31.05 - Planos de saúde devem subir entre
6% e 8%
Estimativa considera ano eleitoral e padrão da ANS de sempre
determi- nar abaixo do pleito que este ano é de 8% a 10%
Os planos de saúde individuais contratados a partir de janeiro
de 1999 devem sofrer um reajuste entre 6% a 8%.
O presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina
de Grupo), Flávio Wanderley, diz que esta expectativa leva em consideração
o ano eleitoral, mas que as planilhas de custo das operadoras de saúde
apontam a necessidade de variações entre 9% a 11%. "Este
cálculo leva em conta a ampliação do atendimento em
novos procedimentos e a inflação", esclarece.
A previsão abaixo do pleito deve-se, além do ano eleitoral,
ao fato de que nos últimos anos a ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar) tem determinado reajustes abaixo do que as operadoras
calculam em suas planilhas de custo, explica Wanderley. Um exemplo disso
é o aumento concedido ano passado, quando as operadoras apontaram
uma variação de 8% a 9% em seus custos, mas a ANS determinou
6,7%, relembra o gestor.
A questão é que os usuários de plano de saúde
vão sentir um peso maior este ano, já que as possibilidades
variam entre 6% a 11%. O prazo para anunciar o percentual deve sair na
próxima semana, segundo informou ontem a assessoria de imprensa
da ANS, mas esta informação é aguardada desde abril.
A coordenadora institucional da Pro Teste (Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci, que afirma
que o atraso no anúncio dos novos valores é prejudicial às
contas dos clientes das operadoras. "São 7,4 milhões de consumidores
com planos de saúde individuais contratados a partir de janeiro
de 1999 e que têm o direito à informação para
se prepararem financeiramente antes da chegada do boleto", opina.
O novo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), Maurício Ceschin, já informou que irá anunciar
o reajuste anual dos planos de saúde individuais até o fim
do mês de maio. A divulgação dos novos valores deveria
ter sido feita no fim do mês passado, porém, a ANS afirma
que a troca de presidentes causou o adiamento da informação.
Ceschin já garantiu que o aumento terá como base a mesma
metodologia utilizada nos últimos reajustes, desconsiderando o impacto
dos novos procedimentos que começarão a vigorar em julho.
No ano passado, o teto informado pela ANS, no dia 24 de abril, foi de 6,76%.
Maria Inês acredita que a alta siga esse patamar. Entretanto,
ela alerta que o novo valor do plano terá maior peso no bolso do
consumidor que mudar de faixa etária nos contratos. "Esses clientes
terão de arcar com dois reajustes. Além do índice
a ser aprovado pela ANS, após o aniversário, eles poderão
passar para uma faixa mais cara prevista no contrato", avisa.
O aumento que deverá ser anunciado em breve considera, entre
outras variáveis, a elevação dos preços de
materiais e serviços oferecidos aos usuários entre maio de
2009 e abril de 2010. Para o cálculo do teto dos reajustes para
planos individuais, além da inflação, a ANS também
avalia alguns pleitos do setor para, em reunião da Diretoria Colegiada,
estabelecer e divulgar o índice.
Segundo determinação da ANS publicada no Diário
Oficial da União de 12 de janeiro, os 70 procedimentos que passarão
a valer em julho incluem transplante de medula óssea, exame Pet-Scan
(usado para diagnosticar câncer de pulmão), implante de marca
passo multissítio, oxigenoterapia hiperbárica e mais de 20
tipos de cirurgias torácicas por vídeo.
De acordo com a coordenadora da ProTeste, a partir de agora, os casais
do mesmo sexo poderão incluir o parceiro como dependente em seu
plano de saúde. "É uma decisão importante que reduz
os gastos. Até agora, casais de homossexuais se obrigavam a pagar
dois planos para a mesma família". (Diário do Nordeste)
31.05 - Ginecologistas se rebelam contra os planos de saúde
Bauru - Em ação inédita, médicos ginecologistas
e obstetras de São Paulo lançaram uma campanha publicitária
- com outdoors e anúncios em rádios, jornais e revistas de
todo o Estado - em que atacam os planos de saúde. Esses anúncios
afirmam que há operadoras que pagam aos médicos somente R$
200,00 por parto e R$ 25,00 por consulta. A remuneração aumenta
ou diminui dependendo da operadora e da região. Também estão
previstos anúncios semelhantes em Bauru, onde a categoria começa
a se mobilizar.
A campanha é encabeçada pela Associação
de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp),
que em Bauru tem como representante o médico José Petrônio
Lourenço Dias. Para ele, o ginecologista e o obstetra não
é valorizado como deveria, o que reflete na remuneração.
“Um parto normal pode exigir horas de trabalho do obstetra. É
diferente da maioria dos procedimentos das demais especialidades. E na
consulta ginecológica, o médico faz exames, colhe material,
sem que haja remuneração específica. Além disso,
o ginecologista é o clínico geral da mulher. Trata, por exemplo,
hipertensão, disfunção da tireoide, depressão
e outros problemas”, explica.
Por isso, na avaliação de Petrônio, os planos de
saúde deveriam pagar mais pela consulta ginecológica. “O
ginecologista é o médico que tem vínculo com a paciente.
O ginecologista encaminha a paciente para o especialista quando necessário,
mas ela volta periodicamente e é ele quem vai avaliá-la de
maneira geral”, completa.
Apesar dos valores pagos pelos planos de saúde não serem
os mais baixos do Estado - o parto normal não chegaria a R$ 400,00
-, Petrônio vai tentar mobilizar ginecologistas e obstetras. “Daqui
a duas semanas teremos uma reunião sobre a campanha na sede da regional,
que fica em Presidente Prudente. E vamos tentar mobilizar a categoria”,
frisa.
Filiados à associação, em Bauru são cerca
de 70 médicos. De acordo com a Sogesp, quando quem paga é
a própria paciente, e não o plano de saúde, os médicos
recebem em média R$ 2 mil por parto e R$ 200,00 por consulta. Com
a campanha, o objetivo é pressionar as operadoras a reajustar esses
valores. (Ieda Rodrigues - Jornal da Cidade)
31.05 - Planos: quando é permitida a inclusão de dependentes
A inclusão de dependentes em planos de saúde é
um dos pontos que, muitas vezes, geram dúvidas nos consumidores.
Quem é considerado dependente? Somente os filhos? Pai e mãe?
E se a pessoa quer beneficiar os avós?
De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor),
o tipo de contrato feito entre a operadora do plano de saúde e o
usuário é que determinará quem pode ou não
ser incluído como dependente.
Entretanto, segundo garantido pelo artigo 12, inciso III, da Lei 9.656/98,
a inclusão de recém-nascidos, filho natural ou adotivo, é
obrigatória quando o plano oferece atendimento obstétrico,
sendo que a criança fica livre de cumprir qualquer período
de carência, desde que a inclusão ocorra em até 30
dias do nascimento ou adoção.
Inclusões
Segundo o Idec, antes de fechar um contrato de plano de saúde,
o consumidor deve verificar se há a possibilidade de incluir dependentes.
Em caso negativo, o consumidor pode tentar mudar o contrato com a operadora.
Nestes casos, o instituto acredita que a empresa não pode exigir
a reincidência de prazos de carências já cumpridos pelo
usuário. Por outro lado, os beneficiários que entrarem no
plano como dependentes devem cumprir todos os prazos de carência
previstos.
No que diz respeito aos planos de saúde coletivos, caracterizados
por serem intermediados por pessoas jurídicas, como o empregador,
associações ou sindicatos, podem aderir ao plano de saúde,
desde que previsto em contrato, o grupo familiar até o terceiro
grau de parentesco consanguíneo (filhos, netos, bisnetos, pais,
avós, bisavós, tios, sobrinhos, irmãos), e os familiares
de até o segundo grau de parentesco por afinidade (sogros), cônjuge
ou companheiros dos funcionários, incluindo os parceiros do mesmo
sexo. (Gladys Ferraz Magalhães - InfoMoney)
28.05 - ANS alerta para o envio das Demonstrações Contábeis
Será considerada cumprida a obrigação quando todas
as demonstrações previstas na Instrução Normativa
n.º 24/2008 forem enviadas no prazo
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) alerta as
operadoras de planos de saúde para o envio, em meio físico,
do conjunto de Demonstrações Contábeis referentes
ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009, que expira
nesta segunda-feira (31).
De acordo com a ANS, somente será considerada cumprida a obrigação
quando todas as demonstrações previstas na Instrução
Normativa (IN) n.º 24/2008 forem enviadas no prazo legalmente estabelecido.
O descumprimento da obrigação de enviar esses documentos
à agência sujeita a operadora às penalidades vigentes.
(Saúde Business Web)
28.05 - Obstetras de SP lançam campanha contra planos
Médicos pressionam os convênios de saúde para que
valores pagos por partos e consultas sejam reajustados
Haverá anúncios em outdoors e em meios de comunicação;
entidade de planos diz que não pode falar sobre o tema
Ginecologistas e obstetras de São Paulo lançaram uma
campanha publicitária -com outdoors e anúncios em rádios,
jornais e revistas de todo o Estado- em que atacam os planos de saúde.
Nos anúncios, afirmam que há operadoras que pagam aos
médicos R$ 200 por parto e R$ 25 por consulta.
Para os médicos, esses valores são muito baixos. Eles
pedem pelo menos R$ 1.000 pelo parto e R$ 100 pela consulta. Só
os planos executivos, que são poucos, oferecem honorários
assim.
Quando quem paga é a própria paciente, e não o
plano de saúde, os médicos recebem em média R$ 2.000
e R$ 200, respectivamente.
A campanha, lançada ontem pela Sogesp (entidade de ginecologistas
e obstetras de SP), diz que há convênios que não dão
valor "à vida".
"Com esses honorários vis e injustos, nós simplesmente
não podemos atender às mulheres e aos bebês com a dignidade
que merecem", afirma César Eduardo Fernandes, presidente da Sogesp.
EXCESSO DE MÉDICOS
Caso não haja reajuste, os médicos dizem que cruzarão
os braços em 18 de outubro -Dia do Médico. Descartam paralisação
de vários dias, para que as pacientes não sejam prejudicadas.
Essa reação tem o apoio do Conselho Regional de Medicina
e do Sindicato dos Médicos de São Paulo.
A Folha procurou duas representantes dos planos de saúde. A
Abramge disse que não lhe compete falar dos honorários. Com
a Fenasaúde, não conseguiu contato.
Dos cerca de 190 milhões de brasileiros, perto de 42 milhões
têm plano de saúde. Entre 2000 e 2009, a mensalidade dos planos
individuais teve reajuste de 120%.
Mesmo com o reajuste anual da mensalidade, os médicos reclamam
que há anos não ganham aumento significativo.
Argumentam que não têm poder de barganha por causa do
excesso de profissionais -quando um médico desiste de atender pelo
plano, há sempre outro disposto a ocupar esse lugar. O Estado de
São Paulo tem cerca de 5.500 ginecologistas e obstetras.
Por outro lado, certos obstetras, além de receberem do convênio
pelo parto, acabam cobrando um valor extra das pacientes -prática
condenada pelas entidades médicas.
Para a Sogesp, a ANS (agência que regula os planos de saúde)
deveria preocupar-se com a remuneração. Segundo a entidade,
ao receber pouco, o médico tende a trabalhar em mais de um hospital
e a atender apressadamente aos pacientes.
Procurada, a ANS não encontrou um diretor que pudesse comentar
o assunto.
PARTO FILMADO
Florisval Meinão, diretor da Associação Médica
Brasileira, compara: "Até o cinegrafista que filma o parto ganha
mais que o obstetra".
Enquanto há planos que pagam R$ 200 ao médico, os cinegrafistas
do Rio e de São Paulo cobram em média R$ 450 pela filmagem.
"Esse não é um problema só de ginecologistas e
obstetras. E nem só em São Paulo", acrescenta. "É
de todas as especialidades e no país todo."
"Subsidiamos os planos", afirma médico
O ginecologista e obstetra Sérgio Passos, 62, que tem consultório
em São José dos Campos (SP), diz que os médicos acabam
subsidiando os planos de saúde.
"No último mês do pré-natal, a grávida precisa
vir ao consultório quase uma vez por semana. Os planos dizem que
só pagam uma consulta a cada 30 dias. O que as operadoras dizem?
"O problema é seu'", afirma"
Segundo ele, os planos menores pagam pela consulta de R$ 20 a R$ 27.
E, por causa do valor, ele se descredenciou dessas operadoras.
"Como se mantém um consultório assim? Atendo apenas às
seguradoras, que pagam R$ 45 por consulta. E esse valor ainda é
pouco. Pela consulta particular, cobro R$ 150", afirma.
Passos, que é formado pela Unicamp, afirma que o maior problema
são os partos. Em São José, diz, 90% das operadoras
pagam R$ 270 pelo procedimento.
"Imagine se o parto dura dez horas. Não há profissional,
encanador ou instalador de ar-condicionado que aceite trabalhar por R$
27 a hora", compara.
No lugar dos 25 partos por mês de antigamente, Passos hoje realiza
quatro.
"O recém-formado não quer obstetrícia. Além
dos baixos valores, existe um risco duplo no parto -o da mãe e o
do bebê. O recém-formado quer cirurgia plástica. Sabe
por quê? Porque o plano não paga plástica."
Valor é igual para cesariana ou parto normal
Os planos de saúde pagam aos médicos um mesmo valor pelo
parto, seja normal ou cirúrgico (cesariana). Essa é uma das
razões, dizem críticos, que levam boa parte dos médicos
a preferir a cesariana.
Enquanto ela pode ser agendada e dura relativamente pouco, o parto
normal não tem data certa e pode se arrastar por mais de seis horas.
Nos planos, o parto cirúrgico chega a 80% dos nascimentos -a
OMS recomenda até 15%. Para desencorajar as cesarianas, o SUS paga
um pouco mais por partos normais. (RICARDO WESTIN - Folha de S.Paulo)
28.05 - Usuários denunciam atendimento precário em AL
Carência de médicos, demora no atendimento, maus-tratos
a pacientes e muita reclamação. A realidade, que era característica
dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais
e unidades de saúde pública do país, tem sido cada
vez mais frequente entre os hospitais conveniados. A diferença é
que os usuários de planos de saúde pagam valores exorbitantes
para usufruir dos serviços.
Este é o caso de Maria Imaculada Martins da Rocha, 55 anos,
que procurou a emergência do Hospital Unimed, no bairro do Farol,
por volta das 13h desta quarta-feira, 26, para receber atendimento oftalmológico
e só conseguiu atendimento às 15h40. A paciente conta que
está com uma inflamação em um dos olhos e tentou marcar
uma consulta com o especialista. Como a usuária do plano foi informada
que a consulta só poderia ser marcada para a próxima segunda-feira,
recorreu à emergência.
“Além de esperar horas pelo atendimento, os pacientes são
mal atendidos. Senti-me humilhada, como se estivesse pedindo um favor.
Depois de toda a espera ainda fui atendida por um clínico geral
porque não havia especialista no plantão. No entanto, nós
usuários pagamos caro pelos serviços e somos maltratados.
Somente eu e meu marido pagamos R$ 1.627,65 de plano de saúde”,
reclama a paciente.
Maria Imaculada não foi a única. Na mesma situação
estavam outros pacientes que ao perceber a presença da equipe de
reportagem se aproximaram para denunciar outras falhas. Maria Nunes, que
acompanha a mãe de 82 anos no hospital reclama que o atendimento
é deficiente e lento. “Minha mãe possui síndrome de
displasia e desde ontem aguarda na área de observação
a liberação de um quarto para que possa ser transferida.
A justificativa do hospital é que não há vagas para
acomodar minha mãe”, disse.
E os casos não param. Regina Célia da Rosa foi ao hospital
pela terceira vez desde domingo. “Trouxe minha filha aqui no domingo com
sintomas de dengue. Chegamos às 10h30 e fomos atendidas apenas às
14h45, precisamente. Medicaram minha filha e mandaram para casa, no entanto,
tivemos que voltar aqui outras duas vezes para coleta de sangue da menina.
O próprio médico recomendou repouso, mas com tantas idas
e vindas e tantas horas esperando fica impossível”, desabafa.
Defesa do Consumidor
Os casos relatados pelos usuários são comuns e precisam
ser reclamados oficialmente, segundo o superintendente do Procon, Rodrigo
Cunha. Ele afirma que os planos de saúde estão entre os assuntos
mais reclamados pelo consumidor alagoano. “Esse tipo de reclamação
caracteriza má prestação de serviços. O plano
de saúde sabe quantos usuários possui e deve estar ciente
que não pode tentar absorver mais clientes sem que possa oferecer
retorno, ou seja, atendimento de qualidade”, afirmou o superintendente.
“Os casos apresentados pelos usuários, que geram situações
vexatórias - como se os pacientes se humilhassem para conseguir
socorro – podem causar danos e resultar em indenizações.
A pessoa que se sentir maltratada pode acionar o plano judicialmente e
cobrar que os serviços sejam oferecidos com qualidade”, acrescente
Cunha.
O superintendente recomenda que os usuários que quiserem fazer
denúncias ou pedir orientações jurídicas procurem
o Procon, das 8h às 14h.
Unimed
A assessoria de comunicação da Unimed Maceió esclareceu
que todos os pacientes passam por uma triagem no hospital logo que dão
entrada e que as pessoas que não são atendidas de imediato
não apresentam risco de morte. "Todos os casos de urgência
e emergência são atendidos imediatamente", afirmou.
A assessoria de comunicação informou que entrará
em contato com a direção do hospital para que sejam esclarecidas
as reclamações acerca da demora no atendimento e outras questões
relatadas na matéria. (Danielle Silva e Priscylla Régia
- Alagoas 24 Horas)
27.05 - ANS: Demonstrações Contábeis de 31/12/2009
O prazo para o envio, em meio físico, do conjunto de Demonstrações
Contábeis referentes ao exercício social encerrado em 31
de dezembro de 2009 expira no dia na próxima segunda-feira, 31 de
maio de 2010.
É importante ressaltar que somente será considerada cumprida
a obrigação quando todas as demonstrações previstas
na Instrução Normativa (IN) n.º 24/2008 forem enviadas
no prazo legalmente estabelecido. O descumprimento da obrigação
de enviar esses documentos à Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) sujeita a operadora às penalidades vigentes.
O conjunto de informações a ser enviado, em meio físico,
segundo o item 5 c/c 7.2.13, capítulo I, da IN n.º 24/2008,
é o seguinte:
1) Balanço Patrimonial
2) Demonstração de Resultado
3) Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido
4) Demonstração dos Fluxos de Caixa
5) Demonstração do Valor Adicionado (quando aplicável)
6) Relatório da Administração
7) Notas Explicativas
8) Outros quadros analíticos ou demonstrações
contábeis necessários para o esclarecimento da situação
patrimonial e dos resultados do exercício (quando aplicável)
9) Parecer de Auditoria
10) Relatório Circunstanciado de Auditoria sobre Controles Internos
(ANS)
27.05 - Empresas: Modelo misto para reduzir custos na folha
Companhias incluem médicos 'vips' em plano de saúde e
reduzem custo
A fim de reduzir os gastos com planos de saúde, que representam
cerca de 10% da folha de pagamento, grande parte das empresas segue o caminho
mais fácil: troca seu plano por um mais barato ou divide a despesa
com o empregado. Porém, há quem vá na contramão
dessa tendência, como a operadora de telefonia celular Vivo e os
bancos HSBC e Santander, que oferecem a todos os seus funcionários
um modelo misto de plano de saúde - que contempla a rede credenciada
de operadoras do mercado e acrescenta um grupo de médicos renomados
e hospitais de primeira linha, como num plano de autogestão. Ao
contrário do que se pode imaginar, os custos dessas companhias com
saúde caíram ou no mínimo empataram. E o índice
de satisfação dos empregados é de quase 100%.
