03.07 - ANS: Caderno
de Informação da Saúde Suplementar
Já está disponível para consulta e download a
edição de junho do Caderno de Informação da
Saúde Suplementar, publicação trimestral sobre o setor
de planos de saúde editada pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). A seção Em Pauta, deste mês, traz
o artigo "Rede de serviços de saúde segundo dados do Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde", texto sobre a rede de prestadores
de serviços de saúde instalada no Brasil e suas respectivas
interfaces entre os setores público e privado.
Como novidades, o novo número traz o novo método para
o cálculo dos dados relativos à utilização
dos serviços de saúde, apresentados na subseção
4 que, a partir de agora, passa a ser denominada Cobertura de Planos Privados.
A outra novidade, também na subseção 4, é a
apresentação dos indicadores de atenção à
saúde, selecionados para o monitoramento da prevenção
e do controle de doenças de grande importância epidemiológica.
Consulte o Caderno de Informação da Saúde Suplementar
- edição junho de 2009 no link: http://www.ans.gov.br/portal/upload/informacoesss/caderno_informaca_06_2009.pdf
(ANS)
03.07 - Diagnósticos: Crescimento
O setor laboratorial registrou crescimento acumulado de 10% nos últimos
12 meses, segundo pesquisa da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico
Laboratorial), entidade que reúne 40 empresas do setor de diagnóstico
"in vitro". (Guilherme Barros - Folha de S.Paulo)
03.07 - Médicos, pacientes e moderadores de apetite
O jornal do Conselho Federal de Medicina na edição de
Jan/Fev 2009 publicou um artigo da psiquiatra Regina Coeli Martins Pinto,
com o título acima. No referido artigo a Dra diz ser médica
há 29 anos, diz nunca ter prescrito anorexígenos e defende
a retirada sumária destes fármacos do mercado. Como médico
há 36 anos e professor de Endocrinologia e Metabologia da Universidade
Federal do Paraná há 34 anos, gostaria de contrapor esta
opinião.
A obesidade é uma doença crônica, universal, de
prevalência crescente e que vem adquirindo proporções
epidêmicas alarmantes, sendo a doença metabólica mais
comum e um dos principais problemas de saúde da atualidade. Estima-se
que hajam no mundo mais de 1 bilhão de adultos com sobrepeso e mais
de 300 milhões de adultos obesos. A prevalência da obesidade
vem aumentando assustadoramente também em crianças.
A obesidade está associada a varias doenças muito prevalentes
na sociedade moderna, tais como: diabetes mellitus tipo 2, doença
cardiovascular, hipertensão arterial, dislipidemia, calculo biliar,
esteatose hepática, gota, alguns tipos de câncer, osteoartrite,
problemas respiratórios, alterações endócrinas
e distúrbios psicológicos. A Organização Mundial
da Saúde prevê que em 10 anos, dois terços das doenças
serão atribuíveis a doenças crônicas associadas
à obesidade.
Vários estudos com grandes populações , bem como
estudos epidemiológicos menores, mostram a relação
entre mortalidade e Índice de Massa Corporal (IMC), com uma aceleração
no risco de mortalidade para IMC acima de 30. Vários estudos mostram
também que uma perda ponderal de 5 a 10% melhora as co-morbidades
e diminui a mortalidade.
A obesidade é uma doença complexa e de origem multifatorial,
com influencias genéticas, hormonais, psico-sociais e ambientais.
Havia um conceito errôneo de que a obesidade era conseqüência
apenas da interação de hábitos alimentares errados
e de falta de atividade física, ambos resultados de falta de vontade,
personalidade e caráter do obeso. Com a descoberta da Leptina em
1994, este panorama mudou, a obesidade passou a ser ciência e hoje
inúmeras substâncias (Ghrelina, CRH, POMC, Cart, TRH, NPY,
Adiponectina, GLP1, TNF?, citocinas, resistina, visfatina, UCPs, PPARs,
CCK) estão relacionadas a esta patologia. E, como na psiquiatria,
a intrincada ação cerebral de algumas destas substâncias
é que irão determinar maior ou menor fome/saciedade. Eu me
atreveria a fazer um comparativo da obesidade com algumas doenças
psiquiátricas, por exemplo, o individuo não tem síndrome
do pânico porque quer e o obeso não é obeso simplesmente
porque quer.
Concordo plenamente com a colega, quando diz que prevenção
é o melhor remédio, mas infelizmente o aumento global da
prevalência da obesidade mostra que estamos perdendo esta batalha,
espero que não a guerra.
Concordo também que reeducação alimentar e atividade
física são fundamentais e os vários consensos e diretrizes
nacionais e internacionais dizem que drogas no tratamento da obesidade
devem ser usadas apenas como parte de um programa que inclua dieta, atividade
física e mudança comportamental. Dizem também que
estes medicamentos podem ser utilizados como terapia de apoio em pacientes
obesos (IMC>30) ou com sobrepeso (IMC>25) desde que hajam fatores de risco
ou doenças associadas.
Concordo que o Brasil é um dos países que mais consomem
drogas anorexígenas. A colega refere que na comunidade Européia
e nos Estados Unidos o uso de anfetaminas é proibido, gostaria de
esclarecer que o uso de anfetaminas também é proibido no
Brasil. O que se utiliza no Brasil e também na maioria dos países
citados, são derivados anfetamínicos que causam bem menos
efeitos colaterais. No Brasil utilizamos anfepramona e fenproporex e nos
Estados Unidos utiliza-se anfepramona e fentermina. Quando a Dra diz que
“não é normal consumir anfetaminas, nosso cérebro
produz gratuitamente, neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina
etc.) que regulam a nossa vida mental e funções básicas
como sono, prazer, controle da fome , por exemplo”, eu perguntaria por
que então os psiquiatras utilizam drogas serotoninérgicas,
dopaminérgicas, etc.
Os anorexígenos, como todos os medicamentos, devem ser utilizados
dentro de uma ética rigorosa. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia
e Metabologia (SBEM) e a Associação para o Estudo da Obesidade
e da Síndrome Metabólica (ABESO), vem há muitos anos
combatendo o uso indiscriminado destes farmacos e dentro destas sociedades
eu tenho sido um ferrenho defensor do uso correto e ético destes
medicamentos.
Como a obesidade é uma doença crônica de difícil
tratamento e como o número de obesos só faz aumentar, houve
um desvirtuamento no tratamento farmacológico desta patologia por
parte de pseudo-endocrinologistas, a quase totalidade sem nenhuma formação
endocrinológica. Vendo nestes pacientes um filão a ser explorado,
estes médicos passaram a utilizar fórmulações
magistrais emagrecedoras que chegavam a conter mais de 20 princípios
ativos (doses abusivas de anorexígenos, diazepinicos, hormônio
tireoidiano, diuréticos, laxantes, etc. etc.) que ocasionavam uma
rápida perda de peso mas com sérios efeitos colaterais. Como
não se priorizavam as mudanças de hábito de vida,
estes pacientes, uma vez suspendendo o uso da fórmula, recuperavam
todo o peso perdido e voltavam a aquele profissional em busca de nova formulação,
tornando-se assim prisioneiros das mesmas. Acredito que este uso abusivo
de formulações magistrais tenha sido o responsável
pelos índices Brasileiros de consumo de anorexígenos e pela
má fama dos mesmos.
