23.02 - A saúde e a sociedade
Quando a classe média mostra seu descontentamento em relação
a planos particulares de saúde, é como alguém que
é atropelado quisesse, num gesto voluntário, ficar de pé.
Então, lembra que ao longo da história a classe média
tem mostrado uma grande capacidade de tolerância de conviver com
o insuportável. Fatos pontuais como os preços dos planos
de saúde particulares oferecidos como alternativa ao SUS são
um exemplo. Mas não vejo que isto seja de todo ruim, pois levam
as pessoas a repensarem sua participação como cidadão
e a função do Estado.
Sabemos que para muitas pessoas o preço dos planos é
traumático. Lamento que tenham de acontecer crises no quintal da
classe média para despertá-la aos abusos da iniciativa privada
e a omissão dos governantes. Mas, lamentavelmente, é pelo
ataque ao bolso que encontramos tempo para que se discuta a falta de concorrência
ou mesmo para os discutíveis serviços oferecidos pelo Estado,
por exemplo, a saúde.
Já imaginaram como seriam ótimos os serviços públicos
se a classe média detentora de uma fatia substancial do saber, do
dinheiro que movimenta o país, do pagamento de impostos e da tolerância
se impusesse politicamente cobrando o que lhe é de direito?
Equivocadamente ouvimos comentários do tipo: “Até a esposa
do fulano, uma pessoa que tem dinheiro consulta no “postinho” e pega remédio
no SUS?” Correto. O SUS é para todos e, são os bem situados
economicamente que dão a maior contribuição para sustentar
o serviço. Nada mais lógico e de direito que todos se beneficiem
do serviço.
Os serviços públicos não ocorrem de graça,
pois você já os pagou. Todo ano somos convidados a trabalhar
uma fatia maior de dias para pagamento de impostos ao Estado com o argumento
de que assim seremos mais bem amparados, promessas que teimam em ficar
aquém do digno e do necessário.
Por outro lado, se você pensa que o Estado é “pobrezinho”
e ainda não é hora da contrapartida, saiba que tem quem não
pensa assim. A saúde pública é uma bela oportunidade
de negócio de bilhões de reais que, para alguns empresários
é traduzida em milhões de dólares. (Jornei Costa
- A Notícia)
23.02 - Doadores de órgãos aumentam 26%
Número subiu de 1.317 para 1.658 de 2008 para 2009, afirma associação
brasileira de transplantes
O dado é o maior já obtido no país e é
superior à meta estabelecida para 2009; quantidade de transplantes
também cresceu no período
O número de doadores efetivos de órgãos -cujas
doações resultaram em transplante- aumentou 26% no Brasil
de 2008 para 2009. É o que mostra um levantamento inédito
da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos),
que será divulgado amanhã.
As informações são repassadas à associação
por equipes e centrais estaduais de transplantes de todo o país.
De acordo com os resultados, o número de doadores no ano passado
foi de 8,7 por milhão de população (pmp) -no ano anterior
foi de 7,2 pmp. O dado é o maior já obtido no país.
É, também, superior à meta estabelecida para 2009,
que era de 8,5 pmp. Em números absolutos, o aumento foi de 1.317
doações para 1.658 -25,89%.
Segundo a ABTO, a quantidade de transplantes realizados cresceu e as
metas para transplantes de rim e de fígado também foram superadas.
A taxa de efetivação -o número de doações
em relação aos potenciais doadores no período- também
cresceu: foi de 22% para 25,5%. O dado mostra quantas doações
são efetivadas em relação ao total de pacientes que
estavam aptos a doar no período.
"Esses pacientes podem não se transformar em doadores por vários
motivos: a família pode não autorizar, o coração
pode parar antes de completar o processo de retirada dos órgãos,
a pessoa pode ter uma determinada condição de saúde
que impeça a doação", enumera o médico Ben-Hur
Ferraz Neto, presidente da ABTO.
O aumento na taxa de efetivação, de 16%, foi considerado
muito significativo pelo médico. "É um crescimento extremamente
representativo, muito maior do que esperávamos. Nos anos anteriores,
esse número vinha se mantendo em 22%." Ele atribui o crescimento
ao trabalho educacional de diversas instituições que lidam
com transplantes no Brasil.
O dado, porém, ainda está distante do objetivo da associação,
que quer chegar a 40%. Segundo Ferraz Neto, um dos problemas do país
nesse sentido são as diferenças regionais. "O processo que
envolve o transplante, desde o momento do atendimento da pessoa na emergência
até o diagnóstico e a manutenção dos órgãos,
depende da infraestrutura de atendimento em saúde de cada região,
e isso é muito variável entre os diferentes Estados do país",
completa.
Segundo o levantamento da ABTO, as regiões Norte e Centro-Oeste
têm taxas muito baixas de doadores. Dos sete Estados da região
Norte, somente o Acre e o Pará utilizam doadores mortos, por exemplo.
Mesmo Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia tiveram taxas
de doação muito baixas e não atingiram as metas propostas
pela associação. Ainda não há dados sobre a
situação das filas de transplante no país no ano passado.
Fígado e rim
Assim como em anos anteriores, os órgãos mais transplantados
em 2009 foram fígado e rim. São órgãos que
suportam melhor as condições adversas e têm um tempo
mais longo de preservação nas soluções conservantes.
O diretor de arte Marcos Pedroso, 45, descobriu, aos 43 anos, que estava
com o fígado totalmente danificado. Uma hepatite C, provavelmente
contraída na adolescência, havia prejudicado vagarosamente
o órgão sem que ele sentisse nada. "Os exames para hepatite
C são bem recentes. Quando tomei conhecimento, meu fígado
já estava totalmente detonado", conta.
Ele não precisou esperar muito por uma doação:
em quatro meses, foi submetido ao transplante, no ano passado. A recuperação
foi boa. "É um procedimento complexo, a gente passa por um período
de recolhimento, mas foi incrível, não tive nenhuma rejeição.
Hoje estou trabalhando e levo uma vida normal", comemora. (FLÁVIA
MANTOVANI - Folha de S.Paulo)
23.02 - Título protestado dá infarto
Fortaleza - Com 57 anos de idade, mais de 30 dos quais dedicados a
tratar do coração dos outros, o coordenador de transplantes
do Hospital de Messejana aconselha aos empresários: "Façam
exercícios físicos todo dia"
O sedentarismo e o estresse são as portas de entrada do infarto.
Os empresários e executivos, que vivem estressados e sem tempo para
a atividade física, estariam, então, a um passo de um ataque
cardíaco?
Nós sabemos que as doenças do coração são
as que mais matam, hoje. E há vários fatores - os chamados
fatores de risco - que contribuem para o aparecimento das doenças
cardíacas. Os principais são os seguintes: o sedentarismo,
que dá uma ajudinha à obesidade, o estresse, a hipertensão
arterial, o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo e alguns outros
emergentes, como a depressão, já considerado um fator de
risco. O empresário e o executivo devem dedicar um tempo diário
para cuidar de sua saúde. Eles têm de incluir na sua agenda
de compromisso meia hora ou uma hora diária para a atividade física.
Mas antes de fazer isso, ele deve procurar um cardiologista e submeter-se
um check-up geral. É bom ficar clara uma coisa: eles já sabem
disso, mas não o fazem, infelizmente. Todavia, com certeza, o cardiologista
o encorajará a fazê-lo. Abandonar o sedentarismo e combater
o estresse fazem parte do tratamento de qualquer doença cardiovascular.
O que é pior para o coração: um churrasco de picanha
mal passada ou a notícia de um título protestado no cartório?
Os dois são um veneno para a doença cardíaca.
O título protestado, dependendo de quem o teve, pode gerar maior
ou menor estresse. Se o paciente tem uma sequência de títulos
protestados, obviamente ele ficará submetido a uma carga contínua
de estresse, e isso será danoso para o coração. O
estresse causará o aumento da pressão arterial, alterará
as catecolaminas, os hormônios e outras substâncias, favorecendo
a deposição de materiais de coagulação na parede
das artérias, tudo isso contribuindo para o processo inflamatório,
formando placas de gordura que podem levar ao infarto ou à trombose
cerebral. A picanha contém alta dose de colesterol. A picanha salgada
aumenta a pressão por meio do sal e eleva o colesterol por meio
da gordura animal. Em muitas situações, o consumo da picanha
deve ser evitado.
Quem o procura mais no seu consultório: o patrão ou o
empregado?
Hoje, os dois. O patrão vive sob estresse contínuo nesse
mercado altamente competitivo. E o empregado é, muitas vezes, reflexo
do estresse do patrão. O estresse do empregado é porque ele
não cumpriu as metas estabelecidas pelo patrão; outras vezes,
a causa do estresse é a intolerância ou sobrecarga a que está
habituado. Ambas as situações levam ao estresse. Devo dizer
que, nos dias de hoje, o estresse é um inimigo comum. Nós
precisamos nos cuidar para que se reduzam ou se evitem os efeitos deletérios
do estresse sobre a nossa saúde.
Como se combate o estresse?
Para começar, devemos amenizar todas as situações
que levam ao estresse. Depois, buscar uma alimentação saudável,
rica em fibras, pobre em gorduras saturadas. Devemos ingerir menos produtos
industrializados, principalmente enlatados. Mas há alguns fatores
causadores do estresse que devem ser, simplesmente, eliminados, como, por
exemplo, o tabagismo. Fumar é um ato contra a saúde. Devemos
incluir a atividade física como um compromisso sagrado do nosso
cotidiano. Isto é fundamental. Se você não pode, por
qualquer causa, incluindo a falta de segurança, sair para caminhar
na rua ou na praça, procure o abrigo de uma academia e a orientação
de um profissional para os seus exercícios. A atividade física
é um potente elemento no tratamento contra o estresse.
Quando o senhor tem de dizer a o empresário ou à empresária:
"vamos fazer um cateterismo", qual é a reação deles?
Raramente indicamos o exame invasivo como o primeiro procedimento.
O exame invasivo vem na sequência de outros exames menos invasivos.
No entanto, em situações especiais, quando a doença
já avançou bastante, temos de indicar um exame invasivo do
tipo cateterismo. Na verdade, qualquer paciente, empresário ou não,
ele toma um choque, porque até alguns anos atrás ele se tratava
de uma providência de alto risco. Hoje, devido à alta tecnologia,
o risco é muito pequeno. Mas, quando temos de anunciar ao paciente
que ele terá de ser submetido ao cateterismo, fazemo-lo com todas
as explicações a respeito, deixando-o tranquilo para o procedimento.
É verdade que quando o infarto chega, o paciente promete tudo
ao seu cardiologista?
Exatamente. No dia-a-dia do nosso consultório, encontramos muita
resistência dos pacientes à nossa orientação
para a mudança do seu estilo de vida. Principalmente com relação
à necessidade de uma atividade física diária, ao fim
imediato do hábito de fumar e ao inicio urgente de uma dieta saudável.
Aqui no consultório, muitos pacientes prometem, e alguns até
dão partida a essa mudança. Mas logo esquecem do que prometeram.
Somente quando recebem o impacto da ameaça do infarto, quando vão
para o cateterismo e realizam uma angioplastia, ou então, em situação
mais complicada, quando ele vai direto para uma mesa de cirurgia, aí
ele volta um santinho, dizendo que cumprirá tudo. Muitos, depois
de um alerta assim, adotam mesmo uma vida completamente nova; outros, por
incrível que pareça, meses depois da cirurgia, voltam a fazer
a mesma coisa de antes, inclusive a fumar. Quando isso acontece, em pouco
tempo a doença cardíaca retorna, e retorna agravada.
Agravada?
Sim. A doença cardiovascular é sistêmica. Ela não
acomete só o coração, mas também os vasos da
cabeça, os vasos da aorta, os grandes vasos arteriais. Essa doença
tem de ser tratada constantemente. Quem se submeteu a uma cirurgia cardíaca,
a uma angioplastia ou teve o diagnóstico da doença coronariana,
ele tem de ser tratado o resto da vida, tem de ir ao médico sempre.
Porque essa doença, principalmente se o paciente tiver um fator
hereditário forte, ela é progressiva. Assim, temos de atacar
o hábito de fumar, o excesso do uso de bebida alcoólica,
o sedentarismo, o estresse. Graças a Deus, aqui no Brasil, tem diminuído
o número dos fumantes, o que é fruto das campanhas de esclarecimento.
A probabilidade de agravamento da doença cardíaca, quando
ela se instala e não tem um tratamento aderente, é grande.
A doença cardíaca é gr ave e o paciente precisa ter
consciência disso.
Diante do avanço da tecnologia, dos novos medicamentos, dos
nossos tratamentos, quando o senhor acha que o infarto passará a
ser uma marolinha?
O infarto jamais será uma marolinha. Quando conseguirmos conscientizar
a população para o combate aos fatores de risco, a incidência
a doença coronariana se reduzirá. Dados do Ministério
da Saúde de 2009, publicados nesta semana, mostraram a queda de
20% na mortandade causada por doenças cardiovasculares de uma maneira
geral, não só de doenças coronarianas. Isso revela
que o Brasil avançou no tratamento das doenças, incluindo
a doença de chagas, a insuficiência cardíaca e a doença
coronariana. Hoje, o tratamento do infarto é completamente diferente
do que havia há 20 anos. Ele é invasivo, agressivo para evitar
as complicações daquela lesão aguda a que a pessoa
foi submetida. Para isso, o avanço da tecnologia foi fundamental.
O número de cirurgias de coronária, nos últimos 10
anos, cai u em torno de 50%. Por que? Porque a cardiologia invasiva tomou
esses 50% da cirurgia e fez com que o paciente, em vez de abrir o tórax
para implantar pontes de safena, receba a angioplastia com o implante de
stents de vários modelos.
A conta do médico causa infarto ao paciente?
Isso sempre foi lenda. E continua sendo lenda, mais ainda depois dos
planos de saúde.
Um cardiologista segue à risca os conselhos de outro cardiologista?
A grande maioria segue, sim. Eu sigo, bem direitinho. (Diário
do Nordeste)
22.02 - Vírus muda e eleva risco de surto
Alteração na predominância do sorotipo da dengue
pode levar à explosão do número de casos
O Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de
o vírus tipo 1 da dengue se tornar predominante neste ano no país.
Caso isso aconteça, o governo prevê uma epidemia da doença,
principalmente entre as crianças e os adolescentes. Os estados mais
vulneráveis, por apresentarem aumento dos casos de tipo 1, seriam
São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul,
Roraima, Tocantins, Piauí e Rio de Janeiro.
Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini
Evelin Coelho, historicamente, quando a predominância do sorotipo
muda, ocorre uma epidemia.
— Os menores de 15 anos, que não tiveram contato com esse vírus,
ficam mais suscetível — diz o coordenador.
Em 2007, por exemplo, a entrada do vírus 2 no lugar do 3 causou,
no ano seguinte, uma das piores epidemias já registradas no país.
— O Ministério da Saúde, por intermédio das secretarias
estaduais, monitora a aparição dos sorotipos virais. Eles
não circulam de forma homogénea. Mas, em alguns estados,
o sorotipo 1 já está ficando predominante — afirma Coelho.
Em nota técnica sobre a situação epidemiológica
de 2009, divulgada este mes, o Ministério da Saúde informou
que, no ano passado, o vírus 1 já estava presente em 50%
dos isolamentos virais no país. Segundo a pasta, ele poderá
substituir o sorotipo 2, predominante desde 2007, e elevar o volume de
internações hospitalares. Um vírus é considerado
predominante quando registrado em 70% dos isolamentos.
— É fundamental que o controle sobre a proliferação
do mosquito Aedes aegypti se intensifique, porque ainda não há
vacina contra a dengue — alerta Coelho. (Maria Clara Serra - Extra
Online)
22.02 - Perfil de pacientes hipertensos
Levantamento aponta que 81,6% pacientes têm um familiar de primeiro
grau com hipertensão
Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de S.Paulo,
por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil dos pacientes hipertensos
atendidos no Ambulatório de Hipertensão Arterial. Os resultados
mostram predomínio do sexo feminino (63,4%); a maioria dos pacientes
(64,9%) tem mais de 50 anos e o histórico familiar de hipertensão
foi positivo em 81,6% dos casos. O ambulatório atende cerca de 900
por ano.
Durante as entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos
pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no
sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em
46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; acidente
vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6%
dos pacientes.
