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Previdência - Clipping de Notícias - 19.07.2012
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O Dia da Previdência - Nossa Leitura

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A pressão dos salários em alta nos planos BD
Matéria da revista Investidor Institucional comenta o fato de que os aumentos reais batem recordes nos últimos dois anos e exercem impacto sobre os planos de previdência complementar, principalmente os da modalidade Benefício Definido
Aumentos reais batem recordes nos últimos dois anos e exercem impacto sobre os planos de previdência complementar, principalmente os da modalidade de Benefício Definido.
Enquanto os sindicatos comemoram os resultados das negociações salariais com os empregadores obtidos nos últimos anos, com destaque para 2010 e 2011, os fundos de pensão fazem as contas para avaliar o impacto dos aumentos reais sobre os planos de benefícios. Os efeitos dos aumentos acima da inflação são bastante diferentes dependendo da modalidade de plano e trazem maior preocupação quando são do tipo de Benefício Definido (BD), devido ao risco de déficit. Porém, mesmo as outras modalidades de planos também sofrem alguma influência, tanto para patrocinadoras quanto para participantes.
Os planos BD de fundações como a Funcef, da Caixa Econômica Federal, e o Serpros, do Serviço Federal de Processamento de Dados, são exemplos de como os aumentos reais de salários podem gerar desequilíbrios atuariais. O Serpros enfrenta atualmente um termo de ajuste de conduta (TAC) para solucionar um enorme déficit de seu plano de benefício. Entre outros fatores, o aumento real dos salários e benefícios contribuiu para que o déficit fosse crescendo nos últimos anos. Já a Funcef vem verificando a redução do superávit do plano BD e, pela primeira vez, enfrenta o risco de fechar o balanço anual no vermelho.
Os aumentos reais acima da inflação são uma tendência que começou a se delinear no final de 2003. Foi a partir das negociações de 2004 que a maioria dos sindicatos passou a obter ganhos reais nas negociações para os dissídios das categorias. Naquele ano, 55% das unidades sindicais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) conseguiram índices para o dissídio acima da inflação. Nos anos anteriores, menos da metade dos sindicatos pesquisados tinha obtido resultado semelhante. “Houve uma inversão da tendência verificada entre 1996 e 2003, quando metade ou menos do número de sindicatos conseguia aumentos reais”, comenta José Silvestre Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese.
RECORDE – A proporção de aumentos reais foi crescendo nos anos posteriores, até atingir o pico em 2010, o melhor ano da série iniciada em 1996. “Verificamos uma tendência contínua desde 2004 de maior número de conquistas de aumentos reais, até atingir o auge em 2010”, diz Silvestre. O especialista explica que mesmo com a crise financeira mundial em 2008 e 2009 não houve uma inversão da tendência.
Foi em 2010, quando a economia brasileira bateu recorde de crescimento, com avanço de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que as negociações foram mais vantajosas para os sindicatos. Naquele ano, 88% das unidades pesquisadas pelo Dieese conseguiram dissídios acima da inflação e apenas 4,3% ficaram abaixo do INPC. “Não só a quantidade de sindicatos foi recorde, mas também a amplitude dos reajustes foi mais favorável em 2010”, afirma Silvestre. E mesmo com um crescimento mais modesto da economia em 2011, os aumentos seguiram beneficiando os trabalhadores no ano passado, quando 87% das 702 unidades que entram na pesquisa ficaram com dissídios acima do INPC.
“Os ganhos no ano passado foram um pouco menores que em 2010, mas a ampla maioria continuou acima dos índices de preços”, comenta o coordenador do Dieese. Em 2010, cerca de um terço dos sindicatos (32,5%) obteve ganhos reais acima de 2%, enquanto no ano seguinte, 24,5% alcançaram esse patamar. Os bancários, por exemplo, conseguiram aumento real de 3% acima do INPC em 2010 e de 1,5% no ano seguinte. Já os metalúrgicos conquistaram 5% além da inflação em uma negociação que envolveu os dois anos em conjunto.
RISCO DE DÉFICIT – As pesquisas salariais apontam que os aumentos reais devem continuar em 2012. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o salário médio do brasileiro atingiu maior nível no primeiro trimestre do ano (R$ 1.728) desde o início da série em 2002. Afinal, como esses sucessivos aumentos estão afetando o passivo atuarial dos fundos de pensão? A resposta não é simples, pois depende da análise do tipo de plano e da forma de cálculo atuarial. “O crescimento real de salários pode gerar maior impacto sobre os antigos planos de Benefício Definido”, diz Waldner Conde, consultor atuarial da Towers Watson.
Já para os planos de Contribuição Variável (CV), o impacto é bem menor, pois afeta apenas o cálculo dos benefícios de risco, que mantêm a modalidade BD. Para os planos CV, o benefício da aposentadoria é calculado na forma de contribuição definida, por isso, não apresenta risco de déficit atuarial. Isso vale também para os planos de Contribuição Definida puros, que não apresentam nenhum risco de déficit, nem para os benefícios de risco por morte e invalidez.
“Os aumentos de salários têm um impacto pequeno sobre o conjunto do sistema, pois atualmente há poucos planos do tipo BD. Estes planos estão em extinção e grande parte foi saldada. Alguns ainda contam com participantes ativos, mas a idade média, em geral, é mais avançada”, comenta Conde. Com a média de idade mais alta, a tendência é que o crescimento dos salários seja menor, com menor incidência de promoções e mudanças de cargo.
“O fato que mais preocupa na atualidade é a redução das taxas de juros da economia, que pressiona a rentabilidade contra as metas atuariais”, diz o consultor da Towers Watson. Mas em todo caso, com os cortes nos juros, os superávits tendem a diminuir, e ainda mais, podem sofrer com fatores como o aumento da longevidade e o próprio crescimento salarial dos participantes da ativa. Os aumentos fazem com que o benefício também cresça até o momento da aposentadoria. Com o benefício maior, a complementação da aposentadoria além da cobertura do INSS fica a cargo do fundo de pensão. Isso faz com que possam aparecer déficits nos planos BD.
Para os planos CD, a questão da evolução salarial não traz riscos de desequilíbrio atuarial, porém os participantes precisam ficar atentos com o nível de contribuição e a projeção do benefício futuro. “O risco dos planos do tipo CD é o da desilusão com o valor do benefício após a aposentadoria”, aponta Conde. Para que a complementação da aposentadoria seja satisfatória, além do desempenho dos investimentos do fundo de pensão, é necessário que o participante não deixe que os aportes para o plano fiquem defasados em relação ao crescimento de seu salário.
FUNCEF – O plano BD da Funcef acumula patrimônio de cerca de R$43,35 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) de dezembro de 2011. É um plano que representa a maior parte do patrimônio total da fundação, avaliado em R$ 47,64 bilhões. Outros dois planos do tipo CV representam cerca de R$ 4,29 bilhões. O risco de déficit existe, porém, para um pequeno conjunto de participantes que não quiseram participar do saldamento do plano BD em 2006. É um grupo de 6,1 mil participantes que permaneceram no plano de Benefício Definido, com recursos da ordem de R$ 4 bilhões.
“Cerca de 90% do plano BD não apresenta risco, pois foi totalmente saldado. Mas ficou um pequeno grupo, cujo superávit do plano vem se reduzindo nos últimos anos”, atesta Geraldo Aparecido da Silva, secretário geral da Funcef. O superávit já chegou a atingir cerca de R$ 200 milhões, mas atualmente está na casa dos R$ 30 milhões. Um dos fatores que ajudou a consumir parte do superávit foram os aumentos reais de salários nos últimos anos.
A categoria dos bancários, que tem representação nacional, conseguiu 4,5% de aumento acima da inflação nos últimos dois anos (3% em 2010 e 1,5% em 2011). Desde 2007 os bancários têm obtido reajustes consistentes acima da inflação. “Já faz quatro ou cinco anos que os aumentos dos bancários ficam acima da inflação. Esse crescimento, junto com a redução dos juros da economia, tem contribuído para reduzir nosso superávit”, diz o secretário-geral. O dirigente alerta que 2012 é o primeiro ano em que o plano BD da Funcef pode fechar com déficit.
“Em um cenário mais pessimista, com um dissídio mais alto e um acirramento da crise financeira, poderíamos fechar com déficit pela primeira vez em 2012”, assume Aparecido. Apesar da previsão, ele acredita que será muito difícil que isso ocorra, e mesmo se acontecer, não será necessário equacionar o déficit de imediato. É que a regulamentação de previdência complementar diz que o equacionamento de déficit deve ser feito depois de três anos. A direção da Funcef também discute a possibilidade de redução da meta atuarial, que está fixada em 5,5% além da inflação. Porém, a redução também não está nos planos no curto prazo.
“Não acredito que tenhamos que reduzir a meta de imediato. O que precisamos fazer é avançar no planejamento e sempre melhorar o desempenho dos investimentos para superar a meta”, diz o secretário-geral. No médio e longo prazos, porém, o dirigente acredita que a meta precise de uma revisão caso se confirme a tendência de quedas nas taxas de juros básicas da economia.
Para os planos CV da Funcef, o risco de desequilíbrio é praticamente inexistente. É que os benefícios de risco por morte e invalidez são pouco utilizados pelo conjunto de participantes. Isso ocorre porque os bancários representam uma categoria com baixo índice de morte e invalidez. Já para os benefícios complementares, a preocupação é que os participantes sempre atualizem o valor da contribuição junto com os aumentos salariais. Além disso, algumas alternativas são cogitadas para melhorar os benefícios da aposentadoria. “Uma das opções para se aposentar com benefício maior é permanecer mais tempo na ativa. Essa é uma alternativa bastante viável para os funcionários da Caixa Econômica”, indica Aparecido.
Fonte: Revista Investidor Institucional, edição 238, junho 2012   (Metrus/AssPreviSite0

Funpresp: R$ 100 milhões para criação
Congresso Nacional aprova crédito de R$ 100 milhões para previdência do servidor público
O valor será o aporte inicial para a criação da Funpresp
O Congresso Nacional aprovou na terça-feira quatro projetos de lei que abrem créditos especiais para ministérios e órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. Todos receberam parecer favorável na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
O PLN 1/12 abre crédito de R$ 100 milhões em favor de órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público da União e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os recursos servirão como aportes iniciais da União para a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal de cada um dos três Poderes (Funpresp-Exe, Funpresp-Leg e Funpresp-Jud).
Também aprovado, o PLN 2/12 abre crédito especial de R$ 90 milhões para o Ministério da Integração Nacional.
O dinheiro servirá para a inclusão, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da construção da barragem de Serro Azul, em Pernambuco. Por sua vez, o PLN 4/12 abre crédito suplementar de R$ 1,355 bilhão no Orçamento Fiscal da União. Esse crédito aumentará o financiamento público às exportações e desburocratizará o acesso às linhas do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).
Já o PLN 16/12 abre crédito de R$ 93 milhões para os ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional. Os recursos servirão para financiar projetos do Plano Brasil sem Miséria, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre outros. (Jornal do Senado/MPS)

Faelce: Mudança na meta atuarial do Plano BD
Desde o dia 1º de junho, a meta atuarial do Plano BD da FAELCE reduziu de 5% para 4,5% ao ano somado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A meta é a rentabilidade mínima dos investimentos dos planos de previdência.
A nova meta foi estabelecida, no mês de maio, pelo Conselho Deliberativo da Fundação. A redução trará benefícios para a entidade e seus participantes ativos e assistidos. Um deles é a redução da taxa de empréstimos para o Plano de Benefícios Definidos (BD), que de 7% passa a ser de 4,5% ao ano. Todavia, os participantes que possuam operações contratadas em datas anteriores a junho de 2012 continuam com taxa de juros de INPC + 7% ao ano.
Em entrevista para o Informativo FAELCE, o atuário da Fundação, Marcos Antônio, fala sobre as mudanças da meta atuarial da entidade, os benefícios e como a alteração influencia a vida dos participantes. Confira abaixo.
Informativo Faelce: O que significa "meta atuarial”?
Marcos Antônio: É a rentabilidade mínima necessária dos investimentos de um plano de previdência, para garantir o equilíbrio e cumprimento dos compromissos atuais e futuros com seus participantes e assistidos. A meta atuarial é composta pela taxa de juros fixa combinada ao índice de inflação, como, por exemplo, 4,5% ao ano + INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
IF: Qual a importância da "meta atuarial” para os planos de previdência?
MA: A meta é um instrumento de grande importância dentro do plano, pois a sua obtenção proporciona uma grande fonte de financiamento para sua viabilização, ou seja, as contribuições dos participantes e dos patrocinadores, adicionada da rentabilidade, são as principais fontes de custeio dos benefícios, quando um plano de benefício definido é desenhado.
IF: Como o estabelecimento da "meta atuarial” influencia na gestão dos planos de previdência e na vida das pessoas que aderem aos planos?
MA: Primeiramente, é importante esclarecer que estamos falando de planos de previdência fechada administrados por Fundos de Pensão, diferente dos planos comercializados por Bancos ou Seguradoras. Nos planos de entidades fechadas, a meta atuarial influencia diretamente no custeio do plano e nos valores das reservas matemáticas, isto é, quanto menor a meta (rentabilidade esperada) maior será o esforço contributivo que o participante e a patrocinadora terão que fazer. Porém, caso a Fundação obtenha rentabilidades superiores a meta estabelecida, o excedente irá constituir superávit que, após atingir determinado nível, poderá ser utilizado para reduzir contribuições e melhorar o nível dos benefícios, influenciando diretamente a vida dos participantes, pois sentirão o alívio financeiro no bolso.
"As contribuições dos participantes e da patrocinadora e a rentabilidade são as principais fontes de custeio dos planos".
IF: No último mês de maio, houve a aprovação da nova meta atuarial da Faelce. Explique como ficou estabelecida a meta, depois da mudança?
MA: Desde o início do Plano, até julho de 2007, a meta era de 6% ao ano + o INPC. No período de agosto de 2007 a maio de 2012, passou a ser de 5% ao ano + INPC. A partir do último mês de junho, a meta é 4,5% ao ano + INPC.
IF: Por que a Faelce realizou essa mudança?
MA: As mudanças foram realizadas em função da tendência de expectativas de retorno dos investimentos cada vez mais reduzida. Não é prudente adotar, nem tampouco tem fundamento legal, a utilização de uma expectativa de taxa de juros de 6% ao ano, enquanto o mercado não deixa qualquer dúvida quanto à inviabilidade desse retorno, daí a necessidade de alteração da meta atuarial.
IF: Quais os benefícios essas mudanças podem trazer para os participantes e assistidos da Faelce?
MA: As mudanças proporcionarão maior segurança ao plano de benefícios, pois estamos trabalhando com expectativas de investimentos reais, apresentando aos participantes e assistidos resultados consistentes com a realidade do mercado financeiro.  (Faelce/AssPreviSite)

