos para as operadoras, principalmente,
por terem seus reajustes controlados pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e regras rígidas para a rescisão contratual.
No plano corporativo, caso o grupo se torne caro, o percentual de reajuste
pode ser revisto.
É preciso ficar atento também à chamada sinistralidade.
Se um beneficiário de um grupo pequeno ficar doente, a manutenção
daquele grupo cresce para operadora. Daí é preciso saber
se o risco é dissolvido por toda a carteira da operadora, pela carteira
dos pequenos negócios ou apenas pelo grupo, o que é bastante
arriscado para o consumidor. “Existe o risco de esses contratos se tornarem
caros e haver rescisão unilateral”, alerta Hênio Nogueira,
especialista em direito do consumidor e planos de saúde.
Para Nogueira, antes de assinar um contrato para até 10 usuários,
a empresa deve calcular a economia do modelo corporativo. “Se os valores
não forem realmente atrativos, com diferença de pelo menos
30%, é melhor firmar um contrato individual”, alerta Nogueira.
No contrato corporativo a rescisão pode ser unilateral, com
aviso prévio de 30 dias. “Isso significa que se o contrato passar
a não interessar, a operadora pode simplesmente cancelá-lo.”
Já nos planos individuais ou familiares a rescisão só
ocorre por fraude ou falta de pagamentos. Antes de contratar um plano,
é importante ficar atento também à sua área
de abrangência. Para o custo cair, muitos contratos são formatados
com coberturas locais ou regionais. (Marinella Castro
- Estado de Minas)
05.05 - Venda de genéricos cresce 32% no 1º tri
Vencimento de patentes de medicamentos populares, como o Viagra e o
Lipitor, ajuda a impulsionar vendas
Expansão é recorde para um primeiro trimestre desde o
surgimentos dos genéricos, em 2001
O aumento da renda da população, aliado à expansão
do programa Farmácia Popular e ao lançamento de novos produtos
a partir de patentes recém-expiradas, está fazendo as vendas
de genéricos disparar.
As vendas cresceram 32% no primeiro trimestre, ante igual período
do ano passado, e chegaram a 123,7 milhões de unidades. Em faturamento,
a alta foi de 37,4% (para R$ 1,7 bilhão), na mesma base de comparação.
O crescimento, recorde para um primeiro trimestre desde que o surgimento
dos genéricos, em 2001, acontece sobre uma base de crescimento também
recorde.
Em 2010, o setor cresceu 33,1%, ante uma média ao longo da década
de 25% ao ano. Em faturamento, a alta no ano foi de 37,7%, atingindo R$
6,2 bilhões.
Os três medicamentos mais populares lançados como genéricos
no ano passado -atorvastatina (genérico do Lipitor, de combate ao
colesterol), valsartanta (do Diovan, para hipertensão) e sildenafil
(do Viagra, para disfunção erétil)- já detêm,
juntos, 3,8% do mercado, em faturamento.
"As pessoas estão conseguindo comprar medicamentos que antes
não conseguiam", diz Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos,
associação das indústrias de genéricos e responsável
pelos dados.
Finotti cita o caso do medicamento contra colesterol alto, cuja caixa
custava cerca de R$ 200 e agora pode ser encontrado por R$ 80 a R$ 90 na
versão genérica.
O programa Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitamente
mediante receita média, também está impulsionando
as vendas.
Os oito medicamento oferecidos pelo programa já representam
14,6% das vendas da indústria, ante 12% no primeiro trimestre do
ano passado. Um grande impulso veio em fevereiro, quando o governo incluiu
na lista medicamentos de uso contínuo para hipertensão e
diabetes. "Quando o consumidor descobrir que pode pegar o medicamento de
graça na farmácia, vai haver grande migração
para a Farmácia Popular", acredita Finotti.
ANVISA
Segundo a Pró Genéricos, o setor também ganhou
um aliado no governo: a Anvisa. Desde o início do ano, a nova diretoria
da agência reguladora reabilitou uma gerência exclusiva para
o registro de genéricos. Essa gerência exclusiva foi extinta
na gestão de Dirceu Raposo de Mello, durante o governo Lula. "Com
a nova gestão, o processo de registro está mais rápido",
diz Finotti.
No primeiro trimestre, o número de novos genéricos aprovados
pela agência cresceu 72,5%. Foram 88 novos medicamentos, ante 51
no ano passado.
Cópias de medicamentos de referência cuja patente já
expirou, os genéricos já detêm 24,1% do mercado farmacêutico
nacional. (MARIANA BARBOSA - Folha de S.Paulo)
04.05 - Nova promessa sobre cartão do SUS
Governo agora diz que implementará programa até fim do
governo Dilma
O Ministério da Saúde fez nova promessa de implementar
o Cartão SUS até o final do governo Dilma Rousseff. Segundo
portaria publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União,
municípios de grande e médio porte, que já têm
cartões próprios, deverão emitir o novo modelo em
até um ano. Em outros 4 mil municípios com menos de 20 mil
habitantes, o ministério vai fornecer os cartões e o sistema
informatizado, que devem identificar o histórico médico e
rastrear onde ocorre o atendimento de cada paciente. A portaria também
criou um portal do SUS, onde a população poderá consultar
suas informações.
Nos últimos 11 anos, o governo já gastou quase R$400
milhões tentando implantar o Cartão SUS, mas o programa até
hoje é um fracasso, especialmente porque o Ministério da
Saúde distribuiu cartões para municípios sem sistema
informatizado e as peças acabaram adormecendo em prateleiras das
prefeituras. Nas cidades que desenvolveram programas de gestão de
saúde, os softwares são incompatíveis com as ferramentas
de outras localidades.
- O cartão foi (aos municípios) sem sistema. A diferença
é que nós vamos disponibilizar o sistema para os municípios.
Hoje, são padrões tecnológicos distintos. Os sistemas
não conversam entre eles. O que que restou do cartão: o cadastro
- disse o secretário de Gestão Estratégica e Participativa
do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro.
