Administração
 
Notícias I O B
 
SINDAPP-DISSÍDIOS
SECURITÁRIOS
MANAGER
QUALITYMARK
SIAMAR
ABRH-NACIONAL
GRAFICAVIRTUAL
ACECO-MOVEIS
ALCATEL-TELEF
SERVGERAIS
TELEFÔNICA
GESTÃO
MICROSOFT
PREVITEC
ATT
SW-AUTOGESTÃO
STARTSOFT
UNICOMM
BRASOFTWARE
ABAMEC
SENAC
GUAZZELLI-FEIRAS
CATHO
CADÊ?
 
05.09 - Horas trabalhadas e emprego crescem na indústria em julho
Segundo a CNI, as horas trabalhadas - que são um indicador de produção - vêm crescendo há 12 meses seguidos
Na comparação com julho de 2007, foi observada elevação de 7,2% nas horas trabalhadas na produçãoBRASÍLIA - As horas trabalhadas na produção da indústria nacional subiram 0,5% em julho no confronto com o mês anterior, pelo critério dessazonalizado, e 2,7% sem ajuste sazonal, informou na quarta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na comparação com julho de 2007, foi observada elevação de 7,2% nas horas trabalhadas na produção. No ano, o avanço correspondeu a 6,1%.
Segundo a CNI, as horas trabalhadas - que são um indicador de produção - vêm crescendo há 12 meses seguidos, o período mais longo de elevação desde 2003. 
Por sua vez, o nível de emprego na indústria de transformação expandiu-se em 0,6% de junho para julho, no indicador com e sem ajuste sazonal. Considerando-se o índice dessazonalizado, o número de trabalhadores vem aumentando há 32 meses consecutivos. 
Ante julho de 2007, o aumento no emprego foi de 4,4%. 
Nos sete primeiros meses do ano ano, o crescimento do nível de emprego equivaleu a 4,4% e 15 dos 19 setores pesquisados pela CNI registraram mais contratações do que demissões. 
Já a massa salarial real da indústria de transformação cresceu 3,5% no mês em julho, depois de recuar 0,7% em junho. Com relação ao mesmo mês do ano passado, a entidade apurou elevação de 5,7%. 
No acumulado de 2008, a alta foi de 5,6%. Nesse intervalo, segundo a CNI, três setores registraram aumento de dois dígitos na remuneração dos empregados: outros equipamentos de transporte (15,6%), veículos automotores (11,8%) e máquinas e equipamentos (11,7%). 
Relatório da entidade destaca que o crescimento da atividade industrial apurado em julho é relevante por ocorrer sobre uma base de comparação alta, que foi verificada em junho. Os técnicos notam que o normal seria ocorrer uma acomodação em julho, ou até mesmo devolução de parte do crescimento de junho. Para eles, o comportamento visto confirma que a atividade da indústria nacional terá uma evolução intensa no segundo semestre de 2008.   (G1/Diário do Comércio)

05.09 - Rio cria 12 mil empregos no ano
A indústria fluminense gerou 12 mil postos de trabalho nos sete primeiros meses do ano. Só em julho, registrou aumento de 5,2% vagas em relação ao mesmo mês do ano passado. 
Durante todo o ano de 2007, o Estado criou 19 mil empregos. No entanto, o resultado animador contrapõe com o crescimento do faturamento da indústria do Rio, comparado ao nacional. Com aumento de 7,71%, o setor fluminense não acompanhou o registrado no país, de 9%.
Os dados regionais divulgados na quarta-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e nacionais, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), comparam com o mesmo período de 2007. A Firjan pesquisou 16 setores, enquanto a CNI, 19. 
Apesar da ligeira queda do setor, industriais do Rio permanecem otimistas quanto à economia do país. Os indicadores da Firjan apontam uma continuidade no crescimento do setor. Não foi só o emprego que cresceu no Estado, mas também a massa salarial que subiu 0,17% em junho. 
Na comparação com julho de 2007, o resultado é ainda melhor: 9,09%. 
– Os industriais estão otimistas, caso contrário não estariam contratando, já que estas decisões são tomadas no longo prazo. Para os sete primeiros meses o resultado é muito animador, comparando que em 2007 foram gerados 19 mil empregos – avalia a diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá. 
O estudo mostrou que o aumento da taxa básica de juros (Selic) não afetou a indústria fluminense. Porém, a projeção para os próximos meses espera uma desaceleração até o fim do ano. 
– A economia do Rio está com gás, mas ainda aguardamos uma redução no índice de crescimento da indústria – comenta Luciana Sá, ao ressaltar que a previsão é que a desaceleração acompanhe as metas do governo, de conter o consumo para reduzir a inflação. 
Destaques
Dos setores analisados pela pesquisa, cinco se destacaram no faturamento. Os resultados mais positivos ficaram com alimentos e bebidas (15,13%), edição e impressão (12,04%), borracha e plástico (9,19%), refino, combustível nuclear e álcool (8,78%), e veículos automotores (8,50%). 
Os dois primeiros colocados foram impulsionados pela safra de cana-de-açúcar e pelas eleições, respectivamente. O resultado se refere ao comparativo de junho e julho. Já nos últimos 12 meses, os recordes foram para máquinas e equipamentos (60,42%), edição e impressão (52,33%) e minerais não metálicos (40,40%). 
Quanto ao grau de ocupação os melhores desempenhos ficaram com os setores de equipamentos de transporte (25,53%), máquinas e equipamentos (15,33%), produtos de metal (12,80%) e material eletrônico e comunicação (12,14%). 
No sentido contrário, dois setores apresentaram baixo desempenho no mês, com grau de ocupação menor que 70%: material eletrônico e comunicação (64,90%) e produtos químicos (62,14%). 
– Esses setores apresentaram dificuldades por causa da competitividade – acredita Luciana. 
Os índices mostram que três setores elevaram a massa salarial: produtos químicos (4,67%), alimentos e bebidas (3,97%) e produtos de metal (2,38%). No percentual de horas trabalhadas, 14 setores tiveram expansão. Veículos automotores (10,19%) e Produtos de Metal (9,24%) foram os mais relevantes.   (Eloisa Leandro- JB Online)

