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28.07 - Tratamento subsidiado
Medicamentos de uso continuado poderão ser custeados pelo SUS
Para fazer valer o que consagra o artigo 196 da Constituição Federal – “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” –, a Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei (PL) 3.171/00, do Senado Federal, que garante o fornecimento de medicamentos de uso contínuo aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Dr. Nechar (PP-SP), uma lista de medicamentos essenciais será definida pelos gestores do SUS e poderá ser atualizada periodicamente e, na falta deles nos serviços do sistema, o paciente terá a opção de obtê-los nas farmácias e drogarias comerciais conveniadas com o gestor do SUS, que, nesse caso, reembolsará o custo do remédio, conforme preços previamente acordados.
Vale notar que o projeto original data de 2000, portanto, estava há 10 anos nas gavetas da Câmara aguardando análise e encaminhamento para votação. Brasil afora, quando a obtenção de medicamentos de uso continuado fica impraticável para muitos pacientes, o recurso quase sempre é apelar para a Justiça, com base nos artigos 196, 197, 198, 199 e 200 da Constituição, o que nem sempre é fácil para a maioria das famílias, especialmente para quem vive em pequenas cidades, afastadas dos grandes centros. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) já disponibiliza, até mesmo pela internet, um modelo de solicitação de auxílio-medicamento de uso continuado. As doenças instaladas passíveis de inscrição no benefício são: insuficiência coronariana (infarto, angina), bronquite asmática), insuficiência cardíaca congestiva), acidente vascular cerebral (derrame), diabetes mellitus, enfisema pulmonar e hipertensão arterial sistêmica (pressão alta).
Parafraseando o relator, onde está a dignidade desses pacientes? Eles têm de receber a medicação correta, como no caso da retinopatia diabética, que também leva o paciente à cegueira de uma hora para outra. Por sua vez, uma pessoa que tem asma desde criança, geralmente faz uso de dois medicamentos, mas nem sempre ela consegue adquiri-los nas farmácias populares. Caso seja provada, essa lei vai beneficiar milhares de portadores de doenças crônicas, com o país tendo mais retorno do que gasto. Facilitando o acesso a medicamentos para doenças instaladas, como a asma brônquica, cuja manifestação tem grande incidência nesta época do ano (clima seco e baixa umidade do ar), fica assegurado o bem-estar de muitas pessoas. Depois de aprovado na Comissão de Seguridade, o PL 3.117/00 vai à análise de mais duas comissões. Que ele não durma mais 10 anos em outras gavetas e vire lei logo, para pelo menos minimizar as agruras vividas por milhares de brasileiros que padecem de males crônicos e não dispõem de condições financeiras para ir à farmácia mais próxima de sua casa e adquirir os medicamentos que são obrigados a tomar todos os dias.   (Estado de Minas)

28.07 - Saúde: Cargas ao mar
Temos evitado conversar sobre o presente do sistema de saúde brasileiro. Ora atribuímos a falta e mal uso de recursos à herança de desigualdades estruturais, ora projetamos soluções para um indefinido futuro promissor, no qual o desenvolvimento econômico e tecnológico saneará todos problemas.
Na ausência de um piso cronológico ajustado ao cotidiano, supomos que as reiteradas imagens de caos em hospitais públicos, filas em unidades ambulatoriais e as noticias sobre corrupção são sempre as mesmas.
A sensação de que nada teria mudado e a alternância de estados de profunda indignação com resignação justificam duas saídas aparentemente opostas, ambas imediatistas: a adesão a planos privados de saúde e a ênfase na assistência pública de urgência nas grandes cidades. Assim a distorção da apreensão dos atuais vetores de mudança termina por reforçar e consolidar políticas de saúde pontuais e de curto prazo.
Mesmo o alentado sucesso de políticas universais, alicerçadas em uma rede integrada de ações e serviços, tal como ocorre na prevenção e tratamento de HIV/Aids e vacinação, e a cessação de denúncias de corrupção no Ministério da Saúde, antes saqueado por vampiros e sanguessugas, competem em desvantagem com as concepções que insistem em reduzir a saúde a um conjunto de demandas eventuais por serviços de saúde e a política exclusivamente à gestão.
Como meros consumidores de serviços de saúde, hipoteticamente estratificados pela renda, deixamos de atentar para a renovação dos dispositivos políticos, tributários, creditícios e para os gastos públicos diretos que estão por trás dos intrincados arranjos assistenciais brasileiros, que mesclam público e privado.
Basta lembrar que as unidades privadas, hoje consideradas excelentes, são povoadas por profissionais que trabalham simultaneamente em universidades públicas.
Sempre foi assim? Sim e não. Devese consignar a preservação da tradição dos consultórios particulares de catedráticos de medicina. Também o aporte direto e indireto de recursos públicos para o setor privado não é novidade. Mas seria equivocado omitir duas importantes alterações. A partir dos anos 90 alguns hospitais gerais públicos perderam status de melhores do país e o atual circuito financeiro de acesso aos privados passou a envolver necessariamente a intermediação dos planos de saúde.
Essa inversão dos sinais de qualidade se reforça continuamente. As convocações dessas mesmas organizações para sanear problemas de gestão estatais lhes acrescem recursos públicos e legitimam. Há pouco tempo atrás, o papel de fronteira tecnológica era dos hospitais universitários públicos. Hoje, as principais plataformas de incorporação tecnológica assistencial são privadas, na realidade, filantrópicas.
O que mudou? As vinculações entre as indústrias e empresas distribuidoras de medicamentos, equipamentos e insumos, com a premiação direta dos médicos que os recomendam e benefícios para os responsáveis pela compra, não são tão recentes.
Mas a intensificação do uso de meios diagnósticos e terapêuticos, a interveniência de terceiros para autorizar procedimentos e calibrar preços e o enfraquecimento do tônus institucional público estimularam e disseminaram a cobrança “por fora”, cuja conotação é bem diversa.
O imenso mal-estar causado pelo envolvimento com práticas tidas como degradantes, mas toleradas, é agravado por políticas de saúde — executadas com “leveza” de gestão —, dedicadas ao atendimento de eventos.
O afã de deitar ao mar cargas supostamente pesadas não poupou hospitais universitários, elementos estratégicos à pesquisa, formação de pessoal e modulação da intervenção governamental na regulação da inovação tecnológica.
Os fluxos de alocação de recursos orientados apenas pela obtenção de maiores taxas de retorno e pelo rentismo não se coadunam com as necessidades de articular saúde e desenvolvimento social e distribuir de forma justa seus encargos financeiros.
As perspectivas de conectar a compreensão do processo saúde e doença, como um continuum, e não eventos isolados, com políticas sistêmicas, permanentes e “desmercadorizadas” requerem enquadramento em horizontes temporais de médio prazo, incluindo a garantia de custeio dos projetos para além dos mandatos dos governos que os inauguram.
Acabamos de saber que será construído um novo hospital universitário para a UFRJ e assistimos a bem-vinda instalação de institutos especializados públicos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Um deles funcionará no antigo prédio do “Jornal do Brasil”, na Avenida Brasil. Oxalá a inspiração no compromisso do velho “JB” com o público nos leve adiante.  (LIGIA BAHIA - O Globo)

28.07 - Como será o hospital do futuro?
Arquitetos e engenheiros se reúnem na IT Mídia para debater o tema, que será abordado na próxima edição da Fornecedores Hospitalares
Renomados arquitetos estão reunidos na IT Mídia para debater sobre o Hospital do Futuro e trocar experiências sobre os temas: flexibilidade; "acomodação" da tecnologia médica; os diferentes impactos da longevidade; entidades consumidoras; desospitalização; gestão; gestão pública compartilhada e do investimento; entre outros.
"O hospital do futuro passa por uma capacidade de gestão dos seus administradores, assim como a capacidade de se gerir os recursos públicos. Se fala muito da flexibilidade, dos custos, da dinâmica de atualização, mas essa flexibilização tem um custo relativo e o investimento é proporcional à medida que se trabalha num determinado projeto", afirma Cláudio Bousquet Muylaert, da MBM Engenharia.
Na visão de Célia Schain, da Duarte Schain Arquitetura, é raro criar um edifício hospitalar novo sem nenhum agregado existente, a partir disso vem a indagação:  o que será sustentável?
A resposta vai depender das demandas do mercado, segundo João Carlos Bross, da Bross Arquitetura e Construção.
"Precisamos entender que um dos nossos clientes, que é o paciente, está muito mais interado por meio da Internet e tem uma exigência da hospitalidade, de ser bem recebido e de ter o conhecimento do processo de cura do diagnóstico em mãos", rebate Célia.
Entende-se que haverá uma hierarquizaçào e satelização dos serviços e que o espaço hospitalar deverá atender os fluxos dos processos internos.
"A minha certeza é de que vamos ter equipamentos interligados por meio da TI monitorizando os consumidores por níveis hierárquicos. Não teremos hospitais de grande porte em termos de leitos, as coisas serão mais simples", ressalta. "É uma questão de saúde, que é mais importante que tratar a doença", finaliza Rafael Tozo, da ACR Arquitetura.   (Thaia Duó  Saúde Business Web)

28.07 - Hospital do futuro já é realidade, diz arquiteto
Em debate sobre arquitetura hospitalar, promovido pela IT Mídia, especialista afirma que edifícios contemporâneos são entregues diariamente
O conceito de hospital do futuro é muito amplo e difícil de ser resumido de maneira objetiva. Na opinião do gerente da L+M Arquitetura, Lauro Miquelin, por exemplo, o empreendimento já é uma realidade no País. De acordo com o arquiteto, o termo "futuro" remete, não só a evolução do tempo, mas principalmente a capacidade de que esses edifícios tem de se manterem contemporâneos.
O hospital do futuro se concretiza todo dia. Colhemos experiências do passado, estamos sempre atentos ao futuro e, com isso, já entregamos prédios capazes de permenecerem modernos ao longo dos anos", afirmou Miquelin. Ainda segundo ele, o expertise da engenharia atual é a grande aliada da ciência arquitetônica.
Impacto no trabalho
Como o profissional da arquitetura trabalha com tendências, de acordo com Miquelin, o edifício hospitalar do futuro faz parte de sua realidade.
"Temos de contribuir para as melhorias da arquitetura hospitalar por meio de estudos e reflexões constantes. Além disso, a diversidade do País tem de ser levada em conta", explicou.   (Verena Souza - Saúde Business Web)

28.07 - Gestão de recursos públicos x hospital do futuro
Segundo engenheiro do setor, a expectativa é positiva em relação as aplicações de investimentos em saúde
Gestão é a palavra que norteia o conceito de hospital do futuro. Uma instituição moderna, capaz de atender as necessidades do mercado, segundo concenso entre arquitetos e engenheiros presentes em debate, realizado pelo Saúde Business Web, nesta segunda-feira (26). De acordo com Salim Lamha Neto, da MHA Engenharia, o principal desafio para que o hospital do futuro se torne uma realidade nacional diz respeito a melhor gestão dos recursos públicos.
"A gente percebe uma evolução na aplicação das verbas públicas. Isso tem de continuar. Além disso, os critérios de manutenção, levando em conta todo um processo de operação já acontece, sendo outro aspecto positivo", disse Neto.
Ainda segundo o engenheiro, a dinâmica de atualização desse tipo de hospital é outro desafio que deve ser enfrentado a todo o momento. "Os edifícios tem de estar aptos para receber novas tecnologias, mudar sistemas de tratamento, implementar a desospitalização, entre outros", explicou.
Flexibilização foi mais uma característica primordial para a concretude de uma arquitetura hospitalar eficiente, segundo os 11 participantes do debate.    (Verena Souza - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

27.07 - Planos negam pedidos de 70% dos ortopedistas
Sete em cada dez ortopedistas do País já tiveram algum tipo de atendimento solicitado para o paciente negado pelo plano de saúde. As cirurgias encabeçam a lista, com 55%.
A pesquisa, feita pelo Ibope para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), evidencia a interferência das operadoras no trabalho médico e corrobora os dados de associações de defesa do consumidor.
Também aparecem na lista de itens recusados pelas operadoras procedimentos ambulatoriais ou exames (37%), material cirúrgico (25%), próteses (12%) e implantes (9%). A pesquisa ouviu 400 profissionais.
"Há uma pressão velada. O médico é instruído a não pedir tantos exames ou pode ser punido com redução do preço da consulta, por exemplo. O paciente nem fica sabendo que poderia ter acesso a um atendimento mais completo. A relação com as operadoras é uma das coisas mais limitantes do exercício da medicina", afirmou Claudio Santili, presidente da Sbot.
Entre os 275 médicos que tiveram recusas no atendimento e informaram quantas vezes isso ocorreu no período de um ano, 35% tiveram até 6 negativas e 24%, entre 7 e 12 vezes.
O professor de educação física Edgard Alberto de Oliveira, de 28 anos, sofreu com sucessivas negativas de seu plano de saúde. Após romper os ligamentos do joelho durante um jogo de futebol, seu médico confirmou o diagnóstico com exames de ressonância magnética e solicitou à operadora autorização para uma cirurgia corretiva - sem ela, Oliveira não poderia voltar ao trabalho. Depois de tentar durante dois meses agendar a operação e não obter a autorização da operadora, Oliveira recorreu à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que advertiu a empresa. Após dois dias, foi operado.
Na pesquisa, as operadoras alegaram principalmente falta de vagas (65%), de cobertura do plano para o atendimento (53%), carência (18%) e alto custo do procedimento (18%).
Reclamação. A maior queixa dos médicos é que a recusa foi feita por um funcionário não médico em 27% dos casos e o auditor médico não se identificou em 41% das negativas. "O que pleiteamos é que a negativa venha acompanhada de justificativa e do CRM do médico que avaliou o caso. As negativas atrasam os procedimentos e desgastam a relação com o paciente, que fica desconfiado", afirma Santili.
Os médicos ouvidos afirmam que, quando intervieram pessoalmente junto às operadoras, conseguiram reverter a situação a favor do paciente em 22% dos casos. A maioria (65%) só conseguiu que o plano arcasse com algumas das solicitações. A negativa foi mantida em 10% dos casos.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, reconhece que os auditores tomam "cuidado muito grande" com pedidos que elevam os custos. "Acontece de o médico exigir determinada prótese, por exemplo, porque seria o melhor para a saúde do paciente, mas muitas vezes os interesses não são bem esses. O conselho de medicina quer regular presentes e vantagens oferecidos pelas empresas aos médicos", disse Almeida. (Clarissa Thomé, colaborou Karina Toledo - O Estado de S.Paulo)

27.07 - Plano coletivo é aposta de risco para driblar preço
Saúde. Reajuste de dois dígitos e rescisão inesperada do contrato estão entre os problemas que atormentam os clientes que deixaram de contratar um plano individual por causa do alto custo; regulamentação não abarcou essa categoria, que está desprotegida
Depois de ter a mão esquerda esfacelada em um acidente de carro, o consultor Wanderley de Oliveira, de 55 anos, precisou remarcar a cirurgia corretiva três vezes. Quando estava na última tentativa, a operadora do plano coletivo a que Oliveira havia aderido decidiu rescindir o contrato. Ele teve de recorrer à Justiça.
Ao obter a ordem judicial, o consultor conseguiu realizar a operação, mas apenas um ano e sete dias após o acidente. A demora deixou sequelas. "O resultado não foi o mesmo que teria sido se tivesse feito a cirurgia há um ano. Alguns movimentos não consigo mais fazer", relata Oliveira, associado da Amesp, comprada pela Medial.
Esquecidos na regulamentação dos planos de saúde em 1998, os coletivos são motivo de desespero para pequenos empresários e grupos que recorrem a eles para fugir dos altos preços dos individuais. Sem força para negociar com as operadoras do setor, os usuários se apavoram com reajustes de dois dígitos e rescisões de contratos inesperadas, como a de Oliveira.
Os planos de saúde coletivos, que dominam o mercado brasileiro, são aqueles pagos pela empresa a funcionários. Há ainda os planos coletivos por adesão: entidades profissionais, como um conselho de classe ou um sindicato, oferecem um plano para pessoas da categoria.
Nos coletivos, as operadoras podem reajustar livremente as mensalidades, uma vez por ano, assim como rescindir contratos sem motivo. Basta uma carta de aviso. Por isso, entidades dos consumidores dizem que os coletivos estão fora da lei dos planos. Mas muitos clientes não entendem isso ao assinar um contrato.
O próprio diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, admite que os "pequenos" estão em desvantagem no mercado de "tubarões" dos coletivos.
"O problema é quando o pool (de consumidores) é menor. Olhar isso de uma forma mais atenta é imprescindível. E criar mecanismos de proteção", declarou ao Estado. Em seguida, porém, admitiu que ainda não há discussões na agência para isso (mais informações na pág. A25).
Hoje, só os planos individuais, acordados diretamente entre o cliente titular e a operadora de saúde, têm os reajustes controlados pelo governo. Esses reajustes, porém, são baseados numa fórmula matemática que reflete a livre negociação de preços dos coletivos. Em razão disso, os planos individuais tornaram-se um produto escasso e caro. Quem não consegue pagá-los vai atrás de um coletivo.
Relação igualitária. O entendimento do governo e dos órgãos reguladores desde a regulamentação é que as relações entre as partes são mais igualitárias nos coletivos, daí a liberdade para negociar preços. O problema é que, além de grandes empresas, eles também incluem grupos bem menores - como pequenos comerciantes.
No fim de 2009, a ANS, órgão regulador do setor de convênios, trouxe algumas regras, como a dos reajustes anuais. Ficou em aberto, no entanto, qual seria o critério para considerar um plano como coletivo. Operadoras ainda permitem, por exemplo, associações de três indivíduos e pessoas da mesma família, o que sujeita esses grupos a reajustes pesados se alguém adoecer.
O empresário Oscar Noguchi, de 61 anos, que mantém um plano coletivo para quatro familiares, recebeu recentemente um aumento inesperado de 35% da Medial, empresa da qual era associado havia quatro anos.
"Naquela época, o individual era muito caro e a corretora abriu a oportunidade de fazermos o coletivo. Os reajustes nos últimos anos tinham sido de 8%. Você não tem proteção, não tem nada", diz Noguchi, que desistiu do plano.
Ele lembra que no ano anterior ao reajuste havia feito uma operação para retirar pedra da vesícula. Outro familiar, uma cintilografia. "É uma punição."   (Fabiane Leite e Karina Toledo - O Estado de S.Paulo)

27.07 - Médicos perdem exclusividade em perícias
Projeto retira exclusividade de médico em perícias para aposentadoria
Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7200/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que estende a outros profissionais da área de saúde a competência para realizar perícias da Previdência Social para a concessão de aposentadoria por invalidez. Pela lei atual, essas perícias só podem ser feitas por médicos. A proposta altera a Lei 8.213/91.
Segundo Berzoini, a mudança permitirá melhor aproveitamento pela Previdência de profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A mudança também permitirá que a avaliação pericial seja feita de modo multidisciplinar. Com isso, segundo Berzoíni, o relatório final de avaliação da capacidade de trabalho vai demonstrar uma realidade mais completa, transparente e justa.
O projeto também foi assinado pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) e pelos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Pepe Vargas (PT-RS) e Roberto Santiago (PV-SP).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   (Agência Câmara/Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

26.07 - Remuneração por desempenho
A remuneração dos prestadores de serviço no segmento da saúde é tema recorrente, com alguns entraves conceituais, que sistematicamente coloca as operadoras sob o rótulo de vilã, que não remunera adequadamente e luta para não dar a melhor assistência aos seus beneficiários. A postura das instituições é heterogênea, não permite aplicação de rótulo.
O modelo atual é o pagamento por serviço, que recebe a contestação de que a maior remuneração é diretamente proporcional ao volume de serviços, sugerindo a não racionalização na utilização dos recursos e insumos. Também o prestador de serviço não tem atitude homogênea, e igualmente não cabe uso de rótulo.
A questão principal é orçamentária. Na assistência médica hospitalar há incorporações constantemente, porém geralmente não substitutiva, ou seja, novos custos são agregados na prestação do serviço. Vamos considerar os principais grupos: honorário médico (serviço de diagnose); despesa hospitalar (diárias, taxas e serviços); medicamentos e materiais hospitalares. Cada grupo tem comportamento distinto.
Honorários Médicos: a remuneração, normalmente, é resultante da aplicação de tabela de procedimentos e serviços, com referência de sua classificação, aplicado sobre valor adotado para cada ponto resulta na remuneração final. Estas tabelas têm origem nas entidades da classe médica e por elas são atualizadas e defendidas em abrangência nacional.
Despesa Hospitalar: muito semelhante a hotel, conjunto de serviços para a acomodação do paciente e a realização de procedimentos médicos, além da acomodação, equipamentos e ambientes especializados, não só os necessários para o procedimento, mas que assegurem a segurança em casos de emergência. São itens alocados em tabela, com valor definido através de negociação, sem ter caráter nacional. Em alguns casos, até pode ter aplicação regional.
Medicamentos: a definição do valor é do fabricante, sendo seu reajuste controlado pela ANVISA. Porém, existe grande diversidade de produtos e marcas para uma mesma indicação e não há limitação para tirar um produto do mercado e ofertar um novo, com novo preço.
Materiais Hospitalares: neste grupo não há qualquer controle sobre preço. Algumas tabelas de mercado informam o valor determinado pelo fabricante, apresentando alterações sistematicamente, desde os mais simples, como esparadrapo, até os que incorporam alta tecnologia, como próteses.
É importante ter claro este conjunto, na medida em que a discussão visa substituir o modelo de pagamento por serviço com a tendência de ser por desempenho. Além de conhecer os preços, será vital adotar a avaliação do custo final. Nesta discussão devem participar temas como orçamento, prevenção, doença crônica e cuidados paliativos.
Não se trata de oferecer bônus para a redução de serviços, mas sim ter parâmetros que possam indicar desperdício além de uma nova relação com os beneficiários, possibilitando seu maior comprometimento através de informações e transparência.
É discussão antagônica, de um lado, a redução de custo e, de outro, o aumento da remuneração, em cifra superior a R$ 50 bilhões anuais, em ambiente em que a oferta de mão de obra e serviço é maior que a demanda, o que por si responde pela tendência inflacionária no segmento.
Em paralelo, há restrição ou dificuldade para alteração da rede de prestadores, tanto pelo agente regulador como pelas entidades de classe, sem falar no próprio consumidor.
Com o enxugamento do mercado - cada vez menos operadoras - e com consequente concentração, importantes operadoras com alto volume de beneficiários adotaram o conceito da verticalização (serviços próprios). Reduziram a abrangência da discussão e criaram maior dificuldade para as outras operadoras, que não têm perfil ou vocação para verticalização dos serviços, e que estarão sempre no foco de manter o investimento no mercado, remunerando os prestadores de serviço.
O momento é perfeitamente adequado para o amadurecimento de todos os agentes, colocando todos os elementos em mesa de negociação, observando que a participação do Estado, democraticamente, pode contribuir, mas sem querer ser tutor.  O Estado não deve se limitar às agências reguladoras, mas por outro lado, contribuir em outras questões, como de produtos importados, volume de profissionais formados anualmente, entre outros aspectos intrínsecos ao mercado.   (Pedro Fazio - Saúde Business Web)

26.07 - Congressos do Sistema Abramge
Sustentabilidade na Saúde Suplementar é tema dos congressos
Este ano os eventos acontecem na capital do Rio de Janeiro
A saúde suplementar é um dos setores mais complexos, principalmente em sua cadeia de relacionamento. Existem influências diretas e indiretas na tomada de decisões e ainda luta contra conflitos entre seus parceiros. A opinião é de José Luis Bichuetti, coordenador da Comissão de Boas Práticas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC. “Não raras vezes, a direção médica, a direção administrativa/operacional e também o corpo de enfermagem disputam espaço na instituição e têm conflitos de objetivos”, explica Bichuetti.
O coordenador do IBGC participa esse ano do 15º Congresso Abramge e 6º Congresso Sinog, que se realizam nos dias 19 e 20 de agosto no Rio de Janeiro, capital. O
tema central dos eventos é “A Saúde Suplementar no Brasil Desenvolvido” e a conferência magna – de mesmo assunto – será feita pelo ex-presidente do Banco Central e consultor Gustavo Franco, que dará um panorama econômico do País, com projeções para os próximos anos.
Em sua palestra, José Luis Bichuetti fala sobre Sustentabilidade e Governança Corporativa e traça um paralelo entre as pequenas e médias empresas da área de saúde e os demais setores da economia. O consultor de gestão participa do talk show Pequenas e Médias Operadoras – Ferramentas para Operar em um Mercado Competitivo que terá também a participação de Alexandre Guerra de Araújo – gerente da Unidade de Acesso à Serviços Financeiros do Sebrae.
Bichuetti acredita que o sucesso da pequena ou média empresa está fundamentado na capacidade do dono em formar equipes de alto desempenho. “Este tem de reconhecer suas limitações e colocar gente mais competente do que ele mesmo nas respectivas áreas de atividades”, afirma o coordenador do IBGC. E conclui: “uma maior proximidade do empreendedor e dos líderes às equipes, dão ganho de produtividade e reduz custos com a troca de pessoal e consequentemente de despesas”.
No primeiro dia dos congressos, teremos ainda Eduardo Pereira Nunes, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e Renato Meirelles, sócio-diretor da Data Popular. Eles participarão do talk show “Como Conquistar o Novo Consumidor”. Eles falarão sobre “Panorama Demográfico do País – Fatores que influenciam o movimento interclasses socioeconômicas – Tendências” e “Perfil, Necessidades e Abordagens”, respectivamente.
Na parte da tarde a discussão é sobre “Importância da Gestão da Qualidade da Atenção à Saúde”. Diretrizes (novas tecnologias) será o assunto a ser abordado por Bento Rodovalho, sócio-diretor da Gesto. Já Marcos Felipe Magalhães, sócio-diretor do Instituto de Excelência, Sustentabilidade e Competitividade (IESC) exporá sobre a Qualificação/Acreditação. E para encerrar o tema, Alberto J. N. Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), falará sobre Gestão Assistencial.
No segundo dia, José Cechin, presidente do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), coordena o talk show sobre “Experiência Internacional na área da saúde”. Serão abordados os tipos de atendimentos oferecidos nos Estados Unidos (com a nova reforma na área), Europa e Ásia. E quem apresentará as palestras do tema são: André Médici, economista do Banco Mundial; Antonio Jorge Gualter Kropf, diretor da Amil; e Paul Liu, presidente do Conselho da Câmara Brasil-China de
Desenvolvimento Econômico, respectivamente.
“Os Novos Players do Mercado: Cartão de Desconto, Administradora de Benefícios, Cartão de Crédito”. Parar discutir esse assunto polêmico, os convidados são: Lais Perazo, consultora, que dará a Visão do Mercado sobre o assunto; Sérgio Custódio Vieira, presidente da Abramge-RJ, que passará a Visão das Operadoras; e Alfredo Cardoso, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com a Visão da referida agência reguladora.
Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, recém-indicado diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma “Roda Viva” que terá a participação de líderes dos vários segmentos do setor.   (Abramge/AssPreviSite)

26.07 - EUA: Nova lei de proteção ao consumidor de planos de sáude
O governo dos Estados Unidos anunciou hoje uma nova regulamentação que protege os consumidores em relação de abusos de empresas de seguro de saúde e dá aos consumidores mais controle sobre as decisões de planos de saúde, com a criação da lei "Affordable Care Act".
Nos temos da legislação, os consumidores novos em planos de saúde terão o direito de recorrer das decisões das seguradoras, incluindo recusas de solicitações e rescisões feitas pelos seus planos de saúde, não importa a cobertura que o paciente possui.
Além disso, US$ 30 milhões do Programa de Assistência do Consumidor estão agora disponíveis para estabelecer escritórios de assistência aos consumidores ou melhorar os já existentes. Os novos fundos serão usados para fornecer aos consumidores as informações necessárias para escolher uma opção de cobertura que melhor atenda às suas necessidades.   (Agência Leia)
 
 
 
 
 

23.07 - Idoso ganha contra plano
Segurado que teve mensalidade reajustada em 120% aos 60 anos tem vitória na Justiça
A Justiça deu ganho de causa a aposentado que teve a mensalidade de seu plano de saúde reajustada em 120%, após completar 60 anos de idade. A operadora é obrigada a devolver o dinheiro cobrado a mais no período, por ter sido considerado um aumento abusivo.
A decisão foi proferida pelo 24º Juizado Especial Cível da Barra da Tijuca, beneficiando o engenheiro aposentado Jorge Lopes Ribeiro, que completou 60 anos em setembro de 2008. O plano de saúde do Inativo teve o valor das mensalidades mais que dobrado, devido à mudança de faixa de idade.
Segundo o advogado Carlos Henrique Jund, o reajuste exorbitante fere o Estatuto do Idoso. Além disso, o aumento poderia ser considerado abusivo e, portanto, nulo de acordo com os preceitos do Código de Defesa do Consumidor. “Uma cláusula abusiva tem seus efeitos anulados pela Justiça, e os valores precisam ser devolvidos”, explica o advogado.
REAJUSTE ABUSIVO AOS 40
De acordo com ele, os planos de saúde têm aplicado reajustes elevados não só para idosos, mas para outros segurados quando completam 40 anos, por exemplo. Nesses casos, a legislação também pode ser aplicada para anular os aumentos. “Eu mesmo tive meu plano reajustado quando fiz 40 anos e tive que recorrer à Justiça. São gatilhos que eles vão aplicando abusivamente”, explica Carlos Henrique Jund.
Nenhum representante do plano de saúde foi localizado para informar se recorreria da decisão. Como O DIA mostrou em reportagem na edição de 27 de setembro de 2009, o desrespeito ao Estatuto do Idoso com reajustes de até 200% para segurados que completam 60 anos já geraram condenações pela Justiça em última instância. Na época, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa a segurada do Rio.
Levantamento do jornal mostrou que as principais infrações condenadas pela Justiça dizem respeito à recusa dos planos de saúde em custear próteses que são consideradas vitais pelos médicos.  (O Dia Online)

23.07 - Fleury e Dasa devem investir em expansão
Laboratórios apostam no crescente número de pessoas com carteira assinada, que resulta num aumento significativo de novos usuários de planos
Os grupos Fleury e Dasa devem investir cerca de R$ 300 milhões neste ano, incluindo programas de expansão. A iniciativa tem como base o crescente número de pessoas com carteira assinada, que envolve significativamente novos usuários de plano de saúde.
A região Nordeste recebe uma atenção especial dos laboratórios, conforme declaração do presidente do grupo Fleury, Mauro Figueiredo. Hoje a rede conta com 16 marcas de laboratórios em seis Estados e no Distrito Federal. São 140 unidades e um plano de expandir para além dos grandes centros.
Da mesma forma, a Dasa, dona de 18 marcas em 12 Estados e Brasília, também deve ir atrás do potencial da nova classe média. A estratégia inclui o crescimento com unidades de perfil mais simples, assim como as quatro abertas pelo grupo neste ano no interior de São Paulo.   (Saúde Business Web)

23.07 - Câncer de mama: Diagnóstico de risco
Erros em laudos levantam polêmica sobre a triagem precoce de câncer de mama
A recomendação para detectar o câncer de mama em fase precoce pode estar por trás de erros de diagnóstico. Nos Estados Unidos, o crescente número de erros levou o governo federal a financiar um novo estudo. O caso de Mônica Long ilustra o problema. Há três anos, ela foi submetida à biópsia porque recebeu laudo de carcinoma ductal in situ (CD1S), uma forma muito inicial de câncer de mama (de 10% a 30% dos casos). Depois de passar por radioterapia e cirurgia, na qual perdeu parte do seio, descobriu que sua lesão era benigna.
— Psicologicamente é horrível — disse Mônica. — Eu nunca deveria ter passado por isso.
Como a maioria das mulheres, Mônica considerava a biópsia. Nela, o patologista estuda alterações em fragmentos de tecido mamário, retirados com agulha. Mas hoje o diagnóstico precoce da doença pode ser difícil e levar a erros. Um motivo é que avanços na mamografia e outros exames faz com que patologistas tenham de opinar sobre lesões microscópicas, algumas do tamanho de grãos de sal.
E apesar do número crescente erros nos EUA (estima-se que 11% dos casos de CDIS são falsos), lá não há imposição de normas para o diagnóstico ou a exigência de que os patologistas tenham conhecimento específico de anatomia de mama.
— Diagnosticar CDIS é uma história de 30 anos de confusão com diferentes opiniões sobre tratamentos — diz Shahla Masood, da Universidade da Flórida.
Linh Vi, o patologista do Hospital Memorial Cheboygan que diagnosticou CDIS em Mônica, não era qualificado para tal, e vê apenas 50 biópsias de mama por ano, muito aquém de colegas experientes e do necessário para lidar com nuances da doença. Em resposta a uma ação movida por Mônica, ele sustenta seu laudo e que dois patologistas credenciados o confirmaram. Para especialistas, Linh "chutou".
Marcelo Alvarenga, do Núcleo de Patologia Mamária da Sociedade Brasileira de Patologia, explica que a biópsia ajuda muito no diagnóstico de doenças de mama, mas que erros podem acontecer. Quem retira o material é o radiologista, que envia os fragmentos ao patologista.
— Se o patologista é experiente, a chance de erro é menor. Ele deve conversar com o mastologista e o radiologista para obter o maior número de dados da paciente, e até pedir uma parte maior de amostra para estudo preciso — diz Alvarenga, professor da Unicamp e que recebe cerca de 50 biópsias por mês.
Exames ajudam a salvar vidas
Ele lembra de três erros envolvendo câncer de mama. Num deles, uma lesão benigna (adenose esclerosante) foi confundida com tumor maligno. Outro foi de uma cicatriz radial, que levou um patologista ao erro. E teve um médico que classificou um linfoma como carcinoma, que requer tratamento diferente.
— Esses erros teriam sido evitados se eles tivessem feito o exame de imunohistoquímica, pago por SUS e convênios. Na rede privada custa R$ 500. Na dúvida, deve-se pedir a segunda opinião de especialista mais experiente — diz.
Em 2009, um grupo independente de especialistas americanos recomendou que as mulheres façam mamografia a partir dos 50 anos. O Instituto Nacional de Câncer no Brasil segue a regra e indica exame clínico e mamografia a partir dos 35 anos em mulheres de alto risco. Daniel Herchenhorn, coordenador da oncologia clínica do Inca, diz que erros na biópsia não são motivo para acabar com diagnóstico precoce:
— Quanto mais cedo a doença for detectada, menos cirurgias e melhor qualidade de vida. Nos EUA é raro ver paciente com tumor de l,5cm, 2 cm, como acontece aqui. Mas também é importante treinar, qualificar os patologistas.
Só nos Estados Unidos, 50 mil mulheres recebem diagnóstico de CDIS. As células anormais nos dutos são retiradas antes que se transformem num câncer invasivo. Estima-se que isso acontece em 30% dos casos não tratados. Agora, o Colégio Americano de Patologistas vai iniciar um programa de certificação voluntária de patologista. Uma exigência é que ele terá de ver pelo menos 250 casos de mama por ano.  (Antônio Marinho - Portal G1)
 
 
 
 
 

22.07 - HUs: R$ 100 mi para reestruturar 45 hospitais
Montante repassado será inserido nos gastos anuais dos estados, municípios e do Distrito Federal
A edição de ontem do Diário Oficial da União traz publicada a portaria do Ministério da Saúde que autoriza o repasse de R$ 100 milhões destinados à revitalização e reestruturação de 45 hospitais federais universitários de todo o país.
O montante repassado será inserido nos gastos anuais dos estados, municípios e do Distrito Federal. De acordo com a Portaria nº 1.929, o dinheiro será repassado a partir do mês de agosto pelo Fundo Nacional de Saúde e faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Federais (REHUF).
O valor total das verbas a serem liberadas pelo Ministério da Saúde é de R$ 300 milhões e devem ser aplicadas até o final do ano.   (Agência Brasil/Saúde Business Web)

22.07 - Câncer: EUA erram em diagnósticos
Os médicos americanos revelaram, terça-feira, que cerca de 17% dos diagnósticos de câncer de mama no país podem estar errados. Isto ocorre porque, com os avanços tecnológicos e exames cada vez mais sofisticados, patologistas precisam opinar sobre lesões cada vez menores, algumas do tamanho de um grão de sal, de difícil avaliação e diagnóstico.
E muitas vezes podem ser benignas, ao invés de tumores malignos. A recomendação é sempre ouvir uma segunda ou uma terceira opinião. Os Estados Unidos registram cerca de 50 mil casos todos os anos.
Muitas chegaram a ir para a sala de cirurgia, enfrentaram a quimioterapia, tomaram fortes remédios e, no fim, não tinham nada. (Diário Catarinense)

22.07 - Diabetes aumentará 65% em vinte anos na AL
De acordo com a Fundação Mundial do Diabetes, os portadores da doença passarão de 285 milhões para 438 milhões no mundo em duas décadas
O número de diabéticos deve aumentar em 65% na América Latina nos próximos 20 anos. A previsão é de que cheguem a 30 milhões o total de casos latino-americanos no período e que aumente de 285 milhões para 438 milhões o número de portadores da doença no mundo. Os dados foram levantados pela Fundação Mundial do Diabetes.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas causam 35 milhões de óbitos por ano, equivalente a 60% das mortes no mundo, 80% dos quais ocorreram em países de baixa ou média renda.
O Brasil figura entre os 10 países com maior percentual de diabéticos, com 6,4% da população. Entretanto, o País está avançado no conhecimento sobre o procedimento Cirurgia do Diabetes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), enquanto diversos países ainda estão na fase de desenvolvimento de protocolos científicos, os cirurgiões brasileiros já vem realizando o procedimento para tratar a doença em obesos com  Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 35, conforme regulamentação do Conselho Federal de Medicina (CFM).   (Saúde Business Web)
 
 
 
 

