10.03 - Atores unidos por melhores práticas
em saúde
Melhorar a assistência recebida pelo paciente e estabelecer condutas
padronizadas para o atendimento médico constituem o grande mote
do projeto Diretrizes Clínicas, uma parceria entre a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Associação
Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
E foi para debater esse tema que cerca de 150 pessoas, entre representantes
de sociedades médicas, de operadoras de planos de saúde e
de hospitais, reuniram-se no auditório da Associação
Nacional de Hospitais Privados (Anahp), na capital paulista, na última
quarta-feira, 3 de março.
Durante a realização do evento “Diretrizes clínicas
na saúde suplementar: construindo parcerias”, promovido pela ANS
com a AMB, CFM e a Anahp, nove instituições hospitalares
apresentaram os projetos que já desenvolvem para utilização
de melhores práticas e assinaram termos de cooperação
técnica, pelos quais será possível monitorar os resultados
alcançados com a utilização efetiva das diretrizes:
Associação Nacional de Hospitais Privados - Anahp, Hospital
Albert Einstein (SP), Hospital Moinhos de Vento (RS), Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), Hospital das Clínicas de Niterói (RJ), Sindicato dos
Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município
do Rio de Janeiro - Sindhrio (RJ), Pronep, Semeando Saúde e Grupo
Fleury.
Para o diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, foi dado
mais um passo importante para a qualificação da assistência
prestada ao cidadão brasileiro: “Nesse momento, estamos agregando
um conjunto de parceiros que têm como objetivo trabalhar em prol
da melhor prática de assistência à saúde dos
brasileiros. A implementação dessas diretrizes e o monitoramento
delas são questões complexas, mas estamos construindo, juntos,
um projeto viável”. (ANS)
10.03 - Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Sexta-feira, 12 de março de 2010
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP
01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao direito a
saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99, as resoluções
do CONSU e da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar,
o papel da agência reguladora, a aplicação subsidiária
do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre
o assunto, os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos, as exigências
econômicas e financeiras, o ressarcimento ao SUS, a forma de defesa
das operadoras, a jurisprudência administrativa e judicial sobre
o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questôes práticas.
Instrutor
Dr José Luiz Toro da Silva
Público Alvo
Dirigentes, Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde
e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados
e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários,
peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Regiane F. Cazzaniga
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)
10.03 - Direitos dos idosos em planos de saúde
Gratuito, evento vai orientar os participantes sobre como escolher
o convênio ideal para pessoas com mais de 60 anos
No dia 23 de março, às 18h15, na sala de convenções
do Saint Charbel Suítes & Life, o Vilhena Silva Advogados, escritório
especializado em Direito à Saúde, promove a palestra “Direitos
dos Idosos em Planos de Saúde”. Gratuito e destinado em especial
a pessoas com mais de 60 anos, o evento tem como objetivo orientar os participantes
sobre como escolher o plano de saúde ideal para essa faixa etária.
A palestra será conduzida por dois advogados do Vilhena Silva:
Estela do Amaral Tolezani, bacharel em Direito pela Universidade São
Judas Tadeu e pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Faculdade
Autônoma de Direito (FADISP); e Rafael Robba, bacharel em Direito
pela Universidade Santo Amaro (UNISA), especialista em Responsabilidade
Civil na Área da Saúde pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV) e membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP.
Durante a apresentação, os profissionais vão explorar
tópicos importantes sobre o tema, tais como cláusulas de
remissão, reajuste de mensalidade, rede credenciada, estatuto do
idoso, dano moral, tratamento multidisciplinar e o idoso e os vários
tipos de contrato: planos empresariais, individuais, por associações,
sindicatos etc. “A ideia é munir os presentes com o máximo
de informações possível, de forma a auxiliá-los
a se prevenir contra as constantes abusividades praticadas pela maioria
dos planos de saúde. A faixa etária que compreende as pessoas
com mais de 60 anos é a que mais sofre, pois é justamente
a que mais precisa recorrer aos convênios”, destaca Robba.
Os interessados em assistir à palestra devem se inscrever antecipadamente
pelo email vilhenasilva@vilhenasilva.com.br Este endereço de e-mail
está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript
para visualizá-lo. ou telefone (11) 3256-1283. As vagas são
limitadas. O Saint Charbel Suítes & Life fica na Rua Barata
Ribeiro, 205, Bela Vista. (Segs)
09.03 - Planos de saúde estão na mira da ANS
Demora no atendimento faz agência pensar em impor um prazo limite
para os convênios
O atendimento prestado pelas empresas de planos de saúde e seguro
saúde podem ter um tempo limite estipulado a partir de um estudo
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As crescentes
reclamações sobre a demora no agendamento de consultas e
cirurgias foram um dos motivos que levaram a ANS a essa decisão.
Antes de impor um determinado prazo será preciso averiguar como
solucionar as causas da demora apresentada que, segundo o diretor-presidente
da agência, Fausto Pereira dos Santos, se deve a diminuição
da quantidade de médicos e hospitais credenciados pelas operadoras.
Outro motivo seria a baixa remuneração desses profissionais.
Para o presidente da Associação Brasileira de Medicina
de Grupo, Arlindo de Almeida, acredita que o aumento de procedimentos médicos
obrigatórios impostos às empresas pela ANS faz com que operadoras
diminuam a rede credenciada.
O novo rol, que inclui diagnósticos para detectar câncer,
entra em vigor em junho próximo. A ANS acredita que o impacto no
reajuste de preço dos planos individuais não irá passar
de 1,1%. Nos planos coletivos, a Federação Nacional de Saúde
Suplementar espera aumento médio de 25%. (Saúde
Business Web)
09.03 - Planos de Saúde - cresce número de reclamações
Principais queixas são a negativa de cobertura, reajuste de
planos antigos e alteração da rede credenciada
As queixas contra os planos de saúde aumentaram em 2009 ante
o ano anterior. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), o índice de reclamações passou de 1,92, em
2008, para 3,27, em 2009. O número de clientes de convênios
médicos subiu de 52 milhões para 55 milhões no período,
representando uma elevação de 5,77%. Considerando esse universo,
as reclamações passaram de cerca de 10 mil, em 2008, para
cerca de 18 mil, no ano passado (alta de 80%).
De acordo com a ANS, o volume de reclamações tem crescido
devido ao aumento do número de usuários dos planos de saúde
nos últimos anos.
Entre as empresas classificadas como grandes (com mais de 100 mil clientes)
e de maior participação no mercado de saúde suplementar
no Estado de São Paulo, por exemplo, a Dix Amico foi a única
que teve queda no índice na comparação entre os dois
períodos, passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil
clientes para 4,65. Já as demais analisadas apresentaram aumento
do número de queixas, como a Samcil, que teve o índice elevado
de 6,80 para 21,24 no período.
Principais queixas
No rol das principais queixas listadas pelos clientes estão
a negativa de cobertura - quando a empresa se recusa a realizar um exame
ou procedimento indicado pelo médico -, reajuste de planos antigos,
alteração da rede credenciada pelo convênio e ainda
descumprimento do contrato de prestação de serviço
pela operadora.
Para o consultor especializado em saúde suplementar, Pedro Fazio,
o crescimento das queixas contra operadoras é a ponta do iceberg
de um problema muito mais complexo, que vem se agravando nos últimos
anos: a saúde financeira das companhias. "Com encarecimento dos
custos das operadoras e a ampliação do rol de procedimentos
obrigatórios, a margem de lucro das empresas vem sendo reduzida",
diz. "E o problema de caixa se reflete no serviço prestado", emenda.
Fazio reconhece que o número de queixas registradas contra planos
de saúde ainda é pequeno se comparado ao recebido por empresas
de outros setores (como bancos, por exemplo). Isso levaria as operadoras
a minimizar a questão.
"Muitas empresas não reconhecem que a qualidade do atendimento
vem caindo e, por isso, não tomam uma atitude para melhorar", constata
Fazio. "Porém, é preciso considerar que o número de
reclamações na ANS poderia ser bem maior se todo mundo que
tivesse um problema fizesse uma queixa formal", argumenta o especialista
em saúde complementar.
Canais pouco divulgados
Mas isso não ocorre. Os canais de reclamação continuam
a ser pouco divulgados e muitos clientes ficam sem saber como pleitear
seus direitos.
Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec),
Juliana Ferreira, há uma subnotificação à ANS.
"Como a agência nem sempre ajuda diretamente o consumidor, ele não
procura o órgão", argumenta.
As empresas Samcil, Medial Saúde, Unimed Paulistana, Porto Seguro
e Bradesco Seguro afirmam que investem continuamente na melhoria do atendimento
aos clientes.
A Medial ainda ressalta que o número de reclamações
caiu 27% do primeiro para o segundo semestre do ano passado.