A SBEM e ABESO sempre combateram a prescrição destas
formulações magistrais e contavam que a resolução
CFM 1477/97 que proibe a associação de moderadores do apetite
com outras substancias, com a finalidade de tratar a obesidade, viesse
a coibir esta má prática. Infelizmente o resultado desta
resolução foi pífio e as formulações
magistrais continuaram a ser prescritas.
Prescrevo anorexígenos há mais de 30 anos para os pacientes
que realmente deles necessitam, de acordo com as Diretrizes Nacionais e
Internacionais. Nosso objetivo com o emagrecimento é diminuir a
morbi-mortalidade e acredito ter atingido este objetivo em inúmeros
pacientes. Estes fármacos prescritos nas doses corretas, são
eficazes, ocasionam poucos efeitos colaterais, tem um potencial de dependência
muito pequeno e com certeza esta é a opinião da maioria dos
endocrinologistas que tem experiência com o uso destes medicamentos.
Pelas razões expostas, defendo que estes medicamentos devem
permanecer no mercado e espero que o controle mais rígido por parte
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a partir
da resolução RDC 58 coiba os abusos e que o Brasil deixe
de ocupar os primeiros lugares no uso destes fármacos.
“ O REMÉDIO MAIS UTILIZADO EM MEDICINA É O PRÓPRIO
MÉDICO, O QUAL, COMO AS DEMAIS MEDICAÇÕES, PRECISA
SER CONHECIDO EM SUA POSOLOGIA, EFEITOS COLATERAIS E TOXICIDADE” Michael
Ballint – Psicanalista Inglês (Henrique Suplicy
- CFM)
02.07 - Abramge: Dicionário de Saúde
Suplementar
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo – Abramge
desenvolveu o DASS – um glossário de palavras técnicas e
específicas do setor.
O Dicionário Abramge de Saúde Suplementar busca facilitar
ainda ,mais a informação precisa sobre um setor complexo
e, em alguns momentos, com características muito peculiares.
O produto apresenta uma linguagem muito adequada para uso dos profissionais
de imprensa. Nssos cumprimentos pela iniciativa da entidade e seus
profissionais. (AssPreviSite)
02.07 - Rotinas médicas e conhecimento
Burns (Edward McNall Burns - História da Civilização
Ocidental), já nós fazia entender que sempre é a “
força da grana que ergue e destrói coisas belas”
(Caetano Veloso, em Sampa).
A Economia da Saúde vive um dilema: ou os gastos se tornam previsíveis
e controláveis ou a medicina privada entra em colapso, de modo semelhante
ao sistema público.
Enfatizamos, sem estar inovando, que atitudes proativas de busca e
seguimento de pacientes crônicos ou de risco para determinadas patologias,
eficiência em todos os níveis do atendimento, resolutividade
e prevenção dos problemas devem ser parte do Planejamento
Estratégico. Questionamos o efeito perverso da portabilidade, que
deverá extinguir todos os programas de medicina preventiva das operadoras.
Muitas ferramentas já estão construídas: Gestão
Operacional, Inteligência Epidemiológica, Núcleo de
Controle de Qualidade em Atendimento, mas quantas Empresas de Gestão
de Assistência à Saúde têm adotado esses mecanismos
no lugar de criar dificuldades de acesso ao atendimento de maior custo/complexidade,
práticas que não são satisfatórias nem resolutivas?
De forma polêmica Clayton M. Christensen (Inovação
na Gestão de Saúde) propõe que o atendimento do que
seja conhecido e sequenciado, regido por rotinas e que não tenha
risco implícito, pode deixar de ser realizado pelos médicos.
Ressalto que não sugere que qualquer patologia que tenha Protocolos
deva deixar de ser atendida por médicos.
Isto já está acontecendo nos Estados Unidos, onde o custo
da hora/médico, e mesmo de hora/enfermagem tem um peso mais significativo
que no Brasil.
Como exemplo consideremos uma Unidade de Hemodiálise, onde,
no modelo americano, não existe a figura do médico. Sendo
um tratamento de caráter crônico o processo da diálise
é da enfermeira – com a ressalva que não existe o profissional
técnico em enfermagem, ou auxiliar de enfermagem. Os casos agudos
ou de risco são encaminhados para atendimento hospitalar. O médico
atua em seu consultório, sem relação de contiguidade
com a Unidade, atende os pacientes, dentro da rotina para as avaliações
periódicas, recebendo pelo ato médico.
No Brasil temos como exemplo dessa tendência, reforçada
pelo item custo, a atividade do profissional de Ortóptica incorporando
funções antes exclusivas do Oftalmologista. Da mesma forma,
a entidade de classe da Enfermagem vem reinvidicando e assumindo rotinas
antes de exclusividade médica.
Este postulado pode ser aplicado no Brasil? Deve ser aplicado para
outras atividades? Também de acordo com Christensen o médico
deve permanecer apenas em três funções insubstituíveis:
1. Como consultor, com recursos em Telemedicina, atuando em Centros
de Referência para casos não diagnosticados;
2. Em Hospitais, locais de atendimento que implicam em risco de vida;
3. Em consultórios próprios, de forma independente, retomando
a atividade autônoma.
Não coloco isto como proposta, mas intencionalmente como um
repensar das formas de utilização racional do recurso conhecimento,
inerente a cada profissional, e de seu valor agregado no atendimento à
saúde.
O que devemos pagar e quanto devemos pagar, perante as fontes limitadas
e as demandas reais - e mais ainda as criadas! -, deve ser balanceado pelas
diversas realidades, incluindo a efetividade do cuidado dispendido, isso
sem desvalorizar o profissional detentor do saber através de um
cruel leilão reverso. (Anita Espligares Negrão
Caldas - Blog de João Carlos Bross - Saúde Business Web)
02.07 - Congresso esbanja com planos de
saúde
Pagamentos do Senado com planos de saúde de parlamentares, servidores
e dependentes aumentaram 122%.
Depois da auditoria nos contratos com as empresas terceirizadas, o
primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI),
tem outra conta milionária em vista: as despesas médico-odontológicas
da Casa. Entre janeiro de 2004 e dezembro de 2008, os gastos da instituição
com a saúde de senadores, funcionários e dependentes subiram
122% — de R$ 29,1 milhões para R$ 64,8 milhões. A variação
foi quatro vezes maior do que a inflação registrada no mesmo
período, de 26%.
Medindo as palavras para não atravessar um assunto de competência
da Presidência, comandada por José Sarney (PMDB-AP), Heráclito
confirmou a intenção de auditar a área. “Esses valores
chamaram mesmo a atenção. Vamos ter que dar uma olhada, sim”,
disse ao Correio. Segundo os dados extraídos do Portal da Transparência
do Senado, o desembolso total foi de R$ 222 milhões entre 2004 e
2008.
