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O Dia da Saúde - Nossa Leitura

Midia destaca que  por determinação da Justiça a ANS terá de alterar suas resoluções para que idosos de todo o País com contratos de planos de saúde firmados antes de janeiro de 2004 não sejam prejudicados pelo reajuste por faixa etária.  (vide matérias abaixo)

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Sistema de Saúde Suplementar e a gestão das operadoras
Odontoprev
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Justiça veta aumento de plano de idoso
A Justiça Federal em Belo Horizonte determinou que nenhuma pessoa em todo o País deve ter o valor da mensalidade do plano de saúde aumentado ao completar 60 anos. A decisão, porém, não tem efeito imediato.
O Estatuto do Idoso, promulgado em 2004, vetou aumentos dos planos a partir dos 60 anos. Porém, a Agência Nacional de Saúde Suplementar entende que os convênios firmados antes do estatuto não têm de cumprir a regra. O Ministério Público, que contesta essa interpretação, obteve uma liminar (despacho antes do fim do processo) favorável e, agora, uma sentença (decisão final), também favorável. Porém, como a ANS havia suspendido a liminar via recurso ao Tribunal Regional Federal (TRF), é preciso aguardar o posicionamento final deste órgão.  (O Estado de S.Paulo)

ANS não deve permitir reajuste de planos para idosos
A Justiça Federal em Minas Gerais determinou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mude todas as suas resoluções, para que os idosos não sofram reajuste nos planos de saúde ao completarem 60 anos de idade.
O juiz Lincoln Pinheiro Costa, da 20ª Vara Federal em Belo Horizonte, tomou a decisão com base no Estatuto do Idoso, que proíbe a variação de valor por faixa etária nos contratos dos clientes com mais de 60 anos.
De acordo com o Ministério Público Federal em Minas Gerais, responsável por mover a ação e que divulgou nesta quarta-feira (18) a decisão do juiz federal, a resolução da ANS, que estipula variação de preço por faixa etária, desrespeita o estatuto. Outro argumento do MPF é de que as operadoras dos planos alegam que as regras da ANS valem apenas para os contratos firmados depois de janeiro de 2004, quando o estatuto passou a vigorar.
Procurada pela Agência Brasil, a ANS não se manifestou sobre a decisão judicial. Ainda cabe recurso da decisão.  (Jornal do Commercio Brasil)

Justiça proíbe reajuste de planos antigos para idosos
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) terá de alterar suas resoluções para que idosos de todo o País com contratos de planos de saúde firmados antes de janeiro de 2004 não sejam prejudicados pelo reajuste por faixa etária.
A decisão é da Justiça Federal em Belo Horizonte e tem como base o Estatuto do Idoso, que, desde a entrada em vigor em 2004, proíbe a discriminação por meio da cobrança de valores diferenciados em razão da idade.
As operadoras, segundo publicado pela Procuradoria da República em Minas Gerais, amparadas pela Agência, alegavam que a regra somente se aplicaria aos contratos firmados depois de 2004.
“Estaríamos nos omitindo diante de uma flagrante ofensa ao princípio constitucional da isonomia, permitindo que idosos, em igualdade de condições, sejam tratados desigualmente”, disse o juiz que proferiu a sentença, Lincoln Pinheiro Costa.
ANS
Além da alteração das resoluções, o juiz determinou que a ANS faça ampla divulgação da sentença e que exija de todas as operadoras de planos de saúde no Brasil o cumprimento do Estatuto do Idoso.
Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, a ANS informa que vai recorrer da decisão e ressalta que, até o término do processo, fica valendo o entendimento da Agência, ou seja, apenas os contratos firmados após a entrada em vigor do Estatuto do Idoso não sofrem reajuste por faixa etária, depois que o usuário completa 60 anos. (Uol/ Portal Correio)

Justiça veta reajuste em plano de idoso
Para juiz federal de MG, nenhum plano de saúde de pessoa acima de 60 anos pode subir por causa da idade
Ele também ordenou que a agência do setor altere a resolução que estabelece normas para os reajustes
A Justiça Federal de Minas Gerais vetou, em decisão de primeira instância, o aumento das mensalidades dos planos de saúde de idosos com mais de 60 anos. A decisão é valida para todo o Brasil, mas ainda cabe recurso.
O juiz Lincoln Pinheiro Costa, da 20ª Vara Federal, tomou a decisão em resposta a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal. Ele tomou como base o Estatuto do Idoso, que proíbe a variação do valor do plano de saúde por faixa etária nos contratos dos clientes com mais de 60 anos.
Na decisão, o juiz ordena que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) altere a resolução que estabelece normas para o reajuste dos planos de saúde, para evitar que os idosos sejam prejudicados com aumentos.
O reajuste das mensalidades é uma prática recorrente, já que os mais velhos têm naturalmente mais doenças, utilizam os serviços médicos com frequência e, por isso, custam mais às operadoras.
A REGRA ATUAL
A resolução da ANS foi publicada em janeiro de 2004, logo após o Estatuto do Idoso entrar em vigor, em 2003. Diz que, nos contratos firmados a partir de 2004, não é possível reajustar o valor do plano quando o beneficiário completar 60 anos.
Na sentença, o juiz reforça que, pela resolução atual da ANS, apenas idosos que contrataram um plano de saúde após 2004 e que tenham completado 60 anos depois daquela data é que são protegidos pelo Estatuto.
Os demais -aqueles que já tinham plano de saúde e completaram 60 anos antes de a resolução entrar em vigor ou aqueles que firmaram o contrato antes de 2004 e completaram 60 anos depois disso- estariam desprotegidos. Para eles, o último reajuste na mensalidade pode ser aplicado aos 70 anos.
No entendimento do juiz, porém, "nenhum idoso, de todo o país, poderá ter sua mensalidade alterada apenas porque completou 60 anos". A sentença diz ainda que a ANS deverá exigir que as operadoras de plano de saúde cumpram o Estatuto.
OUTROS CASOS
Em 2008, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou que uma operadora de plano de saúde devolvesse em dobro, com correção monetária, um reajuste de 185% que aplicou às mensalidades de uma aposentada quando ela completou 60 anos. Ela tinha contratado o plano de saúde em 2001.
A decisão do STJ também se baseou no Estatuto do Idoso e abriu precedente para que juízes e outros tribunais seguissem na mesma linha.
A ANS informou que já recorreu da decisão. Segundo a agência, as regras atuais não mudam até que a ação seja julgada na última instância.  (FERNANDA BASSETTE e RICARDO WESTIN - Folha de S.Paulo)

Só 2% de planos têm qualidade
Avaliação feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontou, em números, o que o consumidor já percebe, na prática, sempre que precisa ser atendido na rede credenciada por um plano de saúde: na classificação da agência, apenas 2,3% das operadoras do segmento médico-hospitalar alcançaram o melhor nível de qualidade estipulado pela ANS. Ao todo, 23 empresas conseguiram ficar na faixa de 0,80 a 1,00 - a mais alta - do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), elaborado com base em consultas realizadas às empresas em 2009.
Operadoras de planos odontológicos também foram avaliadas. Apenas 26,6% delas receberam classificações nas faixas de 0,60 a 0,79 e de 0,80 a 1,00 Foto: Ovídio Carvalho/ON/D.A Press - 10/5/10 Outras 226 operadoras (22,9% do total) ficaram no patamar seguinte, com notas de 0,60 a 0,79. Juntas, as empresas que alcançaram as duas melhores faixas de classificação atendem a 24,8 milhões de beneficiários, ou seja, 59,5% das pessoas que contratam planos de saúde no país. Na comparação com a avaliação realizada pela agência em 2008, houve uma melhora no indicador. Em 2009, 83,4% dos beneficiários eram atendidos por operadoras classificadas com IDSS superior a 0,50; no ano anterior, o percentual de participantes dos planos das operadoras melhor avaliadas era de 76,4%.
Há, entretanto, ainda um número considerável de operadoras nas piores faixas de avaliação: 178 delas, ou 18% do total, alcançaram pontuação de 0,20 a 0,39 e outras 214 (21,6%) foram classificadas entre 0 e 0,19. Essas empresas possuem menos clientes: somadas, elas atendem a 15,6 milhões de brasileiros. Na faixa intermediária - na qual o índice varia entre 0,40 e 0,59 -, encontram-se 348 operadoras (35,2% do total) que atendem a 12,2 milhões de beneficiários (29,3% do total).
As operadoras de planos odontológicos também foram avaliadas. Apenas 26,6% delas receberam classificações nas faixas de 0,60 a 0,79 e de 0,80 a 1,00, grupo responsável por 70,8% dos beneficiários (5,9 milhões de pessoas).
A ANS está fazendo uma rodada de discussão sobre a nova fórmula de reajuste para os planos de saúde individual e familiar. Participante da rodada, a Proteste Associação de Consumidores manifestou preocupação com a falta de avaliação dos possíveis impactos financeiros para os consumidores com a aplicação da nova forma de cálculo. "Não dá para tratar de qualidade se a ANS ainda sequer possui um indicador que revele qual seja a proporção ideal entre o número de segurados de uma empresa e os equipamentos disponíveis", afirmou a entidade, em comunicado.    (Diário de Pernambuco)

