O ministro Guido Mantega afirmou ontem esperar que a agência Moody's eleve o Brasil ao grau de investimento em setembro. Os países classificados como grau de investimento são considerados mais seguros para investimentos. A Moody's é a única entre as três grandes agências internacionais que não deu o selo de bom pagador ao Brasil. (vide matérias abaixo)
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,8610 com alta de 0,21% em relação ao fechamento de terça-feira. Na Bolsa de Valores de S.Paulo o Ibovespa fechou a quarta-feira em alta de 0,60% com o volume financeiro no patamar de R$ 4,94 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou o dia em alta de 0,04% e a Nasdaq subiu 0,01%.
AssPreviSite
Boa
nova para os Fundos de Pensão
Compreensão dos Fundamentos
da Previdência Complementar
Enseja comemoração
recentíssimo acórdão lavrado pela Egrégia 8ª
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
E para a nítida visualização
da relevância do julgado, imprescindível destacar que a reclamação
trabalhista originária havia sido parcialmente procedente para o
fim de (i) determinar a aplicação das disposições
regulamentares previstas no Regulamento vigente na data de adesão
do participante, (ii) majorar o valor do benefício pela inclusão
da parcela recebida pelo pessoal da ativa a título de participação
nos lucros e (iii) majorar o valor do benefício pela incorporação
do pretenso resultado superavitário do plano, na conformidade com
cálculo efetuado pelo postulante com suporte em dados colhidos em
sítio eletrônico da Entidade.
Ocorre que ao analisar o
recurso ordinário apresentado pela Entidade, a ilustre relatora
Desembargadora Iara Ramires da Silva de Castro demonstrou louvável
aprofundamento sobre a matéria de fundo do direito, proferindo escorreito
acórdão no qual reverteu a decisão de primeiro grau
para julgar totalmente improcedente a ação.
Com efeito, de uma só
penada pontificou que “ao contrário do que entende a origem, não
há de se falar em direito adquirido às regras previstas no
contrato de adesão”, porquanto “não se pode confundir a relação
discutida com o contrato de trabalho”.
Na sequência, pinçou
o cerne da controvérsia ao aduzir que “atendendo à disposição
constitucional veio a Lei Complementar 109/01 regular o regime de previdência
privada e de forma ainda mais clara dispôs que as alterações
processadas nos regulamentos dos planos se aplicam a todos os participantes
das entidades fechadas, a partir de sua aprovação pelo órgão
regulador fiscalizador, bem como que ao participante que tenha cumprido
os requisitos para obtenção dos benefícios previstos
no plano é assegurada a aplicação das disposições
regulamentares vigentes na data em que se tornou elegível a um benefício
de aposentadoria”.
Quanto à incorporação
da participação nos lucros no cálculo do benefício,
entendeu ausente a prova a respeito de que alegada majoração
salarial “passou a integrar a remuneração após a extinção
do contrato de trabalho”.
Por fim, relativamente à
majoração do benefício em razão do suposto
resultado superavitário do plano de benefícios, refutou o
pleito formulado na peça inicial, por entender que os dados colhidos
do sítio eletrônico do fundo de pensão “não
contém nada que demonstre sua proveniência e por assim ser
não podem ser considerados isoladamente como meio de prova”, para,
mais adiante, perspicazmente consignar que “o novo Regulamento, em seu
art. 43, dispõe que serão reajustadas as suplementações
sempre que ultrapassarem 25% do valor das reservas e não mais 20%
como consta da inicial”, daí porque “além de tratar de um
singelo demonstrativo o constante na inicial, dada a complexidade dos cálculos,
onde pura e simplesmente utilizou os valores apontados nos documentos citados
e aplicou proporção de 20%, os valores ali apresentados restaram
prejudicados tendo em vista as alterações havidas no regulamento”.
O julgado concluiu ainda
por repudiar provimento jurisdicional de pedido que abala um dos principais
alicerces da previdência complementar fechada, afirmando que “o objetivo
da complementação oferecida pelo empregador é manter
o padrão econômico do aposentado como se na ativa estivesse,
deixando em situação semelhante àqueles”, logo, “a
se manter a majoração cuja aplicação determinou
o Juízo ‘a quo’, seria permitir que os aposentados através
de reajustes de sua complementação de aposentadoria viessem
a receber remuneração superior à dos que estão
na ativa, o que não se pode admitir”.
Portanto, face à
rigorosa precisão conceitual e a correta aplicação
da lei, afigura-se imperioso reverberar a lição de juridicidade
contida no julgado em comento para que seja adotada como premissa à
entrega da jurisdição trabalhista nas contendas em que se
discutem a relação previdenciária de natureza complementar
fechada. (Raphael Tardioli - Messina, Martins e Lencioni Advogados/AssPreviSite)
CDC:
É preciso alterar a Súmula 321 do STJ
Muito se tem discutido sobre
a incidência ou não do CDC nas peculiares relações
jurídicas que existem entre as Entidades Fechadas de Previdência
Complementar, mais conhecidas como "Fundos de Pensão", e os participantes
do Plano de Benefícios que elas administram.
Para os advogados Sérgio
Luiz Akaoui Marcondes e Guilherme Gonfiantini Junqueira, do escritório
Zamari e Marcondes Advogados Associados S/C, com sede em Santos/SP, a resposta
é negativa. Ou seja, o CDC não é aplicável
nessas relações jurídicas.
A leitura desavisada do
caput do artigo 3.º da lei 8.078/90, que instituiu o CDC, revela uma
aparente aplicabilidade deste Diploma quando conceitua o fornecedor como
pessoa física ou jurídica que desenvolve atividade de prestação
de serviços. A questão é saber qual o conceito jurídico
de serviços à luz do CDC. De acordo com os dois advogados,
essa resposta é encontrada no § 2.º do mesmo artigo, que
descreve como serviço “qualquer atividade fornecida no mercado de
consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária,
financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes
das relações de caráter trabalhista”.
Diante disso fica a dúvida
se essas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) desenvolvem
típica atividade de prestação de serviços.
Afirmam, porém, que a análise pormenorizada do § 2.º
revela que não. “Serviço, nos termos do CDC, é atividade
fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração. E
as EFPC não oferecem suas atividades no mercado de consumo e tampouco
recebem remuneração”, explica Sérgio Luiz Akaoui Marcondes.
“Elas não oferecem atividade no mercado de consumo porque, como
seu próprio nome revela, são entidades Fechadas. Isto significa,
nos termos da lei, que elas permitem acesso somente aos seus próprios
empregados e aos empregados da empresa que as instituiu, chamada de Patrocinadora.
Não há mercado de consumo para as EFPC”, enfatiza Marcondes.
Ou seja, a situação não se enquadra no artigo 3.º,
§ 2.º do CDC.
Guilherme Junqueira ressalta
que as EFPC são, desde a sua instituição, reguladas
por leis especiais que sequer vislumbraram a aplicabilidade do CDC. “Se
fosse intenção do legislador conferir aos Participantes das
EFPC as garantidas estabelecidas pelo CDC, ele teria determinado expressamente
na Lei Complementar 109/01, que atualmente dispõe sobre o regime
de previdência complementar, esta circunstância peculiar. Se
ele não o fez, e a Lei complementar 109/01 é posterior ao
advento do CDC, é porque jamais teve tal intenção.
E não o fez sobretudo porque os Participante das EFPC já
possuem seus direitos amplamente assegurados, tendo em vista que as atividades
desenvolvidas por estas entidades são rigorosamente fiscalizadas
pela Secretaria de Previdência Complementar, órgão
oficial subordinado ao Ministério da Previdência Social”.
Na verdade, segundo os representantes
de Zamari e Marcondes Advogados Associados, as EFPC se caracterizam muito
mais como entidades para-estatais do que fornecedoras de serviços.
O artigo 3.º da Lei Complementar 109/01, ao estabelecer que “a ação
do Estado será exercida...” bem demonstra o quanto as EFPC estão
subordinadas ao Poder Público, tendo sua política, disciplina
e coordenação definidos por ele, que além disso supervisiona
suas atividades com a finalidade precípua de zelar pelos interesses
dos Participantes.
Já com relação
às Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC) a
situação é diferente. Na maioria dos casos elas são
constituídas por instituições financeiras, sujeitas
a regime jurídico menos rigoroso em termos de ingerência estatal,
tanto que são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros
Privados (SUSEP).
“Nesse caso”, explica Sérgio
Marcondes, “mostra-se pertinente à aplicação do CDC
às relações jurídicas, mormente para garantia
dos direitos dos investidores, tendo em vista o caráter essencialmente
capitalista que norteia as atividades das EAPC. Essas entidades fornecem
seu produto irrestritamente no mercado de consumo, visando lucro”.
De acordo com os dois advogados
do escritório de Santos, parece que o entendimento do STJ sobre
o assunto, refletido no enunciado na Súmula 321, deveria ser objeto
de revisão ante o equívoco do referido Tribunal ao conferir
igual tratamento jurídico às Entidades Abertas e às
Entidades Fechadas de Previdência Complementar. A Lei Complementar
109/01 as trata de forma desigual, não cabendo aos tribunais equipará-las
para qualquer fim.
“Mesmo porque, em nosso
Estado Democrático de Direito, as Súmulas de jurisprudência
devem refletir decisão de norma e não norma de decisão.
Ou seja, o conteúdo do enunciado deve buscar sua gênese no
texto legal e não vilipendiá-lo”, finaliza Akaoui Marcondes.
(Diário dos Fundos de Pensão)
Governança:
Auto-avaliação até amanhã
As associadas da ABRAPP
têm até amanhã, sexta-feira, dia 28, para responder
a questionário que, adequadamente respondido, irá oferecer
uma oportunidade única para que cada entidade faça a sua
própria auto-avaliação do quanto está de fato
adotando as melhores atitudes de gestão e governança. A maior
ou menor adesão a essas boas práticas terá como medida
estar o fundo seguindo em maior ou menor grau de adesão os princípios
defendidos pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
O link para acesso ao questionário
foi fornecido às associadas através de circular, mas em caso
de dúvidas o serviço Abrapp Atende pode ser consultado através
dos telefones (11) 3043-8783/84/85. O questionário, produzido pela
Comissão Técnica Nacional de Governança, tem como
finalidade exatamente aferir o grau dessa aderência da associada
que o responde aos princípios apresentados pelo IBGC.
Ao responder ao questionário,
o dirigente da associada terá uma ideia mais clara não apenas
do grau de adesão de sua entidade às melhores práticas,
mas também de como esta se comporta na média do sistema.
O questionário é
composto de 50 itens, com respostas binárias do tipo "Sim" / "Não",
dividido nos seguintes assuntos:
·
Práticas de propriedade;
·
práticas do conselho deliberativo;
·
práticas do conselho fiscal;
·
práticas de gestão;
·
práticas de auditoria independente; e
·
práticas de conduta e conflitos de interesse. (Diário dos
Fundos de Pensão)
Comunicação
e educação financeira andam juntas
As fundações
brasileiras de previdência complementar fechadas têm atuado
de forma diferente na disposição de perfis de investimento
aos seus participantes. Algumas, embora ofereçam três modalidades
de perfis, fazem restrições na mobilidade entre eles no caso
de aposentados e pensionistas. Trata-se de uma postura mais conservadora
e até paternalista. Outras fundações optaram por uma
atitude minimamente intervencionista, deixando para o participante a escolha
do perfil de investimento.
Apesar das diferenças,
todas investem fortemente em comunicação. Ferramentas como
sites direcionados, informativos e até mesmo reuniões presenciais
no chão de fábrica têm sido adotadas nesse processo.
Não são ações pontuais e sim parte de um planejamento
estratégico consolidado, que visa ajudar o participante na compreensão
de conceitos financeiros para que ele avalie oportunidades e riscos dos
investimentos.
Nossa experiência
mostra que a educação financeira vai se tornar ainda mais
fundamental, graças à tendência de diversificação
dos perfis de investimento. Vejamos o caso dos Estados Unidos, onde as
entidades do setor ofereciam, em média, 18 alternativas de fundos
de investimentos para seus participantes, em 2007. Os dados são
da The Profit Sharing Council of America (PSCA), que realiza uma pesquisa
anual sobre o assunto, divulgada no final do ano. O levantamento da PSCA
indica uma evolução desse quadro, ao mostrar que as alternativas
eram menores em 1994, quando 58% das entidades apresentavam cinco ou mais
opções, enquanto na década anterior (1978) somente
4% delas tinham tal diversificação.
Agora examinemos a tendência
de diversificação de opções num momento de
crise. Como fica o participante que está perto da aposentaria e
fez uma opção mais agressiva, em função dos
anos de crescimento recente e da intensa movimentação das
bolsas de valores? Ele pode voltar para sua opção conservadora?
E com que periodicidade? E mais: as fundações devem intervir
mais fortemente, indicando as opções mais adequadas? Qual
a cultura financeira e previdenciária adquirida que respalda a decisão
final? Se este participante tem outros investimentos e opta em manter-se
na opção agressiva do fundo de pensão, a entidade
tem co-responsabilidade?
São perguntas difíceis
de responder e vemos a comunicação como instrumento fundamental
para fomentar a educação financeira no ambiente de trabalho.
