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21.06 - Medidas protegem participantes de novos fundos de previdência 
O governo surpreendeu ao incluir medidas que fortalecem os planos de previdência complementar entre as medidas que estão na chamada "MP do Bem". A partir da aprovação da medida provisória, cuja data de votação no Congresso ainda não está definida, será criada uma nova modalidade de fundos de investimentos que serão vinculados exclusivamente a planos de previdência. Além disso, esses planos poderão ser usados como garantias adicionais nos financiamentos imobiliários. De acordo com o governo, o objetivo das novas regras é dar mais segurança às pessoas que participam de planos de previdência complementar e criar estímulos para aumentar a poupança previdenciária no país. A criação dos novos fundos de investimentos vinculados a planos de previdência, ou seja, em que os próprios beneficiários dos planos serão cotistas dos fundos, será apenas mais uma opção e as instituições financeiras ou entidades abertas de previdência complementar poderão optar entre as duas modalidades. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse acreditar que os próprios consumidores vão preferir migrar para o novo sistema. "O próprio mercado deve impor a adoção desse mecanismo, porque os consumidores vão preferir essa forma, mais segura", disse. As instituições terão que separar seu próprio patrimônio do patrimônio dos fundos vinculados aos planos de previdência, o que vai proteger os participantes em caso de quebra da entidade que vende as cotas. A utilização dos recursos acumulados nos planos de previdência complementar como garantias adicionais em operações de crédito imobiliário é uma maneira de incentivar a permanência dos recursos nos planos e melhorar as condições de financiamentos para os mutuários. Segundo Appy, uma das principais razões para o resgate dos recursos dos fundos de previdência é a aquisição de imóveis. O governo espera que, ao incluir os fundos como garantia nos financiamentos, as instituições financeiras melhorem as condições de financiamento oferecidas aos mutuários que possuem poupança previdenciária. (FENACOR)

21.06 - Aposentadoria e auxílio serão recalculados
Projeto aprovado pela Câmara manda rever benefícios e ressarcir segurados
As aposentadorias por invalidez e os auxílios-doença ou acidente concedidos desde 24 de março, data em que entrou em vigor a Medida Provisória 242, deverão ser recalculados e os segurados que amargaram perdas deverão ser ressarcidos. As determinações constam do projeto de lei de conversão da Medida Provisória 242, aprovado na terça-feira pela Câmara.
Pela medida provisória ainda em vigor, os benefícios passaram a ser calculados com base na média dos 36 últimos salários de contribuição. No texto final aprovado pelos deputados, foram retomados os antigos critérios de cálculo. Assim, a aposentadoria por invalidez e o auxílio-doença ou acidente voltarão a ser apurados sobre a média de 80% dos salários de contribuição, os maiores, registrados em nome do segurado desde julho de 1994. No entanto, foi fixado como teto para o auxílio-doença a média dos 12 últimos salários de contribuição. Segundo o relator do projeto, deputado Henrique Fontana (PT-RS), o teto foi adotado porque "o auxílio-doença deve refletir a realidade salarial do trabalhador".
Também foram retomados os antigos prazos de carência para a concessão de benefícios. Para ter direito ao auxílio-doença, o segurado precisará comprovar apenas 3 meses de contribuição e para a trabalhadora gestante receber o salário-maternidade bastará provar apenas 3,3 meses de recolhimento. Pela MP, esses prazos são, respectivamente, de 12 e 10 meses de contribuição.
Outra mudança importante, de acordo com o relator, é a redução da alíquota de 20% para 11% sobre o salário mínimo para o piso de contribuição do autônomo, com o objetivo de trazer para a Previdência os trabalhadores informais. Eles teriam direito, por exemplo, à aposentadoria por idade após 15 anos de contribuição.   (Paulo Pinheiro - O Estado de S.Paulo)

21.06 - Internet e telefone socorrem os segurados durante greve do INSS
A greve dos servidores do INSS não dá sinais de que acabará tão cedo. Passados 17 dias do início da paralisação, em 2 deste mês, não houve nenhum avanço nas negociações entre os grevistas e o governo federal.
Como a diferença entre as pretensões dos grevistas (reposição salarial de 18% e plano de cargos e salários) e o que o governo oferece (0,1%) é muito grande, a tendência é que o movimento perdure ainda por um bom tempo.
Diante desse quadro de indefinição, os segurados contam com a Internet e o telefone para obterem a maioria dos serviços oferecidos pela Previdência.
A maior facilidade está na Internet, que oferece uma gama maior de serviços. Entretanto nem todos os segurados dispõem dessa ferramenta. Para quem não pode contar com a internet, o telefone passa a ser a melhor opção.
Em alguns casos, porém, o segurado é obrigado a comparecer às agências da Previdência. Isso ocorre, por exemplo, se ele tiver de fazer uma perícia médica (para receber o auxílio-doença) ou entregar algum documento para o pedido de aposentadoria.
Segundo o INSS, as perícias agendadas com médicos do quadro do órgão, ou seja, dentro das unidades da Previdência, estão sendo realizadas mesmo nas agências que estão em greve. Por isso, os segurados devem comparecer aos exames marcados.
Greve mantida
Sexta-feira, estiveram fechadas 325 agências (29,3%) do INSS em todo o país, segundo a Previdência. Outras 785 agências (70,7%) atenderam parcialmente.
No Estado de São Paulo, a paralisação atingiu 57% das agências, segundo a superintendência do INSS. Na capital paulista, a greve tem se mantido em 96%, com apenas uma agência funcionando (a de Cidade Dutra, na rua Padre José Garzotti, 75). Outras três agências estão atendendo parcialmente e 22 não funcionaram. (Folha de S.Paulo)