Uma das pioneiras na adoção desse sistema híbrido,
a Vivo consegue uma economia de cerca de 20% ao incluir médicos
e hospitais conceituados no rol de opções, em comparação
ao formato tradicional, onde os usuários escolhem seus médicos
apenas pelo livreto da operadora. Em planos convencionais, um dos fatores
que geram gastos é a utilização excessiva - o beneficiário
pula de médico em médico porque não encontra solução
para o seu problema ou recebe indicações de cirurgias e procedimentos
desnecessários.
O modelo da Vivo tenta resolver de vez essa questão. "Os funcionários
têm acesso a médicos resolutivos, ou seja, eficazes. O honorário
deles é maior, mas em compensação as pessoas não
precisam repetir exames e correr o risco de consultar um médico
que indica cirurgia apenas para ganhar dinheiro", disse o médico
Michel Daud Filho, diretor de saúde e qualidade de vida da operadora
de telefonia.
Com uma carteira de 27 mil beneficiários, sendo 13 mil funcionários
e o restante de dependentes, a Vivo trabalha com as seguradoras Bradesco
e Unimed e um plano de autogestão (ex-Telesp). Seu diferencial é
que os funcionários têm à disposição,
além da rede credenciada das operadoras, um grupo de 40 médicos
conceituados como o infectologista David Uip e o cardiologista Roberto
Kalil, médico do presidente Lula, além de hospitais como
Albert Einstein e Sírio-Libanês . "Temos uma tabela de preços
diferenciada para esses médicos e hospitais, que normalmente são
acionados em casos complexos", afirmou Daud Filho.
Inspirado na Vivo, o HSBC também adotou uma modalidade de plano
em que o funcionário tem acesso a médicos e hospitais altamente
qualificados para situações mais complicadas. "Nesses casos,
o funcionário procura o banco, que possui uma área médica
administrada por uma consultoria externa. O médico dessa área
indica o melhor profissional, independentemente de ser credenciado", disse
Vera Saicali, diretora-executiva de recursos humanos do HSBC.
Foi o que aconteceu com uma funcionária do banco que teve câncer
de mama e, sob orientação do HSBC, foi tratada por oncologista
e cirurgião plástico que não estavam na lista da operadora
de saúde e medicada com remédios de R$ 5,8 mil (veja ao lado).
Mesmo com casos como esse, o custo com plano de saúde por funcionário
no HSBC em 2008 aumentou cerca de 8% quando comparado a 2007. Nesse mesmo
período, a inflação médica, índice que
serve de reajuste para os planos de saúde, ficou em 14,5%. O banco
também trabalha com uma rede credenciada da SulAmérica e
da cooperativa Unimed.
O Santander tem formato semelhante. O banco trabalha com um plano de
autogestão (ex-Banespa) e com Bradesco Saúde e Unimed. Além
disso, oferece aos empregados e dependentes uma rede à parte com
outros 9 mil médicos escolhidos a dedo. "Mesmo com esses outros
médicos nosso custo com plano de saúde é igual ou
às vezes até menor se trabalhassemos só com a rede
das operadoras", disse Beatriz Pieri, gerente executiva de recursos humanos
do Santander.
O ponto em comum entre os três casos é, além dos
médicos e hospitais vips, o gerenciamento rigoroso dos procedimentos
médicos utilizados pelos funcionários. Na operadora de celular
e nos bancos, há médicos que acompanham de perto os casos
mais complexos e que vão gerar custos elevados.
A Vivo tem 11 ambulatórios com 30 médicos. "Indicamos
os profissionais mais adequados para cada situação. Já
existe uma cultura na empresa em que o funcionário nos procura antes
para ter acesso à rede de médicos referenciados [especiais]",
disse Daud Filho. Normalmente, os casos mais simples são tratados
com médicos credenciados pelas operadoras de saúde.
No HSBC, são sete centros médicos. "Nosso papel é
indicar bons médicos e não barrar procedimentos caros", disse
Paulo Hirai, diretor da SantéCorp, consultoria que trabalha em parceria
com a americana Aon no HSBC.
Banco arcou com consulta, plástica e medicamentos
Um ano após ser submetida a uma cirurgia para retirada de um
câncer de mama, Sandra Mara Kiplan, 42 anos, especialista da área
de aquisições do HSBC, foi surpreendida com uma recidiva.
Dois dias após receber o exame com o resultado, Sandra foi contatada
coincidentemente por um dos médicos do banco que não sabia
do diagnóstico. Ele queria lhe indicar um colega seu, um médico
recém-chegado da Europa, especializado no seu tipo de câncer
para que ela passasse por uma consulta de rotina.
"Esse médico não era conveniado do plano e meu caso era
bem grave. Fui submetida a sete cirurgias em apenas três meses porque
tive várias complicações", contou Sandra.
Os médicos envolvidos no caso, entre eles um que presta serviços
para o próprio banco, também indicaram uma cirurgia plástica
para reconstrução do seio e outros modernos procedimentos
que não eram cobertos pelo plano de saúde. "Também
havia medicamentos caríssimos. Um deles, por exemplo, custa R$ 5,8
mil a dose. Tomei 16 doses. O banco pagou tudo", disse Sandra. "Estou curada,
mas ainda assim os médicos do banco sempre me ligam para saber como
estou", complementou.
ANS: Pagamento extra a médico que tiver melhor desempenho
A contratação de médicos e profissionais conceituados
que normalmente não atendem por meio de planos de saúde vem
ao encontro de uma discussão que está sendo feita pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e entidades do setor de saúde.
A discussão gira em torno de uma remuneração diferenciada
para os médicos que têm um melhor desempenho. "Hoje já
é consenso que devemos adotar a remuneração por performance.
A discussão é definir quais indicadores devem ser adotados
para colocarmos em prática esse projeto", disse Maurício
Ceschin, novo presidente da ANS. A mudança nas regras de remuneração
é uma das principais bandeiras da gestão de Ceschin.
Hoje, as operadoras de planos de saúde pagam os médicos
por procedimento médico, independentemente do fato de ele ter sido
bem sucedido ou não. A ideia é que os bons médicos
tenham uma remuneração extra, que pode vir por meio de um
pagamento de bônus, por exemplo.
Mas o grande dificultador para que essa ideia seja colocada em prática
é encontrar diretrizes que possam definir o que é um atendimento
ou procedimento médico de boa qualidade. Em julho, será apresentada
uma primeira proposta com essas diretrizes para serem debatidas. "Não
vai ser fácil chegar a um consenso. Mas já tivemos avanços
como a própria participação da ANS no debate", disse
Henrique Salvador, presidente da Associação Nacional dos
Hospitais Privados (Anahp), durante a feira Hospitalar, em São Paulo.
(Beth Koike - Valor Online)
27.05 - Planos de autogestão não crescem há uma
década
Os modelos de planos de saúde adotados por Vivo, HSBC e Santander
tiveram como inspiração os planos de autogestão, um
formato em que as empresas podem escolher os médicos e hospitais
que querem oferecer para seus funcionários e fazem o gerenciamento
desse benefício.
Porém, essa modalidade de plano de saúde ficou estagnada
na casa dos 5 milhões de beneficiários nessa última
década. Para efeito de comparação, o número
de clientes nas operadoras de medicina de grupo saltou de 6 milhões
em 2000 para quase 16 milhões no ano passado, segundo dados da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O principal fator que levou à estagnação foi a
lei, criada em 1998, que estendeu uma série de obrigações
para os planos de autogestão, segundo a União Nacional das
Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas).
"Temos que cumprir as mesmas regras das operadoras de planos de saúde
que visam lucro, como provisões e impostos", disse Iolanda Ramos,
presidente Unidas. As despesas com impostos, tributos e taxas representaram
9% das despesas dos planos de autogestão em 2008.
Um dos pleitos da entidade para que os planos de autogestão
voltem a crescer é a ampliar a cobertura de dependentes para familiares
de até terceiro grau. "É uma possibilidade de incluir jovens
na nossa carteira, que gastam menos", disse Iolanda.
Um dos problemas dos planos administrados pelas empresas é o
alto volume de beneficiários idosos. Segundo pesquisa realizada
pela Unidas, 353 mil clientes de planos de autogestão têm
mais de 70 anos, sendo que aproximadamente mil possuem mais de 100 anos
de idade. "Os funcionários que trabalharam por mais de 10 anos em
uma empresa e se aposentaram podem continuar com o plano. Por isso, existem
tantos idosos na nossa carteira", explicou Iolanda. (Beth Koike -
Valor Online)
26.05 - Extrato de pagamento para usuários do MS
Obrigatoriedade faz parte da lei nº 3.904, de autoria do deputado
Marcio Fernandes (PT do B), sancionada e publicada no DOU no último
dia 20
Publicação do Diário Oficial do Estado do Mato
Grosso do Sul traz a exigência de que as operadoras de plano ou seguro
privado de assistência à saúde têm que fornecer
ao consumidor documento contendo extrato dos pagamentos realizados, a título
de mensalidade, para efeito de declaração de imposto de renda.
A obrigatoriedade faz parte da lei nº 3.904, de autoria do deputado
Marcio Fernandes (PT do B), sancionada e publicada no DOU no último
dia 20 de maio. (Saúde Business Web)
26.05 - Planos: Atendimento em outra região
O Tribunal de Justiça de São Paulo, através do
julgamento da apelação nº 994.08.044532-0, criou um
precedente que poderá alterar profundamente o regime de atendimento
de determinados planos de saúde. Pela decisão, a Unimed Manaus
fica obrigada a arcar com os custos do segurado (também residente
em Manaus) em hospital de São Paulo (Sírio Libanês),
a despeito da vedação contratual, em razão da especialidade
do tratamento. (Roberto Severo - Jornal de Londrina)
26.05 - Reforma das agências
Mais de uma década depois de implementado o modelo de agências
reguladoras no país é forçoso reconhecer alguns problemas.
Concebidas para defender o interesse dos consumidores e garantir o
bom funcionamento de distintos setores da atividade econômica, as
agências muitas vezes cumprem suas funções de maneira
insatisfatória.
Embora o modelo, de uma maneira geral, seja adequado, são comuns
indícios de sujeição dessas autarquias a interesses
opostos àqueles que deveriam proteger.
Faltam-lhes muitas vezes instrumentos para impedir a subordinação
às diretrizes do governo de turno e aos propósitos de seus
"parceiros" privados. Não raro, surgem desconfianças sobre
a cooptação de funcionários por empresas que deveriam
fiscalizar.
A estatal Telebrás, por exemplo, que será reativada pelo
governo, deverá contar com quadros hoje a serviço da Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações). Empresas que
atuam neste setor temem, com razão, fornecer informações
a servidores que em breve defenderão os interesses de uma empresa
concorrente.
Também são frequentes as transferências de ex-diretores
dos órgãos reguladores para a iniciativa privada, onde passam
a ocupar cargos nas mesmas empresas que antes fiscalizavam.
Faz sentido, portanto, que se queira discutir a reforma das agências.
Tramita no Congresso projeto com o objetivo de conferir mais transparência
às decisões colegiadas dessas autarquias.
As reuniões de seus integrantes deverão ser abertas e
seguidas da publicação de votos e documentos, prática
ainda não adotada por todos os órgãos. Também
pretende-se criar uma comissão, com representantes de entidades
de defesa do consumidor, para examinar as decisões tomadas.
O projeto acerta ao enfatizar a necessidade de mais transparência.
É o acompanhamento público da atuação dos membros
dessas entidades que poderá protegê-las das ameaças
de cooptação a que sempre estarão expostas.
(Editorial - Folha de S.Paulo)
25.05 - ANS alerta operadoras para o envio do Diops
O documento deve ser entregue à agência até o dia
25 de maio
As operadoras de planos de saúde devem entregar até o
dia 25 de maio o Documento de Informações Periódicas
(Diops) com dados referentes ao primeiro trimestre de 2010.
O material deve ser encaminhado à Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) com algumas observações: o
novo quadro Intercâmbio passa a ser obrigatório no caso da
existência de saldos de intercâmbio a receber e/ou a pagar;
e o Fluxo de Caixa Mensal, para a transmissão dos dados referentes
aos meses de janeiro a dezembro de 2010, deve ser utilizado o modelo vigente.
A agência ressalta ainda que as informações referentes
a Recebimentos de Juros de Aplicações Financeiras; Resgate
de Aplicações Financeiras; e Aplicações Financeiras
que compõem as atividades de financiamento descritas no Diops serão
consideradas informações de atividades operacionais.
A partir de janeiro de 2011, o modelo de envio estará alterado
e adequado ao de publicação atualmente previsto no Capítulo
V do Anexo do Plano de Contas Padrão (Instrução Normativa
nº 36, de 2009). (Saúde Business Web)
25.05 - VGBL Saúde no segundo semestre
Novo produto permite acumular recursos para que, no futuro, o consumidor
consiga arcar com despesas médicas ou com o pagamento de um plano
de saúde adequado às suas necessidades
Entre as diversas boas notícias do aquecido mercado de previdência
complementar (leia sobre omomentodo setor na página 4), destaca-
se o lançamento de duas novas modalidades de planos de previdência:
o VGBL Saúde e VGBL Educação.
O projeto de lei está sendo regulamentado pelo Ministério
da Fazenda e deve seguir logo para aprovação no Congresso
Nacional. A iniciativa, parceria entre entidades como Susep (Superintendência
de Seguros Privados) e Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência
Privada e Vida), Receita Federal e Ministério daFazenda, propõea
isençãodopagamento do IR (Imposto de Renda) no resgate do
montante aplicado.
Para os planos normais pela tabela regressiva, a taxa parte de35%de
IR e vai diminuindo5% a cada dois anos até chegar a 10%. Pela regressiva,
quanto maior o valor aplicado, maior o percentual. A tributação
segue a tabela utilizada pela declaração, podendo a aplicação
ficar isenta do produto ou incidir até 27,5% do rendimento.
Isso só seria possível, entretanto, se os propósitosfossemcumpridos.Porexemplo,
oVGBLSaúde objetiva juntar recursos para, lá na frente, arcarcomdespesas
médicas ou para o pagamento de um plano de saúde. Contanto
que se comprove a utilização da verba, tem-se a desoneraçãodo
tributo.
Esse plano deve ser aprovado até o início do segundo
semestre, na avaliação de Osvaldo Nascimento, diretor-executivo
da Itaú Vida e Previdência. "O VGBL Saúde é
muito mais fácil de ser aprovado pelo fato de não haver limite
de dedução de despesas médicas na declaração".
Já o VGBL educação, que visa injetar o saldo da
previdência no pagamento de gastos escolares, deve sair apenas em
meados de 2011, dizNascimento, já que há limite para deduzir
despesas escolares.
O produto vem de encontro com algumas das propostas do plano para menores
(modelo que permite arrecadar dinheiro para pagar os estudos do filho).
Mas, segundo o vice-presidente da Fenaprevi, Renato Russo, ele não
o canibaliza. Pelo contrário, o favorece, pois quando a aplicação
fosse feita com esse intuito, o pai - ou responsável pelo plano,
que pode ser um avô ou padrinho, por exemplo - automaticamente estaria
isento do pagamento de IR no momento do saque. Com a aprovação
da lei, o plano para menores, que vive momento de franca expansão,
ganha mais um atrativo para se consolidar como a vedete nos planos de previdência.
Outra vantagem do projeto é que o empregador que incluir o VBGL
Saúde como benefício a funcionários, como um complemento
ao plano de saúde, poderá deduzir esses gastos na declaração
do Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
O empregador que incluir o benéfíco a funcionários,
como um complemento a planos de saúde, poderá reduzir esses
gastos na declaração do imposto de renda pessoa jurídica.
(Brasil Econômico/Segs)
25.05 - Planos são obrigados a fornecer extrato
As empresas operadoras de plano ou seguro privado de assistência
à saúde estão obrigadas a fornecer ao consumidor documento
contendo extrato dos pagamentos realizados. A lei nº 3.904, de autoria
do deputado Marcio Fernandes (PT do B), foi sancionada e publicada no Dário
Oficial do Estado no dia 20 de maio.
Pela norma, as pessoas jurídicas de direito privado que operam
planos de assistência à saúde, no âmbito do Estado
de Mato Grosso do Sul, deverão emitir documento contendo extrato
dos pagamentos efetuados pelos consumidores, a título de mensalidade,
para efeito de declaração de imposto de renda. (A Crítica)
25.05 - Odonto: Seguradoras devem ser registradas em CRMs
As operadoras de seguros privados de assistência à saúde
devem estar inscritas nos conselhos regionais de Medicina e Odontologia
para obterem o registro de funcionamento perante a ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar). Com esse entendimento, os ministros da 2ª
Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negaram recurso impetrado
pela Bradesco Saúde S.A. e outras seguradoras, que queriam cancelar
a obrigatoriedade do registro.
De acordo com as empresas, autoras do recurso, a atividade básica
que exercem é unicamente financeira, baseada no reembolso das despesas
médico-hospitalares dos seus segurados, sem nenhuma relação
com o exercício prático da medicina ou da odontologia.
Em decisão anterior, o TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª
Região) já havia entendido ser obrigatória a inscrição
nos conselhos regionais.
A ministra Eliana Calmon, relatora no STJ, destacou em seu voto que,
após a vigência da medida provisória nº 2.177–44/01,
não resta dúvida de que as pessoas jurídicas de direito
privado que operam planos de assistência à saúde –
incluindo-se na expressão as operadoras de seguro de saúde,
seja em que modalidade for – estão submetidas às disposições
contidas na Lei 9.656/1998, entre as quais está prevista que, para
obter a autorização de funcionamento, as operadoras de planos
privados de assistência à saúde devem se registrar
nos conselhos regionais de Medicina e Odontologia.
“Havendo previsão legal específica acerca da necessidade
de registro nos conselhos regionais de Medicina e Odontologia, não
há como se furtar ao cumprimento da lei”, observou a ministra. Segundo
ela, ainda que o artigo 1º da Lei 6.839/80, que dispõe sobre
o registro de empresa e de seus profissionais nas entidades fiscalizadoras
do exercício de profissões, tenha sido descartado, o fato
não altera essa exigência.
"A questão é resolvida mediante aplicação
do princípio da especialidade previsto na Lei de Introdução
ao Código Civil, segundo o qual a norma de caráter especial
deve prevalecer sobre a norma geral”, conforme afirmou Eliana Calmon.
(Última Instância)
24.05 - ANS: Informações para o envio do DIOPS
Termina no dia 25 de maio de 2010 o prazo para as operadoras de planos
de saúde transmitirem à Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) o Documento de Informações Periódicas
(DIOPS) com dados referentes ao primeiro trimestre de 2010.
É importante que as operadoras fiquem atentas para o preenchimento
do novo quadro 'INTERCÂMBIO', obrigatório no caso da existência
de saldos de intercâmbio a receber e/ou a pagar.
Com relação ao envio do DIOPS - Fluxo de Caixa Mensal,
para a transmissão dos dados referentes aos meses de janeiro a dezembro
de 2010, deve ser utilizado o modelo vigente, disponível em www.ans.gov.br
/ Operadoras / Informações Cadastrais e contábeis
/ DIOPS / Fluxo Caixa Mensal.