O plano de saúde da Casa tem lugar para todos. Além de
parlamentares, funcionários e dependentes, ex-senadores e agregados
têm direito a realizar consultas, exames e cirurgias com dinheiro
público (leia mais ao lado). O atendimento se expandiu a tal ponto
que existem hoje duas secretarias distintas para administrá-lo,
SIS (servidores) e SAMS (senadores). O Senado reembolsa despesas médicas
e adquire material e equipamentos hospitalares, farmacêuticos e odontológicos.
Questionada sobre a evolução das despesas médicas,
a assessoria de Sarney informou que ele determinou um contingenciamento(1)
desses gastos, limitando-os a R$ 25 milhões. Será uma tarefa
difícil. A meta é inferior ao que foi gasto em 2004 (R$ 29,1
milhões). De lá para cá, a lista de beneficiados só
aumentou. “Temos que revisar”, disse Heráclito, sem ter ainda uma
ideia de quais ajustes poderiam se realizados no benefício para
torná-lo mais econômico.
Os 81 senadores da ativa, 310 ex-senadores e seus pensionistas usufruem
do sistema de saúde mantido pela Casa. Seis meses no exercício
do mandato é o suficiente para fazer jus ao benefício. Os
congressistas não desembolsam sequer um centavo para ter todas as
despesas de saúde pagas. No caso dos parlamentares da ativa e familiares,
inclusive, não há limite de gastos.
Além dos congressistas, há 18 mil servidores efetivos
e comissionados, entre ativos e inativos, beneficiários do plano
de saúde. Os funcionários em atividade e os inativos têm
descontados, em média, R$ 260 por mês. O custo de cada servidor
ao ano é de cerca de R$ 3 mil.
Intrigas
As informações sobre as despesas médico-odontológicas
do Senado têm contribuído para acirrar as intrigas entre parlamentares
e servidores do alto escalão. À tarde, num discurso inflamado
de três horas, o líder tucano Arthur Virgílio (AM)
pediu ao primeiro-secretário informações sobre a legalidade
dos gastos realizados com o tratamento de sua mãe, que sofre de
Alzheimer.
Virgílio acusa o ex-diretor-geral Agaciel Maia e aliados de
vazar detalhes sobre essas despesas para atingi-lo politicamente. “Esse
homem, até quando me acusa, não consegue fugir de dizer que
praticou uma ilegalidade, porque, se liberou tratamento que não
deveria ter liberado, ele praticou uma ilegalidade. Ou seja, ele quer me
transformar em seu cúmplice”, disse.
Repasses sob investigação
A Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) investiga
a legalidade do pagamento de despesas médico-odontológicas
a ex-senadores e seus dependentes nos últimos anos. A apuração
foi aberta a partir de reportagem do site Congresso em Foco, que revelou
gasto de R$ 1,6 milhões com assistência médica, psicológica
e odontológica de 45 ex-parlamentares, além de seus familiares.
Os procuradores pediram a Casa esclarecimentos sobre as regras que regem
o ressarcimento dos desembolsos.
Editada em novembro de 2003, decisão da Mesa Diretora permitiu
que ex-senadores no exercício de cargo público tivessem direito
ao benefício. Dois tiveram ressarcimento superior a R$ 100 mil —
Almir Gabriel (PA) e Moisés Abraão (TO). O ex-governador
do Pará é o ex-senador que teve maior reembolso de despesas
de saúde: R$ 144,8 mil, no total. Segundo informações
de Gabriel, ele esteve internado duas vezes e usou o dinheiro público
para custeou internações no Hospital do Coração,
em São Paulo, e no Pró-Cardíaco, no Rio.
A decisão da Mesa também garantiu assistência médica
vitalícia para o ex-diretor geral e o ex-secretário-geral
da Mesa. Ela equiparou as duas funções à de ex-senador,
com direito a atendimento vitalício de saúde na rede conveniada
do Senado e a ressarcimento de despesas médicas, odontológicas
e psicológicas.
Ainda segundo o Congresso em Foco, a medida beneficiou até agora
apenas o ex-secretário-geral da Mesa Raimundo Carreiro, atual ministro
do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o Sistema Integrado
de Administração Financeira (Siafi), o ministro Raimundo
Carreiro obteve ressarcimento de R$ 3.043 do Senado para cobrir despesas
de saúde em 2008. Outro com direito ao benefício é
o ex-diretor geral Agaciel Maia, afastado do cargo depois da denúncia
de que omitiu uma mansão da sua declaração de renda.
(MR)
Torneira fechada
Em fevereiro, ao assumir a Presidência do Senado, José
Sarney (PMDB-AP) anunciou cortes realizados pela Casa para atingir a meta
de redução de 10% no orçamento de custeio e investimento.
A previsão inicial de gastos da instituição em 2009
era estimada em R$ 2,9 bilhões, dos quais 80% se referiam a despesas
de pessoal. Sarney suspendeu obras orçadas em R$ 6 milhões
e R$ 4,5 milhões em serviços gráficos.
(O Imparcial)
02.07 - Plano vai atender paciente de gripe
Hospitais privados vão passar a acolher os doentes, por causa
da lotação do Emílio Ribas
A superlotação em pelo menos dois hospitais públicos
de referência para o atendimento da gripe suína fez a Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo convidar ontem unidades privadas
da capital a atender pacientes que têm planos de saúde. No
entanto, apesar de a pasta ter chegado a anunciar a imediata participação
de onze hospitais, até o início da noite as unidades ainda
definiam como e quando ocorrerá a participação - e
uma desistiu. Procurados pela reportagem, cinco confirmaram o atendimento
imediato.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital Cema, na zona leste, a
unidade não vai participar porque já tem uma alta demanda
e poderia contribuir para a disseminação da gripe se implantasse
o atendimento.
Questionada, a secretaria informou à noite que apenas os hospitais
Albert Einstein, Sírio-Libanês, Samaritano, Oswaldo Cruz,
9 de Julho e São Luiz assinaram termo de compromisso de realizar
o atendimento. Mas Sírio-Libanês, Einstein, 9 de Julho, São
Luiz, e Samaritano confirmaram à reportagem o imediato atendimento
dos casos. Os hospitais Sírio-Libanês e Einstein destacaram
que já vinham atendendo pacientes.
“Vamos atender no pronto-socorro e da melhor forma possível”,
afirmou Ruy Bevillacqua, diretor médico corporativo do São
Luiz. Segundo o diretor clínico do Oswaldo Cruz, Pedro Renato Chocair,
ainda é necessário definir áreas para atendimento
e o fluxo dos pacientes. “Isso ainda não ocorreu, estamos na fase
de montagem da infraestrutura.”
A reportagem não conseguiu ouvir ontem o hospital Beneficência
Portuguesa.
A rede privada Diagnósticos das Américas, convocada a
auxiliar nos exames de pacientes suspeitos, informou que ainda não
tinha confirmação de que vai participar. O laboratório
Fleury, também convocado, destacou que não há prazo
para isso ocorrer. “O teste terá de ser desenvolvido pelo laboratório
e ainda não há kits à venda”, informou Celso Granato,
assessor de infectologia.
