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14.11 - Passa em 1º turno proposta que pode privatizar a saúde
Apesar de aprovado terça-feira em primeiro turno, o projeto de lei que altera a contratação de organizações sociais para a prestação de serviços de saúde pública pode sofrer resistência no segundo turno. Além de livrar empresas do processo de licitação, o projeto estende a possibilidade de extensão do serviço a outras áreas, como educação, cultura e esporte.
A proposta permitirá, por exemplo, que empresas privadas administrem hospitais públicos. De acordo com a mensagem enviada pelo Executivo à Câmara, as alterações têm como objetivo ampliar a aplicação da Lei 4.081, responsável por regulamentar os contratos do GDF na prestação de serviços públicos de saúde. O prazo de contrato com as empresas, que atualmente é de quatro anos prorrogáveis, poderá ser de 10 anos com prorrogação.
Além disso, as organizações sociais também poderiam, pela proposta, ser contratadas para serviços permanentes. Daí surge a brecha para outras áreas também fazer esse tipo de parceria.
Mas apesar de votar favoravelmente à proposta, nos bastidores são vários os distritais que criticam o projeto pela característica de terceirização dos serviços públicos que os contratos podem ganhar. No segundo turno, quando ainda poderão ocorrer mudanças com a aprovação de emendas, os embates devem esquentar, já que a oposição afirma que a contratação de empresas sem licitação irá gerar um cabide de empregos.
Outra proposta ligada à saúde aprovada ontem pelos distritais foi o projeto de emenda à Lei Orgânica n° 11, prevê que os profissionais contratados antes da aprovação da matéria ficam dispensados de se submeter a processo seletivo. Entre as categorias beneficiadas estão agentes comunitários de saúde, os agentes de combate a en-demias, médicos, cirur-giões-dentistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. (Ana Paula Siqueira - JBr Online)

14.11 - Estudo aponta o perfil da mortalidade do brasileiro
Tendência é a de expansão das mortes por doenças crônicas e causas externas. Doenças do aparelho circulatório são as que mais matam e as causas violentas já ocupam segundo lugar em três regiões do país
As doenças da modernidade são as que mais matam no Brasil. Dados do Ministério da Saúde confirmam que o perfil da mortalidade no país mudou ao longo dos anos, acompanhando a tendência mundial de mais mortes por doenças crônicas e violentas.
Por grupo de causa, as doenças do aparelho circulatório - associadas à má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física – lideram o ranking e são as que mais matam homens e mulheres no Brasil. Ao todo, 283.927 pessoas perderam a vida por problemas do aparelho circulatório - 32,2% das mortes em 2005.
É o que mostra os dados do capítulo Mortalidade no Brasil e regiões da publicação Saúde Brasil 2007, do Ministério da Saúde, que traz o perfil detalhado da mortalidade dos brasileiros.
Nas regiões, as doenças do aparelho circulatório também são as que mais matam, com percentuais de 33% no Sudeste, 32,9% no Sul, 31,9 no Nordeste, 31% no Centro-Oeste e 24,9% no Norte.
Para o Ministério da Saúde, esse perfil de mortalidade mostra mudanças que refletem a urbanização rápida e desenvolvimento do país – no passado, o que mais matava no país eram as doenças infecciosas e parasitárias, tais como as diarréias, tuberculose, malária, entre outras.
Como as doenças crônicas estão ligadas à inatividade física, ao consumo de álcool, tabaco e alimentação inadequada, os dados reforçam que o brasileiro deve investir na mudança de hábitos e buscar, por exemplo, parar de fumar, consumir alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras, praticar atividade física regularmente e diagnosticar e controlar a hipetensão arterial e a diabetes.
“Comer alimentos com excesso de gorduras, de açúcares e de sal, além de fumar e consumir abusivamente bebidas alcoólicas, potencializam o risco de uma pessoa ter um quadro de doença circulatória, como o AVC, conhecida como derrame”, afirma o diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde (DASIS) do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio. “Outro grande inimigo da saúde e aliado dessas doenças é o sedentarismo. Por isso, é necessário investir em hábitos saudáveis para melhorar a qualidade de vida e reduzir doenças e óbitos”, completa.
De acordo com informações da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em 1930, as doenças infecciosas respondiam por cerca de 46% das mortes em capitais brasileiras. A partir de então, verificou-se a redução progressiva, sendo que, em 2003, essas doenças responderam apenas por cerca de 5%. Por outro lado, as doenças cardiovasculares, que representavam apenas 12% na década de 30, são, atualmente, as principais causas de morte em todas as regiões brasileiras, respondendo por quase um terço dos óbitos.
MORTES PREMATURAS
Mesmo com os avanços estruturais e econômicos obtidos nas últimas décadas, dados do Ministério da Saúde mostram que uma parcela expressiva da população perde a vida prematuramente no país. De acordo as informações, 413.345 pessoas faleceram antes de alcançar a terceira idade, considerada a partir dos 60 anos. Isso representou 41,2% do total de 1.003.350 óbitos registrados no Brasil em 2005. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, os óbitos totalizaram 590.015, o que correspondeu a 58,8% do total de falecimentos registrados no país.
PRINCIPAIS CAUSAS
As causas de mortes podem ser agrupadas em grandes grupos (circulatórias, respiratórias, neoplasias, causas externas) ou categorizadas por causas específicas (AVC, pneumonia, atropelamento, homicídio).
Ao separar por causas específicas, dentro do grupo das doenças do aparelho circulatório, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca como a que mais mata. Em 2005, 90.006 pessoas morreram por essa causa. Isso representa 31,7% das mortes decorrentes de problemas circulatórios e 10% dos óbitos totais do país.
A segunda maior causa específica de óbito no Brasil é a Doença Isquêmica do Coração, principalmente o infarto agudo do miocárdio, que também pertence ao grupo das circulatórias. Em 2005, 84.945 pessoas perderam a vida por causa do infarto – 9,4% do total de mortes do país.
Na avaliação das 10 primeiras causas de mortes no país, estão outras duas doenças circulatórias. A doença hipertensiva e a insuficiência cardíaca ocupam o 8º e 9º lugar, com 33.487 (3,7%) e 31.054 (3,4%) mortes, respectivamente.
CÂNCER
No quadro geral da mortalidade dos brasileiros, as neoplasias malignas, grupo que reúne os vários tipos de câncer, ocupam o segundo lugar entre as causas de mortes no Brasil, com o registro de 147.418 mortes em 2005, o que representou 16,7% dos óbitos totais. Alguns dos fatores que levam ao câncer são os mesmos que também expõe o indivíduo ao risco de ter doenças do aparelho circulatório, tais como o uso de tabaco, de bebidas alcoólicas, exposição intensa ao sol, alimentação inadequada entre outros. Os fatores externos respondem por 80% a 90% das neoplasias, de acordo com o Ministério da Saúde. Os demais têm origem genética e alguns outros determinantes.
Na avaliação por regiões, o perfil é diferente.
Os cânceres são a segunda causa de morte no Sul e Sudeste e a terceira para as demais regiões.
VIOLÊNCIAS E RESPORATÓRIAS - Com número expressivo de óbitos, as causas externas respondem pela terceira posição no ranking da mortalidade no Brasil. Os dados regionais mostram um cenário preocupante: as causas externas são a segunda maior causa de óbitos em três das cinco regiões do país – Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
No Sudeste e no Sul, as causas externas ocupam o terceiro lugar.
Embora estudos do Ministério da Saúde já tenham apontado redução na tendência de mortes por homicídios, principal causa específica do grupo das externas, essa mortalidade se mantém em patamar elevado, principalmente nos homens jovens, de baixa escolaridade e negros.
Entre as causas específicas desse grupo (causas externas), os homicídios correspondem a primeira causa no grupo e à terceira causa no total de óbitos do país. Outra causa importante nesse grupo é o acidente de transporte terrestre, constituindo a sétima causa específica no total de óbito do país.
As causas de mortes por doenças do aparelho respiratórias ocupam o quarto lugar. Em 2005, foram 97.397 óbitos, o que corresponde a 11,1% do total. Essa tendência é a mesma para todas as regiões. Em ordem decrescente, os percentuais de regionais foram de 11,7% no Sudeste e Sul, 10,9% no Norte, 10,4% no Centro-Oeste e 9,4% no Nordeste.
SIM
A base de informações utilizada na publicação foi a do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que capta os óbitos ocorridos no país, dentro ou fora de ambiente hospitalar, com ou sem assistência médica. Os dados analisados são os de 2005. Como a tendência de morte não muda tanto em um curto período de tempo, para o Ministério da Saúde as informações refletem a atual situação da mortalidade no país.
De acordo com a publicação, em 2005 o SIM captou 1.006.827 óbitos em todo o país, o que representou coeficiente de 5,5 mortes por mil habitantes. A base populacional utilizada foi a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2005 – 184.184.074 habitantes, dos quais 50,8% do sexo feminino.
Os dados do Ministério da Saúde trazem análises por grupo de causas, como as do aparelho circulatório, neoplasias e causas externas, por exemplo; por causas específicas, como as provocadas por AVC, câncer, trânsito, arma de fogo, entre outras; além das informações por região, sexo, faixa etária e raça/cor.   (Tribuna News)

14.11 - Saúde precisa de R$ 1,850 bi para atendimento básico
O Ministério da Saúde está com um déficit no orçamento desse ano de R$ 1,850 bilhão para o atendimento básico. "Esse dinheiro é o mínimo aceitável para que possamos fechar o ano com o mínimo para atender a população", disse a secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 
Ela informou que na semana passada houve uma reunião no Ministério do Planejamento para se discutir a falta de recursos, quando o ministério sinalizou que poderá conseguir um aporte de R$ 1,4 bilhão.
"Os recursos devem chegar, sendo otimista, em meados de dezembro", disse. De acordo com Bassit, com esse dinheiro será possível pagar os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde os casos de média e alta complexidade.
O presidente do Conas (Conselho Nacional da Saúde), Osmar Terra, disse aos parlamentares que para o próximo ano são necessários R$ 6 bilhões para garantir o financiamento da saúde.
A secretária cobrou a regulamentação da Emenda 29, que estabelece um percentual de gastos da União, dos estados e dos municípios na saúde pública e cria a CSS (Contribuição Social para a Saúde), em tramitação no Senado.
De acordo com Márcia, essa regulamentação é importante "para que a saúde tenha uma fonte estável de financiamento e não fique dependente de outras fontes". (Agência Brasil/Diário Online)

14.11 - Vírus da Aids desaparece em paciente que sofreu transplante de médula óssea
O HIV (vírus da Aids) se tornou indetectável em um paciente soropositivo com leucemia depois de um transplante de médula óssea, um caso "interessante" mas "isolado", que não deve suscitar falsas esperanças, explicou nesta quarta-feira um hospital de Berlim (Alemanha).
"Trata-se de um caso interessante para a pesquisa", declarou em comunicado o professor Rodolf Tauber. "Entretanto, dar esperanças às milhões de pessoas contaminadas pelo HIV não seria sério", ressaltou, mencionando um "caso isolado".
Soropositivo há dez anos, o paciente, um americano de 42 anos que vive em Berlim, teve que se submeter a um transplante de medula óssea para tratar uma leucemia detectada há três anos.
Entre os doadores potenciais, se encontrava uma pessoa portadora de uma mutação genética já conhecida pelos cientistas mas ainda inexplicada. Esta particularidade, uma mutação do receptor CCR5 do vírus, está presente em 1% a 3% da população européia e parece dar aos indíviduos portadores uma imunidade ao HIV.
A equipe do hematologista berlinense Eckhard Thiel escolheu este doador específico "com a esperança de que depois do transplante da médula óssea, o vírus do HIV também desapareceria".
O paciente, há anos sob tratamento anti-retroviral e que nunca desenvolveu a Aids, interrompeu seu tratamento no momento do transplante, para evitar que os medicamentos provocassem uma rejeição.
"Normalmente, a interrupção dos anti-retrovirais provoca o desenvolvimento da Aids em algumas semanas. Mas até hoje, mais de 20 meses depois do transplante, o HIV continua indetectável neste paciente", afirmou nesta quarta-feira a equipe de Thiel.
"Este procedimento não é adequado ao tratamento de pacientes portadores do HIV, nem hoje nem num futuro próximo", alertou nesta quarta o médico Gero Hütter, um membro da equipe berlinense, durante uma entrevista coletiva. (AFP/Diário Online)
 