Quanto aos antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes
disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7%
tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história
de infarto agudo do miocárdio.
Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool,
a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de atividade
física, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física
de forma regular (três vezes ou mais por semana), e a maioria, 55%,
eram sedentários. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes
afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado
pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam
a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre
estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante
o dia.
Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo
teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um
controle dietético adequado por várias razões, as
mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa,
dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação
da dieta pelos outros moradores da casa.
O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas
serem mais conscientes que os homens em relação à
sua doença.
"A hipertensão é uma doença que pode não
apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à
saúde. Por isso é importante a população ficar
atenta a esse mal" explica Fernando Lara Roquete, diretor do ambulatório
e orientador do estudo.
A hipertensão arterial é considerada um importante fator
de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral
e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares
ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento
à hipertensão como importante problema de saúde pública.
Assim, o benefício do tratamento pode ser aferido por redução
da incidência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral
e outros eventos cardiovasculares. A redução da pressão
arterial é certamente o principal mecanismo pelo qual se promove
a prevenção da doença cardiovascular.
Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico,
é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida,
o que inclui a redução do peso, prática regular de
atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras,
alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de
gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio,
cálcio e magnésio, associada à redução
no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono
do tabagismo e controle do estresse psicoemocional. (Tem Mais)
22.02 - Fibra reduz circunferência abdominal
Estudo relaciona ingestão diária de grandes quantidades
de fibras com a diminuição de fatores de risco cardiovascular
Consumo de mais de 10 g por dia foi relacionado a uma redução
de 0,08 cm no tamanho da barriga dos voluntários a cada ano
A ingestão de grandes quantidades de fibras diariamente pode
ajudar a prevenir o ganho de peso e o aumento da circunferência abdominal,
conhecidos fatores de risco cardiovascular. A conclusão é
de um estudo holandês que acaba de ser publicado no "American Journal
of Clinical Nutrition".
Pesquisadores do National Institute for Public Health and the Environment
avaliaram dados de quase 90 mil europeus com idades entre 20 e 78 anos.
Todos os voluntários eram saudáveis e nenhum sofria de males
como câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes no início
do estudo. Os participantes foram acompanhados por seis anos e meio.
As informações sobre os hábitos alimentares foram
coletadas usando questionários validados em vários países.
O objetivo era investigar a associação da ingestão
total de fibras -considerando o consumo de cereais, frutas e vegetais-
com mudanças no peso e na circunferência abdominal.
Segundo os autores, o consumo de fibras foi associado inversamente
com ganho de peso e aumento da cintura. A ingestão acima de dez
gramas por dia foi relacionada a uma redução de 0,08 centímetros
na circunferência abdominal a cada ano. As fibras provenientes dos
cereais foram as mais relacionadas à diminuição da
barriga.
"As fibras estimulam os hormônios da saciedade", explica o nutrólogo
Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de
Nutrologia. Isso diminui a ingestão calórica total, promovendo
a perda de peso. A redução da circunferência abdominal
é uma consequência.
Os especialistas apontam, ainda, outro benefício das fibras.
"Sabe-se que as fibras ajudam a controlar a glicemia e o colesterol e isso
ajuda a reduzir a gordura abdominal", completa o cardiologista e nutrólogo
Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo.
A gordura abdominal é a mais relacionada às doenças
cardiovasculares por ser considerada mais aterogênica -tem mais facilidade
de se depositar na parede das artérias.
As fibras são nutrientes presentes nos vegetais que resistem
à digestão e à absorção no intestino.
Elas podem ser de dois tipos: solúveis e insolúveis. As primeiras,
encontradas em legumes, aveia e frutas como a maçã, formam
um gel em contato com a água, aumentando a viscosidade dos alimentos.
Elas são associadas à redução do colesterol
e controle da glicemia.
Já as insolúveis, presentes nos grãos integrais,
farelos e verduras, passam intactas pelo trato gastrointestinal, facilitando
o trânsito intestinal. São mais relacionadas à prevenção
de tumores. Atualmente, recomenda-se a ingestão de 25 gramas de
fibras todos os dias -o que equivalente a cinco porções diárias
de vegetais.
Medida da cintura
As últimas diretrizes brasileiras sobre obesidade estabelecem
que a circunferência abdominal não pode passar de 102 cm em
homens e de 88 cm em mulheres.
No Japão, esse limite é ainda mais estrito para os homens,
que não podem ter mais do que 85 centímetros de cintura.
Para as mulheres, o máximo é 90.
Uma campanha lançada pelo governo japonês pretende fiscalizar
as medidas para diminuir os problemas decorrentes do excesso de gordura.
A medida da cintura costuma ser feita anualmente e, segundo uma lei de
2008, é obrigatória para quem já passou dos 40 anos.
(GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
19.02 - Saúde bucal no país
O Brasil está na contramão da evolução
técnico-científica da ortodontia
O Brasil é o país com o maior número de dentistas
do mundo, com 19% dos quase 1 milhão de profissionais da odontologia.
Informação integra o Atlas Global de Odontologia (2009) pela
Federação Dentária Internacional e divulgado no início
de fevereiro no Congresso Internacional de Odontologia, em São Paulo.
Porém, esse recorde no número de dentistas não significa
que toda a população brasileira tem acesso aos serviços
odontológicos ou às orientações preventivas
que podem ser repassadas por um profissional da área. Não.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa uma das piores
posições no mundo quando se trata da prevenção
e controle da cárie dentária. Já os problemas ortodônticos
ficam em quarto lugar entre os fatores mais frequentes que prejudicam a
saúde bucal da população. Na busca por mudar essa
triste realidade, o governo pretende ampliar este ano os atendimentos nessa
área, por meio dos centros especializados de odontologia (CEOs),
além de implementar políticas públicas graças
ao programa Brasil Sorridente. É uma iniciativa importante do governo,
mas que precisa de maior amplitude para alcançar uma parcela da
população que não tem acesso aos serviços odontológicos.
Diante desse cenário do atendimento odontológico no país,
a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial
(Abor) realizou em 2009, em 19 estados e no Distrito Federal, o mapeamento
da condição bucal no que se refere a problemas ortodônticos
e suas causas em crianças na faixa etária de 6 a 10 anos
de classes sociais de baixíssimo poder aquisitivo, que foi escolhida
por ser a idade ideal para o diagnóstico e por favorecer a intervenção
em níveis preventivos, culminando em resultados extremamente positivos
para essa camada carente da sociedade. A partir disso, os exames foram
efetuados por especialistas em ortodontia, membros das regionais da Abor
em todo o Brasil, e a avaliação mostrou que a maioria das
crianças abordadas nunca passou por qualquer exame odontológico.
Foram examinadas 4.776 crianças em todo o Brasil. A Abor buscou
realizar o diagnóstico de acordo com os vários tipos de oclusões
malfeitas e com uma provável terapia a ser adotada para cada tipo
de problema. Entre as várias situações detectadas,
chamou a atenção dos especialistas o alto índice de
cárie e de perdas dentárias. Quase 60% das crianças
avaliadas eram portadoras de cárie ou tinham perdido algum dente
de leite ou permanente, aspectos que são de extrema relevância
quando se discute as causas de problemas ortodônticos. O estudo ainda
mostrou que uma ação preventiva em aproximadamente 72% das
crianças poderia amenizar ou até mesmo evitar um tratamento
ortodôntico futuro. O levantamento da Abor revelou ainda que boa
parte das crianças apresentou oclusão favorável no
momento do atendimento, mas que, com o alto índice de cárie
e perdas dentárias, elas estavam propensas a desenvolver oclusões
com má formação. Esse fato nos leva a enxergar a grande
importância da orientação adequada de um ortodontista
na faixa etária avaliada.
Nas cinco regiões do país, a pesquisa foi de suma importante.
A Abaor, agora, espera o apoio governamental para ser posta em prática.
Se conseguirmos fazer com que os dados levantados por nossa entidade cheguem
às autoridades da área de saúde, poderemos comprovar
que, com eficiência e baixo custo, a população carente
poderá se beneficiar de um bom programa de ortodontia preventiva.
Os números são significativos e as necessidades são
concretas. É importante uma divulgação detalhada para
sensibilizarmos os órgãos competentes. Além de fazermos
um bem extraordinário para esse segmento da população,
o que é o mais importante, o ortodontista também teria uma
fonte de emprego.
Diante desse quadro, seria possível até mesmo vislumbrar
algo de grande alcance social para a ortodontia, se não houvesse
a barreira da qualificação profissional. Um ortodontista,
para atuar em uma atividade que possa mudar a realidade brasileira, tem
de ser capacitado. No Brasil, mais de 90% dos cursos de especialização
em ortodontia não oferecem uma carga horária suficiente para
o ensino da ortodontia corretiva, o que dirá para a preventiva e
interceptativa. Conhecimento científico e prática clínica
nessas intervenções são fundamentais.
O país, pois, está na contramão da evolução
técnico-científica da ortodontia. Enquanto outros países
ministram cursos com carga horária média de 3,5 mil horas,
no Brasil, 90% dos programas oferecidos têm em torno de 1 mil horas,
ou até menos. O correto seria que o Ministério da Saúde
tivesse interesse na qualidade do profissional que assistirá a população
brasileira, optando sempre por especialistas formados adequadamente. Diferentemente,
ampliar os CEOs ou implementar políticas públicas não
surtirá o resultado esperado. (Ronaldo da Veiga Jardim - Estado
de Minas)
19.02 - Condenação dos idosos
O grande problema é que a população acima de 65
anos vai praticamente quadruplicar em 40 anos, segundo alguns especialistas
em contas públicas. Acho que a solução para a incompetência
do governo, brevemente, será um decreto em que será implantada
a pena de morte para quem atingir aquela idade. A Reforma da Previdência
de 1988 tornou nosso sistema bastante exigente, com padrões da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Nossa Constituição, além de prever a contribuição
sobre os salários com taxas pagas tanto pelo empregador quanto pelo
empregado, previu, também, a contribuição sobre o
lucro líquido, o faturamento e o PIS/Pasep, o que, convenhamos,
é muito dinheiro. E aonde vai parar esse enorme montante de recursos?
Em primeiro lugar, vai para pagar todos os assalariados do governo, que
se aposentam mantendo sempre o último salário de contribuição,
atualizado anualmente com paridade com os funcionários públicos
que permanecem na ativa. Em segundo lugar, vai para pagar as aposentadorias
rurais que, do rombo de R$ 42,9 bilhões da Previdência em
2009, consumiu um total de R$ 40,3 bilhões sem quase nada contribuir.
E em terceiro lugar, vai para a corrupção.
E o que nós, aposentados urbanos que recebemos acima de um salário,
podemos fazer para reverter essa situação calamitosa que
todos enfrentamos, vendo nossos minguados proventos diminuírem dia
a dia e tendo de nos contentar com as “esmolas” que um governo oportunista
insiste em ofertar como estratégia de marketing político?
Hoje, quem se aposenta, receberá cerca de 30% do benefício
inicial num período da vida em que mais se precisa de assistência.
Podemos e devemos dar uma resposta nas urnas. Infelizmente, para nós,
que já estamos na última etapa de nossas vidas, provavelmente
não haverá tempo para o retorno da dignidade que só
a independência financeira pode proporcionar, mas talvez para os
nossos filhos consigamos reverter essa indigna situação.
(Nicolau Amaral - Diário Catarinense)
19.02 - Tratamento normaliza glicemia de diabéticos
Um método de tratamento criado na Unifesp normalizou a taxa
glicêmica em 70% dos pacientes com diabetes em até quatro
semanas de tratamento. Falhas no controle dessa taxa podem levar o portador
dessa doença a sofrer complicações renais, amputações
de membros ou perder a visão.
Desenvolvido pelo Grupo de Educação e Controle do Diabetes
do Hospital do Rim e Hipertensão, o método é dividido
em três partes: avaliação do controle da taxa glicêmica;
trabalho de orientação educacional sobre hábitos;
e tratamento personalizado.
Segundo o coordenador do grupo, Augusto Pimazoni Netto, um dos diferenciais
é a medição da taxa glicêmica. Ao começar
o programa, o paciente recebe um monitor para o controle de glicemia. São
feitas sete medições diárias, durante três dias,
por quatro semanas. Esses dados são enviados para um computador,
que analisa a média semanal e a variação da taxa conforme
os dias e horas.
“A equipe de saúde começa a atuar com base nesses resultados,
que permitem a correção do tratamento”, disse Pimazoni. Segundo
o coordenador do grupo, pelos métodos anteriores, a análise
da taxa glicêmica era feita com dados colhidos a partir de medições
feitas até duas vezes no dia.
O passo seguinte fazer é uma reeducação dos hábitos
contraindicados para os portadores de diabetes - sedentarismo e dieta rica
em açúcar e gordura, principalmente. “Normalmente, os pacientes
são muito mal informados em relação aos riscos da
doença, da importância de se controlar a glicemia e aderir
ao tratamento”, disse Pimazoni. Pesquisa realizada em 2007 pela Fundação
Oswaldo Cruz em parceria com a Unifesp relevou que, no Brasil, 90% dos
pacientes com diabetes tipo 1 (adquirida na infância) não
controlam a taxa glicêmica. Entre os pacientes do tipo 2 (adultos),
o índice não passa os 75%.
“A diabetes é a principal causa de cegueira em adultos, amputação
de membros de origem não traumática, e pode comprometer a
função renal a ponto de que 50% dos pacientes em hemodiálise
estão lá em consequência da diabetes”, disse Pimazoni.
Já passaram pelo tratamento cerca de 300 pacientes. Um deles
foi Edith Aparecida Esperança, de 75 anos. Por 14 anos, ela não
conseguia controlar a taxa glicêmica. “Não conseguia fazer
as medições nem seguir uma dieta.” Ao entrar no programa
da Unifesp, a taxa caiu de pouco mais de 400 mg/dLpara 97 mg/dL - considerada
normal. (Humberto Maia Junior - Jornal da Tarde)
18.02 - Hospitais públicos: o retrato do socialismo
A desgraça dos hospitais públicos será eterna
enquanto durar. Este é o estilo socialista. Como é difícil,
entretanto, convencer as pessoas a acreditarem em si mesmas como as melhores
procuradoras de seu próprio dinheiro!
Hoje, mais uma vez assisti a uma reportagem do noticiário local
em que denunciam problemas de atendimento em hospitais públicos.
Estas tomadas são diárias: falta de médicos (ou médicos
que faltam), falta de remédios (ou sobras que vencem), gente morrendo,
as instalações a ponto de desabar, máquinas caríssimas
esquecidas num canto sem que jamais tivessem sido postas em operação;
ambulâncias que mais parecem galinheiros, etc.
Malgrado tudo isto, no ano que vem uma nova campanha eleitoral terá
como tônica oferecer mais saúde pública "de graça"
e "de qualidade" para a população. Um "de graça" que
não é nada barato: a parcela do orçamento dos três
entes estatais (governo federal, estados e municípios) é
considerável, e não me surpreenda que ultrapasse, em termos
percentuais, os orçamentos das pessoas comuns com planos de saúde.
Um "de qualidade", que é assim julgado não pelos usuários,
mas pelos próprios políticos: por eles, a saúde anda
à "beira da perfeição", não é Sr. Presidente?
No Pará, o governo anterior entregou o Hospital Metropolitano
de Belém, cujas filmagens de propaganda atestavam o alto nível
de atendimento no tempo de sua inauguração, repleto de depoimentos
felizes de médicos, de funcionários e de populares. Hoje
este hospital faz parte dos noticiários pelo caos no atendimento,
com a falta de remédios, equipamentos, médicos, e tudo aquilo
que já citamos no parágrafo anterior. Sabotagem do atual
governo? Sim, claro, perfeitamente. Também por aqui ficaram famosas
as notícias de mortes de bebês em série na Santa Casa
de Misericórdia, pertencente ao estado, logo após os barbudos
tomarem conta do lugar, bem como da absoluta falência do Pronto Socorro
Municipal, este administrado pela prefeitura de Belém.
Isto sempre acontece. Ninguém quer amamentar filho do outro
- esta á a máxima mais aplicada na política. Os políticos
são como os leões - não por seu garbo, mas pelo que
de mais bestial há na natureza destes animais - porque, os novos
que chegam, ao derrotarem o então dono do pedaço, matam os
filhotes, e as fêmeas, temerosas pela própria pele, entram
logo no cio, afirmando a lealdade ao novo rei. No nosso caso, os filhotes
são as obras e as fêmeas, os servidores públicos.