05.09 - Faturamento da indústria sobe 9% e bate novo recorde no ano, diz CNI 
O faturamento da indústria brasileira manteve o patamar recorde de crescimento nos sete primeiros meses do ano. Segundo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), entre janeiro e julho, houve uma expansão de 9%, acima dos 8,4% registrados até junho. 
Esse é o melhor resultado da série histórica da confederação, iniciada em 2003. 
O faturamento do setor registrou crescimento em julho em todas as comparações. Cresceu 13,2% em relação a julho do ano passado (melhor resultado desde agosto de 2004) e 3,2% na comparação com junho deste ano (dado sujeito à influência sazonal). No dado mensal dessazonalizado, o crescimento foi de 0,2%. 
O setor automotivo respondeu sozinho por 31% do aumento no faturamento neste ano. Outros dois setores juntos, máquinas e equipamentos e refino de álcool, representaram cerca de outros 30%. 
O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o patamar recorde de 83,5% em julho, o maior da série da CNI. No mês passado, estava em 83,3%. 
Emprego 
O emprego na indústria cresceu 0,6% em relação a junho e 4,4% na comparação anual. No ano, houve avanço também de 4,4%. 
As horas trabalhadas na indústria cresceram 7,2% em relação a julho do ano passado e 2,7% na comparação com junho. Em sete meses, houve avanço de 6,1%. 
A massa salarial cresceu 5,7% em 12 meses e 5,6% no ano. Na comparação com junho, o aumento foi de 3,5%. 
"Não tem nenhum sinal negativo nessa tela', afirmou o economista da CNI Flávio Castelo Branco, ao apresentar o quadro com os resultados da pesquisa. 'A atividade industrial começa esse segundo semestre com ritmo bastante intenso.' 
Base elevada 
Na média, o faturamento de 2008 é 7,3% superior ao resultado de todo o ano de 2007. 
A CNI destaca que o crescimento deste ano se dá sobre uma base já elevada, devido ao bom desempenho do ano passado, quando já houve um crescimento de 5,3% em sete meses. 
Segundo a entidade, o "comportamento usual" nesse cenário seria de uma acomodação em julho. 
Pessimismo 
O economista da CNI Paulo Mol afirmou que as previsões feitas anteriormente pela entidade para o crescimento da indústria neste ano foram mais pessimistas do que o resultado observado até agora. A CNI previa desaceleração a partir de julho. 
Ele afirmou, no entanto, que o aumento das taxas de juros deve provocar uma desaceleração desse ritmo de crescimento em algum momento. 
"Não podemos desconsiderar que está em curso um processo de elevação das taxas de juros. Em algum momento, no futuro, a tendência é que a indústria continue a crescer, mas em ritmo menor", afirmou Mol. 
Segundo a CNI, os números apresentados hoje confirmam os dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostraram um aumento de 6,6% na produção industrial no ano. (EDUARDO CUCOLO - Folha Online)
 
 
 
 
 

04.09 - Contabilidade: Prazo para ajuste pode ser flexibilizado
O prazo para a realização de ajustes restrospectivos nos balanços anteriores a 2008 previsto na nova lei contábil brasileira, a 11. 638, que entrou em vigor este ano, poderá ser flexibilizado. Pela lei, as demonstrações contábeis das companhias referentes à 2008 deverão ser contabilizados de acordo com a lei e os anteriores precisam ser ajustados ao novo padrão no mesmo período. A flexibilização está prevista em uma minuta elaborada pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), denominada "Adoção da lei 11.638 pela primeira vez", que está em discussão e poderá se tornar um comunicado técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) - entidade autônoma criada pela Resolução Conselho Federal de Contabilidade (CFC nº 1.055/05) com o objetivo de estudar, preparar e emitir pronunciamentos sobre procedimentos contábeis. 
"O comunicado, que deverá tornar mais prática a aplicação do novo padrão pela primeira vez, permite fazer o ajuste no balanço de abertura de 2008 sem retroagir a anos anteriores e espera-se que seja encampada pelo Comitê de Pronunciamento", afirma o presidente da empresa de auditoria Directa, Ernesto Rubens Gelbcke. 
Os ajustes são necessários porque a mudança das normas contábeis afeta dados contabilizados nos anos anteriores. Como exemplo, Gelbcke cita o caso da contabilização de devedores duvidosos. O novo critério prevê que seja feita uma provisão para esta conta. Isso não era feito anteriormente. Sem o ajuste retroativo, o montante de devedores duvidosos de 2007 teria que ser enquadrado nas demonstrações contábeis de 2008, o que pode aumentar despesas e reduzir lucros. 
Pontos considerados sensíveis para a contabilização já foram alvo de pronunciamento do Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC). 0 CPC 01 trata da redução ao valor recuperável dos ativos; o CPC 02, aborda efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e da conversão das demonstrações contábeis; o CPC 03 fala das demonstrações de fluxo de caixa. 
O CPC 04, que trata dos ativos intangíveis foi para audiência pública mas voltou porque recebeu inúmeras sugestões e teve que ser refeito. Agora está novamente em audiência pública, conforme o presidente da Directa. 
Também estão em audiência pública o CPC 06, sobre arrendamento mercantil, leasing, além da orientação técnica sobre Entidades de Incorporação Imobiliária e o CPC 07, que trata das subvenções governamentais e incentivos fiscais, conta o auditor. 
Ainda faltam normatizar vários tópicos. Entre eles, as demonstrações de valor adicionado (DVA), ajustes a valor presente, gastos com emissão de valores mobiliários e prêmios de debêntures, instrumentos financeiros, honorários e premiações com ações e planos de opções para executivos, além da contabilização defusões, incorporações e cisões e combinações de negócios. 
De acordo com Gelbcke, já existem minutas sobre esses assuntos. Ele espera que elas estejam em audiência pública nos próximos dois meses para que haja tempo de entrarem em vigor até o final do ano. " O tempo está apertado, mas as coisas estão andando bem", afirmou. 
Preocupação com o fisco 
O novo padrão contábil tem vários tópicos que poderão afetar os resultados das empresas, reduzindo o aumentado os lucros de 2008. Segundo o presidente da Directa, o tópico que mais preocupa as empresas é como o fisco tratará possíveis aumentos de receitas decorrentes da mudança de critérios contábeis. A grande incógnita ainda é como a Receita Federal vai se posicionar diante de possíveis aumentos de receita decorrente da aplicação do novo padrão contábil, diz Gelbcke. 
Outros pontos de dificuldades são as questões de como contabilizar as concessões e sobre orientações técnicas sobre a atividade mobiliária. "A atividade imobiliária precisa de orientação de como contabilizar custos inicias dos empreendimentos", disse. Apesar disso ele acredita elas conseguirão fechar seus balanços de 2008 atendendo aos requisitos da lei.    (Gazeta Mercantil - Lucia Rebouças) 