Plano de saúde de funcionários da Faceal
A desembargadora Nelma Torres Padilha, integrante da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), reformou decisão de primeiro grau e manteve o plano de saúde de Jackson Pacheco de Macedo e outros firmados com a Fundação Ceal de Assistência Social e Previdência (Faceal) em parceria com a Unimed. A decisão foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta quarta-feira (18).
Jackson Pacheco e outros beneficiários eram usuários do plano administrado pela Faceal desde 1987. Eles alegam que a Fundação extinguiu o plano de saúde devido a algumas irregularidades detectadas pela Secretaria de Previdência Complementar. No entanto, alegam que tais irregularidades não envolvem os agravantes, mas os servidores que adquiriram os planos sem contratação de previdência privada. Dessa forma, requereram a manutenção do contrato, uma vez que, do contrário, o Direito Fundamental à Saúde estaria sendo violado.
De acordo com a desembargadora Nelma Torres Padilha, relatora do processo, os efeitos da decisão de primeiro grau são suscetíveis de causar lesão grave e de difícil reparação. “Não pode a Faceal simplesmente deixar de fornecer tal serviço de assistência à saúde, pois este é um dos seus objetivos. Além disso, os autores são beneficiários do plano desde 1987 e, agora, se vêem obrigados a aderirem a um novo sem a mesma cobertura e por valores mais altos, sem que tenham praticado qualquer ato que respaldasse a extinção do antigo plano”, observou.
A desembargador-relatora lembrou ainda que o sistema é contributivo, havendo contraprestação de ambos os lados. “Os contratos só podem ser extintos, em regra, pela vontade das partes, salvo a Lei permita a resilição unilateral ou haja cláusula resolutiva prevista no negócio jurídico. “ […] À princípio, não vejo qualquer norma que permita a rescisão unilateral do instrumento firmado entre a Faceal e os agravantes”, avaliou.
Dessa forma, a desembargadora Nelma Torres Padilha deferiu o pedido de efeito suspensivo ao presente recurso por entender que devem ser assegurados os direitos dos consumidores de usufruir os serviços do plano.  (Gazeta Web)

Bradesco Saúde: Nota máxima da ANS
A Bradesco Saúde foi a única seguradora especializada a receber a nota máxima (entre 0,80 e 1,00) na avaliação de desempenho realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo o presidente da Bradesco Saúde e da MediService, Marcio Coriolano, essa avaliação demonstra que “estamos no caminho certo, buscando a excelência de produtos e serviços para servir aos colaboradores das empresas que nos confiaram o benefício do seu seguro-saúde".
As notas, chamadas IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar), são calculadas a partir de trinta indicadores e variam entre as notas de 0 e 1. São cinco as faixas de avaliação: de 0 a 0,19; de 0,20 a 0,39; de 0,40 a 0,59; de 0,60 a 0,79; e de 0,80 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho da empresa.
Das 989 operadoras de saúde avaliadas em todo o país, as Operadoras Privadas de Saúde que estão na faixa "Top" (entre 0,80 e 1) atendem a 16% dos 41,6 milhões de usuários de planos de saúde. Na avaliação da ANS, foram considerados os itens: atenção à saúde; situação econômica e financeira; infraestrutura operacional; e satisfação dos usuários. (mais informações  podem ser obtidas no site da ANS - http://www.ans.gov.br/.)[2]
Líder do mercado das seguradoras de saúde, a Bradesco Saúde protege cerca de 2,7 milhões de beneficiários e está presente em mais de 3 mil municípios do Brasil. Conta com ampla rede referenciada de médicos, hospitais, laboratórios e clínicas especializadas. No primeiro semestre de 2010, o faturamento da empresa foi de R$ 3,5 bilhões, representando crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2009.  (Jorge Clapp - CQCS)

Unimed NE RS rende nova versão do ERP Totvs
Uma implantação para a Unimed Nordeste RS acabou por render uma nova versão ao ERP da Totvs para planos de saúde.
A inovação, focada especificamente em operadoras de planos, envolveu o trabalho de 70 profissionais. Valeu a pena: hoje, são mais de 300 usuários, 1,2 mil clientes empresariais, 1,1 mil cooperados médicos e 230 prestadores de serviços utilizando a ferramenta.
A nova versão permite padronizar processos internos e adequar todas as atualizações das legislações referentes ao negócio das operadoras. Além disso, a solução evoluiu em termos de usabilidade, tornando-se mais fácil de operar por meio de uma interface Flex, mais intuitiva e interativa.
Na Unimed Nordeste RS, sediada em Caxias do Sul, o trabalho sobre a solução da Totvs começou porque a operadora tinha uma lista de pendências gigantesca para sua equipe de desenvolvimento, já que o sistema elaborado internamente tinha muitos módulos com tecnologias distintas e ultrapassadas. Como conseqüência, o time de TI não conseguia dar conta de atender às necessidades da cooperativa e acompanhar as evoluções da legislação, por exemplo.
Por conta disso, a Totvs foi requisitada e, depois do projeto, as adequações feitas ao ERP vertical da companhia passaram a ser utilizadas por outras operadoras.
Ao todo, mais de 300 gestoras de planos de saúde usam a solução da empresa hoje, incluindo medicinas de grupo, cooperativas médicas e auto-gestões, entre outros ramos deste mercado.
Já em todos os segmentos, a Totvs soma cerca de 650 clientes no Rio Grande do Sul, que concentra a segunda maior franquia da empresa no país. Deste total, 39% vêm da carteira da Microsiga, 35% da Datasul, 24% da RM e 2% da Logocenter, empresas recentemente unidas no canal único Totvs RS.
A empresa é líder em ERP no país e na América Latina, com 38% e 31,2% de market share, respectivamente. A atuação em global se dá em 23 países, atendendo a 11 verticais de mercado, o que soma uma carteira de 23,7 mil clientes ativos. (Gláucia Civa - Baguete)

Rumores puxam ações da Odontoprev
Ao contrário do Ibovespa, negativo (-0,77% antes das 11h), as ações da Odontoprev (ODPV3) voltaram a disparar no pregão da quarta-feira da bolsa de São Paulo, superando os 5%, antes de se estabilizar em torno de 2,8% neste momento. Os investidores compram ações atentos a boatos de que a empresa estaria concluindo negociações com o Banco do Brasil para ter acesso aos 18.286 pontos de atendimento do banco para a venda de planos odontológicos.
Por meio de nota, a Odontoprev afirma que "prospecta novas oportunidades e que, no momento, está participando de processos competitivos que visam à expansão de seus negócios". Na terça-feira (17), os papéis da Odontoprev subiram 7,18%, negociados a R$ 18,97.   (Jornal Monitor Mercantil)

Cirurgiões cardíacos defendem boicote ao SUS
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular lançará uma campanha nacional para que os seus 1,2 mil associados deixem de operar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida drástica é uma retaliação contra o preço pago para a equipe - cerca de R$ 940 para quatro cirurgiões e outros dois profissionais, no caso de uma cirurgia de revascularização (ponte de safena). No Rio, planos de saúde pagam até R$ 13,5 mil pelo procedimento.
A crise atinge alguns Estados - Goiás não faz cirurgias cardíacas eletivas desde 2 de dezembro (mais informações nesta página). O Ministério Público intermedeia negociações entre médicos e a Secretaria de Saúde da Bahia para evitar que o serviço seja paralisado. Em São Paulo, os médicos ainda se organizam para criar uma cooperativa. O foco será a negociação com planos de saúde, que pagam cerca de R$ 1,5 mil por cirurgia para a equipe.
No Rio, os cirurgiões cardiovasculares anunciaram que vão interromper as cirurgias em outubro nos hospitais conveniados ao SUS. "O cirurgião cardiovascular hoje paga para trabalhar. Ele passa entre quatro e seis horas num centro cirúrgico, tem de ficar de sobreaviso para o caso de alguma intercorrência após a operação e, depois de 60 dias, recebe pouco mais de R$ 100 por aquele trabalho. É menos de R$ 30 por hora", afirma Ronald Souza Peixoto, presidente da cooperativa que reúne os 102 cirurgiões cardiovasculares do Rio.
Em 2009, esses médicos fizeram 8.303 cirurgias eletivas no Estado - aquelas que não são de emergência, como troca de válvulas cardíacas. Hoje, o paciente enfrenta uma fila de até seis meses para conseguir atendimento.
A briga com os Estados e municípios ocorre porque a lei prevê que as secretarias de Saúde façam a complementação do que é pago pelo SUS. De acordo com a sociedade, só Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Paraíba pagam a diferença.
Segundo Gilberto Venossi Barbosa, presidente da sociedade, a baixa remuneração tem feito com que menos médicos escolham a carreira. "O que explica que o SUS pague R$ 6 mil por um transplante hepático e a metade disso para o transplante cardíaco, que é uma cirurgia muito mais complicada?"
O secretário de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, considera a remuneração das cirurgias cardíacas compatível com os recursos do SUS. "Não há como fazer comparações com o que é pago pelos planos", disse. Ele observou que o per capita na área privada é de cerca de R$ 1,4 mil, bem mais que o per capita do sistema público, que não chega a R$ 700. "Há subfinanciamento do setor", resume. "A tabela apresenta uma remuneração compatível com os recursos existentes." Beltrame ressaltou que não recebeu reclamação formal dos cardiologistas sobre a baixa remuneração. "Estamos abertos ao diálogo." (Clarissa Thomé, colaborou Ligia Formenti - O Estado de S.Paulo)


