30.04 - Idosos não terão mais reajuste
por idade
Recife - A partir de uma liminar publicada ontem, no Diário
Oficial do Estado, pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE),
as pessoas a partir de 60 anos não mais poderão sofrer reajustes
por faixa etária nas mensalidades nos planos de saúde da
carteira Sulamérica. De acordo com a advogada da Associação
de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistema de Saúde
de Pernambuco (Aduseps-PE), Fátima Vilaça, em 2008 o órgão
entrou com uma ação civil pública pedindo tutela antecipada
pleiteando a desconsideração do reajuste de faixa etária
para maiores de 60 anos. O maior número de reclamações
registradas na associação era contra o plano em questão.
“Desde que o Estatuto do Idoso entrou em vigor, em 2004, está
proibida qualquer discriminação com idosos, entre elas, o
reajuste das mensalidades em função da faixa etária.
Mesmo com esta determinação os planos continuaram aplicando
reajustes abusivos de até 60%. Como não conseguimos a liminar
em primeiro grau, entramos com um agravo de instrumento e o juiz Josué
Antônio Fonseca de Sena reconheceu que as determinações
que constam no estatuto valeriam para os que possuem contratos de planos
de saúde antes e depois de 2004”, explicou. (Jamille Coelho – Folha
de Pernambuco)
30.04 - Terminologias nas áreas médica: Eficiência
para operadoras
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) desenvolveu
um trabalho que apresenta algumas experiências e vantagens no desenvolvimento
de terminologia nas áreas de saúde. A padronização
das informações na área médica é uma
iniciativa relativamente nova, iniciada pela agência reguladora.
Atualmente, o processo de padronização passa por instituições
privadas especializadas, que exploram tanto a área de padronização
da nomenclatura de procedimentos médicos, quanto de terminologia
de dispositivos e troca de informações, com objetivo de melhorar
os processos na área de saúde e reduzir custos.
Durante um tratamento médico, o paciente faz uso de produtos
e procedimentos para seu restabelecimento. A quantidade de produtos médicos
e profissionais necessários para o atendimento do paciente depende
da gravidade de seu quadro. Independente da complexidade por de trás
do atendimento médico, existe uma série de processos organizacionais
que envolvem profissionais de diferentes áreas (médicas e
administrativas) que viabilizam o atendimento. A clareza com que as informações
trafegam por esses processos é determinante para a eficiência
do sistema.
Um exemplo de terminologias médicas é a CID (Classificação
Internacional de Doenças). A CID é uma compilação
de todas as doenças, categorizadas e codificadas conforme o estado
de saúde, que podem representar um conjunto de doenças semelhantes
entre si.
Segundo o superintendente do IESS, José Cechin, a necessidade
de padronizar é consenso. “A comunicação padrão
é fundamental para que não existam perdas, duplicidade de
informações ou desperdícios, tornando assim, o processo
eficiente, explica o executivo. O paciente, principal agente da cadeia
de serviços médicos, será o maior beneficiado”, diz.
Especificamente na Saúde Suplementar, cada operadora de plano
de saúde opera com seu sistema próprio de codificação,
pedidos e pagamentos, além de trabalhar com os sistemas de seus
prestadores. Dentro de seu escopo, a ANS tem trabalhado no desenvolvimento
de sistemas padronizados de informação para todo o setor.
“Uma terminologia unificada é benéfica para todos os envolvidos.
Os profissionais da área de saúde, por exemplo, evitam desperdícios
com erros de pedidos médicos por utilizar a nomenclatura incorreta,
reduzindo tempo com a burocracia. Os órgãos reguladores passam
a contar com informações precisas, criando uma base sólida
para tomada de decisões”, explica Cechin.
No Brasil, a experiência brasileira no campo de padronização
em saúde conta com a participação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Sistema Único
de Saúde (SUS) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
(Fenaseg)
30.04 - Cooperativas montam estratégia eleitoral
Um universo de 8,5 milhões de associados a cooperativas - 2,8
milhões apenas no Estado de São Paulo - terá uma oportunidade
inédita nessas eleições para influenciar candidaturas
majoritárias e a formação de bancadas parlamentares.
Pela primeira vez, a lei eleitoral permitirá que as cooperativas
façam doações a campanhas. De cooperativas agrícolas
com faturamento de mais de R$ 1 bilhão a cooperativas de trabalhadores,
saúde ou crédito, essas organizações já
têm representantes e até uma frente de 244 parlamentares no
Congresso, a Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo), presidida
pelo deputado Odacir Zonta (PP), agricultor cooperativista de Santa Catarina.
Edivaldo Del Grande, presidente da Ocesp, organização
que reúne cooperativas de dez segmentos no Estado de São
Paulo, diz que poucos deputados e senadores da Frencoop se engajaram de
fato para atender as demandas dos associados. "Desse grupo, conseguimos
contar firmemente com poucos", afirma.
O apoio a candidatos não terá viés ideológico
ou partidário. "Não é política partidária,
o que importa para nós são aquelas pessoas que nos protegem,
nos ajudam, que melhoram a vida do cooperado. Queremos fazer o lobby saudável",
diz. A Ocesp contratou até um lobista profissional para tratar do
assunto a partir destas eleições. No cargo de diretor de
relações institucionais da Ocesp está Julio Gushiken,
primo do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken,
que fez parte da primeira gestão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Segundo o presidente da Organização das Cooperativas
do Estado de São Paulo (Ocesp), há potencial de os 2,8 milhões
de cooperados do Estado virarem 9 milhões de votos se a mobilização
interna for bem feita. "Se tivermos 10% desses nove milhões, elegemos
dez deputados", diz Gushiken. A meta das cooperativas é eleger dois
deputados federais e dois estaduais em cada Estado brasileiro, independentemente
do partido.
Alguns candidatos têm origem na própria cooperativa. O
presidente da Central Nacional de profissionais da Educação,
Inacio Moraes, pretende lançar-se como candidato a deputado estadual
pelo PRP de São Paulo. Somente na central que dirige, são
10 mil cooperados, entre professores, pessoal administrativo, de limpeza
e de segurança que trabalham como prestadores de serviço
de municípios e do Estado ou na rede privada.
O plano de saúde Unimed é outra cooperativa. Em atual
embate com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
o plano de saúde tem uma área apenas para tratar de assuntos
no governo, o núcleo de ações estratégicas
e conta com representantes na Câmara, como os médicos Sérgio
Antonio Nechar (PP-SP) e Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP). "A ANS pode
quebrar os planos de saúde. Temos que levar aqueles que nos defendem
de volta", afirma o presidente da Ocesp.
Em Jundiaí (SP), a Unimed da região, que abrange 12 municípios,
tem três candidatos locais, todos médicos. Neste mês,
o vice-prefeito da cidade, Luiz Fernando Machado (PSDB), esteve em evento
das cooperativas em busca de apoio para sua candidatura a deputado federal.
"A cooperativa é importante para obter apoio eleitoral. Eles já
são organizados, têm comunicação interna, cadastro
pronto", disse Machado.
Entre as cooperativas, há diferenças de porte e de poder
financeiro. A Copersucar, por exemplo, reúne 36 usinas de álcool
e açúcar. Juntas, doaram cerca de R$ 786 mil a candidatos
de todo o espectro partidário nas eleições municipais
de 2008. Ou ainda a Carol, cooperativa agrícola com atuação
em cinco Estados e dona de faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2008.
O cientista político Bruno Speck, da Unicamp, duvida da coesão
entre as cooperativas que permita direcionar o voto a um candidato específico.
"Talvez funcione do ponto de vista do candidato, de alguém que ele
consiga mobilizar da diretoria, mas isso acontece no miúdo", afirmou.
Speck arrisca dizer que muitas dessas cooperativas se organizam da mesma
forma em sindicatos ou federações empresariais ou de trabalhadores,
entidades proibidas pela legislação de fazer doações
em campanhas eleitorais. A doação pela cooperativa, neste
caso, seria uma maneira de contribuir legalmente em campanha eleitoral
sem a identificação da empresa. A partir destas eleições,
os partidos terão que especificar para qual candidato cada doador
destinou dinheiro ao prestar contas ao TSE.
Nas eleições de 2008, empresas do ramo imobiliário
associadas ao Secovi-SP, o sindicato do setor em São Paulo, doaram
a candidatos por meio da Associação Imobiliária Brasileira
(AIB). As doações da AIB motivaram até pedido de cassação
dos mandatos do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), de
sua vice, Alda Marco Antonio (PMDB) e de oito vereadores. A Justiça
Eleitoral de São Paulo interpretou que a AIB era uma entidade de
faxada, criada apenas para destinar dinheiro a candidatos.
O sistema de organização eleitoral das cooperativas no
Brasil guarda escassas semelhanças com o sistema de doação
americano, onde associações de funcionários de uma
empresa podem doar com limite de US$ 5 mil a cada candidato. Lá,
as empresas são impedidas de doar, mas seus executivos podem fazer
doações do próprio bolso por meio de PACs (Political
Action Committees, comitês de ação política),
que também defendem interesses particulares de um setor industrial
ou uma questão pontual, como o direito ao aborto. "Sabe-se que,
indiretamente, as empresas acabam incentivando a doação,
mas não existe a doação direta da empresa", diz Speck,
especialista em financiamento eleitoral.
Para Luiz Carlos Gonçalves, procurador regional eleitoral de
São Paulo, ligado ao Ministério Público Federal, o
movimento das cooperativas é um exemplo da fragilidade dos partidos
políticos no Brasil e da maior influência dos interesses econômicos
no processo eleitoral. "De qualquer forma, é um avanço. Grandes
cooperativas com interesses não precisarão fazer caixa 2",
disse. (Ana Paula Grabois - Valor Online)
29.04 - Reforma da remuneração na Saúde Suplementar
Pedro Fazio fala sobre o que esperar do grupo de trabalho composto
para discutir o tema
O blogueiro do Saúde Business Web Pedro Fazio comenta em seu
último post que em janeiro deste ano foi constituído um grupo
de trabalho para discutir a reforma do modelo de remuneração
da saúde, sob a coordenação da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) e a participação de representantes
dos diversos agentes do mercado.
"Para que este grupo de trabalho tenha algum resultado efetivo para
o setor é preciso que os seus membros técnicos mantenham
o foco e não se deixem levar somente pelas discussões operacionais".
Fazio conta que foi proposto inicialmente um prazo de 180 dias para
apresentação das primeiras avaliações dos participantes
que, coincidência ou não, concluiria próximo ao inicio
de vigência do novo rol de procedimentos, que amplia serviços
sem repasse de custo.
Reforma da remuneração na Saúde Suplementar
Em janeiro deste ano foi constituído um grupo de trabalho para
discutir a reforma do modelo de remuneração da saúde,
sob a coordenação da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e a participação de representantes dos
diversos agentes do mercado.
Foi proposto inicialmente um prazo de 180 dias para apresentação
das primeiras avaliações dos participantes que, coincidência
ou não, concluiria próximo ao inicio de vigência do
novo rol de procedimentos, que amplia serviços sem repasse de custo.
Mais uma vez o segmento se apóia no tutor para discutir seus
assuntos, no caso o agente regulador, e não cabe discutir a provável
colaboração da ANS, mas sim refletir que se o segmento não
obteve sucesso sozinho, porque teria agora, com a participação
da autoridade?
A proposta tem um vicio já na conceituação, considerando
buscar reforma quando não há consenso de modelo e tão
pouco praticado. Assim, a primeira discussão deveria se basear se
há a intenção e a viabilidade para adotar um modelo
de remuneração na saúde.
Bem ou mal, para a questão de honorários o mercado sempre
se balizou nas tabelas das associações médicas. Já
na relação entre operadoras e hospitais tem prevalecido o
poder de fogo, em que cada situação especifica impõe
as regras e os valores e não parece haver disposição
de lado a lado para mudar tal status.
Mas alguns fatores são extremamente importantes nesta discussão,
na medida em que se não engessam, minimizam a flexibilidade do sistema,
como a rede credenciada; os prestadores eleitos pelas operadoras direcionando
a escolha dos beneficiários; a dependência mútua e
os fatores externos à relação com insumos (materiais,
medicamentos); entre outros.
Sentar à mesa para discutir, negociar e evoluir, sem dúvida
é o melhor caminho, mas não sejamos ingênuos sobre
o ambiente que cerca este debate, principalmente no que tange a questão
do crédito, que é atribuído de parte a parte para
as demandas e as justificativas de dificuldades.
E este talvez seja o ponto crucial de a mesa estar no agente regulador,
que em não havendo uma agenda íntegra e com sinal da viabilidade
de consenso, obriga a autoridade a legislar e tomar a posição
pela manutenção do segmento disponível e sustentável.
Também não se pode imaginar que a ANS entre nesta discussão
sem ter pelo menos um esboço de prática que entenda ser melhor
que a atual.
Enfim, para que este grupo de trabalho tenha algum resultado efetivo
para o setor é preciso que os seus membros técnicos mantenham
o foco e não se deixem levar somente pelas discussões operacionais.
(Pedro Fazio - Saúde Business Web)
29.04 - Unidas: Dirigentes lançam manifesto em Brasília
Mais de 300 dirigentes de planos de autogestão em saúde,
aqueles administrados pelas próprias empresas, sem fins lucrativos,
e que atualmente administram benefícios de assistência
médica para cerca de seis milhões de vidas, entre trabalhadores,
aposentados e familiares, lançaram na noite de terça-feira,
no encerramento do seminário que promoveram no Hotel Naoum,
em Brasília, um manifesto para a sociedade, conclamando trabalhadores
e poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a defender o sistema
que corre sérios riscos.
Eles estão preocupados com a sustentabilidade do setor
que aguardou passivamente uma sensibilização das autoridades
para que contemplando o setor com tratamento diferenciado. Segundo os organizadores,
liderados por Iolanda Ramos, presidente da UNIDAS- União Nacional
das Instituições de Autogestão em Saúde, os
planos de saúde das empresas sofrem impactos negativos com a legislação
e regulação, porque são obrigadas a cumprir a mesma
regulação destinada às empresas lucrativas no mercado.
Os empresários de todo o país pedem atenção
necessária para o setor das autoridades do governo em especial dos
dirigentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS
para garantir a sobrevivência e a ampliação de instituições
, manter qualidade da assistência oferecida , garantir a continuidade
de entrada de beneficiários sem restrições a doenças
pré-existentes, entre outras.
Como medidas urgentes a serem adotadas sugerem incluir na legislação
artigos que assegurem à ANS, a obrigação de regular
também seus prestadores de serviços, hospitais, clínicas
e profissionais e, principalmente os fornecedores de OPME`s (Órteses,Proteses
e Materiais Especiais), entre outras reivindicações.
Bastante peculiar é a posição dos executivos em
buscar parceria com entidades e insituições para melhor defender
os interesses da autogestão e conclamam todos os seus empregados
a defender o benefício junto com seus candidatos e representantes
de governo. (Unidas/AssPreviSite)
29.04 - Planos de saúde serão fiscalizados
A ANS (Agência Nacional de Saúde) vai interferir na administração
de três planos de saúde: Micromed, Centro Beneficente dos
Motoristas de São Paulo e Real Sociedade Portuguesa de Beneficência.
Todas elas vão passar por direção fiscal por terem
"anormalidades" financeiras, segundo resoluções publicadas
no "Diário Oficial da União".
A Micromed informou que a orientação é bem-vinda.
Já a Real Sociedade comunicou que dívidas tributárias
e previdenciárias do Hospital Beneficência Portuguesa geraram
a direção. A reportagem não conseguiu localizar a
assessoria de imprensa do Centro Beneficente dos Motoristas de São
Paulo. (Livia Wachowiak Junqueira - Agora S.Paulo)
28.04 - Planos de autogestão querem regras diferenciadas
Dirigentes de planos de saúde de autogestão - aqueles
que são administrados pelas próprias empresas para seus funcionários
- estão reunidos em Brasília para defenderem regras específicas
para essa parcela do mercado.
O setor reclama que, apesar de não ter fins lucrativos, as instituições
de autogestão têm que seguir as mesmas regras das grandes
operadoras de saúde, o que inviabilizaria a sobrevivência
dos pequenos planos.
De acordo com a União Nacional das Instituições
de Autogestão em Saúde (Unidas), cerca de 5 milhões
de pessoas são atendidas por planos dessa modalidade. Entre as empresas
que administram seus próprios planos estão Petrobras, Vale,
Volkswagen e instituições bancárias.
"A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem tratado
a autogestão tal qual uma empresa de mercado, inclusive na parte
da tributação", explica Orency da Silva, diretor de comunicação
da Unidas.
Segundo a associação, algumas regras, como a ampliação
da cobertura ou a necessidade de garantias financeiras para poder operar,
dificultam"o equilíbrio entre despesas e receita na autogestão".