Ela surge como uma nova cultura das instituições, traduzindo
as terminologias do mercado financeiro para os colaboradores.
O depoimento de uma diretora
de um fundo de pensão, no recente Fórum de Investimento realizado
pela LUZ-EF, mostra que o instrumento de comunicação não
importa. O que faz a diferença é a transparência. O
participante quer ter informações seguras e acesso às
possibilidades de mudança. Muitas vezes esses formatos estão
amplamente divulgados no site da entidade ou por meio de cartilhas orientadoras.
Mas é necessário editá-los. A informação
deve ser passada, repetidamente, de forma direcionada. O trainee, que tem
uma longa carreira pela frente, precisa conhecer os desdobramentos de uma
opção mais agressiva de investimento. O colaborador em vias
de se aposentar igualmente tem a necessidade de ter detalhes sobre as implicações
de mudar de perfil num momento de instabilidade.
Outro caso mostrado no Fórum,
de uma entidade cuja postura é mais liberal em termos de opções,
a "dobradinha" comunicação e educação financeira
tem o mesmo papel. Os diretores dessa entidade mapearam todos os seus públicos-alvo,
criando mecanismos de comunicação diferenciados e medindo
a efetividade dos instrumentos, aperfeiçoando o modelo, de acordo
com o retorno que tiveram. Quem ganha é o participante, que é
informado e pode, dentro das regras estabelecidas, mudar o seu perfil.
Nos Estados Unidos, ainda
de acordo com a pesquisa da PSCA, 24% das entidades permitiam a mudança
diária de perfil em 1994. Hoje, o participante pode mudar em minutos
e voltar ao seu perfil. Apesar disso, os dados indicam que tal movimentação
não acontece. E o que podemos depreender disso? Que a informação
educa e aprimora o modelo que temos. Então, invistamos nela, independente
da postura adotada pela entidade ao disponibilizar perfis de investimento
aos seus participantes de tal modo que eles se sintam envolvidos na gestão
dos recursos. (Cecília Harumi - Valor Online)
Infraprev:
Cartilha do participante
O INFRAPREV criou uma nova
cartilha do participante. Com uma linguagem simples, objetiva e com o apoio
de ilustrações, o participante pode saber mais sobre previdência
social, previdência complementar e o Plano de Contribuição
Variável do Instituto.
Os interessados, participantes
ou não, podem conferir também as vantagens que o plano de
benefícios oferece a ele e seus dependentes. A partir de outubro,
todos os participantes irão receber a cartilha impressa em casa,
encartada no Jornal Futuro.
Benefícios, empréstimos,
contribuição, desligamento, aplicação de recursos
financeiros do Instituto, regime de tributação e informações
para quem ainda não contribui para aposentadoria são pontuadas
de maneira objetiva.
Por meio da cartilha, o
INFRAPREV reforça a mensagem de que pensar em aposentadoria hoje
é poupar para uma vida melhor amanhã. O participante pode
já consultar o conteúdo no portal INFRAPREV, no item Publicações.
(Infraprev/AssPreviSite)
Previ:
Diretoria aprovou alterações no Empréstimo Simples
A Diretoria da Previ aprovou
alterações no Empréstimo Simples. A proposta, apresentada
pela área de Seguridade, foi formatada com base nas sugestões
dos eleitos do Conselho Deliberativo.
Alterações:
Novo limite: R$ 75.000,00
(aumento de R$ 25.000,00)
Novo prazo de pagamento:
72 meses (aumento de 12 meses)
Nova carência: 6 meses.
(redução de 12 para 6 meses)
Prazo para implantação:
50 dias
Na última reunião
do Conselho Deliberativo da Previ, em julho, o conselheiro deliberativo
eleito, William José Alves Bento, também diretor da ANABB,
apresentou proposta para concessão de empréstimo simples.
Nesta proposta, William Bento sugeriu alteração do limite,
do prazo e da carência. Assim, propôs o empréstimo simples
no valor de até R$ 100 mil, 100 meses de prazo e redução
da carência de seis para três meses.
Acompanhe a agência
ANABB para ficar bem informado sobre outras decisões da Diretoria
Executiva da Previ sobre o empréstimo simples. (Anabb)
Banrisulprev:
Novo plano é apresentado
Foi iniciada na última
semana a primeira fase do processo de divulgação do novo
plano de benefícios da Fundação Banrisul de Seguridade
Social, denominado BANRISULPREV.
Os eventos estão
ocorrendo na sede da entidade e espalhando-se pela Região Sul do
país, onde o patrocinador Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.
mantem filiais.
Realizadas por técnicos
da Gerência de Previdência, as palestras abrangem grupos iniciais
de até 50 pessoas cada um, compostos em sua maioria por funcionários
dos patrocinadores não vinculados ao antigo plano.
O BANRISULPREV vem suprir
a necessidade daqueles que ainda não contam com o benefício
da complementação de aposentaria pelo Plano de Benefícios
I, ora fechado a novas adesões.
Também participam
dos eventos, diretores da Fundação Banrisul e representantes
da Unidade de Gestão de Pessoas do Banco do Estado do Rio Grande
do Sul S.A.
Até o final do mês
de outubro, a fundação pretende levar a opção
pela previdência complementar ao estimado público de 1.001
empregados. (Diário dos Fundos de Pensão)
Braslight:
Atualização da Certificação ISO 9001-2008
O Sistema de Gestão
da Qualidade da Fundação Braslight foi auditado pelo BSI
Management Systems Brasil no último dia 24 de agosto, tendo sido
recomendada a continuidade da certificação dos processos,
os quais abrangem a Gestão Previdenciária da Fundação.
A auditoria foi realizada
já considerando o upgrade para a Norma ISO 9001:2008.
O resultado alcançado
evidencia a existência de um Sistema de Gestão da Qualidade
adequadamente definido, documentado e implementado, com as áreas
e processos apresentando controles apropriados, bem como objetivos e metas
capazes de evidenciar a efetiva implementação do sistema.
(Braslight/AssPreviSite)
OABPrev-SP:
Crescimento na renda varíável
De maio de 2006 a maio de
2009, a OABPrev-SP apresentou rentabilidade de 42,61%. Conforme análise
da Icatu Hartford, empresa que administra os investimentos do fundo de
previdência dos advogados, no mesmo período a caderneta de
poupança rendeu 25,85% e o IPC (Índice de Preços ao
Consumidor Amplo) foi de 14,30%. Os recursos são investidos majoritariamente
em títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional. A aplicação
em ativos de renda variável (ações) está limitada
a 5% do patrimônio acumulado.
O patrimônio da OABPrev-SP
chegou em julho a R$ 56,3 milhões. Mesmo com os resultados até
agora obtidos, considerados excelentes pelos especialistas, os dirigentes
do fundo estudam flexibilizar as aplicações. O aumento da
alocação em ativos de maior risco, entre os quais os de renda
variável, está sendo analisado e deverá ocorrer a
partir da criação de perfis de investimento. “Com a implementação
desse modelo, cada participante poderá escolher o seu perfil, com
mais ou menos risco”, explica o presidente da OABPrev-SP, Arnor Gomes da
Silva Júnior. (Diário dos Fundos de Pensão)
BB
Previdência: Novo Plano - HCPA PREV
Foi autorizado pela Secretaria
de Previdência Complementar, conforme Portaria nº 3.009, de
18 de agosto de 2009, novo plano a ser administrado pela BB Previdência.
É o Plano de Benefícios HCPA PREV, criado para os empregados
e dirigentes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
A implantação
do plano terá início em setembro próximo, mês
do aniversário do Hospital. (BB Previdência/AssPreviSite)
Quanta
Previdência: Evento de sucesso
Florianópolis foi
palco de um debate inédito no último dia 14 de agosto: o
I Seminário Nacional de Previdência Associativa, promovido
pela QUANTA Previdência Unicred, que recebeu as principais autoridades
da área previdenciária do país, num verdadeiro intercâmbio
de idéias e propostas para o setor, que vem registrando um dos maiores
crescimentos na economia nacional nos últimos anos. O evento aconteceu
no Hotel Majestic, na capital catarinense e foi amplamente aprovado pelos
participantes e palestrantes, que durante a programação discutiram
sobre educação financeira e previdenciária, a longevidade
da população brasileira, o papel das entidades de classe
na disseminação da cultura da Previdência, crescimento,
segurança e desafios do setor.
O evento também
marcou a comemoração dos 10 mil associados já conquistados
pelo plano PRECAVER, da Quanta, alcançando cerca de R$ 130 milhões
de reservas, em apenas quatro anos de atividades junto às sete Singulares
da Cooperativa Unicred em território catarinense, além das
unidades em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Ao abrir o Seminário,
o Diretor Superintendente da Quanta Previdência Unicred e Presidente
da Unicred Central Santa Catarina, Euclides Reis Quaresma, falou do orgulho
em receber profissionais de renomado saber e atuação na área
previdenciária, que aceitaram o convite para debater sobre o presente
e o futuro da área. Agradecendo os parceiros do evento, o Diretor
salientou a importância do encontro, promovido com a meta de ampliar
o debate sobre os rumos a serem dados ao setor, em meio às mudanças
econômicas e sociais do país.
“A previdência
complementar é a maneira inteligente de fazer poupança e
de preparar o dia de amanhã”.
A Quanta Previdência
Unicred disponibiliza em seu site http://www.quanta-previdencia.com.br/qjsp/quanta/educacao_financeira.jsp
o resumo das temáticas abordadas durante o evento. (Quanta/AssPreviSite)
Rio
Previdência: MP apura fraude
Licitação
para gestão de fundo teria gerado perda de R$ 219 milhões
O Ministério Público
do Estado apresentou à Justiça acusação contra
ex-diretores do Rio Previdência de fraude que teria gerado prejuízo
de R$ 219 milhões ao instituto. A perda ocorreu, segundo a acusação,
por conta de licitação suspeita para administração
de um fundo, que teria beneficiado corretora e investidores do mercado
financeiro, entre 2004 e 2005. O processo corre na 40ª Vara Criminal
do Tribunal de Justiça.
A investigação
ficou a cargo da Coordenadoria de Combate à Sonegação
Fiscal do MP, que partiu de um inquérito aberto na Comissão
de Valores Imobiliários (CVM) em 2007.
Os promotores verificaram
que as condições exigidas no edital de licitação
para administração de direitos creditórios do antigo
Banco do Estado do Rio eram idênticas a fundo criado pela ASM DTVM
poucos dias antes de publicado o edital. Para o MP, a corretora dos sócios
Sérgio Luiz Vieira Machado de Mattos e Carlos Henriques Farias teve
acesso privilegiado às condições da licitação.
Segundo os promotores, o então diretor-presidente Ronaldo de Moraes
Figueiredo e o diretor de Investimentos Eduardo Luiz dos Santos da Silva
teriam sido os responsáveis.
O MP apurou que o suposto
esquema teria beneficiado também pelo menos quatro investidores:
Fernando Salles Teixeira de Mello, José de Vasconcelos e Silva,
Olimpio Uchoa Vianna e Eduardo Jorge Chame Saad, que teriam participado
de leilão do fundo.
A atual administração
do Rio Previdência não comentou o caso. Demais envolvidos
não foram localizados ontem ou não retornaram as ligações
do jornal. (MICHEL ALECRIM - O Dia Online)
Seplag:
Ceará bloqueia benefícios de 2.324
No fim do ano, quem tiver
tido o salário suspenso por seis meses, será retirado da
folha de pagamento
Contingente inicial de 2.324
de servidores públicos aposentados, pensionistas e militares da
reserva ou reformados do governo do Estado do Ceará terão
os salários de agosto bloqueados e não receberão proventos
ou pensões nos próximos dias 1º e 2 de setembro. O bloqueio
vai representar um corte R$ 3,9 milhões, na folha de pagamento e
irá atingir os inativos da Capital, nascidos nos meses de em janeiro,
fevereiro e março, e que não se recadastraram junto à
Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag). Os aposentados do Interior
não serão atingidos. O corte nos salários foi informado
ontem, pela Seplag, que contabilizou ausência de 16.453 servidores
inativos no processo de recadastramento, iniciado em março último.
Esse contingente equivale a 26,5%, dos 62 mil beneficiários convocados
pelo executivo estadual, para atualizar os dados cadastrais.
"Somente as fichas recebidas
por nós, até a próxima segunda-feira estarão
fora do bloqueio salarial", alertou o coordenador de Gestão Previdenciária
da Seplag, Sérgio Rocha Lage. Ele ressalta, no entanto, que o número
de contra-cheques suspensos pode ser ainda maior.
Lage explicou que os servidores
públicos do executivo, bem como os militares que estão afastados
aguardando aposentadoria, reforma ou estão indo para a reserva e
que não se recadastraram também terão os benefícios
cortados, se não o fizerem. Da mesma forma, serão atingidos
os aniversariantes do primeiro trimestre. A lista completa dos que terão
os salários suspensos deverá ser divulgada a partir do meio
dia de hoje, no site www.seplag.ce.gov.br
"Pensionistas de ex-servidor
estadual dos três poderes, de ex-militar e de montepio também
devem de recadastrar, para não serem afetados", avisa. O coordenador
informa ainda, que os cortes prosseguirão em setembro, para os inativos
ou reformados não recadastrados com aniversários em abril,
maio e junho, e assim sucessivamente, até os nascidos em dezembro.
