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10.03 - Atores unidos por melhores práticas em saúde
Melhorar a assistência recebida pelo paciente e estabelecer condutas padronizadas para o atendimento médico constituem o grande mote do projeto Diretrizes Clínicas, uma parceria entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). E foi para debater esse tema que cerca de 150 pessoas, entre representantes de sociedades médicas, de operadoras de planos de saúde e de hospitais, reuniram-se no auditório da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), na capital paulista, na última quarta-feira, 3 de março.
Durante a realização do evento “Diretrizes clínicas na saúde suplementar: construindo parcerias”, promovido pela ANS com a AMB, CFM e a Anahp, nove instituições hospitalares apresentaram os projetos que já desenvolvem para utilização de melhores práticas e assinaram termos de cooperação técnica, pelos quais será possível monitorar os resultados alcançados com a utilização efetiva das diretrizes: Associação Nacional de Hospitais Privados - Anahp, Hospital Albert Einstein (SP), Hospital Moinhos de Vento (RS), Hospital Pró-Cardíaco (RJ), Hospital das Clínicas de Niterói (RJ), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro - Sindhrio (RJ), Pronep, Semeando Saúde e Grupo Fleury.
Para o diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, foi dado mais um passo importante para a qualificação da assistência prestada ao cidadão brasileiro: “Nesse momento, estamos agregando um conjunto de parceiros que têm como objetivo trabalhar em prol da melhor prática de assistência à saúde dos brasileiros. A implementação dessas diretrizes e o monitoramento delas são questões complexas, mas estamos construindo, juntos, um projeto viável”.   (ANS)

10.03 - Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Sexta-feira, 12 de março de 2010
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer aos participantes uma visão ampla da legislação que rege os planos privados de assistência à saúde, abordando os princípios constitucionais pertinentes ao direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99, as resoluções do CONSU e da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência reguladora, a aplicação subsidiária do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto, os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos, as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase as questôes práticas.
Instrutor
Dr José Luiz Toro da Silva
Público Alvo
Dirigentes, Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Regiane F. Cazzaniga
treinamento@unidas.org.br  (Unidas/AssPreviSite)

10.03 - Direitos dos idosos em planos de saúde
Gratuito, evento vai orientar os participantes sobre como escolher o convênio ideal para pessoas com mais de 60 anos
No dia 23 de março, às 18h15, na sala de convenções do Saint Charbel Suítes & Life, o Vilhena Silva Advogados, escritório especializado em Direito à Saúde, promove a palestra “Direitos dos Idosos em Planos de Saúde”. Gratuito e destinado em especial a pessoas com mais de 60 anos, o evento tem como objetivo orientar os participantes sobre como escolher o plano de saúde ideal para essa faixa etária.
A palestra será conduzida por dois advogados do Vilhena Silva: Estela do Amaral Tolezani, bacharel em Direito pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Faculdade Autônoma de Direito (FADISP); e Rafael Robba, bacharel em Direito pela Universidade Santo Amaro (UNISA), especialista em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP.
Durante a apresentação, os profissionais vão explorar tópicos importantes sobre o tema, tais como cláusulas de remissão, reajuste de mensalidade, rede credenciada, estatuto do idoso, dano moral, tratamento multidisciplinar e o idoso e os vários tipos de contrato: planos empresariais, individuais, por associações, sindicatos etc. “A ideia é munir os presentes com o máximo de informações possível, de forma a auxiliá-los a se prevenir contra as constantes abusividades praticadas pela maioria dos planos de saúde. A faixa etária que compreende as pessoas com mais de 60 anos é a que mais sofre, pois é justamente a que mais precisa recorrer aos convênios”, destaca Robba.
Os interessados em assistir à palestra devem se inscrever antecipadamente pelo email vilhenasilva@vilhenasilva.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou telefone (11) 3256-1283. As vagas são limitadas. O Saint Charbel Suítes & Life fica na Rua Barata Ribeiro, 205, Bela Vista.  (Segs)
 
 
 
 
 

09.03 - Planos de saúde estão na mira da ANS
Demora no atendimento faz agência pensar em impor um prazo limite para os convênios
O atendimento prestado pelas empresas de planos de saúde e seguro saúde podem ter um tempo limite estipulado a partir de um estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As crescentes reclamações sobre a demora no agendamento de consultas e cirurgias foram um dos motivos que levaram a ANS a essa decisão.
Antes de impor um determinado prazo será preciso averiguar como solucionar as causas da demora apresentada que, segundo o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos, se deve a diminuição da quantidade de médicos e hospitais credenciados pelas operadoras. Outro motivo seria a baixa remuneração desses profissionais.
Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida, acredita que o aumento de procedimentos médicos obrigatórios impostos às empresas pela ANS faz com que operadoras diminuam a rede credenciada.
O novo rol, que inclui diagnósticos para detectar câncer, entra em vigor em junho próximo. A ANS acredita que o impacto no reajuste de preço dos planos individuais não irá passar de 1,1%. Nos planos coletivos, a Federação Nacional de Saúde Suplementar espera aumento médio de 25%.   (Saúde Business Web)

09.03 - Planos de Saúde - cresce número de reclamações
Principais queixas são a negativa de cobertura, reajuste de planos antigos e alteração da rede credenciada
As queixas contra os planos de saúde aumentaram em 2009 ante o ano anterior. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o índice de reclamações passou de 1,92, em 2008, para 3,27, em 2009. O número de clientes de convênios médicos subiu de 52 milhões para 55 milhões no período, representando uma elevação de 5,77%. Considerando esse universo, as reclamações passaram de cerca de 10 mil, em 2008, para cerca de 18 mil, no ano passado (alta de 80%).
De acordo com a ANS, o volume de reclamações tem crescido devido ao aumento do número de usuários dos planos de saúde nos últimos anos.
Entre as empresas classificadas como grandes (com mais de 100 mil clientes) e de maior participação no mercado de saúde suplementar no Estado de São Paulo, por exemplo, a Dix Amico foi a única que teve queda no índice na comparação entre os dois períodos, passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para 4,65. Já as demais analisadas apresentaram aumento do número de queixas, como a Samcil, que teve o índice elevado de 6,80 para 21,24 no período.
Principais queixas
No rol das principais queixas listadas pelos clientes estão a negativa de cobertura - quando a empresa se recusa a realizar um exame ou procedimento indicado pelo médico -, reajuste de planos antigos, alteração da rede credenciada pelo convênio e ainda descumprimento do contrato de prestação de serviço pela operadora.
Para o consultor especializado em saúde suplementar, Pedro Fazio, o crescimento das queixas contra operadoras é a ponta do iceberg de um problema muito mais complexo, que vem se agravando nos últimos anos: a saúde financeira das companhias. "Com encarecimento dos custos das operadoras e a ampliação do rol de procedimentos obrigatórios, a margem de lucro das empresas vem sendo reduzida", diz. "E o problema de caixa se reflete no serviço prestado", emenda.
Fazio reconhece que o número de queixas registradas contra planos de saúde ainda é pequeno se comparado ao recebido por empresas de outros setores (como bancos, por exemplo). Isso levaria as operadoras a minimizar a questão.
"Muitas empresas não reconhecem que a qualidade do atendimento vem caindo e, por isso, não tomam uma atitude para melhorar", constata Fazio. "Porém, é preciso considerar que o número de reclamações na ANS poderia ser bem maior se todo mundo que tivesse um problema fizesse uma queixa formal", argumenta o especialista em saúde complementar.
Canais pouco divulgados
Mas isso não ocorre. Os canais de reclamação continuam a ser pouco divulgados e muitos clientes ficam sem saber como pleitear seus direitos.
Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Ferreira, há uma subnotificação à ANS. "Como a agência nem sempre ajuda diretamente o consumidor, ele não procura o órgão", argumenta.
As empresas Samcil, Medial Saúde, Unimed Paulistana, Porto Seguro e Bradesco Seguro afirmam que investem continuamente na melhoria do atendimento aos clientes.
A Medial ainda ressalta que o número de reclamações caiu 27% do primeiro para o segundo semestre do ano passado.
As demais empresas citadas acima, por outro lado, não se manifestaram. (Diário do Nordeste)

