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26.06 - Odonto: Serviço obrigatório em empresas
As confederações nacionais da Indústria e do Comércio advertiram ontem que a proposta de tornar obrigatória a oferta de serviços especializados em odontologia para todos os trabalhadores pode prejudicar o equilíbrio financeiro das empresas. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
A comissão analisa o Projeto de Lei 422/07, do deputado Flaviano Melo (PMDB-AC), que inclui a obrigatoriedade na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). O debate foi proposto pelo relator da matéria, deputado José Guimarães (PT-CE).
O advogado José Augusto Seabra, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que o impacto da aprovação do projeto nas empresas será significativo e que é necessário analisar a matéria sob o aspecto econômico. Alain Alpin, advogado da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também disse o projeto representará uma sobrecarga para os empresários. Ele argumenta que a obrigatoriedade do serviço odontológico é inadequada, pois o atendimento é um tipo de proteção específica.
Prevenção
Os representantes de odontólogos que participaram do debate argumentaram, no entanto, que odontologia do trabalho não é assistência, mas prevenção. O vice-presidente do Conselho Federal de Odontologia do Mato Grosso, Ailton Diogo Rodrigues, apresentou dados que mostram o impacto positivo do serviço na saúde geral do trabalhador.
O consultor em odontologia do trabalho Ronaldo Radicchi lembrou que o índice de problemas bucais (cáries, gengivites e outros problemas periodontais) em trabalhadores da indústria é alto - a média é de 15,19% -, o que demonstra a necessidade de ações de prevenção.
O professor da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Odontologia Luiz Eugênio Mazzilli advertiu que os trabalhadores com problemas odontológicos podem prejudicar o desempenho da empresa. Ele citou como o exemplo a auto-medicação, cujos efeitos colaterais podem contribuir para acidentes de trabalho.
Visão social
O deputado José Guimarães lembrou a importância de se abordar o assunto por diversos ângulos. "Não podemos discutir a matéria com a visão meramente econômica, precisamos avaliar seu alcance social", afirmou. (Agência Câmara)

26.06 - Longevidade para vítimas de infarto
O transplante de células-tronco após infarto melhora a função cardíaca e diminui a mortalidade a longo prazo mostra o primeiro estudo desse tipo a acompanhar os pacientes por um período extenso.
O trabalho, publicado na última edição do Journal of the American College of Cardiology, foi conduzido por um grupo pioneiro de pesquisadores da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha. Os cientistas acompanharam 124 pacientes durante cinco anos. Todos haviam sofrido um infarto e tinham sido submetidos a angioplastia (implantação de stents para desobstruir vasos). Os voluntários puderam escolher se queriam ou não receber também um transplante de células da medula óssea. Metade dos pacientes não quis passar pelo tratamento e foi considerado o grupo controle.
O transplante, feito com células do próprio paciente, foi realizado sete dias após o infarto, em média. Os resultados após cinco anos mostram que a função cardíaca melhorou de 51,6% para 56,9% nos que receberam as células. Nos demais pacientes, ao contrário, a função caiu para 46,9%. No período houve uma morte.
Descoberta é tida como um marco na medicina
Segundo os pesquisadores, também foi possível notar que a melhora na qualidade de vida dos voluntários que receberam as células se manteve durante os cinco anos do estudo.
– Sem dúvida é um marco – disse o cardiologista Luis Henrique Gowdak, coordenador clínico dos estudos de terapia celular do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração.
– Os resultados permitem dizer que essa terapia é promissora, embora não sejam dados definitivos – ressalvou ele.
As pesquisas com células-tronco em pacientes infartados vêm sendo feitas há quase uma década e somam quase mil pacientes. Mas esse estudo alemão tem o mérito de mostrar eficiência e segurança ao longo do tempo, já que o artigo não relata nenhum efeito adverso.
Outros estudos tinham testado – sem sucesso – o transplante dois ou três dias após o infarto ou duas semanas depois. Como as células-tronco sofrem influência das demais, acredita-se que, nos primeiros dias, substâncias inflamatórias presentes no infarto comprometam os resultados. Depois de duas semanas, haveria excesso de substâncias envolvidas na cicatrização. (Diário Catarinense)

26.06 - Hospital descumpre protocolo da gripe suína
Pacientes que procuraram os hospitais São Luiz e Nove de Julho não receberam questionários sobre viagens recentes
Em um dos casos, paciente foi tratada como se tivesse gripe comum e só teve diagnóstico correto após procurar outro hospital
Quase 50 dias após o Brasil divulgar os primeiros infectados da gripe A (H1N1), a gripe suína, alguns hospitais de São Paulo ainda não seguem à risca orientações do protocolo de atendimento do Ministério da Saúde para casos suspeitos.
A Folha constatou que em atendimentos nos hospitais São Luiz e Nove de Julho não foi feito o questionamento básico sobre o histórico do paciente: se esteve recentemente em outro país (principalmente Argentina, Chile, Canadá, EUA e México) ou se manteve contato com alguém que acabou de retornar do exterior.
Esse questionamento é importante, segundo o Ministério da Saúde, porque, num primeiro momento, a informação sobre a viagem internacional é um importante indício de que a doença pode não ser uma gripe comum, mas a gripe suína.
Todos os casos registrados no país, segundo o governo, tiveram origem no exterior (o paciente viajou ou teve contato com alguém que viajou).
Tratamento comum
Roberta Costa Xavier, 28, que trabalha como revisora em uma agência de publicidade, diz ter sido uma das vítimas das falhas de atendimento.
Ela teve a gripe suína confirmada após fazer exames no Instituto Emílio Ribas, uma das três unidades de referência para onde os casos suspeitos estão sendo encaminhados. Contudo, enfrentou percalços quando surgiram os sintomas.
Ela esteve na Argentina no feriado de Corpus Christi e, de volta ao Brasil, sentiu febre e dores no corpo. Correu para o Hospital São Luiz (Itaim), mas diz ter recebido tratamento de gripe comum. Ninguém perguntou nada sobre viagens.
"Não recebi nem atestado médico e voltei a trabalhar." Como os sintomas não passavam, três dias depois procurou outro hospital, onde o caso foi encaminhado corretamente e a gripe suína acabou confirmada.
"Acabei piorando e colocando outras pessoas em risco", diz. Desde então, duas colegas de Roberta apresentaram sintomas e fizeram exames para saber se têm a gripe A (os resultados ainda não saíram).
Ontem, o jornalista da Folha José Benedito da Silva buscou atendimento no Hospital Nove de Julho após ter febre e dor de garganta e também verificou a falta de questionamento.
Embora houvesse na mesa do médico um encarte com as recomendações oficiais para a doença, ele não foi questionado sobre viagens.
A Folha conversou com outros pacientes desses hospitais que fizeram relatos parecidos.
Segundo a assessoria dos hospitais São Luiz e Nove de Julho, as diretrizes de atendimento são seguidas.
O São Luiz afirma que Roberta não apresentava sintomas da gripe no atendimento, o que foi determinante para a abordagem.
O Nove de Julho afirma que José Benedito não tinha febre, principal sintoma, e assim, não foi tratado como suspeito.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Furtado, o fato de o paciente não ter febre alta em um exame preliminar não deve ser motivo para se descartar a possibilidade da gripe. "Se o paciente relatar que teve febre ou outros sintomas, deve-se investigar", diz.  (MÁRCIO PINHO - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

25.06 - EUA: Custos da saúde puxam economia para baixo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na terça-feira que a alta nos preços dos planos de saúde e assistência médica são um "grande problema" para a economia americana.
Obama disse estar otimista com o progresso que a legislação para o sistema de saúde está tendo no Congresso americano.
"Quando falamos de saúde, o status quo é insustentável. A reforma não é um luxo, é uma necessidade. Também espero que o Congresso continue a fazer progressos significante nesse tema nas próximas semanas", completou.    (Reuters/Invertia)

25.06 - Pesquisa com brasileiros: Prevenção de doenças
Você fuma, pratica exercícios regularmente? Como está a sua alimentação? Cientistas estão fazendo essas perguntas a milhares de brasileiros de todas as regiões. Coletam sangue, urina. Conhecer a rotina, o dia a dia de toda essa gente, pode ser fundamental para a saúde de todos nós.
É um trabalho difícil que não tem data para acabar e que, exatamente por ser de longo prazo, precisa de um laboratório especial para armazenar o material coletado. Por isso, o Hospital Universitário da USP construiu uma bioteca, que funciona com tecnologia criogênica.
Os médicos estão de olho em uma telefonista. Joselina foi a primeira funcionária do hospital a se inscrever em um estudo inédito sobre doenças do coração e diabetes. Os pesquisadores vão acompanhar o estado de saúde dela e de outros voluntários nas próximas décadas. “Talvez para mim não signifique muito, mas já penso na saúde dos meus netos, meus filhos e muita gente que precisa”, afirma a telefonista Joselina Cardoso Menotti.
Quinze mil pessoas vão doar amostras de sangue e de urina para formar um banco de informações sobre a saúde dos brasileiros. “É um estudo feito na realidade brasileira. Existe muita informação a respeito de doença cardiovascular e de diabetes vindas de estudos americanos e europeus, que são muito importantes. Mas é extremamente importante que se estude os hábitos de vida dos brasileiros, por exemplo, a dieta do Brasil, e como isso pode ser fator de risco para doença do coração e diabetes”, explica a coordenadora do programa, Isabela Benseñor.
As amostras serão guardadas em uma bioteca, a primeira do país com tanta diversidade de material biológico. Há cinco tanques para o armazenamento. Por enquanto três estão vazios, à espera da amostra de novos voluntários. Os outros dois já estão quase cheios. Só no estado de São Paulo o programa tem quase dois mil participantes. Nos tanques, o material biológico é mantido a temperaturas de quase -200ºC. O equipamento preserva as amostras por mais tempo.
“Esse armazenamento garante que as nossas amostras serão preservadas para os estudos futuros possam acontecer em 10, 15 ou 20 anos. Vou ter amostra dessas pessoas completamente preservadas para novos estudos que vierem a acontecer”, diz a coordenadora do laboratório, Ligia Fedeli. Uma estrutura será montada em outros estados brasileiros envolvidos no projeto: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.
“Os hábitos de vida mudam de lugar para lugar. Podemos comparar a dieta de alguém que mora no Rio Grande do Sul com a de alguém que mora na Bahia e quanto isso vai aumentar o risco ou não de terem doenças do coração”, completa Isabela Benseñor.
Como o estudo é de longo prazo, os voluntários estão sendo escolhidos entre funcionários públicos, porque eles costumam ter mais estabilidade. Não mudam muito de cidade, por exemplo, o que facilita a coleta de dados. Além de doarem as amostras de sangue e urina, os voluntários também terão de responder a uma série de questionários sobre hábitos alimentares, local de moradia, atividade física e estresse no trabalho. (G1)

25.06 - Célula-tronco reduz mortalidade em vítima de infarto
Primeira pesquisa com resultados de longo prazo mostra melhora na função cardíaca dos pacientes transplantados
Não se pode dizer que as células formaram músculo cardíaco; ainda é preciso elucidar o mecanismo que garante os efeitos relatados
O transplante de células-tronco após infarto melhora a função cardíaca e diminui a mortalidade a longo prazo, mostra o primeiro estudo desse tipo a acompanhar os pacientes por um período extenso.
O trabalho, publicado na última edição do "Journal of the American College of Cardiology", foi conduzido por um grupo pioneiro de pesquisadores da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha.
Os cientistas acompanharam 124 pacientes durante cinco anos. Todos haviam sofrido um infarto e tinham sido submetidos a angioplastia (implantação de stents para desobstruir vasos). Os voluntários puderam escolher se queriam ou não receber também um transplante de células da medula óssea. Metade dos pacientes não quiseram passar pelo tratamento e foram considerados o grupo controle.
O transplante, feito com células do próprio paciente, foi realizado sete dias após o infarto, em média. Os resultados após cinco anos mostram que a função cardíaca melhorou de 51,6% para 56,9% nos que receberam as células. Nos demais pacientes, ao contrário, a função caiu para 46,9%. No grupo transplantado, houve apenas uma morte, contra sete entre os demais pacientes.
Segundo os pesquisadores, também foi possível notar que a melhora na qualidade de vida dos voluntários que receberam as células se manteve durante os cinco anos do estudo.
Marco na pesquisa
"Sem dúvida é um marco", diz o cardiologista Luis Henrique Gowdak, coordenador clínico dos estudos de terapia celular do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do InCor (Instituto do Coração). "Os resultados permitem dizer que essa terapia é promissora, embora não sejam dados definitivos", ressalva ele.
"Até agora, não tínhamos dados desse tipo", diz José Eduardo Krieger, diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do InCor.
As pesquisas com células-tronco em pacientes infartados vêm sendo feitas há quase uma década e somam quase mil pacientes. Mas esse estudo alemão tem o mérito de mostrar eficiência e segurança ao longo do tempo, já que o artigo não relata nenhum efeito adverso.
Outros estudos tinham testado -sem sucesso- o transplante dois ou três dias após o infarto ou duas semanas depois. Como as células-tronco sofrem influência das demais, acredita-se que, nos primeiros dias, substâncias inflamatórias presentes no infarto comprometam os resultados. Depois de duas semanas, haveria excesso de substâncias envolvidas na cicatrização.
O que os especialistas ainda não sabem é como as células-tronco agem para promover os benefícios encontrados. Não é possível afirmar que houve regeneração do músculo cardíaco. "Dificilmente elas se transformam em células cardíacas", diz o cardiologista Marcelo Sampaio, chefe do Laboratório do Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese.
Modificações no coração
Mas, mesmo sem formar miocárdio (músculo cardíaco), elas devem promover modificações no coração capazes de melhorar sua função. Uma das suspeitas é que elas consigam impedir que mais células do coração morram, atuando numa região chamada de zona de penumbra. Essa é uma área afetada pelo infarto, com células que estão em sofrimento, mas que ainda não morreram. "É possível que as células-tronco formem microvasos lá", acredita Marcelo Sampaio.
Os voluntários tinham, em média, 51 anos e 90% deles eram homens. Apenas 6% eram diabéticos. "Não sabemos se o benefício encontrado vale para uma mulher diabética de 70 anos", exemplifica Gowdak. "É o melhor resultado que temos até agora, mas ainda há muitas caixas-pretas a serem resolvidas", diz Krieger.  (GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

24.06 - As mulheres têm direito ao parto seguro
O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro voltam a denunciar mais um desrespeito à saúde da população, especialmente da Zona Oeste. Alertamos as autoridades para o equívoco da reabertura da “Casa de Parto” em Realengo, que viola a legislação brasileira, e normas éticas, técnicas e bioéticas de atendimento à mulher e à criança.
A “Casa de Parto”, que funciona SEM MÉDICOS, nega o acesso ao atendimento por obstetras, pediatras e anestesistas, dando uma clara demonstração de descaso com a gestante e com o recém-nascido. É um desrespeito à cidadania submeter mãe e filho a uma condição de risco pela banalização que se quer imputar ao ato de nascer.
Evidências científicas mostram que os partos em “Casas de Parto” dobram a morbi-mortalidade perinatal, lacerações vaginais e perineais.
A Organização Mundial de Saúde recomenda na atenção ao parto, eventualmente, o uso de medicações que somente os médicos podem prescrever, conforme a legislação do país, recursos fundamentais para diminuir a mortalidade materna e o sangramento pós-parto. Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que é uma lei federal, determina que é direito de toda criança o atendimento pediátrico ao nascer.
Já a FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – reitera serem inadmissíveis, além de temerárias sob o ponto de vista materno-fetal, as tentativas frequentes de afastar o médico obstetra, profissional que detém os maiores conhecimentos e habilidades do processo de atendimento ao parto.
Defendemos o correto: uma maternidade bem equipada com a presença de uma equipe multiprofissional, com número adequado de médicos e outros profissionais, que seja bem treinada e apta a enfrentar qualquer situação de risco.
O CFM e o CREMERJ reafirmam que continuarão buscando os instrumentos legais para impedir o absurdo funcionamento da “Casa de Parto”, que caracteriza um retrocesso inaceitável para a assistência materno-infantil na cidade do Rio de Janeiro em pleno século 21.
Edson de Oliveira Andrade - Presidente do CFM
Luís Fernando Soares Moraes - Presidente do CREMERJ  (CFM)

24.06 - Gestão de saúde pública integral
O Setor de Saúde Pública tem experimentado uma acentuada evolução estrutural com a implantação dos PSF(s), dos AME (s), além do desenvolvimento das OSS - organizações sociais e do preparo das equipes de profissionais.
A atenção e o preparo da estrutura e especialmente das equipes tem tomado as agendas dos gestores públicos e de entidades sociais de saúde, especialmente pela aproximação e parceria entre Governos e entidades filantrópicas. Bons exemplos têm surgidos que servem de modelos paradigmáticos para outros entes públicos e sociais de saúde das diversas regiões do país.
O Governo do Estado de São Paulo em feliz parceria com a FEHOSP Federação dos Hospitais e entidades filantrópicas do estado de São Paulo tem desenvolvido a gestão de suas unidades e das entidades parceiras realizando cursos e até promovendo a solução de sistemas de gestão com a cessão de sistemas informatizados para entidades filantrópicas com a participação de uma provedora de sistemas de renome nacional.
No Estado do Espírito Santo o modelo é ainda mais ousado, com recuperação de estruturas físicas de entidades filantrópicas, provimento de sistema de gestão integrado com cessão de sistemas e de infra-estrutura para os hospitais públicos e filantrópicos, em processo integrado que permitirá a gestão da informação instantânea em todo o sistema envolvendo todas as unidades publicas e filantrópicas.
Muitas e excelentes práticas estão sendo desenvolvidas pelos governos com perfil de empreendedores e que entendem que a estruturação do Sistema  de saúde Publica passa pela profissionalização da rede própria e pelo fortalecimento da rede filantrópica contratada.
Poderíamos citar diversos exemplos, tais como: O PROHOSP de Minas Gerais, O modelo de Goiás e o modelo de São Paulo, mas vamos nos deter apenas no modelo do Estado do Espírito Santo, por se tratar de um Estado que ousou inovar, mesmo não sendo um Estado com grande arrecadação.
A visão estratégica do Governo do Estado do Espírito Santo é louvável e digna de nota, aliás, excelente nota em nosso conceito, pois ousou contratar um modelo de gestão pró-ativo e integrado entre os entes prestadores de serviços e com isso está implantando um modelo que serve de exemplo para os demais Estados e Secretarias de Saúde, tanto estaduais quanto municipais.
O Planejamento Estratégico da Saúde do Governo do Estado do Espírito Santo define um modelo de gestão integrado com um modelo de gestão da informação em tempo real pela Web, de forma que todas as informações sejam concentradas em um grande Data Center e utilizável por todos.
O modelo tem por base a plena informatização do Prontuário do Cidadão no PSF com localização da população por família e adstrita a unidade de saúde, mas totalmente integrado, de forma que todas as informações relativas ao cidadão sejam concentradas em seu prontuário, deste modo, desde informações de cidadania, de saúde publica, de saúde individual e até as sociais tem o mesmo destino de concentração.
Com esse sistema todas as ações de saúde publica, vigilância, vacinações e até informações sobre saneamentos dos bairros são integradas. Deste modo, também as informações de atendimentos em ambulatórios de especialidades, pronto-atendimentos, hospitalizações, utilização de UTI, realização e resultados de exames, informações de fornecimento de medicação de uso continuo, medicação de altos custos e até informações administrativas e de controle e vigilâncias sejam efetivamente integradas.
Integrando esse sistema, o modelo inclui ainda laboratórios e farmácias da rede publica e, se necessário, inclusive dos prestadores contratados, além da integração com o sistema de regulação que permite também a inclusão de home-care e do SAMU.
O sistema permite a utilização de qualquer tipo de protocolo, incluindo o de Manchester, o Canadense e tantos outros possíveis, o que permite a perfeita classificação de riscos e o gerenciamento de casos em qualquer situação de emergência e a regulação de vagas em todas as unidades do sistema de saúde quer de unidades publicas ou contratadas.
Com esse sistema de informações é plenamente exeqüível a redução de custos através de racionalização do uso e do controle do desperdício, especialmente na questão de repetição de exames, pois o sistema armazena os resultados de todos os exames realizados pelo paciente em seu prontuário cidadão, independente de onde os mesmos foram realizados. Controla também a distribuição correta da medicação de uso continuo com aviso direto ao paciente em seu celular.
No campo da gestão o sistema permite o desenvolvimento da gestão operacional e de forma suplementar a gestão estratégica individual e concentrada, com aplicação de planejamento estratégico e tático-operacional, com orçamentação, contratualização, controle de custos e alinhamento pelo BSC - Balanced Scorecard, especialmente no caso dos hospitais filantrópicos.
Permite ainda o desenvolvimento da Controladoria técnico-operacional e contábil financeira possibilitando a gestão por indicadores por unidade de saúde e o benchmark de forma geral, além da construção do cockpit com os dashboards que poderão ser apresentados diretamente nas máquinas dos gestores (Secretario, Provedores, executivos e demais profissionais) e também em telões em  LCD ou plasmas em locais públicos das unidades de saúde.
Sem duvida esse novo sistema de gestão publica traz conceitos muito avançados, além, inclusive dos atuais modelos de operadoras de planos de saúde, pois sendo publico, o mesmo incorporou todas as praticas de medicina preventiva integrando-as com as atividades da medicina curativa e especialmente com a Promoção e com a Educação em Saúde Pública. É seguramente um modelo muito avançado e que deve servir de paradigma inclusive para os modelos das operadoras.
Esse novo modelo é o futuro que se faz presente na Saúde Pública Brasileira. É uma realidade com solução totalmente nacional.   (Valdir Ribeiro Borba - Saúde Business Web)

