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21.06 - O desafio de liderar e ser o exemplo para toda a organização
Após os escândalos financeiros que vieram à tona, a exemplo da Enron, WorldCom e Parmalat, a ética corporativa virou assunto prioritário na agenda dos CEOs do mundo inteiro. No Brasil, o tema não poderia ser mais apropriado, diante das suspeitas de sonegação de impostos que atingiu a cervejaria Schincariol.
Para Joanne Ciulla, professora da Universidade de Richmond (EUA), problemas como esses refletem o enorme desafio que os líderes enfrentam em lidar com a transparência de suas ações e a pressão do universo competitivo dos negócios. "Cabe às companhias adotarem uma cultura que valorize a ética como característica fundamental", afirma.
Ao contrário do que se imagina, destaca Joanne, nem sempre os princípios de boa conduta podem ser vistos entre as empresas bem sucedidas. "Prova disso é que os casos de fraudes vieram de quem tinha uma boa imagem no mercado", alerta.
Em Richmond, Joanne dá aulas sobre liderança e ética empresarial. É autora de cinco livros, entre eles, "The Working Life: The Promise and Betrayal of Modern Work", que recebeu em 2000 prêmio da Amazon como melhor obra de negócios. Semana passada, Joanne esteve em São Paulo, à convite do Ibmec-SP, e concedeu entrevista ao Valor, onde falou sobre o dilema dos líderes que precisam conciliar a busca por resultados e a ética no desempenho de suas funções. Leia trechos da conversa abaixo:
Valor: O papel do líder é fundamental para a manutenção da ética na organização?
Joanne Ciulla: Sim, o exemplo vem de cima. A confiança e o respeito dos subordinados estão relacionados ao exemplo daqueles que têm funções de comando. Hoje em dia, a sociedade rejeita o uso manipulador do poder. As pessoas desejam seguir líderes íntegros e coerentes. E são eles que acabam atraindo profissionais mais capacitados e competentes.
Valor: Por que tantos casos de fraudes foram descobertos praticamente no mesmo período?
Joanne: Quando você vê uma companhia com determinado problema, descobre que há muito mais casos. Exemplo disso foi a Enron que desencadeou uma sucessão de novos escândalos. É feito um vírus que acaba se espalhando. Se um executivo começa a fazer uma coisa de uma determinada maneira, as pessoas começam a achar que o errado é o certo.
Valor: De que forma o alto comando pode inibir atitudes antiéticas em sua empresa?
Joanne: É preciso se preocupar também com profissionais de nível hierárquico mais baixo, como os gerentes de segunda linha. Porque se algo estiver errado a culpa é do líder, mesmo se quem não estiver agindo de acordo com valores éticos forem os funcionários da base da pirâmide. A responsabilidade é toda de quem está no comando. O mesmo se aplica na política. Às vezes, o presidente de uma nação não sabe o que vem acontecendo, mas é dele sua inteira responsabilidade. Veja o outro lado da história. Quando coisas boas são realizadas, o sucesso sempre é atribuído a ele.
Valor: E como formar líderes mais éticos?
Joanne: Vimos que os problemas atingiram empresas consideradas sólidas e que não eram tão sólidas assim. As empresas precisam ter instrumentos institucionais que permitam verificar o comportamento dos líderes e balancear a distribuição de poder. Na maioria das vezes os líderes são antiéticos porque não sabem fazer as coisas da maneira certa. Eles até possuem bom caráter, mas quando se tornam líderes acabam se corrompendo e mudam sua forma de agir.
Valor: O que pode ser feito para reverter isso?
Joanne: O problema é que ele acaba tendo à sua volta pessoas que só dizem sim. Acredito ser indispensável ter no ambiente opiniões contrárias para que haja um equilíbrio. Outra questão é saber lidar com o sucesso. Muitos deixam de ter humildade e esta é uma questão fundamental.
Valor: Boa parte das empresas afirmam ter dificuldade de serem éticas diante da concorrência desleal do mercado. Na sua opinião, qual seria a solução para esse tipo de problema?
Joanne: Esta é uma situação complicada. Mas acho que depende de como você quer viver sua vida. A grande questão está em optar por fazer coisas erradas e se sentir mal com isso ou viver bem e poder se olhar no espelho. E é claro, sofrer as conseqüências. Infelizmente ser ético nem sempre significa ter um final feliz.
Valor: A falta de ética vem crescendo muito nas corporações?
Joanne: Na realidade, os executivos com má conduta passaram a ser descobertos mais rapidamente. E a incidência ocorre mais em empresas maiores, pelo próprio tamanho de suas operações. Nelas é mais fácil esconder problemas de fraude, por exemplo, do que em empresas pequenas. Não dá pra se comportar de uma maneira não ética nas menores, você acaba sendo descoberto.    (Andrea Giardino -  Valor Online)