09.03 - Planos cobram e deixam idosos sem cobertura
Planos de saúde cobram até R$ 585 por mês e deixam idosos sem cobertura
Os idosos de Belo Horizonte têm enfrentado problemas para usar serviços específicos de seus planos de saúde, como solicitação de ambulância e fisioterapia. A saída, em alguns casos, é arcar com os prejuízos e procurar atendimento em hospitais com veículo próprio. Se não há condições financeiras para bancar o tratamento particular, a solução é improvisar e tentar curar-se de forma amadora, em casa mesmo, o que pode acarretar ainda mais danos à saúde.
O aposentado Aristides Cirico da Silveira, de 79 anos, afirma que foi preciso acionar a Justiça para conseguir o tratamento de fisioterapia, que a princípio incluía 15 sessões. Ele sofreu uma queda em 1º de novembro e fraturou a clavícula e o braço. O médico pediu 15 sessões de fisioterapia, que não foram autorizadas pela Unimed. “Não tenho condições de arcar com o tratamento particular. Por isso, entrei com uma ação contra a operadora”, conta.
Cliente da Unimed desde 1997, Silveira explica que seu plano com mensalidade de R$ 585 inclui cobertura de 30 sessões de fisioterapia por ano. A filha do aposentado, a advogada Silene Abjaud, autora do processo, ajuizou ação com pedido de tutela antecipada para realização das sessões. “A juíza solicitou uma declaração da operadora informando se o meu pai já tinha utilizado o procedimento no ano. Quando fui solicitar a declaração, a Unimed negou a emissão e expediu a guia de autorização”, afirma.
Segundo a advogada, terminadas as 15 sessões e, após avaliação médica, foram solicitadas mais 10. “Tive que acionar a Justiça novamente. É a terceira vez que isso ocorre”, afirma. Sem condições de arcar com um tratamento particular e sentindo dores, o aposentado montou um aparelho semelhante ao usado na fisioterapia, com sucatas de ferro velho. A Unimed-BH, por meio de nota, afirmou que “tem como prática não se manifestar sobre ações judiciais em curso”.
Outro caso que envolve a operadora é o da empregada doméstica e aposentada Eni Batista Campos, de 70 anos. Em 22 de fevereiro, ela teve uma veia da perna perfurada durante o banho. “Tenho problemas de varizes. Acionamos a ambulância da Unimed para me buscar, pois o sangue jorrava”, lembra. Ela afirma que, ao ter o pedido negado, familiares da casa em que trabalha há 45 anos insistiram com a operadora e a empresa, então, mandou o ambulância. No entanto, Eni não foi autorizada a entrar no veículo. “Tive que ir para o hospital em um carro da filha da minha patroa, que ficou todo sujo de sangue”, diz a aposentada.
Ela é cliente da operadora há 12 anos e paga mensalidade de R$ 418,21. Sobre o caso de Eni, a Unimed-BH informou que, apesar de a análise inicial não indicar a necessidade da intervenção da equipe da Atenção Pré-Hospitalar, uma ambulância foi encaminhada para uma avaliação do caso no local. A equipe fez o curativo compressivo, que estancou o sangramento, e constatou que a paciente apresentava sinais vitais estáveis e em condições de se locomover, confirmando a orientação inicial de que poderia ser encaminhada para atendimento hospitalar em veículo próprio, com segurança.   (Tetê Monteiro - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

08.03 - ANS quer limitar tempo de espera por consulta
Responsável por fiscalizar os planos de saúde, agência estudará formas de garantir um atendimento mais ágil aos pacientes
O paciente, usuário de plano de saúde, telefona para marcar a consulta médica. Escuta que só há vagas daqui a um ou dois meses. Já é o terceiro especialista que procura e, por isso, se conforma com a data distante. Ciente da dimensão que o problema tomou nos convênios médicos, o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fausto Santos, pela primeira vez admitiu preocupação com o tema e disse que o órgão regulador estuda uma norma para limitar o prazo máximo para a marcação de consultas. A ideia, bem recebida pelos consumidores, provoca debates no setor.
“Acho que todo usuário de plano já passou por isso. Enfrentei essa situação de demora ao tentar marcar um neurologista para a minha mãe. E, às vezes, o próprio médico, depois de ouvir que o atendimento é por plano de saúde, agenda lá na frente”, reclama a aposentada Irene da Cunha Andrade, 63 anos.
A afirmação de Fausto Santos sobre os estudos da ANS a respeito da marcação de consultas foi feita em um evento em São Paulo com entidades do setor. Embora ele não tenha estipulado prazo para a edição de uma norma, o assunto chama a atenção porque é um problema muito comum e até hoje nunca havia sido discutido publicamente pela agência.
Para a presidente da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), Renê Patriota, a ANS tem pela frente uma tarefa difícil, pois para resolver a questão do agendamento ela precisa se debruçar sobre uma série de questões do setor.
“Os planos, para economizar, criam seus próprios consultórios e restringem a rede de atendimento. Também fecham contratos coletivos (planos empresariais) muito inchados, enquanto têm uma rede muito pequena. Sem essa análise maior, estabelecer prazo é transferir responsabilidades. Vamos ver quais são as condições da rede dos planos, dos seus consultórios”, comenta Renê. (Giovanni Sandes – Jornal do Commercio)

08.03 - Empresas culpam as distorções do setor
Agência reguladora reconhece a demora para paciente ser atendido, mas os planos de saúde alegam que o problema é resultado da pouca oferta em determinadas especialidades médicas
Apesar do reconhecimento de problemas na marcação de consultas pela própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para as empresas que oferecem os convênios médicos – as operadoras de planos de saúde –, os problemas nos agendamentos médicos são consequência do perfil da saúde privada no Brasil e não dos planos de saúde em si.
Na leitura do presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) Nordeste, Flávio Wanderley, a pouca oferta de determinadas especialidades, como neurologia e angiologia, já provoca um estrangulamento na disponibilidade de consultas. Ele aponta ainda a preferência dos próprios médicos por atender clientes particulares, em vez de pacientes que têm planos de saúde.
“A marcação de consultas é proporcional à relação entre oferta de especialidades médicas e demanda de pacientes. Nos casos de cardiologia, obstetrícia e clínica médica, é muito raro não se conseguir atendimento em 24 horas. Agora, no caso de cirurgia vascular ou cirurgia de mãos, uma área muito restrita, o paciente precisa esperar até 15 dias”, argumenta Wanderley. Isso apesar das numerosas queixas sobre agendamentos de consultas de uma forma geral, tão comum entre os usuários de convênios médicos.
Quanto à afirmação da presidente da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), Renê Patriota, que boa parte do problema estaria na rede própria de atendimento dos convênios médicos, Wanderley argumenta que a tendência é que essa rede assistencial das operadoras facilitam o atendimento. “Nessas unidades ou hospitais próprios, a demora de mais de 30 dias é muito rara”, sustenta Flávio.
Um problema muito conhecido, o da baixa remuneração paga pelos hospitais e pelos planos de saúde aos médicos, é usado como argumento para a preferência que os profissionais dão ao atendimento “particular”, que é como são chamados os clientes que pagam a consulta à vista. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), há consultas que não chegam a R$ 30.
“O médico muitas vezes separa os atendimentos entre pacientes que têm convênio e os que vão pagar em dinheiro. Ora, os médicos vão receber dos hospitais em 30 dias. Eles vão preferir os planos ou o paciente que vai pagar quatro vezes mais e ainda à vista? Infelizmente, é a lei de mercado. É a natureza do sistema de saúde suplementar e do capitalismo, do mercado”, afirma o presidente da Abramge.
Para ele, a ANS deve ter cuidado ao discutir uma possível limitação de prazo máximo de agendamento especialmente fora das capitais, onde a oferta de especialidades médicas é mais escassa. “Não temos os mesmos especialistas em Recife e Caruaru ou no Sertão, para ficar em exemplos locais. Tenho certeza que a ANS vai ter equilíbrio, porque não dá para estipular a mesma regra, de marcação em 24 horas, por exemplo, para atendimento para condições tão distintas”, diz Wanderley. (Giovanni Sandes – Jornal do Commercio)

