05.09 - Horas trabalhadas e emprego crescem na indústria em
julho
Segundo a CNI, as horas trabalhadas - que são um indicador de
produção - vêm crescendo há 12 meses seguidos
Na comparação com julho de 2007, foi observada elevação
de 7,2% nas horas trabalhadas na produçãoBRASÍLIA
- As horas trabalhadas na produção da indústria nacional
subiram 0,5% em julho no confronto com o mês anterior, pelo critério
dessazonalizado, e 2,7% sem ajuste sazonal, informou na quarta-feira a
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Na comparação com julho de 2007, foi observada elevação
de 7,2% nas horas trabalhadas na produção. No ano, o avanço
correspondeu a 6,1%.
Segundo a CNI, as horas trabalhadas - que são um indicador de
produção - vêm crescendo há 12 meses seguidos,
o período mais longo de elevação desde 2003.
Por sua vez, o nível de emprego na indústria de transformação
expandiu-se em 0,6% de junho para julho, no indicador com e sem ajuste
sazonal. Considerando-se o índice dessazonalizado, o número
de trabalhadores vem aumentando há 32 meses consecutivos.
Ante julho de 2007, o aumento no emprego foi de 4,4%.
Nos sete primeiros meses do ano ano, o crescimento do nível
de emprego equivaleu a 4,4% e 15 dos 19 setores pesquisados pela CNI registraram
mais contratações do que demissões.
Já a massa salarial real da indústria de transformação
cresceu 3,5% no mês em julho, depois de recuar 0,7% em junho. Com
relação ao mesmo mês do ano passado, a entidade apurou
elevação de 5,7%.
No acumulado de 2008, a alta foi de 5,6%. Nesse intervalo, segundo
a CNI, três setores registraram aumento de dois dígitos na
remuneração dos empregados: outros equipamentos de transporte
(15,6%), veículos automotores (11,8%) e máquinas e equipamentos
(11,7%).
Relatório da entidade destaca que o crescimento da atividade
industrial apurado em julho é relevante por ocorrer sobre uma base
de comparação alta, que foi verificada em junho. Os técnicos
notam que o normal seria ocorrer uma acomodação em julho,
ou até mesmo devolução de parte do crescimento de
junho. Para eles, o comportamento visto confirma que a atividade da indústria
nacional terá uma evolução intensa no segundo semestre
de 2008. (G1/Diário do Comércio)
05.09 - Rio cria 12 mil empregos no ano
A indústria fluminense gerou 12 mil postos de trabalho nos sete
primeiros meses do ano. Só em julho, registrou aumento de 5,2% vagas
em relação ao mesmo mês do ano passado.
Durante todo o ano de 2007, o Estado criou 19 mil empregos. No entanto,
o resultado animador contrapõe com o crescimento do faturamento
da indústria do Rio, comparado ao nacional. Com aumento de 7,71%,
o setor fluminense não acompanhou o registrado no país, de
9%.
Os dados regionais divulgados na quarta-feira pela Federação
das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e nacionais,
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), comparam
com o mesmo período de 2007. A Firjan pesquisou 16 setores, enquanto
a CNI, 19.
Apesar da ligeira queda do setor, industriais do Rio permanecem otimistas
quanto à economia do país. Os indicadores da Firjan apontam
uma continuidade no crescimento do setor. Não foi só o emprego
que cresceu no Estado, mas também a massa salarial que subiu 0,17%
em junho.
Na comparação com julho de 2007, o resultado é
ainda melhor: 9,09%.
– Os industriais estão otimistas, caso contrário não
estariam contratando, já que estas decisões são tomadas
no longo prazo. Para os sete primeiros meses o resultado é muito
animador, comparando que em 2007 foram gerados 19 mil empregos – avalia
a diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá.
O estudo mostrou que o aumento da taxa básica de juros (Selic)
não afetou a indústria fluminense. Porém, a projeção
para os próximos meses espera uma desaceleração até
o fim do ano.
– A economia do Rio está com gás, mas ainda aguardamos
uma redução no índice de crescimento da indústria
– comenta Luciana Sá, ao ressaltar que a previsão é
que a desaceleração acompanhe as metas do governo, de conter
o consumo para reduzir a inflação.
Destaques
Dos setores analisados pela pesquisa, cinco se destacaram no faturamento.
Os resultados mais positivos ficaram com alimentos e bebidas (15,13%),
edição e impressão (12,04%), borracha e plástico
(9,19%), refino, combustível nuclear e álcool (8,78%), e
veículos automotores (8,50%).
Os dois primeiros colocados foram impulsionados pela safra de cana-de-açúcar
e pelas eleições, respectivamente. O resultado se refere
ao comparativo de junho e julho. Já nos últimos 12 meses,
os recordes foram para máquinas e equipamentos (60,42%), edição
e impressão (52,33%) e minerais não metálicos (40,40%).
Quanto ao grau de ocupação os melhores desempenhos ficaram
com os setores de equipamentos de transporte (25,53%), máquinas
e equipamentos (15,33%), produtos de metal (12,80%) e material eletrônico
e comunicação (12,14%).
No sentido contrário, dois setores apresentaram baixo desempenho
no mês, com grau de ocupação menor que 70%: material
eletrônico e comunicação (64,90%) e produtos químicos
(62,14%).
– Esses setores apresentaram dificuldades por causa da competitividade
– acredita Luciana.
Os índices mostram que três setores elevaram a massa salarial:
produtos químicos (4,67%), alimentos e bebidas (3,97%) e produtos
de metal (2,38%). No percentual de horas trabalhadas, 14 setores tiveram
expansão. Veículos automotores (10,19%) e Produtos de Metal
(9,24%) foram os mais relevantes. (Eloisa Leandro- JB Online)
05.09 - Faturamento da indústria sobe 9% e bate novo recorde
no ano, diz CNI
O faturamento da indústria brasileira manteve o patamar recorde
de crescimento nos sete primeiros meses do ano. Segundo a pesquisa mensal
do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria),
entre janeiro e julho, houve uma expansão de 9%, acima dos 8,4%
registrados até junho.
Esse é o melhor resultado da série histórica da
confederação, iniciada em 2003.
O faturamento do setor registrou crescimento em julho em todas as comparações.
Cresceu 13,2% em relação a julho do ano passado (melhor resultado
desde agosto de 2004) e 3,2% na comparação com junho deste
ano (dado sujeito à influência sazonal). No dado mensal dessazonalizado,
o crescimento foi de 0,2%.
