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    Notícias - Assistencial
 
24.06 - Mercado de assistência odontológica cresce no país
O mercado de assistência odontológica está em expansão, e cerca de 10% dos usuários de plano médico têm também plano de assistência odontológica. "Hoje são cerca de 5 milhões de usuários, diante de um público de 35 milhões nos planos de assistência médica", informa Luís Alexandre Chicani, fundador e diretor presidente DentalCorp – Assistência Odontológica Internacional. Segundo o executivo, atualmente a importância da assistência odontológica na política de benefícios das empresas aumentou, ocupando o segundo lugar, atrás somente da assistência médica. E a estimativa é que o mercado de planos de assistência odontológica possa triplicar de tamanho em cinco anos, atingindo a marca de 15 milhões de vidas. A DentalCorp aliás anunciou ontem, no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo, às 19h, o resultado da Campanha de Vendas 2004. A campanha teve como objetivo estimular as 250 consultorias e corretoras parceiras a baterem o recorde de vendas no segmento de planos odontológicos corporativos. (Fenaseg)

24.06 - Sem dinheiro, 30 hospitais fecham as portas na região de Curitiba
Congelamento de 10 anos nos repasses do SUS seria um dos motivos
A ameaça de greve de funcionários que trabalham em hospitais particulares de Curitiba e região metropolitana reacendeu a discussão em torno da crise financeira do setor. A estimativa do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar) é de que 30 unidades tenham fechado no estado no último ano. Entre os motivos apontados pelo presidente da entidade, José Francisco Schiavon, está a falta de reajuste nos repasses realizados pelo governo, referentes aos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), e pelas operadoras de planos de saúde. A remuneração do SUS está congelada há 10 anos e as operadoras não aumentam seus repasses há 8 anos.
Só em Curitiba, oito hospitais fecharam e apenas um reabriu em 2004, segundo o Sindipar. A maioria dos que ainda estão funcionando deixou de atender pelo SUS para fugir dos elevados prejuízos e aqueles que mantiveram o convênio precisaram reduzir serviços. “Há anos os hospitais não têm lucro e nem o equilíbrio das finanças eles estão conseguindo manter”, diz Schiavon.
No interior do estado, a situação não é diferente. Nos últimos dez anos, pelo menos 100 hospitais fecharam suas portas em todo o Paraná. Antes, havia 650 unidades; hoje são 542, sendo 400 privadas, 129 municipais, 12 estaduais e uma federal, o Hospital de Clínicas. O presidente do Sindipar lembra de casos como o do Hospital e Maternidade Umuarama, que fechou suas portas este ano, que recebia atendimentos de média complexidade e contava com 43 leitos, dos quais 33 eram destinados a pacientes do SUS. De acordo com Schiavon, os hospitais particulares suprem a deficiência do sistema público com os leitos destinados ao SUS, mas a remuneração correspondente é cada vez menor. O reajuste nos repasses do SUS será discutido hoje no Ministério da Saúde, em Brasília, na presença dos representantes do setor.
Para Joelson Zeno Samsonowski, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramg), que representa as operadoras de planos de saúde, o governo deveria repensar toda a política de saúde. Ele diz que os hospitais hoje dependem das operadoras para equilibrar suas finanças. As operadoras, por sua vez, estão na mão da Agência Nacional de Saúde, que estipula o índice de reajuste. O percentual deste ano ficou cerca de 5% acima do índice de inflação, mas o setor acumula desde 2000 uma defasagem de 30%. “Isso dificulta não só a negociação com os hospitais, mas com os laboratórios e os profissionais que trabalham conosco. Não vejo, no curto prazo, uma forma de reverter a situação”, diz Samsonowski. (Aniela Almeida - Gazeta do Povo)

24.06 - Falta consciência sobre os riscos
A saúde pública no mundo enfrenta hoje uma situação muito séria em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas conseqüências. A Aids, por exemplo, transformou-se num verdadeiro flagelo na África, estimulada pela ignorância, a crendice e a falta de recursos. No Brasil, apesar dos avanços registrados no controle e no tratamento da Aids, outras DSTs não recebem a mesma atenção por parte da mídia e das autoridades. É o caso das hepatites virais, especificamente o da hepatite B, uma doença altamente contagiosa, silenciosa em seus efeitos e potencialmente mortal. 
Para que todos tenham uma idéia de sua gravidade, basta dizer que a hepatite B é dez vezes mais contagiosa do que a Aids e afeta hoje cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, alcançando a posição de nona principal causa de mortalidade do planeta. Só no Brasil, 6 mil pessoas a cada ano descobrem que foram contaminadas pelo vírus. 
Por conta dessa progressão, a estimativa do Ministério da Saúde é de que existam atualmente dois milhões de brasileiros portadores crônicos do vírus da hepatite B. Desses, pelo menos 300 mil precisariam de tratamento contínuo. Mas apenas 9 mil deles — isso mesmo, somente 3% — recebem assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
A maior causa da falta de tratamento para esses pacientes é a desinformação. A hepatite B pode ser extremamente silenciosa e somente apresentar sintomas em seu estágio mais avançado. Isso significa que qualquer um de nós pode estar contaminado. Até porque o contágio pode ocorrer nas situações mais prosaicas possíveis: relações sexuais sem camisinha, manicures, dentistas, cirurgias, tatuagens, piercings etc. 
Efetivamente a mais contagiosa das hepatites virais, a hepatite B é uma doença inflamatória e fibrosante que compromete as funções do fígado. Caso não seja diagnosticada em tempo e tratada adequadamente, a hepatite B pode levar a graves conseqüências, como cirrose e câncer hepático. A hepatite B é, portanto, potencialmente mortal. Vale a pena ressaltar que existe vacina eficaz para evitar a hepatite B, estando disponível para recém-nascidos, crianças e jovens até 19 anos. 
Por tudo isso, a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) decidiu lançar nacionalmente a campanha “Hepa! Hepatite B: Preste Atenção”, com o objetivo de conscientizar a população sobre a gravidade da doença. É importante realizar o teste para sua detecção, fazer o acompanhamento dos casos crônicos, estipulando tratamento quando necessário, e continuar alertando para a necessidade da vacinação.. A campanha está sendo estrelada pelo casal de atores Stênio Garcia e Marilene Saade, que têm um importante testemunho a dar aos brasileiros. 
Marilene se contaminou com o vírus da hepatite B ao fazer uma tatuagem e passou por momentos de angústia e incerteza por não saber se sua doença se tornaria crônica. Nesse período, teve de abdicar de sua carreira para se tratar. Felizmente, graças aos cuidados adequados prescritos por um hepatologista, Marilene se curou e pode hoje ser uma ativa porta-voz da importância da conscientização pública sobre o risco da hepatite B. Stênio, ao fazer o exame diagnóstico, descobriu que tivera contato com o vírus, mas se livrara da doença, estando imunizado. 
A campanha tem agora uma série de instrumentos para informar a população. Quem quiser mais informações sobre a doença pode acessar o nosso site ( www.hepab.com.br ) ou ligar para o nosso telefone 0800 286 8888. A ligação é gratuita. 
Nosso objetivo é fazer com que as pessoas percebam o risco a que estão expostas, protejam-se e, caso considerem necessário, façam o teste para saber se estão infectadas. Avanços médicos oferecem atualmente uma boa notícia para os pacientes com hepatite B: o controle da doença pode ser conseguido com medicamentos, cada dia mais eficazes e com menos efeitos adversos, permitindo aos indivíduos com hepatite crônica viver suas vidas de forma praticamente normal. 
Não podemos nos enganar. Apenas a educação e a consciência dos riscos a que estamos expostos podem levar a uma redução considerável da cadeia de transmissão de DSTs. A informação é seguramente a nossa maior aliada.      (O Globo - EDNA STRAUSS, Médica e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia -SBH)

