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Destaques do dia
Nova tabela de cobertura da ANS para planos impacta empresas e usuários
Planos de saúde têm redução de clientes na Baixada Santista
Plano condenado por negar cirurgia de emergência devido a carência
Economus: Entra em vigor novo rol de cobertura dos planos
Correios: Familiares de funcionários poderão ficar sem plano
Saúde para quem precisa: passado, presente e futuro
Questionada resolução da ANS que restringe adesão a planos coletivos
Reforma e os danos extrapatrimoniais da relação de trabalho
Sem ‘reformas’, S&P rebaixa de novo a nota do Brasil
S&P revisa nota de crédito soberano do Brasil
S&P rebaixa a nota do Brasil
S&P rebaixa nota soberana do Brasil de BB para BB-
O ‘dream team’ de Michel Temer falhou
Meirelles: Nota "corrobora tudo que estamos falando"
Meirelles: Lado positivo é que S&P pode melhorar a nota
Fazenda: S&P pode rever nota se reformas passarem
Ibovespa sobe e retoma 79 mil pontos no fechamento
Dólar cai a R$ 3,21, menor valor desde outubro
SP: Febre amarela - Filas por vacina
SC: Funcionários do Hospital de Araranguá encerram greve
RS: Manutenção do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
ES: Pacientes relatam demora para marcar consultas e conseguir remédios
MG: Governo confirma 9 mortes por febre amarela
MT: Sem salários, funcionários da Santa Casa ameaçam fazer greve
CE: Ótica em posto de saúde de Fortaleza cobra consulta
Programa de Proteção Radiológica Infantil
O que é a dose fracionada da vacina contra febre amarela
Pesquisa - Vírus da Zika mata células cancerígenas do cérebro
Uma forma de proteção contra o Zika
Rede Mater Dei de Saúde adere à cultura compliance
24 de janeiro: Dia dos Aposentados


O Dia da Saúde - Nossa Leitura
As finanças municipais terão um alívio com a mudança na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS), em vigor desde o início do ano. Em média, a receita com esse tributo deve aumentar mais de 20%, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CMN) obtida pelo ‘Estadão/Broadcast’.  A cobrança deixou de ser feita no município de origem e passou a ser feita no destino. Isso significa que as empresas terão de recolher o ISS no local de prestação do serviço e não mais na sede da companhia. A mudança vale para as operações com cartões, leasing (arrendamento) e planos de saúde, e foi aprovada para acabar com a chamada guerra fiscal entre os municípios. Com isso, as empresas terão de recolher os valores a milhares de prefeituras.  Antes, o imposto sobre uma transação com cartão de crédito feita em Porto Alegre seria recolhido pela sede da operadora do cartão, não pela capital gaúcha. Assim, no caso das operadoras de cartão, é necessário recolher o ISS em cada local onde há uma maquininha realizando uma operação. Os planos de saúde, por sua vez, pagam o imposto nas cidades onde estão os beneficiários.  As confederações que representam essas companhias afirmam que a alteração aumenta o custo operacional – que deve ser repassado a clientes – e coloca em risco a prestação de serviços em pequenas localidades.  A lei prevê que a cobrança do ISS deve ser de 2% a 5%, mas algumas prefeituras recolhiam, na prática, menos de 0,5% uma vez que descontavam da base de cálculo pagamentos de outros tributos. Quem cobrar menos ficará sujeito à improbidade.  Fonte: Agência Estado

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Sistema de Saúde Suplementar e a gestão das operadoras
BRC Benner

Nova tabela de cobertura da ANS para planos impacta empresas e usuários
A nova lista de cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde o dia 2 de janeiro, estabelece a inclusão de 18 novos procedimentos - entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades - e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Pela primeira vez está sendo incorporado no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde um medicamento para tratamento da esclerose múltipla. O Rol é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. A nova lista atenderá 42,5 milhões de beneficiários que possuem planos de assistência médica e 22,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos.
Ainda que positiva e aguardada pelos usuários de planos de saúde, a medida afetará diretamente o custo deste serviço. Afinal, quanto maior a cobertura, mais caro o plano. No Brasil, cerca de 80% dos usuários de planos de saúde têm acesso ao benefício através das empresas. As corporações contratam o serviço, que é oferecido aos seus funcionários na forma de benefício. Em média, os gastos com planos de saúde representam entre 8% a 12% da folha de pagamento. Como evitar que a ampliação da cobertura não represente um tiro no pé dos trabalhadores, quando o custo desses novos procedimentos chegar ao custo do benefício?
Segundo José Anselmo Neto, diretor da Vichiwork, consultoria de benefícios e treinamentos empresariais, responsável pela gestão de mais de 10 mil Vidas em planos de saúde, os usuários (os, empregados) sempre são afetados ao final do processo, caso a empresa não tenha uma gestão especializada dessa despesa. "Como os contratos empresariais possuem custos específicos para cada empresa, quem tem uma gestão eficiente pode absorver o aumento de coberturas e novas tecnologias de tratamentos sem impactar no custo final do plano. Temos casos de clientes que, desde 2013, recebem reajustes abaixo de 10% nos contratos, o que é um grande resultado em um período onde o VCMH acumulou alta de mais de 100%", diz ele.
A gestão profissional deste benefício por parte das empresas pode representar ganhos superiores a 25% na negociação com as operadoras e seguradoras, na renovação do contrato - que é quando o impacto da inflação médica e os custos derivados desses novos procedimentos irão bater nas portas das empresas.
Dados do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (Iess) demonstram que as fraudes e desperdício consomem anualmente 22,5 bilhões de reais das despesas de saúde suplementar no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), associação que reúne as operadoras e seguradoras de planos de saúde, 20% do custo dos planos é derivado do mau uso por parte dos usuários (médicos e pacientes) que fazem mais exames dos que realmente são necessários. O resultado é que 35% dos exames não são sequer retirados dos laboratórios. O combate ao desperdício é o caminho por onde empresas e usuários poderão se beneficiar de coberturas cada vez maiores, com menos custos, o que só é possível com uma gestão dedicada e profis  (Monitor Mercantil)

Planos de saúde têm redução de clientes na Baixada Santista
Santos (SP) - O número de clientes de planos de saúde caiu 6,5% na Baixada Santista em três anos. Em junho de 2014 eram 721.678 usuários nas nove cidades da região, enquanto em junho de 2017 os registros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontavam 674.388 – menos 47.290 pessoas. No mesmo período, o Brasil registrou queda de 4,9% no número de beneficiários de convênios médicos, de 49,8 milhões para 47,3 milhões.
O recuo no total de clientes coincide com a crise econômica que afetou o Brasil a partir de 2014 e gerou alto índice de desemprego. Quase 70% do total de usuários no Brasil usa plano coletivo empresarial – aquele oferecido pela empresa e que o funcionário colabora com uma porcentagem. Sem a cobertura, milhares de pessoas passaram a buscar o Sistema Único de Saúde (SUS), sobrecarregando a rede pública.
De 2008 até 2014, a quantidade de pessoas com plano de saúde na Baixada Santista só aumentou, passando de 676.353 usuários para 720 mil, quando começou a cair. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as operadoras, afirma, em nota, que no último trimestre constatou diminuição no ritmo de queda do número de beneficiários de planos de assistência médica, em sintonia com os sinais de recuperação da atividade econômica.
“Mas é importante ressaltar, que, para que haja completa recuperação do setor de planos de saúde, é necessária a retomada plena das atividades econômicas. Apesar de ser um segmento mais resiliente, houve perdas significativas de beneficiários em razão do aprofundamento da crise”, informa a FenaSaúde.
Atuação local
O Plano Santa Casa Saúde perdeu, segundo dados da ANS, mais de 14 mil clientes nos últimos dois anos, passando de 99.118 para 84.677, -14,5%.
“Inegavelmente, a atual crise financeira de nosso País vem afetando todos os segmentos comerciais e a área da saúde também sofreu”, diz o plano, em nota. “Foi necessário fazer uma readequação de contratos que não eram economicamente viáveis para o plano, devido ao alto índice de sinistralidade”.
O Plano Ana Costa Saúde tinha 86.669 beneficiários em 2015, passou para 96,6 mil em 2016, mas teve redução no ano passado de 1,9%, fechando com 94,8 mil. A operadora diz que o índice acompanhou o Estado, que teve queda de 1,5%.
“Nossa carteira, que tem cerca de 30% de planos individuais, sofreu impactos tanto da redução do poder aquisitivo das pessoas físicas quanto da diminuição dos postos de trabalho oferecidos pelas empresas”.
A Unimed Santos foi a única operadora baseada na região a registrar movimento contrário, ampliando de 146.036 em junho 2014 para 169.931 em junho de 2017. A operadora afirma que hoje são 190 mil usuários.
Com a crise, a Unimed Santos estabeleceu metas e estratégias para aumentar a carteira, diz Ivan Akaoui Vianna, diretor da empresa. “Enxergamos a crise como uma ótima oportunidade para inovarmos. Além de estabelecer estratégias de mercado, investimos na qualidade e ampliação dos serviços, para fidelizar clientes e atrair novos”.
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Prevent Sênior, com atuação na Baixada Santista, teve aumento no número de beneficiários no período, de 8.715 para 13.608, na região.  (A Tribuna)

