26.06 - Odonto: Serviço obrigatório
em empresas
As confederações nacionais da Indústria e do Comércio
advertiram ontem que a proposta de tornar obrigatória a oferta de
serviços especializados em odontologia para todos os trabalhadores
pode prejudicar o equilíbrio financeiro das empresas. O tema foi
discutido em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio.
A comissão analisa o Projeto de Lei 422/07, do deputado Flaviano
Melo (PMDB-AC), que inclui a obrigatoriedade na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). O debate foi proposto
pelo relator da matéria, deputado José Guimarães (PT-CE).
O advogado José Augusto Seabra, da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), afirmou que o impacto da aprovação
do projeto nas empresas será significativo e que é necessário
analisar a matéria sob o aspecto econômico. Alain Alpin, advogado
da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços
e Turismo (CNC), também disse o projeto representará uma
sobrecarga para os empresários. Ele argumenta que a obrigatoriedade
do serviço odontológico é inadequada, pois o atendimento
é um tipo de proteção específica.
Prevenção
Os representantes de odontólogos que participaram do debate
argumentaram, no entanto, que odontologia do trabalho não é
assistência, mas prevenção. O vice-presidente do Conselho
Federal de Odontologia do Mato Grosso, Ailton Diogo Rodrigues, apresentou
dados que mostram o impacto positivo do serviço na saúde
geral do trabalhador.
O consultor em odontologia do trabalho Ronaldo Radicchi lembrou que
o índice de problemas bucais (cáries, gengivites e outros
problemas periodontais) em trabalhadores da indústria é alto
- a média é de 15,19% -, o que demonstra a necessidade de
ações de prevenção.
O professor da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento
da Odontologia Luiz Eugênio Mazzilli advertiu que os trabalhadores
com problemas odontológicos podem prejudicar o desempenho da empresa.
Ele citou como o exemplo a auto-medicação, cujos efeitos
colaterais podem contribuir para acidentes de trabalho.
Visão social
O deputado José Guimarães lembrou a importância
de se abordar o assunto por diversos ângulos. "Não podemos
discutir a matéria com a visão meramente econômica,
precisamos avaliar seu alcance social", afirmou. (Agência Câmara)
26.06 - Longevidade para vítimas de infarto
O transplante de células-tronco após infarto melhora
a função cardíaca e diminui a mortalidade a longo
prazo mostra o primeiro estudo desse tipo a acompanhar os pacientes por
um período extenso.
O trabalho, publicado na última edição do Journal
of the American College of Cardiology, foi conduzido por um grupo pioneiro
de pesquisadores da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha. Os cientistas
acompanharam 124 pacientes durante cinco anos. Todos haviam sofrido um
infarto e tinham sido submetidos a angioplastia (implantação
de stents para desobstruir vasos). Os voluntários puderam escolher
se queriam ou não receber também um transplante de células
da medula óssea. Metade dos pacientes não quis passar pelo
tratamento e foi considerado o grupo controle.
O transplante, feito com células do próprio paciente,
foi realizado sete dias após o infarto, em média. Os resultados
após cinco anos mostram que a função cardíaca
melhorou de 51,6% para 56,9% nos que receberam as células. Nos demais
pacientes, ao contrário, a função caiu para 46,9%.
No período houve uma morte.
Descoberta é tida como um marco na medicina
Segundo os pesquisadores, também foi possível notar que
a melhora na qualidade de vida dos voluntários que receberam as
células se manteve durante os cinco anos do estudo.
– Sem dúvida é um marco – disse o cardiologista Luis
Henrique Gowdak, coordenador clínico dos estudos de terapia celular
do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto
do Coração.
– Os resultados permitem dizer que essa terapia é promissora,
embora não sejam dados definitivos – ressalvou ele.
As pesquisas com células-tronco em pacientes infartados vêm
sendo feitas há quase uma década e somam quase mil pacientes.
Mas esse estudo alemão tem o mérito de mostrar eficiência
e segurança ao longo do tempo, já que o artigo não
relata nenhum efeito adverso.
Outros estudos tinham testado – sem sucesso – o transplante dois ou
três dias após o infarto ou duas semanas depois. Como as células-tronco
sofrem influência das demais, acredita-se que, nos primeiros dias,
substâncias inflamatórias presentes no infarto comprometam
os resultados. Depois de duas semanas, haveria excesso de substâncias
envolvidas na cicatrização. (Diário Catarinense)
26.06 - Hospital descumpre protocolo da gripe suína
Pacientes que procuraram os hospitais São Luiz e Nove de Julho
não receberam questionários sobre viagens recentes
Em um dos casos, paciente foi tratada como se tivesse gripe comum e
só teve diagnóstico correto após procurar outro hospital
Quase 50 dias após o Brasil divulgar os primeiros infectados
da gripe A (H1N1), a gripe suína, alguns hospitais de São
Paulo ainda não seguem à risca orientações
do protocolo de atendimento do Ministério da Saúde para casos
suspeitos.
A Folha constatou que em atendimentos nos hospitais São Luiz
e Nove de Julho não foi feito o questionamento básico sobre
o histórico do paciente: se esteve recentemente em outro país
(principalmente Argentina, Chile, Canadá, EUA e México) ou
se manteve contato com alguém que acabou de retornar do exterior.
Esse questionamento é importante, segundo o Ministério
da Saúde, porque, num primeiro momento, a informação
sobre a viagem internacional é um importante indício de que
a doença pode não ser uma gripe comum, mas a gripe suína.
Todos os casos registrados no país, segundo o governo, tiveram
origem no exterior (o paciente viajou ou teve contato com alguém
que viajou).
Tratamento comum
Roberta Costa Xavier, 28, que trabalha como revisora em uma agência
de publicidade, diz ter sido uma das vítimas das falhas de atendimento.
Ela teve a gripe suína confirmada após fazer exames no
Instituto Emílio Ribas, uma das três unidades de referência
para onde os casos suspeitos estão sendo encaminhados. Contudo,
enfrentou percalços quando surgiram os sintomas.
Ela esteve na Argentina no feriado de Corpus Christi e, de volta ao
Brasil, sentiu febre e dores no corpo. Correu para o Hospital São
Luiz (Itaim), mas diz ter recebido tratamento de gripe comum. Ninguém
perguntou nada sobre viagens.
"Não recebi nem atestado médico e voltei a trabalhar."
Como os sintomas não passavam, três dias depois procurou outro
hospital, onde o caso foi encaminhado corretamente e a gripe suína
acabou confirmada.
"Acabei piorando e colocando outras pessoas em risco", diz. Desde então,
duas colegas de Roberta apresentaram sintomas e fizeram exames para saber
se têm a gripe A (os resultados ainda não saíram).
Ontem, o jornalista da Folha José Benedito da Silva buscou atendimento
no Hospital Nove de Julho após ter febre e dor de garganta e também
verificou a falta de questionamento.
Embora houvesse na mesa do médico um encarte com as recomendações
oficiais para a doença, ele não foi questionado sobre viagens.
A Folha conversou com outros pacientes desses hospitais que fizeram
relatos parecidos.
Segundo a assessoria dos hospitais São Luiz e Nove de Julho,
as diretrizes de atendimento são seguidas.
O São Luiz afirma que Roberta não apresentava sintomas
da gripe no atendimento, o que foi determinante para a abordagem.
O Nove de Julho afirma que José Benedito não tinha febre,
principal sintoma, e assim, não foi tratado como suspeito.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio
Furtado, o fato de o paciente não ter febre alta em um exame preliminar
não deve ser motivo para se descartar a possibilidade da gripe.
"Se o paciente relatar que teve febre ou outros sintomas, deve-se investigar",
diz. (MÁRCIO PINHO - Folha de S.Paulo)
25.06 - EUA: Custos da saúde puxam economia para baixo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na terça-feira
que a alta nos preços dos planos de saúde e assistência
médica são um "grande problema" para a economia americana.
Obama disse estar otimista com o progresso que a legislação
para o sistema de saúde está tendo no Congresso americano.
"Quando falamos de saúde, o status quo é insustentável.
A reforma não é um luxo, é uma necessidade. Também
espero que o Congresso continue a fazer progressos significante nesse tema
nas próximas semanas", completou. (Reuters/Invertia)
25.06 - Pesquisa com brasileiros: Prevenção de doenças
Você fuma, pratica exercícios regularmente? Como está
a sua alimentação? Cientistas estão fazendo essas
perguntas a milhares de brasileiros de todas as regiões. Coletam
sangue, urina. Conhecer a rotina, o dia a dia de toda essa gente, pode
ser fundamental para a saúde de todos nós.
É um trabalho difícil que não tem data para acabar
e que, exatamente por ser de longo prazo, precisa de um laboratório
especial para armazenar o material coletado. Por isso, o Hospital Universitário
da USP construiu uma bioteca, que funciona com tecnologia criogênica.
Os médicos estão de olho em uma telefonista. Joselina
foi a primeira funcionária do hospital a se inscrever em um estudo
inédito sobre doenças do coração e diabetes.
Os pesquisadores vão acompanhar o estado de saúde dela e
de outros voluntários nas próximas décadas. “Talvez
para mim não signifique muito, mas já penso na saúde
dos meus netos, meus filhos e muita gente que precisa”, afirma a telefonista
Joselina Cardoso Menotti.
Quinze mil pessoas vão doar amostras de sangue e de urina para
formar um banco de informações sobre a saúde dos brasileiros.
“É um estudo feito na realidade brasileira. Existe muita informação
a respeito de doença cardiovascular e de diabetes vindas de estudos
americanos e europeus, que são muito importantes. Mas é extremamente
importante que se estude os hábitos de vida dos brasileiros, por
exemplo, a dieta do Brasil, e como isso pode ser fator de risco para doença
do coração e diabetes”, explica a coordenadora do programa,
Isabela Benseñor.
As amostras serão guardadas em uma bioteca, a primeira do país
com tanta diversidade de material biológico. Há cinco tanques
para o armazenamento. Por enquanto três estão vazios, à
espera da amostra de novos voluntários. Os outros dois já
estão quase cheios. Só no estado de São Paulo o programa
tem quase dois mil participantes. Nos tanques, o material biológico
é mantido a temperaturas de quase -200ºC. O equipamento preserva
as amostras por mais tempo.
“Esse armazenamento garante que as nossas amostras serão preservadas
para os estudos futuros possam acontecer em 10, 15 ou 20 anos. Vou ter
amostra dessas pessoas completamente preservadas para novos estudos que
vierem a acontecer”, diz a coordenadora do laboratório, Ligia Fedeli.
Uma estrutura será montada em outros estados brasileiros envolvidos
no projeto: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande
do Sul e Bahia.
“Os hábitos de vida mudam de lugar para lugar. Podemos comparar
a dieta de alguém que mora no Rio Grande do Sul com a de alguém
que mora na Bahia e quanto isso vai aumentar o risco ou não de terem
doenças do coração”, completa Isabela Benseñor.
Como o estudo é de longo prazo, os voluntários estão
sendo escolhidos entre funcionários públicos, porque eles
costumam ter mais estabilidade. Não mudam muito de cidade, por exemplo,
o que facilita a coleta de dados. Além de doarem as amostras de
sangue e urina, os voluntários também terão de responder
a uma série de questionários sobre hábitos alimentares,
local de moradia, atividade física e estresse no trabalho. (G1)
25.06 - Célula-tronco reduz mortalidade em vítima de infarto
Primeira pesquisa com resultados de longo prazo mostra melhora na função
cardíaca dos pacientes transplantados
Não se pode dizer que as células formaram músculo
cardíaco; ainda é preciso elucidar o mecanismo que garante
os efeitos relatados
O transplante de células-tronco após infarto melhora
a função cardíaca e diminui a mortalidade a longo
prazo, mostra o primeiro estudo desse tipo a acompanhar os pacientes por
um período extenso.
O trabalho, publicado na última edição do "Journal
of the American College of Cardiology", foi conduzido por um grupo pioneiro
de pesquisadores da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha.
Os cientistas acompanharam 124 pacientes durante cinco anos. Todos
haviam sofrido um infarto e tinham sido submetidos a angioplastia (implantação
de stents para desobstruir vasos). Os voluntários puderam escolher
se queriam ou não receber também um transplante de células
da medula óssea. Metade dos pacientes não quiseram passar
pelo tratamento e foram considerados o grupo controle.
O transplante, feito com células do próprio paciente,
foi realizado sete dias após o infarto, em média. Os resultados
após cinco anos mostram que a função cardíaca
melhorou de 51,6% para 56,9% nos que receberam as células. Nos demais
pacientes, ao contrário, a função caiu para 46,9%.
No grupo transplantado, houve apenas uma morte, contra sete entre os demais
pacientes.
Segundo os pesquisadores, também foi possível notar que
a melhora na qualidade de vida dos voluntários que receberam as
células se manteve durante os cinco anos do estudo.
Marco na pesquisa
"Sem dúvida é um marco", diz o cardiologista Luis Henrique
Gowdak, coordenador clínico dos estudos de terapia celular do Laboratório
de Genética e Cardiologia Molecular do InCor (Instituto do Coração).
"Os resultados permitem dizer que essa terapia é promissora, embora
não sejam dados definitivos", ressalva ele.
"Até agora, não tínhamos dados desse tipo", diz
José Eduardo Krieger, diretor do Laboratório de Genética
e Cardiologia Molecular do InCor.
As pesquisas com células-tronco em pacientes infartados vêm
sendo feitas há quase uma década e somam quase mil pacientes.
Mas esse estudo alemão tem o mérito de mostrar eficiência
e segurança ao longo do tempo, já que o artigo não
relata nenhum efeito adverso.
Outros estudos tinham testado -sem sucesso- o transplante dois ou três
dias após o infarto ou duas semanas depois. Como as células-tronco
sofrem influência das demais, acredita-se que, nos primeiros dias,
substâncias inflamatórias presentes no infarto comprometam
os resultados. Depois de duas semanas, haveria excesso de substâncias
envolvidas na cicatrização.
O que os especialistas ainda não sabem é como as células-tronco
agem para promover os benefícios encontrados. Não é
possível afirmar que houve regeneração do músculo
cardíaco. "Dificilmente elas se transformam em células cardíacas",
diz o cardiologista Marcelo Sampaio, chefe do Laboratório do Biologia
Molecular do Instituto Dante Pazzanese.
Modificações no coração
Mas, mesmo sem formar miocárdio (músculo cardíaco),
elas devem promover modificações no coração
capazes de melhorar sua função. Uma das suspeitas é
que elas consigam impedir que mais células do coração
morram, atuando numa região chamada de zona de penumbra. Essa é
uma área afetada pelo infarto, com células que estão
em sofrimento, mas que ainda não morreram. "É possível
que as células-tronco formem microvasos lá", acredita Marcelo
Sampaio.
Os voluntários tinham, em média, 51 anos e 90% deles
eram homens. Apenas 6% eram diabéticos. "Não sabemos se o
benefício encontrado vale para uma mulher diabética de 70
anos", exemplifica Gowdak. "É o melhor resultado que temos até
agora, mas ainda há muitas caixas-pretas a serem resolvidas", diz
Krieger. (GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
24.06 - As mulheres têm direito ao parto seguro
O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do
Estado do Rio de Janeiro voltam a denunciar mais um desrespeito à
saúde da população, especialmente da Zona Oeste. Alertamos
as autoridades para o equívoco da reabertura da “Casa de Parto”
em Realengo, que viola a legislação brasileira, e normas
éticas, técnicas e bioéticas de atendimento à
mulher e à criança.
A “Casa de Parto”, que funciona SEM MÉDICOS, nega o acesso ao
atendimento por obstetras, pediatras e anestesistas, dando uma clara demonstração
de descaso com a gestante e com o recém-nascido. É um desrespeito
à cidadania submeter mãe e filho a uma condição
de risco pela banalização que se quer imputar ao ato de nascer.
Evidências científicas mostram que os partos em “Casas
de Parto” dobram a morbi-mortalidade perinatal, lacerações
vaginais e perineais.
A Organização Mundial de Saúde recomenda na atenção
ao parto, eventualmente, o uso de medicações que somente
os médicos podem prescrever, conforme a legislação
do país, recursos fundamentais para diminuir a mortalidade materna
e o sangramento pós-parto. Além disso, o Estatuto da Criança
e do Adolescente, que é uma lei federal, determina que é
direito de toda criança o atendimento pediátrico ao nascer.
Já a FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações
de Ginecologia e Obstetrícia – reitera serem inadmissíveis,
além de temerárias sob o ponto de vista materno-fetal, as
tentativas frequentes de afastar o médico obstetra, profissional
que detém os maiores conhecimentos e habilidades do processo de
atendimento ao parto.
Defendemos o correto: uma maternidade bem equipada com a presença
de uma equipe multiprofissional, com número adequado de médicos
e outros profissionais, que seja bem treinada e apta a enfrentar qualquer
situação de risco.
O CFM e o CREMERJ reafirmam que continuarão buscando os instrumentos
legais para impedir o absurdo funcionamento da “Casa de Parto”, que caracteriza
um retrocesso inaceitável para a assistência materno-infantil
na cidade do Rio de Janeiro em pleno século 21.
Edson de Oliveira Andrade - Presidente do CFM
Luís Fernando Soares Moraes - Presidente do CREMERJ (CFM)
24.06 - Gestão de saúde pública integral
O Setor de Saúde Pública tem experimentado uma acentuada
evolução estrutural com a implantação dos PSF(s),
dos AME (s), além do desenvolvimento das OSS - organizações
sociais e do preparo das equipes de profissionais.
A atenção e o preparo da estrutura e especialmente das
equipes tem tomado as agendas dos gestores públicos e de entidades
sociais de saúde, especialmente pela aproximação e
parceria entre Governos e entidades filantrópicas. Bons exemplos
têm surgidos que servem de modelos paradigmáticos para outros
entes públicos e sociais de saúde das diversas regiões
do país.
O Governo do Estado de São Paulo em feliz parceria com a FEHOSP
Federação dos Hospitais e entidades filantrópicas
do estado de São Paulo tem desenvolvido a gestão de suas
unidades e das entidades parceiras realizando cursos e até promovendo
a solução de sistemas de gestão com a cessão
de sistemas informatizados para entidades filantrópicas com a participação
de uma provedora de sistemas de renome nacional.
No Estado do Espírito Santo o modelo é ainda mais ousado,
com recuperação de estruturas físicas de entidades
filantrópicas, provimento de sistema de gestão integrado
com cessão de sistemas e de infra-estrutura para os hospitais públicos
e filantrópicos, em processo integrado que permitirá a gestão
da informação instantânea em todo o sistema envolvendo
todas as unidades publicas e filantrópicas.
Muitas e excelentes práticas estão sendo desenvolvidas
pelos governos com perfil de empreendedores e que entendem que a estruturação
do Sistema de saúde Publica passa pela profissionalização
da rede própria e pelo fortalecimento da rede filantrópica
contratada.
Poderíamos citar diversos exemplos, tais como: O PROHOSP de
Minas Gerais, O modelo de Goiás e o modelo de São Paulo,
mas vamos nos deter apenas no modelo do Estado do Espírito Santo,
por se tratar de um Estado que ousou inovar, mesmo não sendo um
Estado com grande arrecadação.
A visão estratégica do Governo do Estado do Espírito
Santo é louvável e digna de nota, aliás, excelente
nota em nosso conceito, pois ousou contratar um modelo de gestão
pró-ativo e integrado entre os entes prestadores de serviços
e com isso está implantando um modelo que serve de exemplo para
os demais Estados e Secretarias de Saúde, tanto estaduais quanto
municipais.
O Planejamento Estratégico da Saúde do Governo do Estado
do Espírito Santo define um modelo de gestão integrado com
um modelo de gestão da informação em tempo real pela
Web, de forma que todas as informações sejam concentradas
em um grande Data Center e utilizável por todos.
O modelo tem por base a plena informatização do Prontuário
do Cidadão no PSF com localização da população
por família e adstrita a unidade de saúde, mas totalmente
integrado, de forma que todas as informações relativas ao
cidadão sejam concentradas em seu prontuário, deste modo,
desde informações de cidadania, de saúde publica,
de saúde individual e até as sociais tem o mesmo destino
de concentração.
Com esse sistema todas as ações de saúde publica,
vigilância, vacinações e até informações
sobre saneamentos dos bairros são integradas. Deste modo, também
as informações de atendimentos em ambulatórios de
especialidades, pronto-atendimentos, hospitalizações, utilização
de UTI, realização e resultados de exames, informações
de fornecimento de medicação de uso continuo, medicação
de altos custos e até informações administrativas
e de controle e vigilâncias sejam efetivamente integradas.