24.06 - Retirada de órgãos poderá ser feita em hospitais não autorizados pelo SUS
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) deve votar hoje, às 10h, em caráter terminativo, projeto do ex-senador pelo PSB do Pará Ademir Andrade que propõe alterações na Lei dos Transplantes para obrigar os hospitais não autorizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a coletarem órgãos humanos, a cederem suas instalações e a fornecerem todo o apoio operacional a fim de que especialistas em transplantes possam remover órgãos de doadores falecidos em suas dependências. O PLS 126/02, relatado pelo senador Augusto Botelho (PDT-RR), prevê ainda que os estabelecimentos de saúde em questão deverão ser ressarcidos pelas eventuais despesas de remoção.
Na justificação do projeto, Ademir Andrade cita caso de transplante quase frustrado pelo fato de um hospital particular ter tentado impedir a retirada dos órgãos pelos médicos do Rio Transplante, sob a alegação de que o plano de saúde do doador não cobria as despesas de utilização de seu centro cirúrgico. O Rio Transplante é um serviço criado pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro com o objetivo implementar e coordenar o processo de transplantação de órgãos e tecidos naquele estado.
Abono
A CAS analisa ainda o PLS 312/03, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e relatado pelo senador Flávio Arns (PT-PR), que altera a Lei 8.742/93 para instituir o abono anual para os que recebem o benefício da prestação continuada pago pela assistência social. Outra proposta em decisão terminativa, o PLS 156/04, do senador Tião Viana (PT-AC), estabelece a exigência de aprovação em Exame Nacional de Certificação Profissional para o exercício da profissão de médico-veterinário. O relator dessa proposta é o senador Jonas Pinheiro (PFL-MT).
A concessão de incentivos fiscais a empresas que fizerem doações a entidades sem fins lucrativos para aplicação em projetos ambientais é o objetivo do PLS 251/02, que também deverá ser votado pela CAS em caráter terminativo. O autor do projeto é o ex-senador Waldeck Ornelas e o relator,  o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).  (Agência Senado)

24.06 - Aids: combate precisará de US$ 55 bi em 3 anos
O Programa das Nações Unidas para a Aids (Pnaids) divulgou na quarta-feira um relatório que mostra que serão precisos investimentos de pelo menos US$ 55 bilhões nos próximos três anos (US$ 15 bilhões em 2006, US$ 18 bilhões em 2007 e US$ 22 bilhões em 2008) para que a epidemia da doença apresente retração. 
Diretor do Pnaids participa de conferência no Rio 
Quase a totalidade dos recursos é empregada em prevenção, tratamento e cuidados hospitalares, e amparo às crianças órfãs de pais vítimas da doença. 
Segundo a entidade, o dinheiro necessário em muitos países é superior a seus orçamentos voltados para a saúde e programas sociais. Para conseguir esse valor, a ONU pretende iniciar negociações com governos dos países ricos e organizações internacionais. 
As verbas para a Aids também serão discutidas na 3 Conferência da International Aids Society sobre Patogênese e Tratamento da Aids, que será realizada no Rio entre 24 e 27 de julho. O evento, que terá a participação de cinco mil especialistas e do diretor-executivo do Pnaids, Peter Piot, pretende alertar para a necessidade urgente de acelerar a pesquisa e expandir o acesso global ao tratamento e à prevenção da doença. 
A conferência é organizada pela Sociedade Internacional de Aids em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Sociedade Brasileira de Infectologia.    (O Globo)