As demais empresas citadas acima, por outro lado, não se manifestaram.
(Diário do Nordeste)
09.03 - Planos cobram e deixam idosos sem cobertura
Planos de saúde cobram até R$ 585 por mês e deixam
idosos sem cobertura
Os idosos de Belo Horizonte têm enfrentado problemas para usar
serviços específicos de seus planos de saúde, como
solicitação de ambulância e fisioterapia. A saída,
em alguns casos, é arcar com os prejuízos e procurar atendimento
em hospitais com veículo próprio. Se não há
condições financeiras para bancar o tratamento particular,
a solução é improvisar e tentar curar-se de forma
amadora, em casa mesmo, o que pode acarretar ainda mais danos à
saúde.
O aposentado Aristides Cirico da Silveira, de 79 anos, afirma que foi
preciso acionar a Justiça para conseguir o tratamento de fisioterapia,
que a princípio incluía 15 sessões. Ele sofreu uma
queda em 1º de novembro e fraturou a clavícula e o braço.
O médico pediu 15 sessões de fisioterapia, que não
foram autorizadas pela Unimed. “Não tenho condições
de arcar com o tratamento particular. Por isso, entrei com uma ação
contra a operadora”, conta.
Cliente da Unimed desde 1997, Silveira explica que seu plano com mensalidade
de R$ 585 inclui cobertura de 30 sessões de fisioterapia por ano.
A filha do aposentado, a advogada Silene Abjaud, autora do processo, ajuizou
ação com pedido de tutela antecipada para realização
das sessões. “A juíza solicitou uma declaração
da operadora informando se o meu pai já tinha utilizado o procedimento
no ano. Quando fui solicitar a declaração, a Unimed negou
a emissão e expediu a guia de autorização”, afirma.
Segundo a advogada, terminadas as 15 sessões e, após
avaliação médica, foram solicitadas mais 10. “Tive
que acionar a Justiça novamente. É a terceira vez que isso
ocorre”, afirma. Sem condições de arcar com um tratamento
particular e sentindo dores, o aposentado montou um aparelho semelhante
ao usado na fisioterapia, com sucatas de ferro velho. A Unimed-BH, por
meio de nota, afirmou que “tem como prática não se manifestar
sobre ações judiciais em curso”.
Outro caso que envolve a operadora é o da empregada doméstica
e aposentada Eni Batista Campos, de 70 anos. Em 22 de fevereiro, ela teve
uma veia da perna perfurada durante o banho. “Tenho problemas de varizes.
Acionamos a ambulância da Unimed para me buscar, pois o sangue jorrava”,
lembra. Ela afirma que, ao ter o pedido negado, familiares da casa em que
trabalha há 45 anos insistiram com a operadora e a empresa, então,
mandou o ambulância. No entanto, Eni não foi autorizada a
entrar no veículo. “Tive que ir para o hospital em um carro da filha
da minha patroa, que ficou todo sujo de sangue”, diz a aposentada.
Ela é cliente da operadora há 12 anos e paga mensalidade
de R$ 418,21. Sobre o caso de Eni, a Unimed-BH informou que, apesar de
a análise inicial não indicar a necessidade da intervenção
da equipe da Atenção Pré-Hospitalar, uma ambulância
foi encaminhada para uma avaliação do caso no local. A equipe
fez o curativo compressivo, que estancou o sangramento, e constatou que
a paciente apresentava sinais vitais estáveis e em condições
de se locomover, confirmando a orientação inicial de que
poderia ser encaminhada para atendimento hospitalar em veículo próprio,
com segurança. (Tetê Monteiro - Estado de Minas)
08.03 - ANS quer limitar tempo de espera por consulta
Responsável por fiscalizar os planos de saúde, agência
estudará formas de garantir um atendimento mais ágil aos
pacientes
O paciente, usuário de plano de saúde, telefona para
marcar a consulta médica. Escuta que só há vagas daqui
a um ou dois meses. Já é o terceiro especialista que procura
e, por isso, se conforma com a data distante. Ciente da dimensão
que o problema tomou nos convênios médicos, o presidente da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fausto Santos,
pela primeira vez admitiu preocupação com o tema e disse
que o órgão regulador estuda uma norma para limitar o prazo
máximo para a marcação de consultas. A ideia, bem
recebida pelos consumidores, provoca debates no setor.
“Acho que todo usuário de plano já passou por isso. Enfrentei
essa situação de demora ao tentar marcar um neurologista
para a minha mãe. E, às vezes, o próprio médico,
depois de ouvir que o atendimento é por plano de saúde, agenda
lá na frente”, reclama a aposentada Irene da Cunha Andrade, 63 anos.
A afirmação de Fausto Santos sobre os estudos da ANS
a respeito da marcação de consultas foi feita em um evento
em São Paulo com entidades do setor. Embora ele não tenha
estipulado prazo para a edição de uma norma, o assunto chama
a atenção porque é um problema muito comum e até
hoje nunca havia sido discutido publicamente pela agência.
Para a presidente da Associação de Defesa dos Usuários
de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), Renê Patriota,
a ANS tem pela frente uma tarefa difícil, pois para resolver a questão
do agendamento ela precisa se debruçar sobre uma série de
questões do setor.
“Os planos, para economizar, criam seus próprios consultórios
e restringem a rede de atendimento. Também fecham contratos coletivos
(planos empresariais) muito inchados, enquanto têm uma rede muito
pequena. Sem essa análise maior, estabelecer prazo é transferir
responsabilidades. Vamos ver quais são as condições
da rede dos planos, dos seus consultórios”, comenta Renê.
(Giovanni Sandes – Jornal do Commercio)
08.03 - Empresas culpam as distorções do setor
Agência reguladora reconhece a demora para paciente ser atendido,
mas os planos de saúde alegam que o problema é resultado
da pouca oferta em determinadas especialidades médicas
Apesar do reconhecimento de problemas na marcação de
consultas pela própria Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), para as empresas que oferecem os convênios médicos
– as operadoras de planos de saúde –, os problemas nos agendamentos
médicos são consequência do perfil da saúde
privada no Brasil e não dos planos de saúde em si.
Na leitura do presidente da Associação Brasileira de
Medicina de Grupo (Abramge) Nordeste, Flávio Wanderley, a pouca
oferta de determinadas especialidades, como neurologia e angiologia, já
provoca um estrangulamento na disponibilidade de consultas. Ele aponta
ainda a preferência dos próprios médicos por atender
clientes particulares, em vez de pacientes que têm planos de saúde.
“A marcação de consultas é proporcional à
relação entre oferta de especialidades médicas e demanda
de pacientes. Nos casos de cardiologia, obstetrícia e clínica
médica, é muito raro não se conseguir atendimento
em 24 horas. Agora, no caso de cirurgia vascular ou cirurgia de mãos,
uma área muito restrita, o paciente precisa esperar até 15
dias”, argumenta Wanderley. Isso apesar das numerosas queixas sobre agendamentos
de consultas de uma forma geral, tão comum entre os usuários
de convênios médicos.
Quanto à afirmação da presidente da Associação
de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde
(Aduseps), Renê Patriota, que boa parte do problema estaria na rede
própria de atendimento dos convênios médicos, Wanderley
argumenta que a tendência é que essa rede assistencial das
operadoras facilitam o atendimento. “Nessas unidades ou hospitais próprios,
a demora de mais de 30 dias é muito rara”, sustenta Flávio.
Um problema muito conhecido, o da baixa remuneração paga
pelos hospitais e pelos planos de saúde aos médicos, é
usado como argumento para a preferência que os profissionais dão
ao atendimento “particular”, que é como são chamados os clientes
que pagam a consulta à vista. De acordo com o Sindicato dos Médicos
de Pernambuco (Simepe), há consultas que não chegam a R$
30.
“O médico muitas vezes separa os atendimentos entre pacientes
que têm convênio e os que vão pagar em dinheiro. Ora,
os médicos vão receber dos hospitais em 30 dias. Eles vão
preferir os planos ou o paciente que vai pagar quatro vezes mais e ainda
à vista? Infelizmente, é a lei de mercado. É a natureza
do sistema de saúde suplementar e do capitalismo, do mercado”, afirma
o presidente da Abramge.
Para ele, a ANS deve ter cuidado ao discutir uma possível limitação
de prazo máximo de agendamento especialmente fora das capitais,
onde a oferta de especialidades médicas é mais escassa. “Não
temos os mesmos especialistas em Recife e Caruaru ou no Sertão,
para ficar em exemplos locais. Tenho certeza que a ANS vai ter equilíbrio,
porque não dá para estipular a mesma regra, de marcação
em 24 horas, por exemplo, para atendimento para condições
tão distintas”, diz Wanderley. (Giovanni Sandes – Jornal do Commercio)
08.03 - Diretrizes clínicas e o SUS: algo em comum?
