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29.05 - Idosos estão sob risco da hepatite C
A hepatite C será um problema de saúde cada vez mais presentes entre idosos, o que demanda uma preparação dos serviços de saúde, alertaram especialistas reunidos ontem em São Paulo para evento científico que marca os 20 anos da descoberta do vírus C da doença.
A hepatite é uma doença infecciosa que pode gerar danos ao fígado a longo prazo e é transmitida principalmente por via sexual e instrumentos infectados com sangue contaminado, como alicates de manicures. Gera 16,5 mil casos anuais no País. Estudos feitos na capital paulista entre 2002 e 2003 apontam, no entanto, que, entre 50 e os 59 anos, o porcentual dos que têm anticorpos contra o o vírus da doença (o que denota infecção no passado) é de 3,8%, contra 1,4% na população geral.
A presença dos anticorpos, no entanto, não significa que todas as pessoas necessitarão de tratamento. Mas , como o desenvolvimento da hepatite C é de longo prazo e a população está vivendo cada vez mais, os problemas causados pela infecção, como cirrose, varizes de esôfago, alterações hematológicas e câncer de fígado, poderão se manifestar na idade avançada.
O cientista americano Harvey Alter, responsável pelo sequenciamento proteico do vírus HCV há 20 anos, destacou ontem a que os mais velhos foram os mais expostos aos principais meios de transmissão do vírus no passado, como a transfusão de sangue contaminado."O vírus não é novo, ele está aqui há muito tempo, mas no passado não éramos preocupados com esterilização, a transfusão de sangue não era segura. As pessoas infectadas ficam mais velhas e há maior risco de a doença se manifestar, pois elas desenvolvem deficiências imunológicas. A presença do vírus por 40 ou 50 anos começa a trazer problemas."
Segundo enfatizou o especialista, também no Japão e nos Estados Unidos a curva por faixa etária mostra que a presença de anticorpos contra o HCV entre os mais jovens é insignificante, mas começa a subir a partir dos 50 anos e continua até os 80, idade em que muitos pacientes descobrem ter câncer. "Hoje, muitas vezes o idoso só descobre que tem o vírus depois de dar entrada com hemorragia gastrointestinal no pronto-socorro", complementa Evaldo Araújo, responsável pelo comitê de hepatites virais da Sociedade Brasileira de Infectologia, organizadora do evento, patrocinado por dois dos principais fabricantes de drogas contra a doença. "A mensagem principal é a de que as pessoas mais velhas pensam que não estão sob o risco da hepatite C. E nós devemos dizer a elas que estão, a prevalência de anticorpos é maior nessa faixa etária. Essas pessoas foram mais expostas ao vírus", continuou Araújo. "Não queremos gerar pânico, mas alertar ", concluiu Alter.
Araújo enfatizou ainda que nem todos os pacientes que se descobrirem portadores do vírus necessitarão ser tratados. O médico brasileiro defendeu, porém, que todos os idosos que puderem sejam testados para a doença em seus check-ups. Ele enfatiza, no entanto, que ainda não há consenso para a testagem geral da população, pois os exames não adiantariam sem uma adequada estrutura para tratamento.
Durante o evento, Qui-lim Choo, cientista americano que participou da descoberta do vírus da hepatite C, enfatizou que o desenvolvimento de uma vacina contra a doença ainda está distante. "Mas as vacinas poderão ser usadas como tratamentos junto com as medicações existentes", afirmou.
DADOS SOBRE A  DOENÇA
16,5 mil casos de hepatite C ocorrem no País, por ano 3,8% é o índice de pessoas entre 50 e 59 anos que têm anticorpos contra a doença - ou seja, já foram infectadas pelo vírus - na capital 1,4% é o índice na capital
de infectados na população geral. (Agência Estado)

29.05 - OMS: Pode faltar verba contra febre amarela
A crise econômica mundial e os surtos no Brasil colocam em risco programas internacionais de combate à febre amarela. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez terça-feira um alerta inédito: o programa internacional contra a doença pode simplesmente acabar em 2010 diante da falta de recursos, deixando milhões de pessoas desprotegidas, principalmente na África.
Entenda a doença, seus sintomas e veja a situação no Brasil
O estoque emergencial de vacinas deve terminar no ano que vem e, por enquanto, a OMS não tem dinheiro para comprar mais nem para saldar uma dívida milionária. Há um mês, o Fundo Global contra Aids, Tuberculose e Malária anunciou que estava reduzindo em 10% todo o orçamento de novos projetos. Ontem, a OMS concluiu dois dias de reunião sobre a situação da febre amarela. Entre os participantes estavam representantes da Fiocruz, que é um dos três maiores fornecedores de vacina contra a doença.
Sem dinheiro da OMS para comprar as vacinas, esses laboratórios não têm como investir em uma ampliação da produção. "Sabemos que, se chegássemos com ordens de médio prazo e em volumes grandes para as empresas, esses laboratórios estariam mais do que dispostos a ampliar sua produção", diz Rosamund Lewis, líder da Iniciativa contra a Febre Amarela da OMS.
Se parte da solução está no Brasil, parte do problema se deve à volta de surtos da febre amarela no País. Com o aumento no número de casos no Brasil e na África, a OMS ficou sem parte de seu estoque de 6 milhões de doses da vacina. O Ministério da Saúde brasileiro compra estoques da vacina e não há risco de falta no País. Para 2009, foram adquiridos 28,5 milhões de doses.
Recursos
A constatação da OMS é de que os doadores abandonaram os programas nos últimos meses por causa da crise e, hoje, a entidade tem um rombo de US$ 186 milhões. Sem dinheiro e com dívidas, a OMS não tem como avançar seus projetos de imunização de populações na Nigéria e em Gana.
Para a OMS, a crise financeira terá impacto direto sobre o combate contra o vírus da febre amarela. "Se olharmos para além de 2009, já vemos restrições sérias de financiamento", disse William Perea, coordenador de intervenção e prontidão epidêmica da entidade. Para ele, não há dúvidas de que, com a crise, governos que costumavam fazer doações suspenderam os pagamentos. "Apesar de a produção da vacina ter triplicado desde 2001, a manutenção do programa agora está limitada por falta de recursos para comprar esses produtos e distribuí-los já em 2009", disse.
Na avaliação de Fenella Avokey, representante do escritório regional da OMS na África, sem os recursos, milhões de crianças ficarão expostas à doença. Há ainda o risco de que o aquecimento global espalhe o vírus ainda mais. Por ano, 52 mil pessoas morrem de febre amarela no planeta. A doença, transmitida por mosquitos, infecta 206 mil por ano.
"Para 2011, o Programa da OMS contra a Febre Amarela não tem recursos nem para os estoques emergenciais nem para as campanhas contínuas de prevenção", afirmou Rosamund Lewis. Segundo ela, os programas de vacinação, prevenção e resposta a surtos terão de ser interrompidos. Isso só mudaria se a OMS recebesse novos recursos. O que mais preocupa é que a população mais vulnerável está nos países mais pobres. Na África, 508 milhões de pessoas vivem em zonas de risco. Na América do Sul, nove países têm a doença como endêmica, entre eles o Brasil.
Números
43 casos de febre amarela foram registrados no Rio Grande do Sul e em São Paulo entre novembro de 2008 e abril deste ano, segundo dados do Ministério da Saúde 16 mortes foram confirmadas no mesmo período por causa da doença 2,2 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram aplicadas no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, 1,5 milhão de pessoas foram imunizadas 28,5 milhões de doses de vacina foram adquiridas pelo País para este ano. A previsão para 2010 é de que haja um aumento na compra (Agência Estado)

29.05 - Conselhos de Saúde em Defesa do SUS
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Coordenação Nacional de Plenárias de Conselhos de Saúde organizam movimento nacional em defesa do SUS. A atividade acontecerá em Brasília, no dia 03 de junho de 2009, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional.
Estarão no evento representantes de Conselhos de Saúde, movimentos sociais e profissionais de saúde em defesa do SUS. A Plenária terá início às 9 horas com grande concentração para abertura dos trabalhos com a participação de parlamentares e representações de governo convidadas para a atividade.
A mobilização terá uma concentração inicial em uma tenda montada para o evento e depois os participantes do encontro realizarão mobilização no Congresso Nacional em favor da Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 e também a fim de conseguir apoio para que não sejam aprovadas as matérias referentes ao Projeto de Lei Complementar 92-A/2007 – que trata da criação das Fundações Públicas de Direito Privado – e ao Projeto de Emenda Constitucional 233/08 (PEC 223/08) – que propõe a Reforma Tributária.
É importante uma grande participação popular para que os parlamentares entendam que os movimentos sociais são contra os projetos de lei em trâmite no Congresso e a favor da Emenda 29, que destinará recursos para a área da saúde. (CNS)
 
 
 
 
 

28.05 - Expectativa de vida do brasileiro aumentou em 3 anos
Um levantamento do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que a expectativa de vida do brasileiro aumentou, em média, três anos. E as mulheres vivem mais do que os homens.
A aposentada Rosa Maria Barbosa confirma a estatística. A tataravó completa 107 anos na próxima quinta-feira. As mãos não escondem a firmeza de Rosa. As linhas de barbante são a companhia perfeita da aposentada, que não larga o crochê.
O documento de identidade prova, são 106 anos e uma memória de dar inveja. O nascimento dela ainda está fresquinho, foi em um cafezal.
Quem nasce em 1997 viveria em média 73 anos. Para as que nasceram em 2007 a expectativa é de 76 anos e cinco meses. Rosa já ultrapassou esses números, ela é uma das mulheres mais velhas de Sorocaba. Um exemplo para a filha Lucia, de 83 anos. (Tem Mais)

28.05 - OMS: Mais dados antes de decidir vacina
E por ora, a agência diz que mantém o alerta da doença em fase 5, o que indica pandemia 'iminente'
A Organização Mundial da Saúde quer continuar a monitorar a disseminação do vírus H1N1, antes de emitir uma orientação para a produção de vacinas de gripe pandêmica,  disse um alto representante da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Estamos no processo do desenvolvimento mais básico da vacina", disse o diretor-geral assistente da organização, Keiji Fukuda.
O trabalho em andamento no estudo do vírus continuará até o fim de junho ou julho, depois do quê as empresas farmacêuticas podem começar a desenvolver vacinas, disse Fukuda.
A OMS espera fazer recomendações sobre o melhor equilíbrio entre uma vacina específica para a gripe H1N1 e outra para a gripe comum "em algum momento durante o verão" (do hemisfério norte), disse ele.
"Não queremos fazer a recomendação muito cedo porque estamos monitorando, diariamente, como a situação evolui".
Na semana passada, a OMS havia decidido reformular sua escala de seis etapas para alerta de pandemia, a fim de refletir melhor a severidade do vírus circulante, e não apenas sua disseminação.
Fukuda disse que a agência planeja reunir cientistas e especialistas em saúde pública nas próximas semanas, para recolher sugestões de como ajustar as definições de pandemia.
Por ora, a OMS diz que mantém o alerta em fase 5, o que significa que uma pandemia é "iminente", e busca sinais de que outras regiões do mundo estejam sofrendo uma disseminação ampla do vírus, como a vista na América do Norte.
"Isso, em si, poderia ser o suficiente para nos levar á fase 6 de pandemia", disse ele.
O Reino Unido e outros países atingidos pela gripe pressionaram a assembleia anual da OMS, realizada na semana passada, para uma reelaboração da escala de alerta.
Fukuda disse que altas autoridades da OMS concordaram que há riscos em chegar rápido demais ao nível máximo da escala.  (Reuters/Agência Estado)

28.05 - Mercado de genéricos deve dobrar até 2011
No acumulado dos últimos 12 meses até março, o setor movimentou US$ 2 bilhões em vendas
A participação dos genéricos no mercado brasileiro de medicamentos deverá dobrar até 2011, estima o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), Odnir Finotti. Hoje, a categoria responde por 18% do mercado farmacêutico. No acumulado dos últimos 12 meses até março, o setor movimentou US$ 2 bilhões em vendas.
"O segmento se converteu no motor do crescimento da indústria farmacêutica", disse Finotti, destacando que as vendas dos genéricos crescem em patamares superiores aos da indústria de medicamentos. De acordo com Finotti, este salto na participação dos genéricos no mercado, até 2011, acontecerá mediante a finalização do período de patente de medicamentos de largo consumo como o Liptor, para controle de colesterol.   (Carina Urbanin -InvestNews/Saúde Business Web)
 
 
 
 

27.05 - Suspeitas de gripe alavancam custo de operadoras
Para cada 1% da população brasileira que apresentar suspeitas da gripe suína, o custo para operadoras de planos de saúde chega a R$ 200 milhões.
Os cálculos são da Marsh Saúde e Benefícios, de um estudo realizado entre abril e maio, baseado nos custos referentes apenas ao atendimento inicial aos pacientes com suspeita de infecção. Ainda que o resultado do exame seja negativo, só de procurar o atendimento, o paciente já gera um custo, que envolve os exames de urina, raio-X, medicamentos e outros procedimentos.
O custo médio desse atendimento, padronizado em protocolos do Ministério da Saúde, fica em cerca de R$ 488, segundo Sheila Clezar, diretora-executiva da Marsh Saúde e Benefícios, responsável pelo estudo. "Considerando que a população que tem hoje plano privado no Brasil é de cerca de 40 milhões, se 1% dessa população, que são 413 mil pessoas, passar pelo atendimento, chegaremos aos R$ 200 milhões", diz.
"Não esperamos chegar a esse nível, mas é preciso atentar para o efeito que uma pandemia como essa pode provocar nas operadoras de saúde, pois os custos do atendimento dos suspeitos feitos em instituições públicas, mesmo de quem possui plano de saúde, são repassados para as operadoras."  (Guilherme Barros - Folha de S.Paulo)

27.05 - ANS: Fiscalização tem o apoio de 17 de instituições
A Agência Nacional de Saúde (ANS) conta com o apoio de 17 Procons estaduais e municipais, com o objetivo de promover um intercâmbio entre as instituições para a troca de informações, materiais institucionais e experiências em relação ao setor de saúde suplementar. A iniciativa faz parte da política de aproximação com os órgãos de defesa do consumidor em todo o país para diminuir cada vez mais ó número de processos contra abusos de operadoras de planos de saúde.
A agência já tem parceria de cooperação com os Procons do Ceará, Piauí, Amapá, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Salvador, Pará, Fortaleza, Bahia, Espírito Santo, Sergipe, Minas Gerais, Ribeirão Preto e Distrito Federal.
Atualmente, são cerca de 50 milhões de beneficiários da saúde suplementar no país, sendo 40,1 milhões de planos de assistência médica e 10,4 milhões de assistência exclusivamente odontológica.
Associados atentos
Para o presidente do Procon-DF, Sávio Cavallari, a parceria é muito importante para o consumidor.
– Reflete grande avanço e maturidade por parte dos órgãos de defesa do consumidor e permite o aprimoramento da troca de informação de caráter preventivo – ressalta.
O diretor de Fiscalização da ANS, Eduardo Sales, lembra que é preciso haver mudança de cultura e despertar a consciência dos cidadãos que possuem plano de saúde.
– É preciso educá-los para o consumo e mostrar a importância da leitura atenta do contrato – disse.
Um mês de portabilidade
A portabilidade da carência dos planos de saúde está em prática há um pouco mais de um mês. Mas a resolução normativa da ANS estabelece limites para a troca de plano e não alcança todas as modalidades de contrato, segundo os serviços de defesa do consumidor.
A portabilidade de carência – prazo estipulado pelas operadoras que restringem atendimentos ambulatoriais, consultas, exames e internações – só é possível para os planos particulares, com contratos de mais de dois anos (ou três para usuários com doenças ou lesões preexistentes). Só podem trocar de plano usuários que estejam com as mensalidades em dia. A regra não vale para associados que tenham contratos firmados antes de 1999 e sejam beneficiários de planos coletivos (empresariais).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), só 13% dos contratos dos planos de saúde poderão ser beneficiados pela nova regra da agência reguladora.   (JB Online)

27.05 - Quanto custa o câncer?
Uma pessoa acometida pelo câncer por mais estrutura que tenha poderá sofrer transtornos físicos, emocionais e financeiros. São, muitas vezes, tratamentos agressivos, mutilações em alguns casos, medicamentos de alto custo, efeitos de tratamentos quimioterápicos e radioterápicos, entre outros, além do diagnóstico forte e impactante do câncer.
O tratamento oncológico não é um tratamento barato nem tampouco simples e rápido. Exames, cirurgias, tratamentos e medicamentos na maioria das vezes são de custos elevados. Neste momento há um fator desgastante e oneroso que é a questão financeira.
Além de o paciente ter um abalo em sua forma física e psicológica tem a questão dos gastos e despesas com tratamento que podem, muitas vezes, dilapidar patrimônios constituídos.
É neste momento que a informação a respeito dos direitos dos pacientes com câncer é imprescindível.
Infelizmente muitas pessoas desconhecem os seus direitos no tocante ao tratamento do câncer.
Diante deste quadro novo e assustador os direitos da pessoa acometida pelo câncer trabalham no sentindo de minimizar os sofrimentos causados pela situação adversa.
Dentre os direitos, é importante salientar que o mais respeitável consiste em que todo o tratamento de saúde deve ser coberto pelos Municípios, Estados, União bem como pelos Planos e Seguros de Saúde.
A nossa Constituição Federal nos assegura que "A saúde é um direito de todos e dever do Estado" através de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Os entes públicos criam programas de dispensação dos medicamentos oncológicos, entretanto aqueles que não estão na rede do SUS - Sistema Único de Saúde devem ser requeridos através do Poder Judiciário pela Defensoria Pública, Ministério Público, Associações e ONGS ou por advogado especializado na área da saúde.
No tocante aos Planos e Seguros de Saúde se faz necessário analisar o tipo de contrato, a época da contratação, a cobertura assistencial, os pagamentos realizados, vigência do contrato e verificando se há cobertura para o tratamento do câncer ou não.
Porém, é importante mencionar que mesmo que não esteja previsto na cláusula do contrato a dispensação do medicamento oncológico, muitas vezes, os Planos e Seguros de Saúde têm a obrigação de fornecer todo e qualquer tratamento àquele segurado que está enfrentando uma situação difícil e atípica. Assim devemos acionar o Poder Judiciário para valer nossos direitos!
Muitas pessoas passam anos e anos pagando um Plano ou Seguro de Saúde e quando mais precisam não estão com o serviço disponível.
Diferentemente do que as pessoas imaginam, as ações judiciais no âmbito da saúde têm o rito mais rápido. O paciente recebe o medicamento de forma rápida, segura e eficaz, de maneira mensal e ininterrupta. Caso haja descumprimento da determinação judicial que deferiu a entrega do medicamento poderá haver penas de multa e até prisão dependendo do caso.
É importante salientar que, para entrar com um procedimento judicial não se faz necessário requerer o pedido administrativo anteriormente. Muitas vezes, o pedido judicial é mais rápido que o pedido administrativo, por questões burocráticas que ocorrem internamente dentro das Secretarias ou mesmos dos Planos e Seguros de Saúde.
Além do acesso aos medicamentos, os pacientes com câncer têm direitos a isenções tributárias, que constam em nosso ordenamento jurídico. Entre as isenções estão: IR - Imposto de Renda, IOF - Imposto sobre operações financeiras, IPI - Imposto sobre produtos industrializados, ICMS - Imposto sobre circulação de mercadorias, IPVA - Imposto sobre a propriedade de veículos automotores, transporte gratuito, a quitação do financiamento da casa própria, direito a sacar o FGTS, PIS e PASEP.
Para requerer esses benefícios se faz necessária a comprovação da doença através de laudo médico e em alguns casos além da doença é indispensável um comprometimento físico mais efetivo.
Buscar e fazer valer seus direitos são uma forma de garantir a dignidade humana e minimizar os efeitos da doença do câncer que não são poucos.    (Claudia Nakano - Reporter Diário)

