30.07 - Plano com franquia barateará convênios
Empresas estudam a viabilidade de lançar modalidade semelhante
à dos seguros dos carros
As operadoras de planos de saúde estudam a viabilidade de vender
planos em que o cliente pague uma franquia, como nos seguros dos carros.
A ideia está sendo discutida pelo Instituto de Estudos da Saúde
Suplementar (IESS). Um plano com franquia permitiria baratear as mensalidades,
diz o superintendente executivo do IESS, o ex-ministro da Previdência
José Cechin. Segundo ele, o conceito existe nos EUA desde 2003 e
conta com 10 milhões de usuários.
Proposta em debate
Nesse sistema, além da mensalidade, o usuário deposita
um certo valor de franquia anual, que vai sendo abatido a cada consulta
ou exame, por exemplo. E, quando o usuário precisa de um serviço
que ultrapasse o valor, o plano paga. Por exemplo: uma franquia é
de R$ 500; gastam-se R$ 200 numa consulta e R$ 100 num exame; então,
o usuário precisa de uma internação de R$ 5 mil; o
plano banca o que exceder a franquia.
Se a franquia acumulada não é usada, vira uma poupança
que será devolvida ao usuário.
Vantagens
Com o modelo apresentado, segundo Cechin, a operadora divide os custos
dos tratamentos com os usuários e, por isso, poderá dar desconto
nas mensalidades.
As empresas também ganhariam, já que, com a nova modalidade,
os usuários limitariam a busca por consultas médicas e exames.
Para a Pro Teste, associação de defesa do consumidor, a nova
opção pode fazer com que os usuários deixem de fazer
exames preventivos, para não gastar a franquia.
O conveniado, por seu lado, além do desconto na mensalidade,
acumularia uma poupança que poderia ser usada na aposentadoria,
quando a necessidade de tratamento tende a ser maior. (Destak Jornal)
30.07 - Franquia nos planos pode trazer prejuízos
Entidades de defesa do consumidor são contra ideia lançada
pelas operadoras
A proposta de diminuir o valor das mensalidades dos planos de saúde
individuais por meio do pagamento de uma franquia não foi bem aceita
pelas entidades de defesa do consumidor, segundo informou o jornal O Globo.
Os maiores temores são de que o consumidor deixe de fazer exames
preventivos, piorando sua saúde, e de que a franquia sirva apenas
para capitalizar as empresas.
Pelo sistema, o usuário deposita um determinado valor de franquia
e vai abatendo consultas e exames. Quando a quantia acaba, a operadora
banca o restante.
De acordo com o superintendente executivo do Estudos da Saúde
Suplementar (IESS), José Cechin, o plano com franquia permitiria
baratear as mensalidades. Para não estimular uma indústria
de notas frias, é sugerido um mecanismo para transferir o dinheiro
da conta do plano para o médico.
Outro lado
A coordenadora institucional da Pro Teste Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, teme que, para
não mexer nessa poupança, o consumidor deixe de fazer seus
exames anuais. "Esse modelo pode ser perverso para a saúde do consumidor.
Além disso, hoje a operadora não consegue tirar o consumidor
de um plano individual, mas, por essa proposta, se o consumidor não
tiver o dinheiro da franquia, ele pode ficar sem plano nenhum. Falta ainda
explicar como fica a portabilidade de planos e a questão do tempo
de carência", afirmou ao Globo.
De acordo com o coordenador jurídico da Associação
de Proteção e Assistência aos Direitos da Cidadania
(Apadic), Antonio Mallet, essa proposta capitaliza as operadoras e aumenta
as obrigações dos consumidores. (Saúde Business Web)
Vai ficar mais fácil trocar o plano de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) facilitará
as regras para a portabilidade das carências em planos de saúde,
que é o direito do consumidor de mudar de convênio médico
sem esperar novamente até dois anos para receber determinadas coberturas.
A discussão sobre as principais mudanças está na reta
final, concentradas sobre a redução de prazos para esse direito
ser exercido e sua extensão para os usuários de planos coletivos
por adesão, como aqueles fechados através de um sindicato,
por exemplo. Isso significa a inclusão de 7,4 milhões de
pessoas no universo da portabilidade.
Nesta fase de debates, é importante que os usuários se
manifestem, o que pode ser feito, atualmente, através de entidades
envolvidas na discussão, como o Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec). De acordo com a ANS, porém, no próximo
dia 24 ocorrerá o que o órgão espera ser a última
reunião sobre o assunto, que depois já vai ser posto em consulta
pública, o que normalmente é feito através do endereço
eletrônico da agência, o www.ans.gov.br.
A ANS foi muito pressionada pelo baixo exercício da portabilidade,
que começou a vigorar em abril do ano passado. Até o último
mês, o número de consumidores que solicitaram e de fato fizeram
a mudança de plano de saúde levando consigo a carência
para o novo convênio médico ficou próximo a 1.500.
A questão é que mais de 7,5 milhões de pessoas, potencialmente,
poderiam exercer esse direito.
A ANS informa que só haverá uma outra reunião
antes da consulta pública caso os membros da Câmara Técnica
da Saúde Suplementar – entidades de defesa do consumidor, operadoras
de planos de saúde, prestadores de serviços – insistam em
um novo encontro.
Atualmente, só quem tem plano individual ou familiar novo (a
partir de 1999) pode usar a portabilidade. Entre os pontos mais discutidos
e que devem ir à consulta pública, está a inclusão
dos usuários de planos coletivos por adesão, aqueles de pessoas
com vínculo classista, setorial ou profissional com a pessoa jurídica
responsável pelo plano, a exemplo de sindicatos ou conselhos profissionais,
como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ideia é que eles possam
migrar para planos individuais.
Além da extensão do direto aos planos coletivos, um dos
assuntos mais discutidos foram os prazos menores para a portabilidade,
que poderia ser exercida durante quatro meses do ano, em lugar dos atuais
dois meses. Além disso, o tempo de permanência obrigatório
no plano de saúde de destino baixaria de 2 anos para 1 ano, após
a segunda portabilidade.
Entre outros pontos, também foi proposto o fim da obrigatoriedade
de migração entre planos de mesma abrangência geográfica,
seja nacional ou regional. (PortoGente)
29.07 - Defasagem nos honorários médicos causa polêmica
Problema já levou profissionais a se mobilizarem no sentido
de pedir até mesmo o descredenciamento em massa dos planos e seguros
de saúde
Os baixos valores dos honorários médicos pagos pelas
operadoras de planos de saúde vêm causando polêmica
e provocando debates entre os representantes da categoria médica
de todo o país. De acordo com o Conselho Federal de Medicina, nos
últimos 11 anos, as operadoras de saúde elevaram em 136,65%
os valores das mensalidades para os usuários enquanto os médicos
receberam, em média, somente 60% de reajuste nos honorários.
No mesmo período, a inflação acumulada foi de 105%.
O CFM informa ainda que o problema já levou, inclusive, profissionais
a se mobilizarem no sentido de pedir até mesmo o descredenciamento
em massa dos planos e seguros de saúde em estados como São
Paulo, Acre, Alagoas, Rondônia e o Distrito Federal. (Saúde
Business Web)
29.07 - A competência contra a evidência
Infelizmente, em nosso país, os planos de saúde levam
a lógica do lucro às últimas consequências.
Para isso, contam com a medicina baseada em evidências.
Essa modalidade de medicina nasce, na década de 70, sob os auspícios
dos epidemiologistas britânico Archie Cochrane e canadense David
Sackett. Inicia-se, assim, um movimento em busca de evidências orientadoras
de condutas médicas.
Com essa nova orientação, a medicina baseada na experiência
do médico, no seu conhecimento científico e no respeito ao
paciente, é descartada. Em seu lugar, e para o interesse da indústria
farmacêutica e dos planos de saúde, entra a medicina por evidência,
uma anomalia da prática médica.
Esse novo caminho da ciência médica afasta-se da tradição
hipocrática e desemboca no campo dos experimentos clínicos
estatísticos e controlados, em que a análise do risco/benefício
não passa pelo paciente mas pelos possíveis prejuízos
de empresas prestadoras de serviços médicos. Essa criação
substitui a experiência e a capacidade de observação
do médico pelos diagnósticos e tratamentos padronizados com
base em dados estatísticos.
Os brasileiros, esfolados por impostos que não se transformam
em serviços públicos de qualidade, obrigam-se a buscar, fora
da rede pública de saúde, uma assistência médica
supostamente melhor que a oferecida pelo governo, mas tão precária
quanto a outra: a disponibilizada pelos planos de saúde, que fazem
dos usuários prisioneiros e vítimas.
Desgraçadamente, as pessoas imaginam encontrar um atendimento
de qualidade, em hospitais privados de ponta. Para a classe média,
a obtenção deste “atendimento diferenciado”, por conta do
seu alto custo, só pode se dar, via um plano de saúde. No
entanto, se alguém paga, com o sacrifício de outras necessidades,
um valor exorbitante por um plano de saúde, se depara com cláusulas
contratuais desfavoráveis.
Os contratos draconianos impostos por essas operadoras prometem aos
seus consumidores o que não podem cumprir. Honrálos significaria
abrir mão de lucros escorchantes, e empresários inescrupulosos
jamais fariam isso.
Em meio a esse contexto de lucro a qualquer preço, a medicina
baseada em evidências cai como uma luva para os desígnios
inconfessáveis dos planos de saúde. Com essa prática
médica, apoiada em estudos estatísticos, onde se distorce
o significado epistemológico de evidência, categoria fundamental
da ciência, surge o menosprezo à experiência e ao conhecimento
científico do médico. Segundo alguns críticos desta
medicina, a falta de evidência de benefícios e a falta de
benefícios não são a mesma coisa, e, quanto maior
o número de dados, mais difícil se torna comparar os resultados
dos pacientes apresentados pelo estudo com o particular paciente, cujo
problema médico criou a necessidade da pesquisa dos dados. A medicina
baseada em evidências contrapõese à medicina da competência,
porquanto os resultados da primeira não podem generalizar-se indiscriminadamente
a todos os segmentos da sociedade. Valoriza-se, então, a doença
e transformase o doente em um número.
A medicina que valoriza a clínica cede espaço às
condutas médicas com base em protocolos. O doente deixa de ser tratado
por um médico e passa ser tratado por um conjunto de regras e procedimentos,
desconsiderandose aquilo que caracteriza o indivíduo, que o distingue
dos demais, que é a sua individualidade.
Essa medicina da moda apresenta um forte viés de mercado. Por
isso, os planos de saúde, por exemplo, a Amil Assistência
Médica, são grandes defensores do método, porque almejam
a padronização dos atendimentos para a redução
de custos e controle sobre terapias e exames.
Com esse quadro desfavorável, muitos médicos começam
a questionar a medicina baseada em evidências. Ora, se o conhecimento
produzido por uma universidade deve ser submetido a uma análise
crítica, pois envolve conflitos de interesses, imagine o produzido
dentro de uma instituição voltada para o atendimento de convênios
que exigem “protocolos” de conduta médica, além de velocidade
na resolução dos casos.
Se faltam instrumentos eficientes, para criticarmos a ciência
médica nas condições normais, que dizermos das produzidas
nas novas condições exigidas pelo “mercado da saúde”?
O espectro da ganância e do desrespeito aos contratos ronda os usuários
dos planos de saúde. (Thelman Madeira de Souza - Jornal do
Brasil)
29.07 - Vai ficar mais fácil trocar o plano de saúde
No próximo mês a ANS, entra na fase final das mudanças
que têm o objetivo de beneficiar mais de 7 milhões de consumidores
brasileiros
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) facilitará
as regras para a portabilidade das carências em planos de saúde,
que é o direito do consumidor de mudar de convênio médico
sem esperar novamente até dois anos para receber determinadas coberturas.
A discussão sobre as principais mudanças está na reta
final, concentradas sobre a redução de prazos para esse direito
ser exercido e sua extensão para os usuários de planos coletivos
por adesão, como aqueles fechados através de um sindicato,
por exemplo. Isso significa a inclusão de 7,4 milhões de
pessoas no universo da portabilidade.
Nesta fase de debates, é importante que os usuários se
manifestem, o que pode ser feito, atualmente, através de entidades
envolvidas na discussão, como o Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec). De acordo com a ANS, porém, no próximo
dia 24 ocorrerá o que o órgão espera ser a última
reunião sobre o assunto, que depois já vai ser posto em consulta
pública, o que normalmente é feito através do endereço
eletrônico da agência, o www.ans.gov.br.
A ANS foi muito pressionada pelo baixo exercício da portabilidade,
que começou a vigorar em abril do ano passado. Até o último
mês, o número de consumidores que solicitaram e de fato fizeram
a mudança de plano de saúde levando consigo a carência
para o novo convênio médico ficou próximo a 1.500.
A questão é que mais de 7,5 milhões de pessoas, potencialmente,
poderiam exercer esse direito.
A ANS informa que só haverá uma outra reunião
antes da consulta pública caso os membros da Câmara Técnica
da Saúde Suplementar – entidades de defesa do consumidor, operadoras
de planos de saúde, prestadores de serviços – insistam em
um novo encontro.
Atualmente, só quem tem plano individual ou familiar novo (a
partir de 1999) pode usar a portabilidade. Entre os pontos mais discutidos
e que devem ir à consulta pública, está a inclusão
dos usuários de planos coletivos por adesão, aqueles de pessoas
com vínculo classista, setorial ou profissional com a pessoa jurídica
responsável pelo plano, a exemplo de sindicatos ou conselhos profissionais,
como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ideia é que eles possam
migrar para planos individuais.
Além da extensão do direto aos planos coletivos, um dos
assuntos mais discutidos foram os prazos menores para a portabilidade,
que poderia ser exercida durante quatro meses do ano, em lugar dos atuais
dois meses. Além disso, o tempo de permanência obrigatório
no plano de saúde de destino baixaria de 2 anos para 1 ano, após
a segunda portabilidade.
Entre outros pontos, também foi proposto o fim da obrigatoriedade
de migração entre planos de mesma abrangência geográfica,
seja nacional ou regional. (Jornal do Commercio-PE)
28.07 - Operadoras interferem no trabalho médico
Sete em cada dez ortopedistas do País já tiveram solicitações
relacionadas ao paciente negadas pelo plano de saúde
Sete em cada dez ortopedistas do País já tiveram solicitações
relacionadas ao paciente negadas pelo plano de saúde. As cirurgias
encabeçam a lista, com 55% de um total de 400 profissionais entrevistados
do setor. Essa foi a constatação de pesquisa, realizada pelo
Ibope para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot),
sobre a interferência das operadoras no trabalho médico.
Em segundo lugar, entre os itens recusados estão os procedimentos
ambulatoriais ou exames (37%), material cirúrgico (25%), próteses
(12%) e implantes (9%).
"Há uma pressão velada. O médico é instruído
a não pedir tantos exames ou pode ser punido com redução
do preço da consulta, por exemplo. O paciente nem fica sabendo que
poderia ter acesso a um atendimento mais completo. A relação
com as operadoras é uma das coisas mais limitantes do exercício
da medicina", afirmou Claudio Santili, presidente da Sbot, ao jornal O
Estado de S. Paulo no último sábado (24).
De acordo com a pesquisa, entre os 275 médicos que tiveram recusas
no atendimento e informaram quantas vezes isso ocorreu no período
de um ano, 35% tiveram até 6 negativas e 24%, entre 7 e 12 vezes.
A principal justificativa das operadoras está relacionada a
falta de vagas (65%). Os outros aspectos levantados foram falta de cobertura
do plano para o atendimento (53%), carência (18%) e alto custo do
procedimento (18%).
Segundo Santili, é importante que a negativa venha acompanhada
de justificativa e do CRM do médico que avaliou o caso.
Os médicos ouvidos afirmam que, quando intervieram pessoalmente
junto às operadoras, conseguiram reverter a situação
a favor do paciente em 22% dos casos. Os 65% restantes, só conseguiram
que o plano arcasse com algumas das solicitações. A negativa
foi mantida em 10% dos casos. (Saúde Business Web)
28.07 - Planos de saúde dificultam cirurgias
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
(Sbot) indica que sete em cada dez ortopedistas do País já
tiveram algum tipo de solicitação negada pelo plano de saúde.
As cirurgias estão no topo da lista com 55%, em seguida estão
os procedimentos ambulatoriais ou exames 37%, material cirúrgico
25%, próteses 12%, e implantes 9%. No Rio Grande do Norte ortopedistas
reclamam da demora na autorização de exames e procedimentos
cirúrgicos.
Fábio Romualdo de Oliveira, delegado da Sociedade Brasileira
de Ortopedia e Traumatologia – regional do RN, disse que o problema existe,
mas a principal reclamação dos ortopedistas está relacionada
à demora nas autorizações. “A recusa do plano acontece
geralmente em casos de próteses e materiais, pois há uma
grande diferença entre o valor de um produto para outro, alguns
são importados e o valor é bem mais caro do que os nacionais”,
explica.
Em relação aos exames ambulatoriais e pré-operatórios,
a demora na autorização é o principal problema. “A
ressonância magnética, por exemplo, um método de diagnóstico
onde é possível retratar imagens em alta definição,
tem um custo médio de mil reais, normalmente, não é
negado pelo plano”. Fábio Romualdo explica que o médico
geralmente desempenha a função de conciliador, quando o procedimento
é negado, intermediando entre o plano e o paciente. Nestes casos,
o médico vai analisar se outro exame chega ao mesmo diagnóstico,
para não prejudicar o paciente.
Alguns planos resistem em aplicar tabela, diz médico
Fábio Romualdo disse que a maioria dos planos não possue
escritórios gerais no RN, dificultando ainda mais a comunicação.
O tempo mínimo de espera para a realização de exames
de alta complexidade é de 72 horas, alguns planos limitam o número
de exames por paciente e alguns tipos de procedimentos também.
Para Epitácio Moreira, cirurgião de ombro, a falta de
adesão dos planos a uma tabela única é outro problema
enfrentado pelos médicos que acabam tendo que utilizar tabelas desatualizadas.