Podemos dar explicações sobre algumas destas mazelas.
Eu disse explicações, e não justificativas! Médicos
faltam por absoluto corporativismo dentro da gestão pública.
Remédios faltam e sobram porque são adquiridos por meio de
licitações, cujas quantidades são mal previstas, umas
a menor, outras a maior, e isto se estes procedimentos não estiverem
viciados por corrupção ou novelisticamente atrasados por
impugnações ou recursos de ordem administrativa ou jurídica.
A conservação dos prédios, dos equipamentos e das
ambulâncias também deriva de licitações, cujos
contratos são fiscalizados por funcionários públicos
negligentes, isto se a Administração não começa
a atrasar o pagamento das empresas contratadas. Enfim, tudo isto depende
do orçamento, que pode ser diminuído porque o novo governo
pretende fazer novas obras que lhe rendam novas propagandas.
São princípios da Administração Pública,
conforme ensinado nos cursos de Direito Administrativo, entre outros, a
impessoalidade, a urbanidade, e, não duvide, a eficiência.
Os teóricos desta doutrina um dia entenderam que qualquer monopólio
pode funcionar a contento se um rol de "princípios" tais como estes
vierem a ser postulados como virtudes objetivamente identificáveis.
Será, todavia, que isto corresponde à realidade? Em uma
instituição pública, uma pesquisa de opinião
pode muito bem retratar tais opiniões positivas por parte dos usuários
que não têm escolha, segundo mais ou menos este esquema: "fui
mais bem tratado do que mal tratado" (o que certifica a impessoalidade
e a urbanidade), e bom, de qualquer forma, "estou curado ou remediado"
(embora tenha dormido do lado de fora na véspera à espera
de uma senha). Segundo o sistema de mercado, eu posso ser atendido numa
ocasião com impessoalidade, urbanidade e eficiência, e não
muito tempo depois, ser atendido em outro estabelecimento com mais impessoalidade
(ou com uma pessoalidade que me atenda melhor), com mais urbanidade (com
maior demonstração de interesse por parte dos médicos
e funcionários desta instituição) e principalmente,
com mais eficiência (o serviço foi mais rápido, custou
menos, doeu menos, as instalações eram mais confortáveis,
etc.).
É um apelo recorrente dos defensores do serviço público
de saúde questionar como um pobre pode pagar por tais serviços.
Este argumento é falacioso, mas é muito poderoso, porque
as pessoas tendem a enxergar as coisas conforme a realidade que vivenciam,
olvidando-se de refletir como seria se elas não tivessem de pagar
impostos tão altos por estes sofríveis serviços. Claro,
estamos aqui falando de um cenário em que o dinheiro, de há
muito, estaria sendo gerido pelo "público", ao invés de "pelo
serviço público". Isto significa que as pessoas que hoje
estão empregadas teriam um salário maior, e as que estão
desempregadas teriam uma colocação no mercado de trabalho,
porque seus patrões, neste novo esquema, teriam mais poupança
para investir. Isto significa também que ambos, empresários
e trabalhadores, teriam também um capital acumulado muito maior,
derivado da gestão privada dos seus próprios rendimentos
de suas poupanças e investimentos.
Neste novo ambiente, qualquer pessoa que hoje se alegue pobre já
não mais o seria, não pelo menos na insuficiência de
pagar por um plano de saúde que lhe permita escolher o melhor hospital,
os melhores médicos, e os melhores remédios (melhor, aqui,
na acepção subjetiva, de atender à relação
custo-benefício que mais atenda ao interesse do paciente.), e que
também lhe permita processar qualquer uma destas figuras que descumpram
com suas obrigações contratuais.
A desgraça dos hospitais públicos será eterna
enquanto durar. Este é o estilo socialista. Como é difícil,
entretanto, convencer as pessoas a acreditarem em si mesmas como as melhores
procuradoras de seu próprio dinheiro! Lamentavelmente, nas próximas
eleições, milhões delas irão novamente às
urnas, acreditando que desta vez alguém se preocupará com
elas e lhes oferecerá outro "paraíso" ou "outro mundo possível",
assim, de graça e oras, com qualidade! (Klauber
Cristofen Pires - CMI Brasil)
18.02 - Home Doctor muda formato de gestão
A Home Doctor, empresa que atua há 15 anos na área de
saúde, adotou uma nova estrutura organizacional, baseada no modelo
de superintendências e times de trabalho.
No novo modelo, o médico Marcelo Noronha de Rezende assume a
superintendência de Relações Institucionais, responsável
pelos departamentos Comercial, Captação e Implantação,
Tecnologia da Informação e Unidades de Negócio (Rio
de Janeiro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Campinas).
O médico cirurgião, com MBA em Gestão Estratégica
de Negócios pela FGV, já atua na empresa há nove anos
e deixa o cargo de gerente médico para o médico Marcello
Reicher, cirurgião vascular, com MBA em Gestão Estratégica
de Empresas e Negócios, pela Fundação Getúlio
Vargas.
Para a superintendência Clínica, foi escalado o médico
Cláudio Flauzino, que assume as áreas de Produtos de Gestão,
Pronto Atendimento Médico, Gerência Médica, Gestão
de Enfermagem, Gerência de Suprimentos, Transporte e Logística.
Flauzino tem doutorado em Medicina, pelo Departamento de Pediatria
da Universidade FMU, e passagens por instituições como Instituto
da Criança do HC-FMU, Hospital Samaritano, Hospital Alemão
Oswaldo Cruz e Hospital Israelita Albert Einstein.
Na superintendência de Marketing, assume Kelly Cristina Rodrigues
Zorzan, que além do Marketing e Comunicação Corporativa,
será responsável pelo Serviço de Apoio ao Cliente,
Call Center, Ouvidoria e Centro de Desenvolvimento e Capacitação
(CDC).
Formada em Relações Públicas, com especialização
e MBA em Marketing de Serviços pela ESPM, a nova superintendente
já atua na Home Doctor há 11 anos.
A superintendência Administrativa Financeira permanece tendo
como responsável o executivo Carlos Freitas, que também responderá
pelo departamento Jurídico.
Além dessas mudanças, mais três profissionais foram
contratados. Na unidade do Rio de Janeiro, o médico Antonio Filipe
Caldas assume como supervisor médico. Formado em 1988, Caldas especializou-se
em cirurgia geral e oncológica. Possui MBA em saúde e já
ocupou o cargo de diretor médico em hospitais como Casa de Saúde
e Maternidade Irajá - PMM Hospital de Clínicas, Hospital
Dr. Badim e Hospital São Victor, todos no Rio de Janeiro.
Já na unidade do Vale do Paraíba, assume como supervisor
o médico André Wandelli, formado pela Universidade do Rio
de Janeiro, com especialização em Geriatria e Gerontologia,
pela Universidade Estácio de Sá, e em Auditoria em Saúde,
pela Faculdade de Medicina do ABC.
Desde 2004, atua como médico auditor da Unidade de Avaliação
em Controle da Prefeitura Municipal de Jacareí e como diretor técnico
da UPA Eugênio de Melo, da Prefeitura Municipal de São José
dos Campos, ambos no Vale do Paraíba.
E, finalmente, na unidade de São Paulo, quem assume o cargo
de gerente Comercial é a administradora hospitalar, Mariangela Bindi
Leal. Formada pela faculdade São Camilo, Mariangela iniciou sua
carreira na área atuando em operadoras de saúde e trabalhou
na área comercial de hospitais como São Luiz, São
Camilo, 9 de Julho e Metropolitano. (Canal Executivo)
18.02 - Home care: Lavagem das mãos
Campanhas e treinamento das famílias. Como a acreditação
auxilia nesse processo?
As mãos constituem a principal via de transmissão de
microrganismos, pois a pele é um possível reservatório
de diversas bactérias, que pode transferir-se de uma superfície
para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através
do contato com objetos e superfícies contaminadas.
A lavagem das mãos é fundamental na prevenção
de infecções, sendo orientada a qualquer indivíduo,
principalmente aos profissionais da área de saúde que trabalham
diretamente com o cliente, e ao cuidador/familiar que mantém um
indivíduo doente em seu domicílio. De acordo com a ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é
a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação
das infecções relacionadas à assistência à
saúde. Recentemente o termo lavagem das mãos foi substituído
por “HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS”.
O enfermeiro que atua em Home Care ou em Assistência domiciliar,
desenvolve cuidados de enfermagem relacionados ao diagnóstico de
cada cliente, de acordo com suas necessidades específicas, como,
por exemplo, nos clientes com patologias oncológicas. Porém,
em paralelo a essa assistência, assume também o papel de educador,
quando se trata de treinar e orientar o cuidador, que realiza cuidados
paliativos.
Nesse contexto de educação continuada, em domicílio,
o enfermeiro deve orientar a correta técnica de limpeza das mãos
onde preconiza-se o uso de antisséptico (a base álcool a
70%) com ênfase na higienização das mãos (com
água e sabão). O importante em ambos os métodos, é
enfatizar, junto ao cuidador, que se trata de uma ação rápida,
pouco dispendiosa, simples de ser realizada e efetiva, onde deve ocorrer
a remoção da sujidade, do suor, da oleosidade, de células
descamativas e da microbiota da pele, visando a redução do
risco de infecções.
Recentemente, algumas organizações de saúde receberam
uma certificação do cumprimento dos padrões estabelecidos
por organizações não governamentais. Esse processo
conhecido como Acreditação Hospitalar, dentre outros aspectos,
desenvolve a supervisão integral das instituições
e de seus métodos de trabalho. Baseado nesse processo a acreditação
se insere nesse contexto, auxiliando na criação de protocolos
e treinamentos para pacientes em cuidados paliativos oncológicos
na assistência domiciliar onde seu grau de dependência é
elevado. É importante aplicação da sistematização
de enfermagem pelo enfermeiro conforme preponiza o conselho regional de
enfermagem (Coren). Para avaliação criteriosa através
de histórico de enfermagem, exame físico, diagnóstico,
prescrição e evolução de enfermagem de acordo
com esses passos elabora-se um plano de cuidados, que consiste nas ações
de enfermagem específicas para cada necessidade do cliente. O enfermeiro
tem como estratégia de treinamento orientar a cada visita a higienização
das mãos antes e após cada procedimento e contato com paciente.
Enfatizamos os diagnósticos de enfermagem tais como: integridade
da pele prejudicada e risco para infecção relacionados a
úlcera por pressão, ferida tumoral, dispositivos como ostomias
e acesso subcutâneo, déficit para o auto cuidado e higiene
corporal relacionado a capacidade funcional diminuída.
Portanto, conclui-se, que o processo de acreditação hospitalar,
contribuiu para uma melhoria na qualidade da assistência prestada
ao cliente, uma vez que estimula o profissional a individualizar
sua assistência e melhorar a fundamentação de seus
procedimentos, seja em âmbito hospitalar, nos cuidados
em home care e como orientador do cuidador em domicílio,
buscando contribuir para uma adequada qualidade de vida. (Julio César
Silva de Souza - Segs)
12.02 - Paixão pelo SUS
O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano
para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que
irá atender a mais de 46 milhões de americanos, atualmente
sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito
de assistência médica a esses cidadãos, como aquele
garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros.
No Brasil, a assistência médica é um direito universal
há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção
hospitalar e restrito aos que contribuíam com a Previdência
Social, o país passou, a partir da Constituição de
1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação
social, foco na atenção primária, com promoção
de saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma
revolução social apaixonante.
Por ocasião da implantação do SUS, houve quem
classificasse como utópica a proposta dos sanitaristas brasileiros.
Vinte anos depois, em São Paulo, a utopia tornou-se realidade, garantindo
a todos, do mais simples remédio para dor de cabeça a técnicas
avançadas de neurocirurgia, da consulta médica aos caríssimos
medicamentos para o câncer e Aids.
Os resultados alcançados pelo trabalho solidário realizado
pela União, estados e municípios em prol da universalidade
e integralidade no atendimento em saúde são de domínio
público: acentuada redução da mortalidade infantil
(em São Paulo o índice caiu pela metade entre 1994 e 2008);
a eliminação de doenças como a paralisia infantil,
o sarampo, a difteria e mais recentemente a rubéola e queda expressiva
nos índices de morbi-mortalidade por Aids, além de aumento
de quatro vezes no número de transplantes de órgãos
e eliminação da fila de espera para o transplante de córnea
em São Paulo.
Passadas duas décadas, está mais do que na hora de se
promover um novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência
em saúde oferecida pelo SUS aos brasileiros. E, para isso, algumas
medidas são imperativas e urgentes.
Faz dez anos que a Emenda Constitucional n 29, que determina o quanto
cada governo deve destinar de seu orçamento para a saúde,
vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o
que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando
que os recursos sejam, de fato, aplicados na área.
Do mesmo modo, faz-se necessário o reajuste substancial dos
valores pagos pelo SUS aos hospitais públicos e privados que prestam
serviços ao sistema. Hoje, boa parte dos procedimentos estão
sub-financiados, como, por exemplo, o valor pago para a realização
de um parto, R$ 602,00, que é, em média, metade do gasto
dos hospitais com o procedimento.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde, diante
das limitações orçamentárias impostas pela
equipe econômica do governo, vem promovendo alguns aumentos pontuais
nos valores, porém ainda tímidos, o que castiga sobremaneira
os hospitais do sistema e faz com que muitos prestadores deixem de atender
a população usuária da rede pública.
É urgente promover uma integração entre as duas
redes de atendimento da população brasileira: o SUS e a rede
de convênios e planos de Saúde. Esta integração
entre os dois sistemas permitiria regularizar encaminhamentos, disciplinar
competências e usar de forma mais racional e justa todos os equipamentos
de saúde existentes, em prol do melhor atendimento da população.
Isto é possível e foi o que aconteceu na última epidemia
de gripe suína, quando um laboratório (Instituto Adolfo Lutz)
e um hospital público (Emílio Ribas) se uniram com as unidades
privadas de saúde para atender de forma articulada a população
paulista.
Há de se considerar, também, a necessidade de aperfeiçoar
os mecanismos de remuneração dos médicos e demais
profissionais do setor público, com bonificações por
mérito e desempenho, bem como de se expandir modelos de gestão
que já demonstraram sua eficiência, como o das Organizações
Sociais de Saúde, que aliam modernas ferramentas da administração
privada ao absoluto controle por parte do poder público.
O desenvolvimento do SUS foi fruto de um trabalho intenso e apaixonado.
Este esforço deve agora se acompanhar da ampliação
das fontes de financiamento e de uma boa dose de choque de gestão,
de maneira que o sistema possa continuar avançando na busca de melhor
qualidade de saúde e de vida para todos os brasileiros. (Luiz
Roberto Barradas Barata - Correio Popular)
12.02 - Saúde se faz em rede
Rio - Sob alguns aspectos, a gestão da saúde não
se diferencia em nada de outras áreas e o que vale é aquela
regra de ouro: antes de investir, é preciso planejar. O mandamento
é pertinente quando pensamos na situação de municípios
pequenos, que, em sua maioria, estão localizados no interior do
Estado. É sabido que eles nem sempre têm condições
de arcar isoladamente com os custos de unidades complexas, como hospitais,
o que reflete na qualidade do atendimento prestado. A partir disto, é
preciso desmistificar a visão que sustenta que cada cidade, por
menor que seja, deve oferecer serviços de saúde em todas
as especialidades e níveis de atenção.
A exemplo do que já vem sendo feito no âmbito do Programa
de Regionalização, a integração dos serviços
de saúde com o objetivo de formar redes de atenção
tem sido uma das nossas principais preocupações. A melhoria
do atendimento nos municípios passa pela identificação
das características da assistência em cada um deles para que
- a partir de uma perspectiva regional - os serviços sejam pensados
como complementares e, jamais, concorrentes entre si. Além disso,
fortalecer e qualificar as unidades existentes permite que os recursos
que já se encontram disponíveis para a população
sejam melhor aproveitados. Assim, em 17 de setembro do ano passado, demos
um passo decisivo na consolidação desse trabalho com o lançamento
do Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI).
