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23.02 - A saúde e a sociedade
Quando a classe média mostra seu descontentamento em relação a planos particulares de saúde, é como alguém que é atropelado quisesse, num gesto voluntário, ficar de pé. Então, lembra que ao longo da história a classe média tem mostrado uma grande capacidade de tolerância de conviver com o insuportável. Fatos pontuais como os preços dos planos de saúde particulares oferecidos como alternativa ao SUS são um exemplo. Mas não vejo que isto seja de todo ruim, pois levam as pessoas a repensarem sua participação como cidadão e a função do Estado.
Sabemos que para muitas pessoas o preço dos planos é traumático. Lamento que tenham de acontecer crises no quintal da classe média para despertá-la aos abusos da iniciativa privada e a omissão dos governantes. Mas, lamentavelmente, é pelo ataque ao bolso que encontramos tempo para que se discuta a falta de concorrência ou mesmo para os discutíveis serviços oferecidos pelo Estado, por exemplo, a saúde.
Já imaginaram como seriam ótimos os serviços públicos se a classe média detentora de uma fatia substancial do saber, do dinheiro que movimenta o país, do pagamento de impostos e da tolerância se impusesse politicamente cobrando o que lhe é de direito?
Equivocadamente ouvimos comentários do tipo: “Até a esposa do fulano, uma pessoa que tem dinheiro consulta no “postinho” e pega remédio no SUS?” Correto. O SUS é para todos e, são os bem situados economicamente que dão a maior contribuição para sustentar o serviço. Nada mais lógico e de direito que todos se beneficiem do serviço.
Os serviços públicos não ocorrem de graça, pois você já os pagou. Todo ano somos convidados a trabalhar uma fatia maior de dias para pagamento de impostos ao Estado com o argumento de que assim seremos mais bem amparados, promessas que teimam em ficar aquém do digno e do necessário.
Por outro lado, se você pensa que o Estado é “pobrezinho” e ainda não é hora da contrapartida, saiba que tem quem não pensa assim. A saúde pública é uma bela oportunidade de negócio de bilhões de reais que, para alguns empresários é traduzida em milhões de dólares.  (Jornei Costa - A Notícia)

23.02 - Doadores de órgãos aumentam 26%
Número subiu de 1.317 para 1.658 de 2008 para 2009, afirma associação brasileira de transplantes
O dado é o maior já obtido no país e é superior à meta estabelecida para 2009; quantidade de transplantes também cresceu no período
O número de doadores efetivos de órgãos -cujas doações resultaram em transplante- aumentou 26% no Brasil de 2008 para 2009. É o que mostra um levantamento inédito da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), que será divulgado amanhã.
As informações são repassadas à associação por equipes e centrais estaduais de transplantes de todo o país.
De acordo com os resultados, o número de doadores no ano passado foi de 8,7 por milhão de população (pmp) -no ano anterior foi de 7,2 pmp. O dado é o maior já obtido no país. É, também, superior à meta estabelecida para 2009, que era de 8,5 pmp. Em números absolutos, o aumento foi de 1.317 doações para 1.658 -25,89%.
Segundo a ABTO, a quantidade de transplantes realizados cresceu e as metas para transplantes de rim e de fígado também foram superadas.
A taxa de efetivação -o número de doações em relação aos potenciais doadores no período- também cresceu: foi de 22% para 25,5%. O dado mostra quantas doações são efetivadas em relação ao total de pacientes que estavam aptos a doar no período.
"Esses pacientes podem não se transformar em doadores por vários motivos: a família pode não autorizar, o coração pode parar antes de completar o processo de retirada dos órgãos, a pessoa pode ter uma determinada condição de saúde que impeça a doação", enumera o médico Ben-Hur Ferraz Neto, presidente da ABTO.
O aumento na taxa de efetivação, de 16%, foi considerado muito significativo pelo médico. "É um crescimento extremamente representativo, muito maior do que esperávamos. Nos anos anteriores, esse número vinha se mantendo em 22%." Ele atribui o crescimento ao trabalho educacional de diversas instituições que lidam com transplantes no Brasil.
O dado, porém, ainda está distante do objetivo da associação, que quer chegar a 40%. Segundo Ferraz Neto, um dos problemas do país nesse sentido são as diferenças regionais. "O processo que envolve o transplante, desde o momento do atendimento da pessoa na emergência até o diagnóstico e a manutenção dos órgãos, depende da infraestrutura de atendimento em saúde de cada região, e isso é muito variável entre os diferentes Estados do país", completa.
Segundo o levantamento da ABTO, as regiões Norte e Centro-Oeste têm taxas muito baixas de doadores. Dos sete Estados da região Norte, somente o Acre e o Pará utilizam doadores mortos, por exemplo.
Mesmo Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia tiveram taxas de doação muito baixas e não atingiram as metas propostas pela associação. Ainda não há dados sobre a situação das filas de transplante no país no ano passado.
Fígado e rim
Assim como em anos anteriores, os órgãos mais transplantados em 2009 foram fígado e rim. São órgãos que suportam melhor as condições adversas e têm um tempo mais longo de preservação nas soluções conservantes.
O diretor de arte Marcos Pedroso, 45, descobriu, aos 43 anos, que estava com o fígado totalmente danificado. Uma hepatite C, provavelmente contraída na adolescência, havia prejudicado vagarosamente o órgão sem que ele sentisse nada. "Os exames para hepatite C são bem recentes. Quando tomei conhecimento, meu fígado já estava totalmente detonado", conta.
Ele não precisou esperar muito por uma doação: em quatro meses, foi submetido ao transplante, no ano passado. A recuperação foi boa. "É um procedimento complexo, a gente passa por um período de recolhimento, mas foi incrível, não tive nenhuma rejeição. Hoje estou trabalhando e levo uma vida normal", comemora.   (FLÁVIA MANTOVANI - Folha de S.Paulo)

23.02 - Título protestado dá infarto
Fortaleza - Com 57 anos de idade, mais de 30 dos quais dedicados a tratar do coração dos outros, o coordenador de transplantes do Hospital de Messejana aconselha aos empresários: "Façam exercícios físicos todo dia"
O sedentarismo e o estresse são as portas de entrada do infarto. Os empresários e executivos, que vivem estressados e sem tempo para a atividade física, estariam, então, a um passo de um ataque cardíaco?
Nós sabemos que as doenças do coração são as que mais matam, hoje. E há vários fatores - os chamados fatores de risco - que contribuem para o aparecimento das doenças cardíacas. Os principais são os seguintes: o sedentarismo, que dá uma ajudinha à obesidade, o estresse, a hipertensão arterial, o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo e alguns outros emergentes, como a depressão, já considerado um fator de risco. O empresário e o executivo devem dedicar um tempo diário para cuidar de sua saúde. Eles têm de incluir na sua agenda de compromisso meia hora ou uma hora diária para a atividade física. Mas antes de fazer isso, ele deve procurar um cardiologista e submeter-se um check-up geral. É bom ficar clara uma coisa: eles já sabem disso, mas não o fazem, infelizmente. Todavia, com certeza, o cardiologista o encorajará a fazê-lo. Abandonar o sedentarismo e combater o estresse fazem parte do tratamento de qualquer doença cardiovascular.
O que é pior para o coração: um churrasco de picanha mal passada ou a notícia de um título protestado no cartório?
Os dois são um veneno para a doença cardíaca. O título protestado, dependendo de quem o teve, pode gerar maior ou menor estresse. Se o paciente tem uma sequência de títulos protestados, obviamente ele ficará submetido a uma carga contínua de estresse, e isso será danoso para o coração. O estresse causará o aumento da pressão arterial, alterará as catecolaminas, os hormônios e outras substâncias, favorecendo a deposição de materiais de coagulação na parede das artérias, tudo isso contribuindo para o processo inflamatório, formando placas de gordura que podem levar ao infarto ou à trombose cerebral. A picanha contém alta dose de colesterol. A picanha salgada aumenta a pressão por meio do sal e eleva o colesterol por meio da gordura animal. Em muitas situações, o consumo da picanha deve ser evitado.
Quem o procura mais no seu consultório: o patrão ou o empregado?
Hoje, os dois. O patrão vive sob estresse contínuo nesse mercado altamente competitivo. E o empregado é, muitas vezes, reflexo do estresse do patrão. O estresse do empregado é porque ele não cumpriu as metas estabelecidas pelo patrão; outras vezes, a causa do estresse é a intolerância ou sobrecarga a que está habituado. Ambas as situações levam ao estresse. Devo dizer que, nos dias de hoje, o estresse é um inimigo comum. Nós precisamos nos cuidar para que se reduzam ou se evitem os efeitos deletérios do estresse sobre a nossa saúde.
Como se combate o estresse?
Para começar, devemos amenizar todas as situações que levam ao estresse. Depois, buscar uma alimentação saudável, rica em fibras, pobre em gorduras saturadas. Devemos ingerir menos produtos industrializados, principalmente enlatados. Mas há alguns fatores causadores do estresse que devem ser, simplesmente, eliminados, como, por exemplo, o tabagismo. Fumar é um ato contra a saúde. Devemos incluir a atividade física como um compromisso sagrado do nosso cotidiano. Isto é fundamental. Se você não pode, por qualquer causa, incluindo a falta de segurança, sair para caminhar na rua ou na praça, procure o abrigo de uma academia e a orientação de um profissional para os seus exercícios. A atividade física é um potente elemento no tratamento contra o estresse.
Quando o senhor tem de dizer a o empresário ou à empresária: "vamos fazer um cateterismo", qual é a reação deles?
Raramente indicamos o exame invasivo como o primeiro procedimento. O exame invasivo vem na sequência de outros exames menos invasivos. No entanto, em situações especiais, quando a doença já avançou bastante, temos de indicar um exame invasivo do tipo cateterismo. Na verdade, qualquer paciente, empresário ou não, ele toma um choque, porque até alguns anos atrás ele se tratava de uma providência de alto risco. Hoje, devido à alta tecnologia, o risco é muito pequeno. Mas, quando temos de anunciar ao paciente que ele terá de ser submetido ao cateterismo, fazemo-lo com todas as explicações a respeito, deixando-o tranquilo para o procedimento.
É verdade que quando o infarto chega, o paciente promete tudo ao seu cardiologista?
Exatamente. No dia-a-dia do nosso consultório, encontramos muita resistência dos pacientes à nossa orientação para a mudança do seu estilo de vida. Principalmente com relação à necessidade de uma atividade física diária, ao fim imediato do hábito de fumar e ao inicio urgente de uma dieta saudável. Aqui no consultório, muitos pacientes prometem, e alguns até dão partida a essa mudança. Mas logo esquecem do que prometeram. Somente quando recebem o impacto da ameaça do infarto, quando vão para o cateterismo e realizam uma angioplastia, ou então, em situação mais complicada, quando ele vai direto para uma mesa de cirurgia, aí ele volta um santinho, dizendo que cumprirá tudo. Muitos, depois de um alerta assim, adotam mesmo uma vida completamente nova; outros, por incrível que pareça, meses depois da cirurgia, voltam a fazer a mesma coisa de antes, inclusive a fumar. Quando isso acontece, em pouco tempo a doença cardíaca retorna, e retorna agravada.
Agravada?
Sim. A doença cardiovascular é sistêmica. Ela não acomete só o coração, mas também os vasos da cabeça, os vasos da aorta, os grandes vasos arteriais. Essa doença tem de ser tratada constantemente. Quem se submeteu a uma cirurgia cardíaca, a uma angioplastia ou teve o diagnóstico da doença coronariana, ele tem de ser tratado o resto da vida, tem de ir ao médico sempre. Porque essa doença, principalmente se o paciente tiver um fator hereditário forte, ela é progressiva. Assim, temos de atacar o hábito de fumar, o excesso do uso de bebida alcoólica, o sedentarismo, o estresse. Graças a Deus, aqui no Brasil, tem diminuído o número dos fumantes, o que é fruto das campanhas de esclarecimento. A probabilidade de agravamento da doença cardíaca, quando ela se instala e não tem um tratamento aderente, é grande. A doença cardíaca é gr ave e o paciente precisa ter consciência disso.
Diante do avanço da tecnologia, dos novos medicamentos, dos nossos tratamentos, quando o senhor acha que o infarto passará a ser uma marolinha?
O infarto jamais será uma marolinha. Quando conseguirmos conscientizar a população para o combate aos fatores de risco, a incidência a doença coronariana se reduzirá. Dados do Ministério da Saúde de 2009, publicados nesta semana, mostraram a queda de 20% na mortandade causada por doenças cardiovasculares de uma maneira geral, não só de doenças coronarianas. Isso revela que o Brasil avançou no tratamento das doenças, incluindo a doença de chagas, a insuficiência cardíaca e a doença coronariana. Hoje, o tratamento do infarto é completamente diferente do que havia há 20 anos. Ele é invasivo, agressivo para evitar as complicações daquela lesão aguda a que a pessoa foi submetida. Para isso, o avanço da tecnologia foi fundamental. O número de cirurgias de coronária, nos últimos 10 anos, cai u em torno de 50%. Por que? Porque a cardiologia invasiva tomou esses 50% da cirurgia e fez com que o paciente, em vez de abrir o tórax para implantar pontes de safena, receba a angioplastia com o implante de stents de vários modelos.
A conta do médico causa infarto ao paciente?
Isso sempre foi lenda. E continua sendo lenda, mais ainda depois dos planos de saúde.
Um cardiologista segue à risca os conselhos de outro cardiologista?
A grande maioria segue, sim. Eu sigo, bem direitinho.  (Diário do Nordeste)
 
 
 
 
 
 

22.02 - Vírus muda e eleva risco de surto
Alteração na predominância do sorotipo da dengue pode levar à explosão do número de casos
O Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de o vírus tipo 1 da dengue se tornar predominante neste ano no país. Caso isso aconteça, o governo prevê uma epidemia da doença, principalmente entre as crianças e os adolescentes. Os estados mais vulneráveis, por apresentarem aumento dos casos de tipo 1, seriam São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins, Piauí e Rio de Janeiro.
Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Evelin Coelho, historicamente, quando a predominância do sorotipo muda, ocorre uma epidemia.
— Os menores de 15 anos, que não tiveram contato com esse vírus, ficam mais suscetível — diz o coordenador.
Em 2007, por exemplo, a entrada do vírus 2 no lugar do 3 causou, no ano seguinte, uma das piores epidemias já registradas no país.
— O Ministério da Saúde, por intermédio das secretarias estaduais, monitora a aparição dos sorotipos virais. Eles não circulam de forma homogénea. Mas, em alguns estados, o sorotipo 1 já está ficando predominante — afirma Coelho.
Em nota técnica sobre a situação epidemiológica de 2009, divulgada este mes, o Ministério da Saúde informou que, no ano passado, o vírus 1 já estava presente em 50% dos isolamentos virais no país. Segundo a pasta, ele poderá substituir o sorotipo 2, predominante desde 2007, e elevar o volume de internações hospitalares. Um vírus é considerado predominante quando registrado em 70% dos isolamentos.
— É fundamental que o controle sobre a proliferação do mosquito Aedes aegypti se intensifique, porque ainda não há vacina contra a dengue — alerta Coelho.  (Maria Clara Serra - Extra Online)