Segundo o Ministério da Saúde, a participação
de unidades privadas não está prevista em seus protocolos
que valem para todo o País, mas a definição da rede
de referência é de responsabilidade do Estado. Atualmente,
18 hospitais públicos já compõem a rede de referência
no Estado, 5 na Grande São Paulo.
O secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata,
destacou ontem que exames poderão ser colhidos nos hospitais privados,
que também estão capacitados a fazer internações,
caso seja necessário. “Os hospitais vão receber os medicamentos
assim como o Emílio Ribas (hospital público estadual) recebe.”
O Estado de São Paulo tem 308 casos da doença. (Emilio
Sant’anna e Fabiane Leite - Jornal da Tarde)
01.07 - Recusas de planos de saúde
causam polêmica
A falta de informações claras nas relações
de consumo entre usuários e planos de saúde provoca controvérsias
nos momentos mais delicados, justamente aqueles em que o paciente mais
precisa da cobertura da operadora. Neste ano, até o dia 20 de junho,
o Procon do Paraná registrou quase 900 atendimentos envolvendo planos
de saúde. Desentendimentos acerca dos contratos lideram a lista
de reclamações, com 27,5% das ocorrências. Em segundo
lugar aparecem os problemas de cobrança e logo em seguida recusas
de cobertura ou mau atendimento.
O funcionário público Joel Pons Reis, 30 anos, conta
que teve dificuldades quando decidiu rescindir o contrato com a operadora
logo após o nascimento de seu filho. “Tinha o plano apenas para
a criança e pagava R$ 60 por mês, mas minha mulher recebeu
um benefício de cobertura empresarial para toda a família,
com outra operadora, praticamente pelo mesmo valor”, conta. Quando procurou
a empresa Saúde Ideal para cancelar o contrato, Reis foi informado
de que deveria pagar o equivalente a um ano de mensalidade a título
de multa rescisória. “O contrato iria acabar dentro de três
meses, por isso achei a cobrança injusta e abusiva. Fui ao Procon
e pedi o cancelamento do plano sem o pagamento da multa”, relata. Em audiência,
o órgão homologou um acordo entre as partes.
ANS quer que pessoas “leiam antes de assinar”
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão
federal que regulamenta e fiscaliza a atuação dos planos
de saúde no país, iniciou uma campanha publicitária
para estimular os consumidores a lerem atentamente os contratos antes de
assiná-los com as operadoras. Com o mote “Ao assinar um contrato
sem ler, o maior prejudicado é você”, a campanha ressalta
a necessidade do consumidor refletir sobre o tipo de contrato mais adequado
ao seu caso. Dessa maneira, acredita o órgão, as pessoas
poderão exercer plenamente seus direitos, como o que garante a portabilidade
das carências ou a cobertura de procedimentos específicos.
O desconhecimento do setor de saúde suplementar entre a sociedade
brasileira e a desinformação dos beneficiários de
planos sobre as características previstas nos contratos impulsionaram
a criação da campanha. “Em ambos os casos, o problema só
é percebido na hora em que o beneficiário mais precisa, ou
seja, quando depende de atendimento”, justifica a ANS. Toda a campanha
direcionará o beneficiário para o site www.ans.gov.br, onde
é possível encontrar mais informações sobre
o setor de saúde suplementar. No endereço da internet, o
consumidor também pode utilizar o Guia ANS de Planos de Saúde,
para pesquisas sobre a portabilidade da carência de seu plano.
Justificativas devem estar no contrato
De acordo com o especialista em defesa dos direitos do consumidor nas
questões envolvendo planos de saúde, Cristiano Heineck Schmitt,
a obrigatoriedade de que certos procedimentos sejam feitos exclusivamente
pela rede credenciada das operadoras tem uma fundamentação
econômica.
Mas nem sempre é possível chegar a um termo amigável.
O administrador de empresas Jorge Gustavo de Almeida Krüeger Neto
alega que, desde que solicitou a cobertura dos custos de uma cirurgia de
câncer de próstata, recebeu seis diferentes versões
para a recusa dos procedimentos pela operadora Unimed. “Primeiro me disseram
que meu plano não contemplava internamento ou atendimento em outras
cidades. Mas pago R$ 892 por mês justamente para ter esse tipo de
cobertura, já que passo a maior parte da semana trabalhando em São
Paulo ou Porto Alegre”, diz.
Outro argumento para a recusa, segundo o usuário, foi o de que
o médico escolhido para realizar a cirurgia não pertence
à rede credenciada da operadora. “Disseram que era para eu mandar
uma carta de próprio punho dizendo que eu arcaria com todas as despesas
do médico, pagando em separado, e foi o que fiz”, alega. Depois
o plano teria informado que o Hospital Osvaldo Cruz, em São Paulo,
local escolhido pelo paciente para a realização da cirurgia,
não era credenciado à operadora. “Fui atrás e confirmei
que o hospital é sim credenciado. Recebi um e-mail da administração
confirmando que a cirurgia poderia ser paga através da Unimed”,
relata.
Entre uma questão e outra, até a véspera da data
da cirurgia, realizada no dia 18 de junho, o paciente ainda não
tinha obtido a liberação do procedimento. “Paguei o plano
rigorosamente em dia, e quando precisei, a operadora simplesmente negou
o pedido de internação com diversas desculpas”, reclama.
A Unimed Curitiba informa, através de sua assessoria de imprensa,
que a negativa para o procedimento solicitado pelo paciente teve como base
uma cláusula do regulamento do plano contratado, que diz respeito
à escolha de um médico não cooperado. O usuário,
no entanto, argumenta que no seu contrato não há restrição
dessa natureza.
Para o advogado Cristiano Heineck Schmitt, autor do livro “Cláusulas
Abusivas nas Relações de Consumo”, a Unimed não estaria
incorrendo em irregularidade ao negar a cobertura na operação
de Krüger Neto. “A obrigação do plano é garantir
os melhores cuidados ao paciente. Garantindo-se o atendimento necessário
com a mesma qualidade, o usuário não pode tentar imputar
um atendimento por um médico não credenciado, escolhido por
um critério pessoal”, avalia.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa
que entrou em contato com o beneficiário para confirmar os termos
da denúncia e encaminhou o caso ao Núcleo Regional de Atendimento
e Fiscalização do Paraná (Nuraf-PR). Segundo a assessoria
de imprensa do órgão, a agência fez diligência
junto à operadora com a finalidade de garantir a cobertura do beneficiário
e instaurou processo administrativo para apurar o caso com a maior urgência
possível. (JL Online)
01.07 - Pediatras ameaçam boicotar planos no DF
Médicos que cuidam de crianças alegam receber pouco das
operadoras pelas consultas. Em protesto hoje, eles cobrarão dos
pais pelos atendimentos e prometem deixar de aceitar convênios em
definitivo a partir de 15 de julho caso os valores não sejam reajustados
Depois do fechamento de emergências e da redução do
número de consultórios, os clientes dos planos de saúde
podem ficar sem nenhuma opção de atendimento pediátrico.