Integrando esse sistema, o modelo inclui ainda laboratórios
e farmácias da rede publica e, se necessário, inclusive dos
prestadores contratados, além da integração com o
sistema de regulação que permite também a inclusão
de home-care e do SAMU.
O sistema permite a utilização de qualquer tipo de protocolo,
incluindo o de Manchester, o Canadense e tantos outros possíveis,
o que permite a perfeita classificação de riscos e o gerenciamento
de casos em qualquer situação de emergência e a regulação
de vagas em todas as unidades do sistema de saúde quer de unidades
publicas ou contratadas.
Com esse sistema de informações é plenamente exeqüível
a redução de custos através de racionalização
do uso e do controle do desperdício, especialmente na questão
de repetição de exames, pois o sistema armazena os resultados
de todos os exames realizados pelo paciente em seu prontuário cidadão,
independente de onde os mesmos foram realizados. Controla também
a distribuição correta da medicação de uso
continuo com aviso direto ao paciente em seu celular.
No campo da gestão o sistema permite o desenvolvimento da gestão
operacional e de forma suplementar a gestão estratégica individual
e concentrada, com aplicação de planejamento estratégico
e tático-operacional, com orçamentação, contratualização,
controle de custos e alinhamento pelo BSC - Balanced Scorecard, especialmente
no caso dos hospitais filantrópicos.
Permite ainda o desenvolvimento da Controladoria técnico-operacional
e contábil financeira possibilitando a gestão por indicadores
por unidade de saúde e o benchmark de forma geral, além da
construção do cockpit com os dashboards que poderão
ser apresentados diretamente nas máquinas dos gestores (Secretario,
Provedores, executivos e demais profissionais) e também em telões
em LCD ou plasmas em locais públicos das unidades de saúde.
Sem duvida esse novo sistema de gestão publica traz conceitos
muito avançados, além, inclusive dos atuais modelos de operadoras
de planos de saúde, pois sendo publico, o mesmo incorporou todas
as praticas de medicina preventiva integrando-as com as atividades da medicina
curativa e especialmente com a Promoção e com a Educação
em Saúde Pública. É seguramente um modelo muito avançado
e que deve servir de paradigma inclusive para os modelos das operadoras.
Esse novo modelo é o futuro que se faz presente na Saúde
Pública Brasileira. É uma realidade com solução
totalmente nacional. (Valdir Ribeiro Borba - Saúde Business
Web)
24.06 - Cursos de medicina: Proliferação será investigada
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cursos
de Medicina é quem irá trabalhar no caso
A proliferação de escolas médicas, em trâmite
na Assembleia Legislativa de São Paulo desde a semana passada, será
investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
dos Cursos de Medicina, composta por oito deputados.
Na última reunião da Comissão o grupo definiu
o relator da CPI, o deputado Uebe Rezeck (PMDB/SP). Ontem, os diretores
da Universidade de Santo Amaro (Unisa) foram ouvidos. (Saúde
Business Web)
23.06 - AVC aumenta entre mais jovens
Estudo brasileiro diz que 7,5% dos pacientes que sofreram acidente
vascular têm menos de 45 anos
Exposição, cada vez mais cedo, a fatores de risco como
hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade explica aumento
nessa faixa etária
Tido como um problema típico de pessoas mais velhas, o AVC (acidente
vascular cerebral) tem afetado cada vez mais pacientes jovens. Um novo
estudo brasileiro, feito com 682 pessoas em Porto Alegre e Salvador, mostrou
que, entre os pacientes com AVC, 7,5% têm menos de 45 anos.
"Se levarmos em conta a enorme quantidade de pessoas que têm
o problema, é um número muito significativo", afirma o neurologista
Jamary Oliveira Filho, professor da Universidade Federal da Bahia e um
dos autores do estudo.
No Brasil, são registrados, a cada ano, 300 mil casos de AVC,
com 90 mil mortes. É a maior causa de incapacidade e morte no país.
O estudo foi apresentado no 5º Congresso Brasileiro Cérebro,
Comportamento e Emoções, na semana passada, em Gramado (RS).
Apesar de as cardiopatias congênitas e outros problemas imprevisíveis
serem as causas mais comuns de AVC nessa faixa etária, o aumento
no grupo se explica pela exposição, cada vez mais cedo, a
fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade.
"O paciente jovem tem tido um comportamento de risco tão grande
quanto o do idoso. Maus hábitos alimentares, falta de exercícios
físicos, obesidade, diabetes e hipertensão tornam os indivíduos
suscetíveis, cada vez mais cedo, a efeitos vasculares", diz Maurício
Friedrich, neurologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
Estudos mundiais mostram que a aterosclerose (placas nas paredes das
artérias), que está mais relacionada a maus hábitos,
cresceu como causa de AVC em jovens. Enquanto nas décadas de 80
e 90 o problema era responsável por 5% a 10% dos casos de AVC nessa
faixa etária, após o ano 2000 esse número passou para
15% a 20%.
Segundo um estudo feito em Helsinque (Finlândia) e recém-publicado
na revista "Stroke", muitas das causas de AVC provocado por aterosclerose
em jovens são modificáveis.
Há susceptibilidade genética ao problema, mas os fatores
ambientais são mais importantes. "Com o controle adequado dos fatores
de risco, que inclui dieta saudável, exames médicos periódicos
e exercícios frequentes, conseguimos nos sobrepor à genética.
O AVC é previsível e prevenível na maior parte dos
casos", diz Friedrich.
O trabalho finlandês encontrou uma incidência de 10,8 casos
de AVC em jovens para cada 100 mil habitantes. Entre os pacientes com menos
de 30 anos, as mulheres eram maioria. "Mulheres jovens que têm enxaqueca
com aura são um grupo de risco importante. Se elas tomarem pílula
anticoncepcional e se fumarem, o risco é maior ainda", diz Friedrich.
O uso das pílulas modernas, de baixa dosagem, isoladamente não
é um fator de risco, mas o tabagismo, sim.
Nessa faixa etária, o AVC mais comum é o isquêmico
-obstrução de uma artéria que leva à falta
de sangue na área cerebral nutrida por ela.
Há também o AVC hemorrágico, rompimento de uma
artéria que leva à formação de um hematoma
que comprime certas áreas do cérebro. Cerca de 80% dos casos
de AVC são isquêmicos. A gravidade depende de cada paciente,
mas, em geral, a mortalidade é maior no caso do hemorrágico.
(Flávia Mantovani - Folha de S.Paulo)
23.06 - Inverno chega junto com as doenças e alergias
Com a chegada das estações frias, já é
possível perceber o aparecimento mais constante de gripes, resfriados,
rinites, alergias e sinusites. Nessa época, é comum resgatarmos
agasalhos, luvas, toucas e cobertores adormecidos há meses no guarda-roupa.
Mas junto com esses “adereços”, vêm esses problemas respiratórios
característicos do outono-inverno. Porém, certos hábitos
e prevenções podem precaver o surgimento desses inimigos
do aconchego da estação.
Durante o inverno, o sistema respiratório fica mais vulnerável
e a defesa do corpo não funciona como deveria devido às baixas
temperaturas.
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico-Facial (ABORL-CCF) alerta que o índice de doenças
respiratórias aumenta em 40% no inverno, assim como o número
de atendimento nos centros de saúde.
O presidente da entidade, Ricardo Bento, alerta sobre os tipos de problemas
respiratórios que podem surgir no inverno. “O clima seco e a aglomeração
de pessoas em ambientes fechados nessa época, por exemplo, podem
ocasionar obstrução nasal, rinorréia (nariz escorrendo),
rinossinusites, faringotonsilites e otites, além de facilitar o
contágio do vírus da gripe e resfriado”, diz.
Os cuidados necessários são evitar a aglomeração
de pessoas, umedecer o ambiente com bacia de água ou utilizar umidificadores.
Mas ao contrário do que muitos imaginam, as gripes e resfriados
não são os únicos responsáveis pelo aumento
das doenças respiratórias. Rinite, sinusite e alergias também
são agravantes desta época. Especialistas da advertem que
de cada sete pessoas no mundo, uma sofre com problemas respiratórios.
DIFERENÇAS
Além da semelhança entre as doenças virais e as
respiratórias, existe a diferença entre o resfriado e a gripe,
que se dá justamente no que diz respeito à inflamação.
Ambas têm características iguais como tosse, espirro e coriza,
entretanto, a gripe possui sintomas mais fortes e mais duradouros.
O resfriado pode ser causado por mais de 200 tipos de vírus.
O Rinovírus é o mais comum e é de caráter mais
inflamatório em relação aos outros, podendo causar
dor de garganta e coriza. O resfriado raramente provoca febre e dores musculares.
A gripe é causada pelo vírus Influenza e tem sintomas mais
fortes do que o resfriado. O vírus penetra no organismo principalmente
pelas mucosas e produz manifestações intensas como febre
alta, dores no corpo, indisposição e obstrução
nasal. Em ambos os casos, o ciclo da doença não ultrapassa
10 dias.
Já a rinite alérgica é caracterizada por uma inflamação
no revestimento interno do nariz, com sintomas que se iniciam minutos após
o contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia).
Na maior parte das vezes, o alérgeno é manifestado em forma
de poeira doméstica ou ácaros.
O que dificulta o diagnóstico da doença é que
nem sempre as pessoas identificam a causa de suas queixas. Geralmente ignorados,
os sintomas da rinite se prolongam e o processo se complica. Ricardo Bento
ressalta que a doença tem semelhança com o estado gripal,
por isso é necessário atenção aos sintomas.
“Na rinite, os pacientes costumam queixar-se de obstrução
nasal, prurido nasal (coceira), rinorréia clara e espirros freqüentes.
As reações alérgicas mais intensas, como alergias
a alguns medicamentos ou comidas, podem levar a inchaço dos olhos
e da face e falta de ar”, explica o otorrinolaringologista.
A frequente congestão nasal obriga a pessoa a respirar pela
boca, o que provoca desconforto na garganta, voz anasalada, aumento de
cáries, sono agitado e ronco. A rinite alérgica também
pode propiciar o aparecimento de outros quadros infecciosos como amidalite,
faringite, otite e sinusite. (Diário Popular)
23.06 - 75% dos diabéticos não têm a doença
sob controle
Conclusão é de estudo epidemiológico brasileiro
sobre a situação desses pacientes
Entre eles, quase metade apresenta complicações da doença
não-controlada; 16% já têm algum grau de alteração
da função renal
Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação
Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos
do país não controlam a doença adequadamente e estão
com os índices de glicemia alterados.
A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na
faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados
por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro
a analisar a situação dos diabéticos no país.
Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou
que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na
de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da
doença mantêm os índices glicêmicos normais.
De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor
do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes
fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de glicemia.
Com esse exame, é possível avaliar a variação
glicêmica do paciente nos últimos três meses e não
apenas no dia (como nos exames de sangue comuns). Os exames, pagos pela
Pfizer, foram realizados em um único laboratório.
Complicações
A pesquisa também avaliou se os participantes tinham algum sinal
das principais complicações do diabetes não-controlado.
Do total, 45% têm sinais de retinopatia diabética (problema
de visão que pode levar à cegueira), 44% apresentam neuropatia
(alteração nos nervos e perda da sensibilidade) e 16% já
têm algum grau de alteração da função
renal. Todas essas complicações são consideradas crônicas.
A literatura médica aponta que 56% dos norte-americanos também
estão com a doença fora de controle, assim como 46% dos holandeses
e 40% dos alemães. O pior índice é o da Tunísia,
com 83% dos doentes com níveis alterados.
"Os resultados são assustadores. A gente imaginava que a doença
não era controlada adequadamente pelo que observamos na prática
clínica, mas não tínhamos ideia de que o índice
era tão ruim. O estudo prova que a situação no Brasil
está complicada", afirma Chacra.
Na opinião de médico, apesar de o SUS disponibilizar
a medicação, a falta de controle da doença ocorre
por vários fatores, que incluem pouco treinamento dos médicos
e dos profissionais de saúde, baixa adesão dos pacientes
ao tratamento, influência da alimentação e vida sedentária.
"Não é um único fator que contribui para o paciente
não tratar a doença adequadamente", diz.
Alimentação
Para o endocrinologista Roberto Betti, médico-assistente do
Núcleo de Diabetes do InCor (Instituto do Coração)
de São Paulo, um motivo importante para explicar por que o diabetes
não é controlado corretamente é o fato de o tratamento
envolver mudanças radicais e imediatas na alimentação
do paciente.
"Toda vez que o assunto envolve alimentação fica mais
complicado. É muito difícil fazer as pessoas mudarem seus
hábitos de vida e isso acaba se tornando uma barreira. Além
disso, o paciente também tem dificuldade em aderir ao tratamento
medicamentoso", afirma o médico do InCor.
Betti diz ainda que a falta de serviços especializados para
o tratamento da doença também é um fator dificultador.
"Não temos muitos serviços especializados e a doença
acaba sendo tratada por médicos generalistas. É preciso investir
na criação de núcleos específicos para orientar
o paciente mais adequadamente", avalia.
Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes,
elogiou a metodologia do estudo -que analisou o histórico glicêmico
dos pacientes no mesmo laboratório. "Esse fator é muito importante,
pois deixa o procedimento padronizado e evita possíveis distorções",
diz Gomes.
Ela diz que os resultados são preocupantes e ressalta os riscos
de manter o diabetes fora de controle. "Se o paciente não controlar
a doença, ele pode desenvolver neuropatia, nefropatia e retinopatia
diabéticas. Além disso, ele tem risco aumentado para doenças
cardiovasculares. Além da glicemia, é preciso controlar todos
os fatores de risco", afirma. (FERNANDA BASSETTE - Folha de
S.Paulo)
22.06 - Os melhores check-ups
Conheça os pacotes específicos para executivos e previna
os efeitos da crise na sua saúde
Para muitas pessoas, a vida de um executivo é cheia de glamour.
Altos salários, reu-niões importantes, almoços e jantares
de negócios, viagens internacionais e muitas decisões a serem
tomadas. No entanto, na linguagem médica, todos esses pontos que
colocam os empresários em uma rotina diferente da maioria da população
podem ser traduzidos de outra forma: sedentarismo, hábitos alimentares
ruins, vida desregrada, estresse e ansiedade. Essa combinação
explosiva, aliada a períodos de turbulência na economia, pode
levar muitos executivos ao consultório médico, na melhor
das hipóteses.
Para evitar surpresas desagradáveis, a prevenção
ainda é o melhor remédio. Por isso, check ups desenhados
especificamente para o empresariado estão ganhando cada vez mais
adeptos em hospitais, consultórios e laboratórios. Nos últimos
meses, com a crise global, foi grande o aumento pela procura por uma revisão
geral na saúde, sobretudo nos principais centros médicos,
como os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e os laboratórios
Fleury, em São Paulo. Muitas vezes, a iniciativa de zelar pelo bem-estar
do corpo diretivo é da empresa, que periodicamente agenda os exames.
Mas, se esse não é o seu caso, conheça os check-ups
que ajudarão você a manter sua interessante vida de executivo
por mais tempo. Em diversas empresas existe a cultura do excesso de horas
de trabalho e sair do escritório mais cedo é sinal de improdutividade.
Os resultados disso podem ser catastróficos. Segundo uma pesquisa
feita pela Omint, operadora de planos de saúde voltados para a alta
renda, 96,04% dos executivos não conseguem manter a alimentação
equilibrada, 43,18% são sedentários, 31,94% apresentam níveis
elevados de estresse e 13,15% são fumantes. Muitas vezes, todas
essas características estão presentes em uma pessoa só.
Além disso, o levantamento apurou que 10,39% dos executivos possuem
um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares do que outros
profissionais.
"O estresse é um dos principais fatores agravantes. E o executivo
não tem como fugir. Está sob pressão no trabalho,
tem contas a pagar, família para sustentar. Ele não se estressa
porque quer", constata Caio Soares, gerente médico da Omint e coordenador
do estudo. Por isso, a seguradora estimula ao máximo a prevenção
e envia anualmente para seus clientes um "voucher" check-up. Em 2008, 35%
dos associados utilizaram o serviço. Em 2007, apenas 20%. São
feitos exames de praxe, como sangue, urina, cardiovascular (no HCor), urológico
e, dependendo da disposição dos pacientes, há consultas
com nutricionistas, já que 25% dos executivos da pesquisa sofrem
de excesso de peso.
Maurício Mendonça, 36 anos, foi um dos clientes que fizeram
uso do voucher e decidiu mudar de vida. Sofria de obesidade e era vítima
das tensões comuns da profissão. Em 2008, durante o check-up,
decidiu seguir à risca os conselhos nutricionais, passou a praticar
esportes e hoje corre provas de 25 quilômetros e luta kung fu. "Na
empresa há um programa interno de prevenção de doenças.
Virei exemplo para os outros executivos", afirma Mendonça, que pesava
116 quilos e hoje está com 84.
O executivo trabalha na multinacional Novell e fala com entusiasmo
dos grupos de corrida e esportes formados pela empresa. "Quando participamos
de provas, competimos entre funcionários e fazemos uma pontuação
entre os que praticam corrida", gaba-se o executivo. O prêmio? "Mais
saúde", diz Mendonça. "No trabalho há muita pressão
e cobrança, mas nada que não se possa controlar com equilíbrio
e prevenção", completa. Tal preocupação não
só garante mais qualidade de vida fora do trabalho como também
um prolongamento da vida profissional.
"Quem não controlar hábitos de vida não saudáveis
e fatores de risco hoje encurtará sua vida profissional e se transformará
em custo elevado na folha de pagamento dos planos de saúde corporativos",
explica Soares. Nos laboratórios Fleury, onde um check up completo
custa em torno de R$ 2 mil (leia quadro abaixo), os executivos possuem
atendimento diferenciado. Internet e telefone na área de espera,
um farto café da manhã, manobrista e a consulta de retorno
feita por videoconferência são alguns dos mimos oferecidos.
"São clientes que não têm muito tempo disponível
e são bastante exigentes, por isso acabam recebendo tratamento diferenciado",
afirma Débora Stiebler, gerente de produtos de gestão de
saúde do Fleury. No laboratório, se o cliente já possui
um histórico de doenças prévias, são incluídos
exames em seu check-up, sem alteração do preço. "Nós
customizamos os exames de acordo com a necessidade das pessoas e sem cobrar
a mais por isso. Mas isso funciona apenas se o paciente estiver fazendo
o check-up", conta Débora. Entre os exames feitos estão os
básicos: cardiovasculares, de sangue, urina e um ultrassom abdominal
completo. Para mulheres estão inclusos todos os exames ginecológicos
e para homens, os urológicos.
"Há também uma consulta com um clínico, que avalia
se será preciso outros exames", diz a gerente. No Hospital Israelita
Albert Einstein, os check-ups estão inseridos num programa forte
de prevenção de doenças. O mensurador que dimensiona
o risco de morte por doenças cardiovasculares em um período
de dez anos é o chamado Escore de Framingham. Ele atesta que a incidência
de um risco mais alto desse tipo de enfermidade é de 14% entre os
executivos.
Diante dessa informação alarmante, o hospital procura
dar um apoio maior aos pacientes que fazem check-ups periódicos
e lançou um programa de revisão continuada de saúde.
"Nós fazemos o rastreamento da situação do paciente
e propomos metas a serem alcançadas para a próxima revisão.
Oferecemos também programas de atividades físicas, alimentação
saudável e prevenção cardiovascular", afirma Marcio
Marega, fisioterapeuta e responsável pelo Projeto Antis-sedentarismo
do Einstein. No hospital, são feitos cinco mil check-ups anualmente
e 80% correspondem a executivos de empresas.
US$ 2 mil é quanto custa um check-up do Executive Health Exams
International, nos EUA
Fazer um check-up fora do Brasil também é uma opção.
O Cedar-Sinai, em Nova York, e o Mount Sinai, em Miami, possuem áreas
específicas para exames de pacientes estrangeiros. Há também
o Cleveland Clinic Hospital, em Cleveland, e o Jackson Memorial, em Miami,
que são referências na realização de check-ups
nos EUA. Já o Executive Health Exams International é uma
empresa sediada em Nova York que promove a saúde preventiva de Wall
Street e chega a cobrar mais de US$ 2 mil por um check-up.
Mas será mesmo que esse tipo de acompanhamento é necessário
anualmente? A resposta dos especialistas é taxativa: "Exames de
acompanhamento são essenciais e devem ser feitos periodicamente.
No entanto, não se pode determinar a frequência, já
que tudo depende do tipo de doença que o paciente apresente", diz
o médico Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do
Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, o check-up é imprescindível,
mas, mais ainda, é um acompanhamento clínico próximo
e detalhado.