08.03 - Diretrizes clínicas e o SUS: algo em comum?
Segundo Fausto dos Santos, diretor-presidente da ANS, todos defendem as diretrizes e o SUS, mas divergem quando os temas são traduzidos
"Todo o sistema de saúde tem que se organizar e dentro da lógica da organização e do cuidado entram as Diretrizes Clínicas. É preciso ter a melhor prática acoplada a isso", explica a gerente geral da ANS, Martha Regina de Oliveira, ao comentar o principal objetivo da agência com o convênio firmado em conjunto com a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) para a implementação das Diretrizes Clínicas nas instituições de saúde.
Melhorar a prática e o atendimento como um todo por meio de parcerias fazem parte da estratégia do projeto lançado nesta quarta-feira (3) na capital paulista. "Precisávamos mudar um pouco a lógica da produção médica e da produção de saúde no Brasil, era uma lógica muito voltada para o procedimento. Nós temos uma tabela de procedimentos que guia a realização desses procedimentos e é preciso inserir a boa prática numa tabela que tem um procedimento solto e para isso conseguimos inserir a lógica de se trazer as diretrizes clínicas para a discussão e para a inserção desse procedimento dentro de uma lógica de medicina baseada em evidências", afirma Martha.
Para dar certo, a ANS ressalta que é preciso que o processo seja único tanto para as operadoras quanto para os prestadores e até mesmo para entidades de saúde. "Todos precisam falar a mesma língua."
O projeto deve funcionar como piloto nos hospitais Albert Einstein (SP), Moinhos de Vento (RS), Pró-cardíaco e HCN (RJ), além da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com o Sindhrio, Fleury, Pronep e Semeando Saúde.
Sem um critério definido para a escolha das instituições, o projeto deve ser implementado e trabalhado ao longo de um ano. Somente após este período é que as experiências alcançadas serão replicadas em todo o sistema de saúde. "As instituições procuraram a gente por afinidade ou porque vieram falar das próprias diretrizes e a coisa foi ganhando corpo", conta.
A ideia inicial é que cada uma dessas unidades use as diretrizes clínicas para a sua própria experiência. A implementação deverá ser acompanhada pela ANS, que a cada três meses se reunirá com esses parceiros em busca de resultados.
Segundo o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos, embora haja um grande consenso no setor da importância da utilização das diretrizes, esse consenso não torna o tema menos controverso. Comparando-as com o SUS, o executivo diz que o setor defende o assunto, mas as divergências sempre surgem quando as diretrizes são traduzidas. "É por isso que às vezes um processo que eventualmente poderia ser muito consensual tem muita dificuldade para ser definitivamente elaborado", destaca Santos. "Esse processo deve ser custoso e demorado, mas acreditamos que nesse processo possamos ter um êxito muito maior e transformar esse consenso de percepção num consenso de realização e de boas práticas."   (Thaia Duó - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

05.03 - Rol: Impacto de até 1,1% nos custos dos planos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estima que o impacto nos custos dos planos de saúde com o novo rol de procedimentos, a que o consumidor tem direito, não ultrapassará 1,1%, índice concedido no último reajuste. "O impacto deve ser de 1,1% ou até menor.
Neste novo rol há procedimentos mais caros, mas a incidência deles não é tão frequente", disse Fausto Pereira dos Santos, presidente da ANS, dando como exemplo o "pet scan", exame capaz de detectar focos de câncer. "Em 2008, incluímos muito mais procedimentos e de uso frequente", disse, acrescentando que "há muita choradeira dos planos de saúde."
Quarta-feira, Santos participou do anúncio de um programa que prevê a adoção de uma mesma diretriz de procedimentos para cerca de 60 patologias médicas em hospitais, clínicas e laboratórios particulares. "Seguir um padrão pode reduzir custos. Em casos de infarto do miocárdio, a redução é de 20%", disse Henrique Salvador, presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados. No projeto estão os hospitais Albert Einstein, Moinhos de Vento, Pró-Cardíaco e HCN, além do Fleury, das clínicas Pronep e Semeando Saúde e do Sindhrio.  (Valor Online)

05.03 - Planos: Direito dos consumidores
Planos de saúde sentem com procura dos consumidores pelos seus direitos
Recentemente, a Justiça concedeu causa ganha para paciente com câncer que precisava fazer tratamento que não tinha cobertura do plano de saúde. A administradora de empresas Maria Ângela Setha Coelho possui plano de assistência médica e hospitalar da Unimed Paulistana desde novembro de 2001 e estava em tratamento para cura de câncer.
Em dezembro de 2006, seu médico solicitou que fossem realizadas 10 sessões de oxigenoterapia hiperbárica, em regime ambulatorial, para combater a doença que a acomete desde 2003. A solicitação do tratamento foi negada pela empresa do plano de saúde sob a alegação de que o procedimento não consta no contrato.
“A empresa só pode se negar em fazer o tratamento se o plano não cobrir a patologia e não for recomendação do médico, caso contrário ela tem obrigatoriedade de cobrir com todo o tratamento”, afirma Carlos André Gondinho, advogado especialista em seguros saúde.
No caso de Maria Ângela, ela entrou na Justiça e ganhou. “O juiz entendeu que se tratava de um tratamento essencial, sem o qual a paciente iria falecer por causa de inadmissível restrição e negação de direito fundamental a ter a sua saúde plena e adequadamente restabelecida, com a conseqüente preservação de sua vida", explica Paulo Ribeiro, advogado do Escritório Pires & Ribeiro.
Os consumidores também precisam ficar atentos com as cláusulas do contrato. As patologias que possuem cobertura precisam ficar em negrito ou de alguma forma que fique legível para o consumidor não ter nenhuma dúvida em relação à cobertura.
Outro caso que acontece frequentemente são as doenças pré-existentes. “Quando o consumidor faz um plano de saúde, é dever da empresa sugerir que ele faça exames para conferir se ele possui alguma doença pré-existente. Se o consumidor estiver com alguma doença, o plano exclui a patologia ou, o que é mais correto, aumenta a carência. Mas caso a empresa não peça para o consumidor fazer esses exames, se ocorrer alguma doença que for comprovada pré-existente, o plano terá que cobrir imediatamente” conclui Gondinho.  (Executivos Financeiros)

05.03 - ANS de olho na fila do convênio
Agência estuda colocar prazo limite para operadoras marcarem consultas e exames
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda impor tempo limite para o atendimento prestado pelas empresas de planos de saúde e seguro saúde. A medida surge em um momento em que há muitas reclamações sobre a demora no agendamento de consultas e até cirurgias, de acordo com o tipo de procedimento. Hoje, ao agendar uma consulta, a espera pode atingir três meses.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, afirmou ontem que “a demora nos preocupa, principalmente às relacionadas a consultas básicas e na pediatria. Isso pode fazer com que o usuário do plano, que paga para ter atendimento rápido, vá ao sistema público de saúde”.
Segundo ele, um dos motivos da demora é a diminuição da quantidade de médicos e hospitais credenciados pelas operadoras - que tem o objetivo de reduzir custos. Além disso, a baixa remuneração desses profissionais faz com que eles deem preferência a clientes particulares.
“A ANS deve impor um prazo para o atendimento, mas antes precisa averiguar as causas da demora e solucioná-las”, diz a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Teixeira. Ela lembra que não é porque o serviço não é emergencial que o atendimento pode ser alongado. “Caso a doença se agrave, o serviço, além de prejudicar a saúde do consumidor, perde o sentido porque vira emergência e o usuário não precisa mais de consulta”.
Para Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, a demora hoje chega no máximo a 15 dias, para procedimentos ou especialidades mais complexos. Mesmo assim, o representante das operadoras defende a medida, “desde que seja estabelecido um prazo médio para atendimento, de acordo com o procedimento, e após discussão com as operadoras”.
Ele acredita que o aumento de procedimentos médicos obrigatórios impostos às empresas pela ANS faz com que operadoras diminuam a rede credenciada. “São 80 procedimentos a mais. É preciso cortar de algum lugar”, explica.
A lista de novos procedimentos, que inclui diagnósticos para detectar câncer, entra em vigor em junho. A ANS acredita que o impacto no reajuste de preço dos planos individuais não irá passar de 1,1%. Nos planos coletivos, a Federação Nacional de Saúde Suplementar espera aumento médio de 25%.   (MARÍLIA ALMEIDA - Jornal da Tarde)
 
 
 
 
 