“Existe uma tabela única, atualizada anualmente pela Associação
Médica Brasileira – AMB, mas alguns planos se negam a utilizar essa
tabela”. O que existe de mais atual é uma instrução
normativa da Agência Nacional de Saúde, denominada TUSS –
Terminação Unificada em Saúde Suplementar. Os efeitos
dessa instrução foram suspenso até o último
dia 11. Segundo Epitácio, “essa tabela seria o sonho de todos os
médicos, mas uma força superior impede o seu cumprimento.”
Epitácio Moreira disse que, quando se trata de uma cirurgia,
o médico faz a solicitação e o hospital se encarrega
de pegar a proposta de três fornecedores. A escolha do fornecedor
é do plano de saúde, que geralmente escolhe o de menor valor.
O médico pode se negar a aceitar determinado fornecedor por
não ser o produto mais adequado ao paciente. Epitácio explica
que o mais importante é averiguar se a prótese é autorizada
pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“A diferença de preço de um material para outro é
grande, alguns são importados. O mais importante é verificar
se corrige o problema do paciente e se foi testado pela Anvisa. Não
podemos aceitar qualquer produto, pois a responsabilidade pelo paciente
é do médico”.
A cobertura parcial que alguns consumidores firmam com o plano de saúde,
são argumentos utilizados pelos planos para não cobrir determinados
procedimentos. Os médicos dizem que esse é o principal fator
para negativa dos planos, o que gera uma série de ações
judiciais nesse sentido.
O promotor de defesa do consumidor, Augusto Peres, disse que além
das ações individuais que os pacientes ingressam na justiça,
uma investigação está sendo realizada por ele, para
descobrir possíveis irregularidades de um plano de saúde,
que vem negando reiteradas vezes procedimentos médicos na área
de ortopedia. A investigação foi impulsionada por denúncia
de um paciente que teve o pedido de prótese negado pelo plano.
(Tribuna do Norte)
28.07 - Defasagem nos honorários leva médicos a descredenciamento
Nos últimos onze anos, as operadoras de saúde elevaram
em 136,65% os valores das mensalidades para os usuários enquanto
os médicos receberam, em média, somente 60% de reajuste nos
honorários. No mesmo período, a inflação acumulada
foi de 105%. A questão do trabalho médico na saúde
suplementar será um dos temas do XII Encontro Nacional das Entidades
Médicas (ENEM), que acontece de 28 a 30 de julho, em Brasília
Os baixos valores dos honorários médicos pagos pelas
operadoras de planos de saúde vêm causando uma enorme polêmica
e provocando debates entre os representantes da categoria médica
de todo o país. As empresas insistirem em não conceder aumentos
reais nos valores dos procedimentos que fazem parte da rotina dos consultórios
dos médicos que prestam serviços às empresas da área
de saúde suplementar. Para se ter uma ideia, nos últimos
onze anos, as operadoras de saúde elevaram em 136,65% os valores
das mensalidades para os usuários enquanto os médicos receberam,
em média, somente 60% de reajuste nos honorários. No mesmo
período, a inflação acumulada foi de 105%.
O problema se torna ainda mais grave quando a atividade profissional
do médico é comparada à de outros profissionais. Obstetras
de São Paulo, por exemplo, fizeram uma comparação
entre o que recebem pela realização de um parto e o que ganha
o profissional que filma esse parto. O obstetra recebe R$ 200 enquanto
quem está filmando o procedimento ganha R$ 1.000.
O problema é tão grave que já levou, inclusive,
profissionais de especialidades como pediatria, urologia, anestesiologia
e ortopedia, entre outras, a se mobilizarem no sentido de pedir até
mesmo o descredenciamento em massa dos planos e seguros de saúde
em estados como São Paulo, Acre, Alagoas, Rondônia e o Distrito
Federal. Muitos também já fecharam consultórios por
não suportarem as despesas que crescem em proporção
muito maior ao reajuste de honorários.
E o prejuízo não é somente dos médicos;
é também dos usuários, pois com todos esses problemas,
a qualidade no atendimento foi significativamente comprometida. Em determinadas
especialidades como cardiologia, por exemplo, usuários chegam a
esperar até três meses por uma consulta.
ENEM
A questão do trabalho médico na saúde suplementar
será um dos temas do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas
(ENEM), que acontece de 28 a 30 de julho, em Brasília. Durante o
ENEM, além dos honorários defasados, os médicos também
discutirão a interferência cada vez maior dos planos de saúde
no exercício profissional, com restrições de atendimento,
descredenciamento unilateral, imposição de “pacotes” com
valores pré-fixados e proposta de pagamento por “performance”, entre
outras medidas que penalizam os médicos e prejudicam os usuários.
O evento contará com a participação de cerca de 500
representantes de entidades médicas de todo o país.
O encontro será realizado em um momento importante de avaliação
das políticas públicas de saúde e também do
contexto no qual se insere hoje a prática da medicina. No final
do encontro, que é organizado pela Associação Médica
Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação
Nacional dos Médicos (FENAM), os participantes irão elaborar
um documento, intitulado Carta de Brasília, que será encaminhado
aos médicos, à sociedade, às autoridades e aos candidatos
aos cargos majoritários nas próximas eleições.
Os três presidenciáveis que lideram as pesquisas de opinião
– Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva – foram convidados a
visitar o local das reuniões, na sede da Associação
Médica de Brasília (AMBr), para apresentar suas plataformas
para o setor de saúde.
Consulta diminui, receita das operadoras aumenta
Em 2009, o valor médio da consulta em plano de saúde
individual foi de R$ 38,93. O montante é ainda menor que o custo
de 2008 (R$ 40,39). Enquanto o valor da consulta médica diminuiu,
no mesmo período a receita das operadoras médico-hospitalares
cresceu 8,1%, sendo que o faturamento registrado pelos planos de saúde
no ano passado ficou em R$ 63,9 bilhões.
Em março de 2010 foram contabilizados 43,2 milhões de
brasileiros vinculados a 1.195 operadoras de planos privados de assistência
médica. Os médicos foram responsáveis, em 2009, por
acompanhar mais de 4,7 milhões de internações de usuários
de planos de saúde e realizaram mais de 223 milhões de consultas
dessa população usuária da saúde suplementar.
Mercado crescente
Cerca de um quinto da população brasileira já
é conveniada a planos de saúde. O mercado cresce ano a ano
no país, tanto em relação ao nú¬mero total
de clientes, quanto em relação ao fa¬turamento. Os planos
de saúde têm distribuição muito desigual, seja
pela localização geo¬gráfica ou pela quan¬tidade
de assistidos. Metade dos usuários concentra-se em ape¬nas 40
operadoras, e cerca de 70% dos clientes de planos de saúde estão
na região Sudeste. Apenas três municípios – São
Pau¬lo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – concen¬tram cerca de
30% da população convenia¬da a planos de saúde.
Projeto de lei prevê reajuste anual
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados
aprovou por unanimidade, em junho, o Projeto de Lei 6.964/10, oriundo do
Senado, que torna obrigatória a formalização de contratos
entre as operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço,
inclusive os médicos. Um dos objetivos da proposta é evitar
descredenciamentos unilaterais e imotivados de médicos, hospitais
e laboratórios. O mais relevante, porém, é a definição
da periodicidade anual do reajuste a ser repassado pelos planos de saúde
aos honorários médicos, no prazo de 90 dias após o
início de cada ano. O projeto tramita em caráter conclusivo
e ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social
e Família; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Reajustes periódicos
O Ministério Público do Trabalho de Brasília intermediou
negociação que visa garantir reajustes periódicos
nos valores de todos os procedimentos pagos pelos planos de saúde,
ou seja, aumento dos honorários cada vez que as empresas elevarem
os valores dos planos aos usuários, mas ainda não há
definição quanto a isso.
Relação equilibrada
Os médicos defendem uma relação mais equilibrada
entre prestadores de serviço e usuários das operadoras de
planos de saúde e querem que a Agência Nacional de Saúde
Suplementar analise também a questão dos usuários
no que se refere à qualidade nos serviços, que está
comprometida. Nesse sentido, a ANS criou um grupo de trabalho para discutir
a questão dos honorários médicos, o que vem sendo
reivindicado há cinco anos pelas três entidades médicas
nacionais. O grupo conta com representantes da FENAM, AMB e do CFM, e,
segundo a ANS, visa debater critérios técnicos a serem adotados
na hierarquização dos procedimentos médicos, tomando
como base a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos (CBHPM), bem como a discutir critérios de reajuste
para a recomposição do ganho médico. Representantes
dos médicos e das operadoras de planos de saúde têm
prazo inicial de seis meses para que possam chegar a um consenso em termos
de periodicidade e índice de reajuste nos honorários.
(AMB/CFM)
27.07 - Ampliação da portabilidade de carências
Segunda Câmara Técnica da Portabilidade apresenta propostas
enviadas pelo setor
A segunda reunião da Câmara Técnica que discute
a ampliação da portabilidade de carências aconteceu
na terça-feira, 13 de julho, no Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro.
O debate foi aberto pelo Diretor de Normas e Habilitação
de Produtos, Alfredo Cardoso, e conduzido pelo Diretor-Adjunto Fábio
Fassini.
Alfredo Cardoso afirmou que a ANS entendeu ser esse o momento para
a discussão da ampliação das regras da portabilidade
e avaliou como relevantes as contribuições recebidas. Em
seguida, Fabio Fassini apresentou um resumo da primeira reunião,
que teve como propostas mais discutidas o término da abrangência
geográfica; a ampliação do período de 2 para
4 meses para o exercício da portabilidade; a redução
do prazo de permanência de 2 para 1 ano a partir da segunda portabilidade;
a extensão para coletivos por adesão, onde o beneficiário
vinculado à este modalidade de contratação poderá
migrar para um plano individual; a criação da portabilidade
especial; e a importância de dar ao beneficiário mais informações
sobre os planos, principalmente no que diz respeito à rede credenciada.
Quando da apresentação das novas contribuições
enviadas, todas convergiram para os mesmos temas, mas com pontos de vistas
diversos. A ANS apresentou sua análise e posicionamento em cada
um dos casos e, depois de aberto o debate, prometeu retomar a análise
de alguns itens mediante melhores explicações e argumentações
dos interessados.
Estavam presentes à Câmara Técnica as entidades
representativas das operadoras – Federação Nacional de Saúde
Suplementar (Fenasaúde), Associação Brasileira de
Medicina de Grupo (Abramge), Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia
de Grupo (Sinog) e Unimed do Brasil, dos órgãos de defesa
do consumidor – Fundação de Proteção e Defesa
do Consumidor (Procon SP) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec), o representante do Ministério da Fazenda, além de
técnicos da Agência.
Atendendo às solicitações, foi aberto um novo
prazo para o envio de sugestões e justificativas das já enviadas,
que termina em 17.08.10, uma semana antes da próxima reunião
da Câmara Técnica, marcada para 24.08.10 (ANS)
27.07 - Plano de saúde com franquia
As operadoras de planos de saúde se articulam para propor uma
mudança de regras ao governo. Estudam a viabilidade de vender planos
em que o cliente pague uma franquia, como nos seguros de carro.
A ideia começa a ser discutida no âmbito do Instituto
de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), mantido por empresas do
setor. Mostrando-se viável, será levada ao governo como alternativa
aos planos existentes.
Um plano com franquia permitiria baratear as mensalidades, diz o superintendenteexecutivo
do IESS, o ex-ministro da Previdência José Cechin.
Nesse sistema, o usuário deposita um certo valor de franquia,
que vai sendo abatido a cada consulta ou exame, por exemplo.
E, quando precisa de um serviço que ultrapasse o valor, o plano
paga. Por exemplo: uma franquia é de R$ 500; gastam-se R$ 200 numa
consulta e R$ 100 num exame; então o usuário precisa de uma
internação de R$ 5 mil; o plano banca o que exceder a franquia.
Para não estimular uma indústria de notas frias, poderia
haver um mecanismo para transferir o dinheiro da conta do plano para o
médico. Se a franquia acumulada ao longo dos anos não é
usada, vira uma poupança que um dia será devolvida, em valores
corrigidos, ao usuário.
Outra opção em estudo para baratear mensalidades é
incluir no plano o médico de família. Conhecendo o histórico
do paciente, ele evita a peregrinação por consultórios
e os exames desnecessários, gerando economia para as operadoras.
O foco das eventuais mudanças são os planos individuais,
que hoje representam 21% do total e têm mais de 9 milhões
de beneficiários. Dos contratos totais no setor, quase 80% foram
feitos a partir de 1999, regulados pela nova lei. Como tudo que envolve
planos de saúde gera polêmica, o IESS quer fomentar o debate
público. Depois, uma proposta poderia ser levada à ANS, agência
do setor, para dali sair um projeto de lei. Ou a ideia ser encampada pela
Fazenda.
Diferenças de cobertura
Se olhada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad),
do IBGE, o mercado de planos de saúde não cresceu tanto quanto
mostra a ANS. De 2003 a 2008, os avanços medidos foram de 15% (Pnad)
e 42,8% (ANS), analisa o IESS. E as duas partiram de dados muito diferentes.
Para a ANS, o número de beneficiários subiu de 36,2 milhões
para 51,7 milhões. Na Pnad, de 43 milhões para 49,2 milhões.
A ANS apura cadastros: quem tem vários planos é contado
mais de uma vez. Já a Pnad é por amostragem, mas mede o número
de pessoas com plano. Por outro lado, na ANS não entram todos os
planos de servidores públicos. E pode ser que só agora, com
mais fiscalização, as operadoras estejam informando dados
mais completos à agência, acredita o IESS. Segundo o instituto,
a alta de 15% vista na Pnad se compara a um aumento de 8% na população,
portanto a taxa de cobertura teria crescido 1,4 ponto percentual.
(O Globo)
27.07 - Reajustes acima da inflação
Novos procedimentos da ANS deverão aumentar custos para as empresas
nos próximos anos, afirma consultoria
Os planos de saúde deverão sofrer reajustes acima da
inflação geral da economia, nos próximos anos. A alta
ficará por conta do novo Rol de Procedimentos e Eventos da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar), que deverá aumentar os custos
das empresas com o benefício entre 0,5% a 0,8%.
A projeção tem por base um estudo da Aon Consulting,
especializada na consultoria, elaboração, análise
e administração de programas de benefícios para organizações
de todos os segmentos de mercado. As novas medidas da ANS entrarão
em vigor a partir apenas de janeiro de 2012.
De acordo com o médico Rodolfo Milani, responsável pela
pesquisa, "com a incorporação de novas tecnologias, muitas
delas de alto custo, deve haver nos próximos anos, elevação
dos custos médicos acima da inflação geral da economia.
De fato, este fenômeno já está ocorrendo e é
de caráter universal". "Entretanto, é importante enfatizar
que as operadoras estão impedidas, durante o ano de 2010, de reajustar
o valor dos planos de saúde baseando-se no acréscimo das
coberturas obrigatórias estabelecidas pela Resolução
Normativa 211", disse.
Segundo Milani, foi surpresa "verificar que o aumento dos custos dos
planos de saúde, relacionado ao acréscimo das coberturas
obrigatórias do novo rol não ultrapassará 1% nos 12
meses seguintes à sua vigência. Isto não quer dizer
que a inflação médica será de 1%, uma vez que
na última década o índice atingiu valores médios
anuais ao redor de 10%".
"Acreditamos que outros determinantes do aumento dos custos médicos
como uma eventual crise econômica como verificado em 2008-09 e apreciação
do dólar em relação ao real poderá ter um impacto
maior que o novo rol", observa. (ISILDENE MUNIZ - Diário
do Nordeste)
26.07 - O que muda com o Rol de Procedimentos 2010
Inclusão de 70 novos procedimentos de saúde e odontologia
impacta diretamente a vida de pessoas com planos de saúde individuais
e familiares. No caso dos planos coletivos, é preciso analisar o
que consta no contrato. Entenda as mudanças:
Em junho deste ano, entrou em vigor mais uma atualização
do Rol de Procedimentos. O rol é a listagem dos procedimentos em
saúde, cuja cobertura é garantida a todos os usuários
de planos de saúde adquiridos a partir de 2 de janeiro de 1999 ou
adaptados à Lei n. 9.656/98. Essa necessidade de atualização,
hoje periódica, tem como finalidade acompanhar a evolução
da prática médica, que exige uma revisão constante
dos itens que compõem o rol e, quando necessário, incorpora
novas especialidades.
Nesta edição foram acrescentados 70 procedimentos, 54
do segmento médico-hospitalar e 16 do odontológico, impactando
diretamente milhões de pessoas em todo o País. Entre as principais
inclusões estão marca-passo multissítio; transplante
alogênico de medula óssea; cirurgias vídeotorácicas
e oxigenoterapia hiperbárica, além de aumento do número
de consultas com nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos
e terapeutas ocupacionais. As inclusões na segmentação
odontológica abrangem diversos novos procedimentos, entre eles a
colocação de algumas coroas e blocos (próteses). Muitos
desses procedimentos possuem diretrizes de utilização constantes
do próprio rol.
É necessária, porém, uma atenção
especial por parte das empresas que oferecem um seguro saúde aos
seus funcionários. Os planos contratados antes de 1999 e não
adaptados à Lei n. 9.656/98 não são obrigados a cobrir
os procedimentos relacionados no rol. Em caso de dúvida, procure
um representante para lhe auxiliar nas orientações necessárias
aos funcionários.
É importante ressaltar que ainda não há um estudo
prévio dos impactos da inclusão dos 70 itens no Rol de Procedimentos.
Isso será possível apenas em 2011, quando poderemos medir
o volume da demanda que essas alterações acarretarão
no mercado de saúde suplementar e, principalmente, para as operadoras
de saúde. (SulInvest)
26.07 - ANS cria notificação para mediar conflitos
A partir de agosto de 2010, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) implantará um novo mecanismo - Notificação
de Investigação Preliminar (NIP) - para mediar os conflitos
entre consumidores que tiverem pedidos de cobertura negados e as operadoras
de plano de saúde.
A implantação tem como objetivo a apuração
de denúncias dos pacientes com mais rapidez. Tal fato, possibilitará
que as operadoras de planos de saúde revertam suas decisões
e autorizem procedimentos médicos imediatos. Desta forma, punições
serão evitadas e criarão uma alternativa às ações
judiciais que garantem atendimentos por intermédio de liminares.