"Se não houver a presença constante de um médico,
o check-up pode não ser tão eficaz na prevenção",
afirma. Apesar do custo, especialistas acreditam que a revisão geral
deveria tornar-se um hábito comum na rotina dos brasileiros. Em
2008, no Fleury, os pedidos por check-up subiram 45% em relação
a 2007, o que fez a empresa apressar a construção de duas
novas unidades de exames. Na Omint, o aumento dos pedidos de consulta e
dos exames gerados após as consultas foi de 20% e 25%, respectivamente.
"Com a crise, as pessoas agendaram mais exames, devido ao medo de ficar
sem emprego, pois na maioria dos casos os planos de saúde estão
atrelados às empresas.
A alta não significa que os executivos ficaram mais doentes",
explica Débora Stiebler, do Fleury. Segundo a gerente, os planos
de saúde já perceberam a predisposição dos
clientes em buscar a prevenção e consideram a ideia de cobrir
check-ups. "São pouquíssimos os que cobrem. Mas já
há um interesse grande das seguradoras. É mais barato pagar
check-ups do que diárias em UTIs e tratamentos caros", afirma. A
Omint cobre, mas a mensalidade corresponde à exclusividade. Um plano
individual para pessoas de 39 a 42 anos, custa R$ 1.231 ao mês. Ao
executivo cabe a escolha. E não é preciso ser especialista
para detectar que a melhor delas é viver. (Ana Clara
Costa - Revista Cobertura)
22.06 - Dor crônica atinge 28,7% da população
brasileira
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde
Pública da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com
profissionais do Hospital das Clínicas de São Paulo apontou
que 28,7% da população brasileira sofre dores que persistem
por pelo menos três meses. A pesquisa mostra também que quase
um terço da população não utilizou medicamentos
para tratar dores nos últimos 12 meses.
Entre as dores mais frequentes, estão
problemas na coluna (22,1%), dor de cabeça/enxaqueca (19,6%) e ansiedade
ou outros transtornos psiquiátricos (14%). A pesquisa revela, também,
que dores crônicas são mais comuns entre mulheres. 34% das
mulheres sofrem com dores deste tipo. Entre os homens, a quantidade cai
para 20%.
Os adultos entre 50 e 59 anos são os que
mais sofrem. 35,9% deles têm dores crônicas. O grupo menos
atigido é o que vai de 18 a 29 anos. 20,4% apresentam problemas
desta natureza.
Pessoas obesas também figuram no grupo
dos mais afetados. 38,5% dos obesos sofrem com alguma doença crônica.
“A população não utiliza
medicamentos para tratar a dor e quando o faz, frequentemente faz uso de
automedicação para controlar o problema”, explica Manoel
Jacobsen, chefe do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São
Paulo e um dos autores do estudo.
Para Jacobsen, muitas pessoas não tratam
a dor crônica pois acreditam que não existe cura e que ela
deve ser suportada. “Essa idéia é muito prejudicial para
o tratamento da dor. Por exemplo, muitos indivíduos imaginam que
a cefaléia não tem cura, o que não é verdade”
completa. Aproximadamente um terço dos indivíduos com dor
crônica afirmou que não utiliza nenhum medicamento para tratar
a dor nos últimos 12 meses.
“A dor crônica é negligenciada no
País. Vivemos esta situação e a população
precisa ser informada sobre as opções de tratamento. Ninguém
precisa viver com dor”, completa Karine Leão, coordenadora do Grupo
de Dor do HC, também autora do "Epidor".
Os resultados preliminares do estudo "Epidor"
foram apresentados nesta quinta-feira em São Paulo. A pesquisa foi
coordenada pela professora Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre,
do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública
da USP, em parceria com profissionais do Hospital das Clínicas.
No estudo, foram realizadas 2401 entrevistas
com pessoas maiores de 18 anos, moradoras no município de São
Paulo. O objetivo da pesquisa, inédita neste modelo na América
Latina, foi avaliar a prevalência de dor crônica na população,
suas causas, gravidade, duração e local da dor. Os achados
foram relacionados ao sexo e idade.
Um detalhe da pesquisa é que, mesmo feita
apenas com moradores da cidade de São Paulo, traz conclusões
referentes a todo o Brasil. De acordo com os pesquisadores, isso é
possível porque em São Paulo há cidadãos originários
de todas as regiões do País. (Último Segundo)
22.06 - Einstein dobra atendimentos em São Paulo
Unidade é capaz de oferecer consulta, diagnóstico e tratamento
em um único local e em poucas horas
Com a inauguração de um novo prédio na próxima
terça-feira, o Hospital Israelita Albert Einstein, de São
Paulo, quase duplicará sua capacidade de atendimento. A nova unidade,
anexa à atual, vai abrigar um hospital-dia e será capaz de
oferecer consulta, diagnóstico e tratamento em um único local
e em poucas horas.
O aumento da capacidade e os novos serviços vêm atender
a um crescimento da demanda. Hoje, instituições como o Einstein
e o Sírio-Libanês registram, em alguns dias da semana, ocupação
máxima dos leitos de internação, o que leva pacientes
a enfrentar longa espera no pronto-socorro.
A meta do Einstein agora é agilizar o diagnóstico da
doença e a permanência do paciente dentro do hospital. No
novo prédio, consultórios, exames, serviços de apoio
e área para pequenos procedimentos estarão em um mesmo espaço.
O oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do hospital, exemplifica:
"A pessoa vai ao ortopedista e pode ser que a fratura que ela teve foi
decorrente da falta de cálcio. Ela tem que fazer uma dosagem de
cálcio e ser vista por um endocrinologista rapidamente porque, talvez,
o problema seja da paratireoide. A disfunção pode ser por
um tumor e ela precisará passar por um neurocirurgião, que
pedirá uma tomografia para fechar o diagnóstico."
Segundo ele, normalmente esse paciente levaria muitos dias para se
consultar com os especialistas e fazer os exames necessários. A
proposta do Einstein é que, se possível, a pessoa faça
tudo no mesmo dia. "O paciente não quer ficar circulando", afirma
Lottenberg.
A ideia é também agrupar os profissionais afins no mesmo
espaço. "Como o ortopedista pode trabalhar desacopladamente de um
profissional de reabilitação? Como um cardiologista pode
tratar de uma insuficiência cardíaca se não tiver uma
nutricionista ao lado dele?", questiona ele.
O novo prédio do Einstein faz parte de um plano de expansão
que prevê a construção de outras duas unidades e que
tem custo total de R$ 500 milhões. Os leitos passarão dos
atuais 485 para 700. Na nova unidade, haverá 200 consultórios,
20 salas de cirurgia, 41 leitos no hospital-dia, além de um centro
de diagnóstico exclusivo para atender o paciente externo -que não
está internado.
Sírio-Libanês
O Sírio-Libanês também está em expansão,
com aumento do número de leitos de internação e de
UTI e de salas cirúrgicas. Até dezembro, inaugura um hospital-dia
com 12 leitos. Segundo Gonçalo Vecina, superintendente corporativo
do hospital, em 2010, começam as obras de um novo prédio,
de R$ 450 milhões, que possibilitará a criação
de mais 200 leitos.
Tanto o Einstein como o Sírio estão investindo em equipamentos
de última geração. O Einstein adquiriu um tomógrafo
que substitui o cateterismo em casos de dores no peito inespecíficas
em mulheres jovens, por exemplo. O Sírio iniciou a compra de uma
ressonância magnética que será usada em cirurgias neurológicas.
(CLÁUDIA COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
19.06 - Brasil mais perto de produzir vacina da gripe A
A identificação da mutação no vírus
da influenza A (H1N1) – gripe suína – por pesquisadores brasileiros
aumenta as chances de o país desenvolver uma vacina contra a doença,
avalia o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele
acredita, no entanto, que o Brasil só estará pronto para
produzi-la no ano que vem.
“Essa descoberta coloca o Brasil no eixo de um dos potenciais candidatos
de desenvolver uma vacina. O Instituto Butantan, em São Paulo, tem
todas as condições tecnológicas e industriais de produzi-la
e essa descoberta robustece a capacidade brasileira”, afirmou o ministro,
que participou quarta-feira, no Rio de Janeiro, de seminário sobre
desenvolvimento na primeira infância.
Temporão destacou que, com o que se sabe até agora, não
é possível definir se a versão brasileira do vírus
é mais agressiva do que as que atingem outros países, mas
a descoberta é fundamental para determinar medidas mais eficazes
de diagnóstico e tratamento da doença.
O ministro afirmou também que a estratégia adotada pelas
autoridades brasileiras – focada na contenção da circulação
do vírus – será mantida. Ele admitiu, entretanto, que o início
do inverno, no próximo domingo (21), é motivo de preocupação.
“É nesta época, com as baixas temperaturas, que as pessoas
saem menos, ficam mais em ambientes fechados. Essas condições
climáticas favorecem a circulação do vírus
da gripe. Mas o nosso sistema de vigilância está funcionando
perfeitamente”, ressaltou Temporão, que disse ter verificado na
prática como as medidas de contenção estão
sendo realizadas nos aeroportos, já que chegou ao Brasil, no início
da semana, em um voo internacional.
“Fiz questão que cumprimentar os funcionários da Anvisa
[Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e do Corpo
de Bombeiros do Rio de Janeiro, que estão apoiando o trabalho no
estado”, acrescentou. (Agência Brasil)
19.06 - Novas regras não inibem automedicação
Entrou em vigor nesta semana a resolução da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe
pessoas famosas, como artistas, atletas e celebridades, de fazerem anúncios
publicitários de medicamentos em qualquer veículo de comunicação.
A norma proíbe também a propaganda em programas destinados
a crianças, o uso de merchandising com imperativos “tome”, “use”
ou “experimente” e estabelece regras para distribuição de
amostras grátis e brindes.
A resolução, estabelecida em 17 de dezembro de 2008,
esteve em consulta pública e recebeu mais de 850 contribuições.
A maioria dos especialistas ouvidos pela Agência Brasil garante
que a medida é “acertada”, “elogiável” e até “um avanço”.
Há, no entanto, quem veja limitações. “São
mudanças pontuais. Não se atacou o cerne da questão.
O mais adequado é que não haja publicidade de medicamentos”,
avalia a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Daniela
Trettel.
“Todo o tipo de prática que faz com que o medicamento seja tratado
como qualquer outro produto banaliza o uso da medicação e
expõe a população ao perigo”, alerta.
Para José Liporage, diretor-presidente da Associação
Brasileira de Farmacêuticos, a resolução é “um
começo”. Ele ressalta ainda a vantagem de que a norma se inicia
por meio da “conscientização da população quanto
ao uso racional dos medicamentos”. E admite que a propaganda de remédios
deve ser “cada vez seja mais restrita”.
De acordo com Liporage, o problema da propaganda de medicamentos é
induzir à automedicação. “Você acaba sendo indicado
pela propaganda a se automedicar. A automedicação acaba tendo
impacto muito grande nos custos do atendimento à saúde”.
Segundo o farmacêutico, a automedicação pode causar
reações adversas e efeitos colaterais além de mascarar
doenças e problemas de saúde.
Alerta semelhante faz o primeiro vice-presidente do Conselho Federal
de Medicina, Roberto Luiz D'Avila. “As pessoas se automedicam por questão
sintomática. Mas, assim, mascaram e perdem sintomas. Tratar sintoma
não significa tratar doença”, ressalta.
“Para o leigo, a febre é sinal de infecção. Para
o médico, a febre é sinal de muitas coisas e também
de uma infecção”, explica.
O senador Adelmir Santana (DEM-DF), vice-presidente da Associação
Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma) e presidente
da Câmara de Comércio de Produtos Farmacêuticos da Confederação
Nacional do Comércio, se diz contrário à automedicação
e à “empurroterapia”.
Ele elogia a decisão da Anvisa: “não há como a
gente estimular o uso de produtos farmacêuticos, até porque
o uso de produtos farmacêuticos tem efeito colateral”.
Santana assinala, porém, que a automedicação também
ocorre por falta de atendimento médico. “O problema no Brasil é
a deficiência dos serviços médicos, da presença
do Estado. Embora nós saibamos que o atendimento é universal
pelo SUS [Sistema Único de Saúde], na verdade, você
procura o médico e não encontra”, critica.
A resolução da Anvisa está disponível no
site www.anvisa.gov.br. (Gilberto Costa - Agência Brasil)
19.06 - Gaste menos com remédios
Na briga por clientes, indústria e varejo oferecem descontos
Medicamentos são caros e têm um peso considerável
no orçamento familiar, sobretudo para quem precisa de tratamento
contínuo. Mas se souber aproveitar os serviços públicos
e a disputa por clientes travada por indústrias e farmácias
o consumidor pode reduzir esse custo.
Programas de fidelização, comuns no varejo e nas companhias
aéreas, por exemplo, começaram a ser adotados por redes de
farmácias e grandes indústrias de medicamentos. No caso dos
bônus oferecidos pelas indústrias, os pacientes dependem de
seus médicos, que recebem os cartões de descontos.
Dependendo do laboratório, o abatimento pode variar de 30% a
60%. Com o cartão, os pacientes ligam para os laboratórios,
fazem cadastro e se dirigem a um dos estabelecimentos conveniados com a
fabricante.
– Essa estratégia teve início no Brasil a partir da entrada
dos medicamentos genéricos, que provocaram uma pressão grande
nos preços – explica Julio Mottin Neto, diretor de marketing da
Panvel.
O aposentado Waldemar Stimamilio, de 86 anos, há três
anos faz uso dos descontos concedidos por laboratórios, recomendado
por seu médico. Mensalmente, Stimamilio economiza cerca de R$ 100.
– Isso me garante pelo menos um pouco de tranquilidade – resume o aposentado,
que vive com uma renda mensal de R$ 460.
Para o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers),
Paulo de Argollo Mendes, porém, o política de bônus
é questionável:
– Se o laboratório tem condições de vender por
um preço menor, e o governo está vendo isso, o ideal seria
que o preço baixasse para todos.
Assim como os laboratórios, as redes de farmácias também
vêm oferecendo descontos em programas de fidelização.
A cada compra, o cliente soma pontos que podem ser resgatados depois sob
a forma de descontos. Em alguns casos, isso vale apenas para cosméticos,
não para remédios. Outras optam por parcerias com convênios
e planos de saúde.
FGV aponta inflação de 5,12% no setor
Para a população de baixa renda, a solução
ainda é tentar garantir medicamentos por meio de programas públicos,
apesar de problemas na regularidade do fornecimento.
Conforme pesquisa de orçamento familiar aplicada para a Região
Metropolitana de Porto Alegre pelo o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Iepe/UFRGS), os medicamentos
tem o peso de 2,75%, no orçamento familiar. De janeiro a maio deste
ano, a alta nos preços dos remédios chegou a 5,12%, segundo
estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Onde buscar ajuda
FARMÁCIA POPULAR
Ainda que nem sempre cumpram seu papel, alternativas oferecidas pelo
poder público podem diminuir a despesa. No quadro abaixo, veja como
funcionam iniciativas federais e estadual:
> Drograrias privadas podem funcionar como postos da Farmácia
Popular. Com o programa, os principais medicamentos de uso contínuo,
como os para hipertensão e diabetes, podem custar até 10
vezes menos.
> Os descontos vão de 50% a 90% e valem inclusive para medicamentos
genéricos. Para adquirir os remédios, é preciso levar
a receita assinada por um médico e o CPF. No Rio Grande do Sul,
existem 30 unidades próprias e 704 operadas por drograrias privadas.
Saiba mais em www.saude.gov.br.
FARMÁCIA DO ESTADO
> Pacientes atendidos pelo SUS e que sofrem de doenças de média
e alta complexidade ou que utilizam medicamentos de uso contínuo,
caracterizados como excepcionais e especiais, podem receber os remédios
gratuitamente do Estado.
> O governo do Estado paga e depois é ressarcido pelo Ministério
da Saúde. Na Capital, a Farmácia de Medicamentos Especiais
fica na Avenida Borges de Medeiros, 546. No Interior, as coordenadorias
de saúde são os pontos de referência. (Dionara Melo
- Zero Hora)
19.06 - EUA: Benefícios a parceiro gay
de funcionário
Servidores federais terão acesso a alguns
direitos iguais aos de colegas heterossexuais
Democrata é criticado por ativistas pelas
exceções e por não cumprir promessas de campanha no
tocante a discriminação contra gays
Depois de meses de críticas de ativistas
homossexuais e de direitos civis por ter recuado ou estar demorando para
cumprir promessas de campanha, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou
memorando que amplia alguns benefícios para parceiros de mesmo sexo
de funcionários públicos federais, no que chamou de "apenas
o primeiro passo".
Entre eles estão acesso a um seguro de
saúde do governo que paga por doenças crônicas, como
mal de Alzheimer, ou o direito de tirar folga para cuidar de parceiros
ou filhos não biológicos que estejam doentes. Ficaram de
fora da decisão presidencial dois dos principais pedidos do movimento,
que são o direito ao seguro de saúde total e a benefícios
de aposentadoria similares aos que gozam maridos ou mulheres em uniões
heterossexuais.
"Muitos de nossos servidores públicos
mais trabalhadores, dedicados e patriotas vêm tendo negados direitos
básicos que seus colegas têm por uma razão simples:
as pessoas que eles amam são do mesmo sexo", disse o presidente,
na cerimônia de assinatura, no Salão Oval da Casa Branca,
no final da tarde de ontem. O democrata estava cercado por ativistas, o
vice, Joe Biden, e políticos.
Obama disse ainda que era contra o Ato de Defesa
do Casamento, Doma na sigla em inglês, lei aprovada pelo Congresso
em 1996 que define o casamento como uma união legal entre um homem
e uma mulher para efeito de todas as leis federais e que dá o direito
a cada um dos 50 Estados americanos de não reconhecer uniões
entre pessoas de mesmo sexo aprovadas em outros Estados -a união
entre membros do mesmo sexo é permitida hoje em seis deles.
A lei é "discriminatória, interfere
com os direitos dos Estados e já é hora de nós a derrubarmos",
disse o presidente, no ato de assinatura. No entanto, já na gestão
de Obama, o Departamento da Justiça dos EUA decidiu defender a constitucionalidade
dessa lei num caso envolvendo a questão. A incoerência entre
retórica e prática do democrata desde que tomou posse é
um dos principais motivos da alienação da chamada base gay,
que o ajudou a eleger em novembro passado.
Outro problema apontado pelos ativistas no memorando
assinado ontem são suas exceções. Ele não se
aplica, por exemplo, aos funcionários militares do Departamento
da Defesa, apenas aos civis. O cuidado foi tomado por Obama para não
se sobrepor à política adotada pelo Pentágono e conhecida
como "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte).
Pela lei federal, considerada preconceituosa
por entidades de direitos civis, homossexuais ou bissexuais são
proibidos de, enquanto estiverem prestando serviço militar, revelar
sua orientação sexual ou falar de relações
homossexuais ("não conte"), e seus superiores não podem iniciar
investigação sobre a orientação dos comandados
("não pergunte") -a não ser que haja suspeita de que o comandado
seja homossexual.
"Essa é uma tentativa de colocar nossa
casa federal em ordem, e é muito importante que façamos isso",
defendeu John Berry, diretor do Escritório de Gerenciamento de Pessoal
da Casa Branca, ele próprio homossexual assumido. "Eu acho que a
comunidade gay, da qual eu faço parte, pode ter muito orgulho, porque
este presidente está conosco."
Não é o que pensa o diretor da
ONG Human Rights Campaign, Joe Solmonese, que nesta semana escreveu uma
carta a Obama reclamando da decisão do Departamento da Justiça
de defender o Doma, ação que também seria criticada
por editorial do "New York Times". "O governo necessita de uma nova direção
em direitos homossexuais", escreveu o diário.
O comando obamista argumenta que, com duas guerras
e a atual situação econômica, o presidente não
pode se dar ao luxo de "causar ruído" ao adicionar a causa às
prioridades. (SÉRGIO DÁVILA - Folha de S.Paulo)
17.06 - A responsabilidade civil dos hospitais
O advogado, João Maranhão, tece
algumas considerações sobre as ações judiciais,
decorrentes de erros
Ao tomar conhecimento da notícia de que,
nos últimos seis anos, as ações judiciais, decorrentes
de erros médicos, aumentaram mais de 200% em nosso país,
não poderia me furtar de tecer algumas considerações
sobre o assunto, em especial no que se refere a responsabilização
da instituição hospitalar onde supostamente foi praticado
o erro.