 
 
 
 
 

13.11 - Oficina sobre a nova regulamentação dos call centers
O Ministério da Justiça realizou na última semana oficina sobre a nova regulamentação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs).
Participaram técnicos de Procons, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Entidades Civis.- parceiros integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).
As aulas foram ministradas por especialistas do SNDC e do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado à Secretaria de Direito Econômico (SDE).
A Escola Nacional de Defesa do Consumidor, responsável pela programação, após a assinatura do Decreto 6.523/08, incluiu o tema na grade dos Cursos Itinerantes, para preparar os órgãos do SNDC antes da entrada em vigor do Decreto, em dezembro.
O Novo regulamento dos SACs
A partir de 1º de dezembro os serviços regulados por agências deverão se adequar para fornecer um padrão mínimo de qualidade no atendimento ao consumidor, conforme prevê o Decreto assinado no dia 31 de julho pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Para tanto, uma das exigências do Decreto é a capacitação dos profissionais das empresas para responder e resolver as demandas de forma eficaz. O cidadão, ao falar com o atendente, aguardará no máximo um minuto - em regra. As exceções encontram-se na Portaria 2014/08, assinada pelo ministro Tarso Genro.
A normatização prevê o atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana para as reclamações, cancelamentos e dúvidas - no mesmo período de aquisição ou uso do serviço.
As novas regras dos call centers
O decreto presidencial que regulamenta o serviço de call center garante a qualidade no atendimento ao consumidor e coíbe abusos. As principais mudanças são:
A empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente.
Sempre que oferecer menu eletrônico, as opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas.
No caso de reclamação e cancelamento, fica proibida a transferência de ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções.
As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda.
O pedido de cancelamento de um serviço será imediato.
Para serviços ininterruptos, o atendimento deverá funcionar 24 horas por dias, sete dias por semana.
Deve ser oferecido ao consumidor um único número de telefone para acesso ao atendimento.
Fica proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor.
Haverá um prazo máximo de espera para ser atendido
Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído.
Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir.
O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor.
O cidadão que não receber o atendimento adequado poderá denunciar ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), Ministérios Públicos, Procons, Defensorias Públicas e entidades civis que representam a área.   (MJ)

13.11 - Projeto obriga Planos de Saúde cobrir lista do CID
O deputado José Riva (PP) apresentou ao Pleno da Casa de leis, projeto que obriga as empresas privadas que atuam na prestação de plano, seguro saúde e cooperativas médico-hospitalares a garantirem atendimento a todas as enfermidades relacionadas nas Classificações Internacionais de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS). O projeto de lei tramita na Assembléia Legislativa (AL/MT) na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social e deve ir à pauta de discussão na próxima semana.
De acordo com a matéria, todos os procedimentos sem cobertura entram na lista de atendimento. As empresas da área ficam impedidas de impor restrições quantitativas ou de qualquer natureza e o não cumprimento da medida sujeitará os infratores à multa de R$ 10 mil, para cada caso apurado, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.
Estatísticas comprovam que o atendimento à saúde no país é de calamidade. Faltam leitos e medicamentos, os salários são baixos, profissionais desmotivados, fraudes e desvios são uma constante. O deputado Riva considera que a relação empresa/usuário tem que mudar. “Aproveitando-se dessa situação, algumas empresas que operam diretamente ou intermedeiam os serviços de saúde, obrigam o consumidor a aceitar cláusulas contra­tuais abusivas e injustas. Na prática, alguns cobram valores altíssimos e excluem do atendimento, as doenças com tratamento de alto custo; dificultam a autorização de exames mais sofisticados e nunca exibem planilhas de custo”, disse.
Essas exclusões, observa Riva, acarretam as situações corriqueiras em que um consumi­dor procura um médico conveniado para tratamento e recebe como resposta que só é possível tratar uma parte de suas enfermidades, pois o resto não está coberto pelo convênio. Esse consumidor, então, via de regra, terá de recorrer ao sistema público de saúde.
Conforme a Resolução nº. 1401, de 11 de novembro de 1993, as empresas que operam com plano e seguro saúde são obrigadas a garantir atendimento a todas as enfermidades relacionadas no Código Internacional de Doenças. Porém, essa resolução ainda é objeto de impugnações por parte das empresas de saúde. Essas empresas alegam que o Conselho Federal de Medicina (CFM) não teria competência para obrigar os planos de seguros saúde a não excluir enfermidades de seus contratos. Ainda que se admita a procedência do argumento lançado pelas empresas de saúde no que se refere ao Conselho de Medicina, bastante distinta é a posição do Poder Legislativo, pois a
Constituição Brasileira declara em seu artigo 197: são de relevância pública as ações de serviços de saúde cabendo ao Poder Público dispor dos termos da lei sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.   (O Documento)

13.11 - Acessibilidade à saúde suplementar
O Brasil é um país continental que enfrenta problemas proporcionais ao seu tamanho. Suprir a população de quase 200 milhões de habitantes com assistência à saúde de qualidade é um dos principais desafios. Atualmente, cerca de 37 milhões de pessoas utilizam planos privados para consultas, exames e internações. As demais seguem contando com o sistema público e buscando uma forma de ingressar o mais breve possível no outro grupo.
Em Brasília, um novo modelo mostrou-se eficaz na criação de um acesso para a assistência privada. E o mais curioso é que ele coloca lado a lado operadoras de saúde concorrentes. O Clube Aliança, empresa do Grupo Aliança que tem uma carteira de clientes que passa de 90 mil vidas, oferece há um ano e meio benefícios para entidades de classe. O funcionamento é simples: a partir de um contrato estabelecido com a entidade, os associados podem escolher entre planos das maiores operadoras do País - com preços bem abaixo dos planos individuais. "Sem ter qualquer ônus, a organização promove benefícios aos seus usuários, que podem optar por aquilo que melhor se enquadra em suas necessidades e no seu orçamento", comenta o diretor de Relações Institucionais, Amílcar Quadrado Filho.
Modelo de Sucesso - São cerca de 30 entidades conveniadas, que propõem o beneficio aos seus associados, promovendo acesso à saúde com abrangência nacional. Preocupados com a sobrecarga da rede pública do DF e os altos custos dos planos de saúde individuais, a própria Associação Médica de Brasília aderiu à proposta. "A parceria com o Clube Aliança, além de satisfazer aos sócios com uma rede de atendimento abrangente, viabilizou novas adesões à AMBr, principalmente de médicos jovens, um público que estávamos tentando atingir", destaca Dr. Lairson Rabelo, presidente da entidade. A OAB é outra entidade que abraçou a proposta, assim com o Conselho Regional de Administração do DF.
O Clube Aliança complementa sua atuação com o desenvolvimento de programas de acompanhamento a pacientes crônicos, como cardiopatas, hipertensos e diabéticos. "Realizamos atendimento individual ao cliente que se enquadra em um dos grupos que demandam atenção especial. Nossa equipe lembra o paciente sobre suas consultas preventivas e necessidade de adesão ao tratamento", explica Dr. Eduardo Viana, médico da equipe técnica do Clube Aliança.   (Maxpress)

13.11 - Memória humana progride a cada geração
Estudo aponta avanço na capacidade de lembrar experiências
Fatores como níveis elevados de instrução, boa nutrição e poucos irmãos influenciam a melhora da memória humana a cada geração.
A afirmação é de um estudo sueco, o maior já realizado sobre o tema, que durante vinte anos avaliou 4,2 mil pessoas entre os 25 e 80 anos, informa a BBC.
A pesquisa faz parte do chamado projeto Betula, que tem como objetivo examinar o desenvolvimento da memória a fim de identificar sinais preliminares de demência.
Segundo o líder do projeto e professor de Psicologia da Universidade de Estocolmo, Lars-Göran Nilsson, a melhora episódica foi a que teve maior melhora.
Conhecida como memória das experiências, a memória episódica se refere a lembranças de acontecimentos específicos - como, por exemplo, uma viagem feita trinta anos atrás.
Fatores determinantes
De acordo com a pesquisa, pessoas com maior grau de instrução, melhor nutrição, bons hábitos de exercícios e menor quantidade de irmãos ou irmãs possuem memória episódica mais desenvolvida.
A ordem de nascimento também é um fator determinante para a qualidade da memória. Os primeiros filhos costumam ter uma melhor memória episódica, dizem os cientistas.
Além disso, o estudo mostrou também que, mesmo entre as pessoas com formação biológica semelhante, as que possuem nível mais baixo de instrução possuem uma memória episódica mais fraca.
A influência da educação sobre a memória pode ser conseqüência do maior desenvolvimento do pensamento abstrato, apontam os cientistas. O fluxo de informações a que as pessoas são expostas, assim como os computadores e jogos, também exercem papel importante para estimular o cérebro.
Já os efeitos da nutrição são mais difíceis de serem medidos, pois os fatores genéticos são determinantes nesta área.
A idéia dos cientistas agora é promover estudos em países em desenvolvimento para comparar se estes fatores também são decisivos em outras circunstâncias. Cientistas chineses já mostraram interesse no assunto.
Aposentadoria
Segundo os pesquisadores, os resultados apresentados podem elevar a idade atual de aposentadoria para homens e mulheres.
"Os resultados indicam que a idade de aposentadoria pode ser ajustada para além dos limites atuais, já que estamos retendo melhores funções cognitivas no processo de envelhecimento", afirma Nilsson.  (Abril)

13.11 - Anvisa lança boletim com dados sobre transfusão de sangue
Está no ar o primeiro Boletim de Hemovigilancia do país. O documento desenvolvido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será publicado periodicamente com informações sobre os eventos adversos (reações transfusionais) resultantes do uso terapêutico do sangue e de seus componentes. A íntegra da publicação está disponível para consulta no sítio da Anvisa. 
Com dados relativos às notificações recebidas pela Anvisa em 2007, o Boletim fornece, também, comparativos entre o primeiro semestre de 2007 e o primeiro semestre de 2008. As informações consolidadas foram obtidas por meio do Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (Notivisa). 
“O acesso aos dados divulgados pelo Boletim é fundamental para identificar riscos, melhorar a qualidade dos processos e produtos, e aumentar a segurança do paciente. Os profissionais da área podem, desta forma, prevenir a ocorrência ou recorrência de reações adversas”, afirma a chefe da Unidade de Bio e Hemovigilância da Anvisa, Geni Neumann. 
A versão impressa do boletim será lançada para profissionais de saúde nas próximas semanas. 
Hemovigilância 
Um sistema de hemovigilância eficaz permite o monitoramento e a avaliação da informação para identificar os riscos relacionados ao uso terapêutico de sangue (transfusões). Esse controle permite reavaliar todas as etapas do processo, desde a produção dos hemocomponentes até o seu uso terapêutico, visando a implantação de medidas corretivas e preventivas. 
De 2002 a 2006, as reações transfusionais foram notificadas à anvisa por meio de dois programas - Sineps e Hemovigi. O relatório referente a este período pode ser consultado pelo endereço eletrônico www.anvisa.gov.br/sangue/hemovigilancia/relatorio_2002_2005.pdf. (Anvisa)