21.06 - Aposentadoria: Bom cenário para iniciar investimento
Juros altos, dólar no menor nível dos últimos anos e diversas ações com preços atraentes na Bovespa formam um bom cenário para iniciar uma aplicação. Se o objetivo é começar a economizar para a aposentadoria, o momento atual não poderia ser melhor. A renda fixa em alta oferece bons ganhos ao investidor, ainda que os juros possam recuar no longo prazo. Na Bolsa, a compra de diversas ações depreciadas, de empresas com bons fundamentos econômicos e expectativas promissoras, poderá gerar lucros elevados quando iniciarem trajetória de alta. A cotação em queda do dólar beneficia quem usa a moeda como proteção na carteira. A aplicação de longo prazo ainda conta com o estímulo de tributação menor. Tanto em fundos de investimentos, em que podem incidir alíquota mínima de 15%, em aplicações acima de dois anos, quanto em fundos de previdência, em que o imposto pode ceder até 10% se o investidor aplicar por mais de dez anos no regime regressivo.
Historicamente, a renda fixa acumula ganhos maiores do que a variável. Enquanto o CDI rendeu nos últimos 10 anos 700,51%, o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, acumula no mesmo período alta de 601,81%. No entanto, para os próximos dez anos, o cenário esperado é de valorização superior à da Bolsa sobre os juros.
- A Selic provavelmente não voltará a atingir 45%, como no passado. A expectativa é de crescimento da economia brasileira e portanto, de valorização da Bolsa e queda nos juros - disse o gerente geral de produtos de previdência do Santander Seguros, Renato Terzi.
Desde junho de 1995, a caderneta de poupança rendeu ao investidor ganhos de 238,95%. No mesmo período, o ouro, o mais conservador e tradicional dos ativos, subiu 198,06%. Ambos, acima do IGP-M acumulado dos últimos 10 anos, de 196,16%. Apenas o dólar rendeu abaixo da inflação, 181,48%.
Geralmente, quando visa o longo prazo, o investidor diversifica a carteira. O mais agressivo investe mais de 50% na Bolsa, sem deixar de aplicar na renda fixa. O mais conservador, diversifica a aplicação entre os ativos da renda fixa. O moderado, equilibra a carteira entre os diversos ativos do mercado. O dólar, normalmente entra nos portfólios como hedge.
- A carteira ideal de longo prazo precisa ser diversificada. O cenário econômico não é estático. Muda constantemente, e, normalmente, em ciclos. Após uma alta acentuada, vem uma queda expressiva. Se o investidor entrar na baixa e sair na alta, os ganhos são acentuados. Se ficar aplicado por um plano longo, ainda lucra com a redução do imposto - observa Terzi.
Se o objetivo é garantir uma renda para o futuro, os fundos de previdência costumam cumprir bem o papel. "Se o investidor economizar 30 anos visando uma aposentadoria tranqüila a partir dos 60 anos, por exemplo, a previdência garante uma renda vitalícia. A mesma aplicação nos fundos de investimento, podem render bons ganhos, mas um dia o dinheiro pode acabar. Na aplicação em fundos de previdência não há este risco", disse o gerente do Santander Seguros.
Prazo de aplicação deve ser levad0 em conta
Na decisão entre um fundo de investimento e um de previdência, o investidor deve levar em conta, principalmente, o prazo da aplicação. Se o objetivo é o longo prazo, o desconto do Imposto de Renda possibilita elevação dos ganhos no caso dos fundos de previdência, segundo analistas.
- A diferença está nos tributos. Tantos os fundos de longo prazo como os de previdência aplicam em ativos variados e têm como objetivo aliar boa rentabilidade a prazos alongados - explica o diretor comercial da Alfa Previdência, Mauro Hime.
Desde julho do ano passado, o investidor está atento ao prazo estimado das aplicações devido às mudanças realizadas na tributação dos fundos, que entraram em vigor em janeiro deste ano. Na renda fixa, a alíquota do Imposto de Renda diminui conforme o prazo da aplicação é alongado.
- Para escolher a melhor opção de investimento, não há como deixar de levar em conta o prazo da aplicação por conta das diferentes possibilidades de cobrança do IR - observa Sergio Lima, da Mellon Global Investments.
Para o gestor de renda fixa da Icatu Hartford, Leonardo Camezzato, se a aplicação visa o longo prazo, acima de 10 anos, o melhor é escolher um fundo de previdência e optar pela tributação regressiva, com possibilidade de pagamento de alíquota de 10%. "Nos fundos de renda fixa, a alíquota mínima é de 15%, o investidor ficando aplicado dois ou vinte anos", ressalta Camezzato.
A possibilidade de dedução das aplicações em previdência no Imposto de Renda anual foi mantida. No fundo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), são deduzidos na declaração anual do IR investimentos de até 12% da renda do ano. O desconto é feito no recebimento do benefício ou resgate do capital, sobre todo o montante. No fundo Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL) o imposto é descontado normalmente, e apenas sobre os rendimentos. Na hora de receber o capital investido, o IR já terá sido pago.
- Um fundo de investimento geralmente cobra taxas de administração de 1,5% ao ano, e os de previdência, de 3%. Nos fundos de previdência, também é cobrada a taxa de carregamento, que gira em torno de 2% do valor investido. No entanto, mesmo com taxas maiores, a tabela regressiva do Imposto de Renda permite que o investidor tenha um ganho maior em fundos de previdência quando se desconta os impostos - observa Hime.
Quando se pensa em poupança de longo prazo ou em economia visando o futuro, a previdência privada é a primeira alternativa do investidor. Para o vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, Renato Russo, com a atual instabilidade política, os planos de previdência privada que aplicam na renda fixa são a melhor opção de investimento. "O momento é de intensa volatilidade no mercado, mas, para quem busca o longo prazo, os fatos políticos não influenciam nos planos de aplicação".
Assim como nos demais fundos de investimentos, a melhor opção passa pelo perfil do investidor. Um jovem com perfil mais agressivo, tende a arriscar mais do que um senhor de 50 anos, com perfil conservador.
- Quem tem 35 anos, e opte por um PGBL ou VGBL, ainda tem um período médio de 25 anos de acumulação. Por isso, pode incluir um pouco de risco na carteira e aplicar de 30% a 40% em renda variável. Eu tenho um plano PGBL com carteira composta de 30% de renda variável há cinco anos. Estou satisfeito com a aplicação e com os rendimentos - observa Russo.
Para a maioria dos investidores, não há como deixar de investir na renda fixa se o prazo estimado para a aplicação é longo. Dos mais conservadores aos mais agressivos, há sempre um percentual da carteira destinado à aplicação em ativos que representem segurança e garantia de ganhos acima da inflação.
- Por mais arrojado que seja o aplicador, uma parte do capital sempre será protegeida de riscos elevados. Quando o investimento visa o longo prazo, a tentativa de proteção do dinheiro aumenta, o que acaba por refletir-se na busca por ativos da renda fixa - explica o gestor de fundos da Mellon Global Investments, Sergio Lima.
Os títulos prefixados, referenciados a Selic ou a índices de inflação, e fundos com estes títulos na carteira são os mais indicados para investimento a longo prazo. "Os prefixados dão garantia de ganhos ao investidor. Por mais que ele deixe de ganhar em oportunidades ocasionais, não corre riscos inerentes aos demais ativos, como a perda do patrimônio por exemplo", disse o analista de derivativos do RaboBank, André Kitahara.
Riscos menores nos títulos pré do tesouro direto
Caso o investidor opte por aplicar em títulos prefixados, diretamente por intermédio do Tesouro Direto ou por um fundo, os riscos são os menores do mercado. No caso de uma mudança brusca na política monetária, o capital é protegido de oscilações. Pode deixar de ganhar mais, no entanto, o retorno é garantido. Para proteger-se da inflação, os títulos corrigidos pelo IGPM, com juros prefixados em torno de 8% ou 8,5% ao ano são ótimas opções. "Por mais que a Selic volte a subir ou caia consideravelmente, poder contar com juros reais de 8% ao ano é uma garantia de manutenção do poder aquisitivo", observa Kitahara.
Qualquer elevação de juros pode afetar diretamente a rentabilidade das aplicações, mas um corte na Selic pode ter um efeito mais drástico. É o que pode ocorrer com os juros daqui para a frente, alertam analistas. Esta semana, por exemplo, deve aumentar consideravelmente a demanda por CDBs prefixados.   (ANDRÉ BOUDON, JULIANA ENNES, RENATA XIMENES E SONILDA LIMA - Jornal do Commercio)