04.09 - Deloitte projeta crescimento de 20%
Juarez Lopes de Araújo, que assumiu recentemente a presidência da Deloitte, tem como meta fazê-la crescer 20% neste ano fiscal (a se encerrar em maio próximo). Considerada uma das maiores organizações na área de consultoria e auditoria, a empresa fechou o ano fiscal com um faturamento de R$ 580 milhões no Brasil, 16% acima do ano anterior. 
A área de auditoria representa hoje 45% da receita da Deloitte, sendo o restante oriundo de serviços de consultoria. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte possui mais de 3.500 profissionais e obteve um crescimento acumulado de 59% nos últimos três anos fiscais.
No mundo, o faturamento da Deloitte fechou o ano fiscal com faturametno de US$ 27 bilhões, cifra 16,8% acima da apresentada no ano anterior, sendo o 15º ao consecutivo de expansão mundial. A Deloitte está presente em mais de 140 países.   (InvestNews/JB Online)

04.09 - Rating de governança
A CPFL Energia, maior empresa privada do setor elétrico brasileiro, obteve classificação AA+ em relação ao grau de aderência às melhores práticas de governança corporativa em análise realizada pela agência classificadora Austin Rating. A classificação AA+ (duplo A mais) significa que a companhia adota ótimas práticas de governança corporativa, aderindo em grau elevado - médio alto - aos melhores padrões definidos pela agência. A classificação AA+ em governança corporativa é a mais elevada já obtida por empresas avaliadas pela Austin Rating e fica apenas a um degrau do índice máximo (AAA) na escala adotada pela agência. A avaliação da CPFL Energia foi baseada em sete pilares de análise.   (Gazeta Mercantil)
 
 
 
 
 

03.09 - Voluntariado com incentivo
Ser voluntário significa, antes de mais nada, ajudar ao próximo de forma espontânea. Pois é exatamente dessa maneira, espontâneamente, que um movimento se expande entre empresas brasileiras e multinacionais espalhadas pelo País: o voluntariado empresarial. Com o objetivo de estimular, fortalecer e disseminar a participação voluntária de seus colaboradores em ações socioambientais, esses programas trazem na carona outros importantes benefícios para as companhias: aprofundam o relacionamento entre seus colaboradores, estimulando o espírito de equipe, e favorecem o desenvolvimento de habilidades de liderança entre os funcionários. Mais ainda, eles resultam numa prática social dirigida, eficaz e valiosa para todas as partes envolvidas. 
Lançado em julho, o Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) reúne 35 grandes empresas como Accenture, Bradesco, Coca-Cola, Gerdau, Light, Unibanco, Wilson, Sons, Souza Cruz, entre outras, que atualmente desenvolvem formalmente ações voluntárias. "A fundação do conselho foi o primeiro passo. Criamos o ambiente propício para debater idéias e estimular ainda mais o trabalho voluntário entre nossos associados", afirma Wanda Engel, presidente do CBVE, que, semana passada, participou do seminário "Como o voluntariado empresarial pode contribuir para o desenvolvimento social sustentável", no Centro Cultural da Light, no Rio.
Ex-secretária de Assistência Social, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, Wanda revela que o voluntariado empresarial é um conceito novo no Brasil. "Uma mudança de paradigma no mundo empresarial está em curso. Se há bem pouco tempo o lucro era o principal objetivo, hoje a preocupação socioambiental também ganhou relevância. Mais ainda, as empresas perceberam que esse investimento também é lucrativo e traz ganhos vantajosos. Por isso, desde o ano 2000, passaram a desenvolver programas de responsabilidade social e, na carona desse processo, de trabalho voluntário. O último, por sinal, localiza-se na interseção entre as empresas e população atendida, ajudando na interação entre as partes", diz.
Diálogo. Para Marisa Seoane, coordenadora do Núcleo de Responsabilidade Social Empresarial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o diálogo das empresas com a comunidade muitas vezes só acontece por meio do trabalho voluntário. Segundo Marisa, levantamento da Fiemg aponta que, nos últimos anos, a maioria das companhias brasileiras criou eficazes canais de comunicação, tanto internos com seus funcionários quanto externos com clientes, fornecedores e população a partir do voluntariado. 
"Falar não é suficiente. O mais importante é ouvir. Os Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC), os 0800 e ouvidorias jamais substituirão o ser humano nesse processo. Dialogar é estar aberto a sugestões e, mais ainda, estar disposto a construir uma terceira via", acredita.
Há um ano, a Wilson, Sons lançou oficialmente seu programa de voluntariado. Desde então, o projeto, chamado "Criando Laços", conseguiu mobilizar 35 pessoas na unidade carioca da empresa, que possui 700 empregados. "Já havia funcionários que, isoladamente, faziam alguma atividade voluntária, incluindo aí o presidente da Wilson, Sons, Cezar Baião. Tempos depois formalizamos um comitê que, hoje, promove uma série de ações voluntárias. O trabalho sempre é feito fora do expediente, mas, até aqui, tem sido compensador. No ano passado, por exemplo, fizemos uma grande ação em favor da ONG Viva São Gonçalo, em São Gonçalo", afirma Claudio Viveiros, gerente de comunicação e sustentabilidade e um dos principais incentivadores da iniciativa.
No Grupo Gerdau, o esporte costuma ser o grande catalisador para projetos de voluntariado. Na Copa do Mundo de 2006, por exemplo, 6 mil dos 20 mil colaboradores da empresa no Brasil se engajaram em trabalhos voluntários. Este ano, com os Jogos Olímpicos de Pequim como estímulo, não foi diferente. No Rio, 450 funcionários da unidade carioca do grupo participaram da Olimpíada Voluntário Gerdau, beneficiando cerca de 2,5 mil pessoas de 24 instituições fluminense.
Líderes. Responsáveis por disseminar o sentimento voluntário entre seus companheiros de trabalho, os chamados team leaders têm o desafio manter a chama do voluntariado sempre acesa. Na Wilson, Sons quem comanda o time de voluntários é Patricia Gribel. "A melhor forma de exercitar é no cotidiano. Carrego o sentimento voluntário comigo desde criança e tento passar para quem está ao meu lado, resgatando valores de solidariedade que aprendi com minha família", afirma Patrícia. 
Mas como estimular a participação sem que tudo se torne uma obrigação? Para Marisa Seoane a saída está na conscientização. "O primeiro passo é colocar as pessoas em contato com as comunidades atendidas. O funcionário tem que participar, ver de perto e, a partir dali, naturalmente o sentimento voluntário surge dentro dele. Ao mesmo tempo, a empresa tem que oferecer o mínimo de estrutura para facilitar a aceitação do funcionário", acredita. 
Patrícia, da Wilson, Sons, concorda, mas ressalva que a participação dos principais executivos das empresas também é importante. "Eles têm o papel de promover mais flexibilidade para que todos os funcionários possam participar do voluntariado", afirma.   (VINICIUS MEDEIROS - Jornal do Commercio)