13.11 - Uma supercélula contra o HIV
Acelerando um processo que poderia ocorrer pela seleção natural, cientistas americanos e britânicos criaram células do sistema imunológico muito mais eficazes do que as naturalmente existentes no organismo em reconhecer e destruir o vírus da Aids. As supercélulas T obtidas por engenharia genética oferecem um novo caminho para o tratamento da infecção, atualmente incurável. O tratamento começará a ser testado em seres humanos no ano que vem. 
Em testes realizados em laboratório, as supercélulas se revelaram capazes de reconhecer o vírus, mesmo quando ele sofre alterações para despistar as defesas naturais, e atacá-lo, reduzindo a velocidade da disseminação da infecção. 
- Bilhões desses guerreiros antiHIV podem ser gerados em duas semanas - afirmou Angel VarelaRohena, da Universidade da Pensilvânia, co-autor do estudo. 
O HIV, que infecta 33 milhões de pessoas globalmente, é especialmente difícil de combater. Como outros vírus, ele se aloja nas células de suas vítimas, transformandoas em verdadeiras fábricas de produção viral. Mas é ainda mais insidioso que os demais vírus porque ataca as células do sistema imunológico chamadas CD4 T, que ajudam o organismo a organizar suas defesas. Além disso, ele também é capaz de se esconder das células de defesa CD8, conhecidas como linfócitos T citotóxicos (CTL). 
"As CTLs são cruciais para o controle da infecção pelo HIV. Infelizmente, o HIV dispõe de um arsenal de estratégias que o ajudam a escapar da defesa montada pelas CTLs", escreveram os pesquisadores no estudo publicado na "Nature Medicine". 
Uma das estratégias de defesa mais eficazes do vírus é "esconder" de seus agressores uma proteína chamada HLA-I - que o tornaria reconhecível e, portanto, alvo de ataque. 
Vírus pode se tornar mais fraco 
Mas a partir de amostras de células T especialmente eficazes retiradas de um paciente em 1996, VarelaRohena e seu grupo recriaram, por engenharia genética, uma versão similar capaz de reconhecer a proteína. "É possível aprimorar a natureza, impedindo o HIV de escapar das CTLs", escreveram. 
- Não apenas as células T produzidas em laboratório são capazes de identificar o vírus que escapou da detecção das células de defesa naturais, como também elas se revelaram mais poderosas em seu ataque, o que significa que menos células são necessárias para controlar a infecção - informou James Riley, que também participou do estudo. 
Os testes da nova terapia em pacientes soropositivos estão previstos para começar no ano que vem. Andy Swewll, da Universidade de Cardiff, espera que o efeito sobre o vírus seja igualmente devastador. Diante das supercélulas o vírus morre ou é levado a sofrer novas mutações, processo que poderia enfraquecêlo, segundo Swell. 
- Claro que eu prefiro a primeira opção, mas acho que veremos a segunda - afirmou Swell. - Mesmo que só consigamos enfraquecer o vírus, ainda será um resultado muito bom porque ele se tornará um alvo mais lento e mais fácil de combater. 
Além disso, aponta Swell, um vírus mais fraco tem menos capacidade de ser transmitido na população. 
- Conseguimos recriar um receptor capaz de detectar as principais impressões digitais do HIV e acabar com a infeção em laboratório - resumiu Bent Jakobsen, o coordenador científico da Adaptimmune, uma empresa britânica inaugurada em julho, detentora dos direitos da nova tecnologia. 
- Se conseguirmos levar esses resultados para a clínica, teremos, no mínimo, uma poderosa terapia em mãos. 
Um outro estudo publicado na mesma revista por pesquisadores de uma empresa de biotecnologia holandesa chamada Crucell revela o desenvolvimento de uma vacina experimental contra a Aids testada com sucesso na prevenção da doença em seis macacos. Embora ainda esteja longe de ser testado em humanos, o imunizante aponta um novo caminho de pesquisa. (Agência O Globo)
 
 
 
 
 

12.11 - Hospitais de excelência e filantropia
Os grandes hospitais filantrópicos se dispõem a colaborar com a rede pública. O país não pode prescindir de seus serviços
Desde 1948 , quando ingressei na Faculdade de Medicina da USP, venho acompanhando e testemunhando o que ocorreu no setor da saúde. Os grandes hospitais brasileiros eram então alguns poucos universitários, e os hospitais da Previdência Social, construídos quando praticamente ainda não havia aposentados. Esses hospitais, da mesma forma que os universitários, incorporavam toda a moderna tecnologia, exerciam a liderança tanto no atendimento quanto na graduação e na pós-graduação e eram responsáveis pela pesquisa médica.
A criação do SUS coincidiu com o grande aumento do número de aposentados, inclusive os rurais, e a retirada dos recursos que a Previdência destinava à saúde.
Com isso, ocorreu uma deterioração da rede pública, cujo exemplo mais expressivo vimos no Rio de Janeiro. Foram montadas barracas de campanha pelas Forças Armadas para atender a afetados pela dengue, enquanto os hospitais outrora líderes e incorporadores dos avanços científicos e da tecnologia médica encontravam-se sucateados. Esse desgaste, em alguma medida, atingiu também os hospitais universitários. Fosse o país depender dessa rede, estaríamos em situação insuportável de retrocesso e desatualização.
Ocorre que os hospitais construídos e mantidos por coletividades de descendentes de imigrantes que tomaram a si a responsabilidade de oferecer ao país instituições sem fins lucrativos, reinvestindo todo o resultado do seu desempenho nas respectivas instituições, conseguiram acompanhar o desenvolvimento internacional, incorporar a moderna tecnologia e provocar uma inversão, ou seja, assistir aos hospitais públicos entregarem a liderança aos hospitais de excelência, que não só estão na fronteira do conhecimento como também promovem pesquisa, treinamento pós-graduado e publicações científicas, bem como treinamento especializado. Nenhum dos diretores tem qualquer tipo de benefício; ao contrário, doam o seu trabalho, que os engrandece nas suas comunidades.
No momento em que o setor público luta para melhorar o atendimento e criar acesso crescente à população de baixa renda, os grandes hospitais filantrópicos, que, além do resultado de suas operações, captam recursos adicionais nas suas comunidades, se dispõem a colaborar com a rede pública, não apenas atendendo gratuitamente aos menos favorecidos mas também oferecendo sua competência em diversos campos do conhecimento e da atenção para fortalecer o setor público. Com tudo de que ele precisa e que não consegue incorporar, existe quem subestime essa colaboração.
A isenção fiscal obtida por esses hospitais é integralmente compensada pelos serviços prestados, acordados conforme os interesses do Ministério da Saúde, cuidadosamente calculados para que os benefícios concedidos até ultrapassem o valor da isenção, que, de outra forma, não viria para o setor da saúde e se perderia nos gastos do Orçamento, muitas vezes de forma pouco defensável.
Os hospitais de excelência, que sustentam a incorporação do conhecimento e da tecnologia e que hoje são líderes incontestáveis, todos com Certificado de Acreditação da Joint Commission International, vêm se juntar ao setor público para oferecer a competência que adquiriram e contribuir para o engrandecimento do SUS e, em conseqüência, do atendimento à população. O fato de atender a parcela com maior disponibilidade de recursos, inclusive autoridades, não os diminui, ao contrário, os distingue.
Outros hospitais existem no país, que sempre foram considerados filantrópicos, que dispõem de condições semelhantes e devem ser incorporados a esses mecanismos de estímulo e contribuição ao desenvolvimento científico e tecnológico, colocando o país em pé de igualdade com as economias mais desenvolvidas.
A rede de hospitais com finalidade lucrativa e que não se beneficiam da isenção cumprem o seu papel assistencial, aliviando o SUS, embora não tenham o desempenho adicional que os hospitais de excelência apresentam e de que o país precisa, não pode dispensar e deve estimular.
Filantropia não é apenas atender gratuitamente ou ser remunerado pelo SUS; é, também, reinvestir integralmente o resultado da sua operação, sem benefício pessoal de ninguém, e participar da pesquisa e do ensino e ajudar na formação de pessoal de que o país precisa.
Esses hospitais possuem não só instalações, mas profissionais capazes de honrar o compromisso que assumem com o setor público para compensar uma isenção largamente coberta pelos serviços que prestam ao país -país este que não pode prescindir de seus serviços e, muito menos, substituí-los.    (ADIB D. JATENE - Folha de S.Paulo)

12.11 - A privatização da saúde
Sob a influência do discurso neoliberal, impingido às nações periféricas, como justificativa de um processo de globalização excludente, o governo brasileiro, gradativamente, vem esvaziando o papel do Estado, como provedor de políticas públicas. A reforma do Estado, tema central nos anos 90, seria uma resposta à globalização, ainda, em curso, redutora da autonomia do primeiro de formular e implementar políticas. Em nosso país, essa reforma chega no ápice de uma crise econômica, em 1990, que serviu de argumento para torná-la imperiosa e trazer no seu cerne o ajuste fiscal, a abertura comercial e a privatização.
Mais tarde, em 1995, com a posse de FHC, a reforma administrativa entra em pauta, como condição necessária à consolidação do ajuste fiscal do Estado brasileiro e fornecedora de um serviço público moderno e eficiente. Com a reforma liberal, retirava-se o Estado da economia em nome da governança, isto é, disponibilizava-se ao Estado somente mecanismos de intervenção sempre que a mão invisível do mercado falhasse.
Contudo, a regulação e a intervenção, por exemplo, na saúde, embora necessárias para corrigir desequilíbrios, aos poucos deixa de existir com as novas modalidades de gestão propostas pelo Livro branco, contendo as diretrizes da reforma do aparelho do Estado, de iniciativa do governo tucano e datado de 1995. Nesse documento, fica claro o destino da saúde em nosso país, uma vez que seus serviços passam a ser uma atividade não exclusiva de Estado, cuja forma de propriedade seria pública não estatal e a administração seria gerencial. Com essa nova concepção, onde se relativiza o conceito de público, que deixa de ser o ente que tenha o Estado como garante, para significar, apenas, aquilo que atenda o público, abre-se a possibilidade concreta do setor privado assumir os serviços públicos de saúde.
Isso se dará por meio da transformação dos serviços não exclusivos de Estado, por exemplo, hospitais, ainda, considerados públicos, como o Hospital Getúlio Vargas, em propriedade pública não estatal, com base em um programa de publicização cujo caráter seria público, mas de direito privado. Em síntese, as atuais entidades prestadoras de serviços de saúde seriam extintas e substituídas por fundações públicas de direito privado, criadas por pessoas físicas, evitando-se, com isso, que estas sejam consideradas entes estatais.
Essas fundações herdarão todos os bens das entidades extintas: é o Estado bancando o setor privado. Quanto aos servidores da antiga entidade, passarão a uma categoria em extinção e ficarão à disposição da fundação. Recursos estatais serão disponibilizados às fundações, via contrato de gestão, e as compras poderão estar ou não subordinadas aos princípios da licitação pública, o que, certamente, estimulará a fraude e a corrupção. Esse legado do século passado que, ora, se quer implantar sentencia de morte a saúde pública no Brasil. E a ironia dessa intenção macabra é que suas bases teóricas foram plantadas no governo FHC, mas a sua consecução se dará no governo Lula, cujo partido, antes de ser guindado ao poder, defendia, com unhas e dentes, a saúde bancada pelo Estado, conforme o prescrito na nossa Constituição.
Desgraçadamente, hoje, o nosso país destina um orçamento irrisório para a saúde. Gastamos, proporcionalmente, menos que a Bolívia nessa política social importante. Devemos considerar, ainda, que, desse parco orçamento, parcela considerável dele é contigenciada, isto é, cortada, subtraída do total e a demora na sua execução deixa antever a intenção de protelar o gasto de um recurso já escasso. Ora, tudo isso só poderia resultar nas epidemias de dengue, responsáveis pela morte prematura de crianças, jovens e idosos nos grandes centros populacionais, como Rio de Janeiro e São Paulo, numa espécie de tragédia anunciada, onde predominam a falta do repasse dos recursos para o combate à doença e os interesses mesquinhos das autoridades da área de saúde nos níveis federal, estadual e municipal.
Ignorando as freqüentes crises na área de saúde, cuja causa principal repousa no baixo investimento, gerador do sucateamento dos hospitais, do atendimento precário à população e dos baixos salários dos profissionais que nela atuam, o atual governo, sob o pretexto da eficiência e eficácia dos serviços de saúde, entendeu chegada a hora de implantar as fundações públicas, em que pese a resistência de setores organizados da sociedade civil e de segmentos políticos responsáveis, que vêem na manobra a evidente intenção de atender os interesses dos empresários do setor. É a privatização da saúde em marcha.
Coube essa missão ao presente ministro da Saúde, outrora intransigente defensor da saúde pública, hoje, peça importante na imposição desse projeto nocivo à população e aos profissionais da saúde.  (Thelman Madeira de Souza - Correio Web)

