18.11 - Petros vai às compras na
crise e estuda investir em estaleiros - O
fundo de pensão Petros, o segundo maior do país, que tem
a Petrobras entre as suas patrocinadoras, se tornou voraz comprador de
ações em meio à crise e aguarda momentos de menor
volatilidade do mercado para determinar seus próximos investimentos.
De acordo com o presidente da entidade, Wagner
Pinheiro, um dos focos para 2009 será o setor de infra-estrutura,
e há possibilidade de adquirir participações diretas
ou por meio de fundos de investimentos em portos e estaleiros.
"Somos parceiros antigos da Petrobras e temos
olhado muito a logística...estamos sim olhando portos, estaleiros",
disse Pinheiro a jornalistas durante evento na segunda-feira na Previ.
A Petros vem tentando elevar sua participação
em renda variável, ao contrário da Previ, maior fundo de
pensão do país, que busca reduzir seu portfólio de
ações.
Desde outubro, segundo Pinheiro, o fundo comprou
mais ações da Petrobras, Vale, companhias de energia elétrica
e a Lupatech, fornecedora da Petrobras.
Em junho deste ano, em entrevista à Reuters,
Pinheiro havia informado que estava em conversas com a Petrobras para participar
de investimentos diretos no pré-sal da bacia de Santos, região
que demandará mais de 400 bilhões de dólares, segundo
o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.
De acordo com Pinheiro, a Petros chegou à
crise em uma boa situação de liquidez, proporcionada pela
entrada de mais 37 mil associados de 2002 até este ano.
"Eram 90 mil (associados) em 2002 e o número
mais recente é de 127 mil (associados). Hoje eu tenho mais participantes
contribuindo", avaliou Pinheiro, admitindo que este ritmo de crescimento
deve ser interrompido.
"A nossa avaliação é que
vamos ter uma desaceleração no crescimento, mas vai mais
em torno de 3,5 por cento, menos do que os mais de 5 por cento previstos
para este ano", explicou.
"Mas no estrutural o Brasil vai continuar a ser
gerador de emprego", aposta o executivo.
"É lógico que a aceleração
dos investimentos que se estava prevendo na Petrobras, por exemplo, já
se fala em desaceleração, mas nunca em parar os investimentos",
assegurou Pinheiro. (Denise Luna - Reuters/G1)
17.11 - Funcef: Ministro leva boas notícias ao XXX Simpósio
- Junto ao Presidente da FUNCEF, Guilherme Lacerda, José Pimentel
anunciou a aprovação da alteração do artigo
115 do REG/REPLAN que busca reverter perdas dos benefícios dos aposentados
e pensionistas
O ministro da Previdência Social José Pimentel participou
de debate na última segunda-feira (10) durante o XXX Simpósio
Nacional dos Economiários Aposentados e Pensionistas da CAIXA e
trouxe boas notícias aos aposentados e pensionistas.
Na ocasião inédita na história dos simpósios
em três décadas, o ministro acompanhado pelo presidente da
FUNCEF, Guilherme Lacerda, pelo vice-presidente de Pessoas da CAIXA, Carlos
Gomes, que na ocasião representou a presidenta Maria Fernanda, e
por representantes dos associados e da CAIXA, anunciou aos presentes no
auditório da plenária a aprovação, pela Secretaria
de Previdência Complementar (SPC), da alteração do
artigo 115 do REG/REPLAN que buscará a reposição de
perdas dos benefícios dos assistidos FUNCEF.
O ministro José Pimentel ressaltou a importância dessa
conquista para os aposentados e pensionistas da CAIXA e parabenizou a todos
os engajados na luta para evoluir os benefícios dos associados da
FUNCEF. "É um momento único em que a união de forças
foi fundamental para que esse processo avançasse e resultasse em
vitória. A FUNCEF atuou firmemente e cumpriu os prazos", destacou
Pimentel sob sonora e longa salva de palmas.
O presidente da Fundação, Guilherme Lacerda, reforçou
as palavras do ministro. "Nós trabalhamos nisso dia e noite buscando
solucionar um problema que afligia nossos aposentados e pensionistas. Temos
consciência que ainda há muito a fazer, mas precisamos também
vibrar com as conquistas que são árduas", afirmou.