Informações  jurídicas e tributação
MML Adv Ass
Indenização a paciente que teve injeção aplicada de forma errada
A 3ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) deu provimento a recurso especial interposto por uma mulher e  condenou o Hospital Nossa Senhora da Oliveira, localizado no Rio Grande do Sul, a pagar indenização por danos morais pela realização de um procedimento errado que a levou a perder a mobilidade de um dos braços.
De acordo com informações do processo, a paciente recebeu a aplicação de uma injeção do remédio Voltaren na região do antebraço esquerdo, em inobservância às advertências contidas na bula do medicamento.
A injeção administrada em local inadequado provocou a necrose dos tecidos e a deformação da região do braço da paciente, inclusive com perda parcial da função motora do braço lesionado e a necessidade de realização de várias cirurgias corretivas.
Código de Defesa do Consumidor
Em primeira instância, o TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) considerou improcedente o pedido de indenização. O tribunal entendeu que, em se tratando de típica relação de consumo, teria havido a prescrição à reparação dos danos causados pelo erro médico, que seria de cinco anos, conforme estabelece do CDC (Código de Defesa do Consumidor).
No entanto, ao avaliar o recurso no âmbito do STJ, a relatora ministra Nancy Andrighi, afirmou que a solução mais acertada para a controvérsia em questão, “por garantir à vítima a reparação do dano provocado pelo ato ilícito”, é a aplicação do prazo prescricional de 20 anos previsto pelo Código Civil – e não dos cinco anos estabelecidos pelo CDC.
Responsabilidade
Ao apresentar seu relatório, a ministra destacou que “a causa de pedir não está fundamentada no acidente de consumo – e, por conseguinte, na responsabilidade objetiva do hospital recorrido – mas sim na imperícia de seu preposto”.
Para a relatora, acima de qualquer critério para a solução da aparente divergência entre o CDC e o Código Civil está o “sentimento de justiça”, que deve buscar a conclusão mais justa ou mais favorável à parte mais fraca, sem perder de vista os preceitos de ordem pública e social.   (Última Instância)

Igualdade no atendimento do SUS em instituições privadas
A Procuradoria da República no Rio Grande do Sul quer que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) tenham igualdade de atendimento em instituições particulares.
O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) emitiu recomendação ao Secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, do Ministério da Saúde, para que determine via ato normativo medidas no sentido de proibir a adoção de entradas e recepções diferenciadas em instituições privadas para separar o atendimento a pacientes do SUS daquele feito a particulares ou usuários de planos de saúde.
O MPF/RS apurou em vistorias que hospitais privados de Porto Alegre que atendem tanto pelo SUS quanto por planos de saúde ou particulares “que há recepções diferenciadas para os pacientes SUS e os pacientes privados (em parte dos hospitais visitados a entrada para os pacientes privados ocorre pela porta principal do estabelecimento, enquanto os pacientes SUS devem ingressar no local por portas laterais), com consideráveis diferenças de acomodações e atendimento”.
As procuradoras Ana Paula de Medeiros e Suzete Bragagnolo, que assinam a recomendação, ressaltam na mesma que “tal diferenciação demonstra desrespeito aos princípios e diretrizes do SUS e também ao princípio constitucional da igualdade”.
Ana Paula e Suzete também deixam claro na recomendação à Secretaria de Atenção à Saúde que “à direção nacional do SUS compete elaborar normas para regular as relações entre o SUS e os serviços privados contratados de assistência à saúde (art. 16, XIV, da Lei nº 8.080/1990)”.
Para o MPF/RS, a Secretaria de Atenção à Saúde deve determinar que gestores municipais e estaduais “estabeleçam nos contratos e convênios celebrados com instituições privadas para fins de participação complementar no SUS cláusula que contenha expressa proibição de adoção de entradas/recepções diferenciadas, uma destinada aos pacientes particulares e/ou àqueles que possuem plano de saúde privado, e outra aos usuários do SUS, com previsão de sanções às instituições privadas para a hipótese de descumprimento de tal obrigação”. (Portal Correio)


Atendimento, Rede Hospitalar, SUS e a Saúde nos estados

Scan

SP: Serviço vai centralizar laudos de exames de imagem
De um prédio na zona sul de São Paulo, médicos analisam as imagens de exames de raio-X, tomografia e ressonância magnética feitos em 24 unidades do Estado conectadas à rede e, de lá, enviam de volta os laudos.
A central de diagnósticos inaugurada hoje estava operando antes em modo de testes, com oito hospitais integrados. Em dois anos, todos os hospitais e ambulatórios de especialidades da rede estadual devem estar na rede.
Os dados dos exames são enviados à central por fibra ótica, ondas de rádio ou cabo, onde são processados por uma equipe de radiologistas que trabalha 24 horas.
Em 30 minutos, a análise do exame é enviada à unidade onde está o paciente.
A vantagem da centralização, segundo a Secretaria de Saúde, é que cidades que não têm radiologistas vão poder ter os laudos rapidamente. Em casos de emergência em que não haja especialista de plantão, o laudo também não terá que esperar.  (Folha de S.Paulo)

SP: Hospital Maria Braido inaugura ala de oncologia
Espaço será gerenciado pelo Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho (ICAVC)
O Hospital Municipal Maria Braido de São Caetano do Sul, no grande ABC, inaugurou na segunda-feira (16) uma ala de oncologia. O espaço será gerenciado pelo Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho (ICAVC).
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A inauguração da ala é o primeiro passo para o funcionamento de um centro de oncologia, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
O atendimento na própria rede municipal dos pacientes que fazem quimioterapia trará muito conforto e agilidade para as famílias, que não precisarão se deslocar para São Paulo.    (Saúde Business Web)

SP: Iamspe - Acompanhamento médico a distância
Um programa do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) ajudará pacientes diabéticos usuários de insulina a ter um melhor controle da doença e um acompanhamento médico a distância. O projeto piloto oferecerá tratamento personalizado a 800 pessoas e permitirá que os médicos fiquem mais próximo dos pacientes, já que receberão periodicamente pela internet os resultados dos testes de glicemia realizados três vezes ao dia.
“O que estamos trazendo de novo é associar a internet ao controle mais rígido do paciente diabético, melhorando sua qualidade de vida, e tendo menos eventos de descompensação e complicações crônicas da doença como infartos, derrames cerebrais, amputações e cegueira”, afirmou o diretor do Serviço de Endocrinologia do Iamspe, Evandro Portes. Atualmente o Iamspe, que atende servidores públicos estaduais e seus dependentes, acompanha 100 mil pacientes com diabetes.
Com o monitoramento dos pacientes, o médico poderá até antecipar a consulta ou mudar o tratamento caso os exames apontem essa necessidade. Quem fizer parte do grupo chamado de Telemedicina para Diabéticos receberá todo o material necessário para fazer o exame em casa: insulina, lancetas, fitas e um glicosímetro individual para realização dos exames de glicemia em casa. Os dados ficam armazenados no glicosímetro e são invioláveis.
“A cada sete ou 15 dias o paciente transmite essas informações por meio de centrais de dados que estarão espalhada pelo Hospital do Servidor Público Estadual na capital e em algumas cidades do interior. Esses dados vão para um outro arquivo onde serão compilados e disponibilizados para o médico via internet para que os responsáveis pelo paciente tenham acesso a essas informações e assim orientem melhor o tratamento”, explicou Portes.
Os dados armazenados no prontuário eletrônico permitem ainda que um médico de outra unidade de saúde ou familiar, mesmo fora da cidade ou do estado, tenham acesso às informações por meio de uma senha.
“Se os níveis glicêmicos estiverem fora do proposto para esse paciente ele será reorientado por um grupo de profissionais [médicos, enfermeiras, nutricionistas, assistentes sociais] que dará suporte ao paciente para ajudá-lo a resolver os problemas que estão fazendo sua glicemia aumentar. Com esse tratamento vamos ter segurança de que o paciente está com um bom controle.”
A escolha dos pacientes para o grupo atenderá critérios médicos definidos previamente que incluem a maior necessidade de um monitoramento para estabilização da doença. O paciente já deve ser atendido e receber tratamento no Iamspe. Os interessados em participar do grupo devem se inscrever para avaliação na Central de Atendimento do instituto no telefone (11) 5583 7001 (11) 5583 7001, de segunda a sexta, das 7h às 19h. (Agência Brasil)

SP: Greve faz hospital cancelar cirurgias em Campinas
Profissionais querem reajuste da bolsa-auxílio e ampliação de benefícios
A greve de médicos residentes já causa reflexos no atendimento do sistema público de saúde de alguns hospitais de Campinas ontem. Os profissionais se comprometeram a manter 30% das equipes para casos de urgência e emergência. A paralisação está no terceiro dia e segue por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste da bolsa-auxílio, ampliação de benefícios, como a criação da 13ª bolsa, e melhoria nas condições de formação.
De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Residentes, a adesão no primeiro dia de greve foi de 80%. Participam da paralisação em Campinas o Mário Gatti, que possui 82 residentes, o Complexo Hospitalar Ouro Verde e o Hospital e Maternidade Celso Pierro.
Trabalham no Ouro Verde 10 residentes, mas a greve não afeta o atendimento porque, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, os profissionais trabalham somente nas ações de apoio e estão mantendo o atendimento de urgência e emergência.
Já o Celso Pierro da PUC-Campinas possui 147, mas não possui um levantamento do número de cirurgias e consultas que foram canceladas e/ou remarcadas por conta da greve. De qualquer forma, a assessoria de imprensa do hospital informou que, mesmo com o compromisso com dos casos de urgência e emergência, a paralisação pode prejudicar os atendimentos.
Os 475 residentes do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Caism e do Hospital Estadual de Sumaré ainda não aderiram à greve e trabalham normalmente. (EPTV)