Inicialmente, devemos esclarecer que a questão
da responsabilidade civil dos hospitais não é tão
simples quanto parece. Não se pode presumir a culpa do Hospital,
ou aplicar a teoria do risco empresarial, diante das peculiaridades que
envolvem a natureza deste serviço. Por este motivo, temos que analisar
todos os requisitos que devem estar presentes para que se possa falar em
responsabilidade civil das instituições médicas, pois
a doutrina estabelece uma diferenciação entre responsabilidade
contratual (decorrente do descumprimento do contrato) e extra-contratual
(decorrente da prática de ato ilícito causador de prejuízo).
No primeiro caso (responsabilidade contratual),
é imprescindível que haja, obviamente, um contrato entre
as partes, que pode ou não estar formalizado por instrumento, e
que qualquer um dos envolvidos tenha descumprido as obrigações
estipuladas. Além disso, é necessário que haja dano
sofrido, por alguma das partes, em decorrência da quebra contratual.
Ao procurar o atendimento hospitalar, o paciente
espera que a instituição forneça condições
estruturais e preste todos os serviços necessários durante
o internamento. Quando o Hospital e seus profissionais fornecem o tratamento
desejado e previsto, não há que se cogitar a prática
de ato ilícito e nem a responsabilização da instituição
civilmente. Entendendo estas obrigações, fica evidente que,
se forem observados todos os procedimentos previstos na ciência médica,
não se pode falar em responsabilidade por eventuais danos.
Já no caso de responsabilidade extra-contratual
(aquiliana), se uma das partes praticar um ato, necessariamente ilícito,
contrário a disposição legal, será aplicado,
então, o princípio de que ninguém deve infringir a
lei e os princípios dela decorrentes. A lei estabelece que neste
caso, verificado o dano, haverá a obrigação de indenização,
desde que presentes os requisitos da responsabilidade civil (existência
de uma ação ou omissão, culpa, dano e nexo de causalidade).
Além disso, podemos destacar que a pretensão
de responsabilizar o Hospital, independente de culpa, com base nos dispositivos
do Código de Defesa do Consumidor, merece ser analisada corretamente.
A instituição médica, mesmo sendo prestadora de serviços,
não responde por todo evento ocorrido em suas dependências.
Se assim fosse, jamais receberia um paciente para cirurgia, na medida em
que todo procedimento cirúrgico implica, necessariamente, em lesões
corporais e, nestes casos, a instituição teria que responder
por danos estéticos causados aos pacientes.
Como o Código de Defesa do Consumidor
(artigo 14, §4º) explica que a responsabilidade dos profissionais
liberais será apurada nos termos da legislação civil,
podendo a vítima comprovar a prática de ato ilícito,
fica evidente que a atribuição de responsabilidade feita
a hospitais por atos ilícitos, que teriam sido praticados pelos
médicos, segue a mesma regra. A interpretação da legislação
mostra que a instituição de saúde responderá,
sem que haja necessidade do paciente demonstrar a culpa da instituição,
quando for comprovada a culpa dos médicos.
Sendo assim, para que a instituição
seja responsabilizada, é necessária a comprovação
da prática de ato ilícito por parte dos médicos. Desta
maneira, os profissionais, assim como o Hospital, devem fornecer o serviço
da melhor forma possível, exatamente como a ciência médica
determina. Caso sejam observados estes procedimentos e, mesmo assim, haja
dano, este só pode ser atribuído a ocorrência de caso
acidental, mas não aos médicos ou ao Hospital.
(João Paulo Maranhão - Saúde Business Web)
17.06 - Mitos e verdades que rondam a dengue
O medo de contrair dengue, principalmente do tipo hemorrágica,
está levando uma boa parcela da população cuiabana
e várzea-grandense a lançar mão de práticas
nada convencionais e sem comprovação científica na
tentativa de se proteger. Em paralelo, também há muitos mitos
sobre a vida, reprodução e hábitos do mosquito Aedes
aegypti, transmissor da doença, que pairam sobre o imaginário
popular, sobre o senso comum.
Ingerir medicamentos homeopáticos à base de própolis
e alho, produtos que exalariam um odor capaz de repelir o mosquito, ou
produzir substâncias caseiras para passar sobre a pele, como uma
solução que combina álcool e cravo, estão entre
as receitas que nos últimos dias se tornaram assunto nas rodas de
conversas no trabalho, escola e na vizinhança.
Entretanto, o médico sanitarista Reinaldo Mota garante que nenhuma
dessas medidas tem eficiência comprovada. A única fórmula
que se conhece para eliminar o inseto e impedir que a doença se
propague, destaca Mota, é acabar com os criadouros. E essas mesmas
receitas não funcionam como repelentes, também não
ajudam no tratamento dos sintomas da dengue, alerta Mota.
Ele é professor do curso de Medicina da UFMT e membro do Núcleo
de Estudos de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema
Único de Saúde (SUS), criado com o objetivo de desenvolver
estudos científicos. A dengue está sendo um dos principais
temas de pesquisa do núcleo.
Para Mota, a população negligenciou, ou seja, não
fez sua parte na prevenção aos criadouros do mosquito, e
agora que a doença se espalhou, está buscando alternativas
para se proteger. “É importante que cada um saiba de sua responsabilidade
e participe das ações de combate aos criadouros”, alerta.
Ao se remeter à História, ele lembra da época
da pandemia da gripe espanhola, entre 1918 e 1920. Há informações
que dão conta de que a população soltava bombas de
menor poder explosivo acreditando que, ao disseminar a fumaça, purificaria
o ar, eliminando o vírus da doença.
Sobre o mosquito Aedes aegypti, as explicações vieram
do coordenador de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de
Saúde (SES), Oberdan Ferreira Lira. Ele lembra que o mosquito transmissor
é aquele de cor escura com listras brancas e que, entre outras denominações,
é conhecido popularmente como “palhinha”.
Para contaminar o homem, o Aedes aegypti precisa ter contato com alguém
contaminado pelo vírus. Ao contrário do que se pensa, o mosquito
não pica somente durante o dia. É verdade que ele tem hábitos
diurnos, mas pode picar no período noturno se passou o dia num ambiente
onde não havia de quem sugar o sangue.
O mosquito macho é herbívoro - se alimenta de seivas
de plantas -, enquanto a fêmea precisa das proteínas do sangue
para maturar os ovos e continuar o ciclo reprodutivo. Na fase adulta, o
inseto pode viver por mais de 30 dias e picar várias pessoas. Já
os ovos são preservados por até um ano em local seco e eclodem
no contato com água limpa e parada.
Em Cuiabá e na maioria das cidades mato-grossenses, por causa
das altas temperaturas, as larvas do Aedes aegypti viram mosquito em apenas
quatro dias e a propagação é maior. Nas regiões
mais frias, essa mutação pode durar até um ano, segundo
Oberdan Lira. (Alecy Alves - Diário de Cuiabá)
17.06 - EUA: Corte de US$ 313 bi de gastos com
saúde
O corte deverá ser feito, ao longo de
dez anos, dos programas Medicare e Medicaid
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
disse que pretende cortar US$ 313 bilhões, ao longo de dez anos,
dos programas Medicare e Medicaid, que dão cobertura a idosos e
pessoas de baixa renda, como parte de seu plano de reforma.
A quantia anunciada não está incluída
nos US$ 635 bilhões em aumento de impostos e cortes de gastos com
saúde já divulgados pelo presidente norte-americano.
Juntos, os planos gerariam uma economia e/ou
aumento de impostos de US$ 948 bilhões ao longo de uma década,
para assegurar milhões de americanos que não possuem plano
de saúde e desacelerar o aumento de gastos com o setor.
(Saúde Business Web)
16.06 - Receitas médicas com erro
Pesquisa revela erro em quase metade das receitas médicas
Especialista alerta para o uso indevido de abreviaturas
De pouco adianta o diagnóstico preciso de uma doença
se o receituário médico levar a um tratamento equivocado.
Foi a partir dessa ótica que o farmacêutico Mário Borges
Rosa, presidente do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos,
pesquisou erros nas prescrições de medicamentos potencialmente
perigosos, apresentadas na farmácia de um hospital de referência
em Minas Gerais. O resultado revelou um certo desleixo dos profissionais
da medicina: dos 4.026 receituários analisados, 44,5% (ou 1.791)
apresentaram algum tipo de problema. Entre os itens observados estavam
a legibilidade da receita, o nome do paciente, o tipo de prescrição,
se havia data e até a caligrafia e a grafia correta dos remédios.
Entretanto, um dos erros mais perigosos - e recorrentes - é a utilização
de abreviaturas.
"Principalmente a letra ‘u’, usada para indicar unidade, o que pode
levar a erros graves", observa o farmacêutico Mário Borges.
Segundo ele, o uso intensivo e sem padronização de abreviaturas
é condenado pela Organização Mundial de Saúde
(OMS), que mantém, desde 2004, uma aliança mundial para segurança
do paciente. "Essa convenção trata de vários assuntos
relacionados à segurança no ambiente hospitalar, como a questão
do diagnóstico tardio e o erro de medicação", pontua.
O pesquisador cita como exemplo, para reforçar a necessidade de
banir o uso de abreviatura, o caso de um paciente canadense que recebeu
70 unidades de insulina, em vez das sete prescritas, porque a abreviatura
"u" foi confundida com o número zero. O paciente sofreu lesão
grave permanente.
No Brasil, informa Borges, uma criança levada a um posto de
saúde faleceu porque a receita indicava apenas uma gota de broncodilatador,
e o profissional da farmácia entendeu que eram 15 (porque a abreviatura
"g" ficou semelhante ao número 5. "A padronização
no processo de prescrição e a eliminação dos
receituários feitos à mão podem reduzir o número
de erros", recomenda Borges. O presidente do Conselho Regional de Medicina
de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Gomes, afirma não
ter conhecimento sobre o estudo e que a ocorrência comprovada de
erros deve ser apurada. "Não temos conhecimento de nenhum erro de
medicação prescrita ter matado alguém.
Sabemos de um caso de interpretação, quando uma enfermeira
aplicou medicamento na veia de um paciente, após ter trocado a orientação
enteral (sonda) por parenteral (veia)", disse Gomes. De acordo com ele,
há um artigo do código de ética médica que
impede o profissional de emitir receita ilegível. "O conselho sempre
se preocupou com o receituário. A maioria dos profissionais hoje
usa o computador para imprimir a receita. Mas há também muito
preconceito relacionado à letra do médico, que não
é boa porque escrevemos muito rápido. Temos que atender muita
gente", justifica o presidente do CRM. (Giselle Araujo - O Tempo)
16.06 - Ministério vacinou 81% dos idosos
contra a gripe
Após prorrogar a campanha de vacinação
de idosos contra a gripe, o Ministério da Saúde cumpriu sua
meta inicial, de 80% de cobertura, e imunizou 81,47% dos brasileiros com
mais de 60 anos. A porcentagem corresponde a 15,8 milhões de pessoas
-1,5 milhão a mais do que as vacinadas no ano passado.
O término da campanha estava previsto
para 8/5. Como a meta inicial não havia sido atingida, o prazo foi
adiado para 29/5.
Mesmo assim, quatro Estados não atingiram
o objetivo, entre eles São Paulo, com 75,05%, Rio de Janeiro, com
77,9%, e Santa Catarina, com 78,28%. O Rio Grande do Sul, cujo clima mais
frio favorece a gripe, foi o que teve menor cobertura (71,96%).
O Ministério afirma que esses Estados
discordam do resultado e alegam que o total de idosos, calculado com base
em estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
está superestimado. Eles dizem que já atingiram a meta de
80%. O Ministério avalia o caso.
Foram gastos R$ 162,2 milhões no programa.
Na campanha de 2010, além dos idosos, trabalhadores da saúde
-mais expostos aos vírus da gripe- serão vacinados de forma
gratuita. (Folha de S.Paulo)
16.06 - SP terá centro de cirurgia
robótica de tumor
Instituto que é referência mundial em operações
menos invasivas escolhe Hospital de Câncer de Barretos para sua quarta
unidade
Ao menos 30% das vagas de treinamento serão para médicos
do SUS; empresas europeias doaram US$ 12 milhões em equipamentos
Um instituto europeu de pesquisa, o Ircad, referência internacional
em procedimentos minimamente invasivos e cirurgias robóticas, escolheu
o Brasil para sediar sua quarta unidade, a primeira nas Américas.
As outras três estão na França, em Taiwan e em Dubai.
O centro vai funcionar no Hospital de Câncer de Barretos (interior
de SP), um dos principais polos de atendimento oncológico do SUS.
Médicos brasileiros e da América Latina serão treinados
para fazer cirurgias por videolaparoscopia, técnica que pode retirar
um tumor de forma menos invasiva, com recuperação mais rápida
e menos taxas de infecção.
Ao menos 30% das vagas de treinamento serão destinadas aos médicos
do SUS. A direção do hospital fechou uma parceria com o governo
de José Serra (PSDB) e negocia com o Ministério da Saúde
outros acordos. Os equipamentos, avaliados em US$ 12 milhões, serão
doados por empresas europeias por meio do Ircad. Ao todo, o centro custará
US$ 20 milhões. A entrega está prevista para 2011.
O hospital de Barretos é considerado hoje o maior serviço
da América Latina em cirúrgicas oncológicas do sistema
digestivo por videolaparoscopia.
"Temos pacientes que têm alta do hospital após 24 horas.
Na cirurgia aberta, ele ficaria seis dias internado. O meu paciente [do
SUS] não tem empregado, não tem quem cuide dos filhos. Quero
colocar esse paciente o mais rápido possível na casa dele",
afirma o diretor do hospital, Henrique Prata.
O uso da videolaparoscopia para retirar tumores é polêmico.
Uma das razões apontadas é que o tumor deve ser retirado
junto com tecido normal (margem de segurança).
Como a maioria dos tumores malignos tem volumes maiores que 1 a 3 cm,
alguns cirurgiões argumentam que pode ser arriscado retirá-los
por meio de incisões tão pequenas como as usadas na videolaparoscopia.
Há também um temor que esse tipo de cirurgia contribua para
disseminar o câncer.
No entanto, vários estudos internacionais têm demonstrado
que é possível a retirada de tumores, especialmente os de
intestino, próstata, estômago e órgãos ginecológicos,
com segurança e o mínimo de risco de reaparecimento do câncer.
"Essa medicina menos invasiva reduz em 75% o risco de infecção
hospitalar e vai levar o paciente para casa com um terço do tempo
normal que a cirurgia aberta", explica Prata.
Segundo o cirurgião Armando Geraldo Franchini Melani, chefe
do departamento de cirurgia do aparelho digestivo do Hospital de Câncer
de Barretos, no caso do câncer de cólon, os resultados com
a cirurgia laparoscópica são iguais ou até melhores
em relação à cirurgia aberta convencional.
"Como as complicações da laparoscopia são menores,
a cirurgia é indicada especialmente para pacientes de determinados
grupos de risco, como obesos e idosos", avalia Melani.
Segundo ele, o sistema de saúde inglês, considerado um
dos mais conservadores do mundo, está recomendando o aumento de
cirurgias colorretais, gástricas e hepáticas por laparoscopia.
Até 2011, a ideia é que o índice passe dos atuais
8% para 35%. No Brasil, estima-se que a taxa não atinja 5%.
"O que limita ainda é o custo dos equipamentos. Mas em compensação
você ganha porque diminui a necessidade de terapia intensiva, os
riscos de infecção pós-operatória e outras
complicações que vão gerar gastos muito maiores."
Os médicos também serão treinados em medicina
robótica, hoje presente no Brasil apenas em grandes centros médicos,
como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Nos EUA,
em torno 70% das cirurgias de próstata são robóticas.
"Há novos softwares sendo lançados que preservam em 99%
o nervo da próstata. Nenhum homem vai querer mais operar do jeito
antigo. O SUS pode achar caro o investimento, mas é direito absoluto
de todo homem não ficar broxa", dispara Henrique Prata.
(CLÁUDIA COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
15.06 - Ação contesta lei
sobre fundações de saúde no RJ
O PSOL ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no
STF contra leis do Estado do Rio que autorizaram a criação
de três fundações na área da saúde. A
contratação de pessoal seria pela CLT. Segundo o partido,
uma das leis invade competência da União, ao definir áreas
passíveis de atuação por parte de fundações.
O PSOL cita ainda liminar do STF que em 2007 suspendeu dispositivo que
permitia contratação de servidores pela CLT.
(O Estado de S.Paulo)
15.06 - Pediatras estão em falta em SP
A Secretaria Municipal da Saúde afirmou
que a falta de pediatras acontece porque há poucos profissionais
dessa especialidade no mercado --tanto na rede pública quanto na
privada. Segundo nota enviada pela pasta, esse déficit é
constatado pela baixa oferta de recém-formados.
As vagas para pediatras são oferecidas
pelas entidades parceiras que gerenciam as AMAs, por meio de processos
seletivos, com ampla divulgação na mídia, afirmou
a secretaria.
Apesar de mencionar que a contratação
de profissionais é uma preocupação constante, a pasta
não diz o que fará para solucionar o problema. Além
disso, diz que, das 18 unidades visitadas, apenas 8 são gerenciadas
por organizações sociais. Ou seja, as outras dez são
administradas pela própria gestão Kassab.
Quanto à agressão aos médicos,
a secretaria afirmou que os seguranças das unidades cuidam da proteção
do patrimônio e dos funcionários.
Garoto leva 7 horas para ser atendido
Foram quase sete horas de peregrinação,
em dois dias, para que a dona de casa Valdirene Pereira de Souza, 37 anos,
garantisse que seu filho Gabriel, 7, fosse atendido por um pediatra. "Para
driblar a falta de médicos tem que ter paciência", afirma
ela.
Preocupada com uma inflamação na
garganta do filho, Valdirene o levou à AMA Jardim Etelvina, em Guaianases
(zona leste de SP), no início da tarde da última segunda-feira.
"Disseram que eu deveria tentar outro hospital ou voltar outro dia", conta.
Ela, então, decidiu ir a pé para o pronto-socorro municipal
Júlio Tupy, a dois quilômetros dali. "Lá, esperei mais
de duas horas e desisti, porque também não tinha médico",
lembra.
A dona de casa fez o filho faltar às aulas,
na terça-feira, e voltou à mesma AMA às 9h. O garoto
só foi atendido depois de quatro horas e meia de espera, pelo único
pediatra que estava no local. "Só não demorou mais porque
muitas mães que estavam na fila desistiram", afirma ela. "O duro
é a gente esperar sem almoço, enquanto vê os funcionários
fazendo pausa para fumar ou para bater papo", desabafa.
Com sintomas de pneumonia, o metalúrgico
Rafael Lira de Sales, 35 anos, teve de esperar três horas, na última
segunda-feira, até ser atendido na AMA Parque Anhanguera. "O pior
é ficar passando mal debaixo do sol, porque não cabe mais
gente lá dentro", comentou. A sala de espera tem 33 assentos, mas
cerca de 80 pessoas aguardavam atendimento.
Sua mulher, Valéria Bianchi Sales, de
32 anos, afirma que o atendimento só foi rápido nos primeiros
meses seguintes à inauguração da unidade, em março
do ano passado. "Ultimamente, o atendimento tem sido bem demorado. Às
vezes, não tem pediatra aqui", reclama ela. (Aline Mazzo
e Gilberto Yoshinaga - Agora S.Paulo)
15.06 - Médicos: Revalidação
de diplomas
Audiência pública debate revalidação
de diplomas
A Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara dos Deputado, em conjunto com a Comissão de Educação
e Cultura, aprovou o requerimento 282/2009, de autoria do dep. Eleuses
Paiva (DEM/SP), com pedido de realização de audiência
pública para discutir as portarias interministeriais, das pastas
de Educação e Saúde.
A primeira de número 383, de 19 de fevereiro
de 2009, institui a subcomissão de revalidação de
diplomas para aprimorar o processo de revalidação de diplomas
expedidos por instituições de ensino estrangeiras, especificamente
do curso de medicina criando um tratamento desigual com todos os outros
países. A segunda, de número 444, de 15 de maio de 2009,
dispõe sobre aferição de correspondência curricular
nos processos de revalidação de diplomas de medicina expedidos
por universidades estrangeiras.
Foram indicados para participar da audiência:
o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade,
o presidente da Associação Médica Brasileira, José
Luiz Gomes do Amaral, o presidente da Associação Brasileira
de Educação Médica, Mourad Ibrahim Beleciano, um representante
do Ministério da Saúde e um representante do Ministério
da Educação.
A reunião vai acontecer no dia 23 de junho,
às 14h30, no Plenário 7. (CFM)
10.06 - União contesta obrigação
de fornecer remédios
A decisão que obriga a União e o estado do Paraná
a fornecerem remédios para aqueles que sofrem de Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica (DPOC) nos hospitais públicos de Maringá
(PR) está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. O pedido
de suspensão de tutela antecipada (STA) foi apresentado pela União
e pelo Paraná, que discordaram da sentença do juiz da 1ª
Vara Federal de Maringá, confirmada pelo Tribunal Regional Federal
da 4ª Região.