Essa modalidade de plano é mantida pelos beneficiários
e a empresa patrocinadora."Se começar a ficar muito caro para a
patrocinadora ela pode, por exemplo, desistir de ter seu plano próprio",
acredita Iolanda Ramos, presidente da Unidas. Para ela, os planos menores,
mantidos por sindicatos ou pequenas empresas, são os mais prejudicados.
"A ANS impõe tanta coisa que para uma grande operadora pode
ser mais fácil para atender, mas para um menor não. São
as mesmas regras para um grande plano de mercado e para um plano de autogestão
que tem 200 beneficiários no interior do Nordeste", defendeu.
Ao final do encontro, os dirigentes vão elaborar um documento
propondo mudanças nas regras para o setor. Segundo Iolanda, a interlocução
será feita não apenas com a ANS, mas como o Legislativo e
o Judiciário.
A ANS foi procurada para comentar as reivindicações,
mas não retornou o pedido de entrevista. (Agência
Brasil/Valor)
28.04 - O outro lado do Código de Ética Médica
"Todos nós sabemos o que é certo e o que é errado.
Fornecer atestados falsos, praticar preços abaixo do mercado, prometer
resultados e não cumprir, falar mal de colegas, realizar cirurgias
desnecessárias...Alguém tem dúvida?". Essas são
as palavras do blogueiro do Saúde Business Web Ildo Meyer em relação
ao novo Código de Ética Médica.
Para o palestrante motivacional e médico, o problema é
que entre o certo e o errado existem zonas de nebulosidade, de obscuridade,
e é justamente neste lado escuro que alguns colegas se aproveitam
para levar vantagem, pois não atingiram ainda um comportamento declaradamente
ilegal e por isto, atuam com impunidade.
Os bastidores do Novo Código de Ética Médico
Todos nós sabemos o que é certo e o que é errado.
Fornecer atestados falsos, praticar preços abaixo do mercado, prometer
resultados e não cumprir, falar mal de colegas, realizar cirurgias
desnecessárias...Alguém tem dúvida?
O problema é que entre o certo e o errado existem zonas de nebulosidade,
de obscuridade, e é justamente neste lado escuro que alguns colegas
se aproveitam para levar vantagem, pois não atingiram ainda um comportamento
declaradamente ilegal e por isto, atuam com impunidade.
Nosso mercado é altamente competitivo. Ao sentir que estão
perdendo trabalho e pacientes, ou na ânsia de aumentarem sua clientela,
alguns profissionais decidem navegar nesta praia semi-deserta de
oportunidades excusas e num passe de mágica transformam-se
em referência desviando ondas de pacientes para suas clinicas. O
“colega honesto” ao sentir que está sendo lesado pelo “colega esperto”,
parte para a revanche, transformando-se em mais um espertinho de
jaleco branco. Um belo dia você acorda e percebe que os espertinhos
estão por todos os lados.
Quando o comportamento incorreto de alguns começa a ameaçar
a sociedade de entrar em colapso, alguma coisa precisa ser feita..
Os códigos de ética das várias profissões e
os livros de leis surgiram para disciplinar as pessoas. As leis vêm
para preencher um vazio, para colocar uma ordem. Leis vêm de cima
para baixo. E quanto mais leis existem, isto sinaliza que menos ética
é a categoria ou o povo.
Mas afinal de contas, o que é ética? Diferentemente da
lei, que nos é imposta, ética é um modo de vida.
Diz respeito a pensamentos, julgamentos, deveres. Há um ditado que
diz “Deus está nas pequenas coisas”, o mesmo se pode dizer da ética,
que trata das questões do dia a dia e de como tratamos as pessoas.
Antigamente ladrões, tiranos, pervertidos morais,
loucos eram chamados de anti-éticos. Hoje, pessoas normais,
teoricamente bem intencionadas, correm o risco de serem taxadas de anti-éticas,
pois as mudanças acontecem muito rápido e nem sempre
há tempo suficiente para ler todos os manuais, nem mesmo tempo para
pensar.
Como saber então como agir?
Como lidar com as situações mais difíceis em termos
de pressão?
Como conviver em uma sociedade onde prevalece a máxima de “levar
vantagem em tudo”?
Reprodução assistida, relacionamento com a indústria
farmacêutica, utilização de placebos, prolongamento
artificial da vida, eutanásia, consentimento informado, autonomia
do paciente, segunda opinião médica eram temas da sociedade
e da medicina que estavam na zona de nebulosidade e precisavam ser repensados,
discutidos , implantados e fiscalizados.
Depois de 22 anos e muitas discussões, o Conselho Federal de
Medicina deu à luz ao novo Código de Ética Médica,
que vai se refletir diretamente na vida de quem freqüenta consultórios,
clinicas e hospitais. A partir de agora, estão disciplinadas questões
até então obscuras. Acontece que o mundo não para
de evoluir e novas lacunas surgirão em breve e com ela, novos espertinhos.
Resta agora observar e medir na prática o avanço da categoria
médica. Não custa nada lembrar: assim como a medicina, ética
é uma escolha de vida. (Ildo Meyer - Saúde Business
Web)
28.04 - R$ 11,4 milhões a hospitais filantrópicos de SP
Objetivo é ajudar no equilíbrio financeiro dessas instituições,
que apresentam problemas de caixa em razão da defasagem da tabela
do SUS
O secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas
Barata anunciou novo repasse aos hospitais filantrópicos paulistas.
O secretário fez a declaração durante o encerramento
do 19º Congresso da Fehosp, que encerrou na última sexta-feira
(23).
Na oportunidade, Barradas informou sobre o repasse extra de R$ 11,4
milhões. O auxílio beneficiará 364 entidades com verbas
que poderão ser utilizadas no pagamento de fornecedores, aquisição
de materiais ou pequenas reformas, por exemplo. Para hospitais da Grande
São Paulo será enviado R$ 3,8 milhões.
A verba faz parte do Tesouro do Estado e é dividida conforme
o volume de atendimento das entidades pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Os recursos serão depositados até 90 dias nas contas
das instituições.
O objetivo é auxiliar no equilíbrio financeiro dos hospitais
filantrópicos que, em sua maioria, apresentam problemas de caixa
em razão da defasagem da tabela de procedimentos do SUS, definida
pelo Ministério da Saúde.
"As santas casas são o braço direito da saúde
e sofrem com a falta de verbas, especialmente com a baixa remuneração
das tabelas do SUS. O governo do Estado tem atuado de maneira firme para
ajudar essas entidades. Assim como a Fehosp, que dá o exemplo de
que é possível congregar os hospitais e enfrentar as dificuldades
do dia a dia por meio iniciativas para a melhoria da gestão", afirmou
o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Falta de recursos
O presidente da Fehosp, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior,
aponta como principal impasse a defasagem nos preços da Tabela de
Procedimentos do SUS, que cobre, aproximadamente, 60% dos gastos dos hospitais.
"A falta de financiamento é a principal causa da dívida.
As Santas Casas e demais entidades beneficentes têm de cobrir o déficit
médio financeiro de 40% nos serviços prestados ao SUS", afirmou
José Reinaldo.
O Estado de São Paulo tem 455 hospitais beneficentes. Cerca
de 81% dessas entidades encontram-se no interior, onde em 56% dos casos
são o único hospital do município, senão da
região. Estima-se que mais de 80% dos hospitais filantrópicos
atendem ao SUS acima da sua capacidade, ou seja, destinam ao SUS mais de
60% dos seus serviços.
Em cada três leitos no Brasil, um é beneficente, constituindo
a maior rede hospitalar - a segunda rede de hospitais no país são
os estaduais, seguidos pelos hospitais municipais, contratados e universitários.
As santas casas respondem por mais da metade das internações
hospitalares em vários Estados brasileiros, entre eles São
Paulo (cerca de 60%).
A dívida dos hospitais beneficentes no Brasil, segundo levantamento
da CMB junto às entidades, seus fornecedores, BNDES e Caixa Econômica
Federal, chega a R$ 1,8 bilhão. Em São Paulo a dívida
é estimada em R$ 500 milhões. Nos últimos cinco anos,
23 hospitais filantrópicos encerraram suas atividades no Estado.
(Carla Fornazieri - Saúde Business Web)
27.04 - Rol: CFM pede providências para a ANS
Conselho quer que a agência se explique sobre a contradição
nas regras de cirurgia bariátrica
Uma contradição nas regras para o tratamento cirúrgico
da obesidade mórbida foi detectada pela Câmara Técnica
de Cirurgia Bariátrica do Conselho Federal de Medicina, que afirma
que o novo rol de procedimentos publicado pela Resolução
Normativa 211, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
e a Resolução CFM 194/2010, que trata sobre o assunto, estão
divergentes. A CT irá encaminhar documento pedindo providências
para a agência reguladora.
Para a Câmara Técnica já estando estabelecida à
cirurgia bariátrica como terapêutica escolhida para doenças,
não foi especificada o método pela qual deve ser realizada.
E ainda, o CFM ressalta que o rol de procedimentos deixa entendido que
a escolha de uma técnica - por meio laparoscópica ou convencional
- está posta sob responsabilidade do médico assistente, que
é quem responde legalmente pela indicação da melhor
terapia disponível a ser utilizada para seu paciente.
(Saúde Business Web)
27.04 - Cinco milhões de brasileiros têm planos ruins
Cinco milhões de pessoas no Brasil pagam por planos de saúde
com grave insuficiência de laboratórios, consultórios
e hospitais, situação que possibilita dificuldades e negativas
de cobertura para a realização de consultas, internações
e exames garantidos pelo contrato assinado.
Os dados são de estudo da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) apresentado em 2009 e obtido pelo Estado. Foram avaliadas
35 das maiores operadoras do mercado em número de clientes. Segundo
o trabalho, 71% estavam com deficiência média ou grave na
rede assistencial.
A deficiência mais frequente foi quanto aos serviços auxiliares
de diagnóstico e terapia disponíveis, como os laboratórios
que fazem exames de imagem - problema encontrado em 88,5% das operadoras
analisadas.
As empresas avaliadas fazem parte do conjunto de 43 operadoras que
concentram 50% dos usuários de planos médico-hospitalares
no Brasil. Um total de 42,9 milhões de pessoas têm convênios
de assistência médica atualmente no País.
A Fenasaúde, entidade que representa as principais empresas
do setor de planos, apontou que o estudo tem limitações -
como não considerar as realidades de saúde de cada localidade,
mas olhar todos os municípios onde os planos estão como se
tivessem as mesmas necessidades (mais informações nesta página).
Mas a entidade reconhece que há defasagem em algumas situações,
decorrente da falta de oferta adequada de prestadores dos serviços.
"A rede privada sofre do mesmo problema que o Sistema Único de Saúde
(SUS)", justificou Solange Mendes, coordenadora-executiva da entidade.
Fausto Pereira dos Santos, ex-diretor-presidente da agência,
questionado na última terça-feira, não quis fornecer
detalhes da avaliação, alegando que as empresas problemáticas
estariam em processo de adequação e sujeitas a multas se
não atenderem as exigências.
Santos deixou o cargo na sexta-feira, após seis anos. "As empresas
estão sendo chamadas e isso, sendo discutido para que seja adequado.
Todas foram chamadas e receberam um prazo para correção",
enfatizou. Procurado, o Departamento de Defesa do Consumidor do Ministério
da Justiça não se manifestou.
Monitoramento. Ainda de acordo com o estudo, 100% das operadoras apresentaram
deficiência em pelo menos um dos critérios e 80%, em pelo
menos dois.
O monitoramento da rede assistencial dos planos é uma exigência
do contrato entre o Ministério da Saúde e a ANS e verifica
se há prestadores suficientes para atender o rol mínimo de
coberturas e se estão disponíveis nas localidades onde há
clientes. Apura ainda se a produção de serviços está
dentro do esperado.
O trabalho, anual, também pode ser feito a qualquer tempo por
demanda específica. Cruza dados do registro dos planos (em que as
empresas devem apresentar a rede de atendimento), do Cadastro Nacional
de Estabelecimentos de Saúde, do Sistema de Informação
dos Produtos, do Sistema de Informações dos Beneficiários
de planos e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.
Também utiliza dados do Programa de Qualificação
das Operadoras, como taxas de pacientes dos planos que acabam internados
em hospitais públicos possivelmente em razão de problemas
na assistência.
"Algumas deficiências de serviços, como UTIs, são
problemas para o SUS e para os planos, pois ainda não há
profissionais suficientes", afirma Sueli Dallari, professora de Direito
Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Mas
temos empresas que vivem da boa fé dos clientes, que nunca poderão
oferecer o que está no contrato pelo preço que cobram. É
um falso mercado", continuou.
"Algumas pessoas dizem que não é possível tomar
providências porque o sistema público não poderá
atender essas pessoas. Mas a verdade é que o sistema público
já está atendendo", disse ainda Sueli Dallari. (Fabiane
Leite - O Estado de S.Paulo)
27.04 - Ex-diretor da ANS diz que modelo está atrasado
O ex-diretor-presidente da ANS Fausto Pereira dos Santos, que deixou
o cargo anteontem, admite que houve pouco avanço em sua gestão
na melhora do modelo assistencial (relação entre planos e
serviços de saúde). "O modus operandi é semelhante
há 10, 15 anos. Continuam (relacionando-se) por procedimento e quantidade,
mas não levam em conta o resultado. Tanto faz se o procedimento
é correto ou não. Quanto mais o serviço faz, mais
ganha. E, por outro lado, quanto menos procedimentos, a operadora acha
que ganha mais. A questão tem de ser a organização
da atenção à saúde. Houve avanço no
discurso, mas na prática, não." Segundo Solange Mendes, da
Fenasaúde, as empresas ainda estão discutindo a metodologia
de avaliação da rede aplicada pela ANS e um novo relacionamento
com prestadores. (Agência Estado)
26.04 - Data para trocar de plano de saúde pode acabar
O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), Fausto Pereira dos Santos, informou que o órgão regulador
dos planos de saúde discute alteração na legislação
para que usuários possam trocar de convênio a qualquer momento
sem ter de cumprir novas carências, e não só no aniversário
dos contratos.
Santos, que deixa o cargo amanhã, avaliou como positivo o primeiro
ano da chamada portabilidade dos planos (que é justamente trocar
de convênio sem carência), apesar de, em um ano de vigência,
só cerca de mil pessoas no País terem utilizado o benefício,
em um universo de 6 milhões que teriam direito a ele, segundo dados
da ANS.
"Agora temos todas as condições de discutir regras que
flexibilizem essa primeira rodada da portabilidade", afirmou Santos. "Hoje
o usuário só pode trocar de plano no aniversário.
A ideia é que isso possa ocorrer a qualquer momento, para que esse
direito possa ser usado com mais facilidade", completou. A decisão,
porém, ficará para o próximo diretor.
Ele confirmou ainda a intenção da ANS de estender a portabilidade
para os planos coletivos por adesão, que são aqueles mantidos
por entidades de classe de advogados e médicos, por exemplo.
Ao ser lançada, a portabilidade causou polêmica por causa
do excesso de limitações para o exercício do direito,
entre elas a decisão de que só valesse para planos individuais
e novos, aqueles assinados a partir de 1999, quando entrou em vigor a lei
do setor. Só 15% dos usuários dos planos podem ser beneficiados.
(Agência Estado)
26.04 - Operadoras do MS devem comprovar o não atendimento
De acordo com a lei, as operadoras de planos e seguros privados de
assistência à saúde estão obrigadas a fornecer
informações e documentos.
A edição de ontem, do Diário Oficial do Estado,
publica a Lei nº 3.885, de 20 de abril de 2010, que dispõe
sobre a obrigatoriedade do fornecimento ao consumidor de informações
e documentos por parte de operadoras de plano ou seguro privado de assistência
à saúde no caso de negativa de cobertura e dá outras
providências.
De acordo com a lei, as operadoras de planos e seguros privados de
assistência à saúde estão obrigadas a fornecer
informações e documentos, nos termos em caso de negativa
de cobertura parcial ou total de procedimento médico, cirúrgico
ou de diagnóstico, bem como de tratamento e internação.
É entendido como negativa de cobertura a recusa em custear a assistência
à saúde, de qualquer natureza, ainda que fundamentada em
lei ou cláusula contratual.
Na hipótese da não oferta de cobertura total ou parcial,
a operadora do plano ou seguro de assistência à saúde
entregará ao consumidor, no local do atendimento médico,
imediatamente e independentemente de requisição: o comprovante
da não cobertura, onde constará, além do nome do cliente
e do número do contrato:
o motivo da negativa, de forma clara, inteligível e completa,
vedado o emprego de expressões vagas, abreviações
ou códigos;
a razão ou a denominação social da operadora ou
seguradora;
o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)
da operadora ou seguradora;
o endereço completo e atualizado da operadora ou seguradora;
uma via da guia de requerimento para autorização de cobertura.