SP: Greve deve tirar 48% dos médicos do HC de Ribeirão
Profissionais pedem aumento de 38,7% na bolsa, melhores condições de trabalho e extensão da licença-maternidade de quatro para seis meses
A greve dos médicos residentes deve reduzir em até 48% o número de profissionais no HC (Hospital das Clínicas) de Ribeirão Preto a partir desta quinta-feira.
Os residentes reivindicam reajuste de 38,7% na bolsa de R$ 1.916, extensão da licença-maternidade de quatro para seis meses, data fixa para aumento anual ou bianual da bolsa e melhores condições de trabalho, entre outros.
A presidente da Associação dos Médicos Residentes do Hospital das Clínicas, Helena Barbosa Lugão, diz que a carga horária dos médicos em especialização de 60 horas semanas, definida por lei, raramente é cumprida.
"Os residentes trabalham de 80 a 100 horas por semana e, muitas vezes, sem folga pós-plantão", afirma.
Do valor pago pela bolsa, são descontados cerca de R$ 400 em impostos, o que obrigaria muitos dos residentes a procurar empregos extras para poder se manter.
O presidente da regional de Ribeirão do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), Renato Arena, considera a greve legítima. "A situações dos residentes é muito ruim há anos", diz. (Jornal A Cidade/ EPTV)

SP: Pacientes aguardam até 7h por atendimento em Ribeirão
Na parte da manhã, apenas dois dos quatro médicos trabalharam
Os pacientes do posto de saúde da Rua Cuiabá, em Ribeirão Preto, esperaram por até sete horas para serem atendidos, ontem.
Segundo a Secretaria de Saúde, dois dos quatro médicos que atendem na parte da manhã, faltaram. Já na parte da tarde, três médicos fizeram o atendimento. Mesmo assim, o tempo de espera no posto foi de três horas. (EPTV)

SP: Ação contra doenças masculinas em Guarulhos
O Estacionamento do Shopping Internacional Guarulhos, sábado e domingo, receberá o evento do Movimento pela Saúde Masculina, idealizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), e apoiado pela indústria farmacêutica Eli Lilly. A ideia é oferecer orientação médica urológica gratuita à população masculina acima dos 18 anos.
Segundo o centro de compras, a campanha de orientação percorrerá 23 cidades até o início de setembro e já recebeu cerca de 8 mil homens. O objetivo do projeto é conscientizar os homens sobre a importância da realização de exames preventivos, focando três temas muito comuns na saúde do homem como a disfunção erétil, andropausa e as doenças relacionadas à próstata. Serão distribuídas 120 senhas por dia, a partir das 9 horas, por ordem de chegada.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 50% da população masculina apresenta algum grau de disfunção erétil. Os 10% que procuram ajuda médica, em geral, demoram até três anos para chegar ao consultório. "O Movimento pela Saúde Masculina busca esclarecer o papel do urologista na vida do homem, e conscientizar a população masculina", comenta dr. João Hipólito Pous, médico urologista de Guarulhos e Membro Titular da SBU.  (PanoramaBrasil)

PR: Hospital em Toledo volta a atender pelo SUS
Desde ontem, o Hospital Bom Jesus, em Toledo, voltou a realizar os atendimentos ambulatoriais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Eles estavam suspensos desde o dia 13 de agosto.
A direção do hospital havia deliberado pela suspensão dos atendimentos devido a uma dívida de aproximadamente R$ 460 mil, que deveria ser paga pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O hospital retomou os atendimentos somente depois que o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, garantiu que negociaria o pagamento da dívida diretamente com o secretário de Saúde do Estado, Carlos Moreira Junior.
O posicionamento do ministro foi anunciado durante uma reunião realizada em Brasília, na noite da última terça-feira (17). A Sesa informou que os valores serão repassados na próxima fatura, prevista para o início de setembro.
Durante os cinco dias em que o Hospital Bom Jesus deixou de prestar os atendimentos ambulatoriais pelo SUS, o estabelecimento atendeu apenas os casos de urgência e emergência.
A superintendente do hospital, Michelle Okano, revela que a casa deixou de realizar cerca de 100 atendimentos ambulatoriais por dia. "As cirurgias que já estavam marcadas foram realizadas normalmente. Os demais casos foram encaminhados para outros hospitais", afirma.
O Hospital Bom Jesus atende um universo de 350 mil habitantes de uma microrregião composta por 18 municípios, que integram a 20.ª Regional de Saúde. (Newton Almeida – Paraná Online)

PR: Saúde bucal dos curitibanos é mapeada
Mapear a saúde bucal dos curitibanos. Este é o objetivo de um trabalho que está sendo realizado pela prefeitura de Curitiba, dentro de uma iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde, que visa identificar as condições de saúde da boca dos brasileiros.
Ontem, equipes da Secretaria Municipal da Saúde promoveram visitas residenciais, nas quais aplicaram um questionário relativo à Odontologia e realizaram exames de identificação de cáries, oclusão, fluorose, problemas periodontais, necessidade de tratamento e uso de prótese.
"Estamos realizando a segunda fase da quarta pesquisa nacional de saúde bucal, a SB Brasil 2010. A primeira fase aconteceu nos meses de abril e maio. Já a segunda irá até o início de setembro. No total, serão ouvidas e examinadas cerca de 1.500 pessoas, sendo elas crianças de 5 e 12 anos, adolescentes de 15 a 19, adultos de 35 a 44 e idosos de 65 a 74", diz a coordenadora do programa Saúde Bucal da prefeitura, Ana Cristina Allegretti.
Na aplicação do questionário, as equipes da secretaria contam com minicomputadores de mão concedidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os equipamentos são os mesmos utilizados para realização do Censo 2010. Serão visitadas residências nos bairros Rebouças, Bigorrilho, Batel e Cabral, na Regional Matriz; Vila Clarice e Parolin, na Regional Portão; Xaxim e Boqueirão, na Regional Boqueirão; Cajuru, no Cajuru; Nossa Senhora da Luz, na CIC; e Tatuquara, no Pinheirinho.
"Os dados obtidos irão ajudar para que possamos aprimorar as políticas públicas desenvolvidas na área de saúde bucal, identificando onde devem ser feitos investimentos. Hoje, Curitiba conta com 106 clínicas odontológicas municipais. Durante as entrevistas e exames, quando identificados problemas, orientamos as pessoas a procurarem as unidades de saúde", afirma Ana Cristina.
Na manhã de ontem, a profissional autônoma Patrícia Souza dos Santos, de 38 anos, moradora do bairro Cajuru, recebeu a visita de uma equipe da secretaria. Ela se mostrou bastante simpática e receptiva com os servidores e elogiou a iniciativa.
"Vou ao dentista verificar minha condição de saúde bucal todos os anos, mas sei que muita gente não faz isso. Este trabalho que está sendo realizado é muito importante", comentou. (Cintia Végas – Paraná Online)

PR: Remédios para portadores de hepatite C crônica
O Ministério Público Federal (MPF) da 4.ª Região recorreu esta semana junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que pacientes com hepatite C crônica no Paraná recebam os medicamentos Interferon Peguilado 180 mcg e Ribarvirina para continuarem com o tratamento.
O Paraná faz a distribuição gratuita dos medicamentos, porém, segue uma determinação do Ministério da Saúde, que diz que somente recebem os remédios quem está dentro de uma especificidade da doença.
A briga vem desde 2006. Neste período, a ação foi extinta sem julgamento do mérito pela Justiça Federal do Paraná, cuja argumentação foi a de que a proposição da ação não era de responsabilidade do MPF.
No ano passado, o MPF recorreu junto ao Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4). A legitimidade do processo foi reconhecida, contudo, o TRF-4 negou provimento para a ação.
Para o procurador regional da República, João Heliofar de Jesus Villar, o argumento fere o princípio da isonomia. "Alguns pacientes podem ser tratados com Interferon Peguilado e Ribavirina, enquanto outros, que apresentam a mesma moléstia, veem negado o direito ao fornecimento dos medicamentos apenas porque não se enquadram perfeitamente nos critérios genéricos previstos na Portaria", diz.
Heliofar ressalta ainda que o MPF não requisitou o fornecimento indiscriminado dos medicamentos, ignorando políticas públicas já implementadas. "Pretende-se somente que seja garantido o fornecimento dos fármacos àqueles pacientes atendidos pelo SUS e que comprovadamente necessitem da sua utilização", conta.
A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná informou que a Justiça deu ganho de causa nas outras oportunidades e que cumpre o que manda a portaria do Ministério da Saúde. Foi dito ainda que não saiu uma nova decisão deste assunto e que não tem como se manifestar. (Flávio Laginski – Paraná Online)

SC: Residentes continuam em greve
Categoria fará uma manifestação nesta sexta-feira na frente do Hemosc
Após dois dias de paralisação, a greve dos médicos residentes em Santa Catarina continua por tempo indeterminado. Ontem, o que se viu em hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Florianópolis foram cadeiras ocupadas por gente cansada de esperar.
A aposentada Eselda Will, 68 anos, marcou consulta com o oftalmologista há um mês, mas voltou para casa sem ser atendida no Hospital Governador Celso Ramos. Ao chegar à unidade de saúde ela teve a notícia de que não havia médico daquela especialidade devido à greve.
A consulta foi remarcada para o próximo dia 8, mas atendentes ficaram de telefonar para a aposentada para confirmar, pois não há garantias de que os profissionais estarão trabalhando normalmente até lá. No hospital Nereu Ramos, uma funcionária, que não quis se identificar, disse que o tempo de espera dos pacientes, que já era longo, aumentou.
— Por exemplo hoje [esta quarta-feira] aqui estamos apenas com três médicos especialistas — afirmou.
No Hospital Universitário e no Hospital Infantil Joana de Gusmão, havia dezenas de pessoas esperando para serem atendidas, mas a maioria garante que a demora é comum devido ao grande número de pacientes. Na maternidade Carmela Dutra, a situação estava normal.
De acordo com a presidente da Associação Catarinense de Médicos Residentes, Graziela Dal Molin, a adesão em Santa Catarina é de aproximadamente 90% dos profissionais. Eles se compormetem, apenas, a fazer os atendimentos de emergência. Por isso, cirurgias eletivas e consultas marcadas estão sendo reagendadas.
Nesta sexta-feira, os residentes farão uma manifestação em frente ao Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) em Florianópolis. Eles pretendem chamar a atenção para a mobilização e, ainda, para a doação de sangue.
A greve iniciou no Estado após os residentes não concordarem com a proposta de reajuste de 20% do governo federal. Por enquanto, conforme informou a assessoria do Ministério da Saúde, não há nova proposta. A categoria ainda estuda o que seria, para eles, um bom percentual de reajuste.  (Marjorie Basso - Diário Catarinense)