24.06 - Ouvir e debater é bom para a saúde 
O meio médico está apreensivo com a possibilidade de os genéricos de contraceptivos orais chegarem ao mercado brasileiro. É inegável a importância de iniciativas que ampliem o acesso da população a medicamentos, e especialmente a produtos que tenham comprovação de bioequivalência (como é o caso dos genéricos). No entanto, é preciso que as autoridades regulatórias brasileiras considerem as especificidades dos anticoncepcionais antes de adotar uma medida que pode confundir mais do que colaborar. 
A ampliação das políticas de planejamento familiar é sem dúvida um dos grandes méritos do governo, que assumiu a compra de 100% dos métodos contraceptivos para o SUS e tem defendido publicamente o direito das famílias brasileiras de planejarem o melhor momento para terem filhos. 
Quando se fala em oferecer medicamentos genéricos à população, se imagina a possibilidade de ampliar o acesso das pessoas aos remédios. Mas é preciso a garantia de que esses remédios funcionem perfeitamente. 
No Brasil existem atualmente cerca de 80 tipos de pílulas anticoncepcionais orais. Agora imagine que todas elas possuem componentes associados em quantidades variáveis e posologias diferentes. Isso significa que temos pílulas em quantidades diversas de etinilestradiol, associadas a diversas quantidades, de diferentes progestagênios, em esquemas posológicos monofásicos, bifásicos ou trifásicos. Além disso, o consumo das pílulas pela mulher pode ser diário contínuo, com pausa de 7 dias, 6 dias ou até de 4 dias. 
Não se pode desprezar o fato de que o sucesso da contracepção oral depende em grande parte de a mulher seguir rigorosamente as recomendações de uso. Tantas associações e posologias diferentes podem causar grande confusão: na mesa de prescrição, no balcão da farmácia e, principalmente, na utilização do medicamento pela consumidora. 
Vale levantar ainda uma outra questão. No restante do mundo os contraceptivos existem na forma de “produto de marca original ou de referência”, ou na forma do que os americanos chamam de branded generic, que seria o equivalente ao nosso produto similar. Cabe avaliar o porquê desta peculiaridade em relação às pílulas anticoncepcionais, mesmo em países que têm um mercado de genéricos consolidado há anos. 
Pela experiência adquirida ao longo do tempo podemos afirmar que muitos colegas médicos teriam dificuldade de prescrever um contraceptivo genérico com associações tão complexas e diferentes entre si. É humanamente impossível lembrar de todas as associações e dosagens disponíveis. O que fazer para esclarecer e ajudar a classe médica em relação a isso? Quem responsabilizar no caso de uma troca inadequada no balcão da farmácia, que poderia resultar numa gravidez indesejada? Seria um erro na prescrição médica ou na substituição do medicamento de referência pelo farmacêutico ou balconista? 
É preciso pensar numa forma de discutir e de resolver essas questões, especialmente à luz do conhecimento daqueles que serão diretamente afetados por uma regulamentação de tal grandeza – como é o caso dos farmacêuticos, médicos, comerciantes e consumidoras. Não podemos correr o risco de que uma iniciativa como esta – que tenta minimizar o número de gestações não desejadas e consequentes abortos que matam milhares de mulheres ao ano – esbarre em obstáculos que não tenham sido devidamente avaliados ao longo do caminho. 
É preciso ouvir e debater, antes de lançar mão de uma regulamentação que vai impactar a vida de milhões de pessoas em nosso país.      (Jornal do Brasil - Francisco Eduardo Prota, Presidente da SOGESP-Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo e Nilson Roberto de Melo, Vice-presidente da SOGESP)

24.06 - Médicos alertam para remédio natural
Contaminação, adulteração e falta de comunicação. Esses três fatores, aliados a problemas de regulamentação e fiscalização, tornam o uso indiscriminado de plantas medicinais um problema muito maior do que pode parecer. O lema de que "não faz mal para a saúde por ser 100% natural" não pode ser levado ao pé da letra.
"Grande parte dos consumidores de plantas medicinais sente-se encorajado por acreditar que esses remédios, por serem naturais, são inerentemente seguros. A influência da imprensa na difusão de informações errôneas sobre os efeitos das plantas medicinais é muito grande e, além disso, sem qualquer controle na maioria dos países", afirmam Valdir Veiga Junior e colaboradores no artigo "Plantas medicinais: cura segura?", publicado pela revista "Química Nova".
Citando estudos realizados no Reino Unido e na Alemanha, o artigo alega que as informações distorcidas divulgadas pela mídia geram um aumento do uso de ervas medicinais pelo forte apelo de que não existe, nesse caso, contra-indicações. Outro problema é que a metade dos consumidores que utiliza produtos naturais não informa isso a seus médicos particulares.
O artigo mostra que a hipersensibilidade é um dos efeitos colaterais mais comuns causado pelo uso de plantas medicinais. "Ela pode variar de uma dermatite temporária até um choque anafilático", dizem. Várias reações tóxicas também são descritas para plantas muito comercializadas em mercados e feiras por todo o Brasil. A contaminação por metais pesados ou a interação com medicamentos convencionais também estão presentes.
Para os pesquisadores, algumas regras gerais podem ser adotadas: "Deve-se evitar longas terapias, já que o uso de medicação natural não significa ausência de efeitos colaterais ou tóxicos; evitar o uso associado de plantas medicinais com medicação alopata; deve-se dar atenção aos produtos naturais de origem chinesa e hindu, porque existe a possibilidade de presença de metais pesados, e deve-se sempre adquirir o vegetal de fontes seguras".
Indivíduos mais vulneráveis, como crianças, mulheres grávidas ou em lactação, devem evitar o consumo de plantas medicinais, segundo o estudo. (Agência Fapesp/Jornal do Commercio)
 
 
 
 
 

