24.06 - Arrecadação de impostos registra novo recorde
O Imposto de Renda pago pelas empresas (IRPJ) e os tributos recolhidos
sobre o crédito ajudaram o governo a bater novo recorde de arrecadação,
desta vez para meses de maio. No mês passado, a sociedade pagou à
Receita Federal R$ 27,094 bilhões em impostos e contribuições,
o que representa um crescimento real de 2,02% em relação
ao mesmo período em 2004. O total de receitas nos primeiros cinco
meses deste ano chegou a R$ 146 bilhões e também superou
o valor registrado no mesmo intervalo do ano passado em 5,24%.
Na comparação com abril, no entanto, a arrecadação
teve uma queda real de 11,91%. Segundo o secretário-adjunto da Receita,
Ricardo Pinheiro, esse recuo é considerado normal devido a efeitos
sazonais. Em relação a maio de 2004, Pinheiro destacou o
crescimento de 31,09% nas receitas recolhidas com o IRPJ, que somaram R$
3,456 bilhões, e de 15,64% com a Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido (CSLL), que atingiu R$ 1,634 bilhão.
Já com a cobrança do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF), o governo arrecadou R$ 503 milhões em maio, uma
elevação de 17,53% em relação ao mesmo período
de 2004. Esse crescimento foi possível, segundo Pinheiro, graças
ao aumento de 20,7% no volume de créditos concedidos às pessoas
físicas e jurídicas no mês anterior.
— A gente tem a sinalização por alguns tributos de que
há um bom movimento no desempenho da economia, sobretudo no caso
de IRPJ e CSLL de alguns setores — disse Pinheiro.
Segundo o secretário-adjunto, as receitas incidentes sobre produtos
industrializados estão mantendo o ritmo dos primeiros meses do ano.
Entre os setores que mais contribuíram para a elevação
das receitas em maio estão extração de minerais metálicos,
captação, tratamento e distribuição de água,
celulose, eletricidade e metalurgia básica. Apenas esse último
segmento gerou uma receita extra de R$ 138 milhões.
(Geralda Doca - O Globo)
24.06 - Descuido eleva, por duas horas, mínimo para R$ 536
NA quarta-feira, por pouco mais de duas horas, o Brasil teve um salário
mínimo de R$ 536,28, em vez do valor de R$ 300 fixado pelo governo
e em vigor desde o dia 1º de maio. Por um descuido da Mesa Diretora
da Câmara dos Deputados, o os parlamentares aprovaram, no final da
tarde, o valor de R$ 536,28 para o salário mínimo.
Os deputados já haviam rejeitado o projeto de lei complementar
do PFL que sugeria o valor do mínimo em R$ 310, quando o presidente
da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), colocou todas as emendas
à matéria para votação em bloco.
As emendas foram aprovadas de forma simbólica pela maioria dos
parlamentares, e Severino proclamou o resultado. Só em seguida os
deputados se deram conta que as emendas fixavam o valor do mínimo
em diferentes valores – o maior deles, R$ 536, que prevalece sobre os demais.
ResponsabilidadeA oposição concordou em refazer a votação
diante do descuido. "O País não tem condições
de ter um salário mínimo desse valor.
Temos responsabilidade", ressaltou o líder do PFL na Câmara,
deputado Rodrigo Maia (RJ). "Não há recursos orçamentários
para pagar esse mínimo", afirmou José Carlos Aleluia (PFL-BA).
O deputado Professor Luizinho (PT-SP) criticou a decisão de
colocar a votação das emendas em bloco. "Como se faz uma
votação só para seis valores diferentes do salário
mínimo?", questionou.
Severino suspendeu a sessão por dez minutos para que os deputados
pudessem resolver o impasse. Um acordo entre a base aliada e a oposição
permitiu que a Câmara desrespeitasse o regimento da Casa e refizesse
a votação. O governo conseguiu manter por 316 votos a 18,
com seis abstenções, o salário mínimo em R$
300. A proposta agora segue para votação no Senado.
(Jornal de Brasília)
24.06 - Carteira assinada perde espaço para vaga informal em
São Paulo
A taxa de desemprego ficou estável em 17,5% no mês de
maio na região metropolitana de São Paulo. No entanto, foi
a primeira vez no ano em que o número de postos abertos sem carteira
assinada superou a criação de vagas com carteira. De acordo
com a pesquisa realizada pela Fundação Seade e Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
(Dieese), entre abril e maio foram gerados 46 mil empregos informais e
2 mil vagas formais foram fechadas.