Inicialmente, o Ministério da Saúde vai implementar o
programa em mil cidades, que já têm sistema de regulação
de consultas e atendimentos, mas não têm Cartão SUS.
É o caso de Curitiba. (O Globo)
04.05 - Governo tenta ressuscitar Cartão SUS novamente
Registro não terá chip e será mais barato; meta
é ter banco de dados de paciente
Após 12 anos do início da implantação,
o projeto teve vários contratos investigados por suspeita de fraude
O governo federal pretende comprar 200 milhões de cartões
magnéticos, ao custo estimado de R$ 24 milhões, na tentativa
de ressuscitar o projeto do Cartão Nacional de Saúde, o Cartão
SUS.
Promessa da presidente Dilma Rousseff (PT) na campanha, a ideia é
que todos os municípios tenham implantado o sistema de informática
que gerencia os cartões, e que cada brasileiro receba seu cartão
até 2014, segundo o Ministério da Saúde.
O objetivo é registrar todas as consultas e internações
dos usuários num banco de dados, para que os médicos tenham
um histórico do paciente e o ministério gerencie melhor os
recursos da saúde.
Segunda-feira o governo publicou uma portaria onde reforma todo o projeto,
tornando-o mais simples e barato do que o previsto pela gestão anterior,
lançado em 2010.
Os novos cartões não terão chip ou tarja magnética
como previsto, o que reduz seu preço para algo em torno de R$ 0,12
contra R$ 5 do anterior. O nome e número do paciente serão
anotados no cartão nos postos de saúde.
Após 12 anos do início de implantação,
o projeto já consumiu mais de R$ 450 milhões (valor não
atualizado) e hoje é, basicamente, um banco de dados de 192 milhões
de nomes, com pelo menos 25% deles repetidos ou errados. Contratos de confecção
do cartão são investigados por suspeita de fraude.
Os milhões de cartões emitidos em etapas anteriores já
saíam com o nome do paciente, e a maioria nem chegou a ser entregue
devido a erros de cadastro.
No ano passado, o ministério chegou a tentar adquirir novos
softwares para cadastrar e gerir os dados dos pacientes. A ideia foi descartada.
Agora, será usado gratuitamente o sistema Siga, da cidade da São
Paulo, que será distribuído para todas as cidades sem sistema
próprio.
Os 13 milhões de paulistanos que têm o cartão da
prefeitura receberão novos cartões, mas não deixarão
de ser atendidos se não apresentarem o novo número.
As cidades que já têm sistemas próprios terão
um prazo para se adaptar.
Os dados dos pacientes serão colocados em um sistema na internet.
Segundo Odorico Monteiro, secretário de Gestão Estratégica
e Participativa do ministério, o governo quer que o Programa Nacional
de Banda Larga obrigue a inclusão de todas as unidades de saúde
do país.
Será feito um pacto entre Estados e o governo federal para dotar
as unidades de saúde de pequenos municípios de computadores.
"O projeto é importante para melhorar a gerenciamento dos dados
e a qualidade do atendimento ao usuário", afirmou Odorico.
(DIMMI AMORA - Folha de S.Paulo)
04.05 - União homoafetiva entra na pauta do Supremo
Os julgamentos de dois processos que tratam da união homoafetiva
devem acontecer, nesta quarta-feira (4/5), no Plenário do Supremo
Tribunal Federal. Tratam-se de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
e de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
— ambas sob a relatoria do ministro Ayres Britto.
A ADI foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República e tem
dois objetivos: declarar de reconhecimento da união entre pessoas
do mesmo sexo como entidade familiar e estender os mesmos direitos dos
companheiros de uniões estáveis aos companheiros nas uniões
entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo a PGR, “se deve extrair diretamente da Constituição
de 1988, notadamente dos princípios da dignidade da pessoa humana
(artigo 1º, inciso III), da igualdade (artigo 5º, caput), da
vedação de discriminações odiosas (artigo 3º,
inciso IV), da liberdade (artigo 5º, caput) e da proteção
à segurança jurídica, a obrigatoriedade do reconhecimento
da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar”.
O argumento principal da ADPF, por sua vez, proposta pelo estado do
Rio de Janeiro, é o de que o não reconhecimento da união
homoafetiva contraria preceitos fundamentais constitucionais como igualdade
e liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana.
A ADPF pede que o STF aplique o regime jurídico das uniões
estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às
uniões homoafetivas de funcionários públicos civis
do estado. A intenção é fazer com que os dispositivos
do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio de Janeiro,
que tratam sobre concessão de licença, previdência
e assistência, também alcancem os homossexuais. Com informações
da Assessoria de Comunicação do STF.
ADI: 4277
ADPF: 132 (Consultor Jurídico)
03.05 - Médicos em estado de alerta contra operadoras
Os médicos brasileiros estão em estado de alerta e cobram
das operadoras de planos e seguros de saúde respostas às
reinvindicações da categoria. Na sexta-feira (29), foi divulgado
documento no qual são ressaltados a necessidade de valorização
do profissional (com reajustes de honorários e com o estabelecimento
de regras em contratos) e de fim da interferência antiética
na autonomia dos profissionais. Confira abaixo a íntegra da carta
aberta às empresas.
O texto foi aprovado em reunião ampliada organizada pela Comissão
Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), composta por representantes
da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal
de Medicina (CFM), e Federação Nacional dos Médicos
(Fenam). No encontro, participaram representantes da categoria de todos
os estados e várias especialidades que, juntos, avaliaram o movimento
de paralisação realizado em 7 de abril, quando os profissionais
suspenderam o atendimento de planos de saúde durante 24 horas.
Na reunião também foram discutidos os desdobramentos
do protesto. “O dia 7 de abril foi o start, o ponto de partida, para que
fosse iniciado a negociação das entidades estaduais junto
às operadoras de planos. Este processo será acompanhado e
apoiado pelas entidades nacionais”, assegurou o 2º vice-presidente
do CFM, Aloísio Tibiriça, coordenador da Comsu.
O representante da AMB, Florisval Meinão, ressaltou que o ato
de 7 de abril tornou pública “a realidade injusta de abuso das operadoras”.