Segundo Fausto dos Santos, diretor-presidente da ANS, todos defendem
as diretrizes e o SUS, mas divergem quando os temas são traduzidos
"Todo o sistema de saúde tem que se organizar e dentro da lógica
da organização e do cuidado entram as Diretrizes Clínicas.
É preciso ter a melhor prática acoplada a isso", explica
a gerente geral da ANS, Martha Regina de Oliveira, ao comentar o principal
objetivo da agência com o convênio firmado em conjunto com
a Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal
de Medicina (CFM) e a Associação Nacional de Hospitais Privados
(Anahp) para a implementação das Diretrizes Clínicas
nas instituições de saúde.
Melhorar a prática e o atendimento como um todo por meio de
parcerias fazem parte da estratégia do projeto lançado nesta
quarta-feira (3) na capital paulista. "Precisávamos mudar um pouco
a lógica da produção médica e da produção
de saúde no Brasil, era uma lógica muito voltada para o procedimento.
Nós temos uma tabela de procedimentos que guia a realização
desses procedimentos e é preciso inserir a boa prática numa
tabela que tem um procedimento solto e para isso conseguimos inserir a
lógica de se trazer as diretrizes clínicas para a discussão
e para a inserção desse procedimento dentro de uma lógica
de medicina baseada em evidências", afirma Martha.
Para dar certo, a ANS ressalta que é preciso que o processo
seja único tanto para as operadoras quanto para os prestadores e
até mesmo para entidades de saúde. "Todos precisam falar
a mesma língua."
O projeto deve funcionar como piloto nos hospitais Albert Einstein
(SP), Moinhos de Vento (RS), Pró-cardíaco e HCN (RJ), além
da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com
o Sindhrio, Fleury, Pronep e Semeando Saúde.
Sem um critério definido para a escolha das instituições,
o projeto deve ser implementado e trabalhado ao longo de um ano. Somente
após este período é que as experiências alcançadas
serão replicadas em todo o sistema de saúde. "As instituições
procuraram a gente por afinidade ou porque vieram falar das próprias
diretrizes e a coisa foi ganhando corpo", conta.
A ideia inicial é que cada uma dessas unidades use as diretrizes
clínicas para a sua própria experiência. A implementação
deverá ser acompanhada pela ANS, que a cada três meses se
reunirá com esses parceiros em busca de resultados.
Segundo o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos,
embora haja um grande consenso no setor da importância da utilização
das diretrizes, esse consenso não torna o tema menos controverso.
Comparando-as com o SUS, o executivo diz que o setor defende o assunto,
mas as divergências sempre surgem quando as diretrizes são
traduzidas. "É por isso que às vezes um processo que eventualmente
poderia ser muito consensual tem muita dificuldade para ser definitivamente
elaborado", destaca Santos. "Esse processo deve ser custoso e demorado,
mas acreditamos que nesse processo possamos ter um êxito muito maior
e transformar esse consenso de percepção num consenso de
realização e de boas práticas." (Thaia
Duó - Saúde Business Web)
05.03 - Rol: Impacto de até 1,1% nos custos dos planos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estima que
o impacto nos custos dos planos de saúde com o novo rol de procedimentos,
a que o consumidor tem direito, não ultrapassará 1,1%, índice
concedido no último reajuste. "O impacto deve ser de 1,1% ou até
menor.
Neste novo rol há procedimentos mais caros, mas a incidência
deles não é tão frequente", disse Fausto Pereira dos
Santos, presidente da ANS, dando como exemplo o "pet scan", exame capaz
de detectar focos de câncer. "Em 2008, incluímos muito mais
procedimentos e de uso frequente", disse, acrescentando que "há
muita choradeira dos planos de saúde."
Quarta-feira, Santos participou do anúncio de um programa que
prevê a adoção de uma mesma diretriz de procedimentos
para cerca de 60 patologias médicas em hospitais, clínicas
e laboratórios particulares. "Seguir um padrão pode reduzir
custos. Em casos de infarto do miocárdio, a redução
é de 20%", disse Henrique Salvador, presidente da Associação
Nacional dos Hospitais Privados. No projeto estão os hospitais Albert
Einstein, Moinhos de Vento, Pró-Cardíaco e HCN, além
do Fleury, das clínicas Pronep e Semeando Saúde e do Sindhrio.
(Valor Online)
05.03 - Planos: Direito dos consumidores
Planos de saúde sentem com procura dos consumidores pelos seus
direitos
Recentemente, a Justiça concedeu causa ganha para paciente com
câncer que precisava fazer tratamento que não tinha cobertura
do plano de saúde. A administradora de empresas Maria Ângela
Setha Coelho possui plano de assistência médica e hospitalar
da Unimed Paulistana desde novembro de 2001 e estava em tratamento para
cura de câncer.
Em dezembro de 2006, seu médico solicitou que fossem realizadas
10 sessões de oxigenoterapia hiperbárica, em regime ambulatorial,
para combater a doença que a acomete desde 2003. A solicitação
do tratamento foi negada pela empresa do plano de saúde sob a alegação
de que o procedimento não consta no contrato.
“A empresa só pode se negar em fazer o tratamento se o plano
não cobrir a patologia e não for recomendação
do médico, caso contrário ela tem obrigatoriedade de cobrir
com todo o tratamento”, afirma Carlos André Gondinho, advogado especialista
em seguros saúde.
No caso de Maria Ângela, ela entrou na Justiça e ganhou.
“O juiz entendeu que se tratava de um tratamento essencial, sem o qual
a paciente iria falecer por causa de inadmissível restrição
e negação de direito fundamental a ter a sua saúde
plena e adequadamente restabelecida, com a conseqüente preservação
de sua vida", explica Paulo Ribeiro, advogado do Escritório Pires
& Ribeiro.
Os consumidores também precisam ficar atentos com as cláusulas
do contrato. As patologias que possuem cobertura precisam ficar em negrito
ou de alguma forma que fique legível para o consumidor não
ter nenhuma dúvida em relação à cobertura.
Outro caso que acontece frequentemente são as doenças
pré-existentes. “Quando o consumidor faz um plano de saúde,
é dever da empresa sugerir que ele faça exames para conferir
se ele possui alguma doença pré-existente. Se o consumidor
estiver com alguma doença, o plano exclui a patologia ou, o que
é mais correto, aumenta a carência. Mas caso a empresa não
peça para o consumidor fazer esses exames, se ocorrer alguma doença
que for comprovada pré-existente, o plano terá que cobrir
imediatamente” conclui Gondinho. (Executivos Financeiros)
05.03 - ANS de olho na fila do convênio
Agência estuda colocar prazo limite para operadoras marcarem
consultas e exames
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda impor
tempo limite para o atendimento prestado pelas empresas de planos de saúde
e seguro saúde. A medida surge em um momento em que há muitas
reclamações sobre a demora no agendamento de consultas e
até cirurgias, de acordo com o tipo de procedimento. Hoje, ao agendar
uma consulta, a espera pode atingir três meses.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, afirmou ontem
que “a demora nos preocupa, principalmente às relacionadas a consultas
básicas e na pediatria. Isso pode fazer com que o usuário
do plano, que paga para ter atendimento rápido, vá ao sistema
público de saúde”.
Segundo ele, um dos motivos da demora é a diminuição
da quantidade de médicos e hospitais credenciados pelas operadoras
- que tem o objetivo de reduzir custos. Além disso, a baixa remuneração
desses profissionais faz com que eles deem preferência a clientes
particulares.
“A ANS deve impor um prazo para o atendimento, mas antes precisa averiguar
as causas da demora e solucioná-las”, diz a advogada do Instituto
de Defesa do Consumidor (Idec), Juliana Teixeira. Ela lembra que não
é porque o serviço não é emergencial que o
atendimento pode ser alongado. “Caso a doença se agrave, o serviço,
além de prejudicar a saúde do consumidor, perde o sentido
porque vira emergência e o usuário não precisa mais
de consulta”.
Para Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira
de Medicina de Grupo, a demora hoje chega no máximo a 15 dias, para
procedimentos ou especialidades mais complexos. Mesmo assim, o representante
das operadoras defende a medida, “desde que seja estabelecido um prazo
médio para atendimento, de acordo com o procedimento, e após
discussão com as operadoras”.
Ele acredita que o aumento de procedimentos médicos obrigatórios
impostos às empresas pela ANS faz com que operadoras diminuam a
rede credenciada. “São 80 procedimentos a mais. É preciso
cortar de algum lugar”, explica.
A lista de novos procedimentos, que inclui diagnósticos para
detectar câncer, entra em vigor em junho. A ANS acredita que o impacto
no reajuste de preço dos planos individuais não irá
passar de 1,1%. Nos planos coletivos, a Federação Nacional
de Saúde Suplementar espera aumento médio de 25%.