Avanços e desafios
Durante o encontro com os aposentados e pensionistas da CAIXA, o ministro
apresentou os mais recentes dados da previdência social no Brasil
em que as contas do setor aproximam-se do superávit após
anos de déficit. Apontou também aspectos que influenciam
positivamente na previdência social como crescimento econômico
e aumento do emprego formal. "Em setembro de 2008, em uma fase na qual
a crise assusta o mundo inteiro, foram criados 282 mil novos empregos no
País, um número recorde", destacou.
Também fez parte da fala do ministro, a relevância da
previdência complementar para a sociedade brasileira e para cada
indivíduo que contribui e usufrui dela. "As Entidades Fechadas de
Previdência Complementar administram hoje perto de R$ 458 bilhões
em ativos e pagam muitos benefícios suplementares. É um valor
significativo", acrescentou.
Pimentel ratificou o compromisso em superar o desafio de aumentar a
inclusão previdenciária no Brasil e humanizar cada vez mais
o atendimento nos postos do INSS. "Claro que precisamos melhorar, mas estamos
avançando. Estamos trabalhando na implantação do Cadastro
Nacional de Informações Sociais, no qual a concessão
de benefícios será automática. O cadastro tem como
um dos objetivos reduzir ao máximo as distorções que
vemos atualmente", reforçou.
Durante os debates acalorados, em que os aposentados e pensionistas
tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao ministro Pimentel e aos demais
componentes da mesa, intervenções que não refletiam
a opinião da maioria foram rebatidas com vigor. "O debate de alto
nível é fundamental para nos desenvolvermos cada vez mais,
mas não podemos aceitar acusações vazias e sem o propósito
de somar ao diálogo. Infelizmente, não conseguimos resolver
todos os problemas de uma vez e nem tampouco com a agilidade que gostaríamos,
mas estamos buscando em conjunto - Governo, Ministério da Previdência,
FUNCEF, CAIXA e entidades representativas dos associados - superar os desafios",
ressaltou o presidente da FUNCEF, Guilherme Lacerda, e continuou: "Solucionamos
o PMPP, Repassamos aumentos reais em razão dos sucessivos bons resultados,
obtivemos êxito na aprovação da alteração
do artigo 115 do REG/REPLAN, entre outras conquistas históricas.
É importante e legítimo questionar, sem, no entanto, deixar
de reconhecer as conquistas já obtidas". O presidente destacou ainda
os esforços da CAIXA, do Ministério da Previdência
e da Secretaria de Previdência Complementar para alcançar
esses resultados.
Ainda durante o evento, houve manifestações dos associados,
que solicitaram resoluções da CAIXA para antigas pendências.
"Sobre as perdas, a mudança no artigo 115 permitirá recuperar
paulatinamente, desde que tenha resultados favoráveis acima da meta
atuarial. É muito importante o acompanhamento e fiscalização
por parte dos associados, por meio dos Conselhos e Comitês da Fundação",
finaliza o presidente. (Funcef/AssPreviSite)
14.11 - Previ: Após perdas, Fundo faz manual para acionistas
- Fundo, que tem participação na Aracruz e na Sadia,
quer maior transparência nas empresas
A crise financeira colocou em xeque a governança corporativa
das empresas brasileiras. A inesperada alta do dólar trouxe perdas
bilionárias às empresas expostas em derivativos cambiais.
Aracruz e Sadia, os casos mais emblemáticos, amargaram prejuízos
de US$ 2,13 bilhões e R$ 653 milhões, respectivamente, surpreendendo
seus investidores. No caso da Sadia, além disso, ainda há
mais de US$ 2 bilhões em aberto. A Previ, fundo de pensão
do Banco do Brasil, uma grande acionista das duas empresas, foi uma das
grandes perdedores.