24.06 - Cursos de medicina: Proliferação será investigada
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cursos de Medicina é quem irá trabalhar no caso
A proliferação de escolas médicas, em trâmite na Assembleia Legislativa de São Paulo desde a semana passada, será investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cursos de Medicina, composta por oito deputados.
Na última reunião da Comissão o grupo definiu o relator da CPI, o deputado Uebe Rezeck (PMDB/SP). Ontem, os diretores da Universidade de Santo Amaro (Unisa) foram ouvidos.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 

23.06 - AVC aumenta entre mais jovens
Estudo brasileiro diz que 7,5% dos pacientes que sofreram acidente vascular têm menos de 45 anos
Exposição, cada vez mais cedo, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade explica aumento nessa faixa etária
Tido como um problema típico de pessoas mais velhas, o AVC (acidente vascular cerebral) tem afetado cada vez mais pacientes jovens. Um novo estudo brasileiro, feito com 682 pessoas em Porto Alegre e Salvador, mostrou que, entre os pacientes com AVC, 7,5% têm menos de 45 anos.
"Se levarmos em conta a enorme quantidade de pessoas que têm o problema, é um número muito significativo", afirma o neurologista Jamary Oliveira Filho, professor da Universidade Federal da Bahia e um dos autores do estudo.
No Brasil, são registrados, a cada ano, 300 mil casos de AVC, com 90 mil mortes. É a maior causa de incapacidade e morte no país. O estudo foi apresentado no 5º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, na semana passada, em Gramado (RS).
Apesar de as cardiopatias congênitas e outros problemas imprevisíveis serem as causas mais comuns de AVC nessa faixa etária, o aumento no grupo se explica pela exposição, cada vez mais cedo, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade.
"O paciente jovem tem tido um comportamento de risco tão grande quanto o do idoso. Maus hábitos alimentares, falta de exercícios físicos, obesidade, diabetes e hipertensão tornam os indivíduos suscetíveis, cada vez mais cedo, a efeitos vasculares", diz Maurício Friedrich, neurologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
Estudos mundiais mostram que a aterosclerose (placas nas paredes das artérias), que está mais relacionada a maus hábitos, cresceu como causa de AVC em jovens. Enquanto nas décadas de 80 e 90 o problema era responsável por 5% a 10% dos casos de AVC nessa faixa etária, após o ano 2000 esse número passou para 15% a 20%.
Segundo um estudo feito em Helsinque (Finlândia) e recém-publicado na revista "Stroke", muitas das causas de AVC provocado por aterosclerose em jovens são modificáveis.
Há susceptibilidade genética ao problema, mas os fatores ambientais são mais importantes. "Com o controle adequado dos fatores de risco, que inclui dieta saudável, exames médicos periódicos e exercícios frequentes, conseguimos nos sobrepor à genética. O AVC é previsível e prevenível na maior parte dos casos", diz Friedrich.
O trabalho finlandês encontrou uma incidência de 10,8 casos de AVC em jovens para cada 100 mil habitantes. Entre os pacientes com menos de 30 anos, as mulheres eram maioria. "Mulheres jovens que têm enxaqueca com aura são um grupo de risco importante. Se elas tomarem pílula anticoncepcional e se fumarem, o risco é maior ainda", diz Friedrich.
O uso das pílulas modernas, de baixa dosagem, isoladamente não é um fator de risco, mas o tabagismo, sim.
Nessa faixa etária, o AVC mais comum é o isquêmico -obstrução de uma artéria que leva à falta de sangue na área cerebral nutrida por ela.
Há também o AVC hemorrágico, rompimento de uma artéria que leva à formação de um hematoma que comprime certas áreas do cérebro. Cerca de 80% dos casos de AVC são isquêmicos. A gravidade depende de cada paciente, mas, em geral, a mortalidade é maior no caso do hemorrágico.   (Flávia Mantovani - Folha de S.Paulo)

23.06 - Inverno chega junto com as doenças e alergias
Com a chegada das estações frias, já é possível perceber o aparecimento mais constante de gripes, resfriados, rinites, alergias e sinusites. Nessa época, é comum resgatarmos agasalhos, luvas, toucas e cobertores adormecidos há meses no guarda-roupa. Mas junto com esses “adereços”, vêm esses problemas respiratórios característicos do outono-inverno. Porém, certos hábitos e prevenções podem precaver o surgimento desses inimigos do aconchego da estação.
Durante o inverno, o sistema respiratório fica mais vulnerável e a defesa do corpo não funciona como deveria devido às baixas temperaturas.
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) alerta que o índice de doenças respiratórias aumenta em 40% no inverno, assim como o número de atendimento nos centros de saúde.
O presidente da entidade, Ricardo Bento, alerta sobre os tipos de problemas respiratórios que podem surgir no inverno. “O clima seco e a aglomeração de pessoas em ambientes fechados nessa época, por exemplo, podem ocasionar obstrução nasal, rinorréia (nariz escorrendo), rinossinusites, faringotonsilites e otites, além de facilitar o contágio do vírus da gripe e resfriado”, diz.
Os cuidados necessários são evitar a aglomeração de pessoas, umedecer o ambiente com bacia de água ou utilizar umidificadores. Mas ao contrário do que muitos imaginam, as gripes e resfriados não são os únicos responsáveis pelo aumento das doenças respiratórias. Rinite, sinusite e alergias também são agravantes desta época. Especialistas da advertem que de cada sete pessoas no mundo, uma sofre com problemas respiratórios.
DIFERENÇAS
Além da semelhança entre as doenças virais e as respiratórias, existe a diferença entre o resfriado e a gripe, que se dá justamente no que diz respeito à inflamação. Ambas têm características iguais como tosse, espirro e coriza, entretanto, a gripe possui sintomas mais fortes e mais duradouros.
O resfriado pode ser causado por mais de 200 tipos de vírus. O Rinovírus é o mais comum e é de caráter mais inflamatório em relação aos outros, podendo causar dor de garganta e coriza. O resfriado raramente provoca febre e dores musculares. A gripe é causada pelo vírus Influenza e tem sintomas mais fortes do que o resfriado. O vírus penetra no organismo principalmente pelas mucosas e produz manifestações intensas como febre alta, dores no corpo, indisposição e obstrução nasal. Em ambos os casos, o ciclo da doença não ultrapassa 10 dias.
Já a rinite alérgica é caracterizada por uma inflamação no revestimento interno do nariz, com sintomas que se iniciam minutos após o contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia). Na maior parte das vezes, o alérgeno é manifestado em forma de poeira doméstica ou ácaros.
O que dificulta o diagnóstico da doença é que nem sempre as pessoas identificam a causa de suas queixas. Geralmente ignorados, os sintomas da rinite se prolongam e o processo se complica. Ricardo Bento ressalta que a doença tem semelhança com o estado gripal, por isso é necessário atenção aos sintomas. “Na rinite, os pacientes costumam queixar-se de obstrução nasal, prurido nasal (coceira), rinorréia clara e espirros freqüentes. As reações alérgicas mais intensas, como alergias a alguns medicamentos ou comidas, podem levar a inchaço dos olhos e da face e falta de ar”, explica o otorrinolaringologista.
A frequente congestão nasal obriga a pessoa a respirar pela boca, o que provoca desconforto na garganta, voz anasalada, aumento de cáries, sono agitado e ronco. A rinite alérgica também pode propiciar o aparecimento de outros quadros infecciosos como amidalite, faringite, otite e sinusite.   (Diário Popular)

23.06 - 75% dos diabéticos não têm a doença sob controle
Conclusão é de estudo epidemiológico brasileiro sobre a situação desses pacientes
Entre eles, quase metade apresenta complicações da doença não-controlada; 16% já têm algum grau de alteração da função renal
Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos do país não controlam a doença adequadamente e estão com os índices de glicemia alterados.
A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro a analisar a situação dos diabéticos no país.
Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da doença mantêm os índices glicêmicos normais.
De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de glicemia.
Com esse exame, é possível avaliar a variação glicêmica do paciente nos últimos três meses e não apenas no dia (como nos exames de sangue comuns). Os exames, pagos pela Pfizer, foram realizados em um único laboratório.
Complicações
A pesquisa também avaliou se os participantes tinham algum sinal das principais complicações do diabetes não-controlado. Do total, 45% têm sinais de retinopatia diabética (problema de visão que pode levar à cegueira), 44% apresentam neuropatia (alteração nos nervos e perda da sensibilidade) e 16% já têm algum grau de alteração da função renal. Todas essas complicações são consideradas crônicas.
A literatura médica aponta que 56% dos norte-americanos também estão com a doença fora de controle, assim como 46% dos holandeses e 40% dos alemães. O pior índice é o da Tunísia, com 83% dos doentes com níveis alterados.
"Os resultados são assustadores. A gente imaginava que a doença não era controlada adequadamente pelo que observamos na prática clínica, mas não tínhamos ideia de que o índice era tão ruim. O estudo prova que a situação no Brasil está complicada", afirma Chacra.
Na opinião de médico, apesar de o SUS disponibilizar a medicação, a falta de controle da doença ocorre por vários fatores, que incluem pouco treinamento dos médicos e dos profissionais de saúde, baixa adesão dos pacientes ao tratamento, influência da alimentação e vida sedentária. "Não é um único fator que contribui para o paciente não tratar a doença adequadamente", diz.
Alimentação
Para o endocrinologista Roberto Betti, médico-assistente do Núcleo de Diabetes do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo, um motivo importante para explicar por que o diabetes não é controlado corretamente é o fato de o tratamento envolver mudanças radicais e imediatas na alimentação do paciente.
"Toda vez que o assunto envolve alimentação fica mais complicado. É muito difícil fazer as pessoas mudarem seus hábitos de vida e isso acaba se tornando uma barreira. Além disso, o paciente também tem dificuldade em aderir ao tratamento medicamentoso", afirma o médico do InCor.
Betti diz ainda que a falta de serviços especializados para o tratamento da doença também é um fator dificultador. "Não temos muitos serviços especializados e a doença acaba sendo tratada por médicos generalistas. É preciso investir na criação de núcleos específicos para orientar o paciente mais adequadamente", avalia.
Marília Brito Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, elogiou a metodologia do estudo -que analisou o histórico glicêmico dos pacientes no mesmo laboratório. "Esse fator é muito importante, pois deixa o procedimento padronizado e evita possíveis distorções", diz Gomes.
Ela diz que os resultados são preocupantes e ressalta os riscos de manter o diabetes fora de controle. "Se o paciente não controlar a doença, ele pode desenvolver neuropatia, nefropatia e retinopatia diabéticas. Além disso, ele tem risco aumentado para doenças cardiovasculares. Além da glicemia, é preciso controlar todos os fatores de risco", afirma.   (FERNANDA BASSETTE - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

22.06 - Os melhores check-ups
Conheça os pacotes específicos para executivos e previna os efeitos da crise na sua saúde
Para muitas pessoas, a vida de um executivo é cheia de glamour. Altos salários, reu-niões importantes, almoços e jantares de negócios, viagens internacionais e muitas decisões a serem tomadas. No entanto, na linguagem médica, todos esses pontos que colocam os empresários em uma rotina diferente da maioria da população podem ser traduzidos de outra forma: sedentarismo, hábitos alimentares ruins, vida desregrada, estresse e ansiedade. Essa combinação explosiva, aliada a períodos de turbulência na economia, pode levar muitos executivos ao consultório médico, na melhor das hipóteses.
Para evitar surpresas desagradáveis, a prevenção ainda é o melhor remédio. Por isso, check ups desenhados especificamente para o empresariado estão ganhando cada vez mais adeptos em hospitais, consultórios e laboratórios. Nos últimos meses, com a crise global, foi grande o aumento pela procura por uma revisão geral na saúde, sobretudo nos principais centros médicos, como os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e os laboratórios Fleury, em São Paulo. Muitas vezes, a iniciativa de zelar pelo bem-estar do corpo diretivo é da empresa, que periodicamente agenda os exames. Mas, se esse não é o seu caso, conheça os check-ups que ajudarão você a manter sua interessante vida de executivo por mais tempo. Em diversas empresas existe a cultura do excesso de horas de trabalho e sair do escritório mais cedo é sinal de improdutividade.
Os resultados disso podem ser catastróficos. Segundo uma pesquisa feita pela Omint, operadora de planos de saúde voltados para a alta renda, 96,04% dos executivos não conseguem manter a alimentação equilibrada, 43,18% são sedentários, 31,94% apresentam níveis elevados de estresse e 13,15% são fumantes. Muitas vezes, todas essas características estão presentes em uma pessoa só. Além disso, o levantamento apurou que 10,39% dos executivos possuem um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares do que outros profissionais.
"O estresse é um dos principais fatores agravantes. E o executivo não tem como fugir. Está sob pressão no trabalho, tem contas a pagar, família para sustentar. Ele não se estressa porque quer", constata Caio Soares, gerente médico da Omint e coordenador do estudo. Por isso, a seguradora estimula ao máximo a prevenção e envia anualmente para seus clientes um "voucher" check-up. Em 2008, 35% dos associados utilizaram o serviço. Em 2007, apenas 20%. São feitos exames de praxe, como sangue, urina, cardiovascular (no HCor), urológico e, dependendo da disposição dos pacientes, há consultas com nutricionistas, já que 25% dos executivos da pesquisa sofrem de excesso de peso.
Maurício Mendonça, 36 anos, foi um dos clientes que fizeram uso do voucher e decidiu mudar de vida. Sofria de obesidade e era vítima das tensões comuns da profissão. Em 2008, durante o check-up, decidiu seguir à risca os conselhos nutricionais, passou a praticar esportes e hoje corre provas de 25 quilômetros e luta kung fu. "Na empresa há um programa interno de prevenção de doenças. Virei exemplo para os outros executivos", afirma Mendonça, que pesava 116 quilos e hoje está com 84.
O executivo trabalha na multinacional Novell e fala com entusiasmo dos grupos de corrida e esportes formados pela empresa. "Quando participamos de provas, competimos entre funcionários e fazemos uma pontuação entre os que praticam corrida", gaba-se o executivo. O prêmio? "Mais saúde", diz Mendonça. "No trabalho há muita pressão e cobrança, mas nada que não se possa controlar com equilíbrio e prevenção", completa. Tal preocupação não só garante mais qualidade de vida fora do trabalho como também um prolongamento da vida profissional.
"Quem não controlar hábitos de vida não saudáveis e fatores de risco hoje encurtará sua vida profissional e se transformará em custo elevado na folha de pagamento dos planos de saúde corporativos", explica Soares. Nos laboratórios Fleury, onde um check up completo custa em torno de R$ 2 mil (leia quadro abaixo), os executivos possuem atendimento diferenciado. Internet e telefone na área de espera, um farto café da manhã, manobrista e a consulta de retorno feita por videoconferência são alguns dos mimos oferecidos.
"São clientes que não têm muito tempo disponível e são bastante exigentes, por isso acabam recebendo tratamento diferenciado", afirma Débora Stiebler, gerente de produtos de gestão de saúde do Fleury. No laboratório, se o cliente já possui um histórico de doenças prévias, são incluídos exames em seu check-up, sem alteração do preço. "Nós customizamos os exames de acordo com a necessidade das pessoas e sem cobrar a mais por isso. Mas isso funciona apenas se o paciente estiver fazendo o check-up", conta Débora. Entre os exames feitos estão os básicos: cardiovasculares, de sangue, urina e um ultrassom abdominal completo. Para mulheres estão inclusos todos os exames ginecológicos e para homens, os urológicos.
"Há também uma consulta com um clínico, que avalia se será preciso outros exames", diz a gerente. No Hospital Israelita Albert Einstein, os check-ups estão inseridos num programa forte de prevenção de doenças. O mensurador que dimensiona o risco de morte por doenças cardiovasculares em um período de dez anos é o chamado Escore de Framingham. Ele atesta que a incidência de um risco mais alto desse tipo de enfermidade é de 14% entre os executivos.
Diante dessa informação alarmante, o hospital procura dar um apoio maior aos pacientes que fazem check-ups periódicos e lançou um programa de revisão continuada de saúde. "Nós fazemos o rastreamento da situação do paciente e propomos metas a serem alcançadas para a próxima revisão. Oferecemos também programas de atividades físicas, alimentação saudável e prevenção cardiovascular", afirma Marcio Marega, fisioterapeuta e responsável pelo Projeto Antis-sedentarismo do Einstein. No hospital, são feitos cinco mil check-ups anualmente e 80% correspondem a executivos de empresas.
US$ 2 mil é quanto custa um check-up do Executive Health Exams International, nos EUA
Fazer um check-up fora do Brasil também é uma opção. O Cedar-Sinai, em Nova York, e o Mount Sinai, em Miami, possuem áreas específicas para exames de pacientes estrangeiros. Há também o Cleveland Clinic Hospital, em Cleveland, e o Jackson Memorial, em Miami, que são referências na realização de check-ups nos EUA. Já o Executive Health Exams International é uma empresa sediada em Nova York que promove a saúde preventiva de Wall Street e chega a cobrar mais de US$ 2 mil por um check-up.
Mas será mesmo que esse tipo de acompanhamento é necessário anualmente? A resposta dos especialistas é taxativa: "Exames de acompanhamento são essenciais e devem ser feitos periodicamente. No entanto, não se pode determinar a frequência, já que tudo depende do tipo de doença que o paciente apresente", diz o médico Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, o check-up é imprescindível, mas, mais ainda, é um acompanhamento clínico próximo e detalhado.
"Se não houver a presença constante de um médico, o check-up pode não ser tão eficaz na prevenção", afirma. Apesar do custo, especialistas acreditam que a revisão geral deveria tornar-se um hábito comum na rotina dos brasileiros. Em 2008, no Fleury, os pedidos por check-up subiram 45% em relação a 2007, o que fez a empresa apressar a construção de duas novas unidades de exames. Na Omint, o aumento dos pedidos de consulta e dos exames gerados após as consultas foi de 20% e 25%, respectivamente. "Com a crise, as pessoas agendaram mais exames, devido ao medo de ficar sem emprego, pois na maioria dos casos os planos de saúde estão atrelados às empresas.
A alta não significa que os executivos ficaram mais doentes", explica Débora Stiebler, do Fleury. Segundo a gerente, os planos de saúde já perceberam a predisposição dos clientes em buscar a prevenção e consideram a ideia de cobrir check-ups. "São pouquíssimos os que cobrem. Mas já há um interesse grande das seguradoras. É mais barato pagar check-ups do que diárias em UTIs e tratamentos caros", afirma. A Omint cobre, mas a mensalidade corresponde à exclusividade. Um plano individual para pessoas de 39 a 42 anos, custa R$ 1.231 ao mês. Ao executivo cabe a escolha. E não é preciso ser especialista para detectar que a melhor delas é viver.   (Ana Clara Costa - Revista Cobertura)