A decisão atacada foi proferida em Ação Civil
Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal e
pelo Ministério Público do estado do Paraná. Contra
essa sentença, a União e o estado do Paraná entraram
com recurso de agravo de instrumento junto ao TRF-4, que negou seu provimento.
Após isso, foram apresentados Embargos de Declaração
no TRF-4, que ainda não foram julgados.
Os autores da ação tentam suspender a decisão
do TRF-4 até o trânsito em julgado da decisão de mérito
da Ação Civil Pública. Pela decisão questionada
no Supremo, a União e o Paraná terão de incluir o
atendimento a DPOC nos hospitais em um prazo de 30 dias a partir da intimação
da decisão.
O pedido fundamenta-se no argumento de que a decisão questionada
desrespeitaria as normas e regulamentos relacionados à gestão
de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde, cuja implementação
ocorre juntamente com os estados e municípios, no âmbito dos
programas de distribuição. “[Esses programas] observam rigorosos
critérios de necessidade e prioridade no atendimento à população,
abalando, de forma preocupante, o sistema público de saúde”,
diz a ação.
Embora reconheça o artigo 196 da Constituição
Federal, que garante a saúde como direito de todos e dever do Estado,
o pedido de STA mostra que o fornecimento dos dois remédios é
“de altíssimo custo”, o que prejudicaria o correto gerenciamento
do sistema público de saúde.
“No intuito de se cumprir a referida decisão judicial deverá
o agente público encarregado de administrar o SUS remanejar a verba
destinada à saúde pública para outras áreas
de atuação, diminuindo, consequentemente, a possibilidade
de serem oferecidos serviços de saúde básicos ao restante
da coletividade”, adverte o texto da ação. O texto também
aponta a violação do princípio da legalidade/ programação
orçamentária e a cláusula da reserva do financeiramente
possível. Com informações da Assessoria de Imprensa
do STF.
STA 328 (Consultor Jurídico)
10.06 - Medicamentos: Similares têm eficiência comprovada
A gerente de Tecnologia Farmacêutica da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), Tatiana Lowande, afirmou
que todos os medicamentos similares atualmente no mercado têm sua
eficiência comprovada.
A representante da Anvisa participou, na última quarta-feira,
de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor
que discutiu a produção e a comercialização
de medicamentos similares no País.
Os similares são os medicamentos que possuem a mesma concentração,
posologia, via de administração, indicação
terapêutica, princípio ativo e qualidade do medicamento de
referência, porém diferem dos genéricos porque possuem
uma marca. É o caso de produtos como Melhoral, AAS e Quinoflox.
Qualidade dos produtos
Segundo Tatiana Lowande, todos os medicamentos disponibilizados no
mercado registrados pela Anvisa são de qualidade. Ela destacou que,
para manter essa qualidade, a agência precisa de colaboração.
"Porque o registro é apenas uma parte desse processo. Depois que
o medicamento é registrado, ele passa a ser produzido em lotes pelas
indústrias. Precisa haver parceria com a população
e a classe médica para que a Anvisa seja avisada caso haja suspeita
de desvio de qualidade ou de ineficácia de qualquer do medicamento."
Na opinião do deputado Dr. Nechar (PV-SP), que é médico,
os similares são confiáveis. "Não consigo acreditar
que quando um laboratório farmacêutico registra um novo medicamento
no Ministério da Saúde, portanto na Anvisa, não sejam
feitos todos os testes necessários para mostrar que aquele medicamento
tinha a mesma equivalência e eficácia do que o que nós
chamamos de referência."
Falta de informações
O deputado Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ) disse que solicitou
a audiência por conta da falta de informações sobre
os similares. "A informação tem que ser clara, ostensiva,
constante. Então, nós da Comissão de Defesa do Consumidor
estaremos trabalhando junto à Anvisa para que haja esta divulgação."
(CREMERJ)
10.06 - Dante Pazzanese realizará estudo genético
Estudo genético avaliará doenças cardiovasculares
O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, vinculado à Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo, iniciará, no segundo
semestre, um mapeamento genético de emergências cardiovasculares.
O hospital vai monitorar cerca de 2.000 pacientes que derem entrada
no pronto-socorro com problemas cardiovasculares diversos, como crise hipertensiva,
angina, AVC (acidente vascular cerebral), parada cardiorrespiratória,
arritmia e insuficiência cardíaca.
Serão coletadas amostras de sangue desses pacientes, que serão
processadas no ambulatório de biologia molecular. Além de
verificar quais genes estão ativados no paciente no momento da crise,
será possível identificar eventuais mutações
-o que pode definir o tratamento individualizado, segundo as características
genéticas de cada pessoa.
O objetivo do Dante é testar cerca de 500 mutações
genéticas em cada paciente com crise aguda e, a partir desses registros,
personalizar o tratamento dessas doenças. (Folha de S.Paulo)
09.06 - Valor ressarcido por planos deve aumentar
Com o anúncio de um novo sistema de cobrança
que passou a funcionar ontem, segunda-feira, a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) estima aumentar de R$ 50 milhões
para R$ 120 milhões a R$ 140 milhões o volume ressarcido
por planos de saúde ao SUS.
O ressarcimento está previsto em lei quando
um segurado é atendido na rede pública para um procedimento
para o qual estava coberto em seu contrato. As operadoras contestam a legalidade
da cobrança.
Apesar do aumento, o ministro da Saúde,
José Gomes Temporão disse que não se deve tratar a
política de ressarcimento como uma solução para o
subfinanciamento da saúde. A previsão de arrecadação
anual representa menos de 1% do orçamento da pasta (de R$ 59 bilhões
neste ano).
Em março, o Tribunal de Contas da União
criticou a ANS por ter deixado de cobrar R$ 2,6 bilhões de operadoras
entre 2003 e 2007. (clicRBS)
09.06 - A maioridade do CDC
O Código de Defesa do Consumidor, conhecido como CDC, atingiu
sua maioridade plena em março de 2009, já que sua vigência
se iniciou 180 dias após sua promulgação, em 11 de
setembro de 1990.
Primeiro regulamento específico do mercado de consumo no Direito
brasileiro, o CDC é um documento normativo inovador, pois, além
de patrocinar uma mudança de paradigma nas relações
de consumo, cujo campo de atuação é bastante amplo,
serviu de inspiração para muitos países na construção
de suas leis.
Logo no início de sua vigência, imaginava-se que o CDC
seria uma lei que "não pegaria", mas isso não se confirmou.
A cada ano vê-se que tanto os consumidores como as empresas estão
mais conscientes e seletivos em relação aos seus direitos
e deveres. Isso se deve ao crescimento e ao fortalecimento dos órgãos
públicos de defesa do consumidor, os Procons, das entidades civis
de defesa do consumidor, além da adoção de estratégias
das empresas para aprimorar seu canal de comunicação com
a sua clientela, pela criação de ouvidorias e implementação
de serviços de atendimento ao consumidor, os SACs.
O Ministério Público e o Poder Judiciário também
em muito contribuíram para atender aos anseios dos consumidores
lesados. E, mais ainda, não se pode deixar de reconhecer a importância
da cobertura maciça da mídia sobre o tema.
Devemos comemorar a maioridade do Código de Defesa do Consumidor,
ao constatar que a sociedade brasileira conta com mecanismos jurídicos
adequados para a defesa de seus direitos. No entanto ainda há muito
o que fazer para que se tenha um mercado de consumo de qualidade, justo
e equilibrado. Assim, na tentativa de alcançar tais objetivos, teremos
de levar em conta algumas alternativas determinantes para esse desafio
de transformações.
No século 21, é prioritária a necessidade de manter
o diálogo aberto entre todos os atores desse mercado: poder público,
empresas e consumidores. O diálogo é a principal ferramenta
para a construção de práticas jurídicas e sociais
responsáveis, levando-se sempre em conta a transparência e
os princípios éticos. Nesse sentido, é importante
que haja uma mudança de atitude e a atribuição de
novas responsabilidades para todos os envolvidos.
Por parte do poder público, é necessário maior
empenho em implementar, efetivamente, o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor,
para articular as ações entre os setores público e
privado.
As empresas devem ter como meta a oferta de produtos e serviços
de qualidade, com informações claras, objetivas e transparentes,
além de implantar SACs e ouvidorias eficientes para melhor atender
seus clientes. Em síntese, devem ver no consumidor um parceiro e
aliado, e jamais tratá-lo como adversário, pois ele é
fonte de sustentabilidade para a sobrevivência de qualquer fornecedor
e, com efeito, da economia como um todo.
É importante também que o consumidor desenvolva a consciência
de seu papel no mercado e de sua importância para a economia nacional.
Para tanto, deve valorizar empresas preocupadas com questões relativas
à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável.
Mas só isso não basta, o consumidor deve estar atento para
suas reais demandas e possibilidades, para o desperdício e o desequilíbrio
de seu orçamento doméstico. Ou seja, precisa mudar seus hábitos
de consumo, como, por exemplo, economizar água e energia elétrica,
separar o lixo para a reciclagem e também evitar compromissos com
que não consiga, posteriormente, arcar. Em outras palavras, o consumidor
consciente é aquele que leva em conta não só suas
necessidades pessoais ao consumir, mas o impacto que essa ação
pode trazer ao meio ambiente e ao bem-estar social.
Inegavelmente, o Código de Defesa do Consumidor trouxe muitos
avanços, mas para sua ampla eficácia é preciso que
haja adesão integrada, com o engajamento e a participação
de todos esses stakeholders, para soluções efetivas. Pois
há de se ter em mente que a proteção do consumidor
traduz uma das vertentes da defesa da cidadania.
Para que os desafios propostos sejam alcançados, cabe a todos
nós começarmos a agir o quanto antes para a construção
de uma sociedade mais ética, procurando atingir a efetiva dignidade
da pessoa humana como imperativo de justiça social para as atuais
e futuras gerações. (Maria Stella Gregori - O
Estado de S.Paulo)
09.06 - Doação de sangue no Estado de SP
Saúde convoca paulistas para doar sangue antes do inverno
A Secretaria de Estado da Saúde convoca a população
paulista para doar sangue na primeira quinzena de junho, antes da chegada
do inverno para reforçar os estoques dos hemocentros do Estado,
que caem, em média, 30% nesta época do ano.
De acordo com a Secretaria, nas férias de julho há aumento
do trânsito nas estradas devido às viagens, com elevação
no número de acidentes de trânsito e de pacientes que precisam
de sangue nas emergências dos hospitais.
Em Ribeirão Preto o Hemocentro da cidade realiza atendimento
pelo telefone 0800-979-6049 de segunda a sexta-feira, das 8h às
17h. Para saber os postos de coleta de sangue em todo o Estado basta acessar
www.saude.sp.gov.br. (A Cidade)
09.06 - Consórcio de cirurgia plástica
tem parcela de R$ 92
Pelo menos quatro empresas de São Paulo
já oferecem consórcios nos quais é possível
pagar cirurgias plásticas, cursos no exterior, decoração
e até blindagem de carros.
As prestações variam de R$ 92 a
R$ 3.619 e dão direito a cartas de crédito com valores de
R$ 2.500 a R$ 38 mil nas empresas consultadas.
No país, pelo menos 13 operadoras já
têm o produto, com prazos de 12 a 48 meses.
Até fevereiro, só era possível
fazer consórcios de bens --como imóveis, automóveis
e motocicletas. No novo sistema, as cirurgias plásticas são
as mais procuradas. Hoje, um implante de silicone em São Paulo pode
variar de R$ 1.500 a R$ 10 mil, segundo especialistas. Quando o cliente
é sorteado, ele escolhe o médico e faz a operação.
Além da cirurgia, os consumidores também
estão aproveitando a opção do consórcio com
a intenção de investir em educação. "Quem tem
um filho que vai ingressar na faculdade daqui a três anos consegue
juntar o dinheiro e pagar as mensalidades antecipadas, com algum desconto",
afirma o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras
de Consórcios), Luis Fernando Savian.
Além dos cursos de pós-graduação,
as viagens para o exterior também estão entre as opções
preferidas daqueles que contrataram esse consórcio. Uma vantagem
é poder mudar de ideia sobre o serviço que será adquirido.
Assim, o cliente pode entrar com a ideia de comprar
uma viagem, mas acabar usando a grana para decorar a casa.
Como o consórcio não envolve um
bem, como um carro ou um apartamento, por exemplo, quem entra em um grupo
de alto valor e é sorteado logo no início tem que passar
por uma análise de crédito. Segundo a Abac, se o crédito
não for aprovado, ele terá que contar com um fiador. Antes
de entrar no grupo, é importante pesquisar as taxas de administração
cobradas pela empresa.
Além das quatro empresas que já
têm o novo modelo, a Caixa e a Porto Seguro também estudam
oferecer esse tipo de produto. (Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)
08.06 - Incor cria exercícios para
tratar apneia
Especialistas do Laboratório do Sono do Serviço de Pneumologia
do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor),
em São Paulo, criaram uma técnica para tratar a apneia obstrutiva
do sono, problema que atinge cerca de um terço dos paulistanos.
O tratamento criado pela fonoaudióloga Kátia Guimarães
consiste numa série de exercícios para fortalecer os músculos
da garganta para evitar que, durante o sono, a faringe se feche, o que
interrompe a respiração.
“Apneia causa fragmentação do sono”, diz o diretor do
Laboratório do Sono do Incor, Geraldo Lorenzi Filho. “Daí
vem a sonolência durante o dia e, com isso, perde-se em qualidade
de vida: há perda de produtividade no trabalho, dificuldade de concentração,
queda na libido, problemas no metabolismo e resistência à
insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose).”
Outro problema comum causado pelo distúrbio é o ronco.
Por três meses, um grupo de 16 pessoas fez séries diárias
de 30 minutos dos exercícios para fortalecer os músculos
da garganta. No final do período, o número de interrupções
na respiração durante o sono caiu de uma média de
22,4 para 13,7 por hora. A intensidade do ronco passou de “muito alto”
para “próximo da normalidade”. O resultado foi a melhora na qualidade
do sono. Lorenzi Filho diz que os exercícios são indicados
para pacientes que sofrem os casos leves e moderados da doença.
Segundo o diretor do laboratório, 60% dos casos moderados passaram
a leve depois dos três meses de tratamento. Nos casos mais graves,
a indicação é uma máscara geradora de pressão
que expande as vias aéreas. “Ela não é cômoda,
mas é a melhor forma de tratamento nos casos mais complexos”, diz
Lorenzi Filho.
O especialista diz ainda que a apneia é mais comum em homens
e a chance de se desenvolver aumenta com a idade, quando ocorre um relaxamento
natural da musculatura do corpo. Obesidade também aumenta os riscos.
Segundo Lorenzi Filho, a menopausa é fator que pode desencadear
a apneia nelas. Para a pneumologista e pesquisadora do Instituto do Sono
Sônia Maria Tozeiro, o novo tratamento ainda precisa de mais testes
para que seja aceito sem restrições pela comunidade científica.
“É preciso haver mais evidências de que realmente funciona.”
(Agência Estado)
08.06 - Brasileiro abusa de remédio
Para farmacêutica, cobrança de padrão estético
leva mulher ao uso excessivo
O brasileiro é um dos maiores consumidores de remédio
para emagrecer do mundo. A média diária de uso é cinco
vezes maior que a da população europeia. E nessa busca pela
boa forma, muitos ignoram as restrições existentes para a
venda e os riscos que essas sustâncias trazem ao organismo.
De acordo com a diretora do Conselho Regional de Farmácia seção
Minas, Júnia Célia de Medeiros, o Femproporex - usado nos
medicamentos apreendidos pela Polícia Federal - é um inibidor
de apetite que se transforma em anfetamina quando metabolizado pelo fígado.
E as anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema
nervoso central, que podem provocar euforia e falta de sono nas pessoas
que as utilizam. "Por isso que a substância tem que ser controlada
e só é vendida com receituário médico especial,
composto pela receita normal e a notificação de receita chamada
B2", explicou. Ainda segundo a diretora, o Femproporex pode interferir
no sistema cardiovascular, levando a taquicardia e arritmia.
Medicamentos à base dessa substância são facilmente
negociados pela Internet, até mesmo em comunidades do site de relacionamentos
Orkut, sem a necessidade de apresentar a receita médica. "Esse consumo
desenfreado de remédios para emagrecer vem do padrão imposto
à mulher. Ela é cobrada para ser magra."
Na avaliação do médico e presidente da Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) regional Minas, Victor
Eurípedes Barbosa, essas notícias recorrentes de operações
policiais para capturar manipuladores da droga e seus vendedores levam
a crer que a fiscalização ainda é falha. "Toda essa
situação dá a entender que falta fiscalização.
Entra ano e sai ano e vemos coisas parecidas. Quadrilhas são presas,
mas parece que a punição é branda, e o crime continua.
Os consumidores precisam entender que não há milagre para
emagrecer", reforçou o médico, que alertou para a necessidade
de uma atuação multidisciplinar quando o assunto é
perder peso. Segundo ele, o ideal é procurar um endocrinologista
e um nutricionista para um regime mais adequado.
"Não gosto de usar alguns moderadores de apetite. No entanto,
tem paciente que não aprende. Sai do nosso consultório à
procura do remédio que ele acha que vai surtir efeito."
Conforme a gerente de Vigilância Sanitária de Medicamentos
e Congêneres da Secretaria de Estado da Saúde, Maria José
Raimundo Drummond, a dificuldade em localizar os responsáveis pela
venda e manipulação ilegal está na forma que eles
encontram para praticar o crime. "A Vigilância Sanitária tem
atuado, sim, e com muitas exigências. Porém, esses irresponsáveis
cometem seus crimes em casa ou em horários que os fiscais não
irão até o estabelecimento, como de madrugada. Temos que
entender que estamos falando de bandidos, uma quadrilha", argumentou.
Dados. De acordo com o último levantamento da Junta Internacional
de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), de 2007, o Brasil
consumia cerca de 11 comprimidos para emagrecer por dia em cada grupo de
mil habitantes. Já na Europa, essa quantia diária era de
dois remédios por mil habitantes.
Frase
"Todo mundo tem que entender que, para emagrecer, é preciso
procurar o caminho certo: com médico e nutricionista. Essas drogas,
quando usadas de maneira irregular, podem levar à dependência
e a outros problemas graves"
Victor Barbosa - presidente sbem/MG
Flash
Os três maiores mercados consumidores de remédios para
emagrecer são, respectivamente, Brasil, Argentina e EUA. Juntos,
eles consomem cerca de 78% desses medicamentos no
mundo.
Venda ilegal
Setembro de 2007
A socialite Claudina Bonfim e outras dez pessoas foram presas pela
Polícia Federal por tráfico internacional de drogas.
Ela foi acusada de chefiar um esquema de produção e venda
irregulares de remédios emagrecedores, o EmagreceSim.
A empresa, que funcionava em Contagem, na Grande BH, foi fechada.
Junho de 2007
A reportagem de O TEMPO flagrou a venda ilegal de receitas médicas
para emagrecedores em uma loja de roupas femininas no centro da capital.
As receitas eram vendidas por R$ 30 e oferecidas às clientes
que reclamavam
de gorduras localizadas.
A vendedora foi demitida.
Maio de 2007
Um laboratório que produzia remédios para emagrecer em
Ipatinga foi fechado.
O emagrecedor era vendido de porta em porta. Duas pessoas podem ter
morrido em Contagem pelo uso dos produtos. (O Tempo)
08.06 - O médico ajuda, você precisa ajudar também
A ciência é importante, claro, para trazer novas verdades
através das pesquisas. Mas nós médicos não
podemos perder de vista a humanidade do paciente, o fato de que ali diante
de nós está uma pessoa com tantas características
subjetivas, peculiaridades, formas de pensar, de sentir diferentes, afeto
próprio, inserção na realidade da vida do modo e na
possibilidade dele, e etc.. Sem compreensão mais profunda do todo
da pessoa, fica mais difícil acertar o tratamento.
O Pai da Medicina, Hipócrates, disse que mais importante do
que saber que doença tem determinada pessoa é saber que pessoa
tem determinada doença. E isto, eu creio, faz a diferença
entre tratamentos que funcionam duradouramente e os que funcionam mais
temporariamente, entre os resultados mais sintomáticos e os que
produzem cura.
Mas o profissional tem seus limites também. O médico
vê muita coisa no paciente. Mas ele só pode ver no outro o
que pode ver em si mesmo em termos de ser humano. Médicos também
podem ter ansiedade, depressão, dificuldades afetivas variadas.