SC: Greve sem previsão de terminar
Completando três dias hoje, a greve dos médicos residentes no Estado deve continuar por tempo indeterminado. Diante da paralisação, o que se viu nos hospitais que funcionam pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Florianópolis, foi gente cansada de esperar por atendimento.
A aposentada Eselda Will, 68 anos, marcou consulta com o oftalmologista há um mês, mas voltou para casa sem ser atendida no Hospital Governador Celso Ramos.
Ao chegar à unidade de saúde, ela soube que não havia especialista devido à greve. A consulta foi remarcada, mas atendentes telefonariam para confirmar, pois não há garantias de que os profissionais estarão trabalhando normalmente até lá. No Hospital Nereu Ramos, uma funcionária, que não quis se identificar, disse que o tempo de espera dos pacientes, que já era longo, aumentou.
– Hoje (ontem), por exemplo, estamos apenas com três médicos especialistas – afirmou.
No Hospital Universitário e no Hospital Infantil Joana de Gusmão havia dezenas de pessoas esperando para serem atendidas, mas a maioria garante que a demora é comum devido ao grande número de pacientes. Na maternidade Carmela Dutra, a situação estava normal.
Atendimentos de emergência estão sendo realizados
De acordo com a presidente da Associação Catarinense de Médicos Residentes, Graziela Dal Molin, a adesão em Santa Catarina é de aproximadamente 90% dos profissionais, que, mesmo paralisados, se comprometeram a realizar os atendimentos de emergência nas unidades.
Na próxima sexta-feira, os residentes farão uma manifestação em frente ao Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), na Capital. A greve iniciou no Estado após os residentes não concordarem com a proposta de reajuste salarial de 20% do governo federal. (Diário Catarinense)

ES: Hemoes ganha sala para cadastramento de médula
A Secretaria de Estado da Saúde vai inaugurar nesta quinta-feira (19) a duplicação e reforma do Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes). A unidade receberá um prédio anexo de aproximadamente mil metros quadrados. Com as melhorias, o atendimento a doadores e pacientes será ampliado, além de um atendimento especializado para os pacientes com imunodeficiência, como por exemplo os portadores do vírus HIV.
A duplicação e reforma demandou um investimento de R$ 1,6 milhão. Segundo o diretor-técnico do Hemoes, Volmar Belisário Filho, a sala para a doação de sangue, que antes possuía seis leitos, contará agora com 11 leitos disponíveis. O números de leitos usados para transfusão dobrou, de três para seis. A recepção do doador também recebeu reforma junto com o consultório de triagem.
Volmar Belisário disse que a novidade no Hemoes será o atendimento de assistência ao paciente hematológico, em especial aos que possuem doenças relacionadas ao sangue. No novo prédio terá ainda um consultório odontológico dedicado para esses pacientes e uma sala exclusiva para o cadastramento de medula óssea. (Gazeta Online)

MG: Dengue quase triplica em uma semana
Balanço mostra mais de 64.000 notificações da doença na capital
Belo Horizonte registrou, nos últimos sete dias, 700 notificações de dengue. O número é 163% maior que a média de casos computados nas últimas seis semanas na capital, com 266 ocorrências em cada uma delas.
De acordo com o balanço epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde divulgado ontem, já foram registrados 64.663 notificações na capital neste ano. O número é três vezes maior do que o total de casos computados nos 12 meses de 2009, que foi de 23.332 ocorrências.
Para o secretário adjunto de Saúde da capital, Fabiano Pimenta, apesar do crescimento no número de casos confirmados, a proliferação da doença está sendo controlada. "Estamos intensificando os trabalhos de prevenção e combate a todo e qualquer foco de dengue existente", disse.
Segundo ele, a maior preocupação está na eliminação de focos existentes em pratos de vasos de plantas e caixa d'água destampadas. "A ajuda e fiscalização da própria população é fundamental para que o mosquito não volte a causar mortes em Belo Horizonte", afirmou.
A estiagem, que já dura três meses na capital e região metropolitana, deveria ser um fator positivo no combate à dengue, já que a falta de água dificulta a reprodução do vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti. Mas a falta de chuva não fez diferença na região. "Temos que aproveitar o inverno para acabar com a dengue. Não podemos esperar que o calor e as chuvas voltem para começarmos a agir", avaliou.
Neste ano, a Secretaria Estadual de Saúde já registrou 51 mortes por dengue, 392,3% maior se comparado ao ano passado. Desses, 12 óbitos ocorreram na capital.
Foco. A região de Venda Nova lidera o número de notificações de dengue em Belo Horizonte. Até ontem, foram confirmados 11.354 casos. Lotes vagos, sem limpeza, são os principais focos do mosquito no local.
Preocupação é com a chegada do vírus 4
O aposentado Nelson Taveira, 61, está preocupado com o aumento nos casos de dengue na capital, principalmente na região de Venda Nova, onde mora. Ele contraiu a doença do tipo clássica em março deste ano e está apreensivo com o surgimento da dengue tipo 4.
"Ficou com medo de contrair a doença com outro tipo de vírus, pois acredito que as consequências seriam ainda mais graves", avalia. Para ele, iniciativas como o fumacê e os mutirões de limpeza deveriam ser constantes para diminuir o número de casos na cidade.
Segundo o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Saúde, Fabiano Pimenta, a maior preocupação em relação ao aparecimento da dengue tipo 4 é a baixa imunidade da população. "Precisamos acabar com o foco da dengue para que o tipo 4 da doença não chegue em nosso Estado", destacou. (Gabriela Sales – O Tempo)

MG: Samu de casa nova
Prometida para janeiro, a nova sede administrativa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte deve ser inaugurada em setembro. A prefeitura afirmou ontem que o prédio, na Via Expressa, no Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste da capital, está em fase de conclusão. O espaço, com 2.117 metros quadrados, abrigará também uma unidade móvel do Corpo de Bombeiros (Cobom). Hoje, o Samu tem sua base central numa casa no Bairro Funcionários, na Zona Sul da cidade, que será desativada. A data foi anunciada no Seminário de Atendimento Pré-Hospitalar de BH – Integração Samu-BH / Bombeiros, que está sendo promovido esta semana.
A obra, orçada em mais de R$ 2,5 milhões, é financiada por recursos dos fundos Municipal e Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde. Com três pavimentos, o novo endereço vai permitir o rápido acesso das ambulâncias à região central e a vias importantes da cidade. Além do setor administrativo, foi destinada uma área para treinamento dos funcionários. O prédio vai abrigar ainda as novas sedes da Gerência de Urgência e o Programa de Atenção Domiciliar (PAD) de Belo Horizonte.
A aposta da prefeitura é que, além de melhorias estruturais, o atendimento seja ampliado, com a implantação de uma central de atendimento. Desde o ano passado, Samu e Cobom compartilham informações das chamadas recebidas e se comunicam em tempo real pela mesma frequência de rádio. O Samu tem uma frota de 25 ambulâncias, sendo cinco Unidades de Suporte Avançado (USAs) e 20 Unidades de Suporte Básico (USBs). Em 2008, foram atendidas 531.163 chamadas, número que teve um aumento de 30%, em 2009, chegando a 694.338.
SEMINÁRIO
Funcionários do Samu e do Corpo de Bombeiros se reuniram nesta semana para discutir a parceria entre os dois serviços, desde dezembro. De acordo com balanço mútuo, houve redução de 80% na duplicidade de envio de unidades de socorro para um mesmo atendimento. Nova proposta pretende padronizar a atenção pré-hospitalar prestada às vítimas durante o socorro feito pelos profissionais. Para isso, será elaborado um protocolo unificado.    (Amanda Almeida - Estado de Minas)

GO: Central de Odontologia atende mais de 3 mil por mês
A Central de Odontologia de Goiânia, mantida pela Secretaria da Saúde, é referência em Goiás no tratamento odontológico de procedimentos especializados, como a colocação de próteses, periodontia, endodontia, cirurgia buco maxilo facial e reabilitação oral. Segundo a diretora da Central, Sônia Chicarolli Silveira, todos os dias são realizados cerca de 160 procedimentos. “Em média são realizados mais de três mil atendimentos por mês”, destaca.
Para ter acesso aos serviços o cidadão deve procurar inicialmente uma unidade básica de saúde para depois ser encaminhado pela Central de Regulação do município onde reside. “Hoje a maioria dos pacientes que atendemos são da capital, mas do interior recebemos um número significativo”, ressalta Sônia Chicarolli.
Sobre os planos para o futuro a diretora da Central explica que o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, tem como metas ampliar o atendimento porque a demanda não para de crescer. “Temos a proposta de atendimento do idoso, de um centro de diagnósticos e terapêutico”, encerra. (Goiás Agora)