04.03 - Operadoras: Informação sobre número de beneficiários
Procedimento é por conta do cálculo da Taxa de Saúde Suplementar por Plano de Assistência à Saúde (TPS), referente ao trimestre 03/2010
Visando o cálculo da Taxa de Saúde Suplementar por Plano de Assistência à Saúde (TPS), ANS informou que a partir de 1º de março as operadoras devem informar o número total de beneficiários entre os meses de dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, e, ainda, emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU) correspondente a essa taxa.
O prazo para as operadoras é até o último dia útil do primeiro decêndio do mês de março. Em caso de atrasos, há perda de descontos e cobrança de multa e juros de mora, como prevê os artigos 11 e 12 da Resolução Normativa nº 89, de 15 de fevereiro de 2005.
Para maiores informações, acesse o site da ANS no link http://www.ans.gov.br/   (Saúde Business Web)

04.03 - Convênios lideram queixas no Idec
Planos de saúde foram as empresas que mais registraram queixas no órgão no ano de 2009
Pelo décimo ano consecutivo, os planos de saúde foram os campeões de reclamações no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O setor lidera o ranking de reclamações do instituto (com 22,38% das queixas), seguido pelas empresas de telecomunicações (19,48%), o setor financeiro(13,09) e de produtos (12,34%).
No ano passado, esses quatro temas somaram mais de 67% da demanda de atendimento, que reuniu 6.104 queixas relacionadas a problemas de consumo. Outras 6.502 solicitações foram referentes às ações judiciais que o Instituto sustenta. “Por coincidência ou não, os planos de saúde estão na liderança de reclamações no Idec desde a criação da Agência Nacional da Saúde (ANS), em 2000”, diz Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec.
O principais problemas reclamados pelos clientes dos convênios foram sobre reajustes abusivos e negativas de cobertura. “Enquanto a ANS não incluir na sua regulação os planos coletivos (que hoje são 70% do mercado), essa situação não vai mudar. É como se 70% dos contratos de convênio estivessem sem regulação”, completa Karina.
Nas telecomunicações, os destaques foram panes em serviços de telefonia e internet banda-larga, demora para realizar a portabilidade numérica, cobrança por ponto-extra de TV por assinatura e descumprimento das novas regras para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
No setor financeiro, as principais reclamações foram sobre os serviços bancários, com cobranças de tarifas indevidas, os débitos não autorizados, não fornecimento de documentos (contratos e comprovantes) e o envio de cartão de crédito sem solicitação. “Outros setores registraram quantidade inexpressiva de reclamações, como educação (mensalidade, matrícula), condomínio, aviação civil e serviços de água e energia elétrica”, diz Karina.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) prefere esperar o resultado de 2009 do Procon-SP, cujos dados podem ser diferentes. A entidade alega que, no ano passado, o relatório do Procon indicava que as reclamações de planos de saúde representavam 1,77% do total de empresas e não mais de 20% como diz o Idec.
A Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) informa que não tem condições de comentar sem conhecer detalhes sobre a metodologia que gerou os números. De qualquer modo, considera que tem um número de clientes superior às de qualquer outro setor econômico no Brasil, o que deve ser considerado em porcentuais de reclamações.
Para a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), a classificação comparativa do volume de queixas tendo como base apenas números absolutos de reclamações recebidas é ingênua e não faz justiça a nenhum dos setores comparados. Nesse sentido, os números divulgados pela agência reguladora setorial seriam mais relevantes. (Saulo Luz - Jornal da Tarde)

04.03 - Dasa: Nova gestora de atendimento
Silvia Kelm assume gestão de atendimento da Frischmann Aisengart / DASA
Administradora terá foco em atendimento e encantamento dos clientes
A DASA, empresa de medicina diagnóstica, acaba de anunciar sua nova gestora de atendimento no Paraná, a administradora Silvia Kelm. Seu foco será em atendimento e encantamento dos clientes. A empresa é representada no estado pelo Frischmann Aisengart. A executiva atua desde 1999 no Frischmann Aisengart / DASA, é formada em Administração de Empresas e tem MBA em Gestão Empresarial pelo Ibmec.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 

03.03 - Planos: Beneficiários chegam a 52 mi em 2009
O número de beneficiários em planos privados de saúde chegou a 52 milhões em 2009. O montante, segundo revela o estudo “Quem é Quem no Mercado de Saúde no Brasil”, organizado pela Austin Asis, representa aproximadamente 30% da população brasileira.
De acordo com o estudo, os planos coletivos foram um dos grandes responsáveis pelo número expressivo, já que passaram de 12 milhões de beneficiários em 2001 para quase 40 milhões em junho do ano passado.
Dentre os motivos para a evolução, está o bom desempenho econômico, especialmente a evolução do emprego formal.
Modalidades
No geral, ainda conforme o levantamento da Austin, 59% dos beneficiários estão concentrados nas modalidades de medicina de grupo e cooperativas médicas, que respondem por17 milhões e 14 milhões dos usuários, respectivamente.
A odontologia em grupo, com 6,8 milhões de clientes, e as seguradoras especializadas em saúde, com 6,2 milhões de beneficiários, vêm em seguida.
No que diz respeito ao número de operadoras, a divisão é a seguinte: 445 estão no setor de medicina de grupo, 338 atuam em cooperativas médicas, 275 em odontologia de grupo e 13 são seguradoras especializadas.  (Gladys Ferraz Magalhães - InfoMoney)

03.03 - Planos odontológicos: 11 milhões de usuários em 2008
Mais de 11 milhões de brasileiros possuem planos de saúde exclusivamente odontológicos. O número é de 2008 e faz parte do estudo “Quem é Quem no Mercado de saúde no  Brasil”, da Austin Asis.
Em 2001, apenas 3 milhões de pessoas eram beneficiárias de planos odontológicos, o que representa um crescimento médio anual de 17%. A média do aumento para o setor de planos de saúde em geral é de 3,2%.
“Apesar da forte taxa de crescimento dos planos odontológicos, sua cobertura é baixa, se comparada com os planos médico-hospitalares, com taxa de 5,8% de cobertura para o Brasil”, aponta relatório. A  cobertura dos planos hospitalares é de 21,6%.
Se for considerada apenas as capitais, a taxa é de 11,2% para os planos odontológicos e de 40% para os planos médico-hospitalares.
Abrangência
“Ou seja, apesar do forte crescimento, os planos exclusivamente odontológicos ainda possuem forte potencial de crescimento e cobertura, favorecido pela manutenção da renda, geração de emprego, além de o plano apresentar baixo custo para o trabalhador ou para o empregado”, concluiu o estudo.
A pesquisa destaca que os planos de saúde particulares dependem fortemente do mercado de trabalho, uma vez que cerca de 80% dos beneficiários possuem planos empresariais. Por isso, a manutenção dos níveis de emprego seriam essenciais para garantir a mesma taxa de crescimento vista nos últimos anos para o setor de planos odontológicos.  (Evelin Ribeiro - InfoMoney)

03.03 - Aposentados x Planos de saúde: paridade de reajuste já
Por Nicolau Amaral
Os tão espoliados aposentados brasileiros quando se aproximam dos 59 anos têm de ficar à margem dos planos de saúde pela impossibilidade de pagá-los, já que os mesmos procuram por todos os meios alijar de suas carteiras os associados que chegam àquela idade, justamente no momento em que mais precisam de cuidados médicos.
Mesmo pagando esses planos por décadas, os reajustes praticados por faixa etária acabam os tornando inatingíveis em função da mísera aposentadoria que todos recebem. O que lhes resta, então, são as filas do INSS ou a caridade dos mais próximos, quando existem, e que tem de bancar a extorsão imposta por tais planos.
Conhecedor da penúria da saúde pública em nosso país, sei muito bem das agruras que todo aposentado terá de vivenciar nos duros bancos das salas de espera que o governo propicia em suas unidades do setor. Além disso, esses velhos brasileiros terão de ter uma excelente saúde para esperar o tempo que leva para se conseguir marcar um exame nos laboratórios públicos, ou mesmo, uma internação hospitalar.
Por outro lado, as empresas de saúde cada vez mais se locupletam com a fábula que custam os seus planos, comprando ou construindo grandes hospitais, propiciando vergonhosos lucros para seus proprietários e pagando cada vez menos e, depois de um longo tempo, aos seus fornecedores, médicos, laboratórios, clínicas e hospitais conveniados, quando estes não são glosados - jargão muito utilizado por estas empresas para não pagarem seus parceiros.
Enquanto isto, o governo sai alardeando o imbecil "Estatuto do Idoso" que, para quem o conhece, protege o óbvio, ou seja, prevê o que se espera que o Estado faça por qualquer cidadão.
Não seria o caso de algum parlamentar propor que o reajuste dos planos de saúde dos aposentados tenha paridade com o aumento dos seus vencimentos? Será que ninguém nunca pensou nisto? Acho que não, em nosso país, infelizmente, ninguém está preocupado com os que já muito contribuíram e que no fim da jornada estão cada vez mais esquecidos e desamparados, entregues à sorte pelo próprio Estado que no passado esses mesmos aposentados ajudaram a construir.  (Lívia Aragão  - Segs)
 