O setor automotivo respondeu sozinho por 31% do aumento no faturamento
neste ano. Outros dois setores juntos, máquinas e equipamentos e
refino de álcool, representaram cerca de outros 30%.
O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o
patamar recorde de 83,5% em julho, o maior da série da CNI. No mês
passado, estava em 83,3%.
Emprego
O emprego na indústria cresceu 0,6% em relação
a junho e 4,4% na comparação anual. No ano, houve avanço
também de 4,4%.
As horas trabalhadas na indústria cresceram 7,2% em relação
a julho do ano passado e 2,7% na comparação com junho. Em
sete meses, houve avanço de 6,1%.
A massa salarial cresceu 5,7% em 12 meses e 5,6% no ano. Na comparação
com junho, o aumento foi de 3,5%.
"Não tem nenhum sinal negativo nessa tela', afirmou o economista
da CNI Flávio Castelo Branco, ao apresentar o quadro com os resultados
da pesquisa. 'A atividade industrial começa esse segundo semestre
com ritmo bastante intenso.'
Base elevada
Na média, o faturamento de 2008 é 7,3% superior ao resultado
de todo o ano de 2007.
A CNI destaca que o crescimento deste ano se dá sobre uma base
já elevada, devido ao bom desempenho do ano passado, quando já
houve um crescimento de 5,3% em sete meses.
Segundo a entidade, o "comportamento usual" nesse cenário seria
de uma acomodação em julho.
Pessimismo
O economista da CNI Paulo Mol afirmou que as previsões feitas
anteriormente pela entidade para o crescimento da indústria neste
ano foram mais pessimistas do que o resultado observado até agora.
A CNI previa desaceleração a partir de julho.
Ele afirmou, no entanto, que o aumento das taxas de juros deve provocar
uma desaceleração desse ritmo de crescimento em algum momento.
"Não podemos desconsiderar que está em curso um processo
de elevação das taxas de juros. Em algum momento, no futuro,
a tendência é que a indústria continue a crescer, mas
em ritmo menor", afirmou Mol.
Segundo a CNI, os números apresentados hoje confirmam os dados
divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
que mostraram um aumento de 6,6% na produção industrial no
ano. (EDUARDO CUCOLO - Folha Online)
04.09 - Contabilidade: Prazo para ajuste pode ser flexibilizado
O prazo para a realização de ajustes restrospectivos
nos balanços anteriores a 2008 previsto na nova lei contábil
brasileira, a 11. 638, que entrou em vigor este ano, poderá ser
flexibilizado. Pela lei, as demonstrações contábeis
das companhias referentes à 2008 deverão ser contabilizados
de acordo com a lei e os anteriores precisam ser ajustados ao novo padrão
no mesmo período. A flexibilização está prevista
em uma minuta elaborada pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
(Ibracon), denominada "Adoção da lei 11.638 pela primeira
vez", que está em discussão e poderá se tornar um
comunicado técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC) - entidade autônoma criada pela Resolução Conselho
Federal de Contabilidade (CFC nº 1.055/05) com o objetivo de estudar,
preparar e emitir pronunciamentos sobre procedimentos contábeis.
"O comunicado, que deverá tornar mais prática a aplicação
do novo padrão pela primeira vez, permite fazer o ajuste no balanço
de abertura de 2008 sem retroagir a anos anteriores e espera-se que seja
encampada pelo Comitê de Pronunciamento", afirma o presidente da
empresa de auditoria Directa, Ernesto Rubens Gelbcke.
Os ajustes são necessários porque a mudança das
normas contábeis afeta dados contabilizados nos anos anteriores.
Como exemplo, Gelbcke cita o caso da contabilização de devedores
duvidosos. O novo critério prevê que seja feita uma provisão
para esta conta. Isso não era feito anteriormente. Sem o ajuste
retroativo, o montante de devedores duvidosos de 2007 teria que ser enquadrado
nas demonstrações contábeis de 2008, o que pode aumentar
despesas e reduzir lucros.
Pontos considerados sensíveis para a contabilização
já foram alvo de pronunciamento do Comitê de Pronunciamento
Contábeis (CPC). 0 CPC 01 trata da redução ao valor
recuperável dos ativos; o CPC 02, aborda efeitos das mudanças
nas taxas de câmbio e da conversão das demonstrações
contábeis; o CPC 03 fala das demonstrações de fluxo
de caixa.
O CPC 04, que trata dos ativos intangíveis foi para audiência
pública mas voltou porque recebeu inúmeras sugestões
e teve que ser refeito. Agora está novamente em audiência
pública, conforme o presidente da Directa.
Também estão em audiência pública o CPC
06, sobre arrendamento mercantil, leasing, além da orientação
técnica sobre Entidades de Incorporação Imobiliária
e o CPC 07, que trata das subvenções governamentais e incentivos
fiscais, conta o auditor.
Ainda faltam normatizar vários tópicos. Entre eles, as
demonstrações de valor adicionado (DVA), ajustes a valor
presente, gastos com emissão de valores mobiliários e prêmios
de debêntures, instrumentos financeiros, honorários e premiações
com ações e planos de opções para executivos,
além da contabilização defusões, incorporações
e cisões e combinações de negócios.
De acordo com Gelbcke, já existem minutas sobre esses assuntos.
Ele espera que elas estejam em audiência pública nos próximos
dois meses para que haja tempo de entrarem em vigor até o final
do ano. " O tempo está apertado, mas as coisas estão andando
bem", afirmou.
Preocupação com o fisco
O novo padrão contábil tem vários tópicos
que poderão afetar os resultados das empresas, reduzindo o aumentado
os lucros de 2008. Segundo o presidente da Directa, o tópico que
mais preocupa as empresas é como o fisco tratará possíveis
aumentos de receitas decorrentes da mudança de critérios
contábeis. A grande incógnita ainda é como a Receita
Federal vai se posicionar diante de possíveis aumentos de receita
decorrente da aplicação do novo padrão contábil,
diz Gelbcke.