O hospital privado também entregará imediatamente ao
consumidor, no local do atendimento médico, desde que solicitado:
declaração escrita contendo os elementos do motivo da
recusa;
documento contendo a data e a hora do recebimento da negativa de cobertura;
laudo ou relatório do médico responsável, atestando
a necessidade da intervenção média e, se for o caso,
sua urgência, ou documento reprográfico que o replique de
forma fidedigna, sob responsabilidade do hospital.
As informações de que trata esta Lei serão prestadas
por meio de documento escrito, com identificação do fornecedor,
o qual poderá ser encaminhado por fax ou qualquer outro meio que
assegure ao consumidor o seu recebimento, vedada a utilização
exclusiva de comunicação verbal.
Na hipótese de o consumidor estar impossibilitado ou com dificuldade
para solicitar ou receber os documentos e as informações,
poderá fazê-lo, independentemente de procuração
ou autorização: parente, por consanguinidade ou afinidade,
nos termos da lei civil; pessoa que estiver acompanhando o consumidor no
local de atendimento, independentemente de parentesco; ou advogado regularmente
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, independentemente de comprovação
de interesse.
É direito do consumidor ou quem possa receber os documentos
a que se refere esta Lei o seu fornecimento no local da negativa, de forma
gratuita, não sendo estes obrigados a se deslocar para obtê-los.
O descumprimento do disposto nesta lei sujeita o infrator às penalidades
previstas no art. 56 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de
1990.
Na hipótese de descumprimento dos termos desta Lei em atendimento
que envolva procedimentos de urgência ou emergência não
será admitida a aplicação de pena de multa em patamar
inferior a mil vezes o valor da Unidade Fiscal Estadual de Referência
de Mato Grosso do Sul (Uferms). A lei entrou em vigor a partir de ontem.
(Portal MS)
26.04 - Os elos partidos da cadeia de valor da saúde privada
O consultor de gestão empresarial José Bichuetti relata,
em artigo, a revolução na medicina e suas consequencias
John Kennedy disse há quase 40 anos que "a sociedade produziu
uma revolução na medicina que aumentou a vida do indivíduo,
mas ela não foi capaz de criar uma revolução financeira
que a sustentasse com dignidade". Qualquer semelhança com o que
vivenciamos hoje não é mera coincidência.
A Resolução 211 da ANS e todas suas resoluções
anteriores, estabelecidas depois da entrada em vigor da lei 9656 de 1998,
que revolucionou a saúde suplementar no Brasil, corroboram com a
primeira parte da citação de Kennedy. O resto da sociedade
teria de se adaptar para compensar a segunda parte.
As primeiras resoluções da ANS chegavam ao mercado "goela
abaixo"; as lacunas deixadas pela lei 9656 fizeram com que normas subsequentes
viessem a ser criadas para regulamentar o setor, e isso era feito de forma
atropelada. A Resolução 211 mobilizou as partes interessadas
na sua formulação; um grupo de pessoas formado por representantes
do governo e de diferentes segmentos do setor privado debateu seu conteúdo,
além de ter sido objeto de consulta pública; vimos assim
uma parceria mais produtiva entre as partes.
Os planos de saúde são a base da economia do setor privado
de saúde no Brasil. 80% ou mais das receitas de prestadores de serviços
- médicos, hospitais, laboratórios, e outros - são
provenientes das chamadas "fontes pagadoras". E, quem paga isso, mais de
R$ 60 bilhões por ano, são os associados dos planos de saúde.
Nessa cadeia arma-se uma equação multilateral, difícil
de ser fechada. A inclusão de novos procedimentos sempre ocasiona,
ao longo do tempo, um incremento no custo dos planos de saúde; a
aritmética é simples: o associado passa a usar novos procedimentos,
e seu custo é debitado à fonte pagadora. Enquanto ele está
coberto por um plano corporativo, o custo para ele é zero ou muito
baixo; mas sua empresa paga. Se ele deixa um plano corporativo e passa
para o individual, ou já tinha um desses, ao longo dos anos esse
custo aumenta significativamente se comparado a sua renda; e aqui entra
a segunda parte da citação de Kennedy.
Nos anos que se sucederam à lei 9656, tivemos uma sucessão
de convênios de saúde que desapareceram, com suas carteiras
sendo incorporadas ou migrando para empresas melhor estruturadas. Vimos,
e ainda vemos, batalhas sendo travadas entre as fontes pagadoras e os hospitais
e outros prestadores de serviço. A equação de relacionamento
entre as partes que compõem o setor de saúde é uma
das mais complexas, se não a mais intrincada, entre todos os setores
econômicos do Brasil. Sua solução começa em
cada empresa do sistema e deveria continuar através de soluções
integradas entre elas. Mas isso não ocorre.
Do lado dos planos de saúde, escutamos muitas vezes que eles
são o vilão do setor, que fazem o que querem, que não
respeitam os associados... No passado isso talvez tivesse um fundo de verdade;
muitas empresas tinham problemas de gestão ou/e tinham pouca aderência
a boas práticas de governança. Muito disso foi corrigido
nos últimos anos, mas ainda há muito que fazer. Com a contínua
expansão dos procedimentos cobertos pelos planos de saúde
e pressão sobre custos, a equação interna das operadoras
e seguradoras tem de considerar alguns fatores relevantes: melhoria na
gestão e na governança, ganho de economia de escala (principalmente
através de fusões) ou atuação em nichos específicos
de alto valor agregado ou domínio da cadeia de prestação
de serviços como nas Unimeds das cidades interioranas, controle
de custos operacionais e fixos, forte atuação na manutenção
à saúde (com programas de prevenção, gestão
de grupos de risco, gerenciamento de casos, programas de estilo de vida),
planos de co-participação (já amplamente implementados),
adequada estrutura de capital e maior diálogo de negócios
com os prestadores de serviços. Ainda do lado das operadoras observa-se
uma crescente verticalização na busca de controlar os custos
da cadeia, verticalização virtual (parcerias com hospitais
e clínicas) por parte de seguradoras e autogestões, direcionamento
a hospitais para atendimento, e pressão para mudança no modelo
de remuneração de "fee for service" para um misto de "fee
for service", pacotes e preços fixos.
Do ponto de vista do médico, ainda é muito difícil
balancear sua equação financeira, pelo que ele recebe por
cada consulta, havendo necessidade de um grande volume de atendimento para
uma melhor compensação econômica. Alem disso, há
situações em que os gestores de serviços ambulatoriais
impõem a necessidade de atendimento de até seis pacientes
por hora, para dar vazão à demanda. Seja por ter pouco tempo
disponível para cada paciente, ou pela necessidade de aumentar seu
volume de atendimentos, o médico acaba por solicitar um volume maior
de exames complementares, com a intenção de evitar uma falha
diagnóstica, por não ter investido tempo suficiente no atendimento
ao paciente; isso também não possibilita a criação
de uma boa relação médico-paciente, além de
honerar o sistema. O paciente, por sua vez, acaba tornando-se um frequentador
crônico de pronto-socorros por não ter um médico de
referência, pois nunca há tempo para a formação
de empatia e confiança entre ambos. Tudo poderia ser diferente se
na consulta houvesse tempo e disposição para tratar com dedicação,
todas as preocupações do paciente.
Para os hospitais, clínicas e laboratórios, a solução
passa primeiro por uma melhoria dos processos de gestão. Há
carência de profissionais de gestão competentes na saúde,
apesar da disponibilidade de talentos em outros setores e proliferação
dos cursos de extensão universitária em gestão de
saúde. Por sua complexidade operacional e de gestão, os hospitais
deveriam ser os primeiros a tomar a vanguarda da melhoria de gestão,
incorporando e desenvolvendo profissionais; poucas instituições
levam esse processo a sério. Muitas consideram equivocadamente que
para atuar no setor de saúde um gestor tem de ter crescido dentro
dele; outras não se dispõem a remunerar adequadamente os
profissionais de maior competência de gestão, contentando-se
com gestores menos qualificados. Sem falar na mistura de papéis
que os médicos assumem, como gestores e como clínicos atuantes.
E, falta humildade a muitos sócios ou mantenedores de hospitais
para reconhecer suas limitadas capacidades para gerir com eficácia
suas instituições, não delegando portanto sua gestão
para quem sabe fazê-lo com competência. As demais soluções,
que envolvem planejamento, controles de operações e formação
de parcerias ou melhoria no diálogo de negócios com as fontes
pagadoras seriam decorrentes da melhoria do processo de gestão.
Sem bons gestores, as soluções são uma sequência
de tentativa e erro.
A ANS está no caminho certo de proteção dos interesses
da grande massa de associados de planos de saúde, embora isso, no
fundo, seja uma interferência do governo na iniciativa privada. Começa,
porém a adotar processos mais adequados na busca de uma política
mais equilibrada para o setor, quando promove o diálogo com as diferentes
partes interessadas. Falta do lado privado um maior esforço no sentido
de buscar um equilíbrio na cadeia de prestação de
serviços; esforços isolados como os que temos visto tradicionalmente
darão resultados parciais. O mercado tem evoluído, mas ainda
há espaço para um maior amadurecimento, se houver um diálogo
de negócios proativo entre as partes que o compõem. Cabe
aos gestores praticar agora uma medicina preventiva em suas organizações,
mesmo que o remédio seja amargo, ou ter de partir para cirurgias
invasivas e mais agressivas no futuro. (José Luiz
Bichuetti - Saúde Business Web)
23.04 - Planos de saúde novos sobem quase 50%
Razões para o reajuste vão de elevação
nos custos a aumento nas margens de lucro
Entre maio de 2009 e abril deste ano, os novos planos de saúde
comercializados pelas operadoras tiveram reajustes em seu preço
de venda em torno de 50%. Dentre os planos de saúde individuais
com cobertura básica analisados, alguns não sofreram quaisquer
alterações de preço de comercialização,
enquanto outros, caso do Dix Classic Enfermaria, para a faixa de 19 a 23
anos, tiveram alta de 49,7%. Na Amil, os planos individuais de entrada
são oferecidos hoje com valores 39,5% maiores do que há 12
meses em todas as faixas etárias.
Os planos de entrada da Unimed Paulistana custam hoje 5,5% a mais do
que no início de 2009, alta bem próxima à do IPCA
no período, que ficou em 5,16%. O plano da Samcil não teve
aumento em nenhuma faixa etária.
O consultor em saúde suplementar Pedro Fazio afirma que os motivos
para grandes reajustes podem ter várias naturezas: desde a necessidade
de adaptação à realidade da carteira até mesmo
o aumento das margens de lucro. “Ao formular o plano e colocá-lo
no mercado, a operadora elabora expectativas com base na sua carteira atual.
Se, por algum motivo, a distribuição da procura para cada
faixa etária é muito diferente do esperado, a operadora se
vê obrigada a fazer ajustes”, diz. A própria Dix, que teve
a maior variação, corrigiu o preço de comercialização
do Classic Enfermaria para a faixa de 54 a 58 anos em apenas 1,93%.
Os preços dos planos de entrada, para o primeiro contrato, não
são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), e também sofrem grande influência dos preços
de materiais médicos e dos próprios medicamentos. “Quando
eles têm reajustes ou deixam de ter preços promocionais, isso
é repassado”.
Mesmo assim, diz ele, é impossível garantir que todos
os reajustes sejam tecnicamente necessários, sem aumento das margens
de lucro. “Não é o mais comum, já que a concorrência
provoca o contrário: preços muito baixos e problemas de atendimento
e gestão em decorrência disso, mas pode acontecer”, afirma.
A Amil, que apresentou diferença de quase 40% em seus planos
de entrada, afirmou, via assessoria de imprensa, que o plano Amil Next
100QC deixou de ser comercializado e, comparando o preço do plano
Amil Blue I (novo plano de entrada) em maio de 2009 e abril de 2010, a
diferença é de 21%. O porcentual, ainda acima da inflação,
segundo a operadora, é fruto da adequação de valores
das diferentes faixas etárias, da crise econômica, que elevou
a utilização e a rotatividade das carteiras e ao aumento
do uso durante a epidemia do Vírus H1N1.
A Medial Saúde, por meio de sua assessoria, diz que os valores
de venda são definidos por critérios atuariais e readequados
periodicamente, e que recentemente foram incluídos ao plano Essencial
220E o acesso aos hospitais da Luz, Santo André e Total Cor. Greenline
e Amico não responderam à reportagem.
PARA COMEÇAR
49,7%
FOI A ELEVAÇÃO verificada no preço do plano Dix
Classic Enfermaria, em 12 meses, para a
faixa etária entre
19 e 23 anos
Serviço
Dix - www.dix.com.br
Amil - www.amil.com.br
Greenline - www.greenline.com.br
Medial Saúde - www.medialsaude.com.br
Samcil - www.samcil.com.br
Unimed Paulistana
www.unimedpaulistana.com.br (Paulo Darcie - Jornal
da Tarde)
23.04 - ANS admite que falhou no ressarcimento ao SUS
A dois dias de deixar a presidência da agência que cuida
dos planos de saúde de 56,1 milhões de brasileiros, o médico
Fausto Pereira dos Santos, de 48 anos, admitiu que o órgão
regulador não conseguiu fazer funcionar adequadamente o ressarcimento
dos convênios ao Sistema Único de Saúde (SUS). E criticou
as empresas por resistir à regulamentação dos planos
via ações judiciais, inclusive contra o ressarcimento.
"Essa resistência ao processo regulatório é um
braço do conservadorismo do setor", afirmou o dirigente ao Estado.
Os problemas para a realização do ressarcimento foram
classificados pelo médico como uma de suas principais "frustrações"
ao longo da gestão iniciada em 2004 na Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS), marcada por críticas de que favoreceria
o mercado. Santos nega, destacando como realização a criação
dos índices de qualidade, que ajudam consumidores a conhecer as
melhores e as piores empresas do setor.
Pela lei dos planos, de 98, as operadoras deveriam devolver aos cofres
públicos os recursos gastos com o atendimento de seus usuários
em hospitais do SUS. "Apesar de não ser uma área que eu estivesse
diretamente coordenando, poderia ter sido mais. Só agora, com minha
saída, conseguimos autorização do Ministério
do Planejamento para contratar mais servidores para dar conta e quase equacionamos
a questão da cobrança", afirmou sobre o ressarcimento. Quem
respondia pela área era Leôncia Feitosa, que já deixou
a agência.
Conforme revelou o Estado em janeiro deste ano, a cobrança estava
parada desde o início de 2009. E um sistema eletrônico criado
pela ANS, anunciado com pompa e que arrecadaria R$ 140 milhões anuais
ainda não funcionava. Santos afirmou ontem que o mecanismo já
começou a operar e as cobranças referentes a 2007 serão
feitas parcialmente dentro do mecanismo.
"O que acabou acontecendo foi um problema dos dois lados: do ponto
de vista do Ministério da Saúde, que não colocou como
prioridade o fornecimento do sistema para trabalhar, e, do ponto de vista
da ANS, uma certa vagareza em exigir e cobrar que esse processo fosse feito",
admitiu. "Na verdade, houve um problema de estratégia, porque dentro
da ANS a aposta no sistema eletrônico, que viria rápido e
poderia resolver, era grande. Demorou muito mais do que se imaginava",
concluiu.
Maturidade. Santos reconheceu que a judicialização de
conflitos entre usuários e operadoras e entre operadoras e a ANS
tornou-se "cultura" no setor.
"É preciso rediscutir a legislação dos planos",
opina, apontando que na própria ANS já há "maturidade"
para revê-la e que há projetos no Congresso. No entanto, no
caso das empresas, há a necessidade de uma nova percepção,
afirma.
"Temos uma discussão com as empresas de dois em dois anos sobre
o rol (mínimo que deve ser ofertado pelos planos). É razoável,
pois quem compra um plano quer uma melhor assistência, mas todo ano
há ações na Justiça", diz. "Passa a impressão
de um conservadorismo retrógrado", reforçou.
O médico segue para uma quarentena obrigatória e depois
aguarda nomeação, pois passou em concurso para gestor federal.
Deve assumir interinamente como diretor-presidente da ANS o atual diretor
de Normas e Habilitação, Alfredo Cardoso, que ficará
até que o presidente Lula indique um nome e o Senado o sabatine
e aprove.
A GESTÃO
Pontos positivos
Qualidade
Índices que permitem avaliar vários aspectos das empresas.
Assistência
Atualização mais frequente do rol mínimo que as
operadoras devem oferecer.
Pontos negativos
Portabilidade restritiva
Mudar de plano sem carência só é permitido no aniversário
do plano e para convênios novos e individuais.
Ressarcimento
Processo de devolução ao SUS ocorre só na área
hospitalar, mesmo assim com atraso e falhas operacionais.
''Modelo assistencial é maior gargalo''
ENTREVISTA
O sr. diz que os planos não deveriam receber tantos subsídios
públicos, mas qual foi a atuação política da
ANS quanto a isso?
É muito mais minha visão do que é um sistema de
saúde e dos vasos comunicantes que existem entre o público
e o privado. Esse é um vaso que me parece que gera iniquidade, distorção.
