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21.06 - Santander Banespa aposta em e-learning para prevenir fraudes virtuais
O Santander Banespa lança em seus sites uma cartilha e um e-learning - curso à distância - sobre Segurança da Informação. O objetivo é ajudar os clientes na hora de fazer transações bancárias e outras transações eletrônicas, como compras via Internet, prevenindo a ocorrência de fraudes.
O curso é dividido em quatro módulos, nos quais o usuário aprende a reconhecer e a se prevenir contra problemas de segurança em e-mails, computadores e terminais de auto-atendimento. O primeiro módulo apresenta os recursos de segurança oferecidos pelo Santander Banespa. Em um pré-teste, o banco avalia o grau de preocupação e conhecimento que o cliente já tem sobre o assunto. 
Para realizar o curso, basta se cadastrar nos sites do Banespa ou do Santander.  (Executivos Financeiros)

20.06 - IBM avança na área de software de gestão 
A americana IBM anunciou ontem a compra da Isogon Corp., empresa de tecnologia não listada em bolsa. A intenção da IBM com a aquisição é explorar a crescente demanda por softwares que automatizam a forma com que as companhias administram seus gastos e o uso de softwares. Os valores da operação, que deve ser concretizada no terceiro trimestre, não foram revelados. A IBM disse que a Isogon será integrada à sua unidade de software de gerenciamento de infra-estrutura.   (O Estado de S.Paulo)

20.06 - Grupo de empresas apóia Microsoft
Associação quer autorização para apoiar recurso da empresa contra decisão da UE. A Microsoft Corp. obteve o apoio de um grupo internacional que representa cerca de 1,6 mil empresas em seu recurso contra uma decisão antitruste da União Européia. "A International Association of Microsoft Certified Partners Inc., que representa empresas que desenvolvem softwares baseados no sistema operacional Windows, pediu ao Tribunal Europeu de Primeira Instân-cia de Luxemburgo permissão para apoiar o recurso da Microsoft", disse Per Werngren, presidente da associação. "Estamos lutando contra uma tendência que está enfraquecendo nosso negócio", disse Werngren. 
A Microsoft foi obrigada pelas autoridades reguladoras européias, em março de 2004, a comercializar uma versão do Windows sem seu reprodutor de música e de vídeo e a licenciar informações a respeito do funcionamento de seu sistema operacional aos concorrentes. 
A Comissão Européia, órgão fiscalizador antitruste da UE, também aplicou a multa recorde de US$ 601 milhões à Microsoft. Em dezembro, Bo Vesterdorf, presidente do Tribunal de Primeira Instância da UE, rejeitou o pedido da Microsoft que solicitava o adiamento da decisão antitruste até o julgamento de recurso. 
Contra e a favor 
Em maio passado, a International Business Machines Corp. (IBM), Oracle Corp. e Nokia Oyj tiveram permissão judicial para entrar na ação antitruste movida contra a Microsoft. As empresas fazem parte da European Committee for Interoperability Systems (Comitê Europeu para Sistemas Interoperáveis). 
O Tribunal de Primeira Instância disse em março que a RealNetworks Inc. poderia entrar com uma ação contra a Microsoft. O tribunal também permitiu que as associações comerciais Software & Information Industry Association (Associação do Setor de Software e Tecnologia da Informação) e Free Software Foundation Europe (Fundação para o Software Livre da Europa) movessem uma ação contra pedido da Microsoft para anular a decisão da UE. 
Os membros da International Association of Microsoft Certified Partners estão pedindo para se juntar à Mamut ASA, à Association for Competitive Technology Inc. e à Computing Technology Industry Association Inc., que já obtiveram permissão para apoiar a Microsoft. 
Os membros da associação disseram em comunicado que querem "impedir o aumento de seus gastos e o inconveniente que a decisão da comissão gerar para os consumidores". Eles também estão receosos de que a Microsoft seja obrigada a revelar segredos comerciais e a liberar direitos de propriedade intelectual a fabricantes de produtos de código aberto. Jonathan Todd, porta-voz da comissão, não quis comentar a solicitação da associação comercial. 
Em 6 de junho, a Microsoft disse que liberaria parte de suas informações proprietárias para evitar multas antitruste diárias de US$ US$ 5 milhões por não cumprir a decisão. As propostas da Microsoft visam atender à preocupação das autoridades reguladoras européias, para as quais a empresa cobra caro pelas informações necessárias para ajudar suas concorrentes a fabricar produtos similares. 
A empresa está resistindo à pressão da UE para permitir que desenvolvedores de software de código aberto usem seus dados, disse a comissão. A Microsoft disse desejar que um tribunal -e não uma autoridade reguladora- decida se ela deve ou não divulgar segredos comerciais. "A autoridade reguladora européia deve emitir uma decisão sobre os planos da Microsoft nas próximas semanas", disse Todd. 
No Brasil, um conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pediu, essa semana, à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça para investigar a Microsoft por suspeita de venda casada.     (Gazeta Mercantil/Bloomberg News) 