 
 
 
 

02.03 - ANS: Reclamações contra planos aumentam 80%
As reclamações estão relacionadas a de negativa de cobertura, reajuste de planos antigos e alteração da rede credenciada pelo convênio
Segundo estudo da ANS,  as queixas contra planos de saúde aumentaram cerca de 80% entre 2008 e 2009. O índice de insatisfação com convênios médicos era de 1,92 em 2008, e, passou para 3,7 em 2009, e o número de clientes de convênios médicos subiu de 52 milhões para 55 milhões no período (elevação de 5,77%).
Entre os considerados grandes planos de saúde, apenas a Dix Amico teve queda no índice de comparação neste período, passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para 4,65. Outras tiveram um aumento considerável no índice de reclamações. A Samcil é uma delas: teve o índice elevado de 6,80 para 21,24.
De acordo com a Agência, o volume de reclamações tem crescido com o aumento dos usuários dos planos. As principais queixas são a de negativa de cobertura, reajuste de planos antigos, alteração da rede credenciada pelo convênio e o descumprimento do contrato de prestação de serviço pela operadora.  (Saúde Business Web)

02.03 - ANS: Diretrizes Clínicas em São Paulo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizará nesta quarta-feira, em São Paulo, o evento “Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar: Construindo Parcerias”. Trata-se de uma promoção conjunta da Agência com a Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e  Associação Nacional dos Hospitais Particulares (ANAHP).
O evento reunirá sociedades médicas, hospitais e operadoras de planos de saúde para compartilhar experiências que contribuam para a implantação, monitoramento e avaliação de diretrizes clínicas, e é fruto de um convênio firmado entre a ANS/AMB/CFM em 2009. Na ocasião, serão assinados termos de cooperação técnica com a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) e com os hospitais Albert Einstein (SP), Moinhos de Vento (RS), Pró cardíaco (RJ), HCN (RJ), e com o SINDHRIO, Fleury, PRONEP e Semeando Saúde.
A implementação de diretrizes clínicas é uma das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Mais Saúde. Para a Gerente Geral Técnico Assistencial dos Produtos Martha Regina Oliveira, “a atuação da ANS junto aos atores da saúde suplementar é de suma importância no sentido de promover a utilização de diretrizes clínicas e contribuir para a qualificação da atenção prestada aos beneficiários de planos de saúde”.   (ANS)

02.03 - Home care: possibilidade real em Saúde
Do ponto de vista das seguradoras e planos de saúde, o sistema é capaz de reduzir custos de tratamento entre 20% e 60%
As pessoas geralmente buscam serviços de saúde para fazer diagnósticos, tratamentos, ou ainda para se prevenir de doenças. Buscam, principalmente, uma forma de diminuir a dor e aumentar a qualidade de vida. Há quem faça das visitas aos consultórios médicos uma espécie de apoio psicológico ou uma atividade de rotina. Em contrapartida, também há quem ignore todos os sinais de alerta do próprio corpo e busque tratamento quando não se pode mais falar em cura. A utilização do sistema de saúde pode ser coerente ou não, viável ou não, de boa qualidade ou não.
Na última década, o atendimento em saúde passou por tremendas mudanças. O sistema todo vem se beneficiando não apenas com as inovações tecnológicas em termos de equipamentos, mas principalmente com os avanços da indústria farmacêutica, com a acurácia dos diagnósticos e com técnicas minimamente invasivas que abreviam sobremaneira a estada do paciente no ambiente hospitalar. Procedimentos que antes exigiam algumas semanas de convalescença agora requerem apenas alguns dias.
O crescimento demográfico, o acesso da população aos planos de saúde e as mudanças pelas quais vem passando o sistema de Saúde Suplementar brasileiro, exigindo das seguradoras que ampliem cada vez mais suas coberturas, só não descortina um cenário desesperador por causa dos inúmeros avanços que estão acontecendo nas áreas de Ciência e Saúde. Sendo assim, investir em tecnologia de ponta e na modernização da gestão parece ser a única forma de equacionar o problema do atendimento em saúde.
Uma das fortes tendências da atualidade é o sistema de "home care". Antes, é necessário destacar que não se trata simplesmente de mandar o paciente para casa. A internação domiciliar exige cuidados médicos e a presença de enfermeiros permanentemente na casa do paciente, sendo que qualquer paciente - dependendo do seu grau de dependência - pode fazer uso desse sistema.
O conceito de "home care" surgiu nos Estados Unidos há mais de 60 anos, na época do pós-guerra. Mas foi na década de 1960 que a desospitalização passou a ser levada a sério como solução para a falta de leitos hospitalares e as grandes filas que se formavam diante dos ambulatórios. Hoje em dia, muitos norte-americanos preferem a internação domiciliar. Estudos apontam que a recuperação dentro de um ambiente familiar é consideravelmente mais rápida do que num ambiente hostil, como ainda é considerado por muitos o ambiente hospitalar.
Do ponto de vista das seguradoras e planos de saúde, o sistema de home care é capaz de reduzir custos de tratamento entre 20% e 60%. Sendo assim, é cada vez mais viável se responsabilizar financeiramente pela internação domiciliar. Principalmente no caso de pacientes crônicos e que podem usufruir de uma expectativa de vida elevada com maior qualidade.
Para as famílias dos pacientes, o "home care" oferece um conforto ímpar. Só quem já teve um parente internado por alguns dias num hospital sabe como a rotina familiar fica desestruturada nesse período. A internação domiciliar praticamente não altera a rotina da casa, não cria problemas com deslocamentos nem gera gastos extras com estacionamento e alimentação, por exemplo. Outro ganho é a segurança de contar com profissionais atentos às necessidades do paciente sem que, para isso, ele esteja exposto ao risco de contrair uma infecção hospitalar.
Para os hospitais, o sistema de "home care" ou internação domiciliar é um braço operacional estratégico, otimizando a utilização dos leitos existentes - ou seja, não necessitando de novos investimentos -, além  de permitir direcionar melhor as equipes para atendimento de casos agudos.  Trata-se de um conceito que deve ser cada vez mais adotado e aperfeiçoado, no sentido de se tornar uma opção viável dentro da Saúde Suplementar.    (Dr. George Schahin - Saúde Business Web)
 
 
 
 
 
 