A possibilidade dos bloqueios no pagamento está prevista no artigo
7º, do decreto Estadual nº 29.664, de 06 de março de 2009.
Fora da folha
Lage alerta ainda, que,
conforme prevê o parágrafo único, do referido artigo,
o bloqueio por mais de seis meses consecutivos, decorrente de não
atualização cadastral, acarretará no cancelamento
do benefício, até a devida regularização. "Passados
seis meses, quem não tiver atualizado os dados funcionais junto
à Seplag, sai da folha de pagamento", adverte o coordenador, lembrando
da possibilidade de haver pessoas recebendo, indevidamente, pagamento em
nome de servidores que até já morreram.
Ele justifica a medida dizendo
que a última atualização cadastral dos servidores
ativos e inativos e pensionistas públicos estaduais foi realizada
há nove anos e que o governo quer conhecê-los melhor, para
aprimorar a gestão previdenciária.
Onde se recadastrar
Para se recadastrar, o beneficiário
deve buscar, preferencialmente, as agências do Bradesco, na Capital
ou Interior, ou a sede da Seplag, e apresentar a original e a cópia
da carteira de identidade ou de motorista, do CPF, o comprovante de residência
atualizado e o último extrato de pagamento. (Carlos Eugênio
- Diário do Nordeste)
Fundos:
Oi ''economiza'' R$ 1 bi na compra da BrT
Adesão dos minoritários
à oferta de compra de ações feita em junho foi menor
que a esperada pelo grupo
A operadora de telefonia
Oi desembolsou R$ 1 bilhão a menos do que esperava com a aquisição
das ações dos minoritários da Brasil Telecom, em oferta
pública de compra de ações feita no final de junho,
segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores
da Oi, Alex Zornig. "A adesão foi boa, de 73%, mas, nós estávamos
esperando um pouco mais, em torno de 85%", afirmou. No total, a Oi desembolsou
cerca de R$ 2,7 bilhões nessa oferta pública.
Além dessa "economia"
inesperada, Zornig apresentou também outros ganhos com a integração
da BrT à Oi, traçando um cenário bastante positivo
da operação. De acordo com o executivo, os benefícios
com a sinergia entre as duas empresas devem chegar a R$ 1 bilhão
em 2010. Isso porque a união das companhias deu maior poder de barganha
na negociação com fornecedores.
O grupo conseguiu, por exemplo,
economizar R$ 350 milhões no acordo fechado com a Nokia Siemens
e a chinesa Huawei para a compra da rede de telefonia móvel de terceira
geração (3G) que será instalada em São Paulo
e na área de concessão da Brasil Telecom. O custo total do
contrato somou R$ 1,3 bilhão. "Esse é o maior contrato de
compra em telefonia móvel", disse. E completou: "Eles (fornecedores)
têm interesse em vender para a maior empresa de telecomunicações
do País."
CAPTAÇÃO
Depois de emitir cerca de
R$ 3 bilhões em debêntures este ano, a Oi também confirmou
ontem que planeja novas captações para 2009 ou início
de 2010. "Estamos pensando sim, mas ainda não posso falar", disse
Zornig, após uma reunião promovida pela Apimec-Rio.
Segundo ele, a redução
do endividamento do grupo é prioridade para a atual administração,
que trabalha para baixar a dívida até 2012, de modo que ela
passe a corresponder a 1,8 vez a geração anual de caixa.
Atualmente, a relação está em 2,4 vezes. "Se der,
(faremos a captação) ainda este ano. Se não, fica
para o começo do ano que vem - (2010) é um ano de eleição
e você nunca sabe como vai estar o mercado", explicou.
O endividamento da operadora
cresceu após a compra da Brasil Telecom, no final do ano passado.
Zornig conta que 2010 será o pico no cronograma de amortização
do grupo, quando vencem R$ 7,4 bilhões em dívidas. O executivo
lembra que o ciclo de queda da taxa Selic no Brasil tem beneficiado a companhia.
Para cada ponto porcentual de corte na taxa básica, a Oi calcula
uma economia de R$ 220 milhões a R$ 230 milhões com pagamento
dos juros incidentes sobre a dívida.
Entretanto, a companhia
preferiu adotar uma postura conservadora na elaboração do
orçamento para 2010 e não previu novas reduções.
Zornig acredita, porém, que o governo ainda tem espaço para
baixar os juros, o que colaboraria para um alívio no nível
do endividamento do grupo. (Mônica Ciarelli - O Estado
de S.Paulo)
Fundos:
Aprovada incorporação da Aracruz pela VCP
Após todo o imbróglio
que envolveu o processo, os acionistas da Aracruz e da Votorantim Celulose
e Papel (VCP) aprovaram ontem, em assembleia geral extraordinária,
a incorporação das ações da primeira pela segunda.
No caso da Aracruz, controlada
pela VCP, a aprovação ocorreu por unanimidade dos acionistas
com direito a voto presentes. Na AGE da VCP, a incorporação
foi aprovada por maioria dos presentes, com a abstenção de
alguns acionistas, entre eles a BNDESPar, empresa de investimentos do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Com a ratificação
da relação de troca de 1 ação da Aracruz por
0,1347 ação da VCP, serão emitidas 77.770.294 ações
da Votorantim Celulose e Papel, ao preço de emissão de R$
17,00. Com isso, o patrimônio líquido da VCP será elevado
em R$ 1,322 bilhão, sendo que R$ 529,8 milhões vão
para o capital social e R$ 792,2 milhões para a reserva de ágio.
(Valor)
Fundos:
Aracruz aprova incorporação pela VCP
Assembleia de acionistas
da Aracruz realizada ontem aprovou a incorporação da totalidade
dos papéis da companhia pela Votorantim Celulose e Papel, em uma
relação de troca de 0,1347 papel ordinário da VCP
para cada ação da Aracruz. A aprovação da relação
de troca única resultará na emissão de 77.770.294
novos papéis ordinários da VCP, ao preço unitário
de R$ 17. Com isso, a companhia deve registrar um aumento patrimonial de
R$ 1,322 bilhão. (Folha de S.Paulo)
Fundos:
Reunião sobre pré-sal
Dilma Rousseff (Casa Civil)
convocou ontem a diretoria do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo)
para uma reunião hoje, às 11h, no Palácio do Planalto.
O tema será o pré-sal. A expectativa é que ela antecipe
os pontos principais da proposta do marco regulatório do pré-sal
que será apresentada na próxima segunda-feira pelo governo.
(Guilherme Barros - Folha de S.Paulo)
Fundos:
Pré-sal pode ter alívio tributário
O presidente do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho,
afirmou ontem que, se o Brasil quiser competir com as companhias estrangeiras
na exploração do pré-sal, terá que fazer mudanças
nas formas de tributação e financiamento das empresas e indústrias
ligadas ao setor.
"Se quisermos desenvolver
aqui uma cadeia produtiva, vamos ter que criar condições
mínimas de isonomia", disse Coutinho. Segundo ele, as empresas da
China, da Coreia do Sul, de Cingapura, do Japão e da Inglaterra
são as mais competitivas nessa área e trabalham com carga
tributária e acesso a crédito em condições
muito melhores que as empresas brasileiras.
Ele destacou que o estímulo
à cadeia produtiva não está ligado ao marco regulatório
do pré-sal que será enviado ao Congresso Nacional e que essa
foi uma orientação do presidente Lula. "O presidente sempre
defendeu a indústria naval brasileira. Ele vê que o Brasil
pode ser um grande exportador nessa área", afirmou.
Os setores que deverão
receber investimentos para a exploração do pré-sal
incluem desde a parte industrial, como construção de navios,
plataformas, estaleiros, siderurgia, mecânica e caldeiraria até
a formação de engenheiros e empresas de serviços.
"Os índices de nacionalidade (de equipamentos e serviços
usados na exploração) têm que ter uma curva ascendente,
que permita o aprendizado", disse na posse da nova diretoria da Associação
Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento.
Também presente ao
evento, o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro,
Júlio Bueno, criticou a espera de um marco regulatório para
iniciar a exploração do petróleo da camada pré-sal.
"Falta bom senso. Do nosso ponto de vista, a discussão é
irracional. Nós temos uma legislação absolutamente
apropriada. O governo já poderia se apropriar da renda do pré-sal
com um simples decreto presidencial", afirmou Bueno.
Ontem, o presidente da Associação
Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto,
disse que a entidade pretende pleitear uma linha específica de financiamento
ao governo para os fabricantes que fornecerem equipamentos para a exploração
do pré-sal. "Vamos pedir ao governo que essas linhas atuais oferecidas
pelo BNDES continuem para o pré-sal", afirmou Aubert. Para ele,
se não houver incentivo do governo, o país corre o risco
de ser um grande exportador de petróleo, mas sem agregar valor ao
seu parque industrial. (Agência Brasil, colaborou Guilherme Manechin
- Valor Online)
Fundos:
Petrobrás pode aumentar investimento no pré-sal
Presidente do BNDES diz
que estatal pode rever plano de investimentos, estimado em US$ 174,4 bi
até 2013
Após a divulgação
do novo marco regulatório do pré-sal, previsto para a próxima
segunda-feira, é possível que a Petrobrás aumente
seu programa de investimentos, que prevê a aplicação
de US$ 174,4 bilhões nos próximos cinco anos. A avaliação
foi feita pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que, no entanto, não quis se
aprofundar no assunto.
"Isso vocês precisam
perguntar para o presidente da Petrobrás, José Sérgio
Gabrielli", disse ele aos jornalistas, após cerimônia de posse
da nova diretoria da Associação Brasileira de Instituições
Financeiras de Desenvolvimento (ABDE).
De acordo com Coutinho,
se houver ampliação dos investimentos, a estatal precisará
montar uma estratégia de financiamento. Ele afirmou que a Petrobrás
tem condições de buscar os recursos no mercado. "Mas certamente
o BNDES também será usado como uma fonte de recursos", ressaltou.
Luciano Coutinho defendeu
ainda mudanças na tributação das empresas que atuam
da cadeia do pré-sal para que o índice de nacionalização
desse setor possa aumentar, como deseja o governo. Segundo ele, é
preciso assegurar a competitividade da produção doméstica.
"Nos principais países concorrentes, há regimes tributários
especiais, bem como de financiamento e de garantias muito generosos", comparou,
citando Coreia do Sul, Cingapura, China e Japão.
Segundo Coutinho, o Brasil
precisa criar um sistema equivalente, por isso representantes do BNDES
e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior estudam medidas que possam complementar esse
processo no País. "Se quisermos desenvolver a cadeia produtiva (do
pré-sal) temos que, no mínimo, resolver a questão
de isonomia."
O BNDES também estuda
a obtenção de recursos de longo prazo para o pré-sal
e a possibilidade de melhora do Repetro, um regime aduaneiro especial de
exportação e importação de bens destinados
às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo
e gás natural. "Será que não é bom pensar um
Repetro em moeda nacional?", disse Coutinho. Ele informou que vai avaliar
se a cadeia produtiva está contemplada no Repetro e se o atual escopo
do programa é suficiente para essa finalidade.
FUNDO
Coutinho informou ainda
que cinco bancos já aderiram ao o Fundo Garantidor de Investimentos
(FGI), voltado para micro e pequenas empresas. Já mostraram interesse
em participar Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil
e Caixa Econômica Federal. No fim do mês passado, Coutinho
havia afirmado em São Paulo que os bancos comerciais ainda estavam
relutantes na concessão de financiamentos para as pequenas empresas
apesar dos primeiros sinais de retomada da economia. O FGI poderá
oferecer até 80% de cobertura do crédito, com teto de R$
10 milhões por operação. (Célia
Froufe - O Estado de S.Paulo)

Ancep
promove curso sobre plano de contas ANS
Em função
de decisão conjunta da SPC/ANS sobre as entidades que possuem plano
de saúde na modalidade auto-gestão, a ANCEP realizará,
na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 31.08, 01 e 02.09.2009 o curso PLANO
DE CONTAS PADRÃO "ANS" E SUAS NORMAS BÁSICAS PARA AS EFPC,
EM CONSONÂNCIA À RESOLUÇÃO CGPC No. 28/2009,
cujo objetivo será orientar aquelas entidades a se adaptarem ao
procedimento a ser adotado a partir de janeiro de 2010 familiarizando com
o plano de contas da ANS em consonância com o que está previsto
na Resolução em referência. O programa completo, elenco
de instrutores e inscrições estão disponíveis
em www.ancep.org.br . (Diário dos Fundos de Pensão)
Livro:
Gestão Financeira de Fundos de Pensão
Nesta quinta-feira (27),
o funcionário do BB, Valdir Domeneghetti, lançará
o livro Gestão Financeira de Fundos de Pensão. O evento acontecerá
a partir das 19h na livraria Paraler do Ribeirão Shopping, em Ribeirão
Preto (SP).
A obra aborda vários
temas ligados ao nosso sistema previdenciário e ao regime de previdência
complementar fechado. O autor também analisa o histórico
previdenciário, sua regulamentação e controle, além
do enfoque financeiro, contábil, mercadológico, atuarial
e tributário.