(MARÍLIA ALMEIDA - Jornal da Tarde)
04.03 - Operadoras: Informação sobre número de
beneficiários
Procedimento é por conta do cálculo da Taxa de Saúde
Suplementar por Plano de Assistência à Saúde (TPS),
referente ao trimestre 03/2010
Visando o cálculo da Taxa de Saúde Suplementar por Plano
de Assistência à Saúde (TPS), ANS informou que a partir
de 1º de março as operadoras devem informar o número
total de beneficiários entre os meses de dezembro de 2009 e fevereiro
de 2010, e, ainda, emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU)
correspondente a essa taxa.
O prazo para as operadoras é até o último dia
útil do primeiro decêndio do mês de março. Em
caso de atrasos, há perda de descontos e cobrança de multa
e juros de mora, como prevê os artigos 11 e 12 da Resolução
Normativa nº 89, de 15 de fevereiro de 2005.
Para maiores informações, acesse o site da ANS no link
http://www.ans.gov.br/ (Saúde Business Web)
04.03 - Convênios lideram queixas no Idec
Planos de saúde foram as empresas que mais registraram queixas
no órgão no ano de 2009
Pelo décimo ano consecutivo, os planos de saúde foram
os campeões de reclamações no Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec). O setor lidera o ranking de reclamações
do instituto (com 22,38% das queixas), seguido pelas empresas de telecomunicações
(19,48%), o setor financeiro(13,09) e de produtos (12,34%).
No ano passado, esses quatro temas somaram mais de 67% da demanda de
atendimento, que reuniu 6.104 queixas relacionadas a problemas de consumo.
Outras 6.502 solicitações foram referentes às ações
judiciais que o Instituto sustenta. “Por coincidência ou não,
os planos de saúde estão na liderança de reclamações
no Idec desde a criação da Agência Nacional da Saúde
(ANS), em 2000”, diz Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec.
O principais problemas reclamados pelos clientes dos convênios
foram sobre reajustes abusivos e negativas de cobertura. “Enquanto a ANS
não incluir na sua regulação os planos coletivos (que
hoje são 70% do mercado), essa situação não
vai mudar. É como se 70% dos contratos de convênio estivessem
sem regulação”, completa Karina.
Nas telecomunicações, os destaques foram panes em serviços
de telefonia e internet banda-larga, demora para realizar a portabilidade
numérica, cobrança por ponto-extra de TV por assinatura e
descumprimento das novas regras para o Serviço de Atendimento ao
Consumidor (SAC).
No setor financeiro, as principais reclamações foram
sobre os serviços bancários, com cobranças de tarifas
indevidas, os débitos não autorizados, não fornecimento
de documentos (contratos e comprovantes) e o envio de cartão de
crédito sem solicitação. “Outros setores registraram
quantidade inexpressiva de reclamações, como educação
(mensalidade, matrícula), condomínio, aviação
civil e serviços de água e energia elétrica”, diz
Karina.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge)
prefere esperar o resultado de 2009 do Procon-SP, cujos dados podem ser
diferentes. A entidade alega que, no ano passado, o relatório do
Procon indicava que as reclamações de planos de saúde
representavam 1,77% do total de empresas e não mais de 20% como
diz o Idec.
A Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel)
informa que não tem condições de comentar sem conhecer
detalhes sobre a metodologia que gerou os números. De qualquer modo,
considera que tem um número de clientes superior às de qualquer
outro setor econômico no Brasil, o que deve ser considerado em porcentuais
de reclamações.
Para a Associação Brasileira de Concessionárias
de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), a classificação
comparativa do volume de queixas tendo como base apenas números
absolutos de reclamações recebidas é ingênua
e não faz justiça a nenhum dos setores comparados. Nesse
sentido, os números divulgados pela agência reguladora setorial
seriam mais relevantes. (Saulo Luz - Jornal da Tarde)
04.03 - Dasa: Nova gestora de atendimento
Silvia Kelm assume gestão de atendimento da Frischmann Aisengart
/ DASA
Administradora terá foco em atendimento e encantamento dos clientes
A DASA, empresa de medicina diagnóstica, acaba de anunciar sua
nova gestora de atendimento no Paraná, a administradora Silvia Kelm.
Seu foco será em atendimento e encantamento dos clientes. A empresa
é representada no estado pelo Frischmann Aisengart. A executiva
atua desde 1999 no Frischmann Aisengart / DASA, é formada em Administração
de Empresas e tem MBA em Gestão Empresarial pelo Ibmec.
(Saúde Business Web)
03.03 - Planos: Beneficiários chegam a 52 mi em 2009
O número de beneficiários em planos privados de saúde
chegou a 52 milhões em 2009. O montante, segundo revela o estudo
“Quem é Quem no Mercado de Saúde no Brasil”, organizado pela
Austin Asis, representa aproximadamente 30% da população
brasileira.
De acordo com o estudo, os planos coletivos foram um dos grandes responsáveis
pelo número expressivo, já que passaram de 12 milhões
de beneficiários em 2001 para quase 40 milhões em junho do
ano passado.
Dentre os motivos para a evolução, está o bom
desempenho econômico, especialmente a evolução do emprego
formal.
Modalidades
No geral, ainda conforme o levantamento da Austin, 59% dos beneficiários
estão concentrados nas modalidades de medicina de grupo e cooperativas
médicas, que respondem por17 milhões e 14 milhões
dos usuários, respectivamente.
A odontologia em grupo, com 6,8 milhões de clientes, e as seguradoras
especializadas em saúde, com 6,2 milhões de beneficiários,
vêm em seguida.
No que diz respeito ao número de operadoras, a divisão
é a seguinte: 445 estão no setor de medicina de grupo, 338
atuam em cooperativas médicas, 275 em odontologia de grupo e 13
são seguradoras especializadas. (Gladys Ferraz Magalhães
- InfoMoney)
03.03 - Planos odontológicos: 11 milhões de usuários
em 2008
Mais de 11 milhões de brasileiros possuem planos de saúde
exclusivamente odontológicos. O número é de 2008 e
faz parte do estudo “Quem é Quem no Mercado de saúde no
Brasil”, da Austin Asis.
Em 2001, apenas 3 milhões de pessoas eram beneficiárias
de planos odontológicos, o que representa um crescimento médio
anual de 17%. A média do aumento para o setor de planos de saúde
em geral é de 3,2%.
“Apesar da forte taxa de crescimento dos planos odontológicos,
sua cobertura é baixa, se comparada com os planos médico-hospitalares,
com taxa de 5,8% de cobertura para o Brasil”, aponta relatório.
A cobertura dos planos hospitalares é de 21,6%.
Se for considerada apenas as capitais, a taxa é de 11,2% para
os planos odontológicos e de 40% para os planos médico-hospitalares.
Abrangência
“Ou seja, apesar do forte crescimento, os planos exclusivamente odontológicos
ainda possuem forte potencial de crescimento e cobertura, favorecido pela
manutenção da renda, geração de emprego, além
de o plano apresentar baixo custo para o trabalhador ou para o empregado”,
concluiu o estudo.
A pesquisa destaca que os planos de saúde particulares dependem
fortemente do mercado de trabalho, uma vez que cerca de 80% dos beneficiários
possuem planos empresariais. Por isso, a manutenção dos níveis
de emprego seriam essenciais para garantir a mesma taxa de crescimento
vista nos últimos anos para o setor de planos odontológicos.
(Evelin Ribeiro - InfoMoney)
03.03 - Aposentados x Planos de saúde: paridade de reajuste já
Por Nicolau Amaral
Os tão espoliados aposentados brasileiros quando se aproximam
dos 59 anos têm de ficar à margem dos planos de saúde
pela impossibilidade de pagá-los, já que os mesmos procuram
por todos os meios alijar de suas carteiras os associados que chegam àquela
idade, justamente no momento em que mais precisam de cuidados médicos.
Mesmo pagando esses planos por décadas, os reajustes praticados
por faixa etária acabam os tornando inatingíveis em função
da mísera aposentadoria que todos recebem. O que lhes resta, então,
são as filas do INSS ou a caridade dos mais próximos, quando
existem, e que tem de bancar a extorsão imposta por tais planos.
Conhecedor da penúria da saúde pública em nosso
país, sei muito bem das agruras que todo aposentado terá
de vivenciar nos duros bancos das salas de espera que o governo propicia
em suas unidades do setor. Além disso, esses velhos brasileiros
terão de ter uma excelente saúde para esperar o tempo que
leva para se conseguir marcar um exame nos laboratórios públicos,
ou mesmo, uma internação hospitalar.