A partir de janeiro de 2011, o modelo de envio estará alterado
e adequado ao de publicação atualmente previsto no Capítulo
V do Anexo do Plano de Contas Padrão (Instrução Normativa
(IN) nº 36, de 2009).
As informações referentes a (i) Recebimentos de Juros
de Aplicações Financeiras; (ii) Resgate de Aplicações
Financeiras; e (iii) Aplicações Financeiras que compõem
as ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO descritas no DIOPS – Fluxo de Caixa Mensal,
para todos os efeitos de acompanhamento econômico-financeiro da ANS,
serão consideradas informações de ATIVIDADES OPERACIONAIS.
(ANS)
24.05 - Convênio antigo deve cobrir prótese
Cirurgias que necessitam de próteses e órteses para curar
doenças de beneficiários devem ser cobertas pelos planos
de saúde contratados antes de 1999 --quando os convênios passaram
a ser regulados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Operadoras já cumprem as decisões da Justiça
Nos últimos dois meses, foram publicadas três decisões
do STJ (Superior Tribunal de Justiça) no "Diário da Justiça
Eletrônico" que dão ganho de causa aos segurados que precisaram
desses produtos e não foram atendidos pelos convênios que
contrataram.
Omint, Unimed Goiânia e Unimed Grande Florianópolis terão
de arcar com os custos das órteses e próteses necessárias
para o tratamento de seus segurados.
Operadoras já cumprem as decisões da Justiça
As operadoras de saúde Omint e Unimed Grande Florianópolis
informaram, por meio de nota, que acataram a decisão do STJ.
A Unimed Grande Florianópolis comunicou também que vai
seguir as orientações impostas pela Justiça, mas afirmou
não concordar com a decisão porque o contrato do beneficiário
não prevê a cobertura de prótese.
A Unimed Goiânia não respondeu. (Livia Wachowiak
Junqueira - Agora S.Paulo)
24.05 - Beneficiários de planos cresce 11% no RS
Para o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, o resultado
foi puxado pela participação de planos coletivos que atingem
80,5% no Estado
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registrou
crescimento de 11% no número de beneficiários de planos de
saúde do Estado do Rio Grande do Sul. O dado se refere ao último
trimestre de 2009, fechado cerca de 6,2% acima da média nacional.
Para o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, o resultado
foi puxado pela participação de planos coletivos que atingem
80,5% no Estado. As regiões de Porto Alegre, Litoral Norte, Nordeste
e Sul concentram juntas cerca de 78% dos beneficiários.
(Saúde Business Web)
21.05 - Operadoras podem ter novas regras
Relatório deve ser entregue à ANS propondo a obrigatoriedade
das operadoras observarem a proporção entre número
de leitos, médicos e cliente
A Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia
Legislativa de Minas Gerais e do Ministério Público Estadual
deve entregar à Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) um relatório sobre a prestação do serviço
das operadoras de planos de saúde no Estado, além de propostas
para a adoção de novas regras.
A proposta é que as operadoras sejam obrigadas a observar uma
proporcionalidade entre o número de leitos, médicos e consumidores
de cada hospital e centros de saúde.
A ideia surgiu após uma averiguação dos membros
da comissão de que há uma superdemanda na rede credenciada.
Foram vistoriados: dois centros de saúde da Unimed, em Contagem
e Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte; e os hospitais
Felício Rocho e Vera Cruz, em Belo Horizonte. (Saúde
Business Web)
21.05 - Médicos: Pacientes reclamam demora para atender planos
Campo Grande - O mesmo médico que só tem consulta para
daqui a três meses no plano de saúde atende no mesmo dia,
se o paciente pagar a consulta.A demora enfrentada por quem busca atendimento
em alguns hospitais da rede pública já é um problema
bastante conhecido. Mas você vai ver agora que mesmo quem paga por
um plano de saúde pode ficar na fila durante meses até conseguir
uma consulta. Se a consulta for paga, a história é outra.
Quem paga consultas particulares consegue passar pelo médico
no mesmo dia. Então, ter um plano de saúde, já não
é garantia de qualidade no atendimento. Isso preocupa o Conselho
de Medicina, que está acompanhando o assunto.
Ao paciente, só resta reclamar. As queixas na Agência
Nacional de Saúde aumentaram 80% em um ano.
O tempo de espera pode chegar a seis meses, mesmo para quem tem um
dos planos mais utilizados no país.
Paciente - Boa Tarde! Por favor, eu preciso marcar uma consulta com
a endocrinologista.
Secretária - Primeira vez?
Paciente – É.
Secretária - Tenho vaga para outubro.
Quando ligamos para a mesma clínica, em busca de uma consulta
particular, o atendimento é outro.
Paciente - Por favor, consulta com endocrinologista?
Atendente - Que convênio?
Paciente - Particular.
Atendente - É a primeira vez?
Paciente - Primeira vez.
Atendente - Eu tenho um horário na segunda, às 10h30.
Paciente - Quanto custa?
Atendente - R$ 160.
Para algumas especialidades a situação é ainda
mais complicada. Veja o que acontece quando tentamos uma consulta de urgência
com um neurologista.
Secretária – Urgência atende só particular.
Paciente - Só particular?
Secretária - Eu tenho uma lista aguardando desistência
com mais ou menos umas 50 pessoas.
Paciente - 50 pessoas na lista?
Secretária - Se quiser deixar o nome na lista...
A aposentada Sueli Watanabe sentia dores fortes no braço e procurou
um ortopedista. Pelo plano, que cobra R$ 250 de mensalidade, ela precisaria
esperar quase meio ano para ser atendida. A solução foi desembolsar
R$ 150 em uma consulta particular.
"Fiquei constrangida, porque estava com dores e precisava da consulta,
mas não conseguia marcar. Quando me propus a pagar, fui atendida
no mesmo dia. Não acho certo. Eu tinha convênio e ele não
abriu nenhuma exceção", reclama Sueli Watanabe.
O presidente da principal cooperativa médica do interior de
São Paulo, Ajax Roberto Machado, diz que não há discriminação
entre pacientes de convênios e particulares: "Em qualquer especialidade
temos muitos médicos. Às vezes, determinado profissional
não atende porque a agenda está lotada. É uma questão
mercadológica, mas conseguimos consulta com outro profissional."
Os médicos ligados a planos de saúde têm uma cota
mínima de atendimento, de acordo com o Conselho Regional de Medicina.
No centro oeste paulista, em um dos convênios mais usados, esse mínimo
corresponde a 20 pacientes por mês. Os profissionais têm o
direito de reservar o restante do tempo apenas para as consultas particulares,
se quiserem.
"O que é importante: estabeleça claramente na frente
do consultório os horários que vai atender os planos de saúde
e horários de atender particular, para não ficar aquela coisa
horrorosa de a secretaria falar que consulta só daqui a três
meses, mas se pagar particular tem como fazer um encaixe. Isso é
muito ruim”, afirma o diretor do Conselho Regional de Medicina Carlos Alberto
Monte Gobbo.
São várias as reclamações dos pacientes
contra os planos de saúde. Entre as principais estão: negativa
de cobertura, quando a empresa se recusa a realizar um exame ou procedimento
indicado pelo médico, demora para agendar uma consulta; reajuste
de planos antigos e alteração da rede credenciada. (Portal
MS)
21.05 - BB vende Brasil Saúde para a SulAmérica
O Banco do Brasil vai vender para a SulAmérica a sua participação
na Brasil Saúde. O banco detinha 49,9% da empresa, enquanto a seguradora
tinha o controle, com 50,05%.
A área de saúde era a única que permanecia indefinida
desde as últimas reformulações promovidas pelo banco.
Ao sair do segmento, a instituição estatal vai focar
planos odontológicos e, para isso, já negocia novas parcerias
com empresas do setor.
O banco estatal tem como trunfo uma carteira de 900 mil participantes,
composta por funcionários ativos, aposentados e seus dependentes.
A área de saúde, segundo especialistas do mercado, oferece
uma margem pequena em comparação à odontológica.
De acordo com pessoas que acompanharam as negociações,
planos de saúde não são produtos fáceis de
vender em agências bancárias, diferentemente do que ocorre
com fundos de previdência, seguros e títulos de capitalização.
O banco vinha há muito renegociando a parceria com a seguradora.
Executivos do BB já haviam declarado que a instituição
estatal tinha sócios que, na verdade, eram concorrentes no mesmo
mercado.
O banco chegou a propor o aumento de sua participação
para 75% da sociedade, mas a seguradora não aceitou as condições
oferecidas.
Em 2009, o BB já havia comprado a participação
da SulAmérica na empresa de seguros de veículos, a Brasilveículos.
(Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
20.05 - Mudanças da ANS beneficiará a saúde ocupacional
As novas regras para os planos de saúde não terão
benefícios apenas com a ampliação de novas coberturas,
mas também o atendimento ao consumidor. Um dos fatores mais importantes
desta mudança se deve a assistência obrigatória em
casos acidente de trabalho.
Atualmente, quando há um acidente de trabalho o empregador informa
o INSS, por meio CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho),
documento que serve para facilitar e agilizar o registro dos acidentes
de trabalhos e doenças ocupacionais, havendo ou não afastamento
do acidentado. O CAT possui todas as informações que garante
todos os direitos ao empregado em casos de acidente no ambiente de trabalho.
Desta forma, quando o empregador alerta o CAT, o funcionário perde
o direito de assistência médica da sua operadora de saúde.
Agora com a nova regra, que entra em vigor a partir do dia 07 de junho,
o funcionário que sofrer um acidente no seu ambiente de trabalho,
a operadora, independente da gravidade, será obrigada a prestar
atendimento e cobrir todo o tratamento. Para ter acesso ao atendimento
bastar ir a um hospital credenciado pelo seu plano de saúde.
Segundo o estudo da Munich Re, a taxa de acidentes de trabalho variam
de 3 a 7,8 casos de lesões/100 empregados, sendo a carteira de planos
coletivos no Brasil aproximadamente 29.400.000 de trabalhadores, temos
um potencial de 882.000 a 2.293.200 lesões ocupacionais. Se o tratamento
médico inicial for de R$50,00 em média, a projeção
do aumento da despesa assistencial das operadoras de saúde será
de R$ 44.100.000 a R$ 114.660.000, sem contar com o custo da prevenção
e reabilitação do acidente de trabalho que serão algumas
das ferramentas para controlar a sinistralidade.
O Sistema de Saúde Suplementar, regulado pelo Ministério
da Saúde deverá passar por um repensar do seu modelo mental
de assistência médica, pois agora será exigido também
competências do Ministério do Trabalho. Enfim, terá
que adaptar as RN (Resoluções Normativas) da saúde
assistencial para as NR (Norma Regulamentadora) da saúde ocupacional
se quiser melhorar seu equilíbrio econômico financeiro.
(Saúde Business Web)
20.05 - Planos de saúde podem ter número mínimo
de leitos
Grupo exige que leitos e médicos sejam proporcionais ao total
de clientes
Um novo passo rumo à regulamentação da venda de
planos de saúde com atendimento de urgência e emergência
deve ser dado até a próxima semana. Membros da Comissão
de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de
Minas Gerais e do Ministério Público Estadual levarão
à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) um relatório
sobre a prestação do serviço no Estado, além
de propostas para a adoção de novas regras.
O objetivo, segundo o vice-presidente da comissão, deputado
Délio Malheiros (PV), é exigir da ANS o combate ao que ele
chama de "overbooking" do plano de saúde. "A nossa proposta é
que essas empresas sejam obrigadas a observar uma proporcionalidade entre
o número de leitos, médicos e consumidores. Não podemos
aceitar que elas continuem comercializando planos e não aumentem,
na mesma proporção, os leitos da rede própria ou conveniada",
explica o deputado.
O relatório será produzido com base em uma série
de visitas a unidades de saúde que prestam o serviço na região
metropolitana de Belo Horizonte.
As vistorias, encerradas ontem, tiveram o objetivo de averiguar se
os centros de saúde possuem, de fato, a capacidade de atender à
demanda contratada. "Constatamos que, em geral, a capacidade de leitos
disponíveis não é suficiente. Mesmo assim, os planos
de saúde continuam sendo comercializados. Estamos percebendo uma
superdemanda na rede credenciada, e, com isso, pessoas acabam até
morrendo na fila por falta de leitos. Outras têm que se deslocar,
muitas vezes, até outra cidade", declarou Malheiros.
Ontem, o deputado visitou dois centros de saúde da Unimed, em
Contagem e Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Além
delas, já foram vistoriados os hospitais Felício Rocho e
Vera Cruz, em Belo Horizonte, que atendem a convênios e particulares.
Prestadora de serviço diz que espera na urgência é
"nula"
A espera para atendimento de urgência e emergência, contestada
pelos deputados estaduais e pelo Ministério Público, é
praticamente nula, segundo a coordenadora médica da unidade da Unimed
em Contagem, Soraya Diniz. Nos demais casos, costuma variar entre 50 minutos
e duas horas.
"O tempo de espera se encontra de acordo com a gravidade do paciente
e com um protocolo certificado internacionalmente", disse.
A previsão, no entanto, ficou só na teoria para Bárbara
Tauana, 19. Ontem, ela esperou quase três horas por uma consulta
ortopédica para seu filho Victor, 4. "Se a gente atrasa cinco minutos,
corre o risco de perder a consulta. Teve gente que chegou antes de mim
e ainda está esperando". (Cristiano Martins – O Tempo)
20.05 - Planos: Maior crescimento no Rio Grande
P.Alegre - O crescimento do Estado no último trimestre de 2009
foi o maior já registrado pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar desde 2000. O número de beneficiários de planos
de saúde cresceu 11,1%, quinto maior aumento do Brasil, 6,2% acima
da média nacional. Claro que muito puxado pela participação
de planos coletivos que, no Estado, atinge 80,5%.
Para o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, a boa performance
do mercado de planos de saúde está associada ao desempenho
econômico do Estado. Quatro regiões concentram juntas cerca
de 78% dos beneficiários daqui: Porto Alegre, Litoral Norte, Nordeste
e Sul. (Zero Hora)
19.05 - Eduardo Salles pode voltar à ANS após falhas
Executivo teria cometido falhas de procedimentos na diretoria de fiscalização.
Auditoria da ANS se manifesta surpresa com indicação de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a indicação
de Eduardo Marcelo Salles novamente para o cargo de diretor de Fiscalização
da Agência Nacional de Saúde Suplementar. A indicação
causou surpresa à auditoria da ANS, que aponta problemas graves
de procedimentos na diretoria de fiscalização na gestão
de Salles (julho de 2006 a julho de 2009).
O documento apresentado pela auditoria mostra que o crescimento do
total de multas aplicadas sobre as operadoras de planos de saúde
não se refletiu no aumento da arrecadação da agência
com as autuações.
A auditoria finalizada em 9 de abril concluiu que em 2008 foram arrecadados
R$ 5,5 milhões, 2,2% do total de R$ 251 milhões em multas
aplicadas. Até agosto do ano passado, a proporção
foi de R$ 285,8 milhões em multas para R$ 5,5 milhões convertidos
aos cofres da ANS.
Num total de janeiro de 2005 a agosto de 2009, a agência aplicou
7,8 mil multas, que somaram R$ 698,5 milhões. Deste montante apenas
R$ 14,5 milhões foram arrecadados e R$ 89,1 milhões estavam
em cobrança.
De acordo com o relatório, Salles diminuiu a fiscalização
preventiva sobre as grandes operadoras em favor de acordos para reparação
voluntária de queixas de usuários. (Saúde Business
Web)
19.05 - Planos: Campeões de reclamações
Pelo 10º ano consecutivo, os planos de saúde foram os campeões
de reclamações no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec). O setor lidera o ranking de reclamações do instituto
(com 22,38% das queixas), seguido pelas empresas de telecomunicações
(19,48%), o setor financeiro (13,09) e o de produtos (12,34%). Esses e
outros assuntos que incomodam tanto os consumidores serão tema do
X Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, que irá reunir
em Florianópolis, de hoje, 18, até 21, especialistas em consumo
e juristas do Brasil e do mundo. (Cacau Menezes - Diário Catarinense)
19.05 - Espera demais nos Planos de Saúde
Ter plano de saúde não livra o consumidor de ter que
aguardar as vezes muito tempo para conseguir agendar uma consulta com o
profissional que deseja. Há diversos casos de operadoras que adquiram
a carteira de clientes de outras e nem por isso aumentaram a rede credenciada.
A espera as vezes se iguala a quem depende do SUS, o que é lamentável.
Para tentar reverter esta situação acho importante a resolução
que está sendo estudada pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) para regulamentar a quantidade de profissionais disponibilizados
na carteira dos planos de saúde.Trata-se de um cálculo que
dirá se o número de médicos de cada especialidade
é suficiente para atender a demanda de usuários das operadoras.
Muitas vezes o consumidor só descobre que houve descredenciamento
de hospitais e clínicas ao precisar utilizar os serviços.O
direito a informação é desrespeitado nestes casos.
(Blog Maria Inês Dolci)
18.05 - SUS e Plano de Saúde
Brasileiro paga em média R$ 2,2 mil ao ano para bancar SUS e
plano de saúde
Os impostos que saem do bolso de cada brasileiro para financiar a saúde
pública devem somar, este ano, uma receita próxima a R$ 135
bilhões, valor que é considerado aquém das necessidades
do sistema, mas que para os usuários representará, em média,
mais de R$ 700. O investimento das famílias não para por
aí. Além de garantir a saúde pública, cada
um dos 42 milhões de brasileiros que financiam a rede privada pagando
pelos convênios médicos, deve desembolsar R$ 1,5 mil por ano,
em média, estimativa baseada num avanço de 6% da receita
da saúde suplementar em 2010, comparada à de 2009. O desembolso
total dessa parcela da população deve ser de R$ 2,2 mil,
em média, sem incluir as despesas também altas com medicamentos.
Esse custo equivale a 4,3 salários mínimos (R$ 510).
A conta torna-se ainda mais pesada uma vez que o usuário do
sistema suplementar paga duas vezes pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), mesmo sem usá-lo. Isso porque é lançado no
cálculo que compõe o preço das mensalidades dos convênios
médicos percentual correspondente a um possível reembolso
ao SUS, caso um dia ele venha a ser utilizado. "A lei prevê o ressarcimento
ao SUS. Se um brasileiro que tem plano de saúde for atendido pelo
sistema público, o plano tem de reembolsá-lo. A conta desse
ressarcimento é feita pelas operadoras e entra como um percentual
das mensalidades", diz o superintendente executivo do Instituto de Estudos
da Saúde Suplementar (IESS), José Cechin.
Na opinião do advogado especialista em direito do consumidor
e presidente da ONG SOS Vida, Antônio Carlos Teodoro, a cobrança
é indevida. "É ilícita e ilegal. Não importa
se este percentual corresponde a R$ 1 ou a R$ 0,01. O consumidor só
deve pagar por algo que utiliza, e não por um eventual consumo futuro."
Estudo divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) indica que no Brasil o maior peso da saúde
fica por conta das famílias, que arcam com 57,4% dos gastos.
Nos países ricos, o governo é responsável por
70% dessa fatura, ficando 30% para as famílias. Os securitários
Fabiano da Silva e Lúcia Jardim gastam, em média, R$ 500
por mês com a saúde privada da família. Há mais
de 10 anos pagam pelo convênio médico, mas neste período
nunca usaram o SUS. Não imaginam qual valor corresponde à
contribuição da família para a rede pública.