Através do projeto-piloto de implantação da NIP,
realizado pela agência desde outubro 2008, a ANS já apurou
que 56% das reclamações de pacientes foram resolvidas e as
denúncias arquivadas. Com a ampliação do Projeto para
os Núcleos de Atendimento Regionais, o sucesso do projeto piloto
foi ainda maior, com índice de resolutividade superior a 81%.
As operadoras de saúde denunciadas à ANS por negar pedidos
de cobertura de exames, tratamentos e cirurgias serão notificadas,
através da NIP, e terão até cinco dias para decidir
se revertem a decisão ou mantêm a negativa. Desta maneira,
os processos administrativos sancionadores somente serão abertos,
se não houver acordo entre as partes e a agência confirmar
a irregularidade.
“Com essa medida ocorrerá uma diminuição considerável
do número dos processos administrativos instaurados pela ANS e,
conseqüentemente, a redução de multas”, diz Suelly Molina,
advogada e sócia do escritório Euds Advogados, que é
especializado no mercado de seguros.
A NIP garantirá vantagens para os consumidores, operadoras e
ANS. Os consumidores terão maior rapidez no tratamento de suas denúncias
e as operadoras de saúde por sua vez poderão corrigir suas
condutas, melhorando o relacionamento com os clientes. A ANS garantirá
efetividade na sua função regulatória.
“Penso que a implantação da NIP nos moldes citados, terá
uma lógica semelhante a do procedimento de atendimento ao Consumidor
– PAC, em funcionamento na Superintêndencia de Seguros Privados –
SUSEP. O próximo passo seria a implantação de Ouvidorias
pelas Operadoras de Saúde, acompanhando o sistema adotado pelas
empresas do mercado segurador”, declara Suelly. (JB Online)
26.07 - ANS tira a obrigatoriedade de cobertura de implantes auditivos
Uma norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar determinou
que as operadoras de planos de saúde não precisam mais cobrir
os implantes auditivos para pacientes entre 6 e 18 anos. Para as outras
faixas etárias, as operadoras devem pagar pelo implante de apenas
um ouvido. (Dzaí)
23.07 - ANS disponibiliza link para envio do SIP 2010
Já está disponível no sítio eletrônico
da ANS o link para envio dos arquivos do Sistema de Informações
de Produtos - SIP - na versão XML. É da maior importância
observar que o prazo para a transmissão dos arquivos do 1º
e do 2º trimestres é dia 31 de agosto próximo.
A versão do Manual do SIP foi atualizada com o intuito de esclarecer
as principais dúvidas apresentadas pelo setor. Foram, também,
elaboradas duas planilhas “DE/PARA SIP-TUSS” com o objetivo de contribuir
com as operadoras na identificação dos procedimentos a serem
informados no SIP, utilizando como referência a Terminologia Unificada
em Saúde Suplementar - TUSS.
Acesse a página do SIP XML através do link http://www.ans.gov.br/main.jsp?lumPageId=8A95886526E8455F01270B4B4FB857BB
(ANS)
23.07 - Idec e Procon-SP questionam falta de transparência da
ANS
O Procon-SP e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor)
estão questionando a falta de transparência da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar).
As duas entidades assinaram um manifesto por entenderem que a Agência
está impedindo a efetiva participação de entidades
representativas dos consumidores no processo de revisão das normas
dos planos de saúde, que este estaria ocorrendo, segundo elas, em
prazo insuficiente e sem disponibilização de documentos.
Assim, tanto o Procon-SP como o Idec acreditam ser imprescindível
que a ANS disponibilize previamente à sociedade os documentos técnicos
que embasam as propostas apresentadas, bem como que esclareça as
dúvidas levantadas pelos participantes.
Câmaras técnicas
Ainda de acordo com as entidades, em junho, a Agência instalou
três Câmaras Técnicas, que têm por objetivo a
revisão das regras para portabilidade de carências, a elaboração
de um novo modelo de reajuste anual e a regulamentação dos
prazos de manutenção de contratos coletivos empresariais
por demitidos e aposentados e de regras para mediação de
conflitos relativos a negativa de cobertura de procedimentos.
Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, a ANS informou não
ter uma posição concreta sobre o assunto até o fechamento
desta matéria.
Entretanto, a assessoria diz que tanto Procon-SP como Idec estão
participando da Câmara Técnica que trata da portabilidade
de carências e que o Procon-SP também estaria envolvido na
Câmara Técnica sobre a regulamentação dos prazos
de manutenção e contratos coletivos, sendo que, neste último
caso, a Agência já teria enviado convite ao Idec.
No que diz respeito à mediação de conflitos, o
órgão alega não se tratar de uma Câmara Técnica,
mas, sim, de uma consulta pública. (Gladys Ferraz Magalhães
- InfoMoney)
23.07 - Planos: Demora obriga usuário a pagar serviço
médico
Fortaleza - Até junho deste ano, a ANS no Ceará recebeu
388 queixas contra operadoras. Em 2009, foram 689 reclamações
Muitos cearenses já se depararam com a dificuldade de conseguir
a liberação de exame ou cirurgia pelo plano de saúde
contratado. Para evitar a espera sem fim e o desgaste, as pessoas acabam
optando por desembolsar o valor do serviço, única saída
encontrada quando não se tem atendimento eficiente por parte do
sistema de saúde complementar nem é possível dispor
do Sistema Único de Saúde (SUS), que já não
dá conta da demanda existente.
Negativas de atendimentos, demora ou recusas de liberação
de exame ou cirurgia, reajustes abusivos e descredenciamentos de médicos,
hospitais e laboratórios são as principais queixas dos usuários.
No Ceará, a Agência Nacional de Saúde Suplementar Núcleo
Regional do Ceará (ANS), órgão que fiscaliza as operadoras,
recebeu, até junho de 2010, 388 reclamações contra
planos de saúde.
Em 2009, esse número foi menor, tendo ficado em 315, até
o mês de junho. Já o total foi de 689 reclamações,
número considerado alto. São 65 demandas por mês, como
informa a chefe do Núcleo da ANS no Ceará, Marcilene Moreira
Batista. O principal motivo das queixas é a limitação
da cobertura assistencial, representando 53,8% do total. Em segundo lugar,
vêm os reajustes abusivos, 18,7% do total de demandas.
De acordo com Marcilene, na ANS, boa parte dos processos são
arquivados porque as empresas prestam atendimento aos consumidores, mas
a maioria deságua no ato de infração e penalidade
administrativa, com pagamento de multa.
A professora Nahiana Araújo, de 26 anos, solicitou um tipo de
plano e recebeu outro. Quando foi fazer uma consulta médica, passou
pelo constrangimento de ter de pedir para cancelar o atendimento porque
o plano não cobria. "Paguei pela modalidade mais cara durante três
meses. A sorte é que a empresa onde trabalho, que tem parceria com
o plano de saúde, ressarciu-me. Na hora que precisei, a operadora
não me atendeu".
A aposentada Engracia de Oliveira Monteiro também teve problemas
com um plano de saúde. A operadora não cobriu a alimentação
nem a fisioterapia da irmã dela, que estava internada em uma unidade
hospitalar. "Tivemos de pagar por 70 dias de despesas com alimentação,
fora a fisioterapia, que custava R$ 80 a diária", diz. Engracia
procurou o Decon, mas não conseguiu resolver o impasse.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará
(Simec), José Maria Pontes, as operadoras de plano de saúde
são empresas que visam o lucro e, tanto a população,
quanto os médicos são sofredores nas mãos dessas empresas.
"O usuário arca com os reajustes abusivos e os profissionais
com a falta de reajuste". O presidente coloca que o percentual de aumento
dos últimos dez anos foi de 180%, dos quais apenas 60% foram repassados
para os médicos.
"Para o profissional, eles não repassam nem a inflação",
reclama. No que diz respeito à população, Pontes destaca
que os planos costumam negar a cobertura dos exames mais caros. Segundo
o presidente do Simec, 48% dos investimentos do País em saúde
vão para o serviço público, enquanto, para o sistema
de saúde suplementar, são direcionados 52%. Além disso,
a reclamação de José Maria Pontes é que a saúde
suplementar não repassa, para o sistema público, os recursos
gastos com pessoas que precisam fazer uso de um hospital público,
por exemplo. "A ANS precisa ser mais rigorosa com as operadoras. O SUS
deveria ser para todo mundo, mas, na prática, não é".
Brasil
No País, as reclamações contra planos de saúde
estão no topo do ranking há 10 anos consecutivos. Em 2009,
a ANS recebeu 12.728 denúncias de infrações cometidas
pelas operadoras. Já os Programas de Orientação e
Proteção ao Consumidor (Procons) de 24 estados brasileiros,
juntos, contabilizaram 14,8 mil queixas de usuários.
Além do Procon municipal, localizado no Centro, e o da Assembleia
Legislativa, o consumidor pode procurar, em Fortaleza, o Programa Estadual
de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon-CE), a ANS-CE ou
o Ministério Público. A Agência Nacional recebe denúncias
pelo telefone 0800-7019656. Para evitar aborrecimentos, o usuário
deve pesquisar a rede de estabelecimentos e profissionais conveniados que
os planos oferecem antes de contratar.
SEM DINHEIRO
Dificuldade também para aqueles que dependem do SUS
Mesmo sem tantas condições financeiras, a agricultora
de Itapajé Maria Cilda Andrade, 38 anos, preferiu vir a Fortaleza
e pagar R$ 210,00 por uma biópsia em uma clínica particular
a esperar por uma vaga no Sistema Único de Saúde (SUS). Afinal,
como explica ela, no Interior, não há estrutura para tal
exame e, em geral, para conseguir uma vaga espera-se muito. Além
disso, a biópsia precisa ser realizada com urgência para que,
se preciso, o paciente seja operado ou inicie o tratamento.
"No sistema dizia que tinha vaga, mas, quando a gente tentava marcar,
informavam que o SUS não cobria a biópsia. Não entendemos
nada e resolvi vir logo para Fortaleza, porque o exame é urgente",
desabafa Maria Cilda. Assim como no caso da agricultora, clínicas
particulares a preços populares, a exemplo das localizadas na Rua
Doutor João Moreira, no Centro, recebem diariamente pacientes de
Fortaleza e de outras cidades cearenses que optam por pagar por exames
e consultas, em vez de esperar nas "longas filas".
Na manhã de ontem, as muitas clínicas "a preços
populares", que se localizam em frente à Santa Casa de Misericórdia,
estavam lotadas de pacientes que esperavam sentados ou em pé. Oriundos
de toda parte, eles reclamavam do SUS devido à demora para marcar
as consultas, às filas para fazer os exames e, ainda, à dificuldade
para receber os resultados, que, muitas vezes, precisam ser analisados
com urgência pelos médicos.
Justamente por esses motivos, a dona de casa A.A., 38, que preferiu
não se identificar, foi mais uma a recorrer às unidades particulares.
Da mesma forma que Maria Cilda, a dona de casa, natural de Fortaleza, preferiu
também pagar R$ 110,00 para fazer uma endoscopia a ter de, mais
uma vez, como recorda, esperar nas filas para se submeter ao exame.
Procurados pelo Diário do Nordeste, na manhã de ontem,
os responsáveis pelas administrações de, pelo menos,
três clínicas particulares informaram que não poderiam,
ou não tinham condições, de fornecer a média
de atendimento mensal de consultas e exames. Um deles, que não quis
se identificar, disse apenas que a maior parte dos pacientes é do
Interior.
Por conta da dificuldade para marcar consultas ou exames, o Centro
de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja) também
estava, na manhã de ontem, repleto de pacientes que se queixavam
da demora para conseguir estar em uma das unidades municipais. Era o caso
do pai da auxiliar administrativa Janira Cartaxo, 28. Segundo ela, o aposentado
esperou, pelo menos, cinco meses para fazer um raio-x do tórax.
RESSALVAS
Município e Estado admitem problemas
Diante das dificuldades enfrentadas pelos cearenses, a Prefeitura Municipal
de Fortaleza e o Governo do Estado reconhecem que há problemas de
espera nos serviços solicitados por meio do Sistema Único
de Saúde (SUS), tanto nas consultas quanto na realização
de exames. Porém, ambas as Secretarias de Saúde fazem ressalvas.
Segundo Reginaldo Alves, coordenador de Políticas de Saúde
da Secretaria Municipal de Saúde, "não dá para generalizar".
Segundo ele, há exames nos quais, realmente, os pacientes precisam
enfrentar filas. No entanto, distingue, há outros, como raio-x,
mamografias e exames de sangue, em que não há. "Muitas vezes,
os pacientes já pressupõem que vai demorar e sequer tentam
marcar os exames ou consultas".
Outra situação recorrente, como indica a diretora administrativo-financeira
do Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja),
Graça Torres, é que, muitas vezes, as filas se formam porque,
ao irem aos postos de saúde, os pacientes recebem a marcação
da consulta e a prescrição médica de algum medicamento
de uso imediato. A complicação, porém, é que
uma vez o problema resolvido, os pacientes não desmarcam a consulta
ou os exames, não aparecem no dia marcado e a vaga não pode
ser ocupada por mais ninguém.
Já em nível estadual, a Secretaria da Saúde do
Estado informou que, ciente de que a demanda é maior do que a oferta,
fez um planejamento para aumentar e facilitar o acesso a consultas, exames,
cirurgias e leitos.
Segundo a Secretaria, a base do planejamento é a descentralização.
Ou seja, construir unidades de saúde nas regiões e, assim,
garantir que a população tenha assistência onde mora.
ENQUETE
Não dá para esperar
Lenice Carvalho, 37 anos, Professora
Quem está sentindo dor, tem pressa. Por isso, preferi pagar
R$ 70,00 pelo ecocardiograma, mas receber no mesmo dia
Ivonete Machado, 47 anos, Comerciária
Preferi pagar R$ 40,00 pelo exame em clínica particular do que
tentar uma vaga no SUS. A gente fica na fila uns três meses (Lina
Moscoso e Janine Maia – Diário do Nordeste)
22.07 - Operadoras do Paraná começam a ser convocadas
Esta semana, a Comissão Estadual de Honorários Médicos
(CEHM) do Paraná retoma as negociações diretas com
os planos de saúde. A primeira reunião será com o
ProSaude, da Fundação Copel. Este encontro para discutir
o reajuste dos honorários médicos será na próxima
quarta-feira, dia 21, às 12h, na Associação Médica
do Paraná (AMP). Participam desta conversa, representantes das três
entidades médicas – AMP, Sindicato dos Médicos no Estado
do Paraná (Simepar) e do Conselho Regional de Medicina (CRMPR).
O ProSaude, que opera em todo o Paraná, tem mais de 40 mil beneficiários
e quase oito mil profissionais credenciados (entre médicos e outros).
Nessa rodada de negociação, o plano da Copel será
representado por Marcos Brenner, gerente de benefícios assistenciais
da Fundação Copel, e pelo médico Gil César
de Souza, do ProSaude. O diretor administrativo e de seguridade da Fundação
Copel, Celso Luiz Andretta, também foi convidado, mas ainda não
confirmou a presença.
No dia 19, a CEHM voltou a se reunir, no final da manhã. Além
de definirem esta conversa com a Fundação Copel, eles redigiram
a segunda carta de esclarecimento aos médicos. O mesmo documento,
que está em anexo, será enviado a todos os profissionais
médicos do Paraná, como forma de mobilização.
As I e II Cartas de Esclarecimento aos Médicos, assim como as
demais atualizações do movimento de valorização
profissional estão disponíveis no site da AMP – www.amp.org.br
(AMB)
22.07 - Qualicorp é vendida por R$ 1,1 bilhão
Carlyle deve pagar à vista pela compra de 70% da gestora de
planos de saúde. Heráclito Brito permanece no comando das
operações
A gestora de fundos de private equity Carlyle adquiriu 70% da Qualicorp,
corretora e gestora de planos de saúde, por R$ 1,1 bilhão.
De acordo com o Valor Econômico, do capital adquirido, o Carlyle
comprou 40% que pertenciam a outro fundo de participações
em empresas, o General Atlantic, que em 2008 desembolsou US$ 100 milhões,
e os outros 30% foram adquiridos do fundador da empresa, José Seripieri,
que ficou com um terço da Qualicorp.
A companhia foi avaliada em R$ 1,8 bilhão, equivalente a um
múltiplo de 11 vezes o lucro antes de juros, depreciações
e amortizações (lajida) da empresa neste ano, previsto para
fechar em R$ 170 milhões.
O Valor informou ainda que o fundo e os antigos controladores vão
receber à vista do Carlyle, mas o fundo financiará parte
da transação com empréstimo de R$ 600 milhões
do Bradesco Banco de Investimento (BBI). Uma parcela desse valor vai para
a Qualicorp, que não possui endividamento, e a outra parte financiará
a aquisição.
Heráclito Brito, diretor-superintendente do grupo Qualicorp
e que era da Bradesco Saúde, permanecerá no comando das operações
da companhia. (Saúde Business Web)
22.07 - Geap: Esclarecimento público
Em relação à matéria de capa publicada
na edição de sábado, 17 de julho, no jornal “Correio
Braziliense”, a Diretoria Executiva da Geap vem a público reafirmar
que não haverá qualquer prejuízo aos cofres da Fundação
de Seguridade Social. Os mais de R$ 3 milhões sacados por uma quadrilha
de falsários deu-se em uma conta-corrente, aberta em outro Estado
da Federação em nome da Geap, por meio de métodos
e documentos fraudulentos, o que por si só já preserva os
direitos da Entidade.
Importante assegurar aos patrocinadores, assistidos e prestadores de
serviços dos planos de saúde, peculistas dos planos de previdência
e público em geral que todas as medidas estão sendo tomadas,
inclusive
junto ao Banco Central, no sentido de preservar as verdadeiras contas da
Geap. Em paralelo, foi formalizada denúncia junto à Polícia
Federal e ao Ministério Público do Distrito Federal e todas
as informações estão sendo prestadas visando colaborar
com o rápido desmantelamento e autuação da quadrilha
de falsários que vem agindo em nome da Fundação.