Com participação expressiva em carteiras de ações,
que nem sempre lhe dão acesso às decisões estratégicas,
a Previ tenta incentivar outros minoritários a exigir maior transparência
empresarial. Na semana que vem, o fundo lança um manual de participação
de acionistas em assembléias. Entre as mudanças propostas
pela fundação, que detém participação
acionária em mais de 70 empresas, está a sugestão
de submeter o balanço financeiro à aprovação
dos acionistas, ao estilo das reuniões para os investidores do mercado
de capitais (Apimec).
Hoje, revela o diretor de Participações da Previ, Joilson
Ferreira, os executivos apenas colocam o tema em votação
sem esclarecer aos investidores como chegaram àquele resultado.
"Tem empresa que faz duas ou até quatro reuniões de Apimec
por ano, e só uma assembléia geral ordinária. A empresa
dá mais atenção aos analistas financeiros do que ao
próprio acionista, que é o patrão dele", reclama Renato
Chaves, ex-diretor de participações da Previ e um dos idealizadores
do manual.
Segundo ele, esse é um tema que ganha ainda mais importância
nesse momento de crise, em que se discute a qualidade das informações
prestadas. "O que se espera que é que as companhias se antecipem
e caminhem para esse modelo", disse. No mês passado, a Previ, por
ser uma acionista de peso na Sadia, exigiu a convocação de
uma assembléia de acionistas para analisar o caso. Ferreira informou
ainda que a fundação já conseguiu informalmente reunir
um grupo de investidores da Aracruz suficiente para também exigir
explicações da companhia.
Para Ferreira e Chaves, o aumento da participação de
investidores estrangeiros e pessoas físicas no capital das empresas
brasileiras nos últimos anos enfatiza ainda mais a necessidade de
melhores práticas de governança corporativa.
No manual, a Previ destaca que as empresas deveriam ter como norma
colocar na internet o máximo possível de informações.
Chaves lembrou que os estrangeiros e também os investidores institucionais
precisam analisar cada item da pauta da assembléia com antecedência,
porque eles também definem seus votos antes.
REMUNERAÇÃO
Outro tema levantado pelo manual é o da remuneração
dos executivos. Para a Previ, a forma como as empresas nacionais apresentam
essas informações nas assembléias oferece pouca transparência
aos acionistas. O balanço revela apenas o valor total pago aos executivos,
sem que haja uma separação entre os valores destinados ao
conselho de administração e à diretora, ou qual é
a fatia da remuneração fixa e da variável.
Sugestões da Previ
Assembléia: Submeter o balanço financeiro à aprovação
dos acionistas, em reuniões semelhantes às feitas pela empresas
com analistas do mercado de capitais (Apimec)
Internet: Empresas deveriam ter como norma colocar na internet o máximo
possível de informações
Salários: Mais transparência em relação
à remuneração dos executivos. Hoje, balanço
mostra apenas o valor total pago, sem divisão entre conselho e diretoria,
ou entre remuneração fixa e variável (Mônica
Ciarelli - O Estado de S.Paulo)
13.11 - Funcesp: Pesquisa de Satisfação
sobre Produtos e Serviços - A
quarta edição da Pesquisa de Satisfação sobre
Produtos e Serviços da Fundação CESP será
realizada pela Vox Populi até 30 de novembro. As perguntas serão
feitas por telefone, no horário das 8 às 19 horas.
Serão pesquisados mil participantes, sorteados
aleatoriamente.
Os comentários, as críticas e as
sugestões apurados na pesquisa são utilizados para promover
melhorias nos produtos e serviços. (Fundação
Cesp/AssPreviSite)
12.11 - Metrus: Investimentos seguros e
de longo prazo - As
constantes notícias sobre a crise financeira internacional, que
teve início nos mercados americanos refletindo fortemente nas Bolsas
de Valores de todo o mundo, têm preocupado toda a sociedade. Para
dirimir dúvidas de nossos participantes, a administração
do Metrus esclarece que:
A crise atual afeta diretamente as empresas que
precisam de liquidez imediata. O Metrus, a exemplo de outros fundos de
pensão, não se enquadra nesse panorama porque todas suas
aplicações em renda variável são de longo prazo
e, portanto, não afetam a liquidez do Instituto, que investe em
diferentes segmentos.