21.06 - Garantia de emprego a acidentado não é condicionada a seqüelas
A 2ª Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) assegurou a um ex-empregado da Indústria de Bebidas Antarctica do Sudeste indenização pela dispensa ocorrida no período de estabilidade provisória. Ele fraturou o metacarpo da mão direita em trabalho que realizava na unidade de produção da empresa. Dois meses depois, em julho de 1992, obteve alta, mas, passados dois meses e meio do retorno ao trabalho, foi dispensado imotivadamente. 
Para o TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro), o direito à garantia de emprego durante um ano, assegurado ao trabalhador acidentado pela Lei 8.213/91, estaria condicionado à incapacidade para o trabalho ou à seqüela. No recurso ao TST, a defesa do trabalhador argumenta que “não cabe ao magistrado fazer distinções onde a lei não o faz”. 
“O artigo 118, da Lei 8.213/91, não restringe o direito à garantia de emprego aos segurados que tenham sofrido sequelas ou perdido parte da capacidade laborativa em decorrência do acidente de trabalho”, concordou o relator, juiz convocado do TST Josenildo dos Santos Carvalho. 
O relator citou jurisprudência do TST (Súmula 378,II) que estabelece como pressupostos para a obtenção dessa estabilidade de um ano o afastamento do trabalho por prazo superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio-doença. O ex-empregado da Antarctica ficou afastado do trabalho por dois meses, com o conseqüente recebimento do benefício previdenciário. 
Com o provimento do recurso do trabalhador, a 2ª Turma do TST condenou a empresa a pagar salários retroativos do período compreendido entre a data da despedida até o final do período da estabilidade.    (Última Instância)

20.06 - Presidente da IBM pede que Brasil atualize legislação trabalhista 
O presidente da IBM Brasil, Rogério Oliveira, afirmou sexta-feira que o país precisa adaptar sua legislação trabalhista para a economia globalizada.
Segundo ele, que participou de debate no Congresso de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), o fato do Brasil estar atraindo centros de serviços mundiais das grandes corporações provoca rotinas não previstas na legislação.
"Tenho funcionários em Hortolândia (SP) que atendem o mercado americano. Por isso, eles folgam no 4 de julho (Independência dos EUA), mas às vezes precisam trabalhar no 7 de setembro (Independência do Brasil) e, por isso, posso ter problemas com a lei trabalhista", exemplificou.
Outra situação é com relação ao trabalho remoto, quando o funcionário trabalha em sua própria casa ou em campo, visitando clientes. "Isso ainda não foi legislado, mas já existe em muitas companhias", afirmou Oliveira.
Além de ajustar a legislação aos novos tempos, o presidente da IBM também opina que "o país necessita de um plano nacional de capacitação de mão-de-obra" para continuar competitivo nas disputas pelos centros mundiais de serviços.
O executivo ainda lembrou que, enquanto o Brasil investe cerca de 1,6% do PIB em tecnologia da informação - algo em torno de R$ 11 bilhões por ano - , países mais desenvolvidos já estão na casa dos 5% a 6% do PIB.   (Taís Fuoco - Valor) 

20.06 - A ética já não pode ser dispensada nas corporações
Em abril deste ano, uma empresa capixaba foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho a indenizar um ex-empregado que ouvia xingamentos do chefe durante reuniões de trabalho. A decisão de segunda instância julgou ter havido danos morais ao empregado. Fato recente, uma tradicional empresa que opera no mercado automobilístico também foi condenada, pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, a pagar uma indenização a uma funcionária, assediada por um supervisor que sugeriu a ela vender o corpo em troca de aumentar sua carteira de clientes. 
Os valores envolvidos pouco importam, pois certamente estarão aquém do prejuízo que estas ações representaram em termos de imagem institucional para as empresas. Assim como são incalculáveis os prejuízos nos casos de maquiagem contábil que estouraram nos Estados Unidos, drenando marcas consolidadas e relevantes. 
Um lembrete: estes não são casos isolados. Nos últimos dez anos são cada vez mais freqüentes as condenações, quer por assédio sexual, moral ou impropriedade de conduta empresarial. Talvez por isso, ética tem sido uma discussão recorrente em diferentes grupos sociais e não é diferente no segmento empresarial. 
A desatenção a este ingrediente tão etéreo e aparentemente intangível tem provocado estragos – na maioria das vezes irreversíveis – em grandes organizações e instituições organizadas, no Brasil e no mundo. A sociedade, bem mais organizada do que há alguns anos, já não tolera deslizes que antigamente eram suportáveis, quer na política, nas empresas, nas relações interpessoais. 
Porém, as últimas manchetes mostram que muitas organizações ainda não se deram conta da urgência de incluir em suas práticas cotidianas esse ingrediente que, parece, é a origem de grandes males que só tendem a se agravar. E mais: os exemplos acima apontam que a impunidade está perdendo terrenos nas práticas ilícitas. Atentas a esse movimento, que ganha adeptos todos os dias, algumas empresas já se apressaram em buscar apoio técnico no sentido de criar códigos que pautem a sua conduta diante de seus pares, da sociedade, do governo. 
Grandes bancas de advogados já arregimentam profissionais de peso para cuidar do tema. São equipes prontas para orientar empresas que desejam instituir códigos de ética em seus manuais, uma atitude inimaginável há poucos anos. A responsabilidade social é um dos maiores e melhores desdobramentos dessa questão, quer seja em volume, conteúdo e mais sofisticação na gestão do terceiro setor, permitindo às empresas o verdadeiro exercício da cidadania corporativa e mais alento à sociedade. 
Não por acaso são empresas líderes em seus segmentos e não se tem notícia de crise entre elas. Empresas que nem sequer se dispuseram a olhar mais atentamente para o tema estão perdendo o bonde da história corporativa. Qual o caminho? Cada organização terá de encontrar o seu. 
Não existe uma receita pronta e à venda nas melhores casas do ramo. Mas o exemplo vindo de cima pode ser a mais sensata das receitas, ainda que simplório na essência. Criar grupos de discussão interna, motivar atitudes coerentes com a moral vigente e preservacionista em relação ao meio ambiente podem ser a largada para uma empreitada não tão fácil quanto parece. 
Ao longo dessa jornada, nos deparamos com uma surpreendente constatação: a conduta ética gera dividendos, ainda que nos obrigue, como empresários, a incluir mais uma disciplina em nosso cotidiano: a gestão de imagem corporativa. Como disse Lee Hornick, diretor da Conference Board, a mais prestigiada organização de empresas dos EUA, "não basta gerir capital. 
Agora, os executivos estão preocupados também com a gestão de imagem das companhias. A identidade da empresa é crucial. A forma como consumidores e acionistas enxergam uma empresa determina seu sucesso ou fracasso.     (Gazeta Mercantil - Paulo Zoéga)