Eu defendo responsabilidades definidas, quem financia o quê.
No Brasil, você acaba não tendo essa definição
clara e há a renúncia na tributação e o governo
provendo planos para os servidores. Mas não há consenso sobre
isso no governo.
Qual o principal gargalo do setor de planos?
O principal gargalo é o modelo assistencial. Com o envelhecimento
da população e aumento de custo, é preciso buscar
qualidade da atenção e resultado.
Manteve plano nesses anos?
Não tinha, depois fui dependente do plano oferecido aos servidores.
Não tive problemas. (Fabiane Leite - O Estado
de S.Paulo-21.04)
23.04 - ANS: Contabilização do Ressarcimento ao SUS
Confira o ofício-circular enviado às operadoras sobre
os procedimentos a serem seguidos
Conteúdo do Ofício-Circular n.º 03/2010/DIRAD/DIOPE/ANS,
que trata dos procedimentos de Contabilização do Ressarcimento
ao SUS, enviado às
operadoras de planos de saúde em 5 de abril de 2010.
“1. O presente Ofício-Circular tem por objetivo informar à
administração da Operadora os critérios a serem seguidos
na escrituração contábil do ressarcimento ao
SUS.
2. Considerando que as Operadoras vêm adotando critérios
não uniformes na contabilização dos eventos relativos
ao atendimento prestado pelo SUS
aos seus beneficiários, determina-se a seguir a orientação
desta Agência para o pertinente registro contábil desse fato:
a) Natureza dos gastos - os atendimentos efetuados pelo SUS são
de natureza assistencial e, por isso, para todos os efeitos, devem ser
tratados
como despesa operacional e classificados como Eventos Conhecidos /
Sinistros Avisados;
b) Momento da contabilização - a apropriação
deve ser efetuada, em conformidade com o disposto na IN/DIOPE n.º
32, de 11 de setembro
de 2009, na ocasião em que a Operadora tomar conhecimento da
existência da obrigação com o SUS. Esse registro deve
ser realizado
pelo valor integral devido, constante da notificação
encaminhada por esta ANS para a Operadora por meio do Ofício de
Aviso de Beneficiário Identificado (ABI);
c) Contabilização
I – pelo reconhecimento da obrigação de curto prazo,
que corresponde ao montante cobrado na GRU (Guia de Recolhimento de Receitas
da União).
D 411 – Eventos/Sinistros Conhecidos ou Avisados
C 211179110 – Provisão de Eventos a Liquidar para o SUS; ou
C 21117921 – Provisão de Sinistros a Liquidar para o SUS
II – pelo reconhecimento da obrigação de longo prazo,
que corresponde aos valores notificados por meio do Ofício de ABI,
pendentes de GRU:
D 411 - Eventos/Sinistros Conhecidos ou Avisados
C 231119800 – Outras Provisões Técnicas
231119800xx – Prov. Eventos/Sinistros a Liquidar para o SUS *
(*) trata-se de uma subconta de ‘Outras Provisões
Técnicas’ a ser criada pela operadora especificamente para abrigar
essa obrigação não circulante.
3. A recuperação da despesa incorrida com o SUS, ocasionada
pelo deferimento da Impugnação ou do Recurso, deverá
ser contabilizada a crédito das
Av. Augusto Severo, 84 – Glória 20021-040 – Rio de Janeiro –
RJ – Brasil
2
pertinentes contas redutoras que integram o subgrupo 411 e a débito
da respectiva conta de provisão constante do passivo circulante
e não circulante.
4. Os eventos conhecidos decorrentes do Ressarcimento ao SUS porventura
não contabilizados, ou classificados de forma divergente das
orientações contidas neste Ofício, devem ser escriturados
em conformidade com as orientações definidas no item ‘c’
do parágrafo 2.
5. A atualização monetária do Ressarcimento ao
SUS deve ser classificada como despesa do exercício em que ocorreu
e contabilizada a débito de
Despesas Financeiras (conta 452119900) e a crédito de Provisão
de Evento/Sinistros a Liquidar, no passivo.
6. Determina-se, ainda, que os procedimentos dispostos neste Ofício-
- Circular devem ser adotados a partir do corrente exercício social.
Por fim, cabe ressaltar que não há necessidade de a Operadora
responder a este ofício.” (ANS)
22.04 - Unidas: Seminário de Dirigentes e Gestores
A sustentabilidade da autogestão nas mãos de quem decide
Seminário vai discutir os principais aspectos, riscos, ameaças
e impactos para os planos de saúde
Pela primeira vez, a UNIDAS – União Nacional das Instituições
de Autogestão em Saúde vai reunir, nos próximos dias
26 e 27, no Naoum Plaza Brasília, na
capital federal, dirigentes e gestores de operadoras de autogestão
para discutir o panorama atual, analisar e refletir sobre as perspectivas
e oportunidades para o
segmento no I Seminário dos Dirigentes e Gestores das Instituições
de Autogestão em Saúde – A Sustentabilidade da Autogestão.
Destinado exclusivamente aos responsáveis pela tomada de decisão
nas operadoras de planos de saúde de autogestão e os representantes
dos beneficiários de
todo o País, o evento tem como objetivo sensibilizar os órgãos
governamentais sobre as dificuldades enfrentadas pelas autogestões,
taxadas como se
visassem ao lucro como as operadoras de mercado. Será uma ótima
oportunidade para a troca de idéias e difusão de conhecimento,
em um momento decisivo e
importante para a modalidade.
A proposta da UNIDAS é firmar, ao fim do encontro, um termo
de compromisso, com as peculiaridades e especificidades do segmento. O
objetivo do documento
é motivar e subsidiar os dirigentes a engajarem-se na difusão
e no fortalecimento da autogestão no setor de saúde suplementar,
nas esferas política e administrativa e nos
meios de comunicação.
O seminário contará com a presença diretores dos
órgãos reguladores, pesquisadores, lideranças políticas,
representantes de entidades médicas, de operadoras
de planos de saúde e de prestadores de serviços em saúde
de todo o País para discutir temas como: fusões e aquisições
- o impacto nas autogestões; modelo de
remuneração, novas tecnologias e o impacto financeiro;
ações judiciais, atos administrativos e os reflexos na autogestão;
projeto de lei – a mobilização como fator de
mudança; o papel do beneficiário na autogestão;
e a verticalização: alternativa de competitividade?
Os dirigentes e gestores das autogestões interessados em participar
do seminário podem se inscrever pelo site www.unidas.org.br. Mais
informações pelo
telefone (11) 3289-0855 ou e-mail: seminário@unidas.org.br.
(Unidas/AssPreviSite)
22.04 - CEF prepara estreia na área de seguro saúde
A Caixa Econômica Federal pretende entrar no segmento de seguro
de saúde e ainda este ano. A proposta é competir com outras
instituições financeiras que oferecem o serviço. A
presidente do banco estatal, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou que a
entrada da empresa no setor acontecerá por meio de parcerias, tão
logo esteja pronto um estudo sobre a viabilidade e as melhores formas de
implementar o negócio.
Maria Fernanda, que participou do lançamento dos editais de
patrocínio à cultura em 2011, no Rio de Janeiro, ressaltou
que a opção pelo negócio de seguro saúde é
empresarial, com perspectivas positivas de resultado.
" É um foco empresarial. É um segmento no qual as demais
instituições financeiras participam e faz parte de todo o
estudo estratégico da instituição de oferecer os produtos
e serviços principalmente para as camadas mais baixas da população
" , afirma Maria Fernanda. " Não tenho dúvida de que é
um mercado que tem um potencial de crescimento muito grande " , acrescenta,
lembrando que, inicialmente, o foco do atendimento deverá ser destinado
a planos empresariais.
Maria Fernanda confirmou ainda a intenção da empresa
de entregar 5 mil casas nos próximos três meses para os desabrigados
pelas chuvas no Estado do Rio de Janeiro.
A Caixa espera fechar o ano com mais de R$ 60 bilhões concedidos
em financiamentos habitacionais. No primeiro trimestre, a instituição
já destinou R$ 17 bilhões para o setor, recorde para o período
e mais do dobro dos cerca de R$ 8 bilhões de igual período
do ano passado.
Segundo o superintendente nacional de marketing e comunicação
da Caixa, Clauir Luiz Santos, o orçamento do banco estatal para
o setor era de R$ 50 bilhões para este ano, depois de um resultado
de R$ 47 bilhões em financiamentos em 2009.
Santos ressalta que a principal demanda para o financiamento da casa
própria no primeiro trimestre veio da classe média, que respondeu
por cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 17 bilhões concedidos.
O restante se divide entre a baixa renda e os recursos destinados ao Minha
Casa, Minha Vida. (Rafael Rosas - Valor Online)
22.04 - OdontoPrev distribui R$ 435 milhões aos acionistas
A OdontoPrev (BM&FBovespa: ODPV3; Bloomberg: ODPV3.BZ; Reuters:
ODPV3.SA) vem adotando política proativa de distribuição
de resultados. Neste primeiro semestre, cerca de R$ 435 milhões
serão desembolsados aos acionistas da companhia. Em fevereiro foram
distribuídos R$ 72 milhões em dividendos, relativos a
2009. Neste mês de abril, os acionistas receberão R$ 115 milhões
em redução de capital, e outros R$ 248 milhões serão
pagos no semestre, cumpridos os requisitos da assembleia de 25 de março
último.
“Trata-se de um fluxo de remuneração significativo, apenas
três anos após a emissão primária de R$ 171
milhões no Novo Mercado da BM&FBovespa, em dezembro de 2006.
Para cada R$ 1,00 investido, o acionista OdontoPrev tem hoje cerca de R$
2,50, claramente um dos IPO de maior sucesso no mercado de capitais brasileiro
nos último anos”, declara o diretor de Relações com
Investidores da OdontoPrev José Roberto Pacheco. A OdontoPrev
também aprovou o aumento do payout (percentual mínimo de
distribuição de dividendos) de 25% para 50%, a partir do
exercício de 2010.
Durante o primeiro trimestre de 2010 a negociação de
ações da OdontoPrev cresceu 347% em relação
ao mesmo trimestre de 2009, atingindo um patamar médio de R$ 6 milhões
por dia na BM&FBovespa. A empresa conta com acionistas em 15 países,
concede 100% de direitos de tag-along e é acompanhada por 14 analistas
de investimento. (SegurosInf)
20.04 - Riscos para as operadoras do sistema
Encontro da última sexta-feira supera expectativa dos participantes!
Reunião tratou de forma ampla para o sistema os riscos para
as operadoras de planos de saúde. Os mais de 50 profissionais presentes
obtiveram uma atualizada e oportuna visão dos riscos jurídicos,
administrativos e operacionais que o sistema de saúde suplementar
vivencia no âmbito de todas as operadoras, independentemente da sua
modalidade ou porte.
A reflexão sobre os principais aspectos, implicações
e desdobramentos das recentes resoluções da ANS e do Código
de Ética Médica foi obtida através de brilhantes
apresentações, observações e destaques realizados
por nossos convidados: Dra. Virgínia R G Couto, Escritório
Rodarte Nogueira, Dr. Guilherme Pinese Filho, Advocacia Dagoberto (assessores
jurídicos da ABRAMGE), Dr. José Luiz Toro da Silva, Toro
& Advogados Associados (assessor jurídico da UNIDAS) e, com
a visão de um dirigente de plano de Saúde, o Dr. Fabio Mazzeo
(presidente do Instituto Metrus).
Agradecemos a todos que contribuíram para este objetivo alerta
sobre pontos que guardam atenção das operadoras na administração
e operação dos planos de saúde de nosso país
e que se converteram no sucesso de mais este encontro do AssPreviSite abordando
temas do segmento de saúde. (AssPreviSite)
20.04 - Planos: Crescimento
Os planos coletivos empresariais, oferecidos pelas empresas aos funcionários,
que representam 56% do total de planos de saúde no Brasil, apresentaram
crescimento de 6,3% em 2009, sendo 3% apenas no último trimestre.
Os dados são de levantamento do IESS (Instituto de Estudos de Saúde
Suplementar). Trata-se de uma das maiores taxas trimestrais já registradas.
(Maria Crisitina Frias - Folha de S.Paulo)
20.04 - Portabilidade dos planos de saúde
Conjunto de regras pode ter barrado as movimentações
Cerca de sete mil contratos foram registrados em um ano de portabilidade
dos planos de saúde
A portabilidade dos planos de saúde completou um ano nesta quinta-feira
(15) com uma movimentação de cerca de sete mil contratos
registrados até janeiro último, segundo o economista e diretor
da Fazio Consultoria, Pedro fazio.
A portabilidade, que dá ao usuário o direito de trocar
de operadora sem precisar cumprir novos períodos de carências,
ficou muito restritiva devido às muitas regras impostas pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). É o que afirma Fazio,
embora acredite que o número de movimentação apresentado
seja expressivo diante da complexidade da portabilidade.
"Eu continuo olhando da mesma maneira de quando foi anunciada a portabilidade.
É uma possibilidade difícil de ser utilizada devido às
restrições e adequações que o consumidor precisa
se adaptar para usufruir desse direito. Não me parece que ela vai
promover grandes alterações na carteira das operadoras".
Mesmo sabendo que a regra imposta pela ANS atinge apenas parte da população
(sete milhões de beneficiados), o setor de saúde não
tinha uma estimativa dos resultados da portabilidade por dois motivos:
dificuldade de identificar os usuários insatisfeitos com os planos
e àqueles sem condições de pagar a mensalidade.
Para Fazio, esses são processos com informações
não definidas. "Você tem um grande número de pessoas
reclamando, mas é pontual. E isso pode provocar um grande volume
de reclamações. Isso não significa necessariamente
que o sistema está com dificuldade. Seria interessante medir a qualidade
das reclamações e não a quantidade, pena que não
tem nenhum instituto que revela esse quesito", pondera.
Sem estimativas, mas com opinião clara, Fazio acredita que a
suposta jogada de marketing da ANS em não comentar sobre a portabilidade
ao longo do ano fez com o número de trocas não fosse maior.
"Nesse um ano nada mais aconteceu em relação a divulgação,
mas nessa questão da portabilidade temos que ter claro que não
é dizer que a ANS foi benevolente ou então que não
atendeu a todo o conjunto, por que se você faz um processo muito
amplo corre o risco de causar um desequilíbrio muito forte nas operadoras,
e até mesmo de se ter o resultado contrário."
Procurada, sem querer comentar o assunto, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar apenas afirmou não ter fechado os números
deste primeiro aniversário da portabilidade. (Thaia Duó -
Saúde Busines Web)
20.04 - Falta governo na saúde
Negativa de cirurgias, exames, consultas, próteses e órteses;
demora na liberação de guias; aumentos abusivos; cancelamento
unilateral do contrato. É notório que os planos de saúde
são extremamente problemáticos e, reiteradamente, causam
transtornos nos momentos em que o consumidor mais precisa.
Basta sair às ruas e colher a impressão dos cidadãos.
Não é à toa que o setor ocupa, há dez anos,
o topo do ranking de reclamações recebidas pelo Instituto
de Defesa do Consumidor.
As reclamações sobre planos de saúde registradas
nos Procons, compiladas no Sistema Nacional de Informações
de Defesa do Consumidor, aumentaram, de 2008 para 2009, 20,39%. Mesmo os
dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde demonstram
o aumento em mais de 78%, entre 2008 e 2009, de reclamações
sobre planos de saúde recebidas pela agência.
Há que se considerar que muitas das questões que dizem
respeito a planos de saúde são diretamente encaminhadas ao
Poder Judiciário, por dizerem respeito a atendimentos emergenciais.
No Superior Tribunal de Justiça, última instância
judicial a se manifestar sobre conflitos entre consumidores e operadoras
de planos de saúde, entre 1991 e 1998 (pré-regulamentação)
foram julgados oito recursos especiais sobre planos de saúde. De
1999 a 2008 (pós-regulamentação), foram 87 recursos
especiais.
Dos casos julgados, 89,47% dizem respeito à negativa ou limitação
de cobertura ou assistência médica, e deuse ganho de causa
ao consumidor em 82,1% das demandas.
A Constituição Federal é clara ao determinar que
“o Estado deve promover, na forma da lei, a defesa do consumidor” (art.
5o, XXXII). Mas a ANS reluta em exercer o seu papel de proteção
e defesa do consumidor, chegando a afirmar, em correspondência enviada
ao Idec, que “o funcionamento do mercado e o respeito às leis setoriais
são outros aspectos por nós analisados e que terminam, por
vezes, a afastar a própria aplicação da lei 8.078/90
(Código de Proteção e Defesa do Consumidor)”.
Detalhe: pela legislação, o Código é norma
que não pode ser afastada.
Diante de tal cenário, a ANS insiste em mitigar o seu papel
regulador e em adotar postura regulatória ineficaz.