27.05 - O  SUS, a saúde e o Brasil
"A saúde pública é a arte e a ciência de prevenir a doença, prolongar a vida, promover a saúde e a eficiência física e mental mediante o esforço organizado da comunidade", definiu o bacteriologista americano Charles-Edward Amory Winslow (1877-1957), o pai da saúde pública moderna. No Brasil, esses preceitos foram adotados nos anos 1930, mas acabaram esvaziados pela diretriz do regime militar, que priorizou a saúde privada. Ao instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), a Constituição de 1988 buscou resgatar tais preceitos, garantindo a universalidade, a equidade e a integralidade da assistência médica a todos os cidadãos.
Mas duas décadas depois da promulgação da Constituição Cidadã, tais preceitos estão novamente em risco, desta vez por distorções surgidas no sistema. Num capítulo dedicado ao Brasil do livro O comércio internacional em serviços de saúde: uma perspectiva de desenvolvimento, publicado pela ONU, a economista Simonetta Zarrili lembra que "o fato de o sistema ter-se tornado universal, conquanto represente, sem dúvida, um avanço positivo para alcançar as metas da Constituição de 1988, colocou mais um encargo no orçamento da saúde pública, contribuindo, assim, para a deterioração do sistema".
O Brasil gasta cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de toda a riqueza produzida pelopaís) com saúde, mas a crescente dívida pública há tempos vem limitando as despesas do governo com os serviços públicos. Na área de saúde, há insuficiente investimento na melhoria de salários dos profissionais, na compra de equipamentos modernos e na reforma e construção de novos postos de atendimento. Isso levou à deterioração da saúde pública, fazendo com que parte da população - aquela que pode pagar - optasse pela adesão aos planos privados de saúde. Em consequência, assistiu-se a um grande crescimento desses planos: cerca de 52 milhões de pessoas têm um plano ou seguro-saúde no Brasil. Nos últimos oito anos, o setor cresceu de 33%. Apenas no Estado de São Paulo, existem cerca de 21 milhões de associados. Desse total, mais de 17 milhões são beneficiários de planos de saúde coletivos, convênios feitos pelas grandes empresas para seus funcionários.
Até aqui, tudo bem; quem deseja ter um atendimento diferenciado e tem condições para isso deve pagar por esses serviços. O problema é que muitos desses clientes da rede privada vêm sendo atendidos pelo SUS. Assim, a rede pública - que é sustentada pela coletividade e que nem sempre consegue atender a todos aqueles que não têm outra opção - presta assistência a beneficiários de planos de saúde privados, sem ser reembolsada por isso, como prevê a lei. Entre 2001 e 2008, por exemplo, a Agência Nacional de Saúde (ANS) deixou de receber R$ 3,8 bilhões dos planos de saúde privados, por atendimentos de média e alta complexidade feitos no SUS para detentores de planos de saúde privados. Calcula-se que o prejuízo total para a União hoje gire em torno de R$ 10 bilhões.
Essa é uma distorção que prejudica os municípios, aqueles que dependem unicamente do SUS e até os próprios usuários dos planos de saúde privados - que pagam por um serviço que pode ser encontrado na rede pública. Para evitar o que o economista Celso Furtado chamava de "socialização das perdas e privatização dos lucros", o governo deve exigir com empenho redobrado o reembolso desse atendimento pelas operadoras de saúde. Inclusive para poder repassar parte desse dinheiro aos municípios, que, face ao aumento da demanda e escassez de recursos, não podem, sozinhos, arcar com as despesas de saúde de seus cidadãos.     (João Carlos Vitte - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

26.05 - Plano de saúde terá mais contraceptivos
A partir desta semana, os planos de saúde terão de oferecer DIU hormonal. O método contraceptivo dura cinco anos e é uma das alternativas mais modernas na concepção, segundo o ginecologista Abdala Jorde Lauand Neto. Além de ser mais caro (em torno de R$ 1.300), o dispositivo tem menos contraindicações que o DIU de cobre (cuja oferta é obrigatória desde abril de 2008).
Os convênios também terão de oferecer exames de dosagem hormonal, segundo a gerente geral na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Martha Oliveira. Os pacientes poderão ter "aulas" sobre os os métodos contraceptivos e de fertilização, e o ginecologista ajudará na escolha da melhor opção.
Nesta semana, a ANS vai publicar a lista com todos os tratamentos obrigatórios para quem quer evitar filhos ou quer assistência para poder tê-los. A inseminação artificial fica fora das obrigações dos planos. As operadoras de saúde também não serão obrigadas a fornecer camisinhas nem pílulasanticoncepcionais.   (Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)

26.05 - Crise piora rentabilidade dos hospitais
Em meio à crise, cresceu o desafio dos hospitais particulares para alcançarem o equilíbrio entre a necessidade de modernização constante e a atenção com a estrutura de custos, a fim de manterem o negócio viável economicamente.
A avaliação de representantes das empresas é de que as turbulências globais reduziram o crédito para diversos tipos de atividade em todo o mundo e aumentaram as dificuldades para o setor alcançar lucratividade.
Nesse contexto, alguns estabelecimentos do Grande ABC enfrentam problemas, entre os quais o Neomater, de São Bernardo, que vem atrasando os salários dos funcionários. O hospital foi procurado pela reportagem mas não retornou as ligações.
O início do ano, no entanto, não trouxe redução no movimento de pacientes nas redes, de forma geral. Pelo contrário, houve até aumento, no que foi visto como uma "bolha" de atendimento. "Com as demissões (nas indústrias), funcionários passam a usar os planos enquanto ainda têm direito à utilização", afirmou o presidente do Sindhosp (Sindicato das Clínicas e Hospitais do Estado de São Paulo), Dante Montagnana.
Para o dirigente, contudo, há conflitos no relacionamento comercial com as operadoras de saúde. Ele cita que as empresas de planos de saúde não têm repassado os reajustes e têm alongado os prazos para o pagamento dos estabelecimentos. "A rentabilidade do setor fica cada vez mais difícil", avaliou.
Consultada, a Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), entidade que representa o setor de convênios, negou a existência desses problemas de forma generalizada.
As redes de hospitais particulares da região, que somam cerca de 3.000 leitos, atestam que tem havido a postergação. "Estão demorando de 45 a 60 dias para pagarem", afirmou o presidente do Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano, Antonio Rubira.
O superintendente do Hospital Cristóvão da Gama, Fernando Lourenção, disse que tem havido a preocupação com a gestão dos custos para enfrentar melhor essa relação comercial. Segundo ele, a situação atual é de equilíbrio financeiro, mas para manter os negócios rentáveis, a meta é não ficar na dependência de operadoras de medicina de grupo, reforçando o foco em seguradoras e empresas de planos de autogestão.  (Diário Online)

26.05 - Células-tronco à vista
O plano é que elas se instalem na retina, onde se forma a imagem
Fazia algum tempo que as células-tronco não frequentavam o noticiário. Na semana que passou, essas células-curinga voltaram à cena por obra de um grupo do Hemocentro de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de lá. A ideia, desta vez, é fazer cegos voltarem a ver...
Em pauta estão células-tronco adultas, não embrionárias. Quer dizer, não dependem da destruição de embriões humanos para ser obtidas. Só da punção do osso da bacia do paciente, para retirada de uma amostra de medula óssea.
Cerca de 1 milhão de células ditas mononucleares, componentes do sistema de defesa do corpo, são separadas da medula por centrifugação. Só 1% são células-tronco propriamente ditas, precursoras que guardam potencial para se transformar em vários outros tipos celulares.
O grupo injetou esse coquetel de células, há poucos dias, nos olhos de três portadores de retinose pigmentar, doença de origem hereditária que leva à cegueira. Elas foram obtidas dos próprios pacientes, para não haver rejeição. A injeção foi no vítreo, o recheio do globo ocular. O plano é que as células-curinga se instalem na retina, a tela no fundo do olho onde se formam as imagens, e ajudem a recuperar vasos sanguíneos e outras estruturas.
A esperança, menos que uma hipótese, é que isso reverta parte da degeneração que resulta em cegueira. Outros dois pacientes entrarão no teste nesta semana. Como se trata de terapia experimental, os pesquisadores só têm autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para testá-la em cinco pacientes.
O propósito é mais de verificar a segurança do procedimento do que curar alguém. Mesmo assim, os pacientes já relatam com animação algum aumento da luminosidade. A primeira a receber o implante de células conseguiu identificar uma letra impressa. Os resultados obtidos com animais são "contundentes", segundo o oftalmologista Rodrigo Jorge, integrante do grupo. Esses estudos, em geral com camundongos, foram feitos fora do Brasil. O laboratório mais destacado é o de Atsushi Otani, do Instituto Scripps, da Califórnia (EUA).
Para o leigo, o mesmo adjetivo talvez não ocorra depois de ler os efeitos obtidos com os roedores. Empregam-se camundongos programados para desenvolver a degeneração da retina, que de fato chega a ser interrompida. Mas só se as injeções ocorrerem até o 16º dia de vida (30 bastam, no laboratório, para a cegueira terminar de se instalar no bicho).
A melhora pode ser medida por meio de eletrorretinografia, um teste que registra a atividade elétrica das células da retina sensíveis à luz. Funciona. Mas os autores do estudo alertam que o padrão de atividade é inteiramente anormal.
O exame das retinas, depois de sacrificados os animais, também mostra anormalidades na proporção entre suas células sensíveis (bastonetes e cones). Camundongos que deveriam ficar cegos estão enxergando alguma coisa, mas não se sabe bem o quê.
Os pacientes humanos estão em fase adiantada da degeneração. Resta-lhes menos de 10% da visão. Só dentro de três meses haverá dados para redigir um artigo científico dizendo se a terapia experimental teve algum resultado, mesmo que diminuto. Jorge diz que o grupo só fez o anúncio porque um dos pacientes começou a falar do tratamento em sua cidade, Birigui, o que gerou "especulações".
Foi a sua maneira de prevenir a proliferação de boatos e meias verdades, afirma o pesquisador.    (MARCELO LEITE - Folha de S.Paulo)

26.05 - Hepatite C ainda é um desafio para a Medicina
O vigilante patrimonial Gilson Santana, a dona de casa Maria Ângela Alvarenga Santos, o motorista Arlen José Quintão e o pastor angolano Domingos Monteiro Divino têm uma coisa em comum. Eles não são vizinhos, não se conhecem, não têm a mesma profissão ou idade e nem frequentam os mesmos grupos de convivência. O que, de certa forma, une essas quatro pessoas é a luta que travam. O inimigo é um pequeno jovem de 20 anos, que, apesar do tamanho, é capaz de provocar danos por toda a vida. É o vírus HCV, responsável pela hepatite C, doença que foi revelada ao mundo em 1989, mas ainda permanece escondida atrás da cortina da subnotificação.
Invisível e silencioso, o mal é ameaçador porque só se manifesta após décadas de instalação no corpo e tem se destacado entre as causas de mortes no mundo. Dado internacional, do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, aponta que o número de mortos pela doença deve triplicar nos próximos 10 a 20 anos. No Brasil, de 2000 para 2007, houve aumento de 124,13% nos casos de mortes provocadas pela hepatite C.
No ano em que se completam duas décadas de identificação do HCV, uma preocupações dos órgãos públicos de saúde é o aparecimento de pessoas que contraíram o vírus no passado e só agora é que estão sabendo que têm a doença por causa da manifestação de sintomas. Esses são os graus mais avançados do problema, o que demanda altos gastos, internação, medicamentos caros e até transplante de fígado. Por isso, o desafio é fazer com que os portadores apareçam para ser tratados antes que a doença atinja os estágios mais cruéis, de cirrose ou carcinoma hepático (câncer no fígado). Nessa hora, somente tratamento pesado ou transplante podem salvar o indivíduo ou melhorar sua qualidade de vida.
“É importante identificar precocemente e divulgar, principalmente, entre a população mais madura, para evitar danos futuros”, destaca o coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controle das Hepatite Virais do Ministério da Saúde, Ricardo Gadelha. A preocupação com os mais velhos se justifica pelo maior grau de contaminação até 1993, quando ainda não havia exame específico para o HCV nos bancos de sangue. Assim, pessoas que recebiam transfusão corriam o risco de pegar a doença, que só se transmite por via sanguínea. Hoje, o contágio está ligado a comportamentos de risco, como compartilhamento de seringas, acidentes de trabalho - por exemplo, em hospitais - ou falta de atenção às normas, como esterilização inadequada dos objetos em salão de beleza.  (Cláudia Rezende - Hoeje em Dia)
 
 
 
 
 

25.05 - OMS: Brasil reduz mortalidade infantil
A mortalidade infantil no Brasil caiu para menos da metade entre 1990 e 2007, segundo estatísticas divulgadas nesta quinta-feira (21) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As mortes entre crianças de até um ano de idade diminuíram de 49 para 20 por mil nascidos vivos, enquanto as mortes de crianças até cinco anos de idade recuaram de 58 para 22 por mil nascidos vivos.
Os dados, constantes no relatório Estatísticas Sanitárias Mundiais de 2009, confirmam tendência já indicada pela Organização das Nações Unidas no começo deste ano. E colocam o Brasil em condição bem superior à media mundial. Em termos globais, a taxa de mortalidade entre menores de um ano passou de 63 (1990) para 46 (2007) entre cada mil nascidos vivos. Entre menores de cinco anos, o número de mortes ficou em 67 por mil nascidos vivos, contra 91 em 1990.
O estudo da OMS apresenta dados dos 193 países membros da organização e traz um resumo dos progressos para o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio relacionadas à saúde. O quarto objetivo de desenvolvimento do milênio é reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade de menores de cinco anos.
Segundo avaliação da OMS, os indicadores apontam avanços, especialmente no que se refere à saúde infantil, mas com grandes variações de região para região. No que se refere à mortalidade infantil, na Europa, no primeiro ano de vida morrem apenas 13 crianças por cada mil nascidos vivos, contra 27 em 1990. O número caiu de 81 para 49 no Sudeste Asiático, de 82 para 60 na região do Mediterrâneo Oriental e de 107 para 88 na África. Nas Américas, esse número caiu de 34, em 1990, para 16 em 2007.
A taxa de mortalidade até cinco anos de idade caiu de 32 para 15 entre mil nascidos vivos na Europa, de 42 para 19 nas Américas, de 46 para 22 na região do Pacífico Ocidental, de 114 para 65 no Sudeste Asiático, de 111 para 82 no Mediterrâneo Oriental e de 181 para 145 na África.
De acordo com a OMS, os avanços são resultado, principalmente, da ampliação da imunização, do uso de terapias de reidratação oral durante diarréias, do uso de mosquiteiros e inseticidas e da melhoria nas condições de saneamento, entre outros fatores. O relatório frisa que a redução da mortalidade infantil depende, cada vez mais, da luta contra a mortalidade neonatal e alerta que os menores progressos vêm sendo registrados em países pobres, afetados por conflitos ou com altos níveis de contaminação por HIV/Aids.
O melhor desempenho está nos países ricos. Em San Marino e na Suécia, morrem apenas duas crianças, entre cada mil nascidas vivas, no primeiro ano de idade. Até cinco anos, o índice é o mesmo em San Marino e sobe para três na Suécia. O campeão em mortalidade infantil, segundo dados de 2007, é o país africano de Serra Leoa, onde o índice é de 155 mortes até um ano de idade e de 262 até cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. No Afeganistão, as taxas são de 165 mortes até um ano e de 257 mortes até cinco anos por mil nascidos vivos.
Também há grandes variações no que se refere à expectativa de vida. No Brasil, entre 1990 a 2007 a longevidade passou de 66 para 73 anos. Mundialmente, a média passou de 64 anos em 1990 para 68 em 2007. A região das Américas possui a maior expectativa de vida – 76 anos, contra 71 em 1990. Na Europa a longevidade no período passou de 72 para 74 anos, no Pacífico Ocidental de 69 para 74 anos, Sudeste Asiático de 58 para 65, da região do Mediterrâneo Oriental de 60 para 64, e na África, de 51 para 52 anos.
Na comparação por país, o Japão apresenta a maior expectativa de vida: 83 anos, seguido da Austrália, Islândia, Itália, Suíça e de San Marino, todos com expectativa de 82 anos. A menor média é de 41 anos de vida, no país africano de Serra Leoa (em 1990, a expectativa de vida era de 38 anos), seguido do Afeganistão, com expectativa de vida de 42 anos.  (Panorama Brasil)

25.05 - Febre amarela tem novo perfil
Uma equipe de médicos, veterinários e biólogos destacada pelo Ministério da Saúde iniciou há alguns dias uma investigação em campo para descobrir por que o comportamento da febre amarela mudou no País. Os surtos da doença, que tradicionalmente ocorriam a cada sete anos, passaram a ser menos espaçados.
A geografia também mudou - antes concentrada em alguns pontos do território, a febre amarela avança aos poucos para áreas que antes eram consideradas livres da doença. Os exemplos mais recentes estão no Rio Grande do Sul e no sudoeste de São Paulo. Juntas, as duas regiões, antes sem risco para febre amarela, registraram entre novembro de 2008 e abril deste ano 43 infecções, com 16 mortes.
Diante desse quadro, a equipe foi para a região onde os surtos estão ocorrendo. O objetivo é decifrar as causas da mudança e, principalmente, tentar antever quais os caminhos mais prováveis para a doença num futuro próximo. Com base nesses dados, epidemiologistas pretendem traçar uma estratégia para prevenir novos casos a curto prazo.
Os trabalhos de pesquisa começaram há três meses. Semana passada, um grupo de especialistas foi ao Rio Grande do Sul pesquisar as áreas afetadas, a última etapa do trabalho. O mesmo processo foi feito em São Paulo. A expectativa é de que, até julho, os resultados preliminares do trabalho estejam concluídos.
Na visita, os especialistas procuraram respostas para várias perguntas. Entre elas, se há aumento de criadouros do vetor da doença e se há tendência de migração de macacos - e por que isso estaria ocorrendo. A doença é transmitida pela picada de mosquito. Nas matas, macacos são o principal reservatório do vírus. "São várias as hipóteses para explicar essas mudanças", diz a coordenadora adjunta do departamento de vigilância epidemiológica do ministério, Carla Domingues.
As mudanças climáticas são uma das primeiras razões lembradas. O clima mais quente favorece a proliferação do mosquito vetor da doença, o Haemagogus. O desmatamento, além de favorecer o o aumento da temperatura, também pode causar o deslocamento de primatas para as áreas mais habitadas. Em São Paulo, a mudança pode ter sido provocada por alterações na agricultura, aumento da temperatura e obras na região. "A área afetada no Estado está muito próxima de represas. A combinação de vários fatores pode ter levado a essa mudança."
Neste ano, por exemplo, a temperatura no Rio Grande do Sul foi bem alta, o que pode ter favorecido o aumento dos criadouros. "Por enquanto temos várias especulações. O trabalho pretende entender a dinâmica e, a partir daí, antever outras áreas suscetíveis à expansão da doença", diz Carla. Com a confirmação das infecções, foi organizada campanha de vacinação nas cidades afetadas e áreas próximas. Dados oficiais mostram que no Rio Grande do Sul 2,2 milhões de doses foram aplicadas . Em São Paulo, 1,5 milhão de pessoas foram imunizadas. "Esse número deve aumentar até o fim do mês, quando termina a iniciativa", afirma Carla Domingues. (Agência Estado)

25.05 - Financiamento de equipamentos para a área da saúde
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)decidiu dar prioridade ao financiamento de equipamentos destinados área da saúde, a fim de contribuir para ampliar o acesso da população a tratamentos de maior qualidade. A informação foi dada nesta quinta-feira a Agência Brasil pelo chefe do Departamento de Credenciamento e Financiamento a Máquinas e Equipamentos do BNDES, William Saab.
O departamento atua nas duas pontas. Elecredencia os fabricantesbrasileiros de equipamentos voltadosárea da saúde. É um trabalho de fomento ao parque industrial brasileiro. Na outra ponta, o banco financia a aquisição de máquinas e equipamentos por hospitais, clínicas, laboratórios, através da linha Finame e do Programa de Modernização da Indústria Nacional (Modermaq).Não há nenhuma restrição ou escassez de recursos para o setor de saúde. Pelo contrário. A gente até gostaria de receber um volume maiorde operações destinadas a esse setor, disse Saab.
Para apoiar a indústria brasileira o BNDESexige que as máquinas e equipamentos oferecidos para financiamento ao setor de saúde tenhaum índice de nacionalização em valor e peso de, no mínimo, 60% de conteúdo local.
Saab afirmou que o BNDES ainda não registra um volume significativo de pedidos que represente um êxito para a instituição. O banco está ansioso por receber cada vez mais beneficiários do setor de saúdeque possam acessar essa linha ou esse programa.
Saab salientou que, no Modermaq, o banco pretende apoiar com ênfase e prioridade o setor de saúde. "Então, qualquer hospital, clínicaou entidade ligada ao setor de saúde que seja enquadrada na categoria Q-86 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)poderá ter condições especiais nesse programa. Essa classificação se refere a equipamentos relacionados atividade de atenção saúde humana.
A participação do BNDES no programa Modermaq é de até 90% do valor do equipamento financiado para qualquer porte de beneficiário. As condições financeiras são Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), praticada pelo banco em suas operações, hoje de 6,25% ao ano, mais taxa de 0,5%/ano e remuneração do agente financeiro credenciado de até 3,5% ao ano.
O prazo de amortização médio é de 60 meses, com carência de até seis meses. Saab esclareceu, contudo,que devido prioridade dada ao setor saúde pelo BNDES há a possibilidade de o prazo decarência ser expandido em até 24 meses. Por serem efetuadas de forma automática, as operações passam por crivo anterior de um agende credenciado pelo banco.
Na linha Finame, voltada para micro, pequenas e médias empresas, a participação do banco alcança até 100% do valor do equipamento englobando TJLP mais taxa anual de 0,9% mais taxa de risco do agente credenciado. As entidades do setor saúde que sejam de menor porte também poderãoobter condições muito benéficas por meio da linha Finame Comercialização. (Portal Verdes Mares)
 
 
 
 
 

22.05 - Planos odontológicos devem crescer 5 vezes até 2014
O setor de planos odontológicos deve crescer cinco vezes até 2014, de acordo com o presidente do Sinog (Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo), Carlos Roberto Squillaci. "Isso significa o crescimento dos planos de saúde de Medicina de Grupo dos últimos 30 anos", afirmou.
De acordo com ele, desde a fundação da primeira empresa que comercializou planos exclusivamente odontológicos, em 1966, até o final de 2001, o mercado atingiu 3,239 milhões de beneficiários. Nos sete anos seguintes, o crescimento observado foi de mais de três vezes, para 11,085 milhões de pessoas.
Motivos
Dentre os motivos que ele aponta para o crescimento do setor, está o fato de 30% da população jamais ter ido ao dentista, por falta de recursos. "Por um lado, temos uma população carente e, por outro, dentistas carentes por clientes", destacou.
Além disso, ele apontou que, por um custo baixo, se consegue promover a saúde bucal e, por isso, o setor tem ganhado destaque. "O plano odontológico é a terceira maior reivindicação dos trabalhadores, atrás somente do vale-refeição e da assistência médica. Ele equivale, por mês, a dois tíquetes-refeição, então é um custo acessível à população".
O setor
Atualmente, cerca de 5,8% da população brasileira está coberta por planos odontológicos, sendo que a região Sudeste detém 64,6% desta população, à frente do Nordeste (16,9%), Sul (9,3%), Centro-Oeste (5,3%) e Norte (3,9%).
O estado de São Paulo detém 44,26% do número de beneficiário dos planos odontológicos, entre empresas de odontologia de grupo, cooperativas odontológicas, medicina de grupo, seguradoras de saúde, autogestão, cooperativas médicas e filantropia.
Cerca de 69% dos beneficiários estão vinculados às empresas de odontologia e medicina de grupo, enquanto outros 31% estão vinculados aos demais segmentos. As Uniodontos concentram cerca de 19% do total de beneficiários.
Os planos contratados após a regulamentação do setor (Lei 9.656/98) representam cerca de 90% do total. A faixa onde se concentra o maior número de beneficiários é a de 20 a 39 anos (cerca de 50%). A receita média mensal por beneficiário na modalidade Odontologia de Grupo, no ano de 2008, foi de R$ 10.    (InfoPessoal)