Direcionado às cidades com até 110 mil habitantes - que,
juntas, abrigam mais de 2,1 milhões de cidadãos fluminenses
-, o programa disponibiliza R$ 42,5 milhões para os cofres municipais.
São previstos recursos para hospitais públicos, filantrópicos
e de ensino, desde que estes dois últimos provem que mais de 60%
de seus leitos são reservados ao Sistema Único de Saúde
(SUS). Outra condição é que todos os leitos sejam
disponibilizados para a Central de Regulação do Estado e
que uma parte do valor recebido seja destinada à qualificação
profissional. Apenas unidades psiquiátricas e asilares não
são contempladas pelo programa.
De acordo com o porte das unidades, são estabelecidas verbas
fixas, que acompanham sua capacidade de atendimento. Para além deste
valor, os hospitais podem ganhar dois bônus. O primeiro, de 5% em
cima do total, é dado aos hospitais que atendem cidadãos
de outros municípios. Com isso, queremos que o isolamento municipal
seja substituído pela solidariedade regional, pois para o paciente
que sofre o que menos importa são os limites geográficos.
Já a segunda bonificação, de 20% do total, é
liberada de acordo com a diminuição dos índices de
mortalidade hospitalar e materna e de taxas de parto cesáreo dentro
dos parâmetros estabelecidos, assim como com a diminuição
da taxa de infecção hospitalar.
Apesar do nome, o PAHI não exclui os municípios que não
têm hospitais. Para esses, também há um repasse fixo
de verbas, que pode aumentar se for comprovada sua adesão ao Pacto
pela Saúde e, como no caso das unidades hospitalares, à qualificação,
desta vez, das unidades de atenção básica, mensurada
pela queda no número de internações por diabetes,
hipertensão e tuberculose, além da melhoria do desempenho
em saúde materno-infantil.
A vigilância do cumprimento das metas fica a critério
de uma Comissão de Acompanhamento de composição mista.
Ao todo, 69 municípios já aderiram ao programa, sendo que
12 não dispõem de hospitais.
Tomando como base o diálogo aberto entre Estado e gestores municipais,
o PAHI não só cumpre o papel de induzir a qualificação
dos serviços prestados para boa parte da nossa população,
como também é um importante aliado na estruturação
de redes de atenção em todo o Rio de Janeiro, pois saúde
se faz em rede. (MONIQUE FAZZI - Jornal do Commercio Brasil)
12.02 - Acupuntura pode tratar depressão em grávidas
Em estudo inédito, 63% das gestantes apresentaram melhora nos
sintomas
Tratamento com agulhas pode diminuir dosagens de medicamentos; depressão
na gestação atinge mais de 10% das mulheres grávidas
A acupuntura é uma opção de tratamento viável
para a depressão durante a gravidez, de acordo com um trabalho apresentado
no 30º encontro anual da Sociedade de Medicina Materno-Fetal dos Estados
Unidos, realizado na primeira semana de fevereiro.
O estudo foi feito pelo departamento de psicologia da Universidade
do Arizona e incluiu 150 gestantes com diagnóstico de depressão
segundo os critérios do "Manual Diagnóstico e Estatístico
de Desordens Mentais 4". A publicação é a referência
padrão para estudos, diagnósticos e tratamento de distúrbios
psiquiátricos.
As gestantes foram divididas aleatoriamente em três grupos: um
tratado com acupuntura específica para a depressão, um com
acupuntura "controle" (pontos inespecíficos) e um com sessões
de massagem.
Nos grupos de acupuntura específica e "controle", o estudo foi
duplo-cego -nem os acupunturistas nem as gestantes sabiam se os pontos
onde as agulhas estavam sendo aplicadas eram de fato os recomendados para
tratar depressão.
Para isso, as aplicações foram feitas por acupunturistas
iniciantes, que receberam prescrições dos pontos onde colocar
as agulhas preparadas por acupunturistas veteranos. Obviamente, o grupo
que recebeu a massagem não foi "cego".
Foram realizadas 12 sessões dos tratamentos, durante oito semanas.
Os sintomas de depressão nas pacientes foram medidos após
quatro semanas e no final do tratamento segundo a escala de Hamilton -é
também um dos critérios mais usados na psiquiatria para avaliação
de depressão.
Os resultados mostraram que 63% das gestantes tratadas com acupuntura
específica apresentaram melhora dos sintomas depressivos, contra
uma média de 42% nos grupos de controle. Segundo os autores do trabalho,
um grupo formado por psiquiatras, psicólogos e acupunturistas, o
estudo indica que a acupuntura é um tratamento viável para
a depressão durante a gravidez.
Para o psiquiatra Joel Rennó Jr., diretor do grupo de saúde
mental da mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
de São Paulo, esse tipo de estudo sobre acupuntura e depressão
em grávidas é inédito. "Há várias outras
pesquisas sobre a acupuntura e a depressão em geral, mas os resultados
não são definitivos. Esse [em gestantes] também não
é, mas desperta interesse. Embora o grupo pesquisado não
seja muito grande, o trabalho é metodologicamente bem realizado,
com grupo de controle, duplo-cego etc.", afirma.
Riscos e benefícios
A depressão na gravidez não é tão estudada
quanto a pós-parto, mas não é incomum. Segundo Nilson
Roberto de Melo, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira
das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a doença
atinge mais de 10% das grávidas. Nos casos moderados e graves, é
indicado o uso de algumas classes de remédios antidepressivos, como
os inibidores seletivos de recaptação de serotonina.
Embora haja temores que os fármacos possam causar efeitos no
feto, Rennó diz que estudos recentes mostram que os benefícios
são maiores do que os riscos. "A depressão não tratada
tem efeitos deletérios não apenas para mãe. Ela também
aumenta a chance de partos prematuros, abortos espontâneos e de o
bebê nascer com baixo peso", afirma.
Ele acredita que o trabalho sobre o uso de acupuntura para a depressão
na gravidez traz boas perspectivas para o tratamento do problema. Segundo
Rennó, os resultados mostraram que, embora não tenha havido
remissão completa da depressão, a acupuntura realmente diminuiu
os sintomas nas gestantes.
"Mesmo que o tratamento com acupuntura não substitua os medicamentos,
ele pode ser uma forma de diminuir as dosagens durante a gestação.
Isso já é uma vitória, já que o aumento dos
riscos [dos medicamentos] tem relação direta com as doses",
diz. (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
11.02 - Plano odontológico: Exames de raios-x em perícia
Alagoas - Os planos odontológicos alagoanos que estiverem exigindo
a realização de exames de raios-x para fins de perícia
médica poderão ser punidos. A sanção deve ser
aplicada com base na Portaria 453/98 do Ministério da Saúde
(MS), que classifica a prática como abusiva e lesiva à saúde,
já que procedimentos em excesso podem causar efeito cumulativo no
organismo, levando ao câncer.
Para frear esta prática abusiva, a gerência de Serviços
de Alta Complexidade da Vigilância Sanitária Estadual deve
intervir junto aos planos odontológicos de Alagoas, uma vez que
há denúncias dessa natureza. A ação deve ocorrer
em conjunto com o Conselho Regional de Odontologia (CRO) e o Ministério
Público Estadual (MPE) e Procon, já que muitos odontólogos
estão denunciando que as empresas estão exigindo o procedimento
como forma de comprovar a realização de tratamento odontológico
nos pacientes conveniados.
O assunto foi discutido na segunda-feira (8), durante reunião
com os órgãos envolvidos. “Recebemos diversas denúncias
evidenciando que muitos planos odontológicos estariam obrigando
os dentistas a realizarem exames de raios-x durante as perícias,
visando comprovar que fizeram os procedimentos. Essa prática é
abusiva, pois em casos de restauração, por exemplo, não
há a necessidade de serem realizados estes procedimentos e a Portaria
453/98 do MS deixa isso bem claro”, frisou o gerente de Serviços
de Alta Complexidade da Vigilância Sanitária Estadual, Ebenezer
Pacheco.
De acordo com ele, as sanções que podem ser aplicadas
vão desde advertência à cassação do alvará
de funcionamento do plano e clínica odontológica, ou ainda,
a aplicação de multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.
“Estas sanções estão especificadas na Portaria 6.437/98
e visam evitar que os pacientes sejam lesados ou sua saúde seja
colocada em risco”, reiterou Pacheco. (Gazeta Web)
11.02 - Justiça enquadra reajuste
Operadora eleva em 130,14% mensalidade para usuária que completa
59 anos. Mas juíza recorre ao Estatuto do Idoso e ao Código
de Defesa do Consumidor para limitar aumento ao percentual fixado pela
ANS
Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal
e Territórios (TJDFT) representa um passo a mais em direção
ao fim de uma situação considerada abusiva por órgãos
e entidades de defesa dos direitos do consumidor e dos idosos. Trata-se
do salto que o valor da mensalidade dos planos de saúde dá
quando os usuários completam 59 ou 60 anos, dependendo do tipo de
contrato que ele possui (veja quadro). A juíza Paloma Fernanda Rodrigues
Barbosa, do TJDFT, concedeu liminar vetando o aumento de R$ 262,73 para
R$ 606,31 na mensalidade paga pela dona de casa Sônia Marins Ramos
da Silva, 59 anos, à Sul América.
A operadora de plano de saúde passou a enviar boletos com o
reajuste de 130,14% logo após a cliente completar aniversário
e sair da faixa de 54 a 58 anos para a de 59 anos ou mais. Na decisão,
a juíza Paloma Barbosa determinou que Sônia pagasse a mais
à Sul América apenas 8% sobre a mensalidade que já
vinha saldando.O índice é o mais recente autorizado pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão
responsável por regular a atividade das operadoras, para cobertura
da inflação.
A juíza usou três pontos da norma legal para embasar a
decisão. Citou o artigo 422 do Código Civil, que determina
a utilização dos princípios da probidade e da boa-fé
na assinatura de contratos; lembrou o Código de Defesa do Consumidor,
que proíbe impor ao consumidor obrigações que tragam
a este exagerada desvantagem; e, por fim, amparou-se no Estatuto do Idoso,
que em seu artigo 15 determina ser “vedada a discriminação
do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados
em razão da idade”. A juíza atribuiu tanta importância
ao Estatuto do Idoso na argumentação que, ao falar dele,
não se limitou ao caso específico de Sônia, que contratou
seu plano em 2008, após a legislação em defesa dos
mais velhos passar a valer, o que ocorreu em janeiro de 2004.
No texto em que concede a liminar, a juíza Paloma Barbosa cita
os planos de saúde contratados antes da vigência do estatuto
e considera que, como é “norma de ordem pública”, o Estatuto
“tem aplicação imediata, alcançando, inclusive, contratos
anteriores a sua entrada em vigor”.
O caso de Sônia Marins Ramos ainda deve ter seu mérito
julgado, e é provável que a Sul América recorra de
decisões desfavoráveis. Mas, se levadas em conta decisões
judiciais em instância final recentes sobre o assunto, a balança
pende para o lado da dona de casa. Além da questão do abuso
contra o consumidor, o argumento da discriminação em razão
da idade vem ganhando força.
Decisões
Em 10 de abril de 2008, o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
cancelou o reajuste da mensalidade de uma segurada da Amil cujo plano,
contratado em 2001, teve aumento de 185%. Além de vedar a alta,
a ministra Nancy Andrighi mandou que todos os valores cobrados indevidamente
fossem devolvidos em dobro. Ou seja, deu ganho de causa à consumidora,
de 60 anos, mesmo se tratando de contrato anterior à vigência
do Estatuto do Idoso.
Em 15 de novembro do mesmo ano, outra decisão semelhante. A
terceira turma do STJ proibiu o reajuste abusivo das mensalidades por faixa
etária em uma decisão válida apenas para os associados
da Unimed Natal. Em 15 de dezembro de 2003, a operadora enviou correspondência
aos seus associados informando que, em janeiro do ano seguinte, seriam
aplicados aumentos às mensalidades pelo critério de faixa
etária. Os percentuais seriam de 100% e 200% para quem completasse
60 e 70 anos, respectivamente. Ao propor a ação, o Ministério
Público do Rio Grande do Norte argumentou, com base no Código
do Consumidor e no Código Civil, que as cláusulas eram abusivas.
Idade não deve ser critério
O advogado especialista em defesa do consumidor José Geraldo
Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações
de Consumo (Ibedec), diz que a entidade, que assessora consumidores e atua
no caso de Sônia Marins Ramos, trabalha com cerca de 40 ações
semelhantes à da dona de casa no momento. Segundo o instituto, entre
as causas na Justiça, a que teve o menor aumento por faixa etária
registrou um reajuste de 103%. “É francamente abusivo”, diz o presidente
do Ibedec. Para Tardin, o número de processos judiciais e de causas
ganhas contra as operadoras de saúde poderia ser maior, mas falta
informação.
“O consumidor desconhece seus direitos. Quando o cliente na faixa dos
59 ou 60 anos vê a mensalidade subir, interrompe o pagamento por
não ter mais condições de arcar. Isso é tudo
que a operadora quer. Quando você atrasa a mensalidade o plano de
saúde é cancelado e você é excluído,
quando mais necessita de cuidados”, afirma Tardin.
O presidente do Ibedec aconselha consumidores com contratos anteriores
e posteriores ao Estatuto do Idoso a moverem ações na Justiça.
Segundo ele, advogados têm argumentado nos tribunais que as operadoras
de planos de saúde não podem alegar de forma generalizada
que o cliente de 59 anos em diante terá necessariamente a saúde
deteriorada e custará ao plano muito mais caro do que o contratante
da faixa etária imediatamente anterior. “Idade não pode ser
critério e a Justiça tem reconhecido isso.”
De acordo com Tardin, na hora de mover a ação, o consumidor
pode optar pelo Ibedec, que cobra R$ 32 mensais de seus associados, ou
procurar um advogado especialista em direito do consumo. Ele lembra que
processos que envolvem contestação de cláusulas contratuais
não podem ser resolvidos na Justiça Cível, que dispensa
a representação por advogado e julga causas menores.
Boa saúde
A dona de casa Sônia Marins Ramos da Silva sempre teve boa saúde.
Pensionista do INSS desde a morte do marido, agora que os filhos estão
criados, ela ocupa o tempo livre nadando e pedalando. Durante toda a vida,
fez exames e consultas pagando do próprio bolso, mas, há
dois anos, por insistência da família, contratou um plano
de saúde pela Sul América. “Meus filhos queriam que eu estivesse
mais segura caso precisasse de cirurgia, internação, coisas
que custam mais caro. Sempre gastei com consultas e exames de rotina”,
conta.
Terminado o prazo de carência, Sônia começou a utilizar
os serviços da rede credenciada do plano. Fez acompanhamento ginecológico,
mamografia, foi ao cardiologista, realizou exames de sangue, tudo ao custo
deR$ 262,73. Pouco depois de seu aniversário de 59 anos, entretanto,
a dona de casa teve uma surpresa desagradável. Sem qualquer aviso
prévio, os boletos do plano começaram a vir no valor de R$
606,31. “De início, eu liguei para eles, tentei negociar. Mas foram
inflexíveis, disseram que era a norma. Uma filha minha, advogada,
me orientou a entrar na Justiça e procuramos o Ibedec. Então,
descobri que a Sul América estava duplamente errada, não
estava agindo segundo a norma coisa nenhuma, porque meu plano é
posterior ao Estatuto do Idoso”, diz.
Sem comentários
Procurada, empresa Sul América se manifestou por meio de nota,
dizendo que “tem por norma não comentar decisões judiciais,
especialmente aquelas que não são definitivas e sobre as
quais ainda cabe recurso”. Sobre os reajustes, apesar de a mensalidade
do plano de Sônia, posterior à vigência do Estatuto
do Idoso, ter subido mais de 130%, a empresa declarou que segue “as normas
publicadas pela ANS, especialmente no que se refere a aumentos por faixa
etária”.
A ANS disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que igualmente
não comenta decisões judiciais, mas que clientes que se sintam
lesados podem procurar sua central de atendimento, pelo número 0800
701 9656, para registrar denúncia.
A Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados
(Fenaseg), à qual a Sul América é afiliada, informou
que nenhum de seus diretores poderia se pronunciar porque estavam em viagem.