20.06 - Portas abertas com a networking virtual
No início, era apenas mais uma forma de reunir os amigos em torno de interesses em comum. O que muitos não esperavam é que a proliferação de sites de relacionamento também abrisse portas para a conquista de um emprego. É exagero dizer que a ferramenta é mais eficaz que outros métodos convencionais, mas sabe-se pelo menos que o profissional tem à sua disposição mais um canal para procurar trabalho. 
Etapa mais recente da expansão da Internet, os sites de relacionamento ganharam força no último ano, com o surgimento de páginas como Linkedin e Ecademy.com. Febre em todo o mundo, é no Brasil que o Orkut - outra novidade em networking virtual - possui maior número de adeptos, segundo especialistas. Na avaliação do consultor e sócio-diretor da Connect Time, Lao Martins, os sites de relacionamento vêm para somar na busca por emprego.
- Sem dúvida, são poderosas ferramentas para geração de empregos. E isso reflete uma tendência na qual as pessoas aparecem cada vez mais acostumadas a trocar informações sobre os mais variados temas com amigos via Internet - diz Martins, que em breve planeja lançar um site semelhante. "Será o Multiplink, onde os usuários poderão publicar artigos próprios para consulta online", adianta.
Para Martins, a tendência é que os sites facilitem a vida dos profissionais na busca por trabalho. "O principal disso tudo é que o advento de páginas de relacionamento inverte a forma como as pessoas procuram emprego. Hoje, são as oportunidades que chegam até você pela tela do computador", diz. E foi o que ocorreu com a relações públicas Juliana Leonel ao ingressar em um e-group - conta de e-mail compartilhada por pessoas com interesses em comum.
Juliana conquistou sua atual posição em uma câmara de comércio graças a um e-mail enviado para a lista do grupo. "Nem estava procurando outro emprego, mas acabei me interessando pela vaga", confessa. "Entrei em contato e acabei sendo chamada", comemora. Ela diz que a prática já beneficiou outras pessoas.
Juliana garante ter amigos que já conseguiram emprego dessa mesma forma. "Hoje nosso e-group funciona para informar a comunidade sobre qualquer evento que possa ser de nosso interesse. Assim, as vagas acabam passando sempre dos veteranos para os mais novos", explica. Outro a conseguir uma posição foi o webdesigner Sandro Loyola, mas a dica veio pelo Orkut. "Fiquei sabendo de uma vaga por indicação de um amigo que é do meu grupo de interesse no Orkut", diz. 
O diretor do Ecademy.com para a América do Sul e Brasil, Octavio Pitaluga, afirma, no entanto, que as vagas que costumam surgir em sites de relacionamento são específicas. Exemplo: segundo ele, para cargos de média gerência ou superiores, a oferta é escassa. "Em geral, as posições expostas são para funções inferiores". No caso do Ecademy.com, o usuário paga hoje US$ 15 por mês para ter acesso à comunidade de negócios do site. 
Empresas checam perfil no Orkut 
Há casos de empresas que, ao receberem currículo do candidato, já fazem buscas no Orkut para conhecer outros pontos do perfil do profissional não mencionados no currículo. O sócio-diretor da Connect Time, Lao Martins, garante que a estratégia é válida.
- Fazemos isso quando precisamos contratar alguém. Procuramos conhecer os grupos de interesse da pessoa, e principalmente o que falam dela, como é sua personalidade - afirma. Indagado se a consulta pode ser determinante na hora da contratação, Martins diz que é apenas um complemento. "Os currículos têm peso maior, naturalmente", garante. 
Por esse motivo, a consultora da Etiqueta Empresarial, Maria Aparecida Araújo, diz que ter postura é essencial, até mesmo via Internet. "É bom ter etiqueta em todos os ramos da vida, e os sites de relacionamento não fogem à regra", afirma. Ela lembra que as comunidades funcionam como vitrines que podem fornecer rico material para consultores de RH.
Maria Aparecida diz que, no topo da lista de preocupações, deve estar o cuidado com a língua portuguesa. "Quem escreve errado, fala errado. É preciso estar atento a isso, além de evitar uso de palavrões e termos pejorativos", recomenda. Outra dica: tome cuidado com as opiniões publicadas em sua página na Internet. "Assim como uma vitrine, o mau gosto também pode eliminar futuras chances de emprego".    (MARCOS LOBO - Jornal do Commercio)

