31.08 - Afastamentos de até 45 dias não
terão perícia
Quem tiver até 45 dias de afastamento
por problemas de saúde não vai precisar passar por perícia
para conseguir o benefício, segundo Mauro Hauschild, presidente
do INSS.
O novo sistema de concessão do auxílio,
que acelera o processo e a liberação do benefício,
deve começar a ser implantado no início do ano que vem em
apenas três Estados.
Os locais que terão a nova regra ainda
estão sendo decididos em parceria entre o INSS e o CFM (Conselho
Federal de Medicina).
A implantação será feita
aos poucos porque o sistema será totalmente informatizado, para
evitar fraudes. (Paula Cabrera - Agora S.Paulo)
30.08 - Avanços na formalização
do trabalho
Os grupos mais afetados pela informalidade são
o dos que trabalham por conta própria e o dos empregados das pequenas
e microempresas e do setor agrícola. Por não estarem vinculados
à Previdência Social, esses trabalhadores não contam
com licenças para tratamento de saúde, aposentadoria, pensões
e outros benefícios importantes.
No grupo dos que trabalham por conta própria
a informalidade é gritante. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) de 2009 (últimos disponíveis)
mostram que a informalidade nesse nicho chegou a 83%. Ou seja, apenas 17%
contavam com as proteções mínimas da Previdência
Social.
De lá para cá, porém, foram
aprovadas medidas que certamente mudarão este quadro. Uma delas
é a Lei Complementar n.º 128 do Microempreendedor Individual
(MEI), que entrou em vigor em 1.º de julho de 2009 e que estimula
os trabalhadores por conta própria de várias profissões
a se vincularem à Previdência Social, pagando valores mínimos.
Só isso levou mais de 1,3 milhão de trabalhadores a se inscreverem
no programa.
Esse número deve aumentar muito em razão
de outra providência recente - a Medida Provisória n.º
529 - que reduziu a contribuição do MEI de R$ 62,00 para
R$ 33,00 mensais. É uma verdadeira pechincha para poder desfrutar
de direitos previdenciários e ter a sua vida regularizada, possuindo
um CNPJ e acesso a crédito.
Mais um expediente importante foi aprovado na
semana passada: a Medida Provisória n.º 543, que reduziu a
taxa de juros anual do Programa de Microcrédito de 60% para 8%,
e a de abertura de crédito de 3% para 1% sobre o valor do empréstimo.
Isso deve ampliar consideravelmente a formalização dos trabalhadores
e a viabilização dos pequenos negócios.
Na esteira desses estímulos, tem destaque
também a aprovação da Lei n.º 12.441, em julho
deste ano, que criou a empresa individual de responsabilidade limitada.
Foi um grande passo na flexibilização das relações
de trabalho. Por essa lei, um profissional sozinho pode abrir a sua empresa,
filiar-se à Previdência Social, recolher os impostos e atuar
de maneira legal na prestação de serviços. Tais mudanças
simplificaram a burocracia e afastaram a necessidade do "sócio laranja"
que era exigido para abrir uma empresa, assim como desvincularam o patrimônio
da pessoa jurídica do patrimônio da pessoa física.
Na mesma linha de estimular a formalização
foi a recente Medida Provisória n.º 540, que iniciou o processo
de desoneração da folha de salários. Embora persistam
dúvidas sobre a adequação das alíquotas compensatórias
que incidem sobre o faturamento das indústrias beneficiadas (calçados,
têxtil e mobiliário), esse foi um importante passo no reconhecimento
de que o trabalho entre nós é exageradamente gravado, chegando
a 102,43% do salário.
Quando se considera o "conjunto da obra", vê-se
que esse pacote de medidas tem tudo para estimular a formalização
dos que trabalham por conta própria e que hoje não têm
nenhuma proteção.
Falta, agora, a instituição de
estímulos para a formalização dos empregados das pequenas
e microempresas, que na sua grande maioria estão na informalidade.
Neste campo há uma boa promessa. Trata-se do Projeto de Lei (PL)
do deputado Julio Delgado (n.º 951/2011) que cria o Simples Trabalhista.
O foco desse instituto é exatamente o da formalização
dos que estão na informalidade nas pequenas e microempresas, por
meio de uma simplificação na contratação desses
empregados. É a peça que faltava, pois os Programas do Simples
e do Supersimples simplificaram a vida daquelas empresas nas áreas
previdenciária e tributária. Restava a simplificação
trabalhista. Oxalá esse PL se transforme rapidamente em lei.
(José Pastore - O Estado de S.Paulo)
29.08 - Unidas: Pesquisa Nacional
A Unidas disponibilxou o site da Pesquisa Nacional Unidas - Edição
2010 (http://www.ecosaude.com.br/unidas).
Segundo a Instituição a colaboração de
cada um é fundamental para o sucesso do projeto, que trará
enormes benefícios na gestão dos planos de saúde.
Informações e esclarecimento de dúvidas através
do telefone (11) 3289-0855 ou pelo email pesquisaunidas@unidas.org.br."
(Unidas/AssPreviSite)
29.08 - Reajustes e aumento do mínimo vão
pressionar a inflação
Para analistas, ganhos reais de renda obtidos
nas negociações deste semestre vão impedir que o IPCA
recue aos 4,5%
Reajustes salariais puxarão para cima
o consumo no mercado doméstico, o que deve elevar a inflação
no varejo até o fim do ano. Para analistas, os novos ganhos reais
de renda obtidos nas negociações salariais coletivas neste
semestre, aliados ao aumento de 14% previsto no salário mínimo
para 2012, puxarão para cima a taxa de 2011 do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência
no regime de metas inflacionárias do governo, e impedirão
a convergência para o centro da meta (4,5%) no ano que vem.
Para o analista da consultoria Tendências,
Rafael Bacciotti, os dissídios já resolvidos indicam que
os próximos devem repor perda inflacionária. "Segundo o Dieese,
de 353 negociações no primeiro semestre, 84% tiveram reajuste
acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
que abrange famílias com renda de 1 a 6 mínimos,"
"Não é tão bom quanto foi
o de 2010 (87%), mas é muito positivo. Nem sempre as categorias
conseguem repor perda inflacionária", avaliou Bacciotti.
Entre as categorias que têm data-base no
segundo semestre deste ano estão bancários, comerciários
e petroleiros - em setembro - e metalúrgicos e químicos -
em novembro. Na avaliação de Bacciotti, a reposição
de perda inflacionária dos trabalhadores vai sustentar o poder de
compra do consumidor.
Um dos setores que devem contribuir para o avanço
da inflação é o mercado de trabalho na indústria.
Nos seis primeiros meses de 2011, o Dieese aponta que 87% das negociações
no setor tiveram aumento real no salário.
O comércio também será fonte
de pressão de preços. A Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) citou o mercado
de trabalho como causa para uma alta de 2,5% na intenção
de consumo das famílias brasileiras em agosto ante julho, medida
pela entidade. Para 2011, a previsão é de alta de 6% nas
vendas do varejo, abaixo da alta recorde de 2010 (11%).
A renda em alta já foi captada pelo IBGE.
Na quinta-feira, o instituto divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME)
que mostrou alta de 2,2% em julho ante junho no rendimento médio
real habitual dos trabalhadores, com valor de R$ 1.612,90 - o mais alto
para julho desde 2002. Para a economista-chefe da Icap Brasil, Inês
Filipa, a combinação de renda em crescimento com salário
mínimo mais elevado vai conduzir a um IPCA de 5,43% em 2012, longe
do centro da meta de 4,5%. (Alessandra Saraiva - O Estado de S.Paulo)
29.08 - INSS injeta R$ 18 milhões com 13º
O adiantamento da primeira parcela do 13º
salário aos aposentados e pensionistas deverá injetar R$
18.164.193,24 na economia regional. O pagamento começou na última
quinta-feira e deve se estender até o dia 9 de setembro.
De acordo com levantamento do Instituto Nacional
de Seguro Social (INSS) de Belo Horizonte, foram listadas agências
de seis cidades da região – Alfenas, Carmo do Rio Claro, Passos,
Piumhi, Cássia, São Sebastião do Paraíso –
que juntas somam mais de R$ 18 milhões pagos na primeira parcela
do abono de Natal, que será creditada a 50.779 aposentados e pensionistas.
Passos é a agência que apresenta
maior valor: R$ 6.563.235,94, que serão distribuídos a um
total de 17.223 aposentados/pensionistas. De acordo com o diretor do INSS
de Passos, Pacífico Lucas Pereira Filho, os pagamentos estão
sendo efetuados de acordo com a numeração final do benefício.
Ele cita que os primeiros a receber são as pessoas com benefício
no mesmo valor do salário mínimo.
Antecipação
Em todo o Brasil, são 24,6 milhões
de beneficiários que deverão receber o adiantamento do abono
de natal. A expectativa do Ministério da Previdência é
de que a antecipação some cerca de R$ 10 bilhões.
No ano passado, a primeira parcela do 13º foi antecipada a 23,6 milhões
de beneficiários e representou uma injeção de recursos
de R$ 9 bilhões na economia dos municípios.
Esta é a sexta vez que a Previdência
Social paga antecipadamente uma parcela dessa gratificação.
A primeira foi em 2006, resultado de acordo firmado entre o governo e as
entidades representativas de aposentados e pensionistas. (Valéria
Faleiros - Folha da Manhã)
29.08 - Consignado: Crédito duvidoso
O deputado Fábio Faria (ainda no PMN)
apresentou projeto de lei que proíbe a contratação
de empréstimo consignado feita por procuração ou mandato
à revelia de aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência
(INSS). A autorização terá que ser feita com a presença
do titular, atestada por empregado da instituição financeira.
(Diário de Natal)
26.08 - Sem mudança nas pensões
Para evitar polêmica, governo também
engaveta projeto com regras de aposentadoria mais duras
O clima de instabilidade política levou
o governo federal a desistir de provocar mais polêmica. Foram suspensas
mudanças nas regras para a concessão de pensões, que
constam da proposta elaborada pelos ministérios da Fazenda e da
Previdência e que teriam impacto imediato nas contas públicas.
A decisão de engavetar o projeto por tempo indeterminado foi tomada
na semana passada, numa reunião entre técnicos das duas pastas
na Casa Civil.
O mesmo fim deverá ter a contraproposta
da equipe econômica de endurecer as regras para a aposentadoria,
em troca do fim do fator previdenciário (fórmula de cálculo
do benefício), defendido pelas centrais sindicais. Esse assunto
será definido na próxima semana.
A proposta de mexer na pensão previa redução
no valor e fixação de critérios para o pagamento do
benefício de acordo com idade e número de filhos da viúva.
Também seria fixado prazo de carência para evitar casamentos
entre idosos e jovens interessados na pensão.
No entanto, para passar uma sinalização
ao mercado de que o governo está preocupado com a sustentabilidade
do regime de aposentadoria, todos os esforços serão no sentido
de aprovar no Congresso o projeto que cria o fundo de pensão dos
servidores públicos, apesar de resistências na própria
base. Segundo interlocutores, o Executivo deverá entrar com pedido
de urgência para acelerar a tramitação e levar a proposta,
que ainda precisa tramitar por mais três comissões, direto
para o plenário da Casa.
Projeto parado na Câmara desde 2007
O projeto, que complementa a reforma da Previdência,
feita pelo governo Lula no início do mandato, estava parado na Câmara
dos Deputados desde 2007.
- O governo vai só esperar a proposta
sair da Comissão de Trabalho da Câmara, na próxima
semana, para entrar com pedido de urgência - contou um interlocutor.
Para isso, os líderes aliados deverão
intensificar a mobilização da base para derrubar os 12 destaques
apresentados ao texto anteontem na Comissão de Trabalho. A votação
deverá ocorrer na próxima quarta-feira.
Uma das principais justificativas para apressar
a votação é a alegação de que o novo
fundo é um instrumento fundamental para corrigir as desigualdades
entre o Regime Geral de Previdência Social (dos trabalhadores do
setor privado, INSS) e o regime próprio do funcionalismo. No ano
passado, o sistema de aposentadoria dos servidores da União registrou
déficit de R$51,2 bilhões para pagar 950 mil segurados; no
INSS, o rombo foi de R$42,7 milhões para pagar 24 milhões
de beneficiários.
Fontes da equipe econômica avaliam que
a convergência entre os dois regimes acontecerá dentro de
30 anos, com a instituição do fundo de aposentadoria complementar
do funcionalismo. Isso porque o servidor deixará de receber salários
integrais ao se aposentar. Levará o teto do INSS (hoje em R$3,6
mil) e um complemento - resultado do rendimento das suas contribuições
e da União, enquanto estiver na ativa.
Ao divulgar ontem o resultado das contas do INSS
em julho, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, criticou os
parlamentares contrários à criação do fundo
e os próprios servidores. Além de defender o regime de urgência,
ele disse que o governo deve fazer uma campanha para derrubar os lobbies
contra a medida - contestando o argumento de que o servidor sairá
perdendo.
- Temos simulações que mostram
que as aposentadorias, com a possibilidade de contribuição
do servidor e da União para o fundo de pensão, crescerão
- disse o ministro da Previdência.
A proposta dá ao servidor atual a possibilidade
de permanecer ou migrar para o novo modelo. Quem ingressar no serviço
público estaria sujeito às novas regras.
Garibaldi também adiou para dezembro a
possibilidade de um eventual acordo entre governo e centrais para o fim
do fator previdenciário. A previsão do ministro era costurar
um consenso em setembro.
- Fui otimista e pensei que esse debate se esgotaria
no final de setembro, mas fui traído pelos acontecimentos - afirmou
o ministro.
Garibaldi destacou a falta de consenso entre
os próprios ministérios envolvidos e as centrais sindicais,
que exigem que o governo apresente a sua contraproposta.
- Não há ainda a definição
do que vai substituir o fator previdenciário. Chegamos à
conclusão de que não pode haver eliminação
pura e simples desse mecanismo, que não seja trocar seis por meia
dúzia. Tem que ser uma alternativa melhor para o trabalhador. Mas
o governo não deve ficar desprotegido nas suas receitas, que são
fundamentais para pagar as aposentadorias - afirmou Garibaldi Alves.
Contribuição pode ser por mais
tempo
O Ministério da Fazenda quer que o fim
do fator seja seguido de aumento gradual no tempo de contribuição
de 35 para 42 anos (homens) e de 30 para 37 anos (mulheres). Mas as centrais
sindicais rejeitam aumentos no tempo de contribuição ou na
idade para requerer o benefício. A reunião sobre o assunto
na próxima semana será restrita aos técnicos das áreas
envolvidas. (Geralda Doca - O Globo)
26.08 - INSS muda data de atrasados para os segurados
com ação
A coordenadora-geral de benefícios da
Previdência Social, Ana Adail Ferreira de Mesquita, disse ontem que
os segurados com ação pedindo a revisão pelo teto
que já tiveram alguma decisão favorável só
irão receber os atrasados (diferenças não pagas pelo
INSS em até cinco anos antes do pedido de correção)
na Justiça.
Assim, esses segurados ganharão a bolada
de acordo com o calendário judicial com prazos de pagamento determinados
em lei.
Quem tem direito a até R$ 32.700 (60 salários
mínimos) ganhará a grana 60 dias depois que o juiz fizer
o pedido de pagamento. Esses segurados poderão receber em 2012.
Os atrasados acima de R$ 32.700 serão
pagos somente em 2013.
Nesse caso, é preciso que o juiz faça
a solicitação de pagamento até o dia 30 de junho de
2012.
Se o pedido for feito entre 1º de julho
de 2012 e 30 de junho de 2013, o pagamento ficará só para
2014. (Luciano Bottini Filho - Agora S.Paulo)
26.08 - Carta vai avisar quem tem revisão
Brasília. O Ministério da Previdência
Social informou ontem que começará a enviar correspondência,
na próxima semana, para os 107 mil aposentados e pensionistas que
têm direito à revisão do teto do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) e que ainda recebem os benefícios mensalmente.
Outras 11 mil pessoas, que têm benefícios
mais antigos, ainda não receberão a carta, pois a revisão
dos valores ainda estão sendo feitas, segundo o governo.
Segundo o Ministério da Previdência,
os aposentados receberão informações sobre o reajuste
dos valores correntes (recebidos mês a mês), já com
os valores corrigidos e também sobre os valores atrasados nas correspondências.
Também trará informações sobre a data de pagamentos
dos atrasados.
No caso dos valores correntes, o reajuste médio,
segundo o governo, será de R$ 240 por pessoa. Esses benefícios
ativos já foram reajustados a partir da folha de agosto, que, para
esses beneficiários, é paga nos cinco primeiros dias úteis
de setembro.
Os aposentados que têm direito somente
aos valores atrasados, e que não estão mais recebendo o benefício
corrente, também receberão correspondência do INSS,
mas não neste momento. Ainda não há informação
sobre quando a carta será enviada para essas pessoas.
(O Tempo)
25.08 - Conta Errada, Processo Errado
Passei boa parte da minha vida profissional lidando com bits e bytes.
E mais da metade deste tempo lidando com sistemas na área da saúde.
Posso deixar a modéstia de lado e dizer que tenho intimidade
com a origem dos erros nas contas hospitalares: 11 a cada 10 contas de
internação têm algum tipo de erro, ou preço,
ou cobertura, ou regra de faturamento, ou registro, ou tudo que me acostumei
a ver durante anos de experiência …
O ‘coitado do sistema’ sempre é o principal suspeito, mas quando
a gente ‘investiga o crime’ descobre que a culpa sempre é ‘do mordomo
chamado processo’.
Já ‘saiu de moda’ culpar o sistema pelos erros nas contas, mas
como tem gente que ‘gosta de se vestir mal’, não é verdade
?
A cada novo desafio de consultoria no segmento da saúde acabamos
constatando que em 99 % dos casos a única falha que podemos atribuir
ao sistema é a ‘desatualização’ das tabelas, ou a
parametrização ‘mal feita’ do sistema:
Ou porque a área de negócios (vulgarmente chamada de
‘usuários’ pelo pessoal de TI) não alimentou direito;
Ou porque as instruções passadas pelo pessoal de TI para
atualização das tabelas não está bem clara;
Ou porque o programa de treinamento e reciclagem não é
adequado.
Quando saímos deste 1 %, sempre concluímos que os 99
% que restam acontecem por problemas em processos … e como é difícil
ajustar processos em hospitais !!!
O site www.admhosp.net.br descreve em detalhes a complexidade que envolve
um hospital:
Milhares de colaboradores de áreas de formação
e níveis de instrução diferentes que necessitam interagir
para que as ‘coisas dêem certo’: praticamente 100 % de chance de
alguma falha acontecer. Graças a Deus as falhas acontecem muito
no âmbito administrativo, e são raras no âmbito assistencial,
senão teríamos mais problemas com pacientes do que com contas
hospitalares;
Dezenas de áreas com objetivos diferentes, tendo em comum a
cura (ou tratamento) do paciente, e em conseqüência a conta
hospitalar, que é algo secundário no nível de atenção
das áreas (também graças a Deus).
Para nós, administradores hospitalares ‘por credo e profissão’,
o primeiro passo para reduzir as falhas em contas é entender que
o sistema não vai resolver nosso problema – é apenas a automatização
de um processo, que se estiver errado vai produzir erros em série.
Uma vez quebrado o paradigma (não culpar o sistema), é
mais fácil resolver os problemas e conviver mais harmoniosamente
com o ‘pessoal da TI’ que, por formação, não pode
ser exigido a ser, digamos assim, mestres em relacionamento pessoal.
Estamos reorganizando a área comercial e de saúde suplementar
de um dos mais conceituados hospitais brasileiros, e quase tudo que estamos
fazendo não envolve diretamente a TI.
Se tivéssemos dado foco em customizações de sistemas,
estaríamos aguardando a versão Beta para homologação,
ou a certificação do objeto desenvolvido, ou mesmo a aprovação
do orçamento para customização – poderíamos
estar cobertos de fundamentos que nos dariam razão, mas tudo estaria
parado.
Como não fizemos isso, já renegociamos quase todos os
contratos críticos com operadoras, inclusive reajustando preços,
transformamos em rotina os ajustes de tabelas e parâmetros que eram
tidos como trabalhos eventuais e davam origem a maior parte das glosas,
alteramos os controles de análise e recursos de glosas e agora estamos
nos concentrando em alterar o fluxo de formação, análise
e auditoria das contas. Em 8 meses fizemos apenas 2 encomendas á
TI !
Resultado: as contas estão saindo cada vez com menos erros.
Os erros vão acabar ?
Evidentemente não, porque hospital é um organismo vivo:
as pessoas mudam, os processos mudam, e sempre vamos necessitar avaliar
o impacto do que definimos ‘na reunião de hoje de manhã’
sem conseguir avaliar precisamente o impacto que pode causar nas contas
hospitalares. (Enio Salu - Saúde Business Web)
24.08 - Indústria já quer rever
desoneração
Empresários alegam que criação
da alíquota sobre o faturamento bruto para substituir a contribuição
sobre a folha pode significar mais imposto
Menos de um mês após o lançamento
do Plano Brasil Maior, a política industrial do governo Dilma Rousseff,
empresários já negociam redução na alíquota
de 1,5% sobre o faturamento bruto, criada para substituir a contribuição
patronal sobre a folha de pagamento.
Representantes das indústrias calçadista,
moveleira e têxtil dizem que a fórmula anunciada em 2 de agosto
não representa desoneração real e em alguns casos
haverá até pagamento maior de imposto, o inverso do que prometeu
a presidente.
A proposta de mudança da política,
antes mesmo de sua entrada em vigor, expõe o açodamento com
que o plano foi fechado, segundo empresários. As alíquotas
do imposto que incidirá sobre o faturamento das empresas foram decididas
pouco antes do anúncio do pacote, em reunião com a presidente
Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
O governo abriu mão de recolher a chamada
contribuição patronal para o INSS, que representa 20% do
valor gasto com o salário dos funcionários. Para compensar
parte da perda de receita, decidiu criar um novo tributo que incidirá
sobre o faturamento das companhias. Para as empresas dos setores têxtil,
calçadistas e moveleiro, o novo tributo terá alíquota
de 1,5%. No caso da área de software, o porcentual é de 2,5%.
Estudos internos do setor têxtil mostram
que o modelo proposto pelo governo não significa gastos menores
com tributos. "Com 1,5% não há desoneração
efetiva, um pouquinho abaixo de 1%, algo como 0,8%, teria um efeito positivo
para todos os setores", afirmou Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação
Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
(Abit).
O ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ouviu as reclamações
dos empresários na semana passada e prometeu negociar uma saída
com o colega da Fazenda, Guido Mantega.
"Está errada a calibragem de 1,5% sobre
o faturamento para retirar 20% do INSS", afirmou Paulo Skaf, presidente
da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp). "Estudos mostram que móveis e confecções
não têm benefício nenhum e calçadista muito
pouco."
As indústrias escolhidas para fazer parte
do projeto-piloto de desoneração da folha de pagamento enfrentam
forte concorrência de importados, mas mudanças nos últimos
anos dificultam a implementação da proposta do governo.
Muitas fábricas de móveis planejados,
por exemplo, automatizaram linhas de produção, reduzindo
o número de empregados, disse Lipel Custódio, diretor da
Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário
(Abimovel) em Brasília. "Não dá para tratar o setor
inteiro do mesmo jeito."
Procurado pela reportagem, o Ministério
do Desenvolvimento confirmou que Pimentel recebeu o pleito e está
avaliando. A Receita limitou-se a informar o impacto da medida original
na arrecadação de impostos. (Iuri Dantas - O Estado
de S.Paulo)
23.08 - Auxílio-doença: Não
incide INSS sobre os primeiros dias
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região
decidiu que não deve haver contribuição previdenciária
sobre as verbas pagas na primeira quinzena de afastamento do trabalho por
doença. Para o colegiado, esse dinheiro deve ser encarado como indenização,
e não salário, o que afasta a obrigação de
pagamento da contribuição. O relator, desembargador Johomson
di Salvo, concluiu, entretanto, que a contribuição deve incidir
sobre o auxílio maternidade e o aviso prévio indenizado.
Cabe recurso.
A decisão veio no caso de uma empresa
que pede para ser recompensada pelo pagamento da contribuição
a funcionários afastados por doença. A companhia, uma prestadora
de serviços de limpeza e conservação chamada Osesp,
pedia o reconhecimento de que não incide contribuição
sobre salário-maternidade, aviso prévio indenizado, férias,
adicional de 13º, auxílio-doença e férias não
gozadas e indenizadas. A empresa, representada pelo advogado Thiago Taborda
Simões, pede que a União a restitua em R$ 35 mil.
O relator do caso, desembargador Johomson di
Salvo, decidiu monocraticamente, mas com caráter de acórdão.
Isso porque ele se baseou no artigo 557 do Código de Processo Civil.
O dispositivo diz que, quando há extensa e consolidada jurisprudência
sobre uma matéria, o desembargador relator pode decidir sem convocar
o colegiado, mas seu voto terá efeito de acórdão.
Salvo, então, seguiu a sentença
aplicada em primeiro grau, na 15ª Vara Federal de São Paulo:
não há contribuição sobre o pagamento de aviso
prévio indenizado, adicional de 1/3 de férias, férias
não gozadas e indenizadas, aviso prévio e auxílio
doença. A Osesp recorreu ao Regional pelo deferimento dos outros
dois pedidos (auxílio-maternidade e aviso prévio indenizado)
e a União pelo indeferimento dos de todos os pedidos, mas a sentença
foi mantida.
Segundo o acórdão, a Constituição
prevê a contribuição previdenciária de 20% sobre
o total de remunerações pagas, "a qualquer título".
Mas jurisprudência do Supremo Tribunal Federal isenta indenizações
dessa contribuição, pois não são consideradas
remuneração pela prestação de serviços
pelo trabalhador — e sim formas de auxílio.
O desembargador, no entanto, rejeitou reclamação
sobre incidência no auxílio maternidade e no aviso prévio
indenizado. Sobre o auxílio maternidade, entendeu que ele só
existe mediante relação de trabalho, e por isso não
pode ser encarado como mera indenização. O mesmo argumento
foi aplicado às férias — elas decorrem da prestação
do serviço e, portanto, da existência de relações
de trabalho.
A indenização para o não
cumprimento de aviso prévio, apesar de ser baseada no salário,
não pode ser considerada contraprestação de serviço.
Segundo jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, citada
no acórdão, a verba é uma indenização
paga ao trabalhador em troca de ele não permanecer mais na empresa
da qual foi demitido.
A União alegou que a Receita Federal teria
"dificuldades operacionais" em computar os detalhes de "toda a tributação",
e por isso o requerimento da Osesp seria inviável. O argumento não
foi aceito pelo desembargador Johomson di Salvo. Segundo ele, a Receita
"na mídia se vangloriou com o adjetivo 'super', a demonstrar elevada
autoestima e onipotência", o que desmente a teoria dos problemas
fiscalizatórios. Ademais, diz o decisão, "se o Poder Público
tem 'problemas' em instrumentalizar a compensação entre tributos
no seu âmbito interno, isso não é problema do contribuinte".
Processo 2010.61.00.012862-0/SP (Pedro
Canário - Consultor Jurídico)
23.08 - Aviso prévio: Mudança ruim
para todos
Mudança no aviso prévio é
prejudicial para empresas e trabalhadores
A Fiesp (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo) acredita que a decisão do STF (Supremo
Tribunal Federal) de ampliar o período do aviso irá prejudicar
tanto trabalhadores como empresários. Por isso, a federação
propõe uma ampliação gradual, que leve em conta o
tempo de serviço do trabalhador e chegue, no máximo, a dois
meses para profissionais com mais de 15 anos de empresa.
De acordo com a entidade, o aviso prévio
não é uma verba indenizatória, mas um prazo para que
as duas partes saibam com antecedência das intenções
de desligamento. “O custo é pago pela empresa que demite o trabalhador
sem justa causa, mas também é exigido que seja cumprido pelo
empregado que pede demissão”, ressalta o presidente da Fiesp, Paulo
Skaf.
A Fiesp defende ainda que qualquer decisão
não pode ter efeito retroativo, já que empresas e trabalhadores
que encerraram relações anteriormente não teriam condições
de cumprir as novas regras.
Outros países
Como argumento, a entidade aponta as práticas
adotadas em outros países. Em alguns países em desenvolvimento,
o aviso prévio estabelecido por lei é de zero, um ou dois
meses. Nos países desenvolvidos, os que praticam mais de dois meses
de aviso prévio (Holanda e Alemanha) são exceções,
e este prazo mais longo vale apenas depois de 10 anos de trabalho na empresa.
“Se vamos discutir a alteração
nas regras, não podemos deixar de olhar as experiências internacionais.
Nenhum país em desenvolvimento, especialmente aqueles com os quais
o Brasil compete no mercado internacional, tem aviso prévio superior
a dois meses”, diz Skaf.
Diante dessas experiências, a Fiesp defende
que a mudança seja realizada de acordo com o texto da Constituição,
que determina que o aviso prévio seja “proporcional ao tempo de
serviço”. Assim, na proposta da entidade, os trabalhadores com até
10 anos de empresa teriam aviso prévio de 30 dias. Esse prazo passaria
para 45 dias para os trabalhadores com 10 a 15 anos de empresa e, por último,
para 60 dias para os que tiverem mais de 15 anos de serviço.