Plano condenado por negar cirurgia de emergência devido a carência
Os direitos à vida e à saúde, que são direitos públicos subjetivos invioláveis, devem prevalecer sobre os interesses administrativos e financeiros da instituição privada. Esse foi o entendimento aplicado pelo juiz Antônio Francisco Paiva, da 17ª Vara Cível de Fortaleza, ao condenar um plano de saúde a indenizar o pai de um paciente que teve cirurgia de emergência negada indevidamente.
O caso aconteceu em 2014. A mãe levou o filho a um hospital em razão de fortes dores abdominais. Ao ser atendido, foi diagnosticado o quadro de apendicite grau 4, devendo ser feita cirurgia imediata. Porém, ao solicitar o procedimento, a família teve o pedido negado em razão de ainda faltarem 25 dias de carência. Diante da negativa, a mãe levou o garoto a outro hospital, onde foi feita a cirurgia.
Após o acontecido, o pai do menino entrou com ação na Justiça para requerer indenização por danos materiais no valor de R$ 3 mil referentes aos gastos com exames laboratoriais, medicamentos e intervenção cirúrgica. Além disso, pediu que o plano de saúde fosse condenado em R$ 5 mil pelos danos morais causados.
Em sua defesa, a empresa alegou que o dependente do plano não teria cumprido a carência para o procedimento. Também argumentou que não se tratava de uma emergência, além da inexistência de ato ilícito e a falta de prova dos danos sofridos.
Ao julgar o caso, o juiz Antônio Francisco Paiva considerou abusiva a conduta do plano de saúde. De acordo com ele, foi comprovada a situação de urgência. Com isso, o plano de saúde deveria ter observado o prazo de carência para casos de urgência determinado pela Lei 9.656/98, que é de 24 horas.
“Ao negar o fornecimento do tratamento ao autor, encontra-se em descompasso com a legislação do consumidor, além de ofender o princípio da dignidade humana, consagrado a nível constitucional, e observado pela Lei 9.656/98, que trata dos Planos de Saúde. Ademais, os direitos à vida e à saúde, que são direitos públicos subjetivos invioláveis, devem prevalecer sobre os interesses administrativos e financeiros da instituição privada”, complementou.
O juiz citou ainda jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que a cláusula que estabelece o prazo de carência deve ser afastada em situações de urgência, pois o valor da vida humana se sobrepõe a qualquer outro interesse.
Assim, o juiz concluiu pela conduta abusiva do plano de saúde, condenando-o ao pagamento de R$ 5 mil a título de dano moral. Já o pedido de danos materiais foi julgado improcedente, pois não foram comprovados nos autos.
Processo 0217625-96.2015.8.06.0001  (Jornal Jurid)

Economus: Entra em vigor novo rol de cobertura dos planos
Entrou em vigor no dia 02/01 a nova cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com a inclusão de 18 novos procedimentos – entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades - e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer, além da inclusão de um medicamento para tratamento da esclerose múltipla.
O Rol é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. É este documento que norteia o processo de análise técnica e de autorização de procedimentos médicos pelos planos de saúde.
Vale lembrar que para a maioria dos novos procedimentos é necessário observar a Diretriz de Utilização (DUT), que é o documento que estabelece em quais condições o procedimento será adequado ao paciente.
A lista de procedimentos cobertos pelos planos de saúde é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças, por meio de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade.
Acesse a lista completa de incorporações do Rol através do link
http://www.ans.gov.br/images/Lista_Incorporação_Final.pdf    (Economus/AssPreviSite)

Correios: Familiares de funcionários poderão ficar sem plano
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) poderá julgar no próximo mês de fevereiro ação para retirada de pais, filhos e cônjuges do plano de saúde dos funcionários dos Correios. De acordo com a proposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), a estatal bancará  100% do benefício apenas para os 140 mil servidores da ativa e aposentados. Os dependentes teriam que pagar uma mensalidade e coparticipações.
Na visão da advogada Nathália Monici, do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, “a pretensão apresentada pela ECT trará prejuízos irreversíveis aos empregados e seus dependentes, na medida em que o aumento da participação dos empregados na cobrança de mensalidades ensejará o pedido de rescisão dos contratos daqueles que não suportarem a oneração excessiva das contribuições. É importante registrar, por fim, que a retirada dos dependentes do quadro de beneficiários colocará milhares de pessoas em risco no plano de saúde, caracterizando um enorme contingente de novos usuários que o Sistema Único de Saúde não terá condições de acolher.”
Atualmente, a regra permite a cobertura de 95% dos custos do plano aos concursados e de seus 260 mil dependentes. Os Correios esperam reduzir em um terço o gasto de R$ 1,8 bilhão anual. Como compensação, a estatal se propõe a distribuir 15% do lucro aos funcionários. (PrevTotal)

Saúde para quem precisa: passado, presente e futuro
"Haja hoje para tanto ontem", brinca o poeta Paulo Leminski. É tempo de pensar o presente e preparar o futuro da saúde. A partir da Constituição de 1988, a implementação da democracia se fez acompanhar da ampliação tanto do acesso à Justiça quanto do alcance do direito à saúde.
Estes fatores ajudam a explicar o aumento das ações judiciais sobre esta matéria, assim como as dúvidas sobre como encaminhá-las. Entre as controvérsias, na pauta do Supremo Tribunal Federal, avalia-se o "dever do Estado de fornecer medicamento de alto custo a portador de doença grave que não possui condições financeiras para comprá-lo". No Superior Tribunal de Justiça, examina-se a responibilização de "medicamentos não incorporados em atos normativos do SUS".
Para lidar com o volume de ações, é necessário distinguir pedidos indevidos de falhas nas políticas públicas, para atacar os problemas na origem. Uma conhecida lacuna é assistência básica da saúde, também chamada de atenção primária - ou seja, o atendimento inicial dos usuários. Não adianta lamentar a judicialização da saúde sem olhar para as filas de espera. No longo prazo, o custo do descaso exigirá seu preço, como já cobra.
O foco na atenção básica, por seu viés preventivo, é mais humano e, ao mesmo tempo, mais econômico. Na mesma linha, é preciso conferir maior atenção ao saneamento básico, à alimentação, às informações nutricionais, à saúde dos trabalhadores e dos presos. Além disso, lerta-se que uma interpretação literal da PEC do teto dos gastos públicos, que tanto preocupa no presente, terá efeitos ainda mais nefastos no futuro.
No plano judicial, a premissa é a qualificação da atuação. Cabe registrar um importante conjunto de medidas implementadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em 2013, foram criados grupos de médicos para consulta pelos juízes. São os Núcleos de Apoio Técnico (NAT) nos tribunais, que ainda se defrontam com problemas básicos como a carência de profissionais e a divergência sobre a origem de seu custeio - o Executivo ou o Judiciário.
Foram criados Comitês Executivos Estaduais, com profissionais de diversas áreas, o que enseja espaços de diálogos interinstitucionais e permite, com baixo custo, promover troca de informações e o desenvolvimento de medidas práticas. Em 2016, foi instituído o Fórum da Saúde, para coordenar esses comitês. No fim de 2017, realizou-se uma audiência pública, ainda que sucinta, e foi lançado o NATJus, uma plataforma nacional para o cadastro de pareceres e notas técnicas para subsidiar as análises judiciais. Muito tem sido feito, e ainda há muito por fazer.
"Como será o amanhã?", diz o samba. O exercício não é de adivinhar, é de planejar. Antes de pensar nas ações judiciais, é tempo de redesenhar o modelo. Para que o Judiciário não seja a primeira porta, podem ser adotadas formas alternativas de solução de conflitos, como câmaras de mediação em saúde, uma realidade em alguns locais do país. Permitem uma avaliação caso a caso antes de a ação judicial sequer existir, facilitando o acesso e reduzindo custos.
A jurisprudência se consolidou no sentido de que o protocolo do SUS tem caráter preponderante, não absoluto. Dessa forma, outro desafio do amanhã será discutir as doenças raras e os critérios para excepcionar o protocolo padrão. Destaca-se, ainda, a importância de aprimorar a auditoria social da saúde, por meio de aplicativos, inteligência artificial e mesmo das ouvidorias.
Por fim, é preciso mais atenção à saúde mental. _Mens sana incorpore sano _- mente sã em corpo são, diz o ditado latino. É uma lição do passado, que deve ser praticada no presente. Afinal, hoje é o primeiro dia do começo do futuro.   (Gabriel Schulman - Campo Grande News)


Informações jurídicas, decisões e tributação
GpoStaCelina

Questionada resolução da ANS que restringe adesão a planos coletivos
A Federação Nacional dos Clubes Esportivos (Fenaclubes) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de liminar, para questionar dispositivo da resolução da Agência Nacional de Saúde que restringe a oferta de planos de saúde coletivos empresariais apenas a pessoas que mantenham relações empregatícias ou estatutárias com a empresa contratante por entender que ela restringe o princípio da livre iniciativa. O relator da ação é o ministro Gilmar Mendes.
Para a federação, a norma da ANS, que tem força de lei federal, afronta preceitos constitucionais e as relações privadas no âmbito do segmento de clubes em todo o país. A entidade sustenta que o artigo 5º da RN 195/2009 viola o princípio da livre iniciativa, uma vez que delimita quais as empresas e pessoas físicas vinculadas que poderão fazer parte de plano de saúde na classificação "empresarial", discriminando um sistema já vigente e que alcançou êxito, conforme defende a Fenaclubes, bem como os princípios do acesso à saúde e à dignidade da pessoa humana. O artigo teria levado, segundo a Fenaclubes, a um bloqueio de novas adesões dos associados dos clubes ao contrato coletivo.
De acordo com a entidade, as operadoras de saúde ofereciam contratos coletivos para trabalhadores, dirigentes, associados e demais pessoas vinculadas ao setor de clubes, um mercado consumidor, segundo ressalta, com crescente necessidade por saúde e melhores condições de vida.
Tal oferta possibilitava a adesão a contrato de seguro-saúde firmado entre o clube e a seguradora. Essa relação comercial de êxito foi mantida ao longo dos anos, até que sobreveio o que a Fenaclubes chama de “intervenção descabida do Estado” numa relação privada. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
ADI 5.853    (Consultor Jurídico)