Por outro lado, as empresas de saúde cada vez mais se locupletam
com a fábula que custam os seus planos, comprando ou construindo
grandes hospitais, propiciando vergonhosos lucros para seus proprietários
e pagando cada vez menos e, depois de um longo tempo, aos seus fornecedores,
médicos, laboratórios, clínicas e hospitais conveniados,
quando estes não são glosados - jargão muito utilizado
por estas empresas para não pagarem seus parceiros.
Enquanto isto, o governo sai alardeando o imbecil "Estatuto do Idoso"
que, para quem o conhece, protege o óbvio, ou seja, prevê
o que se espera que o Estado faça por qualquer cidadão.
Não seria o caso de algum parlamentar propor que o reajuste
dos planos de saúde dos aposentados tenha paridade com o aumento
dos seus vencimentos? Será que ninguém nunca pensou nisto?
Acho que não, em nosso país, infelizmente, ninguém
está preocupado com os que já muito contribuíram e
que no fim da jornada estão cada vez mais esquecidos e desamparados,
entregues à sorte pelo próprio Estado que no passado esses
mesmos aposentados ajudaram a construir. (Lívia Aragão
- Segs)
02.03 - ANS: Reclamações contra planos aumentam 80%
As reclamações estão relacionadas a de negativa
de cobertura, reajuste de planos antigos e alteração da rede
credenciada pelo convênio
Segundo estudo da ANS, as queixas contra planos de saúde
aumentaram cerca de 80% entre 2008 e 2009. O índice de insatisfação
com convênios médicos era de 1,92 em 2008, e, passou para
3,7 em 2009, e o número de clientes de convênios médicos
subiu de 52 milhões para 55 milhões no período (elevação
de 5,77%).
Entre os considerados grandes planos de saúde, apenas a Dix
Amico teve queda no índice de comparação neste período,
passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para
4,65. Outras tiveram um aumento considerável no índice de
reclamações. A Samcil é uma delas: teve o índice
elevado de 6,80 para 21,24.
De acordo com a Agência, o volume de reclamações
tem crescido com o aumento dos usuários dos planos. As principais
queixas são a de negativa de cobertura, reajuste de planos antigos,
alteração da rede credenciada pelo convênio e o descumprimento
do contrato de prestação de serviço pela operadora.
(Saúde Business Web)
02.03 - ANS: Diretrizes Clínicas em São Paulo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizará
nesta quarta-feira, em São Paulo, o evento “Diretrizes Clínicas
na Saúde Suplementar: Construindo Parcerias”. Trata-se de uma promoção
conjunta da Agência com a Associação Médica
Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação
Nacional dos Hospitais Particulares (ANAHP).
O evento reunirá sociedades médicas, hospitais e operadoras
de planos de saúde para compartilhar experiências que contribuam
para a implantação, monitoramento e avaliação
de diretrizes clínicas, e é fruto de um convênio firmado
entre a ANS/AMB/CFM em 2009. Na ocasião, serão assinados
termos de cooperação técnica com a Associação
Nacional de Hospitais Privados (ANAHP) e com os hospitais Albert Einstein
(SP), Moinhos de Vento (RS), Pró cardíaco (RJ), HCN (RJ),
e com o SINDHRIO, Fleury, PRONEP e Semeando Saúde.
A implementação de diretrizes clínicas é
uma das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
o Mais Saúde. Para a Gerente Geral Técnico Assistencial dos
Produtos Martha Regina Oliveira, “a atuação da ANS junto
aos atores da saúde suplementar é de suma importância
no sentido de promover a utilização de diretrizes clínicas
e contribuir para a qualificação da atenção
prestada aos beneficiários de planos de saúde”.
(ANS)
02.03 - Home care: possibilidade real em Saúde
Do ponto de vista das seguradoras e planos de saúde, o sistema
é capaz de reduzir custos de tratamento entre 20% e 60%
As pessoas geralmente buscam serviços de saúde para fazer
diagnósticos, tratamentos, ou ainda para se prevenir de doenças.
Buscam, principalmente, uma forma de diminuir a dor e aumentar a qualidade
de vida. Há quem faça das visitas aos consultórios
médicos uma espécie de apoio psicológico ou uma atividade
de rotina. Em contrapartida, também há quem ignore todos
os sinais de alerta do próprio corpo e busque tratamento quando
não se pode mais falar em cura. A utilização do sistema
de saúde pode ser coerente ou não, viável ou não,
de boa qualidade ou não.
Na última década, o atendimento em saúde passou
por tremendas mudanças. O sistema todo vem se beneficiando não
apenas com as inovações tecnológicas em termos de
equipamentos, mas principalmente com os avanços da indústria
farmacêutica, com a acurácia dos diagnósticos e com
técnicas minimamente invasivas que abreviam sobremaneira a estada
do paciente no ambiente hospitalar. Procedimentos que antes exigiam algumas
semanas de convalescença agora requerem apenas alguns dias.
O crescimento demográfico, o acesso da população
aos planos de saúde e as mudanças pelas quais vem passando
o sistema de Saúde Suplementar brasileiro, exigindo das seguradoras
que ampliem cada vez mais suas coberturas, só não descortina
um cenário desesperador por causa dos inúmeros avanços
que estão acontecendo nas áreas de Ciência e Saúde.
Sendo assim, investir em tecnologia de ponta e na modernização
da gestão parece ser a única forma de equacionar o problema
do atendimento em saúde.
Uma das fortes tendências da atualidade é o sistema de
"home care". Antes, é necessário destacar que não
se trata simplesmente de mandar o paciente para casa. A internação
domiciliar exige cuidados médicos e a presença de enfermeiros
permanentemente na casa do paciente, sendo que qualquer paciente - dependendo
do seu grau de dependência - pode fazer uso desse sistema.
O conceito de "home care" surgiu nos Estados Unidos há mais
de 60 anos, na época do pós-guerra. Mas foi na década
de 1960 que a desospitalização passou a ser levada a sério
como solução para a falta de leitos hospitalares e as grandes
filas que se formavam diante dos ambulatórios. Hoje em dia, muitos
norte-americanos preferem a internação domiciliar. Estudos
apontam que a recuperação dentro de um ambiente familiar
é consideravelmente mais rápida do que num ambiente hostil,
como ainda é considerado por muitos o ambiente hospitalar.
Do ponto de vista das seguradoras e planos de saúde, o sistema
de home care é capaz de reduzir custos de tratamento entre 20% e
60%. Sendo assim, é cada vez mais viável se responsabilizar
financeiramente pela internação domiciliar. Principalmente
no caso de pacientes crônicos e que podem usufruir de uma expectativa
de vida elevada com maior qualidade.
Para as famílias dos pacientes, o "home care" oferece um conforto
ímpar. Só quem já teve um parente internado por alguns
dias num hospital sabe como a rotina familiar fica desestruturada nesse
período. A internação domiciliar praticamente não
altera a rotina da casa, não cria problemas com deslocamentos nem
gera gastos extras com estacionamento e alimentação, por
exemplo. Outro ganho é a segurança de contar com profissionais
atentos às necessidades do paciente sem que, para isso, ele esteja
exposto ao risco de contrair uma infecção hospitalar.
Para os hospitais, o sistema de "home care" ou internação
domiciliar é um braço operacional estratégico, otimizando
a utilização dos leitos existentes - ou seja, não
necessitando de novos investimentos -, além de permitir direcionar
melhor as equipes para atendimento de casos agudos. Trata-se de um
conceito que deve ser cada vez mais adotado e aperfeiçoado, no sentido
de se tornar uma opção viável dentro da Saúde
Suplementar. (Dr. George Schahin - Saúde Business
Web)
01.03 - Planos: Crise e gripe cortam margem em 50%
As operadoras de planos de saúde premium, voltadas para as classes
A e B, encerraram o ano com aumento na receita e no número de clientes.
Mas a rentabilidade não acompanhou esse desempenho devido ao aumento
da sinistralidade. Com a crise econômica e a gripe suína,
o uso dos planos de saúde disparou, provocando uma queda de cerca
de 50% na margem de lucro das operadoras em 2009.
Maior plano de saúde do segmento de luxo, a Omint conquistou
8 mil novos clientes e fechou o ano com faturamento de R$ 479 milhões,
uma alta de 10% sobre o resultado de 2008. Mas a rentabilidade, que historicamente
é de 8%, ficou entre 4% e 5%. "Levando-se em consideração
cada beneficiário, a receita aumentou em média 8%, mas os
custos médicos tiveram elevação de 17% no ano passado"
explicou Andre do Amaral Coutinho, diretor-geral da Omint.
Na Care Plus, que terminou o ano com 45 mil vidas, a receita aumentou
de R$ 140 milhões para R$ 152 milhões. "Nossa receita cresceu
cerca de 10%, entretanto a rentabilidade caiu 35% por causa da perda de
2,5 mil clientes que foram demitidos e do aumento no uso dos planos", afirmou
Maurício Amaral, presidente da Care Plus. Sua margem de lucro, que
costuma ser de 8%, baixou para 5% em 2009.