22.02 - Perfil de pacientes hipertensos
Levantamento aponta que 81,6% pacientes têm um familiar de primeiro grau com hipertensão
Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de S.Paulo, por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil dos pacientes hipertensos atendidos no Ambulatório de Hipertensão Arterial. Os resultados mostram predomínio do sexo feminino (63,4%); a maioria dos pacientes (64,9%) tem mais de 50 anos e o histórico familiar de hipertensão foi positivo em 81,6% dos casos. O ambulatório atende cerca de 900 por ano.
Durante as entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; acidente vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6% dos pacientes.
Quanto aos antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto agudo do miocárdio.
Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou mais por semana), e a maioria, 55%, eram sedentários. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante o dia.
Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores da casa.
O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais conscientes que os homens em relação à sua doença.
"A hipertensão é uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar atenta a esse mal" explica Fernando Lara Roquete, diretor do ambulatório e orientador do estudo.
A hipertensão arterial é considerada um importante fator de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento à hipertensão como importante problema de saúde pública.
Assim, o benefício do tratamento pode ser aferido por redução da incidência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares. A redução da pressão arterial é certamente o principal mecanismo pelo qual se promove a prevenção da doença cardiovascular.
Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida, o que inclui a redução do peso, prática regular de atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse psicoemocional.   (Tem Mais)

22.02 - Fibra reduz circunferência abdominal
Estudo relaciona ingestão diária de grandes quantidades de fibras com a diminuição de fatores de risco cardiovascular
Consumo de mais de 10 g por dia foi relacionado a uma redução de 0,08 cm no tamanho da barriga dos voluntários a cada ano
A ingestão de grandes quantidades de fibras diariamente pode ajudar a prevenir o ganho de peso e o aumento da circunferência abdominal, conhecidos fatores de risco cardiovascular. A conclusão é de um estudo holandês que acaba de ser publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".
Pesquisadores do National Institute for Public Health and the Environment avaliaram dados de quase 90 mil europeus com idades entre 20 e 78 anos. Todos os voluntários eram saudáveis e nenhum sofria de males como câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por seis anos e meio.
As informações sobre os hábitos alimentares foram coletadas usando questionários validados em vários países. O objetivo era investigar a associação da ingestão total de fibras -considerando o consumo de cereais, frutas e vegetais- com mudanças no peso e na circunferência abdominal.
Segundo os autores, o consumo de fibras foi associado inversamente com ganho de peso e aumento da cintura. A ingestão acima de dez gramas por dia foi relacionada a uma redução de 0,08 centímetros na circunferência abdominal a cada ano. As fibras provenientes dos cereais foram as mais relacionadas à diminuição da barriga.
"As fibras estimulam os hormônios da saciedade", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Isso diminui a ingestão calórica total, promovendo a perda de peso. A redução da circunferência abdominal é uma consequência.
Os especialistas apontam, ainda, outro benefício das fibras. "Sabe-se que as fibras ajudam a controlar a glicemia e o colesterol e isso ajuda a reduzir a gordura abdominal", completa o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. A gordura abdominal é a mais relacionada às doenças cardiovasculares por ser considerada mais aterogênica -tem mais facilidade de se depositar na parede das artérias.
As fibras são nutrientes presentes nos vegetais que resistem à digestão e à absorção no intestino. Elas podem ser de dois tipos: solúveis e insolúveis. As primeiras, encontradas em legumes, aveia e frutas como a maçã, formam um gel em contato com a água, aumentando a viscosidade dos alimentos. Elas são associadas à redução do colesterol e controle da glicemia.
Já as insolúveis, presentes nos grãos integrais, farelos e verduras, passam intactas pelo trato gastrointestinal, facilitando o trânsito intestinal. São mais relacionadas à prevenção de tumores. Atualmente, recomenda-se a ingestão de 25 gramas de fibras todos os dias -o que equivalente a cinco porções diárias de vegetais.
Medida da cintura
As últimas diretrizes brasileiras sobre obesidade estabelecem que a circunferência abdominal não pode passar de 102 cm em homens e de 88 cm em mulheres.
No Japão, esse limite é ainda mais estrito para os homens, que não podem ter mais do que 85 centímetros de cintura. Para as mulheres, o máximo é 90.
Uma campanha lançada pelo governo japonês pretende fiscalizar as medidas para diminuir os problemas decorrentes do excesso de gordura. A medida da cintura costuma ser feita anualmente e, segundo uma lei de 2008, é obrigatória para quem já passou dos 40 anos.   (GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

19.02 - Saúde bucal no país
O Brasil está na contramão da evolução técnico-científica da ortodontia
O Brasil é o país com o maior número de dentistas do mundo, com 19% dos quase 1 milhão de profissionais da odontologia. Informação integra o Atlas Global de Odontologia (2009) pela Federação Dentária Internacional e divulgado no início de fevereiro no Congresso Internacional de Odontologia, em São Paulo. Porém, esse recorde no número de dentistas não significa que toda a população brasileira tem acesso aos serviços odontológicos ou às orientações preventivas que podem ser repassadas por um profissional da área. Não. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa uma das piores posições no mundo quando se trata da prevenção e controle da cárie dentária. Já os problemas ortodônticos ficam em quarto lugar entre os fatores mais frequentes que prejudicam a saúde bucal da população. Na busca por mudar essa triste realidade, o governo pretende ampliar este ano os atendimentos nessa área, por meio dos centros especializados de odontologia (CEOs), além de implementar políticas públicas graças ao programa Brasil Sorridente. É uma iniciativa importante do governo, mas que precisa de maior amplitude para alcançar uma parcela da população que não tem acesso aos serviços odontológicos.
Diante desse cenário do atendimento odontológico no país, a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (Abor) realizou em 2009, em 19 estados e no Distrito Federal, o mapeamento da condição bucal no que se refere a problemas ortodônticos e suas causas em crianças na faixa etária de 6 a 10 anos de classes sociais de baixíssimo poder aquisitivo, que foi escolhida por ser a idade ideal para o diagnóstico e por favorecer a intervenção em níveis preventivos, culminando em resultados extremamente positivos para essa camada carente da sociedade. A partir disso, os exames foram efetuados por especialistas em ortodontia, membros das regionais da Abor em todo o Brasil, e a avaliação mostrou que a maioria das crianças abordadas nunca passou por qualquer exame odontológico.
Foram examinadas 4.776 crianças em todo o Brasil. A Abor buscou realizar o diagnóstico de acordo com os vários tipos de oclusões malfeitas e com uma provável terapia a ser adotada para cada tipo de problema. Entre as várias situações detectadas, chamou a atenção dos especialistas o alto índice de cárie e de perdas dentárias. Quase 60% das crianças avaliadas eram portadoras de cárie ou tinham perdido algum dente de leite ou permanente, aspectos que são de extrema relevância quando se discute as causas de problemas ortodônticos. O estudo ainda mostrou que uma ação preventiva em aproximadamente 72% das crianças poderia amenizar ou até mesmo evitar um tratamento ortodôntico futuro. O levantamento da Abor revelou ainda que boa parte das crianças apresentou oclusão favorável no momento do atendimento, mas que, com o alto índice de cárie e perdas dentárias, elas estavam propensas a desenvolver oclusões com má formação. Esse fato nos leva a enxergar a grande importância da orientação adequada de um ortodontista na faixa etária avaliada.
Nas cinco regiões do país, a pesquisa foi de suma importante. A Abaor, agora, espera o apoio governamental para ser posta em prática. Se conseguirmos fazer com que os dados levantados por nossa entidade cheguem às autoridades da área de saúde, poderemos comprovar que, com eficiência e baixo custo, a população carente poderá se beneficiar de um bom programa de ortodontia preventiva. Os números são significativos e as necessidades são concretas. É importante uma divulgação detalhada para sensibilizarmos os órgãos competentes. Além de fazermos um bem extraordinário para esse segmento da população, o que é o mais importante, o ortodontista também teria uma fonte de emprego.
Diante desse quadro, seria possível até mesmo vislumbrar algo de grande alcance social para a ortodontia, se não houvesse a barreira da qualificação profissional. Um ortodontista, para atuar em uma atividade que possa mudar a realidade brasileira, tem de ser capacitado. No Brasil, mais de 90% dos cursos de especialização em ortodontia não oferecem uma carga horária suficiente para o ensino da ortodontia corretiva, o que dirá para a preventiva e interceptativa. Conhecimento científico e prática clínica nessas intervenções são fundamentais.
O país, pois, está na contramão da evolução técnico-científica da ortodontia. Enquanto outros países ministram cursos com carga horária média de 3,5 mil horas, no Brasil, 90% dos programas oferecidos têm em torno de 1 mil horas, ou até menos. O correto seria que o Ministério da Saúde tivesse interesse na qualidade do profissional que assistirá a população brasileira, optando sempre por especialistas formados adequadamente. Diferentemente, ampliar os CEOs ou implementar políticas públicas não surtirá o resultado esperado.  (Ronaldo da Veiga Jardim - Estado de Minas)

19.02 - Condenação dos idosos
O grande problema é que a população acima de 65 anos vai praticamente quadruplicar em 40 anos, segundo alguns especialistas em contas públicas. Acho que a solução para a incompetência do governo, brevemente, será um decreto em que será implantada a pena de morte para quem atingir aquela idade. A Reforma da Previdência de 1988 tornou nosso sistema bastante exigente, com padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nossa Constituição, além de prever a contribuição sobre os salários com taxas pagas tanto pelo empregador quanto pelo empregado, previu, também, a contribuição sobre o lucro líquido, o faturamento e o PIS/Pasep, o que, convenhamos, é muito dinheiro. E aonde vai parar esse enorme montante de recursos? Em primeiro lugar, vai para pagar todos os assalariados do governo, que se aposentam mantendo sempre o último salário de contribuição, atualizado anualmente com paridade com os funcionários públicos que permanecem na ativa. Em segundo lugar, vai para pagar as aposentadorias rurais que, do rombo de R$ 42,9 bilhões da Previdência em 2009, consumiu um total de R$ 40,3 bilhões sem quase nada contribuir. E em terceiro lugar, vai para a corrupção.
E o que nós, aposentados urbanos que recebemos acima de um salário, podemos fazer para reverter essa situação calamitosa que todos enfrentamos, vendo nossos minguados proventos diminuírem dia a dia e tendo de nos contentar com as “esmolas” que um governo oportunista insiste em ofertar como estratégia de marketing político? Hoje, quem se aposenta, receberá cerca de 30% do benefício inicial num período da vida em que mais se precisa de assistência. Podemos e devemos dar uma resposta nas urnas. Infelizmente, para nós, que já estamos na última etapa de nossas vidas, provavelmente não haverá tempo para o retorno da dignidade que só a independência financeira pode proporcionar, mas talvez para os nossos filhos consigamos reverter essa indigna situação.  (Nicolau Amaral - Diário Catarinense)

19.02 - Tratamento normaliza glicemia de diabéticos
Um método de tratamento criado na Unifesp normalizou a taxa glicêmica em 70% dos pacientes com diabetes em até quatro semanas de tratamento. Falhas no controle dessa taxa podem levar o portador dessa doença a sofrer complicações renais, amputações de membros ou perder a visão.
Desenvolvido pelo Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão, o método é dividido em três partes: avaliação do controle da taxa glicêmica; trabalho de orientação educacional sobre hábitos; e tratamento personalizado.
Segundo o coordenador do grupo, Augusto Pimazoni Netto, um dos diferenciais é a medição da taxa glicêmica. Ao começar o programa, o paciente recebe um monitor para o controle de glicemia. São feitas sete medições diárias, durante três dias, por quatro semanas. Esses dados são enviados para um computador, que analisa a média semanal e a variação da taxa conforme os dias e horas.
“A equipe de saúde começa a atuar com base nesses resultados, que permitem a correção do tratamento”, disse Pimazoni. Segundo o coordenador do grupo, pelos métodos anteriores, a análise da taxa glicêmica era feita com dados colhidos a partir de medições feitas até duas vezes no dia.
O passo seguinte fazer é uma reeducação dos hábitos contraindicados para os portadores de diabetes - sedentarismo e dieta rica em açúcar e gordura, principalmente. “Normalmente, os pacientes são muito mal informados em relação aos riscos da doença, da importância de se controlar a glicemia e aderir ao tratamento”, disse Pimazoni. Pesquisa realizada em 2007 pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Unifesp relevou que, no Brasil, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 (adquirida na infância) não controlam a taxa glicêmica. Entre os pacientes do tipo 2 (adultos), o índice não passa os 75%.
“A diabetes é a principal causa de cegueira em adultos, amputação de membros de origem não traumática, e pode comprometer a função renal a ponto de que 50% dos pacientes em hemodiálise estão lá em consequência da diabetes”, disse Pimazoni.
Já passaram pelo tratamento cerca de 300 pacientes. Um deles foi Edith Aparecida Esperança, de 75 anos. Por 14 anos, ela não conseguia controlar a taxa glicêmica. “Não conseguia fazer as medições nem seguir uma dieta.” Ao entrar no programa da Unifesp, a taxa caiu de pouco mais de 400 mg/dLpara 97 mg/dL - considerada normal.    (Humberto Maia Junior - Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