"A saúde é muito cara. Se não tivéssemos esse
custo por mês, poderíamos investir em educação
ou lazer", comenta Lúcia.
No mês passado, a família do empresário Eduardo
Linhares desembolsou mais de R$ 650 para pagar o plano de saúde
cujas mensalidades variam conforme o uso. "A saúde privada no país
é caríssima e deixa a desejar", desabafa. Eduardo não
tem ideia de quanto os impostos representam no financiamento da saúde
pública. "Na saúde pública não vemos o retorno
dos impostos. A saúde privada é melhor, mas ainda deixa a
desejar."
A carga tributária do país movimenta cerca de 38% do
Produto Interno Bruto (PIB). A saúde pública participa com
3,7% e o sistema privado com aproximadamente 2,5% do PIB. "O sistema público
brasileiro gasta pouco e mal em saúde. O sistema privado investe
mais, mas também gasta muito mal", diz Januário Montone,
ex-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
e atual secretário de Saúde da cidade de São Paulo.
Segundo ele, que esteve em Belo Horizonte na última sexta-feira,
o sistema público tem gerenciamento precário, enquanto a
saúde suplementar se baseia em um modelo errado de tratar a doença
e não investir na prevenção. Montone defende a reformulação
dos sistemas na base da parceria, mas não acredita que seja possível
custo menor com o setor. "É preciso gastar melhor." (Marinella
Castro - Estado de Minas)
18.05 - Saúde: Vilã do orçamento doméstico
O peso da saúde no orçamento doméstico perde apenas
para o aluguel no custo de vida. Quando se fala da população
acima de 60 anos, a cesta da saúde consome a maior parte do orçamento
doméstico. “Só os planos levam 6,81% do orçamento,
mas o custo geral da saúde para esta faixa etária chega a
15%, o que é bastante significativo”, comenta o coordenador do Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), da Fundação
Getúlio Vargas, André Braz.
Atento ao envelhecimento da população, que pode tornar
inviável a longo prazo o custo dos planos para a população,
o superintendente do IESS, José Cechin, defende o sistema de franquia,
como já ocorre com automóveis. Nele, a população
teria cobertura a partir de um valor prédeterminado. Cechin critica
a lei que prevê o ressarcimento ao SUS. “Os números mostram
que os valores do ressarcimento são tão pequenos que a agência
reguladora gasta o mesmo percentual para fazer essa cobrança. Além
do mais, desde que de forma espontânea, todo brasileiro tem direito,
se quiser optar pelo SUS.”
O ex-presidente da ANS Januário Montone diz que, no caso do
governo, parcela maior dos impostos deveria servir para melhorar a saúde
pública, enquanto o sistema suplementar poderia aprender com o SUS
o modelo da atenção básica, que privilegia a prevenção.
“A saúde privada gasta muito (R$ 62 bilhões no ano passado)
com poucos resultados.” O corretor de imóveis Eugênio Tácio
Gomes tem plano de saúde há mais de 10 anos e neste período
só utilizou o SUS uma única vez. Ele paga o plano de saúde
para a família, composta por quatro integrantes. “O peso da saúde
é grande no orçamento porque já pagamos um percentual
superior a 40% em impostos. O governo não deveria transferir a saúde
para a iniciativa privada e sim oferecer assistência de boa qualidade.”
(Marinella Castro - Estado de Minas)
18.05 - Ex-diretor é reindicado para ANS após falhas
Auditoria da agência aponta problemas graves de procedimentos
na diretoria de fiscalização na gestão de Eduardo
Marcelo Salles
Segundo relatório, aumento de multas aplicadas sobre operadoras
de planos de saúde não se refletiu em elevação
da arrecadação
Apesar de uma auditoria interna da ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar) ter apontado falhas graves de procedimentos na diretoria de
fiscalização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
propôs a indicação de Eduardo Marcelo Salles novamente
para o cargo.
Apadrinhado do presidente regional do PT do Rio, deputado federal Luiz
Sérgio, Salles foi diretor de fiscalização da agência
de julho de 2006 a julho de 2009 -quando terminou seu mandato e ele, na
ocasião, não foi indicado para a recondução.
Desde o fim do mandato, Salles está lotado como assessor da
presidência da Ancine (Agência Nacional do Cinema) -também
sob gestão petista.
O nome de Salles passaria na semana passada por sabatina no Senado,
mas ela foi transferida para esta semana.
A Folha teve acesso ao relatório da auditoria feita pela ANS.
Concluído em 9 de abril, o documento analisou o andamento de processos
até agosto de 2009 e mostra que o crescimento do total de multas
aplicadas sobre as operadoras de planos de saúde não se refletiu
no aumento da arrecadação da agência com as autuações.
Em 2008, para R$ 251 milhões em multas aplicadas, foram arrecadados
R$ 5,5 milhões -2,2% do valor das autuações. Em 2009
(até agosto), a proporção foi de R$ 285,8 milhões
em multas para R$ 5,58 milhões convertidos aos cofres da ANS -ou
2% do total.
De janeiro de 2005 a agosto de 2009, a ANS aplicou 7.820 multas, que
somaram R$ 698,568 milhões. Apenas R$ 14,583 milhões foram
arrecadados e R$ 89,13 milhões estavam em cobrança.
Multadas, as operadoras têm direito a um primeiro recurso à
diretoria colegiada da ANS. Se não for aceito, elas podem ir à
Justiça e tentar mandado de segurança para impedir a inscrição
do débito na dívida ativa.
Segundo a auditoria, não há registro contábil
das multas aplicadas, somente das recolhidas. Tampouco consta a identificação
dos devedores na escrituração da dívida ativa da ANS.
O relatório aponta ainda que o ex-diretor diminuiu a "fiscalização
preventiva" sobre as grandes operadoras em favor de acordos para "reparação
voluntária" de queixas de usuários. Ou seja, a diretoria
privilegiou firmar termos de ajuste de conduta com as operadoras e livrá-las
de autuações.
Na gestão de Salles, diz o relatório, a ANS esvaziou
o programa "Olho Vivo", de fiscalização periódica
das operadoras com mais de 200 associados.
Em 2002, 196 operadoras (que concentravam 41% do mercado) foram fiscalizadas
pelo programa. Em 2006, foram fiscalizadas 40 operadoras. Em 2007-2008,
o total chegou a 20 em cada ano. Em 2009, caiu mais: só 12 empresas
sofreram fiscalização.
Multas prescritas
Outra falha apontada é o grande número de multas que
prescrevem por causa da demora na tramitação dos processos
administrativos -de quatro anos, em média. Se as empresas recorrem
da punição, a tramitação do recurso leva outros
quatro anos, em média.
Na gerência-geral de fiscalização regulatória,
404 processos prescreveram e 461 tinham endereço da operadora autuada
errado e tendiam à prescrição, segundo o relatório.
Dos 2.296 processos que chegaram à gerência, 2.240 foram
arquivados. Isso, segundo a auditoria, se deve à política
de acordos -chamada de "Reparação Voluntária e Eficaz",
em que o processo é arquivado com pagamento de parte da multa.
Indicado nega erros e diz que melhorou gestão
O ex-diretor de fiscalização da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) Eduardo Marcelo Salles disse que, durante
a sua gestão, cresceram as aplicações de multas graças
à maior celeridade dos processos -cujo tempo médio de análise
caiu de dois anos e meio para seis meses, segundo ele.
Tal informação difere do relatório da auditoria
da agência, que estima uma média de quatro anos no trâmite
dos processos.
Sobre o fato de só 2% das multas serem pagas e irem para o caixa
da ANS, Salles disse que isso ocorre porque mais de 70% das autuações
são alvo de recursos ao colegiado de diretores da ANS e, posteriormente,
à Justiça.
Segundo o ex-diretor, a atuação da diretoria de fiscalização
acaba após a análise do colegiado da ANS. A cobrança,
diz, cabe à gerência financeira, vinculada a outra diretoria.
Salles defendeu ainda a busca por acordos com as operadoras.
Tal procedimento, diz, serve para atender à necessidade do consumidor
e evitar que operadoras incorram em erros recorrentes. "Não adianta
enxugar gelo [e aplicar multas]. A ANS não é um agente arrecadador."
(ELVIRA LOBATO e PEDRO SOARES - Folha de S.Paulo)
17.05 - Mil pessoas mudam de plano em um ano
Com regras restritivas, portabilidade nos seguros de saúde completa
12 meses com baixa adesão
A portabilidade de planos de saúde, regra que permite ao consumidor
migrar para outra operadora sem cumprir carência, completou um ano
em 15 de abril com apenas 1 mil adesões. A estimativa foi feita
pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
Maurício Ceschin, embora a entidade ainda não tenha divulgado
o balanço oficial.
A situação é muito diferente do que ocorreu com
os celulares. No primeiro ano em que vigorou a lei de portabilidade entre
operadoras de telefonia móvel, 5,18 milhões de pessoas solicitaram
a mudança e 4 milhões efetivamente trocaram de operadora.
“Com os planos de saúde, seria mesmo muito difícil haver
uma adesão em massa porque as regras da portabilidade são
muito restritivas”, diz Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec). De saída, 73% dos quase 50 milhões
de clientes das operadoras já ficaram excluídos da portabilidade
por serem usuários de planos de saúde coletivos. A lei não
os contempla.
Restrições da legislação
Os clientes de planos contratados antes de 1999 também estão
de fora da lista de candidatos à portabilidade. Sobram então
os usuários de planos individuais contratados após 1999.
Mas mesmo para estes há restrições, como a necessidade
de permanência no plano por ao menos dois anos e a possibilidade
de pedir a migração apenas no mês de aniversário
do contrato. No final, quando a regra entrou em vigor só 13% dos
segurados - pouco mais de 6 milhões de pessoas - tinham condições
efetivas de fazer a migração.
“O resultado da portabilidade é muito baixo, mas não
porque o consumidor não tenha interesse em mudar de plano”, avalia
Selma do Amaral, assistente de direção do Procon-SP. O número
de reclamações contra planos de saúde junto à
ANS em março de 2010 foi o maior dos últimos seis meses -
o que comprova a tese de Selma. “O cliente só não faz a migração
porque há muitas barreiras para que ele consiga isso.”
Mesmo quem tem os pré-requisitos para migrar, precisa entrar
no site da ANS, preencher dados sobre seu plano atual e achar na lista
da agência um outro que seja considerado equivalente ou de nível
inferior ao seu. Neste ponto, há outro descompasso: o preço.
Quem está em um plano há dois anos, como manda a regra,
teve o valor da mensalidade reajustado pelo teto permitido pela ANS. Já
os planos que estão à venda no mercado tiveram seus preços
regulados pelo próprio mercado. “Então é muito difícil
encontrar um plano compatível com o seu por um valor semelhante.
Os planos novos tendem sempre a ser mais caros”, diz Solange Beatriz Mendes,
diretora da Federação Nacional de Saúde Suplementar.
DIFICULDADES
“O resultado é muito baixo, mas não porque o consumidor
não tenha interesse em mudar de plano. Ele só não
faz a migração porque há muitas barreiras”
SELMA DO AMARAL, ASSISTENTE DE DIREÇÃO DO PROCON-SP
PARA MIGRAR
É preciso ser usuário de um plano de saúde individual,
contratado após 1999, além de ser cliente da operadora há
dois anos
Só é possível solicitar a migração
no mês de aniversário do contrato, com tolerância para
30 dias antes ou depois
O novo plano deverá ser equivalente ou inferior ao atual. Acesse
www.ans.gov.br (CAROLINA DALL’OLIO - Jornal da Tarde)
17.04 - Unidas: Regulação, análise e auditoria
Auditoria e Análise de Contas Médico-Hospitalares e Controles
em Sistemas de Saúde
20 e 21de maio de 2010
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP
01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde
com ênfase na regulação, análise e auditoria
de prestação de serviços, através da introdução
de conhecimento técnico e metodologias para os processos de controle,
focando: Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição da conta médico-hospitalar:
diárias, taxas, materiais e medicamentos, honorários médicos
e tabelas adotadas; Avaliação de procedimentos de diagnose
e terapia e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar, monitoramentos
entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público Alvo
Profissionais que atuam na área de: Análise de contas
médico-hospitalares; Atendimento e negociação com
os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita hospitalar
e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento aos usuários
do sistema de saúde, autorização prévia, liberação
de guias e senhas; Gestão e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Regiane F. Cazzaniga
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)
17.05 - OdontoPrev: Crescimento no 1° trimenstre
Empresa amplia número de associados e lucro no primeiro trimestre
do ano
O número de associados da OdontoPrev cresceu 64,6%, passando
de 2.556.209 no primeiro trimestre de 2009 (1T09) para 4.206.278 no primeiro
trimestre de 2010 (1T10), um acréscimo de 1.650.069 novos associados,
dos quais 1.515.913 provenientes da Bradesco Dental. A receita operacional
líquida totalizou R$ R$ 157,289 milhões no 1T10, 79,7% acima
do 1T09. Já o EBITDA ajustado alcançou R$ 36,867 milhões
no 1T10, com margem EBITDA ajustado de 23,4%. O lucro líquido ajustado
alcançou R$ 28,798 milhões no 1T10, 83,1% superior ao 1T09.
Os resultados consolidados da OdontoPrev foram divulgados hoje. (CQCS)
14.05 - Direito a ter acompanhante durante parto
O nascimento do bebê é um dos momentos mais sublimes na
vida de qualquer família. Pouca gente sabe, mas existe uma lei assegura
a todas as mulheres o direito de ter um acompanhante por perto durante
o parto.
Quem vê o pequeno Heitor hoje, não sabe como foi difícil
a chegada do bebê. Na hora do parto, a mãe foi impedida de
ter a companhia do marido pelo hospital em Belém.
“Eu fiquei jogada lá, sozinha, só com as enfermeiras
passando de um lado para o outro. Nem paravam para dar atenção,
até a hora de o bebê começar a sair”, lembra a universitária
Suzana Gaia.
Suzana fez uma denúncia no Ministério Público.
Uma lei, em vigor desde 2005, prevê que tanto em hospitais públicos
quanto em particulares a gestante tem o direito de ter um acompanhante.
“Ao nosso ver, há informações de que existe resistência
ao cumprimento dessa lei em diversos locais do país”, aponta o procurador
da República Alan Mansur Silva.
O encontro de mulheres em Belo Horizonte é para que as futuras
mamães não passem por esse tipo de situação.
“As mulheres têm que buscar informação. Têm
que saber que isso existe para que possam cobrar um posicionamento da maternidade
ou da clínica onde elas vão ter o bebê”, avisa a química
Carolina do Carmo Souza.
Segundo médicos, a presença de um acompanhante durante
todo o processo do parto é tão importante que pode ajudar
até no alívio da dor. Em um hospital público de Belo
Horizonte, por exemplo, as gestantes são incentivadas a ter uma
companhia nesse momento. Quando a família não pode estar
presente, são as voluntárias que fazem esse papel.
“Eu fiquei a maior parte do tempo sozinha no hospital e ficava lá
apavorada, sem saber o que ia acontecer, era meu primeiro filho. Apesar
de ter experiência, é muito bom tê-las com a gente”,
agradece a dona de casa Josiane Leão.
Antes de Victor nascer, a relações-públicas Jane
Adélia da Silva Rocha fez visitas em várias maternidades
conveniadas com o plano de saúde. Em uma delas descobriu que teria
que pagar para que o marido acompanhasse o parto: “Algumas instituições
que eu cheguei a ir disseram que aquela lei federal não valia ali”.
O bebê acabou nascendo em um hospital público.
“Hoje nossa alegria tem dois meses de vida e eu pude participar disso”,
comemora o vendedor Osmar José Rocha.
A Federação Brasileira de Hospitais informou que as taxas
de acompanhante cobradas por alguns hospitais são para cobrir os
custos com material e vestimenta, já que nem o SUS, nem os planos
de saúde, pagam essa despesa. (EPTV)
14.05 - Gestão da Sinistralidade
Evento lançou nova versão do software de Matriz Gerencial
e apresentou a Central de Pareceres, um serviço que interliga médicos
de todo o Brasil
Profissionais da área de saúde, diretores de operadoras
de saúde e hospitais acompanharam o workshop "Ferramentas e Ações
para Gestão da Sinistralidade", que aconteceu no Rio de Janeiro,
na terça-feira. Durante o evento, especialistas apresentaram e debateram
temas como: "Rede Hierarquizada e Integrada de Atenção a
Saúde", "P4P: Modelo de Remuneração Médica
Baseada na Performance", "Uso de Tecnologias Avançadas para Gestão
da Sinistralidade", "Caso de Sucesso na Gestão da Sinistralidade"
e "Uso de uma Segunda Opinião Especializada para Auxílio
à Auditoria Médica".
Além dos temas sobre gestão médica e modelos de
remuneração, valorização do médico e
redução de custos nas operadoras, também foram discutidos
entre os profissionais. "É fundamental poder trocar experiências
sobre assuntos tão relevantes para a saúde no Brasil. No
Rio de Janeiro ainda faltam informações e treinamentos sobre
estes temas. São serviços novos que precisam chegar ao conhecimento
de todos", comenta o gerente de Tecnologia da Informação
da Caberj (Caixa de Assistência a Saúde), Roberto Guilherme
Santana.
Considerado tema de importância unânime entre os participantes,
o Pagamento por Performance foi exposto por meio de exemplos e indicadores,
que comprovam a eficiência da ferramenta para o setor e consumidor
final.
Na opinião do diretor técnico do Brasil da Amil Assistência
Médica Internacional, Antônio Jorge Gualter Kropf, o pagamento
por performance pode ser um dos instrumentos de mudanças para a
gestão da saúde como um todo. "A avaliação
de performance e a metodologia de indicadores são ferramentas que
auxiliam na forma de valorização e no custo assistencial",
explica o diretor, que afirma que os workshops e treinamentos são
maneiras de expandir os conhecimentos da Amil e uma maneira de buscar apoio
em empresas experientes e multiplicadoras do assunto.
Para o diretor da Nagis Group, empresa organizadora do evento e provedora
de ferramentas para gestão médica, César Abicalaffe,
o modelo P4P de pagamento por performance, é um movimento que não
tem mais volta. "A gestão da saúde européia e americana
já mostra que é um modelo de avaliação qualitativa
e quantitativa, que gera bons resultados e melhora a saúde como
um todo", afirma.
Com o objetivo de otimizar a gestão da saúde, a Unimed
do Centro Sul Fluminense, que possui 20 mil clientes, está investindo
até o fim do 1º semestre no pagamento por performance. "Nossa
busca é estabelecer um cronograma racional de resultados, além
de premiar o bom médico e, conseqüentemente, beneficiar os
nossos clientes", explica o vice-presidente da Unimed,
Sebastião Barbosa.
Lançamentos
Atentos a importância dos assuntos abordados para o mercado,
a Nagis Group apresentou a nova versão do software de Matriz Gerencial,
uma das mais importantes tecnologias para gestão da sinistralidade
e, também, da Central de Pareceres, um serviço que interliga
médicos de todo o Brasil
A Matriz Gerencial agora também está disponível
na versão Touch Health, um resultado da parceria entre Ecom Tecnologia,
Microsoft e Positivo Informática. "Apostamos no apoio e união
entre as empresas, além de aprovar a ideia e inovação
desta ferramenta, que funciona apenas com o toque na tela", explica o diretor
de negócios da Positivo Informática, Norberto Marechim Filho.