22.05 - Desemprego mexe com segmento privado e SUS
O desemprego é o fator que mais impacta as operadoras, seguradoras e empresas privadas no segmento de saúde
O desemprego é o fator que mais impacta as operadoras, seguradoras e empresas privadas no segmento de saúde, principalmente as que têm contratos coletivos - mais de 80% dos planos existentes no País são dessa categoria.
"Basta uma suspeita de demissão nas empresas ou o anúncio de férias coletivas, o funcionário corre para tratar da saúde, enquanto ainda pode utilizar o serviço, uma vez que esse aviso é prenúncio de corte", disse hoje o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida.
Não só o segmento privado, segundo o executivo, sofre fortes impactos nesses casos, mas também o Sistema Único de Saúde (SUS). "Embora o demitido tenha um prazo ainda para fazer uso dos serviços, ele vai para o SUS caso não consiga uma nova colocação em tempo hábil. Essa é uma realidade", comenta Almeida.
Assim como também é verdade que a alta do dólar - hoje oscilando em torno de R$ 2,00 - "prejudica o segmento que se vale de insumos e equipamentos importados", explica, informando que a combinação desses dois fatores empresas e operadoras têm fechado as portas por não suportar os custos.
De acordo com Almeida, portabilidade, reservas e provisões, ressarcimento ao SUS e planos de contas - novas decisões anunciadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - também devem levar muitas operadoras pequenas a desaparecer e muitos usuários ao SUS e a outras empresas de saúde. "As decisões da Agência trarão certamente consequências econômico-financeiras, atuariais, contábeis e jurídicas para as operadoras de planos de saúde", disse.   (Silvana Orsini - InvestNews/Saúde Business Web)

22.05 - Estrangeiro "invade" hospital do País
O número de pacientes estrangeiros que recorrem aos hospitais brasileiros de ponta para a realização de tratamentos de saúde cresce de forma acelerada mesmo em períodos de crise, como o atual, pelos custos menores se comparados com os de outros países. No Hospital Albert Einstein, de São Paulo, esse número saltou de 2,3 mil em 2006, para 3,6 mil no ano passado, e no primeiro quadrimestre deste ano houve aumento de 30% nesse tipo de atendimento, ritmo que deve persistir até o final do ano.
Outra instituição que vê o avanço do segmento é o também paulista Hospital Sírio-Libanês, no qual a atividade vê incremento de 30% em 2009 - tendo crescido 20% no ano passado, na comparação com 2007. No Brasil, estima-se que este mercado gire US$ 600 milhões.
"Tivemos de investir em uma área para atender o cliente internacional", contou Deise de Almeida, superintendente comercial e de marketing do Sírio-Libanês, referindo-se ao serviço de "concierge personalizado", que cuida do paciente da hora da admissão até a alta. O atendimento abrange documentação e ajuda para que os acompanhantes encontrem hospedagem adequada na cidade de São Paulo, onde fica esta unidade de saúde.
A superintendente acrescentou que o hospital possui corpo médico e de acompanhamento capaz de se comunicar em idiomas como inglês, espanhol, alemão, francês e japonês. A maioria dos pacientes, cerca de 20%, é de norte-americanos, seguida de 19% de origem francesa e de 18% de angolanos. Mas no Sírio também são atendidos paraguaios e argentinos, entre outras nacionalidades.
Deise conta ainda que as certificações internacionais obtidas pelo hospital auxiliaram a chegada dos pacientes, que também têm vindo indicados por médicos de fora. Ou seja, hoje as empresas de saúde do exterior também mandam clientes para cá. "Há 45 operadoras internacionais que indicam pessoas para cá [o Brasil]", disse a executiva.
O Sírio-Libanês também faz a captação dessas oportunidades fora do País, por meio de eventos e parcerias. "Além da receita gerada por esses atendimentos, eles nos imprimem um reconhecimento internacional que é importante para nossa instituição", disse a superintendente. Hoje os atendimentos a estrangeiros representam 5% da receita total do hospital, e em dois anos a participação deve saltar a até 8%. Serão disponibilizados 200 leitos para estes pacientes até 2011.
As instituições de saúde que estão na ponta do atendimento a estrangeiros querem se distanciar do rótulo de "turismo de saúde", que, segundo elas, é mais usado para tratamentos da área estética, diferentemente dos procedimentos de alta complexidade procurados pelos estrangeiros nessas instituições. No Sírio, por exemplo, estão no topo especialidades como oncologia, urologia, cardiologia e ortopedia.
O Sírio-Libanês faturou R$ 549 milhões em 2008, ante R$ 432 milhões no ano anterior. Em 2009, a instituição pretende investir R$ 121 milhões, valor que integra um plano de aportes para ampliar de 300 para mais de 500 o número de leitos do hospital.
Atrativos
Entre os atrativos que trazem os viajantes de outros continentes a nossos hospitais, além da qualidade das instituições certificadas fora, está o preço dos tratamentos: especialistas calculam que eles chegam a ser 40% mais baratos que os do mercado norte-americano.
De acordo com Cristiane Benvenuto Andrade, gerente de Mercado Internacional do Albert Einstein, os motivos de procura são distintos. "Os americanos procuram preço, e os latino-americanos, qualidade. Canadenses e ingleses buscam atendimento mais rápido, pois há uma certa demora em seu país", analisou.
Mas a gerente admitiu que os preços são mais atrativos, especialmente se comparados aos do mercado norte-americano. "Nosso padrão de atendimento é compatível com o deles, inclusive somos certificados internacionalmente por lá", contou, ressaltando que a instituição vai inaugurar uma área física para acolher esse tipo de pacientes.
Cristiane contou que esse atendimento avançou nos últimos dez anos no Einstein e que este ano está 30% maior do que em 2008, meta que deve seguir até o final do ano, mesmo com a crise econômica. Entre aqueles que procuram o hospital paulista para tratamentos, estão norte-americanos, uruguaios, venezuelanos e angolanos, que buscam especialidades como cardiologia, oncologia, cirurgia plástica e ortopedia.
Os clientes são atraídos para o Einstein ao terem contato com médicos no exterior, e também são indicados por outros pacientes, incluindo expatriados, especialmente executivos que vivem aqui - italianos, americanos, alemães e argentinos.
O hospital israelita estuda parceria com operadoras de saúde internacionais e afirma que também auxilia os acompanhantes a obter hospedagem e transporte. A intenção é que até 2011 o setor internacional deva se consolidar e até dobrar. Hoje, o hospital tem um plano de investimento de mais de R$ 500 milhões na unidade do Morumbi, de modernização, reforma, aquisição de equipamentos e mais leitos.
Pelo menos um setor não se queixa do impacto da crise financeira mundial no Brasil este ano: a área de atendimento médico-hospitalar para estrangeiros, que chega a ser até 40% mais barata no País em comparação com o mercado norte-americano e cresceu 30% de janeiro a abril. O segmento girou no ano passado cerca de US$ 600 milhões e chamou a atenção do Hospital Sírio-Libanês, onde o atendimento a estrangeiros cresceu 30% este ano, depois do salto de 20% em 2008.
"Tivemos de investir em uma área para o cliente internacional", contou Deise de Almeida, superintendente comercial e de Marketing do Sírio-Libanês, referindo-se ao serviço de concierge. Segundo a executiva, esses serviços abrangem auxílio da admissão do paciente até a alta, além de dar assistência aos acompanhantes para que encontrem hospedagem no País. Seus médicos falam vários idiomas, inclusive japonês.
No Hospital Israelita Albert Einstein, o número de atendimentos a estrangeiros saltou de 2,3 mil em 2006, para 3,6 mil no ano passado. No primeiro quadrimestre deste ano, a empresa também contabilizou salto de 30%, ritmo que deve persistir até o final do ano, segundo Cristiane Benvenuto Andrade, gerente de Mercado Internacional do Albert Einstein. Ela informa que o contingente de estrangeiros que procuram o hospital para tratamentos é liderado por norte-americanos, uruguaios, venezuelanos e angolanos.
"Existem motivos distintos de procura. Os americanos procuram preço, e os latino-americanos, qualidade. Já os canadenses e ingleses buscam maior agilidade", analisou ela, ressaltando que as certificações internacionais obtidas impulsionam a conquista de pacientes, que também chegam indicados por médicos de fora e operadoras internacionais.
Para as duas instituições médicas, o mercado precisa agora se distanciar do rótulo de "turismo de saúde", que, segundo elas, é mais usado para tratamentos estéticos do que para procedimentos como os de cardiologia, oncologia e ortopedia. Ainda na área de saúde privada, o Grupo de Saúde Bandeirantes conclui aportes de R$ 87 milhões na expansão da rede, com obras no Hospital Leforte, no Morumbi.   (DCI)
 
 
 
 
 

21.05 - Laboratórios são vitais contra pandemia
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, na terça-feira, que os laboratórios farmacêuticos devem se unir aos governos para proteger o mundo do pior cenário em uma eventual pandemia de gripe.
- Este surto destaca mais uma vez a natureza interconectada do nosso mundo. A geografia não garante imunidade - disse ele a funcionários dos 193 países da Organização Mundial da Saúde (OMS), no congresso anual da entidade.
Ban disse ser importantíssimo que as pessoas mais pobres e vulneráveis tenham acesso aos medicamentos e vacinas necessários para enfrentar a nova doença, que em geral provoca sintomas brandos, mas já matou 74 pessoas, a maioria no México.
Ele também lembrou que o vírus H1N1, que já atingiu 40 países, ilustra a necessidade de colaboração entre os setores público e privado.
- Parcerias com o setor privado são absolutamente vitais daqui em diante. A solidariedade diante deste surto em particular deve significar que todos tenham acesso a drogas e vacinas. Significa que amostras do vírus e dados sejam compartilhadas. Significa que as restrições derrotistas ao comércio e às viagens devem ser evitadas - apregoou.
Alguns países em desenvolvimento, como a Indonésia, defendem restrições à possibilidade de que os laboratórios patenteiem amostras dos vírus e ofereçam vacinas a preços proibitivos. A questão voltou a ser discutida nesta semana com os laboratórios em Genebra, onde fica a sede da OMS.
No Brasil
Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná informa que o estado permanece sem o registro de casos suspeitos de gripe suína. Dois novos casos estão sendo monitorados, o que eleva o total para três.
De acordo com a secretaria, um deles é um homem que chegou recentemente dos EUA. O segundo também é um homem, que veio do Japão. Porém, ambos não se enquadram nos critérios de caso suspeito definido pelo Ministério da Saúde.
Na avaliação da secretaria, a situação é de tranqüilidade no estado e todas as ações de vigilância estão mantidas. O órgão quer aproveitar o período de inverno para aumentar a divulgação sobre a gripe sazonal e incentivar a vacinação dos idosos. O objetivo é evitar que um caso de gripe comum mascare um possível caso de influenza A (H1N1).
O Paraná descartou até agora 27 casos da nova doença. Dezenove foram descartados por exames laboratoriais e oito por critérios clínicos e epidemiológicos.
Amazonas registra primeiro caso
A Secretaria de Saúde do Amazonas confirmou o primeiro caso suspeito da gripe suína no estado. Trata-se de uma criança, cuja idade e sexo são mantidos em sigilo pelos médicos, que chegou da Flórida, nos EUA, no último domingo (17). Até então, o estado tinha registrado apenas casos em monitoramento, de acordo com as categorias da Organização Mundial da Saúde (OMS) para definição de casos da doença.
Segundo informações da secretaria, a criança está internada na Fundação de Medicina Tropical (FMT), em Manaus. Ela permanecerá em isolamento, de acordo com as normas preconizadas pela OMS, pelo tempo que for necessário. O paciente apresentou febre e tosse logo após o desembarque.
A avaliação clínica indica que ele está bem. As amostras de secreções coletadas da criança foram enviadas para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, no Pará, laboratório considerado como referência na Região Norte. As pessoas que tiveram contato próximo com o paciente serão monitoradas.
Até o momento, o Amazonas não registra nenhum caso confirmado de gripe suína. Nas últimas semanas, cinco pacientes foram monitorados, por apresentaram febre após desembarcaram em Manaus, proveniente de outros países. Depois de avaliação clínica e coleta de material biológico, os casos foram descartados por exames de laboratório. (Monitor Mercantil)

21.05 - Farmacêuticas planejam vacina para a gripe
A ONU e a indústria farmacêutica preparam um plano para viabilizar a fabricação de uma vacina contra a gripe suína para o caso de a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidir ser necessário.
"Sou consciente e aprecio o esforço que as indústrias farmacêuticas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento fizeram tanto em pesquisa como em preparação tecnológica", afirmou em coletiva de imprensa o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
O secretário-geral presidiu hoje junto à diretora-geral da OMS, Margaret Chan, uma reunião com representantes de 30 farmacêuticas para coordenar a estratégia sobre a eventual fabricação de uma vacina contra a gripe.
Na reunião, que aconteceu em paralelo à assembleia da OMS, participaram executivos de farmacêuticas de Áustria, Bélgica, Brasil, China, Coreia, Egito, Estados Unidos, França, Reino Unido, Holanda, Índia, Indonésia, Irã, Japão, México, Romênia, Rússia, Suíça, e Vietnã.
No encontro não se determinou se a vacina vai ser fabricada ou não, uma vez que isso depende de fatores científicos a serem analisados pela OMS, mas sim que se discuta um plano de ação para criá-la.
Segundo a nova atualização feita hoje pela OMS, em caso de pandemia, seriam necessárias cinco bilhões de doses da nova vacina.
Embora Chan tenha explicado que esse é um número que pode variar, dado o tipo da vacina, a quantidade de doses necessárias dependerá do tipo do vírus e de seu comportamento, algo que ainda não se sabe com exatidão.
"Seguem muitas dúvidas científicas que nos impedem ter todas as respostas sobre a vacina", especificou Chan.
No entanto, para estar preparados para o caso de a OMS decidir que a vacina é necessária, as farmacêuticas já têm disponibilidade de obter o vírus selvagem da gripe.
A maioria, porém, esperará para obter dos laboratórios associados à OMS a cepa do vírus que é efetivamente manipulável e que permite a produção da vacina, um processo que pode demorar até 15 dias. Posteriormente, se iniciaria o processo de fabricação, que poderá durar meses.
Na reunião de hoje, a Rede de Produtores de Vacinas dos Países em Desenvolvimento se comprometeu publicamente a entregar a preços quase de custo 10% de toda a produção da vacina contra a gripe, caso realmente comece a ser fabricada.
"Nos comprometemos a entregar às agências da ONU, ao menor custo possível, 10% de toda nossa produção de vacinas contra a gripe, se for necessário produzi-la", disse à Agência Efe Suresh Jadhav, porta-voz do grupo e diretor-executivo do Instituto Serum da Índia.
Consultada sobre o assunto e se os países desenvolvidos tinham expressado algum tipo de compromisso similar, Chan respondeu de forma ríspida.
"Cada companhia é diferente e tem estratégias distintas. Todas, tanto as dos países desenvolvidos como as dos países em desenvolvimento mostraram compromisso, não esperem que em uma reunião como essa possam falar uma a uma", comentou.
Por sua parte, o secretário-geral mostrou sua confiança em que os países mais pobres "não serão esquecidos".
"Espero que prevaleça a solidariedade com os países em desenvolvimento", afirmou Ban, que explicou que hoje se reunirá com os membros da iniciativa que pretende encontrar formas inovadoras para financiar a saúde pública mundial.
Atualmente, segundo os dados da OMS, no mundo há 9.830 infectados em 40 países, dos quais 79 morreram.
A OMS mantém o nível de alerta de pandemia em 5, em um máximo de 6, por considerar que ainda não se produziu largo contágio em outra região que não seja a das Américas.
Nesse sentido, Chan afirmou que apesar de o Governo do Japão suspeitar que já houve nesse país contágios do vírus dentro da comunidade, "não é incomum que ocorram alguns casos em que não se pode identificar um laço similar ou de contato direto". Segundo ela, "isso também ocorreu nos EUA e no Reino Unido".
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. (Agência EFE/ A Tarde On Line)

21.05 - Vacinação contra hepatite B
O Ministério da Saúde iniciou esta semana, até o domingo (24), uma mobilização em 11 estados do Brasil onde a cobertura da vacina contra hepatite B está abaixo de 50%. A notificação de casos de hepatite B subiu cerca de 90% em uma década. Em 1997, foram registrados 6.098 casos. Em 2007, 11.560. Ao todo, de 1999 a 2008, foram notificados 107.346 casos das hepatites (A, B, C e D) no Brasil.
Será vacinada a população na faixa etária entre 10 a 19 anos.O público alvo da campanha é justificado porquê, somente em 1998, a vacina contra a hepatite B foi incluída no calendário nacional de vacinação infantil. Muitas das crianças e adolescentes nascidas antes de 1997 não foram imunizadas.
O Rio Grande do Norte é um exemplo dessa estatística, as cidades como Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, Ceará-Mirim, Currais Novos, Extremoz, Nova Cruz, Parelhas, São Gonçalo do Amarante e Touros serão priorizadas no estado.
A mobilização terá início nas escolas que aderiram ao Programa Saúde na Escola (PSE), uma vez que nessas escolas, já são desenvolvidas ações de prevenção e promoção da saúde. Uma das dificuldades, apontadas pelo ministério em relação ao público adolescente, é que a vacina  é aplicada em três doses. A imunização é a forma mais efetiva de prevenir a hepatite B. Estão previstas mobilizações comunitárias na Av. Engenheiro Roberto Freire e na Universidade Potiguar.
Doença
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou por alguma reação do organismo a substâncias tóxicas como álcool ou medicamentos. As hepatites que podem passar de uma pessoa para outra são chamadas de hepatites virais e as mais comuns são causadas pelos vírus A, B, C ou D. Por ser silenciosa e na maioria das vezes não apresentar sinais nem sintomas, a hepatite não chama a atenção das pessoas. Entretanto, há formas mais graves da doença que podem levar à cirrose ou ao câncer de fígado.
Estima-se que existam, no mundo, dois bilhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B e dessas, 350 milhões vivam com infecção crônica. No Brasil, as hepatites são doenças de notificação obrigatória e os casos são registrados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan).
Prevenção
Para se prevenir contra as hepatites B e C, é preciso usar camisinha nas relações sexuais; ao fazer tatuagem ou colocar piercing, exigir tinta descartável e instrumentos esterilizados; não compartilhar material para fazer as unhas e exigir utensílios esterilizados; não compartilhar lâminas de barbear ou de depilar, escovas de dentes. Caso a pessoa seja usuário de drogas, a política de redução de danos do Ministério da Saúde preconiza que ele não compartilhe seu equipamento, pois agulhas, canudos e cachimbos contaminados também transmitem hepatites B e C.
Existe vacina contra a hepatite B e o tratamento para as hepatites B e C é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para informações mais detalhadas sobre a doença e o seu tratamento,o ministério da saúde recomenda que se procure uma unidade de saúde mais próxima. (DN Online)
 
 
 
 
 

20.05 - OMS: Gripe suína e aviária podem fundir
O vírus da nova gripe A (H1N1) deve continuar se espalhando rapidamente entre pessoas, países e ao redor do mundo, disse na segunda-feira (18) a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Margaret Chan disse que a nova cepa do vírus pode oferecer risco particular caso ela se misture com a do vírus H5N1, da gripe aviária, que é mortal em aves mas que raramente se transmite entre pessoas.
Ele também pode causar riscos a pessoas com Aids e tuberculose e em favelas superpovoadas, disse Chan.
Apesar do rápido aumento do número de transmissões domésticas da doença no Japão, a agência decidiu não elevar o alerta de pandemia, que está no nível 5 entre 6 -o que significa que o risco de uma epidemia de alcance mundial segue iminente.
"Estamos em um momento de grande incerteza", disse Chan, ao comentar que ninguém sabe ao certo quanto tempo vai durar o aumento de número de casos leves da doença ao redor do mundo.
8.829 casos
O número de casos registrados da nova gripe pelo mundo atingiu 8.829 nesta segunda-feira (18), com 74 mortes, segundo o relatório diário da OMS.
No domingo (17), havia 8.480 casos em 39 países. A OMS acrescentou o Chile à lista.
O México, país em que surgiu a epidemia, tem 3.103 casos confirmados em laboratório, com 68 mortes. Os EUA têm 4.714 casos, com 4 mortes. No Canadá, há 496 casos e uma morte. A Costa Rica tem 9 casos e uma morte. (G1)

