30.04 - Aposentados: Adiada votação
do reajuste
Líderes governistas na Câmara e no Senado decidiram adiar
a votação da medida provisória que trata do reajuste
dos aposentados, que estava prevista para acontecer ontem. O tema deverá
ser analisado pelos deputados somente na próxima semana. A base
aliada deseja ampliar o reajuste concedido pelo governo, que foi de 6,14%,
mas está dividida entre os percentuais de 7% ou 7,7% de aumento.
O adiamento foi uma proposta levantada pelo líder do PMDB na
Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele defende que as duas Casas
cheguem a um acordo sobre o reajuste antes que a votação
seja feita na Câmara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
terá um jantar com a base aliada no Senado e Alves hoje, e os líderes
esperam que o governo chegue a um acordo para o percentual do reajuste
neste encontro. “Nós não vamos votar essa questão
na Câmara sem estar afinado com a base aliada no Senado”, concluiu
Alves.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), diz ter uma negociação fechada com o Executivo para
conceder o reajuste de 7%. “Nosso objetivo é garantir um aumento
real e consistente para os aposentados e que possa ser pago.”
Parte da base aliada no Senado, no entanto, insiste no reajuste maior.
Um deles é o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Ele ressalta
que a diferença entre o aumento de 7% e o de 7,7% é de cerca
de R$ 600 milhões. “Este valor é irrelevante do ponto de
vista fiscal e o Senado já aprovou um índice maior”, garantiu.
O reajuste maior a que se refere Calheiros diz respeito a uma emenda que
vincula os benefícios previdenciários ao salário mínimo.
O projeto em que a emenda foi incluída pelo Senado está parado
na Câmara. O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), afirma que na Casa a maioria deseja o reajuste de 7,7%. Ele
reconhece, no entanto, que o percentual não é considerado
viável pela equipe econômica. (Estado de Minas)
30.04 - Governo tenta evitar ajuste acima de 7%
Para evitar uma derrota no plenário e conter a pressão
da base aliada e da oposição, o governo conseguiu adiar para
a próxima semana a votação da medida provisória
que concede reajustes aos aposentados. Até lá, reunirá
os líderes da base com ministros da área econômica
e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e irá apresentar
aos parlamentares números da Previdência para convencê-los
da impossibilidade de um aumento superior a 7%.
Na tarde de ontem, uma prévia dessa reunião com Lula
- que está prevista para a noite de hoje - aconteceu no Senado e
a base não chegou a um consenso sobre o reajuste. Parte dela aceita
a nova proposta do governo de 7%, parte quer esse índice em 7,7%.
Caso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL): "A diferença de 0,7%
corresponde a cerca de R$ 600 milhões, um valor irrelevante do ponto
de vista fiscal."
É essa discordância que sustenta o adiamento da votação,
já que o governo quer levar a voto a MP com um valor pré-acordado
nas duas Casas, de forma a evitar riscos. "Não entendemos que o
governo tenha uma posição aqui na Câmara e outra lá
no Senado. Nossa bancada só votará o mérito dessa
questão em consenso com o PMDB do Senado e esse consenso não
existe ainda", afirmou o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).
O prazo, porém, foi conseguido mediante um acordo com a oposição
que permitiu a votação ontem do requerimento de urgência
do projeto Ficha Limpa, o qual, até o fechamento desta edição,
ainda não havia sido apreciado. "Quero convidar a oposição
para esse acordo para todos darem um aumento robusto de 7%. Quero pedir
à base para transferirmos a discussão para a próxima
semana. Vamos trazer aqui os ministros da área econômica e
o ministro da Previdência", afirmou o líder do governo, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), relator da medida provisória.
No entanto, a oposição pretende manter os ataques contra
o governo qualquer que seja o resultado das negociações.
"Nós não temos acesso aos números oficiais para discutir
aqui objetivamente. Mas nesse caso o governo está sob suspeição.
Se a Previdência está quebrada, é por falta de gerência
do governo. Se não estiver quebrada, tem todas as condições
de dar um reajuste de 8,7%, que é o que defendemos por ser a correção
de acordo com a soma do PIB e da inflação", declarou o líder
do DEM, Paulo Bornhausen (SC). (Caio Junqueira - Valor Online)
30.04 - Impasse sobre aposentados continua
PMDB defende 7,7%, e aumento deverá ser resolvido hoje por Lula
Devido à posição do PMDB no Senado em favor de
um aumento de 7,7%, líderes da base governista na Câmara e
no Senado não chegaram ontem a um consenso sobre um reajuste de
7% para os aposentados que ganham acima do salário mínimo.
Mas, para orçar um acordo, o líder do governo na Câmara,
deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), apresentou ontem seu parecer,
fixando o aumento em 7%, contra os 6,14% previstos no texto original da
medida provisória 475. Vaccarezza é relator da MP 475, e
os 7% já foram aceitos pelo presidente Lula, que terá hoje
um jantar com senadores aliados para tentar resolver o impasse. Sem acordo,
a votação foi novamente adiada para a semana que vem.
O PMDB, apesar das dificuldades de entendimento entre deputados e senadores
do partido, informou ao governo que terá uma posição
única e que não permitirá a votação
da MP enquanto não se chegar a esse consenso. O líder do
PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), apresentou a posição
do partido em favor dos 7,7% durante reunião dos líderes
aliados com os líderes do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza, e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
- O PMDB na Câmara não vai votar essa MP sem estar afinado
com o PMDB do Senado. Não vamos criar constrangimentos ainda maiores
- resumiu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves
(RN).
Em seu parecer, Vaccarezza retirou o parágrafo que fixava as
regras para a concessão do reajuste às aposentadorias em
2011. É que o texto mantinha a regra atual - de concessão
da inflação mais 50% do PIB -, mas o problema é que
o PIB em 2009 foi negativo, o que anularia um aumento real no ano que vem.
O parecer pode ser derrotado em plenário. O governo já sabe
que, sem acordo, os parlamentares tentarão aprovar os 7,7% e o fim
do fator previdenciário.
- Apresentamos proposta de 7%, em substituição aos 6,14%.
Estamos pertinho de chegar a um acordo - disse Vaccarezza.
A votação foi marcada para a próxima terça-feira.
Alguns líderes apostam que Lula convencerá o PMDB do Senado
a apoiar os 7%. Segundo um dos líderes, o PMDB estaria querendo
"valorizar o passe". O parecer de Vaccarezza pode ser alterado em plenário.
A concessão dos 7% de aumento causaria um rombo adicional de R$
1,1 bilhão. Esse índice é o resultado da concessão
da inflação do período mais 67,25% do PIB de 2008.
O reajuste de 6,14% dado em janeiro equivale à inflação
mais 50% do PIB, custando R$ 6,7 bilhões. (Cristiane Jungblut
- O Globo)
30.04 - Anabb: Parentes em até quarto grau podem se tornar sócios
A Associação Nacional dos Funcionários do Banco
do Brasil, entidade que zela pela integridade do BB por meio da valorização
de seus recursos humanos e que é considerada a maior associação
de uma única classe de trabalhadores da América Latina, teve
mudança no estatuto em setembro de 2009. Com essa mudança,
foram criadas três diferentes categorias de sócios: sócio
efetivo, sócio contribuinte interno e sócio contribuinte
externo. Antes, apenas funcionários e ex-funcionários do
Banco do Brasil podiam se associar à ANABB. Agora, parentes em até
quarto grau (primos, netos, sobrinhos, sogros, tios etc) de associados
da ANABB, de qualquer categoria, também poderão se tornar
sócios e aproveitar todos os benefícios que a entidade oferece.
São vantagens exclusivas que só o associado ANABB tem:
assessoria jurídica, assessoria parlamentar, seguros, plano odontológico
sem custo adicional para o associado (OdontoANABB), plano de previdência
complementar (ANABBPrev), facilidade na compra da casa própria por
meio da COOP-ANABB e, além disso, o associado pode obter descontos
em mais de 1.900 estabelecimentos comerciais com os convênios firmados
pela Associação.
Entenda as diferentes categorias de sócios:
Obs: Poderão associar-se, todos os parentes em até quarto
grau de qualquer associado, independentemente da categoria.
I – Sócio efetivo:
a) funcionário do Banco do Brasil de qualquer categoria;
b) aposentados que recebem benefícios da PREVI e/ou do Banco
do Brasil.
II – Sócio contribuinte interno:
a) ex-funcionário do Banco do Brasil, não enquadrado
no inciso I;
b) pensionista que recebe pela PREVI.
III – Sócio contribuinte externo:
a) parente, em até quarto grau, de associado da ANABB;
b) empregados das entidades ligadas diretamente ao funcionalismo do
Banco do Brasil como: ANABB, Previ, Cassi, Empresas Bancorbrás,
Cooperforte, Entidades do Sistema AABB e empresas integrantes do Conglomerado
Banco do Brasil S.A.
c) cooperado da Cooperativa Habitacional ANABB Ltda.(COOP-ANABB)
(Anabb)
29.04 - Respeitem os velhos
Muitas vezes já se ouviu dizer da infelicidade de uma nação
que trata mal seus velhos. E o Brasil é especialista no assunto.
Aos velhos, tem-se afirmado, cabe resgatar o enorme crédito
de que se fazem merecedores, de que são testemunho os avanços
registrados nas diversas áreas da sociedade.
Do esforço dos velhos resultou o acúmulo de riquezas
e a superação de muitos males que, no passado, vitimaram
a todos, indistintamente, velhos, pobres, ricos, pretos, pardos, mulatos
e brancos.
Por isso, a sociedade que se preza reverencia seus velhos, proporcionando-lhes
condições de bem desfrutar o merecido ócio.
Não parece, porém, ser esse o pensamento de muitos dirigentes
e autoridades públicas. Pelo menos, essa é uma das interpretações
mais adequadas à recusa do governo Lula de acabar com o malsinado
fator previdenciário (herança maldita da administração
FHC).
Alegando inevitáveis reflexos negativos no caixa da previdência
social, o governo petista descarta a possibilidade de conceder mais que
6,14% de reajuste para os aposentados e pensionistas que ganham mais de
um salário mínimo.
Em vez de oferecer míseros 6,14% de aumento, Lula deveria acabar
com os 23 mil cargos de confiança criados em seu governo, desde
o primeiro mandato, até hoje, para acomodar apadrinhados políticos,
com salários que variam entre R$ 10 e 15 mil reais. Assim, sobraria
mais dinheiro para reajustar as aposentarias e pensões dos velinhos.
Na hora de aumentar seus já polpudos subsídios, senadores
e deputados são ágeis no gatilho. Agora, quando se trata
de conceder reajuste salarial aos servidores ativos, aposentados e pensionistas,
aí, então, nunca há dinheiro. É a velha desculpa
esfarrapada de antanho.
Aos que desejam conhecer os parlamentares traidores dos aposentados
e pensionistas (serviçais do palácio do Planalto), aconselho
acessarem o site da Confederação Brasileira de Aposentados
e Pensionistas (COBAP). A lista é extensa. (Valdemir Caldas
- Rondoniaaovivo)
29.04 - Projeto facilita aposentadoria de idosos
Um projeto aprovado terça-feira na CAE do Senado facilita a
concessão de aposentadoria de um salário mínimo a
idosos e portadores de deficiência.
O substitutivo do relator do texto, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ),
prevê a ampliação do número de beneficiados,
uma vez que "considera incapaz de prover a manutenção da
pessoa portadora de deficiência ou idosa a família cuja renda
mensal per capita seja inferior a meio salário mínimo". Atualmente,
a família do beneficiado deve ter renda per capita de até
25% do salário mínimo.
O projeto visa atingir, no prazo de dez anos, idosos e deficientes
cujas famílias têm renda mensal per capita de um salário
mínimo, segundo Crivella.
"Lembramos que se trata de uma parcela da sociedade incapacitada para
o trabalho, atingida por dificuldades que acarretam pesadas despesas, especialmente
no que se refere a medicamentos, alimentação e transporte",
afirmou.
A proposta também reduz de 65 para 60 anos a idade mínima
exigida das mulheres para requerer o benefício. Para os homens,
a idade ainda será de 65 anos.
O projeto foi aprovado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos)
e será analisado agora, em decisão terminativa, pela CDH
(Comissão de Direitos Humanos). Depois, segue para a Câmara,
de onde vai à sanção presidencial. (Jornal Pequeno)
29.04 - Seguros: Receita cresce 21,6% e ultrapassa R$ 12 bi
Depois de crescer 22,7% em janeiro, o mercado de seguros brasileiro
atravessou fevereiro com as vendas ainda aquecidas: subiram 20,5%. A base
comparativa é o idêntico mês de 2009, pelos dados da
Superintendência de Seguros Privados (Susep), que não incluem
o ramo saúde.
No bimestre, a receita de R$ 12,907 bilhões subiu 21,6% nominais
em relação aos dois primeiros meses do exercício anterior.
Se os planos de vida geradores de benefício livre (VGBLs) for
retirados da conta, a expansão da atividade de seguros até
fevereiro desce para 14,6%.
Os sinistros, que chegaram a R$ 3,673 bilhões, evoluíram
bem abaixo do faturamento: 9,8% no acumulado nos dois meses iniciais do
ano. O que mais chamou a atenção no período foi o
aumento das despesas das seguradoras com o pagamento de comissões
de corretagem, que aumentaram 27,3%, para R$ 1,570 bilhão.
Com receita de R$ 4,821 bilhões, o VGBL manteve o crescimento
em ritmo acelerado, no patamar de 35,4% no bimestre e respondendo em grande
parte pelo crescimento da atividade de seguros. Com prêmios de R$
2,398 bilhões, o segmento de seguros de pessoas também avançou.
A alta foi de 16,3%, acima da média do mercado (sem VGBL). Os seguros
de vida subiram 12,6%, enquanto os prêmios captados com as vendas
de coberturas de acidentes pessoais foram 22% maiores, atingindo R$ 431,2
milhões.
Na carteira de automóvel, que faturou R$ 2,718 bilhões,
com a garantia de responsabilidade civil facultativa, a alta também
ficou acima da média do mercado (sem VGBL), chegando a 15,6% em
janeiro e fevereiro.
O desempenho do seguro obrigatório de veículos automotores
(Dpvat) foi ainda mais expressivo, ao saltar 17,9%, com receita acima de
R$ 1,4 bilhão.
Expansão próxima a da carteira de veículos foi
verificada nos produtos do segmento patrimonial, cujo incremento no bimestre
foi de 14,6%, com receita de R$ 1,206 bilhão. O seguro residencial
cresceu expressivos 22,3% e o empresarial, 12,7%. Juntos, captaram R$ 398,6
milhões. Já a apólice de riscos de engenharia, que
fechou 2009 ostentando alta de 35,6%, despencou 19,5% no começo
de 2010, para R$ 69,8 milhões. A carteira de riscos operacionais,
por sua vez, recuou 5,5%, com faturamento de R$ 251,9 milhões.
As estatísticas da Susep mostram ainda que no primeiro bimestre
a produção dos seguros financeiros também perdeu fôlego,
ao crescer 13,8%, para R$ 106,2 milhões. Em 2009, viveram um boom,
com expansão perto de 40%.
No começo de 2010, a garantia de obrigações públicas,
por exemplo, caiu 57,8% e a de concessões públicas, 56,7%.
Em compensação, a garantia de obrigações
privadas avançou 406,9% e a judicial, 67,1%. Trajetória diferente
aconteceu no setor de transportes de mercadorias. A queda de 9,5% contabilizada
no ano passado foi revertida nos dois meses iniciais de 2010, fechados
com incremento de 15,4%, com prêmios de R$ 291,5 milhões.
Forte impulso foi observado no seguro de transporte nacional, alta de 19,1%,
e no de responsabilidade civil do transportador rodoviária de carga,
21,9%.
As venda dos seguros rurais, por sua vez, ainda segundo os dados da
Susep, mantiveram-se aquecidas no primeiro bimestre do ano, ao subir 45,1%,
para R$ 73,2 milhões. (SegurosInf)
28.04 - Em Brasília, só não há dinheiro
para aposentados
O Brasil na era Lula é bastante pródigo: estatais patrocinam
filmes e clubes de futebol, além de colocarem placas ao lado dos
estádios; o país já perdoou a dívida externa
de dezenas de países pobres; o Tesouro Nacional pega recursos caros
- pois paga uma das maiores taxas de juros do mundo - para rechear os cofres
do BNDES e financiar obras diversas, tanto úteis, como nem tanto;
se os empresários não se sentem atraídos pela construção
de Belo Monte, o governo - embora deva R$ 1,5 trilhão - dá
uma ajuda. Na segunda-feira, foram anunciadas bondades para países
do Caribe.
O governo fomentou a realização da Copa do Mundo de 2014
e estimulou as Olimpíadas de 2016, obrigando-se a isentar de tributos
os lucros da Fifa, do Comitê Olímpico Internacional e das
empresas a eles coligadas. E todo mundo sabe que sediar esses eventos dá
um enorme retorno de imagem, mas, na maioria das vezes, os gastos não
são totalmente cobertos por compensação imediata,
ou seja, cria-se um buraco nas contas, a ser quitado pelo governo. O número
de turistas efetivo é bastante inferior ao anunciado e, nesses eventos,
o que se vê, aos milhares, são jornalistas.
O presidente Lula tanto faz viagens necessárias como jornadas
absolutamente inúteis. O número de ministérios é
ridiculamente grande, o que gera um enorme gasto, pois todos têm
chefes de gabinetes, centenas de assessores, carros, cartões de
crédito e representações nos estados. Mas o governo
decide ser econômico com os aposentados e uma parte deles, os que
mais contribuíram para os cofres do INSS. Quem não pagou
ou pagou pouco, vê o salário mínimo subir sempre acima
da inflação. E as milhões de famílias que contribuíram
com até dez salários-mínimos - durante certo tempo
esse valor chegou a 20 mínimos - se vêem na mira do governo.