Para o presidente da Fiesp, contudo, esta não
é a hora mais apropriada para que o STF mude as regras do aviso
prévio. “Nesse momento em que o País acorda todos os dias
tendo que enfrentar o câmbio valorizado, a carga tributária
alta e a taxa de juros elevada, a nossa discussão deveria estar
em questões como a desoneração da folha de pagamento
a todos os setores industriais (e não apenas àqueles contemplados
no plano Brasil Maior) e o aprofundamento da Reforma Tributária
que o País tanto precisa”, finaliza. (Karla Santana
Mamona - InfoMoney)
22.08 - Aposentados: Senadora acredita em aumento
real
Nem só as lideranças dos movimentos
de aposentados e pensionistas brasileiros sentiram-se traídos por
Dilma. A presidente da República foi também questionada por
parlamentares que defendem o segmento.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou,
na última quarta-feira (17), que vai encaminhar uma carta à
Dilma solicitando a garantia de aumento real para os aposentados e pensionistas.
Para a senadora, a presidente pode ter vetado a emenda somente por questões
técnicas, o que não significa que o aumento real não
será concedido. “Se houver diminuição nos gastos com
juros para a rolagem da dívida pública, o aumento pode ser
pago”, afirmou.
O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou-se decepcionado
com o veto. “Faltou sensibilidade política sobre esse tema”, disse
Paim. Lindberg Farias (PT-RJ) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmaram também
não compreender as razões do veto. A COBAP, junto às
federações filiadas, organiza manifestos de repúdio
em todo país. (Livia Rospantini - Cobap)
22.08 - Ouvidoria-Geral da Previdência Social:
13 anos
OGPS recebe cerca de 18 mil manifestações
por mês
A Ouvidoria-Geral da Previdência Social
(OGPS) completou 13 anos de existência neste mês de agosto.
A OGPS recebe cerca de 18 mil manifestações por mês,
entre reclamações, sugestões e elogios.
“Hoje, somos a maior ouvidoria pública
do país. Temos um sistema que está constatemente em melhorias
e um relacionamento com todas as áreas da Previdência Social,
para que possamos levar ao cidadão o melhor serviço possível”,
destaca o ouvidor-geral, Mano Barreto.
A ouvidoria trabalha colhendo informações
dos cidadãos e de seus servidores, referentes aos serviços
e ao atendimento prestado pelo Ministério da Previdência Social
(MPS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Superintendência
Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Empresa de Tecnologia
e Informações da Previdência Social (Dataprev). O serviço
sintetiza e converte as demandas recebidas em informações
úteis à Previdência Social.
Esta atribuição a transformou em
importante veículo de informação para o gerenciamento
de ações estratégicas, pois permite que as principais
demandas e as maiores dificuldades sejam detectadas e transformadas em
novos processos de trabalho, por exemplo.
“Encaminhamos mensalmente as sugestões
para as áreas que estão sendo sugeridas. Já conseguimos,
por exemplo, alterar a página da Previdência Social na internet
e levar para o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) algumas
sugestões que foram acatadas, como mudanças nas políticas
de empréstimo consignado”, destaca Mano Barreto.
Para entrar em contato com a OGPS, o cidadão
pode usar a Central 135 (teclando a opção 3), a internet,
pode enviar sua manifestação por carta ou apresentá-la
pessoalmente na sede do órgão, em Brasília.
Estatísticas – Neste ano, 67% das demandas
foram solucionadas na própria OGPS, sem precisar chegar às
áreas fins. Em 2010, a ouvidoria fechou o ano com um balanço
positivo no número de manifestações, uma redução
de 13,3% em relação a 2009. Os processos relacionados a benefícios,
que desde 2009 têm a maior demanda, sofreram uma diminuição
neste último ano, passando de 40,2% das manifestações
para 37,2%.
Os dados de 2010 mostraram também que,
com quatro canais de acesso (Central 135, Site da Previdência Social,
Cartas e presencial), a OGPS tem como principal meio o site da Previdência
Social, com 53,1% do total de manifestações. Já a
Central 135 recebeu 45% das manifestações. As cartas enviadas
à OGPS corresponderam somente a 0,2%.
A adoção do Programa SOU-Web, ativo
desde 2008, possibilitou à Ouvidoria um salto na qualidade dos serviços.
O sistema recebe e registra as manifestações dos cidadãos,
possibilitando um atendimento on-line às reclamações,
sugestões, elogios e denúncias da sociedade. (Daniel
Dutra - Ascom/MPS)
19.08 - Maior de 60 anos pode ficar isento do
IR
Os aposentados e pensionistas pelo Regime Geral
de Previdência Social poderão deixar de pagar o Imposto de
Renda a partir do mês em que completarem 60 anos. A proposta foi
aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
O projeto de lei altera a legislação
do Imposto de Renda para prever o benefício. Segundo a autora da
proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), o objetivo é "contribuir
para minimizar a perda dos aposentados e pensionistas, que têm visto
seus rendimentos sendo achatados ano a ano".
Ao justificar a necessidade do projeto, a parlamentar
pelo Rio Grande do Sul explica que o reajuste do salário mínimo
tem sido sistematicamente maior que o dos benefícios da Previdência.
O resultado, segundo ela, é que, atualmente, "nada menos que 69%
dos benefícios já estão nivelados pelo piso e, em
poucos anos, todos eles estarão valorados, no piso, pelo salário
mínimo". (O Tempo)
19.08 - Para auditores, rodízio será
barrado nos Estados Unidos
Se os reguladores dos Estados Unidos tivessem
que decidir hoje pela adoção ou não do rodízio
obrigatório de firma de auditorias, a medida seria rejeitada.
Essa é a leitura que o Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil (Ibracon) faz a partir dos comentários públicos
feitos pelos membros do PCAOB (sigla em inglês para Conselho de Supervisão
de Contabilidade de Companhias Abertas), ao colocar o tema em discussão
na terça.
"Depois de ler os comentários e de conversar
com várias empresas de auditoria aqui e no exterior, a nossa conclusão
é de que, se tivesse uma votação para aprovar o rodízio
hoje, isso não passaria", diz Idésio Coelho, diretor técnico
do Ibracon e sócio da Ernst & Young Terco.
Apesar de os cinco membros do PCAOB terem votado
a favor da audiência pública sobre o rodízio obrigatório,
é possível notar que o entusiasmo em torno da medida varia
bastante.
Advogado e contador, Daniel Goelzer é
o membro mais antigo do PCAOB e também o mais claro sobre sua posição
atual. "Eu tenho sérias dúvidas se o rodízio obrigatório
é uma maneira prática ou viável em termos de custo
para fortalecer a independência do auditor", diz ele no seu comentário,
disponível na internet.
O contador Jay Hanson também sinaliza
como encara o lançamento da audiência pública. "Eu
vejo essa audiência mais como um meio de juntar informação
e estimular a discussão do que como um passo para uma nova norma
de auditoria", diz ele.
Do outro lado, o principal patrocinador da medida
parece ser o presidente do PCAOB, o advogado James Doty. Para ele, o fato
de as inspeções do órgão nem sempre ligarem
uma falha específica à falta de objetividade do auditor não
significa que o trabalho não foi afetado pelo conflito de interesse
gerado pela relação comercial entre as partes. "Ao contrário,
nossa experiência ensina que essas pressões e incentivos são
poderosos e persuasivos."
Em relação aos argumentos de custo
de troca de auditoria e também dos riscos de problemas de auditores
novos conhecerem menos a empresa a ser auditada, Doty cita um dado, da
consultoria Glass Lewis, de que mais de 6,5 mil empresas abertas dos EUA,
equivalente a mais da metade delas, trocou de auditor voluntariamente entre
2003 e 2006. "Como os auditores dessas empresas lidaram com essas mudanças?
A curva de aprendizado e o custo envolvido em trocas de auditor não
podem ser tratados como mares não navegados."
Também membro do conselho, o advogado
Steven Harris parece mais alinhado ao presidente. Em sua argumentação
ele cita diversos casos em que as inspeções do PCAOB encontraram
evidências de falta de ceticismo profissional e nota que esse problema
foi manifestado por investidores e também por reguladores de países
como Reino Unido, Austrália, Canadá e Alemanha.
O desempate, que hoje aparentemente seria contrário
à rotação, vem do advogado Lewis Ferguson. Ele reconhece
o problema de falta de ceticismo, mas cita os custos do rodízio
e termina seu discurso com uma máxima de Hipócrates - "acima
de tudo, não prejudicar" -, sugerindo que, se não há
como resolver um problema, talvez seja melhor não criar novos.
Na visão de Coelho, do Ibracon, a discussão
do PCAOB tem como meta encontrar maneiras para melhorar a objetividade,
o ceticismo e a independência do auditor. Nesse sentido, ele acredita
que haverá comentários no sentido de aperfeiçoar a
atuação dos comitês de auditoria e os programas de
educação continuada e também de limitar a contração
de serviços que não de auditoria.
Sobre a discussão aberta no Brasil acerca
da criação de comitês de auditoria e prazo de rodízio,
a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec)
se manifestou na audiência pública da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) pela manutenção do prazo de cinco
anos para troca obrigatória, de forma contrária à
proposta de estender o limite para dez anos para aquelas que criem comitê.
"É importante evitar acomodação e que haja aprimoramento
de metodologias e critérios", diz Edison Garcia, presidente da Amec.
(Fernando Torres - Valor Online)
19.08 - Caixa vai usar digital de aposentados
Cadastramento começará em setembro
por cidades do interior de São Paulo
Com esse processo, é possível comprovar
que a pessoa está viva e que não há outra recebendo
benefício em seu nome
A Caixa Econômica Federal inicia em setembro
o cadastramento biométrico dos aposentados do INSS (Instituto Nacional
do Seguro Social), que começará pelo interior de São
Paulo.
Na fase de testes, as pessoas terão como
opção sacar o benefício usando a impressão
digital em vez de senha e cartão. Não há prazo para
que isso se torne obrigatório.
No caso do INSS, a biometria comprova que o pensionista
está vivo e não há outra pessoa recebendo o benefício
em seu lugar -um tipo de fraude muito comum.
A Caixa vai definir em breve as primeiras cidades
a entrar nesse projeto-piloto.
Antes dos aposentados, a Caixa estava cadastrando
beneficiários do Bolsa Família, também em projeto
experimental, em Luziânia e em Formosa (GO) e em Fortaleza (CE).
São 4.000 pessoas que já recebem o benefício por esse
sistema.
Para agilizar o cadastramento, a Caixa assinou
ontem acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para compartilhamento
de banco de dados e equipamentos.
Nas eleições de 2010, mais de 1
milhão de pessoas de 60 municípios votaram por esse sistema.
Em 2012, serão 10 milhões. O TSE espera alcançar todos
os eleitores brasileiros até 2018.
No Estado de São Paulo foram coletadas
informações em Nuporanga e iniciado o cadastramento em Jundiaí
e em Itupeva. Também se espera cadastrar todos os eleitores de Alagoas,
Curitiba (PR) e Goiânia (GO) até 2012.
Com esse banco de dados, a Caixa poderá
usar a identificação digital para o pagamento de outros benefícios,
como o FGTS. (EDUARDO CUCOLO - Folha de S.Paulo)
18.08 - Idosos aposentados poderão ficar
isentos de impostos
Foi aprovada ontem na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), proposta que garante a isenção de Imposto
de Renda aos aposentados e pensionistas que completarem 60 anos. O projeto
(PLS 76/11), de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), segue agora
para análise terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE).
Segundo a senadora a medida, que altera a legislação
do Imposto de Renda (Lei 7.713/88) vai contribuir “para minimizar a perda
dos aposentados e pensionistas que tem visto seus rendimentos achatados
ano a ano”. O presidente da COBAP, Warley Martins, considera a isenção
um avanço na causa do segmento. “A medida com certeza vai beneficiar
os idosos aposentados, embora saibamos que vários outros aspectos
como saúde, alimentação e outras necessidades básicas
precisam ser melhorados para termos uma vida digna”, ponderou Warley.
(Livia Rospantini - Cobap)
18.08 - Comissão aprova fim de IR para
aposentados
Os aposentados e os pensionistas do INSS (Instituto
Nacional de Seguridade Social) poderão ficar isentos de pagar o
Imposto de Renda a partir do mês em que completarem 60 anos de idade.
A proposta da senadora Ana Amélia (PP-RS)
foi aprovada ontem pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado
e será encaminhada à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
Depois, o documento deverá seguir direto para a aprovação
na Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário.
Hoje, um aposentado que tem até 65 anos
de idade paga o Imposto de Renda de acordo com a tabela mensal da Receita
--a mesma usada para os trabalhadores--, com percentuais de 7,5%, 15%,
22,5% ou 27,5%. A dedução mensal pode variar entre R$ 117,49
e R$ 723,95. (Tatiana Cavalcanti - Agora S.Paulo)
18.08 - INSS deve informar valor de atrasados
em setembro
Os 131.161 segurados do INSS só deverão
saber o valor dos atrasados da revisão pelo teto a partir do mês
que vem.
O Ministério da Previdência informou
que irá avisá-los, mas ainda não definiu a melhor
forma (pelo telefone 135, pelo site ou só pelo extrato de pagamento).
Os atrasados são as diferenças
não pagas nos cinco anos anteriores ao pedido de correção.
O pagamento será feito entre 31 de outubro deste ano e 31 de janeiro
de 2013, de acordo com o valor da bolada.
Quem tem até R$ 6.000 a receber ficará
no primeiro lote, no dia 31 de outubro. Já quem tem direito a mais
de R$ 19.000 receberá no último lote, de 2013.
(Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)
17.08 - Ibracon pede fim do rodízio de
auditorias à CVM
O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
(Ibracon) pediu que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
abra mão do rodízio compulsório de firmas de contabilidade
nas companhias que instalarem um comitê estatutário de auditoria.
Essa foi uma das sugestões que a CVM recebeu
durante uma audiência pública sobre o assunto, encerrada na
segunda-feira. A autarquia informou que, agora, está avaliando todas
as sugestões, mas não tem prazo para concluir sua análise.
A CVM estuda transformar em norma uma minuta
de instrução em que amplia de cinco para dez anos o prazo
para as empresas abertas fazerem a rotação de firmas. Obrigatório
também na Itália, Índia, Cingapura, Coreia do Sul,
o rodízio no Brasil só não é exigido nos bancos,
que ficaram livres da tarefa após determinação do
Banco Central.
As empresas que quiserem aderir ao rodízio
ampliado, conforme proposta original da CVM, precisarão estruturar
um comitê de fiscalização das atividades de auditores
internos e externos. Para o Ibracon, a criação desse órgão,
somada à adoção integral das normas internacionais
de auditoria - inclusive as de controle de qualidade e independência
-, "constitui o contexto apropriado para a descontinuação
do sistema de rodízio obrigatório de firmas no Brasil".
(Marina Falcão - Valor Online)
17.08 - Importância do empreendedor
Presidenta ressalta importância do empreendedor
para o crescimento econômico do país
Brasil possui mais de 1,4 milhão de empreendedores
individuais cadastrados
Em entrevista ao programa de rádio Café
com a Presidenta, veiculado na segunda-feira pela Empresa Brasil de Comunicação
(EBC) , a presidenta Dilma Rouseff destacou o potencial do empreendedor
individual para o crescimento econômico do país. “ Para o
Brasil crescer melhor é importante estimular as pequenas empresas.
Uma das alavancas para isso é o Supersimples, e a outra, o Empreendedor
Individual”, afirmou.
Durante o programa, a presidenta falou sobre
a ampliação dos limites do Supersimples e do Empreendedor
Individual. A medida visa o fortalecimento das micro e pequenas empresas
e a geração de empregos no país.
Segundo dados da Receita Federal do Brasil (RFB),
o Brasil conta atualmente com 1.438.417 empreendedores individuais formalizados.
Durante o programa de rádio, a presidenta comentou as mudanças
para o empreendedor individual: “ o objetivo do EI é ampliar as
oportunidades para todos os microempreendedores do Brasil e, assim, aumentar
a sua formalização, assegurando a eles acesso a crédito,
à aposentadoria e, sobretudo, à cidadania. Nós atualizamos
o programa e ampliamos o limite de renda dos empreendedores individuais,
para que eles também continuem crescendo”.
O faturamento anual para o empreendedor individual,
que atualmente é de 36 mil ao ano, será ampliado para R$
60 mil ao ano. O Projeto de Lei nº 591/2010 com as mudanças
propostas para as micro e pequenas empresas ainda precisa ser aprovado
pelo Congresso Nacional. (Ligia Borges - Ascom/MPS)
16.08 - R$ 4,2 bi ao ano em pensões por
morte
O gasto do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) com o pagamento das pensões por morte quadruplicou em uma
década, passando de R$ 1,1 bilhão em 2000 para R$ 4,2 bilhões
no ano passado. No mesmo período, a quantidade de pensões
pagas mensalmente cresceu 32%, passando de 5 milhões para 6,6 milhões.
Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico da Previdência
Social pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência
e da Seguridade Social (Anasps).
Para o presidente da entidade, Paulo César
Régis de Souza, a análise dos números é preocupante
e mostra que, a médio prazo, a concessão de mais e mais aposentadorias,
assim como o pagamento delas por prazo indeterminado, pode inviabilizar
a Previdência Social. "A generosidade da legislação
propicia à pensão uma duração de 80 anos ou
mais. Não tem previdência social no mundo que sobreviva a
benefício sem contribuição", alertou. A Anasps apoia
a mudança na legislação que vem sendo defendida pelo
ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves.
Aos olhos da entidade, não basta coibir
as fraudes na concessão e manutenção dos benefícios
para conter o crescimento explosivo das pensões. "A legislação
tem sido muito generosa", sustentou Souza. Ele cita ainda o fato de não
existir carência para a pensão - uma "generosidade", a seu
ver. Sem o prazo de contribuição mínima para o acesso
ao benefício, a pensão pode, em tese, ser concedida a qualquer
tempo.
Jovens viúvas
A lacuna na legislação propicia
alguns tipos de fraudes legais. É o caso, por exemplo, dos casamentos
no leito de morte. Um segurado ou uma segurada do INSS, independentemente
de sua idade ou da situação de saúde, pode se unir
matrimonialmente a alguém e, mediante o pagamento de uma única
contribuição, transformar o parceiro ou a parceira em pensionista
pelo resto da vida. Outro problema grave é o casamento intergeracional,
que promove à condição de pensionista mulheres novas
que se casam com homens muito idosos.
Para resolver questões como essas, o Ministério
da Previdência Social estuda propor mudanças na lei. A primeira
seria estabelecer um prazo mínimo de carência de 12 meses
para o acesso ao benefício. Outra proposta visa à redução
da pensão para 70% do valor atual, no caso de cônjuges sem
filhos menores de 21 anos. Também está nos planos da Previdência
criar um prazo para o recebimento da pensão no caso de viúvos
ou viúvas muito jovens. O benefício seria pago por um período
limitado, necessário para que a pessoa se preparasse e ingressasse
no mercado de trabalho.
A Anasps concorda também com a proposta
de elevar de 30 para 33 anos o tempo de contribuição para
as mulheres. Embora elas sejam beneficiadas com uma redução
de cinco anos no tempo de contribuição exigido pelo INSS,
as mulheres vivem mais do que os homens - portanto, recebem o benefício
por um período maior. (Correio Braziliense)
16.08 - Aposentadoria de servidores da União
Nos próximos quatro anos, 40% dos empregados
da União devem se aposentar
O governo tem um enorme problema nas mãos
para resolver nos próximos quatro anos. Até 2015, cerca de
40% do atual 1,1 milhão de servidores públicos federais estarão
em condições de se aposentar. Serão 452 mil trabalhadores
a menos nos órgãos públicos. Hoje, revelam dados do
Ministério do Planejamento, ao menos 80 mil funcionários
já podem pendurar as chuteiras. Essa realidade representa uma verdadeira
bomba-relógio para a administração pública,
que terá de arcar com os custos das substituições
e das aposentadorias. Mas traz ótimas expectativas para os interessados
em ingressar no funcionalismo por meio de concursos públicos.
Para a alegria dos concurseiros, a notícia
se soma à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última
quarta-feira, segundo a qual o governo é obrigado a nomear, durante
a validade da seleção, todos os aprovados dentro do número
de vagas previstas em edital. Estima-se que, em todo o Brasil, ao menos
80 mil candidatos aguardem essa convocação. Desses, 40 mil
seriam apenas na esfera federal.
Um dos órgãos que mais precisarão
de trabalhadores é o Banco Central, hoje com 4.689 servidores em
atividade. Até o fim deste ano, 1.908 funcionários poderão
requerer a aposentadoria integral. Em 2013, esse número chegará
a 2.425, o que representa 51,7% do total de ativos. O quadro é tão
preocupante, especialmente em meio a uma crise econômica internacional,
que, desde a sua posse em janeiro, o presidente do BC, Alexandre Tombini,
destaca a necessidade de renovação do corpo funcional. Há
quatro meses, o diretor de Administração, Altamir Lopes,
se reuniu com o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) para falar sobre a
dificuldade que a escassez de pessoal traz para a fiscalização
do sistema financeiro.
“Há um risco sistêmico. O banco
não tem feito o seu dever de casa. A nossa ideia, inclusive, é
apresentar um projeto referente à reestruturação do
quadro do BC”, afirma Avelino. Em 2009, o BC realizou concurso com 500
vagas. A instituição já concluiu o preenchimento desses
cargos e, há dois meses, recebeu autorização do Ministério
do Planejamento para convocar outra turma de aprovados, com 83 analistas
e 37 técnicos. “Nosso pedido é para uma ampliação
prevista em lei de 50% referente ao número inicial de vagas, que
representaria 250 oportunidades. Queremos chamar os concursados até
esgotar as possibilidades desse processo seletivo, que vence em junho de
2012”, informou o BC por meio de sua assessoria.
O Senado também se prepara para lidar
com o problema. Lá, 1.457 servidores devem se aposentar nos próximos
quatro anos. Até o fim de 2011, ao menos 300 funcionários
devem requerer o benefício. Para tentar recompor esse quadro, a
Casa planeja lançar, até o mês que vem, concurso público
para cargos de níveis médio e superior, com salários
entre R$ 13,2 mil e R$ 22,6 mil. Na Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq), neste ano, 13 pessoas vão poder parar
de trabalhar. Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dos
410 efetivos, 42 já entraram em processo de aposentadoria.
O Ministério do Planejamento informou
que está atento ao problema e, a exemplo da reestruturação
de carreiras feita na gestão Lula, pretende realizar concursos ao
longo dos anos para substituir os aposentados. Além disso, ressaltou
que muitos funcionários têm optado por ficar no funcionalismo,
recebendo gratificações, até os 70 anos, quando são
obrigados a sair. Pelas regras atuais, o homem pode ter a aposentadoria
integral aos 60 anos de idade e 35 de contribuição e a mulher,
aos 55 anos e 30 de contribuição. Hoje, a idade média
dos funcionários federais é de 46 anos. O órgão
que apresenta o quadro mais envelhecido é o Ministério da
Agricultura, onde os servidores têm, em média, 52 anos. Depois
dele, destacam-se os ministérios da Ciência e Tecnologia (50)
e da Integração (50).
Riscos reais
Na visão de especialistas, os riscos para
as contas públicas são reais. O primeiro desafio é
não quebrar a Previdência. Os números mostram que,
atualmente, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário reúnem
545.651 aposentados e 407.586 pensionistas. Nos oito anos do governo Lula,
a despesa anual da União com os inativos saltou 131,6%, de
R$ 31,628 bilhões para R$ 73,264 bilhões.
“O problema é que o nosso regime é muito generoso com o servidor.
Ele recebe aposentadoria integral para o resto da vida. A situação
do quadro de pessoal do funcionalismo vai trazer um aumento rápido
para os gastos do governo”, analisa o consultor Raul Velloso.
Hoje, o deficit na Previdência do setor
público supera R$ 52 bilhões por ano, beneficiando apenas
953 mil servidores. O rombo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
responsável pelos desembolsos a 24 milhões de pessoas, é
R$ 10 bilhões menor. “A reforma é inevitável. Dizem
que o melhor momento para isso são os tempos de bonança.
Mas aí a agenda pública se direciona para o que fazer com
o progresso. Talvez precisemos de uma crise para criar as condições
para uma mudança”, afirma Marlos Lima, diretor da Cenários
Prospectivos Consultoria.
Diante de um sistema prestes a explodir, a presidente
Dilma Rousseff já deu ordens para o ministro da Previdência,
Garibaldi Alves Filho, tocar o Projeto de Lei nº 1.992, que cria a
previdência complementar do servidor federal. A ideia é que,
assim como ocorre no INSS, para ter uma aposentadoria acima de um teto
específico, os funcionários tenham que investir em um fundo.
Se o texto for aprovado, a nova regra só valerá para os trabalhadores
que entrarem nos órgãos após a implementação
das mudanças. Impopular, a proposta esbarra nas críticas
das centrais sindicais.
Na última quarta-feira, a pressão
feita por centenas de servidores foi tão grande que a Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço Público
da Câmara dos Deputados tirou o tema da pauta. Meiriane Nunes Amaro,
consultora legislativa do Senado especializada em previdência, alerta,
porém, que, quanto mais demorar a aprovação desse
projeto, pior será para o governo. “Se nada acontecer, o poder público
vai perder a oportunidade de jogar os novos servidores, que vão
repor 40% do quadro, nas regras, o que só adiará a solução
para a Previdência”, diz. (Anabb)
16.08 - Aumenta a procura por empréstimo
consignado em 2011
Números divulgados recentemente pela Previdência
Social dão uma dimensão maior do quanto está aumentando
a procura. No primeiro semestre deste ano, em todo o Brasil, as quantidades
de operações de crédito consignado realizadas por
aposentados e pensionistas do INSS somaram seis milhões (cerca de
300 mil a mais que o mesmo período do ano passado) Isso movimentou
R$ 14,8 bilhões – resultado 8,7% maior do que o mesmo período
de 2010, sem contar a inflação.
E os parcelamentos são em longo prazo.
Os dados mostram que 82% das operações realizadas por aposentados
e pensionistas durante o mês de junho foram parceladas entre 49 e
60 meses. Mostram, também, que grande parte do montante contratado
- R$ 965 milhões, de quase R$ 2,4 bilhões – refere- se empréstimos
contraídos por beneficiários com renda até um salário
mínimo, responsáveis por 452 mil operações.
(Maurício Oliveira - Cobap)
12.08 - Alíquota do empreendedor tem redução
O Senado Federal aprovou a Medida Provisória
(MP) nº 529, que reduz de 11% para 5% a alíquota de contribuição
do Empreendedor Individual (EI) para a Previdência Social. O objetivo
é de ampliar a formalização no mercado de trabalho.
Em julho, o texto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados
e agora segue para sanção da presidenta da República,
Dilma Rousseff.
O benefício de redução da
alíquota, também, foi estendido às donas de casa de
famílias de baixa renda que contribuam como seguradas facultativas.
Para se enquadrar como baixa renda, a família deverá estar
inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal
e a renda mensal total não pode superar dois salários mínimos
(R$ 1.090). Com a medida, essas donas de casa poderão receber benefícios
previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença,
salário-maternidade e pensão por morte.
Hoje, há uma lista de 467 ocupações
que se enquadram no perfil de empreendedor individual. Entre elas, doceira,
pipoqueiro, borracheiro, barbeiro, artesão, carpinteiro, encanador,
engraxate, jardineiro, jornaleiro, manicure, maquiadora e quitandeira.
A lista completa de atividades pode ser consultada no site da Previdência
Social.
Formalização
Para se cadastrar como empreendedor individual,
o cidadão que trabalha por conta própria no comércio,
na indústria e na prestação de serviços deve
ter rendimento bruto anual de até R$ 36 mil, não ter sócio
ou ser dono de qualquer outra empresa. Pode ter um empregado contratado
que receba um salário mínimo ou o piso da categoria. A inscrição
se dá exclusivamente pelo Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br).
Quem não tem computador, pode se cadastrar nos postos do Sebrae
ou em parceiros do Empreendedor Individual, como as prefeituras e câmaras
municipais. (Jornal Agora)
11.08 - Microempreendedor tem contribuição
reduzida
O Senado aprovou ontem, em votação
simbólica e com apoio da oposição, o projeto de lei
de conversão proveniente da Medida Provisória 529, de abril
de 2011, que reduziu a contribuição previdenciária
do microempreendedor individual (MEI) de 11% para 5% sobre o valor do salário
mínimo mensal (R$ 27,25).
De acordo com a Lei Complementar 123, de 2006,
o microempreendedor individual é o empresário individual
com receita bruta de até R$ 36 mil por ano, sem participação
em outra empresa como sócio ou titular, podendo ter um empregado
contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
Até abril, quando a MP foi editada, o MEI contribuía com
11% sobre o valor do salário mínimo mensal, podendo aposentar-se
apenas por idade.
A Câmara fez várias alterações.