22.06 - Dor crônica atinge 28,7% da população brasileira
Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com profissionais do Hospital das Clínicas de São Paulo apontou que 28,7% da população brasileira sofre dores que persistem por pelo menos três meses. A pesquisa mostra também que quase um terço da população não utilizou medicamentos para tratar dores nos últimos 12 meses.
Entre as dores mais frequentes, estão problemas na coluna (22,1%), dor de cabeça/enxaqueca (19,6%) e ansiedade ou outros transtornos psiquiátricos (14%). A pesquisa revela, também, que dores crônicas são mais comuns entre mulheres. 34% das mulheres sofrem com dores deste tipo. Entre os homens, a quantidade cai para 20%.
Os adultos entre 50 e 59 anos são os que mais sofrem. 35,9% deles têm dores crônicas. O grupo menos atigido é o que vai de 18 a 29 anos. 20,4% apresentam problemas desta natureza.
Pessoas obesas também figuram no grupo dos mais afetados. 38,5% dos obesos sofrem com alguma doença crônica.
“A população não utiliza medicamentos para tratar a dor e quando o faz, frequentemente faz uso de automedicação para controlar o problema”, explica Manoel Jacobsen, chefe do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo e um dos autores do estudo.
Para Jacobsen, muitas pessoas não tratam a dor crônica pois acreditam que não existe cura e que ela deve ser suportada. “Essa idéia é muito prejudicial para o tratamento da dor. Por exemplo, muitos indivíduos imaginam que a cefaléia não tem cura, o que não é verdade” completa. Aproximadamente um terço dos indivíduos com dor crônica afirmou que não utiliza nenhum medicamento para tratar a dor nos últimos 12 meses.
“A dor crônica é negligenciada no País. Vivemos esta situação e a população precisa ser informada sobre as opções de tratamento. Ninguém precisa viver com dor”, completa Karine Leão, coordenadora do Grupo de Dor do HC, também autora do "Epidor".
Os resultados preliminares do estudo "Epidor" foram apresentados nesta quinta-feira em São Paulo. A pesquisa foi coordenada pela professora Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre, do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, em parceria com profissionais do Hospital das Clínicas.
No estudo, foram realizadas 2401 entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, moradoras no município de São Paulo. O objetivo da pesquisa, inédita neste modelo na América Latina, foi avaliar a prevalência de dor crônica na população, suas causas, gravidade, duração e local da dor. Os achados foram relacionados ao sexo e idade.
Um detalhe da pesquisa é que, mesmo feita apenas com moradores da cidade de São Paulo, traz conclusões referentes a todo o Brasil. De acordo com os pesquisadores, isso é possível porque em São Paulo há cidadãos originários de todas as regiões do País.  (Último Segundo)

22.06 - Einstein dobra atendimentos em São Paulo
Unidade é capaz de oferecer consulta, diagnóstico e tratamento em um único local e em poucas horas
Com a inauguração de um novo prédio na próxima terça-feira, o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, quase duplicará sua capacidade de atendimento. A nova unidade, anexa à atual, vai abrigar um hospital-dia e será capaz de oferecer consulta, diagnóstico e tratamento em um único local e em poucas horas.
O aumento da capacidade e os novos serviços vêm atender a um crescimento da demanda. Hoje, instituições como o Einstein e o Sírio-Libanês registram, em alguns dias da semana, ocupação máxima dos leitos de internação, o que leva pacientes a enfrentar longa espera no pronto-socorro.
A meta do Einstein agora é agilizar o diagnóstico da doença e a permanência do paciente dentro do hospital. No novo prédio, consultórios, exames, serviços de apoio e área para pequenos procedimentos estarão em um mesmo espaço.
O oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do hospital, exemplifica: "A pessoa vai ao ortopedista e pode ser que a fratura que ela teve foi decorrente da falta de cálcio. Ela tem que fazer uma dosagem de cálcio e ser vista por um endocrinologista rapidamente porque, talvez, o problema seja da paratireoide. A disfunção pode ser por um tumor e ela precisará passar por um neurocirurgião, que pedirá uma tomografia para fechar o diagnóstico."
Segundo ele, normalmente esse paciente levaria muitos dias para se consultar com os especialistas e fazer os exames necessários. A proposta do Einstein é que, se possível, a pessoa faça tudo no mesmo dia. "O paciente não quer ficar circulando", afirma Lottenberg.
A ideia é também agrupar os profissionais afins no mesmo espaço. "Como o ortopedista pode trabalhar desacopladamente de um profissional de reabilitação? Como um cardiologista pode tratar de uma insuficiência cardíaca se não tiver uma nutricionista ao lado dele?", questiona ele.
O novo prédio do Einstein faz parte de um plano de expansão que prevê a construção de outras duas unidades e que tem custo total de R$ 500 milhões. Os leitos passarão dos atuais 485 para 700. Na nova unidade, haverá 200 consultórios, 20 salas de cirurgia, 41 leitos no hospital-dia, além de um centro de diagnóstico exclusivo para atender o paciente externo -que não está internado.
Sírio-Libanês
O Sírio-Libanês também está em expansão, com aumento do número de leitos de internação e de UTI e de salas cirúrgicas. Até dezembro, inaugura um hospital-dia com 12 leitos. Segundo Gonçalo Vecina, superintendente corporativo do hospital, em 2010, começam as obras de um novo prédio, de R$ 450 milhões, que possibilitará a criação de mais 200 leitos.
Tanto o Einstein como o Sírio estão investindo em equipamentos de última geração. O Einstein adquiriu um tomógrafo que substitui o cateterismo em casos de dores no peito inespecíficas em mulheres jovens, por exemplo. O Sírio iniciou a compra de uma ressonância magnética que será usada em cirurgias neurológicas.  (CLÁUDIA COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

19.06 - Brasil mais perto de produzir vacina da gripe A
A identificação da mutação no vírus da influenza A (H1N1) –  gripe suína – por pesquisadores brasileiros aumenta as chances de o país desenvolver uma vacina contra a doença, avalia o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele acredita, no entanto, que o Brasil só estará pronto para produzi-la no ano que vem.
“Essa descoberta coloca o Brasil no eixo de um dos potenciais candidatos de desenvolver uma vacina. O Instituto Butantan, em São Paulo, tem todas as condições tecnológicas e industriais de produzi-la e essa descoberta robustece a capacidade brasileira”, afirmou o ministro, que participou quarta-feira, no Rio de Janeiro, de seminário sobre desenvolvimento na primeira infância.
Temporão destacou que, com o que se sabe até agora, não é possível definir se a versão brasileira do vírus é mais agressiva do que as que atingem outros países, mas a descoberta é fundamental para determinar medidas mais eficazes de diagnóstico e tratamento da doença.
O ministro afirmou também que a estratégia adotada pelas autoridades brasileiras – focada na contenção da circulação do vírus – será mantida. Ele admitiu, entretanto, que o início do inverno, no próximo domingo (21), é motivo de preocupação.
“É nesta época, com as baixas temperaturas, que as pessoas saem menos, ficam mais em ambientes fechados. Essas condições climáticas favorecem a circulação do vírus da gripe. Mas o nosso sistema de vigilância está funcionando perfeitamente”, ressaltou Temporão, que disse ter verificado na prática como as medidas de contenção estão sendo realizadas nos aeroportos, já que chegou ao Brasil, no início da semana, em um voo internacional.
“Fiz questão que cumprimentar os funcionários da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, que estão apoiando o trabalho no estado”, acrescentou. (Agência Brasil)

19.06 - Novas regras não inibem automedicação
Entrou em vigor nesta semana a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe pessoas famosas, como artistas, atletas e celebridades, de fazerem anúncios publicitários de medicamentos em qualquer veículo de comunicação. A norma proíbe também a propaganda em programas destinados a crianças, o uso de merchandising com imperativos “tome”, “use” ou “experimente” e estabelece regras para distribuição de amostras grátis e brindes.
A resolução, estabelecida em 17 de dezembro de 2008, esteve em consulta pública e recebeu mais de 850 contribuições.
A maioria dos especialistas ouvidos pela Agência Brasil garante que a medida é “acertada”, “elogiável” e até “um avanço”. Há, no entanto, quem veja limitações. “São mudanças pontuais. Não se atacou o cerne da questão. O mais adequado é que não haja publicidade de medicamentos”, avalia a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Daniela Trettel.
“Todo o tipo de prática que faz com que o medicamento seja tratado como qualquer outro produto banaliza o uso da medicação e expõe a população ao perigo”, alerta.
Para José Liporage, diretor-presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos, a resolução é “um começo”. Ele ressalta ainda a vantagem de que a norma se inicia por meio da “conscientização da população quanto ao uso racional dos medicamentos”. E admite que a propaganda de remédios deve ser “cada vez seja mais restrita”.
De acordo com Liporage, o problema da propaganda de medicamentos é induzir à automedicação. “Você acaba sendo indicado pela propaganda a se automedicar. A automedicação acaba tendo impacto muito grande nos custos do atendimento à saúde”. Segundo o farmacêutico, a automedicação pode causar reações adversas e efeitos colaterais além de mascarar doenças e problemas de saúde.
Alerta semelhante faz o primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D'Avila. “As pessoas se automedicam por questão sintomática. Mas, assim, mascaram e perdem sintomas. Tratar sintoma não significa tratar doença”, ressalta.
“Para o leigo, a febre é sinal de infecção. Para o médico, a febre é sinal de muitas coisas e também de uma infecção”, explica.
O senador Adelmir Santana (DEM-DF), vice-presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma) e presidente da Câmara de Comércio de Produtos Farmacêuticos da Confederação Nacional do Comércio, se diz contrário à automedicação e à “empurroterapia”.
Ele elogia a decisão da Anvisa: “não há como a gente estimular o uso de produtos farmacêuticos, até porque o uso de produtos farmacêuticos tem efeito colateral”.
Santana assinala, porém, que a automedicação também ocorre por falta de atendimento médico. “O problema no Brasil é a deficiência dos serviços médicos, da presença do Estado. Embora nós saibamos que o atendimento é universal pelo SUS [Sistema Único de Saúde], na verdade, você procura o médico e não encontra”, critica.
A resolução da Anvisa está disponível no site www.anvisa.gov.br. (Gilberto Costa - Agência Brasil)

19.06 - Gaste menos com remédios
Na briga por clientes, indústria e varejo oferecem descontos
Medicamentos são caros e têm um peso considerável no orçamento familiar, sobretudo para quem precisa de tratamento contínuo. Mas se souber aproveitar os serviços públicos e a disputa por clientes travada por indústrias e farmácias o consumidor pode reduzir esse custo.
Programas de fidelização, comuns no varejo e nas companhias aéreas, por exemplo, começaram a ser adotados por redes de farmácias e grandes indústrias de medicamentos. No caso dos bônus oferecidos pelas indústrias, os pacientes dependem de seus médicos, que recebem os cartões de descontos.
Dependendo do laboratório, o abatimento pode variar de 30% a 60%. Com o cartão, os pacientes ligam para os laboratórios, fazem cadastro e se dirigem a um dos estabelecimentos conveniados com a fabricante.
– Essa estratégia teve início no Brasil a partir da entrada dos medicamentos genéricos, que provocaram uma pressão grande nos preços – explica Julio Mottin Neto, diretor de marketing da Panvel.
O aposentado Waldemar Stimamilio, de 86 anos, há três anos faz uso dos descontos concedidos por laboratórios, recomendado por seu médico. Mensalmente, Stimamilio economiza cerca de R$ 100.
– Isso me garante pelo menos um pouco de tranquilidade – resume o aposentado, que vive com uma renda mensal de R$ 460.
Para o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, porém, o política de bônus é questionável:
– Se o laboratório tem condições de vender por um preço menor, e o governo está vendo isso, o ideal seria que o preço baixasse para todos.
Assim como os laboratórios, as redes de farmácias também vêm oferecendo descontos em programas de fidelização. A cada compra, o cliente soma pontos que podem ser resgatados depois sob a forma de descontos. Em alguns casos, isso vale apenas para cosméticos, não para remédios. Outras optam por parcerias com convênios e planos de saúde.
FGV aponta inflação de 5,12% no setor
Para a população de baixa renda, a solução ainda é tentar garantir medicamentos por meio de programas públicos, apesar de problemas na regularidade do fornecimento.
Conforme pesquisa de orçamento familiar aplicada para a Região Metropolitana de Porto Alegre pelo o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Iepe/UFRGS), os medicamentos tem o peso de 2,75%, no orçamento familiar. De janeiro a maio deste ano, a alta nos preços dos remédios chegou a 5,12%, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Onde buscar ajuda
FARMÁCIA POPULAR
Ainda que nem sempre cumpram seu papel, alternativas oferecidas pelo poder público podem diminuir a despesa. No quadro abaixo, veja como funcionam iniciativas federais e estadual:
> Drograrias privadas podem funcionar como postos da Farmácia Popular. Com o programa, os principais medicamentos de uso contínuo, como os para hipertensão e diabetes, podem custar até 10 vezes menos.
> Os descontos vão de 50% a 90% e valem inclusive para medicamentos genéricos. Para adquirir os remédios, é preciso levar a receita assinada por um médico e o CPF. No Rio Grande do Sul, existem 30 unidades próprias e 704 operadas por drograrias privadas. Saiba mais em www.saude.gov.br.
FARMÁCIA DO ESTADO
> Pacientes atendidos pelo SUS e que sofrem de doenças de média e alta complexidade ou que utilizam medicamentos de uso contínuo, caracterizados como excepcionais e especiais, podem receber os remédios gratuitamente do Estado.
> O governo do Estado paga e depois é ressarcido pelo Ministério da Saúde. Na Capital, a Farmácia de Medicamentos Especiais fica na Avenida Borges de Medeiros, 546. No Interior, as coordenadorias de saúde são os pontos de referência. (Dionara Melo - Zero Hora)

19.06 - EUA: Benefícios a parceiro gay de funcionário
Servidores federais terão acesso a alguns direitos iguais aos de colegas heterossexuais
Democrata é criticado por ativistas pelas exceções e por não cumprir promessas de campanha no tocante a discriminação contra gays
Depois de meses de críticas de ativistas homossexuais e de direitos civis por ter recuado ou estar demorando para cumprir promessas de campanha, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou memorando que amplia alguns benefícios para parceiros de mesmo sexo de funcionários públicos federais, no que chamou de "apenas o primeiro passo".
Entre eles estão acesso a um seguro de saúde do governo que paga por doenças crônicas, como mal de Alzheimer, ou o direito de tirar folga para cuidar de parceiros ou filhos não biológicos que estejam doentes. Ficaram de fora da decisão presidencial dois dos principais pedidos do movimento, que são o direito ao seguro de saúde total e a benefícios de aposentadoria similares aos que gozam maridos ou mulheres em uniões heterossexuais.
"Muitos de nossos servidores públicos mais trabalhadores, dedicados e patriotas vêm tendo negados direitos básicos que seus colegas têm por uma razão simples: as pessoas que eles amam são do mesmo sexo", disse o presidente, na cerimônia de assinatura, no Salão Oval da Casa Branca, no final da tarde de ontem. O democrata estava cercado por ativistas, o vice, Joe Biden, e políticos.
Obama disse ainda que era contra o Ato de Defesa do Casamento, Doma na sigla em inglês, lei aprovada pelo Congresso em 1996 que define o casamento como uma união legal entre um homem e uma mulher para efeito de todas as leis federais e que dá o direito a cada um dos 50 Estados americanos de não reconhecer uniões entre pessoas de mesmo sexo aprovadas em outros Estados -a união entre membros do mesmo sexo é permitida hoje em seis deles.
A lei é "discriminatória, interfere com os direitos dos Estados e já é hora de nós a derrubarmos", disse o presidente, no ato de assinatura. No entanto, já na gestão de Obama, o Departamento da Justiça dos EUA decidiu defender a constitucionalidade dessa lei num caso envolvendo a questão. A incoerência entre retórica e prática do democrata desde que tomou posse é um dos principais motivos da alienação da chamada base gay, que o ajudou a eleger em novembro passado.
Outro problema apontado pelos ativistas no memorando assinado ontem são suas exceções. Ele não se aplica, por exemplo, aos funcionários militares do Departamento da Defesa, apenas aos civis. O cuidado foi tomado por Obama para não se sobrepor à política adotada pelo Pentágono e conhecida como "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte).
Pela lei federal, considerada preconceituosa por entidades de direitos civis, homossexuais ou bissexuais são proibidos de, enquanto estiverem prestando serviço militar, revelar sua orientação sexual ou falar de relações homossexuais ("não conte"), e seus superiores não podem iniciar investigação sobre a orientação dos comandados ("não pergunte") -a não ser que haja suspeita de que o comandado seja homossexual.
"Essa é uma tentativa de colocar nossa casa federal em ordem, e é muito importante que façamos isso", defendeu John Berry, diretor do Escritório de Gerenciamento de Pessoal da Casa Branca, ele próprio homossexual assumido. "Eu acho que a comunidade gay, da qual eu faço parte, pode ter muito orgulho, porque este presidente está conosco."
Não é o que pensa o diretor da ONG Human Rights Campaign, Joe Solmonese, que nesta semana escreveu uma carta a Obama reclamando da decisão do Departamento da Justiça de defender o Doma, ação que também seria criticada por editorial do "New York Times". "O governo necessita de uma nova direção em direitos homossexuais", escreveu o diário.
O comando obamista argumenta que, com duas guerras e a atual situação econômica, o presidente não pode se dar ao luxo de "causar ruído" ao adicionar a causa às prioridades.  (SÉRGIO DÁVILA - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