Esse movimento preocupa, porque sinaliza uma precarização
do mercado de trabalho, após um período de intensa geração
de empregos com vínculos formais e maior proteção
trabalhista. As vagas precárias chegaram mesmo a ultrapassar a geração
total de vagas em maio, que ficou em 35 mil. "Houve migração
do emprego: postos com carteira foram fechados, enquanto cresceu o trabalho
informal", explica Clemente Ganz Lúcio, direto-técnico do
Dieese.
Em maio, mais 8 mil pessoas ficaram desempregadas em São Paulo,
uma vez que a criação de 35 mil vagas não foi suficiente
para absorver a entrada de mais 43 mil pessoas na força de trabalho,
chamada de população economicamente ativa (PEA). Hoje, existem
1,7 milhão de desempregados em São Paulo.
O aumento do emprego foi maior no setor da indústria, com 40
mil postos. Em seguida, ficaram os serviços, com 19 mil. Em contrapartida,
o comércio fechou 11 mil postos. Em 12 meses, os serviços
lideram a criação de vagas, com 213 mil novas ocupações.
A indústria é a segunda colocada, mas vem bem atrás,
com 85 mil postos de trabalho.
Essa composição do emprego tem reflexo perverso sobre
o rendimento médio real dos trabalhadores, pois o setor que mais
gera vagas também é um dos que menos paga e onde boa parte
dos trabalhadores não possui vínculo empregatício
formal. Em abril, o rendimento médio real dos ocupados cresceu somente
0,1% sobre março deste ano, e 0,4% na comparação com
abril de 2004. Mesmo assim, a massa salarial, produto do nível de
ocupação e do rendimento, teve desempenho melhor, puxada
pelo emprego. Entre março e abril, ela ficou 0,8% maior. Sobre abril
do ano passado, o avanço é de 5,5%.
Um indicador alentador da pesquisa mostra que o tempo médio
despendido na busca de trabalho pelos desempregados caiu de 51 para 49
semanas. É o menor tempo desde o mês de maio de 2002. Sobre
igual mês de 2004, a redução foi de 8 semanas, de 57
para 49 semanas).
Para junho, o cenário é mais otimista. Alexandre Loloian,
coordenador na Fundação Seade da pesquisa de emprego e desemprego,
afirma que dois fatores jogam a favor dos trabalhadores a partir deste
mês. Segundo ele, é o início de um período em
que as empresas começam a se preparar para a produção
do segundo semestre, sazonalmente mais aquecido do que o primeiro. Além
disso, é um momento em que as pessoas deixam de entrar no mercado
de trabalho, o que diminui a concorrência por um emprego.
(Raquel Salgado - Valor Online)
23.06 - FGTS: empresas vão arcar com esqueleto
Demitidos sem justa causa até abril de 2002 têm direito
à correção devida nos planos Verão e Collor
sobre a multa rescisória
A falta da correção monetária dos saldos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos planos Verão e
Collor produziu uma dívida bilionária para o governo federal,
cujo pagamento já consumiu, de 2001 até hoje, R$ 33 bilhões.
Mas, nos últimos tempos, ficou claro que não só a
União terá de lidar com um débito inesperado a partir
dos planos econômicos.
O FGTS provocou também um "esqueleto" para as empresas. Trabalhadores
demitidos sem justa causa vêm reclamando na Justiça - e ganhando
- a incorporação, à multa rescisória de 40%
do FGTS, do expurgo praticado nos planos Verão (janeiro de 1989)
e Collor (abril de 1990), que alcança 68%. A decisão, já
firmada em jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
é que a responsabilidade pelo pagamento dessa diferença é
do empregador.
"A Lei 8.036/90 estabelece que o empregador é o único
responsável pelo pagamento da multa de 40% sobre os depósitos
do FGTS, nos casos de despedida sem justa causa", afirmou o ministro Brito
Pereira em seu voto, no julgamento de um dissídio coletivo em 2003.
Naquele julgamento e em outros, o TST não aceitou a tese das empresas
de que caberia à Caixa Econômica Federal, como gestora do
fundo, o pagamento da diferença.