20.06 - Vírus vira arma na espionagem empresarial
Por enquanto, só nos resta ficar pasmos. O maior escândalo de espionagem empresarial já ocorrido em Israel (e, segundo alguns relatos, o maior do mundo) já implicou algumas das principais empresas do país e a cada dia que passa cresce a lista das pessoas detidas ou que estão sendo interrogadas.
O caso começou na forma de uma queixa apresentada por um autor à polícia no outono passado, depois de partes de um livro que estava escrevendo terem aparecido na internet.
Ele se transformou na bizarra descoberta de que três respeitadas empresas de investigação haviam contratado o seu ex-genro descontente para desenvolver um programa de vírus sob medida para os seus clientes.
Ele, ou um sócio, até chegaram a oferecer um software semelhante à polícia anteriormente, mas a oferta havia sido recusada, por (segundo dizem) não ter atendido às suas necessidades, ou porque (dizem outros) seria uma tecnologia de origem duvidosa.
Por alguns milhares de dólares por unidade, o vírus chamado "Cavalo de Tróia" permite aos seus usuários navegar à vontade nos computadores dos seus concorrentes. Milhares de documentos delicados foram devidamente "baixados".
Os supostos perpetradores incluem uma proeminente importadora de carros, uma empresa que produz purificadores de água e uma fabricante de tintas; uma firma de consultoria que teria espionado uma jornalista, que também esteve bisbilhotando a firma em questão (embora tenha empregado um método que utiliza a tecnologia mais rudimentar e ligeiramente menos ilegal de falar com os seus funcionários); e, de forma ainda mais escandalosa, também implicou três subsidiárias da Bezeq, o monopólio estatal de telecomunicações de linhas fixas.
A própria Bezeq pode ter sido vítima de espionagem praticada por outra empresa usando o mesmo software.
Porque todos esses investigadores privados se engajaram em métodos tão declaradamente ilegais? Como puderam tantos chefes de empresas concordar ou (como vêm clamando em uníssono) simplesmente não perceber?
Alguns comentaristas culpam a natureza e as características da economia israelense: pequena, competitiva, dominada por poucas empresas em cada setor, sobrecarregadas de impostos e regulações que as estimulam a economizar recursos.
E porque as suspeitas da polícia não foram atiçadas quando a tecnologia lhe foi inicialmente oferecida?
Um porta-voz deu de ombros: "Não é o programa que é ilegal, é a forma de usá-lo. Alguém pode oferecer vender armas para a polícia. Isso não o transforma em um assassino." Talvez não; mas será que eles não deveriam nem investigar a pessoa um pouquinho?      (The Economist/Valor Online)

17.06 - Mytob representa 58% das ocorrências virais 
Nos 15 primeiros dias de junho, a McAfee afirmou ter registrado 14,5 mil ocorrências do vírus Mytob, sendo a maioria vinda dos Estados Unidos e Europa. Nesta mesma quinta-feira, a Sophos revelou que, de todas as ocorrências de vírus registradas mundialmente pela empresa de segurança britânica nas útlimas 24 horas, 58% correspondiam às diversas variantes da praga.
A empresa britânica de segurança afirmou ainda que o Mytob aparece em 14 das 20 posições no ranking das maiores ameaças virtuais, sendo que a variante Mytob.AS é a que mais infectou, com 15% do total de ocorrências.
A primeira versão da praga foi detectada ao final de fevereiro e, desde lá, já misturava características das pragas Mydoom e Sdbot. Depois de infectar, o Mytob vasculha o sistema em busca de mais endereços para se propagar, desabilita todos os softwares de segurança (incluindo antivírus e firewall), além de abrir uma porta de comunicação no sistema para acesso remoto não autorizado.
Segundo a McAfee, mais de 100 variantes do Mytob já estão espalhadas pela rede. Como a praga atinge somente sistemas operacionais Windows, a melhor maneira de se proteger é baixar constantemente as atualizações da Microsoft tão logo elas forem divulgadas, bem como as novas vacinas para softwares antivírus. (IDG Now)