21.07 - Unidas: Pesquisa Nacional
Participação de todos fortalece o segmento
Todos sabem da significativa importância da pesquisa realizada anualmente pela UNIDAS, que permite conhecer e divulgar a realidade das instituições de autogestão, principalmente em relação aos benefícios que estão sendo oferecidos aos seus associados.
Para que o resultado retrate a real situação do segmento é importante o envolvimento de todas as instituições de autogestão em saúde. Por isso, a UNIDAS solicita a sua especial colaboração em incentivar a participação da sua instituição respondendo ao questionário da 11ª edição da Pesquisa Nacional, até o dia 30 de agosto.
O formulário vai coletar informações referentes a 2009 e está disponível no site www.unidas.org.br e no link www.ecosaude.com.br/unidas para as instituições filiadas e as não filiadas que foram convidadas a participar. O trabalho está sendo realizado em parceria com o Centro Paulista de Economia da Saúde (CPES), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que vai compilar e analisar os dados.
Em caso de dúvidas, entre em contato com o Sr. Mario Scheidegger, do CPES, pelo telefone (11) 9278-2155 ou e-mail pesquisaunidas@unidas.org.br.
A UNIDAS conta com o envolvimento de todas as autogestões.  (Unidas)

21.07 - Impacto no mercado de seguros saúde
Gastos com o pagamento de serviços prestados aos beneficiários é refletido no mercado de seguros
No mercado de seguros há um grande impacto sobre o crescimento dos gastos com o pagamento de serviços prestados aos beneficiários. As operadoras de planos de saúde estão tentando diminuir as despesas por meio de projetos, controles, monitoramentos, ações de auditoria médica e medicina preventiva, que visam prevenir a ocorrência de doenças e diminuir os custos assistenciais. Entretanto, esses programas também geram gastos para as operadoras de saúde.
Os indicadores e ferramentas de análise financeira, utilizados em outros mercados, podem ser instrumentos de apoio na área da saúde. Alguns destes dão uma visão geral sobre as vantagens econômico-financeira das práticas preventivas e auditoria médica em uma empresa de saúde privada. O uso desses conceitos podem auxiliar na resolução prática de vários problemas de decisão e controle de rentabilidade em uma empresa de saúde.
Com o intuito de identificar os melhores programas de medicina preventiva e de auditoria médica, as companhias estão utilizando novas ferramentas, tais como, a avaliação de riscos em saúde e incentivos. As ações de auditoria médica, como gerenciamento de órteses, prótese e materiais especiais, podem atuar no fluxo de caixa da operadora, reduzindo os gastos da assistência médica oferecida aos seus segurados.
A medicina preventiva é uma designação que indica uma série de medidas que são tomadas com o objetivo de exercer uma valorização da saúde. As principais motivações das empresas de plano de saúde no sentido de atuarem a partir desse modelo de assistência são as reduções de custos assistenciais, a satisfação do cliente, marketing, avaliação externa da qualidade do plano para acreditação, melhora das condições de saúde da população de beneficiários e competição de mercado.
A auditoria médica tem um grande argumento de redução de custos. Quando uma empresa investe corretamente em ações de auditoria, essas estabilizam o seu fluxo de caixa, pois pacientes que teriam uma alta (despesa) sinistralidade e/ou frequência de utilização diminuiriam seus gastos e, consequentemente, melhorariam o fluxo de caixa com geração de valor.
No mercado atual da saúde é importante que os gestores tenham conhecimento dos conceitos sobre finanças corporativas, a fim de melhorar a qualidade e a assistência médica aos seus clientes com custo compatível.   (Henrique Oti Shinomata - Saúde Business Web)

21.07 - Laboratórios miram Nordeste e periferia
Aumento de emprego e renda fora do Sudeste e das zonas centrais impulsiona avanço no setor de diagnósticos
Com número de usuários de planos de saúde em alta, grupos como Dasa e Fleury ampliam investimentos
O aumento do emprego com carteira assinada tem ampliado as fronteiras no mercado de medicina diagnóstica do país.
Os grandes laboratórios intensificam a presença em mais Estados -como na região Nordeste- e nas periferias dos grandes centros.
Juntos, os dois maiores grupos do setor-Fleury e Dasa-,donos de 34 marcas de laboratórios, têm planos de investimento de R$ 300 milhões neste ano, que inclui os programas de expansão.
O trabalho formal proporciona ao funcionário o benefício do plano de saúde, aumentando a demanda pelos exames de laboratório.
Em 2009, 995 mil vagas com carteira assinada foram criadas. No primeiro semestre deste ano, 1,47 milhão de postos foram criados, recorde para o período. O governo já projeta 2,5 milhões de vagas formais criadas em 2010.
"Isso envolve um grande número de novos usuários de plano de saúde. Hoje, menos de 25% da população brasileira tem convênio", destaca Mauro Figueiredo, presidente do Grupo Fleury.
A empresa, de São Paulo, tem hoje 16 marcas de laboratórios em seis Estados (entre eles, Bahia e Pernambuco) e no Distrito Federal.
O grupo possui 140 unidades e planeja continuar a expansão para além dos grandes centros, com novos pontos ou transferências.
"Em regiões mais afastadas, é importante estar perto de transporte coletivo, por exemplo", diz Figueiredo.
UNIDADES SIMPLES
A Dasa, dona de 18 marcas -como Delboni Auriemo, Lavoisier e Bronstein- em 12 Estados e Brasília, também vai atrás do potencial da nova classe média.
Esse segmento de clientes, segundo Felipe Rodrigues, diretor de relações com investidores da Dasa, é o que cresce mais rápido hoje.
"E essa tendência deve se manter nos próximos cinco a dez anos", afirma.
Rodrigues diz que a empresa continuará apostando no crescimento com unidades de perfil mais simples.
Neste ano, foram abertas quatro desse tipo no interior de São Paulo. E mais quatro devem ser inauguradas até dezembro.
CONCORRÊNCIA
Os gigantes da medicina diagnóstica avançam em um território que, durante muito tempo, foi ocupado por companhias de origem popular.
O laboratório Nasa é uma dessas empresas.
Quando abriu o negócio em sociedade com o irmão, em 1972, no Tatuapé, o médico Eduardo Manna Filho, então recém-formado, nem sonhava que o bairro chegaria a ter um dos metros quadrados mais caros da cidade.
"Mas a situação mudou muito. A renda melhorou e ter plano de saúde passou a ser desejo da população emergente", constata Manna, hoje aos 60 anos.
Rede faz exame a preço popular, até 90% menor
A Dasa também aposta em preços mais baixos para captar o novo público da medicina diagnóstica.
Nos "laboratórios populares" da empresa -como o localizado na unidade Lavoisier de São Paulo-, o valor de um exame de glicemia (para medir a taxa de açúcar no sangue) chega a ser um décimo do cobrado em uma unidade mais nobre (ver quadro), como apurou a Folha.
"Com essa política, além de atender os clientes que chegam via plano de saúde, atraímos os que não têm convênio e preferem pagar pelos exames a esperar pelo atendimento público", diz Felipe Rodrigues, diretor de relações com investidores.
Para manter as margens de lucro, a empresa pratica uma "gestão eficiente".
"O segredo é a escala. Fazemos mais de 120 milhões de exames por ano e conseguimos negociar com fornecedores", diz Rodrigues.
Mas há também outros tipos de economia.
O executivo destaca que o aluguel pago em bairros afastados é bem menor. E que alguns serviços nas unidades populares, como o lanche, são mais simples.
"Tudo isso somado faz diferença."   (CAROLINA MATOS - Folha de S.Paulo)
 
 
 
 
 

20.07 - Planos de saúde, médicos e cidadãos
Está consagrado na Constituição que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. Ao governo cabe, então, criar condições adequadas para que a população tenha acesso integral ao Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo qualidade e resolutividade.
Infelizmente essa não é a realidade que assistimos. Frequentemente, o cidadão que necessita de atendimento médico e depende da rede pública, sofre com o longo tempo na fila de espera aguardando a marcação de consulta. Sua angústia é ainda pior quando se trata de agendar exames e obter os resultados. Esse desequilíbrio do sistema compromete o tratamento e o paciente, não raro, recorre à automedicação ou acaba seguindo a prescrição do farmacêutico que não tem formação para receitar, uma vez que qualquer prescrição pressupõe diagnóstico - procedimento que é da alçada exclusiva do médico.
Na maioria das vezes, essa triste realidade provoca prejuízos aos pacientes e ao próprio SUS, pois gera mais gastos, além de permitir o agravamento da doença e possíveis seqüelas. È um problema para o cidadão, para a família e a sociedade que arcam com esse ônus da incompetência da assistência à saúde.
Uma consequência de tal desatino é o aumento da procura pela saúde suplementar. De fato, até poderia ser uma alternativa, se funcionasse bem. Mas também não é o que ocorre. Nesta área, os abusos de operadoras contra médicos e pacientes são inúmeros. Tanto que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba de colocar no ar, em rede de televisão, propaganda para alertar os pacientes a não optarem por esse ou aquele plano sem ler detalhadamente os contratos. É que, por trás das letras miúdas, não raramente se escondem surpresas terríveis.
Hoje, aliás, os planos de saúde figuram entre os recordistas de reclamações nos órgãos de defesa dos consumidores. Para agravar a situação, empresas também jogam pesado contra a autonomia do profissional médico. Os honorários vis têm levado muitos a fechar seus consultórios. Só para ter uma ideia, recente estudo da Associação Paulista de Medicina demonstra que, atualmente, os honorários líquidos recebidos de alguns planos de saúde estão na média de R$ 4 a R$ 5. Em outras palavras, o flanelinha chega a ganhar mais do que médico no país.
Não bastasse, também os profissionais de medicina sofrem pressões para reduzir solicitações de exames, de internações e outros procedimentos. Auditores que ignoram completamente o quadro clínico do paciente forçam altas, transferências para "Home Care" e assim por diante. Não estão nem um pouco preocupados com a saúde e a vida. São pressionados a aumentar a lucratividade dos planos de saúde.
É inadmissível o que acontece na saúde suplementar. Médicos, população, instituições e homens públicos sérios precisam reagir imediatamente. A todos cabe iniciar uma guerra sem tréguas pela humanização e qualidade da assistência aos pacientes.
Aos médicos, em particular, mas com o apoio de todos os demais agentes, fica o desafio de não se submeterem a tais desplantes para garantir o que lhe é de mais sagrado: a dignidade do exercício da profissão e a confiança dos pacientes.    (Antônio Carlos Lopes - Diário Catarinense/A Gazeta)

20.07 - Aposentados e Demitidos: Expectativa para seguir no plano
Direito de continuar com seguro saúde para aposentados e demitidos às vezes não é cumprido
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai regulamentar dois artigos polêmicos da lei 9656/98, que tratam da permanência no plano de saúde coletivo dos empregados demitidos sem justa causa e dos aposentados. As regras atuais restringem a assistência à saúde privada do trabalhador afastado ao prazo mínimo de seis meses e ao máximo de dois anos.
Aqueles que são afastados por justa causa perdem automaticamente o direito. Ao se aposentar, o inativo só pode continuar no plano se tiver o tempo mínimo de dez anos no mesmo emprego. A lei garante a permanência dos dependentes, mas o plano é bancado integralmente pelo beneficiário. Mesmo com a previsão legal, os usuários encontram resistência das operadoras para permanecerem no plano.
Alguns decidem brigar pelos direitos e recorrem à Justiça. É o caso do economista Nilton de Souza e Silva Filho, 59 anos. Ele se aposentou há três anos e contribuiu durante dez anos com o plano de saúde. Como permaneceu no batente, Nilton não sofreu de imediato a descontinuidade da assistência médica. Em 2008 ele decidiu pendurar as chuteiras. Mesmo aposentado foi surpreendido em junho deste ano com a suspensão do contrato que dá cobertura a ele e três dependentes (esposa e duas filhas).
"O pior é que chega uma certa idade e fica difícil entrar em outro plano. Entrei com uma ação na Justiça para conseguir ser reintegrado", conta. Enquanto aguarda o cumprimento da liminar, Nilton diz que se sente angustiado porque é portador de diabetes, tem problemas cardíacos e está descoberto. "É uma incoerência esse tipo de atitude. Se existe o direito na lei, tem que ser cumprido. Até porque eu continuei bancando integralmente o valor da mensalidade", protesta.
A assessora jurídica da Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Planos de Saúde), Karla Guerra, confirma que existem vários casos de aposentados e demitidos que recorrem ao Judiciário para ficar no plano. "A limitação do tempo de permanência de dois anos é o maior problema porque nem sempre as pessoas conseguem migrar para outra empresa. Já os aposentados encontram a barreira da idade", argumenta. A advogada acrescenta que a ANS deve reconsiderar a demissão por justa causa nos casos em que o trabalhador é portador de doença grave, como câncer.
Veja o que diz a Lei
- Art. 30. Ao consumidor que contribuir para produtos de que tratam o inciso I e o §1º do art. 1º desta Lei, em decorrência de vínculo empregatício, no caso de rescisão ou exoneração do contrato de trabalho sem justa causa, é assegurado o direito de manter sua condição de beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral.
- § 1º O período de manutenção da condição de beneficiário será de um terço do tempo de permanência nos produtos de que tratam o inciso I e o § 1º do art. 1º, ou sucessores, com um mínimo assegurado de seis meses e um máximo de 24 meses.
- § 2º A manutenção de que trata este artigo é extensiva, obrigatoriamente, a todo o grupo familiar inscrito quando da vigência do contrato de trabalho.
- § 3º Em caso de morte do titular, o direito de permanência é assegurado aos dependentes cobertos pelo plano ou seguro privado coletivo de assistência à saúde, nos termos do disposto neste artigo.
- Art. 31. Ao aposentado que contribuir para produtos de que tratam o inciso I e o § 1º do art. 1º desta Lei, em decorrência de vínculo empregatício, pelo prazo mínimo de dez anos, é assegurado o direito de manutenção como beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral.
- § 1º Ao aposentado que contribuir para planos coletivos de assistência à saúde por período inferior ao estabelecido no caput é assegurado o direito de manutenção como beneficiário, à razão de um ano para cada ano de contribuição, desde que assuma o pagamento integral do mesmo.
Fonte: Lei 9656/98   (Diário de Natal)

20.07 - Concentração no mercado de saúde suplementar
Das 1.549 operadoras de planos de saúde em atividade no Brasil, apenas 38 detêm 50,2% dos 42,8 milhões de beneficiários. Duas delas atendem a 10,3% dos clientes de todo o país. No ano anterior, 43 empresas detinham 50,9% dos clientes. Os dados fazem parte do boletim sobre o desempenho do setor de planos de saúde em 2009, que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou na última semana.
A concentração no mercado de planos privados de assistência à saúde aumenta na medida em que empresas encerram atividades. Entre 2004 e 2009, o número de operadoras com registro na ANS caiu de 2.178 para 1.762, redução de 22%.
Para a advogada Juliana Ferreira, do Instituto de Defesa do Consumidor, a concentração do mercado acaba prejudicando os beneficiários de planos, por conta da redução da concorrência. "Nesse cenário, é importante intensificar a regulação por parte da ANS", afirmou.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, disse que o aumento da concentração do mercado já era esperado. "É um mercado de risco. As empresas precisam de muitos associados para fazer frente à receita limitada e os custos altos", afirmou.
Segundo ele, a concentração é ainda maior, já que há operadoras que já compraram concorrentes, mas continuam atuando com as duas marcas. "Achamos péssima a concentração. Pequenas e médias empresas regionais, que têm custos menores, devem ser preservadas", defendeu.
Ele classificou de "assustadora" a informação da ANS de que o consumidor pagou aproximadamente R$ 113,00 por mês pelo seu plano e, em média, a operadora teve gasto mensal com assistência de R$ 93,00 por beneficiário. "É uma sinistralidade altíssima e as operadoras têm resultados pífios. É preciso flexibilizar o rol de atendimentos para que as empresas possam criar produtos para atrair a classe C, que hoje é composta por 90 milhões de pessoas e estão afastadas da saúde suplementar", afirmou.
Ainda de acordo com o levantamento da ANS, a maioria dos beneficiários de planos de assistência médica está concentrada em operadoras de medicina de grupo (37,5%), seguidas pelas cooperativas médicas (35,2%), autogestões (12,2%) e seguradoras especializadas (11,7%).
Nos últimos 10 anos, cresceu o número de pessoas com planos de saúde no Brasil. Em 2000, 18,1% da população tinha assistência suplementar. Em 2009, esse índice foi de 22,4%. (Estado do Maranhão
 
 
 
 
 

19.07 - Diferenças mundiais no acesso a cirurgias
Em partes do continente africano, há uma sala de operação para cada 100 mil pessoas
Os 2 bilhões de pessoas mais ricas do mundo se beneficiam de 75% de todas as cirurgias feitas em um ano, enquanto os 2 bilhões mais pobres são submetidos apenas a 4% desses procedimentos.
Como resultado da falta de acesso a cirurgias, os mais pobres muitas vezes morrem, segundo um estudo publicado no "Lancet".
Muitos países não têm cirurgiões suficientes para lidar com partos difíceis, tumores, acidentes de carro e outras causas de morte comuns, diz o estudo.
Nessas regiões, não há como realizar uma cirurgia de catarata, consertar defeitos congênitos ou fazer outras operações que melhoram as vidas dos pacientes.
Mesmo quando cirurgiões estavam disponíveis, as salas de cirurgia não estavam.
O estudo perguntou a 769 hospitais em 92 países quantas salas de cirurgia cada um tinha e quantas estavam equipadas com oxímetros -os clipes de dedo que medem a quantidade de oxigênio no sangue do paciente.
A pesquisa deduziu que salas de cirurgia sem esse dispositivo também não teriam outros itens essenciais, como bombas de sucção, esterilizadores e sangue.
Em grande parte da África, só havia uma sala de cirurgia para cada 100 mil pessoas. Nas regiões mais pobres da Ásia e da América Latina, havia entre quatro e dez salas para cada 100 mil pessoas.
Na Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, havia cerca de 15. Na Europa Ocidental, havia cerca de 25.  (DONALD MCNEIL JR. - New York Times/Folha de S.Paulo)

19.07 - Novas diretrizes para evitar o mal de Alzheimer
Pela primeira vez em 25 anos, especialistas em medicina estão propondo uma grande mudança nos critérios para diagnosticar e tratar o mal de Alzheimer mais cedo.
As novas diretrizes de diagnósticos, apresentadas em um encontro internacional sobre a doença no Havaí, dizem que novas tecnologias como tomografias e ressonâncias serão usadas para detectar a doença, mesmo antes de haver problemas evidentes de memória ou outros sintomas.
Caso sejam adotadas este ano, alguns estudiosos preveem um aumento de duas a três vezes no número de diagnósticos.
De acordo com a Associação de Alzheimer, 5,3 milhões de americanos têm a doença.
As empresas farmacêuticas também podem ser ajudadas, já que se pesquisa o desenvolvimento de novas drogas que combatam a doença precocemente.
Hoje, não existem medicamentos que alterem o curso do mal de Alzheimer.
Novos caminhos
O desenvolvimento das diretrizes começou há um ano, pois, com a nova compreensão da doença, ficou claro que o velho método de diagnóstico, que exige a existência de demência em progresso e exames patológicos, estava ultrapassado.
Contudo, os pesquisadores agora estão convencidos de que a doença está presente uma década ou mais antes da demência.
– Nossa concepção mudou muito – esclarece o médico Paul Aisen, pesquisador do Alzheimer na Universidade da Califórnia.
– Agora vemos demência como estágio avançado no processo. As novas diretrizes incluem estágio pré-clínico da doença, moderada redução da capacidade cognitiva devido ao mal de Alzheimer e, por fim, demência causada pelo mal, como critérios para três estágios da doença.
Pela primeira vez, os diagnósticos procuram identificar a doença à medida que ela for se desenvolvendo usando resultados dos chamados marcadores biológicos – exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e punção lombar, que revelam indicadores de mudanças no cérebro. Testados recentemente, eles ainda não foram formalmente aprovados para o diagnóstico da doença, além da possibilidade de serem caros para o paciente.
O médico Ronald Petersen, pesquisador de Alzheimer da Mayo Clinic em Minnesota, acredita que acrescentar marcadores biológicos para um diagnóstico será um grande avanço.
Os médicos terão que aprender novos termos: Alzheimer pré-clínico, em estágio inicial, e o mal de Alzheimer em si. Pacientes que forem ao médico com problemas de memória podem receber pedidos de exames de marcadores biológicos.
A mudança se estende além de médicos e pacientes, analisa Murali Doraiswamy, professor de psiquiatria e pesquisador do Alzheimer na Universidade de Duke. Os novos critérios de diagnóstico acarretam consequências para advogados, seguradoras e programas de compensação de funcionários.
Aceitação e apoio são fundamentais para paciente
O artigo do médico e professor americano Arthur Rivin, da Universidade da Califórnia, publicado no jornal Los Angeles Times explicita o ponto de vista de quem sofre do mal de Alzheimer.
Há anos tratando pacientes com a doença, e diagnosticado com Alzheimer aos 86 anos, Rivin demorou a suspeitar dos sintomas que ele tinha e os atribuiu à velhice.
– A grande dificuldade é que tendemos a acreditar que o que estamos passando é resultado de estresse ou do próprio envelhecimento, e não um problema mais sério como o início de um quadro demencial – explica a psiquiatra da Federação Brasileira de Associaçãoes de Alzheimer (Febraz), Rita Ferreira.
O Alzheimer, forma mais comum de demência, afeta uma a cada oito pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85, o que equivale a cerca de 35 milhões de idosos no mundo, de acordo com relatório de 2009 do Alzheimer’s Disease International.
Só no Brasil, o instituto informa que existem 1.033 pessoas com demência, e este número pode aumentar para cerca de 5.400 em 2050.
A partir da deposição da proteína beta-amiloide no cérebro, a doença degenera progressivamente os neurônios.
Há um gene que determina se a pessoa tem tendência a desenvolver o quadro de Alzheimer, mas não é algo determinante.
– Outros fatores, como vida intelectual, traumas cranianos e atividades físicas, influenciam no aparecimento da doença – explica a geriatra e colaboradora da Febraz, Cybelle Diniz.
Os medicamentos no mercado apenas desaceleram o quadro. Dificuldades de mobilidade e na deglutição podem evoluir para infecções pulmonares e urinárias, como detalha o neurologista da Santa Casa de Misericórdia, Rafael Brandão.
– Tanto o remédio como a família têm papel fundamental no tratamento pondera.
– Afinal, é uma nova pessoa dentro de casa.
Rivin, o médico paciente, demorou para aceitar a doença e não se constrangeu ao informar a família e amigos que tinha Alzheimer, nem se privou do contato social: “Agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar”. E a geriatra atesta: – Após o diagnóstico e a evolução do Alzheimer, o paciente vai ter que contar com os mais próximos.  (Gina Kolata e Evelyn Soares - JB Online)

19.07 - Isenção para remédios de hipertensão e diabetes
Essas doenças atingem cerca de 51 milhões de pessoas - 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de diabéticos no País
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na última quarta-feira a isenção de todos os tributos federais, inclusive contribuições e taxas, para os medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e da hipertensão arterial.
Segundo dados das sociedades Brasileiras de Hipertensão e Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, essas doenças atingem cerca de 51 milhões de pessoas - 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de diabéticos no País -, perfazendo 26% da população brasileira.
A medida consta do Projeto de Lei 6900/10, do deputado Albano Franco (PSDB-SE). Na avaliação da relatora, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), a proposta deve reduzir os preços e ampliar o acesso dos portadores dessas doenças a um grupo de produtos essenciais para a vida e manutenção da sua saúde.
Tramitação
A proposta, conclusiva ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania  (Agência Câmara/Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

16.07 - Medicina preventiva não pode ser esquecida
Prevenção é a marca de medicina do século 21. Por maiores que sejam os avanços científicos e tecnológicos na área médica, os resultados serão parciais se não cuidarmos de prevenir doenças, moléstias e enfermidades. Encontro uma frase que, de maneira simples, define o que se quer dizer: “Você está atualizado com seus exames? Tem checado como o seu organismo está funcionando? Lembre-se: você não é uma máquina, nem é de ferro. A medicina preventiva tem ocupado cada vez mais espaço, visto que, nos últimos anos, os exames têm-se tornado cada vez mais precisos”. A esperança de saúde é tão importante quanto a esperança de uma vida longa e saudável.
Se a responsabilidade individual é grande em relação a esses cuidados – as mulheres vencem os homens, na procura de meios que evitem o adoecimento e o decorrente sofrimento –, maior é a responsabilidade do poder público que deve zelar pela saúde da população e que oferece um sistema de saúde muito aquém do que se espera e se necessita.
De um lado, cerca de 45 milhões de brasileiros pagam planos de saúde caros, e, do outro, bem mais que 120 milhões de criaturas necessitam de assistência do sistema oficial. Impressiona a permanência de velhas doenças: dengue, cólera, febre amarela, doença de Chagas, nas quais estamos sendo vencidos por vírus e bactérias, e o alargamento do espectro de novos males decorrentes da poluição ambiental, dos tóxicos e da violência destruidora, sob variadas formas. Esse saco de maldades merece uma atenção especial.
Saúde é um bem sem o qual nenhum outro se pode gozar. Na esfera da prevenção, evoluímos: na vacinação em massa, que fez com que paralisia infantil, tétano, coqueluche, difteria sejam apenas referências; na popularização da mamografia, que tem reduzido o número de casos fatais de câncer de mama; e na procura sempre ascendente de mulheres que fazem prevenção dessa moléstia na área genital. Nos homens, dosagens de PSA no sangue e toque retal revelam lesões iniciais cancerígenas, passíveis de serem recuperadas. Em relação a doenças cardiovasculares: infarto do miocárdio, “derrames” exigem que se pense nos fatores de risco: fumo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol, diabetes, que devem ser permanentemente pesquisados. Existe uma gama extensa de cuidados preventivos a mais.
Porque o leitor não faz uma autoavaliação? Tenho uma alimentação saudável, faço exames semestrais ou anuais, tento diminuir o estresses, cultivo exercícios físicos adequados. Se faz tudo isso, parabéns, estou pregando no deserto!   (JOSÉ MEDEIROS - Gazeta Web)

16.07 - Contrato deve ser mantido durante tratamento médico
Operadoras devem manter contrato durante período de tratamento médico necessário ao beneficiário.
As operadoras de planos de saúde devem manter o contrato de prestação de serviços durante período de tratamento médico necessário ao beneficiário. Este foi o entendimento da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, ao negar provimento a recurso da Unihosp, na última terça-feira. Com a alegação de que estava extinto o contrato de plano coletivo ao qual o pai de uma recém-nascida prematura havia aderido, a operadora questionava decisão de primeira instância que a obrigou a manter o atendimento à menina.
Em seu voto, a relatora do agravo de instrumento, desembargadora Anildes Cruz, afirmou que, independentemente da controvérsia em torno da natureza do contrato, empresarial ou individual, o usuário de plano de saúde sempre terá em seu favor as normas de proteção do Código de Defesa do Consumidor (CDC), haja vista que ambos são contratos de consumo.
A magistrada acrescentou que, mesmo diante da extinção do contrato, por razões que não sejam a falta de pagamento ou desistência por parte do beneficiário, está a operadora obrigada a dar continuidade à prestação dos serviços de assistência à saúde, por meio de novos planos individuais.
Anildes Cruz considerou acertada a decisão da 5ª Vara Cível de São Luis, em 2006, em razão da urgência da situação. Segundo avaliação médica, a então recém-nascida prematura necessitava de cuidados médicos durante o período de desenvolvimento pulmonar, inclusive com atendimento domiciliar. Os desembargadores Paulo Velten e Jaime Ferreira acompanharam o voto da relatora.
Antes da disputa judicial, o pai da garota havia aderido a um plano de saúde da empresa Long Life, adquirida posteriormente pela Unihosp. A operadora alegou que a empresa em que beneficiário do plano coletivo trabalhava havia se desligado da Associação Comercial do Maranhão (ACM), instituição com a qual teria firmado o convênio. Por esta razão, os benefícios deixariam de ser prestados a partir de 5 de setembro de 2006.
O beneficiário, por sua vez, disse que, à época, a operadora adquirida pela Unihosp procurou a empresa em que trabalhava, sabendo que não fazia parte dos quadros da ACM e que, mesmo assim, firmou o contrato. Acrescentou que o convênio com a ACM previa apenas descontos. (iMirante)

16.07 - Mauá cobra servidor por plano deficiente
O Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de Mauá afirmou que no dia 30 foi descontado da folha de pagamento de mais de 3.000 funcionários da Prefeitura valor do convênio médico. O problema é que o contrato de plano de saúde expirou em 24 de maio e, agora, a empresa responsável pelo serviço atende apenas casos de emergência.
A reclamação da classe, segundo o diretor do Sindserv, Sílvio de Oliveira, é que embora seja atendida somente emergência, foram descontados dos funcionários os mesmos R$ 62,36 referentes ao plano que dava direito a consultas com especialistas por exemplo. "É situação irregular. Vários funcionários estão recorrendo ao hospital Nardini. Quem precisa de uma consulta não tem assistência, mas sofre o desconto. Trocando em miúdos isso é roubo", disparou Oliveira.
Em meados de maio, o vereador oposicionista Manoel Lopes (DEM) apresentou requerimento pedindo informações à administração sobre a renovação do convênio. "A empresa não está atendendo nada. Em casos de emergência todo hospital, inclusive os privados, tem obrigação de prestar atendimento."
Para o democrata, não faz sentido efetuar o desconto se não foi fechado novo contrato. "A Prefeitura não poderia deixar servidor sem convênio." A administração pestista respondeu ao parlamentar no dia 18, afirmando que o processo licitatório para contratação de nova empresa com abertura de propostas prevista para o dia 24.
O prefeito em exercício, Paulo Eugenio Pereira Júnior, confirmou que no momento os servidores contam apenas com assistência médica de emergência. "Estão sem plano. Mas a renovação não ocorreu até por conta do próprio funcionário que reclamava. O atendimento não estava muito bom. Sou testemunha como secretário de Saúde de servidores que procuravam o Nardini. Mas tínhamos que cumprir contrato e foi feita nova licitação. Quando assumimos o contrato estava em vigor." O certame com a empresa foi celebrado ainda na gestão do ex-prefeito Leonel Damo (sem partido - ex-PV).
O chefe interino do Paço confirmou que o processo está em andamento e que a empresa escolhida deve ser anunciada até o fim do mês. "Estamos na fase final, cumprindo prazos legais como recursos." Com relação ao desconto, Paulo Eugenio preferiu não se manifestar.
O sindicalista Sílvio de Oliveira, que acompanha o processo rebateu o prefeito. Ele disse que a empresa já está definida. "Não há mais tempo para recurso ou impugnação. Prefeitura errou, pois tinha que fazer contrato emergencial até a licitação sair." No entanto, Paulo Eugenio negou que já exista empresa.  (Havolene Valinhos - Diário Online)
 
 
 
 
 

15.07 - Saúde do trabalhador versus Negócios da empresa
A saúde dos funcionários impacta diretamente no orçamento da empresa. Falta de atividade física, estresse, obesidade, sedentarismo, tabagismo, dieta não balanceada são alguns dos fatores que comprometem a saúde do trabalhador, com a consequente queda de sua produtividade.
O ideal é aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores no ambiente de trabalho, identificando as formas mais significativas de prevenção e gerenciamento de programas de saúde.
A consciência já existe. O que falta é a iniciativa de mudar comportamentos e estilos de vida para hábitos saudáveis, como não fumar, dormir de 7 a 8 horas por noite, praticar atividade física regularmente, fazer uso moderado de bebidas alcoólicas, evitar o sedentarismo, entre outros.
E para que isso ocorra com sucesso, os programas de gerenciamento de saúde precisam estar integrados com a filosofia da empresa e com o total engajamento da gerência.
Alguns hábitos simples já fazem a diferença: subir e descer escadas, ao invés de usar o elevador, e substituir refrigerantes por sucos de frutas nos eventos empresariais. São opções de saúde de baixo custo que trazem benefícios para o indivíduo no seu dia-a-dia.
A questão da obesidade é bastante preocupante. Nos Estados Unidos existe uma “epidemia de obesidade” e dos problemas que dela decorrem (hipertensão, diabetes, colesterol alto etc.).
Em 2000, as estimativas de custos com a obesidade no país foram da ordem de US$ 117 bilhões e o número de óbitos/ano, de 300 mil. De acordo com o Ministério de Saúde Pública Americano, 61% dos americanos são obesos (segundo Índices de Massa Corpórea- IMC).
O IMC é o cálculo utilizado para determinar se uma pessoa está com o seu peso ideal, dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros e centímetros) ao quadrado.
Os resultados menores do que 19 indicam que a pessoa está abaixo do peso; de 20 a 25 representa o peso ideal; de 26 a 30, sobrepeso; de 31 a 39, obeso; e acima de 40, obesidade mórbida.
No entanto, mais do que implementar programas de gerenciamento de saúde total nas empresas, é fundamental ter o controle sobre as ferramentas para garantir a sua eficácia.
O acompanhamento das intervenções a cada seis meses, a avaliação dos processos e a identificação de possíveis barreiras ajudam a fazer os ajustes necessários e a maximizar os investimentos.
Esse acompanhamento é importante para melhorar os negócios e a produtividade, diminuindo os gastos com os planos médicos, pois se há uma boa saúde, há muito mais produtividade.
Muitas empresas brasileiras já estão bem conscientes da necessidade de cuidar de perto da saúde de seus colaboradores, com programas de vanguarda na área de promoção de saúde e qualidade de vida. Tais empresas só têm a ganhar pontos nos quesitos produtividade e retenção de talentos.  (Luciana Galvão Vieira de Souza - Beirú)

15.07 - Acesso a procedimento cirúrgico continua restrito
Embora o número de cirurgias feitas pelo SUS tenha crescido 20% entre 1995 e 2007, o acesso a esse tipo de tratamento segue restrito se comparado a países desenvolvidos. Esse é outro dado apontado pelo InCor.
Segundo os pesquisadores, o custo dos procedimentos para o sistema de saúde aumentou 200%, gerando gastos no período de cerca de R$ 17 bilhões. A mortalidade cresceu 31,11%.
O levantamento mostra que 3 milhões de cirurgias são feitas por ano pelo SUS, um décimo do número registrado nos Estados Unidos. "E nossa população não é 10% da americana", afirma Bruno Caramelli, coordenador do estudo.
Os números, diz Caramelli, indicam que o acesso ao tratamento cirúrgico é desigual nesses países. E a demanda reprimida que existe no Brasil tende a aumentar com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida. "Novas tecnologias tornaram possível operar pacientes antes inoperáveis. Isso é bom, mas tem um preço. É a crônica de um problema anunciado."
Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde destacou que o estudo não considera dados do setor privado ? que atende 40 milhões de brasileiros ? e lembrou que nos EUA não há sistema público de saúde, o que dificulta a comparação. E afirma que a pasta prioriza a prevenção e a promoção da saúde ao investir na atenção básica e nas equipes de saúde da família.
"Se considerarmos apenas os 150 milhões de brasileiros que não têm plano de saúde na comparação com os EUA, ainda assim é preciso triplicar a capacidade de atendimento do SUS", afirma Paulo Kassab, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Uma saída interessante, avalia, é o modelo de Organização Social de Saúde (OSS), que transfere a administração dos hospitais públicos para organizações privadas sem fins lucrativos. "Desonera o Estado, aumenta a capacidade de atendimento e melhora o desempenho dos hospitais", diz.
As cirurgias programadas correspondem à maior parte das intervenções analisadas. Quem mais sofre com as filas é justamente quem mais precisa desse atendimento não emergencial.
"Muitas vezes um tratamento que poderia ser cirúrgico acaba sendo substituído por paliativos, e o paciente tem de conviver com a limitação", afirma Cláudio Santili, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. / K.T.   (O Estado de S.Paulo)

15.07 - Empresa cria cartão pré-pago para a saúde
Quem não tem acesso aos planos de saúde pode ter no cartão pré-pago saúde uma alternativa para um atendimento médico de melhor qualidade com preços acessíveis. O cartão pré-pago, que é para ser usado em tratamentos médicos, odontológicos e medicamentos, foi desenvolvido pela empresa APPI. Ele já está disponível em várias cidades do país e pode ser usado em uma rede credenciada. Para o diretor da divisão de Saúde da empresa, Alberto Techera, a novidade tem como público-alvo as classes C e D, que não podem pagar um convênio médico. Quem aderir à nova alternativa pagará preços menores pelo atendimento do que se contratasse os serviços como cliente particular.  (Destak Jornal)
 
 
 
 
 