Outros pontos de dificuldades são as questões de como
contabilizar as concessões e sobre orientações técnicas
sobre a atividade mobiliária. "A atividade imobiliária precisa
de orientação de como contabilizar custos inicias dos empreendimentos",
disse. Apesar disso ele acredita elas conseguirão fechar seus balanços
de 2008 atendendo aos requisitos da lei. (Gazeta Mercantil
- Lucia Rebouças)
04.09 - Deloitte projeta crescimento de 20%
Juarez Lopes de Araújo, que assumiu recentemente a presidência
da Deloitte, tem como meta fazê-la crescer 20% neste ano fiscal (a
se encerrar em maio próximo). Considerada uma das maiores organizações
na área de consultoria e auditoria, a empresa fechou o ano fiscal
com um faturamento de R$ 580 milhões no Brasil, 16% acima do ano
anterior.
A área de auditoria representa hoje 45% da receita da Deloitte,
sendo o restante oriundo de serviços de consultoria. No Brasil,
onde atua desde 1911, a Deloitte possui mais de 3.500 profissionais e obteve
um crescimento acumulado de 59% nos últimos três anos fiscais.
No mundo, o faturamento da Deloitte fechou o ano fiscal com faturametno
de US$ 27 bilhões, cifra 16,8% acima da apresentada no ano anterior,
sendo o 15º ao consecutivo de expansão mundial. A Deloitte
está presente em mais de 140 países. (InvestNews/JB
Online)
04.09 - Rating de governança
A CPFL Energia, maior empresa privada do setor elétrico brasileiro,
obteve classificação AA+ em relação ao grau
de aderência às melhores práticas de governança
corporativa em análise realizada pela agência classificadora
Austin Rating. A classificação AA+ (duplo A mais) significa
que a companhia adota ótimas práticas de governança
corporativa, aderindo em grau elevado - médio alto - aos melhores
padrões definidos pela agência. A classificação
AA+ em governança corporativa é a mais elevada já
obtida por empresas avaliadas pela Austin Rating e fica apenas a um degrau
do índice máximo (AAA) na escala adotada pela agência.
A avaliação da CPFL Energia foi baseada em sete pilares de
análise. (Gazeta Mercantil)
03.09 - Voluntariado com incentivo
Ser voluntário significa, antes de mais nada, ajudar ao próximo
de forma espontânea. Pois é exatamente dessa maneira, espontâneamente,
que um movimento se expande entre empresas brasileiras e multinacionais
espalhadas pelo País: o voluntariado empresarial. Com o objetivo
de estimular, fortalecer e disseminar a participação voluntária
de seus colaboradores em ações socioambientais, esses programas
trazem na carona outros importantes benefícios para as companhias:
aprofundam o relacionamento entre seus colaboradores, estimulando o espírito
de equipe, e favorecem o desenvolvimento de habilidades de liderança
entre os funcionários. Mais ainda, eles resultam numa prática
social dirigida, eficaz e valiosa para todas as partes envolvidas.
Lançado em julho, o Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial
(CBVE) reúne 35 grandes empresas como Accenture, Bradesco, Coca-Cola,
Gerdau, Light, Unibanco, Wilson, Sons, Souza Cruz, entre outras, que atualmente
desenvolvem formalmente ações voluntárias. "A fundação
do conselho foi o primeiro passo. Criamos o ambiente propício para
debater idéias e estimular ainda mais o trabalho voluntário
entre nossos associados", afirma Wanda Engel, presidente do CBVE, que,
semana passada, participou do seminário "Como o voluntariado empresarial
pode contribuir para o desenvolvimento social sustentável", no Centro
Cultural da Light, no Rio.
Ex-secretária de Assistência Social, durante o Governo
Fernando Henrique Cardoso, Wanda revela que o voluntariado empresarial
é um conceito novo no Brasil. "Uma mudança de paradigma no
mundo empresarial está em curso. Se há bem pouco tempo o
lucro era o principal objetivo, hoje a preocupação socioambiental
também ganhou relevância. Mais ainda, as empresas perceberam
que esse investimento também é lucrativo e traz ganhos vantajosos.
Por isso, desde o ano 2000, passaram a desenvolver programas de responsabilidade
social e, na carona desse processo, de trabalho voluntário. O último,
por sinal, localiza-se na interseção entre as empresas e
população atendida, ajudando na interação entre
as partes", diz.
Diálogo. Para Marisa Seoane, coordenadora do Núcleo de
Responsabilidade Social Empresarial da Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o diálogo das empresas com a
comunidade muitas vezes só acontece por meio do trabalho voluntário.
Segundo Marisa, levantamento da Fiemg aponta que, nos últimos anos,
a maioria das companhias brasileiras criou eficazes canais de comunicação,
tanto internos com seus funcionários quanto externos com clientes,
fornecedores e população a partir do voluntariado.
"Falar não é suficiente. O mais importante é ouvir.
Os Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC), os 0800 e ouvidorias
jamais substituirão o ser humano nesse processo. Dialogar é
estar aberto a sugestões e, mais ainda, estar disposto a construir
uma terceira via", acredita.
Há um ano, a Wilson, Sons lançou oficialmente seu programa
de voluntariado. Desde então, o projeto, chamado "Criando Laços",
conseguiu mobilizar 35 pessoas na unidade carioca da empresa, que possui
700 empregados. "Já havia funcionários que, isoladamente,
faziam alguma atividade voluntária, incluindo aí o presidente
da Wilson, Sons, Cezar Baião. Tempos depois formalizamos um comitê
que, hoje, promove uma série de ações voluntárias.
O trabalho sempre é feito fora do expediente, mas, até aqui,
tem sido compensador. No ano passado, por exemplo, fizemos uma grande ação
em favor da ONG Viva São Gonçalo, em São Gonçalo",
afirma Claudio Viveiros, gerente de comunicação e sustentabilidade
e um dos principais incentivadores da iniciativa.
No Grupo Gerdau, o esporte costuma ser o grande catalisador para projetos
de voluntariado. Na Copa do Mundo de 2006, por exemplo, 6 mil dos 20 mil
colaboradores da empresa no Brasil se engajaram em trabalhos voluntários.
Este ano, com os Jogos Olímpicos de Pequim como estímulo,
não foi diferente. No Rio, 450 funcionários da unidade carioca
do grupo participaram da Olimpíada Voluntário Gerdau, beneficiando
cerca de 2,5 mil pessoas de 24 instituições fluminense.