20.06 - Mais vagas formais que informais
Duas pesquisas mostram que o País tem criado mais empregos formais com carteira assinada do que empregos informais. Levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado ontem, mostra que em maio foram criadas 212.450 vagas formais, o terceiro melhor resultado da série histórica. O recorde é de maio do ano passado, com 291.822 pontos. Já a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativa a abril aponta que houve crescimento de 6,4% dos empregos com carteira do setor privado, enquanto que a criação de empregos sem carteira aumentou apenas 2,2%.
- Isso não ocorre normalmente - avalia o economista Marcelo Ávila, do Grupo de Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Segundo o economista do Ipea, este ano o emprego com carteira cresce a uma velocidade acima do emprego sem carteira. Em fevereiro, março e abril houve um movimento bem nítido de criação de emprego formal acima do informal. "O que acabou aumentando o grau de formalidade da economia", considera Ávila.
A pesquisa do IBGE cobre seis regiões metropolitanas do Brasil, informando sobre empregos formais e informais. Já o Caged é um cadastro dos empregos formais em todo o País. Seus dados têm por base informações mensais de empresas sobre a movimentação do emprego, como demissão e contratação.
DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA COMEÇA A AFETAR O EMPREGO 
A desacleração da economia, no entanto, começa a refletir na criação de vagas formais. Segundo o Caged, de janeiro a maio do ano passado o mercado de trabalho formal foi capaz de criar 826.761 ocupações. No mesmo período deste ano, o saldo líquido do emprego é positivo em 770.767.
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, não se dá por vencido. Ele argumenta que 2004 foi um ano excepcional e, por isso, toda a comparação com o ano passado fica prejudicada. "Não há ainda perfil de desaceleração no mercado de trabalho. A tendência para este ano é positiva e, se não vamos ultrapassar 2004, vamos pelo menos repetir o desempenho", garantiu.
Márcio Pochmann, professor de economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) , diz que o País vive um "bom problema" na criação de empregos.
O "bom problema" é a criação de empregos, mas, em sua maioria, com baixos salários.
- Tínhamos um péssimo problema quando o Brasil não criava emprego. Hoje, vivemos uma conjuntura favorável à criação de trabalho. Mas por outro lado, há o problema de criarmos ocupações com baixa remuneração - afirma Pochmann. Segundo o economista, "as empresas terminam demitindo pessoas com salários entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais e contratam pessoas com salários em torno de R$ 350 e R$ 450".
IPEA acredita na criação de mais de 1 milhão de vagas 
Marcelo Ávila, do Ipea, acredita na criação de mais de 1 milhão de empregos neste ano, mas diz que não deve haver o mesmo desempenho quantitativo do ano passado, "quando se falou em 1,5 milhão".
Recentemente, o Ipea reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% para 3,5%. "Acredito numa melhora na qualidade das vagas criadas, como empregos com carteira assinada, com mais qualidade e menos quantidade", afirma Ávila.
- Com todo o respeito ao Ipea, que tem técnicos de altíssima qualidade, tenho observado as previsões e eles estão sempre muito cautelosos - comentou o ministro Berzoini. ao anunciar ontem os números do Caged.
Na avaliação do ministro, os investimentos previstos pelo Governo, especialmente os R$ 11 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a área da construção civil e saneamento, vão fazer a diferença no segundo semestre e 2005 pode fechar com um saldo líquido do emprego de 1,5 milhão. "Estamos trabalhando duramente para remover os obstáculos que inibem a aplicação do dinheiro do fundo", disse o ministro. 
Os obstáculos apontados por Berzoini são as resistências da equipe econômica em elevar o limite de endividamento do setor público para que Estados e municípios possam pegar os R$ 2,7 bilhões do FGTS para obras de infra-estrutura e saneamento básico.
Para o ministro do Trabalho, mesmo com as restrições da política monetária e os problemas com o câmbio, o dinamismo da economia é forte. Berzoini disse que a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve estável o atual nível da taxa de juros básica da economia, foi um sinal importante.   (Jornal do Commercio)