O TST reconheceu, por outro lado, que, se o pagamento da multa rescisória
foi feito a menor no passado, a empresa não teve culpa. Nas demissões,
a empresa pagou 40% sobre o saldo do FGTS. Só depois se decidiu
que o saldo não era aquele, mas maior, pois deveria incorporar a
correção monetária expurgada pelos planos.
Para obter, no valor da multa, a mesma correção obtida
no saldo da conta vinculada, o trabalhador tem de entrar individualmente
na Justiça. O problema é que existe prazo para isso.
Para a maioria dos ministros do TST, o prazo prescricional é
de dois anos e começa a contar a partir da Lei Complementar 110,
de junho de 2001, que regulamentou o pagamento da diferença no saldo
do FGTS. Como já se passaram mais de dois anos da data da lei, quem
entrou com ação na Justiça tem chance de ganhar. Quem
não entrou não pode entrar mais.
Alguns ministros, no entanto, defendem que esse prazo seria de cinco
anos. Nesse caso, ainda haveria tempo para a Justiça Trabalhista
acatar novas ações. A unificação dos procedimentos,
chamada de jurisprudência, ainda não foi objeto de deliberação
pelo tribunal.
Para quem foi demitido sem justa causa a partir de maio de 2002, o
problema dos expurgos na multa rescisória não existe. O decreto
que regulamentou a Lei Complementar 110 deixa claro que, a partir de maio
de 2002, a correção feita pela Caixa no saldo do FGTS dos
trabalhadores que fizeram o acordo passa a integrar a base de cálculo
da multa rescisória. De acordo com a Caixa, quem foi demitido a
partir de então recebeu o valor correto, já com a incorporação
dos índices expurgados.
A Justiça acatou a posição da Caixa de que ela
não é parte no processo. Primeiro porque a multa - hoje em
50%, dos quais 40% vão para o bolso do trabalhador - decorre da
rescisão do contrato de trabalho, sendo acessório do contrato.
Depois porque o direito universal ao expurgo inflacionário só
foi reconhecido com a Lei Complementar 110, de 2001.
(Vânia Cristino - O Estado de S.Paulo)
23.06 - Desemprego fica estável na região metropolitana
de SP
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo
em maio permaneceu estável, em 17,5% da População
Economicamente Ativa (PEA), interrompendo um movimento de alta registrado
desde fevereiro. Segundo números do Seade/Dieese, o número
de desempregados foi estimado em 1,761 milhão de pessoas, 8 mil
pessoas a mais do que em abril. Foram criadas 35 mil novas vagas, número
insuficiente para absorver as 43 mil pessoas que procuraram emprego no
período.
A indústria abriu 40 mil vagas em maio e o setor de serviços
criou outros 19 mil pontos. O comércio fechou 11 mil vagas e outros
setores, que incluem serviços domésticos e construção
civil, diminuíram 13 mil ocupações.
Entre março e abril os rendimentos médios dos trabalhadores
em geral e dos assalariados permaneceram praticamente estáveis,
com ligeira alta de 0,1% e 0,2%, respectivamente. Os rendimentos médios
passaram para R$ 1.024 e R$ 1.096.
No setor privado, os rendimentos dos trabalhadores sem carteira assinada
cresceram 6,2% entre março e abril, atingindo R$ 774,00. Já
os rendimentos dos trabalhadores com carteira assinada tiveram uma pequena
queda, de 0,07%, passando para R$ 1.129,00. Na indústria, o rendimento
teve uma ligeira queda, de 0,1% (para R$ 1.190,00), no comércio,
redução de 0,6% (para R$ 822,00) e, em serviços, queda
de 0,6% (para R$ 1,043,00). (Wagner Gomes - Agência O Globo)
23.06 - Fundação Nacional da Qualidade muda direção
Pedro Passos, co-presidente do conselho de administração
da Natura, assumiu ontem a presidência da Fundação
Nacional da Qualidade (FNQ) - antiga Fundação para o Prêmio
Nacional da Qualidade (FNPQ). A Fundação pretende nessa sua
nova fase se desenvolver como articuladora da rede nacional de gestão
e qualidade. A idéia é "mobilizar o maior número possível
de organizações para a prática de uma gestão
de classe mundial". (O Estado de S.Paulo)
23.06 - Telefones de Brasília ganham mais um dígito
Os assinantes brasilienses da Brasil Telecom – cujos números
ganharão um oitavo dígito (o número 3 à frente
do número atual) a partir do próximo sábado – vão
contar com a ajuda da empresa caso precisem de informações
sobre como completar ligações. Durante 120 dias, as centrais
da operadora de telefonia vão dar orientações sobre
chamadas locais, interurbanas, a cobrar e internacionais. Ontem, a empresa
divulgou nota lembrando os usuários sobre alguns cuidados a tomar
antes da implementação dos novos números: as empresas
que têm PABX devem reprogramar seus equipamentos. Já os usuários
domésticos que usam internet discada devem, dependendo do provedor,
baixar um novo discador de acesso. O iBest, por exemplo, esclareceu que
somente os moradores de alguns municípios do entorno do Distrito
Federal precisarão adotar esse procedimento. As cidades são:
Águas Lindas de Goiás, Cabeceiras, Cristalina, Formosa, Luziânia,
Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso.