20.05 - OMS não eleva nível de alerta
Governos deixaram as questões de saúde de lado e promoveram uma ofensiva política para evitar, na segunda-feira, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarasse uma pandemia da nova gripe, o que seria a primeira do século 21.
Alguns técnicos da entidade estimaram que os números de casos e países afetados já seriam suficientes para decretar o nível máximo de alerta. Mas México, Brasil, China, Japão, Reino Unido, países árabes e outros alertaram que novos critérios devem ser incluídos na avaliação de uma eventual declaração de pandemia.
Com isso, conseguiram frear sua declaração. Por sua vez, o governo americano foi mais pragmático e alertou que o vírus vai continuar a se espalhar por todo o mundo e que o surto “não está terminando”.
Ontem, a Assembleia Mundial da Saúde abriu sua reunião anual em Genebra sob a ameaça da declaração da pandemia. Já são 8,8 mil casos da gripe, com 135 casos no Japão e mais de cem na Espanha e Reino Unido, além do epicentro na América do Norte.
No Brasil, que tem 20 casos suspeitos da doença, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz anunciaram ontem que mapearam sequências genéticas do vírus da nova gripe encontrados em três casos confirmados no Brasil. O sequenciamento possibilita a comparação entre os vírus encontrados no País e os detectados em outras partes do mundo. (A Notícia)

20.05 - Brasil faz convênio com EUA para transplante de medula
O Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Fundação do Câncer e o National Marrow Donor Program (NMDP), registro de doadores de medula óssea dos Estados Unidos, assinaram na segunda-feira um convênio de cooperação. O documento permite que os pacientes de outros países recebam doações dos brasileiros. O registro de doadores dos EUA é o maior do mundo e atualmente conta com 13,2 milhões de pessoas. O Brasil vai entrar nesta rede com quase um milhão de doadores do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), gerenciado pelo INCA
De acordo com Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCA, o convênio acontece em um momento importante para o País, de desenvolvimento tecnológico e científico na área de transplante de medula óssea. "Há muitos anos temos uma relação de trabalho com o NMDP, que tem sido parceiro nas buscas de doadores internacionais para os pacientes brasileiros. Vamos agora garantir a reciprocidade deste gesto", afirmou Santini
No ano passado foram gastos R$ 5,5 milhões com as buscas internacionais, valor referente aos exames confirmatórios de compatibilidade, internação do doador e retirada da medula. O convênio com o NMDP prevê a cobrança, pelo REDOME, destes mesmos serviços, o que vai trazer economia para o Ministério da Saúde e em longo prazo, investimentos em melhorias no sistema brasileiros de transplante de medula óssea. (Agência Estado)
 
 
 
 
 

19.05 - Odontoprev anuncia bom resultado
A OdontoPrev divulgou na sexta-feira seus resultados do primeiro trimestre.
O crescimento do número de associados foi de 20%, atingindo cerca de 2,6 milhões de vidas. A receita líquida no trimestre foi de R$ 86,7 milhões, 20% acima do mesmo período do ano anterior.
A OdontoPrev praticou um preço-médio de R$ 12,33 no primeiro trimestre, superior aos R$ 11,83 do primeiro trimestre de 2008. A forte geração de caixa de R$ 22 milhões permitiu à OdontoPrev terminar o mês de março com R$ 193 milhões de caixa, sem qualquer dívida. O lucro líquido do período por ação se manteve estável em R$ 0,62.  (SegurosInf)

19.05 - Gripe - Busca por informações tem alta de 61% 
O número de ligações do Disque Saúde subiu 61% entre os dias 27 de abril e 6 de maio em consequência do surgimento de casos de gripe A (H1N1) no mundo e no Brasil. O serviço de atendimento à população é disponibilizado pelo Ministério da Saúde para sanar dúvidas.
Segundo o ministério, grande parte das pessoas que procuraram o Disque Saúde nas últimas semanas buscava informações sobre a definição da doença, os seus sintomas, a situação no país e as medidas de prevenção que deveriam adotar.
Com a procura maior, a média diária de ligações subiu de 19.400 para 34.500. O número, contudo, poderá baixar no próximo balanço do Ministério da Saúde, já que o país não apresenta novos casos da gripe suína há mais de uma semana. Foram oito os casos comprovados da doença no Brasil até o momento -dois dos infectados contraíram a gripe no país.
Três dos pacientes infectados são do Estado do Rio de Janeiro e outros dois moram em São Paulo. Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram um contaminado cada.
Em seus boletins diários, o Ministério da Saúde vem informando que "não há evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa" e que os Estados com casos confirmados não devem ser considerados áreas afetadas.
Com o aparecimento dos casos no Brasil e as dúvidas geradas na população, o Ministério da Saúde acabou incluindo no menu do Disque Saúde a opção 8, destinada exclusivamente a dúvidas sobre a nova gripe.
O atendimento do Disque Saúde é feito por meio de mensagens previamente gravadas ou em contato com atendentes.
Disque Saúde: 0800-61-1997   (Folha de S.Paulo)

19.05 - Idosos podem estar imunes
O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, em inglês), agência da União Europeia (UE), acredita que a maior incidência da gripe suína entre os jovens pode ser devido a que a população de mais idade tem algum tipo de imunidade em relação ao vírus A H1N1. 
Após analisar os dados oferecidos pelas autoridades sanitárias mexicanas, os especialistas europeus concluíram que "não se pode descartar que os grupos de população maior tenham alguma imunidade, devido à exposição prévia a vírus semelhantes", disseram ontem, em comunicado oficial, os médicos do ECDC, que tem sede em Estocolmo. Eles trabalham com duas hipóteses: as características específicas do novo vírus, ou que este esteve circulando principalmente entre crianças e adultos jovens e ainda não começou a se propagar entre a população mais velha. 
O centro destacou, no entanto, a necessidade de "continuar investigando" para aprofundar nas razões do maior índice de contágios entre jovens. 
Os contágios mais frequentes do vírus no México ocorreram entre a população mais jovem, com 2,9 casos para cada cem mil pessoas de entre 10 e 19 anos, e com 2,8 contágios para cada cem mil crianças de entre 0 e 9 anos. No outro extremo está a população da terceira idade, com apenas 0,6 contágio para cada cem mil pessoas.    (Jornal de Brasília)

19.05 - EUA: A vida melhor e maior
A notícia de que o programa de saúde Medicare pode esgotar seus recursos é um novo choque para os EUA
Em meio à guerra cada vez mais intensa no Paquistão e no Afeganistão e a alguns sinais de que a Grande Recessão na verdade ainda não chegou ao fundo, surgiu novo choque para muitos norte-americanos, na semana passada: o programa de saúde Medicare, que oferece cobertura federal a quase 40 milhões de pessoas com mais de 65 anos, estaria a ponto de esgotar completamente seus recursos em 2017. Um aumento projetado de 30% no número de pessoas maiores de 65 anos, combinado a um aumento de 50% nos custos médios de saúde, superaria o valor total das contribuições correntes para o fundo.
A desanimadora notícia surgiu em meio a um esforço sério -tal como o presidente Obama havia prometido em sua campanha- de reorganizar a cobertura médica para todos os norte-americanos. Ele se reuniu com médicos, dirigentes de companhias farmacêuticas e de operadoras de plano de saúde e outras partes interessadas, na semana passada. Desde abril, o Senado vem conduzindo audiências sobre o assunto.
Um novo plano deve surgir dentro de meses. E já não era sem tempo.
Por um lado, os desembolsos totais com serviços de saúde nos EUA representam hoje o equivalente a 17% do PIB, proporção que já supera a reservada à poupança doméstica.
Por outro, 46 milhões de pessoas estão hoje desprovidas de cobertura médica e outros 25 milhões têm cobertura insuficiente. Embora os eventuais custos de emergência que incidem sobre essas pessoas terminem (indiretamente) repassados aos cidadãos que contam com planos de saúde completos, via aumentos de preço, essa solução é ineficiente. Há também a questão do alto custo dos medicamentos e do padrão inadequado de tratamento, em um país que dispõe da mais avançada tecnologia do planeta.
A saúde é mais que um problema nacional nos EUA. Trata-se de questão de alcance mundial, vinculada à realidade demográfica de taxas de natalidade em progressivo declínio.
Em alguns países, como o Japão, já existe um declínio populacional em curso. A consequência é que a proporção dos idosos na população aumenta. O "Financial Times" abordou o caso da China. Lá, depois de anos de inação, o governo prometeu a extensão da cobertura nacional de saúde a 90% da população até 2011.
O Brasil é mencionado na mesma reportagem do "Financial Times", como o país com o maior investimento em saúde entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), com índice de quase 9% da renda pessoal dedicado à área. O SUS obteve grande sucesso em criar cobertura universal de saúde e merece crédito.
Mas são os planos privados e os gastos pessoais de saúde em montante superior à metade do desembolso total que fazem o investimento brasileiro em saúde comparável ao dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), em termos de proporção da renda. Esse é o preço de uma posição de tamanha proeminência na comunidade médica internacional. Com as mudanças da distribuição demográfica e, esperamos, da distribuição de renda no Brasil, agora talvez seja o momento de começar a considerar as consequências, antes que os aumentos nos desembolsos com a saúde continuem a se acumular.
Tampouco seria correto ignorar o lado positivo dessa pequena história. As pessoas em toda parte agora podem viver vidas mais longas e melhores, e não só em razão do acesso ao conhecimento científico cada vez mais amplo. A melhora na saúde pública e mais atenção à medicina preventiva podem fazer grande diferença, igualmente, e estão disponíveis a preços muito inferiores aos dos mais sofisticados serviços médicos.
(ALBERT FISHLOW, tradução de PAULO MIGLIACCI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

18.05 - Planejamento familiar: Definições pendentes
A cobertura de procedimentos de planejamento familiar.   “Planejamento familiar agora será coberto como um todo. Antes era só a contracepção. Por exemplo, o uso de DIU, de laqueadura, de vasectomia. Agora a concepção também, ou seja, a fertilização, a fecundidade da mulher ou do homem estarão protegido pelos planos de saúde”, disse a senadora Serys Slhessarenko, que foi relatora do projeto.  Clientes e empresas esperam da ANS lista de procedimentos mínimos de métodos conceptivos.  (AssPreviSite)

18.05 - Gripe já infectou quase 6.500 em todo o mundo
Boletim divulgado na quinta-feira pelo Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a gripe suína já infectou 6.497 pessoas em todo o mundo. A quantidade de países atingidos pela doença, entretanto, permanece em 33.
O México já notificou 2.446 casos da doença e 60 mortes. Os EUA registram 3.352 casos e três mortes. O Canadá relatou 389 pessoas infectadas e uma morte, e a Costa Rica permanece com oito casos confirmados e uma morte.
Outros países com casos confirmados, mas sem nenhuma morte são: Argentina (um) Austrália (um) Áustria (um), Brasil (oito) China, (quatro), Colômbia (sete) Cuba (um), Dinamarca (um), El Salvador (quatro), Finlândia (dois) França (14), Alemanha (12), Guatemala (três), Irlanda (um), Israel (sete), Itália (nove), Japão (quatro) Holanda (três), Nova Zelândia (sete), Noruega (dois) Panamá (29) Polônia (um) Portugal (um), República da Coréia (três), Espanha (100), Suíça (um) Suécia (dois) Reino Unido (71) e Tailândia (dois).
De acordo com o relatório, o surto é grave e requer monitoramento atento.
Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS, afirmou que a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), manteria o nível de alerta pandêmico em 5 (o segundo mais alto), apesar de o vírus ter infectado 6.497 pessoas em 33 países.
- Se observarmos mudanças na gravidade, deixaremos o mundo saber. Esse é um evento grave e requer monitoramento atento - disse, em coletiva.
Especialistas em vacina reunidos pela OMS na quinta-feira não chegaram a uma conclusão sobre se tal mudança deveria ocorrer ou se a cepa H1N1 deveria ser incluída na mistura da injeção da gripe sazonal, afirmou Fukuda.
Brasil tem 38 casos suspeitos
São 38 os casos suspeitos de gripe suína no Brasil, segundo balanço do Ministério da Saúde, divulgado também nesta quinta. Além disso, 24 casos estão em monitoramento em sete estados e no Distrito Federal e 217 foram descartados.
Foram confirmados oito casos da doença no país, nos estados do Rio de Janeiro (três), de São Paulo (dois), de Minas Gerais (um), do Rio Grande do Sul (um) e de Santa Catarina (um).
Apresentam casos suspeitos os estados de Minas Gerais (sete), do Rio de Janeiro, (sete), de Pernambuco (cinco), de São Paulo (cinco), de Alagoas (dois), do Goiás (dois), do Ceará (um), do Pará (um), do Piauí (um), do Rio Grande do Sul (um) e de Rondônia (um), além do Distrito Federal (cinco).
Segundo o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), a gripe suína infectou 6.497 pessoas em todo o mundo e 33 países registraram ocorrências da doença.  (Monitor Mercantil)

18.05 - CFM: Assistência ao parto
Membros da Comissão de Parto Normal, do Conselho Federal de Medicina (CFM), reuniram-se na quinta-feira com o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPE), do Ministério da Saúde, José Luis Telles, para falar da qualificação da assistência ao parto.
Com representação do CFM, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), a Comissão apontou a necessidade do parto seguro: “Colocamos como necessária a modificação da Portaria nº 985, do Ministério da Saúde [que cria o Centro de Parto Normal, no âmbito do Sistema Único de Saúde]. E vamos desenvolver discussões para encaminhamento dessas questões”, explicou o coordenador da Comissão e conselheiro federal do CFM, José Fernando Maia Vinagre.
Em seguida, os membros da Comissão convidaram a representante da Anvisa, Maria Angela da Paz, para uma reunião na sede do CFM, onde foi debatida a revisão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36, de 2008, da Anvisa, que dispõe sobre regulamento técnico para funcionamento dos serviços de atenção obstétrica e neonatal. Esta revisão acontece a pedido do CFM e da Febrasgo.
Nessa reunião foram avaliados vários aspectos do funcionamento das unidades de saúde relacionadas ao parto. “Agora vamos debater o elevado número de cesarianas na saúde suplementar. Um projeto para enfrentar essa questão está sendo desenhado pelas entidades que compõem a Comissão e a ANS”, explica o conselheiro federal do CFM, Aloísio Tibiriçá, enfatizando que o objetivo é traçar um retrato o mais próximo possível desta realidade, levando em consideração a situação da gestante, do médico, dos hospitais e das próprias operadoras.   (CFM)
 
 
 
 
 

15.05 - EUA: Reforma da saúde até o final de julho
Washington - Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou ontem que o Congresso está trabalhando para aprovar uma revisão do sistema de saúde norte-americano até o final de julho. Na terça-feira, autoridades informaram que o setor deve entrar em colapso antes do previsto por Washington. "Não temos desculpas. Tudo está alinhavado", disse Obama após encontro na Casa Branca com Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados e lideranças democratas. Representantes do partido republicano criticam o plano de Obama de criar um novo fundo para a saúde afirmando que essa medida elevaria ainda mais o enorme déficit orçamentário dos Estados Unidos.  (DCI)

15.05 - Vírus pode ter surgido de erro em laboratório
Organização Mundial da Saúde diz que vai investigar suspeita
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que seus cientistas investigarão a hipótese de um especialista australiano de que o vírus da gripe A foi produto de um erro humano em laboratório.
O porta-voz da OMS, Gregory Hartl, declarou:
– Pedimos a nossos especialistas para que determinem se há provas. Por enquanto, é cedo demais para dizer algo o respeito.
A gripe A já atinge 5.728 pessoas em 33 países, incluindo 61 mortes. Segundo novo balanço da organização, os Estados Unidos mantêm o maior número de casos da doença, com 3.009 registros, incluindo três mortes – um bebê mexicano e uma professora americana no Texas e um homem em Washington.
O México, considerado epicentro da gripe, tem 2.059 casos da doença e o maior número de vítimas: 56. O Canadá registrou 358 casos confirmados em laboratório, incluindo uma morte. A Costa Rica tem oito casos registrados, incluindo também uma morte.
A OMS registra ainda casos da doença na Espanha (98), Reino Unido (68), Panamá (29), França (13), Alemanha (12), Itália (9), Israel (7), Nova Zelândia (7), Colômbia (6), Japão (4) e El Salvador (4). Guatemala, Holanda e Coreia do Sul têm três casos cada.
Já China, Finlândia, Noruega, Suécia e Tailândia têm dois casos cada. Argentina, Austrália, Áustria, Cuba, Dinamarca, Hong Kong, Irlanda, Polônia, Portugal e Suíça têm um caso cada.
Sobe para 37 número de casos suspeitos
O número de casos suspeitos da gripe no Brasil subiu para 37, segundo relatório divulgado na quarta-feira pelo Ministério da Saúde. Na terça-feira, eram 32. A quantidade de casos confirmados permanece sendo oito.
Os casos suspeitos estão nos estados de São Paulo (14), Minas Gerais (7), Pernambuco (3), Rio de Janeiro (3), Alagoas (2), Ceará (1), Pará (1), Rio Grande do Sul (1), Rondônia (1) e no Distrito Federal (4). Santa Catarina teve um caso confirmado – uma menina, em Florianópolis –, mas a paciente já recebeu alta. (Diário Catarinense)

15.05 - Genéricos crescem 19% ao ano
Apesar da crise, vendas batem recorde e levam laboratórios multinacionais a aumentar investimentos no Brasil
Há seis meses, o suíço Stefan Prebil, executivo da Sandoz, divisão de genéricos da farmacêutica Novartis, foi destacado para uma missão. Ele deixaria o comando de uma das mais importantes operações da empresa - em sua matriz, na Suíça - rumo ao Brasil, onde a Sandoz desembarcou há dois anos. A transferência de um dos mais altos diretores da multinacional para o País começa a fazer sentido quando se analisa o desempenho da empresa por aqui. Em dois anos, o mercado brasileiro passou de 13ª para 7ª posição entre os maiores da Sandoz. Desde janeiro, o segmento da empresa, de genéricos, cresceu 19% e movimentou perto de R$ 1 bilhão no País, segundo dados divulgados ontem. (veja texto ao lado)
Voltar os olhos para os emergentes, como faz a Sandoz/Novartis, tem sido a estratégia de várias multinacionais do setor, que, tradicionalmente, sempre tiveram suas receitas ligadas aos mercados da América do Norte, Europa e Japão. O Brasil aparece de forma ainda mais clara no radar das empresas graças ao sucesso da indústria de genéricos, que cresce a dois dígitos há mais de cinco anos, após o governo ter regulamentado sua produção em 1999.
Mas os genéricos não são o único motor desse movimento. "O mercado pouco explorado e mais estável e transparente que os de China e Índia faz com que o Brasil seja a bola da vez no setor", afirma Luís Madasi, líder de serviços para a indústria farmacêutica da PriceWaterhouseCoopers. Segundo ele, boa parte de população ainda tem pouco - ou nenhum - acesso a medicamentos no País. "Isso significa alto potencial de crescimento do mercado."
Essa realidade pode facilitar a tarefa do novo presidente da Sandoz no Brasil: fazê-la crescer 30% este ano. Segundo Prebil, que passou os últimos meses estudando a língua portuguesa em um curso intensivo de fim de semana e visitando representantes do governo, parceiros e concorrentes, as perspectivas são animadoras. "O Brasil tem o maior mercado de genéricos na América Latina, economia estável e inflação sob controle", afirma.
O executivo afirma que essas condições colocaram o País como prioritário entre os mercados emergentes em que a Sandoz atua, à frente de Rússia, Índia e China. A empresa tem urgência em expandir nesses mercados, já que cerca de 80% das vendas mundiais estão concentradas em países da Europa e Estados Unidos. "Com a crise, essa concentração não tem sido positiva."
O Brasil já é o maior mercado entre os emergentes para a francesa Sanofi-Aventis. Há pouco mais de um mês, ela reforçou essa posição com a compra do laboratório especializado em genéricos Medley, de Campinas (SP). Até então, a companhia tinha uma participação residual no segmento, de 3%. Com a Medley, passou a 41%.
De quebra, levou a liderança em faturamento entre as maiores farmacêuticas do País. "Os genéricos não vão parar de crescer tão cedo. Eles têm cerca de 15% do mercado no País e ainda podem atingir 30%", diz o diretor-geral da Sanofi-Aventis no Brasil, Heraldo Marchezini.
Os franceses também planejam transformar a fábrica da Medley em plataforma de exportação para outros países, principalmente da América Latina. As exigências da legislação brasileira para o setor - "uma das mais avançadas do mundo", segundo o presidente da Medley, Jairo Yamamoto - faz com que os medicamentos produzidos aqui entrem com facilidade em outros mercados.
ASSÉDIO
A Medley foi a primeira a sucumbir ao assédio das estrangeiras. Desde a regulamentação do mercado de genéricos, as brasileiras deslancharam e assumiram, com folga, a liderança da indústria. Dos cinco maiores laboratórios farmacêuticos do País, três (EMS, Eurofarma e Aché) eram brasileiros e produtores de genéricos. A situação mudou com a venda da Medley para os franceses. Agora a tendência é que seus concorrentes se apressem para buscar posições no setor.
A Sandoz não esconde que está com apetite para aquisições. "As nacionais dominam porque foram pioneiras no mercado e tiveram agilidade. Mas a tendência é a consolidação dos grandes ?players? e temos certeza de que estaremos entre eles", diz Stefan Prebil.
Segmento já têm 17,7% do mercado farmacêutico
Em crescimento acelerado há mais de dez anos, o segmento de genéricos deve bater novo recorde este ano. No primeiro trimestre de 2009, as vendas desses medicamentos cresceram 19,4% ante o ano anterior, movimentando R$ 939 milhões. A participação do segmento no mercado farmacêutico chegou a 17,7%.
Segundo o presidente da Associação das Indústrias de Medicamentos Genéricos, Odnir Finotti, o mercado tem se beneficiado da crise, ao receber consumidores que migraram para esses medicamentos em um cenário de contenção de gastos. "Tivemos crescimento acima do esperado para o momento econômico atual", diz.
Segundo Luís Madasi, da PriceWaterhouse, esse desempenho faz da participação no setor fator determinante para uma empresa obter posição de destaque no País. "Para ser grande aqui é preciso, de alguma forma, olhar para esse mercado."   (Marianna Aragão - O Estado de S.Paulo)
 