20.06 - INSS ainda segue a MP 242
Instituto continua calculando auxílios conforme texto original, até que alterações sejam sancionadas. Já são 288 mil concessões
Apesar de as alterações na Medida Provisória 242 terem sido aprovadas quarta-feira na Câmara dos Deputados – restabelecendo a fórmula antiga de cálculo dos benefícios por incapacidade, pela média das 80% maiores contribuições –, os sistemas do INSS continuam a processar os pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, pela média dos últimos 36 meses.
O texto original proposto pelo Governo – que entrou em vigor em 28 de março – permanece válido até que as mudanças feitas na Câmara sejam confirmadas em votação no Senado e sancionadas por Luiz Inácio Lula da Silva. Somente após a assinatura do presidente, os sistemas do INSS serão readaptados e as contas voltarão a ser como antigamente.
O Ministério da Previdência informou oficialmente que, até agora, foram concedidos 288 mil benefícios por incapacidade, segundo a MP proposta pelo Governo. Desse total, foram 198 mil auxílios-doença, 71 mil salários-maternidade e 18 mil auxílios-acidente. O levantamento foi feito pela Dataprev, até a última terça-feira. As estimativas ficaram abaixo das projeções iniciais, em parte, devido à greve que paralisa o processamento dos benefícios em 30% das agências do País. (Mônica Pereira - O Dia)

20.06 - A nova tributação dos planos de previdência e os benefícios para o consumidor
Permitir um leque maior de opções para os consumidores de previdência complementar aberta é na opinião de Marco Antônio Rossi, presidente da Bradesco Vida e Previdência, um dos grandes avanços trazidos pela Lei 11.053/04, que trata da tributação dos planos de Previdência Privada e o prazo de opção para o participante definir o critério de incidência do imposto – Progressivo, Compensável ou Regressivo. “A nova tributação é uma vitória representa um avanço na medida que, sendo mais flexível, permite ao consumidor um maior leque de opções em função de suas necessidades. Hoje, de 27,5%, pode se chegar a uma dedução de 10%”, explicou durante almoço-palestra promovido pelo CVG-SP – Clube Vida em Grupo de São Paulo, realizado no último dia 10 de junho. Durante o evento, que reuniu cerca de 100 pessoas no Edifício Itália, Rossi disse que os players do mercado, nessa nova realidade, devem se preparar muito mais para vender, para conquistar mais vendas e com mais qualidade. “Até então bastava saber, diante das alternativas PGBL e VGBL, se o candidato a participante pagava ou não o Imposto de Renda. Hoje a discussão é bem mais complexa, e quem não treinar bem sua equipe não será competitivo”. Ele acredita prevê ainda, para um curto espaço de tempo, uma reserva total constituída sobre a base de R$ 100 bilhões. O crescimento, no entanto, não deverá ser sentido ainda em 2005. “Neste ano não haverá grandes crescimentos dos planos individuais. Cresceremos, mas bem menos do que o esperado, correndo atrás do prejuízo em função do tempo gasto para a adaptação a nova tributação”. Na sua opinião, os planos empresariais são também um forte potencial de negócio. Na opinião do presidente do CVG/SP, Paulo Meinberg, o momento é oportuno para este tipo de discussão contribuindo para fortalecer a área de benefícios.  (Fenaseg)