Mercado de trabalho e benefícios
Mirador

Reforma e os danos extrapatrimoniais da relação de trabalho
A reforma trabalhista trouxe uma inovação importante no que tange a proporção da responsabilização pelos danos havidos em razão da relação de trabalho, em especial quando este for causado por mais de um ofensor.
O artigo 223-E da CLT (com redação dada pela Lei n. 13.467/2017) dispõe que: “São responsáveis pelo dano extrapatrimonial todos os que tenham colaborado para a ofensa ao bem jurídico tutelado, na proporção da ação ou da omissão”.
Em contrário senso, o Código Civil Brasileiro determina que a vítima pode escolher de qual dos ofensores irá cobrar o respectivo valor de cunho indenizatório para o dano causado, bem como qual o valor a ser cobrado de cada um dos mesmos: “Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação”.
No âmbito das relações regidas pelo Código Civil se aplica a chamada "responsabilidade solidária", ao passo que a partir da reforma trabalhista em vigor desde novembro/2017, no que se refere aos danos ocorridos por mais de um agente no ambiente de trabalho vale a regra da proporcionalidade.
Assim, caberá ao empregado demandar judicialmente todos os ofensores, e não mais apenas um deles (como poderia ser feito anteriormente), para que se atinja a integral indenização, pois cada um dos causadores do dano responderá apenas na proporção de suas respectivas condutas ou omissões.   (Gustavo Hoffman - PrevTotal)



Informações de Economia e Finanças
IdealCare

Sem ‘reformas’, S&P rebaixa de novo a nota do Brasil
O que a equipe econômica comandada por Henrique Meirelles mais temia, aconteceu. A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável. A redução da nota do país foi divulgada nesta quinta-feira à noite.
A perspectiva estável significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.
Em comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. “Apesar de vários avanços da administração (Michel) Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento”, justificou a agência.
As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody's ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.  (Monitor Mercantil)

S&P revisa nota de crédito soberano do Brasil
Agência reconhece a ampla agenda de ações do governo para fortalecer o crescimento e melhorar as condições fiscais dos próximos anos
 A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) comunicou nesta quinta-feira (11/1/18) a reavaliação da nota de crédito soberano do Brasil de BB para BB-, com alteração da perspectiva de negativa para estável.
A agência reconhece a ampla agenda de ações do governo para fortalecer o crescimento e melhorar as condições fiscais dos próximos anos. Em particular, enfatiza o sucesso na aprovação de medidas como o Teto de Gastos, a Reforma Trabalhista, o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados, a reabertura do setor de óleo e gás, a reformulação das políticas de crédito do BNDES e a nova Taxa de Longo Prazo (TLP). O que, aliado ao sucesso da política monetária e solidez das contas externas, fundamentou a alteração da perspectiva da nota de crédito de negativa para estável.
A S&P ressalta a necessidade e urgência da aprovação de propostas de consolidação das contas públicas pelo Congresso Nacional, como a Reforma da Previdência, além do adiamento do reajuste e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, corroborando as propostas da equipe econômica.
A S&P avalia que há cenários que podem levar a uma eventual reversão da decisão tomada nesta quinta-feira, como a retomada do crescimento em função das medidas macro e microeconômicas já adotadas e aprovação das reformas. Uma elevação da nota, portanto, seria decorrente da aprovação das medidas fiscais propostas.
O governo federal mantém-se comprometido com a consolidação fiscal, que deve progredir com a agenda de reformas em debate no Congresso Nacional, e com a melhoria da produtividade e retomada do crescimento. O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a Reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo.
Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil (Min Fazenda)

S&P rebaixa a nota do Brasil
Camargo, da Opus, não descarta que a decisão se reflita em algum aumento nos juros A agência de classificação de risco S&P Global Ratings decidiu rebaixar a nota de longo prazo do Brasil de "BB" para "BB-", alterando a perspectiva de negativa para estável - o que indica que a agência não deve tomar outra decisão este ano. A S&P destacou, em comunicado, que o país fez um progresso "menor do que esperado" na legislação para corrigir os problemas fiscais e evitar a escalada da dívida. "Embora o governo tenha avançado em muitas reformas microeconômicas, tem sido mal sucedido, até agora, em conquistar amplo apoio do Congresso", afirma. "Além disso, houve sinais ou ações divergentes que complicam ainda mais a correção fiscal, incluindo medidas para o orçamento deste ano." Para a S&P, esse conjunto de fatores levou a uma leitura de que o compromisso político com as contas do governo e a capacidade de resposta diminuíram em relação às expectativas anteriores. A decisão de deixar a perspectiva da nota "estável" reflete o perfil externo do país, considerado mais sólido, enquanto a "flexibilidade e a credibilidade" da política monetária ajudam a ancorar a nova nota pelo próximo ano, "equilibrando o enfraquecimento fiscal e as incertezas para as eleições de 2018". A S&P afirma que pode rebaixar novamente o rating no ano que vem se a fraqueza no balanço de pagamentos prejudicar o acesso das empresas ao mercado ou gerar aumento acentuado da dívida. Por outro lado, a nota pode melhorar se o próximo presidente implantar "uma sólida e sustentável correção fiscal", ancorada pelo Congresso. Para o estrategista sênior para emergentes do Crédit Agricole, Italo Lombardi, apesar dos rumores que já indicavam a possibilidade de corte, a decisão da S&P "surpreende", uma vez que havia expectativas de que a agência revisasse o "rating" só após o julgamento do ex-presidente Lula e a votação da reforma da Previdência. Para ele, o rebaixamento não passará "mudo" pelos mercados. "O dólar deve subir mais de 1%", diz. Segundo José Márcio Camargo, sócio da Opus Gestão de Recursos, o rebaixamento já estava em grande parte precificado. O economista não descarta, no entanto, que o rebaixamento se reflita em algum aumento nos juros nas próximas semanas. "Aumenta o custo de financiar a dívida pública, o que gera um problema fiscal adicional." Para Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial Research, o Ibovespa pode interromper no curtíssimo prazo o rali que vinha apresentando, mas a decisão abre uma oportunidade de compra àqueles que perderam as altas recentes da bolsa e não impede o índice de continuar perseguindo recordes. "Mas rebaixamento nunca é bom. A gente se afasta mais do grau de investimento, o que significa que vai demorar mais para recuperar esse nível", disse. O rebaixamento poderá pressionar um pouco o câmbio, mas não terá efeito sobre a política monetária, segundo o economista Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria. Para ele, o Copom poderá cortar os juros de 7% para 6,75% em fevereiro sem problemas. "A inflação seguirá baixa", afirma ele. Para Alberto Ramos, chefe de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, o impacto da redução da nota brasileira deve ser limitado, diante do cenário externo positivo e da já conhecida dificuldade do governo na aprovação de temas como a reforma da Previdência. Nos EUA, os ADRs das principais ações brasileiras reverteram a alta após o anúncio. Os papéis da Vale, que subiram 2,28% no pregão regular, recuavam 0,30% pouco depois das 19h (22h em Brasília), enquanto os ordinários da Petrobras estavam estáveis, após subir 2,99%. O EWZ iShares MSCI Brazil, ETF que replica a carteira do Ibovespa em dólar, recuava 0,70%, depois de subir 1,87% no pregão regular. (Ribamar Oliveira, Juliana Machado, José de Castro, Ligia Guimarães e Vinícius Pinheiro - Valor)

S&P rebaixa nota soberana do Brasil de BB para BB-
Atraso no avanço das reformas e a incerteza política foram, segundo a agência de classificação de risco, as principais fraquezas para novo revés na economia?  ?  ?
A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating do Brasil de BB para BB-. A perspectiva da nota foi modificada de negativa para estável.
O rebaixamento pela S&P era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado.
Reformas
Como justificativa para o novo rebaixamento, a S&P afirma que a nota  reflete a fraqueza da economia e as incertezas em relação às eleições de 2018.
De acordo com a S&P, a perspectiva estável reflete a visão de que há uma probabilidade menor do que uma em cada três de que possa haver um rebaixamento ou uma elevação da nota do Brasil no próximo ano. "Isso reflete os pontos fortes da política externa e monetária do País, que ajudam a compensar uma fraqueza significativa, uma economia com perspectivas de crescimento menores do que seus pares e nossa visão de que a eficácia da formulação de políticas em todos os ramos do governo enfraqueceu", afirmou a agência.
No comunicado da decisão, a S&P comentou que o governo de Michel Temer articulou uma agenda macroeconômica e microeconômica abrangente para implementar condições para um crescimento mais forte. Além disso, a agência lembra que o Congresso aprovou parte dessa agenda, incluindo o teto de gastos, a reforma trabalhista, uma reabertura do setor de petróleo e gás e um regime de recuperação fiscal para Estados altamente endividados e dispostos a realizar reformas. No entanto, "apesar dos vários avanços, o governo Temer fez progressos menores que o esperado" na avaliação da S&P, ao não aprovar a reforma da previdência ainda em 2017.
"O enfraquecimento da nossa avaliação institucional do Brasil reflete um progresso mais lento que o esperado e um menor apoio da classe política do País para implementar uma lei significativa para corrigir a derrapagem fiscal nas bases atuais", disse a S&P. Para a agência, embora o governo tenha avançado com reformas microeconômicas, não conseguiu amplo apoio no Congresso para fortalecer a trajetória fiscal, a fim de facilitar a adesão ao limite de gastos do Brasil.
A agência comentou ainda que os escândalos de corrupção recentes elevaram as chances de candidatos de fora da política nas eleições de 2018. "No entanto, estes outsiders evidenciam riscos de aprovação de legislações difíceis no Congresso", pondera a S&P
Ano passado. Em 15 de agosto, a mesma S&P Global tirou a nota brasileira da observação para possível rebaixamento (CreditWatch), posição colocada em maio, ao dizer que o "governo parece empenhado em fazer avançar a reforma da Previdência, em conter o crescimento das despesas e em avançar a ativa agenda de reformas microeconômicas". Naquela data, o governo havia revisado a meta fiscal para déficit R$ 159 bilhões em 2017.   (Agência Estado)