 
 
 
 

14.05 - EUA: Saúde e previdência estão à beira da falência
As projeções financeiras para os setores de saúde pública e seguridade social dos Estados Unidos pioraram de maneira significativa uma vez que a crise da economia e a crescente taxa de desemprego aproximaram da insolvência ambos os programas, segundo um informe sombrio divulgado ontem pela administração do presidente Barack Obama.
O novo cenário aponta que o fundo de saúde pública se esgotará em 2017, apenas um ano após a saída de Obama, caso ele seja reeleito para um segundo mandato. Até o ano passado acreditava-se que o fundo duraria até 2019.
Os administradores dos fundos de pensão também informaram que o programa de seguridade social deve esgotar-se em 2037, quatro anos antes do previsto. Estas projeções baseiam-se no fato de que não haverá mudança nos atuais benefícios, políticas e taxas fiscais.
Ambos os programas, que atendem mais de 50 milhões de cidadãos americanos, atravessam um momento difícil devido, em grande parte, à atual recessão.
Há milhões de pessoas a menos no mercado de trabalho contribuindo com os impostos que sustentam os programas, ao mesmo tempo em que os custos com a saúde e os pagamentos de aposentadoria continuam a subir, já que os americanos estão vivendo cada vez. Calcula-se, agora, que os gastos com saúde pública superarão os gastos com seguridade social em 2028.
O secretário do Tesouro americano, Timothy F. Geithner, afirmou na terça-feira em nota que as novas previsões ressaltam a necessidade de uma ação bipartidária para enfrentar o problema por meio do que chamou de "mudanças difíceis, porém possíveis".
"É por isso que mesmo quando o presidente se focalizou em arrancar nosso país da recessão econômica, deixou claro seu compromisso de trabalhar de modo bipartidário para acessar no longo termo o setor de saúde em relação ao Medicare e seguridade social" e, acrescentou, "não apenas repassar nossas dívidas."
O prazo de vencimento reduzido para a insolvência da seguridade social não significa que os futuros aposentados nada receberão após essa data.
Os administradores observaram que mesmo quando o fundo mútuo da seguridade social se exaurir em 2037, a receita com os impostos possivelmente continuará entrando. Mas os benefícios serão limitados ao valor pago naquele ano, e provavelmente continuarão a ser feitos na base de apenas 75% do nível prometido - três pontos percentuais a menos do que foi projetado no relatório do ano passado.
O cenário mais pessimista enfrentado pelos dois programas irá complicar os planos de gastos de Obama e suas ambições políticas. Anteontem, a Casa Branca ampliou suas estimativas para o déficit orçamentário federal este ano, para US$ 1,84 trilhão, o maior já registrado.
O líder da maioria na Câmara de Representantes, Steny H. Hoyer de Maryland, incitou na semana passada a um esforço bipartidário para consertar as finanças da seguridade social no longo prazo. Outros líderes democratas foram contrários a resolver, no momento, este tema.    (Gazeta Mercantil/The New York Times)

14.05 - Um terço da população mundial pode ser infectado
Pesquisa realizada pela Universidade Imperial College de Londres dá a entender que um terço da população mundial poderá ser infectado pela gripe suína. "Este vírus realmente tem o potencial total para a pandemia. Deverá se espalhar pelo mundo todo nos próximos seis a nove meses e, quando isso acontecer, vai afetar cerca de um terço da população", disse o professor Neil Ferguson, que liderou a pesquisa, à Rádio 4 da BBC.
O estudo britânico toma como base dados coletados no México no final de abril, mas não faz estimativa do possível número de mortos devido à gripe. O estudo foi publicado na revista especializada Science.  (Fenaseg)

14.05 - Vacina contra gripe suína vai demorar meses
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou na terça-feira que a fabricação de uma vacina que combata o vírus H1N1 vai demorar meses. Durante audiência pública no Senado, ele lembrou que não há evidência de que a vacina para a gripe comum ofereça imunidade contra a gripe suína.
Temporão informou ainda que o ministério negocia a aquisição de 800 mil tratamentos para a doença. A pasta já dispõe de 6.250 tratamentos para adultos e de 6.250 infantis estocados e prontos para utilização.
Para o ministro, a quantidade de leitos disponível na rede pública de saúde 829 e os kits distribuídos para as secretarias de Saúde do país, até o momento, são suficientes. Ele lembrou, entretanto, que apenas três laboratórios brasileiros podem diagnosticar o vírus H1N1 e que o exame laboratorial pode levar até dez dias para ser concluído. (Agência Brasil/ Portal Verdes Mares)

14.05 - Casos de dengue caem 49% no Brasil
Os casos de dengue no Brasil caíram 49% este ano em relação ao ano passado. Essa é a principal constatação de novo balanço parcial da doença, divulgado pelo Ministério da Saúde. Os números mostram que o país registrou 226.513 notificações de dengue nas primeiras 15 semanas deste ano (1º de janeiro até 11 de abril). No mesmo período de 2008, o total chegou a 440.360 casos. De acordo com os novos dados, 18 estados e o Distrito Federal registraram redução no número de casos de dengue em relação a 2008. Outros oito registraram aumento – Acre, Amapá, Roraima, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (veja tabela com casos notificados no período).
A análise do quadro do ponto de vista regional também mostra evolução favorável dos números. Todas as regiões também registraram queda: no Sudeste foi de 66%, no Sul de 58,36%, no Nordeste de 31,47%, no Norte de 30% e no Centro-Oeste de 13,71%. No entanto, embora o quadro geral seja positivo, o Ministério da Saúde reforça o alerta junto à população e às secretarias estaduais e municipais para manterem as ações de rotina contra a doença e que as intensifiquem, se for detectado aumento de casos. (Agência Saúde)
 
 
 
 
 
 

13.05 - Portabilidade: Passo a passo de como exercê-la
A portabilidade nos planos de saúde, que permite ao consumidor trocar de operadora sem precisar cumprir novas carências, entrou em vigor no último dia 15 de abril, após publicação da Resolução Normativa 186/2009, de autoria da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), no Diário Oficial da União.
De acordo com a assessoria de imprensa da Agência, ainda não há um balanço indicando quantas pessoas já se beneficiaram do novo direito. Contudo, a medida tem potencial para alcançar 6 milhões de usuários, será que você é um deles? Pense e responda às seguintes perguntas:
A data de assinatura do seu plano ou da renovação deste é posterior a 1 de janeiro de 1999? O seu plano é individual ou familiar? As suas mensalidades estão em dia? O seu plano encontra-se vigente há mais de dois anos ou há mais de três anos, se quando de sua assinatura você era portador de doenças pré-existentes?
E agora?
Segundo a advogada, especialista em Direito do Consumidor, do escritório R.Silva e Advogados, Fernanda Figueiredo Malagutti, caso suas respostas tenham sido positivas para todas as questões anteriores, você é um dos beneficiários em potencial. Portanto, na hipótese de estar descontente com sua atual seguradora, tome as seguintes providências: Escolha um plano de saúde de destino compatível ao seu plano de origem, ou seja, preço, acomodação e abrangência geográfica igual ou inferior ao plano de origem;
Faça o pedido de alteração do plano entre o primeiro dia do mês de aniversário do contrato e o último dia do mês subsequente;
Comunique à operadora do plano de destino sua intenção de utilizar o direito de portabilidade e entregue cópias autenticadas dos últimos três comprovantes de pagamento e do contrato da operadora de origem;
Aguarde por 20 dias a resposta do plano de destino. No caso de não haver manifestação neste prazo, presume-se a aceitação do seu pedido e, assim, você poderá exigir a proposta de adesão para assinatura;
Quando receber a proposta de adesão, confira todas as cláusulas e certifique-se de que não há a previsão de carências a serem cumpridas. Além disso, exija que o termo inicial do plano de destino coincida com o termo final do plano de origem e peça também a comprovação por escrito de que a seguradora de destino comunicou sobre a contratação do novo plano à operadora de origem;
Exija da operadora de origem documento comprovando a extinção do plano anterior imediatamente antes do início da entrada em vigor do novo plano;
Só assine o contrato se tiver certeza de que todas as condições foram cumpridas.
Lembre-se
Vale lembrar que a operadora de destino só poderá negar a contratação do plano no caso de não estarem preenchidos os requisitos legais, sendo que a mesma terá a obrigação de devolver eventuais valores pagos a título de adiantamento.
A advogada destaca, também, que a portabilidade de carências ainda não está disponível para os planos firmados e não renovados antes de 1999 e para os usuários de planos de saúde coletivos ou empresariais.  (InfoPessoal)

13.05 - Impactos da crise financeira nos custos hospitalares
De acordo com o executivo, Eduardo Regonha, os impactos da crise imternacional não podem ser generalizados
O agravamento da crise financeira internacional tem trazido novos desafios ao cenário econômico global. Com início no último trimestre de 2008, a crise fez com que investidores brasileiros passassem a uma controladoria atuante com orçamento integrante a um planejamento estratégico, além de uma área financeira dinâmica. Desafios esses, chamados de "lição de casa" pelo diretor técnico executivo da Planisa, Eduardo Regonha.
Para ele, a crise financeira internacional trouxe ao Brasil alguns impactos intensos e outros nem tanto. "Muitos prestadores de serviços ficaram felizes com a crise, porque aumentou a demanda de serviço. Porém, isso prejudica as operadoras de planos de saúde e, ao mesmo tempo, favorece os hospitais que por si só aumentaram suas produtividades", exemplifica Regonha.
De acordo com o executivo, os impactos não podem ser generalizados, em vista que a crise financeira foi muito severa provocando uma queda acentuada da rentabilidade. Assim, o efeito mais grave se dá a perda de confiança no sistema financeiro, e os impactos imediatos ficaram por conta dos produtos atrelados ao dólar, materiais, medicamentos, equipe e a dificuldade das operadoras em repassar os devidos valores para os prestadores de serviços.
"O Brasil já foi muito sensível a crise, por exemplo, no ano de 1929, mas o fato de hoje o país ter uma reserva cambial e não adquirir dívidas em dólar fez com que a economia brasileira se favorecesse. A crise já foi embora e não fizemos nada", comenta.
Apesar do país se encontrar em uma posição mais favorável nesse momento quando comparado ao observado nas crises enfrentadas anteriormente, empresas deve se atentar para o fluxo de caixa que, segundo Regonha, tem de ser previsto e realizado. "Além disso, dilatar os prazos de pagamento o máximo possível, se atentando a taxa de juros, é uma forma de evitar que o impacto chegue ao seu caixa".
Uma pesquisa realizada  em 27 hospitais brasileiros, em abril, mostra que no período de crise 42% destas instituições foram pressionadas pelas operadoras de planos de saúde, resultando no aumento de glosas e dificuldade na realização de exames. Ainda, conforme a pesquisa, 85% adotaram alguma medida para redução de custos e 42,8% sofreram, parcialmente, reajustes nos custos de insumos.
"Ao realizar essa pesquisa, pude constatar que nenhum hospital teve a crise como catastrófica. Sim, teve impacto, mas nenhum centro hospitalar apresentou grandes quedas, pelo contrário, o faturamento deles aumentou", afirma Regonha.
Enquanto no Brasil, especialistas apostam que a crise financeira impactou sem grandes problemas e com previsão para uma maior estabilidade no terceiro semestre do ano, as implicações sobre a economia norte-americana serão de um menor crescimento do produto e maior desemprego mais adiante. Nos Estados Unidos,  pesquisas apontam que estes são alguns dos diversos riscos que ainda há pela frente. "Outro risco previsto pela pesquisa é que o consumo privado permaneça em baixa. Importante dizer que esta pesquisa não se restringe somente aos Estados Unidos, mas também a Zona do euro, o que é relevante por serem grandes áreas responsáveis pela economia mundial", conclui.
Impactos da crise nos custos hospitalares
Regonha reafirma que o Brasil está imune e não sentiu tanto os impactos da crise financeira internacional, mas que de uma forma menos agressiva provocou aumento nos custos de insumos; atraso no recebimento; pressão para redução de tabelas; redução de demanda efeito pós-crise e; alguma dificuldade na captação de recursos.
"Acredito que o pior já passou, embora ainda haja um rescaldo em setores específicos".
Como atenuar os impactos gerados?
"A principal forma de atenuar os impactos gerados pela crise é ter controle de dados para as tomadas de decisões", orienta o executivo. Para ele, saber negociar, avaliar produtos nacionais em detrimento aos importadores e pesquisar novos fornecedores são alguns caminhos para a recuperação. Além disso, Regonha salienta que, apesar da crise, investimento é sempre necessário, mas com uma boa análise de viabilidade econômica.
"Precisa reduzir custos, mas redução adequada. Afinal, há setores que precisam aumentar os custos para melhorar. Tire o 'S' da crise... crie", enfatiza Eduardo Regonha.   (Thaia Duo - Saúde Business Web)

13.05 - Cresce investimento em tratamentos de câncer
Nos últimos dez anos, os gastos do SUS com medicamentos para tratamento de câncer passou de R$ 300 milhões para mais de R$ 1 bilhão
A especialista do Ministério da Saúde, Maria Inês Pordeus Gadelha, anunciou que nos últimos dez anos, os gastos do Sistema Único de Saúde com medicamentos para tratamento de câncer passou de R$ 300 milhões para mais de R$ 1 bilhão.
De acordo com Gadelha, 160 mil pacientes fazem tratamento de quimioterapia no SUS. A cobertura para atendimento é composta por hospitais e clínicas particulares, e somente o estado de Roraima não tem uma rede consolidada para oferecer tratamento na área. E ainda, estas unidades têm, na área de tratamento de câncer, grande liberdade para determinar o tratamento, fazer a prescrição dos cuidados médicos e determinar o fornecimento dos medicamentos.
Segundo ela, essa liberdade é necessária porque um mesmo tumor pode ser tratado com os mesmos medicamentos em várias combinações e uma demora no tratamento pode fazer o câncer ganhar resistência.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 
 

12.05 - Judicialização da saúde
A judicialização do acesso à saúde contraria os princípios do SUS?
NÃO
As verdadeiras causas e consequências
ANDREA LAZZARINI SALAZAR e KARINA BOZOLA GROU
Eestá na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se o Poder Judiciário pode obrigar as secretarias da Saúde ao fornecimento de medicamentos necessários à preservação da saúde e da vida dos cidadãos que buscam a Justiça. Ficará decidido se a saúde prevalece sobre o orçamento estabelecido pelo poder público ou se o inverso. No último mês de março, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório escancarando a ineficiência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na garantia do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) -devido sempre que um usuário de plano de saúde é atendido pela rede pública.(Essa obrigação dos planos exemplifica a liberdade dirigida ditada pela Constituição, pela Lei Orgânica da Saúde, pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Lei dos Planos de Saúde, indicando a submissão do privado ao público.) Confirmando a incompetência da ANS já apresentada em relatório de 2006, o TCU agora revela que, de 2003 a 2007, a agência deixou de cobrar R$ 2,6 bilhões de ressarcimento por atendimentos de média e alta complexidade feitos pelo SUS a usuários de planos de saúde.
Uma compreensão restritiva e compartimentada da saúde não é capaz de relacionar um fato com o outro. Mas enfrentar o conjunto de questões que transitam entre o público e o privado é a chave para a solução de uma infinidade de problemas que assolam a saúde no país. No caso da judicialização de acesso aos medicamentos, à medida que a Justiça consagrou o direito constitucional dos cidadãos de receber os medicamentos de que necessitam, as secretarias da Saúde começaram a questionar o fenômeno.
Entre as principais críticas, estão o tratamento individualizado em prejuízo do coletivo, a desorganização dos serviços, os maiores preços pagos pelos medicamentos comprados para atender demandas individuais e o desrespeito a consensos terapêuticos. Sob o manto de zelar pelo bom uso do dinheiro público, essa retórica coloca sob os ombros dos cidadãos a culpa por terem que buscar na Justiça o reconhecimento do seu direito essencial ao medicamento garantido pela Constituição Federal.
Com todo respeito aos bem-intencionados em defesa do SUS, convém uma reflexão sobre a inversão da ordem das coisas. A população sofre com a escassez de medicamentos, leitos hospitalares e atenção básica não por causa dos recursos gastos para cumprir as determinações judiciais. O sofrimento desumano a que os cidadãos são submetidos é culpa dos governantes que não investem ou empenham corretamente o orçamento destinado à saúde; é devido à falta de racionalidade, organização, eficiência e vontade política. Sem o Poder Judiciário atuante, os governantes que já não obedecem a Constituição Federal e as leis ficariam mais à vontade para pisotear na saúde da população.
Portanto, as ações judiciais que reivindicam medicamentos não são contra o SUS, que é o sistema de saúde dos cidadãos, e não dos gestores de saúde. É interesse público que o direito à saúde e a dignidade humana de cada um, que nos lembra que o homem não tem preço, sejam respeitados. A independência e o equilíbrio entre os três Poderes são pilares da Constituição e servem, entre outras finalidades, para impedir que se cale a voz dos juízes e dos cidadãos.
É urgente que as três esferas do Poder Executivo busquem a melhor destinação dos recursos públicos, com eficiência e sem admitir desvios, além de atuar com rigor para fazer retornar aos cofres públicos os valores que a ANS não se empenha em exigir dos planos de saúde, para impedir os abusos dos laboratórios farmacêuticos, as concessões indevidas de patentes, as publicidades atentatórias à saúde da população (de alimentos, medicamentos, bebidas alcoólicas), que tantos ônus trazem para o SUS. Estaríamos apontando para o rumo correto, em vez de condenar o cidadão a não receber o medicamento de que precisa para se manter vivo.
SIM
O STF e os dilemas da saúde
MARCOS BOSI FERRAZ
Como resolver o dilema que envolve a decisão que privilegia os direitos individuais em detrimento do direito coletivo? E a quem cabe tal decisão? Essas são duas perguntas de extrema importância que deveriam fundamentar as discussões e decisões em curso no STF. As respostas parecem óbvias nos dias atuais, ou seja: as restrições econômicas, as questões sociais, as limitações educacionais e de uso do conhecimento já disponível e o respeito aos direitos individuais e coletivos fazem com que as decisões que envolvem o dia a dia do ser humano precisem ser mais orientadas e justificadas. A decisão em nome do indivíduo afeta o coletivo, e a decisão coletiva impõe restrições aos indivíduos. Nesse cenário, certamente não deveria caber ao Judiciário fazer escolhas em um ambiente de recursos escassos. Aliás, a chegada de uma demanda a esse Poder simplesmente constata a falha do processo de decisão que envolve a liderança e os gestores do sistema de saúde. A decisão sobre o que (para quem e em que momento e circunstâncias) oferecer ao cidadão que precisa utilizar o sistema de saúde deveria ser eminentemente técnica e fundamentada nas melhores evidências científicas, reconhecendo, porém, a limitação de recursos existentes. Infelizmente (em qualquer país), não é mais possível oferecer tudo para todos. Escolhas precisam ser feitas, e dilemas e decisões difíceis, porém responsáveis, precisam ser técnica e socialmente tomadas. Importante frisar que o sistema de saúde é por natureza complexo, e decisões simples, rápidas e de curto prazo (que invariavelmente atendem a partes ou interesses imediatos) são equivocadas, erradas e aumentam a entropia (bagunça) do sistema. Embora seja um tema de difícil (mas possível) abordagem do ponto de vista prático, a única solução passa pela definição de políticas públicas fundamentadas em prioridades e estabelecidas de algumas formas: doenças mais importantes, mais frequentes, mais graves, com maior sofrimento, maior chance de prevenção; e que a literatura biomédica tenha evidências de que, com a intervenção -prevenção, diagnóstico, terapia e reabilitação-, haverá um alívio do sofrimento ou "redução" da doença. Doenças raras, sobretudo importantes e que afetam minorias, também não podem ser negligenciadas. Em outras palavras, num ambiente de escassez de recursos, não adianta ter políticas ou ações incompletas: diagnosticar e não ter tratamento para o paciente, seja por falta de conhecimento (não sabemos como tratar a doença), seja por um processo "capenga" (sabemos como tratar, mas não viabilizamos o tratamento). Em ambos os casos, desperdiçamos recursos e aumentamos a angústia. Dessa forma, temos alguns desafios: a definição de prioridades exige um sistema maduro, com profissionais competentes do ponto de vista técnico, honestos e que respeitem alguns valores éticos e morais estabelecidos pela própria sociedade. A carência de dados nacionais para orientar algumas dessas decisões e a qualificação dos profissionais envolvidos no processo são barreiras a transpor. Por fim, há o ônus político de aceitar publicamente que não dá para fazer tudo para todos. Infelizmente, pois não temos a "árvore do dinheiro", temos que assumir que somos um país em desenvolvimento, num mundo globalizado e cheio de tentações de consumo, inclusive na área da saúde. Apesar desses entraves, a melhor decisão em nome da sociedade deveria ser fundamentada por evidência e orientada pelas prioridades e políticas públicas coordenadas e sinérgicas, mas que assumam de forma clara e transparente alguns "nãos". Esses "nãos", se bem definidos e justificados, não deveriam legitimar demandas judiciais. Uma nova interpretação do artigo 196 da Constituição passa pelo reconhecimento da escassez de recurso do sistema de saúde e consequentes restrições, expressas antecipada e indistintamente, para todos os que dependem do sistema de saúde, todos os cidadãos. O que presenciamos atualmente é a fraqueza da liderança política (sentido amplo), o que nos impõe um tremendo ônus e estimula a troca de responsabilidades e decisões entre os Poderes constituídos e demais atores.    (Folha de S.Paulo)