Convém acrescentar que, por meio do Banco Central, a Geap emitiu,
no dia 15 de julho, comunicado oficial em que todos os bancos comerciais,
múltiplos e à Caixa Econômica Federal são alertados,
quando da tentativa de abertura de eventuais contas-corrente em nome da
Entidade, sobre o método da quadrilha que, utilizando-se de documentos
falsos da Geap e de seus representantes, vem conseguindo abrir contas bancárias
vinculadas ao CNPJ da Fundação.
No documento, a Geap alerta que a abertura de novas contas só
será permitida mediante a consulta prévia e anuência
formal da sede da Entidade, em Brasília, por meio da Diretoria de
Finanças e a Gerência de Orçamento e Finanças.
Sem o cumprimento de tal formalidade, não caberá à
Fundação qualquer responsabilidade advinda de movimentações
financeiras em tais contas abertas por meio de documentos falsificados
e métodos fraudulentos. (Geap)
21.07 - Plano de saúde deve cobrir exames de anormalidades
Obrigatoriedade já consta no Estatuto da Criança e do
Adolescente
Encontra-se pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) o substitutivo ao projeto de lei (PLS 312/05) do senador Eduardo
Azeredo (PSDB-MG) que obriga os planos de saúde a cobrirem exames
para diagnóstico de anormalidades no metabolismo do recém-nascido.
Azeredo explicou que esse tipo de exame é essencial para o controle
dessas anormalidades e para o oferecimento de assistência adequada
e oportuna às crianças portadoras.
O senador também observou que essa obrigatoriedade já
consta no Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo o inciso
III do art. 10, "os hospitais e demais estabelecimentos de atenção
à saúde de gestantes, públicos e particulares, são
obrigados a proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica
de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como prestar
orientação aos pais".
O relator da matéria na CAS, senador Flávio Arns (PSDB-PR),
louvou a iniciativa de Azeredo de tornar explícita a obrigatoriedade
de os planos privados de saúde darem cobertura aos exames de triagem
neonatal das desordens do metabolismo e, assim, garantir o cumprimento
do Estatuto da Criança e do Adolescente.
- Nunca é demais lembrar que esses exames podem evitar a ocorrência
de comprometimentos físicos e mentais nas crianças portadoras
de alguns tipos de desordens congênitas no seu metabolismo - assinalou.
Flávio Arns apresentou um substitutivo ao projeto por entender
que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é
que deve dispor sobre a cobertura pelos planos de saúde. Ele disse
que a ANS tem avançado no aumento da abrangência das coberturas,
garantindo uma cobertura ampliada sem aumentos nas mensalidades. Para o
senador, é prejudicial a todos incrementar coberturas através
de legislação.
No substitutivo, Flávio Arns especifica as anormalidades e os
tipos de exames a serem obrigatoriamente realizados. Segundo ele, o mais
completo conjunto de exames laboratoriais destinados ao diagnóstico
ou à triagem de erros inatos do metabolismo e de doenças
congênitas ou hereditárias é o "teste do pezinho expandido",
capaz de detectar dezenas de doenças. (Agência
Senado/Saúde Business Web)
21.07 - Ministro dá posse ao Presidente da ANS no Rio de Janeiro
Na manhã do dia 16 de julho, o Ministro de Estado da Saúde,
José Gomes Temporão, deu posse ao médico Mauricio
Ceschin como Diretor-Presidente da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). A solenidade foi realizada no auditório do Jockey
Clube, no Centro do Rio de Janeiro. Compuseram a mesa, o ex-presidente
da Agência, Fausto Pereira dos Santos, o Secretário Municipal
de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Hans Dohmann, e os diretores
da ANS –de Normas e Habilitação de Operadoras, Alfredo Cardoso,
de Gestão, Hésio Cordeiro, e de Fiscalização,
Leandro Reis, além do ministro e do presidente da Agência.
A solenidade foi aberta com a execução do Hino Nacional
Brasileiro pelo coral ANS Encanta, formado por funcionários da Agência.
Em seguida, o termo de posse foi assinado e o ex-presidente, Fausto Pereira
dos Santos, abriu os discursos declarando que os 6 anos à frente
da ANS foram de engrandecimento e aprendizado pessoal, político
e profissional.
Entre os presentes à solenidade, estavam: a Secretária
Executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, o
presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, o secretário
Executivo Adjunto do Ministério da Previdência Social, Lúcio
da Silva Santos, o médico Draúzio Varela, membros de instituições
representativas das operadoras, de prestadores de serviços de saúde
e de entidades médicas, além de familiares do presidente
e funcionários da Agência.
Em sua fala, Mauricio Ceschin disse acreditar que o desafio do século
é dar continuidade aos sistemas de saúde. Fez um balanço
resumido do setor e enumerou alguns de seus principais desafios, entre
eles:
- Implementação de novos modelos de financiamento no
setor suplementar;
- Desenvolvimento de mecanismos de incentivo à concorrência
saudável;
- Formação de política abrangente de incorporação
de novas tecnologias;
- Aprofundamento dos programas de qualificação e de acreditação;
- Implantação do programa de qualificação
de prestadores;
- Reformulação sistemática de remuneração
dos serviços hospitalares;
- Aproximação com órgãos e entidades de
defesa do consumidor;
- Discutir com toda a sociedade qual será o modelo de saúde
brasileiro que queremos para o futuro;
Ceschin concluiu citando Dalai Lama, quando questionado sobre qual
seria o problema da humanidade: “Os homens. Porque perdem a saúde
para juntar dinheiro e depois perdem dinheiro para recuperar a saúde;
e por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de tal forma
que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro e vivem como
se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”. Espero
a ajuda de todos para mudar um pouco essa percepção e para
contribuirmos juntos para um sistema de saúde que possamos nos orgulhar
no futuro”, concluiu.
Por fim, o Ministro Temporão desejou sucesso e sorte ao Mauricio
Ceschin, e disse que ele tem todas as condições técnicas,
pessoais e profissionais para dar conta da agenda que levantou. (ANS)
21.07 - ANS vai cobrar dívidas de planos de saúde ao SUS
Operadoras que acumulam mais de R$ 40 milhões serão inscritas
na Dívida Ativa da União; atualmente, valor chega a R$ 370
milhões
Planos são obrigados a ressarcir o SUS quando pacientes recebem
atendimento (Foto Ilustrativa)
Ainda este ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) vai inscrever na Dívida Ativa da União operadoras de
planos de saúde, que acumularam dívidas de R$ 40 milhões
com o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a legislação
brasileira, os planos de saúde são obrigados a ressarcir
o SUS quando um segurado recorre ao sistema público, em vez de ser
atendido pela rede particular conveniada.
A ANS não divulgou, no entanto, quantas das 1.480 operadoras
que atuam no mercado brasileiro serão incluídas na Dívida
Ativa. Segundo a ANS, a dívida total dos planos de saúde
com o SUS pode chegar a R$ 370 milhões.
Atualmente, o tempo médio entre o uso do serviço do SUS
e a cobrança da dívida é de quatro anos, porque é
necessária uma investigação para saber, por exemplo,
se o cliente não estava em um período de carência do
plano quando usou o serviço público. Ceschin quer reduzir
esse tempo para, no máximo, um ano.
Nos últimos seis anos, apenas R$ 115 milhões foram pagos
pelos planos de saúde ao SUS, a título de ressarcimento.
Para dar celeridade aos processos, a ANS já contratou 89 servidores.
Outra prioridade da ANSdiz respeito ao alto custo dos planos de saúde
para idosos. Estima-se que o número de idosos no país triplicará
nos próximos 40 anos.Atualmente os idosos que, em geral, recebem
menos do que os trabalhadores na ativa, pagam as mensalidades mais caras
nos planos de saúde.Por isso a agência está estudando
uma forma de financiar os idosos, por meio da criação de
uma espécie de fundo de saúde, que será formado por
um percentual da mensalidade paga às operadoras privadas.
A ANS também está estudando a criação de
um sistema de informações de saúde em tempo real pela
internet, que reunirá dados sobre o histórico de saúde
dos clientes de planos de saúde. Segundo Ceschin, com o sistema,
o cliente terá mais liberdade pois poderá acessar dados que
hoje ficam sob controle dos médicos. (InfoNet)
20.07 - Planos devem ao SUS e vão para a Dívida Ativa
Segundo Maurício Ceschin, que assumiu a ANS na sexta-feira uma
das prioridades é agilizar a cobrança dessa dívida
(Foto: Rodolfo Stuckert/Agência Câmara - arquivo)
Ainda este ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) vai inscrever na Dívida Ativa da União operadoras de
planos de saúde, que acumularam dívidas de R$ 40 milhões
com o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a legislação
brasileira, os planos de saúde são obrigados a ressarcir
o SUS quando um segurado recorre ao sistema público, em vez de ser
atendido pela rede particular conveniada.
A ANS não divulgou, no entanto, quantas das 1.480 operadoras
que atuam no mercado brasileiro serão incluídas na Dívida
Ativa. Segundo a ANS, a dívida total dos planos de saúde
com o SUS pode chegar a R$ 370 milhões. De acordo com o novo diretor-presidente
da agência, Maurício Ceschin, que assumiu o cargo hoje no
Rio de Janeiro, uma das prioridades é agilizar a cobrança
dessa dívida.
Atualmente, o tempo médio entre o uso do serviço do SUS
e a cobrança da dívida é de quatro anos, porque é
necessária uma investigação para saber, por exemplo,
se o cliente não estava em um período de carência do
plano quando usou o serviço público. Ceschin quer reduzir
esse tempo para, no máximo, um ano.
- Como o processo é complexo e moroso, a cobrança ainda
demora bastante tempo. Minha meta é chegar ao final da minha gestão,
daqui a dois anos e meio, com o prazo máximo de um ano.
Nos últimos seis anos, apenas R$ 115 milhões foram pagos
pelos planos de saúde ao SUS, a título de ressarcimento.
Para dar celeridade aos processos, a ANS já contratou 89 servidores.
Outra prioridade de Ceschin é diz respeito ao alto custo dos
planos de saúde para idosos. Estima-se que o número de idosos
no país triplicará nos próximos 40 anos. Segundo Ceschin,
os idosos que, em geral, recebem menos do que os trabalhadores na ativa,
pagam as mensalidades mais caras nos planos de saúde. Ceschin afirmou
que a ANS está estudando uma forma de financiar os idosos, através
da criação de uma espécie de "fundo de saúde",
que será formado por um percentual da mensalidade paga às
operadoras privadas. Quando envelhecer, o cliente teria dinheiro suficiente
para evitar o pagamento de mensalidades mais caras.
- Na medida em que parte do que você paga é capitalizada
para seu futuro, você tende a pagar menos em idade avançada
- explicou Ceschin.
A ANS também está estudando a criação de
um sistema de informações de saúde em tempo real pela
internet, que reunirá dados sobre o histórico de saúde
dos clientes de planos de saúde. Segundo Ceschin, com o sistema,
o cliente terá mais liberdade pois poderá acessar dados que
hoje ficam sob controle dos médicos. (Agência
Brasil)
20.07 - Notificação de investigação prévia,
o novo procedimento da ANS
A partir de agosto de 2010, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) implantará um novo mecanismo - Notificação
de Investigação Preliminar (NIP) - para mediar os conflitos
entre consumidores que tiverem pedidos de cobertura negados e as operadoras
de plano de saúde.
A implantação tem como objetivo a apuração
de denúncias dos pacientes com mais rapidez. Tal fato, possibilitará
que as operadoras de planos de saúde revertam suas decisões
e autorizem procedimentos médicos imediatos. Desta forma, punições
serão evitadas e criarão uma alternativa às ações
judiciais que garantem atendimentos por intermédio de liminares.
Através do projeto-piloto de implantação da NIP,
realizado pela agência desde outubro 2008, a ANS já apurou
que 56% das reclamações de pacientes foram resolvidas e as
denúncias arquivadas. Com a ampliação do Projeto para
os Núcleos de Atendimento Regionais, o sucesso do projeto piloto
foi ainda maior, com índice de solução superior a
81%.
As operadoras de saúde denunciadas à ANS por negar pedidos
de cobertura de exames, tratamentos e cirurgias serão notificadas,
através da NIP, e terão até cinco dias para decidir
se revertem a decisão ou mantêm a negativa. Desta maneira,
os processos administrativos sancionadores somente serão abertos,
se não houver acordo entre as partes e a agência confirmar
a irregularidade.
"Com essa medida ocorrerá uma diminuição considerável
do número dos processos administrativos instaurados pela ANS e,
consequentemente, a redução de multas", diz Suelly Molina,
advogada e sócia do escritório Euds Advogados, especializado
no mercado de seguros. (Jornal Monitor Mercantil)
20.07 - Remuneração de Hospitais e Honorários Médicos
ANS é contra a prática de bonificação de
profissionais em função da quantidade de exames solicitados
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa
que a ideia de pagamento por performance deverá ser debatida e levar
em conta a melhoria dos processos de trabalho e os resultados assistenciais
obtidos. A agência diz ainda que a prática de bonificação
de profissionais em função da quantidade de exames solicitados
é contrária ao código de ética médica
e ao entendimento da ANS, que condena essa prática.
A exemplo disso, a agência criou no início deste ano dois
grupos de trabalho distintos: Remuneração de Hospitais e
Honorários Médicos.
O primeiro deles é formado por representantes de entidades hospitalares
e de operadoras de planos de saúde e tem como objetivo definir um
novo modelo para a sistemática de remuneração dos
hospitais que atuam na saúde suplementar.
Esse grupo de trabalho tem como meta desenvolver novas sistemáticas
que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços prestados,
tornando esses a sua fonte de receita primária.
Já o grupo de Honorários Médicos é composto
por representantes de entidades médicas e por representantes de
operadoras e visa a debater critérios técnicos a serem adotados
na hierarquização dos procedimentos médicos, tomando
como base a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos (CBHPM), elaborada pela Associação Médica
Brasileira (AMB), bem como a discutir critérios de reajuste para
a recomposição do ganho médico.
A meta deste grupo é debater os critérios de reajuste
dos valores dos serviços prestados de forma a manter o equilíbrio
econômico-financeiro dos prestadores de serviços e dos contratantes.
(Saúde Business Web)
19.07 - Remuneração de hospitais e honorários médicos
Em nota à imprensa, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) diz que "em razão da veiculação
de informações incorretas pela mídia a respeito da
atuação no que se refere a mudanças em modelos de
remuneração, esclarecemos que: a prática de bonificação
de profissionais em função da quantidade de exames solicitados
é contrária ao código de ética médica
e ao entendimento da ANS. A ANS condena essa prática". Além
disso, "no início de 2010, a ANS criou dois Grupos de Trabalho distintos:
um sobre Remuneração de Hospitais e um sobre Honorários
Médicos".
Segue dizendo que "o Grupo de Trabalho de Remuneração
de Hospitais é formado por representantes de entidades hospitalares
e de operadoras de planos de saúde e tem como objetivo definir um
novo modelo para a sistemática de remuneração dos
hospitais que atuam na saúde suplementar".
Para tanto, a agência ilustra que "atualmente, os preços
dos serviços hospitalares estão, em grande parte, dissociados
dos custos de sua prestação. Isso porque, ao longo das duas
últimas décadas vem ocorrendo uma contenção
dos valores das diárias e de diversas taxas de serviços hospitalares.
Ao mesmo tempo, houve aumento significativo das despesas com insumos (materiais,
medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais - OPME),
onde está concentrada a principal parcela das margens dos hospitais.
Diante dessa situação, foi gerado um estímulo para
o uso de insumos com relação custo/benefício mais
perversa para o sistema de saúde, que acarretou em aumento dos custos
assistenciais e fez com que parte dos recursos disponíveis, que
seria destinada aos honorários médicos, fosse direcionada
para o custeio dos insumos".
Segundo a ANS, esse "Grupo de Trabalho surge para desenvolver novas
sistemáticas que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços
prestados, tornando esses a sua fonte de receita primária. Em conseqüência,
os beneficiários terão maior poder de escolha com base em
padrões e na qualidade dos serviços prestados. O Grupo de
Trabalho sobre Honorários Médicos é composto por representantes
de entidades médicas e por representantes de operadoras e visa a
debater critérios técnicos a serem adotados na hierarquização
dos procedimentos médicos, tomando como base a Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), elaborada
pela Associação Médica Brasileira (AMB), bem como
a discutir critérios de reajuste para a recomposição
do ganho médico". (Jornal Monitor Mercantil)
19.07 - ANS: Comunicado
Em razão da veiculação de informações
incorretas pela mídia a respeito da atuação da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no que se refere a mudanças
em modelos de remuneração, esclarecemos que:
A prática de bonificação de profissionais em função
da quantidade de exames solicitados é contrária ao código
de ética médica e ao entendimento da ANS. A ANS condena essa
prática. No início de 2010, a ANS criou dois Grupos de Trabalho
distintos: um sobre Remuneração de Hospitais e um sobre Honorários
Médicos.
O Grupo de Trabalho de Remuneração de Hospitais é
formado por representantes de entidades hospitalares e de operadoras de
planos de saúde e tem como objetivo definir um novo modelo para
a sistemática de remuneração dos hospitais que atuam
na saúde suplementar.
Cenário: Atualmente, os preços dos serviços hospitalares
estão, em grande parte, dissociados dos custos de sua prestação.
Isso porque, ao longo das duas últimas décadas vem ocorrendo
uma contenção dos valores das diárias e de diversas
taxas de serviços hospitalares.
Ao mesmo tempo, houve aumento significativo das despesas com insumos
(materiais, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais
OPME), onde está concentrada a principal parcela das margens dos
hospitais. Diante dessa situação, foi gerado um estímulo
para o uso de insumos com relação custo/benefício
mais perversa para o sistema de saúde, que acarretou em aumento
dos custos assistenciais e fez com que parte dos recursos disponíveis,
que seria destinada aos honorários médicos, fosse direcionada
para o custeio dos insumos.
Esse Grupo de Trabalho surge, portanto, para desenvolver novas sistemáticas
que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços prestados,
tornando esses a sua fonte de receita primária. Em conseqüência,
os beneficiários terão maior poder de escolha com base em
padrões e na qualidade dos serviços prestados.
O Grupo de Trabalho sobre Honorários Médicos é
composto por representantes de entidades médicas e por representantes
de operadoras e visa a debater critérios técnicos a serem
adotados na hierarquização dos procedimentos médicos,
tomando como base a Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM), elaborada pela Associação
Médica Brasileira (AMB), bem como a discutir critérios de
reajuste para a recomposição do ganho médico.