A Lincx conseguiu um crescimento maior no faturamento, de 16%, mas
também viu sua rentabilidade diminuir de 6% para 2,8%. A compensação
veio dos planos odontológicos, cuja carteira saltou 77% atingindo
4,6 mil vidas em dezembro.
A queda no resultado já era esperada pelas três operadoras.
"No começo do ano passado nossa expectativa era crescer 6%", observou
o presidente da Omint, que inaugurou uma nova sede, orçada em quase
R$ 50 milhões, no ano passado.
Segundo os executivos das operadoras ouvidos pelo Valor, os clientes
corporativos não abriram mão dos planos de saúde voltados
para o público de alta renda. Havia uma expectativa de que as empresas,
principalmente as multinacionais, que usavam planos de saúde mais
caros, migrassem para modalidades mais baratas.
"Muitas empresas usaram os planos de saúde e outros benefícios
para reter e atrair talentos [executivos]. Além disso, com as demissões
que ocorreram, as empresas constataram que trocar um plano de saúde
premium para um inferior iria piorar ainda mais o clima de trabalho", disse
Silvio Corrêa da Fonseca, presidente da Lincx. "Ao mesmo tempo, várias
empresas que nunca tinham mexido nos seus planos e tiveram que fazer pesquisa
de preço com a crise, acabaram trocando de planos. Por isso conseguimos
aumentar nossa base de clientes", afirmou o executivo da Omint.
Para este ano, as três operadoras têm previsões
otimistas, uma vez que o cenário econômico é favorável
e a gripe suína não deve gerar o clima de pânico registrado
no inverno passado. "Nossa expectativa é crescer 18% na receita
e 10% no número de vidas", enumerou o executivo da Care Plus. A
Omint projeta uma alta de 14% no faturamento e a Lincx prevê que
a receita chegue ao final de dezembro com alta de 17%. (Beth
Koike - Valor Online)
01.03 - Crescem as reclamações contra planos
Estudo da ANS mostra que, no ano passado, o índice de insatisfação
com o convênio médico era de 3,27, ante 1,92 do ano anterior.
Negativa de cobertura, alta de preço e trocas na rede credenciada
são as principais queixas dos clientes
As queixas contra os planos de saúde aumentaram em 2009 ante
o ano anterior. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), o índice de reclamações passou de 1,92 em 2008
para 3,27 em 2009. O número de clientes de convênios médicos
subiu de 52 milhões para 55 milhões no período (elevação
de 5,77%). Considerando esse universo, as reclamações passaram
de cerca de 10 mil para cerca de 18 mil (alta de 80%).
Entre as empresas classificadas como grandes (com mais de 100 mil clientes)
e de maior participação no mercado de saúde suplementar
no Estado de São Paulo, a Dix Amico foi a única que teve
queda no índice na comparação entre os dois períodos,
passando de 4,85 reclamações a cada 10 mil clientes para
4,65. Já as demais analisadas apresentaram aumento do número
de queixas, como a Samcil, que teve o índice elevado de 6,80 para
21,24.
De acordo com a ANS, o volume de reclamações tem crescido
devido ao aumento do número de usuários dos planos de saúde
nos últimos anos.
Entre as principais queixas dos clientes estão a negativa de
cobertura - quando a empresa se recusa a realizar um exame ou procedimento
indicado pelo médico -, reajuste de planos antigos, alteração
da rede credenciada pelo convênio e ainda descumprimento do contrato
de prestação de serviço pela operadora.
Para o consultor especializado em saúde suplementar, Pedro Fazio,
o crescimento das queixas contra operadoras é a ponta do iceberg
de um problema muito mais complexo, que vem se agravando nos últimos
anos: a saúde financeira das companhias. “Com encarecimento dos
custos das operadoras e a ampliação do rol de procedimentos
obrigatórios, a margem de lucro das empresas vem sendo reduzida”,
diz. “E o problema de caixa se reflete no serviço prestado.”
Fazio reconhece que o número de queixas registradas contra planos
de saúde ainda é pequeno se comparado ao recebido por empresas
de outros setores (como bancos, por exemplo). Isso levaria as operadoras
a minimizar a questão. “Muitas empresas não reconhecem que
a qualidade do atendimento vem caindo e, por isso, não tomam uma
atitude para melhorar”, constata Fazio. “Porém, é preciso
considerar que o número de reclamações na ANS poderia
ser bem maior se todo mundo que tivesse um problema fizesse uma queixa
formal.”
Mas isso não ocorre. Os canais de reclamação continuam
a ser pouco divulgados e muitos clientes ficam sem saber como pleitear
seus direitos. Para a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec), Juliana Ferreira, há uma subnotificação à
ANS. “Como a agência nem sempre ajuda diretamente o consumidor, ele
não procura o órgão”, diz.
As empresas Samcil, Medial Saúde, Unimed Paulistana, Porto Seguro
e Bradesco Seguro afirmam que investem continuamente na melhoria do atendimento
aos clientes. A Medial ainda ressalta que o número de reclamações
caiu 27% do primeiro para o segundo semestre do ano passado. As demais
citadas acima não se manifestaram.
Reclamações para a ANS
Rua Bela Cintra, 986 - 5º andar - Atendimento das 8h às
12h e das 13h às 16h30. Ou pelo telefone 0800-701-9656
(Carolina Dall’olio e Luciele Velluto - Jornal da Tarde)
01.03 - Prevenção é saída para plano de
saúde
Operadoras alteram modelo de atendimento ao cliente para reduzir custo.
Unimeds acreditam até em queda de preço
As operadoras de plano de saúde entenderam que os programas
de prevenção da saúde , com a reestruturação
no modelo de atendimento ao paciente, é um dos principais caminhos
para a redução de custos, além de trazer benefícios
ao cliente. Com a competitividade do mercado, novos procedimentos de atendimento
estipulados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e a expectativa
de envelhecimento da população, a alteração
no modelo de atendimento dos planos tornou-se fundamental para a sobrevivência
das operadoras. “Caso contrário, o setor corre o risco de sucumbir
em menos de 50 anos”, avalia o presidente da Federação das
Unimeds de Minas Gerais, Emerson Fidelis Campos.
As operadoras de saúde estão se reestruturando para mudança
no modelo de atendimento ao cliente. Emerson Campos ressalta que essa reorganização
é uma discussão nacional e deve levar à redução
dos preços dos planos. “Queremos trabalhar para manter a saúde.
Evitar que o plano seja usado apenas quando o paciente estiver com algum
problema grave. É uma mudança de foco. No lugar de tratar
da doença, vamos promover a saúde”, ressalta Campos.
A ANS vem estimulando os programas de promoção da saúde
e prevenção de riscos e doenças, com uma mudança
no modelo de assistência que está em vigor hoje. Segundo a
agência reguladora, grande parte das doenças que acometem
a população atualmente é passível de prevenção.
Assim como a Unimed, outras operadoras, como Golden Cross e Bradesco
Seguros, estão com fortes investimentos nos programas de prevenção
de doenças. Na Golden Cross, mais de 9 mil associados são
atendidos hoje pelo Golden Vida, um leque de produtos direcionados à
qualidade de vida, promoção, prevenção e reabilitação
da saúde. O programa está dividido nos módulos de
atenção básica, de prevenção a doenças
e de atenção especializada para doentes em variados estágios.
O objetivo é melhorar a qualidade de vida, incentivar hábitos
saudáveis e otimizar os cuidados aos portadores de doenças
crônicas.
Na Bradesco Saúde, o programa Juntos pela saúde leva
aos segurados algumas ferramentas para prevenir doenças, como questionários
de avaliação de saúde, folhetos educativos, palestras
e vacinas anuais contra a gripe. Segundo a operadora, os participantes
do programa tiveram índices de sinistralidade reduzidos entre 15%
e 30%, com redução em fatores de risco como sedentarismo
e obesidade, além de melhorar a qualidade de vida e reduzir o custo
da assistência. A seguradora acredita que a informação
e a assistência oferecidas fazem com que os participantes do programa
tornem-se mais conscientes e motivados a mudarem hábitos de vida
e o comportamento em relação à sua saúde.
Economia de 20% com serviço
A reorganização no modelo de assistência à
saúde envolve a revisão do relacionamento com alguns atores
do setor, como operadoras de planos de saúde, médicos, profissionais
de saúde, hospitais, indústria farmacêutica, distribuidores
de medicamentos, farmácias e indústria de equipamentos e
materiais, avalia o presidente da Federação das Unimeds de
Minas Gerais. A entidade reúne 62 unidades no estado e 2,2 milhões
de clientes.