17.06 - A responsabilidade civil dos hospitais
O advogado, João Maranhão, tece algumas considerações sobre as ações judiciais, decorrentes de erros
Ao tomar conhecimento da notícia de que, nos últimos seis anos, as ações judiciais, decorrentes de erros médicos, aumentaram mais de 200% em nosso país, não poderia me furtar de tecer algumas considerações sobre o assunto, em especial no que se refere a responsabilização da instituição hospitalar onde supostamente foi praticado o erro.
Inicialmente, devemos esclarecer que a questão da responsabilidade civil dos hospitais não é tão simples quanto parece. Não se pode presumir a culpa do Hospital, ou aplicar a teoria do risco empresarial, diante das peculiaridades que envolvem a natureza deste serviço. Por este motivo, temos que analisar todos os requisitos que devem estar presentes para que se possa falar em responsabilidade civil das instituições médicas, pois a doutrina estabelece uma diferenciação entre responsabilidade contratual (decorrente do descumprimento do contrato) e extra-contratual (decorrente da prática de ato ilícito causador de prejuízo).
No primeiro caso (responsabilidade contratual), é imprescindível que haja, obviamente, um contrato entre as partes, que pode ou não estar formalizado por instrumento, e que qualquer um dos envolvidos tenha descumprido as obrigações estipuladas. Além disso, é necessário que haja dano sofrido, por alguma das partes, em decorrência da quebra contratual.
Ao procurar o atendimento hospitalar, o paciente espera que a instituição forneça condições estruturais e preste todos os serviços necessários durante o internamento. Quando o Hospital e seus profissionais fornecem o tratamento desejado e previsto, não há que se cogitar a prática de ato ilícito e nem a responsabilização da instituição civilmente. Entendendo estas obrigações, fica evidente que, se forem observados todos os procedimentos previstos na ciência médica, não se pode falar em responsabilidade por eventuais danos.
Já no caso de responsabilidade extra-contratual (aquiliana), se uma das partes praticar um ato, necessariamente ilícito, contrário a disposição legal, será aplicado, então, o princípio de que ninguém deve infringir a lei e os princípios dela decorrentes. A lei estabelece que neste caso, verificado o dano, haverá a obrigação de indenização, desde que presentes os requisitos da responsabilidade civil (existência de uma ação ou omissão, culpa, dano e nexo de causalidade).
Além disso, podemos destacar que a pretensão de responsabilizar o Hospital, independente de culpa, com base nos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, merece ser analisada corretamente. A instituição médica, mesmo sendo prestadora de serviços, não responde por todo evento ocorrido em suas dependências. Se assim fosse, jamais receberia um paciente para cirurgia, na medida em que todo procedimento cirúrgico implica, necessariamente, em lesões corporais e, nestes casos, a instituição teria que responder por danos estéticos causados aos pacientes.
Como o Código de Defesa do Consumidor (artigo 14, §4º) explica que a responsabilidade dos profissionais liberais será apurada nos termos da legislação civil, podendo a vítima comprovar a prática de ato ilícito, fica evidente que a atribuição de responsabilidade feita a hospitais por atos ilícitos, que teriam sido praticados pelos médicos, segue a mesma regra. A interpretação da legislação mostra que a instituição de saúde responderá, sem que haja necessidade do paciente demonstrar a culpa da instituição, quando for comprovada a culpa dos médicos.
Sendo assim, para que a instituição seja responsabilizada, é necessária a comprovação da prática de ato ilícito por parte dos médicos. Desta maneira, os profissionais, assim como o Hospital, devem fornecer o serviço da melhor forma possível, exatamente como a ciência médica determina. Caso sejam observados estes procedimentos e, mesmo assim, haja dano, este só pode ser atribuído a ocorrência de caso acidental, mas não aos médicos ou ao Hospital.    (João Paulo Maranhão - Saúde Business Web)

17.06 - Mitos e verdades que rondam a dengue
O medo de contrair dengue, principalmente do tipo hemorrágica, está levando uma boa parcela da população cuiabana e várzea-grandense a lançar mão de práticas nada convencionais e sem comprovação científica na tentativa de se proteger. Em paralelo, também há muitos mitos sobre a vida, reprodução e hábitos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, que pairam sobre o imaginário popular, sobre o senso comum.
Ingerir medicamentos homeopáticos à base de própolis e alho, produtos que exalariam um odor capaz de repelir o mosquito, ou produzir substâncias caseiras para passar sobre a pele, como uma solução que combina álcool e cravo, estão entre as receitas que nos últimos dias se tornaram assunto nas rodas de conversas no trabalho, escola e na vizinhança.
Entretanto, o médico sanitarista Reinaldo Mota garante que nenhuma dessas medidas tem eficiência comprovada. A única fórmula que se conhece para eliminar o inseto e impedir que a doença se propague, destaca Mota, é acabar com os criadouros. E essas mesmas receitas não funcionam como repelentes, também não ajudam no tratamento dos sintomas da dengue, alerta Mota.
Ele é professor do curso de Medicina da UFMT e membro do Núcleo de Estudos de Práticas Integrativas e Complementares do Sistema Único de Saúde (SUS), criado com o objetivo de desenvolver estudos científicos. A dengue está sendo um dos principais temas de pesquisa do núcleo.
Para Mota, a população negligenciou, ou seja, não fez sua parte na prevenção aos criadouros do mosquito, e agora que a doença se espalhou, está buscando alternativas para se proteger. “É importante que cada um saiba de sua responsabilidade e participe das ações de combate aos criadouros”, alerta.
Ao se remeter à História, ele lembra da época da pandemia da gripe espanhola, entre 1918 e 1920. Há informações que dão conta de que a população soltava bombas de menor poder explosivo acreditando que, ao disseminar a fumaça, purificaria o ar, eliminando o vírus da doença.
Sobre o mosquito Aedes aegypti, as explicações vieram do coordenador de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Oberdan Ferreira Lira. Ele lembra que o mosquito transmissor é aquele de cor escura com listras brancas e que, entre outras denominações, é conhecido popularmente como “palhinha”.
Para contaminar o homem, o Aedes aegypti precisa ter contato com alguém contaminado pelo vírus. Ao contrário do que se pensa, o mosquito não pica somente durante o dia. É verdade que ele tem hábitos diurnos, mas pode picar no período noturno se passou o dia num ambiente onde não havia de quem sugar o sangue.
O mosquito macho é herbívoro - se alimenta de seivas de plantas -, enquanto a fêmea precisa das proteínas do sangue para maturar os ovos e continuar o ciclo reprodutivo. Na fase adulta, o inseto pode viver por mais de 30 dias e picar várias pessoas. Já os ovos são preservados por até um ano em local seco e eclodem no contato com água limpa e parada.
Em Cuiabá e na maioria das cidades mato-grossenses, por causa das altas temperaturas, as larvas do Aedes aegypti viram mosquito em apenas quatro dias e a propagação é maior. Nas regiões mais frias, essa mutação pode durar até um ano, segundo Oberdan Lira. (Alecy Alves - Diário de Cuiabá)

17.06 - EUA: Corte de US$ 313 bi de gastos com saúde
O corte deverá ser feito, ao longo de dez anos, dos programas Medicare e Medicaid
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que pretende cortar US$ 313 bilhões, ao longo de dez anos, dos programas Medicare e Medicaid, que dão cobertura a idosos e pessoas de baixa renda, como parte de seu plano de reforma.
A quantia anunciada não está incluída nos US$ 635 bilhões em aumento de impostos e cortes de gastos com saúde já divulgados pelo presidente norte-americano.
Juntos, os planos gerariam uma economia e/ou aumento de impostos de US$ 948 bilhões ao longo de uma década, para assegurar milhões de americanos que não possuem plano de saúde e desacelerar o aumento de gastos com o setor.     (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

16.06 - Receitas médicas com erro
Pesquisa revela erro em quase metade das receitas médicas
Especialista alerta para o uso indevido de abreviaturas
De pouco adianta o diagnóstico preciso de uma doença se o receituário médico levar a um tratamento equivocado. Foi a partir dessa ótica que o farmacêutico Mário Borges Rosa, presidente do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos, pesquisou erros nas prescrições de medicamentos potencialmente perigosos, apresentadas na farmácia de um hospital de referência em Minas Gerais. O resultado revelou um certo desleixo dos profissionais da medicina: dos 4.026 receituários analisados, 44,5% (ou 1.791) apresentaram algum tipo de problema. Entre os itens observados estavam a legibilidade da receita, o nome do paciente, o tipo de prescrição, se havia data e até a caligrafia e a grafia correta dos remédios. Entretanto, um dos erros mais perigosos - e recorrentes - é a utilização de abreviaturas.
"Principalmente a letra ‘u’, usada para indicar unidade, o que pode levar a erros graves", observa o farmacêutico Mário Borges. Segundo ele, o uso intensivo e sem padronização de abreviaturas é condenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que mantém, desde 2004, uma aliança mundial para segurança do paciente. "Essa convenção trata de vários assuntos relacionados à segurança no ambiente hospitalar, como a questão do diagnóstico tardio e o erro de medicação", pontua. O pesquisador cita como exemplo, para reforçar a necessidade de banir o uso de abreviatura, o caso de um paciente canadense que recebeu 70 unidades de insulina, em vez das sete prescritas, porque a abreviatura "u" foi confundida com o número zero. O paciente sofreu lesão grave permanente.
No Brasil, informa Borges, uma criança levada a um posto de saúde faleceu porque a receita indicava apenas uma gota de broncodilatador, e o profissional da farmácia entendeu que eram 15 (porque a abreviatura "g" ficou semelhante ao número 5. "A padronização no processo de prescrição e a eliminação dos receituários feitos à mão podem reduzir o número de erros", recomenda Borges. O presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Gomes, afirma não ter conhecimento sobre o estudo e que a ocorrência comprovada de erros deve ser apurada. "Não temos conhecimento de nenhum erro de medicação prescrita ter matado alguém.
Sabemos de um caso de interpretação, quando uma enfermeira aplicou medicamento na veia de um paciente, após ter trocado a orientação enteral (sonda) por parenteral (veia)", disse Gomes. De acordo com ele, há um artigo do código de ética médica que impede o profissional de emitir receita ilegível. "O conselho sempre se preocupou com o receituário. A maioria dos profissionais hoje usa o computador para imprimir a receita. Mas há também muito preconceito relacionado à letra do médico, que não é boa porque escrevemos muito rápido. Temos que atender muita gente", justifica o presidente do CRM.  (Giselle Araujo - O Tempo)

16.06 - Ministério vacinou 81% dos idosos contra a gripe
Após prorrogar a campanha de vacinação de idosos contra a gripe, o Ministério da Saúde cumpriu sua meta inicial, de 80% de cobertura, e imunizou 81,47% dos brasileiros com mais de 60 anos. A porcentagem corresponde a 15,8 milhões de pessoas -1,5 milhão a mais do que as vacinadas no ano passado.
O término da campanha estava previsto para 8/5. Como a meta inicial não havia sido atingida, o prazo foi adiado para 29/5.
Mesmo assim, quatro Estados não atingiram o objetivo, entre eles São Paulo, com 75,05%, Rio de Janeiro, com 77,9%, e Santa Catarina, com 78,28%. O Rio Grande do Sul, cujo clima mais frio favorece a gripe, foi o que teve menor cobertura (71,96%).
O Ministério afirma que esses Estados discordam do resultado e alegam que o total de idosos, calculado com base em estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), está superestimado. Eles dizem que já atingiram a meta de 80%. O Ministério avalia o caso.
Foram gastos R$ 162,2 milhões no programa. Na campanha de 2010, além dos idosos, trabalhadores da saúde -mais expostos aos vírus da gripe- serão vacinados de forma gratuita.  (Folha de S.Paulo)

16.06 - SP terá centro de cirurgia robótica de tumor
Instituto que é referência mundial em operações menos invasivas escolhe Hospital de Câncer de Barretos para sua quarta unidade
Ao menos 30% das vagas de treinamento serão para médicos do SUS; empresas europeias doaram US$ 12 milhões em equipamentos
Um instituto europeu de pesquisa, o Ircad, referência internacional em procedimentos minimamente invasivos e cirurgias robóticas, escolheu o Brasil para sediar sua quarta unidade, a primeira nas Américas. As outras três estão na França, em Taiwan e em Dubai.
O centro vai funcionar no Hospital de Câncer de Barretos (interior de SP), um dos principais polos de atendimento oncológico do SUS. Médicos brasileiros e da América Latina serão treinados para fazer cirurgias por videolaparoscopia, técnica que pode retirar um tumor de forma menos invasiva, com recuperação mais rápida e menos taxas de infecção.
Ao menos 30% das vagas de treinamento serão destinadas aos médicos do SUS. A direção do hospital fechou uma parceria com o governo de José Serra (PSDB) e negocia com o Ministério da Saúde outros acordos. Os equipamentos, avaliados em US$ 12 milhões, serão doados por empresas europeias por meio do Ircad. Ao todo, o centro custará US$ 20 milhões. A entrega está prevista para 2011.
O hospital de Barretos é considerado hoje o maior serviço da América Latina em cirúrgicas oncológicas do sistema digestivo por videolaparoscopia.
"Temos pacientes que têm alta do hospital após 24 horas. Na cirurgia aberta, ele ficaria seis dias internado. O meu paciente [do SUS] não tem empregado, não tem quem cuide dos filhos. Quero colocar esse paciente o mais rápido possível na casa dele", afirma o diretor do hospital, Henrique Prata.
O uso da videolaparoscopia para retirar tumores é polêmico. Uma das razões apontadas é que o tumor deve ser retirado junto com tecido normal (margem de segurança).
Como a maioria dos tumores malignos tem volumes maiores que 1 a 3 cm, alguns cirurgiões argumentam que pode ser arriscado retirá-los por meio de incisões tão pequenas como as usadas na videolaparoscopia. Há também um temor que esse tipo de cirurgia contribua para disseminar o câncer.
No entanto, vários estudos internacionais têm demonstrado que é possível a retirada de tumores, especialmente os de intestino, próstata, estômago e órgãos ginecológicos, com segurança e o mínimo de risco de reaparecimento do câncer.
"Essa medicina menos invasiva reduz em 75% o risco de infecção hospitalar e vai levar o paciente para casa com um terço do tempo normal que a cirurgia aberta", explica Prata.
Segundo o cirurgião Armando Geraldo Franchini Melani, chefe do departamento de cirurgia do aparelho digestivo do Hospital de Câncer de Barretos, no caso do câncer de cólon, os resultados com a cirurgia laparoscópica são iguais ou até melhores em relação à cirurgia aberta convencional.
"Como as complicações da laparoscopia são menores, a cirurgia é indicada especialmente para pacientes de determinados grupos de risco, como obesos e idosos", avalia Melani.
Segundo ele, o sistema de saúde inglês, considerado um dos mais conservadores do mundo, está recomendando o aumento de cirurgias colorretais, gástricas e hepáticas por laparoscopia. Até 2011, a ideia é que o índice passe dos atuais 8% para 35%. No Brasil, estima-se que a taxa não atinja 5%.
"O que limita ainda é o custo dos equipamentos. Mas em compensação você ganha porque diminui a necessidade de terapia intensiva, os riscos de infecção pós-operatória e outras complicações que vão gerar gastos muito maiores."
Os médicos também serão treinados em medicina robótica, hoje presente no Brasil apenas em grandes centros médicos, como os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. Nos EUA, em torno 70% das cirurgias de próstata são robóticas.
"Há novos softwares sendo lançados que preservam em 99% o nervo da próstata. Nenhum homem vai querer mais operar do jeito antigo. O SUS pode achar caro o investimento, mas é direito absoluto de todo homem não ficar broxa", dispara Henrique Prata.   (CLÁUDIA COLLUCCI - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

15.06 - Ação contesta lei sobre fundações de saúde no RJ
O PSOL ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no STF contra leis do Estado do Rio que autorizaram a criação de três fundações na área da saúde. A contratação de pessoal seria pela CLT. Segundo o partido, uma das leis invade competência da União, ao definir áreas passíveis de atuação por parte de fundações. O PSOL cita ainda liminar do STF que em 2007 suspendeu dispositivo que permitia contratação de servidores pela CLT.   (O Estado de S.Paulo)

15.06 - Pediatras estão em falta em SP
A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que a falta de pediatras acontece porque há poucos profissionais dessa especialidade no mercado --tanto na rede pública quanto na privada. Segundo nota enviada pela pasta, esse déficit é constatado pela baixa oferta de recém-formados.
As vagas para pediatras são oferecidas pelas entidades parceiras que gerenciam as AMAs, por meio de processos seletivos, com ampla divulgação na mídia, afirmou a secretaria.
Apesar de mencionar que a contratação de profissionais é uma preocupação constante, a pasta não diz o que fará para solucionar o problema. Além disso, diz que, das 18 unidades visitadas, apenas 8 são gerenciadas por organizações sociais. Ou seja, as outras dez são administradas pela própria gestão Kassab.
Quanto à agressão aos médicos, a secretaria afirmou que os seguranças das unidades cuidam da proteção do patrimônio e dos funcionários.
Garoto leva 7 horas para ser atendido
Foram quase sete horas de peregrinação, em dois dias, para que a dona de casa Valdirene Pereira de Souza, 37 anos, garantisse que seu filho Gabriel, 7, fosse atendido por um pediatra. "Para driblar a falta de médicos tem que ter paciência", afirma ela.
Preocupada com uma inflamação na garganta do filho, Valdirene o levou à AMA Jardim Etelvina, em Guaianases (zona leste de SP), no início da tarde da última segunda-feira. "Disseram que eu deveria tentar outro hospital ou voltar outro dia", conta. Ela, então, decidiu ir a pé para o pronto-socorro municipal Júlio Tupy, a dois quilômetros dali. "Lá, esperei mais de duas horas e desisti, porque também não tinha médico", lembra.
A dona de casa fez o filho faltar às aulas, na terça-feira, e voltou à mesma AMA às 9h. O garoto só foi atendido depois de quatro horas e meia de espera, pelo único pediatra que estava no local. "Só não demorou mais porque muitas mães que estavam na fila desistiram", afirma ela. "O duro é a gente esperar sem almoço, enquanto vê os funcionários fazendo pausa para fumar ou para bater papo", desabafa.
Com sintomas de pneumonia, o metalúrgico Rafael Lira de Sales, 35 anos, teve de esperar três horas, na última segunda-feira, até ser atendido na AMA Parque Anhanguera. "O pior é ficar passando mal debaixo do sol, porque não cabe mais gente lá dentro", comentou. A sala de espera tem 33 assentos, mas cerca de 80 pessoas aguardavam atendimento.
Sua mulher, Valéria Bianchi Sales, de 32 anos, afirma que o atendimento só foi rápido nos primeiros meses seguintes à inauguração da unidade, em março do ano passado. "Ultimamente, o atendimento tem sido bem demorado. Às vezes, não tem pediatra aqui", reclama ela.   (Aline Mazzo e Gilberto Yoshinaga - Agora S.Paulo)

15.06 - Médicos: Revalidação de diplomas
Audiência pública debate revalidação de diplomas
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputado, em conjunto com a Comissão de Educação e Cultura, aprovou o requerimento 282/2009, de autoria do dep. Eleuses Paiva (DEM/SP), com pedido de realização de audiência pública para discutir as portarias interministeriais, das pastas de Educação e Saúde.
A primeira de número 383, de 19 de fevereiro de 2009, institui a subcomissão de revalidação de diplomas para aprimorar o processo de revalidação de diplomas expedidos por instituições de ensino estrangeiras, especificamente do curso de medicina criando um tratamento desigual com todos os outros países. A segunda, de número 444, de 15 de maio de 2009, dispõe sobre aferição de correspondência curricular nos processos de revalidação de diplomas de medicina expedidos por universidades estrangeiras.
Foram indicados para participar da audiência: o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, o presidente da Associação Médica Brasileira, José Luiz Gomes do Amaral, o presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Mourad Ibrahim Beleciano, um representante do Ministério da Saúde e um representante do Ministério da Educação.
A reunião vai acontecer no dia 23 de junho, às 14h30, no Plenário 7.   (CFM)
 
 
 
 
 
 