20.06 - Criação de emprego formal diminuiu
O mercado de trabalho nacional registrou em maio a criação de 212.450 empregos com carteira assinada. Segundo o Ministério do Trabalho, houve desaceleração na comparação com os 266.095 postos criados em abril passado e os 291.822 de maio de 2004. O ministro Ricardo Berzoini minimizou a queda e disse que não se trata de uma tendência. Segundo ele, o governo acredita em 1,5 milhão de novos empregos formais em 2005, repetindo o desempenho do ano passado — quando o saldo foi de 1.523.276. 
Esta marca, ressaltou Berzoini, poderá ser atingida caso se mantenha o crescimento das exportações e haja um impulso no consumo popular como conseqüência do aumento do salário-mínimo. 
Berzoini ressaltou que alguns setores, como calçados e móveis, já sentem o impacto da valorização do câmbio. Por isso, tiveram o pior desempenho na pesquisa mensal de emprego. Nos cinco primeiros meses do ano, a indústria calçadista criou apenas 991 novos empregos, frente aos 23 mil de igual período de 2004. Segundo o ministro, esta queda se concentra no Rio Grande do Sul. Enquanto o Brasil teve alta no emprego em maio, a economia gaúcha mostrou queda de 5.831 postos de trabalho. 
— A tendência não é uma desaceleração. Mesmo com juros altos e câmbio valorizado, o emprego já cresceu 6% nos últimos 12 meses — disse. 
De janeiro a maio, foram criadas 770.767 vagas com carteira, uma queda em relação aos 826.761 empregos surgidos em igual período de 2004. 
Em 2005, os empregos estão concentrados nas áreas de comércio (100.986), indústria (177 mil, sendo 57.097 só no segmento de alimentação e bebidas) e serviços (304.451). 
Já o nível de emprego na indústria paulista subiu em maio pelo quinto mês consecutivo. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram criadas 7.038 vagas em maio, o que representa uma alta de 0,34% na taxa, na comparação com abril. No acumulado de janeiro a maio, o nível de emprego cresceu 2,45%, com a abertura de 50.118 vagas. 
Mas, apesar do aumento de vagas, a expansão do nível de emprego é a menor para um mês de maio desde 2000. Com ajuste sazonal, o nível de emprego caiu 0,06% em maio e, no acumulado do ano, subiu 0,93%.     (Enio Vieira e Wagner Gomes - O Globo)

17.06 - TRT-SP entende que doença gera indenização por dano material e moral
Para os juízes da 6ª Turma do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), é de competência da Justiça do Trabalho a avaliação do dano material e moral resultante de conduta do empregador no âmbito da relação de trabalho, inclusive quanto ao dano que decorre de acidente de trabalho.
Segundo a assessoria de imprensa do TRT-SP, o entendimento foi firmado no julgamento de recurso ordinário de uma editora, contra sentença 57ª Vara do Trabalho de São Paulo que condenou a empresa a pagar indenização por danos morais e materiais a um ex-empregado.
De acordo com o laudo pericial juntado ao processo, o ex-empregado – que trabalhava como operador de telemarketing – é portador de tenossinovite, "doença desenvolvida pelas atividades exercidas quando empregado da reclamada, trabalhando intensamente em terminal de computador sem o devido intervalo".
O reclamante alegou que a doença é irreversível e teve como causa "a negligência e imprudência" da editora, "que não forneceu equipamentos destinados à segurança do trabalho, exigindo, ainda, o cumprimento de jornada de trabalho excessiva",
Inconformada com a condenação, a empresa recorreu ao TRT-SP alegando que a Justiça do Trabalho é incompetente para apreciar indenização por dano moral e material em virtude de acidente de trabalho. Também sustentou que a doença não ocasionou redução da capacidade de trabalho do operador.
Para o juiz Rafael Pugliese Ribeiro, relator do recurso no tribunal, "é certo que para o dano moral, produzido dentro das relações de trabalho, é competente para julgamento a Justiça do Trabalho".
"Foi justamente para julgar o dano trabalhista, nesse complexo relacionamento entre empregado e empregador, que foi criada a Justiça do Trabalho. É pacífico na doutrina e jurisprudência que o dano moral pode ser cumulado com o dano material. Julgando-se o dano material trabalhista, dele pode resultar, ocasionalmente, como fruto desse juízo de valor, também o dano moral, imaterial", observou o relator.
Para o juiz Rafael, "o fundamento para a indenização pretendida é ato decorrente da relação de trabalho, ainda que não voluntário (acidente de trabalho ou doença profissional equiparada), nos moldes do art. 186 do Código Civil (art. 159 do Código Civil de 1916), situação absolutamente diversa das ações referentes à prestação previdenciária decorrente de acidente de trabalho, propostas contra o INSS ou contra o Estado. Estas sim de competência da Justiça Comum".
Por unanimidade, a 6ª Turma acompanhou o voto do relator, condenando a editora ao pagamento de indenização equivalente a um ano de salário operador de telemarketing, incluindo 13º terceiro salário, férias e FGTS acrescido de 40%.   (Última Instância)

17.06 - Emprego sobe, mas renda cai
O nível de emprego industrial avançou 0,6% em abril na comparação com março, e 3,1% se comparado ao mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em março, a pesquisa havia apontado um recuo de 0,2%. A renda do trabalhador, no entanto, não acompanhou o avanço do nível de emprego e caiu 2,3%, após quatro meses consecutivos de expansão. Das 14 áreas pesquisadas, 11 apresentaram crescimento no total de empregos em relação a abril de 2004, com destaque para São Paulo (4,9%) e Minas Gerais (4,6%), que tiveram maior impacto sobre o índice.   (Correio Braziliense)