17.06 - Brasil conta com 4% dos computadores-zumbi do mundo 
Segundo o relatório da Prolexic, os hackers estão evoluindo para acompanhar as medidas de defesa implantadas pelas possíveis vítimas 
Relatório divulgado ontem sobre os ataques de negação de serviço na internet aponta que 4,18% das máquinas-zumbi no mundo estão no Brasil. Além disso, as redes brasileiras com.br e net.br estão na rota usada por cerca de 3% desses ataques, conhecidos pela sigla em inglês DDoS. Nesse tipo de agressão, hackers se valem da internet para controlar à distância computadores inocentes, apelidados de "zumbis", e os utilizam para sobrecarregar os sistemas da vítima.
O relatório, lançado pela empresa Prolexic Technologies, a partir de seu serviço Intrusion Prevention Network (Rede de Prevenção de Invasões), aponta os EUA como lar da maior parte dos zumbis do mundo (18%), e o provedor americano AOL como o mais utilizado nesse tipo de ataque - 5,32% dos DDoS passam pelos sistemas da America On Line. A segunda rede mais usada nos DDoS é a da Deutsche Telekom.
Ataques DDoS ocorrem quando diversos "zumbis", manipulados por uma instrução enviada via internet por um hacker - e às vezes plantada com dias de antecedência - tentam todos ao mesmo tempo acessar um único sistema, sobrecarregando-o e forçando-o a sair do ar. O website da Casa Branca é um alvo freqüente desse tipo de agressão. 
O grau de infecção de máquinas nacionais põe o Brasil em sexto lugar no ranking dos países com maior participação nos ataques promovidos via máquinas-zumbi, atrás de EUA, China, Alemanha, Reino Unido e França. Em termos de computadores infectados por número de habitantes, o Brasil fica em 16º lugar. Hong Kong é o local com maior densidade de zumbis por habitante.
Segundo o relatório da Prolexic, os hackers estão evoluindo para acompanhar as medidas de defesa implantadas pelas possíveis vítimas. Muitos DDoS agora se dedicam a sobrecarregar os escudos que tentam identificar e bloquear o acesso por máquinas-zumbi.      (Carlos Orsi - Agência Estado)

16.06 - Internet Explorer ganha abas de navegação 
Após perder milhões de usuários para os navegadores Firefox e Opera, o Internet Explorer copiou os rivais e agora também é capaz de abrir várias páginas em uma mesma janela.
O recurso de navegação por abas é adicionado ao programa por meio da instalação da barra de ferramentas do portal MSN (grátis, em toolbar.msn.com).
A barra, que por ora só tem versão em inglês, traz buscador de arquivos, sistema para bloquear janelas pop-up, preenche formulários on-line e integra ao IE o engenho de busca do MSN.
Nos quesitos facilidade de uso e quantidade de opções, as abas de navegação da MSN Toolbar se equivalem aos recursos de navegadores concorrentes.
Para instalar a barra, é preciso usar o Windows XP e o Internet Explorer 5.01 ou posterior.
Uso das abas
Existem várias maneiras de usar as abas no IE. Para abrir uma nova aba em branco, basta clicar na cruz azul que fica no canto superior esquerdo da barra ou usar a combinação de teclas Ctrl+T.
Para abrir atalhos em abas, clique com o botão direito do mouse sobre o link e escolha entre as opções Open in new background tab (site abre atrás da janela atual) ou Open in new foreground tab (site abre na frente da janela).
Ainda na área superior do navegador, também estão disponíveis outros dois botões: o QuickTabs (ícone de uma pasta com uma seta verde) e o My Tabs (ícone de uma pasta com uma casa).
Depois de clicar no Quicktabs, todos os links acessados pelo internauta serão abertos em abas. Para desativar a opção basta clicar novamente sobre o ícone.
O My Tabs é uma de lista de sites que podem ser abertos ao mesmo tempo com um só clique.
Para adicionar endereços a essa lista, clique sobre a aba de um site com o botão direito do mouse e depois clique em Add to My Tabs.
Para personalizar as opções de navegação, clique sobre o logotipo do MSN que fica na barra, depois escolha a opção MSN Search Toolbar Options e, na janela que abre, clique em Tabbed Browsing.
Defeito interno
Apesar da boa organização dos recursos oferecidos, a barra de navegação do MSN tem um problema estrutural: consome mais recursos do micro do que os outros navegadores que têm abas.
Diferentemente dos rivais Mozilla e Opera, que têm as abas como uma função embutida, o IE usa um truque gráfico para abrir vários sites na mesma janela.
O resultado disso é que o navegador da Microsoft é aberto novamente a cada aba acionada. Nos testes realizados pela reportagem, essa diferença foi mostrada de forma discreta pelo Gerenciador de Tarefas do Windows.
Ao abrir três páginas ao mesmo tempo, o IE consumiu 28.720 Kbytes de memória enquanto o Firefox consumiu 27.352 Kbytes para realizar a mesma tarefa.
Na prática, o IE foi muito mais instável: travou todas as vezes em que mais de cinco páginas foram abertas simultaneamente. Problema que o Mozilla Firefox não apresentou.   (JULIANO BARRETO - Folha de S.Paulo)

