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28.07 - Arrecadação da previdência privada cresce 24,7%
O mercado de previdência privada atingiu, nos cinco primeiros meses deste ano, quase R$ 17 bilhões em arrecadação, montante 24,71% maior do que o registrado no mesmo período de 2009 (R$ 13,5 bilhões).
Existem no Brasil 11,4 milhões de contratos de planos de previdência, o que representa uma alta de 1,06% na comparação com os 11,3 milhões do mesmo período de 2009. Os dados fazem parte de relatório realizado pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) e divulgado nesta terça-feira (27)
Entre janeiro e maio, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) captou 30,11% mais do que no mesmo período de 2009, totalizando R$ 13,3 bilhões. O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), por sua vez, registrou avanço de 15,46%, para R$ 2,1 bilhões no período. A captação dos planos tradicionais teve queda de 1,98%, para R$ 1,3 bilhão.
Por segmento, os planos individuais lideram, com R$ 14,1 bilhões em captação, um crescimento de 28,98% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado. Os planos empresariais vêm a seguir, com a arrecadação de R$ 2,2 bilhões, valor 29,51% maior do que o R$ 1,7 bilhão de 2009. Já os planos para menores captaram R$ 558,8 milhões nos cinco primeiros meses deste ano.
Mês
No mês de maio, o mercado de previdência complementar captou R$ 3,1 bilhões, montante 7,26% superior ao do mesmo período de 2009.
O VGBL cresceu 5,57% no mês, para R$ 2,5 bilhões em captação, enquanto o PGBL aumentou 25,19%, para R$ 442,6 milhões. Os planos tradicionais apresentaram queda de 1,90% no período, com uma captação de R$ 246,2 milhões.
Na análise por segmento, os planos individuais captaram R$ 2,6 bilhões, ante R$ 380,8 milhões dos planos empresariais e R$ 114,4 milhões dos para menores.
Mercado
As provisões – recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar – apresentaram saldo de R$ 188,2 bilhões em maio, alta de 21,92% na comparação com o mesmo período de 2009.
Em relação à carteira de investimentos, referente aos ativos que garantem as provisões técnicas, o mercado cresceu 23,21% em maio, para R$ 195,9 bilhões.
Quanto ao ranking das empresas, a Bradesco Vida e Previdência ficou na liderança de captação nos cinco primeiros meses do ano, com 31,91% de participação no mercado, seguida por BrasilPrev (19,91%), Itaú Vida e Previdência (19,39%) e Caixa Vida & Previdência (9,44%).
O Santander Seguros (8,16%) e HSBC (4,59%) são, respectivamente, o quinto e o sexto colocados. Na sequência, estão Safra (1,14%), Icatu Hartford Seguros (0,92%), Sul América (0,72%) e Porto Seguro (0,57%). As demais seguradoras responderam, juntas, por 3,24% da captação.  (InfoMoney)

28.07 - Segurobrás pode virar agência de fomento
Após anunciar a criação, por Medida Provisória, de nova estatal, a Empresa Brasileira de Seguros (EBS), o Governo voltou atrás. Admitiu enviar ao Congresso um projeto de lei - o que iria esticar a tramitação, fazendo com que a nova empresa só pudesse operar já na era Dilma ou Serra. No entanto, fontes empresariais revelam que a situação poderá ser resolvida de modo mais simples, atendendo ao governo e sem agredir o setor privado. Seria criada uma agência de fomento, que bancaria parte do risco, viabilizando o seguro de grandes obras sem ampliar a estatização.
O setor privado reagiu com raiva ao anúncio da nova empresa, chamada pejorativamente de Segurobrás. Para A Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), a medida é "inoportuna" e cria conflito de interesses, pondo o governo como segurador de seus próprios riscos. Mas os empresários envolvidos com grandes obras em estaleiros ou na construção de usinas como Belo Monte sabem muito bem como é difícil, ou quase impossível segurar grandes projetos e obras.
- O setor privado, que lutou décadas contra o monopólio do resseguro, não quer ver o governo crescer em seguros. Mas há um vácuo no setor, pois nenhuma seguradora ou resseguradora aceita o risco de se construir uma plataforma, por alguns bilhões, em um estaleiro com situação financeira frágil, decorrente de décadas de baixo faturamento e muitas obrigações - disse uma fonte à coluna.
Assim, seja através de uma empresa de seguros, ou via-agência de fomento, há forte pressão de grandes grupos privados para criação de um mecanismo que dê rapidez à securitização de mega projetos. Afinal, estima-se que só a Petrobras precise de 80 plataformas para o pré-sal - cada uma por US$ 1,5 bilhão ou até mais - e o mercado pede um sistema ágil para realização dessas obras.
Nesse episódio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está sendo sacrificado. Pela manhã, é cobrado pelas empreiteiras e estaleiros para viabilizar o seguro de grandes projetos e, à tarde, é pressionado pelo setor de seguros - que é ligado aos poderosos bancos - para não afrontar o mercado com novas estatizações. Lula também não entende muito desse tema e já está ligado na campanha eleitoral. Com sua sensibilidade política, Lula não quer uma solução que possa prejudicar Dilma - e isso pode vir com a idéia da agência de fomento.  (Jornal Monitor Mercantil)