20.06 - Previdência: Faturamento por dívida
Na tentativa de reduzir o histórico rombo nas contas da Previdência Social, o Governo prepara projeto de lei que permitirá reter parte do faturamento das empresas para cobrir débitos previdenciários em atraso. O objetivo é elevar a possibilidade de receber parte da dívida ativa, acumulada em R$ 225 bilhões. A montanha potencial de dinheiro equivale a mais de sete vezes o valor do déficit da Previdência previsto para 2005, de R$ 32 bilhões. Preparada pelo Ministério da Previdência Social, a proposta chega esta semana ao Palácio do Planalto e altera a Lei 6.830, de 1980, que regula a execução fiscal da Fazenda Pública.
O Correio Braziliense teve acesso exclusivo ao texto. Na justificativa, a Previdência alega haver base jurídica para a medida. "O projeto objetiva especificamente ofertar maior garantia ao crédito tributário explicitando a possibilidade de efetuar a penhora sobre o faturamento dos devedores para fins de garantia da execução fiscal", descreve um trecho.
A idéia é fazer com que o valor penhorado seja suficiente para a amortização mensal da dívida durante período de tempo pré-determinado. O percentual do faturamento a ser retido seria definido pela Justiça e a execução só poderia ser suspensa após coberto o montante do crédito devido. 
De acordo com um dos artigos do projeto de lei, será nomeado um depositário, que ficará responsável pelo pagamento mensal de parte do faturamento da empresa. Quando o devedor comprovar que seus bens estão penhorados e que o percentual sobre o faturamento mensal é suficiente para amortizar pelo menos 0,5% do valor total da dívida - incluídas multas e correções monetárias -, poderá ser expedida a certidão de regularidade fiscal para a empresa, que então poderá participar de licitações públicas.
O Governo pretende, com o novo sistema, recuperar débitos que estão praticamente perdidos. Há devedores que sequer possuem patrimônio suficiente para garantir a quitação da dívida. No entanto, essas empresas conseguem manter o nível de atividade regular e registram lucro operacional - mas não pagam um centavo do que devem aos cofres da Previdência.
Idéia tem base legal 
O advogado Paulo Sérgio Restiffe, especializado na recuperação de empresas, diz que a medida será benéfica para a Previdência. "A recuperação de créditos é um problema prático, pois muitas vezes o devedor não tem bens para vender e pagar a dívida. A penhora de parte do faturamento é maneira de a dívida ser paga aos poucos, mas pelo menos ser paga", afirma. Segundo o especialista, a proposta do Ministério tem amplo alicerce jurídico. "A legislação e a jurisprudência prevêem esse tipo de recurso. Uma lei específica, que regulamente a questão, ajuda na execução da penhora." 
A única ressalva é em relação ao percentual a ser retido. "Se você penhorar parte muito grande do faturamento, pode inviabilizar a empresa", pondera Restiffe.
Troca por serviços, outra possibilidade 
Outra possibilidade em analise no Ministério da Previdência é trocar dívidas por serviços. O próprio ministro Romero Jucá disse que estudava uma forma de receber parte do pagamento de companhias de aviação em passagens aéreas a serem utilizadas por funcionários do Governo. A prática seria duplamente benéfica para o Governo. Primeiro, porque a União economizaria com a compra dos bilhetes. Segundo, porque o Tesouro Nacional teria que desembolsar menos recursos para compensar o déficit da Previdência.
A proposta, no entanto, enfrenta obstáculos jurídicos. O principal é a Lei 8.666, que regula as licitações públicas. No entendimento de técnicos do Governo, a dispensa de licitação e a permuta de parte da dívida por serviços poderia prejudicar empresas rivais que prestam o mesmo tipo de serviço, o que configuraria desrespeito à lei. Prevista para ser enquadrada no mesmo projeto de lei, a troca de dívida por serviço não foi incluída no texto que será enviado à Casa Civil.   (MARCELO TOKARSKI - Correio Braziliense/Jornal do Commercio)