12.11 - Mães adolescentes já respondem por 25% dos partos
Uma em cada quatro crianças nascidas no Brasil é filha de adolescentes
Acesso a anticoncepcionais e ao sistema de saúde, além de esclarecimentos por parte dos educadores, podem ajudar a reduzir os índices
Cerca de 25% das crianças que nascem no Brasil são filhas de menores de 20 anos, mas nem sempre a gravidez nessa faixa  etária é considerada algo tão ruim. A afirmação é da ginecologista da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Luiza Cromack.
Segundo Luiza, ao analisar índices de gravidez na adolescência é preciso ter cuidado e entender em que contexto essa gestação ocorre. Ela explicou que a maioria das adolescentes que engravida tem alguma motivação para isso e nem sempre o fato decorre simplesmente de falta de orientação.
"Nós geralmente olhamos com olhar de adulto para essa gravidez e elas têm o olhar delas sobre isso. Muitas vezes são filhas de mães que tiveram filhos na adolescência e na família delas isso é um modelo que elas vão seguir inconscientemente".
Luiza ressaltou que a gravidez na adolescência muitas vezes ocorre porque as meninas têm o desejo de estar com o parceiro, o que não é permitido pelos pais e a partir da gravidez esse relacionamento se legitima e passa a ser aceito. Segundo ela, em outras situações a gravidez é uma forma dos próprios pais se livrarem da filha passando essa responsabilidade para outro homem.
"Isso geralmente acontece nas classes sociais mais baixas porque a qualidade da educação nem sempre é boa o suficiente para garantir a essas meninas uma expectativa de futuro em relação a um emprego. Ou mesmo para trabalhar a questão da sexualidade desde criança para poderem decidir quando desejam engravidar".
Segundo ela, a legislação prevê que quando ocorre relação sexual com adolescentes abaixo de 14 anos, há violência presumida. Por isso quando se atende um adolescente seja menina ou menino nessa faixa etária que está procurando um método contraceptivo é necessário conversar e verificar que tipo de relação sexual está acontecendo. "Geralmente [a relação] é de consenso e eles estão procurando um método para se prevenirem da gravidez ou de doenças".
Luiza considerou equivocada a postura de muitos profissionais que utilizam o aspecto da presunção da violência para negar o preservativo ou outro método contraceptivo já que o adolescente tem direito prioritário à saúde e está cuidando dela quando procura um método para evitar a gravidez, cabendo ao profissional entender o contexto e ajudar.
"No momento em que se fala e discute abertamente as questões relacionadas à sexualidade, aos métodos contraceptivos, ao respeito ao outro, acidadania e etc., esse adolescente se tornará um sujeito crítico para tomar sua decisão", argumentou.
Para a médica, o Estado deve reforçar o trabalho junto aos educadores que muitas vezes são pessoas de gerações mais conservadoras e não tiveram na escola a experiência da conversa aberta sobre sexualidade. "Por isso temos que trabalhar na formação desses educadores que atuarão como Estado, seja na educação ou na saúde, para ter essa visão de que a informação de qualidade deve estar acessível ao adolescente".
Além disso, a médica ressaltou que não adianta dar orientação sem fornecer os insumos necessários para a prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Ela também apontou a necessidade de melhorar o acesso ao sistema de saúde, para garantir o acompanhamento dos adolescentes, e a qualidade da educação.
"Nas classes mais altas a gravidez não acontece precocemente com tanta frequência porque a há perspectivas de futuro diferentes, onde ter um filho vem depois da faculdade, da carreira, ao contrário das classes mais pobres nas quais o filho pode ser a única expectativa de mudança de vida", alertou.  (Flávia Albuquerque - Agência Brasil)

12.11 - Frente da Saúde quer fatia do Fundo Soberano 
A Frente Parlamentar da Saúde promete criar uma saia justa para o governo. Os 251 deputados da Frente assinaram manifesto pedindo que o Palácio do Planalto se comprometa a repassar R$ 4 bilhões dos R$ 14 bilhões reservados para o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para investimentos em saúde. 
O texto-base do projeto que cria o FSB – uma espécie de poupança pública para financiar investimentos no Brasil e no exterior – foi aprovado em outubro, mas cinco destaques ainda precisam ser votados no plenário da Câmara. Em seguida, a matéria segue para o Senado. A idéia da Frente é utilizar o manifesto para convencer os senadores a pressionarem o governo a aceitar a proposta. Durante a votação do texto na Câmara, a Frente negociou com os líderes alinhados com o Planalto, mas não obtiveram respostas.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, chegou a ser avisado que havia a possibilidade deste acordo, mas acabou frustrado. Os R$ 4 bilhões cobrados pelos parlamentares da saúde fazem parte de um parecer assinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que mostra quanto o governo deixou de aplicar no setor desde 2000.
Em 2000, a equipe econômica determinou que seriam investidos recursos iguais ao montante empenhado em ações e serviços públicos da Saúde no exercício financeiro de 1999, acrescido de, no mínimo, 5%. A partir de 2001, o orçamento para o setor seria o valor apurado no ano anterior, corrigido pela variação nominal do PIB. Isso assegurava, a partir de 2000, recursos anuais crescentes para a Saúde, segundo a variação do PIB.
Já em 2001, o orçamento para o setor foi reduzido. Como a despesa com saúde em 2000 foi superior à regra de 1999 mais 5%, a Fazenda mudou a conta: em vez do valor de 2000 mais o PIB, calculou o valor de 1999, mais 5% (menos do que o gasto de 2000). Só então acrescentou a variação nominal do PIB, ou seja, corrigiu para o setor pelo mínimo. Um prejuízo de R$ 2,2 bilhões, segundo o TCU.
O restante dos recursos leva em consideração uma manobra do governo em 2007, que ao invés de repassar R$ 1,6 bilhões a mais para a área como um recurso fixo, encaminhou como bônus no texto da proposta orçamentária. "O governo precisa parar de tratar a saúde apenas no discurso", afirma o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Rafael Guerra (PSDB-MG). (Gazeta Mercantil)
 
 
 
 
 

11.11 - Saúde e bons hábitos 
O Ministério da Saúde acaba de divulgar um perfil da mortalidade do brasileiro. A pesquisa mostra que o país evoluiu, mas está diante de novos desafios causados pela vida moderna.
Segundo o estudo, moléstias infecciosas e parasitárias -tais como as diarréias, tuberculose e malária- deixaram de ser a causa principal de mortalidade no país. A urbanização e o desenvolvimento provocaram uma expansão das mortes por doenças crônicas e por causas externas -que são as ligadas à violência.
As enfermidades do aparelho circulatório -associadas à má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física- aparecem em primeiro lugar (32,2%). Câncer vem em seguida (16,7%). Homicídios e acidentes de trânsito (14,5%) aparecem em terceiro lugar. Logo após, vêm as doenças do aparelho respiratório (11,1 %).
Para as mulheres, a boa notícia é que diminuiu a incidência de câncer de colo de útero, com mais exames preventivos. Por outro lado, o câncer de mama avançou. As mulheres ainda não têm o hábito de fazer o exame de mamografia.
Os homens, mais que as mulheres, são vítimas das causas externas -homicídio e violência no trânsito. O peso do homicídio diminuiu no Sudeste, principalmente em São Paulo e no Rio.
O estudo mostra que o serviço de saúde é importante, mas a população também precisa adotar hábitos mais saudáveis, com atividade física e melhor dieta.  (Agora S.Paulo)