No entanto, ele alertou para a importância de que as negociações
se mantenham, assim como a mobilização da categoria. Márcio
Bichara, representante da Fenam na Comsu, concorda e ressalta que cabe
aos médicos estarem unidos em torno das bandeiras defendidas pelas
entidades de classe.
Confirma a íntegra do documento abaixo:
CARTA ABERTA ÀS OPERADORAS DE PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE
No dia 7 de abril os médicos brasileiros suspenderam o atendimento
a planos e seguros de saúde em todo o país por honorários
dignos, pelo fim das interferências antiética na autonomia
profissional e por condições adequadas de assistência
à população.
A manifestação, liderada pela Associação
Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades
médicas, foi bem sucedida, conforme avaliação de reunião
ampliada das entidades médicas em 28 de abril de 2011, em Brasília.
Neste momento, nos dirigimos publicamente às operadoras da saúde
suplementar para reiterar que os médicos que atendem planos de saúde
entram – a partir de hoje – em estado de alerta nacional.
Até junho, as entidades estaduais – representadas em Comissões
de Honorários Médicos – conduzirão o processo de negociação
com as empresas, contando com o amplo apoio da AMB, do CFM e da Fenam.
Abertos ao diálogo, esperamos ver atendida a seguinte pauta
mínima:
a) reajuste dos honorários médicos tendo como referência
os valores da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos), já corrigidos pela inflação;
b) contratualização com os planos de saúde, conforme
exigência da Resolução Normativa nº 71/2004, da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que significa
inserção dos critérios de reajuste nos contratos.
c) fim da interferência antiética e desrespeitosa dos
planos de saúde na autonomia do trabalho médico.
Após o prazo limite, assembléias de médicos serão
realizadas em todos os estados para analisar propostas concretas das operadoras
e definir as próximas ações do movimento. Esperamos
que as negociações cheguem a bom termo, evitando enfrentamentos
e desdobramentos possíveis.
A AMB, CFM e Fenam tem ainda a expectativa de que os pleitos serão
atendidos, pois embasam um movimento em defesa da saúde e da vida
dos cidadãos.
Associação Médica Brasileira (AMB)
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Federação Nacional dos Médicos (Fenam)
(Portal do CFM)
03.05 - Novos modelos de pagamento hospitalar
Existe há tempos um consenso entre os profissionais e especialistas
da área, que o atual modelo de remuneração hospitalar
pelas operadoras de planos de saúde está esgotado.
Este modelo é baseado no conceito de “remuneração
por procedimento”, onde os preços dos serviços hospitalares
geralmente estão dissociados dos custos de sua prestação,
além do que este modelo promoveu uma contenção dos
valores das diárias e de diversas taxas de serviços hospitalares.
Ao mesmo tempo, houve aumento significativo das despesas com insumos (materiais,
medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais - OPME),
onde está concentrada a principal parcela das margens dos hospitais,
o que também gera um estímulo à super utilização/cobrança
destes insumos.
Não obstante, ainda não estava estabelecido um consenso
sobre qual seria o sistema ideal para substituir o vigente.A ANS – Agência
Nacional de Saúde – criou, no início de 2010, um Grupo de
Trabalho sobre a remuneração de hospitais, formado por representantes
de entidades hospitalares e de operadoras de planos de saúde e tem
como objetivo definir um novo modelo para a sistemática de remuneração
dos hospitais que atuam na saúde suplementar.
O objetivo deste Grupo de Trabalho é o de desenvolver novas
sistemáticas que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços
prestados, tornando esses a sua fonte de receita primária.
Numa primeira fase este Grupo definiu três modelos básicos
de remuneração, de acordo com a previsibilidade dos processos
assistenciais:
A idéia é que mesmo nos procedimentos de baixa previsibilidade,
a “conta aberta” seja aprimorada, com uma redução de itens,
que ao mesmo tempo reflitam com mais fidelidade os custos reais dos hospitais.
Numa segunda fase, o Grupo vai implantar estes sistemas de remuneração
na forma de pilotos e vai discutir pontos controversos, como reajustes,
incorporação tecnológica, aquisição
de material, indicadores de performance e autorização. Há
também um consenso, estimulado inclusive por parte da ANS, de que
o novo sistema deve incorporar o conceito de pagamento por performance.
Este é um ponto nevrálgico da discussão, uma vez que
é necessário se estabelecer metodologias para a análise
da performance da assistência hospitalar e para a aplicação
desta análise ao modelo de remuneração dos hospitais.
Neste ponto, os mais conceituados especialistas apontam a metodologia
utilizada em outros países, mas ainda embrionária no Brasil:
o DRG.
Diagnosis Related Groups — DRG — é um sistema de classificação
de pacientes internados em hospitais que foi desenvolvido a partir dos
anos 60 por um grupo interdisciplinar de pesquisadores da Yale University,
EUA.
No final da década de 70, passou a ser utilizado como base para
o pagamento a hospitais do estado de New Jersey, EUA.
Em 1983, após várias revisões, a classificação
DRG foi incorporada pelo Medicare, como a ferramenta para um novo sistema
de pagamento aos hospitais contratados.
Desde então, o DRG tem sido objeto de interesse tanto de estudos
acadêmicos como na sua aplicação prática para
os sistemas de saúde de diversos países: Canadá, Austrália,
Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, Alemanha, França,
Holanda, Bélgica, Áustria, Suíça, Noruega,
Dinamarca, Suécia, Finlândia, Coréia do Sul, entre
outros.
O sistema de classificação correlaciona os tipos de pacientes
atendidos pelo hospital, com os recursos consumidos durante o período
de internação, criando grupos de pacientes coerentes, do
ponto de vista clínico e similares ou homogêneos quanto ao
consumo dos recursos hospitalares, denominados DRGs.