20.06 - Seguros para mulher vendem bem com mimos e benefícios 
Bons resultados animam seguradoras, que caminham para segmentação cada vez maior 
Os seguros voltados ao público feminino, praticamente uma invenção brasileira, já representam importante nicho para as empresas e são uma prova de que esse mercado caminha cada vez mais rumo à segmentação. Na busca por clientes, valem estratégias direcionadas de marketing, mimos e serviços que beiram o inusitado.
É o caso do Seguro Vida Mulher, do Banco do Brasil, que acaba de completar dois anos no mercado. Com investimento modesto em desenvolvimento e marketing - da ordem de R$ 1,5 milhão - o produto hoje é motivo de orgulho para a Aliança do Brasil, seguradora ligada ao BB. "Em dois anos de mercado, alcançamos a marca de 240 mil apólices vendidas", afirma Edson Monteiro, vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil.
O sucesso, segundo Monteiro, deve-se aos benefícios concedidos em vida para as seguradas, como a indenização em caso de diagnóstico positivo de câncer de mama ou colo do útero. Mas o que chama a atenção é o vasto leque de serviços do pacote, que inclui facilidades domiciliares - chaveiro, eletricista, babá e até guarda de animais de estimação. O seguro dá direito ainda a consultoria jurídica, auxílio para gastos com viagens, entre outros benefícios.
Tudo isso foi pensado a partir de pesquisas qualitativas, em que foram ouvidas 100 mulheres, identificadas como mães, executivas e independentes. "A grande demanda dessas mulheres era a de que os benefícios do seguro pudessem ser usados em vida", diz Monteiro. "Com base na expectativa desse público, foi desenvolvida também a comunicação do produto".
O marketing é reforçado em datas como Dia da Mulher e Dia das Mães, o que repercute diretamente nas vendas. Em março, a Aliança do Brasil registrou a venda de 12,7 mil apólices, um resultado cerca de 20% superior à soma das propostas comercializadas nos dois primeiros meses de 2005. No mês das mães, a campanha resultou na venda de 7,3 mil apólices vendidas, um crescimento de 18,7% em comparação a 2004.
A Unibanco AIG, primeira seguradora a lançar seguros femininos no mercado, em 1998, percebeu a demanda das consumidoras e "modernizou" o produto no ano passado, de modo que passasse a oferecer a indenização em caso de diagnóstico de câncer maligno. A reformulação trouxe também benefícios como descontos em clínicas de estética e medicina alternativa. Foram investidos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias.
O bom resultado da mudança levou a seguradora a desenvolver um produto com características semelhantes, só que voltado para o público masculino. O Seguro Homem, lançado no início do mês, garante a cobertura para doenças como câncer, enfartos e derrames.
De acordo com a superintendente de Produtos da Unibanco AIG, Aline Coropos, a abordagem com o público masculino é mais delicada. "É difícil falar de câncer para o homem, que imediatamente associa à próstata. Por isso, ampliamos a cobertura para outras doenças", diz. Nos moldes do seguro feminino, o Seguro Homem dá direito a mimos, como massagem shiatsu e orientação nutricional, a partir da contratação. Benefícios e descontos em rede conveniada fazem parte do rol de vantagens.
Já o Itaú, que há um ano lançou o seguro Itauvida Mulher, aposta no diferencial de atrelar os seguros aos planos de previdência privada. "Acoplamos o conceito 'Vida em Vida', onde parte do prêmio do segurado é capitalizado para um plano de previdência privada" afirma Oswaldo Nascimento, diretor da Itaú Vida e Previdência. "Se a pessoa não tiver a doença, vai manter a qualidade de vida". Já foram vendidas 70 mil apólices.     (Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo)

17.06 - Previdência na reta final
Apesar de o governo ainda poder apresentar uma nova medida provisória que amplie o prazo para a escolha do sistema tributário, os investidores antigos de planos de previdência privada têm 11 dias úteis para se decidir se querem migrar para o regime de alíquotas regressivas, para não correr o risco de perder o direito. A Medida Provisória 233, que em uma de suas emendas estendia a data final para 30 de dezembro, não foi votada na terça-feira no Senado - última dia para apreciação.
Por isso, o ideal é que o investidor se concentre em buscar o maior volume de informações antes de 30 de junho. "Se ele não se pronunciar, a seguradora presumirá que a opção foi pela atual tabela progressiva de IR", diz Andrea Nogueira, especialista em previdência do escritório Velloza, Girotto e Lindenbojm.
A queda da MP foi um golpe para o setor. A medida incluía não só mais seis meses para a escolha do regime tributário, como também um prazo de carência de até 60 dias para o investidor reconsiderar sua escolha inicial, e mais isenção de CPMF das transferências de recursos entre planos de previdência. As seguradoras, no entanto, não foram pegas totalmente desprevenidas. Um farto material explicativo já vinha sendo distribuído aos clientes desde o primeiro trimestre do ano e a expectativa agora é intensificar a comunicação, reforçando os anúncios.
Na maior seguradora do país, a Bradesco Vida e Previdência, o próprio banco vinha orientando os clientes a adiar a decisão para perto do prazo final, o que parece ter surtido efeito. O número de pessoas que já escolheram o sistema regressivo não chega a 5 mil, ou 0,38% do total de 1,3 milhão de participantes. "Esperamos uma movimentação maior nos próximos dias", diz o diretor presidente, Marco Antonio Rossi. No Bradesco, a escolha tributária pode ser feita em qualquer agência ou pela internet, com o envio da solicitação pelo correio. Nos planos empresariais, a opção é feita no RH.
Na Itaú Vida e Previdência, a opção pode ser feita nas agências, internet ou outros canais de atendimento, diz o principal executivo da empresa, Osvaldo do Nascimento, que é também presidente da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp). No Itaú, a tabela regressiva tem sido escolhida por 40% dos novos clientes. Entre os clientes antigos, porém, a opção cai para 10%.
A MP 233, que criava a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), não foi aprovada por falta de acordo entre governo e oposição. Com isso, a autarquia criada para fiscalizar fundos de pensão deixa de existir legalmente. O governo pode soltar um decreto legislativo para a Previc. Mas o que pode ser feito com relação ao prazo para escolha do regime de tributação, porém, divide especialistas. A Receita nada pode fazer, já que o prazo para a escolha foi estabelecido pela Lei 11.053, de dezembro de 2004.
Para Andrea Nogueira uma das saídas poderia ser a edição de uma nova MP ou mesmo de uma lei, publicadas antes do dia 30. Fábio Junqueira, do Martinelli Advogados, explica que a proibição à reedição da MP 233 só atinge a parte que aborda a criação da Previc. Segundo ele, é vedado ao Executivo reeditar MP de mesmo teor no período de um ano. Mas como a ampliação do prazo foi feita por uma emenda, e não pelo pelo Executivo, não existiriam obstáculos.
Na prática, porém, os especialistas acreditam ser difícil que isso ocorra em razão do momento turbulento pelo qual passa o Congresso. "A MP do Bem poderia ser um ótimo veículo para abrigar a emenda, mas acho que não há mais tempo", diz Junqueira.
"Devemos entrar com um projeto em regime de urgência para pelo menos conseguir o prazo adicional", diz Nascimento, da Anapp. "Continuamos na expectativa de que possamos reverter o quadro", acrescenta Rossi, do Bradesco. Na contramão, Ana Paula Oriola, sócia do escritório Moreau Advogados, acredita que os prazos contidos na MP 233 ficariam suspensos até que fosse apresentada uma nova medida provisória - o que, na sua opinião, só poderia ser feito no próximo ano - ou um projeto-lei. "O prazo previsto inicialmente, de 30 de junho, não tem como ser alterado."
Mesmo na briga pela prorrogação, os profissionais do setor tentam minimizar o impacto do prazo mais curto, lembrando que as pessoas que podem se beneficiar das alíquotas regressivas de tributação são minoria na previdência privada aberta. Estimativa do setor aponta que a tabela regressiva só valeria a pena para pessoas que buscam benefícios mensais acima de R$ 4 mil na aposentadoria e têm um horizonte de investimento superior a quatro anos. Esse universo, diz Nascimento, inclui apenas 500 mil, ou 7,14% de um total de 7 milhões de participantes.
Simulação feita pelo site Fortuna mostra que uma pessoa de 30 anos que queira se aposentar aos 65 com uma renda média mensal de R$ 4 mil precisa de contribuições mensais de R$ 620,00. Isso, levando-se em conta juros reais de 6% ao ano durante o período de acumulação e de 3% ao ano no período de resgates, e sem contar os custos com taxa de administração. "Para a grande parte dos investidores que não consegue guardar essa quantia, o melhor é ficar na progressiva", recomenda o sócio do Fortuna Marcelo D'Agosto.   (Flavia Lima - Valor Online)