18.02 - Hospitais públicos: o retrato do socialismo
A desgraça dos hospitais públicos será eterna enquanto durar. Este é o estilo socialista. Como é difícil, entretanto, convencer as pessoas a acreditarem em si mesmas como as melhores procuradoras de seu próprio dinheiro!
Hoje, mais uma vez assisti a uma reportagem do noticiário local em que denunciam problemas de atendimento em hospitais públicos. Estas tomadas são diárias: falta de médicos (ou médicos que faltam), falta de remédios (ou sobras que vencem), gente morrendo, as instalações a ponto de desabar, máquinas caríssimas esquecidas num canto sem que jamais tivessem sido postas em operação; ambulâncias que mais parecem galinheiros, etc.
Malgrado tudo isto, no ano que vem uma nova campanha eleitoral terá como tônica oferecer mais saúde pública "de graça" e "de qualidade" para a população. Um "de graça" que não é nada barato: a parcela do orçamento dos três entes estatais (governo federal, estados e municípios) é considerável, e não me surpreenda que ultrapasse, em termos percentuais, os orçamentos das pessoas comuns com planos de saúde. Um "de qualidade", que é assim julgado não pelos usuários, mas pelos próprios políticos: por eles, a saúde anda à "beira da perfeição", não é Sr. Presidente?
No Pará, o governo anterior entregou o Hospital Metropolitano de Belém, cujas filmagens de propaganda atestavam o alto nível de atendimento no tempo de sua inauguração, repleto de depoimentos felizes de médicos, de funcionários e de populares. Hoje este hospital faz parte dos noticiários pelo caos no atendimento, com a falta de remédios, equipamentos, médicos, e tudo aquilo que já citamos no parágrafo anterior. Sabotagem do atual governo? Sim, claro, perfeitamente. Também por aqui ficaram famosas as notícias de mortes de bebês em série na Santa Casa de Misericórdia, pertencente ao estado, logo após os barbudos tomarem conta do lugar, bem como da absoluta falência do Pronto Socorro Municipal, este administrado pela prefeitura de Belém.
Isto sempre acontece. Ninguém quer amamentar filho do outro - esta á a máxima mais aplicada na política. Os políticos são como os leões - não por seu garbo, mas pelo que de mais bestial há na natureza destes animais - porque, os novos que chegam, ao derrotarem o então dono do pedaço, matam os filhotes, e as fêmeas, temerosas pela própria pele, entram logo no cio, afirmando a lealdade ao novo rei. No nosso caso, os filhotes são as obras e as fêmeas, os servidores públicos.
Podemos dar explicações sobre algumas destas mazelas. Eu disse explicações, e não justificativas! Médicos faltam por absoluto corporativismo dentro da gestão pública. Remédios faltam e sobram porque são adquiridos por meio de licitações, cujas quantidades são mal previstas, umas a menor, outras a maior, e isto se estes procedimentos não estiverem viciados por corrupção ou novelisticamente atrasados por impugnações ou recursos de ordem administrativa ou jurídica. A conservação dos prédios, dos equipamentos e das ambulâncias também deriva de licitações, cujos contratos são fiscalizados por funcionários públicos negligentes, isto se a Administração não começa a atrasar o pagamento das empresas contratadas. Enfim, tudo isto depende do orçamento, que pode ser diminuído porque o novo governo pretende fazer novas obras que lhe rendam novas propagandas.
São princípios da Administração Pública, conforme ensinado nos cursos de Direito Administrativo, entre outros, a impessoalidade, a urbanidade, e, não duvide, a eficiência. Os teóricos desta doutrina um dia entenderam que qualquer monopólio pode funcionar a contento se um rol de "princípios" tais como estes vierem a ser postulados como virtudes objetivamente identificáveis.
Será, todavia, que isto corresponde à realidade? Em uma instituição pública, uma pesquisa de opinião pode muito bem retratar tais opiniões positivas por parte dos usuários que não têm escolha, segundo mais ou menos este esquema: "fui mais bem tratado do que mal tratado" (o que certifica a impessoalidade e a urbanidade), e bom, de qualquer forma, "estou curado ou remediado" (embora tenha dormido do lado de fora na véspera à espera de uma senha). Segundo o sistema de mercado, eu posso ser atendido numa ocasião com impessoalidade, urbanidade e eficiência, e não muito tempo depois, ser atendido em outro estabelecimento com mais impessoalidade (ou com uma pessoalidade que me atenda melhor), com mais urbanidade (com maior demonstração de interesse por parte dos médicos e funcionários desta instituição) e principalmente, com mais eficiência (o serviço foi mais rápido, custou menos, doeu menos, as instalações eram mais confortáveis, etc.).
É um apelo recorrente dos defensores do serviço público de saúde questionar como um pobre pode pagar por tais serviços. Este argumento é falacioso, mas é muito poderoso, porque as pessoas tendem a enxergar as coisas conforme a realidade que vivenciam, olvidando-se de refletir como seria se elas não tivessem de pagar impostos tão altos por estes sofríveis serviços. Claro, estamos aqui falando de um cenário em que o dinheiro, de há muito, estaria sendo gerido pelo "público", ao invés de "pelo serviço público". Isto significa que as pessoas que hoje estão empregadas teriam um salário maior, e as que estão desempregadas teriam uma colocação no mercado de trabalho, porque seus patrões, neste novo esquema, teriam mais poupança para investir. Isto significa também que ambos, empresários e trabalhadores, teriam também um capital acumulado muito maior, derivado da gestão privada dos seus próprios rendimentos de suas poupanças e investimentos.
Neste novo ambiente, qualquer pessoa que hoje se alegue pobre já não mais o seria, não pelo menos na insuficiência de pagar por um plano de saúde que lhe permita escolher o melhor hospital, os melhores médicos, e os melhores remédios (melhor, aqui, na acepção subjetiva, de atender à relação custo-benefício que mais atenda ao interesse do paciente.), e que também lhe permita processar qualquer uma destas figuras que descumpram com suas obrigações contratuais.
A desgraça dos hospitais públicos será eterna enquanto durar. Este é o estilo socialista. Como é difícil, entretanto, convencer as pessoas a acreditarem em si mesmas como as melhores procuradoras de seu próprio dinheiro! Lamentavelmente, nas próximas eleições, milhões delas irão novamente às urnas, acreditando que desta vez alguém se preocupará com elas e lhes oferecerá outro "paraíso" ou "outro mundo possível", assim, de graça e oras, com qualidade!    (Klauber Cristofen Pires - CMI Brasil)

18.02 - Home Doctor muda formato de gestão
A Home Doctor, empresa que atua há 15 anos na área de saúde, adotou uma nova estrutura organizacional, baseada no modelo de superintendências e times de trabalho.
No novo modelo, o médico Marcelo Noronha de Rezende assume a superintendência de Relações Institucionais, responsável pelos departamentos Comercial, Captação e Implantação, Tecnologia da Informação e Unidades de Negócio (Rio de Janeiro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Campinas).
O médico cirurgião, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FGV, já atua na empresa há nove anos e deixa o cargo de gerente médico para o médico Marcello Reicher, cirurgião vascular, com MBA em Gestão Estratégica de Empresas e Negócios, pela Fundação Getúlio Vargas.
Para a superintendência Clínica, foi escalado o médico Cláudio Flauzino, que assume as áreas de Produtos de Gestão, Pronto Atendimento Médico, Gerência Médica, Gestão de Enfermagem, Gerência de Suprimentos, Transporte e Logística.
Flauzino tem doutorado em Medicina, pelo Departamento de Pediatria da Universidade FMU, e passagens por instituições como Instituto da Criança do HC-FMU, Hospital Samaritano, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Israelita Albert Einstein.
Na superintendência de Marketing, assume Kelly Cristina Rodrigues Zorzan, que além do Marketing e Comunicação Corporativa, será responsável pelo Serviço de Apoio ao Cliente, Call Center, Ouvidoria e Centro de Desenvolvimento e Capacitação (CDC).
Formada em Relações Públicas, com especialização e MBA em Marketing de Serviços pela ESPM, a nova superintendente já atua na Home Doctor há 11 anos.
A superintendência Administrativa Financeira permanece tendo como responsável o executivo Carlos Freitas, que também responderá pelo departamento Jurídico.
Além dessas mudanças, mais três profissionais foram contratados. Na unidade do Rio de Janeiro, o médico Antonio Filipe Caldas assume como supervisor médico. Formado em 1988, Caldas especializou-se em cirurgia geral e oncológica. Possui MBA em saúde e já ocupou o cargo de diretor médico em hospitais como Casa de Saúde e Maternidade Irajá - PMM Hospital de Clínicas, Hospital Dr. Badim e Hospital São Victor, todos no Rio de Janeiro.
Já na unidade do Vale do Paraíba, assume como supervisor o médico André Wandelli, formado pela Universidade do Rio de Janeiro, com especialização em Geriatria e Gerontologia, pela Universidade Estácio de Sá, e em Auditoria em Saúde, pela Faculdade de Medicina do ABC.
Desde 2004, atua como médico auditor da Unidade de Avaliação em Controle da Prefeitura Municipal de Jacareí e como diretor técnico da UPA Eugênio de Melo, da Prefeitura Municipal de São José dos Campos, ambos no Vale do Paraíba.
E, finalmente, na unidade de São Paulo, quem assume o cargo de gerente Comercial é a administradora hospitalar, Mariangela Bindi Leal. Formada pela faculdade São Camilo, Mariangela iniciou sua carreira na área atuando em operadoras de saúde e trabalhou na área comercial de hospitais como São Luiz, São Camilo, 9 de Julho e Metropolitano.  (Canal Executivo)

18.02 - Home care: Lavagem das mãos
Campanhas e treinamento das famílias. Como a acreditação auxilia nesse processo?
As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos, pois a pele é um possível reservatório de diversas bactérias, que pode transferir-se de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminadas.
A lavagem das mãos é fundamental na prevenção de infecções, sendo orientada  a qualquer indivíduo, principalmente aos profissionais da área de saúde que trabalham diretamente com o cliente, e ao cuidador/familiar que mantém um indivíduo doente em seu domicílio. De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde. Recentemente o termo lavagem das mãos foi substituído por “HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS”.
O enfermeiro que atua em Home Care ou em Assistência domiciliar, desenvolve cuidados de enfermagem relacionados ao diagnóstico de cada cliente, de acordo com suas necessidades específicas, como, por exemplo, nos clientes com patologias oncológicas. Porém, em paralelo a essa assistência, assume também o papel de educador, quando se trata de treinar e orientar o cuidador, que realiza cuidados paliativos.
Nesse contexto de educação continuada, em domicílio, o enfermeiro deve orientar a correta técnica de limpeza das mãos onde preconiza-se o uso de antisséptico (a base álcool a 70%) com ênfase na higienização das mãos (com água e sabão). O importante em ambos os métodos, é enfatizar, junto ao cuidador, que se trata de uma ação rápida, pouco dispendiosa, simples de ser realizada e efetiva, onde deve ocorrer a remoção da sujidade, do suor, da oleosidade, de células descamativas e da microbiota da pele, visando a redução do risco de infecções.
Recentemente, algumas organizações de saúde receberam uma certificação do cumprimento dos padrões estabelecidos por organizações não governamentais. Esse processo conhecido como Acreditação Hospitalar, dentre outros aspectos, desenvolve a supervisão integral das instituições e de seus métodos de trabalho. Baseado nesse processo a acreditação se insere nesse contexto, auxiliando na criação de protocolos e treinamentos para pacientes em cuidados paliativos oncológicos na assistência domiciliar onde seu grau de dependência é elevado. É importante aplicação da sistematização de enfermagem pelo enfermeiro conforme preponiza o conselho regional de enfermagem (Coren). Para avaliação criteriosa através de histórico de enfermagem, exame físico, diagnóstico, prescrição e evolução de enfermagem de acordo com esses passos elabora-se um plano de cuidados, que consiste nas ações de enfermagem específicas para cada necessidade do cliente. O enfermeiro tem como estratégia de treinamento orientar a cada visita a higienização das mãos antes e após cada procedimento e contato com paciente. Enfatizamos os diagnósticos de enfermagem tais como: integridade da pele prejudicada e risco para infecção relacionados a úlcera por pressão, ferida tumoral, dispositivos como ostomias e acesso subcutâneo, déficit para o auto cuidado  e higiene corporal relacionado a capacidade funcional diminuída.
Portanto, conclui-se, que o processo de acreditação hospitalar, contribuiu para uma melhoria na qualidade da assistência prestada ao cliente, uma vez que estimula o profissional a  individualizar sua assistência e melhorar a fundamentação de seus procedimentos, seja em âmbito hospitalar,   nos cuidados em home care e  como orientador do cuidador  em domicílio, buscando contribuir para uma adequada qualidade de vida.  (Julio César Silva de Souza - Segs)
 
 
 
 
 

12.02 - Paixão pelo SUS
O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que irá atender a mais de 46 milhões de americanos, atualmente sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito de assistência médica a esses cidadãos, como aquele garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros.
No Brasil, a assistência médica é um direito universal há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção hospitalar e restrito aos que contribuíam com a Previdência Social, o país passou, a partir da Constituição de 1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação social, foco na atenção primária, com promoção de saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma revolução social apaixonante.
Por ocasião da implantação do SUS, houve quem classificasse como utópica a proposta dos sanitaristas brasileiros. Vinte anos depois, em São Paulo, a utopia tornou-se realidade, garantindo a todos, do mais simples remédio para dor de cabeça a técnicas avançadas de neurocirurgia, da consulta médica aos caríssimos medicamentos para o câncer e Aids.
Os resultados alcançados pelo trabalho solidário realizado pela União, estados e municípios em prol da universalidade e integralidade no atendimento em saúde são de domínio público: acentuada redução da mortalidade infantil (em São Paulo o índice caiu pela metade entre 1994 e 2008); a eliminação de doenças como a paralisia infantil, o sarampo, a difteria e mais recentemente a rubéola e queda expressiva nos índices de morbi-mortalidade por Aids, além de aumento de quatro vezes no número de transplantes de órgãos e eliminação da fila de espera para o transplante de córnea em São Paulo.
Passadas duas décadas, está mais do que na hora de se promover um novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS aos brasileiros. E, para isso, algumas medidas são imperativas e urgentes.
Faz dez anos que a Emenda Constitucional n 29, que determina o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para a saúde, vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando que os recursos sejam, de fato, aplicados na área.
Do mesmo modo, faz-se necessário o reajuste substancial dos valores pagos pelo SUS aos hospitais públicos e privados que prestam serviços ao sistema. Hoje, boa parte dos procedimentos estão sub-financiados, como, por exemplo, o valor pago para a realização de um parto, R$ 602,00, que é, em média, metade do gasto dos hospitais com o procedimento.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde, diante das limitações orçamentárias impostas pela equipe econômica do governo, vem promovendo alguns aumentos pontuais nos valores, porém ainda tímidos, o que castiga sobremaneira os hospitais do sistema e faz com que muitos prestadores deixem de atender a população usuária da rede pública.
É urgente promover uma integração entre as duas redes de atendimento da população brasileira: o SUS e a rede de convênios e planos de Saúde. Esta integração entre os dois sistemas permitiria regularizar encaminhamentos, disciplinar competências e usar de forma mais racional e justa todos os equipamentos de saúde existentes, em prol do melhor atendimento da população. Isto é possível e foi o que aconteceu na última epidemia de gripe suína, quando um laboratório (Instituto Adolfo Lutz) e um hospital público (Emílio Ribas) se uniram com as unidades privadas de saúde para atender de forma articulada a população paulista.
Há de se considerar, também, a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de remuneração dos médicos e demais profissionais do setor público, com bonificações por mérito e desempenho, bem como de se expandir modelos de gestão que já demonstraram sua eficiência, como o das Organizações Sociais de Saúde, que aliam modernas ferramentas da administração privada ao absoluto controle por parte do poder público.
O desenvolvimento do SUS foi fruto de um trabalho intenso e apaixonado. Este esforço deve agora se acompanhar da ampliação das fontes de financiamento e de uma boa dose de choque de gestão, de maneira que o sistema possa continuar avançando na busca de melhor qualidade de saúde e de vida para todos os brasileiros.  (Luiz Roberto Barradas Barata - Correio Popular)