Tipos de acordo
Atualmente, há usuários de planos de saúde no
país vinculados a três tipos de contratos, cada um sujeito
a normas que mudam segundo a data da assinatura*
Planos contratados antes de 2 de janeiro de 1999:
São os planos assinados antes da entrada em vigor da Lei n°
9.658/98. À época, as operadoras definiam valores e faixas
etárias a seu próprio critério e sem regulação,
e as informações nem sempre constavam no contrato. Por meio
da Resolução nº 56/03, a ANS determinou, posteriormente,
que as operadores informassem a existência e o conteúdo das
cláusulas de faixas etárias, dentre outras características
desses planos, possibilitando a verificação do cumprimento.
Planos contratados entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro
de 2004:
As faixas etárias e os percentuais de variação
têm que estar expressos nos contratos assinados nesse período.
O preço da última faixa (70 anos ou mais) pode ser, no máximo,
seis vezes maior do que o preço da faixa inicial (0 a 17 anos).
Contratos de consumidores acima de 60 anos ou com 10 anos ou mais de plano
de saúde também não podem sofrer variação
por mudança de faixa etária. Se o contrato já vem
com variações altas pré-fixadas, no entanto, o cliente
é lesado da mesma forma.
Planos contratados depois de 1º de janeiro de 2004:
Preços e faixas etárias devem estar expressos no contrato.
O número de faixas aumentou de sete para 10 visando atender
a determinação do Estatuto do Idoso, que veda a variação
por mudança de faixa etária para consumidores com idade acima
de 60 anos. A Resolução nº 63/03 da ANS determina, ainda,
que o valor determinado para a última faixa etária (59 anos
ou mais) não seja mais do que seis vezes superior ao estabelecido
para a primeira (0 a 18 anos.)
* Independentemente do tipo e da época do contrato, o consumidor
que se sentir lesado por cláusulas abusivas pode procurar a Justiça.
(Mariana Branco - Correio Braziliense)
11.02 - Demitido pode continuar vinculado a plano
Atualmente, uma das maiores despesas da família brasileira decorre
dos valores pagos aos planos de saúde. Ocorre que em muitas situações,
o cidadão tem direito ao plano de saúde enquanto vinculado
à empresa, mas ao ser demitido ou aposentado, perde tal benefício.
Tal perda se dá nos momentos em que o plano de saúde
individual atinge valores muito elevados, ou seja, quando a idade do contratante
é avançada.
Não devem restar dúvidas que o plano de saúde
coletivo da empresa é deveras mais barato do que o realizado pela
pessoa física, individualmente e o nosso ordenamento jurídico
autoriza que o empregado demitido sem justa causa ou aposentado, permaneça
vinculado ao plano de saúde empresarial, suportando o valor pago
pela empresa.
A Lei 9.656/98 confere ao empregado e seus dependentes que contribuiu,
total ou parcialmente, para o plano de saúde coletivo empresarial,
decorrente de vínculo empregatício, no caso de rescisão
do contrato de trabalho sem justa causa, o direito de manter sua qualidade
de beneficiário, nas mesmas condições de cobertura
assistencial que gozava quando da vigência do contrato de trabalho,
desde que assuma o seu pagamento integral.
O direito do ex-empregado de se manter no plano de saúde coletivo
não afasta outras vantagens obtidas pelos trabalhadores, em função
de negociações coletivas de trabalho.
Por sua vez, o trabalhador deve manifestar sua intenção
de permanecer no plano, dentro do prazo de 30 dias após a formalização
da comunicação da empregadora.
Em outras palavras, o empregado ou aposentado tem o direito de pagar
a parte que a empregadora pagava ao plano de saúde, além
da contribuição que era descontada de sua remuneração,
podendo a cobrança ser efetuada diretamente pela operadora do convênio
ao beneficiário.
Enfim, o empregado demitido sem justa causa ou aposentado, preenchidos
os requisitos legais, tem o direito de permanecer vinculado ao plano de
saúde empresarial, suportando o ônus financeiro que antes
era pago pela empresa. (Ariana Miranda Quintanilha - Consultor Jurídico)
10.02 - Aposentar aos 70
Ser humano brasileiro está vivendo mais tempo do que era previsto
há alguns anos atrás.
Hoje a mulher está vivendo em média 82 anos e os homens
já estão chegando aos 78. Tudo isso no Brasil, em que a ex-pectativa
de vida ainda é inferior à dos países mais ricos.
Porque as mulheres vivem mais que os homens?
A culpa é dos próprios homens. Enquanto elas utilizam
os recursos da me-dicina moderna, fazendo os exames preventivos recomendados,
cuidando da saúde, eles trocam os cuidados da medicina por práticas
não recomendadas para os que pretendem viver mais e melhor.
A medicina geriátrica e os cuidados da Gerontologia Social estão
oferecendo para as pessoas que se aproximam do envelhecimento, a ajuda
fundamental para que tanto homens como mulheres envelheçam com boa
saúde e qualidade de vida.
Todos esses avanços da medicina e a longevidade que os pessoas
estão conseguindo alcançar parece que não alcançaram
as autoridades responsáveis pe-la evolução humana
em nosso país.
Um exemplo gritante é a manutenção da famigerada
aposentadoria compulsória que atinge todo servidor público
que completa 70 anos de idade.
Essa lei tem interrompido carreiras brilhantes de pessoas com capacidade
profissional plena, saudáveis e com perspectiva de vida longa.
Enquanto o Brasil conta com mais de 15 mil pessoas com idade acima
de 100 anos, vivendo plenamente e apenas com algumas limitações
físicas naturais, sem doenças graves, o Brasil in-terrompe
as atividades profissionais de pessoas com 70 anos!
Dá para imaginar um órgão público afastar
do trabalho um arquiteto Oscar Niemeyer, só porque ele completou
70 anos?
Muitos profissionais altamente qualificados devem ter sido afastados
através da compulsória aos 70 anos!
Até quando a idade pode decidir a vida de um servidor? Não
seria lógico que o afastamento deles fosse determinado pela doença?
(João Batista de Medeiros - Jornal de Brasília)
10.02 - OdontoPrev recebe premiação inédita
A OdontoPrev foi eleita a empresa do ano para o gestor de recursos
humanos brasileiro. A premiação, concedida pela Revista Gestão
e RH, reconhece as 100 Melhores Empresas para RH do Brasil e está
em sua 4ª edição. É a primeira vez que uma companhia
do setor de planos odontológicos é eleita campeã dentre
as 100 Melhores, a “Empresa do Ano”, segundo a pesquisa.
“A OdontoPrev presta serviços diferenciados, sempre buscando
a mais alta satisfação dos gestores de recursos humanos,
associados, rede credenciada de cirurgiões-dentistas e demais stakeholders.
Nosso trabalho é focado em prover excelência em odontologia,
baseado em premissas como cortesia; integridade; capacidade de agir e trabalhar
em parceria; competência e qualidade; isso tudo dentro de uma relação
custo/ benefício justa, e com compromisso de longo-prazo”, destaca
o diretor de desenvolvimento de mercado Renato Velloso Dias Cardoso.
A Gestão & RH mapeia quem são e como trabalham as
empresas que prestam serviços aos profissionais de RH, identificando
e premiando as empresas que se destacam. A pesquisa é nacional,
e feita em duas etapas: quantitativa e qualitativa. (OdontoPrev)
10.02 - Vacina contra dengue em 2013
A busca por uma vacina contra a dengue pode estar cada vez mais próxima.
A maior empresa de vacinas do mundo, a francesa Sanofi-Aventis, está
alcançando bons resultados nos testes com o imunizante que entram
agora em nova fase. Com investimentos em torno de US$ 1 bilhão (R$
1, 88 bilhão), as primeiras doses podem estar aprovadas em 2013.
O anúncio será feito hoje pelo laboratório.
Resultados de testes clínicos para aferir a segurança
do imunizante, publicados há um mês no The Journal of Infectious
Diseases (O Jornal de Doenças Infecciosas, em inglês), mostraram
que a vacina produziu uma boa resposta imunológica contra as quatro
cepas do vírus. No estudo, três doses foram aplicadas em 23
norte-americanos durante um período de 15 meses.
A busca pela vacina da dengue vem consumindo recursos desde a década
de 90 e, segundo especialistas, pode ser a solução para lidar
com o problema que tanto afeta os países tropicais. Diante da explosão
do número de casos no mundo, uma corrida entre as principais farmacêuticas
foi lançada.
Pesquisas mostram que a incidência da dengue nos países
latino-americanos aumentou cinco vezes nos últimos 30 anos. Na década
de 80, cerca de 1 milhão de pessoas ficaram doentes por causa da
dengue na América Latina. Nos anos 90, o número saltou para
2,7 milhões. Entre 2000 e 2007, a Organização Panamericana
de Saúde contabilizou 4,8 milhões de casos. O número
de mortes também cresceu. Passou de 242, nos anos 80, para 1,4 mil
entre 2000 e 2007. (Agencia Estado)
10.02 - Papel da genética no envelhecimento
Um estudo relacionado a genética do envelhecimento foi anunciado
por cientistas europeus no domingo (7/2), e publicado na revista Nature
Genetics. Ele sugere basicamente que algumas pessoas são geneticamente
programadas para envelhecer mais rápido. Os pesquisadores analisaram
mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo
genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas
ao gene chamado Terc.
Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester,
no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há
duas formas de envelhecimento: o cronológico e o biológico.
A primeira está relacionada a quantidade de anos vividos, e a segunda
as células de um indivíduo são mais novas (ou mais
velhas) do que sugere a idade real. "Há cada vez mais evidências
de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais
problemas no coração e alguns tipos de câncer, está
mais intimamente ligada à idade biológica do que à
idade cronológica", disse Samani.
De acordo com o professor, o comprimento do telômetro é
considerado um marcador de envelhecimento biológico. "Estudamos
estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo.
Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento
e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem
e que as células se dividem", explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas
específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente
mais velhas. "Dada a associação entre telômeros mais
curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da
pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm
uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais
doenças", apontou Samani.
Segundo Tim Spector, professor do King's College London e coordenador
da pesquisa, as mutações identificadas estão próximas
ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção
do comprimento dos telômeros. "O que nosso estudo sugere é
que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer
mais rapidamente", disse. (Agência Fapesp)
09.02 - Cobertura dos planos de saúde
Entra em vigor dia 7 de junho a Resolução nº 211
da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A norma inclui
70 novos tratamentos médicos e odontológicos como obrigatórios
na cobertura dos planos de saúde e se aplicará a todos aqueles
que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro de 1999 quando
entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamentou o setor.
Entre as novas coberturas destacam-se o transplante heterólogo
(de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico
de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio,
oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas
por vídeo, além de importantes inclusões no segmento
odontológico, como colocação de coroa unitária
e bloco.
Ocorre que os novos tratamentos trarão impacto financeiro aos
contratos já existentes, com inquestionável elevação
dos gastos das seguradoras de saúde para garantir a cobertura obrigatória.
Mas quem arcará com esses gastos extras?
Considerando que as empresas de planos de saúde exercem atividade
econômica lucrativa, existem apenas duas opções: ou
haverá o reajuste do valor dos contratos, para incluir os novos
procedimentos, ou seja, será repassado aos consumidores o aumento
dos gastos; ou ocorrerá a decadência da qualidade do serviço
prestado, com as seguradoras contratando profissionais de menor capacidade
e adquirindo instrumentos e equipamentos de menor qualidade. Em ambos os
casos, os que sofrerão diretamente serão os consumidores.
Contudo, deve-se levar em consideração que a ampliação
dos tratamentos oferecidos pelos planos de saúde é necessária
e justa, principalmente diante do direito do beneficiário em ter
o mais amplo e eficaz atendimento pelo serviço de saúde contratado,
como recompensa do esforço de arcar com as altas mensalidades.
(Mariana Fideles - Diário Catarinense)
09.02 - Um tema recorrente
A necessidade de parte da população, o desconhecimento,
a demagogia política e duas leis, uma boa e outra não tão
boa, colocaram em cima da mesa um tema da maior importância para
a qualidade de vida do brasileiro: os planos de saúde privados.
Invariavelmente taxados de vilões, esses produtos são
essenciais para a saúde pública nacional e sonho de consumo
não apenas da classe média, mas de todos que trabalham com
carteira assinada.
Saúde pública no mundo inteiro é assunto complicado.
Começando pelos Estados Unidos, agora mesmo metidos na votação
de uma lei para tentar melhorar o sistema; passando pelo Reino Unido, tido
como exemplo no assunto, mas com limites que no Brasil são diariamente
derrubados pela Justiça; para terminar em território brasileiro,
onde o setor privado já contribui com mais da metade do total do
dinheiro destinado à saúde, não há uma solução
miraculosa, capaz de resolver o impasse criado pelos custos astronômicos
envolvidos na soma dos avanços da medicina com o aumento da expectativa
de vida da população.
Não morrer e continuar vivendo com boa qualidade de vida custa
caro.
Em primeiro lugar, por conta dos preços dos equipamentos de
ponta e dos medicamentos de última geração que permitem
uma saúde impensável até 50 anos atrás e, como
consequência direta, pelo maior tempo de vida médio da população.
Como os equipamentos e medicamentos custam cada dia mais caro e são
usados por mais tempo por um número maior de pessoas, a conta da
saúde pública, juntamente com a da previdência social,
é o grande nó no orçamento de todas as nações.
No Brasil a conta da saúde é dividida entre o setor público,
com dinheiro do orçamento, e o setor privado, através dos
diversos planos de saúde existentes.
Há duas grandes diferenças entre os dois sistemas. A
primeira é que o atendimento público é universal,
irrestrito e gratuito, enquanto o sistema privado é complementar,
limitado, restrito e oneroso. A segunda é que o sistema público
é suportado pela arrecadação de impostos, enquanto
o setor privado depende das contribuições dos participantes.
Lamentavelmente, o sistema público de saúde nacional
é insuficiente para atender a população com a qualidade
sonhada pelos legisladores. O resultado das enormes deficiências
da rede pública é os planos de saúde privados terem
se transformado em tábua de salvação da população.
O problema é que eles dependem do equilíbrio entre entradas
e saídas para poderem girar. E o que pouca gente repara é
que nas saídas há mais do que o atendimento direto à
saúde, já que para isso ser feito o plano arca com despesas
comerciais, administrativas e tributárias, como qualquer outra empresa.
Ninguém discute que os planos privados de saúde devem
operar respeitando os princípios de boa fé, exigidos pela
lei. Também não se discute que, guardadas as diferenças
de nível, devem oferecer serviços de boa qualidade e rapidamente
para todos os segurados. Finalmente, não tenho qualquer razão
para defender planos que não cumpram com suas obrigações,
nem para dizer que eles não existem.
O que precisa ficar claro é que tudo tem um preço e em
qualquer negócio a conta necessita fechar. Plano de saúde
não é exceção. Todas as vezes que as operadoras
são obrigadas a assumir algo que não estava inicialmente
previsto em seus custos, elas devem reajustar o preço para fazer
frente aos novos encargos, sem prejudicar a massa segurada.
Girando no negativo, depois de um tempo a operadora começa a
criar estratagemas para postergar atendimento, piorando a qualidade dos
serviços. Se esse tempo se estende demais, chega um momento em que
fica insolvente. Quando isso acontece milhares de pessoas ficam sem cobertura.
É por isso que ações como a inclusão extemporânea
de novos procedimentos cobertos ou sentenças judiciais que não
levam em conta o todo do negócio custam caro e, se não forem
anuladas pelo aumento do preço correspondente à elevação
real do custo, são a maior ameaça que pesa sobre a população.
(Antonio Penteado Mendonça - O Estado de S.Paulo)
09.02 - Operadoras: Denúncias contra operadoras aumentam
Cobertura negada e aumento abusivo de mensalidade são as principais
reclamações
As denúncias contra operadoras de planos de saúde aumentaram
28% em relação a 2009, de acordo com a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS). Foram mais de 20 mil reclamações,
das 122 mil demandas de clientes. Entre as principais queixas, a maior
é a de cobertura negada, seguida de problemas com contratos e regulamentos
e o aumento abusivo das mensalidades.
Segundo especialistas a tendência é o aumento destes números,
já que em 2008 havia 1,92 reclamação para cada 10
mil usuários, e em 2009 o número aumentou para 3,27 reclamações.