(Correio Braziliense)
23.06 - Telefonia: TVA lança voz sobre IP residencial
A TVA lançou ontem serviço de voz sobre IP (VoIP) sobre
a rede de banda larga de Internet para clientes residenciais, antecipando
movimento que deve ser seguido em breve pela Net Serviços, por exemplo.
As operadoras de TV a cabo brasileiras começam a explorar o filão
daVoIP, depois de terem conquistado espaço no mercado de acesso
rápido à Internet, já que a televisão por assinatura
avança a passos lentos no país.
A superintendente da TVA, Leila Lória, disse que a meta é
alcançar três mil clientes até o final do ano, a maior
parte oriunda da base de assinantes que a empresa já tem. "A receita
ainda vai ser pequena, mas vamos tentar vender Ajato e TVA," disse a executiva.
A parceria da operadora com a empresa de telefonia Primeira Escolha
garante aos clientes do VoIP da TVA linha com número próprio,
que pode originar ou receber ligação de qualquer companhia.
O usuário terá que adquirir um modem por R$ 399 e pagar assinatura
mensal de R$ 35, que a TVA chama de taxa de manutenção, além
dos minutos usados.
Cliente pagará menos
Se o cliente for assinante da TVA paga R$ 10 a menos por mês
(R$ 25) mais consumo e, se já for usuário do Ajato, não
paga assinatura.
A conta de família que faça ligações de
longa distância nacionais e internacionais pode ficar até
50% mais barata, de acordo com projeção feita por Leila.
Entre telefones da rede da TVA as ligações são gratuitas.
Usuários de banda larga de outras operadoras também podem
contratar o serviço, que está disponível inicialmente
na capital paulista e que deve chegar à cidade do Rio de Janeiro
até o final do semestre. A empresa já havia lançado
o VoIP para o mercado corporativo. (Jornal do Commercio)
23.06 - Desemprego não libera o pagamento de pensão
Sob o entendimento do que desemprego não torna nula a cobrança
de pensão alimentícia, a Quarta Turma do Superior Tribunal
de Justiça (STJ) determinou o andamento da ação de
execução de alimentos ao dar provimento ao recurso interposto
pelos menores J.L.S. e G.L.S. contra J.S., de São Paulo, que deixou
de pagar pensão alimentícia aos menores após perder
o emprego.
Segundo consta do processo, diante da ação de execução
de alimentos ajuizada pelos menores, a 4a Vara da Família de São
Paulo julgou extinta a execução com base no artigo 618, I,
do Código Processual Civil. Entendeu-se que, não tendo o
pai trabalhado com vínculo empregatício durante o período
cobrado, o título executivo judicial não é líquido,
porquanto fixou a pensão alimentícia em percentual sobre
os rendimentos líquidos de J.S., mediante desconto em folha de pagamento.
J.L.S. e G.L.S. apelaram, mas a 3a Câmara de Direito Privado
do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), por unanimidade,
negou provimento ao pedido. Os menores interpuseram recurso especial ao
STJ, alegando, com base no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da
Constituição Federal, que a decisão do TJ-SP, ao definir
que, "desempregado o alimentante, perde o título judicial sua liquidez",
viola o artigo 586, parágrafo 1o, do Código de Processo Civil
(CPC).
O relator do processo no STJ, ministro Jorge Scartezzini, observou
que o dispositivo tido por violado não foi apreciado pelas instâncias
ordinárias. O ministro afirma que o tribunal já havia decidido
que a rescisão do contrato de trabalho do devedor de alimentos não
retira a liquidez do título executivo judicial que fixa a pensão
alimentícia em percentual incidente sobre a remuneração
efetivamente percebida.