11.11 - Serviços de referência revelam SUS que dá certo
Minas - Aos 47 anos, o ambulante R. convive com o vírus HIV, ao mesmo tempo em que finaliza o tratamento contra hepatite C. Apesar das dificuldades impostas pela luta cotidiana contra as duas doenças, ele se considera uma pessoa bem resolvida e atribui sua qualidade de vida e, até mesmo, sua sobrevivência ao programa apontado como um dos principais vilões da gestão pública: o Sistema Único de Saúde (SUS). “Se não tivesse acesso a consultas, exames e medicamentos gratuitos, não poderia custear nenhum dos tratamentos e nem estaria aqui hoje”, acredita R. O ambulante é um dos milhares de usuários do município que recebe o coquetel anti-retroviral, distribuído pelo Ministério da Saúde, e também é atendido no Centro de Hepatologia da Santa Casa de Misericórdia. Os dois serviços são exemplo de que o SUS, que acaba de completar 20 anos, pode dar certo, apesar do financiamento insuficiente, das falhas de gestão, da baixa remuneração e de tantos outros problemas que dificultam e, muitas vezes, impedem o acesso ao atendimento universal e integral.
“É claro que o sistema tem muitos problemas. Não há como negá-los. Mas é preciso considerar que o SUS ainda está em processo de consolidação. Também não devemos perder de vista que o modelo promoveu uma verdadeira revolução no atendimento à saúde,” defende o chefe do Centro de Hepatologia da Santa Casa, Pedro Gaburri. Ele lembra que, antes da Constituição de 1988, que lançou as bases do SUS, o atendimento gratuito era restrito aos contribuintes da Previdência Social. “Quem não tinha carteira assinada ou não contribuía como autônomo era obrigado a recorrer às santas casas de misericórdia, que atuavam na área de filantropia. Mesmo quem tinha cobertura do antigo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) não recebia atendimento integral e acabava tendo que arcar com exames e medicamentos.”
Já o subsecretário de Saúde, Ivan Chebli, lembra que os índices epidemiológicos são indicadores claros dos bons resultados do SUS. “Em Juiz de Fora, por exemplo, tivemos aumento na expectativa de vida e redução nos percentuais de mortalidade materna e infantil.” Ele destaca que estes avanços são conseqüência direta do SUS, mas só se tornaram viáveis por estarem associados a programas sociais do Governo federal. “Hoje em dia, não se pode pensar a saúde de forma isolada. Ela tem um conceito mais amplo, que envolve variáveis biológicas, econômicas, culturais e ambientais.”
Um sistema para quem precisa
R., que teve a Aids diagnosticada há 18 anos, recorda as dificuldades que enfrentou no início do tratamento. “O único remédio contra o HIV, na época, era o AZT. Lembro de ser muito caro. Não era fornecido pelo Governo. Para comprar o primeiro frasco, tive ajuda de uma irmã. Mantive o tratamento por seis meses, mas a morte de artistas famosos, como Fred Mercury e Lauro Corona, foi uma ducha de água fria. Pensei: se eles que são ricos estão morrendo, não tem jeito, eu também estou indo. Então, achei que não era justo gastar todo o dinheiro da família com AZT”, conta. Anos depois, com a evolução da medicina e a inclusão do coquetel de combate ao HIV na lista de medicamentos excepcionais do Ministério da Saúde, ele retomou o tratamento.
Há pouco mais de um ano, R. foi surpreendido com mais um diagnóstico: hepatite C. “Fui encaminhado diretamente para o Centro de Hepatologia da Santa Casa, onde recebi atenção integral. Fiz os exames e recebi o medicamento, tudo de graça. Agora estou aguardando os últimos testes para confirmar que o tratamento está mesmo terminado.” Conforme Pedro Gaburri, os custos de um tratamento como o de R. giram em torno de R$ 60 a R$ 80 mil.
Equipe para pacientes especiais
Enquanto procedimentos considerados simples, como consultas e exames laboratoriais e de imagem, são alvo de duras críticas dos usuários do SUS, serviços de maior complexidade conseguem se estruturar e garantir acesso a tratamentos que, na rede privada, não estariam ao alcance da maioria da população, devido ao custo elevado. É o caso do Centro Odontológico de Atenção a Pacientes com Necessidades Especiais (Coape), que funciona em anexo ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Uma equipe multidisciplinar - formada por dentistas, médicos, enfermeiros, psicólogo, auxiliar de consultório e técnicos em higiene dental - oferece atenção especializada a pacientes com limitações físicas ou neurológicas, seqüelas de doenças ou em estágio avançado de moléstias.
“Nosso foco é o paciente que não pode ser submetido ao tratamento tradicional. Aqui temos infra-estrutura, equipamentos e profissionais treinados para oferecer atendimento, inclusive, com retaguarda hospitalar,” explica a coordenadora do serviço, Andréa Fernandes. Ela ressalta, porém, que as unidades básicas de saúde (UBSs) são as únicas portas de entrada do Coape. “Os pacientes não devem procurar diretamente o serviço. Eles passam primeiro pelo profissional da UBS e, quando não há condições de atendimento lá, são encaminhas para nós.”
Diabética, hipertensa e submetendo-se a hemodiálises, uma paciente de 39 anos foi atendida recentemente no Coape. Ela precisou ser sedada e mobilizou uma equipe com profissionais de diferentes áreas. “Fizemos todas as intervenções necessárias na paciente, que está na fila do transplante e exige atenção diferenciada. Um atendimento nessas condições teria custo superior a R$ 4 mil na rede privada,” afirma a periodontista Francisca Bousada. Ela observa, porém, que o serviço é oferecido a pacientes de todas as classes sociais. “Mesmo quem pode pagar pelo tratamento tem dificuldade para encontrar uma estrutura tão completa quando a que existe hoje no Coape.”    (Tribuna de Minas)

11.11 - SUS, 20 anos
Não é aceitável que o SUS ainda não disponha de recursos suficientes que permitam cumprir o que está previsto na Constituição
A cidade de São Paulo sediou, em outubro, um grande simpósio internacional que marcou os 20 anos do SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil. Representantes da área da saúde de países como Canadá, Inglaterra, Espanha, Portugal, Itália e França estiveram presentes para auxiliar no debate sobre os avanços e desafios de um sistema que mudou radicalmente o paradigma da assistência médica prestada aos brasileiros.
Não é possível deixar de elencar as conquistas que o acesso universal à saúde trouxe ao país nas últimas duas décadas. Trata-se de um plano de saúde que atende a qualquer cidadão, sem distinção de classe social ou idade. Que garante internação, medicamentos e transplante de órgãos. Que realiza campanhas de vacinação e mutirões de atendimento. Que socorre acidentados nas ruas, investiga e controla surtos ou epidemias. Que vistoria hospitais e laboratórios, para garantir a qualidade de serviços e produtos oferecidos.
Trata-se, portanto, de um dos mais importantes projetos sociais já lançados no mundo. Assegurando os princípios de universalidade, integralidade e equidade no atendimento aos cidadãos, o SUS vem contribuindo de forma contundente para a melhoria dos indicadores de saúde e qualidade de vida da população.
Todos os brasileiros, inclusive os que têm plano de saúde privado, se utilizam do SUS. Isso acontece, por exemplo, quando alguém precisa de um transplante de órgãos, ou, em caso de acidentes, quando a vítima é atendida no pronto-socorro público, ou quando liga para o Samu e recebe os primeiros socorros em casa.
As pessoas também estão utilizando, indiretamente, a rede pública quando compram um medicamento na farmácia ou um alimento no supermercado, pois esses produtos e serviços são fiscalizados pela vigilância sanitária.
No seminário referido acima, ficou evidente a preocupação geral em relação ao financiamento do SUS, de forma estável e crescente, para garantir o aperfeiçoamento dos serviços e a ampliação da oferta de consultas, exames, cirurgias e internações nos hospitais públicos. Essa necessidade premente exige o efetivo comprometimento das três esferas de governo, destinando à saúde percentuais estabelecidos pela legislação sobre seus orçamentos, para que o SUS possa incrementar e ampliar o atendimento oferecido à população.
Até a Constituição de 1988, o governo federal sempre foi o mais importante financiador da saúde. Por causa da instituição do SUS, ficou definido que o financiamento se daria com recursos das três esferas de governo, mas a participação proporcional do governo federal vem diminuindo ano a ano, na comparação com os investimentos de Estados e municípios.
No Estado de São Paulo, que possui a maior e mais complexa rede de saúde do país, grande parte dos procedimentos de alta e média complexidade realizados no Estado é custeada com recursos próprios do tesouro estadual, já que muitos hospitais pertencem ao governo paulista. Para que essa população continuasse a receber o tratamento adequado, o governo do Estado elevou consideravelmente os recursos destinados à saúde nos últimos anos. De R$ 2 bilhões em 2000, os valores passaram para R$ 3,7 bilhões em 2003 e para R$ 5,8 bilhões em 2006.
Em que pesem os avanços, como a queda expressiva na taxa de mortalidade infantil, a erradicação da poliomielite e o controle do sarampo, do tétano e da difteria, entre outras doenças, além da redução da morbimortalidade entre os infectados pelo HIV, não é aceitável que, aos 20 anos de idade, o SUS ainda não disponha de recursos suficientes que permitam cumprir o que está previsto na Constituição brasileira: saúde universal, de qualidade, com eficiência, atendendo a todos os cidadãos brasileiros.
O envelhecimento da população e a descoberta de novos fármacos e terapias fazem com que a demanda do sistema seja crescente, e o aporte de novos recursos quase sempre não supre as necessidades. Equacionar o financiamento do SUS é, portanto, a necessidade mais vital e, nesse sentido, urge a regulamentação da emenda constitucional nº 29/00, importante ferramenta para definir o que pode ser considerado ou não gasto com saúde pública.
Do mesmo modo, é urgente aperfeiçoar e inovar na gestão dos serviços de saúde, sem preconceitos ou disputas ideológicas. Ousar com criatividade, com o intuito de aprimorar a assistência sob o ponto de vista da qualidade, eficiência e agilidade é obrigação de todos aqueles que desejam melhorar a saúde de nossa gente. Somente assim o SUS será reconhecido pela população como de fato o é: o maior plano de saúde do mundo.     (LUIZ ROBERTO BARRADAS BARATA - Folha de S.Paulo)

11.11 - Passivo da saúde
Antigamente, o brasileiro morria de doenças infecciosas, como a tuberculose, que em 1930 era responsável por 46% dos óbitos. Hoje, morremos por causa das doenças crônicas, decorrentes do modo de vida que adotamos, que causam 48% das mortes.
O sedentarismo, o alcoolismo, o tabagismo e a alimentação inadequada são as causas de enfermidades do aparelho circulatório, como derrames, infartos, a hipertensão e a insuficiência cardíaca. Também dos cânceres. Só os derrames são causa de 10% dos óbitos.
Estas informações estão num relatório do Ministério da Saúde que arrola as causas da mortalidade no Brasil. Entre essas estão, ocupando o terceiro lugar, as causas externas, como a violência: homicídios, acidentes de trânsito e suicídios, que provocam 14,5% das mortes.
O Brasil colhe os frutos do desenvolvimento, com melhoria dos índices sociais, mas também suas mazelas. Morre-se menos das doenças típicas dos países pobres. Mas o álcool, o fumo e a obesidade são os fatores que mais causam as doenças crônicas.
A melhoria das condições de vida não encontra correspondência nas práticas preventivas das enfermidades. O brasileiro não trata da saúde. Como disse um médico, para muitos, aparentemente sadios, a primeira manifestação de uma doença do coração, por exemplo, é a morte.
No caso, tudo depende da rapidez do socorro. Este tem de fazer em pouco tempo, nas CTIs dos hospitais, o que o cidadão deixou de fazer a vida inteira, mudando de hábitos e fazendo exames periódicos. Todo o esforço da medicina se resume em tentar salvar a vida.
Os sucessos são visíveis. Inventado nos anos 60, o desfibrilador fez as estatísticas de óbito caírem de 30% para 15%. Medicamentos específicos, nos anos 80, de 15% para 6%. Novas terapias, pouco aplicadas no Brasil, sobretudo no sistema público, poderão reduzir mais esse índice.
Nada, porém, se equivale à prevenção, que pode diminuir esse passivo, inclusive econômico.   (Editorial - O tempo-08.11)

11.11 - Doenças modernas
Hábitos insalubres e violência mudaram o perfil da mortalidade no país; saúde pública enfrenta novos desafios
À medida que a sociedade avança, os desafios impostos para a saúde pública também evoluem. É o que se pode confirmar com o último perfil da mortalidade do brasileiro, divulgado pelo Ministério da Saúde. Ele traz boas e más notícias.
Segundo o estudo, "doenças da modernidade" são as que mais matam no país. Já ficou para a história o período em que as moléstias infecciosas e parasitárias -tais como as diarréias, tuberculose e malária- eram o retrato da mortandade nacional. A urbanização e o desenvolvimento provocaram uma expansão das mortes por enfermidades crônicas e por causas externas.
Os males do aparelho circulatório -associados a má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física- lideram o ranking (32,2%). Câncer é a segunda causa (16,7%), seguida de homicídios e acidentes de trânsito (14,5%). Depois, vêm as doenças do aparelho respiratório (11,1 %).
Na conta das boas notícias, está uma relacionada às mulheres. Houve uma diminuição na incidência de câncer de colo de útero. Isso se deve a campanhas educativas e a exames preventivos mais disseminados. Em contrapartida, o câncer de mama avançou. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), segundo os autores, comprova prática insuficiente de exames como mamografia.
Os homens, por outro lado, são mais afetados pelas causas externas -homicídio e violência no trânsito- do que as mulheres. Embora as estatísticas demonstrem que há uma tendência de queda nos homicídios, o volume dessas mortes ainda se mantém em patamar elevado.
Regionalmente, aumentou o peso dos homicídios nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas houve diminuição no Sudeste, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em relação a óbitos no trânsito, houve na última década um expressivo aumento nas ocorrências com motocicletas.
Apesar dos avanços institucionais e econômicos verificados nas últimas décadas, 41,2% dos óbitos registrados no ano de 2005 ocorreram prematuramente, isto é, antes de a pessoa completar 60 anos de idade.
À luz desses dados, o poder público está diante do desafio de viabilizar, além do atendimento preventivo, ambulatorial e hospitalar, uma infra-estrutura urbana que permita uma vida mais saudável. Além disso, o rápido envelhecimento da população logo produzirá impactos sobre o sistema de saúde.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