Funcionário do Banco
durante 26 anos, Valdir é mestre em Administração
de Organizações pela Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade - FEARP/USP, com área de pesquisa em Finanças
e Previdência Complementar.
Serviço:
Lançamento do livro
Gestão Financeira de Fundos de Pensão
Dia: 27 de agosto, quinta-feira,
às 19h
Local: livraria Paraler
do Ribeirão Shopping (Ribeiro Preto – SP) (Anabb)
Aposentados
terão ganho real
Contraproposta das centrais
sindicais é aceita pelo governo
O Governo brasileiro aceitou
contraproposta apresentada pelas centrais sindicais - CUT, Força
Sindical, UGT e CGTB -, considerando que existem condições
objetivas para conceder ganho real para os benefícios previdenciários
superiores ao salário mínimo.
No dia 25/8 (terça-feira),
foi formalizado acordo a ser consolidado por meio de substitutivo global
a diversos projetos de lei em andamento no Congresso Nacional, que irá
beneficiar milhões de trabalhadores e trabalhadoras, nos seguintes
termos:
1. Fator Previdenciário
- O Fator Previdenciário
fica extinto para mulheres trabalhadoras que completarem a Fórmula
80 (professoras e demais seguradas especiais) ou 85 (demais trabalhadoras
urbanas); e, no caso dos homens, 90 (professores e demais segurados especiais)
ou 95 (demais trabalhadores urbanos). Pela nova regra, o segurado ou segurada
terá direito ao benefício integral ao alcançar a soma
entre a idade e o tempo de contribuição prevista na Fórmula,
sendo que para cada ano a mais do tempo mínimo de contribuição
para aposentadoria é diminuído um ano da idade.
Exemplos:
Caso 1 – Professora: poderá
se aposentar ao atingir 25 anos de contribuição e 55 anos
de idade (Soma = 80) ou 27,5 anos de contribuição e 52,5
anos de idade (Soma = 80).
Caso 2 – Demais trabalhadoras
urbanas: 30 anos de contribuição e 55 anos de idade (Soma
= 85) ou 32,5 anos de contribuição e 52,5 anos de idade (Soma
= 85).
Caso 3 – Professor: 30 anos
de contribuição e 60 anos de idade (Soma = 90) ou 32,5 anos
de contribuição e 57,5 anos de idade (Soma = 90).
Caso 4 – Demais trabalhadores
urbanos: 35 anos de contribuição e 60 anos de idade (Soma
= 95) ou 37,5 anos de contribuição e 57,5 anos de idade (Soma
= 95).
- Para o cálculo
do valor da aposentadoria, será utilizada a média dos 70%
maiores salários de contribuição, a partir de julho
de 1994.
- Quando o trabalhador adquirir
condições de se aposentar, a Tábua de Expectativa
de Vida do IBGE será “congelada”, ou seja, mesmo que for editada
uma nova tábua, valerá aquela que estava em vigor quando
o trabalhador completou o tempo de aposentadoria.
- Serão contados
para efeitos de aposentadoria, os períodos em que o trabalhador
ou a trabalhadora estejam recebendo salário desemprego ou estejam
sob aviso-prévio.
- Garantia de emprego nos
12 meses que antecedem a aposentadoria.
2. Política do Salário
Mínimo
Empenho das partes envolvidas
para aprovar o Projeto de Lei 01/2007, que fixa a política de reajuste
do salário mínimo até 2023. A atual política
de reajuste do mínimo é fruto de acordo firmado em dezembro
de 2006 com as centrais sindicais e representantes dos aposentados. O acordo
possibilitou ganho real ao salário mínimo e ao piso previdenciário
(que segue a variação do mínimo). O reajuste passou
a considerar a inflação (INPC) mais o PIB, que representa
o crescimento da economia do país, do segundo ano anterior, uma
vez que o PIB só é divulgado no ano subsequente.Também
faz parte do acordo a antecipação da data-base do reajuste
em um mês, a cada ano, de modo que, em 2010, o reajuste do salário
mínimo será em janeiro.
3. Ganho Real para 8,2 milhões
de aposentados e pensionistas
Aposentados e pensionistas
da Previdência Social brasileira que recebem acima do piso previdenciário
(salário mínimo) terão, nos anos de 2010 e 2011, reposição
da inflação (INPC/IBGE) acrescida de 50% do PIB, nos moldes
da política do salário mínimo.
4. Mesa Permanente
Fica criada “Mesa Permanente
de Negociação”, composta pelos entidades dos trabalhadores,
dos aposentados e o Governo Federal para tratar das políticas de
valorização dos aposentados e idosos. (AgPrev)
Cobap:
“Robson mentiu”, declara presidente
Centrais Sindicais acatam
acordo com governo, COBAP mostra coragem e não diz amém
Indignado com declarações
mal colocadas veiculadas pela imprensa, o presidente da COBAP, Warley Martins
Gonçalles, criticou ontem a postura do líder mineiro Robson
Bittencourt, que afirmou categoricamente que a decisão tomada pela
Confederação em não aceitar o “acordo do reajuste”
com o Governo foi devido à pressão ou sugestão de
apenas seis federações filiadas.
Segundo Warley, a verdade
precisa ser restabelecida, ou seja, a realidade é que a atitude
tomada pela COBAP em retirar-se da mesa de negociações foi
em detrimento da vontade da maioria das entidades de bases, associações,
e federações e em respeito à opinião de milhares
de internautas que optaram pela votação aberta na Câmara
dos Deputados do PL 01/2007.
“Respeito todos os companheiros
e entidades. Trabalho de forma colegiada e sou um ferrenho defensor da
democracia. Não admito que as nossas federações sejam
humilhadas. Tomamos uma decisão pela maioria e não baseada
somente na vontade de meia dúzia de entidades”, esclareceu o líder
da COBAP (eleito no ano passado com 75% dos votos válidos).
No final da noite da terça-feira,
25 de agosto, todas as centrais sindicais concordaram com o referido acordo
com o governo, aceitando o reajuste de 6,5% em 2010 e 2011 para os aposentados
e pensionistas que ganham acima do salário mínimo. Agindo
com ética, coragem e coerência acima de tudo, a COBAP se furtou
a participar desta etapa da negociação. (Cobap)
Acordo
com centrais cria novo fator previdenciário
O governo aceitou na terça-feira
à noite a proposta das centrais sindicais de conceder reajuste real
aos aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário
mínimo. Em janeiro de 2010, será concedido reajuste levando
em conta a correção da inflação medida pelo
INPC mais metade do PIB de 2008, totalizando cerca de 6,2%. O reajuste
de 2011 será baseado no PIB de 2009. Também foi fechado acordo
sobre o projeto que trata do fim do fator previdenciário: será
adotada a chamada fórmula 95, na qual idade e tempo de contribuição
deverão somar 95 anos (30 anos de contribuição e 65
de idade, por exemplo) para homens e 85 para mulheres. O seguro-desemprego
poderá ser contabilizado para se chegar ao tempo de contribuição
necessário à aposentadoria. O acordo ainda terá que
passar pelo Congresso.
Para conceder o reajuste
acima da inflação, pela primeira vez desde 1991, o governo
impôs como condição criar um substitutivo que incorporasse
as matérias que beneficiam o aposentado no Congresso (PL 001 e veto
ao PLC 18). Era neste pacotão que estava incluída a troca
do atual fator previdenciário pelo fator 95/85 (que prevê
a soma das idades com o tempo de contribuição). Com a decisão,
as representações das federações de aposentados
partirão para a briga no Congresso. Elas foram recebidos terça-feira
mesmo por Michel Temer, presidente da Câmara, que teria prometido
pautar ontem na reunião do Colégio de Líderes o PL-001/03,
que prevê o reajuste dos benefícios de aposentadorias e pensões
no mesmo patamar do percentual do salário mínimo.
O ministro da Previdência
Social, José Pimentel, afirmou ontem que o governo vetará
os projetos de lei originais, aprovados no Senado, que extinguem o fator
previdenciário e reajustam os valores das aposentadorias, caso não
seja cumprido o acordo fechado anteontem com as centrais sindicais. Durante
reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS),
o ministro afirmou que o próprio presidente Luiz Inácio Lula
da Silva deixou claro, ontem, que as propostas da forma como foram aprovadas
no Senado são "inaceitáveis" para o Estado. "As contas nacionais
não comportam os gastos previstos por esses projetos", afirmou o
ministro.
Ao todo são quatro
projetos de lei que já passaram no Senado e estão agora tramitando
na Câmara e que preveem alterações de regras na concessão
dos benefícios, como o fim do fator previdenciário e a vinculação
dos valores atuais dos benefícios ao número de salários
mínimos que correspondiam no momento da concessão. Pelo acordo
fechado na noite de terça-feira, o fator previdenciário será
flexibilizado, mas não extinto. Pela nova fórmula, haverá
um ganho de pelo menos três a quatro anos para os trabalhadores em
relação ao que hoje existe com o fator previdenciário.
Segundo Pimentel, o gasto extra na folha da Previdência, ficará
em torno de R$ 3 bilhões. "Isso é perfeitamente absorvível
pela Previdência", afirmou. (SANDRA KIEFER - Estado de Minas/Jornal
do Commercio Brasil)
Governo
muda regras da aposentadoria
Previdência faz acordo
com centrais. Alterações serão consolidadas em substitutivo
no Congresso
Após anos de debate
com as centrais sindicais, o governo federal concordou em abrir mão
do fator previdenciário, que atuava como redutor do valor dos benefícios
na maior parte das vezes, para o cálculo das aposentadorias do INSS.
Em acordo firmado com a
CUT, Força Sindical, UGT e CGTB, o Ministério da Previdência
decidiu abolir o fator previdenciário para mulheres que alcançarem
85 anos na soma de sua idade e anos de contribuição e para
os homens que atingirem 95 anos no mesmo cálculo.
Pela nova regra, o segurado
do INSS terá direito ao benefício integral ao alcançar
a soma entre a idade e o tempo de contribuição prevista na
fórmula, sendo que para cada ano a mais do tempo mínimo de
contribuição para aposentadoria é diminuído
um ano da idade.
Os professores poderão
atingir cinco anos a menos para ter direito ao benefício sem descontos.
Dessa forma, as mulheres precisarão somar 80 anos, enquanto os homens
90.
O acordo será consolidado
por meio de substitutivo global a diversos projetos de lei em andamento
no Congresso Nacional. Em troca, proposições como a que concede
o mesmo reajuste do salário mínimo a todos os aposentados
do INSS - atualmente só os que ganham o piso previdenciário
têm direito a esse aumento - serão abandonados.
Exemplos
As mulheres poderão
se aposentar com 30 anos de contribuição e 55 anos idade
(85 anos), assim como com 35 anos de inscrição no INSS e
50 anos de idade (85 anos)
Já os homens poderão
fazer o pedido de aposentadoria sem se preocupar com descontos aos 35 anos
de contribuição e 60 anos de idade (95 anos), assim como
os 30 anos de inscrição no INSS e 65 anos de idade (95 anos)
Para o cálculo das
aposentadorias, a Previdência fará a média dos 70%
maiores salários de contribuição ao longo da vida
do segurado. O salário de contribuição não
corresponde sempre ao salário do trabalhador, pois obedece ao teto
do INSS, hoje em R$ 3.218,90.
Os períodos em que
o segurado estiver recebendo salário desemprego ou sob aviso-prévio
também serão computados como tempo de contribuição.
O acordo com as centrais prevê ainda estabilidade para os profissionais
nos 12 meses que antecedem a aposentadoria.
Aumento real
Para os anos de 2010 e 2011,
o Ministério da Previdência também assegurou que aposentados
e pensionistas que recebem acima do piso previdenciário (salário
mínimo) terão a reposição da inflação
(INPC) mais 50% da variação do PIB (Época Negócios
Online)
Seguro-desemprego
vai ter desconto da Previdência
Nova regra, que permite
contar o período do benefício como contribuição
para a aposentadoria, deve reduzir em 8% o valor
que o desempregado receberá
A possibilidade de o período
em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego contar como tempo de contribuição
para a Previdência Social vai ter um custo para o desempregado: o
valor recebido não será mais integral, pois haverá
desconto como contribuição para a aposentadoria.
Essa é uma das propostas
do acordo fechado anteontem entre governo, dirigentes sindicais e entidades
de aposentados. A medida está incluída no projeto de lei
que vai reajustar o benefício de aposentados e pensionistas que
ganham acima do salário mínimo. Pelo texto, os cinco meses
em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego serão considerados
como tempo de contribuição para a Previdência.
De acordo com o órgão,
em média, um trabalhador de baixa renda é demitido quatro
vezes ao longo de sua vida. Se em cada vez foram cinco meses de seguro,
são 20 meses a mais no total do tempo de contribuição
para o INSS.
No cálculos atuais,
a contribuição sobre o seguro é de 8%. Quem recebe
o salário mínimo (R$ 465) de seguro terá de contribuir
com R$ 37,20 e quem recebe o teto (R$ 870,01) vai pagar R$ 69,60 à
Previdência.
Contrapartida
Para o professor de direito
previdenciário da Universidade do Vale do Paraíba (Univap)
e coordenador da pós-graduação em direito previdenciário
do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal-Legale),
Carlos Alberto Gouveia, a taxação é correta.