(Saúde Business Web)
08.02 - Saúde, ainda objeto de maus tratos
Está em discussão no Congresso Nacional projeto de lei
(PLS276/04), proposto por senadora do PSDB-GO, que estabelece a obrigatoriedade
de contrato escrito entre os prestadores de serviço e as operadoras
de planos de saúde, alterando texto da Lei 9.656, que dispõe
sobre a saúde suplementar.
Me parece um equivoco, já que a legislação vigente
determina a função de regulamentação à
ANS, que tem por obrigação fazer o previsto na legislação,
assim como não fazer o que não está determinado. Desta
forma, o projeto de lei desvirtua o principio ao inserir regulamentação
dentro da própria lei. Mas o foco não é jurídico
e sim o desperdício para tratar de tema já resolvido.
Ainda que tenha algum mérito, a matéria é vencida,
pois a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já
regulamentou a questão, com o que ficou conhecido como contratualização
através da Resolução Normativa de No. 0054 de dezembro
de 2.003. Ela determina a obrigatoriedade de instrumento jurídico
para a relação entre contratante e contratado, inclusive
com maior profundidade e especificidade do que o proposto pelo projeto
de lei.
Será pedir muito que nossos legisladores se atualizem sobre
o que o agente regulador já estabeleceu, e tentar criar a menor
confusão possível?
O texto original do projeto da senadora, de outubro de 2004, ou seja,
quase um ano após a ANS já tratar do tema, em nada contribui
com o que já está explicitado pelo agente regulador que,
aliás, é reconhecido na proposta quando o texto remete à
agencia regulamentar sobre penalidades.
Mais de cinco anos tramitando, consumindo energia e dinheiro, em proposta
pobre e desnecessária.
Esta atenção que o segmento recebe dos ilustres legisladores
é absolutamente recusável, especialmente pela hipocrisia
de atestar que o instrumento trará mais garantias aos usuários
dos planos de saúde.
Em tempo e, infelizmente, este é apenas um exemplo de tantos
outros na mesma linha. (Pedro Fazio - Saúde Business
Web)
08.02 - Casos de dengue caem 34% em 2009
O número de casos de dengue no país caiu 34,2% em 2009
em relação a 2008, passando de 803.522 para 529.237. No entanto,
dez Estados, incluindo São Paulo, registraram aumento.
São eles: AC, AP, BA, ES, MT, MS, MG, RO e SP.
A situação mais preocupante foi a da Bahia, com 121 mil
casos, mais que o triplo de 2008. Em São Paulo, houve aumento de
8%, de 7.355 para 7.960.
Embora o número de casos graves e de mortes por dengue tenha
caído, foram registrados 298 óbitos causados pela doença,
que é curável.
Neste ano, ao menos 112 cidades correm risco de terem casos, diz o
governo.
No Centro-Oeste, autoridades estão em alerta com o aumento expressivo
dos casos em 2010. Só em Mato Grosso do Sul, houve salto de 1.281%
em janeiro em comparação com o mesmo período do ano
passado. Duas mortes são investigadas.
Em Mato Grosso, houve 11 mortes e o aumento de casos foi de 558%. O
índice é parecido em Goiás. Cinco mortes já
foram confirmadas. (Folha de S.Paulo)
08.02 - Dieta pode evitar 19% dos cânceres
A prática de atividades físicas e uma alimentação
saudável são os principais fatores de proteção
Levantamento divulgado pelo Inca faz projeções específicas
para o Brasil; estima-se o surgimento de 375.420 casos em 2010
Combinar alimentação saudável, controle de peso
e prática de atividade física é capaz de prevenir
19% dos casos de câncer no país, aponta o relatório
"Políticas e Ações para a Prevenção
do Câncer no Brasil, Alimentação, Nutrição
e Atividade Física" divulgado ontem pelo Inca (Instituto Nacional
de Câncer) em parceria com o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer.
De acordo com o levantamento, que faz projeções específicas
para o Brasil, a união desses fatores poderia evitar 63% dos casos
de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago;
52% dos casos que atingem o endométrio; 41% dos cânceres de
estômago; 34% de pâncreas e 37% dos casos de câncer colorretal.
O Inca estima o surgimento de 375.420 casos novos de todos os tipos de
câncer em 2010.
"Este é primeiro levantamento que traz dados específicos
para o Brasil relacionando incidência dos tumores com fatores de
risco. Traz também um conjunto de ações que, juntas,
têm um grande potencial de proteção contra o câncer",
afirma Cláudio Noronha, coordenador da Divisão de Prevenção
e Vigilância do Inca.
"Os resultados não são uma surpresa, pois já se
sabia que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de uma série
de tumores, especialmente os de fígado, pâncreas e endométrio.
A importância disso é a compilação desses dados
e a conscientização das pessoas", avalia o endocrinologista
Bruno Geloneze, coordenador do Laboratório de Investigação
de Metabolismo e Diabetes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Segundo dados do relatório, o controle do peso, mesmo sem a
prática de atividade física constante, também seria
eficaz no controle do câncer, podendo evitar 13% dos casos.
Para a nutricionista Luciene Assaf de Matos, do Hospital A.C.Camargo,
no entanto, aliar uma boa alimentação à prática
de exercícios físicos é fundamental. "A alimentação
não trabalha sozinha. A pessoa pode até ter o peso adequado,
mas o estilo de vida sedentário ao longo dos anos não é
saudável."
Medidas
De acordo com Noronha, a publicação também chama
a atenção para medidas simples de serem aplicadas no dia
a dia da população para tentar manter hábitos saudáveis.
"Cerca de 10% dos cânceres são determinados por fatores hereditários.
Os outros 90% dos casos são decorrentes do padrão de vida
que a pessoa leva, incluindo exposição a infecções,
agentes tóxicos, padrão de alimentação, entre
outras coisas que podem ser evitadas."
Custo para o SUS
De acordo com o Inca, o SUS (Sistema Único de Saúde)
registra cerca de 546 mil internações por câncer anualmente
-estima-se que são 259 mil internações na saúde
suplementar. Cada internação no SUS custa, em média,
R$ 1.446,34 para os cofres públicos.
Unindo alimentação saudável, atividade física
e peso adequado, o Inca estima que haveria uma economia de R$ 84 milhões,
em 2010, nos gastos com tumores de boca, faringe e laringe, esôfago,
pulmão, estômago, colorretal e mama.
"O Brasil, de modo geral, ainda gasta muito com o tratamento do câncer
por falta de uma política adequada de prevenção. Vivemos
em um país cercado pelo mar e, mesmo assim, o consumo de peixe é
baixíssimo, pois é muito caro para a maioria da população.
E o peixe é infinitamente mais saudável do que a carne vermelha",
diz a nutricionista Matos.
Segundo Noronha, os dados servirão de base para a elaboração
de políticas de saúde pública e uma das prioridades
serão as escolas. "A ideia é fazer a proteção
primária, para evitar que a pessoa adoeça. Por isso, por
exemplo, vamos recomendar que as escolas proíbam a venda de alimentos
industrializados nas cantinas e restrinjam as máquinas de venda
de comida e bebida prontas", diz. (FERNANDA BASSETTE - Folha de S.Paulo)
05.02 - A busca das melhores evidências
O médico Adriano de Souza comenta o avanço da medicina
e o investimento em pesquisas
Diante de um quadro clínico desafiador, como gostaria de ser
tratado: com base na experiência profissional do médico, apostando
na intuição desse profissional ou seguindo os melhores resultados
de estudos científicos e publicações literárias
para casos semelhantes ao seu?
Hoje, é visível o desenvolvimento da Medicina, com a
descoberta de novos medicamentos, vacinas, tratamentos e equipamentos com
alta tecnologia. Mas, para se chegar a esses resultados, a área
precisou deixar de lado o achismo e a intuição e investir
em pesquisas que oferecessem uma base de dados confiável e comprovável
cientificamente.
A atitude mais efetiva de buscar as melhores evidências para
um caso clínico específico é recente e passou a ser
disseminada na década de 80, no Canadá, na Universidade McMaster.
Percebeu-se que era necessário promover a melhoria da assistência
à saúde e do ensino, aumentando a eficiência e a qualidade
dos serviços e diminuindo os custos operacionais.
Hoje, a Medicina Baseada em Evidências é entendida como
uma abordagem que envolve a definição de um problema, a busca
e avaliação crítica das evidências disponíveis,
implementação das evidências na prática e avaliação
dos resultados.
Apesar de recente a Medicina Baseada em Evidências já
está se impulsionando no Brasil, sobretudo em São Paulo,
Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul.
No Estado, a Unimed Vitória criou o núcleo de Medicina
Baseada em Evidências, para que os médicos cooperados entendam
melhor essa prática e percebam os ganhos de buscar respaldo na literatura.
O núcleo apóia as áreas de tratamento cirúrgico,
clínico, diagnóstico e prevenção. A maior demanda
tem sido para casos específicos de tratamentos cardiovasculares.
Quando profissionais precisam de ajuda para um caso clínico,
eles acionam o grupo de Medicina Baseada em Evidência, que vai buscar
na literatura médica mais atualizada os artigos científicos
que tenham metodologia válida e resultados confiáveis. Depois
são selecionados os melhores, que servem de base para uma síntese
do caso. Essa resposta é feita por recomendação e
enviada ao médico solicitante.
Mesmo em fase inicial, os resultados já são positivos.
Mas, apesar do desenvolvimento da área científica, o trabalho
do grupo ainda é difícil porque 90% das publicações
científicas da área são inadequadas, com falhas de
metodologia, escopo, entre outras.
A solução é buscar fontes de informações
mais gabaritadas como o Capes (Portal Brasileiro da Informação
Científica), o Projeto Diretrizes (da Associação Médica
Brasileira e do Conselho Federal de Medicina), as bibliotecas Cocrahne,
Bireme e Pubmed, ou o Up To Date - a maior comunidade clínica no
mundo dedicada à síntese de conhecimentos para os médicos.
(Adriano de Souza - Saúde Business Web)
05.02 - Fragilidade dos idosos
Fragilidade acomete quase metade dos idosos em SP
Quase metade do cerca de 1,2 milhão de pessoas com mais de 75
anos da capital paulista sofre da síndrome da fragilidade em idosos.
O dado é de um estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública
da Universidade de São Paulo. A síndrome caracteriza-se por
perda de peso e de força, fadiga, queda da velocidade de caminhada
e baixa atividade física.
A presença de um ou dois parâmetros caracteriza a pré-fragilidade,
quando, segundo os autores, deveria haver uma intervenção.
Com mais de três, o idoso é frágil.
O estudo também aponta que a síndrome atinge a população
paulista mais precocemente em relação aos países desenvolvidos
e que, depois dos 75 anos, avança com extrema rapidez.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram 689 pessoas
com mais de 75 anos na capital paulista. O grupo foi acompanhado a cada
seis meses ao longo de dois anos, entre 2008 e 2009. De acordo com os dados
da pesquisa, a síndrome atingia 14,1% do grupo em 2006. Em 2008,
a prevalência já era de mais de 45%. No exterior, a prevalência
dessa síndrome é de cerca de 7%.
Círculo vicioso
Segundo os autores, o idoso, em geral, come menos, tem perda de paladar
e perde peso. Por isso se cansa com mais facilidade e diminui a atividade
física, o que leva a um menor gasto de energia. Isso gera um círculo
vicioso: eles se alimentam menos, ficam mais em casa e se tornam vulneráveis
a doenças.
A pesquisa revelou que, entre os idosos frágeis visitados em
2008, 46,9% sofreram quedas, contra 6% dos não-frágeis. Do
grupo de idosos frágeis, 30,6% precisaram de um cuidador para realizar
tarefas como comer, tomar banho ou levantar-se de uma cadeira.
Uma nova pesquisa deve investigar causas da fragilidade a partir dos
60 anos. (Folha de S.Paulo)
05.02 - Genéricos crescem 19%
O setor de medicamentos genéricos cresceu 19,4% em 2009, impulsionado
pela crise econômica. Foram vendidos 330,9 milhões de unidades,
ante 277,1 milhões um ano antes, divulgou a Pró Genéricos
(Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos
Genéricos). No ano passado, as indústrias do setor movimentaram
R$ 4,5 bilhões, alta de 24% sobre 2008 (R$ 3,6 bilhões).
O presidente da Pró Genéricos, Odinir Finotti, afirma
que, com mais consumidores querendo reduzir custos na crise, o setor sobressaiu.
"Novos clientes vieram para esse mercado em 2009."
Na comparação com a média do mercado farmacêutico,
o setor cresceu 2,3 vezes mais em unidades - o mercado geral subiu 8,2%,
com 1,769 bilhão de unidades.
Houve ainda um aumento da participação dos genéricos
no mercado farmacêutico. Em unidades, passou de 17%, em 2008, para
18,7% no ano passado. Em valores, passou de 13,8% para 15,1%. Para 2010,
a Pro Genéricos espera crescer entre 15% e 20%, superando 22% de
participação no mercado.
Patentes
Segundo a Pró Genéricos, 12 medicamentos terão
a patente vencida neste ano. Apesar disso, não há garantias
que virão ao mercado genérico. Conforme antecipou a Folha,
a SDE (Secretaria de Direito Econômico) investiga condutas anticompetitivas
para impedir ou retardar a entrada de genéricos. (MARIANA
SALLOWICZ - Folha de S.Paulo)
04.02 - Brasil: País com o maior número de dentistas
Livro lançado em congresso de odontologia mapeia o perfil do
cirurgião-dentista brasileiro
No Brasil, estão 19% dos dentistas do mundo. O dado é
do livro "Perfil Atual e Tendência do Cirurgião-Dentista Brasileiro",
que foi lançado ontem no 28º Ciosp (Congresso Internacional
de Odontologia de São Paulo). Realizado no Anhembi, em São
Paulo, o congresso, que termina hoje, foi promovido pela Associação
Paulista de Cirurgiões-Dentistas.
Segundo Maria Celeste Morita, professora da Universidade Estadual de
Londrina e uma das autoras do livro, o Brasil é o país com
a maior quantidade de profissionais de odontologia do mundo em números
absolutos: são 219.575 profissionais cadastrados. "O "Atlas Global
de Odontologia", publicado em 2009 pela Federação Dentária
Internacional, estima pouco mais de um milhão de dentistas no mundo.
De todos os países incluídos no Atlas, o Brasil é
o que tem o maior número de profissionais", diz Morita.
Mas o recorde em número de dentistas ainda não se reflete
no acesso de boa parte da população aos serviços odontológicos.
"Embora nos últimos anos a odontologia esteja se incluindo de forma
mais representativa nas políticas públicas de saúde,
ainda há muita desigualdade", afirma Ana Estela Haddad, da Secretaria
da Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde
do Ministério do Trabalho. Haddad também assina o livro,
com Morita e com Maria Ercília de Araújo, do Observatório
de Recursos Humanos em Odontologia.
A dificuldade de acesso a esse enorme contingente de profissionais
é, segundo Haddad, explicada por uma soma de fatores. Um deles aparece
nos dados levantados para o livro: 59% dos dentistas estão na região
Sudeste e três Estados concentram 57% deles -cerca de 33% estão
em São Paulo, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro têm,
cada um, aproximadamente 12% dos dentistas.
Além da distribuição regional, Haddad acredita
que outros dois fatores expliquem o menor acesso de camadas da população
aos serviços odontológicos. "A inserção do
dentista nas políticas públicas de saúde é
algo recente. Além disso, conforme constatamos no livro, 2/3 dos
dentistas trabalham como autônomos, em atendimentos particulares.
Isso representa um custo que algumas parcelas da população
não podem pagar", diz Haddad. (IARA BIDERMAN - Folha de S.Paulo)
04.02 - SUS: Crescimento saudável de crianças
Medidas reduzirão os gastos do SUS com internações
hospitalares no futuro
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6687/09, de autoria da senadora
Patrícia Saboya (PDT-CE), que obriga o Sistema Único de Saúde
(SUS) a promover ações que garantam o crescimento e o desenvolvimento
saudáveis das crianças. O texto, porém, não
especifica as ações que deverão ser desenvolvidas,
apenas os temas a serem observados.
A proposta modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA
- Lei 8.069/90) e
lista 15 itens que o SUS deverá levar em consideração
em suas intervenções. São eles:
- estado nutricional;
- história alimentar;
- curva de crescimento;
- estado vacinal;
- desenvolvimento neuropsicomotor;
- desempenho escolar e cuidados dispensados pela escola;
- padrão de atividade física;
- acuidade visual;
- condições do meio ambiente;
- cuidados domiciliares;
- desenvolvimento sexual;
- qualidade e quantidade do sono;
- função auditiva;
- saúde bucal;
- outros parâmetros de saúde e desenvolvimento.