A metodologia utiliza técnicas estatísticas e computacionais,
juntamente com conhecimentos de medicina e dos processos de atendimento
hospitalar.O DRG é uma nova forma de definição do
perfil nosológico dos hospitais (case-mix), e também de mensuração
do “produto hospitalar”, permitindo que se utilize uma abordagem de gerenciamento
baseada não só na administração dos insumos,
como também no controle do processo do trabalho médico –
performance da assistência, permitindo a análise da “linha
de produção hospitalar” correspondente a cada grupo de diagnóstico.
Uma série de trabalhos científicos demonstrou que indicadores
simples, tais como o custo médio por paciente internado, não
são eficazes para mensurar a performance hospitalar, uma vez que
são influenciados pelo perfil etário, sexo, estágio
da doença, comorbidades e outras variáveis de confusão.
Já o DRG mostrou ser, com rigor estatístico, uma ferramenta
eficaz nesta análise de performance.
O sistema de pagamento baseado no DRG está embasado em dois
fatores: custos médios e complexidade relativa, analisada à
luz do enquadramento nos DRGs.
A UNIMED BH implantou em 2008 o maior estudo DRG em rede hospitalar
privada do hemisfério Sul, como parte do trabalho de apoio à
qualificação da sua rede prestadora.
O DRG permite avaliar o desempenho dos hospitais, apontando as fragilidades
e potencialidades de cada instituição. A metodologia, em
geral, foi bem recebida pelos prestadores hospitalares e com ela seria
possível se criar no futuro mecanismos de remuneração
diferenciada, de acordo com índices de desempenho de cada hospital.
Seria altamente recomendável que os membros do Grupo de Trabalho
da ANS conhecessem este projeto da Unimed BH. (Eduardo Blay
- Saúde Business Web)
03.05 - SUS vai passar a oferecer implante e aparelhos dentários
O governo federal incluiu procedimentos de ortodontia (correção
dos dentes) e implante dentário no programa Brasil Sorridente, do
SUS.
Caberá às secretarias de saúde estaduais e municipais,
oferecer os novos serviços. O custo adicional dos tratamentos será
de R$ 134 milhões.
Lançado em 2004, o programa Brasil Sorridente já oferece
tratamento de gengiva, canal e exames para detecção de câncer
bucal. A ampliação do programa foi uma promessa de campanha
de Dilma Rousseff. (Folha de S.Paulo)
02.05 - Overbook no Pronto Socorro
Quem tem plano de saúde e necessita de atendimento em Pronto
Socorro na Cidade de São Paulo está com problema.
Usuários do SUS sempre tiveram este problema, mas agora é
geral: longas horas de espera para ser atendido se não estiver em
situação de plena emergência.
Demora a atender e quando consegue vem aquela sensação
de que o médico entra de costas no consultório para poder
sair mais rápido para atender outro já que a remuneração
é baixa.
Uma razão antiga é a ‘mania que todo mundo tem’ de não
procurar o serviço ambulatorial indo direto para o PS, no fundo
para uma consulta médica.
Não vai regularmente ao médico para consulta e exames
de rotina, e quando surge algum sintoma ‘parecido com coisa ruim’ corre
ao PS ‘com medo da dorzinha no peito’, na maioria das vezes ocasionada
por gases.
Mas o que está realmente ‘agravando o sufoco’ do PS é
o overbook.
O governo passou a ficar mais esperto no controle das vendas de passagens
aéreas depois da catástrofe – ainda temos problemas de atrasos
de vôos, mas diminuiu sensivelmente o overbook na época dos
grandes feriados e eventos. Sempre teve a responsabilidade de fazer isso,
mas passou a fazer realmente de forma adequada depois do período
catastrófico.
A Anatel fiscaliza a disponibilidade de banda para ligações
telefônicas e acesso à Internet, o que diminuiu bastante a
reclamação de perda de ligações – continuamos
reclamando muito do preço, do Telemarketing, das ‘promoções
tipo negócio da China’ e do Call Center das operadoras, mas a disponibilidade
e qualidade melhoraram.
Bem ... ninguém está fiscalizando de forma adequada se
a rede credenciada da operadora de planos de saúde tem capacidade
para atender a quantidade de associados !
Cá entre nós: você já ouviu alguém
dizendo que tentou comprar um plano de saúde e a operadora tenha
se negado porque não tem disponibilidade de atendimento na rede
credenciada ?
Acredito que não.
É melhor nem observar o crescimento do número de associados
em saúde suplementar em relação à oferta de
serviço: se prestar atenção poderá ficar preocupado
a ponto de precisar de um PS ... e será ruim.
O overbook não é só em relação á
capacidade física de atendimento (salas e equipamentos físicos
disponíveis) mas também em relação à
quantidade de médicos interessados em trabalhar em PS.
Não é (nunca foi) ‘sonho de consumo’ da maioria dos médicos
trabalhar em Pronto Socorro ... já não se quer ser pediatra
ou clínico geral, quanto mais ficar ‘dando plantão’ !
É comum você chegar ao PS, ver muita gente na recepção,
segurança, e hotelaria e um monte de consultórios ... vazios
por falta de médico.
O caos aéreo recente aconteceu porque não se deu atenção
adequada ao overbook enquanto era caos ... enquanto ainda não era
catastrófico – todo mundo percebia e ‘profetizava o que estava para
acontecer’, mas o governo não fez nada ... e o resultado nem é
bom lembrar.
O serviço de saúde não se preocupa com isso, porque
quanto mais lotada estiver a porta melhor – assim como para a companhia
aérea se sobrar passageiro no vôo não é problema.
O serviço de saúde só se preocupa ‘se faltar passageiro’,
o que está muito longe de acontecer.
O problema é estrutural: de saúde pública e não
de saúde privada, apesar de acontecer na saúde suplementar
– somente o governo pode resolver: os serviços de saúde isoladamente
não querem.
Diferente do overbook na companhia aérea, onde o cliente perde
um negócio ou um período de relaxamento em uma viagem de
turismo, em saúde o que se perde pode ser o cliente – para ser mais
claro: a vida do nosso cliente.
E como todo problema estrutural é melhor que a atenção
seja dada antes da catástrofe, uma vez que o caos já é
fato e não pode mais ser evitado.