O ‘dream team’ de Michel Temer falhou
O caminho da austeridade fiscal prometido pela equipe do presidente não foi alcançado e a culpa não é só do Congresso ou do Judiciário
O clima é de total frustração na equipe econômica depois do rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o primeiro sob a gestão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Afinal, Meirelles e o seu “dream team” chegaram ao governo com pompa e circunstância com a missão de dar uma direção ao desequilíbrio estrutural das contas públicas que coloca a dívida em trajetória explosiva.
O time dos sonhos falhou. E o downgrade agora é a prova disso.
É verdade que houve avanços no campo fiscal com a correção de rumos dos gastos dos subsídios, aprovação do teto de gastos, queda da inflação e da taxa de juros para patamar histórico.
Faltou, no entanto, uma direção, um rumo, capaz de mostrar que o déficit fiscal que ronda R$ 120 bilhões a R$ 157 bilhões poderá ser reduzido, garantindo que o teto de gasto – a principal medida da equipe de Meirelles – ficará em pé.
O Palácio do Planalto, os aliados políticos, o Congresso, a burocracia estatal da elite de servidores e tantos outros adversários do ajuste fiscal não deram trégua. As pressões só aumentaram, na reta final do ano passado, numa sequência de medidas de perda de receita e expansão das despesas. Um cenário que lembra muito o ano de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff agravou de vez com as contas públicas em busca da sua reeleição.
A verdade é que não há de fato no grupo político do presidente Michel Temer a convicção da necessidade bandeira do ajuste fiscal. Só vale mesmo o discurso vazio.
O caminho da austeridade fiscal prometido pela equipe do presidente não foi alcançado e a culpa não é só do Congresso, do Judiciário, mas do próprio Temer que não barrou a fome dos seus aliados. Com o duro jogo eleitoral pela frente, o maior desalento é que o alerta do rebaixamento não vai mudar essa quadro.    (Adriana Fernandes - Agência Estado)

Meirelles: Nota "corrobora tudo que estamos falando"
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem à noite ao Valor que o comunicado divulgado pela S&P Global Ratings, que rebaixou a nota de crédito do Brasil, "corrobora tudo que estamos falando" sobre os avanços obtidos na economia e a necessidade de aprovar as medidas de ajuste fiscal que foram propostas pelo governo Michel Temer. "Essa foi a parte positiva do comunicado", disse Meirelles. "A parte negativa foi o rebaixamento". Meirelles afirmou que a agência de risco destacou a demora do Congresso para aprovar medidas de correção dos problemas fiscais do país, em uma clara referência à não aprovação até agora da reforma da Previdência Social. "Eles consideram que a não aprovação da reforma pode dificultar a consolidação do crescimento econômico, mas concordam que ele está ocorrendo", afirmou. O ministro disse que a S&P enfatizou a força do setor externo do Brasil, considerado "sólido". Ao comentar esse aspecto, Meirelles citou o ex-ministro da Fazenda Mario Henrique Simonsen. "Como dizia o Simonsen, a inflação aleija, mas o câmbio mata." Para Meirelles, a decisão da agência de manter a perspectiva da nota do Brasil estável durante todo este ano, depois do rebaixamento de ontem, é um "ponto muito positivo e importante". Ontem, às 21h, o Ministério da Fazenda divulgou nota oficial, dizendo que a agência "reconhece a ampla agenda de ações do governo para fortalecer o crescimento e melhorar as condições fiscais dos próximos anos". Em particular, diz a nota, a S&P "enfatiza o sucesso na aprovação de medidas como o teto de gastos, a reforma trabalhista, o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados, a reabertura do setor de óleo e gás, a reformulação das políticas de crédito do BNDES e a nova Taxa de Longo Prazo". A aprovação dessas medidas, aliadas ao "sucesso da política monetária e solidez das contas externas, fundamentou a alteração da perspectiva da nota de crédito de negativa para estável", enfatiza o comunicado. A Fazenda diz ainda, em sua nota, que a S&P "ressalta a necessidade e urgência da aprovação de propostas de consolidação das contas públicas pelo Congresso Nacional, como a reforma da Previdência, o adiamento do reajuste e do aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, corroborando as propostas da equipe econômica". Segundo a Fazenda, o governo mantém-se comprometido com a consolidação fiscal, "que deve progredir com a agenda de reformas em debate no Congresso, e com a melhoria da produtividade e retomada do crescimento". A nota diz que "o governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo." Por fim, a Fazenda procura não criar atrito com o Congresso. "Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil", diz o comunicado. Fontes credenciadas da área econômica ouvidas pelo Valor disseram que o governo Michel Temer não foi criticado pela S&P por não ter feito as propostas necessárias para o ajuste fiscal. Toda a crítica da agência foi dirigida à incapacidade dos políticos da base governista de aprovar a reforma da Previdência e as outras medidas fiscais propostas pelo governo. As mesmas fontes viram, no comunicado, uma referência à decisão liminar de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a medida provisória que adiava o reajuste salarial dos servidores do Executivo e elevava para 14% a alíquota dos servidores que ganham mais de R$ 5,6 mil. "Mas, nesse caso, o governo não pode fazer nada", disse uma fonte. Para ela, a agência fez considerações também sobre a imprevisibilidade da eleição brasileira, "situação que está longe de poder ser alterada pelo governo".  (Ribamar Oliveira - Valor)

Meirelles: Lado positivo é que S&P pode melhorar a nota
'O crescimento já está acontecendo. É uma realidade', diz ministro
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou ao Estadão/Broadcast que o lado positivo do rebaixamento do Brasil pela S&P Global Ratings é que pode haver uma melhora da nota com a aprovação da reforma da Previdência e das medidas de ajuste fiscal. Ele ressaltou que o crescimento da economia "está dado" e vai ajudar.
"O crescimento já está acontecendo. É uma realidade", afirmou. "Eu acredito na aprovação da reforma da Previdência", afirmou.
O atraso no avanço das reformas e a incerteza política são as principais fraquezas do rating do Brasil, de acordo com a agência de classificação de risco, que rebaixou a nota soberana do País de BB para BB- e revisou a perspectiva de negativa para estável.
De acordo com a S&P, a perspectiva estável reflete a visão de que há uma probabilidade menor do que uma em cada três de que possa haver um rebaixamento ou uma elevação da nota do Brasil no próximo ano. "Isso reflete os pontos fortes da política externa e monetária do País, que ajudam a compensar uma fraqueza significativa, uma economia com perspectivas de crescimento menores do que seus pares e nossa visão de que a eficácia da formulação de políticas em todos os ramos do governo enfraqueceu", afirmou a S&P.  (Adriana Fernandes - Agência Estado)

Fazenda: S&P pode rever nota se reformas passarem
A agência de classificação de risco Standard & Poor's pode reverter a redução da nota do Brasil se houver retomada do crescimento da economia devido a medidas macro e microeconômicas e à aprovação da reforma da Previdência.
A avaliação foi feita nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Fazenda ao comentar o rebaixamento do Brasil pela agência —a S&P comunicou que reduziu a nota do país de "BB" para "BB-", três degraus abaixo do grau de investimento, que é detido pelos países considerados bom pagadores.
O Ministério da Fazenda declarou que o governo brasileiro reforça o compromisso com a agenda de reformas, e destacou que conta com o compromisso do Congresso na aprovação de "medidas necessárias para o país".
"Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil", disse o ministério em nota.
O corte foi uma derrota para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que no final do ano passado conversou com as principais agências de classificação de risco para tentar convencê-las a só decidir sobre um eventual rebaixamento da nota de crédito do Brasil em fevereiro, após a votação da reforma da Previdência.
"A S&P avalia que há cenários que podem levar a uma eventual reversão da decisão tomada nesta quinta-feira, como a retomada do crescimento em função das medidas macro e microeconômicas já adotadas e aprovação das reformas. Uma elevação da nota, portanto, seria decorrente da aprovação das medidas fiscais propostas", diz o texto divulgado pela pasta.
O Ministério da Fazenda afirmou ainda que a agência reconhece a agenda de ações do governo para melhorar as condições fiscais.
"Em particular, enfatiza o sucesso na aprovação de medidas como o teto de gastos, a reforma trabalhista, o programa de recuperação fiscal dos Estados, a reabertura do setor de óleo e gás, a reformulação das políticas de crédito do BNDES e a nova Taxa de Longo Prazo (TLP). O que, aliado ao sucesso da política monetária e solidez das contas externas, fundamentou a alteração da perspectiva da nota de crédito de negativa para estável."
A pasta declarou ainda que a agência, além da reforma da Previdência, destacou a necessidade de aprovação de medidas como o adiamento do reajuste dos servidores e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, "corroborando as propostas da equipe econômica".
"O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a Reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo."  (MAELI PRADO - Folhapress)