Fundação Copel: Adiantamento de abono
Compartilhar esta matériaEm julho os aposentados e pensionistas receberão 35% do seu abono anual.
Trata-se de um adiantamento a ser creditado no dia 30 e que estará disponível no dia 31/07.
Mas atenção: o valor creditado é líquido, ou seja, nenhum desconto incide sobre ele. Desta forma, quando a outra parcela for paga, no final do ano, o benefício virá com os descontos previstos em lei.
Observações:
- o valor depositado é proporcional para os aposentados entre janeiro e junho de 2012;
- quem se aposentou no mês de 07/2012 não recebe adiantamento e
- serão descontados eventuais valores referentes a saldo negativo acumulado. (Fundação Copel/AssPreviSite)

Capef: Demonstrativo de pagamento disponível no site
Informamos  que já está disponível no site o demonstrativo de pagamento, referente ao mês de  julho de 2012.
Para  ter acesso, os Participantes deverão realizar o login na área restrita do site,  clicar no Menu "Demonstrativo" e, em seguida, "Folha de Benefícios".  (Capef/AssPreviSite)

Previ: Carim realiza 13ª convocação
Em 17/7, todos os 241 participantes habilitados que registraram sua manifestação até 16/7 foram convocados. Se você encontrou seu imóvel manifeste-se pelo Autoatendimento no site PREVI ou pela Central 0800-729-0505 e aguarde sua convocação!  (Previ/AssPreviSite)

Mendesprev: Esclarecimentos
“Com referência às notícias veiculadas em jornais e blogs, da pretensão da AGU – Advocacia Geral da União  de bloquear parcelas de precatórios cedidos   à Mendesprev  em pagamento de dívidas, a entidade tem a informar que a pretensão é descabida e intempestiva, na medida em que a cessão já foi homologada pela Justiça Federal, decisão contra a qual já não cabem mais recursos. O próprio Ministério Público Federal, chamado a opinar nos autos, através da Procuradoria Regional da República da Segunda Região, após análise aprofundada da questão, opinou  pelo improvimento do Agravo de Instrumento movido pela AGU, com a seguinte conclusão: “...A esta altura não é mais possível à União pretender compensar débito veiculado em Precatório já expedido e que se encontra em vias de ser liquidado”.
Assim, a Mendesprev aguarda e confia no posicionamento favorável da Justiça Federal, informando, ainda, que o eventual e temporário bloqueio do valor informado não traz qualquer prejuízo ou risco imediato ao plano, tendo em vista seu confortável fluxo de caixa”. (Diário dos Fundos de Pensão)

Campinas recebe evento da Fundação CESP
As palestras do Vida Investe, programa de educação financeira e previdenciária da Fundação CESP, acontecem neste sábado, dia 21 de julho.
Com objetivo de ajudar os participantes dos planos de previdência da Fundação CESP – maior fundo de pensão privado do país – a se prepararem para a próxima etapa da vida com segurança e tranquilidade, o programa Vida Investe promove no dia 21 de julho (sábado), o evento “Preparação para a aposentadoria”.
O evento foi criado no último ano, baseado em um estudo realizado pela Fundação CESP, que mostrou que nos cinco anos que antecedem a aposentadoria ainda é possível realizar investimentos que podem melhorar o benefício futuro e que esta é a fase ideal para começar a planejar a pós-aposentadoria. “Além de explicarmos as regras próprias dos planos da Fundação CESP e do INSS, tratamos de aspectos gerais importantes para que o público se prepare para os impactos financeiros e sociais da nova fase”, explica Marcia Locachevic, gerente da área de Comunicação & Marketing da entidade e que faz a gestão do programa Vida Investe, que leva educação em finanças e previdência para os beneficiários.
Para abranger os temas pertinentes ao público que está próximo da aposentadoria, serão realizadas palestras sobre as regras da previdência social e complementar, mudanças no orçamento após o término do período laboral, empreendedorismo e, principalmente, o que ainda é possível fazer para potencializar o benefício futuro, ministradas por profissionais especializados em finanças, previdência e comportamento.
O palestrante e consultor do programa Vida Investe, Davison Pereira, atua há 16 anos na área de previdência e destaca ainda que, mesmo que a aposentadoria já esteja próxima, é importante saber que é possível direcionar recursos que farão grande diferença na renda mensal para realizar os planos no futuro. “Se a pessoa não está satisfeita com a expectativa de renda que vai ter ao se aposentar, está na hora de rever o planejamento financeiro e a relação com o consumo no presente, para ter um benefício melhor e mais tranquilidade para aproveitar uma nova fase da vida – afinal, depois do período laboral, é a aposentadoria que poderá manter o poder aquisitivo por muitos anos”, ressalta Davison.
O evento, que também foi realizado em São Paulo, no dia 14 de julho, é voltado para participantes dos planos de previdência da Fundação CESP, com foco naqueles que estão a cinco anos ou menos de se aposentar, e as inscrições podem ser realizadas no site do Vida Investe [www.vidainveste.com.br]. Os participantes podem ainda levar um acompanhante e as vagas são limitadas.
“Preparação para aposentadoria”, dia 21 de Julho de 2012 (sábado), das 8h30 às 18h, no Hotel Mercure - Av. Aquidaban, 400 – Centro – Campinas-SP.
Palestras: 9h15 às 10h45: Palestra “Um novo tempo” |11h15 às 13h: Palestra “Prepare sua aposentadoria”|14h às 15h30: Palestra “Impactos financeiro antes e depois da aposentadoria” |15h30 às 17h30: Palestra “Está preparado para essa nova etapa?”   (Revista Fator)

GRI: Associadas da Abrapp vão sugerir temas
A ABRAPP enviou às associadas, assinada pelo Diretor Álvaro José Camassari de Gonzaga, circular convidando o quadro associativo a indicar  temas para que deles sejam extraídos os Indicadores do GRI (Global Reporting Initiative).
A ideia da Comissão Técnica Nacional de Sustentabilidade é produzir na sequência uma cartilha que trará esses Indicadores do GRI.
Na circular é dito que há muito comprometidos com as mais diferentes formas de defesa da sustentabilidade, a ABRAPP e suas associadas, há mais de uma década, ajudam a concretizar no Brasil iniciativas como o CDP (Carbon Disclosure Project), PRI (Princípios de Investimentos Responsáveis) e GRI (Global Reporting Initiative). Cada uma a seu modo enseja com sucesso a destinação dos investimentos às empresas social e economicamente responsáveis. A Cartilha que a CTNS irá elaborar está voltada para  esta  última.
A Cartilha trará os indicadores GRI (Global Reporting Initiative) mais relevantes para o perfil de nossas associadas, escolhidos dentro dos temas propostos, mediante pesquisa, por nossas associadas e outras partes conhecedoras da temática e de nosso sistema, como PREVIC, SPPC, BVM&FBOVESPA, IBGC, ANAPAR e FGV.
Para participar as associadas devem acessar o questionário no endereço eletrônico fornecido na circular, sendo que as respostas serão aguardadas até 31/07/2012.
A pesquisa foi formulada de modo a reduzir o tempo gasto com as respostas e, tal fato, acrescido do interesse que o tema sustentabilidade desperta e o muito que tem a contribuir para a imagem positiva de nosso sistema, permite prever uma ativa participação do quadro associativo. (Diário dos Fundos de Pensão)

Amprev recebe os primeiros resgates do Cruzeiro do Sul
A Amapá Previdência (Amprev) informou ontem que recebeu os primeiros resgates automáticos em regime de caixa dos Fundos do Banco Cruzeiro do Sul, com todas as garantias contratuais. São resgates automáticos programados periodicamente de um total aplicado de R$ 58.770.043,77.
Segundo o presidente da Amprev, Élcio Ferreira, os valores foram resgatados automaticamente e transferidos para a conta do Banco do Brasil e imediatamente aplicados no Fundo de Fluxo de Caixa, onde posteriormente serão reaplicados em outros fundos de investimentos ou novos fundos deliberados pelo Comitê de Investimentos da Amprev.
“Esse valor resgatado corresponde a 31,66% do recurso total aplicado nos FIDC’s do Banco Cruzeiro do Sul. Portanto, sem nenhum prejuízo à AMPREV”, explicou o presidente.
“Não existe nenhuma possibilidade de perdas ou prejuízos para a Amprev, pois, além de as aplicações serem definidas pelo Comitê de Investimentos, todos os institutos de previdência têm acompanhamento da Auditoria Fiscal do Ministério da Previdência e os balanços são auditados pela Fazenda Nacional”, disse o presidente.
Confira a tabela de valores resgatados:
Fundo CPP540: resgate em 03/07/2012 – R$ 4.128.840,37
Fundo CPP540: resgate em 10/07/2012 – R$ 639.893,38
Fundo Multicred: resgate em 11/07/2012 – R$ 13.839.265,37
Total resgatado: R$ 18.607.999,12   (Corrêa Neto)

Fundos: Petrobrás - Balanço do 2º tri no dia 3 de agosto
A Petrobras anunciou ontem a data de publicação de seus resultados operacionais do segundo trimestre de 2012.
Os números referentes ao desempenho da companhia no período serão reportados  no dia 3 de agosto, após o fechamento do mercado. Já no dia 06 de agosto, às 10h00 (horário de Brasília), a companhia realiza teleconferência para investidores e analistas.  A teleconferência será realizada em português com tradução simultânea para o idioma inglês.  (Nara Faria - InfoMoney)

Fundos: Produção de minério da Vale sobe 15%
Segundo a mineradora, produção de 80,5 milhões de toneladas foi recorde para o período
A produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre do ano atingiu 80,542 milhões de toneladas, uma recuperação de 15,1% em relação a janeiro e março deste ano, quando a produção da mineradora teve um impacto negativo pelo forte período de chuvas.
Ontem a Vale também divulgou em comunicado que a produção de abril a junho foi recorde para um segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, o volume de minério de ferro produzido ficou em 80,257 milhões de toneladas.
A companhia informou ainda que a produção de minério em Carajás alcançou 27,4 milhões de toneladas no segundo trimestre, aumento de 26% sobre o trimestre anterior e alta de 5,2% em relação a igual período de 2011.
No mesmo período, a produção de pelotas atingiu 14,256 milhões de toneladas, aumento de 12,3% ante o trimestre anterior. A de carvão subiu 5%, para 2,467 milhões de toneladas; a de níquel recuou 3,6%, para 61 mil toneladas; e a de cobre caiu 4,4%, para 70 mil toneladas, na mesma base comparativa. (Fernanda Guimarães - Agência Estado)