12.05 - Portabilidade: Pensar antes de trocar de empresa
A satisfação do consumidor com a portabilidade depende de um item básico: a informação. Se não quiser comprar gato por lebre, deve checar o número de reclamações e o índice de resoluções amigáveis no Procon de sua cidade antes de optar pelo novo prestador do serviço. Isso pode ajudar o futuro cliente de uma empresa a ter noção de como ela se comporta e age em determinadas situações.
A portabilidade não vale apenas para o setor de telefonia e abrange outros serviços sujeitos a fiscalizações das respectivas agências reguladoras como bancos (Banco Central - BC), telefonia (Agência Nacional de Telefonia - ANT) e os planos de saúde (Agência Nacional de Saúde - ANS) que estabelecem a permissão da portabilidade aos consumidores. De acordo com Anderson Delbue Gianetti, diretor do Procon de Campinas, a portabilidade permite que o consumidor escolha qual empresa será a prestadora de determinado serviço, sob sua ótica pessoal de eficiência e qualidade.
Embora a liberdade de escolha exista legalmente desde 1991, no Código de Defesa do Consumidor (CDC) — sob o argumento de ser o quesito fundamental para a existência da concorrência no mercado fomentando a oferta de produtos e serviços de qualidade —, na prática demorou 18 anos. A portabilidade é a premissa para o exercício da liberdade de escolha. Antes não havia concorrentes na área de telefonia fixa e móvel, que passou para quatro empresas em cada setor possibilitando a concorrência.
O Procon de Campinas recebe uma média de 500 pessoas por dia. Esse contingente gera de 200 a 250 reclamações. A maioria delas (30%) relacionadas ao setor de telefonia e a empresas de bancos e comércio (25%). Os planos de saúde são responsáveis por apenas 1% das queixas formalizadas. O balanço aferiu uma média de resoluções em 2008 de 86% no setor bancário, 89% na área de telefonia e 85% entre os planos de saúde. Esses percentuais se referem aos casos resolvidos amigavelmente sem a necessidade de abertura de processo administrativo.
O diretor de Procon lembra que antes do dia 2 de janeiro deste ano optar por uma instituição bancária para o recebimento do salário era um privilégio cerceado da maioria dos trabalhadores. Mas os grandes clientes recebiam contrapropostas e exerciam o “direito” à portabilidade a hora que quisessem. E mesmo agora com o direito à abertura de uma conta salário em outras instituições bancárias, Gianetti explica que o número de reclamações referentes à portabilidade é baixo.
Gianetti lembra que mesmo na área de Telefonia, segmento em que a portabilidade vigora desde 9 de fevereiro as queixas sobre a portabilidade praticamente não existem, constatação que também abrange os planos de saúde que tiveram a portabilidade implantada desde o último dia 16 de abril.
Portabilidade é um termo novo, uma nova nomenclatura que traz a idéia central de liberdade de escolha, e um dos benefícios para o consumidor é aumentar o poder de negociação na redução de tarifas e taxas. Já no setor de saúde, o consumidor deve atentar para outros elementos além do preço. É preciso observar as restrições impostas pelas agências reguladoras para que o cliente migre para um fornecedor de determinado serviço sem deixar pendências nas antigas prestadoras. “É importante analisar se o plano de saúde mais barato oferece a mesma abrangência geográfica, atendimento local e nacional, número de médicos e hospitais conveniados”, compara o diretor do Procon.
Alteração de operadora de plano de saúde tem regras
Uma delas é o interessado possuir dois anos de contrato, sem inadimplências
A área de Saúde tem o maior número de restrições para a permissão da portabilidade. Anderson Delbue Gianetti, diretor do Procon de Campinas, informa que só 15% dos usuários — dados da ANS —, ou 6 milhões de pessoas, têm contratos individuais a partir de 1999. Algumas das exigências são o interessado possuir dois anos de plano sem inadimplência; ou três anos, para o caso de doenças pré-existentes; migrar para um convênio na mesma faixa de preço e cobertura; e fazer a mudança após 60 dias da data de aniversário do contrato. A vantagem é não ter carência.
O engenheiro civil Rafael Niglio desconhecia a existência da portabilidade para planos de saúde. Há um ano ele rescindiu o contrato na empresa anterior, após 20 anos de cobertura para ele e outros três membros da família. “Mudei para um plano com mensalidade 40% mais em conta e qualidade comprovada”, diz. Ele acredita ter feito uma boa escolha apesar da rede de médicos conveniados ser um décimo da anterior. “Sabia que haveria carência para certos procedimentos, mesmo assim resolvi arriscar”, fala, satisfeito com a troca.
Na área de Telefonia, a nova opção de Niglio deixa a desejar em alguns quesitos e supera a prestadora anterior na qualidade e rapidez do atendimento. Na tentativa de reduzir a conta do telefone fixo pela metade, o engenheiro mudou de operadora nas linhas doméstica e comerciais, antes mesmo da lei da portabilidade entrar em vigor. Além de perder o número anterior — que, para ele, dos males foi o menor por conta da disseminação dos números das linhas móveis —, o pior é conviver com o “apagão” repentino da linha. “Por diversas ocasiões, a linha fica muda e o suporte não descobre o defeito”, diz. (Sheila Vieira - Correio Popular)

12.05 - Opção de escolha acirra a concorrência no mercado
Professora afirma que fidelização dos usuários ganhará maior importância
A satisfação plena do cliente é um dos ingredientes que promovem a perpetuação de uma empresa no mercado. O objetivo de mensurar a satisfação do cliente auxilia a entender os efeitos gerados pelo produto ou serviço, possibilitando desenvolver uma abordagem de qualidade voltada ao mercado, explica Larissa Ortiz, professora da disciplina de comportamento do consumidor, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (Esamc). Os índices são identificados por pesquisas qualitativas e quantitativas aplicadas continuamente, promovendo uma espécie de monitoramento das alterações do consumidor ao longo do tempo.
Larissa acredita que a portabilidade irá promover maior agressividade nas promoções de captação de clientes, como ocorre claramente no setor de telefonia. Mesmo a fidelização dos usuários passará a ser bem mais importante no processo. “Para reter o consumidor há a implicação clara em deixá-lo satisfeito com os serviços oferecidos, mas também com os serviços prestados, algo considerado não prioritário se levarmos em consideração as altas estatísticas de reclamações encabeçadas pelas empresas de telefonias em órgãos de defesa do consumidor”, observa a professora da Esamc.
Para Larissa, o consumidor sempre ganha com a concorrência porque passa a ter mais benefícios e opções. Mas as regras da portabilidade esbarram na falta de informação. A professora acredita que esse limitador pode ocorrer com maior ênfase nas classes sociais populares, atrapalhando a leitura e o entendimento dos contratos. A concorrência se encarrega de esclarecer ou mesmo alertar os consumidores para pontos importantes, por exemplo, atrelar-se a planos de fidelidade. Em alguns casos, as empresas até se propõem a comprar a carência imposta pela concorrente, dando, digamos, um empurrãozinho na decisão do cliente de trocar de operadora.   (Sheila Vieira - Correio Popular)
 
 
 
 
 

11.05 - Projeto de Fundações: Votação em regime de urgência
Conselheiros devem contatar seus representantes no Congresso e pedir mais diálogo
Está sendo preparado um duro golpe à democracia brasileira, aos princípios do Sistema Único de Saúde e aos movimentos populares.
O Conselho Nacional de Saúde vem discutindo a gestão do SUS, bem como o projeto que autoriza a criação das Fundações Públicas de Direito Privado, tema que foi debatido e rejeitado na 13ª Conferência Nacional de Saúde e pelo pleno do Conselho Nacional de Saúde, em 2007, e, mesmo assim, continua mantido na pauta pelo governo, que pretende fazer com que o Congresso Nacional vote o Projeto de Lei Complementar 92/2007 em regime de urgência.
Nesse momento, é fundamental e urgente que os Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde e todos os conselheiros do Brasil se mobilizem e acionem suas bases por meio de e-mail, telefones e mensagens para impedir que os deputados votem uma matéria dessa importância sem a participação popular e em total desrespeito às decisões deliberativas do controle social.
Ao mesmo tempo, devemos reivindicar do governo a possibilidade de apresentar propostas alternativas profundamente debatidas e apresentadas pelo Conselho Nacional de Saúde, algumas que inclusive fazem parte da agenda política do CNS para o ano em curso. (Conselho Nacional de Saúde)

11.05 - Proteção à saúde do consumidor
A resolução elaborada pela Anvisa, com o objetivo de reforçar o papel de farmácias e drogarias na proteção da saúde do consumidor, prevê a implementação de um conjunto de normas, entre as quais:
- As farmácias e drogarias somente podem vender alimentos indicados para pessoas com necessidades específicas, como, por exemplo, os que se destinam a dietas e os leites especiais para recém-nascidos.
- "Produtos correlatos"como cosméticos, produtos de higiene pessoal, adoçantes e suplementos de vitaminas e minerais - podem continuar a ser comercializados e estão listados na resolução.
- Não poderão ser comercializados em farmácias e drogarias produtos cuja finalidade não tenha vinculação direta com a promoção da saúde, tais como: alimentos comuns, artigos de uso doméstico, de papelaria, de tabacaria, material de cine, foto e vídeo, produtos de limpeza e veterinários, além de mercadorias que sejam comercializadas por estabelecimentos especializados, supermercados, armazéns, empórios e lojas de conveniência, nos termos da lei.
- As farmácias e drogarias terão, obrigatoriamente, a assistência de farmacêutico responsável técnico ou de seu substituto, inscritos no Conselho Regional de Farmácia, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento, na forma da lei.
- Além da venda de medicamentos, as farmácias e drogarias ficam autorizadas a prestar serviços farmacêuticos como acompanhamento farmacoterapêutico, aplicação subcutânea, intramuscular ou intradérmica de medicamentos injetáveis, inalação ou nebulização, medição e monitoramento da pressão arterial e da glicemia e medição de temperatura corporal.
- Os serviços farmacêuticos autorizados pela resolução somente podem ser realizados por farmacêutico ou outro profissional qualificado e legalmente habilitado, com adequada e comprovada capacitação técnico-científica e que esteja sob a supervisão do responsável técnico.
- No ato da venda de medicamentos, o farmacêutico deve orientar o usuário quanto ao uso adequado do remédio, com ênfase no cumprimento da dosagem, a influência dos alimentos, a interação com outros medicamentos, o reconhecimento de reações adversas potenciais e as condições de conservação dos produtos. Deve também verificar, no mínimo, a identificação do medicamento, o prazo de validade e a integridade da embalagem.
- Os medicamentos sujeitos a prescrição podem ser vendidos somente mediante apresentação da receita e respectiva avaliação pelo farmacêutico.
- São proibidos estímulos à automedicação e à indicação de medicamentos que necessitam de prescrição por profissional legalmente habilitado.
A resolução também trata da aquisição, do recebimento, do armazenamento, da conservação, da exposição e da organização dos produtos para comercialização. Há regras ainda sobre a infraestrutura física e os recursos humanos, além de um roteiro de inspeção para a verificação de boas práticas farmacêuticas. (Rita Nardelli - Agência Senado)

11.05 - Investimento em tratamentos de câncer cresce
Nos últimos dez anos, os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com medicamentos para tratamento de câncer passou de R$ 300 milhões para mais de R$ 1 bilhão. A informação foi dada pela consultora Maria Inês Pordeus Gadelha, que trabalha na Coordenação Geral de Alta Complexidade do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde (MS). Ela abriu os debates na manhã da quarta-feira (6), no Supremo Tribunal Federal (STF), durante o quinto dia de audiência pública que discute o direito à saúde.
Segundo Gadelha, desde 1988, quando o SUS foi criado, houve uma progressiva inclusão de pacientes com câncer no sistema e um aumento de investimento nessa área, sendo que o ministério absorve a maior parte dos dispêndios com a manutenção de equipamentos. Atualmente, 160 mil pacientes fazem tratamento de quimioterapia no SUS. A cobertura para atendimento é composta, principalmente, por hospitais e clínicas particulares, e somente o estado de Roraima não tem uma rede consolidada para oferecer tratamento na área. “Todo o tipo [de tratamento de] câncer está contemplado pelo SUS”, afirmou.
Para a consultora, “o grande desafio para se alcançar integralidade do sistema é a autoridade pública, gestora do SUS, ter condições de articular interesses tão diversos, públicos e privados”, harmonizando não só a assistência, mas ações, atividades e políticas de promoção à saúde e de prevenção ao câncer. Ela destacou que a complexidade dessa área de tratamento exige a integração de procedimentos clínicos e cirúrgicos, bem como de áreas especificas de conhecimento e inúmeros profissionais e especialidades, com atenção especial para o momento do diagnóstico e para os cuidados paliativos.
Gadelha explicou que os hospitais e clínicas que atendem no sistema têm, na área de tratamento de câncer, grande liberdade para determinar o tratamento, fazer a prescrição dos cuidados médicos e determinar o fornecimento dos medicamentos, que é de responsabilidade direta da unidade onde se faz o tratamento. “Quanto mais ágil, oportuno e direto for o fornecimento [do medicamento], maior é a qualidade do serviço”, alertou a consultora.
Segundo ela, essa liberdade também é necessária porque um mesmo tumor pode ser tratado com os mesmos medicamentos em várias combinações e uma demora no tratamento pode fazer o câncer ganhar resistência. (STF)
 
 
 
 
 

08.05 - Aposentados e demitidos: Manutenção do plano de saúde
Boa parte dos trabalhadores que se aposentam ou são demitidos após muitos anos de banco passam pelo mesmo problema: perdem a cobertura de seus planos de saúde e, ao procurar um novo, se deparam com os altíssimos valores cobrados pelas empresas para fornecer planos novos para pessoas mais velhas. No entanto, a secretária de assuntos jurídicos da Contraf/CUT, Mirian Fochi, explica que a legislação brasileira tem alguma proteção aos trabalhadores nessa situação, garantindo que eles possam manter seu plano de saúde, desde que assumam o seu pagamento integral. A garantia está prevista na Lei 9656/98, expressamente nos artigos 30 e 31.
A assessora jurídica da Contraf-CUT, Déborah Blanco, explica que para usufruir os benefícios da Lei é necessário que o trabalhador tenha contribuído com algum valor, mínimo que seja, no período que esteve em atividade na empresa. Isto sem considerar a co-participação. "O plano de saúde, caso tenha sido oferecido pelo banco de forma gratuita, não poderá ser mantido pelo bancário, tendo em vista que a Lei veda esta possibilidade", afirma Déborah.
Demitidos
O artigo 30 define a situação do trabalhador em caso de "rescisão do contrato de trabalho sem justa causa". Nessa circunstância, a lei assegura "o direito de manter sua condição de beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho", desde que assuma o pagamento integral do plano, ou seja, sua parte acrescida da paga pelo empregador.
Segundo a Lei, o empregado dispensado poderá manter seu plano de saúde por período equivalente a um terço do tempo em que permaneceu no mesmo, "com um mínimo assegurado de seis meses e um máximo de 24 meses".
Para os bancários, cabe lembrar que a Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009 estabelece que o empregado dispensado sem justa causa, a partir de 1º de setembro de 2008, poderá usufruir os convênios de assistência médica e hospitalar contratados pelo banco, pelos períodos abaixo especificados, contados do último dia de trabalho efetivo e determinados conforme o tempo de casa, mantidas as condições do plano ao qual se vincula o empregado, respeitadas as situações mais favoráveis.
Vínculo Empregatício com o Banco Período de Utilização do Convênio
Até 5 (cinco)
anos 60 (sessenta) dias
Mais de 5 (cinco) até 10 (dez) anos 90 (noventa) dias
Mais de 10 (dez) até 20 (vinte) anos 180 (cento e oitenta) dias
Mais de 20 (vinte) anos 270 (duzentos e setenta) dias
A opção pela manutenção do plano de saúde deverá ser manifestada pelo demitido ao banco, no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho.
Aposentados
A situação do aposentado é tratada no artigo 31 da presente lei, que diz que, se o trabalhador contribuiu pelo prazo mínimo de dez anos para o referido plano de saúde, "é assegurado o direito de manutenção como beneficiário", nas mesmas condições, também condicionado ao pagamento integral do plano por parte do trabalhador. Além disso, o parágrafo 1º do artigo estabelece que, caso o aposentado não tenha contribuído pelo período de dez anos, terá direito à manutenção do benefício "na proporção de um ano para cada ano de contribuição".
Nos dois casos, a manutenção também vale para o(s) familiar(es) do trabalhador que já estivesse(m) inscrito(s) no plano quando da vigência do contrato de trabalho. Além disso, em caso de morte do titular, os dependentes cobertos pelo plano também têm direito de permanência.
"Cabe lembrar que os bancários que são associados a caixas de assistência médica, como Cassi, Cabesp, Cabergs, entre outras, permanecem usufruindo os seus planos de saúde, nas mesmas condições da ativa, conforme as regras de cada entidade, em caso de desligamento por aposentadoria", diz Déborah.
A exemplo do demitido, a opção pela manutenção do plano de saúde deverá ser manifestada pelo aposentado ao banco, no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho.
Aposentadoria por invalidez
Uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) também traz novidades sobre o tema dos planos de saúde para os aposentados por invalidez. A Primeira Turma do TST reconheceu o direito dos trabalhadores nessa situação de manter o plano de saúde oferecido pela empresa, sem custo adicional para o aposentado. No entendimento adotado, a aposentadoria por invalidez, seja doença, seja por acidente de trabalho, não põe fim ao contrato, apenas o suspende.
A sentença foi proferida em resposta a questionamento feito por um empregado da empresa Telemar Norte Leste S.A. Depois de trabalhar por mais de 20 anos na Telemar, o empregado foi aposentado por invalidez, causada por acidente de trabalho, em novembro de 2004. Como a empresa o excluiu do plano de saúde que mantém para os funcionários da ativa e suas famílias, ele entrou com a ação na Justiça do Trabalho.
A questão chegou até o TST, que reconheceu o direito do trabalhador. O relator do processo, ministro Vieira de Mello Filho, explicou que o plano de saúde, ainda que concedido por liberalidade da empresa, era um benefício que se incorporara ao salário do empregado.
Para o ministro, de fato, a aposentadoria por invalidez não é causa de extinção do contrato, como prevê o artigo 475 da CLT. O relator também reconheceu que a empresa alterou cláusulas contratuais de forma unilateral, ou seja, sem o consentimento do empregado, causando prejuízos a este - o que contraria o artigo 468 da CLT e a Súmula nº 51 do TST. Por fim, o ministro entendeu que a empresa deveria manter o plano de saúde para o empregado.
Igualmente, a opção pela manutenção do plano de saúde deverá ser manifestada pelo aposentado por invalidez ao banco, no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho.  (Bancários)

08.05 - Cuidando do cuidador
Não aguento mais! Tenho ouvido essa frase, em meio a lágrimas e apreensões, de quem cuida de alguém em tempo integral. Geralmente são mulheres -companheiras, noras ou filhas- que se esforçam para traduzir em ações sua vontade de zelar pelo bem-estar de um ente querido.
Diante desse desabafo, cabe entender muito mais do que julgar. Essa é uma situação que envolve sentimentos apurados por décadas, nem sempre agradáveis. Afloram mágoas e culpas que podem tornar essa relação muito carregada.
Como essa condição é muito frequente com o avançar da idade, em diferentes magnitudes, considero oportuno que todos reflitam sobre o tema, utilizando alguns conceitos como alicerce para esse repensar. Fomos cuidados por alguém desde o início de nossas vidas e, bem ou mal, foi o suficiente para que chegássemos até aqui. Nem todo o cuidar, portanto, precisa ser explícito ou carinhoso para que seja eficaz.
Ninguém cuida de ninguém se não estiver bem. Muitos acreditam na necessidade de dedicar-se inteiramente a essa atuação, de modo a inexistir espaço para outras atividades. Isso pode ser um erro fatal. Se o cuidador não preservar sua saúde e seu bem-estar, não apenas reduzirá a qualidade dos seus préstimos como poderá ter que interromper suas ações.
Ao contrário, o cuidador tem que ser muito bem cuidado. Isso se tornou mais claro quando atentei para as recomendações que precedem a decolagem de uma aeronave. Enquanto as comissárias exemplificam com objetos, a gravação enfatiza que "em caso de descompressão, máscaras de oxigênio cairão à sua frente; coloque primeiro a sua antes de tentar ajudar quem estiver ao seu lado".
Lembro o quanto me surpreendi com esse conselho, mas logo entendi a mensagem: como poderia ajudar alguém sem respirar adequadamente? Sem me cuidar antes, ambos poderiam ser prejudicados.
O cuidar não pode ser solitário. Quem cuida sozinho, por opção, fica refém da sua decisão. Mesmo que com tarefas diferentes, de importância e intensidades diversas, os cuidados devem ser divididos entre todos os que puderem participar para que existam vários olhares atentos em busca da eficiência e múltiplas responsabilidades para dividir.
Por fim, essa ação não pode nem deve ser entendida como um investimento. Ao realizá-la, não se adquire o direito de beneficiar-se dela no futuro. A troca ocorre no presente, quando o cuidador dá o melhor de si em prol do seu objetivo, e o "ser cuidado" retribui com a sua compreensão de que merece aquela atenção. O cuidar é, portanto, uma via de mão dupla.
Ouso, neste sentido, parafrasear Paulo Freire, para quem a educação deve ser um ato recíproco e consensual, ressaltando que todos os cuidadores, inclusive os profissionais, devem buscar formas de aprimorar a sua saúde e bem-estar, aprendendo nas suas tarefas cotidianas qual a relação ideal entre o dever e o prazer de realizá-las.    (WILSON JACOB FILHO - Folha de S.Paulo)