14.07 - Pacto da saúde
Um dos avanços de maior impacto social prodigalizados pela Constituição de 1988 deu-se com a universalização da assistência à saúde. É o que resta explícito no artigo 196 do texto constitucional, nos termos seguintes: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Expressa-se aí, mais que na maioria dos preceitos acolhidos pelo legislador constituinte, o sentido de contrato social reconhecido às cartas políticas das nações democráticas. No Brasil, contudo, o pacto não vai além de declaração simbólica, pelo menos quanto às garantias essenciais deferidas aos cidadãos.
Os artigos 198 e 200 do Texto Magno asseguram amparo aos brasileiros mediante a instituição do Sistema Único de Saúde (SUS), na forma de rede pública de extensão nacional. Cumpre-lhe atender à demanda da sociedade de forma igualitária - repita-se -, garantido o acesso não apenas às ações como aos serviços, tudo com o fim de proteger e recuperar a saúde de enfermos. Mas, como todos sabemos, o SUS apresenta disfunções trágicas.
Enquanto muitos morrem nas portas de postos de saúde e de centros médicos, contam-se aos milhares doentes atirados no chão de corredores infectos de hospitais. Também milhares são os que deixam de ser atendidos por falta de equipamentos e remédios. Outros tantos aguardam durante meses para se submeterem a exames. É rotina deparar com equipes com número insuficiente de profissionais para prestar socorro de natureza emergencial.
Em suma, o acordo social sobre a saúde pública celebrado na Constituição não é mais que uma fraude. Dentro do contexto caótico sobrelevam as ações propostas ao Poder Judiciário para obrigar o poder público a respeitar os direitos dos cidadãos. Os autores buscam obter por sentenças assistência terapêutica e atos cirúrgicos complexos, indicados como os mais eficazes pela ciência médica. Os gestores oficiais condenam a recorrência à Justiça com base em argumentos pérfidos, como a falta de recursos, afronta à ordem pública e danos potenciais ao sistema de saúde. Agitam com a necessidade de sustentar a viabilidade dos serviços por meio de economia nos gastos.
São refutações que não podem se sobrepor à determinação constitucional sobre o caráter universalizante da prestação estatal de saúde. É responsabilidade do Congresso, ao examinar e deliberar sobre o Orçamento da União, destinar os recursos adequados para cobrir os gastos do setor. Mas, alheio ao sofrimento de milhões de pessoas, compromete menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) às políticas assistenciais do Ministério da Saúde.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que as famílias brasileiras gastam R$ 44,7 bilhões anuais com remédios, soma quase dez vezes superior ao gasto governamental (R$ 4,7 bilhões, dados de 2007, os últimos). A escandalosa revelação em nada alterou a conduta dos parlamentares. Como a Constituição não pode ser espezinhada, o Supremo Tribunal Federal (STF) cuida de restaurar-lhe a autoridade. Tem indeferido recursos do poder público contra decisões de instâncias inferiores que reconheceram aos pacientes direito a medicamentos, insumos, órteses, próteses e tratamentos não disponíveis no SUS.   (Josemar Dantas - Correio Web)

14.07 - Hospitais erram dose e hora ao ministrar remédios
Pesquisa em 5 instituições do país achou falhas em 30% dos casos
Hospitais oferecem remédios ao paciente em horário e doses errados em ao menos um terço dos casos.
É o que aponta uma pesquisa realizada em cinco hospitais do Brasil pela USP de Ribeirão Preto e Universidade Federal de Minas Gerais. Das 4.958 administrações de medicamentos analisadas durante o estudo, 1.500 apresentaram problemas.
A maioria dos erros foi cometida com drogas para tratar problemas cardiovasculares e do sistema nervoso e antibióticos. Tomar antibiótico fora do horário, por exemplo, favorece o surgimento de bactérias resistentes.
Os nomes das instituições não foram divulgados pelos pesquisadores, mas a proporção de erros encontrada é a mesma de outros estudos realizados no país e no exterior. O problema atinge hospitais públicos e privados.
Um dos principais gargalos é falta de formação da equipe de enfermagem sobre questões relacionadas à segurança do paciente, segundo Adriano Reis, professor de farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais.
"Erros também podem ocorrer por problemas como falhas no sistema de distribuição dos medicamentos e sobrecarga das equipes de trabalho", diz.
Medidas preventivas elementares, como checar o nome do paciente no frasco do medicamento e a via correta de administração, também são deixadas de lado.
O doente pode ajudar a reduzir equívocos. Usar a pulseira de identificação durante toda a internação ajuda.
"O paciente informado pode ser uma barreira. Deve suspeitar e perguntar sobre alterações na administração, como receber uma injeção no lugar de um comprimido", aconselha Hessem Miranda Neiva, diretora do Instituto para Práticas Seguras do Uso de Medicamentos.  (JULLIANE SILVEIRA - Folha de S.Paulo)

14.07 - Hipertensão atinge cerca de 30% da população
Campanha tenta reduzir consumo de sal
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está realizando uma campanha para reduzir o consumo de sal no país. O produto consumido em excesso agrava o estado de saúde dos hipertensos e pode causar complicações, como derrames. De acordo com a entidade, a hipertensão atinge cerca de 30% da população. Segundo o diretor de Promoção Social da SBC, Dikran Armaganijan, uma das medidas defendidas pela entidade é a mudança nos rótulos dos alimentos industrializados, que deveriam substituir o termo cloreto de sódio pelo nome popular: sal. Uma pesquisa da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, promovida com pacientes hipertensos atendidos no Hospital Dante Pazzanese, constatou que 93% deles simplesmente desconhecem a diferença entre sal e cloreto de sódio. Armaganijan destacou ainda que a quantidade de sódio precisa ser multiplicada por 2,5 para corresponder ao total de sal presente no alimento. Para o médico, essa alteração nos rótulos é importante devido a grande quantidade de sal presente nos alimentos industrializados. "A indústria brasileira mantém uma quantidade excessiva de sal nos alimentos. E nós, brasileiros, não estamos acostumados a ler a composição dos produtos", disse. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas normas para as propagandas dos produtos com grande quantidade de açúcar, sódio e gordura saturada ou trans (gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial). As empresas têm seis meses para apresentar alertas nas propagandas sobre os riscos do consumo excessivo. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) reagiu à determinação da Anvisa e prometeu questionar a resolução judicialmente. Além de pressionar a Anvisa sobre a necessidade das mudanças nos rótulos dos alimentos, a SBC vem promovendo várias ações de conscientização. Um exemplo são os dias temáticos de combate à hipertensão, onde os médicos medem a pressão da população em locais públicos e alertam sobre os perigos da pressão alta.  (Povo Online)
 
 
 
 

13.07 - Idosos contratam mais planos de saúde
Os clientes que têm 59 anos ou mais estão contratando mais planos de saúde. Em 12 meses, os contratos para quem está nessa faixa etária cresceram 5,7%. Já no último trimestre, o aumento foi de 1%, segundo dados do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar).
O número de beneficiários de planos de saúde cresceu 5,6% de março de 2009 até o mesmo mês deste ano. No total, 43 milhões de consumidores têm convênio médico.   (Livia Wachowiak Junqueira - Agora S.Paulo-11.07)

13.07 - As operadoras devem reembolsar serviços prestados pelo SUS?
SIM
JULIANA FERREIRA
É dever constitucional ressarcir o SUS
O setor de planos de saúde é o mais reclamado no Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) há 11 anos, e uma das principais reclamações consiste na negativa de cobertura pelas operadoras de cirurgias, exames, insumos, entre outros.
Esse cenário se repete na Justiça, onde a quase totalidade dos conflitos entre usuários e operadoras de planos de saúde dizem respeito a negativa ou limitação de cobertura.
A recusa de cobrir procedimentos, principalmente aqueles que demandam altos custos, é prática reiterada das operadoras de planos de saúde, o que acaba por empurrar os consumidores para o Sistema Único de Saúde (SUS), que presta um serviço para o qual as empresas privadas já foram pagas e têm o dever contratual e legal de prestar.
Para corrigir esse desvio que ocorre entre o sistema público e o privado, o artigo 32 da lei nº 9.656/ 98 estabeleceu o instrumento do ressarcimento ao SUS.
Tal artigo prevê que deverão ser ressarcidos pelas operadoras de planos de saúde os serviços de atendimento à saúde previstos nos respectivos contratos, mas prestados aos consumidores e respectivos dependentes por instituições públicas ou privadas, conveniadas ou contratadas, integrantes do SUS.
Inconformada com a obrigação de reembolsar o SUS, a Confederação Nacional de Saúde (CNS), que congrega interesses de prestadores de serviços de saúde privados e de operadoras de planos de saúde, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 1.931.
Essa medida foi tomada logo após a edição da lei de planos de saúde, pleiteando a declaração de inconstitucionalidade de diversos dispositivos da lei nº 9.656/98, inclusive do mencionado artigo 32. Porém, o pleno do STF decidiu por não conceder a liminar pleiteada para suspender esse dispositivo.
O relator, ministro Maurício Corrêa, refutou os argumentos da CNS. Isso por entender que o ressarcimento ao SUS não afronta qualquer dispositivo constitucional, já que serviços cobertos em contrato que não são atendidos pelas operadoras no momento de sua necessidade e foram prestados pela rede do SUS e por instituições conveniadas devem ser ressarcidos à administração pública.
Apesar de negada a liminar pelo STF, as operadoras permaneceram resistindo ao ressarcimento ao SUS, ajuizando ações para evitar essa cobrança. Os tribunais de 2ª instância, principalmente o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, têm reiteradamente reconhecido a legalidade e constitucionalidade do ressarcimento ao SUS, assim como o Superior Tribunal de Justiça.
E, nos últimos dois anos, tais ações estão chegando ao STF, que tem entendido que a pendência de decisão final na ADI nº 1.931 não impede o julgamento de outros processos sobre idêntica controvérsia e tem reconhecido a constitucionalidade do ressarcimento ao SUS.
Assim, criado pelo Poder Legislativo e com sua legalidade e constitucionalidade reiteradamente reconhecida pelo Poder Judiciário, resta apenas o ressarcimento ao SUS ser efetivamente implementado pelo Poder Executivo, por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável para tanto, mas que pouco fez até agora.
Mais que um instrumento para viabilizar o resgate de parte dos gastos do sistema público de saúde, que possui orçamento restrito se comparado à demanda da população, com o atendimento de clientes de planos de saúde, o ressarcimento ao SUS deve ser visto como mais um meio para combater a prática abusiva e ilegal de recusa de cobertura pelos planos de saúde.
NÃO
JOSÉ CARLOS ABRAHÃO
Estado tem obrigação de prover saúde
A Confederação Nacional de Saúde (CNS), entidade sindical de terceiro grau, tem por missão defender e zelar pelos direitos e interesses desse segmento, bem como representar o setor em questões de interesses da categoria.
Destacam-se, dessa forma, o foco na manutenção do equilíbrio do setor e a melhora constante da atenção à saúde da população. Atendendo a essa visão e partindo da prerrogativa constitucional de que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, a CNS entende que o cidadão tem acesso garantido à universalidade dos serviços de saúde.
Nesse cenário, a iniciativa privada tem a permissão constitucional de oferecer uma assistência complementar à saúde, que surge como uma opção extra de atendimento aos cidadãos que têm condições de contratar um plano de saúde. Contudo, essa possibilidade de atendimento conveniado não pressupõe que o cidadão deixe de ter direito à cobertura que é oferecida pelo Estado.
Assim, ser um beneficiário do sistema suplementar não deve significar tornar-se um órfão do sistema público, o SUS. Os próprios preceitos constitucionais trazem a previsão de que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, que arca com seus impostos, assumindo, então, parte no conjunto dos brasileiros que podem usufruir dos cuidados oferecidos pela saúde pública.
Nesse sentido, a máxima constitucional de que "a saúde é um direito de todos e dever do Estado" permanece inalterada. Com esse entendimento, e atendendo à filosofia que guia as ações da CNS, é que questionamos no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade do artigo 32 da lei dos planos de saúde (lei nº 9.656/98), que prevê o ressarcimento ao SUS caso o beneficiário do plano seja atendido pelo sistema público (ou por hospital público e conveniado).
Isto é, se o paciente resolver comparecer a uma instituição pública ou conveniada de saúde e lá for atendido, a operadora do plano de saúde da qual o usuário é conveniado deverá ressarcir ao poder público os gastos referentes ao atendimento do paciente. O que defendemos aqui, obviamente, não é um enriquecimento das operadoras de planos de saúde "à custa" do SUS, e tampouco sugerimos que o Estado pretenda garantir recursos com a cobrança às operadoras, mas chamamos a atenção para a necessidade de se definir papéis e assumir responsabilidades.
Se é dever do Estado manter os princípios do SUS ao indivíduo, ainda que consumidor de um plano de saúde, caso este recorra ao atendimento público, ele está dentro de seu direito.
Acima de toda as discussões, devem prevalecer os princípios estabelecidos pela Constituição a todos os cidadãos; e ao Estado, a responsabilidade de provê-los.   (Folha de S.Paulo-10.07)

13.07 - Projeto prevê livre escolha de médicos e prestadores
O deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB/PB) apresentou, na terça-feira (06 de julho) projeto de lei que assegura ao usuário de planos e seguros privados de assistência à saúde, a livre escolha do prestador de serviço ou profissional da saúde. Pela proposta, a livre escolha estará assegurada independentemente da vinculação do profissional ou prestador de serviço com a operadora de plano ou seguro privado de assistência a saúde, com a qual o usuário mantenha relação contratual.
O parlamentar propôs ainda que as despesas decorrentes da utilização dos serviços sejam reembolsadas pelas operadoras ou seguradoras ao respectivo usuário, nos mesmos patamares das tabelas de preços utilizadas por essas empresas na sua relação com a rede referenciada.
Pelo projeto, as eventuais diferenças pecuniárias decorrentes da contraprestação do reembolso das despesas, pelas operadoras de planos e seguros privados de assistência à saúde, a respectivo usuário serão de responsabilidade do próprio usuário
Já os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico derivados do atendimento de prestadores de serviços ou profissionais da saúde, não vinculados ao plano ou seguro privado de assistência à saúde, com o qual o usuário mantiver contrato, serão prestados regularmente dentro do plano ou seguro privado de assistência à saúde do usuário, tendo como parâmetro para operacionalização dos serviços, o registro do usuário junto ao plano ou seguro privado de assistência à saúde.
Caberá à operadora do plano ou seguro privado de assistência à saúde adotar as providências necessárias à operacionalização dos procedimentos decorrentes da escolha, pelo usuário, do prestador de serviços bem como dos serviços de apoio diagnóstico e terapêutico.
Ainda de acordo com o projeto, inclui-se na abrangência da escolha do prestador de serviço pelo usuário de planos e seguros privados de assistência à saúde, a cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar.
Segundo o deputado, os usuários dos planos de saúde, na forma como atualmente os planos estão estabelecidos, ficam tolhidos em sua liberdade de escolha em relação ao prestador de serviço e, muitas vezes, têm de sujeitar-se a optar por prestadores que não satisfazem as suas expectativas e necessidades, tendo em vista as limitações impostas pelo plano ao qual estão vinculados. “Isso cria obstáculo intransponível à observância da relação médico-paciente, como ocorre em muitos casos quando o profissional eventualmente migra para plano de saúde diverso daquele que o paciente iniciou um tratamento específico.
Evidencia-se, claramente, que a ausência da liberdade de escolha ainda impõe um ônus que afeta até mesmo o Código de Ética Médica, pois o paciente, nesse caso, fica à mercê de continuar seu tratamento com outro profissional com o qual não desenvolveu ou teve qualquer contato anterior”, argumenta o parlamentar.
Ele acrescenta que é fundamental a garantia do direito de escolha do prestador de serviços ou profissional médico ao usuário que se vincula a um plano de saúde, pois o usuário tem o direito ao acesso à saúde, e este direito “não pode ser tolhido ou limitado, seja por quais razões forem, pois este se configura na possibilidade do usuário poder escolher livremente o prestador ou profissional médico que melhor lhe trouxer benefícios”.    (Segs)
 
 
 
 
 

12.07 - Home Doctor é Top of Business 2010
Empresa especializada em atendimento médico domiciliar recebe premiação pela quarta vez
Com 15 anos no mercado de assistência médica domiciliar, a Home Doctor foi agraciada pela quarta vez com o troféu Top of Business 2010. Entre os critérios avaliados estão o empreendedorismo, a liderança, os trabalhos realizados, o desenvolvimento de serviços inovadores, o planejamento estratégico, o foco no cliente e no mercado, a qualidade no atendimento, os prêmios conquistados e a responsabilidade social e ambiental.
Organizado pela revista Top of Business, em parceria com a Montreal Eventos, a premiação está em sua 12ª edição e tem como objetivo destacar as empresas, organizações e profissionais liberais que contribuem para o crescimento e desenvolvimento do país.  A cerimônia, que contempla a premiação de 60 empresas de diversos segmentos do Brasil e 30 do exterior, acontece no dia 9 de julho, no Sheraton Rio Hotel & Resort, no Leblon (RJ).
“Recebemos o Top of Business pela primeira vez em 2002 e este ano, nos orgulhamos de ganhar o prêmio pela terceira vez consecutiva. Este prêmio chega num momento muito especial, pois a Home Doctor comemora 15 anos em 2010. Trata-se de um reconhecimento importante, que traduz toda a credibilidade da empresa junto à sociedade. É a coroação de um trabalho sério de uma empresa consciente de seu papel social, que integra uma equipe de profissionais totalmente comprometida com as melhores práticas e com o oferecimento de um atendimento de excelência aos nossos pacientes e clientes”, comenta a superintendente de marketing, Kelly Cristina Rodrigues Zorzan.
A Home Doctor recebeu em 2009 a Certificação Nível III (certificação máxima) em boas práticas assistenciais, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), uma das mais importantes organizações certificadoras de excelência, qualidade e segurança assistencial de saúde no país. A empresa também tem o reconhecimento do mercado, com a conquista por seis vezes consecutivas, do prêmio Top Hospitalar, como a melhor empresa de home care do País.
Para receber o troféu, a Home Doctor estará representada pelo supervisor médico da Unidade do Rio de Janeiro, Dr. Antônio Filipe Caldas.   (Carla Yogi - Segs)

12.07 - Casos de dengue no País sobem em comparação a 2009
O número de casos de dengue no Brasil subiu 120% este ano em comparação a 2009. Foram registrados 737.756 pacientes com suspeita da doença até o dia 1º de maio, 2,2 vezes a mais do que o contabilizado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Saúde.
Além da explosão do número de registros, a epidemia mostra força em várias partes do País. Doze Estados e Distrito Federal apresentam alta incidência da infecção - mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. São Paulo é o Estado que apresenta o maior número de casos de dengue (185.966), seguido por Minas Gerais (158.207) e por Goiânia (80.055).
Esses Estados, ao lado Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre, respondem pela maior parte dos registros da doença no País: 577.313 casos. Os números divulgados hoje pelo Ministério da Saúde mostram também que a maior parte das mortes ocorreu em São Paulo: 99 registros.
"Ainda não podemos dizer que enfrentamos a maior epidemia da história", afirmou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho. Ele admite, porém, que os números apresentados não deverão sofrer alterações nos próximos anos.  (Agência Estado)

12.07 - Subnutrição é fator de risco de morte em idosos
Levantamento da USP revela que a chance de óbito aumenta em 500% se comparada com os saudáveis
Um levantamento feito pela nutricionista Luciana Silva Ferreira, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) aponta que os idosos subnutridos têm 500% mais chances de morrer do que aqueles que não apresentam sintomas de falta de alimentação, segundo a agência de notícias da USP.
Independente de outros fatores de risco, como renda insuficiente, fratura de quadril, depressão, tabagismo, força muscular reduzida, diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares, a subnutrição foi o fator mais fortemente associado ao óbito.
De acordo com Luciana, a subnutrição se destaca entre as doenças crônicas não transmissíveis, por atuar tanto como causa como consequência de outros males.   (Agência Estado)
 
 
 
 
 

08.07 - Custo dos planos de saúde
A taxa de sinistralidade dos planos de saúde em 2009 foi uma das mais altas dos últimos anos, atingindo 83%, segundo a ANS, em consonância com a Variação de Custo Médico Hospitalar apurado pelo Instituto Estudos de Saúde Suplementar, que alcançou 12% no ano.
As despesas assistenciais das operadoras (apenas com procedimentos médico-hospitalares) chegaram a R$ 53,1 bilhões. O número de internações no ano, por exemplo, diminuiu 0,7% em relação a 2008.
O preço médio das internações, porém, aumentou 10,5%, variação de 9,7% nos custos de hospitalização. A variação das despesas com consultas foi de 5,1%, mais de 223 milhões de atendimentos realizados no ano.  (Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)

08.07 - BB negocia com empresas da área odontológica
Banco já conversou com 14 operadoras e procura negócio com abrangência nacional
O Banco do Brasil (BB) se prepara para dar um dos últimos passos na reestruturação de sua área de seguros. O alvo agora é o setor de saúde dental, considerado de menor risco do que o segmento de planos de saúde tradicionais. A instituição já conversou com14 empresas que atuam na área e selecionou três.
O banco conversa com esse último grupo para decidir com qual empresa fechará a parceria, segundo relatou ao Brasil Econômico um dos executivos envolvido nas negociações.
A tendência é que a parceria siga o modelo daquelas que o banco já fechou na área de seguros.
Dessa forma, o BB teria uma participação relevante e a empresa parceira não poderá concorrer de forma indireta com o banco ou ter outras parcerias concorrentes. Além disso, é necessário que a empresa de saúde dental tenha uma abrangência nacional.
Foi no segundo semestre de 2008 que o BB deu início à reestruturação da área de seguros, sendo que o principal objetivo é elevar a contribuição desse setor no resultado total do banco, passando dos atuais 13% do lucro recorrente para 24% até o final de 2012. Os principais movimentos dessa estratégia foram a criação de uma joint venture coma Mapfre e o fim da parceria com a SulAmérica. Na ocasião da venda da fatia na BrasilSaúde para a SulAmérica, o banco afirmou que não tinha interesse em atuar na área de seguros de saúde,mas que planejava trabalhar com planos odontológicos.
Consolidação Na avaliação de analistas que acompanham o setor, há espaço para novas consolidações. Isso porque, embora tenha ocorrido um grande movimento no ano passado, que foi a associação entre OdontoPrev e Bradesco Dental, há um grande número de empresas do segmento no Brasil. "Sãomais de 400 empresas em atuação. Há um grande espaço para consolidação", avalia o analista da corretora Fator, IagoWhately.
A questão regulatória tambémcontribui para omovimento de consolidação. Desde junho deste ano, estão em vigor os novos procedimentos da área de saúde, que elevaram o número de serviços que os planos odontológicos devem oferecer. Ao ser obrigada a oferecer tratamentos mais complexos, algumas operadoras vão precisar de mais capital ou parceiros para cumprirem as exigências e se manterem rentáveis.
Além da pulverização e dos novos procedimentos, Whately lembra que o segmento possui uma rentabilidade superior ao da área de saúde, atraindo novos entrantes. É também uma área de menor risco. O analista lembrou que ao trabalhar com os planos de saúde tradicionais, a operadora está sujeita a um número elevado de tratamentos que o beneficiário pode se sujeitar, incluindo procedimentos caros e permanentes. Já na área odontológica, é raro que isso aconteça.
Já para Marco Aurélio Barbosa, da Coinvalores, as perspectivas são positivas para o setor.
Um das razões é que esse produto tem uma abrangência menor na população, 13,5 milhões de beneficiários ante mais de 43 milhões dos planos de saúde. A baixa mensalidade dos planos odontológicos também contribui para o seu crescimento. "Os planos podem ser facilmente vendidos nas agências bancárias ou nas parceiras com redes de varejo", avalia.  (Brasil Econômico/CQCS)

08.07 - Bradesco adota estratégia diferente no segmento
Em outubro, a Bradesco Dental passou a ser subsidiária integral da Odontoprev
O Bradesco adotou uma estratégia diferente da pretendida pelo Banco do Brasil (BB) no segmento de planos odontológicos.
Em outubro, a Bradesco Dental - cujo único acionista era a Bradesco Saúde - e a Odontoprev anunciaram a associação das empresas. A Bradesco Dental passou a ser subsidiária integral da Odontoprev, por meio da incorporação de ações, enquanto a Bradesco Saúde recebeu 43,5% das ações de emissão da própria Odontoprev.
A última etapa da operação foi anunciada na quinta-feira passada, quando a assembleia de acionistas da Odontoprev ratificou a incorporação da Bradesco Dental. Ou seja, a partir de agora, a Odontoprev assume todas as atividades operacionais da Bradesco Dental.
A marca Bradesco Dental não deixou de existir - permanece como um produto sob gestão da Odontoprev. As regras, orientações, canais de comunicação e demais características operacionais também continuaram independentes. Além disso, a partir de agora, a Bradesco Dental deixa de comercializar produtos de seguros, passando a trabalhar como uma operadora de planos odontológicos.
Além disso, a Bradesco Saúde indicou três membros para compor o conselho de administração da Odontoprev, presidido por Luiz Carlos Trabuco Cappi, diretor presidente do banco Bradesco.
Estratégia consolidadora Desde sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), em dezembro de 2006, a Odontoprev intensificou seu projeto de consolidação no mercado de planos odontológicos e iniciou um processo de aquisições: em quatro anos, realizou sete compras que, juntamente com o crescimento orgânico, a levaram a contar com 2,6 milhões de associados. Antes da definição dessa estratégia, a operadora de planos odontológicos havia adquirido a Unidont (1999) e a Clidec (2000).
A parceria com a Bradesco Dental elevou o número de associados para cerca de 4,2 milhões.
O diretor presidente da Odontoprev, Randal Zanetti, afirmou em comunicado enviado ao mercado, que as operações combinadas possibilitarão sinergias decorrentes de ganhos de escala.
A partir de agora, a Odontoprev assume todas as atividades operacionais da Bradesco Dental  (Brasil Econômico/CQCS)
 
 
 
 
 

07.07 - Perícia médica tem agenda só a partir de outubro
Curitiba - Paralisação dos peritos do Instituto Nacional de Seguro Social completa hoje 15 dias
A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que hoje completa 15 dias, já começa a causar prejuízos aos segurados que necessitam de pericia médica para obter o pagamento de um benefício, como por exemplo o auxílio doença. Segundo as informações da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), a data mais próxima para a marcação de uma perícia médica na Agência de Previdência Social do bairro Hauer é de 12 de novembro, ou seja, final do ano.
As duas principais agências da Capital do Paraná, no centro da Cidade, têm vaga somente para o dia quatro de outubro. Apesar desta espera, a assessoria de imprensa do INSS afirma que a paralisação não está interferindo no agendamento das perícias. Já a associação afirma que essa demora é ainda resultado da má gestão da Previdência Social Brasileira, que permitiu o esvaziamento dos quadros médicos periciais. A recomposição destes quadros é um dos itens da pauta de reivindicações da categoria.
Apesar de estar com uma adesão de praticamente 100% ao movimento grevista em todo o país, a perícia médica previdenciária está obedecendo rigorosamente às determinações do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não considerou a greve abusiva, decretou sua legalidade e estipulou que 50% dos peritos médicos deveriam comparecer aos seus postos de trabalho. Nas cidades onde há apenas uma Agência, a orientação é para que o atendimento não seja interrompido.
Em todo o Brasil as filas estão se avolumando e o INSS tenta acobertar a situação. Na APS República, em São Paulo (Capital) a vaga mais próxima para uma perícia é o dia 13 de setembro. Em Nilópolis no Rio de Janeiro a situação é melhor, a espera é de apenas 30 dias e a vaga mais próxima está aberta para o dia cinco de agosto. Na Capital Federal, a APS de maior movimento, Taguatinga, tem vaga somente para o dia cinco de agosto. No Espírito Santo somente na capital, Vitória, há vagas para agosto. Nas cidades do interior a disponibilidade para a perícia começa a partir de 13 de setembro, como em Linhares (ES).
Há mais de dois anos a perícia vem alertando ao governo da precariedade de suas condições de trabalho, como falta de equipamentos, falta de segurança, falta de profissionais e a otimização dos poucos espaços hoje existentes. De acordo com Nota Técnica de 22 de março de 2010, da Controladoria Geral da União (CGU), há uma defasagem atualmente de 40% no número de consultórios para o atendimento médico pericial previdenciário. A proposta da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) é de adoção de dois turnos de trabalho, com jornadas de 30 horas corridas, permitindo o dobro do atendimento hoje disponibilizado aos segurados que enfrentam as filas já citadas.
De acordo com os dados do INSS há uma defasagem nos quadros médicos periciais de mais de mil profissionais. Foi feito um concurso para suprir 500, das 1.500 vagas existentes no início do ano.  (Ana Ehlert - Bem Paraná)

07.07 - Alzheimer: Cientistas descobrem diagnóstico precoce
Um grupo de cientistas do King´s College of London anunciou que descobriu uma forma de diagnóstico precoce para a doença de Alzheimer, através da relação provada entre os níveis de clusterina no sangue e o aparecimento da doença.
De acordo com um estudo, que envolveu 95 doentes ao longo de cinco anos, os investigadores britânicos concluíram que as alterações dos níveis da proteína no sangue começam a verificar-se dez anos antes dos primeiros sinais de Alzheimer. Agora, têm pela frente mais um ano de laboratório, para criarem um teste que possa ser usado como rotina nos hospitais.
A grande questão em torno da doença é «tentar identificar o conjunto de marcadores que possam alterar a sua progressão», pelo que esta descoberta é de aplaudir, considerou um investigador da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, em declarações à TSF.
Ainda segundo Nuno Sousa, o facto de os investigadores terem ligado uma simples análise sanguínea ao aparecimento da doença de Alzheimer e criado um diagnóstico precoce, que, até agora, não existia, poderá permitir uma aplicação de «um conjunto de fármacos, de forma eficaz para o doente», como prevenção do Alzheimer, que, actualmente, atinge 35 milhões de pessoas a nível mundial.
De acordo com os mais recentes dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas afectadas pela doença neurológica poderá duplicar nas próximas duas décadas. (Diário Digital)

07.07 - Cientistas identificam sinais genéticos da longevidade
Cientistas identificaram um conjunto de variações genéticas que permitem prever com 77% de sucesso se uma pessoa tem chances de viver mais de 100 anos, segundo estudos publicados na última quinta-feira (1).
Depois de analisar o genoma de mais de mil pessoas com cem anos ou mais, médicos e estatísticos descobriram 150 características genéticas particularmente frequentes nas pessoas que têm uma longevidade excepcional em comparação com o resto da população.
Os centenários são um exemplo ideal de envelhecimento, pois desenvolvem doenças relacionadas com a idade, como câncer, problemas cardiovasculares e demência muito depois dos 90 anos, destacaram os autores da pesquisa, publicada na revista "Science".
A equipe de cientistas conseguiu isolar 19 características genéticas específicas relacionadas à longevidade excepcional que caracterizam 90% dos centenários examinados. (Portal G1)
 
 
 
 
 
 

06.07 - Parto em casa
Mulheres que optam por ter seu bebê em casa devem estar cientes de que o risco de o recém-nascido morrer é o dobro do registrado em partos hospitalares, alerta estudo publicado na "American Journal of Obstetrics and Gynaecology". A análise foi feita com base em 500 mil partos nos EUA e na Europa e revela que, embora maior, o risco de morte é baixo: 0,2%. A revisão de estudos mostrou ainda que as mulheres que têm filhos em casa se recuperam mais rapidamente.  (Portal G1)

06.07 - Brasil quer mapear pré-diabéticos
Antes da doença se manifestar, ela já faz mal. Grupo de risco já começa a ser identificado
São os chamados pré-diabéticos, parcela ainda invisível nas estatísticas brasileiras mas que já desperta preocupação nos especialistas do mundo todo.
“Costumo dizer que existem quatro fatores que se comportam como meninos bagunceiros de bairros. Se um deles aparece, o outro está próximo, já está lá sem ninguém ver ou está prestes a chegar”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Saulo Cavalcanti da Silva, referindo-se ao diabetes, à hiptertensão, à obesidade e ao histórico familiar da doença.
Com o aumento galopante do diabetes, da pressão alta e da obesidade, é consenso entre as autoridades de saúde que o número de pré diabéticos também cresceu. Identificá-los, avalia o Ministério da Saúde, é conseguir elaborar políticas de saúde preventivas mais assertivas, capazes de evitar internações, doenças cardiovasculares e mortes. De forma inédita, um plano para mapear este grupo de risco foi traçado.
“Existe um questionário muito simples, criado pelo governo finlandês, que aplicado em uma parte da população consegue indicar os que têm maior risco de desenvolver diabetes”, afirmou Rosa Sampaio, coordenadora de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde, em entrevista ao iG na Conferência Latino Americana de Diabetes, que acontece até domingo, dia 4.
“Nossa ideia é adaptar as perguntas e a pontuação à realidade brasileira (processo chamado de tradução cultural) e utilizar o nosso exército de agentes comunitários para aplicar esta metodologia. Já tivemos um projeto piloto no Ceará que se mostrou muito eficiente. Vamos ver se até o final do ano conseguimos expandir esta proposta a todo País.”
Resultados cearenses
Com um investimento de R$ 10 mil reais, o governo do Ceará conseguiu pesquisar toda a população com mais de 30 anos, moradora de uma cidade chamada Tauá. De casa em casa, os agentes de saúde visitaram as famílias, aplicaram o questionário e identificaram a parcela de 13% de pré-diabéticos, isso em uma cidade de menor porte do que os grandes centros urbanos – como São Paulo, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e Porto Alegre – onde já é sabido que “moram” os maiores índices de doenças crônicas.
“Os agentes são treinados para aplicar o questionário, medir e pesar todas as pessoas com mais de 35 anos. Eles fazem a triagem e os encaminhamentos”, afirma a médica endocrinologista, Adriana Forti, coordenadora do Centro Integrado de Diabetes do governo do Ceará.
“Os que mais pontuaram na escala de risco são encaminhados para centros especializados de tratamento. Os que estão com pontuação média são orientados a fazer o controle de forma mais intensa e os que pontuaram menos devem continuar com a rotina médica normal. É simples, barato e efetivo”.
Importância
É consenso entre os especialistas que esta parcela da população pré-diabética precisa de cuidados contínuos para não terminar nas estatísticas de doentes crônicos. “Mesmo quem não está com diabetes, mas está a caminho de desenvolver a doença já convive com prejuízos, como veias em processo de entupimento, frequência cardíaca alterada, com possibilidades de sofrer algum mal mais sério”, alerta o presidente da SBD.
Por isso, define o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Ricardo Meirelles, o nome pré-diabético não pode ser encarado como os últimos momentos aproveitados para a pessoa abusar dos doces, gorduras e do sossego do sedentarismo. “Já é preciso promover uma virada nos hábitos, seguir uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos, porque a evolução negativa é contínua e gradual”, explica.
Tratamento
Ao mesmo tempo em que o Brasil se prepara para identificar os pré-diabéticos, correm as discussões sobre qual é o melhor tratamento para este grupo. Em países desenvolvidos, que já contabilizaram uma em cada cinco pessoas como pré diabéticas, as pesquisas mostram duas tendências de intervenção.
Uma delas defente que apenas a mudança de postura é suficiente para proteger este grupo de risco. Dois estudos internacionais apresentados na conferência latinoamericana mostram que a redução de 7% do peso e a adoção de uma dieta saudável é capaz de melhorar em 58% a condição dos pré-diabéticos, afirmou Griffin Rodgers, diretor do Instituto Nacional do Diabetes e Doença Digestiva, entidade responsável por financiar projetos internacionais de combate à doença.
Já uma outra corrente de médicos, em especial os que atuam nos Estados Unidos, acredita que a melhor opção é já fornecer medicamentos antidiabéticos para o grupo que ainda nem desenvolveu a doença.
“Eu não sou favorável a esta opção. Medicalizar parece mais simples do que mudar de hábito, mas a longo prazo a segunda alternativa é mais efeitva”, avalia Rosa Sampaio, do Ministério da Saúde brasileiro. Já o presidente da SBD, Saulo Silva, defende o outro lado da moeda. “A minha avaliação é de que o medicamento, principalmente a metformina, já pode ser usado para o pré-diabético. É efetiva, barata e com pouco efeito colateral.”   (Correio Press)