Em um movimento que reúne a maioria dos profissionais dessa especialidade,
os médicos vão suspender todas as consultas pagas pelos convênios.
O protesto, marcado para amanhã, foi a opção escolhida
para negociar com as empresas um reajuste da remuneração
pelas consultas. Na quinta-feira, o atendimento volta ao normal. Mas, se
não houver um acordo até 15 de julho, os pediatras vão
rescindir todos os contratos com as operadoras de convênio e cancelar
definitivamente os atendimentos pagos pelos planos de saúde.
A negociação com as empresas começou em meados
de abril, depois que o Correio denunciou a crise na pediatria dos hospitais
e clínicas particulares (leia memória). Duas grandes unidades
de saúde suspenderam o atendimento de emergência a crianças,
lotando os hospitais que mantiveram a oferta do serviço. O argumento
foi a falta de profissionais no mercado.
O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria no DF, Dennis Alexander
Burns, diz que a baixa remuneração é a principal causa
da crise na especialidade. “Dizer que faltam profissionais é uma
grande mentira. O número de pediatras em atuação na
cidade passou de mil médicos, em 2000, para 1,6 mil neste ano. O
problema é que a maioria não aceita mais o valor que os planos
de saúde repassam por consulta, que varia de R$ 24 a R$ 40. Isso
é menos do que as famílias gastam em uma visita a um pet
shop”, critica Dennis.
Os pediatras exigem que os valores por consulta sejam os mesmos pagos
pelo SIS, o plano de saúde dos servidores do Senado. Essa foi a
única entidade que aceitou rever os honorários dos médicos
dessa especialidade e dobrou o preço repassado por atendimento,
de R$ 50 para R$ 100. Os médicos ainda apresentaram uma contraproposta,
em que aceitavam até R$ 90 por consulta. Mas as empresas de convênios
de saúde não deram resposta até agora, o que acirrou
os ânimos da categoria e incentivou a paralisação.
Emergências
Amanhã, todas as consultas em hospitais particulares e consultórios
serão cobradas. A proposta da Sociedade Brasileira de Pediatria
é que o valor seja R$ 90, justamente o preço pleiteado pelos
profissionais da área. Mas não há como garantir que
quem já cobra acima desse valor reduza o próprio honorário.
Os médicos vão atender por meio de convênios apenas
os casos de emergência nos quais os pais não tenham condições
de pagar pelo atendimento. O plano de saúde do Senado será
o único aceito pelos pediatras durante o movimento.
A ameaça de uma suspensão definitiva dos atendimentos
pelos convênios preocupa muitos pais. A dona de casa Gláucia
Pedroso Guimarães, 33 anos, é mãe de dois meninos,
Pedro, de 2 anos, e Samuel, de apenas 3 meses de idade. Ontem à
tarde, as duas crianças fizeram uma visita ao pediatra. A mulher
não sabia do movimento marcado para amanhã e teme não
ter condições de garantir assistência médica
aos filhos caso os pediatras rompam com os planos. “Tenho dois filhos,
seria muito complicado pagar as consultas, além dos gastos que já
temos com plano de saúde. Espero que isso seja resolvido”, afirma
a dona de casa.
Afinal, quem vai ficar com a conta?
Ministério Público orienta: os pais que, mesmo sendo
conveniados a um plano, tiverem de pagar pelo atendimento médico
de seus filhos devem pedir o reembolso do valor diretamente às empresas.
O ressarcimento, porém, não será integral e pode até
não ocorrer Quem precisar de atendimento pediátrico amanhã
vai ficar no prejuízo. Nem todos os planos de saúde são
obrigados a reembolsar os pagamentos feitos diretamente aos médicos.
A maioria dos convênios deve devolver aos consumidores apenas os
preços previstos em tabela — muito inferior aos R$ 90 que serão
cobrados hoje por grande parte dos profissionais. Em alguns casos, não
há sequer possibilidade de ressarcimento. Os pacientes podem recorrer
à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou ao
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT) para cobrar os seus direitos.
O promotor de Defesa do Consumidor Trajano Sousa de Melo acompanha
há mais de quatro meses o caos na pediatria do Distrito Federal.
Ele recebeu dezenas de reclamações de pais que buscaram atendimento
em hospitais particulares, mas encontraram filas e muitas dificuldades.
Trajano vê com preocupação a notícia da paralisação
dos atendimentos por meio de convênios, prevista para amanhã.
“Os médicos têm suas razões, que devem ser analisadas
pelas empresas. Mas essa paralisação pode causar muitos prejuízos
aos pacientes”, explica o promotor.
Trajano Sousa orienta os clientes de planos de saúde que pagarem
por atendimento a pedir o reembolso (1) às empresas. O representante
do Ministério Público destaca ainda que os próprios
médicos podem ter problemas com o movimento. “Isso vai representar
um descumprimento dos contratos com os planos de saúde e as empresas
poderão cobrar dos pediatras os prejuízos que porventura
tiverem”, finaliza.
“Absurdo”
O militar Roosevelt Torres, 36 anos, está preocupado com o impacto
que a eventual suspensão do atendimento pediátrico por meio
de convênios pode causar em seu orçamento. Pai de Vinícius,
de 6 anos, e Amanda, 2, ele gasta R$ 800 por mês com plano de saúde
para ele, os filhos e a mulher. “Não quero ter que pagar consultas
pediátricas separadamente, já faço um investimento
alto para garantir a saúde da minha família. Seria um absurdo”,
diz o militar, que ontem precisou esperar na fila em um hospital da Asa
Sul para conseguir atendimento para o filho mais velho, que sofria com
mal-estar e vômitos.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável
pela regulação dos serviços prestados pelos planos
de saúde, informou que o ressarcimento de despesas depende do tipo
de plano de saúde contratado pelo beneficiário. A agência
informa ainda que, caso as operadoras não tomem providências,
os beneficiários devem entrar em contato com a ANS para registrar
a denúncia.
Assim como a pediatria, outras especialidades passam pela mesma dificuldade
e podem apresentar falhas no atendimento em breve. Psiquiatria, reumatologia,
clínica médica e geriatria são também exemplos
de setores em que a consulta se resume, na maioria das vezes, ao encontro
entre o médico e o paciente. Na cardiologia, por exemplo, os profissionais
sempre solicitam procedimentos como eletrocardiograma ou testes de esforço.
E eles representam uma remuneração a mais, o que compensa
os baixos valores da consulta. “A consulta com o pediatra é mais
longa e envolve toda a família, já que temos que conhecer
desde o histórico da gravidez. É preciso que haja uma remuneração
específica”, defende o pediatra José Marco Andrade.
1- FIQUE ATENTO
Para solicitar o ressarcimento das despesas com médicos, é
importante guardar os recibos e as notas fiscais entregues pelos profissionais.
Os clientes devem entrar em contato com o plano de saúde por telefone
ou pessoalmente para apresentar a documentação e pedir o
dinheiro de volta — somente nos casos em que isso é previsto em
contrato.