Fundos: Vale - Recorde de produção de minério no 2º tri
Após o fraco resultado do primeiro trimestre, empresa produz mais 15% entre abril e junho
Produções de carvão, de pelotas e de rocha fosfática também cresceram, mas as de níquel e cobre caíram
A Vale deixou para trás o fraco resultado do primeiro trimestre deste ano, prejudicado por fatores climáticos, e bateu recorde de produção de minério de ferro no segundo trimestre, atingindo 80,5 milhões de toneladas.
A marca representa mais 15,1% em relação ao trimestre anterior e alta de 0,4% ante igual trimestre de 2011. De acordo com a Vale, a produção de minério de ferro da mina de Carajás, no Pará, cresceu 26%, para 27,3 milhões de toneladas entre abril e junho.
No semestre, porém, a queda de produção foi de cerca de 0,8%, influenciada pelo mau desempenho do início do ano, totalizando 150,5 milhões de toneladas.
O primeiro semestre do ano foi marcado pela queda no preço do minério, que chegou a atingir média de US$ 148 por tonelada no mês de abril e fechou junho com valor médio de US$ 135 por tonelada.
O minério de ferro registrou na terça-feira seu menor valor desde novembro de 2008, cotado a US$ 129,40 por tonelada. Segundo Marco Laes, economista da LCA Consultores, a tendência é que a média fique entre US$ 130 e US$ 140 nos próximos meses.
"O que vai decidir [o preço] é a China, que representa metade da demanda mundial; o resto do mercado não terá surpresa", avalia.
NÚMEROS ESPERADOS
Os números da Vale vieram em linha com o esperado pelo mercado, que também já contava com resultados melhores para o carvão e o níquel, produtos que, com o ferro, são o foco da companhia.
"O primeiro trimestre teve muitos problemas climáticos e o volume ficou abaixo das expectativas, por isso já se esperava melhora no segundo trimestre", disse Victor Penna, do Banco do Brasil.
A produção de carvão foi de 2,5 milhões de toneladas no segundo trimestre (alta de 5% ante o trimestre anterior), mas o níquel decepcionou as projeções, ficando 3,6% abaixo do primeiro trimestre, com 61 mil toneladas. A produção de cobre caiu de 73 mil para 70 mil toneladas no período.
A empresa informou que a evolução ("ramp-up") das novas operações em Moatize, Omã e Bayóvar foi fundamental para os recordes na produção de carvão metalúrgico, pelotas e rocha fosfática.
A produção de carvão atingiu o recorde de 1,3 milhão de toneladas no segundo trimestre, com alta de 13,5% em relação ao trimestre anterior. No primeiro semestre, a produção chegou a 2,4 milhões de toneladas (mais 138,8% em relação há um ano).
A produção de pelotas, minério com maior valor agregado, subiu 12,3% de um trimestre para o outro, somando 14,3 milhões de toneladas. A produção de rocha fosfática, usada na produção de fertilizantes, cresceu para 2 milhões de toneladas no segundo trimestre -alta de 10,4% ante o primeiro trimestre.  (DENISE LUNA - Folha de S.Paulo)

Fundos: Produção de minério da Vale sobe no trimestre
Produção de minério de ferro da Vale atingiu 80,5 milhões de toneladas no segundo trimestre, alta de 0,4% sobre o mesmo período do ano passado
Depois de sofrer com as chuvas no primeiro trimestre, a produção de minério de ferro da Vale subiu entre abril e junho, atingindo 80,542 milhões de toneladas, um resultado 0,4% maior que em igual período do ano passado. Apesar do bom desempenho - recorde para um segundo trimestre - o total produzido nos seis primeiros meses do ano, de 150,536 milhões de toneladas, ficou 0,8% abaixo do primeiro semestre de 2011.
"O aumento [no segundo trimestre] refletiu as melhores condições climáticas", diz o relatório de produção divulgado ontem pela mineradora.
O avanço na produção de minério de ferro foi puxado pelos bons desempenhos de Carajás, no Sistema Norte, e do Sistema Sul. Carajás produziu 27,4 milhões de toneladas, na melhor performance da área para um segundo trimestre, 26% maior que no trimestre anterior e 5,2% acima do desempenho do segundo trimestre de 2011.
No Sistema Sul, que engloba Minas Itabirito, Vargem Grande e Paraopebas, foram produzidos 20,7 milhões de toneladas entre abril e junho, o melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2008, "refletindo melhorias operacionais" em Vargem Grande e em Minas Itabirito.
Outro destaque da produção no segundo trimestre ficou com as pelotas. As 14,256 milhões de toneladas produzidas, representaram um novo recorde para qualquer trimestre. O volume ficou 12,3% acima do trimestre anterior e foi 8,5% maior que no segundo trimestre do ano passado.
"[A curva de produção das operações] de Omã foi a principal razão para o bom desempenho na comparação anual", informa o relatório. A operação em Omã produziu 1,6 milhão de toneladas de pelotas de redução direta no segundo trimestre, 12,6% a mais que no primeiro trimestre do ano.
Outro projeto em curva de produção ascendente que contribuiu para melhorar o desempenho da mineradora foi o de Moatize, projeto de carvão em Moçambique. As operações na região produziram 728 mil toneladas de carvão metalúrgico e 390 mil toneladas de carvão térmico. Com isso, o total de carvão metalúrgico produzido no segundo trimestre foi de 1,277 milhão de toneladas, 146,3% acima de igual período do ano passado. Já os volumes de carvão térmico atingiram 1,190 milhão de toneladas, alta de 51,3% em relação ao segundo trimestre de 2011.
A produção de níquel ainda sofre com problemas nas minas. A suspensão das atividades para avaliação da segurança nas operações de mineração da Vale em Sudbury, no Canadá, durou mais do que a empresa esperava e teve impacto na produção de níquel refinado no segundo trimestre. Como resultado, a produção do insumo caiu 3,6% frente ao primeiro trimestre, para 61 mil toneladas. Apesar desse recuo, houve alta de 8,4% em relação ao segundo trimestre de 2011.
Outro senão aconteceu em Onça Puma, no Pará, com a interrupção da produção no fim do trimestre para a realização de reparos nos fornos.
"Os primeiros indícios sugerem que, provavelmente, ambos os fornos permanecerão fora de operação durante os próximos meses", informou a Vale.
Na Nova Caledônia, as operações estão interrompidas desde maio. A expectativa da mineradora é de que a produção seja retomada apenas no último trimestre deste ano.   (Rafael Rosas e Marta Nogueira - Valor Online)

Fundos: Investimentos em infraestrutura
Ferrovias devem ser atração no pacote de novas concessões
As ferrovias estão no centro do pacote de novas concessões que a presidente Dilma Rousseff deverá anunciar em agosto. O Palácio do Planalto faz segredo sobre a lista final dos projetos que serão oferecidos à iniciativa privada, mas pelo menos dois estão praticamente garantidos.
Um deles é o Ferroanel de São Paulo, contorno ferroviário que começará pela construção do trecho norte, com pouco mais de 60 quilômetros de extensão. Esse ramal prevê a ligação entre Campo Limpo Paulista (por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos), tentando resolver a situação caótica do transporte de cargas e de passageiros, que dividem a mesma malha de trilhos dentro da cidade de São Paulo.
Outro projeto é a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões, que cruzará a fronteira agrícola do país. O empreendimento tem 1,6 mil km de extensão, em dois trechos: de Campinorte, em Goiás, a Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, e entre Lucas do Rio Verde e o município de Vilhena, em Rondônia.
Inicialmente, a Fico estava nos planos da estatal Valec, mas a decisão de tocar o projeto pela iniciativa privada ilustra a estratégia do governo de não sobrecarregá-la com mais obras de grande porte. Empreendimentos como o prolongamento da Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que cruzará todo o Estado da Bahia até chegar a Ilhéus, serão mantidos com a Valec, porque já estão com obras em andamento ou com licitações prontas para comprar materiais.
O que ainda está em fase muito inicial, e não avançou até agora, deverá passar às mãos do setor privado por meio de novas concessões. Ou seja, os projetos ainda sem contrato não vão mais ficar no âmbito da Valec, ao contrário da ideia original, de fortalecê-la, que chegou a ser discutida dentro do governo, especialmente para novos ramais no Sul.
A avaliação de Dilma, transmitida a seus principais assessores nas reuniões que tem conduzido sobre infraestrutura durante as duas últimas semanas, é que a máquina pública está sobrecarregada e não tem respondido adequadamente às necessidades de investimento. O problema, segundo o diagnóstico feito pela presidente, é mais de capacidade gerencial do que de falta de recursos. Para ela, a solução é dar maior participação ao setor privado, aproveitando oportunidades surgidas com a crise global.
Dilma acha que o capital estrangeiro, com a queda das taxas de juros em todo o mundo, está disposto a investir em projetos de longo prazo, que tenham suficiente segurança jurídica. É o caso, na visão dela, dos projetos que estão sendo escolhidos na área de infraestrutura. Com isso, o custo do capital é menor e os empreendimentos brasileiros podem sair mais facilmente.
Para a presidente, um dos exemplos do interesse estrangeiro na infraestrutura do Brasil ocorreu no leilão de aeroportos, realizado em fevereiro. Ela não gostou do resultado final, com a surpreendente vitória de grupos menos robustos, mas não passou despercebido o fato de que todos os gigantes do setor aeroportuário participaram da disputa e os ágios sobre os valores mínimos de outorga passaram de 600%.
Conforme explicou um auxiliar de Dilma que acompanha de perto as discussões, da mesma forma que o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sinalizou claramente a retomada do investimento público, em janeiro de 2007, o novo pacote de concessões demonstrará o papel que o governo quer dar à iniciativa privada nas obras de infraestrutura.
Muitos projetos a serem anunciados ainda requerem a realização de estudos de viabilidade técnica e econômica, que terão prazos bem definidos, deixando para o governo o risco de "pagar o mico" com explicações públicas sobre eventuais atrasos.
No caso das ferrovias, as concessões funcionarão sob novas regras. Ao contrário das redes atuais, não haverá mais exclusividade no uso da malha. A partir de agora, quem construir as ferrovias terá o direito de operá-las, mas necessariamente cedendo passagem a qualquer outra empresa que queira usar esses trechos. É mais ou menos como numa rodovia concedida, em que trafega quem quer, mediante o pagamento de pedágio.
A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as atuais concessionárias, vê esse modelo com cautela, mas não há nenhuma hipótese de o governo recuar na decisão de garantir mais concorrência na operação das ferrovias.
Além disso, Dilma gostou da ideia de lançar uma quarta etapa de concessões rodoviárias, com trechos como a BR-262 (de Belo Horizonte a Vitória), a BR-153 (Goiânia-Palmas), a BR-101 (na Bahia) e a BR-163 (Cuiabá-Campo Grande). O que existe são contagens preliminares de tráfego, que indicam a viabilidade das concessões. Mas, se o aprofundamento dos estudos indicar falta de viabilidade em fazer leilões como concessão "pura", não há preconceito em avaliar a hipótese de parcerias público-privadas.
Outra obra que o governo tem pressa para tirar do papel é a ampliação do número de pistas na serra das Araras, na Dutra, a estrada que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. A rodovia está concedida à CCR, até 2021, e diretores da empresa estiveram ontem no Ministério dos Transportes para discutir o assunto. Hoje, já existem duas pistas em cada sentido, mas, mesmo assim, os engarrafamentos são frequentes na região.
O governo trabalha com duas possibilidades: tocar as obras de ampliação do número de faixas, avaliadas em mais de R$ 2 bilhões, com recursos públicos ou estender o prazo do contrato de concessão da Nova Dutra em troca do investimento privado. O certo é que, se sair como obra privada, a CCR não terá a mesma taxa de remuneração - em torno de 15% - obtida na assinatura do contrato, nos anos 90.
De lá para cá, as condições mudaram radicalmente e o risco baixou. Por isso, se a opção for mesmo ampliar a concessão, a remuneração cairá para patamares próximos dos últimos leilões de rodovias federais - de 7% a 8%.  (Daniel Rittner - Valor Online)

Órgãos, Associações e Entidades do Segmento
MML Adv

Abrapp: Advogados - 7º Enapc em agosto
Apoiado no amplo acervo de conhecimentos jurídicos da ABRAPP, de sua Comissão Técnica Nacional de Assuntos Jurídicos, das comissões regionais que reúnem os nossos profissionais do Direito através do País,  ao mesmo tempo em que sucesso reafirmado nas seis edições já realizadas, o 7º Encontro Nacional de Advogados das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (7º ENAPC) vai acontecer nos próximos dias 23 e 24 de agosto, em Porto Alegre. A ideia, tão bem compreendida e explorada em todas as vezes anteriores, é reunir os operadores da área jurídica dos fundos de pensão e, com isso, estimular a troca de idéias e experiências, convidar à reflexão, favorecer a uniformização do conhecimento entre advogados de todas as regiões e diferentes perfis de associadas e, ao lado disso, estreitar a rede de relacionamentos.
E nada melhor para tudo isso do que o ambiente associativo, onde se encontra não apenas a cultura própria do sistema, como também as informações mais atualizadas sobre tudo o que realmente é necessário saber. São apoiadores do evento os escritórios Bocater, Camargo, Costa e Silva Advogados; Bothomé Advogados Associados; Castro Barcellos Advogados; Cruz de Oliveira Advogados; JCM&B Advogados e Consultores; L.A. Machado Advogados Associados; Lobo & Ibeas Advogados; Martinelli Advocacia Empresarial;  MML - Messina, Martins e Lencioni Advogados Associados; Raeffray Brugioni Advogados; e Reis, Tôrres e Florêncio Advocacia.
Veja a programação no link:
http://www.abrapp.org.br/educaprev/eventos/enapc.htm .
E maiores informações podem também ser obtidas através dos telefones (11) 3043-8783/84/85.
O 7º ENAPC vai reunir os maiores especialistas no que há de mais fundamental a ser discutido em nosso campo jurídico e a programação dos painéis e mesas-redondas inclui temas como “A Previdência Complementar e o Poder Judiciário”. “A Previdência Complementar do Servidor Público - Cenários e Perspectivas”, “Súmulas 288 e 327 do TST”, “Autonomia dos Planos de Benefícios: Aplicabilidade e Extensão do Patrimônio de Afetação”, “Aspectos Processuais Fundamentais no Contencioso das EFPCs” e “Controle e Gestão de Riscos Vinculados a Investimentos sob a Ótica Jurídica - Uma Visão Jurídica do Guia de Melhores Práticas em Investimentos”, entre outras várias temáticas do maior interesse. (Diário dos Fundos de Pensão)