Há uma defasagem de 70% para esse grupo, o que não comove
o governo. Como FHC, Lula restringe os ganhos dos beneficiários
acima do mínimo - com a diferença, em relação
aos tucanos, que Lula inflaciona os ganhos dos beneficiários da
parte de baixo da pirâmide social e só impôs sacrifícios
a quem contribuiu com mais; FHC reteve os ganhos de todos. Como Lula bem
sabe, a previdência social pode ser deficitária, mas o sistema
de seguridade é amplamente superavitário, pois diversos impostos
e taxas foram criados para dar sustentação ao modelo, embora,
na prática, sejam desviados para o caixa único da União.
Em nota oficial, alfinetou a Força Sindical: "A Força
Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas reafirmam
a proposta de lutar pela recomposição do poder de compra
dos aposentados e pensionistas do Brasil. Não podemos admitir o
retrocesso nas negociações sobre o reajuste dos aposentados
e pensionistas, visto que representantes do governo já admitiram
em público que o reajuste partiria do patamar de 7%. Aceitar 6,14%,
como querem setores do governo, é ser injusto com quem dedicou sua
vida à construção do país". (S.
Barreto Motta - Jornal Monitor Mercantil)
28.04 - Fundos: Belo Monte pode ter até empresas derrotadas
Grupo que vai executar a obra ainda está sendo montado, e pode
incluir[br]empreiteiras afastadas da disputa, diz ministro de Minas e Energia
A construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no
Rio Xingu (PA), vai contar com a participação de empreiteiras
que ficaram de fora do leilão da hidrelétrica. "É
normal que uma grande obra envolva várias empresas", disse o ministro
de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ao "Estado".
O grupo que executará a obra ainda está sendo montado,
mas o ministro afirmou que até mesmo a Andrade Gutierrez, que liderou
o consórcio derrotado no leilão da semana passada, poderá
participar. "Uma coisa é a investidora de energia junto ao leilão,
outra coisa é a empresa que constrói."
Grandes empreiteiras como Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS já
começaram a se movimentar para tentar garantir uma parcela das obras
de Belo Monte que, quando for concluída, será a terceira
maior hidrelétrica do mundo, com capacidade de geração
de 11.233 megawatts (MW).
Ontem, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, coordenou uma
reunião para avaliar as iniciativas que já foram tomadas
pelo consórcio vencedor do leilão, o grupo Norte Energia,
liderado pela Chesf, subsidiária da estatal Eletrobrás.
Participaram do encontro, o ministro Zimmermann, o presidente da Empresa
de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o diretor
de Planejamento e Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal, o diretor-geral
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner,
e o presidente do consórcio vencedor, José Ailton de Lima,
que também é diretor da Chesf.
Segundo uma fonte, as negociações com as construtoras
que tocarão a obra no Pará ainda não começaram,
mas representantes da Andrade Gutierrez já deram sinais para o governo
de que estão interessadas em participar do grupo de empreiteiras.
A discussão que está mais adiantada é a com as empresas
que poderão entrar no grupo que vai administrar a usina e que usarão
a energia produzida para abastecer suas fábricas, os chamados autoprodutores.
Segundo essa fonte, as conversas estão sendo conduzidas com
a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau e Braskem.
Saída descartada. A saída das construtoras Queiroz Galvão
e J. Malucelli, que participaram do consórcio vencedor, foi descartada.
"A J. Malucelli já assinou um compromisso para ficar no grupo e
a Queiroz vai fazer o mesmo amanhã (hoje)", disse a fonte. A possibilidade
de as empresas deixarem o consórcio foi levantada horas depois do
leilão.
A J.Malucelli negou oficialmente os boatos. A Queiroz Galvão
não fez comentários, mas o governo entendeu o movimento apenas
como uma pressão para garantir à construtora maior parcela
na execução da obra. A pressão, entretanto, não
deve surtir efeito.
Antes da reunião, o ministro de Minas e Energia disse ser possível
que o consórcio Norte Energia tente obter nos órgãos
ambientais uma licença prévia para instalar o canteiro de
obras da usina, como foi feito pelas empresas responsáveis para
construção da usina de Jirau, no Rio Madeira. O consórcio,
entretanto, tem concentrado esforços para elaborar o mais rápido
possível o Projeto Básico Ambiental (PBA) para conseguir
a licença definitiva de instalação. (Gerusa
Marques e Renato Andrade - O Estado de S.Paulo)
27.04 - Governo bate o pé: 6,14% de reajuste
Ministro diz que presidente não teme desgaste eleitoral para
Dilma Rousseff
Diante da pressão do Congresso para aprovar um reajuste de 7,7%
para os aposentados, o governo decidiu sexta-feira endurecer o discurso
e voltar à defesa do índice de 6,14% já concedido
aos aposentados que ganham acima do salário mínimo, a partir
de janeiro, por meio da medida provisória 475.
Depois do encontro do presidente Lula com vários ministros,
inclusive da área econômica, o ministro de Relações
Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo desistiu de uma
negociação em torno de 7% - proposta apresentada pelo líder
do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP),- devido à
constatação de que essa proposta não é aceita
pela maioria dos parlamentares, que quer 7,7%. Ao saber do resultado da
reunião, o líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), disse que já avisou ao presidente sobre a "realidade"
no Senado, onde a maioria quer os 7,7%.
Lula se reuniu com os ministros para "afinar" o discurso. Participaram
do encontro, além de Padilha, os ministros da Previdência,
Carlos Eduardo Gabas; o interino da Fazenda, Nelson Machado; da Secretaria
Geral da Presidência, Luiz Dulci, entre outros técnicos da
área econômica.
"Ficou evidente que, nas últimas semanas, não existe
mais essa proposta de acordo de 7%. Essa proposta desapareceu. Em função
disso, o governo mantém a sua proposição inicial do
aumento de 6,14%. O governo abriu a conversa de discutir internamente a
proposta de 7%, mas ficou claro para nós que não existe mais
consenso na Câmara (sobre isso)", disse Padilha.
"O presidente está convencido de que esse governo fez e vai
continuar fazendo muito pelos aposentados. A cada dia estão querendo
uma nova proposta. Mas o Congresso sabe quais são os limites", afirma
Padilha. A votação na Câmara está marcada para
o dia 27. Alguns aliados temem que, com ameaças de veto, o governo
acabe insuflando aqueles que defendem aprovar o mesmo reajuste dado ao
salário mínimo para todos os aposentados, que é de
9,6%.
Padilha admitiu que Lula poderia vetar um reajuste considerado "insuportável
para as contas públicas". Perguntado se o presidente não
temia um desgaste eleitoral para a candidata do PT à Presidência,
Dilma Rousseff, caso vetasse um reajuste maior para os aposentados, Padilha
disse apenas que Lula, em 2006, também ano eleitoral, vetou uma
proposta semelhante.
"Não é a primeira vez que o presidente pode vir a vetar
coisas aprovadas pelo Congresso, naquilo que comprometa a responsabilidade
fiscal do país. E não seria a última. Esse tema não
foi comentado, e o presidente tem dito que não quer interferir no
debate do Congresso. Essa experiência já temos e não
seria problema assumi-la de novo, desde que o Congresso aprove algo que
não seja suportável pelo governo. Quem tudo quer, às
vezes, nada tem", disse. (O Tempo)
27.04 - A velha conta que não fecha nunca
A expectativa para esta terça-feira, dia 27, quando a Câmara
retoma a discussão sobre a revisão do reajuste dos aposentados
que recebem acima do salário mínimo (R$ 510) é grande.
Em menos de duas semanas, o governo saiu com duas contrapropostas à
emenda que prevê a elevação do índice aplicado
em janeiro: de 6,14% para 7,71%. Primeiro, acenou com avanço para
7%. Para todos. Agora, com a anuência da candidata à Presidência
da República, Dilma Rousseff (PT), sugere o índice de 7,71%
para a faixa intermediária de segurados, que ganha até três
pisos (R$ 1.395) e nada a mais para os 2,5 milhões que ganham acima
disso.
Com os mesmos desencontros de informação que normalmente
rondam as negociações de reajustes no INSS, o líder
do governo da Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), não
revela o peso desse grupo. Nas contas improvisadas, prevê-se que
o gasto seja de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões por ano.
Ainda assim, se aprovada no Congresso, a revisão do reajuste,
seja de 7% ou 7,71%, corre o risco de morrer na praia. O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, disse que os 6,14% estão valendo. Mas não
descartou ganho pós-negociação. Não é
o primeiro a se posicionar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tem
a chave do cofre, nega qualquer alteração nos índices
atuais. O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, também
adiantou que, sem fonte de custeio, não há como pagar reajuste
maior.
Mas relatório do Tribunal de Contas da União demonstra
que, de 2004 a 2008, o valor empenhado na “função” (de pagamento
na contabilidade oficial) Previdência Social cresceu, em média,
R$ 23,3 bilhões ao ano, com avanço médio de 11,8%
ao ano. Enquanto isso, o total empenhado aumentou 56,2%. Na comparação
com as outras “funções”, a Previdência está
em melhor situação. As 28 restantes cresceram 40,7%. Segundo
o TCU, os números do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social
são bastante positivos nos últimos anos: R$ 165 milhões
(2004), R$ 188,5 milhões (2005), R$ 212,9 milhões (2006),
R$ 234,3 milhões (2007) e R$ 258,5 milhões (2008), de acordo
com o Siafi. (Luciane Braga - O Dia Online)
27.04 - Sobrevivência
Desde o ano passado, o governo selou acordo com entidades sindicais
que definiu novas regras para aposentadoria.
O acordo, entretanto, depende, ainda, da aprovação no
Congresso.
Com isso, muitos questionamentos foram levantados pela sociedade acerca
dos reais benefícios das novas normas.
Segundo o acordo, o trabalhador que estiver a um ano de se aposentar
só poderá ser demitido se o empregador pagar salário
dos doze meses, assim como a previdência devida no período.
Além disso, ficou estabelecido que o trabalhador que estiver recebendo
seguro-desemprego terá esse tempo contado para a aposentadoria;
contudo, será preciso arrecadar o INSS do período.
Outro ponto é o de que os aposentados que recebem acima de um
salário mínimo deverão ser beneficiados, pois terão
a aposentadoria reajustada de acordo com a inflação, o que
significa um ganho real equivalente à metade do aumento do PIB dos
dois anos anteriores. A medida, porém, somente será válida
para os anos de 2010 e 2011 e elevará em R$ 3 bilhões a folha
do governo somente deste ano. Se aprovadas as alterações,
o cálculo da aposentadoria sofrerá mudanças, o que
deve beneficiar os contribuintes que se aposentarem futuramente, já
que, ao invés de se contar 80% dos maiores recolhimentos, passa-se
a contar 70%. Por último, ficou estabelecido o fator 85/95, que
passa a somar a idade com o tempo de contribuição. Com isso,
as mulheres deverão atingir 85 para ter direito à aposentadoria,
ou seja, antes se exigia 30 anos de contribuição, neste caso,
é o mesmo que dizer que a idade mínima passou a ser de 55
anos.
Com essa nova medida, os contribuintes passarão a trabalhar
mais, já que, se a mulher, por exemplo, começar a trabalhar
com 20 anos e tiver registro contínuo, terá de recolher 35
anos, no mínimo, para solicitar a aposentadoria.
Para os homens a situação piora, já que a soma
do tempo de contribuição mais idade deve resultar em 95.
Como antes eram exigidos 35 anos de contribuição é
mesmo que determinar a idade mínima de 60 anos para o homem.
Apesar de o tempo de contribuição ter aumentado, o objetivo
do governo deve ser o de manter o sistema previdenciário, tendo
em vista que vivemos em uma nova realidade em que a expectativa de vida
aumentou, e, da forma como estava dimensionado o sistema previdenciário,
a tendência era de que seria inviabilizado, colocando em risco os
benefícios atuais e futuros. Não se pode esquecer que o Brasil
possui um sistema diferenciado dos Estados Unidos, por exemplo, já
que a maioria dos americanos, tanto funcionários públicos
quanto os da iniciativa privada, se aposenta somente aos 65 anos - aqui
temos casos de aposentadoria antes dos 50.
Embora as regras americanas sejam mais rígidas, a previdência
pública pode falir, segundo expectativas da Social Security, em
2018, já que o envelhecimento da população e a diminuição
do número de trabalhadores ativos causarão um déficit
estimado em US$ 25 bilhões ao sistema.
Para se ter uma ideia, daqui a oito anos existirão, aproximadamente,
65 milhões de pensionistas e o desembolso do governo chegará
a quase US$ 1,2 trilhão. Resta claro que a tentativa do governo
brasileiro é a de preservar o sistema previdenciário. A dúvida
é por quanto tempo as novas regras poderão realmente garantir
a manutenção deste sistema (RICARDO CASTILHO
- O Globo)
26.04 - Congresso deve decidir reajuste dos aposentados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou quinta-feira
que não há parlamentar que defenda mais os aposentados do
que ele próprio e que cabe aos deputados e senadores votarem a partir
do acordo já feito com as centrais sindicais que defendem a categoria.
“Ao presidente da República não cabe ficar dando palpite
e dizendo o que deve votar. A proposta do governo estava acordada com as
centrais sindicais. Se o Congresso fizer alguma coisa diferente, eu vou
receber o projeto aprovado, e, no silêncio da mesa, vou tomar a decisão
que deve ser tomada. Até porque não acredito que dentro do
Congresso Nacional tenha qualquer deputado ou senador que defenda mais
aposentado do que eu”, disse o presidente.
A questão, no entanto, virou queda de braço entre a Câmara
e o Senado para saber qual Casa dará o maior reajuste. O relator
da medida provisória, o deputado federal petista Cândido Vaccarezza,
defendia até a semana passado o limite máximo de 7% para
aqueles que recebiam acima de um salário mínimo.
Cedendo a pressões, nesta última terça-feira,
antes do feriado, Vacarezza anunciou uma proposta de escalonamento dos
pagamentos. A base aliada do governo ainda não se manifestou se
apoiaria ou não. Sem o apoio dos aliados da Câmara, a questão,
que está na pauta do plenário, continua sem data para ser
votada.
A proposta do petista prevê que os valores de aposentadorias
de um até três salários mínimos receberiam reajuste
de 7,7%, atingindo 5,6 milhões de pessoas, num total de 8,36 milhões.
Já para quem recebe acima de três salários mínimos
ficaria mantido o reajuste de 6,14%, já proposto e aceito pelo Executivo
para todos os aposentados que recebem acima do mínimo.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
a oposição e alguns partidos da base aliada da Câmara
ainda defendem um reajuste de 7,7% para todos os aposentados que recebem
acima de um salário mínimo.
“Sinceramente? Não faço política de ‘disse-me-disse’.
Eu espero que todo mundo faça o melhor possível sem causar
prejuízo algum”, avaliou Lula, que deve se reunir ainda nesta noite
com ministros para discutir o assunto. (Midiamax)
26.04 - Sindifisco: Fim da contribuição previdenciária
Na semana passada, a Folha de São Paulo publicou editorial criticando
a tentativa do Legislativo de ampliar o valor concedido a aposentados e
pensionistas com benefícios acima de um salário mínimo.
Na segunda-feira (19/4), a edição do jornal Valor Econômico
publicou texto, intitulado “Na Previdência Social, o presente sabota
o futuro”, censurando a correção de injustiças contra
aposentados e pensionistas. A publicação condena o reajuste
dos benefícios, a exemplo do que fez a Folha de São Paulo,
e o fim da contribuição previdenciária para aposentados
que ainda estão na ativa.
Também em editorial publicado na semana passada, a DEN (Diretoria
Executiva Nacional) do Sindifisco Nacional antecipou a mobilização
histórica da grande imprensa contra quaisquer benefícios
a aposentados e pensionistas. “Todos os anos, quando se iniciam as discussões
sobre reajustes para as aposentadorias brasileiras, é fácil
detectar manifestações contrárias aos aumentos por
parte da grande imprensa”, dizia o texto publicado no site do Sindicato
no dia 14 de abril e na edição nº 144 do Boletim Informativo.
Desta vez, o Valor Econômico centrou fogo na aprovação,
pelo Senado, do projeto de lei que acaba com a contribuição
previdenciária para aposentados que decidem continuar a trabalhar.
De acordo com o jornal, este seria mais um capítulo do “assalto
sistemático aos cofres públicos, via concessão de
benefícios da Previdência Social”.
A publicação reforça a argumentação
com o falacioso “déficit da Previdência”. Mais uma vez, a
grande imprensa demonstra (na melhor das hipóteses) desconhecimento
do assunto, ou simples má fé, ao esconder dos leitores a
verdade sobre as contas que financiam a Previdência.
O suposto déficit só existe se considerada apenas a contribuição
previdenciária na folha de salários dos trabalhadores brasileiros
contra o que é pago pelo sistema a aposentados e pensionistas. “No
entanto, a Previdência é financiada por uma base arrecadatória
muito maior e historicamente superavitária, a chamada conta da seguridade
social – que inclui gastos com saúde, assistência social e
previdência”, reafirmava a Diretoria do Sindifisco em editorial da
semana passada, também enumerando outros tributos que são
fonte da conta seguridade social.
Ressalvado este “equívoco” de entendimento, é importante
analisar o restante da argumentação da publicação
contra o fim da contribuição previdenciária sobre
os benefícios de aposentados e pensionistas. De acordo com o jornal,
o desconto seria um instrumento de igualdade social. “Quando foi adotada,
ficou claro que se tratava de medida com vistas à equidade social”,
afirma categoricamente a publicação.
Mas que justiça social seria essa que institui corte nos benefícios
de aposentados e pensionistas? Por que aqueles que contribuíram
durante toda a vida para ter direito a um benefício devem continuar
a fazê-lo mesmo após terem cumprido com sua obrigação?
A obsessão da grande imprensa pelo equilíbrio contábil
das contas da Previdência, além de conceitualmente errônea,
desconsidera o trabalhador por trás dos números. Afinal,
se o aposentado decide trabalhar após ter cumprido sua quota para
a aposentadoria é porque o benefício que ele recebe está
aquém das necessidades que a vida lhe apresenta.
De acordo com o próprio jornal, há milhões de
trabalhadores aposentados nesta situação: empurrados novamente
ao mercado de trabalho por motivos variados – entre eles, a recomposição
da renda em função do valor irrisório do benefício
previdenciário após anos de contribuição. “Estão
nessa situação cerca de três milhões de pessoas,
que recebem, em média, R$ 1.200 reais (sic) por mês do INSS”,
surpreende-se a publicação.