Negociações caso a caso
A maioria dos representantes dos planos de saúde não
quis se manifestar sobre a paralisação de amanhã nem
sobre a possibilidade de uma suspensão definitiva dos atendimentos
por meio de convênio. A Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abramge) informou, por meio da assessoria de imprensa, que as
negociações são feitas individualmente por cada empresa
e que cabe às operadoras se manifestarem. A Amil e a Golden Cross
também foram contatadas, mas ninguém dessas empresas quis
comentar o assunto.
O superintendente da União Nacional das Instituições
de Autogestão em Saúde (Unidas), Roberto Fontenele, critica
a decisão de os hospitais fecharem as emergências por uma
questão de redução de lucros. Ele destaca a dificuldade
de reajustar a remuneração de apenas uma especialidade, o
que poderia gerar descontentamento entre profissionais de outras áreas.
“As operadoras não possuem apenas uma especialidade no seu escopo
de atendimento. Nosso pensamento é fortalecer o atendimento em consultórios.
Além disso, se todos os hospitais se comprometerem a atender a pediatria,
o mercado ficará aberto e os profissionais serão devidamente
remunerados”, destaca o superintendente da instituição, que
reúne 35 entidades no DF, como os planos dos servidores da Caixa,
do STF, da Petrobras e da Infraero.
O problema se arrasta
O Correio denunciou o caos do atendimento pediátrico na capital
federal em 14 de abril deste ano (reprodução). Desde novembro
de 2008, duas unidades fecharam a emergência pediátrica, o
Hospital Brasília, no Lago Sul, e o Prontonorte, na Asa Norte. Manter
esses serviços ficou insustentável devido à remuneração
repassada pelos planos de saúde. Como a maioria das consultas pediátricas
não exige exames extras, os ganhos dos hospitais eram ínfimos.
Na época, as unidades negaram que os valores pagos pelos convênios
haviam causado o fechamento. O Hospital Brasília argumentou que
a decisão era uma estratégia para investir nos procedimentos
de alta complexidade. Já o Prontonorte afirmou que a ideia era concentrar
a pediatria no Hospital Santa Helena, que fica ao lado e é do mesmo
proprietário.
A medida tumultuou as emergências que mantiveram as portas abertas.
Pais e mães com filhos doentes têm que esperar até
três horas na fila por uma consulta. (Correio Braziliense)
01.07 - Febre alta
O salário de um motorista do Senado que dá expediente
como mordomo em ilustres casas particulares é de R$ 12 mil, enquanto
um médico pediatra ganha o inicial de R$ 3.600 mensais por semana
de 20 horas na rede pública do DF e em torno de R$ 4.200 entre consultas
particulares e cobertas por convênios.
Mas não é essa comparação que irrita os
pediatras, até porque o sistema de saúde do Senado, o SIS,
é o único convênio que paga R$ 100 pela consulta. É
mais que o dobro do pago pelos planos de saúde -R$ 24 a R$ 47. Muito
pouco para uma responsabilidade bem maior do que cuidar do carro, da copa
e da cozinha de Suas Excelências e para cobrir aluguel, secretária,
telefone, água, luz e transporte.
Os pediatras do DF fazem protesto amanhã contra os planos de
saúde que pode se multiplicar pelo país. Vão atender
normalmente na rede pública, mas se recusar a receber guias de convênios
na privada. A ideia é cobrar R$ 90 e sugerir que os pais reclamem
reembolso.
Quem tem filhos sabe como o pediatra é amigo, confidente, professor,
consultor. É para quem você liga três vezes de dia e
mais uma de madrugada quando a criança tem 40C de febre ou não
para de chorar. Não raro, uma consulta paga se desdobra em várias
grátis, a título de "retorno". Todas longas.
Apesar de ser uma área tão nobre, os médicos começam
a reagir à pediatria. Só 23 das 47 vagas de residência
nessa área no DF foram preenchidas neste ano.
Os hospitais particulares começam a ter problema para manter
a escala de pediatras e o pronto-socorro na especialidade. Em Belo Horizonte,
consta que 90% dos 50 já não têm. Em São Paulo,
metade dos 178 também não. Em Brasília, dois grandes
hospitais acabam de anunciar o fim da emergência pediátrica.
Socorro!
Que tal gastar menos com motoristas de senadores e mais dinheiro público
e dos planos de saúde com os pediatras das crianças do Brasil?
(ELIANE CANTANHÊDE - Folha de S.Paulo)
30.06 - A saúde do sistema
O mercado de plano de saúde está estagnado desde 2002
e várias operadoras já estão falidas
O Brasil tem um sistema híbrido de saúde. Desde 1988,
além do Sistema Único de Saúde (SUS), tem um sistema
complementar privado, que agrega as operadoras, seguradoras e planos de
saúde. De caráter suplementar, foi desenvolvido para suprir
deficiências da rede pública e para atender melhor aos diversos
públicos existentes, cada um com seus mecanismos. O país
tem 50 milhões de usuários de planos de saúde, o que
corresponde a 27% da população, atendidos por 1,5 mil operadoras.
É do bom funcionamento de ambos os sistemas que depende a saúde
do brasileiro, por isso, é responsabilidade dos cidadãos
cobrar pelo zelo no trato com os dois sistemas. Não é difícil
encontrar defensores do SUS – todos certos. É dever do Estado (art.
196 da Constituição Federal) assegurar tratamento de qualidade,
gratuito e universal aos habitantes, mas para isso o sistema deve funcionar
e a rede privada ter fundamental importância nesse processo.
Continuamente, nos defrontamos com denúncias de usuários
de plano de saúde contra as operadoras, de prestadores de serviços
contra as operadoras e, por sua vez, destas contra usuários e prestadores.
Na arbitragem dessas questões, está a Agência Nacional
de Saúde (ANS). Sem dúvida, o usuário deve sempre
ser o foco central de atenção e cuidado, mas, para que ele
seja bem atendido, é necessário assegurar, em primeira instância,
a sobrevivência financeira dos planos. E algumas das recentes decisões
da ANS têm agido em sentido contrário desse objetivo. A mais
recente norma da ANS, promulgada em 2008, aumentou sensivelmente o leque
de coberturas, desrespeitando contratados, incluindo novos procedimentos
e tecnologias e, inclusive, outros profissionais da saúde não
médicos, sem, entretanto, permitir reajustes compatíveis
para coberturas de todos esses procedimentos. Cem procedimentos foram incluídos
e outros 126, considerados obsoletos, deixaram de constar do Rol de Procedimentos
e Eventos em Saúde da ANS, que passou a listar cerca de 2,9 mil
itens.
Esse aumento de custos sem a devida autorização para
a cobrança de reajuste significa grande dificuldade financeira para
os consórcios, que já enfrentam outros obstáculos,
como os com os compradores de serviços, que tentam a todo custo
diminuir os seus gastos, retardando o pagamento das contas e realizando
outros tipos de ações protelatórias. Algumas dessas
ações são a não autorização para
prorrogação de internamento de pacientes, a utilização
de tabelas próprias de material e medicamentos, a compra direta
de órteses, próteses e material especial sem o devido pagamento
legal da margem de comercialização aos prestadores, entre
outros. Um dos principais problemas que os hospitais têm enfrentado
ultimamente é a dificuldade de mobilizar especialistas em diversas
áreas para atendimento dos pacientes no ambiente hospitalar. Esses
profissionais alegam que os honorários pagos pelos prestadores pela
visita hospitalar estão defasados e que, por esse motivo, não
estão dispostos a realizar tais serviços. A Federação
Brasileira dos Hospitais (FBH) vem lutando para que a tabela do SUS seja
reajustada e as instituições privadas também consigam
sair de uma crise já instalada há anos.