10.11 - S.Paulo cria Assessoria de Saúde Suplementar
A Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Decreto 50.142, de 23 de outubro, publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, do dia 24 de outubro, cria a Assessoria de Acompanhamento e Integração do Setor de Saúde Suplementar.
Segundo nota do Diário Oficial, a Assessoria foi criada com o objetivo de apoiar os usuários de planos privados de assistência à saúde no controle e melhoria da qualidade do atendimento contratado; apoiar a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, no processo de monitoramento e fiscalização do setor; integrar os recursos estratégicos e as ações de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, e do setor de saúde suplementar no processo de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos paulistanos.
Decreto nº 50.142, de 23 de outubro de 2008
Cria, na Secretaria Municipal da Saúde, a Assessoria de Acompanhamento e Integração do Setor de Saúde Suplementar.
GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica criada, na Secretaria Municipal da Saúde, a Assessoria de Acompanhamento e Integração do Setor de Saúde Suplementar, com o objetivo de:
I - apoiar os usuários de planos privados de assistência à saúde no controle e melhoria da qualidade do atendimento contratado;
II - apoiar a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS no processo de monitoramento e fiscalização do setor;
III - integrar os recursos estratégicos e as ações de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS e do setor de saúde suplementar no processo de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos paulistanos.
Art. 2º. A Assessoria de Acompanhamento e Integração do Setor de Saúde Suplementar tem as seguintes atribuições:
I - acompanhar e apoiar os processos de monitoramento e fiscalização desenvolvidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS no âmbito do Município de São Paulo;
II - orientar as ações relativas à integração entre o Sistema Único de Saúde - SUS e a saúde suplementar;
III - participar da formulação, acompanhamento e avaliação das políticas municipais de saúde, qualificando os dados setoriais para as atividades do Sistema Único de Saúde - SUS e da saúde suplementar;
IV - propor mecanismos de integração das ações de saúde para cumprimento das metas pactuadas pelo Município no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS;
V - promover a articulação com a Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, visando a qualificação dos dados setoriais relativos ao Município, assim como sugerir e acompanhar trabalhos de monitoramento de desempenho realizados por operadoras de planos e seguro de saúde que atuam no Município;
VI - criar banco de dados centralizado, contendo informações sobre o Sistema Único de Saúde -
SUS e a saúde suplementar no Município, mantendo-o atualizado;
VII - apresentar, anualmente, relatório da gestão das ações desenvolvidas no âmbito municipal, relacionadas à integração e ao acompanhamento do Sistema Único de Saúde - SUS e da saúde suplementar, divulgando seus resultados por todos os meios disponíveis;
VIII - promover a realização de estudos sobre temas relativos ao Sistema Único de Saúde - SUS e à saúde suplementar;
IX - sistematizar os dados disponíveis para a construção de indicadores sobre a situação de saúde
da população usuária da rede pública e a população beneficiária de planos privados de saúde no Município, por meio dos bancos de dados de base nacional relativos ao Sistema Único de Saúde - SUS, comparativamente com os sistemas de informação da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS;
X - fornecer subsídios para o planejamento de ação integrada sobre a oferta e a demanda adequada de serviços no âmbito do Município e as reais necessidades dos usuários do Sistema  Único de Saúde - SUS e dos beneficiários de planos privados de saúde.
Art. 3º. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.   (APM)

10.11 - Estudo: Saúde Brasil 2007
Doenças provocadas por fatores como sedentarismo, fumo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada são a principal causa de morte no país. É o que confirmam os dados do "Saúde Brasil 2007", levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira, em Brasília, durante a 8ª Expoepi - Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças.
60% dos mortos no país são homens
O trabalho, uma análise dos registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) de 2005, mostra que o grupo das doenças do aparelho circulatório - infartos, derrames, diabetes e hipertensão, entre outras - representa 32,2% do total de mortes no país. O câncer aparece em segundo lugar na lista (16,7%), seguido de causas externas, como violência e acidentes de trânsito (14,5%) e doenças do aparelho respiratório (11,1%).
Entre as doenças do aparelho circulatório, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), também chamado de derrame, é o principal vilão: representa 10% de todas as mortes registradas naquele ano. Em segundo lugar está a chamada doença isquêmica do coração, principalmente o infarto do miocárdio, que foi a causa de 9,4% do total de registros.
O Ministério da Saúde ressalta que esse perfil acompanha uma tendência mundial - à medida em que o país se desenvolve, doenças infecciosas e parasitárias deixam de ser a principal ameaça. Em 1930, doenças como malária, tuberculose e diarréia eram a causa de 46% das mortes no país, sendo que hoje representam apenas 5%. Por outro lado, as doenças cardiovasculares, que hoje lideram o ranking, provocavam apenas 12% dos óbitos naquela época.
"Problemas como AVC e infarto têm componentes genéticos, mas fatores como o estresse, a falta de atividade física e a alimentação inadequada são determinantes para a obstrução das artérias que irrigam o cérebro e o coração", explica o clínico geral Jayme Campos Viana, do Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.
Assim como as doenças do aparelho circulatório, o estilo de vida também é determinante para o desenvolvimento do câncer, segunda causa de mortes no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% dos tumores são provocados por fatores ambientais, como alimentação incorreta, exposição intensa ao sol e consumo excessivo de álcool e tabaco.  (Tatiana Pronin - Uol)

10.11 - Estudo aponta o perfil da mortalidade do brasileiro
Tendência é a de expansão das mortes por doenças crônicas e causas externas. Doenças do aparelho circulatório são as que mais matam e as causas violentas já ocupam segundo lugar em três regiões do país
As doenças da modernidade são as que mais matam no Brasil. Dados do Ministério da Saúde confirmam que o perfil da mortalidade no país mudou ao longo dos anos, acompanhando a tendência mundial de mais mortes por doenças crônicas e violentas. Por grupo de causa, as doenças do aparelho circulatório - associadas à má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física – lideram o ranking e são as que mais matam homens e mulheres no Brasil. Ao todo, 283.927 pessoas perderam a vida por problemas do aparelho circulatório - 32,2% das mortes em 2005. É o que mostra os dados do capítulo Mortalidade no Brasil e regiões da publicação Saúde Brasil 2007, do Ministério da Saúde, que traz o perfil detalhado da mortalidade dos brasileiros.
Nas regiões, as doenças do aparelho circulatório também são as que mais matam, com percentuais de 33% no Sudeste, 32,9% no Sul, 31,9 no Nordeste, 31% no Centro-Oeste e 24,9% no Norte (veja tabela).
Para o Ministério da Saúde, esse perfil de mortalidade mostra mudanças que refletem a urbanização rápida e desenvolvimento do país – no passado, o que mais matava no país eram as doenças infecciosas e parasitárias, tais como as diarréias, tuberculose, malária, entre outras.
Como as doenças crônicas estão ligadas à inatividade física, ao consumo de álcool, tabaco e alimentação inadequada, os dados reforçam que o brasileiro deve investir na mudança de hábitos e buscar, por exemplo, parar de fumar, consumir alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras, praticar atividade física regularmente e diagnosticar e controlar a hipetensão arterial e a diabetes.
“Comer alimentos com excesso de gorduras, de açúcares e de sal, além de fumar e consumir abusivamente bebidas alcoólicas, potencializam o risco de uma pessoa ter um quadro de doença circulatória, como o AVC, conhecida como derrame”, afirma o diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde (DASIS) do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio. “Outro grande inimigo da saúde e aliado dessas doenças é o sedentarismo. Por isso, é necessário investir em hábitos saudáveis para melhorar a qualidade de vida e reduzir doenças e óbitos”, completa.
De acordo com informações da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em 1930, as doenças infecciosas respondiam por cerca de 46% das mortes em capitais brasileiras. A partir de então, verificou-se a redução progressiva, sendo que, em 2003, essas doenças responderam apenas por cerca de 5%. Por outro lado, as doenças cardiovasculares, que representavam apenas 12% na década de 30, são, atualmente, as principais causas de morte em todas as regiões brasileiras, respondendo por quase um terço dos óbitos.
MORTES PREMATURAS – Mesmo com os avanços estruturais e econômicos obtidos nas últimas décadas, dados do Ministério da Saúde mostram que uma parcela expressiva da população perde a vida prematuramente no país. De acordo as informações, 413.345 pessoas faleceram antes de alcançar a terceira idade, considerada a partir dos 60 anos. Isso representou 41,2% do total de 1.003.350 óbitos registrados no Brasil em 2005. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, os óbitos totalizaram 590.015, o que correspondeu a 58,8% do total de falecimentos registrados no país.
PRINCIPAIS CAUSAS – As causas de mortes podem ser agrupadas em grandes grupos (circulatórias, respiratórias, neoplasias, causas externas) ou categorizadas por causas específicas (AVC, pneumonia, atropelamento, homicídio).
Ao separar por causas específicas, dentro do grupo das doenças do aparelho circulatório, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca como a que mais mata. Em 2005, 90.006 pessoas morreram por essa causa. Isso representa 31,7% das mortes decorrentes de problemas circulatórios e 10% dos óbitos totais do país.
A segunda maior causa específica de óbito no Brasil é a Doença Isquêmica do Coração, principalmente o infarto agudo do miocárdio, que também pertence ao grupo das circulatórias. Em 2005, 84.945 pessoas perderam a vida por causa do infarto – 9,4% do total de mortes do país.
Na avaliação das 10 primeiras causas de mortes no país, estão outras duas doenças circulatórias. A doença hipertensiva e a insuficiência cardíaca ocupam o 8º e 9º lugar, com 33.487 (3,7%) e 31.054 (3,4%) mortes, respectivamente.
CÂNCER - No quadro geral da mortalidade dos brasileiros, as neoplasias malignas, grupo que reúne os vários tipos de câncer, ocupam o segundo lugar entre as causas de mortes no Brasil, com o registro de 147.418 mortes em 2005, o que representou 16,7% dos óbitos totais. Alguns dos fatores que levam ao câncer são os mesmos que também expõe o indivíduo ao risco de ter doenças do aparelho circulatório, tais como o uso de tabaco, de bebidas alcoólicas, exposição intensa ao sol, alimentação inadequada entre outros. Os fatores externos respondem por 80% a 90% das neoplasias, de acordo com o Ministério da Saúde. Os demais têm origem genética e alguns outros determinantes.
Na avaliação por regiões, o perfil é diferente. Os cânceres são a segunda causa de morte no Sul e Sudeste e a terceira para as demais regiões.
VIOLÊNCIAS E RESPIRATÓRIAS - Com número expressivo de óbitos, as causas externas respondem pela terceira posição no ranking da mortalidade no Brasil. Os dados regionais mostram um cenário preocupante: as causas externas são a segunda maior causa de óbitos em três das cinco regiões do país – Norte, Centro-Oeste e Nordeste. No Sudeste e no Sul, as causas externas ocupam o terceiro lugar.
Embora estudos do Ministério da Saúde já tenham apontado redução na tendência de mortes por homicídios, principal causa específica do grupo das externas, essa mortalidade se mantém em patamar elevado, principalmente nos homens jovens, de baixa escolaridade e negros.
Entre as causas específicas desse grupo (causas externas), os homicídios correspondem a primeira causa no grupo e à terceira causa no total de óbitos do país. Outra causa importante nesse grupo é o acidente de transporte terrestre, constituindo a sétima causa específica no total de óbito do país.
As causas de mortes por doenças do aparelho respiratórias ocupam o quarto lugar. Em 2005, foram 97.397 óbitos, o que corresponde a 11,1% do total. Essa tendência é a mesma para todas as regiões. Em ordem decrescente, os percentuais de regionais foram de 11,7% no Sudeste e Sul, 10,9% no Norte, 10,4% no Centro-Oeste e 9,4% no Nordeste.
SIM - A base de informações utilizada na publicação foi a do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que capta os óbitos ocorridos no país, dentro ou fora de ambiente hospitalar, com ou sem assistência médica. Os dados analisados são os de 2005. Como a tendência de morte não muda tanto em um curto período de tempo, para o Ministério da Saúde as informações refletem a atual situação da mortalidade no país.
De acordo com a publicação, em 2005 o SIM captou 1.006.827 óbitos em todo o país, o que representou coeficiente de 5,5 mortes por mil habitantes. A base populacional utilizada foi a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2005 – 184.184.074 habitantes, dos quais 50,8% do sexo feminino.
Os dados do Ministério da Saúde trazem análises por grupo de causas, como as do aparelho circulatório, neoplasias e causas externas, por exemplo; por causas específicas, como as provocadas por AVC, câncer, trânsito, arma de fogo, entre outras; além das informações por região, sexo, faixa etária e raça/cor.   (CFM)
 