Segundo o relator, presente a liquidez do título executivo judicial
em discussão, não há que se falar em nulidade da execução
com base no artigo 618, I, do CPC, segundo o qual "é nula a execução
se o título executivo não for líquido, certo e exigível".
Diante dessa afirmação, o ministro Jorge Scartezzini conheceu
parcialmente o recurso e, nessa parte, deu-lhe provimento para determinar
o processamento da ação de execução de alimentos.
(Jornal do Commercio)
22.06 - Telefonia DF: Migração tranqüila
Parte dos usuários de internet com conexão discada deve
adaptar o discador à inclusão do dígito “3” em todas
as linhas fixas da Brasil Telecom. Mudança vigora a partir de sábado
Na noite da próxima sexta-feira, os usuários de telefone
fixo no Distrito Federal e Entorno vão dormir com um número
de sete dígitos e amanhecerão, no sábado, dia 25,
com um de oito. A alteração nos prefixos das linhas da Brasil
Telecom, que terão o acréscimo do dígito “3” antes
do número atual, atende regulamentação da Anatel que
obriga as operadoras a implantar a mudança até o final deste
ano e obrigará os brasilienses a fazer algumas adaptações
no dia-a-dia.
Motivo para preocupação? Nem tanto. Além da chata
tarefa de refazer toda a agenda do telefone celular, acrescentar manualmente
o número 3 (ou refazer) nos cartões de apresentação
e avisar os parentes distantes, pouco rebuliço será causado.
Devem ficar atentos, no entanto, os usuários de internet por meio
de provedores com acesso discado. Como alguns discadores estão programados
para conectarem com os números de sete dígitos, será
necessário baixar as novas versões, já disponíveis,
adaptadas ao novo modelo.
Os usuários do iBest, por exemplo, estão sendo avisados
da necessidade por e-mail, telefone e até por campanha de rádio.
Basta acessar o www.ibest.com.br e clicar no tópico “discador” na
barra superior da página para chegar ao novo modelo (versão
2.7). O procedimento não preocupa a empresa. Quando a Brasil Telecom
começou a alteração dos números, a partir de
fevereiro, no Acre, em Tocantins e em parte do interior do Paraná
e Rio Grande do Sul, o mesmo processo foi realizado.
“Mais de cem mil assinantes do iBest baixaram a nova versão
do discador em função da mudança dos números
da Brasil Telecom desde o começo do ano e menos de 0,1% deles tiveram
dificuldade”, afirma o gerente de planejamento e acesso do iBest, Leonardo
Carbonell. Os pequenos problemas são pontuais, como em computadores
em que a data do calendário está incorreta. “De forma geral,
a migração está sendo super bem-sucedida”, resume
Carbonell.
Para os usuários do Yahoo Brasil, o processo é o mesmo:
entrar na home page www.yahoo.com.br e pegar a versão atualizada
do discador. A partir do dia 25, o aplicativo reconhecerá os novos
números. A empresa só começou a avisar os assinantes
da mudança, por e-mail, esta semana para não causar confusão
antes da hora.
Em outros provedores a adaptação é automática.
Como a exigência da Anatel estava estabelecida há muito tempo,
as empresas se adiantaram e criaram discadores que fazem o reconhecimento
instantâneo da alteração. É o caso do Terra,
cujos usuários do DF e Entorno não precisarão passar
por nenhum processo de reconhecimento.
Os assinantes do iG também não precisarão adaptar
o discador. “Já utilizamos um número de acesso de oito dígitos
no Distrito Federal desde meados de 2003”, avisa o diretor de Infra-estrutura
e Serviços do iG Edson Brandi. Nas localidades onde o iG ainda possui
números de sete dígitos, a mudança é automática.
“Por isso recomendamos o uso do nosso software discador, que garante aos
usuários ter sempre os números de conexão atualizados”,
afirma Brandi.
Os usuários de provedores que usem linhas de telefone da GVT,
que já tem oito dígitos, como o Pop, não serão
afetados pela mudança. No caso de dúvida, entre em contato
com seu provedor de acesso discado e esclareça o procedimento que
deve tomar. (Gustavo Marcondes - Correio Braziliense)
22.06 - R$ 584 milhões nos antigos fundos 157
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou a disposição,
em seu site - www.cvm.gov.br - serviço de consulta on line aos dados
sobre o Fundo 157, que atualmente ainda tem R$ 584 milhões em recursos
aplicados. Têm dinheiro no fundo contribuintes que fizeram declarações
do Imposto de Renda de 1967 a 1983 e optaram pelo 157.