23.06 - Consulta em hospital público demora 6 meses, diz paciente
Edna Tartari reclama de que teve de esperar mais de seis meses para conseguir marcar uma consulta para o seu pai no Hospital Estadual Mário Covas. Ela diz que em novembro do ano passado agendou uma consulta neurológica para janeiro, mas foi cancelada pelo hospital.
Segundo Edna, o hospital alegou que não havia consulta marcada para aquela data. Ela precisou marcar uma nova consulta, no dia 9 deste mês. "Achei um absurdo a espera de mais de seis meses para poder passar por uma consulta."
No último dia 9, Edna não foi atendida novamente e a consulta foi remarcada para o dia 15 de julho. "Acho uma enorme falta de consideração e respeito com o ser humano, principalmente com uma pessoa como o meu pai, que tem 74 anos e sofre de mal de Parkinson há 15."
Resposta
A assessoria de imprensa do Hospital Estadual Mário Covas informou que, no dia 14 de janeiro, data marcada para a primeira consulta, houve um problema de ordem pessoal com a médica que iria atender o pai da leitora. Por isso uma nova consulta foi marcada pela direção do hospital para o dia 24 deste mês, e não julho.   (Folha de S.Paulo)

23.06 - Medicamentos: diabéticos defendem a aprovação de projeto de lei
Natal - A aprovação do projeto de lei que cria subvenção para a compra de medicamento na rede privada está sendo aguardada com muita expectativa pelas associações de doentes crônicos do Rio Grande do Norte. Caso seja aprovado, o projeto beneficiará cerca de 150 mil hipertensos no Estado. O projeto prevê que as pessoas comprem medicamento com valor 50% menor do que o praticado atualmente.
O presidente da Associação dos Diabéticos e Hipertensos do Rio Grande do Norte, Antônio Carlos Souza Marques, analisou que toda iniciativa para melhorar o acesso dos diabéticos e hipertensos aos medicamentos é válida. “Precisamos saber só como esse projeto será colocado em prática”, ponderou. Ele comentou que esses doentes têm dificuldades desde para conseguir atendimento médico até para comprar o remédio. “Tem gente que deixa de tomar medicamento por falta de dinheiro para comprar. Nos postos de saúde, falta até insulina”, completou.
Pelo projeto de lei do Ministério da Saúde, os medicamentos para hipertensão e diabetes terão prioridade para receber a subvenção do Governo Federal. A proposta é que os cofres públicos custeiem parte do valor dos remédios.
O projeto faz parte do programa Farmácia Popular do Brasil. O custo estimado da subvenção é R$ 150 milhões na implantação, ainda em 2005, e outros R$ 300 milhões para 2006 e 2007.
A proposta é que a subvenção seja paga ao setor varejista, para as farmácias que forem credenciadas pelo governo e se tornem parceiras do programa Famácia Popular. O Ministério da Saúde já adiantou que os medicamentos a serem subsidiados serão definidos com base em evidências epidemiológicas, dados de segurança e eficácia no tratamento de doenças.
Associação prepara alerta para segunda-feira
E para alertar as pessoas da necessidade de se conscientizarem sobre a diabete e fazer exames de diagnóstico, a Associação potiguar fará um Grito de Alerta na próxima segunda-feira.
Nesse dia, na rua João Pessoa, serão instaladas tendas para a realização de exames de monitoração de glicose e verificação de pressão. (Tribuna do Norte)

23.06 - População brasileira vítima de AVC pode chegar a sete milhões
Uma doença silenciosa e que pode, muitas vezes, ser mascarada por sintomas que não revelam o verdadeiro problema. Segundo estudos inéditos realizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia-Funcor com 1.200 pessoas de 70 cidades do País, o distúrbio caracterizado pela obstrução das artérias dos membros inferiores pode atingir 6,5% dos brasileiros ou quase 12 milhões de pessoas. Desse universo, sete milhões e 20 mil apresentam risco de sofrer um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Conforme cardiologistas, dois terços dos pacientes com AVC não apresentam sintomas. A medição da pressão arterial das pernas e braços, a mudança de hábitos e medicamentos podem reduzir o risco de morte em até 47%.
A idéia de que pessoas consideradas jovens estão cada vez sofrendo da doença, na realidade, nada tem a ver com a faixa-etária. O cirurgião vascular e diretor Clínico do Hospital da Unimed, Lineu Jucá, explica que devido ao estilo de vida levado pela maioria da população, fazer o check-up tornou-se indispensável para detectar, por exemplo, a hipertensão arterial.
‘‘O fumo e o estresse já são indicadores de risco. Estudos mostram que dos 12 milhões da população hipertensa, oito sabem que têm a doença, mas só a metade toma remédio’’, diz.
RADIALISTA - Responsável pelo atendimento ao radialista Carlos Augusto, da Rádio Verdes Mares, 41 anos, Lineu Jucá, informou que o quadro do paciente é estável, ele está consciente e recuperou 80% da força muscular.
Segundo boletim divulgado ontem, seu caso não é cirúrgico, mas a situação neurológica é a que mais preocupa, pois a região da fala foi uma das mais afetadas.
Internado desde o último sábado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica do Hospital Regional da Unimed, o radialista chegou ao hospital com arritmia cardíaca, pés inchados, o lado direito do corpo comprometido e falta de ar. Sua pressão arterial estava normal.
A possível causa do derrame sofrido pelo radialista foi a fibrilação artrial, que significa os batimentos cardíacos em ritmo irregular.
De acordo com o diretor Clínico do Hospital da Unimed, Lineu Jucá, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo e entre elas o AVC é a que mais faz vítimas fatais. (Diário do Nordeste)