12.02 - Saúde se faz em rede
Rio - Sob alguns aspectos, a gestão da saúde não se diferencia em nada de outras áreas e o que vale é aquela regra de ouro: antes de investir, é preciso planejar. O mandamento é pertinente quando pensamos na situação de municípios pequenos, que, em sua maioria, estão localizados no interior do Estado. É sabido que eles nem sempre têm condições de arcar isoladamente com os custos de unidades complexas, como hospitais, o que reflete na qualidade do atendimento prestado. A partir disto, é preciso desmistificar a visão que sustenta que cada cidade, por menor que seja, deve oferecer serviços de saúde em todas as especialidades e níveis de atenção.
A exemplo do que já vem sendo feito no âmbito do Programa de Regionalização, a integração dos serviços de saúde com o objetivo de formar redes de atenção tem sido uma das nossas principais preocupações. A melhoria do atendimento nos municípios passa pela identificação das características da assistência em cada um deles para que - a partir de uma perspectiva regional - os serviços sejam pensados como complementares e, jamais, concorrentes entre si. Além disso, fortalecer e qualificar as unidades existentes permite que os recursos que já se encontram disponíveis para a população sejam melhor aproveitados. Assim, em 17 de setembro do ano passado, demos um passo decisivo na consolidação desse trabalho com o lançamento do Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI).
Direcionado às cidades com até 110 mil habitantes - que, juntas, abrigam mais de 2,1 milhões de cidadãos fluminenses -, o programa disponibiliza R$ 42,5 milhões para os cofres municipais. São previstos recursos para hospitais públicos, filantrópicos e de ensino, desde que estes dois últimos provem que mais de 60% de seus leitos são reservados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Outra condição é que todos os leitos sejam disponibilizados para a Central de Regulação do Estado e que uma parte do valor recebido seja destinada à qualificação profissional. Apenas unidades psiquiátricas e asilares não são contempladas pelo programa.
De acordo com o porte das unidades, são estabelecidas verbas fixas, que acompanham sua capacidade de atendimento. Para além deste valor, os hospitais podem ganhar dois bônus. O primeiro, de 5% em cima do total, é dado aos hospitais que atendem cidadãos de outros municípios. Com isso, queremos que o isolamento municipal seja substituído pela solidariedade regional, pois para o paciente que sofre o que menos importa são os limites geográficos. Já a segunda bonificação, de 20% do total, é liberada de acordo com a diminuição dos índices de mortalidade hospitalar e materna e de taxas de parto cesáreo dentro dos parâmetros estabelecidos, assim como com a diminuição da taxa de infecção hospitalar.
Apesar do nome, o PAHI não exclui os municípios que não têm hospitais. Para esses, também há um repasse fixo de verbas, que pode aumentar se for comprovada sua adesão ao Pacto pela Saúde e, como no caso das unidades hospitalares, à qualificação, desta vez, das unidades de atenção básica, mensurada pela queda no número de internações por diabetes, hipertensão e tuberculose, além da melhoria do desempenho em saúde materno-infantil.
A vigilância do cumprimento das metas fica a critério de uma Comissão de Acompanhamento de composição mista. Ao todo, 69 municípios já aderiram ao programa, sendo que 12 não dispõem de hospitais.
Tomando como base o diálogo aberto entre Estado e gestores municipais, o PAHI não só cumpre o papel de induzir a qualificação dos serviços prestados para boa parte da nossa população, como também é um importante aliado na estruturação de redes de atenção em todo o Rio de Janeiro, pois saúde se faz em rede.  (MONIQUE FAZZI - Jornal do Commercio Brasil)

12.02 - Acupuntura pode tratar depressão em grávidas
Em estudo inédito, 63% das gestantes apresentaram melhora nos sintomas
Tratamento com agulhas pode diminuir dosagens de medicamentos; depressão na gestação atinge mais de 10% das mulheres grávidas
A acupuntura é uma opção de tratamento viável para a depressão durante a gravidez, de acordo com um trabalho apresentado no 30º encontro anual da Sociedade de Medicina Materno-Fetal dos Estados Unidos, realizado na primeira semana de fevereiro.
O estudo foi feito pelo departamento de psicologia da Universidade do Arizona e incluiu 150 gestantes com diagnóstico de depressão segundo os critérios do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais 4". A publicação é a referência padrão para estudos, diagnósticos e tratamento de distúrbios psiquiátricos.
As gestantes foram divididas aleatoriamente em três grupos: um tratado com acupuntura específica para a depressão, um com acupuntura "controle" (pontos inespecíficos) e um com sessões de massagem.
Nos grupos de acupuntura específica e "controle", o estudo foi duplo-cego -nem os acupunturistas nem as gestantes sabiam se os pontos onde as agulhas estavam sendo aplicadas eram de fato os recomendados para tratar depressão.
Para isso, as aplicações foram feitas por acupunturistas iniciantes, que receberam prescrições dos pontos onde colocar as agulhas preparadas por acupunturistas veteranos. Obviamente, o grupo que recebeu a massagem não foi "cego".
Foram realizadas 12 sessões dos tratamentos, durante oito semanas. Os sintomas de depressão nas pacientes foram medidos após quatro semanas e no final do tratamento segundo a escala de Hamilton -é também um dos critérios mais usados na psiquiatria para avaliação de depressão.
Os resultados mostraram que 63% das gestantes tratadas com acupuntura específica apresentaram melhora dos sintomas depressivos, contra uma média de 42% nos grupos de controle. Segundo os autores do trabalho, um grupo formado por psiquiatras, psicólogos e acupunturistas, o estudo indica que a acupuntura é um tratamento viável para a depressão durante a gravidez.
Para o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do grupo de saúde mental da mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse tipo de estudo sobre acupuntura e depressão em grávidas é inédito. "Há várias outras pesquisas sobre a acupuntura e a depressão em geral, mas os resultados não são definitivos. Esse [em gestantes] também não é, mas desperta interesse. Embora o grupo pesquisado não seja muito grande, o trabalho é metodologicamente bem realizado, com grupo de controle, duplo-cego etc.", afirma.
Riscos e benefícios
A depressão na gravidez não é tão estudada quanto a pós-parto, mas não é incomum. Segundo Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença atinge mais de 10% das grávidas. Nos casos moderados e graves, é indicado o uso de algumas classes de remédios antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina.
Embora haja temores que os fármacos possam causar efeitos no feto, Rennó diz que estudos recentes mostram que os benefícios são maiores do que os riscos. "A depressão não tratada tem efeitos deletérios não apenas para mãe. Ela também aumenta a chance de partos prematuros, abortos espontâneos e de o bebê nascer com baixo peso", afirma.
Ele acredita que o trabalho sobre o uso de acupuntura para a depressão na gravidez traz boas perspectivas para o tratamento do problema. Segundo Rennó, os resultados mostraram que, embora não tenha havido remissão completa da depressão, a acupuntura realmente diminuiu os sintomas nas gestantes.
"Mesmo que o tratamento com acupuntura não substitua os medicamentos, ele pode ser uma forma de diminuir as dosagens durante a gestação. Isso já é uma vitória, já que o aumento dos riscos [dos medicamentos] tem relação direta com as doses", diz.   (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

11.02 - Plano odontológico: Exames de raios-x em perícia
Alagoas - Os planos odontológicos alagoanos que estiverem exigindo a realização de exames de raios-x para fins de perícia médica poderão ser punidos. A sanção deve ser aplicada com base na Portaria 453/98 do Ministério da Saúde (MS), que classifica a prática como abusiva e lesiva à saúde, já que procedimentos em excesso podem causar efeito cumulativo no organismo, levando ao câncer.
Para frear esta prática abusiva, a gerência de Serviços de Alta Complexidade da Vigilância Sanitária Estadual deve intervir junto aos planos odontológicos de Alagoas, uma vez que há denúncias dessa natureza. A ação deve ocorrer em conjunto com o Conselho Regional de Odontologia (CRO) e o Ministério Público Estadual (MPE) e Procon, já que muitos odontólogos estão denunciando que as empresas estão exigindo o procedimento como forma de comprovar a realização de tratamento odontológico nos pacientes conveniados.
O assunto foi discutido na segunda-feira (8), durante reunião com os órgãos envolvidos. “Recebemos diversas denúncias evidenciando que muitos planos odontológicos estariam obrigando os dentistas a realizarem exames de raios-x durante as perícias, visando comprovar que fizeram os procedimentos. Essa prática é abusiva, pois em casos de restauração, por exemplo, não há a necessidade de serem realizados estes procedimentos e a Portaria 453/98 do MS deixa isso bem claro”, frisou o gerente de Serviços de Alta Complexidade da Vigilância Sanitária Estadual, Ebenezer Pacheco.
De acordo com ele, as sanções que podem ser aplicadas vão desde advertência à cassação do alvará de funcionamento do plano e clínica odontológica, ou ainda, a aplicação de multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão. “Estas sanções estão especificadas na Portaria 6.437/98 e visam evitar que os pacientes sejam lesados ou sua saúde seja colocada em risco”, reiterou Pacheco.   (Gazeta Web)

11.02 - Justiça enquadra reajuste
Operadora eleva em 130,14% mensalidade para usuária que completa 59 anos. Mas juíza recorre ao Estatuto do Idoso e ao Código de Defesa do Consumidor para limitar aumento ao percentual fixado pela ANS
Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) representa um passo a mais em direção ao fim de uma situação considerada abusiva por órgãos e entidades de defesa dos direitos do consumidor e dos idosos. Trata-se do salto que o valor da mensalidade dos planos de saúde dá quando os usuários completam 59 ou 60 anos, dependendo do tipo de contrato que ele possui (veja quadro). A juíza Paloma Fernanda Rodrigues Barbosa, do TJDFT, concedeu liminar vetando o aumento de R$ 262,73 para R$ 606,31 na mensalidade paga pela dona de casa Sônia Marins Ramos da Silva, 59 anos, à Sul América.
A operadora de plano de saúde passou a enviar boletos com o reajuste de 130,14% logo após a cliente completar aniversário e sair da faixa de 54 a 58 anos para a de 59 anos ou mais. Na decisão, a juíza Paloma Barbosa determinou que Sônia pagasse a mais à Sul América apenas 8% sobre a mensalidade que já vinha saldando.O índice é o mais recente autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular a atividade das operadoras, para cobertura da inflação.
A juíza usou três pontos da norma legal para embasar a decisão. Citou o artigo 422 do Código Civil, que determina a utilização dos princípios da probidade e da boa-fé na assinatura de contratos; lembrou o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe impor ao consumidor obrigações que tragam a este exagerada desvantagem; e, por fim, amparou-se no Estatuto do Idoso, que em seu artigo 15 determina ser “vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade”. A juíza atribuiu tanta importância ao Estatuto do Idoso na argumentação que, ao falar dele, não se limitou ao caso específico de Sônia, que contratou seu plano em 2008, após a legislação em defesa dos mais velhos passar a valer, o que ocorreu em janeiro de 2004.
No texto em que concede a liminar, a juíza Paloma Barbosa cita os planos de saúde contratados antes da vigência do estatuto e considera que, como é “norma de ordem pública”, o Estatuto “tem aplicação imediata, alcançando, inclusive, contratos anteriores a sua entrada em vigor”.
O caso de Sônia Marins Ramos ainda deve ter seu mérito julgado, e é provável que a Sul América recorra de decisões desfavoráveis. Mas, se levadas em conta decisões judiciais em instância final recentes sobre o assunto, a balança pende para o lado da dona de casa. Além da questão do abuso contra o consumidor, o argumento da discriminação em razão da idade vem ganhando força.
Decisões
Em 10 de abril de 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cancelou o reajuste da mensalidade de uma segurada da Amil cujo plano, contratado em 2001, teve aumento de 185%. Além de vedar a alta, a ministra Nancy Andrighi mandou que todos os valores cobrados indevidamente fossem devolvidos em dobro. Ou seja, deu ganho de causa à consumidora, de 60 anos, mesmo se tratando de contrato anterior à vigência do Estatuto do Idoso.
Em 15 de novembro do mesmo ano, outra decisão semelhante. A terceira turma do STJ proibiu o reajuste abusivo das mensalidades por faixa etária em uma decisão válida apenas para os associados da Unimed Natal. Em 15 de dezembro de 2003, a operadora enviou correspondência aos seus associados informando que, em janeiro do ano seguinte, seriam aplicados aumentos às mensalidades pelo critério de faixa etária. Os percentuais seriam de 100% e 200% para quem completasse 60 e 70 anos, respectivamente. Ao propor a ação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte argumentou, com base no Código do Consumidor e no Código Civil, que as cláusulas eram abusivas.
Idade não deve ser critério
O advogado especialista em defesa do consumidor José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), diz que a entidade, que assessora consumidores e atua no caso de Sônia Marins Ramos, trabalha com cerca de 40 ações semelhantes à da dona de casa no momento. Segundo o instituto, entre as causas na Justiça, a que teve o menor aumento por faixa etária registrou um reajuste de 103%. “É francamente abusivo”, diz o presidente do Ibedec. Para Tardin, o número de processos judiciais e de causas ganhas contra as operadoras de saúde poderia ser maior, mas falta informação.
“O consumidor desconhece seus direitos. Quando o cliente na faixa dos 59 ou 60 anos vê a mensalidade subir, interrompe o pagamento por não ter mais condições de arcar. Isso é tudo que a operadora quer. Quando você atrasa a mensalidade o plano de saúde é cancelado e você é excluído, quando mais necessita de cuidados”, afirma Tardin.
O presidente do Ibedec aconselha consumidores com contratos anteriores e posteriores ao Estatuto do Idoso a moverem ações na Justiça. Segundo ele, advogados têm argumentado nos tribunais que as operadoras de planos de saúde não podem alegar de forma generalizada que o cliente de 59 anos em diante terá necessariamente a saúde deteriorada e custará ao plano muito mais caro do que o contratante da faixa etária imediatamente anterior. “Idade não pode ser critério e a Justiça tem reconhecido isso.”
De acordo com Tardin, na hora de mover a ação, o consumidor pode optar pelo Ibedec, que cobra R$ 32 mensais de seus associados, ou procurar um advogado especialista em direito do consumo. Ele lembra que processos que envolvem contestação de cláusulas contratuais não podem ser resolvidos na Justiça Cível, que dispensa a representação por advogado e julga causas menores.
Boa saúde
A dona de casa Sônia Marins Ramos da Silva sempre teve boa saúde. Pensionista do INSS desde a morte do marido, agora que os filhos estão criados, ela ocupa o tempo livre nadando e pedalando. Durante toda a vida, fez exames e consultas pagando do próprio bolso, mas, há dois anos, por insistência da família, contratou um plano de saúde pela Sul América. “Meus filhos queriam que eu estivesse mais segura caso precisasse de cirurgia, internação, coisas que custam mais caro. Sempre gastei com consultas e exames de rotina”, conta.
Terminado o prazo de carência, Sônia começou a utilizar os serviços da rede credenciada do plano. Fez acompanhamento ginecológico, mamografia, foi ao cardiologista, realizou exames de sangue, tudo ao custo deR$ 262,73. Pouco depois de seu aniversário de 59 anos, entretanto, a dona de casa teve uma surpresa desagradável. Sem qualquer aviso prévio, os boletos do plano começaram a vir no valor de R$ 606,31. “De início, eu liguei para eles, tentei negociar. Mas foram inflexíveis, disseram que era a norma. Uma filha minha, advogada, me orientou a entrar na Justiça e procuramos o Ibedec. Então, descobri que a Sul América estava duplamente errada, não estava agindo segundo a norma coisa nenhuma, porque meu plano é posterior ao Estatuto do Idoso”, diz.
Sem comentários
Procurada, empresa Sul América se manifestou por meio de nota, dizendo que “tem por norma não comentar decisões judiciais, especialmente aquelas que não são definitivas e sobre as quais ainda cabe recurso”. Sobre os reajustes, apesar de a mensalidade do plano de Sônia, posterior à vigência do Estatuto do Idoso, ter subido mais de 130%, a empresa declarou que segue “as normas publicadas pela ANS, especialmente no que se refere a aumentos por faixa etária”.
A ANS disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que igualmente não comenta decisões judiciais, mas que clientes que se sintam lesados podem procurar sua central de atendimento, pelo número 0800 701 9656, para registrar denúncia.
A Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg), à qual a Sul América é afiliada, informou que nenhum de seus diretores poderia se pronunciar porque estavam em viagem.
Tipos de acordo
Atualmente, há usuários de planos de saúde no país vinculados a três tipos de contratos, cada um sujeito a normas que mudam segundo a data da assinatura*
Planos contratados antes de 2 de janeiro de 1999:
São os planos assinados antes da entrada em vigor da Lei n° 9.658/98. À época, as operadoras definiam valores e faixas etárias a seu próprio critério e sem regulação, e as informações nem sempre constavam no contrato. Por meio da Resolução nº 56/03, a ANS determinou, posteriormente, que as operadores informassem a existência e o conteúdo das cláusulas de faixas etárias, dentre outras características desses planos, possibilitando a verificação do cumprimento.
Planos contratados entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004:
As faixas etárias e os percentuais de variação
têm que estar expressos nos contratos assinados nesse período. O preço da última faixa (70 anos ou mais) pode ser, no máximo, seis vezes maior do que o preço da faixa inicial (0 a 17 anos). Contratos de consumidores acima de 60 anos ou com 10 anos ou mais de plano de saúde também não podem sofrer variação por mudança de faixa etária. Se o contrato já vem com variações altas pré-fixadas, no entanto, o cliente é lesado da mesma forma.
Planos contratados depois de 1º de janeiro de 2004:
Preços e faixas etárias devem estar expressos no contrato.
O número de faixas aumentou de sete para 10 visando atender a determinação do Estatuto do Idoso, que veda a variação por mudança de faixa etária para consumidores com idade acima de 60 anos. A Resolução nº 63/03 da ANS determina, ainda, que o valor determinado para a última faixa etária (59 anos ou mais) não seja mais do que seis vezes superior ao estabelecido para a primeira (0 a 18 anos.)
* Independentemente do tipo e da época do contrato, o consumidor que se sentir lesado por cláusulas abusivas pode procurar a Justiça.   (Mariana Branco - Correio Braziliense)