Líderes. Responsáveis por disseminar o sentimento voluntário
entre seus companheiros de trabalho, os chamados team leaders têm
o desafio manter a chama do voluntariado sempre acesa. Na Wilson, Sons
quem comanda o time de voluntários é Patricia Gribel. "A
melhor forma de exercitar é no cotidiano. Carrego o sentimento voluntário
comigo desde criança e tento passar para quem está ao meu
lado, resgatando valores de solidariedade que aprendi com minha família",
afirma Patrícia.
Mas como estimular a participação sem que tudo se torne
uma obrigação? Para Marisa Seoane a saída está
na conscientização. "O primeiro passo é colocar as
pessoas em contato com as comunidades atendidas. O funcionário tem
que participar, ver de perto e, a partir dali, naturalmente o sentimento
voluntário surge dentro dele. Ao mesmo tempo, a empresa tem que
oferecer o mínimo de estrutura para facilitar a aceitação
do funcionário", acredita.
Patrícia, da Wilson, Sons, concorda, mas ressalva que a participação
dos principais executivos das empresas também é importante.
"Eles têm o papel de promover mais flexibilidade para que todos os
funcionários possam participar do voluntariado", afirma.
(VINICIUS MEDEIROS - Jornal do Commercio)
03.09 - Troca de operadora com manutenção de número
Começou na segunda-feira (1º) a implantação
da portabilidade na telefonia em todo o Brasil, que permite trocar de operadora
sem perder o número do telefone. Por enquanto, a mudança
pode ser feita por quem tem telefones com apenas oito DDDs (em pouco mais
de 700 cidades de sete estados brasileiros).
A portabilidade será implantada aos poucos e só valerá
para todo o país a partir de março de 2009. A capital paulista,
por exemplo, está na última leva de municípios a serem
incluídos na novidade.
Em Botucatu, no interior de São Paulo – onde a portabilidade
já começou a valer –, o funcionário público
Antonio Roberto Mauad não conseguiu trocar de operadora de celular.
O problema é que o telefone de Mauad não estava desbloqueado,
o que é preciso para fazer a troca. "Também disseram que
eu teria que comprar um chip novo", disse (Diário do
Comércio)
02.09 - Estratégia de risco entra na alta gestão das companhias
Desde a década de 80 a preocupação com a gestão
de risco das empresas tem crescido exponencialmente. O desenvolvimento
de novas tecnologias no fim do século passado promoveu uma maior
integração entre os mercados, ampliando o número possível
de operações a serem realizadas pelas companhias. Esse cenário
tornou mais complexas as análises e os fatores de risco. Para enfrentar
os novos desafios, as companhias criaram um patamar acima dos processos
de gestão para tratar de risco, já batizado pelo mercado
de governança de risco.
Jeferson D‘Addario, sócio diretor da empresa de consultoria
Daryus Estratégia de Risco, uma das pioneiras no Brasil na prestação
deste serviços, comenta a diferença entre os processos de
gerenciamento de risco e a prática da governança de risco.
"O gerenciamento é um processo de monitoramento dos riscos da companhia
no dia-a-dia, está ligada ao operacional. Já a governança
é uma estratégia de risco, definida ligada a alta gestão
da companhia. Ela estabelece as metas e os objetivos que a companhia pretende
alcançar em termos de risco", conta o consultor.
Existem muitas vantagens competitivas para uma companhia praticar a
governança de risco, mas uma é fundamental: "não destruir
seu próprio valor", afirma Anselmo Bonservizzi, sócio da
área de risco da empresa de consultoria Deloitte. Uma pesquisa feita
pela consultoria entre 1995 e 2005 com 1.000 companhias negociadas na Bolsa
de Valores de Nova York, mostrou que os três principais itens de
perda de valor das companhias são os riscos operacional, de estratégia
e de mercado. "Quando a empresa não faz governança de risco,
naturalmente fica mais exposta. Só o fato de analisar os riscos
já traz benefícios para a companhia, acrescento Anselmo Bonservizzi.
A governança de risco também ganhou importância com
a crise americana do subprime (crédito hipotecários de alto
risco), que ascendeu a luz vermelha sobre a eficiência dos processos
adotadas pelas empresas. O risco é o principal vetor das decisões
de crédito, afirmam analistas. Além disso é um fator
determinante nas decisões de investimento na companhia. É
ele quem determina uma maior ou uma menor flexibilidade no processo de
decisão de investimentos, principalmente nas empresas de capital
pulverizado, que é uma tendência da estrutura de propriedade
desenvolvida no Brasil.
A governança de risco está prevista no tópico
controle A.14, da certificação ISO 27.001, um selo de garantia
para sistemas de gerência da segurança da informação.
(ISMS - Information Security Management System). Nesse item, com 18 empresas
certificadas, o Brasil não está entre as primeiras colocações
de acordo com o ranking dos países com maior número de empresas
com ISO 27.001, elaborado pela Daryus.
Na opinião de Bonservizzi, a certificação não
é uma boa medida de aferição das práticas de
governança de risco no País. Embora ainda haja muito a ser
feito, o Brasil está bem encaminhado nessas práticas. Como
exemplo, o consultor da Deloitte cita os bancos brasileiros. "Como o Brasil
faz parte do acordo de Basiléia, os bancos brasileiros adotam processos
de gestão de risco que estão no mesmo nível de sofisticação
dos exigidos para a certificação do ISO 27.001", afirma.
Certificação da Serasa
Para o presidente da unidade de negócios de serviços
de certificação da Serasa, Dorival Dourado, a certificação
da ISO 27.001 é fundamental para a empresa porque seu negócio
é a informação. "A certificação garante
o padrão de qualidade que precisamos manter e permite que nos avaliemos
em relação as melhores práticas de segurança
adotadas no mundo." A certificação também é
uma oferta de valor para os clientes. (Gazeta Mercantil
- Lucia Rebouças)
02.09 - Expansão e treinamento são as grandes preocupações
dos CEOs
As maiores preocupações dos CEOs brasileiros são
a expansão dos negócios (68%), o treinamento de funcionários
(58%) e a redução de custos (57%). As conclusões são
de uma pesquisa feita pela TEC/Vistage, organização internacional
dedicada a aumentar a eficácia dos presidentes, diretores e gerentes
gerais de empresas.