01.03 - Planos: Crise e gripe cortam margem em 50%
As operadoras de planos de saúde premium, voltadas para as classes A e B, encerraram o ano com aumento na receita e no número de clientes. Mas a rentabilidade não acompanhou esse desempenho devido ao aumento da sinistralidade. Com a crise econômica e a gripe suína, o uso dos planos de saúde disparou, provocando uma queda de cerca de 50% na margem de lucro das operadoras em 2009.
Maior plano de saúde do segmento de luxo, a Omint conquistou 8 mil novos clientes e fechou o ano com faturamento de R$ 479 milhões, uma alta de 10% sobre o resultado de 2008. Mas a rentabilidade, que historicamente é de 8%, ficou entre 4% e 5%. "Levando-se em consideração cada beneficiário, a receita aumentou em média 8%, mas os custos médicos tiveram elevação de 17% no ano passado" explicou Andre do Amaral Coutinho, diretor-geral da Omint.
Na Care Plus, que terminou o ano com 45 mil vidas, a receita aumentou de R$ 140 milhões para R$ 152 milhões. "Nossa receita cresceu cerca de 10%, entretanto a rentabilidade caiu 35% por causa da perda de 2,5 mil clientes que foram demitidos e do aumento no uso dos planos", afirmou Maurício Amaral, presidente da Care Plus. Sua margem de lucro, que costuma ser de 8%, baixou para 5% em 2009.
A Lincx conseguiu um crescimento maior no faturamento, de 16%, mas também viu sua rentabilidade diminuir de 6% para 2,8%. A compensação veio dos planos odontológicos, cuja carteira saltou 77% atingindo 4,6 mil vidas em dezembro.
A queda no resultado já era esperada pelas três operadoras. "No começo do ano passado nossa expectativa era crescer 6%", observou o presidente da Omint, que inaugurou uma nova sede, orçada em quase R$ 50 milhões, no ano passado.
Segundo os executivos das operadoras ouvidos pelo Valor, os clientes corporativos não abriram mão dos planos de saúde voltados para o público de alta renda. Havia uma expectativa de que as empresas, principalmente as multinacionais, que usavam planos de saúde mais caros, migrassem para modalidades mais baratas.
"Muitas empresas usaram os planos de saúde e outros benefícios para reter e atrair talentos [executivos]. Além disso, com as demissões que ocorreram, as empresas constataram que trocar um plano de saúde premium para um inferior iria piorar ainda mais o clima de trabalho", disse Silvio Corrêa da Fonseca, presidente da Lincx. "Ao mesmo tempo, várias empresas que nunca tinham mexido nos seus planos e tiveram que fazer pesquisa de preço com a crise, acabaram trocando de planos. Por isso conseguimos aumentar nossa base de clientes", afirmou o executivo da Omint.
Para este ano, as três operadoras têm previsões otimistas, uma vez que o cenário econômico é favorável e a gripe suína não deve gerar o clima de pânico registrado no inverno passado. "Nossa expectativa é crescer 18% na receita e 10% no número de vidas", enumerou o executivo da Care Plus. A Omint projeta uma alta de 14% no faturamento e a Lincx prevê que a receita chegue ao final de dezembro com alta de 17%.   (Beth Koike - Valor Online)

01.03 - Crescem as reclamações contra planos
Estudo da ANS mostra que, no ano passado, o índice de insatisfação com o convênio médico era de 3,27, ante 1,92 do ano anterior. Negativa de cobertura, alta de preço e trocas na rede credenciada são as principais queixas dos clientes
As queixas contra os planos de saúde aumentaram em 2009 ante o ano anterior. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o índice de reclamações passou de 1,92 em 2008 para 3,27 em 2009. O número de clientes de convênios médicos subiu de 52 milhões para 55 milhões no período (elevação de 5,77%). Considerando esse universo, as reclamações passaram de cerca de 10 mil para cerca de 18 mil (alta de 80%).
Entre as empresas classificadas como grandes (com mais de 100 mil clientes) e de maior participação no mercado de saúde suplementar no Estado de São Paulo, a Dix Amico foi a única que teve queda no índice na comparação entre os dois períodos, passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para 4,65. Já as demais analisadas apresentaram aumento do número de queixas, como a Samcil, que teve o índice elevado de 6,80 para 21,24.
De acordo com a ANS, o volume de reclamações tem crescido devido ao aumento do número de usuários dos planos de saúde nos últimos anos.
Entre as principais queixas dos clientes estão a negativa de cobertura - quando a empresa se recusa a realizar um exame ou procedimento indicado pelo médico -, reajuste de planos antigos, alteração da rede credenciada pelo convênio e ainda descumprimento do contrato de prestação de serviço pela operadora.
Para o consultor especializado em saúde suplementar, Pedro Fazio, o crescimento das queixas contra operadoras é a ponta do iceberg de um problema muito mais complexo, que vem se agravando nos últimos anos: a saúde financeira das companhias. “Com encarecimento dos custos das operadoras e a ampliação do rol de procedimentos obrigatórios, a margem de lucro das empresas vem sendo reduzida”, diz. “E o problema de caixa se reflete no serviço prestado.”
Fazio reconhece que o número de queixas registradas contra planos de saúde ainda é pequeno se comparado ao recebido por empresas de outros setores (como bancos, por exemplo). Isso levaria as operadoras a minimizar a questão. “Muitas empresas não reconhecem que a qualidade do atendimento vem caindo e, por isso, não tomam uma atitude para melhorar”, constata Fazio. “Porém, é preciso considerar que o número de reclamações na ANS poderia ser bem maior se todo mundo que tivesse um problema fizesse uma queixa formal.”
Mas isso não ocorre. Os canais de reclamação continuam a ser pouco divulgados e muitos clientes ficam sem saber como pleitear seus direitos. Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Ferreira, há uma subnotificação à ANS. “Como a agência nem sempre ajuda diretamente o consumidor, ele não procura o órgão”, diz.
As empresas Samcil, Medial Saúde, Unimed Paulistana, Porto Seguro e Bradesco Seguro afirmam que investem continuamente na melhoria do atendimento aos clientes. A Medial ainda ressalta que o número de reclamações caiu 27% do primeiro para o segundo semestre do ano passado. As demais citadas acima não se manifestaram.
Reclamações para a ANS
Rua Bela Cintra, 986 - 5º andar - Atendimento das 8h às 12h e das 13h às 16h30. Ou pelo telefone 0800-701-9656   (Carolina Dall’olio e Luciele Velluto - Jornal da Tarde)

01.03 - Prevenção é saída para plano de saúde
Operadoras alteram modelo de atendimento ao cliente para reduzir custo. Unimeds acreditam até em queda de preço
As operadoras de plano de saúde entenderam que os programas de prevenção da saúde , com a reestruturação no modelo de atendimento ao paciente, é um dos principais caminhos para a redução de custos, além de trazer benefícios ao cliente. Com a competitividade do mercado, novos procedimentos de atendimento estipulados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e a expectativa de envelhecimento da população, a alteração no modelo de atendimento dos planos tornou-se fundamental para a sobrevivência das operadoras. “Caso contrário, o setor corre o risco de sucumbir em menos de 50 anos”, avalia o presidente da Federação das Unimeds de Minas Gerais, Emerson Fidelis Campos.
As operadoras de saúde estão se reestruturando para mudança no modelo de atendimento ao cliente. Emerson Campos ressalta que essa reorganização é uma discussão nacional e deve levar à redução dos preços dos planos. “Queremos trabalhar para manter a saúde. Evitar que o plano seja usado apenas quando o paciente estiver com algum problema grave. É uma mudança de foco. No lugar de tratar da doença, vamos promover a saúde”, ressalta Campos.
A ANS vem estimulando os programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças, com uma mudança no modelo de assistência que está em vigor hoje. Segundo a agência reguladora, grande parte das doenças que acometem a população atualmente é passível de prevenção.
Assim como a Unimed, outras operadoras, como Golden Cross e Bradesco Seguros, estão com fortes investimentos nos programas de prevenção de doenças. Na Golden Cross, mais de 9 mil associados são atendidos hoje pelo Golden Vida, um leque de produtos direcionados à qualidade de vida, promoção, prevenção e reabilitação da saúde. O programa está dividido nos módulos de atenção básica, de prevenção a doenças e de atenção especializada para doentes em variados estágios. O objetivo é melhorar a qualidade de vida, incentivar hábitos saudáveis e otimizar os cuidados aos portadores de doenças crônicas.
Na Bradesco Saúde, o programa Juntos pela saúde leva aos segurados algumas ferramentas para prevenir doenças, como questionários de avaliação de saúde, folhetos educativos, palestras e vacinas anuais contra a gripe. Segundo a operadora, os participantes do programa tiveram índices de sinistralidade reduzidos entre 15% e 30%, com redução em fatores de risco como sedentarismo e obesidade, além de melhorar a qualidade de vida e reduzir o custo da assistência. A seguradora acredita que a  informação e a assistência oferecidas fazem com que os participantes do programa tornem-se mais conscientes e motivados a mudarem hábitos de vida e o comportamento em relação à sua saúde.
Economia de 20% com serviço
A reorganização no modelo de assistência à saúde envolve a revisão do relacionamento com alguns atores do setor, como operadoras de planos de saúde, médicos, profissionais de saúde, hospitais, indústria farmacêutica, distribuidores de medicamentos, farmácias e indústria de equipamentos e materiais, avalia o presidente da Federação das Unimeds de Minas Gerais. A entidade reúne 62 unidades no estado e 2,2 milhões de clientes.
A federação vai lançar em março o livro A inovação e a prática no gerenciamento de condições crônicas, a terceira publicação da série Desenvolvimento da saúde. As Unimeds contam hoje com 23 unidades no estado com programas de promoção da saúde e 3 mil clientes em atendimento. A economia gerada com os serviços demandados por esse público foi de 20%.
O estilo de vida dos clientes é outro foco de atenção das operadoras. Segundo pesquisas do mercado, o estilo de vida inadequado é responsável pela mortalidade precoce em mais de 50% dos casos das pessoas com até 70 anos de idade. Em geral, responde por mais de 50% dos casos, sendo o restante dividido entre ambiente (20%), genética (20%) e assistência médico-hospitalar (9%).
A mudança no atendimento também deve ocorrer em função do envelhecimento da população Hoje, a idade média da população brasileira está em 72 anos, mas deve passar de 50 anos em 2050, avalia Fidelis Campos. “E a partir dos 60 anos o custo do plano de saúde começa a subir. Dos nossos clientes, 10% gastam 60% do total da arrecadação. A procura ao médico deve ser ativa. Hoje, na maioria dos casos, é passiva, quando a doença já está em estágio avançado”, ressalta.  (Geórgea Choucair - Estado de Minas)
 