17.06 - Berzoini minimiza queda no ritmo de geração de emprego formal
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, minimizou a queda no ritmo de geração de empregos formais em maio e disse que não se trata de uma tendência. Em maio, houve um aumento de 212.450 empregos com carteira assinada, contra os 266.095 postos criados em abril passado e 291.822 em maio de 2004.Segundo Berzoini, o governo acredita na criação de 1,5 milhão de novos empregos em 2005, repetindo o desempenho do ano passado. 
Berzoini afirmou que este número poderá ser atingido caso se mantenha o crescimento das exportações e haja um impulso de consumo popular com o aumento do salário-mínimo. Ele ressaltou que alguns setores como calçados e móveis sentem o impacto da valorização do câmbio e tiveram o pior desempenho na pesquisa mensal de emprego. 
- Mesmo com juros altos e câmbio valorizado, o emprego cresceu 6% nos últimos 12 meses, acima do desempenho da economia - afirmou o ministro. (Enio Vieira - Agência O Globo)

17.06 - Emprego na indústria voltou a crescer em abril
A safra maior de cana-de-açúcar e o setor de automóveis fizeram o emprego na indústria se recuperar em abril. A alta na ocupação foi de 0,6% em comparação a março, praticamente anulando o corte de 0,4% das vagas entre janeiro e março. No ano, o quadro na indústria aumentou 2,7% e, nos últimos 12 meses, 2,9%. Apesar da pequena alta, o IBGE considerou estável o emprego na indústria: 
— Olhando os indicadores de tendência, essa alta apenas compensa as perdas anteriores. Portanto, consideramos que há uma estabilidade no emprego, assim como na produção. Mas houve alta de 3,1% em relação a abril. Portanto, não estamos pior do que no ano passado — explicou Isabella Nunes Pereira, gerente da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. 
Setor de alimentos contratou mais 9,6% em abril 
A massa dos rendimentos dos operários recuou, num movimento contrário ao do emprego. A queda alcançou 2,3% contra março, mas ainda assim não levou todos os ganhos reais do ano. Em 2005, a massa cresceu 3,8% e frente a abril do ano passado, alta de 4%. 
— No início do ano, há uma concentração de pagamentos extras, como a participação nos lucros. Agora, esses rendimentos começam a desaparecer da folha — disse Isabella. 
O salário médio real do trabalhador subiu menos que o total dos rendimentos. Em abril, na comparação com o mesmo mês de 2004 (o IBGE não calcula esse indicador frente ao mês anterior), houve alta de 0,9%. No ano, limitou-se a 1,1% e, nos últimos 12 meses, subiu 4,5% contra 7,6% da massa salarial. 
Essa recuperação em abril também não representa uma indicação de que o emprego continuará crescendo nos próximos meses. Na avaliação do economista Marcelo de Ávila, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a produção industrial precisa voltar a crescer para manter o emprego em alta. Em abril, a produção ficou estagnada: 
— A expansão foi muito pequena e só vai prosseguir com a recuperação da economia. Em abril, o efeito da entrada da safra de cana-de-açúcar impulsionou o emprego em dois setores. Na indústria de alimentos e bebidas, a contratação superou as demissões em 9,6% frente ao mesmo mês do ano passado, enquanto na produção de álcool o quadro cresceu 2,92%. Unindo-se aos dois ramos, vem o de meios de transporte, com aumento de 11,5% no número de empregados na indústria automobilística. 
Esse perfil de contratação beneficiou a indústria paulista, que registrou o seu maior desempenho (4,1%) desde dezembro de 2001. 
No Rio, o emprego na indústria caiu 1,3% 
As pressões para baixo vieram das indústrias de calçados e couros, com o corte de 8,8% no pessoal, e de vestuário, com redução de 3,2%. Essa característica do mercado de trabalho na indústria prejudicou mais fortemente o Estado do Rio, onde o setor de confecções tem maior presença. No ano, o emprego na indústria fluminense ficou 0,9% menor. Ao lado do Rio Grande do Sul (-3%), são os únicos estados onde a ocupação industrial está menor este ano.    (Cássia Almeida - O Globo)