 
 
 
 
 

07.11 - Gestão da saúde precisa sair da UTI
As redes de saúde, como hospitais, clínicas, planos, entre outros tipos de empresas, têm de elevar os níveis de gestão para manterem-se competitivas no mercado. Assim como outros setores da economia se modernizaram e investiram em profissionalização, como indústrias, bancos e financeiras, a área de saúde tem de atentar a questões como evitar prejuízos e reduzir custos. Embora pareça redundância tratar estes pontos, é urgente ao setor encarar o desafio de melhorar o desempenho corporativo. Assim, a troca do paradigma de governança deve estar na pauta dos gestores das redes de saúde.
Ao acompanhar os executivos do setor saúde, nota-se que não há controle adequado, sobretudo em empresas privadas. Exemplos são encontrados em todos os processos, até na gestão dos insumos e medicamentos. A maioria das redes não consegue saber se há retorno de medicamentos que saem do estoque e que, por algum motivo, não são utilizados. É fácil encontrar empresas que não sabem se o próprio almoxarifado é "blindado" contra fraudes. Na tentativa de controlar estas operações, geralmente os gestores investem na compra de ferramentas como softwares, hardwares e links e na contratação de profissionais de customização de programas, formando uma rede com quatro ou cinco fornecedores para atender uma necessidade, enquanto o mercado dispõe de opções na qual apenas um fornecedor assume toda a operação.
BPO. Para evitar perdas e gerar ganhos em escala, desempenho e qualidade, as redes atentas à evolução da gestão optam por contratar operadoras de BPO (Business Process Outsourcing), ou terceirização dos processos de negócio. Por meio delas, as redes encontram parceiros que assumem operações que não fazem parte dos seus core business, envolvendo análise e redesenho dos processos. Isso com modernização da gestão das informações por meio de guarda, organização, BackOffice, digitalização e gestão de documentos e prontuários, auditoria dos processos, processamento de contas, gestão da cadeia logística para gestão materiais, insumos e medicamentos em plataformas integradas de serviços, infra-estrutura e softwares.
Ao mercado, está claro que as empresas que vão girar a chave da eficiência nos próximos anos serão aquelas que passam a operar e comprar na forma de BPO. Aqui, há a vantagem da opção de contrato por SLA (acordo de nível de serviço), no qual se paga pelo que consome e se condiciona a remuneração do fornecedor de BPO à sua eficiência. Assim, os custos fixos se transformam em benefícios variáveis, com redução de custo e gestão inteligente de compras. Ao terceirizar alguns serviços, os hospitais podem até liberar espaços para novos leitos e gerar faturamento ao invés de custos.
Sobre os custos das empresas de saúde, vale lembrar que, além de altos, alguns deles são ocultos, ou não percebidos, como impressões, gestão informacional e da estrutura de armazenamento, onde são alocados recursos humanos e financeiros. Os gestores, tradicionalmente profissionais especializados nas áreas-fim do mercado de saúde, não enxergam estes custos devido a uma tendência de o foco de suas gestões se manterem sobre os detalhes das operações do core business, sem passar pelo BackOffice. E é por meio da gestão inteligente dos processos que estas empresas poderão se tornar mais eficientes e, com isso, mais competitivas nos seus mercados.  (Gilson Cavalcanti - Jornal do Commercio do Brasil)

07.11 - Tecnologia de ponta chega ao SUS
Tecnologia de ponta antes restrita a pacientes de hospitais particulares, o sistema de gerenciamento de imagens digitalizadas de exames está agora disponível no Sistema Único de Saúde.
Chamado de PACS – Picture Archiving and Communication System, o sistema, que traz agilidade e qualidade aos exames de diagnóstico, foi implantado pelo Instituto Nacional de Câncer - INCA. A implementação foi possível graças a investimentos totais de R$ 13 milhões, nos últimos quatro anos, na área de radiologia do INCA.
O PACS permite o gerenciamento de imagens em redes de intranet e internet. Essas imagens podem provir de equipamentos de ultra-sonografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, endoscopia, mamografia e radiografia.
Alguns já geram imagens digitalizadas automaticamente e os demais, como um raios-X comum, têm suas imagens digitalizadas após a realização do exame na forma analógica, dispensando totalmente os antigos filmes radiográficos.
A implantação do PACS traz benefícios, como maior precisão no diagnóstico. Por serem digitalizadas, é possível trabalhar as imagens dos exames com ferramentas, como zoom, alteração de brilho e contraste, realizar medições digitais e até mesmo reconstruções tridimensionais de ossos e tecidos.
Os laudos são inseridos em sistemas informatizados, o que assegura a confiabilidade das informações e garante o armazenamento dos dados por um longo período sem perda da qualidade.
O sistema também agiliza o atendimento dos pacientes, já que dispensa a fase de revelação dos exames.
Uma vez terminado o procedimento, a imagem gerada pelos mais diversos equipamentos está automaticamente à disposição dos profissionais de saúde em qualquer computador do Instituto.
Como o PACS está disponível por meio da internet, a imagem do exame pode ser acessada em um computador de fora da instituição que possua o sistema.
Tal benefício permite interação mais efetiva entre instituições de saúde. Um exame realizado no Pará em um hospital que possui o sistema pode ser visualizado por um médico do INCA, no Rio de Janeiro, que pode dar uma segunda opinião e interagir com outros profissionais.
Tal recurso se apresenta como importante agente para ajudar a resolver a questão do déficit de profissionais em algumas regiões brasileiras na área de diagnóstico.
O PACS também se apresenta como uma solução ambientalmente correta. Por dispensar a revelação dos exames, o sistema tem grande impacto na economia de filmes, de água utilizada para resfriamento das processadoras e de resíduos, principalmente prata, usados na revelação.
É estimada a economia de 8 milhões de litros de água e 52 kg de prata por ano. Com a dispensa do filme, o PACS também gera rápido retorno do investimento.
Haverá uma economia anual de R$ 1,1 milhão com a redução de custos operacionais, de manutenção e compra dos filmes. Em dois ano e meio todo o investimento do INCA na aquisição do sistema será recuperado.
As informações são do INCA (iMirante)

07.11 - Descoberto novo vírus hemorrágico letal
Um novo vírus que causa uma febre hemorrágica letal foi descoberto no sul da África. Ele matou quatro pessoas na África do Sul e deixou mais uma doente. Porém, autoridades de saúde sul-africanas dizem que o surto está controlado, segundo o jornal "New York Times". Vírus hemorrágicos - dos quais o Ebola é o mais conhecido - são temidos devido à elevada taxa de mortalidade. 
Se não forem identificados depressa, costumam ser letais. 
O vírus identificado agora é da família dos arenavírus, conhecidos causadores de febres hemorrágicas, principalmente na África e na América do Sul. Exemplos são as febres de Lassa, do oeste da África; Machupo e Guanarito, ambas sulamericanas. 
Muitos desses microorganismos permanecem misteriosos anos após terem sido descobertos. 
No Brasil, o arenavírus Sabiá matou uma mulher em São Paulo em 1990 e desapareceu sem que sua origem na natureza tenha sido identificada. 
A descoberta de vírus que infectam animais não é um evento incomum. 
Um exemplo é um vírus de febre aftosa identificado no mês passado em cabras da Suíça. Porém, é relativamente raro descobrir microorganismos que causam doenças fatais em seres humanos, como o coronavírus que provocou a síndrome respiratória que se espalhou pela Ásia em 2002. Estudos recentes, no entanto, indicam que o número de doenças infecciosas tem crescido nas últimas décadas, possivelmente em função da globalização (que facilita viagens) e do aumento da população. 
Ninguém sabe ainda como a primeira vítima do novo vírus foi infectada. 
Porém, os arenavírus são comuns em roedores. A urina seca desses animais se mistura à poeira e pode transmitir o vírus, se inalada. 
A descoberta foi confirmada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. 
A primeira vítima chamava-se Cecilia van Deventer, uma vendedora de viagens em Lusaka, na Zâmbia. Ela adoeceu em 2 de setembro e foi levada de avião para Johannesburgo, na África do Sul. 
Aparentemente, Cecília transmitiu a doença para Hannes Els, o paramédico que a acompanhou na viagem, e Gladys Mthembu, a enfermeira que a atendeu na Clínica Morningside, em Johannesburgo. 
A quarta pessoa a morrer foi Maria Mokubung, a faxineira que limpou o quarto onde Cecília faleceu, em 14 de setembro. Segundo jornais sul-africanos, a morte de Maria inicialmente teve erro de diagnóstico, porque ela tinha tuberculose e meningite, e já estava muito fraca e confusa quando sua família resolveu buscar socorro. A quinta pessoa a adoecer sobreviveu. Ela é a enfermeira que cuidou de Hannes Els. A mulher ainda está muito mal, mas tem respondido ao tratamento com a droga ribavirina. 
A doença começa com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre e diarréia. Em seguida aparecem manchas como as do sarampo. A próxima fase é a hemorragia que leva a colapso respiratório e circulatório. 
Autoridades de saúde da África do Sul disseram que não houve casos novos, mas elas ainda vão esperar até o fim do mês para considerar o surto definitivamente debelado. 
Será difícil localizar a origem do vírus. O corpo de Cecília foi cremado e Zâmbia não guardou amostras de seu sangue. Amostras de tecidos das outras vítimas só podem ser retiradas em laboratório de segurança máxima e o único na região está fechado. (Agência O Globo)

07.11 - Os números da epidemia de dengue
A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a dengue é responsável por cerca de 500 mil hospitalizações anualmente em todo mundo. 
A epidemia que atingiu o Rio em 2007/2008 deixou 243.041 pessoas doentes no estado e 128.746 na capital. 
A dengue - cujo combate foi tratado como prioridade na campanha pela Prefeitura do Rio - provocou a morte de 98 pessoas somente no município do Rio nesse período. 
Em todo o estado, o número de óbitos pode ter sido maior do que 300, já que existem diversos casos que ainda estão sob investigação das autoridades. Segundo especialistas, a maior gravidade dos casos pode se explicar pela exposição da população, a partir de 2002, à infecção pelo vírus tipo 3, e agora, na epidemia de 2007/2008, ao retorno do tipo 2 , caracterizando, assim, uma infecção de maior risco. (AgênciaO Globo)
 