Cenário: Assim como acontece com os serviços hospitalares,
os honorários médicos perderam espaço para os gastos
com os insumos no total de recursos disponíveis para a assistência
à saúde.
O GT vai debater também critérios de reajuste dos valores
dos serviços prestados de forma a manter o equilíbrio econômicofinanceiro
dos prestadores de serviços e dos contratantes. Esses critérios
deverão constar dos contratos firmados entre as operadoras e os
médicos. É importante destacar que o valor dos procedimentos
não está em questão.
Esses serão acordados entre os médicos e os contratantes.
O objetivo é que o procedimento médico seja remunerado em
função da sua complexidade técnica, tempo de execução,
atenção requerida e grau de treinamento do profissional que
o realiza.
Conclusão:
A ANS entende que a realização simultânea desses
dois Grupos de Trabalho é favorável ao debate de condições
que tragam maior sustentabilidade para a saúde suplementar no Brasil.
Sobre a ideia de pagamento por performance, quando esse debate acontecer,
deverá levar em conta a melhoria dos processos de trabalho (acreditação,
certificação profissional) e os resultados assistenciais
obtidos (redução de mortalidade por causas controláveis,
ações de promoção da saúde e prevenção
de doenças).
Em hipótese alguma, a ANS estará de acordo com qualquer
tipo de incentivo que prejudique o beneficiário com o recebimento
de menos do que o necessário para o seu diagnóstico e tratamento.
(Rwevista Cobertura)
19.07 - Demitido e aposentado devem continuar com plano
Hoje, regra não é clara e assistência só
continua em ações judiciais
A Lei 9.656/98, que visa regular as atividades das empresas que operam
planos de assistência à saúde no Brasil, continua a
causar discussões envolvendo companhias, planos de saúde,
empregados e consumidores. Ultimamente, muitas empresas têm sido
chamadas aos tribunais para se defenderem contra ações de
empregados demitidos ou aposentados, que perderam o plano de saúde
corporativo do qual participavam, alegando terem o direito de continuar
a usufruir do benefício nos mesmos moldes de quando trabalhavam.
Tanto que a Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão
responsável pela fiscalização dos planos, estuda novas
regras para essa situação e quer garantir aos aposentados
e demitidos a permanência do serviço mesmo com o fim do vínculo
com a empresa.
Embora a Lei, no seu artigo 31, trate sobre a manutenção
dos benefícios de cobertura assistencial do aposentado no período
pós-aposentadoria, quando é desfeita a relação
de trabalho, existem ainda diversas brechas que em vários casos
vão parar nos tribunais. A própria lei não determina
de quem é a obrigação, do empregador ou empregado,
de procurar as informações sobre a possível continuidade
do plano. Por isso, a própria ANS fez uma resolução
sobre o tema, com normas mais claras e com o objetivo de evitar que esse
assunto vá parar nos tribunais. Conforme informou a ANS, a resolução
está sendo discutida em Brasília para tramitar no Congresso
Nacional e tornar-se lei.
E, enquanto essa resolução não vira lei, aposentados,
desempregados e empresas aguardam com expectativa essa nova definição.
É o caso da Promed, empresa especializada em planos de saúde
corporativos, que atende a 4.000 empresas, a segunda maior do setor em
Minas Gerais. De acordo com o gerente de relacionamento da Promed, Adriano
Ayres, por enquanto a ANS não divulgou nenhuma nova determinação
sobre o assunto, mas, quando acontecer, a empresa estará pronta
para cumpri-la. "Assim como temos feito em todas as normas da ANS, que
é o órgão regulador", garante Ayres.
Hoje, na lei, as pessoas que perderam o seu emprego já usufruem
do direito de continuar no plano durante um terço do tempo que contribuíram.
Segundo ele, isso dá a elas a chance de manterem um tratamento
que estavam fazendo. "Não precisam parar no meio do caminho, pois
sabemos que o particular é mais caro", afirma. Ele observa que,
no caso dos aposentados, a regra é: se ele trabalhou 20 anos em
uma empresa, tem o direito de continuar a utilizar o plano de saúde
corporativo por dois anos; se foram dez anos, por um ano e em um período
menor que esse, ele usufrui do plano assim como a pessoa demitida, por
um terço do tempo que contribuiu. "É bom salientar que, em
todos os casos, a pessoa continua a pagar pelo plano o mesmo valor que
pagava quando estava na empresa",disse.
Expectativa
Associação comemora o benefício
“Será uma conquista para toda a categoria”, acredita o
vice-presidente da Associação dos Trabalhadores Aposentados
e Pensionistas de Telecomunicações de Minas Gerais (Astaptel),
Adilson Alves Duarte, caso os aposentados continuem regular nos planos
de saúde corporativos nas empresas em que trabalharam.
Segundo ele, hoje, geralmente, quando um aposentado se desliga de uma
empresa, tem que buscar um plano de saúde particular, em que paga
de duas a três vezes o valor do plano que pagava. “E justamente em
um momento da vida que não estamos trabalhando e não podemos
ficar sem o plano de saúde”, lamenta o sindicalista, lembrando que
além do plano de saúde, precisam comprar os remédios
que a cada dia estão mais caros.
O aposentado acredita que, com certeza, empresas que se preocupam com
as pessoas que nela trabalharam e lá aposentaram ganham uma imagem
positiva no mercado.
Sem concorrência
Mercado no país está cada vez ficando mais concentrado
Rio de janeiro. Das 1.549 operadoras de planos de saúde em atividade
no Brasil, apenas 38 detêm 50,2% dos 42,8 milhões de beneficiários.
Duas delas atendem a 10,3% dos clientes de todo o país. No ano anterior,
43 empresas detinham 50,9% dos clientes. Os dados fazem parte do boletim
sobre o desempenho do setor de planos de saúde em 2009, que a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta semana.
A concentração no mercado de planos privados de assistência
à saúde aumenta na medida em que empresas encerram atividades.
Entre 2004 e 2009, o número de operadoras com registro na ANS caiu
de 2.178 para 1.762, redução de 22%.
Para a advogada Juliana Ferreira, do Instituto de Defesa do Consumidor,
a concentração do mercado acaba prejudicando os beneficiários
de planos, por conta da redução da concorrência. “Nesse
cenário, é importante intensificar a regulação
por parte da ANS”.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de
Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, disse que o aumento da concentração
do mercado já era esperado. “É um mercado de risco. As empresas
precisam de muitos associados para fazer frente à receita limitada
e os custos altos”, afirmou. A concentração será ainda
maior, já que há operadoras que já compraram concorrentes.
(Teo Scalioni – O Tempo)
16.07 - Mudanças na norma de Promoção e Prevenção
Operadoras que tiverem os programas aprovados pela ANS deverão
registrar os valores aplicados em conta específica do Plano de Contas
Padrão
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa
que de acordo com a nova norma para programas de Promoção
e Prevenção as operadoras de planos de saúde terão
de 1º de fevereiro a 1º de março de cada ano para encaminhar
o Formulário de Monitoramento (FM) à ANS. A nova norma determina
também, que somente os programas cadastrados até o dia 31
de agosto serão monitorados no ano seguinte.
De acordo com a agência, para as operadoras que tiveram os seus
programas retirados do cadastro por não terem encaminhado Relatório
Circunstanciado emitido por Auditor Independente, o prazo para envio, excepcionalmente
no ano de 2010, foi prorrogado até 31 de julho de 2010.
As operadoras que tiverem os programas aprovados pela ANS deverão
registrar os valores aplicados em conta específica do Plano de Contas
Padrão da agência, referente ao Ativo Não Circulante
- Intangível, a contar da data de recebimento da comunicação
de aprovação.
As mudanças foram publicadas no último dia 7 de julho
na Instrução Normativa (IN) conjunta DIOPE/DIPRO nº
002, que dispõe sobre o cadastramento, monitoramento e os investimentos
em programas de promoção da saúde e prevenção
de riscos e doenças por parte das operadoras de planos de saúde.
(Saúde Business Web)
16.07 - Planos querem mudar pagamento dos médicos
A Agência Nacional de Saúde Complementar coordena um grupo
de estudos sobre o assunto que reúne operadora e hospitais
Planos de saúde pretendem adotar uma nova forma de remuneração
de médicos e hospitais: o pagamento por desempenho. A Agência
Nacional de Saúde Complementar coordena um grupo de estudos sobre
o assunto que reúne operadora e hospitais. A proposta é que
bons médicos e hospitais tenham uma remuneração extra,
que poderá vir por meio de bônus. Ainda não estão
definidos quais os indicadores para esse pagamento.
Para os médicos, as operações visam apenas reduzir
custos e estão querendo reeditar a consulta bonificada, iniciativa
adotada por alguns planos de saúde que premia profissionais que
cumprem metas, entre elas, a redução dos pedidos de exames.
Hoje as operadoras pagam os médicos por procedimentos (como uma
consulta), e os hospitais, por pacotes (por exemplo, todos os procedimentos
envolvidos em uma cirurgia). (Ivan Valença - InfoNet)
16.07 - Médicos acusam ANS de não regular relação
planos/operadores
A Agência Nacional de Saúde (ANS) não vem cumprindo
seu papel previsto na Lei 9.961/ 2000, deixando de regular a relação
das operadoras de planos de saúde com os prestadores, omissão
que tem deixado os médicos desamparados no que diz respeito a reajustes
de honorários. Esta é uma das reclamações surgidas
na reunião em Brasília de representantes do Conselho Federal
de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira
(AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
que discutiram o assunto juntamente com os integrantes da Comissão
Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) e da Comissão Nacional
de Consolidação e Defesa da CBHPM.
O encontro serviu para debater, como tema central. a definição
sobre o posicionamento das entidades médicas nacionais perante os
principais desafios na relação entre os profissionais da
medicina e as operadoras de planos de saúde. O grupo analisou os
principais avanços ocorridos na área nos últimos meses
e definiu as metas a serem atingidas.
Foram, ao todo, 15 deliberações envolvendo principalmente
a relação com a ANS, a mobilização política
pela aprovação de projetos de interesse da Medicina, a união
das entidades médicas e negociações com as operadoras.
Os participantes destacaram o cenário atual, no qual a ANS autorizou,
nos últimos 10 anos, reajuste de 131% aos planos de saúde.
No mesmo período, o reajuste oferecido aos médicos foi de
60% para as consultas ou ainda menos para outros procedimentos.
Outra crítica é relativa ao não cumprimento da
Resolução Normativa 71/2004, da ANS, especificamente no que
se refere à determinação de critérios para
recomposições, contendo forma e periodicidade. Nesse sentido,
a luta por critérios para reajuste anual dos que prestam serviços
às operadoras de planos de saúde foi apontado item prioritário.
Outro tema de destaque foi a posição crítica das
entidades com relação ao chamado pagamento por desempenho,
caso implique apenas redução de custos das operadoras, premiando
médicos que cumprem metas como a diminuição dos pedidos
de exames, por exemplo.
O presidente do CFM, Roberto Luiz d"Avila, frisou que, a atuação
das empresas não pode impor regras que comprometam a ética
médica ou a boa prática da medicina. "Continuo defendendo
que a lógica das operadoras difere da lógica da ética
médica. Os cânones econômicos nem sempre correspondem
aos cânones éticos", disse. (Jornal Monitor
Mercantil)
15.07 - ANS: Novas regras para demitidos e aposentados
Foi realizada na última quinta-feira, 8 de julho, no Auditório
da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan), no Centro do Rio de Janeiro, a primeira Câmara Técnica
de Regulamentação dos Artigos 30 e 31 da Lei nº 9.656/98,
que tratam da continuidade da cobertura de plano de saúde de trabalhadores
demitidos sem justa causa e aposentados. As discussões foram abertas
pelo Diretor Interino de Normas e Habilitação de Produtos,
Alfredo Cardoso, e conduzida pela presidente da Câmara Técnica,
Carla Soares, que responde pela Gerência Geral de Estrutura e Operação
de Produtos.
Estavam presentes as instituições representativas das
Operadoras de Planos de Saúde – Federação Nacional
de Saúde Suplementar (FENASAÚDE) e Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE), das empresas de autogestão
– União Nacional das Instituições de Autogestão
na Saúde (UNIDAS), dos trabalhadores organizados – Nova Central
Sindical dos Trabalhadores, dos empresários – Confederação
Nacional do Comércio (CNC) e Confederação Nacional
da Indústria (CNI), e dos beneficiários – Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor (PROTESTE) e Fundação
de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon SP).
Alfredo Cardoso ressaltou a importância de discutir as contradições
na interpretação do que está expresso na lei para
viabilizar sua aplicação. Carla Soares abriu os trabalhos
dizendo que essa seria uma tarefa árdua, mas gratificante porque
possibilitaria a harmonia de interesses – finalidade máxima da ANS.
Depois, expôs os motivos porque uma empresa iria querer ou não
disponibilizar planos de saúde para os funcionários e levantou
alguns questionamentos, tais como: esclarecer alguns conceitos previstos
na lei como “contribuição” e “mesmas condições
assistenciais”, além das regras de reajuste e preço, dentre
outros.
Após algumas contribuições iniciais dos participantes,
que fizeram reflexões sobre os pontos mais relevantes, sendo que
o ponto comum foi a delimitação das responsabilidades de
empresas e operadoras, foi fechada a seguinte pauta:
- as entidades participantes devem enviar propostas até
dia 30.07.10
- nova câmara técnica em 12.08.10.
O cronograma para o fechamento desse tema prevê mais três
câmaras técnicas, uma consulta pública, uma discussão
em Diretoria Colegiada, uma Resolução Normativa e uma Instrução
Normativa. Carla concluiu dizendo que a reunião foi muito proveitosa
porque “os interesses convergiram para os mesmos objetivos”. (ANS)
15.07 - Concentração de plano de saúde pode ser
prejudicial
Dados da ANS mostram que de 1.549 operadoras 38 têm 50,2% dos
42,8 milhões de clientes
A concentração do mercado de planos de saúde pode
acabar prejudicando os beneficiários de convênios médicos,
devido à redução da concorrência. A avaliação
é do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) baseada em dados divulgados
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), segundo
os quais, das 1.549 operadoras em atividade no País, apenas 38 detêm
50,2% dos 42,8 milhões de clientes. Duas delas atendem a 10,3% dos
segurados.
Para a advogada do Idec Juliana Ferreira, nesse cenário, é
importante intensificar a regulação por parte da ANS. No
ano anterior, 43 empresas detinham 50,9% dos clientes.
Os dados fazem parte do boletim sobre o desempenho do setor de planos
de saúde em 2009, que a Agência Nacional de Saúde (ANS)
divulgou ontem. O presidente da Associação Brasileira de
Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, afirmou que o aumento
da concentração já era esperado. "É um mercado
de risco. As empresas precisam de muitos associados para fazer frente à
receita limitada e aos custos altos", disse. (O Dia Online)
15.07 - Cresce adesão a planos odontológicos em SP
O número de beneficiários de planos odontológicos
no Estado de São Paulo subiu de 4.906.427 para 5.809.331 de 2008
para 2009, informa a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS). Trata-se de uma alta de 18,4% em apenas um ano.
Uma das razões para o crescimento do número de clientes
deste tipo de plano são os baixos custos. Há planos à
venda a partir de R$ 29. E este ano, por determinação da
ANS, 16 procedimentos foram incluídos no novo rol, tornando a cobertura
obrigatória dos planos mais ampla.
Mas apesar de apresentar muitas vantagens, a contratação
de um plano odontólogico requer cuidados. (JT Online)
14.07 - ANS Informação 2010
Está disponível no sítio eletrônico da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a publicação “ANS
Informação 2010”, com o consolidado de dados sobre beneficiários,
operadoras e planos de saúde no ano de 2009.
Na publicação, são destacadas: a taxa de cobertura
por planos privados de assistência médica; receita e despesa
per capita das operadoras; distribuição das operadoras e
indicador de concentração de mercado HHI e a distribuição
dos vínculos de beneficiários de planos privados de assistência
à saúde, ambos segundo Grandes Regiões e Unidades
da Federação.
O ANS Informação 2010 e as quatro edições
anteriores podem ser acessadas no item Informação em Saúde
Suplementar – Publicações, no menu principal do sítio
eletrônico www.ans.gov.br .
Na mesma página, é possível consultar e baixar
outras publicações, como o Caderno de Informação
da Saúde Suplementar e acessar a ferramenta ANS Tabnet, que possibilita
a consulta sobre beneficiários e operadoras de planos de saúde.
Acesse o folder ANS Informação 2010 no link http://www.ans.gov.br/data/files/8A958865299337310129AD03C66D4BED/folder_ANSInformacao_2010-Publicação.pdf
(ANS)
14.07 - ANS: 38 operadoras detêm metade do mercado
No ano anterior, 43 empresas detinham 50,9% dos clientes
Das 1.549 operadoras de planos de saúde em atividade no Brasil,
apenas 38 detêm 50,2% dos 42,8 milhões de beneficiários.
Duas delas atendem a 10,3% dos clientes de todo o País. No ano anterior,
43 empresas detinham 50,9% dos clientes. Os dados fazem parte do boletim
sobre o desempenho do setor de planos de saúde em 2009, que a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta segunda-feira
(12).
A concentração no mercado de planos privados de assistência
à saúde aumenta na medida em que empresas encerram atividades.
Entre 2004 e 2009, o número de operadoras com registro na ANS caiu
de 2.178 para 1.762, redução de 22%.
Para a advogada Juliana Ferreira, do Instituto de Defesa do Consumidor,
a concentração do mercado acaba prejudicando os beneficiários
de planos, por conta da redução da concorrência. "Nesse
cenário, é importante intensificar a regulação
por parte da ANS", afirmou.
O presidente da Associação Brasileira de Medicina de
Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, disse que o aumento da concentração
do mercado já era esperado. "É um mercado de risco. As empresas
precisam de muitos associados para fazer frente à receita limitada
e os custos altos", afirmou.
Segundo ele, a concentração é ainda maior, já
que há operadoras que já compraram concorrentes, mas continuam
atuando com as duas marcas. "Achamos péssima a concentração.