Ao longo de sua existência, o Instituto
atravessou várias crises semelhantes e teve ganhos representativos.
Um panorama semelhante ao que ocorre atualmente foi vivido no passado em
crises como a do México, Ásia, Rússia, flutuação
de câmbio e ataque terrorista aos EUA.
O percentual do patrimônio do Metrus aplicado
em Bolsa de Valores (renda variável), foi, em média de 18%,
segue sua política de investimentos, dentro dos limites legais,
e apenas em empresas de primeira linha. Por isso, investidores de longo
prazo, como o Instituto, agem com cautela, mas sabem que nesses momentos
é preciso aproveitar bons preços para adquirir ações
de empresas seguras e que vão rentabilizar significativamente no
futuro.
Todo o patrimônio do Metrus é aplicado
seguindo linhas definidas em sua Política de Investimento, respeitando
a visão de longo prazo, uma vez que se trata de planos de previdência,
que tem obrigações futuras e deve manter o rígido
controle de riscos além de diversificar seus investimentos, ou seja,
“não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Acompanhe pelo site
do Metrus todas as informações detalhadas sobre os investimentos.
(Metrus/AssPreviSite)
11.11 - Banesprev: Recadastramento de participantes e beneficiários
- Cumprindo determinação da Secretaria de Previdência
Complementar (SPC), o Banesprev está processando o recadastramento
de seus participantes, bem como o dos beneficiários de pensão.
A medida é extensiva a todos os fundos fechados de previdência
complementar do país (EFPCs) e atende a Instrução
MPS/SPC no. 26, editada em 01/09/2008, que objetiva combater e prevenir
os crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens/valores
e acompanhar operações realizadas com pessoas politicamente
expostas.
Assim, em atendimento à norma legal a entidade passa a adotar
novos controles internos e é imprescindível que todos os
participantes e pensionistas preencham o formulário de recadastramento,
incluindo, caso necessário, dados de seus familiares, e nos remeta
até o próximo dia 28 de novembro.
O documento para preenchimento será encaminhado a todos e está
também disponível na seção "Formulários"
do site. O texto integral da Instrução é encontrado
no site da Previdência Social: www.mpas.gov.br/docs/pdf/in26_01-09-2008.pdf.
Para esclarecimentos adicionais, consulte a central de atendimento
do Banesprev: (11) 3249-1001 (Grande SP) ou 0800-705-1001 (localidades
cujo código de acesso não é o 11). Fax da entidade:
(11) 3249-1198. Endereço eletrônico: banesprevatendimento@santander.com.br.
(Banesprev/AssPreviSite)
10.11 - Previ: Intercâmbio e debate sobre previdência
- O atuário Colin Pugh, palestrante no Congresso da Abrapp,
esteve na PREVI na quinta-feira, 6/11, para discutir a regulamentação
sobre a utilização de superávits dos fundos de pensão.
Além desse tema, a atual situação da PREVI e as tendências
do mercado de previdência foram debatidos.
Reuniram- se no encontro a Diretoria Executiva e gerentes executivos
de diversas áreas da PREVI. A abertura foi feita pelo diretor de
Participações, Joilson Ferreira. Em seguida, o Diretor de
Seguridade, José Ricardo Sasseron falou sobre a regulamentação
proposta pela Secretaria de Previdência Complementar.
Com 46 anos de atuação em mais de 30 países, Colin
Pugh também fez uma apresentação de suas experiências
internacionais. O intercâmbio de idéias e experiências
contribui para a qualificação do corpo gerencial da PREVI.
(Previ/AssPreviSite)
07.11 - Funcesp: Portal tem seção
de governança corporativa - O portal da Fundação
CESP está com uma nova seção: Governança Corporativa,
conteúdo desenvolvido com o objetivo de divulgar como acontece essa
prática em uma entidade em que as decisões dos gestores devem
conciliar os interesses de diferentes públicos: patrocinadores e
participantes.
"estamos trabalhando para mostrar como a governança
corporativa está atuando no sentido de reduzir conflitos e tornar
cada vez mais transparente a gestão para os públicos de interesse
da entidade e para toda a sociedade", explica Édner Bitencourt Castilho,
gerente executivo de Gestão de Risco.