Além de resistir a aplicar o Código de Defesa do Consumidor,
a agência não regula completamente planos de saúde
coletivos e planos de saúde antigos — assinados antes de janeiro
de 1999.
Enquanto a ANS sustenta que os planos de saúde coletivos não
precisam de sua intervenção, nos Estados Unidos acaba de
ser aprovada reforma do sistema de planos de saúde que contempla
a regulação estatal sobre esse tipo de plano.
Os Estados Unidos são país extremamente liberal na condução
da sua vida política, econômica e social. E mesmo lá
já se chegou à conclusão que, em matéria de
planos de saúde, o mercado não dá conta de se autorregular
adequadamente, sendo necessária a intervenção do Estado.
Quando no Brasil se fará o mesmo? (DANIELA BATALHA TRETTEL
- O Globo)
19.04 - Portabilidade cobre apenas 13% dos contratos
A portabilidade de planos de saúde completou um ano ontem. A
medida, implantada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
permite que o consumidor mude de operadora sem precisar cumprir nova carência
– o prazo em que se deve aguardar antes de poder realizar consultas, exames,
cirurgias e internações.
Na forma como foi regulamentada pela ANS, a portabilidade perdeu grande
parte de seu potencial, na opinião do Idec (Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor). “As regras atualmente vigentes de portabilidade
permitem o exercício desse direito apenas para contratos individuais
e familiares assinados ou adaptados a partir de janeiro de 1999, o que
corresponde a apenas 13% dos contratos”, afirma a entidade.
Promessa
O Idec lembra que, ao anunciar a portabilidade, a ANS e o Ministério
da Saúde anunciaram que pretendiam, em 2010, estendê-la aos
planos coletivos – contratos intermediados por pessoas jurídicas,
como os planos empresariais, por exemplo. Tais planos representam 70% dos
usuários de saúde complementar.
O órgão enviou uma carta à ANS pedindo informações,
mas até o momento não foi feita nenhuma sinalização
de quando a extensão acontecerá.
“Mesmo para os clientes que possuem contratos aos quais se aplica as
regras de portabilidade, a migração de plano não é
fácil. É preciso estar na operadora da qual se pretende sair
por pelo menos dois anos e o direito só pode ser exercido no mês
de aniversário do contrato”, diz o Idec. “Se o usuário descobriu
que tem doença ou lesão preexistente depois que assinou o
primeiro contrato, o prazo sobe para três anos”.
Outras mudanças
O órgão defende a mobilidade disponível em qualquer
mês do ano, além da possibilidade de portabilidade de todos
os tipos de contrato, mesmo que os planos tenham faixa de preço
e coberturas diferentes. Caso a alteração seja para um plano
com cobertura maior, o usuário pode cumprir uma carência parcial.
Outra mudança defendida pelo Idec é a extinção
do prazo mínimo de dois anos no plano inicial para pedir a portabilidade.
“Se a pessoa já cumpriu todas as carências do plano anterior,
não precisa cumprir novas”, afirma. Se cumpriu apenas uma parte,
no caso de mudança antes de do término, ela cumpre o restante
na nova operadora. Evelin Ribeiro - InfoMoney)
19.04 - Operadoras: Pagamento de 13º salário a médicos
Médicos podem passar a receber gratificação anual,
correspondente ao 13º salário, conforme prevê o Projeto
de Lei 6989/10, do deputado federal Eleuses Paiva (DEM/SP). O aditivo deverá
ser pago pela operadora de plano de assistência à saúde
a qual o médico é credenciado, independente dos honorários
a que este fizer jus.
A gratificação vai corresponder a 1/12 dos honorários
médicos pagos entre dezembro do ano anterior e novembro do ano corrente
e o projeto não se aplica às cooperativas que adotam o sistema
de rateio.
O deputado diz que a gratificação "será um meio
de incentivo para o aprimoramento profissional do médico, devendo
ser utilizada presumivelmente no seu aperfeiçoamento, ou seja, na
participação em cursos, congressos,conferencias, simpósios
e especializações."
Ainda de acordo com o autor da proposta, o pagamento da gratificação
vai refletir na melhoria e na qualidade do atendimento médico, uma
vez que, com os conhecimentos atualizados, o profissional usará
seu conhecimento científico em prol dos pacientes. (CFM)
19.04 - Ortopedistas e as interferências do seguro-saúde
A interferência dos planos de saúde na autonomia do médico
chegou a tal ponto, que os ortopedistas de todo o Brasil marcaram um debate
de caráter nacional para discutir o tema, à luz da ética
profissional.
A discussão será em Brasília, durante o congresso
nacional da entidade, de novembro e tornou-se necessária, diz Robson
Azevedo, que dirige a Comissão de Defesa e Dignidade Profissional
da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, porque “a
responsabilidade pela eficácia de um procedimento ou da escolha
de um implante é do médico, que não pode submeter
sua decisão à administração do plano de saúde”.
Para Robson, o problema é complexo, e reconhece que os planos
de saúde têm razão quando reclamam que o governo inclui
constantemente novos procedimentos a serem cobertos em contratos pré-existentes,
sem permitir novo cálculo atuarial. “O que não pode ocorrer,
entretanto, é que o administrador do plano determine que material
deva ser utilizado nos pacientes, que limite o preço do tratamento
a ser ministrado ou que defina qual a prótese a ser implantada”.
“Caso haja quebra ou oxidação de uma placa de má
qualidade que o médico foi obrigado a colocar, quem responde é
o cirurgião e não o plano de saúde”, insiste Robson,
que fala em nome de toda a categoria profissional. O tema é importante,
entende a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, porque atualmente
existem cerca de 45 milhões de brasileiros que pagam por planos
de saúde e merecem tratamento adequado.
“Quando surge um novo recurso na Medicina, equipamentos de imagem que
evoluem ou hospitais que passam a adotar procedimentos mais modernos, como
a cirurgia por navegação ou parafusos reabsorvíveis,
os custos aumentam, mas o pagamento pelo convênio não”, insiste
o especialista. O resultado é que, diante do encarecimento da Medicina
e sem poder cobrar mais do cliente, os planos de saúde buscam pagar
menos ao hospital e ao médico, e aí é que surge a
distorção.
Para o debate nacional que prepara, a tese da SBOT é que o médico
tem a obrigação ética de buscar o tratamento mais
adequado para o paciente e não pode se subordinar a limitações
de ordem financeira para se adequar às planilhas de custo das empresas.
A discussão sobre ética e a autonomia do médico para
indicar tratamento e material para seu paciente deverá abranger
não só os médicos, diz o presidente da SBOT, Cláudio
Santili, que vai convidar representantes dos seguros-saúde, da Agência
Nacional da Saúde e da Anvisa para a discussão.
Para ele, é preciso analisar o problema em profundidade, garantindo
inclusive a rastreabilidade do material utilizado nos pacientes, pois se
uma prótese cuja vida útil é de dez anos precisa ser
retirada após dois anos, é vital que seja descoberta a falha,
se do material, se do seguro-saúde que autorizou a utilização
de prótese de má qualidade ou eventualmente do próprio
médico. “É obrigação do médico defender
o seu paciente, e é isso que vamos fazer”, conclui o presidente
da SBOT. (Segs)
16.04 - Metrus recebe Espaço AssPreviSite Saúde
Uma análise dos riscos para as operadoras
Em virtude das diversas mudanças nas obrigações
perante a ANS (regras econômico-financeiras, SIP XML, planos coletivos,
rol de procedimentos, adequação dos contratos em vigor, implantação
da TUSS, qualificação, etc.), bem como alteração
no cenário da saúde suplementar (novo código de ética
médica, novos diretores na ANS, dentre outros), faz-se necessário
conhecer e avaliar os riscos e possíveis impactos na atuação,
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país.
O encontro de hoje, com mais de 50 participantes, tem a finalidade
de promover uma reflexão sobre a abrangência destes aspectos,
dos normativos e os seus desdobramentos para a gestão das operadoras
em suas diversas modalidades e portes.
Assim, nos propomos a realizar um debate sobre as principais questões
envolvendo os riscos para os planos de saúde, sob a ótica
operacional, financeira e jurídica, além de orientar os participantes
sobre os aspectos acima.
Para tal, convidamos os escritórios Advocacia Dagoberto (Assessoria
jurídica da ABRAMGE), Toro& Advogados Associados (Assessoria
jurídica da UNIDAS) e o Rodarte Nogueira, além de dirigentes
do sistema para expor suas observações, sugestões
e alertas sobre o atual contexto e implicações desta temática.
(AssPreviSite)
16.04 - Portabilidade faz 1 ano com poucos beneficiados
Hoje faz um ano que clientes de planos de saúde ganharam o direito
de mudar de operadora sem a necessidade de cumprir outro período
de carência na nova empresa. A Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), entidade responsável pela fiscalização
do setor, ainda não fechou os números deste primeiro aniversário
da portabilidade. Dados até janeiro mostram que, dos 7 milhões
de consumidores beneficiados com a medida, só 1.074 trocaram de
plano.
Entidades de defesa do consumidor e representantes das empresas de
saúde suplementar concordam que a adesão ao projeto foi baixa,
mas têm diferentes explicações para isso.
"A norma é excludente, restritiva e insuficiente para atender
a grande maioria dos consumidores", afirma Robson Campos, diretor de Atendimento
da Fundação Procon-SP.
Para a advogada do Idec Daniela Trettel, a quantidade de critérios
que devem ser preenchidos é tão grande que a portabilidade
não atingiu seu principal objetivo: fomentar a concorrência
entre os planos.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de
Grupo, Arlindo de Almeida, diz que consumidores só mudariam de plano
se estivessem "muito descontentes", porque "acabam desenvolvendo vínculos
com seus médicos". Procurada pela reportagem, a ANS não quis
comentar. (Carlos Lordelo - O Estado de S.Paulo)
16.04 - Reclamações contra operadoras cresce quatro vezes
mais
No ano passado, o percentual sobre as demandas saltou para 66,1%, o
mesmo que 2,9 mil reclamações
Um estudo feito pela ouvidoria da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) revela que nos últimos cinco anos o número
de reclamações contra as operadoras de planos de saúde
cresceu mais de quatro vezes.
Em 2005, das 1,3 mil demandas recebidas pela ouvidoria, 48% eram reclamações.
No ano passado, o percentual sobre as demandas saltou para 66,1%, o mesmo
que 2,9 mil reclamações.
As principais queixas recebidas pela ANS são a insuficiência
de rede e a falta ou negativa de atendimento. (Saúde
Business Web)
15.04 - Amanhã: Uma análise dos riscos para as operadoras
Em virtude das diversas mudanças nas obrigações
perante a ANS (regras econômico-financeiras, SIP XML, planos coletivos,
rol de procedimentos, adequação dos contratos em vigor, implantação
da TUSS, qualificação, etc.), bem como alteração
no cenário da saúde suplementar (novo código de ética
médica, novos diretores na ANS, dentre outros), faz-se necessário
conhecer e avaliar os riscos e possíveis impactos na atuação,
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país.
O encontro desta sexta-feira, dia 16, tem a finalidade de promover
uma reflexão sobre a abrangência destes aspectos, dos normativos
e os seus desdobramentos para a gestão das operadoras em suas diversas
modalidades e portes.
Assim, nos propomos a realizar um debate sobre as principais questões
envolvendo os riscos para os planos de saúde, sob a ótica
operacional, financeira e jurídica, além de orientar os participantes
sobre os aspectos acima.
Para tal, convidamos os escritórios Advocacia Dagoberto (Assessoria
jurídica da ABRAMGE), Toro& Advogados Associados (Assessoria
jurídica da UNIDAS) e o Rodarte Nogueira, além de dirigentes
do sistema para expor suas observações, sugestões
e alertas sobre o atual contexto e implicações desta temática.
Venha ampliar, ratificar ou mesmo dividir a sua visão sobre
este assunto estratégico e que impacta na gestão de todas
as operadoras do sistema de saúde suplementar.
Nossa reunião acontece nesta sexta, das 9h00 as 13h00, no Auditório
do Metrus, em São Paulo.
Sua operadora não pode ficar de fora! É um encontro
voltado aos administradores, dirigentes, gestores, advogados e profissionais
que operam ou se relacionam com os interesses das operadoras de planos
de saúde.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
15.04 - Usuários sofrem com as agendas lotadas
Bauru (SP) - Os profissionais ligados aos planos devem atender no mínimo
20 pacientes pelo convênio, o resto pode ser reservados para atendimentos
particulares
Entrou em vigor ontem, o novo código de ética médica.
A revisão traz mudanças importantes na relação
médico - paciente, como a escolha do tipo de tratamento clínico
a ser feito.
Mas, não diz como pode ser resolvido um dos maiores desafios
para quem tem convênio médico e busca atendimento nos
consultórios: a agenda de alguns médicos, sempre cheia e
a oferta de consulta particular.
A conduta não é ilegal e nem imoral, mas coloca em lados
opostos médicos e pacientes. Com dores frequentes nos braços,
Sueli Watanabe ligou para o consultório de um médico especialista,
mas para ser atendida pelo plano de saúde, que tem mensalidade de
R$250,00, precisaria esperar quase 6 meses. A solução foi
desembolsar R$150,00 em uma consulta particular com ele.
Já Rita está com um problema na pele e pelo plano de
saúde, ela não conseguiu atendimento com dermatologista,
apenas com um clinico geral. As reclamações, comuns entre
os usuários do sistema público, também não
são raras entre as pessoas que possuem um plano de saúde
particular.
A diferença é que quem paga não precisa enfrentar
aquelas temidas filas, mas trava uma luta com as agendas dos médicos.
A equipe do Tem Notícias ligou para duas clínicas médicas
em Bauru. A primeira tentativa foi para marcar consulta com uma endocrinologista:
só para outubro!
Depois, a equipe ligou para um neurologista. Vaga só para o
fim de julho e nem casos de urgência ele atende pelo plano. O presidente
de uma cooperativa médica diz não há discriminação
entre pacientes de convênios e particulares.
"Em qualquer especialidade temos muitos médicos. Se não
dá é porque a agenda está lotada. Uma questão
mercadológica, mas conseguimos com outro", explica o médico
Ajax Roberto Machado.
Os médicos ligados a planos de saúde têm uma cota
mínima para atender, de acordo com o Conselho Regional de Medicina.
No Centro-Oeste Paulista, esse mínimo corresponde a 20 pacientes
por mês e os profissionais têm o direito de reservar o restante
do tempo apenas para as consultas particulares, se quiserem.
É uma "questão de mercado", mas os pacientes, que precisam
de um especialista, sentem falta é da "questão humana".
(Tem Mais)
15.04 - Usuários reclamam do aumento nas mensalidades de planos
Rio Preto (SP) - Todos nós sabemos dos problemas que o sistema
de saúde pública brasileiro tem. Por isso os convênios
médicos são a solução, pelo menos para quem
consegue pagar. O valor de um plano, infelizmente, não é
acessível a todas as famílias brasileiras, pior que isso
é que muitas empresas reajustam os preços sem controle.
Só no Procon em Rio Preto 75 reclamações desse
tipo foram registradas em 2009. Este ano já são 13 e boa
parte delas por reajustes abusivos. João Vergílio Pereira
está cansado de ter surpresas desagradáveis com o boleto
de cobrança do convênio médico desde que fez 60 anos.
E a situação ficou pior agora, que a mulher dele completou
59.
Irani Costa Nomiama também não gostou do presente que
recebeu do plano de saúde quando ficou mais velha. O valor dobrou
e ela não sabe o que fazer para encaixá-lo no orçamento
de um salário mínimo.
O valor do plano de saúde pode ser reajustado de acordo com
a idade do paciente se isto estiver previsto em contrato. Só que
apesar de não haver limite estabelecido, este aumento não
pode ser exagerado, principalmente se o usuário tiver mais de 60
anos. É a justiça quem decide se a alta do preço é
abusiva.
Como na maioria das vezes o contrato já vem pronto e o cliente
só adere às normas, o juiz explica que, mesmo se houver previsão
contratual de aumento o usuário pode recorrer.
Os planos de saúde são um dos preferidos na lista das
reclamações dos brasileiros no Procon. Em 2008, foram cerca
de 10 mil. Em 2009, 18 mil pessoas registraram sua insatisfação
com os convênios. Aumento de 80%, segundo dados da Agência
Nacional de Saúde. (Tem Mais)
14.04 - Planos de Alagoas devem perder mais especialistas
Presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas argumenta que
valores pagos por consulta 'continuam a desagradar categoria'
Os planos de saúde que atuam em Alagoas continuam a sofrer 'baixas'.
Isso porque, de acordo com o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL),
mais três especialidades podem pedir descredenciamento 'devido à
baixa remuneração para realização dos procedimentos':
cirurgiões vasculares, cirurgiões gerais e oftalmologistas.
O argumento é o de que a Classificação Brasileira
Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) não tem sido
aplicada pelos planos, o que tem desagradado a categoria.