Em consequência, o texto inclui as pessoas com deficiência
intelectual e mental foram incluídas entre as amparadas pela Previdência
e a Assistência Social. Poderão ser dependentes previdenciários
ou receber benefícios da prestação continuada da assistência
social.
Pelo projeto de conversão, que agora vai
à sanção, as trabalhadoras domésticas poderão
contribuir para a Previdência com R$ 27,25 mensais e se aposentar
por idade ou invalidez e ter direito a auxílio-doença e salário-maternidade
e deixar pensão por morte para os seus dependentes, entre outros
benefícios do seguro social.
"Essa medida tem alcance social incontestável.
A formalização desses trabalhadores permitirá acesso
ao crédito, inserção na cidadania e promoção
pessoal e social", diz o relator, Armando Monteiro (PTB-PE). A oposição
elogiou a proposta. (Raquel Ulhôa - Valor Online)
11.08 - Senado reduz INSS para micros e donas
de casa
Contribuição da Previdência
cai de 11% para 5%. Governo quer estimular trabalho formal
O Senado aprovou ontem Medida Provisória
que reduz a alíquota de contribuição da Previdência
Social de 11% para 5% aos chamados microempreendedores individuais que
comprovem renda anual de até R$ 36 mil. O texto, que já foi
aprovado pela Câmara, segue para sanção da presidente
Dilma Rousseff, uma vez que não teve mudanças durante sua
tramitação no Senado. O objetivo da mudança é
estimular pequenos empreendedores a ingressarem no mercado formal de trabalho.
Os parlamentares incluíram no texto o
mesmo benefício para donas de casa com renda familiar de até
dois salários mínimos mensais. Elas ficam autorizadas a participar
do sistema de contribuição diferenciado. “Pelas regras atuais,
elas teriam de pagar à Previdência 20% do salário mínimo.
Estamos reduzindo essa contribuição para 5%. Com isso, cerca
de dez milhões de donas de casa poderão ser incluídas
no sistema previdenciário”, disse o senador José Pimentel
(PT-CE).
A MP permite a complementação da
renda se o microempreendedor usar seus recolhimentos para aposentadoria
por tempo de contribui¬ção. A complementação
de-ve ocorrer por meio da aplicação da diferença entre
o percentual pago e 20% so¬bre o valor do salário mínimo,
acrescido de juros. Assim, a alíquota de complementação
será de 9% para as contribuições recolhidas até
abril de 2011 e de 15% para os me¬¬¬ses posteriores.
Durante a tramitação no Con¬gresso,
também foram incluídos no texto benefícios para pessoas
com deficiência que recebam o chamado benefício de prestação
continua¬da. A MP permite a suspensão temporária do benefício
durante o período em que forem contratados formalmente ou realizarem
estágios remunerados.
“Hoje, o benefício é cancelado.
Com medo de perdê-lo, muitas pessoas com defici-ência preferiam
ficar fora do mercado de trabalho formal. Com a mudança, a pessoa
po¬de pedir a suspensão e retornar quando ficar desempregada
ou sem renda”, disse Pimentel.
Ainda foi aprovada emenda que permite serem dependentes
do segurado da previdência os filhos com defici¬ência intelectual
ou mental que sejam considerados relativamente ou totalmente incapazes
por declaração judicial. A emenda foi negociada pelo deputado
Romário (PSB-RJ), que tem uma filha com síndrome de down.
Também fica permitido pela MP o pagamento de pensão por morte
para os dependentes com deficiência intelectual ou mental, mesmo
que tenham acima de 21 anos. (Folha de Pernambuco)
10.08 - Seguros: Economia aquecida reduz fraudes
Pesquisa realizada pelo Ibope, por encomenda da Confederação
Nacional de Seguros (CNSeg), indica que o índice geral de propensão
à fraude contra seguros no Brasil caiu de 41% para 24% nos últimos
seis anos. Segundo o economista Lauro Faria, que participou do evento realizado
pela confederação na manhã de ontem, para apresentar
os resultados da pesquisa, essa constatação já era
esperada. “O aquecimento da economia traz sempre impactos positivos nessa
questão da fraude”, comentou.
O consultor Antonio Penteado Mendonça, também presente
no evento, corroborou a tese. “A fraude é maior quando há
a necessidade financeira. E é bom lembrar que essa não é
uma particularidade do Brasil. A fraude existe e preocupa o mundo inteiro”,
salientou.
No Seminário de Prevenção e Combate à Fraude
contra o Seguro no Brasil, o superintendente-geral da Central de Serviços
e Proteção ao Seguro (Ceser) da CNseg, Julio Avellar, explicou
que foi feito em dois momentos (2004 e 2010) um amplo levantamento que
indica a propensão do consumidor brasileiro às fraudes em
seguros. “A proposta desse seminário é produzir uma ampla
discussão, com a participação de representantes dos
mercados segurador e financeiro, sociedade civil e academia para analisar
esses dados”, frisou Julio Avellar.
De acordo com o levantamento encomendado ao Ibope, o índice
“não fraudaria o seguro de forma alguma” subiu de 55% em 2004 para
73% em 2010. Já o percentual de entrevistados que considerava fácil
fraudar o seguro caiu 12 pontos em relação à primeira
pesquisa, de 37% em 2004 para 25% em 2010.
Na qualitativa, os segurados entendem que deve ter ocorrido um aumento
das fraudes em seguros nos últimos anos. Apesar disso, há
a percepção de que atualmente as empresas do setor utilizam
processos e instrumentos mais sofisticados para a detecção
e combate à fraude nos seguros.
A pesquisa qualitativa foi aplicada com 12 grupos de discussão,
entre 22 e 29 de novembro de 2010, no Rio de Janeiro, São Paulo,
Salvador, Goiânia e Porto Alegre. O levantamento quantitativo foi
feito de 7 a 23 de dezembro de 2010 e aplicou 2004 entrevistas. A margem
de erro da pesquisa é de 2% e o intervalo de confiança, 95%.
“A pesquisa chegou a algumas conclusões: há desconhecimento
em relação às punições, a facilidade
e a impunidade são fatores de motivação, 4 em cada
10 segurados mostram-se propensos às fraudes e os mais propensos
à fraude são os jovens”, resumiu Avellar.
Na pesquisa qualitativa, a percepção é de que
as fraudes acontecem em todas as esferas sociais. Mas predomina a ideia
de que há maior concentração de fraudes entre pessoas
de classes mais altas – maior conhecimento e poder de articulação
e menor temor quanto às possíveis punições.
Para os entrevistados, pessoas com menor poder aquisitivo têm
a dignidade como seu principal patrimônio, são mais temerosas
quanto às punições e só se arriscariam em caso
de extremo desespero. Esse perfil é confirmado na quantitativa.
De acordo com 61% dos entrevistados, todos os clientes são prejudicados
pelas fraudes em seguros; 20% apontaram a seguradora como a maior prejudicada;
e para 14%, ambos – a sociedade e a seguradora – são prejudicados.
Apenas 1% apontou que nenhum é prejudicado.
Para 43% dos entrevistados, os prejuízos são repassados
integralmente aos clientes, através do aumento dos preços
dos seguros; para 39%, os custos são absorvidos em parte pelas seguradoras,
e repassados em parte aos clientes, através do aumento dos preços;
e 6% disseram que os prejuízos são absorvidos totalmente
pelas seguradoras.
Além disso, 52% dos entrevistados afirmaram que denunciariam
a fraude contra o seguro caso ficassem sabendo; 36% disseram que não
denunciariam caso ficassem sabendo; e apenas 1% disse que já denunciou.
Além dessa pesquisa, a CNseg anunciou os resultados do levantamento
de Quantificação da Fraude em Seguros, que apontou o impacto
da fraude para o mercado segurador e para a economia brasileira.
O diagnóstico abrangeu todos os segmentos de seguro – com exceção
de Saúde, Previdência Complementar Aberta e Capitalização
– e 53 seguradoras, que representam 86% do total de prêmio ganho
(líquido, livre de despesas) pelo mercado de seguros em 2010. A
pesquisa apontou que os sinistros com suspeita de fraude somaram cerca
de R$ R$ 1,9 bilhão, o que representa 9,1% do valor total dos sinistros
do universo pesquisado (R$ 20,9 bilhões).
Fraudes detectadas somaram cerca de R$ 370 milhões e as comprovadas,
R$ 290 milhões, representando respectivamente 1,8% e 1,4% do valor
total de sinistros (R$ 20,9 bilhões). “As fraudes impactam diretamente
no bolso dos segurados. Ou seja, a fraude contamina o preço do seguro
e a atuar na redução das fraudes é agir em favor do
segurado”, afirma Avellar.
Além de Júlio Avellar, Lauro Faria e Antonio Penteado
Mendonça, participaram do seminário o superintendente da
Ceser, Renato Pita; o gerente de Proteção ao Seguro da CNseg,
Leonardo Girão; o diretor-executivo da Fundação Casa
de Rui Barbosa, Hélio Portocarrero; o diretor de Auditoria e Compliance
da SulAmerica, Emil Andery; o vice-presidente da Fenacor, Joaquim Mendanha;
o gerente de Contas Estratégicas da Boa Vista Serviços, Márcio
Benoni; o diretor da SERASA/Experian, Alexandre Gazzani; o coordenador
do Disque-Denúncia do Rio, Zeca Borges; e o superintendente do Instituto
São Paulo contra a Violência, José Roberto Bellintani,
entre outros. (Jorge Clapp - CQCS)
10.08 - R$ 60 mil para teto do empreendedor individual
Presidenta assinou mensagem encaminhando proposta ao Congresso
Baseada em acordo firmado com a Frente Parlamentar Mista das Micro
e Pequenas Empresas, a presidenta Dilma Rousseff assinou mensagem ao Congresso
Nacional propondo várias medidas ao Projeto de Lei Complementar
nº 591/2010 que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Entre
estas medidas está a elevação do teto do faturamento
bruto dos empreendedores individuais de R$ 36 mil para R$ 60 mil por ano.
A mensagem presidencial, assinada em solenidade realizada na manhã
de ontem, no Palácio do Planalto, também propõe aos
deputados e senadores alterações nas tabelas do Simples Nacional.
“Ter pequenos empreendedores, ter microempreendedores é algo
que orgulha um país porque implica na estruturação
democrática de uma atividade produtiva que torna aqueles que a exercem
sujeitos muito importantes do processo produtivo, mas também da
sua própria cidadania”, destacou Dilma Rousseff. A proposta do governo
prevê outras mudanças que vão beneficiar o empreendedor
individual, como a desburocratização, que permitirá
ao empreendedor individual – a qualquer momento e de forma simplificada
- realizar alterações ou dar baixa na sua empresa pela internet.
O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, recebeu
com entusiasmo o anúncio das medidas. “Essa mudança vai facilitar
a vida dos empreendedores individuais porque vai permitir que mais pessoas
possam ser enquadradas nessa categoria, trata-se de mais um incentivo para
o investimento e para a economia do país. Também significa
mais pessoas podendo ter acesso aos benefícios previdenciários”,
disse.
Além disso, a presidenta encaminhou ao Congresso pedido de urgência
na tramitação do Projeto de Lei nº 865/2011, que cria
a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa. (Ligia Borges
- Ascom/MPS)
09.08 - Valorização do mínimo
reduziu desigualdade
O crescimento econômico do Brasil na última
década permitiu que grande parcela da força de trabalho saísse
da pobreza e passasse ao nível inferior da pirâmide ocupacional
(ganhos de até 1,5 salário mínimo). Dessa forma, a
política de valorização real do salário mínimo
reduziu a desigualdade da renda do trabalho, fato inédito nas últimas
décadas.
Essas conclusões estão em um estudo
divulgado pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. O Comunicado
do Ipea nº 104 Natureza e dinâmica das mudanças recentes
na renda e na estrutura ocupacional brasileiras cobre um período
de 50 anos, abrangendo as transformações na estrutura social
brasileira.
Nos primeiros 10 anos do século 21, foram
gerados mais postos de trabalho do que em qualquer período das últimas
cinco décadas. Os empregos criados a partir de 2000 superam em 44%
a quantidade registrada nos anos 1990. 95% das ocupações
abertas tinham remuneração de até 1,5 salário
mínimo.
"Tivemos uma ampliação do número
de postos de trabalho com salário menor, em torno do salário
mínimo. O salário mínimo teve recuperação
real, permitindo que os trabalhadores deixassem a pobreza", afirmou Pochmann.
A participação do rendimento do
trabalho na renda nacional aumentou 14,8% entre 2004 e 2010. No mesmo período,
o nível de desigualdade de renda caiu 10,7%. Na década de
1970, época do “milagre brasileiro”, a desigualdade entre os salários
havia crescido quase 22%.
A concentração das novas vagas
de trabalho no setor de serviços, com baixa remuneração,
impediu, no entanto, que houvesse também crescimento nas faixas
médias do mercado de trabalho. A proporção das ocupações
com renda superior a três mínimos saiu de 28,7% para 16,4%
entre 2000 e 2009. (Anfip)
08.08 - Livro: Critérios de Excelência
EDITORA Fundação Nacional da Qualidade
QUANTO R$ 40 (102 págs.)
A publicação anual atualiza os
critérios de excelência em gestão da FNQ (Fundação
Nacional da Qualidade), organização privada sem fins lucrativos,
elaborados por um comitê formado por consultores e especialistas
na área. O objetivo da publicação é ajudar
a mapear e corrigir deficiências nas empresas. (Folha de S.Paulo)
08.08 - Custo de boleto não pode
ser repassado
A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou
a julgar na semana passada, com quatro votos contrários às
instituições financeiras, um processo envolvendo a cobrança
pelo serviço de emissão de boleto bancário. Trata-se
de uma ação do Ministério Público do Estado
do Rio de Janeiro contra o Dibens, braço de leasing do Itaú
Unibanco. O MP questiona a cobrança de R$ 3,99 por boleto emitido
para pagamento, pelo consumidor, das prestações de financiamento.
Essa regra valeu até 2008, quando uma resolução da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a cobrança.
O Ministério Público entrou na Justiça pedindo
a devolução, em dobro, dos valores cobrados em contratos
feitos até essa data. Os promotores argumentaram que a cobrança
seria abusiva, pois o banco estaria passando seus próprios custos
ao consumidor.
A defesa do Itaú Unibanco argumentou, em juízo, que a
cobrança estaria autorizada até 2008. O fato de a CVM ter
precisado publicar uma resolução, alterando a norma anterior,
indicaria a permissão de cobrança até então.
O banco ressalta que a cobrança só era feita para pagamento
em outros bancos.
Mas a relatora do caso, Nancy Andrighi, entendeu que a prática
"importa em enriquecimento sem causa e vantagem exagerada das instituições
financeiras em detrimento do consumidor" - violando o artigo 51, inciso
4º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O entendimento
foi seguido em outros três votos, e o julgamento foi interrompido
por um pedido de vista do ministro Villas Bôas Cueva, o único
que falta votar.
Mas uma questão não foi analisada pela turma: o pedido
da devolução em dobro. O Itaú Unibanco argumentou
que essa exigência só poderia ocorrer quando for constatada
má-fé - o que, sustenta, não seria o caso. Como a
decisão de segunda instância não tratou expressamente
disso, o STJ também não chegou a analisá-la.
O diretor jurídico do Itaú Unibanco, José Virgílio
Vita, informou que o banco já tem um plano de devolução
dos valores cobrados antes de 2008. Ele afirma que, dos cerca de R$ 50
milhões cobrados durante o período em todo o país,
cerca de R$ 30 milhões já foram devolvidos. Segundo ele,
a devolução é feita automaticamente, ao término
do contrato, ou antes, a pedido do consumidor. "O que questionamos é
o pedido de devolução em dobro", diz Vita. "O banco não
cobrou de má-fé." (Maíra Magro - Valor Online)
08.08 - Aposentado: Mais consignado e menos cartão
de crédito
Aposentados do INSS que precisam de dinheiro
emprestado estão apostando mais no empréstimo consignado
e deixando de lado as operações com cartão de crédito,
também na modalidade com desconto direto no benefício.
No primeiro semestre deste ano as operações
só com o empréstimo pessoal tiveram alta de 6,14% na comparação
com o mesmo período de 2010, passando de 5,55 milhões para
5,89 milhões.
Em valores, o aumento alcançou 9%. No
primeiro semestre de 2010 foram contratados R$ 13,6 bilhões na modalidade.
No mesmo período deste ano, a cifra chegou a R$ 14,8 bilhões.
Já o uso do cartão para tomar crédito
caiu quase 60%, passando de 89.384 operações para apenas
36.419. Em valores, a queda foi de 58%, passando para R$ 54 milhões.
O INSS não tem explicações
para essa queda em uma modalidade mais prática, já que, ao
contrário do empréstimo, o crédito por meio do cartão
não exige que o aposentado vá até o banco para conseguir
o dinheiro.
Entretanto, como as taxas são menores
-3,36% ao mês, no máximo, contra até 2,34% no consignado-
é possível pressupor que os aposentados estão trocando
comodidade por economia.
O uso do cartão ainda deverá cair
mais, já que o Banco Central decidiu equiparar essas operações
aos demais empréstimos com desconto em folha para reduzir essas
operações. Os bancos que concederem esse crédito em
operações com prazo superior a 36 meses terão de ter
uma reserva maior de capital para assegurar o empréstimo.
Significa que o banco, com o mesmo capital, terá
menos recursos para emprestar, o que reduz margem oferecida aos clientes,
diminuindo prazos ou elevando custo do crédito, o que pode levar
o aposentado a optar ainda mais pelo empréstimo pessoal. (Folha
de S.Paulo)
08.08 - Perfil do Empreendedor Individual no país
Grande parte dos empreendedores se cadastra para
ter uma empresa formal e ter acesso aos benefícios da Previdência
Social
Pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) traça o perfil
do Empreendedor Individual (EI) no país. Entre os dias 9 de maio
e 17 de junho deste ano, o Sebrae conversou com 10.585 empreendedores em
todo o Brasil. O objetivo da pesquisa é identificar o perfil desses
trabalhadores, os motivos que levam à formalização,
a situação atual dos seus negócios, seus problemas,
perspectivas, bem como a avaliação pessoal deles a respeito
da formalização de seus empreendimentos.
A análise levou em consideração
também os dados disponibilizados pela Receita Federal do Brasil
(RFB) até o dia 31 de maio. De acordo com a pesquisa, 39% dos empreendedores
atuam no comércio, 36% estão no setor de serviços,
18% na indústria e 7% na construção civil. O comércio
varejista de vestuário e acessórios e os salões de
beleza (cabeleireiros) continuam liderando as ocupações deste
empreendedor.
Outro dado interessante que a pesquisa mostrou
é o aumento da participação das mulheres nos empreendimentos
individuais. Elas já são 45%, enquanto nas microempresas
elas são 29%.
A maioria desses empreendedores (47%) possui
o ensino médio ou técnico completo, um dado relevante quando
comparado à população adulta (apenas 26% da população
com mais de 18 anos possui o ensino médio completo). Apenas 18%
desses empreendedores estão nas ruas, 40% deles trabalham em casa
e 39% em escritório ou estabelecimento comercial. Além disso,
78% deles não possuem outra fonte de renda além dos seus
empreendimentos.
Entre os principais motivos para a formalização
está o acesso aos benefícios da Previdência Social.
Confira a entrevista sobre este assunto na Rádio Previdência
com o coordenador da Pesquisa sobre o Perfil do Empreendedor Individual,
Rafael Moreira. (Ligia Borges - Ascom/MPS)
05.08 - Banco de dados do INSS
É sensato confiar no banco de dados do
INSS ou de sua empresa de informática, a conhecida Dataprev?
É sensato confiar no banco de dados do
INSS ou de sua empresa de informática, a conhecida Dataprev?
Temos feito diversos testes e ainda não
podemos confiar neste sistema de informática. É verdade que
a Dataprev avançou muito na contagem de tempo de contribuição,
na resolução de benefícios e na informação
em geral aos seus filiados. Daí a tomar como fato concreto os seus
dados vai uma longa distância.
Ainda agora a Dataprev está emitindo opiniões
virtuais de direitos de benefícios aos aposentados, em consequência
de sentença emitida pelo Supremo Tribunal Federal a respeito do
menor valor teto.
Alguns funcionários do próprio
INSS já nos informaram que não confiam no banco de dados
da Dataprev. Em decorrência, a negativa do INSS de reconhecer alguns
direitos não pode ser levada a sério.
As associações dos aposentados
vem recebendo uma torrencial onda de pedidos de informações.
E aí entra uma grande falha do Ministério da Previdência.
Ele se comunica mal com os aposentados de todos os níveis. Não
informa corretamente e, muitas vezes, publica informações
que não condizem com os direitos dos seus contribuintes. Há
também muita obscuridade nas informações sobre a Lei
Orgânica da Previdência Social e os direitos que ela criou,
principalmente para os deserdados da cidadania.
O Ministério da Previdência Social
precisa trabalhar de comum acordo com os aposentados, aproximando-se de
suas associações, de suas federações e de sua
confederação para ouvir sugestões, ver os erros e
deste modo preparar soluções para os seus enormes problemas.
A Previdência Social evoluiu muito nos últimos anos, mas ainda
tem um enorme contencioso judicial.
O Senado Federal deverá examinar nas próximas
semanas um projeto que já foi debatido e aprovado por unanimidade
na Câmara dos Deputados. Ele corrige quase todas as distorções
da Previdência, acumuladas nos últimos anos, mas já
há sinais de sua provável rejeição pela presidenta
da República sob a alegação de falta de recursos.
Na verdade, não estão faltando
recursos, porque a Seguridade Social deu R$ 54 bilhões de resultado
positivo (lucro) no ano passado. Este ano, deve chegar a R$ 72 bilhões.
O que existe é desvio para outras finalidades.
Até quando o Ministério da Previdência
vai abusar da paciência dos aposentados? E se você, caro leitor,
está na ativa, o que está fazendo para o seu futuro?
(Geraldo Gomes Gattolini - Araraqura.com)
05.08 - Consignado: R$ 14,8 bilhões no
primeiro semestre
O resultado é 8,74% superior ao mesmo
período em 2010, sem contar a inflação
As operações de crédito
consignado realizadas por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) totalizaram R$ 14,8 bilhões no primeiro
semestre de 2011. Em valores nominais (sem considerar a inflação),
o resultado é 8,74% superior ao mesmo período de 2010, quando
foram contratados R$ 13,6 bilhões. Na quantidade de empréstimos,
o aumento foi de 5,10%. No acumulado do primeiro semestre, foram realizadas
5.923.670 operações, contra 5.636.299 no mesmo período
em 2010. O montante se refere às duas modalidades de crédito
consignado, empréstimo pessoal e cartão de crédito.
Consulte aqui as tabelas
Até junho de 2011, foram contratados R$
14,8 bilhões na modalidade empréstimo pessoal. A soma dos
recursos é 9% acima do registrado no mesmo período do ano
anterior, quando foram contratados R$ 13,6 bilhões.
Em número de operações,
também houve aumento em comparação ao mesmo período
do ano anterior. Foram realizadas 5.887.251 operações até
junho de 2011, contra 5.546.915 nos primeiros seis meses do ano passado,
um aumento de 6,14%.
Ao se considerar a margem consignável
para empréstimo pessoal de até 30% da remuneração
líquida dos aposentados e pensionistas, ou de até 20% caso
o beneficiário possua um cartão de crédito, no primeiro
semestre de 2011 – assim como ocorreu em períodos anteriores – os
valores consignados por meio dessa operação representam a
quase totalidade das operações de crédito.
As operações com cartão
de crédito registraram queda significativa no primeiro semestre,
comparado-se ao mesmo período em 2010. O valor das operações
foi de 22,8 milhões, 57,93% menor que nos seis primeiros meses do
ano passado, quando foram contratados R$ 54 milhões.
Junho – Dos R$ 2,385 bilhões contratados
por aposentados e pensionistas no mês, 82% das operações
foram parceladas entre 49 e 60 meses. Os beneficiários com renda
mensal de até um salário mínimo responderam por 452.668
operações, no valor total de R$ 965 milhões.
Na faixa salarial acima de um e até três
salários mínimos, foram contratados R$ 719,3 milhões
por meio de 239.322 operações. Na faixa acima de três
salários mínimos, foram liberados 131.278 contratos, equivalentes
a R$ 701,3 milhões.
Do total de operações realizadas
no mês, 37% foram contratadas por segurados na faixa etária
de 60 a 69 anos. As faixas etárias de 50 a 59 e de 70 a 79 anos
foram responsáveis, cada, por 23% dos empréstimos contratados
no último mês do semestre.
Regiões – Das operações
realizadas em junho de 2011, R$ 1,184 bilhão foi disponibilizado
na região Sudeste, por meio de 385.587 contratos. São Paulo
lidera tanto em volume quanto em quantidade de operações,
com R$ 687,3 milhões em 209.098 contratos.
A região Nordeste vem em seguida, com
214.590 operações, que correspondem a R$ 562,2 milhões.
Na região, a Bahia é o estado onde mais se realizaram empréstimos,
com 50.795 operações e um montante de R$ 136,6 milhões.
A terceira posição em valor contratado
cabe à região Sul. As operações somaram R$
383,2 milhões e totalizaram 132.999 contratos. O Rio Grande do Sul
é o estado da região que mais contratou, com 59.833 operações,
que corresponderam a R$ 173,8 milhões.
Na região Norte, foram contratados R$
113 milhões, que equivalem a 41.542 contratos. O Pará é
responsável pelo maior número de operações,
23.698, e de valor contratado, que soma R$ 64 milhões.
As 38.014 operações consignadas
na região Centro-Oeste equivaleram a R$ 110,7 milhões. Goiás,
com 15.214, correspondentes a R$ 42,5 milhões, tem os mais altos
valores e números de empréstimos na região.
(Rafael Toscano - Ascom/MPS)
04.08 - Auditores fiscais condenam medidas
Um dia depois do anúncio do programa Brasil Maior pelo Governo
Federal, no qual foi reduzida para zero a alíquota sobre o INSS
de alguns setores, o Sindicato Nacional dos Auditores fiscais da Receita
Federal do Brasil, o Sindifisco, manifestou-se contra esta decisão
que altera a base de cálculo dos impostos para o faturamento das
empresas, afirmando que o foco das medidas é o combate ao câmbio
alto e não terão impacto sobre o mercado de trabalho no País.
"Na verdade, o governo não conseguiu resolver o problema do
câmbio e os donos de indústrias estão pressionando
para que o impacto sobre eles seja diminuído, daí as resoluções",
avaliou o professor da Universidade Federal do Ceará e auditor,
Marcelo Lettieri.
Segundo ele, a medida que promove a redução do INSS sobre
setores sensíveis a alteração da moeda nacional, com
concorrência mais acirrada e que contam com mão de obra intensiva,
evidencia o combate ao câmbio valorizado como principal foco do programa.
"E esta é uma questão conjuntural, que exige outro tipo de
medidas, não podendo colocar em risco a previdência social
do país", completou o auditor. Sobre os impactos positivos anunciados,
como aumento das vagas de emprego, Lettieri garantiu que estudos realizados
com base em medidas iguais colocadas em prática por Argentina e
Chile na década passada não obtiveram nenhum resultado sobre
o mercado de trabalho daqueles países.
Regressividade
Um dos principais efeitos do programa anunciado ontem pelo governo,
segundo o auditor, é que o tributo pago, a partir da mudança
da base para o faturamento, será maior para os mais pobres, ou seja,
"ocorrerá uma regressividade do sistema, onde quem é mais
pobre pagará a mesma coisa que os ricos, em uma situação
desproporcional".
"Em 2007 e 2008, quando não enfrentavam dificuldades com câmbio,
e estavam contratando, ninguém chegou a reclamar nada", observou
Lettieri sobre o comportamento dos industriais antes de quererem reduzir
a folha de pagamento.
Para ele, a previdência poderá ser abalada com o tempo,
o que também será alvo dos industriais. "Mas nossa previdência
não pode ser reduzida. Ela não é um custo, é
um sistema de financiamento solidário", alerta
Reunido no "Ciclo de Seminários Justiça Fiscal e Tributária:
Progressividade da Tributação e Desoneração
da Folha de Pagamento", em Fortaleza, ele finalizou definindo as resoluções
do programa Brasil Maior do governo como "arriscadas". (Diário do
Nordeste)
04.08 - Mais desoneração fica para depois
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC), Fernando Pimentel, disse ontem que, apesar da meta do governo de
estender a desoneração da folha de pagamento a outros setores,
novas medidas nesse sentido não devem ocorrer ainda neste ano. Os
critérios para inclusão de novos setores serão definidos
pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que contará
com 18 ministros, e igual número de representantes industriais e
sindicais.
O CNDI, originalmente criado em 2003 (primeiro ano do governo Luiz
Inácio Lula da Silva), será recriado nas próximas
semanas. De acordo com técnicos do MDIC, os setores mais intensivos
em mão de obra terão prioridade.
A avaliação de Pimentel é de que não há
tempo hábil para expandir o estímulo até dezembro,
dado que a adoção das medidas deve tomar mais 60 dias.