03.09 - Troca de operadora com manutenção de número
Começou na segunda-feira (1º) a implantação da portabilidade na telefonia em todo o Brasil, que permite trocar de operadora sem perder o número do telefone. Por enquanto, a mudança pode ser feita por quem tem telefones com apenas oito DDDs (em pouco mais de 700 cidades de sete estados brasileiros).
A portabilidade será implantada aos poucos e só valerá para todo o país a partir de março de 2009. A capital paulista, por exemplo, está na última leva de municípios a serem incluídos na novidade. 
Em Botucatu, no interior de São Paulo – onde a portabilidade já começou a valer –, o funcionário público Antonio Roberto Mauad não conseguiu trocar de operadora de celular. O problema é que o telefone de Mauad não estava desbloqueado, o que é preciso para fazer a troca. "Também disseram que eu teria que comprar um chip novo", disse   (Diário do Comércio)
 
 
 
 
 

02.09 - Estratégia de risco entra na alta gestão das companhias
Desde a década de 80 a preocupação com a gestão de risco das empresas tem crescido exponencialmente. O desenvolvimento de novas tecnologias no fim do século passado promoveu uma maior integração entre os mercados, ampliando o número possível de operações a serem realizadas pelas companhias. Esse cenário tornou mais complexas as análises e os fatores de risco. Para enfrentar os novos desafios, as companhias criaram um patamar acima dos processos de gestão para tratar de risco, já batizado pelo mercado de governança de risco. 
Jeferson D‘Addario, sócio diretor da empresa de consultoria Daryus Estratégia de Risco, uma das pioneiras no Brasil na prestação deste serviços, comenta a diferença entre os processos de gerenciamento de risco e a prática da governança de risco. "O gerenciamento é um processo de monitoramento dos riscos da companhia no dia-a-dia, está ligada ao operacional. Já a governança é uma estratégia de risco, definida ligada a alta gestão da companhia. Ela estabelece as metas e os objetivos que a companhia pretende alcançar em termos de risco", conta o consultor. 
Existem muitas vantagens competitivas para uma companhia praticar a governança de risco, mas uma é fundamental: "não destruir seu próprio valor", afirma Anselmo Bonservizzi, sócio da área de risco da empresa de consultoria Deloitte. Uma pesquisa feita pela consultoria entre 1995 e 2005 com 1.000 companhias negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, mostrou que os três principais itens de perda de valor das companhias são os riscos operacional, de estratégia e de mercado. "Quando a empresa não faz governança de risco, naturalmente fica mais exposta. Só o fato de analisar os riscos já traz benefícios para a companhia, acrescento Anselmo Bonservizzi. A governança de risco também ganhou importância com a crise americana do subprime (crédito hipotecários de alto risco), que ascendeu a luz vermelha sobre a eficiência dos processos adotadas pelas empresas. O risco é o principal vetor das decisões de crédito, afirmam analistas. Além disso é um fator determinante nas decisões de investimento na companhia. É ele quem determina uma maior ou uma menor flexibilidade no processo de decisão de investimentos, principalmente nas empresas de capital pulverizado, que é uma tendência da estrutura de propriedade desenvolvida no Brasil. 
A governança de risco está prevista no tópico controle A.14, da certificação ISO 27.001, um selo de garantia para sistemas de gerência da segurança da informação. (ISMS - Information Security Management System). Nesse item, com 18 empresas certificadas, o Brasil não está entre as primeiras colocações de acordo com o ranking dos países com maior número de empresas com ISO 27.001, elaborado pela Daryus. 
Na opinião de Bonservizzi, a certificação não é uma boa medida de aferição das práticas de governança de risco no País. Embora ainda haja muito a ser feito, o Brasil está bem encaminhado nessas práticas. Como exemplo, o consultor da Deloitte cita os bancos brasileiros. "Como o Brasil faz parte do acordo de Basiléia, os bancos brasileiros adotam processos de gestão de risco que estão no mesmo nível de sofisticação dos exigidos para a certificação do ISO 27.001", afirma. 
Certificação da Serasa 
Para o presidente da unidade de negócios de serviços de certificação da Serasa, Dorival Dourado, a certificação da ISO 27.001 é fundamental para a empresa porque seu negócio é a informação. "A certificação garante o padrão de qualidade que precisamos manter e permite que nos avaliemos em relação as melhores práticas de segurança adotadas no mundo." A certificação também é uma oferta de valor para os clientes.     (Gazeta Mercantil - Lucia Rebouças) 