SE: Vacinação contra a poliomelite acaba dia 27
Até a manhã de ontem, Sergipe apresentava um percentual de cobertura vacinal de 68,49%, com 133.987 doses aplicadas
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu estabelecer uma data para o término da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra Poliomielite. Em todo o território estadual, os pais ou responsáveis devem levar as crianças menores de cinco anos às unidades básicas de saúde até o dia 27 deste mês, para que elas sejam imunizadas contra paralisia infantil.
Conforme estabelece o Ministério da Saúde, a meta é alcançar 95% do público-alvo, o que no estado corresponde a quase 186 mil crianças. Segundo dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), até a manhã desta quarta-feira, 18, Sergipe apresentava um percentual de cobertura vacinal de 68,49%, com 133.987 doses aplicadas.
“Vamos continuar reforçando junto aos municípios a necessidade de cada um alcançar a meta até o final da campanha”, informou Sândala Teles, gerente do Programa de Imunizações da SES, acrescentando que dois municípios já superaram os 95% – Frei Paulo (96,63%) e Telha (95,50%) – e outros estão próximos de atingi-la. É o caso de Amparo dO São Francisco (93,48%), Cristinápolis (93,03%) e Divina Pastora (90,20%). Em Aracaju, a cobertura está em 72,38%.  (InfoNet)

PE: HMA terá residência médica
Serão seis vagas, sendo quatro para o setor de ortopedia e duas para a UTI
Em meio à deflagração de greve e aos problemas enfrentados pela categoria, os médicos residentes de Pernambuco receberam ontem uma boa notícia. A partir do próximo ano, os estudantes de medicina contarão com novas vagas de residência em unidades de saúde estaduais. O Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, passará a integrar a lista de unidades com capacidade para abrigar a área de residência médica. O anúncio da aprovação do credenciamento no Ministério da Educação (MEC) chegou ao HMA na última terça-feira.
Serão seis vagas para médicos residentes, sendo quatro para o setor de ortopedia e duas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A conquista é inédita no Estado, já que nenhum hospital pernambucano teve o credenciamento concedido com menos de um ano de sua fundação. Em 2010 o Estado disponibilizou 369 vagas de residência para médicos. De acordo com o coordenador de Ensino e Pesquisa do HMA, Fábio Couto, as novas oportunidades irão suprir uma das deficiências do Estado.
“O aluno não sai completo da universidade, ele tem que passar por uma residência médica. Para o Estado, isso é muito bom, pois aumentando as vagas podemos diminuir a carência de especialistas na rede pública”, disse Fábio. Ainda segundo ele, o processo para a obtenção do credenciamento foi complexo. “Desde o início do ano entramos com o pedido, mas são vários papéis, análises, questões burocráticas até chegar a visita do MEC, que aconteceu no último mês. Mas, além de aprovados, fomos elogiados pela estrutura do hospital”, contou.
A notícia da ampliação da oferta de vagas chegou em um mau momento vivido pela categoria, mas a Associação Pernambucana de Médicos Residentes (APMR) se mostrou favorável às novas oportunidades. “Aumentar o número de residentes e de população atendida é muito bom, desde que se mantenha um nível de qualidade do programa de residência”, frisou o vice-presidente da APMR, Anderson Millfont.
Para Millfont, o Interior do Estado também deveria ser beneficiado com o Programa. “Ortopedia e UTI, como outras, são áreas prioritárias e deveriam ser estendidas também para o interior para qualificar os serviços oferecidos pelo SUS”, afirmou. Millfont alertou ainda para o outro lado da residência. “É preciso ter profissionais especializados, mas os residentes não podem servir de mão-de-obra para o Estado”, concluiu.
Com o credenciamento do HMA no MEC, a expectativa é que os novos hospitais públicos, a exemplo do já inaugurado Dom Helder Câmara (HDC), no Cabo, e do Pelópidas Silveira - em fase de construção -, no Curado, sejam capazes de abrir novas vagas na área de residência médica. O HMA já realiza semestralmente concursos para a o ingresso de estagiários. O próximo acontece amanhã. (Juliana Aretakis – Folha de Pernambuco)

PE: Odonto-Cape faz 15 anos e abrirá mais duas unidades
Para celebrar os 15 anos de atuação no mercado, o Centro de Aperfeiçoamento Odontológico de Pernambuco (Odonto-Cape) decidiu prestar homenagens àqueles que contribuem com o desenvolvimento do Estado. Ontem, na reunião do Caxangá Ágape, o Centro fez a entrega do “Prêmio Odonto-Cape e Caxangá Ágape de Desenvolvimento de Pernambuco”. “É muito bom prestar homenagens àqueles que contribuem conosco porque não há empresa de quatro pessoas apenas. A gente agradece a todos que acreditam e confiam no nosso trabalho”, disse o sócio e cirurgião dentista do Odonto-Cape, Kléber Lacet.
“Nós trabalhamos em todas as áreas da Odontologia, com muito cuidado na escolha dos nossos profissionais, que são sempre especialistas e contamos com laboratórios próprios em cada uma das nossas quatro unidades”, disse a diretora Administrativa do Centro, Anabela Lacet, que anunciou a implantação de mais duas unidades em Pernambuco ainda este ano. Ao todo, foram escolhidos 20 premiados por uma comissão da sociedade civil organizada. Na lista, está a Folha de Pernambuco, condecorada através do seu diretor Executivo Paulo Pugliesi, representado pela gerente de Marketing Joanna Costa.
O superintendente do Sebrae em Pernambuco, Nilo Simões, falou da importância das micro e pequenas empresas na economia e ressaltou o sucesso do Odonto-Cape. “É importante ter empresas como esta, que tenham vida e possam crescer. No Brasil, 60% da mão da obra é utilizada nas micro e pequenas empresas”, afirmou. Os sócios Anabela, Kleber, Eduardo e Cristiane Lacet, além de Júlio e Mariana Cordeiro e Luisa Tigre criaram uma nova forma de tratar Odontologia. A Odonto-Cape é um centro multidisciplinar referência em Odontologia para o Nordeste, com quatro unidades: três no Recife (nas Graças, no Derby e em Boa Viagem) e uma em Caruaru. (Rachel Morais – Folha de Pernambuco)

PB: Residentes decidem manter greve
Os médicos-residentes da Paraíba decidiram seguir a orientação nacional e manter o movimento paredista em todo o Estado.
De acordo com informações oficiais, a categoria que atua na Paraíba vai se concentrar no Busto de Tamandaré, na praia de Tambaú, nesta quinta-feira (19), a partir das 16h, para realizar panfletagem e atendimento médico junto aos populares.
A comissão nacional de greve dos médicos-residentes decidiu ontem manter a paralisação iniciada na última terça-feira (17). A categoria rejeitou a proposta do governo de reajustar em 20% a bolsa-auxílio de R$ 1.916.
De acordo com nota divulgada pela ANMR (Associação Nacional dos Médicos Residentes), a decisão foi tomada porque o valor foi considerado muito distante do aumento reivindicado, de 38,7% -- dos atuais R$ 1.916 para R$ 2.657.
O último reajuste da bolsa ocorreu no final de 2006. A inflação acumulada desde então ficou em 20%, mas os residentes afirmam que o valor pedido por eles inclui promessa pelo governo feita naquele ano.
Durante a paralisação, os profissionais que aderiram ao movimento só realizarão atendimentos de urgência e emergência. A ANMR estima que cerca de 18 mil dos 22 mil residentes participam da greve. (Portal Correio)

RN: Estado precisa de 223 leitos de UTIs
Apesar de ser considerado o menos problemático estado do Nordeste em termos de terapia intensiva, há um déficit de 223 leitos de UTI no Rio Grande do Norte, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O déficit diz respeito não somente à rede pública, mas ao total de leitos no Estado, incluindo as UTIs dos hospitais particulares. O resultado  disso é a constante formação de filas para a obtenção de uma vaga para tratamento de terapia intensiva. No Walfredo Gurgel, por exemplo, a fila diária varia entre 15 e 20 pessoas.
O problema é comum em todo o Brasil, especialmente no Nordeste. Segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, o RN é o único estado nordestino a atingir a marca de um leito para cada 10 mil habitantes. Na avaliação da Sesap, isso não é suficiente. A formação de filas, por sua vez, é comum no setor público, embora o déficit seja medido em relação a todos os hospitais. O cálculo é feito da seguinte maneira: é preciso ter entre 4% e 10% do total de leitos chamados “gerais”, para tratamentos mais simples, nas UTIs do Estado.
O RN deveria ter 9,5 mil “leitos gerais”, embora só possua 7,6 mil. A Secretaria de Saúde fixou em 7% o percentual de leitos de terapia intensiva, o que obriga o Estado a ter 665 vagas de UTI, entre hospitais públicos e privados. Como só existem 442 leitos, o Estado tem o desafio de ampliar significativamente essa oferta. É preciso entender também a relação entre as unidades de terapia públicas e privadas. As filas são mais comuns no setor público porque a maior parte da demanda é de usuários do SUS, mas, como o déficit é geral, não seria possível, por exemplo, resolver o problema contratando leitos na rede privada, a exemplo do que aconteceu no ano passado, quando o Estado e o Município de Natal contrataram respectivamente 32 e 10 leitos de UTI em três hospitais particulares.
Uma ação do Ministério Público Estadual tenta “obrigar” o poder público a resolver o déficit, aumentando a oferta até que a necessidade seja satisfeita. Mas isso não é possível. O coordenador de planejamento da Sesap, José Renato Machado, explica. “Mesmo se tentássemos contratar leitos privados, os hospitais não teriam como dar suporte, pois se fizerem o convênio com o SUS não terão como atender aos planos de saúde e aos demais clientes da rede privada. É necessário criar mais leitos e o Estado terá de ser o indutor dessa expansão”, diz José Renato.
As dificuldades para conseguir expandir o número de leitos começa nos custos. Segundo o coordenador de planejamento da Sesap, cada leito de UTI custa em média R$ 100 mil, já incluídos os gastos com profissionais de saúde. O poder público, ainda de acordo com José Renato Machado, não tem como providenciar todos os leitos de uma única vez e em pouco tempo. Mas alternativas estão sendo pensadas. As primeiras ações foram prometidas para o início de setembro e passam pela reabilitação da antiga clínica médica que funcionava no Hospital João Machado.
Walfredo Gurgel contará com mais 10 novos leitos
Duas enfermarias atualmente funcionando no Walfredo Gurgel serão transferidas para a ala de clínica médica, agora reformada, do João Machado. Isso abrirá espaço para 10 novos leitos de UTI no Walfredo Gurgel. Os equipamentos, segundo José Renato, já foram comprados. Além disso, uma parceria com o Hospital Onofre Lopes irá reabilitar sete vagas existentes, mas não utilizadas por falta de profissionais. A unidade intensiva para cardíacos também será transferida para o Onofre Lopes, caso a parceria seja mesmo viabilizada. Mais 10 leitos serão instalados onde hoje funciona a unidade coronariana.
O ganho de quase 30 vagas deve ser ampliado com a negociação de novos leitos na rede privada. A intenção é licitar um contrato de longo prazo com os hospitais. Isso possibilitaria a criação de novas alas e novos leitos, ao invés de simplesmente remanejar. “Precisamos dessa parceria com a rede privada. Um contrato longo daria segurança para os hospitais realizarem os altos investimentos necessários. Isso enquanto a rede pública não se estrutura”, encerra José Renato.   (Tribuna do Norte)