08.05 - Estudo sobre o real perfil do AVC
Com o georeferenciamento, ele afirma que a saúde pública terá um planejamento mais abrangente, mais real, contribuindo assim para melhores resultados na prevenção e controle do AVC
Imprimir Corrigir O Ceará vai realizar o maior estudo epidemiológico do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil. É o que garante o neurologista João José de Carvalho, coordenador do Comitê Estadual de Atenção e Controle das Doenças Cerebrovasculares, sobre o Atlas da Saúde que a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), em convênio com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, de São Paulo, vai concluir até maio de 2011. O Atlas da Saúde vai identificar, através do georeferenciamento, a distribuição e contextualização da ocorrência do AVC na cidade de Fortaleza, através da segmentação econômico-cultural-social dos fatores de risco.
A primeira etapa do estudo já foi apresentada. O estudo apontou 1.048 óbitos por AVC em 2007 e indica que 82% das mortes aconteceram em 13 hospitais.
Na segunda etapa, o estudo vai buscar se aproximar da identificação de 100% das circunstâncias dos óbitos, informa o neurologista Fernando Morgadinho, do Hospital Albert Einstein. Para tanto, a equipe da Sociedade Albert Einstein e da Sesa definem a metodologia de coleta de dados e capacitar seis recenseadores. Eles visitarão hospitais públicos e privados, acompanhando os pacientes internados e fazendo a notificação de casos de AVC comprovados.
Com o projeto Atlas da Saúde, que tem apoio do Ministério da Saúde, a Sesa vai conhecer as condições socioeconômicas das regiões estudadas, com base na composição de bancos de dados, a oferta de serviços de saúde, dados geográficos, dados populacionais e a estimativa de demanda por serviços de saúde. Assim, questões ou objetivos específicos em saúde podem ter suporte para planejamento, monitoração e estabelecimento de prioridades, afirma Arruda Bastos, Secretário Executivo da Secretaria da Saúde.
O Ceará é o único Estado que tem uma política de governo específica para o AVC aprovada no Conselho Estadual de Saúde, segundo informa João José de Carvalho. Com o georeferenciamento, ele afirma que a saúde pública terá um planejamento mais abrangente, mais real, contribuindo assim para melhores resultados na prevenção e controle do AVC, a doença que mais mata no Ceará e no Brasil. João José estima que a reordenação da atenção ao AVC, a partir do georeferenciamento, será capaz de reduzir em 30% a mortalidade em conseqüência da doença. “Em 10 anos, será possível evitar 10 mil mortes e diminuir em 20 mil o número de sequelados no Ceará”, projeta ele.
Até o final deste mês, a Secretaria da Saúde vai definir o AVC como uma doença de notificação compulsória. Assim, todos os profissionais de saúde que tiverem conhecimento de um caso da doença têm a responsabilidade de fazer a notificação à Sesa. Ainda este ano será inaugurada a Unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza, unidade da rede estadual de saúde, com neurologistas de plantão 24 horas e equipe multidisciplinar especialmente treinada para tratar pacientes com AVC, informa o Secretário da Saúde, João Ananias. A Unidade terá 18 leitos e trabalhará totalmente integrada ao SAMU e aos hospitais de apoio. A meta é estender o trabalho para o interior, com outras unidades sendo implantadas nos hospitais pólo, unidades que têm convênio com a Sesa e recebem recursos do Governo do Estado todos os meses.  (O Povo Online)
 
 
 
 
 

07.05 - Saúde dos funcionários: Descuido gera prejuízos
Na Espanha, morrem por ano mais de 235 mil pessoas em consequência de acidentes de trabalho, infartos do miocárdio e exposições a pesticidas e a substâncias cancerígenas no horário do trabalho. Além disso, segundo o Instituto Europeu de Saúde e Bem-Estar Social, a atividade profissional produz ansiedade em mais de 2,5 milhões de cidadãos e, a cada ano, o nível de estresse responde diretamente por 10% das baixas trabalhistas. Diante desses dados, cabe perguntar se as empresas espanholas estão realmente sensibilizadas em matéria de prevenção de riscos no local de trabalho.
"A conscientização empresarial evoluiu de forma positiva nos últimos anos, embora, no geral, as organizações ainda não façam o suficiente para prevenir as patologias trabalhistas", disse Maria Cristina Vázquez Miranda, diretora geral da MC Prevención. "É uma utopia falar de cultura preventiva num país que acumula perto de 900 mortes anuais em acidentes de trabalho e mais de 15 mil enfermidades profissionais declaradas ao ano", acrescentou Marisa Rufino, secretária confederativa de Saúde no Trabalho da central sindical UGT, que denuncia que "as empresas espanholas acham mais barato fazer frente a uma sanção econômica do que implementar a prevenção de riscos trabalhistas em toda sua estrutura".
Conforme os dados fornecidos pela Confederação Sindical de Comissões de Trabalhadores, em 2008 foram registradas 91 mil patologias relacionadas com o trabalho (ou seja, de transtornos que se ampliam, originam ou agravam pela atividade trabalhista), das quais as organizações só declararam 18,7 mil casos (que são os registrados oficialmente e com efeito em matéria de Seguridade Social), dos quais 6.774 não deram baixa médica, ou seja, não tiveram custo para os planos de saúde.
"Esse subregistro faz com que, em 80% dos casos, o dano que sofre o trabalhador não seja reconhecido como de origem trabalhista e, em consequência, que tampouco seja prevenido adequadamente", disse Pedro José Linares, secretário de Saúde no Trabalho da organização sindical, que denuncia que isso se deve à "permanente intenção dos planos de saúde de transferir seus enfermos para a rede pública de saúde".
A Espanha perdeu perto de 2,7 milhões de dias de trabalho em 2007. "Se levarmos em conta que o custo médio por hora de trabalho é de € 11 e que a jornada média é de oito horas, isso supõe um custo aproximado de mais de € 1,9 bilhão", calcula Rufino, que adverte que nessa soma não está incluído o custo dos acidentes e das enfermidades sofridas pelos profissionais autônomos, nem os custos relativos ao sinistro de trabalhadores que não são declarados como tais.
Não obstante, a prevenção de riscos trabalhistas não pode ser medida só em termos econômicos: "Um empregado de licença médica supõe jornadas de trabalho perdidas, declínio da produtividade, custos de substituição e de sofrimento humano", expôs a secretária confederativa de saúde trabalhista da UGT.
Além disso, os especialistas constatam que quanto maior for uma organização, mais medidas serão postas em prática para evitar os acidentes de trabalho. "São nas grandes empresas que a prevenção de riscos trabalhistas está mais implementada, enquanto que em algumas microempresas a execução costuma ser bastante deficiente ou, até mesmo, inexistente em alguns casos", considera Vázquez Miranda.
Rufino especifica que "a maioria das empresas espanholas tem menos de 50 empregados e, no ano passado, 70% do total dos acidentes ocorreram em microempresas. Assim, a prevenção de riscos não existe ou é precária quanto menor for a organização". Por sua parte, Jordi Planas, subdiretor de gestão sanitária da Sociedade de Prevenção Asepeyo, diz que "nos setores com mais risco é onde existe mais concentração".
No entanto, a prevenção não cabe só ao empresário. "Os trabalhadores devem aplicar as medidas preventivas estabelecidas, devem comparecer aos exames médicos e se pensam que o trabalho supõe risco para a saúde, devem comunicar", aconselha José Ignacio Terrés de Ercilla, diretor de serviço de Prevenção de Riscos Trabalhistas da Universidade de Navarra.
A empresa, por sua parte, tem que conscientizar seus empregados sobre os riscos que podem correr, formar e informar para consolidar uma cultura de prevenção e melhorar a eficiência e a qualidade do sistema de prevenção. "Todas as medidas não terão valor se não existir uma verdadeira integração da prevenção de riscos na empresa", destaca a diretor da MC Prevención.   (Gazeta Mercantil - Tamara Vázquez e Beatriz Elias Expansión)

07.05 - Um SUS verdadeiramente único
O modelo brasileiro de saúde é composto de dois sistemas: o público e o privado. O público (SUS) tem avançado. Reconheço que, em tese, é um sistema fantástico, potencialmente capaz de atender as demandas dos brasileiros, mesmo consideradas as diferenças regionais. Contudo, não foram apenas os méritos do SUS que o levaram a este patamar. Seu espaço é, acima de tudo, aquele que os operadores da saúde privada não têm interesse de explorar e concedem. Assim, cresce a atenção básica. Nela, socorrem-se os excluídos e os de baixa renda, a base da pirâmide populacional, que não seduz o setor privado porque não tem recursos para pagar um plano de saúde. Então, que o SUS assuma, atenda e, embora com morosidade e deficiências, mostre avanços sanitários.
Por outro lado, desenvolve-se em níveis de Primeiro Mundo a atuação pública na alta complexidade. Aqui, também, um padrão avançado. Transplantes, tratamento do câncer e da aids, cirurgias cardíacas e diálises são alguns exemplos de procedimentos de alto custo realizados pelo SUS, e com qualidade. Não é conveniente para a iniciativa privada. Oferecer tais serviços tornaria a prestação tão cara, que inviabilizaria o orçamento da classe média e até dos ricos. Portanto, a alta complexidade fica preferencialmente com o SUS. A rede mercadológica permite, e até estimula, avanços do setor público, porque eles, empresários da área, em necessitando, recorrem a esses serviços.
Resta, sob o prisma mercantilista, o filão a ser explorado, protegido, reservado: consultas especializadas, exames e procedimentos de média complexidade, importação e comercialização de produtos farmacêuticos, órteses e próteses. Cá, uma barreira ao SUS. Observem que um SUS de excelência atrairia os hoje clientes de planos de saúde privados e o lucrativo mercado minguaria até a insolvência.
Sofismas afirmam que a vocação do SUS é a atenção básica. Não é vocação, é permissão. Enquanto persistirem os dois sistemas, o público terá teto. O SUS tem limites estabelecidos de fora para dentro pela conveniência comercial. Impossível esperar qualidade na promoção e no tratamento da saúde no atual modelo. A lógica predominante, que ora restringe, ora admite avanços, é a de mercado.
Entrementes, o discurso oficial é de aparente prioridade ao público, permitindo ao particular preencher lacunas de forma complementar. Ledo engano: marketing! O que norteia o desenvolvimento do sistema é o negócio, a exploração da saúde como bem mercantil e não como direito fundamental. Não existe, no mundo, política de saúde eficaz com dois sistemas, privado e público.
Convicto, reforço, a cada manchete de mau atendimento, sucateamento da saúde, filas desumanas, que não há solução digna sem uma revolução cultural. Impõe-se um grande debate para, pelo convencimento, instituir o sistema público como verdadeiramente único para a atenção à saúde no Brasil.
Enquanto quem tem dinheiro possa pagar saúde, quem vende vai estabelecer uma odiosa reserva de mercado para evitar concorrência. Ações no Executivo, no Congresso Nacional, na mídia, como um polvo atuando ao mesmo tempo em várias frentes, permitem ao SUS o crescimento que convém aos operadores privados e não o que o povo merece e tem direito.
A lógica sanitarista só vai predominar quando todos, pobres e ricos, entrarem na mesma fila, usarem os mesmos equipamentos, consultarem os mesmos médicos e financiarem o mesmo sistema. Assim, haverá recursos necessários para capacitar os profissionais, remunerar dignamente, oferecer tecnologia e realizar o controle social adequado.  (Beto Grill - Zero Hora)

07.05 - Hospital público de excelência
São Paulo necessitava, de fato, de um grande hospital público focado exclusivamente no tratamento do câncer
Recente pesquisa do Ibope que avaliou a satisfação de pacientes atendidos em janeiro de 2009 em dez hospitais estaduais da região metropolitana de São Paulo revelou que a nota média dada aos serviços foi alta (7,9), o que indica o bom nível de qualidade percebida pelos usuários da maioria dos hospitais públicos paulistas.
A pesquisa não incluiu o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, que está iniciando suas atividades. Não tenho dúvidas, entretanto, de que o novo instituto, com apenas um ano de existência, estaria muito bem posicionado em qualquer ranking de hospitais públicos ou privados avaliados pelos usuários.
São Paulo necessitava, de fato, de um grande hospital público focado exclusivamente no tratamento do câncer para enfrentar o desafio do novo cenário da saúde pública do país, de maior longevidade da população, com o consequente aumento das doenças oncológicas.
Era fundamental também que, ao garantir assistência especializada com recursos tecnológicos de ponta e atendimento humanizado, fosse possível ao novo hospital desenvolver um trabalho consistente na área de pesquisa de novos fármacos e terapias para combate do câncer.
A implantação do Instituto do Câncer considerou todos esses aspectos durante o minucioso processo de planejamento desenvolvido em parceira pela Faculdade de Medicina da USP e Fundação Faculdade de Medicina.
Um novo modelo de gestão foi aplicado e se estabeleceu um cronograma de implantação e de metas assistenciais a serem atingidas pelo hospital para assegurar a integralidade e a humanização do atendimento.
Tudo foi absolutamente pensado em detalhes. Desde as instalações prediais, que transformaram o edifício de 29 pavimentos da avenida Doutor Arnaldo no primeiro hospital público totalmente automatizado e inteligente do Brasil, passando pelos modernos conceitos de humanização e hotelaria hospitalar e pela composição do corpo clínico, formado por um time de craques recrutados entre os melhores profissionais existentes no mercado -a maior parte deles professores da Faculdade de Medicina da USP.
Desde a inauguração, o instituto realizou mais de 33 mil consultas de ambulatório, cerca de 20 mil aplicações de quimioterapia, 1,2 mil internações, 180 cirurgias especializadas e 23,2 mil exames de imagem.
Quando plenamente ativado, será o maior hospital especializado em oncologia da América Latina, triplicando a oferta de tratamento do câncer pelo SUS na cidade de São Paulo.
O papel de referência nacional e internacional em produção de conhecimento científico tornou-se realidade. Atualmente estão em andamento 32 protocolos de pesquisas de novos medicamentos destinados ao tratamento oncológico, especialmente dos cânceres de pulmão, ovário, colo do útero e de mama. Os estudos incluem, ainda, o desenvolvimento de marcadores genéticos que possibilitem "individualizar" o tratamento, de forma a torná-lo mais eficaz.
Para este ano, uma das grandes novidades é a entrega do parque radioterápico do instituto, que será o maior e mais moderno do Brasil.
O governo de São Paulo está investindo R$ 50 milhões na construção de casamatas (verdadeiras fortalezas de concreto) e aquisição de seis modernos equipamentos de radioterapia, além de dois aparelhos que realizam tomografias computadorizadas com emissão de pósitrons (PET/CT), um exame sofisticado de diagnóstico para identificação e localização precoce de tumores.
Na nova unidade, que ocupará 1,1 mil metros quadrados no quarto subsolo do hospital, serão realizadas mensalmente mais de 8 mil sessões de radioterapia.
No aniversário do primeiro ano do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, a população paulista já pode se orgulhar de ter à disposição um centro de excelência em oncologia, oferecendo atendimento gratuito de qualidade aos usuários do SUS e permitindo a todos os paulistas e brasileiros acesso ao que há de mais moderno e eficaz no tratamento do câncer em todo mundo.    (LUIZ ROBERTO BARRADAS BARATA - Folha de S.Paulo)

09.05 - Ex-sócia do 9 de Julho investe em novo hospital
Depois de anos de conflitos familiares no Hospital Nove de Julho, vendido para a Amil há pouco mais de um ano, uma das filhas do fundador Antonio Ganme, está tocando seu próprio hospital. May Ganme Cividanes, que presidiu o Nove de Julho entre 1996 e 2004, tem projetos ambiciosos de expansão para seu empreendimento, o Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas (Cecmi).
A ideia de May e seus três sócios, todos vindos do Nove de Julho, é ter uma rede nacional de hospitais focados em cirurgia minimamente invasiva, procedimento realizado com videolaparoscopia. O pontapé inicial será dado nos próximos dois meses, quando começam as obras de construção de uma unidade que substituirá o atual hospital e mais que dobrará a capacidade de atendimento.
O novo projeto, a ser erguido também na capital paulista, demandará investimentos de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões na construção. Será usado o sistema "built to suilt", em que a construtora arca com os custos da obra, feita sob encomenda, e depois aluga o prédio para a empresa contratante, no caso, o hospital. A previsão é que as novas instalações estejam prontas em dois anos. Os sócios investirão R$ 7 milhões na aquisição de equipamentos médicos, a partir de recursos próprios e de um financiamento do BNDES.
Quando o novo hospital, que se chamará Antonio Ganme, entrar em funcionamento, o número de cirurgias saltará para 1,5 mil por mês. Hoje, são 600. Trata-se de um número expressivo para um hospital de pequeno porte, com 30 leitos distribuídos em cinco andares de um prédio de escritórios, situado na região da avenida Paulista. Apenas para efeito de comparação, o Nove de Julho possui 250 leitos e faz 1,3 mil cirurgias por mês.
Um dos principais atrativos do Cecmi é o preço das cirurgias, que chega a ser entre 30% e 50% inferior ao cobrado por outros hospitais, segundo May, que além de sócia, é diretora-comercial. "Conseguimos oferecer um preço interessante porque somos um hospital pequeno, que só faz cirurgia minimamente invasiva. Os hospitais maiores precisam arcar com os custos de uma grande estrutura que acabam embutidos no preço de uma cirurgia", afirma.
"Esse tipo de cirurgia representa um ganho de escala operacional e consequentemente financeiro porque é um procedimento menos agressivo, com menor risco de complicações", complementa Arnaldo Cividanes, diretor-médico e sócio do hospital. O casal Cividanes tem cerca de 50% do negócio e os outros dois sócios, 25%, cada.
Em 2008, o Cecmi teve faturamento de R$ 20 milhões, aumento de 30% em relação a 2007. "O volume de procedimentos aumentou 6%, mas a receita cresceu 30% porque passamos a focar em cirurgias com maior margem de rentabilidade", explica Túlio Yamada, diretor-administrativo e também sócio do hospital. Em 2004, quando o Cecmi foi criado, a receita por procedimento era de R$ 1 mil e hoje é de R$ 2,7 mil.
O projeto dos demais hospitais deve ser iniciado a partir de 2011, após a conclusão do Antonio Ganme, mas ainda não há uma orçamento fechado. "Queremos ter 23 unidades no país, nos locais com carência desse tipo de hospital. As operadoras (de plano de saúde) é quem dariam o "feedback" de onde há falta de hospitais do gênero", explica May. Hoje, os planos de saúde representam 75% da receita.
Criado em 2004, o Cecmi funciona onde antes era o Hospital-Dia da operadora de planos de saúde Blue Life. O investimento inicial para aquisição de equipamentos médico e ponto comercial foi de R$ 5 milhões. "Decidimos ser um hospital 24 horas e com isso ampliamos nossa atuação e rentabilidade. Nos hospitais, quase 80% dos procedimentos são cirurgias minimamente invasivas", diz Bete Nardi, diretora de marketing e a quarta sócia do hospital.   (Valor Online)
 
 
 
 
 

06.05 - USP é capaz de identificar nova gripe em 24 h
Laboratório de Ribeirão é um dos melhores do país
O laboratório de virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP (Universidade de São Paulo), ganhou ontem a capacidade de diagnosticar a gripe A(H1N1) em menos de 24 horas.
O avanço se deu depois da divulgação pela OMS (Organização Mundial da Saúde) das diferenças genéticas entre o vírus já conhecido e o novo, que passou por mutação.
"Quando nos familiarizarmos com o sequenciamento genético, poderemos dizer em menos tempo", disse o responsável pelo centro, Eurico Arruda. A estrutura do CPV (Centro de Pesquisa em Virologia) foi usada uma vez desde o início do surto da nova gripe, há dez dias, em caso que não chegou a ser anunciado oficialmente.
Um morador de Ribeirão Preto apresentou alguns sintomas depois de fazer um voo do Rio de Janeiro a São Paulo em companhia de mexicanos, alguns que apresentaram sintomas do influenza A.
"O teste aconteceu na semana passada e o resultado foi negativo, como esperávamos. Foi a única vez que utilizamos o laboratório para esse fim", disse.
Com a sequência genética do vírus divulgada, todos os 51 hospitais credenciados pelo Ministério da Saúde como referência para tratar casos suspeito da gripe A(H1N1), entre eles o Hospital das Clínicas de Ribeirão, têm capacidade de realizar o teste rápido.
Em atividade desde 2007, o CPV teve investimento de R$ 5 milhões e tem mais de 1.000 m2. Nele, trabalham cinco docentes e fazem pesquisa cerca de 50 alunos (graduação e pós). Um dos laboratórios tem nível de biossegurança 3 -no país, não há nenhum laboratório com classificação maior.
Segundo o Ministério da Saúde, até ontem eram 25 os casos suspeitos da gripe no Brasil. Outros 36 pacientes são monitorados em 16 Estados.  (Folha de S.Paulo)