Os quatro setores beneficiados pela desoneração da folha
na nova política industrial - indústrias calçadista,
têxtil e de móveis, além de software - respondem por
aproximadamente 10% da folha agregada da indústria de transformação,
segundo contas do MDIC. (Eduardo Laguna e João Villaverde
- Valor Online)
04.08 - Novo tributo para compensar desoneração
O coordenador geral de tributação da Receita Federal,
Fernando Mombelli, informou ontem que o governo continuará a estudar
a criação de um novo tributo para compensar a desoneração
da folha de pagamentos das empresas. Ele explicou que a decisão
de não criar o novo tributo agora para compensar a desoneração
da folha anunciada terça-feira, no plano de política industrial
Brasil Maior, para os setores de confecções, móveis,
calçados e empresas de serviço de tecnologia da informação,
não coloca em risco a política fiscal. "É um projeto
piloto", disse Mombelli.
A compensação das perdas de arrecadação
com a transferência da contribuição previdenciária
sobre a folha para o faturamento será feita com recursos do Orçamento
da União. Para 2011, o custo será de R$ 200 milhões
e, em 2012, de R$ 1,4 bilhão. Ele rebateu as avaliações
de que a medida foi adotada de forma açodada. O coordenador da Receita
destacou que a medida tem como objetivo dar maior competitividade às
empresas desses setores que estão sofrendo com o câmbio valorizado
no País. (Adriana Fernandes e Renata Veríssimo
- Agência Estado)
03.08 - CVM: Mais rigor na auditoria
Espécie de conselho fiscalizador das atividades de auditores
internos e externos, o comitê de auditoria é uma ferramenta
de governança que, no Brasil, foi adotada por apenas 17% das empresas
listadas na bolsa, segundo levantamento da KPMG.
Depois de terem ficado de fora da reforma do Novo Mercado - segmento
em que a adesão sobe para 38% -, esses comitês estão
de volta à pauta das companhias de capital aberto.
Até o dia 15, a Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), que regula o mercado de capitais brasileiro, receberá sugestões
para sua proposta de ampliar de cinco para dez anos o prazo do rodízio
obrigatório de firmas de contabilidade. A contrapartida exigida
das empresas será a estruturação de um comitê
estatutário de auditoria.
"Nosso objetivo é evitar ativos que não existem ou passivos
desconsiderados nas demonstrações financeiras das companhias",
resume Alexsandro Broedel, diretor da CVM.
Segundo ele, os comitês deverão, por exemplo, verificar
se as estimativas em relação às provisões das
empresas estão corretas. "Não é o mesmo trabalho do
auditor. É uma visão mais macro, fundamental para aproximar
os dados da realidade das companhias", justifica Broedel.
Uma vez que a instalação do comitê não será
obrigatória como nos Estados Unidos, os efeitos da proposta da CVM
no curto prazo ainda são pouco evidentes.
As companhias que quiserem aderir ao rodízio ampliado já
na rotação do próximo ano deverão estruturar
o órgão ainda em 2011. Na balança, esse custo pode
não compensar o benefício.
Para Leonardo Guimarães Correa, diretor financeiro da construtora
MRV, o rodízio "dá trabalho, mas não é uma
dificuldade intransponível".
Por isso, no caso da MRV, o estímulo da CVM deve não
ser suficiente. "Não vamos formar um comitê de auditoria só
para ter um prazo maior com a mesma firma", explica Correa.
O executivo integra o comitê de risco da MRV, que, dentre outras
atividades, supervisiona o trabalho dos auditores. "Na prática,
já fazemos grande parte das tarefas a que o comitê de auditoria
se propõe", diz.
A proposta da CVM frustrou às expectativas das empresas, segundo
o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas
(Abrasca), Antônio Castro. "Esperávamos que a formação
de comitê livrasse as empresas do rodízio definitivamente,
e não apenas aumentasse o seu prazo", explica Castro, que, por causa
disso, não consegue estimar ainda os impactos da proposta da CVM.
O Instituto de Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) compartilha
dessa mesma opinião. "Entendemos que a formatação
do comitê de auditoria seria o gancho perfeito para a CVM abrir mão
do rodízio. Foi isso que fez o Banco Central com as instituições
financeiras de capital aberto", afirma a presidente do Ibracon, Ana Maria
Elorrieta. "Vamos levar essa sugestão à CVM", complementa.
A adesão ao rodízio ampliado pela companhia não
desobrigará a firma de auditoria independente de fazer a rotação
do responsável técnico, diretor, gerente da equipe a cada
cinco anos, no mínimo. "Isso é contornável. O rodízio
de firma é o que causa instabilidade ao mercado", afirma Ana Maria.
Além do Brasil, Índia, Cingapura, Coreia do Sul e Itália
exigem que as companhias abertas façam a rotação de
auditores independentes. O prazo varia em cada um desses países.
Na minuta de instrução que está em audiência
pública, a CVM aponta dois estudos acadêmicos recentes que,
utilizando dados oriundos da realidade brasileira, apresentaram evidências
favoráveis ao rodízio: a tese "Determinantes da qualidade
das auditorias independentes no Brasil", de Guillermo Oscar Braunbeck (USP)
e o relatório "Avaliação da rotatividade dos auditores
independentes", de Juliano Assunção e Vinicius Carrasco (PUC-
RJ).
Após a crise financeira global, a exigência de rotação
de firmas de auditoria passou a ser cogitada nos países da União
Europeia. Até novembro, a Comissão Europeia (CE) deve se
pronunciar sobre o assunto.
O que se sabe, de antemão, é que não há
nenhum consenso no mercado. De modo geral, as companhias e firmas de contabilidade
se incomodam com a curva de aprendizado na transição de uma
firma para outra. Mas o tema é tão polêmico que encontra
divergências dentro da própria classe de auditores.
Enquanto as multinacionais de auditoria são contra o rodízio,
algumas empresas menores enxergam o momento de troca de firmas como uma
oportunidade de se reposicionar no mercado, diluindo a concentração
das "Big Four" (KPMG, Ernst & Young, Deloitte e PricewaterhouseCoopers).
Até hoje, no entanto, não há evidências que
comprovem essa hipótese.
Para o presidente da Baker Tilly, Osvaldo Nieto, o rodízio é,
antes de tudo, um benefício de governança aos acionistas
das companhias, assim como o comitê de auditoria. "Para o mercado
como um todo, o rodízio é positivo sim", acredita Nieto.
(Marina Falcão - Valor Online)
02.08 - Desoneração da folha desconstrói a Seguridade
O presidente da ANFIP, Álvaro Sólon de França,
fez ontem um alerta para o risco de “pirataria social” no Brasil. A declaração
foi feita no Senado Federal durante audiência pública conjunta
da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
e da Subcomissão Permanente de Defesa do Emprego e da Previdência
Social sobre a redução da jornada de trabalho e dos encargos
sobre a folha de pagamentos. Também participaram dos debates, coordenados
pelo senador Paulo Paim (PT/RS), representantes da Força Sindical,
do Fórum Sindical dos Trabalhadores, da Nova Central dos Trabalhadores,
da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB).
O presidente da ANFIP explicou que a pirataria social é fruto
do interesse de parte do empresariado brasileiro de reduzir conquistas
históricas dos trabalhadores. “Há empresários que
não conseguem conviver com a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores
e querem fazer a pirataria social. Eles querem tirar 13º, férias,
descanso remunerado. Aí, como eles não têm coragem
de falar isso para a imprensa, eles falam ‘ah, não, mas o custo
é extremamente elevado’. Na verdade, é uma falácia”,
garantiu, acrescentando que a carga de 102% sobre a mão de obra
alegada pelos empresários é, na verdade, de 25%.
“Peguemos os dois maiores exportadores do mundo. Em 2010 a China exportou
US$ 1,5 trilhão. A Alemanha US$ 1,3 trilhão. O Brasil exportou
US$ 0,2 trilhão. O custo horário com a mão-de-obra
na Alemanha está próximo dos US$ 40,00. No Brasil, dos US$
6,00. Na China, dos US$ 2,00”, destacou. Conforme frisou Álvaro
Sólon, a competitividade das indústrias não está
vinculada ao custo da mão-de-obra horária, mas à qualidade
e quantidade produzidas nesta hora. “O Brasil precisa trilhar o caminho
da capacitação e dos investimentos voltados à eficiência
de seus trabalhadores e não o da precarização das
já precárias condições trabalhistas e previdenciárias.
A desoneração da folha de pagamento não melhorará
a posição brasileira em termos de competitividade com os
nossos concorrentes. É bastante provável que piore”, alertou.
Álvaro Sólon demonstrou preocupação com
o risco da desoneração da folha provocar perda de recursos
da Seguridade Social. “Assim como as pessoas, a nação tem
alma e a alma da nação brasileira é a Seguridade Social.
A não ser que nós queiramos transformar o Brasil num zumbi,
algo sem alma”, disse. Segundo ele, para cada ponto percentual de desoneração
em 2011 o impacto seria de R$ 5,6 milhões na arrecadação
do Regime Geral da Previdência. Em 2014, este impacto saltaria para
R$ 7,6 milhões.
Ele reafirmou que a Seguridade Social brasileira é superavitária,
com saldo positivo de R$ 58 bilhões em 2010 e de R$ 32,9 bilhões
em 2009 – justamente no auge da crise financeira mundial. “É por
isso que estranho se falar em desoneração da folha quando
as contribuições previdenciárias estão em ritmo
crescente em relação aos demais tributos. Tanto é
que em 2009, enquanto os demais tributos caíram em média
3%, a arrecadação previdenciária aumento 6%”, comentou.
Este dado, acredita Álvaro Sólon, demonstra que há
uma clara sinalização de que setores da sociedade querem
a desconstrução da Seguridade Social.
Um ponto que merece debate aprofundado, levantado por Álvaro
Sólon, é quanto à desoneração do Sistema
S, integrado pelo Senac, Sesc, Senar, Senat, Sest, Sebrae e Sescoop. “O
Sistema S arrecadou, em 2009, R$ 12 bilhões. Se é para desonerar,
que se comece por eles”, frisou. Segundo o presidente, ainda existem outras
questões importantes sobre a desoneração da folha
que não têm sido abordadas. Para ele, analisar os efeitos
da desoneração na melhoria das condições de
competitividade das empresas exige ponderar pelo menos o seguinte: o custo
da mão-de-obra em relação ao conjunto das despesas
operacionais das empresas, o faturamento e o seu lucro; o custo da tributação
previdenciária em relação ao conjunto dos demais tributos
e das despesas operacionais e o faturamento das empresas; e as razões
determinantes para a falta de competitividade das empresas, como custo
de capitação de recursos, relação cambial,
capacidade de inovação.
Para o presidente da ANFIP, quando se fala em desoneração,
na verdade, o termo é substituição. “Não é
desoneração, é substituição e nós
vimos quanto custa isso a cada ponto percentual. É uma receita muito
grande, da qual o governo não tem como abrir mão. Então,
há que se arrumar uma outra contribuição, que talvez
venha sobre o consumo – o que é extremamente regressivo e vai penalizar
os mais pobres que compram um quilo de arroz, um quilo de feijão”,
observou. O presidente acrescentou que a carga tributária não
é alta, e sim injusta, pois tributa o consumo e não o patrimônio
e a renda.
Álvaro Sólon de França ainda enfatizou que a desoneração
não pode ser vista isoladamente, já que é preciso
ter a visão global da situação brasileira, incluindo
temas como a qualificação da mão de obra e os juros,
por exemplo. “A China recentemente elevou suas taxas de juros para conter
a inflação, que está igual à nossa. A taxa
equivalente à Selic foi para 3,5% e para as pessoas 6,6% ao ano,
com spread de 3,1 pontos porcentuais. No Brasil, esse spread estava em
34,3% em maio. O nosso é 11 vezes maior! A Selic, excluída
a inflação, atingiu 6,8%, mais de quatro vezes o segundo
colocado, o Chile, com 1,5%. A média internacional é negativa
em 0,9% e, entre os emergentes, é negativa em 0,5%”, comparou.
De acordo com o presidente da ANFIP, é preciso ter cuidado ao
afirmar que a desoneração vai aumentar o nível de
empregos. Vale lembrar que depois da criação do regime tributário
do Simples, que hoje já alcança mais de três milhões
de empresas, a imensa maioria das micro e pequenas empresas não
pagam a cota previdenciária sobre a folha de pagamentos. Para elas,
a contribuição patronal recai sobre o faturamento. Em 2010,
citou o presidente da ANFIP, 4 milhões de empresas entregaram GFIP
e, destas, 2,3 milhões eram optantes pelo Simples. Deste total,
2 milhões tinham entre 1 e 5 empregados e apenas 17,4 mil tinham
mais de 251 empregados.
Outro alerta feito pelo presidente da ANFIP foi em relação
aos efeitos reais da desoneração em países onde foi
implantada. Na Argentina e no Chile, por exemplo, não há
registro de melhorias para a população ou mesmo de geração
significativa de empregos. No Chile, foi feita ainda a privatização
da Seguridade Social, mas a redução de 30% para 5% da taxação
sobre a folha de pagamentos não criou novos postos no mercado. No
Brasil, ressaltou Álvaro Sólon, a medida ainda aumentaria
a regressividade do já regressivo sistema tributário.
Álvaro Sólon comentou ainda que o custo da contribuição
previdenciária patronal no Brasil é similar ao da Europa.
Na média, na União Européia a parte patronal representa
38,3% do conjunto das receitas tributárias, enquanto aqui o percentual
é de 38,7%.
Sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40
horas semanais, o presidente da ANFIP disse que é favorável
desde que haja rigor na fiscalização das horas extras. Esta
é a única forma, avaliou Álvaro Sólon, de garantir
efetivamente a geração de empregos. De acordo com a Força
Sindical, a redução da jornada de trabalho pode gerar 2,5
milhões de postos de empregos.
O senador Paulo Paim agradeceu os esclarecimentos da ANFIP e lembrou
que sempre usou os dados da Associação. “Quantas vezes, lá
atrás, eu usei os dados da ANFIP para dizer que podia aumentar o
salário mínimo. Está aí, a ANFIP estava certa”,
recordou. Também presente na audiência, o senador Ataídes
Oliveira (PSDB-TO), que é empresário, assegurou: a redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais é positiva para
os patrões, porque vai gerar aumento de produtividade.
Por sua vez, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) comentou que a redução
da jornada de trabalho é muito bem-vinda, mas é preciso investir
também na educação dos trabalhadores para garantir
mão de obra qualificada para as vagas que serão abertas no
mercado de trabalho. E o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ) elogiou o debate
sobre a redução da jornada de trabalho, já que vai
permitir a presença maior dos trabalhadores no convívio em
família.
No fim da audiência, foi aprovado requerimento para promover
um encontro semelhante a respeito da redução da jornada de
trabalho e dos encargos sobre a folha de pagamento com a participação
dos empresários. A data ainda não foi definida, mas a nova
audiência pública acontecerá no Senado.
(Álvaro Sólon - Anfip)
01.08 - INSS: Folha de Benefícios
Depósito para quem ganha acima do piso começa nesta segunda-feira
A folha de julho paga mais de 28 milhões de benefícios
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta segunda-feira
(1º) o pagamento dos benefícios dos segurados que ganham acima
do piso previdenciário. Recebe nesta data quem tem cartão
com final 1 ou 6, desconsiderando-se o dígito. Também será
realizado o pagamento, na segunda, de quem ganha até o piso e tem
cartão com final 6, também desconsiderando-se o dígito.
A folha de julho paga mais de 28 milhões de benefícios
a aposentados, pensionistas e demais segurados do INSS, até o dia
5 de agosto, em todo o Brasil.
Serviço - Os segurados do INSS podem acompanhar o calendário
de pagamentos de 2011 pelo site da Previdência Social. Basta acessar
o ícone “Agência Eletrônica: Segurado” e seguir as datas
pela tabela de pagamento de benefícios de 2011. Dúvidas sobre
as datas do pagamento também podem ser esclarecidas com os operadores
da Central 135. A ligação é gratuita a partir de telefones
fixos ou públicos e tem custo de chamada local, quando feita de
celular. (AgPrev)
01.08 - Mundo passará a ter 7 bilhões de habitantes
No dia 31 de outubro deste ano, em algum lugar da Índia, um
parto marcará um ponto crítico na história do planeta:
com esse nascimento, o mundo passará a ter 7 bilhões de habitantes.
A projeção foi feita pela ONU e, apesar ser apenas uma estimativa
e o país apenas uma probabilidade, a realidade é que o ano
terminará com um novo marco em termos demográficos que promete
aprofundar os desafios sociais e ambientais.
A explosão da população mundial calculada pela
ONU está sendo publicada nesta semana pelo jornal Science, em um
estudo que mostra que avanços médicos, vacinas mais eficientes,
proliferação do uso de antibióticos e um relativo
avanço no acesso à saúde permitiram uma elevação
na expectativa de vida nos países em desenvolvimento. Mas, ao mesmo
tempo que isso ocorre, a taxa de natalidade desses países ainda
é elevada. O resultado não é outro senão a
explosão demográfica dessas sociedades.
A escolha da Índia para representar o nascimento da pessoa que
marcará os 7 bilhões de habitantes não ocorre por
acaso. O país de fato faz avanços na área médica.
Mas, sem um controle populacional, passará a China em poucos anos
em termos de população. A ONU ainda está convencida
de que, diante das taxas de natalidade dos países em desenvolvimento,
são eles os responsáveis por ter promovido a elevação
da população mundial em 1 bilhão de pessoas em apenas
doze anos. Em 1999, o mundo somava seus 6 bilhões de habitantes.
Segundo o estudo, a primeira vez que o planeta registrou 1 bilhão
de pessoas foi em torno de 1800. Para chegar a 2 bilhões de pessoas,
o mundo precisou de mais 125 anos. Mas, apenas nos últimos 50 anos,
a população mundial passou de 3 bilhões para 7 bilhões.
Os números de 2011 serão duas vezes maior que a população
em 1960.
O pico da expansão de fato ocorreu nos anos 70, quando o mundo
crescia cerca de 2% ao ano. Hoje, essa taxa caiu para 1%. Mas, segundo
o estudo, a expansão continuará e ocorrerá nos países
mais pobres. Até 2050, o mundo terá 9,3 bilhões de
pessoas, das quais 97% do crescimento ocorrerá nas regiões
mais pobres.
Os Estados Unidos, em quatro décadas, serão os únicos
representantes dos países ricos entre as dez maiores sociedades
do mundo. Segundo o estudo, haverá uma estagnação
no crescimento populacional de Europa, Japão e demais países
ricos.
"O que vemos agora é uma série de mini-booms nas áreas
mais frágeis do planeta", disse o economista David Bloom, da universidade
Harvard, que liderou o estudo ao lado da ONU. Para ele, a questão
da pobreza e desigualdade que virão com o aumento da população
promete desestabilizar regiões inteiras.
Desafios
Para a ONU, a marca dos 7 bilhões de pessoas deve despertar
um sentimento em governos e na sociedade de que o mundo terá de
enfrentar importantes desafios nos próximos anos.
O primeiro deles é o ecológico: como reduzir emissões
de CO2 e poluição com uma população cada vez
maior e com renda melhor. Outro desafio é o dos alimentos. Com a
expansão demográfica e maior renda, a população
mundial exigirá uma produção de alimentos 75% superior
até 2050. Isso exigirá importantes investimentos e a constatação
por parte dos governos de que os preços de alimentos continuarão
elevados. (Reuters/Diário do Nordeste)
29.07 - Revisão: Aposentados não precisam correr às
agências
O Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) recomendou, ontem,
que os aposentados cujos nomes não aparecem na lista dos que têm
direito à revisão do benefício pelo teto não
iniciem uma corrida às agências do instituto nem tentem reclamar
por meio da central telefônica (135), pois essas medidas não
adiantarão, por enquanto. De acordo com a assessoria de imprensa
do órgão, se houver falhas na identificação
dos aposentados, elas serão corrigidas. Mas, a orientação
da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais
(FAP/MG) é totalmente contrária. A entidade, que alertou
para possíveis erros na listagem, sugere que os pensionistas que
se sentirem lesados busquem seus direitos judicialmente.
O especialista em previdência e advogado da FAP/MG, Diego Franco
Gonçalves, disse ontem que aumentou o número de pessoas cujos
nomes deveriam constar na listagem mas não foram localizados por
meio de buscas no site do INSS. Gonçalves destaca que o problema
acontece, em maior volume, com aposentados por invalidez. "Não conhecemos
os critérios de escolha das pessoas que terão a revisão",
reclamou. A assessoria de imprensa do INSS disse que os critérios
seguem o determinado pelo STF.
A assessoria afirmou ainda que o INSS não tem interesse em discutir
o assunto de novo na Justiça, uma vez que o Supremo Tribunal Federal
já decidiu que a correção deve ser paga.
De acordo com o INSS, foram identificados 601.553 benefícios
limitados ao teto no período de 5/4/1991 a 31/12/2003. Desses, 117.135
terão o reajuste a partir de agosto, que será pago nos cinco
primeiros dias úteis de setembro. O valor médio dos atrasados
é de R$ 11.586 e a despesa total para a União será
de R$ 1,693 bilhão. (NALU SAAD - O Tempo)
29.07 - Serviço para beneficiários do INSS
A Caixa Econômica Federal lançou, nesta semana, serviço
para que beneficiários do INSS possam acessar demonstrativo mensal
de pagamento, em qualquer terminal de autoatendimento do banco ou no Internet
Banking Caixa (IBC). O serviço está disponível para
pessoas que recebem o benefício do INSS pela conta corrente ou com
cartão magnético da Caixa.
A nova opção permite o acesso ao demonstrativo mensal
de pagamentos, por meio do Demonstrativo de Crédito de Benefício
(DCB), serviço que fornece, nos moldes do contracheque, todas as
informações que compõem o benefício.
Aqueles que recebem o benefício com cartão magnético,
podem imprimir o demonstrativo em qualquer terminal de autoatendimento
do banco. Para os clientes que optaram por receber por meio de crédito
em conta, o serviço está disponível também
no IBC, no menu “Saldo e Extrato”, item “Demonstrativo de Crédito
de Benefício – DCB”. O acesso a essa opção na internet
é garantido aos clientes de contas corrente, poupança e Caixa
Fácil.
Mais informações sobre recebimento de benefícios
por meio da Caixa podem ser acessadas no endereço www.caixa.gov.br/Voce/Social/Beneficios/index.asp
. (Agência Estado)
28.07 - No terminal: Demonstrativo de pagamento do INSS
A Caixa Econômica Federal lançou, nesta semana, serviço
para que beneficiários do INSS possam acessar demonstrativo mensal
de pagamento, em qualquer terminal de autoatendimento do banco ou no Internet
Banking CAIXA (IBC). O serviço está disponível para
pessoas que recebem o benefício do INSS pela conta corrente ou com
cartão magnético da CAIXA.
A nova opção permite o acesso ao demonstrativo mensal
de pagamentos, por meio do Demonstrativo de Crédito de Benefício
(DCB), serviço que fornece, nos moldes do contracheque, todas as
informações que compõem o benefício.
Aqueles que recebem o benefício com cartão magnético,
podem imprimir o demonstrativo em qualquer terminal de autoatendimento
da CAIXA. Para os clientes que optaram por receber por meio de crédito
em conta, o serviço está disponível também
no IBC, no menu "Saldo e Extrato", item "Demonstrativo de Crédito
de Benefício - DCB". O acesso a essa opção na internet
é garantido aos clientes de contas Corrente, Poupança e CAIXA
Fácil. (Executivos Financeiros)
28.07 - Divulgação de dados da GFIP
A publicação será semestral e vai ajudar o ministério
a direcionar suas ações
O Ministério da Previdência Social retomou a apresentação
de dados extraídos da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações
à Previdência Social (GFIP). O documento, que é de
preenchimento obrigatório para as empresas, agrega informações
de remunerações com dados cadastrais de trabalhadores e empregadores
e dados do vínculo trabalhista. Isso permite a produção
de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e sobre o conjunto
de segurados empregados da Previdência Social que antes não
estavam disponíveis. A GFIP se constitui em um verdadeiro censo
mensal do mercado de trabalho formal.
Identificando o potencial dos dados, o Ministério da Previdência
Social publicou, entre 2001 e 2002, um boletim com estatísticas
feitas com base na GFIP, interrompido em 2003. Agora, a publicação
é retomada com o nome Boletim Estatístico da GFIP e terá
periodicidade semestral.
Resultados -De acordo com o boletim (baseado na competência de
dezembro de 2010), no Brasil, 4,0 milhões de estabelecimentos entregaram
a GFIP, totalizando, em dezembro de 2010, R$ 17 bilhões devidos
ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Dois milhões
do total de estabelecimentos estavam na região Sudeste, com valor
devido declarado de R$ 10,3 bilhões.
No Brasil, em dezembro de 2010, o número de trabalhadores com
carteira assinada era de 37,5 milhões, o que correspondeu a uma
massa salarial de R$ 77 bilhões. Já os prestadores de serviço
– contratados sem vínculo empregatício – somavam 5,1 milhões.
A maioria dos empregados formalizados (20 milhões) estava na região
Sudeste.
Considerando-se a atividade econômica, o setor de serviços
foi o que registrou o maior número de empresas que entregaram a
GFIP (3,0 milhões). A atividade é responsável pela
maior parte do valor devido à Previdência: R$ 10,7 bilhões.
O setor com menor participação foi o da agropecuária,
com 66,2 mil estabelecimentos.
Dos 4,0 milhões de estabelecimentos que entregaram a guia, 56,7%
optaram pelo Simples Nacional, um total de 2,3 milhões. No entanto,
são responsáveis por apenas 4,9% do valor devido ao RGPS:
844,4 milhões. A maioria dos prestadores de serviço (52,9%)
está nas empresas optantes do Simples, 2,7 milhões. Já
entre os empregados formalizados, 24,8% foram contratados por estabelecimento
optante pelo Simples. Um total de 9,3 milhões.
Das empresas optantes, 2,0 milhões delas tinham entre 1 e 5
empregados formais. Pouco mais de 1,0 milhão não tinha nenhum
trabalhador com vínculo empregatício declarado em GFIP e
apenas 17,4 mil tinham 251 ou mais funcionários formalizados.
A maioria dos trabalhadores com carteira assinada é do sexo
masculino: 58,4%. A remuneração média dos formalizados
era de R$ 2.052,00 mensais. Considerando-se a faixa etária, 12,5
milhões dos empregados com vínculo tinham entre 20 e 29 anos,
com uma média salarial de R$ 1.553,00. Outros 10,9 milhões
tinham entre 30 e 39 anos, com remuneração média de
R$ 2.202,00. Somente 70,3 mil formalizados tinham 70 anos ou mais e média
salarial de R$ 3.289,00.
Os números mostram que quanto maior o tempo de serviço
dos trabalhadores com carteira, maior também a média de remuneração:
21,5% deles tinham de 2 a 5 anos e média salarial de R$ 2.238,00.
Outros 21,3% com mais de 5 anos de serviço recebiam, em média,
R$ 3.543,00.
As estatísticas também apresentam crescimento na quantidade
de empregados formalizados nos últimos oito anos. Em dezembro de
2003 havia 24,3 milhões com carteira assinada. No mesmo mês
do ano de 2010 eram 37,5 milhões. Aumento de 54,3% e 7,65%, respectivamente,
em relação a 2003 e 2009. Já a participação
das mulheres no emprego total cresceu de 36,6%, em 2003, para 38,2% em
2010.
Considerando-se o mesmo período, também houve aumento
na remuneração média dos formalizados que passou de
R$ 1.303,00, em dezembro de 2003, para R$ 2.052,00, em dezembro de 2010.
(Renata Brumano - AgPrev)
28.07 - 4 milhões de empresas contribuem para Previdência
No ano passado, 4 milhões de empresas entregaram a GFIP (Guia
de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações
à Previdência Social), totalizando R$ 17 bilhões devidos
ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social).
A região Sudeste foi responsável pela entrega de dois
milhões das entregas, com valor devido declarado de R$ 10,3 bilhões.
Os dados foram divulgados pela Previdência Social na quarta-feira.
A publicação é semestral e ajudará o ministério
a direcionar as suas ações.
A GFIP é um documento obrigatório para as empresas. Ela
agrega informações de remunerações com dados
cadastrais de trabalhadores e empregadores e dados do vínculo trabalhista,
ou seja, é um censo do mercado formal do trabalho.
Simples Nacional
De acordo com o levantamento, dos 4 milhões de estabelecimentos
que entregaram a guia, 56,7% optaram pelo Simples Nacional, o que totaliza
2,3 milhões. Entretanto, eles são responsáveis por
apenas 4,9% do valor devido ao RGPS: R$ 844,4 milhões.
A maioria dos prestadores de serviço (52,9%) está nas
empresas optantes do Simples: 2,7 milhões. Já entre os empregados
formalizados, 24,8% ou 9,3 milhões foram contratados por estabelecimento
optante pelo Simples.
Das empresas optantes, 2 milhões tinham entre 1 e 5 empregados
formais. Pouco mais de 1 milhão não tinham nenhum trabalhador
com vínculo empregatício declarado em GFIP e apenas 17,4
mil tinham 251 ou mais funcionários formalizados.