06.07 - Os genes da dúvida
Exames que podem traçar o destino da saúde humana reativam no meio científico a discussão ética sobre o tema e provocam dois efeitos antagônicos %u2014 a perspectiva de terapias mais eficientes contra o câncer e o preconceito social
Imagine poder descobrir se daqui a 10 anos você vai ter algum tipo de câncer, diabetes ou mal de Alzheimer. Fazer um teste(1)genético para detectar alguma doença parecia uma ideia de ficção científica, mas está cada vez mais perto da realidade. Com a sentença de um resultado positivo, além do susto inicial e da força de vontade para enfrentar um longo caminho de prevenção, podem chegar outras consequências. Para começar, o empregador pode não querer arcar com os custos de um funcionário com pouca saúde ou a companhia de seguros aumentaria em dobro um plano para um doente em potencial. A inovação da medicina causa polêmica entre especialistas e deve trazer à tona uma nova forma de discriminação.
Com apenas US$ 30 dólares, é possível escolher um kit genético na farmácia e fazer o teste em casa. Essa é a proposta da empresa farmacêutica americana Walgreens. O processo é simples, basta o comprador seguir as instruções da bula para coletar uma amostra da saliva, colocar o material em um envelope padrão e enviá-lo para um dos laboratórios da companhia para análise. O exame promete revelar se as pessoas têm predisposições para diversas doenças. O produto ainda não chegou às prateleiras porque foi barrado pelo órgão regulador do governo norte-americano, o Food and Drug Administration (FDA).
Para o especialista em discriminação genética, doutor em ciências da saúde e professor da Universidade de Brasília (UnB) Cristiano Guedes, o acesso ao teste não é sinônimo de segurança, muito menos de garantias de prevenção ou tratamento. “Os exames sem respaldo do atendimento e do aconselhamento médico não fazem sentido. A informação nem sempre é bem-vinda. Ela pode ser uma sentença, principalmente quando não se tem tratamento para a doença e isso pode causar preocupações, depressão e mudar a vida de alguém”, analisa o pesquisador.
Complicações
O fácil acesso ao exame genético também pode desencadear uma série de preconceitos. Na hora de arrumar um emprego, o candidato pode ter que apresentar não apenas o histórico médico como o futuro. Um seguro de saúde pode sair muito mais caro para o recém-nascido que pode ter diabetes em 30 anos. “Acreditar muito na profecia genética pode enterrar muitas carreiras. Existe o caso, por exemplo, do jogador Lassana Diarra, que foi afastado da seleção francesa antes da Copa do Mundo, depois que um exame apontou uma anemia falciforme. É uma má-formação genética, mas sem dados concretos e isso acabou com o sonho dele de jogar no mundial”, explica Cristiano.
Nos Estados Unidos, uma lei, aprovada em 2008 protege o cidadão americano de sofrer algum tipo de discriminação baseada em informações genéticas, principalmente por parte de empregadores e por companhias de seguro de saúde. Para a especialista Karen H. Rothenberg, professora do Departamento de Direito da Universidade de Maryland, uma reforma na legislação pode servir como uma proteção para outros países, como o Brasil.
“Com o aumento do interesse pela informação e testes genéticos, o primeiro passo é garantir a proteção jurídica. Acredito que vamos ter uma questão de existencialismo onde o grande desafio será ver como as famílias e a comunidade vão colocar essa informação sobre a saúde delas em seu ambiente”, disse a pesquisadora ao Correio, por e-mail.
1 - Expectativa
A indústria farmacêutica também deve lançar no mercado testes genéticos para descobrir incompatibilidade com substâncias como cafeína, medicamentos que combatem o colesterol, anticoagulante varfarina e tamoxifeno utilizado para combater o câncer de mama. A grande polêmica é sobre um exame para casais poderem descobrir se eles são portadores ou não de 23 variações genéticas que predispõem os filhos a doenças hereditárias, como a talassemia (um tipo de anemia) ou a ter os rins policísticos; predisposição a leucemia, esclerose múltipla e doenças cardiovasculares.
Prevenção polêmica de doenças
No Brasil, um projeto de lei que discorre sobre o tema (o de n° 4610) — elaborado em 1998 — ainda tramita no Congresso Nacional. O texto passou por diversas comissões, foi modificado e agora espera para ser votado em plenário. “Esse assunto é pouco explorado no nosso país. É preciso ter clareza e responsabilidade quando o tema é genético. A ciência pode disponibilizar a tecnologia e ajudar a prevenir doenças, mas se os resultados forem deturpados, o benefício é nulo”, comenta o professor Cristiano Guedes.
Na ficha médica de Virgínia Duarte de Aguiar, 38 anos, há várias histórias de câncer de mama na família, como ocorreu com a avó, a mãe e a tia. Dois tios também lutaram contra a neoplasia, no intestino e na pele. Mesmo que ainda não tenha atingido a idade recomendada, 40 anos, para fazer um exame de mamografia, ela teve a primeira experiência esse ano. “Geralmente, quando conto o meu histórico aos médicos, eles se preocupam. Sigo as recomendações e faço a prevenção. Mas procuro não me fixar muito nisso, senão a gente enlouquece, sabe? Tento levar um vida normal, não ficar muito encucada, mesmo porque, a cada dia que passa, vejo que essa é uma doença muito emocional”, conta a funcionária pública.
O teste genético pode criar uma demanda pela necessidade de saber o futuro e uma grande expectativa que pode pautar a vida de todos, segundo a antropóloga do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Débora Diniz (Anis). “É óbvio que todos nós vamos morrer, mas uma má formação genética se torna sentença. Essa pode ser uma das formas mais perversas de discriminação porque seremos definidos por nossos genes e não deve ser assim. E o pior: não temos dispositivos para colocar um freio nisso”, comenta a especialista.
Para os especialistas, apenas o DNA não pode definir o destino de cada um. “Você não é fruto do genótipo, o ambiente onde você vive, a sua alimentação e estilo de vida também podem influenciar. Você pode se aproveitar de um diagnóstico, porém não existem garantias”, comenta Cristiano.
Se tivesse acesso a um teste genético que indicasse se ela teria um câncer ou não no futuro, Virgínia faria sem hesitar. “Gostaria de saber, me preparar. De repente, mudar o ritmo de vida, participar de algum estudo científico. Fico impressionada como a medicina evolui e, quem sabe, eles não encontrarão a cura ou alguma forma de prevenção com esses testes”, indaga a funcionária pública.
Com apenas 27 anos, Ana Paula Faria viu mãe e uma tia sofrerem com câncer de mama e a avó com um de intestino. Assim como Vírginia, ela também gostaria de fazer o teste, mas com algumas ressalvas. “Só faria um exame se ele tivesse um respaldo científico muito forte e se a minha médica aprovasse. Ele pode ter uma probabilidade funcional e isso me impulsionaria a criar formas de evitar a doença”, comenta a técnica de laboratório.
1 - Discriminação
O projeto de lei n° 4.610, que ainda espera na fila de votação em plenário, na Câmara dos Deputados, define os crimes resultantes de discriminação. O texto alerta que a realização de testes genéticos só é permitida com finalidades médicas ou para pesquisa com o aconselhamento de um profissional habilitado. A pena para quem “negar cobertura por seguro de qualquer natureza com base na informações genéticas” é de detenção de três meses a um ano e multa.   (Correio Braziliense)
 
 
 
 
 
 

05.07 - Estudo busca segredo da longevidade
Ao analisar o DNA das pessoas mais velhas do mundo, cientistas da Universidade de Boston descobriram um traço genético de longevidade, disseram ontem. Eles esperam começar a oferecer em breve um teste gratuito que permitirá às pessoas saber se carregam esse traço para viver até a velhice avançada.
Os pesquisadores, que estudaram mais de mil pessoas com idade acima de cem anos, identificaram um conjunto de 150 marcadores genéticos que, juntos, são associados à longevidade extrema. Eles reconheceram que não sabem ainda quais são todos os genes envolvidos, nem sua função em prolongar a velhice.
"É uma característica extremamente complexa que envolve vários processos", disse a pesquisadora-chefe Paola Sebastiani, bioestatística da Escola de Saúde Pública da universidade. Ainda assim, "nós podemos computar a sua predisposição específica para uma longevidade excepcional".
Os pesquisadores dizem que não têm planos de patentear a descoberta ou de lucrar com ela. Ao invés disso, eles esperam liberar este mês na internet um kit de testes para estimular a pesquisa sobre longevidade.
"É um grande avanço", disse Nir Barzilai, diretor do Instituto para Pesquisa do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, que estuda a genética da longevidade mas não participou do projeto. "Isso mostra que 150 marcadores [entre milhões] são tudo de que você precisa para fazer a distinção entre as pessoas que vivem mais de cem anos e as que não."
Há muito tempo os cientistas tentam decifrar o código genético do envelhecimento saudável. Em média, pessoas que moram em países desenvolvidos podem hoje esperar viver entre 80 e 85 anos, graças em grande parte a melhoria na dieta e saúde pública. Mas os idosos mais longevos vivem décadas mais, normalmente livres das doenças mentais e físicas da idade.
A pessoa mais velha do mundo atualmente tem 116 anos, segundo o Grupo de Gerontologia de Los Angeles. De acordo com registros, a pessoa que mais viveu chegou aos 122 anos.
Ninguém conhece a receita completa para uma vida longa e saudável. Mas os genes que ajudam a controlar as respostas celulares à fome, à seca e à capacidade de sobrevivência a outros estresses podem ter um papel fundamental em barrar as doenças e problemas crônicos do envelhecimento, sugerem os cientistas.
Embora uma vida saudável seja importante, esses fatores genéticos parecem ser ainda mais determinantes quanto mais vivemos. De fato, uma variação em um único gene importante chamado FOX03A pode triplicar as chances de uma pessoa passar dos cem anos, informaram recentemente os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Pacific Health, do Havaí.
Em uma pesquisa publicada na internet ontem pela revista "Science", Sebastiani, junto com o geriatra da Universidade de Boston, Thomas Perls, e outros colegas estudaram variações no código bioquímico do DNA retirado de pessoas que viveram um século ou mais. Todo o grupo analisado é membros do Estudo de Centenários da Nova Inglaterra, considerado o maior e mais abrangente estudo mundial sobre pessoas que vivem muito e suas famílias.
Os cientistas compararam padrões de variação genética desses idosos com os de pessoas que viveram dentro da média. Os marcadores genéticos que encontraram estão espalhados entre os 3 bilhões de caracteres do DNA do genoma humano e relacionados a pelo menos 70 genes conhecidos. Dependendo de hábitos pessoais, dietas, lesões, acidentes e outros fatores, esses genes aumentam as chances individuais de sobrevivência na loteria da vida, informam os cientistas.
A informação permitiu que os pesquisadores da Universidade de Boston identificassem aqueles que estão predispostos a uma longevidade excepcional com 77% de precisão em testes de controle, informaram eles.
"Agora, vamos ter que descobrir quais são todos esses genes, o que eles fazem e se existe uma forma de atuar sobre eles", diz o especialista em geriatria, Bradley Willcox, que não participou da pesquisa. Ele é um dos principais pesquisadores do estudo de longevidade do Havaí e do Estudo de Centenários de Okinawa, que envolve a análise de milhares de homens que estão envelhecendo.
Ao mesmo tempo, o teste estará disponível por meio de um site público mantido pelo Estudo de Centenários da Nova Inglaterra. Para fazer o teste, contudo, as pessoas terão de fornecer o próprio genoma completo, e isso pode custar milhares de dólares com as empresas de sequenciamento genético.
Os cientistas alertaram que o procedimento pode revelar mais do que algumas pessoas gostariam de saber. Testes genéticos normalmente revelam informações provocadoras, mas incompletas sobre nossos riscos de doenças, e é difícil saber o que fazer com essa informação. Pistas sobre a longevidade, por exemplo, podem afetar decisões sobre cobertura de seguro ou tratamentos médicos de longo prazo.
"Não acho que as pessoas estejam prontas para isso", disse Perls, da Universidade de Boston. "Mas eu não acho que isso vai impedir que as empresas tentem comercializar o teste", acrescentou.  (Robert Lee Hotz - The Wall Street Journal/Valor Online)

05.07 - OdontoPrev incorpora operação da Bradesco
A OdontoPrev concluiu a incorporação societária da Bradesco Dental e assumiu todas as atividades de gestão e processamento dos atendimentos odontológicos originalmente celebrados nos contratos com a operação do grupo financeiro.
Anunciada em outubro de 2009, a operação consolida a maior operadora de planos odontológicos da América Latina, com 12 mil empresas atendidas e uma carteira de 4,2 milhões de associados.
Após aprovação, em assembléia de acionistas realizada em dezembro do ano passado, a Bradesco Dental passou a ser subsidiária integral da OdontoPrev, por meio da incorporação de suas ações, enquanto que a Bradesco Saúde recebeu 43,5% das ações de emissão da OdontoPrev.
A marca Bradesco Dental será mantida como um produto sob gestão do grupo OdontoPrev, assim como todos os direitos e obrigações referentes aos contratos originalmente firmados com os clientes e a rede. As regras, orientações, canais de comunicação e demais características operacionais também continuarão independentes.
A partir da incorporação, a Bradesco Dental afirma que deixará de comercializar produtos de seguros, passando a trabalhar como uma operadora de planos odontológicos.
Uma das metas da integração é obter sinergias decorrentes de ganhos de escala e tornar o grupo mais competitivo.
A OdontoPrev concluiu ontem a incorporação societária da Bradesco Dental e assumiu todas as atividades de gestão e processamento.  (PanoramaBrasil/DCI)
 
 
 
 

02.07 - Médicos do PR querem negociar com planos
A classe médica do Paraná quer abrir um canal de negociação com as operadoras dos planos de saúde, para tratar do reajuste dos valores pagos aos médicos e pedir melhores condições de trabalho.
A medida consta na Carta de Curitiba, definida na noite da última quarta-feira durante assembleia realizada pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), onde os médicos listam uma série de reivindicações.
Durante a assembleia, que contou com a participação de 70 médicos representantes das sociedades científicas de especialidades, também foram abordados temas como a recomposição do equilíbrio econômico financeiro dos contratos dos médicos com os planos.
De acordo com a CEHM, desde 2000 os valores de reajuste dos planos de saúde autorizados pela ANS foi de 104% - reajuste que teria sido repassado aos usuários, mas que não repercutiu em aumento no valor da consulta médica e, consequentemente, não foi repassado ao médico. Para a comissão, as operadoras praticamente congelaram o valor dos procedimentos médicos.
O objetivo, segundo o presidente da CEHM e da AMP, José Fernando Macedo, é apresentar a situação em que a classe se encontra, mostrando a defasagem da remuneração desses profissionais, e solicitar um posicionamento das operadoras. “Se isso não der certo, a intenção é levar a discussão para vias judiciais e, neste caso, os resultados podem ser imprevisíveis”, afirma.
Outro ponto salientado pelos médicos é a criação de um plano de cargos e salários para os médicos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Macedo, o plano, que inclusive é alvo de um projeto que tramita no Congresso Nacional, prevê a implementação de um piso salarial no valor de R$ 7 mil para a categoria. “Isso é fundamental para a sobrevivência do SUS”, diz.
Macedo ressalta que as negociações com as operadoras será tratada periodicamente durante as reuniões da comissão, da qual fazem parte Associação Médica do Paraná (AMP), o Conselho Regional de Medicina (CRMPR) e o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar).   (Newton Almeida - Paraná Online)

02.07 - 11ª Pesquisa Nacional Unidas
Representando a autogestão em saúde, com 140 filiadas em todo o Brasil, o que corresponde a um universo de mais de 5 milhões de vidas, a UNIDAS publica anualmente sua Pesquisa Nacional, com o intuito de conhecer e divulgar a realidade das instituições de autogestão, principalmente em relação aos benefícios que estão sendo oferecidos aos seus associados, a partir da avaliação dos seus principais indicadores de desempenho, em especial aqueles voltados à cobertura, utilização e custos dos serviços de saúde.
O questionário da 11ª edição da Pesquisa já está disponível no site www.unidas.org.br e no link www.ecosaude.com.br/unidas e pode ser acessado pelas instituições filiadas, bem como pelas não filiadas que foram convidadas a participar. Para respondê-lo, cada autogestão participante recebeu uma identificação específica (código e senha), o que garantirá o sigilo dos dados.
O formulário, elaborado de forma a ser respondido com rapidez e facilidade, possui 38 perguntas e vai coletar os dados referentes a 2009, até o dia 30 de agosto. As informações serão compiladas e analisadas em parceria com o Centro Paulista de Economia da Saúde (CPES), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para que os dados continuem representando fidedignidade e consistência, a participação das instituições de autogestão é fundamental.
Em caso de dúvidas, entre em contato com o Sr. Mario Scheidegger, do CPES, pelo telefone (11) 9278-2155, ou e-mail pesquisaunidas@unidas.org.br.
Participe! A UNIDAS conta com a colaboração de todas autogestões.  (Unidas/AssPreviSIte)

02.07 - OdontoPrev fortalece parceria com Sistema Unimed
A OdontoPrev fortalece mais uma vez sua parceria com o Sistema Unimed , ao participar do XXVII Simpósio das Unimeds do Estado de São Paulo (Suesp), que acontece de 7 a 11 de julho, no Guarujá (SP). O evento é considerado o maior do Cooperativismo de Trabalho Médico Paulista e promove uma ampla discussão sobre questões de gestão, administração e operação, no âmbito das Unimeds, além da educação continuada e das práticas e doutrinas cooperativistas. “A OdontoPrev mantém sempre um diálogo aberto e constante com seus parceiros, fortalecendo seus diferenciais como especialista em Odontologia com a oferta de produtos e serviços de alta qualidade. No XXVII Suesp, teremos a oportunidade de ampliar as ações de parceria com as Unimeds de São Paulo, principalmente num momento em que a companhia possui uma grande força comercial”, afirma Renato Cardoso, diretor de Desenvolvimento de Mercado da OdontoPrev.
Durante o Suesp, presidentes, dirigentes e executivos das Unimeds do Estado de São Paulo - 73 Singulares e seis Federações Intrafederativas - e representantes das diversas Unimeds em nível nacional poderão conhecer um pouco mais sobre os planos odontológicos da OdontoPrev. Hoje já são oferecidos produtos da empresa a clientes das Unimeds de Marília e Bragança Paulista no Estado de São Paulo, Belo Horizonte, Vale do Aço, lavras, Betim, Geraes de Minas, Divinópolis, Pirapora, Pontal, Serra do Caraça, Sete Lagoas, Uberaba, Varginha, Santa Barbara, Matosinhos, Pedro Leopoldo e Barão de Cocais, em Minas Gerais, Vitória e Norte Capixaba, no Espírito Santo, além de outras singulares nos Estados do Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e Pará.
Além de oferecer atendimento aos clientes e associados Unimed, a OdontoPrev transfere todo o seu know-how de gestão, seja no referente ao desenho de planos, na elaboração de estratégicas comerciais ou na aplicação de tecnologias para implantação do benefício odontológico nas empresas. Só em Minas Gerais, onde a OdontoPrev opera também por meio da Rede Dental, já foram estabelecidas diversas parcerias com cooperativas do Sistema Unimed, totalizando mais de 190 mil clientes que usufruem do benefício odontológico.   (Fenaseg)
 
 
 
 
 

01.07 - À espera do Prev Saúde
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aguarda a avaliação do Prev Saúde e Prev Educação pelo Ministério da Fazenda e pela Receita Federal. A intenção do setor é que os novos produtos de previdência tenham 100% de isenção da alíquota do Imposto de Renda (IR), que incide sobre a rentabilidade acumulada nos planos.
Os produtos atenderiam às necessidades básicas da população de menor poder aquisitivo nas áreas de saúde e de educação, segundo profissionais do setor. Mas, por enquanto, o projeto para o Prev Saúde e Prev Educação está na fila de espera. Também não há data marcada para a comercialização deles.
Em 2005, foi criada a tributação regressiva nos planos de previdência, que estabeleceu a incidência da menor alíquota do mercado, de 10% de IR, quando cada aporte permanece por mais de 10 anos aplicado no plano de previdência.
Com a possibilidade da isenção de imposto para planos tipificados (Prev Educação e Prev Saúde), haveria mais uma opção na escolha do produto de previdência. A maior vantagem para o segurado, segundo o projeto, seria a que se refere ao tratamento tributário proposto no novo produto.
Nos atuais planos de acumulação (VGBLs e PGBLs), existe o diferimento tributário, ou seja, o Imposto de Renda somente incide no momento de saque dos recursos, seja pelo recebimento do benefício ou em decorrência do pedido de resgate, facultado ao consumidor, a qualquer tempo, durante o período de acumulação.
Nos novos produtos, o dinheiro acumulado no Prev Saúde e no Prev Educação teria de ser "carimbado": sai do plano direto para o custeio da educação ou saúde. Não haveria cobrança do imposto, respeitados os limites de dedução fiscal, vigentes na legislação do IR para educação e saúde.  (Adriana Aguilar - Valor Online)

01.07 - SUS e planos revelam crise ampla na saúde
Nas últimas semanas, os meios de comunicação confirmaram o que todo mundo sabe: o Sistema Único de Saúde (SUS), embora essencial, não funciona bem. Foram relatados casos de marcação de cirurgias com mais de um ano de demora - período em que o paciente pode dispensar o atendimento... por ter morrido. Os hospitais relatam que os valores pagos são ridículos: poucos reais por sofisticadas operações, o que é um incentivo à corrupção. O deputado estadual cearense Fernando Hugo, do PSDB, considera irrisórios os pagamentos do SUS. O parlamentar, que é médico, destacou um fato de seu estado, que deve se repetir em todo o país: os hospitais não aceitam pacientes do SUS, pois a remuneração é inferior ao custo para muitos tratamentos.
No Ceará, isso gera superlotação no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), único a receber casos graves do SUS. "Antes os hospitais recebiam os pacientes do SUS. Hoje fecham as portas. Pacientes complicados, como os diabéticos com infecção, é o tipo do paciente que morre e não é recebido, porque é caro para os hospitais". Segundo ele, O HGF faz a "caridade" de receber tais pacientes, mas apenas os coloca em macas, pois está superlotado. Fernando Hugo informa que o SUS paga por uma cirurgia de retirada de apêndice o valor de R$ 253 a ser dividido pela equipe que é formada pelo cirurgião, anestesista e o auxiliar. Diz ainda que a diária paga pelo SUS em UTI de nível 2 é de R$ 410. "Ora, uma ampola de Rossefin custa R$ 150 e o paciente muitas vezes toma duas por dia. Isso é uma vergonha mundial". Com a palavra, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Mas se o SUS é "uma vergonha" - conforme o deputado tucano, a situação também não é maravilhosa do outro lado. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu 12.728 denúncias de infrações cometidas pelas operadoras privadas em 2009. Pelo décimo ano consecutivo, as operadoras de seguro de saúde ocuparam o ponto máximo da lista de reclamações feitas ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Trata-se de uma taça indesejada. Também os procons de 24 estados brasileiros, juntos, contabilizaram 14.800 queixas contra as operadoras privadas no Sistema Nacional de Informação de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça. À Agência Brasil, uma assistente de direção do Procon-SP, Selma do Amaral, disse que a crise é mais aguda, pois menos de 1% dos consumidores insatisfeitos reclama dos problemas com os planos. É uma tradição brasileira comentar o assunto com amigos, ligar para rádios, mas não formalizar uma queixa em uma entidade pública ou de prestação de serviços. Em resumo, a saúde está em crise, no país do futebol e do marketing político.   (S. Barreto Motta - Jornal Monitor Mercantil)

01.07 - O fim dos hospitais psiquiátricos
Organização Pan-Americana da Saúde quer atendimento em hospitais gerais. Ministério de Saúde aplicou R$ 90 mi nesses leitos em 2009
O coordenador do Programa de Saúde Mental da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Washington, Jorge Jacinto Rodriguez, defendeu a criação de leitos para atendimento de doentes mentais em hospitais gerais. Na avaliação de Rodriguez, essa é uma forma de garantir o atendimento aos doentes mais graves em momentos de surto, sem o estigma dos hospitais psiquiátricos.
"A política mais adequada é incentivar a criação de leitos psiquiátricos em hospitais gerais, que têm menos estigmas. Eles estão mais perto da comunidade. A ideia é usar mais os hospitais gerais e menos os psiquiátricos", destacou Rodriguez, que participou nesse domingo (27), em Brasília, da abertura da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental.
Rodriguez avaliou que o modelo brasileiro, que privilegia a substituição de hospitais pela inserção dos doentes na sociedade, deveria ser seguido pelos demais países da América Latina. "O modelo comunitário não significa que não há leitos. Podemos atender e tratar a crise em poucos dias ou em algumas semanas para que a pessoa possa logo voltar para casa, para sua comunidade".
Rodriquez enfatizou a necessidade de redução, de forma progressiva, do número de hospitais psiquiátricos nos demais países na América Latina. "Essas instituições têm muitos problemas. Os pacientes passam anos lá e, muitas vezes, perdem contato com a família. Por isso, a ideia é desenvolver e fortalecer estruturas, dispositivos comunitários. É o caso das próprias residências terapêuticas [outro modelo do Brasil], com menor número de pacientes, uma atenção mais adequada e próxima das comunidades. A pior alternativa é o hospital psiquiátrico".
Na América Latina, países como o Chile, Cuba e o Panamá, além do Brasil, adotaram modelos considerados bons pela Opas. No entanto, na opinião de Rodriguez, ainda há a adoção de práticas ultrapassadas na maior parte do continente e por isso ele defende a cooperação entre os governos.
"O nível de cobertura de atenção a esses problemas é muito baixo. Cerca de 60% das pessoas com doença mental não estão recebendo nenhum tipo de tratamento na América Latina. Temos que reduzir essa lacuna no tratamento, desenvolvendo programas de serviços como esse do Brasil".
De acordo com o Ministério da Saúde, o governo pretende dobrar até o fim do ano o número de leitos disponíveis para atendimento a casos de emergência de doentes mentais. Atualmente, de acordo com o ministério, há 2,5 mil leitos e a meta é criar mais 2,5 mil. Para isso, o governo realocou recursos orçamentários do Ministério de Saúde que investiu R$ 90 milhões em 2009 no custeio dos leitos. A ideia é investir neste ano R$ 180 milhões.   (Luciana Lima - Agência Brasil/ Saúde Business Web)
 
 
 
 
 
 

30.06 - Planos são campeões em reclamações no Idec
Longas esperas por atendimento médico. Dificuldade para agendar uma consulta. Recusa na hora de contratar exames complexos ou obter remédios caros. Eis algumas das principais queixas de clientes insatisfeitos com planos de saúde aos órgãos de defesa do consumidor. Durante o ano passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu 12.728 denúncias de infrações cometidas pelas operadoras privadas. Além disso, pelo décimo ano consecutivo, as operadoras de seguro de saúde ocuparam o topo da lista de reclamações feitas ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Já os procons de 24 estados brasileiros, juntos, contabilizaram 14,8 mil queixas contra as operadoras no Sistema Nacional de Informação de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça. Para a assistente de direção do Procon-SP, Selma do Amaral, esses números são apenas um indício da situação, que ela diz ser pior.
“A situação é pior do que registramos. Há pesquisas que indicam que apenas 0,5% dos consumidores insatisfeitos reclama dos problemas com os planos”, disse Selma à Agência Brasil.
Diante da afirmação, a reportagem visitou hospitais particulares de São Paulo e Brasília e, em todos eles, encontrou gente alegando algum tipo de dificuldade para ter acesso ao serviço pelo qual pagam. “Os planos particulares não são a solução para todos os problemas. Há casos em que o cliente teve que recorrer à Justiça para conseguir ser atendido, mesmo estando quite com todas as suas obrigações”, arremata Selma.
A própria presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Iolanda Ramos, admite a existência de problemas, mas defende que não se pode atribuí-los ao sistema como um todo. “O mercado de saúde tem planos e planos. O que o consumidor tem que fazer para evitar aborrecimentos é, antes de assinar um contrato, pesquisar a rede de estabelecimentos conveniados que as empresas oferecem, o padrão dos profissionais, os órgãos de defesa do consumidor. É preciso entender que não existem milagres e evitar comprar gato por lebre. Óbvio que um plano familiar por R$ 50/mês não vai ter qualidade”, afirmou a dirigente da entidade que representa 147 instituições de autogestão.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes, a questão não é essa. Apesar de reconhecer a importância do sistema de saúde suplementar, que ajuda a desafogar o atendimento nos hospitais públicos, Carvalhaes aponta a busca por maiores lucros como uma das causas do mau atendimento. Além disso, ele sugere que a ANS não tem cumprido a contento o papel de fiscalizar as operadoras e defende a primazia do sistema público sobre o particular.
“A importância dos planos privados é inegável e ninguém pretende que eles desapareçam, mas é preciso que cumpram uma função social mais relevante. As operadoras de saúde suplementar perseguem o lucro fácil, demonstrando enorme oportunismo e ganância", afirmou Carvalhaes. “Há várias operadoras cujo atendimento é péssimo. Falta um monte de coisas nos hospitais, ambulatórios e prontos-socorros e toda a responsabilidade acaba recaindo sobre os médicos”.
Somados os clientes dos convênios de assistência médica e odontológica, o número de usuários de planos particulares ultrapassava 56 milhões de pessoas em março deste ano. O que equivale a dizer que um em cada quatro brasileiros paga pelo acesso à saúde que, constitucionalmente, deveria ser garantido pelo Estado.
De acordo com dados da ANS, o número de usuários cresceu acima dos 5% ao ano entre 2005 e 2008. Em 2009, a taxa foi de 4,9%. A distribuição dos usuários, contudo, reflete as discrepâncias econômicas regionais, com quase 80% dos clientes concentrados nas regiões Sul e Sudeste, sobretudo nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. (Agência Brasil/DiárioNet)

30.06 - 11ª Pesquisa Nacional UNIDAS
Representando a autogestão em saúde, com 140 filiadas em todo o Brasil, o que corresponde a um universo de mais de 5 milhões de vidas, a UNIDAS publica anualmente sua Pesquisa Nacional, com o intuito de conhecer e divulgar a realidade das instituições de autogestão, principalmente em relação aos benefícios que estão sendo oferecidos aos seus associados, a partir da avaliação dos seus principais indicadores de desempenho, em especial aqueles voltados à cobertura, utilização e custos dos serviços de saúde.
O questionário da 11ª edição da Pesquisa já está disponível no site www.unidas.org.br e no link www.ecosaude.com.br/unidas e pode ser acessado pelas instituições filiadas, bem como pelas não filiadas que foram convidadas a participar. Para respondê-lo, cada autogestão participante recebeu uma identificação específica (código e senha), o que garantirá o sigilo dos dados.
O formulário, elaborado de forma a ser respondido com rapidez e facilidade, possui 38 perguntas e vai coletar os dados referentes a 2009, até o dia 30 de agosto. As informações serão compiladas e analisadas em parceria com o Centro Paulista de Economia da Saúde (CPES), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para que os dados continuem representando fidedignidade e consistência, a participação das instituições de autogestão é fundamental.
Em caso de dúvidas, entre em contato com o Sr. Mario Scheidegger, do CPES, pelo telefone (11) 9278-2155, ou e-mail pesquisaunidas@unidas.org.br.
Participe! A UNIDAS conta com a colaboração de todas autogestões.  (Unidas)

30.06 - SUS deve ser indenizado por indústria de tabaco
Objetivo é obter o ressarcimento pelos gastos do sistema público de saúde com o tratamento de doenças decorrentes do fumo
O governo espera a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso para ingressar com novas ações na Justiça contra a indústria do tabaco. A expectativa é que a cobrança atinja bilhões de reais. Nos Estados Unidos, a indústria de cigarros pagou, nos anos 90, US$ 246 bilhões ao governo como indenização pelos gastos com o tratamento de pessoas que tiveram problemas por causa do uso do tabaco. No Brasil, o objetivo segue a mesma linha após a aprovação, que deverá ocorrer nesta semana.
A LDO traz uma orientação programática para o governo conforme descrito no parágrafo 6º do artigo 50 do projeto: "A União tomará medidas judiciais cabíveis necessárias ao ressarcimento das despesas do SUS com o tratamento de usuários de fumo e tabaco".
Procurada, a Souza Cruz informou por meio de uma nota que a iniciativa inserida na Lei de Diretrizes Orçamentárias da União (LDO) é inconstitucional. "De acordo com disposição expressa da Constituição Federal, o Sistema Único de Saúde brasileiro é custeado por meio da arrecadação de tributos, cabendo ao Poder Executivo a gestão desses recursos na execução de políticas públicas de saúde. Além disso, a referida iniciativa também viola os limitadores constitucionais acerca do que pode ser contemplado neste tipo de lei e fere o princípio da separação de poderes".
De acordo com a companhia, somente em 2009, a Souza Cruz recolheu aos cofres públicos mais de R$ 6,3 bilhões em tributos, totalizando aproximadamente R$ 26 bilhões de tributos recolhidos sobre a venda somente nos últimos cinco anos. "Importante ainda ressaltar que os riscos associados ao consumo de cigarros são amplamente conhecidos pela população em geral, pela comunidade médica e pelo próprio Estado que, ciente de se tratar de um produto de risco inerente, autoriza a sua fabricação e comercialização, mediante severas restrições regulatórias, ampla fiscalização e carga tributária - historicamente - elevada", finaliza.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

29.06 - Planos: Mensalidade sobe mais que inflação em 11 anos
Estudo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) aponta que as mensalidades dos planos de saúde subiram 15,3% acima da inflação nos últimos 11 anos. Entre 2000 e 2010, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajustes anuais que somaram 136,6%.
No mesmo período, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 105,3%. No último dia 11, os planos de saúde foram autorizados pela ANS a reajustar as mensalidades em 6,73%. O índice está acima da inflação acumulada entre maio de 2009 e abril de 2010, de 5,26%. Segundo o Idec, apenas em duas ocasiões o reajuste ficou abaixo da inflação do IPCA.
A ANS alega que a comparação entre os índices inflacionários e o percentual de reajuste dos planos não é apropriada, já que o setor tem custos com equipamentos, insumos, remédios e salários que não entram na base de cálculo dos principais indicadores. Para a presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, Iolanda Ramos, a chamada “inflação médica” é mais alta:
– Se os usuários reclamam que o aumento é muito, os gestores reclamam que é pouco. (Zero Hora)

29.06 - Entidade aciona  planos que desrespeitam idosos
O Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) ingressou com as primeiras ações coletivas contra cinco operadoras de planos de saúde que aplicaram reajustes abusivos contra idosos nos últimos cinco anos.
A entidade está pedindo nulidade dos reajustes aplicados em razão da idade, no período citado, a devolução dos valores pagos indevidamente e a reinclusão de consumidores “expulsos” por reajustes abusivos, caso tenham interesse.
“A partir de 1º de outubro de 2003, data em que entrou em vigor o Estatuto do Idoso, qualquer contrato de plano de saúde só pode sofrer reajustes decorrentes da inflação uma vez por ano, na data de aniversário do contrato, e mediante índices previamente autorizados pela ANS”, explicou o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin.
Reajuste
Além do Estatuto do Idoso, o usuário de plano de saúde que possui 60 anos ou mais pode contar com a resolução 63, de 22 de dezembro de 2003, da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que estabeleceu que os planos de saúde só podem reajustar seus preços em decorrência da variação da idade dos clientes, respeitando as seguintes faixas:
1 – de zero a 18 anos;
2 – de 19 a 23 anos;
3 – de 24 a 28 anos;
4 – de 29 a 33 anos;
5 – de 34 a 38 anos;
6 – de 39 a 43 anos;
7 – de 44 a 48 anos;
8 – de 49 a 53 anos;
9 – de 54 a 58 anos;
10 - 59 anos ou mais.
Ainda conforme a resolução da ANS, o valor fixado para a última faixa etária não poderá ser superior a seis vezes o valor da primeira faixa etária e a variação acumulada entre a sétima e a décima faixas não poderá ser superior à variação acumulada entre a primeira e a sétimas faixas.   (Gladys Ferraz Magalhães - InfoMoney)

29.06 - Planos de saúde - 12,7 mil queixas só em 2009
Operadoras podem responder pesquisa da ANS sobre tempo de espera até o dia 5
Longas esperas e dificuldade para agendar uma consulta ou marcar exames não são problemas apenas de quem depende do sistema público de saúde. No ano passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu 12.728 denúncias de infrações cometidas pelas operadoras privadas. Já os Procons de 24 Estados brasileiros, juntos, contabilizaram 14,8 mil queixas contra as operadoras no Sistema Nacional de Informação de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça.
Para a assistente de direção do Procon-SP, Selma do Amaral, esses números são apenas um indício da situação, que ela diz ser pior. "A situação é pior do que registramos. Há pesquisas que indicam que apenas 0,5% dos consumidores insatisfeitos reclama dos problemas com os planos", disse Selma, em entrevista à Agência Brasil.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes, os planos de saúde ajudam a desafogar o atendimento nos hospitais públicos, mas a busca por maiores lucros é uma das causas do mau atendimento. "A importância dos planos privados é inegável e ninguém pretende que eles desapareçam, mas é preciso que cumpram uma função social mais relevante", afirmou.
Na semana passada, a ANS deu o primeiro passo para resolver o problema das longas esperas. A agência publicou em seu site uma pesquisa para as operadoras privadas apontarem o tempo de espera praticado por elas nos diversos procedimentos, como marcação de consulta, de exames e atendimento em hospitais, e qual o tempo seria o ideal e possível. Elas têm até 5 de julho para responderem o questionário, mas o preenchimento não é obrigatório.
De acordo com a ANS, esse é o primeiro passo para a regulamentação do tempo máximo que os planos terão para atender aos beneficiários.
Recentemente, o vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Délio Malheiros, fez algumas visitas em hospitais privados em Belo Horizonte e constatou que demora no atendimento chega a cinco horas.
Liderança ruim
Ranking. Pelo décimo ano consecutivo, as operadoras de seguro de saúde ocuparam o topo da lista de reclamações feitas ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Conselho
Consumidor tem que pesquisar
A presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Iolanda Ramos, admite a existência de problemas, mas defende que não se pode atribuí-los ao sistema como um todo. “O mercado de saúde tem planos e planos. O que o consumidor tem que fazer para evitar aborrecimentos é, antes de assinar um contrato, pesquisar a rede de estabelecimentos conveniados que as empresas oferecem, o padrão dos profissionais, os órgãos de defesa do consumidor”, destacou. Segundo ela, é preciso entender que não existem milagres e evitar comprar “gato por lebre”. “É obvio que um plano familiar por R$ 50/mês não vai ter qualidade”, afirmou a dirigente da entidade. (O Tempo)
 
 
 
 
 

28.06 - Processos mais enxutos nos hospitais brasileiros
Processo traz mais eficiência, produtividade e qualidade de atendimento para profissionais de saúde
O sonho atual das empresas é ser enxuta, independentemente do ramo de atuação. Todas têm como meta reduzir custos, aumentar a qualidade dos produtos ou serviços, melhorar o atendimento aos clientes e a motivação dos colaboradores. Tudo isso com o intuito de torná-las mais flexíveis, eficientes e lucrativas.
Quando se trata de hospitais, apesar das diferenças entre o sistema de saúde do Brasil e da Alemanha, especialmente no que tange ao pagamento das operadoras prestadoras de serviços ou planos de saúde, os problemas operacionais em geral são similares. Os dois países têm praticamente a mesma relação entre hospitais públicos e privados. Porém, existem grandes diferenças na comparação de seus tamanhos, no trabalho junto às operadoras de serviço e no atendimento ao público.
O fato é que várias instituições alemãs adotaram o conceito "lean", baseado no aumento da eficiência através da eliminação de todas as formas de desperdício. Após mais de 60 projetos realizados em hospitais e clínicas por toda a Europa desde 2004, nossa consultoria percebeu o quanto poderia enxugar os processos médico-hospitalares.
Os resultados são expressivos tanto na redução de custos quanto em melhoria na produtividade das pessoas e dos processos. Por consequência, houve melhora na qualidade do atendimento aos pacientes, dos serviços internos e da eficiência na interface de trabalho entre as áreas da  organização.
Além das disparidades no porte e no público, enquanto aqui os hospitais são os principais pontos de atendimento, na Alemanha, os consultórios particulares fazem esse papel. Dessa forma, a capacidade médico-hospitalar dedica-se somente a casos de emergência e pacientes que necessitam de internação.
A grande questão é: por que os hospitais brasileiros deveriam implementar os princípios e conceitos "lean" para melhorar a performance de seus processos e se tornarem mais enxutos? A realidade atual mostra hospitais superlotados e mal-estruturados, com setores de emergência e pronto-socorros que não suportam a quantidade de pacientes. Questões mais específicas como a demora no agendamento de cirurgias, estoques de medicamentos supérfluos e a falta de planejamento interno para gerenciar melhor os leitos e cirurgias, são os principais obstáculos para a ampliação de capacidade.
Para reduzir essas "gorduras", a utilização da metodologia "lean" no setor da saúde se mostra uma excelente solução, como comprovou o Luxembourg Hospital Center Hospitalier Emile Mayrisch, de Luxemburgo. Após a implementação das ferramentas da consultoria, conseguiu melhorar a utilização da área operacional em 31%. Ao mesmo tempo, a duração total dos exames preparatórios antes de uma cirurgia foi reduzida em impressionantes 98%, consequência de um planejamento de internação coerente. Desde a reorganização, os profissionais observaram níveis mais elevados de satisfação do paciente. É importante lembrar que a otimização precisa ocorrer em toda a cadeia de processos, caso contrário, não é possível alcançar todos os resultados.
Os hospitais brasileiros deveriam iniciar também uma "jornada lean", adaptando esse método à sua realidade. Com certeza, a capacidade operacional aumentará e eles colherão muitos dos resultados obtidos há anos pelas organizações europeias e americanas. Assim, ajudaremos a tornar o nosso sistema de saúde mais enxuto e fazer com que os nossos hospitais tornem-se instituições com processos sem desperdícios, ágeis e flexíveis, e que proporcionem a seus pacientes serviços de alta qualidade a custos mais acessíveis.   (Jevandro Barros - Saúde Business Web)