Ibovespa sobe e retoma 79 mil pontos no fechamento
O principal índice da bolsa paulista subiu nesta quinta-feira, retomando os 79 mil pontos e perto da máxima de fechamento, após duas quedas que pausaram o rali do início do ano. As ações de siderúrgicas foram destaques de alta.
O Ibovespa fechou na máxima do dia, com alta de 1,49 por cento, aos 79.365 pontos, encostando na máxima histórica de fechamento (79.378 pontos), alcançada segunda-feira. O giro financeiro da sessão somou 8,5 bilhões de reais.
O persistente fluxo de investimento estrangeiro para a bolsa ajudou a conter o movimento de ajuste dos dois pregões anteriores, dando mais fôlego para retomada dos ganhos.
Nos seis primeiros pregões do ano, o saldo de investidores estrangeiros estava positivo em 2,688 bilhões de reais. O montante é muito superior ao verificado no mesmo período do ano passado, quando o saldo externo registrava entrada líquida de cerca de 1 bilhão de reais.
"O fluxo de entrada de estrangeiro não para e isso é de grande peso", disse o gestor da mesa de operações de Bovespa da Coinvalores, Marco Tulli Siqueira.
Os investidores enxergam perspectiva maior de crescimento econômico mundial, com inflação sob controle. Localmente permanece a visão de recuperação da economia, com inflação sob controle e juros baixos.
DESTAQUES
- GERDAU PN subiu 8,16 por cento, CSN ON ganhou 5,85 por cento e USIMINAS PNA avançou 5,37 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, diante dos recentes aumentos nos preços do aço a clientes e após o BTG Pactual elevar o preço-alvo dessas ações.
- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES ON ganhou 3,07 por cento, após a o Itaú BBA reiterar a recomendação "outperform" para os papéis e elevar o preço-alvo de 29 para 43 reais.
- PETROBRAS PN subiu 2,68 por cento e PETROBRAS ON teve alta de 2,47 por cento, em linha com o tom positivo para os preços do petróleo no mercado internacional. - VALE ON ganhou 1,95 por cento, na contramão dos contratos futuros do minério de ferro na China.
- ITAÚ UNIBANCO PN teve alta de 2,09 por cento e BRADESCO PN avançou 2,01 por cento, ajudando a manter o Ibovespa no azul devido ao peso dos papéis em sua composição.
- KROTON ON caiu 3,63 por cento, liderando a ponta negativa do Ibovespa, após a equipe do JP Morgan cortar a recomendação do papel para neutra, ante overweight, e reduzir o preço-alvo para 19 reais, ante 21,5 reais  (Reuters)

Dólar cai a R$ 3,21, menor valor desde outubro
Moeda recuou 0,30% frente ao real nesta quinta-feira (11), vendida a R$ 3,2185
O dólar fechou em baixa ante o real nesta quinta-feira (11), seguindo o movimento da véspera e chegando ao nível mais baixo em quase três meses.
A moeda norte-americana caiu 0,30%, a R$ 3,2185 na venda, patamar mais baixo desde o dia 20 de outubro, quando encerrou a sessão a R$ 3,1809 frente ao real.
Na véspera, o dólar fechou a R$ 3,2282, após recuo de 0,56%.
Neste ano, o dólar já acumulou queda de 2,60% frente ao real até a véspera, com o mercado mais otimista em relação ao cenário político e possibilidade de a reforma da Previdência ser aprovada em breve.
A expectativa tem sido de que o dólar exiba pequenas oscilações pelo menos até a semana do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 24 de janeiro, em segunda instância na ação que envolve um tríplex no Guarujá (SP), na qual já foi condenado a mais de nove anos de prisão.
Se confirmada a sentença, Lula pode não concorrer nas eleições presidenciais deste ano. Eventual nova administração do ex-presidente, na avaliação do mercado financeiro, teria menos foco na recuperação fiscal do país.  (Reuters)



Atendimento, Rede Hospitalar, SUS e a Saúde nos estados
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SP: Febre amarela - Filas por vacina
Situação virou rotina depois que a Secretaria Estadual da Saúde anunciou a ampliação da campanha de vacinação e a imunização com a dose fracionada.
A quinta-feira (11) foi de filas de pessoas em busca de vacina da febre amarela em postos de saúde da capital e de cidades da Grande São Paulo. A situação virou rotina depois que a Secretaria Estadual da Saúde anunciou a ampliação da campanha de vacinação e a imunização com a dose fracionada.
Uma UBS no Brooklin, na Zona Sul da capital, tinha espera de mais de quatro horas. A fila incluía crianças, idosos e pessoas com deficiência, todas em pé, sob o sol. “Não tem preferência na fila, todo mundo está na mesma fila, simplesmente um absurdo”, disse o professor de educação física Rodrigo Clarck.
Antes de chegar à UBS, o professor de tênis José Teixeira já tinha passado em outro posto, também da Zona Sul. “Cheguei às 5h da manhã e achei até que eu ia ser o primeiro, aí tinha um aviso no portão que já tinha esgotado as vacinas”, disse. “Aí vim para cá, mas olha a situação.”
“Entregaram as 100 senhas e disseram que todo mundo que está aqui vai ser atendido. Depois de um tempo, o segurança voltou dizendo que quem está sem senha não vai ser atendido”, acrescentou a jornalista Maria de Lurdes Campos Maia.
Filas também eram vistas na UBS de Santa Cecília, no Centro, e na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul. “Fiquei duas horas e meia fiquei na fila, mas deu certo. Consegui tomar a vacina e estou mais tranquilo.”
A Secretaria da Saúde da capital informou que os postos Meninópolis, Santa Cecília e Chácara Santo Antônio possuem doses da vacina, mas não fazem parte da campanha.
Em uma UBS de Guarulhos, o povo madrugou e esperou mais de três horas. “Eu pensei que ia ser rapidinho, não pensei que ia ter essa fila enorme”, disse a promotora de vendas Jinny Fortunato da Silva.
A Prefeitura informou que recebeu nesta quinta um reforço de 100 mil doses da vacina da febre amarela.
Em São Bernardo do Campo, no ABC, teve muita reclamação. “São senhas limitadas, 120 pessoas. Ou você vem cedo para estar dentro da colocação ou você não consegue tomar a vacina”, disse a professora Valquíria Almeida.
A Secretaria da Saúde da cidade disse que, a partir de segunda-feira (15), irá dobrar o número de senhas fornecidas nas quatro unidades de saúde que possuem a vacina.
Campanha
A campanha começa no dia 3 de fevereiro e vai atingir, além da capital, outras 52 cidades do estado. Em São Paulo, a dose fracionada vai ser dada em bairros das zonas Sul e Leste.
O secretário estadual da Saúde, Davi Uip, reforça que, neste momento, só quem vive ou trabalha em áreas de risco precisa tomar a vacina. “A autonomia de voo do mosquito [transmissor da febre amarela], do aedes, não é superior a 500 metros. Então, através de ondas de vacinação, nós vacinamos aquelas que têm mais risco.”
Ele acrescentou que grande parte da população pode esperar. “Se o indivíduo mora no Brooklin, não vai para uma área de risco, trabalha ali e mora ali, ele não tem pressa. Ele pode aguardar no momento adequado para se vacinar.”  (Bruna Vieira - G1)

SC: Funcionários do Hospital de Araranguá encerram greve
Atendimento deve ser retomado na segunda ou terça. Secretaria de Estado da Saúde fará vistoria no hospital para verificar se é preciso comprar materiais.
Os funcionários do Hospital Regional de Araranguá, no Sul do estado, resolveram em assembleia nesta quinta-feira (11) encerrar a greve na unidade. A paralisação começou em 9 de dezembro. O atendimento deve ser retomado na segunda (15) ou terça (16), conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde).
Representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá iniciam nesta sexta (12) o levantamento de materiais, equipamentos e insumos do hospital. O objetivo fazer a compra ou locação do que estiver faltando para que o atendimento possa ser retormado, segundo a ADR.
Em relação à volta do atendimento, o futuro diretor do hospital, Leon Iotti, afirmou que a meta é realizar no menor prazo possível: “temos que saber em que condições o hospital está em relação a medicamentos e equipamentos, dentre outros materiais. Vamos fazer um inventário e iniciar a seleção de pessoal, com compromisso do número mínimo de 360 trabalhadores, mais a equipe médica".
Reunião
Na manhã desta quinta, houve reunião entre representantes do sindicato, da ADR e do Instituto Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), que fará a gestão do hospital de forma emergencial pelos próximos seis meses.
Segundo o sindicato, ficou acordado que serão contratados 360 dos 470 trabalhadores do hospital. "Na reunião de hoje [quinta], a gente avançou um pouco, não foi tudo aquilo que a gente esperava. Até porque a gente sai de quase 470 trabalhadores para 360. Ou seja, mais de 100 pessoas ficaram desempregadas", elaborou o diretor do Sindisaúde Cleber Ricardo da Silva Candido.
"Conseguimos garantir também através da negociação estabilidade de seis meses a esses trabalhadores", completou o diretor. Segundo ele, foi acordado que esses funcionários não poderão ser contratados via pessoa jurídica ou terceirização.
A ADR Araranguá disse que uma comissão de avaliação e acompanhamento foi criada para o momento de transição entre a antiga gestora do hospital, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), e o Instituto Ideas.
No fim da tarde desta quinta, o instituto recebeu as chaves do hospital de um oficial de Justiça. (G1)