06.05 - Tendências na saúde
Diariamente observamos milhares de tendências na área da saúde, mas não investimos tempo para compreender o que está por trás delas.  Como e porque surgiu, qual sua importância no futuro, quando deixará de ser uma tendência para estourar no mercado, qual seu prazo de validade...
Tendências jamais começam do nada e nunca param sem motivo. Uma bola nivelada em uma superfície plana não começa a rolar por si mesma. Algo precisa acontecer.
Uma pesquisa aprofundada das tendências permite antecipação de estratégias, prevenção de desastres, controle de epidemias. Empresas e profissionais liberais podem utilizar os conhecimentos adquiridos no sentido de iniciar antes dos demais o processo de diferenciação mercadológica.
- Subdivisão das especialidades médicas: na impossibilidade de acompanhar todos os avanços da medicina, surgem super-especialistas em áreas específicas. Endocrinologista especializado em diabetes na adolescência.
- Redução do número de cirurgias: terapias genéticas, dilatadores coronarianos, endo-próteses, vídeolaparoscopias, laser terapia promovem um declínio nas cirurgias invasivas.
- Medicina genética: genes causadores de doenças poderão ser transformados, substituídos ou incluídos em caso de ausência.
- Obesidade: mais de 60% da população americana vive acima do peso ideal. 18% sofrem de obesidade mórbida.  Drogas inibidoras do apetite, cirurgias para redução do peso, lipoaspirações, dietas especiais, academias de ginástica, livros de auto ajuda proliferando na contramão da obesidade.
- Aumento da população de idosos: Cuidados para a manutenção de uma qualidade de vida digna serão necessários. Muitos se tornarão dependentes de cuidados básicos, necessitando atendimento personalizado em tempo integral.
- Tabagismo e droga-adição: fumo será responsável por 80% das mortes nos paises pobres. Aumento no consumo de drogas ilícitas.
- Aumento na ingestão de medicamentos: maioria dos medicamentos é vendida sem necessidade de receita médica. Campanhas publicitárias estimulam população ao consumo de substâncias potencializadoras de desempenho, embelezadoras e vitaminas.
- Home Care: reduzem o custo hospitalar além de permitir a presença, conforto e apoio de familiares. Seguros saúde já incentivam sua utilização.
- Socialização da Saúde: praticamente todos os pacientes terão algum tipo de seguro-saúde. Pacientes escolhem profissionais que fazem parte da carteira oferecida pela seguradora.
- Processos por erro médico: Erros médicos não terminam mais com pedidos de desculpas, mas em tribunais. Médicos se obrigam a trabalhar dentro de protocolos rígidos de segurança. Surgiram consentimento-informado, seguros contra má-prática, advogados de “porta de hospital” e toda uma política de criação de provas e solicitação de exames no sentido de proteção contra ações judiciais.
- Pacientes com menos paciência e mais informados: pacientes não são mais resignados e exigem conhecimento, qualidade e segurança. Pesquisam informações e raramente chegam desinformados à consulta.
- Diminuição do tempo médio das consultas: Atualmente uma consulta médica demora em média 12 minutos.
- Para-médicos em expansão: fisioterapeutas, enfermeiros, atendentes terão grandes oportunidades devido aos cuidados que serão necessários dispensar a idosos e crianças enquanto a população ativa estiver trabalhando.
- Popularização de doenças psicológicas: síndrome do pânico, depressão, ansiedade, anorexia, bulimia sempre existiram, mas sua freqüência tem aumentado significativamente.    (Ildo Meyer - Saúde Business Web)

06.05 - Kits para diagnóstico devem chegar até sexta
Secretário de Vigilância em Saúde disse que houve atraso na formulação
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil vai receber da Organização Mundial da Saúde (OMS) até sexta-feira (8) kits de diagnóstico da nova gripe provocada pelo vírus Influenza A (H1N1). O teste específico é o único método capaz de detectar a doença em dois ou três dias.
“Até sexta-feira [os kits] estarão aqui. A OMS colocou a sequencia do gene [código genético] na internet na sexta. No sábado, mudou. Havia um erro. Isso levou o atraso na formulação dos kits”, informou Penna, sem citar a quantidade de kits que devem chegar ao Brasil.
Segundo o secretário, porém, o atraso não representará qualquer prejuízo ao país. “Nenhum prejuízo. Todos os pacientes estão sendo colocados em monitoramento ou em tratamento no caso dos suspeitos”, disse.
Segundo a representação da OMS no Brasil, o método atual de detecção da doença é feito por eliminação. Os técnicos primeiro têm de verificar se o vírus presente em uma pessoa monitorada é de influenza, depois se é do tipo A e só então sua cepa.
Os kits serão distribuídos a 30 laboratórios de referência no mundo. O Brasil conta com três laboratórios: FioCruz, no Rio de Janeiro, Instituto Butantan, em São Paulo, e o laboratório Evandro Chagas, no Pará.
Prevenção
A OMS recomenda a lavagem constante das mãos como forma de prevenção contra o gripe suína. Segundo a organização, as pessoas devem usar sabão ou sabonete e dedicar especial antenção com a lavagem entre os dedos. (G1)
 
 
 
 
 

05.05 - Hipocondria e a epidemia do medo
Se diversas cenas sombrias sobre a gripe suína se condensam principalmente no México e nos EUA, fontes do vírus da gripe em questão, elas se internacionalizam imediatamente e começam a se alastrar com a ameaça da pandemia.
A globalização, ao nos colocar num mundo sem fronteiras, cria as vias de facilitação para tornar presente a ameaça do mal em escala internacional. É o temor da morte que se atualiza de maneira inevitável, pois para interromper as trilhas de sua transmissão necessário seria suspender o trafico aéreo internacional. O que, convenhamos, é no limite impossível, principalmente se considerarmos a existência atual da recessão econômica global. Porem, é inevitável que a economia já sofra os efeitos da pandemia, em diferentes setores das atividades produtivas. No entanto, o que está em pauta é o medo. É esse o que principalmente se dissemina, com uma rapidez infinitamente maior do que o vírus. O "apocalipse now" se inscreve no imaginário coletivo de forma inequívoca. Os temores ancestrais da ordem humana se colocam em cena, minando todos os sistemas de segurança construídos pelo longo processo civilizatório. Se não existe vacina contra o vírus da gripe A (H1N1), e o Tamiflu não é o medicamento infalível para combatê-la de maneira eficaz, os limites do discurso da ciência face ao mal absoluto se tornam evidentes para todos.
Ao lado disso, as autoridades políticas orientadas pela medicina não conseguem também nos oferecer garantias para nossa segurança ontológica.
Medicalização
Foi graças à expansão do discurso da ciência e a medicalização maciça que ele promoveu do espaço social desde o final do século 18 que passamos a acreditar que poderíamos dominar inteiramente a natureza e nos confrontarmos com o mal de maneira triunfante.
Com isso, o modelo moderno centrado na peste substituiu o modelo antigo centrado na lepra. Passamos a combater diretamente o mal com uma série de medidas sanitárias no interior do espaço social, ao invés de isolá-lo e procurar circunscrevê-lo na periferia das cidades, pela sua expulsão desterritorializante (Foucault).
O discurso bacteriológico, inventado por Louis Pasteur no século 19, incrementou em muito a suposta eficácia do modelo da peste, multiplicando as ações da saúde publica e os controles epidemiológicos. No entanto, a pandemia é um acontecimento no limite imprevisível, apesar de o bioquímico austríaco Norbert Bischofberger (criador do Tamiflu) afirmar que seria previsível, pois as epidemias globais aconteceriam regularmente a cada 30 ou 40 anos.
Porém o momento preciso em que a epidemia acontece é imprevisível e não pode ser antecipado rigorosamente pela ciência, nos deixando assim todos de calças curtas e aterrorizados diante da implacabilidade da morte. Isso porque, se a disseminação virótica se realizar efetivamente, como ocorreu no caso da gripe espanhola em 1918, não existiriam nem hospitais nem medicação disponíveis para todo mundo, mesmo que sejamos hoje bem mais ricos e poderosos do que no inicio do século 20. Assim, é o desamparo psíquico de todos nós que fica à flor da pele nessas situações limites e catastróficas, pois não temos com quem contar, em última instância, para nos proteger do mal. É claro que as regiões mais ricas do mundo têm mais recursos materiais e simbólicos para se confrontarem com esse do que as pobres, assim como o inverno que se aproxima no hemisfério Sul expõe ainda mais os países pobres ao risco.
Porém o desamparo nos leva todos a acreditar que estamos ameaçados por tudo e por todos, pela natureza e pelo outro. Seria o desamparo a condição concreta de possibilidade para a produção disseminada de sintomas hipocondríacos. Com efeito, qualquer mal-estar que venhamos a sentir será o signo inequívoco da presença do mal, num contexto em que ninguém pode efetivamente nos proteger.
Enfim, se a hipocondria é o sintoma produzido no sujeito quando esse supõe que não foi desejado pela mãe e a ameaça de morte é o signo infalível de que a mãe nos abandonou aos poderes da natureza, como nos ensina a psicanálise, o imaginário hipocondríaco será a moeda corrente nos tempos catastróficos da pandemia. A dor e o sofrimento psíquicos são as resultantes desse medo amplo, geral e irrestrito promovido no imaginário coletivo pela pandemia. É preciso assim que fiquemos atentos ao lance, para não sucumbirmos pelo terror da morte.
Para isso, é preciso relativizar as supostas certezas do discurso da ciência para constituirmos formas outras de lidar com o nosso desamparo e combatermos vigorosamente as forças maléficas que nos cercam na existência social   (JOEL BIRMAN - Folha de S.Paulo)

05.05 - Kits prontos de diagnóstico da gripe suína
O País vai receber kits prontos para o diagnóstico de gripe suína. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) vai encaminhar para 30 Centros Nacionais de Influenza das Américas, incluindo do Brasil, exames para diagnóstico da doença, que serão usados em pacientes onde há forte indício de contaminação pelo vírus H1N1. As remessas devem começar a ser feitas amanhã.
Os testes podem apressar a confirmação ou o descarte de casos no Brasil. Até agora, há registro de dois pacientes com suspeita de contaminação: um em Minas Gerais e outro em São Paulo. Os dois apresentam mais de um sintoma da doença e estiveram no México, país onde há casos confirmados de influenza suína. Ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, havia afirmado que testes para confirmar se pacientes estão com H1N1, produzidos no Brasil, estariam prontos em até dez dias. Com a chegada dos kits prontos, a confirmação ou descarte dos casos pode ocorrer mais rapidamente.
Os testes brasileiros serão feitos a partir do sequenciamento genético enviado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o País. O sequenciamento já foi transmitido para uma empresa encarregada de enviar o material necessário para fazer o kit, informou ontem Eduardo Hage, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Com o material, o País poderá fazer rapidamente kits para o uso nos casos suspeitos. O teste preparado pelo Brasil usa a mesma técnica do que será enviado pela Opas.
"O Brasil tem uma ótima rede. Os kits poderão ser úteis neste primeiro momento", afirmou o gerente de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da Opas, Jarbas Barbosa. Para ele, o mundo está muito perto de entrar na fase 6 do alerta de epidemia. "Basta que, Espanha, Reino Unido ou país que esteja fora do continente americano apresente transmissão comprovada da doença", afirmou.
Alta hospitalar
A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais informou hoje que, de acordo com boletim médico do Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, três dos cinco pacientes que estavam sendo monitorados para investigação de gripe suína tiveram alta ontem à noite. De acordo com as informações, os resultados dos exames de dois pacientes, realizados pela Fundação Oswaldo Cruz deram negativo e o outro caso foi descartado por critério clínico. (Agência Estado)

05.05 - Governo brasileiro faz alerta contra automedicação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou a fiscalização nos aeroportos e todos os voos internacionais que chegam ao Brasil estão sendo monitorados, para prevenção contra gripe suína. Antes, a medida valia apenas para os aviões que haviam saído das áreas de risco. Nos portos, a fiscalização também foi redobrada e as embarcações procedentes de áreas afetadas não podem mais atracar antes de serem fiscalizadas.
Além de tomar as medidas de prevenção, o governo federal faz um alerta e pede para a população evitar a automedicação. Quando começa a apresentar sintomas de gripe, tem gente que corre para a farmácia atrás de antitérmicos e analgésicos. “A gente acaba usando esses recursos para tentar passar. Se não passar recorre ao médico, mas a gente acaba tendo uma farmacinha em casa”, aponta a recepcionista Lídia Hiromi.
Nenhum remédio deve ser tomado sem orientação médica. O perigo é ainda maior para quem viajou para áreas de risco ou entrou em contato com pessoas que vieram de lá. Os antigripais disfarçam os sintomas e podem prejudicar o diagnóstico de gripe suína.
“Não podemos ter nenhum tipo de alarmismo. Não é momento das pessoas saírem buscando medicamento na farmácia, fazendo automedicação nem usando máscaras”, alerta o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes.
Secretários de saúde do país inteiro se reuniram em Brasília e receberam orientações do governo. A ordem é ficar alerta. (G1)
 
 
 
 
 

04.05 - Os custos da TISS e a ética médica
Temos defendido que a adesão dos médicos à TISS eletrônica seja voluntária, sem prazos pré-determinados e, conseqüentemente, sem pressões das operadoras. Temos defendido que o médico deve ser ganho para o processo, assim como fomos todos ganhos para a declaração do Imposto de Renda via internet. Hoje ninguém mais pensa nas antigas declarações em papel.
Vez por outra, a Agência Nacional de Saúde (ANS) realiza um levantamento chamado de “Radar TISS”, que procura captar o processo de implantação da troca eletrônica na saúde suplementar. Assim é que, sem a devida base metodológica e sujeita às mais variadas distorções, são divulgados os resultados que dão conta da “crescente adesão dos médicos”.
Mas, o que capta o nosso “radar”? Que os custos da implantação e manutenção caem todos sobre os médicos, ao passo em que diminuem os custos administrativos e financeiros das operadoras. Que temos que adquirir a aparelhagem de informática para a TISS via internet, a banda larga, treinar as secretárias, que passarão a fazer o trabalho que era realizado pelas operadoras, adquirir programas e, ainda por cima, manter as guias de papel!
Os nossos custos são vistos como algo natural no processo. Quando queremos que as operadoras banquem, por exemplo, as máquinas de POS de livre acesso a todos os convênios, é dito pelas operadoras que não podem aumentar os seus custos! Espera-se, assim, uma ação da ANS no sentido de maior equilíbrio do sistema.
Dessa forma, foi positiva a ação judicial feita por alguns Conselhos Regionais, contra a implantação obrigatória da TISS.
Além disso, questões éticas, também, têm sido enfrentadas. A pretexto de estimular, de forma difusa e não debatida conosco, a “promoção da saúde”, tentam, através, principalmente, das novas guias propostas, obter dos médicos os diagnósticos das consultas, dos pedidos de exames e do tempo da doença dos nossos pacientes. Isso aumentaria a burocracia no atendimento e gera informações que interessam a terceiros, principalmente na formação do perfil de clientela para a “promoção da saúde” financeira das empresas.
Estaremos assim, perigosamente, nos aproximando do que já acontece na América do Norte, onde, a partir da informatização dos consultórios, ocorre, não mais uma completa interação médico-paciente (base do exercício da medicina), mas uma interação antiética médico-operadoras. Isso é feito através de softwares com registro on line, pela operadora, da marcação de consultas, diagnósticos, prescrição e outras condutas médicas no consultório, numa cena imprevista do médico transformado na câmera do grande Big Brother da saúde suplementar. É “Alphaville” (filme de Jean-Luc Godard) saindo do terreno da ficção cinematográfica.
Porém, continuaremos na firme ação ética reguladora e mobilizadora dos Conselhos de Medicina e esperamos que a Agência Reguladora governamental (ANS) também considere os princípios éticos e a necessidade de atender a todos os setores e aspectos envolvidos com a saúde suplementar, sob pena de acabarmos como o nosso grande irmão do Norte.
É o que mostra, como sinal de alerta, o nosso Radar.  (Aloísio Tibiriçá - CFM)

04.05 - OMS: Epidemia global é iminente
"Já estamos no começo do processo", afirma diretor-geral assistente da Organização Mundial da Saúde, que sobe nível de alerta
"A humanidade inteira fica sob ameaça de pandemia", diz diretora do órgão, que vê países preparados para lidar com efeitos da gripe suína
A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu elevar o seu alerta pandêmico para o nível 5 na última quarta-feira, diante da rápida propagação mundial da gripe suína e da constatação de que há contínua transmissão do vírus entre seres humanos.
É a primeira vez que a organização aciona este nível de alerta, que indica a iminência de uma pandemia. A cúpula da OMS admite que é alta a probabilidade de que o alerta passe logo para o nível 6, o mais alto da escala, o que significa a declaração de uma pandemia (epidemia mundial).
Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS, explicou que, embora tecnicamente a fase 5 fase indique "pandemia iminente", na realidade o estado já é este. "Já estamos no começo do processo", disse.
Ele confirmou que a OMS está trabalhando com laboratórios para a produção de uma vacina, mas que no momento o importante é garantir a produção de remédios contra a gripe comum, como o Tamiflu.
A decisão de subir o nível de alerta pela segunda vez em dois dias foi tomada depois que a OMS realizou consultas durante todo o dia com cientistas de todo o mundo e reuniu seu Comitê de Emergência. A conclusão foi de que a propagação do vírus não perdeu sua força.
A OMS já havia confirmado ontem a primeira morte causada pela gripe suína fora do México, o foco principal do surto. A vítima foi um menino mexicano, internado no Texas.
"Todos os países devem imediatamente ativar seus planos contra pandemias", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. "A humanidade inteira fica sob ameaça durante uma pandemia", completou.
Mas Chan disse também que o mundo está mais preparado do que em qualquer ponto da história para enfrentar uma epidemia global. Segundo ela, as lições aprendidas nos surtos de Sars e gripe aviária, em 2003 e 2004, forçaram os países a se preparar para o pior.
"Pela primeira vez na história podemos traçar a evolução de uma epidema enquanto ela se desenvolve", disse. Chan repetiu que não há mais possibilidade de contenção do vírus, e que o foco agora deve ser a "mitigação" de seus efeitos.
O que mais preocupa é o contágio de pacientes que não estiveram no México. Isso ocorreu entre alunos em uma escola de Nova York, que tiveram contato com pessoas vindas do México, ou seja, uma transmissão secundária. Ontem, a Espanha registrou caso parecido.  (MARCELO NINIO - Folha de S.Paulo)

04.05 - Vacina contra gripe suína não estará pronta antes de setembro
A vice-diretora de ciências do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, Anne Schuchat, informou na última quarta-feira aos parlamentares que estão sendo feitos "grandes esforços" para desenvolver vacina contra o vírus letal da gripe suína, mas advertiu que nada estará pronto antes de setembro. 
"Se tudo sair bem, haveria disponibilidade em setembro", afirmou.
Mas, advertiu que "nem tudo poderá sair muito bem".
Schuchat falou sobre o assunto diante a comissão de Segurança Interna do Senado. (AFP)

04.05 - EUA: Pouco avanço na saúde
Com a crise econômica consumindo grande parte do tempo e da atenção de Barack Obama em seus primeiros 100 dias no governo, pouco pôde ser feito no período em relação a um tema tão importante quanto a recessão. Pelo menos para os mais de 46 milhões de americanos que não possuem assistência médica e acompanham com curiosidade os movimentos em relação à reforma do sistema de saúde. O que se tem até agora é um orçamento aprovado de US$ 634 bilhões para iniciar as mudanças e a complexa intenção do governo de ampliar a cobertura ao mesmo tempo em que se reduzem os gastos com a saúde.
Um escritório para a reforma já foi estabelecido na Casa Branca, e está sob os cuidados de Nancy-Ann DeParle, que, durante o segundo mandato de Bill Clinton, dirigiu a agência responsável por cuidar dos programas públicos Medicare (para maiores de 65 anos), Medicaid (para famílias de baixa renda) e o Programa público de Assistência Médica para Crianças (Schip, na sigla em inglês). No começo do mês, Obama autorizou a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, a criar um escritório destinado à reforma no seu Departamento para trabalhar diretamente com DeParle e evitar tensões entre o órgão e a Casa Branca na elaboração do plano de reforma.
Os principais obstáculos, no entanto, serão enfrentados no Congresso. Apesar de grande parte da maioria democrata acreditar que o projeto de reforma é vital, alguns congressistas veem com desconfiança uma participação tão grande do Estado e sua "proximidade" dos modelos socialistas. "Obama terá de obter, no mínimo, 60 votos para evitar que a votação do projeto seja sempre adiada. O ideal era que isso acontecesse nos primeiros dois anos de governo", explica o cientista político William Binning, da Youngstown State University (Ohio).
Mas as indefinições sobre a proposta de reforma têm gerado especulações. O presidente do Comitê de Finanças do Senado, o democrata Max Baucus, por exemplo, vê com reticência os gastos de US$ 634 bilhões previstos no orçamento para "dar início" ao projeto, já que um dos objetivos é a redução dos gastos com a saúde. Segundo a Casa Branca, nos últimos oito anos, os custos com saúde cresceram quatro vezes mais que os salários - chegando a US$ 2,5 trilhões por ano -, e, em 2009, podem fazer com que 1,5 milhão de pessoas percam suas casas. "A minha preocupação é a viabilidade do "adiantamento" e como ele ajudará o Congresso a conter os custos associados à reforma do sistema de saúde", explica Baucus.
Outro ponto que suscita discussões acirradas é o modelo que deverá ser usado. "Uma grande parte do plano inclui a expansão do Medicaid e do Schip como uma maneira de estender o benefício aos não segurados. Mas essa é uma parte polêmica do plano porque seria inviável sem o aumento de impostos e porque esses programas não funcionam bem", afirma o especialista em Saúde Pública John O. Shea, da The Heritage Foundation. (Correio Web)


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