Pode duvidar do cenário – mesmo assim vou torcer para que não
tenha que comprovar que não é exagero na prática,
como eu mesmo comprovei tendo um plano de saúde considerado ‘top’,
em um serviço de saúde considerado ‘top’ ! (Enio
Salu - Saúde Business Web)
02.05 - Em 10 anos, Grande S.Paulo perde 20 hospitais
Entre as causas estão má gestão e baixa remuneração
por parte das operadoras
Um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas
e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp) constatou
que nos últimos dez anos, a Grande São Paulo perdeu 20 hospitais
particulares. Somente no último mês foram fechadas três
unidades. Entre as causas estão má gestão e baixa
remuneração por parte das operadoras.
A situação mais recente foi a do Complexo Hospitalar
Paulista (CHP), na Consolação, que teve de transferir os
pacientes às pressas no último dia 21 por causa de uma ação
de despejo. O prédio foi esvaziado e a equipe médica não
teve chance de levar nem os prontuários dos internados.
Além disso, também no mês de abril foram fechados
o Hospital Panamericano, na Vila Madalena, e o Hospital e Maternidade de
Mauá, ambos da operadora Samcil. Segundo a publicação,
a empresa enfrenta uma grave crise e recebeu prazo da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) para negociar sua carteira de beneficiários
até hoje.
Dados informam que as duas últimas unidades da rede que ainda
estão abertas - Hospital Vasco da Gama, no Brás, e Hospital
e Maternidade São Leopoldo, em Santo Amaro - funcionam de forma
precária e estão sendo esvaziadas.
Segundo o sindicato, os hospitais menores e mais periféricos
têm baixo poder de negociação com as operadoras e acabam
sendo muito mal remunerados. Além disso, são comuns
os casos em que as operadoras negam o pagamento de serviços ou pagam
apenas parte. (Saúde Business Web)
02.05 - Sogra: Parente por afinidade com vínculo permanente
A sogra é motivo de polêmica e piadas. Ontem, dia 28 de
abril, é o dia nacional que a homenageia. Esta figura emblemática
da relação do casal encontra previsão no nosso ordenamento
jurídico. A partir do casamento ou união estável,
o seu sogro ou sogra torna-se seu parente por afinidade, vínculo
este que não se encerra nem mesmo com o divórcio do casal.
É o que determina o atual Código Civil, que regula as regras
sobre o parentesco e a relação de família, incluindo
herança, alimentos, regime de bens, etc.
De acordo com o artigo 1.593 do Código Civil, o parentesco pode
ser natural ou civil, isto porque ocorrer por vínculo sanguíneo
— quando descendem do mesmo tronco ancestral — ou por afinidade. A afinidade
surge da relação familiar decorrente do vínculo do
casamento ou das relações entre companheiros em razão
da união estável. Trata-se, portanto, de vínculo criado
pelo nosso legislador, não se tratando de vínculo consanguíneo.
No aspecto jurídico, a contagem de graus de parentesco por afinidade
é semelhante às regras do parentesco consanguíneo.
Assim, o sogro será parente em primeiro grau em linha reta por afinidade
do seu genro, bem como o cunhado será seu parente em segundo grau
e assim por diante.
Salienta-se que o artigo 1.595, parágrafo primeiro, do Código
de Processo Civil, limita o parentesco por afinidade apenas aos ascendentes
(pais), aos descendentes (filhos, netos) e aos irmãos do cônjuge.
Ou seja, são parentes por afinidade o sogro, a sogra, a nora, o
genro e os cunhados.
Com o fim do casamento ou união estável, extingue-se
o vínculo, e com isso, o parentesco por afinidade, exceto em relação
ao sogro ou sogra, genro ou nora, em conformidade ao artigo 1.595, parágrafo
segundo, do Código Civil. Assim, apenas o vínculo entre cunhados
se desfaz.
Alguns doutrinadores justificam que referida permanência do parentesco
por afinidade se justifica por questões sociais, morais e éticas,
bem como sucessórias (herança).
Frise-se que a sogra e o sogro concorrem com o(a) cônjuge no
direito sucessório, na ordem da sucessão hereditária
(artigos 1.790 e 1.829 do Código Civil).
Ressalta-se, ainda, que genros e noras estão impedidos de casarem-se
ou viverem em união estável com seus ex-sogros e ex-sogras,
como reza o Código Civil no artigo 1.521, inciso II: “Não
podem casar: II - os afins em linha reta”.
No aspecto alimentar, relembramos ainda que sogros e sogras podem ser
acionados em ações de alimentos caso seus filhos não
contribuam de maneira satisfatória com o sustento de seus(as) netos(as)
(artigos 1.696 e 1.698 do Código Civil). Neste sentido, há
interessante e recente decisão do Egrégio Superior Tribunal
de Justiça (Recurso Especial 958.513 / SP Recurso Especial 2007/0129470-0,
ministro Aldir Passarinho Junior, 4ª Turma).
Por fim, importante relembrar recente alteração do nosso
ordenamento jurídico — Lei número 12.398/2011, que inseriu
o parágrafo único no artigo 1.589 no Código Civil
— incluiu o direito de visitas aos sogros e sogras, quer dizer, aos avós.
Desta forma, nota-se que o direito de família e sucessório
incluiu direitos, deveres e obrigações à sogra, sendo
importante que esta os conheça para evitar problemas presentes e
futuros, com a sua nora ou genro sempre tão queridos. (Luciana
Campregher Doblas Baroni - Consultor Jurídico)
29.04 - Um novo olhar na atuação jurídica em saúde
Após pouco mais de uma década como advogada na área
de saúde suplementar, ouso traçar um paralelo entre a atuação
dos advogados e dos médicos, dos hospitais, dos laboratórios
e dos planos de saúde: enquanto os últimos aguardam o aparecimento
de um paciente doente para iniciarem suas atividades, os colegas da área
jurídica esperam pelo surgimento de um problema para começarem
a agir.