02.09 - Expansão e treinamento são as grandes preocupações dos CEOs
As maiores preocupações dos CEOs brasileiros são a expansão dos negócios (68%), o treinamento de funcionários (58%) e a redução de custos (57%). As conclusões são de uma pesquisa feita pela TEC/Vistage, organização internacional dedicada a aumentar a eficácia dos presidentes, diretores e gerentes gerais de empresas. 
No total, foram ouvidos 106 executivos de companhias nacionais. "Procuramos descobrir o que o que se passa na alma e na cabeça dos nossos integrantes", diz o sócio-gerente da TEC/Vistage, Antonio Cortese, que já dirigiu o private bank do Citibank para o Brasil. Segundo ele, os principais obstáculos ao crescimento das empresas têm sido o treinamento e a retenção de pessoal qualificado, dificuldade enfrentada por outros países emergentes, como a China e a Índia. "Percebemos que há uma preocupação muito grande [das empresas] com a produtividade", diz Cortese. 
Conforme a pesquisa, 67% das companhias estão contratando. Esse movimento, aliás, foi verificado com mais força entre as empresas menores (até 150 funcionários) e no setor de intermediação (comércio, serviços e finanças). Nestas áreas, 71% da organizações disseram estar contratando. Ao mesmo tempo, apenas 36% dos entrevistados admitiram que estão demitindo. Entre os pesquisados, 73% informaram que estão comprando 21% a mais neste ano do que nos anteriores. Segundo o estudo, as companhias estão investindo e repondo estoques devido à expansão econômica nacional. "Uma grande parte dos nossos associados pertence a média e pequenas empresas. Muitas estão em grande expansão. Mesmo que as outras companhias estejam crescendo, dificilmente o estão de modo tão intenso quando este grupo", assegura Cortese. 
Dor de cabeça constante 
Para conhecer o que aflige os seus integrantes, a TEC/Vistage elaborou uma relação de 54 preocupações comuns entre o empresariado. A lista foi desenvolvida com base em estudos conduzidos anteriormente. Para fins de análise, todos os itens foram agrupados em oito categorias. As áreas de gestão (92%), setor público (85%) e mercado (80%) apareceram como as que mais tiram o sono dos CEOs. 
No aspecto gestão, o fator mais apontado pelos executivos foi o treinamento de funcionários (58%), seguido da administração interna (40%). Neste contexto, os temores em relação à capacitação são conseqüência direta do crescimento dos negócios. As empresas cresceram, ganharam produtividade, mas não estão conseguindo repor as perdas de pessoal. 
Exatamente por isso, a necessidade de treinar e capacitar novos profissionais tem sido uma dor de cabeça constante para os gestores. "A empresa tem necessidade de um tipo de mão-de-obra que nem sempre está adequado às necessidades do mercado", diz o responsável pela pesquisa, Carlos Matheus, ex-diretor-geral do Instituto Gallup e atualmente um dos diretores da consultoria Doxometria. "Esse ponto envolve aspectos ligados à competitividade e adequação ao mercado, pois hoje a essa adequação exige uma constante reciclagem das pessoas, e esse treinamento nem sempre é feito de modo a adequar as empresas ao mercado". 
Na categoria setor público, os itens que mais afligem os pesquisados são inflação (40%) e tributação (39%). Já na categoria mercado, as principais preocupações são competição (43%) e crescimento da economia (36%). "Os empresários esperam uma série de coisas do setor público", comenta Matheus. "Se preocupam com a inflação, os altos imposto e a necessidade de reformas. Os empresários acham que o setor público, muitas vezes, tem um papel mais inibidor do que de incentivar os negócios", avalia. 
Pequenas e preocupadas 
A distribuição das oito categorias de inquietações de acordo com o tamanho das empresas mostrou que, entre as de menor porte, as preocupações são maiores: gestão (99%), setor público (98%) e mercado (98%). O mesmo acontece com as empresas de intermediação, que mostram maiores percentuais de inquietação do que a média: gestão (99%), setor público (90%) e mercado (68%). 
Outro conclusão do estudo é que, mesmo de forma incipiente, as questões sociais já estão na lista de prioridades de um terço dos empresários. Dentro dessa categoria, o principal item é a qualidade de vida dos funcionários (29%). 
A preocupação com a formação revelada pelos CEOs fez com que a TEC/Vistage programasse uma palestra sobre o tema para os seus integrantes, a ser ministrada por Edward Ryan. O palestrante é presidente e fundador da consultoria norte-americana Marketing Personnel Research (MPR), especializada na melhoria da produtividade pela seleção e pelo gerenciamento de talentos em todas as posições. Ele fará sobre o tema "Talentos: ingredientes essenciais para a sobrevivência e o sucesso", no dia 9, no Hotel Sofitel, em São Paulo. 
Universo brasileiro 
De acordo com Matheus, esta é a primeira de uma série de pesquisa que serão realizadas com os integrantes da TEC/Vistage. O estudo teve por finalidade levantar o perfil do grupo de CEOs da consultoria, que tem uma composição muito próxima do universo dos empresários brasileiros - mesmo perfil, mesma distribuição por tamanho e ramos de atividades -, além de levantar material para que o grupo se conhecesse melhor. 
Segundo o executivo, já há outro estudo em andamento, que deve ser concluído em outubro. A intenção agora será aprofundar os pontos mais importantes para os CEOs, como os paradigmas que as empresas têm como referências, quais expectativas têm em relação ao mercado e quais práticas estão adotando nos treinamentos, entre outras temas. "Esse primeiro questionário foi uma introdução. Agora queremos levantar aspectos mais específicos questões práticas. A intenção é traçar tendências do comportamento do grupo", revela. 
A TEC/Vistage foi fundada em 1957 e reúne mais de 14 mil profissionais em 16 países. Os executivos são distribuídos em grupos estruturados, que se reúnem para trocar experiências e debater idéias. Segundo Cortese, no Brasil, um grupo médio é formado por dez CEOs e um coordenador, geralmente um ex-executivo "Esses profissionais precisam, em algum momento, ter a experiência de conviver em um grupo de baixo conflito de interesses", afirma. No País, TEC/Vistage conta com cerca de 170 integrantes, divididos em 18 grupos. 
Apreensões corporativasEm junho, a consultoria de gestão Ken Blanchard divulgou mais uma edição do seu relatório anual sobre assuntos corporativos. O estudo revelou que os executivos estão apreensivos com as turbulências econômicas. A pesquisa, que obteve mais de 1,8 mil respostas, identificou que os desafios às organizações são as pressões competitivas (63%), os desafios econômicos (61%) e o crescimento (59%). 
Já um estudo do instituto de pesquisa Conference Board, divulgado no final de 2007, mostrou as prioridade de presidentes de companhias de diversos países. Os cinco principais desafios apontados pelos participantes foram a excelência na execução, o crescimento firme e sustentável da receita, a execução consistente da estratégia pela equipe de gestão, o aumento de lucros e a procura de gestores talentosos e qualificados. O instituto ouviu 769 CEOs de 40 países. 
Por fim, uma pesquisa divulgada em janeiro de 2007, conduzida pela consultoria Accenture e realizada com mais de 900 executivos em todo o mundo, revelou que muitos gestores estão preocupados com o fato de suas empresas não terem as competências necessárias à obtenção de sucesso no mercado global: 22% afirmaram que elas estão pouquíssimo preparadas para tal desafio.    (Gazeta Mercantil - João Paulo Freitas) 