23.06 - Saúde carioca
Leia o voto de Celso de Mello sobre intervenção em hospitais
A União não pode intervir em municípios situados no âmbito de Estados-membros — a única pessoa política legítima para tanto é o próprio estado. Assim, somente o estado do Rio de Janeiro pode intervir no município do Rio de Janeiro. Com esse entendimento, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade da intervenção federal em hospitais cariocas. Na ocasião, em abril, os ministros determinaram a devolução do comando dos hospitais para a prefeitura do Rio.
O governo havia decretado, em março, intervenção federal em seis hospitais do Rio de Janeiro — quatro federais e dois municipais. Segundo a União, o ato seria necessário diante da calamidade pública no setor de saúde na cidade. A intervenção transferiu para o governo federal toda a gestão da rede municipal.
Com a decisão do STF, a prefeitura do Rio de Janeiro retomou a administração dos hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto e o governo ficou proibido de usar servidores municipais nos quatro hospitais federais que continuará administrando na cidade.
Para Celso de Mello, o decreto transgrediu o disposto no artigo 35 da Constituição Federal, que veda a adoção de mecanismos excepcionais (caso da intervenção) em municípios que não estejam situados em territórios federais. O ministro afirmou ainda que o artigo 5º, inciso XXV da Constituição prevê que a União só pode incidir sobre propriedade particular. “Qualquer requisição dirigida a um município, como ocorreu na espécie, traduzirá, na realidade, indisfarçável ato de intervenção federal, absolutamente incabível em face do que prescreve a Carta Política”, sustentou.  (Consultor Jurídico)

23.06 - Médicos da prefeitura de Belo Horizonte fazem paralisação 
Como protesto à contraproposta da prefeitura de Belo Horizonte, que está muito aquém das reivindicações da categoria, os médicos da capital mineira paralisam as atividades na rede municipal de saúde ontem..
Cerca de 2,5 mil médicos trabalham nos 131 centros de saúde, 6 unidades de pronto-atendimento, 6 postos de assistência médica, no Hospital Municipal Odilon Behrens e em mais 40 hospitais conveniados. A recomendação do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) para as UPAs, onde são atendidas as urgências e emergências, é que funcionem com 50% de sua capacidade.
A contraproposta da prefeitura foi apresentada pela Comissão de Negociação à diretoria do Sinmed-MG nos dias 14 e 15 de junho, sendo recusada por unanimidade na assembléia do dia 16. Os médicos consideraram que a proposta, além de não repor as perdas salariais, não traz qualquer ganho real à categoria, limitando-se à incorporação de um abono e a uma correção no adicional de urgência e emergência.
Reivindicações
A pauta de reivindicações tem como principais eixos a recomposição salarial e a busca por melhores condições de trabalho. Segundo o presidente do Sinmed-MG, Cristiano Gonzaga da Matta Machado, "os médicos da prefeitura de Belo Horizonte não receberam qualquer reajuste nos anos de 1997, 1998, 1999, 2001, 2002 e 2003, tendo como únicas reposições 14% em 2000 e 10% em 2004. O acordo feito com a prefeitura em 2001 não foi cumprido".
Sobre a recomposição salarial de 59%, ele afirma que o índice provém dos cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o comportamento salarial da categoria nos últimos nove anos.
Comparando a evolução dos salários dos médicos com a evolução do ICV-Dieese de 1º de maio 1996 a 31 de dezembro 2004, os índices apresentam uma variação no período de 92,13%. No mesmo período, os salários dos médicos tiveram apenas 25,40% de reajuste. Isso significa que a categoria perdeu, em oito anos, grande parte da sua renda.
Segundo o mesmo levantamento, para que os salários retomassem em dezembro último o mesmo poder de compra de maio 1996, seria necessário um reajuste de 53,22% pelo ICV. O ajuste solicitado de 59% visa corrigir essa perda e proporcionar algum ganho real aos médicos.    (AMB)

23.06 - Livro mostra eficiência na luta contra a Aids
Unesco analisa o papel do estado e da sociedade no combate à doença
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizou um estudo para analisar a questão da epidemia de Aids no País. Foram analisados o papel do Estado, sociedade civil e agências internacionais no combate à doença. O estudo durou de dois anos (2003 a 2004), entre pesquisas, entrevistas e o relatório final. O resultado foi reunido em um livro que traz as recomendações das Organizações Não-Governamentais (ONGs) e secretarias que trabalham diretamente nas bases.
Foram pesquisadas 328 ONGs e entrevistados 79 dirigentes e coordenadores de programas dessas instituições e 12 gestores de secretarias estaduais e municipais de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids. Os estados analisados para a amostra qualitativa foram Bahia, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. A escolha se deu pela maior representação na luta de combate à Aids.
A Unesco, em parceria com o Ministério da Saúde, lançou, ontem, o livro intitulado Respostas aos Desafio da Aids no Brasil: Limites e Possibilidades. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, comentou a importância do estudo por dar voz às pessoas que atuam diretamente no processo de combate da doença, seja na sua prevenção ou controle. "Para o Ministério da Saúde trabalhar em conjunto com as ONGs é conseguir atingir um público maior", relata o secretário.
Maior controle
Com os resultados do estudo, Jarbas disse que o ministério poderá melhorar e ampliar as ações de prevenção e controle da doença. "Não é apenas um livro mas um guia para outros países em desenvolvimento saberem como se tratar a epidemia de Aids", relatou Jarbas.
Segundo o secretário, a estimativa era de que, em 2000, o Brasil tivesse um milhão de portadores do virus HIV. Hoje, o País tem cerca de 600 mil pessoas infectadas. 
Elogios ao governo
O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, disse que o governo brasileiro se destaca pelas ações que desenvolve no programa de combate à Aids. Para ele, a parceria público-privada desenvolvida no País é modelo para o mundo. Jorge participou, ontem, do lançamento do livro "Respostas aos Desafio da Aids no Brasil: Limites e Possibilidades". A obra é o resultado de um estudo feito com organizações não-governamentais e órgãos governamentais sobre as ações de combate à Aids. 
O livro também vai ser lançado em espanhol e inglês para ser distribuído mundialmente. "Os brasileiros devem se orgulhar dos programas de combate à DST e Aids por ser um exemplo", acredita Jorge.
Ele aponta três pilares bem sucedidos do programa do governo. Tratar o doente e distribuir medicamentos gratuitamente para os infectados com o virus HIV. Além da enfática campanha nacional de prevenção. "A qualidade e quantidade de ações mostra o preocupação do governo com a causa", relata.   (Jornal de Brasília)