Logo em seguida, numa aparente cruzada contra aposentados e pensionistas
o jornal critica as tentativas de reajuste nos valores percebidos pela
classe. “A concessão de reajustes superiores à inflação
aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo por
mês carece de sentido econômico”, afirma o texto. Ora, falta
bom senso econômico é na defesa de benefícios irrisórios
aos que, durante anos, trabalharam em prol do crescimento do país
e diligentemente contribuíram para formar uma poupança que
lhes garantisse um pouco de sossego na aposentadoria.
Mais que isso, falta elencar as prioridades de forma inteligente quando
se defende que o financiamento de R$ 1,6 bilhão ao ano (referentes
ao fim da contribuição previdenciária para àqueles
que voltaram a trabalhar) seja um impacto terrível às contas
públicas. Afinal, o valor não chega a 1% daquilo que gastamos
para remunerar o dinheiro do especulador financeiro com os R$ 191 bilhões
pagos em juros.
Outro ponto importante diz respeito ao dinamismo econômico que
as aposentadorias conferem a grande parte dos municípios brasileiros
e, consequentemte, à economia nacional como um todo. De acordo com
dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
em 53% dos domicílios brasileiros em que residem aposentados, são
eles os responsáveis por mais da metade de renda familiar. Esse
percentual chega a 63,5% no caso de domicílios nordestinos.
Além disso, em alguns casos, os benefícios previdenciários
ultrapassam o valor repassado pelo FPM (Fundo de Participação
dos Municípios), aquecendo a economia local e gerando emprego e
impostos para o Estado brasileiro. Para se ter um ideia da relevância
dos aposentados para a economia brasileira como um todo, os benefícios
são maiores que o FPM em 90% das cidades nordestinas.
Por esses motivos, a DEN entende que o sistema previdenciário
é um importante instrumento de promoção social e reitera
a defesa pela recuperação dos benefícios de aposentados
e pensionistas, seja por meio do fim da excrescência que é
a contribuição previdenciária ou por meio de reajustes
que recuperem as décadas de estagnação das aposentadorias
e pensões. (Sindifisco)
26.04 - Justiça cadastra idoso com precatório
Idosos e portadores de doenças graves, que têm prioridade
para o recebimento dos precatórios, devem procurar seus advogados
para atualização de cadastro no TJ-SP (Tribunal de Justiça
de São Paulo), que é responsável pelos pagamentos.
Sem essa atualização, o credor prioritário não
conseguirá receber o pagamento antes.
Normas do TJ-SP publicadas no dia 15 de abril dizem que "a preferência
será reconhecida ao credor idoso ou ao portador de doença
grave assim identificado pela unidade pública devedora" ou "que
venha a fazer tal demonstração", por meio da entrega de documentos
à Justiça. (Gisele Lobato - Agora S.Paulo)
23.04 - Benefício até R$ 1.395 pode ter reajuste de 7,7%
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido
Vaccarezza (PT-SP), disse que vai propor um reajuste diferenciado para
os aposentados que ganham mais que um salário mínimo (R$
510, hoje). O aumento seria de 7,7% para os aposentados que ganhavam de
R$ 465, valor do piso no ano passado, a R$ 1.395, correspondente a três
salários mínimos em 2009. O ganho seria retroativo a janeiro.
Benefícios maiores que R$ 1.395 teriam reajuste de 6,14%, já
concedido em janeiro. Ou seja, nada mudaria para esses aposentados.
A nova proposta substitui a oferta anterior feita pelo líder
do governo, que era de um aumento de 7% para todos os aposentados que ganham
mais do que o piso. Deputados e senadores da base aliada querem um ganho
de 7,7% para todos esses aposentados. Partidos da oposição
defendem um aumento de 9,68%. (Ana Magalhães - Agora
S.Paulo)
23.04 - Planalto cede e já propõe novo reajuste
Líder do governo na Câmara sugere limitar o aumento de
7,7% apenas para quem ganha até três mínimos
Desgastado após o confronto com seus aliados no Congresso, o
governo acenou com uma saída honrosa para resolver o impasse da
definição do índice de reajuste dos aposentados que
ganham mais de um salário mínimo. O líder do governo
na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou ontem
que o Executivo estuda criar uma terceira faixa de rendimento para aumentar
em 7,7% o benefício daqueles que ganham até três salários
mínimos. Quem recebe mais de R$ 1.395 ficaria com o índice
de 6,14%, previsto na medida provisória que deve ser votada na Câmara
no próximo dia 27.
Deputado Vaccarezza diz que governo estuda impedimentos jurídicos
Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press Segundo Vaccarezza, a proposta já
foi encaminhada aos ministros da Fazenda (Guido Mantega), da Previdência
(Carlos Eduardo Gabas), e de Relações Institucionais (Alexandre
Padilha). Mas o anúncio não passou de um balão de
ensaio para testar o humor dos líderes da base aliada na Câmara
e no Senado, que já tinham fechado acordo para conceder reajuste
de 7,7% para todos os aposentados. Para viabilizar a proposta o governo
consulta possíveis impedimentos jurídicos, como a possibilidade
de quem ganha mais de três salários entrar na Justiça
para garantir o mesmo índice de aumento.
A proposta do governo foi anunciada por Vaccarezza sem discussão
com os líderes. Os comandantes das bancadas partidárias que
defendem reajuste de 7,7% para os aposentados, sem distinção,
não receberam bem a ideia do governo. "Se o governo der 7% para
o resto, tudo bem. Mas nós acertamos 7,7% para todo mundo", surpreendeu-se
o líder do PDT na Câmara, deputado Dagoberto (MS). O anúncio,
às vésperas do feriado do aniversário de Brasília
e em semana esvaziada no Congresso, prejudicou a mobilização
dos líderes e a articulação com representantes dos
aposentados.
De acordo com Dagoberto, apesar de a proposta do Planalto contemplar
91% dos pensionistas do país, a base não pode fechar acordo
sem ouvir os aposentados. Muitos governistas ainda insistem nos 7,7% para
todos, mas a preocupação em oferecer uma contrapartida foi
recebida como uma vitória pelos aliados "rebeldes". "Não
entendo por que não podem oferecer o reajuste para todos", questiona
o líder do PDT. (Diário de Natal)
23.04 - Aposentados: Proposta de reajuste escalonado
Para acabar com o impasse no Congresso, o líder do governo na
Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), vai propor ao
líderes partidários um reajuste escalonado para os aposentados
que ganham acima do salário mínimo.
Pela proposta, os beneficiários da Previdência Social
que recebem acima de um salário mínimo e abaixo de três
teriam um aumento de 7,7%. Já aqueles que ganham acima de três
mínimos teriam um reajuste de 6,14%.
Desde janeiro de 2010 está em vigor o percentual de 6,14%. Entidades
de classe, contudo, protestaram contra o valor, o que forçou novas
negociações. Na semana passada, líderes do Senado
fecharam um acordo que prevê um aumento de 7,7%.
Câmara e Senado buscam alternativas para chegar a um percentual
em comum. Com isso, esperam evitar em um ano eleitoral o ônus de
uma das Casas ter concedido um reajuste maior.
Vaccarezza, que encaminhou a proposta à equipe econômica
do governo, destacou que o impacto financeiro do escalonamento fica abaixo
de R$ 1,1 bilhão, que é a diferença estimada entre
um reajuste linear de 6,14% e de 7,7%.
Há duas semanas que Vaccarezza sustenta que o percentual não
poderia ultrapassar a faixa de 7%. Caso contrário, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva vetaria o reajuste. Questionado sobre
o assunto na semana passada, Lula disse que vai esperar a proposta chegar
em sua mesa para tomar uma posição. (Fernando
Taquari - Valor)
22.04 - Previdência quer barrar alta de 7,7%
Segundo ministro Gabas, reajuste representaria um custo adicional de
R$ 1,8 bilhão ao governo
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, disse, ontem,
que a Previdência não possui recursos para arcar com um aumento
de 7,7% para os aposentados que ganham mais do que o salário mínimo,
como querem parlamentares.
O percentual significaria um custo adicional de cerca de R$ 1,8 bilhão,
segundo o ministro, sobre o reajuste proposto pelo governo em medida provisória,
de 6,14%.
– É 80% do PIB (de aumento real). Eu não vejo fonte de
custeio para isso. Se o ministro da Fazenda encontrar fonte de custeio
e o presidente aprovar, eu vou acatar – disse Gabas.
Gabas relatou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou de avaliar
a viabilidade de conceder 7% em vez de 6,14%. O percentual de 7% foi proposto
para os dois ministros pelo líder do governo na Câmara dos
Deputados, Candido Vaccarezza (PT-SP), com o objetivo de pacificar os parlamentares.
Gabas afirmou que o aumento para 7% consumiria mais R$ 1,1 bilhão.
– Não houve um acordo de que o reajuste seria de 7%. Eu não
participei de nenhuma outra reunião em que se validou o acordo.
Não quer dizer que ela não tenha acontecido. Pode ser que
o presidente tenha autorizado o ministro Guido e o ministro autorizou o
líder ou o ministro Alexandre Padilha (das Relações
Institucionais) – afirmou.
Acordo com sindicatos definiu aumento de 6,14%
Segundo Gabas, “o único acordo feito” foi antes da medida provisória
que trata do tema ser enviada ao Congresso: feito pelo Ministério
da Previdência com sindicatos e associações de aposentados
para que o reajuste fosse de 6,14%, que corresponderiam à inflação
oficial mais metade da variação do PIB de 2008.
– Tenho certeza que deputados e senadores terão responsabilidade
nessa discussão. O que se está discutindo é a viabilidade
da Previdência Social. Isso não pode se misturar com qualquer
aventura eleitoreira – afirmou Gabas. (Diário Catarinense)
22.04 - Aposentados: Aumento no orçamento de 2011
O relator do Orçamento Geral da União de 2011, senador
Gim Argello (PTB-DF), incluirá o aumento dos aposentados no Orçamento
da União de 2011. “Votei a favor, sim. Então, serei um defensor
dos aposentados no Orçamento de 2011. O foco vai ser este: faremos
obras, mas a prioridade será para um orçamento voltado para
os mais humildes.”
Na semana passada, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado
aprovou, em caráter terminativo, projeto de lei que isenta de contribuição
previdenciária os aposentados pelo INSS que continuam a trabalhar.
A proposta elevaria o deficit da Previdência em mais de R$ 14 bilhões
por ano, segundo estima o governo, que pretende derrubá-la na Câmara.
(Correio Braziliense)
22.04 - 19º Congresso dos Aposentados em Bento Gonçalves
Grande evento reúne delegados de todas as associações
do Brasil em setembro
Confirmado! Nos dias 17, 18, 19 e 20 de setembro, a hospitaleira cidade
de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, será sede oficial
do 19º Congresso Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (CENAPI).
Esse grandioso evento marca os 25 anos de lutas e conquistas da COBAP.
Participarão delegados e presidentes de praticamente todas as
associações e federações do País. Todos
ficarão confortavelmente hospedados no Hotel Dallonder. As palestras
e debates também acontecem no auditório do mega-hotel. Além
de autoridades civis e políticas, também serão convidados
todos os candidatos à presidência da República.
Localizada à 80 quilômetros da capital Porto Alegre, Bento
Gonçalves foi estrategicamente escolhido por tratar-se de um município
essencialmente voltado ao turismo, dotado de grandes belezas naturais e
repleto de riquezas gastronômicas. Nas horas vagas do evento, os
aposentados poderão passear pela cidade em ônibus que serão
colocados à disposição dos congressistas.
Também está programado a realização do
Concurso Nacional Miss e Mister 3ª Idade, onde serão eleitos
o senhor e a senhora mais charmoso do Brasil. Bailes animados pelo Wave
Trio acontecem nas três noites do congresso.
Paralelamente ao 19º CENAPI haverá a reunião do
Conselho Deliberativo e Assembléia Geral da COBAP, além do
Seminário da Federação dos Aposentados do Rio Grande
do Sul e Congresso da ANFIP.
INSCRIÇÕES - Interessados em participar do 19º CENAPI
devem efetuar a inscrição nas seguintes datas e com os respectivos
valores: até 31 de julho (R$ 380,00), até 16 de agosto (R$
390,00) e até 30 de agosto (R$ 410,00). A inscrição
dá direito ao alojamento em hotel e primeira categoria e com cinco
refeições diárias.
Esse grande evento está sob a responsabilidade da Comissão
Organizadora, constituída por Nelson de Miranda Osório, Silberto
Raimundo Silva, Adriana, Osvaldo e Léo, entre outros colaboradores.
O grupo estará novamente reunido em maio para deliberar sobre mais
detalhes do congresso. (Richard Casal - Cobap)
20.04 - Aposentado: Governo não vai dar mais de 7%
Reajuste acima desse porcentual ‘levaria o País à catástrofe’,
diz chefe de gabinete de Lula
O governo não vai se deixar levar pelo período eleitoral
e aceitar as pressões para elevar em mais de 7% as aposentadorias
superiores ao salário mínimo. Segundo o chefe de gabinete
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, “o governo
não vai levar o País à catástrofe e a uma crise
econômica por demagogia”. Ele afirma que qualquer reajuste maior
do que 7% é ‘irresponsabilidade’.
Para o chefe de gabinete, o governo já fez o que pôde
pelos aposentados e não haverá recuo. “Confiamos no bom senso
dos aposentados”, insistiu. O líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), reafirmou ser ‘demagógica’ a aprovação
de um reajuste maior aos aposentados. “O problema aí se chama eleição.
Isso é demagogia”, disse ele.
Apesar da reação do governo, líderes da base aliada
na Câmara e no Senado estão alinhavando acordo para aprovar
um aumento de 7,71%. Mas partidos da oposição, como o DEM,
querem dar um aumento igual ao concedido ao salário mínimo,
de quase 10%. Se isso ocorrer, o presidente Lula terá que assumir
o ônus de vetar o reajuste em um ano eleitoral.
De acordo com a proposta original do governo, que está em uma
medida provisória, já foram repassados aos aposentados em
janeiro 6,14% de aumento. O ministro Alexandre Padilha, das Relações
Institucionais, afirmou que o limite para subir o reajuste é 7%,
índice que Vaccarezza pretende colocar no seu relatório sobre
o tema que será levado a plenário.
Além de um reajuste maior para os aposentados, o período
eleitoral está fazendo com que os parlamentares coloquem em votação
projetos que garantem a simpatia dos aposentados, porém desequilibram
as contas públicas.
Na quarta-feira, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
aprovou um projeto de lei que prevê a isenção da contribuição
previdenciária para os aposentados que continuem na ativa. O projeto
pode provocar uma redução da arrecadação previdenciária,
elevando o déficit do INSS, que deve chegar a R$ 47 bilhões.
A situação pode ficar ainda pior se for mantido no projeto
uma emenda que estabelece a devolução das contribuições
feitas desde 1991.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, em São Paulo,
que a eventual eliminação do pagamento ao INSS pelos aposentados
que voltam ao mercado de trabalho vai provocar um rombo de R$ 11 bilhões
nas contas da Previdência. Segundo ele, no ano eleitoral vários
parlamentares querem fazer ‘bondades’ com os recursos do Tesouro, o que
requer que o Poder Executivo fique atento. “Isso seria um buraco a mais
(nas contas) da Previdência”, disse.
O ministro reafirmou que os aposentados que ganham acima de um salário
mínimo já tiveram aumento real, previsto na medida provisória
do governo que concede o reajuste de 6,14%. De acordo com Mantega, esse
grupo é “uma minoria”. (Jornal da Tarde)
20.04 - Planejamento: Reajuste de 6,14% é o que está valendo
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse sexta-feira, em Curitiba,
que está valendo para o reajuste das aposentadorias com valores
acima de um salário mínimo pagas pela Previdência Social
o que foi acordado com as centrais sindicais, de 6,14%.
"Na verdade, já saiu do normal", destacou o ministro. A legislação
determina que seja repassado o índice de inflação
e, segundo Bernardo, o governo tem cumprido "rigorosamente". Pela pressão
sofrida este ano, foi feito um acordo para pagar um índice superior.
"É esse acordo que está valendo."
Na Câmara dos Deputados, muitos parlamentares têm defendido
uma elevação no índice de reajuste, que pode chegar
a até 7,71%. "Quando você aumenta 1 ponto porcentual, normalmente
vai custar 1 bilhão, 1 bilhão e meio de reais", disse o ministro.
Para Bernardo, não tem como justificar um reajuste superior
ao oferecido somente em razão de haver eleições este
ano.
"Primeiro, porque isso não é sustentável, segundo,
porque tem um acordo e, depois, porque tem de dizer de onde vai sair o
dinheiro", resumiu. (Evandro Fadel - O Estado de S.Paulo)
20.04 - Aposentados são classe esquecida pelo governo
Nas eleições aparecem os políticos dizendo que
lutarão pelos aposentados
Concordo com a nota intitulada "Aposentados" (Fórum, 11.4),
da leitora Glícia de Mendonça, no tocante aos aposentados.
Os donos do poder desfazem de uma categoria que, por anos a fio, trabalhou,
pagou a Previdência, impostos (e continua pagando).
A impressão é que eles querem matar todos nós,
junto aos pensionistas. Como professora municipal aposentada em 2005 pela
emenda nº 41 (que quebrou a paridade), não tenho os mesmos
ganhos do pessoal da ativa nem o reajuste daqueles que se aposentaram antes
de 2003, pela emenda nº 20. Somos uma mesma categoria com reajustes
diferenciados.
Em 2006, ficamos sem reajustes. Os demais aposentados receberam com
o pessoal da ativa. Em 2007 e 2008, lutando sozinhos, conseguimos um reajuste
inferior ao dos outros aposentados da Educação. Em 2009 e
2010, até o momento, nada.
O que acontece na União, em 2009 e 2010, no tocante aos celetistas,
não refletiu nos salários do município. Nenhum aposentado
da Educação obteve nem mesmo o que é de lei: a percentagem
relativa à inflação.