Isto pode interferir no relacionamento médico-paciente com prejuízo
para os resultados se aquele profissional estiver com baixa percepção
da realidade subjetiva de si e, por exemplo, não compreender o que
significa a angústia humana.
Conhecer anatomia, fisiologia, farmacologia, histologia, patologia,
microbiologia, etc., é fenomenal! Mas mais ainda, pelo menos para
mim, é conhecer o psiquismo de um indivíduo. Ou seja, por
que ele funciona deste jeito como pessoa, como um ser pensante, que possui
afetos e faz escolhas. Conhecer a pessoa do paciente é maravilhosa
aventura.. Entretanto, também é uma maravilha ter profissionais
que conhecem muito bem os órgãos humanos, pois assim, em
emergências, podemos contar com eles para nos ajudar organicamente,
seja pela atuação clínica ou cirúrgica.
Da próxima vez que você for a um médico, abra mais
seu coração para ele e fale daquilo que tem incomodado sua
vida emocional. Faça perguntas sobre o papel do estresse emocional
sobre os sintomas que você apresenta. Bote para fora as queixas emocionais,
as preocupações com sua saúde e não somente
focalize na dor física aqui e ali ou no mal funcionamento desta
ou daquela função do seu corpo. Tomara que ele não
saia com sugestões superficiais tipo, "Faça uma viagem!",
ou "Faça mais sexo!", ou "Compre isto ou aquilo!", ou "Curta mais
a vida!", ou "Arranje outra cônjuge!", etc. Ou, sem saber o que dizer,
diz que vai passar um "remedinho" para lhe acalmar. O médico acalma
o paciente quando ele sabe escutar com o coração e não
só com o estetoscópio e quando o paciente está aberto
para receber ajuda.
Um bom médico deve ser um bom conselheiro e um bom conselheiro
é em primeiro lugar um bom ouvinte.
Talvez você tenha que escutar melhor a verdade interior da sua
própria consciência que está dizendo algo para a melhora
de sua saúde. Com tanta informação sobre saúde
é bem provável que você saiba, pelo menos em parte,
o que está praticando e que não é bom. Então,
mude. Mude seu estilo de vida. Coma com melhor qualidade. Faça exercícios
físicos constantes. Durma melhor e mais cedo. Trabalhe sem ganância.
Compartilhe o que tem obtido. A gente ganha mais quando dá mais
de coração. Desfrute mais sua família. Freqüente
mais a Natureza e menos os shoppings. Seja compassivo com os outros. Veja
muito menos novelas (se alguma!) e leia bons livros. Seja bom com você
mesmo. Até certo ponto podemos ser nosso próprio médico.
A cura vem da prática da verdade em obediência às leis
da saúde. (Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Portal Natural/ Paraná
Online)
08.06 - A saúde não está na farmácia
Nosso corpo foi criado para viver bem segundo leis constantes e imutáveis.
Se cooperarmos com a Natureza, ela fará o melhor trabalho possível,
seja quanto ao aspecto físico ou mental. No estudo da fisiologia
humana encontramos maravilhosos mecanismos de ação e recuperação
da saúde. É importante compreender isto e colaborar para
que a Natureza execute sua sábia obra de manter e restaurar a vida.
Praticando princípios de saúde simples, como o exercício
físico, uso da água pura por dentro e por fora do corpo,
alimentação vegetariana, desenvolvimento das relações
afetivas e espirituais, etc., uma grande parte de enfermidades podem ser
prevenidas e curadas, sem a necessidade de medicamentos convencionais ou
cirurgia.
Dr. Dean Ornish, cardiologista da Universidade de São Francisco,
Califórnia, provou que pacientes com doença cardíaca
coronariana (entupimento das artérias do coração),
quando submetidos à prática de exercícios físicos,
dieta vegetariana, programa de redução do estresse, grupos
de apoio emocional, e melhora nas relações de afeto, tiveram
a redução da placa de gordura naquelas artérias! Isto
foi um resultado espetacular porque se constatou a existência de
uma alternativa para o que a medicina convencional recomenda que é
cirurgia cardíaca, seja para fazer a ponte de safena, mamária,
radial, (indicada, é verdade, em casos graves) ou a colocação
de uma "mola" para abrir a artéria e possibilitar a passagem do
sangue que não passa por causa da camada de gordura acumulada dentro
dela. Mas se o paciente após a cirurgia cardíaca permanecer
com o mesmo estilo de vida que favoreceu a doença, ela deverá
voltar.
Quando se tenta combater enfermidades somente com medicamentos e/ou
cirurgia, sem mudança do estilo de vida, é um risco de perpetuar
a doença e até criar outros problemas devido aos efeitos
colaterais dos remédios.
Um exemplo pode ser sobre o uso de antibióticos que são
drogas poderosas e têm prevenido muitas mortes, sem dúvida.
Entretanto, o uso indiscriminado ou abusivo deles tem causado mais problemas
na medicina.
Há uma bactéria muito difícil de ser tratada é
o Clostridium difficile. Geralmente ela produz colites (infecções
intestinais) como efeito colateral do uso de antibióticos. Dr. Gregory
W. Rutecki, Diretor de Educação Médica e Professor
da Ohio State University em Columbus e da Wright State University em Dayton,
Ohio, comenta sobre um paciente que usou por uma semana um antibiótico,
desenvolvendo como efeito colateral uma colite por C. difficile, necessitando
de 12 litros de fluído de ressuscitação e uma colectomia
total (retirada total do intestino) devido ao efeito secundário
do antibiótico.
Estudos mostram que colectomias e mortes por infecção
por esta bactéria C. difficile têm crescido 5 vezes mais em
uma década. Rutecki comenta que esta bactéria não
é somente a que mais atinge as pessoas, como de efeitos mais severos
no corpo. Num estudo, diz ele, 25 em cada 100 pacientes hospitalizados
sem malignidade hematológica e com glóbulos brancos acima
de 30 mil/µL tiveram infecção por esta bactéria.
Nos Estados Unidos o custo médio para tratar infecção
por C. difficile é cerca de 10970 dólares e o uso durante
7 dias de vancomicina pode chegar até 7 mil dólares. Isto
tem feito com que o custo total nos cuidados de saúde somente para
tratar a infecção por esta bactéria possa exceder
a 1 bilhão de dólares por ano! Só por causa de uma
bactéria!
Recentemente descobriram um subtipo ainda mais virulento e resistente
de C. difficile associado ao uso de fluoroquinolona. Isto mostra que o
uso de novos antibióticos usados frequentemente tem criado uma ainda
mais resistente "super" C. difficile.
O Dr. Rutecki, termina dizendo: "Ainda que antibióticos têm
salvo muitas vidas, existem momentos quando seria melhor deixá-los
na prateleira. Cortar esta germinativa epidemia requerirá restrição
em nosso uso destas ‘drogas maravilhosas'" "What Hath Antibiotics Wrought?
The Nightmare of Clostridium difficile Colitis, Consultant, September 1,
2006, p. 1104, 1107, www.ConsultantLive.com
Os drs. Murray e Pizzorno, autores da Enciclopédia de Medicina
Natural, afirmam que para obter saúde é simples, e dão
a receita: alimentação natural, exercícios físicos
e atitude mental positiva. Eles ensinam o que o Criador dos seres humanos
havia dito milhares de anos atrás: "Filho Meu, atenta para as Minhas
palavras; às Minhas razões inclina o teu ouvido. Não
as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração.
Porque são vida para os que as acham, e saúde para o seu
corpo." Provérbios 4:20-22. (Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Portal
Natural/ Paraná Online)
05.06 - Medicamentos similares têm
eficiência comprovada
A gerente de Tecnologia Farmacêutica da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), Tatiana Lowande, afirmou
que todos os medicamentos similares atualmente no mercado têm sua
eficiência comprovada.
A representante da Anvisa participou, na quarta-feira, de audiência
pública da Comissão de Defesa do Consumidor que discutiu
a produção e a comercialização de medicamentos
similares no País.
Os similares são os medicamentos que possuem a mesma concentração,
posologia, via de administração, indicação
terapêutica, princípio ativo e qualidade do medicamento de
referência, porém diferem dos genéricos porque possuem
uma marca. É o caso de produtos como Melhoral, AAS e Quinoflox.
Qualidade dos produtos
Segundo Tatiana Lowande, todos os medicamentos disponibilizados no
mercado registrados pela Anvisa são de qualidade. Ela destacou que,
para manter essa qualidade, a agência precisa de colaboração.
"Porque o registro é apenas uma parte desse processo. Depois que
o medicamento é registrado, ele passa a ser produzido em lotes pelas
indústrias. Precisa haver parceria com a população
e a classe médica para que a Anvisa seja avisada caso haja suspeita
de desvio de qualidade ou de ineficácia de qualquer do medicamento."
Na opinião do deputado Dr. Nechar (PV-SP), que é médico,
os similares são confiáveis. "Não consigo acreditar
que quando um laboratório farmacêutico registra um novo medicamento
no Ministério da Saúde, portanto na Anvisa, não sejam
feitos todos os testes necessários para mostrar que aquele medicamento
tinha a mesma equivalência e eficácia do que o que nós
chamamos de referência."
Falta de informações
O deputado Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ) disse que solicitou
a audiência por conta da falta de informações sobre
os similares. "A informação tem que ser clara, ostensiva,
constante. Então, nós da Comissão de Defesa do Consumidor
estaremos trabalhando junto à Anvisa para que haja esta divulgação."
(Agência Brasil)
05.06 - 20.º Prêmio Monografia
de Ética Médica
Curitiba - O Conselho Regional de Medicina do Paraná acaba de
lançar a 20.ª edição do Concurso de Monografia
sobre Ética Médica, Bioética e Profissão Médica,
que neste ano terá como tema: “O papel do médico na sociedade
ocidental do século XXI”. A proposta da temática é
ampliar o pensamento e o debate ético sobre a atual conjuntura da
Medicina, tanto sob o ponto de vista da relação do médico
com o paciente – que tem mais acesso à informação,
maior autonomia e busca seus direitos - quanto sob a seriedade da profissão,
que preconiza a dignidade, a qualidade de vida e o bem-estar do ser humano.
O concurso é aberto a todas as pessoas brasileiras, independente
de sua formação ou profissão. As monografias terão
de ser inéditas e poderão ter mais de um autor. O conteúdo
deve seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas), contendo no mínimo 35 mil e máximo de 55
mil caracteres, podendo conter material ilustrativo.
O trabalho classificado em primeiro lugar recebe prêmio de R$
5 mil e certificado pela contribuição à atividade
médica. Ao segundo lugar, se escolhido, caberá premiação
de R$ 2 mil, além de certificado. Poderá ainda ser conferida
“menção honrosa” a outros trabalhos, conforme decisão
da comissão julgadora, que será definida posteriormente pela
Diretoria do Conselho.
As inscrições já estão abertas e os trabalhos
podem ser encaminhados via serviço postal ou entregues na Sede do
Conselho de Medicina ou suas Delegacias Regionais até 31 de agosto,
às 18h. O resultado da comissão julgadora será apresentado
até 30 de setembro, sendo que a premiação ocorrerá
durante os festejos do Dia do Médico, em outubro. Com a finalidade
de contribuir com à ciência, à Medicina e à
sociedade, os trabalhos poderão ser publicados nos meios de comunicação
do CRMPR, como a Revista Arquivos e site do Conselho.
Clique em http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CRMPR/resolucoes/2008/159_2008.htm
e leia a Resolução CRMPR 159/2008, que regulamenta o concurso.
(CRM-PR/ CFM)
05.06 - Minas: Procuram-se médicos
Pesquisa vai detalhar a escassez de profissionais da atenção
básica à saúde no país e orientar estudos para
resolver o problema. Minas é modelo para projeto-piloto
Pesquisa inédita vai traçar raio X da falta de profissionais
da atenção básica à saúde e as consequências
dessa escassez no país. Por meio do projeto Consortium, uma cooperação
internacional entre Brasil, Canadá e Jamaica, um grupo de pesquisadores
do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon)
da UFMG vai criar um modelo de simulação do problema para
entender a situação de médicos, agentes comunitários,
auxiliares de enfermagem, enfermeiros e dentistas do Programa de Saúde
da Família (PSF), além de psicólogos, nutricionistas,
fisioterapeutas e assistentes sociais integrantes dos Núcleos de
Assistência Social e Familiar (Nasf). O projeto-piloto está
em andamento em Belo Horizonte e Fortaleza (CE) e é uma das ações
discutidas durante o 1º Seminário Internacional sobre Planejamento
da Força de Trabalho em Atenção Básica à
Saúde, promovido pelo Ministério da Saúde e Organização
Pan-Americana de Saúde (Opas) até amanhã, em Brasília.
O estudo considera as características da comunidade, como epidemiologia,
demografia e envelhecimento da população, a estrutura do
sistema de saúde e informações relativas aos profissionais
– produtividade, quantos se formam por ano, mudam de emprego ou se aposentam,
entre outras avaliações. Nas capitais mineira e cearense,
o modelo deve ser implantado até o fim de 2010 e, depois, estendido
a outras cidades. A ideia é entregar o pacote de perguntas a serem
respondidas e todos os procedimentos necessários para a obtenção
das informações aos gestores estaduais e municipais, para
que possam aplicá-lo de acordo com a realidade de cada lugar.
Segundo o coordenador do Consortium no Brasil e pesquisador da UFMG,
Raphael Aguiar, em muitos municípios o problema não é
o excesso nem a falta, mas a distribuição. "Na década
de 1960, a cidade do Rio de Janeiro concentrava 80% dos médicos
do estado e, desses, 80% estavam no Bairro de Botafogo. Isso mostra o quanto
a concentração é complexa. A pesquisa pode determinar
um déficit que ajude nos testes de políticas públicas
para reter esses profissionais, cuja rotatividade é muito grande,
entender as causas e diminuir o problema", afirma o médico sanitarista.
O foco do programa é a atenção básica à
saúde, mas pode ser usado para outros casos, como situações
de emergência. A expectativa é de que, em alguns anos, o método
seja um instrumento para identificar também déficits em outras
especialidades médicas.
"É preciso fazer um planejamento da força de trabalho.
A quantidade e a qualidade dos profissionais de saúde dependem de
vários fatores e ainda estamos muito no achismo", diz Aguiar. Ele
destaca que a falta de vínculos com a população e
com o empregador são alguns dos fatores que contribuem para a migração
constante de trabalhadores do PSF, principalmente de médicos.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação
na Saúde, Francisco Campos, cobra compromisso com o instrumento
de planejamento de pessoal como forma de conhecer a realidade e mudar os
padrões. "Se não conseguimos recrutar profissionais com salários
razoáveis, aumentarmos o valor resolveria? Mas deve ser combinado
com a atualização permanente e a garantia do reconhecimento
do trabalhador. Precisamos saber quais ferramentas devemos lançar
para termos essas pessoas", relata. "A região metropolitana com
a política mais coerente com o saúde da família, reconhecida
pelo ministério, é a de BH e, no entanto, enfrenta rotatividade
grande de profissionais e dificuldade de recrutá-los", completa.
INTERIOR O projeto será ampliado para outras cidades de Minas.
Um consórcio de 35 municípios, liderados por Sete Lagoas,
na Grande BH, já mostrou interesse. No estado, onde pesquisas apontam
157 municípios sem médicos residindo, a Secretaria de Saúde
(SES) está acompanhando a coleta de dados, validando informações
e fomentando as discussões sobre a nova ferramenta. "Queremos fazer
o levantamento e aplicá-lo de forma prática. É importante
gerar resultados e estamos preocupados com a continuidade do projeto nas
próximas gestões", afirma a especialista em políticas
e gestão de saúde da SES Adriana Maria Horta Nunes. Apesar
de a contratação dos profissionais ser de responsabilidade
dos municípios, o estado criou alguns programas de capacitação
para os grupos do PSF e investiu na construção de unidades
de assistência e prevenção. Este ano, 600 equipes serão
beneficiadas. (Junia Oliveira - Estado de Minas)
05.06 - Médicos do Recife vão parar na segunda-feira
Os 1.200 profissionais da rede municipal devem paralisar os ambulatórios
e o Programa Saúde da Família por uma semana. A categoria
reivindica equiparação com os salários pagos pelo
Estado
Os médicos dos ambulatórios e do Programa Saúde
da Família do Recife suspenderão o atendimento, durante uma
semana, a partir da próxima segunda-feira. No mês passado,
a categoria realizou três paralisações de advertência,
de 48 horas cada. Os profissionais pedem a equiparação salarial
com os trabalhadores do Estado. A decisão de decretar a greve foi
tomada, quarta-feira, durante assembleia na Associação Médica
de Pernambuco.
No primeiro dia de paralisação, os médicos vão
realizar uma manifestação na Policlínica Helena Moura,
no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. O ato contará com
a participação do boneco João Doentão, confeccionado
pelo Sindicato do Médicos de Pernambuco (Simepe) para satirizar
a situação da saúde da capital.
Uma outra assembleia será realizada na próxima semana
para decidir se os profissionais das emergências também vão
suspender o atendimento. O dia da reunião ainda será definido
pelo sindicato.
Segundo o diretor do Simepe, Tadeu Calheiros, os profissionais resolveram
fazer a greve, porque a proposta feita pela Secretaria de Saúde
do Recife não agradou. “Há um avanço nas negociações,
mas a proposta feita pela secretaria não é o que pleiteamos
para os médicos do Samu (Serviço de Atendimento Médico
de Urgência) e dos Postos de Saúde da Família”, explicou.
Atualmente, os médicos diaristas do Estado recebem R$ 3.060,
enquanto os da prefeitura ganham R$ 1.900. Os plantonistas do Estado têm
salário de R$ 3.800 e os da PCR, de R$ 2.900. Os médicos
do Samu recebem R$ 3.700 e os dos PSFs, R$ 5.484.
Na proposta entregue pela prefeitura, os salários dos plantonistas
passariam para R$ 3.800. Os diaristas ganhariam R$ 2.966. Os vencimentos
dos médicos do Samu chegariam a R$ 4.682 e os dos trabalhadores
dos PSFs a R$ 6.516.
Para o secretário de Saúde do Recife, Gustavo Couto,
a paralisação é uma surpresa. “Oferecemos reajustes
que não foram dados a nenhuma outra categoria.” O secretário
garantiu que pedirá reforço ao Estado e a cidades vizinhas.
Enquanto os médicos e prefeitura não entram em acordo,
os pacientes sofrem com a demora no atendimento nas unidades de saúde.
Ontem à tarde, a manicure Maria da Conceição Corrêa,
35 anos, esperou mais de duas horas na Policlínica Amaury Coutinho,
na Campina do Barreto, Zona Norte do Recife. A mulher, que sentia fortes
dores nos rins, afirmou já está acostumada com a morosidade
do serviço. “É sempre essa demora. Com a greve, só
quem se prejudica é a gente, que precisa de médico”, lamentou.
O autônomo Edimilson Moura de Andrade, 39, que esperava ser atendido
ontem na mesma unidade, teme a piora da situação dos pacientes
na próxima semana, a partir da deflagração da greve.
“ Sem os médicos não somos nada. Não temos para quem
recorrer”, disse.
Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a rede municipal conta
com 1.212 médicos e possui 15 policlínicas. Dessas, oito
são de pronto-atendimento. (Jornal do Commercio)
04.06 - Genéricos comemoram 10 anos
nas prateleiras
Os medicamentos genéricos completaram 10 anos nas prateleiras
das farmácias. O programa do Governo Federal trouxe economia para
o bolso de muitos consumidores, principalmente aqueles que tomam remédios
de uso contínuo. Nas prateleiras eles já ocupam um lugar
de destaque.
Com uma tarja amarela e um “G” em letra maiúscula, são
de fácil identificação. Os medicamentos genéricos
foram criados pelo governo para tornar mais acessível a compra.
Atualmente eles representam 18,2% do mercado farmacêutico, com valores
até 50% mais baratos que os de referência, chamados de marca.
Antônio Miguel Isquieiro precisa usar três tipos de remédios
diferentes todos os dias, e só começou a tomar direitinho
depois dessa implantação.
As vendas em uma rede de farmácias de Sorocaba aumentou 28%
depois da implantação dos genéricos. E mesmo com os
valores baixos, a empresa ainda dá descontos de até 60% para
os genéricos de uso contínuo nas quartas-feiras. Um remédio
para diabetes, que custa R$ 45 sai por pouco mais de R$ 18 na quarta. Mas
de acordo com o supervisor farmacêutico é preciso ficar atento
às diferenças entre remédio genérico e similar.
O genérico sem selo da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância
Sanitária.
Segundo a Agência Brasil, os genéricos movimentaram R$
2 bilhões em vendas de março de 2008 a março deste
ano. Desde a criação dos remédios genéricos,
os brasileiros economizaram cerca de R$ 11 bilhões em gastos com
medicamentos.