Aneprem: 12º Congresso Nacional de Previdência
O 12º Congresso Nacional de Previdência da ANEPREM acontecerá de 29 a 31 de julho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O jornalista Sidney Rezende participará da Solenidade de Abertura, no dia 30, expondo o tema "Como o Brasil venceu a crise".
Sidney Rezende reafirmou o seu prazer em participar de mais este evento da associação que, segundo ele, vem fazendo um diferencial nas discussões sobre a gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social [RPPS]. Natural de Campo Grande, ele também não deixou de expressar o orgulho por sua cidade natal ter sido escolhida para este acontecimento, pois é uma possibilidade interessante de ampliação e territorialização dos temas que serão tratados.
Assuntos como gestão, investimentos, previdência complementar e meta atuarial também são uma preocupação de Heliomar Santos.  (Portal SRZD)

Notícias de Interesse do Segmento Previdenciário
CM Corp

Aposentado pode ter aumento maior em 2013
O Congresso Nacional aprovou, na última terça-feira, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013 com uma emenda acima da inflação, o que garante um reajuste real no ano que vem, para os nove milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de R$ 622, salário mínimo nacional. O percentual será decidido até 31 de agosto.
A idéia principal é usar no cálculo o crescimento da massa salarial dos trabalhadores, com base no Fundo de Garantia (FGTS). No ano passado, o dinheiro depositado pelos empregadores nas contas dos funcionários, teve um crescimento real de 3%, segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), que elaborou a emenda junto com o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
Com o uso crescimento da massa salarial sendo usado para reajustar os benefícios, o resultado de 2012 entrará no cálculo para o aumento do próximo ano. O aposentado que recebe acima do piso já recebe a inflação acumulada no ano anterior.   (Monitor Mercantil)

Sindicatos querem reajuste de até 7,75%
Após conseguirem incluir na prévia do Orçamento para o ano que vem o projeto que garante uma política de valorização para as aposentadorias acima de um salário mínimo, os representantes dos aposentados correm agora para emplacar uma proposta de reajuste de até 7,75% nesses benefícios.
O índice, que será apresentado pela Cobap (Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil), leva como base a inflação estimada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para este ano, de 4,5%, mais o crescimento da renda dos trabalhadores em 2011, que foi de 3,25%.
Ao optar por esse critério, a Cobap guarda na gaveta a antiga proposta de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) mais a inflação como reajuste para as aposentadorias.  (Juliano Moreira e Luciana Lazarini - Agora S.Paulo)

Massacre dos aposentados e pensionistas
O atual ministro da Previdência Social anuncia suas intenções, as piores possíveis, em relação aos denominados "benefícios", tanto para funcionários públicos como para os contribuintes do INSS. De início, causa espécie que antes, na administração FHC, quem defendia esta tese era o ex-presidente e seus acólitos, com a oposição dos integrantes do PT e, agora, ela seja esposada por eles, quando passaram a ser governo.
Existem várias falácias a respeito do assunto, superdimensionadas por empresários gananciosos, interessados em aumentar sua participação na renda interna, seja através da diminuição dos rendimentos pagos aos detentores de renda fixa, aumentando assim sua participação, seja forçando a criação de novos fundos de pensão, originários de novas contribuições a serem pagas pelos milhões de trabalhadores obrigados, a partir da mudança das regras do jogo, a contribuir com percentuais adicionais, na tentativa de melhorar suas modestas aposentadorias.
O exemplo prático disto é a criação, através da Lei 2.618, de 2/5/2012, da atual administração, que instituiu "o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, fixando o limite máximo para a concessão de aposentadorias e pensões pelo regime de previdência de que trata o art. 40 da Constituição Federal (CF)". Violência que nem as administrações anteriores (FHC e Lula) conseguiram, fato aceito sem grandes reações dos sindicatos.
É importante recordar o acontecido nos primórdios da instituição do atual sistema de Previdência Social. Inicialmente, ele foi concebido apenas para garantir a seguridade social, considerando a existência de três contribuições iguais: a do empregado, a do empregador e a do governo.
Com o decorrer do tempo, devido à carência do povo brasileiro, aos elevados níveis de desemprego, às ínfimas remunerações, o sistema passou a ser responsável também pela assistência médica e pela assistência social, além de a União nunca ter contribuído com sua parte. Para tentar corrigir esta distorção a atual CF previu várias fontes de financiamento como Cofins, CSLL etc. para arcar com o ônus da responsabilidade.
Nos últimos 50 anos, apesar de tudo, a previdência conseguiu acumular, segundo o especialista professor José Neves, já falecido, mais de R$ 1 trilhão que, ao invés de serem aplicados corretamente, de acordo com os critérios atuariais, no mercado, para garantir o regime de capitalização, foram desviados pelos diversos governos, ao longo do tempo, por exemplo, na construção de Brasília, na Transamazônica e outras, o que provocou seu desaparecimento.
Também não pode ser esquecido o violento processo de corrupção, de nepotismo, de empreguismo, além da aprovação de medidas demagógicas que, apesar de serem, algumas, louváveis (idosos sem renda, trabalhadores rurais etc.), estão representando acréscimo às despesas, sem nunca terem propiciado um centavo de arrecadação, criadas pelo Congresso, sendo algumas até originárias do Executivo. Moral e eticamente fica difícil justificar mudanças tão radicais no processo em vigor, considerando a CF de 88 que garante o regime jurídico único.
Outro ponto a levantar é que hoje ainda existe o desvio de receitas do orçamento da previdência. Ainda a levar em conta a brutal sonegação existente, infelizmente não combatida adequadamente pelos órgãos públicos responsáveis. E a administração petista continua a massacrar os aposentados que ganham mais de um salário mínimo (SM), dando-lhes apenas a reposição da inflação, o que levará daqui a alguns anos a todos os aposentados passarem a auferir pouco mais do mínimo, apesar de alguns terem contribuído por até 20 SM e atualmente sobre 10 SM.
É imperioso relembrar a diferença ainda existente entre as características das chamadas funções de Estado das demais. O servidor público deve ser concursado, contribui com 11% de seus proventos totais, sem limite, não tendo FGTS. Por outro lado, tem estabilidade e alguns segmentos o direito de aposentar-se com vencimentos superiores ou iguais ao do último cargo exercido na ativa.
Contudo, nem sempre isto ocorre. Com exceção de alguns poucos subconjuntos, a maioria está há anos sem reajuste de salários. De fato, não é concebível persistir na atual situação, onde o governo não contribui e comanda todo o processo, onde todos os demais agentes são prejudicados.
Talvez a solução seja deixar cada caixa de previdência, por categoria ou segmento profissional, administrar o montante existente, em convênio com a administração pública, com a direção eleita diretamente pelos trabalhadores, sem interferência do ente estatal, com a devida fiscalização não só dos associados e do Conselho Fiscal, como dos órgãos responsáveis.
Não esqueçam que só em pagamento de juros da dívida interna, em 2011 (em torno de R$ 240 bilhões), a União gastou muito mais do que com o total do apregoado déficit das aposentadorias públicas e do INSS (cerca de R$ 93 bilhões). Na realidade, deveria haver a garantia da aposentadoria integral também para os empregados do setor privado, nivelando por cima e não por baixo, respeitados os critérios atuariais de contribuição.
Não tentem enganar o povo. As eleições de 2012 já estão aí, para punir os defensores destas reformas prejudiciais ao trabalhador brasileiro, em especial daqueles que apregoam os benefícios de serem aliados da atual administração petista.   (Monitor Mercantil - Marcos Coimbra)

Consignado: Operações totalizam R$ 2,762 bi em junho
Resultado é 15,75% superior ao mesmo período em 2011
As operações de crédito consignado realizadas por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) totalizaram R$ 2,762 bilhões em junho de 2012. Em valores nominais (isto é, sem considerar a inflação), o resultado foi 15,75% superior ao mesmo período de 2011, quando foram liberados R$ 2,386 bilhões. Em relação a maio de 2012, quando houve registro de R$ 2,904 bilhões, a diminuição foi de 4,88%.
Em número de operações, junho de 2012 registrou 796.774 contratos, número 9,08% inferior ao de maio de 2012, quando 876.326 contratos foram efetivados. Comparando com o mesmo mês de 2011, houve diminuição de 3,22%. Em junho de 2011, a quantidade de operações correspondeu a 823.268 contratos.
Ao se considerar a margem consignável para empréstimo pessoal de até 30% da remuneração líquida dos aposentados e pensionistas, ou de até 20% caso o beneficiário possua um cartão de crédito, no primeiro semestre de 2012 os valores consignados por meio de empréstimo pessoal representaram a quase totalidade das operações de crédito.
Empréstimo pessoal
Nessa modalidade, em junho de 2012 foram emprestados R$ 2,76 bilhões em 796.466 contratos efetivados. A soma dos recursos ficou 15,88% acima do registrado em igual mês do ano anterior, quando foram contratados R$ 2,384 bilhões.
Em número de operações, houve diminuição ao se comparar junho de 2012 com o mesmo mês de 2011. Foram realizadas 796.466 operações em junho deste ano e 818.028 no mesmo mês do ano passado, o que representou redução de 2,64%.
Em relação a maio de 2012, quando foram emprestados R$ 2,9 bilhões em 876.205 operações, foi registrado diminuição de 4,88% no valor e de 9,10% na quantidade de contratos.
Cartão de crédito
As operações com cartão de crédito registraram queda em junho deste ano em relação ao mesmo mês de 2011. O valor das operações foi de R$ 313 mil, 89,34% menor que o registrado em junho do ano passado, quando foram realizadas 5.240 operações, correspondentes a R$ 2,937 milhões. O número de contratos nessa modalidade, que somou 308, foi 94,12% inferior.
Renda
Em junho de 2012, do total de operações de empréstimo pessoal e com cartão de crédito, 433.555 foram efetuados por segurados com até um salário mínimo. Esses aposentados e pensionistas responderam por R$ 1,065 bilhão em operações. Nessa faixa de remuneração, em média, os segurados contrataram, no empréstimo pessoal, R$ 2.457,69.
Na faixa salarial acima de um e até três salários mínimos foram contratados R$ 943 milhões, por meio de 251.580 operações, no valor médio de R$ 3.747,76 para o empréstimo pessoal. Na faixa acima de três salários mínimos foram liberados 111.639 contratos, equivalentes a R$ 755 milhões, no valor médio em empréstimos pessoais de R$ 6.761,19.
Faixa etária e número de parcelas - Do total de empréstimos concedidos em junho de 2012 – 796.774, correspondentes a R$ 2,762 bilhões –, 658.012, isto é, 82,58% dos empréstimos foram parcelados entre 49 a 60 meses.
Do total de operações realizadas no mês, 38,58% foram contratadas por segurados na faixa etária de 60 a 69 anos. A faixa etária de 50 a 59 anos foi responsável por 22,95% dos empréstimos, e a de 70 a 79 anos, por 23,15%.
Regiões
Das operações realizadas em junho de 2012, R$ 1,441 bilhão foi disponibilizado na região Sudeste, por meio de 391.159 contratos. São Paulo lidera tanto em volume quanto em quantidade de operações, com R$ 813 milhões em 206.079 contratos.
A região Nordeste vem em seguida, com 189.260 operações que correspondem a R$ 571 milhões. Na região, a Bahia é o estado em que mais se realizaram empréstimos, com 47.585 operações e um montante de R$ 149 milhões.
A terceira posição em valor contratado cabe à região Sul. As operações somaram R$ 477 milhões e totalizaram 135.245 contratos. O Rio Grande do Sul é o estado da região que mais contratou, com 61.470 operações, que corresponderam a R$ 221 milhões.
As 36.760 operações consignadas na região Centro-Oeste equivaleram a R$ 127 milhões. Goiás, com 15.248, correspondentes a R$ 50 milhões, tem os mais altos valores e número de empréstimos na região.
Na região Norte, foram contratados R$ 111 milhões, que equivalem a 35.683 contratos. O Pará é responsável pelo maior número de operações, 20.131, e de valor contratado, que soma R$ 61 milhões.   (Rafael Toscano - Ascom/MPS)