No total, foram ouvidos 106 executivos de companhias nacionais. "Procuramos
descobrir o que o que se passa na alma e na cabeça dos nossos integrantes",
diz o sócio-gerente da TEC/Vistage, Antonio Cortese, que já
dirigiu o private bank do Citibank para o Brasil. Segundo ele, os principais
obstáculos ao crescimento das empresas têm sido o treinamento
e a retenção de pessoal qualificado, dificuldade enfrentada
por outros países emergentes, como a China e a Índia. "Percebemos
que há uma preocupação muito grande [das empresas]
com a produtividade", diz Cortese.
Conforme a pesquisa, 67% das companhias estão contratando. Esse
movimento, aliás, foi verificado com mais força entre as
empresas menores (até 150 funcionários) e no setor de intermediação
(comércio, serviços e finanças). Nestas áreas,
71% da organizações disseram estar contratando. Ao mesmo
tempo, apenas 36% dos entrevistados admitiram que estão demitindo.
Entre os pesquisados, 73% informaram que estão comprando 21% a mais
neste ano do que nos anteriores. Segundo o estudo, as companhias estão
investindo e repondo estoques devido à expansão econômica
nacional. "Uma grande parte dos nossos associados pertence a média
e pequenas empresas. Muitas estão em grande expansão. Mesmo
que as outras companhias estejam crescendo, dificilmente o estão
de modo tão intenso quando este grupo", assegura Cortese.
Dor de cabeça constante
Para conhecer o que aflige os seus integrantes, a TEC/Vistage elaborou
uma relação de 54 preocupações comuns entre
o empresariado. A lista foi desenvolvida com base em estudos conduzidos
anteriormente. Para fins de análise, todos os itens foram agrupados
em oito categorias. As áreas de gestão (92%), setor público
(85%) e mercado (80%) apareceram como as que mais tiram o sono dos CEOs.
No aspecto gestão, o fator mais apontado pelos executivos foi
o treinamento de funcionários (58%), seguido da administração
interna (40%). Neste contexto, os temores em relação à
capacitação são conseqüência direta do
crescimento dos negócios. As empresas cresceram, ganharam produtividade,
mas não estão conseguindo repor as perdas de pessoal.
Exatamente por isso, a necessidade de treinar e capacitar novos profissionais
tem sido uma dor de cabeça constante para os gestores. "A empresa
tem necessidade de um tipo de mão-de-obra que nem sempre está
adequado às necessidades do mercado", diz o responsável pela
pesquisa, Carlos Matheus, ex-diretor-geral do Instituto Gallup e atualmente
um dos diretores da consultoria Doxometria. "Esse ponto envolve aspectos
ligados à competitividade e adequação ao mercado,
pois hoje a essa adequação exige uma constante reciclagem
das pessoas, e esse treinamento nem sempre é feito de modo a adequar
as empresas ao mercado".
Na categoria setor público, os itens que mais afligem os pesquisados
são inflação (40%) e tributação (39%).
Já na categoria mercado, as principais preocupações
são competição (43%) e crescimento da economia (36%).
"Os empresários esperam uma série de coisas do setor público",
comenta Matheus. "Se preocupam com a inflação, os altos imposto
e a necessidade de reformas. Os empresários acham que o setor público,
muitas vezes, tem um papel mais inibidor do que de incentivar os negócios",
avalia.
Pequenas e preocupadas
A distribuição das oito categorias de inquietações
de acordo com o tamanho das empresas mostrou que, entre as de menor porte,
as preocupações são maiores: gestão (99%),
setor público (98%) e mercado (98%). O mesmo acontece com as empresas
de intermediação, que mostram maiores percentuais de inquietação
do que a média: gestão (99%), setor público (90%)
e mercado (68%).
Outro conclusão do estudo é que, mesmo de forma incipiente,
as questões sociais já estão na lista de prioridades
de um terço dos empresários. Dentro dessa categoria, o principal
item é a qualidade de vida dos funcionários (29%).
A preocupação com a formação revelada pelos
CEOs fez com que a TEC/Vistage programasse uma palestra sobre o tema para
os seus integrantes, a ser ministrada por Edward Ryan. O palestrante é
presidente e fundador da consultoria norte-americana Marketing Personnel
Research (MPR), especializada na melhoria da produtividade pela seleção
e pelo gerenciamento de talentos em todas as posições. Ele
fará sobre o tema "Talentos: ingredientes essenciais para a sobrevivência
e o sucesso", no dia 9, no Hotel Sofitel, em São Paulo.
Universo brasileiro
De acordo com Matheus, esta é a primeira de uma série
de pesquisa que serão realizadas com os integrantes da TEC/Vistage.
O estudo teve por finalidade levantar o perfil do grupo de CEOs da consultoria,
que tem uma composição muito próxima do universo dos
empresários brasileiros - mesmo perfil, mesma distribuição
por tamanho e ramos de atividades -, além de levantar material para
que o grupo se conhecesse melhor.
Segundo o executivo, já há outro estudo em andamento,
que deve ser concluído em outubro. A intenção agora
será aprofundar os pontos mais importantes para os CEOs, como os
paradigmas que as empresas têm como referências, quais expectativas
têm em relação ao mercado e quais práticas estão
adotando nos treinamentos, entre outras temas. "Esse primeiro questionário
foi uma introdução. Agora queremos levantar aspectos mais
específicos questões práticas. A intenção
é traçar tendências do comportamento do grupo", revela.
A TEC/Vistage foi fundada em 1957 e reúne mais de 14 mil profissionais
em 16 países. Os executivos são distribuídos em grupos
estruturados, que se reúnem para trocar experiências e debater
idéias. Segundo Cortese, no Brasil, um grupo médio é
formado por dez CEOs e um coordenador, geralmente um ex-executivo "Esses
profissionais precisam, em algum momento, ter a experiência de conviver
em um grupo de baixo conflito de interesses", afirma. No País, TEC/Vistage
conta com cerca de 170 integrantes, divididos em 18 grupos.
Apreensões corporativasEm junho, a consultoria de gestão
Ken Blanchard divulgou mais uma edição do seu relatório
anual sobre assuntos corporativos. O estudo revelou que os executivos estão
apreensivos com as turbulências econômicas. A pesquisa, que
obteve mais de 1,8 mil respostas, identificou que os desafios às
organizações são as pressões competitivas (63%),
os desafios econômicos (61%) e o crescimento (59%).