CE: Greve dos residentes atrapalha HGF e IJF
Os transtornos com a greve dos residentes médicos no Ceará continuam no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e Instituto Doutor José Frota (IJF) onde 190 profissionais estão sem trabalhar. Pacientes do HGF relataram dificuldades em realizar exames e demora nos atendimentos. Em seu terceiro dia de paralisação, os profissionais fizeram falta.
"Se com a equipe médica completa, os atendimentos ficam ruins, imaginem quando está faltando gente. Não consigo ser atendido, relatou o pedreiro Assis dos Anjos, 32.
Confirmando a alteração da rotina dos hospitais públicos do Ceará, Felipe Sydrião, presidente da Associação dos Médicos Residentes do Ceará (ANMR), relatou que os pacientes têm sofrido com a paralisação. "No Hospital Geral a situação é complicada porque são os residentes que realizam os exames e fazem atendimentos iniciais de investigação clínica", frisou.
Entretanto, não é só o HGF que sofre com a greve, outros hospitais do Ceará estão tendo que organizar os médicos para poder atender a todos. Os efeitos da paralisação têm sido sentidos também no IJF. "Acaba que a greve traz uma sobrecarga maior de trabalho para os médicos que ficam sem o apoio dos residentes", disse Frederico Arnaud, diretor médico do IJF. (Diário do Nordeste)

CE: Caps da Capital são carentes de psiquiatras
Sem especialistas, os centros são pouco efetivos e não ajudam nos avanços da reforma psiquiátrica
Um grande desconforto psicológico, aliado a um processo de depressão, fez com que a dona-de casa, Maria Sebastiana Ivo de Sousa, 59 anos, procurasse um médico psiquiatra, ontem, no bairro do Bom Jardim. Para seu desgosto, o único de plantão encontrava-se ausente, por realizar visitas domiciliares. "Claro que estou desapontada. É a primeira vez que procuro o Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e fui atendida por uma assistente social. Na verdade, queria ser consultada", disse.
Com uma população estimada em 615 mil habitantes, o Bom Jardim não é apenas um bairro populoso. Seus habitantes são, em sua maioria, de baixa renda e sofrem com o precário serviço de saúde pública.
No tocante à saúde mental, a falta de médicos é o que mais compromete o funcionamento do Caps, que funciona na Rua Bom Jesus.
A coordenadora Ana Cláudia Rodrigues admite que o quadro de profissionais médicos deveria ser maior, não apenas para atender a grande demanda local, como é de vital importância para se evitar a internação.
Ainda no âmbito da Secretaria Executiva Regional (SER) V, o Caps que atende dependentes de drogas e álcool, na Maraponga, localizado na Rua 26º Batalhão conta com médicos apenas nos dias de quinta-feira, com um clínico geral, e na sexta-feira, dessa vez, com um médico psiquiatra.
O coordenador Mauro Luis de Sousa afirma que não é a situação ideal, mas que não chega a ser um problema dentro das atribuições do Centro, que conta com outras atividades e uma equipe de profissionais não médicos. Essas visam à política de redução de danos, com relação às drogas e na recuperação dos pacientes com desconfortos mentais.
Localizado no coração da Aldeota, o Caps Central, que funciona na Rua Coronel Alves Teixeira, acredita que a carência é proveniente no baixo número de residências e daí a oferta minguada de psiquiatras, que não atinge apenas os Caps, mas outras unidades de saúde.
"No momento, não temos tantos problemas com a falta de médicos. Mas isso angustia todos nós, porque tem sido difícil encontrá-los para a composição de equipes", afirmou a coordenadora Ana Lúcia Rodrigues.
De acordo com o médico Anchieta Maciel, que é secretário regional da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, os Caps têm demonstrado baixa efetividade, em função falta de psiquiatras. Uma das razões é a restrição das residências médicas. Essa realidade já foi denunciada ao Ministério Público Federal, no sentido de se buscar alternativas de forma a reestruturar os Centro de Atenção Psicossocial.
Para o especialista, muitas prefeituras brasileiras passaram a investir no atendimento psicossocial para diminuir a hospitalização dos doentes mentais. No entanto, Maciel explica que a fórmula não tem funcionado em muitas unidades, porque sem médicos, os pacientes em estado agudo de psicose aguardam até três meses por uma consulta e acabam se internando nos hospitais psiquiátricos, com o agravamento da crise.
MÉDICOS
Dificuldades para contratar
Evelyne Bastos, da coordenadoria colegiada de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde(SMS), informou, ontem à tarde, que no caso específico do bairro Bom Jardim, a Prefeitura de Fortaleza enfrenta uma dificuldade imensa para conseguir médicos que queiram trabalhar na região devido a distância.
Além desse problema, Evelyne informou, ainda, que a Secretaria Municipal de Saúde também esbarra na pouca oferta de psiquiatras no mercado de trabalho no Ceará.
"Recentemente nós contratamos seis profissionais. Porém, ainda temos dificuldades para conseguir esses profissionais. Acreditamos, no entanto, que a implementação da Residência Médica em psiquiatria no Município esperamos sanar essa carência", disse a coordenadora. Evelyne Bastos acrescentou que o edital para a realização da Residência Médica na especialidade psiquiátrica está previsto para sair nos meses de janeiro e fevereiro do próximo ano. Já, o curso de residência deve começar em março de 2011.
Com a iniciativa da Prefeitura, em alguns anos a Capital cearense vai ter à disposição médicos especializados para fazer o atendimento nos Centros de Atenção (Marcus Peixoto – Diário do Nordeste)

RO: Mais oito casos suspeitos de dengue tipo 4
O Ministério da Saúde divulgou ontem uma nota técnica sobre os casos de dengue tipo 4 registrados em Roraima nos últimos dias. Das 30 amostras enviadas para análise do Instituto Evandro Chavas (IEC), no Pará, em 19 foi possível empregar a técnica RT-PCR, nas quais foram identificados mais oito casos suspeitos de dengue tipo 4, sendo seis em Boa Vista e dois do Cantá e Normandia.
Desta forma os casos de dengue tipo 4 em Roraima podem chegar a 12, pois na semana passada três foram confirmados e um estava sob suspeita.   (BV News)


Artigos, Comentários, Entrevistas e Opiniões sobre o Segmento de Saúde

Tecnologia está prejudicando a vista de adultos
Crescem queixas da Síndrome da Visão do Computador nos EUA
Ela já tem nome e sintomas descritos, mas ainda costuma ser ignorada nos consultórios.
Por causa das novas tecnologias, cresce cada vez mais o número de adultos americanos que procuram oftalmologistas com queixas típicas da chamada Síndrome da Visão do Computador, caracterizada por dores de cabeça, vista embaçada, cansaço ocular e dores no pescoço, mostra reportagem publicada no “The Wall Sreet Journal”.
Cerca de 80% dos adultos americanos passam mais de três horas por dia em frente ao computador.
Outros ainda usam notebooks, smartphones, videogames portáteis e tablets como o iPad, e acabam exigindo ainda mais dos olhos. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos EUA, a síndrome atinge 90% das pessoas que ficam mais de três horas por dia no computador.
O oftalmologista americano Jeffrey Anshel, presidente da Corporate Vision Consulting, alerta que o excesso de novas tecnologias está piorando nossa vista. Os exames, porém, ainda focam nos principais problemas de visão, como miopia e vista cansada. E como ainda não existem padrões para medir a nova síndrome, os médicos acabam achando suas próprias maneiras de diagnosticar o distúrbio.
Uma forma de minimizar o problema é tirar momentos de descanso a cada hora no computador e lubrificar os olhos com frequência, piscando ou com colírios tipo lágrima. Ajustar o monitor também ajuda.    (O Globo)