23.06 - Quando o cérebro explode
Neurologistas lançam campanha nacional para alertar a população sobre os riscos do Acidente Vascular Cerebral. Segundo o Ministério da Saúde, em 2002 o derrame provocou a morte de 87.338 brasileiros
Ele surge do nada. De repente, uma forte dor de cabeça, uma dormência de um dos lados do corpo. Os sintomas pioram, a pessoa corre para um pronto-socorro e quando é atendida recebe o diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral, denominado pelos médicos de AVC e conhecido popularmente como derrame. Uma doença fatal e desconhecida, responsável por 10% das mortes em todo em mundo. Um número impressionante e que está crescendo em função de problemas da vida moderna, como sedentarismo e consumo de alimentos ricos em gordura. Preocupados com essa situação, os neurologistas vão sair dos seus consultórios na sexta-feira para lançar uma campanha sobre o tema. 
Com o apoio da Academia Brasileira de Neurologia eles montarão quiosque nos shoppings das 11 capitais brasileiras que registram mais casos da doença. Brasília faz parte desta lista e os médicos farão plantão em um estande no Pátio Brasil. Eles vão dar informações sobre os cuidados de prevenção e de como agir diante de um surto de AVC. Isso porque um atendimento imediato é que evita o surgimento de seqüelas graves, como dificuldades para andar e perda da fala. 
Por estar bem informada, a aposentada Maria Helena Dutra Maia, 70 anos, escapou de conseqüências mais graves. Uma pessoa tranqüila, sem problemas de saúde, com os dois filhos criados. Em outubro de 2003, estava em sua chácara, no Gama. Foi dormir e acordou de repente, com uma dor de cabeça muita forte. Pensou logo: “Estou tendo um derrame!” Preocupada, chamou um dos filhos, Otacílio, e foram para o pronto-socorro. Foi examinada, medicada e liberada. Voltando para casa, o filho percebeu que ela não estava bem e a levou para outro hospital. O diagnóstico desta vez foi o de Acidente Vascular Cerebral. 
Dona Maria Helena fez três cirurgias para desobstruir o vaso entupido e perdeu parte dos movimentos do lado esquerdo. Fez fisioterapia para se recuperar. “Graças a Deus não fiquei com seqüelas. Atribuo isso ao meu estilo de vida. Sou bem humorada, vaidosa, faço ginástica. E de seis em seis meses vou ao médico para fazer um check-up. (Eu) me cuido para não ter uma nova crise”, diz Maria Helena. 
Seqüelas 
Se ela teve uma história com final feliz, outras pessoas não tiveram a mesma sorte. Os números da organização Mundial de Saúde são assustadores. A doença afeta todos os anos 15 milhões de pessoas, sendo que cinco milhões morrem e 10 milhões sobrevivem. Só que a metade dos sobreviventes ficam com seqüelas, sem condições de andar ou de falar. Nos Estados Unidos, este ano serão gastos US$ 56 bilhões no tratamento de pacientes com lesões provocada pelo AVC. 
“No Brasil, a situação é grave”, diz o neurologista Rubens Gagliardi, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. “Morre-se mais de agravamento do AVC do que de problemas cardíacos”, resume o médico. Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, em 2002 o derrame causou a morte de 87.338 brasileiros, enquanto o infarto provocou 61.477 . “A cada três mortes por problemas circulatórios, duas são por AVC e uma por ataque cardíaco”, revela o médico paulista. 
“Para diminuir ou mesmo evitar as seqüelas é necessário um atendimento médico imediato”, afirma outro neurologista — Ayrton Massaro, coordenador do Serviço de Neurologia Vascular da Universidade Federal de são Paulo (Unifesp). Segundo ele, o paciente deve receber medicamentos que dissolvem coágulos até três horas depois do início dos sintomas de um AVC para reduzir a extensão dos danos. Por isso, a campanha desta sexta-feira pretende também orientar as pessoas sobre os sinais da doença para adotar os cuidados de emergência quando se depara com um caso. 
A Academia Nacional de Neurologia iniciou a campanha em março, quando lançou a Central AVC, para formar uma rede de hospitais especializado no atendimento emergencial. Atualmente são 35 centros espalhados por todo o país e a meta é atingir 50 clínicas. “Poucos sabem, mas o AVC é uma emergência e deve ser tratado como tal”, diz Massaro.    (Maria Vitória - Correio Braziliense)
 
 
 
 
 