28.06 - Despesa com saúde cresce 10% em seis anos
Principal objetivo do executivo é expandir o número de instituições parceiras da empresa
Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre Orçamento familiar apontou que os gastos com saúde ocupam a quarta posição no orçamento familiar, ficando atrás de despesas como alimentação, moradia e transporte.
Os gastos com planos de saúde e medicamentos das famílias brasileiras cresceu cerca de 10% nos últimos seis anos. Estas despesas ocupam o quarto lugar no orçamento familiar, sendo responsável apenas por 7,2% dos custos.
De acordo com o estudo, a renda média mensal das famílias brasileiras ficou em R$2.626,31 e seus principais gastos são com moradia, alimentação, transporte representando 35,9%, 16,8% e 19,6% dos gastos respectivamente.
A Pesquisa de Orçamento Familiar foi realizada pelo IBGE em parceria com o Banco Mundial e convênio com o Ministério da Saúde entre os anos de 2008 e 2009.   (Saúde Business Web)

28.06 - Maus hábitos causam principais problemas de saúde
Os maus hábitos dos brasileiros são os responsáveis pelos principais problemas de saúde enfrentados no País. A conclusão é baseada em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde anualmente desde 2006 até 2009 com 54 mil moradores de todas as capitais. As entrevistas foram feitas por telefone e o objetivo foi avaliar o estilo de vida da população.
O levantamento foi tema de reportagem realizada pela revista Época este mês, que mostrou o quanto a saúde dos brasileiros piorou nos últimos anos e qual a responsabilidade do governo e população em relação ao problema.
Segundo a matéria, o sobrepeso e a obesidade são os dados mais impressionantes da pesquisa: 51% dos homens têm excesso de peso. Em 2006 esse percentual era de 47%. No caso das mulheres, o índice é de 42% contra 38% registrado naquele ano.
Um dos motivos apontados no texto para esse crescimento é o maior acesso da população a alimentos baratos, com alta caloria e baixo valor nutritivo, associado ao menor consumo de alimentos ricos em nutrientes, como o feijão, e à falta de atividade física.
O aumento de doenças como hipertensão e diabetes é uma das consequência dos hábitos inadequados. A pesquisa apontou que, dos entrevistados, 24% receberam diagnóstico de hipertensão, quando em 2006 eram 21%. No caso do diabetes, 5,8% confirmaram ter a doença. Em 2006, esse percentual era de 5,2%.
O levantamento mostrou ainda que os brasileiros estão consumindo mais álcool. Entre os homens, o consumo aumentou de 25,5%, em 2006, para 28,8% em 2009. Para Deborah Malta - coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde – em entrevista à Época, é preciso mudar a cultura do brasileiro, que costuma associar o álcool ao lazer.
A reportagem reforçou a importância de atacar os maus hábitos da população para reverter esse quadro.
Papel do governo
Segundo a matéria, é preciso que a população faça sua parte para aperfeiçoar a saúde, mas o governo também deve investir mais e melhorar a gestão da área.
Para melhorar a qualidade dos serviços, tendo em vista o encarecimento de novas tecnologias e o envelhecimento da população, será necessário gastar mais. Atualmente, o Brasil investe 8% do PIB em saúde.
Dados de um estudo do Banco Mundial apontam que na próxima década o País investirá 34 milhões de dólares para suportar os problemas causados pelos maus hábitos, caso perpetue o cenário atual.
Algumas idéias foram citadas para solucionar o problema da saúde no País: fortalecer a rede básica de saúde, criar a cultura da prevenção e da educação e reduzir as desigualdades.  (Cassi)
 
 
 
 
 

25.06 - Prazos para atendimento no SUS
Projeto de Lei fixa prazo de até 30 dias para realização de consultas.
A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou quarta-feira o Projeto de Lei 7148/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que estabelece prazos para os atendimentos realizados por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS) - 15 dias para exames médicos, 30 dias para consultas e 60 dias para cirurgias, a contar do agendamento.
A proposta estabelece ainda que, se o usuário for criança com menos de 10 anos ou for portador de doença grave, os prazos previstos serão reduzidos em 1/3 (ficando em 10 dias, 20 dias e 40 dias, respectivamente). Para os idosos, portadores de necessidades especiais ou gestantes, o prazo máximo para a realização de consultas será de três dias, quando não for o caso de internação imediata.
O relator da proposta, deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), recomendou a aprovação. "A garantia à saúde implica o pronto atendimento, ou, pelo menos, aquele realizado em prazo razoável. Submeter as pessoas a longos períodos de espera pode significar o mesmo que negar a elas o que prescreve o texto constitucional", afirmou.
O projeto estabelece que o não cumprimento dos prazos previstos implicará a abertura de processo administrativo pelo órgão competente para apuração da responsabilidade.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   (Agência Câmara/Saúde Business Web)

25.06 - Ameaça invisível
Faz sentido técnico a proposta do Ministério da Saúde de passar a exigir receita médica para a venda de antibióticos em farmácias. O uso indiscriminado desses fármacos é o começo de uma longa cadeia de falhas que vem produzindo linhagens de micro-organismos -as chamadas superbactérias- resistentes a muitas das drogas conhecidas.
Antes de dar esse passo, entretanto, seria importante avaliar o impacto que a medida provocaria na rede de atendimento ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS). Afinal, se, do dia para a noite, todas as drogarias adotassem a nova regra, os serviços sanitários precisariam estar prontos para lidar com uma demanda adicional de usuários que hoje se medica por conta própria.
É preciso, também, atuar sobre os demais elos da corrente de problemas que caracteriza a utilização dos antibióticos -além do controle sobre a venda.
Vale lembrar que os próprios médicos podem cometer equívocos e abusos. Estudos clássicos produzidos no final da década de 1990, nos EUA, mostraram que eram desnecessárias até 50% das prescrições ambulatoriais de antibióticos feitas por médicos. É difícil imaginar que o quadro no Brasil seja muito melhor.
Outro ponto fulcral é a antissepsia. Pode parecer prosaico, mas, 150 anos depois de o húngaro Semmelweis ter descoberto a importância de os médicos desinfetarem as mãos, profissionais da área de saúde ainda não conseguem evitar que as bactérias dos diversos pacientes se cruzem.
A batalha contra as superbactérias é vital -e os humanos podem estar sendo derrotados. A capacidade dos micróbios de criar mecanismos de resistência é maior do que a nossa de desenvolver novas classes de remédios.
Esse fenômeno se traduz em infecções hospitalares cujo controle é cada vez mais difícil e caro. Além das preocupações com a prescrição e a venda, é preciso renovar os cuidados na rede de saúde para tentar conter a multiplicação das cepas de bactérias.  (Folha de S.Paulo)

25.06 - Quedas são 74,7% dos acidentes com idosos
As quedas colocam a vida do idoso em risco.
Nesta quarta-feira é o dia mundial de combate a queda de idosos, a primeira causa de acidentes em pessoas acima de 60 anos. E as consequências são muito sérias, porque além do trauma físico, elas podem desencadear traumas psicológicos e até levar à depressão. Em Sorocaba existe uma campanha permanente para orientar os idosos.
Os passos não tem a pressa nem a velocidade de outros tempos. Mas podem se complicar ao menor obstáculo que surgir. Catarina Silva Conservani Zanon, 79, sabe bem disso. Ela quebrou o fêmur em uma queda. Ficou um mês na cama  sob cuidados de uma enfermeira.
As quedas colocam a vida do idoso em risco. É o que mostram dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. São a primeira causa de acidentes em pessoas acima de 60 anos de idade; são responsáveis por 70% das mortes acidentais na população acima de 75 anos; tem relação com 12% de todas as mortes entre idosos e ainda: 5% das quedas resultam em fraturas e até 10% em ferimentos importantes.
A queda pode trazer complicações físicas. mas especialistas alertam para outro problema que pode agravar a situação dos idosos: o trauma psicológico.
Prevenir ainda é o melhor caminho. Em um asilo, algumas adaptações deixaram o dia a dia mais seguro para os 106 moradores: corrimãos em todas as paredes; barras nos banheiros; rampas mais largas e menos inclinadas e, ainda, todos os tapetes retirados.
Cuidados que podem ser adotados em casa. Para ajudar nessa orientação, a prefeitura de Sorocaba mantém uma campanha permanente de prevenção às quedas. Folhetos sobre segurança no lar foram distribuídos na última campanha de vacinação para os idosos. Na cidade, o último levantamento  é de 2007. E mostra que 74,7% dos acidentes com idosos, atendidos nas unidades de urgência e emergência, foram motivadas por quedas. (Tem Mais)

25.06 - Diagnóstico da gripe A será feito em 4h
O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira o lançamento de tecnologia brasileira para a realização de exames que identifiquem o vírus da gripe H1N1. Segundo o governo, foram investidos R$ 3,36 milhões no projeto. Com a tecnologia nacional, o tempo de análise será reduzido pela metade: de 8h para 4h.
O Kit Nacional para Diagnóstico da Influenza H1N1 será fabricado por um consórcio entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Laboratório de Bio-manguinhos e do Instituto Carlos Chagas; o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O primeiro lote terá 30 mil testes para detectar a
doença em pacientes internados com suspeita de gripe A.
Ainda de acordo com o Ministério, o teste brasileiro é cerca de 60% mais barato que os insumos importados. O material produzido em outros países custa entre R$ 100 e R$ 150, enquanto o kit nacional custa R$ 45, aproximadamente.
“O produto brasileiro é mais eficiente, mais barato e vai nos permitir trabalhar no diagnóstico de outras doenças. Estamos apresentando não só um exame, mas uma nova plataforma tecnológica”, ressaltou o ministro José Gomes Temporão, que participou do  lançamento do kit nacional em Brasília. Desta forma, segundo o Ministério, o Brasil terá capacidade de produzir 80 mil testes por mês para o diagnóstico de Influenza H1N1.
O teste será distribuído aos três laboratórios de referência para o diagnóstico da gripe H1N1 – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP); e a três Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENS) localizados no Distrito Federal, no Paraná e na Bahia. Por enquanto, o teste nacional não estará disponível para laboratórios particulares.   (Julia Baptista - Jornal da Tarde)

25.06 - Resultado para dengue em três horas
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolvem método eficiente que usa saliva ou urina para detectar o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que matou 298 pessoas em 2009
O Brasil poderá em breve contar com uma das alternativas mais eficientes e rápidas para diagnosticar a dengue e barrar a epidemia de uma das doenças que mais tem feito vítimas no país nos últimos anos. Pesquisadores do Laboratório de Virologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP/USP), no interior paulista, desenvolveram um método pelo qual se substitui o uso de seringas e agulhas para coletar o sangue por saliva e urina.
Segundo a técnica – que já foi testada com sucesso em laboratório, mas não em humanos –, diferentemente do exame tradicional, não é preciso esperar pela reação dos anticorpos no sangue do paciente, pois o novo método detecta o vírus antes de esses anticorpos começarem a agir. Uma das vantagens é que o resultado pode sair em três horas. “Assim, o paciente já pode começar o tratamento, em vez de esperar até 10 dias pelo resultado do exame”, afirma o virologista Victor Hugo Aquino Quintana, coordenador do estudo.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a dengue ocorre com maior incidência nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Principalmente nos estados mais atingidos pela doença, como Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso, entre outros, o volume de repetidas campanhas educativas sobre a sua prevenção já criou uma cultura do saber. Ou seja, as populações sabem como se defender do mosquito transmissor, porém, a falta de um diagnóstico rápido e preciso faz com que o número de óbitos constitua uma das principais preocupações das autoridades sanitárias. Em 2009, morreram 298 pessoas das 8,2 mil contaminadas, segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Em Minas Gerais, já são 198,5 mil notificações de dengue este ano, sendo 115 confirmadas para dengue hemorrágica e 17 mortes, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado ontem. Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde informa nove mortes por dengue em 2010, tendo feito 53.041 notificações da doença, sendo 37.604 casos confirmados, 7.986 descartados e quase 7,5 mil aguardando resultados de exames.
Os testes mais comuns para o diagnóstico da dengue precisam de uma amostra de sangue para serem analisados em laboratório, mas o mais usado na rede pública leva até 10 dias para dar o diagnóstico. “Isso ocorre porque esse exame tem como finalidade a procura do anticorpo que vai combater a doença, não o vírus", explica o médico.
E é para preencher essa lacuna da longa espera pelos resultados que surge a nova possibilidade de combate à doença com a pesquisa da USP de Ribeirão Preto. “A saliva e a urina são substâncias mais fáceis de lidar quando se está trabalhando com crianças e pacientes internados”, justifica Aquino Quintana. No caso da dengue, o que possibilita sua detecção na saliva e na urina é o fato de que o vírus se instala em qualquer célula do organismo.
ANTICORPOS LENTOS Quando o mosquito pica uma pessoa, o vírus entra na corrente sanguínea, busca uma célula, se multiplica e rapidamente se espalha pelo corpo. Mas a ação dos anticorpos só vai ocorrer entre sete e 10 dias depois de a pessoa ficar doente. Antes disso, a produção vai ser muito baixa, o teste não vai detectar e pode dar um resultado falso negativo. "Essa demora já é tempo suficiente para o quadro piorar", afirma o virologista.
Para chegar ao vírus diretamente, os pesquisadores usaram um aparelho que emite fluorescência ao detectar o seu genoma, o termociclador. Funciona da seguinte maneira: os pesquisadores retiram parte da sequência genética do vírus. Como essa sequência já é conhecida, eles a sintetizam em laboratório: "É como se fosse um jogo de cruzadinhas, quando se consegue descobrir a palavra que falta apenas com algumas letras a mais, já que se sabe parte da sequência", exemplifica o coordenador do estudo.
Em seguida, essa combinação, junto com um agente fluorescente, é inserida no genoma do vírus. "Se emitir fluorescência, é o vírus da dengue", afirma Quintana. Outra vantagem do método é que ele pode demonstrar a quantidade de vírus no organismo e, dessa forma, diagnosticar se a doença está ou não na sua fase grave.
“O aparelho mede a fluorescência. Quanto mais vírus tiver, mais forte será essa fluorescência”, informa o virologista. Segundo ele, não existe um diagnóstico que quantifique a carga viral da dengue. “Com o desenvolvimento desse método, podemos saber a quantidade de vírus que circula no organismo do indivíduo, evitando, por exemplo, que a dengue evolua para sua fase hemorrágica", disse o virologista.  (Sílvia Pacheco - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

24.06 - Para brasileiros serviços de saúde são ruins
Os brasileiros estão insatisfeitos com o sistema público de saúde e esperam do governo mais ações em prol da vida saudável da população.
Uma pesquisa realizada pela Accenture revelou que quase dois terços da população brasileira (64%) classificam os serviços de saúde no País como razoavelmente pobres ou muito pobres.
Soma-se ainda a essa constatação o desejo de 91% dos entrevistados para que o governo ofereça uma maior gama de serviços de saúde direcionados.
Para 90%, cabe ao governo garantir e regular os padrões de qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas de planos de saúde.
Ações governamentais
Em avaliação as respostas dos entrevistados, a Accenture considerou que os brasileiros esperam mais do governo, assim como a tomada de medidas significativas que revertam o quadro insatisfatório sobre a saúde no País.
Esse contexto se reflete em outros resultados, o de que 84% dos entrevistados ressaltam a importância do governo realizar promoções para uma vida saudável e o de que 80% defendem a posição do estado na resposta às epidemias de saúde.
Três quartos dos brasileiros acreditam que a saúde deveria estar disponível para todos, não sendo limitada a determinados tipos de serviços.
No entanto, mesmo cobrando uma melhor posição do governo, a população entende que deveria se prevenir e colaborar entre si para melhorar a qualidade de vida.
Circunstâncias
No Brasil, a percepção em relação à saúde varia entre os grupos demográficos. Os homens, por exemplo, têm uma visão muito mais positiva sobre a saúde pública (23%)  do que as mulheres (16%).
A localidade também influencia na percepção dos entrevistados sobre a qualidade. Brasileiros que vivem em áreas urbanas avaliam em 65% a saúde como ruim. Já aqueles que vivem em áreas suburbanas responderam por 57%, e os moradores das áreas rurais, por 57%.
Com relação às ações governamentais, as mulheres representam a maioria daqueles que esperam mais políticas de saúde provenientes do governo federal.
A pesquisa da Accenture, além do Brasil, foi realizada ainda em outros 15 países.  (InfoMoney)

24.06 - Transplantes de rim aumentam 26%
São Paulo - Central de captação e distribuição de órgãos se mantém em Ribeirão graças a uma liminar obtida há 5 meses
217 pacientes ganharam um novo rim neste ano no interior ante os 161 transplantados no mesmo período de 2009
Neste ano, 217 pacientes fizeram transplante de rim no interior, um aumento de 26% em relação aos 161 transplantados no mesmo período do ano passado.
Os transplantes foram viabilizados pelo trabalho da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do interior, sediada no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto.
Há cinco meses, uma liminar impediu a transferência da central do interior para a capital, como queria a Secretaria de Estado da Saúde.
Já o número de transplantes de fígado teve uma queda: passou de 23 para 16.
Em janeiro, a Secretaria de Estado da Saúde chegou a comunicar que o trabalho de distribuição feito em Ribeirão, que responde por todo o interior paulista, seria centralizado na capital.
Após liminar concedida pela Justiça em resposta à ação civil pública apresentada pelo promotor da Cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira, o serviço foi mantido.
Segundo o coordenador do programa em Ribeirão, Jeová Nina Rocha, mesmo depois de o governo anunciar a intenção de mudança, não houve alterações no funcionamento da central.
O temor era que, com a transferência, a lista fosse unificada, o que poderia aumentar a espera dos pacientes no interior do Estado.
Atualmente, a fila de transplantes de rim da capital tem 10.122 pacientes, enquanto a lista do interior tem 1.736 pessoas.
De acordo com Rocha, não há um motivo pontual que justifique o aumento de transplantes, mas o contato com os hospitais para captação dos órgãos tem sido constante e pode ter contribuído para os números.
"Falamos com o hospital, conscientizamos da importância de comunicar a tempo a existência de um doador viável", disse.
Procurada, a Secretaria do Estado da Saúde disse que a Procuradoria Geral do Estado está cuidando do assunto. Procurado, o órgão disse que só poderia responder hoje (Folha de S.Paulo)

24.06 - HUs precisam substituir 20 mil terceirizados
Os 46 hospitais universitários (HUs) que funcionam hoje no país trabalham com cerca de 20 mil servidores terceirizados que precisam ser substituídos por meio de concurso. O déficit de pessoal e de orçamento dessas unidades de saúde serão discutidas em reunião marcada para o dia 19 de julho entre os reitores das universidades federais e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O problema é antigo e desde o ano passado vem sendo negociado entre o governo federal e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Levantamento feito pela entidade aponta que as 46 unidades hospitalares têm hoje 10% dos seus leitos desativados e precisam contratar 5 mil profissionais em caráter emergencial. No caso dos terceirizados, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) cobram das instituições a substituição por funcionários concursados.
Em reunião realizada em maio do ano passado, o presidente Lula se comprometeu a buscar medidas para solucionar o problema. Em janeiro de 2010 foi publicado um decreto que instituiu o Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), mas, segundo o presidente da Andifes, Edward Brasil, pouco se avançou na implementação do projeto.
Segundo ele, ainda existem 14 instituições federais de ensino superior que não contam com hospital universitário para que os estudantes de medicina possam cumprir a parte prática da formação, o que geralmente é feito em outras unidades públicas de saúde, via convênio.
“Os hospitais acabam assumindo o papel do Estado. Eles são tratados pelo SUS [Sistema Único de Saúde] como mais um hospital da rede, mas não são porque formam uma parte significativa dos recursos humanos da área da saúde. Eles têm que fazer mais do que assistência, também tem a parte do ensino e da pesquisa”, aponta Brasil.
Na avaliação do secretário-executivo da Andifes, Gustavo Balduíno, é preciso publicar portarias que possam tornar o decreto do Rehuf “operacional”. “O problema não é simples porque envolve o Ministério da Saúde, da Educação e do Planejamento.”
O reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), João Luiz Martins, diz que, apesar de antigo, o problema ainda persiste porque é preciso “vontade política”. “Para contratação de pessoal é preciso aprovar a criação de novos cargos por um projeto de lei, o que passa por uma vontade política de encarar o tema como uma prioridade. Até acertar essas questões leva tempo”, ressalta.
Mesmo com o diagnóstico da situação dos hospitais e um decreto que determina a reestruturação das unidades, Balduíno acredita que será difícil conseguir sanar o déficit de pessoal. “Imagina conseguir aprovar um projeto para criar 20 mil novos cargos? As pessoas vão dizer que as universidades estão criando mais despesa.” (Agência Brasil)
 
 
 
 
 

23.06 - Os avanços concretos do SUS
O Sistema Único de Saúde tem desafios importantes, como o subfinanciamento; é urgente a construção de entendimento sobre o tema
O SUS (Sistema Único de Saúde) consolidou-se, ao longo de duas décadas, como a maior política de Estado do país, promotor de inclusão e justiça social. Fruto de uma permanente construção coletiva, nele se manifesta o melhor da tradição política brasileira: o diálogo, a composição e a busca do acordo.
Nós, gestores do SUS em todas as esferas de governo, a despeito de diferenças de orientação política ou ideológica, temos um ponto de convergência: a saúde pública.
Assim, a defesa intransigente do SUS nos unifica. Cada governo ajudou a fortalecer o SUS. E a gestão do presidente Lula acumula conquistas inegáveis.
A Saúde da Família teve sua cobertura duplicada de 2002 a 2009, atingindo 100 milhões de brasileiros. Com isso, o país reduziu em 20% a mortalidade infantil (2003 a 2008); ampliou em 125% o número de consultas de pré-natal (2003 a 2009); diminuiu a desnutrição e ampliou a adesão à vacinação.
Antes esquecidos, os cuidados em saúde bucal são um dos destaques. O Brasil eliminou o sarampo, em 2007; interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); e a transmissão vetorial de Chagas, em 2006.
Estamos próximos da eliminação do tétano e reduzimos as mortes em outras 11 doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, malária e Aids.
O desenvolvimento de uma política para as urgências e emergências permitiu a melhor estruturação da rede. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), de 2003, já atende 105 milhões de brasileiros. A construção das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) reforça o Samu e a rede de atenção primária, contribuindo para a redução das filas nos hospitais.
Nas cirurgias eletivas, ampliou-se o conceito dos "mutirões", permitindo que os gestores locais promovam 90 diferentes procedimentos, que eram restritos a quatro no modelo anterior. Expandiu-se de 1,5 milhão de procedimentos em 2002 para 1,95 milhão, em 2009.
Foram feitas mais cirurgias de catarata em 2009 do que no auge dos mutirões, em 2002.
O número de transplantes cresceu de 11,2 mil, em 2002, para 20,2 mil, em 2009, um salto de 80%. O SUS também se consolidou como o principal fornecedor de medicamentos. O mercado de genéricos cresceu e o número de novos registros saltou 280% em sete anos.
Além disso, foi criada a Farmácia Popular, ação de governo mais bem avaliada pela população.
O SUS tem desafios importantes, sobretudo o subfinanciamento. É urgente a construção de um entendimento nacional sobre o financiamento. A despeito disso, a atual gestão tem corrigido iniquidades regionais. Os repasses financeiros para procedimentos de média e alta complexidade aumentaram 137% entre 2003 e 2009.
Na direção da equidade, o aumento foi maior nas regiões Norte (298%) e Nordeste (240%). Estamos cumprindo o compromisso de fazer mais e melhor.
É inegável o esforço deste governo para legar um SUS mais organizado, integrado e com bases de sustentação que permitam ao país oferecer serviços de melhor qualidade aos brasileiros.   (ALBERTO BELTRAME - Folha de S.Paulo)

23.06 - Impostos, saúde e palavras
A afirmação “não existe essa coisa de almoço grátis”, de Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, parece que se tornou possível no Brasil quando se trata de prestações de serviços pelo poder público, em particular pelo SUS, nosso sistema de saúde.
E dizem que a culpa é da cozinheira que não sabe cozinhar, quando falta dinheiro para comprar comida.
O Brasil gasta 8,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) com saúde. Não é pouco. Gastamos como o Reino Unido (8,4%), Espanha (8,5%), Itália (8,7%) e Austrália (8,9%). Comparados os gastos per capita, veremos que contribuímos com menos que um terço desses países: US$ 884 para o Brasil, comparados a US$ 2.671 para a Espanha, US$ 2.686 para a Itália, US$ 2.992 para o Reino Unido e US$ 3.357 para a Austrália, em poder de paridade de compra. É impossível imaginar prestar os mesmos ser viços, com a mesma qualidade.
A meta é acabar com as filas, fazer transplantes, evitar amputações, para 200 milhões de brasileiros.
Para isto também são necessárias mudanças administrativas, mas como fazer sem aumentar contribuições? Sobretudo depois de subtraídos R$ 40 bilhões de receita para a saúde, pela oposição, com a extinção da CPMF, criada no Governo Fernando Henrique.
O setor privado dos planos de saúde no Brasil, que funciona buscando a eficiência máxima para competir com seus concorrentes, com qualidade para seus clientes e lucratividade para seus acionistas, teve, em 2009, uma receita bruta de R$ 63 bilhões, para cobrir 25% da população, cerca de 50 milhões de brasileiros.
Se supusermos que esse setor coloque à disposição de todos os seus beneficiários, além das consultas e internações habituais, os mesmos serviços garantidos pelo SUS (transplantes, vacinas, controle de endemias, medicamentos de alto custo etc), o setor público teria a seu cargo 150 milhões de brasileiros.
Para atender o triplo de pessoas, com o mesmo nível de eficiência gerencial e econômica do setor privado, o público deveria dispor do triplo de recursos, ou R$ 189 bilhões.
Não foi isto que aconteceu.
O orçamento executado pelo Ministério da Saúde — de R$ 60 bilhões, menor que a receita do setor privado — somado às despesas dos estados e municípios totalizou um gasto público de R$ 120 bilhões com saúde. Ficaram faltando setenta bilhões! Sem aumentar a carga tributária, temos que buscar maneiras de ampliar a oferta de recursos, a partir do crescimento econômico do país. A nossa carga situa-se em torno de 35%, inferior à média dos países da OCDE, e menor que em todos os países conhecidos por mais justiça social como Dinamarca e Suécia (48%), França ou Noruega (43%) e Reino Unido e Espanha (37%). Para isso, há que corrigir duas grandes iniquidades: a fiscal, por tributar excessivamente o consumo e os salários; e a distributiva, pois, no caso da saúde, uma fatia relevante de subsídios fiscais destina-se ao financiamento do setor privado. Um exemplo é a renúncia fiscal decorrente da ausência de limites nas deduções para despesas com saúde no Imposto de Renda de Pessoa Física, estimada em torno de R$ 5 bilhões por ano. Outro, os planos de saúde feitos por empresas para seus empregados, correspondentes a três quartos dos contratos: são salários indiretos e não tributados, que resultam numa despesa tributária de cerca de R$ 30 bilhões.
É fácil atribuir as nossas carências a problemas de “gerenciamento” do sistema, ainda que esses existam. Mas urge uma reforma tributária que, simultaneamente, estimule o desenvolvimento e promova mais justiça fiscal  (JOSÉ NORONHA - O Globo)

23.06 - Usuários do SUS esperam até 6 meses por exame
A mais recente 'Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS-SP', feita com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para avaliar os serviços prestados no Estado de São Paulo, revela que 29,3% das pessoas chegam a esperar de 21 dias a 6 meses por um exame ou procedimento solicitado em consulta médica.
Outro problema apontado pelos entrevistados - por cartão-resposta, telefone e site - é a falta de vacinas no Estado. Segundo 10.663 pais consultados nessa questão, 33,2% disseram que faltam vacinas para crianças nas unidades públicas de saúde e 28,1% queixaram-se do horário de atendimento.
Quanto à realização de procedimentos para aliviar a dor durante o trabalho de parto, 24,2% das mulheres afirmaram que receberam anestesia raquidiana ou peridural nas costas; 18,6%, anestesia local; 14,4%, banho morno, massagem ou exercício; e 42,8%, remédios.
Foram avaliados, ao todo, serviços como internação, partos hospitalares, atendimento ambulatorial para realização de procedimentos de alto custo, atendimento ambulatorial para fornecimento de medicamentos de alto custo e vacinação no primeiro ano de idade.
Segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, as anestesias raquidiana e peridural são dadas apenas em casos de cesarianas. Como a grande maioria dos partos feitos pelo SUS é normal, a quantidade de anestesias dadas para diminuir a dor no parto é pequena.
Sobre a falta de vacina no Estado, a secretaria está entrando em contato com os municípios pra ver se o problema é pontual, pois, de acordo com a assessoria, não há registros de que há falta de doses ou problemas na distribuição.  (Agência Estado)
 
 
 
 
 

22.06 - Genoma humano, 10
Leitura do código genético da espécie transformou a pesquisa biológica, mas não cumpriu todas as suas exageradas promessas
No próximo sábado completam-se dez anos da apresentação da sequência do genoma humano, ou o que se tornou conhecido como mapa genético da espécie. As expectativas sobre a façanha científica, contudo, ainda estão por ser cumpridas.
Não faltaram pompa e retórica na cerimônia realizada em 2000, na Casa Branca, com o presidente americano Bill Clinton e o premiê britânico Tony Blair. Ela serviu para pôr um ponto final na corrida por prioridade entre o grupo financiado por recursos públicos de vários países, representado por Francis Collins, e a empresa Celera, de Craig Venter.
Nenhuma das equipes concorrentes, àquela altura, obtivera mais que um rascunho da sequência. Os artigos científicos só seriam publicados sete meses depois, já em 2001.
Fazia mais de uma década que os pesquisadores da iniciativa oficial, o Projeto Genoma Humano (PGH), decifravam e posicionavam cada uma das 3 bilhões de unidades químicas ("letras", na analogia do código). Levariam anos na tarefa, não viesse o azarão Celera correndo por fora.
Para justificar um orçamento estimado em US$ 3 bilhões, o PGH prometia uma revolução na medicina. A ideia era que, conhecido o conteúdo de cada um dos mais de 20 mil genes nos 46 cromossomos humanos, os mecanismos bioquímicos de todas as doenças terminariam desvendados.
Francis Collins afirmou na ocasião que em dez anos haveria testes genéticos para diagnosticar as moléstias mais importantes, como tumores, diabetes e Alzheimer. Mais cinco anos e uma nova geração de tratamentos surgiria. Bill Clinton disse já ser concebível que seus netos só viessem a conhecer o câncer como uma constelação de estrelas no céu.
Tais metas permanecem inalcançadas. Falhou a hipótese de que as raras variações individuais -trocas de letras- no genoma ajudariam a identificar doenças e curá-las. Mesmo as associações estatísticas entre genes e moléstias estão presentes numa parcela ínfima de portadores. Estudos recentes revelam que métodos convencionais, como o histórico familiar, podem ter maior valor preditivo que o escrutínio de genes.
Nem sequer o diagnóstico avançou, até aqui, com a genômica. E não chegaram, tampouco, ao menos na quantidade imaginada, os remédios que deveriam brotar do conhecimento obtido.
Em que pesem essas frustrações, não se deve concluir que o Projeto Genoma Humano tenha sido um equívoco ou um fracasso.
A genômica de fato transformou a pesquisa em biomedicina, agregando-lhe uma panóplia de novas tecnologias, cujo custo vem caindo vertiginosamente. Se o primeiro genoma custou US$ 3 bilhões, hoje já se pode sequenciar o de um indivíduo por US$ 5.000.
Uma ou mais décadas poderão ainda ser necessárias para processar a enorme massa de informações sobre genes gerada em dez anos. Como sempre, os pesquisadores estão otimistas.
É justo e recomendável dar-lhes o tempo de que precisam, desde que em troca se disponham a calibrar melhor sua retórica, desfazendo esperanças desmesuradas nas biotecnologias.   (Folha de S.Paulo)

22.06 - Genes: Poucas pistas para tratamentos médicos
Dez anos depois de o ex-presidente dos EUA Bill Clinton (1993-2001) ter anunciado que o primeiro esboço do genoma humano estava concluído, a medicina ainda não viu grande parte dos benefícios prometidos.
Para os biólogos, o genoma produziu uma surpresa significativa após outra. Mas o objetivo primário do projeto do genoma humano, de US$ 3 bilhões -descobrir as raízes genéticas de doenças comuns como câncer e Alzheimer e, então, criar tratamentos-, permanece em grande parte uma ilusão. De fato, uma década após o esforço, os geneticistas estão quase de volta ao início no conhecimento das origens das doenças comuns.
Um sinal do uso limitado do genoma para a medicina foi um recente teste de previsões genéticas para doença cardíaca.
Uma equipe médica liderada por Nina P. Paynter, do Hospital Feminino Brigham em Boston, coletou 101 variantes genéticas que tinham sido estatisticamente ligadas à doença cardíaca nos vários estudos de rastreamento do genoma.
Mas as variantes, afinal, não tiveram validade para prever a doença entre 19 mil mulheres que tinham sido acompanhadas durante 12 anos. O método antiquado de analisar o histórico familiar era um guia melhor, relatou Paynter em fevereiro em "The Journal of the American Medical Association".
Ao anunciar, em 26 de junho de 2000, que o primeiro esboço do genoma humano tinha sido alcançado, Clinton disse que ele "revolucionaria o diagnóstico, a prevenção e o tratamento da maioria ou de todas as doenças humanas".
Em entrevista coletiva, Francis Collins, então diretor da agência do genoma dos Institutos de Saúde dos EUA, disse que o diagnóstico genético de doenças seria alcançado em dez anos e que os tratamentos começariam a surgir talvez cinco anos depois. "Em longo prazo, talvez em mais 15 ou 20 anos, vocês verão uma completa transformação da medicina terapêutica", ele acrescentou.
A indústria farmacêutica gastou bilhões de dólares para desvendar segredos genômicos e está começando a colocar no mercado várias drogas orientadas pela genética. Enquanto os laboratórios continuam despejando muito dinheiro na pesquisa do genoma, ficou claro que a genética da maior parte das doenças é mais complexa do que se previa, e que serão necessários muitos anos antes que novos tratamentos sejam capazes de transformar a medicina.
"A genômica é uma maneira de fazer ciência, e não medicina", disse Harold Varmus, presidente do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York.
A última década trouxe uma enxurrada de descobertas de mutações causadoras de doenças no genoma humano. Mas, na maioria dos casos, as descobertas só explicaram uma pequena parte do risco de contrair a doença. E alguns cientistas começam a temer que muitas variantes genéticas ligadas a doenças possam ser ilusões estatísticas.
O Projeto do Genoma Humano foi iniciado em 1989 com o objetivo de sequenciar, ou identificar, as 3 bilhões de unidades químicas no conjunto de instruções genéticas humano, encontrar as origens genéticas de doenças e, então, desenvolver tratamentos. Com a sequência na mão, o passo seguinte foi identificar variantes genéticas que aumentam o risco de doenças comuns, como câncer e diabetes.
Era caro demais na época pensar em sequenciar os genomas inteiros dos pacientes. Por isso, os Institutos de Saúde dos EUA adotaram a ideia de um atalho inteligente, o de examinar apenas os locais do genoma onde muitas pessoas têm uma unidade de DNA variante. Mas esse atalho parece não ter tido muito sucesso.
A teoria por trás do atalho foi que, como as principais doenças são comuns, também o seriam as variantes genéticas que as causam. A seleção natural mantém o genoma humano livre de variantes que prejudicam a saúde antes que as crianças se tornem adultas, dizia a teoria, mas falha contra variantes que ocorrem mais tarde na vida, permitindo que elas se tornem muito comuns. Em 2002, os Institutos de Saúde iniciaram um projeto de US$ 138 milhões chamado HapMap, para catalogar as variantes comuns dos genomas europeu, asiático do leste e africano.
Com o catálogo na mão, a segunda etapa seria ver se alguma das variantes era mais comum nos pacientes com determinada doença do que em pessoas saudáveis. Esses estudos exigiram grandes números de pacientes e custaram vários milhões de dólares cada um. Quase 400 deles tinham sido concluídos em 2009. O resultado é que centenas de variantes genéticas comuns hoje foram estatisticamente ligadas a diversas doenças.
Mas, para a maioria delas, as variantes comuns explicaram apenas uma fração do risco genético. Hoje parece mais provável que cada doença comum seja causada principalmente por grandes números de variantes raras -raras demais para terem sido catalogadas pelo HapMap.
Os defensores do HapMap e dos estudos de associação com o genoma dizem que a abordagem fazia sentido porque somente hoje está se tornando suficientemente barato procurar variantes raras, e que muitas variantes comuns têm interferência nas doenças.
Nesta altura, cerca de 850 locais do genoma, a maioria deles perto de genes, foram relacionados a doenças comuns, disse Eric Lander, diretor do Instituto Broad em Cambridge, Massachusetts, e um líder do projeto HapMap. "Por isso, opino que a hipótese se confirmou", ele disse.  (NICHOLAS WADE - The New York Times/Folha de S.Paulo)