16.06 - Executivos trocam múlti por empresa de médio porte
Em janeiro deste ano, o engenheiro eletrônico Alexandre Alvim, 34 anos, deu um passo ousado em sua carreira. Trocou a direção da unidade de banda larga da Vésper - operadora adquirida pela Embratel em dezembro de 2003 - pelo comando de uma recém-criada empresa especializada em internet, a Inova Internacional.
Por trás da decisão existia um desejo contido por muitos anos, o de colocar em prática seu lado empreendedor. "Nas grandes multinacionais você fica muito engessado e preso à linha estratégica da matriz", afirma Alvim. Foi então que o executivo decidiu apostar alto, mergulhando de cabeça no novo desafio.
Sua missão era começar tudo do zero. Para isso, formou toda a equipe da Inova, construindo degrau por degrau o mercado para a companhia. Hoje, além de cuidar da operação brasileira, também é responsável pela filial nos Estados Unidos, com a meta de impulsionar os planos de internacionalização da empresa.
Assim como Alvim, uma leva de executivos vêm abandonando seus cargos nas multinacionais para arriscar-se em companhias de menor porte. Estudo da Mercer Consulting revela que a pequena diferença salarial em alguns níveis hierárquicos entre as grandes e médias organizações está contribuindo para essa movimentação. "Excluindo os cargos de presidente, nos demais níveis hierárquicos as práticas de remuneração das médias estão, cada vez mais, se equiparando às grandes", afirma Marcelo Ferrari, diretor de desenvolvimento da Mercer.
Segundo ele, um gerente sênior de uma empresa com faturamento de US$ 500 milhões pode chegar a ter um salário 10% menor do que um colega na mesma função que trabalha em um companhia com receita de US$ 1 bilhão. "Já na esfera de diretoria, há casos onde essa diferença fica em torno de 20%", explica Ferrari. Outra pesquisa da Watson Wyatt reforça essa tendência. "Enquanto um diretor de uma organização com faturamento de US$ 300 milhões ganha R$ 50 mil por mês, em uma empresa de US$ 1 bi, o salário médio é de R$ 60 mil", afirma Marcos Morales, diretor de capital humano da consultoria.
Um aspecto importante que tem se tornado usual nas companhias de menor porte é que elas passaram a incluir nos pacotes de remuneração componentes que até então eram privilégio das multinacionais. É o caso dos programas de benefícios e incentivos de curto e longo prazo. "Para serem mais competitivas, elas estão se profissionalizando e adotando padrões muito parecidos com os das multinacionais", destaca Ferrari.
Fora a questão financeira, as pequenas e médias atraem cada vez mais os executivos por oferecerem maior autonomia, agilidade nos processos, estreito contato entre os funcionários e a alta direção, visibilidade interna, grandes possibilidades de ascenção, além de serem menos burocráticas. "As multinacionais, de uma maneira geral, enfrentaram processos de downsizing, com redução nos quadros de funcionários", analisa Ferrari. "É nas pequenas e médias que os executivos vão encontrar oportunidades".
O caso do ex-diretor da Vésper/Embratel reflete bem essa tendência. Após quatro anos se reportando ao presidente da organização, Alexandre Alvim sabia que suas chances de sair daquela posição eram muito remotas. "Quando a Vésper foi absorvida pela Embratel, vi que havia muito chão para chegar lá", diz.
Consciente dos desafios que iria encontrar pela frente, o executivo enxergou vantagens que jamais teria se continuasse na Embratel. A autonomia era uma delas. "Aqui eu posso fazer as coisas do meu jeito, sem interferências", destaca Alvim. "É claro que se algo der errado, a responsabilidade é minha. No entanto, sou mais visto pelas ações que coloco em prática".
Para Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli, especializada na recolocação de executivos, as oportunidades nas pequenas e médias são imensas, principalmente para os mais seniores. "Elas permitem que o executivo coloque em prática todo seu conhecimento adquirido nas grandes organizações", ressalta.
De acordo com Mariá, as multinacionais continuam enxugando suas estruturas e quando contratam, preferem profissionais mais juniores. "Enquanto as empresas menores estão em busca dessa experiência, de gente altamente qualificada", afirma.
Há muito espaço para executivos, explica Mariá, cuidarem de projetos pontuais, como processos de reestruturação, sucessões, fusões ou reorganização financeira. Ou seja, são contratados por um determinado período. Dados da consultoria apontam que só nos primeiros quatro meses de 2005, 21% dos executivos voltaram ao mercado como pessoa jurídica. Um aumento significativo em comparação aos números registrados em anos anteriores. "Às vezes, a companhia não tem cacife para pagar o salário de um executivo desses. Então ela o chama para uma gestão temporária, pagando por projeto".
Trocar um emprego "estável" em uma uma grande corporação pela aventura de trabalhar em uma empresa média também pode ser a oportunidade do executivo deixar de ser mais um. "Ele passa a ser visto de fato pelos resultados que gera, o que dificilmente acontece em uma grande empresa. Seu superior é quem acaba sendo responsável pelo sucesso da equipe", afirma Luciana Sarkozy, sócia do Career Center, consultoria que tem como foco o aconselhamento de carreira.
Mas segundo ela, a intensa migração de executivos que saem de grandes para pequenas e médias empresas acontece por uma razão simples. "É a forma de chegar no topo mais rapidamente, pulando algumas etapas", observa Luciana. "Dificilmente um gerente ou diretor é promovido à presidente de uma grande corporação em um curto espaço de tempo", analisa.
Sidney Fabiani, 37 anos, atual presidente da Gemelo, empresa de tecnologia que atua no mercado de armazenamento de dados, está na lista dos executivos que resolveram abrir mão do status de trabalhar em grandes corporações. Acostumado a percorrer os corredores de multinacionais - ele acumula passagens pela ACNielsen, Ceras Johnson e Oracle - em 2001 começou a vislumbrar uma nova etapa em sua carreira. Pediu demissão da UUNet, empresa de infra-estrutura de internet, que estava desembarcando no país.
"Na época, a WorldComm, controladora da companhia, adquiriu a Embratel. E a UUNet se transformaria em uma divisão da operadora. Ou seja, os meus sonhos de continuar crescendo estariam mais longe de serem concretizados", diz Fabiani. Disposto a impulsionar sua carreira, ingressou na Gemelo, uma empresa de US$ 4 milhões - com receita oito vezes menor do que a da UUNet - e cerca de 30 funcionários, ocupando o cargo máximo na empresa.
De cara foi ganhar um salário 130% maior e o dobro do que tinha de benefícios no emprego anterior. "Mas procurei tomar algumas precauções", conta. Entre as exigências, Fabiani pediu estabilidade de um ano e que sua minha remuneração não fosse atrelada ao resultado dos negócios.
Passados quatro anos, ele afirma que a escolha valeu a pena. "Hoje, me considero um profissional bem resolvido. Faço o horário que quero, corro em busca de oportunidades que não levam meses para terem o aval de meus superiores", ressalta Fabiani.
A possibilidade de empreender e ter maior liberdade de gestão foram os fatores que levaram Carlos Eduardo Nogueira a aceitar a proposta de ir para a InterSystems, empresa do setor de Tecnologia da Informação. O executivo que ocupava a vice-presidência da GVT em Curitiba, deixou a operadora de telefonia fixa em novembro de 2000 com a meta de reforçar a atuação da companhia, presente no Brasil apenas por meio de distribuidores. "Era um desafio e tanto", afirma. "Mas o que me atraiu foi a possibilidade de inovar. E esse é o tipo de coisa que você só encontra em empresas menores".
Após um "namoro" de quase um ano, a InterSystems conseguiu levar de volta o executivo para São Paulo. Depois de passar por gigantes da área de TI, como IBM e Oracle, Nogueira confessa que relutou algum tempo em desistir de seguir carreira em uma grande empresa. "No entanto, a proposta era tentadora. Me deram carta branca para construir da forma que eu desejava a gestão da companhia, além de ter de responder diretamente ao CEO e fundador da InterSystems", diz.
Hoje, Nogueira considera que deu o maior salto de sua vida. Além de ganhar 50% a mais do que antes, inclusive com participação nos lucros, ele passou a cultivar seu lado empreendedor. "Em TI, quando você está em uma múlti sua função é de um mero executor", observa. "Nas médias, o executivo consegue exercer de fato sua capacidade de liderança".     (Andrea Giardino - Valor Online)