Já um estudo do instituto de pesquisa Conference Board, divulgado
no final de 2007, mostrou as prioridade de presidentes de companhias de
diversos países. Os cinco principais desafios apontados pelos participantes
foram a excelência na execução, o crescimento firme
e sustentável da receita, a execução consistente da
estratégia pela equipe de gestão, o aumento de lucros e a
procura de gestores talentosos e qualificados. O instituto ouviu 769 CEOs
de 40 países.
Por fim, uma pesquisa divulgada em janeiro de 2007, conduzida pela
consultoria Accenture e realizada com mais de 900 executivos em todo o
mundo, revelou que muitos gestores estão preocupados com o fato
de suas empresas não terem as competências necessárias
à obtenção de sucesso no mercado global: 22% afirmaram
que elas estão pouquíssimo preparadas para tal desafio.
(Gazeta Mercantil - João Paulo Freitas)
02.09 - Justiça limita correção do FGTS
Ganhos só em contratos anteriores a 1971
A baixa rentabilidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) frente à alta do custo de vida aquece as discussões
em torno de correções mais equilibradas para o dinheiro do
trabalhador e põe lenha nas disputas relacionadas à rentabilidade
das contas antigas. Na Justiça, centenas de pessoas estão
ganhando a correção progressiva das contas do FGTS. Mas,
antes de correr para o advogado e brigar por ganhos maiores, um alerta:
as vitórias vão apenas para os trabalhadores que optaram
pelo fundo até setembro de 1971.
Contratos com carteira assinada até aquela época previam
reajustes no FGTS conforme o tempo de casa (veja quadro). Depois desse
prazo, a legislação passou a garantir apenas a correção
de 3% anual mais Taxa Referencial (TR). “O reajuste está correto
pela legislação, mas há prejuízos para a poupança
do trabalhador. É uma briga política que deveria partir das
centrais sindicais”, afirma Danilo Santana, advogado especializado em direito
social.
De janeiro a julho deste ano, a inflação acumulada teve
alta de 4,19%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enquanto
isso, o rendimento do FGTS somou apenas 2,6%. “O primeiro absurdo em relação
ao FGTS é o não-pagamento dos expurgos. A baixa correção
é outro prejuízo para o trabalhador”, afirma Marcelino da
Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé
e São Joaquim de Bicas.
O aposentado Eduardo Augusto Caldeira Brant ganhou na Justiça
a correção progressiva da conta do FGTS. Mas ele foi favorecido
com a data de início de trabalho: começou em seu emprego
de técnico administrativo em 1970. “Entrei na Justiça entre
2000 e 2001. O resultado demorou de quatro a cinco anos. Assim como eu,
vários colegas entraram na Justiça e quase todos ganharam”,
diz.
Heloísa Helena Rocha Silveira foi outra beneficiada. Ela é
funcionária pública aposentada e psicóloga. Moveu
a ação em 2004. No mês passado, ganhou R$ 18 mil. “Se
a pessoa entrou no emprego até setembro de 1971, é quase
certo que consiga na Justiça a correção maior. Mas
é bom lembrar que só podem ser cobrados judicialmente valores
dos últimos 30 anos. Os de antes de 1978 estão prescritos”,
explica Miguel Morais Neto, advogado especializado em direito do trabalho.
Outro extremo Os mutuários que têm financiamento da casa
própria estão na outra ponta da polêmica. Por lei,
os recursos do FGTS são usados em financiamentos habitacionais e
de obras de saneamento básico. Ou seja, qualquer alteração
legal que eleve a rentabilidade nas contas individuais vai aumentar os
juros para os tomadores desses empréstimos. “A questão é
recorrente. Mas o dinheiro do FGTS não foi feito para disputar remuneração
com as aplicações financeiras. Se isso ocorrer, vai pressionar
a outra ponta e encarecer os financiamentos para baixa renda. O fundo é
praticamente o único financiador para a baixa renda. O resto é
complemento”, afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
MUDANÇA NAS REGRAS
Leis que corrigem o FGTS sofreram alterações nas últimas
décadas
Lei 5.107, de 13 de setembro de 1966
Criou o FGTS. Segundo a lei, a correção do Fundo seria
a um percentual de 3% a 6% ao ano, progressivo de acordo com o período
de anos de permanência do trabalhador na empresa. As correções
anuais foram definidas da seguinte forma:
3 Dois anos de empresa: 3%
3 Três a cinco anos de empresa: 4%
3 Seis a 10 anos de empresa: 5%
3 Acima de 10 anos de empresa: 6%
A lei criou algumas condições para correção
do FGTS baseadas no tempo de permanência nas empresas. Se o funcionário
fosse demitido sem justa causa, por exemplo, poderia continuar recebendo
a correção anterior. Se fosse demitido com justa causa, a
correção voltaria ao patamar inicial (3% ao ano). A lei estabelecia
critérios para a progressividade dos juros mesmo que o empregado
mudasse de emprego.
Lei 5.705, de 1971
No caso dos trabalhadores que optaram pelo FGTS até 21 de setembro
de 1971, e se mantiveram na mesma empresa, a progressividade dos juros
foi mantida. Se a pessoa mudasse de emprego, a capitalização
passaria a ser feita pelo patamar fixo de 3%.
Lei 8.036, de 1990
A lei estabelece que os depósitos efetuados nas contas do FGTS
passam a ser corrigidos monetariamente com base nos parâmetros fixados
para a atualização dos saldos dos depósitos da caderneta
de poupança e capitalizados com juros fixos de 3% ao ano.
Dias de hoje
Recursos do fundo são destinados ao financiamento da casa própria.
Correções acabam atreladas
Contas do FGTS
Ativas 66,46 milhões R$ 143,8 bilhões
Inativas 6,96 milhões R$ 1,6 bilhão
Financiamento habitacional
Período Unidades Valor Financiamento médio
Primeiro trimestre/2008 38.225 R$ 1,67 bilhão R$ 43,83 mil
Segundo trimestre/2008 55.832 R$ 2,42 bilhões R$ 43,40 mil
(Geórgea Choucair - Estado de Minas)
01.09 - Horário de verão começa no dia 19 de outubro
Relógio será adiantado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
O horário de verão deste ano começará no
dia 19 de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
À 0h, os relógios terão de ser adiantados em uma hora.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão
deverá acabar à meia-noite do dia 15 de fevereiro de 2009.
A expectativa do governo é que haja uma redução de
4% a 5% do gasto de energia no horário de pico, uma economia de
2.000 MW.
O horário de verão é adotado sempre nessa época
por causa do aumento na demanda de energia, ocasionada pelo calor e pelo
crescimento da produção industrial às vésperas
do Natal.