A federação vai lançar em março o livro
A inovação e a prática no gerenciamento de condições
crônicas, a terceira publicação da série Desenvolvimento
da saúde. As Unimeds contam hoje com 23 unidades no estado com programas
de promoção da saúde e 3 mil clientes em atendimento.
A economia gerada com os serviços demandados por esse público
foi de 20%.
O estilo de vida dos clientes é outro foco de atenção
das operadoras. Segundo pesquisas do mercado, o estilo de vida inadequado
é responsável pela mortalidade precoce em mais de 50% dos
casos das pessoas com até 70 anos de idade. Em geral, responde por
mais de 50% dos casos, sendo o restante dividido entre ambiente (20%),
genética (20%) e assistência médico-hospitalar (9%).
A mudança no atendimento também deve ocorrer em função
do envelhecimento da população Hoje, a idade média
da população brasileira está em 72 anos, mas deve
passar de 50 anos em 2050, avalia Fidelis Campos. “E a partir dos 60 anos
o custo do plano de saúde começa a subir. Dos nossos clientes,
10% gastam 60% do total da arrecadação. A procura ao médico
deve ser ativa. Hoje, na maioria dos casos, é passiva, quando a
doença já está em estágio avançado”,
ressalta. (Geórgea Choucair - Estado de Minas)
26.02 - Plano não pode limitar quantidade de exames
A 1ª Câmara Cível do TJ-RN (Tribunal de Justiça
do Rio Grande do Norte) manteve decisão que impediu a Unimed Natal
de restringir o número de exames que um segurado pode realizar.
A empresa apelou ao TJ da decisão 12ª Vara Cível
da Comarca de Natal que determinou que a Unimed autorizasse o exame de
ultra-sonografia em uma paciente grávida e com ameaça de
aborto.
O plano de saúde negou o exame e discordou da decisão
judicial porque o contrato firmado entre a paciente e a Unimed possuía
uma cláusula expressa limitando a realização de apenas
dois exames por ano do tipo solicitado pelo médico da paciente.
Como o contrato era anterior a Lei 9656/98 e a paciente não
optou pela adequação do plano à nova legislação
a Unimed entendeu que ela não teria direito ao exame.
Mas os desembargadores do TJ-RN concordaram com a decisão de
primeira instância. O relator do processo, desembargador Dilermando
Mota, disse no voto que os contratos de planos de saúde estão
submetidos ao Código de Defesa de Consumidor.
Ao verificar o contrato, o desembargador constatou que a cláusula
que limita a quantidade de exames está escrita em letras minúsculas
e sem qualquer destaque que chame a atenção do contratante.
O Código do Consumidor diz que as cláusulas que resultarem
em limitação de direito do consumidor, além de escritas
em termos claros e com caracteres legíveis, devem ser redigidas
em destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.
(Última Instância)
26.02 - Plano deve pagar tratamento em casa
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça) determinou que a operadora de
plano de saúde Amil deve oferecer tratamento de quimioterapia em
casa, por meio de pílulas, para toda a sua carteira de clientes
no Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada por meio de liminar
(medida provisória) e já é válida para todos
os usuários da operadora de saúde.
A ação foi movida pelo MP-RJ (Ministério Público
do Rio de Janeiro) devido apenas uma reclamação. "Mas a própria
empresa confirmou por meio de documentos adotar essa postura", disse o
promotor do caso, Carlos Andresano. "A Amil alegou não precisar
arcar com tratamentos domiciliares, o que não se aplica em caso
de câncer".
De acordo com o advogado especializado Julius Conforti, a legislação
dá liberdade para que as operadoras não tenham de se responsabilizar
por tratamentos feitos em casa. No entanto, os tribunais do país
têm entendido que a quimioterapia realizada com remédios deve
ser coberta pelo plano de saúde. (Livia Wanchowiak Junqueira
- Agora S.Paulo)
26.02 - OdontoPrev tem lucro de R$ 12,7 milhões
Quarta-feira a OdontoPrev (ODPV3) divulgou seu resultado trimestral.
Segundo os números reportados, seu lucro líquido foi de R$
12,719 milhões, o que mostra um ganho de 8,1% se comparado ao mesmo
período de 2008, quando seu lucro foi de R$ 11,76 milhões.
No ano, a empresa viu seus ganhos crescerem 6,9%, alcançando R$
58,976 milhões.
O principal destaque do resultado foi o acréscimo de 1,71 milhão
de novos associados, dos quais cerca de 1,46 milhão é proveniente
do Bradesco Dental, um crescimento de 69,7% em relação ao
último trimestre de 2008. No entanto, ainda não foi incluído
no balanço consolidação das contas do resultado da
empresa associada.
O crescente número de associados também favoreceu o aumento
da receita líquida da empresa, que evoluiu em 15,8%, fechando o
trimestre em um total de R$ 100,6 milhões, contra os R$ 86,8 milhões
apresentados um ano atrás. Em relação ao ano de 2008,
houve avanço de 19,2% na receita, para R$ 379,4 milhões.
O Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado da companhia
também foi positivo, registrando alta de 16,1% em relação
ao último trimestre de 2008. Já no total de 2009, a evolução
foi de 6%, acumulando no último ano R$ 80,594 milhões, contra
os R$ 76,018 milhões do período anterior.
Comentários da companhia
A empresa destaca a utilização de um tíquete médio
de R$ 13,11 no quarto trimestre, superior aos R$ 12,56 do mesmo período
de 2008. Na comparação anual, o tíquete médio
passou de R$ 12,07 para R$ 12,80, apresentando expansão de 6%. Além
disso, a empresa destaca as sete aquisições feitas desde
a abertura de capital, em especial a do Bradesco, "que potencializará
o crescimento a partir de 2010", afirma o relatório. (Tainara
Machado - InfoMoney)
25.02 - Saúde nos negócios
Na agenda dos empresários do segmento de seguro-saúde,
vários tópicos ocupam espaço para discussão:
aumento da sinistralidade decorrente de procedimentos mais onerosos e recentes
epidemias, conformidade com as exigências da ANS (Agência Nacional
de Saúde), portabilidade dos planos, geração de caixa,
inadimplência, crescimento versus consolidação, dentre
outros itens.
Todas estas questões merecem pelo menos o esclarecimento do
que precisa ser feito para conviver com as mudanças que ocorrem
no segmento e também no próprio sistema de gestão
e comercialização do negócio. O fato é que
a rapidez e eficiência nos diagnósticos de doenças
crônicas e a assertividade dos tratamentos com medicamentos mais
eficazes convivem agora com a escassez de recursos na área.
O atendimento às resoluções da agência reguladora
cria um conflito de interesses entre os prestadores de serviços
e os usuários finais, impactando diretamente no desempenho das empresas
de menor escala de atendimento, que se veem obrigadas a abrir espaço
para os competidores mais bem estruturados à nova realidade, tendendo,
assim, a desaparecer do mercado de saúde inúmeros players.
Neste cenário de aparente indefinição no segmento,
a dúvida que assola os empresários é crescer e adquirir
musculatura para competir ou consolidar as operações a um
nível adequado de sobrevivência.
Sem dúvida, o interesse maior de cada empresário é
continuar crescendo de forma sustentável e, para tanto, planejar
este crescimento se faz necessário. O exercício de reflexão
estratégica passa por estabelecer uma visão externa do mercado
e uma visão interna das competências que a organização
deve ter para competir.
Começando pelo ambiente externo, é necessário
monitorar os aspectos que impactam no desempenho do setor, tais como: perspectivas
de crescimento, evolução da renda per capita da população
abrangida, índices macroeconômicos e fatores inerentes à
competição, incluindo a concorrência, política
de preços, canais de venda, potenciais nichos de mercado e escopo
de atuação geográfica.
De posse destas informações, alguns questionamentos deverão
ser formulados para definir a estratégia a ser seguida. E isso passa
pela definição dos mercados-alvo, os clientes potenciais
em cada segmento, o tamanho do mercado, as tendências econômicas
e tecnológicas, os competidores existentes no mercado-alvo, os players
emergentes, dentre outras informações.
Com esta visão de mercado e demais variáveis, é
possível a formulação de uma estratégia visando
o aproveitamento das oportunidades ou na conquista de clientes insatisfeitos
com os concorrentes.
Entretanto, a organização deve estar preparada para este
crescimento e isto significa torná-la mais ágil, ter equipes
preparadas para administrar a mudança, conhecer suas competências
essenciais e alavancar seus pontos fortes quando as oportunidades surgirem.
Para tanto, deverá promover uma reestruturação
nos processos de atendimento, agilizando as decisões, estabelecendo
metas de desempenho alinhadas à estratégia, integrando as
informações fazendo uso da tecnologia e automação,
redimensionando recursos e atuando no controle e redução
dos custos e despesas, principalmente no momento em que experimentar o
crescimento.