11.02 - Demitido pode continuar vinculado a plano
Atualmente, uma das maiores despesas da família brasileira decorre dos valores pagos aos planos de saúde. Ocorre que em muitas situações, o cidadão tem direito ao plano de saúde enquanto vinculado à empresa, mas ao ser demitido ou aposentado, perde tal benefício.
Tal perda se dá nos momentos em que o plano de saúde individual atinge valores muito elevados, ou seja, quando a idade do contratante é avançada.
Não devem restar dúvidas que o plano de saúde coletivo da empresa é deveras mais barato do que o realizado pela pessoa física, individualmente e o nosso ordenamento jurídico autoriza que o empregado demitido sem justa causa ou aposentado, permaneça vinculado ao plano de saúde empresarial, suportando o valor pago pela empresa.
A Lei 9.656/98 confere ao empregado e seus dependentes que contribuiu, total ou parcialmente, para o plano de saúde coletivo empresarial, decorrente de vínculo empregatício, no caso de rescisão do contrato de trabalho sem justa causa, o direito de manter sua qualidade de beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral.
O direito do ex-empregado de se manter no plano de saúde coletivo não afasta outras vantagens obtidas pelos trabalhadores, em função de negociações coletivas de trabalho.
Por sua vez, o trabalhador deve manifestar sua intenção de permanecer no plano, dentro do prazo de 30 dias após a formalização da comunicação da empregadora.
Em outras palavras, o empregado ou aposentado tem o direito de pagar a parte que a empregadora pagava ao plano de saúde, além da contribuição que era descontada de sua remuneração, podendo a cobrança ser efetuada diretamente pela operadora do convênio ao beneficiário.
Enfim, o empregado demitido sem justa causa ou aposentado, preenchidos os requisitos legais, tem o direito de permanecer vinculado ao plano de saúde empresarial, suportando o ônus financeiro que antes era pago pela empresa.  (Ariana Miranda Quintanilha - Consultor Jurídico)
 
 
 
 
 

10.02 - Aposentar aos 70
Ser humano brasileiro está vivendo mais tempo do que era previsto há alguns anos atrás.
Hoje a mulher está vivendo em média 82 anos e os homens já estão chegando aos 78. Tudo isso no Brasil, em que a ex-pectativa de vida ainda é inferior à dos países mais ricos.
Porque as mulheres vivem mais que os homens?
A culpa é dos próprios homens. Enquanto elas utilizam os recursos da me-dicina moderna, fazendo os exames preventivos recomendados, cuidando da saúde, eles trocam os cuidados da medicina por práticas não recomendadas para os que pretendem viver mais e melhor.
A medicina geriátrica e os cuidados da Gerontologia Social estão oferecendo para as pessoas que se aproximam do envelhecimento, a ajuda fundamental para que tanto homens como mulheres envelheçam com boa saúde e qualidade de vida.
Todos esses avanços da medicina e a longevidade que os pessoas estão conseguindo alcançar parece que não alcançaram as autoridades responsáveis pe-la evolução humana em nosso país.
Um exemplo gritante é a manutenção da famigerada aposentadoria compulsória que atinge todo servidor público que completa 70 anos de idade.
Essa lei tem interrompido carreiras brilhantes de pessoas com capacidade profissional plena, saudáveis e com perspectiva de vida longa.
Enquanto o Brasil conta com mais de 15 mil pessoas com idade acima de 100 anos, vivendo plenamente e apenas com algumas limitações físicas naturais, sem doenças graves, o Brasil in-terrompe as atividades profissionais de pessoas com 70 anos!
Dá para imaginar um órgão público afastar do trabalho um arquiteto Oscar Niemeyer, só porque ele completou 70 anos?
Muitos profissionais altamente qualificados devem ter sido afastados através da compulsória aos 70 anos!
Até quando a idade pode decidir a vida de um servidor? Não seria lógico que o afastamento deles fosse determinado pela doença?   (João Batista de Medeiros - Jornal de Brasília)

10.02 - OdontoPrev recebe premiação inédita
A OdontoPrev foi eleita a empresa do ano para o gestor de recursos humanos brasileiro. A premiação, concedida pela Revista Gestão e RH, reconhece as 100 Melhores Empresas para RH do Brasil e está em sua 4ª edição. É a primeira vez que uma companhia do setor de planos odontológicos é eleita campeã dentre as 100 Melhores, a “Empresa do Ano”, segundo a pesquisa.
“A OdontoPrev presta serviços diferenciados, sempre buscando a mais alta satisfação dos  gestores de recursos humanos, associados, rede credenciada de cirurgiões-dentistas e demais stakeholders. Nosso trabalho é focado em prover excelência em odontologia, baseado em premissas como cortesia; integridade; capacidade de agir e trabalhar em parceria; competência e qualidade; isso tudo dentro de uma relação custo/ benefício justa, e com compromisso de longo-prazo”, destaca o diretor de desenvolvimento de mercado Renato Velloso Dias Cardoso.
A Gestão & RH mapeia quem são e como trabalham as empresas que prestam serviços aos profissionais de RH, identificando e premiando as empresas que se destacam. A pesquisa é nacional, e feita em duas etapas: quantitativa e qualitativa.    (OdontoPrev)

10.02 - Vacina contra dengue em 2013
A busca por uma vacina contra a dengue pode estar cada vez mais próxima. A maior empresa de vacinas do mundo, a francesa Sanofi-Aventis, está alcançando bons resultados nos testes com o imunizante que entram agora em nova fase. Com investimentos em torno de US$ 1 bilhão (R$ 1, 88 bilhão), as primeiras doses podem estar aprovadas em 2013. O anúncio será feito hoje pelo laboratório.
Resultados de testes clínicos para aferir a segurança do imunizante, publicados há um mês no The Journal of Infectious Diseases (O Jornal de Doenças Infecciosas, em inglês), mostraram que a vacina produziu uma boa resposta imunológica contra as quatro cepas do vírus. No estudo, três doses foram aplicadas em 23 norte-americanos durante um período de 15 meses.
A busca pela vacina da dengue vem consumindo recursos desde a década de 90 e, segundo especialistas, pode ser a solução para lidar com o problema que tanto afeta os países tropicais. Diante da explosão do número de casos no mundo, uma corrida entre as principais farmacêuticas foi lançada.
Pesquisas mostram que a incidência da dengue nos países latino-americanos aumentou cinco vezes nos últimos 30 anos. Na década de 80, cerca de 1 milhão de pessoas ficaram doentes por causa da dengue na América Latina. Nos anos 90, o número saltou para 2,7 milhões. Entre 2000 e 2007, a Organização Panamericana de Saúde contabilizou 4,8 milhões de casos. O número de mortes também cresceu. Passou de 242, nos anos 80, para 1,4 mil entre 2000 e 2007.  (Agencia Estado)

10.02 - Papel da genética no envelhecimento
Um estudo relacionado a genética do envelhecimento foi anunciado por cientistas europeus no domingo (7/2), e publicado na revista Nature Genetics. Ele sugere basicamente que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rápido. Os pesquisadores analisaram mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas ao gene chamado Terc.
Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento: o cronológico e o biológico. A primeira está relacionada a quantidade de anos vividos, e a segunda as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real. "Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica", disse Samani.
De acordo com o professor, o comprimento do telômetro é considerado um marcador de envelhecimento biológico. "Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem", explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas. "Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças", apontou Samani.
Segundo Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa, as mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. "O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente", disse.     (Agência Fapesp)
 
 
 
 
 

09.02 - Cobertura dos planos de saúde
Entra em vigor dia 7 de junho a Resolução nº 211 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A norma inclui 70 novos tratamentos médicos e odontológicos como obrigatórios na cobertura dos planos de saúde e se aplicará a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro de 1999 quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamentou o setor.
Entre as novas coberturas destacam-se o transplante heterólogo (de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por vídeo, além de importantes inclusões no segmento odontológico, como colocação de coroa unitária e bloco.
Ocorre que os novos tratamentos trarão impacto financeiro aos contratos já existentes, com inquestionável elevação dos gastos das seguradoras de saúde para garantir a cobertura obrigatória. Mas quem arcará com esses gastos extras?
Considerando que as empresas de planos de saúde exercem atividade econômica lucrativa, existem apenas duas opções: ou haverá o reajuste do valor dos contratos, para incluir os novos procedimentos, ou seja, será repassado aos consumidores o aumento dos gastos; ou ocorrerá a decadência da qualidade do serviço prestado, com as seguradoras contratando profissionais de menor capacidade e adquirindo instrumentos e equipamentos de menor qualidade. Em ambos os casos, os que sofrerão diretamente serão os consumidores.
Contudo, deve-se levar em consideração que a ampliação dos tratamentos oferecidos pelos planos de saúde é necessária e justa, principalmente diante do direito do beneficiário em ter o mais amplo e eficaz atendimento pelo serviço de saúde contratado, como recompensa do esforço de arcar com as altas mensalidades.   (Mariana Fideles - Diário Catarinense)

09.02 - Um tema recorrente
A necessidade de parte da população, o desconhecimento, a demagogia política e duas leis, uma boa e outra não tão boa, colocaram em cima da mesa um tema da maior importância para a qualidade de vida do brasileiro: os planos de saúde privados.
Invariavelmente taxados de vilões, esses produtos são essenciais para a saúde pública nacional e sonho de consumo não apenas da classe média, mas de todos que trabalham com carteira assinada.
Saúde pública no mundo inteiro é assunto complicado. Começando pelos Estados Unidos, agora mesmo metidos na votação de uma lei para tentar melhorar o sistema; passando pelo Reino Unido, tido como exemplo no assunto, mas com limites que no Brasil são diariamente derrubados pela Justiça; para terminar em território brasileiro, onde o setor privado já contribui com mais da metade do total do dinheiro destinado à saúde, não há uma solução miraculosa, capaz de resolver o impasse criado pelos custos astronômicos envolvidos na soma dos avanços da medicina com o aumento da expectativa de vida da população.
Não morrer e continuar vivendo com boa qualidade de vida custa caro.
Em primeiro lugar, por conta dos preços dos equipamentos de ponta e dos medicamentos de última geração que permitem uma saúde impensável até 50 anos atrás e, como consequência direta, pelo maior tempo de vida médio da população. Como os equipamentos e medicamentos custam cada dia mais caro e são usados por mais tempo por um número maior de pessoas, a conta da saúde pública, juntamente com a da previdência social, é o grande nó no orçamento de todas as nações.
No Brasil a conta da saúde é dividida entre o setor público, com dinheiro do orçamento, e o setor privado, através dos diversos planos de saúde existentes.
Há duas grandes diferenças entre os dois sistemas. A primeira é que o atendimento público é universal, irrestrito e gratuito, enquanto o sistema privado é complementar, limitado, restrito e oneroso. A segunda é que o sistema público é suportado pela arrecadação de impostos, enquanto o setor privado depende das contribuições dos participantes.
Lamentavelmente, o sistema público de saúde nacional é insuficiente para atender a população com a qualidade sonhada pelos legisladores. O resultado das enormes deficiências da rede pública é os planos de saúde privados terem se transformado em tábua de salvação da população.
O problema é que eles dependem do equilíbrio entre entradas e saídas para poderem girar. E o que pouca gente repara é que nas saídas há mais do que o atendimento direto à saúde, já que para isso ser feito o plano arca com despesas comerciais, administrativas e tributárias, como qualquer outra empresa.
Ninguém discute que os planos privados de saúde devem operar respeitando os princípios de boa fé, exigidos pela lei. Também não se discute que, guardadas as diferenças de nível, devem oferecer serviços de boa qualidade e rapidamente para todos os segurados. Finalmente, não tenho qualquer razão para defender planos que não cumpram com suas obrigações, nem para dizer que eles não existem.
O que precisa ficar claro é que tudo tem um preço e em qualquer negócio a conta necessita fechar. Plano de saúde não é exceção. Todas as vezes que as operadoras são obrigadas a assumir algo que não estava inicialmente previsto em seus custos, elas devem reajustar o preço para fazer frente aos novos encargos, sem prejudicar a massa segurada.
Girando no negativo, depois de um tempo a operadora começa a criar estratagemas para postergar atendimento, piorando a qualidade dos serviços. Se esse tempo se estende demais, chega um momento em que fica insolvente. Quando isso acontece milhares de pessoas ficam sem cobertura.
É por isso que ações como a inclusão extemporânea de novos procedimentos cobertos ou sentenças judiciais que não levam em conta o todo do negócio custam caro e, se não forem anuladas pelo aumento do preço correspondente à elevação real do custo, são a maior ameaça que pesa sobre a população.    (Antonio Penteado Mendonça - O Estado de S.Paulo)

09.02 - Operadoras: Denúncias contra operadoras aumentam
Cobertura negada e aumento abusivo de mensalidade são as principais reclamações
As denúncias contra operadoras de planos de saúde aumentaram 28% em relação a 2009, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram mais de 20 mil reclamações, das 122 mil demandas de clientes. Entre as principais queixas, a maior é a de cobertura negada, seguida de problemas com contratos e regulamentos e o aumento abusivo das mensalidades.
Segundo especialistas a tendência é o aumento destes números, já que em 2008 havia 1,92 reclamação para cada 10 mil usuários, e em 2009 o número aumentou para 3,27 reclamações.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