02.09 - Justiça limita correção do FGTS
Ganhos só em contratos anteriores a 1971
A baixa rentabilidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) frente à alta do custo de vida aquece as discussões em torno de correções mais equilibradas para o dinheiro do trabalhador e põe lenha nas disputas relacionadas à rentabilidade das contas antigas. Na Justiça, centenas de pessoas estão ganhando a correção progressiva das contas do FGTS. Mas, antes de correr para o advogado e brigar por ganhos maiores, um alerta: as vitórias vão apenas para os trabalhadores que optaram pelo fundo até setembro de 1971.
Contratos com carteira assinada até aquela época previam reajustes no FGTS conforme o tempo de casa (veja quadro). Depois desse prazo, a legislação passou a garantir apenas a correção de 3% anual mais Taxa Referencial (TR). “O reajuste está correto pela legislação, mas há prejuízos para a poupança do trabalhador. É uma briga política que deveria partir das centrais sindicais”, afirma Danilo Santana, advogado especializado em direito social.
De janeiro a julho deste ano, a inflação acumulada teve alta de 4,19%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enquanto isso, o rendimento do FGTS somou apenas 2,6%. “O primeiro absurdo em relação ao FGTS é o não-pagamento dos expurgos. A baixa correção é outro prejuízo para o trabalhador”, afirma Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas.
O aposentado Eduardo Augusto Caldeira Brant ganhou na Justiça a correção progressiva da conta do FGTS. Mas ele foi favorecido com a data de início de trabalho: começou em seu emprego de técnico administrativo em 1970. “Entrei na Justiça entre 2000 e 2001. O resultado demorou de quatro a cinco anos. Assim como eu, vários colegas entraram na Justiça e quase todos ganharam”, diz.
Heloísa Helena Rocha Silveira foi outra beneficiada. Ela é funcionária pública aposentada e psicóloga. Moveu a ação em 2004. No mês passado, ganhou R$ 18 mil. “Se a pessoa entrou no emprego até setembro de 1971, é quase certo que consiga na Justiça a correção maior. Mas é bom lembrar que só podem ser cobrados judicialmente valores dos últimos 30 anos. Os de antes de 1978 estão prescritos”, explica Miguel Morais Neto, advogado especializado em direito do trabalho.
Outro extremo Os mutuários que têm financiamento da casa própria estão na outra ponta da polêmica. Por lei, os recursos do FGTS são usados em financiamentos habitacionais e de obras de saneamento básico. Ou seja, qualquer alteração legal que eleve a rentabilidade nas contas individuais vai aumentar os juros para os tomadores desses empréstimos. “A questão é recorrente. Mas o dinheiro do FGTS não foi feito para disputar remuneração com as aplicações financeiras. Se isso ocorrer, vai pressionar a outra ponta e encarecer os financiamentos para baixa renda. O fundo é praticamente o único financiador para a baixa renda. O resto é complemento”, afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
MUDANÇA NAS REGRAS 
Leis que corrigem o FGTS sofreram alterações nas últimas décadas 
Lei 5.107, de 13 de setembro de 1966 
Criou o FGTS. Segundo a lei, a correção do Fundo seria a um percentual de 3% a 6% ao ano, progressivo de acordo com o período de anos de permanência do trabalhador na empresa. As correções anuais foram definidas da seguinte forma: 
3 Dois anos de empresa: 3% 
3 Três a cinco anos de empresa: 4% 
3 Seis a 10 anos de empresa: 5% 
3 Acima de 10 anos de empresa: 6% 
A lei criou algumas condições para correção do FGTS baseadas no tempo de permanência nas empresas. Se o funcionário fosse demitido sem justa causa, por exemplo, poderia continuar recebendo a correção anterior. Se fosse demitido com justa causa, a correção voltaria ao patamar inicial (3% ao ano). A lei estabelecia critérios para a progressividade dos juros mesmo que o empregado mudasse de emprego. 
Lei 5.705, de 1971 
No caso dos trabalhadores que optaram pelo FGTS até 21 de setembro de 1971, e se mantiveram na mesma empresa, a progressividade dos juros foi mantida. Se a pessoa mudasse de emprego, a capitalização passaria a ser feita pelo patamar fixo de 3%. 
Lei 8.036, de 1990 
A lei estabelece que os depósitos efetuados nas contas do FGTS passam a ser corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados para a atualização dos saldos dos depósitos da caderneta de poupança e capitalizados com juros fixos de 3% ao ano. 
Dias de hoje 
Recursos do fundo são destinados ao financiamento da casa própria. Correções acabam atreladas 
Contas do FGTS 
Ativas 66,46 milhões R$ 143,8 bilhões 
Inativas 6,96 milhões R$ 1,6 bilhão 
Financiamento habitacional 
Período Unidades Valor Financiamento médio 
Primeiro trimestre/2008 38.225 R$ 1,67 bilhão R$ 43,83 mil 
Segundo trimestre/2008 55.832 R$ 2,42 bilhões R$ 43,40 mil    (Geórgea Choucair - Estado de Minas)
 
 
 
 