10.06 - União contesta obrigação de fornecer remédios
A decisão que obriga a União e o estado do Paraná a fornecerem remédios para aqueles que sofrem de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) nos hospitais públicos de Maringá (PR) está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal. O pedido de suspensão de tutela antecipada (STA) foi apresentado pela União e pelo Paraná, que discordaram da sentença do juiz da 1ª Vara Federal de Maringá, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
A decisão atacada foi proferida em Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do estado do Paraná. Contra essa sentença, a União e o estado do Paraná entraram com recurso de agravo de instrumento junto ao TRF-4, que negou seu provimento. Após isso, foram apresentados Embargos de Declaração no TRF-4, que ainda não foram julgados.
Os autores da ação tentam suspender a decisão do TRF-4 até o trânsito em julgado da decisão de mérito da Ação Civil Pública. Pela decisão questionada no Supremo, a União e o Paraná terão de incluir o atendimento a DPOC nos hospitais em um prazo de 30 dias a partir da intimação da decisão.
O pedido fundamenta-se no argumento de que a decisão questionada desrespeitaria as normas e regulamentos relacionados à gestão de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde, cuja implementação ocorre juntamente com os estados e municípios, no âmbito dos programas de distribuição. “[Esses programas] observam rigorosos critérios de necessidade e prioridade no atendimento à população, abalando, de forma preocupante, o sistema público de saúde”, diz a ação.
Embora reconheça o artigo 196 da Constituição Federal, que garante a saúde como direito de todos e dever do Estado, o pedido de STA mostra que o fornecimento dos dois remédios é “de altíssimo custo”, o que prejudicaria o correto gerenciamento do sistema público de saúde.
“No intuito de se cumprir a referida decisão judicial deverá o agente público encarregado de administrar o SUS remanejar a verba destinada à saúde pública para outras áreas de atuação, diminuindo, consequentemente, a possibilidade de serem oferecidos serviços de saúde básicos ao restante da coletividade”, adverte o texto da ação. O texto também aponta a violação do princípio da legalidade/ programação orçamentária e a cláusula da reserva do financeiramente possível. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
STA 328 (Consultor Jurídico)

10.06 - Medicamentos: Similares têm eficiência comprovada
A gerente de Tecnologia Farmacêutica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Tatiana Lowande, afirmou que todos os medicamentos similares atualmente no mercado têm sua eficiência comprovada.
A representante da Anvisa participou, na última quarta-feira, de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor que discutiu a produção e a comercialização de medicamentos similares no País.
Os similares são os medicamentos que possuem a mesma concentração, posologia, via de administração, indicação terapêutica, princípio ativo e qualidade do medicamento de referência, porém diferem dos genéricos porque possuem uma marca. É o caso de produtos como Melhoral, AAS e Quinoflox.
Qualidade dos produtos
Segundo Tatiana Lowande, todos os medicamentos disponibilizados no mercado registrados pela Anvisa são de qualidade. Ela destacou que, para manter essa qualidade, a agência precisa de colaboração. "Porque o registro é apenas uma parte desse processo. Depois que o medicamento é registrado, ele passa a ser produzido em lotes pelas indústrias. Precisa haver parceria com a população e a classe médica para que a Anvisa seja avisada caso haja suspeita de desvio de qualidade ou de ineficácia de qualquer do medicamento."
Na opinião do deputado Dr. Nechar (PV-SP), que é médico, os similares são confiáveis. "Não consigo acreditar que quando um laboratório farmacêutico registra um novo medicamento no Ministério da Saúde, portanto na Anvisa, não sejam feitos todos os testes necessários para mostrar que aquele medicamento tinha a mesma equivalência e eficácia do que o que nós chamamos de referência."
Falta de informações
O deputado Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ) disse que solicitou a audiência por conta da falta de informações sobre os similares. "A informação tem que ser clara, ostensiva, constante. Então, nós da Comissão de Defesa do Consumidor estaremos trabalhando junto à Anvisa para que haja esta divulgação."  (CREMERJ)

10.06 - Dante Pazzanese realizará estudo genético
Estudo genético avaliará doenças cardiovasculares
O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, iniciará, no segundo semestre, um mapeamento genético de emergências cardiovasculares.
O hospital vai monitorar cerca de 2.000 pacientes que derem entrada no pronto-socorro com problemas cardiovasculares diversos, como crise hipertensiva, angina, AVC (acidente vascular cerebral), parada cardiorrespiratória, arritmia e insuficiência cardíaca.
Serão coletadas amostras de sangue desses pacientes, que serão processadas no ambulatório de biologia molecular. Além de verificar quais genes estão ativados no paciente no momento da crise, será possível identificar eventuais mutações -o que pode definir o tratamento individualizado, segundo as características genéticas de cada pessoa.
O objetivo do Dante é testar cerca de 500 mutações genéticas em cada paciente com crise aguda e, a partir desses registros, personalizar o tratamento dessas doenças.  (Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

09.06 - Valor ressarcido por planos deve aumentar 
Com o anúncio de um novo sistema de cobrança que passou a funcionar ontem, segunda-feira, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estima aumentar de R$ 50 milhões para R$ 120 milhões a R$ 140 milhões o volume ressarcido por planos de saúde ao SUS.
O ressarcimento está previsto em lei quando um segurado é atendido na rede pública para um procedimento para o qual estava coberto em seu contrato. As operadoras contestam a legalidade da cobrança.
Apesar do aumento, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão disse que não se deve tratar a política de ressarcimento como uma solução para o subfinanciamento da saúde. A previsão de arrecadação anual representa menos de 1% do orçamento da pasta (de R$ 59 bilhões neste ano).
Em março, o Tribunal de Contas da União criticou a ANS por ter deixado de cobrar R$ 2,6 bilhões de operadoras entre 2003 e 2007.   (clicRBS)

09.06 - A maioridade do CDC
O Código de Defesa do Consumidor, conhecido como CDC, atingiu sua maioridade plena em março de 2009, já que sua vigência se iniciou 180 dias após sua promulgação, em 11 de setembro de 1990.
Primeiro regulamento específico do mercado de consumo no Direito brasileiro, o CDC é um documento normativo inovador, pois, além de patrocinar uma mudança de paradigma nas relações de consumo, cujo campo de atuação é bastante amplo, serviu de inspiração para muitos países na construção de suas leis.
Logo no início de sua vigência, imaginava-se que o CDC seria uma lei que "não pegaria", mas isso não se confirmou. A cada ano vê-se que tanto os consumidores como as empresas estão mais conscientes e seletivos em relação aos seus direitos e deveres. Isso se deve ao crescimento e ao fortalecimento dos órgãos públicos de defesa do consumidor, os Procons, das entidades civis de defesa do consumidor, além da adoção de estratégias das empresas para aprimorar seu canal de comunicação com a sua clientela, pela criação de ouvidorias e implementação de serviços de atendimento ao consumidor, os SACs.
O Ministério Público e o Poder Judiciário também em muito contribuíram para atender aos anseios dos consumidores lesados. E, mais ainda, não se pode deixar de reconhecer a importância da cobertura maciça da mídia sobre o tema.
Devemos comemorar a maioridade do Código de Defesa do Consumidor, ao constatar que a sociedade brasileira conta com mecanismos jurídicos adequados para a defesa de seus direitos. No entanto ainda há muito o que fazer para que se tenha um mercado de consumo de qualidade, justo e equilibrado. Assim, na tentativa de alcançar tais objetivos, teremos de levar em conta algumas alternativas determinantes para esse desafio de transformações.
No século 21, é prioritária a necessidade de manter o diálogo aberto entre todos os atores desse mercado: poder público, empresas e consumidores. O diálogo é a principal ferramenta para a construção de práticas jurídicas e sociais responsáveis, levando-se sempre em conta a transparência e os princípios éticos. Nesse sentido, é importante que haja uma mudança de atitude e a atribuição de novas responsabilidades para todos os envolvidos.
Por parte do poder público, é necessário maior empenho em implementar, efetivamente, o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, para articular as ações entre os setores público e privado.
As empresas devem ter como meta a oferta de produtos e serviços de qualidade, com informações claras, objetivas e transparentes, além de implantar SACs e ouvidorias eficientes para melhor atender seus clientes. Em síntese, devem ver no consumidor um parceiro e aliado, e jamais tratá-lo como adversário, pois ele é fonte de sustentabilidade para a sobrevivência de qualquer fornecedor e, com efeito, da economia como um todo.
É importante também que o consumidor desenvolva a consciência de seu papel no mercado e de sua importância para a economia nacional. Para tanto, deve valorizar empresas preocupadas com questões relativas à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável. Mas só isso não basta, o consumidor deve estar atento para suas reais demandas e possibilidades, para o desperdício e o desequilíbrio de seu orçamento doméstico. Ou seja, precisa mudar seus hábitos de consumo, como, por exemplo, economizar água e energia elétrica, separar o lixo para a reciclagem e também evitar compromissos com que não consiga, posteriormente, arcar. Em outras palavras, o consumidor consciente é aquele que leva em conta não só suas necessidades pessoais ao consumir, mas o impacto que essa ação pode trazer ao meio ambiente e ao bem-estar social.
Inegavelmente, o Código de Defesa do Consumidor trouxe muitos avanços, mas para sua ampla eficácia é preciso que haja adesão integrada, com o engajamento e a participação de todos esses stakeholders, para soluções efetivas. Pois há de se ter em mente que a proteção do consumidor traduz uma das vertentes da defesa da cidadania.
Para que os desafios propostos sejam alcançados, cabe a todos nós começarmos a agir o quanto antes para a construção de uma sociedade mais ética, procurando atingir a efetiva dignidade da pessoa humana como imperativo de justiça social para as atuais e futuras gerações.   (Maria Stella Gregori - O Estado de S.Paulo)

09.06 - Doação de sangue no Estado de SP
Saúde convoca paulistas para doar sangue antes do inverno
A Secretaria de Estado da Saúde convoca a população paulista para doar sangue na primeira quinzena de junho, antes da chegada do inverno para reforçar os estoques dos hemocentros do Estado, que caem, em média, 30% nesta época do ano.
De acordo com a Secretaria, nas férias de julho há aumento do trânsito nas estradas devido às viagens, com elevação no número de acidentes de trânsito e de pacientes que precisam de sangue nas emergências dos hospitais.
Em Ribeirão Preto o Hemocentro da cidade realiza atendimento pelo telefone 0800-979-6049 de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para saber os postos de coleta de sangue em todo o Estado basta acessar www.saude.sp.gov.br.   (A Cidade)

09.06 - Consórcio de cirurgia plástica tem parcela de R$ 92
Pelo menos quatro empresas de São Paulo já oferecem consórcios nos quais é possível pagar cirurgias plásticas, cursos no exterior, decoração e até blindagem de carros. 
As prestações variam de R$ 92 a R$ 3.619 e dão direito a cartas de crédito com valores de R$ 2.500 a R$ 38 mil nas empresas consultadas. 
No país, pelo menos 13 operadoras já têm o produto, com prazos de 12 a 48 meses. 
Até fevereiro, só era possível fazer consórcios de bens --como imóveis, automóveis e motocicletas. No novo sistema, as cirurgias plásticas são as mais procuradas. Hoje, um implante de silicone em São Paulo pode variar de R$ 1.500 a R$ 10 mil, segundo especialistas. Quando o cliente é sorteado, ele escolhe o médico e faz a operação. 
Além da cirurgia, os consumidores também estão aproveitando a opção do consórcio com a intenção de investir em educação. "Quem tem um filho que vai ingressar na faculdade daqui a três anos consegue juntar o dinheiro e pagar as mensalidades antecipadas, com algum desconto", afirma o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Luis Fernando Savian. 
Além dos cursos de pós-graduação, as viagens para o exterior também estão entre as opções preferidas daqueles que contrataram esse consórcio. Uma vantagem é poder mudar de ideia sobre o serviço que será adquirido. 
Assim, o cliente pode entrar com a ideia de comprar uma viagem, mas acabar usando a grana para decorar a casa. 
Como o consórcio não envolve um bem, como um carro ou um apartamento, por exemplo, quem entra em um grupo de alto valor e é sorteado logo no início tem que passar por uma análise de crédito. Segundo a Abac, se o crédito não for aprovado, ele terá que contar com um fiador. Antes de entrar no grupo, é importante pesquisar as taxas de administração cobradas pela empresa. 
Além das quatro empresas que já têm o novo modelo, a Caixa e a Porto Seguro também estudam oferecer esse tipo de produto.   (Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)
 
 
 
 
 

08.06 - Incor cria exercícios para tratar apneia
Especialistas do Laboratório do Sono do Serviço de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo, criaram uma técnica para tratar a apneia obstrutiva do sono, problema que atinge cerca de um terço dos paulistanos. O tratamento criado pela fonoaudióloga Kátia Guimarães consiste numa série de exercícios para fortalecer os músculos da garganta para evitar que, durante o sono, a faringe se feche, o que interrompe a respiração.
“Apneia causa fragmentação do sono”, diz o diretor do Laboratório do Sono do Incor, Geraldo Lorenzi Filho. “Daí vem a sonolência durante o dia e, com isso, perde-se em qualidade de vida: há perda de produtividade no trabalho, dificuldade de concentração, queda na libido, problemas no metabolismo e resistência à insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose).” Outro problema comum causado pelo distúrbio é o ronco.
Por três meses, um grupo de 16 pessoas fez séries diárias de 30 minutos dos exercícios para fortalecer os músculos da garganta. No final do período, o número de interrupções na respiração durante o sono caiu de uma média de 22,4 para 13,7 por hora. A intensidade do ronco passou de “muito alto” para “próximo da normalidade”. O resultado foi a melhora na qualidade do sono. Lorenzi Filho diz que os exercícios são indicados para pacientes que sofrem os casos leves e moderados da doença.
Segundo o diretor do laboratório, 60% dos casos moderados passaram a leve depois dos três meses de tratamento. Nos casos mais graves, a indicação é uma máscara geradora de pressão que expande as vias aéreas. “Ela não é cômoda, mas é a melhor forma de tratamento nos casos mais complexos”, diz Lorenzi Filho.
O especialista diz ainda que a apneia é mais comum em homens e a chance de se desenvolver aumenta com a idade, quando ocorre um relaxamento natural da musculatura do corpo. Obesidade também aumenta os riscos. Segundo Lorenzi Filho, a menopausa é fator que pode desencadear a apneia nelas. Para a pneumologista e pesquisadora do Instituto do Sono Sônia Maria Tozeiro, o novo tratamento ainda precisa de mais testes para que seja aceito sem restrições pela comunidade científica. “É preciso haver mais evidências de que realmente funciona.”   (Agência Estado)

08.06 - Brasileiro abusa de remédio
Para farmacêutica, cobrança de padrão estético leva mulher ao uso excessivo
O brasileiro é um dos maiores consumidores de remédio para emagrecer do mundo. A média diária de uso é cinco vezes maior que a da população europeia. E nessa busca pela boa forma, muitos ignoram as restrições existentes para a venda e os riscos que essas sustâncias trazem ao organismo.
De acordo com a diretora do Conselho Regional de Farmácia seção Minas, Júnia Célia de Medeiros, o Femproporex - usado nos medicamentos apreendidos pela Polícia Federal - é um inibidor de apetite que se transforma em anfetamina quando metabolizado pelo fígado. E as anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, que podem provocar euforia e falta de sono nas pessoas que as utilizam. "Por isso que a substância tem que ser controlada e só é vendida com receituário médico especial, composto pela receita normal e a notificação de receita chamada B2", explicou. Ainda segundo a diretora, o Femproporex pode interferir no sistema cardiovascular, levando a taquicardia e arritmia.
Medicamentos à base dessa substância são facilmente negociados pela Internet, até mesmo em comunidades do site de relacionamentos Orkut, sem a necessidade de apresentar a receita médica. "Esse consumo desenfreado de remédios para emagrecer vem do padrão imposto à mulher. Ela é cobrada para ser magra."
Na avaliação do médico e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) regional Minas, Victor Eurípedes Barbosa, essas notícias recorrentes de operações policiais para capturar manipuladores da droga e seus vendedores levam a crer que a fiscalização ainda é falha. "Toda essa situação dá a entender que falta fiscalização. Entra ano e sai ano e vemos coisas parecidas. Quadrilhas são presas, mas parece que a punição é branda, e o crime continua. Os consumidores precisam entender que não há milagre para emagrecer", reforçou o médico, que alertou para a necessidade de uma atuação multidisciplinar quando o assunto é perder peso. Segundo ele, o ideal é procurar um endocrinologista e um nutricionista para um regime mais adequado.
"Não gosto de usar alguns moderadores de apetite. No entanto, tem paciente que não aprende. Sai do nosso consultório à procura do remédio que ele acha que vai surtir efeito."
Conforme a gerente de Vigilância Sanitária de Medicamentos e Congêneres da Secretaria de Estado da Saúde, Maria José Raimundo Drummond, a dificuldade em localizar os responsáveis pela venda e manipulação ilegal está na forma que eles encontram para praticar o crime. "A Vigilância Sanitária tem atuado, sim, e com muitas exigências. Porém, esses irresponsáveis cometem seus crimes em casa ou em horários que os fiscais não irão até o estabelecimento, como de madrugada. Temos que entender que estamos falando de bandidos, uma quadrilha", argumentou.
Dados. De acordo com o último levantamento da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), de 2007, o Brasil consumia cerca de 11 comprimidos para emagrecer por dia em cada grupo de mil habitantes. Já na Europa, essa quantia diária era de dois remédios por mil habitantes.
Frase
"Todo mundo tem que entender que, para emagrecer, é preciso procurar o caminho certo: com médico e nutricionista. Essas drogas, quando usadas de maneira irregular, podem levar à dependência e a outros problemas graves"
Victor Barbosa - presidente sbem/MG
Flash
Os três maiores mercados consumidores de remédios para emagrecer são, respectivamente, Brasil, Argentina e EUA. Juntos, eles consomem cerca de 78% desses medicamentos no
mundo.
Venda ilegal
Setembro de 2007
A socialite Claudina Bonfim e outras dez pessoas foram presas pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas.
Ela foi acusada de chefiar um esquema de produção e venda irregulares de remédios emagrecedores, o EmagreceSim.
A empresa, que funcionava em Contagem, na Grande BH, foi fechada.
Junho de 2007
A reportagem de O TEMPO flagrou a venda ilegal de receitas médicas para emagrecedores em uma loja de roupas femininas no centro da capital.
As receitas eram vendidas por R$ 30 e oferecidas às clientes que reclamavam
de gorduras localizadas.
A vendedora foi demitida.
Maio de 2007
Um laboratório que produzia remédios para emagrecer em Ipatinga foi fechado.
O emagrecedor era vendido de porta em porta. Duas pessoas podem ter morrido em Contagem pelo uso dos produtos. (O Tempo)