RS: Manutenção do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
O corte no repasse de recursos pode comprometer a manutenção e a ampliação do atendimento do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o maior hospital universitário do Sul do Brasil. Uma mudança nas regras do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), determinada pelo Ministério da Saúde, decidiu destinar as verbas apenas para hospitais que atendam 100% o Sistema Único de Saúde (SUS).
Todos os anos, desde 2010, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre conta com esse repasse. Apenas em 2017, foram R$ 24 milhões destinados à instituição, que destina 10% dos leitos pra convênios e particulares. A presidente contesta a decisão e lembra que isso nunca foi empecilho para que o hospital participasse do programa em anos anteriores.
"O modelo do Clínicas de trabalhar convênios e privados vem desde a sua lei de criação e isso está referendado pelo STF [Supremo Tribunal Federal], que é um modelo que deu certo e tem que continuar funcionando", argumenta Nadine Clausell, presidente do Hospital de Clínicas.
Em 2018, o Ministério da Educação antecipou pouco mais de R$ 2,66 milhões do REHUF para o Rio Grande do Sul. Foram contemplados os hospitais universitários de Rio Grande, Pelotas e Santa Maria.
No Clínicas, as verbas vinham sendo usadas na reestruturação tecnológica, em áreas como diagnóstico por imagem e laboratórios, onde o hospital só usa equipamentos de ponta.
Conforme a administração, todos os anos, o Hospital de Clínicas investe cerca de R$ 20 milhões na troca de equipamentos, para evitar que eles fiquem sucateados. Sem a verba do programa e sem uma fonte alternativa de receita, os investimentos nessa área devem ser nulos em 2018.
Isso deve comprometer também o início do atendimento ao público nos novos anexos, que devem ficar prontos entre março e abril.
A direção pretende ir a Brasília nos próximos dias, para tentar reverter a decisão do Ministério da Saúde.
"A gente vai reverter alguma coisa. Eu não consigo acreditar que isso vai fazer com que o Clínicas se torne um hospital sucateado e que não consiga entregar aquilo que vem sendo planejado há tantos anos e com tanto zelo", afirma Nadine.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre tem uma média de 600 mil consultas e 34 mil internações por ano.
A reportagem procurou o Ministério da Saúde, mas não obteve retorno. (Cristine Gallisa - G1)

ES: Pacientes relatam demora para marcar consultas e conseguir remédios
O aposentado Benedito Trujilho, de 68 anos, espera há 7 meses por uma consulta com um endocrinologista. Os exames que ele fez para mostrar ao médico já perderam a validade.
O aposentado Benedito Trujilho, de 68 anos, espera há sete meses por uma consulta com um endocrinologista pelo Centro Regional de Especialidades (CRE) Metropolitano para mostrar os últimos exames que fez. Uma demora que se repete também com outros pacientes e também na hora de buscar remédios fornecidos pelo sistema público.
Trujilho contou que ainda não sabe nem a data da consulta, pois não recebeu ligação do CRE para fazer a marcação.
"Já fui ao PA de Nova Canaã três vezes para poder saber o motivo de tanta demora para a marcação desse retorno. A resposta é sempre que depende da Secretaria de Saúde do município. Mas a resposta da secretaria para a minha pessoa é de que eles estão se movimentando e que até hoje não foi possível marcar essa consulta", disse.
Ele é hipertenso, tem artrose nos dois joelhos e diabetes. O aposentado chegou a fazer exames para mostrar para o médico, mas já vai precisar refazê-los por causa da demora pela consulta. "Eu recolhi esses exames no dia 15 de agosto de 2017. De lá para cá, já perderam as validades", explicou.
Os problemas no CRE Metropolitano não são restritos apenas aos casos de marcação de consultas, pessoas que precisam pegar medicamentos passam horas na fila e muitas vezes a espera é em vão.
Foi o que aconteceu com a técnica em finanças Camila Duarte. Foram três meses de espera para pegar os remédios do pai, só que ela não conseguiu.
"A gente ficou quase duas horas na fila para pegar uma senha, e depois disso tínhamos que pegar mais fila para pegar o remédio. Não conseguimos porque o atendimento se encerrou", contou.
Na fila, enquanto esperava, ela contou que viu situações muito tristes. "Têm idosos de 70, 80 anos que não têm acompanhante como eles. Precisam ficar em pé em uma fila, mais de três horas para pegar uma senha. E pode ser que você fique esperando e não tenha o medicamento. Além dos idosos, também vi pessoas com fibromialgia, deficientes, muito complicado", contou.
Outro lado
A Gerência de Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que o medicamento do pai de Camila está disponível na Farmácia Cidadã Estadual, em Cariacica. Ela pode retirar nesta sexta-feira (12), de 7h às 15h.
A gerência não comentou a demora e filas para conseguir os medicamentos.
Já sobre a consulta com o endocrinologista do seu Benedito, a Central de Marcação de Consultas e Exames informou que as consultas são agendadas de acordo com a prioridade indicada pelo médico.
Não foi dado um prazo para o caso do aposentado, a Central disse apenas que assim que a consulta for agendada, o paciente será comunicado. (Juliana Borges e Leandro Tedesco - G1)

MG: Governo confirma 9 mortes por febre amarela
Segundo secretaria, últimos três óbitos confirmados se referem a pacientes de Nova Lima, na Grande BH, e de Mariana, na Região Central.
O governo de Minas Gerais confirmou, nesta quinta-feira (11), mais três mortes por febre amarela. Uma vítima é de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e duas, de Mariana, na Região Central.
No total, 11 pessoas tiveram diagnóstico positivo para a doença no estado desde o fim do ano passado, das quais nove morreram. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), apenas uma delas é mulher.
De acordo com a Prefeitura de Nova Lima, a última confirmação no município se refere a um paciente, de 60 anos, que morava no bairro Galo. Ele morreu na última sexta-feira (5), na Fundação Hospitalar Nossa Senhora de Lourdes. Já a prefeitura de Mariana informou que as duas vítimas da cidade moravam na zona rural.
De acordo com os dados do governo, os óbitos registrados no estado se referem a pacientes de seis cidades:
• três em Nova Lima, na Região Metropolitana;
• dois em Mariana, na Região Central;
• um em Brumadinho, na Região Metropoliatana;
• um em Carmo da Mata, no Centro-Oeste;
• um em Barra Longa, na Região Central;
• um em Mar de Espanha, na Zona da Mata.
Nesta quinta, a SES não informou o número de casos sob investigação em Minas.
Óbitos de julho de 2016 a junho de 2017
O primeiro período de monitoramento da febre amarela foi entre julho de 2016 a junho de 2017, quando ocorreu o surto da doença no estado. Neste período, segundo o governo, foram 162 mortes - 26 em 2016 e 136 em 2017. Ainda de acordo com a secretaria, 475 casos foram confirmados nesta época.
Febre amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Já em ambiente urbano, a partir do Aedes aegypti, de acordo com o Ministério da Saúde. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. (G1)

MT: Sem salários, funcionários da Santa Casa ameaçam fazer greve
Diretoria do hospital filantrópico afirma que atrasos do Governo totalizam cerca de R$ 7 milhões
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ameaçam paralisar as atividades na próxima segunda-feira (15), caso não recebam os salários até esta sexta (12).
Os pagamentos dos salários referentes aos meses de novembro e dezembro de 2017 ainda não foram efetuados - apenas o décimo terceiro.
“Nós notificamos o hospital para que eles nos enviassem uma escala de pagamento. Caso isso não ocorra, não poderemos continuar trabalhando. Não dá para ficar dois meses sem pagar as contas”, disse o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sessamt), Sidney Pedroso.
O presidente da Santa Casa, Antônio Preza, explica que o atraso salarial é decorrente da falta de repasses por parte do Governo do Estado.
O passivo é de aproximadamente R$ 7 milhões, conforme Preza. Estes valores são referentes aos serviços de UTIs e outros.
Ele explica que, por mês, deveriam ser repassados aproximadamente R$ 700 mil do Estado para a Prefeitura de Cuiabá, que compra os serviços de UTI da unidade filantrópica. E esse dinheiro não está sendo repassado pelo Executivo estadual.
“Além do dinheiro das UTIs, nós temos também um programa de leitos de retaguarda. Estamos sem receber por este programa desde fevereiro. É um dinheiro que já gastamos, prestamos o serviço e não foi pago. Todos os filantrópicos estão com R$ 2,1 milhões em atraso nos repasses. Mas nós temos mais os R$ 4 milhões desse programa”, disse o presidente. Ele explica que, além dos funcionários, os fornecedores também estão sem receber.
Os hospitais filantrópicos do Estado ainda cobram o repasse da emenda da bancada federal aprovada no Congresso, de R$ 156 milhões, para a Saúde de Mato Grosso.
Deste montante, R$ 33 milhões deverão ser destinados aos passivos dos filantrópicos. No entanto, a Secretaria de Saúde afirma que o Ministério da Saúde não liberou a verba.
Nota de repúdio
Na tarde desta quinta-feira (11), a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FehosMT) pediu esclarecimentos ao secretário de Saúde, Luiz Soares, sobre o recursos das emendas da bancada federal.
“Durante a entrevista [ao Programa Resumo do Dia], em nenhum momento o secretário citou o recurso no montante de R$ 33 milhões que seriam destinados aos hospitais filantrópicos, conforme o acordo realizado entre a bancada federal e o governador do Estado, em almoço promovido pelo governador, na presença do deputado Nilson Leitão e dos deputados estaduais Dilceu Dal Bosco, Romualdo Júnior, secretário da Casa Civil Deputado Max Russi e dirigentes dos hospitais filantrópicos. Confiamos no acordado entre a bancada federal, governo do Estado e representantes das filantrópicas”, disse a nota.
A crise
As dificuldades financeiras são relatadas desde 2015. Em agosto de 2017, unidades de saúde filantrópicas suspenderam alguns serviços de alta e média complexidade, em razão de não terem recebido repasses para que pudessem se manter em funcionamento. (Cintia Borges - Midia News)