“Como se subentende que
a Previdência é um seguro, é preciso uma prestação
para se ter uma contraprestação. Tem que pagar para receber
lá na frente”, explica.
A regra também vai
valer para o aviso prévio indenizado, ou seja, a contribuição
para a Previdência poderá ser entre 8% e 11%, conforme o salário
de contribuição na tabela da Previdência Social.
O presidente do Sindicato
dos Aposentados da Força Sindical João Batista Inocentini
afirma que essa regra do seguro-desemprego deve ajudar principalmente o
trabalhador que sofre com a rotatividade do mercado de trabalho. “Podem
ser dois ou até três anos somadas todas as vezes que esse
trabalhador foi demitido e recebeu o seguro que poderão ser incluídos
na conta da Previdência e vão ajudá-lo a se aposentar
lá na frente”, diz.
Projeto de lei
De acordo com o deputado
federal Pepe Vargas (PT-RS), todos os pontos acertados anteontem estão
sendo colocados no papel e na próxima semana deverá estar
concluído o projeto e como ele vai tramitar no Congresso - como
um novo projeto de lei ou substitutivo dos que já circulam na Câmara
dos Deputados.
A expectativa é que
as mudanças na Previdência sejam aprovadas até o final
do ano.
“A tramitação
deve ser rápida. E não vejo quem seria contra melhorias para
os aposentados”, afirma Vargas.
Tabela de cálculo
para aposentadoria fica congelada
Outro ponto que deve seguir
para aprovação no Congresso junto com o reajuste para os
aposentados que ganham acima do salário mínimo é o
congelamento da tabela de expectativa de vida a partir do momento em que
o trabalhador passa a ter direito de se aposentar.
Todos os anos, o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística divulga uma tabela com a expectativa
de vida do brasileiro, tanto para homens quanto para mulheres. A questão
é que o tempo de vida médio restante de quem se aposenta
é um dos fatores que pesam no fator previdenciário. Como
a expectativa aumenta ao passar do anos, o valor do benefício de
quem deixa de se aposentar na data permitida e adia a decisão acaba
sendo reduzido.
Para um homem que contribui
sobre um salário de R$ 1 mil e que se torna apto a se aposentar
neste ano com 100% do benefício, o valor inicial é de R$
1.001,13. Mas se ele quiser se manter na ativa por mais cinco anos com
o objetivo de elevar seu benefício, a aposentadoria inicial será
de R$ 1.351,81. Porém, esse valor poderia ser de R$ 1.389,09, ou
7,19% maior com a mudança da regra que congela a tabela na data
em que ele adquiriu o direito.
“No geral, esse pacote melhora
as condições para o segurado, pois traz ganhos para quem
vai se aposentar. Mas tudo isso vai sair da conta da Previdência,
que já é deficitária”, diz Newton Conde, da Conde
Consultoria Atuarial.
Pelo projeto, o reajuste
dos aposentados que ganham acima da inflação em 2010 e 2011
elevará os gastos previdenciários em R$ 3 bilhões.
Isso porque a nova fórmula de cálculo considera a correção
da inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) de dois anos anteriores. (Luciele Velluto - Jornal da
Tarde)
Nova
regra aumentará aposentadoria em até 29%
Novo cálculo melhora
benefícios por excluir as contribuições menores
Normas ainda precisam ser
aprovadas pelo Congresso e valem só para benefícios futuros;
aposentadorias atuais não terão revisão
O Fator 85/95 poderá
elevar em até 29,3% os benefícios para os segurados do INSS
que cumprirem as exigências da nova fórmula de aposentadoria.
Ela garante aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de
contribuição resultar em 85 (para a mulher) e em 95 (homem).
Para se aposentar, ainda será preciso ter o tempo mínimo
de contribuição de 30 anos (mulher) e 35 anos (homem), como
é hoje.
A fórmula funciona
assim: um homem que tenha 35 anos de contribuição e 60 anos
de idade teria o fator 95 (35 + 60). Pelas regras atuais, esse segurado
teria fator previdenciário de 0,879, ou seja, sua aposentadoria
seria de 87,9% do benefício integral (média obtida aplicando-se
as regras do fator previdenciário atualmente em vigor, com base
no tempo de contribuição, na idade do segurado e conforme
as contribuições recolhidas desde julho de 1994).
Pela nova regra -que ainda
será votada pelo Congresso-, nessas mesmas condições,
o segurado não teria a incidência do fator previdenciário.
Dessa forma, receberia 100% do benefício integral, sem redução.
Se a média obtida
por esse segurado, conforme as regras do fator citadas acima, resultasse
em R$ 1.000, sua aposentadoria "cairia" para R$ 879. Com a nova regra (85/95)
ele poderia se aposentar com R$ 1.000.
Quem mais se beneficia com
a novidade são as mulheres que se aposentarem com 34 anos de contribuição
e 51 anos de idade. Hoje, elas têm fator previdenciário de
0,707. Com média de R$ 1.000, só receberiam R$ 707. Com a
nova regra, não teriam essa perda de 29,3%.
Quem pretende se aposentar
cedo, porém, não será beneficiado, já que a
fórmula 85/95 não seria atingida. Por outro lado, para aqueles
cujo fator for positivo (maior do que 1,0, ou 100%), a fórmula atual
também seria mantida, já que aumenta o valor da aposentadoria.
Cálculo muda
O acordo feito com as centrais
sindicais também prevê uma mudança no cálculo
do salário de benefício, que é a média das
contribuições do segurado e serve de base para se chegar
à aposentadoria inicial.
Hoje, a média é
pelas 80% maiores contribuições. Se o acordo for aprovado
pelo Congresso, a média passará a ser pelas 70% maiores contribuições.
Como haveria a exclusão de mais contribuições de menor
valor, o resultado da média final aumenta, beneficiando os segurados.
Cálculos das centrais
sindicais apontam que isso pode aumentar o valor dos benefícios,
em média, em 19%. As regras valerão para as novas aposentadorias.
Quem já se aposentou não terá revisão no benefício.
(Agora S.Paulo/Folha de S.Paulo)
Teto
do INSS deverá ser de R$ 3.418,15 em 2010
Os segurados do INSS que
recebem mais que o mínimo deverão ter um aumento de 6,19%
no ano que vem --3,64%, considerando a inflação prevista,
mais 2,55%, que é a metade do crescimento da economia em 2008. O
acordo foi acertado anteontem entre governo e sindicatos. Com o aumento,
o valor máximo pago pelo INSS passará para R$ 3.418,15.
No entanto, o reajuste dependerá
do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), fechado
em janeiro. O aumento será aplicado em janeiro, com o pagamento
dos benefícios em fevereiro.
Os aposentados que recebem
o salário mínimo terão um reajuste maior, de 8,9%,
de acordo com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), já
aprovada pelo Congresso Nacional. Com isso, o benefício deve ir
para cerca de R$ 507.
Sem o acordo fechado entre
centrais e governo, o aumento dos aposentados que recebem mais que o salário
mínimo deveria ser apenas a reposição da inflação
--ou seja, 3,64%.
A fórmula que dá
aumento maior que a inflação, com base no crescimento do
PIB (Produto Interno Bruto), também valerá para 2011. A proposta
ainda deverá passar por votação na CÔmara e
no Senado.
Para o consultor especialista
em finanças públicas Raul Velloso, apenas o reajuste acima
da inflação causará um impacto de R$ 3 bilhões
a R$ 4 bilhões em 2010. "Mas o problema é a longo prazo.
A Previdência tem um sistema deficitário", afirmou.
Contribuições
Com o aumento do INSS, os
trabalhadores também terão de desembolsar mais por mês.
Quem contribui pelo teto
e é registrado em carteira paga hoje, por mês, R$ 354,08 --11%
do limite de pagamento do INSS. Com o aumento previsto de 6,19%, a nova
contribuição será de R$ 376 em 2010. Já os
autônomos pagam hoje, no máximo, R$ 643,78 (20% sobre o teto).
Com o reajuste, pagarão R$ 683,63. (Ellen Nogueira -
Agora S.Paulo)
Acordo
prorroga política de valorização do mínimo
O acordo firmado entre governo
e centrais sindicais, anteontem à noite, prorroga até 2023
a atual política de valorização do salário
mínimo. Embora prevista, a extensão da atual fórmula
de reajuste - que garante, todos os anos, aumentos reais iguais aos do
Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes - não estava garantida
no texto do projeto de lei que a instituiu.
Até hoje em tramitação,
o PL 1/2007 vem sendo adotado na prática pelo governo, por meio
da edição de medidas provisórias. Ainda que ele já
tivesse sido aprovado, no entanto, seria necessário renegociar a
fórmula de reajuste, que, pelo texto, seria objeto de revisão
após 2012. Com o acordo de anteontem, a negociação
sobre os aumentos do mínimo a partir de 2012 foi antecipada e, agora,
só depende do Congresso para ser efetivamente implementada, confirmou
ontem o Ministro da Previdência, José Pimentel.
Segundo o ministro, a extensão
da atual política até 2023 será um dos pontos do projeto
que vai substituir cerca de 30 proposições legais em tramitação
sobre salário mínimo e benefícios da Previdência
Social, entre elas o PL 1/2007. Já combinada com o deputado Pepe
Vargas (PT-RS), a construção desse novo texto, que será
de autoria do próprio Legislativo, foi acertada com os sindicalistas
e visa resolver, de uma vez só, diversos problemas enfrentados pela
governo no Congresso que podem comprometer as contas da Previdência
Social. Um deles é a tentativa de acabar com o fator previdenciário,
como prevê um projeto já aprovado pelo Senado e atualmente
relatado por Pepe Vargas na Câmara.
Criado pelo governo anterior
para desestimular aposentadorias precoces, o fator incide sobre o valor
base do benefício, no momento da concessão de aposentadorias
por tempo de contribuição. Funciona como desestímulo
porque pode reduzir o benefício em até 50% dependendo da
idade e do tempo de contribuição da pessoa.
O projeto resultante do
acordo com as centrais sindicais - que Pimentel espera ver aprovado pelo
Congresso até outubro - não acabará com o fator previdenciário
. Mas dispensará sua aplicação obrigatória
quando a soma entre idade e tempo de contribuição for de
85 anos no caso de mulheres e de 95 anos no caso dos homens.
O projeto negociado contorna
também a tentativa de retomar como referência para cálculo
dos benefícios os últimos 36 salários de contribuição
do trabalhador, outro ponto polêmico do mesmo texto do Senado que
trata do fator previdenciário. Hoje, vale na média dos 80%
maiores salários desde 1994. A solução negociada é
adotar os 70% maiores. O deputado Pepe Vargas destaca que isso é
bom para o trabalhador, que passará a descartar, para efeitos de
cálculo de aposentadoria, os 30% menores e não só
os 20% menores salários, o que elevará a média das
aposentadorias.
Haverá ainda, como
parte da negociação, aumentos reais, em janeiro de 2011 e
2012, para benefícios da Previdência Social superiores ao
salário mínimo. Esses aposentados terão reajuste real
equivalente à metade do aplicado ao mínimo, ou seja, 50%
da variação do PIB de dois anos antes. Se for confirmado
o crescimento de 5,1% em 2008, o aumento em 2010 será, portanto,
de 2,55% além da inflação medida pelo INPC desde o
reajuste anterior, ocorrido em fevereiro de 2009. O INPC já vem
sendo aplicado anualmente.
Ficou acertado que, em relação
a 2012 em diante, a política de reajuste real desses benefícios
superiores ao mínimo será, antes de proposta ao Congresso,
objeto de uma mesa permanente de negociação. Essa mesa tratará
também de questões como acesso a medicamentos e adoção
de índice de inflação mais adequado a esse público
(onde alguns preços pesam mais e outros menos do que para os trabalhadores
da ativa).
Com essa parte do acordo,
o governo resolve, pelo menos temporariamente, outro problema que vinha
enfrentando no Congresso, que é a tentativa de vincular todos os
benefícios da Previdência ao reajuste do mínimo e,
portanto, à variação total do PIB. (Mônica
Izaguirre - Valor Online)
Acordo
deverá ser votado ainda neste ano
O Congresso deve aprovar
até o final do ano o projeto de lei com as propostas do acordo fechado
entre o governo e as centrais sindicais anteontem. Entre as mudanças
estão a criação do fator 85/95 (que antecipa o benefício
integral) e o aumento real para os aposentados que ganham mais do que o
salário mínimo em 2010 e 2011.
A corrida pela aprovação
do projeto, com votação direta no plenário da Câmara
e do Senado, é para que o reajuste entre no Orçamento da
União do ano que vem. A ideia também é que as novas
regras comecem a valer antes da atualização da tabela do
fator previdenciário, que será feita em dezembro, segundo
o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que acaba com
o fator previdenciário na Câmara.
O documento contendo o acordo
deverá ser assinado, na semana que vem, pelos representantes das
centrais sindicais e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois de o acordo ser assinado,
o presidente deverá se reunir com os líderes dos partidos
no Congresso para pedir que a proposta seja aprovada logo. Os representantes
do governo no Congresso também devem se mobilizar.
As mudanças deverão
ser colocadas, por meio de um substitutivo, no projeto que acaba com o
fator previdenciário ou no que iguala o reajuste das aposentadorias
e do salário mínimo.