Nesse período, os dias têm maior duração
por causa da posição da Terra em relação ao
Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.
No horário de verão que terminou em fevereiro, o país
registrou economia de R$ 10 milhões, menor do que nos anos anteriores,
quando a redução dos gastos com energia elétrica era
em média de R$ 40 milhões.
Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), isso
ocorreu porque houve poucas chuvas no fim do ano, e o país teve
de acionar usinas termelétricas, mais caras que as hidrelétricas.
(LORENNA RODRIGUES - Folha de S.Paulo)
01.09 - Contabilidade: EUA se rendem ao padrão internacional
A Securities and Exchange Commission (SEC) colocou em audiência
pública a proposta de roteiro (ou roadmap, no jargão em inglês)
para a implantação do International Finance Reporting Standard
(IFRS) pelas empresas americanas e internacionais com ações
negociadas no mercado de ações local. O roadmap antecipa
a obrigatoriedade de apresentação de demonstrações
financeiras em IFRS para 2014, 2015 ou 2016, dependendo do porte da companhia,
e permite a adoção antecipada, ainda em 2009, para empresas
de grande porte. De acordo com o roadmap, aproximadamente 110 companhias
em 34 setores industriais se qualificam para a adoção antecipada
do IFRS.
Segundo Paul Sutcliffe, sócio da empresa de consultoria Ernst
&Young, decisão da SEC está em linha com as demandas
de empresas americanas, sobretudo em setores como o farmacêutico,
cujos principais concorrentes são empresas européias. Isto
porque estar no mesmo padrão evita desvantagens competitivas na
avaliação da empresa pelos investidores. "A Europa já
está no IFRS e a própria internacionalização
das companhias vai forçar uma convergência para um mesmo padrão
contábil ao redor do mundo", afirma o consultor.
A decisão da SEC não traz mudanças ao calendário
de adoção do IFRS no Brasil, conforme a Ernst & Young.
A CVM publicou, em 13 de julho, a Instrução CVM n 457, que
requer que as empresas abertas publiquem demonstrações financeiras
consolidadas em IFRS a partir do exercício concluído em 2010.
Migração criteriosa
Antes de tomar sua decisão final sobre a migração
para o IFRS, a SEC irá considerar o estágio de preparação
das companhias americanas, auditores e usuários, incluindo a extensão
e disponibilidade de ensino e treinamento em IFRS. Para tornar-se elegível
a companhia que poderá antecipar a adoção do IFRS,
a SEC definiu uma série de critérios. Entre eles, ser uma
das 20 maiores empresas (com base no valor de mercado) em seu segmento
de industrial e participar em uma indústria em que o uso do IFRS
é maior do que qualquer outra base contábil. Para essas companhias,
a SEC também deverá requerer, por um ano, uma reconciliação
do IFRS com o US GAAP ( que é o padrão contábil dos
Estados Unidos), além de uma reconciliação não
auditada para três anos nas demonstrações financeiras
em IFRS para o US GAAP, até que o IFRS se torne obrigatório.
A SEC discute a adesão ao IFRS há um ano. Em 7 de agosto
de 2007, publicou um documento (concept release) no qual discutia se companhias
americanas de capital aberto deveriam ter a opção de preparar
suas demonstrações financeiras em IFRS de acordo com as normas
do International Accounting Standards Board (IASB), contou Sutcliffe. Este
documento foi emitido durante a mudança da regra que permitiu que
as empresas estrangeiras registradas na SEC produzissem suas demonstrações
financeiras preparadas com base no IFRS sem uma convergência para
o padrão contábil americano.
Apesar das preocupações levantadas em relação
aos problemas na implementação, há um forte apoio
para uma mudança obrigatória, e não somente opcional
em direção ao IFRS. Isso foi visto nos diversos debates que
a SEC realizou sobre o assunto entre dezembro de 2007 e agosto de 2008.
Nessas mesas-redondas, os participantes expressaram suas opiniões
em diversos tópicos relacionados à aceitação
de demonstrações financeiras preparadas de acordo com o IFRS,
com um forte apoio à migração.
O roadmap deverá determinar o que deverá ser apresentado
pelas empresas em suas primeiras demonstrações em IFRS a
serem enviadas na SEC. Considerando uma adoção em 2014, uma
companhia com data-base em 31 de dezembro, deverá apresentar: balanço
patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e 2013 e demonstração
do resultado, fluxo de caixa e mutação do patrimônio
líquido para os exercícios finalizados em 31 de dezembro
de 2014, 2013 e 2012.
Adicionalmente, o IFRS 1 (Primeira Adoção das Normas
Internacionais) requer a apresentação de um balanço
de abertura na data de transição, que no nosso exemplo é
1/1/2012.
Datas e condições
O roadmap ficará aberto para comentários por 60 dias.
Companhias americanas e investidores devem estudar o roadmap com cuidado,
considerando que seus efeitos serão significativos, recomenda o
consultor. A conversão para o IFRS terá forte impacto no
mercado de capitais americano, gerando mudanças na maneira como
são preparadas e utilizadas as demonstrações financeiras,
assim como na educação e preparação de novos
contadores. Essas mudanças exigem uma participação
expressiva de todos nos debates. Na opinião de consultores, a conversão
para o IFRS, no caso das empresas americanas de capital aberto, era somente
uma questão de tempo. "Nesse sentido, o anúncio do roadmap
é um grande passo em direção à consolidação
do IFRS em âmbito mundial. Em um primeiro momento, 2014 pode parecer
distante, porém muitas companhias já estão dando seus
primeiros passos na preparação para uma inevitável
conversão para o IFRS", disseram.
Apesar de ter uma base contábil, essas mudanças afetarão
diversos aspectos além da função contábil e
de finanças, como, por exemplo, TI, recursos humanos e relações
com investidores. É importante que as empresas já comecem
a planejar e endereçar os principais assuntos envolvendo uma conversão
para o IFRS, buscando eficiência, tomando decisões contábeis
adequadas e melhorando a qualidade de suas informações financeiras.
A SEC espera que os órgãos normativos americanos e internacionais
( FASB e o IASB) continuem trabalhando juntos e progridam na convergência
entre o IFRS e o US GAAP. Um memorando de entendimentos atualizado entre
ambas as instituições determinaria projetos de convergência
entre as práticas contábeis, com conclusão até
2011.