A nova versão do software facilita a visualização
dos indicadores gráficos e dos procedimentos. O objetivo da ferramenta,
além de facilitar o manuseio, é de desmistificar o software
Matriz Gerencial. "A tecnologia oferece informações, dados,
relatórios e outras importantes funções na gestão
da empresa.O evento ajuda a clarear e identificar todas as opções
do sistema", afirma a gerente de sinistro da Golden Cross, Lúcia
Alves. Além da parceria gerar a nova versão da ferramenta,
a Ecom Tecnologia também passa a atuar como distribuidora autorizada
dos produtos Positivo Informática para o mercado de saúde.
Outra novidade do evento que vai beneficiar o setor foi o lançamento
nacional da CENTRAL DE PARECERES, um serviço inédito no Brasil,
que interliga médicos das mais diversas especialidades em todo o
País. De acordo com o diretor de mercado da Nagis Group, Wagner
Marques, a carência de uma segunda opinião, com conhecimentos
científicos específicos em diversas áreas médicas
e também em gestão, foi ponto de partida para a criação
do serviço.
O idealizador do projeto, Dr.Marcos Pimenta, afirma que muitas operadoras
de saúde buscam no mercado consultorias individualizadas, ou seja,
para cada especialidade há um consultor, o que encarece os custos
da gestão.
Pensando nisso, a CENTRAL DE PARECERES, foi criada com uma base de
dados de aproximadamente 35 profissionais experientes em gestão
e auditoria médica, o qual já está disponível
para consulta. "Este serviço é uma necessidade de mercado
e conseguiu unir diversas especialidades com uma única tecnologia",
esclarece Dr.Pimenta. O serviço funciona via Internet, onde a operadora
solicita o parecer e automaticamente vários especialistas do Brasil
são acionados. Num prazo de 48 horas, o solicitante recebe uma resposta.
Mais informações podem ser acessadas direto do portal www.centraldepareceres.com.br
O próximo evento ocorrerá dia 8 de junho, das 8h às
12h30, no Bristol Hotel, localizado na SHS, Qd.04, Bloco F, Brasília
- Distrito Federal,. Interessados podem fazer a inscrição
até o dia 04 de junho, pelo site www.nagis.com.br Ainda no mês
de junho, dia 29 é a vez de Curitiba receber o evento.
Serviço:
"Ferramentas e Ações para Gestão da Sinistralidade"
Data: 08/06/2010
Horário: 8h00 às 12h30
Local: Bristol Hotel: SHS, Qd.04, Bloco F, Brasília - Distrito
Federal (Maxpress)
14.05 - A incômoda cicatriz deixada pela cesárea
O Brasil tem o título de campeão mundial de cesarianas
realizadas por planos de saúde. Em 2008, as cesáreas representaram
85% dos partos feitos por meio dos convênios, segundo a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O porcentual é bem alto,
considerando-se os 15% recomendados pela Organização Mundial
de Saúde (OMS). Esse alto índice registrado pelo setor de
saúde suplementar acaba elevando o total de cesarianas realizadas
no Brasil para 43%, considerando os setores público e privado.
Se fosse levado em conta somente o percentual do sistema público
de saúde, de 26%, o País estaria próximo ao que é
recomendado pela OMS e aos níveis de países desenvolvidos,
como Holanda (14%) e Estados Unidos (26%). (A Tribuna)
13.05 - Convênio: Morte de titular não muda nada
Justiça entende que empresas não podem cancelar planos
de saúde da família do falecido
Quando o titular de um plano de saúde morre, seus dependentes
podem manter o mesmo pacote de serviço. Os contratos novos individuais
(firmados depois de 1999) já preveem essa cláusula, mas muitos
beneficiários ainda sofrem com a falta de clareza dos mais antigos
e dos coletivos, que ou não especificam qual é o direito
do consumidor ou negam a continuidade dos serviços.
Foi o que aconteceu com Cristina (nome fictício, a leitora teme
retaliações), de 67 anos, que teve de recorrer à Justiça
para continuar usufruindo dos serviços de seu convênio após
a morte de seu marido, que era o titular do plano. “Éramos associados
desde 1993 e, quando meu marido morreu, pedi que cobrassem só a
minha parte, pois continuei pagando caro por ele também. Foi aí
que eles me pressionaram a sair do plano, alegando que a empresa não
comercializava planos individuais.”
Cristina conseguiu na Justiça o direito de permanecer no plano
como titular e a receber de volta parte das mensalidades pagas após
a morte de seu marido. A empresa ainda pode recorrer da decisão.
De acordo com Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor (Idec), na maioria dos casos a Justiça tem
entendido que a cláusula que permite o cancelamento do contrato
em caso de morte do titular é abusiva, dando razão ao consumidor.
“Com relação ao contrato antigo, mesmo que não
esteja sob o vigor da Lei dos Planos, podemos aplicar o Código de
Defesa do Consumidor para basear as decisões. Não é
porque o titular morreu que as demais pessoas dependentes do serviço
devem ficar sem assistência”, explica Daniela.
Na visão do advogado de Cristina, Julius Conforti, sócio
do escritório Araújo e Conforti, neste caso a empresa colocou
a beneficiária numa situação de desvantagem muito
grande. “O plano era uma segurança pra ela, que já tinha
perdido o marido, e o convênio se aproveitou da morte do titular
para dispensar a cônjuge, já que ela é mais velha e,
teoricamente, traria mais gastos.”
Conforti acrescenta que poucas seguradoras comercializam planos individuais
e, se alguém passar pela mesma situação que Cristina,
a única saída é entrar na Justiça. “Se ela
não tivesse lutado pelos seus direitos, teria muita dificuldade
em contratar um plano com os mesmos benefícios que tinha no antigo
e ainda pagaria um preço muito mais alto, já que tem uma
idade avançada.”
A negativa de continuidade do contrato em caso de morte do titular
não acontece só com quem tem o plano antigo. Os beneficiários
de planos coletivos (empresariais) e coletivos por adesão (intermediados
por uma associação ou sindicato) também podem passar
por isso.
“Mesmo nesses casos, a Justiça vem regulamentando aquilo que
a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) não pronuncia
de forma objetiva. Os juízes têm se mostrado muito sensível
para as causas ligadas ao saúde”, afirma Conforti.
No entendimento do Idec, ao deixar de se pronunciar, a ANS ignora as
leis e o CDC. “A agência não pode interferir no reajuste da
mensalidade de contratos antigos por causa da decisão de uma ação
judicial, e, por isso, também deixa de se pronunciar sobre outras
cláusulas abusivas, como essa do cancelamento em caso de morte do
titular”, diz Daniela. (LIGIA TUON - Jornal da Tarde)
13.05 - Perdas financeiras: Impactos em planos de saúde
Prejuízos, custos altos e má gestão ameaçam
levar ao fechamento 309 planos de saúde
Os planos de saúde podem entrar em colapso em cinco anos, caso
as perdas financeiras persistam, afirmam especialistas e representantes
do setor. Má gestão e custos altos são apontados como
os grandes responsáveis pela bancarrota do sistema, cujo rombo nas
contas desponta em cifras bilionárias. Num primeiro momento, a situação
pode deixar 9,6 milhões de brasileiros sem atendimento médico
e odontológico. Eles são beneficiários de 309 operadoras
que, em 2009, somaram prejuízos de R$ 11,5 bilhões, segundo
levantamento feito pelo Correio. Esse buraco representa um crescimento
de expressivos 85% em relação a 2008.
A crise nesse modelo de atendimento particular está instalada
em cerca de 20% do setor, como aponta o Anuário de Aspectos Econômico-Financeiros
da Agência Nacional de Sáude Suplementar (ANS). Esse percentual
diz respeito às administradoras que terminaram o ano passado no
vermelho. “A qualquer momento, as empresas podem deixar de operar. No caso
da autogestão, quanto mais pesada for essa missão e os riscos
assumidos, maior a chance dos patrocinadores acharem os planos de saúde
um negócio desinteressante”, argumenta a presidenta da União
Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde
(Unidas), Iolanda Ramos.
Até 2008, as contas de 275 planos de saúde estavam negativas.
Os gastos eram muito superiores à arrecadação. No
ano passado, muitas dessas empresas continuaram a seguir a receita de desequilíbrio
e o número das problemáticas avançou para 309. Um
aumento de 12,36%, que fez os prejuízos, calculados em R$ 6,2 bilhões
na época, quase dobrarem. A ANS garante que a má gestão
é o principal problema dos planos. “É um ciclo vicioso. A
empresa não oferece serviços de acordo com a necessidade
e a capacidade de pagamento do consumidor. Trata-se de uma questão
de eficiência em que cada administradora deve refletir e se adaptar”,
explica o diretor de Normas e Habilitação de Operações,
Alfredo Cardoso.
Bom sinal
A maioria dos planos em dificuldade são de pequeno e médio
porte e contam com uma gerência pouco profissional. Os gigantes do
setor, com cerca de um milhão de vidas sob sua guarda, também
não ficam isentos desses problemas. “Desde que a ANS foi criada,
cerca de mil planos deixaram de existir por causa das exigências
e mudanças na legislação”, alerta o presidente nacional
da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
Arlindo de Almeida. Cardoso, diretor da ANS, vê a diminuição
como uma consequência positiva. “É um bom sinal para os consumidores
e para os prestadores de serviços (médicos, enfermeiros e
hospitais). Com essa redução, passam a existir empresas que
podem atender as expectativas desses dois públicos. O setor só
tem a ganhar com isso”, acredita.
As empresas rebatem o argumento de má gestão e alegam
que vários fatores dificultam a manutenção de seus
negócios. Entre eles, estão as altas exigências da
ANS, a interferência de decisões judiciais e as diferenças
entre as funções que pertencem à saúde pública
e à privada “A todo momento, a ANS acrescenta procedimentos e exigências
que nossos resultados não conseguem acompanhar. A Justiça
determina cumprir medidas que nem sequer estão na nossa lista. São
situações que oneram o nosso trabalho e isso está
no limite”, queixa-se Almeida. Ele ainda pondera: “As empresas precisam
se adequar à nova realidade. Regulamentação não
garante lucro a ninguém.”
Fecundidade
Os custos das renovações tecnológicas, tanto em
remédios como em tratamentos, também são listados
como causas dos deficits. “Os insumos pesam muito e os preços são
desproporcionais ao que o sistema consegue bancar”, destaca José
Antônio Diniz, diretor comercial da operadora Gama Saúde.
Para a ex-vice-presidenta da Unidas, a médica Regina Parizi, o envelhecimento
da população brasileira e a queda nas taxas de fecundidade
representam mais problemas. Atualmente, segundo os representantes do setor,
para manter os atendimentos de um único beneficiário idoso
ou com doença crônica, são necessários 29 jovens
saudáveis na carteira de um plano. “Em alguns anos, não teremos
essa quantidade de jovens e os custos ficarão cada vez mais altos”,
afirma Regina.
Colapso pode chegar em cinco anos
Antes mesmo da projeção de caos na saúde suplementar,
os consumidores eram constantemente expostos a situações
limites, com greves de médicos, filas enormes, descredenciamentos
em massa de hospitais e preços em disparada. Até 2015, prazo
para o setor entrar em colapso, pelo menos mais 10 milhões de brasileiros
devem aderir a um plano de saúde. Esse contingente vai influenciar
fortemente a infraestrutura de atendimento e os gastos das operadoras.
Caso as empresas que hoje vivem problemas financeiros cheguem a quebrar,
somados a esses novos clientes, serão 20 milhões de pacientes
a sobrecarregar o já deficitário sistema particular de saúde.
“O setor precisa de reformas. Se as operadoras não se alinharem,
podem sofrer muito. A tendência é que o segmento fique cada
vez mais concentrado”, avalia Fernando Fernandes, diretor da Evidências,
consultoria em gestão de custos em saúde. Com a extinção
das pequenas empresas e a diminuição da concorrência,
o custo de ter um plano de saúde ficará cada vez mais alto.
Apenas nos últimos 12 meses, o serviço ficou 6,43% mais caro,
segundo o Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15). O
valor é superior à inflação do período.
Incentivos perversos
O gerente de Relação com os Prestadores de Serviços
da ANS, Carlos Figueiredo, concorda com as queixas das operadoras, mas
faz ressalvas. Apesar da enxurrada de ações judiciais que
os consumidores são obrigados a mover contra os planos de saúde
para ver seus direitos respeitados, ele acredita que o colapso só
chegará em 2040. “Esse modelo atual gera incentivos perversos para
todo o setor”, afirma. Ele acrescenta: “Só não consigo dizer
se esses impactos todos serão sentidos em cinco anos ou se em 30”.
O diretor de Normas e Habilitação de Operações
da agência reguladora, Alfredo Cardoso, é incisivo na defesa
da saúde suplementar. Ele garante que os resultados não apontam
para a derrocada do setor. Os prejuízos milionários dos últimos
anos, na opinião dele, são apenas “números normais,
tendo em vista o sistema capitalista”. “Se disserem que os planos de saúde
podem falir devido a problemas administrativos, eu concordo que levará
cinco anos. Mas não posso concordar que será por causa dos
resultados financeiros”, argumenta. Segundo Cardoso, o setor, como um todo,
tem acumulado aumentos significativos no número de beneficiários
e de ganhos. Por isso, não haveria motivo para alarde. (CQCS)
13.05 - Plano de saúde terá de aceitar parceiro gay
De acordo com a ANS, a determinação leva em consideração
normas já existentes no Código Civil e na Constituição
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou
que as empresas de seguro e planos de saúde do País aceitem
como dependentes parceiros de casais homossexuais estáveis.
De acordo com a ANS, a determinação leva em consideração
normas já existentes no Código Civil e na Constituição,
que fala em igualdade de tratamento e “proibição de discriminações
odiosas”. A intenção do órgão responsável
pela legislação do setor foi dar mais clareza a regras já
existentes.
“Para fins de aplicação à legislação
de saúde suplementar, entende-se por companheiro de beneficiário
titular de plano privado de assistência à saúde pessoa
do sexo oposto ou do mesmo sexo”, explica. (O Povo Online)
12.05 - Parceiros do mesmo sexo podem ser dependentes em planos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passa a
determinar que as empresas de seguro e planos de saúde do País
aceitem como dependentes parceiros de casais homossexuais estáveis.
A decisão foi publicada em súmula normativa na edição
do dia 5 de maio do Diário Oficial da União.
A decisão, de acordo com a ANS, leva em consideração
conceitos do Código Civil Brasileiro e da Constituição
Federal, que promove o bem comum e recrimina qualquer forma de discriminação.
“Para fins de aplicação à legislação
de saúde suplementar, entende-se por companheiro de beneficiário
titular de plano privado de assistência à saúde pessoa
do sexo oposto ou do mesmo sexo”, informa a publicação.
Planos
A partir de agora, caberá às operadoras de planos de
saúde a definição da forma de comprovação
a ser apresentada pelos interessados. Serão observados os mesmos
requisitos para admissão, na qualidade de dependente, de companheiro
ou companheira que comprove união estável com o titular do
plano. (InfoMoney)
12.05 - Planos de saúde deixam usuários apreensivos
Poucos assuntos preocupam tanto os brasileiros quanto a saúde.
O cuidado procede. Os bens e serviços se sofisticaram de tal forma
que fazer frente a eles individualmente tornou-se privilégio acessível
a pequena minoria da população. São poucas — muito
poucas — as pessoas que podem arcar com internações longas,
aluguel de UTI, pagamento de profissionais, medicamentos e exames necessários
a check-ups. Sem confiar na assistência do Estado, o cidadão
recorre ao seguro assistencial privado.
Nem sempre, porém, tem garantidos os direitos. É o que
se vê com a crise que ora ronda empresas do setor. Nada menos que
9,6 milhões de adultos e crianças supostamente protegidos
correm o risco de ficar no desamparo. O Anuário de Aspectos Econômico-Financeiros,
da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), apresenta
dado preocupante — 20% do setor está em situação financeira
difícil. São 309 administradoras que fecharam o ano no vermelho,
com rombo de R$ 11,5 bilhões.
O percentual representa incremento de 85% em relação
a 2008. Nesse ano, as contas de 275 planos de saúde estavam negativas
porque os gastos superavam a arrecadação. Significa que a
degradação avança em vez de regredir. Há o
risco de as empresas, de uma hora para outra, fecharem as portas. É,
pois, justificada a apreensão dos segurados que estão com
a espada de Dâmocles sobre a cabeça.
Não se compreende por que os órgãos encarregados
de executar as políticas sanitárias públicas não
fazem investigação prévia sobre a viabilidade das
empresas que se candidatam a explorar planos de saúde. A omissão
responde, agora, pelo estado falimentar das mais de três centenas
de operadoras arrastadas à quebra por erros de gestão. Urge,
no momento, evitar o pior — encontrar alguma medida e, mais que isso, colocá-la
em prática imediatamente para que milhões de consumidores
não sejam prejudicados.
O governo não pode ignorar que, conforme estabelece a Constituição,
a saúde é direito do cidadão e dever do Estado. Eventual
falta de cobertura para os usuários desprotegidos se deve, em parte,
à má gestão dos negócios e, em parte, à
desídia governamental em cumprir o mandamento inscrito na Carta
Política. Se o constituinte de 1988 não tivesse universalizado
a prestação da assistência à saúde, tarefa
bastante pesada para os recursos públicos, evidenciaria aí
apenas o desleixo e a ineficiência da iniciativa privada. Não
é o caso.
O Estado tornou extensivos à população os serviços
de bem-estar físico mediante a criação, no próprio
texto constitucional, do Serviço Único de Saúde (SUS).
Sem dar conta da incumbência, o país abriu as portas para
a iniciativa privada. O cidadão aderiu porque o setor público
não responde às suas necessidades. Paga duplamente. Com a
crise das seguradoras, corre o risco de sofrer duplo prejuízo.
(Correio Braziliense)
12.05 - Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou o
Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, para
avaliar a qualidade das operadoras de plano de saúde, através
do Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS).
Apesar da boa proposta, esse índice ainda não reflete a realidade
das operadoras de saúde.
O objetivo da ANS, ao criar o programa, foi de melhorar a qualidade
dos serviços prestados pelas operadoras, garantir um equilíbrio
no mercado e ajudar o consumidor na hora de optar por um plano de saúde.
O IDSS classifica as operadoras por meio de uma pontuação
que varia de 0 a 1. Através dela, o consumidor pode fazer uma consulta
prévia antes de adquirir ou trocar de plano. É preciso apenas
ter o número de registro da operadora, a razão social e o
número do CNPJ.
O IDSS avalia o desempenho das operadoras de plano de saúde,
com base em quatro critérios:
Atenção à saúde;
Estrutura e operação;
Equilíbrio econômico - financeiro;
Satisfação do beneficiário;
Dentre esses critérios a atenção à saúde
é o que possui mais peso com 50%. Este grau de importância
é uma forma de incentivar as operadoras em gestão de saúde
desenvolver aos beneficiários, ações de prevenção
de doenças. O equilíbrio econômico-financeiro fica
em segundo lugar com 30%, seguido dos itens estrutura de operação
e satisfação do beneficiário, com 10%.