O movimento, lembra o presidente do Sinmed, Wellington Galvão,
teve início com o desligamento dos urologistas, que se afastaram
de praticamente todos os planos de saúde, desde o dia 1º de
abril. "Alguns deles ainda trabalham para apenas um plano porque, se decidirem
sair, terão de pagar por isso", revela Wellington, acrescentando
que a medida é fruto da insatisfação da categoria
'que não tem conseguido sequer custear as depesas de consultório,
devido à baixa remuneração por cada consulta médica'.
"Os planos têm pago quarenta reais. Existe plano que paga apenas
vinte e cinco, o que é um absurso, dada a quantidade de despesas
que se tem para um bom atendimento. Portanto, o descredenciamento é
a única saída encontrada pelos profissionais, buscando chamar
a atenção da sociedade para o problema", emenda o presidente
do Sinmed, destacando a 'grande margem de lucro das empresas que exploram
o segmento'.
"Enquanto isso, já se vê médicos, descredenciados,
cobrando até duzentos e cinquenta reais, por uma consulta, em Maceió,
devido aos reduzidos valores pagos aos profissionais conveniados. Em São
Paulo, por exemplo, já se vê colegas cobrando novecentos reais
por uma simples consulta", reforça.
O presidente do Sinmed destaca ainda impasse acerca do atendimento,
'via' Sistema Único de Saúde (SUS), em Alagoas. "O dinheiro
existe, mas falta vontade política. Existem pessoas aguardando há
três meses por uma cirurgia ortopédica no Hospital Geral do
Estado, sujeitando-se à infecção. Fizemos denúncia
ao Ministério Público Estadual, a quem entregamos um relatório
com 10 páginas, com imagens acerca do descaso lá encontrado.
O juramento dos médicos não é um voto de pobreza.
Precisamos exercer uma medicina de qualidade, afinal, lidamos com vidas",
desabafa.
Wellington Galvão lembra ainda que a categoria volta a se reunir
a partir das 18 horas desta segunda-feira, no auditório da sede
do sindicato, no bairro do Trapiche, em Maceió. "Neste encontro,
em especial, debateremos questões relacionadas aos profissionais
do município de Maceió, sobre reajuste salarial e Plano de
Carreira", explicou. (Bruno Soriano - Gazetaweb)
14.04 - Planos: Registros de queixa disparam
Levantamento feito pela ouvidoria da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulação
dos planos de saúde, revela que nos últimos cinco anos o
número de reclamações contra as operadoras cresceu
mais de quatro vezes. Em 2005, das 1.330 demandas recebidas pela ouvidoria,
48% eram reclamações (648 registros). No ano passado, o percentual
sobre as demandas saltou para 66,1%, ou 2.923 reclamações.
Hoje, a partir das 10h, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza
audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor
e do Contribuinte. O objetivo, segundo o deputado Délio Malheiros
(PV), autor da convocação, é debater "o crescente
aumento do número de clientes dos planos de saúde e a paridade
de leitos disponíveis, bem como a capacidade de atendimento dos
médicos credenciados por esses planos".
Entre os convidados estão os representantes dos planos de saúde
e seguradoras que atuam em Minas Gerais, Ministério Público
Estadual, Procon da Assembleia Legislativa, Conselho Regional de Medicina
(CRM), Associação dos Hospitais de Minas Gerais e a própria
ANS.
Canal. De acordo com a ouvidora da ANS, Stael Riani, a insuficiência
de rede e a falta ou negativa de atendimento são problemas que os
consumidores denunciam, embora a ouvidoria não seja o melhor canal.
"A ouvidoria foi criada para aprimorar as questões da própria
agência. O problema da qualidade do atendimento tem um canal próprio
para reclamações, pelo telefone 0800 701-9656", disse.
"Mas os consumidores, de uma forma mais contundente, também
estão buscando na ouvidoria a possibilidade de discutir esses temas",
completa. Outras demandas registradas pela ouvidoria são consultas,
elogios ou sugestões. Em 2009, foram 4421 registros, segundo a ANS.
Relatório ANS
2005
Demandas - 1330
Reclamações - 648 (48,0%)
2006
Demandas - 1468
Reclamações - 925 (63,0%) 2007
Demandas - 1131
Reclamações - 694 (61,4%)
2008
Demandas - 2109
Reclamações - 1338 (63,4%) 2009
Demandas - 4421
Reclamações - 2923 (66,1%) (O
tempo)
14.04 - ANS quer prazo máximo para atendimento nos hospitais
Entre 2000 e 2009, o número de brasileiros com planos de saúde
avançou 40% no país – mas, na contramão, a rede credenciada
de médicos vem sendo reduzida. Os leitos hospitalares também
não estão sendo capazes de absorver a demanda. O resultado
são filas que, nos consultórios, podem chegar a mais de 30
dias, além de urgências e emergências superlotadas,
lembrando os hospitais referência do Sistema Único de Saúde
(SUS). Para conter a avalanche de novos clientes sem a correspondente capacidade
de atendimento, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
estuda colocar em vigor uma norma para estipular um tempo máximo
para marcação de consulta.
Há 10 anos, Belo Horizonte tinha cerca de 12 mil leitos em sua
rede hospitalar, incluindo o sistema público e privado. Hoje, são
10 mil. Em contrapartida, nos últimos três anos, os planos
de saúde em Minas Gerais cresceram a uma proporção
de 7,7% ao ano, superando a média nacional de 5,1%, segundo números
do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS). nesta terça-feira,
a Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia
Legislativa vai debater o que chama de overbooking da saúde: a venda
de serviços superior à capacidade de entrega dos planos.
A proposta é ingressar com uma ação cível pública
para forçar uma proporcionalidade no sistema. “A princípio,
não concordamos com a ideia da ANS de estipular tempo máximo
de espera para marcação de consultas. O que a agência
deve garantir é o crescimento da rede na mesma proporção
que as empresas aumentam sua base de clientes. Enquanto isso, a comercialização
deve ficar suspensa”, aponta o deputado estadual Délio Malheiros,
que preside a comissão.
Enquanto o número de clientes se multiplica, a oferta desacelera.
Para se ter ideia, em 2003, a Unimed, maior cooperativa médica do
estado, com cerca de 40% do mercado, mantinha a média de 100 clientes
por médico. Em 2007, eram 135 clientes – e, este ano, são
175. Por outro lado, nos últimos três anos a cooperativa incorporou
269 mil clientes a sua base. O crescimento entre 2002 e 2009 é surpreendente.
A Unimed cresceu 84%, saltando de 459 mil clientes para 845 mil, mas a
redução em número de médicos foi de aproximadamente
4 mil profissionais.
Longa espera
Na última semana, o empresário Bruno Lins torceu o joelho.
Foram três hospitais diferentes até conseguir atendimento.
“Comecei no Life Center. Esperei mais de duas horas, sentindo dor, e não
conseguir nem dar entrada no meu pedido”, diz. De lá, seguiu para
o Santo Ivo, que estava sem plantão de ortopedia. Dirigiu-se então
ao Felício Rocho onde, depois de mais duas horas esperando, conseguiu
ser atendido. Bruno precisou também marcar uma consulta, que indicou
necessidade de cirurgia. “Só consegui marcar porque um amigo da
família intercedeu por mim. Do contrário, teria que esperar
mais de 15 dias”, comenta o empresário, que há 15 anos é
usuário de um mesmo plano de saúde.
Em nota oficial, a Unimed-BH ressaltou que tem hoje 47 hospitais em
sua rede credenciada, ofertando cerca de 2,5 mil leitos. A cooperativa
apontou que, em maio, entrará em funcionamento o hospital da rede
própria Unimed-BH, com a disponibilidade de mais 250 leitos. A cooperativa
não informou qual era a sua base de leitos em 2002 e 2006, o que
impossibilita a comparação entre o crescimento da carteira
e o da rede. Segundo a Unimed-BH, a cooperativa investiu R$ 30 milhões
de incentivo à acreditação dos hospitais credenciados.
Além disso, tem convidado os hospitais a também expandir
a rede.
A superlotação nas urgências e emergência
foi tema de recente reportagem do Estado de Minas , que mostrou a espera
de pacientes, que pode ser superior a seis horas, levando até um
dia inteiro. “O artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor está
sendo violado. As operadora estão mudando unilaterlamente o contrato”,
afirma o deputado. (Estado de Minas)
13.04 - Convênios começam a reajustar os preços
Os planos de saúde novos, ou seja, que ainda não foram
contratados e são oferecidos pelas operadoras a novos clientes,
tiveram seus preços reajustados em cerca de 5% neste ano, segundo
levantamento feito pelo Agora.
A reportagem pesquisou os planos mais básicos de seis empresas
e verificou o aumento em quatro delas. A comparação foi feita
entre os preços praticados em fevereiro deste ano e os deste mês.
(Débora Melo e Gisele Lobato - Agora S.Paulo)
13.04 - Normativos: Uma abordagem estruturada para as operadoras
Nesta sexta-feira, dia 16, gestores, administradores, profissionais
e advogados das operadoras terão uma excelente oportunidade para
proceder a uma reflexão sobre a abrangência dos normativos
da ANS, as implicações, desdobramentos e os riscos e possíveis
impactos na administração e operação dos planos
de saúde de nosso país.
O Espaço AssPreviSite Saúde promove, das 9h00 às
13H00, uma reunião debate que tratará desta temática
de grande interesse para todos os atores do sistema.
Convidamos os expressivos escritórios de advocacia do sistema
para expor seus comentários, observações e alertas
sobre este contexto. Nossa reunião acontece no Auditório
do Metrus, em São Paulo. Participe e faça a sua empresa
presente em mais este Espaço
AssPreviSite Saúde. Será uma excelente oportunidade
para uma abordagem estruturada sobre o tema. Informações
adicionais e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
13.04 - ‘Dupla porta’ poderá ser punida
Diretores de hospitais onde há tratamento diferenciado para
usuários de planos de saúde e pacientes do sistema público
estarão sujeitos a um processo disciplinar no Conselho Regional
de Medicina, por discriminação. Também poderão
ser punidos pela chamada “dupla porta” (que prevê filas distintas
para pacientes do Sistema Único de Saúde e para os de planos
privados) os médicos que trabalhem nas instituições.
“Antes do novo Código de Ética Médica, somente
podiam ser punidos profissionais por irregularidades cometidas durante
o exercício da atividade de médico. Agora isso foi ampliado:
administradores de instituições, secretários de Saúde,
professores também podem ser punidos por atividades que desrespeitem
as normas éticas”, explica o presidente do Conselho Federal de Medicina,
Roberto Luiz D’Ávila.
Com as novas regras, um secretário de Saúde que determine,
por exemplo, que médicos tratem um número exagerado de pacientes
em um curto espaço de tempo ou que não garanta condições
adequadas de trabalho poderá ser alvo de um processo. D’Ávila
esclarece, porém, que somente secretários de Saúde
que sejam médicos podem ser processados.
O médico classifica a porta dupla uma das formas mais odiosas
de discriminação existentes no setor da saúde.
“Em tese, assim que o novo código entrar em vigor, o Conselho
Regional de Medicina de São Paulo, por exemplo, poderia ingressar
com ações contra o atendimento diferenciado existente no
Hospital das Clínicas”, diz o presidente do CFM. “Essa etapa seria
uma medida mais drástica.”
Desde a década de 1990, parte dos hospitais públicos
passou a adotar essa nova forma de atendimento. As instituições
trabalham com duas filas: uma para pacientes de planos privados – geralmente
com atendimento bem mais rápido – e outra para quem vem do Sistema
Único de Saúde.
O argumento usado é de que, com recursos provenientes do pagamento
de planos de saúde, é possível engordar o faturamento
da instituição, o que traria benefícios para todos
os pacientes. A tese, no entanto, sempre provocou críticas inflamadas,
entre elas do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
(Lígia Formenti - Jornal da Tarde)
12.04 - Nesta sexta: Reunião trata normativos da ANS
A reunião desta sexta-feira, dia 16 de abril, será uma
oportuna leitura e reflexão sobre os impactos, desdobramentos e
implicações das resoluções da ANS na
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país. Os riscos jurídicos, administrativos
e operacionais dos recentes normativos da ANS serão objeto de uma
abordagem por advogados de renome do setor, dirigentes e especialistas,
nossos convidados para tratar desta temática.
Venha ampliar, ratificar ou mesmo dividir a sua visão sobre
este assunto estratégico para todas as operadoras do sistema de
saúde suplementar.
Nossa reunião acontece no Auditório do Metrus, em São
Paulo.
Sua operadora não pode ficar de fora! É um encontro
voltado aos administradores, dirigentes, gestores, advogados e profissionais
que operam ou se relacionam com os interesses das operadoras de planos
de saúde.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
12.04 - Plano dificulta vida de paciente de câncer
Pacientes que recebem o diagnóstico de câncer acabam descobrindo
que terão que recorrer à Justiça para fazer o tratamento.
A maioria tem dificuldade de conseguir que o plano de saúde cubra
os custos da terapia. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, nesta
quinta, 8 de abril, a advogada especialista em direito da saúde
Rosana Chiavassa afirmou que, no Brasil, alguns planos de saúde
antigos ainda restringem o tratamento a esses pacientes.
“Nos contratos antigos, as restrições para câncer
eram muito grandes. Muitos só cobriam a cirurgia e a extração.
Hoje, já flexibilizaram e dão também cobertura à
quimioterapia e à radioterapia. Os antigos não cobrem o que
é novo no tratamento. Usam uma série de argumentos para não
cobrir os medicamentos que são muito caros, custam R$ 90 mil por
mês”, relatou Rosana.
De acordo com a advogada, tem sido comum pacientes entrarem na Justiça
para que o plano arque com as despesas do tratamento e que, dificilmente,
o juiz nega esse direito, justamente por ser um tratamento essencial para
a vida da pessoa. “Não tem outra alternativa para conseguir o tratamento.
Só entrando na Justiça para conseguir uma liminar que obrigue
o plano de saúde a custear o tratamento”, disse.
Para entrar na Justiça, o paciente precisa procurar um advogado,
munido de todos os documentos, cópia do contrato do plano de saúde,
as últimas três mensalidades pagas e do relatório médico
que comprove a necessidade do tratamento.
“O resultado é rápido. No máximo, pode demorar
uma semana, mas há casos em que, no mesmo dia, essa liminar é
concedida. Não é difícil. Os planos não estão
agindo ilicitamente porque o contrato a restrição do tratamento,
mas, como a cláusula é considerada abusiva pela Justiça,
deixa de ter efeito para aquele caso”. (Gisiela Klein - Agência
Brasil/eBand)
12.04 - Home Doctor é hexa no Top Hospitalar
Pela sexta vez consecutiva, a Home Doctor conquistou o Top Hospitalar,
principal prêmio do segmento, na categoria home care. Este prêmio
chega num momento de comemorações importantes para a empresa,
que completou 15 anos e que, recentemente, conquistou a Acreditação
Nível 3 (certificação máxima) em boas práticas
assistenciais, concedido pela Organização Nacional de Acreditação
(ONA), a mais importante organização certificadora de excelência
na qualidade e segurança assistencial de saúde no País.
“Estamos muito orgulhosos por receber o prêmio e por ser
a sexta vez consecutiva. Essa premiação mostra o quanto temos
trabalhado com seriedade e foco no bem-estar dos nossos pacientes. Sermos
reconhecidos por profissionais da área, que trabalham no dia a dia
desse importante setor, aumenta ainda mais a nossa satisfação
em receber o Top Hospitalar. Esse reconhecimento é uma conquista
de nossa equipe, que busca levar serviços cada vez mais qualificados
e atenciosos aos pacientes e clientes”, ressalta Dr. Ari Bolonhezi, do
Conselho Presidencial da Home Doctor.
O Prêmio Top Hospitalar, que é realizado desde 1997, tem
o objetivo de promover os melhores prestadores de serviços da área
de saúde, além de criar benchmark e contribuir para o desenvolvimento
contínuo para o mercado de saúde. Para tanto, todos os anos,
é formado um comitê com cerca de 200 lideranças do
setor da saúde, que é responsável pela formação
de uma lista tríplice que abrange 25 categorias em toda a cadeia
do setor de saúde.
Posteriormente, essa lista é aberta para votação
aos leitores qualificados das revistas Fornecedores Hospitalares e Saúde
Business. Cada pessoa pode votar uma única vez, pelo sistema de
pesquisa on line com identificação de usuário e senha.
Desde 2006, o segmento de home care está na lista de Categorias
Especiais da premiação, que dá destaque às
empresas que são referência em qualidade de produtos e serviços
no mercado médico-hospitalar. Por manter seus altos padrões
de qualidade no atendimento prestado aos seus pacientes e por ser a marca
mais lembrada no segmento de home care, a Home Doctor foi vencedora do
Top Hospitalar nos últimos cinco anos e agora, em 2009, conquista
o prêmio pela sexta vez. (AssPreviSite)
09.04 - Rol de Procedimentos: Impactos
O impacto das novas regras para os planos de saúde empresariais
A partir de 07.06.2010, entrará em vigor a nova versão
do Rol de Procedimento e eventos em Saúde. As mudanças afetarão
todos os planos de saúde novos (contratados após 01/01/99),
que deverão cumprir a Resolução Normativa nº
211.