Outros dados
Os dados indicam ainda que a maioria dos trabalhadores com carteira
assinada é do sexo masculino: 58,4%. A remuneração
média mensal dos formalizados era de R$ 2.052.
Na análise por idade, 12,5 milhões dos empregados com
vínculo tinham entre 20 e 29 anos, com uma média salarial
de R$ 1.553. Outros 10,9 milhões tinham entre 30 e 39 anos, com
remuneração média de R$ 2.202. Somente 70,3 mil formalizados
tinham 70 anos ou mais e média salarial de R$ 3.289.
Os números mostram que, quanto maior o tempo de serviço
dos trabalhadores com carteira, maior também a média de remuneração:
21,5% deles tinham de 2 a 5 anos e média salarial de R$ 2.238. Outros
21,3% com mais de 5 anos de serviço recebiam, em média, R$
3.543. (Karla Santana Mamona - InfoMoney)
27.07 - Acidentes do Trabalho: Hora da virada
Rio - Hoje temos o que comemorar, finalmente, em mais um Dia Nacional
de Prevenção a Acidentes de Trabalho. Não por causa
de alguma alteração estatística ou mesmo melhoria
nos sistemas de prevenção, e, sim, porque enfim sairá
do forno o Grupo de Trabalho Interinstitucional (Getrin), que terá
a missão de incentivar, promover, operacionalizar e fortalecer uma
novíssima Campanha de Promoção de Saúde e Segurança
e Prevenção de Doenças e Acidentes de Trabalho no
âmbito das repartições e empresas do Rio de Janeiro.
A rigor, além das evidentes melhorias para o trabalho e a qualidade
de vida, vamos sofrer impactos benéficos no sistema de saúde,
já que a cada real gasto na prevenção de acidentes,
são reduzidos R$ 4 em assistência médica.
As estatísticas recentes da Previdência Social demonstram
que em 2009 foram registrados 723,5 mil acidentes de trabalho no Brasil,
um número realmente alarmante. Pior: quase 2,5 mil terminaram em
óbitos; uma média de quase sete por dia. E olha que nestes
dados não estamos contabilizando servidores públicos e trabalhadores
informais — estes últimos, sem dúvida, um contingente expressivo.
Junto com estes números tristes, que falam em seres humanos,
há outros mais frios, que falam em cifras: gastos do governo com
auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias
por invalidez chegam a R$ 10,7 bilhões por ano. Uma conta que nenhum
PIB no mundo precisa suportar.
É animador ver que esta grande campanha começa no Rio
de Janeiro, cidade que passa por uma série de transformações
graças aos Jogos Olímpicos, à Copa do Mundo e à
Copa das Confederações. É uma grande responsabilidade
estar à frente da Secretaria de Estado de Trabalho e Renda neste
momento de virada. Que este dia seja marcado como um grande início.
(Sergio Zveiter - O Dia Online)
26.07 - Desoneração da folha é prejudicial à
Previdência Social
O governo e os empresários estão empenhados em reduzir
a alíquota da contribuição previdenciária dos
empregadores. Atualmente a alíquota da chamada cota patronal é
de 20% sobre a folha de pagamento das empresas. A justificativa para essa
redução é a de que isso vai gerar novos empregos.
Ao contrário do que o governo e patrões afirmam, não
existe nenhuma garantia de que a desoneração da folha vai
aumentar os empregos. Pelo contrário, poderá haver é
um aumento dos lucros das empresas, deixando os trabalhadores na pior.
A pior conseqüência da desoneração da folha
é para a previdência social. Cada redução de
um ponto percentual significa perda de receita de R$ 5 bilhões ao
ano. Se a redução for de seis pontos percentuais como deseja
o governo, caindo a alíquota de 20% para 14%, a perda total de receita
será de R$ 30 bilhões. Isso prejudicará o pagamento
das aposentadorias e pensões. A COBAP é totalmente contra
a desoneração. (Maurício Oliveira - Cobap)
25.07 - Site calcula hora de se aposentar
A página da Previdência Social na internet (www. previdencia.gov.br)
mudou a versão do Simulador de Aposentadoria disponível.
O serviço, que permite ao trabalhador calcular o tempo de contribuição
dos segurados do Regime de Previdência Social, substituiu o anterior,
com o objetivo de ser mais didático para o usuário. O novo
sistema foi desenvolvido para que o trabalhador pos¬sa descobrir se
tem as condições devidas para aposentadoria, além
do tempo que falta para integralidade. Mas, apesar da suposta utilidade
pública do serviço, pode ser arriscado para um cidadão
comum recorrer a certas ferramentas, sob o risco de equivocar-se na leitura
técnica da hora certa de dar a entrada na aposentadoria.
Não há como se tirar o mérito dos serviços
oferecidos pelo sistema da página da Previdência Social. Nesta
nova versão do aplicativo, é possível realizar a validação
dos dados cadastrais inseridos pelo cidadão, verificando os já
existentes no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Ao identificar divergência entre os dados inseridos e os do CNIS,
o usuário é automaticamente informado que deve agendar um
atendimento em uma Agência da Previdência Social para a regularização
do cadastro. No caso de aposentadoria proporcional, além do tempo
de contribuição, o aplicativo verifica se o usuário
possui a idade mínima, requisito obrigatório para o reconhecimento
do direito ao benefício.
O advogado previdenciário Ney Araújo orienta que se procure
um profissional da área para uma orientação prévia
antes de dar entrada na aposentadoria. Para ele, ainda que o sistema ajude,
é preciso orientação de alguém que possa fazer
uma
interpretação mais específica. “Os cálculos
da Previdência são, muitas vezes, complexos até mes¬mo
para um especialista. Pode revelar coisas que o leigo não saiba
identificar ou, até mesmo, entenda de maneira equivocada. É
prudente fazer uma projeção detalhada”, esclareceu. “De qualquer
forma, o sistema pode auxiliar os profissionais da área para que
eles orientem o usuário”, finalizou. (Manuella Bezerra de Melo –
Folha de Pernambuco)
25.07 - A árvore dos encargos na floresta da Seguridade Social
Seria o momento de voltar a discutir os encargos sociais? Responsáveis
pelo financiamento da previdência, eles têm implicações
nos custos das empresas, afetando lucratividade e competitividade e encarecendo
o emprego. Algumas propostas de reduzi-los já foram estudadas: substituí-los
pela contribuição sobre o faturamento ou sobre o valor adicionado
ou mesmo não arrecadar junto com a Previdência parcelas que
não se referem à seguridade social, como os descontos do
Incra, do Salário Educação e do Sistema "S".
Historicamente, foram comuns os aumentos das contribuições:
as alíquotas de empregados subiram de 7% para 11% e o teto de 10
para 15 e 20 salários mínimos (hoje é de R$ 3.691,74);
para empregadores, subiu de menos de 10% para 20% e a incidência
passou a abranger qualquer rendimento do trabalho (inicialmente só
se consideravam empregados registrados).
Recentemente, houve um caso de redução de encargos considerado
até agora bem-sucedido: o Super Simples levou as micro e pequenas
empresas a registrar seus empregados (reduzindo a informalidade) e a recolher
as suas contribuições, o que levou a um aumento da arrecadação.
O cenário atual é de aparente calmaria. A redução
do desemprego e o aumento da formalização, além da
alta da renda salarial, permitem uma discussão menos apaixonada
sobre a questão dos encargos. O debate, porém, não
precisa ser tão restrito. Seria olhar a árvore e não
a floresta. Nos próximos decênios, aposentados viverão
mais e a sociedade deve garantir-lhes uma vida digna. É um problema
novo, já premente nos países europeus. Não será
fácil usar novos aumentos de contribuição, como no
passado.
Os deputados constituintes, ao definirem o capítulo da Seguridade
Social, não esqueceram de indicar novas fontes de recursos. O debate
agora deve abranger todo o sistema. A experiência norueguesa mostra
que é possível ser "previdente". Lá, parte dos lucros
do petróleo é reservada a novas exigências de seguridade.
No caso brasileiro, não devemos cortar essa árvore (encargos),
queimando a floresta (o nosso futuro). (Walter Barelli - O
Estado de S.Paulo)
22.07 - Aposentados e pensionistas: 57 mil vão receber atrasados
do INSS no dia 10
A Justiça Federal liberou R$ 364,5 milhões para o pagamento
de atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). No total, 57.225
segurados do país receberão a grana, que será paga
no dia 10 de agosto. Esses segurados ganharam, na Justiça, uma ação
de concessão ou de revisão de benefício contra a Previdência
Social.
Para ter direito, é preciso que o processo tenha sido finalizado,
sem a possibilidade de recurso por parte do INSS. Além disso, nesse
lote estão incluídos apenas os atrasados de até R$
32.700 --valor que corresponde a 60 salários mínimos (R$
545, hoje)--, também chamados RPVs (Requisições de
Pequeno Valor).
A grana será depositada no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica
Federal. Para saber se vai receber a bolada e em qual dos dois bancos o
dinheiro será depositado, o segurado deve consultar o site do tribunal
do Estado onde entrou com a ação. (Débora Melo
- Agora S.Paulo)
22.07 - Empresa individual, um avanço
Dia 12, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU)
a Lei 12.441, que alterou a Lei 10.406/02 (Código Civil), para permitir
a constituição de empresa individual de responsabilidade
limitada. Em decorrência da lei, essa nova modalidade empresarial
se junta às associações, sociedades, fundações,
organizações religiosas e partidos políticos, como
pessoa jurídica de direito privado. Segundo a norma, a empresa será
constituída por uma única pessoa titular da totalidade do
capital social, devidamente integralizado, que não será inferior
a 100 vezes o maior salário mínimo, aproximadamente R$ 55
mil em valores atuais. O nome empresarial deverá ser formado pela
inclusão da expressão "Eireli" (Empresa Individual de Responsabilidade
Limitada) após a firma ou a denominação social da
empresa. É importante observar que a pessoa física que criar
uma empresa individual de responsabilidade limitada não poderá
constituir outra empresa da modalidade.
É interessante que a lei permite a instituição
desse novo modelo a partir da concentração das quotas de
outro tipo societário num único sócio, independentemente
das razões que motivaram tal concentração. A norma
admite atribuir à empresa individual constituída para a prestação
de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente
da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome,
marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica,
vinculados à atividade profissional.
A nova lei resultou de projeto apresentado pelo deputado Marcos Montes
(DEM-MG) em fevereiro de 2009. A proposição da norma teve
por justificativa a necessidade de regulamentação da chamada
“sociedade unipessoal”. A ideia desse modelo empresarial tem por objetivo
garantir ao empresário individual a exploração eficiente
de atividade econômica, sem configurar a sua responsabilidade ilimitada.
Nesse aspecto, a empresa individual de responsabilidade limitada é
distinta do “empresário individual”. Para essa espécie, a
legislação não permite a separação entre
patrimônio pessoal e empresarial. No direito comparado, vale registrar
que países como a França, Espanha, Portugal, Itália,
Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Chile já tinham leis que regulamentam
essa espécie de empresa. A experiência desses países
evidencia que essa modalidade de pessoa jurídica não causa
prejuízos à arrecadação estatal nem ao acompanhamento
das atividades desses empreendimentos pelos órgãos competentes.
Apesar da inexistência desse tipo de empresa do ponto de vista
legal, a realidade revela que grande parte das sociedades por quotas de
responsabilidade limitada têm apenas dois sócios, sendo que
um deles detém praticamente a totalidade das quotas. Tal fato torna
essas empresas sociedades fictícias. Essa realidade legitimou, ainda
mais, a necessidade da edição da Lei 12.441 para acabar com
a figura do “laranja”. Outro fator preponderante para a regulamentação
das sociedades unipessoais decorre da complexidade para a constituição
de sociedades, mesmo com um sócio minoritário. A necessidade
de diversos documentos para apresentação nas Juntas Comerciais,
a exigência de sócios, as disputas societárias e outros
fatores acabavam sendo um estímulo para a informalidade.
A regulamentação da empresa individual é de suma
importância para retirar profissionais da informalidade, fomentar
o desenvolvimento empresarial, o aumento da oferta de empregos, reduzir
a burocracia para a criação de empresas e aumentar a arrecadação
pelo Estado. Portanto, a nova lei contribuirá para o aperfeiçoamento
do direito societário. Em relação às regras
aplicáveis à empresa individual de responsabilidade limitada,
no que couber, deverão ser observadas as regras previstas para as
sociedades limitadas. Considerando que a lei entrará em vigor em
9 de janeiro de 2012, o prazo é suficiente para o esclarecimento
de dúvidas para a instituição dessa nova espécie
de pessoa jurídica. (Paulo Márcio Reis Santos - Estado
de Minas)
21.07 - Dobra multa para quem desrespeitar consumidor
Quem descumprir o Código de Defesa do Consumidor será
punido com valores de R$ 400,00 a R$ 6 milhões, de acordo com a
gravidade da infração
Corroídas pela inflação por mais de 10 anos, as
multas aplicadas pelo Ministério da Justiça às companhias
que descumprirem o Código de Defesa do Consumidor terão agora
praticamente o dobro do valor. Assim, o intervalo das quantias das punições
que ia de R$ 212,82 a R$ 3,191 milhões, de acordo com a gravidade
da infração, passará a ser de R$ 400,00 a R$ 6 milhões.
"Custará mais caro descumprir o Código. Vai custar o
dobro, então, o melhor negócio é respeitar o consumidor",
disse a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do
Consumidor (DPDC), Juliana Pereira da Silva.
Até então, a base utilizada para aplicação
das penalidades pelo DPDC, do ministério, ainda era a Unidade Fiscal
de Referência (Ufir), que foi extinta em novembro de 2000. Como não
havia alternativa, as punições às empresas estavam
congeladas. O governo resolveu, então, trazer a valores atuais os
patamares da Ufir, o que resultou na forte elevação das quantias.
Além do DPDC, outro órgão do governo ligado à
Justiça que também utiliza a Ufir como referência para
aplicar multas é o Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade). Seu presidente, Fernando Furlan, que está na Suíça,
diz que no momento não há previsão de alteração.
Inflação. Para que o DPDC não se depare com o
mesmo problema no futuro, o Ministério da Justiça decidiu
que usará o IPCA-e como referência para o reajuste dos valores
da multa quando achar relevante.
O IPCA é o índice de inflação oficial do
governo, divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). O IPCA-e faz parte da "mesma família"
de índices, mas sua divulgação e taxas são
referentes a três meses.
"Era um desejo antigo nosso atualizar os valores das multas. Tivemos
que trabalhar com uma força-tarefa, partindo de uma análise
econômica e também da consultoria jurídica do Ministério",
comemorou Juliana.
No último ano e meio, o DPDC autuou companhias que realizaram
28 infrações. O valor total dessas multas foi de R$ 19 milhões,
dos quais R$ 6 milhões aplicados apenas para o setor de telefonia.
A maior parte das penalidades estava relacionada ao descumprimento de normas
relativas ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), mais conhecido
pelo termo inglês call center. Cartão de crédito é
o segundo segmento que mais dá dores de cabeça aos consumidores
- e, consequentemente, é o mais multado -, conforme a Justiça.
A diretora salientou que, além desses dois setores, já
velhos conhecidos por não respeitar o consumidor, outro segmento
tem chamado a atenção do DPDC recentemente, em função
do aumento do poder de compra da população: o de produtos
tecnológicos, como aparelhos celulares, eletroeletrônicos
e notebooks. "A população tem tido mais acesso aos produtos,
mas tem também encontrado dificuldades de assistência técnica.
É um setor novo, mas que tem preocupado", destacou Juliana.
(Célia Froufe - O Estado de S.Paulo)
21.07 - Desaposentação: Devolução de valores
STJ mantém entendimento quanto à não devolução
de valores na troca de aposentadoria
No cálculo do novo benefício são incorporadas
todas as contribuições previdenciárias vertidas à
Seguridade Social durante o período em que o contrato de trabalho
permaneceu ativo
Os segurados do INSS que continuaram a trabalhar após a concessão
de suas aposentadorias podem pleitear novo benefício previdenciário
perante a Previdência Social. Trata-se do instituto denominado popularmente
como "desaposentação", em que o segurado que não parou
de trabalhar mesmo aposentado, pode requerer uma nova aposentadoria mais
benéfica economicamente.
No cálculo do novo benefício são incorporadas
todas as contribuições previdenciárias vertidas à
Seguridade Social durante o período em que o contrato de trabalho
permaneceu ativo.
O Ministério da Previdência Social entende que, optando
por novo benefício, o segurado estaria obrigado a devolver ao INSS
todos os valores recebidos a título de aposentadoria desde a concessão
inicial.
Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já firmou
entendimento no sentido de que a renúncia da aposentadoria para
fins de concessão de novo benefício não implica devolução
dos valores percebidos pelo segurado. O entendimento foi ratificado em
recente decisão - EDcl no REsp 1173399, publicada no Diário
Oficial no último dia 1º de junho.
De acordo com a ministra Laurita Vaz, da Quinta Turma do STJ, "a renúncia
à aposentadoria, para fins de concessão de novo benefício,
seja no mesmo regime ou em regime diverso, não implica devolução
dos valores percebidos, pois, enquanto esteve aposentado, o segurado fez
jus aos seus proventos".
No mesmo sentido é o entendimento do ministro Nilson Naves,
da Sexta Turma do STJ, de que a renúncia não importa a devolução
dos valores, "pois enquanto perdurou a aposentadoria pelo regime geral,
os pagamentos, de natureza alimentar, eram indiscutivelmente devidos".
Contudo, nem todos os aposentados que continuaram na ativa após
a concessão dos benefícios receberão a renda mensal
majorada. É preciso fazer comparar o valor pecuniário do
benefício para verificar se, incorporadas as contribuições
recolhidas posteriormente à concessão inicial, realmente
haverá uma majoração considerável na renda.
Isto porque a forma de cálculo dos benefícios previdenciários
sofreu alteração com a Emenda Constitucional n.º 20/98,
além da implantação e aplicação do fator
previdenciário, utilizado nos novos cálculos a partir de
então, o que deve ser observado com cautela para que não
haja prejuízo de valores no novo benefício.
É importante que, antes de requerer a alteração,
o aposentado que continuou a trabalhar
procure um profissional da área para confeccionar uma simulação
de cálculo. Com isso pode-se apurar se efetivamente vale a pena
renunciar ao benefício vigente. Para tanto, o segurado deve solicitar,
nas agências do INSS, o histórico das contribuições
previdenciárias em seu nome, "CNIS" – Cadastro Nacional de Informações
Sociais. No cálculo serão considerados todos os recolhimentos
realizados a partir de julho de 1994, sendo aproveitados para a apuração
da nova renda os maiores 80%, nos termos da legislação vigente.
Se a nova renda for maior que a do benefício em manutenção,
o aposentado poderá ingressar com ação judicial no
Juizado Especial Federal de sua região, competente para julgar causas
com valor de até 60 salários mínimos. Deve apresentar
cópia da carta de concessão do benefício, documentos
pessoais (RG e CPF), comprovante de endereço com código postal,
cópia da carteira de trabalho, demonstrando a continuidade do vínculo
empregatício após a aposentadoria, bem como, a simulação
de cálculo demonstrando a majoração devida.
(Rafaela Domingos Liroa - Administradores)
21.07 - 13º injeta R$ 32,5 mi na economia
Cerca de R$ 32,5 milhões a mais deverão ser injetados
na economia de Mogi das Cruzes no mês que vem, quando 69.765 aposentados
e pensionistas da Cidade receberão a primeira parcela (50%) do 13º
salário. Esta é a estimativa da Previdência Social,
divulgada por sua Assessoria de Imprensa, com base nos pagamentos feitos
pela agência mogiana do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)
em junho, para o mesmo número de beneficiados.
Diante destes valores, os estabelecimentos comerciais poder ter um
movimento de 3% a 5% maior, conforme previsão da presidente interina
da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Tânia Fukusen
Varjão. "Todo recurso que entra a mais na economia gera o aumento
de vendas. Será um dinheiro extra no mercado. E, atualmente, os
aposentados representam mais de 10% da renda da Cidade", afirma.
Tânia cita quais são os setores que deverão se
beneficiar mais com a liberação deste pagamento aos aposentados
e pensionistas. "Muitas famílias têm os vencimentos dos aposentados
como principal fonte de renda. Por isso, o dinheiro da primeira parcela
do 13º tende a ir para as necessidades básicas, como compra
de produtos alimentícios, que são os primeiros a sofrer este
incremento. Depois deste, também por ordem de necessidade, vêm
as roupas, sapatos, também passando pelo setor farmacêutico",
observa.
A presidente interina garante ainda que, em agosto do ano passado,
já foi observado este mesmo índice de 3% de aumento nas vendas
em relação aos demais meses, também por conta do pagamento
do 13º no mesmo mês. "Os empresários do comércio
da Cidade avaliam positivamente a chegada deste pagamento. Eles dizem que
é muito bom e que o comércio sente este crescimento", afirma.
"Hoje, os aposentados são muito importantes na tomada de decisões
sobre as compras das famílias", completa.
Há quem diga, no entanto, que a primeira parcela do 13º
não representará grandes reflexos na economia de Mogi. "Não
acredito que será algo tão significativo. Provavelmente,
este dinheiro será utilizado pela maioria para o pagamento de dívidas.
E por isso, não deverá haver grande aumento em vendas", avalia
o economista Arcílio Ruzzi Filho.
Além disso, outra razão apontada pelo especialista é
o baixo valor que cada beneficiado receberá. "Em dezembro ocorre
um crescimento na economia porque o pagamento atinge as camadas com renda
mais alta. Já os aposentados e pensionistas, em sua maioria, ganham
menos de R$ 1 mil. O máximo que se pode chegar, normalmente, é
a R$ 3 mil, no caso daqueles que trabalharam e contribuíram com
a Previdência por 35 anos ou mais", ressalta.
Ruzzi Filho também dá algumas orientações
básicas de como administrar bem o valor deste pagamento. "A primeira
coisa é se livrar das dívidas já existentes, como
empréstimos, cheque especial e cartão de crédito,
por exemplo. Também é importante guardar o quanto puderem.
Os aposentados costumam ter problemas de saúde com frequência
e, por isso é preciso estarem preparados para despesas adicionais.
Eles devem sempre ter cautela, pensando bastante antes de gastar", recomenda.
(Renato de Almeida - Diário)
20.07 - Deloitte é última a cumprir norma de governança
A economista DeAnne Julius, ex-membro do comitê de política
monetária do Banco da Inglaterra, o banco central britânico,
foi recrutada para um cargo recém-criado pelo braço britânico
da empresa de auditoria e consultoria Deloitte.
A empresa de auditoria contratou a americana de 62 anos como um de
seus dois conselheiros não executivos, juntamente com Gerry Grimstone,
presidente do conselho de administração da Standard Life.
A Deloitte é a última auditoria entre as quatro grandes
- grupo que conta também com PricewaterhouseCoopers (PwC), KPMG
e Ernst & Young - a nomear não executivos, exigidos pela versão
mais rígida das normas de governança para auditorias. A empresa
atribuiu o atraso à dificuldade em encontrar pessoas que não
envolvessem conflitos de interesses.
DeAnne Julius atuou por muito tempo como conselheira da companhia de
petróleo BP, e considera-se que a Deloitte encara a experiência
no caso do vazamento no Golfo do México como um atrativo.
Filha de uma autoridade da área agrícola, DeAnne estudou
economia na Universidade Estadual de Iowa e ingressou na Agência
Central de Inteligência (CIA) como trainee em análise econômica.
Trabalhou no Banco Mundial e se mudou para Londres, onde atuou na organização
não governamental sem fins lucrativos Chatham House, anteriormente
conhecida como Royal Institute of International Affairs. Trabalhou em seguida
na empresa de petróleo Shell e na companhia aérea British
Airways. Foi membro do Comitê de Política Monetária
de 1997 a 2001.
Mãe de dois filhos, DeAnne é presidente do conselho de
administração da organização Chatham House
e gosta de esqui, navegação a vela e de cuidar de bonsai.
(Adam Jones - Financial Times/Valor Online)
20.07 - Aposentados: 135 avisará quem receberá revisão
O INSS irá informar na segunda-feira os segurados que irão
receber o aumento da revisão pelo teto entre 1º e 8 de setembro,
segundo o Ministério da Previdência. Para saber se será
beneficiado, o segurado deverá ligar para o telefone 135, que funciona
de segunda a sábado, das 7h às 22h. Os 117.135 segurados
que terão direito à revisão terão de informar
o número de benefício pelo telefone.
Segundo a proposta de pagamento que o governo enviou à Justiça
de São Paulo, terão direito os segurados que, em dezembro
de 1998 ou em dezembro de 2003, recebiam, respectivamente, R$ 1.081,50
e R$ 1.869,34. A Justiça deve decidir amanhã se aceita a
proposta de pagar os atrasados da revisão até 2013.
Segundo a Contadoria da Justiça Federal do Rio Grande do Sul,
esses valores correspondem, hoje, a um benefício de R$ 2.589,87
(para aposentados entre 1991 e 1998) ou R$ 2.873,79 (para aposentados entre
1998 e 2004). Quem recebe R$ 0,20 centavos para cima ou para baixo também
pode ser beneficiado. Porém, o cálculo considera que o segurado
já teve a revisão da URV (Unidade Real de Valor). (Luciana
Lazarini, Carolina Rangel e Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
20.07 - Carta para quem pode requerer benefício em agosto
Foram enviadas 1.896 correspondências
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enviou cartas aos segurados
urbanos que completam as condições para se aposentar por
idade em agosto. A correspondência avisa ao cidadão que ele
pode requerer o benefício a partir da data de seu aniversário.
O lote liberado pelo INSS contém 1.896 cartas-aviso.
Recebem o documento os homens que, a partir de 1º de agosto, completam
65 anos e as mulheres que completam 60. Em ambos os casos é preciso
ter 180 contribuições. O aviso traz orientações
ao segurado sobre como requerer seu benefício.
Quem não receber a carta e tiver as condições
para se aposentar por idade, deve providenciar a atualização
de seu cadastro, agendando atendimento pela Central 135. O INSS lembra
que é necessário manter os dados sempre atualizados, pois
todos os avisos do Instituto são feitos por correspondência.
Na carta consta, além do nome e do Número de Inscrição
do Trabalhador (NIT), a data de nascimento, sexo, informação
sobre a quantidade de contribuições ao INSS e estimativa
da renda mensal do benefício, com base nos dados do Cadastro Nacional
de Informações Sociais (CNIS).
O comunicado contém também um código de segurança
que permite ao segurado confirmar a autenticidade da carta, garantindo
a segurança de seus dados e protegendo-o contra fraudes. A confirmação
deve ser feita pelo próprio segurado pela Central 135 ou no portal
www.previdencia.gov.br. (Camilla Andrade - AgPrev)
19.07 - Nova contribuição previdenciária
Governo estuda criar tributo para compensar desoneração
de salários
A alternativa mais provável para a desoneração
da folha de salário é a criação de uma nova
contribuição previdenciária, cuja alíquota
incidirá sobre o faturamento das empresas, tal como existe hoje
no setor da agroindústria com alíquota de 2,5%. A base dessa
nova contribuição será semelhante à do Simples
- o sistema de tributação das micros e pequenas empresas.
As receitas com as exportações estarão isentas
da nova contribuição, como determina o inciso I do artigo
149 da Constituição. Essa imunidade foi instituída
pela emenda constitucional 33, de 2001. A contribuição incidirá,
no entanto, sobre as importações de bens e serviços.
Além de dar maior competitividade aos produtos brasileiros no
exterior, com a redução ou eliminação do custo
do tributo, o governo espera melhorar a competitividade dos produtos brasileiro
no mercado interno frente aos importados.
A proposta de criação desse novo tributo ainda não
foi levada para a deliberação final da presidente Dilma Rousseff.
Da mesma forma, o governo não decidiu se substituirá integralmente
a contribuição patronal de 20% ao INSS ou se apenas uma parcela
dela.
A hipótese mais viável é de que seja uma redução
forma gradual para 14%. Duas coisas, no entanto, já estão
fechadas: serão mantidas sobre a folha de salários o adicional
do trabalho especial e a alíquota para custear os benefícios
decorrentes do acidente do trabalho.
Ambas serão preservadas porque o governo entendeu que elas são
questões individualizadas. Os trabalhadores do setor de mineração,
por exemplo, se aposentam com menos tempo de contribuição
ao INSS e, por isso, as empresas pagam um adicional para custear esse regime
previdenciário especial. A alíquota para custear o seguro
acidente de trabalho também é diferenciada por setor.
Estimativas preliminares feitas por alguns especialistas indicam que
se o governo federal decidir substituir integralmente a alíquota
patronal de 20% ao INSS, a nova contribuição previdenciária
teria que ter uma alíquota em torno de 2,5% sobre o faturamento.
No ano passado, a alíquota patronal ao INSS foi responsável
por uma receita de R$ 93 bilhões para a Previdência Social.
Esse é o montante que a nova contribuição previdenciária
teria que arrecadar, corrigido monetariamente. O governo assumirá
o compromisso público de que não tentará obter, com
a nova contribuição, uma receita superior à que teria
com o sistema anterior.