Podemos prever o impacto danoso que essas decisões podem acarretar
no sistema de saúde complementar do brasileiro. Apenas 256 planos
dos 1.577 mil detêm 80% dos beneficiários e 12% assistem a
80% do universo de usuários, enquanto que 88% deles são responsáveis
por apenas 20% dos beneficiários. Dessas operadoras existentes no
Brasil, 70% têm menos de 10 mil usuários, o que inviabiliza
sua sobrevivência no mercado atual. Outro dado significativo é
quanto ao tipo de plano predominante: 73% dos planos são do tipo
coletivo e 21% individuais. Também foi observado nessa pesquisa
que 80% das pessoas com renda maior que 5 salários mínimos
têm algum plano de saúde e que o limiar está na faixa
de renda entre 2 e 3 salários mínimos, em que ficou demonstrado
que 57% das pessoas tinham plano de saúde. Quanto aos que ganham
menos de 2 salários mínimos, 80% são dependentes exclusivamente
do SUS.
O mercado de plano de saúde está estagnado desde 2002
e várias operadoras já estão falidas e trabalhando
no vermelho. Em face da nova norma baixada este ano, este quadro tende
a se agravar. É de temer as determinações da ANS e
a falta de amparo e acesso às reivindicações da rede
hospitalar privada e dos planos de saúde nacionais. Com o colapso
dos consórcios não há vencedores. Os 50 milhões
de usuários de planos precisarão ser absorvidos pelo SUS,
que já não comporta com qualidade seus milhões de
usuários. É preciso que a ANS mantenha sua defesa dos pacientes,
mas viabilize a atuação do sistema complementar e que cada
brasileiro entenda que nosso sistema não funciona de forma concorrente,
sistema público versus sistema privado. Temos uma parceria para
atender de forma complementar a todos os cidadãos em seu direito
pela saúde e pela vida. E precisamos de todos os parceiros saudáveis.
(Francisco José Santiago de Brito Pereira - Estado de Minas)
30.06 - Reajustes ainda geram reclamações
Levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa
do Consumidor (Idec) mostra que os reajustes dos planos de saúde
são a principal causa de reclamação no órgão.
A polêmica é ampla e atinge também os contratados fixados
depois da Lei 9.656/1998. Nesse caso, os reajustes ocorrem uma vez ao ano,
seguindo o índice estabelecido pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que este ano foi de 6,76%, e também na mudança
de faixa etária. Já os planos antigos devem seguir os percentuais
previstos nos contratos. O aumento por faixa etária, que varia de
0 até 70 anos, também acontece nessas coberturas.
José Geraldo Tardin, presidente do Instituto
Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec),
lembra recente decisão do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e Territórios (TJDFT), que, no mês passado, anulou
o reajuste da consumidora Francisca do Carmo, de Brasília. Ela tem
um plano de saúde contratado após 1998. Ao completar 60 anos,
foi surpreendida com um reajuste de 89,65% nas mensalidades. A prestação,
que era de R$ 454,38 em outubro de 2008, saltou para R$ 768,07. Tardin
lembra que neste caso o reajuste feriu o Estatuto do Idoso e as regras
da ANS, que vetam reajustes da última faixa etária superiores
a seis vezes o valor da primeira faixa.
A coordenadora da Pro Teste (entidade de defesa
do consumidor), Maria Inês Dolci, reforça que os reajustes
não podem impedir a permanência do consumidor no plano de
saúde. A dica para os usuários que têm contratos antigos
é conhecer as cláusulas. A Associação Brasileira
de Medicina de Grupo (Abramge) defende a adaptação. No entanto,
para muitos usuários a medida é inviável devido ao
alto custo que os contratos podem atingir. Como o setor de saúde
suplementar não era normatizado, existem desde planos com boas coberturas
até aqueles que trazem cláusulas reconhecidas pela Justiça
como abusivas, por exemplo, a limitação das internações
por tempo e valores.
Entidades de defesa do consumidor orientam que
o usuário deve fazer uma análise, avaliando quando a adaptação
é interessante e viável. Migrar pode ser mais complicado.
Como os planos antigos não estão incluídos na portabilidade,
é preciso cumprir novas carências. (UAI)
30.06 - Laqueaduras feitas pelo SUS dobra
em 5 anos
O número de laqueaduras feitas pelo SUS (Sistema Único
de Saúde) dobrou nos últimos cinco anos, de acordo com dados
do Ministério da Saúde.
Em 2003, foram realizadas cerca de 31,2 mil cirurgias -esse número
chegou a quase 62 mil no ano passado.
Para a pesquisadora Suzana Cavenaghi, o aumento do número de
laqueaduras registradas no SUS se deve à ampliação
na rede de hospitais credenciados pelo Ministério da Saúde
para fazer o procedimento.
Antes, de acordo com ela, as mulheres ou faziam o serviço na
rede privada ou os hospitais não registravam a operação.
A laqueadura só é permitida em mulheres maiores de 25
anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos.
É preciso cumprir um prazo de 60 dias entre a manifestação
da vontade e a cirurgia, período em que é previsto um aconselhamento
por uma equipe multidisciplinar.
A legislação também prevê a possibilidade
de laqueadura nos casos em que a gravidez represente risco de vida ou de
saúde para a mulher, no caso de pessoas mais jovens.
Trinta anos
Quase a metade das mulheres que opta pela laqueadura está na
faixa dos 30 anos, segundo os dados referentes ao ano passado. Como biologicamente
as mulheres têm tempo mais curto para ser mães, somente 7%
das pacientes que passam pela cirurgia estão na faixa dos 40 anos.
A bancária Maria Rita Ribeiro, 41, resolveu "encerrar" a família
aos 37 anos, quando teve o segundo filho.
"Cheguei a pensar em engravidar novamente, mas, como estava perto dos
40 anos, optei por parar. Não queria correr risco maior, por conta
da idade", contou. (Folha de S.Paulo)
29.06 - Gestores de saúde
Todo serviço em saúde é uma unidade organizacional
multifacetada onde circulam profissionais de várias áreas
e com diversas experiências. É palco de atitudes, sentimentos
e comportamentos divergentes, tornando-se espaço para a ocorrência
de tensões, sejam nas relações humanas, sejam nas
relações com a instituição. As instituições
de saúde estão enquadradas no restrito grupo de organizações
cuja finalidade contribui para a estabilidade e segurança das comunidades.