28.07 - Prova financeira
Resultado satisfatório do "teste de estresse" a que foram submetidos bancos europeus contribui para aliviar cenário internacional
Desde que cresceram os temores acerca da insolvência fiscal de alguns países do bloco, a União Europeia tem trabalhado para reparar falhas institucionais que contribuem para enfraquecer a moeda única. Uma delas é a inexistência de um mecanismo de transferências fiscais entre países para reduzir os impactos da recessão e do desemprego nas economias mais fragilizadas.
Como um orçamento federativo não é viável em termos políticos, a saída emergencial foi criar um fundo de estabilização de € 500 bilhões, que pode ser utilizado pelos países-membros sob certas condições. Foi um primeiro passo para assegurar a credibilidade do euro.
Outro, também importante, foi dado na semana passada, com a publicação dos resultados do chamado "teste de estresse" aplicado pela UE em seus bancos.
O objetivo do teste era aumentar a transparência e verificar se as instituições financeiras teriam capital suficiente para fazer frente a perdas significativas de crédito, em especial em países com problemas de excesso de alavancagem financeira, como a Espanha.
O exercício "estressou" os balanços patrimoniais de 91 bancos, responsáveis por 65% dos ativos bancários da região. Para fazer o "stress test", a autoridade regulatória europeia simulou situações recessivas para 2010 e 2011, projetando acentuada queda de preços de imóveis e de outros ativos financeiros. Além disso, estimou perdas com empréstimos a governos -embora neste caso os cenários e a abrangência do teste tenham sido considerados tímidos por muitos analistas.
O resultado da prova pode ser considerado satisfatório. O principal foco de preocupação, a Espanha, foi o país para o qual as autoridades do bloco criaram situações mais extremas. Foram consideradas quedas de preços de imóveis de até 50%, por exemplo. Mesmo assim, a necessidade de capital do sistema bancário se revelou reduzida, levando-se em conta os aportes de fundos públicos já realizados e as fusões de bancos que estão em andamento.
No geral, a carência de recursos identificada foi de 3,5 bilhões -muito aquém do que alguns economistas esperavam. Exercícios ainda mais conservadores realizados pelo setor privado acusaram falta de capital inferior a 100 bilhões, valor modesto em relação à economia europeia, cujo PIB gira em torno de € 12 trilhões.
Além da boa notícia da UE, outros avanços recentes se verificaram no plano internacional. Nos EUA, o presidente Barack Obama sancionou a reforma financeira, pondo fim a um longo período de indefinição. E, no âmbito multilateral, o Comitê da Basileia chegou nesta semana a um acordo básico sobre os critérios de capital e liquidez a serem utilizados pelos bancos globais, depois de meses de negociação.
Em ambos os casos, chegou-se a uma espécie de meio-termo entre a difícil tarefa de aumentar a exigência de capital dos bancos para reduzir o risco de crise e, ao mesmo tempo, evitar que regras agressivas demais comprometessem a recuperação econômica.  (Folha de S.Paulo)

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