CE: Ótica em posto de saúde de Fortaleza cobra consulta
Consultas eram feitos por pessoas que não tinham formação médica adequada para realizar os atendimentos.
Um posto de saúde público no Bairro José Walter, em Fortaleza, cedeu espaço para que uma ótica atuasse no local, cobrando pelas consultas, caso os pacientes não comprassem os óculos oferecidos. Além disso, as consultas eram feitas por pessoas que não tinham formação médica adequada para realizar os atendimentos. A Secretaria da Saúde de Fortaleza diz que não sabia da situação e alerta que todos os serviços em posto de saúde do município são gratuitos.
Cartazes no posto indicavam que os valores dos óculos seriam de R$ 300 à vista ou R$ 390 parcelados. A ótica em questão fez anúncios pelo bairro durante toda a semana, antes de ocupar o espaço público. Caso os pacientes não comprassem os óculos, a consulta era cobrada por um preço de R$ 45.
Uma paciente que não quis se identificar chegou a dizer que não foi informada de que não eram médicos realizando o atendimento. Ela preferiu não fazer os óculos receitados para o pai dela porque, diferentemente do que os cartazes indicavam, o preço cobrado pelo instrumento foi de R$ 600.
Fiscalização
O Conselho Regional de Medicina realizou fiscalização na manhã desta quinta-feira (11) e constatou a situação ilegal. "Realmente não há atendimento por profissional médico na área da oftalmologia e sim, por optometrista, que não tem a especialização para tratar desse assunto. Isso é caracterizado como exercício ilegal da medicina", explica Neodan Tavares, representante do Conselho.
O caso surpreendeu a Sociedade Norte e Nordeste de Oftalmologia (SNNO) não pela prática, mas pelo local onde aconteceu, como aponta o advogado da instituição, Mário Bessa.
"Esse tipo de atendimento irregular não é novidade para a gente. A novidade é acontecer na capital do Ceará, dentro de um posto de saúde. Ainda mais que a gente identificou no local a venda casada de lente e de óculos de grau, atrelado a uma consulta que era paga caso a pessoa não comprasse esses óculos, o que é outro absurdo, dentro de um posto de saúde as pessoas pagarem por uma consulta feita por um profissional não habilitado", colocou.
Apuração do caso
A Secretaria Municipal de Saúde informou que não tinha conhecimento da prática no posto e colocou-se como contrária a qualquer ação de cunho privado realizado nas instituições de saúde pública de Fortaleza, como disse o coordenador de Atenção Primária de Saúde do Município, Rui de Gouveia.
"Já solicitamos à coordenação da Regional V, responsável pela área do posto, que faça a apuração dos fatos e que, de acordo com o resultado, a gente possa seguir adiante com os trâmites normais na avaliação do caso. Sempre reforçando que todos os serviços oferecidos nos postos de saúde de Fortaleza são 100% gratuitos."
A produção da TV Verdes Mares tentou falar com a ótica pelos três telefones presentes no panfleto, mas ninguém atendeu. O Conselho Regional de Medicina informou que vai elaborar denúncia e encaminhar para o Ministério Público, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Polícia. (G1)


Artigos, Comentários, Entrevistas e Opiniões sobre o Segmento de Saúde
DNA
LABORATÓRIO ESPECIALIZADO EM TESTES GENÉTICOS
Assessoria em regulação e realização de exomas e todos os testes do rol da ANS.

Programa de Proteção Radiológica Infantil
Estudos científicos apontam que doses acumulativas de radiação ionizante podem danificar os tecidos humanos, trazendo prejuízos à saúde, e que crianças são mais sensíveis pelo fato de seus tecidos estarem em desenvolvimento1. No entanto, nos últimos anos, houve um aumento significativo na realização de exames com radiação ionizante: de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), na década de 1990 a 2010, foi registrado um aumento de 40% no número de exames desse tipo no mundo. Para conscientizar sobre os cuidados que devem ser tomados na solicitação e realização desses procedimentos, a Unimed do Brasil, representante institucional das cooperativas que atuam sob a marca Unimed, lançou em 2016 o Programa de Proteção Radiológica Infantil. No mês passado, a iniciativa foi apresentada na International Conference on Radiation Protection in Medicine,evento organizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (Iaea) e considerado um dos principais do mundo na área, que foi realizado de 11 a 15 de dezembro em Viena, na Áustria. O trabalho será ainda publicado no livro de contribuições do evento.
O paper "Disseminação do Programa de proteção radiológica infantil em um sistema brasileiro de cooperativas de saúde" apresentado na conferência internacional foi produzido por Sérgio Rodrigues, enfermeiro e analista de Serviços e Recursos Próprios da Unimed do Brasil, e Mônica Bernardo, médica especialista em radiologia e diagnóstico por imagem e cooperada da Unimed Sorocaba. O Programa de Proteção Radiológica Infantil visa conscientizar profissionais da saúde e pacientes do Sistema Unimed sobre os riscos relacionados à exposição excessiva aos raios ionizantes, reduzir a indicação de exames desnecessários e criar condições para que os procedimentos sejam executados com a menor carga de radiação possível. Atualmente, 43 Unimeds aderiram ao Programa, destas 18 já estruturaram uma Comissão de Radioproteção e iniciaram as atividades.
Para facilitar a implementação do Programa em toda a rede, a Unimed do Brasil fornece material de suporte completo, como cartilhas de orientações para médicos, profissionais de radiologia, e pais ou responsáveis; website voltado ao público leigo com informações sobre radioproteção; e outros materiais de comunicação; além de um guia de implementação do programa produzido com base na legislação brasileira e particularidades do Sistema Unimed.
A iniciativa ainda incentiva a utilização de uma carteirinha, cujo modelo também é disponibilizado pela Unimed do Brasil, que permite aos profissionais de saúde o conhecimento da frequência e da data de realização dos últimos exames, para então avaliar com segurança a necessidade da solicitação de um novo procedimento. A carteirinha também traz orientações de segurança aos pais e responsáveis, como uma escala comparativa da radiação recebida por exames e a radiação natural ou de fundo, proveniente do meio ambiente. "Um exame de raios-X frontal simples equivale a um dia inteiro de radiação natural; uma tomografia de crânio corresponde a mais de oito meses de radiação natural e uma tomografia de abdômen, a mais de 20 meses de exposição", são alguns dos alertas contidos no material.
"O programa de Proteção Radiológica Infantil possui ações efetivas tanto para o público médico quanto leigo e utiliza da disseminação de conhecimento baseado em evidências para fomentar o desenvolvimento da cultura de segurança. Essa iniciativa converge com a Atenção Integral à Saúde, modelo assistencial defendido pela Unimed do Brasil e que prevê a prestação de um cuidado global do paciente, atuando de maneira mais preventiva", ressalta Orlando Fittipaldi Jr, diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil.
De acordo com levantamento da Unimed do Brasil realizado nas Unimeds aderentes ao programa, a maior demanda de assistência, considerando a faixa etária de 0 a 12 anos, é de crianças com até quatro anos de idade. "Esse público representa 62% dos de atendimentos em prontos-socorros e 56% das consultas eletivas, o que reforça a necessidade de maior atenção para esta faixa etária", completa Fittipaldi.
A Unimed São José do Rio Preto (SP) iniciou o Programa de Proteção Radiológica Infantil em junho de 2016, com foco em crianças de 0 a 12 anos. Os médicos cooperados receberam treinamento, foram distribuídas cartilhas e outros materiais de comunicação sobre o tema aos profissionais de saúde e beneficiários, além da utilização da carteirinha de controle de realização de exames com radiação.
Segundo o responsável técnico de radiologia da Unimed São José do Rio Preto, Dreison Tiago Torres da Silva, com a ação ocorreu uma redução na realização de radiografias. "A partir de 2018, será colocado ainda no Pronto Atendimento Infantil um painel contendo informações para os pais que estiverem na sala de espera com objetivo de disseminar todas as informações sobre a proteção radiológica infantil. A adesão ao programa proporcionou o acompanhamento efetivo, com monitoramento de indicadores e plano de ação quando necessário", comenta.
A Unimed Pato Branco (PR) implantou o Programa em outubro de 2017, quando a operadora promoveu palestra com o físico Fernando Menezes e o médico radiologista Orlando Cláudio Hecke sobre proteção radiológica. O evento foi direcionado aos médicos cooperados nas especialidades de Pediatria, Clínico Geral, Ginecologia, Obstetrícia E Otorrinolaringologista.
"Para 2018, planejamos a estruturação da Comissão de Proteção Radiológica em todas as instituições hospitalares da rede credenciada da Unimed Pato Branco. No ano que vem, também realizaremos ações de conscientização da população em geral", diz a enfermeira e analista de Regulação de Rede da Unimed Pato Branco, Fernanda Rodrigues Seibt.  (Monitor Mercantil)



Notícias de Interesse do Mercado de Saúde

O que é a dose fracionada da vacina contra febre amarela
Estratégia é emergencial e tem respaldo da Organização Mundial de Saúde, mas muita gente ainda tem dúvida se ela é eficaz e como funciona essa proteção
Nos próximos meses, a população de municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, escolhidos pelos governos estaduais, vai receber a dose fracionada da vacina, por decisão do Ministério da Saúde.
E agora? O que isso significa? Essas pessoas não estarão seguras contra a doença?
Calma, não é bem assim. Da mesma forma que a OMS recomendou a dose única como padrão de imunização para todo o País, foi a própria organização que determinou o fracionamento como opção quando há risco de a doença se expandir em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente.
Quem garante que a dose menor funciona mesmo?
Até agora os estudos mostraram que a proteção da dose fracionada, de 0,1 ml, é a mesma da dose padrão, de 0,5 ml. A primeira protege a pessoa por até oito anos, e a segunda, pela vida toda.
A garantia é nossa
A garantia é dada diretamente pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), única instituição autorizada a fabricar e distribuir doses fracionadas. A Biomanguinhos fez um estudo com 315 pessoas e concluiu que, passados oito anos desde que foram vacinadas com a dose de 0,1ml, elas ainda tinham anticorpos contra febre amarela no organismo. (O Estado)