Assim como a doença é o foco do sistema de saúde
suplementar, os advogados têm a atenção voltada para
o problema. Entretanto, as atuais necessidades da sociedade nos obrigam
a desenvolver um novo olhar, quebrando paradigmas e alterando o nosso foco
de atenção e atuação.
Sem mudanças significativas no sistema, os custos com a saúde
continuarão crescendo acima do nível aceitável para
a sociedade, sem nenhum reflexo na qualidade assistencial ou satisfação
do paciente.
Há necessidade, conforme preconiza a ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar), de tornar o setor suplementar em um ambiente
de produção de ações de saúde nos territórios
da promoção, proteção, recuperação
e reabilitação da saúde dos indivíduos, com
o estabelecimento de vínculo entre profissional da área e
beneficiários e, principalmente, responsabilização
das operadoras pela gestão da saúde de seus favorecidos.
Por isso, a ANS vem estimulando o desenvolvimento de programas de promoção
de saúde e prevenção de doenças desde 2004.
Todo este esforço tem sido realizado com propósito
de desenvolver modelos de atenção baseados na produção
do cuidado, respondendo, desta forma, à necessidade da integralidade
da atenção à saúde.
Dos meus 13 anos de atuação na saúde suplementar,
cinco foram dedicados à área da promoção da
saúde e prevenção de riscos e doenças, que
contribui para a mudança do modelo assistencial vigente no sistema
de saúde e para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários
de planos, visto que grande parte das doenças que acomete a população
é passível de prevenção.
Da mesma forma que a saúde suplementar necessita das mudanças
significativas no setor, que já estão ocorrendo, os advogados,
que antes tinham uma postura de inviabilizar negócios na atuação
da empresa ao citar os riscos, agora se deparam com a necessidade de mudar
seu foco de atuação para garantir a viabilidade de projetos.
Além de dominar o Direito, o advogado precisa entender a área
de atuação do seu cliente, ter foco no negócio, agilidade
e objetividade, torná-lo possível e seguro e também
ser um profissional capaz de apresentar resultado na lucratividade da empresa
e novos caminhos para o sucesso.
Vamos exercitar nossa flexibilidade e nos adaptarmos à nova
realidade? (Milva Gois - Última Instância)
29.04 - 240 mil processos no setor de Saúde
Maior parte destes processos é referente a reclamações
relacionadas ao acesso a medicamentos e a procedimentos médicos
do SUS
Um balanço realizado pelo Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) desde maio de 2010 mostra que tramitam atualmente no Judiciário
brasileiro 240.980 processos judiciais na área de saúde,
as chamadas demandas judiciais da saúde.
Segundo a instituição, a maior parte destes processos
é referente a reclamações de pessoas que reivindicam
na Justiça acesso a medicamentos e a procedimentos médicos
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além de vagas em
hospitais públicos e ações diversas movidas por usuários
de seguros e planos privados junto ao setor.
Os dados integram um estudo que vem sendo realizado pelo CNJ
junto com o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde
- nos tribunais de Justiça e tribunais Regionais Federais das cinco
regiões. Estima-se que esses dados sejam concluídos dentro
das próximas semanas para subsidiar discussão sobre o que
acontece no país, nesta área, em junho - em encontro do Fórum
Nacional do Judiciário para a Saúde, a ser realizado em Brasília.
O estudo deverá apresentar números um pouco maiores,
quando estiver concluído, porque ainda faltam ser acrescentadas
informações de três tribunais de Justiça: Paraíba,
Pernambuco e Amazonas (que já se prontificaram a encaminhar seus
dados nos próximos dias). Mas já revela que as piores situações
são observadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo
e Rio de Janeiro.
A análise indica que no Rio Grande do Sul, o Tribunal de Justiça
(TJRS) concentra quase metade de todas as demandas do país: 113.953
ações judiciais sobre saúde. Em segundo lugar, São
Paulo (TJSP) possui 44.690 ações. E o Rio de Janeiro (TJRJ)
possui 25.234 ações em tramitação.
Outros destaques, em menor escala, são os tribunais de Justiça
do Ceará (TJCE, com 8.344 ações), Minas Gerais (TJMG,
com 7.915 ações) e o Tribunal Regional Federal da 4ª,
região (TRF 4), que compreende os estados de Rio Grande do Sul,
Paraná e Santa Catarina (onde tramitam, atualmente, 8.152 ações).
(Saúde Business Web)
29.04 - Falta de remédio de alto custo
Gasto do governo com remédios via ação judicial
cresce 5.000% em 6 anos
No ano passado, Ministério da Saúde usou R$ 132,58 milhões
para comprar medicamentos de alto custo cujo fornecimento havia sido determinado
pela Justiça - em 2005, o valor era de R$ 2,24 milhões; União
foi citada em 3,4 mil processos do gênero em 2010
Os valores gastos pelo Ministério da Saúde para cumprir
decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos
de alto custo aumentaram mais de 5.000% nos últimos seis anos. Foram
gastos R$ 2,24 milhões em 2005 contra R$ 132,58 milhões em
2010.[ ]
Segundo José Miguel do Nascimento Junior, diretor do Departamento
de Assistência Farmacêutica do ministério, os valores
gastos no ano passado representaram 1,8% do total do orçamento destinado
ao departamento.
No ano passado, a União foi citada em cerca de 3,4 mil ações
judiciais em busca de medicamentos. Em 2009 foram pelo menos 3,2 mil processos
do gênero. Na maioria dos casos, a Justiça determinou a entrega
de medicamentos de alto custo - usados especialmente no tratamento oncológico
ou de doenças raras.
Para o advogado Julius Conforti, que se dedica exclusivamente a ações
judiciais na área médica e de saúde desde 2004, a
judicialização é o efeito da ausência de medicamentos
de ponta na lista das drogas cobertas pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
"A judicialização da saúde não é
um fenômeno que surgiu do nada, sem motivo algum. O grande problema
é o déficit da atualização da listagem dos
medicamentos de alto custo, especialmente os da área oncológica",
diz. "E o governo se preocupa muito em tratar o efeito (as ações)
em vez de se preocupar com a causa."