Responsabilidades
A International Accounting Standards Committee Foundation (IASCF) vem
financiando as operações da normas internacionais por meio
de contribuições voluntárias de companhias, empresas
de auditoria, organizações internacionais e bancos centrais.
Espera-se que o roadmap contenha uma data que irá requerer que o
IASCF desenvolva um mecanismo de financiamento. Também é
esperada uma melhoria no uso de dados interativos (XBRL) para o IFRS. A
SEC investiu pesado no XBRL e espera que as informações em
IFRS também possam ser enviadas nesse formato.
(Gazeta Mercantil - Lucia Rebouças)
01.09 - Trabalhador perderá se o capital da Petrobras subir
Quem usou FGTS terá menos na divisão dos lucros
A idéia do governo de aumentar o capital que detém na
Petrobras para elevar sua parte na divisão do lucro das reservas
do pré-sal que já foram leiloadas e são exploradas
em parceria com empresas privadas prejudicará os trabalhadores que
compraram ações da empresa com o FGTS. Eles terão
diluídas suas participações, já que não
podem usar mais dinheiro do fundo para acompanhar a capitalização
do controlador da estatal. Com isso, ficarão com participação
menor dos ganhos esperados com a nova reserva.
Em 2000, estimulados pelo próprio governo, mais de 312 mil trabalhadores
usaram recursos do FGTS para comprar ações da Petrobras por
meio de fundos de investimento denominados Fundos Mútuos de Privatização
(FMP-FGTS). Com isso, ajudaram a financiar os investimentos feitos pela
empresa em pesquisa e em exploração, o que inclui a descoberta
da região do pré-sal.
No total, eles aplicaram R$ 1,611 bilhão em valores da época
que, atualizados pela inflação (IPCA), hoje somariam R$ 2,779
bilhões. Atualmente, há 45 fundos FMP-FGTS registrados na
CVM (Comissão de Valores Mobiliários) com 103.016 cotistas
e patrimônio líquido total de R$ 8,432 bilhões.
Mas esse dinheiro não está aplicado totalmente em ações
da Petrobras. Parte é composta, por exemplo, por títulos
públicos, sem contar recursos que estão no caixa para pagamento
de despesas administrativas.
Hoje, esses acionistas detêm 2,2% do capital social da Petrobras,
que é de R$ 78,967 bilhões, segundo dados publicados pela
empresa. Já a participação da União é
de 32,2% e a do BNDESPar, de 7,6%. Há ainda outros acionistas minoritários
e estrangeiros.
A discussão no governo, agora, é aumentar a parcela da
União. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se
mostrou simpático à idéia apresentada pelo presidente
da estatal, José Sergio Gabrielli, apesar de não concordar
com um aporte de US$ 100 bilhões para deixar com a empresa todo
o pré-sal.
O problema é que, independentemente do valor desse aporte, toda
vez que o controlador eleva sua participação capitalizando
a empresa, se os demais acionistas não o seguirem, subscrevendo
mais ações, eles diluem sua participação.
Essa diluição significa que eles terão um pedaço
menor dos lucros futuros, que espera-se sejam maiores do que os resultados
atuais. No caso dos fundos do FGTS, mesmo que quisessem os trabalhadores
não podem colocar mais recursos, já que a adesão via
FGTS foi feita por meio de oferta única.
Por isso, a idéia levantou críticas no mercado. "Isso
pode gerar grande prejuízo aos acionistas minoritários, entre
eles os trabalhadores que aplicaram seu FGTS", diz Edson Garcia, superintendente
da Amec (Associação de Investidores do Mercado de Capitais).
Para Alexandre Assaf Neto, professor da USP, essa proposta é
um equívoco lamentável. "Quando o trabalhador investiu, assumiu
um risco na expectativa de ganho futuro. Agora que a empresa descobriu
algo, ele terá uma participação menor?", questiona.
"Caso haja essa capitalização, é obrigação
do governo abrir uma nova rodada para o FGTS porque aí os trabalhadores
que já estão poderiam fazer novos aportes e evitar a diluição",
diz Luiz Miguel, da Austin Rating. SHEILA D'AMORIM - Folha de S.Paulo)
01.09 - Receita começa a parcelar dívidas pela internet
nesta 2ª
Regra vale para débitos até R$ 100 mil por tributo
O contribuinte com dívidas na Receita Federal poderá
fazer o parcelamento pela internet a partir desta segunda-feira.
O chamado parcelamento simplificado só está disponível
para quem quer parcelar até R$ 100 mil de cada tributo devido -por
exemplo Imposto de Renda, PIS, Cofins, IOF.
Até hoje, a renegociação e o parcelamento de dívidas
com a Receita só podem ser feitos pessoalmente nos postos de atendimento.
Os impostos retidos na fonte, como o Imposto de Renda e o IOF, não
podiam ser parcelados. A única forma de quitar a dívida era
pagar de uma só vez. A partir de segunda, esses tributos entrarão
no programa de parcelamento.
Outra mudança é a possibilidade de parcelar a dívida
de mais de um tributo. Até hoje, o devedor só podia renegociar
a dívida de um imposto por vez.
A Receita explicou que os contribuintes com dívidas acima de
R$ 100 mil poderão usar o parcelamento simplificado pela internet,
mas o que exceder esse limite entrará na dívida ativa da
União, ou seja, a dívida será reduzida, mas não
extinta. Quem quiser quitar um valor maior deve procurar um posto de atendimento.
Podem fazer o parcelamento simplificado todas as pessoas físicas
e empresas endividadas com o fisco. O número máximo é
de 60 parcelas e o valor será atualizado pela Selic, hoje em 13%
ao ano.
Os contribuintes que já renegociaram suas dívidas podem
reparcelá-las, mas a mudança não vale a pena para
quem refinanciou com juros menores do que os que estão em vigor
hoje. Essa é uma oportunidade para quem renegociou a dívida
mas deixou de pagar as parcelas.
A Receita Federal explicou que o objetivo do parcelamento simplificado
pela internet é facilitar o processo para o contribuinte e reduzir
o movimento nos postos de atendimento.
Ao fazer o pedido de parcelamento, a Receita vai informar um código
de acesso, que será usado toda vez que o contribuinte quiser verificar
o andamento do seu processo. (Folha de S.Paulo)
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