Em tempos de eleição, aparecem os políticos dizendo
que lutarão pelos aposentados. Quando estamos mais vulneráveis,
nos espezinham, como fez Lula. Quanto ao Executivo municipal, passou do
momento de observar as distorções e olhar pelos trabalhadores,
especialmente pelos aposentados por invalidez e sem paridade. Urge que
os representantes do povo corrijam suas faltas. (Modesta Trindade
Theodoro - O Tempo)
19.04 - Governo prepara ofensiva pelos 7%
Diante da iminente derrota na votação do reajuste das
aposentadorias, haverá trabalho de convencimento da escolha de índice
menor
O governo vai partir para ofensiva na tentativa de reverter a derrota
iminente na votação da medida provisória de reajuste
das aposentadorias de valores acima de um salário mínimo
pagas pela Previdência Social. O trabalho será convencer os
aliados na Câmara dos Deputados a votar a favor do índice
de 7% e mostrar a importância desse benefício para os aposentados.
Na linguagem direta para a opinião pública, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva chegou a cogitar, em conversa com interlocutores,
a possibilidade de ir à TV expor o que é considerado o maior
ganho real para as aposentadorias nos últimos anos.
Quinta-feira, porém, Lula não quis comentar a decisão
dos aliados de votar no Congresso um reajuste de 7,71% para os aposentados,
considerado inaceitável pela área econômica. "Amanhã
falo de assuntos nacionais", respondeu Lula, enquanto esperava o presidente
da África do Sul, Jacob Zuma, no Palácio do Itamaraty.
Munido de dados e levantamentos dos pagamentos para aposentados, o
líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP),
disse que mais de 18,8 milhões, o equivalente a 69,7% dos aposentados,
recebem um salário mínimo e, portanto, tiveram o reajuste
maior, com o índice de 9,6%. Acima de um salário mínimo
estão 8,1 milhões de aposentados.
Casos. Os dados apresentados apontam que há mais de 30 mil aposentados
recebendo acima de R$ 3 mil por mês. O caso extremo é o de
um segurado cujo benefício é de R$ 50.242. "Imagina o que
é 7,71% para ele", comentou o líder. Na lista estão
casos de três segurados que recebem R$ 31 mil mensais, 91 aposentados
com benefício de R$ 24 mil mensais e 60 beneficiados recebendo R$
21 mil por mês.
"É justa a política do governo de dar um aumento maior
para aqueles que ganham até um salário mínimo", afirmou
Vaccarezza. "Os dados mostram que 70% já tiveram um aumento robusto.
Aqueles que querem passar dos 7%, não estão defendendo a
maioria dos aposentados", afirmou Vaccarezza.
O líder repete sistematicamente que o Brasil é o único
País que deu um aumento substancial aos aposentados em um período
de crise internacional.
A votação da medida provisória no plenário
da Câmara ficou marcada para o dia 27, depois de diversas rodadas
de negociação entre os líderes da base e o governo.
Os aliados na Câmara, que chegaram a concordar em aprovar o reajuste
de 7%, fecharam com a posição dos senadores em votar a favor
do índice de 7,7%, deixando Vaccarezza sozinho na posição
anterior.
Argumentos. Os deputados aliados argumentaram que não queriam
se expor politicamente ao aprovar um reajuste menor do que o concedido
pelos senadores. "Esse argumento não tem nada de técnico.
É um argumento frágil demais, que não pega bem na
boca dos deputados", criticou Vaccarezza. O argumento técnico do
governo é a falta de dinheiro para pagar um aumento maior.
De acordo com o líder, o reajuste original concedido na medida
provisória, de 6,14%, já significa um gasto de mais de R$
5 bilhões ao ano. O aumento do porcentual para 7% representará
mais R$ 1,2 bilhão. Relator da MP, Vaccarezza disse que apresentará
o seu parecer com o reajuste de 7%, como o negociado inicialmente com a
base.
PARA LEMBRAR
MP previa 6,14% para os aposentados
O governo federal dividiu em duas medidas provisórias (MPs)
o reajuste do salário mínimo e dos proventos dos aposentados
em 2010. O mínimo foi reajustado a partir de 1.º de janeiro
para R$ 510, enquanto os aposentados que recebem acima desse valor - cerca
de 1/3 do total - receberam um aumento de 6,14% - um ganho real estimado
de 2,5%. É essa MP que está sendo votada agora.
O impacto estimado do aumento de 6,14% para 7% nas aposentadorias é
de R$ 1,1 bilhão por ano nos gastos públicos. Com 7,71%,
a despesa sobe para R$ 1,7 bilhão. O índice de 7% significa
a reposição da inflação mais 67,25% da variação
do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. (Denise Madueño e Tânia
Monteiro - O Estado de S.Paulo)
19.04 - Senado aprova pacote para aposentado
Além do reajuste do benefício, Comissão aprova
isenção da contribuição para quem continua
a trabalhar e possibilidade de saque do FGTS
Para garantir a simpatia dos aposentados em ano eleitoral, um pacote
de bondades está sendo preparado nas comissões do Senado.
Além do reajuste do benefício, o aposentado que continua
no mercado de trabalho poderá ficar isento da contribuição
ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e poderá, ainda, sacar
trimestralmente os saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Os projetos que tratam desses temas foram aprovados na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em caráter terminativo, e agora
seguem para a Câmara. O líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), classificou de "eleitoralismo" a aprovação
pelo Senado do projeto que acaba com a contribuição previdenciária
dos aposentados que permanecem no mercado de trabalho.
Déficit
Só a isenção da contribuição poderá
ampliar o déficit da Previdência em algo entre R$ 10 bilhões
e R$ 14 bilhões, segundo cálculos do ex-ministro da Previdência
Social, José Cechin, que é superintendente do Instituto de
Estudos de Saúde Suplementar. A previsão de déficit
para este ano é de R$ 50,7 bilhões.
A situação das contas públicas poderá ficar
ainda mais complicada caso seja aprovada emenda ao projeto que prevê
a devolução das contribuições feitas desde
1991. A contribuição vai de 8% a 11%, dependendo da faixa
salarial, até o máximo R$ 3.416,54.
Temendo que o proposta ganhe ainda mais simpatizantes, o líder
do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avisou na quinta-feira
que vai entrar com um recurso na Casa para fazer com que o projeto, aprovado
na CAS, passe antes pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE),
para depois seguir para a Câmara. "Não tem sentido um rombo
desse tamanho", frisou Jucá.
Para técnicos do governo, o número é exagerado.
Ele considerou nos cálculos a existência de 2 a 3 milhões
de aposentados no mercado de trabalho – seja com carteira assinada ou não
– e a renda média dos brasileiros. Segundo Cechin, muitos se aposentaram
muito jovens, e não há condições de livrar
os aposentados que continuam trabalhando da contribuição
previdenciária.
Em seu relatório, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) disse que
não se trata de renúncia de receita. "O que está sendo
cobrado não deveria sê-lo." Outro projeto tira o sono dos
técnicos que administram os recursos do FGTS. Foi aprovada na CAS
a possibilidade de o aposentado que voltar ao mercado retirar trimestralmente
o dinheiro do fundo.
Hoje, só o aposentado que não rompeu o contrato de trabalho
tem o direito de sacar mensalmente o FGTS. "É justa a inclusão
de uma hipótese de movimentação ao trabalhador que,
muitas vezes, se vê forçado a se manter no mercado de trabalho,
mesmo após a aposentadoria", disse o relator da matéria na
CAS, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Para técnicos da Caixa, não faz sentido permitir nem
o saque mensal (como é hoje) nem o trimestral (como foi proposto).
(Edna Simão, colaborou Ana Paula Scinocca - O Estado de S.Paulo)
19.04 - INSS: Governo tenta barrar isenção
Projeto que aumenta rombo na Previdência deve ir a nova votação
Após o cochilo que permitiu a aprovação, no Senado,
do projeto que acaba com a contribuição previdenciária
dos aposentados que continuam a trabalhar, o governo se mobilizou ontem
para barrar a aprovação final da proposta no Congresso. O
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), decidiu
recorrer ao plenário do Senado para que o projeto não vá
diretamente para a Câmara, como estava previsto, já que foi
aprovado na Comissão de Assuntos Sociais em caráter terminativo.
No plenário, será apresentado um pedido para que o assunto
vá a novo exame, pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE), onde o governo tem maioria. O líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse ontem que o Senado está
"passando do limite" na aprovação desse tipo de projeto.
Vaccarezza disse que, se o projeto chegar à Câmara, barrará
sua tramitação.
O Senado está passando do limite, e não é problema
só da base. Se não houvesse ano eleitoral, seria diferente.
Não tenha dúvida, vamos barrar isso - afirmou Vaccarezza.
Para o petista, se a proposta virar lei, haverá uma corrida
à Justiça: - O que o Senado aprovou, infelizmente, corrobora
a crítica que estamos fazendo do eleitoralismo. Você definir
uma questão que tem retroatividade a 1991 é, no mínimo,
uma irresponsabilidade.
É injusto, porque, se a pessoa está trabalhando, deve
ser para ajudar a financiar a Previdência.
É um posto de trabalho que ela está ocupando. Por isso,
contribuir é mais correto. Todos vamos envelhecer, e o sistema tem
que ser sustentável - disse Vaccarezza.
DEM ameaça insistir em concessão de 100% do PIB mais
inflação Apesar de já estar com a estratégia
traçada no Senado, Jucá, ex-ministro da Previdência,
não quis comentá-la.
Afirmou apenas que não se pode criar esse rombo para o INSS.
O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) também reclamou de irresponsabilidade
fiscal, lembrando que a Previdência já é deficitária.
Frisou que não se sabe a dimensão do impacto nas finanças
públicas, se o projeto for aprovado. Só com o fim da contribuição
previdenciária dos inativos, o rombo seria de cerca de R$ 14 bilhões,
sem contar o impacto da devolução do que foi cobrado dos
aposentados. Para ele, isso é reflexo do ano eleitoral.
- Estamos em fase de só fazer benfeitorias. É só
criação de despesa - disse Madeira.
No caso do reajuste dos aposentados, com votação na Câmara
marcada para o dia 27, Vaccarezza criticou a ameaça do DEM de insistir
na aprovação de uma emenda que prevê a concessão
de 100% do PIB, mais a inflação, o que daria cerca de 8,7%
de reajuste - contra os 6,14% dados pelo governo, na Medida Provisória
475, e pagos desde janeiro. A proposta do DEM amplia o aumento dado ao
salário mínimo aos demais aposentados.
Mas a ameaça do líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen
(SC), é isolada, já que a base aliada e as centrais sindicais
- em especial a Força Sindical - fecharam em torno de um reajuste
de 7,7%, equivalentes à concessão da inflação
do período mais 80% do PIB de 2008. Vaccarezza ainda tenta convencer
os governistas a aprovar um reajuste de 7%.
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José
Serra, disse ontem que o governo deve tratar com "responsabilidade fiscal"
a questão do reajuste das aposentadorias. Lembrou, porém,
que a base das aposentadorias é o salário mínimo,
que vem crescendo desde o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Mas frisou que é preciso saber se há dinheiro para cobrir
as despesas.
- Acho que tudo que melhora a situação dos aposentados
é bom, mas tem que se pensar no dinheiro para pagar isso. Aí,
a base do governo, às vezes, desafina com o próprio governo
nessa matéria. São duas coisas para pensar: em melhorar a
situação dos aposentados, e na responsabilidade fiscal -
disse Serra, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
(Cristiane Jungblut e Flávio Freire - O Globo)
16.04 - Líderes pressionam para elevar benefícios
Aliados afirmam que vão aprovar 7,7%. Mantega diz ser contra;
Lula, que vai avaliar
Sem acordo com o governo, líderes de partidos aliados decidiram
votar até o dia 27 a medida provisória 475 — que concede
6,14% de reajuste para os aposentados que ganham mais do que um salário
mínimo —, mas avisaram que a maioria deve aprovar reajuste de 7,7%.
Como relator da MP, o líder do governo na Câmara, deputado
Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou que fixará em seu parecer
um reajuste de 7%, acordado com o próprio presidente Lula.
Mas, numa demonstração de desorganização
do governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que era contra
qualquer reajuste maior do que os 6,14%, já concedidos e que começaram
a ser pagos em janeiro. Mantega disse que pedirá a Lula que vete
qualquer índice acima de 6,14%. Em São Paulo, ao comentar
o assunto, o presidente não quis adiantar se vetará aumento
acima de 6,14%: — Vocês sabem que a gente não pode tomar decisões
antecipadas sem saber o que o Congresso vai aprovar ou não. O governo
tinha um acordo feito com as centrais sindicais, e esse acordo foi para
o Congresso Nacional, e lá houve emendas. Então, vou esperar
votar, e quando isso chegar à minha mesa, tranquilamente, vou tomar
a decisão do que fazer. Não posso nem dizer que vou manter
nem que não vou manter. Preciso saber quais (...) as condições
da Previdência para suportar isso (...). Tenho que levar em conta
a disponibilidade do dinheiro, que é do próprio trabalhador.
Os líderes governistas da Câmara avisaram a Vaccarezza
que não aceitam aprovar índice diferente do que deverá
ser aprovado depois no Senado, que já fechou acordo em 7,7%.
Mostrando a divisão entre os governistas, o líder do
governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reafirmou ontem o acordo,
alegando que “não há condições políticas
de se aprovar um valor menor”.
A proposta de reajuste de 7% representa gasto adicional de R$ 1,1 bilhão
ao ano, em relação ao aumento de 6,14%. O reajuste de 7,7%
representa gasto a mais de R$ 1,6 bilhão ao ano.
Na tentativa de acordo, Vaccarezza se reuniu ontem à tarde com
o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), que lidera a campanha pelos 7,7%; o líder do PSB na Câmara,
deputado Rodrigo Rollemberg (DF); e outros parlamentares e senadores, como
Paulo Paim (PT-RS), autor dos projetos que mudam regras de aposentadoria.
Vaccarezza insistiu que o limite do governo era 7%, mas a possibilidade
de consenso ruiu quando foi anunciado pelos senadores que Jucá e
o PMDB do Senado mantinham o apoio aos 7,7% — resultado da aplicação
da inflação do período mais 80% do PIB de 2008. O
governo concedeu 6,14%, equivalentes à inflação mais
50% do PIB. Vaccarezza quer dar 7%, equivalentes à inflação
mais 67,25% do PIB.
— Não estou sozinho nisso (na defesa dos 7%), estou com o presidente
Lula — disse Vaccarezza.
Os líderes aliados temem o desgaste eleitoral que teriam, ao
aprovar um índice menor do que o defendido pelos senadores.
— A gente não quer derrotar o nosso governo. Queremos convencer
o governo — disse o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique
Eduardo Alves (RN).
— O governo tem que entender que não tem jeito, que vão
se aprovar os 7,7%. Vamos votar até dia 27 — resumiu o líder
do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF). (O Globo)
16.04 - Reajuste: Com prazo de validade
Os aposentados e os pensionistas temem que o impasse entre a Câmara
e o Senado para votar o reajuste dos beneficiários que ganham mais
de um salário mínimo jogue a decisão para o fim do
ano, a fim de evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
seja obrigado a vetar melhorias em pleno ano eleitoral. Lula faz mistério
sobre a decisão. Ontem, durante participação no 21º
Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo, disse que vai
esperar as duas Casas se movimentarem para bater o martelo sobre o impasse.
“A gente não pode tomar decisões antecipadas, sem saber o
que o Congresso vai aprovar ou não. Eu não posso dizer que
vou manter nem que não. Tenho que saber quais foram as condições
políticas em que (o texto) foi votado.”
Líderes do Senado, que defendem reajuste de 7,7%, reuniram-se
pela primeira vez com Cândido Vaccarezza (PT-SP), representante do
governo na Câmara, para tentar fechar acordo e votar na sessão
de ontem a Medida Provisória do governo. Sem consenso, o petista
afirmou que levaria a proposta original, com índice de 6,14%, a
votação até o dia 27. De acordo com Vaccarezza, os
ministros da Casa Civil (Erenice Guerra), do Planejamento (Paulo Bernardo),
das Relações Institucionais (Alexandre Padilha) e da Fazenda
(Guido Mantega) já se posicionaram sobre a impossibilidade de conceder
reajuste superior a 7%.
Se o plenário da Câmara aprovar os 7,7% e o Senado confirmar
o reajuste, não restará outra opção a Lula
a não ser vetar o aumento. Mas, ciente da impossibilidade de acordo
entre as Casas e do fator eleitoral, o Planalto pode usar a estratégia
de deixar a MP perder a validade, o que aconteceria a partir de 14 de junho,
para reeditar outra a ser votada após as eleições.
“O jogo deles é claro, não votar até junho e passar
o prazo”, afirma o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). O governo
alega que a Previdência não tem recursos para bancar o aumento
e que o dinheiro teria que sair do Tesouro Nacional. Os defensores do reajuste
de 7,7% rebateram a informação e alegaram que a Previdência
teve superavit de R$ 4,5 bilhões no ano passado.
(Josie Jeronimo - Correio Braziliense)
16.04 - Cai contribuição ao INSS de quem volta a trabalhar
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou na quarta-feira
projeto de lei que isenta das contribuições previdenciárias
os aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social que continuam
- ou voltam - a trabalhar. Aprovada em decisão terminativa, o texto
deve ser enviado à Câmara dos Deputados.
Relator da matéria, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) apresentou
seis emendas. Em uma delas, ele estende a isenção aos servidores
públicos aposentados filiados a regime próprio. (Jornal
da Tarde)
15.04 - Gabas: Reajuste garantido para aposentados é de 6,14%
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou
que, até o momento, o único reajuste garantido para os benefícios
dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo é
o de 6,14%, firmado num acordo feito pelo Palácio do Planalto com
as centrais sindicais e que consta de Medida Provisória (MP) encaminhada
pelo Executivo ao Congresso.
Segundo o ministro, não cabe ao governo interferir nas negociações
que estão ocorrendo dentro do Congresso para tentar garantir um
reajuste maior para os benefícios. Na Câmara, o líder
do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), negociava um aumento de 7%
para os benefícios, mas o deputado acabou sendo atropelado pelos
líderes governistas no Senado, que anunciaram na semana passada
apoio a um reajuste de 7,71%.