A recepcionista Viviane Martins Madeixo, de 37 anos, por exemplo, teve
de recorrer à Justiça para conseguir receber dois medicamentos
indicados pelo médico para o tratamento de uma leucemia - um tipo
de câncer no sangue que afeta a medula óssea.
As medicações são de alto custo, não constam
da lista do SUS e Viviane não teria como comprá-las. "A caixa
de um dos remédios custa R$ 400. E eu tomo oito comprimidos dele
ao dia. O outro remédio custa R$ 140 e dura apenas duas semanas",
diz. No total, a recepcionista gastaria R$ 680 por mês se tivesse
de pagar pelos medicamentos.
Em tratamento há quase um ano, Viviane atribui sua vida ao resultado
da ação judicial. "Se não tivesse iniciado o tratamento,
poderia estar morta", afirma.
Listagem. Para Conforti, se todos os medicamentos de última
geração estivessem incluídos na listagem do SUS os
custos seriam mais baixos, já que seria possível fazer compras
maiores e negociar preços. "Se a judicialização causa
uma desprogramação do orçamento, é preciso
pensar em formas de resolver isso."
Nascimento, do Ministério da Saúde, diz que a lista do
SUS é atualizada a cada dois anos e contempla vários medicamentos
que possuem ações similares àqueles pedidos judicialmente.
"O SUS não é uma farmácia privada. Nem mesmo as
farmácias têm todos os medicamentos requisitados. Para um
remédio ser incorporado à lista, o SUS leva em consideração
segurança e custo efetivo. E ainda há muitos medicamentos
usados para tratar doenças não descritas na bula", afirma
Nascimento.
Álvaro Nagib Atallah, professor de medicina baseada em evidências
da Unifesp, concorda que há remédios que possuem evidência
de que funcionam e não são implementados na rede. Mas, diz
ele, por outro lado, há muita medicação de alto custo
demandada pela Justiça e nem sempre existem evidências.
Ele é um dos coordenadores do curso Direito à Saúde
Baseada em Evidências, direcionado a promotores, juízes, advogados
e defensores. O curso é ministrado no Hospital Sírio-Libanês
em parceria com o Ministério da Saúde (mais informações
nesta página).
"Estima-se que cerca de 10% da demanda judicial seja relacionada à
saúde. O Judiciário não está preparado e não
tem base científica para tomar esse tipo de decisão. A ideia
do curso é difundir a cultura da tomada de decisões baseada
em evidências."
Douglas Henrique Marin dos Santos, procurador federal da Advocacia-Geral
da União, diz que ainda é muito difícil reverter as
decisões judiciais, especialmente porque faltam informações
com base científica.
"Se houver informação científica disponível,
fica mais fácil até para a gente poder recorrer. O recurso
é finito e é preciso fazer escolhas. Ainda é um grande
desafio, pois uma vez que um juiz determina a entrega de um medicamento,
é muito difícil você retirar isso", afirma.
PARA ENTENDER
Quem decide entrar com uma ação para receber um remédio
pode acionar qualquer esfera de governo: municipal, estadual ou federal.
Como as prefeituras têm menos recursos, em geral, os advogados processam
o Estado onde o paciente mora. As ações contra a União
são mais raras porque tendem a ser mais demoradas.
Despesas
O governo de São Paulo gasta cerca de R$ 57 milhões por
mês para atender a cerca de 25 mil ações judiciais
ou processos administrativos relacionados à saúde que estão
em andamento. (Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo)
28.04 - O setor de saúde, os juros e os investimentos
É sabido que tanto o setor público de saúde, quanto
o setor privado sofrem influencia direta do humor da economia. Enquanto
o primeiro depende da arrecadação que se reverte em investimentos
no segmento (SUS), o segundo (setor privado) é dependente principalmente
do mercado de trabalho, visto que cerca de 80% dos beneficiários
possuem planos empresariais.
Ou seja, quanto maior o dinamismo do crescimento e desenvolvimento
econômico, maior será o nível de arrecadação
e investimentos no setor público, bem como haverá maior geração
de empregos e aumento do número de beneficiários em planos
empresariais.
Porém, há alguns fatores que contribuem diretamente para
que eventos extra-setor tenham impacto menor no desempenho do setor. Por
exemplo, melhoria de processos, investimentos, campanhas de prevenção,
fusões e aquisições como maneira de gerar ganhos de
sinergia, entre outras medidas que podem reduzir a dependência do
retorno das operações financeiras das empresas.
Nesse contexto, a economia brasileira vive um momento ímpar,
pois cresceu fortemente em 2010 (7,5% - o maior nível desde 1986),
os investimentos são crescentes, bem como o nível de emprego
e renda, fatores que fomentam a atividade no setor de saúde. Entretanto,
o ônus dessa conjuntura favorável é a necessidade de
combater a alta contínua da taxa de inflação e o remédio
amargo mais recomendado é a elevação da taxa de juros
básica (Selic), que implica em redução do nível
de investimento no setor e estimula os investimentos em ativos financeiros
(ex: renda fixa, ações, etc.).
Ainda em relação a taxa de inflação, é
importante destacar que a aceleração dentro do grupo de serviços
de saúde é superior ao IPCA total, com variação
de 7,3% em 12 meses encerrados em março último, enquanto
a aceleração do IPCA no mesmo período foi de 6,3%,
dinâmica esta que tem se repetido nos anos recentes. Devemos recordar
que o reajuste médio autorizado pela ANS nos últimos 5 anos
foi de 6,7% para os planos dedicados às pessoas físicas.
Estas condições ajudam a compreender o desequilíbrio
entre planos coletivos e individuais, além da dificuldade de repassar
a elevação de custos aos respectivos planos, sobretudo pela
elevada incorporação tecnológica que ocorre no setor
de saúde. (Alex Agostini - Saúde Business Web)
28.04 - Pressão alta atinge 23% dos adultos no Brasil
Dado é de pesquisa do Ministério da Saúde, feita
com 54 mil pessoas
Rio é a capital com mais hipertensos; estudo encontrou mais
mulheres do que homens com a doença
Possível indutora de infartos e derrames, a pressão alta
já atinge quase um quarto dos brasileiros.