 
 
 
 

26.02 - Plano não pode limitar quantidade de exames
A 1ª Câmara Cível do TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) manteve decisão que impediu a Unimed Natal de restringir o número de exames que um segurado pode realizar.
A empresa apelou ao TJ da decisão 12ª Vara Cível da Comarca de Natal que determinou que a Unimed autorizasse o exame de ultra-sonografia em uma paciente grávida e com ameaça de aborto.
O plano de saúde negou o exame e discordou da decisão judicial porque o contrato firmado entre a paciente e a Unimed possuía uma cláusula expressa limitando a realização de apenas dois exames por ano do tipo solicitado pelo médico da paciente.
Como o contrato era anterior a Lei 9656/98 e a paciente não optou pela adequação do plano à nova legislação a Unimed entendeu que ela não teria direito ao exame.
Mas os desembargadores do TJ-RN concordaram com a decisão de primeira instância. O relator do processo, desembargador Dilermando Mota, disse no voto que os contratos de planos de saúde estão submetidos ao Código de Defesa de Consumidor.
Ao verificar o contrato, o desembargador constatou que a cláusula que limita a quantidade de exames está escrita em letras minúsculas e sem qualquer destaque que chame a atenção do contratante.
O Código do Consumidor diz que as cláusulas que resultarem em limitação de direito do consumidor, além de escritas em termos claros e com caracteres legíveis, devem ser redigidas em destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.  (Última Instância)

26.02 - Plano deve pagar tratamento em casa
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça) determinou que a operadora de plano de saúde Amil deve oferecer tratamento de quimioterapia em casa, por meio de pílulas, para toda a sua carteira de clientes no Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por meio de liminar (medida provisória) e já é válida para todos os usuários da operadora de saúde.
A ação foi movida pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) devido apenas uma reclamação. "Mas a própria empresa confirmou por meio de documentos adotar essa postura", disse o promotor do caso, Carlos Andresano. "A Amil alegou não precisar arcar com tratamentos domiciliares, o que não se aplica em caso de câncer".
De acordo com o advogado especializado Julius Conforti, a legislação dá liberdade para que as operadoras não tenham de se responsabilizar por tratamentos feitos em casa. No entanto, os tribunais do país têm entendido que a quimioterapia realizada com remédios deve ser coberta pelo plano de saúde.   (Livia Wanchowiak Junqueira - Agora S.Paulo)

26.02 - OdontoPrev tem lucro de R$ 12,7 milhões
Quarta-feira a OdontoPrev (ODPV3) divulgou seu resultado trimestral. Segundo os números reportados, seu lucro líquido foi de R$ 12,719 milhões, o que mostra um ganho de 8,1% se comparado ao mesmo período de 2008, quando seu lucro foi de R$ 11,76 milhões. No ano, a empresa viu seus ganhos crescerem 6,9%, alcançando R$ 58,976 milhões.
O principal destaque do resultado foi o acréscimo de 1,71 milhão de novos associados, dos quais cerca de 1,46 milhão é proveniente do Bradesco Dental, um crescimento de 69,7% em relação ao último trimestre de 2008. No entanto, ainda não foi incluído no balanço consolidação das contas do resultado da empresa associada.
O crescente número de associados também favoreceu o aumento da receita líquida da empresa, que evoluiu em 15,8%, fechando o trimestre em um total de R$ 100,6 milhões, contra os R$ 86,8 milhões apresentados um ano atrás. Em relação ao ano de 2008, houve avanço de 19,2% na receita, para R$ 379,4 milhões.
O Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado da companhia também foi positivo, registrando alta de 16,1% em relação ao último trimestre de 2008. Já no total de 2009, a evolução foi de 6%, acumulando no último ano R$ 80,594 milhões, contra os R$ 76,018 milhões do período anterior.
Comentários da companhia
A empresa destaca a utilização de um tíquete médio de R$ 13,11 no quarto trimestre, superior aos R$ 12,56 do mesmo período de 2008. Na comparação anual, o tíquete médio passou de R$ 12,07 para R$ 12,80, apresentando expansão de 6%. Além disso, a empresa destaca as sete aquisições feitas desde a abertura de capital, em especial a do Bradesco, "que potencializará o crescimento a partir de 2010", afirma o relatório.  (Tainara Machado - InfoMoney)
 
 
 
 
 

25.02 - Saúde nos negócios
Na agenda dos empresários do segmento de seguro-saúde, vários tópicos ocupam espaço para discussão: aumento da sinistralidade decorrente de procedimentos mais onerosos e recentes epidemias, conformidade com as exigências da ANS (Agência Nacional de Saúde), portabilidade dos planos, geração de caixa, inadimplência, crescimento versus consolidação, dentre outros itens.
Todas estas questões merecem pelo menos o esclarecimento do que precisa ser feito para conviver com as mudanças que ocorrem no segmento e também no próprio sistema de gestão e comercialização do negócio. O fato é que a rapidez e eficiência nos diagnósticos de doenças crônicas e a assertividade dos tratamentos com medicamentos mais eficazes convivem agora com a escassez de recursos na área.
O atendimento às resoluções da agência reguladora cria um conflito de interesses entre os prestadores de serviços e os usuários finais, impactando diretamente no desempenho das empresas de menor escala de atendimento, que se veem obrigadas a abrir espaço para os competidores mais bem estruturados à nova realidade, tendendo, assim, a desaparecer do mercado de saúde inúmeros players.
Neste cenário de aparente indefinição no segmento, a dúvida que assola os empresários é crescer e adquirir musculatura para competir ou consolidar as operações a um nível adequado de sobrevivência.
Sem dúvida, o interesse maior de cada empresário é continuar crescendo de forma sustentável e, para tanto, planejar este crescimento se faz necessário. O exercício de reflexão estratégica passa por estabelecer uma visão externa do mercado e uma visão interna das competências que a organização deve ter para competir.
Começando pelo ambiente externo, é necessário monitorar os aspectos que impactam no desempenho do setor, tais como: perspectivas de crescimento, evolução da renda per capita da população abrangida, índices macroeconômicos e fatores inerentes à competição, incluindo a concorrência, política de preços, canais de venda, potenciais nichos de mercado e escopo de atuação geográfica.
De posse destas informações, alguns questionamentos deverão ser formulados para definir a estratégia a ser seguida. E isso passa pela definição dos mercados-alvo, os clientes potenciais em cada segmento, o tamanho do mercado, as tendências econômicas e tecnológicas, os competidores existentes no mercado-alvo, os players emergentes, dentre outras informações.
Com esta visão de mercado e demais variáveis, é possível a formulação de uma estratégia visando o aproveitamento das oportunidades ou na conquista de clientes insatisfeitos com os concorrentes.
Entretanto, a organização deve estar preparada para este crescimento e isto significa torná-la mais ágil, ter equipes preparadas para administrar a mudança, conhecer suas competências essenciais e alavancar seus pontos fortes quando as oportunidades surgirem.
Para tanto, deverá promover uma reestruturação nos processos de atendimento, agilizando as decisões, estabelecendo metas de desempenho alinhadas à estratégia, integrando as informações fazendo uso da tecnologia e automação, redimensionando recursos e atuando no controle e redução dos custos e despesas, principalmente no momento em que experimentar o crescimento.
Um ponto em comum em todas as organizações que vêm conseguindo bons resultados é a profissionalização de suas administrações, assunto que adquiriu importância no setor de saúde nos últimos anos.
As recompensas que advém de uma reflexão estratégica são várias e as empresas que não se sentem preparadas para conduzir este processo tem buscado apoio na consultoria para atuar como facilitadora, provedora de metodologias e integradora das idéias que fluem durante todo este exercício. Assim, quem pretende mudar uma organização deve procurar conhecê-la, descobrir sua identidade, sua cultura e seus valores, sem procurar impor modelos pré-concebidos.   (Edison Cunha - Administradores)