Como pedir o seguro-desemprego
Seguro-desemprego é um benefício temporário concedido ao trabalhador desempregado que foi demitido sem justa causa. Para receber o seguro-desemprego é preciso comprovar vínculo empregatício de, no mínimo, seis meses. Os recursos são do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador).
No ato da dispensa, o trabalhador deve receber do empregador um formulário para o requerimento do seguro. O trabalhador pode requerer o benefício a partir do sétimo até o 120 dias contados a partir da data de demissão.
Valor
O valor do seguro-desemprego é calculado com base na média dos últimos três salários recebidos e chega, no máximo, a R$ 1.163,76 mensais. O benefício não poderá ser inferior ao salário mínimo (R$ 622).
Média dos 3 últimos salários Valor da parcela Até R$ 1.026,77 Multiplica-se salário médio por 0,8. De R$ R$ 1.026,78 até R$ 1.711,45 O que exceder a R$ 1.026,77 multiplica-se por 0,5 e soma-se a R$ 821,41. Acima de R$ 1.711,45 O valor da parcela será de R$ 1.163,76.
Parcelas
O seguro é pago em parcelas (de três a cinco) dependendo do tempo que o trabalhador manteve vínculo empregatício nos 36 meses anteriores ao requerimento:
Parcelas Período de trabalho 3 Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de 6 a 11 meses. 4 Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de 12 a 23 meses. 5 Se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de 24 meses.
Como solicitar
Para solicitar as parcelas do seguro-desemprego, o trabalhador deve procurar:
SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego)
Gerência Regional do Trabalho e Emprego
Postos Estaduais e Municipais do SINE (Sistema Nacional de Emprego)
Postos/sindicatos conveniados ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego)
Documentos necessários
Documento de identidade
CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social)
Cartão do PIS-PASEP, extrato atualizado ou Cartão do Cidadão
Requerimento do Seguro-Desemprego SD/CD (duas vias - verde e marrom)
Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho
Extrato comprobatório dos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
Três últimos contracheques dos três meses anteriores ao mês da demissão
Sentença judicial ou homologação de acordo (para trabalhadores com reclamação trabalhista)
Com informações do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego)   (Portal Uol)

Cada um envelhece de um jeito
Até o início desta década, as pesquisas sobre as bases psicofisiológicas da memória de trabalho (ou de curto prazo, que é limitada e permite o armazenamento temporário de informações) e outras funções cognitivas compararam a atividade cerebral de jovens e idosos.
Os resultados retratam o desempenho médio grupal do cérebro maduro, sem considerar diferenças individuais, o que não esclarece se eventuais sinais de declínio cognitivo são realmente consequência da idade ou se as pessoas que participaram dos estudos apresentaram baixo rendimento ao longo de toda a vida. Apenas recentemente os estudos passaram a focar variáveis como genética, personalidade e qualidade de vida. E vários deles sugerem que elas são decisivas no processo de envelhecimento neural. Os procedimentos de neuroimagem, realizados por ressonância magnética funcional - IRMf, permitem distinguir quais regiões do cérebro são mais ativadas durante processos de resolução de problemas. Esse método registra as alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo neural. Por meio delas é possível reconhecer as redes que entram em funcionamento de acordo com o tipo e o grau de dificuldade do exercício que a pessoa resolve no momento do teste.
No cérebro dos mais jovens, a imagem composta de sete pontos ativava, com maior intensidade, o lóbulo frontal do córtex e o córtex parietal posterior (área com função destinada a memórias de longo prazo). Faz sentido, já que geralmente os testes complexos exigem esforço cognitivo mais intenso. No caso de pessoas com mais de 60 anos, porém, esse ajuste de ativação não funcionou. Especialmente os mais idosos com menor rendimento apresentaram pouco aumento de ativação do cérebro durante as tarefas mais complexas; em alguns casos, essa reação diminuiu – foi constatado que o ajuste inadequado do processo de ativação das regiões cerebrais coincidia com o menor rendimento.
A distribuição da atividade neural depende de vários aspectos: a densidade da massa cinzenta e do córtex cerebral, as conexões das áreas cerebrais (massa branca) e a disponibilidade de neurotransmissores. Entretanto, muitas pesquisas indicam que essas características mudam com a idade, o que parece justificar as diferenças na capacidade intelectual. O momento em que os processos de envelhecimento cerebral aparecem e a velocidade com a qual avançam dependem de fatores genéticos, entre outros. Isso foi comprovado no caso da dopamina, neurotransmissor responsável por inúmeras funções cognitivas complexas. Uma enzima de nome complicado, catecoloximetiltransferase (COMT), regula a quantidade de dopamina no cérebro. Ela se encarrega de bloquear transmissores específicos para os receptores que se encontram unidos às células nervosas; isso significa que, quanto maior a quantidade de COMT, maior a inibição de dopamina. Cada gene que contém instruções para a síntese da enzima COMT tem variants (polimorfismos), podendo se expressar na forma Val (mais rápida) ou Met (mais lenta). Quando os pares cromossômicos são combinados, de cada um deles derivam quatro genótipos: existem pessoas com Met/Met, outras que misturam Val/Met ou Met/Val e as que possuem Val/Val. O primeiro grupo dispõe de maior quantidade de dopamina; assim menos neurônios se degradam em razão de menor disponibilidade de dopamina. Na prática, parece que a presença dessa substância mantém o cérebro jovem por mais tempo. Um fator genético que apenas desempenha função relevante na juventude pode exercer influência na velhice? Na verdade, duas reações simultâneas se misturam nesse caso. Com o passar dos anos, a quantidade de dopamina no cérebro diminui. Aqueles que apresentam menor quantidade.
Com o passar do tempo, a influência genética é decisiva apenas em certa medida; escolhas e estilo de vida também são fundamentais da substância (por causa do genótipo COMT) podem mostrar, como consequência, deficits cognitivos. Não significa que a quantidade de genes varie ao longo dos anos, e sim que as diferenças genéticas ganham peso com as mudanças proporcionadas pela idade. Foram encontrados fenômenos semelhantes em outros genes que influenciam a capacidade mental. Assim, o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês) está envolvido na aprendizagem e na formação da memória. Destaca-se aí a extraordinária dinâmica da influência genética, que parece desvendar, cada vez mais, a diferença de desempenho cognitivo com o avanço da idade.
Por outro lado, sabe-se que o estresse é um dos grandes responsáveis pelo envelhecimento crônico. Ainda assim, vale lembrar que muitas vezes aquilo que um indivíduo considera um fardo pode não ser um problema para os outros. Um fator que aumenta a propensão ao estresse é a instabilidade emocional. Segundo constatações de pesquisadores da Universidade Rush, de Chicago, pessoas com alta pontuação nesse traço de personalidade sofreram maior declínio cognitivo na velhice. Já os mais equilibrados, que se abatem menos por circunstâncias externas e conseguem manter a lucidez e o otimismo mesmo em situações difíceis, costumam ter mais chances de envelhecer com saúde. Reconhecer características individuais é importante, tanto no aspecto intellectual quanto no que diz respeito a emoções e motivação dos idosos. Entretanto, os fatores que realmente podemos controlar no caminho do amadurecimento ainda são uma incógnita. De qualquer forma, já sabemos que é possível interferir positivamente no processo de envelhecimento: um estilo de vida saudável e estimulante – que combine atividades físicas e cognitivas – é uma boa garantia para a manutenção do intelecto. O melhor de tudo é que muitos ainda descobrem que participar de aulas de dança ou fazer trabalho voluntário, por exemplo, pode ser muito divertido.  (Forluz/AssPreviSite)

Atenção: mulheres trabalhando
Grupos de homens e mulheres obtêm melhor performance do que grupos de pessoas do mesmo sexo
Nesta semana, ao ler a notícia de que Marissa Mayer saiu do Google para ser a nova presidente-executiva do Yahoo!, fiquei pensando em como o cenário no mundo de negócios e tecnologia está progredindo.
No ano passado, escrevi sobre a idade de empreendedores e a preferência de muitos investidores por apostar em fundadores com perfil semelhante àqueles típicos das start-ups do Vale do Silício: jovens com menos de 27 anos, garra e inteligência incomuns, uma vontade de revolucionar o mundo e um enorme apetite por risco.
Olhando novamente para o perfil desses empreendedores do mundo digital, observa-se que a grande maioria, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, é composta por homens. Mas isso também já está começando a mudar. Conquistas de mulheres como Marissa e Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook, são admiráveis e devem motivar outras empresárias no mundo a perseguir seus espaços em setores tradicionalmente dominados pelos homens.
Dada essa mudança positiva, aproveito a coluna de hoje para compartilhar alguns conselhos com as empresárias do futuro.
Um primeiro conselho, que aprendi da própria Marissa quando a conheci, é escolher bem onde fazer sua carreira. Buscar uma empresa e um chefe que a respeitem e valorizem suas diferenças é essencial. E, mesmo que em ritmos diferentes, acredito que muitos já estão percebendo, na prática, o que diversos estudos já comprovaram muitas vezes: grupos de homens e mulheres conseguem melhor performance do que grupos de pessoas do mesmo sexo. Se alguma empresa ou pessoa ainda não percebe isso, fique longe.
O segundo conselho, que também não vem de mim e sim de Sheryl Sandberg, é sempre buscar "um assento na mesa". Concordo com a observação de Sheryl de que muitas mulheres se subestimam e frequentemente acreditam que não merecem as posições que conquistaram. Com isso, tendem a atuar de forma mais tímida do que os homens, sem fazer grandes exigências.
Estudos apontam que as mulheres negociam muito menos seus salários do que os homens, já que algumas se sentem até sortudas de terem determinada oportunidade. Por outro lado, muitos de seus colegas masculinos sentem que são seus empregadores os sortudos em tê-los.
Embora a timidez no trabalho seja um inimigo recorrente das mulheres, algumas erram em compensar demais para o outro extremo. Recentemente, em uma reunião de executivos, um colega descreveu um novo grupo de gestoras: "As Mulheres que Assustam os Homens". Além de parecer o nome de livro de Stieg Larsson, esse rótulo demonstra o impacto que o excesso de agressividade em mulheres pode causar.
Esse tipo de comportamento pode levar a tensões no ambiente de trabalho não só por colegas que resistem à imposição da vontade de uma mulher forte como também por colegas que talvez não saibam lidar muito bem com o comportamento e, por isso, não se relacionam de forma construtiva e produtiva com seus pares do sexo oposto.
Uma grande vantagem competitiva da mulher no âmbito profissional é a predisposição a ter um quociente emocional (QE) mais refinado e, com isso, a habilidade de executar negociações e construir relacionamentos mais profundos. Tentar ser forte ou agressiva demais pode acabar inibindo alguns de seus melhores atributos. Portanto, não faz muito sentido tentar reprimir ou eliminar as emoções no trabalho, conforme muitos recomendam, mas sim saber utilizá-las sempre a seu favor e na medida certa.
Por fim, minha sugestão é encontrar uma mentora, e que também se torne uma mentora para outras mulheres que virão depois de você. A meu ver, mulheres muitas vezes competem umas com as outras no ambiente de trabalho em vez de se unirem. Enquanto isso, os homens, que já são maioria, se ajudam a progredir na carreira com o apoio de um network de mentores e padrinhos.
Está na hora de as coisas mudarem, e não tem ninguém melhor para mudá-las do que você, nem hora melhor para mudar do que agora. Você pode ser essa transformação, não tentando ser outra pessoa, mas celebrando quem você é e usando isso como o diferencial que a alavancará para a frente.  (JULIO VASCONCELLOS - Folha de S.Paulo)