17.06 - Auxílio-doença: Câmara conclui votação da MP 242
A Câmara concluiu na quarta-feira a votação da Medida Provisória (MP) 242, que promove maior controle na concessão de auxílio-doença e, assim, tenta diminuir a quantidade crescente de benefícios pagos. O texto que segue agora ao Senado manteve a redação proposta pelo governo, após a rejeição de um destaque do PDT e de um acordo para atender a uma emenda de redação do PFL.
O principal ponto de discórdia era a proposta da MP que muda o cálculo do auxílio-doença. Atualmente o valor do benefício é definido com base em todo o histórico de contribuição do trabalhador que terá o benefício. A proposta da MP é de fazer com que se calcule o benefício com base nas contribuições corrigidas dos últimos doze meses. "Esse é um benefício provisório, não é perene, é muito comum pessoas que recebem R$ 1 mil de salário passarem a receber R$ 1,3 mil no benefício, o que é algo injusto", afirmou o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), relator da proposta. PDT e PCdoB defenderam a manutenção da atual fórmula e apresentaram um destaque para manter o sistema o de cálculo em vigor, mas o plenário rejeitou a proposta do PDT por 171 votos a 164 e 2 abstenções.
A MP também obriga as empresas a fazerem o registro eletrônico de seus trabalhadores no sistema do INSS até o dia do início efetivo do emprego, para coibir fraudes existentes atualmente com pagamento do benefício um dia após o registro no INSS.   (Henrique Gomes Batista - Valor Online)

17.06 - Aposentados: Cartilha sobre empréstimo consignado
Para evitar problemas para aposentados e pensionistas na hora de pedir um empréstimo com desconto na folha de pagamento, o governo elaborou uma cartilha que traz uma orientação sobre o assunto. A cartilha "Roteiro técnico sobre empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS" foi elaborada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça em parceria com os ministérios da Previdência e da Fazenda.
A cartilha está sendo distribuída em todo o país. O roteiro está disponível também na internet no endereço www.mj.gov.br, no ícone cidadania. Para tirar qualquer dúvida, o aposentado ou pensionista pode ligar para o número 0800 – 780 191, da Previdência Social. (Procon - GO)

17.06 - Fundos de previdência mudam para diminuir risco
Para estimular a formação de poupança de longo prazo, o governo incluiu entre as medidas a possibilidade de as aplicações dos fundos abertos de previdência complementar serem registradas em nome dos beneficiários. O objetivo, segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, é evitar que problemas financeiros nas administradoras dos recursos gerem perdas para os contribuintes desses fundos. "A medida dará mais segurança aos aplicadores."
Hoje, os recursos arrecadados pelos planos de previdência são aplicados em fundos de investimentos exclusivos e ficam retidos nas administradoras no caso de falência. Com a nova medida, o dinheiro não será incluído na massa falida e os contribuintes poderão transferi-los para outra instituição. Além disso, o registro nominal, diz Appy, permitirá que as cotas dos fundos sejam dadas como garantia nos empréstimos de financiamento imobiliário. "Isso cria condições para alavancar operações no setor", destacou o secretário, ressaltando que a medida ainda será regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O registro nominal não será obrigatório mas uma opção das seguradoras. O governo avalia, porém, que os clientes vão exigir o benefício, o que acabará obrigando as empresas a oferecê-lo sob o risco de perder clientela para a concorrência.
Entre as medidas anunciadas ontem, o governo incluiu também novas regras de tributação para operações nos mercados futuros, instrumentos usados pelas empresas se protegerem de oscilações nos preços de ativos. Será permitido abater dos ganhos obtidos nesses mercados as perdas em outras operações no mesmo período para fins de cálculo de IR, PIS, Cofins e CSLL.   (O Estado de S.Paulo)