Criado em 1967 com o objetivo de impulsionar o mercado acionário,
o Fundo 157 permitia que os contribuintes utilizassem parte do Imposto
de Renda devido em aquisições de cotas de fundos compostos
por ações e administrados por instituições
financeiras, escolhidas livremente pelo aplicador.
Até 1978, os contribuintes recebiam, juntamente com com a notificação
do Imposto de Renda, um formulário para investimento em algum Fundo
157, que era apresentado em algum banco ou corretora, para que a aplicação
fosse
feita. Os contribuintes, com base em percentuais indicados pela legislação,
podiam optar por registrar e realizar o investimento no momento da declaração
do IR - o repasse a instituição administradora era feito
pela Secretaria de Receita Federal.
O Fundo 157 foi extinto em 1985, pelo Conselho Monetário Nacional.
Os valores registrados nos fundos foram transferidos para fundos mútuos
de investimento em ações - atuais fundos mútuos de
títulos e valores mobiliários. Em 1987, a CVM passou a regulamentar
e fazer o acompanhamento dos fundos.
Para facilitar o atendimento aos antigos cotistas dos fundos, que não
mais se lembravam da instituição financeira em que tinham
aplicado seus recursos, a CVM solicitou aos administradores dos antigos
157 que enviassem a relação de investidores cadastrados.
Em seguida, com base nos dados obtidos junto aos administradores e a Receita
Federal, enviou cerca de três milhões de cartas aos aplicadores
informando a existência do investimento, que é corrigido pela
variação das ações na carteira dos fundos.
Segundo técnicos e analistas do mercado, a rentabilidade dos
recursos investidos nos antigos fundos 157 pode variar bastante conforme
a carteira de ações de cada aplicação. "Não
há como fazer estimativa da rentabilidade em razão da diversidade
dos ativos (ações) de cada um dos fundos. Há outros
fatores que precisam ser levados em conta como os planos econômicos
que vivemos, em que as ações sofreram conversões ",
disse um operador.
Passo a passo para resgatar o fundo 157
>> Ligar para o serviço de atendimento telefônico da CVM
- 0800 241616 - ou acessar o link Consulta Fundo 157, disponível
no site da autarquia - www.cvm.gov.br.
>> A partir do número do CPF, o investidor tem acesso a instituição
financeira administradora de sua cota de fundo 157. A CVM não informa
o montante aplicado, apenas a instituição.
>> Caso a instituição financeira tenha sido extinta,
a CVM informa o sucessor na administração do Fundo.
>> Informações sobre o saldo do fundo serão fornecidas
apenas pela instituição administradora. >> Apenas pessoas
que declararam Imposto de Renda nos exercícios entre 1967 e 1983
podem ter aplicação no Fundo 157. (ANDRÉ
BOUDON - Jornal do Commercio)
22.06 - Cresce o número de empresas que têm de entregar
a Dacon
Periodicidade da declaração se dá pelo faturamento
anual da empresa e pela sua tributação. A Receita Federal,
por meio da Instrução Normativa (IN) 540, de 28 de abril,
ampliou o universo de empresas obrigadas a entregar a Declaração
de Contribuições Sociais (Dacon). A partir de julho, as empresas
que optaram pelo lucro presumido, as imunes e as isentas também
deverão entregar os documentos, seguindo as mesmas regras da Declaração
de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).
Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil,
Richard Domingos, a medida aumentará a burocracia para pequenas
e médias empresas e conseqüentemente seus custos contábeis,
já que as consultorias que prestam serviço terão mais
trabalhos a cumprir. "Esses valores nem são os mais altos que a
empresa poderá arcar", explica. "Se a empresa atrasar a entrega
por apenas um dia terá que pagar uma multa mínima de R$ 500
por documento atrasado, mais juros de 2% ao mês sobre o valor do
PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição
para Financiamento da Seguridade Social), que podem ser majorados em até
20%. E por cada informação errada ou omitida, a empresa desembolsará
uma multa de R$ 20."