O cardiologista José Roberto Guerra, sempre que possível,
prescreve genéricos para os pacientes. E faz um alerta: todos devem
ficar atentos às prescrições médicas. Se não,
o barato pode sair caro. (Tem Mais)
04.06 - Call Centers: Consumidores reclamam de
atendimento
Para a Pro Teste - Associação de
Consumidores, mesmo após seis meses de vigência, as empresas
não respeitam as novas normas ditadas para regular e melhorar os
Serviços de Atendimento ao Consumidor, os call centers. De acordo
com a Associação, o tempo de espera para o atendimento continua
na lista dos pontos mais reclamados pelos consumidores.
Além disso, os consumidores também
se queixam do tempo para solução de problemas e a má
qualidade dos serviços prestados. "Houve tempo suficiente para as
empresas se adaptarem às regras, mas o que se percebe é que,
mais uma vez, investiram na tecnologia e não nos processos, ou seja,
até registram, mas não resolvem o problema que gerou o contato
com o call center", ressalta a coordenadora institucional da Associação,
Maria Inês Dolci.
Para a instituição, não
basta investir na abertura de mais canais de atendimento inicial ao consumidor,
o retorno e a solução do problema é que devem ser
eficazes.
Os mais reclamados
Segundo a Pro Teste, o setor que mais tem recebido
multas por conta do atendimento inadequado é o setor de transportes.
No entanto, empresas de telefonia, fixa e móvel, lideram a lista
das mais reclamadas. Além delas, empresas de cartão de crédito,
bancos comerciais e companhias de transporte aéreo e terrestre também
lideram o ranking das mais reclamadas.
As multas para quem infringir as normas estabelecidas
no Decreto nº 6.523, publicado no ano passado, variam de R$ 212 a
R$ 3,2 milhões, podendo ser dobradas, em caso de reincidência.
Nunca é demais relembrar
O Decreto de número 6.523/08 foi assinado
em 31 de julho pelo presidente Lula e começou a vigorar a partir
de dezembro do ano passado, tempo máximo permitido para a adaptação
das empresas dos seguintes setores: energia elétrica, telefonia,
televisão por assinatura, planos de saúde, aviação
civil, empresas de ônibus, bancos e cartões de crédito
fiscalizados pelo Banco Central. Entre as principais mudanças, estão:O
SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) deve garantir, no primeiro
menu eletrônico e em todas as suas subdivisões, o contato
direto com o atendente;
O SAC deve estar disponível, ininterruptamente,
durante 24 horas por dia e sete dias por semana;
O número do SAC deve constar em todos
os documentos e material impresso entregues ao consumidor no momento da
contratação do serviço durante o seu fornecimento,
bem como na página eletrônica da empresa na Internet;
O acesso para alteração do contrato
de prestação de serviços deve ser oferecido ao consumidor
pelos mesmos meios em que a contratação estiver disponível;
O registro de reclamação, de pedido
de cancelamento e de solicitação de suspensão ou cancelamento
de serviço será mantido à disposição
do consumidor por um período mínimo de dois anos após
a solução da demanda, ficando disponível para acesso
do órgão fiscalizador ou do consumidor, sempre que solicitado;
O consumidor terá direito de acesso ao
conteúdo do histórico de suas demandas, que lhe será
enviado, quando solicitado, no prazo máximo de 72 horas;
As informações solicitadas pelo
consumidor devem ser prestadas imediatamente e suas reclamações
devem ser resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis;
O consumidor deverá ser informado sobre
a resolução de sua demanda e, sempre que solicitar, deverá
ser a ele enviada a comprovação pertinente, pelo meio por
ele indicado, inclusive mensagem eletrônica ou correspondência;
O SAC deve receber e processar imediatamente
o pedido de cancelamento de serviço feito pelo consumidor;
O comprovante do cancelamento deverá ser
expedido, sem ônus, e encaminhado pelo meio indicado pelo consumidor.
(InfoPessoal)
04.06 - EUA: Reforma na saúde não
é luxo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
afirmou na terça-feira que a reforma de saúde para reduzir
os custos e ampliar a cobertura a todos os americanos não é
um "luxo" e que os senadores democratas prometeram aprová-la ainda
este ano.
A reforma no setor de saúde "não
é um luxo, é uma necessidade", disse Obama minutos antes
de se reunir com senadores democratas para analisar o panorama político
do assunto.
Segundo o líder americano, antes do recesso
legislativo de agosto próximo, o Congresso tem uma "janela" crítica
para iniciar o debate sobre a reforma, com o objetivo de submetê-la
à votação antes do fim de ano.
Para Obama, o Congresso tem que atuar rápido
porque o alto custo do cuidado médico é insustentável
para as famílias, os negócios e os Governos estaduais.
A reforma de saúde para reduzir os custos
médicos, ampliar a cobertura a todos os americanos e permitir que
cada um escolha livremente seus médicos e planos de saúde,
foi uma das promessas eleitorais de Obama no ano passado e é uma
de suas prioridades legislativas. (EFE/Último Segundo)
04.06 - Erro médico e responsabilidade
civil
Ultimamente é crescente o número
de ações que o poder judiciário enfrenta em seus tribunais.
Ações que envolvem pacientes, médicos, hospitais e
o próprio Estado. Para entendermos sobre o tema proposto, devemos
compreender alguns pontos básicos. Saber a diferença entre
erro médico, responsabilidade civil e o nexo causal da conduta do
médico é essencial.
O erro médico é um ato ilícito
cometido pelo médico. A definição de ato médico
encontra-se no Código de Ética da Medicina. É um ato
ilícito cometido pelo médico, no exercício de sua
função, em uma das modalidades da culpa prevista no Código
Civil, lei que define a responsabilidade civil. As modalidades de culpa
são a imprudência, negligência e imperícia. A
imprudência - conduta comissiva positiva - tem como exemplo o caso
do médico anestesista que realiza duas cirurgias simultaneamente.
A negligência - conduta negativa - pode ser exemplificada com o caso
do médico que deixa de tomar todas as cautelas em um tratamento
pós-operatório no paciente. Já a imperícia
- que também se trata de uma conduta positiva - é aquela
em que o médico clínico geral realiza uma cirurgia estética
sem ser especialista na respectiva área.
Entendendo o erro médico, passemos ao
significado de responsabilidade civil. É denominada como culpa,
propriamente dita, que enseja um valor patrimonial que o causador do dano
estético, material e moral, independentemente ou cumulativamente,
deve reparar à vítima.
Por último, o nexo causal. Elemento de
ligação entre a conduta culposa e o resultado danoso, é
o motivo determinante do dano. Trata-se, na verdade, de uma relação
triangular em que para haver a caracterização do dever de
reparar deve haver uma conduta culposa, um nexo causal e um resultado danoso,
concretizando a relação. Se houver a exclusão de um
desses itens em fato concreto, não haverá responsabilidade.
A responsabilidade civil é subdividida em dois tipos: subjetiva
e objetiva. Na responsabilidade subjetiva há a necessidade de se
provar a culpa do médico em uma de suas modalidades, o que não
acontece com a responsabilidade objetiva, na qual a culpa é presumida.
A responsabilidade dos médicos, geralmente,
é subjetiva, o que os doutrinadores definem como obrigação
de meio, pois a medicina não se trata de uma ciência exata
e o médico não é obrigado a conseguir êxito
nos seus procedimentos comuns, sendo que na responsabilidade objetiva,
definida por obrigação de resultado, o êxito é
inerente ao procedimento como, por exemplo, nas cirurgias plásticas,
cabendo ao médico nessa modalidade de culpa provas à isenção
de sua responsabilidade. Um outro ponto importante que se verifica é
a responsabilidade objetiva dos hospitais públicos, responsabilidade
respaldada na Constituição Federal e que necessita de discussão
entre os estudiosos desse tema.
O Estado é responsável pela manutenção
e fornecimentos de aparelhos, instalações, fiscalização
dos serviços fornecidos e não pelos procedimentos profissionais
dos médicos, apesar de que, caso ocorra um dano material, estético
ou moral em um hospital público, o Estado deve fazer reparação
à vítima e depois acionar o médico responsável,
caso ele tenha agido com dolo (intenção) ou culpa (imprudência,
negligência ou imperícia) - a chamada ação regressiva.
Tanto na responsabilidade objetiva quanto na
responsabilidade subjetiva o dever de reparação à
vítima pode ser afastado em duas hipóteses: caso fortuito
ou força maior. O caso fortuito é um evento da natureza.
Um exemplo disso é quando um raio adentra por uma janela e atinge
um paciente em seu leito, matando-o. Já a força maior é
um evento ocorrido devido a uma conduta humana inesperada. Um exemplo da
situação é um roubo dentro do hospital em que, em
um tiroteio entre a segurança e os ladrões, acontece a morte
de um paciente.
Além da culpa dos médicos, verificamos
que outros fatores também são causadores do aumento das ações
envolvendo responsabilidade civil dos médicos. A falta de estrutura
no serviço público médico, a carência de médicos
em diversas localidades, principalmente nas mais afastadas das metrópoles,
profissionais ambiciosos despreparados em áreas como as cirurgias
estéticas/corretivas e a proliferação dessas respectivas
cirurgias, chegando-se ao ponto do próprio Conselho Federal de Medicina,
por meio de uma resolução, proibir que médicos tenham
qualquer ligação com empresas de consórcios de cirurgias.
Acredita-se que, apesar desse aumento significativo
de ações judiciais envolvendo a responsabilidade civil por
erros médicos, esse número possa ser reduzido significativamente
com ações governamentais como o aumento do orçamento
destinado à saúde, incentivos aos médicos que trabalham
em localidades mais distantes, melhoria na capacitação dos
profissionais, que pode ser obtida desde o início da carreira do
profissional com um melhor ensino nas faculdades e, consequentemente, uma
melhor formação dos profissionais. É preciso alertar
que também há a necessidade da obrigatoriedade do exame para
a obtenção da licença para ser médico, similar
ao exame para a obtenção da carteira da Ordem dos Advogados
e demais profissões.
Por fim, é perfeitamente viável
que cheguemos a um patamar mais avançado em saúde que, sem
sombra de dúvida, é um dos pilares de um país desenvolvido.
(Marcelo Hazan - CFM)
03.06 - SUS defasado e plano de saúde
levam hospitais à crise
Depois de quase seis anos sem reajustes, tanto na tabela do Sistema
Único de Saúde (SUS), quanto nos repasses das seguradoras
particulares, a situação financeira da rede hospitalar baiana
– pública e privada – está à beira de um colapso.
Por esse motivo, uma comissão representando pelo menos 10 casas
de saúde locais está de malas prontas para uma peregrinação
até Brasília. Os empresários buscam uma audiência
com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, com
a intermediação da deputada federal Lídice da Mata
(PSB), líder da bancada baiana na Câmara, para tentar remediar
uma crise que vem se arrastando há quase uma década e que
nos últimos meses chegou até as emergências dos hospitais
particulares.
Lídice confirmou ontem, através de sua assessoria de
imprensa, o recebimento do ofício enviado pela Associação
de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Asheb),
Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde
do Estado da Bahia (Sindhosba) e Federação Baiana de Saúde
(Febase). Sexta-feira, a deputada esteve reunida com representantes da
categoria e anunciou o dia 16 de junho como provável data para o
encontro com o ministro Temporão, em Brasília. Ela retorna
hoje para a capital Federal e prometeu dar prioridade à questão.
“Esse é um assunto que merece atenção especial”, declarou.
O presidente da Asheb, Marcelo Britto, critica a postura do executivo
Federal em frente à situação da saúde no país.
“Nós temos hoje um governo preocupado com a crise econômica
e gerando incentivos a vários segmentos do comércio, como
a indústria automobilística, que sofreu uma queda no Imposto
Sobre Produtos Industrializados (IPI), reduzindo de 10% a 12% o valor dos
automóveis. Depois, o governo cortou as taxas sobre os insumos da
construção civil, visando reduzir os custos da casa própria.
Por último, baixou os impostos sobre os eletrodomésticos
e instituiu uma loteria para tentar ajudar os times de futebol. Ai eu pergunto:
E a saúde? Nada”, lamentou. “A verdade é que a saúde
no Brasil está passando por um momento muito delicado, não
só o SUS, mas também a medicina suplementar, e os resultados
podem ser desastrosos”, alertou.
Britto dá algumas sugestões para sanar as finanças
das instituições de saúde. “Primeiro, o SUS deveria
aumentar o valor da consulta dos irrisórios R$ 2,55 para, no mínimo,
R$ 25. Segundo, precisa haver uma diferenciação entre o setor
de saúde e o resto do comércio. Não é possível
que um hospital particular pague o mesmo valor de imposto que uma loja
de recarga de cartucho de impressão, por exemplo. Isto é
um absurdo e deveria ser consertado com incentivos fiscais e linhas de
créditos específicas para o setor”, argumentou.
De acordo com o representante da Clínica Ortopédica e
Traumatológica (COT) e vice-presidente da Asheb, Orlando Colavolpe,
o problema não é privilégio dos baianos. “Essa é
uma questão que atinge o Brasil como um todo. Por isso, creio que
não será difícil sensibilizar os parlamentares. Só
na Frente Parlamentar de Cooperativismo contamos com mais de 200 deputados”,
contou.
O presidente do Sindhosba, Raimundo Correia, é bastante realista
quanto à ajuda parlamentar. “A bancada baiana sozinha não
vai ser capaz de reverter esse quadro. Vão ser precisas alianças
políticas muito fortes e uma mudança de ótica da própria
sociedade sobre a questão da saúde para atingir esse fim”,
argumentou. Correia faz uma grave denúncia: “O fato que até
agora ninguém conseguiu me explicar é porque o gasto per
capita em saúde é diferente nas diversas capitais, com grande
desvantagem para os estados do Norte e Nordeste. Os dados mais recentes
são de 2003, e naquele ano o governo gastou R$ 49 por habitante
em Salvador, R$ 80 em Belo Horizonte, R$ 96 no Rio de Janeiro e R$ 112
em São Paulo”, informou.
Antônio Branco, diretor comercial da COT, explica que os hospitais
filantrópicos e particulares vivem situações semelhantes,
embora por motivos diversos. As casas de saúde públicas amargam
seis anos sem reajuste do SUS, enquanto as particulares sofrem com o congelamento
nos repasses dos planos de saúde. “As seguradoras reajustam o valor
das mensalidades para os segurados anualmente, mas não aumentam
os repasses para os hospitais há seis anos. Além disso, eles
têm o chamado “poder da glosa”, ou seja, podem se recusar a pagar
por exames e procedimentos que considerem desnecessários ou abusivos.
Só que eles glosam quase tudo e os hospitais particulares têm
que arcar com os prejuízos”, explicou.
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina e Enfermagem (Cremeb-BA),
José Abelardo Meneses, concorda que os baixos valores pagos pela
tabela do SUS estrangulam o setor da saúde pública. “Que
os valores pagos pelo Ministério da Saúde são muito
aquém da necessidade das instituições, isso é
um fato indiscutível”, disse, “A Associação e o Sindicato
devem cerrar fileiras para reverter essa situação, não
resta a menor dúvida. O excesso de glosas também é
um problema crônico. Nós do Cremeb, obviamente, temos que
estar ao lado dessas instituições, porque a melhoria da remuneração
deve melhorar também a qualidade da atenção e o ganho
dos profissionais, enfim, seria uma vitória para a classe médica
e a sociedade como um todo”, disse. (Tribuna da Bahia)
03.06 - Idoso: Reajuste abusivo
Idosa obtém decisão contra reajuste
abusivo em plano de saúde
A consumidora Francisca do Carmo, de Brasília
(DF), foi surpreendida logo após seu aniversário de 60 (sessenta)
anos, com um reajuste de 89,65% nas mensalidades do seu plano de saúde.
A prestação que era de 454,38 em outubro de 2008, saltou
para R$ 768,07.
Desesperada a consumidora pensou em sair do plano,
eis que o valor era inviável para ela. Procurou o IBEDEC e foi orientada
a questionar o reajuste na Justiça, pois o procedimento da empresa
operadora do plano de saúde feriu as normas da ANS e o Estatuto
do Idoso.
Em decisão do TJDFT – Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e Territórios, a Desembargadora Maria de Fátima
Rafael de Aguiar Ramos, suspendeu o reajuste e autorizou o depósito
judicial do valor anterior da mensalidade, acrescido apenas da inflação
anual, além de proibir o plano de fazer qualquer medida de restrição
ao crédito contra a autora.
José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC,
explicou que “a decisão do TJDFT está em acordo com a orientação
do STJ – Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o Estatuto
do Idoso tem aplicabilidade sobre todos os contratos de planos de saúde,
inclusive os que tenham sido assinados antes da sua publicação
(1º/10/2003), conforme decidiu em ações contra a Amil
e Unimed Natal”. (SegurosInf)
03.06 - Pandemia de influenza: reflexões
iniciais
Como é impossível prever o comportamento
futuro do vírus, torçamos pelo melhor, mas nos preparemos
para o pior
No início deste ano, em algum lugar do
México, emergiu um novo vírus de influenza, o A(H1N1), que
ameaça o mundo com a possibilidade de uma pandemia. Ainda que o
conceito refira-se exclusivamente à dispersão geográfica,
e não à severidade da doença, sua utilização
remete às repercussões dramáticas produzidas pela
Gripe Espanhola.
Na verdade, essa pandemia ocorrida em 1918 foi
absolutamente singular, em termos de gravidade e de letalidade, quando
comparada com as outras pandemias que a antecederam ou sucederam. Mas o
fato é que não há como predizer quando ou com que
grau de gravidade ocorrerá uma pandemia de influenza.
Encontramo-nos agora na situação
epidemiológica mais próxima a uma pandemia desde que a última
ocorreu, em 1968 -a chamada Gripe de Hong Kong.
Tecnicamente, só é necessário
confirmar que o vírus estabeleceu transmissão sustentável
em pelo menos um país de outro continente, pois, nas Américas,
essa condição já foi alcançada: México,
EUA e Canadá. Com as tendências observadas até agora,
sobretudo na Espanha, no Reino Unido, no Japão e na Austrália,
esse nível está sendo rapidamente alcançado.
Algumas reflexões sobre os cenários
atuais e futuros podem auxiliar na preparação dos países
para enfrentar esse desafio.
Nos últimos cinco anos, o mundo vinha
se preparando para uma pandemia pelo vírus A(H5N1), o da Gripe Aviária,
que tem limitada capacidade de transmissão, mas apresenta letalidade
alta entre os poucos casos que produz. O A(H1N1), ao contrário,
transmite-se rapidamente, e a maioria dos casos são leves, com sintomas
semelhantes ao da gripe sazonal, o que dificulta sua detecção.
Assim, é urgente fortalecer a vigilância
epidemiológica em cada país, para identificar os casos importados
e seus contatos num primeiro momento; perceber rapidamente quando a transmissão
comunitária se estabelecer; e identificar possíveis mudanças
no comportamento do vírus.
Essas informações são fundamentais
para definir as distintas estratégias e medidas a serem tomadas.
A chegada do inverno no hemisfério Sul,
quando se intensifica a transmissão dos vírus da influenza,
pode trazer problemas aos serviços de saúde, com a possível
ocorrência de uma dupla carga de morbidade. Os casos complicados
da gripe sazonal podem somar-se aos produzidos pelo novo vírus,
sobrecarregando emergências, respiradores e UTIs.
É urgente atualizar os planos de contingência
para enfrentar esse cenário possível, por meio de estratégias
para suspender procedimentos eletivos; definição de fluxo
de pacientes; protocolos clínicos bem divulgados entre profissionais
de saúde; e acesso aos medicamentos.
Os casos graves que estão sendo observados
apresentam algumas características comuns, como a presença
de diabetes, enfisema, asma e outras doenças crônicas, ou
determinadas condições, como a gravidez. Os que faleceram,
em geral, demoraram a ser hospitalizados e a receber o tratamento adequado
com os antivirais.
Outra questão importante são as
medidas de saúde pública, um terreno no qual, infelizmente,
há vários exemplos de medidas adotadas sem nenhuma evidência
de que possam produzir benefícios reais. Têm apenas o propósito
de fornecer à população uma falsa sensação
de segurança.
Entre elas estão a suspensão de
voos, que não impediu a ocorrência de casos em Cuba, na Argentina
e na China. Ou a distribuição massiva de máscaras,
que não impediu a rápida disseminação no México.
A comunicação apropriada, simples
e baseada em boa ciência, é a melhor arma contra a natural
angústia de buscar proteção que todos têm e
que, equivocadamente, chamamos de pânico ou alarmismo.