08.02 - Saúde, ainda objeto de maus tratos
Está em discussão no Congresso Nacional projeto de lei (PLS276/04), proposto por senadora do PSDB-GO, que estabelece a obrigatoriedade de contrato escrito entre os prestadores de serviço e as operadoras de planos de saúde, alterando texto da Lei 9.656, que dispõe sobre a saúde suplementar.
Me parece um equivoco, já que a legislação vigente determina a função de regulamentação à ANS, que tem por obrigação fazer o previsto na legislação, assim como não fazer o que não está determinado. Desta forma, o projeto de lei desvirtua o principio ao inserir regulamentação dentro da própria lei. Mas o foco não é jurídico e sim o desperdício para tratar de tema já resolvido.
Ainda que tenha algum mérito, a matéria é vencida, pois a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já regulamentou a questão, com o que ficou conhecido como contratualização através da Resolução Normativa de No. 0054 de dezembro de 2.003. Ela determina a obrigatoriedade de instrumento jurídico para a relação entre contratante e contratado, inclusive com maior profundidade e especificidade do que o proposto pelo projeto de lei.
Será pedir muito que nossos legisladores se atualizem sobre o que o agente regulador já estabeleceu, e tentar criar a menor confusão possível?
O texto original do projeto da senadora, de outubro de 2004, ou seja, quase um ano após a ANS já tratar do tema, em nada contribui com o que já está explicitado pelo agente regulador que, aliás, é reconhecido na proposta quando o texto remete à agencia regulamentar sobre penalidades.
Mais de cinco anos tramitando, consumindo energia e dinheiro, em proposta pobre e desnecessária.
Esta atenção que o segmento recebe dos ilustres legisladores é absolutamente recusável, especialmente pela hipocrisia de atestar que o instrumento trará mais garantias aos usuários dos planos de saúde.
Em tempo e, infelizmente, este é apenas um exemplo de tantos outros na mesma linha.   (Pedro Fazio - Saúde Business Web)

08.02 - Casos de dengue caem 34% em 2009
O número de casos de dengue no país caiu 34,2% em 2009 em relação a 2008, passando de 803.522 para 529.237. No entanto, dez Estados, incluindo São Paulo, registraram aumento.
São eles: AC, AP, BA, ES, MT, MS, MG, RO e SP.
A situação mais preocupante foi a da Bahia, com 121 mil casos, mais que o triplo de 2008. Em São Paulo, houve aumento de 8%, de 7.355 para 7.960.
Embora o número de casos graves e de mortes por dengue tenha caído, foram registrados 298 óbitos causados pela doença, que é curável.
Neste ano, ao menos 112 cidades correm risco de terem casos, diz o governo.
No Centro-Oeste, autoridades estão em alerta com o aumento expressivo dos casos em 2010. Só em Mato Grosso do Sul, houve salto de 1.281% em janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado. Duas mortes são investigadas.
Em Mato Grosso, houve 11 mortes e o aumento de casos foi de 558%. O índice é parecido em Goiás. Cinco mortes já foram confirmadas.  (Folha de S.Paulo)

08.02 - Dieta pode evitar 19% dos cânceres
A prática de atividades físicas e uma alimentação saudável são os principais fatores de proteção
Levantamento divulgado pelo Inca faz projeções específicas para o Brasil; estima-se o surgimento de 375.420 casos em 2010
Combinar alimentação saudável, controle de peso e prática de atividade física é capaz de prevenir 19% dos casos de câncer no país, aponta o relatório "Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição e Atividade Física" divulgado ontem pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer.
De acordo com o levantamento, que faz projeções específicas para o Brasil, a união desses fatores poderia evitar 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago; 52% dos casos que atingem o endométrio; 41% dos cânceres de estômago; 34% de pâncreas e 37% dos casos de câncer colorretal. O Inca estima o surgimento de 375.420 casos novos de todos os tipos de câncer em 2010.
"Este é primeiro levantamento que traz dados específicos para o Brasil relacionando incidência dos tumores com fatores de risco. Traz também um conjunto de ações que, juntas, têm um grande potencial de proteção contra o câncer", afirma Cláudio Noronha, coordenador da Divisão de Prevenção e Vigilância do Inca.
"Os resultados não são uma surpresa, pois já se sabia que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de uma série de tumores, especialmente os de fígado, pâncreas e endométrio. A importância disso é a compilação desses dados e a conscientização das pessoas", avalia o endocrinologista Bruno Geloneze, coordenador do Laboratório de Investigação de Metabolismo e Diabetes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Segundo dados do relatório, o controle do peso, mesmo sem a prática de atividade física constante, também seria eficaz no controle do câncer, podendo evitar 13% dos casos.
Para a nutricionista Luciene Assaf de Matos, do Hospital A.C.Camargo, no entanto, aliar uma boa alimentação à prática de exercícios físicos é fundamental. "A alimentação não trabalha sozinha. A pessoa pode até ter o peso adequado, mas o estilo de vida sedentário ao longo dos anos não é saudável."
Medidas
De acordo com Noronha, a publicação também chama a atenção para medidas simples de serem aplicadas no dia a dia da população para tentar manter hábitos saudáveis. "Cerca de 10% dos cânceres são determinados por fatores hereditários. Os outros 90% dos casos são decorrentes do padrão de vida que a pessoa leva, incluindo exposição a infecções, agentes tóxicos, padrão de alimentação, entre outras coisas que podem ser evitadas."
Custo para o SUS
De acordo com o Inca, o SUS (Sistema Único de Saúde) registra cerca de 546 mil internações por câncer anualmente -estima-se que são 259 mil internações na saúde suplementar. Cada internação no SUS custa, em média, R$ 1.446,34 para os cofres públicos.
Unindo alimentação saudável, atividade física e peso adequado, o Inca estima que haveria uma economia de R$ 84 milhões, em 2010, nos gastos com tumores de boca, faringe e laringe, esôfago, pulmão, estômago, colorretal e mama.
"O Brasil, de modo geral, ainda gasta muito com o tratamento do câncer por falta de uma política adequada de prevenção. Vivemos em um país cercado pelo mar e, mesmo assim, o consumo de peixe é baixíssimo, pois é muito caro para a maioria da população. E o peixe é infinitamente mais saudável do que a carne vermelha", diz a nutricionista Matos.
Segundo Noronha, os dados servirão de base para a elaboração de políticas de saúde pública e uma das prioridades serão as escolas. "A ideia é fazer a proteção primária, para evitar que a pessoa adoeça. Por isso, por exemplo, vamos recomendar que as escolas proíbam a venda de alimentos industrializados nas cantinas e restrinjam as máquinas de venda de comida e bebida prontas", diz.  (FERNANDA BASSETTE - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 

05.02 - A busca das melhores evidências
O médico Adriano de Souza comenta o avanço da medicina e o investimento em pesquisas
Diante de um quadro clínico desafiador, como gostaria de ser tratado: com base na experiência profissional do médico, apostando na intuição desse profissional ou seguindo os melhores resultados de estudos científicos e publicações literárias para casos semelhantes ao seu?
Hoje, é visível o desenvolvimento da Medicina, com a descoberta de novos medicamentos, vacinas, tratamentos e equipamentos com alta tecnologia. Mas, para se chegar a esses resultados, a área precisou deixar de lado o achismo e a intuição e investir em pesquisas que oferecessem uma base de dados confiável e comprovável cientificamente.
A atitude mais efetiva de buscar as melhores evidências para um caso clínico específico é recente e passou a ser disseminada na década de 80, no Canadá, na Universidade McMaster. Percebeu-se que era necessário promover a melhoria da assistência à saúde e do ensino, aumentando a eficiência e a qualidade dos serviços e diminuindo os custos operacionais.
Hoje, a Medicina Baseada em Evidências é entendida como uma abordagem que envolve a definição de um problema, a busca e avaliação crítica das evidências disponíveis, implementação das evidências na prática e avaliação dos resultados.
Apesar de recente a Medicina Baseada em Evidências já está se impulsionando no Brasil, sobretudo em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul.
No Estado, a Unimed Vitória criou o núcleo de Medicina Baseada em Evidências, para que os médicos cooperados entendam melhor essa prática e percebam os ganhos de buscar respaldo na literatura.
O núcleo apóia as áreas de tratamento cirúrgico, clínico, diagnóstico e prevenção. A maior demanda tem sido para casos específicos de tratamentos cardiovasculares.
Quando profissionais precisam de ajuda para um caso clínico, eles acionam o grupo de Medicina Baseada em Evidência, que vai buscar na literatura médica mais atualizada os artigos científicos que tenham metodologia válida e resultados confiáveis. Depois são selecionados os melhores, que servem de base para uma síntese do caso. Essa resposta é feita por recomendação e enviada ao médico solicitante.
Mesmo em fase inicial, os resultados já são positivos. Mas, apesar do desenvolvimento da área científica, o trabalho do grupo ainda é difícil porque 90% das publicações científicas da área são inadequadas, com falhas de metodologia, escopo, entre outras.
A solução é buscar fontes de informações mais gabaritadas como o Capes (Portal Brasileiro da Informação Científica), o Projeto Diretrizes (da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina), as bibliotecas Cocrahne, Bireme e Pubmed, ou o Up To Date - a maior comunidade clínica no mundo dedicada à síntese de conhecimentos para os médicos.    (Adriano de Souza - Saúde Business Web)

05.02 - Fragilidade dos idosos
Fragilidade acomete quase metade dos idosos em SP
Quase metade do cerca de 1,2 milhão de pessoas com mais de 75 anos da capital paulista sofre da síndrome da fragilidade em idosos. O dado é de um estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. A síndrome caracteriza-se por perda de peso e de força, fadiga, queda da velocidade de caminhada e baixa atividade física.
A presença de um ou dois parâmetros caracteriza a pré-fragilidade, quando, segundo os autores, deveria haver uma intervenção. Com mais de três, o idoso é frágil.
O estudo também aponta que a síndrome atinge a população paulista mais precocemente em relação aos países desenvolvidos e que, depois dos 75 anos, avança com extrema rapidez.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram 689 pessoas com mais de 75 anos na capital paulista. O grupo foi acompanhado a cada seis meses ao longo de dois anos, entre 2008 e 2009. De acordo com os dados da pesquisa, a síndrome atingia 14,1% do grupo em 2006. Em 2008, a prevalência já era de mais de 45%. No exterior, a prevalência dessa síndrome é de cerca de 7%.
Círculo vicioso
Segundo os autores, o idoso, em geral, come menos, tem perda de paladar e perde peso. Por isso se cansa com mais facilidade e diminui a atividade física, o que leva a um menor gasto de energia. Isso gera um círculo vicioso: eles se alimentam menos, ficam mais em casa e se tornam vulneráveis a doenças.
A pesquisa revelou que, entre os idosos frágeis visitados em 2008, 46,9% sofreram quedas, contra 6% dos não-frágeis. Do grupo de idosos frágeis, 30,6% precisaram de um cuidador para realizar tarefas como comer, tomar banho ou levantar-se de uma cadeira.
Uma nova pesquisa deve investigar causas da fragilidade a partir dos 60 anos.  (Folha de S.Paulo)

05.02 - Genéricos crescem 19%
O setor de medicamentos genéricos cresceu 19,4% em 2009, impulsionado pela crise econômica. Foram vendidos 330,9 milhões de unidades, ante 277,1 milhões um ano antes, divulgou a Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). No ano passado, as indústrias do setor movimentaram R$ 4,5 bilhões, alta de 24% sobre 2008 (R$ 3,6 bilhões).
O presidente da Pró Genéricos, Odinir Finotti, afirma que, com mais consumidores querendo reduzir custos na crise, o setor sobressaiu. "Novos clientes vieram para esse mercado em 2009."
Na comparação com a média do mercado farmacêutico, o setor cresceu 2,3 vezes mais em unidades - o mercado geral subiu 8,2%, com 1,769 bilhão de unidades.
Houve ainda um aumento da participação dos genéricos no mercado farmacêutico. Em unidades, passou de 17%, em 2008, para 18,7% no ano passado. Em valores, passou de 13,8% para 15,1%. Para 2010, a Pro Genéricos espera crescer entre 15% e 20%, superando 22% de participação no mercado.
Patentes
Segundo a Pró Genéricos, 12 medicamentos terão a patente vencida neste ano. Apesar disso, não há garantias que virão ao mercado genérico. Conforme antecipou a Folha, a SDE (Secretaria de Direito Econômico) investiga condutas anticompetitivas para impedir ou retardar a entrada de genéricos.   (MARIANA SALLOWICZ - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

04.02 - Brasil: País com o maior número de dentistas
Livro lançado em congresso de odontologia mapeia o perfil do cirurgião-dentista brasileiro
No Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é do livro "Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista Brasileiro", que foi lançado ontem no 28º Ciosp (Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo). Realizado no Anhembi, em São Paulo, o congresso, que termina hoje, foi promovido pela Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.
Segundo Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual de Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o país com a maior quantidade de profissionais de odontologia do mundo em números absolutos: são 219.575 profissionais cadastrados. "O "Atlas Global de Odontologia", publicado em 2009 pela Federação Dentária Internacional, estima pouco mais de um milhão de dentistas no mundo. De todos os países incluídos no Atlas, o Brasil é o que tem o maior número de profissionais", diz Morita.
Mas o recorde em número de dentistas ainda não se reflete no acesso de boa parte da população aos serviços odontológicos. "Embora nos últimos anos a odontologia esteja se incluindo de forma mais representativa nas políticas públicas de saúde, ainda há muita desigualdade", afirma Ana Estela Haddad, da Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério do Trabalho. Haddad também assina o livro, com Morita e com Maria Ercília de Araújo, do Observatório de Recursos Humanos em Odontologia.
A dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais é, segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores. Um deles aparece nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas estão na região Sudeste e três Estados concentram 57% deles -cerca de 33% estão em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm, cada um, aproximadamente 12% dos dentistas.
Além da distribuição regional, Haddad acredita que outros dois fatores expliquem o menor acesso de camadas da população aos serviços odontológicos. "A inserção do dentista nas políticas públicas de saúde é algo recente. Além disso, conforme constatamos no livro, 2/3 dos dentistas trabalham como autônomos, em atendimentos particulares. Isso representa um custo que algumas parcelas da população não podem pagar", diz Haddad.  (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)

04.02 - SUS: Crescimento saudável de crianças
Medidas reduzirão os gastos do SUS com internações hospitalares no futuro
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6687/09, de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a promover ações que garantam o crescimento e o desenvolvimento saudáveis das crianças. O texto, porém, não especifica as ações que deverão ser desenvolvidas, apenas os temas a serem observados.
A proposta modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90) e
lista 15 itens que o SUS deverá levar em consideração em suas intervenções. São eles:
- estado nutricional;
- história alimentar;
- curva de crescimento;
- estado vacinal;
- desenvolvimento neuropsicomotor;
- desempenho escolar e cuidados dispensados pela escola;
- padrão de atividade física;
- acuidade visual;
- condições do meio ambiente;
- cuidados domiciliares;
- desenvolvimento sexual;
- qualidade e quantidade do sono;
- função auditiva;
- saúde bucal;
- outros parâmetros de saúde e desenvolvimento.
Patrícia afirma que as medidas reduzirão os gastos do SUS com internações hospitalares no futuro. "As ações representarão, acima de tudo, um ganho incalculável na qualidade de vida da infância, da adolescência e, consequentemente, da população em idade produtiva", disse.
Tramitação
O projeto, que tramita em regime de prioridade e em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   (Agência Câmara/Saúde Business Web)