Pesquisa - Vírus da Zika mata células cancerígenas do cérebro
Ao contrário do que acontece em recém-nascidos, vírus preserva as células saudáveis; tratamento poderá ser feito como terapia e até uma vacina.
Pesquisadores do laboratório Inovare, da faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descobriram que o vírus da Zika pode ajudar a tratar pacientes com câncer no cérebro, conforme trabalho divulgado recentemente.
Diante da constatação de que o vírus mata células do cérebro em recém-nascidos, mas não em adultos, eles decidiram fazer um teste que foi o marco da pesquisa. Eles infectaram com o zika células com "Glioblastoma", o tumor maligno de cérebro mais comum que existe.
“É um tumor muito agressivo, na escala de um a quatro é nível quatro. Provoca dores de cabeça, desmaios, convulsões”, explicou o neurologista Luís Belini.
Como o vírus da Zika tem um alto poder de destruição, foi injetado nas células do câncer. Vinte e quatro horas depois, o vírus da Zika já tinha eliminado metade das células tumorais. E 48 horas depois, mais células de câncer morreram (Veja na imagem abaixo). Já as celulas saudáveis não foram afetadas pela ação do vírus.
“As células do bebê têm uma alta taxa de proliferação. Parecida com as do câncer, que nada mais é do que uma doença que está se proliferando de forma descontrolada. E as células saudáveis, não. Então ele protegeria as células normais do adulto, mas eliminaria apenas as células do câncer, tornando um tratamento mais específico do que uma quimioterapia ”, explicou a pesquisadora Estela de Oliveira Lima.
O trabalho publicado numa revista científica americana mostrou que o encontro do vírus da Zika com a célula do câncer, produziu uma substância responsável pela morte dos tumores. A "digoxina" já é utilizada na medicina no tratamento de doenças cardíacas.
A digoxina abre ou fecha portas na entrada de substâncias dentro das nossas células. Os pesquisadores perceberam que quando houve a infecção do vírus da Zika nas células do câncer, a quantidade de digoxina aumentou bastante. E isso é resultado do nosso sistema de defesa trabalhando. Algo ruim, contra outra coisa ruim, acabou sendo bom para a saúde.
Depois das descobertas em laboratório, os próximos passos são as análises em animais e seres humanos. De acordo com os pesquisadores, será possível desenvolver desde uma terapia com o vírus a uma vacina para tratamento então do câncer no cérebro. (Paulo Gonçalves - G1)

Uma forma de proteção contra o Zika
Identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, o vírus da Zika vem assustando a população e, principalmente, as mulheres grávidas. A presença do vírus no corpo está ligada ao aparecimento de deformidades neurológicas nos bebês, como a microcefalia.
Em estudo coordenado pelo brasileiro Alysson R. Muotri, biólogo molecular, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, e cofundador e chefe científico da startup de biotecnologia Tismoo, foi descoberto uma forma de proteção contra o Zika, com um medicamento eficiente em bloquear a entrada do vírus.
Com a ajuda de minicérebros humanos, uma tecnologia totalmente inovadora capaz de reproduzir o desenvolvimento humano através de células-tronco, os pesquisadores descobriram que uma droga, chamada Cloroquina, consegue também inibir a entrada do Zika nos cérebros de fetos. Na década de 50, a Cloroquina foi extremamente importante para combater a malária. Inclusive, o governo brasileiro autorizou, na época, o uso do medicamento misturado ao sal de cozinha para poder controlar/erradicar o surto da doença no país, trabalho que ficou conhecido como método de Pinotti.
No caso do Zika, a droga, além de se mostrar eficaz nos minicérebros, também teve um resultado positivo nos testes com animais. "Testamos em modelos animais que tomaram a cloroquina antes de serem expostos ao vírus. Aqueles que não tomaram o medicamento, foram infectados. Já os outros, passaram ilesos pelo Zika", conta o biólogo molecular. Outra descoberta foi que a droga também conseguiu reduzir o nível do vírus nos animais normais, inclusive diminuindo a frequência de filhos com defeitos neurais gerados por casais infectados. "Com essa conclusão, minha proposição é considerar o método de Pinotti em áreas afetadas pelo Zika, em uma tentativa de bloquear uma eventual segunda onda da epidemia", completa o cientista. Nesse momento, a descoberta da droga cloroquina já foi aceita e está sendo estudada para que possa ser testada em humanos.
O mesmo estudo também revelou como o Zika consegue afetar o cérebro das crianças ainda no útero das mulheres, uma descoberta de extrema importância para o meio científico, já que ainda não se sabia como o vírus conseguia cruzar a barreira hematoencefalica e atingir o cérebro do feto.
Assim, os pesquisadores descobriram que após a picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus instalado no corpo utiliza de uma estratégia que funciona como um "Cavalo de Tróia". As células do sistema imune das mães são infectadas pelo Zika e transmitidas ao feto. Estas células, que carregam o vírus, infectam também as células do sistema imune imaturo do embrião. Uma barreira hematoencefálica se forma durante a gestação, aprisionando as células infectadas no cérebro do feto e, consequentemente, levando o vírus para o sistema nervoso, afetando as células progenitoras neurais responsáveis pela formação do córtex. Desta forma, as células progenitoras acabam morrendo antes de migrarem e formarem o cérebro do embrião.
Este trabalho foi recentemente publicado em uma das mais importantes revistas científicas do mundo, a "Nature", com repercussão internacional devido a descoberta do mecanismo inovador utilizado pelo Zika para chegar ao cérebro fetal.
Altamente relevantes, essas pesquisas podem gerar avanços significativos no combate a uma possível segunda epidemia do Zika vírus. Inclusive, na última semana, em um estudo publicado no jornal "Clinical Infectious Diseases", pesquisadores norte-americanos revelaram a descoberta que a transmissão do vírus da Zika de mãe para filho também pode ocorrer através do leite materno.
Somente no Brasil, até dezembro de 2016 foram registrados 214.193 casos de pessoas infectadas com a doença, representando uma incidência de 104,8 casos por 100 mil habitantes, de acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Já de janeiro a novembro de 2017 esse índice diminuiu, passando para 8,2 casos por 100 mil habitantes. Apesar da redução dos números, o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no final do ano, mostra ainda que 1,1 mil municípios brasileiros estão em 'estado de alerta' e outras 357 cidades apresentam situação de risco de surto da doença.  (Monitor Mercantil)


Gestão, Produtos e Serviços
Unidas

Rede Mater Dei de Saúde adere à cultura compliance
As transformações econômicas, sociopolíticas e os avanços tecnológicos contribuíram para que empresas de todos os segmentos observassem a necessidade da administração dos riscos de negócios por meio de processos pré-estabelecidos. Seguindo essa tendência de atualização de regulamentos, a Rede Mater Dei de Saúde implantou em 2017 um novo Programa de Integridade interligado à cultura compliance.
Ser adepto à cultura compliance significa que a empresa está alinhada às normas, aos controles internos e externos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas para promover uma cultura ética organizacional. “Sempre estivemos atentos às normas e aos processos internos de forma clara e transparente. Com o advento da Lei 12846 - Lei Anticorrupção, foi identificada a necessidade de atualizar os documentos, de modo a refazê-los de acordo com a nova realidade do Mater Dei e do mundo”, explica Henrique Salvador, presidente da Rede Mater Dei de Saúde.
Após capacitações que envolveram colaboradores e membros do corpo clínico, o manual foi distribuído para todos aqueles que estão envolvidos com os processos da Rede Mater Dei de Saúde. No manual estão evidenciados os princípios éticos e regras funcionais que devem ser conhecidos e cumpridos por todos os colaboradores, estagiários, corpo clínico e demais parceiros da instituição.
O manual de compliance da Rede foi estruturado por um escritório de advocacia terceirizado em conjunto com o setor de Auditoria Interna e Compliance da instituição. Durante a elaboração do documento, a equipe se preocupou em utilizar as melhores referências nacionais e internacionais, a fim de ter um instrumento que atenda às necessidades práticas do cotidiano da Rede Mater Dei de Saúde. “Somos uma instituição de saúde que tem o paciente no centro do cuidado, que tem certificações nacionais e internacionais e pessoas comprometidas com quem procura os serviços do Hospital”, enfatiza Henrique Salvador  (Anahp)



Desenvolvimento, Treinamento e Cultura

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24 de janeiro: Dia dos Aposentados
Solenidade ao Dia do Aposentado recebe indicação de homenageados das associadas
A Abrapp e o Sindapp estão recebendo indicações de aposentados (as) a serem homenageados na tradicional Solenidade Comemorativa ao Dia do Aposentado. O evento será realizado no próximo dia 24 de janeiro de 2018 em São Paulo, no Centro de Eventos da Amcham. A cerimônia dá início ao calendário de eventos institucionais do sistema no ano de 2018. Cada associada poderá indicar um participante aposentado (a) até o próximo dia 16 de janeiro.
A tradicional Cerimônia é uma das mais significativas do nosso Sistema, pois retrata e reforça o propósito e dá sentido a todo o trabalho desenvolvido não só pela Abrapp, mas por cada uma das entidades. O evento tem um formato acolhedor com a entrega de um diploma para os aposentados de cada entidade, que se faz representar nessa ocasião por um dirigente ou colaborador de seu quadro. A ideia é fortalecer a relação entre aposentado e a entidade.
Como Participar:
As indicações do(a) Aposentado(a) a ser homenageado(a) e de seu patrono(a) - deverão ser comunicadas, impreterivelmente, até 16 de janeiro de 2018, por meio do endereço abrappatende@abrapp.org.br. Na ocasião deverá ser encaminhada uma foto do(a) Aposentado(a) a ser homenageado(a) (formato mínimo de 1280 x 1024 pixels).(Abrapp)AssPreviSite)


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