O novo tributo não terá a mesma base da Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) ou da Contribuição
para o Programa de Integração Social (PIS), segundo o governo.
O principal argumento é que a nova contribuição incidirá
sobre o faturamento das empresas que declaram pelo lucro real, enquanto
a Cofins e o PIS incidem sobre o valor agregado. A Cofins e o PIS só
incidem sobre o faturamento, com alíquota menor, para as empresas
que declaram pelo lucro presumido. (Ribamar Oliveira e Claudia Safatle
- Valor Online)
19.07 - BC restringe prazo de cartão consignado
Instituições terão de se enquadrar à regra
que prevê reservas maiores para crédito com prazo superior
a 36 meses
Banco Central, no entanto, libera clientes desses cartões do
pagamento mínimode 15% da fatura
O Banco Central restringiu financiamentos com cartão de crédito
consignado em prazos superiores a 36 meses para tentar conter o endividamento
da população.
Para empréstimos acima desse prazo, as instituições
terão de fazer uma reserva de capital maior -o que, em tese, reduz
a margem que têm para oferecer aos clientes, diminuindo prazos ou
aumentando o custo do crédito.
A regra é a mesma que já está em vigor, desde
dezembro, para o consignado tradicional, modalidade que perdeu força
desde então.
O problema, para o BC, é que beneficiários do INSS e
funcionários públicos -que respondem por 85% do crédito
com desconto em folha, com taxa de juros média de 28% ao ano, abaixo
dos 66% das outras linhas de crédito pessoal- têm uma "brecha"
que permite tomar mais crédito fugindo da restrição.
Eles podem comprometer até 30% da renda líquida com o
consignado, mas têm duas opções: tomar todo o crédito
por meio do consignado direto, que já é alvo de restrições;
ou dividir o limite em 20% com empréstimos diretos e 10% no cartão
de crédito.
Ou seja, podiam fugir da restrição emprestando por meio
do cartão de crédito.
O BC decidiu impor restrições aos cartões para
evitar que se use justamente essa brecha de 10% para burlar a restrição
aos consignados.
Até agora, porém, isso não ocorreu. Nos bancos
menores, as dívidas no cartão são 0,70% dos empréstimos.
Na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil o número também
não é significativo. Dados do INSS mostram uma participação
de 0,14% nas concessões com cartão.
Apesar dessa restrição, em vigor desde ontem, o BC decidiu
que quem usa o cartão está dispensado de outra regra, que
determina o pagamento mínimo de 15% da fatura, como os demais cartões.
IMPACTO
Segundo a ABBC (associação de bancos médios e
pequenos), mais de 90% dos clientes desse produto não parcelam o
pagamento ou quitam as dívidas em até seis meses. Por isso,
a medida, num primeiro momento, deve ter pouco impacto.
A ABBC avalia como positivo, porém, o pagamento mínimo.
Desde junho, os clientes nos demais cartões são obrigados
a liquidar 15% da fatura no vencimento. A partir de dezembro, serão
20%.
A mudança causou confusão no setor, diz Renato Oliva,
presidente da ABBC. A regra do consignado já prevê desconto
na fonte do equivalente a 10% da renda do cliente. O que passar é
pago via fatura, sobre a qual incidia pagamento mínimo de 15%.
(EDUARDO CUCOLO - Folha de S.Paulo)
18.07 - Auxílio-doença: Especialista orienta segurados
O Ministério da Previdência divulgou estudo sobre a evolução
do benefício de auxílio-doença nos últimos
10 anos. Com o aumento da formalização dos trabalhadores
brasileiros, houve um crescimento do número de segurados do INSS,
com mais pedidos de auxílio-doença, apesar do indeferimento
deles se manter em 50% dos casos.
Segundo o estudo do Ministério da Previdência, em 2009
e 2010 o índice de indeferimento do benefício de auxílio-doença
se manteve em torno de 49,3%, - e neste ano, deve se manter no mesmo patamar
- ou seja, praticamente metade dos pedidos de auxílio-doença
foram indeferidos.
O indeferimento do pedido do benefício de auxílio-doença
ocorre quando o segurado não possui os requisitos exigidos por lei:
incapacidade para o trabalho; mínimo de 12 contribuições
pagas ao INSS (carência); e qualidade de segurado (que se mantém
12 meses após o trabalhador pagar a última contribuição).
Outros fatores são a insuficiência de documentação
médica, laudo ou atestado médico, e a precariedade dos documentos
e exames levados ao INSS que não auxiliam o perito no esclarecimento
do caso.
"A orientação é para que esses trabalhadores apresentem
laudos e documentos comprobatórios, como exames e atestados médicos,
de boa qualidade, que podem ser de médico particular, do SUS ou
de convênio, e que estes comprovem de forma inconteste a incapacidade
para o trabalho, e não somente o fato de que estejam doentes", adverte
o advogado previdenciarista Humberto Tommasi.
Atualmente o INSS vem enfrentando uma crise profunda nas perícias
médicas, tanto pela qualidade dos trabalhos quanto pela demora excessiva
nos agendamentos. Tommasi admite que, em alguns casos, é evidente
a falha do médico perito.
O advogado orienta os segurados a evitar as seguintes atitudes: se
negar a realizar as manobras do exame físico exigido; se recusar
em cumprir Programa de Reabilitação Profissional; não
retornar para solicitar prorrogação de seu benefício
em tempo hábil; não realizar tentativa de fraudar a previdência
imitando doenças; apresentar documentação médica
adulterada (tentativa de fraude); não comparecer à agência
do INSS quando é necessário o cumprimento de alguma diligência.
"Quando houver divergências entre a opinião do médico
perito e do médico do segurado, a solução é
recorrer do indeferimento através de Pedido de Reconsideração,
Recurso, ou Junta de Recurso", sugere. (Jornal Monitor Mercantil)
18.07 - Aposentado por invalidez pode ter adicional
O beneficiário que ganhou a aposentadoria por invalidez e que
depende de cuidados permanentes de terceiros pode pedir adicional de 25%
no valor do benefício.
A decisão já é reconhecida pelo INSS e a revisão
no valor pode ser pedida diretamente no posto. No entanto, especialistas
ouvidos pelo Agora apontam que, em casos de doenças como a esclerose
múltipla ou o HIV, ainda é preciso entrar com ação
na Justiça pleiteando o aumento.
"Em 90% dos casos é preciso ir à Justiça. No Judiciário
não existe padrão de doença e quem vai dizer se você
precisa do adicional é o próprio juiz. Será feita
perícia e verificado se a pessoa pode realizar atos cotidianos sem
a ajuda de terceiros", diz a especialista em direito previdenciário
e presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário),
Melissa Folmann. (Paula Cabrera - Agora S.Paulo)
18.07 - Simulador de aposentadoria
Serviço encontra-se disponível na página da Previdência
Social na Internet
O Simulador de Aposentadoria é uma ferramenta disponível
na Internet na página da Previdência Social, que permite ao
trabalhador filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
calcular o tempo de contribuição para a sua aposentadoria.
Ao acessar o simulador, o usuário deve informar as datas de
admissão e demissão de cada um dos contratos de trabalho.
Ao final da simulação é possível saber se o
usuário completou as condições para a aposentadoria,
assim como o tempo que falta para ter direito à aposentadoria integral.
Na página da Previdência Social, o serviço está
disponível na Agência Eletrônica Segurado (Lista completa
de serviços ao segurado > Calcule sua Aposentadoria > Simulação
da Contagem do Tempo de Contribuição). Em entrevista à
Rádio Previdência, o diretor de Beneficios do INSS, Benedito
Brunca, esclareceu o cidadão sobre as facilidades desse serviço.
Como funciona o simulador de aposentadoria?
Brunca - O simulador é um serviço que nós disponibilizamos
na página do Ministério da Previdência Social para
que o cidadão tenha acesso a uma ferramenta de cálculo do
tempo de contribuição, e, assim, possa descobrir o tempo
que já alcançou até agora, quanto já acumulou
e quanto falta contribuir para que possa se aposentar.
Este serviço está sendo aprimorado. A última versão
disponibilizada, por exemplo, apresenta uma estrutura de apresentação
das informações e dos resultados de maneira mais simples
para os beneficiários. Espera-se que ao final da consulta, o segurado
tenha bastante clareza, a respeito do período que falta para ele
contribuir.
E se ele já tiver completado as condições para
se aposentar?
Brunca - Caso já tenha alcançado todas as condições
para se aposentar, ele deve se dirigir até uma das nossas unidades
e agendar por meio da Central 135 ou pela Internet o atendimento nas nossas
agências. O simulador de aposentadoria informa ao cidadão
se ele preenche os requisitos para a aposentadoria por tempo de contribuição.
Neste caso, ele vai até a agência requerer o seu beneficio
com um grau de certeza maior.
E o extrato previdenciário, como funciona ?
Brunca - O extrato previdenciário é uma parceria entre
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco do Brasil (BB).
Todos os correntistas do BB podem acessar o extrato previdenciário
no menu ‘extratos’, opção 20. Este serviço permite
ao cidadão obter todas as informações do Cadastro
Nacional de Informações Sociais (CNIS) disponível
nos nossos bancos de dados e também ter acesso a todas as informações
de admissão, demissão e remunerações no seu
histórico de trabalho.
O extrato é mais uma ferramenta para que o cidadão possa
acompanhar o recolhimento das suas contribuições junto às
empresas, por exemplo?
Brunca - É uma boa forma de a pessoa manter atualizado o registro
das contribuições das empresas onde atua e acompanhar se
estas estão realizando o recolhimento junto à Previdência
Social. Esse extrato indica inclusive se os cadastros estão completamente
validados ou se existem pendências, indicando ao segurado a necessidade
de apresentar algum documento complementar, caso haja alguma entrega tardia
de documento por parte da empresa.
Tudo isso oferece mais segurança ao segurado, permitindo que
ele se certifique da inexistência de qualquer pendência quando
for requerer a sua aposentadoria. A nossa intenção é
que este momento (requisição da aposentadoria) seja feito
de forma mais simples e direta possível.
Essas medidas buscam melhorar o atendimento ao segurado?
Brunca- Cada vez mais, a previdência está disponibilizando
o acesso a informações cadastrais. E, a partir do momento
em que conseguimos fazer esse contato com o segurado, tornamos o momento
do requerimento de benefícios algo simples e direto, na medida em
que a pessoa pode vir acompanhando toda a sua vida contributiva.
Atualmente, o Simulador importa dados do CNIS?
Brunca- Nessa fase inicial não. Esta é uma ferramenta
de contagem de tempo a partir de dados que o segurado informa. Em outro
momento esperamos ter a oportunidade de agregar essa funcionalidade à
simulação de contagem de tempo por meio de uma senha, mas
isso ainda encontra-se em estágio de teste, não há
uma previsão de quando estará disponível.
O demonstrativo gerado ao final da simulação tem validade
para reconhecimento de beneficio?
Brunca- O demonstrativo que é impresso a partir de informações
que a pessoa coloca no sistema de maneira livre não se transforma
em nenhuma garantia, não é uma certidão, muito menos
um documento efetivo. É um extrato para orientar se a pessoa tem
condições de requerer a sua aposentadoria. Por isso, o extrato
previdenciário é um instrumento simples e facilitador para
que o segurado possa ir planejando e superando as eventuais divergências
que existam no cadastro, para quando chegar a hora dele requerer o benefício
todas as situações estejam devidamente esclarecidas.
(Ligia Borges - AgPrev)
15.07 - CVM: Rodízio de auditorias
Autarquia quer ampliar prazo do rodízio obrigatório de
auditorias
O rodízio obrigatório de auditores independentes nas
companhias abertas - que volta a valer a partir de 2012 - pode ter seu
prazo máximo ampliado de cinco para dez anos.
Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), colocou
em audiência pública uma proposta em que cria a possibilidade
da empresa aumentar seu limite de tempo para exercer a troca de auditoria,
desde que instale um comitê estatutário de auditoria, espécie
de conselho fiscalizador das atividades dos auditores internos e externos.
A proposta, no entanto, não altera o fato de que, em 2012, as
companhias que não tiverem promovido a troca de firma há
menos de cinco anos deverão fazer o rodízio. O prazo de 10
anos será válido apenas para o novo auditor.
É nesse ponto que a proposta da CVM não satisfaz o interesse
das companhias. "As empresas ainda estão em processo de adequação
às normas internacionais de contabilidade IFRS", comenta presidente
da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca),
Antônio Castro.
A extinção do rodízio é um pleito antigo
tanto das companhias abertas quanto das auditorias. "De maneira geral,
entendemos que quanto mais tempo uma auditoria trabalhar na companhia,
melhor conhecerá seu modelo de negócio e, portanto, produzirá
demonstrações financeiras com maior qualidade", diz Castro,
destacando que as auditorias têm a prática de trocar periodicamente
suas equipes de atendimento às empresas.
O órgão regulador brasileiro vê a questão
por outro viés. "A rotatividade aos auditores é fundamental
para evitar que a prestação de serviços por longos
períodos comprometa a independência do auditor", diz o superintendente
de normas contábeis e auditoria da CVM, José Carlos Bezerra.
A decisão da autarquia de permitir ampliação do
prazo do rodízio foi baseada em dos estudos recentes, um do departamento
de economia PUC-SP e outro da FEA-USP. "Ambos apontam evidências
de que um tempo maior para o rodízio não compromete a qualidade
das demonstrações financeiras", explica.
Para ele, a possibilidade de adotar o rodízio de 10 anos pode
estimular várias companhias abertas a formar um comitê de
auditoria. "Isso contribuiria para o melhora da governança corporativa
das empresas."
Conforme as instruções da CVM, o comitê estatutário
de auditoria deverá ser formado por, no mínimo, três
membros, indicados pelo conselho de administração da empresa.
A maioria dos integrantes precisa ser independente. Não podem participar
funcionários ou diretores da empresas, apenas membros do conselho
que não façam parte da diretoria.
O prazo para envio de sugestões à proposta da CVM termina
no dia 15 de agosto. (Marina Falcão - Valor Online)
15.07 - INSS vai pagar atrasados de revisão à vista
O governo vai pagar os atrasados da revisão pelo teto entre
os dias 31 de outubro deste ano e 31 de janeiro de 2013. Serão contemplados
antes, em outubro, cerca de 69 mil segurados que têm até R$
6.000 para receber. A bolada será paga de uma vez. Receberão
131 mil segurados com benefícios limitados à época
da concessão entre 5 de abril 1991 e 1º de janeiro de 2004.
O calendário de pagamento foi anunciado ontem pelo ministro
da Previdência, Garibaldi Alves, após acordo com o Ministério
da Fazenda e a Advocacia-Geral da União.
Agora, o governo irá apresentar a proposta de pagamento à
Justiça de São Paulo, que deverá aprovar o calendário
para que ele possa valer. Isso porque uma decisão obriga o INSS
a pagar os atrasados até dezembro de 2012. Como o calendário
do INSS prevê parte do pagamento em 2013, é preciso que a
Justiça concorde com a proposta. (Luciana Lazarini -
Agora S.Paulo)
15.07 - Aposentados e pensionistas: Aumento real
Congresso aprova LDO e acata emenda de reajuste acima de inflação
para aposentados
O Congresso aprovou na quarta-feira, 13, a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) para 2012. O texto substitutivo, apresentado pelo relator Márcio
Reinaldo (PP-MG), garante o aumento de 13,09% para o salário mínimo
em 2012, que passará de R$ 545 para R$ 616,34 conforme já
previsto pelo Executivo.
A política de valorização do salário mínimo,
que estabelece que o valor do piso seja calculado com base na inflação
do período, mais o PIB dos dois anos anteriores já estava
garantida, porém as aposentadorias e pensões acima do mínimo
não constavam no relatório.
Com reuniões, negociação e presença constante
da COBAP nas audiências e votações da Comissão
Mista de Orçamento, o senador Paulo Paim (PT-RS) conseguiu emplacar
na LDO, emenda que prevê reajuste acima da inflação
para os benefícios do INSS com valores acima do salário mínimo.
Para o presidente da COBAP, Warley Martins, a emenda emplacada abriu
uma porta maior para negociações sobre o índice. “Com
muito esforço conseguimos inserir os aposentados na LDO. A batalha
agora será garantir um índice justo de reajuste”, afirmou
o presidente.
Autor da emenda, o senador Paulo Paim afirmou que a COBAP foi de fundamental
importância nas negociações e atuação
junto à Comissão Mista de Orçamento. (Livia
Rospantini - Cobap)
15.07 - Prazo para retirada de valores no INSS é de 60 dias
Os benefícios previdenciários que não forem sacados
até 60 dias após a data marcada para o seu pagamento serão
devolvidos pelo banco ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O
direito não é perdido, mas é preciso se dirigir à
Agência da Previdência Social (APS) que o mantém, para
reativar o depósito. A medida foi criada para evitar tentativas
de fraude, como saque do benefício de segurado que já morreu.
Pela nova norma, o banco devolve o valor ao INSS, que o bloqueia até
que o beneficiário vá até APS para regularizar o pagamento.
Na folha de junho, fechada no dia 7 de julho, 8.549 benefícios estavam
suspensos por não terem sido sacados dentro do prazo de dois meses.
Na opinião da advogada Aline Matos, especialista em Direito
do Trabalho e previdenciário do escritório Bornholdt Advogados,
a mudança exige mais atenção dos beneficiários.
Ela afirma que as pessoas devem acompanhar o estado de seus benefícios
para que o prazo não seja perdido. Ultrapassado o período,
o direito ao benefício terá de ser provado, tornando o processo
mais burocrático, explica Aline.
Para desbloquear o valor na APS, deve-se apresentar um documento de
identificação com foto, como carteira de identidade ou carteira
de motorista. O INSS recomenda que, em caso de dúvidas na hora do
saque, o beneficiário deve procurar funcionários dos bancos,
e nunca pedir ajuda a estranhos. (Consultor Jurídico)
14.07 - Congresso aprova mínimo de R$ 616 em 2012
O Congresso Nacional aprovou ontem o aumento de 13,09% para o salário
mínimo em 2012, e manteve o valor previsto pelo Executivo no projeto
da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Assim, o valor do piso nacional passará de R$ 545 para R$ 616,34.
O índice considera a inflação prevista para 2011 mais
o PIB (Produto Interno Bruto) de 2010, de 7,5%.
Foi aprovado ainda uma emenda do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê,
segundo ele, reajuste acima da inflação para os benefícios
do INSS com valores maiores que um salário mínimo.
(Juliano Moreira - Agora S.Paulo)
14.07 - Seguro de vida: Dedução de IR
PL pede que contribuinte deduza de imposto de renda valores pagos em
seguros
Proposta defende que pessoa física contribuinte do imposto de
renda possa deduzir da renda tributável as despesas com pagamento
de prêmio de seguro de vida, de imóvel ou de automóvel,
pertencentes tanto ao próprio declarante quanto a seus dependentes.
De acordo com o CQCS (Centro de Qualificação do Corretor
de Seguros), caso aprovado, o projeto de lei da deputada Bruna Furlan (PSDB-SP)
começará a vigorar em primeiro de janeiro do ano seguinte
à sua publicação.
Pagamento injusto
A parlamentar justifica sua proposta avaliando que a segurança
deveria ser garantida pelo Estado, mas como ele não é capaz
de dar plena garantia nesta questão aos residentes do País,
seria justificável que a legislação permitisse a dedução
de tais gastos no imposto de renda.
Bruna afirma que as pessoas precisam se proteger contra infortúnios
que possam destruir seu patrimônio ou renda. Os seguros de automóvel,
por exemplo, são de extrema necessidade uma vez que o Estado não
é capaz de combater completamente os furtos, assaltos e o próprio
desrespeito da população frente às normas de segurança
de trânsito.
Nesse contexto, a parlamentar acredita que quando o cidadão
arca com as despesas de um seguro, seja de vida, de automóvel ou
de imóveis, ele tem o objetivo de resguardar seus direitos fundamentais
a segurança, completando uma função que caberia ao
Estado.
Assim, torna-se injusto que a pessoa não possa deduzir da renda
tributável tais gastos, justamente por ter sua renda diminuída
por esse pagamento, que, de certa forma, ela não tem a opção
de não pagar. (InfoMoney/CQCS)
14.07 - Empreendedor: Mais de 2,3 mil pessoas fomalizadas em SP
A Semana do Empreendedor realizada pelo Sebrae, em parceria com a Prefeitura
de São Paulo e com a Facesp (Federação das Associações
Comerciais de São Paulo), entre os dias 27 de junho e 9 de julho,
formalizou 2.364 empreendedores individuais na capital paulista.
Segundo a prefeitura, a procura por informações sobre
o programa do Empreendedor Individual foi grande nas duas tendas montadas,
uma no Largo São Bento, no centro, e outra no Largo Treze de Maio,
na zona sul. Ao todo, foram realizados 7.195 atendimentos.
Para o secretário especial do Microempreendedor Individual,
Natanael Miranda dos Anjos, é importante chamar a atenção
das pessoas sobre as vantagens de sair da informalidade.
“São inúmeros benefícios e o processo de formalização
é simples e gratuito. E o ideal é que a pessoa procure um
dos nossos agentes para efetuar o registro de MEI de forma segura e sem
erros. Eles têm todo o conhecimento sobre as normas e exigências
da legislação municipal. Dessa maneira, a pessoa evita uma
peregrinação em vários órgãos para cancelar
um registro feito sem consulta prévia à Prefeitura”, disse.
Total de empreendedores
A capital paulista conta com aproximadamente 92 mil trabalhadores formalizados,
segundo dados da Receita Federal divulgado no dia 10 de julho. O número
coloca São Paulo como líder no ranking de formalizações
no País, menor apenas que os números dos estados do Rio de
Janeiro e Bahia.
Para a prefeitura, o resultado positivo pode ser explicado pela contratação
de 60 agentes de formalização do MEI. De março, quando
foram contratados, até 10 de julho, os agentes formalizaram 11.200
microempreendedores, nos diversos postos de formalização
nas distritais da ACSP (Associação Comercial de São
Paulo), CATs (Centros de Apoio ao Trabalho), CATs móveis, agências
do São Paulo Confia e também em visitas realizadas pelos
agentes.
Atualmente, o Brasil soma cerca de 1,3 milhão de microempreendedores
individuais formalizados. No Estado de São Paulo são cerca
de 285 mil, também primeiro entre os estados. (Karla Santana
Mamona - InfoMoney)
13.07 - Previdência: Correção de 130 mil aposentadorias
e pensões
Em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF),
o Ministério da Previdência Social vai revisar os benefícios
de 131.161 segurados, como aposentados e pensionistas. Em setembro do ano
passado, o Supremo determinou que o governo revisasse os benefícios
concedidos no período de 5 de abril de 1991 a 1º de janeiro
de 2004, que foram limitados ao teto previdenciário da época
em que o trabalhador aposentou-se. Nesse período, quem tinha direito
a receber mais do que o teto teve o benefício reduzido para se enquadrar
no limite legal. Essa diferença acabou não sendo incorporada
posteriormente. A decisão judicial de incorporar a diferença
foi publicada no início deste ano.
A partir da folha de agosto, paga no início de setembro, 117.135
pessoas já começarão a receber as diferenças
mensalmente. Segundo o ministro Garibaldi Alves, o segurado não
precisa procurar a Previdência para solicitar a revisão, que
será automática. “O aposentado receberá essa revisão
sem precisar tomar nenhuma iniciativa”, garantiu. O impacto da revisão
para os cofres da Previdência Social será de R$ 28 milhões
por mês.
Quanto ao pagamento do retroativo, que soma R$ 1,69 bilhão,
a Previdência ainda não sabe como irá proceder. Técnicos
da pasta vão se reunir com o Ministério da Fazenda e com
a Advocacia-Geral da União (AGU) amanhã (13) para definir
como será feito o pagamento do passivo acumulado ao longo de todos
esses anos. Uma das ideias é parcelar os atrasados, que têm
valor médio de R$ 11,5 mil por segurado.
“Dependemos agora de uma decisão da equipe econômica”,
disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro
Luciano Hauschild. (Anfip)
13.07 - Empresário poderá abrir empresa sozinho
Dentro de seis meses, a contar de ontem (12), o empresário brasileiro
não precisará mais ter um sócio para abrir uma empresa
nem terá seus bens comprometidos para, por exemplo, pagar dívidas
tributárias, como ocorre hoje com o modelo de empresa individual.
Esses são os principais diferenciais da Lei 12.441, publicada
hoje (12) no Diário Oficial da União, e que altera a Lei
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).
De acordo com a nova lei, “a empresa individual de responsabilidade
limitada será constituída por uma única pessoa titular
da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não
será inferior a 100 vezes o maior salário mínimo vigente
no país", atualmente em torno de R$ 55 mil.
O projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado e sancionado
ontem pela presidenta Dilma Rousseff sofreu apenas um veto no Artigo 4º,
que protegia os bens dos sócios "em qualquer circunstância".
O nome empresarial deverá necessariamente conter a expressão
Eireli - constituída por uma única pessoa titular da totalidade
do capital social - do mesmo modo que ocorre hoje com as sociedades limitadas
(Ltda) e as anônimas (S.A.).
Pela lei, o empresário poderá constituir e participar
apenas de uma empresa dessa modalidade. A Eireli poderá resultar
também da concentração de quotas de outra modalidade
societária num único sócio, não importando
os motivos que levaram a essa concentração. (Lílian
Beraldo - Agência Brasil)
12.07 - Funcionamento do simulador de aposentadoria
Serviço encontra-se disponível na página da Previdência
Social na Internet
O Simulador de Aposentadoria é uma ferramenta disponível
na Internet na página da Previdência Social, que permite ao
trabalhador filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
calcular o tempo de contribuição para a sua aposentadoria.
Ao acessar o simulador, o usuário deve informar as datas de
admissão e demissão de cada um dos contratos de trabalho.
Ao final da simulação é possível saber se o
usuário completou as condições para a aposentadoria,
assim como o tempo que falta para ter direito à aposentadoria integral.
Na página da Previdência Social, o serviço está
disponível na Agência Eletrônica Segurado (Lista completa
de serviços ao segurado > Calcule sua Aposentadoria > Simulação
da Contagem do Tempo de Contribuição). Em entrevista à
Rádio Previdência, o diretor de Beneficios do INSS, Benedito
Brunca, esclareceu o cidadão sobre as facilidades desse serviço.
Como funciona o simulador de aposentadoria?
Brunca - O simulador é um serviço que nós disponibilizamos
na página do Ministério da Previdência Social para
que o cidadão tenha acesso a uma ferramenta de cálculo do
tempo de contribuição, e, assim, possa descobrir o tempo
que já alcançou até agora, quanto já acumulou
e quanto falta contribuir para que possa se aposentar.
Este serviço está sendo aprimorado. A última versão
disponibilizada, por exemplo, apresenta uma estrutura de apresentação
das informações e dos resultados de maneira mais simples
para os beneficiários. Espera-se que ao final da consulta, o segurado
tenha bastante clareza, a respeito do período que falta para ele
contribuir.
E se ele já tiver completado as condições para
se aposentar?
Brunca - Caso já tenha alcançado todas as condições
para se aposentar, ele deve se dirigir até uma das nossas unidades
e agendar por meio da Central 135 ou pela Internet o atendimento nas nossas
agências. O simulador de aposentadoria informa ao cidadão
se ele preenche os requisitos para a aposentadoria por tempo de contribuição.
Neste caso, ele vai até a agência requerer o seu beneficio
com um grau de certeza maior.
E o extrato previdenciário, como funciona ?
Brunca - O extrato previdenciário é uma parceria entre
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco do Brasil (BB).
Todos os correntistas do BB podem acessar o extrato previdenciário
no menu ‘extratos’, opção 20. Este serviço permite
ao cidadão obter todas as informações do Cadastro
Nacional de Informações Sociais (CNIS) disponível
nos nossos bancos de dados e também ter acesso a todas as informações
de admissão, demissão e remunerações no seu
histórico de trabalho.
O extrato é mais uma ferramenta para que o cidadão possa
acompanhar o recolhimento das suas contribuições junto às
empresas, por exemplo?
Brunca - É uma boa forma de a pessoa manter atualizado o registro
das contribuições das empresas onde atua e acompanhar se
estas estão realizando o recolhimento junto à Previdência
Social. Esse extrato indica inclusive se os cadastros estão completamente
validados ou se existem pendências, indicando ao segurado a necessidade
de apresentar algum documento complementar, caso haja alguma entrega tardia
de documento por parte da empresa.
Tudo isso oferece mais segurança ao segurado, permitindo que
ele se certifique da inexistência de qualquer pendência quando
for requerer a sua aposentadoria. A nossa intenção é
que este momento (requisição da aposentadoria) seja feito
de forma mais simples e direta possível.
Essas medidas buscam melhorar o atendimento ao segurado?
Brunca- Cada vez mais, a previdência está disponibilizando
o acesso a informações cadastrais. E, a partir do momento
em que conseguimos fazer esse contato com o segurado, tornamos o momento
do requerimento de benefícios algo simples e direto, na medida em
que a pessoa pode vir acompanhando toda a sua vida contributiva.