22.06 - Acordo para remédio de câncer gera economia para o SUS
O acordo é um dos maiores celebrados pelo Ministério da Saúde
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou uma economia de R$ 400 milhões em dois anos e meio para o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de um acordo com a Novartis, fabricante do comprimido de misilato de imatinibe, conhecido como Glivec, usado no tratamento dos 7,5 mil pacientes do SUS com leucemia mieloide crônica e com um tipo de câncer gastrointestinal.
Com a decisão de centralizar a compra, o Ministério da Saúde conseguiu baixar o preço da dose em cerca de 50%.
O acordo é um dos maiores celebrados pelo Ministério da Saúde. No ano passado, o ministro informou que a economia foi de R$ 170 milhões na aquisição de nove remédios.
"Este é um esforço que o Ministério da Saúde vem fazendo mudando a política de compra. Isto vai nos permitir aperfeiçoar políticas, incorporar novos medicamentos, melhorar a remuneração das ações na política de atenção ao câncer", declarou Temporão.   (Pedro Dantas - Agência Estado)
 
 
 
 

21.06 - Plano Nacional de Banda Larga beneficia SUS
SUS expande banda de acesso à internet e se prepara para atender maior demanda de usuários via web
O Plano nacional de Banda Larga (PNBL) lançado pelo governo federal com fins de aumentar o número de acessos e reduzir os custos da banda larga no Brasil tem como um de seus principais beneficiários o Sistema Único de Saúde. O plano permitirá ao SUS melhorar e agilizar o atendimento e agendamento de consultas online e outros procedimentos.
Além de agilizar os exames o acesso permitirá a execução de teleconferências, treinamentos, divulgação e até o tratamento de doenças. Segundo o Ministério da Saúde, seu departamento de informática, o Datasus já está pronto para receber o aumento na  (MS) demanda proveniente da implementação do plano.
O Ministério investiu, ao todo, cerca de R$26 milhões para a manutenção e ampliação da rede que contará com 700 pontos de acesso A conexão de alta velocidade. O MS investirá outros R$10 milhões para aumentar a capacidade de armazenamento e processamento de dados.
O processo de modernização foi iniciado pelo MS em 2009 e o projeta entra em sua fase final, deixando a infraestrutura em tecnologia pronta para atender a demanda proveniente da expansão da banda larga. Com esta expansão o ministério conseguirá atender  suas unidades que antes não possuíam pontos de acesso à internet.
O Datasus ampliou também a banda de acesso à internet, que passou de 64 mbps (mega bits por segundo) para 128 mpbs, e atualizou as centrais de processamento de dados instaladas em Brasília e Rio de Janeiro.   (Saúde Business Web)

21.06 - Brasil supera meta da vacina contra H1N1
Campanha vacinou 81 milhões de brasileiros e tornou-se a mairo já realizada na história do país
O Brasil, em pouco mais de três meses de campanha de imunização contra o vírus da gripe suína H1N1, imunizou 88% do público-alvo estipulado pelo Ministério da Saúde. De acordo com o ministério 81 milhões de brasileiros foram vacinados.
O Brasil foi responsável pela maior campanha de imunização contra a gripe suína realizada no mundo e também de sua história, superando os números da ação contra a rubéola realizada em 2008. A ação brasileira superou campanhas realizadas em países como Estados Unidos, que vacinaram apenas 26% do público-alvo, Suíça 17% e Alemanha 6%.
De acordos com o MS, 42% da população brasileira foi vacinada. Os Estados de São Paulo e Santa Catarina registraram os maiores índices de imunização, atingindo 97%. Segundo o ministério, os números mostram o sucesso da estratégia e a vitória de todo Sistema Único de Saúde.    (Saúde Business Web)

21.06 - Vitamina B diminui risco de câncer de pulmão
Pacientes com alta concentração da vitamina no sangue demonstraram risco menor de desenvolver doença
Um estudo europeu indicou que pessoas com alta concentração de vitamina B no sangue parecem apresentar risco menor de desenvolver câncer de pulmão.
Os altos níveis de vitamina B6 e do aminoácido metionina cortam o risco pela metade, sugere o estudo, que acompanhou 400 mil pessoas por oito anos.
A vitamina e o aminoácido estão presentes em vários tipos de nozes, peixe e carne vermelha, e também podem ser tomados sob a forma de suplementos.
O estudo foi publicado pela revista especializada "Journal of the American Medical Association". Segundo especialistas ouvidos pela revista, entretanto, parar de fumar continua sendo a melhor maneira de reduzir o câncer de pulmão.
Eles afirmam que ainda é muito cedo para determinar se o consumo de vitaminas traria alguma proteção adicional, já que os níveis mais altos de vitamina B e aminoácidos poderiam simplesmente ser resultado de um estilo de vida mais saudável, o que, por si só, reduziria o risco de câncer.
De acordo com o Fundo Mundial para Pesquisas sobre o Câncer (WCRF, na sigla em inglês), envolvido no estudo, ainda são necessárias novas pesquisas para determinar se o aumento da vitamina B na dieta pode realmente diminuir o risco de câncer e para entender a razão disso.
Dieta saudável
A cientista Panagiota Mitrou, do WCRF, afirmou: "Essas descobertas são muito animadoras já que são importantes para entender o processo de câncer de pulmão e poderiam ter implicações em sua prevenção".
"Mas apesar de este ser um importante estudo, é vital que passemos aos fumantes a mensagem de que aumentar os níveis de vitamina B6 não é - e nunca será - um substituto para parar de fumar."
Mas se o resultado for confirmado, isso poderia significar que ex-fumantes e pessoas que nunca fumaram podem fazer algo positivo para diminuir seu risco de desenvolver câncer de pulmão, disse a médica.
O estudo acompanhou quase 400 mil pessoas em 10 países europeus ao longo de oito anos.
Entre elas, estavam pessoas que nunca fumaram, fumantes e ex-fumantes.
Independentemente de fumarem ou não, as pessoas com níveis mais altos de vitamina B6 e metionina no sangue pareciam estar protegidas contra o câncer de pulmão.
Um número muito menor de pessoas neste grupo desenvolveu tumores no pulmão ao longo do estudo, em comparação com as pessoas com a concentração mais baixa destes nutrientes no sangue - 129 pessoas contra 408 respectivamente, de um total de 899 casos de câncer entre os pacientes acompanhados.
O pesquisador chefe do estudo, Paul Brennan, da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, afirmou: "Se novas pesquisas confirmarem nossas conclusões, então o próximo passo será identificar o nível ótimo de concentração de vitamina B no sangue para reduzir o risco futuro de câncer".
A médica Joanna Owens, do instituto Cancer Research UK, afirmou: "Apesar de este estudo sugerir uma relação entre os níveis de vitamina B no sangue e a redução do risco de câncer de pulmão, isso não prova que a vitamina B possa diretamente proteger contra a doença".
"A forma mais importante de se proteger contra o câncer de pulmão é parar de fumar. Nenhuma quantidade de vitaminas pode contrabalançar os riscos apresentados pelo fumo." (BBC/Gazeta Online)
 
 
 
 
 

18.06 - Vida e morte: aspectos éticos e jurídicos
Falar sobre a morte constitui um tabu, um pavor, uma fuga deliberada do assunto, ou uma alienação, sobretudo em uma sociedade que cultiva a cultura do hedonismo, de prazer a todo custo, da luxúria e da onipotência tecnológica. Ninguém deseja a morte, nem se deve fazer proselitismo a respeito de tal evento. Entretanto, ela é natural e inevitável e, como tal, deve ser aceita e enfrentada. Vida e morte são duas faces dialéticas da existência humana. Por isso, muito se tem discutido, ultimamente, sobre os aspectos éticos e jurídicos dos pontos e dos limites que tangenciam, separam e aproximam os dois eventos: vida e morte.
Tratemos dos conceitos eutanásia, ortotanásia e distanásia. Eutanásia, etimologicamente, significa boa morte. Trata-se de expressão literal, porque, a rigor, não há boa morte. A eutanásia é um homicídio piedoso, praticado por compaixão, a pedido de um doente terminal e que padece de grande sofrimento. É a eutanásia ativa, que consiste na prática de um ato lesivo, dentro de certas circunstâncias e condições, com o fim de provocar a morte desejada pelo próprio paciente (injeção letal, por exemplo, asfixia etc.). Caso se consiga provar relevante valor social ou moral (sentimento de compaixão diante do sofrimento da vítima, morte digna a ela proporcionada etc.), a hipótese é de verdadeira eutanásia, tornando o autor passível de condenação em homicídio privilegiado (art. 121 do Código Penal), cuja pena varia de seis anos (mínima) a 20 anos (máxima), reduzida em até 1/3.
Se o doente (ele próprio) põe fim à sua vida, auxiliado, apoiado ou instigado por um terceiro, este comete o crime de instigação ou induzimento ao suicídio. A pessoa, no caso, põe-se como senhora do seu destino e de sua vida. Já a ortotanásia (também chamada de eutanásia passiva e que, etimologicamente, significa morte correta, adequada ou no tempo certo) caracteriza-se pela limitação ou suspensão do esforço terapêutico, ou seja, do tratamento ou dos procedimentos que estão prolongando a vida de doentes terminais, com vida vegetativa e artificial, sem chance de cura. O desligamento de aparelhos configura, sem dúvida, a ortotanásia.
A ortotanásia poderá ser aceita se praticada com observância dos princípios da não razoabilidade e da inutilidade do tratamento. Vale dizer: se o estado do paciente é grave e irreversível, em situação vegetativa e terminal; se está mantido vivo artificialmente, com equipamentos e aparelhos; se o sofrimento é extremo e a terapêutica é inútil; assim, não é razoável insistir com nessa situação. É justo, ético, conveniente que não se insista com esse tratamento inútil, desnecessário e cruel. Sobre os aspectos éticos e jurídicos, citemos posições de Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Código Penal Brasileiro (CPB). Segundo o artigo 1º, caput, da Resolução 1.805/06, o CFM estabeleceu que “é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal”.
O anteprojeto de reforma do CPB, de 1998, prevê, no artigo 121, parágrafo 4º: “Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos, a morte como iminente e inevitável e, desde que haja consentimento do paciente, ou na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cônjuge, companheiro ou irmão”. Finalmente, a distanásia consiste na vã ilusão da onipotência da ciência, da medicina, por meio de instrumental e recursos tecnológicos para o prolongamento desnecessário e sofrido de uma vida vegetativa e sem dignidade. É a obstinação terapêutica, em que a cura se demonstra inverossímil e os procedimentos médicos provocam mais sofrimento do que alívio para o paciente terminal.
É preciso compreender e aceitar que a vida e a medicina têm seus limites. De minha parte, prevaleço da publicidade escrita para, nesse aspecto, deixar meu testamento. Não quero morrer em UTI, em uma cama fria de hospital, ligado em aparelhos e sob um agitado entreabrir de portas, burburinho, sussurros e passos apertados. Quero morrer em paz, em silêncio, em casa, ao lado de minha família. Oportuna é a observação da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, na obra Sobre a morte e o morrer: “Aqueles que tiverem a força e o amor para ficar ao lado de um paciente moribundo, com o silêncio que vai além das palavras, saberão que tal momento não é nem assustador nem doloroso, mas um cessar em paz do funcionamento do corpo. Observar a morte em paz de um ser humano faz-nos lembrar uma estrela cadente. É uma entre milhões de luzes do céu imenso, que cintila ainda por um breve momento para desaparecer para sempre numa morte sem fim. Ser terapeuta de um paciente que agoniza é nos conscientizar da singularidade de cada indivíduo neste oceano imenso da humanidade. É uma tomada de consciência de nossa finitude, de nosso limitado período de vida. Poucos entre nós vivem além dos 70 anos; ainda assim, neste curto espaço de tempo, muitos entre nós criam e vivem uma biografia única, e nós mesmos tecemos a trama da história humana”. Concluo com o filósofo e poeta Rabindranath Tagore, in Pássaros errantes: “A pequena verdade tem palavras que são claras; a grande verdade tem grande silêncio”.    (Cássio Rosa Resende - Estado de Minas)

18.06 - Vitamina B reduz risco de câncer
Pessoas com níveis altos de vitamina B no sangue parecem ter um risco menor de desenvolver câncer do pulmão, inclusive se são fumantes, afirma um estudo. Mais especificamente, quem possui altas quantidades de vitamina b6 e de metionina, um aminoácido essencial encontrado na maioria das proteínas, têm redução de 50% no risco de sofrer da doença, dizem pesquisadores da Agência Internacional para a Investigação do Câncer, em Lyon, na França.
A pesquisa, na qual participaram 400 mil pessoas em dez países europeus, foi publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA). A vitamina B6 é encontrada em frutos secos, peixes e carne. Ainda que também possa ser consumida sob a forma de suplementos, os cientistas não sabem se estes também oferecem proteção contra a doença. Até agora, afirmam os pesquisadores, não fumar continua sendo a melhor forma de reduzir o risco de câncer no pulmão.
Estudos anteriores sugeriam que as deficiências das vitaminas B no organismo poderiam aumentar as probabilidades de danos no DNA e das mutações subsequentes. Segundo os autores, se demonstrou que em muitas populações do mundo ocidental existem deficiências sérias nos níveis do grupo de vitaminas B.
"Devido à sua importância para manter a integridade do DNA, esses nutrientes têm papel potencialmente importante na inibição do desenvolvimento do câncer", afirma o médico Paul Brennan, que dirigiu o estudo. "E oferecem a possibilidade de alterar o risco de câncer mudando a dieta."
Os investigadores analisaram amostras de sangue de 385 747 pessoas que participaram no estudo EPIC (Investigação Europeia Prospectiva sobre Câncer e Nutrição) conduzida entre 1992 e 2000 em dez países da Europa. O estudo incluiu pessoas que nunca fumaram, tabagistas e ex-fumantes. Até 2006 foram identificados 899 casos de câncer no pulmão entre os participantes.
Os cientistas descobriram que os participantes com níveis altos de vitamina B6 mostraram risco menor de desenvolver a doença. Também se encontrou um risco baixo entre os que tinham níveis altos de metionina no sangue. Além disso, concluíram os cientistas, a redução do risco não dependia da exposição ao cigarro entre os participantes.
Para os cientistas, já que o câncer de pulmão segue como uma das causas mais comuns de morte pela doença no mundo, os resultados do estudo poderão ser uma ferramenta importante para a prevenção. Mas afirmaram que são necessárias mais pesquisas para confirmar se o aumento dos níveis de vitamina B na dieta pode reduzir o risco do câncer no pulmão.
"Os resultados são realmente interessantes porque nos ajudam a compreender o processo do câncer de pulmão e poderão ter implicações para sua prevenção", afirma Panagiota Mitrou, do Fundo Mundial para a Investigação do Câncer (WCRF, na sigla em inglês), que também participou do estudo. "Ainda que seja um estudo importante, é vital que os fumantes escutem a mensagem de que o aumento em seu consumo de vitamina B não é, e nunca será, um substituto para deixar de fumar."
Para Joanna Owens, da organização Cancer Research UK, "ainda que o estudo sugira um vínculo entre os níveis de vitamina B no sangue e uma redução do risco de câncer pulmonar, isto não comprova que a vitamina B possa proteger de forma direta contra a doença". Segundo ela, "os níveis de vitamina B poderiam ser mais altos em pessoas que consomem uma dieta sadia, e isso em si mesmo poderia ajudar a reduzir o risco de câncer".
"A forma mais importante de prevenir o câncer do pulmão é parar de fumar", disse a médica britânica. "Nenhuma quantidade de vitamina pode reduzir o risco que representa o tabagismo."   (BBC/Veja)

18.06 - Sistema que alerta epilético antes de ataques
Médicos australianos estão testando um sistema com sensores elétricos dentro do crânio para alertar pacientes epiléticos antes que eles tenham ataques.
Os sensores enviam mensagens a um dispositivo implantado no peito do paciente, que por sua vez manda sinais a um pager que alerta o paciente sobre o ataque iminente.
Segundo Mark Cook, um dos integrantes da equipe do Melbourne St Vincent Hospital, em Melbourne, se funcionar, o sistema representará um "avanço impressionante".
"Nunca imaginamos que seríamos capazes de prever ataques epiléticos dessa maneira", disse.
"Se funcionar como esperamos, (o sistema) vai transformar a vida de muitas pessoas."
Eletricidade
A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que pode provocar convulsões repentinas, perda de consciência e outros sintomas.
Os eletrodos instalados dentro do crânio do paciente comunicam quaisquer mudanças na atividade elétrica do cérebro ao dispositivo no peito.
A ideia é que o aviso do pager dê ao paciente tempo suficiente para tomar remédios ou alertar amigos e a família.
A primeira pessoa a testar a nova técnica é Jason Dent, de 26 anos, que mora na cidade de Hobart, na Austrália.
Dent sofre de uma forma grave de epilepsia que não pode ser controlada com remédios ou procedimentos cirúrgicos.
Sua mãe, Helen Crossin, está esperançosa.
"Se soubesse que ele estava seguro, eu poderia relaxar um pouco mais", ela disse.
Crossin acrescentou que seria maravilhoso, para o filho, poder ter algum controle sobre a condição que o aflige a vida toda.
A companhia americana que está desenvolvendo o novo sistema disse esperar que ele esteja disponível no mercado dentro de cinco anos. (Portal G1)
 
 
 
 
 

17.06 - Falta de leitos impede transplante de medula no SUS
Mais de 80 pacientes que já encontraram doador compatível esperam na fila
A falta de leitos hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) dificulta a expansão dos transplantes de medula no País, apesar do crescimento do número de potenciais doadores. Atualmente, 89 pacientes que já encontraram doador compatível aguardam na fila em razão da falta de infraestrutura adequada de atendimento. Para amenizar o problema, o Ministério da Saúde promete liberar R$ 15 milhões para a implantação de 80 novos leitos em todo o Brasil dentro de um ano. O número de potenciais doadores de medula óssea no Brasil subiu de 40 mil, em 2003, para 1,6 milhão, em 2010. O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) já é o 3º maior banco do gênero no mundo e está integrado com o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário. Com isso, as chances de portadores de doenças como leucemia, linfoma e anemia grave encontrarem um doador de medula não-aparentado minimamente compatível subiu de 10% para 74%. “Quanto mais rápido se encontra o doador, maior se torna a demanda por leitos”, explica o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame. Hoje existem 350 leitos no País e 61 hospitais que realizam transplante de medula - a maioria nas Regiões Sudeste e Sul. "Pretendemos ampliar a oferta onde já há leitos, mas também criar novos centros onde hoje não há nenhum, como no Norte e Nordeste. Espero que, colocando à disposição os recursos, em cerca de um ano os leitos estejam funcionando", afirma Beltrame. Mas criar um novo leito de transplante não se resume a construir um apartamento com uma cama. Para Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a falta de recursos humanos é um obstáculo ainda maior que a falta de infraestrutura física. “No ano passado, o Ministério da Educação autorizou a residência médica em transplante de medula óssea, o que foi importantíssimo. Com o aumento no número de leitos, vai aumentar a demanda por médicos especializados. Sem eles essas unidades não evoluem”, disse.  (Povo)

17.06 - Hospital público de transplantes
Hospital terá capacidade para realizar 630 transplantes ao ano
A Capital paulista abriga, a partir de terça-feira, o primeiro hospital público especializado em transplantes do País. O Hospital de transplante Dr. Euryclides de Jesus Zerbini terá capacidade para realizar até 630 cirurgias por ano.
Com uma equipe de 80 médicos o objetivo do hospital é tornar-se referência em transplantes de rim, fígado, pâncreas, medula óssea e córnea. A unidade não realizará procedimentos de transplante entre pacientes vivos.
O antigo hospital Brigadeiro, localizado na avenida Brigadeiro Luis Antônio na capital paulista, que agora passa a se chamar Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, passou por dois anos de reformas e adequação de suas instalações. Durante o período em que foi administrado pelo governo federal o centro médico recebeu oito salas especiais para transplantes, totalmente equipadas.    (Saúde Business Web)

17.06 - Trabalho médico
A Organização Mundial da Saúde preconiza, como parâmetro ideal de atenção básica à saúde da população, a relação de um médico para cada grupo de mil habitantes. Do ponto de vista quantitativo, as condições do Ceará estariam bem próximas desse plano ideal não fossem as distorções provocadas pela elevada concentração desses profissionais na Capital e a forte resistência para a interiorização de seu trabalho.
Entre a categoria, há argumentos capazes de convencer, em parte, a preferência dos médicos pelos maiores centros urbanos, especialmente entre os titulares de especialidades, cuja atividade ainda está próxima dos profissionais liberais. Entretanto, a questão é mais profunda quando se compara a concentração de 75% dos médicos ativos em Fortaleza, onde residem apenas 30% dos habitantes do Estado, enquanto 25% moram no Interior, e lá estão 70% da população.
A ampliação dos cursos das áreas de saúde pública tem contribuído para aumentar a oferta desses prestadores de serviços. Há, contudo, a necessidade de enquadrar o seu trabalho num modelo-padrão capaz de lhes garantir remuneração condigna, equipe diversificada e infraestrutura mínima nos serviços tanto hospitalares, como ambulatoriais. Do contrário, só o médico não vai conseguir equacionar os problemas assistenciais detectados em todos os municípios.
O último modelo de gestão bem-sucedido, aplicado no interior do País pelo Ministério da Saúde, foi o da Fundação Serviço de Saúde Pública (FSESP). Importado da experiência norte-americana, ao tempo da II Guerra Mundial, a Fundação sofreu alterações em sua estrutura, a partir de 1960, intensificando a atuação nas áreas de assistência médica, de captação, tratamento e distribuição de água e de esgotamento sanitário nas regiões mais carentes desses serviços essenciais.
Como havia dedicação exclusiva ao serviço público, um médico da FSESP trabalhava numa determinada comunidade, na qual, obrigatoriamente fixava residência. Não poderia acumular emprego, nem exercer nenhuma tarefa paralela. Por isso, recebia remuneração elevada em relação aos padrões do serviço público. Como conhecia sua comunidade, tinha condições de oferecer -lhe atendimento de qualidade.
O modelo foi desativado. O último, originado em seu lugar, surgiu de forma descentralizada, por intermédio do Programa Saúde da Família. O Ministério da Saúde banca seu custo, mas a execução fica a cargo das Prefeituras Municipais. Mas nem sempre os gestores das pequenas comunidades honram os honorários dos médicos contratados para a prestação da assistência aos munícipes, gerando inadimplência e instabilidade na relação contratual de trabalho.
O Estado está anunciando novo padrão remuneratório aos profissionais recrutados para os hospitais regionais de Juazeiro do Norte e Sobral e para as 17 Policlínicas em fase de implantação. A relação de trabalho será regida pela CLT cumprindo eles um plano de metas de atendimento. É um estilo próximo ao da Rede Sara, de tanto sucesso.
O Ceará implantará, primeiro, o formato que o Ministério da Saúde não conseguiu diante da recusa do Congresso Nacional.  (Diário do Nordeste)
 
 
 
 
 

16.06 - Odontoprev anuncia crescimento de 160%
A OdontoPrev foi eleita pela Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca) destaque do setor de serviços médicos, hospitalares, análise e diagnóstico em criação de valor, no período entre 2007 e 2009. A companhia, maior operadora de planos odontológicos da América Latina, gerou 160% de valor no triênio, conforme o Prêmio Abrasca Edição 2010.
Mas, além da busca pela geração de valor, a Odontoprev também quer ser reconhecida como uma empresa acessível e que valoriza o investidor pessoa física. Por este motivo, pretende desdobrar as ações e mudou a política de distribuição de dividendos este ano.
- Sermos destaque do Prêmio Abrasca é mais um importante reconhecimento dos resultados que a companhia vem conquistando nos últimos anos, sempre visando a excelência no relacionamento com os stakeholders e priorizando os mais altos padrões em governança corporativa e a geração de valor - comenta José Roberto Pacheco, diretor de Controladoria, Relações com Investidores e Sustentabilidade da OdontoPrev.
Diante do crescimento dos resultados e valorização das ações, analistas de investimentos costumam afirmar que as ações da OdontoPrev, a cotação dos papéis da companhia está acima do preço de mercado, ou seja, as ações estão superavaliadas. Na avaliação do diretor de RI, para cada R$ 1 investido, o acionista OdontoPrev tem hoje cerca de R$ 2,50, o que reflete, claramente, um dos processos de abertura de capital de maior sucesso no mercado de capitais brasileiro nos últimos anos.
- Cabe à empresa surpreender em termos de crescimento. Temos sempre buscado superar as expectativas do mercado. Este é o nosso desafio e tenho convicção de que vamos entregar resultados relevantes e que vão novamente superar as expectativas - diz Pacheco.
A convicção do diretor de RI está relacionada, em parte, ao momento do setor em que está inserida a companhia. Nos últimos anos, o segmento de planos odontológicos cresceu 20% ao ano, em média e a perspectiva é de que esta tendência continue nos próximos anos.
- Como líder de mercado, a OdontoPrev está fazendo a diferença em termos de crescimento e sempre de olho em possíveis aquisições, dependendo da oportunidade. Nos últimos três anos, dobramos de tamanho - explica, ao destacar que a OdontoPrev não costuma oferecer guidance ao mercado financeiro.
Pessoa física - Pacheco lembra que, atualmente, a cada três transações realizadas na BM&FBovespa, uma é de pessoa física.
- Por este motivo resolvemos desdobrar as ações e modificar a política de dividendos - observa.
De acordo com o diretor, uma das grandes dificuldades dos investidores é a avaliação da companhia, única do setor no mundo a ter o capital aberto. Portanto, a linguagem mais acessível é essencial.
- Não há como comparar. Somos uma história única no mundo. Portanto, divulgamos nossos resultados de uma forma mais didática. Queremos ser reconhecidos como uma empresa que atende os acionistas individuais. Nossos documentos são apresentados em uma linguagem acessível e a divulgação de resultados facilita o entendimento do investidor - complementa.
Para que suas ações tornem-se mais acessíveis ao investidor pessoa física, a OdontoPrev planeja desdobrar suas ações à proporção de quatro para uma. Tal proposta será votada pelos acionistas da companhia em assembléia marcada para o próximo dia 1 de julho.
- Trata-se de mais uma demonstração do interesse da OdontoPrev em ampliar a base de investidores individuais. Com isso o lote padrão de negociação da companhia se tornará muito mais acessível, passando dos atuais cerca de R$ 6 mil para algo próximo a R$ 1,5 mil - diz o diretor.
O desdobramento também tende a ampliar a liquidez das ações da OdontoPrev, tendência já verificada nos últimos anos.
- As ações vem sendo cada vez mais negociadas - destaca Pacheco.
A partir deste ano, a companhia adotou nova política de dividendos, dobrando o payout anual mínimo de 25% para 50% do resultado distribuível. Neste primeiro semestre, cerca de R$ 435 milhões serão desembolsados aos acionistas da companhia, entre dividendos e reduções de capital. O aumento da distribuição não irá comprometer a estrutura de capital da companhia.
- Em 30 de junho, final do semestre, permaneceremos com sólida estrutura de capital, sem qualquer dívida - afirma Pacheco.
Além do desdobramento das ações, a assembléia de 1 de julho votará a incorporação da Bradesco Dental, seguradora adquirida pela OdontoPrev em 2009.
- O objetivo aqui será a aceleração da obtenção de sinergias e ganhos de eficiência operacional e comercial, já a partir do segundo semestre - ressalta Pacheco.   (Ana Borges - Jornal Monitor Mercantil)

16.06 - A dor silenciosa dos idosos
Número de denúncias é bem menor que volume real de violência e abusos contra a terceira idade. Vergonha inibe queixas
No Dia Mundial de Combate a Violência contra o Idoso, um alerta: a subnotificação de casos impede que um retrato da violência praticada contra idosos seja traçado no Rio Grande do Norte. Embora a Delegacia Especializada de Proteção do Idoso (Depi) e a Promotoria do Idoso em Natal não tenham o número exato de denúncias registradas em 2010, o delegado Marcus Venícius e a promotora do idoso Iadya Gama afirmam que o número de registros não representa a realidade. De janeiro a abril de 2010, a Depi registrou 42 queixas de violência contra idosos. Por mês, a Promotoria chega a registrar até 20 queixas, o que dá 240 queixas por ano.
Há dificuldade para pegar ônibus, porque motoristas "queimam" paradas Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press Onde deveria existir um grito de basta, há silêncio. O idoso sente vergonha, receio. Tem medo de denunciar e sofrer mais agressão; de reclamar e prejudicar um filho, um neto. Com receio de sofrer mais violência, alguns chegam a retirar a queixa antes da polícia instaurar o inquérito ou logo após os agressores serem notificados. "Eles fazem um pacto de silêncio. O idoso consciente só vai denunciar depois de ter sofrido muito. Eles não querem penalizar quem amam. Há uma subnotificação, sim. Uma violência que não está registrada", afirma Iadya.
O perfil dos agressores é uma das causas da subnotificação. Segundo levantamento da Promotoria do Idoso, os principais agressores são filhos e netos - 47%. Isso mostra que quem deveria proteger agride, na avaliação de Iadya Gama. Em seguida, vem a violência praticada nos hospitais, abrigos e transporte - 36% do total. Além da violência doméstica e no transporte, os idosos também sofrem com retenção de cartões magnéticos e desvio da aposentaria por familiares. Quando a polícia recebe a denúncia e tenta intervir, muitos se negam a receber ajuda. Preferem ficar calados.
Para a promotora, a violência psicológica, em alguns casos, é mais nociva que a física. E não são só os xingamentos que produzem danos, mas também a privação de direitos - desde o direito de gastar a aposentadoria ao de escolher o que vestir. "A pior coisa que tem é ser invisível dentro de casa. Não é o filho ou o neto bater, dar uma tapa. É a tapa moral, psicológica que se transforma numa ferida difícil de cicatrizar e que também leva a morte", relata a promotora.
Quadro dramático
De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde em 2008, cerca de dois milhões de idosos são vítimas de agressão todo ano no Brasil. O estudo mostrou que agressões eram a segunda causa de internação no SUS.   (Diário de Natal)

16.06 - Terminalidade da vida: novo Código muda realidade em hospitais
Em vigor desde 13 de abril, o novo Código de Ética Médica tem causado repercussão positiva no que se refere à prescrição de cuidados paliativos, uma opção que estende conforto e atenção especiais aos pacientes com quadros graves e de difícil prognóstico. Vários profissionais relatam o impacto benéfico do documento, que fortalece a humanização do atendimento, inclusive nos hospitais públicos.
O texto estabelece, em seu art. 41, que: “Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal”. O mesmo artigo do Código proíbe o profissional da medicina de abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido desse ou de seu representante.
Agente libertador ? O chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Hélio Bergo, afirma que o Código fortalece as unidades que trabalham com cuidados paliativos. “A formação tradicional do médico é fortemente marcada na contraposição à doença. A doença é vista como um algoz que precisa ser aniquilado. O médico assume o papel de agente libertador, aquele que conhece as estratégias de combate e detém as armas para destruir esse mal”, diz.
A médica Cláudia Burlá, membro da Câmara Técnica sobre Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos do Conselho Federal de Medicina (CFM), também vê como importante a mudança. “Os cuidados paliativos são uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento e proporcionar a máxima qualidade de vida possível às pessoas doentes e a seus familiares”, explica.
Carlos Vital, 1º vice-presidente do CFM e membro da comissão nacional que trabalhou na revisão do Código, sintetiza o alcance do documento: “O Código chama a atenção do médico para a importância dos cuidados médicos, para a possibilidade de abstenção de procedimentos extraordinários, desproporcionais e incompatíveis com a dignidade humana, de forma a reverenciar a autonomia da vontade do paciente, expressa pessoalmente ou por seu representante legal”.  (CFA)
 
 
 
 
 

15.06 - ANS: Reajuste dos planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 6,73% o índice máximo de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O percentual incidirá sobre os contratos de cerca de 7,4 milhões de consumidores, ou seja, 13% dos cerca de 56 milhões de consumidores de planos de saúde no Brasil.
Ao receberem seus boletos, os consumidores devem observar se o percentual do aumento está devidamente identificado, permanecendo atentos a eventuais cobranças de valores retroativos. Tais cobranças só serão permitidas caso haja defasagem de até três meses entre a data do aniversário do contrato e a primeira aplicação do reajuste.
Em caso de dúvidas, os consumidores devem entrar em contato com a Agência através do Disque-ANS (0800 701 9656); na Internet pela página www.ans.gov.br, no link Fale Conosco; ou pessoalmente, em um dos 12 Núcleos Regionais da ANS distribuídos pelo país.
Como será aplicado o reajuste
O índice de reajuste autorizado pela ANS pode ser aplicado somente a partir da data de aniversário de cada contrato, sendo permitida a cobrança do valor retroativo caso a defasagem seja de no máximo três meses.
Deverão constar claramente no boleto de pagamento o índice de reajuste autorizado pela ANS, o número do ofício de autorização da ANS, nome, código e número de registro do plano, bem como o mês previsto para aplicação do próximo reajuste. A relação dos reajustes autorizados encontra-se permanentemente disponível na página da ANS na internet (www.ans.gov.br).
Nova metodologia em estudo
A metodologia utilizada pela ANS é a mesma desde 2001 e se baseia na média dos reajustes dos planos coletivos, o que traz algumas vantagens para o beneficiário quando aplicado esse índice aos contratos de planos individuais.
O índice de reajuste deste ano não sofre influências das novas coberturas do Rol de Procedimentos 2010.
Em 2011, a ANS espera adotar nova metodologia de cálculo ainda em fase de elaboração. Órgão regulador e representantes de consumidores, prestadores de serviços, operadoras e demais atores do setor integram a câmara técnica que dará origem à nova fórmula.
No dia 1º de junho de 2010, foi realizada a primeira reunião para definição do novo modelo de reajuste. O objetivo é delinear uma fórmula que seja capaz de mensurar variação de custos, considerando-se a necessidade de um índice diversificado que contemple a heterogeneidade do mercado e que, principalmente, aumente a eficiência do setor, podendo estar associado à qualidade dos serviços oferecidos ao consumidor.
Perguntas mais freqüentes
1. Quantos beneficiários terão seus planos reajustados de acordo com o índice divulgado pela ANS?
Poderão ser reajustados todos os planos médico-hospitalares individuais com ou sem odontologia contratados após 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O índice de reajuste divulgado pela ANS incidirá sobre 13% dos beneficiários de planos de saúde, cerca de 7,4 milhões de pessoas.
Cabe destacar que alguns contratos, firmados até 1º de janeiro de 1999, também podem ser reajustados segundo o índice divulgado pela ANS, caso suas cláusulas não indiquem expressamente o índice de preços a ser utilizado para reajustes das contraprestações pecuniárias e sejam omissos quanto ao critério de apuração e demonstração das variações consideradas no cálculo do reajuste.
2. As operadoras são obrigadas a seguir o índice definido para os planos novos contratados por pessoas físicas?
O índice divulgado pela ANS é um teto de reajuste voltado aos planos individuais/familiares médico-hospitalares com ou sem cobertura odontológica. Portanto, para esses planos as operadoras não podem aplicar um percentual mais alto do que esse, mas são livres para adotar índices inferiores ao divulgado pela ANS, ou mesmo manter suas mensalidades sem reajuste. Caso a operadora não obtenha a autorização de reajuste da ANS, não poderá reajustar tais contratos.
3. A partir de quando o índice de reajuste da ANS pode ser aplicado?
O índice pode ser aplicado após a autorização da ANS para a operadora e a partir da data de aniversário do contrato. O índice será aplicado aos contratos com aniversário entre maio de 2010 e abril de 2011.
4. Se coincidirem a mudança de faixa etária e o aniversário do plano, o beneficiário terá dois reajustes?
Sim. O reajuste por mudança de faixa etária ocorre cada vez que o beneficiário extrapola uma das faixas etárias pré-definidas em contrato. Comprovadamente, cada faixa etária possui um perfil médio de utilização dos serviços de saúde. Trata-se de uma questão natural, decorrente do processo de envelhecimento das pessoas. As regras para esse tipo de reajuste levam em consideração a data em que o contrato foi firmado com a operadora. O reajuste por faixa etária aplica-se na idade inicial de cada faixa e pode ocorrer tanto pela mudança de idade do titular como dos dependentes do plano.
5. Qual a decisão judicial que impede a ANS de regular os reajustes dos planos antigos?
A Lei nº 9.656/98, em seu artigo nº 35-E, determina que a ANS autorize reajuste tanto para os planos individuais antigos (assinados antes do início da vigência da lei), como para os planos assinados depois de 1º de janeiro de 1999, os chamados planos novos. No entanto, desde agosto de 2003, esse dispositivo legal está suspenso por ter sido considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante dessa decisão, a ANS publicou a Súmula Normativa nº 5, em 2003, definindo que, caso a regra de reajuste prevista no contrato não seja clara, o reajuste anual deverá estar limitado ao reajuste máximo estipulado pela ANS ou ser definido por meio da celebração de Termo de Compromisso com o órgão regulador. Neste último caso, haverá necessidade de autorização prévia da ANS.
6. Nos demais aspectos, a ANS regula os planos antigos?
A ANS regula os planos antigos em determinadas situações específicas, previstas nos Termos de Compromisso e na Súmula Normativa nº 5, de 2003.
7. A ANS regula os planos coletivos?
Sim. A ANS regula todos os planos (individuais e coletivos) contratados ou adaptados a partir de 1º de janeiro de 1999, ou seja, assinados após o início da vigência da Lei nº 9.656/98.
8. Como funciona o reajuste dos planos coletivos?
A ANS não define teto de reajuste para os planos coletivos por entender que esses planos possuem maior poder de negociação junto às operadoras, o que, naturalmente, tende a resultar na obtenção de percentuais mais vantajosos para a parte contratante. O reajuste dos planos coletivos é calculado com base na livre negociação entre operadoras e os grupos contratantes (empresas, fundações, associações etc). Ao longo de doze meses, a ANS coleta e monitora esses reajustes. A partir de então, a média desses percentuais passa por um tratamento estatístico e resulta no índice máximo de reajuste dos planos individuais novos a ser aplicado no ano seguinte.
9. Por que os planos coletivos não precisam da definição de um teto de reajuste?
Os contratos coletivos empresariais com mais de 50 consumidores não estão sujeitos a carência, o que reduz decisivamente o ônus da mudança para uma outra operadora, caso as condições oferecidas não sejam satisfatórias. Sendo assim, esses grupos de consumidores têm mais poder de negociação ou de “barganha” do que os contratos individuais ou coletivos com menos de 30 consumidores. Em geral, os reajustes resultantes da negociação entre os representantes de contratos coletivos e as operadoras são inferiores à Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) dos planos.
A partir da RN nº195/09, a ausência de carência se dá a partir de 30 consumidores para os contratos coletivos empresariais adequados à Resolução Já para os Contratos Coletivos por Adesão, os beneficiários que ingressarem até 30 dias - da data de celebração ou, para novos ingressantes, da data de aniversário do contrato – também ficam dispensados de carência.
10. A ANS define preços de planos de saúde?
Não. A regulação de planos de saúde não estipula preços a serem praticados pelas operadoras, seja para planos coletivos ou individuais. A regra estabelecida pela ANS exige que a operadora elabore uma nota técnica atuarial de precificação para cada um de seus planos como pré-requisito para a concessão do registro de planos e manutenção de sua comercialização. A partir do preço de comercialização que a operadora apresenta à ANS como o adequado a cada plano, é dada à operadora a liberdade de manter o preço de seus produto em margem que obedeça o limite de 30% para mais ou para menos. Dessa forma, existe flexibilidade para que a operadora se ajuste às oscilações das condições concorrenciais do mercado, sem que haja espaço para a prática de preços predatórios. As exigências legais sobre a atualização dessa Nota Técnica estão relacionadas na RDC nº 28/00, alterada pela RN n.º 183/08. Essa regulamentação aplica-se apenas aos planos individuais e/ou familiares e aos planos coletivos, com exceção dos exclusivamente odontológicos e dos coletivos com vínculo empregatício financiados total ou parcialmente pela pessoa jurídica empregadora.
11. Por que o índice não é mais divulgado em Resolução Normativa?
Desde 2008, o índice de reajuste é divulgado no Diário Oficial da União como uma Decisão da Diretoria Colegiada da ANS, já que as regras de concessão de reajustes atingiram um estágio de maturidade regulatória e simplicidade operacional que torna desnecessária a publicação de uma nova Resolução Normativa a cada novo cálculo de índice de reajuste.
12. Houve influência da atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no índice de reajuste autorizado pela ANS?
Não. Os impactos do novo rol, que entrou em vigor em 7 de junho de 2010, serão analisados pela ANS e mensurados a partir do cálculo do reajuste de 2011.
13. Houve influência da atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no índice de reajuste autorizado pela ANS?
Não. A última atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde ocorreu em 2008, e seu impacto foi computado no índice de reajuste do ano seguinte. Na ocasião, foi identificada uma variação de 1,1% decorrente do Rol 2008. Desta vez, isso não ocorrerá, pois a próxima atualização do Rol entrará em vigor após o início do período para aplicação do novo percentual de reajuste dos contratos (maio/2010). Qualquer impacto das novas coberturas só poderá ser mensurado doze meses após sua entrada em vigor.
14. É possível comparar o índice de reajuste dos planos de saúde com índices de inflação?
Não. O índice divulgado pela ANS, que vigorará no período de maio/2010 a abril/2011 é reflexo das variações de custo dos últimos 12 meses. A Portabilidade traz benefícios para os usuários de planos de saúde que estão relacionados com o aumento da concorrência no setor, trazendo como principais vantagens a possibilidade de melhoria da qualidade e de redução de preços. Para as operadoras, a portabilidade pode propiciar o aumento da participação no mercado. Tal aumento da carteira possibilita uma maior diluição dos custos com a operação dos planos de saúde.  (ANS)