Segundo o ministro da Previdência, o aumento de 7%, costurado
por Vaccarezza, não está garantido. "Garantido é os
6,14%", disse. O reajuste fixado na MP equivale à inflação
mais um ganho real equivalente a 50% da variação do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2008. Elevar o reajuste para 7% representaria
um aumento de despesas de R$ 1,1 bilhão ao ano nos gastos públicos.
Com o porcentual de 7,71%, a despesa aumenta para R$ 1,7 bilhão
ao ano. O índice de 7% significa a reposição da inflação
mais 67,25% da variação do PIB de 2008. O índice de
7,71% é equivalente à reposição da inflação
mais 80% da variação do PIB.
Gabas participa nesta tarde de uma audiência pública na
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado para discutir o possível
repasse de parte dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a
Previdência Social. (Renato Andrade - Agência
Estado)
15.04 - Governo endurece negociação sobre reajuste
As divergências entre a Câmara e o Senado levaram o governo
a endurecer ontem a negociação sobre o reajuste das aposentadorias
acima do salário mínimo. Os ministros Carlos Eduardo Gabas
(Previdência) e Paulo Bernardo (Planejamento) afirmaram que o compromisso
do governo se limita ao índice de reajuste já concedido:
6,14%.
Depois de acertar aumento de 7% com líderes da bancada governista
na Câmara, o Executivo foi surpreendido pelos partidos aliados no
Senado, que defendem aumento de 7,71%. A aplicação de qualquer
um dos percentuais seria retroativa a janeiro.
Para pressionar os dissidentes, o governo adotou o discurso de que
não se compromete com reajuste maior que o já previsto na
medida provisória em discussão no Legislativo. Gabas declarou
que o Executivo já fez sua parte e que não há endosso
sequer ao aumento de 7%.
Segundo Bernardo, não há mudança. "Nossa posição
é [pelo reajuste de] 6,14%. Mas não tenho condição
de obrigar nenhum líder a fazer o que a gente acordou com as centrais.
Acho que o presidente vai vetar, mas não posso dizer pelo presidente.
Demos reajuste acima da inflação e não achamos razoável,
simplesmente porque tem eleição, todo mundo querer fazer
grandes bondades."
No entanto, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais)
rejeitou apenas aumento acima de 7% para os aposentados. "Não nos
responsabilizamos com nenhuma outra proposta [mais que 7%], além
daquilo que o governo suporta."
Os deputados da base disseram que querem votar o reajuste maior proposto
pelos senadores. (Folha de S.Paulo)
15.04 - Revisão do reajuste é adiada para fim do mês
Governo defende aumento de 6,14% para 7%, enquanto parlamentares pedem
7,71%. Sem acordo, proposta fica para depois
Aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário
mínimo (R$ 510) terão de esperar mais para o desfecho da
novela da revisão do reajuste concedido em janeiro, que pode passar
de 6,14% para 7,71%. A MP 475, que trata do tema, estava na pauta de ontem
da Câmara, mas foi adiada e só deve ser votada no fim do mês,
devido aos feriados nacionais na semana que vem, além do aniversário
de Brasília, dia 21.
Em reunião de líderes, o líder do governo na Casa,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), reafirmou que não existe a menor
possibilidade de ultrapassar o índice de 7%. Segundo ele, o aumento
real já custará R$ 5 bilhões e não há
como dar mais. Ontem, o ministro das Relações Institucionais,
Alexandre Padilha, que havia batido o pé nos 6,14%, admitiu os 7%.
O aposentado Joaquim Maia, 80 anos, não confia na aprovação
dos 7,71%. “Eu acho difícil. O presidente da Câmara (Michel
Temer) está desinteressado, mas nosso movimento continua”, comenta.
“A data está em aberto. Mas vamos fazer pressão”, insiste
a presidente da Federação das Associações de
Aposentados do Rio, Yedda Gaspar.
A Fundação Getúlio Vargas divulgou ontem o Índice
de Preços ao Consumidor - Terceira Idade (IPC-3i), que subiu 2,72%
nos primeiros três meses do ano. O INPC, índice oficial para
o reajuste de aposentados, fechou em 2,30% no primeiro trimestre.
Centrais sindicais e a Confederação Brasileira de Aposentados
e Pensionistas participaram ontem de audiência que tratou do repasse
de 5% do Fundo Social que será mantido pelo pré-sal para
o INSS. Até o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas,
defendeu. Grupos de aposentados pediram que o repasse seja permanente,
diferentemente do que se fez com a CPMF, extinta há dois anos.
(LUCIENE BRAGA - O Dia Online)
14.04 - Injustiça com os aposentados
Partiu do presidente Lula uma cobrança ao Congresso. Disse que
não colocaria obstáculos a um reajuste menor para os aposentados
que ganham acima do salário-mínimo caso lhes indicassem de
onde sairia o dinheiro. Na verdade, o presidente cometeu dupla impropriedade.
Os aposentados precisam de algo mais do que o aumento agora previsto.
Vêm sendo submetidos, há mais de duas décadas, a uma
política de deliberado achatamento de sua remuneração.
O desgaste é elevadíssimo. Alguém que se aposentou
com cinco salários-mínimos há dez anos recebe hoje
menos de dois. Por isso mesmo se faz necessária não apenas
uma correção pontual, mas toda uma política de reposição
das perdas passadas.
Quanto à dúvida sobre a origem do dinheiro, é
fácil saná-la. A pergunta parte de uma falsa premissa, a
de que se precisa de nova fonte para qualquer novo gasto. Em vez disso,
basta retirar dinheiro que iria para outras destinações.
É facílimo, inclusive, dizer de onde tirar o dinheiro para
os aposentados. Precisa mesmo acabar a farra milionária das ONGs
que sugam dinheiro público a troco de nada. (JBr Online)
14.04 - E o patrimônio imobiliário da Previdência
Social?
No último artigo que escrevemos, demos destaque aos avanços
verificados na Previdência Social, especialmente na área da
informatização. Não resta qualquer dúvida que,
após décadas de imobilismo, foram reatadas ações
visando à convocação de novos quadros, para executarem
as relevantes tarefas do sistema previdenciário, aliadas ao projeto
de expansão da rede de atendimento aos segurados. Tudo isso repercute
no aumento da confiança dos contribuintes e na credibilidade dos
sistemas públicos que cuidam dos direitos sociais do cidadão
brasileiro.
Deixamos registrada nossa crítica ao tratamento dado ao patrimônio
imobiliário do INSS, forma concreta de bens que pertence ao trabalhador
e que, por lei, não pode ser desviado de suas destinações.
A Previdência Social arrebanhou, ao longo de seus 87 anos de
existência, um fantástico patrimônio imobiliário,
pela incorporação de imóveis doados, outros entregues
como pagamento de dívidas (dação em pagamento), muitos
construídos para suas sedes nos Estados e funcionamento de agências
e Postos de Saúde e outros, comprados para suas atividades-fim.
Hoje, causa-nos indignação saber que o que seria um importante
fundo para garantia dos programas da Previdência Social esteja disperso,
sem a lucratividade desejada, subtraído de seus “donos”, sem a menor
cerimônia. Sabemos de cessões havidas, sem a necessária
contrapartida financeira, e de doações não permitidas
em lei.
O abandono e a usurpação são tamanhos, que chegam
às raias do inacreditável. Na cidade do Rio de Janeiro prédios
inteiros, de alto valor venal, estão cedidos à administração
direta –federal, estadual e municipal –, sem que tenha havido a criação
de créditos compensatórios. Outros, ainda, estão cedidos
a particulares, sem maiores explicações.
O que não se entende é que esse rol de milhares de prédios,
terrenos, salas, lojas, possa ter passado ao controle da Secretaria de
Patrimônio da União (SPU), que dispõe de seu uso sem
ser, legalmente, o seu tutor. O patrimônio imobiliário da
Previdência Social e qualquer outro ativo seu, constituído
para bancar programas previdenciários, não podem sair de
seu domínio. Pertencem ao Orçamento da Seguridade Social,
constante da CF/88, que não admite qualquer desvio de seus recursos.
É uma questão pontual, que deve ser discutida e clareada
para toda a sociedade, mormente quando se quer destinar parte considerável
desses bens para utilização de moradia social, assentamentos
e outros programas politicamente importantes e indispensáveis; porém,
com ressarcimento ao sistema previdenciário de parcela compensatória
pela subtração do valor do bem. O que aconteceria se fossem
desviados, dos fundos de previdência complementar, os imóveis
que sustentam suas obrigações?
Não se deve alardear, como continua sendo feito, déficit
inexistente na Previdência Social, pelas mesmas vozes que sequer
se manifestam contra esses saques contínuos. Já não
bastam os desvios inconstitucionais praticados contra a Seguridade Social
através da Desvinculação de Recursos da União
– DRU? São 20% de suas receitas que, se utilizadas corretamente
na Saúde, por exemplo, mostrariam ao país e ao mundo um quadro
social bem diferente do atual.
Será que não caberia, na hora de tantas apurações
no Brasil, levantarmos as responsabilidades dos gestores da Previdência
Social, que distribuíram, irresponsavelmente, os imóveis,
alguns valiosíssimos, a quem batesse em sua porta? Apurar responsabilidades
também é atribuição dos que se apresentam para
gerir e cuidar do bem público.
Espera-se que a Previdência Social, detentora de patrimônio
invejável em todo o Brasil, possa perfeitamente se habilitar a obter
um aproveitamento bem melhor de seus ativos, historicamente aviltados em
seu potencial gerador de recursos pela inação do poder público.
A quem cabe iniciar a cobrança? (Clemilce
Carvalho - Anfip)
14.04 - França tenta reformar previdência pública
Projeto do presidente Nicolas Sarkozy discutirá o aumento da
idade de aposentadoria e do tempo de contribuição, mas os
sindicatos se opõem
O Palácio do Eliseu lançou ontem, em Paris, mais uma
tentativa de reformar o sistema de previdência pública francesa.
O debate mais polêmico se dá em torno do tempo de contribuição,
hoje de 40,5 anos, e da idade mínima de aposentadoria, de 60 anos,
a mais baixa da Europa.
A proposta defendida pelo presidente Nicolas Sarkozy, que já
enfrenta a resistência de sindicatos e da opinião pública,
é a sexta iniciativa feita por sucessivos governos franceses desde
1993. Até aqui, nenhuma resultou nas transformações
julgadas por especialistas como essenciais.
Desde 1980, com o aumento da expectativa de vida, a redução
da taxa de natalidade e a degradação do mercado de trabalho
compõem um coquetel explosivo nas contas da previdência na
França. O diagnóstico não deixa dúvidas: o
déficit da previdência francesa chegará a 10% em 2010,
porcentual que tende a dobrar até 2020 se nada for alterado, empurrando
o déficit a ? 25 bilhões.
A discussão sobre a reforma foi aberta pelo ministro do Trabalho,
Eric Woerth, em uma reunião com as cinco maiores centrais sindicais
e com três organizações patronais. Ainda não
há uma proposta na mesa discussões, mas entre as ideias cogitadas
estão o aumento da idade de aposentadoria e o alongamento do tempo
de contribuição.
O aumento das cotizações está, em princípio,
afastado. "Esse é um tema sobre o qual o governo não está
aberto a discutir", afirmou Woerth. "A chave da reforma, não é
o aumento geral dos impostos, porque ele representaria a diminuição
geral do poder aquisitivo."
Apesar da aparência de diálogo, o governo sabe que não
poderá contar com os sindicatos para reformar o sistema previdenciário.
Além da indefinição sobre as medidas, o governo propõe
um calendário de debates apertado, o que irritou os principais sindicatos
da França. Até junho, uma proposta contendo as alternativas
deve ser apresentada pelo governo, que então trabalhará em
um texto final.
"Está fora de questão que sejamos colocados frente a
uma proposta fechada. O governo terá de levar em conta a opinião
pública", afirmou Bernard Thibault, secretário-geral Confederação
Geral do Trabalho (CGT), o maior sindicato do país.
A opinião pública também revela antipatia pelas
alternativas. Na França, dos 63 milhões de habitantes, 15
milhões são aposentados e recebem salários que variam
entre ? 825, valor médio pago a mulheres, e ? 1,4 mil, remuneração
média dos homens.
Segundo uma pesquisa revelada ontem pelo Instituto Harris Interactive,
80% dos franceses são favoráveis à reforma, mas apenas
39% apoiam o aumento do tempo de trabalho necessário para requerer
a aposentadoria.
"Para que possamos elevar a idade de aposentadoria, é preciso
que os trabalhadores seniores continuem a trabalhar além dos 60
anos, o que implica um bom mercado de trabalho. Mas esse não é
o caso atualmente", explica Gérard Cornilleau, pesquisador do Centro
de Pesquisa Econômica (OFCE), de Paris.
Antigo paradigma da esquerda francesa, a aposentadoria aos 60 anos
foi abandonada em todos os demais países da União Europeia.
A última foi na Espanha, em janeiro, onde a idade de aposentadoria
passou de 65 para 67 anos. (Andrei Netto - O Estado de S.Paulo)
13.04 - Efeito "jovem viúva" surpreende o INSS
Previdência concede anualmente 30 mil pensões para beneficiários
de casamentos com diferença de idade superior a dez anos
Números levantam suspeita de casamentos forjados com o objetivo
de assegurar a manutenção de benefício após
morte de aposentado
O casamento entre mulheres jovens e trabalhadores mais velhos ou já
aposentados passou a ser um dos nós da Previdência Social
brasileira, que hoje concede por ano 30 mil pensões para beneficiários
de casamentos em que a diferença de idade era superior a dez anos,
conforme dados obtidos pela Folha.
Segundo o Ministério da Previdência, atualmente 605 viúvas
de 15 a 19 anos recebem pensão por morte. Os números levantam
a suspeita de que podem estar ocorrendo casamentos forjados para assegurar
às famílias a manutenção do benefício
após a morte do aposentado.
A cada ano, as novas concessões para jovens viúvas aumentam
em R$ 280 milhões os gastos da Previdência, considerando o
atual valor médio dos benefícios: R$ 713,14.
No total, são concedidas por ano aproximadamente 360 mil pensões
por morte. O segmento já representa 30% dos 23,5 milhões
de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Esses benefícios por morte consomem R$ 50 bilhões por ano.
"A concessão de pensões a casais com diferença
superior a dez anos já representa um mês por ano do total
de benefícios concedidos desse tipo. Essas pensões terão
longa duração, sem contar a diferença de cinco anos
que a mulher vive a mais que o homem", disse à Folha Helmut Schwarzer,
dias antes de deixar o cargo de secretário de Previdência
Social.
"Efeito Viagra"
O fenômeno do casamento entre gerações ganhou impulso
no Brasil na década de 1980 e se manteve em alta nos últimos
anos com o avanço da medicina. O chamado "efeito Viagra" e seus
desdobramentos na Previdência Social vêm sendo estudados por
especialistas, que consideram as regras de concessão das pensões
no Brasil muito generosas.
Os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) sobre registro civil mostram que os casamentos de homens
acima de 55 anos são mais comuns do que os de mulheres nessa faixa
etária. A taxa de união civil para aqueles com mais de 60
anos chega a ser mais que o dobro da verificada entre as mulheres.
Em 2008, foram registrados 250 mil casamentos com diferença
de idade acima de dez anos entre marido e mulher. Desses, 190 mil eram
de mulheres mais jovens com homens mais velhos, de acordo com os dados
do Ministério da Previdência Social.
"Não são mais casamentos só intergeracionais.
São interseculares. O modelo brasileiro estimula as situações
de casamento "fake". O próprio Ministério da Previdência
já verificou isso. Homens de 70 anos com mulheres com menos de 20
anos", diz Paulo Tafner, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada).
Especialistas cobram mudança no INSS
Governo ensaiou mudanças nas normas das pensões no início
do 2º mandato de Lula, mas medidas não foram para a frente
Para PT, sistema não necessita de alteração, pois
se sustenta com crescimento da economia; PSDB diz que vai discutir tema
na campanha
Os gargalos na concessão de benefícios ensejam a revisão
das regras previdenciárias, de acordo com especialistas consultados
pela Folha, embora o tema passe à margem dos planos de governo dos
principais candidatos ao Planalto.
No início do segundo mandato do presidente Lula, o governo chegou
a ensaiar mudanças nas normas das pensões. Em 2007, Luiz
Marinho, então ministro da Previdência, propôs reduzir
o valor do benefício a 70% para novas pensões, mas a medida
não foi levada adiante.
Para o ex-secretário da Previdência Social Helmut Schwarzer,
o sistema previdenciário precisará de ajustes, pois as projeções
indicam que, mesmo com crescimento econômico, o desequilíbrio
das contas passará a ser crescente de 2019 em diante. Em 2050, o
deficit da Previdência poderá alcançar 6% do PIB. Atualmente,
está em 1,4%.
O pesquisador do Ipea Paulo Tafner diz que o caso brasileiro é
"grave" porque os ganhos na expectativa de vida têm sido maiores
que em outros países. E mais ainda no caso das mulheres. "Nos anos
1970, uma jovem de 15 anos se casar com um homem mais velho não
tinha problema por conta da longevidade. Agora, essa diferença de
sobrevida cresceu muito."
Segundo o IBGE, uma mulher de 15 anos no país tem expectativa
de viver hoje até 78,7 anos -em 1998, a projeção era
de 76,4 anos. Para os homens da mesma faixa etária, a expectativa
cai para 71,7 anos, em dados atuais.
A Folha questionou os dois partidos cujos candidatos estão à
frente nas pesquisas de intenção de voto para o Planalto
sobre a necessidade de reformar a Previdência, especialmente sobre
a adoção de regras para evitar abusos na concessão
de benefícios. O assunto opõe correligionários de
Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Ex-ministro da Previdência e ex-presidente do PT, o deputado
Ricardo Berzoini (SP) afirma que o atual modelo, mais solidário,
não precisa de mudanças porque se sustenta com o crescimento
da economia.