17.06 - FIFs de planos de previdência serão lastro para compra de imóvel
O governo anunciou novas medidas de incentivo ao financiamento de longo prazo na "MP do Bem". Fundos de investimento poderão ser criados lastreados em planos de previdência complementar, mas somente por empresas abertas, que terão de apartar esses planos de aposentadoria da carteira geral. Além disso, a medida permite que o participante de planos direcionados a esses novos FIFs usem a poupança como garantia adicional de financiamento imobiliário.
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, além de beneficiar o futuro mutuário, o setor de construção civil e os bancos operadores de crédito à habitação, esse produto vai incentivar a permanência das aplicações em planos de previdência complementar. Isso porque grande parte dos saques dessa poupança de longo prazo é feita com a justificativa de usar o dinheiro para a compra da casa própria.
Também para o mercado de capitais o governo vai reduzir a tributação das operações de hedge, no mercado futuro, para níveis internacionais, segundo anunciou o ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
Outra medida isenta de PIS/Cofins os custos da captação de recursos das securitizadoras de créditos agrícolas, a exemplo de tratamento dado a securitizadoras de créditos imobiliários e financeiros.    (Azelma Rodrigues - Valor Online)

16.06 - Paim pede a senadores que votem a PEC paralela antes do recesso
O senador Paulo Paim (PT-RS) fez um apelo aos senado,ontem pela aprovação da PEC paralela da Previdência, que atenua os efeitos da reforma previdenciária, antes do recesso parlamentar de julho. O senador disse que já tem assinaturas suficientes para que a matéria vá a Plenário. 
Paim também prestou homenagem à TV Senado pelo Prêmio Clara de Assis de Televisão, concedido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao programa Inclusão, apresentado pela jornalista Solange Calmon. O programa, disse o senador, mostra a dura realidade do povo brasileiro.
- Milhões de brasileiros estão na sarjeta, marginalizados, não têm sequer casa e moram nas ruas, debaixo de pontes, nos lixões. É preciso fazer justiça social e defender a igualdade de direitos - disse o senador.
Paim lembrou de projeto de sua autoria que cria um programa nacional de inclusão da população de rua, capaz de proporcionar assistência e condições para a inclusão social e oportunidades de qualificação profissional a essa população. O projeto seria financiado, de acordo com o projeto, pelo Fundo de Combate à Pobreza e Erradicação da Fome, e receberia recursos também de convênios. A proposta prevê também a participação de organizações não-governamentais. 
O senador anunciou ainda a chegada a Brasília do cidadão João Alberto Xavier Miranda, que saiu do Rio Grande do Sul há cinco meses e percorreu 2.976 quilômetros, no que chamou de a "marcha de um homem só". A caminhada foi um protesto contra o desemprego e um apelo para que o Congresso aprove projetos de leis que beneficiem trabalhadores com mais de 40 anos e dêem aos jovens a oportunidade do primeiro emprego. Paim citou projeto do senador Jefferson Péres (PDT-AM) nesse sentido. 
Paim foi aparteado por Leonel Pavan.  (Agência Senado)

16.06 - PL 4.132/04 isenta portadores de doenças graves de contribuição previdenciária
Na última quinta-feira, dia 9, foi aprovado por unanimidade, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados (CSSF), o PL 4.132/04, do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), que isenta da contribuição previdenciária as aposentadorias dos servidores públicos portadores de doenças graves. O relatório do projeto foi aprovado com complementação de voto da relatora, deputada Zelinda Novaes (PFL-BA). Conclusivo nas comissões, o PL foi encaminhado à Comissão de Finanças e Tributação (CFT), que analisará sua adequação financeira; depois, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará sua constitucionalidade.
Isenção válida para doenças no IR - Segundo o PL 4.132, devem ficar isentos da contribuição previdenciária “os proventos de aposentadoria por invalidez motivados por acidente em serviço e os de aposentadoria percebidos por portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, fibrose cística (mucoviscidose) e hepatopatia grave com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma”.
As patologias incluídas no projeto são similares às já institucionalizadas isenções do Imposto de Renda (Leis 7.713/88 e 11.052/04). No entender da relatora, a aprovação do projeto irá “amenizar o impacto financeiro decorrente do uso continuado de medicações, da realização de tratamentos especializados e do possível comprometimento da autonomia dos portadores dessas doenças”. Após a apreciação das comissões, o PL será encaminhado para o Senado Federal.   (Unafisco)

16.06 - INSS alerta contra estelionatários 
O INSS alerta os aposentados, pensionistas e outros beneficiários para que fiquem atentos e não confiem em pessoas que se oferecem para ajudar. Os segurados devem desconfiar de pessoas que se apresentem como servidores do INSS e prometem serviços, como agilização de andamento de processos, aumento de valores de benefícios, liberação de valores atrasados ou de revisões, entre outros.
Os estelionatários sempre se utilizam desses métodos para aplicar os seus golpes. Caso isso aconteça, o beneficiário deve comunicar o fato imediatamente à polícia.
O INSS também esclarece que nenhum de seus servidores está autorizado a comparecer à residência de segurados para prestar serviços de concessão de benefícios, controle de pagamentos, revisão de cálculos e muito menos para retirar documentos, cheques, dinheiro, cartão magnético ou número de senha bancária. (Vanessa Prates - AgPrev) 

16.06 - Previdência alerta para taxas nos empréstimos
Os aposentados devem ficar atentos às tarifas cobradas pelos bancos junto com a concessão de empréstimos com desconto direto no benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A cobrança mais comum é a TAC (Tarifa de Abertura de Conta), que pode chegar a R$ 190, segundo levantamento feito pela Previdência. Esse foi o valor informado pelo BMC — que cobra uma tarifa de 3,5% da operação, com limites que variam de R$ 30 (mínimo) a R$ 190 (máximo).
Além da cobrança dessa tarifa e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), os aposentados também devem prestar atenção às variações das taxas de juros dos empréstimos. Nas operações de crédito com pagamento em seis meses, as taxas variam de 1,5% (Banco do Brasil) a 3,5% (BVA) ao mês.
Para evitar problemas para aposentados e pensionistas na hora de pedir um empréstimo consignado (com desconto direto na folha de pagamento), o governo elaborou uma cartilha que traz uma orientação sobre o assunto. A cartilha `Roteiro técnico sobre empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS` foi elaborada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, em parceria com os Ministérios da Previdência e da Fazenda. A publicação está sendo distribuída em todo o país e também é encontrada na internet, no site www.mj.gov.br. Para tirar qualquer dúvida, o aposentado ou pensionista ainda pode recorrer ao número 0800 78 0191, da Previdência Social.
Unibanco
O Unibanco baixou os juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Desde a última sexta-feira, dia 10, a linha Crédito Merecido passou a operar com taxas entre 1,75% e 3,48% ao mês e prazo de 3 a 36 meses. A Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) também foi reduzida, para 3,5% do valor solicitado.
Uma cartilha orienta aposentados e pensionistas ao adquirirem o empréstimo.  (DCI/SK)