Segundo Vargas, o projeto
deverá ser votado diretamente nos plenários da Câmara
e do Senado, sem passar por comissões. No entanto, as mudanças
só valerão após serem publicadas no "Diário
Oficial da União" e forem regulamentadas pelo governo.
Se o projeto não
for votado neste ano, as medidas poderão ser introduzidas por meio
de uma medida provisória.
O acordo feito entre as
centrais sindicais e o governo também propõe: base de cálculo
da aposentadoria sobre as 70% melhores contribuições (hoje
é 80%) e inflação mais o crescimento da economia como
índice de aumento para o mínimo até 2023.
Também deverá
ter contribuição previdenciária sobre o valor do seguro-desempego
e do aviso-prévio (para demitido sem justa causa) e estabilidade
de um ano antes do direito à aposentadoria para o trabalhador.
(Carolina Rangel - Agora S.Paulo)
INSS:
aumento real terá impacto de R$ 3 bi em 2010
Acordo que beneficia aposentados
que ganham acima do piso vale também para 2011 e tem de passar pelo
Congresso
Segundo ele, com as atuais
regras, só até esta data a Previdência urbana terá
superávit e conseguirá suportar o aumento da expectativa
de vida da população.
Pimentel disse que agora
caberá ao Congresso avalizar o acordo firmado entre governo e centrais
sindicais que prevê um reajuste real (além da inflação)
para as aposentadorias do INSS com valor acima do salário mínimo
em 2010 e em 2011.
Ano que vem, o impacto do
ganho real será de cerca de R$ 3 bilhões, já que cada
ponto percentual dado acima da inflação significa gasto adicional
de R$ 1,2 bilhão. Em janeiro de 2010, o reajuste levará em
conta a correção da inflação, medida pelo INPC,
mais 50% do PIB verificado em 2008, totalizando 6% ou ganho real de 2,55%.
São 18,2 milhões de benefícios, sendo 8,2 milhões
acima do mínimo.
O reajuste real de 2011
terá a mesma regra: variação da inflação
e, nesse caso, metade do PIB de 2009. A partir de 2012, segundo Pimentel,
as centrais querem discutir um novo índice de correção
dos benefícios.
- O Congresso vai apresentar
um substitutivo global, e a base vai trabalhar para aprovar.
É uma das maiores
negociações que a classe trabalhadora fez. É uma quebra
de paradigma. Mas o Brasil está assistindo ao aumento da longevidade
dos seus habitantes e uma diminuição do tamanho da família.
Portanto, necessariamente, o Brasil precisará fazer uma reforma
previdenciária em 2019, para enfrentar esses desafios, que são
positivos.
Até 2019, a Previdência
pública urbana será superavitária - disse Pimentel.
Perguntado se a oposição
aprovaria a adoção de um fator previdenciário alternativo,
a chamada fórmula 95, já que fora o governo do PSDB que criou
em 1999 o fator previdenciário atual, Pimentel afirmou: - No Senado,
por unanimidade, os partidos votaram a extinção do fator
previdenciário.
A oposição
vê a proposta do governo com desconfiança.
- Queremos por escrito -
disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP).
Pimentel defendeu que, a
partir de 2012, haja uma política permanente de valorização
dos benefícios. Segundo interlocutores da área econômica,
o Orçamento da União a ser enviado ao Congresso segunda-feira
deverá prever R$ 243 bilhões para a Previdência, contra
os R$ 223 bilhões do Orçamento de 2009.
O acordo prevê um
fator previdenciário alternativo, a fórmula 95 (ou 85 para
as mulheres), que é a soma ideal da idade e do tempo de contribuição
do trabalhador.
Quem chegar a essa soma
terá direito à aposentadoria integral. Exemplo: 60 anos de
idade e 35 de contribuição.
Além disso, o seguro-desemprego
poderá ser contabilizado para se chegar ao tempo de contribuição.
Será levada em conta
a média dos 70 melhores salários, contra a regra atual dos
80 melhores salários. Haverá desestímulo à
demissão de pessoas próximas à aposentadoria.
Se a empresa quiser demitir,
terá de pagar a contribuição ao INSS no período
(Cristiane Jungblut - G1)
Reajuste
não soluciona condição financeira
Na terça-feira (25),
os representantes do governo e das centrais sindicais entraram em acordo
sobre o reajuste para os aposentados e pensionistas que ganham mais de
um salário mínimo, a partir de janeiro de 2010.
O calculado do aumento será
feito com base na inflação acumulada, usando o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 50% do Produto Interno
Bruto (PIB) do segundo ano anterior. Agora o projeto será encaminhado
para apreciação do Congresso Nacional.
A mesma fórmula será
usada para calcular o aumento das aposentadorias e pensões acima
do piso salarial, a partir de janeiro de 2011.
A expectativa é de
que os aposentados tenham um ganho real de 6%. Na visão do educador
financeiro e presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira,
Reinaldo Domingos, a notícia da expansão dos benefícios
de aposentados é positiva, mas pode ser apenas um paliativo, não
solucionando os problemas financeiros da classe.
Em julho deste ano, a pesquisa
"Perfil dos Inadimplentes no Brasil", produzida pela Telecheque, aponta
que a inadimplência na faixa acima de 51 anos subiu 114% no terceiro
bimestre (maio e junho) de 2009. De acordo com Domingos, esse é
um problema de cultura financeira. “A problemática é anterior
à aposentadoria, essa geração não tinha inserido
o conceito de poupar dinheiro e, hoje, vive apenas com o que recebe do
INSS”, explica. Isto implica muitas vezes em uma redução
no padrão de vida, “chegando a patamares menores que a metade”.
Sem um planejamento financeiro,
a facilidade de obtenção de créditos junto às
instituições financeiras – como os créditos consignados
do INSS, que tem juros tabelados em no máximo 2,5% a.m. na modalidade
de empréstimo tradicional e 3,5% a.m. no formato cartões
de crédito consignado - também pode afetar negativamente
os recursos dos aposentados.
“Esse tipo de linha de crédito
tem um papel social importante, os juros são vantajosos se compararmos
com a média de 8% a 10% do cheque especial, por exemplo”, ressalta.
No entanto, Reinado Domingos alerta que o risco está na falta de
controle do que se ganha e do que se gasta.
O presidente do DiSOP afirma,
ainda, que essas vantagens de crédito podem ser uma “armadilha”
para o endividamento. “O aposentado não deve ser utilizado para
despesas rotineiras, em muitos casos ele poderia fazer a compra à
vista”, diz.
Outro erro comum é
a troca das taxas de juros de maiores por menores, efetuando o pagamento
de uma dívida com cartão com recursos do crédito consignado,
por exemplo. “O aposentado pode acreditar que está economizando,
porque as taxas são menores, mas essa prática não
resolve o problema. O primeiro questionamento a ser feito é: Para
aonde está indo meu dinheiro?”, revela Domingos.
Para o educador financeiro,
a melhor administração do dinheiro exige, primeiramente,
uma necessidade de diagnosticar a situação financeira (qual
a renda?, qual o valor dos gastos?, existe uma quantia guardada?, está
endividado?). Como o segundo passo, o aposentado pode fazer um registro
de cada centavo gasto durante 30 dias. “Essa redescoberta financeira é
muito positiva. Geralmente, depois de 30 dias de apontamento, a pessoa
percebe que entre suas despesas, há uma média de 10% a 30%
com gastos supérfluos”, esclarece. No site do DiSOP estão
disponíveis planilhas de orçamento, apontamentos financeiros
e simulações que podem auxiliar o aposentado.
“Dessa maneira, o aumento
dos benefícios dos aposentados não representa o fim do endividamento,
se não for acompanhado por uma mudança na educação
financeira. Muito pelo contrário, se os pensionistas não
se atentarem, gastarão mais por conta desse aumento, entrando em
novas dívidas”, finaliza o educador financeiro. (Mariana Mandrote
- Executivos Financeiros)
Alternativa
ao fator previdenciário
Na reforma da Previdência
de 1998, não foi aprovada a proposta de idade mínima de 60
anos (homens) e de 55 anos (mulheres) para a aposentadoria pelo INSS. Como
exigência para a aposentadoria, restou apenas o tempo de contribuição
de 35 anos para homens e de 30 anos para mulheres, sendo que o cálculo
do benefício seria a média corrigida das últimas 36
contribuições mensais anteriores à aposentadoria.
Como o governo entendia
que, sem um mecanismo de limitação de idade para a aposentadoria
por tempo de contribuição, esse sistema previdenciário
tenderia, no médio ou no longo prazo, ao desequilíbrio financeiro
e atuarial, criou como alternativa o fator previdenciário – fórmula
que leva em conta a idade de cada segurado, o tempo de contribuição
e a expectativa de sobrevida (calculada pelo IBGE), única para ambos
os sexos, que é a estimativa do tempo de vida na aposentadoria.
O fator previdenciário, dependendo da idade do segurado, funciona
como um redutor no valor do benefício da aposentadoria, podendo
chegar a até 40%.
O Senado aprovou recentemente,
e encontra-se em discussão, neste momento, na Câmara dos Deputados,
um projeto que extingue o fator previdenciário e considera a regra
anterior do cálculo dos últimos 36 meses, sem aplicar nenhum
limitador de idade. Esse fato gerou reação imediata do governo
federal, que ameaçou vetar o projeto. Apresentou, porém,
como proposta alternativa o chamado fator 95/85, que consiste na não
aplicação do fator previdenciário para quem atingir
a soma da idade com o tempo de contribuição de 95, se homem,
e de 85, se mulher.
O cálculo do benefício
seria a média corrigida dos 70% (hoje é 80%) maiores salários
de contribuição desde julho de 1994. O governo argumenta
que uma média curta de 36 meses é prejudicial para baixos
salários, porque estes apresentam queda nos rendimentos no final
de sua trajetória, devido à rotatividade e ao desemprego,
resultando numa média menor do valor do benefício. O que
falta na proposta do governo é uma regra de transição
para os aposentados que continuam trabalhando e, portanto, contribuindo,
que sofreram redutor no valor de sua aposentadoria por conta do fator previdenciário.
Estes deveriam ter o direito de ter seus benefícios recalculados
por via administrativa, pelo INSS, com prazo estipulado.
Hoje, na vigência
do fator previdenciário, para um segurado chegar à aposentadoria
com um benefício sem redutor, ele teria que combinar, por exemplo,
30/35 (mulher/homem) anos de contribuição com 63 anos de
idade. Vigorando o fator 85, uma mulher poderia aposentar-se com 30 anos
de contribuição e 55 anos de idade; ou seja, oito anos a
menos do que com a atual regra. No caso do homem (fator 95), a aposentadoria
integral poderia acontecer com 35 anos de contribuição e
60 anos de idade: três anos a menos do que com a regra vigente.
Assim, a proposta do governo
é mais favorável para o segurado do que a que está
em vigor, com a aplicação do fator previdenciário.
Por que não aprová-la? (Calino Pacheco Filho - Zero
Hora)
Fundo
do pré-sal para a Previdência
O presidente da Força
Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho,
irá propor ao governo federal a criação de um fundo
abastecido com impostos cobrados na exploração de petróleo
da camada pré-sal para cobrir o déficit da Previdência
Social. A sugestão será feita em encontro do pedetista com
a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Brasília. A pedido
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra deve apresentar
ao sindicalista detalhes do novo marco regulatório de exploração
da camada do pré-sal. O projeto inclui regras para a distribuição
dos royalties e será anunciado na segunda-feira.
"Os recursos do pré-sal
devem ser usados para beneficiar o povo brasileiro", disse Paulinho. "E
o financiamento do déficit da Previdência Social é
um dos temas que exigem atenção do governo federal", frisou.
O deputado recorreu a dados do governo federal para justificar sua proposta.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, o déficit
do sistema cresceu no primeiro semestre 10,7% sobre o mesmo período
de 2008. "De janeiro a junho, as despesas chegaram a R$ 103,24 bilhões,
o que levou a um rombo de R$ 21,27 bilhões", ressaltou.
Em evento na manhã
de terça-feira, em São Bernardo do Campo (SP), o presidente
Lula reforçou que os recursos do pré-sal serão destinados
a um fundo que irá financiar três áreas: educação,
ciência e tecnologia e combate à pobreza. "Podemos acrescentar
a essas causas o déficit da Previdência", sugeriu.
Paulinho teve pela manhã
uma conversa com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie.
Por meio da apresentação de documentos sobre a história
do movimento sindical no Brasil, o presidente da Força defendeu
o arquivamento pelo STF de Ação Direta de Inconstitucionalidade
(Adin), ajuizada pelo DEM, questionando a Lei nº 11.648, de 2008,
que reconheceu formalmente as centrais sindicais e autorizou o repasse
de 10% do valor da contribuição sindical a essas organizações.