"Há consenso no PT de que o tema está mais vinculado
ao crescimento da economia do que à mudança da regra", diz,
acrescentando que o impacto das pensões para jovens viúvas
não inviabiliza o sistema.
O deputado federal tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES) diz que não
há como ignorar o desequilíbrio no INSS e que num eventual
governo de Serra o PSDB irá enfrentar a questão.
"Nosso candidato falará sobre isso na campanha. Não faremos
o que o PT faz de adotar a estratégia do avestruz", diz o ex-prefeito
de Vitória e formulador do programa de governo do partido na eleição
deste ano. (JULIANNA SOFIA e ANDREZA MATAIS - Folha de S.Paulo)
13.04 - Brasil é caso raro em que não há restrição
para pensões
Pesquisa realizada por Paulo Tafner, do Ipea, sobre os sistemas previdenciários
de 20 países (dez europeus, seis americanos e quatro asiáticos)
mostra que o Brasil é um raro caso em que não há obstáculos
para a concessão das pensões.
A experiência internacional, segundo os dados do estudo, traz
vários tipos de restrição na concessão da pensão.
Entre eles, a vinculação do valor da pensão ao número
de filhos, idade do cônjuge beneficiado e proibição
de acumular benefícios previdenciários.
A legislação brasileira, que não exige casamento
nem dependência econômica, prevê pensão vitalícia
e permite seu acúmulo com renda do trabalho, além do benefício
com o mesmo valor da aposentadoria.
"Além disso, se o trabalhador começar a contribuir em
um dia e morrer no outro, a pensão será concedida. Mesmo
com um só dia de contribuição. Não há
carência, como no resto do mundo", afirma Tafner, que usou, para
o Brasil, dados de 2005 no estudo.
Na Alemanha, só tem direito à pensão por morte
a viúva do segurado que tenha contribuído por um período
mínimo de cinco anos. A pensão é paga por dois anos
ao cônjuge que não se casou novamente e que não tenha
outro companheiro.
Em relação ao valor, o sistema alemão paga 100%
da aposentadoria durante os três primeiros meses e, a partir de então,
25% do valor se a pensionista tiver menos de 45 anos e 55% do valor caso
a pensionista tenha 45 anos ou mais.
Para ter direito à pensão por morte na Espanha, é
preciso que o segurado tenha sido vítima de doença ou acidente,
pelo menos 15 anos de contribuição ou no mínimo 500
dias de contribuição nos últimos cinco anos, segundo
o estudo de Tafner. O valor da pensão é igual a 52% da aposentadoria
e poderá chegar a 70% se houver criança como dependente.
A legislação da França prevê a idade mínima
de 52 anos e renda anual inferior a 15 mil para o pagamento de pensão
por morte. O valor equivale a 54% da aposentadoria a que o segurado tinha
direito. Em Portugal, o valor da pensão por morte é 60% da
aposentadoria. (JULIANNA SOFIA e ANDREZA MATAIS - Folha de S.Paulo)
13.04 - Perdas dos aposentados? E os aluguéis?
Um dos traços marcantes da evolução da economia
brasileira desde 1994, quando foi lançado o Plano Real, foi o aumento
do poder aquisitivo do salário mínimo. Se tomarmos como referência
o final daquele ano, entre dezembro de 1994 e dezembro de 2009, utilizando
como deflator o INPC, a variação real acumulada do salário
mínimo foi de nada menos que 121%. A isso veio somar-se o novo aumento
real concedido em 2010.
Como o salário mínimo é o indexador de dois de
cada três benefícios do INSS e como o piso previdenciário
é igual a um salário mínimo, houve um incremento expressivo
da maioria das aposentadorias. Evidentemente, tal ganho só foi usufruído
por quem já estava aposentado no final de 1994 e recebia um salário
mínimo. Para aqueles que recebem o piso, mas se aposentaram depois,
o aumento real foi menor, mas mesmo assim, em linhas gerais, foi bastante
relevante.
Tanto o governo FHC quanto o governo Lula adotaram uma política
de reajuste diferenciado para as aposentadorias, por meio da qual os aumentos
concedidos à base que ganha um salário mínimo seguiram
os aumentos dessa variável, enquanto que os reajustes daqueles que
ganham acima do mínimo acompanharam a inflação.
Essa dicotomia gerou nos beneficiários que ganham acima de um
salário mínimo o sentimento de que eles seriam tratados como
"aposentados de segunda categoria". Ao longo dos anos, tem crescido o movimento
em favor da concessão de aumentos reais também para esse
grupo, em nome das supostas "perdas dos aposentados" que teriam sido acumuladas
ao longo dos últimos 15 anos. Está na hora das autoridades
terem coragem de esclarecer o óbvio e explicar que não houve
perdas.
É preciso, nesse ponto, distinguir entre três fontes de
reclamação dos aposentados. A primeira razão de queixa
é a daqueles que começaram a contribuir há décadas
e alegam que o Governo mudou as regras nos anos 80, quando diminuiu o teto
dos benefícios, o que acarretou perdas para quem tinha contribuído
durante anos por um teto maior. Tais queixas devem ser encaminhadas pelo
canal adequado, que é a Justiça e de fato existem "n" ações
tramitando no Judiciário por conta dessas decisões mais antigas.
A segunda fonte de reclamação é o fator previdenciário.
Pessoalmente, sou um defensor do fator, por razões que já
expus em outras oportunidades neste espaço e não cabe agora
repetir. De qualquer forma, sem entrar no mérito do assunto, o caminho
é a discussão pública no Congresso, que tem sempre
o poder de tratar da legislação pertinente.
Quero aqui me deter na terceira fonte de reclamação de
muitos aposentados. Refiro-me ao argumento de que, ao comparar a sua aposentadoria
atual com a primeira aposentadoria recebida e usando como "termômetro"
o valor do salário mínimo, alegam que após o início
do recebimento da aposentadoria, teria havido sucessivas "perdas reais".
Vou tentar mostrar a seguir é que o argumento é equivocado.
Considere-se o caso de alguém que seja proprietário de
um apartamento de quarto e sala, alugado desde o mês de dezembro
de 1994 e sujeito a reajuste anual pela inflação, tendo como
indexador o INPC. Por definição, não pode haver perda
real do aluguel, uma vez que ele acompanha a inflação. Vamos
supor que, no mês do contrato, o valor do aluguel fosse de R$ 350,
equivalentes na época a cinco salários mínimos, já
que o valor desse na ocasião era de R$ 70. A tabela mostra o que
ocorreu com o aluguel ao longo do tempo. A simples correção
pela inflação fará com que, em dezembro de 2010, assumindo
uma inflação de 5% para o ano em curso, ele atinja o valor
nominal de R$ 1.122,19. Note o leitor, porém, que quando se compara
esse valor com o mínimo atual, de R$ 510, constata-se que o aluguel
corresponderia a 2,2 salários, ou seja, menos da metade do valor
inicial, medido em mínimos. Pergunto ao leitor: faz sentido considerar
que o aluguel, para o proprietário, perdeu metade do seu valor real?
A resposta é: não. Como se sentiria o leitor, sendo inquilino,
se um belo dia recebesse uma intimação judicial para aumentar
o aluguel em mais de 100 %, em nome das "perdas sofridas pelo proprietário"?
A realidade é que não houve perda real do aluguel, assim
como não houve perda real do valor das aposentadorias que ganham
acima do mínimo. O que se espera de um sistema de aposentadoria?
Essencialmente, três coisas. A primeira, que sirva para combater
a miséria, evitando que, no estágio da vida em que o ser
humano já não pode trabalhar, o indivíduo fique desamparado.
A segunda, que permita um pagamento condizente com o valor real das contribuições.
E a terceira, que preserve o valor real das aposentadorias, reajustando-as,
ao longo dos anos, de acordo com a inflação. O sistema brasileiro
de aposentadoria cumpre esses três requisitos. O que as autoridades
devem fazer a respeito é mostrar às lideranças dos
aposentados que seus argumentos estão errados. Essa é uma
discussão que deve se basear em números. A pergunta que cabe
responder é: as aposentadorias acompanharam a inflação?
Se a resposta for positiva, a conclusão só pode ser uma:
que não houve perdas. (Fabio Giambiagi - Valor Online)
12.04 - INSS convoca mais 189 segurados não localizados
Editais foram publicados na sexta-feira em jornais de 19 estados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou, na sexta-feira
(9), em jornais de grande circulação de 19 estados, editais
convocando 189 beneficiários que não foram localizados pelos
servidores do INSS no endereço indicado no Censo Previdenciário.
A partir da publicação da lista, os segurados ou seus
representantes legais devem comparecer em até 30 dias à Agência
da Previdência Social (APS) mantenedora de seu benefício.
Eles devem apresentar o CPF, RG ou um documento de identificação
com fotografia e a cópia do endereço correto do titular do
benefício.
Se as informações forem prestadas pelo próprio
titular, o censo é considerado concluído. Caso haja o comparecimento
do procurador ou representante legal, será realizada outra pesquisa
no novo endereço indicado. A conclusão do censo somente ocorrerá
se o titular for localizado pelos servidores do INSS.
O INSS informa que o não comparecimento, no prazo de 30 dias
acarretará na suspensão do pagamento do benefício
e posterior cessação, no prazo de 90 dias, caso persista
a omissão na regularização da situação.
Mesmo neste caso, o benefício poderá ser reativado caso o
beneficiário regularize os dados. (AgPrev)
12.04 - Aposentados: Presidente diz que não tem dinheiro
Lula afirma que parlamentares devem indicar de onde tirar verba para
dar 7,71% a aposentado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que não
reconhece acordo fechado entre os líderes partidários no
Senado e aposentados que concede reajuste de 7,71% a segurados da Previdência
Social com benefícios acima do salário mínimo (R$
510). Lula advertiu que, para conceder aumentos, é preciso definir
antes de onde sairão os recursos que bancarão a diferença.
Ele lembrou que enviou ao Congresso medida provisória com reajuste
de 6,14% para aposentadorias acima do piso.
O presidente Lula reclamou que não foi avisado sobre o acordo
Sobre o acordo dos líderes com aposentados, o presidente reclamou
que não foi avisado: “Comunicaram para a imprensa e não me
comunicaram. Eu já ouvi tantos números que não sei
em quais números vou acreditar. Nós fizemos um acordo com
as centrais e mandamos proposta ao Congresso em medida provisória”.
Antes do acordo para os 7,71%, o líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP), relator da MP, negociava um índice
de 7%. “Ou que façam algo próximo daquilo que possamos pagar”,
acrescentou o presidente. Sobre a possibilidade de vetar os 7,71%, Lula
afirmou que não tem definição: “Na minha mesa, na
solidão da Presidência da República, diante da decisão
do Congresso, vou decidir o que fazer”.
Irritado, Vaccarezza confirmou que conversou com o senador Romero Jucá
(PMDB-RR), líder do governo no Senado, quarta-feira, e reafirmou
que a posição do Planalto não mudou. Ele insiste que
o aumento possível é de até 7%.
Para Cobap, ônus do veto será de Lula
O presidente da Cobap, Warley Gonçalles, diz não estar
preocupado com a resistência do governo. Segundo ele, todo ônus
do veto do aumento maior recairá sobre Lula. O dirigente garante
que os aposentados vão mostrar quem está contra a categoria.
Ele ameaça retomar a campanha “O deputado vota agora, o aposentado,
em outubro”. (O Dia Online)
12.04 - Governo: Proposta para reajuste é de 6,14%
O ministro do Planejamento, Paulo Bernado, reiterou na quinta-feira
que a proposta do governo de reajuste das aposentadorias é de 6,14%,
conforme medida provisória enviada ao Congresso Nacional.
Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, Bernardo informou que o governo não discutiu os percentuais
de 7% e 7,7% acertados por deputados e senadores nos últimos dias.
"Não fechamos percentual algum [com a Câmara ou o Senado].
A ideia era continuar com o reajuste aprovado pelo governo por meio de
acordo com as centrais sindicais, que é de 6,14%", disse Bernado.
(Agência Brasil/Jornal do Commercio Brasil)
09.04 - Senado fecha acordo para reajuste de 7,7%
O Senado fechou a questão em torno do reajuste de 7,71% aos
aposentados que ganham acima de um salário mínimo, retroativo
a janeiro. Embora os governistas tenham apresentado na Câmara proposta
de reajuste fixado em 7%, no Senado a disposição é
ampliar o valor para equiparar o aumento dos aposentados a 80% do Produto
Interno Bruto (PIB). Como o reajuste aprovado na Câmara terá
que passar depois pelo Senado, os senadores governistas querem fechar a
questão para que as duas Casas concedam o mesmo percentual – sem
que o governo sofra o desgaste de reduzir o valor aprovado pelos senadores
em pleno ano eleitoral. O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-AP), disse que vai levar o percentual de 7,71% ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e à equipe econômica, que terão
que avalizar a proposta para que saia do papel. Segundo Jucá, governo
e oposição estão unidos no Senado em torno dos 7,71%.
(Estado de Minas)
09.04 - Líderes comemoram acordo
A disputa pelo voto dos aposentados colocou líderes do governo
na Câmara e no Senado em atrito. O líder do governo no Senado,
Romero Jucá (PMDB-RR), acompanhado da senadora petista Ideli Salvatti
(SC) e do senador Paulo Paim (PT-RS) comemoram um suposto acordo firmado
com a Câmara para que as duas Casas aprovassem o reajuste de 7,71%
para aposentados que ganham mais que um salário-mínimo.
A reunião dos líderes no Senado com deputados que defendem
reajuste maior que os 6,14% encaminhados pela medida provisória
do Executivo causou constrangimento ao líder do governo na Câmara,
deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva teria dado aval para Vaccarezza negociar um aumento de 7%
com o Senado. O governo bate o pé no percentual e afirma que não
há possibilidade de conceder reajuste maior.
Se a Câmara votar o reajuste defendido pelo governo e o Senado
alterar, a MP volta para a Câmara. Mas os deputados não querem
ficar, em ano eleitoral, com o rótulo de algozes dos aposentados.
Vaccarezza, no entanto, afirma que Lula não vai ceder e que, se
os senadores não aceitarem os 7%, mandará para o plenário
a medida que reajusta os benefícios em 6,14%. "Não existem
esses 7,71%. Eu falei há pouco com o presidente. Como ele mesmo
diz, não é porque tem eleição que tem a farra
do boi. Eu acho que eles quiseram fazer a reunião sem a minha presença,
o que é no mínimo uma indelicadeza", afirmou.
Depois do encontro no gabinete do líder do governo no Senado,
que reuniu integrantes da Força Sindical, o senador Romero Jucá
informou que teria reunião com integrantes do Ministério
da Fazenda para anunciar o acordo entre Câmara e Senado. Até
mesmo Ideli, aliada histórica do governo, anunciou o acordo desconsiderando
seu colega petista que lidera o governo na Câmara. "Construímos
uma proposta única na Câmara e no Senado. O que for votado
em uma casa, a outra vai validar."
O reajuste de 6,14% nas aposentadorias dos beneficiários que
recebem mais de um mínimo causará impacto de R$ 3 bilhões
nas contas da Previdência. Ampliar para os 7,71% custaria mais R$
1,7 bilhão. (Josie Jerônimo - Correio Braziliense)
08.04 - Aposentadoria mais distante
Perspectiva de vida maior deve obrigar investidor em previdência
a aumentar as contribuições ou adiar o benefício.
Elevar o volume de contribuição ou adiar a data da aposentadoria.
Essas são as alternativas para quem fizer um plano de previdência
aberta usando a nova tábua de sobrevivência desenvolvida para
o Brasil. Quem já tem plano contratado pela tábua antiga
deve mantê-lo, recomenda a consultora sênior de previdência
da Mercer no Brasil, Carolina Wanderley. Isso porque os novos cálculos
incorporam um aumento na expectativa de vida do brasileiro que tem previdência
privada. Mais anos de vida significam que o volume de reservas necessário
hoje para alcançar determinada renda vitalícia deixe de ser
suficiente na nova estimativa.
A lógica é que, se as pessoas estão vivendo mais,
vão precisar acumular mais recursos, destaca Carolina. Um estudo
da Mercer aponta que um homem que pretende se aposentar aos 60 anos com
uma renda vitalícia de R$ 2,7 mil por mês precisa juntar R$
500 mil em reservas se a tábua adotada for a antiga AT 83 e a taxa
de juros real oferecida pela seguradora for de 3% ao ano. Se a tábua
for a AT 2000, que começou a ser usada em 2001, as reservas teriam
de somar R$ 545 mil. Pela nova tábua, para manter o benefício
de R$ 2,7 mil, esse mesmo homem terá de acumularR$ 560 mil. Caso
contrário, terá de se contentar com uma renda de R$ 2,4 mil
na aposentadoria.
A tábua biométrica é um cálculo que aponta
a expectativa de vida e mortalidade de uma população. As
seguradoras no Brasil vinham usando como referência tábuas
americanas para estimar tanto o tempo de vida dos participantes de seus
planos de previdência como a taxa de mortalidade de quem contratasse
seus seguros de vida. Além de ser uma realidade completamente diferente
da brasileira, a série AT de tábuas estava desatualizada
- os números nas siglas referem-se ao ano em que cada uma delas
foi elaborada.
A nova tábua, denominada Experiência do Mercado Segurador
Brasileiro (BR-EMS), é a primeira desenvolvida com base no histórico
de mortalidade e sobrevivência dos participantes dos segmentos de
seguros de pessoas e de previdência complementar no país.
Na visão do presidente da comissão atuarial da Federação
Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), Jair Lacerda, o impacto
da adoção da nova tábua será pequeno. Ele conta
que as seguradoras, ao adotarem a AT 2000, já incorporaram um aumento
de 10% na expectativa de vida do brasileiro com plano de previdência,
apesar de ainda não terem dados da realidade local. "O mercado passou
a usar o que ficou conhecida como AT 2000 suavizada", diz Lacerda, que
também é diretor executivo da Bradesco Vida e Previdência.
Com isso, a diferença para a nova tábua é de meses
de contribuições.
No caso de homens, Lacerda diz que, se ele contribuir com mais dois
meses, conseguirá manter a renda estimada pela AT 2000 suavizada
na conversão do plano de previdência no momento da aposentadoria.