Desde o seu início até hoje, já foram trocaram
ou retirados vários parâmetros, como o número de partos
prematuros, no critério de atenção à saúde,
pois os dados entre as operadoras eram tão inconsistentes que influenciavam
aleatoriamente o resultado. Outras vezes as reservas financeiras não
eram incluídas no critério econômico financeiro, diminuindo
erroneamente o seu valor. Assim, o Índice (IDSS) terá que
amadurecer mais para conquistar a credibilidade da sociedade, pois a sua
finalidade tem um valor incontestável. (Henrique
Oti Shinomata - Saúde Business Web)
11.05 - ANS: Planos deverão incluir parceiro homossexual
Decisão obriga empresas a considerar companheiro do mesmo sexo
como beneficiário
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou
que as empresas de seguro e planos de saúde do País aceitem
como dependentes parceiros de casais homossexuais estáveis. A decisão
foi publicada em súmula normativa na edição do dia
4 de maio do Diário Oficial da União.
Segundo a ANS, a determinação leva em consideração
normas já existentes no Código Civil Brasileiro e no texto
da Constituição Federal, que fala em igualdade de tratamento
e também de "proibição de discriminações
odiosas". A intenção do órgão responsável
pela legislação do setor foi dar mais clareza a regras já
existentes. Algumas empresas do setor interpretaram como parceiros apenas
uniões entre casais heterossexuais.
– Para fins de aplicação à legislação
de saúde suplementar, entende-se por companheiro de beneficiário
titular de plano privado de assistência à saúde pessoa
do sexo oposto ou do mesmo sexo – explica a súmula.
O reconhecimento do direito dos casais homossexual já vinha
sendo feito pela Justiça brasileira. Em setembro de 2007, a 6ª
turma do Tribunal Regional da 1ª Região decidiu por unanimidade
que a Fundação de Seguridade Social (Geap) deveria garantir
a inclusão de companheiros homossexuais como beneficiário
titular em plano de saúde.
Dois anos depois foi a vez do Supremo Tribunal Federal (STF) garantir
os mesmos direitos aos seus funcionários que vivem relações
homossexuais estáveis. Na época, ficou acertado que a união
poderia ser comprovada ao STF Med, plano de saúde dos trabalhadores
do órgão, por meio da apresentação da cópia
autenticada de declaração conjunta de imposto de renda; referência
ao companheiro no testamento; comprovação de residência
em comum há mais de três anos; comprovação de
financiamento de imóvel em conjunto e comprovação
de conta bancária conjunta há mais de três anos.
Em janeiro deste ano, o Tribunal de São Paulo obrigou o plano
de saúde Omnit a seguir a regra. Na decisão, a juíza
Ritinha Stevenson, da 20ª Vara Federal de São Paulo, ressaltou
que as disposições legais e constitucionais que protegem
a união estável entre homem e mulher aplicam-se, por analogia,
à união estável homossexual. (A Notícia-09.05)
11.05 - ANS vai regular profissionais
Lei manda planos substituírem hospitais e clínicas descredenciados
por outros equivalentes e informar 30 dias antes
São Paulo. A Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) prepara nova resolução para regulamentar a quantidade
de profissionais disponibilizados na carteira dos planos de saúde.
Trata-se de um cálculo que dirá se o número de médicos
de cada especialidade é suficiente para atender a demanda de usuários
das operadoras. A resolução ainda não tem prazo para
ser divulgada. Para o Procon-SP, a medida é o que falta para que
haja uma melhora na manutenção da qualidade da rede assistencial.
"É importante a criação de parâmetros que respondam
questões como quantas clínicas de dermatologia são
necessárias para 2 mil pessoas, e como que devem estar distribuídas",
afirma Selma do Amaral, assistente de direção da Fundação.
Ela acrescenta que problemas relacionados à rede assistencial
dos planos lideram as reclamações da área registradas
no Procon, principalmente no que se refere a descredenciamento de hospitais
e clínicas. "O que temos percebido com o crescente número
de queixas é que, ao longo do tempo, a rede oferecida pelos planos
diminui e perde qualidade".
A professora Cláudia Fonseca teve esse problema e só
descobriu quando precisou de um atendimento de emergência. "Contratei
o plano da Unimed Paulistana por causa do Hospital Santa Catarina. Mas
descobri por acaso que este não era mais credenciado e ainda não
houve reposição por um novo parceiro da mesma categoria na
minha região." Apesar de não abranger todas as questões
relacionadas a manutenção da rede hospitalar, a Lei 9656/98,
conhecida como Lei dos Planos, regulamenta questões como a de Cláudia.
"De acordo com a legislação, o plano até pode descredenciar
hospitais e clínicas, desde que substitua por outros equivalentes
e informe o beneficiário com 30 dias de antecedência", informa
Selma, do Procon.
O oficial administrativo Paulo Bueno enfrentou um transtorno parecido
com a Medial, mas não pôde cancelar o plano, pois estava passando
por um tratamento. "Havia quatro postos de atendimento credenciados em
minha cidade. Agora só tem um e o tempo de espera para uma consulta
é de 40 dias. Até a parte pública do hospital está
mais rápida", reclama. A lei também determina que, quando
um paciente está em tratamento, o convênio deve terminar de
custear o procedimento, mesmo que o hospital seja descredenciado. Apesar
disso, para Selma, ainda há a necessidade de rever a regulamentação.
"A ANS deve fixar parâmetros para garantir que não haja queda
no serviço e que as regras não se restrinjam só para
hospital, e sim pra clínicas e laboratórios".
A Unimed Paulistana informou que o descredenciamento do hospital foi
iniciativa dele, devido a reforma, e que os clientes foram avisados pelo
boleto bancário. Segundo a Medial, as alterações estão
de acordo com as determinações da ANS. (Diário do
Nordeste)
11.05 - Perdas financeiras: Impactos em planos de saúde
Prejuízos, custos altos e má gestão ameaçam
levar ao fechamento 309 planos de saúde
Os planos de saúde podem entrar em colapso em cinco anos, caso
as perdas financeiras persistam, afirmam especialistas e representantes
do setor. Má gestão e custos altos são apontados como
os grandes responsáveis pela bancarrota do sistema, cujo rombo nas
contas desponta em cifras bilionárias. Num primeiro momento, a situação
pode deixar 9,6 milhões de brasileiros sem atendimento médico
e odontológico. Eles são beneficiários de 309 operadoras
que, em 2009, somaram prejuízos de R$ 11,5 bilhões, segundo
levantamento feito pelo Correio. Esse buraco representa um crescimento
de expressivos 85% em relação a 2008.
A crise nesse modelo de atendimento particular está instalada
em cerca de 20% do setor, como aponta o Anuário de Aspectos Econômico-Financeiros
da Agência Nacional de Sáude Suplementar (ANS). Esse percentual
diz respeito às administradoras que terminaram o ano passado no
vermelho. “A qualquer momento, as empresas podem deixar de operar. No caso
da autogestão, quanto mais pesada for essa missão e os riscos
assumidos, maior a chance dos patrocinadores acharem os planos de saúde
um negócio desinteressante”, argumenta a presidenta da União
Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde
(Unidas), Iolanda Ramos.
Até 2008, as contas de 275 planos de saúde estavam negativas.
Os gastos eram muito superiores à arrecadação. No
ano passado, muitas dessas empresas continuaram a seguir a receita de desequilíbrio
e o número das problemáticas avançou para 309. Um
aumento de 12,36%, que fez os prejuízos, calculados em R$ 6,2 bilhões
na época, quase dobrarem. A ANS garante que a má gestão
é o principal problema dos planos. “É um ciclo vicioso. A
empresa não oferece serviços de acordo com a necessidade
e a capacidade de pagamento do consumidor. Trata-se de uma questão
de eficiência em que cada administradora deve refletir e se adaptar”,
explica o diretor de Normas e Habilitação de Operações,
Alfredo Cardoso.
Bom sinal
A maioria dos planos em dificuldade são de pequeno e médio
porte e contam com uma gerência pouco profissional. Os gigantes do
setor, com cerca de um milhão de vidas sob sua guarda, também
não ficam isentos desses problemas. “Desde que a ANS foi criada,
cerca de mil planos deixaram de existir por causa das exigências
e mudanças na legislação”, alerta o presidente nacional
da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
Arlindo de Almeida. Cardoso, diretor da ANS, vê a diminuição
como uma consequência positiva. “É um bom sinal para os consumidores
e para os prestadores de serviços (médicos, enfermeiros e
hospitais). Com essa redução, passam a existir empresas que
podem atender as expectativas desses dois públicos. O setor só
tem a ganhar com isso”, acredita.
As empresas rebatem o argumento de má gestão e alegam
que vários fatores dificultam a manutenção de seus
negócios. Entre eles, estão as altas exigências da
ANS, a interferência de decisões judiciais e as diferenças
entre as funções que pertencem à saúde pública
e à privada “A todo momento, a ANS acrescenta procedimentos e exigências
que nossos resultados não conseguem acompanhar. A Justiça
determina cumprir medidas que nem sequer estão na nossa lista. São
situações que oneram o nosso trabalho e isso está
no limite”, queixa-se Almeida. Ele ainda pondera: “As empresas precisam
se adequar à nova realidade. Regulamentação não
garante lucro a ninguém.”
Fecundidade
Os custos das renovações tecnológicas, tanto em
remédios como em tratamentos, também são listados
como causas dos deficits. “Os insumos pesam muito e os preços são
desproporcionais ao que o sistema consegue bancar”, destaca José
Antônio Diniz, diretor comercial da operadora Gama Saúde.
Para a ex-vice-presidenta da Unidas, a médica Regina Parizi, o envelhecimento
da população brasileira e a queda nas taxas de fecundidade
representam mais problemas. Atualmente, segundo os representantes do setor,
para manter os atendimentos de um único beneficiário idoso
ou com doença crônica, são necessários 29 jovens
saudáveis na carteira de um plano. “Em alguns anos, não teremos
essa quantidade de jovens e os custos ficarão cada vez mais altos”,
afirma Regina.
Colapso pode chegar em cinco anos
Antes mesmo da projeção de caos na saúde suplementar,
os consumidores eram constantemente expostos a situações
limites, com greves de médicos, filas enormes, descredenciamentos
em massa de hospitais e preços em disparada. Até 2015, prazo
para o setor entrar em colapso, pelo menos mais 10 milhões de brasileiros
devem aderir a um plano de saúde. Esse contingente vai influenciar
fortemente a infraestrutura de atendimento e os gastos das operadoras.
Caso as empresas que hoje vivem problemas financeiros cheguem a quebrar,
somados a esses novos clientes, serão 20 milhões de pacientes
a sobrecarregar o já deficitário sistema particular de saúde.
“O setor precisa de reformas. Se as operadoras não se alinharem,
podem sofrer muito. A tendência é que o segmento fique cada
vez mais concentrado”, avalia Fernando Fernandes, diretor da Evidências,
consultoria em gestão de custos em saúde. Com a extinção
das pequenas empresas e a diminuição da concorrência,
o custo de ter um plano de saúde ficará cada vez mais alto.
Apenas nos últimos 12 meses, o serviço ficou 6,43% mais caro,
segundo o Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15). O
valor é superior à inflação do período.
Incentivos perversos
O gerente de Relação com os Prestadores de Serviços
da ANS, Carlos Figueiredo, concorda com as queixas das operadoras, mas
faz ressalvas. Apesar da enxurrada de ações judiciais que
os consumidores são obrigados a mover contra os planos de saúde
para ver seus direitos respeitados, ele acredita que o colapso só
chegará em 2040. “Esse modelo atual gera incentivos perversos para
todo o setor”, afirma. Ele acrescenta: “Só não consigo dizer
se esses impactos todos serão sentidos em cinco anos ou se em 30”.
O diretor de Normas e Habilitação de Operações
da agência reguladora, Alfredo Cardoso, é incisivo na defesa
da saúde suplementar. Ele garante que os resultados não apontam
para a derrocada do setor. Os prejuízos milionários dos últimos
anos, na opinião dele, são apenas “números normais,
tendo em vista o sistema capitalista”. “Se disserem que os planos de saúde
podem falir devido a problemas administrativos, eu concordo que levará
cinco anos. Mas não posso concordar que será por causa dos
resultados financeiros”, argumenta. Segundo Cardoso, o setor, como um todo,
tem acumulado aumentos significativos no número de beneficiários
e de ganhos. Por isso, não haveria motivo para alarde.
(Correio Braziliense Online/Uai)
10.05 - Parceiro de titular de plano é dependente
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) publicou, na edição de 5 de maio de 2010, a Súmula
Normativa nº 12, que adota o seguinte entendimento:
“Para fins de aplicação à legislação
de saúde suplementar, entende-se por companheiro de beneficiário
titular de plano privado de assistência à saúde pessoa
do sexo oposto ou do mesmo sexo”.
A decisão leva em consideração conceitos do Código
Civil Brasileiro e da Constituição Federal, que em seu Art.
3º dispõe, entre os objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil,:
"IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
As disposições legais e constitucionais que protegem
a união estável entre homem e mulher aplicam-se, por analogia,
à união estável homossexual. Sendo assim, serão
observados os mesmos requisitos para admissão, na qualidade de dependente,
de companheiro ou companheira que comprove união estável
com o titular do plano. Caberá às operadoras de planos de
saúde a definição da forma de comprovação
a ser apresentada pelos interessados. (ANS)
10.05 - Plano terá que garantir médicos
ANS planeja resolução para regulamentar quantidade de
profissionais credenciados pelas operadoras de saúde
Diante das constantes reclamações sobre a rede assistencial
dos planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) estuda a criação de resolução para re-gulamentar
a quantidade de médicos oferecidos na carteira das operadoras.
A medida consiste em calcular o número de profissionais de cada
especialidade ne-cessário para atender aos associados. De acordo
com a assessoria de imprensa da ANS, a resolução ainda não
tem prazo para ser divulgada.
Mais qualidade
Para Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira
de Medicina de Grupo (Abramge), a ANS já precisava ter baixado essa
resolução, pois dela depende a qualidade do atendimento.
— Não se pode aumentar o número de clientes, se não
há capacidade para atendê-los. É preciso ter correspondência
entre o número de médicos e associados — afir¬mou Almeida.
Segundo ele, a suficiência de rede já foi discutida, e
a Abramge aguarda a posição da ANS:
— Não sei se farão uma reunião conosco ou
montarão uma comissão técnica.
Sobre as reclamações referentes à diminuição
da rede dos planos, a ANS explicou que, ao descredenciar um prestador de
serviço, a operadora "deverá manter a cobertura com qualidade
similar, sem ónus para os clientes". No caso de substituição,
"deve incluir outro, com o mesmo padrão e serviços. E o consumidor
deve ser avisado com 30 dias de antecedência".
Fique por dentro
- Troca
A ANS afirma que a operadora deve manter a rede credenciada oferecida
ao consumidor no ato da contratação. Se descre-denciar um
hospital ou médico, a operadora deve incluir outro com o mesmo padrão
e deve informar a troca aos seus consumidores e à ANS com 30 dias
de antecedência. Caso haja recusa de atendimento, a operadora poderá
ser punida.
- Informações
Para fazer reclamações ou tirar dúvidas sobre
planos de saúde ligue para o Disque ANS 0800-701-9656. (Fabiana
Paiva - Extra Online)
10.05 - Idec: Reivindicações sobre planos de saúde
junto a ANS
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), por meio de
uma carta, apresentou ao novo presidente da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar), o médico Mauricio Ceschin, dez reivindicações
dos consumidores de planos de saúde.
Na carta constam reclamações a respeito do Código
de Defesa do Consumidor, abusividade das cláusulas contratuais,
portabilidade de carências, implementação de uma nova
regulamentação em casos de quebra de operadoras de planos
de saúde entre outras.
O Idec ratifica, ainda, uma proposta para a ANS “firmar um efetivo
e oficial compromisso de implantação de mudanças em
temas que há anos são discutidos e que pendem de solução,
a fim de que se garanta o respeito ao direito à saúde dos
usuários de planos de saúde”.
De acordo com o instituto, o comunicado também foi enviado ao
ministro da saúde, José Gomes Temporão.
Dados
O setor de planos de saúde se mantém, pelo décimo
ano seguido, no ranking de reclamações do Idec, informou
o instituto. Atualmente, cerca de 43 milhões de brasileiros (aproximadamente
23% da população) utiliza o sistema privado de saúde.
(InfoMoney)
07.05 - Esclarecimento sobre Terminologia Unificada
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) presta alguns
esclarecimentos sobre o preenchimento das guias de Troca de Informações
em Saúde Suplementar (TISS) no que se refere à Terminologia
Unificada em Saúde Suplementar (TUSS):
A Associação Médica Brasileira (AMB) é
a entidade autora e responsável pela elaboração da
terminologia relacionada aos procedimentos médicos e ficará
responsável pela indicação das inclusões, com
seus respectivos códigos e descrições nos modelos
estabelecidos, conforme a Instrução Normativa n.º 34,
de 13 de fevereiro de 2009, e acordo firmado com a ANS. Cabe à ANS,
por intermédio da Diretoria de Desenvolvimento Setorial (DIDES),
disponibilizar os procedimentos em seu sítio eletrônico, após
aprovação do Comitê de Padronização das
Informações em Saúde Suplementar (COPISS) e da ANS.
Para a inclusão de novos procedimentos na TUSS, é imprescindível
o encaminhamento, pelas entidades com essa atribuição, de
formulário específico e padronizado à AMB, em respeito
ao que está descrito no fluxo de inclusão de novos procedimentos
na TUSS. O fluxo de inclusão de novos procedimentos e o formulário
padronizado estarão disponíveis no sítio (www.ans.gov.br).
Em nenhuma outra hipótese o padrão TUSS poderá ser
modificado.
Enfatiza-se que as regras de negócio em vigência para
o pagamento de serviços devem ser respeitadas, inclusive no que
concerne aos atributos dos procedimentos. Em relação à
remuneração dos procedimentos baseados nas tabelas antigas
da AMB, a ANS esclarece que a utilização dessas tabelas pelas
operadoras de planos de saúde deve-se a uma questão contratual
na qual a Agência não intervirá. Portanto, quando necessário,
as regras poderão ser renegociadas com o objetivo de atender ao
processo de adaptação ao novo padrão terminológico.
As operadoras deverão apresentar a rede credenciada, exceto
nos casos em que o prestador de serviço possuir tabela própria*,
documentação que contenha obrigatoriamente o relacionamento
entre todos os atributos dos procedimentos (por exemplo, porte anestésico,
número de auxiliares etc.), os códigos, as descrições
e os valores de remuneração presentes nas tabelas em vigência
em seus instrumentos contratuais para o pagamento de serviços e
a TUSS procedimentos médicos.
Cabe ao prestador que possuir tabela própria para pagamento
de serviços realizar o relacionamento de suas tabelas com a TUSS
procedimentos médicos.
O código 16 da tabela de domínio “Tabelas” deverá
ser utilizado para a cobrança dos procedimentos descritos e codificados
na TUSS. Para a cobrança de pacotes deve-se utilizar o código
98 da tabela de domínio “Tabelas” e o código do pacote acordado
entre as partes. Este procedimento é válido para todas as
áreas de prestação de serviços. Operadoras
e prestadores devem utilizar em seus sistemas os códigos e descrições
da TUSS para o registro interno dos procedimentos que compõem o
pacote.
Será instituído o monitoramento do processo de implementação
do padrão TUSS através de reuniões regulares do COPISS
destinadas à discussão específica do tema.