Um ponto em comum em todas as organizações que vêm
conseguindo bons resultados é a profissionalização
de suas administrações, assunto que adquiriu importância
no setor de saúde nos últimos anos.
As recompensas que advém de uma reflexão estratégica
são várias e as empresas que não se sentem preparadas
para conduzir este processo tem buscado apoio na consultoria para atuar
como facilitadora, provedora de metodologias e integradora das idéias
que fluem durante todo este exercício. Assim, quem pretende mudar
uma organização deve procurar conhecê-la, descobrir
sua identidade, sua cultura e seus valores, sem procurar impor modelos
pré-concebidos. (Edison Cunha - Administradores)
25.02 - Mais saúde aos brasileiros
Melhoria de renda da população brasileira e aquecimento
da economia prometem boom para o mercado de saúde no País,
em especial para as operadoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste.O
cenário de otimismo financeiro para o ano de 2010 somado à
melhoria da renda dos brasileiros serão fatores predominantes para
o aquecimento do mercado de planos privados de saúde no Brasil.
Pesquisas apontam que 20 milhões de pessoas saíram da linha
da pobreza nos últimos dez anos no País, em virtude dos programas
sociais implementados pelo Governo Federal nas regiões Norte e Nordeste.A
melhoria da renda familiar gera automaticamente a busca por atendimento
médico de qualidade, criando uma oportunidade de mercado para os
planos de saúde que apresentam o melhor custo-benefício ao
cliente. Dentro desse contexto, destaca-se a Santa Clara Planos de Saúde.Os
dados da Santa Clara coincidem com os dados de crescimento do segmento
da saúde de uma forma geral. Os números na área, que
já atingem R$ 16 bilhões, devem influenciar ainda mais no
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que representa hoje cerca de 8%
do PIB da economia do País.Fusões e aquisições
de empresas foram responsáveis por manter o fortalecimento do setor
no ano passado e devem continuar acontecendo em 2010. Em 2010 a meta da
Santa Clara é se consolidar como a maior operadora de saúde
do Estado de Pernambuco. Para tanto, os investimentos iniciados no segundo
semestre de 2009, continuam ao longo de 2010. Nossa filosofia de trabalho
é democratizar o acesso à saúde. (Simone Varella -
Folha de Pernambuco)
25.02 - Intermédica pode ser vendida
Especulações do mercado apontam a Amil como possível
compradora
Mais uma aquisição parece estar para acontecer no mercado
de planos de saúde. Especulações do mercado apontam
que Paulo Barbanti, proprietário da Intermédica, teria interesse
em vender a operadora, segundo informou a Agência Estado.
E mais um vez, quando se trata de aquisições no mercado
de saúde, a Amil teria sido apontada como possível compradora,
mesmo em um ano em que está ajustando as operações
pós aquisição da Medial Saúde.
Em 2007, o empresário havia concedido mandato para o Morgan
Stanley, e agora contratou o Credit Suisse.
O único embate seria o acerto de valores para a compra. Apesar
da Intermédica valer supostamente cerca de R$ 800 milhões,
Barbanti estaria pedindo R$ 2 bilhões para a aquisição,
preço considerado exagerado. A Amil nega que esteja interessada.
(Saúde Business Web)
24.02 - Pediatras paraibanos paralisam atendimento
Pediatras da PB que atendem pelos planos de saúde paralisam
as atividades por 48h
Os pediatras paraibanos que atendem pelas operadoras de planos de saúde
paralisam as atividades durante 48 horas em protesto contra os valores
irrisórios pagos pelas consultas e pela desvalorização
da profissão. A suspensão temporária do serviço,
que vai durar até hoje (dia 24), não comprometerá
o atendimento emergencial. O movimento está sendo organizado pela
Sociedade Paraibana de Pediatria (SPP).
Na terça-feira (23), a partir das 6h, a categoria realizou uma
mobilização no Busto de Tamandaré, em Tambaú,
para chamar a atenção da sociedade sobre o problema, com
a distribuição de uma carta aberta à população,
explicando a situação. No mesmo dia, às 17h, no Conselho
Regional de Medicina (CRM), houve uma assembléia extraordinária
para deliberação e uma entrevista coletiva com o presidente
da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Eduardo Vaz.
Um das reivindicações dos pediatras é o aumento
do valor da consulta pago pelas operadoras, que hoje varia de R$ 27 a R$
40. “O que acontece é que as operadoras repassam os reajustes anuais
destes procedimentos para o próprio usuário que paga o seu
plano de saúde, mas não repassa para o profissional prestador
de serviço. Os valores são irrisórios e não
têm reajuste desde 2003. Segundo estudos estatísticos da SBP,
uma consulta era para estar em torno de R$ 80, para poder se manter com
dignidade um atendimento de qualidade em uma clínica privada”, explicou
a presidente da SPP, Kátia Laureano.
Pediatria ameaçada - Ela lembrou também que a desvalorização
da profissão afeta diretamente o atendimento aos pacientes e que
essa não é uma realidade só da Paraíba. “Temos
visto o fechamento de clínicas e consultórios de pediatria
em todo o Brasil e especialmente na nossa cidade. Por isso, há superlotação
de serviços de urgências, demora na marcação
de consultas em consultórios, poucos leitos de internação
de pediatria, redução no número de médicos
dedicados a especialidade pediátrica, insatisfação
de médicos e pacientes e redução na qualidade dos
serviços prestados. Se não houver providências, esta
especialidade, já tão pouco procurada pelos estudantes de
medicina, irá se extinguir num futuro próximo”, disse.
Kátia informou que a decisão de paralisar os serviços
por 48 horas foi tomada em assembléia realizada no último
dia 3, diante da omissão das operadoras de planos de saúde,
que não deram qualquer tipo de resposta aos apelos da SPP. “Após
essas 48 horas esperamos que surja alguma esperança de negociação,
pois nossa intenção não é brigar, gerar polêmicas
ou deixar de atender por convênios, mas sim chegar a um consenso
que torne viável esta prestação de serviços.
Em alguns Estados, ocorreu descredenciamentos, o que também pode
até ser possível aqui, mas não é o nosso objetivo”,
disse Kátia. O movimento tem o apoio do Ministério Público,
CRM, Sindicato dos Médicos e Associação Médica
Brasileira. (ClickPB)
24.02 - Home Doctor no Top Hospitalar 2009
Pela sexta vez consecutiva, a Home Doctor foi indicada para o Top Hospitalar,
na categoria home care, principal premiação da área
de saúde do País. O Top Hospitalar tornou-se o mais reconhecido
e cobiçado prêmio do setor de saúde e visa laurear
as empresas, instituições e profissionais que mais se destacaram
ao longo do ano e que contribuem para o desenvolvimento e fortalecimento
da saúde no Brasil.
Atualmente, o setor é responsável por cerca de 5% do
PIB nacional, mostrando sua importância na economia brasileira, mas,
mesmo com essa força, o mercado carecia de um estudo que apurasse,
de acordo com a opinião dos diferentes profissionais da cadeia da
saúde, aqueles que são referência em sua forma de gestão.
Para tanto, foi criado em 1997 o Top Hospitalar, com o objetivo de promover
os melhores de cada área da saúde, criando benchmark e contribuindo
assim para o desenvolvimento contínuo desse mercado.
Um comitê com cerca de 200 lideranças do setor da saúde
é responsável pela formação de uma lista tríplice
que abrange 25 categorias em toda a cadeia do setor de saúde. Posteriormente,
essa lista é aberta para votação dos leitores qualificados
das revistas Fornecedores Hospitalares e Saúde Business. Assim definem-se
os campeões e destaques do ano.
A Home Doctor foi vencedora dessa premiação nos anos
de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, por manter seus altos padrões
de qualidade no atendimento prestado aos seus pacientes e por ser a marca
mais lembrada no segmento de home care. (AssPreviSite)
24.02 - Odontólogos denunciam abuso de planos
Prática abusiva de planos odontológicos alagoanos está
com os dias contados. Uma sanção prevista em portaria pelo
Ministério da Saúde (MS) vai acabar com a obrigação
imposta pelos planos de que dentistas seriam forçados a realizar
exames de raios-X durante as perícias, visando comprovar que fizeram
os procedimentos. A denúncia partiu dos próprios profissionais,
indignados com a obrigação aplicada pelos planos.
O Ministério da Saúde classifica a prática como
abusiva e lesiva à saúde, já que procedimentos em
excesso podem causar efeito cumulativo no organismo, levando ao câncer.
Segundo a dentista e tutora do Portal Educação, Christiane
Linda Toriy, o efeito da radiação é acumulativo e
pode causar danos à população.
A partir da aprovação da medida, os planos que continuarem
a cometer esse ato receberão advertência e até cassação
do alvará de funcionamento ou, ainda, aplicação de
multa, que pode chegar a R$ 1,5 milhão. (Pantanal News)