Notícias de Interesse do Mercado de Saúde

Geracao de Conteudo

Dinheiro para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos
Saúde destina R$ 500 milhões para santas casas e hospitais filantrópicos
Linha de crédito do BNDES deve servir para obras civis, aquisição de equipamentos e treinamento de pessoal
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou no XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (que vai até esta quinta-feira), em Brasília, a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse tipo específico de estabelecimento de saúde.
A novidade faz parte do Programa BNDES de Apoio às Instituições de Saúde, que acaba de ser desenvolvido pela Secretaria Executiva do ministério e pelo banco de fomento. O ministro ainda assinou no evento, na última terça-feira, uma portaria que regulamenta o processo de concessão e renovação dos certificados das entidades privadas sem fins lucrativos no âmbito do ministério.
A nova linha de crédito do BNDES Saúde deve propiciar capital de giro para obras civis, aquisição de softwares, máquinas e equipamentos, além de treinamento de pessoal. O objetivo é fortalecer a capacidade de atendimento, modernizar e melhorar a gestão das santas casas e dos hospitais filantrópicos que ofereçam 60% de seus serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Esses estabelecimentos de saúde destinam hoje 121 mil leitos ao SUS, entre os 366,8 mil existentes em todo o País. Ou seja, representam 32,9% dos leitos do SUS no Brasil. Apenas em 2009, o Ministério da Saúde repassou R$ 7,2 bilhões às santas casas e aos hospitais filantrópicos para custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares, como exames, consultas e cirurgias. É um aumento de 63,3% em relação aos repasses de 2004.
O número de consultas especializadas (oftalmologia, cardiologia e oncologia, por exemplo) feitas nesses estabelecimentos de saúde cresceu mais de 10 vezes nos últimos seis anos. Em 2004, foram realizadas 1.106.967 de consultas especializadas. Já em 2009, o número chegou a 11.595.827. Por isso, o governo federal tem se preocupado em criar incentivos aos estabelecimentos que prestam efetivamente serviços pelo SUS.
Para a efetivação prática do BNDES Saúde, será firmado um Protocolo de Ação Conjunta entre o Ministério da Saúde e o BNDES, que já trabalhavam desde o ano passado no BNDES Saúde. A previsão de assinatura é de três semanas.
Portaria
Também no congresso, o ministro Temporão assinou uma portaria que regulamenta o Decreto Presidencial de 20 de julho, para a concessão de certificados das entidades sem fins lucrativos que prestam assistência à saúde. Entre as questões definidas, há a exigência de contrato entre as instituições filantrópicas e o gestor local do SUS. Esse contrato formaliza a relação entre gestor e prestador de serviços, definindo as responsabilidades de ambas as partes.
Além dos atendimentos hospitalares prestados pelas entidades filantrópicas aos usuários do SUS, também serão considerados os atendimentos ambulatoriais. Ou seja, para serem certificadas ou obterem a renovação do certificado, essas instituições passam a somar os procedimentos realizados em âmbito ambulatorial aos de hospitalização, de forma a poder comprovar o porcentual mínimo de 60% de serviços oferecidos pelo SUS. Antes da regulamentação, esse critério (de 60%) incidia somente sobre o atendimento hospitalar.
O processo de certificação pelo Ministério da Saúde contará com o assessoramento de um comitê específico, no qual participarão, entre outros, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems). A Portaria é resultado de um consenso entre o ministério e representantes das entidades da área.   (O Estado de S.Paulo)

Ministério da Saúde autoriza 28 novas UPAS
Mais 28 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas foram autorizadas pelo Ministério da Saúde neste semana, ampliando o atendimento ágil de urgência e emergência em todo o país. Com as novas habilitações, a quantidade de UPAs habilitadas pelo ministério chega a 430. Destas, 77 estão em funcionamento, 36 prontas e sendo equipadas e outras 88 em construção. O restante está em fase de licitação ou de elaboração de projetos.
As novas 28 UPAs vão beneficiar 5,3 milhões de pessoas em 22 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Amapá e Rio Grande do Sul. Juntas, as novas unidades têm capacidade para atender até oito mil pacientes por dia. Os programas UPA 24h e SAMU 192 são serviços integrados que cumprem papel fundamental na redução das filas dos hospitais. Elas inovam ao oferecer estrutura simplificada (com Raio X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação) para atendimentos durante 24h (para urgências).
As UPAs preenchem um espaço importante entre a atenção básica e os hospitais. Por meio desse modelo de atendimento – implementado nacionalmente em 2009 – o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com uma rede organizada, articulando e integrando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e as centrais de regulação do SAMU com o atendimento 24 horas (para urgências) oferecido nas UPAs.
A integração SAMU X UPAs acelera o atendimento aos pacientes. Essa realidade é observada, por exemplo, no Rio de Janeiro, estado com mais tempo de experiência na implantação das UPA e onde já funcionam 37 unidades. Lá, elas conseguem solucionar mais de 97% dos casos. O restante é encaminhado para os hospitais de referência.
Nos Estados
Das 28 novas UPAs habilitadas pelo Ministério da Saúde, oito serão construídas no Rio de Janeiro, sendo seis na capital, uma em Belford Roxo e outra em Duque de Caxias. A mesma quantidade foi autorizada para o estado de São Paulo, sendo duas no Guarujá e o restante em Birigui, Ibiúna, Penápolis, Rancharia, São Pedro, São Sebastião.
Para o Paraná, foram habilitadas seis UPAs, distribuídas aos municípios de Faxinal, Colombo, Ivaiporã, Londrina, Piraquara e Rolândia.
Minas Gerais contará com mais três Unidades de Pronto Atendimento em Itaúna, Santa Luzia e Cataguases. No Tocantins, a UPA será instalada na capital Palmas. No Rio Grande do Sul, em Uruguaiana. E, no Amapá, a unidade habilitada será implementada em Macapá.
Com diferentes portes (I, II e III), as 28 UPAs vão demandar um investimento federal de R$ 54,2 milhões para a construção das unidades. O Ministério da Saúde também reservará R$ 56 milhões por ano para o custeio dessas unidades.
A política
Outras 70 UPAs serão autorizadas ao longo do ano, totalizando 500 unidades custeadas pelo Ministério da Saúde. As 77 UPAs em funcionamento estão instaladas em Pernambuco (9), Minas Gerais (7), Acre (1), Bahia (2), Maranhão (1), Pará (1), Paraná (8), Rio Grande do Norte (1), Rio de Janeiro (37), Santa Catarina (2), São Paulo (4), Sergipe (3) e Tocantins (1).
A Política Nacional de Atenção às Urgências foi lançado pelo governo federal em 2003 para a integração da rede de atendimento no SUS. As UPAs são estruturas que funcionam sete dias da semana e podem resolver grande parte dos atendimentos de urgência e emergência, como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Se necessário, encaminham o paciente para um hospital de referência.
As unidades são classificadas em três diferentes portes (I, II e III), de acordo com a população da região a ser coberta e a capacidade instalada (área física, número de leitos disponíveis, recursos humanos e capacidade diária de atendimentos médicos). A capacidade de atendimento das UPAs varia de 150 a 450 pacientes por dia, conforme o porte das unidades. (Agência Saúde/iMirante)

Células-tronco podem ajudar na reconstrução de tecidos
Estudo conseguiu usar células do timo no folículo capilar
Um grupo de cientistas suíços e britânicos conseguiu reprogramar células-tronco do timo, um órgão vital ao sistema imunológico, e fazê-las funcionar no folículo capilar. O teste foi feito em roedores.
O timo está localizado na cavidade toráxica e responsável pela produção de células de defesa do corpo conhecidas como linfócitos T. O estudo mostrou que é possível usar células-tronco com origem em folhetos embrionários diferentes para reconstrução de tecidos, sem a necessidade de manipulação genética. A pesquisa é tema da revista científica Nature.
Membros da Escola Poltécnica Federal de Lausanne, na Suíça, e da Universidade de Edimburgo, na Escócia, conduziram o estudo, liderado pelo professor Yann Barrandon. Para o pesquisador, as células mudam em função do ambiente que estão, no caso, a pele. "Na teoria, é possível recriar a operação em outros órgãos", afirma Barrandon.
A origem dos tecidos da pele está ligada à ectoderme, camada formada ainda na fase de embrião dos humanos, que também forma nervos. Já o timo nasce a partir da endoderme, assim como outros órgãos internos como os do aparelho digestório.
Após o transporte das células do timo para o folículo capilar, foi possível manter pele e pêlos por mais de um ano. O resultado é melhor que a média das células-tronco naturais do folículo capilar, que só conseguem curar e reparar tecidos da pele durante três semanas.
Cientistas pensavam que células desenvolvidas em um folheto embrionário não poderiam criar tecidos e órgãos em outra camada. Porém, o estudo liderado pelo professor Barrandon mostra que as fronteiras entre endoderme e ectoderme não são tão absolutas.
Clare Blackburn, da Universidade de Edimburgo, afirma que a pesquisa não trata apenas de uma capacidade latente das células do timo que é despertada após o contato com o folículo capilar.
"As células-tronco realmente expressam genes diferentes e ficam mais potentes", afirma a médica. "Será interessante ver se outros meios distintos da pele se comportam da mesma maneira." (Portal G1)


Gestão, Produtos e Serviços
AssPreviSite

Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
30 e 31 de agosto
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
1) Objetivo Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.
2) Metodologia A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.
Público Alvo
Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.
Instrutor
Professor Esp. Peter M. Dostler de Stuttgart
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Regiane F. Cazzaniga
treinamento@unidas.org.br  (Unidas/AssPreviSite)


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