Pequenas e médias empresas regionais, que têm custos menores,
devem ser preservadas", defendeu.
Ele classificou de "assustadora" a informação da ANS
de que o consumidor pagou aproximadamente R$ 113 por mês pelo seu
plano e, em média, a operadora teve gasto mensal com assistência
de R$ 93 por beneficiário. "É uma sinistralidade altíssima
e as operadoras têm resultados pífios. É preciso flexibilizar
o rol de atendimentos para que as empresas possam criar produtos para atrair
a classe C, que hoje é composta por 90 milhões de pessoas
e estão afastadas da saúde suplementar."
Ainda de acordo com o levantamento da ANS, a maioria dos beneficiários
de planos de assistência médica está concentrada em
operadoras de medicina de grupo (37,5%), seguidas pelas cooperativas médicas
(35,2%), autogestões (12,2%) e seguradoras especializadas (11,7%).
Nos últimos dez anos, cresceu o número de pessoas com
planos de saúde no Brasil. Em 2000, 18,1% da população
tinha assistência suplementar. Em 2009, esse índice foi de
22,4%. (Bem Paraná)
14.07 - Projeto prevê inclusão de enteado em plano de saúde
O deputado Fábio Faria (PMN /RN) apresentou, na Câmara,
projeto de lei que altera a Lei 9.656/98, a qual dispõe sobre os
planos e seguros privados de assistência à saúde, para
permitir a inclusão de enteados com beneficiários.Segundo
a proposta, a inscrição de enteados será restrita
a menores de idade e desde que comprovada a dependência financeira.
O parlamentar alega que essa medida em muito contribuirá para
uma pacificação de situações constrangedoras
que ocorrem, quando meio-irmãos e filhos de pais diferentes, mas
que coabitam sob uma mesma unidade familiar têm direitos e, assim,
acesso diferenciado a ações e serviços de saúde.
“Imaginemos uma situação em que um acidente de carro obrigaria
a uma família a ter que optar por qual filho atender primeiro, já
que os mesmos não podem ser atendidos no mesmo hospital”, observa
o deputado para justificar a proposta. (CQCS)
13.07 - Operadoras do MS são obrigadas a dar extrato anual
Objetivo da lei é facilitar o preenchimento da declaração
de imposto de renda
As operadoras de planos de assistência à saúde
de Mato Grosso do Sul deverão como obrigatoriedade emitir documento
contendo extrato dos pagamentos efetuados pelos consumidores. A lei foi
publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira (8)
e prevê que o documento deve ser em papel timbrado e encaminhado
ao endereço do consumidor até o último dia do mês
de fevereiro de cada ano.
O objetivo é facilitar o preenchimento da declaração
de imposto de renda, sem que o contribuinte precise armazenar os comprovantes
do plano de saúde. (Saúde Business Web)
13.07 - A fila de espera dos planos
Idec lança pesquisa na internet sobre atendimento para levar
à Agência Nacional de Saúde a voz do consumidor insatisfeito
Você tem problema com demora de atendimento em seu plano de saúde?
Usuários de todo o país podem responder essa pergunta feita
pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Basta participar
da pesquisa pela internet (www.idec.org.br), indicando qual o tipo de dificuldade
na marcação de consultas, exames e outros procedimentos médicos.
A ideia do Idec é levar à ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar) a voz do consumidor insatisfeito com a assistência
médica na saúde privada, para subsidiar as regras que estão
sendo preparadas para regular o sistema de marcação.
A ANS resolveu entrar no embate entre operadoras e prestadoras, após
comprovar o alto grau de insatisfação dos usuários
com o tempo de atendimento. De acordo com a advogada do Idec Daniela Trettel,
no momento em que a agência consultou as operadoras sobre o assunto,
os consumidores devem ser ouvidos para demonstrar as dificuldades assistenciais.
As pessoas podem participar da enquete pelo site do Idec ou pelo e-mail
pesquisa@idec.org.br, respondendo sobre o tempo de espera para todos os
tipos de procedimentos (consultas, exames, cirurgias). A identidade do
consumidor será preservada.
As filas para atendimento nos planos de saúde hoje se aproximam
do tempo de espera no SUS (Sistema Único de Saúde). Há
consumidores que esperam mais de 60 dias para uma consulta com especialista,
como neurologista, obstetra, oftalmologista, entre outros. A professora
Ana Lúcia do Nascimento Leal, 52 anos, está com fortes dores
de cabeça desde junho e só conseguiu agendar um neurologista
para agosto.
"Fui atendida na emergência e encaminhada para um neurologista.
Liguei para vários consultórios e não tinha vaga",
reclama. Ela conta que demorou um mês e meio para fazer uma tomografia.
Primeiro a operadora negou a autorização. "Vou levar o exame
para um médico do SUS porque não dá mais para esperar
pelo médico do convênio. A gente paga caro e não tem
assistência", completa. A mensalidade de Ana custa R$ 238,80.
O operador decall center Rinaldo Ferreira da Silva, 38, teve que brigar
com o plano de saúde para conseguir assistência médica
após sofrer um acidente em março e machucar o joelho. A via-crúcis
começou na emergência, de onde ele foi encaminhado para um
ortopedista da rede própria. "Disseram que eu tinha que voltar para
casa e marcar a consulta. Reagi e ameacei, até conseguir ser atendido
e o médico pedir uma ressonância magnética", diz.
A segunda briga foi para liberar o exame: só havia vaga para
o final de maio. "Argumentei que o exame tinha que ser feito com urgência
porque eu estava sem andar. Depois de muita conversa consegui fazer a ressonância
no dia 28 de abril. Mas não terminou por aí, porque só
tinha vaga em 15 dias para mostrar o resultado ao médico e marcar
a cirurgia de menisco".
Rinaldo se operou no dia 5 de maio, mas continua no benefício
da Previdência Social porque demorou muito a fazer o tratamento e
ainda tem dificuldade de andar. Com mais um detalhe: só foram liberadas
10 das 20 sessões de fisioterapiaprescritas pelo médico.
"Passei seis meses sobrecarregando o INSS, quando já poderia ter
voltado ao trabalho", comenta. (Rosa Falcão - Diário
de Pernambuco Online-09.07)
13.07 - Saúde suplementar: Posicionamento de entidades
A definição sobre o posicionamento das entidades médicas
nacionais perante os principais desafios na relação entre
os profissionais da Medicina e as operadoras de planos de saúde.
Este foi o tema de reunião ampliada realizada na sexta-feira (9).
Participaram do encontro, em Brasília, representantes do Conselho
Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira
(AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
que discutiram o assunto juntamente com os integrantes da Comissão
Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) e da Comissão Nacional
de Consolidação e Defesa da CBHPM.
O grupo analisou os principais avanços ocorridos na área
nos últimos meses e definiu as metas a serem atingidas. Foram 15
deliberações envolvendo principalmente a relação
com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a mobilização
política pela aprovação de projetos de interesse da
Medicina, a união das entidades médicas e negociações
com as operadoras.
Os participantes destacaram o cenário atual, no qual a ANS autorizou,
nos últimos 10 anos, reajuste de 131% aos planos de saúde.
No mesmo período, o reajuste oferecido aos médicos foi de
60% para as consultas ou ainda menos para outros procedimentos.
Os participantes frisaram que a ANS não vem cumprindo seu papel
previsto na Lei 9.961/ 2000, deixando de regular a relação
das operadoras com os prestadores. Essa omissão tem deixado os médicos
desamparados no que diz respeito a reajustes de honorários. Outra
crítica é relativa ao não cumprimento da Resolução
Normativa 71/2004, da ANS, especificamente no que se refere à determinação
de critérios para recomposições, contendo forma e
periodicidade. Nesse sentido, a luta por critérios para reajuste
anual dos que prestam serviços às operadoras de planos de
saúde foi apontado item prioritário.
Outro tema de destaque foi a posição crítica das
entidades com relação ao chamado pagamento por desempenho
(ou performance), caso implique apenas na redução de custos
das operadoras, premiando médicos que cumprem metas como a diminuição
dos pedidos de exames, por exemplo. O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila,
frisou que, a atuação das empresas não pode impor
regras que comprometam a ética médica ou a boa prática
da medicina. “Continuo defendendo que a lógica das operadoras difere
da lógica da ética médica. Os cânones econômicos
nem sempre correspondem aos cânones éticos”, disse.
A Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), sob
coordenação do 2º vice-presidente do CFM, Aloísio
Tibiriçá, busca aglutinar todos os segmentos para construir
uma estratégia nacional de mobilização baseada nas
experiências das diversas entidades. Foram ouvidos mais de 30 representantes
de conselhos regionais (como Rio de Janeiro e Bahia), representantes de
especialidades (dermatologia, patologia, ginecologia e obstetrícia,
radiologia e diagnóstico por imagem, cirurgia torácica, pediatria,
otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial, endoscopia digestiva,
e oftalmologia), sindical (Campinas) e associações médicas
(paranaense, paulista e espírito-santense). (CFM)
12.07 - Portabilidade deve valer na troca para planos superiores
Hoje restrita apenas à troca por planos de preço igual
ou inferior, a portabilidade nos planos de saúde, na opinião
do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), deve ser oferecida
também ao consumidor que mudar para um plano superior, como em casos
de mudança de acomodação, aumento na rede credenciada
e abrangência territorial, por exemplo.
A portabilidade de carências permite que o consumidor troque
de operadora sem ter de cumprir novamente os prazos para ter acesso a consultas,
exames e outros procedimentos médicos.
Nesta semana o Idec enviou à ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar) suas contribuições a respeito da
mudança das regras para a portabilidade. O órgão defende
que a portabilidade valha também para trocas para planos superiores.
Neste caso, seriam instituídas carências complementares ou
pagamento de uma compensação financeira.
Mais mudanças
Outra proposta feita à ANS é a chamada portabilidade
especial, que garantiria a troca de plano sem o cumprimento de novas carências,
em caso de falência da operadora.
O órgão também pediu o direito à portabilidade
independentemente da data ou da forma de contratação do plano,
como no caso de consumidores de contratos coletivos migrarem para planos
individuais, além do aumento no número de meses permitidos
para pedir a troca - hoje é o mês de aniversário do
contrato e o mês seguinte e a proposta do Idec é que seja
estendido para o mês de aniversário do contrato e os três
meses seguintes.
O fim do prazo mínimo de dois anos para solicitar a troca de
operadora também deve ser alterado, segundo o Idec. “O consumidor
opta pela mudança por estar insatisfeito com o atendimento ou por
não poder arcar com aumentos de mensalidade”, declarou a advogada
do Idec, Daniela Trettel. “Se ele entra em um plano e percebe que foi ludibriado,
que o serviço prestado não corresponde ao prometido, não
pode ser obrigado a esperar para poder mudar de operadora”, completou Daniela.
Para sua efetividade, as mudanças devem ser aplicadas a todos
os contratos de planos de saúde, independentemente da dada ou da
modalidade, afirma o Idec. (Evelin Ribeiro - InfoMoney)
12.07 - ANS quer reduzir tempo de espera em planos
A Agência Nacional de Saúde (ANS) terminou no início
deste mês um estudo para tentar estabelecer normas sobre o tempo
de espera dos beneficiários de planos de saúde suplementar.
A ANS constatou a necessidade da criação de uma regulamentação
por causa do grande número de reclamações de consumidores
sobre a longa espera para marcar uma consulta, um exame ou um procedimento.
Agora a ANS tabulará os números, e a previsão de término
de toda a pesquisa é de três meses. Depois disso é
que as normas serão estabelecidas.
A ANS não tem nas suas estatísticas a quantidade de reclamações
referente à espera do consumidor de plano de saúde por uma
consulta ou um procedimento, especificamente, já que a pesquisa
está sendo feita agora e depois disso é que será possível
criar esse item no sistema de recebimento de reclamações.
No entanto, no Procon-PR, a quantidade de queixas sobre planos de saúde
é grande, o que sinaliza a necessidade de novas normas: no primeiro
semestre deste ano foram 979, quase a mesma quantidade do ano de 2009 inteiro,
quando foram registrados 1044 atendimentos sobre o assunto. Os dados do
Procon se referem a problemas nos planos em geral, e não somente
sobre a demora no atendimento.
A regulamentação da ANS será bem vinda, já
que o Código de Defesa do Consumidor não traz informações
específicas sobre a demora no atendimento nos planos. A coordenadora
do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, lembra que quando há
preferência no atendimento para os pacientes que podem pagar pela
consulta ou pelo exame, está ocorrendo discriminação.
“Sabemos que quando vamos marcar uma consulta, por exemplo, a pessoa pergunta
se é particular ou se é pelo convênio. Quando é
particular, o atendimento é mais rápido. Já pelo convênio
às vezes leva um mês. Isso é totalmente errado. A partir
do momento que o médico adere a um plano de saúde ele tem
que dar tratamento igualitário ao paciente”, observou Ivanira.
Nestes casos, o consumidor pode procurar o plano de saúde e
registrar sua reclamação. “Saúde é serviço
primordial. No tempo que ele espera para ser atendido pode ocorrer algo
pior em sua saúde”, comenta. Ivanira acredita que a regulamentação
vai dar um freio nestas práticas. “Acredito que deve haver uma maior
fiscalização sobre os planos, pois a quantidade de reclamações
que atendemos é grande”, afirmou.
A ANS observa que as normas poderão ser diferenciadas de estado
para estado, já que em algumas regiões o problema é
mais evidente em consultas, e em outras, em exames e procedimentos. Segundo
a ANS, a pesquisa também será feita junto às operadoras,
para saber a média de tempo de espera, e a opinião delas
sobre a média que seria ideal. O consumidor pode reclamar no Procon
de seu estado e também no Disk ANS (0800-701-9656). (Paraná
Online)
12.07 - 11ª Pesquisa Nacional Unidas
Representando a autogestão em saúde, com 140 filiadas
em todo o Brasil, o que corresponde a um universo de mais de 5 milhões
de vidas, a UNIDAS publica anualmente sua Pesquisa Nacional, com o intuito
de conhecer e divulgar a realidade das instituições de autogestão,
principalmente em relação aos benefícios que estão
sendo oferecidos aos seus associados, a partir da avaliação
dos seus principais indicadores de desempenho, em especial aqueles voltados
à cobertura, utilização e custos dos serviços
de saúde.
O questionário da 11ª edição da Pesquisa
já está disponível no site www.unidas.org.br e no
link www.ecosaude.com.br/unidas e pode ser acessado pelas instituições
filiadas, bem como pelas não filiadas que foram convidadas a participar.
Para respondê-lo, cada autogestão participante recebeu uma
identificação específica (código e senha),
o que garantirá o sigilo dos dados.
O formulário, elaborado de forma a ser respondido com rapidez
e facilidade, possui 38 perguntas e vai coletar os dados referentes a 2009,
até o dia 30 de agosto. As informações serão
compiladas e analisadas em parceria com o Centro Paulista de Economia da
Saúde (CPES), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para que os dados continuem representando fidedignidade e consistência,
a participação das instituições de autogestão
é fundamental.
Em caso de dúvidas, entre em contato com o Sr. Mario Scheidegger,
do CPES, pelo telefone (11) 9278-2155, ou e-mail pesquisaunidas@unidas.org.br.
Participe! A UNIDAS conta com a colaboração de todas
autogestões. (Unidas/AssPreviSite)
08.07 - Ressarcir o SUS
Não bastasse a falta de recursos públicos na área
de saúde, o Estado ainda se vê obrigado a arcar com os custos
da ineficiência de planos privados. Muitos de seus clientes, quando
não recebem o tratamento prometido, acorrem aos hospitais do Sistema
Único de Saúde em busca de atendimento.
Dessa forma, a empresa de saúde complementar recebe por um serviço
que será prestado pela rede pública. É razoável,
como prevê a lei, que nesses casos os planos devam ressarcir o Estado.
A determinação no entanto nem sempre é cumprida.
Contam-se aos milhares as ações judiciais de operadoras contra
o reembolso. Argumentam que a saúde é um dever do Estado
-e que não podem ser responsabilizadas se seus clientes optam simultaneamente
pelo atendimento público e o pagamento ao serviço privado.
O argumento seria legítimo caso a escolha dos consumidores fosse
livre -ou seja, diante da opção entre os dois atendimentos,
escolhessem o público. Muitas vezes, no entanto, as operadoras se
recusam a oferecer procedimentos previstos como obrigatórios pela
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Diante de estratégias
protelatórias, recusas ou embaraços burocráticos,
o cliente recorre ao SUS.
É dever do sistema atendê-los, mas o direito do cidadão
não pode ser usado como seguro gratuito e fonte de lucros por empresas.
Essa tem sido a compreensão de ministros do Supremo Tribunal
Federal. Operadoras de serviços médicos têm perdido
causas na corte ao tentar descumprir a lei que prevê o ressarcimento.
Resta por julgar uma ação direta de inconstitucionalidade,
apresentada pela Confederação Nacional de Saúde. Seria
oportuno que a Justiça estancasse a enxurrada de recursos das operadoras
pronunciando-se, de forma definitiva, a favor do Estado. (Folha de
S.Paulo)
08.07 - ANS quer normatizar tempo de espera dos pacientes
Não há regra para conter demora no atendimento dos planos
A partir de um questionário aplicado às operadoras de
planos de saúde (exceto àquelas que comercializam exclusivamente
planos odontológicos), a Agência Nacional de Saúde
(ANS) quer normatizar o tempo de espera para atendimento das demandas dos
consumidores. Encerrados na última segunda, os questionários
mapeiam o tempo que as empresas levam atualmente para autorizar e realizar
os procedimentos e eventos de saúde, visando regulamentar um tempo
razoável para estes atendimentos.
Com essas informações, serão estudadas novas regras
para o tempo de espera pelos procedimentos assistenciais de saúde
suplementar. Como estas regras ainda não existem, muitos pacientes
são obrigados a esperar semanas ou até meses pelo atendimento
dos planos. A ANS informa aos consumidores que, mesmo antes das determinações
serem estabelecidas, denúncias e reclamações podem
ser feitas através do telefone 0800-701-9656.
FISCALIZAÇÃO
A ANS prorrogou, até o próximo sábado, a Consulta
Pública nº 32 sobre a definição de regras para
Notificação de Investigação Preliminar (NIP).