08.06 - O médico ajuda, você precisa ajudar também
A ciência é importante, claro, para trazer novas verdades através das pesquisas. Mas nós médicos não podemos perder de vista a humanidade do paciente, o fato de que ali diante de nós está uma pessoa com tantas características subjetivas, peculiaridades, formas de pensar, de sentir diferentes, afeto próprio, inserção na realidade da vida do modo e na possibilidade dele, e etc.. Sem compreensão mais profunda do todo da pessoa, fica mais difícil acertar o tratamento.
O Pai da Medicina, Hipócrates, disse que mais importante do que saber que doença tem determinada pessoa é saber que pessoa tem determinada doença. E isto, eu creio, faz a diferença entre tratamentos que funcionam duradouramente e os que funcionam mais temporariamente, entre os resultados mais sintomáticos e os que produzem cura.
Mas o profissional tem seus limites também. O médico vê muita coisa no paciente. Mas ele só pode ver no outro o que pode ver em si mesmo em termos de ser humano. Médicos também podem ter ansiedade, depressão, dificuldades afetivas variadas. Isto pode interferir no relacionamento médico-paciente com prejuízo para os resultados se aquele profissional estiver com baixa percepção da realidade subjetiva de si e, por exemplo, não compreender o que significa a angústia humana.
Conhecer anatomia, fisiologia, farmacologia, histologia, patologia, microbiologia, etc., é fenomenal! Mas mais ainda, pelo menos para mim, é conhecer o psiquismo de um indivíduo. Ou seja, por que ele funciona deste jeito como pessoa, como um ser pensante, que possui afetos e faz escolhas. Conhecer a pessoa do paciente é maravilhosa aventura.. Entretanto, também é uma maravilha ter profissionais que conhecem muito bem os órgãos humanos, pois assim, em emergências, podemos contar com eles para nos ajudar organicamente, seja pela atuação clínica ou cirúrgica.
Da próxima vez que você for a um médico, abra mais seu coração para ele e fale daquilo que tem incomodado sua vida emocional. Faça perguntas sobre o papel do estresse emocional sobre os sintomas que você apresenta. Bote para fora as queixas emocionais, as preocupações com sua saúde e não somente focalize na dor física aqui e ali ou no mal funcionamento desta ou daquela função do seu corpo. Tomara que ele não saia com sugestões superficiais tipo, "Faça uma viagem!", ou "Faça mais sexo!", ou "Compre isto ou aquilo!", ou "Curta mais a vida!", ou "Arranje outra cônjuge!", etc. Ou, sem saber o que dizer, diz que vai passar um "remedinho" para lhe acalmar. O médico acalma o paciente quando ele sabe escutar com o coração e não só com o estetoscópio e quando o paciente está aberto para receber ajuda.
Um bom médico deve ser um bom conselheiro e um bom conselheiro é em primeiro lugar um bom ouvinte.
Talvez você tenha que escutar melhor a verdade interior da sua própria consciência que está dizendo algo para a melhora de sua saúde. Com tanta informação sobre saúde é bem provável que você saiba, pelo menos em parte, o que está praticando e que não é bom. Então, mude. Mude seu estilo de vida. Coma com melhor qualidade. Faça exercícios físicos constantes. Durma melhor e mais cedo. Trabalhe sem ganância. Compartilhe o que tem obtido. A gente ganha mais quando dá mais de coração. Desfrute mais sua família. Freqüente mais a Natureza e menos os shoppings. Seja compassivo com os outros. Veja muito menos novelas (se alguma!) e leia bons livros. Seja bom com você mesmo. Até certo ponto podemos ser nosso próprio médico. A cura vem da prática da verdade em obediência às leis da saúde. (Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Portal Natural/ Paraná Online)

08.06 - A saúde não está na farmácia
Nosso corpo foi criado para viver bem segundo leis constantes e imutáveis. Se cooperarmos com a Natureza, ela fará o melhor trabalho possível, seja quanto ao aspecto físico ou mental. No estudo da fisiologia humana encontramos maravilhosos mecanismos de ação e recuperação da saúde. É importante compreender isto e colaborar para que a Natureza execute sua sábia obra de manter e restaurar a vida.
Praticando princípios de saúde simples, como o exercício físico, uso da água pura por dentro e por fora do corpo, alimentação vegetariana, desenvolvimento das relações afetivas e espirituais, etc., uma grande parte de enfermidades podem ser prevenidas e curadas, sem a necessidade de medicamentos convencionais ou cirurgia.
Dr. Dean Ornish, cardiologista da Universidade de São Francisco, Califórnia, provou que pacientes com doença cardíaca coronariana (entupimento das artérias do coração), quando submetidos à prática de exercícios físicos, dieta vegetariana, programa de redução do estresse, grupos de apoio emocional, e melhora nas relações de afeto, tiveram a redução da placa de gordura naquelas artérias! Isto foi um resultado espetacular porque se constatou a existência de uma alternativa para o que a medicina convencional recomenda que é cirurgia cardíaca, seja para fazer a ponte de safena, mamária, radial, (indicada, é verdade, em casos graves) ou a colocação de uma "mola" para abrir a artéria e possibilitar a passagem do sangue que não passa por causa da camada de gordura acumulada dentro dela. Mas se o paciente após a cirurgia cardíaca permanecer com o mesmo estilo de vida que favoreceu a doença, ela deverá voltar.
Quando se tenta combater enfermidades somente com medicamentos e/ou cirurgia, sem mudança do estilo de vida, é um risco de perpetuar a doença e até criar outros problemas devido aos efeitos colaterais dos remédios.
Um exemplo pode ser sobre o uso de antibióticos que são drogas poderosas e têm prevenido muitas mortes, sem dúvida. Entretanto, o uso indiscriminado ou abusivo deles tem causado mais problemas na medicina.
Há uma bactéria muito difícil de ser tratada é o Clostridium difficile. Geralmente ela produz colites (infecções intestinais) como efeito colateral do uso de antibióticos. Dr. Gregory W. Rutecki, Diretor de Educação Médica e Professor da Ohio State University em Columbus e da Wright State University em Dayton, Ohio, comenta sobre um paciente que usou por uma semana um antibiótico, desenvolvendo como efeito colateral uma colite por C. difficile, necessitando de 12 litros de fluído de ressuscitação e uma colectomia total (retirada total do intestino) devido ao efeito secundário do antibiótico.
Estudos mostram que colectomias e mortes por infecção por esta bactéria C. difficile têm crescido 5 vezes mais em uma década. Rutecki comenta que esta bactéria não é somente a que mais atinge as pessoas, como de efeitos mais severos no corpo. Num estudo, diz ele, 25 em cada 100 pacientes hospitalizados sem malignidade hematológica e com glóbulos brancos acima de 30 mil/µL tiveram infecção por esta bactéria.
Nos Estados Unidos o custo médio para tratar infecção por C. difficile é cerca de 10970 dólares e o uso durante 7 dias de vancomicina pode chegar até 7 mil dólares. Isto tem feito com que o custo total nos cuidados de saúde somente para tratar a infecção por esta bactéria possa exceder a 1 bilhão de dólares por ano! Só por causa de uma bactéria!
Recentemente descobriram um subtipo ainda mais virulento e resistente de C. difficile associado ao uso de fluoroquinolona. Isto mostra que o uso de novos antibióticos usados frequentemente tem criado uma ainda mais resistente "super" C. difficile.
O Dr. Rutecki, termina dizendo: "Ainda que antibióticos têm salvo muitas vidas, existem momentos quando seria melhor deixá-los na prateleira. Cortar esta germinativa epidemia requerirá restrição em nosso uso destas ‘drogas maravilhosas'" "What Hath Antibiotics Wrought? The Nightmare of Clostridium difficile Colitis, Consultant, September 1, 2006, p. 1104, 1107, www.ConsultantLive.com
Os drs. Murray e Pizzorno, autores da Enciclopédia de Medicina Natural, afirmam que para obter saúde é simples, e dão a receita: alimentação natural, exercícios físicos e atitude mental positiva. Eles ensinam o que o Criador dos seres humanos havia dito milhares de anos atrás: "Filho Meu, atenta para as Minhas palavras; às Minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para o seu corpo." Provérbios 4:20-22. (Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Portal Natural/ Paraná Online)
 
 
 
 
 

05.06 - Medicamentos similares têm eficiência comprovada
A gerente de Tecnologia Farmacêutica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Tatiana Lowande, afirmou que todos os medicamentos similares atualmente no mercado têm sua eficiência comprovada.
A representante da Anvisa participou, na quarta-feira, de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor que discutiu a produção e a comercialização de medicamentos similares no País.
Os similares são os medicamentos que possuem a mesma concentração, posologia, via de administração, indicação terapêutica, princípio ativo e qualidade do medicamento de referência, porém diferem dos genéricos porque possuem uma marca. É o caso de produtos como Melhoral, AAS e Quinoflox.
Qualidade dos produtos
Segundo Tatiana Lowande, todos os medicamentos disponibilizados no mercado registrados pela Anvisa são de qualidade. Ela destacou que, para manter essa qualidade, a agência precisa de colaboração. "Porque o registro é apenas uma parte desse processo. Depois que o medicamento é registrado, ele passa a ser produzido em lotes pelas indústrias. Precisa haver parceria com a população e a classe médica para que a Anvisa seja avisada caso haja suspeita de desvio de qualidade ou de ineficácia de qualquer do medicamento."
Na opinião do deputado Dr. Nechar (PV-SP), que é médico, os similares são confiáveis. "Não consigo acreditar que quando um laboratório farmacêutico registra um novo medicamento no Ministério da Saúde, portanto na Anvisa, não sejam feitos todos os testes necessários para mostrar que aquele medicamento tinha a mesma equivalência e eficácia do que o que nós chamamos de referência."
Falta de informações
O deputado Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ) disse que solicitou a audiência por conta da falta de informações sobre os similares. "A informação tem que ser clara, ostensiva, constante. Então, nós da Comissão de Defesa do Consumidor estaremos trabalhando junto à Anvisa para que haja esta divulgação."  (Agência Brasil)

05.06 - 20.º Prêmio Monografia de Ética Médica
Curitiba - O Conselho Regional de Medicina do Paraná acaba de lançar a 20.ª edição do Concurso de Monografia sobre Ética Médica, Bioética e Profissão Médica, que neste ano terá como tema: “O papel do médico na sociedade ocidental do século XXI”. A proposta da temática é ampliar o pensamento e o debate ético sobre a atual conjuntura da Medicina, tanto sob o ponto de vista da relação do médico com o paciente – que tem mais acesso à informação, maior autonomia e busca seus direitos - quanto sob a seriedade da profissão, que preconiza a dignidade, a qualidade de vida e o bem-estar do ser humano.
O concurso é aberto a todas as pessoas brasileiras, independente de sua formação ou profissão. As monografias terão de ser inéditas e poderão ter mais de um autor. O conteúdo deve seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), contendo no mínimo 35 mil e máximo de 55 mil caracteres, podendo conter material ilustrativo.
O trabalho classificado em primeiro lugar recebe prêmio de R$ 5 mil e certificado pela contribuição à atividade médica. Ao segundo lugar, se escolhido, caberá premiação de R$ 2 mil, além de certificado. Poderá ainda ser conferida “menção honrosa” a outros trabalhos, conforme decisão da comissão julgadora, que será definida posteriormente pela Diretoria do Conselho.
As inscrições já estão abertas e os trabalhos podem ser encaminhados via serviço postal ou entregues na Sede do Conselho de Medicina ou suas Delegacias Regionais até 31 de agosto, às 18h. O resultado da comissão julgadora será apresentado até 30 de setembro, sendo que a premiação ocorrerá durante os festejos do Dia do Médico, em outubro. Com a finalidade de contribuir com à ciência, à Medicina e à sociedade, os trabalhos poderão ser publicados nos meios de comunicação do CRMPR, como a Revista Arquivos e site do Conselho.
Clique em http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CRMPR/resolucoes/2008/159_2008.htm  e leia a Resolução CRMPR 159/2008, que regulamenta o concurso.  (CRM-PR/ CFM)

05.06 - Minas: Procuram-se médicos
Pesquisa vai detalhar a escassez de profissionais da atenção básica à saúde no país e orientar estudos para resolver o problema. Minas é modelo para projeto-piloto
Pesquisa inédita vai traçar raio X da falta de profissionais da atenção básica à saúde e as consequências dessa escassez no país. Por meio do projeto Consortium, uma cooperação internacional entre Brasil, Canadá e Jamaica, um grupo de pesquisadores do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon) da UFMG vai criar um modelo de simulação do problema para entender a situação de médicos, agentes comunitários, auxiliares de enfermagem, enfermeiros e dentistas do Programa de Saúde da Família (PSF), além de psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais integrantes dos Núcleos de Assistência Social e Familiar (Nasf). O projeto-piloto está em andamento em Belo Horizonte e Fortaleza (CE) e é uma das ações discutidas durante o 1º Seminário Internacional sobre Planejamento da Força de Trabalho em Atenção Básica à Saúde, promovido pelo Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) até amanhã, em Brasília.
O estudo considera as características da comunidade, como epidemiologia, demografia e envelhecimento da população, a estrutura do sistema de saúde e informações relativas aos profissionais – produtividade, quantos se formam por ano, mudam de emprego ou se aposentam, entre outras avaliações. Nas capitais mineira e cearense, o modelo deve ser implantado até o fim de 2010 e, depois, estendido a outras cidades. A ideia é entregar o pacote de perguntas a serem respondidas e todos os procedimentos necessários para a obtenção das informações aos gestores estaduais e municipais, para que possam aplicá-lo de acordo com a realidade de cada lugar.
Segundo o coordenador do Consortium no Brasil e pesquisador da UFMG, Raphael Aguiar, em muitos municípios o problema não é o excesso nem a falta, mas a distribuição. "Na década de 1960, a cidade do Rio de Janeiro concentrava 80% dos médicos do estado e, desses, 80% estavam no Bairro de Botafogo. Isso mostra o quanto a concentração é complexa. A pesquisa pode determinar um déficit que ajude nos testes de políticas públicas para reter esses profissionais, cuja rotatividade é muito grande, entender as causas e diminuir o problema", afirma o médico sanitarista. O foco do programa é a atenção básica à saúde, mas pode ser usado para outros casos, como situações de emergência. A expectativa é de que, em alguns anos, o método seja um instrumento para identificar também déficits em outras especialidades médicas.
"É preciso fazer um planejamento da força de trabalho. A quantidade e a qualidade dos profissionais de saúde dependem de vários fatores e ainda estamos muito no achismo", diz Aguiar. Ele destaca que a falta de vínculos com a população e com o empregador são alguns dos fatores que contribuem para a migração constante de trabalhadores do PSF, principalmente de médicos.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Francisco Campos, cobra compromisso com o instrumento de planejamento de pessoal como forma de conhecer a realidade e mudar os padrões. "Se não conseguimos recrutar profissionais com salários razoáveis, aumentarmos o valor resolveria? Mas deve ser combinado com a atualização permanente e a garantia do reconhecimento do trabalhador. Precisamos saber quais ferramentas devemos lançar para termos essas pessoas", relata. "A região metropolitana com a política mais coerente com o saúde da família, reconhecida pelo ministério, é a de BH e, no entanto, enfrenta rotatividade grande de profissionais e dificuldade de recrutá-los", completa.
INTERIOR O projeto será ampliado para outras cidades de Minas. Um consórcio de 35 municípios, liderados por Sete Lagoas, na Grande BH, já mostrou interesse. No estado, onde pesquisas apontam 157 municípios sem médicos residindo, a Secretaria de Saúde (SES) está acompanhando a coleta de dados, validando informações e fomentando as discussões sobre a nova ferramenta. "Queremos fazer o levantamento e aplicá-lo de forma prática. É importante gerar resultados e estamos preocupados com a continuidade do projeto nas próximas gestões", afirma a especialista em políticas e gestão de saúde da SES Adriana Maria Horta Nunes. Apesar de a contratação dos profissionais ser de responsabilidade dos municípios, o estado criou alguns programas de capacitação para os grupos do PSF e investiu na construção de unidades de assistência e prevenção. Este ano, 600 equipes serão beneficiadas.   (Junia Oliveira - Estado de Minas)

05.06 - Médicos do Recife vão parar na segunda-feira
Os 1.200 profissionais da rede municipal devem paralisar os ambulatórios e o Programa Saúde da Família por uma semana. A categoria reivindica equiparação com os salários pagos pelo Estado
Os médicos dos ambulatórios e do Programa Saúde da Família do Recife suspenderão o atendimento, durante uma semana, a partir da próxima segunda-feira. No mês passado, a categoria realizou três paralisações de advertência, de 48 horas cada. Os profissionais pedem a equiparação salarial com os trabalhadores do Estado. A decisão de decretar a greve foi tomada, quarta-feira, durante assembleia na Associação Médica de Pernambuco.
No primeiro dia de paralisação, os médicos vão realizar uma manifestação na Policlínica Helena Moura, no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. O ato contará com a participação do boneco João Doentão, confeccionado pelo Sindicato do Médicos de Pernambuco (Simepe) para satirizar a situação da saúde da capital.
Uma outra assembleia será realizada na próxima semana para decidir se os profissionais das emergências também vão suspender o atendimento. O dia da reunião ainda será definido pelo sindicato.
Segundo o diretor do Simepe, Tadeu Calheiros, os profissionais resolveram fazer a greve, porque a proposta feita pela Secretaria de Saúde do Recife não agradou. “Há um avanço nas negociações, mas a proposta feita pela secretaria não é o que pleiteamos para os médicos do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e dos Postos de Saúde da Família”, explicou.
Atualmente, os médicos diaristas do Estado recebem R$ 3.060, enquanto os da prefeitura ganham R$ 1.900. Os plantonistas do Estado têm salário de R$ 3.800 e os da PCR, de R$ 2.900. Os médicos do Samu recebem R$ 3.700 e os dos PSFs, R$ 5.484.
Na proposta entregue pela prefeitura, os salários dos plantonistas passariam para R$ 3.800. Os diaristas ganhariam R$ 2.966. Os vencimentos dos médicos do Samu chegariam a R$ 4.682 e os dos trabalhadores dos PSFs a R$ 6.516.
Para o secretário de Saúde do Recife, Gustavo Couto, a paralisação é uma surpresa. “Oferecemos reajustes que não foram dados a nenhuma outra categoria.” O secretário garantiu que pedirá reforço ao Estado e a cidades vizinhas.
Enquanto os médicos e prefeitura não entram em acordo, os pacientes sofrem com a demora no atendimento nas unidades de saúde. Ontem à tarde, a manicure Maria da Conceição Corrêa, 35 anos, esperou mais de duas horas na Policlínica Amaury Coutinho, na Campina do Barreto, Zona Norte do Recife. A mulher, que sentia fortes dores nos rins, afirmou já está acostumada com a morosidade do serviço. “É sempre essa demora. Com a greve, só quem se prejudica é a gente, que precisa de médico”, lamentou.
O autônomo Edimilson Moura de Andrade, 39, que esperava ser atendido ontem na mesma unidade, teme a piora da situação dos pacientes na próxima semana, a partir da deflagração da greve. “ Sem os médicos não somos nada. Não temos para quem recorrer”, disse.
Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, a rede municipal conta com 1.212 médicos e possui 15 policlínicas. Dessas, oito são de pronto-atendimento. (Jornal do Commercio)
 
 
 
 
 

04.06 - Genéricos comemoram 10 anos nas prateleiras
Os medicamentos genéricos completaram 10 anos nas prateleiras das farmácias. O programa do Governo Federal trouxe economia para o bolso de muitos consumidores, principalmente aqueles que tomam remédios de uso contínuo. Nas prateleiras eles já ocupam um lugar de destaque.
Com uma tarja amarela e um “G” em letra maiúscula, são de fácil identificação. Os medicamentos genéricos foram criados pelo governo para tornar mais acessível a compra. Atualmente eles representam 18,2% do mercado farmacêutico, com valores até 50% mais baratos que os de referência, chamados de marca. Antônio Miguel Isquieiro precisa usar três tipos de remédios diferentes todos os dias, e só começou a tomar direitinho depois dessa implantação.
As vendas em uma rede de farmácias de Sorocaba aumentou 28% depois da implantação dos genéricos. E mesmo com os valores baixos, a empresa ainda dá descontos de até 60% para os genéricos de uso contínuo nas quartas-feiras. Um remédio para diabetes, que custa R$ 45 sai por pouco mais de R$ 18 na quarta. Mas de acordo com o supervisor farmacêutico é preciso ficar atento às diferenças entre remédio genérico e similar.
O genérico sem selo da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Segundo a Agência Brasil, os genéricos movimentaram R$ 2 bilhões em vendas de março de 2008 a março deste ano. Desde a criação dos remédios genéricos, os brasileiros economizaram cerca de R$ 11 bilhões em gastos com medicamentos.
O cardiologista José Roberto Guerra, sempre que possível, prescreve genéricos para os pacientes. E faz um alerta: todos devem ficar atentos às prescrições médicas. Se não, o barato pode sair caro. (Tem Mais)