25.02 - Mais saúde aos brasileiros
Melhoria de renda da população brasileira e aquecimento da economia prometem boom para o mercado de saúde no País, em especial para as operadoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste.O cenário de otimismo financeiro para o ano de 2010 somado à melhoria da renda dos brasileiros serão fatores predominantes para o aquecimento do mercado de planos privados de saúde no Brasil. Pesquisas apontam que 20 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza nos últimos dez anos no País, em virtude dos programas sociais implementados pelo Governo Federal nas regiões Norte e Nordeste.A melhoria da renda familiar gera automaticamente a busca por atendimento médico de qualidade, criando uma oportunidade de mercado para os planos de saúde que apresentam o melhor custo-benefício ao cliente. Dentro desse contexto, destaca-se a Santa Clara Planos de Saúde.Os dados da Santa Clara coincidem com os dados de crescimento do segmento da saúde de uma forma geral. Os números na área, que já atingem R$ 16 bilhões, devem influenciar ainda mais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que representa hoje cerca de 8% do PIB da economia do País.Fusões e aquisições de empresas foram responsáveis por manter o fortalecimento do setor no ano passado e devem continuar acontecendo em 2010. Em 2010 a meta da Santa Clara é se consolidar como a maior operadora de saúde do Estado de Pernambuco. Para tanto, os investimentos iniciados no segundo semestre de 2009, continuam ao longo de 2010. Nossa filosofia de trabalho é democratizar o acesso à saúde. (Simone Varella - Folha de Pernambuco)

25.02 - Intermédica pode ser vendida
Especulações do mercado apontam a Amil como possível compradora
Mais uma aquisição parece estar para acontecer no mercado de planos de saúde. Especulações do mercado apontam que Paulo Barbanti, proprietário da Intermédica, teria interesse em vender a operadora, segundo informou a Agência Estado.
E mais um vez, quando se trata de aquisições no mercado de saúde, a Amil teria sido apontada como possível compradora, mesmo em um ano em que está ajustando as operações pós aquisição da Medial Saúde.
Em 2007, o empresário havia concedido mandato para o Morgan Stanley, e agora contratou o Credit Suisse.
O único embate seria o acerto de valores para a compra. Apesar da Intermédica valer supostamente cerca de R$ 800 milhões, Barbanti estaria pedindo R$ 2 bilhões para a aquisição, preço considerado exagerado. A Amil nega que esteja interessada.   (Saúde Business Web)
 
 
 
 
 
 

24.02 - Pediatras paraibanos paralisam atendimento
Pediatras da PB que atendem pelos planos de saúde paralisam as atividades por 48h
Os pediatras paraibanos que atendem pelas operadoras de planos de saúde paralisam as atividades durante 48 horas em protesto contra os valores irrisórios pagos pelas consultas e pela desvalorização da profissão. A suspensão temporária do serviço, que vai durar até hoje (dia 24), não comprometerá o atendimento emergencial. O movimento está sendo organizado pela Sociedade Paraibana de Pediatria (SPP).
Na terça-feira (23), a partir das 6h, a categoria realizou uma mobilização no Busto de Tamandaré, em Tambaú, para chamar a atenção da sociedade sobre o problema, com a distribuição de uma carta aberta à população, explicando a situação. No mesmo dia, às 17h, no Conselho Regional de Medicina (CRM), houve uma assembléia extraordinária para deliberação e uma entrevista coletiva com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Eduardo Vaz.
Um das reivindicações dos pediatras é o aumento do valor da consulta pago pelas operadoras, que hoje varia de R$ 27 a R$ 40. “O que acontece é que as operadoras repassam os reajustes anuais destes procedimentos para o próprio usuário que paga o seu plano de saúde, mas não repassa para o profissional prestador de serviço. Os valores são irrisórios e não têm reajuste desde 2003. Segundo estudos estatísticos da SBP, uma consulta era para estar em torno de R$ 80, para poder se manter com dignidade um atendimento de qualidade em uma clínica privada”, explicou a presidente da SPP, Kátia Laureano.
Pediatria ameaçada - Ela lembrou também que a desvalorização da profissão afeta diretamente o atendimento aos pacientes e que essa não é uma realidade só da Paraíba. “Temos visto o fechamento de clínicas e consultórios de pediatria em todo o Brasil e especialmente na nossa cidade. Por isso, há superlotação de serviços de urgências, demora na marcação de consultas em consultórios, poucos leitos de internação de pediatria, redução no número de médicos dedicados a especialidade pediátrica, insatisfação de médicos e pacientes e redução na qualidade dos serviços prestados. Se não houver providências, esta especialidade, já tão pouco procurada pelos estudantes de medicina, irá se extinguir num futuro próximo”, disse.
Kátia informou que a decisão de paralisar os serviços por 48 horas foi tomada em assembléia realizada no último dia 3, diante da omissão das operadoras de planos de saúde, que não deram qualquer tipo de resposta aos apelos da SPP. “Após essas 48 horas esperamos que surja alguma esperança de negociação, pois nossa intenção não é brigar, gerar polêmicas ou deixar de atender por convênios, mas sim chegar a um consenso que torne viável esta prestação de serviços. Em alguns Estados, ocorreu descredenciamentos, o que também pode até ser possível aqui, mas não é o nosso objetivo”, disse Kátia. O movimento tem o apoio do Ministério Público, CRM, Sindicato dos Médicos e Associação Médica Brasileira. (ClickPB)

24.02 - Home Doctor no Top Hospitalar 2009
Pela sexta vez consecutiva, a Home Doctor foi indicada para o Top Hospitalar, na categoria home care, principal premiação da área de saúde do País. O Top Hospitalar tornou-se o mais reconhecido e cobiçado prêmio do setor de saúde e visa laurear as empresas, instituições e profissionais que mais se destacaram ao longo do ano e que contribuem para o desenvolvimento e fortalecimento da saúde no Brasil.
Atualmente, o setor é responsável por cerca de 5% do PIB nacional, mostrando sua importância na economia brasileira, mas, mesmo com essa força, o mercado carecia de um estudo que apurasse, de acordo com a opinião dos diferentes profissionais da cadeia da saúde, aqueles que são referência em sua forma de gestão. Para tanto, foi criado em 1997 o Top Hospitalar, com o objetivo de promover os melhores de cada área da saúde, criando benchmark e contribuindo assim para o desenvolvimento contínuo desse mercado.
Um comitê com cerca de 200 lideranças do setor da saúde é responsável pela formação de uma lista tríplice que abrange 25 categorias em toda a cadeia do setor de saúde. Posteriormente, essa lista é aberta para votação dos leitores qualificados das revistas Fornecedores Hospitalares e Saúde Business. Assim definem-se os campeões e destaques do ano.
A Home Doctor foi vencedora dessa premiação nos anos de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, por manter seus altos padrões de qualidade no atendimento prestado aos seus pacientes e por ser a marca mais lembrada no segmento de home care.   (AssPreviSite)

24.02 - Odontólogos denunciam abuso de planos
Prática abusiva de planos odontológicos alagoanos está com os dias contados. Uma sanção prevista em portaria pelo Ministério da Saúde (MS) vai acabar com a obrigação imposta pelos planos de que dentistas seriam forçados a realizar exames de raios-X durante as perícias, visando comprovar que fizeram os procedimentos. A denúncia partiu dos próprios profissionais, indignados com a obrigação aplicada pelos planos.
O Ministério da Saúde classifica a prática como abusiva e lesiva à saúde, já que procedimentos em excesso podem causar efeito cumulativo no organismo, levando ao câncer. Segundo a dentista e tutora do Portal Educação, Christiane Linda Toriy, o efeito da radiação é acumulativo e pode causar danos à população.
A partir da aprovação da medida, os planos que continuarem a cometer esse ato receberão advertência e até cassação do alvará de funcionamento ou, ainda, aplicação de multa, que pode chegar a R$ 1,5 milhão.  (Pantanal News)

 
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