Emprego com carteira sobe mais na construção
A construção civil viveu um boom de formalização ímpar no mercado de trabalho brasileiro nos últimos nove anos. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 95,2% entre 2003 e 2011. No mesmo período, na média dos demais setores, a população ocupada com carteira cresceu muito menos - 48,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A falta de mão de obra no setor fez com que empresas tomassem iniciativas para reter seus trabalhadores e, a mão de obra, ciente da sua valorização, passou a exigir maiores benefícios.
Em 2003, 4,8% dos trabalhadores com carteira assinada atuavam na construção civil, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). No ano passado, esses trabalhadores representavam 6,3% do mercado de trabalho formal das seis regiões metropolitanas contempladas pela pesquisa. Apesar de o setor ainda ocupar um pequeno espaço no estoque de vagas, esse aumento de 1,5 ponto percentual representou 337 mil funcionários com carteira assinada a mais na construção civil (alta de 95,2%). Na indústria, o número de trabalhadores formais cresceu 28,5% entre maio de 2003 e maio de 2012 e, no comércio, 47%. No mesmo período, a população ocupada cresceu apenas 21,3%, chegando a 23 milhões em maio.
A redução do nível de atividade das incorporadoras imobiliárias ainda não teve reflexo no emprego, que cresce com ajuda das obras relacionadas ao setor público. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a geração líquida de vagas na construção civil aumentou 30,4% de janeiro até maio deste ano, na comparação com igual período de 2011 - o saldo é de 192,9 mil trabalhadores formais incorporados ao setor nos primeiros cinco meses de 2012. Nesse período, o emprego na construção civil cresceu mais que em outros setores da economia e ganhou participação no mercado de trabalho formal, representando 22% das 877,9 mil vagas criadas até maio no país. Em igual intervalo de 2011, a participação do setor foi de 12,6%.
"Quando têm boas perspectivas de crescimento, as empresas contratam mais com carteira assinada. A construção civil foi o setor que mais sentiu o estrangulamento de pessoal no passado recente, independentemente das incertezas quanto à atividade durante as crises internacionais", diz Alexandre Loloian, economista da Fundação Seade.
Para Silvano Aragão, diretor de recursos humanos da construtora mineira Caparaó, a crise de 2008 trouxe efeitos positivos para o mercado de trabalho da construção civil no Brasil ao redirecionar o foco de investimentos no país. "Desde a crise, a construção civil passou a ser mais demandada. Muitos investimentos foram destinados à infraestrutura e construção com a queda da rentabilidade das ações", explica.
Aragão diz que o aumento da demanda por obras expandiu a procura por trabalhadores e, consequentemente, os esforços das empresas para retê-los - implicando o aumento da formalização. "Antes, bastava colocar um anúncio em porta de obra que 'chovia' candidato. Muitas empreiteiras empregavam sem registro em carteira. Com o boom desse mercado, os trabalhadores viram a força que tinham e começaram a fazer exigências. O medo do desemprego desapareceu." Ele explica que nesse momento as empresas começaram a expandir os benefícios como plano de saúde e auxílio alimentação, que incentivam o trabalhador a permanecer na empresa.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil em São Paulo (Sintracon-SP), Antonio Ramalho, acredita que a mão de obra ficou mais consciente. "O pedreiro aceitava trabalhar informalmente, porque achava que recebia mais sem carteira assinada, mas houve uma conscientização."
No passado, não era raro que o trabalhador negociasse um salário "maior", sem carteira assinada. Isso desonerava o empregador de impostos e benefícios obrigatórios. No entanto, para o presidente do Sintracon-SP, o salário absoluto maior é uma vantagem aparente. "O trabalhador informal perde as férias, o 13º salário, o fundo de garantia. É sempre ruim."
De acordo com o IBGE, 1,8 milhão de pessoas trabalham na construção civil nas seis regiões metropolitanas englobadas pela PME. Foram criadas cerca de 325 mil vagas no setor desde 2003 - preenchidas em sua totalidade pelos novos 337 mil formalizados.
Apesar de a formalização ter avançado fortemente na construção civil nos últimos anos, o trabalhador com carteira assinada no setor privado ainda representa menos da metade da população ocupada no setor (40,1%, em maio), enquanto os sem carteira representam 16,6%. Um grupo representativo na construção civil é o de trabalhadores por conta própria que são 37,6% do total.
Entre 2003 e 2011, houve uma migração de trabalhadores sem carteira assinada (queda de 22 mil) para trabalhadores por conta própria no setor (aumento de 29 mil), segundo especialistas consultados. "Quando você libera o financiamento do FGTS para aquisição de material de construção, muitas pessoas viram nisso uma oportunidade de trabalhar por conta própria, já que a construção civil continua crescendo muito em todo o país", diz Ramalho.
Loloian, da Seade, observa que as empresas também viram vantagem em se formalizar. "Houve um forte aumento no número de assalariados formais por conta da formalização obrigatória para as empresas que buscavam financiamento, com a série de aberturas de capital na bolsa nos últimos três anos", diz.
O resultado da formalização na construção civil é visível não somente na disputa por mão de obra mas também na remuneração do setor. O salário de admissão no setor já é maior que na indústria de transformação. Segundo Aragão, da Caparaó, um pedreiro recebe cerca de R$ 1,2 mil por mês em Belo Horizonte. Somando as horas extras, sua remuneração mensal chega a R$ 2 mil. "A qualidade de vida dessas pessoas melhorou muito. Existe muito universitário que se forma na faculdade e começa ganhando menos no mercado de trabalho", diz. No entanto, a PME já aponta que o rendimento médio real dos trabalhadores na construção civil tem recuado (3,2% na comparação entre os meses de maio de 2012 e do ano passado).  (Carlos Giffoni - Valor Online)

Empresas e Economia
Acturarial

Seguros: Tábua biométrica - Dados para a Susep
Tábua biométrica: está terminando prazo para envio de dados
Está terminando o prazo para o envio à Susep dos dados relativos à elaboração e atualização de tábua biométrica. As empresas do setor têm apenas mais alguns dias para encaminharem tais informações para a autarquia, pois o prazo expira em 31 de julho, de acordo com o que determina a Circular 360/08.
De acordo com a Susep, o envio pode ser realizado pelo correio (neste caso, para o seguinte endereço: Av. Presidente Vargas, 730 10º andar, CGETI/COSIM, CEP: 20071-900 - Centro, Rio de Janeiro, RJ) ou ainda pelo sistema de upload de arquivos (link: http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-mercado/envio-de-dados-a-susep/tabua-biometrica.
Em ambos os casos o sistema de críticas (SCD) deverá ser utilizado e as inconsistências apontadas corrigidas ou justificadas.
Os programas SCD e Upload não necessitam de instalação, mas não podem ser executados diretamente da internet. É preciso, portanto, salvar o arquivo no computador e executá-lo posteriormente.
Em seu site, a Susep disponibiliza também as tabelas de Ativos e Saídas sem dados e com a estrutura correta.
A autarquia solicita que quaisquer dúvidas ou problemas sejam postados no fórum (disponível no link listado acima), para que todos os interessados tenham ciência dos problemas mais usuais e eventuais correções.
Além disso, o órgão regulador sugere que que os dados sejam enviados preferencialmente pela Internet, através do programa UploadArq.exe, disponível na mesma página. (CQCS)

A controvérsia do euro
Robert Mundell ganhou o prêmio Nobel de Economia em 1999 por seus trabalhos acadêmicos sobre as "zonas monetárias ótimas", nos quais analisava quando seria propícia a criação de uma moeda comum entre dois ou mais países.
Por conta desses estudos, ele é considerado o "pai intelectual" do euro. Para Mundell, a Europa poderia ser uma zona monetária ótima caso algumas condições fossem atendidas: os preços e salários deveriam ser flexíveis, deveria haver livre movimentação de capital e os governos deveriam permitir a deflação relativa da economia, mantendo orçamentos equilibrados.
Caso algum país dentro da zona monetária experimentasse déficits persistentes em seu balanço de pagamento, os salários e preços deveriam cair. Isso seria equivalente a uma depreciação de sua taxa de câmbio, o que permitiria o reequilíbrio das contas pelo aumento de competitividade.
Inspirado nos mecanismos descritos por Mundell, a União Europeia exige que os países membros possuam déficits públicos reduzidos, livre movimento de produtos, pessoas, serviços e capital, além da padronização de legislações e flexibilidade na mão de obra.
Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia em 1976, não acreditava que os mecanismos descritos por Mundell funcionariam. Ele observava que os preços, em especial, salários, seriam resistentes à queda e os governos tenderiam a não deixar que a deflação corretiva fosse posta em marcha, por medo dos efeitos recessivos de curto prazo.
Por conta disso, Friedman pensava que o melhor seria estabelecer uma liberalização comercial profunda, mantendo, entretanto, as moedas nacionais. As taxas de câmbio seriam as responsáveis pelos ajustes entre países superavitários e deficitários.
Havendo déficit, a taxa de câmbio do país deficitário depreciaria até restabelecer sua competitividade e seu equilíbrio no balanço de pagamentos, independente da flexibilidade dos preços e salários ou da disciplina do governo.
Analisando a atual situação europeia, observa-se que Friedman tinha razão. Em grande parte da Europa os salários são rígidos - por leis como o seguro desemprego ou pela força dos sindicatos -, os governos não conseguem controlar gastos e a mão de obra não é tão livre.
O ajuste necessário nunca veio. Ao contrário, a zona monetária comum apenas propiciou uma má avaliação de risco por parte do mercado, que emprestou continuamente aos países deficitários, acreditando no bay out europeu eterno para os devedores.
Há apenas um país que funciona tal como Mundell especificava: a Alemanha. Lá, os trabalhadores aceitaram quedas nos salários e o governo produz reduzido déficit. Com isso, a Alemanha é capaz de competir até mesmo com a China e alcança superávits comerciais com seus vizinhos europeus, aumentando os desequilíbrios na UE.
A controvérsia entre os dois ganhadores do Nobel mostra que a União Europeia só poderá ser salva sob duas hipóteses: ou os países europeus abandonam organizadamente o euro, acabando com a união monetária e mantendo taxas de câmbio flutuantes - como propunha Friedman -, ou os países europeus tornam-se mais parecidos com a Alemanha, conforme Mundell acreditava. Eu aposto na primeira opção.   (Rodrigo Sias - Brasil Econômico)

Receita europeia para a Espanha só agrava a crise
Enquanto a Espanha estiver na zona de risco, o rompimento da união monetária europeia continuará sendo uma possibilidade tangível. Os títulos soberanos do país continuam pagando taxas insustentáveis a longo prazo, mesmo após sucessivas decisões dos líderes da zona do euro para atenuá-las. O agravamento da crise pode ter acelerado o calendário de reuniões de cúpula, mas não as soluções para enfrentá-la.
Em junho, os líderes europeus pareciam ter dado um passo efetivo para combater a crise na Espanha e a de outros países em situação crítica, como a Itália, ao concordarem em princípio com o uso do Mecanismo de Estabilização Financeira para capitalizar diretamente os bancos espanhóis e com a compra de títulos soberanos por parte do Banco Central Europeu (BCE). O que foi visto como significativa concessão da Alemanha não passou até agora de uma miragem.
A capitalização aprovada de € 100 bilhões aos bancos espanhóis ainda irá demorar. Ela está condicionada à criação de instituições que darão forma à união bancária aprovada em tese pelos líderes, com boa parte da supervisão a cargo do BCE. Dificilmente isso ocorrerá antes do início de 2013 e até lá muita coisa de ruim pode acontecer.
As declarações da premiê Angela Merkel após o encontro deixaram claro que a Alemanha, Finlândia e outros países do norte da Europa relutam em aceitar um sistema de garantias e resgate comuns, pelos mesmos motivos que não aceitam endossar a criação dos eurobônus. Correntistas dos bancos alemães, que estão em melhor situação financeira que os espanhóis, por exemplo, teriam de vir em socorro de bancos mal administrados de outros países. Da mesma forma, os alemães não aceitam ter de pagar parte da conta da irresponsabilidade do governo grego. O apoio da população alemã ao euro, segundo pesquisas, é baixo e a ideia de evitar a qualquer custo o colapso da união monetária é impopular.
Além da tergiversação política dos líderes da zona do euro, um sinal de divergências profundas, a uniformidade das receitas até agora usadas para debelar a crise cobra um preço alto da Espanha. Ao contrário de outros países que adotam o euro, sua dívida pública antes da atual crise não era alta, sequer atingia o limite de 60% do PIB estabelecido pela união monetária. Ainda agora, está ao redor dos 70% e é inferior à da Alemanha. Mas sua dívida privada é a maior da zona do euro, com exceção da Irlanda. Boa parte dela é decorrência da bolha imobiliária que minou a saúde financeira da maior parte dos bancos espanhóis.
Segundo cálculos do FMI, o setor da construção deve algo como 10% do PIB às instituições financeiras, e o setor imobiliário, a fábula de 30% do PIB. Ambos os setores operaram muito alavancados. Do lado das famílias, a dívida média consome 104% da renda. Com isso, os remédios para a Espanha indicados pelos líderes europeus têm tudo para dar errado. Diante da forte desalavancagem do setor privado, o governo teria de gastar mais para sustentar a economia.
Mas não é isso que está sendo exigido dele. O governo conservador de Mariano Rajoy se comprometeu, após a indicação de ajuda aos bancos espanhóis, com um pacote de economia de € 65 bilhões que agravará ainda mais a recessão espanhola. O pacote inclui aumento de 18% para 21% do imposto sobre consumo (IVA), corte de 50% no seguro para desempregados e redução em toda linha de gastos sociais e dos salários do funcionalismo. A demanda doméstica cairá em 2012 algo como 4% do PIB. O desemprego está em 24% e pode crescer com o aprofundamento da recessão e do saneamento do setor imobiliário e bancário, que não terminou. Pelos cálculos do FMI, para que a Espanha volte a ter em 2016 o nível de desemprego pré-crise, precisaria crescer 4,5% ao ano. A previsão do Fundo é de que avance apenas 0,5% ao ano até lá.
Houve um alívio nas metas fiscais do país. A Espanha não precisará atingir déficit de 3% do PIB em 2013, e sim em 2014. O déficit de 8,5% do PIB em 2011 cairá a 6,3% neste ano, quando o alvo acordado era de 5,3%. O prazo precisaria ser bem maior para um esforço de cortes e aumento de receita de 5,5% do PIB e a política precisaria ser contracíclica, com aumento de gastos públicos para relançar a economia. A Espanha caminha para longa estagnação, com crise política à vista. Se quebrar, não haverá dinheiro suficiente para resgatá-la. Pouca coisa mudou para o país até agora e os juros cobrados de seus títulos se apoiam nessa constatação prática.  (Valor Online)