15.06 - Plano antigo pode ter novos exames
Os 73 novos procedimentos que os planos de saúde são obrigados a oferecer a seus clientes, definidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) --e que incluem novas cirurgias e exames--, também podem ser garantidos aos consumidores que têm um plano antigo.
As novas regras estão valendo desde a semana passada e, segundo o regulamento da ANS, só incluem planos de saúde contratados após 1999 ou os adaptados. A Justiça, porém, pode estender a nova cobertura obrigatória também para os contratos antigos.
O consumidor só deve entrar com uma ação se houver risco de comprometimento de sua saúde. "Deve-se provar que ele pode ser prejudicado por causa de uma recusa [do plano em fazer o atendimento]", disse Juliana Nobre Correia, juíza da 2ª Vara do Juizado Especial Cível Central.  (Livia Wachowiak Junqueira - Agora S.Paulo-13.06)

15.06 - Vaquinha para pagar plano
O alto custo do plano de saúde na velhice levou à inversão dos papéis no Brasil. Em vez de os pais sustentarem os filhos, cada vez mais famílias se unem para dividir a mensalidade do plano de saúde para pessoas acima de 60 anos. Em média, o plano médico individual completo não sai por menos de R$ 800 por mês. É mais do que recebem 77,2% dos 23,7 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ganham salário mínimo (R$ 510). Mesmo que a aposentadoria do brasileiro fosse orientada só para pagar o plano de saúde, o dinheiro não seria suficiente. O convênio só é mais barato nos planos de saúde de empresas (corporativos), mas essa realidade não vale para os mais velhos, que estão geralmente aposentados.
O valor dos convênios se torna ainda mais pesado pela sua forma de contratação. Pela regra geral, é comum colocar o filho como dependente no plano de saúde da empresa (corporativo). Já os pais não podem ser dependentes dos filhos no mesmo modelo, que oferece preços menores. A única opção é assinar o contrato individual, que tem as prestações mais altas do mercado, podendo superar R$ 800 ao mês. A família da empresária Stela Lins divide os valores do plano de saúde da mãe. Aos 80 anos, a aposentadoria de professora de Maria Lins é de R$ 800, mas a mensalidade do plano custa R$ 750. "Muitos filhos fazem isso. Acredito que faz parte da cultura da família mineira dar esta assistência aos pais. Ficamos receosos de eles não serem atendidos como deveriam no serviço público." Segundo Stela, os custos são divididos entre os cinco irmãos.
Se continuar dessa forma, no futuro o peso dos convênios será ainda maior para os mais velhos. Os custos tendem a crescer à medida que a faixa etária pesa na carteira das operadoras. Dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2040, as pessoas maiores de 59 anos vão representar 25,4% da população. É duas vezes e meia o que representam hoje (10,4%). "O envelhecimento vai exigir da sociedade brasileira mais gastos com saúde. O problema decorrente deste fato é como financiar os maiores gastos da sociedade", alerta José Cechin, ex-ministro da Previdência Social e atual superintendente do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IEES).
Operadoras - Os usuários acima de 60 anos na carteira das operadoras são quase 12%, podendo atingir até 20% dos beneficiários. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2009, a participação dos mais velhos nas operadoras de saúde foi a que mais cresceu, ampliando em 4,6%. "Na minha casa, somos cinco filhos. Minha responsabilidade é o plano de saúde. Costumo abrir mão de várias coisas importantes e também do consumo do dia a dia como a compra de roupas. Mas para mim vale a pena porque a saúde dos meus pais é uma prioridade", garante a agente de turismo Viviane Evangelista Silva, 34 anos, que não ousa atrasar a fatura de R$ 500 da Unimed. Ela faz free lance para complementar o salário, além de cortar outros gastos pessoais com educação e lazer.   (Diário de Pernambuco Online)
 
 
 
 
 

14.06 - OdontoPrev pretende ampliar número de investidores
Empresa do segmento odontológico desembolsou R$430 milhões para seus investidores no primeiro semestre de 2010
A OdontoPrev, operadora de planos odontológicos, planeja desdobrar suas ações na bolsa de valores à uma proporção de quatro para um. Para que esta ação seja possível a empresa deverá sujeitar a proposta a uma assembleia no início do mês de julho.
O desdobramento de suas ações é mais uma demonstração da empresa em ampliar sua base de investidores. De acordo com a empresa, esse desdobramento irá facilitar o acesso de investidores às ações da Odontoprev. Hoje um lote de ações da companhia vale cerca de R$ 6 mil reais, caso a proposta seja aceita estes lotes estarão disponíveis a partir de R$1,5 mil.
No primeiro semestre de 2010 a instituição desembolsou para seus investidores o montante de R$435 milhões entre dividendos e reduções de capital. Hoje a Odontoprev conta com uma carteira de cerca de 4,2 milhões de clientes e é considerada uma das líderes do setor no País
Além da proposta voltada às ações da empresa a assembleia convocada junto aos acionistas da empresa votará também a incorporação do Bradesco Dental, comprada em 2009.   (Saúde Business Web)

14.06 - Copa pode reduzir atendimentos em 10%
Um dos impactos causados pode ser a redução na sinistralidade de operadoras de saúde
Um estudo realizado pela Orizon, de soluções de comunicação eletrônica no mercado de saúde suplementar, apontou que instituições de saúde poderão sofrer uma queda no número de atendimentos de até 10% nos dias de jogos da seleção brasileira.
Começa esta semana a 19ª edição da Copa do Mundo de futebol, e como consequência disso o Brasil todo se mobiliza para assistir aos jogos da seleção. Empresas de todos os setores já estão preparando esquemas para que seus funcionários e clientes possam assistir aos jogos e torcer pela seleção sem que isso afete seus negócios de forma negativa.
De acordo com um levantamento feito pela Orizon, o índice de absenteísmo causado pela copa pode chegar até 7,2% nos serviços de saúde durante a primeira fase da copa. Caso a seleção passe para as oitavas de final este número deverá subir para 10,8%.
Os impactos dessa prática no segmento de saúde suplementar podem acarretar na redução do índice de sinistralidade das operadoras de saúde e até na queda de faturamento de algumas instituições, afirma o diretor de operações da Orizon, Sérgio Pironato. "Essas faltas não trarão apenas impactos na receita das instituições de saúde, mas também atrasarão a conclusão dos tratamentos ou diagnósticos".
Para o gerente de planejamento e inteligência de mercado da Orizon, Márcio Landi, os impactos vão além dos custos. "Dependendo da especialidade do profissional de saúde, as faltas ou reagendamentos poderão ocasionar em um aumento no fluxo de atendimentos em determinados dias".
Para evitar este tipo de problema o Hospital das Clínicas de São Paulo instalou dois telões e 291 televisores por todo o complexo hospitalar para que médicos e pacientes possam acompanhar os jogos da copa. A instituição pretende evitar o absenteísmo de pacientes em tratamento durante os jogos da copa.    (Guilherme Batimarchi - Saúde Business Web)

14.06 - Infecção hospitalar
Um levantamento do Ministério Público Estadual e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo em 158 hospitais públicos e privados paulistas, dos 725 existentes no estado, mostrou que 72% dos estabelecimentos apresentavam falhas no combate à infecção hospitalar. Foram instaurados inquéritos civis e ações civis públicas contra hospitais com irregularidades.  (Portal G1)
 
 
 
 
 
 
 

11.06 - ANS: Portabilidade especial para operadoras falidas
ANS deve votar no próximo mês proposta de portabilidade especial para clientes de operadoras de saúde falidas.
Clientes de operadoras de saúde suplementar que faliram são automaticamente transferidos para outra operadora de acordo com as regras do setor. Mas nem sempre esta "segunda opção" é o que realmente o beneficiário quer.
De acordo com as regras de portabilidade da Agência Nacional de saúde Suplementar (ANS), para manter seus benefícios o consumidor deve migrar para um plano com cobertura e valor similar.
Uma nova proposta de portabilidade especial para beneficiários de operadoras falidas deve ser votada pela ANS no próximo mês. A nova medida permitiria que clientes escolhessem qualquer outro plano de saúde, até mesmo mais caros e com cobertura maior, sem passar por novos períodos de carência.
De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), esta nova regra será um grande avanço para o setor de saúde suplementar. O instituto afirma também que ela protegerá o consumidor que pagou durante anos um plano de saúde e de repente é transferido para um plano inferior.   (Saúde Business Web)

11.06 - Convênio ruim pode ter reajuste menor
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que regula os planos de saúde, estuda mudar as regras do reajuste anual e limitar o aumento dos convênios com baixo índice de qualidade a partir do ano que vem.
Pela proposta, os planos mais bem qualificados teriam direito de reajustar os convênios dos associados com valores mais altos. Por outro lado, aqueles que não tiverem boa avaliação --ou seja, os planos que forem mal classificados pela ANS-- não poderiam conceder o mesmo índice de aumento para seus clientes.
A medida poderia forçar os planos com baixa qualidade a melhorar o atendimento.  (Paulo Muzzolon - Agora S.Paulo)

11.06 - O SUS do Obama
Novo sistema de saúde inaugura nova era para os EUA, salvo para 17 milhões de americanos que estão fora da reforma
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conquistou aquele que provavelmente é o maior feito de seu mandato, algo que gerações inteiras de líderes, de Theodore Roosevelt a George W. Bush, não conseguiram: a aprovação da reforma do sistema de saúde norte-americano, que amplia a assistência pública a 32 milhões dos 46,3 milhões de pessoas que não tinham qualquer atendimento assegurado. A luta, considerada prioritária em âmbito interno pelo presidente, será um marco, mas ainda não pode ser considerada uma vitória, pois o impacto financeiro e os benefícios gerados ainda serão postos à prova em 2014, quando a nova lei entra em vigor.
A noite do dia 21 de março, um domingo, vai ficar para a história dos Estados Unidos graças à aprovação, pelo Congresso, da reforma da saúde. A legislação tramitou por 14 meses, embora Obama a tivesse colocado como prioridade, em sua agenda política doméstica, desde o início de seu mandato. O próprio presidente teve de fazer diversos apelos para angariar votos e, às vésperas da votação, negociou a exclusão do aborto (exceto em casos extremos, como estupro, incesto e risco de morte da mãe) para conquistar a aprovação.
A reforma terá um custo estimado em US$ 940 bilhões (cerca de R$ 1,69 trilhão) nos próximos dez anos. Em contrapartida, deve reduzir o déficit do país em US$ 138 bilhões (cerca de R$ 247 bilhões), reduzir desperdícios no sistema Medicare (plano destinado a pessoas acima de 65 anos) e combater despesas exageradas, fraudes e abusos. Foram gastos, em 2007, com assistência médica, US$ 2,2 trilhões, ou 16,2% do PIB. A crise financeira elevou o custo exponencialmente, agravando ainda mais a situação de um sistema já considerado caro e ineficaz. Uma mudança profunda tornou-se emergencial.
Em 1973, a lei americana que regulamentou os Planos de Saúde definiu que empresas com mais de 25 funcionários são obrigadas a custear planos privados de saúde. O modelo mantém uma lacuna grande daqueles que têm uma renda média -não têm direito ao Medicaid- e trabalham em empresas pequenas ou são profissionais liberais.
Obama comparou o sucesso do projeto com os progressos alcançados pela aprovação da lei dos direitos cívicos em 1964 e com a criação do programa Medicare um ano mais tarde. A analogia tem sentido, pois há mais de um século cerca de 50 milhões de americanos não tinham nenhuma assistência à saúde, e, com a nova lei, 95% da população dos EUA terão cobertura.
Em cerimônia na Casa Branca, em 23 de março, Obama disse: "Hoje, depois de quase um século de tentativas. Hoje, depois de mais de um ano de discussões. Hoje, depois de todos os votos terem sido contados, a reforma do sistema de saúde se torna lei nos Estados Unidos da América". E finaliza com um de seus discursos de impacto que motivam a todos: "Não somos uma nação que tem medo, não somos uma nação que faz o que é fácil. Somos uma nação que faz o que é difícil e necessário, uma nação que enfrenta seus desafios, uma nação que traça seu próprio destino. Isso é o que somos e é isso o que nos faz ser os Estados Unidos da América".
A aprovação da lei inaugura uma nova era para os EUA, salvo para 17 milhões de americanos que seguirão fora da reforma. Logo depois da sanção da lei, procuradores-gerais de 13 estados entraram com processos contra o governo federal para que a reforma não siga adiante. Para eles, a proposta é inconstitucional.
O projeto prevê a nomeação de uma autoridade federal de controle dos preços dos seguros, com o intuito de ajudar o Estado a impedir a cobrança exagerada e outras práticas desleais (como a exclusão de pessoas doentes, mesmo alegando que a pessoa já estava doente antes de aderir ao plano) das companhias de seguros. Cada americano deve encontrar uma seguradora, num mercado concorrencial e menos caro. As empresas vão ser encorajadas, através dos impostos e nos prêmios, a ajudar os empregados nesta procura.
O plano de Obama também prevê a criação de uma empresa seguradora de saúde do governo, que concorrerá com as empresas privadas. Uma das propostas é aumentar os impostos entre 1% e 5,4% sobre a renda dos americanos mais ricos para financiar o sistema, mas o presidente se disse aberto a outras sugestões para levantar o dinheiro. A proposta ainda prevê multas de 2,5% sobre o salário dos indivíduos que não tiverem nenhum plano de saúde ou sobre o faturamento das empresas que não oferecerem planos de saúde aos empregados.
A lei expande, ainda, o programa federal Medicaid, para os pobres, e cria um novo mercado no qual autônomos e pequenas empresas podem juntar-se para comprar plano de saúde com condições melhores. Por fim, o plano prevê um aumento das quotizações dos mais ricos para o programa de reformas, e maiores contribuições da indústria farmacêutica e dos fabricantes de equipamentos clínicos.
No Brasil, o SUS foi criado pela Constituição em 1988, para que todos tivessem acesso à saúde pública. Anteriormente, a assistência estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde, hospitais -incluindo os universitários-, laboratórios, hemocentros, serviços de Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental, e fundações e institutos de pesquisa, como a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brasil.
Os EUA ainda são o único país que não tem um sistema de saúde público que atinja toda a população. Com a nova lei sancionada por Obama, apenas 17 milhões dos 300 milhões de habitantes ficarão sem qualquer tipo de assistência. No Brasil, um país com condições financeiras bem atrasadas em relação aos EUA, existe o Sistema Único de Saúde, que cobre toda a população. Não se pode negar que há muitos problemas, mas ao menos dá acesso a quem o procura, sem falar nos planos de saúde que cobrem cerca de 43 milhões de pessoas.  (Dagoberto J.S. Lima - DCI)
 
 
 
 
 

10.06 - Exames em planos coletivos demoram mais
Beneficiários de planos de saúde coletivos (de empresas ou sindicatos) esperam até 50% mais para conseguir marcar exames e outros procedimentos que os usuários de planos individuais. No caso de uma consulta, a espera pode ser até 14,3% maior nos coletivos. O levantamento é da Pro Teste (associação dos consumidores).
A pesquisa constatou que o consumidor de planos individuais leva, em média, 14 dias para agendar consultas e seis dias para marcar exames ou procedimentos ambulatoriais. Já nos planos coletivos o tempo aumenta para 16 dias, em caso de consulta, e nove dias para procedimentos.
O tempo para agendar consultas com um clínico geral pode chegar a 210 dias. Se for com um cardiologista, a espera poderá levar até 180 dias.
Associação não conhece a pesquisa
A Abramge (associação das operadoras) disse que não teve acesso à pesquisa para poder se pronunciar. "Desconhecemos a metodologia utilizada, os planos analisados e o local onde a pesquisa foi feita", afirmou Arlindo de Almeida, presidente da associação. Ainda assim, Almeida disse que usuários de planos coletivos têm facilidade para reclamar do serviço, já que podem procurar as empresas onde trabalham. A ANS não respondeu à reportagem.  (Livia Wachowiak Junqueira - Agora S.Paulo)

10.06 - SUS: Modelo em risco
O maior sistema de saúde do mundo, considerado modelo para países ricos e em desenvolvimento, continua ameaçado pela insuficiência de recursos. O Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecido pela Constituição de 1988 com promessa de um Estado que garanta saúde para todos, ainda vive de pires na mão. Injeções que viriam com a CPMF - conhecida como imposto do cheque - e com a Emenda Constitucional 29, empacaram em alguma instância. Mesmo a proposta de repassar para o Ministério da Saúde um terço do orçamento da Previdência, não foi considerada. Em lugar dos R$ 130 bilhões esperados para 2010, a Saúde tem a metade disso, R$ 65 bilhões.
Na ponta do lápis, o SUS custa menos de R$ 1,2 por habitante/ dia, uma caixa de fósforos para cada cidadão. Em troca, o sistema faz cerca 2,2 bilhões de procedimentos por ano, incluindo 12 milhões de internações, além de praticamente bancar todos os transplantes. Sem novos recursos, o modelo SUS de atendimento universal e integral pode ir à lona. E com isso, irão se agravar as condições de atendimento de quase 140 milhões de brasileiros que dependem unicamente do sistema público. Essa perspectiva cinzenta foi o tema principal do seminário "Caminhos para o Financiamento e Acesso à Saúde", promovido na segunda-feira pelo Valor em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
"Enquanto o Brasil oferece atendimento a todos, na Índia apenas 20% da população têm acesso à saúde pública, e na China a saúde pública só é oferecida aos moradores urbanos", diz Reinaldo Guimarães, secretário de ciência, tecnologia e insumos estratégicos do Ministério da Saúde. No sistema britânico, que como o Brasil oferece acesso universal, o gasto per capita é 13 vezes maior que o do SUS, lembra o secretário. "A Inglaterra arca com 80% do gasto total em saúde contra 30% a 50% aqui no Brasil."
A redução de financiamento do SUS pode ser vista por outros indicadores. Segundo Sergio Francisco Piola, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os gastos públicos em países que possuem sistema de saúde com cobertura universal correspondem em média a 6,5% do Produto Interno Bruto. No Brasil, o investimento no SUS é inferior a 3,7% do PIB. "O SUS vem sobrevivendo com insuficiência de recursos", diz Piola. "É necessário ter uma regulação", defende. Em sua avaliação, não existe sistema universal que sobreviva sem uma regulamentação bem feita. "É preciso reduzir as desigualdades de acesso aos serviços e manter o atendimento integral regulado."
Um dos objetos dessa regulamentação é a Emenda Constitucional 29, que obriga municípios, Estados e União a desembolsarem uma porcentagem do orçamento para Saúde. Mesmo aprovada, a emenda aguarda há dez anos no Congresso a normatização. Piola estima que, caso já tivesse sido regulamentada, a emenda 29 vincularia 8,5% da receita corrente bruta ao orçamento de 2009, que teria um ganho de R$ 7,5 bilhões. Ao invés de R$ 58,3 bilhões, seriam R$ 65,8 bilhões. Segundo o secretário Reinaldo Guimarães, "a regulamentação da emenda 29 não se dá por motivos políticos partidários."
Enquanto a regulamentação não ocorre, o socorro ao SUS depende de novas fontes. Uma das mais cogitadas durante o seminário foi o retorno da CPMF, que acabou virando tema de batalha política e sempre corre o risco de ser desviada para outros setores que não a saúde. Segundo o cardiologista Adib Jatene, diretor geral do Hospital do Coração e "pai" da CPMF na sua passagem pelo Ministério da Saúde, diz que a elite da economia brasileira, justamente a que movimenta maior volume por meio de cheques, foi a responsável pela queda desse imposto.
"Considerando que o orçamento total da União é de R$ 1,753 trilhão, e apenas 10% são divididos entre saúde, educação, Bolsa Família, PAC e demais despesas do governo, é impossível que o SUS sobreviva sem uma nova fonte de recursos", afirma Jatene. Para o secretário Reinaldo Guimarães, "a CPMF nunca teve e não teria o condão de atingir essa meta, mas era algo importante no sentido de mitigar esse financiamento."
Se o acesso a serviços é um dos grandes desafios do SUS, o acesso a medicamentos está longe de atingir um patamar mínimo, embora a assistência integral, prometida pela Constituição, considere o remédio como parte do tratamento. De seu lado, o governo vem aumentando os gastos da farmácia básica, que passaram de R$ 2,70 per capita em 2007 para R$ 5,10 por pessoa ao ano em 2010, segundo ele. Os medicamentos excepcionais, aqueles de alto custo que não fazem parte da farmácia básica, já respondem por 10% a 15% do orçamento do Ministério da Saúde. "Para nós do SUS, a questão do preço está se tornando um gargalo insolúvel", diz Guimarães.
Uma das iniciativas do ministério tem sido centralizar as compras de medicamentos excepcionais, que antes eram feitas pelos Estados e agora são realizadas pela União, com reduções importantes de custo. Numa frente mais ampla, o Ministério da Saúde fechou 17 acordos, desde meados do ano passado, com a transferência de tecnologia do setor privado para o público. "São investimentos de R$ 800 milhões que garantem uma economia de R$ 150 milhões na compra de remédios pelo SUS", afirma o secretário.
Para Jacob Frenkel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a preocupação com o acesso a medicamentos é recente, portanto, precisa ser melhor estudada. "Num futuro próximo deve haver uma política global do governo referente ao acesso a medicamentos, mas é preciso considerar as questões tecnológicas, clínicas, econômica e logística", diz. Na sua opinião, "todos esses pilares têm de ser harmonizados". É preciso tecnologia para um medicamento de qualidade. É necessário que haja um médico para receitar esses medicamentos. Os preços terão de ser compatíveis. E os pontos de venda têm de estar próximos do consumidor, com estoques e regularidade.
O professor afirma que as classes com renda mais baixa não têm acesso sequer aos genéricos, por conta do preço. Ele defende, nesses casos, a distribuição por parte do governo, valendo-se de sua rede de 12 mil farmácias populares. Números citados por Frenkel revelam que está diminuindo o acesso da população aos medicamentos, um dado preocupante. Segundo ele, em 1989 foram comercializados 1,5 bilhão de unidades. Em 2008, as vendas ficaram em 1,6 bilhão, mais 13%, enquanto a população aumentou em 20 milhões no mesmo período.
Gonzalo Vecina Neto, superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês e ex-presidente da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), pensa de outra forma. Para ele, as farmácias populares precisam fechar, sob risco de levarem à falência a rede de 60 mil farmácias privadas do país. "É preciso pensar em uma assistência farmacêutica inclusiva. A solução da questão do financiamento é cobrar pelos medicamentos, valendo-se de um fator que diferencie os preços de acordo com o poder de compra do cliente", diz. Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração defende "um Brasil competitivo também na indústria farmacêutica".
"O país deu um passo importante quando entrou na produção de genéricos e na lei de patentes de 1996 criando a defesa da propriedade industrial, mas é importante que a Anvisa regulamente todo processo", diz. Para ele, esses passos são importantes no processo de inovação. "O Brasil cresceu três vezes mais na área de inovação em relação ao resto do mundo, mas é um crescimento baixo."
Apesar do avanço, Kalil diz que essa "ciência ainda não se transformou em riqueza para a sociedade, porque apesar dos avanços, ainda não conseguimos fazer todo o percurso da rota tecnológica na área de saúde". Falta um sistema de gestão que seja eficaz, além de maior financiamento. Na prática, existe um movimento do setor produtivo e iniciativas do governo, enquanto a universidade corre paralela, o que não deveria acontecer.
O médico e pesquisador lembra que o Brasil ocupa o 17º lugar em pesquisa clínica no mundo, perdendo grandes oportunidades de avanço tecnológico, muitas vezes por conta de uma desarmonia entre dois órgãos responsáveis por esse impulso, o Conselho Nacional de Ética em Pesquisas (Conep) e a Anvisa. "Essas duas instituições têm que ajudar na inovação, e não ser mais um obstáculo que teremos de cruzar."
A lentidão na inovação não pode ser atribuída à falta de financiamento. "Nunca no país houve tantas linhas de crédito como agora. Falta de dinheiro não foi o que emperrou a pesquisa", diz Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Ávila vê na timidez dos empresários insegurança em relação ao retorno de seus investimentos. Embora a lei de propriedade industrial seja avançada e segura, as incertezas estariam nos próprios órgãos do governo. Diferente de outros países, onde cerca de 90% dos investimentos em pesquisa e inovação são feitos pela indústria, no Brasil eles não chegam a 50%. A outra parte é feita nas universidades, provocando uma separação entre academia e setor produtivo.
Silvio Crestana, ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mostra o lado da pesquisa que vem dando certo no Brasil e que, na sua opinião, precisará ser seguido pela saúde. "Com pesquisas, quebramos o paradigma de que a soja não se desenvolveria no Mato Grosso e em Goiás. Não teríamos a melhor genética em bovinos se fôssemos ouvir a ciência daquela época. O Brasil é o terceiro maior exportador mundial, perdendo apenas para Europa e Estados Unidos."  (Rosangela Capozoli - Valor Online)

10.06 - Apesar dos avanços, é preciso aumentar os recursos
Quem analisa a evolução dos gastos com ações e serviços de saúde no país nos últimos oito anos pode chegar à conclusão de que não procedem as queixas relacionadas à falta de recursos para o setor. Afinal, entre 2000 e 2008, somadas as três esferas de governo, as despesas com o Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram um crescimento real de 80%, saltando de R$ 58,81 bilhões para R$ 106 bilhões. "Consolidando as três instâncias, talvez nenhuma outra área social tenha agregado mais recursos no período", afirma Sergio Piola, coordenador da área de saúde da diretoria de estudos sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De fato, mesmo como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), os avanços não deixam de ser relevantes, já que as despesas públicas com a saúde saíram de 2,89% em 2000 para 3,67% em 2008, último ano para o qual existem estatísticas consolidadas até o momento, diz Piola. O gasto per capita, na mesma linha, avançou 61,5%, também em valores atualizados até 2008, de R$ 346,19 para R$ 559,02.
Esse conjunto de indicadores, no entanto, não resiste a uma comparação internacional. Para não prevalecer a falsa impressão de que o SUS teria recursos de sobra, diz o pesquisador, "é útil fazer comparação com outros países com sistemas similares". Com base em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), consolidados na publicação World Health Statistics, Piola aponta que a Espanha, país com a menor despesa per capita na amostra selecionada, gasta em saúde, incluindo desembolsos públicos e privados, três vezes mais do que o Brasil. Apenas o setor público espanhol destina cinco vezes e meia mais recursos do que o brasileiro.
Por aqui, a saúde responde por uma fatia de 5,4% das despesas totais do setor público, diante de uma participação entre 15,6% e 19,5% nos países que adotam sistemas que oferecem cobertura universal à população. Adicionalmente, a participação dos governos é mais expressiva nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde as fontes públicas de financiamento do setor representam entre 67,5% (caso da Austrália) a 84,1% (na Noruega) da despesa total em saúde, com média de 70%. No Brasil, lembra Piola, as fontes públicas de recursos correspondem a 41,6% dos gastos. "Possivelmente, o Brasil é o único país com sistema universal de saúde, ao menos do ponto de vista legal, onde o gasto privado é maior do que o público."
Para o especialista, essa baixa participação do setor público torna "absolutamente impossível garantir serviços integrais de boa qualidade". Não há mágica para consolidar a universalização do SUS e melhorar sua qualidade, diz Piola, a não ser com a injeção de mais recursos. Ganhos de eficiência são sempre possíveis e desejáveis, até porque "são muitos os exemplos de desperdícios e falta de gestão mais eficiente."
No entanto, prossegue o pesquisador do Ipea, seria "ingenuidade ou falsidade supor que a universalidade, a integralidade e qualidade na atenção à saúde" possam ser alcançadas apenas com ganhos de eficiência no uso dos recursos atualmente disponíveis. Em 2008, insiste Piola, os governos federal, estaduais e municipais desembolsaram o equivalente a 3,67% do PIB em ações e serviços públicos na área da saúde, num avanço evidente em relação aos 2,89% gastos em 2000, mas claramente inferior à despesa média de 6,5% do PIB realizada por países com sistemas de acesso universal.
Para demonstrar a insuficiência de recursos para o setor, no Brasil, Piola recorre a outro conjunto de indicadores, incluindo o setor de saúde suplementar (planos e seguros de saúde). Em 2006, o gasto corrente per capita do SUS havia sido de R$ 451, destinados ao custeio do sistema e ao atendimento integral de 186 milhões de brasileiros. Desse total, cerca de 37 milhões de pessoas faziam parte das carteiras de empresas de seguro e de planos de saúde. "Excluindo-se essa população, a disponibilidade per capita de recursos no SUS subiria para R$ 562, valor inferior aos recursos disponíveis para o segmento de planos e seguros privados de saúde no mesmo ano, que foi de R$ 1.131 por beneficiário (ou duas vezes mais)."
O pesquisador considera complicado desenhar estimativas sobre a necessidade de recursos para o SUS, diante do tamanho da demanda reprimida nesta área. "Alguns especialistas afirmam que, no curto prazo, só para atender às necessidades mais prementes, o sistema precisaria de um acréscimo de uns R$ 10 bilhões."   (Lauro Veiga Filho - Valor Online)
 
 
 
 
 

09.06 - Planos: À beira da saturação
Houve época em que possuir um plano de saúde constituía uma das aspirações prioritárias de um cidadão brasileiro de classe média. Mas, a julgar pelas experiências mais recentes, consolidadas na reportagem que O TEMPO publicou no último domingo, os planos de saúde não são mais "a cereja do bolo" e estão cada vez mais parecidos ao SUS.
As reclamações contra os planos de saúde são gerais, mais frequentes no que respeita ao atendimento. Os usuários reclamam de negativas de cobertura e demoras no atendimento. Por isso, o sistema de saúde privado, também chamado de suplementar, lidera a lista de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. No Idec, detém 23% dos registros.
Nos últimos anos, talvez em consequência do crescimento da economia, o sistema sofreu um inchaço, captando mais clientes do que tem capacidade de atender. Hoje, 56 milhões de brasileiros, ou 21% da população, são clientes de planos de saúde. E não há nenhum controle sobre a captação de novos clientes por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O sistema aproxima-se, então, perigosamente, da desorganização. Consultas são transferidas para as "calendas gregas". A demora nos serviços de urgência e emergência são contadas em horas e não mais em minutos. A livre escolha virou ficção: médicos credenciados recusam atendimento abertamente. Só faltam os laboratórios de exames fazerem o mesmo.
Por tudo isso, os planos de saúde, que no seu início prestavam um serviço diferenciado com relação ao sistema público, pouco se distinguem do SUS hoje. As empresas praticamente se igualaram na ruindade do atendimento. Como disse à reportagem uma usuária, no SUS, pelo menos, o atendimento é gratuito e não se paga para esperar por ele.
A ANS promete entrar na questão. Enquanto não tivermos um sistema de saúde pública de qualidade, o sistema privado tem de oferecer qualidade. Afinal, ele recebe por isso.   (O Tempo)

09.06 - Hospitais privados como centro de excelência
Em artigo, membros da Anahp apontam as ações das insituições em busca da excelência
Ao longo dos últimos anos, um grupo de hospitais privados brasileiros vem se consolidando como centros de excelência técnica e referência em pesquisa, gestão e formação de residentes. A maioria destes hospitais faz parte da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), que reúne 40 das maiores e mais importantes instituições hospitalares do País.
Estas instituições privadas padronizaram protocolos de atendimento e procedimentos médicos, investiram em aquisição de modernos equipamentos e no tratamento de doenças de alta complexidade, entre diversos outros aspectos. Num passado não muito distante, o que se percebia é que o caráter de excelência estava relacionado às instituições vinculadas a entidades acadêmicas.
Para atingir um alto padrão de excelência técnica e desenvolver programas de aprimoramento contínuo, estes hospitais privados vem investindo fortemente em informação clínica, qualidade e, principalmente, segurança na assistência. As instituições também se sobressaem no papel que desempenham na formação de médicos residentes, em várias áreas da medicina e na capacitação e especialização de profissionais de saúde da área de enfermagem e fisioterapia.
Este movimento do setor de saúde suplementar brasileiro é similar ao que foi implementado pelos sistemas de saúde de países mais desenvolvidos como Inglaterra e Estados Unidos. No Brasil, os exemplos que confirmam este novo panorama nos serviços de saúde privados são inúmeros.
Nos últimos anos, o investimento para a pesquisa clínica ganhou impulso. Institutos de Ensino e Pesquisa e Centros de Estudos já estão presentes em cerca de 90% dos hospitais de ponta do país. Destes, 90% possuem atividades regulares de ensino - com cursos de extensão e especialização - voltadas aos profissionais de saúde, administradores e gestores.
Em paralelo ao investimento em pesquisa e ensino, está a capacitação contínua do corpo clínico e assistencial dos hospitais. A participação nas atividades de ensino e a atualização constante dos profissionais são elementos constantemente avaliados pelas instituições. Cerca de 50% dos hospitais privados já tem implantados instrumentos de avaliação do corpo clínico aberto.
O investimento em gestão do conhecimento, que tem resultados de médio e longo prazos, tem importante papel neste contexto. Somam-se a isso, a implementação de programas de indicadores de qualidade, serviços diferenciados no atendimento aos pacientes, investimentos em programas de Acreditação, entre inúmeros outros pontos.     (Evandro Tinoco Mesquita - Saúde Business Web)