16.06 - MS divulga três correções críticas de segurança 
A Microsoft anunciou na terça-feira três atualizações críticas de segurança para corrigir vulnerabilidades no sistema operacional Windows e no navegador Internet Explorer.
O boletim mensal também incluiu quatro importantes correções para novas falhas descobertas.
As três correções críticas dizem respeito ao Cumulative Security Update for Internet Explorer, uma atualização para a seção de ajuda HTML no Windows e uma para o módulo Server Message Block, segundo a Microsoft.
As vulnerabilidades afetam usuários do Windows 2000 com o Service Pack 3 e 4, o Windows XP com SP1 e 2, o Windows XP 64-Bit Edition, o Windows XP 64-Bit Edition Versão 2003, o Windows XP Professional x64 Edition, entre outros sistemas.
AS quatro atualizações importantes, que estão a um passo de serem consideradas críticas, envolvem uma falha no serviço Web client que poderia permitir execução remota de código malicioso e uma vulnerabilidade no Outlook Web para Exchange Server 5.5, que poderia permitir ataques a sites. 
Também foram listadas atualização cumulativa para o Outlook Express e uma correção para o código interativo no Windows que também poderia permitir execução remota. (Todd Reiss - Computerworld)

16.06 - Scam em nome da Microsoft promete correções 
Foi detectado um novo scam em nome da Microsoft, dessa vez fingindo ser uma atualização para todas as versões do navegador Internet Explorer. Na realidade, a mensagem maliciosa camufla um link que direciona a vítima a uma página contendo o cavalo-de-tróia Downloader.ABU.
Segundo o AVERT, laboratório antivírus da McAfee, a praga também é nova e, até o momento, ainda está sendo estudada para determinar suas reais funções. 
Para tentar enganar o usuário, a mensagem utiliza um discurso comum aos alertas de segurança, mas pode ser desmascarada devido à sua generalidade. O e-mail afirma que a correção se aplica a "todas as versões do Internet Explorer", bem como a "todas as versões do Windows".
Um alerta de segurança é usualmente mais detalhado, dando informações e orientações básicas ao usuário que pretende instalar a atualização. 
A McAfee afirma já possuir vacina para o Downloader.ABU e recomenda que todos os internautas façam a atualização de seus softwares antivírus para evitar infecção acidental.
Caso tenha recebido um alerta de segurança não solicitado por e-mail, desconfie. O melhor a fazer é buscar informações em uma fonte oficial, como o próprio site de atualizações Windows Update. (IDG Now)