Já a mulher vai ter de adiar um pouco mais a aposentadoria. Para
manter a renda, serão necessários seis meses adicionais de
contribuição.
Lacerda destaca a importância do uso da nova ferramenta para
deixar o mercado de previdência mais equilibrado, próximo
da realidade. Ele argumenta que a seguradora é obrigada pela Superintendência
de Seguros Privados (Susep) a fazer provisões para todos os seus
planos que usam tábuas desatualizadas. "Isso significa usar parte
do resultado da empresa para provisões", diz. E seguradoras em dificuldades
repre- sentam um risco para esse segmento, em que solidez é importante
dado o longuíssmo prazo da aplicação. "Uma relação
mais justa, com preços equilibrados, minimiza o risco de no futuro
a seguradora não conseguir entregar o que prometeu", argumenta o
executivo.
Apesar de o risco para a seguradora ter ficado menor, conforme destaca
Carolina, da Mercer, o custo de um plano de previdência não
deve cair com a nova tábua. Hoje, o grande argumento das seguradoras
para defender taxas mais altas dos planos, tanto de carregamento quanto
de administração, é o risco atuarial assumido pela
empresa de converter no futuro o plano em renda vitalícia.
Na visão de João Batista Mendes Angelo, superintendente
de produtos da Brasilprev, a queda não deve acontecer no curto prazo.
Especialmente porque não há um mercado maduro de renda no
Brasil, poucas pessoas optam pela renda vitalícia, preferindo sacar
os recursos. E as seguradoras já levam isso em conta na hora de
colocar o preço. "No longo prazo, podemos até ter uma redução,
mas mais por conta do crescimento do patrimônio sob gestão,
o que dilui os custos de administrar um fundo, permitindo reduzir as taxas",
diz.
A nova tábua será atualizada a cada cinco anos, o que
abre espaço para as seguradoras ajustarem seus planos em operação.
Carolina, da Mercer, destaca que ficará mais difícil para
o investidor se planejar. Lacerda, da Fenaprevi, diz que isso não
será um problema, já que não se espera mudanças
demográficas tão significativas que alterem a tábua.
(Alessandra Bellotto - Valor)
08.04 - Busca de acordo para reajuste de 7%
O governo e os partidos da base poderão chegar a um acordo em
torno do índice de 7% para o reajuste das aposentadorias acima de
um salário mínimo pagas pela Previdência Social em
substituição aos 6,14% em vigor desde janeiro deste ano,
concedidos por meio da medida provisória 475. Esse foi o índice
acertado entre os líderes dos partidos da base e o líder
do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), em reunião
durante o almoço hoje. A proposta é retroativa a janeiro
deste ano.
Para concordar com esse índice, o governo quer a garantia da
base de que as bancadas votarão unidas e que não ajudarão
a oposição a aprovar um valor maior para as aposentadorias.
Os líderes vão ouvir suas bancadas ainda hoje. Caso o acordo
seja fechado, os deputados devem garantir a aprovação desse
índice mesmo que o Senado faça modificações
na proposta.
O governo enfrenta dificuldades em convencer a própria base
a aprovar o índice definido na MP, resultante da correção
da inflação do último ano mais um ganho real equivalente
a 50% da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008.
Partidos da base apresentaram emendas à MP propondo um índice
composto pela correção da inflação mais 100%
da variação do PIB.
Como proposta intermediária e para evitar uma derrota maior
ao governo, o índice poderá ser a correção
da inflação mais dois terços da variação
do PIB de 2008. O acordo prevê ainda, que a definição
do reajuste das aposentadorias para 2011 será feita durante a discussão
e votação do Orçamento da União para o próximo
ano após as eleições de outubro.
"Caminhamos para um acordo. O ambiente é favorável. Os
aposentados sabem que 7% significa um ganho", afirmou o líder do
PSB, deputado Rodrigo Rollemberg (DF). O líder afirmou que, caso
haja o compromisso das bancadas, a MP poderá ser votada amanhã.
Relator e negociador da MP na Câmara, o líder Vaccarezza estava
prevendo, inicialmente, a votação para a próxima semana.
Antes de se reunir com os líderes da base, Vaccarezza discutiu
a proposta com os ministros Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Padilha
(Relações Institucionais), Paulo Bernardo (Orçamento)
e Carlos Eduardo Gabas (Previdência).
O governo reconhece que terá de ceder, aumentando o índice,
para evitar uma derrota maior na votação. Em ano eleitoral,
qualquer proposta de reajuste para aposentados, de apelo popular, se torna
ainda mais sensível e potencialmente explosiva para o governo. Os
parlamentares não querem se desgastar com o eleitorado nem aparecer
votando índices menores de correção.
Parlamentares apresentaram emendas à MP dos aposentados e à
MP que reajustou o salário mínimo para R$ 510, estendendo
o mesmo índice de correção do mínimo, 8,9%,
para as aposentadorias da Previdência Social. Durante a votação
dos projetos do marco regulatório do pré-sal, contrariando
orientação do governo e com ajuda dos partidos da base, os
deputados aprovaram uma emenda destinando recursos do novo petróleo
para recomposição do valor das aposentadorias.
(Executivos Financeiros)
08.04 - Consignado do servidor: Proposta de mudanças
A Câmara analisa um projeto de lei que, além de permitir
ao servidor público federal, estadual ou municipal escolher qualquer
instituição financeira ou de previdência para a contratação
de empréstimo consignado, aumenta o percentual do salário
que pode ser dado como garantia do pagamento.
Conforme o projeto, de autoria do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP),
servidores de todos os Poderes e em todas as esferas públicas poderiam
comprometer até 40% do rendimento líquido com empréstimo
em folha, sendo que, do total, 10% seriam reservados para financiamentos
realizados por cartão de crédito, segundo a Agência
Câmara.
De acordo com a legislação atual, cada Poder define o
limite, mas as instituições seguem a determinação
do Executivo, que estipula em 30% a parte do salário que pode ser
destinada às operações consignadas, que incluem empréstimos,
contribuições para associações, entre outras.
Escolha de instituições financeiras
Atualmente, o servidor público somente pode adquirir crédito
em folha de instituições financeiras previamente credenciadas
no órgão em que trabalha.
Contudo, de acordo com o projeto, a empresa contratada pelo servidor
passa automaticamente a operar junto com o órgão onde o servidor
atua, sem a necessidade de acordo prévio.
Marquezelli argumentou que a Lei 10.820/03 já permite a escolha
de entidades financeiras aos empregados sob o regime da CLT (Consolidação
das Leis de Trabalho).
"Se a lei dá autonomia para o celetista escolher qual instituição
contratar, nada mais justo que os servidores públicos com regime
estatutário também tenham tal benefício", afirmou
Marquezelli.
O projeto vai ser analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público, de Finanças
e Tributação e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Mais mudanças
Já outra proposta prevê a dispensa da exigência
de certidão negativa de serviços de proteção
ao crédito para financiamento consignado do servidor público
federal que for comprar imóvel, segundo a Agência Senado.
A medida, do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), recebeu parecer
pela aprovação do senador Gim Argello (PTB-DF). A matéria
está em análise na Comissão de Meio Ambiente, Defesa
do Consumidor e Fiscalização e Controle. (InfoMoney)
07.04 - Governo propõe reajuste de até 7,5% no benefício
O governo federal recuou da proposta de reajuste de 6,14% para as aposentadorias
com valor superior ao salário mínimo (R$ 510, atualmente)
e vai sugerir um novo índice de aumento hoje, em reunião
com partidos da base aliada. Segundo fontes ligadas às negociações,
serão duas propostas: reajuste de 7%, retroativo a janeiro, ou de
7,5%, aplicado somente a partir de junho.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal
Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou ontem que o reajuste de 8% é
inviável, mas que há abertura para um acordo intermediário.
"Quero que a base me faça uma proposta que o governo possa aceitar,
porque 8% é inaceitável. Podemos chegar a um acordo, mas
não com base no reajuste de 8%", afirmou Vaccarezza. Segundo fontes
da Câmara dos Deputados, o governo estaria disposto a aceitar um
ganho de até 7,5% a ser aplicado a partir de junho. (Ana Magalhães
- Agora S.Paulo)
07.04 - Aposentados com diabetes: Isenção do IR
O projeto de lei que isenta do Imposto de Renda os aposentados com
diabetes melito foi aprovado no último dia 31 pela Comissão
de Assuntos Sociais do Senado Federal. A medida também se estende
aos militares reformados que tiverem a doença.
O projeto ainda terá de ser votado na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE). Se também for aprovado nessa comissão,
será então enviado à Câmara dos Deputados.
Esse projeto (PLS 242/09) foi apresentado no ano passado pelo senador
Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Ele ressalta que a diabetes afeta hoje muitos
brasileiros e se tornou um problema de saúde pública em âmbito
internacional. O relator da matéria, senador Paulo Duque (PMDB-RJ),
reiterou esses argumentos. Em seu relatório, ele afirma que no Brasil
há cerca de 15 milhões de pessoas com a doença, e
lembrou que a forma mais comum de diabetes no país é a do
tipo 2.
Ao defender a aprovação do projeto, Paulo Duque argumentou
que "a isenção do IRPF sobre os proventos dos diabéticos
é uma forma justa e prática de compensar os enormes gastos
por eles efetuados para o controle do diabetes e para o tratamento das
suas complicações, permitindo-lhes dispor de mais recursos
para cuidar da própria saúde".
As informações são do Senado Federal. (Anfip)
07.04 - Japão revê seu 'contrato social corporativo'
Os trabalhadores das grandes companhias japonesas costumavam contar
com duas coisas: um emprego vitalício e uma aposentadoria decente.
No Japão, os empregos vitalícios há muito já
se foram, suprimidos por reestruturações implacáveis.
E as pensões? Uma recente série de ataques contra planos
de pensões sob gestão de grandes companhias levanta a possibilidade
de que esse outro pilar do "contrato social corporativo" também
pode estar se desintegrando.
A mais recente implosão de um importante plano de previdência
aconteceu na Japan Airlines (JAL), concordatária há três
meses. Em 18 de março, a JAL obteve autorização do
Ministério do Trabalho para reduzir as pensões que beneficiam
até 50% de seus 24 mil atuais e e ex-empregados.
Então, em 23 de março, a Mitsubishi Heavy Industries,
disse que quer que seus trabalhadores e aposentados aceitem cortes que
aliviariam a pressão sobre seu sistema de pensões, deficitário
em 259 bilhões de ienes (US$ 2,8 bilhões). A Mitsubishi está
tentando reduzir o déficit previdenciário antes que novas
regras contábeis entrem em vigor em 2012. As novas regras exigem
que as companhias declarem às agências reguladoras o total
de seu passivo ante suas obrigações, em vez de distribuir
o montante por um período mais alongado.
Desde 2002, quando o governo originalmente permitiu que empresas reduzissem
as pensões de aposentados, o Ministério do Trabalho recebeu
apenas seis pedidos de empresas nesse sentido. Mas a expectativa é
de que mais companhias deverão tentar pedir a autorização,
pois os custos das pensões estão crescendo e aproxima-se
a data da mudança contábil. Companhias como a JAL, a NTT,
gigante no setor de telefonia, a Mitsubishi Heavy e a agência de
viagens Kinki Nippon Tourist já anunciaram publicamente querer reduzir
seus custos com pensões.
A baixa rentabilidade de títulos, o envelhecimento da população
e a queda do mercado acionário para um quarto de seu pico em 1989
pressionaram os fundos de pensão das empresas japonesas. Em conjunto,
as 278 maiores empresas do Japão estavam descobertas em 21,5 trilhões
de ienes (US$ 230 bilhões) diante das obrigações de
seus fundos de pensões no ano fiscal de 2009, ou seja, um aumento
de 50% ante o ano anterior, segundo um estudo do instituto de pesquisa
Daiwa. Os passivos a descoberto na Hitachi, maior empregadora privada no
país, somaram 1,1 trilhão de ienes (US$ 11,8 bilhões)
- o triplo do déficit previdenciário que contribuiu para
afundar a JAL.
Dois terços dos aposentados da empresa precisam dar seu apoio
aos cortes propostos para que uma empresa possa solicitar autorização
das agências reguladoras para reduzir os benefícios de pensões
pagos. Pressionado por seus antigos empregadores, muitos aposentados estão
votando contra seus próprios interesses financeiros. Nobuzaki Yamazaki,
do Instituto de Pesquisa de Políticas sobre Pensões e Envelhecimento,
em Tóquio, assinala que "os aposentados sentem um vínculo
emocional com as pessoas que continuam na empresa". O sentimento é
que, "se os trabalhadores atuais podem aceitar um corte, então também
podemos". Outros pensionistas estão furiosos. "Como você pode
simplesmente rasgar um contrato?", questiona Etsuko Hamaya, 62, ex-aeromoça
de JAL que se aposentou em 2008 após quase 40 anos de serviço.
Ela poderá perder US$ 650 de sua renda mensal e votou por não
mudar o plano.
Programas de benefício definido, que fazem pagamentos regulares
aos aposentados, independentemente dos altos e baixos do mercado, permanecem
populares no Japão. Segundo a Greenwich Associates, empresa de pesquisas
com sede em Stamford, Connecticut, cerca de 60% dos ativos dos fundos de
pensão empresariais japoneses ainda estão vinculados a planos
de benefício definido, que as empresas americanas começaram
a abandonar gradualmente décadas atrás. Nos EUA, em vez desses
esquemas, muitas empresas adotaram planos do tipo 401(k), que jogam o risco
de investimentos sobre os trabalhadores.
Agora, algumas empresas japonesas querem também minorar seu
ônus. A Nippon Telegraph & Telephone (NTT), com o maior lucro
operacional no Japão no ano fiscal de 2008, ainda tinha, no ano
fiscal passado, um passivo de 576 bilhões de ienes (US$ 6,2 bilhões),
ante suas responsabilidades. Há seis anos a companhia vem tentando
reduzir os pagamentos a seus aposentados. Depois que as agências
competentes rejeitaram a petição das telecoms, a NTT foi
aos tribunais: a Corte Suprema deverá decidir sobre o caso neste
ano. Em fevereiro, a Kinki Nippon Tourist, uma das principais agências
de viagens do Japão, com um prejuízo de US$ 8 milhões
em 2009, convenceu seus 1,4 mil aposentados a aceitar um corte de 10% em
suas pensões. Em março, a companhia conseguiu que seus atuais
2,1 mil funcionários aceitassem um acordo similar.
Economistas tinham esperanças de que a geração
do "baby boom" japonês iria gastar as suas pensões e economias
quando se aposentassem, eliminando a dependência japonesa de suas
exportações como grande fonte de crescimento. "Antes que
a geração do 'baby boom' começassem a se aposentar,
muito se falou sobre como essas pessoas iriam impulsionar a economia. Mas
isso não aconteceu", diz Yoshiki Shinke, economista sênior
do Dai-ichi Life Research Institute. "Em vez disso, as pessoas estão
preocupadas com suas pensões e não sabem quanto tempo vão
viver ou de quanto dinheiro precisarão. Por isso, elas estão
guardando seu dinheiro."
Os japoneses veem também um possível impacto em sua cultura
de trabalho. "O pior é o simples fato de que as empresas estão
dizendo "não vamos manter nossas promessas", diz Motohiro Morishima,
professor de gestão de recursos humanos na Universidade de Hitotsubashi,
em Tóquio. Essa erosão da confiança, diz Morishima,
poderá prejudicar a competitividade das empresas japonesas, que
tendem a depender dos trabalhadores no chão de fábrica para
se policiarem e aperfeiçoarem seus processos de trabalho. "É
preciso manter as pessoas na linha de frente engajadas, ou o sistema fica
sujeito a muitos riscos", diz Morishima. "Poderá haver grandes problemas".
Taizan Hayashi, 70, um aposentado que trabalhou na NTT durante quatro
décadas, diz que a empresa intimidou as pessoas para que votassem
a favor das reduções, uma acusação que muitos
pensionistas também fazem à JAL. Hayashi convenceu 285 companheiros
pensionistas a processar a NTT para impedir as alterações
no plano. A ação não foi acolhida por razões
processuais, mas Hayashi continua se manifestando. Aposentados da NTT têm
recebido telefonemas e visitas de representantes da empresa a suas casas.
"Recebi alguns telefonemas. Outras pessoas recebem mais", diz Hayashi.
"Era como ser perseguido por um cobrador."
Fumihide Asano, porta-voz da NTT, diz que a empresa não pressionou
injustamente os aposentados, e que estes aceitaram o acordo porque entenderam
que "as difíceis condições de negócios as tornaram
necessárias". Szu Hunn Yap, porta-voz da JAL, diz que os telefonemas
da empresa aos aposentados simplesmente ajudaram a explicar a razão
dos cortes: "Algumas dessas pessoas estão distantes da empresa há
muito tempo e podem estar fora fora de sintonia com o que está acontecendo".
Para Hamaya, a aeromoça aposentada, uma vida nova, mais frugal,
a espera. "Quando eu tinha 55 anos, avaliei quanto eu iria receber e pensei,
'vou conseguir viver com isso' ", diz ela. "Meus planos foram virados de
cabeça para baixo." (Jason Clenfield - BusinessWeek,
tradução de Sergio Blum - Valor Online)
06.04 - Reajuste de 8% consegue maioria na Câmara
Mais da metade dos deputados da Câmara apoiam um reajuste de
8% para as aposentadorias com valor superior ao salário mínimo
(R$ 510, hoje). De acordo com levantamento feito pelo Agora, pelo menos
oito partidos -- PMDB, PTC, PT, PSB, PCdoB, PMN, PRB e PDT -- já
defendem abertamente um reajuste maior do que os 6,14% concedidos pelo
governo.
Somando esses partidos ao DEM, que defende 9,68% de reajuste, mas disse
estar aberto a ceder caso o governo negocie um ganho de 8%, o número
de deputados favoráveis --ou que podem apoiar-- a esse índice
chega a 298 --mais da metade dos 513 parlamentares da Câmara.