Segundo Domingos, a contabilidade da empresa terá um reajuste
com a nova declaração, já que os escritórios
terão que repassar os novos custos de trabalhos. "O valor repassado
deverá girar entre R$ 40 e R$ 90 para cada declaração
entregue", afirma. As empresas que faturam mais que R$ 30 milhões
ao ano ou tributa mais de R$ 3 milhões anuais deverão entregar
a Dacon a cada três meses. Portanto, deverá entregar a primeira
declaração, referente ao primeiro e ao segundo trimestre
de 2005, em cinco de agosto. A do terceiro trimestre deverá ser
entregue até cinco de novembro e do quarto trimestre até
cinco de fevereiro de 2006.
As empresas que não se enquadram no modelo acima, ou seja, que
faturaram menos de R$ 30 milhões devem entregar os documentos semestralmente.
Mas obedecendo a data limite de cinco de outubro para a entrega do documento
referente ao primeiro e segundo trimestres. E têm até cinco
de abril de 2006 para entregar as declarações do terceiro
e do quarto trimestre deste ano. De acordo com o diretor executivo da Confirp
, a Receita adotou essa postura com o objetivo de fiscalizar melhor o contribuinte,
assim como ocorreu com outros procedimentos adotados recentemente pela
Receita. (Gazeta Mercantil - Vivian Costa)
22.06 - Proposta de transferência de controle da Varig será
analisada por conselho
A FRB (Fundação Ruben Berta), controladora da Varig,
deve analisar nesta semana a proposta elaborado pelo presidente do conselho
de administração da aérea, David Zylbersztajn. O principal
ponto da proposta é a transferência do usufruto sobre as ações
da fundação para uma associação, chamada de
"Voa Varig".
Essa associação teria como sócios quatro dos atuais
conselheiros da Varig, inclusive Zylbersztajn.
A Folha Online apurou que a proposta não foi bem recebida pelo
conselho curador da FRB. Entretanto, o maior opositor da idéia era
Ernesto Zanata, que renunciou ontem à presidência do conselho.
Ele foi substituído pelo vice, Osvaldo Curi. A vice-presidência
passou para Adenias Gonçalves Fillho. O lugar de Adenias foi para
Delfim Costa Almeida, diretor regional da Varig em Brasília.
E mesmo que o conselho curador venha a aprovar a proposta, ela terá
de passar pelo colégio deliberante, instância máxima,
que é formado por 165 funcionários da Varig. Depois disso,
a proposta ainda precisaria receber o sinal verde da Procuradoria de Fundações,
já que a Varig é controlada por uma fundação.
Outro argumento contrário à proposta é que o controle
da empresa seria transferido para uma associação para que
as ações da Varig fossem depois vendidas para a TAP e outros
investidores.
Mas a Varig pediu na sexta passada para entrar no regime de recuperação
judicial, que substituiu a concordata na nova Lei de Falências. Com
essa medida, as negociações entre a Varig e a TAP para capitalização
da companhia brasileira foram suspensas.
Como houve essa interrupção das negociações
com a TAP, os conselheiros não veriam necessidade para a transferência
do constrole da Varig para uma associação presidida por Zylbersztajn.
Por conta dessa discordância, sugiram rumores nos últimos
dias que Zylbersztajn e outros conselheiros da Varig podem deixar seus
cargos caso a proposta seja rejeitada pelos curadores da FRB. (FABIANA
FUTEMA - Folha Online)
22.06 - Menos de 10% das indústrias brasileiras investem em tecnologia,
diz IBGE
Das 139 mil empresas industriais no país, menos de 10% investem
em tecnologia e inovação. A Pesquisa Industrial Anual 2003
divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) revela que apenas 9,9% das indústrias
brasileiras são consideradas de alta intensidade tecnológica,
investindo entre 0,96% e 2,72% de sua receita líquida de vendas
em pesquisa e desenvolvimento.
Neste grupo estão empresas voltadas para a produção
de bens de capital (máquinas e equipamentos) e de bens de consumo
duráveis (automóveis e eletrodomésticos) que, em 2003,
investiram três vezes mais do que a média da indústria
nacional. Segundo a pesquisa, essas indústrias aplicaram em investimentos
R$ 1,47 milhões, contra R$ 447 mil da média nacional. Apenas
14,78% dos trabalhadores ocupados na indústria do país pertencem
a essas empresas porque, segundo o IBGE, há uma relação
direta entre maior tecnologia e menor necessidade de funcionários.
(DN Online)
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