 
 
 
 
 

06.11 - Brasileiro gasta, em média, R$ 96,45 mensais com saúde
De acordo com o estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em cima dos dados da última POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), de 2003, o gasto médio do brasileiro com saúde é de R$ 96,45 por mês. Esse montante corresponde a 15,82% da renda do trabalho.
Divulgado nesta terça-feira (4), o estudo ainda revela que a proporção de indivíduos que possuem despesas com remédios e serviços de saúde é de 24,08%.
O intuito do estudo é constituir indicadores descritivos agregados que meçam a extensão e natureza que o impacto dos choques de saúde tem sobre a situação financeira do domicílio de grupos sócio- econômicos diferentes.
Destaques
As regiões metropolitanas (capitais) são os lugares onde a população mais gasta com saúde, cerca de R$ 121,41. Esse valor representa 25,8% a mais que a média nacional.
Já na área urbana (não capital) os valores das despesas são de R$ 89,89, enquanto na área rural, a população desembolsa menos da metade do que se gasta nas capitais: R$ 56,77.
Entretanto, a quantia dispensada pela população rural pesa mais na renda do trabalho, já que significa 23,96% do total ganho. Nas capitais e demais áreas urbanas, a proporção é de 12,51% e 15,42% da renda, respectivamente.
Além disso, a quantidade de indivíduos que possuem despesas com remédios e serviços de saúde são de 30,02% nas capitais; 24,68% na área urbana (não capital) e de 12,4% na área rural.
As capitais
Enquanto o Rio de Janeiro é a terceira capital que mais gasta com saúde (R$ 161,31 por pessoa por mês), São Paulo figura com no décimo lugar, com um desembolso médio de R$ 116,5 por pessoa. O Distrito Federal é o que possui a maior despesa, de R$ 342,32.
Se for levar em conta o quanto essas quantias representam na renda de trabalho, o Rio fica como a nona capital com o maior percentual (13,81%), já São Paulo e Brasília vão para o fim da lista com a 20ª (10,59%) e a 24ª (9,86%) posição, respectivamente.
Além disso, a quantidade de indivíduos que gastam com remédios e serviços da saúde na capital carioca é de 33,49%, e na paulista de 32,6%.  (InfoMoney)

06.11 - Família hospitalar
A evolução da medicina, através da ampliação do conhecimento e do avanço tecnológico, permitiu que fossem captadas imagens do interior do corpo humano com facilidade e nitidez nunca dantes imaginadas. Assim, uma ressonância magnética cerebral, aliada a um eletroencefalograma e, quem sabe, um exame de liquor, podem dar muito mais acuidade e segurança a um diagnóstico do que a coleta da história clínica e testes neurológicos realizados pelo médico em seu consultório.
Teremos a cada dia computadores mais sofisticados e eficazes, capazes não somente de diagnósticos rápidos e precisos, como também ágeis na terapêutica de calcular doses medicamentosas de acordo com sua farmacocinética  e adequando-as baseado nos efeitos monitorados quem sabe por outros micro computadores ou até mesmo à distância.
Onde os pacientes  realizarão estes exames e tratamentos? Hospitais e clinicas.
A resposta  não é tão simples e óbvia assim. Todo este avanço tecnológico e científico pode se tornar inócuo, pois estes novos aparelhos serão cada vez mais impessoais.  Frios, surdos e mudos, assustando, deixando inseguros e até mesmo espantando pacientes.
A dificuldade de um paciente em chegar perto de um hospital para diagnóstico e tratamento está relacionada à situações novas e desconhecidas. Durante a internação, os medos variam desde o afastamento compulsório do convívio familiar, social e profissional  até fantasias a respeito de dor, amputações, diagnósticos errôneos e até mesmo a morte.
É neste momento, na portaria do hospital,  que o paciente vai depender de um elo de ligação entre as novas rotinas e o mundo do qual foi afastado. A quem caberá o papel humanizador? Quem será o elo de ligação? Quem fará a diferença neste processo?
Nas últimas décadas, empresas atentas a estas dificuldades, vem tentando assumir esta lacuna e se mostrar ao público como companheiras sociais, ou seja,  parceiras, amigas e até mesmo como se fizessem parte de uma grande família. Slogans como “Estamos ao seu lado”, “ O amigo de todas as horas”, “Sinta-se em casa”, “Conte com quem gosta de você”, “Mais do que um hospital, uma família”, “Podemos lhe ajudar” buscam criar  relacionamentos de lealdade. Se clientes e empresa se considerarem uma família, ambos obtém vantagens.
O paciente impressiona-se com a campanha publicitária, acredita que fará parte de uma família, consegue superar seus medos e chega até o hospital. Fila para ser atendido, ansiedade até que o plano de saúde libere o exame ou internação, longas esperas, falta de informações, assinaturas em diversas vias, cheques como garantia de pagamento.  Onde foi parar a família hospitalar?
É claro que relacionamentos sociais  tem altos e baixos, mas quando uma empresa assume este compromisso, não pode esquecer que não é possível tratar clientes como membros de uma família em um momento e depois trata-los de maneira impessoal. Não é assim que funcionam os relacionamentos sociais. Não importa quanto a empresa tenha investido em marketing, publicidade, slogans e símbolos de amizade, o laço familiar será rompido, e talvez para sempre.
Médicos e demais colaboradores do hospital também foram convidados a participar desta família ou estão excluídos? São exatamente  estas pessoas  que podem transformar paredes, papéis, computadores em locais agradáveis de se viver, mas precisam se sentir em casa. A diversidade de sentimentos, emoções e atributos dos membros que realmente se sentirem parte desta grande família é que pode contrabalançar e ser o fiel da balança entre empresas que vivem competindo e adquirindo cada vez mais aparelhos com tecnologias avançadas porém semelhantes, impessoais e assustadoras. É com pessoas que começa a se formar a família hospitalar.   (Ildo Meyer - Saúde Business Web)

06.11 - Nanotecnologia é a nova esperança da cura do câncer
O governo dos Estados Unidos instalou oito centros de estudo para pesquisar o uso de nanotecnologia na cura do câncer.
A idéia partiu do técnico em radiação, John Kanzius, que decidiu injetar sulfato de cobre no corpo humano e logo irradiar o paciente com ondas de rádio. Essas ondas fazem com que o sulfato de cobre vibre liberando calor que destrói as células cancerígenas.
As nanopartículas poderiam ser utilizadas para transmitir uma substância radioativa para eliminar as células cancerígenas. Em todas as instâncias, as partículas são feitas de acordo com as necessidades, e 'enganam' as células cancerígenas que as deixam ingressar. Uma vez que a substância esteja dentro do organismo, as partículas fazem seu trabalho.
Steven Curley, cirurgião especialista em câncer no fígado do Centro Anderson no Texas, disse estar impressionado com a idéia. "Devo dizer que em 20 anos de pesquisa isto é o mais interessante que encontrei", avaliou.
A diretora do Instituto Nacional do Câncer, Anna Baker, informou que tem interesse em usar nanopartículas para curar o câncer. "Acho que estou mais entusiasmada com isto do que qualquer coisa que tenha visto".
Em um dos centros, Bob Langer está desenvolvendo um sistema de transmissão de nanopartículas. Dentro dessas partículas há drogas que eliminam as células cancerígenas e por fora a capa está envolvida em proteínas, que são capazes de enviá-las a células cancerígenas da próstata.
O segredo é na capa que 'engana' a célula cancerígena e a faz deixar que ingressem as drogas. "Uma vez produzida a capa apropriada, felizmente irá aonde queremos que vá", comenta Langer que trabalha no Centro de Nano Tecnologia do MIT de Harvard.
Outros pesquisadores estão estudando o uso de radioatividade ao invés de drogas. A vantagem de todos esses sistemas é que o tecido normal não é afetado. Estes tratamentos são muito focados e específicos. "Aplica-se altas doses de droga especificamente no lugar onde for necessário, e muito pouco ao resto do corpo, assim não se danificam áreas saudáveis", destaca Langer.
O câncer causou 7,6 milhões de mortes durante o ano de 2007, que representou 13% de todos os falecimentos. Nos últimos 10 anos, o Governo dos Estados Unidos destinou US$ 4 bilhões anuais à pesquisa do problema. Para o Governo, a nanotecnologia se converteu em uma prioridade, por isso foram investidos mais de US$ 144 milhões para fundar esses oito centros de pesquisa. (InvestNews)
 
 
 
 
 

05.11 - Assistência domiciliar - Hospital asilo é solução inglesa
A assistência hospitalar é obvio que é diferente da domiciliar, apesar de estarem incluídas dentro de uma cadeia de serviços da saúde.
Os hospitais têm estruturas de gerenciamento e de prática médica bem definidas e tratam o episódio agudo liberando rapidamente o paciente para continuar seu tratamento no lar, deixando o leito livre, para uma nova internação, com novos procedimentos mais rentáveis, para o hospital.
As empresas de homecare teoricamente deveriam fazer o gerenciamento dos pacientes crônicos, que precisam de procedimentos de enfermagem, específicos quando o paciente esta sendo desospitalizado, mas somente isso.
Na absoluta maioria dos casos as empresas de homecare não estão aptas a gerenciar os pacientes crônicos, porque isso é função da família. A prática homecare na maioria da população de classe C e D que usa os planos de saúde é quase impossível, devido a precariedade das condições higiênicas e de acomodações.
Para o hospital, como instituição, a saída do paciente crônico traz impacto comercial positivo. O Sistema Médico Inglês que teoricamente é o modelo melhor preparado para atender o cidadão, o governo e a família, instituiu o pagamento de uma taxa além da previdência para garantir a possibilidade do idoso (tudo isso acontece porque a população de idosos está crescendo) não terá mais família nem recursos para cuidá-lo . A solução é um hospital de retaguarda, espécie de asilo-hospital para cuidá-lo.    (Jose Knoplich - Saúde Business Web)

05.11 - Evolução da medicina promove a desospitalização
Day-Clinics prestam assistência médica fora de hospitais, com redução de custo e ganho de qualidade de vida
A dona de casa Vicentina Aparecida Soares, 60, recuperava-se de uma cirurgia cardíaca quando se sentiu mal e teve que voltar para o hospital. A recaída nada tinha a ver com o coração. O diagnóstico foi outro: infecção bacteriana grave, com prescrição e administração de antibióticos. Vicentina até começou o tratamento no hospital, mas por conta do quadro estável de saúde foi orientada por seu médico a trocar a estrutura hospitalar tradicional pelo Day Clinic ou Hospital-Dia, modalidade que dispensa a internação graças à evolução da medicina.
História parecida é contada pela funcionária pública Maria da Silva Cipriano, 36 anos. Uma infecção de garganta, que não reagia aos medicamentos orais, e sintomas como cansaço e desgaste físico resultavam de uma endocardite - infecção no coração causada por bactérias. Mais uma vez o Hospital-Dia substituiu o hospital convencional.
Ambos os casos refletem a tendência de desospitalização, indicada para um grupo específico de pacientes, que vão ao serviço de saúde para realizar procedimentos de baixa complexidade ou para receber medicamentos intravenosos e, em seguida, podem retornar para casa ou para o trabalho, mantendo assim uma rotina normal. "São inúmeros os benefícios do Day Clinic. Em primeiro