Trata-se de uma forma de mediar conflitos entre operadoras e consumidores
de planos de saúde com foco em casos de negativa de cobertura assistencial.
Nacionalmente, o projeto piloto da NIP, iniciado em outubro de 2008, apresentou
bons índices de resolutividade. Até maio de 2010, cerca de
56% das demandas recebidas foram arquivadas por terem se resolvido através
deste mecanismo. Além do objetivo principal de atender às
necessidades dos consumidores, segundo a ANS, foi evitada sobrecarga de
processos administrativos que se mostraram desnecessários.
Qualquer interessado pode acessar a proposta normativa, disponível
no site da ANS (www.ans.gov.br) e dar constribuições. Com
a NIP, os consumidores têm maior rapidez no atendimento relacionados
a denúncias de casos de negativa de cobertua por parte das operadoras
que, por sua vez, podem melhorar o relacionamento com seus clientes. A
consulta também melhora a eficiência da ANS no monitoramento
e as medidas corretivas em relação ao setor. (Tatiana Notaro
– Folha de Pernambuco)
08.07 - Canal direto para reclamar dos planos
Consumidor poderá recorrer à Defensoria. Objetivo é
reduzir número de ações na Justiça
Operadoras de plano de saúde e a Defensoria Pública do
Rio de Janeiro criaram um canal privilegiado para analisar as queixas levadas
ao Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) sobre o setor. Com objetivo
de reduzir o volume de ações, a iniciativa está em
fase de implantação, de acordo com Sergio Vieira, presidente
regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge)
no Rio.
“O objetivo é criar alternativas de soluções sem
iniciar o processo jurídico”, explica o executivo, que defende a
ampliação do diálogo.
SOLUÇÃO DE CONFLITOS
Também para resolver discórdias, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) publicou em seu site uma consulta pública
sobre as regras da Notificação de Investigação
Preliminar (NIP). O novo recurso deverá agilizar respostas para
reclamações por negativa no atendimento, quando o plano de
saúde não autoriza um exame ou outro procedimento.
Para o advogado Julius Conforti, entretanto, o NIP fará pouca
diferença. A crítica é em relação a
falta de prazos para a atuação da agência. “Em saúde,
quase tudo é urgente. Ausência de prazo é relevante
porque o consumidor não pode ficar esperando solução”,
avalia. Conforti crê que, no casos graves e mais urgentes, a Justiça
continuará sendo o melhor caminho. Já Sergio Vieira, da Abramge,
aposta na solução. “O recurso resguarda o direito do consumidor
mas também mantém o direito das operadoras. É um facilitador
para resolver conflitos via ANS que pode evitar a ida à Justiça”,
explica. O texto está aberto para contribuições até
sábado.
Poder da ANS não resolve queixa maior
O advogado Conforti conta que as principais queixas são de exames
não cobertos, que podem ser garantidos na Justiça. Sergio
Vieira, da Abramge, avisa que nem todas as recusas são consideradas
Negativa de Atendimento. “Algumas vezes a operadora precisa analisar, ou
pede mais informação do médico que pediu o exame,
ou o beneficiário fez o exame recentemente”, alega. Ele ressalta,
porém, que a operadora precisa justificar a recusa de forma fundamentada.
O canal de mediação com a Defensoria começou com
grandes operadoras e, no ano passado, com planos regionais. Segundo a ANS,
a solução de problemas já chega a 81% do total.
(TAMARA MENEZES - O Dia Online)
07.07 - Plano: Registro é segurança para quem vai contratar
Na hora de contratar o plano de assistência médica é
preciso precaução. A recomendação é
verificar se a empresa com a qual se pretende fechar negócio possui
registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar. Para se
ter uma idéia, segundo a ANS, metade das operadoras de saúde
não possui autorização de funcionamento por conta
de problemas financeiros. Atualmente, são cerca de 15 milhões
de brasileiros atendidos por quase duas mil operadoras sem registro definitivo.
Em função dos altos custos dos planos individuais, empresas
privadas e entidades públicas e de classe têm disponibilizado
aos seus funcionários ou associados o benefício do plano
por adesão. “Para os clientes, o registro na ANS representa segurança
e assistência de qualidade, isso porque as empresas devem atender
a requisitos legais, como a constituição de garantias e organização
administrativa compatível com as necessidades dos seus clientes”,
afirma Elon Gomes de Almeida, presidente da Aliança Administradora
de Benefícios, uma das maiores em seu segmento com registro na ANS.
Segundo o executivo, a Aliança está totalmente enquadrada
nas regulamentações das normas do órgão regulador
e, com isso, garante o cumprimento dos acordos fechados, a execução
das cláusulas contratuais, além de representar o interesse
dos beneficiários finais. A exigência do registro foi instituída
pelo Governo Federal em 2004. (Athena Press/Saúde Business
Web)
07.07 - ANS quer reduzir tempo de espera por consulta
Segurados chegam a esperar semanas por consulta.
Planos vão dizer o tempo que levam para realizar procedimentos
médicos.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estuda novas
regras para reduzir o tempo de espera pelo atendimento por planos de saúde.
Hoje, os planos podem fazer os clientes esperaren semanas, porque não
existe regra sobre prazo para agendar um atendimento.
Desde o início do ano, as reclamações aumentaram
e a ANS procura uma solução para o problema, uma queixa frequente
de milhões de brasileiros que pagam pelos planos.
Os planos de saúde admitem que a demora acontece quando o número
de médicos credenciados não é suficiente para atender
os clientes, que chegam a esperar semanas por uma consulta.
“Acho que um prazo médio razoável é talvez uns
10 dias, 15 dias, uma coisa desse tipo”, admite Arlindo de Almeida, presidente
da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).
Na página da ANS na internet, os planos de saúde vão
dizer o tempo que levam para realizar os procedimentos médicos.
O objetivo é elaborar uma norma que regule a saúde suplementar.
Muitas vezes, as operadoras mesmo tendo um número descrito adequado
de prestadoras, elas criam mecanismos de dificultar o acesso dos consumidores
a esses prestadores. É isso que a gente tem que objetivamente inibir,
punir, e evitar que aconteça”, diz Alfredo de Almeida Cardoso, diretor
de normas de habilitação de operadora da ANS.
Enquanto a regra não é criada, o consumidor pode recorrer
à Justiça para obrigar o plano de saúde a atender
com rapidez ou para pedir reembolso de uma consulta particular.
"Se o consumidor não tem condições físicas
de aguentar um prazo tão longo quanto esse, essa impossibilidade
de espera é que possibilita a utilização de um profissional
particular. A saúde do consumidor não pode ser nunca colocada
em risco", diz Julius Consorti, advogado especialistas nas áreas
de medicina e saúde. (Portal G1)
07.07 - Sustentabilidade da autogestão
A maior preocupação das entidades de autogestão
atualmente é a sustentabilidade: suprir as demandas atuais sem comprometer
as necessidades futuras. São 5 milhões de vidas, cujos benefícios
podem ser afetados por fatores que constituem o cenário da saúde
suplementar. Entre eles, está o ritmo de aumento na expectativa
de vida, a previsão de que a população brasileira
se torne majoritariamente idosa até 2025, as práticas de
mercado da iniciativa privada e a forma de regulamentação
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Nesse processo, aspectos que caracterizam a autogestão tornam-se
ferramentas de ataque da concorrência. A modalidade é conhecida
no mercado de seguridade social como “entidades caridosas”. Entre seus
beneficiários, mais de 30% são pessoas com mais de 60 anos.
“A autogestão é amparada pela solidariedade entre seus participantes,
com baixos preços e atendimento a todas as faixas etárias
sem diferenciação nos preços dos planos”, diz o diretor
de Controle de Qualidade da Geap e diretor técnico da União
Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde
(Unidas), Flávio de Abreu.
Como reflexo da prática de política de acessibilidade
dos idosos aos planos de saúde, a autogestão se torna vítima
de processos mercadológicos. “A iniciativa privada cultiva clientela
composta por jovens que custam menos aos planos e deixam-nos aqueles clientes
que podem custar mais, os idosos”, diz o diretor. Segundo ele, as empresas
privadas com fins lucrativos aplicam preços ditados pelo mercado
para selecionar seu público-alvo de forma excludente, “enquanto
a autogestão oferece serviço de qualidade por preço
justo”.
As iniciativas para superar os problemas incluem a conscientização
da ANS e de outros órgãos reguladores para as peculiaridades
de cada segmento em saúde suplementar. Abreu explica que o modelo
de regulação implementado pela agência não considera
o mercado de saúde suplementar dividido entre operadoras capitaneadas
pelas cooperativas, medicina de grupo, seguradoras e autogestão.
“Foi criada uma regra universal de regulação do setor, desconsiderando
a ausência de lucro e sua atuação em mercados remotos,
como os extremos do País.” (Geap)
06.07 - Idosos pagam até seis vezes mais por convênio
Os gastos dos aposentados com os planos de saúde podem ser seis
vezes maiores do que os valores empregados para custear convênio
de pessoas com até 18 anos. A diferença, de acordo com o
Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), ocorre com o aval
da ANS (Agência Nacional de Saúde), que permite oscilação
de até 500% entre as faixas de idade que vão de zero aos
59 anos.
"O Estatuto do Idoso veio para tentar resolver a situação.
Ele proibiu esse reajuste por faixa etária acima dos 59 anos, mas
para se adequar a isso, as empresas colocaram o aumento nessa última
faixa maior do que 100%. A medida só antecipou o reajuste exatamente
para o momento em que as pessoas estão tentando se aposentar e perdendo
valor de salário. Isso expulsa os idosos dos planos de saúde",
observa a advogada da entidade, Juliana Ferreira.
O presidente da AMA (Associação dos Aposentados Metalúrgicos),
Wilson Roberto Ribeiro, afirma que os gastos com saúde consomem
mais da metade dos ganhos dos pensionistas que hoje representam 257.111
pessoas na região, quase 10% da população total das
sete cidades. "Se pegarmos um casal, marido e esposa, onde cada um paga
R$ 370 de plano de saúde, os dois gastam R$ 740 só com convênio,
sem contar remédios que custam, em média, R$ 100 a caixa.
Muitos ficam decepcionados porque precisam de ajuda dos filhos para isso.
Quem era arrimo de família fica mais doente por essa dependência."
Ribeiro completa que a AMA teve reajuste nos valores do convênio
de quase 50% só no último ano. "Eles (a operadora) fazem
isso para que desistamos de contratá-los. Chegam na direção
da entidade com números que não batem e dizem que pelo alto
uso precisam rever valores. Como somos pessoa jurídica, não
temos para onde correr", alerta.
O aposentado Luiz Antonio Ferreira é um dos muitos que tentam
equilibrar o baixo orçamento. Ele e a mulher pagam, cada um, R$
260 de convênio médico, mas ainda não atingiram a faixa
dos 59 anos. "Estou morrendo de medo. Gasto metade do benefício
com convênio e remédios. É absurdo. Dizem que um salário-mínimo
é o suficiente para vivermos dignamente, mas é mentira",
reclama ele.
Para tentar resolver o problema, o presidente da Copab (Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas), Warley Martins Gonçalles,
diz que tem negociado com a Câmara Federal votação
de projeto que restrinja a oscilação entre faixas.
Apesar da tentiva, por enquanto, o único jeito é entrar
na Justiça e pedir a redução do aumento. "Mas é
um processo que demora muito e é preciso paciência", afirma
a advogada do Idec. (Paula Cabrera - Diário Online)
06.07 - ANS vai mediar conflitos com planos
Quem tiver cobertura negada poderá reclamar à agência
para conseguir procedimento de forma mais rápida
Daqui a dois meses, pacientes que tiverem algum procedimento médico
negado pelo seu plano de saúde poderão ter mais esperanças
de que reclamar às autoridades trará algum benefício.
Está em consulta pública na Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) um mecanismo que permitirá à agência
mediar conflitos entre usuários e operadoras de planos em casos
de negativa de cobertura.
Segundo o diretor de fiscalização da ANS, Leandro Reis
Tavares, a Notificação de Investigação Preliminar
(NIP) — como se chama o mecanismo — trará mais agilidade ao tratamento
das reclamações, permitindo que o procedimento seja feito
a tempo, sem a necessidade de abrir demorados processos administrativos
para apurar os casos.
— A NIP surgiu da necessidade, identificada pelos nossos fiscais, de
dar vazão à enorme quantidade de reclamações
de clientes à agência sobre negativa de cobertura. Entendemos
que fazer a mediação antes de abrir processo dá mais
celeridade e beneficia o paciente que precisa de atendimento médico
com urgência — afirma Tavares.
A NIP vai funcionar assim: quem se sentir lesado com a negação
de cobertura pelo seu plano terá que reclamar à ANS pelo
telefone 0800 701 9656 ou pelo site da agência. Por meio de um sistema
eletrônico criado especialmente para a NIP, a ANS vai encaminhar
a queixa à operadora do plano, que terá cinco dias úteis
para justificar a negativa ou voltar atrás, sempre apresentando
documentação que justifique o posicionamento.
A ANS se compromete a elaborar uma análise técnica sobre
todas as respostas das empresas.
Caso a operadora continue negando a cobertura e a ANS avalie que a
justificativa não está de acordo com a legislação
vigente, um processo administrativo tradicional será aberto.
Esse também será, segundo a agência, o destino
de queixas que não sejam respondidas pelas empresas.
Planos de saúde aprovam a mediação de conflitos
A resolução que cria a NIP está em consulta pública
até 10 de julho no site da ANS e entrará em vigor 60 dias
depois que for publicada. Mas o mecanismo já é testado desde
outubro de 2008, em um projeto piloto que começou restrito a 35
operadoras de planos de grande porte. Em março de 2009, a experiência
foi ampliada para abranger pequenas e médias empresas nos estados
de Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco,
e nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Cuiabá
(MT) e no Distrito Federal. O que muda após o fim da consulta pública
é que a NIP cobrirá todo o país e será aberta
a todas as operadoras. Queixas contra empresas que não aderirem
à NIP darão início a processos automaticamente.
Segundo a ANS, durante o projeto piloto, 55,6% das 5.320 queixas recebidas
contra grandes operadoras foram resolvidas sem virar processos.
Nas empresas menores, a taxa foi de 81%. O diretor de fiscalização
da ANS considera os resultados como “um sucesso”. Os planos de saúde
— que, na prática, ganham uma etapa a mais para se precaver de possíveis
multas — também aprovam a NIP.
— É um benefício tanto para o cliente quanto para o plano.
Se, por um lado, evita disputas processuais que podem se arrastar por anos,
também permite que o paciente tenha acesso ao atendimento negado
anteriormente ou ao menos seja comunicado do motivo da negativa, o que
nem sempre ocorre atualmente — diz Arlindo de Almeida, presidente nacional
da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge),
que representa as operadoras.
A negativa de cobertura é o terceiro maior motivo de reclamações
contra planos de saúde no Brasil. O tema gerou 8.894 denúncias
à ANS no ano passado. Segundo dados do Sistema Nacional de Defesa
do Consumidor (Sindec), houve cem reclamações fundamentadas
aos Procons de todo o país, o que representa 8,6% de todas as queixas
fundamentadas do setor.
A família de Renata Villaça já passou duas vezes
pelo drama de ter a cobertura negada. A primeira foi em 2001, quando o
primeiro filho precisou operar uma hérnia; a última, em janeiro
deste ano, às vésperas da operação para retirada
de um cisto na caçula Lara, com 2 anos na época.
Em ambos os casos, os pais resolveram pagar por conta própria
os procedimentos e pedir reembolso depois. Mas, no último caso,
decidiram antes reclamar à ANS.
— A cirurgia já tinha sido feita, mas a agilidade do reembolso
nos surpreendeu: cerca de dez dias. Nove anos atrás, demorou mais
de um mês.
Dessa vez, a operadora entrou em contato conosco, veio até nossa
casa e depositou os R$ 5 mil gastos na nossa conta. Nem saímos de
casa — comemora a mãe, sem saber que foi beneficiada pelo projeto
piloto da NIP.
Instituições de defesa do consumidor pedem cautela A
advogada Daniela Trettel, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec), também avalia a NIP, “inicialmente, como boa”, por abrir
uma frente de ação que pode beneficiar o consumidor. Mas
ela — cuja dissertação de mestrado tratou de processos contra
planos de saúde — faz algumas ressalvas: — Ainda não se sabe,
por exemplo, se os oito milhões de contratos feitos antes de 1999
também serão contemplados, já que são os mais
problemáticos.
A ANS também não impôs prazo para ela própria
encaminhar as queixas contra as operadoras.
Mas o meu maior temor é de que as operadoras usem a NIP como
mecanismo de regulação, negando grande parte dos procedimentos
para cortar custos e se aproveitando do fato de que só uma minoria
dos usuários recorre à ANS.
Selma do Amaral, assistente de Direção do Procon-SP,
tem o mesmo temor. E ela acrescenta outras preocupações.
— Primeiramente, é questionável que um órgão
fiscalizador como a ANS faça mediação. Será
que uma empresa que se mostre reincidente em negar cobertura vai sofrer
sanções? É importante que a ANS detalhe, como faz
o Procon, quais tipos de sanções de âmbito coletivo
serão tomadas nesses casos — alerta Selma.
— Além disso, a ANS disse que vai basear suas análises
na legislação vigente. Mas, pela prática, a agência
não utiliza o Código de Defesa do Consumidor (CDC) em suas
decisões.
Se ela vai começar a mediar conflitos, é necessário
que o faça.
Outra crítica dos órgãos de defesa do consumidor
é o pouco tempo dado para a consulta pública.