Grande risco
Nos quatro últimos dias, tanto o Fundo Monetário Internacional como Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), avisaram que entre os grandes riscos que corre a economia mundial está a falta de solução para os problemas da política orçamentária dos Estados Unidos.
É uma situação esdrúxula. Enquanto os grandes bancos centrais são fortemente convocados a imprimir moeda, para desempoçar o crédito e estimular a atividade econômica, o presidente do Fed adverte que são os políticos ou, no caso dos Estados Unidos, é o Congresso que tem de fazer sua parte.
O problema de fundo é que as despesas em 12 meses do governo dos Estados Unidos vêm sendo cerca de US$ 1,3 trilhão mais altas do que sua capacidade de arrecadação. A solução imediata implica expansão da atual capacidade de endividamento, hoje de US$ 15,2 trilhões. Se o Tesouro dos Estados Unidos não for autorizado a emitir mais títulos, a única saída passaria pela drástica contenção das despesas públicas, cuja principal consequência seria uma profunda recessão.
O maior obstáculo para essa solução é a recusa do Partido Republicano em aprovar tanto o aumento da dívida quanto o de impostos. Em agosto do ano passado, o Congresso dos Estados Unidos conseguiu aprovar, à décima primeira badalada, uma elevação da dívida pública de US$ 14,3 trilhões para US$ 15,2 trilhões. Outro aumento desse teto, para US$ 16,4 trilhões, só poderia acontecer com nova aprovação explícita do Congresso. Se o Tesouro dos Estados Unidos não puder emitir mais dívida, o governo terá duas opções: ou passará o calote em parte dos seus fornecedores ou será obrigado a cortar despesas unilateralmente, com os desdobramentos já apontados.
Nos seus dois pronunciamentos no Congresso dos Estados Unidos, na terça-feira e nesta quarta, Bernanke advertiu que essa política fiscal é impraticável. Caso não seja dada prioridade para o controle do rombo orçamentário, ficará impossível garantir a virada da crise americana e mundial.
Na Europa, multiplicam-se críticas ao excesso de austeridade imposto aos países prostrados pelo excesso de dívidas e, ao mesmo tempo, exige-se que o Banco Central Europeu (BCE) tome o mesmo caminho do Fed: emita moeda e, com ela, recompre os títulos de países do euro – especialmente os de Espanha e Itália. O objetivo dessa manobra é criar mais demanda para os títulos, de maneira que os juros possam cair e, assim, mantenham o endividamento sustentável. O governo alemão vetou essa política, que implicaria o uso do BCE para levar todos os países do euro a pagar um pedaço da conta, que é só de espanhóis e italianos. Mas a falta de uma solução duradoura para a crise do euro talvez torne inevitável esse passo do BCE, que atualmente é considerado irresponsável.
A aprovação do Congresso americano para uma elevação do limite da dívida não é empreitada das mais fáceis. As eleições presidenciais serão somente em novembro. E o Partido Republicano entende que, se contribuir para aumentar as despesas do governo, estará favorecendo a candidatura do seu adversário político, o atual presidente Barack Obama.  (Celso Ming - Agência Estado)

Nada permite pensar que a economia vai melhorar
Segundo alguns analistas, o Banco Central considera que no próximo ano a economia irá muito melhor e, em particular, ao contrário do que previra no Relatório de Inflação, o aumento do IPCA, índice oficial da inflação, não aumentará mais do que se espera para 2012.
Já o último Relatório de Mercado (Focus) mantém a previsão de um IPCA, em 2013, de 5,50%, ante 4,87% neste ano. Estamos céticos com relação às previsões do Banco Central, pois diversos fatores tenderão a elevar as pressões inflacionárias.
Há um certo consenso de que, concluído o período das eleições municipais, o governo cederá à pressão da presidente da Petrobrás para elevar o preço da gasolina para o público, não havendo mais possibilidade de compensação por meio de redução do imposto, que já está zerado. A elevação do preço da gasolina tem efeito sobre uma série de setores, a começar do transporte público, que afeta particularmente a população. É provável outra elevação do preço do diesel, que afetará o custo dos transportes e será transferida aos consumidores.
É difícil acreditar que a elevação da taxa cambial não seja transferida para os preços pagos das mercadorias. Se até agora isso ficou muito limitado, foi em razão dos grandes estoques da indústria, inclusive de produtos importados, e dos efeitos da crise nos países desenvolvidos que exportam para o Brasil e aceitaram reduzir temporariamente as margens de lucros.
A diretoria do Banco Central está atribuindo, com razão, grande responsabilidade ao estado das finanças públicas, considerando importante a obtenção do superávit primário previsto para pagar parte dos juros e, assim, reduzir o déficit nominal, que está criando um excesso de liquidez favorável às pressões inflacionárias.
Ora, tudo indica que o governo deixou de querer obter o superávit primário previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e está pronto para abandonar a disciplina nos gastos públicos, que era o que sustentava a confiança externa no País.
A esse cenário nacional cumpre acrescentar o internacional, ao qual o Banco Central atribui a responsabilidade pela deterioração de nossa economia. Nada permite pensar, no entanto, que a conjuntura mundial no ano que vem se apresente melhor que a do presente. Ao contrário, se houver um recuo da economia chinesa, vamos ter no Brasil forte recuo de nossas exportações. Não basta, enfim, reduzir os juros para impulsionar a economia nacional.  (Agência Estado)

O  número mágico da Lei Orçamentária
Existe uma armadilha embutida na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada terça-feira pelo Congresso Nacional. Conforme o documento, o PIB do país terá um crescimento de 5,5% ao longo de 2013 - e é esse o número que será utilizado pelos parlamentares, quando chegar a hora de elaborar o orçamento propriamente dito, para definir as despesas públicas no período.
É com base nessa previsão de desempenho da economia que os parlamentares definirão o valor das emendas que apresentarão ao governo para gastos públicos em suas bases.
O problema é que a previsão é consideravelmente mais otimista do que os números do Banco Central - que tem se caracterizado por uma dose de realismo superior à de outras instituições do governo. Segundo o relatório Focus divulgado na segunda-feira passada, o crescimento de 2013 deverá ficar em 4,1% (ou seja, 1,4 ponto abaixo do percentual de crescimento que o Congresso utilizará para calcular as despesas).
Por uma conta simples, tomando-se o PIB de 2011 e aplicando sobre ele o crescimento de 1,9% previsto pelo Focus (aplicando-se sobre ele o IPCA estimado pelo Focus em 4,87%), chegaríamos a um PIB de R$ 4,43 trilhões este ano. É aí que vem a armadilha.
Utilizando-se o mesmo critério e tendo os 5,5% de crescimento previstos pela LDO como referência, o PIB de 2013 seria de R$ 4,93 trilhões. Pelo número do Focus, o valor seria menor, de R$ 4,86 trilhões.
A diferença, nesse caso, seria de mais ou menos R$ 70 bilhões. É muito dinheiro. O suficiente para financiar mais de oito pacotes de estímulo à indústria iguais ao baixado pelo governo dias atrás e que foi finalmente aprovado pelo Congresso na sessão de ontem.
Ou seja: já na largada, o Congresso está estimando gastos superiores à capacidade de arrecadação assumida por uma das instituições de maior credibilidade do país.
A consequência é mais do que previsível. Ao longo de 2013, o governo será obrigado a adotar medidas para compatibilizar o gasto com as possibilidades reais do erário público.
Ao fazer isso, será acusado de descumprir o Orçamento - quando, na verdade, estará apenas tomando as medidas necessárias para se manter nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ou, então, para não provocar um desarranjo inflacionário que conseguiria, única e tão somente, deixar o cenário mais confuso e retroceder àquele desatino monetário anterior ao Plano Real. Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem se caracterizado por fugir do essencial e centrar seu esforço em iniciativas inúteis.
Esta semana os parlamentares entram em recesso e, com os eventos previstos para os próximos meses (como o julgamento dos réus do escândalo do "Mensalão" e as eleições municipais), é pouco provável que alguma medida importante seja votada em Brasília (conforme mostra a reportagem em Destaque na edição desta quarta-feira do Brasil Econômico).
É lamentável que seja assim. Mas, infelizmente, essa tem sido nossa realidade.  (Ricardo Galuppo - Brasil Econômico)

LDO mal remendada
Pode-se fazer pelo menos um comentário positivo sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, aprovada na terça-feira pelo Congresso Nacional: é ruim, mas podia ser pior. A oposição conseguiu derrubar, na fase final de tramitação, alguns dispositivos perigosos, como a autorização para estatais firmarem contratos com preços acima das tabelas oficiais. Mas ainda ficaram brechas para a gastança e o desperdício de recursos públicos. O governo poderá, por exemplo, descontar do superávit primário - o dinheiro economizado para o serviço da dívida pública - os valores destinados a investimentos e programas sociais considerados prioritários. Sobraram, além disso, brechas para aumentos de gastos com pessoal, aposentados e pensionistas.
A LDO estabelece as linhas gerais do Orçamento federal, que deverão ser seguidas na proposta orçamentária que, todo ano, o governo envia ao Congresso até o fim de agosto. Deputados e senadores devem completar a votação do Orçamento até dezembro, antes do recesso de verão, mas de vez em quando a aprovação só ocorre no ano seguinte e o País é administrado durante alguns meses sem Orçamento. Quando isso ocorre, o Executivo é autorizado, normalmente, a pagar o pessoal e a realizar certas despesas consideradas indispensáveis.
Neste ano, assim como no ano passado, o governo incluiu na proposta da LDO uma permissão para executar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mesmo sem dispor de um Orçamento aprovado. Por acordo entre oposição e base governista, esse dispositivo foi mais uma vez derrubado. Com uma autorização desse tipo, o Executivo poderia executar a maior parte das políticas de seu interesse, no próximo ano, sem precisar de um Orçamento. Isso aumentaria o desequilíbrio entre Executivo e Legislativo, já considerável pelo menos em termos práticos.
Outro fato positivo foi a derrubada, em plenário, da proposta de autorização para as estatais realizarem licitações com preços acima daqueles indicados nas tabelas oficiais, tomadas como referência pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Essa proposta foi apresentada, por meio de emenda, pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Juntamente com o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), Jucá defendeu a inovação como forma de facilitar os investimentos da Petrobrás e reforçar a política de combate à crise. Embora governista, o relator da LDO, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) rejeitou esses argumentos, mas a emenda foi aprovada por 17 votos a 11 na Comissão Mista de Orçamento. No plenário, a oposição ameaçou obstruir a tramitação do projeto e a emenda foi derrubada.
Com a eliminação desse dispositivo, foram neutralizadas, portanto, duas tentativas do Executivo de realizar despesas fora dos mecanismos normais de controle. Mas outras brechas foram abertas para os gastos.
Não se mexeu nos salários dos servidores, mas sobrou para o Executivo a tarefa de cuidar do assunto quando enviar ao Congresso a proposta orçamentária. Haverá sem dúvida pressões fortes por mais um aumento generoso. Além disso, o governo recebeu o encargo de fixar uma política de ganhos reais, isto é, acima da inflação, para aposentados e pensionistas com remuneração acima de um salário mínimo. Mais uma vez, portanto, as despesas da Previdência deverão crescer em termos reais, tornando mais complicada a gestão das finanças públicas.
Foi aprovada, além disso, uma autorização para o governo descontar do superávit primário até R$ 45,2 bilhões. Esse é o valor previsto para as despesas do PAC. Mas o governo poderá completar esse redutor também com outros itens considerados prioritários, como as ações do Plano Brasil sem Miséria. O governo terá o direito de ser menos austero se executar certos investimentos e alcançar certas metas sociais, como se esses itens fossem extraorçamentários. Não há nenhuma seriedade nesse critério.
Muitas questões ainda serão reabertas, porque um dos pressupostos da LDO é um crescimento econômico de 5,5% em 2013, calculado em cima de uma expansão de 4,5% neste ano. Será preciso abandonar essa fantasia e refazer as projeções. (O Estado de S.Paulo)