04.06 - Call Centers: Consumidores reclamam de atendimento
Para a Pro Teste - Associação de Consumidores, mesmo após seis meses de vigência, as empresas não respeitam as novas normas ditadas para regular e melhorar os Serviços de Atendimento ao Consumidor, os call centers. De acordo com a Associação, o tempo de espera para o atendimento continua na lista dos pontos mais reclamados pelos consumidores.
Além disso, os consumidores também se queixam do tempo para solução de problemas e a má qualidade dos serviços prestados. "Houve tempo suficiente para as empresas se adaptarem às regras, mas o que se percebe é que, mais uma vez, investiram na tecnologia e não nos processos, ou seja, até registram, mas não resolvem o problema que gerou o contato com o call center", ressalta a coordenadora institucional da Associação, Maria Inês Dolci.
Para a instituição, não basta investir na abertura de mais canais de atendimento inicial ao consumidor, o retorno e a solução do problema é que devem ser eficazes.
Os mais reclamados
Segundo a Pro Teste, o setor que mais tem recebido multas por conta do atendimento inadequado é o setor de transportes. No entanto, empresas de telefonia, fixa e móvel, lideram a lista das mais reclamadas. Além delas, empresas de cartão de crédito, bancos comerciais e companhias de transporte aéreo e terrestre também lideram o ranking das mais reclamadas.
As multas para quem infringir as normas estabelecidas no Decreto nº 6.523, publicado no ano passado, variam de R$ 212 a R$ 3,2 milhões, podendo ser dobradas, em caso de reincidência.
Nunca é demais relembrar
O Decreto de número 6.523/08 foi assinado em 31 de julho pelo presidente Lula e começou a vigorar a partir de dezembro do ano passado, tempo máximo permitido para a adaptação das empresas dos seguintes setores: energia elétrica, telefonia, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil, empresas de ônibus, bancos e cartões de crédito fiscalizados pelo Banco Central. Entre as principais mudanças, estão:O SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas as suas subdivisões, o contato direto com o atendente;
O SAC deve estar disponível, ininterruptamente, durante 24 horas por dia e sete dias por semana;
O número do SAC deve constar em todos os documentos e material impresso entregues ao consumidor no momento da contratação do serviço durante o seu fornecimento, bem como na página eletrônica da empresa na Internet;
O acesso para alteração do contrato de prestação de serviços deve ser oferecido ao consumidor pelos mesmos meios em que a contratação estiver disponível;
O registro de reclamação, de pedido de cancelamento e de solicitação de suspensão ou cancelamento de serviço será mantido à disposição do consumidor por um período mínimo de dois anos após a solução da demanda, ficando disponível para acesso do órgão fiscalizador ou do consumidor, sempre que solicitado;
O consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas, que lhe será enviado, quando solicitado, no prazo máximo de 72 horas;
As informações solicitadas pelo consumidor devem ser prestadas imediatamente e suas reclamações devem ser resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis;
O consumidor deverá ser informado sobre a resolução de sua demanda e, sempre que solicitar, deverá ser a ele enviada a comprovação pertinente, pelo meio por ele indicado, inclusive mensagem eletrônica ou correspondência;
O SAC deve receber e processar imediatamente o pedido de cancelamento de serviço feito pelo consumidor;
O comprovante do cancelamento deverá ser expedido, sem ônus, e encaminhado pelo meio indicado pelo consumidor.  (InfoPessoal)

04.06 - EUA: Reforma na saúde não é luxo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou na terça-feira que a reforma de saúde para reduzir os custos e ampliar a cobertura a todos os americanos não é um "luxo" e que os senadores democratas prometeram aprová-la ainda este ano.
A reforma no setor de saúde "não é um luxo, é uma necessidade", disse Obama minutos antes de se reunir com senadores democratas para analisar o panorama político do assunto.
Segundo o líder americano, antes do recesso legislativo de agosto próximo, o Congresso tem uma "janela" crítica para iniciar o debate sobre a reforma, com o objetivo de submetê-la à votação antes do fim de ano.
Para Obama, o Congresso tem que atuar rápido porque o alto custo do cuidado médico é insustentável para as famílias, os negócios e os Governos estaduais.
A reforma de saúde para reduzir os custos médicos, ampliar a cobertura a todos os americanos e permitir que cada um escolha livremente seus médicos e planos de saúde, foi uma das promessas eleitorais de Obama no ano passado e é uma de suas prioridades legislativas.   (EFE/Último Segundo)

04.06 - Erro médico e responsabilidade civil
Ultimamente é crescente o número de ações que o poder judiciário enfrenta em seus tribunais. Ações que envolvem pacientes, médicos, hospitais e o próprio Estado. Para entendermos sobre o tema proposto, devemos compreender alguns pontos básicos. Saber a diferença entre erro médico, responsabilidade civil e o nexo causal da conduta do médico é essencial.
O erro médico é um ato ilícito cometido pelo médico. A definição de ato médico encontra-se no Código de Ética da Medicina. É um ato ilícito cometido pelo médico, no exercício de sua função, em uma das modalidades da culpa prevista no Código Civil, lei que define a responsabilidade civil. As modalidades de culpa são a imprudência, negligência e imperícia. A imprudência - conduta comissiva positiva - tem como exemplo o caso do médico anestesista que realiza duas cirurgias simultaneamente. A negligência - conduta negativa - pode ser exemplificada com o caso do médico que deixa de tomar todas as cautelas em um tratamento pós-operatório no paciente. Já a imperícia - que também se trata de uma conduta positiva - é aquela em que o médico clínico geral realiza uma cirurgia estética sem ser especialista na respectiva área.
Entendendo o erro médico, passemos ao significado de responsabilidade civil. É denominada como culpa, propriamente dita, que enseja um valor patrimonial que o causador do dano estético, material e moral, independentemente ou cumulativamente, deve reparar à vítima.
Por último, o nexo causal. Elemento de ligação entre a conduta culposa e o resultado danoso, é o motivo determinante do dano. Trata-se, na verdade, de uma relação triangular em que para haver a caracterização do dever de reparar deve haver uma conduta culposa, um nexo causal e um resultado danoso, concretizando a relação. Se houver a exclusão de um desses itens em fato concreto, não haverá responsabilidade. A responsabilidade civil é subdividida em dois tipos: subjetiva e objetiva. Na responsabilidade subjetiva há a necessidade de se provar a culpa do médico em uma de suas modalidades, o que não acontece com a responsabilidade objetiva, na qual a culpa é presumida.
A responsabilidade dos médicos, geralmente, é subjetiva, o que os doutrinadores definem como obrigação de meio, pois a medicina não se trata de uma ciência exata e o médico não é obrigado a conseguir êxito nos seus procedimentos comuns, sendo que na responsabilidade objetiva, definida por obrigação de resultado, o êxito é inerente ao procedimento como, por exemplo, nas cirurgias plásticas, cabendo ao médico nessa modalidade de culpa provas à isenção de sua responsabilidade. Um outro ponto importante que se verifica é a responsabilidade objetiva dos hospitais públicos, responsabilidade respaldada na Constituição Federal e que necessita de discussão entre os estudiosos desse tema.
O Estado é responsável pela manutenção e fornecimentos de aparelhos, instalações, fiscalização dos serviços fornecidos e não pelos procedimentos profissionais dos médicos, apesar de que, caso ocorra um dano material, estético ou moral em um hospital público, o Estado deve fazer reparação à vítima e depois acionar o médico responsável, caso ele tenha agido com dolo (intenção) ou culpa (imprudência, negligência ou imperícia) - a chamada ação regressiva.
Tanto na responsabilidade objetiva quanto na responsabilidade subjetiva o dever de reparação à vítima pode ser afastado em duas hipóteses: caso fortuito ou força maior. O caso fortuito é um evento da natureza. Um exemplo disso é quando um raio adentra por uma janela e atinge um paciente em seu leito, matando-o. Já a força maior é um evento ocorrido devido a uma conduta humana inesperada. Um exemplo da situação é um roubo dentro do hospital em que, em um tiroteio entre a segurança e os ladrões, acontece a morte de um paciente.
Além da culpa dos médicos, verificamos que outros fatores também são causadores do aumento das ações envolvendo responsabilidade civil dos médicos. A falta de estrutura no serviço público médico, a carência de médicos em diversas localidades, principalmente nas mais afastadas das metrópoles, profissionais ambiciosos despreparados em áreas como as cirurgias estéticas/corretivas e a proliferação dessas respectivas cirurgias, chegando-se ao ponto do próprio Conselho Federal de Medicina, por meio de uma resolução, proibir que médicos tenham qualquer ligação com empresas de consórcios de cirurgias.
Acredita-se que, apesar desse aumento significativo de ações judiciais envolvendo a responsabilidade civil por erros médicos, esse número possa ser reduzido significativamente com ações governamentais como o aumento do orçamento destinado à saúde, incentivos aos médicos que trabalham em localidades mais distantes, melhoria na capacitação dos profissionais, que pode ser obtida desde o início da carreira do profissional com um melhor ensino nas faculdades e, consequentemente, uma melhor formação dos profissionais. É preciso alertar que também há a necessidade da obrigatoriedade do exame para a obtenção da licença para ser médico, similar ao exame para a obtenção da carteira da Ordem dos Advogados e demais profissões.
Por fim, é perfeitamente viável que cheguemos a um patamar mais avançado em saúde que, sem sombra de dúvida, é um dos pilares de um país desenvolvido.  (Marcelo Hazan - CFM)
 
 
 
 
 

03.06 - SUS defasado e plano de saúde levam hospitais à crise
Depois de quase seis anos sem reajustes, tanto na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), quanto nos repasses das seguradoras particulares, a situação financeira da rede hospitalar baiana – pública e privada – está à beira de um colapso. Por esse motivo, uma comissão representando pelo menos 10 casas de saúde locais está de malas prontas para uma peregrinação até Brasília. Os empresários buscam uma audiência com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, com a intermediação da deputada federal Lídice da Mata (PSB), líder da bancada baiana na Câmara, para tentar remediar uma crise que vem se arrastando há quase uma década e que nos últimos meses chegou até as emergências dos hospitais particulares.
Lídice confirmou ontem, através de sua assessoria de imprensa, o recebimento do ofício enviado pela Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Asheb), Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba) e Federação Baiana de Saúde (Febase). Sexta-feira, a deputada esteve reunida com representantes da categoria e anunciou o dia 16 de junho como provável data para o encontro com o ministro Temporão, em Brasília. Ela retorna hoje para a capital Federal e prometeu dar prioridade à questão. “Esse é um assunto que merece atenção especial”, declarou.
O presidente da Asheb, Marcelo Britto, critica a postura do executivo Federal em frente à situação da saúde no país. “Nós temos hoje um governo preocupado com a crise econômica e gerando incentivos a vários segmentos do comércio, como a indústria automobilística, que sofreu uma queda no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), reduzindo de 10% a 12% o valor dos automóveis. Depois, o governo cortou as taxas sobre os insumos da construção civil, visando reduzir os custos da casa própria. Por último, baixou os impostos sobre os eletrodomésticos e instituiu uma loteria para tentar ajudar os times de futebol. Ai eu pergunto: E a saúde? Nada”, lamentou. “A verdade é que a saúde no Brasil está passando por um momento muito delicado, não só o SUS, mas também a medicina suplementar, e os resultados podem ser desastrosos”, alertou.
Britto dá algumas sugestões para sanar as finanças das instituições de saúde. “Primeiro, o SUS deveria aumentar o valor da consulta dos irrisórios R$ 2,55 para, no mínimo, R$ 25. Segundo, precisa haver uma diferenciação entre o setor de saúde e o resto do comércio. Não é possível que um hospital particular pague o mesmo valor de imposto que uma loja de recarga de cartucho de impressão, por exemplo. Isto é um absurdo e deveria ser consertado com incentivos fiscais e linhas de créditos específicas para o setor”, argumentou.
De acordo com o representante da Clínica Ortopédica e Traumatológica (COT) e vice-presidente da Asheb, Orlando Colavolpe, o problema não é privilégio dos baianos. “Essa é uma questão que atinge o Brasil como um todo. Por isso, creio que não será difícil sensibilizar os parlamentares. Só na Frente Parlamentar de Cooperativismo contamos com mais de 200 deputados”, contou.
O presidente do Sindhosba, Raimundo Correia, é bastante realista quanto à ajuda parlamentar. “A bancada baiana sozinha não vai ser capaz de reverter esse quadro. Vão ser precisas alianças políticas muito fortes e uma mudança de ótica da própria sociedade sobre a questão da saúde para atingir esse fim”, argumentou. Correia faz uma grave denúncia: “O fato que até agora ninguém conseguiu me explicar é porque o gasto per capita em saúde é diferente nas diversas capitais, com grande desvantagem para os estados do Norte e Nordeste. Os dados mais recentes são de 2003, e naquele ano o governo gastou R$ 49 por habitante em Salvador, R$ 80 em Belo Horizonte, R$ 96 no Rio de Janeiro e R$ 112 em São Paulo”, informou.
Antônio Branco, diretor comercial da COT, explica que os hospitais filantrópicos e particulares vivem situações semelhantes, embora por motivos diversos. As casas de saúde públicas amargam seis anos sem reajuste do SUS, enquanto as particulares sofrem com o congelamento nos repasses dos planos de saúde. “As seguradoras reajustam o valor das mensalidades para os segurados anualmente, mas não aumentam os repasses para os hospitais há seis anos. Além disso, eles têm o chamado “poder da glosa”, ou seja, podem se recusar a pagar por exames e procedimentos que considerem desnecessários ou abusivos. Só que eles glosam quase tudo e os hospitais particulares têm que arcar com os prejuízos”, explicou.
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina e Enfermagem (Cremeb-BA), José Abelardo Meneses, concorda que os baixos valores pagos pela tabela do SUS estrangulam o setor da saúde pública. “Que os valores pagos pelo Ministério da Saúde são muito aquém da necessidade das instituições, isso é um fato indiscutível”, disse, “A Associação e o Sindicato devem cerrar fileiras para reverter essa situação, não resta a menor dúvida. O excesso de glosas também é um problema crônico. Nós do Cremeb, obviamente, temos que estar ao lado dessas instituições, porque a melhoria da remuneração deve melhorar também a qualidade da atenção e o ganho dos profissionais, enfim, seria uma vitória para a classe médica e a sociedade como um todo”, disse.   (Tribuna da Bahia)

03.06 - Idoso: Reajuste abusivo
Idosa obtém decisão contra reajuste abusivo em plano de saúde
A consumidora Francisca do Carmo, de Brasília (DF), foi surpreendida logo após seu aniversário de 60 (sessenta) anos, com um reajuste de 89,65% nas mensalidades do seu plano de saúde. A prestação que era de 454,38 em outubro de 2008, saltou para R$ 768,07.
Desesperada a consumidora pensou em sair do plano, eis que o valor era inviável para ela. Procurou o IBEDEC e foi orientada a questionar o reajuste na Justiça, pois o procedimento da empresa operadora do plano de saúde feriu as normas da ANS e o Estatuto do Idoso.
Em decisão do TJDFT – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, a Desembargadora Maria de Fátima Rafael de Aguiar Ramos, suspendeu o reajuste e autorizou o depósito judicial do valor anterior da mensalidade, acrescido apenas da inflação anual, além de proibir o plano de fazer qualquer medida de restrição ao crédito contra a autora.
José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC, explicou que “a decisão do TJDFT está em acordo com a orientação do STJ – Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o Estatuto do Idoso tem aplicabilidade sobre todos os contratos de planos de saúde, inclusive os que tenham sido assinados antes da sua publicação (1º/10/2003), conforme decidiu em ações contra a Amil e Unimed Natal”.  (SegurosInf)

03.06 - Pandemia de influenza: reflexões iniciais
Como é impossível prever o comportamento futuro do vírus, torçamos pelo melhor, mas nos preparemos para o pior
No início deste ano, em algum lugar do México, emergiu um novo vírus de influenza, o A(H1N1), que ameaça o mundo com a possibilidade de uma pandemia. Ainda que o conceito refira-se exclusivamente à dispersão geográfica, e não à severidade da doença, sua utilização remete às repercussões dramáticas produzidas pela Gripe Espanhola.
Na verdade, essa pandemia ocorrida em 1918 foi absolutamente singular, em termos de gravidade e de letalidade, quando comparada com as outras pandemias que a antecederam ou sucederam. Mas o fato é que não há como predizer quando ou com que grau de gravidade ocorrerá uma pandemia de influenza.
Encontramo-nos agora na situação epidemiológica mais próxima a uma pandemia desde que a última ocorreu, em 1968 -a chamada Gripe de Hong Kong.
Tecnicamente, só é necessário confirmar que o vírus estabeleceu transmissão sustentável em pelo menos um país de outro continente, pois, nas Américas, essa condição já foi alcançada: México, EUA e Canadá. Com as tendências observadas até agora, sobretudo na Espanha, no Reino Unido, no Japão e na Austrália, esse nível está sendo rapidamente alcançado.
Algumas reflexões sobre os cenários atuais e futuros podem auxiliar na preparação dos países para enfrentar esse desafio.
Nos últimos cinco anos, o mundo vinha se preparando para uma pandemia pelo vírus A(H5N1), o da Gripe Aviária, que tem limitada capacidade de transmissão, mas apresenta letalidade alta entre os poucos casos que produz. O A(H1N1), ao contrário, transmite-se rapidamente, e a maioria dos casos são leves, com sintomas semelhantes ao da gripe sazonal, o que dificulta sua detecção.
Assim, é urgente fortalecer a vigilância epidemiológica em cada país, para identificar os casos importados e seus contatos num primeiro momento; perceber rapidamente quando a transmissão comunitária se estabelecer; e identificar possíveis mudanças no comportamento do vírus.
Essas informações são fundamentais para definir as distintas estratégias e medidas a serem tomadas.
A chegada do inverno no hemisfério Sul, quando se intensifica a transmissão dos vírus da influenza, pode trazer problemas aos serviços de saúde, com a possível ocorrência de uma dupla carga de morbidade. Os casos complicados da gripe sazonal podem somar-se aos produzidos pelo novo vírus, sobrecarregando emergências, respiradores e UTIs.
É urgente atualizar os planos de contingência para enfrentar esse cenário possível, por meio de estratégias para suspender procedimentos eletivos; definição de fluxo de pacientes; protocolos clínicos bem divulgados entre profissionais de saúde; e acesso aos medicamentos.
Os casos graves que estão sendo observados apresentam algumas características comuns, como a presença de diabetes, enfisema, asma e outras doenças crônicas, ou determinadas condições, como a gravidez. Os que faleceram, em geral, demoraram a ser hospitalizados e a receber o tratamento adequado com os antivirais.
Outra questão importante são as medidas de saúde pública, um terreno no qual, infelizmente, há vários exemplos de medidas adotadas sem nenhuma evidência de que possam produzir benefícios reais. Têm apenas o propósito de fornecer à população uma falsa sensação de segurança.
Entre elas estão a suspensão de voos, que não impediu a ocorrência de casos em Cuba, na Argentina e na China. Ou a distribuição massiva de máscaras, que não impediu a rápida disseminação no México.
A comunicação apropriada, simples e baseada em boa ciência, é a melhor arma contra a natural angústia de buscar proteção que todos têm e que, equivocadamente, chamamos de pânico ou alarmismo.
Esquecer as máscaras e lembrar de lavar as mãos várias vezes ao dia, proteger a tosse e o espirro, de preferência com lenço descartável, e não comparecer ao trabalho ou à escola quando com sintomas. Tais medidas, ao lado da suspensão localizada de aulas em escolas onde se registram surtos, têm sido, até agora, as mais efetivas.
Como é impossível prever o comportamento futuro do vírus, torçamos pelo melhor, mas nos preparemos para o pior. As ações implantadas com base racional não serão desperdiçadas, mesmo que se mantenha o atual cenário. Fortalecer a vigilância epidemiológica, a capacidade dos laboratórios de saúde pública, a preparação dos serviços de saúde e estruturar uma boa comunicação de risco são medidas que servirão para enfrentar essa e qualquer outra emergência de saúde pública que viermos a enfrentar no futuro.    (JARBAS BARBOSA DA SILVA JR. - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 
 