16.06 - Justiça suspende votação dos bancários de SP 
A eleição no Sindicato dos Bancários de São Paulo e Osasco, que deveria ter começado na terça-feira, foi suspensa por força de liminar concedida pela Justiça à chapa de oposição. A atual diretoria, que tenta a reeleição, é acusada de omitir informações sobre a real dimensão do eleitorado. A juíza Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro, da 78.ª Vara do Trabalho de São Paulo, determinou que o processo seja retomado 10 dias após a entrega de nova lista de eleitores.   (O Estado de S.Paulo)

16.06 - GM incentiva demissões
A General Motors quer adotar uma série de medidas para acabar com o excesso de funcionários na ferramentaria da fábrica de São Caetano, no ABC paulista. Em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a montadora propôs a abertura de programa de demissão voluntária (PDV), férias coletivas e individuais e jornada semanal de quatro dias de trabalho. Segundo o sindicato, a empresa teria informado que existem 325 funcionários excedentes na ferramentaria, que possui ao todo possui 620 operários. A montadora não quis comentar o assunto  (Correio Braziliense)

16.06 - PDV: GM pretende cortar pessoal
A General Motors (GM) quer adotar medidas para acabar com o excesso de funcionários na ferramentaria da fábrica de São Caetano, no ABC paulista. Em reunião na terça-feira com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a montadora propôs a abertura de PDV (programa de demissão voluntária), férias coletivas e individuais e jornada semanal de quatro dias de trabalho. 
A montadora, por sua vez, informou que não tem nada a comentar sobre esse assunto. Segundo o sindicato, a empresa teria informado que existem 325 funcionários excedentes na ferramentaria - que ao todo possui 620 operários. Na semana passada, a GM teria informado ao sindicato que precisaria abrir PDV para 170 funcionários. 
"Não concordamos, pois achamos que 170 era número muito alto. Mas a empresa voltou a afirmar que não tem serviço para 325 funcionários de agosto deste ano a janeiro de 2006", disse Aparecido Dias, secretário-geral do sindicato. No encontro de ontem com o sindicato, a GM ofereceu novo acordo: PDV para 46 funcionários e adoção de outras medidas para reduzir a mão-de-obra em excesso. 
Entre as medidas estariam férias coletivas para 100 funcionários, férias individuais para 30 e redução da jornada semanal de trabalho para outros 124. Outros 12 foram transferidos e 12 já aderiram ao PDV aberto em maio para aposentados. 
A proposta será analisada em assembléia nesta quinta-feira pelos funcionários da GM. Se a proposta for aprovada, o PDV ficará aberto de 20 a 30 de junho. Após esse data, a empresa deve voltar a se reunir com o sindicato para avaliar o resultado do PDV.
"Essa foi a melhor proposta que conseguimos negociar com a GM. Os funcionários devem aprovar", afirmou Dias.   (Jornal do Commercio)


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