Além de explicar o conceito, o conteúdo
no portal divulga a estrutura de governança, as responsabilidades
e atribuições dos gestores, as condições em
que são feitas contratações de especialistas, os incentivos
legais e financeiros que garantem o equilíbrio das decisões.
Além disso, também apresenta o conjunto de mecanismos que
viabiliza a governança e colabora para garantir a sustentabilidade
da Fundação CESP.
Modelo consagrado
"O conteúdo de governança corporativa
foi editado com base em um modelo da Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que propõe um padrão
de informações relevantes no segmento de previdência
complementar", diz Nilton Akira Yamamoto, da Gerência Gestão
de Risco.
Outra preocupação dos profissionais
envolvidos neste trabalho foi tornar a navegação e a abordagem
acessível a todos os públicos, apesar da especificidade do
tema. Para Nilton, "as pessoas ainda têm pouco contato com governança
corporativa. Por isso, nossa estratégia deve estimular o interesse
e, conseqüentemente, aumentar o conhecimento sobre esse assunto".
Equipe multidisciplinar
Além da equipe da Gerência Gestão
de Risco, a construção da seção de governança
corporativa também contou com o trabalho de profissionais das Gerências
Tecnologia da Informação e Comunicação Institucional.
(Fundação Cesp/AssPreviSite)
06.11 - Previ: Funcionários publicam artigos - Dois
funcionários da PREVI tiveram artigos publicados na Revista de Previdência
nº 7, lançada no Congesso da Abrapp. A advogada Sabrina Lima
Martins escreveu sobre "A responsabilidade civil dos gestores e técnicos
dos fundos de pensão". E o gerente executivo da Gerência de
Operações Financeiras, Emílio Mayrink Sampaio,
é o autor do artigo "Alocação de recursos em títulos
públicos federais sob a ótica das EFPC: convergência
de objetivos dos fundos de pensão e do Tesouro Nacional".
(Previ/AssPreviSIte)
05.11 - Petros: Estratégia de investimentos em destaque
- A imprensa especializada repercutiu com grande destaque a estratégia
de investimentos da Petros para driblar a crise econômica internacional.
Na sexta-feira (31/10), a agência de notícia Reuters e os
jornais Valor Online, Folha de S. Paulo e Gazeta mercantil publicaram matérias
onde o presidente Wagner Pinheiro manifesta o desejo de aproveitar a queda
de preço dos ativos para aumentar o peso da renda variável
(mercado de ações) na carteira. O dirigente foi entrevistado
durante O I Seminário Internacional de Educação Previdenciária,
promovido pela Petros e Funcef, com organização da Sage América
Latina.
O objetivo da Petros é voltar a ter, no próximo ano,
cerca de 30% da carteira total em renda variável. Com a crise global,
essa participação baixou de 31% para 28%. "O valor dos ativos
diminuíram, como todos sabem, e isso possibilita alternativas positivas
e vantajosas para entrar em negócios que você estava analisando
e agora está mais barato... Vamos comprar mais”, afirmou Pinheiro
à agência Reuters.
Ao Valor Online, o dirigente da Petros disse que estão aparecendo
oportunidades de negócios para os fundos de pensão. "Na renda
fixa estamos ganhando mais, porque a taxa de juros subiu, e do outro lado
o valor dos ativos diminuiu.” Essa alteração de cenário,
segundo Pinheiro, está possibilitando “alternativas vantajosas para
o ingresso em negócios que estávamos analisando e agora temos
a possibilidade de entrar mais barato”.
Pinheiro explicou ainda que a rentabilidade com os ativos de renda
fixa atingiu 9% no acumulado do ano até setembro, enquanto a rentabilidade
global ficou na casa dos 3%. A crise, admitiu o executivo, tornou "muito
difícil" atingir a meta atuarial para 2008, de IPCA mais 6% ao ano.
Entre os setores mais interessantes na renda variável, Pinheiro
destacou energia e bancos e revelou que a instituição tem
aproveitado os preços para adquirir papéis de Vale e Petrobras.