01.09 - Horário de verão começa no dia 19 de outubro
Relógio será adiantado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
O horário de verão deste ano começará no dia 19 de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. À 0h, os relógios terão de ser adiantados em uma hora. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão deverá acabar à meia-noite do dia 15 de fevereiro de 2009. A expectativa do governo é que haja uma redução de 4% a 5% do gasto de energia no horário de pico, uma economia de 2.000 MW.
O horário de verão é adotado sempre nessa época por causa do aumento na demanda de energia, ocasionada pelo calor e pelo crescimento da produção industrial às vésperas do Natal.
Nesse período, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
No horário de verão que terminou em fevereiro, o país registrou economia de R$ 10 milhões, menor do que nos anos anteriores, quando a redução dos gastos com energia elétrica era em média de R$ 40 milhões.
Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), isso ocorreu porque houve poucas chuvas no fim do ano, e o país teve de acionar usinas termelétricas, mais caras que as hidrelétricas.    (LORENNA RODRIGUES - Folha de S.Paulo)

01.09 - Contabilidade: EUA se rendem ao padrão internacional
A Securities and Exchange Commission (SEC) colocou em audiência pública a proposta de roteiro (ou roadmap, no jargão em inglês) para a implantação do International Finance Reporting Standard (IFRS) pelas empresas americanas e internacionais com ações negociadas no mercado de ações local. O roadmap antecipa a obrigatoriedade de apresentação de demonstrações financeiras em IFRS para 2014, 2015 ou 2016, dependendo do porte da companhia, e permite a adoção antecipada, ainda em 2009, para empresas de grande porte. De acordo com o roadmap, aproximadamente 110 companhias em 34 setores industriais se qualificam para a adoção antecipada do IFRS. 
Segundo Paul Sutcliffe, sócio da empresa de consultoria Ernst &Young, decisão da SEC está em linha com as demandas de empresas americanas, sobretudo em setores como o farmacêutico, cujos principais concorrentes são empresas européias. Isto porque estar no mesmo padrão evita desvantagens competitivas na avaliação da empresa pelos investidores. "A Europa já está no IFRS e a própria internacionalização das companhias vai forçar uma convergência para um mesmo padrão contábil ao redor do mundo", afirma o consultor. 
A decisão da SEC não traz mudanças ao calendário de adoção do IFRS no Brasil, conforme a Ernst & Young. A CVM publicou, em 13 de julho, a Instrução CVM n 457, que requer que as empresas abertas publiquem demonstrações financeiras consolidadas em IFRS a partir do exercício concluído em 2010. 
Migração criteriosa 
Antes de tomar sua decisão final sobre a migração para o IFRS, a SEC irá considerar o estágio de preparação das companhias americanas, auditores e usuários, incluindo a extensão e disponibilidade de ensino e treinamento em IFRS. Para tornar-se elegível a companhia que poderá antecipar a adoção do IFRS, a SEC definiu uma série de critérios. Entre eles, ser uma das 20 maiores empresas (com base no valor de mercado) em seu segmento de industrial e participar em uma indústria em que o uso do IFRS é maior do que qualquer outra base contábil. Para essas companhias, a SEC também deverá requerer, por um ano, uma reconciliação do IFRS com o US GAAP ( que é o padrão contábil dos Estados Unidos), além de uma reconciliação não auditada para três anos nas demonstrações financeiras em IFRS para o US GAAP, até que o IFRS se torne obrigatório. 
A SEC discute a adesão ao IFRS há um ano. Em 7 de agosto de 2007, publicou um documento (concept release) no qual discutia se companhias americanas de capital aberto deveriam ter a opção de preparar suas demonstrações financeiras em IFRS de acordo com as normas do International Accounting Standards Board (IASB), contou Sutcliffe. Este documento foi emitido durante a mudança da regra que permitiu que as empresas estrangeiras registradas na SEC produzissem suas demonstrações financeiras preparadas com base no IFRS sem uma convergência para o padrão contábil americano. 
Apesar das preocupações levantadas em relação aos problemas na implementação, há um forte apoio para uma mudança obrigatória, e não somente opcional em direção ao IFRS. Isso foi visto nos diversos debates que a SEC realizou sobre o assunto entre dezembro de 2007 e agosto de 2008. Nessas mesas-redondas, os participantes expressaram suas opiniões em diversos tópicos relacionados à aceitação de demonstrações financeiras preparadas de acordo com o IFRS, com um forte apoio à migração. 
O roadmap deverá determinar o que deverá ser apresentado pelas empresas em suas primeiras demonstrações em IFRS a serem enviadas na SEC. Considerando uma adoção em 2014, uma companhia com data-base em 31 de dezembro, deverá apresentar: balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e 2013 e demonstração do resultado, fluxo de caixa e mutação do patrimônio líquido para os exercícios finalizados em 31 de dezembro de 2014, 2013 e 2012. 
Adicionalmente, o IFRS 1 (Primeira Adoção das Normas Internacionais) requer a apresentação de um balanço de abertura na data de transição, que no nosso exemplo é 1/1/2012. 
Datas e condições 
O roadmap ficará aberto para comentários por 60 dias. Companhias americanas e investidores devem estudar o roadmap com cuidado, considerando que seus efeitos serão significativos, recomenda o consultor. A conversão para o IFRS terá forte impacto no mercado de capitais americano, gerando mudanças na maneira como são preparadas e utilizadas as demonstrações financeiras, assim como na educação e preparação de novos contadores. Essas mudanças exigem uma participação expressiva de todos nos debates. Na opinião de consultores, a conversão para o IFRS, no caso das empresas americanas de capital aberto, era somente uma questão de tempo. "Nesse sentido, o anúncio do roadmap é um grande passo em direção à consolidação do IFRS em âmbito mundial. Em um primeiro momento, 2014 pode parecer distante, porém muitas companhias já estão dando seus primeiros passos na preparação para uma inevitável conversão para o IFRS", disseram. 
Apesar de ter uma base contábil, essas mudanças afetarão diversos aspectos além da função contábil e de finanças, como, por exemplo, TI, recursos humanos e relações com investidores. É importante que as empresas já comecem a planejar e endereçar os principais assuntos envolvendo uma conversão para o IFRS, buscando eficiência, tomando decisões contábeis adequadas e melhorando a qualidade de suas informações financeiras. 
A SEC espera que os órgãos normativos americanos e internacionais ( FASB e o IASB) continuem trabalhando juntos e progridam na convergência entre o IFRS e o US GAAP. Um memorando de entendimentos atualizado entre ambas as instituições determinaria projetos de convergência entre as práticas contábeis, com conclusão até 2011. 
Responsabilidades 
A International Accounting Standards Committee Foundation (IASCF) vem financiando as operações da normas internacionais por meio de contribuições voluntárias de companhias, empresas de auditoria, organizações internacionais e bancos centrais. Espera-se que o roadmap contenha uma data que irá requerer que o IASCF desenvolva um mecanismo de financiamento. Também é esperada uma melhoria no uso de dados interativos (XBRL) para o IFRS. A SEC investiu pesado no XBRL e espera que as informações em IFRS também possam ser enviadas nesse formato.    (Gazeta Mercantil - Lucia Rebouças) 