Desonerações tiram 0,5% do IPCA este ano
O desaquecimento da demanda doméstica e o efeito deflacionário do cenário externo não são as únicas razões para a desaceleração mais forte do que o esperado da inflação neste ano, segundo analistas. Para eles, as desonerações tributárias concedidas para estimular o consumo também ajudam no controle dos preços. Essa ajuda, contudo, tende a "virar de lado" e afetar a inflação no fim deste ano ou em 2013, quando parte das desonerações acaba.
Élson Teles, economista do Itaú BBA, avalia que as desonerações tributárias devem contribuir com uma redução de cerca de 0,5 ponto percentual do IPCA neste ano, em exercício que busca neutralizar os efeitos das reduções de alíquotas de IPI para automóveis, itens da linha branca e móveis e o aumento de impostos em outras frentes, como no caso de cigarros. O cálculo também procurou reproduzir o aumento da gasolina que chegaria às bombas caso a Cide não tivesse sido utilizada para neutralizar o efeito do reajuste do combustível.
O impacto mais relevante é do incentivo tributário à aquisição de veículos, anunciado pelo governo em 21 de maio. Em junho, os preços dos automóveis novos caíram 5,48% e "tiraram" algo com 0,2 ponto do IPCA, explica Teles. Como a queda provocou também descontos nos valores dos veículos usados, que no mesmo mês ficaram 4,12% mais baratos, o resultado em junho, de alta de 0,08% do IPCA, seria cerca de 0,25 ponto percentual maior sem a desoneração.
Teles pondera, no entanto, que por causa da retração da demanda por esses bens, os preços já estavam em queda e intensificaram esse movimento no mês passado.
Para André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), as desonerações tributárias concedidas pelo governo para estimular o consumo e reativar a produção de alguns bens duráveis têm efeitos bastante tangíveis para o comportamento da inflação. "Quando o governo decide beneficiar a indústria automobilística, olha o efeito que o setor tem sobre outras cadeias produtivas e sobre o emprego, então o escolhem pela amplitude da medida no mercado de trabalho. Mas acredito que também pesam o impacto sobre a inflação, já que fatalmente há um benefício extra", avalia.
Alexandre Schwartsman, sócio da Schwartsman & Associados, também afirma que a contribuição dos incentivos tributários ao setor automobilístico foi relevante para a surpresa positiva com o índice oficial de inflação em junho. Para o ex-diretor do Banco Central, porém, a principal influência para um IPCA mais moderado hoje do que se antecipava no fim de 2011 é a reponderação de pesos do índice a partir da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2008/09.
Schwartsman estima que sem essa atualização, o índice acumulado em 12 meses, hoje em 4,92%, estaria mais próximo de 5,5%. "Temos hoje um IPCA entre 0,6 e 0,7 ponto percentual menor por elementos que rigorosamente não têm relação com o nível de atividade e nem com a política monetária", diz, embora ressalte que a revisão da estrutura do IPCA é um procedimento padrão do IBGE.
Se no caso das desonerações tributárias a prioridade é acelerar a atividade, conter o efeito sobre a inflação ao consumidor foi um objetivo claro no caso do reajuste da gasolina. No fim de junho, a Petrobras anunciou reajuste de 7,83% do combustível, mas ao mesmo tempo o governo reduziu a zero a alíquota da Cide para compensar o aumento definido pela estatal. "Dessa forma, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento", afirmou o Ministério da Fazenda em nota.
Um dos subitens de maior peso na composição do índice geral, o reajuste da gasolina, se chegasse às bombas, poderia adicionar 0,10 a 0,15 ponto à inflação deste ano, nas contas de Élson Teles, do Itaú BBA, e Thiago Curado, economista da Tendências Consultoria.
Schwartsman lembra que como as reduções são temporárias, principalmente no caso do IPI, em algum momento o efeito deve ser inverso. A princípio, o IPI reduzido para automóveis vale até agosto, mas a expectativa entre os analistas é que a reversão da medida não ocorra neste ano.
"No ano que vem, o IPI poderia levar o consenso para próximo de 5,7% [hoje está em 5,5%]", lembra o ex-diretor do BC, referindo-se às projeções para o IPCA no próximo ano, segundo o Boletim Focus.
Thiago Curado, economista da Tendências Consultoria, também projeta que o IPI para veículos será prorrogado ao menos até o fim deste ano. Por isso, diz, a recomposição dos preços desses bens, que pode resultar em acréscimo de 0,3 ponto percentual ao indicador, deve ocorrer em 2013. Esse será, para ele, um dos fatores de pressão para a inflação no próximo ano, que sustentem sua previsão de alta de 6% do índice oficial. Na conta do economista, estão ainda a expectativa de recuperação da atividade econômica, com efeito sobre a inflação de serviços, reajustes dos preços administrados em magnitude maior do que o observado neste ano e taxa de juros real em nível historicamente baixo.  (Tainara Machado - Valor Online)

Mercado Financeiro
Itau Unibanco
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BB e siderúrgicas trazem alta ao Ibovespa
A Bovespa fechou a quarta-feira com alta de 1,25%, aos 54.583 pontos, em mais uma sessão de poucos negócios. Os investidores foram guiados mais por balanços e notícias de empresas, nos Estados Unidos e no Brasil, que por eventos macroeconômicos.
Nem o segundo dia de comentários do presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso, nem o Livro Bege - documento em que o Fed analisa o ritmo da atividade no país - foram influentes ontem. "A maioria dos eventos negativos já está no preço", disse o sócio-diretor da Título Corretora, Márcio Cardoso. "Com volume de negócios baixo, qualquer evento positivo de empresas puxa o mercado."
Em julho, o volume movimentado na Bovespa está 30% abaixo do giro registrado no mês passado. Para analistas, isso acontece em parte devido à cautela dos investidores e em parte porque é período de férias nos EUA. Os estrangeiros respondem por um terço dos negócios no Brasil. Neste mês, o saldo acumulado dos negócios dos estrangeiros na bolsa está negativo em R$ 695,6 milhões.
Em busca de notícias positivas, os investidores aprovaram os balanços de companhias americanas, como Intel e Bank of America. "Depois das quedas das bolsas no primeiro semestre, cada 1% de ganho no dia ou na semana é bem interessante. A questão é acertar o momento e o papel certo porque o mercado está na base do 'stock picking' [troca de ações da carteira]", disse Cardoso.
Um dos destaques do dia foi Banco do Brasil ON, que subiu 6,97%, maior alta desde outubro de 2009. Segundo um operador, o ganho foi puxado por rumores de que o banco vai captar recursos em ienes. Já Petrobras PN subiu 0,41%, para R$ 19,33. A refinaria da empresa no Texas iniciou o processo de retomada das atividades ontem, depois de interrupção no dia anterior. Os papéis da Vale tiveram comportamento misto: as ações ON subiram 0,12%, para R$ 39,50, enquanto as PN recuaram 0,36%, a R$ 38,60. Ontem o HSBC elevou a recomendação para as ações da Vale de neutro para um "peso acima do mercado" (overweight). No entanto, a Citi Corretora cortou estimativas para siderurgia e mineração na América Latina, devido a projeções de preços menores para as commodities.
O papel PN da Gerdau subiu 3,45%, para R$ 17,95; Usiminas PN ganhou 3,69%, indo a R$ 6,17, e MMX se valorizou 1,45%, a R$ 5,56.
O setor de telecomunicações puxou as perdas na Bovespa, depois que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu as vendas da Claro em três estados, da Oi em cinco estados e da TIM em 19 estados. TIM Participações ON caiu 2,77%, para R$ 9,47; Oi ON cedeu 2,24%, a R$ 10,90. Já Vivo PN teve leva alta de 0,22%, fechando a R$ 48,71. (João José Oliveira e Aline Cury Zampieri - Valor Online)

Bolsa tem alta de 1,25%
Notícias positivas nos EUA garantem ganhos no Ibovespa
Investidores ficaram otimistas com o aumento das novas construções de casas nos Estados Unidos. Além disso, Livro Bege apontou para crescimento moderado do país.
Ontem o bom humor dos investidores prevaleceu nas principais bolsas mundiais, diante de notícias animadoras nos Estados Unidos. Com isso, o Ibovespa fechou com alta de 1,25%, aos 54.583 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,88 bilhões.
A grande expectativa para o dia era a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed), que detalha a atividade econômica nos 12 distritos nos quais o banco está presente.
"O relatório foi tranquilo, dizendo que a economia dos Estados Unidos está com crescimento modesto. Teve dois pontos ruins, no setor de emprego e que a economia está devagar, mas mesmo assim veio bom", Mitsuko Kaduoka, analista de Investimentos da Indusval Corretora.
Para ela, o mais importante hoje foi que Ben Bernanke, presidente do Fed, disse que se necessário ele tem novas medidas para incentivar a economia. "Isso criou um fôlego a mais no mercado, pois havia um temor grande de que ele falasse algo negativo sobre a economia americana".
Outro dado que contribuiu para os ganhos ao redor do mundo foi que a construção de casas novas nos Estados Unidos avançou 6,9% em junho, acima das projeções do mercado.
Diante dos bons desempenhos, Wall Street finalizou com valorizações. O índice Dow Jones registrou alta de 0,81%; o S&P 500 teve acréscimo de 0,67%; e o Nasdaq acelerou 1,12%.
Seguindo o mesmo otimismo, as bolsas da Europa terminaram no azul. Ontem, o banco Credit Suisse anunciou que pretende ampliar seu capital em US$ 15,6 bilhões até o fim do ano.
A boa notícia ofuscou o relatório pessimista divulgado hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que sinalizou para uma criação imediata de um banco central único na Zona do
Euro por causa da piora na crise financeira.
"Desde o início da semana, o FMI tem reduzido as projeções do PIB [Produto Interno Bruto] do mundo todo e uma parte deste pessimismo já estava embutido nessas baixas. Este relatório já era esperado".
Com isso, o índice CAC 40, da França, subiu 1,84%; na Alemanha, o DAX teve avanço de 1,62%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 valorizou 1,01%.
Destaques
Em meio à expectativa de que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspenda as vendas de telefonia móvel em diversos estados, as ações da Oi (OIBR4) e da Tim (TIMP3) fecharam em forte queda de 4,47% e 2,77%, respectivamente.
"Todas as operadoras estão com problemas no atendimento e na qualidade. As empresas investem, mas a velocidade de crescimento da rede é muito grande, então leva tempo para atender toda essa demanda", aponta a analista.
Entre as maiores altas, o destaque ficou para os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) e da LLX (LLXL3), que avançaram 6,97% e 6,63%, nesta ordem.
Giro financeiro
Mitsuko Kaduoka afirma que o giro financeiro tem ficado muito baixo no Ibovespa nos últimos pregões.
Segundo ela, isso é preocupante, pois mostra que os investidores estrangeiros estão fora da bolsa, diante da situação ruim na Europa.
"Enquanto as notícias por lá não melhorarem, a bolsa vai ficar vazia. Por outro lado, há uma procura maior de investidores pessoa física", completa.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou estável em relação ao real, cotado a R$ 2,0200 na compra e R$ 2,0220 na venda.  (Niviane Magalhães - Brasil Econômico)

Gestão, Produtos e Serviços
Mestra

Apimec: 22º Congresso em agosto
A Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC) vai promover o 22º Congresso Apimec nos dias 30 e 31 de agosto, em São Paulo, tendo como tema-central “O Brasil no Longo Prazo” e a ABRAPP como uma das apoiadoras do evento.
Veja a programação: http://www.congressoapimec.com.br/programa.html   (Diário dos Fundos de Pensão)

Direito Tributário é tema de congresso
O XVI Congresso Internacional de Direito Tributário vai acontecer de 19 a 21 de setembro próximo, em  Belo Horizonte – MG, promovido pela Associação Brasileira de Direito Tributário (ABRADT), com o apoio da ABRAPP e tendo como temas acesso à justiça em matéria tributária, certidões negativas e cadastros de devedores inadimplentes, compensações tributárias e conflitos de competência entre o STJ e o STF em matéria tributária, entre muitos outros assuntos.
Saiba mais em http://www.abradt.com.br/   (Diário dos Fundos de Pensão)

Crise na Europa
A Livraria da Vila e a Apogeo Investimentos, empresa do grupo Vinci Partners, oferecem a palestra "Formação da Europa. Do Império Romano até a Crise Atual". Gratuita, a palestra será ministrada por Paulo Bittencourt e abordará os impactos da formação da Europa ao longo do tempo e a relação histórica das crises econômicas com o crescimento da região, o que ajudará a entender como a crise atual pode afetar seus investimentos.
Data: 21 de julho
Horário: 11h às 12h
Local: R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo
Informações: www.apogeo.com.br/educacao-financeira  (Valor Online)

Como Administrar Suas Finanças
A palestra gratuita "Como Administrar Suas Finanças" tratará da organização das finanças pessoais. As aulas serão ministradas pela Terranova, agente da XP Investimentos.
Data: 30 de agosto
Horário: 19h às 20h30
Local: R. dos Pinheiros, 610, 3º andar, São Paulo, SP
Informações: (11) 3588-3713  (Valor Online)


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