O reajuste atingiria cerca de oito milhões de aposentados que
recebem mais de R$ 510. (Ana Magalhães e Paulo Muzzolon
- Agora S.Paulo)
06.04 - Descartado aumento maior para aposentados
O novo ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que tomou
posse ontem na vaga deixada pelo petista José Pimentel, afirmou
que não há espaço para nova negociação
com as centrais sindicais e os parlamentares que garanta um aumento maior
aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
Deputados da base aliada pressionam o governo por um reajuste além
dos 6,14% previstos na medida provisória que tramita na Casa.
A tentativa é garantir um reajuste da inflação
mais 80% do PIB dos dois últimos anos, que daria um índice
de 7,9%, com um custo de cerca de R$ 2 bilhões a mais por ano nas
contas da Previdência.
Gabas afirmou que as contas não suportam este impacto e pediu
responsabilidade:
— Tudo foi feito com diálogo. O governo está convencido
de que atingiu seu limite (6,14%). Qualquer coisa acima disso é
pouco responsável. A Previdência não pode ser objeto
de aventuras em período eleitoral. Tudo que passar dos limites negociados
vai prejudicar. Não se pode usar a disputa eleitoreira para comprometer
a Previdência. (Brasília em Tempo Real)
06.04 - INSS: Filas deixam as ruas e agora são virtuais
Realidade contradiz Lula, que elogiou ex-ministro da Previdência
por ter acabado com o problema e tirado tema dos jornais
As enormes filas nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) deixaram de ser físicas e passaram a ser virtuais. O segurado
pode levar meses para conseguir ser atendido com hora marcada e, dessa
forma, requisitar benefícios como salário-maternidade, auxílio-doença
ou aposentadoria.
"Nunca mais vimos manchete de jornal falando da fila do INSS", disse
o presidente Lula anteontem, na posse dos novos ministros, elogiando José
Pimentel, ex-titular da Previdência.
"Agora, é uma fila virtual", admitiu João Barbosa Lima,
gerente da Agência da Previdência Social do Plano Piloto, em
Brasília, que atende 400 pessoas por dia. Segundo ele, o atendimento
melhorou, mas o tempo de espera é de 2 a 60 dias. O Ministério
da Previdência diz que o tempo médio de espera para o agendamento
está em torno de 15 dias.
Mas a demora pode ser bem superior. Anteontem, o Estado telefonou para
o número 135 - central de atendimento da Previdência - para
agendar pedido de aposentadoria por tempo de contribuição.
A data só foi marcada para 1º de julho - daqui a 90 dias.
"Não esperei muito", disse a babá Maria Fátima
de Souza, que, na quarta-feira, deu entrada no salário- maternidade.
Mas a aposentada Valquíria Strehl teve de esperar mais de duas horas
para conseguir uma certidão de PIS/PASEP/FGTS. "Era para não
ter essa burocracia, fiquei aqui um tempão", reclamou.
Na capital paulista, há filas que começam a se formar
de madrugada. Ontem, às 6 horas, em um posto na zona oeste, mais
de 40 pessoas aguardavam para serem atendidas. "A situação
não é como antes, quando a gente esperava muito. Mas ainda
perdemos um bom tempo aqui", afirmou o projetista Roberto Carlos de Jesus,
de 45 anos, que fez cirurgia e passa por tratamento, mas foi liberado para
voltar ao trabalho. Ele voltou ao posto para pedir reconsideração
da perícia. (Eugênia Lopes e Moacir Assunção
- O Estado de S.Paulo)
05.04 - Fila do INSS começa a andar
Número de pedidos de benefícios em análise caiu
de 34 mil em janeiro para 26 mil em fevereiro
A quantidade de pedidos de benefícios à espera de análise
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por período superior
a 45 dias caiu em fevereiro. De acordo com estatísticas mais recentes
do órgão, no Estado de São Paulo foram contabilizados
cerca de 26 mil processos nesta situação ante quase 34 mil
em janeiro.
Ainda segundo os dados fornecidos pelo INSS, o tempo médio de
resposta a um requerimento de benefício é de 30 dias, cinco
a mais em relação ao apurado em fevereiro do ano passado.
Valdir Simão, presidente do INSS, afirma que o objetivo do órgão
é concluir até o fim de 2010 todas as análises de
processos com mais de 75 dias de trâmite. Ele não soube informar
o volume de processos nessa condição, mas diz que, em São
Paulo, há cerca de 17,5 mil solicitações de benefícios
cuja espera por um parecer é superior a três meses.
Essas análises, diz Simão, deverão desafogar a
lista geral dos pedidos ainda sem resposta. “Atualmente, temos condição
de iniciar as verificações assim que o segurado agenda a
formalização do benefício”, informa. O presidente
do INSS explica que, tal prática, permite ao órgão
conceder o benefício no momento em que o interessado faz a visita
à agência. “Mas é preciso trazer a documentação
em ordem”, lembra.
Simão afirma que, atualmente, a maior dificuldade para atendimento
está na perícia médica. De acordo com apuração
do Jornal da Tarde, o procedimento pode demorar até quatro meses.
Na opinião do executivo do INSS, o problema deve ser minimizado
com a contratação de 500 médicos peritos aprovados
em concurso em 2009. No entanto, o Ministério da Previdência
não soube informar quando terá início a convocação
dos profissionais selecionados.
Eufrozino Pereira, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo, aponta as etapas de apresentação dos
documentos como sendo um dos principais entraves para a concessão
do benefício da aposentadoria. “Qualquer item que falte é
motivo para o segurado ser orientado a voltar e recomeçar o caminho
desde o princípio”, afirma.
Pereira reitera os problemas para realização da perícia
médica e afirma ter solicitado em diversas reuniões com o
governo que a falta de itens isolados da documentação não
impeça a continuidade do processo ou a concessão do benefício.
“Estipula-se um prazo e a pessoa entrega depois”, sugere.
Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São
Paulo, também aponta a perícia como sendo o maior problema
durante o processo. Segundo Patah, no final de 2009 houve casos no sindicato
de associados que conseguiram agendar a perícia em uma semana, mas
atualmente só há exemplos de espera mínima de 45 dias.
“No caso de aposentadoria, sei de pessoas que, com documentação
em ordem, conseguem o benefício no mesmo dia”, afirma Patah.
A advogada Marcia Rubia Alves, professora da Trevisan Escola de Negócios,
atribui a diminuição do número de processos parados
no INSS há mais de 45 dias à reorganização
dos trabalhos com tal objetivo. “Dá para perceber que há
mais agilidade”, avalia.
Em meio à demora que o INSS tenta debelar, o comerciário
Felício Conceição Rúbio, 52 anos, teve o sinal
verde a seu pedido de aposentadoria concedido em uma semana, no início
de maio de 2009, após pouco mais de 35 anos de contribuição.
Ele explica que desde o início de sua vida profissional faz
a contagem do tempo de contribuição para a Previdência.
“Pedi ao sindicato ao qual sou filiado para que conferisse as contas e
levei os documentos ao INSS. Em uma semana recebi a resposta”, diz.
Rúbio diz ter guardado e preservado as três carteiras
de trabalho usadas ao longo de sua vida profissional. “Acho que isso ajudou
para uma decisão mais rápida do Ministério”, conta.
Para Lula, não há mais atrasos
“Nunca mais vimos manchete de jornal falando da fila do INSS”, afirmou
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, durante a posse do
novo ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.
De acordo com Lula, graças à modernização
da Previdência e à contratação de profissionais
houve agilidade nos processos de aposentadoria e perícia médica
do INSS, embora o JT tenha apurado que a demora pode chegar a quatro meses.
Para o presidente, a excelência dos serviços prestados
pelo governo depende de contratação de mão de obra.
Lula deu como exemplo o ingresso de cinco mil peritos na Previdência
Social. “Depois falam do inchaço do governo. As pessoas que reclamam
do inchaço da máquina são aquelas que preferem que
façamos inchaço das filas.”
Lula disse que 400 agências do INSS foram inauguradas recentemente
e que 320 estão em construção. De acordo com ele,
haverá necessidade de contratar mais pessoas para o atendimento
dessas agências. “Computador é ótimo, mas não
fala bom dia para as pessoas”, disse.
Gabas, funcionário de carreira do INSS, substituiu José
Pimentel que deixou o cargo ontem para voltar à Câmara dos
Deputados e concorrer a uma vaga no Senado na eleição de
outubro. (MARCOS BURGHI - Jornal da Tarde)
05.04 - Cresce apoio a reajuste de 8% na aposentadoria
A liderança do PMDB e do PTC defende um reajuste de 8% para
as aposentadorias com valor superior ao do salário mínimo
(R$ 510, hoje).
Com a adesão do partido, que possui a maior bancada da Câmara
dos Deputados, a proposta de reajuste superior ao que foi concedido pelo
governo em janeiro --6,14%-- ganha força na Casa, pois conta também
com o apoio da liderança do PT e da liderança do "bloquinho"
da base aliada --PCdoB, PSB, PMN e PRB.
O reajuste de 8% para os benefícios acima do piso dá
um aumento real (descontado a inflação) de 80% do crescimento
do PIB (Produto Interno Bruto) de 2008. (Ana Magalhães
e Paulo Muzzolon - Agora S.Paulo)
05.04 - Aposentados do Executivo: Atualização cadastral
Os aposentados e pensionistas que recebem proventos ou pensões
pagos com recursos do Tesouro Nacional por intermédio do Sistema
Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape) passarão
por um processo de atualização de dados cadastrais no Ministério
do Planejamento. Isso é o que determina o Decreto nº 7.141/2010,
publicado no Diário Oficial do dia 30 de março de 2010.
A atualização das informações pessoais
será realizada anualmente pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH)
do Ministério do Planejamento e será condição
para a continuidade do recebimento dos proventos e pensões. O órgão
deverá definir brevemente o cronograma de atualização
cadastral, a forma de divulgação da atualização
e os demais procedimentos que darão suporte ao cumprimento do decreto
presidencial.
Atualmente, o Siape processa todos os meses uma folha de pagamentos
para cerca de 370 mil aposentados e 330 mil pensionistas, em todos os estados
da Federação. Com a atualização cadastral,
a SRH/MP passa a contar com um mecanismo permanente de controle da legitimidade
desses pagamentos.
Por isso, todos, mesmo os que se recadastraram recentemente, precisam
atualizar os dados. Ao final, serão excluídos do cadastro
os que faleceram ou perderam a qualidade de dependentes.
O processo de atualização será feito em parceria
com o Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS), para que sejam alocados recursos tecnológicos
e humanos, conhecimentos e infraestrutura utilizados em procedimentos semelhantes
de atualização cadastral.
O decreto define que para realizar o recadastramento é necessário
o servidor ou pensionista comparecer pessoalmente, admitindo-se, quando
cabível, a sua representação legal. No caso de doença
grave, ausência ou impossibilidade de locomoção, a
atualização poderá ser realizada por meio de procuração.
Nesse caso, a gravidade da doença ou a impossibilidade de locomoção
devem ser comprovadas por meio de atestado médico ou declaração.
Quando a atualização for realizada por intermédio
de representantes, sem a presença do titular dos benefícios,
a administração pública poderá realizar procedimentos
de pesquisa externa para comprovar que o beneficiário está,
de fato, vivo.
Para os aposentados e pensionistas que não realizarem a atualização
de dados cadastrais até a data limite (quando esta for estabelecida),
será expedida correspondência convocando-os para se apresentar
no prazo de 30 dias, sob pena de suspensão do benefício.
Em caso de suspensão, o restabelecimento do pagamento dependerá
da efetiva atualização dos dados e ocorrerá, no máximo,
no mês subsequente àquele em que foi realizado o recadastramento.
O Ministério do Planejamento comunicará à Controladoria-Geral
da União (CGU) as suspensões e os restabelecimentos de aposentadorias
e pensões no prazo de até 60 dias após a ocorrência
dos fatos.
As informações são do Ministério do Planejamento.
(Anfip)
01.04 - Aposentados: Oposição quer reajuste igual ao do
piso
A oposição do governo na Câmara dos Deputados vai
insistir em tentar garantir um aumento igual ao do salário mínimo
para todos os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Enquanto o piso teve um reajuste de 9,68% neste ano, as aposentadorias
acima de R$ 510 tiveram aumento de 6,14%. A proposta da oposição
é conseguir o mesmo aumento do mínimo e, com isso, garantir
um aumento real igual a 100% do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)
de 2008, de 5,036%.
O aumento concedido pelo governo neste ano aos benefícios acima
do mínimo deu ganho real de só 2,518%. (Paulo Muzzolon
- Agora S.Paulo)
01.04 - Perícia médica: Projeto acaba com "altas programadas"
Representantes de sindicatos de trabalhadores e aposentados defendem
a inclusão de uma emenda em projeto de lei do senador Paulo Paim
(PT-RS) visando extinguir as "altas programadas" - procedimento pelo qual
os peritos médicos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
determinam por quanto tempo cada paciente poderá receber benefícios
como o auxílio-doença. O próprio Paim apoiou a iniciativa,
que foi um dos temas da audiência pública realizada pela Comissão
de Assuntos Sociais do Senado (CAS) ontem.
Com o procedimento da "alta programada", o segurado, no mesmo momento
em que recebe o diagnóstico de que está temporariamente incapacitado
para trabalhar, também é informado sobre quando supostamente
estará saudável e, por isso, deixará de receber o
benefício.
Uma das críticas a esse procedimento é que a "alta programada"
é definida antes que uma nova perícia médica possa
comprovar a recuperação do segurado. Outra crítica
sustenta que a "alta programada" foi criada para reduzir os custos do INSS,
em detrimento dos segurados. E há ainda o argumento de que a alta
programada seria ilegal.
Emenda
A emenda que extinguiria tal procedimento seria inserida no PLS 302/07,
projeto de lei de Paulo Paim que isenta dos exames médico-periciais
os aposentados por invalidez com mais de 60 anos - exames que são
exigidos para a manutenção dos benefícios de aposentadoria
ou pensão.
Esse projeto já foi aprovado em decisão terminativa na
Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) e está para
ser enviado à Câmara dos Deputados. A emenda, portanto, seria
apresentada naquela Casa.
Em entrevista à Agência Senado, Paim disse que participará
das articulações para aprovar a emenda, tanto na Câmara
como, posteriormente, no Senado - para onde o texto retornará caso
seja aprovado e modificado na Câmara.
Críticas
Ao criticar as altas programadas, o presidente da Conferência
Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins Gonçalles,
afirmou que esse procedimento resulta na alta de pacientes que ainda não
estão recuperados de doenças ou acidentes. Já o coordenador
do Fórum Sindical de Trabalhadores, José Augusto da Silva
Filho, disse que, "em vez de combater as fraudes no INSS por meio da fiscalização
e de punições exemplares, o governo implementa apenas medidas
paliativas para aumentar receitas e reduzir custos".
- Ocorrem, então, altas prematuras, pois está em primeiro
plano a questão financeira, e não a social - declarou ele.
José Augusto argumentou ainda que as altas programadas seriam
ilegais, pois violariam a Lei 8.213, de 1991, que trata dos planos de benefícios
da Previdência Social, além de desrespeitar direitos constitucionais
dos trabalhadores.
Outro defensor do fim desse procedimento, o advogado Pedro Dornelles,
que atua na assessoria jurídica a aposentados no Rio Grande do Sul,
informou que há uma liminar nesse estado, concedida pela Justiça
Federal, que proíbe a concessão da "alta programada" antes
que o segurado faça uma nova perícia para comprovar a sua
recuperação.
O médico perito Jefferson da Silva, que não trabalha
na Previdência Social, mas no Fórum Sindical dos Trabalhadores,
também defendeu o fim desse procedimento. Ele lembrou que o segurado
pode até pedir a reconsideração da alta programada,
mas que, "nesse período após a alta, até que haja
uma nova perícia devido à reconsideração, o
trabalhador permanece sem receber nada". (Ricardo Koiti Koshimizu
- Agência Senado)
01.04 - Senadora do PT quer recursos para Previdência
Fundo Social recebeu 5 emendas
Contrariando orientação do Palácio do Planalto,
a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC),
quer manter na Previdência Social uma parcela dos recursos do Fundo
Social, no qual será depositada a arrecadação federal
com a exploração de petróleo no pré-sal. Ela
apresentou uma emenda ao projeto que cria o Fundo Social, referendando
uma das mais amargas derrotas do governo na votação do marco
regulatório do pré-sal na Câmara. O prazo para apresentação
de emendas encerrou-se na noite de ontem.
Até as 20h30m de ontem, houve poucas emendas aos três
projetos que complementam o marco regulatório do pré-sal
- os que criam o Fundo Social e a estatal Petro-Sal e o que permite a capitalização
da Petrobras. Além da emenda de Ideli, outras quatro foram apresentados
ao projeto do Fundo Social.
A senadora Fátima Cleide (PT-RO) quer destinar 50% dos recursos
do fundo para a educação, e a senadora Rosalba Carlini (DEM-RN)
sobe esse percentual para 60%.
O projeto da Petro-Sal teve nove emendas. Uma, do senador Romero Jucá
(PMDB-RR), altera o nome da estatal para Pré-sal Petróleo
S.A. (PPSA), em acordo com o Ministério de Minas e Energia. Já
a capitalização da Petrobras recebeu apenas uma emenda. (Gustavo
Paul - O Globo)
01.04 - Atrasados de 2000 a 2005 têm revisão do IR
Os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que tiveram
o Imposto de Renda cobrado a mais nos atrasados --valores que não
foram pagos nos últimos cinco anos-- de 2000 a 2005 também
têm o direito de recuperar a grana paga a mais.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) ampliou o prazo para quem
teve o IR cobrado a mais pedir a revisão. Antes, a Justiça
só concedia esse reajuste para quem teve a cobrança a mais
nos últimos cinco anos. Ou seja, quem pagou mais IR do que o devido
entre 2000 e 2005 não conseguia mais reaver o dinheiro.
O STJ entendeu que a lei que estipulou a regra dos cinco anos --que
é de 2005-- só vale após ela ter entrado em vigor.
Assim, para os contribuintes que pagaram IR a mais antes da lei continua
valendo o prazo anterior, que era de dez anos. (Carol Rocha, Paulo
Muzzolon e Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)