Por pressão dos institutos, a ANS estendeu a consulta pública
da NIP por mais dez dias. Selma do Amaral lembra que a agência está
discutindo simultaneamente uma série de assuntos, como a portabilidade
entre planos e uma nova metodologia de reajustes: — Parece que eles querem
fazer em três meses o que não fizeram em anos. Mas são
questões com grande impacto para o consumidor e merecem ser discutidas
com calma. (Rennan Setti - O Globo)
06.07 - Novos procedimentos para doenças mentais
Recife - O novo rol de procedimentos médicos estabelecido pela
Resolução Normativa nº 211 da Agência Nacional
de Saúde (ANS), que entrou de vigor no início de junho, beneficia
46 milhões de usuários de planos de saúde em todo
País. A partir da determinação, são ampliados
os números de consultas anuais em procedimentos não médicos,
incluindo Psicologia, com ampliação de 12 para 40 consultas
anuais e atendimento ilimitado em hospital-dia como alternativa à
internação hospitalar para os casos.É uma mudança
importante, visto que 12% da população brasileira necessita
de algum atendimento em saúde mental e pelo menos 3% sofre com transtornos
mentais graves e persistentes. No mundo, são 400 milhões
de pessoas afetadas por algum tipo de distúrbio mental ou comportamental,
segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria. Na opinião
da psicóloga Cristina Lopes, da clínica Caps Casa Forte,
até então, a saúde mental era uma área negligenciada.
“Já se fala em depressão como uma doença grave há
tempos e nem todos os pacientes tinham acesso a tratamento adequado”, comenta.
A Caps é uma das clínicas que oferece, no Recife, atendimento
a pacientes da rede privada, incluindo internamento e centro de convivência,
com tratamento através da arte, cultura e educação,
através dos planos de saúde. Ela destaca com os novos procedimentos,
vai-se abandonando as políticas manicomiais, mesmo em casos mais
graves. “Para os pacientes, é bom explicar que estes procedimentos
evitam internações desnecessárias, inclusive facilitando
a reabilitação social. Bom lembrar que doenças ou
traumas mentais podem desencadear doeças físicas”, diz o
psiquiatra Marcos Noronha, fundador do Núcleo de Atenção
Psicossocial de Pernambuco (NAPPE).COBERTURAO novo rol de procedimentos
é válido para planos individuais ou coletivos contratados
a partir de 2 de janeiro de 1999. Nas novas regras, os planos incluem transplante
de medula óssea (o alogênico, de uma pessoa para outra), PET-Scan
para acompanhamento de câncer de pulmão e linfoma, implante
de marcapasso multissítio, oxigenoterapia hiperbárica e mais
e 20 tipos de videocirurgias toráxicas.SERVIÇO- Caps Casa
Forte - rua Marechal Rondon, 256, Casa Forte. Fone: 3441-0433 ou www.capscasaforte.com.br-
NAPPE - rua Dom Carlos Coelho, 129, Boa Vista. Fone: 3421.9555
(TATIANA NOTARO NUNES - Folha de Pernambuco)
05.07 - População com plano de saúde fica estagnada
A fatia de brasileiros com planos de saúde cresceu um ponto
percentual de 1998 a 2008, apesar da expansão da economia do país.
A população com plano era de 25% em 2008 ante 24% em
1998, segundo estudos preliminares do Centro de Políticas Públicas
do Insper, baseado na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)
do IBGE.
"É surpreendente que não tenha aumentado o número
de pessoas com plano, pois a renda familiar cresceu muito nos últimos
anos. Ainda estudamos os fatores que possam explicar isso", afirma Naércio
Menezes, coordenador do centro e professor do Insper e da USP.
A estagnação é creditada ao custo do serviço,
em alta desde a criação da ANS, em 2000. "O rol de procedimentos
mínimos [da agência] encarece os planos. Nem todos podem pagar",
diz Arlindo de Almeida, presidente da Abramge (associação
de medicina de grupo, com 260 operadoras de saúde).
"Em números absolutos o setor cresce, mas não espanta
que seja relativamente pouco, pois segue o nível de renda do emprego
formal", diz Solange Beatriz Mendes, diretora-executiva da Fenasaúde,
de operadoras e seguradoras de saúde.
A ANS, porém, aponta aumento de 30% nos planos privados de 2000
a 2009, alta que as associações creditam, em grande parte,
à atualização de cadastros.
A diferença das medições ocorre porque a Pnad
não separa planos públicos e privados e não exclui
os odontológicos, entre outros fatores, segundo a agência.
A melhora do sistema público de saúde e o envelhecimento
da população podem ter contribuído para a estagnação,
segundo Mônica Viegas, da UFMG. "A alta da massa salarial pode não
ter sido suficiente para aumentar o acesso à saúde."
(Maria Cristina Frias - Folha de S.Paulo)
05.07 - Médicos x Operadoras: Carta de reivindicações
Médicos do Paraná querem negociar com as operadoras de
planos de saúde o reajuste dos valores pagos por seus serviços
e melhores condições
Foi definida na noite desta quarta-feira (30) a Carta de Curitiba com
uma lista de reivindicações da classe médica do Paraná.
Os médicos querem abrir um canal de negociação com
as operadoras dos planos de saúde, para tratar do reajuste dos valores
pagos por seus serviços e pedir melhores condições
de trabalho.
A decisão aconteceu durante uma assembleia, onde também
foram abordados temas como a recomposição do equilíbrio
econômico financeiro dos contratos dos médicos com os planos.
E ainda, os profissionais pedem a criação de um plano de
cargos e salários para os médicos que prestam serviços
para o Sistema Único de Saúde (SUS). (Saúde
Business Web)
05.07 - Miopia: Planos limitam redução de grau
Quem contrata plano de saúde pensando na cirurgia para deixar
de lado os óculos deve tomar bastante cuidado. De acordo com o rol
de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), apenas operações feitas em pessoas que têm mais
de cinco graus de miopia são cobertas pelo convênio. Mas a
questão parece não estar clara nem para os beneficiários
e nem para as clínicas que oferecem o serviço.
A clínica onde a relações públicas Renata
Bayarri passou por uma consulta garantiu que seu convênio cobriria
a cirurgia corretora de miopia, mas, para isso, ela teria de arcar com
os custos de um exame que não estava incluso no seu plano. “Depois
de ter feito o exame, que me custou R$ 200, me avisaram que o plano só
cobria cirurgia em pessoas com mais de cinco graus de miopia.” Como ela
tem 4,75 graus, não fez a cirurgia.
De acordo com o rol, desde 2008 os convênios são obrigados
a cobrir cirurgia em pacientes com mais de cinco e menos de dez graus de
miopia. O gerente de cobertura assistencial da ANS, Jorge Carvalho, explica
que pessoas com grau menor têm menos benefícios com a operação.
“Na medida em que o grau das lentes dos óculos ultrapassa cinco,
a grossura da lente causa uma distorção nas imagens. Nesse
sentido, a cirurgia refrativa é mais necessária”, afirma
Carvalho. O limite superior de dez graus existe, segundo ele, porque a
cirurgia se torna insegura.
Segundo o chefe do serviço de córnea do Hospital Cema,
quanto maior for o grau dos óculos, mais aberrações
serão encontradas na lente, mas é difícil falar de
números exatos. “As limitações mudam de acordo com
o paciente. Tem gente que vive bem sem óculos com oito graus, outros
são dependentes com apenas dois graus.”
Para a ANS, é necessário estabelecer esse limite. “Se
a agência abrir a cirurgia para quem quiser, isso trará um
custo que será divididos por todos os beneficiários. O senhor
que precisa fazer uma cirurgia no coração também vai
ter de pagar por uma cirurgia de redução de grau, que pode
ser estética”, argumenta Carvalho.
Em relação às diretrizes do rol, não há
limite inferior para a operação de hipermetropia, apenas
o superior a seis graus, por razões de segurança. A operação
de astigmatismo é feita se o paciente apresentar até quatro
graus, pois os resultados são insatisfatórios quando o grau
é maior.
Josué Rios, advogado especialista em defesa do consumidor e
consultor do JT, diz que as normas da ANS não são obstáculo
para o consumidor. “Se o médico provar que a cirurgia é necessária
para a saúde do paciente, este pode conseguir seu direito na Justiça.”
(Ligia Tuon - Jornal da Tarde)
02.07 - Impacto financeiro do novo rol da ANS não chega a 1%
Ao contrário do que boa parte parte das operadoras tem dito,
um estudo da Aon Consulting mostra que o impacto financeiro do novo rol
de procedimentos nos custos das empresas de planos de saúde será
de apenas 0,5% a 0,8% nos próximos 12 meses. O levantamento levou
em consideração um universo de 300 mil beneficiários
de planos de saúde de companhias que são clientes da Aon.
Segundo a consultoria, dos 57 novos procedimentos médicos que
passam a ser obrigatórios, os que vão gerar maior impacto
são psicoterapia (número de consultas permitidas aumentou
de 12 para 40 por ano), seguida de por cirurgia vídeoassistida e
pet-scan oncológico.
"O resultado da pesquisa também nos surpreendeu. É um
estudo bem técnico e uma referência importante para calcular
o próximo reajuste", disse Marcelo Munerato, vice-presidente da
Aon. "Algumas seguradoras já ofereciam alguns dos procedimentos
incluídos neste rol. Além disso, não acredito que
haverá uma demanda tão expressiva", complementou Rodolfo
Milani Junior, médico e responsável pela pesquisa da Aon.
O impacto financeiro da nova lista é inferior ao verificado
em 2008. "O impacto foi de 0,83% a 1,24% porque na época foram incluídos
200 novos itens médicos", enumerou Milani.
Do outro lado, as operadoras de planos de saúde que participaram
do evento em que o estudo foi apresentado, ontem em São Paulo, mostraram-se
bastante insatisfeitas com o resultado do levantamento da Aon. "Fizemos
várias pesquisas e constatamos que o impacto será muito maior,
algo em torno de 5%", disse Mauri Raphaeli, diretor de negócios
e relacionamento da Unimed Seguros. "O novo rol é mais um dos muitos
custos adicionais que tivemos", complementou Gabriel Portella, vice-presidente
da SulAmérica Saúde.
Durante o evento, outro tema que gerou debates acalorados foi a questão
da má qualidade de atendimento de um número representativo
de médicos credenciados pelos planos de saúde. "O nível
de formação dos médicos está cada vez pior.
Os médicos estão cada vez mais suscetíveis aos representantes
dos laboratórios porque fazem o que esses profissionais recomendam
e não necessariamente o que é melhor para o paciente", lamenta
o neurocirurgião e diretor da Unimed Seguros.
O vice-presidente da Aon defende a gestão da rede credenciada
para banir os médicos que atendem mal. Ou seja, a área de
recursos humanos da empresa deveria recomendar os bons médicos e
prestadores de serviços aos seus funcionários, que hoje marcam
suas consultas por meio do livrinho da operadora. (Beth Koike
- Valor Online)
02.07 - ANS prorroga até 10 de julho consulta publica nº
32
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorrogou
a Consulta Pública nº 32, sobre a proposta de definição
das regras para a Notificação de Investigação
Preliminar (NIP).Com isso, o prazo para recebimento de contribuições
vai até 10 de julho. A NIP é de um mecanismo para mediação
de conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde,
voltado, especificamente, para os casos de negativa de cobertura assistencial.
Toda a sociedade poderá apreciar a proposta normativa colocada em
análise e apresentar contribuições. O material sobre
o assunto está disponível na seção Transparência,
na página da ANS na internet (www.ans.gov.br).
Com foco em educação e prevenção, a ANS
investirá esforços para a adoção da NIP e,
com isso, obter mais celeridade e efetividade na resposta das operadoras
às demandas dos consumidores. Uma vez que haja denúncia de
negativa de cobertura à ANS, as operadoras de planos de saúde
que aderirem ao mecanismo da NIP terão oportunidade de rever sua
conduta por meio do instituto da Reparação Voluntária
e Eficaz, que será reconhecida quando a operadora prestar a devida
assistência em um prazo satisfatório para o consumidor. Com
isso, somente as denúncias de negativa de cobertura cuja mediação
não for possível no âmbito da NIP serão objeto
de abertura de processos administrativos.
Projeto Piloto NIP apresentou altos índices de resolutividade
O Projeto Piloto NIP iniciou-se em outubro de 2008 e contou com a participação
de operadoras de grande porte e com atuação nacional, sediadas,
na sua maioria, na Região Sudeste. Até maio de 2010, cerca
de 56% das demandas recebidas foram arquivadas por terem se resolvido através
deste mecanismo de mediação. A partir de março de
2009, o projeto piloto foi estendido aos Núcleos da ANS, a fim de
que as questões de negativa de cobertura de operadoras de pequeno
e médio porte com atuações regionalizadas fossem também
tratadas no âmbito da NIP. Na atuação regionalizada,
o sucesso do projeto piloto foi ainda maior, com um índice de resolutividade
superior a 81% das demandas recebidas. Além do objetivo principal
de atender às necessidades dos consumidores envolvidos nessas demandas,
a ANS evitou uma sobrecarga de processos administrativos que se mostraram
desnecessários.
O que o setor ganha com a NIP?
Consumidores:
- maior rapidez e efetividade no tratamento das denúncias
dos consumidores referentes aos casos de negativa de cobertura por parte
das operadoras de planos de saúde
Operadoras:
- oportunidade de correção de condutas irregulares;
- oportunidade de melhorar o relacionamento com seus consumidores.
ANS:
- maior eficiência regulatória;
- monitoramento mais efetivo das práticas do setor regulado;
- maior capacidade de correção de condutas negativas
das operadoras de planos de saúde;
- maior credibilidade perante à sociedade com a adoção
de mecanismo que permite resposta mais célere às demandas
dos consumidores. (ANS)
02.07 - Convênios novos vão aumentar até 20%
Os planos de saúde individuais que forem contratados a partir
de agora podem ficar mais caros devido aos 73 novos procedimentos obrigatórios
da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que passaram
a valer no último dia 7.
A Samcil deve mudar os preços das mensalidades de contratos
novos a partir de agosto. O aumento poderá ser de, no máximo,
20%, segundo informou a empresa.
Já a Unimed do Brasil estima que os novos procedimentos causem
um impacto de 4,4% nos gastos da operadora, que poderá ser repassado
imediatamente aos consumidores que forem contratar um plano. "Somos a favor
da ampliação do atendimento, desde que haja o pagamento dos
custos", afirmou Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de integração
cooperativista da Unimed. (Livia Wachowiak Junqueira - Agora
S.Paulo)
01.07 - Planos aprovam prazo para atendimento
Em 60 dias, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
deverá publicar uma norma regulamentando um prazo máximo
para que os beneficiários de planos de saúde sejam atendidos
por seus convênios. Em Uberaba, o presidente da Unimed, Sétimo
Boscolo Neto, aprovou a medida, apesar de admitir dificuldades nas consultas
médicas de algumas áreas, como a endocrinologia e neurologia,
nas quais os quadros profissionais são menores.
O órgão regulador também vai exigir que os planos
de saúde enviem relatórios comprovando que suas redes credenciadas
são capazes de prestar um bom atendimento a todos os clientes. “Já
enviamos materiais à ANS trimestralmente para informá-la
sobre nossos atendimentos. Portanto, as exigências já
são grandes, mas será bom o estabelecimento destes prazos
para que a situação fique ainda mais definida”, avalia.
“Seria interessante também a escolha de um número exato
de médicos para atender determinada quantidade de vidas asseguradas,
para que estas regras sejam ainda mais precisas. Mas, ainda assim, em algumas
áreas teríamos que buscar médicos de fora para completar
nossos quadros”, complementa.
Para Boscolo, setores como da reumatologia e dermatologia também
enfrentam dificuldades nos atendimentos de consultas na cidade. “Temos
poucos profissionais nessas especialidades, até porque algumas vezes
os profissionais daqui pedem desligamento. Fazem isso por não terem
tempo para estes atendimentos, seja porque dão aula em universidades,
por estarem envolvidos em doutorados ou até para terem mais tempo
para seus trabalhos em consultórios na rede particular”, explica.
A norma do tempo de espera da ANS valerá para todo tipo de serviço
prestado, desde marcação de consultas e cirurgias até
tempo de espera nos prontos-atendimentos. (JM Online)
01.07 - Procon reclama de prazo para debate de novas regras
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) propôs
a discussão de importantes temas para o mercado de planos de saúde
no Brasil, mas o Procon-SP quer mais transparência e mais tempo para
este processo de debate.
Entre os assuntos em discussão, estão a portabilidade
de carências e o novo modelo de reajuste anual dos planos, para os
quais a agência reguladora instalou no início de junho duas
Câmaras Técnicas, que têm por objetivo a revisão
das regras. Os prazos para envio de contribuição são
6 de junho, sobre carências, e 3 de agosto, sobre reajustes.
“O Procon-SP entende que há necessidade de esclarecimentos,
por parte da ANS, em relação às propostas apresentadas
nas Câmaras Técnicas, consequentemente, a ampliação
do prazo para o estudo relacionado ao Novo Modelo de Reajuste, que envolve
propostas extremamente técnicas e complexas e requer uma análise
mais aprofundada do tema”, diz o órgão em nota.
O órgão afirma ainda que a ANS não detalha o cálculo
do novo índice que será usado para reajuste dos planos e
que os temas foram colocados em discussão sem a prévia divulgação
de uma agenda.
Notificação
Além dos temas já citados, a agência reguladora
abriu uma consulta pública para receber críticas e sugestões
sobre a notificação de investigação preliminar,
dispositivo de mediação ativa de conflitos entre o consumidor
e a operadora quando da negativa de cobertura. Neste caso, o prazo de contribuição
é de dez dias.
O Procon disse que o prazo é insuficiente para garantir a participação
efetiva de todos e solicitou a ampliação para o período
de 30 dias. (Flávia Furlan Nunes - InfoMoney)
01.07 - Plano e Paciente
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pretende
mediar, a partir de agosto, os conflitos entre operadoras de planos de
saúde e consumidores que tiverem pedidos de cobertura negados.
Com o uso da Notificação de Investigação
Preliminar (NIP), a agência promete apurar denúncias dos pacientes
com mais rapidez, permitindo que as administradoras revertam suas decisões
e autorizem procedimentos médicos - evitando punições
e criando uma alternativa às ações judiciais que garantem
atendimentos por meio de liminares.
Pelo novo modelo, as operadoras denunciadas à ANS por negar
pedidos de cobertura de exames, tratamentos e cirurgias que deveriam atender
serão notificadas e terão até cinco dias para decidir
se revertem a decisão ou mantêm a negativa. Os processos administrativos,
então, passam a ser abertos apenas se não houver acordo e
a agência confirmar a irregularidade.
O novo modelo passa por consulta pública até o fim do
mês no site ans.gov.br para receber sugestões e contribuições
da sociedade. (Tribuna do Norte)