Patrícia afirma que as medidas reduzirão os gastos do
SUS com internações hospitalares no futuro. "As ações
representarão, acima de tudo, um ganho incalculável na qualidade
de vida da infância, da adolescência e, consequentemente, da
população em idade produtiva", disse.
Tramitação
O projeto, que tramita em regime de prioridade e em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade
Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania. (Agência Câmara/Saúde Business
Web)
04.02 - Fumaça e saúde
O aumento progressivo de casos de câncer de pulmão coincide
com a invenção do automóvel
O berço do tabagismo é a América. Antes de Colombo,
já se cultivava o tabaco em todo o continente. O costume dos indígenas
de fumar as folhas da Nicotiniana tabacum é muito mais antigo do
que este marco histórico. As baforadas nunca faltaram nas cerimônias
tribais. Daí o tabaco foi levado para a Europa e se espalhou como
uma erva daninha. Em pouco tempo, se fumava cachimbo em todo o continente.
A seguir, para grassar mundo afora, levou ainda menos tempo, fazendo parte
dos costumes de todas as populações do mundo moderno. Assim,
poderíamos datar em 1500 o início do tabagismo no mundo,
mas o hábito de fumar é talvez tão antigo quanto o
mais longínquo alvorecer da civilização humana.
Desses tempos até o início do século 20, o câncer
de pulmão era uma doença rara. Em 1885, o alemão Karl
Benz produziu o primeiro veículo motorizado a gasolina, com três
rodas e com propósito comercial. Depois disso, a indústria
do automóvel não parou mais de crescer. No Brasil e em outros
países da América Latina, essa indústria tomou impulso
depois da 2ª Grande Guerra. Na década anterior, marcas estrangeiras
instalaram suas fábricas de montagem no Brasil. Porém, foi
em 1956 que as multinacionais automotivas começaram a montar aqui
os seus carros. A indústria cresceu vertiginosamente e as nossas
ruas ficam, a cada dia, mais estreitas para tantos veículos de motores
de combustão. Como consequência imediata, o ar que respiramos
piorou. A seguir, vieram as motocicletas de dois tempos (queimam uma mistura
de óleo e gasolina) e os motores a diesel, que têm uma capacidade
ainda maior de poluir o ar. O problema se tornou um problema de saúde
pública. O impacto sobre cada habitante é como se todos virássemos
fumantes inveterados. O aumento progressivo de casos de câncer de
pulmão coincide com a invenção do automóvel.
De doença rara até o início do século 20,
o câncer do pulmão se transformou na doença neoplásica
mais comum nos países desenvolvidos. É a principal causa
de morte por câncer entre os homens da América do Norte e
da Europa. Sua incidência e mortalidade vêm aumentando nas
últimas décadas entre as populações da Ásia,
da América Latina e da África. Essa modificação
no comportamento da doença é observada desde 1920, quando
o número de casos começou a crescer progressivamente, transformando-se
em verdadeira epidemia mundial neste início do século 21.
Em 1999, nos Estados Unidos, foram verificados mais de 180 mil casos de
câncer de pulmão. É responsável por 30% de todas
as mortes pela doença, percentagem maior do que as relacionadas
com os cânceres de mama, de próstata, de cólon e de
ovário somados. Curiosamente, a incidência do câncer
de pulmão não cresce nas mesmas proporções
nas comunidades rurais, onde o tabagismo é hábito comum e
há poucos automóveis. Em 1950, os estudos de Doll e Hill
demonstraram que o tabagismo tinha relação com o aparecimento
do câncer de pulmão. Depois disso, houve muitos outros trabalhos,
e todos com a mesma convicção. Pouca gente se interessou
em saber qual é a contribuição da fumaça lançada
no ar pelos motores a combustão no desenvolvimento da doença.
Dá-se muita importância à fumaça das chaminés
das fábricas, mas parece que o fascínio pelo automóvel
cega a maioria dos estudiosos. Diante desses fatos históricos, vamos
fazer nossa reflexão. Não é preciso maior conhecimento
para entender que aspirar fumaça não traz benefício
algum para a saúde, seja qual for a origem dela. Seja ela proveniente
do cigarro ou do ar poluído das ruas. Vamos excluir os fumos metálicos
produzidos na indústria e a poluição produzida pelas
motocicletas, ônibus e veículos de carga.
Podemos até arriscar alguns cálculos matemáticos.
Um fumante inala e lança no ar, a cada tragada, cerca de 0,2 litro
de fumaça e, com cerca de 10 delas, queima um cigarro, produzindo,
em média, cerca de dois litros de fumaça. Um automóvel
1.0, num ciclo de funcionamento, a cada rotação do eixo do
motor, lança no ar, pelo escapamento, um litro de fumaça.
A cada minuto, esse motor gira cerca de 2 mil vezes, formando 2 mil litros
de fumaça, o que equivale a 2,88 milhões de litros de fumaça
por dia, se ficasse o tempo todo ligado. Para produzir a mesma quantidade
de fumaça, precisaríamos que 1,44 milhão de cigarros
fossem fumados no mesmo dia.
Se levarmos em consideração que circulam em Belo Horizonte
cerca de 1 milhão de automóveis, esses veículos produzem
2,88 trilhões de litros de fumaça por dia. Precisaríamos,
então, queimar 1,44 trilhão de cigarros para produzir a mesma
quantidade de fumaça. Se considerarmos que um fumante queima pelo
menos um maço de cigarros por dia, seriam necessários 720
milhões de fumantes por dia para produzir o mesmo volume de fumaça.
Mesmo se toda a população brasileira morasse em BH e fosse
constituída de fumantes, não seria possível produzir
tanta fumaça. O cerco aos fumantes avança e eles estão
sendo excluídos dos lugares públicos, enquanto milhares de
carros são emplacados e entram em circulação. Atribuir
apenas ao cigarro o incremento dos casos de câncer de pulmão
é, no mínimo, um raciocínio precipitado e que fecha
os olhos ao maior poluente do ar que respiramos – a fumaça produzida
pelos automóveis. (Paulo Timóteo Fonseca - Estado de
Minas)
03.02 - Paixão pelo SUS
Está mais do que na hora de ser promovido novo salto, quantitativo
e qualitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS
O mundo acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano
para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que
irá atender mais de 46 milhões de americanos, atualmente
sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito
de assistência médica a esses cidadãos, como aquele
garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros.
No Brasil, a assistência médica é um direito universal
há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção
hospitalar e restrito aos que contribuíam com a Previdência
Social, o país passou, a partir da Constituição Federal
de 1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação
social, foco na atenção primária, promoção
da saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma
revolução social apaixonante.
Por ocasião da implantação do SUS, houve quem
classificasse como utópica a proposta dos sanitaristas brasileiros.
Vinte anos depois, em São Paulo, a utopia tornou-se realidade, garantindo
a todos desde o mais simples remédio para dor de cabeça até
técnicas avançadas de neurocirurgia, desde consulta médica
até os caríssimos medicamentos para câncer e Aids.
Os resultados alcançados pelo trabalho solidário realizado
por União, Estados e municípios em prol da universalidade
e da integralidade no atendimento em saúde são de domínio
público: acentuada redução da mortalidade infantil
(em São Paulo, o índice caiu pela metade entre 1994 e 2008);
eliminação de doenças como a paralisia infantil, o
sarampo, a difteria e, mais recentemente, a rubéola; e queda expressiva
nos índices de morbi-mortalidade por Aids, além de aumento
de quatro vezes no número de transplantes de órgãos
e eliminação da fila de espera para o transplante de córnea
em São Paulo.
Passada duas décadas, está mais que na hora de promover
novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência em saúde
oferecida pelo SUS aos brasileiros. E, para isso, algumas medidas são
imperativas e urgentes.
Faz dez anos que a emenda constitucional nº 29, que determina
o quanto cada governo deve destinar de seu orçamento para a saúde,
vigora sem ser regulamentada, o que seria essencial para estabelecer o
que pode ser ou não considerado gasto com saúde, assegurando
que os recursos sejam, de fato, aplicados na área.
Do mesmo modo, faz-se necessário o reajuste substancial dos
valores pagos pelo SUS aos hospitais públicos e privados que prestam
serviços ao sistema. Hoje, boa parte dos procedimentos estão
subfinanciados, como é o caso do valor pago para a realização
de um parto (R$ 602), que é, em média, metade do gasto dos
hospitais com o procedimento.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde, diante
das limitações orçamentárias impostas pela
equipe econômica do governo, vem promovendo alguns aumentos pontuais
nos valores, porém ainda tímidos, o que castiga sobremaneira
os hospitais do sistema e faz com que muitos prestadores deixem de atender
a população usuária da rede pública.
É urgente promover uma integração entre as duas
redes de atendimento da população brasileira: o SUS e a rede
de convênios e planos de saúde. Essa integração
entre os dois sistemas permitiria regularizar encaminhamentos, disciplinar
competências e usar de forma mais racional e justa todos os equipamentos
de saúde existentes, em prol do melhor atendimento da população.
Isso é possível: foi o que aconteceu na mais recente
epidemia de gripe suína, quando um laboratório (Instituto
Adolfo Lutz) e um hospital público (Emílio Ribas) se uniram
com as unidades privadas de saúde para atender de forma articulada
a população paulista.
Há de considerar, também, a necessidade aperfeiçoar
os mecanismos de remuneração dos médicos e demais
profissionais do setor público, com bonificações por
mérito e desempenho, bem como expandir modelos de gestão
que já demonstraram sua eficiência, como o das organizações
sociais de saúde, que aliam modernas ferramentas da administração
privada ao absoluto controle por parte do poder público.
O desenvolvimento do SUS foi fruto de um trabalho intenso e apaixonado.
Esse esforço deve agora ser acompanhado da ampliação
das fontes de financiamento e de uma boa dose de choque de gestão,
de maneira que o sistema possa continuar avançando na busca de melhor
qualidade de saúde e de vida para todos os brasileiros.
(LUIZ ROBERTO BARRADAS BARATA - Folha de S.Paulo)
03.02 - SUS passa a oferecer duas novas vacinas
Vacinas serão aplicadas em menores de 2 anos até 2011.
Por ano, devem ser evitadas 45 mil internações por pneumonia.
Duas novas vacinas serão incluídas no calendário
básico de vacinação do Sistema Único de Saúde
(SUS). A partir de março, crianças menores de 2 anos contarão
com a aplicação gratuita da pneumocócica 10-valente
e, a partir de agosto, da anti-meningococo C.
De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira vacina
imuniza contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e
pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no
ouvido, entre outras doenças. A segunda protege contra a doença
meningocócica, principal causa de meningite bacteriana no Brasil.
Nos primeiros 12 meses das novas vacinas no calendário básico,
elas serão aplicadas em menores de 2 anos. A partir de 2011, elas
farão parte do calendário básico de vacinação
da criança específico para os menores de 1 ano.
Com a introdução das vacinas, o Calendário Básico
de Vacinação do Programa Nacional de Imunização
(PNI) do Ministério passará a ter 13 tipos de vacinas para
proteger contra 19 doenças.
Prevenção
Segundo o Ministério, depois de cinco anos do início
dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão
é de que, por ano, sejam evitadas cerca de 45 mil internações
por pneumonia no Brasil. A média dessas internações,
também por ano, cairá de 54.427 para 9.185, uma redução
de 83%.
Doenças
A doença meningocócica pode se manifestar como uma inflamação
nas membranas que revestem o cérebro (meningite) ou como uma infecção
generalizada (meningococcemia), que pode levar rapidamente à morte.
O pneumococo é a segunda maior causa de meningites bacterianas
(pneumocócicas) no Brasil e também o principal agente causador
de pneumonias em todas as faixas etárias. (G1)
03.02 - Um alerta pela saúde
Muitos casos de cirurgia plástica exigem infraestrutura hospitalar
Dias de muito sol, calor, praia e corpos à mostra. Além
dessas, as cirurgias plásticas também têm se tornado
tendência do verão brasileiro. Segundo a Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica, o país, que já é o segundo
no ranking de intervenções dessa natureza, costuma ter aumento
de 30% nos procedimentos durante este período.
Independentemente dos motivos socioculturais que levam essa legião
de mulheres aos hospitais e às clínicas, o fato é
que um alerta deve ser feito. A qualidade do serviço tem que ser
preocupação constante. O paciente deve prestar máxima
atenção na escolha do médico e do local da cirurgia.
As técnicas de cirurgia plástica evoluem com grande velocidade
e, mesmo assim, grande parte destas intervenções necessita
de suporte hospitalar tanto para a segurança do paciente quanto
do próprio médico. Neste sentido, o hospital-dia, conceito
surgido nos Estados Unidos em 1961, representa uma solução
para fugir do consultório, onde não há estrutura de
suporte necessária.
A conscientização real da importância de se ter
uma infraestrutura adequada para a realização de cirurgias
plásticas é urgente. Cerca de 600 mil procedimentos, com
uso das mais diversas técnicas possíveis, são realizados
anualmente no Brasil. E este é um número que pode crescer
ainda mais, tanto pela demanda quanto pela oferta de bons profissionais
que existem no mercado.
O cuidado com a qualidade e segurança é que vai determinar
que o crescimento das cirurgias não seja acompanhado de casos absurdos,
como as recentes mortes de Carla Feres, de 33 anos, em uma hidrolipoaspiração
e Lanusse Martins durante uma lipoescultura. (Yara Lobo - O
Dia Online)
02.02 - Um SUS chic
Pela nossa constituição a saúde é responsabilidade
do Estado ou seja, dos inúmeros impostos pagos um percentual deveria
ser aplicado na saúde, dando ao brasileiro ou residente no Brasil
o direito de viver descentemente com o mínimo de qualidade de vida.
Costuma-se dizer que leis, e entre elas a constituição,
são feitas para serem violadas; o que pareceria piada de mau gosto.
Em outro lugar aqui é a mais pura verdade dita e aceita como chacota.
O capitalismo brasileiro é perigoso. É o capitalismo sem
dinheiro, impelido pelo furor do consumo onde todos tentam tirar tudo de
quem menos tem. Assim, cria-se mais uma mentira que nossos “sábios
“ chamam de desenvolvimento. Ora levar assistência médica
de qualidade ao maior número de pessoas foi a desculpa arquitetada
pelos planos de saúde no Brasil para justificar sua participação
nessa fatia do mercado. Um país doente, mal alimentado e onde a
desinformação garante a manutenção deste ou
daquele ícone do poder, o Brasil era o país ideal com uma
saúde pública decadente e com acesso para poucos. Assim esqueceu-se
a idéia do seguro médico e se aprovou os planos de saúde
que redimiriam a falta do Estado; ausente em tudo menos na cobrança
de impostos e na mídia. Copiou-se, o baixo preço pago aos
profissionais de saúde.
Aos poucos e sistematicamente as agencias reguladoras, que trabalham
em prol do interesse das empresas foi contornando interesse e criando perspectivas
que amainassem as reclamações dos associados burlados. Os
contratos, por vezes espertamente evasivos, não cumprem nada com
qualidade, há um piso e o contratante que se vire para suprir as
diferenças nos gastos. Uma lente para cirurgia de catarata com qualidade,
custa uns mil e oitocentos reais e o plano espertamente fornece uma de
trezentos reais.É inconcebível que a qualidade de uma cinco
vezes mais cara que a outra, mereça do paciente qualquer confiança
e isto nos planos mais caros aqueles que aparentemente dão tudo
até que descobrimos que dão muito pouco.Cirurgias, outro
problema. O medico tem seu preço, o que é muito certo é
o comércio da saúde, mas o plano só paga a terça
ou quarta parte. O associado que se vire e vá à luta que
as agências reguladoras e o Ministério Público não
estão nem ai, se estão ninguém vê o resultado,
vai-se tapeando o povo esse povo pouco esclarecido para solicitar seus
direitos que em nosso capitalismo tropical manda quem tem.
Sai perguntando por duas semanas o que os portadores de plano de saúde
achavam do atendimento e todos foram unânimes: ruim ou sofrível.