Para atingir seus objetivos, é necessário conciliar a qualidade
da prestação de serviços com a satisfação
dos clientes e parceiros. Devido à natureza complexa da sua atividade,
a qualidade dos gestores é essencial para levar a bom termo as relações
com pacientes, profissionais de saúde, equipe de administração
interna, comunidade e as suas fontes de recursos através da gestão
dos seus ativos. Nos últimos anos, as instituições
hospitalares têm buscado incessantemente a excelência no desempenho,
investindo cada vez mais em equipamentos tecnologicamente avançados,
melhoria nas técnicas de tratamento e atendimento ao paciente.
Do ponto de vista organizacional, o sistema de saúde e os hospitais
precisam implementar novos modelos de gestão para enfrentar os desafios
representados pela manutenção de equipes de profissionais
de saúde e administração capacitadas, eficientes e
motivadas; pelos custos administrativos, de materiais e equipamentos crescentes,
dificuldade de acesso a recursos para investimentos em atualização
e inovação, atendimento aos marcos regulatórios cada
vez mais rigorosos; pela competitividade crescente para se diferenciar
no mercado e conseguir a fidelização dos clientes; entre
outros desafios sazonais, como os decorrentes dos reflexos da crise financeira
internacional em curso. Profissionais capacitados e empreendedores são
parte da solução e resposta para enfrentar esses desafios.
O mercado, influenciado pelos enormes desafios a vencer, cada vez mais
necessitará de pessoas com a melhor formação. É
o efeito transformador que as crises trazem dentro de si.
Oportunidade para aqueles que buscam um campo profissional no qual
poderão exercer seus talentos e para as organizações
e serviços de saúde que precisam aprimorar seus processos
de gestão. O curso de gestão hospitalar, como parte do conjunto
de estratégias de sustentabilidade empresarial, apresenta currículo
voltado especialmente para esse segmento empresarial. As disciplinas cobrem
todo o espectro da gestão de processos na área de saúde
através de disciplinas como comportamento organizacional, gestão
de negócios, custos hospitalares, gestão de planos de saúde,
hotelaria hospitalar, administração de serviços assistenciais,
planejamento estratégico, gestão de marketing e outras. Alunos,
ainda em curso, têm promoção funcional e salarial devido
ao aumento da escolaridade, maior solução de problemas administrativos,
gerenciamento de custos, evitando desperdícios, e principalmente
através da atitude de liderança. (O Tempo Online)
29.06 - VGBL Saúde
Está em debate a autorização do Vida Gerador de
Beneficio Livre (VGBL) - produto até então predominantemente
da previdência privada – para uso de recursos em assistência
médica, vinculada a saúde suplementar.
O VGBL, como plano de previdência, acumula recursos por prazo
determinado e tem claro dois períodos, sendo o primeiro de investimento
e formação do patrimônio, e o segundo de benefício,
em que há o poder de desfrutar do montante acumulado, seja por resgate
total ou retirada mensal.
Assim, o produto caracteriza-se por uma forma de aplicação
financeira de caráter individual e com garantias de remuneração
do capital, sendo que no modelo tradicional há incidência
de Imposto de Renda sobre o ganho de capital.
O estudo que o mercado está repercutindo e que é estimado
para entrada no mercado a partir de 2010, seria uma variação
do VGBL, com permissão para a utilização do montante
acumulado, total ou parcial, para cobertura de despesas médicas
e com alguma isenção de Imposto de Renda. Poderia ser contratado
pelo consumidor ou por grupo de consumidores, até mesmo na forma
de benefício trabalhista, sendo o investimento, parcial ou total,
pelo empregador.
Sem dúvida a proposta merece atenção e poderá
vir a ser uma nova fonte de custeio da assistência médica.
Esta modalidade de produto, até aqui, é regulamentada
e regulada pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, vinculada
ao Ministério da Fazenda. Mas, algumas questões ainda precisam
de respostas, tais como se o produto será exclusivo das seguradoras
ou se as operadoras de saúde poderão participar. Se haverá
intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) e de que forma será.
Como veem, antes de festejar o novo produto é preciso conhecê-lo.
O ideal seria que o tema fosse colocado em consulta pública, com
a contribuição das empresas, especialistas e sociedade.
(Pedro FAzio - Saúde Busienss Web)
29.06 - IRB-Brasil Re lança produtos
do ramo Vida
O IRB-Brasil Re, empresa de resseguros com 70 anos de atividade, lançou
no Brasil três produtos voltados para o seguro de Pessoas. Apesar
de as novidades interessarem diretamente às seguradoras, que poderão
contar com a diluição de seus riscos, pela transferência
do excedente para o ressegurador, o maior beneficiado é o próprio
segurado, já que os produtos representam soluções
para garantir seu futuro. Os produtos foram apresentados ao mercado no
dia 25, no Rio, durante o seminário “O resseguro no desenvolvimento
do Seguro de Vida no Brasil”, organizado pelo IRB-Brasil Re, Partner Re
e Funenseg – Escola Nacional de Resseguros.
Procurado por seguradoras antes mesmo de ser lançado pelo IRB-Brasil
Re, o produto “Diárias de internação hospitalar” garante
ao segurado o pagamento de diárias hospitalares em caso de internação.
Existe possibilidade de contratação de coberturas adicionais,
nas quais o segurado receberia uma diária maior em caso de internação
em UTI ou internação no exterior, por exemplo. Revista Apólice
Apesar de não ter ligação com planos de saúde,
o produto pode representar um complemento àqueles que não
cobrem internação. O produto “Risco preferencial” oferece
um desconto para o segurado que estiver com a saúde perfeita, o
que vai na contramão da prática atual, que é cobrar
mais do segurado que apresenta doença crônica. A dinâmica
é simples: a seguradora faz exames médicos no segurado e
o custo desses exames é dividido entre a seguradora e o IRB-Brasil
Re, uma vez que um risco “bom” para a seguradora representa um risco “bom”
para o ressegurador. Após análise dos exames médicos,
o segurado é classificado e pode receber um desconto se estiver
em excelentes condições de saúde e não tiver
hábitos que coloquem a vida em risco (fumar ou voar de asa delta,
por exemplo). Para o Brasil, o produto foi adaptado às especificidades
do mercado local.
O produto “Doenças graves”, inédito no Brasil, permite
que o segurado receba o valor do capital contratado se o diagnóstico
comprovar uma doença grave coberta pelo plano, como câncer
ou insuficiência renal. Nos produtos tradicionais o capital segurado
só é pago se houver morte ou invalidez permanente. A vantagem
é que o segurado poderá, com o dinheiro do seguro, pagar
seu tratamento ou adaptar sua casa para o uso de cadeira de rodas, por
exemplo. Três seguradoras já contrataram esse produto e outras
três estão estudando a proposta do IRB-Brasil Re.
Com a abertura do mercado brasileiro de resseguros, determinada pela
Lei Complementar 126, de 15.01.2007, o IRB-Brasil Re, que por 69 anos deteve
o monopólio do setor, voltou seus esforços para o aprimoramento
de seus serviços. O banco de dados da empresa, com informações
completas sobre a operação de resseguros no Brasil, está
sendo utilizada para auxiliar as seguradoras no desenvolvimento de novos
produtos. (Revista Apólice)