Atualmente, o Simulador importa dados do CNIS?
Brunca- Nessa fase inicial não. Esta é uma ferramenta
de contagem de tempo a partir de dados que o segurado informa. Em outro
momento esperamos ter a oportunidade de agregar essa funcionalidade à
simulação de contagem de tempo por meio de uma senha, mas
isso ainda encontra-se em estágio de teste, não há
uma previsão de quando estará disponível.
O demonstrativo gerado ao final da simulação tem validade
para reconhecimento de beneficio?
Brunca- O demonstrativo que é impresso a partir de informações
que a pessoa coloca no sistema de maneira livre não se transforma
em nenhuma garantia, não é uma certidão, muito menos
um documento efetivo. É um extrato para orientar se a pessoa tem
condições de requerer a sua aposentadoria. Por isso, o extrato
previdenciário é um instrumento simples e facilitador para
que o segurado possa ir planejando e superando as eventuais divergências
que existam no cadastro, para quando chegar a hora dele requerer o benefício
todas as situações estejam devidamente esclarecidas.
(Ligia Borges - AgPrev)
12.07 - Quota menor para Previdência: Votação até
18 de agosto
O Senado tem prazo até o próximo dia 18 de agosto para
votar a Medida Provisória (MP) 529/2011, que reduziu de 11% para
5% a alíquota paga ao INSS pelo microempreendedor individual sobre
o valor do salário mínimo nacional — o que equivale a R$
27,50, atualmente. A MP já foi aprovada pela Câmara dos Deputados
e perderá sua validade caso não seja votada até aquela
data.
A MP, inicialmente, não previa esse mesmo benefício para
as donas de casa de baixa renda, mas essa mudança foi feita com
a transformação do texto no Projeto de Lei de Conversão
(PLV) 19/2011.
É considerada de baixa renda a família inscrita no Cadastro
Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal,
com renda mensal de até dois salários mínimos (R$
1.090).
Com a medida, as donas de casa poderão receber benefícios
previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença,
salário-maternidade e pensão. (Extra Online)
12.07 - Sancionado estatuto da nova empresa individual
O empresário brasileiro não precisará mais recorrer
a "laranjas" ou "sócios de fachada" para constituir uma empresa
individual de responsabilidade limitada. É o que prevê projeto
de Lei aprovado na Câmara e no Senado, sancionado ontem pela presidente
Dilma Rousseff, instituindo a modalidade de empresa individual de responsabilidade
limitada, chamada Eireli. A matéria entrará em vigor em 180
dias.
A sanção presidencial será publicada no Diário
Oficial da União, apenas com veto no artigo 4º, que protegia
os bens dos sócios "em qualquer circunstância". O Palácio
do Planalto informou que o veto foi aplicado por causa das exceções
previstas no Código Civil brasileiro.
Nessa situação, os bens pessoais do sócio podem
ser tomados pelos credores, exceto em situações definidas
pelos tribunais, como em caso de fraude, alertou o advogado Bruno Accorsi
Sauê, especialista em direito empresarial.
"A grande vantagem é o empresário não precisar
ter sócio, mas também ele recebe a proteção
de não ver seus bens comprometidos, por exemplo, para pagar dívidas
tributárias, como acontece hoje no atual modelo de empresa individual",
explicou o advogado ao DCI.
"Quando você abre hoje uma empresa sozinho, o seu patrimônio
individual fica comprometido. Agora, não mais. É um grande
passo para acabar com a informalidade ou com os laranjas nas empresas",
disse o Senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator do projeto na Comissão
de Constituição e Justiça do Senado.
A aprovação da matéria pela presidente também
foi defendida por vários senadores, a exemplo do carioca Lindberg
Faria (PT-RJ). Mas, antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff, o
projeto foi enviado, para avaliação, aos Ministérios
da Fazenda, da Justiça, da Indústria e Comércio, do
Trabalho e Emprego, da Previdência e à Advocacia Geral da
União.
A única reação contrária à proposta
havia partido de setores ligados a centrais sindicais. Para esses sindicalistas,
a criação do Eireli pode ampliar a expansão da chamada
"pejotização" - empregados que prestem serviços como
empresas terceirizadas.
"Esta é a lei antilaranjas", afirmou o deputado federal Marcos
Montes (DEM-MG), um dos autores da proposta. "Vai dar mais tranquilidade
aos empreendedores", acrescentou.
A matéria também incorporou projeto do deputado federal
Eduardo Sciarra que acrescenta no Código Civil (Lei 10.046/02) a
figura da empresa individual de responsabilidade limitada, ou Eireli.
Pela redação aprovada, a Eireli será constituída
por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, que
não poderá ser inferior a 100 vezes o salário mínimo
vigente no País, atualmente em torno de R$ 55 mil. O nome empresarial
deverá, necessariamente, conter a expressão Eireli, do mesmo
modo como hoje ocorre com as sociedades limitadas (Ltda.) e as anônimas
(S.A.).
"Como no Brasil essa modalidade de empresa não é permitida,
muitas vezes o empreendedor cria sociedades de faz-de-conta, sendo detentor
da quase-totalidade do capital e com um sócio minoritário
que não decide ou nem chega a participar do negócio", afirmou
Sciarra.
"Isso gera muita burocracia e problemas nas Juntas Comerciais, tanto
na hora de constituir a sociedade como a cada alteração societária,
momentos em que são necessários exames apurados nesses órgãos",
explica. Outro problema apontado por Sciarra são as disputas judiciais
provocadas por sócios minoritários.
Segundo Sciarra, as Eireli já são uma realidade de sucesso
no Chile e em muitos países da Europa, como Dinamarca, Portugal,
França, Espanha, Bélgica, entre outros. A instituição
da Eireli proporciona ao empresário, individualmente, explorar atividade
econômica sem colocar em risco seus bens pessoais.
"A medida define bem os limites das garantias ofertadas pelo empresário
a terceiros", esclarece o deputado paranaense.
Pelo projeto de lei, o empresário poderá constituir e
participar apenas de uma empresa desta modalidade. A Eireli poderá
resultar também da concentração de quotas de outra
modalidade societária num único sócio, não
importando os motivos que levaram a esse acúmulo.
A proposta assegura às Eireli prestadoras de serviços
"a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais
de autor ou de imagem, nome, marca ou voz" de que a pessoa jurídica
seja detentora.
O projeto vai dinamizar e flexibilizar a atividade negocial, inclusive
como forma de impulsionar a economia brasileira.
"Tenho a certeza de que a proposta terá grande êxito,
a exemplo do que aconteceu com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e
com a recente introdução, no ordenamento jurídico
brasileiro, do microempreendedor individual", afirmou Sciarra. "Esta lei
vai pegar". (Abnor Gondim - DCI)
11.07 - Mercado de auditoria passa por maior mudança desde 2002
O mercado de auditoria no Brasil passa, nos últimos meses, pela
maior transformação desde a traumática quebra da Arthur
Andersen, em 2002, após o escândalo contábil envolvendo
a gigante americana de energia Enron.
Se àquela época foi a Deloitte que conseguiu levar vantagem
sobres seus rivais, principalmente a PricewaterhouseCoopers (PwC), agora
é a vez de Ernst & Young e KPMG colocarem fogo na já
acirrada disputa entre as quatro maiores auditorias do mundo, conhecidas
como "Big Four". E, ao que parece, também vai sobrar para as firmas
de menor porte.
Em agosto de 2010, a Ernst & Young, terceira maior no mundo por
faturamento, anunciou uma "associação" com a brasileira Terco,
que ocupava o sexto lugar entre as maiores auditorias no Brasil por número
de clientes entre as companhias abertas - e que era até então
parceira da Grant Thornton, a sexta maior do ranking global.
No que foi lido como uma resposta a essa aquisição, a
KPMG, quarta maior, veio a público em março para informar
que a maioria dos sócios - e dos clientes - da operação
brasileira da BDO estava de mudança para a sua sede. A BDO, quinta
maior do mundo, disputava a mesma posição no Brasil com a
Terco Grant Thornton.
Mas esse avanço não deve parar nas concorrentes que têm
mais poder para incomodar. A movimentação recente se dá
pela tentativa também das auditorias de maior porte de atuar com
mais força no mercado de pequenas e médias empresas, a aposta
de crescimento do setor para os próximos anos.
As cinco firmas de médio e pequeno porte consultadas pelo Valor
afirmaram que estão avaliando oportunidades de expansão dos
seus negócios, especialmente por meio de aquisições.
Os profissionais dessas auditorias afirmam que ainda podem competir
com as "Big Four" ao dar um tratamento mais personalizado para seus clientes,
uma demanda, alegam, premente para as empresas que procuram conquistar.
Ainda assim, ninguém está parado.
Uma das estratégias perseguidas é, com a incorporação
de empresas, expandir o escopo de atuação geográfica.
A BDO, que depois da debandada de seus ex-sócios no país
uniu-se à RCS, pretende fazer aquisições em lugares
onde ainda não atua, com projeção de abrir oito novas
filias em capitais espalhadas pelo Brasil nos próximos dois anos,
segundo Raul Corrêa da Silva, presidente da BDO RCS.
A Baker Tilly Brasil, que incorporou a brasileira Villas Rodil, até
então parceira da Nexia, atua da mesma forma. Segundo Ricardo Rodil,
sócio-líder da área internacional, a empresa está
em negociação com uma auditoria com sede fora do Estado de
São Paulo, de cerca de 30 pessoas. Sua estimativa é que o
negócio seja fechado no início do ano que vem e traga ainda
a adição de "disciplinas", como o executivo chama a incorporação
de novos ramos de atividade. No caso, a terceirização da
contabilidade, que exige volume para ser rentável.
A Baker Tilly ainda estuda uma compra no interior de São Paulo,
que, nas palavras do executivo, seria maior, mas ainda enfrenta questões
de conciliação de culturas, principalmente.
A resistência também é outra marca da posição
das auditorias. Ernesto Gelbcke, presidente da Directa, descarta qualquer
associação com uma das quatro grandes e lembra que daqui
a cerca de dois anos a auditoria assumirá a bandeira de sua parceira
internacional, a PKF, décima maior auditoria por receita do mundo.
O executivo afirmou que também sonda o mercado, de olho nas
possibilidades de ampliar a presença pelo Brasil e o portfólio
de serviços oferecidos, visando a entrada em segmentos como hotelaria.
No entanto, segundo Gelbcke, a auditoria continuará a ser o principal
negócio da Directa. A avaliação é que existe
enorme potencial inexplorado no segmento de pequenas e médias empresas
e que o mercado pode até triplicar de tamanho caso os bancos passem
a exigir transparência e fiscalização dos números
das companhias na hora de conceder um financiamento, por exemplo.
Já entrar no que é um nicho quase exclusivo das "Big
Four" - as empresas de capital aberto - ainda é tarefa difícil.
Segundo levantamento feito pelo Valor, das 200 maiores empresas abertas
por valor de mercado no Brasil, 199 têm balanços checados
por uma das quatro líderes de mercado.
Os executivos do setor reconhecem que em muitos casos os bancos de
investimento responsáveis pelas ofertas inicias de ações
exigem o "selo" de uma grande auditoria. Outro entrave é o número
de horas necessárias para auditar gigantes como a Petrobras ou a
Vale. "Nós não temos condições práticas",
reconhece Rodil, da Baker Tilly.
Mas nem todos concordam com essa avaliação, e a concentração
incomoda. Paulo Moreira, presidente da UHY Moreira, diz que a empresa só
não teria capacidade para prestar esse tipo de serviço para
as 50 maiores companhias brasileiras. Depois disso, a UHY teria plenas
condições de assumir clientes, segundo o executivo. Atualmente,
de acordo com levantamento do Valor, a auditoria é responsável
pelo balanço da Telebrás. (Tainara Machado - Valor
Online)
11.07 - Aposentados: INSS pode descontar mais IR
O fato de o sistema do INSS não estar adaptado para cumprir
as instruções normativas 1.127/2011 e 1.170/2011, da Receita
Federal, pode resultar em mordida do Leão do Imposto de Renda além
da conta para muitos aposentados. As instruções tratam da
cobrança do IR sobre rendimentos recebidos de uma única vez,
como atrasados de ações judiciais e processos administrativos
de revisão de benefícios. A medida, que entrou em vigor em
fevereiro, tem objetivo de o contribuinte pagar menos IR na fonte ao receber
tudo de uma vez.
Mas não foi o que ocorreu com aposentado Domingos, que pediu
à Coluna para não ter o nome completo revelado. Em dezembro
do ano passado, ele recebeu atrasados de quatro anos referentes a mudança
da aposentadoria por tempo de contribuição para especial.
Ao fazer a declaração do IR deste ano percebeu que o desconto
na fonte foi muito alto, tendo atingido a alíquota máxima
de 27,5%.
Pelas novas regras, valores recebidos em 2010 que deveriam ter sido
pagos antes e de forma parcelada, passaram a ser tributados sobre o valor
de cada parcela separada, o que reduz a mordida do Leão. "A Previdência
emitiu meu comprovante com atrasados acumulados sem considerar a norma
da Receita. Eu deveria ter ficado na alíquota de 15% e não
de 27,5%", reclama Domingos.
O INSS reconheceu que o problema ocorreu devido ao sistema não
estar preparado para cumprir as normas. Alegou que quando os valores foram
creditados, em novembro, as regras não estavam em vigor.
Acerto na declaração anual do IR
Diretor de Assuntos Técnicos do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais
da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Luiz Antônio Benedito faz
um alerta para os que se encontram na mesma situação de Domingos.
"Mesmo com a fonte pagadora, no caso do aposentado, o INSS, não
tendo se adaptado, caberia ao contribuinte fazer o acerto na hora da declaração
do IR, utilizando alterações que a Receita fez no programa
de ajuste anual. Assim, a Receita oferece a opção de o contribuinte
fazer a correção. O ideal é procurar auxílio
de um contador para preencher a declaração corretamente",
explica.
O valor deve ser informado na ficha "Rendimentos Recebidos Acumuladamente",
que têm tributação exclusiva. O imposto recolhido não
pode ser somado ao restante retido. (O Dia-
11.07 - Governo prepara pagamento de revisão
O presidente do INSS, Mauro Hauschild, disse sexta-feira que o Tesouro
Nacional deverá apresentar na semana que vem uma proposta de pagamento
da revisão pelo teto --que pode garantir um aumento a pelo menos
131 mil aposentados do país. Hauschild disse ser "bem provável"
que o Tesouro --órgão ligado ao Ministério da Fazenda--
tenha os recursos para pagar o aumento a esses aposentados.
"A AGU deverá apresentar, na semana que vem, um despacho determinando
o cumprimento da decisão do Supremo [que reconheceu a revisão
pelo teto] e, a partir disso, acredito que o Tesouro deva apresentar a
forma de pagamento, que será parcelado", afirmou, destacando que
terá uma reunião com representantes do Tesouro na próxima
semana.
Hauschild não informou se o aumento no valor dos benefícios
do INSS poderá sair ainda neste ano nem quando será paga
a primeira parcela dos atrasados --diferenças retroativas aos últimos
cinco anos. Estudo preliminar da Dataprev (empresa de tecnologia do INSS)
diz que a revisão custaria R$ 1,5 bilhão. (Ana Magalhães
e Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)
08.07 - Câmara derruba redução de auxílio-doença
A Câmara dos Deputados rejeitou, anteontem, uma proposta do governo
de reduzir o valor do auxílio-doença --benefício do
INSS pago ao segurado que precisa ficar afastado do trabalho por problemas
de saúde.
Na votação da medida provisória que baixou de
11% para 5% a contribuição previdenciária dos empreendedores
individuais, o relator André Figueiredo (PDT-CE) incluiu um artigo
que mudaria o cálculo do auxílio-doença. Hoje, esse
benefício equivale a 91% da média salarial do trabalhador
desde 1994. Segundo a proposta do deputado, o valor do auxílio não
poderia ultrapassar o último salário do trabalhador ou a
média das últimas 24 contribuições.
O relator incluiu a mudança a pedido do governo, mas os deputados
perceberam a manobra e pediram a retirada desse tópico da MP.
(Luciana Lazarini e Ana Magalhães - Agora S.Paulo)
08.07 - Direito à revisão pelo teto do INSS
Defensoria Pública do Rio entra com pedido de liminar para beneficiar
aposentados do Rio
A Defensoria da União no Rio (DPU-RJ) bateu o martelo e vai
entrar com ação civil pública, com pedido de liminar,
para assegurar o direito de aposentados do INSS no estado à correção
e a atrasados referentes à limitação dos benefícios
ao teto previdenciário. A decisão foi tomada ontem, mesmo
dia em que o presidente do INSS, Mauro Hauschild, informou que a Advocacia-Geral
da União (AGU) deve liberar, até a próxima semana,
despacho para o cumprimento da dívida com segurados reconhecida
pelo Supremo Tribunal.
A decisão da DPU-RJ ocorreu após o Tribunal Regional
Federal da 3ª Região (SP/MS) determinar que o INSS faça
a revisão em até 120 dias e pague atrasados até dezembro
de 2012, para aposentados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
Defensor público do Rio, André Ordacgy explicou que vai requerer
a abrangência nacional da medida seguindo os parâmetros já
aceitos na 3ª Região.
Ordacgy: ação é nacional. Se o juiz não
atender, será restrita aos aposentados do Rio e Espírito
Santo | Foto: João Laet / Agência O Dia
O pedido de liminar acolherá os 731 mil aposentados entre 1988
e 2003 que foram prejudicados pelas Emendas Constitucionais 20 e 41: “Caso
o TRF da 2ª Região (Rio e Espírito Santo) não
entenda que a ação deve beneficiar todo o País, pediremos
que a liminar abranja segurados do Rio”.
Só falta definir como será pago
No despacho, a AGU deverá informar quais serão os procedimentos
e parâmetros a serem adotados pelo INSS para pagar atrasados, conforme
a decisão do STF. Mauro Hauschild informou que, assim que o documento
for liberado, técnicos do INSS, da AGU e da Secretaria do Tesouro
vão se reunir para discutir o pagamento, que, provavelmente, será
parcelado. A AGU informou que analisa a decisão do TRF da 3ª
Região, referente a São Paulo e a Mato Grosso do Sul, para
avaliar se vai recorrer ou não. (O Dia Online)
07.07 - Governança corporativa
Operações no mercado de capitais fortalecem a importância
do debate sobre o tema
O Brasil bateu seu recorde histórico em número de operações
de capitais em 2010, ultrapassando inclusive países do Primeiro
Mundo. O mercado de capitais brasileiro tem se consolidado como importante
componente no painel mundial. De janeiro a novembro de 2010, as operações
esbarraram nos R$ 300 bilhões, o que significa um crescimento superior
a 100%, considerando o mesmo período de 2009, de acordo com a Associação
Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).
As operações no mercado de capitais fortalecem a importância
do debate sobre a aplicação da governança corporativa
em detrimento dos interesses de acionistas controladores e administradores.
O termo governança corporativa foi delineado no início
da década de 1990 em países com regras societárias
bastante evoluídas como Estados Unidos e Grã-Bretanha. Ele
designa um sistema de gestão em que as sociedades são dirigidas
e monitoradas, envolvendo os acionistas e quotistas, conselho de administração,
auditoria independente e conselho fiscal. As boas práticas de governança
corporativa visam a potencializar o valor da sociedade, facilitando seu
acesso ao capital e contribuindo para sua perpetuidade. Desde a criação
desse conceito, inúmeros foram os ganhos para as organizações.
O estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa
(IBGC) revelou que as corporações que já adotaram
este modelo têm colhido inúmeros benefícios frente
ao mercado. Entre os progressos mais citados entre as 300 empresas entrevistadas
estão: transparência (95%), melhorias da gestão (93%),
ganhos para a imagem da empresa (93%), alinhamento de ações
de acionistas e executivos (85%) e facilidades de acesso ao capital (82%).
Verifica-se que os princípios de governança corporativa
têm culminado para tornar a lisura nas relações internas
e externas da sociedade praticamente um dever, já que as companhias
que não adotam esse sistema encontram mais dificuldades em se consolidar
no mercado acionário. Obrigatório em toda companhia de capital
aberto, o conselho de administração atua como órgão
máximo na hierarquia de uma organização. Cabe a ele
proteger e valorizar o patrimônio da empresa, estabelecer as diretrizes
estratégicas, avaliar se estão sendo, adequadamente, implementadas
pelos executivos e zelar pelos interesses de todas as partes relacionadas
à empresa, garantindo a execução das boas regras de
governança corporativa. Essa foi a primeira vez em mais de uma década
que um grupo de minoritários conquistou assentos numa instituição
financeira brasileira pela instauração do voto múltiplo,
expressão de um direito concebido na Lei das S.A. (art. 141).
Essa é uma conquista de todos os acionistas na defesa de seus
interesses e direitos e, sobretudo, do próprio banco. A eleição
de dois membros para o conselho de administração pelo voto
múltiplo fortalece, principalmente, a governança corporativa
nas instituições financeiras, reforçando os princípios
éticos e o bom convívio social nessa companhia, que, afinal
de contas, tem suas ações negociadas em bolsa de valores.
(Leonardo Guimarães - Estado de Minas)
07.07 - Um passo para reduzir a informalidade
Basta lembrar que a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho,
vem do final da ditadura Vargas e se inspira na italiana Carta del Lavoro,
do fascista Benito Mussolini, para se ter a medida do atraso da legislação
trabalhista brasileira. O tema é recorrente, mas, por estratégico,
não pode sair da agenda. O efeito mais daninho e visível
desta legislação, aprovada quando o Brasil era uma grande
fazenda, com alguma indústria em São Paulo e no Rio, é
a enorme informalidade no mercado de trabalho. Como o custo de criação
e manutenção de um posto no mercado formal é muito
elevado, metade da força de trabalho continua sem carteira assinada,
apesar de todo o crescimento de 2010.
Outros nada desprezíveis fatores de indução à
informalidade são a burocracia e a carga tributária em geral.
Por isso, também se foge do mundo formal nos negócios. A
soma de impostos e burocracia coloca muito empreendedor na clandestinidade.
Nos últimos anos, dado que este diagnóstico é consensual,
governos têm procurado criar regimes especiais para pequenos empreendedores.
Primeiro, alguns estados e municípios estabeleceram regimes
próprios. Depois, veio o Simples Nacional, em que impostos municipais,
estaduais e federais foram simplificados e reduzidos. No final do ano passado,
havia 2,8 milhões de empresas no sistema. O Supersimples, por sua
vez, veio atender a uma faixa de microempresários.
Ficou, no entanto, uma lacuna, a de profissionais muito qualificados,
de espírito empreendedor. Não são microempresários,
nem funcionários de uma única empresa. Prestam serviços
intelectuais, colaboram com veículos de imprensa, são escritores,
artistas, pesquisadores em áreas científicas e tecnológicas
etc. Faltava para eles um regime de formalização. Ele foi
aprovado, em fase final, pelo Senado, com a criação do Empreendedor
Individual de Responsabilidade Limitada, e só depende da sanção
da presidente Dilma. O profissional poderá constituir-se como pessoa
jurídica, sem a necessidade de sócios, geralmente algum familiar
ou laranjas profissionais, exigidos pela atual legislação.
Por ter responsabilidade limitada, o patrimônio pessoal do empreendedor
fica protegido de qualquer dívida da pessoa jurídica, o que
pode, porém, ser modificado pela Justiça em caso de fraude.
Desburocratiza-se, enfim, a formalização desses profissionais,
e eles passam a ter proteção legal nos serviços que
prestam, bem como as empresas que os contratam.
O resultado será um grande impulso na formalização
neste segmento do mercado de trabalho, como já ficou provado na
experiência do Simples Nacional e do Supersimples. O potencial é
grande: há no Brasil 4,9 milhões de empresas, das quais 3,4
milhões, ou 70%, sem funcionário. E dessas, parte ponderável
presta serviços técnico-profissionais a outras empresas.
Há, portanto, uma parcela razoável de empreendedores individuais
neste universo, sem contar os que se mantêm na informalidade.
Corporações sindicais pressionam Dilma a vetar o projeto,
aprovado com apoio multipartidário. Um dos argumentos, risível,
é que empresários poderiam usar o novo sistema para reduzir
custos. Seria até possível, se o capital inicial dessas pessoas
jurídicas não fosse fixado em cem salários mínimos,
hoje R$54,5 mil. A oposição vem de gente cega às mudanças
que a tecnologia promove no modo de se trabalhar, em toda atividade. A
cabeça sindical brasileira continua na ditadura varguista.
(Portal G1)
07.07 - Autônomos terão redução de contribuição
para a Previdência
Profissionais autônomos vão receber incentivos para contribuir
para a Previdência Social. Medida Provisória foi aprovada
pela Câmara dos Deputados e segue para o Senado
Categorias de profissionais que trabalham por conta própria,
como jardineiros e donas de casa, que tiverem renda mensal de até
dois salários mínimos serão incluídas na Medida
Provisória 529/11 (MP) que reduz a contribuição previdenciária
do Empreendedor Individual. A medida foi aprovada ontem na Câmara
dos Deputados, abrangendo também donas de casa e incluindo algumas
demandas para deficientes. A matéria será levada ao Senado.
A MP é considerada a principal medida adotada pelo governo para
formalizar cerca de seis milhões de pessoas que poderão contar
com a proteção da Previdência Social.
De acordo com senador José Pimentel (PT-CE), as donas de casa
terão suas contribuições diminuídas de 11%
para 5% do salário mínimo.
Para terem direito ao benefício, elas precisam se dedicar exclusivamente
ao trabalho doméstico e estar inscritas no Cadastro único
para Programas Sociais do Governo Federal. O senador estima que 10 milhões
de donas de casa estejam enquadradas nessas condições em
todo o País.
Com a mudança, as donas de casa com renda familiar mensal de
até dois salários mínimos (R$ 1.090) terão
estímulo extra para receber diversos benefícios previdenciários,
como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário
maternidade e pensão por morte. Segundo o deputado, todas as mudanças
sugeridas ao texto foram negociadas com o Governo. Maria Regina Araújo,
33, tem motivos de sobra para se alegrar. Desde junho, paga menos da metade
do que pagava de INSS. O valor, antes R$ 60, passa a ser R$ 28. “Tudo que
economiza no bolso é muito bom. Fiquei muito contente”, diz. Trabalhando
com vestuário e cosmético há dois anos, legalizou
o micro negócio pelo Sebrae.
O deputado federal André Figueiredo, relator da MP, também
mudou a redação do documento para inserir uma série
de benefícios destinados às pessoas com deficiências
físicas ou mentais.
Uma das alterações é a permissão para que
os deficientes que recebem o chamado Benefício de Prestação
Continuada (BPC) não tenham o benefício cancelado no caso
de serem admitidos como aprendizes profissionais. Segundo ele, isso tornará
o mercado de trabalho mais atrativo às pessoas com necessidades
especiais, porque elas não vão precisar enfrentar muita burocracia
para recuperar o BPC.
Além de facilitar as cotas das empresas, o relator autoriza
ainda que pessoas com deficiência recebam a pensão por morte
dos pais ou responsáveis mesmo que estejam no mercado formal de
trabalho. Atualmente, elas só recebem o benefício se não
tiverem outra fonte de renda. (O Povo Online)
06.07 - Carteira de trabalho e Previdência Social
Existem cidades que não possuem emissores da CTPS e neste caso
poderá o trabalhador exercer a profissão por até 30
dias, mas a empresa está obrigada a permitir o comparecimento do
empregado ao posto de emissão mais próximo
A CTPS é obrigatória para qualquer exercício de
emprego, seja urbano ou rural, inclusive para o emprego temporário
ou até para o exercício por conta própria, desde que
seja uma atividade profissional remunerada. A Carteira de Trabalho deve
seguir os modelos que o Ministério do Trabalho e Previdência
Social determinam, não sendo valido modelo sem o aval do Ministério.
Existem cidades que não possuem emissores da CTPS e neste caso
poderá o trabalhador exercer a profissão por até 30
dias, mas a empresa está obrigada a permitir o comparecimento do
empregado ao posto de emissão mais próximo. Para isso o empregador
deverá fornecer ao empregado, quando da sua admissão, documento
que conste todos os atos para a contratação, ou seja, data
da admissão, cargo, salário e periodicidade do pagamento.
E, caso o empregado seja dispensado antes da emissão da CTPS, deverá
o empregador fornecer atestado que conste o histórico da relação
empregatícia.
As Delegacias Regionais do Trabalho são quem emitem as CTPS
e, na sua falta, os Órgãos Federais, Estaduais e Municipais.
Caso não exista convênio com estes órgãos poderá
ser admitido convênio com os Sindicatos.
Somente o interessado poderá requerer a CTPS no órgão
competente. A CTPS é também um documento de identidade, pois
contem todos os dados para a identificação do indivíduo.
A maioria dos trabalhadores não sabe mas as anotações
relativas a alteração de seus dados, ou seja, o estado civil
e aos dependentes serão feitas pelo Instituto Nacional de Seguridade
Social – INSS antigo INPS. É muito importante o trabalhador manter
sua CTPS ou pelo menos manter uma cópia guardada para conservar
o número e a série, pois caso precise emitir nova CTPS, será
mantido a mesma identificação.