Talvez seja uma questão administrativa pela qual passam os planos
de saúde em São Luis. Os mesmos exames que aqui precisam
de uma burocracia cansativa e eu diria degradante, para quem lida com sua
saúde, no Rio de Janeiro inexiste ficando o associado responsável
por suas atitudes, já que este tem um cartão de identificação
fornecido pela empresa que explora a saúde. Aqui, todos ficamos
sob suspeita com um atendimento de má qualidade já que inexiste
profissionalismo por parte dos atendentes.Exceções existem
mas não são a regra mas sim exceção.
Nunca entendi porque o atendimento muda tanto do norte para o sul.
A descortesia, a visão miúda, a má vontade parecem
ser uma constante. Será o clima? A safadeza embutida em tudo parece
ser a única moeda corrente em todos os setores. Tenho a impressão
que esse comportamento é orientado como se fóssemos sub-brasileiros
que só servem para ser enganados. Uma vez pedi um contrato para
ler e me explicaram que não era permitido, o contrato só
podia ser lido depois de assinado e paga a primeira parcela. Como? Que
determinação com essa leviandade seria tolerada no sul e
no leste do País? Os planos de saúde não agem diferentes
das demais empresas, só que lidam com saúde e mesmo que a
constituição não seja respeitada o cidadão
merece respeito.
Muitos serão os rumos a serem tomados nesses tempos que virão.
A má qualidade dos serviços prestados não será
admitida pela sociedade que aos poucos reclama e se organiza. A saúde
de nosso povo duplamente paga, através dos impostos e dos planos
de saúde, não pode ficar à mercê de uma burocracia
local que é sempre sinal de corrupção. A competência
na área de saúde deve permear todos os seguimentos porque
a fatalidade é um risco e não foi possível aprovar
o tão sonhado seguro médico deixando que ficássemos
nas mão de nossa dolente justiça.
A expressão “ SUS chic” foi sugerida por um amigo que passou
a manhã toda para ser atendido pelo médico; teve que ir e
vir para receber autorização, para fazer exames teve que
adiar a cirurgia com o cartão do plano em dia como se saúde
fosse brincadeira. Disposto a pernoitar na calçada do prédio
onde era atendido, tendo remarcado a cirurgia, ele entre indignado e decepcionado
me dizia: “Zé, é uma porcaria, negocia-se tudo, igual ao
SUS que é bem mais barato; coisas do século XXI,no fim do
mundo, o nosso SUS chic”.
É uma vergonha mais em alguns estados do nordeste, copiar o
primeiro mundo também é sinal de picaretagem. (Jesus
Santos - O Estado do Maranhão)
02.02 - Planos de saúde são alvos de reclamação
Defensoria orienta consumidor a relatar irregularidades
Para atender a demanda da população no quesito saúde,
as operadoras de planos de saúde investiram R$ 55 bilhões
no ano passado para atender a 51 milhões de pessoas, das quais 41
milhões possuem planos de saúde médico e 10 milhões,
odontológico. Enquanto isso, o Sistema Único de Saúde
(SUS) gastou cerca de R$ 60 bilhões para 190 milhões de usuários,
o equivalente ao total da população do País, de acordo
com dados da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).
Apesar do maior investimento proporcional, os planos de saúde também
estão sujeitos a problemas e recebem reclamações frequentes
dos consumidores.A defensora Pública do Estado, Cristina Sakaki,
informa que, em casos de insatisfação, primeiramente é
preciso fazer uma denúncia. “O trabalho da defensoria consiste em
defender o consumidor e tentar entrar em acordo com os planos de saúde.
Caso não haja conciliação, a alternativa é
ingressar com ação judicial contra o plano”, contou. As reclamações
mais frequentes entre os consumidores são relativas ao descredenciamento
dos hospitais, atendimento precário, falta de leitos nos estabelecimentos,
procedimentos cirúrgicos (demora e burocracia), próteses
e home care (tratamento domiciliar).Para a dona de casa Ana Paula de Araújo,
a solução foi permutar o plano. “Não tinha segurança
nem pagando pelo serviço. Ficava esperando as coisas acontecerem
e nada, só me restava a expectativa. Por conta disso, resolvi mudar”,
disse. Outro ponto importante nos planos de saúde é o investimento.
“Quando entrei no plano pagava R$ 78, mas ele faliu e fomos transferidos
para outro. Depois da transição passei a gastar R$ 290 por
um serviço que não me agradou”, completou Ana.Segundo dados
da Defensoria Pública, o maior número de queixas registradas
são feitas por idosos. “Eles são os mais discriminados pelos
planos, especialmente na cobrança de valores diferenciados. O plano
de saúde tem por obrigação, uma vez apresentada ao
contratante, não alterar em nada o plano durante a vigência
do contrato”, reforçou Sakaki.Com o objetivo de minimizar a incidência
dos problemas abrangentes em toda a Região Metropolitana do Recife,
respeitando, também, a individualidade de cada operadora, no final
do ano passado, foi criado o Fórum Permanente de Saúde Suplementar,
uma parceria da Defensoria Pública do Estado (através do
Núcleo de Causas Coletivas e Direito do Consumidor) com a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Cada operadora tem um Índice
de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS), que pode ser visto no
site www.ans. gov.br, junto com dicas e outras informações
esclarecedoras para o consumidor.
Consumidor quer variedade e qualidade
Variedade aliada à qualidade. Essa é uma das principais
características que as pessoas procuram nos planos de saúde
e a universitária Cris Sobral é uma delas. “Antes de optar
pelo meu atual plano eu fiz uma pesquisa de campo e fui ver o que os outros
ofereciam. Levei em conta os hospitais credenciados, o serviço e
também a abrangência do mesmo, porque eu moro em Olinda, ele
teria que chegar no Recife e também em outras cidades. Considero
isso importante”, ressaltou. Atualmente, a estudante gasta R$ 105 para
manter o plano e se sente satisfeita com os resultados. “Ele tem uma cobertura
excelente e acredito que foi um bom investimento. Só tive que passar
por
uns procedimentos de rotina para fazer uma cirurgia, mas ele cobriu tudo,
não tive problemas com isso”, finalizou.Para o estudante Gabriel
Moreira, que foi submetido a dois procedimentos cirúrgicos entre
2008 e 2009, um em cada joelho, conta que o plano de saúde foi fundamental.
“Tive que fazer mais de 100 sessões de fisioterapia depois das cirurgias
e a maioria dos planos só cobre até 30 sessões. Durante
o período de recuperação eu percebi que muitas pessoas
estavam enfrentando dificuldades com seus respectivos planos, por isso,
eu digo que a escolha é o diferencial, fundamental e pode evitar
transtornos como esse. Se você paga, tem o direito a um serviço
de qualidade. Se este não o satisfaz, o indicado é migrar
para outro que melhor o atenda”, pontuou o estudante.Uma das queixas mais
frequentes para quem opta por trocar de plano é a falta de médicos
e, como consequência, a dificuldade em marcar consultas. “Cheguei
a ir para a emergência porque estava com falta de ar e não
tive o atendimento necessário, me largaram na poltrona e demorei
muito para ser atendida”, disse Cris. “Acredito que o plano de saúde
vai direcionar para um canto, portanto a pessoa também precisa saber
escolher e saber que ela tem um leque de opções”, finalizou.
(AMANDA NÓBREGA - Folha de Pernambuco)
02.02 - Planos: Jovens pesam menos
Nos últimos dez anos caiu a participação de jovens
de até 18 anos nos planos de saúde. A redução
de 5,3% entre 2000 e 2009 deve-se, segundo pesquisa do Instituto de Estudos
de Saúde Suplementar, à acentuada queda da taxa de natalidade
do país entre as famílias com maior escolaridade - que são
as principais clientes das seguradoras. (Revista Veja)
01.02 - Planos de saúde: quem paga os novos tratamentos?
A advogada Mariana Fideles indaga em seu artigo quem arcará
com a majoração dos gastos do novo rol de procedimentos da
ANS
Entra em vigor no próximo dia 7 de junho a Resolução
nº. 211 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
A norma inclui 70 novos tratamentos médicos e odontológicos
como obrigatórios na cobertura dos planos de saúde e se aplicará
a todos aqueles que possuem contratos celebrados a partir de 2 de janeiro
de 1999 - quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, que regulamentou
o setor.
Entre as novas coberturas destacam-se o transplante heterólogo
(de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para diagnóstico
de câncer de pulmão, implante de marcapasso multissítio,
oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas
por vídeo, além de importantes inclusões no segmento
odontológico, como colocação de coroa unitária
e bloco.
Referido ato da agência reguladora visa garantir aos beneficiários
de planos de saúde uma cobertura mais ampla e eficaz, com o nítido
objetivo de ver resguardado o pleno direito à saúde, previsto
constitucionalmente. Ocorre que os novos tratamentos trarão impacto
financeiro aos contratos já existentes, com inquestionável
elevação dos gastos das seguradoras de saúde para
garantir a cobertura obrigatória.
A questão é: quem arcará com essa majoração
dos gastos?
Considerando que as empresas de planos de saúde exercem atividade
econômica lucrativa, existem apenas duas opções: ou
haverá o reajuste do valor dos contratos, para incluir os novos
procedimentos, ou seja, será repassado aos consumidores o aumento
dos gastos; ou ocorrerá a decadência da qualidade do serviço
prestado, com as seguradoras contratando profissionais de menor capacidade
e adquirindo instrumentos e equipamentos de menor qualidade. Em ambos os
casos, os que sofrerão diretamente serão os consumidores,
restando a eles pagar mais caro pela cobertura ou ter à disposição
um serviço de pior qualidade.
Contudo, deve-se levar em consideração que a ampliação
dos tratamentos oferecidos pelos planos de saúde é necessária
e justa, principalmente diante do direito do beneficiário em ter
o mais amplo e eficaz atendimento pelo serviço de saúde contratado,
como recompensa do esforço de arcar com as altas mensalidades.
O que se pretende demonstrar é que no atual quadro da saúde
brasileira, a função do Estado se limita a regulamentar,
impondo à sociedade - como única saída para se obter
um tratamento médico digno e completo - a contratação
de plano de saúde privado, deixando nitidamente de lado a sua função
primária, que é a de fornecer as garantias mínimas
para o bem-estar da sociedade, como é o caso da saúde pública.
Conclusão. A contratação de um plano de saúde
deixou de ser artigo de luxo dos cidadãos e passou a ser questão
de necessidade, já que sem ela corre-se grave risco de não
se conseguir atendimento digno nos serviços públicos de saúde.
Desse modo, não resta alternativa aos consumidores senão
aceitar as majorações das mensalidades dos planos médicos
e "aplaudir" a preocupação estatal em garantir, através
de regulamentação, a ampliação dos tratamentos
na rede privada de saúde. (Mariana Fideles - Saúde
Business Web)
01.02 - Convênio: cliente novo paga mais
Quem quer contratar um plano está encontrando preços
37% maiores que os de dezembro
Os consumidores que procuraram as operadoras dos planos de saúde
para aderir ao convênio médico básico individual neste
mês encontraram os preços até 37% mais caros em relação
ao mês anterior. Na comparação com julho do ano passado,
o aumento chegou a até 51% no mesmo tipo de plano assistencial.
O maior reajuste foi do plano de saúde básico da Medial,
que deixou de comercializar o plano Essencial 220 e só oferece o
Essencial 240E. Com a mudança de estratégia em dezembro para
janeiro, o aumento foi de 37,49%. Mas, se o aumento dado em setembro for
somado, o total chega a 51,26%.
O coordenador do MBA Executivo em Gestão de Saúde HIAE
do Insper, Carlos Suslik, explica que a ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar) não regula preço dos planos, apenas
os reajuste. “E quanto mais forte for a regulamentação, mais
favorece quem tem plano, mas não ajuda quem quer aderir a um”, afirma.
De acordo com Suslik, o risco de sinistralidade – despesa assistencial
dividido pelo o que o cliente paga – é transferido para os novos
clientes, já que a empresa não pode reajustar mais do que
o determinado pela agência no caso de planos antigos. “É prática
comum de mercado reajustar a tabela para quem quer aderir a um plano e
compensar os gastos de todos.”
A Medial afirma que o preço foi elevado porque o plano Essencial
220 não é mais comercializado e o Essencial 240E oferece
atendimento em rede credenciada, além da rede própria. A
operadora também afirma que o plano de entrada não subiu
51% no período, mas não explica quanto foi o aumento.
Outras que tiveram reajuste foram a Amil e Dix Amico – de dezembro
para janeiro. O plano básico individual para todas as idades subiu
5%. No caso da Amil, se somado o reajuste ocorrido após o pacote
básico de assistência médica mudar de nome de Next
10 QC para Blue I no meio do ano, o aumento é de 15,5%. Na Dix Amico
também houve alteração nos serviços básicos.
O nome mudou de Standard para Classic Enfermaria, com aumento total também
é de 15,5%.
O menor aumento entre julho e janeiro deste ano foi da Unimed Paulistana,
que elevou em 3,5% o valor do convênio médico básico
individual em dezembro. Já a Greenline e Samcil mantiveram os mesmo
preços.
Segundo a diretora comercial da Samcil, Natasha Skipka, a empresa não
reajustou os planos por uma questão de estratégia comercial.
“Nosso foco é o público C e D. Por termos a rede própria,
buscamos controlar os gastos para não ter aumentos”, diz.
A agência reguladora explica que apenas monitora os preços
e pode intervir em caso de irregularidade ou denúncia. No caso dos
planos de comercialização suspensa, a empresa é obrigada
a manter os contratados no mesmo plano. E qualquer alteração
nos planos e preços deve ser informado a ANS para que a mesma atualize
seus dados que servem de informação para o consumidor.
Para Suslik, neste ano o reajuste para planos regulados pela agência
deve ficar por volta dos 5%. “Deve haver uma compensação
da inflação médica. Talvez até os novos procedimentos
incluídos no roll pela ANS podem estar contabilizados no próximo
aumento”, afirma o especialista. (Luciele Velluto - Jornal
da Tarde)
01.02 - Hipertensão afeta 35% dos adultos brasileiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sofreu uma crise
de hipertensão no Recife e precisou ser internado na última
semana, é um dos 17 milhões de brasileiros portadores dessa
doença que não tem cura, mas que pode ser controlada.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência
de pressão alta, ou hipertensão arterial, são de que
35% da população brasileira com mais de 40 anos é
portadora da doença.
Um outro estudo da Universidade Federal de Minas Gerais diz que 33%
dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados
a problemas cardiovasculares como a hipertensão.
O Ministério da Saúde explica que a hipertensão
ocorre "quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias
para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior
que 140/90 mmHg ou 14 por 9".
Segundo o médico da Presidência, Cleber Ferreira, que
acompanha Lula há cinco anos, a pressão arterial do presidente
atingiu 18 por 12. Mas, depois de ser medicado, sua pressão voltou
ao normal em uma hora.
A hipertensão arterial, quando não controlada, pode acarretar
derrames, doenças do coração - como infarto, insuficiência
cardíaca e angina (dor no peito) -, insuficiência renal ou
até falência dos rins, e alterações na visão
que podem causar cegueira. Por isso é fundamental prevenir e controlar
a doença.
Riscos
Existem alguns fatores que aumentam as chances de um indivíduo
desenvolver hipertensão. Parte deles pode ser evitada.
Uma alimentação não balanceada, especialmente
carregada de sal , pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida
alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam
a doença.
Dados da Organização Mundial da Saúde dão
conta de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos.
O Ministério da Saúde acrescenta ainda à lista
de fatores de risco: diabetes, histórico de hipertensão na
família e ser da raça negra.
O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos
correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido
pressão normal até então.
Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença
são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos
do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão
é checar regularmente a pressão arterial, pois o mal não
apresenta sintomas claros no início. Por isso, muitos portadores
de hipertensão nem sabem do risco que correm.
Como controlar a doença
Quem já teve o quadro hipertensivo diagnosticado precisa manter
a doença sob controle. Para essas pessoas, o Ministério da
Saúde recomenda um consumo diário máximo de sal de
uma colher de chá.
Além disso, é preciso verificar a pressão arterial
regularmente, reduzir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas,
manter-se no peso adequado, ter uma alimentação saudável,
praticar atividade física ao menos cinco vezes por semana, parar
de fumar e controlar o estresse.
O mais importante é nunca interromper o tratamento e tomar as
medicações corretamente. (BBC)