Esquecer as máscaras e lembrar de lavar
as mãos várias vezes ao dia, proteger a tosse e o espirro,
de preferência com lenço descartável, e não
comparecer ao trabalho ou à escola quando com sintomas. Tais medidas,
ao lado da suspensão localizada de aulas em escolas onde se registram
surtos, têm sido, até agora, as mais efetivas.
Como é impossível prever o comportamento
futuro do vírus, torçamos pelo melhor, mas nos preparemos
para o pior. As ações implantadas com base racional não
serão desperdiçadas, mesmo que se mantenha o atual cenário.
Fortalecer a vigilância epidemiológica, a capacidade dos laboratórios
de saúde pública, a preparação dos serviços
de saúde e estruturar uma boa comunicação de risco
são medidas que servirão para enfrentar essa e qualquer outra
emergência de saúde pública que viermos a enfrentar
no futuro. (JARBAS BARBOSA DA SILVA JR. - Folha de S.Paulo)
02.06 - Tratamento domiciliar: Quando o
lar vira terapia
Programa da Fhemig vira exemplo até para médicos de outros
países, ao retirar pacientes crônicos de hospitais para que
sejam acolhidos e tratados em casa
Balões de várias cores enfeitam as paredes da casa. O
bolo de chocolate deixa ansiosos pelo parabéns os convidados de
João Augusto, que completa 2 anos. Também está no
ar o cheirinho de salgado, brigadeiro e beijinho. Se a cena é comum
nos lares brasileiros, para o garotinho e sua família, o que seria
rotina se reveste de uma alegria incomparável. É a primeira
vez que João comemora o aniversário dentro de sua casa. Vítima
de paralisia cerebral, o menino vivia a fria rotina do hospital desde que
nasceu e só conheceu o calor do lar graças ao atendimento
domiciliar, que é referência no Brasil, oferecido pela Fundação
Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Assim como ele, mais de
300 pacientes – crianças e adultos – recebem a mesma atenção,
com a visita de médicos, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros.
O serviço médico que vai até a casa de quem precisa
é oferecido pelos hospitais João Paulo II, antigo CGP, especializado
em atendimento infantil, Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes,
este último direcionado ao atendimento de portadores de doenças
infectocontagiosas, como Aids e tuberculose, todos em Belo Horizonte.
A história de João se confunde com as de várias
crianças que nasceram com graves problemas de saúde. Ele
respira com a ajuda de aparelhos e precisa se alimentar por meio de sonda
conectada diretamente ao estômago. Devido à fragilidade, o
pequeno paciente permaneceu internado durante 1 ano e sete meses no Hospital
Infantil João Paulo II. Por causa da restrição médica
a visitas, não conhecia os primos e boa parte dos demais parentes.
Há quatro meses, João conseguiu estabilidade clínica
suficiente para sair do centro de tratamento intensivo (CTI). Depois, veio
a segunda vitória: a transferência para casa, no Bairro Goiânia,
Região Nordeste de BH.
Ao contrário do que pode parecer, ele ainda não teve
alta e seu quadro clínico exige visitas constantes de profissionais
de saúde. O atendimento em casa é considerado uma grande
vitória para mães e pais que lidam com doenças crônicas
e degenerativas dos filhos. "Sei que meu filho é especial e vai
precisar de tratamento para sempre. Mas ter a oportunidade de manter o
atendimento dele em casa é uma dádiva, um verdadeiro presente.
Acho que o ambiente familiar é muito mais saudável para o
paciente do que o hospital. Prova disso é que ele está se
desenvolvendo melhor. Cresceu vários centímetros e já
engordou 5 quilos", diz a mãe de João, Nayara Alves de Souza
Oliveira, de 23 anos.
Para se dedicar ao filho, ela interrompeu a faculdade de administração
e pediu demissão do emprego, em uma empresa de telemarketing. Durante
o período de internação do filho, passava dias e noites
no hospital. Para dar conta do recado, o marido de Nayara, Fábio
Fernandes de Oliveira, de 24, sustenta a família trabalhando em
várias atividades. Durante o dia, vende sucos e entrega marmitex;
à noite, é funcionário de uma pizzaria. "Com o João
no hospital, eu não ficava em casa direito, pois meu filho sempre
foi minha prioridade. Mas tenho um imóvel e um marido que também
precisam de cuidados. Numa rotina dessas, tudo se desgasta. Foi muito difícil
conseguir entrar no programa da Fhemig, mas graças a Deus conseguimos
o atendimento domiciliar. E nossa vida começa entrar nos eixos",
diz Nayara.
No entanto, ela sabe que, a qualquer momento, o quadro do filho pode
se alterar. Por isso, a festa de aniversário é um símbolo
de conquista. Não foi à toa que ela escolheu super-heróis
como tema do aniversário. "Comprei fantasia do Super-Homem para
meu filho e escolhi as cores vermelho, azul e amarelo para a festa. Estou
muito feliz em realizar esse sonho. Essa, definitivamente, não é
uma festa comum, pois, para nós, cada minuto de vida é motivo
de celebração." Ela explica que o aniversário de João
é amanhã, mas foi comemorado ontem, com direito a animador
e muita comilança para os convidados.
Benefício para todos os lados
A diretora do Hospital Infantil João Paulo II, Helena Francisca
Valadares Maciel, explica que o serviço começou em 2000,
com o nome de CGP Domiciliar, antigo nome da unidade hospitalar. A equipe
médica vai à casa de crianças vítimas de várias
doenças, entre elas a leishmaniose. Dois anos depois, a iniciativa
foi ampliada com o Programa Vent Lar, voltado para crianças com
doenças degenerativas neuromusculares. Já em 2005, foi criado
também o Programa de Fibrose Cística, que garante aos pequenos
pacientes uma convivência menos complexa com a doença.
Para Helena, um dos objetivos é promover a humanização
do sistema de saúde. "Durante o tempo em que a criança fica
no hospital, analisamos o desenvolvimento do paciente e a forma como a
cuidadora, que em 90% dos casos é a mãe, lida com a pessoa
internada. Se houver aprovação, capacitamos a mãe
para cuidar dos filhos em casa. Mas, se percebermos que a família
não tem o perfil, a criança não sai do hospital",
diz Helena.
Ela explica que a quantidade de visitas no atendimento domiciliar varia
conforme o quadro do paciente. "Aqueles com doenças degenerativas
crônicas recebem pelo menos um atendimento semanal. Mas é
comum isso ocorrer mais vezes, inclusive no fim de semana”, diz Helena.
Atualmente, 20 dos 85 pacientes infantis recebem tratamento intensivo com
uso de equipamentos especiais, como concentrador de oxigênio. A Fhemig
empresta os aparelhos e fornece os medicamentos e materiais de higiene
que a mãe manipula durante os procedimentos de limpeza, como luvas.
"A iniciativa é muito enriquecedora tanto para o gestor quanto para
o paciente. Ganham todos. Nosso programa é pioneiro no Brasil e
precisa ser ampliado, pois há demanda de pacientes que necessitam
dessa alternativa de tratamento. Há até profissionais estrangeiros
estagiando aqui para levar a experiência para a Europa", salienta
a coordenadora.
MAIS LEITOS DISPONÍVEIS
O atendimento domiciliar pode significar não somente um conforto
maior para pacientes e suas famílias, mas também possibilidade
de atendimento para mais pessoas. “Há queda nos dias de internação
e, com isso, aumenta a quantidade de leitos disponíveis”, diz a
diretora do Hospital Infantil João Paulo II, Helena Valadares Maciel,
acrescentando que, uma vez fora da unidade de saúde, o risco de
infecção hospitalar também diminui.
Helena explica que no programa CGP Domiciliar, 176 prontuários
de pacientes foram analisados durante 26 meses. O resultado mostrou que
a ida dessas pessoas para casa resultou na liberação de 1.100
leitos no período. Outro estudo com pacientes do Vent Lar, voltado
para crianças com doenças degenerativas neuro-musculares,
mostrou também que uma criança no centro de tratamento intensivo
(CTI) custa para o hospital, em média, R$ 600. Já em casa,
o gasto cai para R$ 59. “Para o cálculo, consideramos a alimentação
do paciente e do acompanhante, o serviço de limpeza da unidade que
inclui a lavagem das roupas de cama, por exemplo”, explica Helena.
A diretora observa que a quantidade de medicamentos permanece a mesma
e, mesmo com o deslocamento dos profissionais, que usam veículos
da Fhemig, o custo é menor. “Ter parente internado causa um transtorno
para a família. Alguém precisa ficar por conta do enfermo,
ou seja, abrir mão do trabalho para ficar no hospital. Muitos de
nossos pacientes são da Grande BH e o deslocamento diário
até a unidade de saúde também pesa no bolso do responsável.
Isso é um ponto importante, pois 35% das famílias atendidas
são carentes e, muitas vezes, não têm renda regular.
Com o atendimento domiciliar, ganham o gestor, os profissionais de saúde
e, principalmente, o paciente.”
Ela pontua que, em casa, a criança constrói uma interação
social com os irmãos, tios e primos. “Já no hospital, os
laços familiares ficam comprometidos, pois as visitas são
limitadas”, acrescenta a especialista. Helena avalia que o atendimento
domiciliar é eficaz. “São poucos os casos em que o paciente
retorna para o hospital por cuidados inadequados.” (Ingrid
Furtado - Estado de Minas)
02.06 - A Suprema Corte e a saúde dos brasileiros
O ministro José Gomes Temporão, a quem aprecio pela visão
de uma saúde equitativa e por ter sido discípulo do meu amigo
Sérgio Arouca, publica na Folha de S. Paulo, de 26/4/2009, artigo
esperançoso de que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa solucionar
a questão da judicialização dos medicamentos, incômoda
à magistratura e aos cofres da saúde. Isso será feito,
mais uma vez, na vicariância de um Legislativo inerte e gestão
eficiente. Mas o STF foi mais longe e examinará o direito do cidadão
à saúde, fraudes e distorções do sistema e
desvios constitucionais. Acertou, pois é disso que estamos necessitando.
Convidaram-me, irei , mas quero iniciar aqui com um histórico da
nossa saúde e suas principais e intocáveis megafraudes, que
se acumulam.
Após a Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se um antissistema
de saúde: santas casas ajudadas pela comunidade e médicos
atendendo a desvalidos; Ministério da Saúde e estados fazendo
saúde pública com programas verticalizados de doenças
infecciosas e o Inamps, que congregou os inúmeros IAPs e cuidava
do diagnóstico e tratamento, tudo sem integração e
com resultados pobres.
Nos anos 1980, com o enfraquecimento do regime militar e face aos ventos
que sopraram do welfare state europeu e seus sistemas nacionais de saúde,
os pensadores de saúde brasileiros ganharam força para defender
um sistema nacional equitativo e, desde o início do governo Sarney,
foi possível implantar modelos nessa direção, como
o SUDS em São Paulo e outros, cujos resultados de cobertura, acesso,
acolhimento foram excelentes e começaram a se multiplicar no país.
Realizada a 8ª Conferência Nacional de Saúde, o SUS e
seus princípios práticos entraram na Constituição.
Foi a década mais rica e produtiva.
A partir dos anos 1990, inicia-se esse processo entrópico, monetarista,
neoliberal, que estoura, agora, nessa crise econômica que vivemos.
No seu bojo, preponderou a intenção clara de privatizar,
com objetivos de lucro, as grandes políticas públicas, como
educação, previdência e saúde. As emendas constitucionais
são aprovadas, resistindo a da saúde, a única derrubada,
mas não se consegue resistir às pressões. A contrarreforma
privatizante é avassaladora. O Congresso aprovou em 1.996, com total
apoio do governo, a malfadada Lei das Patentes, razão fundamental
desse processo de judicialização, sem as salvaguardas, recomendadas
internacionalmente, de fabricação local e interregno, destruindo
a indústria farmoquímica brasileira e nos tornando dependentes.
Hoje, compramos produtos da Índia, onde há mais de 1.200
indústrias farmoquímicas.
A saúde pública se privatiza legal e ilegalmente, criando
o que existe hoje: uma saúde pobre para os pobres remanescentes
do SUS e uma saúde no mercado para quem tem quatro centavos para
pagá-la e fugir das filas, da espera e dos maus-tratos; a maior
propaganda para a aquisição dos planos de saúde, comprados
por 45 milhões de brasileiros. Os governos tentam escamotear politicamente,
citando grandes números de atendimento, retornando às formas
campanhistas demagógicas, falando de mortalidade infantil que cai
inercialmente, sem compará-la com os demais países da América
Latina, que a têm 30% menor. Esconde a mortalidade materna, 20 vezes
maior que a dos países que cuidam da saúde, aproveitando-se
da retirada total da classe média do SUS, que tinha controle social
sobre o mesmo, pois os que lá ficaram ainda entendem a saúde
como favor e não um direito. E mais: os que dirigem o sistema não
o utilizam.
O Executivo, o Legislativo, as estatais compram para si planos de saúde
e gastam com isso (só o governo federal e sete estatais) mais de
R$ 10 bilhões por ano. A ANS e o Congresso permitem, há 10
anos, ao arrepio da Constituição e da Lei nº 9.656,
que os planos cobrem do usuário e utilizem, para procedimentos mais
caros, o sistema público, sem ressarci-lo, furto comprovado com
auditorias repetidas do Tribunal de Contas da União, que chega a
R$ 2 bilhões por ano. Por dentro do SUS, nessa ânsia de parasitar
e transferir dinheiro público para o setor privado, terceiriza-se
tudo, desde lavanderia, cozinha, segurança, até serviços
especializados de anestesia, diálise, clínica médica,
cirúrgica e a própria direção de hospitais,
sangrando o público e abandonando a possibilidade de uma política
de Estado da saúde, base estratégica de um sistema único
e equitativo, que, em análises internacionais consistentes, tem
sido os de melhores resultados e custo/benefício. Cito Inglaterra,
Canadá e Taiwan, países absolutamente capitalistas, com sistemas
de saúde socialistas e excelentes resultados. É a hora da
verdade, aberta ao país pela nossa Suprema Corte. Vamos aproveitá-la.
(Correio Braziliense)
01.06 - Esclerose múltipla afeta
30 mil no Brasil
A doença é uma das mais comuns do sistema nervoso central
e que ainda não têm as causas definidas
De acordo com Organização Mundial da Saúde, existem
aproximadamente dois milhões de portadores de esclerose múltipla
no mundo. No Brasil, segundo Associação Brasileira de Esclerose
Múltipla, estima-se que mais de 30 mil pessoas são atingidas
pela doença – uma das mais comuns do sistema nervoso central e que
ainda não têm as causas definidas.
No dia em que será comemorado o 1º Dia Mundial da Esclerose
Múltipla, instituído pela Federação Internacional
de Esclerose Múltipla (Multiple Sclerosis International Federation),
nesta quarta-feira, 27, especialistas procuram mobilizar as pessoas e aumentar
a consciência da sociedade em relação à doença.
O objetivo da Federação também é o de melhorar
o trabalho das associações em todo mundo e gerar fundos para
pesquisas sobre a doença.
Os especialistas explicam que os neurônios são constituídos
de uma parte interna, chamada axônio, e uma parte externa, chamada
bainha de mielina, que atua para acelerar a transmissão dos impulsos
nervosos. A doença começa pela destruição da
bainha de mielina e, posteriormente, dos axônios, produzindo, nessas
regiões, uma cicatrização (esclerose).
Como esse processo pode ocorrer em várias regiões do
sistema nervoso central, acrescenta-se o termo “múltipla” ao seu
nome. E esse mecanismo pode interferir no controle de funções
vitais, tais como enxergar, falar e caminhar.
A esclerose múltipla é uma doença crônica
incapacitante, com causa desconhecida, sendo mais comum em adultos jovens.
Na maioria das vezes, a doença tem início por volta dos 30
anos de idade, com manifestações agudas caracterizadas por
déficit neurológico, seguindo-se de períodos de remissão.
Após algum tempo de fases agudas e remissão, o paciente experimenta
um período de incapacidade progressiva.
Por causa da dificuldade de diagnóstico e prognóstico,
além da incerteza da eficiência dos medicamentos, devido ao
fato de os sintomas e sinais neurológicos serem variados e múltiplos,
com períodos indetermináveis de exacerbações
e remissões, os especialistas destacam que se torna ainda mais necessária
a conscientização das pessoas em relação à
doença.
Apesar de não ter cura, a observação, o diagnóstico
precoce e o tratamento médico apropriado evitam complicações.
(Uol)
01.06 - Carências de especialidades
no país
O II Fórum de Especialidades Médicas iniciou na manhã
de ontem, dia 28, em Brasília. A mesa de abertura contou com a presença
do 2º vice-presidente do CFM, Rafael Marques; do coordenador geral
de hospitais universitários federais do Ministério da Educação,
Celso Ribeiro de Araújo; da coordenadora de residências em
saúde do Ministério da Saúde, Jeane Michel; do secretário-executivo
da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Evandro
Guimarães; diretor científico da Associação
Médica Brasileira (AMB), Edmund Baracat; e do representante da Federação
nacional dos Médicos (Fenam), Antônio Pereira.
Celso Ribeiro de Araújo afirmou que o MEC tem consciência
da situação da formação do nível superior
do país. “Temos o diagnóstico da rede hospitalar, e sabemos
do que tem que implementar com impessoalidade tanto na graduação,
quanto na pós-graduação”, disse. Araújo contou
que o MEC está em parceria com o Ministério da Saúde
para identificar a carência e as necessidades das especialidades
no país. “Criaremos novas vagas e novos programas de residência
médica, principalmente nas regiões mais carentes”, completou.
Segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo (Cremesp), apenas 53%, dos 92.580 médicos de SP possuem especialização.
Cinco especialidades concentram quase 50% deles: ginecologia e obstetrícia
(15%), pediatria (11,7%), cirurgia geral (7,1%), clínica médica
(6,8%) e cardiologia (6,5%).
Para o diretor científico da AMB, Edmund Baracat, infelizmente
a capacidade de absorção dos profissionais médicos
que se graduam a cada ano não é plena. Esse fato faz com
que parcela considerável desses profissionais não tenha a
qualidade desejada, “as especialidades médicas estão, em
sua grande maioria, incluídas na grade curricular do curso médico.
As novas diretrizes curriculares nacionais para o ensino médico
não devem contemplar tão somente a formação
do médico generalista”, disse.
O secretário da CNMR, Evandro Guimarães, salientou que
o mercado de trabalho determina quais são os egressos nas residências.
Tem especialidade que sobram vagas. “Não adianta aumentar as vagas,
é preciso também trabalhar as especialidades”, contou.
(CFM)
01.06 - Células-tronco podem atenuar
as rugas
A portuguesa Isabel Hoffmann Miles é membro da Academia Mundial
de Medicina Antienvelhecimento e trouxe para São Paulo o resultado
de uma pesquisa que ela chama de “nova revolução da pele”.
Segundo Isabel, as células-tronco podem ser usadas não apenas
para curar doenças, mas também para rejuvenescer a pele,
dando mais viço e atenuando consideravelmente as rugas.
A novidade foi apresentada no 23º Congresso Brasileiro de Cosmetologia,
que acontece até esta quinta-feira (28), na Zona Sul de São
Paulo. Para ilustrar a pesquisa, Isabel mostrou fotografias de pacientes
submetidos a tratamento contra o mal de Parkinson, entre outras doenças,
e que tiveram melhora na aparência da pele.
De acordo com a pesquisadora, as células-tronco seriam extraídas
da pele da própria pessoa, que poderia ser retirada de qualquer
parte do corpo. Depois de “tratadas” em laboratório, essas células
seriam capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo.
No caso das rugas, as células seriam injetadas no rosto do paciente.
Isabel explica que o resultado final seria parecido com o da aplicação
da toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox, mas que
não há a paralisação do músculo nem
das expressões.
“O efeito é o mais natural possível, mas o resultado
não é definitivo. Não é a cura, é o
rejuvenescimento. Também não há condições
de deixar uma pessoa de 90 anos com rosto de 30, por exemplo”, esclarece
a pesquisadora.
Como essas novas células que se formam para diminuir as rugas
já vêm com o DNA da pessoa que cedeu a pele, Isabel adianta
que não há risco de rejeição. Além disso,
o procedimento não envolve a manipulação de embriões,
o que sempre gera polêmica no campo da bioética.
A novidade é tão recente, conta Isabel, que ainda não
se sabe o tempo que dura a ação das células-tronco
na diminuição das rugas. Segundo a pesquisadora, os pacientes
que se submeteram ao tratamento há mais tempo completaram seis meses
recentemente, e o aspecto “permanece o mesmo, como se tivessem acabado
de aplicar”. (G1)