Nenhum trabalhador pagará qualquer valor para ter sua CTPS,
mesmo quando for emitidas pelo Sindicato e quando entregue aos interessados
será pessoalmente e mediante recibo. Quando o trabalhador for iniciar
um trabalho, seja por qualquer prazo deverá apresentar sua CTPS
ao empregador contra recibo e este terá que devolver a CTPS ao trabalhador
no prazo de 48 horas com todas as anotações pertinentes ao
contrato de trabalho, como data de admissão, salário, cargo
e no decorrer do contrato de trabalho as anotações como ferias,
alterações de salário, etc. O empregador é
obrigado a fazer todas estas anotações sob pena de lavratura
de auto de infração pelo Fiscal do Trabalho.
Vale lembrar que em hipótese alguma, mesmo no caso de dispensa
por justa causa, o empregador poderá fazer anotação
na CTPS que desabonadoras a conduta do trabalhador. Quando o trabalhador
se acidentar no trabalho e se afastar deverá o INSS anotar em sua
CTPS o que for cabível, não podendo ser recusada a solicitação
e nem cobrado qualquer valor. Caso o empregador se recuse a fazer as anotações
na CTPS do trabalhador, o empregado poderá comparecer, pessoalmente
ou através de seu sindicato, perante a Delegacia Regional hoje Gerências
Regionais ou órgão autorizado para apresentar a Reclamação.
Após esta reclamação será intimada a empresa
para realizar a anotação e, caso persista a recusa, deverá
comparecer a empresa para prestar esclarecimentos ou efetuar as anotações.
Caso não compareça a empresa, mesmo sendo intimada, as anotações
serão efetuadas por despacho da autoridade que tenha processado
a reclamação.E se o empregador recusar a fazer as anotações
informando a existência de relação de emprego deverá
o trabalhador procurar a Justiça do Trabalho.
Neste caso o processo será instruído e, após o
transito em julgado, se for o caso de vínculo de emprego configurado,
deverá a Reclamada fazer as anotações sob pena de
serem feitas pela secretaria da Vara, além de sofrer multa.
As anotações na CTPS servirão de prova nos atos
em que sejam exigidas Carteiras de Identidade, como nos casos de dissídio
na Justiça do Trabalho, no INSS para efeito de declaração
de dependentes, para cálculo de indenização por acidente
do trabalho ou mesmo doença profissional.
Será considerado crime qualquer anotação ou afirmação
falsa na emissão da CTPS, inclusive o contrato de trabalho com data
de admissão diversa da verdadeira. Todos os atos que sejam considerados
falsos serão passiveis de multa e, mesmo a empresa que deixar de
devolver a CTPS no prazo de 48 horas, ficará sujeita a multa de
valor igual à metade do salário-mínimo regional. Da
mesma forma, o sindicato que cobrar remuneração pela entrega
de Carteira de Trabalho e Previdência Social ficará sujeito
à multa de valor igual a 3 vezes o salário-mínimo
regional. (Fernando Piffer - Administradores)
06.07 - Complexidade da desoneração da folha
O debate sobre a desoneração da folha de salário
é bem mais complexo do que aparenta. É incontestável
que a tributação sobre a folha é elevada e requer
mudanças, mas elas precisam ser bem analisadas, sob pena de insuficiência
de recursos para honrar os benefícios previdenciários, de
um lado, e a não resolução dos problemas de formalização
do emprego e competitividade das empresas, de outro.
Os defensores da desoneração da folha fundamentam a mudança
sob duas perspectivas.
A primeira, pela necessidade de ampliação da base de
tributação além do emprego, por força do crescimento
da população idosa no País, cujos reflexos sobre as
despesas previdenciárias serão inevitáveis.
A segunda, pela necessidade de aumentar a competitividade internacional
das empresas, notadamente nos setores intensivos em mão de obra,
de um lado, e ampliar a formalização do emprego, de outro.
A elevada tributação sobre a folha, segundo setores do
governo, estimula a informalidade em atividades de baixos salários
e induz ao planejamento tributário em atividades de altos salários,
via contratação de trabalhadores como pessoa jurídica.
De fato, a incidência da contribuição patronal
sobre a folha, além do FGTS de 8%, que constitui salário
indireto, inclui seis outras rubricas: a) Previdência Social, de
20% sobre o total da folha; b) Seguro Acidente de Trabalho, de 0,5% a 6,0%;
c) Sistema S, de 2,5%; d) Sebrae, de 0,6%; e) Incra, de 0,2%; e f)
Salário Educação de 2,5%. A carga sobre a folha, sem
o FGTS, varia de 26,30% a 31,80% e com o FGTS fica entre 34,30% e 39,80%.
A idéia em debate sobre a desoneração seria apenas
sobre a contribuição previdenciária patronal, a de
maior valor, cuja perda de recursos para a Seguridade seria compensada
pela ampliação da tributação sobre a receita
ou o faturamento das empresas.
A eventual desoneração da folha de salário, entretanto,
deve considerar pelo menos cinco aspectos:
- preservação dos benefícios previdenciários,
com garantia de repasse automático do valor correspondente à
perda de receita;
- criação de mecanismos que evitem volatilidade
nas receitas previdenciárias, especialmente em períodos de
crise, como seria o caso de substituição pelo faturamento;
- redução gradual da alíquota sobre a folha, porém
sem eliminar essa fonte, como forma de permitir a fiscalização
das obrigações fiscais das empresas;
- aumento da competitividade nacional; e,
- aumento da formalização no mercado de trabalho.
Além disto, só deveria ser implementada qualquer desoneração
após equacionados dois problemas com reflexos sobre as contas da
previdência: a) a recuperação de créditos, e
b) a retirada da contabilidade da previdência de renúncias
e incentivos fiscais dados a outras áreas ou setores do governo.
O primeiro problema poderá ser revolvido mediante o fortalecimento
dos órgãos da Advocacia-Geral da União responsáveis
pela recuperação de crédito, com ações
de penhora de bens dos devedores contumazes, de um lado, e, de outro, com
ampliação da transparência através do retorno
da divulgação da lista dos grandes devedores da Previdência
Social e da ampliação das exigências para fornecimento
de Certidão Negativa de Débito Previdenciário.
O segundo problema, relativo a renúncias e incentivos fiscais
com receitas previdenciárias, poderia ser equacionado mediante a
transferência dessa despesa para o Orçamento Fiscal, debitando-as
na rubrica de cada ministério responsável pelos programas
que se beneficiam de tais renúncias ou incentivos previdenciários,
como o comércio exterior, os hospitais filantrópicos, o ProUni,
entre outros.
O tema desoneração da folha, como se vê, é
complexo e polêmico. É preciso definir o escopo da desoneração.
Deve alcançar toda economia ou só alguns setores? A alíquota
será diferenciada por setor ou igual para todos? A desoneração
deve ser total ou parcial? Qual será a transição para
o novo sistema? A nova contribuição a ser criada em face
da desoneração será cumulativa ou não cumulativa?
Estas e outras questões precisam ser amplamente debatidas.
Finalmente, é preciso que fique explícito no texto constitucional
que é da União a responsabilidade pelo financiamento das
necessidades de caixa da Previdência Social, e da Seguridade Social
como um todo, independentemente de fontes específicas e vinculadas,
por se tratar da necessidade de garantias do direito social acima e além
das situações da conjuntura econômica. Eventuais déficits
de caixa, gerados pela substituição da fonte, não
podem ser aceitos em nome de “ajustes” ou “reformas” voltados à
supressão de direitos. (Antônio Augusto de Queiroz -
Anabb)
06.07 - Seguro-desemprego: Apenas com agendamento
Recife - A partir de hoje, os atendimentos de seguro-desemprego na
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PE) serão
realizados a partir de agendamento prévio. Por nota, o órgão
informou que a medida foi tomada como parte da fase de adequação
do portal Mais Emprego, que também está sendo operacionalizado
pelas agências do trabalho/Sistema Nacional de Emprego (Sine). De
acordo com o superintendente adjunto do Trabalho e Emprego em Pernambuco,
Jeferson Lins, a partir do agendamento, o atendimento será agilizado.
“Orientamos que compareça no horário normal de funcionamento
e faça o agendamento de atendimento para manhã ou tarde”,
disse.
Os agendamentos deverão ser feitos com apresentação
de toda documentação trabalhista: carteira de identidade,
número de CPF e Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS), além do termo de rescisão de contrato, comprovante
de residência e, se possível, comprovante de saque
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Tudo para
agilizar o atendimento. Casos de decisão judicial serão
atendidos com apresentação da documentação
da Justiça. (Folha de Pernambuco)
05.07 - Acidentes de trabalho: Justiça estadual pode julgar ações
Ao analisar o Recurso Extraordinário (RE) 638483, o Plenário
Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, por maioria dos votos,
a jurisprudência dominante da Corte no sentido de que cabe à
justiça comum estadual julgar causas referentes a benefícios
previdenciários decorrentes de acidente de trabalho. Também
por maioria, os ministros reconheceram a existência de repercussão
geral da questão constitucional suscitada no recurso.
O caso
O autor do recurso extraordinário é beneficiário
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com um auxílio-doença
por acidente de trabalho, correspondente a um salário mínimo.
Em 1º de outubro de 2004, ele recebeu a Carta de Concessão
de auxílio-acidente de trabalho, com valor fixado em apenas R$ 130,00,
ou seja, 50% do salário mínimo. Contudo, antes mesmo de seu
restabelecimento laboral, teve seu benefício cortado pelo INSS.
Conforme os autos, o autor não recuperou sua capacidade laborativa
para desempenhar as atividades que exercia à época do acidente.
Agricultor, ele não conseguiu retornar normalmente ao trabalho porque
teve sequelas graves, uma vez que o acidente produziu esmagamento da mão
esquerda, como comprovado por meio de atestado médico anexado ao
processo.
Assim, alega que o INSS não deveria ter cessado o auxílio-doença
para conceder auxílio-acidente, “pois o seu restabelecimento está
totalmente inviabilizado, tornando-se necessária a sua transformação
em aposentadoria por invalidez e não em auxílio-acidente”.
O recorrente sustenta violação do artigo 109, inciso
I, da Constituição Federal. Solicitava, em síntese,
que o RE fosse conhecido e provido para declarar a incompetência
absoluta da justiça federal, anulando os atos decisórios
e enviando os autos à apreciação da justiça
comum estadual.
Decisão
Segundo o ministro Cezar Peluso, relator do processo, o Supremo possui
jurisprudência firmada no sentido de que compete à justiça
comum estadual “julgar as ações acidentárias que,
propostas pelo segurado contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
visem à prestação de benefícios relativos a
acidentes de trabalho”. Neste sentido, os REs 447670, 204204, 592871, entre
outros citados pelo relator.
Dessa forma, o STF reconheceu a existência de repercussão
geral da questão constitucional suscitada, vencido o ministro Luiz
Fux e, no mérito, reafirmou a jurisprudência dominante sobre
a matéria, vencidos os ministros Ayres Britto e Marco Aurélio,
para dar provimento ao RE, reconhecendo a incompetência da Justiça
Federal, anulando todos os atos decisórios e determinando remessa
dos autos à justiça estadual. (Correio do Brasil)
05.07 - Diferença em tarifas de bancos chega a 62%
Pesquisa do Procon-SP compara pacote padronizado das sete maiores instituições;
em um ano, só BB subiu valor
Em média, os valores cobrados pelos bancos caíram de
R$ 15,43 em 2010 para R$ 13,71 neste ano A diferença de preço
entre os pacotes bancários padronizados pode atingir até
61,9%, segundo uma pesquisa divulgada ontem pela Fundação
Procon-SP.
A tarifa mais baixa foi cobrada pelo Itaú-Unibanco (R$ 10,50),
e a mais alta, pelo banco Safra (R$ 17,00).
A pesquisa comparou as tabelas de serviços prioritários
e de pacote padronizado vigentes em 03/05/10 com as praticadas em 16/05/11
em sete instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica
Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.
"A pesquisa serve para o consumidor ter um padrão de comparação
e verificar se os serviços essenciais gratuitos já não
atendem suas necessidades", afirma Shirlei Pereira, especialista em defesa
do consumidor da Fundação Procon-SP.
O pacote padronizado contempla oito saques mensais, quatro extratos
do mês atual, dois extratos do período referente ao mês
anterior e quatro transferências entre contas na própria instituição.
Na comparação com 2010, apenas o Banco do Brasil aumentou
o valor do pacote, com alta de 3,85%. Itaú-Unibanco e Caixa mantiveram
suas tarifas inalteradas.
Os demais bancos reduziram os valores entre 13,79% e 22,22%. Em média,
os valores cobrados caíram de R$ 15,43 em 2010 para R$ 13,71 neste
ano.
Para Luís Miguel Santacreu, analista de instituições
financeiras da Austin Rating, a diminuição de tarifas está
atrelada a um aumento do número de contas.
"Os bancos já investiram em tecnologia e, por isso, podem cobrar
menos dos clientes que estão se incorporando às suas bases."
OUTRO LADO
O Itaú-Unibanco disse, em nota, que "estabeleceu o compromisso
de oferecer a melhor relação custo-benefício" e que
"a pesquisa reflete isso".
A Caixa afirmou que sua tarifa é "17,58% inferior ao somatório
das tarifas individuais dos serviços disponibilizados no pacote".
Safra, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e HSBC não se pronunciaram.
(FELIPE VANINI BRUNING - Folha de S.Paulo)
04.07 - PwC defende a relevância do auditor
Dennis Nally certa vez tentou reforçar suas habilidades no golfe
praticando Bikram yoga - também conhecido como "hot yoga", uma vez
que envolve a realização de 26 posições em
90 minutos sob um calor de 40ºC. "É um treinamento formidável",
fala com entusiasmo o presidente do conselho de administração
da firma de auditoria e consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Mas ele
não é mais um fã. "Descobri que você desenvolve
uma tendência de trabalhar exageradamente os músculos, o que
não é bom."
Talvez seja natural o fato de o chefe de uma companhia conhecida como
uma das "Big Four" [as quatro maiores empresas de auditoria e consultoria
do mundo] se preocupar com questões como força e tamanho.
"Estamos numa verdadeira corrida para continuar sustentando nossa posição
de liderança como a maior rede de serviços profissionais
do mundo", diz ele em seu luxuoso escritório no centro de Manhattan,
com vista para o Empire State Building.
Se a PwC, que emprega cerca de 162 mil em 154 países, vem liderando
ou não essa corrida depende a quem você pergunta. Com receitas
de US$ 27 bilhões em 2010, a organização está
praticamente palmo a palmo com a Deloitte pelo posto de maior do mundo.
Nally, 59, que é presidente do conselho de administração
da empresa guarda-chuva que abriga as várias parcerias da PwC desde
2008, não está apenas preocupado com o tamanho, e sim em
como organizá-lo. As paredes de sua sala são decoradas com
fotografias de pessoas famosas com as quais ele já esteve - Dmitry
Medvedev, presidente da Rússia, Bill Clinton, ex-presidente americano,
e Condoleezza Rice, ex-secretária da Estado americana -, mas Nally
gostaria mesmo é de conhecer o Papa.
Sua própria fé católica tem pouco a ver com isso.
Na verdade Nally parece impressionado com a façanha de coordenação
que o Papa vem empreendendo. "Quando penso na Igreja Católica, todos
os seus problemas, desafios e o que estão tentando fazer, fico imaginando
que seria interessante passar um tempo curto, mas valoroso, com uma pessoa
como ele", diz.
Com um sorriso irônico, ele menciona "o debate sadio" necessário
para fazer todas as partes do império da PwC seguirem a mesma direção.
Mas isso é algo que Nally aparentemente faz com prazer. "Em termos
de como você movimenta uma organização tão grande
quanto a nossa, tudo começa com a estratégia, um bom acordo
e alinhamento com o que você está tentando fazer", diz ele.
Segundo de três filhos, Nally provavelmente está acostumado
com vozes conflitantes. Nascido em Washington, ele se mudou para Detroit
por força do emprego do pai no FBI. Em vez de seguir o pai na luta
contra o crime, ele se viu investigando contas corporativas como auditor
júnior da PwC. "Minha expectativa era a de que começaria
na firma, passaria dois anos lá, conseguiria meu CPA [certificado
americano de qualificação em contabilidade] e provavelmente
acabaria trabalhando em uma montadora", diz ele. Na época, observa,
quando Detroit era a "capital mundial do automóvel", todo mundo
parecia acabar no setor.
Mas ele ficou na PwC. "Cresci no mundo da auditoria e me envolvi com
algumas das maiores contas da firma, principalmente na área de tecnologia",
diz ele.
Hoje em dia, o desafio de coordenar todas as diferentes partes da PwC
vem acompanhado do escrutínio que a profissão de contador
vem sendo alvo, por parte de autoridades reguladoras no mundo. A crise
financeira e a recessão econômica que se seguiu levantaram
dúvidas sobre a utilidade dos contadores afinal ou, como colocou
Nally em sua carta ao presidente do conselho de administração
no ano passado, sobre "a relevância no longo prazo da auditoria e
o valor que ela proporciona ao mercado".
Eis um pouco de verborragia administrativa. "O envolvimento em uma
discussão com os principais detentores de participações
em torno de suas expectativas, e então o que podemos realmente fazer
para garantir nossa relevância ou nossa sustentabilidade no longo
prazo, é na verdade um diálogo que vale muito a pena ter",
diz ele.
E as fraudes ou contabilidade enganosa? Certamente os auditores ficam
na linha de fogo quando um caso desses acontece sob sua supervisão.
Nally cruza os braços e pela primeira vez assume um ar defensivo.
"Há padrões profissionais por aí e uma auditoria não
é elaborada sobre esses padrões para detectar fraudes", diz,
observando que a detecção de fraudes recai sobre outros indícios
que incluem a governança de uma companhia, o tom adotado pela administração
e os sistemas de controle.
"As razões disso acontecer dessa maneira são porque,
embora sempre tomemos conhecimento de grandes fraudes, o número
de situações como essas com as quais você de fato se
depara é muito pequeno. Você não faz uma auditoria
pela 'exceção' porque, francamente, o custo seria proibitivo
para todos do mercado de capitais."
Assuntos quentes à parte, as autoridades reguladoras pairam
no ar - ou, conforme coloca Nally com tato, "estão compartilhando
suas perspectivas". No ano passado a União Europeia publicou um
relatório onde demonstrava preocupações com a independência
da profissão de auditor e com o domínio das Big Four. Nally
vê méritos em algumas mudanças propostas, como a revelação
de mais informações sobre os resultados de uma auditoria,
em vez da atual postura aprovado-ou-não. Outras propostas, como
o rodízio obrigatório das firmas, têm probabilidade
menor de melhorar os padrões, diz.
"Quando você olha para o significado de algumas dessas instituições
que auditamos, que realmente exigem conhecimento profundo, mudar os auditores
de anos em anos fará você perder esse conhecimento institucional
e diríamos que a probabilidade não é de uma melhoria
da qualidade das auditorias; na verdade poderá ocorrer exatamente
o oposto", afirma ele.
A qualidade da auditoria é uma questão que parece instigar
Nally. Ele parece animado explicando: "Quando pensamos nas habilidades
necessárias para se fazer uma auditoria hoje, em comparação
há dez anos, vemos que elas são fundamentalmente diferentes."
A complexidade das organizações empresariais e a necessidade
de conhecimento setorial, além de conhecimentos em escala global,
tornou o processo de contabilidade muito mais complexo, afirma ele, e isso,
entre outras coisas, levou à formação das Big Four.
Autoridades reguladoras estão agora questionando se essas quatro
são na verdade "grandes demais para quebrar". Nally afirma que a
importância delas simplesmente reforça a necessidade de gerenciamento
de riscos de falência.
E no que ele chama de "um mercado intenso e competitivo", o alcance
e os recursos de uma PwC, incluindo os braços de imposto comercial
e consultoria, são necessários para atender as demandas complicadas
dos maiores clientes de auditoria. Portanto, força e tamanho têm
seus benefícios. (Helen Thomas - Financial Times/Valor Online)
04.07 - Acidente de trabalho: Ressarcimento ao INSS
INSS deve receber mais de R$ 230 mil gastos em pensão por acidente
de trabalho
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve ser ressarcido em
mais de R$ 230 mil pagos em pensão por morte decorrente de acidente
de trabalho em que as empresas não observaram normas de segurança.
Os procuradores da AGU (Advocacia-Geral da União) argumentaram na
Justiça que o acidente aconteceu por neglicência dos empregadores.
O segurado era auxiliar de manutenção para a A.P. Cesar
contratada da empresa Klabin para instalação de cabos metálicos.
Ao instalar os cabos do sistema de para-raios no telhado sobre o galpão
da empresa Klabin, o funcionário caiu de uma altura de 8 metros
e morreu em virtude da gravidade das lesões.
A procuradoria constatou que havia todas as hipóteses para propor
a chamada ação regressiva acidentária, especialmente
no que se refere ao descumprimento das normas de saúde e segurança
no trabalho pelo empregador.
Por meio da PRF-2 (Procuradoria Regional Federal), a AGU entrou com
ação que foi julgada procedente pelo juízo da 6ª
Vara Federal do Rio de Janeiro. A Justiça acolheu os argumentos
dos procuradores e as empresas terão de devolver integralmente os
valores pagos pelo INSS à viúva do funcionário como
pensão por morte.
"O expressivo número de vitórias obtidas nessas ações,
que superam mais de 90% em todo o Brasil, vem incentivando as empresas
investigadas a promoverem o ressarcimento espontâneo das despesas
feitas pelo INSS, além de contribuir para a concretização
da política pública de prevenção de acidentes
de trabalho no país". afirmou a AGU. (Última Instância)
04.07 - Novo passivo trabalhista
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de exigir aviso
prévio proporcional ao tempo de serviço nas demissões
sem justa causa, ameaça criar um novo passivo trabalhista, de enormes
proporções.
Até agora, os questionamentos das consequências da decisão
do STF se concentraram na definição do critério da
proporção agora reconhecida (veja o Confira). Mas provavelmente
a consequência mais grave será o fato de que ficou reconhecida
não apenas a proporção do aviso prévio, mas,
também, o direito retroativo dos quatro funcionários da Companhia
Vale do Rio Doce - que interpuseram a ação judicial às
datas de demissões ocorridas entre três e quatro anos atrás.
O ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto entende que a falta
de definição de uma data a partir da qual o direito à
proporcionalidade pode ser cobrado é uma fonte de grande insegurança
jurídica porque, da noite para o dia, cria um potencial passivo
trabalhista que antes não existia.
Os resultados dessa conta podem ser devastadores, avisa José
Pastore, professor de Relações do Trabalho da USP. "Se essa
proporcionalidade valer para contratos rompidos desde 1988, além
de perderem competitividade, muitos empregadores seriam forçados
a recorrer à terceirização, à substituição
de mão de obra encarecida por automação, à
alta rotatividade de funcionários e à informalidade." Ou
seja, perderiam tanto os patrões quanto os empregados.
Para quem está chegando ao assunto só agora, convém
expor como esse caso começou. No dia 22 de junho, o STF entendeu
que a Constituição precisa ser cumprida. E lá (art.
7.º, inciso XXI) está escrito que o "aviso prévio é
proporcional ao tempo de serviço, nos termos da lei". Mas, 23 anos
após a promulgação da Constituição,
o Congresso ainda não definiu em lei as bases em que essa proporcionalidade
deve ser aplicada, ou seja, quantos dias adicionais de salário por
ano serão contados acima do mínimo de 30. O próprio
STF avisou que vai estipular, para cumprimento da sentença proferida,
os critérios da proporcionalidade aplicável a esses quatro
casos.
Mas, afinal, a partir de que data começa o direito do assalariado
à proporcionalidade: (1) de 1988, quando a Constituição
entrou em vigor; ou (2) a partir do reconhecimento desse direito pelo Supremo?
Mas, (3) assim sendo, quem foi demitido há três ou quatro
anos, como os ex-funcionários da Vale, pode requerer o mesmo benefício
ao seu antigo empregador?
Os questionamentos trabalhistas prescrevem em dois anos a partir da
data do fato gerador da queixa. Logo, surge mais uma pergunta: essa limitação
(prazo de dois anos para a prescrição) deve ser levada em
conta? Pazzianotto entende que não, uma vez que a decisão
do STF equivale a uma nova lei.
O jurista Ives Gandra Martins, presidente do Conselho Superior de Direito
da Fecomércio, reconhece a existência do precedente. E, para
evitar o aparecimento de nova conta para as empresas - justamente num momento
em que o Brasil se empenha para reduzir os encargos trabalhistas -, propõe
que o STF defina que a sentença do dia 22 tenha apenas efeitos prospectivos,
ou seja, valha somente a partir do momento em que for assinada. E sugere
que seja esclarecido que o direito à retroatividade se restringe
a esses quatro casos.(Celso Ming, colaborou Gustavo Santos Ferreira - O
Estado de S.Paulo)
04.07 - Projeto amplia atividades favorecidas pelo Simples
O Senado Federal analisa o Projeto de Lei Complementar 467/08, que
amplia o leque de atividades empresariais aptas a utilizar o Simples Nacional.
A proposta é o segundo item da pauta de Plenário e inclui
mais 13 áreas de atividades na atual legislação.
O Simples Nacional é o Sistema Integrado de Imposto e Contribuições
das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, um regime tributário
diferenciado e simplificado que visa favorecer pequenas empresas. De acordo
com a Lei Complementar 123/06, microempresa é aquela que obtém,
a cada ano, receita bruta igual ou inferior a R$ 240 mil. Já a empresa
de pequeno porte deve ter receita bruta anual superior a R$ 240 mil e igual
ou inferior a R$ 2,4 milhões.
As novas áreas que o projeto inclui são: medicina; medicina
veterinária; odontologia; psicologia, psicanálise, terapia
ocupacional, fonoaudiologia e clinicas de nutrição; fisioterapia;
advocacia; serviços de comissária, de despachantes e de tradução;
arquitetura, engenharia, medição, testes, desenho e agronomia;
corretagem de seguros; representação comercial; perícia,
leilão e avaliação; auditoria e consultoria; e jornalismo
e publicidade.
A principal restrição ao ingresso de empresas no Simples
Nacional está no artigo 17 da Lei Complementar 123/06, que veda
a participação de empresas prestadoras de serviços
decorrentes de atividade intelectual, de natureza técnica, científica,
desportiva, artística ou cultural. Esse artigo proíbe também
a utilização do regime tributário diferenciado às
empresas que prestam serviços de instrutor, corretor, despachante
ou qualquer tipo de intermediação de negócios.
(Anfip)
01.07 - Consignado: Governo tenta deter fraudes
Governo pretende concentrar em um único cartão o recebimento
da aposentadoria e o depósito do empréstimo solicitado
Para inibir fraudes no crédito consignado concedido aos aposentados
que não têm conta bancária, o governo pretende concentrar
em um único cartão o recebimento do benefício e o
depósito do empréstimo solicitado junto à instituição
financeira. Essa é uma forma de impedir situações
em que uma pessoa se passe pelo aposentado ou utilize as informações
deste para sacar o dinheiro do empréstimo irregularmente.
Atualmente, a liberação desse tipo de crédito
acontece por ordem de pagamento, ou seja, o tomador de crédito pode
sacar o recurso no banco que indicou. É possível ainda a
transferência do dinheiro para uma conta de titularidade diferente.
Com a centralização do depósito no cartão em
que o aposentado recebe o benefício, a expectativa é fechar
essa brecha para irregularidades por causa da necessidade da senha do idoso
para a retirada do dinheiro.
Segundo o diretor de benefícios do INSS, Benedito Brunca, a
liberação de empréstimo consignado para o aposentado
que tem conta em banco já é feito desta maneira. Na conta
corrente do idoso é transferido o valor do benefício assim
como o empréstimo, caso seja solicitado. Segundo dados do Instituto,
dos 25 milhões de pessoas que recebem benefícios previdenciários,
algo em torno de 13 milhões não tem conta bancária.
Cerca de 50% do total aposentados e pensionistas operam com o consignado.
Novo TED. Além disso, está sendo negociado com o Banco
Central a criação de uma mensagem específica de Transferência
Eletrônica Disponível (TED) para depósito do crédito
consignado do INSS. A ideia é que o aposentado identifique rapidamente
qual o valor do empréstimo depositado para que, em caso de erros,
cobre correções do banco onde o crédito foi contratado.
As fraudes no crédito consignado para os aposentados foram debatidas
ontem na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social
(CNPS).
Para os participantes, é preciso adotar medidas mais rígidas,
principalmente para a atuação dos chamados "pastinhas" -
promotores que oferecem empréstimos ao público em empresas,
nas ruas e repartições públicas representando as instituições
financeiras.
Pelos dados apresentados pelo INSS, das reclamações feitas
à ouvidoria do Instituto, em 20% são identificadas fraudes.
De janeiro a maio deste ano, foram recebidas 5.111 reclamações,
sendo que em 1.003 foram constatadas algum tipo de fraude e 4.108 foram
consideradas improcedentes. (Edna Simão - O Estado de S.Paulo)
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