O dado, divulgado ontem, é de pesquisa feita por telefone pelo
Ministério da Saúde, com adultos das 27 capitais.
O pesquisador perguntava ao entrevistado se ele já havia sido
diagnosticado com hipertensão. Responderam afirmativamente 23,3%.
Mas o percentual de pessoas que têm a doença pode ser
maior ainda, porque parte da da população não faz
exames regulares de pressão.
Segundo Marcus Malachias, presidente do departamento de hipertensão
da Sociedade Brasileira de Cardiologia, dados das sociedades de cardiologia,
hipertensão e nefrologia colhidos em 2010 apontam que 30% dos brasileiros
têm pressão alta.
A diferença para os números do Ministério da Saúde,
afirma, se deve à metodologia. "A entrevista por telefone só
se refere a quem sabe que tem a doença."
Na pesquisa do governo, o problema foi mais comum entre as mulheres,
principalmente na faixa dos 50 anos. Uma das causas pode ser a menopausa,
afirma Maria Cláudia Irigoyen, presidente da Sociedade Brasileira
de Hipertensão. Ela explica que o hormônio estrógeno,
cuja produção cai na menopausa, dá uma "proteção
natural" contra aumento de pressão.
Por isso, diz, a mulher deve se esforçar mais para manter o
peso, praticar exercícios e reduzir o consumo de sal.
Outra explicação para o grande número de mulheres
diagnosticadas com hipertensão é que elas vão mais
ao médico do que os homens.
"In loco, vemos que há mais homens com hipertensão",
diz Malachias, da sociedade de cardiologia.
DIETA INDUSTRIALIZADA
Entre as capitais do país, o Rio é a que tem mais hipertensos
declarados na pesquisa: 29,2%. Em último lugar, fica Palmas, com
13,8%.
Libânio afirma que a variação está ligada
à proporção de idosos em cada cidade.
Além da idade, são fatores de risco para a doença
o estresse, o sedentarismo e o excesso de sal na dieta. O aumento do consumo
de comida industrializada favorece o aparecimento do problema.
O Ministério da Saúde anunciou no início do mês
um acordo com a indústria para reduzir o teor de sódio em
diversas categorias de alimentos até 2020.
A pasta também passou a distribuir gratuitamente, em fevereiro
remédio contra a hipertensão. Com isso, a entrega de drogas
foi de 600 mil em janeiro para 1,3 milhão de unidades em fevereiro.
(ANGELA PINHO - Folha de S.Paulo)
28.04 - Hipertensão: Controle da doença em idosos ganha
diretriz
Nesta semana, duas associações americanas de cardiologia
lançaram, pela primeira vez, diretrizes para prevenção
e controle da hipertensão em idosos.
O consenso foi definido pela American College of Cardiology Foundation
e pela American Heart Association.
Segundo o texto, 64% dos homens e 75% das mulheres acima dos 70 anos
têm pressão alta, o que aumenta o risco de infarto, derrame,
diabetes e doenças renais.
Mas apenas um em cada três homens dessa faixa etária e
uma entre quatro mulheres controlam a pressão arterial adequadamente.
O consenso estabelece que a pressão arterial deve ser menor
que 14 por 9 em pessoas de até 79 anos, mesmo padrão para
pacientes adultos. Mas, em idosos acima de 80 anos, a pressão máxima
pode ser de até 14,5.
Segundo Celso Amodeo, cardiologista especialista em hipertensão
do HCor (Hospital do Coração), a pressão em idosos
pode ser mais alta do que a considerada normal.
"A pressão baixa nessa idade pode levar a mais internações,
quedas e fraturas. Há pacientes com pressão maior que 14
por 9 e que se sentem melhor assim."
Outra recomendação do consenso norte-americano é
medir a pressão dos idosos sentados e também em pé.
Isso porque a pressão pode mudar em diferentes posições,
diz Marcus Malachias, presidente do departamento de hipertensão
da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
"A pressão do idoso é mais baixa quando ele está
em pé, o que chamamos de hipotensão postural. Assim, podemos
controlar também essa medida", diz Malachias.
O documento afirma ainda que o tratamento em idosos deve começar
com mudanças no estilo de vida, como a prática de atividade
física e o controle do peso.
Se a hipertensão persistir, o tratamento com medicamentos deve
ser considerado. Inicialmente, as doses devem ser as mais baixas e aumentar
gradualmente.
Os especialistas, no entanto, afirmam que o mais importante é
individualizar o tratamento do idoso.
"Diretrizes são orientações. O objetivo é
conseguir a pressão mais baixa possível com a maior qualidade
de vida", diz Amodeo. (MARIANA VERSOLATO - Folha de S.Paulo)
27.04 - Fechamento de hospitais e a carência de leitos
Faltam leitos para atender pacientes em hospitais públicos e
particulares
O recomendado pelo Ministério da Saúde seriam entre 2,5
e 3 leitos para cada mil habitantes. Mas a taxa nacional é de 2,3
leitos.
Números do Ministério da Saúde mostram o tamanho
do problema enfrentado por quem busca atendimento nos hospitais, faltam
leitos, principalmente na rede particular.
Só na Região Metropolitana de São Paulo, 15 hospitais
privados fecharam as portas, nos últimos cinco anos.
Os doentes chegam, mas têm uma surpresa desagradável.
Um hospital particular, na Zona Oeste de São Paulo, fechou as portas
no início do mês.
“É difícil, eu estou precisando”, reclamou uma paciente.
Zenaide tem plano de saúde. Com fortes dores na coluna, precisou
procurar atendimento em outro lugar. “É sentir mais dor, mais humilhação
e raiva”, disse.
O fechamento de hospitais prejudica principalmente a população
de baixa renda. Outro hospital da capital que parou de funcionar tinha
200 leitos e a maioria era destinada a pacientes do SUS.
“Eles não deixaram nem entrar. Vou levar em outro hospital,
se eu achar”, contou uma mãe.
Segu