Considerando os debates ocorridos na última reunião do
COPISS, o prazo para que os prestadores de serviço adaptem seus
sistemas ao padrão TUSS será prorrogado até 15/08/2010,
após publicação de Instrução Normativa
da DIDES respectiva sobre o assunto. Após esta data tanto a operadora
de plano privado de assistência à saúde quanto o prestador
de serviço terão mais sessenta dias, ou seja, até
15/10/2010, para adaptação dos processos de envio e recebimentos
das guias no padrão TISS codificadas com a TUSS.
*Considera-se tabela própria aquela que é fornecida
pelo prestador de serviços e não pela operadora. (ANS)
07.05 - Convênio: número de médicos em lei
ANS prepara novas regras para estabelecer quantos profissionais cada
plano terá de ter
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prepara
nova resolução para regulamentar a quantidade de profissionais
disponibilizados na carteira dos planos de saúde. Trata-se de um
cálculo que dirá se o número de médicos de
cada especialidade é suficiente para atender a demanda de usuários
das operadoras. A resolução ainda não tem prazo para
ser divulgada.
Para o Procon-SP, a medida é o que falta para que haja uma melhora
na manutenção da qualidade da rede assistencial. “É
importante a criação de parâmetros que respondam questões
como quantas clínicas de dermatologia são necessárias
para 2 mil pessoas, e como que devem estar distribuídas”, afirma
Selma do Amaral, assistente de direção da Fundação.
Ela acrescenta que problemas relacionados à rede assistencial
dos planos lideram as reclamações da área registradas
no Procon, principalmente no que se refere a descredenciamento de hospitais
e clínicas. “O que temos percebido com o crescente número
de queixas é que, ao longo do tempo, a rede oferecida pelos planos
diminui e perde qualidade.”
A professora Cláudia Fonseca teve esse problema e só
descobriu quando precisou de um atendimento de emergência. “Contratei
o plano da Unimed Paulistana por causa do Hospital Santa Catarina. Mas
descobri por acaso que este não era mais credenciado e ainda não
houve reposição por um novo parceiro da mesma categoria na
minha região.”
Apesar de não abranger todas as questões relacionadas
a manutenção da rede hospitalar, a Lei 9656/98, conhecida
como Lei dos Planos, regulamenta questões como a de Cláudia.
“De acordo com a legislação, o plano até pode descredenciar
hospitais e clínicas, desde que substitua por outros equivalentes
e informe o beneficiário com 30 dias de antecedência”, informa
Selma, do Procon.
O oficial administrativo Paulo Bueno enfrentou um transtorno parecido
com a Medial, mas não pôde cancelar o plano, pois estava passando
por um tratamento. “Havia quatro postos de atendimento credenciados em
minha cidade. Agora só tem um e o tempo de espera para uma consulta
é de 40 dias. Até a parte pública do hospital está
mais rápida”, reclama.
A lei também determina que, quando um paciente está em
tratamento, o convênio deve terminar de custear o procedimento, mesmo
que o hospital seja descredenciado. Apesar disso, para Selma, ainda há
a necessidade de rever a regulamentação. “A ANS deve fixar
parâmetros para garantir que não haja queda no serviço
e que as regras não se restrinjam só para hospital, e sim
pra clínicas e laboratórios”.
A Unimed Paulistana informou que o descredenciamento do hospital partiu
por iniciativa deste, devido a uma reforma, e que os clientes foram avisados
pelo boleto bancário. Segundo a Medial, as alterações
que fez estão de acordo com as determinações da ANS.
(Revista Cobertura)
07.05 - Reforma da remuneração na Saúde Suplementar
Em janeiro deste ano foi constituído um grupo de trabalho para
discutir a reforma do modelo de remuneração da saúde,
sob a coordenação da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e a participação de representantes dos
diversos agentes do mercado.
Foi proposto inicialmente um prazo de 180 dias para apresentação
das primeiras avaliações dos participantes que, coincidência
ou não, concluiria próximo ao inicio de vigência do
novo rol de procedimentos, que amplia serviços sem repasse de custo.
Mais uma vez o segmento se apóia no tutor para discutir seus
assuntos, no caso o agente regulador, e não cabe discutir a provável
colaboração da ANS, mas sim refletir que se o segmento não
obteve sucesso sozinho, porque teria agora, com a participação
da autoridade?
A proposta tem um vicio já na conceituação, considerando
buscar reforma quando não há consenso de modelo e tão
pouco praticado. Assim, a primeira discussão deveria se basear se
há a intenção e a viabilidade para adotar um modelo
de remuneração na saúde.
Bem ou mal, para a questão de honorários o mercado sempre
se balizou nas tabelas das associações médicas. Já
na relação entre operadoras e hospitais tem prevalecido o
poder de fogo, em que cada situação especifica impõe
as regras e os valores e não parece haver disposição
de lado a lado para mudar tal status.
Mas alguns fatores são extremamente importantes nesta discussão,
na medida em que se não engessam, minimizam a flexibilidade do sistema,
como a rede credenciada; os prestadores eleitos pelas operadoras direcionando
a escolha dos beneficiários; a dependência mútua e
os fatores externos à relação com insumos (materiais,
medicamentos); entre outros.
Sentar à mesa para discutir, negociar e evoluir, sem dúvida
é o melhor caminho, mas não sejamos ingênuos sobre
o ambiente que cerca este debate, principalmente no que tange a questão
do crédito, que é atribuído de parte a parte para
as demandas e as justificativas de dificuldades.
E este talvez seja o ponto crucial de a mesa estar no agente regulador,
que em não havendo uma agenda íntegra e com sinal da viabilidade
de consenso, obriga a autoridade a legislar e tomar a posição
pela manutenção do segmento disponível e sustentável.
Também não se pode imaginar que a ANS entre nesta discussão
sem ter pelo menos um esboço de prática que entenda ser melhor
que a atual.
Enfim, para que este grupo de trabalho tenha algum resultado efetivo
para o setor é preciso que os seus membros técnicos mantenham
o foco e não se deixem levar somente pelas discussões operacionais.
(Pedro Fazio - Saúde Business Web)
06.05 - Planos: Novas regras em junho
Consumidores devem ter atenção antes de assinar novos
contratos. A partir de junho, operadores de saúde terão de
incluir na cobertura mínima mais 70 procedimentos e ampliar o limite
de consultas para algumas especialidades
A pouco mais de um mês para entrar em vigor, as novas regras
da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) já provocam
dúvidas nos consumidores que pretendem fechar contratos de assistência
médica. A partir do dia 7 de junho as operadoras terão de
incluir 70 novos procedimentos na cobertura mínima e ampliar o número
limite de consultas para algumas especialidades (confira ao lado). Segundo
a ANS, as mudanças não devem onerar o consumidor — o peso
nas mensalidades é estimado em menos de 1%.
Apenas contratos de saúde individuais e coletivos, por adesão
ou empresariais, assinados a partir de 2 de janeiro de 1999 terão
de se adequar às novas regras. Entre as mudanças estão
a cobertura obrigatória de transplante de medula óssea via
parentes ou banco de medula; a inclusão de 16 procedimentos odontológicos
como a colocação de coroas e blocos dentários; e o
exame de imagem para identificação de cânceres em estágio
inicial e avançado, o PET-SCAN oncológico.
Houve também a ampliação de consultas nas especialidades
de fonoaudiologia (de 6 para até 24), nutrição (de
6 para 12 ), terapia ocupacional (de 6 para 12) e psicologia (de 12 até
40 consultas). A secretária Eliete Justino, 39 anos<CW-15> aprovou:
“Para quem precisa, será importante ter esse atendimento.”
Segundo a ANS, as novas medidas não vão impactar na mensalidade
dos planos de saúde. De acordo com o diretor-presidente substituto,
Alfredo Cardoso, como o índice de reajuste dos planos individuais,
definidos pela agência, só sai este mês, não
haverá aumentos porque a resolução entra em vigor
apenas em junho. Para Cardoso, o impacto da inclusão das 70 novas
coberturas médicas e odontológicas só deve ser sentido
a partir no ano que vem.
Mas o mesmo não deve ocorrer com os planos coletivos, empresariais
ou por adesão. Isso porque nessas modalidades os reajustes são
livres, não fixados pela ANS, e recaem sobre a data de aniversário
do contrato. Por isso, é importante que os consumidores tenham atenção
a possíveis abusos. Para não ser pego de surpresa, os clientes
devem tomar certas precauções. Uma delas é, antes
de fechar novo contrato, verificar na ANS a real situação
da empresa com a qual se pretende filiar.
Para não cair em armadilha
As principais irregularidades cometidas pelas operadoras de planos
de saúde são os reajustes indevidos e a falta de clareza
nos contratos. Para se proteger de abusos, o diretor da Acecont (Centro
de Cidadania em Defesa do Consumidor) Marcos Zumba orienta ler com cautela
toda a documentação e atentar para alguns detalhes: condições
de admissão, o início da vigência, períodos
de carência para consultas e internações, procedimentos
para a realização de exames, faixas etárias, os percentuais
de reajuste, as condições para a suspensão ou rescisão
do contrato e os procedimentos médicos e hospitalares cobertos e
excluídos.
A área geográfica de abrangência, os critérios
de reajuste e revisão das mensalidades e o número do certificado
de registro da operadora devem constar no documento. (Aline Salgado
- O Dia Online)
06.05 - Convênio: número de médicos em lei
ANS prepara novas regras para estabelecer quantos profissionais cada
plano terá de ter
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prepara
nova resolução para regulamentar a quantidade de profissionais
disponibilizados na carteira dos planos de saúde. Trata-se de um
cálculo que dirá se o número de médicos de
cada especialidade é suficiente para atender a demanda de usuários
das operadoras. A resolução ainda não tem prazo para
ser divulgada.
Para o Procon-SP, a medida é o que falta para que haja uma melhora
na manutenção da qualidade da rede assistencial. “É
importante a criação de parâmetros que respondam questões
como quantas clínicas de dermatologia são necessárias
para 2 mil pessoas, e como que devem estar distribuídas”, afirma
Selma do Amaral, assistente de direção da Fundação.
Ela acrescenta que problemas relacionados à rede assistencial
dos planos lideram as reclamações da área registradas
no Procon, principalmente no que se refere a descredenciamento de hospitais
e clínicas. “O que temos percebido com o crescente número
de queixas é que, ao longo do tempo, a rede oferecida pelos planos
diminui e perde qualidade.”
A professora Cláudia Fonseca teve esse problema e só
descobriu quando precisou de um atendimento de emergência. “Contratei
o plano da Unimed Paulistana por causa do Hospital Santa Catarina. Mas
descobri por acaso que este não era mais credenciado e ainda não
houve reposição por um novo parceiro da mesma categoria na
minha região.”
Apesar de não abranger todas as questões relacionadas
a manutenção da rede hospitalar, a Lei 9656/98, conhecida
como Lei dos Planos, regulamenta questões como a de Cláudia.
“De acordo com a legislação, o plano até pode descredenciar
hospitais e clínicas, desde que substitua por outros equivalentes
e informe o beneficiário com 30 dias de antecedência”, informa
Selma, do Procon.
O oficial administrativo Paulo Bueno enfrentou um transtorno parecido
com a Medial, mas não pôde cancelar o plano, pois estava passando
por um tratamento. “Havia quatro postos de atendimento credenciados em
minha cidade. Agora só tem um e o tempo de espera para uma consulta
é de 40 dias. Até a parte pública do hospital está
mais rápida”, reclama.
A lei também determina que, quando um paciente está em
tratamento, o convênio deve terminar de custear o procedimento, mesmo
que o hospital seja descredenciado. Apesar disso, para Selma, ainda há
a necessidade de rever a regulamentação. “A ANS deve fixar
parâmetros para garantir que não haja queda no serviço
e que as regras não se restrinjam só para hospital, e sim
pra clínicas e laboratórios”.
A Unimed Paulistana informou que o descredenciamento do hospital partiu
por iniciativa deste, devido a uma reforma, e que os clientes foram avisados
pelo boleto bancário. Segundo a Medial, as alterações
que fez estão de acordo com as determinações da ANS.
(LIGIA TUON - Jornal da Tarde)
06.05 - Reumatologistas se descredenciam no Espírito Santo
A presidente da Sociedade de Reumatologia do Espírito Santo,
Valéria Valim, disse nesta terça-feira (04) que a defasagem
na remuneração e a falta de reconhecimento dos profissionais
de reumatologia, entre outras razões, estão levando os profissionais
desta especialidade médica ao descredenciamento dos convênios
de saúde no Espírito Santo.
Segundo ela, ao menos 50% dos profissionais reumatologistas já
deixaram os planos de saúde por considerarem a remuneração
incompatível com a boa prática da medicina. Valéria
Valim disse que existem apenas 25 profissionais especialistas no Estado
e o número de pacientes que demandam atendimento é grande.
Ela esclareceu ainda que atualmente os planos repassam entre R$ 25
e R$ 42 por consulta, gerando um lucro real médio de apenas R$ 8
o que, segundo ela, inviabilizaria a manutenção de um consultório,
face aos custos de operação e encargos que incidem sobre
ele.
Por conta disso, a presidente da Sociedade de Reumatologia diz que
muitos médicos estão preferindo manter apenas as consultas
particulares, que custam entre R$ 80 e R$ 250.
Entrevista à Rádio CBN: Presidente da Sociedade de Reumatologia
do Espírito Santo Valéria Valim
A presidente mostrou preocupação ainda com a indicação
de médicos não especialistas, por parte dos planos de saúde,
para o atendimento dos pacientes. Isto constitui um risco, pois pode acontecer
de algum paciente consumir medicação inadequada ao problema
apresentado, ou ter o diagnóstico incorreto para o problema que
apresenta, prejudicando o processo de recuperação do paciente.
O reumatologista cuida das doenças do sistema locomotor que
causam dores músculo-esqueléticas e afeta ainda órgãos
internos como o coração, os pulmões e os rins, entre
outros. "Por serem doenças sistêmicas potencialmente graves
ou causarem dor crônica, a consulta tem de ser mais detalhada. O
médico precisa fazer uma série de investigações
para chegar a um diagnóstico mais preciso. A avaliação
deve ser feita por um especialista, para evitar tanto a incapacidade articular,
quanto acometimento de órgãos nobres que possam levar risco
à vida.", avaliou Valéria.
Preocupação
A preocupação da presidente da associação
aumenta quando leva em conta que uma pesquisa divulgada pelo serviço
de reumatologia do Hospital Universitário Cassiano Antônio
Moraes (Hucam/Ufes) indica um percentual de 30,4% dos moradores da Grande
Vitória, apresentariam algum tipo de dor. Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), apenas a artrite reumatóide atinge
1% da população mundial e cerca de 30 mil capixabas.
Mais de 120 doenças reumáticas, incluindo, LER, Osteoporose,
Fibromialgia e Lúpus, têm quadro semelhante à dor símples.
Além disso, segundo a pesquisa da Hucam, as dores na região
lombar são as que mais atingem os capixabas: 7,6% da população.
Depois dela, a maior prevalência é de dores musculares difusas
e Fibromialgias, com 5,5%. Em seguida, a Artrose, com 5%; as Tendinites,
Bursites, e Sídrome Miofacial, com 4,5%; a Artrite Reumatóide,
com 0,2% de incidência. As dores sem identificação
de procedência ou a causa, respondem por 21,6% dos casos.
Um dado que também preocupa e chama a atenção
é que com o descredenciamento individual dos médicos. Hoje,
na Unimed, por exemplo, existem apenas quatro reumatologistas credenciados
na Grande Vitória e dois no interior, o que totaliza apenas seis
profissionais para atender todo o Estado.
"A alta demanda de atendimentos torna urgente a organização
de níveis de atenção, de programas de atendimento
aos pacientes reumáticos, de contratação de mais reumatologistas
pela rede pública", reforça Valéria Valim.
Para a presidente da associação, a população
precisa estar consciente do que acontece e os convênios precisam
estar abertos às negociações, para o estabelecimento
de um valor mínimo, que em Vitória, está hoje, em
aproximadamente R$ 80. O reajuste no valor pago pela consulta credenciada
se justifica ainda mais quando se leva em consideração o
atendimento diferenciado que deve ser dado a um paciente reumático,
por serem doenças crônicas, que causam dor e grande demanda
de atenção e vínculo.
O atendimento é um direito, e se o paciente não tem o
atendimento pelo seu convênio, pode pedir o reembolso e é
importante também que ele verifique no site da sociedade ( www.sores.com.br)
se o profissional que está indicado pelo plano de saúde tem
mesmo a especialidade. Todos os profissionais que fizeram especialização
ou residência médica credenciada pelo MEC estão listados
no site da associação. (Gazeta Online)
05.05 - Declaração de Quitação Anual de
Débitos
Concessionárias de energia elétrica, água, operadoras
de telefonia, planos de saúde, cartão de crédito,
cartão de loja, financeiras e escolas são alguns dos fornecedores
que são obrigados a enviar ao consumidor a Declaração
Anual de Quitação de débitos até 31 de maio.
O documento atesta o pagamento dos serviços pagos durante todo o
ano anterior ou nos meses em que houve o faturamento do débito.
De acordo com a Lei Federal nº 12.007/2009, todas as empresas
prestadoras de serviços públicos ou privados são obrigadas
a emitir e a encaminhar ao consumidor o documento. A lei prevê também
que a declaração deve conter a informação de
“que ela substitui, para a comprovação do cumprimento das
obrigações do consumidor, as quitações dos
faturamentos mensais dos débitos do ano a que se refere e dos anos
anteriores”.
A declaração pode evitar que uma fatura mensal seja cobrada
mais de uma vez, além da inclusão indevida nos órgãos
de proteção ao crédito. Pode evitar ainda gastos com
fotocópias ou autenticações de recibos impressos em
papel termossensível. As informações impressas nesse
tipo de material tornam-se ilegíveis quando expostas ao calor e
a luz.
O fornecedor pode enviar o documento na própria fatura do mês
de maio. “O Procon Estadual notificou empresas do Estado, com recomendações
sobre o cumprimento das normas dentro do prazo previsto pela lei”, disse
a superintendente de Defesa do Consumidor, Gisela Simona Viana de Souza.
O fornecedor que não enviar a quitação fica sujeito
às sanções da Lei 8.078/90, o Código de Defesa
do Consumidor (CDC), além das penalidades prevista na Lei nº
8.987/2005, a qual dispõe sobre o regime de concessão e permissão
dos serviços públicos no país. (24 Horas
News)
05.05 - TI na redução dos custos da saúde suplementar
Traçar um desenho de plano diretor de TI pode ajudar as operadoras
de planos de saúde a reduzir os custos cada vez mais crescentes.
É o que sugere o diretor de TI em Saúde da Benner, Celso
Lara de Souza, após mostrar que assim como o setor, os gastos das
operadoras também demonstraram um crescimento significativo em 2009.
Os custos de internações representaram 32,8% das despesas
assistenciais das operadoras de planos de saúde, somando quase R$
17 milhões. Já os exames foram responsáveis por 21,5%,
o mesmo que pouco mais de R$ 11 milhões.
"Os processos relacionados aos serviços de saúde são
muito complexos e detalhados e exigem modelos administrativos e operacionais
baseados em ferramentas modernas de gestão, que trazem resultados
imediatos e rápido retorno sobre os investimentos", comenta Souza.
A implantação de um gerenciamento estratégico
da saúde por meio de sistemas que permitam o controle rígido
de cada operação como, por exemplo, transformar a tecnologia
da informação em ferramenta, pode ajudar a reduzir as despesas
com a rede credenciada, consideradas um ponto crítico do setor.