Até o momento, três
ministros votaram a favor da suspensão do repasse às centrais
e dois foram contrários. O julgamento foi interrompido por um pedido
de vista do ministro Eros Grau. A previsão é de que o Supremo
resolva a questão em setembro. (GUSTAVO URIBE - Agência Estado)
Prazo
para requerer pensão por morte
O prazo máximo para
que a pensão por morte seja requerida junto à Previdência
Social poderá ser ampliado de 30 para 90 dias. Proposta com esse
objetivo foi aprovada ontem pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ).O texto do projeto original (PLS 466/03),
apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), propunha a retirada desse
prazo limite, estabelecendo que pensão por morte fosse devida a
partir do óbito do segurado. O relator da matéria, senador
Flexa Ribeiro (PSDB-PA), havia concordado inicialmente com essa proposta,
mas optou ao final pelo texto alternativo apresentado pelo senador Valdir
Raupp (PMDB-RO) estabelecendo o limite de 90 dias.
Desde 10 de dezembro de
1997, em razão de modificação na lei que dispõe
sobre os planos de benefícios da Previdência, esse direito
só é contado a partir do óbito quando o benefício
for requerido até 30 dias desde a data do falecimento. Se esse tempo
for ultrapassado, passa a valer a data do requerimento formal do benefício.
Fraudes
Em sua proposta alternativa,
Raupp argumentou que essa alteração na legislação
visou evitar fraudes que ocorriam quando do registro do óbito, principalmente
do trabalhador rural.
Ele justificou que era comum
pessoas declararem, no cartório, que o óbito ocorreu há
muito tempo, às vezes em períodos superiores a um ano, com
o intuito de receberem pensão retroativamente. Segundo o senador,
a denúncia foi enviada por integrante da magistratura do Maranhão,
que narrou a "indústria do atestado de óbito com data do
falecimento do aposentado rural fraudulenta".
Injustiça
Já o senador Paim,
na justificativa de sua proposta, afirma que o retorno à regra mais
antiga viria "corrigir uma grande injustiça". Como observa o parlamentar,
a família do segurado falecido, ainda abalada com esse fato, muitas
vezes deixa de encaminhar dentro dos 30 dias a documentação
necessária para a concessão da pensão. Assim, os dependentes
acabam perdendo o direito de receber o benefício entre a data do
óbito e a do efetivo requerimento.
Conforme o senador, ainda
há eventuais problemas com a burocracia do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS). Não raro, como observou, esse órgão
da Previdência, que responde pela concessão do benefício,
exige da família uma série de documentos que nem sempre podem
ser providenciados no prazo de trinta dias. Segundo ele, a regra também
penaliza pessoas humildes ou com pouca instrução, residentes
em lugares distantes do interior, que enfrentam dificuldades para se locomover
até o posto do INSS da cidade mais próxima para requerer
o benefício.
O texto aprovado na CCJ
será examinado ainda pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
em decisão terminativa. (Denise Costa e Gorette
Brandão - Agência Senado)
Consignado
vai quase todo para servidores
O crédito consignado,
que é a operação mais barata do mercado, está
dominado por funcionários públicos e aposentados e pensionistas
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). São eles que mais
têm acesso a esse tipo de operação. Do total de R$
94,609 bilhões de financiamentos concedidos, os trabalhadores do
setor público e os aposentados são responsáveis por
R$ 81,951 bilhões, ficando os trabalhadores da iniciativa privada
com apenas R$ 12,658 bilhões.
A taxa de juros desse tipo
de operação, que oferece pouco risco para os bancos porque
o desconto do valor da prestação do financiamento é
feito diretamente no contracheque do cliente, até subiu um pouquinho,
de 27,9% ao ano, em junho, para 28% ao ano em julho. Mesmo assim, é
a melhor taxa para quem precisa de dinheiro extra para chegar até
o fim do mês ou para pagar as contas.
No ano, o volume de crédito
consignado já acumula um crescimento de 19,9%, chegando a 28% em
12 meses. É um percentual até mais alto do que o crédito
pessoal, cujo crescimento em 12 meses está em 24,4%. O volume total
do crédito pessoal alcança R$ 164,869 bilhões. O crédito
consignado representa 57,4% do crédito pessoal, que tem a taxa mais
elevada, 44,8% ao ano. No mesmo patamar de juros do crédito consignado,
só existe o financiamento para veículos que oferece de garantia
ao credor o próprio bem. No financiamento de veículos, a
taxa de juros está em 26,9% ao ano. (Vânia Cristino
- Jornal do Commercio Brasil)
Servidor:
Aposentadoria por invalidez permanente
Presidente da ANFIP defende
direitos para aposentadoria por invalidez permanente durante audiência
pública
Ao participar hoje ontem
de audiência pública da Comissão Especial destinada
a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) n° 270-A/2008, na Câmara dos Deputados, o presidente da
ANFIP, Jorge Cezar Costa, defendeu a aprovação da proposta,
que garantirá ao servidor que se aposentar por invalidez permanente
o direito dos proventos integrais com paridade. Também participaram
da reunião os deputados Osvaldo Reis (PMDB/TO), presidente da Comissão,
e Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), relator da proposta.
Ao iniciar sua fala, Jorge
Cezar destacou que, das seis emendas apresentadas à proposta, cinco
foram sugeridas pela ANFIP e acolhidas pelos deputados Alice Portugal (PCdoB/BA)
e Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), visando ao aperfeiçoamento da matéria.
O presidente da entidade
fez um breve histórico das reformas previdenciárias de 1998
e 2003 que, segundo lembrou, suprimiram direitos duramente conquistados
pelos servidores públicos, como a quebra da paridade e da integralidade
e o estabelecimento da contribuição previdenciária
para as aposentadorias e pensões.
No entanto, ele acrescentou
que essas reformas foram ainda mais crueis para as aposentadorias por invalidez,
pois além da quebra da paridade, estabeleceram a proporcionalidade
e a contribuição previdenciária.
“As aposentadorias por idade
e por tempo de contribuição constituem um ato de vontade
do servidor. Já a aposentadoria por invalidez permanente não
é opcional, é uma contingência imposta pela vida, é
compulsória”, frisou Jorge Cezar.
Segundo destacou o presidente,
a PEC 270 é uma grande oportunidade para corrigir essa grave distorção,
garantindo justiça aos servidores que tiveram a infelicidade de
serem acometidos por moléstia ou por incapacidade por acidente.
Na oportunidade, Jorge Cezar também defendeu o mesmo tratamento
aos detentores de pensões, lembrando da chacina de Unaí ocorrida
em 2004, quando servidores públicos do Ministério do Trabalho,
no exercício regular de suas funções, foram assassinados,
deixando pensões mitigadas a seus dependentes. “Certamente, essas
pensões poderão gerar situação de necessidade
para seus dependentes”, afirmou o presidente.
A importância da aprovação
da PEC 270 foi defendida por unanimidade pelos representantes das demais
entidades que também participaram da audiência. (Anfip)

SulAmérica
espera novas fusões
A associação
entre a Porto Seguro e o grupo Itaú Unibanco deve acelerar o processo
de fusões e aquisições no mercado de seguros, na avaliação
de Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica, maior seguradora
independente do país, com R$ 7,7 bilhões de faturamento em
prêmios no ano passado. "Os bancos estão procurando se associar
para esta atividade e a negociação da Porto Seguro abre uma
oportunidade para a SulAmérica, que já tem acordos com grandes
instituições financeiras", disse Larragoiti. A empresa mantem
parceria com o Banco do Brasil desde 1989 e tem entre seus acionistas,
desde 2001, o grupo holandês ING.
Na avaliação
da empresa, que conta com 1,7 milhão de segurados na área
de saúde e 2 milhões de apólices na área de
automóveis, o mercado segurador no Brasil deverá seguir uma
tendência internacional de concentração e os bancos
deverão crescer sua participação como canal de distribuição
de seguros. No caso da SulAmérica, a venda de contratos em bancos
representa atualmente apenas 19%, ante 81% de receita vinda de corretores
independentes.
No Brasil, os maiores movimentos
de fusão e aquisição devem ocorrer na área
de saúde. Existem atualmente 1,8 mil operadores para os 41 milhões
clientes de saúde privada no País. "Acreditamos que as medidas
qualificadoras da Agência Nacional de Saúde provocarão
uma aglutinação, em que os grandes grupos do setor incorporarão
menores. A SulAmérica se vê como uma consolidadora e está
aberta a participar de aquisições e fusões com os
outros atores do mercado", afirmou o diretor de relações
com investidores da empresa, Arthur Farme D'Amoed Neto.
Larragoiti e D'Amoed Neto
participaram na noite de anteontem de um encontro com investidores em Belo
Horizonte, promovido pela gestora de investimentos DLM, que está
ampliando suas aplicações na Sul América. Desde 2007,
46% do capital da SulAmérica é negociado em bolsa. Segundo
Larragoiti, o retraimento do mercado internacional aumentou o interesse
de investidores brasileiros pelos papéis da empresa. "Na abertura
de capital o Brasil representava a origem de 20% do negociado, e atualmente
já é 50%", disse.
Segundo Larragoiti e D'Amoed
Neto, a SulAmérica deve ter este ano uma expansão mais vigorosa
do que a previsão de crescimento de 5% em 2009 feita pela Superintendência
de Seguros Privados (Susep). "A indústria de seguros tem características
anticíclicas e se aquece em momentos de crise", disse D'Amoed Neto.
A SulAmérica faturou em R$ 4,1 bilhões em prêmios no
primeiro semestre do ano, uma alta de 12,8% em relação ao
mesmo período no ano passado. O lucro líquido da empresa
foi de R$ 188,4 milhões no semestre, ou 9,5% a mais. Mais de metade
do faturamento vem do segmento de saúde. A área responde
por 51% dos prêmios, ante 30% do setor de automóveis.
Se o setor de saúde
deve passar por uma fase de concentração, no segmento de
automóveis aguarda-se por um crescimento na base física de
apólices. "Apenas 30% dos carros novos são segurados, existindo
um grande espaço para o crescimento deste vetor", comentou D'Amoed
Neto. (Cesar Felício - Valor Online)
CMN:
Certificação de auditores independentes é alterada
Uma resolução
aprovada nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN) aprimora os critérios de certificação de auditores
independentes de instituições financeiras. As mudanças
são decorrentes do compromisso do Banco Central com a convergência
às melhores práticas internacionais de contabilidade e auditoria.
Com esta nova regulamentação
a cada cinco anos deve ser obrigatório a renovação
do exame de qualificação técnica para os integrantes
da equipe de auditoria com cargos gerenciais, fica substituída pelo
cumprimento de dois requisitos: a participação em programa
de educação continuada com carga horária mínima
recomendada pelas melhores práticas internacionais e exercício
de auditoria independente em instituições integrantes do
Sistema Financeiro.
Com carga mínima
de 120 horas, os programas de educação continuada devem ter
pelo menos 20 horas anuais, concomitantemente ao exercício de auditoria
independente no sistema financeiro. Caso não seja cumprido no triênio
de acordo com o estabelecido na resolução, o auditor deverá
se submeter a novo exame para continuar prestando o serviço.
O programa educacional estará
focado nas operações realizadas no âmbito do sistema
financeiro ou atividades específicas relativas à auditoria.
(Executivos Financeiros)
EUA:
Passada a tempestade, o que pode ocorrer
A última palavra
do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é que agora,
ou logo mais, a economia dos Estados Unidos para de desacelerar e começa
a se estabilizar.
O que significa isso? Não
significa nada sobre com que rapidez os Estados Unidos voltarão
aos níveis de 2008, onde estavam antes da recessão.
Com efeito, o próprio
Fed e especialistas em previsões econômicas temem que essa
aguardada recuperação poderá ser tão frágil
que não ajudará muito na redução do desemprego.
E pode indicar também
que as despesas de consumo e investimento privado continuarão anêmicas.
Isso sugere também
que, em nível global, poderá não haver uma repetição
de uma antiga história em que a locomotiva americana vinha em socorro
das economias deprimidas.
Antes, quando os Estados
Unidos eram responsáveis por quase a metade da produção
global total, era conveniente nos concentrarmos no papel dos EUA em relação
ao resto do mundo. Mas isso é coisa do passado.
A União Europeia
tem uma fração equivalente à dos Estados Unidos de
participação na produção global. E, obviamente,
China e Índia são novas potências econômicas
que têm de ser consideradas.
A China já tem um
Produto Interno Bruto (PIB) por paridade do poder de compra que supera
o do Japão. Enquanto a China continuar crescendo o dobro em relação
à taxa porcentual de expansão geral, em breve o PIB total
chinês estará em paridade com o dos Estados Unidos.
Quando isso ocorrer, o padrão
de vida per capita da China ainda será de apenas um quarto em relação
ao dos Estados Unidos e um terço do nível de bem-estar per
capita do Japão.
Essa impossibilidade de
se fazer previsões exatas na história econômica é
que fascina tanto estudiosos de macroeconomia como eu. Eis aqui um exemplo
dramático: o desempenho tanto da Alemanha como da França,
durante essa crise, foi bem melhor do que o verificado no resto da União
Europeia.
Quem esperaria isso de duas
sociedades cuja mão de obra trabalha tão poucos dias por
semana e que precisam se compor com poderosas centrais sindicais?
E quando um desempenho econômico
relativamente bom é visto na Alemanha e na Franca, uma pressão
de alta se exerce sobre o euro, o que, infelizmente, prejudica a Itália,
Espanha e países bálticos.
Poderíamos achar
que as locomotivas alemã e francesa impulsionariam o restante da
União Europeia. Mas os estatísticos nos dizem que foi a redução
das importações alemãs e francesas que pôs fim
à recessão naqueles países. De fato, a econometria
é uma arte complexa.