Dentre as alterações previstas, destacam-se a inclusão
de 70 novas coberturas obrigatórias, dentre elas, cirurgias torácicas
realizadas por vídeo, transplante alogênico de medula óssea,
exames de genética, 17 novos exames laboratoriais, entre outras.
Outras mudanças importantes são: a nova elegibilidade para
prestadores de serviços, tempo de contrato, multa na rescisão
contratual e reajuste anual dos contratos, por conta destas novas coberturas
as operadoras estão prevendo um aumento nos custos que poderá
variar de 5 a 8%.
Segundo Débora Maia, consultora da GIB – Gestão Integrada
de Benefícios, o maior risco será o reajuste anual do contrato
do plano. Nunca foi tão importante acompanhar a performance dos
programas de saúde empresariais como agora.
“As empresas que desconhecem o perfil de sinistralidade e não
estão acostumadas a receberem algum diagnóstico prévio,
poderão ter uma surpresa negativa dentro de 12 meses com risco de
inviabilizar a manutenção de beneficio”, afirma a consultora.
Nos planos odontológicos também haverá a inclusão
de 16 novos procedimentos. Para os novos contratos, ainda não implantados,
o custo médio dos planos poderá sofrer um aumento de 8-12,5%.
As revisões do Rol de Procedimento passarão a ser feitas,
no mínimo a cada dois anos. (Revista Cobertura)
09.04 - Próxima sexta: Reunião trata normativos da ANS
A reunião do próximo dia 16 de abril será uma
oportuna leitura e reflexão sobre os impactos, desdobramentos e
implicações das resoluções da ANS na
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país. Os riscos jurídicos, administrativos
e operacionais dos recentes normativos da ANS serão objeto de uma
abordagem por advogados de renome do setor, dirigentes e especialistas,
nossos convidados para tratar desta temática.
Venha ampliar, ratificar ou mesmo dividir a sua visão sobre
este assunto estratégico para todas as operadoras do sistema de
saúde suplementar.
Nossa reunião acontece no Auditório do Metrus, em São
Paulo.
Sua operadora não pode ficar de fora! É um encontro
voltado aos administradores, dirigentes, gestores, advogados e profissionais
que operam ou se relacionam com os interesses das operadoras de planos
de saúde.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
09.04 - ANS aprova aquisição da Unibanco Saúde
pela Tempo Assist
A aquisição de 100% do capital social da Unibanco Saúde
pela Tempo Assist foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) em 1 de março. Em 24 de setembro de 2009, foi
assinado um Memorando de Entendimentos entre Tempo, Itaú Unibanco
S.A. e Itaú Seguros S.A. que listava as condições
gerais sobre a transação.
A aquisição, já aprovada pelo Sistema Brasileiro
de Defesa da Concorrência (SBDC), passará à aprovação
pelos acionistas da Tempo Assist em Assembléia Geral Extraordinária,
para o cumprimento dos trâmites legais visando à efetivação
da aquisição. Com a aquisição, a Tempo Assist,
que desde 2003 já prestava os serviços de administração
de todo o backoffice da Unibanco Saúde, passa a realizar também
a gestão do risco. (Jornal Monitor Mercantil)
08.04 - Pediatras voltam a atender conveniados em Brasília
Acordo entre médicos e operadoras põe fim a boicote que,
por mais de um ano, obrigou clientes a pagarem por consultas em emergências
e consultórios
Os clientes de planos de saúde que têm filhos pequenos
já podem respirar aliviados. Depois de mais de um ano de discussões
entre as empresas de convênios e os pediatras de Brasília,
as duas partes finalmente fecharam um acordo. Com isso, a maioria dos planos
volta a ser aceita nas emergências dos hospitais particulares a partir
deste mês. No ano passado, com o boicote organizado pelos médicos
contra as operadoras, os pacientes tinham que gastar até R$ 120
por uma consulta no pronto-socorro, mesmo pagando em dia a mensalidade
do plano. A partir de agora, o atendimento volta a ser coberto pelas empresas
de convênio.
Apesar do acordo, nem todas as reivindicações dos médicos
foram aceitas. Os pediatras pediam o repasse de R$ 90 por consulta, mas
conseguiram fixar um piso de R$ 60 para cada atendimento realizado nas
emergências ou nos consultórios. A categoria decidiu pôr
fim ao boicote com a condição de voltar a negociar, nos próximos
dois anos, novos aumentos nos honorários. A partir de agora, eles
passaram a receber de R$ 60 a R$ 90 por consulta. Antes do boicote, o piso
era de R$ 44.
O presidente da Sociedade Brasiliense de Pediatria, Dennis Alexander
Burns, explica que o valor do piso ainda não é o ideal. "Não
chegamos ao valor que desejávamos, mas avançamos bastante
nas negociações nos últimos dois meses. Todos os planos
que chegaram aos R$ 60 por consulta estão voltando a ser aceitos
a partir deste mês. Algumas negociações foram feitas
diretamente pela Sociedade de Pediatria. Mas, em alguns casos, os médicos,
por meio de suas clínicas, negociaram separadamente com os planos
de saúde", explica o presidente da entidade.
A pressão contra os planos de saúde rendeu ainda outras
vitórias à categoria. O pagamento do valor da consulta de
retorno passará a ser pago aos médicos, que também
serão remunerados em caso de visita a pacientes internados. A partir
da segunda visita diária, os pediatras terão direito a 30%
do valor pago por atendimento.
Consenso positivo
A gerente do Sindicato dos Donos de Hospitais Particulares, Daniele
Feitosa, comemora o acordo entre os pediatras e as operadoras de planos
de saúde. "Entendemos o pleito dos médicos, a remuneração
deles realmente era baixa. Esse consenso entre as partes é bom para
os pediatras, para as empresas, para os hospitais, mas, principalmente,
para a sociedade", afirma Daniele.
Apesar de os hospitais não interferirem na negociação
entre planos de saúde e médicos, as unidades privadas também
foram prejudicadas pelo boicote. Como os pediatras não aceitavam
atender por convênio, os pacientes tinham que pagar pela consulta
no pronto-socorro e acabavam atribuindo o problema à direção
do próprio hospital.
Segundo o diretor da Sociedade Brasiliense de Pediatria José
Marco Andrade, agora, o objetivo dos médicos é alcançar
os R$ 90 exigidos inicialmente dentro de dois anos. "Claro que esse valor
terá que ser reajustado com a inflação. Apesar de
termos chegado a um acordo, muitos profissionais, principalmente nos consultórios,
decidiram suspender definitivamente os contratos com os planos. E estão
trabalhando de maneira muito melhor", afirma o pediatra.
1 - Planos privados
Pelo menos 700 mil pessoas são clientes de planos de saúde
no Distrito Federal. Desses, 120 mil são crianças. No DF,
o mercado está dividido entre as empresas de medicina de grupo e
as entidades de auto-gestão, ligadas principalmente a órgãos
públicos e tribunais.
Apesar de termos chegado a um acordo, muitos profissionais, principalmente
nos consultórios, decidiram suspender definitivamente os contratos
com os planos. E estão trabalhando de maneira muito melhor"
José Marco Andrade, diretor da Sociedade Brasiliense de Pediatria
Pais aliviados
A notícia de acordo entre médicos e planos é motivo
de comemoração para os pais. Ter de pagar pelas consultas,
além dos gastos mensais com o convênio, é uma alta
para a maioria das famílias brasilienses. A taquígrafa Dilza
Paula da Mota, 48 anos, reclama da cobrança pelas consultas e conta
que se sentia insegura quando o plano de saúde era recusado na emergência
pediátrica. "É um absurdo a gente ter que pagar pelo plano
de saúde e depois ainda gastar com o atendimento justamente quando
a gente precisa. Espero que isso não volte a acontecer", diz Dilza,
mãe de Guilherme, 9 anos.
Para o assessor Rodrigo Ribeiro Miranda, 24 anos, o acordo entre pediatras
e convênios é bem-visto. "Desde o ano passado, meu plano não
era aceito em quase nenhum hospital para a consulta na pediatria", lembra
Rodrigo, pai do pequeno Felipe, que, em breve, completará um ano.
O convênio de Rodrigo voltou a ser aceito nos pronto-socorros dos
principais hospitais particulares da cidade.
A pediatria é considerada uma especialidade de baixo retorno
financeiro. Normalmente, uma consulta não gera outros procedimentos,
como exames, que podem render mais ganhos extras aos hospitais e aos médicos.
Na cardiologia, por exemplo, todos os atendimentos requerem a realização
de eletrocardiogramas ou testes de esforço, que ajudam a engordar
o orçamento dos especialistas e dos empresários do ramo.
(Helena Mader - Correio Braziliense)
08.04 - Próxima sexta: Reunião trata normativos da ANS
A reunião do próximo dia 16 de abril será uma
oportuna leitura e reflexão sobre os impactos, desdobramentos e
implicações das resoluções da ANS na
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país. Os riscos jurídicos, administrativos
e operacionais dos recentes normativos da ANS serão objeto de uma
abordagem por advogados de renome do setor, dirigentes e especialistas,
nossos convidados para tratar desta temática.
Venha ampliar, ratificar ou mesmo dividir a sua visão sobre
este assunto estratégico para todas as operadoras do sistema de
saúde suplementar.
Nossa reunião acontece no Auditório do Metrus, em São
Paulo.
Sua operadora não pode ficar de fora! É um encontro
voltado aos administradores, dirigentes, gestores, advogados e profissionais
que operam ou se relacionam com os interesses das operadoras de planos
de saúde.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
08.04 - Unidas: Seminário em Brasília
I Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
em Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão
26 e 27 de abril de 2010
Hotel Naoum Plaza Brasília
SHN - Setor Hoteleiro Norte, Quadra 05, Bloco H
Brasília/DF
O evento, com repercussão nacional, é um importante ambiente
de debate da área de assistência à saúde suplementar,
sendo este o propósito maior da UNIDAS nos eventos que promove como
forma de estimular a reflexão de todos os agentes da área
da saúde. Com um público estimado em 200 participantes o
"I Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em
Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão" terá o objetivo
de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para o segmento
de autogestão em saúde.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855
ou e-mail seminario@unidas.org.br.
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS pelo
telefone 3289-0855, ou pelo e-mail: sandra@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
07.04 - Exclusividade entre cooperativa e médicos é nula
É inválida cláusula de estatuto social que impõe
a médicos cooperados o dever de exclusividade. O entendimento unânime
é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. O ministro
Humberto Martins foi o relator do recurso ajuizado pelo Conselho Administrativo
de Desenvolvimento Econômico (Cade) contra decisão do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região.
Na primeira instância, a Unimed Santa Maria, sociedade cooperativa
de serviços médicos, ajuizou ação de anulação
de procedimento administrativo contra o Cade. Julgada improcedente a ação,
a cooperativa recorreu ao TRF-4. O tribunal, seguindo entendimento do STJ,
acolheu o recurso. De acordo com a decisão, seria lícita
a cláusula de exclusividade estabelecida pela cooperativa, a fim
de que os cooperados não prestassem serviços médicos
a outras operadoras de plano ou assistência à saúde,
uma vez que o cooperado é sócio e não iria concorrer
com ele mesmo.
O Cade argumentou, em recurso ao STJ, que a cláusula impedia
a entrada e a permanência de concorrentes no mercado geográfico,
visto que outras operadoras de assistência à saúde
não conseguiriam manter um número aceitável de médicos
conveniados. Alegou, ainda, violação a lei específica.
A Unimed, em contra-razão, afirmou que a cláusula foi julgada
válida sob o aspecto da concorrência pela 3ª e 4ª
Turmas do Tribunal.
Em voto, o ministro Humberto Martins ressaltou que o precedente citado
pela Unimed, da 4ª Turma desta Corte, não se aplica ao presente
caso. Segundo o ministro, a previsão regimental não prevê
a competência da 4ª Turma para decidir sobre matéria
de concorrência, ainda que tenha analisado a questão.
O ministro lembrou que a exigência de exclusividade, prevista
na lei que instituiu o regime jurídico das cooperativas, não
se aplica aos profissionais liberais, excluindo, portanto, os médicos
cooperados. Segundo ele, a lei que dispõe sobre os planos de assistência
à saúde veda às operadoras, independentemente de sua
natureza jurídica constitutiva, impor contratos de exclusividade
ou de restrição à atividade profissional.
Para o ministro, a exigência de exclusividade inviabiliza a instalação
de concorrentes, denotando uma dominação artificial de mercado
que impede o ingresso de outros agentes econômicos na área
de atuação.
REsp 117.260-3 (Consultor Jurídico)
07.04 - Riscos e impactos dos normativos da ANS
A reunião do próximo dia 16 de abril será uma
oportuna leitura e reflexão sobre os impactos, desdobramentos
e implicações das resoluções da ANS na
administração e operação dos planos de saúde
de nosso país. Os riscos jurídicos, administrativos
e operacionais dos recentes normativos da ANS serão objeto de uma
abordagem por advogados de renome do setor, dirigentes e especialistas,
nossos convidados para tratar desta temática.
Venha ampliar, ratificar ou mesmo dividir a sua visão sobre
este assunto estratégico para todas as operadoras do sistema de
saúde suplementar.
Nossa reunião acontece no Auditório do Metrus, em São
Paulo.
Sua operadora não pode ficar de fora! É um encontro
voltado aos administradores, dirigentes, gestores, advogados e profissionais
que operam ou se relacionam com os interesses das operadoras de planos
de saúde.
Taxa de adesão de R$ 200,00 (duzentos reais). Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
07.04 - Compra da Unibanco Saúde pela Tempo é aprovada
ANS deu sinal verde para a aquisição do último
dia 24 de setembro
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou
a compra de 100% da Unibanco Saúde Seguradora pela Tempo Participações.
A aquisição foi firmada no último dia 24 de setembro
por meio de um acordo com o Itaú Unibanco e Itaú Seguros.
A empresa possui cerca de 900 clientes corporativos, por meio dos quais
atende 70 mil usuários. (Saúde Business Web)
06.04 - Procon/BA: Queixas contra plano de saúde
Terminou na quarta-feira (31), o prazo que os consumidores beneficiários
dos planos de saúde SulAmérica e Bradesco têm para
decidirem quanto ao pagamento da cobrança retroativa, imposta pelas
operadoras, após a suspensão da liminar que proibia a cobrança
em 2005.
Desde que começaram a ser entregues as correspondências
de notificação do aumento, 640 consumidores registraram reclamações
nos postos de atendimento do Procon/BA contra a cobrança. Entre
os dias 14 e 16 de abril, serão realizadas as primeiras conciliações
a fim de diminuir o ônus da cobrança para os consumidores
que procuraram o órgão.
Na Bahia, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo,
por um lado, a Defensoria Pública do Estado da Bahia, a Defensoria
Pública da União, o Procon de Feira de Santana e a Coordenadoria
Municipal de Defesa do Consumidor de Salvador, e, de outro, a SulAmérica
Companhia de Seguro Saúde.
O TAC tem por objetivo compor os interesses das partes no que diz respeito
à forma de pagamento, repercutindo apenas nas situações
em que os consumidores pretendam fazer acordo.
Os consumidores poderão ter acesso à nota pública
sobre o assunto,
publicada pelo Procon/BA, no site da SJCDH, assim omo as demais informações
e peças do processo judicial. Outras questões pdem ser respondidas
através do e-mail duvidassegurosaude2005@sjcdh.ba.gov.br.
(iBahia)
06.04 - Reunião: Normativos da ANS e a gestão das operadoras
O AssPreviSite promove no próximo dia 16 de abril, em São
Paulo, uma oportuna reunião com o tema "Normativos da ANS: Regulação
ou "restrição" ao sistema atual".
Como amplamente divulgado pela mídia nos últimos dias
e vivenciado no dia a dia pelas operadoras do sistema, o contexto originário
das últimas resoluções da ANS têm despertado
grande atenção e algumas preocupações sobre
o grau de influência na saúde das empresas que atuam no setor.
O Espaço AssPreviSite Saúde irá reunir especialistas
do setor para discutir os principais aspectos, riscos e impactos destes
normativos da ANS, promovendo uma ampla reflexão sobre o seu
contexto para os tradicionais atores do sistema de saúde suplementar.
Nossos convidados irão expor suas observações e alguns
"alertas" sobre os "riscos jurídicos/administrativos/operacionais"
que as várias modalidades de operadoras em seus vários portes
estão sujeitas com a situação oriunda das resoluções
da ANS. Os debatedores convidados são destacados advogados
do segmento, especialistas e estudiosos do setor de saúde suplementar.