22.06 - Quatro grupos controlam 70% da venda de genéricos
Cinco anos depois da introdução dos genéricos no mercado brasileiro, quatro grandes empresas farmacêuticas concentraram mais de 70% das vendas de cópias de medicamentos de marca. O clube é formado por EMS, Medley, Eurofarma e Biosintética, todas de capital nacional.
Neste ano, a disputa pelo primeiro lugar no mercado de genéricos é acirrada. A Medley lidera as vendas em faturamento, com R$ 34,3 milhões, seguida pelo EMS (R$ 31,7 milhões), a Biosintética (R$ 15,4 milhões) e a Eurofarma (R$ 12,1 milhões), segundo dados de abril do IMS Health.
No entanto, na briga em vendas por unidades, o EMS superou a Medley por uma pequena vantagem em fevereiro, voltou ao segundo lugar em março e bateu de novo a rival em abril. Foram 3,1 milhões de unidades, contra 2,9 milhões da divisão de genéricos da Medley, só em abril.
Segundo Daniel Ferreira, executivo do EMS, a notícia da ultrapassagem da Medley foi comemorada dentro da empresa e o executivo aposta na ampliação desta margem ao longo de 2005. Mas a diferença é tão pequena que não é possível confirmar essa tendência.
No domingo passado, a Medley começou uma intensa campanha institucional, apresentando também seu novo logotipo. A empresa está investindo R$ 15 milhões em anúncios de TV aberta, displays e folhetos distribuídos em farmácias e drogarias.
Executivos de laboratórios nacional de genéricos avaliam que é difícil outros grupos entrarem atualmente no mercado brasileiro de genéricos. Eles atribuem ao fato de as empresas já terem ocupado os canais de distribuição e oferecerem produtos rapidamente.
"Mas não é impossível", disse o consultor Jairo Carolinski, da Bain & Company. Ele explica que uma das alternativas é a possibilidade de associação de empresas estrangeiras com as já existentes.
Ele lembrou ainda que algumas companhias de inovação estão buscando entrar na área de genéricos. "Muitas empresas de inovação dizem que não é seu foco, mas trata-se apenas de adaptar-se a uma outra área", disse.
A suíça Novartis é um dos laboratório de inovação com uma estratégia mundial de aumentar sua participação no segmento de genéricos, o que inclui o Brasil. A companhia ocupa a 5ª posição em genéricos no país.
Outra opção é aguardar uma acomodação do mercado nos próximos anos. Alguns laboratórios fecharam parcerias com as empresas estrangeiras para lançar genéricos no Brasil. "Esses contratos têm prazos para vencer", disse, vendo uma possibilidade de espaço para as empresas entrarem diretamente no mercado.
Caso os contratos não sejam renovados, os laboratórios de genéricos podem sentir o mesmo efeito sofrido pelas empresas de inovação quando a patente expira: a falta de proteção. (André Vieira - Valor Online)

22.06 - Pesquisas com células-tronco embrionárias devem começar em agosto
Paralisias cerebrais, lesões na medula e doenças do coração. Doenças que eram irreversíveis até pouco tempo atrás e hoje têm alguma chance de cura. Essa é a expectativa de médicos e cientistas que pesquisam as células-tronco. 
Elas têm a capacidade de se transformar em qualquer outra célula do corpo humano e, por isso, podem ajudar na reconstituição de alguns tecidos. No Brasil, as primeiras pesquisas com as células-tronco embrionárias devem ter início em agosto.
O Ministério da Saúde divulgou que 104 projetos de pesquisas foram apresentados por diversas instituições brasileiras. Eles disputarão os R$ 11 milhões oferecidos pelo governo para o desenvolvimento de pesquisas com embriões. Até o dia quatro de agosto, uma comissão julgadora analisará as propostas e selecionará as pesquisas que receberão o financiamento. 
O governo também financiará experimentos com células-tronco adultas, derivadas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos. O objetivo é verificar o potencial de uso das células-tronco na medicina e melhorar os tratamentos já existentes no país. (APM)

22.06 - Inpi alerta para riscos da quebra de patentes
A questão das patentes de remédios para o tratamento da aids caminha para provocar um enfrentamento entre o Poder Executivo e os parlamentares. No dia 10 de junho, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou um projeto que acaba com o direito à patente para a produção de medicamentos e matéria-prima de anti-retrovirais usados no combate à aids. A aprovação foi comemorada por ativistas e técnicos da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Mas o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) revelou que avalia a proposta de lei e fará sugestões ao presidente Lula sobre a adoção da norma, caso seja aprovada no Congresso. Segundo o presidente do Inpi, Roberto Jaguaribe, algumas avaliações indicam que o projeto poderia ferir acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro.
"Há quem diga que o projeto poderia violar os artigos do acordo de propriedade intelectual da Organização Mundial do Comércio (conhecido pela sigla em inglês Trips)", disse Jaguaribe, sem dar mais detalhes.
Outros altos funcionários do Inpi se dizem "escandalizados" com a proposta e que esta iria contra os interesses do Brasil na proteção de patentes. Jaguaribe evitou dizer se era contra ou a favor da lei. "Estamos avaliando e vamos passar nossas sugestões ao governo para que tenha uma base para tomar a decisão. Mostraremos as vantagens e potenciais riscos que o projeto pode gerar e ver se está coerente com nossas obrigações internacionais". 
Recomendações 
Além de fazer as recomendações ao presidente Lula, Jaguaribe explicou que a avaliação também será enviada aos parlamentares da base do Governo na Câmara e no Senado para que possam tomar uma decisão. O projeto de lei, porém, é de autoria do deputado Roberto Gouveia, do próprio PT de São Paulo. Para ser enviado à Casa Civil, ainda precisa ser aprovado no plenário da Câmara e do Senado.
Enquanto o futuro das patentes de remédios no Brasil não é decidida, o Inpi se prepara para modernizar a entidade e lidar com o acúmulo de mais de 100 mil pedidos de patentes. Segundo Jaguaribe, existe um déficit de 450 especialistas na entidade e essas contratações custariam R$ 32 milhões. Segundo ele, o Inpi debate com o governo para incluir esses recursos no orçamento de 2006. (Jornal do Commercio)