O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, disse ainda que o fundo planeja
aumentar a participação em investimentos de infra-estrutura.
A Fundação, conforme noticiou a Folha de S. Paulo, ganhou
uma das concessões de rodovias paulistas, a Raposo Tavares. Nesse
particular, o executivo divulgou o interesse no leilão de linhas
de transmissão do rio Madeira, previsto para o fim do ano. "Esse
é também um momento para ser comprador na Bolsa."
“Na crise de liquidez, quem tem recursos no bolso e trabalha longo
prazo deve ir às compras para fazer bons negócios”. Com esta
abertura, a Gazeta Mercantil, afirmou em reportagem que “A Petros o fundo
de pensão dos funcionários da Petrobras, tem operado com
esta lógica em mente desde setembro”. (Petros/AssPreviSite)
04.11 - Previ analisa venda de área em Copacabana -
Um
dos endereços mais charmosos da capital carioca está prestes
a ser licitado. A Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil (Previ) vai negociar a venda ou o arrendamento de um imóvel
localizado na Avenida Atlântica, em Copacabana. A propriedade de
37 mil metros quadrados abrigava o Hotel Meridien e depois passou a ser
uma unidade da rede Iberostar Hotels & Resorts, desde janeiro de 2007.
A consultoria Newmark Knight Frank, contratada para conduzir a negociação,
estima recolher 200 propostas de preço.
De acordo com Brandon Kidd, diretor da consultoria, estariam interessados
no negócio investidores internacionais da Europa, dos Estados Unidos
e do Oriente Médio. "Teremos a Copa do Mundo em 2014. Trata-se de
um local que tem grande procura e poucas ofertas", disse. Ele citou a possibilidade
de a Vale apresentar proposta para alugar o prédio.
Segundo ele, não há preferência por arrendamento
ou venda. Para a consultoria, "tudo vai depender da rentabilidade da Previ".
A expectativa é de que o investidor vencedor da licitação
atue na área hoteleira ou alugue escritórios comerciais.
O diretor informou ainda que o comprador ou arrendador não vai herdar
dívidas. Outra expectativa é terminar a primeira fase do
processo licitatório no final deste mês, com seis finalistas.
O edital de licitação deve estar disponível a
partir desta semana. Conforme Kidd, o edital não prevê restrições.
"Se tiver dinheiro e puder comprovar isso, o interessado vai poder participar
[da licitação]". A Previ negou que a decisão de vender
o imóvel tenha a ver com a crise financeira global e alegou que
se trata de uma "estratégia de investimento. A Previ precisa obter
recursos para remunerar seus participantes", concluiu Carlos Pacheco, diretor
de Operações da Newmark Knight Frank. Ele disse também
que "o momento é preocupante, mas o imóvel tem um dos melhores
endereços do Brasil". A consultoria e a Previ não revelaram
o preço mínimo estimado. (DCI)
03.11 - Infraprev: Rentabilidade acima do setor - O INFRAPREV
obteve 6,42% de rentabilidade dos investimentos no primeiro semestre do
ano. O resultado foi superior a média dos fundos de pensão
associados à Abrapp, de 4,71%.
No entanto, a crise mundial está afetando o cumprimento da meta
atuarial de 2008. Mas segundo o Diretor-Superintendente, Carlos Frederico
Aires Duque, os resultados positivos dos últimos cinco anos formaram
um colchão de proteção do patrimônio.
Nesse período o Instituto superou a meta atuarial em função
da política de investimentos e de um cenário econômico
estável. Existe uma folga. De 2003 a 2007, a rentabilidade
foi de 151,27% e a meta atuarial (INPC+6%) foi de 78,05%. A rentabilidade
da carteira de renda variável, só nesse período, foi
de 386,90%
Carlos Frederico ressalta que o processo de instabilidade na bolsa
de valores é temporário e que há perspectiva de alta
numa visão de médio e longo prazos. Por isso a posição
do INFRAPREV é de manter os investimentos. (Infraprev/AssPreviSite)
Notícias
Anteriores

|