04.02 - Fumaça e saúde
O aumento progressivo de casos de câncer de pulmão coincide com a invenção do automóvel
O berço do tabagismo é a América. Antes de Colombo, já se cultivava o tabaco em todo o continente. O costume dos indígenas de fumar as folhas da Nicotiniana tabacum é muito mais antigo do que este marco histórico. As baforadas nunca faltaram nas cerimônias tribais. Daí o tabaco foi levado para a Europa e se espalhou como uma erva daninha. Em pouco tempo, se fumava cachimbo em todo o continente. A seguir, para grassar mundo afora, levou ainda menos tempo, fazendo parte dos costumes de todas as populações do mundo moderno. Assim, poderíamos datar em 1500 o início do tabagismo no mundo, mas o hábito de fumar é talvez tão antigo quanto o mais longínquo alvorecer da civilização humana.
Desses tempos até o início do século 20, o câncer de pulmão era uma doença rara. Em 1885, o alemão Karl Benz produziu o primeiro veículo motorizado a gasolina, com três rodas e com propósito comercial. Depois disso, a indústria do automóvel não parou mais de crescer. No Brasil e em outros países da América Latina, essa indústria tomou impulso depois da 2ª Grande Guerra. Na década anterior, marcas estrangeiras instalaram suas fábricas de montagem no Brasil. Porém, foi em 1956 que as multinacionais automotivas começaram a montar aqui os seus carros. A indústria cresceu vertiginosamente e as nossas ruas ficam, a cada dia, mais estreitas para tantos veículos de motores de combustão. Como consequência imediata, o ar que respiramos piorou. A seguir, vieram as motocicletas de dois tempos (queimam uma mistura de óleo e gasolina) e os motores a diesel, que têm uma capacidade ainda maior de poluir o ar. O problema se tornou um problema de saúde pública. O impacto sobre cada habitante é como se todos virássemos fumantes inveterados. O aumento progressivo de casos de câncer de pulmão coincide com a invenção do automóvel.
De doença rara até o início do século 20, o câncer do pulmão se transformou na doença neoplásica mais comum nos países desenvolvidos. É a principal causa de morte por câncer entre os homens da América do Norte e da Europa. Sua incidência e mortalidade vêm aumentando nas últimas décadas entre as populações da Ásia, da América Latina e da África. Essa modificação no comportamento da doença é observada desde 1920, quando o número de casos começou a crescer progressivamente, transformando-se em verdadeira epidemia mundial neste início do século 21. Em 1999, nos Estados Unidos, foram verificados mais de 180 mil casos de câncer de pulmão. É responsável por 30% de todas as mortes pela doença, percentagem maior do que as relacionadas com os cânceres de mama, de próstata, de cólon e de ovário somados. Curiosamente, a incidência do câncer de pulmão não cresce nas mesmas proporções nas comunidades rurais, onde o tabagismo é hábito comum e há poucos automóveis. Em 1950, os estudos de Doll e Hill demonstraram que o tabagismo tinha relação com o aparecimento do câncer de pulmão. Depois disso, houve muitos outros trabalhos, e todos com a mesma convicção. Pouca gente se interessou em saber qual é a contribuição da fumaça lançada no ar pelos motores a combustão no desenvolvimento da doença. Dá-se muita importância à fumaça das chaminés das fábricas, mas parece que o fascínio pelo automóvel cega a maioria dos estudiosos. Diante desses fatos históricos, vamos fazer nossa reflexão. Não é preciso maior conhecimento para entender que aspirar fumaça não traz benefício algum para a saúde, seja qual for a origem dela. Seja ela proveniente do cigarro ou do ar poluído das ruas. Vamos excluir os fumos metálicos produzidos na indústria e a poluição produzida pelas motocicletas, ônibus e veículos de carga.
Podemos até arriscar alguns cálculos matemáticos. Um fumante inala e lança no ar, a cada tragada, cerca de 0,2 litro de fumaça e, com cerca de 10 delas, queima um cigarro, produzindo, em média, cerca de dois litros de fumaça. Um automóvel 1.0, num ciclo de funcionamento, a cada rotação do eixo do motor, lança no ar, pelo escapamento, um litro de fumaça. A cada minuto, esse motor gira cerca de 2 mil vezes, formando 2 mil litros de fumaça, o que equivale a 2,88 milhões de litros de fumaça por dia, se ficasse o tempo todo ligado. Para produzir a mesma quantidade de fumaça, precisaríamos que 1,44 milhão de cigarros fossem fumados no mesmo dia.
Se levarmos em consideração que circulam em Belo Horizonte cerca de 1 milhão de automóveis, esses veículos produzem 2,88 trilhões de litros de fumaça por dia. Precisaríamos, então, queimar 1,44 trilhão de cigarros para produzir a mesma quantidade de fumaça. Se considerarmos que um fumante queima pelo menos um maço de cigarros por dia, seriam necessários 720 milhões de fumantes por dia para produzir o mesmo volume de fumaça. Mesmo se toda a população brasileira morasse em BH e fosse constituída de fumantes, não seria possível produzir tanta fumaça. O cerco aos fumantes avança e eles estão sendo excluídos dos lugares públicos, enquanto milhares de carros são emplacados e entram em circulação. Atribuir apenas ao cigarro o incremento dos casos de câncer de pulmão é, no mínimo, um raciocínio precipitado e que fecha os olhos ao maior poluente do ar que respiramos – a fumaça produzida pelos automóveis.  (Paulo Timóteo Fonseca - Estado de Minas)
 
 
 
 
 
 
 

03.02 - Paixão pelo SUS
Está mais do que na hora de ser promovido novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS
O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que irá atender mais de 46 milhões de americanos, atualmente sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito de assistência médica a esses cidadãos, como aquele garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros.
No Brasil, a assistência médica é um direito universal há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção hospitalar e restrito aos que contribuíam com a Previdência Social, o país passou, a partir da Constituição Federal de 1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação social, foco na atenção primária, promoção da saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma revolução social apaixonante.
Por ocasião da implantação do SUS, houve quem classificasse como utópica a proposta dos sanitaristas brasileiros. Vinte anos depois, em São Paulo, a utopia tornou-se realidade, garantindo a todos desde o mais simples remédio para dor de cabeça até técnicas avançadas de neurocirurgia, desde consulta médica até os caríssimos medicamentos para câncer e Aids.
Os resultados alcançados pelo trabalho solidário realizado por União, Estados e municípios em prol da universalidade e da integralidade no atendimento em saúde são de domínio público: acentuada redução da mortalidade infantil (em São Paulo, o índice caiu pela metade entre 1994 e 2008); eliminação de doenças como a paralisia infantil, o sarampo, a difteria e, mais recentemente, a rubéola; e queda expressiva nos índices de morbi-mortalidade por Aids, além de aumento de quatro vezes no número de transplantes de órgãos e eliminação da fila de espera para o transplante de córnea em São Paulo.
Passada duas décadas, está mais que na hora de promover novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS aos brasileiros. E, para isso, algumas medidas são imperativas e urgentes.
Faz dez anos que a emenda constitucional nº 29, que determina o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para a saúde, vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando que os recursos sejam, de fato, aplicados na área.
Do mesmo modo, faz-se necessário o reajuste substancial dos valores pagos pelo SUS aos hospitais públicos e privados que prestam serviços ao sistema. Hoje, boa parte dos procedimentos estão subfinanciados, como é o caso do valor pago para a realização de um parto (R$ 602), que é, em média, metade do gasto dos hospitais com o procedimento.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde, diante das limitações orçamentárias impostas pela equipe econômica do governo, vem promovendo alguns aumentos pontuais nos valores, porém ainda tímidos, o que castiga sobremaneira os hospitais do sistema e faz com que muitos prestadores deixem de atender a população usuária da rede pública.
É urgente promover uma integração entre as duas redes de atendimento da população brasileira: o SUS e a rede de convênios e planos de saúde. Essa integração entre os dois sistemas permitiria regularizar encaminhamentos, disciplinar competências e usar de forma mais racional e justa todos os equipamentos de saúde existentes, em prol do melhor atendimento da população.
Isso é possível: foi o que aconteceu na mais recente epidemia de gripe suína, quando um laboratório (Instituto Adolfo Lutz) e um hospital público (Emílio Ribas) se uniram com as unidades privadas de saúde para atender de forma articulada a população paulista.
Há de considerar, também, a necessidade aperfeiçoar os mecanismos de remuneração dos médicos e demais profissionais do setor público, com bonificações por mérito e desempenho, bem como expandir modelos de gestão que já demonstraram sua eficiência, como o das organizações sociais de saúde, que aliam modernas ferramentas da administração privada ao absoluto controle por parte do poder público.
O desenvolvimento do SUS foi fruto de um trabalho intenso e apaixonado. Esse esforço deve agora ser acompanhado da ampliação das fontes de financiamento e de uma boa dose de choque de gestão, de maneira que o sistema possa continuar avançando na busca de melhor qualidade de saúde e de vida para todos os brasileiros.   (LUIZ ROBERTO BARRADAS BARATA - Folha de S.Paulo)

03.02 - SUS passa a oferecer duas novas vacinas
Vacinas serão aplicadas em menores de 2 anos até 2011. Por ano, devem ser evitadas 45 mil internações por pneumonia.
Duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de março, crianças menores de 2 anos contarão com a aplicação gratuita da pneumocócica 10-valente e, a partir de agosto, da anti-meningococo C.
De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira vacina imuniza contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido, entre outras doenças. A segunda protege contra a doença meningocócica, principal causa de meningite bacteriana no Brasil.
Nos primeiros 12 meses das novas vacinas no calendário básico, elas serão aplicadas em menores de 2 anos. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de 1 ano.
Com a introdução das vacinas, o Calendário Básico de Vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério passará a ter 13 tipos de vacinas para proteger contra 19 doenças.
Prevenção
Segundo o Ministério, depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é de que, por ano, sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia no Brasil. A média dessas internações, também por ano, cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%.
Doenças
A doença meningocócica pode se manifestar como uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro (meningite) ou como uma infecção generalizada (meningococcemia), que pode levar rapidamente à morte.
O pneumococo é a segunda maior causa de meningites bacterianas (pneumocócicas) no Brasil e também o principal agente causador de pneumonias em todas as faixas etárias. (G1)

03.02 - Um alerta pela saúde
Muitos casos de cirurgia plástica exigem infraestrutura hospitalar
Dias de muito sol, calor, praia e corpos à mostra. Além dessas, as cirurgias plásticas também têm se tornado tendência do verão brasileiro. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o país, que já é o segundo no ranking de intervenções dessa natureza, costuma ter aumento de 30% nos procedimentos durante este período.
Independentemente dos motivos socioculturais que levam essa legião de mulheres aos hospitais e às clínicas, o fato é que um alerta deve ser feito. A qualidade do serviço tem que ser preocupação constante. O paciente deve prestar máxima atenção na escolha do médico e do local da cirurgia.
As técnicas de cirurgia plástica evoluem com grande velocidade e, mesmo assim, grande parte destas intervenções necessita de suporte hospitalar tanto para a segurança do paciente quanto do próprio médico. Neste sentido, o hospital-dia, conceito surgido nos Estados Unidos em 1961, representa uma solução para fugir do consultório, onde não há estrutura de suporte necessária.
A conscientização real da importância de se ter uma infraestrutura adequada para a realização de cirurgias plásticas é urgente. Cerca de 600 mil procedimentos, com uso das mais diversas técnicas possíveis, são realizados anualmente no Brasil. E este é um número que pode crescer ainda mais, tanto pela demanda quanto pela oferta de bons profissionais que existem no mercado.
O cuidado com a qualidade e segurança é que vai determinar que o crescimento das cirurgias não seja acompanhado de casos absurdos, como as recentes mortes de Carla Feres, de 33 anos, em uma hidrolipoaspiração e Lanusse Martins durante uma lipoescultura.   (Yara Lobo - O Dia Online)
 
 
 
 
 

02.02 - Um SUS chic
Pela nossa constituição a saúde é responsabilidade do Estado ou seja, dos inúmeros impostos pagos um percentual deveria ser aplicado na saúde, dando ao brasileiro ou residente no Brasil o direito de viver descentemente com o mínimo de qualidade de vida.
Costuma-se dizer que leis, e entre elas a constituição, são feitas para serem violadas; o que pareceria piada de mau gosto. Em outro lugar aqui é a mais pura verdade dita e aceita como chacota. O capitalismo brasileiro é perigoso. É o capitalismo sem dinheiro, impelido pelo furor do consumo onde todos tentam tirar tudo de quem menos tem. Assim, cria-se mais uma mentira que nossos “sábios “ chamam de desenvolvimento. Ora levar assistência médica de qualidade ao maior número de pessoas foi a desculpa arquitetada pelos planos de saúde no Brasil para justificar sua participação nessa fatia do mercado. Um país doente, mal alimentado e onde a desinformação garante a manutenção deste ou daquele ícone do poder, o Brasil era o país ideal com uma saúde pública decadente e com acesso para poucos. Assim esqueceu-se a idéia do seguro médico e se aprovou os planos de saúde que redimiriam a falta do Estado; ausente em tudo menos na cobrança de impostos e na mídia. Copiou-se, o baixo preço pago aos profissionais de saúde.
Aos poucos e sistematicamente as agencias reguladoras, que trabalham em prol do interesse das empresas foi contornando interesse e criando perspectivas que amainassem as reclamações dos associados burlados. Os contratos, por vezes espertamente evasivos, não cumprem nada com qualidade, há um piso e o contratante que se vire para suprir as diferenças nos gastos. Uma lente para cirurgia de catarata com qualidade, custa uns mil e oitocentos reais e o plano espertamente fornece uma de trezentos reais.É inconcebível que a qualidade de uma cinco vezes mais cara que a outra, mereça do paciente qualquer confiança e isto nos planos mais caros aqueles que aparentemente dão tudo até que descobrimos que dão muito pouco.Cirurgias, outro problema. O medico tem seu preço, o que é muito certo é o comércio da saúde, mas o plano só paga a terça ou quarta parte. O associado que se vire e vá à luta que as agências reguladoras e o Ministério Público não estão nem ai, se estão ninguém vê o resultado, vai-se tapeando o povo esse povo pouco esclarecido para solicitar seus direitos que em nosso capitalismo tropical manda quem tem.
Sai perguntando por duas semanas o que os portadores de plano de saúde achavam do atendimento e todos foram unânimes: ruim ou sofrível. Talvez seja uma questão administrativa pela qual passam os planos de saúde em São Luis. Os mesmos exames que aqui precisam de uma burocracia cansativa e eu diria degradante, para quem lida com sua saúde, no Rio de Janeiro inexiste ficando o associado responsável por suas atitudes, já que este tem um cartão de identificação fornecido pela empresa que explora a saúde. Aqui, todos ficamos sob suspeita com um atendimento de má qualidade já que inexiste profissionalismo por parte dos atendentes.Exceções existem mas não são a regra mas sim exceção.
Nunca entendi porque o atendimento muda tanto do norte para o sul. A descortesia, a visão miúda, a má vontade parecem ser uma constante. Será o clima? A safadeza embutida em tudo parece ser a única moeda corrente em todos os setores. Tenho a impressão que esse comportamento é orientado como se fóssemos sub-brasileiros que só servem para ser enganados. Uma vez pedi um contrato para ler e me explicaram que não era permitido, o contrato só podia ser lido depois de assinado e paga a primeira parcela. Como? Que determinação com essa leviandade seria tolerada no sul e no leste do País? Os planos de saúde não agem diferentes das demais empresas, só que lidam com saúde e mesmo que a constituição não seja respeitada o cidadão merece respeito.
Muitos serão os rumos a serem tomados nesses tempos que virão. A má qualidade dos serviços prestados não será admitida pela sociedade que aos poucos reclama e se organiza. A saúde de nosso povo duplamente paga, através dos impostos e dos planos de saúde, não pode ficar à mercê de uma burocracia local que é sempre sinal de corrupção. A competência na área de saúde deve permear todos os seguimentos porque a fatalidade é um risco e não foi possível aprovar o tão sonhado seguro médico deixando que ficássemos nas mão de nossa dolente justiça.
A expressão “ SUS chic” foi sugerida por um amigo que passou a manhã toda para ser atendido pelo médico; teve que ir e vir para receber autorização, para fazer exames teve que adiar a cirurgia com o cartão do plano em dia como se saúde fosse brincadeira. Disposto a pernoitar na calçada do prédio onde era atendido, tendo remarcado a cirurgia, ele entre indignado e decepcionado me dizia: “Zé, é uma porcaria, negocia-se tudo, igual ao SUS que é bem mais barato; coisas do século XXI,no fim do mundo, o nosso SUS chic”.
É uma vergonha mais em alguns estados do nordeste, copiar o primeiro mundo também é sinal de picaretagem.  (Jesus Santos - O Estado do Maranhão)