16.06 - Seguros: quando os estrangeiros erram 
O mercado de seguros no Brasil acumula inúmeras experiências de investimentos estrangeiros, alguns bem sucedidos e outros, fracassados. Dois motivos básicos levam ao insucesso de um investimento estrangeiro em seguros no Brasil: planejamento estratégico inconsistente e baixa performance na execução da estratégia traçada. As falhas no planejamento chegam a ponto de ignorar importantes questões do macro-ambiente, fundamentais para o bom desempenho de qualquer negócio. Por exemplo, como são feitas as leis por aqui? Como funciona o nosso Judiciário? Ignorar o instituto da Medida Provisória, que em geral não existe no país de origem do investidor, não conhecer o modus operandi do Sistema Judiciário, extremamente formalista e lento, quando em países anglo-saxões o formalismo é muito menos relevante, são amostras de desconhecimentos que se mostrarão fatais para o sucesso do investimento. Há casos quase cômicos, se não fossem trágicos. Há o caso de um investidor estrangeiro, bem sucedido em seu país de origem, que buscou no Brasil uma atividade que ainda não estava regulamentada, acreditando que em prazo relativamente curto haveria a regulamentação. Hoje, mais de dez anos depois, a atividade continua não regulamentada e a empresa não pode fazer aqui aquilo que é a sua especialidade e que foi a razão original do seu investimento. Há que se perguntar. Como pode acontecer um erro de informação e avaliação de tamanha proporção? Como esperar por uma regulamentação, em curto prazo, quando já se esperava por ela há pelo menos 20 anos? Um tremendo erro de julgamento que revela um planejamento superficial, para dizer o mínimo. Outro exemplo diz respeito a empresas da área financeira que investem no Brasil "pensando" que virão distribuir os seus produtos por aqui da mesma maneira que o fazem nos seus países de origem. Só que essa forma de distribuição não existe ou não funciona por aqui! E elas só descobrem esta realidade depois de realizado o investimento. Neste momento, geralmente, a única opção que resta é desinvestir - com perdas significativas. O tema do desinvestimento é uma questão a parte. Em geral, há resistência em adotar esta alternativa. Qual o executivo local que recomendaria a opção à sua matriz? E qual "board" aceitaria com tranqüilidade a mudança radical da estratégia originalmente inventada pelos seus executivos? Outro erro comum é o da qualidade da execução do que foi planejado. Quando chega ao país, a investidora busca trazer todo o "know how" acumulado para construir um diferencial positivo para o seu produto, em relação a outros já consolidados. Para isso, é imprescindível, ou no mínimo recomendável, que um ou mais executivos da matriz que tenham esse know how sejam destacados para cuidar, ao menos, dos passos iniciais da nova empresa no Brasil. Mas não é isso que, repetidas vezes, acontece. A matriz acaba não enviando ninguém, ou envia por pouquíssimo tempo, preferindo, em vez disso, contratar executivos locais com a ajuda de "head hunters". E, o que é pior, resolvem economizar nesse recrutamento, tanto no que oferecem aos executivos como, principalmente, na descrição detalhada e exaustiva da função que este terá que desempenhar. Com este tipo de recrutamento, de fato, não é possível querer encontrar alguém que tenha as habilidades essenciais para um executivo com estas responsabilidades. Um executivo com a missão de comandar uma operação de largo fôlego, como a abertura de uma operação no País, precisa: a) ser capaz de interpretar/ entender o plano estratégico; b) ter estatura, segurança e conhecimento suficientes para recomendar mudanças estratégicas ou até mesmo indicar a inviabilidade do projeto; c) conhecer bem o país, sua cultura, suas instituições e como elas funcionam de fato, vis-a-vis o país de origem do investidor. Quando a escolha não tem estas preocupações, a conseqüência aparece logo: recruta-se um executivo de quem não se pode esperar a capacidade de implementar a estratégia traçada ou, muito menos ainda, de recomendar alterações. A grande pergunta que fica no ar é: por que freqüentemente acontecem estes erros tão primários no desenho e/ou na implementação de um investimento estrangeiro? Certamente que uma dezena de fatores, associados entre si, respondem à pergunta, mas aquele que me parece onipresente e o mais decisivo diz respeito ao nível de efetivo envolvimento do investidor com o projeto. Em geral, quando a matriz vê o investimento no Brasil como prioritário, esses erros não acontecem. A estratégia é escorada na realidade, os objetivos são viáveis e para sua execução alocam-se os melhores recursos humanos do exterior para transferir know how, enquanto se treinam recursos brasileiros do melhor nível. No entanto, quando os olhos da matriz estão prioritariamente voltados para outras regiões do mundo, como Ásia (China), Leste Europeu ou a própria Europa Ocidental, o que sobra de interesse pelo investimento no Brasil é muito pouco para a construção de uma boa estratégia e para alocar recursos humanos do nível necessário. Em outras palavras, sobra dinheiro mas faltam interesse e prioridade. Isso é o que está na raiz dos fracassos.     (Gazeta Mercantil - Luiz de Campos Salles, Engenheiro, presidente da Itaú Seguros) 


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