22.06 - Pílula do dia seguinte é opção acessível
Governo já distribuiu 352.361 cartelas para 1388 municípios 
O Ministério da Saúde já distribuiu, desde fevereiro, 352.361 cartelas do comprimido à base de progesterona, mais conhecido como a ''pílula do dia seguinte'', para 1388 municípios por todo o país. O acesso a mais um método anticoncepcional através da rede pública vem ampliando as opções da população para impedir gravidez indesejada, abortos e mortes provocadas por intervenções mal realizadas. Em 2004, por exemplo, o Sistema Único de Saúde realizou em mulheres de 10 a 19 anos mais de 48 mil curetagens, procedimentos cirúrgicos aplicados após abortamentos, sejam eles provocados ou espontâneos. 
A grande vantagem desse anticoncepcional é que pode evitar uma gestação após uma relação desprotegida. Pode ser usado em casos em de rompimento da camisinha ou deslocamento do DIU (dispositivo intra-uterino) e se a pílula convencional não for tomada adequadamente. É importante alertar, no entanto, que como todos os métodos para evitar a gravidez, a eficácia não é de 100%. 
- Se for tomada 24h depois da relação, a eficácia é 95%, mas se a demora para tomar o comprimido for de 72h , o índice diminui para menos de 70% - afirma o ginecologista e professor da Uni-Rio Mario Vicente Giordano. 
O método de emergência contém somente a progesterona, um dos hormônios da pílula anticoncepcional comum e está disponível nos postos de saúde em várias marcas. Os comprimidos - dois por cartela - devem ser ingeridos, no máximo, três dias depois da relação desprotegida, com um intervalo de 12 horas. 
Segundo Giordano, a principal ação da progesterona é inibir a ação do hormônio LH, responsável por estimular a ovulação feminina. Outra alteração provocada pela pílula do dia seguinte é no muco cervical - a lubrificação do colo uterino - que fica espesso, o que impede a subida do espermatozóide. O medicamento também diminui os movimentos ciliares da tuba uterina - ''pêlos'' microscópicos que ajudam a levar o óvulo ao espermatozóide. 
- Uma vez que já houve a fecundação ( encontro do espermatozóide com o óvulo), a pílula impossibilita a nidação - afirma Giordano. 
Para ocorrer a gestação o ovo ou zigoto ( espermatozóide e óvulo) precisa se fixar dentro do útero. A progesterona torna o endométrio - membrana que recobre esse órgão - impróprio. Esta camada é essencial para que o ovo vire um embrião porque contém vários nutrientes. 
- A pílula do dia seguinte altera a fisiologia do endométrio tornando-o mais fino do que o normal - afirma Giordano. 
Essa ação do contraceptivo de emergência é a mais polêmica, entretanto a Organização Mundial de Saúde e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), não consideram o método abortivo.
- Uma vez que o ovo gruda no útero a pílula não age mais - comenta Mario Vicente. 
O ginecologista e membro da Febrasgo-RJ Ricardo Bruno Vasconcelos concorda que o método não interrompe a gestação: 
- O DIU também funciona impedindo a fixação do ovo no útero - comenta. 
A administradora de empresas Carolina Cinelli, de 23 anos, já teve que recorrer à pílula do dia seguinte uma vez, quando estava sem tomar pílula convencional e acabou tendo uma relação sexual sem camisinha. Ela afirma que ficaria desesperada se o método não existisse: 
- Acho que é comum acontecerem situações imprevisíveis, tipo a camisinha estourar ou esquecer de tomar pílula, aí é necessário recorrer a uma solução tapa-buraco - afirma. 
Os médicos alertam que o método não pode ser utilizado rotineiramente, já que além de causar um transtorno do ciclo hormonal feminino, é muito menos seguro do que a pílula convencional e o DIU. (Jornal do Brasil)

22.06 - Saúde da Família reduz mortalidade
Estudo inédito realizado pelo Ministério da Saúde mostrou que o Programa Saúde da Família teve impacto na redução da mortalidade infantil. Com a análise de dados como o acesso aos serviços de saúde, à educação, à água tratada e as condições sócio-econômicas das famílias, os técnicos verificaram que o aumento de 10% da cobertura populacional do programa levou a uma redução de 4,6% no número de crianças que morrem até completar o primeiro ano de vida. 
Segundo o ministro da Saúde, Humberto Costa, as conclusões do estudo provam que o programa está no caminho certo e que merece mais investimentos. Costa afirmou que o governo pretende investir mais no Saúde da Família em municípios mais pobres, onde há projetos de reforma agrária, comunidades indígenas ou quilombolas. "Nós continuamos fazendo um investimento importante, já investimos em atenção básica à saúde R$ 4 bilhões a mais nos anos de 2003, 2004 e 2005. Aumentamos o número de equipes e pretendemos aumentar ainda mais". 
Impacto
O Saúde da Família só tem impacto menor na redução da mortalidade infantil que o acesso à educação, principalmente a alfabetização das mulheres. O mesmo percentual de 10 pontos aplicados à ampliação de programas de educação consegue diminuir a morte de crianças de até um ano de idade em 16,8%. A expansão de 10% do abastecimento de água tratada e acesso a saneamento básico tem efeito menor, de 3%. 
Os dados analisados referem-se ao período de 1990 a 2002. Nesse período, a taxa de mortalidade infantil caiu de 49,7 óbitos por mil nascidos vivos para 28,91 óbitos. Até maio, o Programa Saúde da Família atendeu 72,5 milhões de pessoas. Os municípios mantêm o trabalho do Saúde da Família e o governo federal financia 50% dos custeio das equipes. Hoje, são 22.410 equipes, formadas por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários.   (Jornal de Brasília)

22.06 - 60 milhões vão ao dentista
O programa de saúde bucal do Ministério da Saúde já atende 60 milhões de brasileiros com o trabalho de 10.240 equipes. Segundo o coordenador nacional do programa, Gilberto Pucca, esse número já é quatro vezes maior do que o registado em 2003, quando 3.500 equipes atendiam menos de 15 milhões de brasileiros no Sistema Único de Saúde (SUS). Cada equipe é formada por um dentista, um auxiliar de consultório e um técnico em higiene bucal. 
Pucca adiantou que, a partir do próximo semestre, o programa Brasil Sorridente também vai distribuir kits com escova e pasta de dente para a população de baixa renda. Cerca de 30% das pessoas atendidas. Uma pesquisa apontou que 45% da população brasileira não possuía escova ou pasta de dente.   (Jornal de Brasília)

 
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