09.06 - CFM: Pesquisa sobre cesárias
Pesquisa do CFM ajudará a entender o alto número de cesarianas no âmbito da saúde suplementar
Conhecer a percepção de ginecologistas e obstetras sobre o parto normal e identificar as razões pelas quais o índice de partos cirúrgicos (cesarianos) é tão elevado na rede de saúde suplementar do país são os principais objetivos da Pesquisa Médica sobre Assistência Obstétrica na Saúde Suplementar, organizada pela Comissão de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina (CFM). A coleta de dados terá início nesta terça-feira (8) e tem como alvo os 16.163 médicos associados à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
“Os resultados deste estudo subsidiarão a Comissão e as instituições que a compõem a estabelecer ações voltadas para a promoção do parto normal na esfera da saúde suplementar”, explica José Fernando Maia Vinagre, coordenador do grupo. A Comissão existe desde 2008 e reúne representantes do CFM, da Febrasgo, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em 2008 revelou que 43% de todos os partos realizados no país são cesarianos. Na rede de assistência suplementar o número de cesarianas representa 80% do total de partos. Os índices são muito superiores ao que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 15%. À época da divulgação desses números, o ministro José Gomes Temporão afirmou que o Brasil vivia uma “epidemia de cesarianas”.
De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados por ano aproximadamente 3 milhões de nascidos vivos no país. Destes, 2,1 milhões nascem em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) – 1,4 milhão de partos normais, 670 mil de cesarianas. Os dados mais recentes do SUS, de 2009, indicam que as cesárias representam 34% dos partos realizados no sistema de saúde pública.
“Há indícios de que o elevado número de cesarianas esteja relacionado com remuneração, agenda profissional, planejamento hospitalar, estrutura de atendimento, desinformação e a alguns outros fatores; a pesquisa verificará se estes indícios correspondem à realidade e qual é o peso de cada fator no momento da escolha pelo tipo de parto”, diz Vinagre.
A coleta de dados para a pesquisa ocorrerá via internet, durante dois meses, entre obstetras e ginecologistas associados à Febrasgo, em todo o país. Os participantes fornecerão informações sobre tópicos diversos, entre os quais estão a posição assumida diante do alto índice de partos cesarianos, os fatores técnicos e remuneratórios que intervêm na opção por esse tipo de parto, as estratégias possíveis de estímulo ao parto normal, as justificativas apresentadas comumente pela população assistida quando da opção pessoal pelo parto cesariano, a formação e a atuação profissional. Os dados serão consolidados e comporão um relatório que deve ser concluído até o mês de setembro.
Todos os ginecologistas e obstetras associados à Febrasgo estão convocados a participar da pesquisa. Os questionários estarão disponíveis a partir de terça-feira no endereço http://www.medico.cfm.org.br/pesquisaparto. As respostas individuais serão mantidas em sigilo, desvinculadas da identidade dos participantes. A segurança do procedimento é assegurada por um mecanismo de autenticação que exigirá do médico o número de seu registro no CRM local, a data de seu nascimento e a identificação da unidade da federação onde está registrado. Uma vez que os questionários tenham sido remetidos, não será possível preenchê-los uma segunda vez ou retificar as respostas.  (CFM)
 
 
 
 
 

08.06 - A diferença de classe e a dupla porta
A ação impetrada pelo Conselho Regional de Medicina do RS e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, reeditando a famigerada “diferença de classe” nas internações e demais procedimentos em hospitais contratados/conveniados pelo Sistema Único de Saúde, representa mais um ataque ao já fragilizado sistema público de saúde em nosso Estado e em nosso país.
Essa prática, que chegou a vigorar no início dos anos 90, foi banida do sistema, pelo simples fato de atentar frontalmente contra a Constituição Federal, rompendo com os preceitos elementares de igualdade de tratamento entre os usuários do SUS. Assim, acumulam-se medidas que dificultam cada vez mais o acesso da ampla maioria da sociedade brasileira que, por pobre, não pode pagar diferença de classe. Esse movimento tende a favorecer a parcela da população que detém planos de saúde. Planos que, em sua grande maioria, não são mais do que simulacros, verdadeiros “atravessadores” do SUS, desrespeitando suas diretrizes básicas. Dessa forma, de medida discricionária em medida discricionária, cristaliza-se uma situação que é o inverso daquilo que o sistema público, ao ser criado, pretendia eliminar.
Só para lembrar, em setembro de 2008, ingressamos com uma representação junto ao Ministério Público Estadual e Federal, questionando a existência da chamada “dupla porta” de acesso dos pacientes aos hospitais contratados pelo SUS.
A dupla porta é, de fato, uma expressão do tratamento discricionário que é dado aos pacientes do SUS em relação aos segurados dos “planos de saúde” que utilizam o SUS sem ressarci-lo. A discriminação não se limita ao acesso, à existência de portas diferentes para a entrada no hospital. Ela se estende aos cuidados médicos, aos cuidados de enfermagem e ao tipo de hotelaria ofertado a esses diferentes pacientes.
Os hospitais contratados/conveniados pelo SUS devem cumprir as determinações constitucionais e infraconstitucionais (Lei 8.080). E a Constituição e a Lei 8.080 são claras neste aspecto, não deixando margem a interpretações: deve ser “garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde”.
Por último, não me espanta a decisão, uma vez que ela é tomada pela mesma Corte (ou por parte dela) que há poucas semanas atrás decidiu que a tortura é equivalente a crime político e, portanto, passível de anistia, contrariando um entendimento universal de que essa prática é inaceitável em qualquer regime ou sistema social do mundo.   (Lucio Barcelos - Zero Hora)

08.06 - Faixa etária para doar sangue deve ser ampliada
Jovens com 16 e 17 anos e idosos entre 65 e 68 anos vão ser incluídos na faixa etária.
O Ministério da Saúde quer ampliar o número de doações de sangue no Brasil. Para isso, colocou em consulta pública, na última quarta-feira, dia 2 de junho, proposta que permite que jovens de 16 a 17 anos (mediante autorização dos pais) e idosos de 65 a 68 anos possam ser doadores de sangue. Atualmente, somente pessoas com idade entre 18 e 65 anos estão autorizadas a doar. O texto da medida - que faz parte da nova Política de Procedimentos Hemoterápicos - pode ser lido na página do Ministério da Saúde e receber sugestões da população até o dia 2 de agosto.
Atualmente, no Brasil, são coletadas por ano, em média, 3,5 milhões de bolsas de sangue. O índice brasileiro de doadores é de aproximadamente 1,8% da população. De acordo com parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter os estoques regulares é necessário que 1% a 3% da população faça isso regularmente.
A ampliação da faixa etária é baseada em evidências científicas plenamente comprovadas por estudos internacionais. Nos EUA, a associação americana de sangue (ABB) já aprovou que jovens com 16 e 17 anos e idosos acima de 65 anos possam doar. O sistema americano já adota estes novos critérios de idade, assim como a Europa. A decisão de ampliar para idosos com até 68 anos também vai ao encontro da tendência de crescimento da expectativa de vida da população brasileira.
Impacto
Ao ampliar a faixa-etária de doadores, o Ministério da Saúde prevê que cerca 13,9 milhões de pessoas sejam estimuladas à doação, ampliando significativamente a oferta aos pacientes que hoje necessitam. Segundo os padrões da OMS, o ideal, para o Brasil, considerando as especificidades e necessidades regionais, seria coletar anualmente cerca de 5,7 milhões de bolsas sangue.
Desde 2004, o Ministério da Saúde é responsável por normatizar e controlar a política de sangue, componentes e hemoderivados no país. Com a nova regulamentação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficará responsável pelo controle e fiscalização sanitária dos serviços.
A Política de Procedimentos Hemoterápicos foi elaborada por um grupo técnico, formado por especialistas do Ministério da Saúde. Nela estão contidas desde avanços tecnológicos até novas especificações técnicas, passando por adequação de produtos do sangue, usos de componentes e controle de qualidade.
A proposta contém medidas que garantem maior humanização na prestação dos serviços de hemoterapia e também atendimento especializado e maior acessibilidade aos portadores de necessidade especiais. Na prática, isso significa que deficientes poderão dispor, entre outras adequações, de rampas de acesso aos serviços, triagem realizada por profissional habilitado em libras ou até mesmo material informativo em braile.
Consulta Pública
Publicada no Diário Oficial da União, A Política de Procedimentos Homoterápicos ficará em consulta pública durante 60 dias - até o dia 2 de agosto, podendo ser acessada pelo site www.saude.gov.br/consultapublica
Diação
Para doar sangue é fácil, o voluntário deve procurar o hemocentro mais próximo da sua residência. Antes de doar, o candidato passa por uma entrevista médica. Esse procedimento serve como controle de qualidade do sangue coletado.
Doar sangue é uma prática segura e que não dói, é rápido, fácil e não debilita e nem prejudica a saúde. Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue. O ideal é que cada pessoa doe duas vezes ao ano. Após a doação, o voluntário recebe as instruções que deve seguir após o procedimento. (Agência Saúde)

08.06 - Brasil no rumo certo
Cuidar da saúde deve ser uma preocupação de todos, e está sendo no Brasil. De acordo com pesquisa do Instituto de Metrologia e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, a mortalidade infantil no País caiu 61,7% de 1990 a 2010. Isso é fundamental para que a meta do milênio da ONU, de redução de dois terços da mortalidade infantil até 2015, seja atingida.
A redução de mortes de crianças com até 1 ano tem se dado principalmente às custas do componente pós-neonatal, período de 28 dias até um ano de vida. Esse fato é consequência, entre outros fatores, das melhorias no saneamento básico, ampliação da cobertura vacinal, implementação da terapia de reidratação oral, estímulo ao aleitamento materno e a ampliação da cobertura do Programa de Saúde da Família.
Para atingir a meta da ONU, os esforços devem ser direcionados à ampliação e aumento do acompanhamento pré-natal, assim como ao trabalho de parto e ao parto em si, e na orientação aos adolescentes.
Além da oferta, para todos, de atendimento adequado aos recém-nascidos, por meio da ampliação dos leitos de UTI neonatal, capacitação das equipes, associando a incorporação adequada das tecnologias disponíveis.
Em Acari, no Hospital Municipal Ronaldo Gazzola, após implantar todas essas medidas, temos mantido boa estatística de mortalidade neonatal em relação às demais unidades de saúde do estado. Em janeiro, a taxa foi 6,6%, em fevereiro de 6,64%, em março, 3,19%, e em abril atingiu 9,11%.
Essas estatísticas ainda podem melhorar muito, ainda mais porque este assunto tem significativa relevância na programação das Políticas Públicas de Saúde.  (Wagner Pelegrine - O Dia Online)
 
 
 
 

07.06 - Cuidados paliativos e fim de vida
Os cuidados paliativos são resposta ativa a problemas decorrentes da doença prolongada, incurável, para prevenir o desconforto
Em meio aos progressos que contemplaram o mundo contemporâneo no século 20, o envelhecimento populacional fez com que as sociedades passassem a ter um número significativo de pessoas com doenças incuráveis, que permanecem vivas com sequelas e complicações.
O atrativo modelo da medicina curativa, cujo foco é o "ataque à doença" visando a cura, não se coaduna com essa realidade; a doença terminal, o processo de morrer e a morte foram "hospitalizados" nas últimas décadas.
Questões em torno da morte interessam a todos e constituem ainda hoje um tema pouco falado. A partir da resolução nº 1.805/2006 e, mais recentemente, da entrada em vigor do novo Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina é que a mídia veio a explorar o tema, que ainda gera controvérsias.
Nesse cenário, surgem os cuidados paliativos, uma modalidade de assistência e intervenção cujo alvo é a pessoa doente, com ênfase no alívio do sofrimento físico e no atendimento das demandas psicossociais e espirituais.
Trata-se de uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva para prevenir o desconforto e proporcionar a melhor qualidade de vida possível às pessoas doentes e seus familiares.
Os médicos jamais devem perder o foco de atuação: a pessoa doente no final da vida, um processo que pode levar dias, semanas ou meses.
Não obstante a globalização do conhecimento e a rapidez com que as informações são divulgadas, somando-se a necessidade de atenção especial para o final da vida, os cuidados paliativos ainda não fazem parte do interesse e do conhecimento de profissionais da área nem do sistema de saúde.
A doença terminal atravessa todas as faixas etárias, do recém-nascido ao idoso frágil. Assim, dezenas de milhares de pessoas poderão ser beneficiadas quando o sistema de saúde incorporar essa modalidade de atendimento.
Os cuidados paliativos não são cuidados menores no sistema de saúde, não se resumem a uma intervenção de caridade bem-intencionada, não restringem sua aplicação aos moribundos nos últimos dias de vida e, pela especificidade das intervenções, são diferenciados dos cuidados continuados.
Eles também não encarecem os gastos do sistema de saúde; ao contrário, tendem a reduzi-los pela racionalização da assistência. Tais cuidados previnem o sofrimento e as múltiplas perdas associadas à doença terminal (da potencialidade do corpo às questões psicológicas), pela intervenção plural em que a pessoa doente e sua família são o centro gerador de decisões.
Idealmente, a assistência inclui médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas e também profissionais de outras áreas, como direito, filosofia e teologia.
Os cuidados paliativos constituem uma resposta indispensável aos problemas do final da vida.
Em nome da ética, da dignidade e do bem-estar de cada ser humano, é preciso torná-los cada vez mais uma realidade.  (CLAUDIA BURLÁ - Folha de S.Paulo)

07.06 - Pagamento por Performance no SUS
Aplicação do modelo entre os médicos do SUS será discutida na próxima semana
O método de Pagamento por Performance poderá ser implantado aos médicos do Sistema Unido de Saúde (SUS). A possibilidade vai ser discutida na próxima terça-feira (8) com o objetivo de se criar uma lei para incluir critérios de avaliação de desempenho na saúde pública.
Em audiência pública, Brasília debaterá a viabilidade do projeto proposto pelo Deputado Federal Alceni Guerra, de adotar o modelo P4P de Pagamento por Performance entre profissionais de saúde do SUS sob a expectativa de melhorar a qualidade da assistência à saúde.   (Saúde Business Web)

07.06 - Novas resoluções melhoram processos em UTIs
Resoluções da Anvisa e MS melhoram processos no setor de saúde e criam oportunidades de negócios para indústria hospitalar
A RDC - 07, de 24 de fevereiro de 2010, criada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), obriga as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a monitorarem determinados processos a fim de reduzir o índice de mortalidade e melhorar sua gestão.
Todo ano, no Brasil, são internados nas UTIs cerca de 1,24 milhão de pacientes em estado grave, dos quais 14% acabam morrendo. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, em todo o País, existem mais de 27 mil leitos em unidades de terapia intensiva dos quais 52% estão localizados na região sudeste do Brasil.
Com o objetivo de reduzir essas estatísticas a Anvisa criou a RDC-07, que obriga as unidade de terapia a monitorarem alguns indicadores. Desde fevereiro de 2010, as unidades devem registrar mensalmente parâmetros como taxa de mortalidade, tempo de permanência na UTI, índice de retorno em 24 horas, incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica, entre outros.
De olho na demanda criada pela nova norma regulatória a Philips/Dixtal desenvolveu uma ferramenta de gerenciamento voltada para unidades de terapia. Acreditada pela Associação de medicina Intensiva Brasileira (AMIB), solução tem função realizar avaliações específicas de desempenho administrativo, médico e assistencial, análises estatísticas dos indicadores que determinam o funcionamento das unidades de terapia intensiva, acesso amigável aos relatórios de desempenho individual no próprio sistema entre outras.
A empresa estima que se aplicado em todas as UTIs do País, esta solução poderá reduzir até 16% do índice de mortalidade o que significa salvar mais de 27 mil vidas.  (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

02.06 - Sistema público de saúde de qualidade
Presidente Lula diz que o Estado abre mão de impostos para que os ricos paguem planos privados
Ao participar da inauguração de unidade de atendimento em saúde, o presidente Luiz Inácio Lula defendeu nesta segunda-feira, 31, na Cidade de Deus, zona oeste da capital fluminense, um sistema público de saúde de qualidade para todas as classes. Lula afirmou que os ricos são, de certa forma, beneficiados no atendimento, porque o Estado abre mão de impostos para que essa parcela da população pague planos privados.
"Habitualmente, fala-se que tudo o que é público não presta e tudo o que é privado é extraordinário. Eu já vi gente fina na televisão que tem plano de saúde de boa qualidade e diz que me paga [por isso]. Queria dizer a vocês que não paga, porque é descontado do imposto de renda. Quem paga é povo brasileiro, que dá condições para eles terem assistência médica melhor do que os pobres", afirmou o presidente.
Com a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Cidade de Deus (comunidade que ficou famosa depois de ser retratada em filme sobre a realidade das favelas cariocas), Lula voltou a dizer que quer transformar "favelas em bairros", com a oferta de serviços públicos. Durante discurso, ele lembrou de sua infância e compartilhou dificuldades de acesso à saúde, que a UPA pretende combater.
"Eu morei em lugares que a água invadia até um metro e meio. Eu sei o que é sanguessuga grudada nas canelas da gente, com um metro de barro para a gente tirar. Eu sei o que é jogar sal e cachaça nas desgraçadas", declarou.
"A UPA que estamos fazendo é para dizer que o povo pobre tem que ser tratado com respeito. Vocês vão ver as camas aqui, as máquinas de tirar pressão, máquina de raio-x e terão um laboratório. Tudo de primeira qualidade", reforçou o presidente.
Lula também disse que a construção da unidade só foi possível com a parceria entre as esferas de governo no Rio, nos últimos anos, e disparou críticas ao ex-prefeito da cidade do Rio, César Maia (DEM).
"Em 2007, distribuímos não sei quantas ambulâncias e o prefeito, que não gostava de mim, as deixou guardadas, não utilizou nenhuma delas para atender o povo pobre", lembra o presidente.
A UPA de Cidade de Deus custou R$ 2,6 milhões para o Ministério da Saúde, que financiou a construção do prédio e os equipamentos. Sob administração da prefeitura e com capacidade para atender 450 pacientes por dia, a unidade receberá por mês R$ 250 mil do ministério para funcionar.
Com 1.459 metros quadrados, o prédio conta com atendimento médico e odontológico para adultos e crianças, tem 19 leitos e dez consultórios, sendo um deles para atendimento social, além de laboratórios, sala de raio-x, farmácia, salas de imobilização e sutura, entre outras.
As unidades de pronto atendimento oferecem serviço 24 horas de urgência e emergência. São a principal estratégia do governo e da prefeitura do Rio para reduzir as filas nos hospitais. Cerca de 0,5% dos pacientes atendidos no local precisam ser encaminhados para a rede hospitalar.
A UPA de Cidade de Deus é a quinta unidade administrada pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio. As demais unidades estão instaladas na Vila Kennedy, Rocinha, Complexo do Alemão e Manguinhos. Até o final de 2012, a ideia da prefeitura é abrir mais 15 UPAs.
Em todo o estado do Rio, já são 44 unidades de pronto atendimento, em 22 municípios.  (Agência Brasil/O Estado de S.Paulo)

02.06 - Sigilo na saúde
"O segmento deve tomar algumas precauções, uma vez que lida com dados sigilosos tanto de pacientes como de empresas do ramo", diz Pedro Goyn
Saúde e tecnologia caminham de mãos dadas. Essa afirmação é confirmada pela forma como a informação em tempo-real vem assumindo um papel de destaque na tomada de decisões na prática da medicina. Por isso, o segmento deve tomar algumas precauções, uma vez que lida com dados sigilosos tanto de pacientes como de empresas do ramo. É neste ponto que entra a segurança da informação. Porém, no Brasil, ao contrário de outros países, essa é uma realidade que começa a ser enxergada há bem pouco tempo.
Nos Estados Unidos, por exemplo, esta preocupação é mais antiga. Em 1996, foi criada a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) que é uma lei de portabilidade de seguros médicos projetada para resguardar, por meio de padrões de segurança e legislação federal de privacidade, as informações de assistência de saúde. Essa lei define exigências para o armazenamento dos dados eletrônicos do pacientes antes, durante e após o atendimento médico.
Apesar de ainda estarmos atrás dos EUA e Europa no quesito segurança da informação na saúde, alguns órgãos e organizações já começam a prestar atenção ao setor, criando grupos de estudos e análises. Um exemplo claro disso, foi à concepção do SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A entidade tem como objetivo promover o desenvolvimento de todos os aspectos da tecnologia aplicada à saúde. Como não existe uma especificação formal, esse órgão trabalha junto com o Conselho Federal de Medicina - CFM - para estabelecer padrões na área de atendimento para TI e garantir o sigilo dos dados.
Entre algumas iniciativas que vem sendo desenvolvidas estão a Resolução CFM 1638/2002 e a CFM 1639/2002 que garantem as normas técnicas para o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio do Prontuário Médico; o Cadastro Nacional de Usuários do SUS, que identifica 133 milhões de pessoas cadastradas na base federal; e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos e Profissionais de Saúde. Este identifica todas as empresas de saúde no País.
Além disso, a ABNT estabeleceu, em 2006, a Comissão Especial de Estudos em Informática em Saúde, também conhecido como TC-215 que concentra-se nos padrões de segurança da informação. Para 2010, a SBIS e o CFM estão trabalhando na especificação de um certificado ICP-Brasil para melhor atendimento das necessidades da área médica.
Este assunto torna-se ainda mais vital no momento em que a saúde no País passa por modificações como a municipalização, a implantação do Piso Assistencial Básico (PAB) e, principalmente, do projeto piloto do Cartão Nacional de Saúde. Estas inovações exigem a troca de informação num cenário distribuído que só poderá ocorrer se os modelos estiverem claramente definidos. Atreladas a este cenário, além dos riscos financeiros, estão questões jurídicas e, principalmente, éticas.
Um dos maiores desafios está em promover junto à entidades governamentais e órgãos reguladores a conscientização sobre os riscos envolvidos. Também é importante estender este esforço a todos os provedores de serviços da área de saúde para que possam oferecer soluções completas como: políticas de segurança e procedimentos operacionais, tecnologias seguras, especialmente criptografia, assinatura digital, autenticação e controle de acesso.
Para tal, devemos ficar atentos para as mudanças que ocorrem em TI e melhorar constantemente. O prontuário eletrônico, que nada mais é que o histórico do paciente em formato digital, deve ser um destaque. Com ele, a confiabilidade das informações é garantida, além de possibilitar o mapeamento epidemiológico por meio de análises de cruzamento de dados clínicos, administrativos e gerenciais. Com aplicação adequada da tecnologia, médicos poderão ter acesso aos dados do paciente no local onde ocorrer um acidente ou, ainda, levantar e atualizar, em tempo real, dados que serão úteis para os atendimentos na chegada do paciente ao hospital.
Por conter dados sigilosos, tais como: nome, endereço, tratamento em andamento, histórico de doenças, alergias, exames e até a dosagem de remédio utilizado; é recomendado que os documentos estejam protegidos por um sistema de codificação, e que as chaves digitais utilizadas nestas operações sejam armazenadas e gerenciadas por um HSM (Hardware Security Module). O hardware funciona como um cofre digital e garante o sigilo por meio de criptografia e controle de acesso.
Assinaturas digitais também desempenham um papel importante, pois garantem a conferência da procedência e da integridade dos dados, uma vez que o prontuário eletrônico deve ser imune a alterações indevidas. Tais assinaturas devem ser integradas aos sistemas de workflow, gestão de documentos e operar em conjunto com aplicações de escritório utilizadas atualmente.
Médicos e enfermeiros, desde que devidamente identificados e autorizados, poderão ter acesso a informações de consultas e medicamentos prescritos anteriormente, doenças pré-existentes ou crônicas, alergias e tratamentos, em qualquer unidade de saúde, tornando os atendimentos mais ágeis e assertivos.
Hospitais, laboratórios, planos de saúde, clínicas estão cada vez mais interconectados, enquanto a indústria farmacêutica, seguradoras e empresas privadas começam a perceber o valor de tais informações consolidadas. Por isso, a preocupação com integridade e sigilo deve ser uma prioridade. Imagine o efeito nas ações de uma empresa se for divulgado que o principal líder de uma empresa possui uma enfermidade grave? Quantas empresas contratantes não gostariam de saber se uma pessoa tem uma doença pré-existente ou crônica? É correto que uma empresa de planos de saúde e previdência tenha acesso aos dados de prontuário de possíveis clientes? Qual o valor de tais informações? Para garantir a ética e impedir a divulgação não autorizada de dados, o setor de saúde deve apostar na segurança dos dados.   (Pedro Goyn - Saúde Business Web)

02.06 - Vacina freia o câncer de mama
Pesquisadores norte-americanos testam em animais antígeno contra tumor, usando proteína encontrada em mulheres que têm o seio doente ou estão amamentando
Uma vacina pode ser a esperança contra uma doença que vitima milhares de mulheres no mundo todo, o câncer de mama. Cientistas norte-americanos desenvolveram uma fórmula capaz de prevenir a formação de tumores. A ideia é atacar o mal antes mesmo de seu surgimento. Um conceito aparentemente simples, mas que, até o momento, não havia sido explorado pela ciência. Testes foram realizados com êxito em camundongos em laboratório e divulgados ontem na revista especializada Nature Medicine. O próximo passo é fazer um estudo com humanos. Se a nova etapa for bem-sucedida, a descoberta pode revolucionar a medicina e eliminar de vez esse tipo de câncer, que no Brasil pode acometer quase 50 mil pessoas somente este ano, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
A vacina comum estimula o sistema imunológico a combater vírus ou bactérias. Criar uma fórmula contra um tumor é um grande desfio porque, ao tentar eliminar as células cancerígenas, o antígeno também pode atacar os tecidos saudáveis do organismo. “Acreditamos que o câncer de mama pode ser prevenido e trabalhamos com a premissa de que, com uma estimulação correta do sistema imunológico, podemos fazer isso”, contou ao Estado de Minas Vincent Tuohy, imunologista e chefe do estudo realizado pelo Cleveland Clinic’s Lerner Research Institute.
Duas vacinas de prevenção ao câncer — uma contra a contaminação do colo do útero e outra do fígado — já foram desenvolvidas e estão em circulação. Mas elas atacam apenas os vírus, o papiloma humano (HPV) e a hepatite B, e não a formação da doença. A solução encontrada pela equipe de Tuohy foi descobrir um alvo dentro do tumor que não é facilmente encontrado em uma pessoa saudável. Os pesquisadores voltaram as atenções para a a-lactoalbumina, proteína constatada na maioria dos casos de câncer de mama, mas que não está presente no organismo de mulheres saudáveis, a não ser durante a amamentação.
“Conseguimos a imunidade depois de identificarmos a a-lactoalbumina, que tinha todas as características de que precisávamos. Como ela é encontrada em duas ocasiões — em tecidos da mama apenas durante a amamentação e em tumores nos seios —, achávamos que ela poderia dar proteção contra o desenvolvimento do câncer sem induzir qualquer complicação ou inflamação para qualquer outro tecido do seio. E deu certo”, diz Tuohy.
O objetivo da vacina é ativar o sistema imunológico para combater a a -lactoalbumina e, assim, impedir a formação de um tumor. Durante a pesquisa, os cientistas testaram a dose em camundongos com predisposição genética para o câncer. Metade deles recebeu o antígeno e outro grupo recebeu um placebo. Nenhum animal que tinha recebido a dose com a-lactoalbumina desenvolveu o tumor, enquanto aqueles que receberam a fórmula sem a substância, sim.
A estratégia seria aplicar a vacina em dois grupos de mulheres: com mais de 40 anos e em mais jovens que tenham a predisposição genética. “O estudo sustenta a possibilidade uma mulher adulta saudável, que tenha passado por uma gravidez e pela amamentação, possa ser vacinada com segurança contra a a-lactoalbumina e, consequentemente, obtenha uma proteção significativa contra o câncer de mama”, afirma o pesquisador. Outros testes ainda precisam ser feitos, mas a fase dos experimentos clínicos pode provocar mais desafios e deve começar no início de 2011. Agora, os pesquisadores devem passar meses em laboratório para determinar a toxidade, a dosagem e a segurança de testar a vacina.
Histórico Devem participar do estudo mulheres com câncer de mama em estágio avançado e mulheres com histórico familiar ou genético de desenvolver câncer de mama. “Esperamos que essa publicação possa facilitar novos investimentos e ajudar nossa equipe a seguir em frente com mais rapidez para conseguirmos desenvolver essa nova arma contra o câncer de mama”, comenta Vicent Tuohy. Na prática, a vacina pode demorar 10 anos para chegar até a população mundial.
Para Amândio Soares, oncologista e diretor do Oncomed – Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas de Belo Horizonte, o caminho deve ser mesmo longo. "Esse é um estudo experimental. Ainda precisamos identificar o que pode causar o tumor porque câncer de mama não é uma doença única. Ainda vai demorar muitos anos até conseguirmos colocar uma vacina no mercado, mas a ideia é muito interessante”, comenta o especialista.
Segundo Tuohy, os resultados mostram que o antígeno usado na vacina deve obedecer a alguns critérios: precisa estar presente em grande parte dos tumores que devem ser combatidos e não pode ser encontrado em tecidos normais. A a-lactoalbumina é encontrada em uma condição específica, na amamentação. Para o norte-americano, se os testes deram certo, quando realizado em humanos a vacina pode eliminar a doença. "Com uma visão mais ampla, acredito que podemos ter um programa de vacinação para adultos que possa protegê-los de doenças como o câncer de mama, próstata, ovário, entre outros tumores. Estamos otimistas, pois realmente acreditamos que a vacina possa fazer com o câncer de mama o que as vacinas de pólio e sarampo fizeram com essas doenças da infância", acrescenta.  (Tatiana Sabadini - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

01.06 - Saúde em coma
Por causa da deficiência administrativa e financeira dos nossos governos, a iniciativa privada passou a operar neste ramo de seguros para atender a uma necessidade da população, e que até hoje fez com muita competência e agilidade.
Desde então, o governo passou a beneficiar-se da sua própria omissão, pois também passou a encher seus cofres com a cobrança de tributos sobre o pagamento dos prêmios pelos segurados que contribuem com o INSS e não fazem uso do mesmo, e, ajudando aos caixas das prefeituras com o ISS.
Com a inclusão social feita ao se contratar um batalhão de gente para administrar este seguro, mais uma vez beneficiou-se com os pagamentos de honorários médicos, hospitais e laboratórios feitos pelas seguradoras uma vez que todos também são absurdamente tributados.
Com o passar do tempo, o governo, incapaz de gerir a saúde, iniciou algumas intervenções no sistema obrigando as seguradoras a alongarem períodos de atendimentos, darem coberturas a eventos não previstos atuarialmente quando da elaboração dos produtos sem permitir a elas que corrigissem seus preços, seja por causa desses eventos, seja devido aos aumentos de medicamentos e exames, que, com certeza, foram bem maiores que os permitidos por Lei.
Não discordo da necessidade dos ajustes que o poder público fez, uma vez que o mercado passou a ter diversas seguradoras e operadoras de saúde e cada uma delas, movida pela concorrência, apresentava uma miscelânea de produtos, suprimindo algumas coberturas e acrescentando outras confundindo assim o usuário.
Não havia outra opção para as seguradoras a não ser cumprir as determinações e se adaptarem à nova realidade, controlando inicialmente os percentuais de comercialização e os honorários médicos, uma vez que perderam o controle sobre os outros itens que oneravam a sinistralidade dos seus produtos.
Ultimamente, estamos assistindo a alguns deputados e membros do poder público na gestão de algumas ações inteiramente dedicada à solução do impasse em função do justo pleito que a classe médica reivindica. O problema é que não há mais de onde tirar recursos para o equilíbrio dessa carteira, e, se pensarmos que o governo - que foi incompetente e hoje ainda obtém bons proveitos por um serviço prestado de forma incompleta - possa abrir mão de alguns impostos incidentes na comercialização de seguros, a exemplo da redução de IPI concedida para os automóveis, poderíamos obter algum sucesso, pois sempre é bom lembrar que, salvo engano, cerca de 30% do que os usuários pagam às seguradoras vão para os cofres públicos na forma de impostos diretos - sem contar com os indiretos.
O meu sentimento não é bom quanto aos resultados que poderemos conseguir nessas questões, pois, se não resolvermos essas questões, as seguradoras poderão deixar de comercializar esses produtos, e nós, corretores, teremos um produto a menos para trabalhar, além de assistirmos a um sofrimento maior da população com a carência desses serviços.
Não seria, portanto, sensato refazermos e apresentarmos, com o compromisso verdadeiro de cooperação, todas as contas, para que médicos, hospitais, seguradores e governo mostrem quanto ganham com esta atividade?
Cumprimentar com o chapéu alheio é fácil. Obter as glórias de ter atendido a população sem participar da conta é melhor ainda.  (Carlos Valle - Diário Online/CQCS)

01.06 - Saúde para o Brasil
SUS chega à 3ª década com deficiências sérias de gestão, financiamento, cobertura e qualidade; país precisa de metas claras, como no ensino
Completadas duas décadas do Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988, o Brasil ainda está longe de dar resposta adequada ao problema.
Há progressos evidentes, como a queda de 60% na mortalidade infantil, de 47,1 para 19,3 óbitos até 1 ano de idade por mil nascidos vivos. Prosseguem as filas e humilhações, contudo, para um quarto da população brasileira, que depende exclusivamente do SUS para ter acesso a tratamentos.
O país gasta pouco e mal com saúde. A despesa nacional está em torno de R$ 250 bilhões anuais, dos quais cerca de 60% são desembolsados pelo setor privado (famílias e empresas). O restante -menos de R$ 100 bilhões- fica com o setor público (União, Estados e municípios).
O dispêndio representa algo entre 7,5% e 8% do PIB, menos que a média mundial de 8,7%. O Reino Unido, nação desenvolvida com serviço de saúde universal como o SUS, investe 8,5% do PIB, mas 85% da despesa é estatal.
A exemplo das metas adotadas para a educação, que abocanha 13% dos orçamentos estatais, a saúde, com 12% da despesa pública, deveria adotar objetivos precisos e mensuráveis para uma data simbólica como o ano 2022, bicentenário da Independência. Esta Folha toma aqui a iniciativa de propor oito metas para discussão.
Entre especialistas em saúde pública de variados matizes ideológicos, é consensual a ideia de aumentar o gasto e também a parcela despendida pelo Estado.
Os pré-candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) convergem na identificação da prioridade imediata: regulamentar a emenda constitucional nº 29, que fixa percentuais mínimos de gastos com saúde. Assumiram o compromisso na quinta-feira, em debate no Rio Grande do Sul.
A regulamentação é indispensável para tapar as brechas empregadas por Estados e municípios para descumprir os percentuais de 12% e 15%, respectivamente. Definido em lei o que pode ser considerado despesa com saúde, ficarão impedidos de lançar nessa conta itens como restaurantes populares ou aposentadorias. Calcula-se que a evasão subtraia R$ 2 bilhões anuais da área.
Um gasto de 10% do PIB seria mais condizente com o sistema universal preconizado na Constituição. A parcela do gasto público, por seu turno, deveria elevar-se na próxima década para 70%, a média em países da OCDE.
Tal salto nos prepararia melhor, também, para a transição demográfica por que passa o país. A população envelhece e, com isso, cresce a demanda por tratamentos complexos e caros para doenças crônicas, como as cardiovasculares e os cânceres.
Sobrevivem as velhas doenças infectocontagiosas do Brasil pobre e atrasado -dengue, malária, tuberculose, leishmaniose, hanseníase. Num caso e no outro, urge adotar metas para reduzir a incidência e a letalidade das duas classes de moléstias.
Seria um erro, porém, reincidir na criação de impostos para alcançar tais objetivos. Mais racional seria eliminar subsídios para que os mais favorecidos se associem a planos de saúde privados, como o desconto de despesas médicas no Imposto de Renda.
Estimam-se R$ 14 bilhões anuais de renúncia fiscal e subsídios, recursos públicos que deveriam servir para tornar o SUS de fato universal, integral e de qualidade. Entende-se que fujam dele, em sua precariedade atual, aqueles que podem pagar. Que o façam, então, só com recursos próprios, sem ressarcimento pelo erário. Uma diminuição progressiva do incentivo facilitaria a travessia, até cair a zero em 2022.
O subfinanciamento não representa o único percalço do SUS. Tão ou mais graves são os problemas de gestão, que resultam no desperdício de recursos preciosos. O sistema carece de uma revolução nessa área, com adoção de padrões e metas mínimos de atendimento e desempenho, que possam ser aferidos por autoridades e cobrados pelo público.
Muitos no Brasil parecem já ter despertado para a importância da educação no desenvolvimento do país. Para que os brasileiros se qualifiquem e se preparem para as exigências da economia do conhecimento, porém, precisam gozar de boa saúde. É um direito seu -e uma obrigação de todos.   (Editorial - Folha de S.Paulo)

01.06 - Os turistas da saúde
No dia 18 de junho, a Associação Paulista de Medicina promove o 1º Fórum de Discussão de "Medical Travel".
Em agosto, também em São Paulo, acontece a "Medical Travel Meeting Brazil" (medicaltravelmeetingbrazil.com), organizada por uma empresa brasileira especializada em turismo médico.
Os turistas da saúde são pacientes que viajam para fazer tratamento médico.
Antigamente, pela excelência da atenção médica, os Estados Unidos eram procurados para a resolução de doenças clínicas e cirúrgicas.
Hoje, excelência é encontrada em muitos países. Brasil inclusive, o que o transforma em destino desse turismo.
Dentro disso, levam-se em conta não só os bons resultados dos tratamentos, mas os custos menores para pacientes e convênios do exterior.
Já são consideradas alternativas internacionais para o "medical travel" ao Brasil as áreas da cirurgia cardíaca e da cirurgia plástica.
A vinda de pacientes, entretanto, envolve questões éticas e problemas técnicos que serão abordados nas reuniões de junho e de agosto.
Entre eles, eventuais problemas no pós-operatório.
Podem surgir dificuldades para encontrar um cirurgião que cuide das complicações de uma operação realizada por outro médico no exterior.  (JULIO ABRAMCZYK - Folha de S.Paulo)


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