02.02 - Planos de saúde são alvos de reclamação
Defensoria orienta consumidor a relatar irregularidades
Para atender a demanda da população no quesito saúde, as operadoras de planos de saúde investiram R$ 55 bilhões no ano passado para atender a 51 milhões de pessoas, das quais 41 milhões possuem planos de saúde médico e 10 milhões, odontológico. Enquanto isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou cerca de R$ 60 bilhões para 190 milhões de usuários, o equivalente ao total da população do País, de acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Apesar do maior investimento proporcional, os planos de saúde também estão sujeitos a problemas e recebem reclamações frequentes dos consumidores.A defensora Pública do Estado, Cristina Sakaki, informa que, em casos de insatisfação, primeiramente é preciso fazer uma denúncia. “O trabalho da defensoria consiste em defender o consumidor e tentar entrar em acordo com os planos de saúde. Caso não haja conciliação, a alternativa é ingressar com ação judicial contra o plano”, contou. As reclamações mais frequentes entre os consumidores são relativas ao descredenciamento dos hospitais, atendimento precário, falta de leitos nos estabelecimentos, procedimentos cirúrgicos (demora e burocracia), próteses e home care (tratamento domiciliar).Para a dona de casa Ana Paula de Araújo, a solução foi permutar o plano. “Não tinha segurança nem pagando pelo serviço. Ficava esperando as coisas acontecerem e nada, só me restava a expectativa. Por conta disso, resolvi mudar”, disse. Outro ponto importante nos planos de saúde é o investimento. “Quando entrei no plano pagava R$ 78, mas ele faliu e fomos transferidos para outro. Depois da transição passei a gastar R$ 290 por um serviço que não me agradou”, completou Ana.Segundo dados da Defensoria Pública, o maior número de queixas registradas são feitas por idosos. “Eles são os mais discriminados pelos planos, especialmente na cobrança de valores diferenciados. O plano de saúde tem por obrigação, uma vez apresentada ao contratante, não alterar em nada o plano durante a vigência do contrato”, reforçou Sakaki.Com o objetivo de minimizar a incidência dos problemas abrangentes em toda a Região Metropolitana do Recife, respeitando, também, a individualidade de cada operadora, no final do ano passado, foi criado o Fórum Permanente de Saúde Suplementar, uma parceria da Defensoria Pública do Estado (através do Núcleo de Causas Coletivas e Direito do Consumidor) com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Cada operadora tem um Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS), que pode ser visto no site www.ans. gov.br, junto com dicas e outras informações esclarecedoras para o consumidor.
Consumidor quer variedade e qualidade
Variedade aliada à qualidade. Essa é uma das principais características que as pessoas procuram nos planos de saúde e a universitária Cris Sobral é uma delas. “Antes de optar pelo meu atual plano eu fiz uma pesquisa de campo e fui ver o que os outros ofereciam. Levei em conta os hospitais credenciados, o serviço e também a abrangência do mesmo, porque eu moro em Olinda, ele teria que chegar no Recife e também em outras cidades. Considero isso importante”, ressaltou. Atualmente, a estudante gasta R$ 105 para manter o plano e se sente satisfeita com os resultados. “Ele tem uma cobertura excelente e acredito que foi um bom investimento. Só tive que passar por uns procedimentos de rotina para fazer uma cirurgia, mas ele cobriu tudo, não tive problemas com isso”, finalizou.Para o estudante Gabriel Moreira, que foi submetido a dois procedimentos cirúrgicos entre 2008 e 2009, um em cada joelho, conta que o plano de saúde foi fundamental. “Tive que fazer mais de 100 sessões de fisioterapia depois das cirurgias e a maioria dos planos só cobre até 30 sessões. Durante o período de recuperação eu percebi que muitas pessoas estavam enfrentando dificuldades com seus respectivos planos, por isso, eu digo que a escolha é o diferencial, fundamental e pode evitar transtornos como esse. Se você paga, tem o direito a um serviço de qualidade. Se este não o satisfaz, o indicado é migrar para outro que melhor o atenda”, pontuou o estudante.Uma das queixas mais frequentes para quem opta por trocar de plano é a falta de médicos e, como consequência, a dificuldade em marcar consultas. “Cheguei a ir para a emergência porque estava com falta de ar e não tive o atendimento necessário, me largaram na poltrona e demorei muito para ser atendida”, disse Cris. “Acredito que o plano de saúde vai direcionar para um canto, portanto a pessoa também precisa saber escolher e saber que ela tem um leque de opções”, finalizou.    (AMANDA NÓBREGA - Folha de Pernambuco)

02.02 - Planos: Jovens pesam menos
Nos últimos dez anos caiu a participação de jovens de até 18 anos nos planos de saúde. A redução de 5,3% entre 2000 e 2009 deve-se, segundo pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, à acentuada queda da taxa de natalidade do país entre as famílias com maior escolaridade - que são as principais clientes das seguradoras.  (Revista Veja)
 
 
 
 

01.02 - Planos de saúde: quem paga os novos tratamentos?
A advogada Mariana Fideles indaga em seu artigo quem arcará com a majoração dos gastos do novo rol de procedimentos da ANS
Entra em vigor no próximo dia 7 de junho a Resolução nº. 211 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A norma inclui 70 novos tratamentos médicos e odontológicos como obrigatórios na cobertura dos planos de saúde e se aplicará a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro de 1999 - quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamentou o setor.
Entre as novas coberturas destacam-se o transplante heterólogo (de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por vídeo, além de importantes inclusões no segmento odontológico, como colocação de coroa unitária e bloco.
Referido ato da agência reguladora visa garantir aos beneficiários de planos de saúde uma cobertura mais ampla e eficaz, com o nítido objetivo de ver resguardado o pleno direito à saúde, previsto constitucionalmente. Ocorre que os novos tratamentos trarão impacto financeiro aos contratos já existentes, com inquestionável elevação dos gastos das seguradoras de saúde para garantir a cobertura obrigatória.
A questão é: quem arcará com essa majoração dos gastos?
Considerando que as empresas de planos de saúde exercem atividade econômica lucrativa, existem apenas duas opções: ou haverá o reajuste do valor dos contratos, para incluir os novos procedimentos, ou seja, será repassado aos consumidores o aumento dos gastos; ou ocorrerá a decadência da qualidade do serviço prestado, com as seguradoras contratando profissionais de menor capacidade e adquirindo instrumentos e equipamentos de menor qualidade. Em ambos os casos, os que sofrerão diretamente serão os consumidores, restando a eles pagar mais caro pela cobertura ou ter à disposição um serviço de pior qualidade.
Contudo, deve-se levar em consideração que a ampliação dos tratamentos oferecidos pelos planos de saúde é necessária e justa, principalmente diante do direito do beneficiário em ter o mais amplo e eficaz atendimento pelo serviço de saúde contratado, como recompensa do esforço de arcar com as altas mensalidades.
O que se pretende demonstrar é que no atual quadro da saúde brasileira, a função do Estado se limita a regulamentar, impondo à sociedade - como única saída para se obter um tratamento médico digno e completo - a contratação de plano de saúde privado, deixando nitidamente de lado a sua função primária, que é a de fornecer as garantias mínimas para o bem-estar da sociedade, como é o caso da saúde pública.
Conclusão. A contratação de um plano de saúde deixou de ser artigo de luxo dos cidadãos e passou a ser questão de necessidade, já que sem ela corre-se grave risco de não se conseguir atendimento digno nos serviços públicos de saúde.
Desse modo, não resta alternativa aos consumidores senão aceitar as majorações das mensalidades dos planos médicos e "aplaudir" a preocupação estatal em garantir, através de regulamentação, a ampliação dos tratamentos na rede privada de saúde.    (Mariana Fideles - Saúde Business Web)

01.02 - Convênio: cliente novo paga mais
Quem quer contratar um plano está encontrando preços 37% maiores que os de dezembro
Os consumidores que procuraram as operadoras dos planos de saúde para aderir ao convênio médico básico individual neste mês encontraram os preços até 37% mais caros em relação ao mês anterior. Na comparação com julho do ano passado, o aumento chegou a até 51% no mesmo tipo de plano assistencial.
O maior reajuste foi do plano de saúde básico da Medial, que deixou de comercializar o plano Essencial 220 e só oferece o Essencial 240E. Com a mudança de estratégia em dezembro para janeiro, o aumento foi de 37,49%. Mas, se o aumento dado em setembro for somado, o total chega a 51,26%.
O coordenador do MBA Executivo em Gestão de Saúde HIAE do Insper, Carlos Suslik, explica que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não regula preço dos planos, apenas os reajuste. “E quanto mais forte for a regulamentação, mais favorece quem tem plano, mas não ajuda quem quer aderir a um”, afirma.
De acordo com Suslik, o risco de sinistralidade – despesa assistencial dividido pelo o que o cliente paga – é transferido para os novos clientes, já que a empresa não pode reajustar mais do que o determinado pela agência no caso de planos antigos. “É prática comum de mercado reajustar a tabela para quem quer aderir a um plano e compensar os gastos de todos.”
A Medial afirma que o preço foi elevado porque o plano Essencial 220 não é mais comercializado e o Essencial 240E oferece atendimento em rede credenciada, além da rede própria. A operadora também afirma que o plano de entrada não subiu 51% no período, mas não explica quanto foi o aumento.
Outras que tiveram reajuste foram a Amil e Dix Amico – de dezembro para janeiro. O plano básico individual para todas as idades subiu 5%. No caso da Amil, se somado o reajuste ocorrido após o pacote básico de assistência médica mudar de nome de Next 10 QC para Blue I no meio do ano, o aumento é de 15,5%. Na Dix Amico também houve alteração nos serviços básicos. O nome mudou de Standard para Classic Enfermaria, com aumento total também é de 15,5%.
O menor aumento entre julho e janeiro deste ano foi da Unimed Paulistana, que elevou em 3,5% o valor do convênio médico básico individual em dezembro. Já a Greenline e Samcil mantiveram os mesmo preços.
Segundo a diretora comercial da Samcil, Natasha Skipka, a empresa não reajustou os planos por uma questão de estratégia comercial. “Nosso foco é o público C e D. Por termos a rede própria, buscamos controlar os gastos para não ter aumentos”, diz.
A agência reguladora explica que apenas monitora os preços e pode intervir em caso de irregularidade ou denúncia. No caso dos planos de comercialização suspensa, a empresa é obrigada a manter os contratados no mesmo plano. E qualquer alteração nos planos e preços deve ser informado a ANS para que a mesma atualize seus dados que servem de informação para o consumidor.
Para Suslik, neste ano o reajuste para planos regulados pela agência deve ficar por volta dos 5%. “Deve haver uma compensação da inflação médica. Talvez até os novos procedimentos incluídos no roll pela ANS podem estar contabilizados no próximo aumento”, afirma o especialista.    (Luciele Velluto - Jornal da Tarde)

01.02 - Hipertensão afeta 35% dos adultos brasileiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sofreu uma crise de hipertensão no Recife e precisou ser internado na última semana, é um dos 17 milhões de brasileiros portadores dessa doença que não tem cura, mas que pode ser controlada.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência de pressão alta, ou hipertensão arterial, são de que 35% da população brasileira com mais de 40 anos é portadora da doença.
Um outro estudo da Universidade Federal de Minas Gerais diz que 33% dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados a problemas cardiovasculares como a hipertensão.
O Ministério da Saúde explica que a hipertensão ocorre "quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9".
Segundo o médico da Presidência, Cleber Ferreira, que acompanha Lula há cinco anos, a pressão arterial do presidente atingiu 18 por 12. Mas, depois de ser medicado, sua pressão voltou ao normal em uma hora.
A hipertensão arterial, quando não controlada, pode acarretar derrames, doenças do coração - como infarto, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito) -, insuficiência renal ou até falência dos rins, e alterações na visão que podem causar cegueira. Por isso é fundamental prevenir e controlar a doença.
Riscos
Existem alguns fatores que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver hipertensão. Parte deles pode ser evitada.
Uma alimentação não balanceada, especialmente carregada de sal , pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam a doença.
Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos.
O Ministério da Saúde acrescenta ainda à lista de fatores de risco: diabetes, histórico de hipertensão na família e ser da raça negra.
O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido pressão normal até então.
Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão é checar regularmente a pressão arterial, pois o mal não apresenta sintomas claros no início. Por isso, muitos portadores de hipertensão nem sabem do risco que correm.
Como controlar a doença
Quem já teve o quadro hipertensivo diagnosticado precisa manter a doença sob controle. Para essas pessoas, o Ministério da Saúde recomenda um consumo diário máximo de sal de uma colher de chá.
Além disso, é preciso verificar a pressão arterial regularmente, reduzir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, manter-se no peso adequado, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física ao menos cinco vezes por semana, parar de fumar e controlar o estresse.
O mais importante é nunca interromper o tratamento e tomar as medicações corretamente. (BBC)


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