02.06 - Tratamento domiciliar: Quando o lar vira terapia
Programa da Fhemig vira exemplo até para médicos de outros países, ao retirar pacientes crônicos de hospitais para que sejam acolhidos e tratados em casa
Balões de várias cores enfeitam as paredes da casa. O bolo de chocolate deixa ansiosos pelo parabéns os convidados de João Augusto, que completa 2 anos. Também está no ar o cheirinho de salgado, brigadeiro e beijinho. Se a cena é comum nos lares brasileiros, para o garotinho e sua família, o que seria rotina se reveste de uma alegria incomparável. É a primeira vez que João comemora o aniversário dentro de sua casa. Vítima de paralisia cerebral, o menino vivia a fria rotina do hospital desde que nasceu e só conheceu o calor do lar graças ao atendimento domiciliar, que é referência no Brasil, oferecido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Assim como ele, mais de 300 pacientes – crianças e adultos – recebem a mesma atenção, com a visita de médicos, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. O serviço médico que vai até a casa de quem precisa é oferecido pelos hospitais João Paulo II, antigo CGP, especializado em atendimento infantil, Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes, este último direcionado ao atendimento de portadores de doenças infectocontagiosas, como Aids e tuberculose, todos em Belo Horizonte.
A história de João se confunde com as de várias crianças que nasceram com graves problemas de saúde. Ele respira com a ajuda de aparelhos e precisa se alimentar por meio de sonda conectada diretamente ao estômago. Devido à fragilidade, o pequeno paciente permaneceu internado durante 1 ano e sete meses no Hospital Infantil João Paulo II. Por causa da restrição médica a visitas, não conhecia os primos e boa parte dos demais parentes. Há quatro meses, João conseguiu estabilidade clínica suficiente para sair do centro de tratamento intensivo (CTI). Depois, veio a segunda vitória: a transferência para casa, no Bairro Goiânia, Região Nordeste de BH.
Ao contrário do que pode parecer, ele ainda não teve alta e seu quadro clínico exige visitas constantes de profissionais de saúde. O atendimento em casa é considerado uma grande vitória para mães e pais que lidam com doenças crônicas e degenerativas dos filhos. "Sei que meu filho é especial e vai precisar de tratamento para sempre. Mas ter a oportunidade de manter o atendimento dele em casa é uma dádiva, um verdadeiro presente. Acho que o ambiente familiar é muito mais saudável para o paciente do que o hospital. Prova disso é que ele está se desenvolvendo melhor. Cresceu vários centímetros e já engordou 5 quilos", diz a mãe de João, Nayara Alves de Souza Oliveira, de 23 anos.
Para se dedicar ao filho, ela interrompeu a faculdade de administração e pediu demissão do emprego, em uma empresa de telemarketing. Durante o período de internação do filho, passava dias e noites no hospital. Para dar conta do recado, o marido de Nayara, Fábio Fernandes de Oliveira, de 24, sustenta a família trabalhando em várias atividades. Durante o dia, vende sucos e entrega marmitex; à noite, é funcionário de uma pizzaria. "Com o João no hospital, eu não ficava em casa direito, pois meu filho sempre foi minha prioridade. Mas tenho um imóvel e um marido que também precisam de cuidados. Numa rotina dessas, tudo se desgasta. Foi muito difícil conseguir entrar no programa da Fhemig, mas graças a Deus conseguimos o atendimento domiciliar. E nossa vida começa entrar nos eixos", diz Nayara.
No entanto, ela sabe que, a qualquer momento, o quadro do filho pode se alterar. Por isso, a festa de aniversário é um símbolo de conquista. Não foi à toa que ela escolheu super-heróis como tema do aniversário. "Comprei fantasia do Super-Homem para meu filho e escolhi as cores vermelho, azul e amarelo para a festa. Estou muito feliz em realizar esse sonho. Essa, definitivamente, não é uma festa comum, pois, para nós, cada minuto de vida é motivo de celebração." Ela explica que o aniversário de João é amanhã, mas foi comemorado ontem, com direito a animador e muita comilança para os convidados.
Benefício para todos os lados
A diretora do Hospital Infantil João Paulo II, Helena Francisca Valadares Maciel, explica que o serviço começou em 2000, com o nome de CGP Domiciliar, antigo nome da unidade hospitalar. A equipe médica vai à casa de crianças vítimas de várias doenças, entre elas a leishmaniose. Dois anos depois, a iniciativa foi ampliada com o Programa Vent Lar, voltado para crianças com doenças degenerativas neuromusculares. Já em 2005, foi criado também o Programa de Fibrose Cística, que garante aos pequenos pacientes uma convivência menos complexa com a doença.
Para Helena, um dos objetivos é promover a humanização do sistema de saúde. "Durante o tempo em que a criança fica no hospital, analisamos o desenvolvimento do paciente e a forma como a cuidadora, que em 90% dos casos é a mãe, lida com a pessoa internada. Se houver aprovação, capacitamos a mãe para cuidar dos filhos em casa. Mas, se percebermos que a família não tem o perfil, a criança não sai do hospital", diz Helena.
Ela explica que a quantidade de visitas no atendimento domiciliar varia conforme o quadro do paciente. "Aqueles com doenças degenerativas crônicas recebem pelo menos um atendimento semanal. Mas é comum isso ocorrer mais vezes, inclusive no fim de semana”, diz Helena. Atualmente, 20 dos 85 pacientes infantis recebem tratamento intensivo com uso de equipamentos especiais, como concentrador de oxigênio. A Fhemig empresta os aparelhos e fornece os medicamentos e materiais de higiene que a mãe manipula durante os procedimentos de limpeza, como luvas. "A iniciativa é muito enriquecedora tanto para o gestor quanto para o paciente. Ganham todos. Nosso programa é pioneiro no Brasil e precisa ser ampliado, pois há demanda de pacientes que necessitam dessa alternativa de tratamento. Há até profissionais estrangeiros estagiando aqui para levar a experiência para a Europa", salienta a coordenadora.
MAIS LEITOS DISPONÍVEIS
O atendimento domiciliar pode significar não somente um conforto maior para pacientes e suas famílias, mas também possibilidade de atendimento para mais pessoas. “Há queda nos dias de internação e, com isso, aumenta a quantidade de leitos disponíveis”, diz a diretora do Hospital Infantil João Paulo II, Helena Valadares Maciel, acrescentando que, uma vez fora da unidade de saúde, o risco de infecção hospitalar também diminui.
Helena explica que no programa CGP Domiciliar, 176 prontuários de pacientes foram analisados durante 26 meses. O resultado mostrou que a ida dessas pessoas para casa resultou na liberação de 1.100 leitos no período. Outro estudo com pacientes do Vent Lar, voltado para crianças com doenças degenerativas neuro-musculares, mostrou também que uma criança no centro de tratamento intensivo (CTI) custa para o hospital, em média, R$ 600. Já em casa, o gasto cai para R$ 59. “Para o cálculo, consideramos a alimentação do paciente e do acompanhante, o serviço de limpeza da unidade que inclui a lavagem das roupas de cama, por exemplo”, explica Helena.
A diretora observa que a quantidade de medicamentos permanece a mesma e, mesmo com o deslocamento dos profissionais, que usam veículos da Fhemig, o custo é menor. “Ter parente internado causa um transtorno para a família. Alguém precisa ficar por conta do enfermo, ou seja, abrir mão do trabalho para ficar no hospital. Muitos de nossos pacientes são da Grande BH e o deslocamento diário até a unidade de saúde também pesa no bolso do responsável. Isso é um ponto importante, pois 35% das famílias atendidas são carentes e, muitas vezes, não têm renda regular. Com o atendimento domiciliar, ganham o gestor, os profissionais de saúde e, principalmente, o paciente.”
Ela pontua que, em casa, a criança constrói uma interação social com os irmãos, tios e primos. “Já no hospital, os laços familiares ficam comprometidos, pois as visitas são limitadas”, acrescenta a especialista. Helena avalia que o atendimento domiciliar é eficaz. “São poucos os casos em que o paciente retorna para o hospital por cuidados inadequados.”   (Ingrid Furtado -  Estado de Minas)

02.06 - A Suprema Corte e a saúde dos brasileiros
O ministro José Gomes Temporão, a quem aprecio pela visão de uma saúde equitativa e por ter sido discípulo do meu amigo Sérgio Arouca, publica na Folha de S. Paulo, de 26/4/2009, artigo esperançoso de que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa solucionar a questão da judicialização dos medicamentos, incômoda à magistratura e aos cofres da saúde. Isso será feito, mais uma vez, na vicariância de um Legislativo inerte e gestão eficiente. Mas o STF foi mais longe e examinará o direito do cidadão à saúde, fraudes e distorções do sistema e desvios constitucionais. Acertou, pois é disso que estamos necessitando. Convidaram-me, irei , mas quero iniciar aqui com um histórico da nossa saúde e suas principais e intocáveis megafraudes, que se acumulam.
Após a Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se um antissistema de saúde: santas casas ajudadas pela comunidade e médicos atendendo a desvalidos; Ministério da Saúde e estados fazendo saúde pública com programas verticalizados de doenças infecciosas e o Inamps, que congregou os inúmeros IAPs e cuidava do diagnóstico e tratamento, tudo sem integração e com resultados pobres.
Nos anos 1980, com o enfraquecimento do regime militar e face aos ventos que sopraram do welfare state europeu e seus sistemas nacionais de saúde, os pensadores de saúde brasileiros ganharam força para defender um sistema nacional equitativo e, desde o início do governo Sarney, foi possível implantar modelos nessa direção, como o SUDS em São Paulo e outros, cujos resultados de cobertura, acesso, acolhimento foram excelentes e começaram a se multiplicar no país. Realizada a 8ª Conferência Nacional de Saúde, o SUS e seus princípios práticos entraram na Constituição. Foi a década mais rica e produtiva.
A partir dos anos 1990, inicia-se esse processo entrópico, monetarista, neoliberal, que estoura, agora, nessa crise econômica que vivemos. No seu bojo, preponderou a intenção clara de privatizar, com objetivos de lucro, as grandes políticas públicas, como educação, previdência e saúde. As emendas constitucionais são aprovadas, resistindo a da saúde, a única derrubada, mas não se consegue resistir às pressões. A contrarreforma privatizante é avassaladora. O Congresso aprovou em 1.996, com total apoio do governo, a malfadada Lei das Patentes, razão fundamental desse processo de judicialização, sem as salvaguardas, recomendadas internacionalmente, de fabricação local e interregno, destruindo a indústria farmoquímica brasileira e nos tornando dependentes. Hoje, compramos produtos da Índia, onde há mais de 1.200 indústrias farmoquímicas.
A saúde pública se privatiza legal e ilegalmente, criando o que existe hoje: uma saúde pobre para os pobres remanescentes do SUS e uma saúde no mercado para quem tem quatro centavos para pagá-la e fugir das filas, da espera e dos maus-tratos; a maior propaganda para a aquisição dos planos de saúde, comprados por 45 milhões de brasileiros. Os governos tentam escamotear politicamente, citando grandes números de atendimento, retornando às formas campanhistas demagógicas, falando de mortalidade infantil que cai inercialmente, sem compará-la com os demais países da América Latina, que a têm 30% menor. Esconde a mortalidade materna, 20 vezes maior que a dos países que cuidam da saúde, aproveitando-se da retirada total da classe média do SUS, que tinha controle social sobre o mesmo, pois os que lá ficaram ainda entendem a saúde como favor e não um direito. E mais: os que dirigem o sistema não o utilizam.
O Executivo, o Legislativo, as estatais compram para si planos de saúde e gastam com isso (só o governo federal e sete estatais) mais de R$ 10 bilhões por ano. A ANS e o Congresso permitem, há 10 anos, ao arrepio da Constituição e da Lei nº 9.656, que os planos cobrem do usuário e utilizem, para procedimentos mais caros, o sistema público, sem ressarci-lo, furto comprovado com auditorias repetidas do Tribunal de Contas da União, que chega a R$ 2 bilhões por ano. Por dentro do SUS, nessa ânsia de parasitar e transferir dinheiro público para o setor privado, terceiriza-se tudo, desde lavanderia, cozinha, segurança, até serviços especializados de anestesia, diálise, clínica médica, cirúrgica e a própria direção de hospitais, sangrando o público e abandonando a possibilidade de uma política de Estado da saúde, base estratégica de um sistema único e equitativo, que, em análises internacionais consistentes, tem sido os de melhores resultados e custo/benefício. Cito Inglaterra, Canadá e Taiwan, países absolutamente capitalistas, com sistemas de saúde socialistas e excelentes resultados. É a hora da verdade, aberta ao país pela nossa Suprema Corte. Vamos aproveitá-la.    (Correio Braziliense)
 
 
 
 

01.06 - Esclerose múltipla afeta 30 mil no Brasil
A doença é uma das mais comuns do sistema nervoso central e que ainda não têm as causas definidas
De acordo com Organização Mundial da Saúde, existem aproximadamente dois milhões de portadores de esclerose múltipla no mundo. No Brasil, segundo Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, estima-se que mais de 30 mil pessoas são atingidas pela doença – uma das mais comuns do sistema nervoso central e que ainda não têm as causas definidas.
No dia em que será comemorado o 1º Dia Mundial da Esclerose Múltipla, instituído pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla (Multiple Sclerosis International Federation), nesta quarta-feira, 27, especialistas procuram mobilizar as pessoas e aumentar a consciência da sociedade em relação à doença. O objetivo da Federação também é o de melhorar o trabalho das associações em todo mundo e gerar fundos para pesquisas sobre a doença.
Os especialistas explicam que os neurônios são constituídos de uma parte interna, chamada axônio, e uma parte externa, chamada bainha de mielina, que atua para acelerar a transmissão dos impulsos nervosos. A doença começa pela destruição da bainha de mielina e, posteriormente, dos axônios, produzindo, nessas regiões, uma cicatrização (esclerose).
Como esse processo pode ocorrer em várias regiões do sistema nervoso central, acrescenta-se o termo “múltipla” ao seu nome. E esse mecanismo pode interferir no controle de funções vitais, tais como enxergar, falar e caminhar.
A esclerose múltipla é uma doença crônica incapacitante, com causa desconhecida, sendo mais comum em adultos jovens. Na maioria das vezes, a doença tem início por volta dos 30 anos de idade, com manifestações agudas caracterizadas por déficit neurológico, seguindo-se de períodos de remissão. Após algum tempo de fases agudas e remissão, o paciente experimenta um período de incapacidade progressiva.
Por causa da dificuldade de diagnóstico e prognóstico, além da incerteza da eficiência dos medicamentos, devido ao fato de os sintomas e sinais neurológicos serem variados e múltiplos, com períodos indetermináveis de exacerbações e remissões, os especialistas destacam que se torna ainda mais necessária a conscientização das pessoas em relação à doença.
Apesar de não ter cura, a observação, o diagnóstico precoce e o tratamento médico apropriado evitam complicações.   (Uol)

01.06 - Carências de especialidades no país
O II Fórum de Especialidades Médicas iniciou na manhã de ontem, dia 28, em Brasília. A mesa de abertura contou com a presença do 2º vice-presidente do CFM, Rafael Marques; do coordenador geral de hospitais universitários federais do Ministério da Educação, Celso Ribeiro de Araújo; da coordenadora de residências em saúde do Ministério da Saúde, Jeane Michel; do secretário-executivo da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Evandro Guimarães; diretor científico da Associação Médica Brasileira (AMB), Edmund Baracat; e do representante da Federação nacional dos Médicos (Fenam), Antônio Pereira.
Celso Ribeiro de Araújo afirmou que o MEC tem consciência da situação da formação do nível superior do país. “Temos o diagnóstico da rede hospitalar, e sabemos do que tem que implementar com impessoalidade tanto na graduação, quanto na pós-graduação”, disse. Araújo contou que o MEC está em parceria com o Ministério da Saúde para identificar a carência e as necessidades das especialidades no país. “Criaremos novas vagas e novos programas de residência médica, principalmente nas regiões mais carentes”, completou.
Segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), apenas 53%, dos 92.580 médicos de SP possuem especialização. Cinco especialidades concentram quase 50% deles: ginecologia e obstetrícia (15%), pediatria (11,7%), cirurgia geral (7,1%), clínica médica (6,8%) e cardiologia (6,5%).
Para o diretor científico da AMB, Edmund Baracat, infelizmente a capacidade de absorção dos profissionais médicos que se graduam a cada ano não é plena. Esse fato faz com que parcela considerável desses profissionais não tenha a qualidade desejada, “as especialidades médicas estão, em sua grande maioria, incluídas na grade curricular do curso médico. As novas diretrizes curriculares nacionais para o ensino médico não devem contemplar tão somente a formação do médico generalista”, disse.
O secretário da CNMR, Evandro Guimarães, salientou que o mercado de trabalho determina quais são os egressos nas residências. Tem especialidade que sobram vagas. “Não adianta aumentar as vagas, é preciso também trabalhar as especialidades”, contou.   (CFM)

01.06 - Células-tronco podem atenuar as rugas
A portuguesa Isabel Hoffmann Miles é membro da Academia Mundial de Medicina Antienvelhecimento e trouxe para São Paulo o resultado de uma pesquisa que ela chama de “nova revolução da pele”. Segundo Isabel, as células-tronco podem ser usadas não apenas para curar doenças, mas também para rejuvenescer a pele, dando mais viço e atenuando consideravelmente as rugas.
A novidade foi apresentada no 23º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, que acontece até esta quinta-feira (28), na Zona Sul de São Paulo. Para ilustrar a pesquisa, Isabel mostrou fotografias de pacientes submetidos a tratamento contra o mal de Parkinson, entre outras doenças, e que tiveram melhora na aparência da pele.
De acordo com a pesquisadora, as células-tronco seriam extraídas da pele da própria pessoa, que poderia ser retirada de qualquer parte do corpo. Depois de “tratadas” em laboratório, essas células seriam capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo.
No caso das rugas, as células seriam injetadas no rosto do paciente. Isabel explica que o resultado final seria parecido com o da aplicação da toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox, mas que não há a paralisação do músculo nem das expressões.
“O efeito é o mais natural possível, mas o resultado não é definitivo. Não é a cura, é o rejuvenescimento. Também não há condições de deixar uma pessoa de 90 anos com rosto de 30, por exemplo”, esclarece a pesquisadora.
Como essas novas células que se formam para diminuir as rugas já vêm com o DNA da pessoa que cedeu a pele, Isabel adianta que não há risco de rejeição. Além disso, o procedimento não envolve a manipulação de embriões, o que sempre gera polêmica no campo da bioética.
A novidade é tão recente, conta Isabel, que ainda não se sabe o tempo que dura a ação das células-tronco na diminuição das rugas. Segundo a pesquisadora, os pacientes que se submeteram ao tratamento há mais tempo completaram seis meses recentemente, e o aspecto “permanece o mesmo, como se tivessem acabado de aplicar”. (G1)


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