"É preciso fazer a contratação de sistemas de
gestão de saúde se atentando a integração e
conversão de sistemas ligados. Outro passo importante é a
proximidade com a área de negócios", relata.
A tendência das operadoras estabelecerem unidades de atendimento
interligadas com foco em um bom registro pode ser um subsídio para
esse gerenciamento estratégico de saúde, que tem como desafios:
a questão médico x paciente; implicações legais
por parte do Conselho Federal de Medicina e da ANS; falta de estímulo
para o profissional da saúde; entre outros.
Lara ressalta que essas barreiras se devem por conta de alguns atributos
específicos do setor, que inclui a confidencialidade e segurança
dos dados e aspectos éticos. "Esses atributos são essenciais
para estabelecer um nível de informação satisfatório,
embora sejam desafiadores."
Uma vez vencido todos esses atributos, a Benner garante uma redução
de cerca de 20% do custo assistencial total após utilização
de TI na gestão de internação hospitalar, por exemplo.
Mas, para resolver o gargalo as operadoras devem atuar no âmbito
clínico, aplicando tecnologia para o acompanhamento do atendimento
aos pacientes, consultas, internações, exames, etc.
Além disso, Souza afirma que o uso da tecnologia móvel
e da tecnologia aliada a prevenção pode contribuir para os
altos custos registrados no setor. (Saúde Business Web)
05.05 - Fleury: Gestão do conhecimento
Companhia apostou em área-chave, desenvolveu processos sólidos
e colhe resultados como desenvolvimento de produto
Unir a companhia em prol de uma iniciativa de gestão do conhecimento
é complicado, demorado e requer investimento. Nada que seja impossível.
No Grupo Fleury, desde 2007, está em curso um projeto neste segmento.
Algo amplo, que envolve equipe multidisciplinar e já tem gerado
resultados. O trabalho dentro da companhia de saúde é complexo,
trata informações críticas, como resultados de exames
laboratoriais, processos e desenvolvimento de testes. Se a catalogação
deste tipo de informação é complicada, imagine converter
tais dados em algo palatável, um produto. Eles conseguiram. "Dividimos
gestão do conhecimento e gestão da inovação,
mas elas estão coligadas. Nos consideramos uma empresa de conhecimento
e este conhecimento é alimento para inovação", lembra
Rendrik Franco, diretor-executivo de planejamento estratégico, inovação
e sustentabilidade do Fleury.
A primeira área da empresa a receber o projeto foi a de análises
clínicas. De acordo com o executivo, primeiro por ser o motor da
companhia e, em segundo, pela criticidade e quantidade de informações
com que seus empregados lidam diariamente. "São mais de 300 pessoas
trabalhando. É uma área intensiva em conhecimento; estas
pessoas, que estão cuidando dos cerca de 30 milhões de testes
por ano, possuem formação técnica por excelência."
O trabalho do Fleury, atestam os executivos, tem total apoio da alta
direção. A realização contemplou diversas frentes:
eles pensaram em vários aspectos como conhecimento represado na
cabeça dos funcionários, processos que poderiam ser melhorados,
ferramentas a serem implementadas e mudança cultural. Em meio a
tudo isto, num trabalho de mapeamento de redes - conceito difundido pelo
professor Boughzala, do Institut Telecom -, descobriram a existência
de 31 gaps, entre eles, de conhecimento na área de sistemas. Por
exemplo: um funcionário com 40 anos de casa detinha maior nível
de conhecimento.
Nesse caso, eles trataram com o líder desse empregado para que
um funcionário mais jovem o acompanhasse no dia a dia a fim de entender
a atividade e também junto com o RH para promover o reconhecimento
desta pessoa. "[Isto] desencadeia ainda programa de sucessão e,
por fim, a codificação. Algumas [informações]
não são possíveis [codificar], pois são do
feeling, mas há outras possíveis. E fizemos um projeto para
conhecimento tácito e explícito para saber como lidar", resume
Franco.
A opção do Fleury, como informou o gerente-sênior
de projetos, Fernando Alberto, foi pela adoção do Enterprise
Content Management (ECM), da Oracle, para organização dos
dados. "Você pode pegar qualquer conteúdo e jogar lá.
O ECM trabalha com metadados atrelados ao conteúdo. Num banco de
dados, por exemplo, você não coloca imagens. Não tem
inovação no ECM em si, mas na finalidade que demos a ele",
comenta.
O produto
A finalidade a que se refere Alberto, do Fleury, é o relatório
integrado, uma espécie de diagnóstico completo onde, além
de fornecer o resultado de um exame de anemia, por exemplo, o documento
traz análises, sugestão de tratamento e acompanha até
literatura médica sobre a enfermidade. Funciona como uma ferramenta
de suporte para o médico que estiver tratando o paciente. Franco
e Alberto explicaram que o produto, em si, já existia, mas era feito
manualmente e podia levar algumas horas para ficar pronto, dependendo ainda
da reunião do corpo de especialistas da empresa.
A automatização só foi viável após
um amplo esforço para esmiuçar os processos, criar condições,
identificar quais situações se beneficiariam do relatório
e, o mais difícil, transferir para o ECM o conhecimento médico
aplicado ao ler um exame. "Para cada situação, pegamos um
médico especialista da área - foram 30 no total. Escolhemos
situações e montamos uma área de conhecimento. Questionamos
como é feito diagnóstico no dia a dia; e isto é muito
difícil", lembra Franco. "Com o ECM, não só automatizamos
o relatório, como temos acesso à informação
que antes não tínhamos", complementa Alberto.
Claro que isso envolveu um trabalho forte com os funcionários
para que se criassem o hábito de incluir as informações
no sistema e não deixá-las num pen drive, no desktop ou mesmo
guardado consigo. O relatório integrado é apenas um dos benefícios
colhidos. Outro exemplo citado é o teste para detecção
do vírus H1N1. O Fleury conseguiu lançar o teste antes da
concorrência fazendo uso de processos de desenvolvimento que já
estavam catalogados na base da companhia. "Todos os processos de padronização
de teste é conhecimento puro e está na cabeça das
pessoas. Codificamos esse conhecimento. Para cada desenvolvimento, temos
a documentação minuciosa de como é desenvolvido o
teste", afirma Franco. (Vitor Cavalcanti - InformationWeek
Brasil/Saúde Business Web)
04.05 - Saúde pública é coisa séria
Atuação de Fausto Pereira dos Santos, que deixa o cargo
de presidente, modernizou a Agência Nacional de Saúde
A recente saída do Dr. Fausto Pereira dos Santos da Presidência
da Agência Nacional de Saúde Suplementar gerou uma série
de entrevistas dele e de outros especialistas a respeito do setor, do que
foi feito, do que não foi feito, enfim, dos avanços e retrocessos
de uma atividade da maior importância para garantir o acesso à
saúde pela população brasileira.
De forma geral, o Dr. Fausto e sua diretoria foram importantes para
a profissionalização e consolidação da ANS.
Atualmente, a agência está mais madura, mais consciente das
possibilidades e necessidades das operadoras e do que pode ser feito, ou
não, para aprimorar o sistema.
Ainda que com a interferência de fatores ideológicos,
a gestão do Dr. Fausto, depois de algumas medidas extremadas e prejudiciais,
antes de tudo, para o consumidor, ao adotar padrões mais profissionais
do que políticos, conseguiu gerar certa calma, que facilitou a comunicação
entre os integrantes da atividade.
Na análise feita por ele, o ex-presidente lamenta os pequenos
avanços no sentido das operadoras reembolsarem o SUS e o conservadorismo
de parte delas, que recorrem ao Judiciário para manter o que consideram
seus direitos. De outro lado, reconhece que a atual lei dos planos de saúde
necessita aprimoramentos, o que é mais do que verdade.
Do diz que diz destas entrevistas e declarações estão
nascendo, mais uma vez, pressões destinadas a obrigar os planos
a irem além do que já foram, como se fazer isso dependesse
apenas da vontade das autoridades e não da capacidade das operadoras
assumirem mais encargos pelo mesmo preço, como vem sendo insistentemente
imposto pela própria ANS, já faz alguns anos.
Vale também salientar que é o ex-presidente quem reconhece
que parte da população assistida pelos planos de saúde
é mal atendida. Aí é preciso dizer que a ANS tem culpa
no quadro, já que autorizou movimentos de incorporações,
fusões e aquisições que, pela situação
e porte das empresas envolvidas, trariam problemas para o consumidor.
Sem defender a ineficiência ou a má fé de operadoras
desqualificadas para atender a população brasileira naquilo
que existe de mais básico, como é a saúde, vale lembrar
que este segmento sócio-econômico é complicado em todo
o mundo e que, no longo prazo, tanto faz a nação, as alternativas
não são boas, tanto para o serviço público,
como para as empresas privadas.
Num mundo em que o aumento da longevidade é marca registrada;
em que o custo da indústria química e farmacêutica
só encontra equivalência no preço do desenvolvimento
de novos equipamentos para o setor; em que a possibilidade da repartição
dos custos pelos trabalhadores está em queda desde a década
de 1970; e, finalmente, em que os recursos públicos e privados são
limitados e dependem de vontade política, não há como
imaginar que os modelos atuais, sejam quais forem, se perpetuarão
no tempo, garantindo bom atendimento para toda a humanidade.
Também não há como se imaginar uma solução
universal. Cada país é único e sua realidade não
pode ser exportada. Assim, as soluções domésticas
continuarão sendo as únicas viáveis para cada realidade
específica.
O que vale para os Estados Unidos não vale para o Brasil, a
começar pelo fato deles gastarem 2 trilhões de dólares
com saúde por ano, enquanto nós mal gastamos 120 bilhões
de reais.
Sem levar em conta a capacidade de financiamento do sistema privado
de saúde, que ele é baseado num princípio chamado
mutualismo e que isso implica na capacidade dos participantes arcarem com
os custos, corremos o risco de inviabilizar a atividade e, consequentemente,
comprometer o atendimento da sociedade brasileira.
É evidente que as operadoras ineficientes ou que prestam serviços
de má qualidade devem ser punidas e até mesmo afastadas do
mercado, mas entre isso e penalizar todo o segmento, aumentando suas obrigações
sem a contrapartida do aumento de suas receitas, é dar um tiro no
pé. Sem mexer na lei, continuaremos numa sinuca de bico.
(Antonio Penteado Mendonça - O Estado de S.Paulo)
04.05 - ANS multa quase que diariamente
A Agência Nacional de Saúde Suplementar divulgou sexta-feira
mais um rol de resultados de processos administrativos, aplicando multas
no valor aproximado de R$ 3.373.000,00. Das 23 empresas multadas, 02 delas
responderam por 56% das multas. A empresa HAPVIDA recebeu multa em 7 (sete)
processos num total e R$ 840 mil todas por negar cobertura assistencial.
Já o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio do Município
do Rio de Janeiro recebeu multa de R$ 900 mil, por atuar sem o devido registro
na ANS.
A seguir o resumo das multas divulgadas hoje, dia 30.04.10:
Empresas: 23
Processos: 42
Processos Anulados: 5
Processos com Advertência: 1
Multas aplicadas: 36
Valor Total das multas: R$ 3.373.000,00
Até R$ 49 mil: 17 multas
De 50 a R$ 99 mil: 11 multas
De R$ 100 mil a R$ 499 mil: 7 multas
Acima de R$ 500 mil: 1 multa
Maiores Multas
Sind. Empregados Emp. Asseio Mun. R. de Janeiro – atuar sem registro
– R$ 900.000,00
A empresa Hapvida Assistência Medica Ltda. recebeu multa em 07
(sete) processos, totalizando um valor de R$ 840.000,00, todos por deixar
de garantir cobertura assistencial aos clientes (CapitolioNews)
04.05 - Casamento na 3ª Idade
Campinas - Cresce a união entre idosos No Brasil, o segmento
de pessoas com mais de 65 anos teve um acréscimo de 44% na ida para
o altar
Subir ao altar não é um desejo só dos jovens.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), pessoas da 3ª Idade são hoje os que mais casam no País.
O número entre este segmento da população cresceu
44% desde 2003, enquanto a população em geral ficou estacionada
em 28%. A justificativa pelo crescimento é o aumento da expectativa
de vida das pessoas, a independência financeira dos aposentados e
a autoconfiança, devido à experiência de vida adquirida
ao longo dos anos.
De acordo com o geriatra José Eduardo Martinelli, os homens
são os mais interessados no casamento. “A mulher prefere a independência
e a liberdade, muitas vezes optando por viver em casas separadas. Mas,
o homem não consegue ficar sozinho”, explica. Segundo Martinelli,
o número de casamentos poderia ser ainda maior, se não fosse
essa resistência das mulheres.
O aposentado Francisco Bonfim, 77 anos e Santa Moreira Dias, 70, estão
de casamento marcado para o dia 12 de junho (Dia dos Namorados). Os dois
pertencem a uma igreja evangélica e se conhecem há muito
tempo. Há pouco mais de um mês, eles trocaram a simples amizade
por algo mais e decidiram pela união.
“Já somos de idade e não podemos ficar namorando, até
porque temos que seguir a doutrina da igreja”, diz Bonfim. Ele, que ficou
viúvo há dois anos, conta que tomou a iniciativa do casamento,
mas diz que só vão ficar realmente juntos após a cerimônia
no cartório, que será simples. “Enquanto isso, eu fico na
minha casa e ela na dela”, diz.
ESTA SEMANA. Já o casal Luiz Gonzaga Bastos, 58, e Eurani Aparecida
Particelli, 61, vive junto há 14 anos, mas, agora, oficializará
a união. O casamento acontece na próxima 5ª-feira, no
cartório. “Queremos legalizar a situação para evitar
problemas no futuro, com relação a bens e a previdência
social”, diz Eurani.
Ela é divorciada do primeiro casamento, tem um filho e diz que,
se não fossem essas questões, não casaria outra vez.
Por outro lado, ela afirma que o marido sempre quis casar, já que
ele é solteiro. “Eu é que nunca quis”, comenta. Por serem
mais velhos, Eurani conta que ficaram envergonhados em se casar no cartório.
“Por isso, escolhemos um dia comum, para não chamar a atenção”,
salienta. Após oficializarem a união, Bastos voltará
ao trabalho.
LONGEVIDADE DO BRASILEIRO É ALIADA DO AMOR
Hoje, uma pessoa tem três vezes mais chance de passar dos 60
anos do que tinha em 1920. A mudança do estilo de vida prolongou
a vida, com mais qualidade. Dessa forma, as pessoas muitas vezes optam
pela união matrimonial, independentemente da idade. Hoje, além
de tratamentos médicos, atividades físicas e de lazer contribuem
para uma vida mais saudável. Além disso, recursos médicos
e medicamentos como o Viagra, usado para estimular a potência sexual
masculina, também ajudam a melhorar a vida sexual do casal, mantendo
o clima necessário. Com a quebra de patente do medicamento, a partir
do próximo mês, laboratórios passarão a produzir
o genérico do Viagra, reduzindo seu preço e, por conseguinte,
ampliando o acesso de mais homens ao remédio. Assim, o amor na 3ª
Idade agradece. (Regiane Cavagna - Agência Anhanguera)
03.05 - Maurício Ceschin assume presidência da ANS
Executivo assume lugar deixado por Fausto Pereira dos Santos
Maurício Ceschin foi nomeado novo diretor-presidente da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A nomeação, feita
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi publicada na edição
da última quarta-feira (28) do Diário Oficial da União.
O executivo ocupava o cargo de diretor de Desenvolvimento Setorial da agência
desde outubro de 2009.
Ceschin é médico gastroenterologista, tem especialização
em Administração Hospitalar. Já atuou como superintendente
em empresas do setor como Medial Saúde, Hospital Sírio-Libanês
e Qualicorp. Fausto Pereira dos Santos, ex-presidente da organização,
encerrou o seu mandato este mês. (Saúde Business
Web)
03.05 - Dirigentes defendem planos sem fins lucrativos
Mais de 300 dirigentes de empresas e profissionais ligados ao sistema
de saúde suplementar no País reuniram-se, em Brasília,
nos dias 26 e 27 de abril, para discutir alternativas que salvaguardem
a manutenção do segmento de autogestão. Ao final do
evento, os participantes do I Seminário dos Dirigentes e Gestores
das Instituições de Autogestão em Saúde, promovido
pela Unidas, lançaram um manifesto que será direcionado a
autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário.
O documento torna clara as especificidades dos planos de saúde
na modalidade de autogestão que, mesmo sem fim lucrativo, são
regulados e tributados sem qualquer diferenciação dos planos
abertos existentes no mercado. No encontro, juristas alertaram que um “verdadeiro
tsunami jurídico” tomou conta do segmento, com impacto direto na
sustentabilidade dos planos. Chegaram a citar casos de decisões
judiciais altamente prejudiciais ao segmento, como por exemplo, a liminar
que uma usuária conseguiu na Bahia para tratamento num spa, com
direito a acompanhante.
Além dos problemas judiciais, especialistas na área da
saúde suplementar mostram–se preocupados com a forte tendência
em junção e criação de grandes entidades, dando
origem a operadoras gigantescas. Para eles, essas fusões vão
permitir que as grandes e lucrativas operadoras tenham poder significativo
de negociação com os prestadores, e haja evasão de
beneficiários dos planos de autogestão. No limiar, tal concentração
pode culminar com trabalhadores sem assistência médica suplementar
por não terem planos adequados às suas rendas. (Geap)
03.05 - Plano terá que ressarcir gastos com despesas
Para tratar o filho com tumor na cabeça, mãe decidiu
não aguardar os trâmites do plano de saúde.
A 1ª Câmara Cível do TJ, em julgamento ontem, determinou
que a Multiclínicas Assistência Médica e Cirúrgica
e Hospitalar arque com as despesas médico-hospitalares pagas por
uma paciente, em cinco dias, sob pena de multa diária no valor de
mil reais. A decisão em benefício da associada já
havia sido concedida em primeira instância, mas foi suspensa pelo
juiz que respondia pela 2ª Vara Cível de São Luís,
fato que motivou o recurso para o TJ.
A associada ao plano de saúde requereu reembolso, informando
que seu filho menor, beneficiário do plano de saúde, necessitou
realizar urgentemente uma cirurgia neurológica oncológica
na cidade de São Paulo, em razão de um tumor cerebral alojado
numa região de difícil acesso e com risco de seqüelas.
A mãe decidiu não aguardar os trâmites normais impostos
pela Multiclínicas de prévia autorização dos
procedimentos, e emitiu o valor de R$ 117.464,01 em cheques pré-datados.
Em defesa, o plano de saúde alegou que não deve ser responsabilizado
pelas despesas, pois não negou o atendimento à associada,
uma vez que ela não procurou a empresa e dirigiu-se a São
Paulo sob sua própria responsabilidade.
O desembargador Jorge Rachid, relator do recurso, considerou o caso
passível de concessão antecipada, uma vez que a cliente corre
risco de prejuízo grave por ter emitido cheques pré-datados
para realizar o pagamento dos procedimentos, colocando-se em situação
financeira difícil de ser suportada.
O magistrado considerou ainda o que dispõe a lei específica,
que prevê a obrigatoriedade de reembolso das despesas realizadas
pelo segurado em situação de emergência. Jorge Rachid
foi acompanhado pelos desembargadores Raimunda Bezerra e Jaime Ferreira.
(iMirante)