16.06 - Varejo de PCs retoma fôlego no país
Após três anos de crise, um negócio que parecia "micado" dá sinais de que pode voltar a ser atraente no Brasil: a venda de computadores pessoais no varejo. Segundo estudo da consultoria IDC, no primeiro trimestre do ano as vendas do setor saltaram 67,5% em relação a igual período de 2004. Trata-se da maior expansão verificada entre todos os canais de comercialização de computadores pessoais no país, que inclui ainda revendas técnicas, vendas diretas, televendas e os negócios via internet.
Com isso, a consultoria já considera viável a comercialização de aproximadamente 500 mil unidades no varejo em 2005, contra 400 mil em 2004. Seria o primeiro ano com resultados altamente positivos para o setor desde 2001, segundo Denis Gaia, analista da IDC. Mesmo alertando que o crescimento é significativo, Gaia lembra que o varejo responde por apenas cerca de 10% das vendas totais de computadores pessoais no país.
As boas perspectivas ainda não contabilizam o impacto do programa PC Conectado, do governo federal, que pode ser o empurrão definitivo para que o segmento deslanche. A iniciativa deve criar mecanismos de financiamento via BNDES para os varejistas, que repassariam as condições vantajosas ao consumidor. "Sabemos que a sociedade brasileira responde à oferta de crédito", diz Marcelo Bazzali, diretor de gestão da categoria eletro do Extra. "Mas, independente do governo, esperamos um forte crescimento nas vendas de PCs."
Desde 2001, a comercialização de computadores pessoais no varejo nacional vinha sendo considerada uma atividade pouco atraente. O negócio, de margens apertadas, esbarra em dois problemas: o predomínio do mercado cinza - cujas máquinas montadas com peças contrabandeadas e software pirata representam 74% das vendas, segundo a consultoria IDC -, e a conseqüente saída das marcas tradicionais. O mercado de varejo no Brasil já chegou a contar com produtos da IBM, HP e Itautec, entre outras. Nos últimos três anos, todas desistiram.
Como o setor reagiu a essa situação? A resposta é que os varejistas não ficaram inertes. As redes de hipermercados, lojas que trabalham com eletroeletrônicos e o comércio especializado costuraram acordos com pequenos fornecedores brasileiros de PCs, como Positivo e Novadata, que ocuparam o vácuo deixado pelas marcas mais famosas. Estratégias de crédito foram montadas para atender ao consumidor, investiu-se em marketing, equipes de atendimento com conhecimento dos produtos e acordos com empresas que fornecem suporte técnico. A queda do dólar - mesmo quando montados no Brasil, muitos componentes dos computadores são importados - e o bom desempenho da economia nos últimos 12 meses deram uma contribuição importante.
Com isso, o Magazine Luiza, por exemplo, fechou o mês de maio com um aumento de 140%, em receita, nas vendas de PCs. E já prepara outro exemplo da criatividade do varejo para driblar as adversidades: o PC pré-pago, em parceria com a Microsoft, que escolheu o Brasil para testar o modelo. O consumidor pode levar o equipamento para casa por R$ 600. Depois, com cartões que trazem um código que ativa a máquina, ele paga de acordo com o uso que faz dos PCs.
Sem uma solução tão radical como a Magazine Luiza, o Extra - atualmente o maior varejista de informática do Brasil - oferece alternativas mais simples que têm surtido efeito. Exemplo disso é a oferta de computadores sem monitores. A ação, voltada para o consumidor que está comprando uma nova máquina, permite uma economia de R$ 400 para quem preferir manter o monitor antigo. "É uma opção a mais que oferecemos", diz Bazzali, do Extra.    (João Luiz Rosa e Ricardo Cesar - Valor Online)

16.06 - Brasil cai no ranking da tecnologia 
País perde três posições em índice da Economist Intelligence Unit e da IBM 
O Brasil perdeu três posições no último ranking de e-readiness, que mede o quanto os países estão preparados para a economia digital, que acaba de ser divulgado pela IBM e pela Economist Intelligence Unit. Com 5,07 pontos, num índice que vai até 10, o País ficou em 38º na lista de 2005, comparado a 35º no ano anterior. Ele foi ultrapassado pelo México, que subiu de 39º para 36º, com 5,21 pontos. Na América Latina, o mais bem colocado é o Chile, em 31º.
Um dos motivos para a queda do Brasil foi uma mudança de metodologia, que passou a dar um peso maior à difusão de acesso rápido à internet. "A banda larga é uma infra-estrutura essencial", afirmou Sergio Lozinsky, líder de Estratégia da IBM Business Consulting Services para América Latina. "Sob a ótica do estudo, deixou de ser um luxo."
A Dinamarca manteve o primeiro lugar, com 8,74 pontos, enquanto os Estados Unidos subiram de 6º para 2º. A Suécia manteve-se em terceiro e a Suíça pulo de 10º para 4º. No 5º lugar ficou o Reino Unido e, em 6º, empataram Hong Kong e Finlândia. Para elaboração do índice, são analisados cerca de 100 critérios, divididos em seis categorias.
Dentre as categorias, o Brasil teve nota mais baixa na de conectividade, com 2,55 pontos. Ela reflete o uso do telefone, o total de usuários de internet, a presença de computadores, a existência de lugares públicos de acesso e quais são os custos dos serviços, comparados à renda da população. "A categoria mede o quanto a população está conectada", explicou Lozinsky. A melhora do México no ranking se deu principalmente por causa deste item. Um programa do governo mexicano abriu 3,2 mil centros comunitários de acesso à internet no País. Apesar do discurso brasileiro a favor da inclusão digital, pouco foi feito de concreto. "Conta muito a atitude do governo para incluir a população", explicou o executivo da IBM. "Mas as empresas também têm que ajudar."    (Renato Cruz - O Estado de S.Paulo)

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