A oportuna e relevante reunião que trata desta temática
acontece na manhã do dia 16 de abril de 2010, das 9:00 às
13:00 horas, no Auditório do Instituto Metrus, na Alameda Santos,
1827 - 1º andar (região da Avenida Paulista - próximo
a estação Trianon do Metro). Taxa de adesão
R$ 200,00 (Duzentos Reais). Vagas limitadas. Sua operadora não
pode ficar de fora! É um encontro voltado aos administradores,
dirigentes, gestores, advogados e profissionais que operam ou se relacionam
com os interesses das operadoras de planos de saúde. Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
06.04 - Abramge-SP: Situação das PMEs de Planos de Saúde
O evento deve se repetir em outras capitais do País
Regulamentação diferenciada para as Pequenas e Médias
Operadoras de Planos de Saúde especialmente do interior do País
e uma cobertura segmentada para públicos diferentes. Estas são
as duas reivindicações que a Abramge deverá levar
à ANS, apresentadas ontem em Road Show Pequenas e Médias
Operadoras realizado em São Paulo, com a presença de cerca
de 70 diretores econômico-financeiros e contadores do setor. O Road
Show deverá seguir para outras capitais do Brasil.
Cyro Alves de Britto Filho, presidente da Abramge-SP e da Comissão
de Pequenas e Médias Operadoras da Abramge Nacional, mostrou-se
preocupado com o grande número de normas criadas pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), principalmente no final do
ano, estabelecendo regras contábeis que podem sobrecarregar as operadoras
de planos de saúde de pequeno e médio portes. Ele enfatizou
o papel das PMOps no Sistema da Saúde Suplementar. "Tenho certeza
da importância das PMOps. Hoje, somos responsáveis pelo atendimento
de 49% dos beneficiários dos planos de saúde no País",
afirmou.
Já Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge, lembrou
que os planos de saúde não podem ser elitizados por normas
ou coberturas."Temos que atingir cerca de 80 ou 90 milhões de pessoas
da classe C e D. Elas estão tendo dificuldades para contratar um
plano de saúde dado ao número de obrigações
impostas pela ANS, que encarece o produto", declarou.
Além dos presidentes da Abramge, o encontro teve a participação
de Antonio Westenberger, sócio-diretor da Ícone Consultoria,
que falou sobre Análise Atuarial do Novo Rol de Procedimentos, segundo
ele está quase terminado o estudo sobre o impacto econômico
do novo rol, realizado por Comissão Técnica da Abramge, da
qual faz parte. Wagner Barbosa de Castro, diretor do Sinamge e da Comissão
Econômica da Abramge, por sua vez, destacou a importância dos
contadores serem profissionais especializados em planos de saúde.
“Não adianta terceirizar sem que o profissional conheça
o setor”, enfatizou.
Dagoberto José Steinmeyer Lima, chefe do Departamento Jurídico
da Abramge, falou sobre o impacto do novo rol. Segundo ele, o departamento
jurídico tem vários argumentos prontos para rebater alguns
itens relacionados aos novos procedimentos. Entre eles aqueles que dizem
respeito a Acidente de Trabalho e Saúde Ocupacional. Luciano De
Biasi, auditor independente, falou sobre as atuais exigências contábeis
para as OPS.
Presença da ANS
No período da manhã, o Gerente-Geral de Acompanhamento
das Operadoras e Mercado do DIOPE da ANS, Fábio Fonseca, participou
do Workshop ANS – Abramge-SP, sobre Alterações
Contábeis, Econômico-financeiras e Reservas Garantidoras.
Fábio focalizou detalhes sobre alterações nos planos
de conta. As mudanças das leis 6.404 e 11.941 que abordam demonstrações
do fluxo de caixa, estrutura de balanço patrimonial e obrigatoriedade
de novas bases de depreciação, entre outros itens. O representante
da ANS respondeu a várias dúvidas dos participantes, especialmente
aquelas sobre resoluções e instruções recentes
impostas pelo órgão regulador. (Abramge/AssPreviSite)
05.04 - Normativos da ANS e a gestão das operadoras
O AssPreviSite promove no próximo dia 16 de abril, em São
Paulo, uma oportuna reunião com o tema "Normativos da ANS: Regulação
ou "restrição" ao sistema atual".
Como amplamente divulgado pela mídia nos últimos dias
e vivenciado no dia a dia pelas operadoras do sistema, o contexto originário
das últimas resoluções da ANS têm despertado
grande atenção e algumas preocupações sobre
o grau de influência na saúde das empresas que atuam no setor.
O Espaço AssPreviSite Saúde irá reunir especialistas
do setor para discutir os principais aspectos, riscos e impactos destes
normativos da ANS, promovendo uma ampla reflexão sobre o seu
contexto para os tradicionais atores do sistema de saúde suplementar.
Nossos convidados irão expor suas observações e alguns
"alertas" sobre os "riscos jurídicos/administrativos/operacionais"
que as várias modalidades de operadoras em seus vários portes
estão sujeitas com a situação oriunda das resoluções
da ANS. Os debatedores convidados são destacados advogados
do segmento, especialistas e estudiosos do setor de saúde suplementar.
A oportuna e relevante reunião que trata desta temática
acontece na manhã do dia 16 de abril de 2010, das 9:00 às
13:00 horas, no Auditório do Instituto Metrus, na Alameda Santos,
1827 - 1º andar (região da Avenida Paulista - próximo
a estação Trianon do Metro). Taxa de adesão
R$ 200,00 (Duzentos Reais). Vagas limitadas. Sua operadora não
pode ficar de fora! É um encontro voltado aos administradores,
dirigentes, gestores, advogados e profissionais que operam ou se relacionam
com os interesses das operadoras de planos de saúde. Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
05.04 - Planos cobrem 26% da população do país
O número de brasileiros com plano de saúde atingiu 49,1
milhões em 2008, o equivalente a 26,3% da população
do país. Em 2003, segundo a pesquisa "Um panorama da saúde
no Brasil", eram 43 milhões de pessoas atendidas por planos de saúde,
ou 24,5% da população. O estudo, divulgado na última
quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), foi feito com base em informações da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad).
"Houve um pequeno aumento do percentual da população
coberto por planos. Com certeza isso expressa o aumento do emprego real.
Na maioria são planos de saúde providos pelas empresas, não
são planos individuais", disse o ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, lembrando que 73,7% da população utiliza
somente a rede do Sistema Único do Saúde (SUS).
O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, ressaltou ainda que a
mudança entre 2003 e 2008 foi pequena, ocorrendo muito mais no perfil
das pessoas que têm plano de saúde, que deixaram os planos
individuais, passando para planos de empresas.
Temporão cobrou também a mudança do perfil do
gasto com saúde no país. Segundo ele, 60% desse custo no
Brasil recai sobre as famílias e as empresas, com apenas 40% pagos
pelo setor público. "É impossível querer dar saúde
universal de qualidade em todo o território nacional, do procedimento
mais simples ao transplante de órgãos, numa base de financiamento
onde 60% dos gastos são das famílias e das empresas", criticou
Temporão. "Sem resolver o gargalo do gasto, fica muito difícil
chegar onde as pessoas querem", acrescentou, chamando a atenção
para a reforma no sistema de saúde feita pelo presidente Barack
Obama nos Estados Unidos.
A pesquisa apontou que 58,8 milhões de pessoas, 31,5% do total,
tinham doença crônica no país em 2008, acima dos 52,6
milhões, ou 29,9%, em 2003. Para Nunes, do IBGE, isso reflete o
processo de envelhecimento da população brasileira. Ele alertou
para a necessidade de políticas que compensem esse processo, inclusive
na formação dos médicos. (Rafael Rosas - Valor
Online)
05.04 - Plano de saúde é sonho para pobre
País tem 49 milhões de pessoas com esse tipo de assistência.
Mas só 10% de quem ganha até um salário pagam o seguro
Em todo o Brasil, os usuários de planos de saúde já
são 49 milhões de habitantes, ou 26% da população.
Os brasileiros de maior renda são os mais protegidos – a cobertura
dos convênios médicos chega a crescer mais de 30 vezes entre
a menor e maior faixa de renda da população. Por outro lado,
140 milhões de brasileiros utilizam o Sistema Único de Saúde
(SUS) e estão excluídos da proteção privada.
A divisão entre os usuários do sistema suplementar também
é concentrada por região. No Sudeste, o percentual da população
com planos chega 35,6%, enquanto no Nordeste este número cai para
13,2%. Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Os dados apontam que, entre 1998 e 2008, o número de usuários
dos planos de saúde cresceu de 24,5% da população
para 26,3%, o que corresponde à inclusão de cerca de 6 milhões
de brasileiros no sistema privado. Apesar de a maioria da população
(77,5%) usar planos contratados por empresas privadas, a renda é
determinante na aquisição do serviço. Entre a população
que recebe até um salário mínimo, apenas 10% tem um
plano particular. Já entre aqueles com renda superior a cinco salários
mínimos, 82,5% são protegidos por um seguro médico.
Um em cada cinco usuários de planos no Brasil tem os valores
da mensalidade totalmente pagos pelo empregador. Já 43,2% tem a
empresa como intermediária na negociação das mensalidades,
e 28,1% acerta as contas diretamente com a operadora.
O engenheiro civil Carlos Eduardo Barbosa tem renda individual superior
a cinco mínimos e ainda não experimentou o serviço
público. “Quando meu contrato com a empresa terminou, decidi pagar
um plano de saúde de forma particular”, comenta. Já o servente
de pedreiro Humberto Caique tem renda mensal equivalente a um salário
mínimo e nunca utilizou os serviços da rede privada. Quando
precisa, vai ao centro de saúde do Bairro Serra, em Belo Horizonte.
“Gostaria de ter um plano, mas o salário não dá para
pagar.”
Os dados da Pnad mostram que o desembolso para pagar um plano pode
pesar no orçamento. Entre os usuários do sistema privado,
15% pagam entre R$ 100 e R$ 200 pela mensalidade, 13% desembolsam entre
R$ 50 e R$ 100 e 4,5% arcam com faturas acima de R$ 500. Maria Lúcia
diz que a concentração dos convênios médicos
por faixa de renda é percebida também na distribuição
dos usuários por área de abrangência. Ela aponta que
6,7% dos usuários estão no meio rural, enquanto 29,7% dos
clientes da saúde privada estão na área urbana.
A redução do número de usuários de planos
individuais é reforçada pelo diretor da Associação
dos Serviços Assistenciais de Saúde Próprio de Empresas
de Minas Gerais (Asaspe-MG), Fábio Lage. Segundo ele, o grande financiador
da saúde privada são os planos empresariais coletivos e a
tendência é que dentro da atual legislação do
setor, esse percentual cresça, já que cada vez menos usuários
devem bancar os custos da despesa individual, que traz uma fatura bem mais
alta que a de um plano coletivo. Para Lage, a pequena incidência
dos convênios no meio rural, se deve a uma combinação
de fatores que começa na renda insuficiente da população,
até um serviço satisfastório do SUS na atenção
primária (consultas médicas). “As grandes operadoras ainda
não chegam ao interior e as pequenas têm dificuldades de oferecer
cobertura para as cooperativas de agropecuária”, avalia.
O bancário Thales Manduca conhece os dois sistemas. Antes de
ter um plano empresarial, ele era usuário do SUS. Com renda entre
dois e três salários mínimos, ele considera alta a
mensalidade de um seguro de saúde e compartilha a realidade de muitos
usuários do sistema suplementar. “Se não fosse pela empresa,
não teria um plano, voltaria para o SUS.” (Marinella Castro
- Estado de Minas)
01.04 - Resoluções da ANS: Uma avaliação
dos riscos
O AssPreviSite promove uma oportuna reunião com o tema "Normativos
da ANS: Regulação ou "restrição" ao sistema
atual" no próximo dia 16 de abril, em São Paulo.
Como amplamente divulgado pela mídia nos últimos dias
e vivenciado no dia a dia pelas operadoras do sistema, o contexto originário
das últimas resoluções da ANS têm despertado
grande atenção e algumas preocupações sobre
o grau de influência na saúde das empresas que atuam no setor.
O Espaço AssPreviSite Saúde irá reunir especialistas
do setor para discutir os principais aspectos, riscos e impactos destes
normativos da ANS, promovendo uma ampla reflexão sobre o seu
contexto para os tradicionais atores do sistema de saúde suplementar.
Nossos convidados irão expor suas observações e alguns
"alertas" sobre os "riscos jurídicos/administrativos/operacionais"
que as várias modalidades de operadoras em seus vários portes
estão sujeitas com a situação oriunda das resoluções
da ANS. Os debatedores convidados são destacados advogados
do segmento, especialistas e estudiosos do setor de saúde suplementar.
A oportuna e relevante reunião que trata desta temática
acontece na manhã do dia 16 de abril de 2010, das 9:00 às
13:00 horas, no Auditório do Instituto Metrus, na Alameda Santos,
1827 - 1º andar (região da Avenida Paulista - próximo
a estação Trianon do Metro). Taxa de adesão
R$ 200,00 (Duzentos Reais). Vagas limitadas. Sua operadora não
pode ficar de fora! É um encontro voltado aos administradores,
dirigentes, gestores, advogados e profissionais que operam ou se relacionam
com os interesses das operadoras de planos de saúde. Informações
complementares e inscrições através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
(AssPreviSite)
01.04 - Abramge entra na Justiça contra a ANS
Chefe da Comissão Jurídica do Sistema Abramge, Dagoberto
Lima, acredita que as regulamentações da ANS afetam o dia
a dia das operadoras
O novo rol de procedimentos e suas implicações no dia
a dia das empresas operadoras de planos de saúde refletem em várias
preocupações. "Algumas regulamentações que
foram feitas tanto na parte de reservas e provisões estão
complicando a situação das pequenas e médias empresas
e estão sendo bastante complicado para as grandes, mais ainda em
função de volume de negócios e beneficiários
que elas têm", argumenta o chefe da Comissão Jurídica
do Sistema Abramge, Dagoberto Steinmeyer Lima.
De acordo com o advogado, basicamente a resolução n.
195 foi parcialmente alterada por duas outras resoluções
e atingiu muito o mercado operador por ter mexido na forma de constatação
dos planos de saúde. "Isso atingiu muito os chamados planos coletivos
quer empresariais quer por adesão e, dentre estes, principalmente
os chamados planos coletivos por adesão, isso significa que a ANS
regulamentou num modelo extremamente diferente daquele que anteriormente
havia. Nós não temos dúvida nenhuma em achar que se
trata de uma resolução visando normatizar de uma forma mais
aprimorada o mercado, mas o que a gente não se conforma, e por isso
faz-se a resistência da agência em alterar, é que essa
resolução nos seus artigos 26 e 27 ela mandou aplicar a regra
nova nos contratos vigentes", contesta. "Significa uma intromissão
no contrato antigo."
Por este motivo, Lima entende que a resolução n. 195
é inconstitucional já que no inciso 36 do artigo 5º
da constituição federal diz que a nova norma não pode
ferir o ato jurídico perfeito nem o direito adquirido existente
antes do seu advento e nem a sentença judicial transitado julgado
antes do seu advento.
"Com essa colocação o sistema Abramge através
dos seus sindicatos entrou com uma ação na justiça
federal do Rio de Janeiro". Segundo Lima, pede-se uma liminar no sentido
do juiz, através de uma decisão, suspender o intrometimento
da ANS nos contratos antigos, aqueles vigentes. "A agência foi inflexível
em manter a regra geral", conclui. (Thaia Duó - Saúde
Business Web)
01.04 - Planos: Aviso ao usuário 30 dias antes se médico
mudar
O usuário de planos de saúde deverá ser comunicado
com 30 dias de antecedência, caso necessite se tratar com outro médico,
por conta do descredenciamento de um prestador de serviço.
Ao menos é o que determina o PL (Projeto de Lei) 6964/10, de
autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que está
tramitando em caráter conclusivo pela Câmara dos Deputados,
devendo ser analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de
Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Contratos
Ainda de acordo com a Agência, a proposta obriga os planos de
saúde a firmarem contratos com os profissionais de saúde
e clínicas credenciadas por estes. Dessa forma, enquanto durar o
contrato o consumidor terá o direito de se consultar com esses profissionais.
A proposta, segundo análise da senadora, irá evitar a
continuidade de práticas como o descredenciamento abusivo de prestadores
de serviços e a falta de reajuste das tabelas de honorários
dos médicos, garantindo, assim, a continuidade de assistência
aos consumidores.
“Espera-se que as relações entre operadoras e prestadores
de serviços se estabilizem em outro patamar, sem descredenciamento
imotivado e com reajustes periódicos. O consumidor terá a
garantia da prestação de serviço pelo seu médico
ou por outro equivalente”, diz a parlamentar, conforme publicado pela Agência
Câmara. (Gladys Ferraz Magalhães - InfoMoney)