Imaginemos como 2010 e 2011
podem ser, no plano global e nos Estados Unidos. Em primeiro lugar, talvez
as recuperações, tanto aqui como no exterior, sejam vigorosas,
como costumam ser, e particularmente no fim da estagflação
dos anos 1970.
Um resultado desse tipo
justificaria os gastos feitos com programas de estímulo da parte
de bancos centrais e departamentos de Tesouro, contrariamente ao antigo
conselho de "não interferir" do presidente Herbert Hoover, no período
de 1929-1933, e que foi retomado recentemente por especialistas libertários
como o falecido Milton Friedman.
Sim, a velha independência
do banco central, que foi defendida pelo presidente do Fed, Ben Bernanke,
antes do colapso global da economia, tem sido permanentemente enfraquecida
pelos necessários planos de socorro econômico executados recentemente.
Os tempos mudam e, por força
das circunstâncias, temos de mudar também.
Mas vamos evocar agora para
a possibilidade de uma situação em que a crise se torna crônica.
Um bom exemplo é a Década Perdida do Japão, depois
que as bolhas dos seus mercados de ações e imobiliário
de 1990 explodiram simultaneamente.
A equipe econômica
do presidente dos Estados Unidos Barack Obama não poderia tolerar
um cenário sombrio como esse. Mais uma vez foi preciso recorrer
a novos fundos de socorro financeiro.
Atos de desespero como esses
estão livres de futuras pressões inflacionárias? Claro
que não. Em algum momento, os preços da energia sofrerão
uma alta vertiginosa. No período 2010-2015, China e outros detentores
de ativos em dólar reciclados perderão a confiança
no dólar como moeda de reserva.
China, Japão e outros
países poderiam ser levados a abandonar as letras do Tesouro Americano
de juros mais baixos em favor de portfólios globais diversificados.
O que provocaria uma depreciação forte do dólar. Os
índices de preços ao produtor e consumidor nos Estados Unidos
subiriam com essa corrida contra o dólar.
Qual deve ser o veredicto
final de um júri formado de eleitores e autoridades de governo?
O realismo me obriga a dizer
que os resultados são incertos. Agora, como sempre, teremos de fazer
opções. Como um cidadão patriótico, estou grato
pelo dado de que os trágicos erros de 1929-1933 foram evitados neste
período terrível de grande infortúnio.
(Paul Samuelson - O Estado de S.Paulo)
Mantega:
Grau de investimento da Moody´s em setembro
O Ministro da Fazenda, Guido
Mantega, assegurou, há pouco, que a agência de classificação
de risco Moody's concederá grau de investimento ao Brasil em setembro.
Confirmando-se, será a última das grandes agências
a dar tal classificação ao País. Na avaliação
do ministro, o fato de a agência só elevar a classificação
do Brasil agora representa algo positivo para as finanças brasileiras.
"Eles só deixaram para conceder o grau de investimento ao Brasil
depois da crise, o que significa que o país passou na prova da confiança
dos investidores internacionais", afirmou o ministro. A Standard and Poor's
foi a primeira agência a elevar a classificação do
Brasil, em abril do ano passado. Semanas mais tarde, a Fitch também
concedeu grau de investimento ao país, o que significa uma garantia
de que não haverá calote na dívida pública.
(Fenaseg)
Governo
acredita em grau de investimento da Moody's
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, afirmou nesta quarta-feira que a agência de risco Moody''''''''s
deve conceder grau de investimento ao Brasil no próximo mês.
"A Moody''''s nos dá sinais de que vai nos promover a investment
grade”, disse o ministro a jornalistas ao chegar ao ministério em
Brasília.
Standard & Poor''''s
e Fitch, outras duas principais agência de classificação,
avaliaram o Brasil como grau de investimento, nota concedida a economias
consideradas mais seguras para investimentos. A classificação
abre a possibilidade de o país receber investimentos de fundos estrangeiros
que são formalmente proibidos de aplicar recursos em países
abaixo do grau de investimento.
Na Moody''''s, o Brasil
é classificado como Ba1, um nível abaixo do grau de investimento.
Em julho, a agência anunciou ter colocado a nota soberana do país
em perspectiva positiva.
"É bom que aconteça
logo depois da crise, porque eles (Moody''''s) tiveram a oportunidade de
ver o Brasil posto à prova", afirmou o ministro a jornalistas.
A Moody''''s informou por
meio de sua assessoria de imprensa que seu conselho deve se reunir até
o final de setembro para deliberar sobre o assunto. (Reuters/Executivos
Financeiros)
Moody's
já prepara alta da nota do País
Agência de classificação
de risco será 3.ª a conceder grau de investimento, o que deve
ocorrer em setembro
O governo espera para os
próximos dias a concessão de grau de investimento pela agência
de classificação de risco Moody's. A expectativa da melhora
da nota alimentou rumores de que o Brasil voltará ao mercado internacional
com nova captação de recursos por meio de títulos
da dívida externa.
A Moody's está revisando
as contas do governo brasileiro e já deu sinais de que vai conceder
o grau de investimento. É a única das três grandes
agências que ainda não elevou a nota do Brasil, já
que a Standard & Poor's e a Fitch deram o grau de investimento ao País
no ano passado, antes do agravamento da crise mundial.
O vice-presidente da Moody's
e principal analista do Brasil da agência de rating, Mauro Leos,
disse à Agência Estado que "todos os dados relativos ao nível
de atividade do Brasil (divulgados desde julho) confirmam os sentimentos
positivos" que levaram a empresa a iniciar um processo de revisão
do rating do País para possível investment grade. "As evidências
econômicas de hoje reforçam a mensagem de que a recuperação
da economia está ocorrendo antes do esperado e possivelmente de
forma mais forte."
Um dia depois de se reunir
com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em Nova York, Mauro
Leos afirmou que a reunião do Comitê de Rating da Moody?s,
que pode conceder upgrade ao Brasil, deve ocorrer em "alguma data em setembro".
Na agência, o humor dos analistas em relação ao País
está favorável para o upgrade da nota Ba1 para Baa3, o primeiro
grau de investment grade para a dívida externa em reais e em moeda
estrangeira.
Na opinião do ministro
da Fazenda, Guido Mantega, a decisão da Moody's virá num
momento adequado, após o Brasil ter passado bem pela prova da crise
financeira internacional.
Leos destacou que os mercados
financeiros doméstico e internacional "estão mostrando claramente
uma avaliação muito positiva" sobre o desempenho do Brasil
em relação a outros países ante os efeitos da crise
global. Ele destacou que, desde 6 de julho, quando a Moody's colocou em
revisão as notas do País, todas as estatísticas relativas
ao nível de atividade, entre elas produção industrial,
vendas no varejo e desemprego, indicam que a economia mostrou "resiliência
a choques".
Em julho, a taxa de desocupação
medida pelo IBGE atingiu 8%, marca inferior à mediana de 8,35% apurada
pelo AE-Projeções entre especialistas. Além disso,
os investimentos diretos estrangeiros acumularam no mês passado US$
39,05 bilhões em 12 meses, ou 2,94% do PIB. O Ibovespa atingiu na
segunda-feira 57.775 pontos, o maior nível desde 31 de julho do
ano passado. As reservas internacionais estão em US$ 214,85 bilhões,
cerca de US$ 10 bilhões acima do nível de agosto de 2008,
um mês antes do agravamento da crise global.
Sobre a reunião com
Meirelles em Nova York, Leos afirmou que rotineiramente a Moody's conversa
com autoridades dos países cujos ratings são avaliados, pois
isso ajuda muito a entender o pensamento estratégico dos formuladores
das políticas. "O encontro com Meirelles adicionou importantes elementos
para uma análise abrangente sobre as perspectivas atuais e futuras
do Brasil relativas a crédito." (ADRIANA FERNANDES,
CÉLIA FROUFE, RICARDO LEOPOLDO - O Estado de S.Paulo)
Bovespa sobe
0,6%
Capital externo mantém
compra de ações brasileiras
A Bovespa recuperou-se ontem
da baixa de terça-feira, ao encerrar com valorização
de 0,60%. Mas o fraco desempenho do mercado internacional não favoreceu
muito a Bolsa, que registrou movimentação menor que a média
do mês.
Mesmo tendo se alternado
repetidas vezes entre os terrenos positivo e o negativo, a Bovespa não
experimentou momentos mais intensos: na máxima do dia, subiu 0,64%;
na mínima, recuou 0,55%.
O resultado final em Wall
Street foi ainda mais morno. O índice Dow Jones fechou com tímida
alta de 0,04%. A divulgação do aumento nas vendas de casas
novas nos EUA em julho não animou os investidores.
O giro financeiro registrado
na Bovespa ontem ficou em R$ 4,94 bilhões. A média diária
do mês é de R$ 5,37 bilhões.
"É importante que
o estrangeiro tenha mantido o interesse pelas ações brasileiras.
Mas precisamos ver uma melhora no volume negociado para ajudar a Bolsa
de Valores a ganhar novo fôlego", afirma Luiz Roberto Monteiro, assessor
para investimentos da corretora Souza Barros. "O mercado já subiu
demais. É normal que tenhamos essa parada que vimos nos últimos
pregões."
O saldo das operações
com capital externo no mês registra resultado positivo de R$ 1,75
bilhão. Isso significa que o estrangeiro mais tem comprado que vendido
ações brasileiras. Em julho, o balanço ficou positivo
em R$ 2,2 bilhões.
Enquanto as companhias ligadas
a commodities decepcionaram, os papéis dos setores bancário
e de construção civil deram sustento ao Ibovespa.
Em sintonia com nova baixa
do petróleo, que recuou 0,86%, para US$ 71,43, as ações
PN da Petrobras perderam 0,18%.
No segmento de siderurgia
e mineração, Usiminas PNA recuou 1,24%; CSN ON, 0,43%.
O governo chinês informou
que trabalha com a possibilidade de reduzir o excedente de capacidade das
indústrias, o que levaria a uma queda na demanda pelas commodities.
Já a ação
do Itaú Unibanco se manteve firme e registrou alta de 2,17%. O maior
banco privado do país anunciou na segunda uma associação
com a Porto Seguro. Na semana, o papel Itaú Unibanco PN subiu 3,78%.
O papel Bradesco PN subiu
1,64% ontem; e BB ON, 1,46%.
Apesar de ter peso menos
significativo no Ibovespa -índice que reúne as 64 ações
mais negociadas-, as construtoras ajudaram a Bolsa a fechar em alta. A
ação Gafisa ON saltou 6,18%, e Rossi Residencial ON terminou
com alta de 4,79%.
O dólar fechou 0,22%
mais caro, cotado a R$ 1,861. (FABRICIO VIEIRA - Folha de S.Paulo)
Anapar:
Módulo Básico - Brasília
Nos dias 29 e 30 de outubro,
acontece em Brasília (DF) o curso Módulo Básico em
Previdência Complementar.
O curso terá duração
de 16 horas-aula. O público-alvo são os militantes e dirigentes
de entidades de classe, trabalhadores de fundos de pensão, dirigentes
de fundos de pensão e participantes que tenham interesse pelo tema.
Módulo Básico
O curso apresenta o conceito
de formação do custo previdenciário, as formas de
financiamento aplicadas no ambiente previdenciário e as modelagens
clássicas de estruturação de um plano previdenciário,
além dos conceitos de reserva matemática, equilíbrio
de um plano de previdência e a caracterização de um
déficit ou superávit atuarial. Apresenta a atual estrutura
da previdência no Brasil com destaque para as EFPC.
Serviço
Local: Eletronorte – SCN
Qd. 6 Conjunto A Bloco C – Entrada Norte 2 – 2º andar – Centro de
Treinamento Bem-te-vi sala Juriti - Asa Norte - Brasília - DF.
Data: 29 e 30 de agosto
de 2009
Horário: 09h às
18h
Inscrições:
no site www.anapar.com.br, o pagamento será via boleto bancário
emitido no ato da inscrição.
Taxa de inscrição:
R$ 360,00 (valor por participante)
Informações:
(61) 3326-3086 / 3326-3087 – e-mail rosana@anapar.com.br (Anapar/AssPreviSite)
'Controles
internos, auditoria e gestão de riscos' em SP
Estão abertas as
inscrições (R$250 por pessoa) para o seminário "Controles
internos, auditoria e gestão de riscos". O evento, uma realização
conjunta da CNSeg e da Escola Nacional de Seguros, ocorrerá no próximo
dia 24 de setembro, no Hotel Caesar Business, Vila Olímpia, em São
Paulo, e tem como tema pricipal debater a área de controles internos
em tempos de mudança. As inscrições devem ser feitas
pelo site www.funenseg.org.br. (Fenaseg)
Securitários:
Mais desemprego no setor
A constatação
foi feita por funcionários do Sindicato dos Securitários
do Rio de Janeiro. Cresceu bastante a fila de profissionais que procuram
a entidade para a homologação da sua dispensa do trabalho.
Para especilialistas, mais do que consequência da crise, esse movimento
já é efeito da necessidade de as seguradoras cortarem os
seus custos, diante do aumento das despesas e da redução
dos ganhos apurados com as aplicações no mercado financeiro.
(SegurosInf)