01.09 - Trabalhador perderá se o capital da Petrobras subir 
Quem usou FGTS terá menos na divisão dos lucros
A idéia do governo de aumentar o capital que detém na Petrobras para elevar sua parte na divisão do lucro das reservas do pré-sal que já foram leiloadas e são exploradas em parceria com empresas privadas prejudicará os trabalhadores que compraram ações da empresa com o FGTS. Eles terão diluídas suas participações, já que não podem usar mais dinheiro do fundo para acompanhar a capitalização do controlador da estatal. Com isso, ficarão com participação menor dos ganhos esperados com a nova reserva.
Em 2000, estimulados pelo próprio governo, mais de 312 mil trabalhadores usaram recursos do FGTS para comprar ações da Petrobras por meio de fundos de investimento denominados Fundos Mútuos de Privatização (FMP-FGTS). Com isso, ajudaram a financiar os investimentos feitos pela empresa em pesquisa e em exploração, o que inclui a descoberta da região do pré-sal.
No total, eles aplicaram R$ 1,611 bilhão em valores da época que, atualizados pela inflação (IPCA), hoje somariam R$ 2,779 bilhões. Atualmente, há 45 fundos FMP-FGTS registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) com 103.016 cotistas e patrimônio líquido total de R$ 8,432 bilhões.
Mas esse dinheiro não está aplicado totalmente em ações da Petrobras. Parte é composta, por exemplo, por títulos públicos, sem contar recursos que estão no caixa para pagamento de despesas administrativas.
Hoje, esses acionistas detêm 2,2% do capital social da Petrobras, que é de R$ 78,967 bilhões, segundo dados publicados pela empresa. Já a participação da União é de 32,2% e a do BNDESPar, de 7,6%. Há ainda outros acionistas minoritários e estrangeiros.
A discussão no governo, agora, é aumentar a parcela da União. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se mostrou simpático à idéia apresentada pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, apesar de não concordar com um aporte de US$ 100 bilhões para deixar com a empresa todo o pré-sal.
O problema é que, independentemente do valor desse aporte, toda vez que o controlador eleva sua participação capitalizando a empresa, se os demais acionistas não o seguirem, subscrevendo mais ações, eles diluem sua participação.
Essa diluição significa que eles terão um pedaço menor dos lucros futuros, que espera-se sejam maiores do que os resultados atuais. No caso dos fundos do FGTS, mesmo que quisessem os trabalhadores não podem colocar mais recursos, já que a adesão via FGTS foi feita por meio de oferta única.
Por isso, a idéia levantou críticas no mercado. "Isso pode gerar grande prejuízo aos acionistas minoritários, entre eles os trabalhadores que aplicaram seu FGTS", diz Edson Garcia, superintendente da Amec (Associação de Investidores do Mercado de Capitais).
Para Alexandre Assaf Neto, professor da USP, essa proposta é um equívoco lamentável. "Quando o trabalhador investiu, assumiu um risco na expectativa de ganho futuro. Agora que a empresa descobriu algo, ele terá uma participação menor?", questiona.
"Caso haja essa capitalização, é obrigação do governo abrir uma nova rodada para o FGTS porque aí os trabalhadores que já estão poderiam fazer novos aportes e evitar a diluição", diz Luiz Miguel, da Austin Rating.  SHEILA D'AMORIM - Folha de S.Paulo)

01.09 - Receita começa a parcelar dívidas pela internet nesta 2ª
Regra vale para débitos até R$ 100 mil por tributo
O contribuinte com dívidas na Receita Federal poderá fazer o parcelamento pela internet a partir desta segunda-feira.
O chamado parcelamento simplificado só está disponível para quem quer parcelar até R$ 100 mil de cada tributo devido -por exemplo Imposto de Renda, PIS, Cofins, IOF.
Até hoje, a renegociação e o parcelamento de dívidas com a Receita só podem ser feitos pessoalmente nos postos de atendimento. Os impostos retidos na fonte, como o Imposto de Renda e o IOF, não podiam ser parcelados. A única forma de quitar a dívida era pagar de uma só vez. A partir de segunda, esses tributos entrarão no programa de parcelamento.
Outra mudança é a possibilidade de parcelar a dívida de mais de um tributo. Até hoje, o devedor só podia renegociar a dívida de um imposto por vez.
A Receita explicou que os contribuintes com dívidas acima de R$ 100 mil poderão usar o parcelamento simplificado pela internet, mas o que exceder esse limite entrará na dívida ativa da União, ou seja, a dívida será reduzida, mas não extinta. Quem quiser quitar um valor maior deve procurar um posto de atendimento.
Podem fazer o parcelamento simplificado todas as pessoas físicas e empresas endividadas com o fisco. O número máximo é de 60 parcelas e o valor será atualizado pela Selic, hoje em 13% ao ano.
Os contribuintes que já renegociaram suas dívidas podem reparcelá-las, mas a mudança não vale a pena para quem refinanciou com juros menores do que os que estão em vigor hoje. Essa é uma oportunidade para quem renegociou a dívida mas deixou de pagar as parcelas.
A Receita Federal explicou que o objetivo do parcelamento simplificado pela internet é facilitar o processo para o contribuinte e reduzir o movimento nos postos de atendimento.
Ao fazer o pedido de parcelamento, a Receita vai informar um código de acesso, que será usado toda vez que o contribuinte quiser verificar o andamento do seu processo.  (Folha de S.Paulo)

Notícias Anteriores


    Envie um email sobre serviços de apoio de confiabilidadeque você recomendaria para os demais profissionais do setor, em especialaqueles voltados ao dia a dia das entidades